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Linguagem Filosófica: Transformação e Consistência

O texto discute como a linguagem filosófica representa uma transformação na linguagem comum ao adentrar na filosofia, permitindo decidir sobre afirmações de forma lógica e reorganizar as crenças. Embora uma nova linguagem se imponha, a linguagem do cotidiano também permanece.
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Linguagem Filosófica: Transformação e Consistência

O texto discute como a linguagem filosófica representa uma transformação na linguagem comum ao adentrar na filosofia, permitindo decidir sobre afirmações de forma lógica e reorganizar as crenças. Embora uma nova linguagem se imponha, a linguagem do cotidiano também permanece.
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RESPOSTA PARADA PRÁTICA 3 – LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS

FILOSÓFICOS

ETAPA 2 Responda às informações solicitadas:

a) Tese/proposição do texto em análise?

O autor, Ernildo Stein, apresenta a tese de que, ao adentrar na filosofia, o uso da


linguagem é decisivo, um novo tipo de linguagem que se organiza segundo algumas
regras que nos permitem decidir sobre afirmações certas ou erradas, a linguagem
filosófica, que representa uma transformação na linguagem. Ao reorganizarmos a
linguagem, alcançamos uma nova consistência para fundamentar nossas crenças e
nossa visão de mundo, embora ainda permaneça conosco a coexistência de duas
linguagens, esta filosófica que se impõe e a linguagem do cotidiano.

b) Argumentos utilizados pelo autor para defender a tese:

- Simplesmente quero saber se quando alguém fala sobre suas crenças, seu modo
de ver o mundo, com linguagem filosófica, ele entrou num universo em que a
linguagem funciona de modo diferente da linguagem comum, ou se essa linguagem
apenas trabalha com um repertório de conceitos novos.

- A filosofia tem seus caminhos próprios de aprendizagem e iniciação,


particularmente através dos textos da história da filosofia e trabalha com problemas
que muitas vezes apareceram na tradição filosófica. Nesse exercício de
interpretação, realiza-se a incorporação da linguagem, dos conceitos e dos modos
de argumentar.

- Diante da linguagem do senso comum, a linguagem filosófica introduz um outro


nível, uma distinção que leva a ser utilizada como modelo para a teoria do
conhecimento, que predominou em grande parte da filosofia até hoje.

- Busca identificar estruturas e níveis no texto, vistos como determinados a partir de


elementos exteriores que influenciavam os estilos de escrita em Verdade e método
de Gadamer, comparando com o estilo em Ser e Tempo de Heidegger, a qual se liga
de modo quase frenético aos eventos que o rodeiam, os eventos e dispositivos de
sua época. Dois tipos de obras que representam formas de operar com a filosofia
que têm um modo próprio de inserir-se no seu mundo

c) Exemplos e/ou citações utilizados para ilustrar ou reforçar os argumentos:

Hegel: “a filosofia é seu tempo apanhado em pensamento”, fala do poder do


pensamento como lógos que atravessa o tempo, e o precede e acompanha.

Mas não resta dúvida que a obra filosófica está mergulhada em seu tempo e,
portanto, ela surge num mundo que podemos de uma maneira simples definir como
a cultura que a rodeia.

Heidegger faz entrar em seu texto referências aos dispositivos de seu tempo: “o que
nós ouvimos primeiro nunca são barulhos ou complexos sonoros, mas o rugido do
vagão, a motocicleta. Ouvimos o regimento em marcha, o vento do norte, o pica-pau,
o fogo crepitando”.
Assim, estaremos sempre envolvidos numa atividade de compreensão que nos é
trazida pelas diversas formas de linguagem fixadas pela escrita ou pelas formas de
transmissão virtual.

d) Lista de palavras e/ou conceitos novos adquiridos com a leitura e seus


significados:

Hermenêutica: A arte e a ciência da interpretação de textos

Fenomenologia hermenêutica: Uma abordagem filosófica que busca compreender a


experiência humana através da interpretação dos fenômenos e da compreensão dos
significados.

Dimensão omni-abrangente: dimensão totalitária, de amplo domínio

Dasein: designa o homem para Heidegger, o ente que compreende o ser. O Dasein
é o ente para o qual o Ser se mostra.

Coincidentia oppositorum: uma oposição complementar.

e) Aponte frases/sentenças que você julga serem relevantes para o estudo


em filosofia (justifique a escolha):

- “Reorganizamos a linguagem e, com isso, ela se torna filosófica, porque, com ela,
atingimos uma nova consistência para fundamentarmos nossas crenças.”

Denota a importância da linguagem e a influência desta na estruturação das nossas


ideias.

- “...mesmo que a filosofia lide com uma linguagem nova, ou com problemas que não
se resolvem com a linguagem do cotidiano, quem faz filosofia não pode abandonar
o compromisso com o senso comum e o enraizamento nas formas socialmente
aprendidas.”

Concordo com a importância de fazermos filosofia conectados ao senso comum, as


formas socialmente aprendidas, dessa forma, a filosofia não se caracterizará por
mero exercício intelectual, buscando não apenas se referir a problemas da história
mas aqueles atuais que representam as dificuldades contemporâneas.

Como foi de forma pertinente ressaltado em várias ocasiões no texto: quando se fala
na busca de renovação, através da familiaridade com o discurso de seu tempo, ou
quando se refere a ocupação intelectual que deve enraizar o pesquisador teórico em
seu tempo.
ETAPA 3

Considerando as informações coletadas e sintetizadas elabore um texto


dissertativo de até 3 parágrafos, expondo sua compreensão da obra em
análise.

O TEXTO "COMO ENTRAR NA FILOSOFIA PELA LINGUAGEM –


VERDADE E MÉTODO" DE ERNILDO STEIN.

O texto traz informações de grande importância relativa ao uso da linguagem,


destacando a linguagem filosófica que nos deparamos a partir do estudo da
filosofia, um novo tipo de linguagem, uma mudança que vai se incorporar e resultar
na convivência de dois tipo de linguagem, a do uso comum e a filosófica. Da
linguagem filosófica, que adota regras lógicas, surge a modificação na nossa
linguagem sobre o mundo e sobre as nossas crenças. Quando adotamos novos
conceitos, fundamentamos melhor a exposição das nossas crenças e da nossa
forma de enxergar o mundo, incorporando registros daquilo que já foi
historicamente colocado.

O autor também ressalta que, mesmo ao adotarmos o uso da linguagem


filosófica, não podemos perder a conexão com a linguagem do cotidiano,
tampouco com a cultura ao nosso redor na qual estamos inseridos. Sempre será
possível compreender, da partir de um texto ou obra filosófica, qual o seu lugar no
seu tempo. Toda obra filosófica está inserida no tempo em que surge, envolvida
pela sua cultura, enraizada com temas e elementos de uma determinada época.

Para exemplificar, o autor faz uma análise de “Verdade e Método” de


Gadamer, comparando com “Ser e Tempo” de Heidegger. Apresenta elementos
diferentes, duas maneiras de inserção no mundo, no tempo em que ambos
viveram. Gadamer envolve a cultura e a tradição através de uma exposição
abrangente, sem referir-se aos elementos exteriores do mundo em que vive. Nele,
não identificamos o cotidiano ao seu redor, apenas nos leva a pensar sobre
aquelas que são as compreensões e interpretações do seu tempo. De outra forma,
Heidegger procura referir-se ao seu espaço existencial, produzindo um registro
autêntico do seu cotidiano. Em sua obra, entramos no seu cotidiano, suportando-
o, para a partir dali sermos elevados a um significado maior.

O panorama apresentado no texto de Ernildo Stein leva-nos a identificar que,


através da linguagem filosófica, podemos perceber o mundo e a cultura que
permeia cada autor, extraída da sua interpretação e reflexão, que traz os
elementos da realidade que o envolve. Também podemos fortalecer a ideia de que
pela linguagem, debatemos argumentos, formulamos teorias, propomos
conclusões, e, principalmente construímos e desenvolvemos conhecimento.

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