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PM - Doutrina de Rotam Pmap

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AGRADECIMENTOS

Em primeiro lugar, agradecemos a Deus por tudo. Ele sempre esteve conosco e isso
foi fundamental para estarmos hoje lançando esse trabalho que marca uma nova trajetória,
bem como, uma nova metodologia de ensinamentos e praticidade em defesa e manutenção
da Ordem Pública. Nossa fé é sólida nas diretrizes dessa Doutrina, pertencemos a Deus e
isso nos dá a força necessária para continuar nossa jornada sempre. Queremos, também,
agradecer às nossas famílias pela força e pelo apoio em todos os momentos. À Polícia
Militar do Estado do Amapá e do Estado de Goiás, em especial, ao Batalhão de ROTAM,
que nos proporcionou a oportunidade deste aprendizado. Aos editores da 1a Edição: o
então 3º Sargento Ewerton Dias Ferreira e o então Soldado Jonas Santos Pereira por
acreditarem e se empenharem em todos os momentos desta labuta.
Por fim, enaltecemos e reconhecemos os esforços da equipe de revisão e
atualização da Doutrina de ROTAM o que resultou na elaboração do presente e novo
Regimento Interno e Doutrinário de ROTAM, composta pelo 1° TEN QOC Manoel Azarias da Costa
Parente, coordenador e editor; 1° SGT QPC Alan Santos das Neves, Revisor; 3° SGT QPC Paulo Sérgio
do Carmo Ferreira, Auxiliar; 3° SGT QPC Alex Augusto dos Santos Queiroz, Revisor; SD QPC Robson
Silva da Cruz, Auxiliar; SD QPC Gleidson Silva da Costa - Auxiliar.

RICHARDSON PELAES DA SILVA ROCHA - CAP QOC PM

1
SUMÁRIO
TÍTULO I .................................................................................................................................................................6
DAS GENERALIDADES ............................................................................................................................................6
CAPÍTULO I .............................................................................................................................................................6
DA DESTINAÇÃO LEGAL .........................................................................................................................................6
CAPÍTULO II ............................................................................................................................................................6
DA ORGANIZAÇÃO .................................................................................................................................................6
CAPÍTULO III ...........................................................................................................................................................6
DAS ATRIBUIÇÕES OPERACIONAIS DA 1A CIA DE ROTAM......................................................................................6
CAPÍTULO IV...........................................................................................................................................................7
DO INGRESSO E FORMAÇÃO .................................................................................................................................7
TÍTULO II ................................................................................................................................................................8
ASPECTOS DOUTRINÁRIOS ..........................................................................................................................8
CAPÍTULO V............................................................................................................................................................8
DA DOUTRINA DE ROTAM .....................................................................................................................................8
1 O POLICIAL MILITAR DE ROTAM .........................................................................................................................8
1.1 OBRIGAÇÕES DO POLICIAL MILITAR DA 1a CIA ROTAM/BOPE ........................................................................9
2 DO COMANDANTE DO PELOTÃO ........................................................................................................................9
3 DO COMANDANTE DE EQUIPE ........................................................................................................................ 10
4 DO MOTORISTA ............................................................................................................................................... 11
5 DOS SEGURANÇAS ........................................................................................................................................... 11
6 TREINAMENTO ................................................................................................................................................. 11
7 COMPOSIÇÃO DA EQUIPE DE ROTAM ............................................................................................................. 12
8 EQUIPAMENTO E ARMAMENTO...................................................................................................................... 12
9 INÍCIO DO SERVIÇO .......................................................................................................................................... 13
10 SAÍDA DA BASE ROTAM ................................................................................................................................. 14
11 COMUNICAÇÃO VIA RÁDIO ........................................................................................................................... 14
12 PATRULHAMENTO MOTORIZADO ................................................................................................................. 15
13 TÉRMINO DO SERVIÇO................................................................................................................................... 18
14 PRINCÍPIOS DA ABORDAGEM ........................................................................................................................ 18
15 NÍVEIS DE ABORDAGEM ................................................................................................................................ 19
16 ABORDAGEM A VEÍCULOS ............................................................................................................................. 20
16.1 AO AVISTAR VEÍCULO SUSPEITO................................................................................................................. 20
16.2 DA ABORDAGEM DO VEÍCULO ................................................................................................................... 20
16.3 REVISTA PESSOAL NOS SUSPEITOS ............................................................................................................. 23
16.4 VISTORIA NO VEÍCULO ................................................................................................................................ 24
16.5 LIBERAÇÃO DOS INDIVÍDUOS E DO VEÍCULO ............................................................................................. 25
17 MOTOCICLETAS ............................................................................................................................................. 26
18 VEÍCULOS DE CARGA ..................................................................................................................................... 27
19 ÔNIBUS .......................................................................................................................................................... 31
20 ABORDAGEM EM VANS ................................................................................................................................. 33
21 BLOQUEIO EM VIA PÚBLICA .......................................................................................................................... 35
21.1 PLANEJAMENTO ......................................................................................................................................... 35
22 CONSIDERAÇÕES GERAIS ............................................................................................................................... 36
23 ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIAS................................................................................................................. 38
2
24 RESISTÊNCIA SEGUIDA DE MORTE................................................................................................................. 40
25 ACOMPANHAMENTO E CERCO A VEÍCULO EM FUGA ................................................................................... 41
26 OCORRÊNCIAS DE ROUBO A BANCOS ........................................................................................................... 43
26.1 PROVIDÊNCIAS A SEREM ADOTADAS PELA EQUIPE ................................................................................... 43
26.2 PROCEDIMENTO DA PRIMEIRA VIATURA NO LOCAL.................................................................................. 44
27 PROCEDIMENTOS PARA INCURSÃO EM FAVELAS (PALAFITAS) ..................................................................... 45
28 PROCEDIMENTOS EM LOCAIS PÚBLICOS ....................................................................................................... 45
TÍTULO III ............................................................................................................................................................ 48
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS .................................................................................................................................... 48
CAPÍTULO VI........................................................................................................................................................ 48
DAS SUBSTITUIÇÕES TEMPORÁRIAS .................................................................................................................. 48
CAPÍTULO VII....................................................................................................................................................... 48
PRESCRIÇÕES DIVERSAS ..................................................................................................................................... 48

3
APRESENTAÇÃO

Objetivando avançar sempre e propor uma gestão focada em resultados, através de


uma nova modalidade de policiamento, e visando redirecionar atividades desenvolvidas
para garantir à sociedade uma maior sensação de segurança, foi criada, em 2003, no
Batalhão de Operações Especiais do Estado do Amapá, a primeira Companhia de Rondas
Ostensivas Táticas Motorizadas - ROTAM, 1ª CIA do Batalhão de Operações Especiais -
BOPE.
O então TEN QOC Joércio Magno Almeida dos Santos, TEN QOC Antônio Jackson
Rodrigues da Silva, SGT QPC Raimundo Guedes de Oliveira, SGT QPC Rogério Soares
dos Santos, SGT QPC Antônio Pereira da Silva Filho, SGT QPC Paulo Sérgio Costa dos
Santos, CB PM Walter Wagner Santana de Cantuária, SD QPC Iran Leite da Silva e SD
QPC Claudenor Ramos Barros, todos, do recém criado Batalhão de Operações Especiais
– BOPE. Foram enviados, em maio de 2003, ao Estado de Goiás (referência nessa
modalidade especializada de patrulhamento tático motorizado) com a missão de
qualificarem-se e criar, na Polícia Militar do Amapá, uma tropa diferenciada capaz de atuar
especificamente em Operações Especiais daquela natureza. Durante o curso, esses
policiais receberam treinamentos específicos de patrulhamento, bem como técnicas e
táticas individuais especiais. Após terem concluído o curso, os sobreditos policiais, deram
um importantíssimo passo para a implantação da ROTAM - AP, realizaram, em seguida, o
primeiro Curso Operacional de ROTAM - COR, em que formaram 24 policiais militares.
Em setembro do mesmo ano, foi criada a ROTAM - AP, tendo como finalidade
principal a realização de um policiamento tático motorizado visando desenvolver ações de
cerco, bloqueio policial, prevenção ao crime e de repressão à ação de criminosos
considerados de altíssima periculosidade. As equipes desta unidade especializada também
estão à disposição dos batalhões de área, para o apoio operacional em situações onde
houver a exigência do emprego mais contundente e demonstração de força, ou em casos
de enfrentamento que exijam uma resposta especial da Polícia Militar do Amapá.
No ano de 2014, a ROTAM - AP, após mais de dez anos de sua criação, estabeleceu
que deveriam ser revistos e atualizados alguns procedimentos e condutas que caíram em
desuso ou ficaram obsoletos devido à incorporação de novas técnicas e práticas, a
aquisição de novos armamentos e equipamentos, o crescimento da criminalidade e o
estabelecimento de atribuições e funções antes pouco desenvolvidas pela Companhia, no
cerne do Batalhão de Operações Especiais. Assim, o atual comandante da

4
supramencionada Unidade, Sr. Ten Cel Wellington Carlos Pereira Nunes, autorizou a
realização de tal trabalho, para que a 1ª CIA de ROTAM continue o seu processo de
constante evolução e aprimoramento.
Portanto, no contexto outrora mencionado, a implantação da ROTAM - AP trouxe
uma política de resultados eficientes além da melhoria nas atividades prestadas pela
Corporação Policial Militar e, principalmente, a excelência no desempenho profissional,
constituindo-se, desta forma, com todo o seu conhecimento elaborado e experiência
adquirida, em um importante referencial cujo conteúdo apresenta a base estrutural da
técnica do policial militar: a Doutrina de ROTAM, objeto de apreciação da presente obra,
bem como, o seu respectivo Regimento Interno que regula sua organização básica.

5
TÍTULO I
DAS GENERALIDADES
CAPÍTULO I
DA DESTINAÇÃO LEGAL
a
Art. 1º. A 1 Companhia de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas - ROTAM, é
uma subunidade operacional do Batalhão de Operações Especiais - BOPE, da Polícia
Militar do Estado do Amapá, responsável pelo patrulhamento tático móvel motorizado
voltado para ocorrências de alto e altíssimo risco e é destinada como reserva tática do
Comando Geral da Corporação.
Art. 2º. A 1a Cia de ROTAM desempenhará suas atribuições em conformidade com
a legislação vigente, de acordo com as necessidades e diretrizes traçadas pelo Comando do
BOPE e da Instituição.

CAPÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO
a
Art. 3º. A 1 Companhia de ROTAM/BOPE está organizada de acordo com o
previsto na NGA/5°BPM e nas determinações emanadas pelo Comando Geral da PMAP e
do Batalhão de Operações Especiais, da seguinte forma:
I- Comando:
a) Comandante (Oficial QOC);
b) Subcomandante (Oficial QOC);
c) Coordenador das Equipes Operacionais (Oficial QOC ou QOA), responsável pela
fiscalização e controle, ordinário, de tais equipes;
d) Auxiliar do Comando (Graduado);
II- Equipes Operacionais (equipes de ROTAM):
a) Composta por 04 (quatro) componentes cada;
III- Equipes de Apoio (a critério do comando da Companhia):
a) Para execução de instruções;
b) Para implementação de projetos da Companhia e do Comando do BOPE;
c) Para ações administrativas da Companhia (extraordinariamente);
d) Apoio Logístico.
CAPÍTULO III
DAS ATRIBUIÇÕES OPERACIONAIS DA 1A CIA DE ROTAM
Art. 4º. A 1a Cia de ROTAM tem por circunscrição todo o Estado do Amapá.
Art. 5º. A 1a Cia de ROTAM deve planejar, executar, instruir, capacitar e coordenar
6
todas as ações pertinentes ao patrulhamento tático motorizado, conforme diretrizes do
Comando da Instituição, baseando-se nas seguintes atribuições:
I- Apoiar tática/operacionalmente as unidades de área da PMAP, especificamente, quando
necessitarem da atuação especializada, daquela subunidade do BOPE, em ocorrências de
alto e altíssimo risco;
II - Saturar e realizar operações preventivas e repressivas em áreas com elevado índice de
criminalidade;
III- Atuar em situações de suspeitos barricados e homiziados;
IV- Realizar ações e abordagens táticas, em locais, veículos e pessoas;
V- Combater o narcotráfico e o crime organizado preventivamente e de forma geral, em
apoio a outras Instituições;
VI- Prevenir e combater o roubo/furto a estabelecimentos, veículos e pessoas;
VII- Capturar foragidos da justiça;
VIII- Escoltar e proteger dignitários, testemunhas, presos e valores, de acordo com o
interesse da Corporação;
IX- Promover instrução, orientação e acompanhamento, com relação as suas
especialidades, aos demais Batalhões da Instituição e de coirmãs, conforme interesse do
Comando Geral da Instituição e do comando BOPE;
X- Atuar em ocorrências envolvendo Gerenciamento de Crises conforme diretrizes do
comando do BOPE;
XI – Subsidiar, extraordinariamente, a 2a Companhia de Choque/BOPE, em atividades de
controle de Distúrbios Civis em praças desportivas, reintegração de posse, desinterdição de
vias e demais situações, precípuas de tal Companhia, em que seja necessário o emprego
daquela subunidade, conforme determinação do comando do Batalhão;
XII – Operar em ações policiais militares em apoio a 3 a Companhia COE/BOPE, em áreas
rurais e de mata, excepcionalmente, sob expressa determinação do comando do
5°BPM/BOPE;
XIII - preservar vidas e aplicar a lei.

CAPÍTULO IV
DO INGRESSO E FORMAÇÃO
Art. 6º. Para que os Policiais Militares exerçam atividades e funções na
operacionalidade da 1a Cia de ROTAM deverão, necessariamente, possuir o Curso
Operacional de ROTAM – COR.

7
§ 1º. Os cursos são de responsabilidade do Comando do BOPE e da Diretoria de Ensino e
Instrução da PMAP, sendo assessorado, técnica e administrativamente, pela Companhia
de ROTAM na confecção e atualização da Grade Curricular, Plano de Curso e execução.
§ 2º. Aos possuidores do referido curso que desejarem servir na ROTAM e que se
encontrarem afastados das atividades operacionais da companhia, por qualquer motivo,
por mais de seis meses, será aplicado um Estágio de adaptação e avaliação, de acordo
com as diretrizes estabelecidas pelo Comando do BOPE e da Companhia.
§ 3º. Aos policiais integrantes da ROTAM, serão ministrados estágios e treinamentos para
aperfeiçoamento, sempre que se faça necessário, determinados pelo comando da Companhia.
Art. 7º. O curso operacional da ROTAM/COR será ministrado a todo policial militar da
Corporação, de coirmãs e outros órgãos do sistema de segurança do Estado do Amapá, a
critério do comando do BOPE, que se interessarem a vivenciar a doutrina e procedimentos
táticos daquela subunidade do Batalhão de Operações Especiais. Sendo que a organização
e duração do curso obedecerão às diretrizes estabelecidas pelo comando da ROTAM.
Art. 8º. Ao concluinte do Estágio, só é previsto o certificado de conclusão, sendo
vedado o uso de barrete, brevê ou brasão-símbolo da ROTAM, habilitando o mesmo apenas
a desenvolver atividades burocráticas e de apoio logístico e administrativo na Companhia e,
neste âmbito, em apoio as demais Companhias do BOPE, no caso dos serviços internos da
Unidade. Desta forma, sua realização deverá ser definida pelo comando da sobredita
companhia e será destinada ao público interno e externo do 5°BPM/BOPE, para a divulgação
dos princípios elementares da Doutrina de ROTAM.

TÍTULO II
ASPECTOS DOUTRINÁRIOS
CAPÍTULO V
DA DOUTRINA DE ROTAM

Art. 9º. A doutrina de ROTAM é um sistema teórico, técnico e filosófico, alicerçado na


práxis laboral da atividade policial militar, que fundamenta a conduta do policial que serve na 1a
Companhia de ROTAM/BOPE da seguinte forma:

1 O POLICIAL MILITAR DE ROTAM

O Policial especializado é o elemento mais importante nas engrenagens que


8
movem a atividade operacional. Isso requer da Corporação atenção especial na sua
seleção, instrução e treinamento, porque a eficácia, eficiência e a segurança são
diretamente proporcionais à qualidade do preparo de seus integrantes. Portanto, o Policial
que serve na ROTAM deve possuir uma só tendência: realizar-se e manter-se na experiência.
O Policial Militar de ROTAM deve possuir algumas características peculiares e
imprescindíveis, tais como: voluntariedade, controle emocional, resistência física,
agressividade controlada, capacidade de decisão, discrição, espírito de sacrifício, lealdade,
liderança, versatilidade, responsabilidade, objetividade, capacidade de realizar trabalhos em
equipe, disciplina, postura, compostura e habilidades técnicas específicas.
O princípio básico para servir na ROTAM é o voluntariado. É preciso que o homem
queira, tenazmente, atuar na companhia e que tenha conduta ilibada, tanto em sua vida
familiar quanto profissional, não respondendo a procedimentos que atentem contra a
imagem da PMAP. Periodicamente, poderá ser solicitado que o policial realize exames e
testes de rotina, a critério do comando da Companhia, tais como psicológicos, toxicológicos,
físicos, dentre outros.

1.1 OBRIGAÇÕES DO POLICIAL MILITAR DA 1a CIA ROTAM/BOPE


É vedada a entrada ou saída do BOPE fardado, exceto durante o serviço ou quando
devidamente autorizado pelo comando da Unidade.
O Policial deve zelar pela padronização do corte de cabelo, determinado pelo
Comando da ROTAM, bem como pela limpeza e manutenção do seu armamento pessoal e
equipamentos.
O integrante da ROTAM ainda deverá: velar pela manutenção, organização e limpeza,
como os demais integrantes do BOPE, da Unidade, possuir Carteira Nacional de Habilitação,
no mínimo categoria “B”, devidamente regularizada e primar pelos deveres militares dispostos
nos regulamentos e legislações pertinentes, destacando o tratamento com superiores, pares,
subalternos e em demais condutas previstas por tais.

2 DO COMANDANTE DO PELOTÃO

Deve manter-se equidistante, evitando formar “grupos” dentro do pelotão,


procurando definir, sempre que possível, os policiais mais experientes para compor sua
equipe, pois, a missão principal do Comandante de pelotão é apoiar e coordenar as
equipes sob seu Comando.
9
Proporcionar constante aprimoramento de seus comandados através de exposições
de ocorrências de serviços anteriores, analisando-as; exercícios de tiro e manejo de armas
disponíveis; educação física voltada para a ação policial; bem como, visitas periódicas a
órgãos de utilidade pública, relacionados à profissão, tais como a Polícia Técnico-científica,
CIODES, Forças Armadas dentre outros.
Estimular o companheirismo, através de reuniões sociais extra serviço como forma
de congraçamento e integração, objetivando aliviar as tensões advindas do serviço
específico executado pela ROTAM, cotidianamente, no Batalhão de Operações Especiais.
Cuidar constantemente da aparência, postura e compostura de seus subordinados.
Delegar missões a seus graduados e comandantes de equipe para o melhor
funcionamento da Companhia.
Evitar a todo custo o “estrelismo” (comportamento arrogante e egocêntrico), pois,
este é um grave fator de desagregação e desunião na tropa.
Ressaltar, incessantemente, aos seus comandados que o BOM SENSO é a palavra-
chave para o desempenho da missão policial.
Lembrar a todos que a conduta de cada um será sempre alvo de observação, não só
do superior para o subordinado, mas, também, do subordinado para o superior.

3 DO COMANDANTE DE EQUIPE

Deverá primar pelo constante aprimoramento individual, bem como o cuidado com a
instrução dos subordinados é fundamental.
Ter consciência que o exemplo, ou seja, a sua própria conduta será o norte de seus
subordinados. Portanto, suas atitudes devem ser baseadas no bom senso, disciplina,
conhecimento técnico e justiça.
O comandante de equipe auxiliará seu comandante, não só obedecendo e
transmitindo suas ordens, bem como emitindo sua opinião profissional, desde que tal ato
não fomente discórdia na tropa.
Deverá ter atenção máxima na orientação dos estagiários.
Ressaltar, diariamente, a conduta e os ideais que movem o Policial Militar da
ROTAM, pois a, doutrina supra, somente se fortalece com a dedicação de todos e a
lembrança constante de nossos ideais.
Atuar para consolidar e manter o companheirismo e o sentimento de irmandade
entre os subordinados, tentando ajudá-los, não só profissionalmente, mas, também, em sua
10
vida pessoal, pois é evidente que nenhum ser humano consegue separar sua vida pessoal
da profissional, repassando aos escalões superiores quando um fato transcender o seu
poder de resolução.
Evitar, na medida do possível, a repetição dos seguranças em sua equipe, o que,
fatalmente, formará “grupos” que, por sua vez, tendem a criar sua própria “doutrina”.

4 DO MOTORISTA

O motorista da viatura é, desde que possível, escolhido pelo comandante da equipe,


pois, trabalharão fixos. Portanto, devem se entender perfeitamente, sendo o “Braço direito”
daquele comandante, é um elemento essencial. Dessa maneira, sobre o mesmo recai
grande parte do serviço, normalmente chega antes dos demais, a fim de verificar os
cuidados de primeiro escalão com a viatura e, para maior eficácia e agilidade, deve ser
auxiliado pelo (s) estagiário (s), quando houver. Porém, não deve descuidar-se de seu
preparo técnico policial e físico, com respeito a sua tarefa específica deve objetivar,
sempre, o seu aperfeiçoamento e conhecimento sobre direção defensiva e ofensiva, além
de outros fatores necessários para a execução de sua função.

5 DOS SEGURANÇAS

Os Seguranças são os componentes do banco traseiro da viatura e dividem-se em


três tipos, a saber: 3°; 4° e 5° Homem.
O desempenho e comportamento desses homens devem ser observados não só
pelo comandante de pelotão e comandante de equipe, como também, verificado pelos seus
próprios companheiros, fortalecendo, assim, a doutrina da ROTAM.
O empenho no treinamento é fundamental e a disciplina tem de ser consciente, pois,
todos devem ter em mente os ideais da companhia para que possam ser professados e
transmitidos, com propriedade, aos estagiários.
Cabe enfatizar de que do desempenho dos seguranças depende o desenvolvimento
da execução da ação policial. Assim, quanto melhor for seu treinamento e condições
físicas, melhor será este desempenho.

6 TREINAMENTO

11
É a base da Companhia que deve nortear, constantemente, a conduta dos
comandantes e comandados, e será desenvolvido em qualquer hipótese. Logo, qualquer
obstáculo, tais como excesso de serviço ou falta de tempo hábil devem ser superados, para
que o referido não sofra descontinuidade.
O seu desenvolvimento dar-se-á antes, durante e após o término do serviço.
Compreendem o treinamento aspectos técnicos, jurídicos, administrativos, operacionais e
aqueles decorrentes da experiência profissional, todos planejados, com o foco de permitir
que o policial militar venha a exercitar sua atribuição com segurança, propriedade e
eficiência.

7 COMPOSIÇÃO DA EQUIPE DE ROTAM

A equipe de ROTAM é sempre composta por no mínimo, 04 (quatro) policiais


militares, em se tratando de viatura com 05 (cinco) portas, serão comandados sempre por
um Sub-tenente, Sargento ou Cabo e um Oficial Subalterno na viatura Comando.
O primeiro homem: Comandante da Equipe é responsável pelo comando,
coordenação e controle da equipe, a ele cabe toda a iniciativa para a resolução de
ocorrências, sendo assessorado pelos demais; patrulha a parte frontal da viatura e a
retaguarda pelo espelho retrovisor direito; é o encarregado das comunicações via rádio, e
com terceiros quando nas abordagens.
O segundo homem: Motorista, responsável pela viatura, sua manutenção, limpeza
e condução bem como anotações de dados de pessoas e veículos abordados.
O terceiro homem: Segurança, é o policial militar mais antigo do banco traseiro,
responsável pelo equipamento e armamento da viatura; patrulha a lateral esquerda e
retaguarda da viatura; quando em patrulhamento faz a segurança do motorista.
O quarto homem: Segurança, é o responsável pela escrituração da documentação,
anotações de alertas gerais, encarregado da localização dos logradouros no guia da
cidade, patrulha a lateral direita e retaguarda da viatura, segurança imediato do
Comandante da Equipe, quando desembarcados.
O quinto homem: Segurança/Anotador/Estagiário – pode ser um PM que esteja
estagiando no serviço e quando houver necessidade assume as atribuições do 4º homem.

8 EQUIPAMENTO E ARMAMENTO

12
Além do armamento e equipamento individual de cada homem, a viatura de ROTAM,
é equipada com:

• Colete(s) sobressalente(s) com proteção balística de acordo com a necessidade das


missões, no mínimo 01 (um);
• 04 (quatro) rádios transmissores portáteis, um para cada homem, com baterias
extras;
• 01 (um) alicate de corte para cadeados, correntes e outros;
• 01 (uma) submetralhadora .40 ou outra em uso no BOPE;
• 02 (dois) fuzis, podendo ser de cal. 7.62, cal.5.56 ou outro em uso no Batalhão;
• No mínimo 01 (uma) Espingarda Gauge cal. 12;
• Bornal com munições extras para todos os armamentos;
• Escudo e capacetes balísticos, fita zebrada, bastão policial, espargidor de agente
químico, munição química e outros meios menos letais a disposição no BOPE;
• Todos da equipe devem estar plenamente aptos a manusear e empregar qualquer
equipamento ou armamento da viatura;
• Depois de armada e equipada a viatura, pelo 3° Homem, mesmo no pátio do BOPE,
deve ficar trancada, ou com algum policial militar da equipe próximo.

9 INÍCIO DO SERVIÇO

a) O regime é de 12 horas de serviço por 48 horas de descanso;


b) A viatura, motorista e comandante de equipe são fixos, enquanto que a escala dos
seguranças é mudada quinzenalmente e dos pelotões mensalmente:
c) Após a revista da tropa e ajustes de escalas, feitos pelo ROTAM 90, que é o Sub-
Tenente ou Sargento mais antigo e presidido pelo ROTAM COMANDO, o Oficial segue o
programa de instrução previsto para o dia: Limpeza, manutenção e equipagem das
viaturas, higiene pessoal e limpeza do equipamento individual;
d) As áreas de atuação das equipes são designadas pela escala ROTAM ou de
acordo com alterações do ROTAM-Comando;
e) As viaturas, após limpas e equipadas, são alinhadas no pátio, frente voltada para
o portão principal;

13
f) O policial só sai para o patrulhamento limpo e barbeado, farda limpa e passada,
coturnos engraxados, fivelas limpas e boina escovada. Todos se fiscalizam mutuamente
neste sentido.
g) Todo policial porta em serviço: no mínimo 01 (um) par de luvas descartáveis,
caneta preta ou azul, cartões telefônicos e/ou celular com créditos, lanterna de bolso,
identidade funcional, CNH, dinheiro para alimentação e outros pequenos gastos pessoais
que serão registrados pelo 4° ou 5° Homens, antes do início do serviço. Cabe ao 4º ou 5º
homem equipar a viatura com sua pasta individual de ROTAM, que todos possuem.
h) No serviço e em viatura, não é permitido o uso de óculos escuros (Ray-Ban,
etc), exceto com prescrição médica aos motoristas.

10 SAÍDA DA BASE ROTAM

Antes do embarque, se algum policial militar carregar consigo quantia acima do


normal para os gastos com alimentação, etc., deve comunicar ao Cmt da Equipe, junto aos
demais policiais militares, para se evitar qualquer suspeita em havendo ocorrência
envolvendo dinheiro.
A saída da BASE é feita em comboio, liderada pela viatura Cmdo, em direção as
áreas de patrulhamentos e liberado somente mediante ordem do ROTAM-COMANDO.
O ROTAM-COMANDO via rádio, cumprimenta o oficial mais antigo que já esteja em
patrulhamento e em seguida a CENTRAL BOPE, passando as áreas de ação e desejando
“bom dia” e “boa sorte” para todas as equipes de ROTAM em serviço, bem como ao
operador da CENTRAL BOPE.
11 COMUNICAÇÃO VIA RÁDIO

Toda ocorrência é passada pela CENTRAL BOPE diretamente ao ROTAM


COMANDO, que na seqüência repassa a viatura que esteja atuando naquela área, e
determina se atenderá (ou não), e de que maneira atuará (somente cerco, o patrulhamento
nas imediações ou abordagem direta, etc.).
Quando uma viatura depara-se com uma ocorrência transmite as informações ao
ROTAM COMANDO, que tomará suas providências, ou solicitará a CENTRAL BOPE,
retransmissão para toda a rede, se for o caso.
Na rede ROTAM de comunicações a CENTRAL BOPE é fundamental, cada ROTAM
COMANDO controla e coordena suas equipes;
14
Cada equipe só tem comunicação direta com a viatura Cmdo, para comunicação
com qualquer outra equipe, deve antes ter permissão da CENTRAL BOPE.
Para rapidez operacional, as equipes comunicam-se diretamente com a CENTRAL
BOPE, para pedidos de informações sobre veículos, indivíduos suspeitos, confecção de
B.O., etc.
A disciplina de rede ROTAM é rígida, não é permitido, qualquer tipo de comunicação
que não seja operacional, uso de nomes próprios de policiais militares, etc., neste ultimo
caso somente codificado.
A rede aberta somente é utilizada para mensagens curtas, claras e precisas,
comunicações longas ou administrativas USA-SE outro meio (telefone, contato pessoal,
etc.).
A prioridade de comunicação é obedecida com rigor, se uma equipe a solicita, todas
as demais se calam e somente o ROTAM COMANDO cobra as informações necessárias.
Quando outro policial militar, que não o Cmt da Equipe, atender o rádio, deverá
identificar-se como segurança ou motorista, ou ainda como estagiário.

12 PATRULHAMENTO MOTORIZADO

É o processo de Policiamento Ostensivo, caracterizado pela utilização de viaturas


como meio de locomoção devidamente equipadas com rádio de comunicação, ligada a um
centro de operações para fins de acionamento: CIODES/CENTRAL BOPE.
A velocidade da viatura no patrulhamento deve ser tal para que tudo possa ser
observado com detalhes e compreendido pelo policial militar, ou seja, até 40 Km/h.
A atenção dos homens deve estar voltada para sua zona de atuação. Durante o
patrulhamento as janelas da viatura devem estar sempre abertas para permitir melhor
visualização e agilidade. Com fortes chuvas que atrapalhem o patrulhamento, a viatura
estaciona em local coberto e visível ao público;
Em pedestres: atentar para aparência geral, mãos, volumes sob a roupa, sua
colocação no ambiente, (agasalhos em tempo quente, mal vestido em local elegante ou
vice-versa, etc.) aparência emocional (pessoa assustada, pouca à vontade, sobressalto ao
ver a viatura, posicionamento forçado etc, também pode revelar um refém.);
Sempre que a equipe avistar uma viatura de área, policiais civis, policiais federais ou
outra força de segurança, avisar: ex. (Policial civil à 12h, Vtr de área 9h, viatura de ROTAM
à 6h, Equipe de área à 3h, etc.);
15
Em veículos atentar para o aspecto geral, chaves no contato, sinais de violação,
placas, reação dos ocupantes e objetos no interior;
O interior de estabelecimento comercial, bancos, empresas, são observados pelos 3º
e 4º homens. Mesmo sendo impossível observar tudo numa cena em movimento, a equipe
fica sempre atenta para qualquer detalhe que possa revelar um possível crime ou
contravenção, e jamais se retorna a BASE ROTAM, com uma dúvida que não foi
averiguada ou sanada;
Qualquer homem da equipe que observar algo suspeito alertar os demais para
averiguação. O 4º ou 5º homem é o encarregado de pesquisar, nas relações de
Caráter/alerta-geral de autos transmitida pela CENTRAL BOPE, qualquer placa de veículo
suspeito avistado por qualquer da equipe. Se a suspeita for forte procede-se uma
abordagem e vistoria. O patrulhamento deverá ser efetuado de forma que não venha a
atrapalhar o tráfego normal, salvo quando com ocorrência;
Quando patrulhando pela faixa da esquerda, o motorista e o 4º homem sinalizam
para que os demais veículos do fluxo ultrapassem a viatura pela direita;
Não se permite, exceto em tráfego muito intenso, que outro veículo permaneça muito
próximo da viatura, para não atrapalhar uma possível manobra repentina e para precaver-
se de possíveis ataques dos ocupantes;
Atenção, pelo mesmo modo exposto acima, a pedestres e motociclistas próximos à
viatura;
Em trânsito lento e semáforos, o motorista mantém distância da frente suficiente para
realizar manobras, caso necessário;
Em qualquer parada da VTR (que não seja tráfego intenso), os seguranças
desembarcam e protegem a equipe, civis e a viatura;
Todo solicitante que se aproximar deve ser encaminhado ao Cmt da Equipe, para
informações necessárias;
Ao se manobrar a viatura em locais ermos ou favelas, os seguranças desembarcam
para maior proteção;
Todo policial militar fardado e viatura atraem a atenção do público, assim sendo,
todos os componentes da equipe policiam-se ininterruptamente com relação a sua postura,
palavras e gestos, mesmo no interior da viatura em patrulhamento e evitar sempre:
-Jogar lixo ou objetos pela janela da viatura;
-Fazer brincadeiras, gestos obscenos ou usar palavras de baixo calão, que possam
ser observados por alguém fora da viatura;
16
-Gritar para alguém longe da viatura, bem como, importunar mulheres.
-Permanecer descoberto.
-Desabotoar a camisa, etc., ou seja, tudo que vá contra a imagem de um profissional
sério e competente. O motorista sempre obedece aos sinais e regras de trânsito, exceto
quando em caso de emergência, e mesmo assim, com todos os cuidados e sinais de
advertência acionados.
Via de regra o motorista é o segurança da viatura quando a equipe desembarca para
verificar qualquer novidade.
Qualquer pessoa que entrar na viatura, mesmo solicitante, vítima ou testemunha,
deve ser rapidamente revistada para busca de armas, para maior segurança da equipe.
Sempre que possível no mínimo 02 (dois) policiais fazem a segurança da viatura,
enquanto os demais estiverem distantes. Se a situação exigir, e somente 01 (um) policial
ficar na VTR, ele deve fechar portas e janelas, armar-se com arma longa e HT, e colocar-se
em posição estratégica onde tenha uma ampla visão e fique protegido. Não se admite que
ninguém aproxime da VTR ou de si próprio para não ser tomado de assalto ou ser
surpreendido.
Todo policial militar, de qualquer unidade, que se encontre durante o patrulhamento
é tratado com cordialidade, por policiais de ROTAM.
Nenhum serviço de interesse particular de qualquer um da equipe é executado
durante o serviço.
Estando a viatura estacionada, e algum solicitante aproximar-se do policial militar da
segurança, este o encaminha ao outro segurança que está na viatura. O segurança
principal não desvia sua atenção dando informações ou coisas do tipo.
A ROTAM atrai admiradores e curiosos que costumam aproximar-se das viaturas
estacionadas. Devem ser tratados com educação e respeito, mas não devem conversar
com o homem da segurança principal, o policial militar que conversar com estas pessoas,
apesar de dar-lhes atenção (quando a situação permitir, caso contrário são gentilmente
convidados a se afastarem), não se desliga do que ocorre ao redor. Estes civis não podem
entrar na viatura ou tocar em qualquer equipamento ou armamento. Podem ser convidados
a visitarem a BASE ROTAM/BOPE, onde terão a atenção devida.
A segurança da equipe somente é relativamente “relaxada”, quando a VTR de
ROTAM estiver estacionada no interior de outro quartel da Polícia Militar, e, mesmo assim,
esta nunca ficará sozinha.

17
Em qualquer logradouro que a viatura entre, a equipe procura a placa com o
endereço, para pedido de apoio em caso de emergência.
Um policial militar de ROTAM, nunca está sozinho qualquer que seja a situação, no
mínimo 02 (dois), em qualquer averiguação ou ocorrência.
A viatura de ROTAM e sua equipe estão sempre prontas para a ação. Ex.:
estacionada, estará com o motor ligado e frente voltada para a saída; se consertando um
pneu numa borracharia, o estepe será colocado enquanto o outro é reparado. Se alguma
viatura estiver com problemas mecânicos, deverá ser guinchada a BASE, e será escoltada
por outra equipe para sua proteção.

13 TÉRMINO DO SERVIÇO

No final do patrulhamento o ROTAM COMANDO determina um local para reunião


do pelotão, onde se verifica se tudo está em ordem para o regresso a Base ROTAM. Antes
disso pode-se também mediante ordem do ROTAM COMANDO, centralizar patrulhamento,
ou seja, as equipes deslocam-se, em patrulhamento, para a área central da Capital.
Na base, as viaturas são desequipadas pelos seguranças e estacionadas em local próprio.
Os Comandantes de Equipes confeccionam os históricos dos relatórios de patrulhamento, onde
constarão todas as novidades do serviço e demais documentos que houver e encaminham tudo ao
ROTAM COMANDO.
Após o material das viaturas terem sido conferidos e entregue na reserva de armas e todos
cientes das ordens para o serviço seguinte, o pelotão será liberado pelo R. Comando.

14 PRINCÍPIOS DA ABORDAGEM

Segurança: é a certeza, a confiança, a garantia de que não há perigo a recear. É a


condição de estar seguro, tranquilo.
Surpresa: o fator surpresa, além de contribuir decisivamente para a segurança dos
executores da abordagem, é um inibidor psicológico da resistência, propiciando o êxito da
ação.
Rapidez: a surpresa de uma ação está proporcionalmente ligada à rapidez com que
é executada. Quanto mais rápida for a ação, maior a surpresa e menor a possibilidade de
reação. A rapidez reduz os riscos e o surgimento de complicadores, como por exemplo, o
acúmulo de curiosos.
18
Ação Vigorosa: o suspeito de estar infringindo a lei deve sentir que há decisão por
parte dos que executam a abordagem e que o menor esboço de reação, desobediência ou
desacato pode resultar em consequência prejudicial a si mesmo.
Unidade de Comando: o princípio da organização é importantíssimo em uma ação
de abordagem, afinal, toda a ação desordenada tende ao insucesso. O comando único faz
as abordagens serem mais rápidas e seguras.

15 NÍVEIS DE ABORDAGEM

Os níveis de abordagem são determinados levando-se em consideração fatores de


suspeição que constituem um cenário de risco e se traduzem em maiores ou menores
graus de probabilidades de perigo para a equipe.
NÍVEL1: Abordagem mais simples, porém sem nenhuma redução nos critérios de
segurança, Ex: para orientar algum condutor nas normas de trânsito ou para simples
verificação de documentos.
NÍVEL 2: É aquela realizada quando há algum tipo de suspeição, porém sem
evidências concretas que relacionem os abordados a um fato delituoso ocorrido. Nessa
abordagem, realiza-se uma busca pessoal, pautando-se pelo mínimo de constrangimento
ao(s) abordado(s). Todos os integrantes da equipe devem estar empunhando suas armas
na POSIÇÂO SUL.
NÍVEL 3: É aquela realizada quando há grande suspeição, corroborada por fortes
indícios que sugerem estar os abordados relacionados com um fato delituoso ocorrido.
Nesse nível, o constrangimento aos abordados será relativamente desconsiderado, em
razão da possibilidade iminente de reação deles. Aqui se recomenda que a equipe esteja
com as armas empunhadas na posição PRONTO BAIXO.
NÍVEL 4: é aquela realizada quando os abordados são encontrados na flagrância do
delito, ou logo após, com objetos ou condutas que façam presumir serem eles os autores
do fato delituoso ocorrido. Nesse nível não há o que se falar em constrangimento.
Evidentemente deve-se respeitar o mínimo de dignidade da pessoa. Aqui, os abordados
devem ser colocados horizontalmente ao solo, em decúbito ventral, algemados, para depois
se proceder a busca, sendo então conduzidos à delegacia para a lavratura do flagrante.
Nesse nível, recomenda-se enquadrar os indivíduos na LINHA DE VISADA.

19
16 ABORDAGEM A VEÍCULOS

16.1 AO AVISTAR VEÍCULO SUSPEITO


• Se estiver em sentido contrário, tentar manobrar a viatura fora das vistas dos
suspeitos para não alertá-los, sendo que os seguranças devem acompanhar visualmente o
veículo, orientando o 2º homem da equipe o trajeto que aquele seguiu.
• Acompanhar o veículo até um local apropriado para abordagem (evitar parar próximo
de bares, favelas, escolas, ponto de ônibus, trânsito intenso de veículos ou pedestres e
etc.).
• Durante este acompanhamento:
1. Atenção à reação dos suspeitos;
2. Objetos jogados para fora do veículo;
3. Atenção a veículos de escolta;
4. Conferir relação de caráter geral;
5. Pesquisar a placa com a CENTRAL BOPE.

16.2 DA ABORDAGEM DO VEÍCULO

É um momento crítico. É quando o suspeito geralmente (se for infrator) empreenderá


fuga ou reação. O motorista da VTR deve sinalizar acionando “high-ligth”, piscando faróis
altos e acionando a seta indicando em qual lado da via o veículo deverá parar (sempre que
possível do lado direito, evitando-se prejuízo ao trânsito). E os quatro homens com atenção
a retaguarda e laterais, sinalizando com gestos para evitar neste momento que outros
condutores acidentalmente se interponham entre a VTR e o veículo suspeito, ou
atrapalhem o estacionamento.
Com o veículo suspeito estacionado, o motorista da VTR deve pará-la poucos metros
atrás e ligeiramente à esquerda, proporcionando melhor visão ao Cmt da Equipe,
protegendo o veículo com a lataria da viatura para evitar que outros condutores incautos,
que venham por trás, colidam contra o veículo alvo, ou atropelem o policial militar que fará
a vistoria. Se a abordagem, por motivos excepcionais se der pelo lado esquerdo da via, a
posição deve ser inversa.(fig.1)

20
H

+- 5m
B OP E
PL
O I A
Í C RDO
M IL IT A PÁ
A MA

(fig.1)
Os policiais militares devem estar com as armas nas mãos, dedo fora do gatilho, e
prontos para enfrentarem uma reação dos suspeitos; evitar apontar a arma diretamente aos
suspeitos, mantê-las para baixo, (a não ser que haja certeza ou indícios muito fortes da
prática de crime).
O Comandante de Equipe deve manter a atenção ao veículo e suspeitos, o motorista
atentar ao trânsito e a frente e os seguranças com a retaguarda e laterais, pois os suspeitos
podem ter escolhido o local para pararem. Quando o veículo estiver parado, a equipe
desembarca rapidamente em forma de leque (1º; 3º; e 4º homem). Com calma e
educadamente, mas com energia, num tom de voz suficiente para ser ouvido, o Cmt de
Equipe determina que o condutor desligue o motor do veículo, para não haver tentativa de
fuga. (fig.2)
Manda também que todos desembarquem e coloquem-se na parte traseira do
veículo (entre o veículo e a VTR), com as mãos sobre a cabeça, sem que nada peguem do
interior do veículo. Enquanto os suspeitos não se posicionam, e ter completo controle sobre
eles, a equipe permanece com a atenção redobrada, pois pode haver reação neste
momento, o veículo pode arrancar, deixando os policiais militares desembarcados para trás
ou podem atingir algum policial militar para que não haja a perseguição, pois então a
prioridade será socorrer o ferido.

21
B OP E
P
OL I A
Í C RDO
M IL IT A A MA

(fig.2)

B OP E
PO
L ÍC IA M R D OA
IT A
I L MAPÁ

(fig.3)

Se houver comprovadamente, crime envolvendo os suspeitos, este(s), ao


desembarcar(em), devem deitar-se de frente para o solo, braços e pernas estendidas,
quando todos estiverem em posição a equipe aproxima-se, algema todos, e então é
realizada a revista pessoal e no veículo, se houver refém, somente após a revista pessoal e
completa certeza de sua condição é que será desalgemado e tratado como vítima (um

22
delinqüente pode tentar passar-se por vítima, na intenção de iludir os policiais militares, e
tentar reagir libertando a si e aos demais).

16.3 REVISTA PESSOAL NOS SUSPEITOS

Quando os suspeitos estiverem posicionados, os dois seguranças 3º e 4º homem,


rapidamente iniciam a busca pessoal, após o Comandante da Equipe ter rapidamente
verificado o interior do veículo, pois, pode haver alguém escondido, e ter tomado a posição
na segurança.(fig. 3 e 4)
No primeiro momento a revista pessoal deve ser rápida e visar localização de
armamento em todas as partes do corpo. Nunca empurrar ou chutar os suspeitos, sempre
pedir com educação e firmeza;

B OP E
L ÍC IA M
PO I L RO
IT A D
Á
MA P
A

(fig.4)

Em seguida solicitar aos suspeitos que se coloquem sobre a calçada, voltada para
a rua com as mãos para trás, para a segurança da equipe e dos próprios abordados,
alinhados ao lado do Cmt da Equipe, o 3° homem assume a segurança geral, e o 4°
homem, de frente para os suspeitos, inicia uma revista mais minuciosa, procurando objetos
ilegais ou entorpecentes em bolsos ou escondidos nas roupas; O 2º homem sempre
permanece próximo da VTR, atento ao rádio, e pronto para pedir apoio se for o caso, bem
como checar a placa do veículo suspeito, junto a CENTRAL BOPE. O Comandante da
Equipe, com o motorista do veículo ao seu lado, solicita a documentação do veículo,
pedindo para que retire os documentos de dentro da carteira, envelope plástico para que
23
não cause danos a esses documentos, bem como solicita também a documentação
pessoal de todos, que é recolhido pelo 4º homem e entregue ao 2º homem. (fig.5)
Neste momento o Comandante da Equipe e o 4º homem devem conversar com os
suspeitos, fazendo perguntas: nome, endereço, local de trabalho, problemas com a justiça
e etc., para detectar algum detalhe e distrair os suspeitos, não lhes permitindo possibilidade
de pensarem e planejarem individualmente uma reação.
Não deve haver conversa entre os suspeitos; havendo dúvidas, separar os
suspeitos para conversarem separadamente, e posteriormente confrontar as alegações dos
mesmos. Atenção às cicatrizes e tatuagens, pois podem indicar algum ex-detento ou
foragido da justiça; verificar também a boca do suspeito, que pode ocultar pequenas
porções de entorpecentes.

16.4 VISTORIA NO VEÍCULO

Depois da revista pessoal e coleta da documentação, o Cmt da Equipe autoriza o 3º


homem a iniciar a revista no veículo, que se inicia pelo lado em que se encontra os
suspeitos, sendo que a revista no interior do veículo deverá ser acompanhada pelo
condutor ou proprietário.
O condutor ou proprietário do veículo deve ter plena visão da revista, sendo alertado
a acompanhar visualmente todos os procedimentos; o rádio do veículo deve ser sempre
desligado se for o caso, para ficar atento ao que ocorre no exterior, e não ser pego de
surpresa numa reação; o 3º homem verifica a porta: Espaço entre a lateral e a lata, e todo
um lado interno do auto: porta-luva, pala de sol, sob tapetes, carpetes descolados, bancos,
laterais soltas, painel, console, teto e etc; ao passar para o outro lado, dar-se-á a volta
externamente, deixando a porta aberta para que a visão do proprietário continue plena.
Terminando o interior verificar motor e porta-mala com os mesmos cuidados e detalhes; é o
proprietário quem deve abrir o porta-mala, pois pode haver um indivíduo lá escondido e até
armado, aguardando oportunidade para agir, e atirar no policial que ele espera abrir a porta.
O 2º homem, na VTR, de posse dos documentos do suspeito e do veículo, que o 4º
homem lhe entregou antes do início da revista no veículo, anota tudo o que for necessário
para o relatório de serviço, e junto a CENTRAL BOPE faz-se à devida pesquisa.
Qualquer objeto ilegal, ou entorpecentes encontrados no veículo, deve permanecer onde
está, e dado ciência ao Cmt de Equipe; Objetos de valor e dinheiro são imediatamente
entregues ao Cmt de Equipe, que os repassa ao proprietário, que deve conferir. No

24
decorrer da revista o 3º homem deve conferir o lacre da placa e o número do chassi,
verificando se confere com a documentação, e se não há irregularidade com os caracteres.
Em qualquer momento da revista, se constatado crime, todos os suspeitos deitam-se no
solo e são algemados para a condução a DP da área. O 3º homem deve tomar precauções
para não causar qualquer dano no veículo (portas que não se abrem ou fecham facilmente
devem ser acionadas pelo proprietário, ter também cuidado com estofamento e pintura do
veículo em contato com o equipamento do policial militar, etc). Tudo deve ser recolocado
exatamente no local em que estava, e as portas fechadas ao término da revista. Cuidado
ao manusear documentos sobre poças de água ou bueiros, pois, podem cair, o próprio
suspeito deve retirar os documentos de plástico protetor, pois podem estar colados e
rasgar. (fig.5)

B OP E
L ÍC IA M
PO AR
I T
I L D OA Á
MA P

(fig.5)

16.5 LIBERAÇÃO DOS INDIVÍDUOS E DO VEÍCULO

• Nada constatado, estando tudo em ordem, os documentos são devolvidos e seus


proprietários que devem conferi-os novamente;
• Armas legalizadas são recolocadas no veículo com todos os cuidados com que foram
retiradas e os proprietários avisados a conferi-las ao embarcarem;
• Também se alerta ao responsável pelo veículo para verificar se está tudo em ordem;
25
• Não se pede desculpas por estar trabalhando na própria segurança dos indivíduos,
mas agradece a colaboração prestada, e despedir-se cordialmente. Exemplo: Boa sorte
disponha da ROTAM, muito obrigado, etc;
• Aguardar o embarque de todos os civis, e a partida do veículo antes de reiniciar o
patrulhamento, para melhor segurança da equipe.

17 MOTOCICLETAS

Cautela redobrada é necessário para um bom desempenho neste tipo de


abordagem, pois pode haver reação imediata por parte dos abordados, com disparo de
arma de fogo, tal veículo facilita e muito qualquer fuga e nos diversos tipos de terreno,
geralmente o carona se encontra com a arma em punho escondida debaixo de suas vestes.
A abordagem deve ser da seguinte forma:
Os 1º e 4º homens com arma em punho devem visualizar as mãos dos suspeitos a
todo o momento, os policiais devem estar com as armas de forma ostensiva com relação
aos abordados e discretas para os transeuntes. (fig.6)
O 1º homem determina a parada do veículo suspeito, quando este estiver parado a
equipe desembarca rapidamente em forma de leque o 1º homem ordena que desliguem o
motor e que coloquem as mãos na cabeça, descendo os ocupantes da moto, o 1º faz a
segurança geral e o 3º e 4º homens fazem a busca pessoal. (fig.7 e 8) A partir dai tudo se
transcorre como em abordagem a veículo.
H
+- 5m

B O PE
P OL I A MIL
Í C A R D OA M
I T APÁ

(fig.6)

26
B O PE
I A MIL
Í C
P OL A R D OA M
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(fig.7)

B O PE
Í C
P OL I L
I AM AAPÁ
A R D OM
I T

(fig.8)

18 VEÍCULOS DE CARGA

Neste caso, devemos sempre nos lembrar que pode existir escolta realizada por
marginais “protegendo” o caminhão.
Caso o motorista do caminhão obedeça à ordem de parada da viatura, a equipe
deverá inicialmente redobrar a atenção sobre uma possível escolta de marginais.

27
O comandante de equipe posiciona-se um pouco mais afastado da carroceria do
caminhão, pois isso possibilitará ao mesmo que visualize melhor o interior da boléia.
Os seguranças “abrem” seu campo de visão no lado oposto ao do comandante da
equipe de tal forma que também possam visualizar o interior da cabina.
O motorista da viatura para a viatura totalmente ao lado esquerdo do caminhão, de
forma que se este soltar o freio do mesmo em uma ladeira, não venha a chocar-se contra a
viatura. (fig.9)

(fig.9)

O comandante da equipe ordena que todos os ocupantes desçam da boléia pelo


lado mais próximo da calçada, onde estarão realizando a segurança o 3º e 4º homens.

28
(fig.10)

O motorista da viatura é o responsável pela segurança à retaguarda dos policiais, o


que impedirá ações de quem transita pela via e/ou calçada. (fig.10)
Caso o caminhão possua compartimento para que o motorista durma, este deverá
acompanhar o comandante da equipe até a boléia e, com cautela, abrir as cortinas para
visualização e vistoria desse local. Tal local é freqüentemente utilizado para esconder
pessoas ou produtos de ilícito;

29
Após as buscas pessoais, deve-se realizar buscas no interior da boléia e na
carroceria ou baú do caminhão, pedindo nesse momento para que um dos ocupantes do
caminhão abra as portas do baú (houve caso em que durante este procedimento, marginais
que se encontravam no interior do baú, ao se abrir as portas, atiraram contra a viatura da
PM), portanto, durante esse procedimento, deve-se dobrar a cautela. No caso de tratar-se
de produto de roubo ou furto, tanto da carga como do caminhão, o procedimento é o
mesmo que ocorre na detenção de indivíduos que praticaram roubo ou furto de um veículo
pequeno. (fig.11)

(fig.11)

30
(fig.12)

OBS.: Lembrar-se sempre que a cautela, a utilização de energia necessária e o


trabalho em conjunto da equipe, cada um realizando seriamente sua função, evitam
reações e ou possíveis entreveros desnecessários e perigosos.

19 ÔNIBUS

Para realizarmos este tipo de abordagem, devemos primeiramente posicionar a


viatura de forma com que o farol dianteiro direito fique na mesma linha que a lanterna
traseira esquerda do ônibus, assim como à abordagem de veículos pequenos.
O comandante da equipe desembarca, posiciona-se rente à lateral direita do ônibus,
dirigindo-se até o motorista, ordenando ao mesmo que abra a porta dianteira e, em seguida
desloca-se pela frente do ônibus e entra, ordenando que os homens que se encontram
após a “catraca” desçam, e posteriormente àqueles da parte frontal do ônibus. (fig.13)
Os seguranças da viatura posicionam-se próximos à porta traseira do ônibus, isto
simultaneamente ao deslocamento do comandante da equipe em direção ao motorista, de
tal forma que, possam visualizar os passageiros e suas reações à chegada da polícia.
31
(fig.13)

Após a ordem de desembarque (dada pelo Cmt da Equipe), aos homens do interior
do ônibus, os seguranças direcionam os mesmos para a lateral do ônibus, permanecendo
em posição de controle das ações e/ou reações possíveis.
O motorista da viatura faz a segurança da equipe com relação às pessoas que
transitam pela via e/ou calçada. (fig.14)

(fig.14)

32
Após estarem todos os homens desembarcados, será dada pelo comandante da
equipe, ordem para que as mulheres sentem-se todas ao lado oposto ao que está sendo
realizada a abordagem, além de manterem suas mãos sobre a barra de ferro do banco à
frente das mesmas. O procedimento é o mesmo para idosos e deficientes físicos que não
possam se locomover sozinhos (cegos, pessoas idosas, pessoas com muletas, etc.), tal
procedimento visa impedir que haja reação. Visualizar as mãos de quem fica no interior do
ônibus e resguardar os mesmos de um possível entrevero, entre os policiais e quem esteja
sendo revistado fora do ônibus.
Após estas medidas de segurança, proceder-se-á à revista pessoal normalmente em
que está fora, tomando as providências normais caso encontre algo irregular. (fig.14)
Após as revistas pessoais, realizar vistoria no interior do ônibus, procurando objetos
que possivelmente possam ter sido abandonados pelas pessoas, assim que perceberem a
presença da Polícia Militar.
Ao final da abordagem, caso nada seja encontrado, os policiais devem agradecer a
colaboração e aguardar que todos retornem aos seus respectivos lugares de início,
liberando o ônibus logo após.
Obs.: O policial militar deve ter sempre em mente que: demonstrações de
força, por vezes, desestimulam possíveis reações, como por exemplo: imposição de
voz, uso de armas “pesadas”, grande número de policiais, etc.; um tiroteio dentro de
um coletivo pode gerar graves conseqüências, além de ofender a integridade física
de terceiros inocentes.

20 ABORDAGEM EM VANS

Adotam-se as medidas de segurança semelhantes às utilizadas em abordagem em


ônibus:
Os seguranças da viatura posicionam-se próximo à porta lateral da van,
simultaneamente ao deslocamento do comandante da equipe em direção ao motorista, de
tal forma que, possam visualizar os passageiros e suas reações à chegada da polícia.
(fig.15)

33
(fig.15)

Após a ordem de desembarque, dada pelo Comandante da Equipe, aos ocupantes


do coletivo, os seguranças direcionam os membros do sexo masculino para a lateral da
van, permanecendo em posição de controle das ações e/ou reações possíveis, as
mulheres, motorista e cobrador estes últimos podem ser revistados, também, se houver
suspeição, entretanto, do contrário, permanecerão em uma área de segurança. O motorista
da viatura faz a segurança da equipe com relação às pessoas que transitam pela via e/ou
calçada, em seguida é feita uma busca ligeira pelo 3º e 4º homem nos ocupantes do sexo
masculino. Passageiros idosos e deficientes são separados, também, em uma área de
segurança, observa-se apenas o que estão conduzindo em bolsas ou sacolas, se portarem
(como no caso das mulheres). (fig.16)

(fig.16)
34
21 BLOQUEIO EM VIA PÚBLICA

21.1 PLANEJAMENTO

Nesse tipo de operação é importante um bom planejamento, pois, trata-se de uma


situação emergencial, tal procedimento deve ter um objetivo específico previamente
definido. Ainda, deve ser providenciando toda a logística necessária à realização de um
bloqueio que traga, por sua vez, toda a segurança e eficácia para a operação (cones, coletes
refletivos e etc.).
O local escolhido para realização do bloqueio deve ser estratégico, mas com
segurança, de forma que os condutores não visualizem os policiais antes que possam
efetuar algum retorno ou mudança de direção.

(fig.17)

O bloqueio deve ser realizado por, no mínimo, 04 (quatro) equipes, uma equipe deve
se posicionar estrategicamente antes do bloqueio, de forma a não permitir que veículos
retornem ou empreendam fuga ao visualizá-lo. Outra equipe se posiciona logo após o
bloqueio, de forma a acompanhar algum veículo que não obedeça a ordem de parada ou
proceder à abordagem quando solicitado pelo bloqueio. As equipes ficam desembarcadas,
com os motores das viaturas ligados e as portas fechadas, de forma a permitir um imediato
deslocamento em caso de tentativa de fuga e assim executar o acompanhamento do
veículo.
35
No mínimo 02 (duas) equipes atuam no bloqueio, com dispositivos luminosos das
viaturas acionados durante toda a operação, a equipe mais antiga se posiciona no meio,
sendo que o 1º Homem assume o comando do bloqueio, o 2º Homem desta equipe fica
responsável pela verificação documental junto a Central BOPE ou CIODES e anotações no
relatório de serviço, enquanto o 3º e 4º Homem assumem as funções de pré-selecionador e
selecionador.
A outra equipe do bloqueio posiciona a viatura de forma a criar uma zona de
segurança aos veículos que estiverem sendo abordados. O 2° Homem, porta arma longa,
levanta os vidros e assume a segurança geral do bloqueio, os seguranças realizam a
abordagem e o 1° Homem faz a segurança dos mesmos. O bloqueio de ROTAM terá o
período aproximado de uma hora.
O selecionador, portando rádio transmissor portátil, deve ficar atento para não
determinar a parada de veículos quando a base de vistoria estiver abordando e, caso
necessário, aciona a equipe que se encontra após o bloqueio para proceder à abordagem
ao veículo suspeito que tentar fuga.
Se for possível, deve estar presente no local do bloqueio uma equipe do Batalhão
de Trânsito, a fim de confeccionar os Autos de Infração de Trânsito e Autos de
Recolhimento e pelo menos 01 (uma) Policial Feminina, para realização de busca pessoal
em mulheres.
Jamais efetuar disparo de arma de fogo em veículo que esteja em fuga, mesmo como
forma de alerta. Sendo assim, no caso de fuga de veículo é realizado o acompanhamento
tático e cerco, conforme previsto.

22 CONSIDERAÇÕES GERAIS

Nenhum transeunte deve cruzar a área da abordagem, excetuando-se quando for


impossível contornar (sempre há a possibilidade de “inocente”, ser agarrado como refém),
neste caso, após rápida busca superficial à procura de armas, realizada pelo 3º homem
(dependendo da direção aonde venha), deve passar o mais longe possível dos suspeitos, a
boa educação é fundamental, pois este tipo de ação, por mais bem realizada e discreta
causa constrangimento aos cidadãos, mas a energia é sempre necessária, pois, uma
atitude firme bem coordenada e treinada, impede que se inicie uma reação que seria
tentada se os policiais militares agissem displicentemente ou com falta de atenção.

36
Também é fundamental, postura de cada componente da equipe. Os policiais
militares devem sempre estar com o corpo ereto, cabeça erguida e pernas afastadas; o
semblante sério, voz calma e firme. Uma equipe bem treinada e com boa postura, por si só
desestimula reações e demonstração de contrariedade à abordagem e revista, por
transmitir alto grau de profissionalismo, conhecimento e adestramento.
Se surgirem situações em que um suspeito alegar impossibilidade física de
desembarcar, o Cmt da Equipe manda-o colocar as mãos para fora do veículo, pela janela,
e assim permanecer até que a equipe se aproxime e verifique a veracidade. Mesmo assim,
dentro das possibilidades deve ser revistado, bem como o local que ocupa no veículo.
Algumas abordagens podem ser menos “rigorosas”, dependendo da situação (pessoas
idosas, mulheres e crianças, por exemplo, por despertar menos suspeitas, são utilizadas
para transporte de material ilícito, produto de crime, ou mesmo ainda, serem reféns).
Também neste caso pode permanecer no veículo, com o controle de suas mãos. Se algo
for constatado então desembarcam para uma busca completa.
No local da busca utiliza-se apenas o tempo necessário, mas sem pressa, para que
nenhum detalhe importante possa escapar a atenção. Em se constatando ilícito, arrolar
testemunhas se houver e conduzir tudo à DP da área sem perda de tempo.
Para a condução:
• Os indivíduos serão algemados e conduzidos na viatura, em havendo veículo
suspeito, o policial militar deverá conduzi-lo à DP.
• Em hipótese alguma o Policial Militar de ROTAM, retira a cobertura (boina),
quer em ocorrência de alarme bancário roubo a banco, rebelião de presídio,
seqüestro, etc., exceto quando for tomar refeição.
É comum o suspeito perguntar o motivo da abordagem; neste caso o Cmt da Equipe
deve explicar o serviço e atitude da equipe. Cuidado com suspeitos agressivos que
recusam se submeter à revista e ameaçam a equipe, podem ser simples ignorantes da
atividade policial, ou estarem tentando intimidar os policiais militares, ou desviar sua
atenção de algo escondido em seu veículo ou vestes. A busca deve ser enérgica e
educada, alertando todos para os crimes de desobediência, desacato e resistência por se
oporem ao exercício discricionário do poder de Polícia, e a vistoria realizada. Em locais
abertos, um dos policiais deve estar voltado para a segurança da retaguarda.

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23 ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIAS

A maioria das ocorrências atendidas pela ROTAM são as deparadas durante o


patrulhamento. As ocorrências passadas via CENTRAL BOPE são as de maior gravidade,
onde há necessidade do emprego imediato do maior efetivo, armamento e treinamento da
ROTAM.
Em ocorrências simples deparadas no patrulhamento (como desinteligência ou
acidente de trânsito sem vítima), as partes são orientadas a aguardar a viatura de trânsito.
Em acompanhamento a pé, o policial militar nunca fica em inferioridade numérica. Se
os indivíduos fugitivos se dividem, imediatamente escolhe-se um deles, este sendo detido
pode levar os policiais militares aos demais. A equipe de ROTAM nunca se desfaz
Quando a CENTRAL BOPE envia uma ocorrência ao ROTAM COMANDO, este
analisando as variáveis determina ou não que a viatura mais próxima atenda. Assim que a
ocorrência é passada as equipes, usando o guia da cidade confere suas posições, se
algum estiver próximo informa ao R. Comando e aguarda a autorização para o
deslocamento. Mesmo outra que esteja também próxima, deve solicitar autorização do
ROTAM COMANDO para apoiar a primeira viatura.
Tudo o que não puder ser legalmente resolvido no local deve ser conduzido à DP da
área para a confecção de BO ou auto de prisão em flagrante delito, caso o Cmt da Equipe
deslumbre esta, quando então dará voz de prisão aos criminosos.
A equipe nunca se envolve na ocorrência, se alguma das partes causarem problema,
simplesmente será detida, conduzida e presa por desacato, desobediência ou resistência.
Em ocorrências violentas o primeiro dever da equipe é a defesa própria ou de
terceiros; O policial militar ao atirar deve, mesmo no momento de estrema tensão, cuidar
para não atingir um inocente que possa estar ao fundo do meliante. Nesta situação é
preferível procurar abrigo e posição melhor para o disparo.
O policial militar quando ferido será socorrido ao pronto socorro mais próximo.
Havendo necessidade de internação jamais ficará sozinho, até sua remoção ao HPM ou
hospital autorizado.
Havendo necessidade de preservação do local para perícia, o ROTAM COMANDO é
acionado e determina outra equipe para este encargo, enquanto a primeira apresenta os
dados e partes na DP.

38
Ocorrências que necessitam de diligências serão coordenadas pelo ROTAM
COMANDO é sempre importante a coleta de provas, testemunhas e preservação do local
de crime. Em toda ocorrência e condução à DP é confeccionado o BO; nas demais se
consta os dados detalhadamente em relatório de serviço. Toda pessoa necessitando de
cuidados médicos urgentes é imediatamente socorrida ao pronto socorro mais próximo.
Até em ocorrência, toda pessoa que entrar na viatura será revistada por policiais
militares da própria equipe, mesmo que já tenha sido feita por outro policial militar
anteriormente, sempre que uma equipe deixa o patrulhamento para atendimento de
ocorrência, o ROTAM COMANDO é imediatamente cientificado pelo Cmt da Equipe que
informa via rádio a natureza, local e destino. Sempre ao se aproximar de local de
ocorrência, a equipe deve atentar para as proximidades, e não apenas seguir cegamente
para o local, pois os meliantes podem já estar evadindo-se, e as atitudes suspeitas revelam
o ato. Neste caso dois seguranças podem deter os suspeitos enquanto o restante da
equipe averigua o local. Por isso é importante a cobrança junto à CENTRAL
BOPE/CIODES, das características, roupas e veículos dos indivíduos.
No local da ocorrência, ter cuidado com as imediações, pois pode haver delinqüentes
na escolta e proteção dos demais que estão praticando crime. Quando se entra em
residência, firma ou qualquer estabelecimento onde suspeitasse homiziarem-se criminosos,
o 3º homem entra na frente utilizando o escudo balístico. Toda ocorrência é conduzida à
DP e acompanhada pelo ROTAM COMANDO. Por diferenças operacionais e para evitar
problemas de comandamento, se a viatura da área já estiver no local de ocorrência,
equipes de ROTAM não interferem, a não ser se solicitado seu apoio. Neste caso, mediante
comando do ROTAM COMANDO, as equipes de ROTAM assumem a situação e a tropa da
área se afasta.
Mesmo no calor das partes, em uma ocorrência, a postura da equipe é sempre
correta, firme e tranqüila. Após a chegada da ROTAM cessam-se discussões, brigas e
palavras de baixo calão. É a imponência da equipe que impede tais situações.
O Cmt da Equipe é quem conversa com as partes e decide qual procedimento a
tomar. O motorista permanece próximo à viatura e atento ao rádio; o 3º homem assume a
segurança geral; o 4º homem acompanha o Cmt da Equipe e faz anotações necessárias.
Mesmo o Cmt da Equipe e o 4º homem estão sempre atentos a todas as pessoas e
detalhes e não apenas aos individuos da ocorrência.
Na DP é o Cmt da Equipe que apresenta a ocorrência ao Delegado plantonista. A
postura da equipe é a mesma que em qualquer outra situação. Se o tempo de permanência
39
na DP for longo a equipe pode revezar-se para descansar na viatura, pois o policial militar
de ROTAM não se senta nem descansa em local público.
Havendo indivíduos detidos, mesmo já apresentados ao Delegado de Polícia,
continuará sobre guarda da equipe até o término do procedimento ou seu recolhimento a
carceragem.
Na apresentação de qualquer ocorrência a DP é importante a discriminação correta
dos indivíduos. Ex.: qual indivíduo portava qual arma; qual dos detidos que agrediu a
vítima; qual dos indivíduos carregava o produto do roubo, etc.
Mesmo na DP, não há relaxamento da segurança, pois havendo tentativa de fuga de
preso ou de resgate (invasão na DP), a equipe estará pronta para a ação.
Dependendo do horário de término da ocorrência e condições das testemunhas e
vítimas, a equipe de ROTAM pode conduzi-las a suas residências mediante autorização do
R. Cmdo, quando do retorno ao patrulhamento.
Sempre que uma viatura de ROTAM for solicitada por outra e tendo esta um
superior, deverá toda equipe apresentação individual ao mais antigo da equipe que
solicitara.

24 RESISTÊNCIA SEGUIDA DE MORTE

A ROTAM devido a sua natureza de policiamento, isto é, agindo principalmente em


ocorrências graves, e por realizar um patrulhamento mais eficiente por não ter o encargo de
atendimento de ocorrências rotineiro passadas pelo CENTRAL BOPE/CIODES, tem uma
incidência maior que as unidades em deparar-se com resistências de meliantes perigosos.
No cumprimento do dever legal, de agir em caso de flagrância de crime ou
contravenção, em ocorrendo resistência à voz de prisão por parte do criminoso, o policial
militar tem o dever de ofício de proteger o cidadão, seus companheiros e, por instinto
primário, sua própria vida.
Ocorrendo, ou na iminência de ocorrer, a resistência ativa e violenta, a reação da
equipe de ROTAM é a necessária para conter o agressor e impossibilitar nova tentativa. A
primeira providência a tomar é o socorro à vítima policial militar e o próprio agressor.
Também em todos os feridos civis a serem socorridos é feita rápida busca pessoal,
principalmente nos agressores, pois podem ocultar outras armas. Os feridos são socorridos
o mais rápido possível ao Pronto Socorro do Hospital mais próximo do local dos fatos pelo
motorista e o Cmt da Equipe. Os seguranças da equipe ficam no local da ocorrência, com a
40
missão de preservarem todos os detalhes no local para a perícia e impedir a dispersão de
testemunhas e vítimas do crime que estava sendo praticado, quando da tentativa de prisão.
A caminho do hospital o Cmt informa sucintamente o ROTAM COMANDO via rádio,
sobre a ocorrência, local dos fatos e PS para onde está indo. Neste momento todas as
demais viaturas, exceto 01 (uma) designada pelo ROTAM COMANDO deslocam-se para o
local da ocorrência. A viatura determinada pelo ROTAM COMANDO, e este próprio dirigem-
se para o PS. No PS o ROTAM COMANDO recebe do Cmt da Equipe envolvida, um relato
detalhado da ocorrência e partem para o local dos fatos. Todos os dados da ocorrência
(dados das armas usadas, qualificação de testemunhas, vítimas e detidos, horários,
logradouros, etc), já devem ter sido anotados pelo 4º homem da equipe envolvida, e que
permaneceu no local, apoiado por outra equipe de ROTAM.
A equipe do ROTAM COMANDO e toda a equipe envolvida conduzem todos os
elementos da ocorrência à DP da área. 01 (uma) equipe é destacada pelo ROTAM
COMANDO para permanecer no local preservando e guardando a presença de peritos da
Polícia Técnico-científica, ou a liberação do local pela autoridade competente. As demais
equipes apóiam na condução de partes ou outra tarefa determinada pelo ROTAM
COMANDO.
O ROTAM COMANDO após essas providências deverá informar ao Supervisor do
BOPE/CIODES sobre as medidas tomadas.
O B.O. é confeccionado pela própria equipe envolvida, cujo Cmt ainda consta tudo
em relatório e, posteriormente, encaminha uma parte circunstanciada a respeito.
A ocorrência somente se encerra após o término dos procedimentos de polícia
judiciária e liberação do local de ocorrência.

25 ACOMPANHAMENTO E CERCO A VEÍCULO EM FUGA

Quando o motorista de um veículo suspeito recusa-se a parar para a abordagem e


empreende fuga, a viatura de ROTAM passa a acompanhá-lo, acionando sinais sonoros e
luminosos.
O motorista da viatura tenta manter a menor distância segura possível (cuidado com
colisão à traseira do veículo em fuga, ou qualquer outro).
De imediato o Cmt da Equipe pede prioridade de comunicação e passa ao ROTAM
COMANDO, características do auto, ocupantes, placas, local em que está e direção
tomada.
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O ROTAM COMANDO cobra da CENTRAL BOPE, através da placa do veículo,
algum possível crime envolvendo o veículo e seus ocupantes. As demais equipes do
Pelotão cessam o patrulhamento e posiciona-se estrategicamente na área (vias principais
de fuga), baseando-se nas informações passadas pela equipe acompanhadora para
bloqueio e interceptação do auto em fuga.
As equipes que se colocarem em posição, brevemente informa ao ROTAM
COMANDO para controle e coordenação deste. A rede deve ficar livre todo tempo possível
para a equipe acompanhadora constantemente informar o local e o destino tomado.
A melhor maneira de bloquear o veículo em fuga é uma viatura que esteja a sua
frente impedir o trânsito, provocando um congestionamento, forçando sua parada. Em
locais sem trânsito, ou de madrugada, pode-se obstruir a via com a própria viatura, nos dois
casos a equipe desembarca com todo o armamento e posiciona-se para possível confronto.
O motorista da equipe acompanhadora deve tomar todos os cuidados no
trânsito, e jamais confiar cegamente que todos lhe abrirão passagem ou pararão em
cruzamentos. Forçar o veículo suspeito a perder o controle pode provocar acidente
envolvendo inocentes.
Nunca se atira em um veículo que está tentando fuga nem mesmo visando os pneus,
mesmo que os ocupantes atirem contra a equipe, pois há possibilidades da existência de
reféns no veículo (mesmo no porta-malas), que podem ser atingidos pelos policiais
militares. Pode ser apenas um caso de falta de CNH, ou pequenos usuários de
entorpecentes assustados. Na dúvida, não atirar, manter distância e tentar capturá-lo no
cerco. Lembrar ainda que o tiro feito num momento de tensão, do interior de uma viatura
em movimento é por demais impreciso e pode atingir uma terceira pessoa na via ou em
outro veículo.
Na situação de disparo contra a equipe e absoluta certeza que não há reféns no
veículo, os policiais militares devem reagir, desde que o campo para o tiro esteja limpo.
Nesta reação durante o acompanhamento somente o Cmt da Equipe atira pelo lado
direito da viatura, e o 3º homem do lado esquerdo, dependendo da posição do veículo em
relação à viatura. A função do 4º homem é municiar e, via rádio passar a situação para o
ROTAM COMANDO, havendo 5º homem será municiador. Qualquer reação é proporcional
à agressão. O Cmt da Equipe pode utilizar a MT.40 (que é compacta) pela janela da
viatura.

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Caso o veículo provoque um acidente e prossiga na fuga, a equipe prossegue no
acompanhamento e informa ao ROTAM COMANDO o ocorrido, que poderá solicitar à
CENTRAL BOPE/CIODES que uma viatura de área atenda a ocorrência desse acidente.
Se o acidente for grave e evidenciar-se a existência de vítimas, deve-se então
passar todas as informações possíveis para que outra viatura tente interceptar o veículo,
jamais colocar o corpo para fora da viatura pela janela. Mesmo atirando deve-se estar o
mais abrigado possível, pois além de se expor mais, pode atrapalhar o motorista em uma
manobra.
Quando o veículo for abordado os ocupantes desembarcam e, em ato contínuo
deitam-se ao solo; são algemados e revistados; havendo feridos são socorridos e os
demais conduzidos à DP da área, presos em flagrante delito por direção perigosa e
desobediência (no mínimo, caso não haja crime mais grave que provocou a tentativa e
fuga). Assim que o veículo for abordado, o 2º Homem informa ao ROTAM COMANDO
passando o local para apoio e desmobilizar as demais viaturas.

26 OCORRÊNCIAS DE ROUBO A BANCOS

26.1 PROVIDÊNCIAS A SEREM ADOTADAS PELA EQUIPE

Ao ser acionado pelo CENTRAL BOPE/CIODES para ocorrência de roubo a


estabelecimento bancário, deve-se solicitar todos os detalhes possíveis, verificando se a
chamada foi originada de telefone público ou particular. No caso da ligação ter sido
originada por telefone particular, deve ser feito contato pelo CENTRAL BOPE com o
solicitante a fim de confirmar a notícia crime, pois pode tratar-se de trote.
As informações prioritárias são: local; endereço completo; pontos de referências; tipo
de estabelecimento (se posto bancário ou agência bancária); número de assaltantes;
características físicas; tipo de armas; roupas que usam; etc. Confirmar se continua ainda
pelo local, ou se já evadiram. Caso tenham fugido, transmitir suas características, veículos
utilizados e direção tomada; as viaturas de ROTAM que estiverem pela área deverão
manifestar-se em apoio a ocorrência, devendo as demais cobrir possíveis ou eventuais vias
de fuga que possam ser utilizadas pelos marginais.

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26.2 PROCEDIMENTO DA PRIMEIRA VIATURA NO LOCAL

Durante o deslocamento, observar veículos e pessoas suspeitas, mesmo fora das


características transmitidas pela CENTRAL BOPE/CIODES, pois os marginais podem
trocar de veículo ou mesmo de roupas. Ao aproximar do local, desligar os sinais sonoros e
luminosos da viatura e agir com bastante cautela.
Ficar atento à pessoa parada próxima da entrada do banco ou sentada dentro de
carros, pois podem estar na cobertura dos marginais. Hoje, as motocicletas são bastante
utilizadas nos roubos a bancos, pois possibilitam fuga por qualquer via. Jamais estacionar a
viatura frente ao banco que irá ser verificado. Estacionar em local protegido, desembarcar e
aproximar-se abrigado. Nesta ocasião, como em qualquer outra e em patrulhamento, os
policiais militares devem estar vestidos com coletes balísticos, seguindo a seguinte ordem:
1. Parar a viatura em uma distância de segurança para não se sobrepor a uma
possível escolta;
2. Parar a viatura na diagonal cerca de 50 m do local, para evitar fluxo de veículo
frente ao estabelecimento, protegendo, com esta ação a vida de terceiros, em caso de
confronto;
3. O 1º, 3º e 4º homem desembarcam em leque, fazendo a progressão a passos
largos, visualizando tudo e todas as pessoas nas proximidades do local;
4. Durante a progressão, os policiais devem manter-se eqüidistantes de 3 a 5
metros, aproximadamente, para evitar que sejam todos alvejados por armas automáticas ou
granadas;
5. Sendo que o 1º homem levará consigo a submetralhadora à mão,
devidamente empunhada;
6. O terceiro homem conduzirá arma curta, podendo portar, em bandoleira, uma
arma longa, pois no percurso podem deparar-se com indivíduos em atitudes suspeitas, os
quais deverão sofrer uma busca rápida realizada pelo terceiro homem, onde o comandante
fará a segurança;
7. O quarto homem conduzirá uma arma longa e fará a segurança geral;
8. Avaliar a situação antes de entrar ao local, observando a movimentação de
pessoas no interior da agência;
9. Se possível, determinar a um dos vigilantes ou alguém dentro do banco que saia
para poder conversar e passar informações;

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10. Transmitir a situação do local, bem como todas as informações possíveis com
imediatismo a CENTRAL BOPE e ROTAM COMANDO.

27 PROCEDIMENTOS PARA INCURSÃO EM FAVELAS (PALAFITAS)

1. A viatura deve deslocar em 1ª marcha e com os faróis e luzes internas


desligadas, bem como não acender qualquer tipo de luminoso, exemplo: cigarro, lanterna,
etc.
2. Ao chegar, parar em local seguro, onde o 2º homem deverá ficar do lado de
fora, porém com arma longa, abrigado e coberto, sempre atento e alerta.
3. Ao desembarcar da viatura de ROTAM, os componentes fecham as portas da
viatura, devagar, para não despertar curiosidade nos suspeitos que ali se encontram
Sempre que avistar indivíduos suspeitos, abordar e revistar, sempre à procura de armas e
entorpecentes.
4. O policial de ROTAM, não age separadamente, sempre no mínimo com dois
policiais, para melhor segurança da equipe.
5. A incursão deverá ser feita com o máximo de segurança, não batendo com a
ponta do pé ao solo e sim cautelosamente.
6. Sempre que avistar indivíduos suspeitos, abordar e revistar, sempre à procura
de armas e entorpecentes.
7. Durante a revista dos indivíduos suspeitos, deverá ser feito perguntas aos
mesmos, exemplo: nome, endereço, profissão, se tem passagem pela polícia, etc.
8. Não é permitido dar alarde em momento algum, pois, atrairá a curiosidade nos
moradores do local.
9. O Comandante de Equipe deverá estabelecer o tempo previsto de
permanência no local, bem como horário de retorno à viatura.

28 PROCEDIMENTOS EM LOCAIS PÚBLICOS

Durante o patrulhamento sem alteração, a equipe pode parar para um café, lanche
ou ligeira refeição se não houver possibilidade de alimentação no refeitório da OPM
específica. Tal interrupção também é útil para que a equipe “relaxe”, por alguns minutos,
suas tensões constantes do policiamento.

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O local escolhido deve ter boa aparência, não ser mal freqüentado, estar situado em
local que não oferece grande risco à equipe (próximo à favela, por exemplo), e não estar
lotado.
Como em qualquer local ou situação em que a viatura for parar (que não seja para
atendimento de ocorrência), dá-se uma volta (no mínimo) nas imediações observando tudo,
após a certeza de que nada há de irregular, a equipe desembarca. Também como em
qualquer outra situação de estacionamento, o motorista para a viatura para que os
seguranças desembarquem; rapidamente, um homem já assume a segurança geral e o
outro retém o trânsito para a manobra da viatura, que deve ficar sempre com a frente
desimpedida e voltada para a saída.
A equipe divide-se. Enquanto a metade come, a outra faz a segurança e fica atenta
ao rádio. A primeira parte da equipe ao entrar no estabelecimento discretamente observa
todos para verificar se há algo suspeito e também discretamente observa o banheiro.
Cuidado para evitar constrangimentos dos fregueses.
Nos locais de lanche rápido (padaria, lanchonetes), os policiais militares não se
sentam ou se descobrem mantendo sempre a postura de um policial militar de ROTAM;
procura-se ficar num canto discreto, que ofereça melhor visão da entrada e de todo o
estabelecimento e também realizar proteção.
Em situação de dobra de serviço, ou se ultrapassar o horário, pode haver
necessidade de uma alimentação mais reforçada.
Neste caso pode-se fazê-lo num restaurante ou similar. E então convenientemente
ocupe um local reservado separado dos demais clientes, proporcionando assim um
relaxamento maior aos policiais militares, que poderão sentar-se e descobrir-se. Todas as
demais medidas de segurança são tomadas.
Na saída ao se passar pelo caixa, coloca-se visivelmente sobre o balcão dinheiro
mais que suficiente para a despesa, pedindo-se para que se cobre o que foi consumido.
Tratar com polidez e educação os funcionários, proprietário ou gerente do estabelecimento
comercial.

46
Em toda abordagem, a ROTAM “ganha um amigo
ou prende um ladrão”.

47
TÍTULO III
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
CAPÍTULO VI
DAS SUBSTITUIÇÕES TEMPORÁRIAS
Art. 10º. As substituições temporárias, no âmbito da Cia de ROTAM/BOPE,
obedecerão aos seguintes critérios:
I – do Comandante da 1a Cia de ROTAM:
a) pelo Subcomandante da companhia;
b) pelo Chefe das Equipes Operacionais.
II – do Subcomandante da 1a Cia:
a) pelo Chefe das Equipes Operacionais.
Parágrafo Único. Todas as substituições temporárias deverão ser feitas
cumulativamente com as funções já exercidas e publicadas em Boletim Interno, observada
a antiguidade e o Estatuto da PMAP.

CAPÍTULO VII
PRESCRIÇÕES DIVERSAS
Art. 11º. Os casos omissos serão solucionados pelo Comandante do Batalhão,
mediante proposta submetida à apreciação do Comandante Geral.
Art. 12º. A cada dois anos o presente regimento Interno e Doutrinário deverá ser
submetido a avaliação e análise, concernentes a sua aplicabilidade e possíveis
readequações, objetivando, assim, manter a 1a Companhia de ROTAM/BOPE na
vanguarda operacional e administrativa da instituição.
Art. 13º. Este documento entra em vigor na data de sua publicação.

Macapá, AP, em 12 de março de 2014.

WELLINGTON CARLOS PEREIRA NUNES - TEN CEL QOC


COMANDANTE DO 5° BPM/BOPE

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ANEXO I
AMPARO LEGAL
PODER DE POLÍCIA (Art. 78 do Código Tributário Nacional - Lei 5172/66)

É o poder que o estado tem de modo a intervir na vida das pessoas que vivem em
sociedade, de modo que por meio de vários mecanismos, como o braço armado deste, no
caso a polícia, esta tem o poder de coagir, mas não arbitrariamente, o cidadão para que
siga as regras impostas pelo estado para que se alcance o bem comum ou o bem para a
sociedade, de forma que o interesse do particular seja suplantado pelo interesse público.

ESTATUTO DO DESARMAMENTO
A lei 10.826/2003 – Estatuto do desarmamento - apresenta dois objetivos bem
definidos, isto porque, direciona a legislação ao desarmamento, a diminuição da quantidade
de armas em circulação na nossa sociedade, trazendo várias providências no sentido da
restrição quanto à venda, registro e autorização, bem como, em relação as pessoas que
podem portar a arma de fogo e, ainda, comina penas maiores para o crime de porte de
arma, tipifica os crimes de porte e posse de munição, tráfico internacional de armas de
fogo, dentre outros temas.

LEI DE DROGAS
A LEI 11.343/2006 apresenta estrutura indicativa dos objetivos pretendidos pelo
legislador sobre medidas de prevenção, atenção e reinserção social dos usuários e
dependentes, bem como a repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de
drogas, adota um conceito legal de droga não restrito à categoria de entorpecentes ou de
substâncias causadoras de dependência física ou psíquica, ampliando para todas as
substâncias ou produtos com potencial de causar dependência, porém condicionadas à
inserção em dispositivo legal competente.

RESISTÊNCIA, DESOBEDIÊNCIA, DESACATO (Artigos 329, 330 e 331,


respectivamente, do Código Penal Brasileiro)
Muito recorrente em abordagens policiais de modo geral, visto que pela ignorância,
desrespeito ou, até mesmo, pelo indivíduo ter ingerido substancias que alterem o emocional
do mesmo, o abordado usa de palavras de baixo calão e força física, vindo com isso em

49
certas situações a ser dada voz de prisão, de modo que pelo mesmo estar alterado acaba
por adquirir hematomas, não pelo excesso mais pela não obediência das ordens emanadas
pelos policiais, tendo com este a utilização da força moderada para contê-lo e utilizar
dependendo do caso, as algemas para resguardar a equipe, conduzindo-o para a D.P.

BUSCA PESSOAL (Art. 244 do Cód. Processo Penal Brasileiro)


Amparado por diversos dispositivos legais, vindo a resguardar os policiais a qual a
estejam executando, se destinando a localização de objetos ou instrumentos que
constituam ilícitos penais, como armas, tanto de fogo como brancas e drogas.
Procedimento este primeiramente utilizado para resguardar a integridade física dos
executores e posteriormente dos abordados.
Cabe lembrar que uma busca pessoal bem feita garante o desenrolar da ação,
evitando transtornos no momento da apresentação dos envolvidos, visto que muitos
policiais têm se ferido e até mesmo tendo a vida ceifada com uma busca mal procedida.

BUSCA PESSOAL EM MULHERES (Art. 249 do CPM)


A busca pessoal em mulheres, também com o intuito de localização de ilícitos
penais, inicialmente se procederá pela verificação em bolsas e sacolas que possam omitir
objetos que venham a ser usados contra o policial, posteriormente será procedida por outra
mulher, caso não ocorra retardamento ou prejuízo a diligencia, de forma que a não
presença de uma policial feminina, o executor solicitara que alguém da população observe
a busca a ser executada em uma mulher, ou solicite que uma mulher das mediações
proceda a busca de forma que o executor instrua a mesma para que proceda a execução,
tudo para que evitar acusações infundadas de abuso sexual.

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ANEXO II

SÍMBOLO DA 1ª CIA – ROTAM

DESCRIÇÃO HERÁLDICA

Representado pelo escudo português clássico em preto (cor que simboliza a


sabedoria, prudência, moderação e silêncio). Tendo acima a legenda “PMAP-BOPE” e
“ROTAM” em branco. No centro há outra moldura, também em forma de escudo português
clássico, contendo de cima para baixo os seguintes símbolos: uma viatura camuflada –
símbolo do patrulhamento tático motorizado e também mérito exclusivo do combatente
conhecedor da doutrina de ROTAM, que opera em viatura camuflada ou preta, pois é
subordinada ao Batalhão de Operações Especiais; um raio de três pontas, seccionado na
ponta de cima e em vermelho (goles) – cor que simboliza audácia, grandeza e espírito de
luta, o raio é símbolo de energia, força e rapidez no cumprimento das missões; sobreposto
ao raio está escrito em preto com contorno branco “1ª CIA”. O último objeto é o par de
garruchas, símbolo das Polícias Militares, em preto com contorno branco.

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ANEXO III

BREVÊ DO CURSO DE ROTAM

DESCRIÇÃO HERÁLDICA

A figura do raio de três pontas seccionado na parte de cima simboliza energia, força
e rapidez no cumprimento das missões, este está em vermelho (goles) - cor que simboliza
audácia, grandeza e espírito de luta. Sobreposto ao raio está a sigla “ROTAM” – Rondas
Táticas Motorizadas. Acima do raio está a sigla “PMAP” – Polícia Militar do Amapá. Na
parte de baixo está o par de garruchas, símbolo das Polícias Militares. Todos os símbolos
estão cercados por louros, que simbolizam a vitória da lei com o emprego dos meios.
Juntamente com a moldura em forma oval, todos os símbolos, com exceção do raio em
goles, estão em escala de preto e cinza, que simbolizam a sabedoria, prudência,
moderação e silêncio. Tamanho: 4,5 cm x 7,5 cm.

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ANEXO IV

COMPOSIÇÃO DA PASTA INDIVIDUAL DE ROTAM

1. Doutrina de ROTAM;
2. Apostila “O que é suspeito aos olhos do policial”;
3. Mapa de tatuagem;
4. Mapa da cidade de Macapá e Santana;
5. Mapa do Estado (rodoviário);
6. Principais saídas da cidade (imagens via satélite da internet);
7. Artigos de legislação utilizados com maior frequência;
8. Apostila de identificação veicular;
9. Relação de autos vistoriados;
10. Fichas de caráter geral;
11. Boletins de ocorrência impressos e em mídia gravada em cd/dvd-r ou pendrive;
12. Papel rascunho;
13. Canetas pretas ou azuis;
14. Autorização de adentramento em domicilio;
16. Telefones úteis;
17. Cópia do pecúlio de telefones e endereços da companhia;
18. Ficha utilizadas para ocorrência de Gerenciamento de Crise.

53
ANEXO V

ACESSÓRIOS

1. Colete tático com coldre;


2. Cinto de Guarnição com bornal e coldre de perna;
3. Calção (short) térmico;
3. Cadarço com amarração de saque rápido;
4. Bornal individual com kit para higiene (bússola – pelo menos uma na equipe, protetor solar,
repelente, sabonete líquido, escova e pasta para os dentes, flanela, pomada para os pés, dentre
outros materiais básicos que o militar julgar necessário para missões inopinadas e rápidas no interior
do Estado ou ambiente rural);
5. O quarto homem será o responsável pelo notebook, se houver, da barca (armazenamento e
organização de informações do serviço).

54
ANEXO VI

ORAÇÃO DE ROTAM

Senhor Deus,
vós que tudo comandais,
vós que guiais teus soldados,
pelos caminhos da dignidade e da vitória,
dai-nos a força e a coragem para lutar,
a perseverança dos bravos,
a humildade dos heróis,
e a fé que nos torna invencíveis.

Concedei-nos também Senhor,


no fragor do combate,
quando grande for a tormenta em nossos corações,
a tua incomparável honra,
a tua infinita justiça, e a tua fiel lealdade,
para que o mal sucumba,
para sempre, diante de nós,
Amém!
ROTAAAAAM!

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ANEXO VII

MANDAMENTOS DE ROTAM (OPERAÇÕES ESPECIAIS)

1. AGRESSIVIDADE CONTROLADA;
2. CONTROLE EMOCIONAL;
3. DISCIPLINA CONSCIENTE;
4. ESPÍRITO DE CORPO;
5. FLEXIBILIDADE;
6. HONESTIDADE;
7. INICIATIVA;
8. LEALDADE;
9. LIDERANÇA;
10. PERSEVERANÇA;
11. VERSATILIDADE.

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