PM - Doutrina de Rotam Pmap
PM - Doutrina de Rotam Pmap
Em primeiro lugar, agradecemos a Deus por tudo. Ele sempre esteve conosco e isso
foi fundamental para estarmos hoje lançando esse trabalho que marca uma nova trajetória,
bem como, uma nova metodologia de ensinamentos e praticidade em defesa e manutenção
da Ordem Pública. Nossa fé é sólida nas diretrizes dessa Doutrina, pertencemos a Deus e
isso nos dá a força necessária para continuar nossa jornada sempre. Queremos, também,
agradecer às nossas famílias pela força e pelo apoio em todos os momentos. À Polícia
Militar do Estado do Amapá e do Estado de Goiás, em especial, ao Batalhão de ROTAM,
que nos proporcionou a oportunidade deste aprendizado. Aos editores da 1a Edição: o
então 3º Sargento Ewerton Dias Ferreira e o então Soldado Jonas Santos Pereira por
acreditarem e se empenharem em todos os momentos desta labuta.
Por fim, enaltecemos e reconhecemos os esforços da equipe de revisão e
atualização da Doutrina de ROTAM o que resultou na elaboração do presente e novo
Regimento Interno e Doutrinário de ROTAM, composta pelo 1° TEN QOC Manoel Azarias da Costa
Parente, coordenador e editor; 1° SGT QPC Alan Santos das Neves, Revisor; 3° SGT QPC Paulo Sérgio
do Carmo Ferreira, Auxiliar; 3° SGT QPC Alex Augusto dos Santos Queiroz, Revisor; SD QPC Robson
Silva da Cruz, Auxiliar; SD QPC Gleidson Silva da Costa - Auxiliar.
1
SUMÁRIO
TÍTULO I .................................................................................................................................................................6
DAS GENERALIDADES ............................................................................................................................................6
CAPÍTULO I .............................................................................................................................................................6
DA DESTINAÇÃO LEGAL .........................................................................................................................................6
CAPÍTULO II ............................................................................................................................................................6
DA ORGANIZAÇÃO .................................................................................................................................................6
CAPÍTULO III ...........................................................................................................................................................6
DAS ATRIBUIÇÕES OPERACIONAIS DA 1A CIA DE ROTAM......................................................................................6
CAPÍTULO IV...........................................................................................................................................................7
DO INGRESSO E FORMAÇÃO .................................................................................................................................7
TÍTULO II ................................................................................................................................................................8
ASPECTOS DOUTRINÁRIOS ..........................................................................................................................8
CAPÍTULO V............................................................................................................................................................8
DA DOUTRINA DE ROTAM .....................................................................................................................................8
1 O POLICIAL MILITAR DE ROTAM .........................................................................................................................8
1.1 OBRIGAÇÕES DO POLICIAL MILITAR DA 1a CIA ROTAM/BOPE ........................................................................9
2 DO COMANDANTE DO PELOTÃO ........................................................................................................................9
3 DO COMANDANTE DE EQUIPE ........................................................................................................................ 10
4 DO MOTORISTA ............................................................................................................................................... 11
5 DOS SEGURANÇAS ........................................................................................................................................... 11
6 TREINAMENTO ................................................................................................................................................. 11
7 COMPOSIÇÃO DA EQUIPE DE ROTAM ............................................................................................................. 12
8 EQUIPAMENTO E ARMAMENTO...................................................................................................................... 12
9 INÍCIO DO SERVIÇO .......................................................................................................................................... 13
10 SAÍDA DA BASE ROTAM ................................................................................................................................. 14
11 COMUNICAÇÃO VIA RÁDIO ........................................................................................................................... 14
12 PATRULHAMENTO MOTORIZADO ................................................................................................................. 15
13 TÉRMINO DO SERVIÇO................................................................................................................................... 18
14 PRINCÍPIOS DA ABORDAGEM ........................................................................................................................ 18
15 NÍVEIS DE ABORDAGEM ................................................................................................................................ 19
16 ABORDAGEM A VEÍCULOS ............................................................................................................................. 20
16.1 AO AVISTAR VEÍCULO SUSPEITO................................................................................................................. 20
16.2 DA ABORDAGEM DO VEÍCULO ................................................................................................................... 20
16.3 REVISTA PESSOAL NOS SUSPEITOS ............................................................................................................. 23
16.4 VISTORIA NO VEÍCULO ................................................................................................................................ 24
16.5 LIBERAÇÃO DOS INDIVÍDUOS E DO VEÍCULO ............................................................................................. 25
17 MOTOCICLETAS ............................................................................................................................................. 26
18 VEÍCULOS DE CARGA ..................................................................................................................................... 27
19 ÔNIBUS .......................................................................................................................................................... 31
20 ABORDAGEM EM VANS ................................................................................................................................. 33
21 BLOQUEIO EM VIA PÚBLICA .......................................................................................................................... 35
21.1 PLANEJAMENTO ......................................................................................................................................... 35
22 CONSIDERAÇÕES GERAIS ............................................................................................................................... 36
23 ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIAS................................................................................................................. 38
2
24 RESISTÊNCIA SEGUIDA DE MORTE................................................................................................................. 40
25 ACOMPANHAMENTO E CERCO A VEÍCULO EM FUGA ................................................................................... 41
26 OCORRÊNCIAS DE ROUBO A BANCOS ........................................................................................................... 43
26.1 PROVIDÊNCIAS A SEREM ADOTADAS PELA EQUIPE ................................................................................... 43
26.2 PROCEDIMENTO DA PRIMEIRA VIATURA NO LOCAL.................................................................................. 44
27 PROCEDIMENTOS PARA INCURSÃO EM FAVELAS (PALAFITAS) ..................................................................... 45
28 PROCEDIMENTOS EM LOCAIS PÚBLICOS ....................................................................................................... 45
TÍTULO III ............................................................................................................................................................ 48
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS .................................................................................................................................... 48
CAPÍTULO VI........................................................................................................................................................ 48
DAS SUBSTITUIÇÕES TEMPORÁRIAS .................................................................................................................. 48
CAPÍTULO VII....................................................................................................................................................... 48
PRESCRIÇÕES DIVERSAS ..................................................................................................................................... 48
3
APRESENTAÇÃO
4
supramencionada Unidade, Sr. Ten Cel Wellington Carlos Pereira Nunes, autorizou a
realização de tal trabalho, para que a 1ª CIA de ROTAM continue o seu processo de
constante evolução e aprimoramento.
Portanto, no contexto outrora mencionado, a implantação da ROTAM - AP trouxe
uma política de resultados eficientes além da melhoria nas atividades prestadas pela
Corporação Policial Militar e, principalmente, a excelência no desempenho profissional,
constituindo-se, desta forma, com todo o seu conhecimento elaborado e experiência
adquirida, em um importante referencial cujo conteúdo apresenta a base estrutural da
técnica do policial militar: a Doutrina de ROTAM, objeto de apreciação da presente obra,
bem como, o seu respectivo Regimento Interno que regula sua organização básica.
5
TÍTULO I
DAS GENERALIDADES
CAPÍTULO I
DA DESTINAÇÃO LEGAL
a
Art. 1º. A 1 Companhia de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas - ROTAM, é
uma subunidade operacional do Batalhão de Operações Especiais - BOPE, da Polícia
Militar do Estado do Amapá, responsável pelo patrulhamento tático móvel motorizado
voltado para ocorrências de alto e altíssimo risco e é destinada como reserva tática do
Comando Geral da Corporação.
Art. 2º. A 1a Cia de ROTAM desempenhará suas atribuições em conformidade com
a legislação vigente, de acordo com as necessidades e diretrizes traçadas pelo Comando do
BOPE e da Instituição.
CAPÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO
a
Art. 3º. A 1 Companhia de ROTAM/BOPE está organizada de acordo com o
previsto na NGA/5°BPM e nas determinações emanadas pelo Comando Geral da PMAP e
do Batalhão de Operações Especiais, da seguinte forma:
I- Comando:
a) Comandante (Oficial QOC);
b) Subcomandante (Oficial QOC);
c) Coordenador das Equipes Operacionais (Oficial QOC ou QOA), responsável pela
fiscalização e controle, ordinário, de tais equipes;
d) Auxiliar do Comando (Graduado);
II- Equipes Operacionais (equipes de ROTAM):
a) Composta por 04 (quatro) componentes cada;
III- Equipes de Apoio (a critério do comando da Companhia):
a) Para execução de instruções;
b) Para implementação de projetos da Companhia e do Comando do BOPE;
c) Para ações administrativas da Companhia (extraordinariamente);
d) Apoio Logístico.
CAPÍTULO III
DAS ATRIBUIÇÕES OPERACIONAIS DA 1A CIA DE ROTAM
Art. 4º. A 1a Cia de ROTAM tem por circunscrição todo o Estado do Amapá.
Art. 5º. A 1a Cia de ROTAM deve planejar, executar, instruir, capacitar e coordenar
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todas as ações pertinentes ao patrulhamento tático motorizado, conforme diretrizes do
Comando da Instituição, baseando-se nas seguintes atribuições:
I- Apoiar tática/operacionalmente as unidades de área da PMAP, especificamente, quando
necessitarem da atuação especializada, daquela subunidade do BOPE, em ocorrências de
alto e altíssimo risco;
II - Saturar e realizar operações preventivas e repressivas em áreas com elevado índice de
criminalidade;
III- Atuar em situações de suspeitos barricados e homiziados;
IV- Realizar ações e abordagens táticas, em locais, veículos e pessoas;
V- Combater o narcotráfico e o crime organizado preventivamente e de forma geral, em
apoio a outras Instituições;
VI- Prevenir e combater o roubo/furto a estabelecimentos, veículos e pessoas;
VII- Capturar foragidos da justiça;
VIII- Escoltar e proteger dignitários, testemunhas, presos e valores, de acordo com o
interesse da Corporação;
IX- Promover instrução, orientação e acompanhamento, com relação as suas
especialidades, aos demais Batalhões da Instituição e de coirmãs, conforme interesse do
Comando Geral da Instituição e do comando BOPE;
X- Atuar em ocorrências envolvendo Gerenciamento de Crises conforme diretrizes do
comando do BOPE;
XI – Subsidiar, extraordinariamente, a 2a Companhia de Choque/BOPE, em atividades de
controle de Distúrbios Civis em praças desportivas, reintegração de posse, desinterdição de
vias e demais situações, precípuas de tal Companhia, em que seja necessário o emprego
daquela subunidade, conforme determinação do comando do Batalhão;
XII – Operar em ações policiais militares em apoio a 3 a Companhia COE/BOPE, em áreas
rurais e de mata, excepcionalmente, sob expressa determinação do comando do
5°BPM/BOPE;
XIII - preservar vidas e aplicar a lei.
CAPÍTULO IV
DO INGRESSO E FORMAÇÃO
Art. 6º. Para que os Policiais Militares exerçam atividades e funções na
operacionalidade da 1a Cia de ROTAM deverão, necessariamente, possuir o Curso
Operacional de ROTAM – COR.
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§ 1º. Os cursos são de responsabilidade do Comando do BOPE e da Diretoria de Ensino e
Instrução da PMAP, sendo assessorado, técnica e administrativamente, pela Companhia
de ROTAM na confecção e atualização da Grade Curricular, Plano de Curso e execução.
§ 2º. Aos possuidores do referido curso que desejarem servir na ROTAM e que se
encontrarem afastados das atividades operacionais da companhia, por qualquer motivo,
por mais de seis meses, será aplicado um Estágio de adaptação e avaliação, de acordo
com as diretrizes estabelecidas pelo Comando do BOPE e da Companhia.
§ 3º. Aos policiais integrantes da ROTAM, serão ministrados estágios e treinamentos para
aperfeiçoamento, sempre que se faça necessário, determinados pelo comando da Companhia.
Art. 7º. O curso operacional da ROTAM/COR será ministrado a todo policial militar da
Corporação, de coirmãs e outros órgãos do sistema de segurança do Estado do Amapá, a
critério do comando do BOPE, que se interessarem a vivenciar a doutrina e procedimentos
táticos daquela subunidade do Batalhão de Operações Especiais. Sendo que a organização
e duração do curso obedecerão às diretrizes estabelecidas pelo comando da ROTAM.
Art. 8º. Ao concluinte do Estágio, só é previsto o certificado de conclusão, sendo
vedado o uso de barrete, brevê ou brasão-símbolo da ROTAM, habilitando o mesmo apenas
a desenvolver atividades burocráticas e de apoio logístico e administrativo na Companhia e,
neste âmbito, em apoio as demais Companhias do BOPE, no caso dos serviços internos da
Unidade. Desta forma, sua realização deverá ser definida pelo comando da sobredita
companhia e será destinada ao público interno e externo do 5°BPM/BOPE, para a divulgação
dos princípios elementares da Doutrina de ROTAM.
TÍTULO II
ASPECTOS DOUTRINÁRIOS
CAPÍTULO V
DA DOUTRINA DE ROTAM
2 DO COMANDANTE DO PELOTÃO
3 DO COMANDANTE DE EQUIPE
Deverá primar pelo constante aprimoramento individual, bem como o cuidado com a
instrução dos subordinados é fundamental.
Ter consciência que o exemplo, ou seja, a sua própria conduta será o norte de seus
subordinados. Portanto, suas atitudes devem ser baseadas no bom senso, disciplina,
conhecimento técnico e justiça.
O comandante de equipe auxiliará seu comandante, não só obedecendo e
transmitindo suas ordens, bem como emitindo sua opinião profissional, desde que tal ato
não fomente discórdia na tropa.
Deverá ter atenção máxima na orientação dos estagiários.
Ressaltar, diariamente, a conduta e os ideais que movem o Policial Militar da
ROTAM, pois a, doutrina supra, somente se fortalece com a dedicação de todos e a
lembrança constante de nossos ideais.
Atuar para consolidar e manter o companheirismo e o sentimento de irmandade
entre os subordinados, tentando ajudá-los, não só profissionalmente, mas, também, em sua
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vida pessoal, pois é evidente que nenhum ser humano consegue separar sua vida pessoal
da profissional, repassando aos escalões superiores quando um fato transcender o seu
poder de resolução.
Evitar, na medida do possível, a repetição dos seguranças em sua equipe, o que,
fatalmente, formará “grupos” que, por sua vez, tendem a criar sua própria “doutrina”.
4 DO MOTORISTA
5 DOS SEGURANÇAS
6 TREINAMENTO
11
É a base da Companhia que deve nortear, constantemente, a conduta dos
comandantes e comandados, e será desenvolvido em qualquer hipótese. Logo, qualquer
obstáculo, tais como excesso de serviço ou falta de tempo hábil devem ser superados, para
que o referido não sofra descontinuidade.
O seu desenvolvimento dar-se-á antes, durante e após o término do serviço.
Compreendem o treinamento aspectos técnicos, jurídicos, administrativos, operacionais e
aqueles decorrentes da experiência profissional, todos planejados, com o foco de permitir
que o policial militar venha a exercitar sua atribuição com segurança, propriedade e
eficiência.
8 EQUIPAMENTO E ARMAMENTO
12
Além do armamento e equipamento individual de cada homem, a viatura de ROTAM,
é equipada com:
9 INÍCIO DO SERVIÇO
13
f) O policial só sai para o patrulhamento limpo e barbeado, farda limpa e passada,
coturnos engraxados, fivelas limpas e boina escovada. Todos se fiscalizam mutuamente
neste sentido.
g) Todo policial porta em serviço: no mínimo 01 (um) par de luvas descartáveis,
caneta preta ou azul, cartões telefônicos e/ou celular com créditos, lanterna de bolso,
identidade funcional, CNH, dinheiro para alimentação e outros pequenos gastos pessoais
que serão registrados pelo 4° ou 5° Homens, antes do início do serviço. Cabe ao 4º ou 5º
homem equipar a viatura com sua pasta individual de ROTAM, que todos possuem.
h) No serviço e em viatura, não é permitido o uso de óculos escuros (Ray-Ban,
etc), exceto com prescrição médica aos motoristas.
12 PATRULHAMENTO MOTORIZADO
17
Em qualquer logradouro que a viatura entre, a equipe procura a placa com o
endereço, para pedido de apoio em caso de emergência.
Um policial militar de ROTAM, nunca está sozinho qualquer que seja a situação, no
mínimo 02 (dois), em qualquer averiguação ou ocorrência.
A viatura de ROTAM e sua equipe estão sempre prontas para a ação. Ex.:
estacionada, estará com o motor ligado e frente voltada para a saída; se consertando um
pneu numa borracharia, o estepe será colocado enquanto o outro é reparado. Se alguma
viatura estiver com problemas mecânicos, deverá ser guinchada a BASE, e será escoltada
por outra equipe para sua proteção.
13 TÉRMINO DO SERVIÇO
14 PRINCÍPIOS DA ABORDAGEM
15 NÍVEIS DE ABORDAGEM
19
16 ABORDAGEM A VEÍCULOS
20
H
+- 5m
B OP E
PL
O I A
Í C RDO
M IL IT A PÁ
A MA
(fig.1)
Os policiais militares devem estar com as armas nas mãos, dedo fora do gatilho, e
prontos para enfrentarem uma reação dos suspeitos; evitar apontar a arma diretamente aos
suspeitos, mantê-las para baixo, (a não ser que haja certeza ou indícios muito fortes da
prática de crime).
O Comandante de Equipe deve manter a atenção ao veículo e suspeitos, o motorista
atentar ao trânsito e a frente e os seguranças com a retaguarda e laterais, pois os suspeitos
podem ter escolhido o local para pararem. Quando o veículo estiver parado, a equipe
desembarca rapidamente em forma de leque (1º; 3º; e 4º homem). Com calma e
educadamente, mas com energia, num tom de voz suficiente para ser ouvido, o Cmt de
Equipe determina que o condutor desligue o motor do veículo, para não haver tentativa de
fuga. (fig.2)
Manda também que todos desembarquem e coloquem-se na parte traseira do
veículo (entre o veículo e a VTR), com as mãos sobre a cabeça, sem que nada peguem do
interior do veículo. Enquanto os suspeitos não se posicionam, e ter completo controle sobre
eles, a equipe permanece com a atenção redobrada, pois pode haver reação neste
momento, o veículo pode arrancar, deixando os policiais militares desembarcados para trás
ou podem atingir algum policial militar para que não haja a perseguição, pois então a
prioridade será socorrer o ferido.
21
B OP E
P
OL I A
Í C RDO
M IL IT A A MA
PÁ
(fig.2)
B OP E
PO
L ÍC IA M R D OA
IT A
I L MAPÁ
(fig.3)
22
delinqüente pode tentar passar-se por vítima, na intenção de iludir os policiais militares, e
tentar reagir libertando a si e aos demais).
B OP E
L ÍC IA M
PO I L RO
IT A D
Á
MA P
A
(fig.4)
Em seguida solicitar aos suspeitos que se coloquem sobre a calçada, voltada para
a rua com as mãos para trás, para a segurança da equipe e dos próprios abordados,
alinhados ao lado do Cmt da Equipe, o 3° homem assume a segurança geral, e o 4°
homem, de frente para os suspeitos, inicia uma revista mais minuciosa, procurando objetos
ilegais ou entorpecentes em bolsos ou escondidos nas roupas; O 2º homem sempre
permanece próximo da VTR, atento ao rádio, e pronto para pedir apoio se for o caso, bem
como checar a placa do veículo suspeito, junto a CENTRAL BOPE. O Comandante da
Equipe, com o motorista do veículo ao seu lado, solicita a documentação do veículo,
pedindo para que retire os documentos de dentro da carteira, envelope plástico para que
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não cause danos a esses documentos, bem como solicita também a documentação
pessoal de todos, que é recolhido pelo 4º homem e entregue ao 2º homem. (fig.5)
Neste momento o Comandante da Equipe e o 4º homem devem conversar com os
suspeitos, fazendo perguntas: nome, endereço, local de trabalho, problemas com a justiça
e etc., para detectar algum detalhe e distrair os suspeitos, não lhes permitindo possibilidade
de pensarem e planejarem individualmente uma reação.
Não deve haver conversa entre os suspeitos; havendo dúvidas, separar os
suspeitos para conversarem separadamente, e posteriormente confrontar as alegações dos
mesmos. Atenção às cicatrizes e tatuagens, pois podem indicar algum ex-detento ou
foragido da justiça; verificar também a boca do suspeito, que pode ocultar pequenas
porções de entorpecentes.
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decorrer da revista o 3º homem deve conferir o lacre da placa e o número do chassi,
verificando se confere com a documentação, e se não há irregularidade com os caracteres.
Em qualquer momento da revista, se constatado crime, todos os suspeitos deitam-se no
solo e são algemados para a condução a DP da área. O 3º homem deve tomar precauções
para não causar qualquer dano no veículo (portas que não se abrem ou fecham facilmente
devem ser acionadas pelo proprietário, ter também cuidado com estofamento e pintura do
veículo em contato com o equipamento do policial militar, etc). Tudo deve ser recolocado
exatamente no local em que estava, e as portas fechadas ao término da revista. Cuidado
ao manusear documentos sobre poças de água ou bueiros, pois, podem cair, o próprio
suspeito deve retirar os documentos de plástico protetor, pois podem estar colados e
rasgar. (fig.5)
B OP E
L ÍC IA M
PO AR
I T
I L D OA Á
MA P
(fig.5)
17 MOTOCICLETAS
B O PE
P OL I A MIL
Í C A R D OA M
I T APÁ
(fig.6)
26
B O PE
I A MIL
Í C
P OL A R D OA M
I T APÁ
(fig.7)
B O PE
Í C
P OL I L
I AM AAPÁ
A R D OM
I T
(fig.8)
18 VEÍCULOS DE CARGA
Neste caso, devemos sempre nos lembrar que pode existir escolta realizada por
marginais “protegendo” o caminhão.
Caso o motorista do caminhão obedeça à ordem de parada da viatura, a equipe
deverá inicialmente redobrar a atenção sobre uma possível escolta de marginais.
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O comandante de equipe posiciona-se um pouco mais afastado da carroceria do
caminhão, pois isso possibilitará ao mesmo que visualize melhor o interior da boléia.
Os seguranças “abrem” seu campo de visão no lado oposto ao do comandante da
equipe de tal forma que também possam visualizar o interior da cabina.
O motorista da viatura para a viatura totalmente ao lado esquerdo do caminhão, de
forma que se este soltar o freio do mesmo em uma ladeira, não venha a chocar-se contra a
viatura. (fig.9)
(fig.9)
28
(fig.10)
29
Após as buscas pessoais, deve-se realizar buscas no interior da boléia e na
carroceria ou baú do caminhão, pedindo nesse momento para que um dos ocupantes do
caminhão abra as portas do baú (houve caso em que durante este procedimento, marginais
que se encontravam no interior do baú, ao se abrir as portas, atiraram contra a viatura da
PM), portanto, durante esse procedimento, deve-se dobrar a cautela. No caso de tratar-se
de produto de roubo ou furto, tanto da carga como do caminhão, o procedimento é o
mesmo que ocorre na detenção de indivíduos que praticaram roubo ou furto de um veículo
pequeno. (fig.11)
(fig.11)
30
(fig.12)
19 ÔNIBUS
Após a ordem de desembarque (dada pelo Cmt da Equipe), aos homens do interior
do ônibus, os seguranças direcionam os mesmos para a lateral do ônibus, permanecendo
em posição de controle das ações e/ou reações possíveis.
O motorista da viatura faz a segurança da equipe com relação às pessoas que
transitam pela via e/ou calçada. (fig.14)
(fig.14)
32
Após estarem todos os homens desembarcados, será dada pelo comandante da
equipe, ordem para que as mulheres sentem-se todas ao lado oposto ao que está sendo
realizada a abordagem, além de manterem suas mãos sobre a barra de ferro do banco à
frente das mesmas. O procedimento é o mesmo para idosos e deficientes físicos que não
possam se locomover sozinhos (cegos, pessoas idosas, pessoas com muletas, etc.), tal
procedimento visa impedir que haja reação. Visualizar as mãos de quem fica no interior do
ônibus e resguardar os mesmos de um possível entrevero, entre os policiais e quem esteja
sendo revistado fora do ônibus.
Após estas medidas de segurança, proceder-se-á à revista pessoal normalmente em
que está fora, tomando as providências normais caso encontre algo irregular. (fig.14)
Após as revistas pessoais, realizar vistoria no interior do ônibus, procurando objetos
que possivelmente possam ter sido abandonados pelas pessoas, assim que perceberem a
presença da Polícia Militar.
Ao final da abordagem, caso nada seja encontrado, os policiais devem agradecer a
colaboração e aguardar que todos retornem aos seus respectivos lugares de início,
liberando o ônibus logo após.
Obs.: O policial militar deve ter sempre em mente que: demonstrações de
força, por vezes, desestimulam possíveis reações, como por exemplo: imposição de
voz, uso de armas “pesadas”, grande número de policiais, etc.; um tiroteio dentro de
um coletivo pode gerar graves conseqüências, além de ofender a integridade física
de terceiros inocentes.
20 ABORDAGEM EM VANS
33
(fig.15)
(fig.16)
34
21 BLOQUEIO EM VIA PÚBLICA
21.1 PLANEJAMENTO
(fig.17)
O bloqueio deve ser realizado por, no mínimo, 04 (quatro) equipes, uma equipe deve
se posicionar estrategicamente antes do bloqueio, de forma a não permitir que veículos
retornem ou empreendam fuga ao visualizá-lo. Outra equipe se posiciona logo após o
bloqueio, de forma a acompanhar algum veículo que não obedeça a ordem de parada ou
proceder à abordagem quando solicitado pelo bloqueio. As equipes ficam desembarcadas,
com os motores das viaturas ligados e as portas fechadas, de forma a permitir um imediato
deslocamento em caso de tentativa de fuga e assim executar o acompanhamento do
veículo.
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No mínimo 02 (duas) equipes atuam no bloqueio, com dispositivos luminosos das
viaturas acionados durante toda a operação, a equipe mais antiga se posiciona no meio,
sendo que o 1º Homem assume o comando do bloqueio, o 2º Homem desta equipe fica
responsável pela verificação documental junto a Central BOPE ou CIODES e anotações no
relatório de serviço, enquanto o 3º e 4º Homem assumem as funções de pré-selecionador e
selecionador.
A outra equipe do bloqueio posiciona a viatura de forma a criar uma zona de
segurança aos veículos que estiverem sendo abordados. O 2° Homem, porta arma longa,
levanta os vidros e assume a segurança geral do bloqueio, os seguranças realizam a
abordagem e o 1° Homem faz a segurança dos mesmos. O bloqueio de ROTAM terá o
período aproximado de uma hora.
O selecionador, portando rádio transmissor portátil, deve ficar atento para não
determinar a parada de veículos quando a base de vistoria estiver abordando e, caso
necessário, aciona a equipe que se encontra após o bloqueio para proceder à abordagem
ao veículo suspeito que tentar fuga.
Se for possível, deve estar presente no local do bloqueio uma equipe do Batalhão
de Trânsito, a fim de confeccionar os Autos de Infração de Trânsito e Autos de
Recolhimento e pelo menos 01 (uma) Policial Feminina, para realização de busca pessoal
em mulheres.
Jamais efetuar disparo de arma de fogo em veículo que esteja em fuga, mesmo como
forma de alerta. Sendo assim, no caso de fuga de veículo é realizado o acompanhamento
tático e cerco, conforme previsto.
22 CONSIDERAÇÕES GERAIS
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Também é fundamental, postura de cada componente da equipe. Os policiais
militares devem sempre estar com o corpo ereto, cabeça erguida e pernas afastadas; o
semblante sério, voz calma e firme. Uma equipe bem treinada e com boa postura, por si só
desestimula reações e demonstração de contrariedade à abordagem e revista, por
transmitir alto grau de profissionalismo, conhecimento e adestramento.
Se surgirem situações em que um suspeito alegar impossibilidade física de
desembarcar, o Cmt da Equipe manda-o colocar as mãos para fora do veículo, pela janela,
e assim permanecer até que a equipe se aproxime e verifique a veracidade. Mesmo assim,
dentro das possibilidades deve ser revistado, bem como o local que ocupa no veículo.
Algumas abordagens podem ser menos “rigorosas”, dependendo da situação (pessoas
idosas, mulheres e crianças, por exemplo, por despertar menos suspeitas, são utilizadas
para transporte de material ilícito, produto de crime, ou mesmo ainda, serem reféns).
Também neste caso pode permanecer no veículo, com o controle de suas mãos. Se algo
for constatado então desembarcam para uma busca completa.
No local da busca utiliza-se apenas o tempo necessário, mas sem pressa, para que
nenhum detalhe importante possa escapar a atenção. Em se constatando ilícito, arrolar
testemunhas se houver e conduzir tudo à DP da área sem perda de tempo.
Para a condução:
• Os indivíduos serão algemados e conduzidos na viatura, em havendo veículo
suspeito, o policial militar deverá conduzi-lo à DP.
• Em hipótese alguma o Policial Militar de ROTAM, retira a cobertura (boina),
quer em ocorrência de alarme bancário roubo a banco, rebelião de presídio,
seqüestro, etc., exceto quando for tomar refeição.
É comum o suspeito perguntar o motivo da abordagem; neste caso o Cmt da Equipe
deve explicar o serviço e atitude da equipe. Cuidado com suspeitos agressivos que
recusam se submeter à revista e ameaçam a equipe, podem ser simples ignorantes da
atividade policial, ou estarem tentando intimidar os policiais militares, ou desviar sua
atenção de algo escondido em seu veículo ou vestes. A busca deve ser enérgica e
educada, alertando todos para os crimes de desobediência, desacato e resistência por se
oporem ao exercício discricionário do poder de Polícia, e a vistoria realizada. Em locais
abertos, um dos policiais deve estar voltado para a segurança da retaguarda.
37
23 ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIAS
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Ocorrências que necessitam de diligências serão coordenadas pelo ROTAM
COMANDO é sempre importante a coleta de provas, testemunhas e preservação do local
de crime. Em toda ocorrência e condução à DP é confeccionado o BO; nas demais se
consta os dados detalhadamente em relatório de serviço. Toda pessoa necessitando de
cuidados médicos urgentes é imediatamente socorrida ao pronto socorro mais próximo.
Até em ocorrência, toda pessoa que entrar na viatura será revistada por policiais
militares da própria equipe, mesmo que já tenha sido feita por outro policial militar
anteriormente, sempre que uma equipe deixa o patrulhamento para atendimento de
ocorrência, o ROTAM COMANDO é imediatamente cientificado pelo Cmt da Equipe que
informa via rádio a natureza, local e destino. Sempre ao se aproximar de local de
ocorrência, a equipe deve atentar para as proximidades, e não apenas seguir cegamente
para o local, pois os meliantes podem já estar evadindo-se, e as atitudes suspeitas revelam
o ato. Neste caso dois seguranças podem deter os suspeitos enquanto o restante da
equipe averigua o local. Por isso é importante a cobrança junto à CENTRAL
BOPE/CIODES, das características, roupas e veículos dos indivíduos.
No local da ocorrência, ter cuidado com as imediações, pois pode haver delinqüentes
na escolta e proteção dos demais que estão praticando crime. Quando se entra em
residência, firma ou qualquer estabelecimento onde suspeitasse homiziarem-se criminosos,
o 3º homem entra na frente utilizando o escudo balístico. Toda ocorrência é conduzida à
DP e acompanhada pelo ROTAM COMANDO. Por diferenças operacionais e para evitar
problemas de comandamento, se a viatura da área já estiver no local de ocorrência,
equipes de ROTAM não interferem, a não ser se solicitado seu apoio. Neste caso, mediante
comando do ROTAM COMANDO, as equipes de ROTAM assumem a situação e a tropa da
área se afasta.
Mesmo no calor das partes, em uma ocorrência, a postura da equipe é sempre
correta, firme e tranqüila. Após a chegada da ROTAM cessam-se discussões, brigas e
palavras de baixo calão. É a imponência da equipe que impede tais situações.
O Cmt da Equipe é quem conversa com as partes e decide qual procedimento a
tomar. O motorista permanece próximo à viatura e atento ao rádio; o 3º homem assume a
segurança geral; o 4º homem acompanha o Cmt da Equipe e faz anotações necessárias.
Mesmo o Cmt da Equipe e o 4º homem estão sempre atentos a todas as pessoas e
detalhes e não apenas aos individuos da ocorrência.
Na DP é o Cmt da Equipe que apresenta a ocorrência ao Delegado plantonista. A
postura da equipe é a mesma que em qualquer outra situação. Se o tempo de permanência
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na DP for longo a equipe pode revezar-se para descansar na viatura, pois o policial militar
de ROTAM não se senta nem descansa em local público.
Havendo indivíduos detidos, mesmo já apresentados ao Delegado de Polícia,
continuará sobre guarda da equipe até o término do procedimento ou seu recolhimento a
carceragem.
Na apresentação de qualquer ocorrência a DP é importante a discriminação correta
dos indivíduos. Ex.: qual indivíduo portava qual arma; qual dos detidos que agrediu a
vítima; qual dos indivíduos carregava o produto do roubo, etc.
Mesmo na DP, não há relaxamento da segurança, pois havendo tentativa de fuga de
preso ou de resgate (invasão na DP), a equipe estará pronta para a ação.
Dependendo do horário de término da ocorrência e condições das testemunhas e
vítimas, a equipe de ROTAM pode conduzi-las a suas residências mediante autorização do
R. Cmdo, quando do retorno ao patrulhamento.
Sempre que uma viatura de ROTAM for solicitada por outra e tendo esta um
superior, deverá toda equipe apresentação individual ao mais antigo da equipe que
solicitara.
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Caso o veículo provoque um acidente e prossiga na fuga, a equipe prossegue no
acompanhamento e informa ao ROTAM COMANDO o ocorrido, que poderá solicitar à
CENTRAL BOPE/CIODES que uma viatura de área atenda a ocorrência desse acidente.
Se o acidente for grave e evidenciar-se a existência de vítimas, deve-se então
passar todas as informações possíveis para que outra viatura tente interceptar o veículo,
jamais colocar o corpo para fora da viatura pela janela. Mesmo atirando deve-se estar o
mais abrigado possível, pois além de se expor mais, pode atrapalhar o motorista em uma
manobra.
Quando o veículo for abordado os ocupantes desembarcam e, em ato contínuo
deitam-se ao solo; são algemados e revistados; havendo feridos são socorridos e os
demais conduzidos à DP da área, presos em flagrante delito por direção perigosa e
desobediência (no mínimo, caso não haja crime mais grave que provocou a tentativa e
fuga). Assim que o veículo for abordado, o 2º Homem informa ao ROTAM COMANDO
passando o local para apoio e desmobilizar as demais viaturas.
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26.2 PROCEDIMENTO DA PRIMEIRA VIATURA NO LOCAL
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10. Transmitir a situação do local, bem como todas as informações possíveis com
imediatismo a CENTRAL BOPE e ROTAM COMANDO.
Durante o patrulhamento sem alteração, a equipe pode parar para um café, lanche
ou ligeira refeição se não houver possibilidade de alimentação no refeitório da OPM
específica. Tal interrupção também é útil para que a equipe “relaxe”, por alguns minutos,
suas tensões constantes do policiamento.
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O local escolhido deve ter boa aparência, não ser mal freqüentado, estar situado em
local que não oferece grande risco à equipe (próximo à favela, por exemplo), e não estar
lotado.
Como em qualquer local ou situação em que a viatura for parar (que não seja para
atendimento de ocorrência), dá-se uma volta (no mínimo) nas imediações observando tudo,
após a certeza de que nada há de irregular, a equipe desembarca. Também como em
qualquer outra situação de estacionamento, o motorista para a viatura para que os
seguranças desembarquem; rapidamente, um homem já assume a segurança geral e o
outro retém o trânsito para a manobra da viatura, que deve ficar sempre com a frente
desimpedida e voltada para a saída.
A equipe divide-se. Enquanto a metade come, a outra faz a segurança e fica atenta
ao rádio. A primeira parte da equipe ao entrar no estabelecimento discretamente observa
todos para verificar se há algo suspeito e também discretamente observa o banheiro.
Cuidado para evitar constrangimentos dos fregueses.
Nos locais de lanche rápido (padaria, lanchonetes), os policiais militares não se
sentam ou se descobrem mantendo sempre a postura de um policial militar de ROTAM;
procura-se ficar num canto discreto, que ofereça melhor visão da entrada e de todo o
estabelecimento e também realizar proteção.
Em situação de dobra de serviço, ou se ultrapassar o horário, pode haver
necessidade de uma alimentação mais reforçada.
Neste caso pode-se fazê-lo num restaurante ou similar. E então convenientemente
ocupe um local reservado separado dos demais clientes, proporcionando assim um
relaxamento maior aos policiais militares, que poderão sentar-se e descobrir-se. Todas as
demais medidas de segurança são tomadas.
Na saída ao se passar pelo caixa, coloca-se visivelmente sobre o balcão dinheiro
mais que suficiente para a despesa, pedindo-se para que se cobre o que foi consumido.
Tratar com polidez e educação os funcionários, proprietário ou gerente do estabelecimento
comercial.
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Em toda abordagem, a ROTAM “ganha um amigo
ou prende um ladrão”.
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TÍTULO III
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
CAPÍTULO VI
DAS SUBSTITUIÇÕES TEMPORÁRIAS
Art. 10º. As substituições temporárias, no âmbito da Cia de ROTAM/BOPE,
obedecerão aos seguintes critérios:
I – do Comandante da 1a Cia de ROTAM:
a) pelo Subcomandante da companhia;
b) pelo Chefe das Equipes Operacionais.
II – do Subcomandante da 1a Cia:
a) pelo Chefe das Equipes Operacionais.
Parágrafo Único. Todas as substituições temporárias deverão ser feitas
cumulativamente com as funções já exercidas e publicadas em Boletim Interno, observada
a antiguidade e o Estatuto da PMAP.
CAPÍTULO VII
PRESCRIÇÕES DIVERSAS
Art. 11º. Os casos omissos serão solucionados pelo Comandante do Batalhão,
mediante proposta submetida à apreciação do Comandante Geral.
Art. 12º. A cada dois anos o presente regimento Interno e Doutrinário deverá ser
submetido a avaliação e análise, concernentes a sua aplicabilidade e possíveis
readequações, objetivando, assim, manter a 1a Companhia de ROTAM/BOPE na
vanguarda operacional e administrativa da instituição.
Art. 13º. Este documento entra em vigor na data de sua publicação.
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ANEXO I
AMPARO LEGAL
PODER DE POLÍCIA (Art. 78 do Código Tributário Nacional - Lei 5172/66)
É o poder que o estado tem de modo a intervir na vida das pessoas que vivem em
sociedade, de modo que por meio de vários mecanismos, como o braço armado deste, no
caso a polícia, esta tem o poder de coagir, mas não arbitrariamente, o cidadão para que
siga as regras impostas pelo estado para que se alcance o bem comum ou o bem para a
sociedade, de forma que o interesse do particular seja suplantado pelo interesse público.
ESTATUTO DO DESARMAMENTO
A lei 10.826/2003 – Estatuto do desarmamento - apresenta dois objetivos bem
definidos, isto porque, direciona a legislação ao desarmamento, a diminuição da quantidade
de armas em circulação na nossa sociedade, trazendo várias providências no sentido da
restrição quanto à venda, registro e autorização, bem como, em relação as pessoas que
podem portar a arma de fogo e, ainda, comina penas maiores para o crime de porte de
arma, tipifica os crimes de porte e posse de munição, tráfico internacional de armas de
fogo, dentre outros temas.
LEI DE DROGAS
A LEI 11.343/2006 apresenta estrutura indicativa dos objetivos pretendidos pelo
legislador sobre medidas de prevenção, atenção e reinserção social dos usuários e
dependentes, bem como a repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de
drogas, adota um conceito legal de droga não restrito à categoria de entorpecentes ou de
substâncias causadoras de dependência física ou psíquica, ampliando para todas as
substâncias ou produtos com potencial de causar dependência, porém condicionadas à
inserção em dispositivo legal competente.
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certas situações a ser dada voz de prisão, de modo que pelo mesmo estar alterado acaba
por adquirir hematomas, não pelo excesso mais pela não obediência das ordens emanadas
pelos policiais, tendo com este a utilização da força moderada para contê-lo e utilizar
dependendo do caso, as algemas para resguardar a equipe, conduzindo-o para a D.P.
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ANEXO II
DESCRIÇÃO HERÁLDICA
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ANEXO III
DESCRIÇÃO HERÁLDICA
A figura do raio de três pontas seccionado na parte de cima simboliza energia, força
e rapidez no cumprimento das missões, este está em vermelho (goles) - cor que simboliza
audácia, grandeza e espírito de luta. Sobreposto ao raio está a sigla “ROTAM” – Rondas
Táticas Motorizadas. Acima do raio está a sigla “PMAP” – Polícia Militar do Amapá. Na
parte de baixo está o par de garruchas, símbolo das Polícias Militares. Todos os símbolos
estão cercados por louros, que simbolizam a vitória da lei com o emprego dos meios.
Juntamente com a moldura em forma oval, todos os símbolos, com exceção do raio em
goles, estão em escala de preto e cinza, que simbolizam a sabedoria, prudência,
moderação e silêncio. Tamanho: 4,5 cm x 7,5 cm.
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ANEXO IV
1. Doutrina de ROTAM;
2. Apostila “O que é suspeito aos olhos do policial”;
3. Mapa de tatuagem;
4. Mapa da cidade de Macapá e Santana;
5. Mapa do Estado (rodoviário);
6. Principais saídas da cidade (imagens via satélite da internet);
7. Artigos de legislação utilizados com maior frequência;
8. Apostila de identificação veicular;
9. Relação de autos vistoriados;
10. Fichas de caráter geral;
11. Boletins de ocorrência impressos e em mídia gravada em cd/dvd-r ou pendrive;
12. Papel rascunho;
13. Canetas pretas ou azuis;
14. Autorização de adentramento em domicilio;
16. Telefones úteis;
17. Cópia do pecúlio de telefones e endereços da companhia;
18. Ficha utilizadas para ocorrência de Gerenciamento de Crise.
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ANEXO V
ACESSÓRIOS
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ANEXO VI
ORAÇÃO DE ROTAM
Senhor Deus,
vós que tudo comandais,
vós que guiais teus soldados,
pelos caminhos da dignidade e da vitória,
dai-nos a força e a coragem para lutar,
a perseverança dos bravos,
a humildade dos heróis,
e a fé que nos torna invencíveis.
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ANEXO VII
1. AGRESSIVIDADE CONTROLADA;
2. CONTROLE EMOCIONAL;
3. DISCIPLINA CONSCIENTE;
4. ESPÍRITO DE CORPO;
5. FLEXIBILIDADE;
6. HONESTIDADE;
7. INICIATIVA;
8. LEALDADE;
9. LIDERANÇA;
10. PERSEVERANÇA;
11. VERSATILIDADE.
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