ESCOLA ESTADUAL NÁDIA MARIA CÂMARA
*Retórica: Arte da oratória; técnica
DISCIPLINA: FILOSOFIA
de argumentar de maneira
PROFESSORA: LUANA MARQUES.
persuasiva (convincente).
Os sofistas: a arte de argumentar
O período clássico da história da Grécia Antiga, ocorreu do século V a.C. ao IV a.C. Foi nesse período, que
viveram: os sofistas, Sócrates, Platão e Aristóteles.
Esse período é caracterizado pelo auge da cultura grega, o desenvolvimento da pólis, pela consolidação da
democracia grega e pelo fato da Atenas ter se tornado o principal centro político, econômico, artístico e
filosófico, do mundo helênico. Esse período é marcado pelo início da fase antropológica, ou seja, uma reflexão
filosófica voltada às questões humanas, seus precursores foram os sofistas.
Os sofistas eram considerados mestres da *retórica e da oratória, acreditavam que a verdade é múltipla,
relativa e mutável.
Na Grécia Antiga, esses professores itinerantes percorriam as cidades ensinando, mediante pagamento, a arte
da retórica às pessoas interessadas. A principal finalidade de seus ensinamentos era introduzir o cidadão na
vida política. Tudo o que temos desses professores são fragmentos e citações e, por isso, não podemos saber
profundamente sobre o que eles pensavam. Aquilo que temos de mais importante a respeito deles foi aquilo
que disseram seus principais adversários teóricos, Platão e Aristóteles.
Eles eram chamados de sofistas, termo que originalmente significaria “sábios”, mas que adquiriu o sentido de
desonestidade intelectual, principalmente por conta das definições de Aristóteles e Platão. Aristóteles, por
exemplo, definiu a sofística como "a sabedoria (sapientia) aparente mas não real”. Para ele, os sofistas
ensinavam a argumentação a respeito de qualquer tema, mesmo que os argumentos não fossem válidos, ou
seja, não estavam interessados pela procura da verdade e sim pelo refinamento da arte de vencer discussões,
pois para eles a verdade é relativa de acordo com o lugar e o tempo em que o homem está inserido.
Entre os sofistas, destacam-se: Protágoras, Híppias, Górgias, Isócrates, entre outros.
São famosos e numerosos os sofistas que atuaram na Grécia antiga, em especial em Atenas, onde a cultura
floresceu com mais evidência. No entanto, podemos destacar especialmente dois dos maiores sofistas de todos
os tempos: Protágoras e Górgias.
Protágoras dizia que “o homem é a medida de todas as
coisas”. Descontextualizado, esse fragmento torna-se um
tanto obscuro. Pode ser entendido de várias maneiras, mas
frequentemente é interpretado como a exaltação da
capacidade humana de construir a verdade. Assim, o logos
não é divino mas resulta do exercício técnico da razão
humana, responsável por confrontar as diversas
concepções possíveis da verdade. O que denota relativismo e subjetivismo, pois a verdade depende das
circunstâncias e do lugar em que é discutida.
Outro ilustre sofista e não menos importante foi Górgias. Descartando qualquer noção de moral ou virtude,
ele determinou a persuasão como algo essencial ao homem. Segundo ele, o domínio dessa técnica permite ao
homem conhecer todas as coisas e, com isso, ser feliz. Para ele a retórica não leva à verdade, mas à persuasão.
Esta se faz não pela razão, mas pela emoção. Por isso ao contrário de Protágoras, que destacava o aspecto
racional da persuasão, Górgias defende seu caráter emotivo.
Referência bibliográfica
Disponível em: [Link]