DIRETRIZES
• I - DESCENTRALIZAÇÃO, COM DIREÇÃO ÚNICA EM CADA ESFERA
DE GOVERNO;
Este princípio determina que cada esfera de governo é autônoma e soberana
nas suas decisões e atividades, respeitando os princípios gerais e a participação
da sociedade. A ideia é evitar a sobreposição de atuações, que poderia resultar
numa execução de serviços desordenada e desarticulada, incapaz de atender
de forma satisfatória aos mais necessitados
• II - ATENDIMENTO INTEGRAL, COM PRIORIDADE PARA AS
ATIVIDADES PREVENTIVAS, SEM PREJUÍZO DOS SERVIÇOS
ASSISTENCIAIS;
A integralidade enquanto princípio do Sistema Único de Saúde busca garantir ao
indivíduo uma assistência à saúde que transcenda a prática curativa,
contemplando o indivíduo em todos os níveis de atenção e considerando o
sujeito inserido em um contexto social, familiar e cultural.
• III - PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE.
A Participação Social no SUS foi institucionalizada pela Lei n° 8.142/1990 que
institui os conselhos de saúde e as conferências de saúde como espaços para o
exercício da participação da comunidade sobre a implementação das políticas
de saúde em todas as esferas governamentais.
PRINCIPIOS
I - UNIVERSALIDADE
É um dos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS) e garante
que todos os cidadãos brasileiros têm direito ao acesso às ações e serviços de
saúde, independentemente de sexo, raça, ocupação ou outras características
sociais ou pessoais
II - INTEGRALIDADE DE ASSISTÊNCIA
este princípio considera as pessoas como um todo, atendendo a todas as suas
necessidades. Para isso, é importante a integração de ações, incluindo a
promoção da saúde, a prevenção de doenças, o tratamento e a reabilitação.
III - PRESERVAÇÃO DA AUTONOMIA DAS PESSOAS NA DEFESA DE SUA
INTEGRIDADE FÍSICA E MORAL;
IV - IGUALDADE DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE, SEM PRECONCEITOS OU
PRIVILÉGIOS DE QUALQUER ESPÉCIE
V - DIREITO À INFORMAÇÃO, ÀS PESSOAS ASSISTIDAS, SOBRE SUA
SAÚDE;
Os pacientes têm o direito de receber informações claras sobre o seu estado de
saúde, incluindo os resultados de exames e testes realizados no seu
diagnóstico. Os familiares dos pacientes também têm o direito de receber
informações sobre o seu estado de saúde
VI - DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES QUANTO AO POTENCIAL DOS
SERVIÇOS DE SAÚDE E A SUA UTILIZAÇÃO PELO USUÁRIO;
VII - UTILIZAÇÃO DA EPIDEMIOLOGIA PARA O ESTABELECIMENTO DE
PRIORIDADES, A ALOCAÇÃO DE RECURSOS E A ORIENTAÇÃO
PROGRAMÁTICA;
Epidemiologia é o estudo dos fatores que determinam a freqüência e a
distribuição das doenças nas coletividades humanas.
VIII - PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE
IX - DESCENTRALIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA, COM DIREÇÃO
ÚNICA EM CADA ESFERA DE GOVERNO:
A descentralização consiste na redistribuição de poder e responsabilidade entre
os três níveis de governo (União, estados e municípios), com o objetivo de
prestar serviços de saúde com maior qualidade e garantir o controle e a
fiscalização por parte dos cidadãos.
A) ÊNFASE NA DESCENTRALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PARA OS
MUNICÍPIOS;
A descentralização também pode ser vista como uma forma de reduzir o
tamanho da estrutura administrativa, o que agiliza a gestão de políticas públicas
e aproxima o Estado da população. Neste sentido, a descentralização do SUS
vem promovendo a noção de que o município é o melhor gestor para a questão
da saúde, por estar mais próximo da realidade da população do que as esferas
estadual e federal.
B) REGIONALIZAÇÃO E HIERARQUIZAÇÃO DA REDE DE SERVIÇOS DE
SAÚDE;
A regionalização implica na delimitação de uma base territorial para o sistema
de saúde, levando em conta a divisão político-administrativa do país, mas
também contempla a delimitação de espaços territoriais específicos para a
organização das ações de saúde.
A hierarquização estabelece que o SUS deve ser organizado em níveis
crescentes de complexidade, da Atenção Básica à Alta Complexidade. Quanto
mais complexos os serviços, eles são organizados na seguinte seqüência:
unidades de saúde, município, pólo e região.
X - INTEGRAÇÃO EM NÍVEL EXECUTIVO DAS AÇÕES DE SAÚDE, MEIO
AMBIENTE E SANEAMENTO BÁSICO;
XI - CONJUGAÇÃO DOS RECURSOS FINANCEIROS, TECNOLÓGICOS,
MATERIAIS E HUMANOS DA UNIÃO, DOS ESTADOS, DO DISTRITO
FEDERAL E DOS MUNICÍPIOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE
ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA POPULAÇÃO;
XII - CAPACIDADE DE RESOLUÇÃO DOS SERVIÇOS EM TODOS OS NÍVEIS
DE ASSISTÊNCIA;
Este princípio é também conhecido como resolutividade e afirma que o SUS deve
ser capaz de resolver os problemas de saúde das pessoas que o procuram,
independentemente do grau de complexidade
XIII - ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE MODO A EVITAR
DUPLICIDADE DE MEIOS PARA FINS IDÊNTICOS.
Este princípio está previsto na Lei Orgânica da Saúde (LOS) e tem como objetivo
evitar o desperdício de recursos humanos
XIV – ORGANIZAÇÃO DE ATENDIMENTO PÚBLICO ESPECÍFICO E
ESPECIALIZADO PARA MULHERES E VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
EM GERAL, QUE GARANTA, ENTRE OUTROS, ATENDIMENTO,
ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO E CIRURGIAS PLÁSTICAS EM
CONFORMIDADE COM A LEI DE Nº 12.845, DE 1 º DE AGOSTO DE 2013.
XV – PROTEÇÃO INTEGRAL DOS DIREITOS HUMANOS DE TODOS OS
USUÁRIOS E ESPECIAL ATENÇÃO À IDENTIFICAÇÃO DE MAUS TRATOS,
DE NEGLIGÊNCIA E DE VIOLÊNCIA SEXUAL PRATICADOS CONTRA
CRIANÇAS E ADOLESCENTES. (INCLUÍDO PELA LEI Nº 14.679, DE 2023)
A EQUIDADE é um princípio do Sistema Único de Saúde (SUS) que está
relacionada com a justiça social e o respeito pelas necessidades, diversidades e
especificidades de cada cidadão ou grupo social. O princípio da equidade no
SUS propõe tratar desigualmente os desiguais na medida de sua desigualdade,
no intuito de atingir a justiça social e assegurar os direitos humanos dos
diferentes grupos sociais.