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Morte e Desencarnação na Doutrina Espírita

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A transição

CIE MODULO 2 - 6ª aula 2024


1
Relembrando.....

Estudamos que a mente em vibração dá origem ao


“corpo mental”, envoltório mais sutil do Espírito (ser em
si).

Este campo ou corpo mental, modela e dá origem ao


corpo espiritual (perispírito/veículo físico da dimensão
“mundo espiritual”).

Vimos que, para ingressar em nossa dimensão


vibratória, é necessária a elaboração do corpo físico.

2
Aprendemos que existe uma ligação entre o corpo
espiritual e o corpo físico, chamada de “cordão de
prata”, localizada na cabeça e que se rompe apenas
quando do desencarne.

3
O fenômeno da morte é visto sob múltiplas formas,
dependendo da crença, da descrença ou da certeza que
cada criatura humana constrói para si mesma.

Vale dizer que o materialista, o espiritualista e o


espiritista têm concepções muito diferentes sobre a vida
e sobre a morte.

Para o materialista puro, para quem a vida está


inteiramente voltada aos bens e gozos materiais, o
corpo físico, enquanto vivo, representa tudo. Morto o
corpo, tudo se dissolve no nada.

Os espiritualistas em geral admitem a existência de algo


além da expressão física - a alma - que sobrevive após
4
a morte.
A destinação da alma, para as correntes espiritualistas,
varia muito, de conformidade com suas doutrinas.

A Doutrina dos Espíritos, essa bênção da


Espiritualidade Superior em favor de toda a
Humanidade, o Consolador prometido e enviado pelo
Cristo de Deus, veio aclarar a tormentosa questão da
vida, da morte, da existência e da sobrevivência do
Espírito.

Para a Doutrina Espírita, o que se denomina morte - o


problema maior que tem ocupado o pensamento
humano em todos os tempos - faz parte das leis
naturais ou divinas, assim como o nascimento.
5
Nascimento, morte, renascimento são transformações
naturais da própria Vida do Espírito imortal, sujeito à
evolução natural.

Morte é transformação, não fim.

Por isso, para desmitificar a palavra morte, com sua


conotação de fim, desaparecimento total, termo,
destruição, conotações milenárias que causam tantos
sofrimentos, o Espiritismo prefere substituí-la por
desencarnação, que é justamente a separação do
Espírito de seu suporte físico de carne.

6
Mas como a vida do Ser continua, morrer é renascer, é a volta do
Espírito à sua pátria verdadeira.

Morrer, pois, é prosseguir vivendo em outra dimensão vibratória,


com os sentimentos adquiridos, com a visão espiritual ampliada,
com os amores, as alegrias e saudades do ser, mas também
com as imperfeições que não conseguiu superar.

Morte não é o sono eterno, mas, sim, a libertação do Espírito,


enquanto não retoma à carne, em nova e laboriosa existência.

Para a Nova Luz, a morte, longe de ser a porta para o nada, é a


continuação da vida eterna. Em lugar dos fantasmas teológicos,
dos dogmas e dos suplícios infernais, ela acena com a
esperança, que todos podemos cultivar sem medos.

7
25ª aula

• Perdas de entes
queridos

• Preocupação com a
morte

8
 A MORTE FÍSICA é à cessação da vida orgânica do corpo
carnal. “É o esgotamento dos órgãos” (L.E. 68).
 A DESENCARNAÇÃO ocorre quando o Espírito se separa
do corpo ao qual estava ligado, caracterizando o
momento em que “retorna ao mundo dos Espíritos, que
deixou momentaneamente.” (L.E. 149).
 O CONSOLADOR, na resposta a questão 147, nos ensina
que: “Desencarnar é mudar de Plano, como alguém que
se transferisse de uma cidade para outra, aí no mundo,
sem que o fato lhe altere as enfermidades ou as virtudes
com a simples modificação dos aspectos exteriores”.

9
E o L.E. na resposta a questão 150, nos ensina que a alma
após a morte, conserva a sua individualidade e jamais a perde.
Que apesar de não ter mais o corpo material, ela possui o seu
períspirito, que é o corpo espiritual, que “representa a
aparência de sua última encarnação”.

MORTE ESPIRITUAL, segundo Kardec nos ensina no livro


OBRAS PÓSTUMAS, é a depuração que ocorre no Espírito,
que a cada existência corpórea tem ocasião de progresso e
que reentrando no mundo espiritual leva consigo as novas
ideias, e a cada nova estação na erraticidade seu horizonte
moral se alarga, seu envoltório fluídico se depura, torna-se
mais leve, mais brilhante, até que um dia se tornará
resplandecente; “o velho Espírito está morto, e, entretanto, é
sempre o mesmo Espírito”.

Ex.; como a criança que fomos ontem e hoje somos o adulto ou seja toda
experiência vivenciada. 10
A SEGUNDA MORTE, conforme o livro LIBERTAÇÃO, de André
Luiz, Psicografia de Chico Xavier, no Capítulo VI –
OBSERVAÇÕES E NOVIDADES, é representada pela perda do
perispírito… por demasiada densidade mental na maldade e nos
vícios.

O L.E. 187 ensina que o Espírito será enviado para o outro


mundo sem o seu corpo espiritual, vai apenas o seu Espírito
(mente) e lá no outro mundo vai ser constituído um novo corpo
espiritual com o fluído universal de aludido planeta.

A resposta da questão 94 do L.E. nos ensina que: “passando de


um mundo para outro, o Espírito troca seu envoltório, como
mudais de roupa”.

No comentário à resposta da questão 83 do L.E. de Kardec nos


ensina que: “a existência do Espírito não tem fim”.
11
DO MEDO DA MORTE

L.E. 961. Qual o sentimento que domina a maioria dos homens


no momento da morte: a dúvida, o medo, ou a esperança?

– A dúvida para os céticos endurecidos, o medo para os


culpados e a esperança para os homens de bem.

Uma vez que a existência do Espírito não tem fim, por que as
pessoas têm medo da morte?

O L.E. na resposta à questão 941 esclarece que ao justo a


morte não inspira nenhum medo, porque, com a fé, ele tem a
certeza do futuro; a esperança lhe faz esperar uma vida melhor,
e a caridade, da qual praticou a lei, dá-lhe a certeza de que não
reencontrará, no mundo em que vai entrar, nenhum ser do qual
deva temer o olhar. 12
13
PERDAS DE ENTES QUERIDOS
É A CAUSA DE GRANDES SOFRIMENTOS.
NINGUÉM ESTÁ ISENTO.
 CONSOLAÇÃO TRAZIDA PELA DOUTRINA
ESPÍRITA.
PRINCÍPIO DA REENCARNAÇÃO.
A SEPARAÇÃO É PASSAGEIRA.

14
V- PREOCUPAÇÃO COM A MORTE ( LE 941 -942)
Temos diante de nós o futuro, a vida eterna.
Por que muitas pessoas tem medo da morte?
Desde crianças, muitos de nós fomos persuadidos a
acreditar em céu e inferno.
E alguns de nós carregam essa idéia durante toda a vida....
Aqueles que têm consciência dos seus erros imaginam que
por errarem só possuem direito a irem para o "inferno."
Além do mais há um medo do "desconhecido" agregado ao
medo de ficar longe daqueles a quem ama. Nossa visão,
muito pequena diante da eternidade ainda não consegue
entender a liberdade de não estar preso ao corpo material,
a grandeza de nossa família espiritual e que a nossa "vida
normal" é como Espíritos e não como Espíritos encarnados 15
.
Sócrates respondia aos amigos que perguntavam de
como queria ser enterrado ( nos também já
respondemos esta pergunta a alguém ) ele disse:
“ Enterrai-me como quiserdes, se puderdes apoderar-
vos de mim”

Tenhamos confiança na bondade de Deus, no amor


que Ele tem às criaturas e avancemos com firmeza
no coração para o alvo que a todos Ele marcou!
Aquele que cuidou do nosso nascimento, colocando-
nos, ao virmos ao mundo, em braços amantes,
estendidos para nos receberem, reserva-nos também
afeições para nossa chegada ao além. 16
ITEM II – PERDA DE ENTES QUERIDOS
Para nós, no estagio evolutivo em que nos encontramos, a
perda de entes queridos nos mostra o apego a matéria.
Apesar de conhecermos a realidade da continuação da vida
após a morte do corpo físico , o sentimento que predomina
é realmente o de perda, ante a perspectiva de não mais
encontrar o ente querido.
Apesar de sabermos da destinação eterna do Espírito
nos abalamos .
A doutrina espírita nos conforta , ficamos com a certeza
de um reencontro futuro, como alguém que faz uma
viagem , aguardamos o retorno.
17
18
19
O que é morrer ou desencarnar

Fenômeno biológico por meio do qual ocorre a


cessação da vida orgânica no corpo físico.

Sua individualidade mantém-se preservada no


além-túmulo e, graças ao seu períspirito,
conserva quase sempre os traços fisionômicos
que possuía na última reencarnação

20
Desencarnar...
É mudar de plano, como alguém que se
transferisse de uma cidade para outra(...), sem
que o fato lhe altere as enfermidades ou as
virtudes com a simples modificação dos aspectos
exteriores. Importa observar apenas a ampliação
desses aspectos comprarando-se o plano
terrestre com a esfera de ação dos
desencarnados.
• Fonte: XAVIER, F.C. O consolador. Pelo espírito Emmanuel. Rio de janeiro:
FEB, 2008 q.147

21
Morrer...
É parte integrante da vida, tão natural e previsível quanto
nascer. Mas ao passo que o nascimento é motivo de
comemoração, a morte se tornou um temido e inexprimível
assunto, evitado de todas as maneiras na sociedade
moderna.(...) Podemos retardá-la, mas não podemos
escapar a ela. (...) E a morte ataca indiscriminadamente...
Até as boas ações não livram da morte seu praticante; os
bons morrem tão frequentemente quanto os maus. (...) Em
especial, os que dão grande valor ao fato de controlar sua
própria existência são os que mais se abalam com a ideia
de que também estão sujeitos às forças da morte.

Fonte: KUBLER-ROSS, Elisabeth. Morte: estágio final da evolução.


Tradução de Ana Maria Coelho. Rio de Janeiro: Record, 1996. Cap.2.
22
Concepções filosóficas sobre a morte
 Início de um ciclo de vida
“Se a vida e a alma existem depois da morte, a morte é um bem para a
alma porque esta exerce melhor sua atividade sem o corpo”
“a morte é comparável ao pôr-do-sol, que representa, ao mesmo
tempo, o nascer do sol em outro lugar”
 Fim de um ciclo de vida
“repouso ou cessação das preocupações da vida”
 Possibilidade existencial
“a morte não é um acontecimento particular, situável no início ou no
término de um ciclo de vida do homem, mas uma possibilidade
sempre presente na vida humana, capaz de determinar as
características fundamentais desta”
Fonte: ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
23
Só morre bem ,quem viveu bem
(...) Para o homem cuja alma se desmaterializou e
cujos pensamentos se elevam acima das coisas
terrenas, o desprendimento quase se completa antes
da morte real, isto é, enquanto o corpo ainda tem
vida orgânica, O Espírito já penetra na vida espiritual,
apenas ligado por elo frágil que se rompe com a
última pancada do coração (...)

Fonte: KARDEC, A. O céu e o inferno. Rio de janeiro: FEB, 2009.


Segunda parte, cap. 1 item 9.
24
Concepções científicas e legais sobre a morte

Para a Medicina :
A morte é a cessação de todas as funções vitais; a
perda dos reflexos do tronco cerebral e medula
espinhal, situação comprovada pelos gráficos
lineares de eletroencefalogramas (EEG) realizados
no período de 24 horas.

Tanalogia – do grego tanathos (morte) + logia


(estudo)
25
Concepções científicas e legais sobre a morte

Morte clínica = paralisação da função cardiáca e da


respiratória.

Morte biológica = destruição celular

Morte encefálica = paralisação das funções


encefálicas (não só as do cérebro)

26
Eutanásia x Distanásia
Eutanásia
Forma de apressar a morte de pessoa portadora de
doença incurável por meio de procedimentos que
não produzam sofrimento . Ato médico com o
consentimento do doente ou da família deste
Diferente de “suicídio assistido”
Distanásia
Defende a ideia de que todas as possibilidades devem
ser utilizadas para prolongar a vida do ser humano,
ainda que a cura não seja uma possibilidade e o
sofrimento do enfermo se prolongue 27
Ortotanásia
Significa morte no tempo correto
ou morte natural

Procedimento que visa a humanização da morte

Não utiliza meios para abreviá-la e nem atitudes


desproporcionais para mantê-la.

Alguns consideram como sinônimo de eutanásia


passiva 28
Movimento Médico-Espírita

Contra a eutanásia e a distanásia, referendando a


escolha de atitudes terapêuticas que permitam a
morte natural com menos sofrimento e total apoio
para o paciente e a família.
Contra quaisquer formas de violação do direito à
vida, que se inicia, do ponto de físico, com a
fecundação e cessa na desencarnação.

Fonte: [Link]/html/[Link]
consulta realizada em 02/03/2022
29
Procedimentos legais
comprovação do falecimento

30
Cuidados especiais
Respeito ao apoio espiritual dado ao paciente em
processo de morrer
Importância de dar ênfase à humanização da
prestação dos serviços de saúde
Convivência familiar – importância do carinho e
afeto nos últimos momentos no corpo físico
Maturidade no momento de passar ao paciente
informações sobre a continuidade da vida,
imortalidade do Espírito e possibilidade de
reencontrar entes queridos, já falecidos.
31
Transição entre a vida
corporal e a espiritual
Fenômeno da desencarnação é oposto ao da
encarnação
Desligamento da alma do corpo pode ser mais ou
menos lento, situação que provoca, em muitos
casos, sofrimento ou desconforto
Não é a partida do Espírito que causa a morte do
corpo; esta é que determina a partida do Espírito
O estado de perturbação (espiritual) varia de
Espírito para Espírito
32
33
34
A perturbação.

A consciência é do Espírito e após a morte corporal,


ele passa por um período variável de perturbação,
de acordo com o estado moral da alma,
“fruto das suas construções mentais, emocionais e
volitivas” (JERRI, Roberto. “A Fisiologia do Desencarne” A Reencarnação. Nº 414,
ano XIII, 1º semestre, 1997, pg. 39 e 42).

e o gênero ou circunstâncias da morte, para voltar a


readquiri-la.

35
Léon Denis assinala que deveríamos chorar na hora
da reencarnação, que é um momento de intenso
sofrimento para o Espírito, e rirmos na hora da
morte, quando o Espírito se liberta, já que
encarnação é seu encarceramento fluídico e a
desencarnação a sua libertação; isto, é importante
frisar, se o Espírito cumpriu os objetivos da
encarnação, porque se não o fez, serão dois choros,
um ao encarnar e o outro ao desencarnar, tal a
influência que esta sua conduta projetará na
desencarnação
36
Destino dos componentes do homem.
Após a morte, o corpo físico desintegra-se, seguindo as leis
físico-químicas, que também são divinas, nunca mais
voltando a recompor-se, ou destinar-se à ressurreição, que
seria desprovida de qualquer finalidade.
O fluido vital volta ao seu lugar de origem _ o fluido cósmico
ou universal.
O perispírito poderá apresentar modificações em relação à
sua densidade; não se segmenta e não se sedimenta; se
depura, tornando-se tanto mais sutil quanto maior for o
progresso espiritual.
O Espírito pode apresentar modificações em relação ao seu estado
moral reencarnatório, porque o “Espírito evolui, tudo o mais se
transforma”, por menor que seja esta mesma evolução, às vezes
mínima, o que não pode nunca acontecer, é retrogradar. 37
Velório

38
“Deus não nos criou para nos matar. Ele não é Deus de
mortos. É Deus de vivos”.
“O que morre é célula, matéria física. O Espirito é imortal”.
A morte é um fenômeno .
Assim, encaremos a desencarnação de ânimo resignado, confiando em
Deus que a tudo vê. É uma passagem, viagem para outro plano da
vida.
O DESENCARNADO VIVE!
Mas, pelo despreparo, desconhecimento, medo e falta de fé…não
pode haver uma dor tão grande na terra, quanto a que experimenta
alguém que se despede de outro amado, pela desencarnação.
O Espírito em libertação pode ouvir ou receber as impressões das
vibrações mentais a ele enviadas. Essas vibrações podem acalmar,
consolar ou dificultar a situação nova em que se encontra,
dependendo do teor das vibrações.
39
TEMPO DE ESPERA PARA UM ENTERRO:
 No mínimo 24h. No caso da cremação de acordo com
Chico Xavier, é legítima para aqueles que a desejem, mas
até que se tenha maior informações, será prudente
esperar no mínimo 72 h.
 O termo “morte” é restrito a matéria e “desligamento” é
para o Espírito.
Dependo da situação individual, o rompimento definitivo
não se dá de imediato, ou seja, o desenlace do Espírito não
se dá ao mesmo tempo da morte física. Para ajudar na
adaptação da nova condição, os Espíritos encarregados do
desenlace precisam de um certo tempo para que ocorra da
melhor forma possível.

40
VELÓRIO
Velório significa AUXILIAR. É um ato de irradiação
mental. Ajudar não é difícil, basta manter o
pensamento edificante, preces e orações sinceras e
desejo verdadeiro de ajudar. Isto resulta em eflúvios,
vibrações salutares e balsamizantes, que auxiliarão o
desencarnado e também contribuirão com os
trabalhadores espirituais, no socorro e auxílio ao
Espírito em passagem.
Imagens, conversas, palestras contidas nas
evocações dos presentes, incidem sobre a mente do
desencarnado. Pois o Espirito é imortal, apenas a
matéria densa morre. 41
INUMAÇÃO E CREMAÇÃO
A Inumação é o ritual mais praticado. Consiste no sepultamento do
cadáver em campas, geralmente no cemitério da comunidade.
Cremação, ato de queimar o cadáver reduzindo-o à cinzas colocadas
em urnas e em seguidas sepultadas ou esparzidas em local
previamente determinada. Embora conhecida e praticada desde a
mais remota antiguidade pelos povos primitivos da Terra não é muito
utilizada.
O fogo passou a ser utilizado pelo homem na Idade da Pedra Lascada
e, pela sua pureza e atividade, era considerado pelos Antigos como o
mais nobre dos elementos, aquele que mais se aproximava da
Divindade.
Com a eclosão da religiosidade, o ser humano foi descobrindo que
havia algo entre o Céu e a Terra e o fogo passou a ser utilizado em
rituais religiosos.
42
Kardec, o codificador disse: “O homem não tem
medo da morte mas da transição”.

À medida que houver amadurecimento e


compreensão para a extensão da vida, o ser humano
saberá valorizar cada momento da vida terrena e
devotará ao corpo o devido valor que ele merece.
Através do corpo, o Espírito se ilumina. Resgata-se
o passado, vive-se o presente e prepara-se o futuro.
No desencarne é restituída a liberdade relativa ao
Espírito enquanto o corpo permanece na Terra com
outros bens materiais.
43
O Espírito preexiste e sobrevive ao corpo. Tanto
inumação como cremação são formas de acomodar
o cadáver. Expressam o livre arbítrio de cada um. Os
dois processos destroem o corpo. Para se optar pela
cremação é necessário haver um certo desapego aos
laços materiais e mesmo com a inumação, caso o
Espírito não estiver devidamente preparado, poderá
sofrer os horrores da decomposição.
Quanto mais o Espírito estiver preparado
moralmente, menos dolorosa será a separação.

(Revista Cristã de Espiritismo – Nº 06 – Ano 01)


44
Conclusão
Um dia, depois da morte corporal, nós teremos um decisivo
encontro marcado com nós mesmos, nos recônditos da
nossa consciência, apanágio do Espírito, onde foram
impressas por Deus as suas leis morais (LE . perg. 132, 155,
257, 621.); aí serão julgados por ela, todos os nossos atos da
senda reencarnatória, no uso do nosso livre arbítrio e
comparados com os nossos propósitos ao reencarnar,
escolhidos ou impostos pela justiça divina, sempre de
acordo com as aptidões de cada um; depende de nós, e só
de nós, se este será o “dia mais feliz de nossa existência”,
momento de puro êxtase ou, “ao contrário, o pior deles”, o
seu momento mais fatídico.
45
“Cremos que a educação para o desencarne implica
na educação para a vida”. (JERRI, Roberto. “A Fisiologia do Desencarne” A
Reencarnação. Nº 414, ano XIII, 1º semestre, 1997, pg.

, para que consigamos a morte de que nos fala


39 e 42. )

Hernani Santanna :(SANTANNA, Hernani. “Canção do Alvorecer”. 2ª ed,: FEB, 1983, pg.
46 )

“A morte (...) é a liberdade !


É o vôo augusto para a luz divina, sob as bênçãos
da paz da eternidade!
É bem começo de uma nova idade , antemanhã
formosa e peregrina, da nossa vera e grã
felicidade.”

46
47
48
Boa semana!!! 49

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