0% acharam este documento útil (0 voto)
34 visualizações3 páginas

Papéis e Desafios na Gestão Empresarial

Organização e gestão de empresas

Enviado por

eva
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
34 visualizações3 páginas

Papéis e Desafios na Gestão Empresarial

Organização e gestão de empresas

Enviado por

eva
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

E XE RCÍ CI O CA P.

1
GESTÃO NAS ORGANIZAÇÕES(1ª parte)

EXERCÍCIO 1: “Todos os gestores desempenham papéis, funções e têm que deter aptidões de ges-
tão.”
Para as seguintes situações diga e explique qual o(s) principal(ais) papel(éis) e função(ões) desem-
penhadas pelo(a) gestor(a) e a(s) aptidão(ões) que lhe estão a ser solicitadas para que seja bem su-
cedido(a).
Situação Papel Função Aptidão
1. O administrador vai a um congresso de potenciais
clientes dar a conhecer os avanços que têm acontecido
na sua empresa.
2. A empresa XYZ encontra-se numa fase de reestrutu-
ração e o diretor de produção tem que inserir muitas
alterações no funcionamento do departamento. A sua
principal preocupação é que todos os empregados per-
cebam o que se pretende deles e que estejam dispostos
a dar a o seu melhor.

EXERCÍCIO 2: “A VIDA AGITADA DE UM QUADRO “MAÇARICO”


A empresa Mistela Lda. é uma empresa de produtos químicos cujo crescimento nos últimos anos lhe
tem permitido um posicionamento invejável face à concorrência. O setor em que a empresa se inse-
re é atualmente regulamentado por normas muito rigorosas quanto ao produto final e quanto ao
processo de fabrico e seus impactos ambientais, o que a empresa tem escrupulosamente observado,
contribuindo assim para uma imagem no mercado de elevada qualidade.
Pensando na internacionalização dos seus negócios e na necessária modernização tecnológica da
capacidade instalada, o sr. Redondo, patrão desta empresa, porque ouviu falar bem de si, decide
convidá-lo (a) para chefe de produção. Os processos utilizados na empresa são simples, pelo que a
sua formação técnica lhe parece mais do que suficiente para resolver todos os problemas de produ-
ção. Como hoje em dia não é fácil arranjar emprego, e dado que relativamente aos aspetos mais
“concretos” a proposta é razoável, você não tem dúvidas em aceitar o convite do sr. Redondo.
No primeiro dia de trabalho, uma segunda-feira, o seu novo patrão mostra-lhe as instalações e apre-
senta-o(a) ao pessoal. Apesar de você ser “maçarico(a)” toda a gente é muito cordial consigo.
Feitas as apresentações o sr. Redondo leva-o(a) à sua secretária e diz-lhe: “Meu(Minha) amigo(a),
confio plenamente em si. Da minha parte, tem carta-branca para fazer tudo o que achar melhor.
Tenho a certeza de que vai fazer um bom serviço. Se precisar de alguma coisa, a porta do meu ga-
binete está sempre aberta. E agora, vamos ao trabalho que tempo é dinheiro. Hoje a minha agenda
está sobrecarregada, porque tenho uma reunião no banco “MMM” e outra com o meu sócio; mas
amanhã já vou estar mais disponível para lhe tirar dúvidas que possa eventualmente ter quanto ao
funcionamento da empresa.”
Enquanto arruma a sua secretária aparece-lhe o chefe de turno a querer saber o que deve produzir
a partir do dia seguinte, dado que uma das encomendas, atualmente em fabrico, está quase pronta.
Naturalmente, você recomenda-lhe que inicie a produção da encomenda mais antiga em espera. Já
no fim do dia, Dr. Cruz, diretor financeiro, liga-lhe a dar as boas vindas e a lembrar que precisa,
até ao fim da semana, do plano de compras de matérias-primas para o próximo mês.

CARLA PEREIRA (cpereira@ubi.pt) IG/OGE 1


E XE RCÍ CI O CA P. 1
GESTÃO NAS ORGANIZAÇÕES(1ª parte)

No dia seguinte, como o patrão teve que sair, a telefonista passa-lhe uma chamada do sr. Lesto,
diretor da empresa Martelagem, cliente da sua nova empresa. Este senhor está muito alarmado,
porque a encomenda que fez à Mistela ainda não foi entregue e tem a sua linha de produção parada
por causa disso. “Estou a perder 2.500€ por dia por vossa causa, e se vocês não me entregam o pro-
duto até ao fim da semana, cancelo o contrato e obrigo a mistela a pagar os prejuízos”, esclarece o
sr. Lesto.
Alarmado(a), você procura saber o que se passa com a encomenda da Martelagem. Como a enco-
menda ainda está em espera e o chefe de turno, Sr. Hermínio, lhe disse que a Martelagem é um im-
portante cliente da empresa, você ordena que se pare a produção de uma outra encomenda para
satisfazer o pedido do sr. Lesto. O pior é que uma das caldeiras avariou e você fica totalmente ab-
sorvido(a) pelo problema, de tal maneira que nem se lembra de falar sobre o sucedido ao patrão.
No dia seguinte, finalmente você consegue resolver o problema da caldeira. O sr. Redondo fica todo
satisfeito e você sente-se um quadro de sucesso. Tudo parece estar bem quando lhe ligam da em-
presa “Sosola” a protestar devido a um carregamento de produto defeituoso que estragou o lote
inteiro de sapatos. Embora você não tenha nada que ver com o assunto, tem uma atitude profissio-
nal e promete verificar o que se passa. Como não há registo na empresa do estado do produto en-
tregue à “Sosola” e o patrão está mais uma vez para fora, você tem de se deslocar a esta empresa
de imediato. Felizmente o problema é pequeno e tudo se resolve com um pedido de desculpas e um
almoço bem regado. O pior é que perdeu um dia inteiro com esta situação. Quando chega à empre-
sa já é tarde e só tem tempo para arrumar a secretária, até porque a sua mãe faz anos e tem de
chegar cedo a casa para jantar. Mesmo quando vai a sair aparece-lhe um operário com uma dor no
braço e a perguntar se pode faltar no dia seguinte para ir ao médico. Como o chefe de turno não
está e o homem parece mesmo mal você, naturalmente, autoriza a sua dispensa.
Quando na sexta-feira de manhã você chega à fábrica, a produção está parada. Muito espantado(a),
vai ter com um operário e pergunta-lhe o que se passa. “Acabou o corante”, explica ele. “Todas as
semanas o antigo chefe de produção requisitava ao armazém a quantidade necessária. Como o en-
genheiro não disse nada não se fez a encomenda e agora estamos parados.” Você dirige-se imedia-
tamente para o armazém para tentar resolver o problema, mas encontra-se com o chefe de vendas
pelo caminho, o Sr. Marco Paulo, que lhe pergunta por que é que a encomenda da empresa “Ferex”
não está pronta. Você já não está bem disposto(a) e nunca ouviu falar de tal encomenda, pelo que
lhe responde que não sabe de nada e nem tem de saber porque tal encomenda não foi feita. “Nem
é preciso”, responde o Sr. Marco Paulo. “Todas as semanas é entregue a mesma quantidade. Você
devia ter tratado disso. “Ferex” é o nosso cliente mais exigente e mais antigo e nunca falhamos
uma entrega. Mas o patrão vai saber de tudo.” E o Sr. Marco Paulo vira-lhe as costas. Você ainda
está a falar com o Sr. António do armazém quando o patrão lhe liga e exige que se dirija, imediata-
mente, ao seu gabinete.
No gabinete do Sr. Redondo o ambiente é de grande tensão. Estão presentes o diretor financeiro, o
sr. Marco Paulo e o chefe de turno. O seu patrão está com cara de poucos amigos e diz-lhe: “Afinal
o que é que você sabe fazer? Soube agora pelo chefe de turno que num dia mandou produzir a enco-
menda da Martelagem, o que levou a que se estragassem muitos litros de produto e a que se per-
desse mais tempo a reajustar as máquinas. Ainda por cima essa encomenda já tinha sido mandada
executar em subcontrato a outra empresa e agora tenho de deitar fora mais produto ainda. Depois
foi passear para a empresa “Sosola” e até lhes pagou o almoço, quando já lhes cortámos o forneci-
mento porque eles não pagam. O diretor financeiro veio dizer-me que você ainda não entregou o

CARLA PEREIRA (cpereira@ubi.pt) IG/OGE 2


E XE RCÍ CI O CA P. 1
GESTÃO NAS ORGANIZAÇÕES(1ª parte)

plano de compras e que nos arriscamos a ter de pagar as matérias-primas mais caras ou a parar, co-
mo aconteceu hoje! O meu melhor chefe de turno quer despedir-se, porque você o desautorizou ao
dar folga a um operário. A encomenda semanal de “Ferex”, o nosso melhor cliente, não está pronta
a tempo, o que nunca aconteceu em 20 anos de existência desta empresa! E tudo isto numa sema-
na. Já estou a pensar se valerá a pena você vir trabalhar na segunda-feira…”
QUESTÕES DE TRABALHO
a. Identifique passagens (pelo menos 2) em que “você” (maçarico) executa, ou não, as funções:
i) Planear; ii) Organizar; iii) Dirigir e; iv) Controlar.

b. Sem considerar o que está no texto e, apenas considerando o excerto presente em cada uma das
alíneas seguintes, analise o “seu” desempenho quanto à eficiência e quanto à eficácia (caso uma
delas não seja possível analisar indique qual):
i. “(…) finalmente você consegue resolver o problema da caldeira.”
ii. “O diretor financeiro veio dizer-me que você ainda não entregou o plano de compras e que
nos arriscamos a ter de pagar as matérias-primas mais caras ou a parar (…)”.
iii. “Felizmente o problema é pequeno e tudo se resolve com um pedido de desculpas e um almo-
ço bem regado. O pior é que perdeu um dia inteiro com esta situação.”

c. Mintzberg no seu estudo verificou que o gestor não desempenha funções, mas assume papéis con-
forme as situações. Tendo em conta os papéis do gestor identifique no texto uma passagem para
cada uma das categorias e indique o subpapel da categoria que considera que o Maçarico está a as-
sumir.

d. Enquadre os intervenientes desta situação, nos níveis de gestão estudados e justifique a sua es-
colha com as tarefas por eles desempenhadas. Os intervenientes são:
i) Sr. Redondo; ii) “Maçarico”; iii) Dr. Cruz; iv) Sr. Hermínio; v) Sr. Marco Paulo; vi) Sr. António
e. Sabendo o tipo de aptidões exigidas aos diferentes gestores numa organização explique as que
falharam ao Sr. Redondo e ao “maçarico” para que tenham ocorrido estas situações.

CARLA PEREIRA (cpereira@ubi.pt) IG/OGE 3

Você também pode gostar