Aula 04
Contabilidade de A a Z - Curso Regular -
2021
Autores:
Luciano Rosa, Júlio Cardozo
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24 de Janeiro de 2021
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Luciano Rosa, Júlio Cardozo
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Sumário
1. Demonstrações Contábeis Obrigatórias Pela Lei Das Sociedades Por Ações .......................... 4
1.1 - Pontos de Esclarecimento Sobre as Demonstrações Conforme a Lei 6.404/76 ................... 5
2. Demonstrações Contábeis Obrigatórias Segundo O CPC 26 – Apresentação Das
Demonstrações Contábeis ............................................................................................................... 8
3. Demonstrações Contábeis Segundo o Regime de Competência .......................................... 10
4. Balanço Patrimonial ................................................................................................................. 11
4.1 - Regras Sobre A Elaboração E Publicação Das Demonstrações Contábeis ........................ 11
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5. Ativo, Passivo E Patrimônio Líquido: Conceitos ...................................................................... 18
5.1 - Definição de Ativo .............................................................................................................. 18
5.1.1 - Elementos Essenciais na Definição de um Ativo .......................................................... 21
5.2 - Definição de Passivo........................................................................................................... 22
5.3 - Definição de Patrimônio Líquido ........................................................................................ 23
6. Estrutura Do Balanço Patrimonial ............................................................................................ 23
7. Grupos Patrimoniais ................................................................................................................ 24
7.1 - Ativo ................................................................................................................................... 24
7.1.1 - Ativo Circulante............................................................................................................ 25
[Link] - Disponibilidades ....................................................................................................... 28
[Link] - Direito Realizáveis no Curso do Exercício Social Subsequente ................................. 30
[Link] - Despesas Antecipadas .............................................................................................. 31
[Link]- Provisão Para Devedores Duvidosos (PDD) ............................................................... 33
7.2 - Ativo Circulante - CPC 26 ................................................................................................... 38
8. Questões Comentadas............................................................................................................ 39
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8.1 – CEBRASPE (CESPE)............................................................................................................ 39
8.2 - FCC .................................................................................................................................... 61
8.3 – FGV .................................................................................................................................... 75
8.4 - VUNESP .............................................................................................................................. 88
8.5 – Outras Bancas .................................................................................................................... 95
9. Lista de Questões ................................................................................................................. 100
9.1 – CEBRASPE (CESPE).......................................................................................................... 100
9.2 - FCC .................................................................................................................................. 105
9.3 – FGV .................................................................................................................................. 111
9.4 - VUNESP ............................................................................................................................ 116
9.5 – Outras Bancas .................................................................................................................. 120
10. Gabarito ................................................................................................................................ 124
11. Resumo ................................................................................................................................. 125
11.1 - Demonstrações Contábeis ............................................................................................. 125
11.2 - Balanço Patrimonial ........................................................................................................ 126
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APRESENTAÇÃO
Olá, meus amigos. Como estão?!
Agradecemos por estarem aqui, em mais um encontro conosco, no curso Contabilidade.
É um grande prazer estar aqui escrevendo para vocês. Na aula de hoje, falaremos sobre a principal
demonstração contábil: o balanço patrimonial.
Quaisquer dúvidas, estamos à disposição!
Luciano Rosa/ Silvio Sande/Julio Cardozo
Dicas diárias de Contabilidade no Instagram: @contabilidadeconcurso @[Link] e
@profjuliocardozo
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1. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATÓRIAS PELA
LEI DAS SOCIEDADES POR AÇÕES
Vamos começar a estudar com detalhes a Lei 6404/76, conhecida como Lei das SAs. Sua
publicação representou um enorme avanço para a contabilidade brasileira e é importante destacar
a forte influência norte-americana em seus conceitos. Vamos os artigos mais cobrados em provas
e também faremos uma comparação com os Pronunciamentos Contábeis.
Para começar, vamos entender quais são as demonstrações contábeis obrigatórias. Tal assunto
está previsto na Lei das SAs, da seguinte forma:
Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na
escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que
deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as
mutações ocorridas no exercício:
I - balanço patrimonial;
II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III - demonstração do resultado do exercício; e
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de
2007)
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (Incluído pela Lei nº
11.638, de 2007)
§ 6o A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a
R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e
publicação da demonstração dos fluxos de caixa.
Macete para gravar essa lista é:
BALANÇOU O RESULTADO DO LUCRO OU PREJUÍZO E O CAIXA ADICIONOU ABERTO.
Que doideira, professor! Vejam:
✓ BALANÇOU (BP)
✓ O RESULTADO (DRE)
✓ DO LUCRO OU PREJUÍZO (DLPA)
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✓ E O CAIXA
✓ ADICIONOU ABERTO
Cuidem com carinho desse artigo, pois muitas questões são cobradas em concursos. As
sociedades por ações podem ser do tipo aberta (quando comercializam títulos e valores
mobiliários no mercado de valores mobiliários) e fechadas (quando não o fazem).
As demonstrações contábeis são diferentes conforme estejamos frente a um ou outro tipo
societário.
Esquematizemos:
COMPANHIA
DEMONSTRAÇÃO CONTÁBIL ABERTA FECHADA
Balanço Patrimonial X X
Demonstração do Resultado do Exercício X X
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados X X
Demonstração dos Fluxos de Caixa X PL > 2 MI
Demonstração do Valor Adicionado X
1.1 - Pontos de Esclarecimento Sobre as Demonstrações
Conforme a Lei 6.404/76
1) Segundo a Lei 6.404/76, nas companhias abertas, a demonstração de lucros ou
prejuízos acumulados pode estar contida dentro da DMPL.
2) A DMPL não consta como sendo obrigatória pela Lei 6.404/76. Porém, o CPC
26 (Apresentação das demonstrações contábeis) classifica esta demonstração
dentre aquelas que fazem parte do chamado conjunto das demonstrações
contábeis de uma entidade. Tal menção levou o FIPECAFI, no livro Manual de
Contabilidade Societária, a considerar que, a partir da edição do Pronunciamento
Contábil, a DMPL passa a ser obrigatória a todos os tipos societários. A questão
deverá explicitar se está exigindo o conhecimento da Lei 6.404/76 ou do CPC 26.
3) A Demonstração de origens e aplicações de recursos, a DOAR, deixou de ser
obrigatória (mas não foi extinta) com as modificações contábeis introduzidas pelas
Leis 11.638 e 11.941.
4) Além disso, o CPC 26 menciona a demonstração dos resultado abrangente –
assunto não previsto na Lei 6.404. A DRA é uma demonstração que evidencia “as
receitas e despesas” que não são reconhecidas no resultado, indo direto para o
patrimônio líquido.
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(Contador/MP/PE/2012) As demonstrações contábeis obrigatórias para as sociedades por ações
de capital aberto, de acordo com a Lei das Sociedades por Ações, com as modificações
introduzidas pelas Leis no 11.638/2007 e no 11.941/2009 são:
a) Demonstração dos Fluxos de Caixa, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração
do Valor Adicionado, Balanço Patrimonial e Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados.
b) Demonstração dos Fluxos de Caixa, Balancete de Verificação, Demonstração do Resultado do
Exercício, Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos, e Demonstração dos Lucros ou
Prejuízos Acumulados.
c) Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos, Demonstração do Resultado do Exercício,
Demonstração do Valor Adicionado, Balanço Patrimonial e Demonstração dos Lucros ou Prejuízos
Acumulados.
d) Balanço ou balancete de suspensão ou redução do imposto por estimativa, Demonstração do
Resultado do Exercício, Demonstração do Valor Adicionado, Demonstração de Origens e
Aplicações de Recursos e Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados.
e) Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados, Balanço Patrimonial, Demonstração dos
Fluxos de Caixa e Demonstração do Resultado do Exercício.
Comentários:
Vimos que tal assunto está previsto na Lei das SAs, da seguinte forma:
o Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração
mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com
clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:
I - balanço patrimonial;
II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III - demonstração do resultado do exercício; e
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (Incluído pela Lei nº 11.638, de 2007)
Agora, vamos comparar os incisos do art. 176 Lei das SAs com as alternativas
a) Demonstração dos Fluxos de Caixa (Inciso IV), Demonstração do Resultado do Exercício (Inciso
III), Demonstração do Valor Adicionado (Inciso V), Balanço Patrimonial (Inciso I) e Demonstração
dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (Inciso II), Item correto e completo.
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b) Demonstração dos Fluxos de Caixa (Inciso IV), Balancete de Verificação, Demonstração do
Resultado do Exercício (Inciso III), Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos, e
Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (Inciso II).
c) Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos, Demonstração do Resultado do Exercício
(Inciso III), Demonstração do Valor Adicionado (Inciso V), Balanço Patrimonial (Inciso I), e
Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (Inciso II).
d) Balanço ou balancete de suspensão ou redução do imposto por estimativa, Demonstração do
Resultado do Exercício (Inciso III), Demonstração do Valor Adicionado (Inciso V), Demonstração de
Origens e Aplicações de Recursos e Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (Inciso II).
e) Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (Inciso II), Balanço Patrimonial (Inciso I),
Demonstração dos Fluxos de Caixa (Inciso IV) e Demonstração do Resultado do Exercício (Inciso
III).
O gabarito é, portanto, a letra a.
(Auditor/TCM BA/2018) Conforme alteração na Lei 6404/76 pela Lei 11638/07, determinada
demonstração contábil passou a ser optativa para as companhias abertas. A referida
demonstração contábil é:
A) BP
B) DRE
C) DFC
D) DOAR
E) DVA
Comentários:
Com a alteração da Lei Societária pela Lei nº 11.638/07, a Demonstração dos Fluxos de Caixa
passou a compor o elenco das demonstrações obrigatórias, em substituição à Demonstração de
Origens e Aplicações de Recursos. O gabarito é, portanto, a letra d.
(Analista/EBSERH/2018) Apesar de ser facultativa, segundo a legislação societária, a
demonstração das mutações do patrimônio líquido integra o rol de demonstrações financeiras
classificadas como obrigatória pelo CPC.
Comentários:
Item correto! A DMPL não consta como sendo obrigatória pela Lei 6.404/76. Porém, o CPC 26
(Apresentação das demonstrações contábeis) arrolou esta demonstração dentre aquelas que
fazem parte do conjunto das demonstrações contábeis de uma entidade. Tal menção levou o
FIPECAFI, no livro Manual de Contabilidade Societária, a considerar que, a partir da edição do
Pronunciamento Contábil, a DMPL passa a ser obrigatória a todos os tipos societários. O item
está, portanto, certo
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2. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATÓRIAS SEGUNDO O
CPC 26 – APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES
CONTÁBEIS
O CPC 26 – Apresentação das demonstrações contábeis – diverge da Lei 6.404/76 em alguns
pontos. Vamos ver o que diz o Pronunciamento Contábil?
Conjunto completo de demonstrações contábeis
10. O conjunto completo de demonstrações contábeis inclui:
(a) balanço patrimonial ao final do período;
(b1) demonstração do resultado do período;
(b2) demonstração do resultado abrangente do período;
(c) demonstração das mutações do patrimônio líquido do período;
(d) demonstração dos fluxos de caixa do período;
(e) notas explicativas, compreendendo um resumo das políticas contábeis
significativas e outras informações elucidativas;
(ea) informações comparativas com o período anterior, conforme especificado nos
itens 38 e 38A; (Incluída pela Revisão CPC 03)
(f) balanço patrimonial do início do período mais antigo, comparativamente
apresentado, quando a entidade aplicar uma política contábil retrospectivamente
ou proceder à reapresentação retrospectiva de itens das demonstrações
contábeis, ou quando proceder à reclassificação de itens de suas demonstrações
contábeis de acordo com os itens 40A a 40D; e (Alterada pela Revisão CPC 03)
(f1) demonstração do valor adicionado do período, conforme Pronunciamento
Técnico CPC 09, se exigido legalmente ou por algum órgão regulador ou mesmo
se apresentada voluntariamente. (Alterada pela Revisão CPC 03)
Esquematizemos:
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Demonstrações Contábeis Obrigatórias pelo CPC 26
Demonstração
Demonstração Demonstração Demonstração Demonstração
Balanço das Mutações Notas
do Resultado do Resultado dos Fluxos de do Valor
Patrimonial do Patrimônio Explicativas
do Exercício Abrangente Caixa Adicionado
Líquido
A Norma supracitada, em seu item 11, dispõe que “a entidade deve apresentar com igualdade de
importância todas as demonstrações contábeis que façam parte do conjunto completo de
demonstrações contábeis”.
É importante destacar que CPC 26 apresenta como obrigatórias a demonstração do resultado
abrangente, a demonstração das mutações do patrimônio líquido.
Além disso, as notas explicativas constam como parte do conjunto completo! Isso não significa
que as notas explicativas são demonstrações contábeis. Apenas que compõem o conjunto das
demonstrações financeiras de uma entidade.
Como vou saber se a questão quer o entendimento da Lei 6.404/76 ou do CPC
26?
Deve ficar claro o comando do enunciado! Se o enunciado começar com “ao fim
de cada exercício social (...)” ele procura saber o contexto da lei. Caso inicie com
“o conjunto completo das demonstrações contábeis (...)”, nesta hipótese, ou “de
acordo com as normas de Contabilidade em vigor, quer os termos do CPC 26 –
Apresentação das Demonstrações Contábeis.
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3. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
SEGUNDO O REGIME DE COMPETÊNCIA
É muito importante que você saiba que as demonstrações contábeis devem ser elaboradas de
acordo com o regime de competência!
Então, as demonstrações se referirão à data de encerramento do exercício social, e as receitas e
despesas consideradas ali são as que incorreram no exercício, independente de pagamento ou
recebimento.
A exceção fica por conta da demonstração dos fluxos de caixa. Esta é elaborada de acordo com
o regime de caixa!
Esta é a exata lição do Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das demonstrações
contábeis:
27. A entidade deve elaborar as suas demonstrações contábeis, exceto para a
demonstração dos fluxos de caixa, utilizando-se do regime de competência.
E será que isso cai em prova? Sim! Vejam.
(Perito/PC MA/2018) O conjunto completo de demonstrações contábeis das entidades comerciais
deve ser elaborado de acordo com o regime de competência.
Comentários:
Item errado, pois já vimos que a DFC é uma exceção à regra geral.
Vamos falar do Balanço Patrimonial?
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4. BALANÇO PATRIMONIAL
Balanço Patrimonial é a principal demonstração contábil e se destina a evidenciar, seja de forma
qualitativa, seja de forma quantitativa, a posição patrimonial e financeira da entidade.
No balanço patrimonial, temos a apresentação dos bens, direitos e obrigações da empresa. Esta
informação é estática, pois funciona tal qual uma fotografia da entidade em determinado
momento. A seguir, um esquema:
Balanço
Patrimonial
Posição
Patrimonial
Posição
Financeira
Atenção! A informação do balanço patrimonial é estática!
Observemos um quesito:
(Contador/FUB/2015) O balanço patrimonial é a demonstração contábil estática que apresenta,
em termos qualitativos, a posição financeira e patrimonial da entidade em data determinada.
Comentário:
Item correto, ainda que não tenha mencionado que também pode ser em termos quantitativos, a
assertiva está correta.
4.1 - Regras Sobre A Elaboração E Publicação Das Demonstrações
Contábeis
O intervalo de tempo ao qual as demonstrações contábeis se referem é chamado de exercício
social.
Para a LSA o exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no estatuto
(LSA, art. 175). Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o exercício
social poderá ter duração diversa (LSA, art. 175, parágrafo único).
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Assim, se a companhia foi constituída regularmente e a data do término foi fixada em 31 de março,
o exercício social terá a duração de 01 de abril a 31 de março.
Imagine-se que esta sociedade foi instituída em 01 de janeiro de X0. Vejam que a lei não
determinou se o primeiro exercício social deverá durar apenas 3 meses ou se, alternativamente,
poderá durar pelo período de 15 meses.
Não há exigência de que o exercício social se inicie em 01 de janeiro e termine em 31 de
dezembro. Entretanto, por questões fiscais, é muito difícil que na prática as sociedades adotem
data diferente. Mas, repetimos, para concursos, o exercício pode começar e terminar em qualquer
dia do ano.
Cuidado, igualmente, com questões que dizem ser a duração do exercício social de 12 meses.
Juridicamente falando, 12 meses e 1 ano são termos distintos. Nós sabemos que, na realidade, 1
ano equivale a 12 meses, mas, no direito, prazos em dias são contados em dias, prazos em meses
são contados em meses e prazos em anos são contados em anos. Contudo, se na prova não tiver
outra opção, aceite normalmente 12 meses.
Esquematizemos:
Duração 1 ano
Data do término
Exercício Social
fixada no estatuto
Constituição e
alteração pode ser
diferente
(Contador/STM/2018) Para fins de levantamento do balanço patrimonial e outras demonstrações
financeiras, o exercício social deve ter a duração de um ano, mas, na constituição da entidade e
quando de alterações estatutárias, a duração do exercício poderá ser diferente.
Comentários:
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Item correto, vimos que o exercício social terá duração de 1 (um) ano (LSA, art. 175) e na
constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o exercício social poderá ter
duração diversa (LSA, art. 175, parágrafo único).
(Contador/TJ/ES/2011) O exercício social deve ter duração inferior a um ano somente no ano de
constituição da empresa.
Comentários:
Vimos que na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o exercício social
poderá ter duração diversa (LSA, art. 175, parágrafo único). O item errar ao afirmar que tal
situação é obrigatória e ainda que somente ocorreria na constituição.
É importante destacar que, de acordo com o CPC 26, as demonstrações contábeis são
apresentadas pelo menos anualmente. Na prática, muitas empresas apresentam balanços
trimestrais. Mas a obrigação é, no mínimo, anual.
36. O conjunto completo das demonstrações contábeis deve ser apresentado pelo
menos anualmente (inclusive informação comparativa). Quando se altera a data de
encerramento das demonstrações contábeis da entidade e as demonstrações
contábeis são apresentadas para um período mais longo ou mais curto do que um
ano, a entidade deve divulgar, além do período abrangido pelas demonstrações
contábeis:
(a) a razão para usar um período mais longo ou mais curto; e
(b) o fato de que não são inteiramente comparáveis os montantes comparativos
apresentados nessas demonstrações.
A seguir, duas questões:
(Perito/PC MA/2018) As demonstrações contábeis das entidades devem ser apresentadas ao
menos anualmente e de forma comparativa.
Comentários:
Questão literalidade do CPC 26: “36. O conjunto completo das demonstrações contábeis deve
ser apresentado pelo menos anualmente (inclusive informação comparativa)’’ O item está,
portanto, correto.
(Profissional Júnior/Petrobras/2015) A deliberação CVM n° 676, de 13 de dezembro de 2011,
aprova o Pronunciamento Técnico CPC 26(R1) do Comitê de Pronunciamentos Contábeis que
estabelece que o conjunto completo das demonstrações contábeis deve ser apresentado pelo
menos anualmente.
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Estabelece igualmente que, havendo alteração na data do encerramento das demonstrações
contábeis e sendo as mesmas apresentadas em período maior ou menor que um ano, a entidade
deve divulgar, além do período abrangido pelas demonstrações contábeis, a
a) razão para usar um período mais longo ou mais curto, e o fato de que não são inteiramente
comparáveis os montantes comparativos apresentados nessas demonstrações.
b) razão para adotar um período mais longo ou mais curto, e o valor do ajuste do período
imediatamente anterior das demonstrações para o mesmo período abrangido pelas
demonstrações contábeis atuais, para efeito de comparação.
c) razão determinante do período mais longo ou mais curto e o ajuste do período das
demonstrações contábeis atuais para o mesmo período das demonstrações contábeis
imediatamente anterior, para efeito de comparação.
d) informação do ajuste provocado no período imediatamente anterior das demonstrações, e o
ajuste para o mesmo período abrangido pelas demonstrações contábeis atuais.
e) exposição circunstanciada das alterações necessárias para ajustar as demonstrações do período
imediatamente anterior ao novo período das demonstrações contábeis e as razões da modificação
do exercício social.
Comentários:
Questão literal do CPC 26 apresentado acima! Gabarito, portanto, letra a.
Segundo o artigo 176 , parágrafo primeiro da Lei das SAs:
Art. 176. § 1º As demonstrações de cada exercício serão publicadas com a
indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior.
Assim, as demonstrações contábeis do exercício social de 20x1 deverão demonstrar também os
valores de 20x0. Tudo isso para atender à finalidade básica da contabilidade, que sabemos ser o
fornecimento de informações aos diversos usuários.
Essa exigência está em consonância com o conceito de comparabilidade, prevista no CPC 00 –
Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade, uma característica que melhora a utilidade de
informações contábeis.
Ainda, de acordo com o artigo 176:
Art. 176. § 2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas;
os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e
não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas; mas é
vedada a utilização de designações genéricas, como "diversas contas" ou "contas-
correntes".
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A finalidade de tal dispositivo é de facilitar o entendimento das demonstrações contábeis,
evitando que o excesso de detalhes prejudique o entendimento.
Imagine você se uma empresa que tem um faturamento de R$ 100 bilhões ano tem de apresentar
detalhadamente cada item que tem em almoxarifado. Seria inviável, não é mesmo?
Deste modo, se temos as contas aplicação em certificado bancário e aplicação em fundo de renda
fixa, podemos agrupar tudo em uma única conta chamada aplicações financeiras.
Vejam que há também a exigência que não se ultrapasse 10% do valor do respectivo grupo.
Portanto, se no exemplo, as aplicações somassem o valor de R$ 10.000,00 e o ativo circulante, um
grupo do ativo, for o total de R$ 50.000,00, não poderíamos agrupar, pois houve quebra do limite
estabelecido pela lei.
Observação: os grupos de contas são ativo circulante, ativo não circulante:
realizável a longo prazo, investimentos, intangível, imobilizado.
Vejamos como foi cobrado:
(MGS/Tec Sup/MG/2015) De acordo com a Lei 6.404/76, nas demonstrações financeiras, as contas
semelhantes poderão ser agrupadas; os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que
indicada a sua natureza e não ultrapassem:
a) 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas.
b) 0,5 (cinco décimos) do valor do respectivo grupo de contas.
c) 0,2 (dois décimos) do valor do respectivo grupo de contas.
d) 0,3 (três décimos) do valor do respectivo grupo de contas.
Comentários:
Questão literalidade da Lei 6.404/76: “ § 2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão
ser agrupadas; os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e
não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas; mas é vedada a
utilização de designações genéricas, como "diversas contas" ou "contas-correntes".
A finalidade de tal dispositivo é de facilitar o entendimento das demonstrações contábeis,
evitando que o excesso de detalhes prejudique o entendimento. O gabarito é, portanto, a letra a.
Ainda com base no artigo 176:
Art. 176. § 3º: As demonstrações financeiras registrarão a destinação dos lucros
segundo a proposta dos órgãos da administração, no pressuposto de sua
aprovação pela assembleia-geral.
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O que isso quer dizer?! O lucro ou prejuízo obtido no exercício pela entidade é apurado em uma
demonstração conhecida como demonstração do resultado do exercício (a ser estudada
oportunamente). Ocorre que os lucros obtidos precisam ser destinados (dividendos, que é uma
remuneração do capital dos sócios) e sua destinação é definida pelo órgão máximo deliberativo
dentro da SA: a assembleia-geral.
Entenda! O que são dividendos? Quando você investe em uma sociedade, não
necessariamente você trabalha nessa sociedade. Então, o que faz você investir na
empresa X ou Y e não em um título de renda fixa (poupança, tesouro direto, fundos
de investimento etc.)? Além da possibilidade de valorização, a remuneração dos
sócios é chamada de dividendos.
Quem administra a sociedade, no seu cotidiano, são os administradores. Desta forma, no término
do exercício social, os administradores procedem à destinação do lucro das formas que
estabelecerem, pressupondo-se que a assembleia-geral (que só ocorre 4 meses após o término
do exercício social) irá aprovar a destinação.
Esquematizemos:
Dem. Fin. (Dividendo proposto adm)
Encerramento do Exercício
Aprovação pela assembléia geral
As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou
demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos
resultados do exercício (LSA, art. 176, parágrafo quarto).
Isto é, além dos demonstrativos padronizados, como o Balanço Patrimonial, DRE, existem outras
informações que podem ser divulgados também.
Como o objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações a um público que, em
regra, não pode requerer informações diretamente para a sociedade, isso significa dizer que a
entidade deve se preocupar em passar as informações do modo mais claro possível. Por isso, deve
complementar com nota explicativas, quadros analíticos, etc.
As demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores e por contabilistas
legalmente habilitados (LSA, art. 177, §4º). Vejam que este inciso estabelece que as
demonstrações financeiras são assinadas por contabilista legalmente habilitado (e não contador).
A expressão contabilista abrange tanto o técnico em contabilidade, como o bacharel em ciências
contábeis.
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Lei 6.404/76 – Literalidade:
§ 3o As demonstrações financeiras das companhias abertas observarão, ainda, as
normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários e serão obrigatoriamente
submetidas a auditoria por auditores independentes nela registrados. (Redação
dada pela Lei nº 11.941, de 2009)
Vejam que as companhias abertas, que são aquelas que negociam seus títulos no Mercado de
Valores Mobiliários (não é somente a Bolsa de Valores, mas sim a Bolsa e o Mercado de Balcão):
- Devem ser auditadas por auditores independentes, isto é, auditores registrados na CVM, sem
vínculo com a empresa, que vão dizer se as demonstrações contábeis estão ou não em
conformidade com a legislação contábil vigente.
- Devem seguir o que diz as normas da Comissão de Valores Mobiliários – CVM.
Além disso, esse artigo tem a função de resolver eventuais conflitos entre a LSA e os
Pronunciamentos Contábeis, e saibam, pessoal: ELES EXISTEM! Como os Pronunciamentos
Contábeis são convertidos em normas expedidas por órgãos reguladores como o CFC e a CVM,
se houver conflito com a LSA, o que deve prevalecer são os CPCs. Mas em termos de provas,
temos que conhecer as duas normas.
Esquematizemos:
Cias Abertas Normas da CVM
Demonstrações
Contábeis
Auditoria Independente
Contabilistas x Auditores Independentes x Auditores Fiscais
Não podemos confundir os contabilistas, que são os responsáveis por escriturar,
elaborar e publicar as demonstrações contábeis da entidade, com os auditores
independentes. Estes últimos são registrados na CVM e não têm vínculo algum
com a empresa.
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Eles analisarão as demonstrações contábeis elaboradas pelos contabilistas para
dizer se as demonstrações estão de acordo ou não com as normas.
Os auditores independentes também não podem ser confundidos com os
auditores fiscais. Os agentes do fisco se utilizam da escrituração contábil e
fiscal para verificar a correta apuração dos tributos devidos ao Governo.
5. ATIVO, PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO: CONCEITOS
Segundo o CPC 00 – Estrutura conceitual básica da contabilidade, temos as seguintes definições
para os grupos patrimoniais:
• Definição de A, P e PL de acordo com o CPC 00 (R2):
4.1 Os elementos das demonstrações contábeis definidos nesta Estrutura
Conceitual são:
(a) ativos, passivos e patrimônio líquido, que se referem à posição financeira da
entidade que reporta; e
(b) receitas e despesas, que se referem ao desempenho financeiro da entidade
que reporta.
Ativo é um recurso econômico presente controlado pela entidade como resultado
de eventos passados. Recurso econômico é um direito que tem o potencial de
produzir benefícios econômicos.
Passivo é a obrigação presente da entidade de transferir um recurso econômico
como resultado de eventos passados.
Patrimônio Líquido é participação residual nos ativos da entidade após a dedução
de todos os seus passivos.
5.1 - Definição de Ativo
Costumamos definir o ativo como sendo os “bens e direitos” da empresa. Essa definição é
adequada para o primeiro estudo do ativo, agora, temos que aprofundar esse conceito.
Segundo o CPC 00 (R2), ativo é um recurso econômico presente controlado pela entidade como
resultado de eventos passados. Por seu turno, recurso econômico é um direito que tem o potencial
de produzir benefícios econômicos.
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@profjuliocardozo Direito
Recurso
econômico
presente Potencial de
Benefícios
Controlado pela
Ativo
entidade
Resultado de
eventos
passados
Vamos analisar rapidamente:
1) Recurso Econômico presente controlado: o controle, e não a propriedade jurídica, é
determinante para a definição do ativo. Controle vincula um recurso econômico à entidade. A
entidade controla um recurso econômico se ela tem a capacidade presente de direcionar o uso
do recurso econômico e obter os benefícios econômicos que podem fluir dele. Como
consequência, um bem que é alugado, em certas situações, pode ser classificado no ativo da
entidade.
2) Potencial de benefícios econômicos: Essa é parte é fundamental na definição item como ativo.
Não basta controlar ou construir um bem. Não basta já ter efetuado alguma ação passada, como
a compra de um equipamento. Para caracterizar um ativo, é necessário que o bem resulte em
futuros benefícios econômicos para a empresa, como por exemplo, receber fluxos de caixa, trocar
recursos econômicos com outra parte em condições favoráveis. Assim sendo, um veículo adquirido
por R$ 100.000, mas que sofre um grave acidente e nem como sucata serve mais, não representa
mais um ativo.
3) Como Resultado De Eventos Passados: O ativo é resultado de algo que já ocorreu. Ou seja, a
intenção de comprar estoques, ou de vender estoques com lucro, não atende à definição de ativo.
Aqui é importantíssimo salientar que o direito de propriedade não é essencial para a definição de
ativo. Há, por exemplo, o caso do arrendamento mercantil, visto adiante, em que a sociedade
detém apenas a posse direta do bem e o registra mesmo assim como um ativo.
Observemos uma questão de prova:
(TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais/2016) Ativo é o conjunto de bens e direitos que resultam de
eventos passados e sobre os quais a entidade detém direitos de propriedade que lhe permitem
obter benefícios econômicos.
Comentário:
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Segundo o CPC 00, Ativo é um recurso econômico presente controlado pela entidade como
resultado de eventos passados. Recurso econômico é um direito que tem o potencial de produzir
benefícios econômicos.
O item está errado, já que o controle, e não a propriedade jurídica, é determinante para a definição
do ativo
Além disso, vimos que é requisito para reconhecimento que um ativo gere benefícios econômicos
futuros. Mas, professores, e se ele não gerar? Nesta hipótese, os gastos que tivermos deverão ser
reconhecidos como despesa, na demonstração do resultado do exercício.
Tal assunto está previsto no CPC 00 (R2) da seguinte forma:
Reconhecimento de ativos
4.44. Um ativo deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando for provável
que benefícios econômicos futuros dele provenientes fluirão para a entidade e seu
custo ou valor puder ser mensurado com confiabilidade. 4.45. Um ativo não deve
ser reconhecido no balanço patrimonial quando os gastos incorridos não
proporcionarem a expectativa provável de geração de benefícios econômicos para
a entidade além do período contábil corrente. Ao invés disso, tal transação deve
ser reconhecida como despesa na demonstração do resultado. Esse tratamento
não implica dizer que a intenção da administração ao incorrer nos gastos não tenha
sido a de gerar benefícios econômicos futuros para a entidade ou que a
administração tenha sido mal conduzida. A única implicação é que o grau de
certeza quanto à geração de benefícios econômicos para a entidade, além do
período contábil corrente, é insuficiente para garantir o reconhecimento do ativo.
Ah, professores, mas isso cai em prova? Sim! Vejam.
(Contador/TRF 2ª/2017/Adaptada) De acordo com o CPC 00 (R2), “Ativo é um recurso econômico
presente controlado pela entidade como resultado de eventos passados. Recurso econômico é
um direito que tem o potencial de produzir benefícios econômicos.”. O pronunciamento ainda
afirma que: “Um ativo deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que
benefícios econômicos futuros dele provenientes fluirão para a entidade e seu custo ou valor
puder ser mensurado com confiabilidade. Um ativo não deve ser reconhecido no balanço
patrimonial quando os gastos incorridos não proporcionarem a expectativa provável de geração
de benefícios econômicos para a entidade além do período contábil corrente”. A empresa Brasil
Ltda. incorreu em gastos que não proporcionaram expectativa provável de geração de benefícios
econômicos futuros para a entidade, apesar da intenção da administração de que tal gasto geraria
os benefícios econômicos para a entidade além do período contábil corrente. No caso da empresa
Brasil Ltda. e de acordo com o CPC 00 (R2, o gasto deve ser reconhecido
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a) como despesa no balanço.
b) no passivo, uma vez que é um gasto.
c) como despesa na demonstração do resultado.
d) no Ativo pela intenção da administração de que tal gasto geraria os benefícios econômicos para
a entidade além do período contábil corrente.
Comentário:
No caso da empresa Brasil Ltda, ela incorreu em gastos que não proporcionaram expectativa
provável de geração de benefícios econômicos futuros para a entidade. Tais gastos devem ser
reconhecidos como despesa, na demonstração do resultado do exercício. Esse tratamento não
implica dizer que a intenção da administração ao incorrer nos gastos não tenha sido a de gerar
benefícios econômicos futuros para a entidade ou que a administração tenha sido mal conduzida.
A única implicação é que o grau de certeza quanto à geração de benefícios econômicos para a
entidade, além do período contábil corrente, é insuficiente para garantir o reconhecimento do
ativo O gabarito é, portanto, letra c.
5.1.1 - Elementos Essenciais na Definição de um Ativo
É muito importante que você saiba, e as bancas cobram isso em prova, que o ativo é um recurso
controlado pela entidade, derivado de eventos passados e dos quais se espera futuros benefícios
econômicos para a entidade.
Essa é a definição de ativo! Portanto, são irrelevantes para a definição de ativo:
- Que a entidade tenha a propriedade legal (veja o caso do arrendamento).
- Que ele tenha forma física (por exemplo, os intangíveis).
- Que a entidade tenha efetuado um gasto (ela pode ganhar um terreno do governo, por exemplo).
Agora, uma questão sobre o assunto:
(Analista Legislativo/2 Córregos/2018) Em uma empresa, uma das características essenciais de um
ativo é
a) gerar benefícios econômicos para a entidade.
b) ser um recurso decorrente de evento futuro.
c) ser de propriedade legal.
d) ter sido utilizado para liquidar um passivo.
e) ter forma física.
Comentários:
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Como dissemos, o ativo é Ativo é um recurso econômico presente controlado pela entidade como
resultado de eventos passados.
A letra a é o nosso gabarito! As outras assertivas estão incorretas.
b) ser um recurso decorrente de evento futuro.
c) ser de propriedade legal.
d) ter sido utilizado para liquidar um passivo.
e) ter forma física.
O erro da letra d está em dizer que deve ser utilizado para liquidar um passivo. Ele pode ser
utilizado para gerar receitas, por exemplo.
5.2 - Definição de Passivo
Quando a gente começa a estudar Contabilidade, o passivo costuma ser definido como “as
obrigações da empresa para com terceiros”.
O pronunciamento CPC 00 (R2), por seu turno, fornece a seguinte definição: obrigação presente
da entidade de transferir um recurso econômico como resultado de eventos passados.
@profjuliocardozo Obrigação
Presente
Transferir um
Passivo recurso
econômico
Resultado de
eventos
passados
1) Obrigação presente da entidade: A obrigação é o dever ou responsabilidade que a entidade
não tem a capacidade prática de evitar. Gastos previstos e/ou esperados não constituem passivos.
Por exemplo, se uma empresa de aviação tem a previsão de trocar os motores de uma aeronave
dentro de 2 anos, ao custo de R$200.000,00, isto não constitui um passivo, pois não é obrigação
presente. Dentro de dois anos, a empresa pode vender o avião e não realizar a troca dos motores.
2) Transferência de recurso econômico: a obrigação deve ter o potencial de exigir que a entidade
transfira um recurso econômico para outra parte (ou partes).
3) Derivada de eventos já ocorridos: eventos futuros não constituem passivo. Ainda que o
pagamento seja feito em data posterior, o evento que origina o passivo já deve ter ocorrido.
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Agora, um quesito:
(Perito Criminal/Ciências Contábeis/PC/PE/2016) Segundo a teoria contábil, uma condição
indispensável para que um item patrimonial seja definido como um passivo é que
a) o vencimento da obrigação se dê em uma data futura previamente acordada entre as partes.
b) o devedor saiba que possui uma dívida e o credor tenha reconhecido o direito de receber.
c) o valor da obrigação seja líquido e certo.
d) a obrigação exista no momento presente, fruto de eventos passados.
e) o sacrifício futuro de um ativo para satisfazer a obrigação seja uma decisão do devedor.
Comentários:
Segundo o CPC 00, “passivo é obrigação presente da entidade de transferir um recurso
econômico como resultado de eventos passados. Assim sendo, a alternativa correta é a opção
“D”.
5.3 - Definição de Patrimônio Líquido
O Patrimônio Líquido normalmente é caracterizado como o “dinheiro dos sócios aplicado na
empresa”. Podemos dizer também que o patrimônio líquido é o capital próprio. Para o
pronunciamento CPC 00, “Patrimônio Líquido é o Participação residual nos ativos da entidade
após a dedução de todos os seus passivos. ” Ou seja, é o que sobra após deduzir todos os passivos
dos ativos.
Pois bem, essas definições estão sendo cada vez mais exploradas em provas. Assim, é essencial
tem que conhecer!.
[Link] DO BALANÇO PATRIMONIAL
Antes de começarmos a falar efetivamente sobre cada um dos grupos patrimoniais, é interessante
que vocês saibam que assim se divide o balanço patrimonial:
ATIVO PASSIVO
Circulante Passivo Circulante
Não Circulante Passivo Não Circulante
Patrimônio Líquido
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[Link] PATRIMONIAIS
No balanço patrimonial, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que
registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da
companhia (LSA, art. 178).
7.1 - Ativo
No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos
nelas registrados, nos seguintes grupos:
I – ativo circulante; e
II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e
intangível.
Assim, vejam que o ativo é disposto em ordem decrescente do grau de liquidez. A liquidez se
refere à expectativa de conversão em dinheiro de um bem ou direito.
Desta forma, começaremos a expor as contas no ativo pela maior conversibilidade em dinheiro,
ou seja, pela conta caixa, que já representa o próprio numerário. Em seguida, classificaremos a
conta bancos, aplicações financeiras de liquidez imediata e assim por diante, até a conta terrenos
ou outra que tenha baixíssima liquidez.
Esquematizemos:
• Caixa
• Bancos
Da maior • Estoques
• Terrenos
• Equipamentos
Para menor
• Intangíveis
liquidez
A seguir, um quesito de prova:
(Técnico da Receita Federal) No ativo, as contas serão dispostas em ordem crescente de grau de
liquidez dos elementos nelas registrados, em grupos especificados na lei.
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Comentários:
Item Incorreto, na verdade, é em ordem decrescente de grau de liquidez.
7.1.1 - Ativo Circulante
O ativo se divide em:
1) Ativo circulante; e
2) Ativo não circulante.
Segundo a Lei 6.404:
Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:
I - no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do
exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício
seguinte;
Esquematizemos:
Disponibilidades
Direitos realizáveis no
Ativo circulante curso do exercício
social subsequente
Aplicações de recursos
em despesas do
exercício seguinte
Fique Atento! O ativo é dividido em circulante e não circulante. Portanto, em regra, quando você
vir um balanço patrimonial, será essa a classificação que estará lá! Mas os Pronunciamentos
Contábeis melhoram esse entendimento e permitem uma certa flexibilização para essa
apresentação.
Vejam o que diz o CPC 26 – Apresentação das demonstrações contábeis:
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60. A entidade deve apresentar ativos circulantes e não circulantes, e passivos
circulantes e não circulantes, como grupos de contas separados no balanço
patrimonial, de acordo com os itens 66 a 76, exceto quando uma apresentação
baseada na liquidez proporcionar informação confiável e mais relevante. Quando
essa exceção for aplicável, todos os ativos e passivos devem ser apresentados por
ordem de liquidez.
Comentários:
Em regra, utilizamos a classificação tradicional, em circulante e não circulante. Porém, quando a
apresentação por liquidez for mais confiável, apresentamos as informações com base na liquidez
e não em circulante e não circulante.
61. Qualquer que seja o método de apresentação adotado, a entidade deve
divulgar o montante esperado a ser recuperado ou liquidado em até doze meses
ou mais do que doze meses, após o período de reporte, para cada item de ativo
e passivo.
Comentários:
Independentemente do método utilizado, a empresa deve divulgar o que for realizável ou exigível
em até 12 meses, ou seja, deve divulgar os ativos que se transformarão em dinheiro em 12 meses
e os passivos que devem ser pagos em 12 meses.
62. Quando a entidade fornece bens ou serviços dentro de um ciclo operacional
claramente identificável, a classificação separada de ativos e passivos circulantes
e não circulantes no balanço patrimonial proporciona informação útil ao distinguir
os ativos líquidos que estejam continuamente em circulação como capital
circulante dos que são utilizados nas operações de longo prazo da entidade. Essa
classificação também deve destacar os ativos que se espera sejam realizados
dentro do ciclo operacional corrente, bem como os passivos que devam ser
liquidados dentro do mesmo período.
Comentários:
Quando a entidade fornece bens ou serviços dentro de um ciclo operacional claramente
identificável, a classificação de ativos e passivos circulantes e não circulantes no balanço possibilita
a identificação do capital circulante e dos ativos que são utilizados nas operações de longo prazo
da empresa.
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Já o Capital Circulante Líquido é o Ativo Circulante menos o Passivo Circulante. É o capital usado
dentro do ciclo operacional. O Capital Circulante Líquido é usado para financiar a compra de
material prima, produção e o prazo até o recebimento do cliente.
Muito bem. Quando o ciclo operacional for claramente identificável, como acontece nas empresas
industriais e comerciais, a classificação baseada em circulante e não circulante é mais adequada,
para identificar o capital circulante líquido e os ativos usados nas operações de longo prazo.
O ciclo operacional é o tempo que a empresa leva para comprar ativos, estocar, produzir, vender
e receber. Em outras palavras, é o tempo entre a aquisição de ativos para processamento e sua
realização em caixa. Quando o ciclo operacional não for claramente identificável, pressupõe-se
que sua duração seja de doze meses.
63. Para algumas entidades, tais como instituições financeiras, a apresentação de
ativos e passivos por ordem crescente ou decrescente de liquidez proporciona
informação que é confiável e mais relevante do que a apresentação em circulante
e não circulante pelo fato de que tais entidades não fornecem bens ou serviços
dentro de um ciclo operacional claramente identificável.
Comentários:
No caso de instituições financeiras, que não apresentam ciclo operacional claramente identificável,
a classificação de ativos e passivos pela liquidez proporciona informação confiável e mais
relevante.
64. Na aplicação do item 60, é permitido à entidade apresentar alguns dos seus
ativos e passivos, utilizando-se da classificação em circulante e não circulante e
outros por ordem de liquidez quando esse procedimento proporcionar informação
confiável e mais relevante. A necessidade de apresentação em base mista pode
surgir quando a entidade tem diversos tipos de operações.
Comentários:
E podemos ainda utilizar a base mista. Parte como circulante e não circulante e parte pela liquidez.
Tudo deve ser feito para apresentar a informação da maneira mais fidedigna possível. A
necessidade de apresentação em base mista pode surgir quando a entidade tem diversos tipos
de operações, como, por exemplo, uma montadora de automóveis que tem uma instituição
financeira para financiar as vendas aos seus clientes.
Atenção! O termo liquidez é aqui utilizado de forma genérica. Liquidez, para o ativo, é aquilo que
maior grau de conversibilidade em dinheiro. Já para o passivo, são aquelas dívidas que vencem
primeiro (também chamado de exigibilidade).
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Em suma:
Mais adequada quando tem ciclo
Regra: Circulante e
operacional identificável
não circulante
(indústria, comércio)
Apresentação dos Possibilidade: Quando não tem ciclo operacional
ativos e passivos Liquidez identificável (banco)
Se for mais
Quando a entidade tem diversos
confiável: Base
tipos de operações
mista
Examinemos uma questão de prova:
(Analista/EBSERH/2018) A segregação usual entre ativos circulantes e não circulantes, realizada
no balanço patrimonial, pode ser substituída pela apresentação de alguns ativos e passivos por
ordem de liquidez, quando tal procedimento fornecer informação mais confiável e relevante sobre
tais itens patrimoniais, mantendo-se para os demais ativos e passivo o critério tradicional.
Comentários:
Pegadinha maldosa! O item ia bem, mas deu um vacilo no final.
Segundo o CPC 26:
60. A entidade deve apresentar ativos circulantes e não circulantes, e passivos circulantes e não
circulantes, como grupos de contas separados no balanço patrimonial, de acordo com os itens 66
a 76, exceto quando uma apresentação baseada na liquidez proporcionar informação confiável e
mais relevante. Quando essa exceção for aplicável, todos os ativos e passivos devem ser
apresentados por ordem de liquidez.
Ou seja, o erro da assertiva é afirmar que é possível mantendo-se, para os demais ativos e passivos,
o critério tradicional". Se utilizar a chamada base mista, deve ser aplicada a TODOS
ATIVOS/PASSIVOS! Muitos alunos têm dúvida nessa assertiva.
Cuidado. Se for usar a base mista, tem que ser para todos os ativos e passivos.
[Link] - Disponibilidades
As disponibilidades são elementos que representam dinheiro ou que nele possam ser convertidos
de forma imediata, como a conta caixa, bancos conta movimento. Quais são as contas que
compõem as disponibilidades? Bem, basicamente a conta caixa e equivalentes de caixa.
Exemplos de disponibilidades:
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- Caixa.
- Contas bancárias
- Numerários em trânsito, como por exemplo, remessas para filiais, depósitos, ordem de
pagamento;
- Aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em
montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor.
Pontos de atenção!
- Contas bancárias da empresa quando o banco está em liquidação: não entram, devem ser
reclassificadas para contas a receber.
Observação: as instituições financeiras não estão sujeitas ao processo de falência.
Então, o seu processo de falência é distinto sendo que uma das fases é chamada
de liquidação.
- Depósitos vinculados a operações de curto prazo: também não entram, já que não estão
prontamente disponíveis para serem sacados pela empresa.
Vamos ver uma questão interessantíssima para explicar este conceito:
(Auditor Fiscal/ISS Cuiabá/2016) Em 31/12/2015, uma entidade possuía as seguintes contas em
seu ativo:
Caixa: R$ 100.000,00
Conta Bancária no Banco Alfa: R$ 50.000,00
Conta Bancária no Banco Beta: R$ 30.000,00
Depósito vinculado à liquidação de empréstimos de curto prazo: R$ 80,000,00
Numerário em trânsito decorrente de remessa para filial: R$ 40,000,00
Aplicações de curto prazo no mercado financeiro, prontamente conversíveis em caixa e com risco
considerável de mudança de valor: R$ 60.000,00
Além disso, sabe-se que, na data, o Banco Beta estava em liquidação.
Com base nas contas acima, o saldo das Disponibilidades, em 31/12/2015, foi
(A) R$ 150.000,00.
(B) R$ 180.000,00.
(C) R$ 190.000,00.
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(D) R$ 220.000,00.
(E) R$ 250.000,00.
Comentários:
Caixa e Conta bancária no Banco Alfa entram nas disponibilidades.
A conta bancária no Banco Beta não entra. Como o Banco está em liquidação, o valor da conta
bancária deve ser transferido para Contas a Receber no Ativo Circulante ou no Ativo não
circulante, a depender do prazo de recebimento.
Depósito vinculado à liquidação de empréstimo de curto prazo também não é disponibilidade,
pois não estão imediatamente disponíveis para pagamentos normais da empresa.
Numerário em trânsito decorrente de remessa para filial entra como disponibilidade, enquanto
estiver em trânsito.
Finalmente, aplicações de curto prazo no mercado financeiro, prontamente conversíveis em caixa
e com risco considerável de mudança de valor não entra. Conforme o CPC 3: “Equivalentes de
caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis
em montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de
valor.”
Portanto, o disponível fica com as seguintes contas:
Caixa 100.000,00
Conta – Alfa 50.000,00
Numerário em trânsito 40.000,00
O gabarito é, portanto, letra c.
[Link] - Direito Realizáveis no Curso do Exercício Social Subsequente
Os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente podem ser reais ou pessoais. Os
reais representam os bens (estoques de matérias-primas, produtos acabados, em elaboração). Os
pessoais representam os direitos (clientes, adiantamentos a fornecedores, ICMS e recuperar).
Essa realização dita pela lei se dá pelo consumo ou venda destes bens.
Apenas um adendo! A redação infeliz da Lei 6404/76 leva ao entendimento de que, por exemplo,
estando em 18 de fevereiro de X1, teríamos como circulante todos os direitos registráveis até 31
de dezembro de X2. No entanto, o correto é que fiquem no circulante as operações que vencem
nos 12 meses seguintes à data de encerramento do balanço (Ver CPC 26, item 66).
Vamos supor que uma empresa publique o balanço trimestralmente. Se seguirmos ao pé da letra
o que diz a 6.404/76, teríamos o seguinte:
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1. Balanço fechado em março/X1: 21 meses no circulante (4 de X1 a 12 de X2)
2. Balanço fechado em junho/X1: 18 meses no circulante (7 de X1 a 12 de X2)
3. Balanço fechado em setembro/X1: 15 meses no circulante (10 de X1 a 12 de X2)
4. Balanço fechado em dezembro /X1: 12 meses no circulante (01 de X2 a 12 de X2).
Isso não tem nenhum sentido, além de prejudicar fortemente a comparabilidade. O correto é
sempre considerar os 12 meses seguintes ao fechamento do balanço como circulante, isso
supondo que a empresa possui um ciclo operacional menor que 12 meses. Se o ciclo operacional
for maior (uma construção de navio por exemplo), usamos o prazo do ciclo operacional.
Observação: O ciclo operacional de uma empresa industrial é o prazo que a
empresa leva para comprar matéria-prima, produzir, vender e receber. Para uma
empresa comercial, é o prazo médio entre a aquisição de mercadorias, venda e
recebimento dos clientes.
[Link] - Despesas Antecipadas
As aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte (também chamadas despesas
antecipadas) são despesas que foram pagas pela empresa com antecedência ou serão pagas no
curto prazo e ainda não foram para o resultado pelo regime de competência.
Pelo regime de competência, se você efetua um pagamento de 12 meses de um contrato de
seguro ou de aluguel, então terá direito a utilizar o seguro ou o imóvel alugado. Contudo, a
despesa somente deve ser incorrida mês a mês.
Mas, professores, se eu desembolsei de uma vez, o que vou fazer? Ficará reconhecido como um
direito, no ativo, que aos poucos serão consumido, gerando uma despesa. Vejamos!
Por exemplo, se a sociedade alfa paga uma despesa de seguro, em 01.12.2010, que se refere ao
exercício de 2011, no valor de R$ 1.200,00, registrará o fato como despesa antecipada, do
seguinte modo:
D – Seguros a vencer 1.200,00 (+ Ativo Circulante)
C – Caixa 1.200,00 (- Ativo Circulante)
Razonetes:
Seguros a vencer (AC) Caixa (AC)
1.200,00 1.200,00
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Assim, já em 2011, mês a mês, no período a que se referir a parcela do seguro, iremos lançar:
D – Despesas de seguros 100,00 (- Resultado = Despesa)
C – Seguros a vencer 100,00 (- Ativo)
Razonetes:
Seguros a vencer (AC) Despesa de seguros
1.200,00 100,00 100,00
1.100,00
Mas por que, professor, lança como seguro a vencer e não como despesa?! Princípio da
competência, pessoal!
Atenção! Quantos aos seguros, você tem que se habituar aos seguintes termos:
- Prêmio de seguros: despesa na DRE. Valor pago para que você possa utilizar o seguro durante
o ano.
- Prêmio de seguros a apropriar ou seguros a vencer: fica no ativo circulante ou no ativo não
circulante realizável a longo prazo, dependendo do prazo. É o valor que será transferido para o
resultado, gradativamente, conforma vamos utilizando o serviço
Pessoal, não vacilem!
- A despesa já incorrida e ainda não paga aparece como passivo (despesa a pagar).
- A despesa já paga e ainda não incorrida aparece como ativo (despesa paga antecipadamente).
- E a despesa já incorrida e já paga aparece apenas na demonstração do resultado, como despesa.
Vejamos como foi cobrado:
(Contador/TJ MT/2016) Para o setor privado, “o pagamento antecipado de aluguéis” se relaciona
a uma Despesa
a) Paga e Não Incorrida.
b) Incorrida e Não Paga.
c) Paga e Incorrida.
d) Incorrida.
Comentário:
Se você pagou o aluguel, mas ainda não usufruiu, está diante de uma hipótese de despesa paga
e não incorrida. O gabarito é, portanto, letra a.
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Anote-se, ainda, que ficam classificados no ativo circulante os investimentos em outras sociedades
com fins meramente especulativos, cuja intenção de alienação se dê em breve período de tempo.
Então, quando você compra um investimento para liquidação no curto prazo, ele irá permanecer
no ativo circulante.
[Link]- Provisão Para Devedores Duvidosos (PDD)
Sabemos que as empresas, para sobreviver, precisam realizar vendas a prazo. Todavia, nem
sempre ela acaba por receber todo o valor vendido. Se uma entidade do varejo vende, por
exemplo, R$ 1.000.000,00, é quase certo que ela levará algum calote.
Por isso surge a provisão para devedores duvidosos. Esse nome, contudo, vem sendo substituído
gradativamente em provas de concursos.
Embora continue sendo chamada de Provisão, o nome tecnicamente mais correto seria perdas
estimadas com devedores duvidosos, ou, se formos mais rigorosos, perdas estimadas com
créditos de liquidação duvidosa.
A conta perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa é retificadora da conta
clientes/duplicatas a receber.
Expliquemos!
Uma empresa vendeu R$ 100.000,00 a prazo, e constitui provisão para devedores duvidosos de
3%.
Na venda dos R$ 100.000,00:
D – Clientes (ativo) 100.000,00
C – Receita de vendas (resultado) 100.000,00
Razonetes:
Clientes (Ativo) Receita Vendas
100.000,00 100.000,00
Na constituição da provisão para devedores duvidosos:
D – Despesa com provisão para devedores duvidosos (despesa) 3.000,00
C – Provisão para devedores duvidosos (retificadora do ativo) 3.000,00
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Razonetes:
Despesa com PDD PDD (Ret. Ativo)
3.000,00 3.000,00
Primeira hipótese: perdeu exatamente os R$ 3.000,00 e recebeu R$ 97.000,00.
D – Bancos (ativo) 97.000,00
D - Provisão para devedores duvidosos (retificadora do ativo) 3.000,00
C – Clientes (ativo) 100.000,00
Razonetes:
Clientes (Ativo) PDD (Ret. Ativo)
100.000,00 100.000,00 3.000,00 3.000,00
Bancos (Ativo)
97.000,00
Nesta hipótese, demos baixa em toda a conta clientes. Entrou R$ 97.000,00 no banco e liquidamos
a PDD, como era esperado. O calote foi totalmente absorvido pela provisão.
Segunda hipótese: perdemos somente R$ 2.000,00, recebendo R$ 98.000,00.
D – Bancos (ativo) 98.000,00
D - Provisão para devedores duvidosos (retificadora do ativo) 2.000,00
C – Clientes (ativo) 100.000,00
Razonetes:
Clientes (Ativo) PDD (Ret. Ativo)
100.000,00 100.000,00 2.000,00 3.000,00
1.000,00
Bancos (Ativo)
98.000,00
Vejam que sobrou na conta provisão para devedores duvidosos o valor de R$ 1.000,00.
Assim, restam duas possibilidades para a empresa:
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1 – Método da complementação:
Complementar o valor que faltar no próximo exercício. Assim, se ela vender R$ 50.000,00 no
exercício seguinte, terá de constituir PDD de R$ 1.500,00 (3% de 50.000,00). Como já temos R$
1.000,00 na conta PDD, constituiremos somente R$ 500,00.
Lançamento:
D – Despesa com provisão para devedores duvidosos (despesa) 500,00
C – Provisão para devedores duvidosos (retificadora do ativo) 500,00
Razonetes:
Despesa com PDD PDD (Ret. Ativo)
500,00 1.000,00 Saldo Inicial
500,00
2 – Método da reversão:
Reverter o valor que sobrou. Nesta hipótese, havendo sobra no período, revertemos todo o
montante, constituindo nova provisão no exercício subsequente.
Lançamento:
D - Provisão para devedores duvidosos (retificadora do ativo) 1.000,00
C – Reversão da PDD (receita) 1.000,00
Razonetes:
PDD (Ret. Ativo) Reversão da PDD
2.000,00 3.000,00 1.000,00
1.000,00 1.000,00
E no exercício subsequente
D – Despesa com provisão para devedores duvidosos (despesa) 1.500,00
C – Provisão para devedores duvidosos (retificadora do ativo) 1.500,00
Razonetes:
Despesa com PDD PDD (Ret. Ativo)
1.500,00 1.500,00
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Terceira hipótese: perdeu R$ 5.000,00, recebendo somente R$ 95.000,00.
Neste caso, a conta provisão para devedores duvidosos revela-se insuficiente para absorver o
calote. Teremos de lançar uma perda, no resultado do exercício, no valor de R$ 2.000,00.
D – Bancos (ativo) 95.000,00
D – Perdas com clientes (despesa) 2.000,00
D - Provisão para devedores duvidosos (retificadora do ativo) 3.000,00
C – Clientes (ativo) 100.000,00
Razonetes:
Clientes (Ativo) PDD (Ret. Ativo)
100.000,00 100.000,00 3.000,00 3.000,00
Bancos (Ativo) Perda com clientes
95.000,00 2.000,00
Tudo bem?
Estas são as hipóteses existentes para o caso da provisão para devedores duvidosos – PDD. Mais
uma coisa...
Quando a provisão é constituída, nós lançamos:
D – Despesa com PCLD
C – PCLD (redutora ativo)
Posteriormente, se a perda for reconhecida como efetiva, quando o cliente é considerado
incobrável, nós fazemos o seguinte:
D – PCLD
C – Duplicatas a receber
Vejam que, neste lançamento, a conta foi considerada como incobrável. Ocorre que,
posteriormente, o cliente que havia sido considerado incobrável, efetuou o pagamento. Mas já
havíamos dado baixa na conta. O que fazer?
Nesta hipótese, lançamos o valor na conta caixa, o montante recebido, e a contrapartida será uma
conta de receita (outras receitas operacionais).
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D – Disponível
C – Outras receitas operacionais
No balanço patrimonial, a conta PDD aparece no Ativo, embora tenha saldo credor (é retificadora
do Ativo):
Ativo
Caixa
Bancos
Duplicatas a Receber 100.000
Provisão para Devedores Duvidosos (4.000)
Vamos ver uma questão interessantíssima para explicar este conceito:
(Analista/TRF 3/2014) Em 31/12/2012, a empresa Credora S.A. possuía R$ 150.000,00 em
duplicatas a receber de clientes e uma estimativa de perdas com créditos de liquidação duvidosa
(EPCLD) no valor de R$ 7.500,00. Em fevereiro de 2013, o cliente Caloteiro, que devia R$ 4.000,00,
se tornou incobrável. Ao registrar este evento na contabilidade, a empresa Credora S.A.:
a) reduziu o total do Ativo.
b) reconheceu um Passivo.
c) reduziu o Patrimônio Líquido.
d) reduziu o saldo da estimativa (EPCLD).
e) reconheceu uma Perda com Clientes, no resultado.
Comentários:
O balanço estava do seguinte modo:
Clientes 150.000,00
(-) PCLD (7.500,00)
Saldo líquido 142.500,00
Quando a provisão é constituída, nós lançamos:
D – Despesa com PCLD 7.500
C – PCLD (redutora ativo) 7.500
Posteriormente, se a perda for reconhecida como efetiva, quando o cliente é considerado
incobrável, nós fazemos o seguinte:
D – PCLD 4.000
C – Duplicatas a receber 4.000
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Com esse lançamento, o ativo ficará:
Clientes 146.000,00
(-) PCLD (3.500,00)
Saldo líquido 142.500,00
Portanto, houve redução do saldo da estimativa da PCLD.
O gabarito é letra d.
7.2 - Ativo Circulante - CPC 26
O CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis, apresentam critérios para o
reconhecimento de ativos circulantes. Não podemos entender como contradição à Lei 6404/76,
mas um aperfeiçoamento dos critérios, vejam:
O ativo deve ser classificado como circulante quando satisfizer qualquer dos
seguintes critérios:
a) espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou consumido
no decurso normal do ciclo operacional da entidade;
(b) está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado;
(c) espera-se que seja realizado até doze meses após a data do balanço; ou
(d) é caixa ou equivalente de caixa (conforme definido no Pronunciamento Técnico
CPC 03 – Demonstração dos Fluxos de Caixa), a menos que sua troca ou uso para
liquidação de passivo se encontre vedada durante pelo menos doze meses após a
data do balanço.
Todos os demais ativos devem ser classificados como não circulantes.
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8. QUESTÕES COMENTADAS
8.1 – CEBRASPE (CESPE)
Com relação aos conceitos de ativos, passivos e patrimônio líquido, julgue o item a seguir.
1. (CEBRASPE/SEFAZ DF/Auditor/2020) Ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo,
passivo ou patrimônio líquido, deve-se atentar para sua essência subjacente e sua realidade
econômica, e não apenas para sua forma legal.
Comentários:
Questão literal do CPC 00 (R2):
4.51 (b) as informações fornecidas sobre o ativo ou passivo e sobre quaisquer
receitas e despesas relacionadas devem representar fidedignamente a essência da
transação ou outro evento do qual resultaram [...]
Ainda, conforme a Estrutura Conceitual:
Representação fidedigna
2.12 Relatórios financeiros representam fenômenos econômicos em palavras e
números. Para serem úteis, informações financeiras não devem apenas representar
fenômenos relevantes, mas também representar de forma fidedigna a essência
dos fenômenos que pretendem representar. Em muitas circunstâncias, a essência
de fenômeno econômico e sua forma legal são as mesmas. Se não forem as
mesmas, fornecer informações apenas sobre a forma legal não representaria
fidedignamente o fenômeno econômico (ver itens de 4.59 a 4.62).
Portanto, item correto.
Com base no Pronunciamento Conceitual Básico (R2) — Estrutura Conceitual para Elaboração e
Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro — do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC),
julgue os itens seguintes.
2. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário - Contabilidade/2019. Adaptada) A forma legal é o
elemento determinante para se concluir que uma obrigação se enquadra ou não na definição
de passivo.
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Comentários:
Questão literal do CPC 00 (R2):
4.51 (b) as informações fornecidas sobre o ativo ou passivo e sobre quaisquer
receitas e despesas relacionadas devem representar fidedignamente a essência da
transação ou outro evento do qual resultaram [...]
Comparando o item com o pronunciamento, temos que: “A forma legal é o elemento
determinante para se concluir que uma obrigação se enquadra ou não na definição de passivo.”
Corrigindo o item, obtemos: “A forma legal NÃO é o elemento determinante para se concluir que
uma obrigação se enquadra ou não na definição de passivo”. Portanto, item errado.
3. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário - Contabilidade/2019) Uma entidade que controla
determinado recurso, mas que não detém a sua propriedade, não deve reconhecê-lo como
ativo na contabilidade, pois, independentemente de qualquer condição, tal recurso não se
enquadra na definição de ativo
Comentários:
É muito importante que você saiba, e as bancas cobram isso em prova, que o ativo é um recurso
controlado pela entidade, derivado de eventos passados e dos quais se espera futuros benefícios
econômicos para a entidade.
Essa é a definição de ativo! Portanto, são irrelevantes para a definição de ativo:
- Que a entidade tenha a propriedade legal (veja o caso do arrendamento).
- Que ele tenha forma física (por exemplo, os intangíveis).
- Que a entidade tenha efetuado um gasto (ela pode ganhar um terreno do governo, por exemplo).
Confrontando o item com o exposto acima, temos que: “Uma entidade que controla determinado
recurso, mas que não detém a sua propriedade, não deve reconhecê-lo como ativo na
contabilidade, pois, independentemente de qualquer condição, tal recurso não se enquadra na
definição de ativo”
Reparando o item, obtemos: “Uma entidade que controla determinado recurso, mas que não
detém a sua propriedade, deve reconhecê-lo como ativo na contabilidade, pois, atendendo as
demais condições (eventos passados e futuros benéficos econômicos), tal recurso se enquadra na
definição de ativo”. O gabarito é errado.
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A empresa ABC S.A. figura como arrendatária em um contrato de arrendamento mercantil de um
conjunto de máquinas pelo valor futuro de R$ 1 milhão, com opção de compra ao final do contrato.
Os pagamentos do contrato serão feitos mensalmente durante o prazo de 10 anos. As máquinas
são de controle da ABC S.A. e foram confeccionadas conforme as solicitações dessa empresa,
para que as atividades comerciais da arrendatária pudessem ser realizadas.
Com base nessa situação hipotética, julgue os itens a seguir, de acordo com a legislação vigente.
4. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário - Contabilidade/2019) Para o reconhecimento das
máquinas como ativo da ABC S.A., é necessário que a empresa detenha a efetiva propriedade
jurídica delas.
Comentários:
Errado, não é necessária a propriedade jurídica.
Acerca de despesas antecipadas, julgue os próximos itens.
5. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário - Contabilidade/2019) Despesas antecipadas
representam o direito de receber bens ou serviços contratados de terceiros e pagos pelo
adquirente previamente à execução do contrato pelo fornecedor do bem ou pelo executante
do serviço.
Comentários:
Concordam que se efetuamos o pagamento antecipado por uma mercadoria ou serviços, como
seguros, assinaturas de jornais, ficamos com um DIREITO a receber?
Portanto, o item está mesmo correto, visto que Despesas antecipadas representam mesmo o
direito de receber bens ou serviços contratados de terceiros e pagos pelo adquirente. Item
correto
Situação hipotética: O pagamento à vista do prêmio de um seguro com vigência de três anos
gerou um lançamento na conta de despesa antecipada.
6. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário - Contabilidade/2019) Assertiva: O valor dessa despesa
deve ser registrado no ativo realizável a longo prazo do balanço patrimonial.
Comentários:
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É correto afirmarmos que o pagamento à vista do prêmio de seguros deve ser lançado como
despesa antecipada. Porém, o seguro adquirido é tem a vigência de 3 anos, ou seja, uma parcela
é de curto prazo (1 ano) e a outra é de longo prazo (2 anos). Assim sendo, temos que a fazer a
separação em despesas antecipadas no Ativo Circulante (1 ano) e no chamado Ativo Não
Circulante (2 anos). Item errado
7. (CEBRASPE/COGE CE/Auditor de Controle Interno/2019) À luz da Lei n.º 6.404/1976, assinale
a opção correta.
a) A elaboração da demonstração financeira do resultado abrangente é obrigatória para as
sociedades por ações de capital aberto.
b) A elaboração da demonstração financeira dos lucros ou prejuízos acumulados é facultativa para
as sociedades por ações de capital fechado.
==18ba09==
c) A elaboração da demonstração financeira dos fluxos de caixa é facultativa para as sociedades
por ações de capital fechado ou aberto.
d) A elaboração da demonstração financeira do valor adicionado é obrigatória para as sociedades
por ações de capital aberto.
e) A elaboração das demonstrações financeiras consolidadas é obrigatória para as sociedades por
ações de capital aberto ou fechado.
Comentários:
Questão de literalidade da Lei das SAs! Vejamos:
Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na
escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que
deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as
mutações ocorridas no exercício:
I - balanço patrimonial;
II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III - demonstração do resultado do exercício; e
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de
2007)
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (Incluído pela Lei nº
11.638, de 2007)
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§ 6o A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a
R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e
publicação da demonstração dos fluxos de caixa.
Esquematizemos:
COMPANHIA
DEMONSTRAÇÃO CONTÁBIL ABERTA FECHADA
Balanço Patrimonial X X
Demonstração do Resultado do Exercício X X
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados X X
Demonstração dos Fluxos de Caixa X PL > 2 MI
Demonstração do Valor Adicionado X
Agora, confortemos a lei com as alternativas:
a) A elaboração da demonstração financeira do resultado abrangente é obrigatória para as
sociedades por ações de capital aberto.
Errado, aqui temos uma pegadinha da banca. Fique Atento! O CPC 26 menciona a demonstração
dos resultado abrangente – assunto não previsto na Lei 6.404. A DRA é uma demonstração que
evidencia “as receitas e despesas” que não são reconhecidas no resultado, indo direto para o
patrimônio líquido.
b) A elaboração da demonstração financeira dos lucros ou prejuízos acumulados é facultativa para
as sociedades por ações de capital fechado.
Errado, de acordo com a lei 6.404/76 a DLPA é obrigatória tanto paras as sociedades por ações
de capital fechado quanto as de capital aberto. Ressalta-se que de acordo com o CPC 26, caso a
entidade elabore a DMPL, ficará dispensada de elaborar a DLPA.
c) A elaboração da demonstração financeira dos fluxos de caixa é facultativa para as sociedades
por ações de capital fechado ou aberto.
Errado, conforme a lei 6.404/76 a DFC é obrigatória tanto paras as sociedades por ações de capital
aberto quanto as de capital fechado com patrimônio líquido, na data do balanço, maior ou igual
a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais).
Então, o correto seria: “A elaboração da demonstração financeira dos fluxos de caixa é facultativa
para as sociedades por ações de capital fechado ou aberto com patrimônio líquido, na data do
balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais).”
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d) A elaboração da demonstração financeira do valor adicionado é obrigatória para as sociedades
por ações de capital aberto.
Correto, segundo a lei 6.404/76 a DVA é obrigatória para as sociedades por ações de capital
aberto.
e) A elaboração das demonstrações financeiras consolidadas é obrigatória para as sociedades por
ações de capital aberto ou fechado.
Nessa alternativa teremos que ir um pouco mais fundo na lei das SAs. Vamos lá!
Art. 249. A companhia aberta que tiver mais de 30% (trinta por cento) do valor do
seu patrimônio líquido representado por investimentos em sociedades
controladas deverá elaborar e divulgar, juntamente com suas demonstrações
financeiras, demonstrações consolidadas nos termos do artigo 250.
A alternativa E está errada, pois a constituição na forma de sociedade aberta ou fechada não é o
critério utilizado.
Por fim, podemos marcar a letra d como gabarito.
Com base nos pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis e nas
disposições da Lei n.º 6.404/1976 e suas alterações acerca de demonstrações contábeis, julgue o
item.
8. (CEBRASPE/ SLU DF/ Analista de Gestão de Resíduos Sólidos - Ciências Contábeis/2019) A
classificação de ativos e passivos como circulantes ou não circulantes deve obedecer ao ciclo
operacional da empresa
Comentários:
Em regra, com base nos pronunciamentos contábeis, utilizamos a classificação tradicional, em
circulante e não circulante. Entretanto, quando a apresentação por liquidez for mais confiável,
apresentamos as informações com base na liquidez e não em circulante e não circulante.
E podemos ainda utilizar a base mista. Parte como circulante e não circulante e parte pela liquidez.
Tudo deve ser feito para apresentar a informação da maneira mais fidedigna possível. A
necessidade de apresentação em base mista pode surgir quando a entidade tem diversos tipos
de operações, como, por exemplo, uma montadora de automóveis que tem uma instituição
financeira para financiar as vendas aos seus clientes.
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Atenção! O termo liquidez é aqui utilizado de forma genérica. Liquidez, para o
ativo, é aquilo que maior grau de conversibilidade em dinheiro. Já para o passivo,
são aquelas dívidas que vencem primeiro (também chamado de exigibilidade).
Em suma:
Regra: Mais adequada quando tem
Circulante e não ciclo operacional identificável
circulante (indústria, comércio)
Apresentação Quando não tem ciclo
Possibilidade:
dos ativos e operacional identificável
Liquidez
passivos (banco)
Se for mais
Quando a entidade tem
confiável: Base
diversos tipos de operações
mista
Segundo o parágrafo único do artigo 179 da Lei das SAs:
Art.179. § Único. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver
duração maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo
terá por base o prazo desse ciclo.
Um primeiro aspecto digno de nota é que esta disposição vale tanto para o ativo como para o
passivo.
O ciclo operacional de uma empresa industrial é o prazo que a empresa leva para comprar matéria-
prima, produzir, vender e receber. Para uma empresa comercial, é o prazo médio entre a aquisição
de mercadorias, venda e recebimento dos clientes.
Assim, com base na lei 6.404/76, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo
desse ciclo apenas quando tal ciclo seja superior ao exercício social da entidade.
Confrontando o item com o exposto acima, temos que: “A classificação de ativos e passivos como
circulantes ou não circulantes PODE deve obedecer ao ciclo operacional da empresa”
Portanto, item errado.
9. (CEBRASPE/TCE-RO/Auditor de Controle Externo - Administração/2019) Assinale a opção que
apresenta apenas contas integrantes do ativo do balanço patrimonial de uma empresa.
a) estoques; contas a receber
b) caixa; empréstimos
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c) empréstimos; debêntures
d) capital social; fornecedores
e) obrigações tributárias; caixa
Comentários:
Segundo o CPC 00 (R2), ativo é um recurso econômico presente controlado pela entidade como
resultado de eventos passados. Por seu turno, recurso econômico é um direito que tem o potencial
de produzir benefícios econômicos. São exemplos: caixa, estoques e contas a receber.
Diante do exposto, já podemos marcar a letra A.
Vejamos as outras contas:
- Empréstimos, debêntures, fornecedores, obrigações tributárias: representam obrigações da
entidade perante terceiros, ou seja, são contas integrantes do PASSIVO do balanço patrimonial
de uma empresa.
- Capital social: representa o dinheiro dos sócios aplicado na empresa, ou seja, é uma conta
integrante do Patrimônio Líquido do balanço patrimonial de uma empresa.
Previstas na Lei n.º 6.404/1976, as demonstrações contábeis obrigatórias para sociedades
anônimas incluem o balanço patrimonial (BP) e a demonstração do resultado do exercício (DRE).
Acerca desses demonstrativos, julgue o item seguinte.
10. (CEBRASPE/PF/Escrivão/2018) O BP permite ao usuário da informação a análise da situação
financeira da companhia em dado momento.
Comentários:
Balanço Patrimonial é a principal demonstração contábil e se destina a evidenciar, seja de forma
qualitativa, seja de forma quantitativa, a posição patrimonial e financeira da entidade.
No balanço patrimonial, temos a apresentação dos bens, direitos e obrigações da empresa. Esta
informação é estática, pois funciona tal qual uma fotografia da entidade em determinado
momento.
O gabarito é certo.
De acordo com dispositivos da Lei n.º 6.404/1976 e de legislação complementar, julgue o item a
seguir.
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11. (CESPE/ABIN/Oficial Técnico de Inteligência/2018) As normas expedidas pela Comissão de
Valores Mobiliários (CVM) deverão ser observadas pelas companhias abertas na elaboração das
demonstrações financeiras e esses relatórios serão submetidos à auditoria independente,
assinados pelos administradores e por contabilistas legalmente habilitados.
Comentários:
O quesito exige conhecimento da literalidade de lei 6404/76, vejam:
Art. 177. § 3o As demonstrações financeiras das companhias abertas observarão,
ainda, as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários e serão
obrigatoriamente submetidas a auditoria por auditores independentes nela
registrados.
Item correto
12. (CESPE/CAGE-RS/Auditor de Estado/2018) Assinale a opção correspondente a preceito legal
aplicável às demonstrações contábeis elaboradas por sociedade anônima.
a) As contas de natureza semelhante que apresentem pequenos saldos devem ser agrupadas em
contas de designações genéricas.
b) A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados indicará o montante do lucro por ação do
capital social.
c) A duração do exercício social não pode ser inferior a um ano.
d) Eventos subsequentes à data de encerramento do exercício social serão evidenciados em notas
explicativas sempre que tragam, ou venham a trazer, impactos relevantes na situação financeira e
no resultado futuro da empresa.
e) É vedado às companhias fechadas utilizar-se das normas expedidas pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) para fins de elaboração de suas demonstrações contábeis.
Comentários:
a) As contas de natureza semelhante que apresentem pequenos saldos devem ser agrupadas em
contas de designações genéricas.
Errado, o art. 177, 2º da LSA afirma que nas demonstrações contábeis, as contas semelhantes
poderão ser agrupadas. Não representa uma obrigatoriedade.
Ademais, a própria lei veda a utilização de contas genéricas:
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Art. 176. § 2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas;
os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e
não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas; mas é
vedada a utilização de designações genéricas, como "diversas contas" ou "contas-
correntes".
b) A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados indicará o montante do lucro por ação do
capital social.
Errado, é a DRE, Demonstração do Resultado do Exercício, que evidencia o lucro por ação,
conforme previsão da lei 6404/76:
Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará:
VII - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital
social.
Por sua vez, a DLPA irá evidenciar o chamado dividendo por ação:
Art. 186. § 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o
montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na
demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada pela
companhia.
Esquematizemos:
DRE DLPA
Lucro ou
Dividendo
Prejuízo por
por ação
ação
c) A duração do exercício social não pode ser inferior a um ano.
Errado, o exercício social, como regra, terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada
no estatuto. Porém, na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o exercício
social poderá ter duração diversa.
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d) Eventos subsequentes à data de encerramento do exercício social serão evidenciados em notas
explicativas sempre que tragam, ou venham a trazer, impactos relevantes na situação financeira e
no resultado futuro da empresa.
Atenção! Esse assunto é tratado de maneira mais explicada em aulas avançadas.
Correto, esse é o nosso gabarito! O art. 176, § 5º, da LSA, afirma que as notas explicativas devem
indicar os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que tenham, ou possam vir
a ter, efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia.
Expliquemos! Evento subsequente ao período a que se referem as demonstrações contábeis é
aquele evento, favorável ou desfavorável, que ocorre entre a data final do período a que se
referem as demonstrações contábeis e a data na qual é autorizada a emissão dessas
demonstrações.
Esquematizemos:
Data Final DCs Autorização DCs
Evento Subsequente
Dois tipos de eventos podem ser identificados:
(a) os que evidenciam condições que já existiam na data final do período a que se
referem as demonstrações contábeis (evento subsequente ao período contábil a
que se referem as demonstrações que originam ajustes);
(b) os que são indicadores de condições que surgiram subsequentemente ao
período contábil a que se referem as demonstrações contábeis (evento
subsequente ao período contábil a que se referem as demonstrações que não
originam ajustes).
Esquematizemos:
Surgiram depois Não deve ser
do balanço ajustado
Evento
Subsequentes
Existiam antes do Devem ser
balanço ajustados
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e) É vedado às companhias fechadas utilizar-se das normas expedidas pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) para fins de elaboração de suas demonstrações contábeis.
Errado, as companhias fechadas poderão optar por observar as normas sobre demonstrações
financeiras expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários para as companhias abertas, segundo
o art. 177, § 6º da lei 6404/76.
O gabarito é, portanto, letra d.
Tendo como referência a legislação societária e os pronunciamentos do Comitê de
Pronunciamentos Contábeis, julgue o item a seguir, relativo à elaboração de demonstrações
contábeis.
13. (CESPE/STM/Analista Judiciário – Contabilidade/2018) Para fins de levantamento do balanço
patrimonial e outras demonstrações financeiras, o exercício social deve ter a duração de um
ano, mas, na constituição da entidade e quando de alterações estatutárias, a duração do
exercício poderá ser diferente.
Comentários:
Art. 175. O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será
fixada no estatuto.
Parágrafo único. Na constituição da companhia e nos casos de alteração
estatutária o exercício social poderá ter duração diversa.
Esquematizemos:
Exercício Constituição Duração
1 ano
Social ou Alteração Diversa
Portanto, item correto.
14. (CESPE/Técnico/EBSERH/2018) As aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte
são classificadas no ativo circulante.
Comentários:
As aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte (também chamadas despesas
antecipadas) são despesas que foram pagas pela empresa com antecedência e ainda não foram
para o resultado pelo regime de competência.
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Pelo regime de competência, se você efetua um pagamento de 12 meses de um contrato de
seguro ou de aluguel, então terá direito a utilizar o seguro ou o imóvel alugado. Porém, a despesa
somente deve ser incorrida mês a mês.
Mas, professores, se eu desembolsei de uma vez, o que vou fazer?
Ficará reconhecido como um direito, no ativo, até que o prazo vá se esvaindo.
Classificam-se, assim, no ativo circulante. Portanto, item correto.
Julgue o próximo item, a respeito das demonstrações financeiras.
15. (CESPE/Técnico/EBSERH/2018) Se, em determinada empresa, o prazo entre a aquisição de
ativos para a produção e sua transformação em caixa ou equivalente for superior ao exercício
social, a classificação no ativo circulante terá por base o ano civil.
Comentários:
Segundo o parágrafo único do artigo 179 da Lei das SAs:
Art.179. § Único. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver
duração maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo
terá por base o prazo desse ciclo.
Um primeiro aspecto digno de nota é que esta disposição vale tanto para o ativo como para o
passivo.
O ciclo operacional de uma empresa industrial é o prazo que a empresa leva para comprar matéria-
prima, produzir, vender e receber.
Para uma empresa comercial, é o prazo médio entre a aquisição de mercadorias, venda e
recebimento dos clientes.
Confrontando o item com o exposto acima, temos que: “Se, em determinada empresa, o prazo
entre a aquisição de ativos para a produção e sua transformação em caixa ou equivalente for
superior ao exercício social, a classificação no ativo circulante terá por base o ano civil O PRAZO
DESSE CICLO.”
Portanto, item errado.
16. (CESPE/PC-MA/Perito Criminal/2018) Julgue os itens a seguir, relativos à elaboração e
apresentação de relatórios contábeis diversos.
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I O conjunto completo de demonstrações contábeis das entidades comerciais deve ser elaborado
de acordo com o regime de competência.
II As demonstrações contábeis das entidades devem ser apresentadas ao menos anualmente e de
forma comparativa.
III Realizáveis a longo prazo, investimentos e intangível compõem o ativo não circulante.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
Comentários:
I O conjunto completo de demonstrações contábeis das entidades comerciais deve ser elaborado
de acordo com o regime de competência.
Errado, esse item é maldoso, hahaha, todo cuidado é pouco. O CPC 26 – Apresentação das
Demonstrações Contábeis apresenta o chamado conjunto completo de Demonstrações
Contábeis.
Conjunto completo de demonstrações contábeis
10. O conjunto completo de demonstrações contábeis inclui:
(a) balanço patrimonial ao final do período;
(b1) demonstração do resultado do período;
(b2) demonstração do resultado abrangente do período;
(c) demonstração das mutações do patrimônio líquido do período;
(d) demonstração dos fluxos de caixa do período;
(e) notas explicativas, compreendendo um resumo das políticas contábeis
significativas e outras informações elucidativas;
(ea) informações comparativas com o período anterior, conforme especificado nos
itens 38 e 38A; (Incluída pela Revisão CPC 03)
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(f) balanço patrimonial do início do período mais antigo, comparativamente
apresentado, quando a entidade aplicar uma política contábil retrospectivamente
ou proceder à reapresentação retrospectiva de itens das demonstrações
contábeis, ou quando proceder à reclassificação de itens de suas demonstrações
contábeis de acordo com os itens 40A a 40D; e (Alterada pela Revisão CPC 03)
(f1) demonstração do valor adicionado do período, conforme Pronunciamento
Técnico CPC 09, se exigido legalmente ou por algum órgão regulador ou mesmo
se apresentada voluntariamente. (Alterada pela Revisão CPC 03)
Por sua vez, o mesmo CPC afirma que:
26. A entidade deve elaborar as suas demonstrações contábeis, exceto para a
demonstração dos fluxos de caixa, utilizando-se do regime de competência.
Ou seja, o item está errado, pois não é o conjunto completo de demonstrações contábeis que
deve ser elaborado utilizado o regime de competência, pois temos a exceção da DFC.
II As demonstrações contábeis das entidades devem ser apresentadas ao menos anualmente e de
forma comparativa.
Correto, o CPC 26 afirma:
36. O conjunto completo das demonstrações contábeis deve ser apresentado pelo
menos anualmente (inclusive informação comparativa).
III Realizáveis a longo prazo, investimentos e intangível compõem o ativo não circulante.
Atenção! Esse assunto é tratado de maneira mais explicada em aulas avançadas.
Correto, o ativo não circulante é composto por:
1 – ativo não circulante realizável a longo prazo;
2 – investimentos;
3 – imobilizado;
4 – intangível.
O gabarito é letra d.
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Com relação a procedimentos contábeis diversos, julgue o item seguinte.
17. (CESPE/TCE-MG/ Analista de Controle Externo - Ciências Contábeis/2018. Adaptada) A
demonstração de mutações do patrimônio líquido não é obrigatória, de acordo com a Lei n.o
6.404/1976, apesar da relevância dessa demonstração para o entendimento de fatos que
possam modificar o patrimônio social de uma empresa em dado período.
Comentários:
Correto, a DMPL não é obrigatória pela Lei 6404/76, mas faz parte do conjunto completo de
Demonstrações do CPC 26.
18. (CESPE/SEDF/Analista de Gestão Educacional/2017) As demonstrações contábeis das
sociedades anônimas de capital fechado têm de ser elaboradas de acordo com as mesmas
normas aplicáveis às sociedades anônimas de capital aberto expedidas pela Comissão de
Valores Mobiliários.
Comentários:
Vamos entender quais são as demonstrações contábeis obrigatórias. Tal assunto está previsto na
Lei das SAs, da seguinte forma:
Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na
escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que
deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as
mutações ocorridas no exercício:
I - balanço patrimonial;
II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III - demonstração do resultado do exercício; e
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de
2007)
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (Incluído pela Lei nº
11.638, de 2007)
§ 6o A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a
R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e
publicação da demonstração dos fluxos de caixa.
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As sociedades por ações podem ser do tipo aberta (quando comercializam títulos e valores
mobiliários no mercado de valores mobiliários) e fechadas (quando não o fazem).
As demonstrações contábeis são diferentes conforme estejamos frente a um ou outro tipo
societário.
Portanto, a questão erra, ao afirmar que demonstrações contábeis das sociedades anônimas de
capital fechado têm de ser elaboradas de acordo com as mesmas normas aplicáveis às sociedades
anônimas de capital aberto expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários.
19. (CESPE/PC-PE/Perito Criminal–Ciências Contábeis/2016) Com referência às perdas estimadas
em crédito de liquidação duvidosa, assinale a opção correta.
a) Notícia veiculada a respeito da recuperação judicial do cliente em atraso caracteriza uma perda
incorrida.
b) A baixa do título considerado incobrável é feita mediante lançamento contábil a crédito
diretamente na conta de despesa não operacional.
c) O fato de o cliente estar inadimplente junto a outras entidades não é motivo suficiente para que
a dívida dele seja incluída na estimativa de perdas.
d) As garantias reais não reduzem as perspectivas de perdas com contas a receber.
e) A apuração da estimativa da perda dispensa a análise individual dos títulos em atraso por cliente
Comentários:
Questão difícil e que cobrou alguns aspectos bem específicos sobre a adoção de Perdas estimadas
com clientes no Brasil.
a) Notícia veiculada a respeito da recuperação judicial do cliente, em atraso caracteriza uma perda
incorrida.
Item correto. Segundo o FIPECAFI, um dos critérios para registro das estimativas de perdas em
créditos de liquidação duvidosa é o denominado como Perdas Incorridas. Sob essa alternativa são
só reconhecidos como despesas os valores de perdas já de conhecimento da investidora detentora
dos créditos. Assim, somente inadimplências já existentes, atrasos fora do normal já ocorridos,
notícias já veiculadas de falências, RECUPERAÇÃO JUDICIAL, inadimplência junto a outras
entidades etc. são fatos originadores do reconhecimento de despesas.
b) A baixa do título considerado incobrável é feita mediante lançamento contábil a crédito
diretamente na conta de despesa não operacional.
A baixa de um título considerado incobrável é feita pelo seguinte lançamento:
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D - Perda estimada com clientes
C - Clientes
Assim sendo, não temos contas de despesas envolvidas. Trata-se de um fato permutativo.
c) O fato de o cliente estar inadimplente junto a outras entidades não é motivo suficiente para que
a dívida dele seja incluída na estimativa de perdas.
Item incorreto, pois como vimos na primeira explicação, somente inadimplências já existentes,
atrasos fora do normal já ocorridos, notícias já veiculadas de falências, INADIMPLÊNCIA JUNTO
A OUTRAS ENTIDADES etc. são fatos que dão origem ao reconhecimento de despesas.
d) As garantias reais não reduzem as perspectivas de perdas com contas a receber.
Quando o devedor usa as ditas garantias reais, hipoteca penhor, por exemplo, ele coloca seu
próprio patrimônio como garantia de pagamento.
Segundo a orientação do FIPECAFI, a existência de garantias reais ANULA OU REDUZ as
perspectivas de perdas. Assim sendo, as perspectivas de perdas são reduzidas e, alguns casos, até
eliminadas.
e) A apuração da estimativa da perda dispensa a análise individual dos títulos em atraso por cliente.
Pelo contrário pessoal! A análise individual do risco do cliente é uma das análises mais importantes
para o cálculo das Perdas Estimadas com Clientes. Item incorreto.
O gabarito é letra a.
20. (CESPE/TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais/2016) Ativo é o conjunto de bens e direitos que
resultam de eventos passados e sobre os quais a entidade detém direitos de propriedade que
lhe permitem obter benefícios econômicos.
Comentários:
Costumamos definir o ativo como sendo os “bens e direitos” da empresa. Essa definição é
bastante útil para fins de classificação contábil.
Segundo o CPC 00 (R2), ativo é um recurso econômico presente controlado pela entidade como
resultado de eventos passados. Por seu turno, recurso econômico é um direito que tem o potencial
de produzir benefícios econômicos.
Vamos analisar rapidamente:
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1) Recurso Econômico presente controlado: o controle, e não a propriedade jurídica, é
determinante para a definição do ativo. Controle vincula um recurso econômico à entidade. A
entidade controla um recurso econômico se ela tem a capacidade presente de direcionar o uso
do recurso econômico e obter os benefícios econômicos que podem fluir dele. Como
consequência, um bem que é alugado, em certas situações, pode ser classificado no ativo da
entidade.
2) Potencial de benefícios econômicos: Essa é parte é fundamental na definição item como ativo.
Não basta controlar ou construir um bem. Não basta já ter efetuado alguma ação passada, como
a compra de um equipamento. Para caracterizar um ativo, é necessário que o bem resulte em
futuros benefícios econômicos para a empresa, como por exemplo, receber fluxos de caixa, trocar
recursos econômicos com outra parte em condições favoráveis. Assim sendo, um veículo adquirido
por R$ 100.000, mas que sofre um grave acidente e nem como sucata serve mais, não representa
mais um ativo.
3) Como Resultado De Eventos Passados: O ativo é resultado de algo que já ocorreu. Ou seja, a
intenção de comprar estoques, ou de vender estoques com lucro, não atende à definição de ativo.
Aqui é importantíssimo salientar que o direito de propriedade não é essencial para a definição de
ativo. Há, por exemplo, o caso do arrendamento mercantil, visto adiante, em que a sociedade
detém apenas a posse direta do bem e o registra mesmo assim como um ativo.
Diante do exposto, a questão erra ao afirmar que Ativo é o conjunto de bens e direitos que
resultam de eventos passados e sobre os quais a entidade detém direitos de propriedade que lhe
permitem obter benefícios econômicos.
O gabarito é errado.
21. (CESPE/TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais/2016) Acerca dos componentes patrimoniais, julgue
os itens a seguir. As aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte são consideradas
ativos circulantes e devem ser baixadas quando tais despesas forem consideradas incorridas.
Comentários:
Segundo a Lei 6.404:
Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:
I - no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do
exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício
seguinte;
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Esquematizemos:
Disponibilidades
Direitos realizáveis no
Ativo circulante curso do exercício social
subsequente
Aplicações de recursos
em despesas do
exercício seguinte
As aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte (também chamadas despesas
antecipadas) são despesas que foram pagas pela empresa com antecedência e ainda não foram
para o resultado pelo regime de competência.
Por exemplo, se a sociedade alfa paga uma despesa de seguro, em 01.12.2010, que se refere ao
exercício de 2011, no valor de R$ 1.200,00, registrará o fato como despesa antecipada, do
seguinte modo:
D – Seguros a vencer 1.200,00 (+ Ativo Circulante)
C – Caixa 1.200,00 (- Ativo Circulante)
Razonetes:
Seguros a vencer (AC) Caixa (AC)
1.200,00 1.200,00
Assim, já em 2011, mês a mês, no período a que se referir a parcela do seguro, iremos lançar:
D – Despesas de seguros 100,00 (- Resultado = Despesa)
C – Seguros a vencer 100,00 (- Ativo)
Razonetes:
Seguros a vencer (AC) Despesa de seguros
1.200,00 100,00 100,00
1.100,00
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Mas por que, professor, lança como seguro a vencer e não como despesa?!
Tudo em homenagem ao já estudado princípio da competência.
Portanto, item correto.
contas saldo (em R$)
caixa 1.000
clientes 3.000
duplicadas descontadas 3.000
ajuste de avaliação patrimonial 100 (devedor)
ações em tesouraria 190
juros passivos a transcorrer 100
prêmios de seguros a vencer no curto prazo 100
empréstimos a pessoas ligadas 500
perda estimada para redução ao valor realizável líquido (estoques) 200
imóveis para investimentos 5.000
fornecedores 3.000
salários e encargos a pagar 2.000
imobilizações de uso 10.000
empréstimos a vencer no curto prazo 1.000
provisão para créditos de liquidação duvidosa 90
estoques para revenda 4.000
depreciação acumulada 1.000
financiamentos a vencer no longo prazo 5.000
refinanciamento de tributos 300
capital social 10.000
reservas de capital 300
reservas de lucros 300
A tabela anterior apresenta os saldos relativos às contas patrimoniais destinadas ao levantamento
de balancete de encerramento de uma empresa hipotética, faltando registrar o resultado apurado
no encerramento desse exercício social.
A partir dessas informações, julgue o item a seguir.
22. (CESPE/Auditor de Controle Externo/TCE/SC/2016) O valor líquido de créditos a receber de
clientes é inferior a R$2.000.
Comentários:
O valor líquido de créditos a receber de clientes será obtido através de:
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Conta clientes=3000
(-) PDLC=90
=R$ 2.910
Portanto, item errado.
23. (CESPE/TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais /2016) As disponibilidades totais sofrerão redução de
valor sempre que a entidade utilizar recursos de seu caixa para aplicar em investimentos de
liquidez imediata.
Comentários:
As disponibilidades são elementos que representam dinheiro ou nele possam ser convertidos de
forma imediata, como a conta caixa, bancos conta movimento.
Quais são as contas que compõem as disponibilidades? Bem, basicamente a conta caixa e
equivalentes de caixa.
Exemplos de disponibilidades:
- Caixa.
- Contas bancárias
- Numerários em trânsito, enquanto estiverem em trânsito.
- Aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em
montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor.
Fique Atento!
- Contas bancárias da empresa quando o banco está em liquidação: não entram, devem ser
reclassificadas para contas a receber.
- Depósitos vinculados a operações de curto prazo: também não entram, já que não estão
prontamente disponíveis para serem sacados pela empresa.
Portanto, se a empresa utiliza recursos do caixa para aplicar em investimentos de liquidez imediata,
NÃO haverá alteração nas disponibilidades totais.
Veja o exemplo:
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D – Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata 1.500,00 (+Disponibilidades)
C – Caixa 1.500,00 (- Disponibilidades)
Razonetes:
Aplicações Financeiras Caixa
1.500,00 1.500,00
Percebam que o total das disponibilidades não será alterado. Portanto, item errado.
8.2 - FCC
24. (FCC/Analista/ARTESP/[Link]) A Cia. La Panelita S.A. apresentou, em 31/12/2016, as
seguintes contas com os respectivos saldos:
Conta Valores em R$
Contas a Receber a longo prazo 100.000,00
Veículos 300.000,00
Caixa 3.000,00
Adiantamento a Fornecedores (as mercadorias serão recebidas em 90 dias) 9.000,00
Contas a Receber (em até 120 dias) 36.000,00
Estoques (prazo médio de renovação dos estoques é de 50 dias) 90.000,00
Depreciação Acumulada – Veículos 96.000,00
Móveis e Utensílios 100.000,00
Impostos a pagar (em 30 dias) 60.000,00
Títulos a pagar de longo prazo 12.600,00
Equipamentos 300.000,00
Imposto de Renda a Pagar (em 40 dias) 12.800,00
Contas a pagar (em 20 dias) 60.000,00
Clientes (prazo médio de recebimento das vendas é de 80 dias) 200.000,00
Aplicações Financeiras (resgatáveis em até 150 dias) 296.000,00
Dividendos a pagar (em 50 dias) 66.000,00
Fornecedores (prazo médio de pagamento das compras é de 70 dias) 220.000,00
Capital 858.500,00
Reservas de Capital 150.000,00
Reservas de Lucros 24.700,00
Adiantamento de Clientes (as mercadorias serão entregues em 45 dias) 6.000,00
Depreciação Acumulada - Equipamentos 111.000,00
Ajustes por impairment acumulados – Equipamentos 10.000,00
Seguros Antecipados (vigência de 6 meses) 3.600,00
Depreciação Acumulada – Móveis e Utensílios 55.000,00
Terrenos 305.000,00
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O valor total do Ativo Circulante em 31/12/2016 era, em reais,
(A) 424.800,00.
(B) 1.129.000,00.
(C) 833.000,00.
(D) 853.000,00.
(E) 637.600,00.
Comentários:
Organizando o Balanço Patrimonial com os saldos apresentados, temos:
Contas Saldo Classificação
Caixa 3.000,00 AC
Estoques (prazo médio de renovação dos estoques é de 50 dias) 90.000,00 AC
Clientes (prazo médio de recebimento das vendas é de 80 dias) 200.000,00 AC
Contas a Receber (em até 120 dias) 36.000,00 AC
Adiantamento a Fornecedores (as mercadorias serão recebidas em 90 dias) 9.000,00 AC
Aplicações Financeiras (resgatáveis em até 150 dias) 296.000,00 AC
Seguros Antecipados (vigência de 6 meses) 3.600,00 AC
Total do Ativo Circulante 637.600,00
Portanto, o valor do Ativo Circulante é 637.600. O gabarito é letra e.
25. (FCC/ARTESP/ Técnico em Contabilidade - Administração/2017) A empresa Só Luxo S.A.
possuía R$ 100.000,00 na conta de Clientes e uma estimativa de perda com créditos de
liquidação duvidosa (EPCLD) no valor de R$ 10.000,00 no Balanço Patrimonial de 31/12/2016.
Em março de 2017, o cliente A, que devia R$ 9.000,00, se tornou incobrável. Ao registrar este
evento na contabilidade, a empresa Só Luxo S.A.
a) reconheceu uma Perda com Clientes, no resultado, no valor de R$ 9.000,00.
b) diminuiu em R$ 9.000,00 o total do Ativo.
c) aumentou em R$ 9.000,00 o Passivo.
d) diminuiu em R$ 1.000,00 o Patrimônio Líquido.
e) diminuiu o saldo da EPCLD em R$ 9.000,00.
Comentários:
O balanço estava do seguinte modo:
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Clientes 100.000,00
(-) PCLD (10.000,00)
Saldo líquido 90.000,00
Quando a provisão foi constituída, nós lançamos:
D – Despesa com EPCLD 10.000
C – EPCLD (redutora ativo) 10.000
Posteriormente, a perda for reconhecida como efetiva, quando o cliente A, que devia R$ 9.000,00,
se tornou incobrável.
D – EPCLD (redutora ativo) 9.000
C – Clientes 9.000
Com esse lançamento, o ativo ficará:
Clientes 91.000,00
(-) EPCLD (1.000,00)
Saldo líquido 90.000,00
Portanto, o saldo da EPCLD diminuiu em R$ 9.000,00. Portanto, o gabarito é letra e.
26. (FCC/TRT 11ª Região/ Analista Judiciário - Apoio Especializado Contabilidade/2017) Em
31/12/2015, a empresa ATP S.A. possuía R$ 520.000,00 em duplicatas a receber de clientes e
saldo na conta Estimativa de Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa (EPCLD) no valor de
R$ 20.800,00. Em fevereiro de 2016, o cliente Ônix, que devia R$ 22.000,00, se tornou
incobrável. Ao registrar este evento na contabilidade, a empresa ATP S.A.
a) debitou o valor de R$ 22.000,00 na conta patrimonial Duplicatas a Receber.
b) debitou o valor de R$ 20.800,00 na conta patrimonial EPCLD.
c) debitou o valor de R$ 1.200,00 na conta patrimonial Ajuste de Avaliação Patrimonial.
d) creditou o valor de R$ 1.200,00 na conta de resultado Perda com Clientes.
e) creditou o valor de R$ 20.800,00 na conta de resultado Reversão de EPCLD.
Comentários:
O balanço estava do seguinte modo:
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Duplicatas a Receber 520.000,00
(-) EPCLD (20.800,00)
Saldo líquido 499.200,00
Quando a provisão foi constituída, nós lançamos:
D – Despesa com EPCLD 20.800
C – EPCLD (redutora ativo) 20.800
Posteriormente, a perda for reconhecida como efetiva, quando o cliente Ônix, que devia R$
22.000,00, se tornou incobrável. Neste caso, a conta Estimativa de Perdas com Créditos de
Liquidação Duvidosa revela-se insuficiente para absorver o calote.
Assim, teremos de lançar uma perda, no resultado do exercício, no valor de R$ 1.200,00 (22.000–
20.800).
O lançamento é o seguinte:
D – Despesa com EPCLD 1.200
D - EPCLD (redutora ativo) 20.800
C – Duplicatas a receber 22.000
Portanto, debitou o valor de R$ 20.800,00 na conta patrimonial EPCLD. O gabarito é letra d.
27. (FCC/Artesp/Especialista em Regulação/2017) A empresa de fretes PDF S.A. contratou e
pagou, em 31/01/2016, um seguro contra furto de mercadorias no valor de R$ 48.000,00. Esse
seguro possui vigência de 01/02/2016 a 31/01/2017. Nas demonstrações contábeis da empresa
PDF S.A., em 31/12/2016, a empresa apresentou
(A) despesas com seguros no valor de R$ 40.000,00 na Demonstração de Resultado.
(B) despesas com seguros no valor de R$ 48.000,00 na Demonstração de Resultado.
(C) seguros pagos antecipadamente de R$ 48.000,00 no Balanço Patrimonial.
(D) seguros pagos antecipadamente de R$ 4.000,00 no Balanço Patrimonial.
(E) seguros pagos antecipadamente de R$ 44.000,00 no Balanço Patrimonial.
Comentários:
No momento da contração do seguro, em 31.01.2016, a empresa efetuou a seguinte
contabilização:
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D – Seguros pagos antecipadamente (Ativo) R$ 48.000,00
C – Bancos R$ 48.000,00
Como a vigência do seguro é de 12 meses, a cada mês a empresa irá reconhecer a despesa de
48.000/12 = R$ 4000,00 no resultado tendo como contrapartida a conta de Seguros pagos
antecipadamente. Ao longo de exercício de 2016, a empresa terá contabilizado a despesa de
seguros por 11 meses, portanto, a despesa total será de 44.000:
D – Despesas com seguros R$ 44.000,00.
C - Prêmio de Seguros a apropriar (Ativo) R$ 44.000,00.
O saldo da conta Seguros Pagos antecipadamente apresentará o saldo de 48.000 – 44.000 = 4.000
e a despesa de seguros contabilizada na Demonstração do Resultado de 2016 será de 44.000.
O gabarito é letra d.
28. (FCC/DPE-RS/Contabilidade/2017) A empresa Só Luxo S.A. possuía R$ 100.000,00 na conta de
Clientes e uma estimativa de perda com créditos de liquidação duvidosa (EPCLD) no valor de
R$ 10.000,00 no Balanço Patrimonial de 31/12/2016. Em março de 2017, o cliente A, que devia
R$ 9.000,00, se tornou incobrável.
Ao registrar este evento na contabilidade, a empresa Só Luxo S.A.
a) reconheceu uma Perda com Clientes, no resultado, no valor de R$ 9.000,00.
b) diminuiu em R$ 9.000,00 o total do Ativo.
c) aumentou em R$ 9.000,00 o Passivo.
d) diminuiu em R$ 1.000,00 o Patrimônio Líquido.
e) diminuiu o saldo da EPCLD em R$ 9.000,00.
Comentários:
A empresa já havia constituído uma estimativa de perda com créditos de liquidação duvidosa
(EPCLD) no valor de R$ 10.000,00 e R$ 9.000 se tornou incobrável, isto é, uma quantia que estava
dentro da estimativa de perda. Assim sendo, o lançamento será:
D – Estimativa de Perdas com Clientes (retificadora do ativo)
C – Clientes (Ativo).
Não reconhecemos despesas no resultado, pois esse valor estava na estimativa de perda.
O gabarito é letra e.
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29. (FCC/Analista/TRF 3/2014) Em 31/12/2012, a empresa Credora S.A. possuía R$ 150.000,00 em
duplicatas a receber de clientes e uma estimativa de perdas com créditos de liquidação
duvidosa (EPCLD) no valor de R$ 7.500,00. Em fevereiro de 2013, o cliente Caloteiro, que devia
R$ 4.000,00, se tornou incobrável. Ao registrar este evento na contabilidade, a empresa
Credora S.A.:
a) reduziu o total do Ativo.
b) reconheceu um Passivo.
c) reduziu o Patrimônio Líquido.
d) reduziu o saldo da estimativa (EPCLD).
e) reconheceu uma Perda com Clientes, no resultado.
Comentários:
O balanço estava do seguinte modo:
Clientes 150.000,00
(-) PCLD (7.500,00)
Saldo líquido 142.500,00
Quando a provisão é constituída, nós lançamos:
D – Despesa com PCLD 7.500
C – PCLD (redutora ativo) 7.500
Posteriormente, se a perda for reconhecida como efetiva, quando o cliente é considerado
incobrável, nós fazemos o seguinte:
D – PCLD 4.000
C – Duplicatas a receber 4.000
Com esse lançamento, o ativo ficará:
Clientes 146.000,00
(-) PCLD (3.500,00)
Saldo líquido 142.500,00
Portanto, houve redução do saldo da estimativa da PCLD. O gabarito é letra d.
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30. (FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS SP/2013) Determinada empresa comercial possuía em seu
Balanço Patrimonial, em 31/12/2011, R$ 350.000,00 em duplicatas a receber e uma estimativa
de perdas com créditos de liquidação duvidosa (EPCLD) no valor de R$ 10.500,00. Em janeiro
de 2012, um cliente que devia R$ 5.000,00 foi considerado incobrável. Ao reconhecer este
evento, a empresa debitou
a) EPCLD e creditou Duplicatas a Receber.
b) EPCLD e creditou Provisão no passivo.
c) Despesa com EPCLD e creditou Disponível.
d) Perdas com Clientes e creditou EPCLD.
e) Perdas com Clientes e creditou Duplicatas a Receber.
Comentários:
Balanço patrimonial em 31.12.2011.
Duplicatas a receber 350.000,00
(-) PCLD (10.500,00)
Saldo líquido 339.500,00
O lançamento para reconhecer essa provisão para créditos de liquidação duvidosa é:
D – Despesa com PCLD 10.500,00
C – PCLD 10.500,00
Como a perda de R$ 5.000,00 foi confirmada em janeiro de 2012, daremos baixa nesse valor.
D – PCLD 5.000,00
C – Duplicatas a receber 5.000,00
Como a perda foi considerada incobrável, devemos baixar a conta clientes. O gabarito é letra a.
31. (FCC/Analista Judiciário/TRT RO/2013) Considere os seguintes dados contábeis da Cia. DZB:
Duplicatas a Receber em 31/12/2012 R$ 200.000,00
Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa (PCLD) em 31/12/2012 R$ 4.000,00
Em janeiro de 2013, um cliente considerado incobrável em outubro de 2012 pagou uma duplicata
no valor de R$ 3.000,00. O lançamento contábil referente ao pagamento do cliente gerou um:
a) débito em PCLD.
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b) crédito em PCLD.
c) crédito em Duplicatas a Receber.
d) crédito em Receita de Vendas.
e) crédito em Outras Receitas Operacionais.
Comentários:
Nosso balanço, estava do seguinte modo:
Duplicatas a Receber em 31/12/2012 R$ 200.000,00
Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa (PCLD) em 31/12/2012 R$ 4.000,00
Quando a provisão é constituída, nós lançamos:
D – Despesa com PCLD
C – PCLD (redutora ativo)
Posteriormente, se a perda for reconhecida como efetiva, quando o cliente é considerado
incobrável, nós fazemos o seguinte:
D – PCLD
C – Duplicatas a receber
Vejam que, neste lançamento, a conta foi considerada como incobrável. Ocorre que,
posteriormente, o cliente que havia sido considerado incobrável, efetuou o pagamento. Mas já
havíamos dado baixa na conta. O que fazer? Nesta hipótese, lançamos o valor na conta caixa, o
montante recebido, e a contrapartida será uma conta de receita (outras receitas operacionais).
D – Disponível
C – Outras receitas operacionais
O gabarito é letra e.
32. (FCC/Contador/DPE/SP/2013) Sobre as Demonstrações Contábeis é correto afirmar que:
(A) a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados deverá indicar o montante do dividendo
por ação do capital social e poderá ser incluída na Demonstração das Mutações do Patrimônio
Líquido, se elaborada e publicada pela companhia.
(B) as alterações ocorridas no saldo de caixa e equivalentes de caixa, durante o exercício, são
segregadas, na Demonstração dos Fluxos de Caixa, em, no mínimo, três fluxos denominados: do
lucro ajustado, dos investimentos e dos financiamentos.
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(C) o resultado com a venda de um ativo imobilizado, na Demonstração do Resultado do Exercício,
compõe o lucro bruto de uma empresa industrial.
(D) os pequenos saldos poderão ser agregados, nas demonstrações contábeis, desde que indicada
a sua natureza e não ultrapassem 0,2 (dois décimos) do valor do respectivo grupo de contas.
(E) o ativo, no Balanço Patrimonial, é segregado em dois grupos de contas, ativo circulante e ativo
não circulante, de acordo com o grau decrescente de exigibilidade.
Comentários:
Analisemos item a item...
(A) a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados deverá indicar o montante do dividendo
por ação do capital social e poderá ser incluída na Demonstração das Mutações do Patrimônio
Líquido, se elaborada e publicada pela companhia.
Segundo o artigo 186, §2º da LSA:
Art. 186. § 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o
montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na
demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada pela
companhia.
Este, portanto, é o nosso gabarito.
(B) as alterações ocorridas no saldo de caixa e equivalentes de caixa, durante o exercício, são
segregadas, na Demonstração dos Fluxos de Caixa, em, no mínimo, três fluxos denominados: do
lucro ajustado, dos investimentos e dos financiamentos.
Item incorreto. O correto é fluxo operacional, de investimento e de financiamento.
(C) o resultado com a venda de um ativo imobilizado, na Demonstração do Resultado do Exercício,
compõe o lucro bruto de uma empresa industrial.
Incorreto, posto que o resultado com a venda de um imobilizado compõe o item outras receitas,
após a apuração do lucro bruto.
(D) os pequenos saldos poderão ser agregados, nas demonstrações contábeis, desde que indicada
a sua natureza e não ultrapassem 0,2 (dois décimos) do valor do respectivo grupo de contas.
Item incorreto. Segundo o artigo 176:
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§ 2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas; os
pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e não
ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas; mas é
vedada a utilização de designações genéricas, como "diversas contas" ou "contas-
correntes".
(E) o ativo, no Balanço Patrimonial, é segregado em dois grupos de contas, ativo circulante e ativo
não circulante, de acordo com o grau decrescente de exigibilidade.
Item também incorreto. O ativo é classificado pelo grau decrescente de liquidez.
O gabarito é letra a.
33. (FCC/Analista Contábil/TRT 4ª/2011) De conformidade com as Normas Internacionais de
Contabilidade, são grupos do Balanço Patrimonial:
(A) Ativo Circulante, Realizável a Longo Prazo, Ativo Diferido, Ativo Imobilizado e Exigível a Longo
Prazo.
(B) Ativo Imobilizado, Ativo Intangível, Ativo Diferido e o Patrimônio Líquido.
(C) Realizável de Longo Prazo, Diferido, Investimentos, Passivo Circulante e Passivo Não
Circulante.
(D) Ativo Circulante, Ativo Permanente, Passivo Circulante e Passivo Não Circulante.
(E) Passivo Não Circulante, Passivo Circulante, Patrimônio Líquido, Ativo Circulante, Imobilizado,
Intangível e Investimentos.
Comentários:
A antiga estrutura do balanço patrimonial era a seguinte:
ATIVO PASSIVO
1) Ativo Circulante 1) Passivo Circulante
2) Ativo Realizável a Longo Prazo 2) Passivo Exigível a Longo Prazo
3) Ativo Permanente 3) Resultado de Exercícios Futuros
3.1 Investimentos 4) Patrimônio Líquido
3.2 Imobilizado
3.3 Diferido
Com a reestruturação, foram extintos o grupo Ativo Permanente, Resultado de Exercícios Futuros
e Ativo Diferido, e foi criado o subgrupo Ativo Intangível.
Nova estrutura do balanço:
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ATIVO PASSIVO
1) Ativo Circulante 1) Passivo Circulante
2) Ativo Não Circulante 2) Passivo não circulante
2.1 Realizável a Longo Prazo 3) Patrimônio Líquido
2.2 Imobilizado
2.3 Intangível
2.4 Investimentos
Vamos analisar as alternativas (observação: a questão não distingue entre grupo e subgrupo).
(A) Ativo Circulante, Realizável a Longo Prazo, Ativo Diferido, Ativo Imobilizado e Exigível a Longo
Prazo.
Alternativa INCORRETA, não existe mais o Ativo Diferido.
(B) Ativo Imobilizado, Ativo Intangível, Ativo Diferido e o Patrimônio Líquido.
Alternativa INCORRETA, não existe mais o Ativo Diferido.
(C) Realizável de Longo Prazo, Diferido, Investimentos, Passivo Circulante e Passivo Não
Circulante.
Alternativa INCORRETA, não existe mais o Ativo Diferido.
(D) Ativo Circulante, Ativo Permanente, Passivo Circulante e Passivo Não Circulante.
Alternativa INCORRETA, não existe mais a denominação de Ativo Permanente.
(E) Passivo Não Circulante, Passivo Circulante, Patrimônio Líquido, Ativo Circulante, Imobilizado,
Intangível e Investimentos.
Alternativa CORRETA. Esse é o nosso gabarito.
34. (FCC/Auditor Fiscal da Receita Estadual/SEFAZ/RO/2010)A Cia. Participações apresentava em
seu balancete, em 31.12.X9, os saldos, em reais, nas seguintes contas:
Disponível: 20.000,00
Títulos e valores mobiliários: 23.000,00
Fornecedores: 10.000,00
Debêntures: 5.000,00
Clientes: 40.000,00
Despesas Administrativas: 3.000,00
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Provisão para créditos de liquidação duvidosa: 2.000,00
Impostos a recuperar: 9.000,00
Adiantamento de clientes: 6.000,00
Despesas financeiras: 8.000,00
Marcas e patentes: 3.000,00
Receitas financeiras: 6.000,00
Custo das mercadorias vendidas: 80.000,00
Depósitos em garantia: 10.000,00
Reserva legal: 8.000,00
Abatimentos sobre venda: 1.500,00
Estoques de mercadorias: 40.000,00
Receita de vendas 200.000,00
Capital Social 110.000,00
Empréstimos de LP 15.000,00
Receita de Equivalência Patrimonial: 6.500,00
Ações em tesouraria: 4.000,00
Investimentos em controladas: 44.000,00
Veículos: 75.000,00
Despesas de depreciação de veículos: 4.000,00
Depreciação acumulada de veículos: 7.000,0
Ajuste de avaliação patrimonial (devedor): 9.000,00
Despesas com vendas: 2.000,00.
Com base nas informações apresentadas, o Ativo da Cia. Participações, em 31.12.X9, era, em
reais:
a) 261.000,00;
b) 259.000,00;
c) 256.000,00;
d) 255.000,00;
e) 250.000,00.
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Comentários
Classifiquemos as contas:
ATIVO
Disponível: 20.000,00
Títulos e valores mobiliários: 23.000,00
Clientes: 40.000,00
Provisão para créditos de liquidação duvidosa: (2.000,00)
Impostos a recuperar: 9.000,00
Marcas e patentes: 3.000,00
Depósitos em garantia: 10.000,00
Estoques de mercadorias: 40.000,00
Investimentos em controladas: 44.000,00
Veículos: 75.000,00
Depreciação acumulada de veículos: (7.000,00)
Total do ativo 255.000,00
O gabarito é letra d.
35. (FCC/APOFP/2010) Considere as seguintes situações:
I. A empresa A adquiriu ações da empresa D com a finalidade de negociá-las a qualquer momento.
II. A empresa B é uma indústria e comércio de máquinas especiais, as quais são produzidas e
vendidas dentro do seu ciclo operacional de dois anos.
III. A empresa C adquiriu um terreno para futura instalação de uma fábrica.
Com base nas informações acima, as ações adquiridas por A, as máquinas produzidas por B e o
terreno adquirido por C, serão, respectivamente, classificados no:
(A) circulante, não circulante e não circulante.
(B) circulante, circulante e não circulante.
(C) não circulante, circulante e não circulante.
(D) não circulante, não circulante e não circulante.
(E) circulante, circulante e circulante.
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Comentários:
I. A empresa A adquiriu ações da empresa D com a finalidade de negociá-las a qualquer momento.
Uma vez que se trata de ação com finalidade especulativa, devemos classificar no ativo circulante.
II. A empresa B é uma indústria e comércio de máquinas especiais, as quais são produzidas e
vendidas dentro do seu ciclo operacional de dois anos.
Segundo o artigo 179, parágrafo único, na companhia em que o ciclo operacional da empresa
tiver duração maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por
base o prazo desse ciclo. Com efeito, uma vez que as mercadorias são produzidas e vendidas no
ciclo operacional, a classificação se dá no ativo circulante.
III. A empresa C adquiriu um terreno para futura instalação de uma fábrica.
Trata-se de ativo não circulante. Uma vez que será destinado às atividades fins, será classificado
no ativo não circulante imobilizado.
O gabarito é letra b.
36. (FCC/Auditor Fiscal/ISS SP/2007) Uma companhia contratou, em 01.09.2005, um seguro contra
incêndio para sua fábrica, com prazo de três anos e vigência imediata, tendo pago, pela
respectiva apólice, a importância de R$ 115.200,00. Em 31.12.2005, deverá constar no grupo
do Ativo Circulante, do Balanço Patrimonial da companhia, como despesa do exercício
seguinte, a importância correspondente a, em R$:
(A) 38.400,00
(B) 32.000,00
(C) 25.600,00
(D) 19.200,00
(E) 12.800,00
Comentários:
O valor mensal do seguro é de R$ 115.200,00/36 = R$ 3.200,00.
O curto prazo, de acordo com a Lei 6.404/76, será os meses de 2005 e os doze meses de 2006. O
restante será considerado como longo prazo.
No momento da contratação, em 01.09.2005, lançaremos:
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D – Despesas antecipadas de seguros (AC) 51.200,00
D – Despesas antecipadas de seguros (ANC – RLP) 64.000,00
C - Bancos conta movimento (AC) 115.200,00
Conforme o transcurso dos meses, lançaremos, mês a mês, de acordo com o regime de
competência:
D – Despesa de seguro (resultado) 3.200,00
C – Despesa antecipada de seguro 3.200,00
Portanto, em 31.12.2005, já teremos transcorrido quatro meses. Nossa despesa antecipada do
ativo circulante estará reduzida de 12.800,00 (R$ 3.200,00 x 4 meses). Assim, se tínhamos 51.200
registrado no circulante, teremos agora 38.400,00. O gabarito é letra a.
37. (FCC/Analista Contábil/2005) De acordo com a Lei no 6.404/76, das Sociedades Anônimas, as
contas patrimoniais no Ativo Circulante são classificadas
a) em direitos e obrigações para com os acionistas.
b) pelo valor presente líquido de liquidação.
c) pelo seu grau de liquidez.
d) pela capacidade de gerar receitas futuras.
e) pelo valor de aquisição atualizado monetariamente.
Comentários:
Vimos que o ativo é classificado por ordem decrescente do grau de liquidez. O gabarito é letra c.
8.3 – FGV
38. (FGV/AL-RO/Técnico em Contabilidade/2018) Em 01/04/2017, uma entidade pagou
antecipadamente o seguro de seus veículos com vigência de quatro anos, no valor de R$
96.000, com início de utilização imediata.
Assinale a opção que indica a contabilização da despesa antecipada com seguro no Balanço
patrimonial da entidade, em 31/12/2017.
A) Ativo Circulante: R$ 18.000 / Ativo não Circulante: R$ 78.000.
B) Ativo Circulante: R$ 24.000 / Ativo não Circulante: R$ 54.000.
C) Ativo Circulante: R$ 24.000 / Ativo não Circulante: R$ 72.000.
D) Ativo Circulante: R$ 42.000 / Ativo não Circulante: R$ 54.000.
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E) Ativo Circulante: 0 / Ativo não Circulante: R$ 78.000.
Comentários:
Segundo a Lei 6.404:
Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:
I - no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do
exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício
seguinte;
Como a empresa pagou 96.000 por um seguro, temos uma despesa antecipada, que deve ser
segregada em ativo circulante e não circulante – realizável em longo prazo, pois o prazo de
vigência do seguro é de 4 anos (48 meses). No ano de 2017, teremos a apropriação de 9 meses
de despesas com seguros, no valor mensal de 96.000/48 = 2.000
Assim sendo, em 31.12/2017, sobraram 39 meses se vigência do seguro, sendo que 12 parcelas
ficaram no Ativo Circulante e 27 parcelas no Ativo Não Circulante.
Despesas Antecipadas – Seguros a Apropriar (Ativo Circulante) 24.000 (12 x 2.000)
Despesas Antecipadas – Seguros a Apropriar (Ativo Não Circulante) 54.000 (27 x 2.000)
O gabarito é letra B.
39. (FGV/AL-RO/ Técnico em Contabilidade/2018) Assinale a opção que indica, no Balanço
Patrimonial de uma entidade, as contas classificadas como Disponibilidades.
A) Conta especial de cobrança e numerário em trânsito decorrente de remessas para filiais.
B) Saldos de contas em bancos em liquidação e conta movimento.
C) Depósitos bloqueados e depósitos vinculados à liquidação de empréstimo.
D) Conta especial para pagamento e saldos de contas em bancos em liquidação.
E) Conta movimento e depósitos vinculados para liquidação de contratos de câmbio.
Comentários:
As disponibilidades são elementos que representam dinheiro ou que nele possam ser convertidos
de forma imediata, como a conta caixa, bancos conta movimento. Quais são as contas que
compõem as disponibilidades? Bem, basicamente a conta caixa e equivalentes de caixa.
Exemplos de disponibilidades:
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- Caixa.
- Contas bancárias
- Numerários em trânsito, como por exemplo, remessas para filiais, depósitos, ordem de
pagamento;
- Aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em
montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor.
Pontos de atenção!
- Contas bancárias da empresa quando o banco está em liquidação: não entram, devem ser
reclassificadas para contas a receber.
Observação: as instituições financeiras não estão sujeitas ao processo de falência.
Então, o seu processo de falência é distinto sendo que uma das fases é chamada
de liquidação.
- Depósitos vinculados a operações de curto prazo: também não entram, já que não estão
prontamente disponíveis para serem sacados pela empresa.
O gabarito é letra A.
40. (FGV/Prefeitura de Salvador – BA/Técnico de Nível Superior/2017) Em 31/12/2016, a Cia. Delta
apresentava os seguintes saldos de seus ativos em seu balancete:
▪ Caixa: R$ 200.000;
▪ Aplicação financeira considerada equivalente a caixa: R$ 100.000;
▪ Estoques previstos para serem vendidos em 720 dias: R$ 300.000;
▪ Provisão para Perdas nos Estoques: R$ 65.000;
▪ Aluguel pago antecipadamente, apropriado mensalmente de forma linear por dois anos: R$
120.000;
▪ Carro: R$ 70.000;
▪ Depreciação acumulada do carro: R$ 30.000;
▪ Seguro do carro pago antecipadamente, apropriado mensalmente de forma linear por três anos:
R$ 36.000;
▪ Empréstimo a sócio que deverá ser recebido em 90 dias: R$ 45.000;
▪ Contas a receber por venda de ativo imobilizado com prazo de 60 dias: R$ 80.000;
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▪ Perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa: R$ 25.000.
Assinale a opção que indica o valor do ativo circulante da Cia. Delta, em 31/12/2016.
a) R$ 372.000.
b) R$ 415.000.
c) R$ 427.000.
d) R$ 472.000.
e) R$ 662.000.
Comentários:
O ativo se divide em:
1) Ativo circulante; e
2) Ativo não circulante.
Segundo a Lei 6.404:
Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:
I - no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do
exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício
seguinte;
Agora, vamos verificar quais contas ficam classificadas no Ativo Não Circulante:
▪ Caixa: R$ 200.000 → Ativo Circulante (disponibilidades)
▪ Aplicação financeira considerada equivalente a caixa: R$ 100.000 → Ativo Circulante
(disponibilidades)
▪ Estoques previstos para serem vendidos em 720 dias: R$ 300.000→ Ativo Não Circulante –
Realizável em Longo Prazo.
▪ Provisão para Perdas nos Estoques: R$ 65.000; (retificadora do Ativo Não Circulante);
▪ Aluguel pago antecipadamente, apropriado mensalmente de forma linear por dois anos: R$
120.000→ 60.000 fica no Ativo Circulante e 60.000 no Ativo Não Circulante.
▪ Carro: R$ 70.000→ Ativo Imobilizado;
▪ Depreciação acumulada do carro: R$ 30.000; (retificadora do Ativo Imobilizado);
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▪ Seguro do carro pago antecipadamente, apropriado mensalmente de forma linear por três anos:
R$ 36.000→ 12.000 fica no Ativo Circulante e o restante, 24.000, fica no Ativo Não Circulante.
▪ Empréstimo a sócio que deverá ser recebido em 90 dias: R$ 45.000→ Cuidado!
Atenção! Esse assunto é tratado de maneira mais explicada em aulas avançadas.
Vejamos o que nos ensina a Lei 6404/76:
Art. 179. II - No ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término
do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou
empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (artigo 243), diretores,
acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios
usuais na exploração do objeto da companhia;
Portanto, mesmo que seja recebível em 90 dias, o empréstimo feito a sócio deve ser classificado
no Ativo Não Circulante – Realizável a Longo Prazo.
▪ Contas a receber por venda de ativo imobilizado com prazo de 60 dias: R$ 80.000→ Ativo
Circulante.
▪ Perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa→ R$ 25.000 (retificadora do Ativo
Circulante).
Diante do exposto, temos as seguintes contas no Ativo Circulante:
▪ Caixa: R$ 200.000 → Ativo Circulante (disponibilidades)
▪ Aplicação financeira considerada equivalente a caixa: R$ 100.000 → Ativo Circulante
(disponibilidades)
▪ Aluguel pago antecipadamente, apropriado mensalmente de forma linear por dois anos→
60.000
▪ Seguro do carro pago antecipadamente, apropriado mensalmente de forma linear por três anos
→ 12.000 fica no Ativo Circulante
▪ Contas a receber por venda de ativo imobilizado com prazo de 60 dias: R$ 80.000→ Ativo
Circulante.
▪ Perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa→ (R$ 25.000)
Total = R$ 427.000,00
O gabarito é letra c.
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41. (FGV/Prefeitura de Cuiabá – MT/Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal/2016) Em
31/12/2015, uma entidade possuía as seguintes contas em seu ativo:
Caixa: R$ 100.000,00
Conta Bancária no Banco Alfa: R$ 50.000,00
Conta Bancária no Banco Beta: R$ 30.000,00
Depósito vinculado à liquidação de empréstimos de curto R$ 80.000,00
prazo:
Numerário em trânsito decorrente de remessa para filial: R$ 40.000,00
Aplicação de curto prazo no mercado financeiro, prontamente
conversíveis em caixa e com risco considerável de mudança de R$ 60.000,00
valor:
Além disso, sabe-se que, na data, o Banco Beta estava em liquidação.
Com base nas contas acima, o saldo das Disponibilidades, em 31/12/2015, foi
a) R$ 150.000,00.
b) R$ 180.000,00.
c) R$ 190.000,00.
d) R$ 220.000,00.
e) R$ 250.000,00.
Comentários:
Caixa e Conta bancária no Banco Alfa entram nas disponibilidades.
A conta bancária no Banco Beta não entra. Como o Banco está em liquidação, o valor da conta
bancária deve ser transferido para Contas a Receber no Ativo Circulante ou no Ativo não
circulante, a depender do prazo de recebimento.
Depósito vinculado à liquidação de empréstimo de curto prazo também não é disponibilidade,
pois não estão imediatamente disponíveis para pagamentos normais da empresa.
Numerário em trânsito decorrente de remessa para filial entra como disponibilidade, enquanto
estiverem em trânsito.
Finalmente, aplicações de curto prazo no mercado financeiro, prontamente conversíveis em caixa
e com risco considerável de mudança de valor não entra. Conforme o CPC 3: Equivalentes de
caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis
em montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de
valor.
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Portanto, o disponível fica com as seguintes contas:
Caixa 100.000,00
Conta – Alfa 50.000,00
Numerário em trânsito 40.000,00
O gabarito é, portanto, letra c.
42. (FGV/CODEBA/Analista Portuário/2016) Em 31/12/15, uma sociedade empresária possuía
contas bancárias em três instituições financeiras diferentes. Os saldos na data de fechamento
do balanço patrimonial eram os seguintes:
Banco Saldo em 31/12/15
Banco Alfa 100.000
Banco Beta 50.000
Banco Gama -20.000
Assinale a opção que indica como as contas deverão ser evidenciadas no balanço patrimonial da
sociedade empresária, em 31/12/15:
a) R$ 130.000 no Ativo Circulante.
b) R$ 130.000 no Ativo Realizável a Longo Prazo.
c) R$ 150.000 no Ativo Circulante e R$ 20.000 no Ativo Realizável a Longo Prazo.
d) R$ 150.000 no Ativo Circulante e R$ 20.000 no Passivo Circulante.
e) R$ 150.000 no Ativo Realizável a Longo Prazo e R$ 20.000 no Passivo não Circulante.
Comentários:
As disponibilidades são elementos que representam dinheiro ou nele possam ser convertidos de
forma imediata, como a conta caixa, bancos conta movimento.
Quais são as contas que compõem as disponibilidades? Bem, basicamente a conta caixa e
equivalentes de caixa.
Exemplos de disponibilidades:
- Caixa.
- Contas bancárias
- Numerários em trânsito, enquanto estiverem em trânsito.
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- Aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em
montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor.
Além disso, segundo o FIPECAFI, Contas bancárias negativas (credoras) ou saldos a favor de
bancos não devem ser demonstrados como redução dos demais saldos bancários, mas,
separadamente, como um item do Passivo Circulante.
Exceção é feita aos casos em que tais saldos devedores e credores estejam no mesmo banco e
desde que a empresa tenha o direito de compensá-los.
Portanto, os saldos positivos das contas dos Bancos Alfa e Beta, devem ficar no Ativo Circulante,
apresentando o saldo de 150.000. Por sua vez, o saldo negativo do banco Gama deve ser
classificado no Passivo Circulante, pois não cabe aqui fazer a compensação.
O gabarito é letra d.
43. (FGV/CODEBA/Analista Portuário/2016) Em 31/12/2015, uma sociedade empresária
apresentava os seguintes saldos em suas contas:
Disponibilidades: R$ 80.000;
Veículos utilizados na empresa: R$ 100.000;
Depreciação acumulada: R$ 60.000;
Seguro pago antecipadamente, apropriado
R$ 7.200;
mensalmente de modo linear por dois anos:
Fornecedores com prazo de 90 dias; R$ 70.000;
Empréstimo a sócio para recebimento em 60 dias: R$ 18.000;
Estoques previstos para serem vendidos em 540 dias: R$ 120.000;
Provisão para perdas nos estoques: R$ 10.000.
Assinale a opção que indica o Ativo Circulante da sociedade empresária apresentado no Balanço
Patrimonial de 31/12/2015:
a) R$ 83.600.
b) R$ 98.000.
c) R$ 101.600.
d) R$ 171.600.
e) R$ 197.200.
Comentários:
Vamos separar apenas as contas de Ativo Circulante, conforme determinação da banca:
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Disponibilidades...........................................................................80.000
Seguro pago antecipadamente (apenas a parte referente aos
12 primeiros meses ficará no Ativo Circulante) ..............................3.600
Total....................................................................................R$ 83.600
Observações: Empréstimos a sócios são classificados no Ativo Não Circulante,
bem como os Estoques para venda em 540 dias.
O gabarito é, portanto, letra a.
44. (FGV/Auditor Fiscal/Prefeitura Osasco/2014) A alternativa que contém apenas relatórios que
integram o conjunto completo de demonstrações contábeis exigidas pelo Pronunciamento
Técnico CPC – 26 (R1) - Apresentação das Demonstrações Contábeis é:
a) balanço patrimonial, demonstração do resultado do exercício e relatório dos auditores
independentes;
b) demonstração do valor adicionado, relatório de sustentabilidade e balanço patrimonial;
c) notas explicativas, demonstração do resultado abrangente e demonstração das mutações do
patrimônio líquido;
d) demonstração do resultado abrangente, relatório da administração e demonstração dos lucros
acumulados;
e) demonstração das mutações do patrimônio líquido, demonstração do resultado do exercício e
relatório da administração.
Comentários:
O Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das demonstrações contábeis nos apresenta
uma liste um pouco diferente da Lei 6.404/76, vejam:
Demonstrações Contábeis Obrigatórias pelo CPC 26
Demonstração
Demonstração Demonstração Demonstração Demonstração
Balanço das Mutações Notas
do Resultado do Resultado dos Fluxos de do Valor
Patrimonial do Patrimônio Explicativas
do Exercício Abrangente Caixa Adicionado
Líquido
Lembre-se de que a DRA e a DMPL não são obrigatórias segundo a Lei 6.404/76.
O gabarito é letra c.
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45. (FGV/Auditor/CGE/MA/2014) Em 31/12/2013, o balancete da Cia. Rosa apresentava os
seguintes saldos (em reais):
Estoques com previsão de venda de 90 dias: 40.000
Aluguel pago antecipadamente com apropriação mensal e linear por 18 meses: 36.000
Caixa e Equivalente de Caixa: 12.000
Clientes com vencimento em 180 dias: 60.000
Contas de Ajuste a valor presente a apropriar sobre clientes: 3.000
Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa sobre clientes: 9.000
Contas a receber em 270 dias por venda de ativo imobilizado: 55.000
Empréstimo a sócio para recebimento em 30 dias: 8.000
Adiantamento de salários de janeiro a empregados: 13.000
Provisão para 13º salário: 80.000
Receita de vendas recebida antecipadamente: 36.000
Com base somente nos dados acima, o Ativo Circulante apresentado no Balanço Patrimonial da
Cia. Rosa em 31/12/2013 era de
(A) R$ 179.000,00.
(B) R$ 192.000,00.
(C) R$ 200.000,00.
(D) R$ 204.000,00.
(E) R$ 228.000,00.
Comentários:
São contas do ativo circulante:
Estoques com previsão de vendas de 90 dias 40.000
Aluguel pago antecipadamente (12 meses, 2.000/mês) 24.000
Caixa e equivalente caixa 12.000
Clientes com vencimento em 180 dias 60.000
(-) Ajuste a valor presente a apropriar sobre clientes* (3.000)
(-) PCLD (9.000)
Conta a receber por venda de imobilizado 55.000
Adiantamento a empregados 13.000
Total 192.000
*A conta de Ajuste a Valor Presente a apropriar de clientes é retificadora da conta clientes.
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O gabarito é letra b.
46. (FGV/Auditor Fiscal/ISS Recife/2014) Em 31/12/2013, uma entidade possuía entre suas contas
os seguintes saldos:
Caixa: R$ 20.000,00;
Depósito vinculado para liquidação de contratos de câmbio: R$ 10.000,00;
Depósito com restrição de movimentação por força de cláusula contratual de financiamento: R$
15.000,00;
Numerário em trânsito: R$ 22.000,00.
Com base nessas informações, o valor da conta Disponibilidades da Entidade, em 31/12/2013, era
de
a) R$ 20.000,00.
b) R$ 42.000,00.
c) R$ 47.000,00.
d) R$ 52.000,00.
e) R$ 67.000,00.
Comentários:
As disponibilidades compreendem a conta caixa e equivalentes de caixa. Por exemplo: bancos,
caixa, conta numerários em trânsito, aplicações financeiras de liquidez imediata.
Para resolver essa questão, vamos tomar emprestada algumas definições do CPC 03 (que trata da
DFC):
- Caixa compreende numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis.
- Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez,
que são prontamente conversíveis em montante conhecido de caixa e que estão
sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor
Portanto, como as contas depósito vinculado para liquidação de contratos de câmbio e depósito
com restrição de movimentação por força de cláusula contratual de financiamento não são
prontamente conversíveis em dinheiro, por livre e espontânea vontade da entidade, temos que
não são classificadas como disponibilidades.
Elas são classificadas no ativo circulante ou não circulante, conforme o prazo, mas não como
disponibilidades.
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Portanto: Disponibilidades = 20.000 + 22.000 = 42.000,00. O gabarito é letra b.
47. (FGV/Analista Contábil/MPE/MS/2013) Assinale a afirmativa que indica as contas de Ativo
Circulante.
(A) Aluguéis antecipados de três meses, aplicações financeiras de resgate imediato e empréstimos
a coligadas.
(B) Debêntures emitidas, reservas de capital e provisão para devedores duvidosas.
(C) Seguros a vencer de seis meses, banco conta movimento e estoque de mercadorias.
(D) Veículos para venda, veículos para renda e ações em controladas.
(E) Intangíveis, veículos para uso e terrenos.
Comentários:
(A) Aluguéis antecipados de três meses, aplicações financeiras de resgate imediato e
empréstimos a coligadas.
Aluguéis antecipados de três meses → circulante.
Aplicações financeiras de resgate imediato → circulante.
Empréstimos a coligadas → ativo não circulante.
(B) Debêntures emitidas, reservas de capital e provisão para devedores duvidosas.
Debêntures emitidas → As debêntures emitidas representam uma obrigação para a empresa,
portanto, passivo.
Reservas de capital → PL.
Provisão para devedores duvidosas → Retificadora do PL.
(C) Seguros a vencer de seis meses, banco conta movimento e estoque de mercadorias.
Seguros a vencer de seis meses → Ativo circulante.
Bancos conta movimento → Ativo circulante.
Estoque de mercadorias → Ativo circulante.
(D) Veículos para venda, veículos para renda e ações em controladas.
Veículos para venda → Ativo circulante.
Veículos para renda → Ativo não circulante investimentos.
Ações em controladas → Ativo não circulante investimentos.
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(E) Intangíveis, veículos para uso e terrenos.
Intangíveis → Ativo não circulante intangível.
Veículos para uso → Ativo não circulante imobilizado.
Terrenos → Ativo não circulante imobilizado.
O gabarito é, portanto, letra c.
48. (FGV/Analista de Controle Interno/SEFAZ RJ/2011) Em 31/12/2010, a Cia. SM, empresa de
comércio varejista, apresentava os seguintes saldos (em reais) em seu balancete, além das
contas do Patrimônio Líquido:
Contas a receber com vencimento em 540 dias: $ 33.000;
Clientes com vencimento em 60 dias: $ 200.000;
Imóveis: $ 800.000;
Depreciação Acumulada: $ 100.000;
Dividendos a pagar: $ 30.000;
Caixa e Equivalentes de Caixa: $ 45.000;
Fornecedores com prazo de 90 dias: $ 48.000;
Provisão para Perdas nos Estoques: $ 12.000;
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: $ 8.000;
Estoques previstos para serem vendidos em 60 dias: $ 73.000;
Empréstimo a sócio com vencimento em 70 dias: $ 16.000;
Aluguel pago antecipadamente, com apropriação linear
e mensal por 18 meses: $ 18.000;
Contas a pagar com vencimento em 180 dias: $ 44.000;
Computador: $ 9.000.
Qual é o valor do Ativo Circulante total da Cia. SM apresentado no Balanço Patrimonial da
empresa de 31/12/2010?
a) R$ 298.000.
b) R$ 310.000.
c) R$ 340.000.
d) R$ 330.000.
e) R$ 326.000.
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Comentários:
São contas do ativo circulante:
Clientes com vencimento em 60 dias: $ 200.000;
Caixa e Equivalentes de Caixa: $ 45.000;
Provisão para Perdas nos Estoques: ($ 12.000);
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: ($ 8.000);
Estoques previstos para serem vendidos em 60 dias: $ 73.000;
Aluguel pago antecipadamente, com apropriação linear e mensal por 1meses: $ 12.000;
TOTAL $ 310.000,00
O gabarito é, portanto, letra b.
8.4 - VUNESP
Os dados a seguir serão utilizados para responder à questão.
Analise o Balancete de Verificação da Cia Valinhos em 31/12/2018.
Balancete de Verificação
Contas em R$
Ajuste a valor recuperável de equipamentos (ativo) 200,00
Bancos 6.000,00
Caixa 500,00
Capital a integralizar 35.000,00
Capital Subscrito 100.000,00
Clientes 10.000,00
Custo da Mercadoria Vendida 48.900,00
Depreciação acumulada 3.000,00
Despesa com aluguéis 700,00
Despesa com depreciação 1.000,00
Despesa com Perda Estimada com Crédito de Liquidação Duvidosa (PECLD) 100,00
Despesa com salários 12.000,00
Despesas antecipadas 3.400,00
Despesas gerais 1.500,00
Empréstimos Recebidos 35.000,00
Estoques 30.000,00
Financiamentos Recebidos 45.000,00
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Fornecedores 10.000,00
Móveis e equipamentos 65.800,00
PECLD (ativo) 450,00
Receita 100.000,00
Reserva de Lucros 35.800,00
Salários a Pagar 15.000,00
Veículos 93.750,00
49. (VUNESP/VALIPREV/Contador/[Link]) O total do ativo circulante, em R$, é:
a) 46.050,00
b) 49.900,00
c) 49.450,00
d) 205.800,00
e) 46.500,00
Comentários:
Separando as contas do ativo circulante, temos:
Bancos 6.000,00
Caixa 500,00
Clientes 10.000,00
(-) PECLD (ativo) (450,00)
Despesas antecipadas 3.400,00
Estoques 30.000,00
Total 49.450,00
O gabarito é letra c.
Uma entidade apresentou o seguinte Balancete de Verificação:
Contas Saldo
BANCOS 56.700,00
CAPITAL SOCIAL 104.268,00
CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA 67.800,00
DEPRECIAÇÃO ACUMULADA 2.000,00
DESPESA COM IR E CSLL 12.345,00
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Contas Saldo
DESPESA COM PECLD 567,00
DESPESA COM SALÁRIOS 25.600,00
DESPESA COM VENDAS 2.300,00
DESPESAS ADMINISTRATIVAS 1.230,00
DUPLICATAS A RECEBER – CP 23.450,00
EMPRÉSTIMOS – LP 26.780,00
ENCARGOS FINANCEIROS A APROPRIAR - LP 5.890,00
FORNECEDORES 27.900,00
IMPOSTOS A RECOLHER 4.000,00
IMPOSTOS A RECUPERAR 3.600,00
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS 40.900,00
MERCADORIAS PARA REVENDA 82.286,00
PERDA ESTIMADA DE CRÉDITO DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA - PECLD - CP 2.400,00
PROPRIEDADES PARA INVESTIMENTO 35.000,00
RECEITA LÍQUIDA 134.600,00
RESERVA DE LUCROS 15.220,00
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO 9.800,00
SALÁRIOS A PAGAR 30.700,00
50. (VUNESP/ISS Guarulhos/Inspetor Fiscal de Rendas/2019) O ativo circulante da entidade no
período apresentou o valor, em R$, de:
(A) 163.636,00.
(B) 164.036,00.
(C) 168.436,00.
(D) 181.350,00.
(E) 186.150,00.
Comentários:
Separando apenas as contas de Ativo Circulante, vamos encontrar:
BANCOS R$ 56.700,00
DUPLICATAS A RECEBER - CP R$ 23.450,00
IMPOSTOS A RECUPERAR R$ 3.600,00
MERCADORIAS PARA REVENDA R$ 82.286,00
(-) PERDA ESTIMADA DE CRÉDITO DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA - PECLD - CP - R$ 2.400,00
Total do Ativo Circulante R$ 163.636,00
O gabarito é letra a.
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51. (VUNESP/Analista/MP SP/2019) Assinale a alternativa correta.
a) A Demonstração do Resultado do Exercício relaciona o Saldo de Caixa ao início de um período
ao Saldo de Caixa do Final de Período.
b) A Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados não faz parte do conjunto de
demonstrações contábeis propostos pela legislação.
c) A Demonstração do Fluxo de Caixa permite relacionar o saldo de contas a receber do início de
um período ao seu saldo de final de período.
d) A informação contábil exige julgamentos e decisões para a mensuração de ativos e passivos em
sua geração.
e) O valor contabilizado para o patrimônio líquido de uma entidade num determinado período é
exato e objetivo.
Comentários:
a) A Demonstração do Resultado do Exercício relaciona o Saldo de Caixa ao início de um período
ao Saldo de Caixa do Final de Período.
Item incorreto. A demonstração que relaciona o saldo de caixa do início de um período e do final
é a DFC. A DFC evidencia a variação da conta caixa e equivalentes de caixa.
b) A Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados não faz parte do conjunto de
demonstrações contábeis propostos pela legislação.
Item incorreto. A DLPA é prevista como obrigatória pela lei 6.404/76.
c) A Demonstração do Fluxo de Caixa permite relacionar o saldo de contas a receber do início de
um período ao seu saldo de final de período
Item incorreto, uma vez que a DFC evidencia a variação da conta caixa e de equivalentes de caixa.
d) A informação contábil exige julgamentos e decisões para a mensuração de ativos e passivos em
sua geração.
Apesar de os Pronunciamentos Contábeis estabelecerem os modos pelos quais devemos avaliar
ativos e passivos, a contabilização envolve julgamentos e decisões. Quando, por exemplo, eu
estimo que a vida útil de um veículo é de 4 anos, isso é um julgamento realizado pela empresa.
e) O valor contabilizado para o patrimônio líquido de uma entidade num determinado período é
exato e objetivo.
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Incorreto. Por exemplo, estudaremos na aula seguinte a reserva de contingências. A reserva de
contingência é formada quando prevemos que teremos um prejuízo futuro, que reduzirá o lucro
de empresa. Assim, de certa forma, apesar de poder ser mensurada a provável perda, trata-se de
uma estimativa feita pela entidade. Isso é uma informação aproximada e subjetiva, e não exata e
objetiva como quis dizer o enunciado.
O gabarito é, portanto, letra d.
52. (VUNESP/Analista/MP SP/2019) Fazem parte do conjunto das demonstrações contábeis
previstas pela legislação atualizada para a contabilização das empresas:
a) Demonstração do Valor Adicionado; Balanço Patrimonial; Balanço Orçamentário.
b) Balanço Patrimonial; Demonstração do Valor Adicionado; Demonstração do Resultado
Econômico.
c) Balanço Patrimonial; Demonstração do Resultado do Exercício; Demonstração de Fluxo de
Caixa.
d) Balanço patrimonial; Demonstração das Variações Patrimoniais; Balanço Orçamentário.
e) Balanço Orçamentário; Balanço Financeiro; Demonstração do Resultado Econômico.
Comentários:
Os balanços orçamentário e financeiro são demonstrações previstas para a contabilidade aplicada
ao setor público.
A letra b erra ao chamar a DRE de demonstração de resultado econômico (esta existe para o setor
público). Tecnicamente, na contabilidade geral, de empresas, deveria constar na assertiva como
demonstração do resultado do exercício. A nossa alternativa correta é a letra c.
53. (VUNESP/Prefeitura Municipal de Suzano/Contador/2016) De acordo com a Lei no 6.404/76,
art.176, deverão ser elaboradas as demonstrações financeiras ao final de cada exercício social,
com base na escrituração mercantil da companhia. Todavia, não será obrigada à elaboração e
publicação da demonstração dos fluxos de caixa a Companhia
(A) que optar por apresentar opcionalmente a demonstração das origens e aplicações de recursos.
(B) não considerada de grande porte, com faturamento inferior a R$ 300 milhões.
(C) S.A. de capital aberto, com faturamento inferior a R$ 240 milhões.
(D) fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2 milhões.
(E) de capital aberto, porém com ações somente negociadas em balcão.
Comentários:
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A demonstração dos fluxos de caixa tornou-se obrigatória, no Brasil, a partir de 2008. Conforme
a Lei 6404/76:
Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na
escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que
deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as
mutações ocorridas no exercício:
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de
2007)
§ 6o A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a
R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e
publicação da demonstração dos fluxos de caixa. (Redação dada pela Lei nº
11.638, de 2007)
O gabarito é letra d.
Em 30 de junho de 2015, a contabilidade da Indústria Zé da Esquina Ltda. apresentou as seguintes
contas contábeis extraídas do razão contábil:
R$
Caixa (190)
Duplicatas a pagar 390
Lucros a distribuir 130
Despesa de aluguéis (140)
Comissões ativas 30
Receitas de juros 110
Impostos a recolher 300
Veículos (900)
Custos das vendas (600)
Receita de vendas 1.050
Despesas de juros (130)
Clientes (530)
Móveis e utensílios (540)
Capital social 800
Impostos federais correntes (200)
Despesas com salários (150)
Fornecedores 370
Encargos sociais a recolher 200
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Ao conferir os valores, o contador verificou que o balancete não estava ordenado por grupos do
balanço, entretanto, os saldos foram conferidos com suas origens, sendo considerados como
corretos.
54. (VUNESP/Câmara Municipal de Guaratinguetá/Contador/2016) Assinale a alternativa que
contém o valor do ativo circulante em Reais.
(A) 550,00.
(B) 660,00.
(C) 720,00.
(D) 840,00.
(E) 870,00
Comentários:
O Ativo Circulante da entidade era assim composto:
Caixa 190
Clientes 530
Total 720
O gabarito é letra c.
55. (VUNESP/Pref. São Paulo/Auditor Municipal de Controle Interno/2015) De acordo com a Lei nº
6.404/76 e alterações posteriores, “ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar,
com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que
deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas
no exercício:
I. balanço patrimonial;
II. demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III. demonstração do resultado do exercício;
IV. demonstração dos fluxos de caixa; e
V. se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.”
No balanço patrimonial, as contas semelhantes poderão ser agrupadas e os pequenos saldos
poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e não ultrapassem:
a) 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas.
b) 0,3 (três décimos) do valor do respectivo grupo de conta.
c) até um quinto do ativo/passivo circulantes.
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d) 0,2 (dois décimos) do valor do respectivo grupo de conta.
e) até um quinto do total do ativo.
Comentários:
O artigo 176 da Lei 6404/76 afirma que:
§ 2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas; os
pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e não
ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas; mas é
vedada a utilização de designações genéricas, como "diversas contas" ou "contas-
correntes".
A finalidade de tal dispositivo é de facilitar o entendimento das demonstrações contábeis,
evitando que o excesso de detalhes prejudique o entendimento. Imagine você se uma empresa
que tem um faturamento de R$ 100 bilhões ano tem de apresentar em minúcias cada item que
tem em almoxarifado. Seria inviável, não é mesmo? O gabarito é letra a.
8.5 – Outras Bancas
56. (IBFC/EBSERH/Analista Contábil/2020) Em 31/12/16, a empresa Tico e Teco, apresentava as
seguintes contas em seu Ativo:
Conta no Banco Premium R$ 132.000,00
Conta no Banco Paladium R$ 60.000,00
Caixa e Disponibilidades R$ 45.000,00
Aplicações de Curto prazo no mercado financeiro, conversíveis em caixa e com risco considerável
de alteração de valor R$ 73.000,00
Depósito vinculado a liquidação de empréstimo de curto prazo R$ 91.500,00
Numerário em trânsito decorrente de remessa para filial R$ 32.800,00
Dados:
Sabe-se que em 31/12/16, o Banco Paladium estava sendo liquidado.
Com base nas informações apresentadas, assinale a alternativa que apresenta o saldo das
disponibilidades
da empresa Tico e Teco em 31/12/16.
a) R$ 282.800,00
b) R$ 209.800,00
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c) R$ 434.300,00
d) R$ 342.800,00
e) R$ 269.800,00
Comentários:
Apenas entram no cálculo das disponibilidades as seguintes rubricas:
Conta no Banco Premium R$ 132.000,00
Caixa e Disponibilidades R$ 45.000,00
Numerário em trânsito decorrente de remessa para filial R$ 32.800,00
Total R$ 209.800
O saldo no banco Paladium não pode ser considerado como uma disponibilidade, pois o banco
está em liquidação. Concordam que em virtude dessa situação, a empresa pode não receber o
valor depositado? Se o banco está "quebrando", o saldo em conta corrente não pode ser
considerado uma disponibilidade.
Depósitos VINCULADOS a operações de curto prazo não são de livre movimentação pela
empresa, também não são disponibilidades, bem com Aplicações de Curto prazo no mercado
financeiro, COM risco considerável de alteração.
O gabarito é letra b.
57. (AOCP/PC ES/Per. Of. Crim./Área 1/2019) Nas entidades societárias, as demonstrações
financeiras deverão ser assinadas pelo(s)
a) administradores e por contabilistas legalmente habilitados.
b) auditores e contadores legalmente habilitados.
c) contador legalmente habilitado.
d) administrador legalmente habilitado.
e) contador legalmente habilitado e auditor independente.
Comentários:
Conforme previsão da Lei 6404/76:
Art. 177, § 4º As demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores
e por contabilistas legalmente habilitados.
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O gabarito é letra a.
58. (AOCP/PC ES/Per. Of. Crim./Área 1/2019) Nas demonstrações financeiras das sociedades
anônimas, as contas semelhantes poderão ser agrupadas e os pequenos saldos poderão ser
agregados, desde que indicada a sua natureza e não ultrapassem
a) 0,1 do valor do respectivo grupo de contas.
b) 0,2 do valor do respectivo grupo de contas.
c) 0,3 do valor do respectivo grupo de contas.
d) 0,4 do valor do respectivo grupo de contas.
e) 0,5 do valor do respectivo grupo de contas.
Comentários:
Segundo a Lei 6404/76:
Art. 176, § 2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas;
os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e
não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas; mas é
vedada a utilização de designações genéricas, como "diversas contas" ou "contas-
correntes".
A finalidade de tal dispositivo é de facilitar o entendimento das demonstrações contábeis,
evitando que o excesso de detalhes prejudique o entendimento.
Deste modo, se temos as contas aplicação em certificado bancário e aplicação em fundo de renda
fixa, podemos agrupar tudo em uma única conta chamada aplicações financeiras.
Vejam que há também a exigência que não se ultrapasse 10% do valor do respectivo grupo.
Portanto, se no exemplo, as aplicações somassem o valor de R$ 10.000,00 e o ativo circulante
montasse a R$ 50.000,00, não poderíamos agrupar, pois houve quebra do limite estabelecido pela
lei.
O gabarito é letra a.
59. (PUC PR/ ISS Campo Grande/Auditor Fiscal da Receita Municipal/2019) Segundo a NBC TG 26,
o ativo deve ser classificado como circulante quando atender a alguns critérios. Analise e
assinale o critério que NÃO pode ser classificado como ativo circulante.
a) Está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado.
b) Espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da entidade.
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c) Espera-se que seja realizado até doze meses após a data do balanço.
d) caixa ou equivalente de caixa (conforme definido na NBC TG 03 – Demonstração dos Fluxos
de Caixa), a menos que sua troca ou uso para liquidação de passivo se encontre vedada durante
pelo menos doze meses após a data do balanço.
e) Espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou consumido no decurso normal
do ciclo operacional da entidade.
Comentários:
Todos os itens estão corretos, de acordo com o CPC 26 – Apresentação das Demonstrações
Contábeis, com exceção da assertiva “B”, que apresenta a definição de Passivo Circulante, vejam:
Ativo circulante
66. O ativo deve ser classificado como circulante quando satisfizer qualquer dos
seguintes critérios:
(a) espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou consumido
no decurso normal do ciclo operacional da entidade;
(b) está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado;
(c) espera-se que seja realizado até doze meses após a data do balanço; ou
(d) é caixa ou equivalente de caixa (conforme definido no Pronunciamento Técnico
CPC 03 – Demonstração dos Fluxos de Caixa), a menos que sua troca ou uso para
liquidação de passivo se encontre vedada durante pelo menos doze meses após a
data do balanço.
Todos os demais ativos devem ser classificados como não circulantes.
O gabarito é letra b
60. (Consulplan/Exame de Suficiência/2019.1) A Lei nº 6.404/76, apresenta a ordem de classificação
das contas do ativo:
“Art. 178 [...]
§ 1º “no ativo, as contas serão classificadas em ordem decrescente de grau de liquidez”.
Essa afirmativa acarreta no fato da(s):
A) Contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal será classificada como
Reserva de Capital.
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B) Contas de Ativo Circulante serem apresentadas antes das contas que informam o Ativo Não
Circulante – Imobilizado pertencente à companhia.
C) Participações Permanentes em outras sociedades e os Direitos de qualquer natureza serem
classificados no Ativo Não Circulante – Ativo Intangível.
D) Ações em Tesouraria deverão ser destacadas no Balanço Patrimonial como dedução da conta
do patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição.
Comentários:
Liquidez, para o ativo, é aquilo que maior grau de conversibilidade em dinheiro. Já para o passivo,
são aquelas dívidas que vencem primeiro (também chamado de exigibilidade).
Visto que no ativo as contas são classificadas em ordem decrescente de grau de liquidez, ou seja,
dos itens de maior para menor liquidez, temos como consequência que as Contas de Ativo
Circulante são apresentadas antes das contas que informam o Ativo Não Circulante – Imobilizado
pertencente à companhia.
Por exemplo, primeiro temos a conta Caixa apresentada, antes da conta de Máquinas e
Equipamentos. O gabarito é letra b
61. (PUC-PR/Contador/JUCEPAR/2017) No Balanço Patrimonial, a diferença entre Ativo Circulante
e Passivo Circulante representa
a) Capital de Giro Próprio.
b) Capital de Giro Líquido.
c) Patrimônio Líquido.
d) Aplicação de recursos.
Comentários:
A diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante é chamada de capital circulante líquido
ou capital de giro líquido. O gabarito é a letra b.
62. (IBFC/MGS/Tec Serviços Contábeis/2016) No balanço patrimonial, as contas serão classificadas
segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o
conhecimento e a análise da ___________ da companhia.
Preencha a lacuna com a alternativa correta:
a) situação econômica.
b) situação financeira.
c) lucratividade.
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d) necessidade de capital de giro.
Comentários:
A questão exige o conhecimento da literalidade do caput do art. 178 da LSA:
No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio
que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da
situação financeira da companhia.
No balanço patrimonial, temos a apresentação dos bens, direitos e obrigações da empresa. Esta
informação é estática, pois funciona tal qual uma fotografia da entidade em determinado
momento. O gabarito é letra b.
[Link] DE QUESTÕES
9.1 – CEBRASPE (CESPE)
Com relação aos conceitos de ativos, passivos e patrimônio líquido, julgue o item a seguir.
1. (CEBRASPE/SEFAZ DF/Auditor/2020) Ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo,
passivo ou patrimônio líquido, deve-se atentar para sua essência subjacente e sua realidade
econômica, e não apenas para sua forma legal.
Com base no Pronunciamento Conceitual Básico (R2) — Estrutura Conceitual para Elaboração e
Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro — do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC),
julgue os itens seguintes.
2. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário/Contabilidade/[Link]) A forma legal é o
elemento determinante para se concluir que uma obrigação se enquadra ou não na definição
de passivo.
3. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário/Contabilidade/2019) Uma entidade que controla
determinado recurso, mas que não detém a sua propriedade, não deve reconhecê-lo como
ativo na contabilidade, pois, independentemente de qualquer condição, tal recurso não se
enquadra na definição de ativo
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A empresa ABC S.A. figura como arrendatária em um contrato de arrendamento mercantil de um
conjunto de máquinas pelo valor futuro de R$ 1 milhão, com opção de compra ao final do contrato.
Os pagamentos do contrato serão feitos mensalmente durante o prazo de 10 anos. As máquinas
são de controle da ABC S.A. e foram confeccionadas conforme as solicitações dessa empresa,
para que as atividades comerciais da arrendatária pudessem ser realizadas.
Com base nessa situação hipotética, julgue os itens a seguir, de acordo com a legislação vigente.
4. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário/Contabilidade/2019) Para o reconhecimento das
máquinas como ativo da ABC S.A., é necessário que a empresa detenha a efetiva propriedade
jurídica delas.
Acerca de despesas antecipadas, julgue os próximos itens.
5. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário - Contabilidade/2019) Despesas antecipadas
representam o direito de receber bens ou serviços contratados de terceiros e pagos pelo
adquirente previamente à execução do contrato pelo fornecedor do bem ou pelo executante
do serviço.
Situação hipotética: O pagamento à vista do prêmio de um seguro com vigência de três anos
gerou um lançamento na conta de despesa antecipada.
6. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário - Contabilidade/2019) Assertiva: O valor dessa despesa
deve ser registrado no ativo realizável a longo prazo do balanço patrimonial.
7. (CEBRASPE/COGE CE/Auditor de Controle Interno/2019) À luz da Lei n.º 6.404/1976, assinale
a opção correta.
a) A elaboração da demonstração financeira do resultado abrangente é obrigatória para as
sociedades por ações de capital aberto.
b) A elaboração da demonstração financeira dos lucros ou prejuízos acumulados é facultativa para
as sociedades por ações de capital fechado.
c) A elaboração da demonstração financeira dos fluxos de caixa é facultativa para as sociedades
por ações de capital fechado ou aberto.
d) A elaboração da demonstração financeira do valor adicionado é obrigatória para as sociedades
por ações de capital aberto.
e) A elaboração das demonstrações financeiras consolidadas é obrigatória para as sociedades por
ações de capital aberto ou fechado.
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Com base nos pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis e nas
disposições da Lei n.º 6.404/1976 e suas alterações acerca de demonstrações contábeis, julgue o
item.
8. (CEBRASPE/ SLU DF/ Analista de Gestão de Resíduos Sólidos - Ciências Contábeis/2019) A
classificação de ativos e passivos como circulantes ou não circulantes deve obedecer ao ciclo
operacional da empresa
9. (CEBRASPE/TCE-RO/Auditor de Controle Externo - Administração/2019) Assinale a opção que
apresenta apenas contas integrantes do ativo do balanço patrimonial de uma empresa.
a) estoques; contas a receber
b) caixa; empréstimos
c) empréstimos; debêntures
d) capital social; fornecedores
e) obrigações tributárias; caixa
Previstas na Lei n.º 6.404/1976, as demonstrações contábeis obrigatórias para sociedades
anônimas incluem o balanço patrimonial (BP) e a demonstração do resultado do exercício (DRE).
Acerca desses demonstrativos, julgue o item seguinte.
10. (CEBRASPE/PF/Escrivão/2018) O BP permite ao usuário da informação a análise da situação
financeira da companhia em dado momento.
De acordo com dispositivos da Lei n.º 6.404/1976 e de legislação complementar, julgue o item a
seguir.
11. (CESPE/ABIN/Oficial Técnico de Inteligência/2018) As normas expedidas pela Comissão de
Valores Mobiliários (CVM) deverão ser observadas pelas companhias abertas na elaboração das
demonstrações financeiras e esses relatórios serão submetidos à auditoria independente,
assinados pelos administradores e por contabilistas legalmente habilitados.
12. (CESPE/CAGE-RS/Auditor de Estado/2018) Assinale a opção correspondente a preceito legal
aplicável às demonstrações contábeis elaboradas por sociedade anônima.
a) As contas de natureza semelhante que apresentem pequenos saldos devem ser agrupadas em
contas de designações genéricas.
b) A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados indicará o montante do lucro por ação do
capital social.
c) A duração do exercício social não pode ser inferior a um ano.
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d) Eventos subsequentes à data de encerramento do exercício social serão evidenciados em notas
explicativas sempre que tragam, ou venham a trazer, impactos relevantes na situação financeira e
no resultado futuro da empresa.
e) É vedado às companhias fechadas utilizar-se das normas expedidas pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) para fins de elaboração de suas demonstrações contábeis.
Tendo como referência a legislação societária e os pronunciamentos do Comitê de
Pronunciamentos Contábeis, julgue o item a seguir, relativo à elaboração de demonstrações
contábeis.
13. (CESPE/STM/Analista Judiciário – Contabilidade/2018) Para fins de levantamento do balanço
patrimonial e outras demonstrações financeiras, o exercício social deve ter a duração de um
ano, mas, na constituição da entidade e quando de alterações estatutárias, a duração do
exercício poderá ser diferente.
14. (CESPE/Técnico/EBSERH/2018) As aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte
são classificadas no ativo circulante.
Julgue o próximo item, a respeito das demonstrações financeiras.
15. (CESPE/Técnico/EBSERH/2018) Se, em determinada empresa, o prazo entre a aquisição de
ativos para a produção e sua transformação em caixa ou equivalente for superior ao exercício
social, a classificação no ativo circulante terá por base o ano civil.
16. (CESPE/PC-MA/Perito Criminal/2018) Julgue os itens a seguir, relativos à elaboração e
apresentação de relatórios contábeis diversos.
I O conjunto completo de demonstrações contábeis das entidades comerciais deve ser elaborado
de acordo com o regime de competência.
II As demonstrações contábeis das entidades devem ser apresentadas ao menos anualmente e de
forma comparativa.
III Realizáveis a longo prazo, investimentos e intangível compõem o ativo não circulante.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
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Com relação a procedimentos contábeis diversos, julgue o item seguinte.
17. (CESPE/TCE-MG/ Analista de Controle Externo - Ciências Contábeis/2018. Adaptada) A
demonstração de mutações do patrimônio líquido não é obrigatória, de acordo com a Lei n.o
6.404/1976, apesar da relevância dessa demonstração para o entendimento de fatos que
possam modificar o patrimônio social de uma empresa em dado período.
18. (CESPE/SEDF/Analista de Gestão Educacional/2017) As demonstrações contábeis das
sociedades anônimas de capital fechado têm de ser elaboradas de acordo com as mesmas
normas aplicáveis às sociedades anônimas de capital aberto expedidas pela Comissão de
Valores Mobiliários.
19. (CESPE/PC-PE/Perito Criminal–Ciências Contábeis/2016) Com referência às perdas estimadas
em crédito de liquidação duvidosa, assinale a opção correta.
a) Notícia veiculada a respeito da recuperação judicial do cliente em atraso caracteriza uma perda
incorrida.
b) A baixa do título considerado incobrável é feita mediante lançamento contábil a crédito
diretamente na conta de despesa não operacional.
c) O fato de o cliente estar inadimplente junto a outras entidades não é motivo suficiente para que
a dívida dele seja incluída na estimativa de perdas.
d) As garantias reais não reduzem as perspectivas de perdas com contas a receber.
e) A apuração da estimativa da perda dispensa a análise individual dos títulos em atraso por cliente
20. (CESPE/TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais/2016) Ativo é o conjunto de bens e direitos que
resultam de eventos passados e sobre os quais a entidade detém direitos de propriedade que
lhe permitem obter benefícios econômicos.
21. (CESPE/TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais/2016) Acerca dos componentes patrimoniais, julgue os
itens a seguir. As aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte são consideradas
ativos circulantes e devem ser baixadas quando tais despesas forem consideradas incorridas.
contas saldo (em R$)
caixa 1.000
clientes 3.000
duplicadas descontadas 3.000
ajuste de avaliação patrimonial 100 (devedor)
ações em tesouraria 190
juros passivos a transcorrer 100
prêmios de seguros a vencer no curto prazo 100
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contas saldo (em R$)
empréstimos a pessoas ligadas 500
perda estimada para redução ao valor realizável líquido (estoques) 200
imóveis para investimentos 5.000
fornecedores 3.000
salários e encargos a pagar 2.000
imobilizações de uso 10.000
empréstimos a vencer no curto prazo 1.000
provisão para créditos de liquidação duvidosa 90
estoques para revenda 4.000
depreciação acumulada 1.000
financiamentos a vencer no longo prazo 5.000
refinanciamento de tributos 300
capital social 10.000
reservas de capital 300
reservas de lucros 300
A tabela anterior apresenta os saldos relativos às contas patrimoniais destinadas ao levantamento
de balancete de encerramento de uma empresa hipotética, faltando registrar o resultado apurado
no encerramento desse exercício social.
A partir dessas informações, julgue o item a seguir.
22. (CESPE/Auditor de Controle Externo/TCE/SC/2016) O valor líquido de créditos a receber de
clientes é inferior a R$2.000.
23. (CESPE/TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais /2016) As disponibilidades totais sofrerão redução de
valor sempre que a entidade utilizar recursos de seu caixa para aplicar em investimentos de
liquidez imediata.
9.2 - FCC
24. (FCC/Analista/ARTESP/[Link]) A Cia. La Panelita S.A. apresentou, em 31/12/2016, as
seguintes contas com os respectivos saldos:
Conta Valores em R$
Contas a Receber a longo prazo 100.000,00
Veículos 300.000,00
Caixa 3.000,00
Adiantamento a Fornecedores (as mercadorias serão recebidas em 90 dias) 9.000,00
Contas a Receber (em até 120 dias) 36.000,00
Estoques (prazo médio de renovação dos estoques é de 50 dias) 90.000,00
Depreciação Acumulada – Veículos 96.000,00
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Conta Valores em R$
Móveis e Utensílios 100.000,00
Impostos a pagar (em 30 dias) 60.000,00
Títulos a pagar de longo prazo 12.600,00
Equipamentos 300.000,00
Imposto de Renda a Pagar (em 40 dias) 12.800,00
Contas a pagar (em 20 dias) 60.000,00
Clientes (prazo médio de recebimento das vendas é de 80 dias) 200.000,00
Aplicações Financeiras (resgatáveis em até 150 dias) 296.000,00
Dividendos a pagar (em 50 dias) 66.000,00
Fornecedores (prazo médio de pagamento das compras é de 70 dias) 220.000,00
Capital 858.500,00
Reservas de Capital 150.000,00
Reservas de Lucros 24.700,00
Adiantamento de Clientes (as mercadorias serão entregues em 45 dias) 6.000,00
Depreciação Acumulada - Equipamentos 111.000,00
Ajustes por impairment acumulados – Equipamentos 10.000,00
Seguros Antecipados (vigência de 6 meses) 3.600,00
Depreciação Acumulada – Móveis e Utensílios 55.000,00
Terrenos 305.000,00
O valor total do Ativo Circulante em 31/12/2016 era, em reais,
(A) 424.800,00.
(B) 1.129.000,00.
(C) 833.000,00.
(D) 853.000,00.
(E) 637.600,00.
25. (FCC/ARTESP/ Técnico em Contabilidade - Administração/2017) A empresa Só Luxo S.A.
possuía R$ 100.000,00 na conta de Clientes e uma estimativa de perda com créditos de
liquidação duvidosa (EPCLD) no valor de R$ 10.000,00 no Balanço Patrimonial de 31/12/2016.
Em março de 2017, o cliente A, que devia R$ 9.000,00, se tornou incobrável. Ao registrar este
evento na contabilidade, a empresa Só Luxo S.A.
a) reconheceu uma Perda com Clientes, no resultado, no valor de R$ 9.000,00.
b) diminuiu em R$ 9.000,00 o total do Ativo.
c) aumentou em R$ 9.000,00 o Passivo.
d) diminuiu em R$ 1.000,00 o Patrimônio Líquido.
e) diminuiu o saldo da EPCLD em R$ 9.000,00.
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26. (FCC/TRT 11ª Região/ Analista Judiciário - Apoio Especializado Contabilidade/2017) Em
31/12/2015, a empresa ATP S.A. possuía R$ 520.000,00 em duplicatas a receber de clientes e
saldo na conta Estimativa de Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa (EPCLD) no valor de
R$ 20.800,00. Em fevereiro de 2016, o cliente Ônix, que devia R$ 22.000,00, se tornou
incobrável. Ao registrar este evento na contabilidade, a empresa ATP S.A.
a) debitou o valor de R$ 22.000,00 na conta patrimonial Duplicatas a Receber.
b) debitou o valor de R$ 20.800,00 na conta patrimonial EPCLD.
c) debitou o valor de R$ 1.200,00 na conta patrimonial Ajuste de Avaliação Patrimonial.
d) creditou o valor de R$ 1.200,00 na conta de resultado Perda com Clientes.
e) creditou o valor de R$ 20.800,00 na conta de resultado Reversão de EPCLD.
27. (FCC/Artesp/Especialista em Regulação/2017) A empresa de fretes PDF S.A. contratou e
pagou, em 31/01/2016, um seguro contra furto de mercadorias no valor de R$ 48.000,00. Esse
seguro possui vigência de 01/02/2016 a 31/01/2017. Nas demonstrações contábeis da empresa
PDF S.A., em 31/12/2016, a empresa apresentou
(A) despesas com seguros no valor de R$ 40.000,00 na Demonstração de Resultado.
(B) despesas com seguros no valor de R$ 48.000,00 na Demonstração de Resultado.
(C) seguros pagos antecipadamente de R$ 48.000,00 no Balanço Patrimonial.
(D) seguros pagos antecipadamente de R$ 4.000,00 no Balanço Patrimonial.
(E) seguros pagos antecipadamente de R$ 44.000,00 no Balanço Patrimonial.
28. (FCC/DPE-RS/Contabilidade/2017) A empresa Só Luxo S.A. possuía R$ 100.000,00 na conta de
Clientes e uma estimativa de perda com créditos de liquidação duvidosa (EPCLD) no valor de
R$ 10.000,00 no Balanço Patrimonial de 31/12/2016. Em março de 2017, o cliente A, que devia
R$ 9.000,00, se tornou incobrável.
Ao registrar este evento na contabilidade, a empresa Só Luxo S.A.
a) reconheceu uma Perda com Clientes, no resultado, no valor de R$ 9.000,00.
b) diminuiu em R$ 9.000,00 o total do Ativo.
c) aumentou em R$ 9.000,00 o Passivo.
d) diminuiu em R$ 1.000,00 o Patrimônio Líquido.
e) diminuiu o saldo da EPCLD em R$ 9.000,00.
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29. (FCC/Analista/TRF 3/2014) Em 31/12/2012, a empresa Credora S.A. possuía R$ 150.000,00 em
duplicatas a receber de clientes e uma estimativa de perdas com créditos de liquidação
duvidosa (EPCLD) no valor de R$ 7.500,00. Em fevereiro de 2013, o cliente Caloteiro, que devia
R$ 4.000,00, se tornou incobrável. Ao registrar este evento na contabilidade, a empresa
Credora S.A.:
a) reduziu o total do Ativo.
b) reconheceu um Passivo.
c) reduziu o Patrimônio Líquido.
d) reduziu o saldo da estimativa (EPCLD).
e) reconheceu uma Perda com Clientes, no resultado.
30. (FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS SP/2013) Determinada empresa comercial possuía em seu
Balanço Patrimonial, em 31/12/2011, R$ 350.000,00 em duplicatas a receber e uma estimativa
de perdas com créditos de liquidação duvidosa (EPCLD) no valor de R$ 10.500,00. Em janeiro
de 2012, um cliente que devia R$ 5.000,00 foi considerado incobrável. Ao reconhecer este
evento, a empresa debitou
a) EPCLD e creditou Duplicatas a Receber.
b) EPCLD e creditou Provisão no passivo.
c) Despesa com EPCLD e creditou Disponível.
d) Perdas com Clientes e creditou EPCLD.
e) Perdas com Clientes e creditou Duplicatas a Receber.
31. (FCC/Analista Judiciário/TRT RO/2013) Considere os seguintes dados contábeis da Cia. DZB:
Duplicatas a Receber em 31/12/2012 R$ 200.000,00
Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa (PCLD) em 31/12/2012 R$ 4.000,00
Em janeiro de 2013, um cliente considerado incobrável em outubro de 2012 pagou uma duplicata
no valor de R$ 3.000,00. O lançamento contábil referente ao pagamento do cliente gerou um:
a) débito em PCLD.
b) crédito em PCLD.
c) crédito em Duplicatas a Receber.
d) crédito em Receita de Vendas.
e) crédito em Outras Receitas Operacionais.
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32. (FCC/Contador/DPE/SP/2013) Sobre as Demonstrações Contábeis é correto afirmar que:
(A) a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados deverá indicar o montante do dividendo
por ação do capital social e poderá ser incluída na Demonstração das Mutações do Patrimônio
Líquido, se elaborada e publicada pela companhia.
(B) as alterações ocorridas no saldo de caixa e equivalentes de caixa, durante o exercício, são
segregadas, na Demonstração dos Fluxos de Caixa, em, no mínimo, três fluxos denominados: do
lucro ajustado, dos investimentos e dos financiamentos.
(C) o resultado com a venda de um ativo imobilizado, na Demonstração do Resultado do Exercício,
compõe o lucro bruto de uma empresa industrial.
(D) os pequenos saldos poderão ser agregados, nas demonstrações contábeis, desde que indicada
a sua natureza e não ultrapassem 0,2 (dois décimos) do valor do respectivo grupo de contas.
(E) o ativo, no Balanço Patrimonial, é segregado em dois grupos de contas, ativo circulante e ativo
não circulante, de acordo com o grau decrescente de exigibilidade.
33. (FCC/Analista Contábil/TRT 4ª/2011) De conformidade com as Normas Internacionais de
Contabilidade, são grupos do Balanço Patrimonial:
(A) Ativo Circulante, Realizável a Longo Prazo, Ativo Diferido, Ativo Imobilizado e Exigível a Longo
Prazo.
(B) Ativo Imobilizado, Ativo Intangível, Ativo Diferido e o Patrimônio Líquido.
(C) Realizável de Longo Prazo, Diferido, Investimentos, Passivo Circulante e Passivo Não
Circulante.
(D) Ativo Circulante, Ativo Permanente, Passivo Circulante e Passivo Não Circulante.
(E) Passivo Não Circulante, Passivo Circulante, Patrimônio Líquido, Ativo Circulante, Imobilizado,
Intangível e Investimentos.
34. (FCC/Auditor Fiscal da Receita Estadual/SEFAZ/RO/2010) A Cia. Participações apresentava em
seu balancete, em 31.12.X9, os saldos, em reais, nas seguintes contas:
Disponível: 20.000,00
Títulos e valores mobiliários: 23.000,00
Fornecedores: 10.000,00
Debêntures: 5.000,00
Clientes: 40.000,00
Despesas Administrativas: 3.000,00
Provisão para créditos de liquidação duvidosa: 2.000,00
Impostos a recuperar: 9.000,00
Adiantamento de clientes: 6.000,00
Despesas financeiras: 8.000,00
Marcas e patentes: 3.000,00
Receitas financeiras: 6.000,00
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Custo das mercadorias vendidas: 80.000,00
Depósitos em garantia: 10.000,00
Reserva legal: 8.000,00
Abatimentos sobre venda: 1.500,00
Estoques de mercadorias: 40.000,00
Receita de vendas 200.000,00
Capital Social 110.000,00
Empréstimos de LP 15.000,00
Receita de Equivalência Patrimonial: 6.500,00
Ações em tesouraria: 4.000,00
Investimentos em controladas: 44.000,00
Veículos: 75.000,00
Despesas de depreciação de veículos: 4.000,00
Depreciação acumulada de veículos: 7.000,0
Ajuste de avaliação patrimonial (devedor): 9.000,00
Despesas com vendas: 2.000,00.
Com base nas informações apresentadas, o Ativo da Cia. Participações, em 31.12.X9, era, em
reais:
a) 261.000,00;
b) 259.000,00;
c) 256.000,00;
d) 255.000,00;
e) 250.000,00.
35. (FCC/APOFP/2010) Considere as seguintes situações:
I. A empresa A adquiriu ações da empresa D com a finalidade de negociá-las a qualquer momento.
II. A empresa B é uma indústria e comércio de máquinas especiais, as quais são produzidas e
vendidas dentro do seu ciclo operacional de dois anos.
III. A empresa C adquiriu um terreno para futura instalação de uma fábrica.
Com base nas informações acima, as ações adquiridas por A, as máquinas produzidas por B e o
terreno adquirido por C, serão, respectivamente, classificados no:
(A) circulante, não circulante e não circulante.
(B) circulante, circulante e não circulante.
(C) não circulante, circulante e não circulante.
(D) não circulante, não circulante e não circulante.
(E) circulante, circulante e circulante.
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36. (FCC/Auditor Fiscal/ISS SP/2007) Uma companhia contratou, em 01.09.2005, um seguro contra
incêndio para sua fábrica, com prazo de três anos e vigência imediata, tendo pago, pela
respectiva apólice, a importância de R$ 115.200,00. Em 31.12.2005, deverá constar no grupo
do Ativo Circulante, do Balanço Patrimonial da companhia, como despesa do exercício
seguinte, a importância correspondente a, em R$:
(A) 38.400,00
(B) 32.000,00
(C) 25.600,00
(D) 19.200,00
(E) 12.800,00
37. (FCC/Analista Contábil/2005) De acordo com a Lei no 6.404/76, das Sociedades Anônimas, as
contas patrimoniais no Ativo Circulante são classificadas
a) em direitos e obrigações para com os acionistas.
b) pelo valor presente líquido de liquidação.
c) pelo seu grau de liquidez.
d) pela capacidade de gerar receitas futuras.
e) pelo valor de aquisição atualizado monetariamente.
9.3 – FGV
38. (FGV/AL-RO/Técnico em Contabilidade/2018) Em 01/04/2017, uma entidade pagou
antecipadamente o seguro de seus veículos com vigência de quatro anos, no valor de R$
96.000, com início de utilização imediata.
Assinale a opção que indica a contabilização da despesa antecipada com seguro no Balanço
patrimonial da entidade, em 31/12/2017.
A) Ativo Circulante: R$ 18.000 / Ativo não Circulante: R$ 78.000.
B) Ativo Circulante: R$ 24.000 / Ativo não Circulante: R$ 54.000.
C) Ativo Circulante: R$ 24.000 / Ativo não Circulante: R$ 72.000.
D) Ativo Circulante: R$ 42.000 / Ativo não Circulante: R$ 54.000.
E) Ativo Circulante: 0 / Ativo não Circulante: R$ 78.000.
39. (FGV/AL-RO/ Técnico em Contabilidade/2018) Assinale a opção que indica, no Balanço
Patrimonial de uma entidade, as contas classificadas como Disponibilidades.
A) Conta especial de cobrança e numerário em trânsito decorrente de remessas para filiais.
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B) Saldos de contas em bancos em liquidação e conta movimento.
C) Depósitos bloqueados e depósitos vinculados à liquidação de empréstimo.
D) Conta especial para pagamento e saldos de contas em bancos em liquidação.
E) Conta movimento e depósitos vinculados para liquidação de contratos de câmbio.
40. (FGV/Prefeitura de Salvador – BA/Técnico de Nível Superior/2017) Em 31/12/2016, a Cia. Delta
apresentava os seguintes saldos de seus ativos em seu balancete:
▪ Caixa: R$ 200.000;
▪ Aplicação financeira considerada equivalente a caixa: R$ 100.000;
▪ Estoques previstos para serem vendidos em 720 dias: R$ 300.000;
▪ Provisão para Perdas nos Estoques: R$ 65.000;
▪ Aluguel pago antecipadamente, apropriado mensalmente de forma linear por dois anos: R$
120.000;
▪ Carro: R$ 70.000;
▪ Depreciação acumulada do carro: R$ 30.000;
▪ Seguro do carro pago antecipadamente, apropriado mensalmente de forma linear por três anos:
R$ 36.000;
▪ Empréstimo a sócio que deverá ser recebido em 90 dias: R$ 45.000;
▪ Contas a receber por venda de ativo imobilizado com prazo de 60 dias: R$ 80.000;
▪ Perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa: R$ 25.000.
Assinale a opção que indica o valor do ativo circulante da Cia. Delta, em 31/12/2016.
a) R$ 372.000.
b) R$ 415.000.
c) R$ 427.000.
d) R$ 472.000.
e) R$ 662.000.
41. (FGV/Prefeitura de Cuiabá – MT/Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal/2016) Em
31/12/2015, uma entidade possuía as seguintes contas em seu ativo:
Caixa: R$ 100.000,00
Conta Bancária no Banco Alfa: R$ 50.000,00
Conta Bancária no Banco Beta: R$ 30.000,00
Depósito vinculado à liquidação de empréstimos de curto R$ 80.000,00
prazo:
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Numerário em trânsito decorrente de remessa para filial: R$ 40.000,00
Aplicação de curto prazo no mercado financeiro, prontamente
conversíveis em caixa e com risco considerável de mudança de R$ 60.000,00
valor:
Além disso, sabe-se que, na data, o Banco Beta estava em liquidação.
Com base nas contas acima, o saldo das Disponibilidades, em 31/12/2015, foi
a) R$ 150.000,00.
b) R$ 180.000,00.
c) R$ 190.000,00.
d) R$ 220.000,00.
e) R$ 250.000,00.
42. (FGV/CODEBA/Analista Portuário/2016) Em 31/12/15, uma sociedade empresária possuía
contas bancárias em três instituições financeiras diferentes. Os saldos na data de fechamento
do balanço patrimonial eram os seguintes:
Banco Saldo em 31/12/15
Banco Alfa 100.000
Banco Beta 50.000
Banco Gama -20.000
Assinale a opção que indica como as contas deverão ser evidenciadas no balanço patrimonial da
sociedade empresária, em 31/12/15:
a) R$ 130.000 no Ativo Circulante.
b) R$ 130.000 no Ativo Realizável a Longo Prazo.
c) R$ 150.000 no Ativo Circulante e R$ 20.000 no Ativo Realizável a Longo Prazo.
d) R$ 150.000 no Ativo Circulante e R$ 20.000 no Passivo Circulante.
e) R$ 150.000 no Ativo Realizável a Longo Prazo e R$ 20.000 no Passivo não Circulante.
43. (FGV/CODEBA/Analista Portuário/2016) Em 31/12/2015, uma sociedade empresária
apresentava os seguintes saldos em suas contas:
Disponibilidades: R$ 80.000;
Veículos utilizados na empresa: R$ 100.000;
Depreciação acumulada: R$ 60.000;
Seguro pago antecipadamente, apropriado
R$ 7.200;
mensalmente de modo linear por dois anos:
Fornecedores com prazo de 90 dias; R$ 70.000;
Empréstimo a sócio para recebimento em 60 dias: R$ 18.000;
Estoques previstos para serem vendidos em 540 dias: R$ 120.000;
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Provisão para perdas nos estoques: R$ 10.000.
Assinale a opção que indica o Ativo Circulante da sociedade empresária apresentado no Balanço
Patrimonial de 31/12/2015:
a) R$ 83.600.
b) R$ 98.000.
c) R$ 101.600.
d) R$ 171.600.
e) R$ 197.200.
44. (FGV/Auditor Fiscal/Prefeitura Osasco/2014) A alternativa que contém apenas relatórios que
integram o conjunto completo de demonstrações contábeis exigidas pelo Pronunciamento
Técnico CPC – 26 (R1) - Apresentação das Demonstrações Contábeis é:
a) balanço patrimonial, demonstração do resultado do exercício e relatório dos auditores
independentes;
b) demonstração do valor adicionado, relatório de sustentabilidade e balanço patrimonial;
c) notas explicativas, demonstração do resultado abrangente e demonstração das mutações do
patrimônio líquido;
d) demonstração do resultado abrangente, relatório da administração e demonstração dos lucros
acumulados;
e) demonstração das mutações do patrimônio líquido, demonstração do resultado do exercício e
relatório da administração.
45. (FGV/Auditor/CGE/MA/2014) Em 31/12/2013, o balancete da Cia. Rosa apresentava os
seguintes saldos (em reais):
Estoques com previsão de venda de 90 dias: 40.000
Aluguel pago antecipadamente com apropriação mensal e linear por 18 meses: 36.000
Caixa e Equivalente de Caixa: 12.000
Clientes com vencimento em 180 dias: 60.000
Contas de Ajuste a valor presente a apropriar sobre clientes: 3.000
Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa sobre clientes: 9.000
Contas a receber em 270 dias por venda de ativo imobilizado: 55.000
Empréstimo a sócio para recebimento em 30 dias: 8.000
Adiantamento de salários de janeiro a empregados: 13.000
Provisão para 13º salário: 80.000
Receita de vendas recebida antecipadamente: 36.000
Com base somente nos dados acima, o Ativo Circulante apresentado no Balanço Patrimonial da
Cia. Rosa em 31/12/2013 era de
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(A) R$ 179.000,00.
(B) R$ 192.000,00.
(C) R$ 200.000,00.
(D) R$ 204.000,00.
(E) R$ 228.000,00.
46. (FGV/Auditor Fiscal/ISS Recife/2014) Em 31/12/2013, uma entidade possuía entre suas contas
os seguintes saldos:
Caixa: R$ 20.000,00;
Depósito vinculado para liquidação de contratos de câmbio: R$ 10.000,00;
Depósito com restrição de movimentação por força de cláusula contratual de financiamento: R$
15.000,00;
Numerário em trânsito: R$ 22.000,00.
Com base nessas informações, o valor da conta Disponibilidades da Entidade, em 31/12/2013, era
de
a) R$ 20.000,00.
b) R$ 42.000,00.
c) R$ 47.000,00.
d) R$ 52.000,00.
e) R$ 67.000,00.
47. (FGV/Analista Contábil/MPE/MS/2013) Assinale a afirmativa que indica as contas de Ativo
Circulante.
(A) Aluguéis antecipados de três meses, aplicações financeiras de resgate imediato e empréstimos
a coligadas.
(B) Debêntures emitidas, reservas de capital e provisão para devedores duvidosas.
(C) Seguros a vencer de seis meses, banco conta movimento e estoque de mercadorias.
(D) Veículos para venda, veículos para renda e ações em controladas.
(E) Intangíveis, veículos para uso e terrenos.
48. (FGV/Analista de Controle Interno/SEFAZ RJ/2011) Em 31/12/2010, a Cia. SM, empresa de
comércio varejista, apresentava os seguintes saldos (em reais) em seu balancete, além das
contas do Patrimônio Líquido:
Contas a receber com vencimento em 540 dias: $ 33.000;
Clientes com vencimento em 60 dias: $ 200.000;
Imóveis: $ 800.000;
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Depreciação Acumulada: $ 100.000;
Dividendos a pagar: $ 30.000;
Caixa e Equivalentes de Caixa: $ 45.000;
Fornecedores com prazo de 90 dias: $ 48.000;
Provisão para Perdas nos Estoques: $ 12.000;
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: $ 8.000;
Estoques previstos para serem vendidos em 60 dias: $ 73.000;
Empréstimo a sócio com vencimento em 70 dias: $ 16.000;
Aluguel pago antecipadamente, com apropriação linear
e mensal por 18 meses: $ 18.000;
Contas a pagar com vencimento em 180 dias: $ 44.000;
Computador: $ 9.000.
Qual é o valor do Ativo Circulante total da Cia. SM apresentado no Balanço Patrimonial da
empresa de 31/12/2010?
a) R$ 298.000.
b) R$ 310.000.
c) R$ 340.000.
d) R$ 330.000.
e) R$ 326.000.
9.4 - VUNESP
Os dados a seguir serão utilizados para responder à questão.
Analise o Balancete de Verificação da Cia Valinhos em 31/12/2018.
Balancete de Verificação
Contas em R$
Ajuste a valor recuperável de equipamentos (ativo) 200,00
Bancos 6.000,00
Caixa 500,00
Capital a integralizar 35.000,00
Capital Subscrito 100.000,00
Clientes 10.000,00
Custo da Mercadoria Vendida 48.900,00
Depreciação acumulada 3.000,00
Despesa com aluguéis 700,00
Despesa com depreciação 1.000,00
Despesa com Perda Estimada com Crédito de Liquidação Duvidosa (PECLD) 100,00
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Balancete de Verificação
Contas em R$
Despesa com salários 12.000,00
Despesas antecipadas 3.400,00
Despesas gerais 1.500,00
Empréstimos Recebidos 35.000,00
Estoques 30.000,00
Financiamentos Recebidos 45.000,00
Fornecedores 10.000,00
Móveis e equipamentos 65.800,00
PECLD (ativo) 450,00
Receita 100.000,00
Reserva de Lucros 35.800,00
Salários a Pagar 15.000,00
Veículos 93.750,00
49. (VUNESP/VALIPREV/Contador/[Link]) O total do ativo circulante, em R$, é:
a) 46.050,00
b) 49.900,00
c) 49.450,00
d) 205.800,00
e) 46.500,00
Uma entidade apresentou o seguinte Balancete de Verificação:
Contas Saldo
BANCOS 56.700,00
CAPITAL SOCIAL 104.268,00
CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA 67.800,00
DEPRECIAÇÃO ACUMULADA 2.000,00
DESPESA COM IR E CSLL 12.345,00
DESPESA COM PECLD 567,00
DESPESA COM SALÁRIOS 25.600,00
DESPESA COM VENDAS 2.300,00
DESPESAS ADMINISTRATIVAS 1.230,00
DUPLICATAS A RECEBER – CP 23.450,00
EMPRÉSTIMOS – LP 26.780,00
ENCARGOS FINANCEIROS A APROPRIAR - LP 5.890,00
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Contas Saldo
FORNECEDORES 27.900,00
IMPOSTOS A RECOLHER 4.000,00
IMPOSTOS A RECUPERAR 3.600,00
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS 40.900,00
MERCADORIAS PARA REVENDA 82.286,00
PERDA ESTIMADA DE CRÉDITO DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA - PECLD - CP 2.400,00
PROPRIEDADES PARA INVESTIMENTO 35.000,00
RECEITA LÍQUIDA 134.600,00
RESERVA DE LUCROS 15.220,00
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO 9.800,00
SALÁRIOS A PAGAR 30.700,00
50. (VUNESP/ISS Guarulhos/Inspetor Fiscal de Rendas/2019) O ativo circulante da entidade no
período apresentou o valor, em R$, de:
(A) 163.636,00.
(B) 164.036,00.
(C) 168.436,00.
(D) 181.350,00.
(E) 186.150,00.
51. (VUNESP/Analista/MP SP/2019) Assinale a alternativa correta.
a) A Demonstração do Resultado do Exercício relaciona o Saldo de Caixa ao início de um período
ao Saldo de Caixa do Final de Período.
b) A Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados não faz parte do conjunto de
demonstrações contábeis propostos pela legislação.
c) A Demonstração do Fluxo de Caixa permite relacionar o saldo de contas a receber do início de
um período ao seu saldo de final de período.
d) A informação contábil exige julgamentos e decisões para a mensuração de ativos e passivos em
sua geração.
e) O valor contabilizado para o patrimônio líquido de uma entidade num determinado período é
exato e objetivo.
52. (VUNESP/Analista/MP SP/2019) Fazem parte do conjunto das demonstrações contábeis
previstas pela legislação atualizada para a contabilização das empresas:
a) Demonstração do Valor Adicionado; Balanço Patrimonial; Balanço Orçamentário.
b) Balanço Patrimonial; Demonstração do Valor Adicionado; Demonstração do Resultado
Econômico.
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c) Balanço Patrimonial; Demonstração do Resultado do Exercício; Demonstração de Fluxo de
Caixa.
d) Balanço patrimonial; Demonstração das Variações Patrimoniais; Balanço Orçamentário.
e) Balanço Orçamentário; Balanço Financeiro; Demonstração do Resultado Econômico.
53. (VUNESP/Prefeitura Municipal de Suzano/Contador/2016) De acordo com a Lei no 6.404/76,
art.176, deverão ser elaboradas as demonstrações financeiras ao final de cada exercício social,
com base na escrituração mercantil da companhia. Todavia, não será obrigada à elaboração e
publicação da demonstração dos fluxos de caixa a Companhia
(A) que optar por apresentar opcionalmente a demonstração das origens e aplicações de recursos.
(B) não considerada de grande porte, com faturamento inferior a R$ 300 milhões.
(C) S.A. de capital aberto, com faturamento inferior a R$ 240 milhões.
(D) fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2 milhões.
(E) de capital aberto, porém com ações somente negociadas em balcão.
Em 30 de junho de 2015, a contabilidade da Indústria Zé da Esquina Ltda. apresentou as seguintes
contas contábeis extraídas do razão contábil:
R$
Caixa (190)
Duplicatas a pagar 390
Lucros a distribuir 130
Despesa de aluguéis (140)
Comissões ativas 30
Receitas de juros 110
Impostos a recolher 300
Veículos (900)
Custos das vendas (600)
Receita de vendas 1.050
Despesas de juros (130)
Clientes (530)
Móveis e utensílios (540)
Capital social 800
Impostos federais correntes (200)
Despesas com salários (150)
Fornecedores 370
Encargos sociais a recolher 200
Ao conferir os valores, o contador verificou que o balancete não estava ordenado por grupos do
balanço, entretanto, os saldos foram conferidos com suas origens, sendo considerados como
corretos.
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54. (VUNESP/Câmara Municipal de Guaratinguetá/Contador/2016) Assinale a alternativa que
contém o valor do ativo circulante em Reais.
(A) 550,00.
(B) 660,00.
(C) 720,00.
(D) 840,00.
(E) 870,00
55. (VUNESP/Pref. São Paulo/Auditor Municipal de Controle Interno/2015) De acordo com a Lei nº
6.404/76 e alterações posteriores, “ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar,
com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que
deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas
no exercício:
I. balanço patrimonial;
II. demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III. demonstração do resultado do exercício;
IV. demonstração dos fluxos de caixa; e
V. se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.”
No balanço patrimonial, as contas semelhantes poderão ser agrupadas e os pequenos saldos
poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e não ultrapassem:
a) 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas.
b) 0,3 (três décimos) do valor do respectivo grupo de conta.
c) até um quinto do ativo/passivo circulantes.
d) 0,2 (dois décimos) do valor do respectivo grupo de conta.
e) até um quinto do total do ativo.
9.5 – Outras Bancas
56. (IBFC/EBSERH/Analista Contábil/2020) Em 31/12/16, a empresa Tico e Teco, apresentava as
seguintes contas em seu Ativo:
Conta no Banco Premium R$ 132.000,00
Conta no Banco Paladium R$ 60.000,00
Caixa e Disponibilidades R$ 45.000,00
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Aplicações de Curto prazo no mercado financeiro, conversíveis em caixa e com risco considerável
de alteração de valor R$ 73.000,00
Depósito vinculado a liquidação de empréstimo de curto prazo R$ 91.500,00
Numerário em trânsito decorrente de remessa para filial R$ 32.800,00
Dados:
Sabe-se que em 31/12/16, o Banco Paladium estava sendo liquidado.
Com base nas informações apresentadas, assinale a alternativa que apresenta o saldo das
disponibilidades
da empresa Tico e Teco em 31/12/16.
a) R$ 282.800,00
b) R$ 209.800,00
c) R$ 434.300,00
d) R$ 342.800,00
e) R$ 269.800,00
57. (AOCP/PC ES/Per. Of. Crim./Área 1/2019) Nas entidades societárias, as demonstrações
financeiras deverão ser assinadas pelo(s)
a) administradores e por contabilistas legalmente habilitados.
b) auditores e contadores legalmente habilitados.
c) contador legalmente habilitado.
d) administrador legalmente habilitado.
e) contador legalmente habilitado e auditor independente.
58. (AOCP/PC ES/Per. Of. Crim./Área 1/2019) Nas demonstrações financeiras das sociedades
anônimas, as contas semelhantes poderão ser agrupadas e os pequenos saldos poderão ser
agregados, desde que indicada a sua natureza e não ultrapassem
a) 0,1 do valor do respectivo grupo de contas.
b) 0,2 do valor do respectivo grupo de contas.
c) 0,3 do valor do respectivo grupo de contas.
d) 0,4 do valor do respectivo grupo de contas.
e) 0,5 do valor do respectivo grupo de contas.
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59. (PUC PR/ ISS Campo Grande/Auditor Fiscal da Receita Municipal/2019) Segundo a NBC TG 26,
o ativo deve ser classificado como circulante quando atender a alguns critérios. Analise e
assinale o critério que NÃO pode ser classificado como ativo circulante.
a) Está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado.
b) Espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da entidade.
c) Espera-se que seja realizado até doze meses após a data do balanço.
d) caixa ou equivalente de caixa (conforme definido na NBC TG 03 – Demonstração dos Fluxos
de Caixa), a menos que sua troca ou uso para liquidação de passivo se encontre vedada durante
pelo menos doze meses após a data do balanço.
e) Espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou consumido no decurso normal
do ciclo operacional da entidade.
60. (Consulplan/Exame de Suficiência/2019.1) A Lei nº 6.404/76, apresenta a ordem de classificação
das contas do ativo:
“Art. 178 [...]
§ 1º “no ativo, as contas serão classificadas em ordem decrescente de grau de liquidez”.
Essa afirmativa acarreta no fato da(s):
A) Contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal será classificada como
Reserva de Capital.
B) Contas de Ativo Circulante serem apresentadas antes das contas que informam o Ativo Não
Circulante – Imobilizado pertencente à companhia.
C) Participações Permanentes em outras sociedades e os Direitos de qualquer natureza serem
classificados no Ativo Não Circulante – Ativo Intangível.
D) Ações em Tesouraria deverão ser destacadas no Balanço Patrimonial como dedução da conta
do patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição.
61. (PUC-PR/Contador/JUCEPAR/2017) No Balanço Patrimonial, a diferença entre Ativo Circulante
e Passivo Circulante representa
a) Capital de Giro Próprio.
b) Capital de Giro Líquido.
c) Patrimônio Líquido.
d) Aplicação de recursos.
62. (IBFC/MGS/Tec Serviços Contábeis/2016) No balanço patrimonial, as contas serão classificadas
segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o
conhecimento e a análise da ___________ da companhia.
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Preencha a lacuna com a alternativa correta:
a) situação econômica.
b) situação financeira.
c) lucratividade.
d) necessidade de capital de giro.
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10. GABARITO
1 CERTO 32 A
2 ERRADO 33 E
3 ERRADO 34 D
4 ERRADO 35 B
5 CERTO 36 A
6 ERRADO 37 C
7 D 38 B
8 ERRADO 39 A
9 A 40 C
10 CERTO 41 C
11 CERTO 42 D
12 D 43 A
13 CERTO 44 C
14 CERTO 45 B
15 ERRADO 46 B
16 D 47 C
17 CERTO 48 B
18 ERRADO 49 C
19 A 50 A
20 ERRADO 51 D
21 CERTO 52 C
22 ERRADO 53 D
23 ERRADO 54 C
24 E 55 A
25 E 56 B
26 D 57 A
27 D 58 A
28 E 59 B
29 D 60 B
30 A 61 B
31 E 62 B
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11. RESUMO
11.1 - Demonstrações Contábeis
COMPANHIA
DEMONSTRAÇÃO CONTÁBIL ABERTA FECHADA
Balanço Patrimonial X X
Demonstração do Resultado do Exercício X X
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados X X
Demonstração dos Fluxos de Caixa X PL > 2 MI
Demonstração do Valor Adicionado X
1) Segundo a Lei 6.404/76, nas companhias abertas, a demonstração de lucros ou prejuízos
acumulados pode estar contida dentro da DMPL.
2) A DMPL não consta como sendo obrigatória pela Lei 6.404/76. Todavia, o CPC 26
(Apresentação das demonstrações contábeis) arrolou esta demonstração dentre aquelas que
fazem parte do conjunto das demonstrações contábeis de uma entidade. Tal menção levou
o FIPECAFI, no livro Manual de Contabilidade Societária, a considerar que, a partir da edição
do Pronunciamento Contábil, a DMPL passa a ser obrigatória a todos os tipos societários. A
questão deverá explicitar se está exigindo o conhecimento da Lei 6.404/76 ou do CPC 26.
3) A Demonstração de origens e aplicações de recursos, a DOAR, deixou de ser obrigatória
com as modificações contábeis introduzidas pelas Leis 11.638 e 11.941.
4) Balanço Patrimonial é a principal demonstração contábil e se destina a evidenciar, seja de
forma qualitativa, seja de forma quantitativa, a posição patrimonial e financeira da entidade.
5) O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no estatuto
(LSA, art. 175). Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o exercício
social poderá ter duração diversa (LSA, art. 175, parágrafo único).
6) As demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores
correspondentes das demonstrações do exercício anterior.
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11.2 - Balanço Patrimonial
7) Ativo é um recurso econômico presente controlado pela entidade como resultado de
eventos passados;
8) Passivo é obrigação presente da entidade de transferir um recurso econômico como
resultado de eventos passados.
9) Patrimônio Líquido é o participação residual nos ativos da entidade após a dedução de
todos os seus passivos.
10) Estrutura do Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO
Circulante Passivo Circulante
Não Circulante Passivo Não Circulante
Patrimônio Líquido
11) No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos
elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:
I – ativo circulante; e
II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos,
imobilizado e intangível.
12) O ativo circulante é composto por:
Disponibilidades
Direitos realizáveis
no curso do
Ativo circulante
exercício social
subsequente
Aplicações de
recursos em
despesas do
exercício seguinte
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