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Livro Eletrônico

Aula 04

Contabilidade Geral p/ CFC 2018.1 (Bacharel em Ciências Contábeis) Consulplan

Professores: Gabriel Rabelo, Luciano Rosa

80961657200 - Allan Diego Pinheiro de Oliveira

C ONTABILIDADE G ERAL P ARA E XAME CFC – A ULA 04 P ROF

CONTABILIDADE GERAL PARA EXAME CFC AULA 04 PROF. GABRIEL RABELO/LUCIANO ROSA/JULIO CARDOZO

AULA 04: ATIVO IMOBILIZADO

SUM£RIO

1

MAIS UMA AULA

2

2

ATIVO IMOBILIZADO

2

2.1

CONCEITO DE IMOBILIZADO SEGUNDO A LEI 6.404/76 E CPC 27

2

2.2

LEASING

FINANCEIRO

7

2.3

LEASING

OPERACIONAL

8

3

CUSTO DE UM ATIVO IMOBILIZADO

9

3.1

RECONHECIMENTO INICIAL

9

3.2

MENSURA« O SUBSEQUENTE

15

4

GASTOS DE CAPITAL VS GASTOS DO PERÕODO

16

5

ATIVO

CONSTRUÕDO

PELA EMPRESA

17

6

ATIVO QUALIFIC£VEL

18

6.1

- CONTABILIZA« O DA CAPITALIZA« O DOS CUSTOS DOS

24

7

DIVIS O DO IMOBILIZADO

25

8

CONTE⁄DO DAS CONTAS DO IMOBILIZADO

25

8.1

TERRENOS

25

8.2

M£QUINAS, APARELHOS E EQUIPAMENTOS

26

8.3

EQUIPAMENTOS DE PROCESSAMENTO ELETR‘NICO DE DADOS HARDWARE - E SISTEMAS

APLICATIVOS - SOFTWARE

 

26

8.4

M”VEIS E

UTENSÕLIOS

26

8.5

VEÕCULOS

26

8.6

PE«AS E CONJUNTOS DE REPOSI« O

26

8.7

IMOBILIZADO BIOL”GICO

26

8.8

BENFEITORIAS EM IM”VEIS DE TERCEIROS

27

9

IMOBILIZADOS EM ANDAMENTO

29

10

CRIT…RIO DE AVALIA« O DO ATIVO IMOBILIZADO

29

10.1

DEPRECIA« O

29

10.2

ENCARGOS DE DEPRECIA« O X DEPRECIA« O ACUMULADA!

30

10.3

INÕCIO DA DEPRECIA« O

31

10.4

M…TODOS DE DEPRECIA«

31

10.4.1

M…TODO DA LINHA RETA OU LINEAR OU M…TODO DAS QUOTAS CONSTANTES:

31

10.4.2

M…TODO DA SOMA DOS DÕGITOS OU M…TODO DE COLE OU M…TODO DAS QUOTAS

DECRESCENTES: 32

10.4.3

M…TODO DE UNIDADES PRODUZIDAS

32

10.4.4

M…TODO DAS HORAS DE TRABALHO:

33

11

ESTIMATIVA CONT£BIL VERSUS CRIT…RIO FISCAL

33

12

DEPRECIA« O DE BENS USADOS

34

13

DEPRECIA«

O

ACELERADA

35

14

DEPRECIA« O NO PRONUNCIAMENTO CPC 27 ATIVO IMOBILIZADO

35

15

ALTERA« O DA VIDA ⁄TIL DO IMOBILIZADO

38

16

VALOR RESIDUAL > VALOR CONT£BIL

40

17

REPARO E CONSERVA« O DE BENS E SUBSTITUI« O DE PE«AS

45

17.1

GASTOS COM LIMPEZA, MANUTEN« O DO BEM, CONSERVA« O

45

17.2

SUBSTITUI« O DE PE«AS

45

18

AMORTIZA« O

 

46

18.1

REVIS O 08 CPC AMORTIZA« O PELA RECEITA

48

19

EXAUST O

53

19.1

CONCEITOS DA LEI 6.404/76 E C£LCULO DA DEPRECIA« O

53

19.2

EXAUST O DE BENS APLICADOS NA EXPLORA« O DE RECURSOS MINERAIS E FLORESTAIS

54

19.3

CLASSIFICA« O: RECURSOS DE PROPRIEDADE DA EMPRESA X DIREITOS DE EXPLORA« O EM

PROPRIEDADES DE TERCEIROS

56

19.4

RECURSOS FLORESTAIS PR”PRIOS

59

19.5

DIREITOS DE EXPLORA« O DE FLORESTA

59

19.6

MAPA MENTAL DA EXAUST O

61

20

RESUMO DOS PONTOS COMENTADOS NESTA AULA

62

21

MAPAS MENTAIS ELABORADOS NESTA AULA

65

22

QUEST’ES

COMENTADAS

68

23

QUEST’ES APRESENTADAS EM AULA

108

24

GABARITO DAS QUEST’ES APRESENTADAS

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1

MAIS UMA AULA

Ol·, meus amigos. Como est„o?!

Agradecemos por estarem aqui, em mais um encontro conosco, no curso

de Contabilidade Geral para o Exame do CFC.

Hoje, falaremos sobre um tema muito importante, que vem sendo objeto de cobranÁa sistem·tica em provas, o ativo imobilizado. Teceremos coment·rios sobre os aspectos cont·beis e fiscais, alÈm de falar sobre o CPC 27 Ativo imobilizado.

Vamos ‡ aula?! Ent„o, aos estudos!

Um abraÁo.

Gabriel Rabelo/Luciano Rosa.

2 ATIVO IMOBILIZADO

Faremos um passeio sobre o ativo imobilizado, pois as bancas adoram este tema.

Falaremos sobre o imobilizado de forma geral, com enfoque no tÛpico que constam no tÌtulo da aula. Comecemos!

O ativo imobilizado tem definiÁ„o b·sica em dois diplomas. O primeiro e

principal È a lei 6.404/76. O segundo È o CPC 27 Ativo Imobilizado.

2.1

CONCEITO DE IMOBILIZADO SEGUNDO A LEI 6.404/76 E CPC

27

Segundo a Lei 6.404/76:

Art. 178. No balanÁo, as contas ser„o classificadas segundo os elementos do patrimÙnio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a an·lise da situaÁ„o financeira da companhia.

ß

1 No ativo, as contas ser„o dispostas em ordem decrescente de grau

de

liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:

II

ativo n„o circulante, composto por ativo realiz·vel a longo prazo,

investimentos, imobilizado e intangÌvel. (IncluÌdo pela Lei n 11.941, de

2009)

Ainda, continua

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Art. 179. As contas ser„o classificadas do seguinte modo:

IV no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens

corpÛreos destinados ‡ manutenÁ„o das atividades da companhia

ou

da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes

de

operaÁıes que transfiram ‡ companhia os benefÌcios, riscos e controle

desses bens; (RedaÁ„o dada pela Lei n 11.638,de 2007)

desses bens; (RedaÁ„o dada pela Lei n 11.638,de 2007) Segundo o CPC 27: Ativo imobilizado È
desses bens; (RedaÁ„o dada pela Lei n 11.638,de 2007) Segundo o CPC 27: Ativo imobilizado È
desses bens; (RedaÁ„o dada pela Lei n 11.638,de 2007) Segundo o CPC 27: Ativo imobilizado È

Segundo o CPC 27:

Ativo imobilizado È o item tangÌvel que:

(a) È mantido para uso na produÁ„o ou fornecimento de mercadorias ou serviÁos, para aluguel a outros, ou para fins administrativos; e (b) se espera utilizar por mais de um perÌodo.

e (b) se espera utilizar por mais de um perÌodo. Correspondem aos direitos que tenham por

Correspondem aos direitos que tenham por objeto bens corpÛreos

destinados ‡ manutenÁ„o das atividades da entidade ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operaÁıes que transfiram a

ela os benefÌcios, os riscos e o controle desses bens.

a ela os benefÌcios, os riscos e o controle desses bens. Assim, classificam-se no imobilizado direitos

Assim, classificam-se no imobilizado direitos que tenham por objeto bens corpÛreos destinados ‡ manutenÁ„o das atividades da companhia como, por exemplo, os terrenos, edificaÁıes, m·quinas e

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equipamentos, mÛveis e utensÌlios, veÌculos. Os bens incorpÛreos passam a ficar no intangÌvel.

A regra È a classificaÁ„o de bens de propriedade da companhia. Bens locados n„o satisfazem, em regra, o critÈrio para serem classificados como ativo.

Regra ClassificaÁ„o dos bens de propriedade da companhia

Sobre o trecho destacado da questão: “Os direitos que tenham por objeto bens corpÛreos destinados ‡ manutenÁ„o das atividades da companhia ou da empresa, ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operaÁıes que transfiram ‡ companhia os benefÌcios, riscos e controle desses bens, devem ser classificados no grupo de contas ( )”

Trata-se esta ˙ltima parte de bens que n„o s„o de propriedade da empresa juridicamente, como os bens objetos de leasing.

O leasing, basicamente, pode ser de dois tipos: operacional e

financeiro. A diferenÁa entre um e outro reside principalmente no seguinte critÈrio: o leasing transfere ou n„o os riscos e benefÌcios inerentes ‡ propriedade.

Se transferir, ser· classificado como leasing financeiro. Se n„o, como

leasing operacional. E como saberemos se h· ou n„o transferÍncia dos riscos e benefÌcios? O tema est· prescrito no CPC 06, que dispıe sobre o arrendamento mercantil.

Riscos e benefÌcios com

ClassificaÁ„o

Arrendat·rio

Arrendamento financeiro

Arrendador

Arrendamento operacional

Para se caracterizar um arrendamento financeiro, basicamente cinco caracterÌsticas podem aparecer:

Principais caracterÌsticas de um arrendamento financeiro

1) Transfere-se a propriedade ao final do contrato; 2) Valor residual mais baixo que o valor justo; 3) O prazo do arrendamento refere-se ‡ maior parte da vida ˙til do ativo 4) O valor presente dos pagamentos totaliza substancialmente todo o valor justo do ativo; 5) O ativo arrendado È de tal forma especializado, que apenas o arrendat·rio pode us·-lo sem grandes modificaÁıes.

Expliquemos item a item

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1) Transfere-se a propriedade ao final do contrato.

… prov·vel que ao final do contrato o arrendat·rio v· adquirir o bem objeto de arrendamento mercantil financeiro.

2) Valor residual mais baixo que o valor justo;

O valor residual que ser· pago pelo arrendamento È menor do que o valor de mercado avaliado do ativo ao final do contrato.

3) O prazo do arrendamento refere-se ‡ maior parte da vida ˙til do ativo

Item autoexplicativo.

4) O valor presente dos pagamentos totaliza substancialmente todo o valor justo do ativo;

Basicamente, vocÍ paga quase todo o valor de mercado de um ativo. O valor presente (as parcelas descontadas para valor de hoje) consubstancia basicamente todo o valor de mercado deste ativo.

5) O ativo arrendado È de tal forma especializado, que apenas o arrendat·rio pode us·-lo sem grandes modificaÁıes.

Se h· o arrendamento de uma m·quina para uma ind˙stria produtora de calÁado, È por que provavelmente somente a arrendat·ria È produtora deste tipo de produto. O arrendador, provavelmente, produzir· a m·quina que È arrendada. DaÌ dizer que somente o arrendat·rio pode usar sem grandes modificaÁıes.

Memorize os 5 itens acima. N„o s„o difÌceis, e uma quest„o pode n„o mencionar se o arrendamento È operacional ou financeiro, mas indicar uma ou mais das caracterÌsticas acima.

Vamos exemplificar?

“A Cia ABC contratou o arrendamento de uma máquina construÌda especialmente para ser usada nas suas operações”

(Arrendamento financeiro item 5 acima).

“Um veículo foi arrendado por dois anos, com valor residual segundo a tabela da Revista 4 Rodas do final do contrato”.

Supondo que a tabela da Revista 4 Rodas represente o valor justo do veÌculo, ser· arrendamento operacional (N„o atende o item 2).

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“Um veículo foi arrendado por dois anos, com valor residual de 500 reais”.

Nesse caso, teremos arrendamento financeiro, pois o valor residual È mais baixo que o valor justo (nenhum veÌculo com dois anos de uso custa apenas 500 reais).

E qual a import‚ncia de saber isso? AÌ est· a quest„o. A depender do tipo de arrendamento, teremos tratamentos cont·beis distintos. E, para sua sorte, esses tratamentos s„o cobrados em concurso.

sua sorte, esses tratamentos s„o cobrados em concurso. (UFRJ/Analista da CVM/2008) A IAS 17 relaciona algumas

(UFRJ/Analista da CVM/2008) A IAS 17 relaciona algumas situaÁıes que podem conduzir a que uma transaÁ„o de arrendamento mercantil seja classificada como financeira.

A situaÁ„o

arrendamento È:

que est· mais identificada com outras modalidades

de

a) o arrendamento transfere a posse do ativo ao arrendat·rio no fim do

prazo do contrato;

b) o arrendat·rio possui a opÁ„o de comprar o ativo por um preÁo que se

espera ser equivalente a seu valor justo na data em que a opÁ„o seja exercida;

c) o prazo do arrendamento abrange a maior parte da vida econÙmica do

ativo, mesmo que o tÌtulo de propriedade n„o seja transferido;

d) no inÌcio do arrendamento o valor dos pagamentos mÌnimos ajustados

do contrato atinge, pelo menos substancialmente, todo o valor justo do ativo arrendado; e) o ativo arrendado È de tal natureza especializada que apenas o arrendat·rio pode us·-lo sem que sejam efetuadas grandes modificaÁıes.

Coment·rios:

O nosso gabarito È a letra b.

Ao final do contrato de arrendamento mercantil financeiro, como se pagou substancialmente todo o valor de mercado do ativo, espera-se pagar um valor substancialmente menor do que o seu valor de mercado.

Todos os outros itens est„o de acordo com o que explicamos acima.

Gabarito B.

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2.2

LEASING FINANCEIRO

AtenÁ„o! O bem objeto de leasing financeiro deve ser reconhecido no balanÁo patrimonial do arrendat·rio como ativo!

Exemplo: Arrendamento mercantil de um veÌculo, com valor justo (valor de mercado) de R$ 20.000, o qual ser· pago em 4 prestaÁıes anuais de 6.000 (total de R$ 24.000,00), sem valor residual.

Nesse caso, a contabilizaÁ„o inicial seria:

D

VeÌculos

20.000

D

Juros a transcorrer (Redutora do passivo)

4.000

C

Arrendamento mercantil a pagar (Passivo)

24.000

Portanto, no caso do arrendamento mercantil financeiro, o arrendat·rio contabiliza o bem como ativo, contabiliza a depreciaÁ„o e a despesa financeira (apropriaÁ„o dos juros a transcorrer).

Vejam que o bem, nesta hipÛtese, foi contabilizado pelo valor justo. N„o devemos contabilizar a despesa financeira com ativo, isto È, a regra hoje vigente na contabilidade È de que as operaÁıes financeiras devem ser segregadas e n„o consideradas como parte de um ativo.

ser segregadas e n„o consideradas como parte de um ativo. (FCC/Analista/TRF 1™/2011) Uma operaÁ„o de
ser segregadas e n„o consideradas como parte de um ativo. (FCC/Analista/TRF 1™/2011) Uma operaÁ„o de

(FCC/Analista/TRF 1™/2011) Uma operaÁ„o de arrendamento mercantil efetuada no prazo de cinco anos, na qual identifica-se a transferÍncia substancial dos riscos e benefÌcios inerentes ao bem objeto do contrato, cuja propriedade ser· transferida ao arrendat·rio no final do contrato, dever· ser registrada

a) no Realiz·vel de Longo Prazo.

b) em conta de Ajustes Patrimoniais.

c) como item do Ativo Diferido.

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d) em conta do Imobilizado.

e) como uma Despesa Diferida.

Coment·rios:

Havendo transferÍncia substancial dos riscos e benefÌcios, estamos frente

a uma hipÛtese de arrendamento mercantil financeiro, e, como dissemos, deve ser contabilizado como ativo imobilizado.

Gabarito D.

2.3 LEASING OPERACIONAL

AtenÁ„o! O bem objeto de leasing operacional n„o deve ser reconhecido no balanÁo patrimonial do arrendat·rio como ativo!

Exemplo: Vamos supor que uma empresa faÁa um arrendamento operacional de um veÌculo pelo prazo de dois anos, pagando o valor de 500 reais por mÍs. Nesse caso, a contabilizaÁ„o fica assim:

D

Despesa de arrendamento

500

C

Bancos

500

Despesa de arrendamento 500 C – Bancos 500 Professores, entendi que, no leasing operacional, as

Professores, entendi que, no leasing operacional, as parcelas s„o lanÁadas no passivo, mas o valor total n„o È reconhecido no passivo? Todo o leasing n„o seria uma obrigaÁ„o presente derivada de um fato

passado?

No caso do leasing operacional, n„o. As parcelas sÛ s„o devidas depois que ocorre o alugueldurante o mÍs.

Ou seja: quando estamos em 31 de maio, o aluguel referente ao mÍs de

maio È devido. Mas o aluguel de junho, n„o. O fato gerador da obrigaÁ„o

È a empresa usar o objeto do arrendamento durante o mÍs de junho.

E se a empresa devolver o bem e cancelar o arrendamento operacional no dia 31 de maio? Nesse caso, n„o dever· pagar nada pelo arrendamento em junho.

Portanto, sÛ vai para o passivo o pagamento referente a mÍs j· alugado e ainda n„o pago.

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3

CUSTO DE UM ATIVO IMOBILIZADO

3.1 RECONHECIMENTO INICIAL

Conforme a lei 6404/76:

CritÈrios de avaliaÁ„o do ativo

Art. 183. No balanÁo, os elementos do ativo ser„o avaliados segundo os seguintes critÈrios:

V - Os direitos classificados no imobilizado, pelo custo de aquisiÁ„o, deduzido do saldo da respectiva conta de depreciaÁ„o, amortizaÁ„o ou exaust„o;

Portanto, o imobilizado È avaliado inicialmente ao custo!

; Portanto, o imobilizado È avaliado inicialmente ao custo! Os itens do ativo imobilizado s„o mensurados

Os itens do ativo imobilizado s„o mensurados inicialmente pelo seu custo, o qual inclui todos os custos necess·rios para coloc·-lo em condiÁıes de uso.

Conforme o Pronunciamento CPC 27 Ativo Imobilizado:

16. O custo de um item do ativo imobilizado compreende:

(a) seu preÁo de aquisiÁ„o, acrescido de impostos de importaÁ„o e impostos n„o recuper·veis sobre a compra, depois de deduzidos os descontos comerciais e abatimentos;

(b) quaisquer custos diretamente atribuÌveis para colocar o ativo no

local e condiÁ„o necess·rias para o mesmo ser capaz de funcionar da

forma pretendida pela administraÁ„o;

(c) a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoÁ„o do item e

de restauraÁ„o do local (sÌtio) no qual este est· localizado. Tais custos

representam a obrigaÁ„o em que a entidade incorre quando o item È adquirido ou como consequÍncia de us·-lo durante determinado perÌodo para finalidades diferentes da produÁ„o de estoque durante esse perÌodo.

17. Exemplos de custos diretamente atribuÌveis s„o:

(a) custos de benefÌcios aos empregados (tal como definidos no Pronunciamento TÈcnico CPC 33 BenefÌcios a Empregados) decorrentes

diretamente da construÁ„o ou aquisiÁ„o de item do ativo imobilizado;

(b) custos de preparaÁ„o do local;

(c) custos de frete e de manuseio (para recebimento e instalaÁ„o);

(d) custos de instalaÁ„o e montagem;

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(e) custos com testes para verificar se o ativo est· funcionando corretamente, apÛs deduÁ„o das receitas lÌquidas provenientes da venda de qualquer item produzido enquanto se coloca o ativo nesse local e condiÁ„o (tais como amostras produzidas quando se testa o equipamento); e (f) honor·rios profissionais.

Continuando

19. Exemplos que n„o s„o custos de um item do ativo imobilizado s„o:

(a)

custos de abertura de nova instalaÁ„o;

(b)

custos incorridos na introduÁ„o de novo produto ou serviÁo (incluindo

propaganda e atividades promocionais);

(c) custos da transferÍncia das atividades para novo local ou para nova

categoria de clientes (incluindo custos de treinamento); e

(d) custos administrativos e outros custos indiretos.

Custo do ativo imobilizado (CPC 27)

Inclui

N„o inclui

PreÁo de aquisiÁ„o + Imposto ImportaÁ„o + Impostos n„o recuper·veis

Descontos comerciais e abatimentos

PreparaÁ„o do local

Custos de abertura de nova instalaÁ„o

Frete e manuseio por conta do comprador

Frete e manuseio por conta do comprador

Frete por conta do vendedor

 

InstalaÁ„o e montagem

Propaganda e atividades promocionais

Testes

Custos de treinamento

 

Honor·rios profissionais (engenheiros, arquitetos, por exemplo)

TransferÍncia posterior (novo local)

 

Custos de desmontagem (futuro, traz a valor presente)

Custos administrativos

 

Custo de remoÁ„o (futuro, traz a valor presente)

Outros custos indiretos

 
 

RemoÁ„o,

desmontagem

de

m·quinas

Outros custos diretamente atribuÌveis

antigas

O reconhecimento dos custos no valor cont·bil de um item do ativo

imobilizado cessa quando o item est· no local e nas condiÁıes operacionais pretendidas pela administraÁ„o.

Portanto, os custos incorridos no uso ou na transferÍncia ou reinstalaÁ„o de um item n„o s„o incluÌdos no seu valor cont·bil, como, por exemplo,

os seguintes custos:

(a) custos incorridos durante o perÌodo em que o ativo capaz de operar

nas condiÁıes operacionais pretendidas pela administraÁ„o n„o È utilizado

ou est· sendo operado a uma capacidade inferior ‡ sua capacidade total;

(b) prejuÌzos operacionais iniciais, tais como os incorridos enquanto a

demanda pelos produtos do ativo È estabelecida; e

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(c) custos de realocaÁ„o ou reorganizaÁ„o de parte ou de todas as operaÁıes da entidade.

Algumas operaÁıes realizadas em conex„o com a construÁ„o ou o desenvolvimento de um item do ativo imobilizado n„o s„o necess·rias para deix·-lo no local e nas condiÁıes operacionais pretendidas pela administraÁ„o.

Essas atividades eventuais podem ocorrer antes ou durante as atividades de construÁ„o ou desenvolvimento. Por exemplo, o local de construÁ„o pode ser usado como estacionamento e gerar receitas, atÈ que a construÁ„o se inicie.

Como essas atividades n„o s„o necess·rias para que o ativo fique em condiÁıes de funcionar no local e nas condiÁıes operacionais pretendidas pela administraÁ„o, as receitas e as despesas relacionadas devem ser reconhecidas no resultado e incluÌdas nas respectivas classificaÁıes de receita e despesa.

O item c fala “a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoÁ„o do item e de restauraÁ„o do local (sÌtio) no qual este est· localizado”. O que È isso?

Imagine que a Petrobr·s, atravÈs de um contrato de arrendamento financeiro, assuma uma plataforma de petrÛleo. Esse bem ser· registrado no Ativo Imobilizado e, alÈm dos custos de instalaÁ„o, o contrato prevÍ que a desmontagem e remoÁ„o da plataforma ocorrer„o daqui a 10 anos e ser„o de responsabilidade da Petrobr·s.

Esses gastos devem ser incorporados ao custo da plataforma. Eles devem ser trazidos a valor presente.

Vamos treinar? A quest„o a seguir È difÌcil (muito)!

Vamos treinar? A quest„o a seguir È difÌcil (muito)! (FGV/Auditor Tribut·rio/ISS NiterÛi/2015) Em 01/02/X0, a

(FGV/Auditor Tribut·rio/ISS NiterÛi/2015) Em 01/02/X0, a Cia. Digama adquiriu, por R$ 3.000.000,00, um terreno destinado ‡ construÁ„o de um novo armazÈm. De 01/02/X0 a 30/04/X0 o terreno foi utilizado como estacionamento, e a companhia faturou R$ 70.000,00 durante esse perÌodo com a locaÁ„o de vagas.

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Em 01/05/X0, a companhia pagou R$ 25.000,00 de honor·rios aos engenheiros respons·veis pelo projeto do armazÈm e deu inÌcio ‡ sua construÁ„o.

Para isso, ela tomou um emprÈstimo de R$ 6.000.000,00 junto ao Banco Zeta S.A. AtÈ 01/12/X0 data em que foi concluÌda, a Cia. Digama gastou na construÁ„o do armazÈm R$ 850.000,00 com m„o de obra, R$ 150.000,00 com a preparaÁ„o do terreno, R$ 300.000,00 com frete e R$ 5.000.000,00 com materiais de construÁ„o.

Os juros incorridos sobre o emprÈstimo tomado junto ao Banco Zeta S.A, durante esse perÌodo foram de R$ 40.000,00, e a companhia obteve receitas financeiras de R$ 8.000,00 pela aplicaÁ„o desses recursos antes de efetuar os pagamentos necess·rios ‡ conduÁ„o da obra. De 01/12/X0 a 15/12/X0, data em que o armazÈm foi inaugurado, a Cia. Digama gastou R$ 50.000,00 para transferir os equipamentos de um armazÈm antigo para esse novo armazÈm. Esse novo armazÈm dever· ser reconhecido no imobilizado da Cia. Digama pelo custo de:

a) 6.287.000

b) 6.325.000

c) 6.357.000

d) 6.365.000

e) 6.407.000

Coment·rios:

Como dissemos, o custo do imobilizado inclui:

Custo do ativo imobilizado (CPC 27)

Inclui

N„o inclui

PreÁo de aquisiÁ„o + Imposto ImportaÁ„o + Impostos n„o recuper·veis Descontos comerciais e abatimentos
PreÁo de aquisiÁ„o + Imposto ImportaÁ„o +
Impostos n„o recuper·veis
Descontos comerciais e abatimentos
PreparaÁ„o do local
Custos de abertura de nova instalaÁ„o
Frete e manuseio por conta do comprador
Frete por conta do vendedor
InstalaÁ„o e montagem
Propaganda e atividades promocionais
Testes
Custos de treinamento
Honor·rios profissionais (engenheiros,
arquitetos, por exemplo)
TransferÍncia posterior (novo local)
Custos de desmontagem (futuro, traz a valor
presente)
Custos administrativos
Custo de remoÁ„o (futuro, traz a valor presente)
Outros custos indiretos
RemoÁ„o,
desmontagem
de
m·quinas
Outros custos diretamente atribuÌveis
antigas

Vamos para a quest„o

Os trechos da quest„o est„o em negrito.

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Em 01/02/X0, a Cia. Digama adquiriu, por R$ 3.000.000,00, um terreno destinado ‡ construÁ„o de um novo armazÈm. De 01/02/X0 a 30/04/X0 o terreno foi utilizado como estacionamento, e a companhia faturou R$ 70.000,00 durante esse perÌodo com a locaÁ„o de vagas.

A primeira coisa È perceber l· no final da quest„o que ela pede o valor cont·bil do armazÈm e n„o do terreno.

Portanto, as informaÁıes relativas ao terreno devem ser reconhecidas separadamente. Terreno È terreno, armazÈm È armazÈm.

O terreno deve ser reconhecido separadamente no balanÁo patrimonial.

Em 01/05/X0, a companhia pagou R$ 25.000,00 de honor·rios aos engenheiros respons·veis pelo projeto do armazÈm e deu inÌcio ‡ sua construÁ„o.

Os honor·rios com engenheiros, arquitetos e profissionais do gÍnero s„o reconhecidos como custo do imobilizado. Este item È um custo diretamente atribuÌvel, segundo o CPC 27, 17, f.

Para isso, ela tomou um emprÈstimo de R$ 6.000.000,00 junto ao Banco Zeta S.A. AtÈ 01/12/X0 data em que foi concluÌda, a Cia. Digama gastou na construÁ„o do armazÈm R$ 850.000,00 com m„o de obra, R$ 150.000,00 com a preparaÁ„o do terreno, R$ 300.000,00 com frete e R$ 5.000.000,00 com materiais de construÁ„o.

O emprÈstimo obtido vai ingressar no banco, em contrapartida ‡ conta emprÈstimos a pagar.

Depois disso, temos gastos com a construÁ„o do armazÈm:

- M„o de obra: R$ 850.000,00 (entra no custo)

- PreparaÁ„o do terreno: R$ 150.000,00 (entra no custo)

- Materiais de construÁ„o: R$ 5.000.000,00 (entra no custo)

- Frete: R$ 300.000,00

Os juros incorridos sobre o emprÈstimo tomado junto ao Banco Zeta S.A, durante esse perÌodo foram de R$ 40.000,00, e a companhia obteve receitas financeiras de R$ 8.000,00 pela aplicaÁ„o desses recursos antes de efetuar os pagamentos necess·rios ‡ conduÁ„o da obra.

NÛs sabemos que a regra para o reconhecimento dos juros È lanÁa-los como despesa na DRE conforme o perÌodo de competÍncia.

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Todavia, se estivermos frente a um ativo qualific·vel, a situaÁ„o muda e reconhecemos esses juros como parte do custo do ativo.

Assim, nesta hipÛtese, vamos lanÁar os R$ 40.000,00 como custo do ativo, subtraindo os R$ 8.000,00 obtidos como receitas.

Segundo o CPC 20:

12. Na extens„o em que a entidade toma recursos emprestados especificamente com o propÛsito de obter um ativo qualific·vel, a entidade deve determinar o montante dos custos dos emprÈstimos elegÌveis ‡ capitalizaÁ„o como sendo aqueles efetivamente incorridos sobre tais emprÈstimos durante o perÌodo, menos qualquer receita financeira decorrente do investimento tempor·rio de tais emprÈstimos.

De 01/12/X0 a 15/12/X0, data em que o armazÈm foi inaugurado,

a Cia. Digama gastou R$ 50.000,00 para transferir os

equipamentos de um armazÈm antigo para esse novo armazÈm.

Vejam que esses gastos nada tÍm a ver com a construÁ„o do armazÈm. Os gastos para remoÁ„o dos equipamentos antigos do armazÈm antigo para o novo devem ser considerados como despesa, na DRE.

Esse novo armazÈm dever· ser reconhecido no imobilizado da Cia. Digama pelo custo de:

- Honor·rios

25.000,00

- Gastos m„o de obra

850.000,00

- PreparaÁ„o do terreno

150.000,00

- Frete

300.000,00

- Materiais de construÁ„o

5.000.000,00

-

Juros (ativo qualific·vel)

40.000,00 8.000 = 32.000,00

6.357.000,00

Total

Professores, e as receitas com estacionamento? Elas devem ser reconhecidas na DRE. Vejam o que diz o CPC 27:

21. Algumas operaÁıes realizadas em conex„o com a construÁ„o ou o desenvolvimento de um item do ativo imobilizado n„o s„o necess·rias para deix·-lo no local e nas condiÁıes operacionais pretendidas pela administraÁ„o. Essas atividades eventuais podem ocorrer antes ou durante as atividades de construÁ„o ou desenvolvimento. Por exemplo, o local de construÁ„o pode ser usado como estacionamento e gerar receitas, atÈ que a construÁ„o se inicie. Como essas atividades n„o s„o necess·rias para que o ativo fique em condiÁıes de funcionar no local e nas condiÁıes operacionais pretendidas pela administraÁ„o, as receitas e as despesas relacionadas devem ser reconhecidas no

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resultado e incluÌdas nas respectivas classificaÁıes de receita e despesa.

Quest„o bem difÌcil, mas um Ûtimo treino para entender o assunto!

Gabarito C.

3.2 MENSURA« O SUBSEQUENTE

Assim como os outros ativos, o ativo imobilizado pode mudar de valor. Ele pode se desgastar, pode sofrer perda no seu valor de mercado ou perder tambÈm o valor que se espera em relaÁ„o ‡ capacidade de gerar produtos.

Portanto, depois de integrado, ele fica sujeito ‡ depreciaÁ„o, amortizaÁ„o

e exaust„o e ao teste de recuperabilidade. A previs„o para estes institutos encontra-se na Lei 6.404 do seguinte modo:

Art. 183. ß 2 A diminuiÁ„o do valor dos elementos dos ativos imobilizado

e intangÌvel ser· registrada periodicamente nas contas de: (RedaÁ„o dada pela Lei n 11.941, de 2009)

a) depreciaÁ„o, quando corresponder ‡ perda do valor dos direitos que

tÍm por objeto bens fÌsicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, aÁ„o da natureza ou obsolescÍncia; b) amortizaÁ„o, quando corresponder ‡ perda do valor do capital aplicado na aquisiÁ„o de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existÍncia ou exercÌcio de duraÁ„o limitada, ou cujo

objeto sejam bens de utilizaÁ„o por prazo legal ou contratualmente

limitado;

c) exaust„o, quando corresponder ‡ perda do valor, decorrente da sua

exploraÁ„o, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploraÁ„o.

ß 3o A companhia dever· efetuar, periodicamente, an·lise sobre a

recuperaÁ„o dos valores registrados no imobilizado e no intangÌvel, a fim

de que sejam: (RedaÁ„o dada pela Lei n 11.941, de 2009)

I registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver

decis„o de interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando comprovado que n„o poder„o produzir resultados

suficientes para recuperaÁ„o desse valor; ou (IncluÌdo pela Lei n 11.638,

de

2007)

II

revisados e ajustados os critÈrios utilizados para determinaÁ„o da

vida ˙til econÙmica estimada e para c·lculo da depreciaÁ„o, exaust„o e amortizaÁ„o. (IncluÌdo pela Lei n 11.638,de 2007)

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Aval. do imobilizado: Custo - depreciaÁ„o/amort./exaust„o - red. val. rec.

DiminuiÁ„o

Perda do valor aplicado:

 

Por desgaste

DepreciaÁ„o

Por uso

Por aÁ„o da natureza

 

Por obsolescÍncia

 

Por aquisiÁ„o de direitos de propriedade industrial ou comercial com existÍncia ou exercÌcio de duraÁ„o limitada

AmortizaÁ„o

Por aquisiÁ„o de direitos cujo objeto sejam bens de utilizaÁ„o por prazo legal ou contratualmente limitado

Exaust„o

Recursos minerais ou florestais ou bens aplicados nessa exploraÁ„o.

==62394==

4 GASTOS DE CAPITAL VS GASTOS DO PERÕODO

Conforme o livro “Contabilidade Societária”, da equipe de professores da USP, os gastos subsequentes podem ser de duas espÈcies:

Gastos de capital: s„o os que ir„o beneficiar mais de um exercÌcio social e devem ser adicionados ao valor do ativo imobilizado, desde que atendam ‡s condiÁıes de reconhecimento de um ativo. Exemplo:

custo de aquisiÁ„o do bem, custo de instalaÁ„o e montagem, etc.

Gastos do perÌodo (despesas): s„o os que devem ser agregados ‡s contas de despesas do perÌodo, pois sÛ beneficiam um exercÌcio e s„o necess·rios para manter o imobilizado em condiÁıes de operar, n„o lhe aumentando o valor. N„o È prov·vel que esses gastos tenham o potencial de gerar benefÌcios econÙmicos futuros para a entidade. Logo, n„o podem ser reconhecidos como ativo, mas sim como despesa. Exemplo: manutenÁ„o e reparos, etc.

Vejamos o CPC 27 Ativo Imobilizado:

12. Segundo o princÌpio de reconhecimento do item 7, a entidade n„o reconhece no valor cont·bil de um item do ativo imobilizado os custos da manutenÁ„o periÛdica do item. Pelo contr·rio, esses custos s„o reconhecidos no resultado quando incorridos. Os custos da manutenÁ„o periÛdica s„o principalmente os custos de m„o-de-obra e de produtos consumÌveis, e podem incluir o custo de pequenas peÁas. A finalidade desses gastos é muitas vezes descrita como sendo para “reparo e manutenção” de item do ativo imobilizado.

13. Partes de alguns itens do ativo imobilizado podem requerer substituiÁ„o em intervalos regulares. Por exemplo, um forno pode requerer novo revestimento apÛs um n˙mero especÌfico de horas de uso; ou o interior dos aviıes, como bancos e equipamentos internos, pode

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exigir substituiÁ„o diversas vezes durante a vida da estrutura. Itens do ativo imobilizado tambÈm podem ser adquiridos para efetuar substituiÁ„o recorrente menos frequente, tal como a substituiÁ„o das paredes interiores de edifÌcio, ou para efetuar substituiÁ„o n„o recorrente. Segundo o princÌpio de reconhecimento do item 7, a entidade reconhece no valor cont·bil de um item do ativo imobilizado o custo da peÁa reposta desse item quando o custo È incorrido se os critÈrios de reconhecimento forem atendidos. O valor cont·bil das peÁas que s„o substituÌdas È baixado de acordo com as disposiÁıes de baixa deste Pronunciamento (ver itens 67 a 72).

14. Uma condiÁ„o para continuar a operar um item do ativo imobilizado (por exemplo, uma aeronave) pode ser a realizaÁ„o regular de inspeÁıes importantes em busca de falhas, independentemente das peÁas desse item serem ou n„o substituÌdas. Quando cada inspeÁ„o importante for efetuada, o seu custo È reconhecido no valor cont·bil do item do ativo imobilizado como uma substituiÁ„o se os critÈrios de reconhecimento forem satisfeitos. Qualquer valor cont·bil remanescente do custo da inspeÁ„o anterior (distinta das peÁas fÌsicas) È baixado. Isso ocorre independentemente do custo da inspeÁ„o anterior ter sido identificado na transaÁ„o em que o item foi adquirido ou construÌdo. Se necess·rio, o custo estimado de futura inspeÁ„o semelhante pode ser usado como indicador de qual È o custo do componente de inspeÁ„o existente, quando o item foi adquirido ou construÌdo.

existente, quando o item foi adquirido ou construÌdo. Os gastos subsequentes podem ser divididos em manutenÁ„o

Os gastos subsequentes podem ser divididos em manutenÁ„o periÛdica (que vai para despesa) e as paradas programadas (que s„o gastos de capital e s„o ativadas, isto È, o valor gasto È contabilizado no custo do ativo, e passa a ser depreciado).

ManutenÁ„o

periÛdica

Gastos do perÌodo

SÛ beneficiam um exercÌcio social

Despesa na DRE

Paradas

programadas

Gastos de capital

Beneficiam mais de um exercÌcio social

Ativo Imobilizado

A pr·tica anterior era a de provisionar o valor da parada programada. Mas este procedimento foi alterado, pois n„o h· base para o reconhecimento de um passivo neste caso. N„o h· obrigaÁ„o presente.

O mÈtodo atual È de dar baixa no valor cont·bil do item substituÌdo e capitalizar (contabilizar como ativo) o novo item.

5 ATIVO CONSTRUÕDO PELA EMPRESA

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O custo de ativo construÌdo pela prÛpria empresa determina-se utilizando os mesmos princÌpios de ativo adquirido. Se a entidade produz ativos idÍnticos para venda no curso normal de suas operaÁıes, o custo do ativo È geralmente o mesmo que o custo de construir o ativo para venda. Por isso, quaisquer lucros gerados internamente, s„o eliminados para determinar tais custos.

Basicamente, se a empresa produz ativos para vender, mas resolve utilizar um ou alguns como imobilizado, a mensuraÁ„o deve ser feita pelos mesmos princÌpios do ativo adquirido, isto È, vocÍ ir· capitalizar a m„o de obra, gastos com seguro, materiais, honor·rios de engenheiros, entre outros.

Se o ativo construÌdo pela empresa custou R$ 300.000,00, e È vendido por R$ 500.000,00, ele ficar· contabilizado por R$ 300.000,00, pois n„o devemos reconhecer lucros gerados internamente.

De forma semelhante, o custo de valores anormais de materiais, de m„o- de-obra ou de outros recursos desperdiÁados incorridos na construÁ„o de um ativo n„o È incluÌdo no custo do ativo.

6 ATIVO QUALIFIC£VEL

O Pronunciamento TÈcnico CPC 20 Custos de EmprÈstimos estabelece critÈrios para o reconhecimento dos juros como componente do valor cont·bil de um item do ativo imobilizado construÌdo pela prÛpria empresa. Os juros de emprÈstimos contratados para a construÁ„o ou aquisiÁ„o de ativo qualific·vel (ativo que demanda um tempo substancial para ficar pronto para o seu uso ou venda pretendidos) devem ser capitalizados, ou seja, s„o contabilizados como custo do ativo qualificado.

Vamos explicar melhor o item acima. Conforme o Pronunciamento CPC 20 (R1) Custos de EmprÈstimos:

Custos de emprÈstimos s„o juros e outros custos em que a entidade incorre em conex„o com o emprÈstimo de recursos.

Ativo qualific·vel È um ativo que, necessariamente, demanda um perÌodo de tempo substancial para ficar pronto para seu uso ou venda pretendidos.

7. Dependendo das circunst‚ncias, um ou mais dos seguintes ativos podem ser considerados ativos qualific·veis:

(a)

estoque;

(b)

plantas industriais para manufatura;

(c)

usina de geraÁ„o de energia;

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(d)

ativos intangÌveis;

(e)

propriedades para investimentos.

8. A entidade deve capitalizar os custos de emprÈstimo que s„o diretamente atribuÌveis ‡ aquisiÁ„o, construÁ„o ou produÁ„o de ativo qualific·vel como parte do custo do ativo. A entidade deve reconhecer os outros custos de emprÈstimos como despesa no perÌodo em que s„o incorridos. (g.n.)

Um ativo qualificável (tradução de “qualifying assets”) é um ativo que, necessariamente, demanda um perÌodo de tempo substancial para ficar pronto para seu uso ou venda pretendidos, tambÈm chamado de ativo qualificado.

6
6
6

Os custos de emprÈstimos diretamente atribuÌveis ‡ aquisiÁ„o, construÁ„o ou produÁ„o de ativo qualific·vel devem ser capitalizados, ou seja, contabilizados como custo do estoque.

Os outros custos de emprÈstimos (que n„o s„o para ativos qualific·veis) devem ser reconhecidos como despesas no perÌodo em que incorrerem.

Custos de emprÈstimos - hoje:

Ativos qualific·veis - Parte do custo dos ativos

Outros custos de emprÈstimos - Despesa na DRE

AtenÁ„o! Uma quest„o interessante È a seguinte:

a) Levando em consideraÁ„o que cessa o reconhecimento dos custos do ativo quando o mesmo se encontra em condiÁıes pretendidas de uso; b) A empresa contraiu emprÈstimo para financiar o ativo qualific·vel e; c) A duraÁ„o do emprÈstimo ser· maior que o tempo gasto para o ativo ficar pronto. Portanto, quando cessar a contabilizaÁ„o dos custos do ativo qualific·vel a empresa n„o ter· incorrido na totalidade dos custos do emprÈstimo.

Como È feita a contabilizaÁ„o do restante dos custos de financiamento do ativo e o c·lculo da depreciaÁ„o?

ApÛs o ativo qualific·vel estar pronto para o uso, os juros do emprÈstimo v„o para despesa financeira.

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Ademais, este c·lculo n„o afeta a depreciaÁ„o, ou seja, a empresa sÛ deprecia o valor atribuÌdo ao ativo qualific·vel. Os juros que v„o para a despesa n„o afetam o c·lculo da depreciaÁ„o.

Vamos a um exemplo:

afetam o c·lculo da depreciaÁ„o. Vamos a um exemplo: (InÈdita) A empresa KLR decidiu aumentar a

(InÈdita) A empresa KLR decidiu aumentar a ·rea da sua f·brica, construindo um imóvel anexo (o popular “puxadinho”). A melhor proposta

que conseguiu foi de $500.000. Achando esse valor muito caro, a empresa

KLR

sua conta. ApÛs um tempo

substancial, a empresa terminou a construÁ„o, tendo incorrido nos

seguintes gastos:

resolveu

2

construir

o

anexo

por

- Material de construÁ„o

160.000

- M„o de obra

120.000

- Custos indiretos de FabricaÁ„o

30.000

Para financiar parte da construÁ„o do anexo, a empresa contratou um emprÈstimo no valor de $ 250.000,00, incorrendo em juros no valor de $

40.000,00.

Calcule o valor pelo qual o puxadinho ser· incluÌdo no imobilizado:

A) 280.000

B) 310.000

C) 350.000

D) 500.000

E) 600.000

Coment·rios:

Primeiro ponto: N„o poderÌamos contabiliz·-lo pelo valor de mercado, o valor justo (500.000)? Afinal, esse È o preÁo que a empresa gastaria para contratar uma construtora para fazer o serviÁo.

Resposta: N„o. A empresa n„o deve reconhecer lucro gerado internamente. Portanto, descarte a letra D ($500.000).

Superado esse ponto, vamos em frente.

O anexo È um Ativo Qualific·vel (que demora um tempo substancial para ficar pronta para o seu uso pretendido), portanto os encargos do emprÈstimo usado para financi·-lo s„o incluÌdos no custo do ativo.

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Assim, temos:

Material de construÁ„o

160.000

+ M„o de obra

120.000

+ Custos indiretos de FabricaÁ„o

30.000

+ Juros do emprÈstimo

40.000

TOTAL

350.000

Adendo! O que s„o custos indiretos? Os custos indiretos s„o aqueles que n„o podem ser atribuÌdos diretamente, sendo necess·rio algum critÈrio de rateio. Por exemplo:

- Aluguel da f·brica. Deve ser atribuÌdo aos produtos com base na metragem que cada um ocupa da f·brica.

- DepreciaÁ„o de m·quinas usadas na fabricaÁ„o de diversos produtos: a depreciaÁ„o deve ser atribuÌda aos produtos conforme algum critÈrio de rateio, e assim por diante.

3

Os custos diretos s„o aqueles que podem ser atribuÌdos diretamente ao produto, sem precisar de rateio.

Exemplo de custo direto: matÈria prima e m„o de obra direta.

Professores, mas vocÍs disseram l· em cima que, segundo o CPC 27:

19. Exemplos que n„o s„o custos de um item do ativo imobilizado s„o:

(d) custos administrativos e outros custos indiretos.

Vejam que esses outros custos indiretos s„o administrativos.

Aqui, nÛs estamos falando de custos indiretos de fabricaÁ„o! S„o situaÁıes distintas.

Gabarito C.

Muito bem. Ativo qualific·vel demora um tempo substancial para ficar pronto. E qual seria esse “tempo substancial”? Um ano? Seis meses?

qual seria esse “tempo substancial”? Um ano? Seis meses? N„o h· uma definiÁ„o ou determinaÁ„o sobre

N„o h· uma definiÁ„o ou determinaÁ„o sobre esse prazo. A empresa deve usar o seu melhor julgamento tÈcnico, para enquadrar um ativo como qualific·vel ou n„o. As normas falam

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sempre em “tempo substancial”, mas não definem quanto é esse tempo. Assim, eventuais questıes sobre esse assunto devem mencionar que a construção do ativo demorou um “tempo substancial” ou algum sinônimo (“demorou muito tempo”, “demorou um tempo excessivamente longo”, e por aÌ vai.)

Estudamos a inclus„o dos juros no ativo. Agora vejamos a exclus„o dos juros.

Conforme o Pronunciamento CPC 27 Imobilizado:

23. O custo de um item de ativo imobilizado È equivalente ao preÁo ‡

vista na data do reconhecimento. Se o prazo de pagamento excede os prazos normais de crÈdito, a diferenÁa entre o preÁo equivalente ‡ vista e

o

durante o perÌodo (

a menos que seja passÌvel de capitalizaÁ„o de

total dos pagamentos deve ser reconhecida como despesa com juros

9

),

acordo com o Pronunciamento TÈcnico CPC 20 Custos de EmprÈstimos.

(g.n.)

Coment·rio: Vamos supor que uma empresa possa comprar um ativo ‡ vista, por 100.000,00, ou a prazo, por 110.000,00. Nesse caso, o total a prazo excede o preÁo ‡ vista, e tal diferenÁa deve ser reconhecida (contabilizada) como despesa com juros.

Digamos que o prazo seja de um mÍs. A contabilizaÁ„o seria a seguinte:

Compra ‡ vista:

D

Imobilizado (ativo)

100.000

C

Caixa/bancos (ativo)

100.000

Imobilizado 100.000,00 Caixa 100.000,00
Imobilizado 100.000,00 Caixa 100.000,00
Imobilizado 100.000,00 Caixa 100.000,00
Imobilizado 100.000,00 Caixa 100.000,00
Imobilizado 100.000,00 Caixa 100.000,00

Imobilizado

100.000,00

Caixa 100.000,00

Caixa

100.000,00

Na compra a prazo:

Ao invÈs de contabilizar o ativo pelo valor total, como È o procedimento normal, o correto È o seguinte:

D

Imobilizado (Ativo)

100.000

D

Juros a apropriar (ret. Passivo)

10.000

C

Fornecedores (Passivo)

110.000

Imobilizado (A)

100.000,00

Juros a apropriar (Ret. P)

10.000,00

Fornecedores (P)

110.000,00

Imobilizado (A) 100.000,00 Juros a apropriar (Ret. P) 10.000,00 Fornecedores (P) 110.000,00
Imobilizado (A) 100.000,00 Juros a apropriar (Ret. P) 10.000,00 Fornecedores (P) 110.000,00
Imobilizado (A) 100.000,00 Juros a apropriar (Ret. P) 10.000,00 Fornecedores (P) 110.000,00
Imobilizado (A) 100.000,00 Juros a apropriar (Ret. P) 10.000,00 Fornecedores (P) 110.000,00
Imobilizado (A) 100.000,00 Juros a apropriar (Ret. P) 10.000,00 Fornecedores (P) 110.000,00
Imobilizado (A) 100.000,00 Juros a apropriar (Ret. P) 10.000,00 Fornecedores (P) 110.000,00
Imobilizado (A) 100.000,00 Juros a apropriar (Ret. P) 10.000,00 Fornecedores (P) 110.000,00
Imobilizado (A) 100.000,00 Juros a apropriar (Ret. P) 10.000,00 Fornecedores (P) 110.000,00

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Passado um mÍs, terÌamos:

D

Despesa financeira (resultado)

10.000

D

Fornecedores (Passivo)

110.000

C

- Juros a apropriar (ret. Passivo)

10.000

C

Caixa/bancos (ativo)

110.000

110.000,00 Imobilizado (A) 100.000,00 Despesa finan. 10.000,00 Juros a apropriar (Ret. P) 10.000,00
110.000,00 Imobilizado (A) 100.000,00 Despesa finan. 10.000,00 Juros a apropriar (Ret. P) 10.000,00
110.000,00 Imobilizado (A) 100.000,00 Despesa finan. 10.000,00 Juros a apropriar (Ret. P) 10.000,00
110.000,00 Imobilizado (A) 100.000,00 Despesa finan. 10.000,00 Juros a apropriar (Ret. P) 10.000,00
110.000,00 Imobilizado (A) 100.000,00 Despesa finan. 10.000,00 Juros a apropriar (Ret. P) 10.000,00
110.000,00
110.000,00
110.000,00

110.000,00

Imobilizado (A)

100.000,00

Despesa finan.

10.000,00

Juros a apropriar (Ret. P) 10.000,00 10.000,00 Caixa Fornecedores (P) 110.000,00 110.000,00

Juros a apropriar (Ret. P)

10.000,00

10.000,00

Caixa

Juros a apropriar (Ret. P) 10.000,00 10.000,00 Caixa Fornecedores (P) 110.000,00 110.000,00
Juros a apropriar (Ret. P) 10.000,00 10.000,00 Caixa Fornecedores (P) 110.000,00 110.000,00

Fornecedores (P)

110.000,00

110.000,00

4

A contabilizaÁ„o acima trata-se do ajuste a valor presente. Na nossa legislaÁ„o, devemos efetuar o ajuste a valor presente para as operaÁıes

de longo prazo, e para as de curto prazo quando forem relevantes. Confira

a Lei das SA:

CritÈrios de AvaliaÁ„o do Ativo

Art. 183. No balanÁo, os elementos do ativo ser„o avaliados segundo os seguintes critÈrios:

VIII os elementos do ativo decorrentes de operaÁıes de longo prazo ser„o ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. (IncluÌdo pela Lei n 11.638,de 2007)

CritÈrios de AvaliaÁ„o do Passivo

Art. 184. No balanÁo, os elementos do passivo ser„o avaliados de acordo com os seguintes critÈrios:

III as obrigaÁıes, os encargos e os riscos classificados no passivo n„o

circulante ser„o ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. (RedaÁ„o dada pela Lei n

11.941, de 2009)

A contabilizaÁ„o acima (no prazo de um mÍs) foi demonstrada apenas

como exemplo. SÛ poderia ser ajustada a valor presente se houvesse efeito relevante. Do contr·rio, apenas os elementos de longo prazo sofrem

o ajuste a valor presente, conforme determina a legislaÁ„o.

ajuste a valor presente, conforme determina a legislaÁ„o. www.estrategiaconcursos.com.br 23 de 121 80961657200 -

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1 Na construÁ„o de ativo qualificado devemos incluir os encargos financeiros no custo do Ativo. 2 Na compra a prazo de ativos, devemos excluir os encargos financeiros, os quais ser„o apropriados como Despesa Financeira por competÍncia.

6.1

EMPR…STIMOS.

- CONTABILIZA« O DA CAPITALIZA« O DOS CUSTOS DOS

Normalmente, a contabilizaÁ„o dos custos de emprÈstimos (no caso de ativos n„o qualific·veis) È feita a dÈbito de despesa financeira e crÈdito do passivo:

D

Despesa financeira (resultado)

C

EmprÈstimos a pagar (Passivo)

Desp. Finan. (Resul) XX,XX Emp. a pagar XX,XX
Desp. Finan. (Resul) XX,XX Emp. a pagar XX,XX
Desp. Finan. (Resul) XX,XX Emp. a pagar XX,XX
Desp. Finan. (Resul) XX,XX Emp. a pagar XX,XX
Desp. Finan. (Resul) XX,XX Emp. a pagar XX,XX
Desp. Finan. (Resul) XX,XX Emp. a pagar XX,XX
Desp. Finan. (Resul) XX,XX Emp. a pagar XX,XX

Desp. Finan. (Resul)

XX,XX

Emp. a pagar XX,XX

Emp. a pagar

XX,XX

ObservaÁ„o: a contabilizaÁ„o acima refere-se ‡ situaÁ„o em que o custo do emprÈstimo È tratado como despesa financeira. Ou seja, quando n„o estamos diante de um ativo qualific·vel.

No caso dos ativos qualific·veis, para capitalizar os custos dos emprÈstimos, debitamos o Ativo que est· sendo adquirido ou construÌdo:

D

Ativo qualificado em construÁ„o

C

EmprÈstimo a pagar (passivo)

Ativo qual. em constru.

XX,XX

Emp. a pagar XX,XX

Emp. a pagar

XX,XX

Pelo tÈrmino da construÁ„o do ativo:

D

Ativo (Estoque ou imobilizado ou intangÌvel, etc,)

C

Ativo qualificado em construÁ„o.

Normalmente, durante a construÁ„o, È usada uma conta transitÛria, denominada “Ativo em Construção”, que recebe todos os valores que compıe o custo do ativo.

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Depois de concluÌdo, a conta transitÛria È zerada e seu saldo transferido para ativo imobilizado, ou ativo intangÌvel, enfim, para a conta definitiva.

7 DIVIS O DO IMOBILIZADO

De acordo com o Manual de Contabilidade Societ·ria, o ativo imobilizado pode ser dividido basicamente em dois grandes grupos:

- Bens em operaÁ„o: Aqueles que est„o sendo utilizados pela sociedade em suas atividades fins. - Imobilizados em andamento: Aqueles que ainda n„o est„o operando.

AlÈm da segregaÁ„o do imobilizado entre bens em operaÁ„o e imobilizado em andamento, outros critÈrios podem ser adotados, como, por exemplo, a separaÁ„o por ·rea geogr·fica, segmento econÙmico, funÁ„o ou departamento, necessidades internas e de terceiros, exigÍncias fiscais.

8 CONTE⁄DO DAS CONTAS DO IMOBILIZADO

V·rias s„o as contas registradas no ativo imobilizado. Vejamos agora as principais:

8.1

TERRENOS

Registra os terrenos realmente utilizados nas operaÁıes. …, por exemplo, onde se encontra a f·brica, estoques, filiais, lojas. Se o terreno for destinado ‡ atividade fim, mas ainda n„o estiver pronto, ser· classificado como imobilizado em andamento.

Se, ao revÈs, o terreno n„o estiver sendo utilizado nas atividades fim da empresa, dever· ir para o ativo n„o circulante investimentos.

AtenÁ„o! Professores, e no caso de uma ind˙stria, temos a f·brica que executa a atividade fim, correto? E temos, muitas vezes, o escritÛrio administrativo, separado da f·brica, que executa "atividades meio". Como fica a classificaÁ„o nesta hipÛtese?

Ora, as atividades fim n„o s„o apenas as atividades de fabricaÁ„o. Inclui administraÁ„o, contabilidade, compras, vendas e outras. A f·brica compra um prÈdio para usar como escritÛrio. Fica no imobilizado.

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Se o mesmo prÈdio for usado para alugar a terceiros e auferir renda, fica em investimento. N„o È mais usado nas atividades fim.

Por outro lado, h· a diferenÁa entre "custos" e "despesas". O prÈdio da f·brica tem custo de depreciaÁ„o (entra no custo dos produtos). J· o prÈdio da administraÁ„o tem "despesa de depreciaÁ„o". Mas ambos ficam no imobilizado.

8.2 M£QUINAS, APARELHOS E EQUIPAMENTOS

Envolve o conjunto de bens corpÛreos desta natureza utilizado no processo de produÁ„o da empresa.

8.3 EQUIPAMENTOS

DADOS HARDWARE - E SISTEMAS APLICATIVOS - SOFTWARE

DE

PROCESSAMENTO

ELETR‘NICO

DE

Os hardwares adquiridos pela empresa ficam registrados ‡ conta do ativo imobilizado. Por seu turno, para a classificaÁ„o dos softwares devemos perquirir qual a ligaÁ„o do software com o equipamento que o utiliza. Se o software for identific·vel, separ·vel e puder ser segregado e transacionado pela entidade, reconheceremos ent„o um intangÌvel, hipÛtese em que ser· amortizado.

8.4 M”VEIS E UTENSÕLIOS

Representa, por exemplo, mesas, cadeiras, arquivos, estantes, entre outros mÛveis que estejam sendo utilizados nas atividades fins da empresa.

8.5 VEÕCULOS

Registram-se nessa conta veÌculos sob controle da empresa. Todavia, o FIPECAFI defende que se os veÌculos forem utilizados diretamente na produÁ„o, tal como empilhadeira, escavadeira, etc, poder„o ser agrupados na conta equipamentos.

8.6 PE«AS E CONJUNTOS DE REPOSI« O

PeÁas e conjuntos de reposiÁ„o s„o aquelas que se destinam ‡ substituiÁ„o de outras em m·quinas, equipamentos, etc.

Trataremos melhor deste assunto ‡ frente.

8.7 IMOBILIZADO BIOL”GICO

S„o os animais, plantas vivas, mantidos para produÁ„o, que se esperem utilizar por mais de um perÌodo social. Exemplo: gados reprodutores, gados produtores de leite, plantaÁ„o de cafÈ.

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8.8

BENFEITORIAS EM IM”VEIS DE TERCEIROS

Benfeitorias em imÛveis de terceiros, cujo valor ser· revertido ao propriet·rio do imÛvel ao final do contrato de locaÁ„o, s„o classificadas no ativo imobilizado.

Se as benfeitorias em imÛveis de terceiros forem em contrato de locaÁ„o por prazo indeterminado, ou se o prazo do contrato for maior que a vida ˙til da benfeitoria, devemos depreciar estas benfeitorias.

Caso o contrato tenha duraÁ„o determinada e menor que a vida ˙til da benfeitoria, esta ser· amortizada pelo prazo do contrato.

Exemplo: Benfeitoria em imÛveis de terceiros:

1 caso: Prazo indeterminado.

Vida ˙til: 8 anos. Contrato por prazo indeterminado. Deprecia a benfeitoria em 8 anos.

2 caso: Prazo determinado e contrato > Vida ˙til.

Vida ˙til: 8 anos. Contrato por prazo determinado, de 10 anos. Deprecia a benfeitoria em 8 anos.

3 caso: Prazo determinado e contrato < Vida ˙til.

Vida ˙til: 8 anos. Contrato por prazo determinado, de 5 anos. Amortiza a benfeitoria em 5 anos.

Ou seja, se o desgaste da benfeitoria puder ser reconhecido pelo prazo de vida ˙til, seja porque o contrato È por prazo indeterminado, seja porque o prazo do contrato È maior que a vida ˙til da benfeitoria, ser· depreciaÁ„o.

Se o desgaste da benfeitoria tiver que ser abreviado, porque o prazo do contrato È menor que a vida ˙til da benfeitoria, ser· amortizaÁ„o.

Benfeitorias em imÛveis de terceiros

Contrato

CritÈrio de avaliaÁ„o

Prazo indeterminado Prazo determinado e Contrato > Vida ˙til Prazo determinado e Contrato < DepreciaÁ„o
Prazo indeterminado Prazo determinado e Contrato > Vida ˙til Prazo determinado e Contrato < DepreciaÁ„o
Prazo indeterminado Prazo determinado e Contrato > Vida ˙til Prazo determinado e Contrato < DepreciaÁ„o
Prazo indeterminado Prazo determinado e Contrato > Vida ˙til Prazo determinado e Contrato < DepreciaÁ„o
Prazo indeterminado Prazo determinado e Contrato > Vida ˙til Prazo determinado e Contrato < DepreciaÁ„o

Prazo indeterminado

Prazo determinado e Contrato > Vida ˙til

Prazo determinado e Contrato <

DepreciaÁ„o (Vida ˙til)

DepreciaÁ„o (Vida ˙til)

AmortizaÁ„o (Contrato)

Contrato > Vida ˙til Prazo determinado e Contrato < DepreciaÁ„o (Vida ˙til) AmortizaÁ„o (Contrato)

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Vida ˙til

R ABELO /L UCIANO R OSA /J ULIO C ARDOZO Vida ˙til (AOCP/Analista/Contabilidade/UFSM/2014) Benfeitorias em

(AOCP/Analista/Contabilidade/UFSM/2014) Benfeitorias em imÛveis de terceiros devem ser reconhecidas como

a) Ativo circulante Estoque

b) Passivo circulante ObrigaÁıes diversas

c) Ativo n„o circulante Imobilizado.

d) Ativo n„o circulante Investimentos permanentes.

e) Ativo n„o circulante IntangÌvel.

Coment·rios:

Benfeitorias em imÛveis de terceiros, cujo valor ser· revertido ao propriet·rio do imÛvel ao final do contrato de locaÁ„o, s„o classificadas no ativo imobilizado.

Gabarito C.

(IDECAN/Assistente/Contabilidade/INMETRO/2015) Para instalaÁ„o de sua nova f·brica, uma empresa realiza uma sÈrie de benfeitorias em um imÛvel alugado pelo perÌodo de dois anos, cujo contrato prevÍ a restituiÁ„o do valor gasto ao final da vigÍncia. O contador deverá registrar esse gasto como “benfeitorias em imóveis de terceiros”, no Ativo. Assim, essa conta deverá ser classificada no grupo:

a) IntangÌvel.

b) Circulante.

c) Imobilizado.

d) Investimentos.

e) Realiz·vel a longo prazo.

Coment·rios:

Benfeitorias em imÛveis de terceiros, cujo valor ser· revertido ao propriet·rio do imÛvel ao final do contrato de locaÁ„o, s„o classificadas no ativo imobilizado.

Nesta hipÛtese, vai haver restituiÁ„o do valor gasto ao final da vigÍncia. Assim, a classificaÁ„o ser· no ativo n„o circulante realiz·vel a

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longo prazo. Se fosse em menos de um ano, a classificaÁ„o seria no ativo circulante.

Fiquem de olho nesta hipÛtese!

Gabarito E.

9 IMOBILIZADOS EM ANDAMENTO

AlÈm das contas listadas acima, classificam-se no imobilizado:

construÁıes em andamento, bens em uso na fase de implantaÁ„o, importaÁıes em andamento de bens.

Ainda, uma pegadinha que pode aparecer em provas È a conta adiantamento a fornecedores de imobilizado, classificada no ativo imobilizado, que registra todos os adiantamentos a fornecedores por conta de fornecimento sob encomenda de bens do ativo imobilizado.

de fornecimento sob encomenda de bens do ativo imobilizado. 10 CRIT…RIO DE AVALIA« O DO ATIVO

10 CRIT…RIO DE AVALIA« O DO ATIVO IMOBILIZADO

Dissemos que o ativo imobilizado È classificado pelo custo de aquisiÁ„o, subtraÌdo da depreciaÁ„o, amortizaÁ„o, exaust„o, e/ou, ainda, ajuste por reduÁ„o ao valor recuper·vel.

Ativo Imobilizado

Custo de aquisiÁ„o (-) DepreciaÁ„o, amortizaÁ„o, exaust„o (-) Ajuste ao valor recuper·vel

10.1 DEPRECIA« O

Vamos apresentar uma breve introduÁ„o, incluindo as determinaÁıes fiscais a respeito (que s„o aplic·veis ‡ maioria das questıes anteriores envolvendo depreciaÁ„o) e depois analisar o pronunciamento.

A depreciaÁ„o assim est· prevista na Lei 6.404/76:

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Art. 183. ß 2o A diminuiÁ„o do valor dos elementos dos ativos imobilizado

e intangÌvel ser· registrada periodicamente nas contas de: (RedaÁ„o dada pela Lei n 11.941, de 2009)

a) depreciaÁ„o, quando corresponder ‡ perda do valor dos direitos que tÍm por objeto bens fÌsicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, aÁ„o da natureza ou obsolescÍncia;

10.2 ENCARGOS DE DEPRECIA« O X DEPRECIA« O ACUMULADA!

Pessoal, È muito importante que tenhamos em mente a diferenÁa entre encargos de depreciaÁ„o e depreciaÁ„o acumulada.

encargos de depreciaÁ„o e depreciaÁ„o acumulada . Por exemplo, mÛvel adquirido em 01.01.X1, por R$ 1.000,00

Por exemplo, mÛvel adquirido em 01.01.X1, por R$ 1.000,00 que deprecia 10% ao ano, sem valor residual.

Qual o encargo de depreciaÁ„o e qual a depreciaÁ„o acumulada no encerramento do exercÌcio em 31.12.X2?

Bom, nesta hipÛtese, a depreciaÁ„o anual È de R$ 100,00 (10% de

1.000,00).

O encargo de depreciaÁ„o representa a conta do exercÌcio, refere-

se ‡ depreciaÁ„o deste perÌodo, conta esta que È zerada no encerramento do exercÌcio social. Portanto, no exercÌcio de X2 ser· R$ 100,00. … uma conta de despesa, fica no resultado do exercÌcio.

A depreciaÁ„o acumulada, por sua vez, È uma conta retificadora do

ativo. Como o prÛprio nome sugere, ela computa a soma da depreciaÁ„o acumulada. Esta conta sÛ È baixada, zerada, com o fim da vida ˙til do bem, e sua baixa ou alienaÁ„o.

Ent„o, a depreciaÁ„o acumulada em 31.12.X2 ser· 200,00 (100,00 de X1

+ 100,00 de X2).

Agora, vamos falar um pouco sobre os mÈtodos de depreciaÁ„o.

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10.3

INÕCIO DA DEPRECIA« O

A depreciaÁ„o se inicia quando o ativo est· pronto para uso. Ent„o, em

regra, o mÍs de aquisiÁ„o vai entrar no c·lculo. VocÍ deve procurar, nas questıes, a data em que o ativo est· pronto para ser utilizado.

O mais correto tecnicamente È adotar a data em que o ativo est· pronto

para uso. Por exemplo, se estiver pronto no dia 20, deprecia a partir desta data. Todavia, para facilitar os c·lculos, em provas, pode aparecer

da seguinte maneira:

- Se o imobilizado est· pronto para uso atÈ o dia 15: deprecia o mÍs todo. - Se o imobilizado est· pronto para uso apÛs o dia 15: deprecia a partir do mÍs seguinte.

Como saber? Somente testando os n˙meros.

10.4 M…TODOS DE DEPRECIA« O.

H· v·rios mÈtodos para se calcular a depreciaÁ„o. Apresentaremos, a seguir, os principais abordados em prova. Os mais usados s„o:

10.4.1 M…TODO DA LINHA RETA OU LINEAR OU M…TODO DAS

QUOTAS CONSTANTES:

Disparadamente o mÈtodo mais cobrado em provas!

Este È o mÈtodo tradicional e o mais recorrente em provas. Dividimos o valor depreci·vel pelo tempo de vida ˙til estimada. Se nada disser a quest„o sobre um mÈtodo especÌfico, devemos utilizar o da linha reta.

Ex: M·quina com vida ˙til de 10 anos e valor depreci·vel de 100.000. DepreciaÁ„o anual = $ 100.000 / 10 anos = $ 10.000/ano.

DepreciaÁ„o anual = $ 100.000 / 10 anos = $ 10.000/ano. Como calcular a depreciaÁ„o pelo

Como calcular a depreciaÁ„o pelo mÈtodo da linha reta?

1) Pegue o valor de aquisiÁ„o. 2) Encontre o valor residual. Se n„o falar nada, È igual a zero. 3) FaÁa a diferenÁa entre o valor de aquisiÁ„o e o valor residual e encontraremos o chamado valor depreci·vel. 4) Encontre a vida ˙til (em meses ou anos, geralmente). 5) Divida o valor depreci·vel pela vida ˙til

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6) VocÍ encontrar· o valor da depreciaÁ„o.

AtenÁ„o! Se a quest„o der no enunciado uma vida ˙til e disser o prazo que È aceito pelo fisco, utilize o prazo cont·bil. … este que vale, j· que a legislaÁ„o fiscal, segundo a Lei 6.404/76, n„o tem o cond„o de alterar os dispositivos da legislaÁ„o cont·bil!

10.4.2 M…TODO DA SOMA DOS DÕGITOS OU M…TODO DE COLE

OU M…TODO DAS QUOTAS DECRESCENTES:

AtravÈs deste mÈtodo, somamos os dÌgitos da vida ˙til e dividimos cada algarismo pela soma.

Por exemplo: Se temos em nossa empresa uma m·quina cuja vida ˙til È de 5 anos, tomaremos os seguintes procedimentos:

Somamos: 5 + 4 + 3 + 2 + 1 = 15.

DepreciaÁ„o: Ano 1 = 5 / 15; ano 2 = 4/15; ano 3 = 3/15; ano 4 = 2/15 e ano 5 = 1/15.

Mas por que, professor?! Por que isso? H· uma justificativa tÈcnica para tal mÈtodo: a de que a despesa de depreciaÁ„o menor nos ˙ltimos anos È compensada pelo aumento das despesas de manutenÁ„o. Ademais, o declÌnio do valor do ativo È mais acentuado nos primeiros anos.

Vejam que a despesa de depreciaÁ„o ser· decrescente. ComeÁar· maior e terminar· menor.

Supondo um bem cujo valor depreci·vel È R$ 90.000,00.

Ano 1: 5/15 x 90.000 =

30.000,00

Ano 2: 4/15 x 90.000 =

24.000,00

Ano 3: 3/15 x 90.000 =

18.000,00

Ano 4: 2/15 x 90.000 =

12.000,00

Ano 5: 1/5 x 90.000 =

6.000,00

Total da depreciaÁ„o =

90.000,00

AtenÁ„o, alunos! A ESAF j· elaborou uma quest„o em que a depreciaÁ„o era calculada de acordo com o “Método de Cole crescente”, neste caso a depreciaÁ„o do ano 1 È 1/15, do ano 2 È 2/15, e assim por diante. Nunca vimos registro desse tipo de quest„o por outra banca, mas fiquemos de olho.

10.4.3 M…TODO DE UNIDADES PRODUZIDAS

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Por este mÈtodo, estima-se a quantidade total de unidades que ser· produzida. A depreciaÁ„o È feita dividindo-se o total efetivamente produzido pela capacidade total de produÁ„o.

Por exemplo, uma m·quina custou 100.000 e com capacidade de produÁ„o total, ao longo de toda a sua vida ˙til, de 1.000.000 de unidades. No ano de X1, foram produzidas 80.000 unidades. Portanto, a depreciaÁ„o em X1 ser·:

(80.000 / 1.000.000) = 0,08 ou 8%. Valor da depreciaÁ„o em X1: $100.000 x 8% = $ 8.000,00.

Por ˙ltimo, resta o mÈtodo das horas trabalhadas

10.4.4 M…TODO DAS HORAS DE TRABALHO:

… feito de forma semelhante ao mÈtodo explicado anteriormente.

Inicialmente, estima-se o total de horas que determinado ativo vai

trabalhar, ao longo de sua vida ˙til.

E a

trabalhadas pelo total de horas.

depreciaÁ„o

È

calculada

dividindo-se

as

horas

efetivamente

Ex. M·quina com vida ˙til de 50.000 horas. Trabalhou 4.500 horas em X1.

DepreciaÁ„o anual: 4.500 / 50.000 = 0,09 ou 9%.

Somente isso.

11 ESTIMATIVA CONT£BIL VERSUS CRIT…RIO FISCAL

Contabilmente, a depreciaÁ„o deve ser calculada conforme a melhor estimativa tÈcnica disponÌvel.

Exemplificando. Se a Empresa ALFA adquire dois veÌculos idÍnticos e estima que um ter· vida ˙til de 10 anos e o outro ter· vida ˙til de 7 anos, deve depreci·-los conforme esta estimativa.

Ocorre que a RFB aceita apenas determinados prazos para c·lculo da

depreciaÁ„o. As diferenÁas deveriam ser ajustadas, para efeito de Imposto

de Renda. Com isso, as empresas passaram a usar o critÈrio fiscal.

Todavia, contabilmente, deve ser usada a melhor estimativa tÈcnica, ainda que diferente do critÈrio fiscal.

Para concursos, devemos usar o que informa a quest„o. Se n„o mencionar vida ˙til, usamos o que o fisco determina:

www.estrategiaconcursos.com.br

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80961657200 - Allan Diego Pinheiro de Oliveira

C ONTABILIDADE G ERAL P ARA E XAME CFC – A ULA 04 P ROF

CONTABILIDADE GERAL PARA EXAME CFC AULA 04 PROF. GABRIEL RABELO/LUCIANO ROSA/JULIO CARDOZO

Caso a quest„o seja silente! DepreciaÁ„o: Taxas permitidas pelo fisco para efeito de IR:

VeÌculos: 5 anos ou 20% ao ano M·quinas e equipamentos: 10 anos ou 10% ao ano MÛveis e utensÌlios: 10 anos ou 10 % ao ano ImÛveis: 25 anos ou 4 % ao ano. Tratores: 4 anos ou 25%.

12

DEPRECIA« O DE BENS USADOS

No

caso de aquisiÁ„o de bens usados, h· uma regra diferente da utilizada

para bens novos.

O Regulamento do IR prescreve que a depreciaÁ„o seja calculada pelo maior prazo entre:

1) Pelo tempo de vida ˙til restante; 2) Pela metade da vida ˙til do bem novo.

DepreciaÁ„o de bens usados

Maior prazo

Vida ˙til restante

Metade da vida ˙til do bem novo

Regulamento do IR (Decreto 3000 de marÁo de 1999):

DepreciaÁ„o de bens usados

Art. 311. A taxa anual de depreciaÁ„o de bens adquiridos usados ser· fixada tendo em vista o maior dos seguintes prazos:

I - metade da vida ˙til admissÌvel para o bem adquirido novo;

II - restante

instalaÁ„o para utilizaÁ„o do bem.

da

vida ˙til, considerada esta em relaÁ„o ‡ primeira

Exemplificando.

Se adquirimos duas m·quinas usadas, a primeira com 1 ano de vida e a

segunda com 6 anos.

M·quina 1:

Vida ˙til restante: 10 anos 1 ano = 9 anos Metade da vida ˙til do bem novo: 10 anos/2 = 5 anos

Devemos usar o maior dos dois prazos, portanto a m·quina ser· depreciada em 9 anos, o que resultar· um menor valor de depreciaÁ„o.

M·quina 2:

Vida ˙til restante: 10 anos 6 anos = 4 anos

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C ONTABILIDADE G ERAL P ARA E XAME CFC – A ULA 04 P ROF

CONTABILIDADE GERAL PARA EXAME CFC AULA 04 PROF. GABRIEL RABELO/LUCIANO ROSA/JULIO CARDOZO

Metade da vida ˙til do bem novo: 10 anos/2 = 5 anos

Neste caso, a m·quina ser· depreciada em 5 anos.

13 DEPRECIA« O ACELERADA

Para o caso em que os ativos sejam utilizados em dois ou mais turnos de 8 horas de trabalho, o Fisco admite que a depreciaÁ„o seja acelerada:

UtilizaÁ„o da depreciaÁ„o acelerada

1 turno de 8 horas: fator 1,0

2 turnos de 8 horas: fator 1,5

3 turnos de 8 horas: fator 2,0

14 DEPRECIA« O

IMOBILIZADO

NO

PRONUNCIAMENTO

CPC

27

ATIVO

Falemos agora sobre as novidades cont·beis traz