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Livro Eletrônico

Aula 04

Contabilidade Geral p/ CFC 2018.1 (Bacharel em Ciências Contábeis) Consulplan

Professores: Gabriel Rabelo, Luciano Rosa

80961657200 - Allan Diego Pinheiro de Oliveira


CONTABILIDADE GERAL PARA EXAME CFC – AULA 04
PROF. GABRIEL RABELO/LUCIANO ROSA/JULIO CARDOZO

AULA 04: ATIVO IMOBILIZADO

SUMÁRIO

1 MAIS UMA AULA... ......................................................................................................................... 2


2 ATIVO IMOBILIZADO ...................................................................................................................... 2
2.1 CONCEITO DE IMOBILIZADO SEGUNDO A LEI 6.404/76 E CPC 27 ................................................ 2
2.2 LEASING FINANCEIRO ............................................................................................................ 7
2.3 LEASING OPERACIONAL .......................................................................................................... 8
3 CUSTO DE UM ATIVO IMOBILIZADO ................................................................................................. 9
3.1 RECONHECIMENTO INICIAL ..................................................................................................... 9
3.2 MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE................................................................................................ 15
4 GASTOS DE CAPITAL VS GASTOS DO PERÍODO ............................................................................... 16
5 ATIVO CONSTRUÍDO PELA EMPRESA .............................................................................................. 17
6 ATIVO QUALIFICÁVEL ................................................................................................................... 18
6.1 - CONTABILIZAÇÃO DA CAPITALIZAÇÃO DOS CUSTOS DOS EMPRÉSTIMOS. ............................... 24
7 DIVISÃO DO IMOBILIZADO ........................................................................................................... 25
8 CONTEÚDO DAS CONTAS DO IMOBILIZADO .................................................................................... 25
8.1 TERRENOS .......................................................................................................................... 25
8.2 MÁQUINAS, APARELHOS E EQUIPAMENTOS ............................................................................. 26
8.3 EQUIPAMENTOS DE PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE DADOS – HARDWARE - E SISTEMAS
APLICATIVOS - SOFTWARE ................................................................................................................... 26
8.4 MÓVEIS E UTENSÍLIOS ......................................................................................................... 26
8.5 VEÍCULOS ........................................................................................................................... 26
8.6 PEÇAS E CONJUNTOS DE REPOSIÇÃO ..................................................................................... 26
8.7 IMOBILIZADO BIOLÓGICO..................................................................................................... 26
8.8 BENFEITORIAS EM IMÓVEIS DE TERCEIROS ............................................................................ 27
9 IMOBILIZADOS EM ANDAMENTO.................................................................................................... 29
10 CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO DO ATIVO IMOBILIZADO ...................................................................... 29
10.1 DEPRECIAÇÃO.................................................................................................................. 29
10.2 ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO X DEPRECIAÇÃO ACUMULADA! ................................................ 30
10.3 INÍCIO DA DEPRECIAÇÃO .................................................................................................. 31
10.4 MÉTODOS DE DEPRECIAÇÃO. ............................................................................................ 31
10.4.1 MÉTODO DA LINHA RETA OU LINEAR OU MÉTODO DAS QUOTAS CONSTANTES:............... 31
10.4.2 MÉTODO DA SOMA DOS DÍGITOS OU MÉTODO DE COLE OU MÉTODO DAS QUOTAS
DECRESCENTES: 32
10.4.3 MÉTODO DE UNIDADES PRODUZIDAS ......................................................................... 32
10.4.4 MÉTODO DAS HORAS DE TRABALHO:.......................................................................... 33
11 ESTIMATIVA CONTÁBIL VERSUS CRITÉRIO FISCAL ...................................................................... 33
12 DEPRECIAÇÃO DE BENS USADOS............................................................................................... 34
13 DEPRECIAÇÃO ACELERADA ....................................................................................................... 35
14 DEPRECIAÇÃO NO PRONUNCIAMENTO CPC 27 – ATIVO IMOBILIZADO ............................................ 35
15 ALTERAÇÃO DA VIDA ÚTIL DO IMOBILIZADO .............................................................................. 38
16 VALOR RESIDUAL > VALOR CONTÁBIL........................................................................................ 40
17 REPARO E CONSERVAÇÃO DE BENS E SUBSTITUIÇÃO DE PEÇAS ................................................... 45
17.1 GASTOS COM LIMPEZA, MANUTENÇÃO DO BEM, CONSERVAÇÃO............................................ 45
17.2 SUBSTITUIÇÃO DE PEÇAS ................................................................................................. 45
18 AMORTIZAÇÃO ........................................................................................................................ 46
18.1 REVISÃO 08 – CPC – AMORTIZAÇÃO PELA RECEITA ............................................................. 48
19 EXAUSTÃO .............................................................................................................................. 53
19.1 CONCEITOS DA LEI 6.404/76 E CÁLCULO DA DEPRECIAÇÃO.................................................. 53
19.2 EXAUSTÃO DE BENS APLICADOS NA EXPLORAÇÃO DE RECURSOS MINERAIS E FLORESTAIS ..... 54
19.3 CLASSIFICAÇÃO: RECURSOS DE PROPRIEDADE DA EMPRESA X DIREITOS DE EXPLORAÇÃO EM
PROPRIEDADES DE TERCEIROS ............................................................................................................. 56
19.4 RECURSOS FLORESTAIS PRÓPRIOS .................................................................................... 59
19.5 DIREITOS DE EXPLORAÇÃO DE FLORESTA ........................................................................... 59
19.6 MAPA MENTAL DA EXAUSTÃO ............................................................................................ 61
20 RESUMO DOS PONTOS COMENTADOS NESTA AULA...................................................................... 62
21 MAPAS MENTAIS ELABORADOS NESTA AULA ............................................................................... 65
22 QUESTÕES COMENTADAS ......................................................................................................... 68
23 QUESTÕES APRESENTADAS EM AULA ....................................................................................... 108
24 GABARITO DAS QUESTÕES APRESENTADAS .............................................................................. 121

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1 MAIS UMA AULA...

Olá, meus amigos. Como estão?!

Agradecemos por estarem aqui, em mais um encontro conosco, no curso


de Contabilidade Geral para o Exame do CFC.

Hoje, falaremos sobre um tema muito importante, que vem sendo objeto
de cobrança sistemática em provas, o ativo imobilizado. Teceremos
comentários sobre os aspectos contábeis e fiscais, além de falar sobre o
CPC 27 – Ativo imobilizado.

Vamos à aula?! Então, aos estudos!

Um abraço.

Gabriel Rabelo/Luciano Rosa.


2 ATIVO IMOBILIZADO

Faremos um passeio sobre o ativo imobilizado, pois as bancas adoram


este tema.

Falaremos sobre o imobilizado de forma geral, com enfoque no tópico que


constam no título da aula. Comecemos!

O ativo imobilizado tem definição básica em dois diplomas. O primeiro e


principal é a lei 6.404/76. O segundo é o CPC 27 – Ativo Imobilizado.

2.1 CONCEITO DE IMOBILIZADO SEGUNDO A LEI 6.404/76 E CPC


27

Segundo a Lei 6.404/76:

Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos


do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o
conhecimento e a análise da situação financeira da companhia.

§ 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau


de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:

II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo,


investimentos, imobilizado e intangível. (Incluído pela Lei nº 11.941, de
2009)

Ainda, continua...

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Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:

IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens


corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia
ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes
de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle
desses bens; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

Segundo o CPC 27:

Ativo imobilizado é o item tangível que:

(a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou


serviços, para aluguel a outros, ou para fins administrativos; e
(b) se espera utilizar por mais de um período.

Correspondem aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos


destinados à manutenção das atividades da entidade ou exercidos com
essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram a
ela os benefícios, os riscos e o controle desses bens.

Assim, classificam-se no imobilizado direitos que


tenham por objeto bens corpóreos destinados à
manutenção das atividades da companhia como,
por exemplo, os terrenos, edificações, máquinas e

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equipamentos, móveis e utensílios, veículos. Os bens incorpóreos


passam a ficar no intangível.

A regra é a classificação de bens de propriedade da companhia. Bens


locados não satisfazem, em regra, o critério para serem classificados
como ativo.

Regra  Classificação dos bens de propriedade da companhia

Sobre o trecho destacado da questão: “Os direitos que tenham por objeto
bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou
da empresa, ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes
de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e
controle desses bens, devem ser classificados no grupo de contas (...)”

Trata-se esta última parte de bens que não são de propriedade da


empresa juridicamente, como os bens objetos de leasing.

O leasing, basicamente, pode ser de dois tipos: operacional e


financeiro. A diferença entre um e outro reside principalmente no
seguinte critério: o leasing transfere ou não os riscos e benefícios
inerentes à propriedade.

Se transferir, será classificado como leasing financeiro. Se não, como


leasing operacional. E como saberemos se há ou não transferência dos
riscos e benefícios? O tema está prescrito no CPC 06, que dispõe sobre o
arrendamento mercantil.

Riscos e benefícios com Classificação


Arrendatário Arrendamento financeiro
Arrendador Arrendamento operacional

Para se caracterizar um arrendamento financeiro, basicamente cinco


características podem aparecer:

Principais características de um arrendamento financeiro

1) Transfere-se a propriedade ao final do contrato;


2) Valor residual mais baixo que o valor justo;
3) O prazo do arrendamento refere-se à maior parte da vida útil do ativo
4) O valor presente dos pagamentos totaliza substancialmente todo o
valor justo do ativo;
5) O ativo arrendado é de tal forma especializado, que apenas o
arrendatário pode usá-lo sem grandes modificações.

Expliquemos item a item...

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1) Transfere-se a propriedade ao final do contrato.

É provável que ao final do contrato o arrendatário vá adquirir o bem


objeto de arrendamento mercantil financeiro.

2) Valor residual mais baixo que o valor justo;

O valor residual que será pago pelo arrendamento é menor do que o valor
de mercado avaliado do ativo ao final do contrato.

3) O prazo do arrendamento refere-se à maior parte da vida útil do


ativo

Item autoexplicativo.

4) O valor presente dos pagamentos totaliza substancialmente


todo o valor justo do ativo;

Basicamente, você paga quase todo o valor de mercado de um ativo. O


valor presente (as parcelas descontadas para valor de hoje) consubstancia
basicamente todo o valor de mercado deste ativo.

5) O ativo arrendado é de tal forma especializado, que apenas o


arrendatário pode usá-lo sem grandes modificações.

Se há o arrendamento de uma máquina para uma indústria produtora de


calçado, é por que provavelmente somente a arrendatária é produtora
deste tipo de produto. O arrendador, provavelmente, produzirá a máquina
que é arrendada. Daí dizer que somente o arrendatário pode usar sem
grandes modificações.

Memorize os 5 itens acima. Não são difíceis, e uma questão pode não
mencionar se o arrendamento é operacional ou financeiro, mas indicar
uma ou mais das características acima.

Vamos exemplificar?

“A Cia ABC contratou o arrendamento de uma máquina construída


especialmente para ser usada nas suas operações”

(Arrendamento financeiro – item 5 acima).

“Um veículo foi arrendado por dois anos, com valor residual segundo a
tabela da Revista 4 Rodas do final do contrato”.

Supondo que a tabela da Revista 4 Rodas represente o valor justo do


veículo, será arrendamento operacional (Não atende o item 2).

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“Um veículo foi arrendado por dois anos, com valor residual de 500 reais”.

Nesse caso, teremos arrendamento financeiro, pois o valor residual é mais


baixo que o valor justo (nenhum veículo com dois anos de uso custa
apenas 500 reais).

E qual a importância de saber isso? Aí está a questão. A depender do tipo


de arrendamento, teremos tratamentos contábeis distintos. E, para sua
sorte, esses tratamentos são cobrados em concurso.

(UFRJ/Analista da CVM/2008) A IAS 17 relaciona algumas situações


que podem conduzir a que uma transação de arrendamento mercantil seja
classificada como financeira.

A situação que está mais identificada com outras modalidades de


arrendamento é:

a) o arrendamento transfere a posse do ativo ao arrendatário no fim do


prazo do contrato;
b) o arrendatário possui a opção de comprar o ativo por um preço que se
espera ser equivalente a seu valor justo na data em que a opção seja
exercida;
c) o prazo do arrendamento abrange a maior parte da vida econômica do
ativo, mesmo que o título de propriedade não seja transferido;
d) no início do arrendamento o valor dos pagamentos mínimos ajustados
do contrato atinge, pelo menos substancialmente, todo o valor justo do
ativo arrendado;
e) o ativo arrendado é de tal natureza especializada que apenas o
arrendatário pode usá-lo sem que sejam efetuadas grandes modificações.

Comentários:

O nosso gabarito é a letra b.

Ao final do contrato de arrendamento mercantil financeiro, como se pagou


substancialmente todo o valor de mercado do ativo, espera-se pagar um
valor substancialmente menor do que o seu valor de mercado.

Todos os outros itens estão de acordo com o que explicamos acima.

Gabarito  B.

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2.2 LEASING FINANCEIRO

Atenção! O bem objeto de leasing financeiro deve ser reconhecido


no balanço patrimonial do arrendatário como ativo!

Exemplo: Arrendamento mercantil de um veículo, com valor justo (valor


de mercado) de R$ 20.000, o qual será pago em 4 prestações anuais de
6.000 (total de R$ 24.000,00), sem valor residual.

Nesse caso, a contabilização inicial seria:

D – Veículos 20.000
D – Juros a transcorrer (Redutora do passivo) 4.000
C – Arrendamento mercantil a pagar (Passivo) 24.000

Portanto, no caso do arrendamento mercantil financeiro, o arrendatário


contabiliza o bem como ativo, contabiliza a depreciação e a despesa
financeira (apropriação dos juros a transcorrer).

Vejam que o bem, nesta hipótese, foi contabilizado pelo valor justo. Não
devemos contabilizar a despesa financeira com ativo, isto é, a regra hoje
vigente na contabilidade é de que as operações financeiras devem ser
segregadas e não consideradas como parte de um ativo.

(FCC/Analista/TRF 1ª/2011) Uma operação de arrendamento


mercantil efetuada no prazo de cinco anos, na qual identifica-se a
transferência substancial dos riscos e benefícios inerentes ao bem objeto
do contrato, cuja propriedade será transferida ao arrendatário no final do
contrato, deverá ser registrada

a) no Realizável de Longo Prazo.


b) em conta de Ajustes Patrimoniais.
c) como item do Ativo Diferido.
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d) em conta do Imobilizado.
e) como uma Despesa Diferida.

Comentários:

Havendo transferência substancial dos riscos e benefícios, estamos frente


a uma hipótese de arrendamento mercantil financeiro, e, como dissemos,
deve ser contabilizado como ativo imobilizado.

Gabarito  D.

2.3 LEASING OPERACIONAL

Atenção! O bem objeto de leasing operacional não deve ser


reconhecido no balanço patrimonial do arrendatário como ativo!

Exemplo: Vamos supor que uma empresa faça um arrendamento


operacional de um veículo pelo prazo de dois anos, pagando o valor de
500 reais por mês. Nesse caso, a contabilização fica assim:

D – Despesa de arrendamento 500


C – Bancos 500

Professores, entendi que, no leasing operacional, as parcelas são


lançadas no passivo, mas o valor total não é reconhecido no passivo?
Todo o leasing não seria uma obrigação presente derivada de um fato
passado?

No caso do leasing operacional, não. As parcelas só são devidas depois


que ocorre o “aluguel” durante o mês.

Ou seja: quando estamos em 31 de maio, o aluguel referente ao mês de


maio é devido. Mas o aluguel de junho, não. O fato gerador da obrigação
é a empresa usar o objeto do arrendamento durante o mês de junho.

E se a empresa devolver o bem e cancelar o arrendamento operacional no


dia 31 de maio? Nesse caso, não deverá pagar nada pelo arrendamento
em junho.

Portanto, só vai para o passivo o pagamento referente a mês já alugado e


ainda não pago.

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3 CUSTO DE UM ATIVO IMOBILIZADO

3.1 RECONHECIMENTO INICIAL

Conforme a lei 6404/76:

Critérios de avaliação do ativo

Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os


seguintes critérios:

V - Os direitos classificados no imobilizado, pelo custo de aquisição,


deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação, amortização ou
exaustão;

Portanto, o imobilizado é avaliado inicialmente ao custo!

Os itens do ativo imobilizado são mensurados inicialmente pelo


seu custo, o qual inclui todos os custos necessários para colocá-lo em
condições de uso.

Conforme o Pronunciamento CPC 27 – Ativo Imobilizado:

16. O custo de um item do ativo imobilizado compreende:

(a) seu preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e


impostos não recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os
descontos comerciais e abatimentos;
(b) quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no
local e condição necessárias para o mesmo ser capaz de funcionar da
forma pretendida pela administração;
(c) a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e
de restauração do local (sítio) no qual este está localizado. Tais custos
representam a obrigação em que a entidade incorre quando o item é
adquirido ou como consequência de usá-lo durante determinado período
para finalidades diferentes da produção de estoque durante esse período.

17. Exemplos de custos diretamente atribuíveis são:

(a) custos de benefícios aos empregados (tal como definidos no


Pronunciamento Técnico CPC 33 – Benefícios a Empregados) decorrentes
diretamente da construção ou aquisição de item do ativo imobilizado;
(b) custos de preparação do local;
(c) custos de frete e de manuseio (para recebimento e instalação);
(d) custos de instalação e montagem;

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(e) custos com testes para verificar se o ativo está funcionando


corretamente, após dedução das receitas líquidas provenientes da venda
de qualquer item produzido enquanto se coloca o ativo nesse local e
condição (tais como amostras produzidas quando se testa o
equipamento); e
(f) honorários profissionais.

Continuando...

19. Exemplos que não são custos de um item do ativo imobilizado são:

(a) custos de abertura de nova instalação;


(b) custos incorridos na introdução de novo produto ou serviço (incluindo
propaganda e atividades promocionais);
(c) custos da transferência das atividades para novo local ou para nova
categoria de clientes (incluindo custos de treinamento); e
(d) custos administrativos e outros custos indiretos.

Custo do ativo imobilizado (CPC 27)


Inclui Não inclui
Preço de aquisição + Imposto Importação +
Impostos não recuperáveis Descontos comerciais e abatimentos
Preparação do local Custos de abertura de nova instalação
Frete e manuseio por conta do comprador Frete por conta do vendedor
Instalação e montagem Propaganda e atividades promocionais
Testes Custos de treinamento
Honorários profissionais (engenheiros,
arquitetos, por exemplo) Transferência posterior (novo local)
Custos de desmontagem (futuro, traz a valor
presente) Custos administrativos
Custo de remoção (futuro, traz a valor presente) Outros custos indiretos
Remoção, desmontagem de máquinas
Outros custos diretamente atribuíveis antigas

O reconhecimento dos custos no valor contábil de um item do ativo


imobilizado cessa quando o item está no local e nas condições
operacionais pretendidas pela administração.

Portanto, os custos incorridos no uso ou na transferência ou reinstalação


de um item não são incluídos no seu valor contábil, como, por exemplo,
os seguintes custos:

(a) custos incorridos durante o período em que o ativo capaz de operar


nas condições operacionais pretendidas pela administração não é utilizado
ou está sendo operado a uma capacidade inferior à sua capacidade total;
(b) prejuízos operacionais iniciais, tais como os incorridos enquanto a
demanda pelos produtos do ativo é estabelecida; e

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(c) custos de realocação ou reorganização de parte ou de todas as


operações da entidade.

Algumas operações realizadas em conexão com a construção ou o


desenvolvimento de um item do ativo imobilizado não são necessárias
para deixá-lo no local e nas condições operacionais pretendidas pela
administração.

Essas atividades eventuais podem ocorrer antes ou durante as atividades


de construção ou desenvolvimento. Por exemplo, o local de construção
pode ser usado como estacionamento e gerar receitas, até que a
construção se inicie.

Como essas atividades não são necessárias para que o ativo fique em
condições de funcionar no local e nas condições operacionais pretendidas
pela administração, as receitas e as despesas relacionadas devem ser
reconhecidas no resultado e incluídas nas respectivas classificações de
receita e despesa.

O item c fala “a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção


do item e de restauração do local (sítio) no qual este está localizado”. O
que é isso?

Imagine que a Petrobrás, através de um contrato de arrendamento


financeiro, assuma uma plataforma de petróleo. Esse bem será registrado
no Ativo Imobilizado e, além dos custos de instalação, o contrato prevê
que a desmontagem e remoção da plataforma ocorrerão daqui a 10 anos
e serão de responsabilidade da Petrobrás.

Esses gastos devem ser incorporados ao custo da plataforma. Eles devem


ser trazidos a valor presente.

Vamos treinar? A questão a seguir é difícil (muito)!

(FGV/Auditor Tributário/ISS Niterói/2015) Em 01/02/X0, a Cia.


Digama adquiriu, por R$ 3.000.000,00, um terreno destinado à
construção de um novo armazém. De 01/02/X0 a 30/04/X0 o terreno foi
utilizado como estacionamento, e a companhia faturou R$ 70.000,00
durante esse período com a locação de vagas.

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Em 01/05/X0, a companhia pagou R$ 25.000,00 de honorários aos


engenheiros responsáveis pelo projeto do armazém e deu início à sua
construção.

Para isso, ela tomou um empréstimo de R$ 6.000.000,00 junto ao Banco


Zeta S.A. Até 01/12/X0 data em que foi concluída, a Cia. Digama gastou
na construção do armazém R$ 850.000,00 com mão de obra, R$
150.000,00 com a preparação do terreno, R$ 300.000,00 com frete e R$
5.000.000,00 com materiais de construção.

Os juros incorridos sobre o empréstimo tomado junto ao Banco Zeta S.A,


durante esse período foram de R$ 40.000,00, e a companhia obteve
receitas financeiras de R$ 8.000,00 pela aplicação desses recursos antes
de efetuar os pagamentos necessários à condução da obra. De 01/12/X0 a
15/12/X0, data em que o armazém foi inaugurado, a Cia. Digama gastou
R$ 50.000,00 para transferir os equipamentos de um armazém antigo
para esse novo armazém. Esse novo armazém deverá ser reconhecido no
imobilizado da Cia. Digama pelo custo de:

a) 6.287.000
b) 6.325.000
c) 6.357.000
d) 6.365.000
e) 6.407.000

Comentários:

Como dissemos, o custo do imobilizado inclui:

Custo do ativo imobilizado (CPC 27)


Inclui Não inclui
Preço de aquisição + Imposto Importação +
Impostos não recuperáveis Descontos comerciais e abatimentos
Preparação do local Custos de abertura de nova instalação
Frete e manuseio por conta do comprador Frete por conta do vendedor
Instalação e montagem Propaganda e atividades promocionais
Testes Custos de treinamento
Honorários profissionais (engenheiros,
arquitetos, por exemplo) Transferência posterior (novo local)
Custos de desmontagem (futuro, traz a valor
presente) Custos administrativos
Custo de remoção (futuro, traz a valor presente) Outros custos indiretos
Remoção, desmontagem de máquinas
Outros custos diretamente atribuíveis antigas

Vamos para a questão...

Os trechos da questão estão em negrito.

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Em 01/02/X0, a Cia. Digama adquiriu, por R$ 3.000.000,00, um


terreno destinado à construção de um novo armazém. De
01/02/X0 a 30/04/X0 o terreno foi utilizado como
estacionamento, e a companhia faturou R$ 70.000,00 durante esse
período com a locação de vagas.

A primeira coisa é perceber lá no final da questão que ela pede o


valor contábil do armazém e não do terreno.

Portanto, as informações relativas ao terreno devem ser reconhecidas


separadamente. Terreno é terreno, armazém é armazém.

O terreno deve ser reconhecido separadamente no balanço patrimonial.

Em 01/05/X0, a companhia pagou R$ 25.000,00 de honorários aos


engenheiros responsáveis pelo projeto do armazém e deu início à
sua construção.

Os honorários com engenheiros, arquitetos e profissionais do gênero são


reconhecidos como custo do imobilizado. Este item é um custo
diretamente atribuível, segundo o CPC 27, 17, f.

Para isso, ela tomou um empréstimo de R$ 6.000.000,00 junto ao


Banco Zeta S.A. Até 01/12/X0 data em que foi concluída, a Cia.
Digama gastou na construção do armazém R$ 850.000,00 com
mão de obra, R$ 150.000,00 com a preparação do terreno, R$
300.000,00 com frete e R$ 5.000.000,00 com materiais de
construção.

O empréstimo obtido vai ingressar no banco, em contrapartida à conta


empréstimos a pagar.

Depois disso, temos gastos com a construção do armazém:

- Mão de obra: R$ 850.000,00 (entra no custo)


- Preparação do terreno: R$ 150.000,00 (entra no custo)
- Materiais de construção: R$ 5.000.000,00 (entra no custo)
- Frete: R$ 300.000,00

Os juros incorridos sobre o empréstimo tomado junto ao Banco


Zeta S.A, durante esse período foram de R$ 40.000,00, e a
companhia obteve receitas financeiras de R$ 8.000,00 pela
aplicação desses recursos antes de efetuar os pagamentos
necessários à condução da obra.

Nós sabemos que a regra para o reconhecimento dos juros é lança-los


como despesa na DRE conforme o período de competência.

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Todavia, se estivermos frente a um ativo qualificável, a situação muda e


reconhecemos esses juros como parte do custo do ativo.

Assim, nesta hipótese, vamos lançar os R$ 40.000,00 como custo do


ativo, subtraindo os R$ 8.000,00 obtidos como receitas.

Segundo o CPC 20:

12. Na extensão em que a entidade toma recursos emprestados


especificamente com o propósito de obter um ativo qualificável, a
entidade deve determinar o montante dos custos dos empréstimos
elegíveis à capitalização como sendo aqueles efetivamente incorridos
sobre tais empréstimos durante o período, menos qualquer receita
financeira decorrente do investimento temporário de tais
empréstimos.

De 01/12/X0 a 15/12/X0, data em que o armazém foi inaugurado,


a Cia. Digama gastou R$ 50.000,00 para transferir os
equipamentos de um armazém antigo para esse novo armazém.

Vejam que esses gastos nada têm a ver com a construção do armazém.
Os gastos para remoção dos equipamentos antigos do armazém antigo
para o novo devem ser considerados como despesa, na DRE.

Esse novo armazém deverá ser reconhecido no imobilizado da Cia.


Digama pelo custo de:

- Honorários 25.000,00
- Gastos mão de obra 850.000,00
- Preparação do terreno 150.000,00
- Frete 300.000,00
- Materiais de construção 5.000.000,00
- Juros (ativo qualificável) 40.000,00 – 8.000 = 32.000,00
Total 6.357.000,00

Professores, e as receitas com estacionamento? Elas devem ser


reconhecidas na DRE. Vejam o que diz o CPC 27:

21. Algumas operações realizadas em conexão com a construção ou o


desenvolvimento de um item do ativo imobilizado não são necessárias
para deixá-lo no local e nas condições operacionais pretendidas pela
administração. Essas atividades eventuais podem ocorrer antes ou
durante as atividades de construção ou desenvolvimento. Por exemplo, o
local de construção pode ser usado como estacionamento e gerar receitas,
até que a construção se inicie. Como essas atividades não são
necessárias para que o ativo fique em condições de funcionar no
local e nas condições operacionais pretendidas pela administração,
as receitas e as despesas relacionadas devem ser reconhecidas no

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resultado e incluídas nas respectivas classificações de receita e


despesa.

Questão bem difícil, mas um ótimo treino para entender o assunto!

Gabarito  C.

3.2 MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE

Assim como os outros ativos, o ativo imobilizado pode mudar de valor. Ele
pode se desgastar, pode sofrer perda no seu valor de mercado ou perder
também o valor que se espera em relação à capacidade de gerar
produtos.

Portanto, depois de integrado, ele fica sujeito à depreciação, amortização


e exaustão e ao teste de recuperabilidade. A previsão para estes institutos
encontra-se na Lei 6.404 do seguinte modo:

Art. 183. § 2º A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado


e intangível será registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada
pela Lei nº 11.941, de 2009)

a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que


têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por
uso, ação da natureza ou obsolescência;
b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital
aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e
quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo
objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente
limitado;
c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua
exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais,
ou bens aplicados nessa exploração.

§ 3o A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a


recuperação dos valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim
de que sejam: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

I – registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver


decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se
destinavam ou quando comprovado que não poderão produzir resultados
suficientes para recuperação desse valor; ou (Incluído pela Lei nº 11.638,
de 2007)
II – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da
vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e
amortização. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)

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Aval. do imobilizado: Custo - depreciação/amort./exaustão - red. val.


rec.
Diminuição Perda do valor aplicado:
Por desgaste
Por uso
Depreciação
Por ação da natureza
Por obsolescência
Por aquisição de direitos de propriedade industrial ou
comercial com existência ou exercício de duração limitada
Amortização
Por aquisição de direitos cujo objeto sejam bens de
utilização por prazo legal ou contratualmente limitado
Recursos minerais ou florestais ou bens aplicados nessa
Exaustão
exploração. ==62394==

4 GASTOS DE CAPITAL VS GASTOS DO PERÍODO

Conforme o livro “Contabilidade Societária”, da equipe de professores da


USP, os gastos subsequentes podem ser de duas espécies:

Gastos de capital: são os que irão beneficiar mais de um exercício


social e devem ser adicionados ao valor do ativo imobilizado, desde
que atendam às condições de reconhecimento de um ativo. Exemplo:
custo de aquisição do bem, custo de instalação e montagem, etc.

Gastos do período (despesas): são os que devem ser agregados às


contas de despesas do período, pois só beneficiam um exercício e são
necessários para manter o imobilizado em condições de operar,
não lhe aumentando o valor. Não é provável que esses gastos tenham
o potencial de gerar benefícios econômicos futuros para a entidade. Logo,
não podem ser reconhecidos como ativo, mas sim como despesa.
Exemplo: manutenção e reparos, etc.

Vejamos o CPC 27 – Ativo Imobilizado:

12. Segundo o princípio de reconhecimento do item 7, a entidade não


reconhece no valor contábil de um item do ativo imobilizado os
custos da manutenção periódica do item. Pelo contrário, esses custos
são reconhecidos no resultado quando incorridos. Os custos da
manutenção periódica são principalmente os custos de mão-de-obra e de
produtos consumíveis, e podem incluir o custo de pequenas peças. A
finalidade desses gastos é muitas vezes descrita como sendo para “reparo
e manutenção” de item do ativo imobilizado.

13. Partes de alguns itens do ativo imobilizado podem requerer


substituição em intervalos regulares. Por exemplo, um forno pode
requerer novo revestimento após um número específico de horas de uso;
ou o interior dos aviões, como bancos e equipamentos internos, pode

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exigir substituição diversas vezes durante a vida da estrutura. Itens do


ativo imobilizado também podem ser adquiridos para efetuar substituição
recorrente menos frequente, tal como a substituição das paredes
interiores de edifício, ou para efetuar substituição não recorrente.
Segundo o princípio de reconhecimento do item 7, a entidade reconhece
no valor contábil de um item do ativo imobilizado o custo da peça
reposta desse item quando o custo é incorrido se os critérios de
reconhecimento forem atendidos. O valor contábil das peças que são
substituídas é baixado de acordo com as disposições de baixa
deste Pronunciamento (ver itens 67 a 72).

14. Uma condição para continuar a operar um item do ativo imobilizado


(por exemplo, uma aeronave) pode ser a realização regular de
inspeções importantes em busca de falhas, independentemente das
peças desse item serem ou não substituídas. Quando cada inspeção
importante for efetuada, o seu custo é reconhecido no valor contábil
do item do ativo imobilizado como uma substituição se os critérios
de reconhecimento forem satisfeitos. Qualquer valor contábil
remanescente do custo da inspeção anterior (distinta das peças
físicas) é baixado. Isso ocorre independentemente do custo da inspeção
anterior ter sido identificado na transação em que o item foi adquirido ou
construído. Se necessário, o custo estimado de futura inspeção
semelhante pode ser usado como indicador de qual é o custo do
componente de inspeção existente, quando o item foi adquirido ou
construído.

Os gastos subsequentes podem ser divididos em


manutenção periódica (que vai para despesa) e as
paradas programadas (que são gastos de capital e
são ativadas, isto é, o valor gasto é contabilizado no
custo do ativo, e passa a ser depreciado).

Manutenção Só beneficiam um
Gastos do período Despesa na DRE
periódica exercício social

Paradas Beneficiam mais de


Gastos de capital Ativo Imobilizado
programadas um exercício social

A prática anterior era a de provisionar o valor da parada programada. Mas


este procedimento foi alterado, pois não há base para o reconhecimento
de um passivo neste caso. Não há obrigação presente.

O método atual é de dar baixa no valor contábil do item


substituído e capitalizar (contabilizar como ativo) o novo item.

5 ATIVO CONSTRUÍDO PELA EMPRESA

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O custo de ativo construído pela própria empresa determina-se


utilizando os mesmos princípios de ativo adquirido. Se a entidade
produz ativos idênticos para venda no curso normal de suas operações, o
custo do ativo é geralmente o mesmo que o custo de construir o ativo
para venda. Por isso, quaisquer lucros gerados internamente, são
eliminados para determinar tais custos.

Basicamente, se a empresa produz ativos para vender, mas resolve


utilizar um ou alguns como imobilizado, a mensuração deve ser feita pelos
mesmos princípios do ativo adquirido, isto é, você irá capitalizar a mão de
obra, gastos com seguro, materiais, honorários de engenheiros, entre
outros.

Se o ativo construído pela empresa custou R$ 300.000,00, e é vendido


por R$ 500.000,00, ele ficará contabilizado por R$ 300.000,00, pois não
devemos reconhecer lucros gerados internamente.

De forma semelhante, o custo de valores anormais de materiais, de mão-


de-obra ou de outros recursos desperdiçados incorridos na construção de
um ativo não é incluído no custo do ativo.

6 ATIVO QUALIFICÁVEL

O Pronunciamento Técnico CPC 20 – Custos de Empréstimos estabelece


critérios para o reconhecimento dos juros como componente do valor
contábil de um item do ativo imobilizado construído pela própria
empresa. Os juros de empréstimos contratados para a construção ou
aquisição de ativo qualificável (ativo que demanda um tempo
substancial para ficar pronto para o seu uso ou venda pretendidos) devem
ser capitalizados, ou seja, são contabilizados como custo do ativo
qualificado.

Vamos explicar melhor o item acima. Conforme o Pronunciamento CPC 20


(R1) – Custos de Empréstimos:

Custos de empréstimos são juros e outros custos em que a entidade


incorre em conexão com o empréstimo de recursos.

Ativo qualificável é um ativo que, necessariamente, demanda um


período de tempo substancial para ficar pronto para seu uso ou venda
pretendidos.

7. Dependendo das circunstâncias, um ou mais dos seguintes ativos


podem ser considerados ativos qualificáveis:

(a) estoque;
(b) plantas industriais para manufatura;
(c) usina de geração de energia;

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(d) ativos intangíveis;


(e) propriedades para investimentos.

8. A entidade deve capitalizar os custos de empréstimo que são


diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de ativo
qualificável como parte do custo do ativo. A entidade deve reconhecer os
outros custos de empréstimos como despesa no período em que são
incorridos. (g.n.)

Um ativo qualificável (tradução de “qualifying assets”) é um ativo que,


necessariamente, demanda um período de tempo substancial para
ficar pronto para seu uso ou venda pretendidos, também chamado
de ativo qualificado.

Os custos de empréstimos diretamente atribuíveis à aquisição,


construção ou produção de ativo qualificável devem ser
capitalizados, ou seja, contabilizados como custo do estoque.

Os outros custos de empréstimos (que não são para ativos qualificáveis)


devem ser reconhecidos como despesas no período em que incorrerem.

Custos de empréstimos - hoje:


Ativos qualificáveis - Parte do custo dos ativos
Outros custos de empréstimos - Despesa na DRE

Atenção! Uma questão interessante é a seguinte:

a) Levando em consideração que cessa o reconhecimento dos custos do


ativo quando o mesmo se encontra em condições pretendidas de uso;
b) A empresa contraiu empréstimo para financiar o ativo qualificável e;
c) A duração do empréstimo será maior que o tempo gasto para o ativo
ficar pronto. Portanto, quando cessar a contabilização dos custos do ativo
qualificável a empresa não terá incorrido na totalidade dos custos do
empréstimo.

Como é feita a contabilização do restante dos custos de financiamento do


ativo e o cálculo da depreciação?

Após o ativo qualificável estar pronto para o uso, os juros do


empréstimo vão para despesa financeira.

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Ademais, este cálculo não afeta a depreciação, ou seja, a empresa só


deprecia o valor atribuído ao ativo qualificável. Os juros que vão para a
despesa não afetam o cálculo da depreciação.

Vamos a um exemplo:

(Inédita) A empresa KLR decidiu aumentar a área da sua fábrica,


construindo um imóvel anexo (o popular “puxadinho”). A melhor proposta
que conseguiu foi de $500.000. Achando esse valor muito caro, a empresa
KLR resolveu construir o anexo2 por sua conta. Após um tempo
substancial, a empresa terminou a construção, tendo incorrido nos
seguintes gastos:

- Material de construção 160.000


- Mão de obra 120.000
- Custos indiretos de Fabricação 30.000

Para financiar parte da construção do anexo, a empresa contratou um


empréstimo no valor de $ 250.000,00, incorrendo em juros no valor de $
40.000,00.

Calcule o valor pelo qual o puxadinho será incluído no imobilizado:

A) 280.000
B) 310.000
C) 350.000
D) 500.000
E) 600.000

Comentários:

Primeiro ponto: Não poderíamos contabilizá-lo pelo valor de mercado, o


valor justo (500.000)? Afinal, esse é o preço que a empresa gastaria para
contratar uma construtora para fazer o serviço.

Resposta: Não. A empresa não deve reconhecer lucro gerado


internamente. Portanto, descarte a letra D ($500.000).

Superado esse ponto, vamos em frente.

O anexo é um Ativo Qualificável (que demora um tempo substancial para


ficar pronta para o seu uso pretendido), portanto os encargos do
empréstimo usado para financiá-lo são incluídos no custo do ativo.

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Assim, temos:

Material de construção 160.000


+ Mão de obra 120.000
+ Custos indiretos de Fabricação 30.000
+ Juros do empréstimo 40.000
TOTAL 350.000

Adendo! O que são custos indiretos? Os custos indiretos são aqueles que
não podem ser atribuídos diretamente, sendo necessário algum critério de
rateio. Por exemplo:

- Aluguel da fábrica. Deve ser atribuído aos produtos com base na


metragem que cada um ocupa da fábrica.
3
- Depreciação de máquinas usadas na fabricação de diversos produtos: a
depreciação deve ser atribuída aos produtos conforme algum critério de
rateio, e assim por diante.

Os custos diretos são aqueles que podem ser atribuídos diretamente ao


produto, sem precisar de rateio.

Exemplo de custo direto: matéria prima e mão de obra direta.

Professores, mas vocês disseram lá em cima que, segundo o CPC 27:

19. Exemplos que não são custos de um item do ativo imobilizado são:

(d) custos administrativos e outros custos indiretos.

Vejam que esses outros custos indiretos são administrativos.

Aqui, nós estamos falando de custos indiretos de fabricação! São


situações distintas.

Gabarito  C.

Muito bem. Ativo qualificável demora um tempo substancial para ficar


pronto. E qual seria esse “tempo substancial”? Um ano? Seis meses?

Não há uma definição ou determinação sobre esse prazo. A


empresa deve usar o seu melhor julgamento técnico, para
enquadrar um ativo como qualificável ou não. As normas falam

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sempre em “tempo substancial”, mas não definem quanto é esse tempo.


Assim, eventuais questões sobre esse assunto devem mencionar que a
construção do ativo demorou um “tempo substancial” ou algum sinônimo
(“demorou muito tempo”, “demorou um tempo excessivamente longo”, e
por aí vai.)

Estudamos a inclusão dos juros no ativo. Agora vejamos a exclusão dos


juros.

Conforme o Pronunciamento CPC 27 – Imobilizado:

23. O custo de um item de ativo imobilizado é equivalente ao preço à


vista na data do reconhecimento. Se o prazo de pagamento excede os
prazos normais de crédito, a diferença entre o preço equivalente à vista e
o total dos pagamentos deve ser 9reconhecida como despesa com juros
durante o período (...), a menos que seja passível de capitalização de
acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 20 – Custos de Empréstimos.
(g.n.)

Comentário: Vamos supor que uma empresa possa comprar um ativo à


vista, por 100.000,00, ou a prazo, por 110.000,00. Nesse caso, o total a
prazo excede o preço à vista, e tal diferença deve ser reconhecida
(contabilizada) como despesa com juros.

Digamos que o prazo seja de um mês. A contabilização seria a seguinte:

Compra à vista:

D – Imobilizado (ativo) 100.000


C – Caixa/bancos (ativo) 100.000

Imobilizado Caixa
100.000,00 100.000,00

Na compra a prazo:

Ao invés de contabilizar o ativo pelo valor total, como é o procedimento


normal, o correto é o seguinte:

D – Imobilizado (Ativo) 100.000


D – Juros a apropriar (ret. Passivo) 10.000
C – Fornecedores (Passivo) 110.000

Imobilizado (A) Juros a apropriar (Ret. P) Fornecedores (P)


100.000,00 10.000,00 110.000,00

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Passado um mês, teríamos:

D – Despesa financeira (resultado) 10.000


D – Fornecedores (Passivo) 110.000
C - Juros a apropriar (ret. Passivo) 10.000
C – Caixa/bancos (ativo) 110.000

Imobilizado (A) Juros a apropriar (Ret. P) Fornecedores (P)


100.000,00 10.000,00 10.000,00 110.000,00 110.000,00

Despesa finan. Caixa


10.000,00 110.000,00

A contabilização acima trata-se do ajuste a valor presente. Na nossa


legislação, devemos efetuar o ajuste a valor presente para as operações
de longo prazo, e para as de curto prazo quando forem relevantes. Confira
a Lei das SA:

Critérios de Avaliação do Ativo

Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os


seguintes critérios:

VIII – os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo


serão ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando
houver efeito relevante. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)

Critérios de Avaliação do Passivo

Art. 184. No balanço, os elementos do passivo serão avaliados de acordo


com os seguintes critérios:

III – as obrigações, os encargos e os riscos classificados no passivo não


circulante serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais
ajustados quando houver efeito relevante. (Redação dada pela Lei nº
11.941, de 2009)

A contabilização acima (no prazo de um mês) foi demonstrada apenas


como exemplo. Só poderia ser ajustada a valor presente se houvesse
efeito relevante. Do contrário, apenas os elementos de longo prazo sofrem
o ajuste a valor presente, conforme determina a legislação.

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1 – Na construção de ativo qualificado devemos incluir os encargos


financeiros no custo do Ativo.
2 – Na compra a prazo de ativos, devemos excluir os encargos
financeiros, os quais serão apropriados como Despesa Financeira por
competência.

6.1 - CONTABILIZAÇÃO DA CAPITALIZAÇÃO DOS CUSTOS DOS


EMPRÉSTIMOS.

Normalmente, a contabilização dos custos de empréstimos (no caso


de ativos não qualificáveis) é feita a débito de despesa financeira e
crédito do passivo:

D – Despesa financeira (resultado)


C – Empréstimos a pagar (Passivo)

Desp. Finan. (Resul) Emp. a pagar


XX,XX XX,XX

Observação: a contabilização acima refere-se à situação em que o custo


do empréstimo é tratado como despesa financeira. Ou seja, quando não
estamos diante de um ativo qualificável.

No caso dos ativos qualificáveis, para capitalizar os custos dos


empréstimos, debitamos o Ativo que está sendo adquirido ou construído:

D – Ativo qualificado em construção


C – Empréstimo a pagar (passivo)

Ativo qual. em constru. Emp. a pagar


XX,XX XX,XX

Pelo término da construção do ativo:

D – Ativo (Estoque ou imobilizado ou intangível, etc,)


C – Ativo qualificado em construção.

Normalmente, durante a construção, é usada uma conta transitória,


denominada “Ativo em Construção”, que recebe todos os valores que
compõe o custo do ativo.

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Depois de concluído, a conta transitória é zerada e seu saldo


transferido para ativo imobilizado, ou ativo intangível, enfim, para
a conta definitiva.

7 DIVISÃO DO IMOBILIZADO

De acordo com o Manual de Contabilidade Societária, o ativo imobilizado


pode ser dividido basicamente em dois grandes grupos:

- Bens em operação: Aqueles que estão sendo utilizados pela sociedade


em suas atividades fins.
- Imobilizados em andamento: Aqueles que ainda não estão operando.

Além da segregação do imobilizado entre bens em operação e imobilizado


em andamento, outros critérios podem ser adotados, como, por exemplo,
a separação por área geográfica, segmento econômico, função ou
departamento, necessidades internas e de terceiros, exigências
fiscais.

8 CONTEÚDO DAS CONTAS DO IMOBILIZADO

Várias são as contas registradas no ativo imobilizado. Vejamos agora as


principais:

8.1 TERRENOS

Registra os terrenos realmente utilizados nas operações. É, por exemplo,


onde se encontra a fábrica, estoques, filiais, lojas. Se o terreno for
destinado à atividade fim, mas ainda não estiver pronto, será classificado
como imobilizado em andamento.

Se, ao revés, o terreno não estiver sendo utilizado nas atividades fim da
empresa, deverá ir para o ativo não circulante investimentos.

Atenção! Professores, e no caso de uma indústria, temos a fábrica que


executa a atividade fim, correto? E temos, muitas vezes, o escritório
administrativo, separado da fábrica, que executa "atividades meio". Como
fica a classificação nesta hipótese?

Ora, as atividades fim não são apenas as atividades de fabricação. Inclui


administração, contabilidade, compras, vendas e outras. A fábrica compra
um prédio para usar como escritório. Fica no imobilizado.

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Se o mesmo prédio for usado para alugar a terceiros e auferir renda, fica
em investimento. Não é mais usado nas atividades fim.

Por outro lado, há a diferença entre "custos" e "despesas". O prédio da


fábrica tem custo de depreciação (entra no custo dos produtos). Já o
prédio da administração tem "despesa de depreciação". Mas ambos ficam
no imobilizado.

8.2 MÁQUINAS, APARELHOS E EQUIPAMENTOS

Envolve o conjunto de bens corpóreos desta natureza utilizado no


processo de produção da empresa.

8.3 EQUIPAMENTOS DE PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE


DADOS – HARDWARE - E SISTEMAS APLICATIVOS - SOFTWARE

Os hardwares adquiridos pela empresa ficam registrados à conta do ativo


imobilizado. Por seu turno, para a classificação dos softwares devemos
perquirir qual a ligação do software com o equipamento que o utiliza. Se o
software for identificável, separável e puder ser segregado e
transacionado pela entidade, reconheceremos então um intangível,
hipótese em que será amortizado.

8.4 MÓVEIS E UTENSÍLIOS

Representa, por exemplo, mesas, cadeiras, arquivos, estantes, entre


outros móveis que estejam sendo utilizados nas atividades fins da
empresa.

8.5 VEÍCULOS

Registram-se nessa conta veículos sob controle da empresa. Todavia, o


FIPECAFI defende que se os veículos forem utilizados diretamente na
produção, tal como empilhadeira, escavadeira, etc, poderão ser agrupados
na conta equipamentos.

8.6 PEÇAS E CONJUNTOS DE REPOSIÇÃO

Peças e conjuntos de reposição são aquelas que se destinam à


substituição de outras em máquinas, equipamentos, etc.

Trataremos melhor deste assunto à frente.

8.7 IMOBILIZADO BIOLÓGICO

São os animais, plantas vivas, mantidos para produção, que se esperem


utilizar por mais de um período social. Exemplo: gados reprodutores,
gados produtores de leite, plantação de café.

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8.8 BENFEITORIAS EM IMÓVEIS DE TERCEIROS

Benfeitorias em imóveis de terceiros, cujo valor será revertido ao


proprietário do imóvel ao final do contrato de locação, são
classificadas no ativo imobilizado.

Se as benfeitorias em imóveis de terceiros forem em contrato de locação


por prazo indeterminado, ou se o prazo do contrato for maior que a vida
útil da benfeitoria, devemos depreciar estas benfeitorias.

Caso o contrato tenha duração determinada e menor que a vida útil da


benfeitoria, esta será amortizada pelo prazo do contrato.

Exemplo: Benfeitoria em imóveis de terceiros:

1º caso: Prazo indeterminado.

Vida útil: 8 anos.


Contrato por prazo indeterminado.
Deprecia a benfeitoria em 8 anos.

2º caso: Prazo determinado e contrato > Vida útil.

Vida útil: 8 anos.


Contrato por prazo determinado, de 10 anos.
Deprecia a benfeitoria em 8 anos.

3º caso: Prazo determinado e contrato < Vida útil.

Vida útil: 8 anos.


Contrato por prazo determinado, de 5 anos.
Amortiza a benfeitoria em 5 anos.

Ou seja, se o desgaste da benfeitoria puder ser reconhecido pelo prazo de


vida útil, seja porque o contrato é por prazo indeterminado, seja porque o
prazo do contrato é maior que a vida útil da benfeitoria, será depreciação.

Se o desgaste da benfeitoria tiver que ser abreviado, porque o prazo do


contrato é menor que a vida útil da benfeitoria, será amortização.

Benfeitorias em imóveis de terceiros


Contrato Critério de avaliação
Prazo indeterminado
Prazo determinado e Contrato > Depreciação (Vida útil)
Vida útil
Prazo determinado e Contrato < Amortização (Contrato)

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Vida útil

(AOCP/Analista/Contabilidade/UFSM/2014) Benfeitorias em imóveis


de terceiros devem ser reconhecidas como

a) Ativo circulante – Estoque


b) Passivo circulante – Obrigações diversas
c) Ativo não circulante – Imobilizado.
d) Ativo não circulante – Investimentos permanentes.
e) Ativo não circulante – Intangível.

Comentários:

Benfeitorias em imóveis de terceiros, cujo valor será revertido ao


proprietário do imóvel ao final do contrato de locação, são
classificadas no ativo imobilizado.

Gabarito  C.

(IDECAN/Assistente/Contabilidade/INMETRO/2015) Para
instalação de sua nova fábrica, uma empresa realiza uma série de
benfeitorias em um imóvel alugado pelo período de dois anos, cujo
contrato prevê a restituição do valor gasto ao final da vigência. O
contador deverá registrar esse gasto como “benfeitorias em imóveis de
terceiros”, no Ativo. Assim, essa conta deverá ser classificada no grupo:

a) Intangível.
b) Circulante.
c) Imobilizado.
d) Investimentos.
e) Realizável a longo prazo.

Comentários:

Benfeitorias em imóveis de terceiros, cujo valor será revertido ao


proprietário do imóvel ao final do contrato de locação, são
classificadas no ativo imobilizado.

Nesta hipótese, vai haver restituição do valor gasto ao final da


vigência. Assim, a classificação será no ativo não circulante – realizável a

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longo prazo. Se fosse em menos de um ano, a classificação seria no ativo


circulante.

Fiquem de olho nesta hipótese!

Gabarito  E.

9 IMOBILIZADOS EM ANDAMENTO

Além das contas listadas acima, classificam-se no imobilizado:


construções em andamento, bens em uso na fase de implantação,
importações em andamento de bens.

Ainda, uma pegadinha que pode aparecer em provas é a conta


adiantamento a fornecedores de imobilizado, classificada no ativo
imobilizado, que registra todos os adiantamentos a fornecedores por conta
de fornecimento sob encomenda de bens do ativo imobilizado.

10 CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO DO ATIVO IMOBILIZADO

Dissemos que o ativo imobilizado é classificado pelo custo de


aquisição, subtraído da depreciação, amortização, exaustão, e/ou,
ainda, ajuste por redução ao valor recuperável.

Ativo Imobilizado

Custo de aquisição
(-) Depreciação, amortização, exaustão
(-) Ajuste ao valor recuperável

10.1 DEPRECIAÇÃO

Vamos apresentar uma breve introdução, incluindo as determinações


fiscais a respeito (que são aplicáveis à maioria das questões anteriores
envolvendo depreciação) e depois analisar o pronunciamento.

A depreciação assim está prevista na Lei 6.404/76:

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Art. 183. § 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado


e intangível será registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada
pela Lei nº 11.941, de 2009)

a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que


têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por
uso, ação da natureza ou obsolescência;

10.2 ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO X DEPRECIAÇÃO ACUMULADA!

Pessoal, é muito importante que tenhamos em mente a diferença entre


encargos de depreciação e depreciação acumulada.

Por exemplo, móvel adquirido em 01.01.X1, por R$ 1.000,00 que deprecia


10% ao ano, sem valor residual.

Qual o encargo de depreciação e qual a depreciação acumulada no


encerramento do exercício em 31.12.X2?

Bom, nesta hipótese, a depreciação anual é de R$ 100,00 (10% de


1.000,00).

O encargo de depreciação representa a conta do exercício, refere-


se à depreciação deste período, conta esta que é zerada no
encerramento do exercício social. Portanto, no exercício de X2 será R$
100,00. É uma conta de despesa, fica no resultado do exercício.

A depreciação acumulada, por sua vez, é uma conta retificadora do


ativo. Como o próprio nome sugere, ela computa a soma da
depreciação acumulada. Esta conta só é baixada, zerada, com o fim da
vida útil do bem, e sua baixa ou alienação.

Então, a depreciação acumulada em 31.12.X2 será 200,00 (100,00 de X1


+ 100,00 de X2).

Agora, vamos falar um pouco sobre os métodos de depreciação.

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10.3 INÍCIO DA DEPRECIAÇÃO

A depreciação se inicia quando o ativo está pronto para uso. Então, em


regra, o mês de aquisição vai entrar no cálculo. Você deve procurar, nas
questões, a data em que o ativo está pronto para ser utilizado.

O mais correto tecnicamente é adotar a data em que o ativo está pronto


para uso. Por exemplo, se estiver pronto no dia 20, deprecia a partir
desta data. Todavia, para facilitar os cálculos, em provas, pode aparecer
da seguinte maneira:

- Se o imobilizado está pronto para uso até o dia 15: deprecia o mês todo.
- Se o imobilizado está pronto para uso após o dia 15: deprecia a partir do
mês seguinte.

Como saber? Somente testando os números.

10.4 MÉTODOS DE DEPRECIAÇÃO.

Há vários métodos para se calcular a depreciação. Apresentaremos, a


seguir, os principais abordados em prova. Os mais usados são:

10.4.1 MÉTODO DA LINHA RETA OU LINEAR OU MÉTODO DAS


QUOTAS CONSTANTES:

Disparadamente o método mais cobrado em provas!

Este é o método tradicional e o mais recorrente em provas.


Dividimos o valor depreciável pelo tempo de vida útil estimada. Se nada
disser a questão sobre um método específico, devemos utilizar o da linha
reta.

Ex: Máquina com vida útil de 10 anos e valor depreciável de 100.000.


Depreciação anual = $ 100.000 / 10 anos = $ 10.000/ano.

Como calcular a depreciação pelo método da linha reta?

1) Pegue o valor de aquisição.


2) Encontre o valor residual. Se não falar nada, é igual a zero.
3) Faça a diferença entre o valor de aquisição e o valor residual e
encontraremos o chamado valor depreciável.
4) Encontre a vida útil (em meses ou anos, geralmente).
5) Divida o valor depreciável pela vida útil

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6) Você encontrará o valor da depreciação.

Atenção! Se a questão der no enunciado uma vida útil e disser o


prazo que é aceito pelo fisco, utilize o prazo contábil. É este que
vale, já que a legislação fiscal, segundo a Lei 6.404/76, não tem o
condão de alterar os dispositivos da legislação contábil!

10.4.2 MÉTODO DA SOMA DOS DÍGITOS OU MÉTODO DE COLE


OU MÉTODO DAS QUOTAS DECRESCENTES:

Através deste método, somamos os dígitos da vida útil e dividimos


cada algarismo pela soma.

Por exemplo: Se temos em nossa empresa uma máquina cuja vida útil é
de 5 anos, tomaremos os seguintes procedimentos:

Somamos: 5 + 4 + 3 + 2 + 1 = 15.

Depreciação: Ano 1 = 5 / 15; ano 2 = 4/15; ano 3 = 3/15; ano 4 = 2/15


e ano 5 = 1/15.

Mas por que, professor?! Por que isso? Há uma justificativa técnica para
tal método: a de que a despesa de depreciação menor nos últimos anos é
compensada pelo aumento das despesas de manutenção. Ademais, o
declínio do valor do ativo é mais acentuado nos primeiros anos.

Vejam que a despesa de depreciação será decrescente. Começará


maior e terminará menor.

Supondo um bem cujo valor depreciável é R$ 90.000,00.

Ano 1: 5/15 x 90.000 = 30.000,00


Ano 2: 4/15 x 90.000 = 24.000,00
Ano 3: 3/15 x 90.000 = 18.000,00
Ano 4: 2/15 x 90.000 = 12.000,00
Ano 5: 1/5 x 90.000 = 6.000,00
Total da depreciação = 90.000,00

Atenção, alunos! A ESAF já elaborou uma questão em que a depreciação


era calculada de acordo com o “Método de Cole crescente”, neste caso a
depreciação do ano 1 é 1/15, do ano 2 é 2/15, e assim por diante. Nunca
vimos registro desse tipo de questão por outra banca, mas fiquemos de
olho.

10.4.3 MÉTODO DE UNIDADES PRODUZIDAS

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Por este método, estima-se a quantidade total de unidades que será


produzida. A depreciação é feita dividindo-se o total efetivamente
produzido pela capacidade total de produção.

Por exemplo, uma máquina custou 100.000 e com capacidade de


produção total, ao longo de toda a sua vida útil, de 1.000.000 de
unidades. No ano de X1, foram produzidas 80.000 unidades. Portanto, a
depreciação em X1 será:

(80.000 / 1.000.000) = 0,08 ou 8%.


Valor da depreciação em X1: $100.000 x 8% = $ 8.000,00.

Por último, resta o método das horas trabalhadas...

10.4.4 MÉTODO DAS HORAS DE TRABALHO:

É feito de forma semelhante ao método explicado anteriormente.


Inicialmente, estima-se o total de horas que determinado ativo vai
trabalhar, ao longo de sua vida útil.

E a depreciação é calculada dividindo-se as horas efetivamente


trabalhadas pelo total de horas.

Ex. Máquina com vida útil de 50.000 horas. Trabalhou 4.500 horas em X1.

Depreciação anual: 4.500 / 50.000 = 0,09 ou 9%.

Somente isso.

11 ESTIMATIVA CONTÁBIL VERSUS CRITÉRIO FISCAL

Contabilmente, a depreciação deve ser calculada conforme a melhor


estimativa técnica disponível.

Exemplificando. Se a Empresa ALFA adquire dois veículos idênticos e


estima que um terá vida útil de 10 anos e o outro terá vida útil de 7 anos,
deve depreciá-los conforme esta estimativa.

Ocorre que a RFB aceita apenas determinados prazos para cálculo da


depreciação. As diferenças deveriam ser ajustadas, para efeito de Imposto
de Renda. Com isso, as empresas passaram a usar o critério fiscal.

Todavia, contabilmente, deve ser usada a melhor estimativa técnica,


ainda que diferente do critério fiscal.

Para concursos, devemos usar o que informa a questão. Se não mencionar


vida útil, usamos o que o fisco determina:

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Caso a questão seja silente! Depreciação: Taxas permitidas pelo


fisco para efeito de IR:

Veículos: 5 anos ou 20% ao ano


Máquinas e equipamentos: 10 anos ou 10% ao ano
Móveis e utensílios: 10 anos ou 10 % ao ano
Imóveis: 25 anos ou 4 % ao ano.
Tratores: 4 anos ou 25%.

12 DEPRECIAÇÃO DE BENS USADOS

No caso de aquisição de bens usados, há uma regra diferente da utilizada


para bens novos.

O Regulamento do IR prescreve que a depreciação seja calculada pelo


maior prazo entre:

1) Pelo tempo de vida útil restante;


2) Pela metade da vida útil do bem novo.

Depreciação de bens usados


Vida útil restante
Maior prazo
Metade da vida útil do bem novo

Regulamento do IR (Decreto 3000 de março de 1999):

Depreciação de bens usados

Art. 311. A taxa anual de depreciação de bens adquiridos usados será


fixada tendo em vista o maior dos seguintes prazos:

I - metade da vida útil admissível para o bem adquirido novo;


II - restante da vida útil, considerada esta em relação à primeira
instalação para utilização do bem.

Exemplificando.

Se adquirimos duas máquinas usadas, a primeira com 1 ano de vida e a


segunda com 6 anos.

Máquina 1: Vida útil restante: 10 anos – 1 ano = 9 anos


Metade da vida útil do bem novo: 10 anos/2 = 5 anos

Devemos usar o maior dos dois prazos, portanto a máquina será


depreciada em 9 anos, o que resultará um menor valor de depreciação.

Máquina 2: Vida útil restante: 10 anos – 6 anos = 4 anos

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Metade da vida útil do bem novo: 10 anos/2 = 5 anos

Neste caso, a máquina será depreciada em 5 anos.

13 DEPRECIAÇÃO ACELERADA

Para o caso em que os ativos sejam utilizados em dois ou mais turnos de


8 horas de trabalho, o Fisco admite que a depreciação seja acelerada:

Utilização da depreciação acelerada

1 turno de 8 horas: fator 1,0


2 turnos de 8 horas: fator 1,5
3 turnos de 8 horas: fator 2,0

14 DEPRECIAÇÃO NO PRONUNCIAMENTO CPC 27 – ATIVO


IMOBILIZADO

Falemos agora sobre as novidades contábeis trazidas com o CPC 27, que
trata sobre o ativo imobilizado.

De acordo com o texto do pronunciamento CPC 27:

43. Cada componente de um item do ativo imobilizado com custo


significativo em relação ao custo total do item deve ser depreciado
separadamente.

44. A entidade aloca o valor inicialmente reconhecido de um item do ativo


imobilizado aos componentes significativos desse item e os deprecia
separadamente. Por exemplo, pode ser adequado depreciar
separadamente a estrutura e os motores de aeronave, seja ela de
propriedade da entidade ou obtida por meio de operação de arrendamento
mercantil financeiro. De forma similar, se o arrendador adquire um ativo
imobilizado que esteja sujeito a arrendamento mercantil operacional, pode
ser adequado depreciar separadamente os montantes relativos ao custo
daquele item que sejam atribuíveis a condições do contrato de
arrendamento mercantil favoráveis ou desfavoráveis em relação a
condições de mercado.

45. Um componente significativo de um item do ativo imobilizado pode ter


a vida útil e o método de depreciação que sejam os mesmos que a vida
útil e o método de depreciação de outro componente significativo do
mesmo item. Esses componentes podem ser agrupados no cálculo da
despesa de depreciação.

46. Conforme a entidade deprecia separadamente alguns componentes de


um item do ativo imobilizado, também deprecia separadamente o
remanescente do item. Esse remanescente consiste em componentes de

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um item que não são individualmente significativos. Se a entidade possui


expectativas diferentes para essas partes, técnicas de aproximação podem
ser necessárias para depreciar o remanescente de forma que represente
fidedignamente o padrão de consumo e/ou a vida útil desses
componentes.

47. A entidade pode escolher depreciar separadamente os componentes


de um item que não tenham custo significativo em relação ao custo total
do item.

Vamos lá! Tratemos de explicar.

Temos aqui algumas alterações significativas em relação ao que era


adotado anteriormente para a depreciação.

Normalmente, as diversas partes e itens que compõe um


ativo são depreciados conjuntamente. Todavia, de acordo
com o pronunciamento, um item do ativo imobilizado com
custo significativo em relação ao custo total do item deve ser depreciado
separadamente.

Assim, a empresa pode, por exemplo, como disse o próprio CPC, depreciar
uma aeronave em 12 anos e depreciar os motores da aeronave em 5
anos.

Explique-se melhor este ponto, através do exemplo a seguir, do livro que


escrevemos – Contabilidade Avançada Facilitada para Concursos,
pela Editora Método.

A prática contábil consagrada, no Brasil, para os casos de grande revisão


(também chamada de paradas programadas) consistia em provisionar o
valor da revisão. Por exemplo, vamos considerar que a revisão de um
motor de aeronave será feita a cada 5 anos, com custo estimado de
$500.000. Durante os cinco anos anteriores à revisão, a empresa
provisiona $100.000 por ano.

Lançamento:

D – Resultado do exercício – despesa com paradas programadas 100.000


C – Passivo LP – Provisão para paradas programadas 100.000

Ao final do quinto ano, a empresa efetua a revisão e debita a provisão já


realizada.

Ocorre que tal provisão não atende aos requisitos para ser reconhecida
como um Passivo. Não é uma obrigação presente. Ao final de 5 anos, a
empresa pode optar por trocar a aeronave, ao invés de efetuar a revisão

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no motor (Veja o Pronunciamento CPC 25 - Provisões, Passivos


Contingentes e Ativos Contingentes).

Assim, o tratamento contábil atual é o seguinte: a empresa efetua a


revisão e capitaliza o valor no ativo. Por exemplo, a troca do motor de um
avião. Aí, dá baixa no valor remanescente do motor antigo e deprecia o
novo motor, pela melhor estimativa técnica.

Por exemplo: Uma empresa compra uma aeronave pelo valor total de $
1.200.000. O custo do motor (já incluído nesse total) é de $200.000. O
motor tem vida útil de 5 anos, e o restante do conjunto do avião tem vida
útil de 10 anos, sem valor residual.

A depreciação anual fica assim:

Motor: 200.000 / 5 anos = 40.000 por ano


Avião (sem o motor): 1.000.000 / 10 anos = 100.000
Contabilização da depreciação:

D – Despesa de depreciação (resultado) 140.000


C – Depreciação acumulada – Motor 40.000
C – Depreciação acumulada – avião 100.000

No quinto ano, ao efetuar a troca do motor, a empresa dá baixa


contabilmente no motor antigo e capitaliza (contabiliza como custo do
ativo) o novo motor.

Situação do Imobilizado ao final do quinto ano:

Motor 200.000
Depreciação acumulada (200.000)

Aeronave 1.000.000
Depreciação acumulada (500.000)

Baixa do motor antigo:

D – Depreciação acumulada 200.000


C – Motor 200.000

Capitalização do novo motor (ao custo, digamos, de 280.000)

D – Motor (ativo) 280.000


C – Caixa ou bancos 280.000

A partir do sexto ano, a empresa passa a depreciar o novo motor.

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15 ALTERAÇÃO DA VIDA ÚTIL DO IMOBILIZADO

Nos termos do CPC 27:

50. O valor depreciável de um ativo deve ser apropriado de forma


sistemática ao longo da sua vida útil estimada.

51. O valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo


menos ao final de cada exercício e, se as expectativas diferirem das
estimativas anteriores, a mudança deve ser contabilizada como
mudança de estimativa contábil, segundo o Pronunciamento Técnico
CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro.

Esta é outra novidade importante.

Antes da edição do CPC 27, o valor residual e a vida útil eram


definidos (geralmente, as empresas usavam o critério fiscal) e não mais
se alteravam, durante a vida útil do ativo.

Todavia, com as mudanças, o valor residual e a vida útil de um


ativo devem ser revisados pelo menos ao final de cada ano. Se
houver diferença, deve ser realizada e tratada como mudança de
estimativa contábil, como reza o artigo 51 do CPC 27.

A vida útil e valor residual agora podem aumentar e diminuir.

A mudança na depreciação deve ser considerada mudança de estimativa


contábil, isto implica produzir efeitos prospectivos – no ano corrente e
nos anos futuros. Não deve ser feita nenhuma alteração nos valores já
contabilizados como depreciação.

(FCC/Esp. Regulação/ARTESP/2017) A empresa Metais Pesados S.A.


adquiriu, em 31/12/2014, um imobilizado por R$ 50.000,00, à vista. A
vida útil econômica estimada da máquina, na data de aquisição, foi 10
anos e o valor residual estimado foi R$ 5.000,00. Em 31/12/2015, a
empresa reavaliou a vida útil e determinou que a vida útil econômica
remanescente da máquina era 5 anos e o valor residual era R$ 8.000,00.
Com base nestas informações e sabendo que a empresa utiliza o critério
de quotas constantes para cálculo da depreciação, o valor da depreciação
acumulada evidenciado no Balanço Patrimonial da empresa, em
31/12/2016, foi, em reais,

(A) 11.000,00.

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(B) 12.000,00.
(C) 16.800,00.
(D) 9.000,00.
(E) 14.000,00

Comentários:

Nesse tipo de questão é fundamental que possamos organizar bem as


datas informadas, pois nos ajudarão a calcular a depreciação acumulada
dos ativos. Antes da reavaliação, o valor da depreciação anual do bem
era:

çã

Portanto, em 31.12.2015, após um ano da aquisição dos bens, a


depreciação acumulada era de R$ 4.500,00 e valor contábil líquido de
50.000 - 4.500= 45.500. Após a reavaliação, o valor da depreciação anual
também foi alterado:

çã

Diante do exposto, em 31.12.2016, a depreciação acumulada do ativo era


de 4500+7500=R$ 12.000.

Gabarito  B

Vamos praticar mais uma?

(FCC/Contabilidade/TRE/PR/2017) No dia 02/01/2013 uma empresa


adquiriu um equipamento de produção pelo valor de R$ 30.000.000,00 e
efetuou o pagamento à vista. A vida útil definida pela empresa para o
equipamento foi 12 anos e a vida útil para fins fiscais é 10 anos. A
despesa de depreciação é calculada em função do tempo decorrido e no
início do prazo de utilização a empresa estimou o valor residual para
venda do equipamento no final da vida útil em R$ 3.000.000,00. No início
do ano de 2016 foi identificado que o valor residual no final da vida útil
estimada originalmente pela empresa foi reduzido para R$ 2.550.000,00,
em decorrência de mudanças no mercado secundário para este tipo de
equipamento. O valor contábil que deveria ser evidenciado no Balanço
Patrimonial de 31/12/2016 para este equipamento era, em reais,

(A) 19.200.000,00.
(B) 20.000.000,00.
(C) 18.000.000,00.
(D) 20.950.000,00.
(E) 21.000.000,00.

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Comentários:

O que interessa, para fins de depreciação, é a estimativa contábil. A


estimativa fiscal é utilizada para cálculo de imposto de renda e afins.

Valor de aquisição 30.000.000


(-) Valor residual (3.000.000)
Valor depreciável 27.000.000
Depreciação anual 27.000.000/12 = 2.250.000/ano

Depreciação até 2016.

Depreciou em 2013, 2014 e 2015.

2.250.000,00 x 3 = 6.750.000,00

Lembre-se de que ao menos no final do exercício, há necessidade de


revisar a vida útil e o valor residual. Como a questão não falou nada sobre
a vida útil, pressupomos que ela continua a mesma.

Valor contábil em 01.01.2016

Valor de aquisição 30.000.000


(-) Depreciação acumulada (6.750.000)
Valor contábil 23.250.000

Novo valor depreciável

Valor já depreciado 23.250.000


(-) Valor residual (2.550.000)
Valor depreciável 20.700.000

Como já depreciou pelo período de 3 anos, ainda restam 9 anos.

Depreciação anual 20.700.000/9 = 2.300.000/ano

Portanto, depreciando mais um ano

Valor já depreciado 23.250.000


(-) Depreciação em 2016 2.300.000
Valor contábil 20.950.000,00

Gabarito  D.

16 VALOR RESIDUAL > VALOR CONTÁBIL

Segundo o CPC 27:

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52. A depreciação é reconhecida mesmo que o valor justo do ativo exceda


o seu valor contábil, desde que o valor residual do ativo não exceda o seu
valor contábil. A reparação e a manutenção de um ativo não evitam a
necessidade de depreciá-lo.

53. O valor depreciável de um ativo é determinado após a dedução de seu


valor residual. Na prática, o valor residual de um ativo frequentemente
não é significativo e por isso imaterial para o cálculo do valor depreciável.

54. O valor residual de um ativo pode aumentar. A despesa de


depreciação será zero enquanto o valor residual subsequente for igual ou
superior ao seu valor contábil.

Quem quiser entender melhor estes pontos pode assistir a esta revisão de
40 minutos que fizemos em nosso canal do YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=6sEJj4HoeaY&t=734s

Vamos lá! Vamos explicar.

Nós reconhecemos inicialmente o ativo pelo seu valor de


aquisição. Correto? Subtraímos o valor residual e encontramos o valor
depreciável.

Quando retiramos a depreciação anualmente, encontramos o que


chamamos de valor contábil.

Pode acontecer muitas vezes de o valor justo (valor de mercado) ser


superior ao valor contábil. A depreciação é reconhecida mesmo se o valor
justo exceder o valor contábil. Não há problemas nesta hipótese.

Depreciação reconhecida normalmente

Valor justo
Valor contábil

Por exemplo, você tem um valor contábil de uma edificação de R$


15.000,00 e seu valor de mercado de R$ 25.000,00. Você deve continuar
a depreciar normalmente.

Todavia, como o valor residual pode aumentar, se ele exceder o valor


contábil, então devemos suspender a depreciação até que essa situação
se inverta. O valor da depreciação será zero.

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54. O valor residual de um ativo pode aumentar. A despesa de


depreciação será zero enquanto o valor residual subsequente for igual ou
superior ao seu valor contábil.

Depreciação será zero

Valor residual
Valor contábil

Há que se salientar ainda que se o valor justo for menor do que o


valor contábil estamos diante de uma hipótese de ajuste ao valor
recuperável de ativos. Fica assim:

Falta um último aspecto.

53. O valor depreciável de um ativo é determinado após a dedução de seu


valor residual. Na prática, o valor residual de um ativo frequentemente
não é significativo e por isso imaterial para o cálculo do valor depreciável.

Em tese, o valor depreciável é encontrado quando pegamos o valor de


aquisição e subtraímos o valor residual.

Todavia, na prática, o valor residual pode ser imaterial, ou seja,


irrelevante para o cálculo da depreciação. Por exemplo, um veículo
geralmente tem valor residual. Contudo, máquinas de produção não. A
empresa usa e depois desmancha, para não criar ou não fortalecer a
concorrência.

Imagine que determinada empresa tenha máquinas para produzir sabão


em pó. No fim da vida útil, as máquinas ainda estão em bom estado e ela
aliena para um pequeno concorrente no interior. Nesta hipótese, você vai

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vender máquinas para um concorrente? Para que ele possa se fortalecer?


Não!

A maioria das empresas não alienam, por isso o valor residual pode ser
considerado imaterial.

Como o CPC diz “na prática”, e nós estamos estudando para provas de
concursos, considere o valor residual normalmente para a sua prova.

(FGV/Auditor Fiscal da Receita Estadual/ICMS/RJ/2010) A Cia


Barra Mansa apresentava os seguintes dados em relação ao seu Ativo
Imobilizado:

Equipamentos – custo R$10.000,00.

Esses ativos entraram em operação em 01.01.2007 e têm vida útil


estimada em 5 anos, sendo depreciados pelo método linear.

No início de 2010, a empresa procedeu a uma revisão dos valores,


conforme previsto no CPC 27, aprovado pelo CFC. Assim, constatou as
seguintes informações:

Valor Justo R$ 4.500,00.


Valor Residual R$ 4.800,00.

Analisando as informações citadas, assinale a alternativa que indique


corretamente o tratamento contábil a ser seguido, a partir de 01.01.2010.

(A) A empresa deve manter a despesa de depreciação de R$ 2.000,00 ao


ano.
(B) A empresa deve acelerar a despesa de depreciação uma vez que o
valor residual aumentou.
(C) A empresa deve suspender a despesa de depreciação uma vez que o
valor residual está maior que o valor contábil.
(D) A empresa deve suspender a despesa de depreciação uma vez que o
valor justo está maior que o valor contábil.
(E) A empresa deve acelerar a despesa de depreciação uma vez que o
valor justo aumentou.

Comentários

Trata-se de questão sobre o CPC 27 – Ativo Imobilizado – e que demanda


o seu conhecimento para solução.

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O ativo imobilizado foi adquirido pelo valor de R$ 10.000,00. O enunciado


nos informou que a vida útil é de 5 anos, depreciados pelo método linear.

Ora, falou, neste momento, em valor residual? Não! Portanto, para o


cálculo inicial do valor depreciável, devemos utilizar o valor de custo.

Valor depreciável = 10.000,00 / 5 anos = 2.000 / ano, ou 20% a.a.

Segundo o CPC 27:

50. O valor depreciável de um ativo deve ser apropriado de forma


sistemática ao longo da sua vida útil estimada.

51. O valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo


menos ao final de cada exercício e, se as expectativas diferirem das
estimativas anteriores, a mudança deve ser contabilizada como mudança
de estimativa contábil, segundo o Pronunciamento Técnico CPC 23 –
Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro.

Vejam que é exatamente disso que fala a questão, da revisão da vida útil
e do valor residual.

Quando da revisão, o valor contábil do ativo já montava a R$ 4.000,00,


posto que a R$ 6.000,00 já constava como saldo de depreciação
acumulada (10.000,00 - 3 anos x R$ 2.000).

Desta forma, ficamos com o seguinte, no início de 2010:

Valor contábil: R$ 4.000,00


Valor justo: R$ 4.500,00
Valor residual: R$ 4.800,00.

Não há óbice ao posterior surgimento de valor residual de um ativo.


Antigamente, o valor residual de um ativo era visto no momento da
contabilização e, posteriormente, não mais se alterava. Isso não mais
existe.

52. A depreciação é reconhecida mesmo que o valor justo do ativo exceda


o seu valor contábil, desde que o valor residual do ativo não exceda o seu
valor contábil. A reparação e a manutenção de um ativo não evitam a
necessidade de depreciá-lo.

53. O valor depreciável de um ativo é determinado após a dedução de seu


valor residual. Na prática, o valor residual de um ativo frequentemente
não é significativo e por isso imaterial para o cálculo do valor depreciável.

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54. O valor residual de um ativo pode aumentar. A despesa de


depreciação será zero enquanto o valor residual subsequente for
igual ou superior ao seu valor contábil.

É neste item 54 que está a inteligência da nossa questão. A despesa de


depreciação, na questão, deve ser zero, uma vez que o valor residual é
maior do que o valor contábil do ativo. Frise-se que a depreciação já
contabilizada não deverá sofrer alterações.

Nosso gabarito, portanto, é a letra C.

Caso o valor justo fosse menor que o valor contábil deveríamos também
proceder ao ajuste a valor recuperável do ativo, nos termos do
Pronunciamento correspondente.
Há que se mencionar que a questão possui uma impropriedade técnica.
Não há como o valor residual ser maior que o valor justo. Seria o mesmo
que dizer que um carro vale, hoje, 10.000 reais, mas o seu valor residual,
daqui a 3 anos, será de 12.000 reais. Enfim....essa informação aparece na
questão apenas para tentar confundir o candidato.

Gabarito  C.

17 REPARO E CONSERVAÇÃO DE BENS E SUBSTITUIÇÃO DE


PEÇAS

Diversos são os cuidados que os empresários tomam para manter seu


imobilizado com zelo. Entre tais precauções, vários são os gastos
realizados, tal como gastos com reparos, substituição de peças, reposição,
revisão.

Vejamos agora caso a caso.

17.1 GASTOS COM LIMPEZA, MANUTENÇÃO DO BEM,


CONSERVAÇÃO

Segundo o FIPECAFI, gastos desta natureza são considerados, em regra,


como despesa operacional no exercício em que ocorrerem.

17.2 SUBSTITUIÇÃO DE PEÇAS

As substituições de peças podem se dar de dois modos:

1) Manutenção periódica: por segurança ou caráter preventivo.


2) Quebra ou avaria.

Em regra, ativamos as peças que serão integradas ao ativo imobilizado.


Não devemos lançá-las como despesas. Todavia, para classificá-las no

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imobilizado, os critérios para reconhecimento do ativo devem ser


atendidos. A um só tempo, baixamos também as peças substituídas.

Passemos agora a alguns casos específicos:

1) Peças de uso específico e vida útil comum.

Determinadas vezes, na compra de alguns equipamentos de grande porte,


além do imobilizado principal, a compra é acompanhada de peças e
componentes que são essenciais para que a máquina continue a
funcionar, em casos de emergência (caráter corretivo) ou manutenção
(preventivo).

Essas peças essenciais devem ser classificadas junto do ativo imobilizado,


neste grupo, sendo depreciadas com a mesma base que o equipamento a
que correspondem.

2) Peças e material de consumo e manutenção

Os estoques mantidos pela empresa, que sejam materiais de consumo (O


FIPECAFI exemplifica como óleo, graxas, ferramentas e peças de pouca
duração) devem ser classificadas no ativo circulante. À medida que a
empresa utilize ou consuma, apropriará tais valores ao resultado ou custo
do produto.
18 AMORTIZAÇÃO

Segundo a Lei das S.A.s (Lei 6404/76)

§ 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e


intangível será registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada
pela Lei nº 11.941, de 2009)

b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado


na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e
quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo
objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente
limitado;

A amortização refere-se geralmente aos itens classificados no Intangível.


Mas pode ocorrer também com itens do Imobilizado, como no caso de
Benfeitoria em Propriedades de Terceiros, que pode ser depreciada ou
amortizada (veja item 3.8, pg. 14, desta aula).

A amortização baseia-se na vida útil do Intangível.

O Pronunciamento CPC 04 – Ativo Intangível - define vida útil como o


período de tempo no qual a entidade espera utilizar um ativo; ou o

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número de unidades de produção ou de unidades semelhantes que a


entidade espera obter pela utilização do ativo.

Se o item a ser amortizado tiver um valor residual, o mesmo deve ser


abatido do valor que será amortizado.

A contabilização de ativo intangível baseia-se na sua vida útil. Um ativo


intangível com vida útil definida deve ser amortizado, enquanto a de um
ativo intangível com vida útil indefinida não deve ser amortizado.

Conforme o Pronunciamento CPC 04 (R1 – rev. 03) – Ativo Intangível:

97. O valor amortizável de ativo intangível com vida útil definida deve ser
apropriado de forma sistemática ao longo da sua vida útil estimada. A
amortização deve ser iniciada a partir do momento em que o ativo estiver
disponível para uso, ou seja, quando se encontrar no local e nas condições
necessários para que possa funcionar da maneira pretendida pela
administração.

A amortização deve cessar na data em que o ativo é classificado como


mantido para venda ou incluído em um grupo de ativos classificado como
mantido para venda, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 –
Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada, ou,
ainda, na data em que ele é baixado, o que ocorrer primeiro.

O método de amortização utilizado reflete o padrão de consumo pela


entidade dos benefícios econômicos futuros. Se não for possível
determinar esse padrão com confiabilidade, deve ser utilizado o método
linear. A despesa de amortização para cada período deve ser reconhecida
no resultado, a não ser que outra norma ou pronunciamento contábil
permita ou exija a sua inclusão no valor contábil de outro ativo.

98. Podem ser utilizados vários métodos de amortização para apropriar de


forma sistemática o valor amortizável de um ativo ao longo da sua vida
útil. Tais métodos incluem o método linear, também conhecido como
método de linha reta, o método dos saldos decrescentes e o método de
unidades produzidas. A seleção do método deve obedecer ao padrão de
consumo dos benefícios econômicos futuros esperados, incorporados ao
ativo, e aplicado consistentemente entre períodos, a não ser que exista
alteração nesse padrão.

99. A amortização deve normalmente ser reconhecida no resultado. No


entanto, por vezes os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo
são absorvidos para a produção de outros ativos. Nesses casos, a
amortização faz parte do custo de outro ativo, devendo ser incluída no seu
valor contábil. Por exemplo, a amortização de ativos intangíveis utilizados
em processo de produção faz parte do valor contábil dos estoques (ver
Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques).

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Resumo geral:

1) Vida útil é:

a) o período de tempo no qual a entidade espera utilizar um ativo; ou


b) o número de unidades de produção.

2) Intangível com vida útil definida: deve ser amortizado.


Com vida útil indefinida: não deve ser amortizado.

3) A amortização deve ser iniciada a partir do momento em que o ativo


estiver disponível para uso, ou seja, quando se encontrar no local e nas
condições necessários para que possa funcionar da maneira pretendida
pela administração.

4) A amortização deve cessar na data em que o ativo é classificado como


mantido para venda ou na data em que ele é baixado, o que ocorrer
primeiro.

5) O método de amortização utilizado reflete o padrão de consumo pela


entidade dos benefícios econômicos futuros. Se não for possível
determinar esse padrão com confiabilidade, deve ser utilizado o método
linear.

6) Podem ser utilizados vários métodos de amortização para apropriar de


forma sistemática o valor amortizável de um ativo ao longo da sua vida
útil. Tais métodos incluem o método linear, também conhecido como
método de linha reta, o método dos saldos decrescentes e o método
de unidades produzidas.

7) A amortização deve normalmente ser reconhecida no resultado, mas


pode também ser incluída no custo de outros ativos.

Exemplo: A empresa KLS adquiriu um ativo intangível, no valor de $


120.000,00, com valor residual de $30.000,00 e vida útil de 5 anos.
Calcule o valor da amortização mensal.

Valor amortizável: $ 120.000 - $ 30.000 = $ 90.000


Prazo: 5 anos = 60 meses
Amortização mensal: $90.000 / 60 meses = $ 1.500 por mês.

18.1 REVISÃO 08 – CPC – AMORTIZAÇÃO PELA RECEITA

Segundo o CPC 04:

98A. Há uma presunção refutável de que o método de amortização


baseado na receita gerada por atividade que inclui o uso de ativo

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intangível não é apropriado. A receita gerada por atividade que inclui o


uso de ativo intangível reflete fatores típicos que não estão diretamente
ligados ao consumo dos benefícios econômicos incorporados no ativo
intangível. Por exemplo, a receita é afetada por outros insumos e
processos, atividades de venda e mudanças nos volumes e preços de
venda. O componente de preço da receita pode ser afetado pela inflação,
o que não tem qualquer influência sobre a maneira como o ativo é
consumido. Essa presunção só pode ser superada em circunstâncias
limitadas: (a) em que o ativo intangível é expresso como mensuração de
receitas, conforme descrito no item 98C; ou (b) quando possa ser
demonstrado que as receitas e o consumo dos benefícios econômicos do
ativo intangível são altamente correlacionados. (Incluído pela Revisão
CPC 08)

98B. Na escolha do método de amortização adequado, de acordo com o


item 98, a entidade pode determinar o fator limitante predominante que é
inerente ao ativo intangível. Por exemplo, o contrato que estabelece os
direitos da entidade sobre o uso do ativo intangível pode especificar o uso
do ativo intangível pela entidade como número predeterminado de anos
(ou seja, tempo), como número de unidades produzidas ou como
montante total fixo da receita a ser gerada. A identificação do fator
limitante predominante pode servir de ponto de partida para a
identificação da base adequada da amortização, mas outra base pode ser
aplicada se refletir de forma mais próxima o padrão esperado de consumo
de benefícios econômicos. (Incluído pela Revisão CPC 08)

98C. Na circunstância em que o fator limitante predominante, que é


inerente ao ativo intangível, é a obtenção de um limite de receita, a
receita a ser gerada pode ser a base adequada para a amortização. Por
exemplo, a entidade pode adquirir uma concessão para explorar e extrair
ouro de uma mina de ouro. O fim do contrato pode estar baseado no valor
fixo da receita total a ser gerada a partir da extração (por exemplo, o
contrato pode permitir a extração de ouro da mina até que a receita total
acumulada com a venda de ouro atinja $ 2 bilhões) e não ser baseado no
tempo ou na quantidade de ouro extraído. Em outro exemplo, o direito de
operar a estrada com pedágio pode estar baseado no montante total fixo
de receita a ser gerado a partir de pedágios cobrados cumulativos (por
exemplo, o contrato pode permitir a operação da estrada com pedágio até
que o montante acumulado de pedágios gerados a partir da operação da
estrada atinja $ 100 milhões). No caso em que a receita foi estabelecida
como o fator limitante predominante no contrato para a utilização do ativo
intangível, a receita que será gerada pode ser a base adequada para a
amortização do ativo intangível, desde que o contrato especifique o valor
fixo total da receita a ser gerado sobre o qual a amortização deve ser
determinada. (Incluído pela Revisão CPC 08)

Muito bem. Vamos explicar com um exemplo:

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A Cia de Mineração Ouramarelinho S.A. procurou o Sr. Pedro di


Pedra com uma oferta para comprar a sua mina de ouro pelo valor
de 1 bilhão.

1) Supondo que a empresa Ouramarelinho compre a mina, indique


a contabilização inicial e subsequente:

Contabilização inicial:

D – Imobilizado – mina de ouro 1.000.0000.000


C – Disponibilidades (ativo) 1.000.000.000

Após a aquisição, a Cia de Mineração Ouramarelinho deverá estimar a


possança da mina (capacidade total de produção) e exaurir conforme a
extração do ouro.

Supondo que a possança seja de 10 toneladas de ouro, a empresa deverá


exaurir, para cada quilo extraído, o valor de:

$ 1.000.000.000 / 10.000 kg. = $ 100.000 / kg.

Um bilhão dividido por 10.000 quilos = Cem mil por quilo.

Contabilização da exaustão (para 1 quilo):

D – Estoque de ouro (Ativo) 100.000


C – Exaustão acumulada (retificadora do ativo) 100.000

A exaustão vai compor o custo do estoque de ouro.

Vamos continuar:

O Sr. Pedro di Pedra resolve fazer uma contra oferta:

- Não tenho interesse em vender. Mas posso arrendar por 5 anos, pelo
preço certo e ajustado de cem milhões ($ 100.000.000). Nesse tempo,
você extrai o ouro e depois me devolve a mina.

2) Caso a Cia de Mineração Ouramarelinho aceite a proposta e


adquira os direitos de exploração por 5 anos, indique a
contabilização inicial e subsequente:

Contabilização Inicial:

D – Direitos de exploração (ativo intangível) 100.000.000


C – Disponibilidade (Ativo) 100.000.000

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Como o fator limitante determinante é o Tempo, o valor será amortizado


por 5 anos.

$100.000.000 / 5 anos = $20.000.000 por ano.

D – Estoque de ouro (Ativo) 20.000.000


C – Amortização acumulada (Ret. Do Ativo) 20.000.000

Continuando...

O representante da Cia Mineradora Ouramarelinho ficou muito feliz com a


proposta. E falou:

- Aceito! Aceito, sim, imediatamente! Em cinco anos, vou extrair cada


grama de ouro que houver nessa mina. Vou colocar três turnos dobrados
de trabalho. Vamos assinar logo esse contrato, que eu tenho uma mina
para explorar.

O Sr. Pedro di Pedra recuou, ante a fúria extrativista do representante da


mineradora:

- Opa! Assim também não! Você vai esgotar a mina e me devolver só o


bagaço! Assim não quero! Vamos fazer o seguinte: eu arrendo por 100
milhões, e você pode extrair uma tonelada de ouro. Só uma tonelada!
Nem um grama a mais!

3) Caso a Cia de Mineração Ouramarelinho aceite a proposta,


indique a contabilização inicial e subsequente:

Contabilização Inicial:

D – Direitos de exploração (Ativo intangível) 100.000.000


C – Disponibilidade (Ativo) 100.000.000

Como o fator limitante determinante é a quantidade extraída, o valor


amortizado será

$100.000.000 / 1.000 kg = $100.000.000 por quilo.

D – Estoque de ouro (Ativo) 100.000


C – Amortização acumulada (Ret. Do Ativo) 100.000

Continuando...

Os dois ficaram de pensar melhor sobre o assunto e resolver no dia


seguinte.

Na hora combinada, os dois negociantes exclamaram:

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- Mas assim eu posso perder dinheiro!

Disse o representante da empresa:

- O ouro é uma commodity e tem o preço fixado pelo mercado. E se o


preço desabar? Nesse caso, a tonelada que vou extrair vai valor menos!
Eu vou perder dinheiro!

Disse o Sr. Pedro de Pedra:

- E se o preço do ouro disparar? Nesse caso, eu vou receber muito menos


pela tonelada de ouro do que realmente vale. Vou deixar de ganhar uma
fortuna!

Então acertaram o seguinte: a empresa vai extrair o metal, e vai valorizá-


lo pelo preço de mercado, até chegar a 500 milhões de receita. Assim, se
o preço desabar, será necessário extrair mais ouro; se o preço subir, a
empresa irá extrair uma quantidade menor para atingir a receita de 500
milhões.

Nesse caso, o fator limitante é a receita. A amortização deverá ser feita de


forma proporcional à receita auferida.

Contabilização Inicial:

D – Direitos de exploração (Ativo intangível) 100.000.000


C – Disponibilidade (Ativo) 100.000.000

Como o fator limitante determinante é a Receita, o valor do pagamento


será amortizado proporcionalmente à receita:

$100.000.000 / $500.000.000 = 20% da Receita.

Assim, se a receita em um determinado mês for de $10.000.000, a


amortização será:

$10.000.000 x 20% = $2.000.000

D – Estoque de ouro (Ativo) 2.000.000


C – Amortização acumulada (Ret. Do Ativo) 2.000.000

Professores!

No exemplo da Cia. Ouro Amarelinho, não seria mais correto tratarmos


como uma exaustão? Ou neste caso é mesmo uma amortização?

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Quando a empresa possui uma concessão para exploração, a regra é que


os direitos sejam amortizados. Se você é proprietário, aí sim estamos
frente a uma hipótese de exaustão.

19 EXAUSTÃO

19.1 CONCEITOS DA LEI 6.404/76 E CÁLCULO DA DEPRECIAÇÃO

De acordo com a Lei 6404/76 (Lei das SA):

Art. 183. § 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado


e intangível será registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada
pela Lei nº 11.941, de 2009)

c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua


exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou
florestais, ou bens aplicados nessa exploração.

A exaustão é utilizada para recursos minerais ou florestais, ou


bens aplicados nessa exploração.

Normalmente, a exaustão é calculada com base na possança (quantidade


efetivamente explorada no ano) do recurso mineral ou florestal. Mas, se o
prazo de exploração for insuficiente para esgotar os recursos, a exaustão
deve ser calculada em função do prazo de concessão.

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Exemplo: A empresa ABC pagou R$ 10.000.000 por uma mina com


possança de 10.000 toneladas. No primeiro ano, a empresa extraiu 800
toneladas.

Calcule a exaustão do primeiro ano.

800 tons/10.000 tons. = 0,08 ou 8,0%

R$ 10.000.000 x 8% = R$ 800.000

Esse é o cálculo que usualmente vai aparecer na sua prova: a


questão dá uma capacidade z e fala que no ano x foi extraído y.
Você então dividirá y/z e encontrará o percentual exaurido.

Contabilização:

D – Custo do minério extraído (Ativo) 800.000


C – Exaustão acumulada (Ret. Ativo) 800.000

Atenção! Vejam que, nesta hipótese, não vai direto para o resultado
como despesa. Primeiro, colocamos em uma conta custo do minério
extraído. Essa conta é uma conta de estoque. Você está diminuindo da
capacidade da mina e colocando em uma conta de estoque!

19.2 EXAUSTÃO DE BENS APLICADOS NA EXPLORAÇÃO DE


RECURSOS MINERAIS E FLORESTAIS

A lei 6404/76 menciona que estão sujeitos à exaustão os “recursos


minerais e florestais, ou bens aplicados nessa exploração”.

A doutrina, entretanto, considera que os bens tangíveis usados na


exploração dos recursos minerais e florestais sofrem depreciação,
de acordo com o estabelecido no regulamento do Imposto de Renda:

Art. 309 § 3º A quota de depreciação, registrável em cada período de


apuração, dos bens aplicados exclusivamente na exploração de minas,
jazidas e florestas, cujo período de exploração total seja inferior ao tempo
de vida útil desses bens, poderá ser determinada, opcionalmente, em
função do prazo da concessão ou do contrato de exploração ou, ainda, do
volume da produção de cada período de apuração e sua relação com a
possança conhecida da mina ou dimensão da floresta explorada.

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Assim, se o bem aplicado na exploração de minas e florestas será usado


durante todo o período, deverá ser depreciado proporcionalmente à
exaustão.

Se o bem tem vida útil menor que o tempo da exploração, deverá ser
depreciado de acordo com sua vida útil.

Exemplo: Uma empresa comprou um caminhão, com vida útil estimada


de 10 anos, para transportar minério em sua mina.

Se o tempo de operação da mina é menor que 10 anos, a depreciação


deverá ser feita proporcionalmente à exaustão. Se a exaustão do primeiro
ano for de 12%, o caminhão será depreciado em 12%.

Se o tempo de operação da mina é superior a 10 anos ou é


indeterminado, o caminhão será depreciado em 10 anos.

Vejamos algumas questões:

(CS-UFG/UEAP/2014) Constituem objeto da exaustão:

A) as máquinas de propriedade da empresa.


B) os equipamentos de empresa mineradora.
C) os recursos florestais e minerais
D) as dívidas ou compromissos assumidos.

Comentários:

O gabarito é a letra C. Entretanto, de acordo com a lei 6404/76, a letra B


também está correta.

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Gabarito  C.

(AOCP/EBSERH/Contabilidade/2015) A diminuição de valor dos


elementos do Ativo Imobilizado, decorrente da sua exploração de
direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, denomina -se

A) exaustão.
B) depreciação.
C) amortização.
D) diminuição.
E) desgaste.

Gabarito  A

Continuando...

19.3 CLASSIFICAÇÃO: RECURSOS DE PROPRIEDADE DA EMPRESA


X DIREITOS DE EXPLORAÇÃO EM PROPRIEDADES DE TERCEIROS

As jazidas inesgotáveis ou de exaurimento indeterminável, como


as de água mineral, não sofrem exaustão.

Quando a empresa adquire a propriedade da mina, fica classificado no


Imobilizado.

Quando adquire os direitos de exploração, fica no Intangível.

(CESPE/ANTT/Ciências Contábeis/2013) Os direitos sobre jazidas


minerais são registrados no ativo intangível.

Comentários:

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Vejam que se trata de um direito de exploração, por isso é classificado no


intangível.

Se a mina fosse própria, a classificação seria no imobilizado

Gabarito  Correto.

(FCC/TRF 1ª Região/2011) Os direitos obtidos por uma empresa


relacionados à exploração de recursos minerais são classificados, no
balanço,

A) como item do Ativo Intangível.


B) em conta do Imobilizado como propriedade de terceiros.
C) em conta de Despesa Diferida pelos gastos de instalação.
D) como item de Resultado de Exercício Futuro.
E) obrigatoriamente, como item dedutível do Passivo assumido na
concessão.

Comentário:

Os direitos de exploração de recursos naturais ficam classificados no Ativo


Intangível.

Gabarito  A

Os direitos classificados no Intangível devem ser amortizados conforme o


fator limitante. Se não houver fator limitante, a empresa deve aplicar a
exaustão.

Os fatores limitantes mais comuns são o tempo de exploração e a


quantidade a ser extraída. Mas pode ser usada também a receita
auferida.

Conforme o CPC 04 – Ativo Intangível:

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98B. Na escolha do método de amortização adequado, de acordo com o


item 98, a entidade pode determinar o fator limitante predominante que é
inerente ao ativo intangível. Por exemplo, o contrato que estabelece os
direitos da entidade sobre o uso do ativo intangível pode especificar o uso
do ativo intangível pela entidade como número predeterminado de anos
(ou seja, tempo), como número de unidades produzidas ou como
montante total fixo da receita a ser gerada. A identificação do fator
limitante predominante pode servir de ponto de partida para a
identificação da base adequada da amortização, mas outra base pode ser
aplicada se refletir de forma mais próxima o padrão esperado de consumo
de benefícios econômicos.

(CESPE/Agente PF/2009) Suponha que uma empresa mineradora


tenha adquirido os direitos de exploração de uma mina por R$ 5 milhões,
por meio de um contrato com cinco anos de vigência. Nesse caso, após
dois anos de exploração, se tiverem sido extraídos 30% da possança da
mina, o referido ativo, classificado no imobilizado, deverá estar avaliado
no balanço da empresa por R$ 3 milhões.

Comentário:

A classificação correta é no Intangível, assim já podemos marcar a


questão como errada.

O problema é como efetuar o cálculo da exaustão ou amortização.

Segundo a banca:

“Lei n.º 6.404/1976 e alterações, art.s 179, IV e VI, e 183, V e VII, e §


2º. Esses direitos, por sua natureza incorpórea, deverão classificar-se no
intangível e, por se tratar de recursos minerais, aplicar-se-á a exaustão.
Logo: 0,3 x 5 milhões = 1,5 milhão, donde, valor líquido contábil, 3,5
milhões.”

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A questão é de 2009.

A Revisão CPC 8, que incluiu o conceito de fator limitante, foi realizada em


novembro de 2015.

De acordo com o texto atual, devemos considerar o fator limitante que,


nessa questão, seria o tempo (5 anos): 2 anos/5 anos = 40%.

40% x 5 milhões = 2 milhões, o que resultaria, então em um valor


contábil líquido de 3 milhões.

Mas a classificação continuaria errada. É intangível, e não imobilizado.

Gabarito  Errada.

19.4 RECURSOS FLORESTAIS PRÓPRIOS

Com relação aos recursos florestais, podemos ter recursos renováveis


(exemplo: uma plantação de café, que tem uma nova safra a cada ano)
ou exauríveis (exemplo: uma plantação de arvores para corte, para
extrair a madeira).

No primeiro caso (em que se exploram os frutos) o ativo é depreciado.

Dessa forma, se uma plantação de café irá durar 20 anos, deve ser
depreciada em 5% ao ano.

No caso de madeira para corte, a empresa deve exaurir o percentual


extraído. Exemplo: uma plantação com possança de 10 toneladas de
madeira. Se a empresa extrair 1 tonelada no primeiro ano, irá exaurir
10% do valor da plantação.

19.5 DIREITOS DE EXPLORAÇÃO DE FLORESTA

Se uma empresa adquire de terceiros os direitos de exploração de uma


floresta, para extrair madeira, temos as seguintes situações:

1) Contrato indeterminado: nesse caso, haverá exaustão.

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2) Prazo determinado, maior que a previsão para esgotar o recurso:


Exaustão.

3) Prazo determinado, menor que o tempo previsto para esgotar o


recurso: Amortização (nesse caso, o tempo é o fator limitante, pois o
contrato termina antes de esgotar os recursos naturais.).

Vamos resolver agora algumas questões sobre o assunto!

(FCC/TRT 3ª/Contabilidade/2009) A empresa MG adquiriu o direito


de exploração de uma mina de titânio por R$ 990.000,00. Sabe-se que
a capacidade da mina é 20.000 toneladas. No primeiro ano, a empresa
extraiu 2.000 toneladas. No início do segundo ano, a empresa
descobriu que a mina possuía uma capacidade adicional de 2.000
toneladas. Sabe-se que, no segundo ano, a empresa extraiu 3.000
toneladas. Com base nestas informações, a empresa apresentou, no
final do segundo ano, um saldo de

A) amortização acumulada de R$ 225.000,00.


B) exaustão acumulada de R$ 225.000,00.
C) exaustão acumulada de R$ 232.650,00.
D) amortização acumulada de R$ 234.000,00.
E) amortização acumulada de R$ 247.500,00.

Comentários:

Vamos calcular a exaustão da mina.

Primeiro ano: 2.000 tons/20.000 tons = 10%

Exaustão: R$ 990.000 x 10% = $ 99.000

Segundo ano:

Capacidade: 20.000 tons (18.000 + 2.000).

Valor: R$ 990.000 – 99.000 = R$ 891.000

Exaustão segundo ano: 3.000 tons/ 20.000 tons = 15%

Exaustão = R$ 891.000 x 15% = R$ 133.650

Exaustão acumulada = $99.000 + $133.650 = $232.650

Gabarito  C

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(CFC/Técnico/2014) Em 20.12.2013, uma Sociedade Empresária


adquiriu um terreno, à vista, para a extração de minério. Com relação à
aquisição, os seguintes dados foram apresentados:

Em agosto de 2014, foram explorados 3.000m 3 de minério. A empresa


utiliza o método das unidades produzidas para cálculo da exaustão.

Conforme as informações acima, é CORRETO afirmar que o valor do


custo da exaustão, em agosto de 2014, é de:

A) R$21.600,00.
B) R$27.000,00.
C) R$28.800,00.
D) R$36.000,00.

Comentário:

Valor exaurível = Preço do terreno - valor residual


Valor exaurível = R$ 2.400.000 - $600.000
Valor exaurível = R$ 1.800.000

Taxa de exaustão = quant. extraída/possança


Taxa de exaustão = 3.000 tons / 200.000 tons
Taxa de exaustão = 1,5 %

Exaustão = $1.800.000 x 1,5 % = $27.000

Gabarito  B

19.6 MAPA MENTAL DA EXAUSTÃO

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Ma pa Menta l da
Recurs os mi nera i s Propri eda de da empres a : Imobi l i za do
Exa us tã o

Recurs os fl ores ta i s Propri eda de de tercei ros : Inta ngível


Bens uti l i za dos na
expl ora çã o

Se houver fa tor l i mi ta nte (tempo, qua nti da de,


etc): a morti za conforme o fa to l i mi ta nte

Vi da úti l da mi na < Vi da
Doutri na di z que
úti l do bem: Depreci a no
tem que depreci a r
pra zo da mi na
Renová vei s (Pl a nta çã o de
Recurs os ca fé): Depreci a
Vi da úti l da mi na > Vi da fl ores ta i s
Lei 6404 ma nda Exa urívei s (Árvores pa ra
úti l do bem: Depreci a no própri os
exa uri r corte): Exa ure
pra zo norma l do bem
Contra to i ndetermi na do:
Exa us tã o
Contra to > Pra zo
Recurs os
es gota mento recurs os :
fl ores ta i s de
Exa us tã o
tercei ros
Contra to < Pra zo
es gota mento recurs os :
Amorti za çã o

20 RESUMO DOS PONTOS COMENTADOS NESTA AULA

Classificam-se no imobilizado direitos que tenham por objeto bens


corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia
como, por exemplo, os terrenos, edificações, máquinas e
equipamentos, móveis e utensílios, veículos. Os bens incorpóreos
passam a ficar no intangível.

Principais características de um arrendamento financeiro

1) Transfere-se a propriedade ao final do contrato;


2) Valor residual mais baixo que o valor justo;
3) O prazo do arrendamento refere-se à maior parte da vida útil do ativo
4) O valor presente dos pagamentos totaliza substancialmente o todo o
valor justo do ativo;
5) O ativo arrendado é de tal forma especializado, que apenas o
arrendatário pode usá-lo sem grandes modificações.

Os itens do ativo imobilizado são mensurados inicialmente pelo


seu custo, o qual inclui todos os custos necessários para colocá-lo em
condições de uso.

Custo do ativo imobilizado (CPC 27)


Inclui Não inclui
Preço de aquisição + Imposto Importação +
Impostos não recuperáveis Descontos comerciais e abatimentos
Preparação do local Custos de abertura de nova instalação
Frete e manuseio por conta do comprador Frete por conta do vendedor
Instalação e montagem Propaganda e atividades promocionais
Testes Custos de treinamento

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Honorários profissionais (engenheiros,


arquitetos, por exemplo) Transferência posterior (novo local)
Custos de desmontagem (futuro, traz a valor
presente) Custos administrativos
Custo de remoção (futuro, traz a valor
presente) Outros custos indiretos
Remoção, desmontagem de máquinas
Outros custos diretamente atribuíveis antigas

Gastos de capital: são os que irão beneficiar mais de um exercício


social e devem ser adicionados ao valor do ativo imobilizado, desde
que atendam às condições de reconhecimento de um ativo. Exemplo:
custo de aquisição do bem, custo de instalação e montagem, etc.

Gastos do período (despesas): são os que devem ser agregados às


contas de despesas do período, pois só beneficiam um exercício e são
necessários para manter o imobilizado em condições de operar,
não lhe aumentando o valor. Não é provável que esses gastos tenham
o potencial de gerar benefícios econômicos futuros para a entidade. Logo,
não podem ser reconhecidos como ativo, mas sim como despesa.
Exemplo: manutenção e reparos, etc.

Os gastos subsequentes podem ser divididos em manutenção periódica


(que vai para despesa) e as paradas programadas (que são gastos de
capital e são ativadas, isto é, o valor gasto é contabilizado no custo do
ativo, e passa a ser depreciado).

1 – Na construção de ativo qualificado devemos incluir os encargos


financeiros no custo do Ativo.

2 – Na compra a prazo de ativos, devemos excluir os encargos


financeiros, os quais serão apropriados como Despesa Financeira por
competência.

Benfeitorias em imóveis de terceiros


Contrato Critério de avaliação
Prazo indeterminado
Prazo determinado e Contrato > Depreciação (Vida útil)
Vida útil
Prazo determinado e Contrato <
Amortização (Contrato)
Vida útil

Método de depreciação da linha reta.

Este é o método tradicional e o mais recorrente em provas.


Dividimos o valor depreciável pelo tempo de vida útil estimada. Se nada
disser a questão sobre um método específico, devemos utilizar o da linha
reta.

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Ex: Máquina com vida útil de 10 anos e valor depreciável de 100.000.


Depreciação anual = $ 100.000 / 10 anos = $ 10.000/ano.

Como calcular a depreciação pelo método da linha reta?

1) Pegue o valor de aquisição.


2) Encontre o valor residual. Se não falar nada, é igual a zero.
3) Faça a diferença entre o valor de aquisição e o valor residual e
encontraremos o chamado valor depreciável.
4) Encontre a vida útil (em meses ou anos, geralmente).
5) Divida o valor depreciável pela vida útil
6) Você encontrará o valor da depreciação anual.

Atenção! Se a questão der no enunciado uma vida útil e disser o


prazo que é aceito pelo fisco, utilize o prazo contábil. É este que
vale, já que a legislação fiscal, segundo a Lei 6.404/76, não tem o
condão de alterar os dispositivos da legislação contábil!

Contabilmente, a depreciação deve ser calculada conforme a melhor


estimativa técnica disponível.

Caso a questão seja silente! Depreciação: Taxas permitidas pelo


fisco para efeito de IR:

Veículos: 5 anos ou 20% ao ano


Máquinas e equipamentos: 10 anos ou 10% ao ano
Móveis e utensílios: 10 anos ou 10 % ao ano
Imóveis: 25 anos ou 4 % ao ano.

Depreciação de bens usados


Vida útil restante
Maior prazo
Metade da vida útil do bem novo
Utilização da depreciação acelerada

1 turno de 8 horas: fator 1,0


2 turnos de 8 horas: fator 1,5
3 turnos de 8 horas: fator 2,0

Antes da edição do CPC 27, o valor residual e a vida útil eram


definidos (geralmente, as empresas usavam o critério fiscal) e não mais
se alteravam, durante a vida útil do ativo.

Todavia, com as mudanças, o valor residual e a vida útil de um


ativo devem ser revisados pelo menos ao final de cada ano. Se
houver diferença, deve ser realizada e tratada como mudança de
estimativa contábil, como reza o artigo 51 do CPC 27.

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21 MAPAS MENTAIS ELABORADOS NESTA AULA

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22 QUESTÕES COMENTADAS

1) (CONSULPLAN/Pref.Ibiraçu/Contabilidade/2015) Na
elaboração do balanço patrimonial, entre outros, tem se o ativo
imobilizado que é formado pelo conjunto de bens necessários à
manutenção das atividades da empresa, caracterizados por apresentar se
na forma tangível.

Assinale a alternativa que apresenta apenas contas do ativo imobilizado.

A) Imóveis, máquinas, terrenos e ferramentas.


B) Imóveis, direitos autorais, estoques e veículos.
C) Imóveis, veículos, aeronaves, terrenos e marcas e patentes.
D) Imóveis, veículos, aeronaves, terrenos e estoque de mercadorias.

Comentários:

Classificam-se no Ativo Imobilizado direitos que tenham por objeto bens


corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia como,
por exemplo, os terrenos, edificações, máquinas e equipamentos, móveis
e utensílios, veículos.

Marcas e Patentes e Direitos Autorais são classificados no Ativo Intangível


e os estoques de mercadorias no Ativo Circulante.

Gabarito A

2) (CONSULPLAN/Pref.Natividade/Tec.Contabilidade/2014) Um
determinado contador foi contratado para realizar o inventário de uma
empresa a ser liquidada. Em seus relatórios, apontou que a entidade
possuía um Ativo Imobilizado no valor de R$ 18.000,00. É exemplo de um
bem do Ativo Imobilizado a conta:

a) Estoque.
b) Móveis e utensílios.
c) Material de expediente.
d) Banco conta movimento.

Comentários:

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Segundo o CPC 27:

Ativo imobilizado é o item tangível que:

(a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou


serviços, para aluguel a outros, ou para fins administrativos; e
(b) se espera utilizar por mais de um período.

Vimos que terrenos, edificações, máquinas e equipamentos, móveis e


utensílios, veículos exemplos de Ativo Imobilizado.

Gabarito B

3) (CONSULPLAN/Pref. Barra Velha/Contabilidade/2012) Em


relação ao Grupo do Ativo Imobilizado NÃO é correto afirmar que

a) é formado por ativo tangível, que é mantido para uso na produção ou


fornecimento de mercadorias ou serviços, para aluguel a outros, ou para
fins administrativos.
b) espera utilizar o ativo tangível por mais de um ano.
c) o ativo não precisa necessariamente pertencer à entidade do ponto de
vista jurídico para ser reconhecido.
d) a entidade deverá reconhecer o ativo no seu balanço, se for provável
que futuros benefícios econômicos sejam produzidos por esse ativo.
e) o ativo incorpóreo é também reconhecido nesse grupo.

Comentários:

Vamos analisar cada uma das alternativas:

a) é formado por ativo tangível, que é mantido para uso na produção ou


fornecimento de mercadorias ou serviços, para aluguel a outros, ou para
fins administrativos.

Correto, segundo o CPC 27:

Ativo imobilizado é o item tangível que:

(a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou


serviços, para aluguel a outros, ou para fins administrativos; e

b) espera utilizar o ativo tangível por mais de um ano.

Correto, conforme preconiza o CPC 27:

Ativo imobilizado é o item tangível que: [...].

(b) se espera utilizar por mais de um período.

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c) o ativo não precisa necessariamente pertencer à entidade do ponto de


vista jurídico para ser reconhecido.

Correto, vejamos o que reza a Lei 6404/76:

Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:

IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens


corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da
empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de
operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e
controle desses bens; (Redação dada pela Lei nº 11.638, de 2007).

Esta última parte trata de bens que não são de propriedade da


empresa juridicamente, como os bens objetos de arrendamento
mercantil (leasing).

d) a entidade deverá reconhecer o ativo no seu balanço, se for provável


que futuros benefícios econômicos sejam produzidos por esse ativo.

Correto, o CPC 00 define Ativo como um recurso controlado pela


entidade, resultado de eventos passados e dos quais esperam-se
benefícios econômicos futuros.

e) o ativo incorpóreo é também reconhecido nesse grupo.

Errado, os ativos incorpóreo, desde que atendam critérios de


reconhecimentos, são classificados no Ativo Intangível e não no Ativo
Imobilizado.

Gabarito E

4) (CONSULPLAN/Pref.Sertaneja)/Contabilidade/2010) “Uma
determinada empresa de transporte possuía no Ativo Imobilizado um
ônibus, cujo valor contábil líquido era de R$80.000,00. O referido veículo
sofreu um acidente com perda total e não havia seguro contra acidente.
Essa empresa havia comprado esse veículo através de financiamento e
ainda devia ao banco R$30.000,00, relativos a
essa aquisição.”

O efeito contábil desse acontecimento no Balanço Patrimonial da empresa


é redução no:

a) Ativo e no Patrimônio Líquido de R$30.000,00.


b) Ativo e no Patrimônio Líquido de R$80.000,00.
c) Ativo e no Passivo de R$50.000,00.
d) Passivo e no Ativo de R$30.000,00.

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e) Passivo e no Patrimônio Líquido de R$80.000,00

Comentários:

As superveniências passivas são fatos inesperados que diminuem a


situação líquida patrimonial da empresa, como, por exemplo, um
julgamento desfavorável em processo judicial ou perante determinado
conselho de contribuintes de um fisco, um acidente que gera a perda de
um ativo.

Lançamento:

D – Despesas com sinistro de Imobilizado


C – Ativo Imobilizado R$ 80.000

Percebemos que o Patrimônio Líquido e o Ativo foram diminuídos em R$


80.000

Gabarito B

5) (CONSULPLAN/Pref.São. Leopoldo/Tec. Contabilidade/2010)


O art. 183, da Lei nº. 6404/1976, refere-se à exaustão, que é mencionada
como corresponder a perda de valor decorrente da sua exploração, de
direitos, cujo objeto seja recursos minerais ou florestais, ou bens
aplicados na sua exploração.

Dessa forma, quando a citada lei refere-se à exaustão, o(s) grupo(s) do


ativo mencionado é(são):

a) Ativo circulante.
b) Ativo realizável a longo prazo.
c) Ativo imobilizado.
d) Ativo investimentos e ativo imobilizado.
e) Ativo investimentos, ativo imobilizado e ativo diferido.

Comentários:

De acordo com a Lei 6404/76 (Lei das S.A.s.):

§ 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e


intangível será registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada
pela Lei nº 11.941, de 2009)

c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua


exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou
florestais, ou bens aplicados nessa exploração.

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A exaustão é utilizada para recursos minerais ou florestais, ou bens


aplicados nessa exploração. Normalmente, a exaustão é calculada com
base na possança do recurso mineral ou florestal. Mas, se o prazo de
exploração for insuficiente para esgotar os recursos, a exaustão deve ser
calculada em função do prazo de concessão.

Gabarito C

6) (CONSULPLAN/Pref.São. Leopoldo/Tec. Contabilidade/2010)


O método de depreciação em que o valor desta é diretamente
proporcional ao tempo decorrido na utilização do bem depreciado é:

a) Método de Cole.
b) Método da Soma dos Dígitos.
c) Método da Quantidade Produzida.
d) Método das Quotas Constantes.
e) Método Exponencial

Comentários:

A depreciação assim está prevista na Lei 6.404/76:

Art. 183. § 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos


imobilizado e intangível será registrada periodicamente nas contas de:
(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que


têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por
uso, ação da natureza ou obsolescência;

O método da linha reta ou linear ou método das quotas constantes é


o método tradicional e o mais recorrente em provas.

Para encontrarmos os encargos de depreciação do período dividimos o


valor depreciável pelo tempo de vida útil estimada. Por consequência, o
valor da depreciação acumulada aumenta proporcionalmente ao tempo
decorrido na utilização do bem depreciado.

No Método de Cole ou Método da Soma dos Dígitos a despesa de


depreciação será decrescente. Começará maior e terminará menor.

Por sua vez, o Método de Unidades Produzidas, estima-se a


quantidade total de unidades que será produzida. A depreciação é feita
dividindo-se o total efetivamente produzido pela capacidade total de
produção, portanto, ela não é diretamente proporcional ao tempo.

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O Método Exponencial de depreciação não é cobrado em provas de


concursos e também apresenta uma taxa decrescente de depreciação ao
longo do tempo.

Gabarito D

7) (CONSULPLAN/COFEN/Contabilidade/2011) A depreciação é
um procedimento que afeta:

a) Parte do Intangível.
b) Todo o Ativo Não Circulante.
c) Todo o Ativo Não Circulante Diferido.
d) Todo o Ativo Imobilizado Tangível.
e) Parte do Ativo Imobilizado Tangível.

Comentários:

Conforme determina a lei 6404/76:

Art. 183. § 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos


imobilizado e intangível será registrada periodicamente nas contas de:
(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que


têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por
uso, ação da natureza ou obsolescência;

Desse modo, percebemos que a depreciação é aplicável a itens do Ativo


Imobilizado e Intangível, porém, nem todos os elementos desses grupos
são depreciados.

Alguns serão amortizados, outros exauridos e alguns, como por exemplo,


os terrenos, via de regra, não depreciados.

Gabarito E

8) (CONSULPLAN/Pref.Cascavel/Analista.Trib/2014) Uma
empresa adquiriu um equipamento por R$ 660.000,00, cuja vida útil é
estimada em 10 anos. Considerando que o valor residual do equipamento
é R$ 60.000,00, qual será o valor mensal da depreciação utilizando se o
Método da Depreciação Linear ou das Quotas Constantes?

a) R$ 5.000,00.
b) R$ 5.500,00.
c) R$ 6.000,00.
d) R$ 60.000,00.
e) R$ 66.000,00.

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Comentários:

Como calcular a depreciação pelo método da linha reta?

1) Pegue o valor de aquisição.


2) Encontre o valor residual. Se não falar nada, é igual a zero.
3) Faça a diferença entre o valor de aquisição e o valor residual e
encontraremos o chamado valor depreciável.
4) Encontre a vida útil (em meses ou anos, geralmente).
5) Divida o valor depreciável pela vida útil
6) Você encontrará o valor da depreciação anual.

Atenção! Se a questão der no enunciado uma vida útil e disser o prazo


que é aceito pelo fisco, utilize o prazo contábil. É este que vale, já que a
legislação fiscal, segundo a Lei 6.404/76, não tem o condão de alterar os
dispositivos da legislação contábil!

Seguindo o nosso passo a passo temos:

1) Pegue o valor de aquisição: R$ 660.000


2) Encontre o valor residual: R$ 60.000
3) Faça a diferença entre o valor de aquisição e o valor residual e
encontraremos o chamado valor depreciável: R$ 600.000.
4) Encontre a vida útil (em meses ou anos, geralmente): 10 anos ou 120
meses.
5) Divida o valor depreciável pela vida útil: 600.000/120= R$ 5000/mês

Gabarito A

9) (CONSULPLAN/TSE/Contabilidade/2012) Um veículo foi


adquirido no dia 1º de julho de 2010 pelo valor de R$ 65.000,00. O
veículo terá vida útil estimada em mais 5 anos e valor residual de R$
14.000,00.
No momento da compra, a empresa adquirente incorreu em gastos de R$
3.200,00 com frete e R$ 1.600,00 para transporte do veículo até o seu
estabelecimento.
Além disso, a empresa irá quitar o IPVA atrasado de R$ 6.000,00, que não
havia sido pago pelo antigo dono no ano anterior. De acordo com as
informações, o valor de depreciação do veículo no ano de 2010,
corresponde a

a) R$ 5.100,00.
b) R$ 5.580,00.
c) R$ 6.180,00.
d) R$ 7.580,00.

Comentários:

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Os itens do ativo imobilizado são mensurados inicialmente pelo seu custo,


o qual inclui todos os custos necessários para colocá-lo em condições de
uso.

Conforme o Pronunciamento CPC 27 – Ativo Imobilizado:

16. O custo de um item do ativo imobilizado compreende:

(a) seu preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e


impostos não recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os
descontos comerciais e abatimentos;
(b) quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no local
e condição necessárias para o mesmo ser capaz de funcionar da forma
pretendida pela administração;
(c) a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e
de restauração do local (sítio) no qual este está localizado. Tais custos
representam a obrigação em que a entidade incorre quando o item é
adquirido ou como consequência de usá-lo durante determinado período
para finalidades diferentes da produção de estoque durante esse período.

17. Exemplos de custos diretamente atribuíveis são:

(a) custos de benefícios aos empregados (tal como definidos no


Pronunciamento Técnico CPC 33 – Benefícios a Empregados) decorrentes
diretamente da construção ou aquisição de item do ativo imobilizado;
(b) custos de preparação do local;
(c) custos de frete e de manuseio (para recebimento e instalação);
(d) custos de instalação e montagem;
(e) custos com testes para verificar se o ativo está funcionando
corretamente, após dedução das receitas líquidas provenientes da venda
de qualquer item produzido enquanto se coloca o ativo nesse local e
condição (tais como amostras produzidas quando se testa o
equipamento); e
(f) honorários profissionais.

Continuando...

19. Exemplos que não são custos de um item do ativo imobilizado são:

(a) custos de abertura de nova instalação;


(b) custos incorridos na introdução de novo produto ou serviço (incluindo
propaganda e atividades promocionais);
(c) custos da transferência das atividades para novo local ou para nova
categoria de clientes (incluindo custos de treinamento); e
(d) custos administrativos e outros custos indiretos.

Resumidamente:

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Na questão apresentada temos:

Custo do Ativo Imobilizado


Valor de Aquisição R$ 65.000,00
Frete sobre compras R$ 3.200,00
Transporte do veículo R$ 1.600,00
IPVA-atrasado R$ 6.000,00
Total R$ 75.800,00
Valor Residual R$ 14.000,00
Valor Depreciavel R$ 61.800,00
Vida Útil(meses) R$ 60,00
Depreciação Mensal 61800/60= R$ 1030
Depreciação em 2010(5 meses) R$ 5.150,00

O pagamento do tributo em atraso também deve ser considerado como


custo do Imobilizado, pois é um elemento necessário para colocá-lo em
condições de uso.

GabaritoC

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10) (CONSULPLAN/CISAMAPI/Contabilidade/2011) Considerando


as contas patrimoniais a seguir, extraídas do balanço patrimonial de uma
empresa, responda à questão a seguir.

Móveis e Utensílios R$ 2.320,00


Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa R$ 1.200,00
Impostos a Recuperar R$ 1.035,00
Cientes R$ 3.000,00
Depreciações Acumuladas R$ 510,00
Terrenos R$ 8.000,00
Obrigações Tributárias R$ 1.230,00
Fornecedores R$ 6.500,00
Financiamentos R$ 3.400,00
Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas R$ 2.500,00

O total do Ativo Imobilizado é de

a) R$ 8.000,00
b) R$ 9.810,00
c) R$ 10.830,00
d) R$ 10.310,00
e) R$ 7.490,00

Comentários:

Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:

IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens


corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia
ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes
de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle
desses bens; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

Segundo o CPC 27:

Ativo imobilizado é o item tangível que:

(a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou


serviços, para aluguel a outros, ou para fins administrativos; e
(b) se espera utilizar por mais de um período.

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Separando as contas de Imobilizado, teremos:

Móveis e Utensílios R$ 2.320,00


Depreciações Acumuladas (R$ 510,00)
Terrenos R$ 8.000,00
Total R$ 9810,00

GabaritoB

11) (CONSULPLAN/TRF-2/Contabilidade/2017) “A empresa Bit


Ltda., que tem como atividade fim exclusiva a fabricação de celulares e
está situada em uma pequena cidade, tinha um imóvel registrado em seu
ativo não circulante, imobilizado, com valor líquido (já descontando
depreciação) de R$ 500.000,00. A venda foi realizada com recebimento a
vista no valor de R$ 550.000,00.” O registro contábil da operação
ocasionou, segundo a Resolução CFC nº 1.374/2011,

a) um aumento no ativo.
b) um aumento na receita.
c) um aumento no passivo.
d) um aumento na despesa.

Comentários:

De acordo com o CPC 27 Ganhos ou perdas decorrentes da baixa de um


item do ativo imobilizado devem ser reconhecidos no resultado quando o
item é baixado (a menos que o Pronunciamento Técnico CPC 06 –
Operações de Arrendamento Mercantil exija de outra forma em operação
de venda. Além disso, os ganhos não devem ser classificados como receita
de venda

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Na nossa questão, o valor contábil líquido do Imobilizado era de R$


500.000 e foi vendido por R$ 550.000, portanto, houve um ganho de R$
50.000,00.

A contabilização ficaria:

D – Caixa R$ 550.000,00
C – Imobilizado R$ 500.000,00
C – Outras Receitas – Ganho na Alienação de Imobilizado R$ 50.000

Percebam que tivemos aumento no Ativo de R$ 50.000,00 (R$ 550.000 –


R$ 500.000,00) e aumento na receita de R$ 50.000, portanto, temos duas
respostas corretas e a questão foi anulada.

GabaritoAnulada.

12) (FBC/Exame de Suficiência/2014/1) Uma sociedade empresária


possui um bem que consta no seu imobilizado, em 31.12.2013, composto
pelos seguintes valores:

Custo de Aquisição R$ 80.000,00


(-) Depreciação Acumulada R$ 20.000,00
(-) Perda Estimada por Redução ao Valor Recuperável R$5.000,00

Em 2.1.2014, o bem foi vendido à vista por R$54.000,00.

O resultado apurado nesta operação é uma perda de:

a) R$1.000,00.
b) R$6.000,00.
c) R$21.000,00.
d) R$26.000,00.

Comentários:

O valor contábil é a subtração do custo de aquisição, a depreciação já


acumulada e a perda existente decorrente de redução ao valor
recuperável.

Portanto:

Custo de aquisição 80.000,00


(-) Depreciação acumulada (20.000,00)
(-) Perda por recuperabilidade (5.000,00)
Valor contábil 55.000,00

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Como o bem foi vendido por R$ 54.000,00, podemos dizer que houve uma
perda de R$ 1.000,00.

Gabarito  A.

13) (FBC/Exame de Suficiência/2014/1) De acordo com a NBC TG


27 (R1) – Imobilizado, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou
Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA.

I. A depreciação é reconhecida mesmo que o valor justo do ativo exceda o


seu valor contábil, desde que o valor residual do ativo não exceda o seu
valor contábil.
II. A reparação e a manutenção de um ativo evitam a necessidade de
depreciá-lo.
III. O valor depreciável de um ativo deve ser apropriado de forma
sistemática ao longo da sua vida útil estimada.
IV. O valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo menos ao
final de cada exercício e, se as expectativas diferirem das estimativas
anteriores, a mudança deve ser contabilizada como retificação de erro de
período anterior.

A sequência correta é:

a) F, F, V, V.
b) F, V, F, V.
c) V, F, V, F.
d) V, V, F, F.

Comentários:

I. A depreciação é reconhecida mesmo que o valor justo do ativo


exceda o seu valor contábil, desde que o valor residual do ativo
não exceda o seu valor contábil.

O item está correto! Mesmo que o valor de mercado do ativo seja maior
do que o seu valor contábil, a depreciação deve ser reconhecida. Todavia,
se em alguma hipótese, o valor residual deste ativo superar o seu valor
contábil, então a depreciação não será mais reconhecida até que se
reestabeleça.

II. A reparação e a manutenção de um ativo evitam a necessidade


de depreciá-lo.

O item está incorreto. Por mais que um ativo seja reparado e tenha
manutenção, isso não implica a desnecessidade de depreciação.

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III. O valor depreciável de um ativo deve ser apropriado de forma


sistemática ao longo da sua vida útil estimada.

Item correto. A depreciação é apropriada ao longo da vida útil, de forma


sistemática. Vejam que sistemático não significa necessariamente o
mesmo valor, mas sim de modo contínuo, calculado, exato, de acordo
com a melhor estimativa da vida útil.

IV. O valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo


menos ao final de cada exercício e, se as expectativas diferirem
das estimativas anteriores, a mudança deve ser contabilizada
como retificação de erro de período anterior.

Item incorreto. A vida útil e o valor residual devem ser sim revisados.
Todavia, eventual mudança deve ser tratada como mudança de
estimativa e não como retificação de erro.

Gabarito  C

14) (FBC/Exame de Suficiência/2012/1) Não integram o custo de


aquisição dos bens do Ativo Imobilizado:

a) Os custos com testes para verificar se o ativo está funcionando


corretamente e os custos com honorários profissionais.
b) Os custos de abertura de novas instalações, os custos incorridos na
introdução de novo produto ou serviço e os custos da transferência das
atividades para novo local ou para nova categoria de clientes.
c) Os custos de benefícios aos empregados decorrentes diretamente da
construção ou aquisição de item do ativo imobilizado e os custos de
preparação do local.
d) Os custos de frete e de manuseio e os custos necessários para
instalação e montagem.

Comentários:

Os itens do ativo imobilizado são mensurados inicialmente pelo


seu custo, o qual inclui todos os custos necessários para colocá-lo em
condições de uso.

Conforme o Pronunciamento CPC 27 – Ativo Imobilizado:

16. O custo de um item do ativo imobilizado compreende:

(a) seu preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e


impostos não recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os
descontos comerciais e abatimentos;

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(b) quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no


local e condição necessárias para o mesmo ser capaz de funcionar da
forma pretendida pela administração;
(c) a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e
de restauração do local (sítio) no qual este está localizado. Tais custos
representam a obrigação em que a entidade incorre quando o item é
adquirido ou como consequência de usá-lo durante determinado período
para finalidades diferentes da produção de estoque durante esse período.

17. Exemplos de custos diretamente atribuíveis são:

(a) custos de benefícios aos empregados (tal como definidos no


Pronunciamento Técnico CPC 33 – Benefícios a Empregados) decorrentes
diretamente da construção ou aquisição de item do ativo imobilizado;
(b) custos de preparação do local;
(c) custos de frete e de manuseio (para recebimento e instalação);
(d) custos de instalação e montagem;
(e) custos com testes para verificar se o ativo está funcionando
corretamente, após dedução das receitas líquidas provenientes da venda
de qualquer item produzido enquanto se coloca o ativo nesse local e
condição (tais como amostras produzidas quando se testa o
equipamento); e
(f) honorários profissionais.

Continuando...

19. Exemplos que não são custos de um item do ativo imobilizado são:

(a) custos de abertura de nova instalação;


(b) custos incorridos na introdução de novo produto ou serviço (incluindo
propaganda e atividades promocionais);
(c) custos da transferência das atividades para novo local ou para nova
categoria de clientes (incluindo custos de treinamento); e
(d) custos administrativos e outros custos indiretos.

O reconhecimento dos custos no valor contábil de um item do ativo


imobilizado cessa quando o item está no local e nas condições
operacionais pretendidas pela administração.

Portanto, os custos incorridos no uso ou na transferência ou reinstalação


de um item não são incluídos no seu valor contábil, como, por exemplo,
os seguintes custos:

(a) custos incorridos durante o período em que o ativo capaz de operar


nas condições operacionais pretendidas pela administração não é utilizado
ou está sendo operado a uma capacidade inferior à sua capacidade total;
(b) prejuízos operacionais iniciais, tais como os incorridos enquanto a
demanda pelos produtos do ativo é estabelecida; e

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(c) custos de realocação ou reorganização de parte ou de todas as


operações da entidade.

Algumas operações realizadas em conexão com a construção ou o


desenvolvimento de um item do ativo imobilizado não são necessárias
para deixá-lo no local e nas condições operacionais pretendidas pela
administração.

Essas atividades eventuais podem ocorrer antes ou durante as atividades


de construção ou desenvolvimento. Por exemplo, o local de construção
pode ser usado como estacionamento e gerar receitas, até que a
construção se inicie.

Como essas atividades não são necessárias para que o ativo fique em
condições de funcionar no local e nas condições operacionais pretendidas
pela administração, as receitas e as despesas relacionadas devem ser
reconhecidas no resultado e incluídas nas respectivas classificações de
receita e despesa.

Custo do ativo imobilizado (CPC 27)


Inclui Não inclui
Preço de aquisição + Imposto Importação +
Impostos não recuperáveis Descontos comerciais e abatimentos
Preparação do local Custos de abertura de nova instalação
Frete e manuseio por conta do comprador Frete por conta do vendedor
Instalação e montagem Propaganda e atividades promocionais
Testes Custos de treinamento
Honorários profissionais (engenheiros,
arquitetos, por exemplo) Transferência posterior (novo local)
Custos de desmontagem (futuro, traz a valor
presente) Custos administrativos
Custo de remoção (futuro, traz a valor
presente) Outros custos indiretos
Remoção, desmontagem de máquinas
Outros custos diretamente atribuíveis antigas

Gabarito  B.

15) (FBC/Exame de Suficiência/2012/1) Com relação à


determinação da vida útil de um ativo imobilizado, analise os fatores
descritos nos itens abaixo e, em seguida, assinale a opção CORRETA.

I. Uso esperado do ativo que é avaliado com base na capacidade ou


produção física esperadas do ativo.
II. Desgaste físico normal esperado, que depende de fatores operacionais,
tais como o número de turnos durante os quais o ativo será usado, o
programa de reparos e manutenção, bem como, o cuidado e a
manutenção do ativo enquanto estiver ocioso.

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III. Prazos de vida útil divulgados pela Receita Federal do Brasil.


IV. Obsolescência técnica ou comercial proveniente de mudanças ou
melhorias na produção, ou de mudança na demanda do mercado para o
produto ou serviço derivado do ativo.

V. Limites legais ou semelhantes no uso do ativo, tais como as datas de


término dos contratos de arrendamento mercantil relativos ao ativo.

De acordo com a NBC TG 27 – Ativo Imobilizado, são fatores a serem


considerados na determinação da vida útil de um ativo imobilizado para
fins de apuração do montante da depreciação aqueles apresentados nos
itens:

a) I, II e III, apenas.
b) I, II, e IV, apenas.
c) I, II, III, IV e V.
d) I, II, IV e V, apenas.

Comentários:

Segundo o CPC 27 – Ativo Imobilizado:

56. Os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo são


consumidos pela entidade, principalmente por meio do seu uso. Porém,
outros fatores, tais como obsolescência técnica ou comercial e desgaste
normal enquanto o ativo permanece ocioso, muitas vezes dão origem à
diminuição dos benefícios econômicos que poderiam ter sido obtidos do
ativo. Consequentemente, todos os seguintes fatores são considerados na
determinação da vida útil de um ativo:

(a) uso esperado do ativo que é avaliado com base na capacidade ou


produção física esperadas do ativo;
(b) desgaste físico normal esperado, que depende de fatores operacionais,
tais como o número de turnos durante os quais o ativo será usado, o
programa de reparos e manutenção e o cuidado e a manutenção do ativo
enquanto estiver ocioso;
(c) obsolescência técnica ou comercial proveniente de mudanças ou
melhorias na produção, ou de mudança na demanda do mercado para o
produto ou serviço derivado do ativo;
(d) limites legais ou semelhantes no uso do ativo, tais como as datas de
término dos contratos de arrendamento mercantil relativos ao ativo.

I. Uso esperado do ativo que é avaliado com base na capacidade


ou produção física esperadas do ativo.

Correto. Portanto, um dos fatores para se determinar a vida útil do ativo


é sua capacidade ou a produção que se esperar deste ativo.

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II. Desgaste físico normal esperado, que depende de fatores


operacionais, tais como o número de turnos durante os quais o
ativo será usado, o programa de reparos e manutenção, bem
como, o cuidado e a manutenção do ativo enquanto estiver ocioso.

Correto. O desgaste físico é um dos principais fatores para a


determinação da vida útil de um ativo.

III. Prazos de vida útil divulgados pela Receita Federal do Brasil.

Este item está incorreto. O prazo fiscal deve ser considerado para fins
tributários. A contabilidade deve se pautar nas normas contábeis.
Segundo o CPC 27, devemos utilizar a melhor estimativa contábil.

IV. Obsolescência técnica ou comercial proveniente de mudanças


ou melhorias na produção, ou de mudança na demanda do
mercado para o produto ou serviço derivado do ativo.

Item correto. Corresponde ao item 56, c, do CPC 27.

V. Limites legais ou semelhantes no uso do ativo, tais como as


datas de término dos contratos de arrendamento mercantil
relativos ao ativo.

Item correto. Corresponde ao item 56, d, do CPC 27. O prazo, por


exemplo, pelo qual perdura um arrendamento mercantil pode ser fator
determinante para sabermos a sua vida útil.

Gabarito  D.

16) (FBC/Exame de Suficiência/2012/2) Em relação ao valor


depreciável e ao período de depreciação, conforme a NBC TG 27 – Ativo
Imobilizado, é incorreto afirmar que:

a) a depreciação é reconhecida mesmo que o valor justo do ativo exceda


o seu valor contábil, desde que o valor residual do ativo não exceda o seu
valor contábil. A reparação e a manutenção de um ativo não evitam a
necessidade de depreciá-lo.
b) a obsolescência técnica ou comercial proveniente de mudanças ou as
melhorias na produção, ou a mudança na demanda do mercado para o
produto ou o serviço derivado do ativo não são considerados na
determinação de vida útil de um ativo.
c) o desgaste físico normal esperado, que depende de fatores, como o
número de turnos durante os quais o ativo será usado e o programa de
reparos e manutenção, são considerados na determinação de vida útil de
um ativo.

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d) o valor residual de um ativo pode aumentar. A despesa de depreciação


será zero enquanto o valor residual subsequente for igual ou superior ao
seu valor contábil.

Comentários

a) a depreciação é reconhecida mesmo que o valor justo do ativo


exceda o seu valor contábil, desde que o valor residual do ativo
não exceda o seu valor contábil. A reparação e a manutenção de
um ativo não evitam a necessidade de depreciá-lo.

Item correto. Mesmo que o valor de mercado do ativo seja maior do que
o seu valor contábil, a depreciação deve ser reconhecida. Todavia, se em
alguma hipótese, o valor residual deste ativo superar o seu valor contábil,
então a depreciação não será mais reconhecida até que se reestabeleça.

b) a obsolescência técnica ou comercial proveniente de mudanças


ou as melhorias na produção, ou a mudança na demanda do
mercado para o produto ou o serviço derivado do ativo não são
considerados na determinação de vida útil de um ativo.

O item está incorreto. A obsolescência é sim considerada na determinação


da vida útil.

c) o desgaste físico normal esperado, que depende de fatores,


como o número de turnos durante os quais o ativo será usado e o
programa de reparos e manutenção, são considerados na
determinação de vida útil de um ativo.

Item correto. O desgaste físico é um fator essencial na determinação da


vida útil do ativo.

d) o valor residual de um ativo pode aumentar. A despesa de


depreciação será zero enquanto o valor residual subsequente for
igual ou superior ao seu valor contábil.

Item correto. O valor residual e a vida útil devem ser revisados


anualmente. Se o valor residual for superior ou igual ao valor contábil, a
despesa de depreciação então será zero para os períodos subsequentes.

Gabarito  B.

17) (FBC/Exame de Suficiência/2013/1) Uma sociedade apresentou


a composição dos seguintes saldos de um item do Ativo Imobilizado em
30.11.2012:

Veículos R$ 200.000,00

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(−) Depreciação Acumulada (R$15.000,00)


(−) Perda por Desvalorização (R$30.000,00)
Saldo em 30.11.2012 R$155.000,00

No mês de dezembro de 2012, a empresa vendeu este item, a prazo, por


R$176.000,00, para recebimento em uma única parcela, com vencimento
em 15 meses e com juros embutidos na transação de 10% no mesmo
período.

Desconsiderando a incidência de tributo sobre esta transação, o


lançamento da venda e baixa do item provocará um impacto líquido nas
contas de resultado de:

a) R$5.000,00, positivo.
b) R$9.000,00, negativo.
c) R$21.000,00, positivo.
d) R$25.000,00, negativo.

Comentários:

O valor contábil do ativo imobilizado é de R$ 155.000,00.

Veículos Depreciação acum. Perda desvaloriza.


200000 15000 15000 15000 30000 30000
30000
155000

Dupl. a receber AVP a apropriar Outras receitas


176000 17600 160.000

Outras despesas
155000

Portanto, são contas de resultado:

Outras receitas 160.000,00


Outras despesas 155.000,00
Resultado 5.000,00

Vejam que o valor dos juros será apropriado segundo o regime de


competência, no resultado.

Gabarito  A.

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18) (FBC/Exame de Suficiência/2013/1) O Ativo Imobilizado de


uma determinada repartição pública estava assim constituído em
31.12.2011:

Custo de Valor Depreciação


Itens Vida útil
Aquisição Residual Acumulada
Veículos R$ 60.000,00 4 anos R$ 12.000,00 R$ 36.000,00
Máquinas e Equipamentos R$ 150.000,00 10 anos R$ 20.000,00 R$ 39.000,00
Móveis e Utensílios R$ 20.000,00 10 anos R$ 2.000,00 R$ 5.400,00
Instalações R$ 150.000,00 15 anos R$ 15.000,00 R$ 27.000,00
Total R$ 380.000,00 R$ 107.400,00

No decorrer do ano de 2012, não houve novas aquisições e nem baixas e


não foram alterados os critérios de vida útil e valor residual.

Considerando as informações fornecidas, o valor contábil do Ativo


Imobilizado apresentado no Balanço Patrimonial em 31.12.2012 é de:

a) R$143.200,00.
b) R$230.600,00.
c) R$236.800,00.
d) R$239.500,00.

Comentários:

Vamos fazer o cálculo da depreciação anual:

Depreciação anual VA VR Valor depreciável Vida útil Depreciação anual


Veículos R$ 60.000,00 -R$ 12.000,00 R$ 48.000,00 4 R$ 12.000,00
Máquinas R$ 150.000,00 -R$ 20.000,00 R$ 130.000,00 10 R$ 13.000,00
Móveis R$ 20.000,00 -R$ 2.000,00 R$ 18.000,00 10 R$ 1.800,00
Instalações R$ 150.000,00 -R$ 15.000,00 R$ 135.000,00 15 R$ 9.000,00

Depreciação Acumulado até 2011 2012 Total


Veículos R$ 36.000,00 R$ 12.000,00 R$ 48.000,00
Máquinas R$ 39.000,00 R$ 13.000,00 R$ 52.000,00
Móveis R$ 5.400,00 R$ 1.800,00 R$ 7.200,00
Instalações R$ 27.000,00 R$ 9.000,00 R$ 36.000,00

Valor contábil Valor de aquisição Depreciação acumulada Valor contábil


Veículos R$ 60.000,00 R$ 48.000,00 R$ 12.000,00
Máquinas R$ 150.000,00 R$ 52.000,00 R$ 98.000,00
Móveis R$ 20.000,00 R$ 7.200,00 R$ 12.800,00
Instalações R$ 150.000,00 R$ 36.000,00 R$ 114.000,00
Total R$ 236.800,00

Gabarito  C.

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19) (FBC/Exame de Suficiência/2013/1) Uma sociedade empresária


adquiriu dois terrenos por R$50.000,00 cada um. Na transação, a
sociedade emitiu cheque de 20% e aceitou uma duplicata do restante da
dívida com vencimento para o fim do mês da operação.

No dia seguinte, a empresa aceitou vender um desses terrenos por


R$60.000,00, recebendo apenas um cheque de 40% e a promessa de
receber o restante em 45 dias.

Contabilizando-se as operações de aquisição, venda e baixa do imobilizado


indicadas, sem levar em conta quaisquer implicações de ordem tributária
e sem ajustes a valor presente, o ativo da empresa aumentará em:

a) R$10.000,00.
b) R$40.000,00.
c) R$90.000,00.
d) R$110.000,00.

Comentários:

Terreno A 50.000,00
Terreno B 50.000,00

Na compra

D – Terrenos 100.000,00 (Aumenta ativo)


C – Bancos 20.000,00 (Diminui ativo)
C – Financiamentos a pagar 80.000,00 (Aumenta passivo)

Na venda

D – Caixa 24.000,00 (Aumenta ativo)


D – Duplicatas a receber 36.000,00 (Aumenta ativo)
C – Terrenos 50.000,00 (Diminui ativo)
C – Outras receitas 10.000,00 (Aumenta resultado)
Portanto, temos: 100.000 – 20.000 + 24.000 + 36.000 – 50.000 =
90.000,00 (aumento no ativo).

Gabarito  C.

20) (FBC/Exame de Suficiência/2012/2) Uma sociedade empresária


adquiriu um veículo em 1º.3.2008 por R$72.000,00, sendo estimado o
seu valor residual em R$9.000,00 e a vida útil em cinco anos. Diante
disso, o setor de Contabilidade efetuou, anualmente, todos os registros

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contábeis relativos às despesas de depreciação, elaborando o seguinte


quadro demonstrativo da depreciação acumulada do citado bem:

Período Depreciação Depreciação Acumulada

1º.3.2008 a 31.12.2008 R$10.500,00 R$10.500,00


1º.1.2009 a 31.12.2009 R$12.600,00 R$23.100,00
1º.1.2010 a 31.12.2010 R$12.600,00 R$35.700,00
1º.1.2011 a 31.12.2011 R$12.600,00 R$48.300,00

Em 31.12.2011, o veículo foi vendido por R$60.000,00.

Após o registro da depreciação, o resultado da operação foi de um lucro


de:

a) R$36.300,00.
b) R$38.400,00.
c) R$48.900,00.
d) R$51.000,00.

Comentários:

Valor de aquisição 72.000,00


(-) Depreciação acumulada (48.300,00)
Valor contábil 23.700,00

Venda 60.000,00
(-) Valor contábil (23.700,00)
Lucro 36.300,00

Gabarito  A.

21) (FBC/Técnico em Contabilidade/2012) Uma indústria,


constituída na forma de sociedade de capital aberto, adquiriu um terreno
com o objetivo de construir no futuro uma nova unidade fabril.

Assinale a opção que apresenta a norma que é aplicável ao terreno


descrito.

a) NBC TG 04 – Ativo Intangível.


b) NBC TG 16 – Estoques.
c) NBC TG 27 – Ativo Imobilizado.
d) NBC TG 28 – Propriedade para Investimento

Comentários:

Ativo imobilizado é o item tangível que:

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(a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou


serviços, para aluguel a outros, ou para fins administrativos; e
(b) se espera utilizar por mais de um período.

A propriedade para investimento é utilizada para aluguel ou valorização, o


que não é o caso. Ela comprou o terreno para construir. Portanto, a
classificação correta é no ativo imobilizado.

Gabarito  C.

22) (FBC/Exame de Suficiência/2015/1) De acordo com a NBC TG


27 (R2) – Ativo Imobilizado, assinale a opção que apresenta os custos
diretamente atribuíveis a um ativo imobilizado.

a) Custos administrativos e custos de abertura de nova instalação.


b) Custos da transferência das atividades para novo local ou para nova
categoria de clientes.
c) Custos de instalação e montagem e custos de preparação do local.
d) Custos incorridos na introdução de novo produto ou serviço.

Comentários:

Conforme o Pronunciamento CPC 27 – Ativo Imobilizado:

16. O custo de um item do ativo imobilizado compreende:

(a) seu preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e


impostos não recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os
descontos comerciais e abatimentos;
(b) quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no
local e condição necessárias para o mesmo ser capaz de funcionar da
forma pretendida pela administração;
(c) a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e
de restauração do local (sítio) no qual este está localizado. Tais custos
representam a obrigação em que a entidade incorre quando o item é
adquirido ou como consequência de usá-lo durante determinado período
para finalidades diferentes da produção de estoque durante esse período.

17. Exemplos de custos diretamente atribuíveis são:

(a) custos de benefícios aos empregados (tal como definidos no


Pronunciamento Técnico CPC 33 – Benefícios a Empregados) decorrentes
diretamente da construção ou aquisição de item do ativo imobilizado;
(b) custos de preparação do local;
(c) custos de frete e de manuseio (para recebimento e instalação);
(d) custos de instalação e montagem;

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(e) custos com testes para verificar se o ativo está funcionando


corretamente, após dedução das receitas líquidas provenientes da venda
de qualquer item produzido enquanto se coloca o ativo nesse local e
condição (tais como amostras produzidas quando se testa o
equipamento); e
(f) honorários profissionais.

Continuando...

19. Exemplos que não são custos de um item do ativo imobilizado são:

(a) custos de abertura de nova instalação;


(b) custos incorridos na introdução de novo produto ou serviço (incluindo
propaganda e atividades promocionais);
(c) custos da transferência das atividades para novo local ou para nova
categoria de clientes (incluindo custos de treinamento); e
(d) custos administrativos e outros custos indiretos.

Gabarito  C.

23) (FBC/Exame Suficiência/CFC/2016.2) Uma Sociedade


Empresária, no seu Balanço Patrimonial em 1º.1.2015, possui dois
terrenos, “A” e “B”, no valor contábil de R$38.400,00 e R$64.000,00,
respectivamente.

Em 31.12.2015, diante de um indicativo de perda, realizou testes de


recuperabilidade que lhe proporcionaram as seguintes conclusões:

- Se o terreno “A” fosse vendido, obter-se-ia um valor líquido das


despesas de venda de R$48.000,00 e, pelo uso, poderia gerar benefícios
econômicos no valor de R$32.000,00.
- Se o terreno “B” fosse vendido, obter-se-ia um valor líquido das
despesas de venda de R$57.600,00 e, pelo uso, poderia gerar benefícios
econômicos no valor de R$51.200,00.

O Ativo Imobilizado dessa Sociedade Empresária é composto apenas por


essas duas Unidades Geradoras de Caixa.

Considerando-se os dados apresentados e a NBC TG 01 (R3) – REDUÇÃO


AO VALOR RECUPERÁVEL DE ATIVOS, o Valor Contábil do Ativo
Imobilizado a ser apresentado no Balanço Patrimonial em 31.12.2015 é
de:

a) R$83.200,00.
b) R$96.000,00.
c) R$102.400,00.
d) R$105.600,00.

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Comentários:

No teste de recuperabilidade, aplicado a ativos imobilizados e intangíveis,


conforme artigo 183, parágrafo terceiro da Lei 6.404/76 e CPC 01, em
síntese, temos de comparar o valor contábil com o valor recuperável.

O valor recuperável é o maior entre o valor justo líquido de despesa de


venda e o valor em uso.

Valor contábil > Valor recuperável  Perda reconhecida no


resultado.
Valor recuperável > Valor contábil  Nada há que ser feito.

Terreno A

Valor contábil 38.400,00

Valor em uso 32.000,00


Valor de venda 48.000,00 (valor recuperável)
Nada há que ser feito, portanto.

Terreno B

Valor contábil 64.000,00

Valor em uso 51.200,00


Valor de venda 57.600,00 (valor recuperável)

Redução do valor ativo para R$ 57.600,00, já que esse é o valor


máximo que será recuperado. A empresa reconhece uma perda no
resultado da ordem de R$ 6.400,00.

D – Ajuste com perda por recuperabilidade (despesa) 6.400,00


C – Ajuste – red. valor recuperável (ret. ativo) 6.400,00

No balanço, ficará assim:

Terreno A 38.400,00
Terreno B 64.000,00
(-) Ajuste (6.400,00)
Valor contábil 96.000,00

Gabarito  B.

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24) (FBC/Exame Suficiência/CFC/2016.2) Uma Sociedade


Empresária adota o Método de Depreciação Linear, de acordo com a NBC
TG 27 (R3) – ATIVO IMOBILIZADO.

As características do Ativo Imobilizado da empresa estão apresentadas a


seguir:

- Valor de compra R$1.600.000,00


- Vida útil 20 anos
- Valor residual R$160.000,00

Considerando-se os dados apresentados, a depreciação acumulada e o


valor contábil do Ativo Imobilizado ao final do quinto ano de
disponibilidade para uso são, respectivamente:

a) R$360.000,00 e R$1.240.000,00.
b) R$360.000,00 e R$1.600.000,00.
c) R$400.000,00 e R$1.200.0
d) R$400.000,00 e R$1.600.000,00.

Comentários:

Valor de compra 1.600.000,00


(-) Valor residual (160.000,00)
Valor depreciável 1.440.000,00

Depreciação anual = Valor depreciável/vida útil


Depreciação anual = 1.440.000,00/20 = 72.000,00/ano.

Ao final do 5º ano a depreciação acumulada será de:

R$ 72.000,00 x 5 = 360.000,00

No balanço ficará assim:

Valor de aquisição 1.600.000,00


(-) Depreciação acumulada (360.000,00)
Valor contábil 1.240.000,00

Gabarito  A.

25) (FBC/Exame Suficiência/CFC/2016.2) Uma Sociedade


Empresária vendeu um imóvel de uso, à vista, por R$200.000,00.

Na data da venda, a composição do valor contábil de R$52.500,00 desse


imóvel era a seguinte:

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Com base nos dados informados, o resultado líquido obtido com a venda
do imóvel foi:

a) ganho de R$102.500,00.
b) ganho de R$147.500,00.
c) perda de R$150.000,00.
d) perda de R$300.000,00.

Comentários:

Questão muito tranquila.

Para saber o ganho obtido com o imóvel é só subtrair valor de venda –


valor contábil.

R$ 200.000,00 – R$ 52.500,00 = R$ 147.500,00 (ganho)

Gabarito  B.

26) (FBC/Exame de Suficiência/2015/1) Uma Sociedade


Empresária adquiriu um equipamento, por R$25.000,00, para uso em
suas atividades. Para deixá-lo em condições de uso, foi necessário gastar
mais R$1.500,00. O equipamento ficou pronto para uso no dia 2.1.2014, e
a empresa estima usar o equipamento por 5 anos. O valor residual é
estimado em R$2.500,00, para qualquer método de depreciação adotado.

A vida útil estimada do equipamento é de 12.000 horas.


O equipamento tem capacidade para produzir 8.000 unidades de produto.
O equipamento foi utilizado durante todo o ano de 2014; operou por
2.600 horas; e produziu 1.800 unidades.

Com base nos dados acima, é CORRETO afirmar que a despesa com
depreciação, no ano de 2014, foi de:

a) R$4.800,00, apurados com base no Método das Quotas Constantes.


b) R$5.416,67, apurados com base no Método das Horas de Produção.
c) R$5.962,50, apurados com base no Método das Unidades Produzidas.
d) R$7.500,00, apurados com base no Método da Soma dos Dígitos.

Comentários:

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Há vários métodos para se calcular a depreciação. Os mais usados são:

MÉTODO DA LINHA RETA OU LINEAR OU MÉTODO DAS QUOTAS


CONSTANTES:

Este é o método tradicional e o mais recorrente em provas. Dividimos o


valor depreciável pelo tempo de vida útil estimada. Se nada disser a
questão sobre um método específico, devemos utilizar o da linha reta.

Ex: Máquina com vida útil de 10 anos e valor depreciável de 100.000.


Depreciação anual = $ 100.000 / 10 anos = $ 10.000/ano.

Como calcular a depreciação pelo método da linha reta?

1) Pegue o valor de aquisição.


2) Encontre o valor residual. Se não falar nada, é igual a zero.
3) Faça a diferença entre o valor de aquisição e o valor residual e
encontraremos o chamado valor depreciável.
4) Encontre a vida útil (em meses ou anos, geralmente).
5) Divida o valor depreciável pela vida útil
6) Você encontrará o valor da depreciação anual.

Atenção! Se a questão der no enunciado uma vida útil e disser o prazo


que é aceito pelo fisco, utilize o prazo contábil. É este que vale, já que a
legislação fiscal, segundo a Lei 6.404/76, não tem o condão de alterar os
dispositivos da legislação contábil!

MÉTODO DA SOMA DOS DÍGITOS OU MÉTODO DE COLE:

Através deste método, somamos os dígitos da vida útil e dividimos cada


algarismo pela soma.

Por exemplo: Se temos em nossa empresa uma máquina cuja vida útil é
de 5 anos, tomaremos os seguintes procedimentos:

Somamos: 5 + 4 + 3 + 2 + 1 = 15.

Depreciação: Ano 1 = 5 / 15; ano 2 = 4/15; ano 3 = 3/15; ano 4 = 2/15


e ano 5 = 1/15.

Mas por que, professor?! Por que isso? Há uma justificativa técnica para
tal método: a de que a despesa de depreciação menor nos últimos anos é
compensada pelo aumento das despesas de manutenção. Ademais, o
declínio do valor do ativo é mais acentuado nos primeiros anos.

Vejam que a despesa de depreciação será decrescente. Começará maior e


terminará menor.

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Supondo um bem cujo valor depreciável é R$ 90.000,00.

Ano 1: 5/15 x 90.000 = 30.000,00


Ano 2: 4/15 x 90.000 = 24.000,00
Ano 3: 3/15 x 90.000 = 18.000,00
Ano 4: 2/15 x 90.000 = 12.000,00
Ano 5: 1/5 x 90.000 = 6.000,00
Total da depreciação = 90.000,00

Atenção, alunos! A ESAF já elaborou uma questão em que a depreciação


era calculada de acordo com o “Método de Cole crescente”, neste caso a
depreciação do ano 1 é 1/15, do ano 2 é 2/15, e assim por diante. Nunca
vimos registro desse tipo de questão por outra banca, mas fiquemos de
olho.

10.2.3 MÉTODO DE UNIDADES PRODUZIDAS

Por este método, estima-se a quantidade total de unidades que será


produzida. A depreciação é feita dividindo-se o total efetivamente
produzido pela capacidade total de produção.

Por exemplo, uma máquina custou 100.000 e com capacidade de


produção total, ao longo de toda a sua vida útil, de 1.000.000 de
unidades. No ano de X1, foram produzidas 80.000 unidades. Portanto, a
depreciação em X1 será:

(80.000 / 1.000.000) = 0,08 ou 8%.


Valor da depreciação em X1: $100.000 x 8% = $ 8.000,00.

Por último, resta o método das horas trabalhadas...

10.2.4 MÉTODO DAS HORAS DE TRABALHO:

É feito de forma semelhante ao método explicado anteriormente.


Inicialmente, estima-se o total de horas que determinado ativo vai
trabalhar, ao longo de sua vida útil.

E a depreciação é calculada dividindo-se as horas efetivamente


trabalhadas pelo total de horas.

Ex. Máquina com vida útil de 50.000 horas. Trabalhou 4.500 horas em X1.

Depreciação anual: 4.500 / 50.000 = 0,09 ou 9%.

Somente isso.

Gabarito A

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27) (FBC/Exame de Suficiência/2013/2) Uma sociedade empresária


adquiriu uma máquina por R$200.000,00 em 1º.4.2011. Foi instalada e
colocada em condições de funcionamento no dia 1º.7.2011. A vida útil é
de 20 anos, não há valor residual e a depreciação é calculada pelo método
linear.

Com base nessas informações, em dezembro de 2013, o bem terá sido


depreciado em:
a) 15%.
b) 13,75%.
c) 12,5%.
d) 10%.

Comentários:

A depreciação não começa a ser contabilizada no momento da aquisição


da máquina, mas partir do momento estiver pronta para uso, isto é,
01.07.2011. Portanto, a despesa de depreciação mensal será:

Valor de aquisição 200.000,00


Vida útil 20 anos
Valor residual 0
Valor depreciável (200.000 – 0) 200.000,00
Depreciação Anual (200.000/20) 10.000

Portanto, em 31.12.2013, 2,5 anos após a instalação, depreciação


acumulada será de 2,5 x 10.000 = R$ 25.000.

Em termos percentuais: 25.000/200.000 = 12,5%.

Gabarito C

28) (FBC/Exame de Suficiência/2015/1) Uma prefeitura adquiriu


dez ambulâncias, no valor total de R$660.000,00. Após um estudo,
decidiu-se por realizar a depreciação utilizando-se o Método da Soma dos
Dígitos na forma decrescente, pois esse método reflete o padrão em que
os benefícios econômicos futuros e o potencial de serviços dessas
ambulâncias serão consumidos pela prefeitura.

Informações:

- As ambulâncias entraram em operação imediatamente à sua chegada,


ocorrida no dia 2.1.2014.
- A vida útil dessas ambulâncias é de 4 (quatro) anos.
- Foi determinado um valor residual das 10 (dez) ambulâncias, em um
total de R$132.000,00.

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Com base nas informações acima, o Valor Líquido Contábil, ao final do


terceiro ano, será de:

a) R$475.200,00.
b) R$184.800,00.
c) R$132.000,00.
d) R$105.600,00.

Comentários:

Através deste Método das Soma dos Dígitos ou Método de Cole,


somamos os dígitos da vida útil e dividimos cada algarismo pela
soma.

Por exemplo: Se temos em nossa empresa uma máquina cuja vida útil é
de 5 anos, tomaremos os seguintes procedimentos:

Somamos: 5 + 4 + 3 + 2 + 1 = 15.

Depreciação: Ano 1 = 5 / 15; ano 2 = 4/15; ano 3 = 3/15; ano 4 = 2/15


e ano 5 = 1/15.

Mas por que, professor?! Por que isso? Há uma justificativa técnica para
tal método: a de que a despesa de depreciação menor nos últimos anos é
compensada pelo aumento das despesas de manutenção. Ademais, o
declínio do valor do ativo é mais acentuado nos primeiros anos.

Vejam que a despesa de depreciação será decrescente. Começará


maior e terminará menor.

Na questão apresentada, temos as seguintes informações:

Vida útil 4 anos


Soma dos dígitos: 4+3+2+1 = 10
Valor de aquisição 660.000,00
Valor residual 132.000,00
Valor depreciável (660.000 – 132.000) 528.000,00

Portanto, o cálculo da depreciação a cada ano será:

Ano 1: 4/10 x 528.000 = 211.200,00


Ano 2: 3/10 x 528.000 = 158.400,00
Ano 3: 2/10 x 528.000 = 105.600,00
Total da depreciação acumulada = 476.200,00

Valor Líquido Contábil = 660.000 – 476.200 =

Gabarito B

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29) (FBC/Exame de Suficiência/2015/2) Uma Sociedade


Empresária adquiriu, em 30.11.2014, uma máquina por R$39.000,00.
Para deixar a máquina em condição de funcionamento, foi necessária a
instalação, que foi feita pelo vendedor, sem custo adicional, em
31.12.2014. A vida útil da máquina foi estimada em 150 meses; e o valor
residual é de R$6.000,00. Para o cálculo da depreciação, foi adotado o
Método das Quotas Constantes.

Considerando-se os dados informados, o saldo da conta Depreciação


Acumulada, em 31.8.2015, é de:

a) R$1.760,00.
b) R$1.980,00.
c) R$2.080,00.
d) R$2.340,00.

Comentários:

Apesar de a data de aquisição da máquina ter sido em 30.11.2014, a


depreciação será contabilizada a partir do momento que o imobilizado
estiver pronto para uso, isto é, 31.12.2014. Agora podemos calcular a
depreciação acumulada em 31.08.2015.

Valor de aquisição 39.000,00


Vida útil 150 anos
Valor residual 6.000,00
Valor depreciável (39.000 – 6.000) 33.000,00
Depreciação mensal (33.000/150) 220,00

Portanto, em 31.08.2015, 8 meses após a instalação, depreciação


acumulada será de 8 x 220 = R$1.760,00.

Gabarito A

30) (FBC/Exame de Suficiência/2016/1) Um hotel adquiriu uma


caldeira para o aquecimento da água a ser consumida pelos hóspedes e
pagou por isso R$10.800,00 à vista. O fornecedor ficou responsável pela
entrega do produto. Para a instalação da referida caldeira, o hotel pagou
mais R$3.600,00. A caldeira tem vida útil estimada em 10 anos. O valor
residual é estimado em R$2.400,00. A caldeira ficou pronta para uso em
1º.8.2015. O hotel calcula a depreciação usando o Método Linear.

Com base nos dados informados, a despesa de depreciação da caldeira,


no mês de agosto de 2015, é de:
a) R$70,00.
b) R$100,00.
c) R$120,00.

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d) R$140,00.

Comentários:

Conforme determina o CPC - 27, o custo de instalação e montagem irá


integrar o custo do imobilizado:

Custo do ativo imobilizado (CPC 27)


Inclui Não inclui
Preço de aquisição + Imposto Importação +
Impostos não recuperáveis Descontos comerciais e abatimentos
Preparação do local Custos de abertura de nova instalação
Frete e manuseio por conta do comprador Frete por conta do vendedor
Instalação e montagem Propaganda e atividades promocionais
Testes Custos de treinamento
Honorários profissionais (engenheiros,
arquitetos, por exemplo) Transferência posterior (novo local)
Custos de desmontagem (futuro, traz a valor
presente) Custos administrativos
Custo de remoção (futuro, traz a valor
presente) Outros custos indiretos
Remoção, desmontagem de máquinas
Outros custos diretamente atribuíveis antigas

Valor pago R$ 10.800,00


Custo de instalação e montagem R$ 3.600,00
Custo do ativo imobilizado R$ 14.400,00

A depreciação começa a ser contabilizada a partir do momento que a


caldeira estiver pronta para uso, isto é, 01.08.2015. Portanto, a despesa
de depreciação mensal será:

Valor Contábil R$ 14.400,00


(-) Valor Residual R$ 2.400
= Valor Depreciável: R$ 12.000
Vida útil: 10 anos ou 120 meses.
Depreciação mensal: 12.000/120 = R$ 100,00.

Gabarito B

31) (FBC/Exame de Suficiência/2011/2) Uma empresa industrial


possui um Ativo Imobilizado cujo custo histórico é igual a R$50.000,00 e
cuja depreciação acumulada equivale a R$12.000,00. A empresa apurou,
para esse ativo, um valor justo líquido de despesas de venda de
R$10.000,00 e um valor em uso de R$20.000,00.

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Com base nos dados informados, considerando a NBC TG 01 – Redução ao


Valor Recuperável de Ativos –, o valor a ser registrado como perda por
desvalorização do Ativo Imobilizado será de:

a) R$18.000,00.
b) R$28.000,00.
c) R$30.000,00.
d) R$40.000,00.

Comentários:

O ativo imobilizado estava assim apresentado:

Ativo imobilizado 50.000,00


(-) Depreciação Acumulada (12.000,00)
= Valor contábil 38.000,00

Ao realizar o teste de recuperabilidade, encontramos:

Valor de uso: 20.000,00


Valor de venda: 10.000,00

Logo, o valor recuperável é de R$ 20.000,00

Visto que o ativo está avaliado pelo valor de R$ 38.000, portanto, por
valor MAIOR do que o recuperável, será registrado como perda por
desvalorização o valor de 38.000 – 20.000 = R$ 18.000

O ativo imobilizado, após o registro, ficará assim:

Ativo imobilizado 50.000,00


(-) Depreciação Acumulada (12.000,00)
(-) Ajuste ao valor recuperável (18.000)
= Valor contábil R$ 20.000

Gabarito A

32) (FBC/Exame de Suficiência/2011/2) Redução ao Valor


Recuperável de Ativos se aplica a todos os ativos a seguir, EXCETO a:

a) Ativo Intangível.
b) Estoque.
c) Imobilizado.
d) Investimento em Controlada.

Comentários:

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Segundo preconiza o CPC – 01:

Este Pronunciamento Técnico deve ser aplicado na contabilização de


ajuste para perdas por desvalorização de todos os ativos, exceto:

(a) estoques (ver Pronunciamento Técnico CPC 16(R1) – Estoques);


(b) ativos advindos de contratos de construção (ver Pronunciamento
Técnico CPC 17 – Contratos de Construção);
(c) ativos fiscais diferidos (ver Pronunciamento Técnico CPC 32 – Tributos
sobre o Lucro);
(d) ativos advindos de planos de benefícios a empregados (ver
Pronunciamento Técnico CPC 33 – Benefícios a Empregados);
(e) ativos financeiros que estejam dentro do alcance dos Pronunciamentos
Técnicos do CPC que disciplinam instrumentos financeiros;
(f) propriedade para investimento que seja mensurada ao valor justo (ver
Pronunciamento Técnico CPC 28 – Propriedade para Investimento);
(g) ativos biológicos relacionados à atividade agrícola dentro do alcance
do Pronunciamento Técnico CPC 29 – Ativo Biológico e Produto Agrícola
que sejam mensurados ao valor justo líquido de despesas de vender;
(Alterada pela Revisão CPC 08)
(h) custos de aquisição diferidos e ativos intangíveis advindos de direitos
contratuais de companhia de seguros contidos em contrato de seguro
dentro do alcance do Pronunciamento Técnico CPC 11 – Contratos de
Seguro; e
(i) ativos não circulantes (ou grupos de ativos disponíveis para venda)
classificados como mantidos para venda em consonância com o
Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo Não Circulante Mantido para
Venda e Operação Descontinuada.

Gabarito B

33) (FBC/Exame de Suficiência/Técnico/2011/2) Uma sociedade


adquiriu em 2.1.2010 um veículo para ser utilizado na sua atividade
operacional por R$70.000,00. Na data da aquisição, a empresa
apresentou estudo no qual demonstrou que a vida útil do veiculo é de 10
anos e que o valor justo líquido de despesa de venda no momento de sua
desativação, trazida a valor presente, será de R$10.000,00.

Em 31.12.2010, a empresa aplicou NBC TG 01 – Redução ao Valor


Recuperável de Ativos e apresentou estudo onde o valor recuperável deste
bem é de R$55.000,00.

O valor do Imobilizado, líquido da depreciação acumulada, em


31.12.2010, é de:

a) R$45.000,00.
b) R$54.000,00.

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c) R$55.000,00.
d) R$64.000,00.

Comentários:

Vamos começar pelo valor contábil. Para isso, precisamos calcular a


depreciação acumulada.

$ 70.000 / 10 anos = $ 7.000 por ano de depreciação.

De 2º de janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 2010 temos 1 ano,


portanto a depreciação acumulada é de:

$7.000 x 1 anos = $ 7.000

Valor contábil = $70.000 - $7.000 = $63.000

Agora o valor recuperável, que foi fornecido pela questão: R$ 55.000

Como o Valor Contábil é de $63.000 e o Valor Recuperável é $55.000, o


valor do ativo deve ser reduzido, será apresentado pelo valor de $55.000.

Se o Valor Recuperável fosse maior que o Valor Contábil, não haveria


necessidade de ajuste.

Gabarito C

34) (FBC/Exame de Suficiência/2012/2) Um item do imobilizado foi


registrado, ao custo de aquisição, por R$60.000,00 e tem depreciação
acumulada de R$12.000,00. As informações coletadas pela empresa
indicam:

Valor em uso R$47.000,00


Valor justo líquido da despesa de venda R$50.000,00

Com base nessas informações, é CORRETO afirmar que o valor


recuperável do ativo é de:

a) R$47.000,00, não sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste


ao valor recuperável.
b) R$47.000,00, sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao
valor recuperável negativo de R$1.000,00.
c) R$50.000,00, não sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao
valor recuperável.
d) R$50.000,00, sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao
valor recuperável positivo de R$3.000,00.

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Comentários:

O ativo imobilizado estava assim apresentado:

Ativo imobilizado 60.000,00


(-) Depreciação Acumulada (12.000,00)
= Valor contábil 48.000,00

Ao realizar o teste de recuperabilidade, encontramos:

Valor de uso: 47.000,00


Valor de venda: 50.000,00

Logo, o valor recuperável é de R$ 50.000,00

Como o ativo está avaliado pelo valor de R$ 48.000, portanto, por valor
menor do que o recuperável, não será necessário efetuar qualquer
ajuste.

Gabarito C

35) (FBC/Exame de Suficiência/2015/1) Assinale a opção que


apresenta apenas Ativos que podem ser objeto de Ajuste ao Valor
Recuperável, na forma estabelecida pela NBC TG 01 (R2) – Redução ao
Valor Recuperável de Ativos.

a) Estoques de Matéria-Prima, Bancos Conta Movimento, Marcas e


Patentes.
b) Imóveis de Uso, Duplicatas a Receber, Bancos Conta Movimento.
c) Marcas e Patentes, Imóveis de Uso, Móveis e Utensílios.
d) Móveis e Utensílios, Duplicatas a Receber, Estoques de Matéria-Prima.

Comentários:

Infelizmente, é necessário que saibamos o seguinte: o CPC 01 não se


aplica a:

CPC 01 - Não se aplica a:


Estoques
Ativos de contratos de construção
Ativos fiscais diferidos
Benefícios a empregados
Instrumentos financeiros
Propriedade para investimento mensurada ao valor
justo
Ativos biológicos ao valor justo
Contratos de seguro

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Ativos não circulantes mantido para venda

Portanto, por causa dos estoques e das duplicatas a receber (instrumentos


financeiros), a única opção correta é a “C”.

Gabarito C

36) (FBC/Exame de Suficiência/2015/2) Uma Sociedade Industrial,


ao analisar um determinado Ativo Imobilizado, identificou as seguintes
evidências, em 31.12.2014:

Informações:
Valor líquido de venda R$2.040.000,00
Valor em uso R$2.000.000,00
Saldos contábeis:
Valor contábil bruto - custo de aquisição R$3.200.000,00
Depreciações acumuladas R$800.000,00
Perda estimada em valor não recuperável R$240.000,00

De acordo com a NBC TG 27 (R2) – Ativo Imobilizado, a perda por


redução ao valor recuperável complementar a ser reconhecida no
resultado, ao final do período de 2014, é de:

a) R$120.000,00.
b) R$240.000,00.
c) R$1.040.000,00.
d) R$1.200.000,00.

Comentários:

O ativo imobilizado, após o reconhecimento da perda por teste de


recuperabilidade, estava assim apresentado:

Ativo imobilizado 3.200.000,00


(-) Depreciação Acumulada (800.000,00)
(-) Ajuste ao valor recuperável (240.000)
= Valor contábil 2.160.000,00

No ano de 2014, ao realizar o teste de recuperabilidade, encontramos:

Valor de uso: 2.000.000,00


Valor de venda: 2.040.000,00

Logo, o valor recuperável é de R$ 2.040.000,00.

Como o ativo está avaliado pelo valor de R$ 2.160.000,00, podemos dizer


que não recuperaremos deste montante o total de R$ 120.000,00

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(2.160.000,00 – 2.040.000,00), sendo este, pois, o valor que devemos


lançar no resultado como perda por redução ao valor recuperável.

O ativo imobilizado, após o registro, ficará assim:

Ativo imobilizado 3.200.000,00


(-) Depreciação Acumulada (800.000,00)
(-) Ajuste ao valor recuperável (360.000)
= Valor contábil 2.040.000,00

Gabarito A

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23 QUESTÕES APRESENTADAS EM AULA

1) (CONSULPLAN/Pref.Ibiraçu/Contabilidade/2015) Na
elaboração do balanço patrimonial, entre outros, tem se o ativo
imobilizado que é formado pelo conjunto de bens necessários à
manutenção das atividades da empresa, caracterizados por apresentar se
na forma tangível.

Assinale a alternativa que apresenta apenas contas do ativo imobilizado.

A) Imóveis, máquinas, terrenos e ferramentas.


B) Imóveis, direitos autorais, estoques e veículos.
C) Imóveis, veículos, aeronaves, terrenos e marcas e patentes.
D) Imóveis, veículos, aeronaves, terrenos e estoque de mercadorias.

2) (CONSULPLAN/Pref.Natividade/Tec.Contabilidade/2014) Um
determinado contador foi contratado para realizar o inventário de uma
empresa a ser liquidada. Em seus relatórios, apontou que a entidade
possuía um Ativo Imobilizado no valor de R$ 18.000,00. É exemplo de um
bem do Ativo Imobilizado a conta:

a) Estoque.
b) Móveis e utensílios.
c) Material de expediente.
d) Banco conta movimento.

3) (CONSULPLAN/Pref. Barra Velha/Contabilidade/2012) Em


relação ao Grupo do Ativo Imobilizado NÃO é correto afirmar que

a) é formado por ativo tangível, que é mantido para uso na produção ou


fornecimento de mercadorias ou serviços, para aluguel a outros, ou para
fins administrativos.
b) espera utilizar o ativo tangível por mais de um ano.
c) o ativo não precisa necessariamente pertencer à entidade do ponto de
vista jurídico para ser reconhecido.
d) a entidade deverá reconhecer o ativo no seu balanço, se for provável
que futuros benefícios econômicos sejam produzidos por esse ativo.
e) o ativo incorpóreo é também reconhecido nesse grupo.

4) (CONSULPLAN/Pref.Sertaneja)/Contabilidade/2010) “Uma
determinada empresa de transporte possuía no Ativo Imobilizado um
ônibus, cujo valor contábil líquido era de R$80.000,00. O referido veículo
sofreu um acidente com perda total e não havia seguro contra acidente.
Essa empresa havia comprado esse veículo através de financiamento e
ainda devia ao banco R$30.000,00, relativos a essa aquisição.”

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O efeito contábil desse acontecimento no Balanço Patrimonial da empresa


é redução no:

a) Ativo e no Patrimônio Líquido de R$30.000,00.


b) Ativo e no Patrimônio Líquido de R$80.000,00.
c) Ativo e no Passivo de R$50.000,00.
d) Passivo e no Ativo de R$30.000,00.
e) Passivo e no Patrimônio Líquido de R$80.000,00

5) (CONSULPLAN/Pref.São. Leopoldo/Tec. Contabilidade/2010)


O art. 183, da Lei nº. 6404/1976, refere-se à exaustão, que é mencionada
como corresponder a perda de valor decorrente da sua exploração, de
direitos, cujo objeto seja recursos minerais ou florestais, ou bens
aplicados na sua exploração.

Dessa forma, quando a citada lei refere-se à exaustão, o(s) grupo(s) do


ativo mencionado é(são):

a) Ativo circulante.
b) Ativo realizável a longo prazo.
c) Ativo imobilizado.
d) Ativo investimentos e ativo imobilizado.
e) Ativo investimentos, ativo imobilizado e ativo diferido.

6) (CONSULPLAN/Pref.São. Leopoldo/Tec. Contabilidade/2010)


O método de depreciação em que o valor desta é diretamente
proporcional ao tempo decorrido na utilização do bem depreciado é:

a) Método de Cole.
b) Método da Soma dos Dígitos.
c) Método da Quantidade Produzida.
d) Método das Quotas Constantes.
e) Método Exponencial

7) (CONSULPLAN/COFEN/Contabilidade/2011) A depreciação é
um procedimento que afeta:

a) Parte do Intangível.
b) Todo o Ativo Não Circulante.
c) Todo o Ativo Não Circulante Diferido.
d) Todo o Ativo Imobilizado Tangível.
e) Parte do Ativo Imobilizado Tangível.

8) (CONSULPLAN/Pref.Cascavel/Analista.Trib/2014) Uma
empresa adquiriu um equipamento por R$ 660.000,00, cuja vida útil é
estimada em 10 anos. Considerando que o valor residual do equipamento
é R$ 60.000,00, qual será o valor mensal da depreciação utilizando se o
Método da Depreciação Linear ou das Quotas Constantes?

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a) R$ 5.000,00.
b) R$ 5.500,00.
c) R$ 6.000,00.
d) R$ 60.000,00.
e) R$ 66.000,00.

9) (CONSULPLAN/TSE/Contabilidade/2012) Um veículo foi


adquirido no dia 1º de julho de 2010 pelo valor de R$ 65.000,00. O
veículo terá vida útil estimada em mais 5 anos e valor residual de R$
14.000,00.
No momento da compra, a empresa adquirente incorreu em gastos de R$
3.200,00 com frete e R$ 1.600,00 para transporte do veículo até o seu
estabelecimento.
Além disso, a empresa irá quitar o IPVA atrasado de R$ 6.000,00, que não
havia sido pago pelo antigo dono no ano anterior. De acordo com as
informações, o valor de depreciação do veículo no ano de 2010,
corresponde a

a) R$ 5.100,00.
b) R$ 5.580,00.
c) R$ 6.180,00.
d) R$ 7.580,00.

10) (CONSULPLAN/CISAMAPI/Contabilidade/2011) Considerando


as contas patrimoniais a seguir, extraídas do balanço patrimonial de uma
empresa, responda à questão a seguir.

Móveis e Utensílios R$ 2.320,00


Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa R$ 1.200,00
Impostos a Recuperar R$ 1.035,00
Cientes R$ 3.000,00
Depreciações Acumuladas R$ 510,00
Terrenos R$ 8.000,00
Obrigações Tributárias R$ 1.230,00
Fornecedores R$ 6.500,00
Financiamentos R$ 3.400,00
Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas R$ 2.500,00

O total do Ativo Imobilizado é de

a) R$ 8.000,00
b) R$ 9.810,00
c) R$ 10.830,00
d) R$ 10.310,00
e) R$ 7.490,00

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11) (CONSULPLAN/TRF-2/Contabilidade/2017) “A empresa Bit


Ltda., que tem como atividade fim exclusiva a fabricação de celulares e
está situada em uma pequena cidade, tinha um imóvel registrado em seu
ativo não circulante, imobilizado, com valor líquido (já descontando
depreciação) de R$ 500.000,00. A venda foi realizada com recebimento a
vista no valor de R$ 550.000,00.” O registro contábil da operação
ocasionou, segundo a Resolução CFC nº 1.374/2011,

a) um aumento no ativo.
b) um aumento na receita.
c) um aumento no passivo.
d) um aumento na despesa.

12) (FBC/Exame de Suficiência/2014/1) Uma sociedade empresária


possui um bem que consta no seu imobilizado, em 31.12.2013, composto
pelos seguintes valores:

Custo de Aquisição R$ 80.000,00


(-) Depreciação Acumulada R$ 20.000,00
(-) Perda Estimada por Redução ao Valor Recuperável R$5.000,00

Em 2.1.2014, o bem foi vendido à vista por R$54.000,00.

O resultado apurado nesta operação é uma perda de:

a) R$1.000,00.
b) R$6.000,00.
c) R$21.000,00.
d) R$26.000,00.

13) (FBC/Exame de Suficiência/2014/1) De acordo com a NBC TG


27 (R1) – Imobilizado, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou
Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA.

I. A depreciação é reconhecida mesmo que o valor justo do ativo exceda o


seu valor contábil, desde que o valor residual do ativo não exceda o seu
valor contábil.
II. A reparação e a manutenção de um ativo evitam a necessidade de
depreciá-lo.
III. O valor depreciável de um ativo deve ser apropriado de forma
sistemática ao longo da sua vida útil estimada.
IV. O valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo menos ao
final de cada exercício e, se as expectativas diferirem das estimativas
anteriores, a mudança deve ser contabilizada como retificação de erro de
período anterior.

A sequência correta é:

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a) F, F, V, V.
b) F, V, F, V.
c) V, F, V, F.
d) V, V, F, F.

14) (FBC/Exame de Suficiência/2012/1) Não integram o custo de


aquisição dos bens do Ativo Imobilizado:

a) Os custos com testes para verificar se o ativo está funcionando


corretamente e os custos com honorários profissionais.
b) Os custos de abertura de novas instalações, os custos incorridos na
introdução de novo produto ou serviço e os custos da transferência das
atividades para novo local ou para nova categoria de clientes.
c) Os custos de benefícios aos empregados decorrentes diretamente da
construção ou aquisição de item do ativo imobilizado e os custos de
preparação do local.
d) Os custos de frete e de manuseio e os custos necessários para
instalação e montagem.

15) (FBC/Exame de Suficiência/2012/1) Com relação à


determinação da vida útil de um ativo imobilizado, analise os fatores
descritos nos itens abaixo e, em seguida, assinale a opção CORRETA.

I. Uso esperado do ativo que é avaliado com base na capacidade ou


produção física esperadas do ativo.
II. Desgaste físico normal esperado, que depende de fatores operacionais,
tais como o número de turnos durante os quais o ativo será usado, o
programa de reparos e manutenção, bem como, o cuidado e a
manutenção do ativo enquanto estiver ocioso.
III. Prazos de vida útil divulgados pela Receita Federal do Brasil.
IV. Obsolescência técnica ou comercial proveniente de mudanças ou
melhorias na produção, ou de mudança na demanda do mercado para o
produto ou serviço derivado do ativo.

V. Limites legais ou semelhantes no uso do ativo, tais como as datas de


término dos contratos de arrendamento mercantil relativos ao ativo.

De acordo com a NBC TG 27 – Ativo Imobilizado, são fatores a serem


considerados na determinação da vida útil de um ativo imobilizado para
fins de apuração do montante da depreciação aqueles apresentados nos
itens:

a) I, II e III, apenas.
b) I, II, e IV, apenas.
c) I, II, III, IV e V.
d) I, II, IV e V, apenas.

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16) (FBC/Exame de Suficiência/2012/2) Em relação ao valor


depreciável e ao período de depreciação, conforme a NBC TG 27 – Ativo
Imobilizado, é incorreto afirmar que:

a) a depreciação é reconhecida mesmo que o valor justo do ativo exceda


o seu valor contábil, desde que o valor residual do ativo não exceda o seu
valor contábil. A reparação e a manutenção de um ativo não evitam a
necessidade de depreciá-lo.
b) a obsolescência técnica ou comercial proveniente de mudanças ou as
melhorias na produção, ou a mudança na demanda do mercado para o
produto ou o serviço derivado do ativo não são considerados na
determinação de vida útil de um ativo.
c) o desgaste físico normal esperado, que depende de fatores, como o
número de turnos durante os quais o ativo será usado e o programa de
reparos e manutenção, são considerados na determinação de vida útil de
um ativo.
d) o valor residual de um ativo pode aumentar. A despesa de depreciação
será zero enquanto o valor residual subsequente for igual ou superior ao
seu valor contábil.

17) (FBC/Exame de Suficiência/2013/1) Uma sociedade apresentou


a composição dos seguintes saldos de um item do Ativo Imobilizado em
30.11.2012:

Veículos R$ 200.000,00
(−) Depreciação Acumulada (R$15.000,00)
(−) Perda por Desvalorização (R$30.000,00)
Saldo em 30.11.2012 R$155.000,00

No mês de dezembro de 2012, a empresa vendeu este item, a prazo, por


R$176.000,00, para recebimento em uma única parcela, com vencimento
em 15 meses e com juros embutidos na transação de 10% no mesmo
período.

Desconsiderando a incidência de tributo sobre esta transação, o


lançamento da venda e baixa do item provocará um impacto líquido nas
contas de resultado de:

a) R$5.000,00, positivo.
b) R$9.000,00, negativo.
c) R$21.000,00, positivo.
d) R$25.000,00, negativo.

18) (FBC/Exame de Suficiência/2013/1) O Ativo Imobilizado de


uma determinada repartição pública estava assim constituído em
31.12.2011:

Custo de Valor Depreciação


Itens Vida útil
Aquisição Residual Acumulada

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Veículos R$ 60.000,00 4 anos R$ 12.000,00 R$ 36.000,00


Máquinas e Equipamentos R$ 150.000,00 10 anos R$ 20.000,00 R$ 39.000,00
Móveis e Utensílios R$ 20.000,00 10 anos R$ 2.000,00 R$ 5.400,00
Instalações R$ 150.000,00 15 anos R$ 15.000,00 R$ 27.000,00
Total R$ 380.000,00 R$ 107.400,00

No decorrer do ano de 2012, não houve novas aquisições e nem baixas e


não foram alterados os critérios de vida útil e valor residual.

Considerando as informações fornecidas, o valor contábil do Ativo


Imobilizado apresentado no Balanço Patrimonial em 31.12.2012 é de:

a) R$143.200,00.
b) R$230.600,00.
c) R$236.800,00.
d) R$239.500,00.

19) (FBC/Exame de Suficiência/2013/1) Uma sociedade empresária


adquiriu dois terrenos por R$50.000,00 cada um. Na transação, a
sociedade emitiu cheque de 20% e aceitou uma duplicata do restante da
dívida com vencimento para o fim do mês da operação.

No dia seguinte, a empresa aceitou vender um desses terrenos por


R$60.000,00, recebendo apenas um cheque de 40% e a promessa de
receber o restante em 45 dias.

Contabilizando-se as operações de aquisição, venda e baixa do imobilizado


indicadas, sem levar em conta quaisquer implicações de ordem tributária
e sem ajustes a valor presente, o ativo da empresa aumentará em:

a) R$10.000,00.
b) R$40.000,00.
c) R$90.000,00.
d) R$110.000,00.

20) (FBC/Exame de Suficiência/2012/2) Uma sociedade empresária


adquiriu um veículo em 1º.3.2008 por R$72.000,00, sendo estimado o
seu valor residual em R$9.000,00 e a vida útil em cinco anos. Diante
disso, o setor de Contabilidade efetuou, anualmente, todos os registros
contábeis relativos às despesas de depreciação, elaborando o seguinte
quadro demonstrativo da depreciação acumulada do citado bem:

Período Depreciação Depreciação Acumulada

1º.3.2008 a 31.12.2008 R$10.500,00 R$10.500,00


1º.1.2009 a 31.12.2009 R$12.600,00 R$23.100,00
1º.1.2010 a 31.12.2010 R$12.600,00 R$35.700,00
1º.1.2011 a 31.12.2011 R$12.600,00 R$48.300,00

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Em 31.12.2011, o veículo foi vendido por R$60.000,00.

Após o registro da depreciação, o resultado da operação foi de um lucro


de:

a) R$36.300,00.
b) R$38.400,00.
c) R$48.900,00.
d) R$51.000,00.

21) (FBC/Técnico em Contabilidade/2012) Uma indústria,


constituída na forma de sociedade de capital aberto, adquiriu um terreno
com o objetivo de construir no futuro uma nova unidade fabril.

Assinale a opção que apresenta a norma que é aplicável ao terreno


descrito.

a) NBC TG 04 – Ativo Intangível.


b) NBC TG 16 – Estoques.
c) NBC TG 27 – Ativo Imobilizado.
d) NBC TG 28 – Propriedade para Investimento

22) (FBC/Exame de Suficiência/2015/1) De acordo com a NBC TG


27 (R2) – Ativo Imobilizado, assinale a opção que apresenta os custos
diretamente atribuíveis a um ativo imobilizado.

a) Custos administrativos e custos de abertura de nova instalação.


b) Custos da transferência das atividades para novo local ou para nova
categoria de clientes.
c) Custos de instalação e montagem e custos de preparação do local.
d) Custos incorridos na introdução de novo produto ou serviço.

23) (FBC/Exame Suficiência/CFC/2016.2) Uma Sociedade


Empresária, no seu Balanço Patrimonial em 1º.1.2015, possui dois
terrenos, “A” e “B”, no valor contábil de R$38.400,00 e R$64.000,00,
respectivamente.

Em 31.12.2015, diante de um indicativo de perda, realizou testes de


recuperabilidade que lhe proporcionaram as seguintes conclusões:

- Se o terreno “A” fosse vendido, obter-se-ia um valor líquido das


despesas de venda de R$48.000,00 e, pelo uso, poderia gerar benefícios
econômicos no valor de R$32.000,00.
- Se o terreno “B” fosse vendido, obter-se-ia um valor líquido das
despesas de venda de R$57.600,00 e, pelo uso, poderia gerar benefícios
econômicos no valor de R$51.200,00.

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O Ativo Imobilizado dessa Sociedade Empresária é composto apenas por


essas duas Unidades Geradoras de Caixa.

Considerando-se os dados apresentados e a NBC TG 01 (R3) – REDUÇÃO


AO VALOR RECUPERÁVEL DE ATIVOS, o Valor Contábil do Ativo
Imobilizado a ser apresentado no Balanço Patrimonial em 31.12.2015 é
de:

a) R$83.200,00.
b) R$96.000,00.
c) R$102.400,00.
d) R$105.600,00.

24) (FBC/Exame Suficiência/CFC/2016.2) Uma Sociedade


Empresária adota o Método de Depreciação Linear, de acordo com a NBC
TG 27 (R3) – ATIVO IMOBILIZADO.

As características do Ativo Imobilizado da empresa estão apresentadas a


seguir:

- Valor de compra R$1.600.000,00


- Vida útil 20 anos
- Valor residual R$160.000,00

Considerando-se os dados apresentados, a depreciação acumulada e o


valor contábil do Ativo Imobilizado ao final do quinto ano de
disponibilidade para uso são, respectivamente:

a) R$360.000,00 e R$1.240.000,00.
b) R$360.000,00 e R$1.600.000,00.
c) R$400.000,00 e R$1.200.0
d) R$400.000,00 e R$1.600.000,00.

25) (FBC/Exame Suficiência/CFC/2016.2) Uma Sociedade


Empresária vendeu um imóvel de uso, à vista, por R$200.000,00.

Na data da venda, a composição do valor contábil de R$52.500,00 desse


imóvel era a seguinte:

Com base nos dados informados, o resultado líquido obtido com a venda
do imóvel foi:

a) ganho de R$102.500,00.

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b) ganho de R$147.500,00.
c) perda de R$150.000,00.
d) perda de R$300.000,00.
d) perda de R$300.000,00.

26) (FBC/Exame de Suficiência/2015/1) Uma Sociedade


Empresária adquiriu um equipamento, por R$25.000,00, para uso em
suas atividades. Para deixá-lo em condições de uso, foi necessário gastar
mais R$1.500,00. O equipamento ficou pronto para uso no dia 2.1.2014, e
a empresa estima usar o equipamento por 5 anos. O valor residual é
estimado em R$2.500,00, para qualquer método de depreciação adotado.

A vida útil estimada do equipamento é de 12.000 horas.


O equipamento tem capacidade para produzir 8.000 unidades de produto.
O equipamento foi utilizado durante todo o ano de 2014; operou por
2.600 horas; e produziu 1.800 unidades.

Com base nos dados acima, é CORRETO afirmar que a despesa com
depreciação, no ano de 2014, foi de:

a) R$4.800,00, apurados com base no Método das Quotas Constantes.


b) R$5.416,67, apurados com base no Método das Horas de Produção.
c) R$5.962,50, apurados com base no Método das Unidades Produzidas.
d) R$7.500,00, apurados com base no Método da Soma dos Dígitos.

27) (FBC/Exame de Suficiência/2013/2) Uma sociedade empresária


adquiriu uma máquina por R$200.000,00 em 1º.4.2011. Foi instalada e
colocada em condições de funcionamento no dia 1º.7.2011. A vida útil é
de 20 anos, não há valor residual e a depreciação é calculada pelo método
linear.

Com base nessas informações, em dezembro de 2013, o bem terá sido


depreciado em:
a) 15%.
b) 13,75%.
c) 12,5%.
d) 10%.

28) (FBC/Exame de Suficiência/2015/1) Uma prefeitura adquiriu


dez ambulâncias, no valor total de R$660.000,00. Após um estudo,
decidiu-se por realizar a depreciação utilizando-se o Método da Soma dos
Dígitos na forma decrescente, pois esse método reflete o padrão em que
os benefícios econômicos futuros e o potencial de serviços dessas
ambulâncias serão consumidos pela prefeitura.

Informações:

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- As ambulâncias entraram em operação imediatamente à sua chegada,


ocorrida no dia 2.1.2014.
- A vida útil dessas ambulâncias é de 4 (quatro) anos.
- Foi determinado um valor residual das 10 (dez) ambulâncias, em um
total de R$132.000,00.

Com base nas informações acima, o Valor Líquido Contábil, ao final do


terceiro ano, será de:

a) R$475.200,00.
b) R$184.800,00.
c) R$132.000,00.
d) R$105.600,00.

29) (FBC/Exame de Suficiência/2015/2) Uma Sociedade


Empresária adquiriu, em 30.11.2014, uma máquina por R$39.000,00.
Para deixar a máquina em condição de funcionamento, foi necessária a
instalação, que foi feita pelo vendedor, sem custo adicional, em
31.12.2014. A vida útil da máquina foi estimada em 150 meses; e o valor
residual é de R$6.000,00. Para o cálculo da depreciação, foi adotado o
Método das Quotas Constantes.

Considerando-se os dados informados, o saldo da conta Depreciação


Acumulada, em 31.8.2015, é de:

a) R$1.760,00.
b) R$1.980,00.
c) R$2.080,00.
d) R$2.340,00.

30) (FBC/Exame de Suficiência/2016/1) Um hotel adquiriu uma


caldeira para o aquecimento da água a ser consumida pelos hóspedes e
pagou por isso R$10.800,00 à vista. O fornecedor ficou responsável pela
entrega do produto. Para a instalação da referida caldeira, o hotel pagou
mais R$3.600,00. A caldeira tem vida útil estimada em 10 anos. O valor
residual é estimado em R$2.400,00. A caldeira ficou pronta para uso em
1º.8.2015. O hotel calcula a depreciação usando o Método Linear.

Com base nos dados informados, a despesa de depreciação da caldeira,


no mês de agosto de 2015, é de:
a) R$70,00.
b) R$100,00.
c) R$120,00.
d) R$140,00.

31) (FBC/Exame de Suficiência/2011/2) Uma empresa industrial


possui um Ativo Imobilizado cujo custo histórico é igual a R$50.000,00 e
cuja depreciação acumulada equivale a R$12.000,00. A empresa apurou,

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para esse ativo, um valor justo líquido de despesas de venda de


R$10.000,00 e um valor em uso de R$20.000,00.

Com base nos dados informados, considerando a NBC TG 01 – Redução ao


Valor Recuperável de Ativos –, o valor a ser registrado como perda por
desvalorização do Ativo Imobilizado será de:

a) R$18.000,00.
b) R$28.000,00.
c) R$30.000,00.
d) R$40.000,00.

32) (FBC/Exame de Suficiência/2011/2) Redução ao Valor


Recuperável de Ativos se aplica a todos os ativos a seguir, EXCETO a:

a) Ativo Intangível.
b) Estoque.
c) Imobilizado.
d) Investimento em Controlada.

33) (FBC/Exame de Suficiência/Técnico/2011/2) Uma sociedade


adquiriu em 2.1.2010 um veículo para ser utilizado na sua atividade
operacional por R$70.000,00. Na data da aquisição, a empresa
apresentou estudo no qual demonstrou que a vida útil do veiculo é de 10
anos e que o valor justo líquido de despesa de venda no momento de sua
desativação, trazida a valor presente, será de R$10.000,00.

Em 31.12.2010, a empresa aplicou NBC TG 01 – Redução ao Valor


Recuperável de Ativos e apresentou estudo onde o valor recuperável deste
bem é de R$55.000,00.

O valor do Imobilizado, líquido da depreciação acumulada, em


31.12.2010, é de:

a) R$45.000,00.
b) R$54.000,00.
c) R$55.000,00.
d) R$64.000,00.

34) (FBC/Exame de Suficiência/2012/2) Um item do imobilizado foi


registrado, ao custo de aquisição, por R$60.000,00 e tem depreciação
acumulada de R$12.000,00. As informações coletadas pela empresa
indicam:

Valor em uso R$47.000,00


Valor justo líquido da despesa de venda R$50.000,00

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Com base nessas informações, é CORRETO afirmar que o valor


recuperável do ativo é de:

a) R$47.000,00, não sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste


ao valor recuperável.
b) R$47.000,00, sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao
valor recuperável negativo de R$1.000,00.
c) R$50.000,00, não sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao
valor recuperável.
d) R$50.000,00, sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao
valor recuperável positivo de R$3.000,00.

35) (FBC/Exame de Suficiência/2015/1) Assinale a opção que


apresenta apenas Ativos que podem ser objeto de Ajuste ao Valor
Recuperável, na forma estabelecida pela NBC TG 01 (R2) – Redução ao
Valor Recuperável de Ativos.

a) Estoques de Matéria-Prima, Bancos Conta Movimento, Marcas e


Patentes.
b) Imóveis de Uso, Duplicatas a Receber, Bancos Conta Movimento.
c) Marcas e Patentes, Imóveis de Uso, Móveis e Utensílios.
d) Móveis e Utensílios, Duplicatas a Receber, Estoques de Matéria-Prima.

36) (FBC/Exame de Suficiência/2015/2) Uma Sociedade Industrial,


ao analisar um determinado Ativo Imobilizado, identificou as seguintes
evidências, em 31.12.2014:

Informações:
Valor líquido de venda R$2.040.000,00
Valor em uso R$2.000.000,00
Saldos contábeis:
Valor contábil bruto - custo de aquisição R$3.200.000,00
Depreciações acumuladas R$800.000,00
Perda estimada em valor não recuperável R$240.000,00

De acordo com a NBC TG 27 (R2) – Ativo Imobilizado, a perda por


redução ao valor recuperável complementar a ser reconhecida no
resultado, ao final do período de 2014, é de:

a) R$120.000,00.
b) R$240.000,00.
c) R$1.040.000,00.
d) R$1.200.000,00.

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24 GABARITO DAS QUESTÕES APRESENTADAS

QUESTÃO GABARITO QUESTÃO GABARITO


1 A 26 A
2 B 27 C
3 E 28 B
4 B 29 A
5 C 30 B
6 D 31 A
7 E 32 B
8 A 33 C
9 C 34 C
10 B 35 C
11 Anulada 36 A
12 A
13 C
14 B
15 D
16 B
17 A
18 C
19 C
20 A
21 C
22 C
23 B
24 A
25 B

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