ISSN: 2178-9010
DOI:
http://doi.org/10.7769/gesec.v15i5. 3715
“Campanha Setembro Amarelo”: relato de experiência todos contra o
suicídio
"Yellow September campaign": experience report all against suicide
"Campaña Septiembre Amarillo": informe de experiencia todos contra el
suicídio
Michelle Firmino Guimarães1
Marinete Lourenço Mota2
Ingrid Olímpio Castelo Branco Castro3
Miria Benincasa4
Resumo
O tema suicídio é frequente em clínicas médicas psiquiátricas e psicológicas, se constituindo
em uma epidemia silenciosa em todo o globo. A Campanha Setembro Amarelo visa estimular
a divulgação do tema, buscando prevenir novos casos Em um momento no qual o mundo
celebra a conquista de uma redução de 20% nas taxas de suicídio ao longo dos últimos 22
anos (OMS, 2023), o Brasil, infelizmente, enfrenta uma realidade contrastante, com
preocupante aumento de 25% no mesmo período. Este projeto Campanha Setembro Amarelo:
todos contra o suicídio - desenvolvido no Instituto de Natureza e Cultura (INC/UFAM) como
ação de enfrentamento ao suicídio principalmente entre os discentes indígenas, teve como
objetivos: desenvolver atividades de prevenção e sensibilização do suicídio através de Plantão
Psicológico, garantindo atenção psicológica por meio do encontro face a face, escuta
qualificada. Trata-se de um relato de experiência, cujo método teve como aporte a
1
Doutoranda em Psicologia da Saúde pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Universidade
Federal do Amazonas (UFAM). Benjamin Constant, Amazonas, Brasil. E-mail: psicologiainc@ufam.edu.br
Orcid: https://orcid.org/0000-0002-4129-5218
2
Doutora em Sociedade e Cultura na Amazônia. Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Benjamin
Constant, Amazonas, Brasil. E-mail: netemota@ufam.edu.br Orcid: https://orcid.org/0000-0002-3744-8410
3
Mestranda em Novas Tecnologias na Educação pela University Must. Universidade Federal do Amazonas
(UFAM). Benjamin Constant, Amazonas, Brasil. E-mail: ingridcastro@ufam.edu.br
Orcid: https://orcid.org/0009-0009-4022-6956
4
Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano. Universidade de São Paulo (USP).
Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil.
E-mail: miria.gomes@metodista.br Orcid: https://orcid.org/0000-0003-1034-6999
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contribuição de estratégias teóricas e técnicas baseadas nas áreas de conhecimento dos
profissionais participantes: Psicologia Clínica, Saúde, Pedagogia e Assistência Social. Como
resultados serão descritas diferentes ações desenvolvidas pela equipe, tais como: rodas de
conversas, videoconferências, caminhadas, atendimentos psicológicos em parcerias com
voluntários que abraçaram o projeto, etc. Conclui-se que ações como essa são de grande
importância em instituições de ensino superior, visto ser caracterizadas por um público de
diferentes classes sociais, etnias, culturas que podem estar sendo atingidos por dores
psicológicas extremas. Oportunidades como essa, favorecem a possibilidade de falar sobre as
dores e encaminhá-las para cuidado especializado.
Palavras-chave: Prevenção do Suicídio. Campanha Setembro Amarelo. Relato de
Experiência.
Abstract
The topic of suicide is frequent in psychiatric and psychological medical clinics, constituting
a silent epidemic around the globe. The Yellow September Campaign aims to stimulate the
dissemination of the theme, seeking to prevent new cases At a time when the world celebrates
the achievement of a 20% reduction in suicide rates over the last 22 years (WHO, 2023),
Brazil, unfortunately, faces a contrasting reality, with a worrying increase of 25% in the same
period. This project Yellow September Campaign: all against suicide - developed at the
Institute of Nature and Culture (INC/UFAM) as an action to combat suicide mainly among
indigenous students, had the following objectives: to develop suicide prevention and
awareness activities through Psychological Duty, ensuring psychological care through face-
to-face meeting, qualified listening. This is an experience report, whose method was
supported by the contribution of theoretical and technical strategies based on the areas of
knowledge of the participating professionals: Clinical Psychology, Health, Pedagogy and
Social Work. As a result, different actions developed by the team will be described, such as:
conversation circles, videoconferences, walks, psychological care in partnership with
volunteers who embraced the project, etc. It is concluded that actions like this are of great
importance in higher education institutions, since they are characterized by an audience of
different social classes, ethnicities, cultures that may be affected by extreme psychological
pain. Opportunities like this favor the possibility of talking about pain and referring it to
specialized care.
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Keywords: Suicide Prevention. Yellow September Campaign. Experience Report.
Resumen
El tema del suicidio es frecuente en las clínicas médicas psiquiátricas y psicológicas,
constituyendo una epidemia silenciosa en todo el mundo. La Campaña Septiembre Amarillo
tiene como objetivo estimular la difusión del tema, buscando prevenir nuevos casos En un
momento en que el mundo celebra el logro de una reducción del 20% en las tasas de suicidio
en los últimos 22 años (OMS, 2023), Brasil, lamentablemente, se enfrenta a una realidad
contrastante, con un preocupante aumento del 25% en el mismo período. Este proyecto
Campaña Septiembre Amarillo: todos contra el suicidio - desarrollado en el Instituto de
Naturaleza y Cultura (INC/UFAM) como una acción para combatir el suicidio principalmente
entre estudiantes indígenas, tuvo los siguientes objetivos: desarrollar actividades de
prevención y concientización del suicidio a través del Deber Psicológico, asegurando la
atención psicológica a través del encuentro cara a cara, la escucha calificada. Se trata de un
relato de experiencia, cuyo método se apoyó en el aporte de estrategias teóricas y técnicas
basadas en las áreas de conocimiento de los profesionales participantes: Psicología Clínica,
Salud, Pedagogía y Trabajo Social. Como resultado, se describirán diferentes acciones
desarrolladas por el equipo, tales como: círculos de conversación, videoconferencias,
caminatas, atención psicológica en alianza con voluntarios que abrazaron el proyecto, etc. Se
concluye que acciones como esta son de gran importancia en las instituciones de educación
superior, ya que se caracterizan por un público de diferentes clases sociales, etnias, culturas
que pueden verse afectadas por el dolor psicológico extremo. Oportunidades como esta
favorecen la posibilidad de hablar sobre el dolor y derivarlo a atención especializada.
Palabras clave: Prevención del Suicidio. Campaña Septiembre Amarillo. Informe de
Experiencia.
Introdução
A campanha Setembro Amarelo é oriunda dos EUA, após Mike Emme, de 17 anos,
cometer suicídio em 1994. O jovem que era apaixonado por carros e reformou o seu Mustang,
pitando-o de amarelo, sofria de transtornos psicológicos e seus pais não perceberam em
tempo. No dia do seu velório, seus amigos e familiares utilizaram a cor amarela para criar
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laços com a frase “se você precisar, peça ajuda” e assim, a mensagem viralizou pelo mundo
inteiro. Neste intuito todos os anos milhares de campanhas são realizadas no mês de setembro,
em prol da prevenção ao suicídio.
Em 2014 foi criada no Brasil a campanha Setembro Amarelo para estimular a
divulgação do tema e buscando prevenir novos casos. O movimento foi iniciado no Brasil
pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela
Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Desde então, as estratégias nacionais de
prevenção têm ganhado força, que tem como objetivos: falar abertamente sobre suicídio;
conscientizar as pessoas sobre o suicídio e sua prevenção; incentivar quem sofre a buscar
ajuda (Scavascini et al, 2021).
A demanda descrita neste estudo se inicia a partir de 03 casos de suicídios entre os
indígenas ocorridos na Universidade Federal do Amazonas, instituição onde se deu a
experiência que será descrita. Destes acontecimentos, 2(dois) acadêmicos do curso de
Antropologia que ocorreram em dezembro de 2016 e Outubro de 2018 e o outro de Biologia
e Química, que ocorreu em abril de 2019. A partir daí preocupados com a incidência de casos
de suicídio, a equipe da Assistência Estudantil (psicóloga e assistente social) se reuniu com a
Direção do Instituto com o intuito de articular e discutir intervenções para diminuição dos
casos de suicídio. Posteriormente durante as reuniões do projeto da festa junina foi solicitado
apoio na confecção da faixa do “Setembro Amarelo”. Os alunos ficaram animados em apoiar
a causa de tanta relevância na prevenção do suicídio.
Embora o trabalho a ser descrito posteriormente refira-se à campanha de 2019, estes
exemplos estão relacionados às ações que foram realizadas antes da campanha que será tema
deste estudo. Desde o 1° suicídio em dezembro de 2016, a psicóloga começou a realizar ações
de prevenção ao suicídio. Continuando as atividades no ano de 2017 com a campanha Janeiro
Branco, que teve como objetivo: debater, difundir e conscientizar sobre a importância da
saúde mental. Nesta campanha foram distribuídos panfletos informando seus objetivos: o que
é saúde mental e como o janeiro Branco pode ajudar as pessoas. Também foi realizada uma
palestra sobre sua Dissertação de Mestrado que teve como tema: Saúde Mental, Depressão,
Ansiedade, Estresse e qualidade de vida de universitários de Universidade Pública e Privada.
O evento contou com aproximadamente 17 participantes, sendo 12 discentes, 02 Docentes, 02
pessoas da comunidade externa e 01 ex-aluna.
Em setembro de 2017 realizou-se a campanha de combate ao suicídio, “Setembro
Amarelo”, que contou com a participação das psicólogas do Centro de Referência de
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Assistência Social (CRAS): foi realizada uma rodada de conversa em busca de debater e
prevenir sobre Suicídio. O evento contou com aproximadamente 15 participantes, sendo 04
servidores, sendo 02 TAEs (Técnicos Administrativos em Educação), 02 Docentes e 13
Discentes. Como pode verificar a necessidade de fazer uma ação em conjunto, envolvendo
toda comunidade do INC (Instituto de Natureza e Cultura). Nesse contexto realizou-se uma
reunião entre os setores da coordenação acadêmica que também representava a direção do
INC, Serviço Social e a Psicologia, na qual ficou definido que entraria com a intervenção de
organizar uma campanha para trabalhar a questão do suicídio. Campanha esta intitulada de:
INC pela vida: todos contra o suicídio. De imediato iniciou-se com o plantão psicológico e as
demais atividades foram desenvolvidas no decorrer deste ano (2019), tentando atingir os
objetivos.
O Dia Mundial da Prevenção do Suicídio (DMPS), comemorado anualmente em 10 de
setembro, é organizado pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP) e
endossado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O evento representa um compromisso
global de focar a atenção na prevenção do suicídio (OPAS, 2023).
Em um momento no qual o mundo celebra a conquista de uma redução de 20% nas
taxas de suicídio ao longo dos últimos 22 anos, o Brasil, infelizmente, enfrenta uma realidade
contrastante, com preocupante aumento de 25% no mesmo período (MS, 2023 citada no
Simpósio Internacional de Prevenção do Suicídio, 2023).
Este trabalho trata-se do relato de experiência sobre campanha do “Setembro
Amarelo”, no ano de 2019. O projeto de intervenção teve duração de 06 meses iniciando no
mês de abril de 2019 e finalizando no mês de setembro, mês da Campanha.
O Suicídio em Povos Indígenas
Pode-se definir o suicídio como um ato produzido pelo indivíduo, com o objetivo de
interromper a própria vida. Além do ato em si, compõem o comportamento suicida os
pensamentos e planos de morte e as possíveis tentativas de chegada a esse desfecho. Segundo
Botega (2015), ideação suicida envolve nuances: desde pensamentos passageiros de que a
vida não vale à pena ser vivida até preocupações intensas sobre por que viver ou morrer. Ideias
suicidas podem, ainda, ser consequência de estados delirantes.
No Brasil, há relatos de suicídio em vários grupos indígenas. A maioria (65%)
concentra-se em Roraima, Mato Grosso do Sul e Amazonas. Nesses estados, em várias cidades
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de pequeno e médio porte populacional, os suicídios de indígenas predominam em relação ao
total de mortes por suicídio (Erthal, 2001). Os suicídios que aconteceram foram indígenas
ticunas, no Amazonas, na Região do Alto Solimões.
Botega (2015) explica que existem várias ações que auxiliam na prevenção do suicídio
e que estas exigem um engajamento social para a elaboração de estratégias nacionais. Deve-
se buscar intervir através do controle dos meios mais usados para concretizar o ato e
principalmente da sensibilização da sociedade, a fim de romper estigmas que dificultam o
trabalho com essas pessoas, assim a tarefa de prevenir implica toda a sociedade.
A vivência atual na Universidade está repleta de pressões que são aprendidas de
diferentes formas e que podem contribuir para o desgaste mental dos alunos, professores e
demais colaboradores. É, portanto, preciso falar de depressão e do suicídio na Universidade e
mais do que isto é preciso debater sobre a condição psicológica das pessoas que vivenciam e
instituição educacional. (Dias & Moreira, 2019, pág.38).
Transtornos mentais comuns, que englobam problemas de saúde mental com sintomas
não psicóticos como irritabilidade, insônia, dificuldade de concentração, fadiga e sintomas
psicossomáticos, são uma realidade significativa entre estudantes universitários (Goldberg,
1994).
Objetivos
Diante do exposto, o presente projeto de intervenção teve como objetivo geral:
desenvolver atividades de prevenção ao suicídio buscando acessar a população de risco dentro
da universidade e escolas do município.
Objetivos Específicos: oferecer à população acadêmica ações para atrair aqueles que
precisam de contato terapêutico próximo; debater sobre suicídio, convidando profissionais da
área de Psicologia, de maneira que o tema circule pela universidade, indicando um espaço de
acolhimento e cuidado; sensibilizar a comunidade acadêmica e a sociedade local em relação
ao suicídio, através da caminhada pela vida.
Metodologia
A abordagem metodológica na execução das atividades teve como aporte a
contribuição das estratégias teórico técnicas baseadas nas áreas de conhecimento dos
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profissionais que participaram no projeto, ou seja, Psicologia Clínica, Saúde, Pedagogia,
Assistência Social e Antropologia.
O presente artigo se define como um estudo descritivo, tipo relato de experiência,
realizado em uma Instituição de Ensino Superior do município de Benjamin Constant (AM).
A experiência “é vivida antes de ser captada pelo pensamento, apreendida pela reflexão,
caracterizada em seus componentes” (Breton; Alves, 2021, p. 13).
Assim, o relato de experiência é um tipo de produção de conhecimento, cujo texto trata
de uma vivência acadêmica e/ou profissional em um dos pilares da formação universitária
(ensino, pesquisa e extensão), cuja característica principal é a descrição da intervenção. Na
construção do estudo é relevante conter embasamento científico e reflexão crítica (Musse et
al, 2021). Segundo o mesmo autor, o relato de experiência em contexto acadêmico pretende,
além da descrição da experiência vivida (experiência próxima), a sua valorização por meio do
esforço acadêmico-científico explicativo, por meio da aplicação crítica-reflexiva com apoio
teórico-metodológico (experiência distante).
Características Gerais do Contexto no Qual a Ocorreu a Experiência Relatada
A campanha foi realizada em Benjamin Constant (AM), um município de
aproximadamente 50 mil habitantes, situado no Sul do Estado e distante cerca de 1000
quilômetros da Capital Manaus. Possui um perfil econômico diversificado, com base na
agricultura e comércio. O Instituto de Natureza e Cultura (INC) é um campus da Universidade
Federal do Amazonas (UFAM) criado em novembro de 2006 e contava, quando da realização
do presente estudo, com quatro cursos de graduação: Administração, Letras, Ciências
Biologia/Química, Antropologia, Pedagogia e Ciências Agrárias. No ano de 2019
encontravam-se regularmente matriculados em tais cursos 1000 alunos, sendo a maior parte
deles indígenas Ticunas e outras etnias, proveniente de outras cidades do interior do
Amazonas e até mesmo de outras regiões do país.
O público-alvo do projeto foi toda a comunidade acadêmica (Docentes, Discentes e
Técnicos Administrativos em Educação e Sociedade em Geral que tivessem interesse em
participar do projeto).
As ações ou atividades do projeto:
1) Plantão Psicológico realizado todos os meses de execução do projeto iniciado no mês
de abril de 2019 e finalizado em setembro de 2019, nas segundas e quartas feiras nos
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horários de 08:00h às 12:00h e das 14:00h às 17:00h na sala do Setor de Psicologia do
Instituto de Natureza e Cultura. O plantão foi divulgado através de folders, distribuídos
em salas de aula, na área do hall e nos grupos de Whatzapp e E-mail Institucional.
A aplicabilidade do Plantão Psicológico é vasta. A literatura científica a respeito do
tema, embora pequena, refere experiências em diversos locais, como hospitais psiquiátricos
(Cautella, 2004), escolas (Mahfoud, 2004), universidades (Peres; Santos; Coelho, 2004) e
clínicas-escola (Cury, 2004a, 2004b; Schmidt, 2004).
A expressão “plantão” está associada a certo tipo de serviço, exercido por profissionais
que se mantém à disposição de quaisquer pessoas que deles necessitem, em períodos de tempo
previamente determinados e ininterruptos (Rosenberg, 1987). No Plantão Psicológico, o
trabalho do conselheiro psicólogo é no sentido de facilitar ao cliente uma visão mais clara de
si mesmo e de sua perspectiva ante a problemática que vive e gera um pedido de ajuda, ou
seja, resolver a angústia daquele momento, do aqui e agora (Rosenberg, 1987).
2) Palestra: proferida pela psicóloga - autora do projeto - que teve como tema “Vamos
conversar sobre suicídio” “Falar é a melhor solução”. Aconteceu no mês da Campanha
no dia 17 de setembro de 2019, no auditório do Instituto de Natureza e Cultura- INC,
com a duração de 02 horas.
3) Videoconferência: “Conversando sobre suicídio: prevenção e posvenção” - No dia
18/09/2019 das 13:00H às 15:00h na sala de Videoconferência do INC, transmitido da
Sede da UFAM/Manaus.
4) “Caminhada pela Vida, Todos Contra o Suicídio” ocorreu no último dia do projeto
iniciando na entrada da Universidade, seguindo pelas ruas principais do município,
com cartazes e a faixa principal escrita Campanha do INC pela Vida, todos contra o
Suicídio. Enviado o convite para Secretaria de Educação do Município, convidando os
alunos do ensino fundamental das escolas municipais. Os cartazes foram
confeccionados pelos próprios alunos e Psicóloga do Instituto.
Resultados e Discussão
A “Campanha Setembro Amarelo”, mês de prevenção ao suicídio contou com a
participação de 155 participantes. A seguir serão relatados os resultados de cada uma das
ações organizadas para esta campanha.
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O Plantão Psicológico foi iniciado antes da “Campanha Setembro Amarelo”, no mês
de abril de 2019, em dias e horários pré-determinados e amplamente divulgados no site
institucional, grupos de whatsapp, sala de aula e murais da universidade: segundas e quartas
feiras nos horários de 08:00h às 12:00h e das 14:00h às 17:00h na sala do Setor de Psicologia.
Teve objetivo proporcionar aos acadêmicos do INC, Plantão Psicológico, garantindo atenção
psicológica por meio do encontro face a face, escuta qualificada e do acolhimento, facilitando
para que ele se posicione diante do seu sofrimento psíquico. Foram atendidos 122 pacientes e
70% apresentavam sinais de depressão e ansiedade.
O atendimento no Plantão foi baseado no aconselhamento psicológico centrado na
pessoa. O desafio do plantonista foi o de ouvir, acolher e acompanhar o cliente. Amparado
pela crença na tendência ao desenvolvimento dos potenciais inerentes à existência humana. O
trabalho do plantonista é o de estimular esta tendência, ajudar o cliente a encontrar caminhos
para seu sofrimento, dentro da sua própria experiência (Gomes, 2008).
Foi realizada a palestra, proferida pela psicóloga autora do Projeto “Vamos conversar
sobre Suicídio? Falar é a melhor solução”, em 17/09/2019 das 09:00h às 11:00h no auditório
do Instituto de Natureza e Cultura (INC), no qual foram abordados os seguintes temas:
campanha setembro amarelo; dimensão do problema; o que leva as pessoas a tentarem ou
cometerem suicídio; o que é suicídio, comportamento suicida e tentativas de suicídio; por que
o suicídio é considerado um problema de saúde pública?; dados no Brasil e no mundo;
posturas importantes diante de um potencial suicida; atividades de prevenção no INC. O
evento buscou promover espaços de acolhimento para toda a comunidade, com perguntas,
discussões e questionamentos referente ao fenômeno suicídio. Contou com a participação de
57 integrantes, sendo as maiorias discentes, dois Técnicos Administrativas em Educação
(TAES) e três docentes. Nesta palestra alguns colocaram que perderam familiares para o
suicídio, e que já tiveram pensamentos suicidas e fizeram acompanhamento psiquiátrico e
psicológico.
A escolha da palestra deveu-se a uma aproximação entre aquele que sofre e a equipe
de saúde, trazendo informação de qualidade, discutindo suicídio de forma responsável. Isso
porque quando o assunto é tratado de maneira aberta, há a promoção de conscientização e
suporte emocional. Esse relato corroborou com o relato de experiência, encontro de combate
e prevenção do suicídio em uma universidade pública, na qual a abertura dos palestrantes em
ouvir a plateia e a maneira breve e precisa que abordaram os temas, o que fez com que as
pessoas se identificassem com o tema (Beluso et al (2021).
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Muitos alunos sentem dificuldades de procurar ajuda de um profissional, também a
falta de conhecimento e a palestra vem fazer essa aproximação tirando dúvidas e
esclarecimentos desse tema que é “ considerado um tabu”, como foi colocado por um dos
participantes e amplamente discutido e defendido na literatura da importância de campanhas
e ações de conscientização para diminuir estigmas e tabus a respeito do assunto. ( Scavacini,
2018)). Foi colocado durante a palestra da falta de um profissional Psiquiatra na Universidade
e no município. Alguns servidores precisam se deslocar para capital ou para outros estados
para fazer acompanhamento psiquiátrico.
Diversos fatores podem ser barreiras para impedir a detecção e, consequentemente, a
prevenção do suicídio, tais como: estigma e sigilo; dificuldade em buscar ajuda; falta de
conhecimento e atenção sobre o suicídio por parte dos profissionais de saúde; informações
conflituosas por parte dos familiares; baixa qualidade das informações provenientes de
prontuários médicos e atestados de óbitos; dificuldades em determinar se realmente ocorreu
com intencionalidade suicida ou se foi acidental ou ainda um homicídio; falta de serviços de
referências para o esclarecimento de mortes por causas externas; falta de envio das
informações ao Ministério da Saúde, por meio do sistema de Informação de Agravos de
Notificação (SINAN) (Scavacini; Silva, 2021).
Observou-se através de todas as atividades realizadas que a universidade, a
comunidade acadêmica (TAES, Docentes, Discentes) em parceria com a sociedade,
profissionais de saúde são fundamentais na prevenção do suicídio. Essa necessidade de
trabalhar esse tema em equipe e em parceria com a comunidade parece ser uma necessidade
reconhecida pela literatura. Scavacini (2018) esclarece sobre a necessidade da comunicação
e conscientização a respeito da temática do suicídio, para diminuir tabus, estigmas e
julgamentos, reforçando a visão de que é preciso envolver todos no enfrentamento do
problema.
Os transtornos mentais mais comumente associados ao suicídio são: depressão,
transtorno do humor bipolar, dependência de álcool e de outras drogas
psicoativas. Esquizofrenia e certas características de personalidade também
são importantes fatores de risco. A situação de risco é agravada quando mais
do que umas dessas condições se combinam, como, por exemplo, depressão e
alcoolismo; ou ainda, a coexistência de depressão, ansiedade e agitação. (Bertolote &
Fleischmann, 2002). Durante a realização do projeto, a maioria dos atendimentos realizados
tinham sintomas de depressão, ansiedade e ideação suicida.
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Compreendendo o comportamento suicida, sabe-se que o suicídio não é um ato
aleatório e sem finalidade. Vivencia-se como a melhor saída disponível, pela qual o propósito
é encontrar uma solução para um sofrimento intenso, insuportável e interminável (Scavacini;
Silva, 2021).
Foi realizada a Videoconferência: “Conversando sobre suicídio: prevenção e
posvenção” no dia 18/09/2019 das 13:00h às 15:00h na sala de Videoconferência do INC,
além da Mesa Redonda “Conversando sobre suicídio: prevenção e posvenção”. O evento
contou com a participação de 27 integrantes, sendo a maioria discentes, psicóloga do CRAS
(Centro de Referência e Assistência Social) e um docente. Nessa conferência foi colocado a
perda do ente querido para o Suicídio, o fato de não ter percebido e o processo pós perda. A
palestrante colocou que a partir da sua vivência e observação o indivíduo/paciente só queria
uma solução para um sofrimento intenso, insuportável e interminável. Na discussão enfatizou
que as conversas fazem toda diferença e que programas de escuta e suporte são fundamentais
para compartilhar histórias e buscar ajuda.
Nessa perspectiva, ações, atividades e intervenções de posvenção são fundamentais,
para garantir que esse sobrevivente seja auxiliado para lidar da melhor forma com esse luto e,
assim, tenha algum alívio com seu sofrimento e os estresses, causados por esse tipo de luto,
prevenindo complicações no luto e riscos de comportamento suicida (Scavacini, 2018).
No dia 20/09/2019 encerrou-se a “Campanha Setembro Amarelo” com a “Caminhada
pela Vida, Todos Contra o Suicídio”, iniciando no INC e, encerrando na Praça Frei Ludovico
do município de Benjamin Constant. Contou com a participação de 60 integrantes, sendo a
maioria alunos da SEMED (Secretaria Municipal de Educação), cinco TAES, dois docentes,
cinco professores da SEMED e 20 discentes (INC), direção do (INC). No dia da Campanha,
a psicóloga foi convidando estudantes a participarem de sala e sala, mas os alunos estavam
em aula e não participaram da caminhada.
A “Campanha Setembro Amarelo” realizada em 2019 foi uma atividade de grande
importância, que na última campanha de 2023 aconteceu o “I Diálogo Inter-religioso e
Multidisciplinar pela Valorização da Vida”, no dia 21/09/2023 das 08:30H às 11:30H no
Auditório do Instituto de Natureza e Cultura- INC, promovido pela Gestão do Instituto de
Natureza e Cultura- INC, Coordenações Acadêmica e Laboratório de Antropologia Social.
No ano de 2023, a autora participou da “Campanha Setembro Amarelo” por meio de
atendimentos psicológicos online, as terças e quinta-feira no horário de 08:00h às 12:00h e
14:00h às 17:00h. Os agendamentos e informações foram realizados na Gerência de
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“Campanha Setembro Amarelo ”: relato de experiência todos contra
o suicídio
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Assistência Estudantil do Instituto de Natureza e Cultura (INC) e com a própria psicóloga
através de Whatzapp. Quando os discentes entravam em contato para marcar consulta, era
encaminhado um link de solicitação de atendimento psicológico online. Foram realizados 08
atendimentos, do sexo feminino, com idades 18 a 23 anos, residindo sozinho, dos cursos de
Pedagogia e Ciências Agrárias com queixas como: ansiedade, término de namoro, ideação
suicida, tentativa de suicídio, relacionamento familiar e amoroso. Devido ter observado
durante os atendimentos sintomas de ideação suicida, foi realizado o encaminhamento para
atendimento psicológico e psiquiátrico de forma presencial.
Umas das participantes indígenas do projeto fez o seguinte relato: “Obrigada Dra.
Psicóloga pela atenção no atendimento, por mim acompanhar me dando direcionamento para
continuar a caminhada. Gratidão. A senhora é uma excelente profissional”. (SIC).
Considerações Finais
Com a realização do presente estudo deve-se ressaltar as contribuições e a importância
da campanha de prevenção do suicídio, contribuindo com a diminuição dos casos de suicídio,
de 2016 a 2019 foram 03 casos de suicídio e de 2019 a 2023 não teve nenhum caso.
A “Campanha Setembro Amarelo” traz à tona a discussão de um fenômeno que
atravessa a existência humana, mas que ainda se constitui um tabu – o suicídio, poderia ter
abrangido um número maior de participantes, pois é um tema que as pessoas não se sentem
muito à vontade para falar. Assim, por meio das ações propostas pode-se promover um espaço
de reflexão sobre o tema, ajudando na diminuição dos casos de suicídio.
O conhecimento científico, advindo dos relatos de experiência, beneficia o meio
acadêmico e a sociedade, por contribuir com o aprimoramento de intervenções possibilitando
o usufruto de futuras propostas de trabalho, respectivamente.
Desta forma, este trabalho se mostra relevante, pois através de conversas e diálogos
explicativos e acolhedores, indivíduos que estão sofrendo com aquele determinado assunto ou
patologia, podem receber orientações válidas para benefícios em sua saúde. Após a realização
do projeto, a autora resolveu propor sua pesquisa de doutoramento abordando sobre ideação
suicida, depressão e suporte social em universitários indígenas.
Destaca-se a importância de se realizar campanhas de prevenção ao suicídio em
instituições de ensino superior, as quais são caracterizadas por um público grande, diverso, de
diferentes classes sociais, etnias, culturas, atingidas pelas mazelas da sociedade, absorvendo
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e respondendo aos problemas de modo subjetivo em que, muitas das vezes, chegam a dores
psicológicas extremas de ceifarem a própria vida.
Concluiu-se sobre a importância do relato de experiência para a prevenção do suicídio,
como forma de sensibilização da comunidade acadêmica e da sociedade em geral. Por ser um
tema relevante dentro do espaço acadêmico, aponta-se como necessário que existam mais
ações voltadas para essa temática, não somente no mês de setembro, como sugere a campanha,
mas também nos outros meses do ano.
No entanto há limitações nesse relato, por ser um relato de experiência, a coleta de
dados não foi sistematizada como em uma pesquisa científica, entretanto, a opção por
transformar essa experiência em um artigo foi para incentivar ações como essas, contribuir na
melhoria de intervenções e possibilitar usufruto de futuras propostas de trabalho em uma
população tão diversa. Logo faz-se necessário mais pressupostos teóricos para a construção
destes estudos, sobretudo pelas poucas referências que tratam do modus operandi.
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Received: 04.08.2024
Accepted: 04.26.2024
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