Física Experimental 2 – 2024.
1 – Turma 06
Experimento 2 – Coeficiente de dilatação linear
04/04/2024
Participantes:
Enzo Santos Zaina Perrotta Machado – 22/1006870
Gabriel Resende Conceição – 23/1012755
Tiago Guena Espinha Dias – 20/2066670
Introdução:
Quando diferentes materiais são expostos à variação de temperatura, ocorre o
fenômeno físico da dilatação térmica, que é um efeito fundamental com aplicações importantes
para as áreas da ciência que estudam materiais. O coeficiente de expansão linear, uma
constante que caracteriza a mudança no comprimento de um material em relação à flutuação
de temperatura, quantifica a expansão linear. A fórmula nos diz que
Δ𝐿 = α𝐿Δ𝑇,
onde L é o comprimento inicial e α é o coeficiente de expansão linear e expressa a relação
entre a flutuação do comprimento (ΔL) e a variação da temperatura (ΔT). Este coeficiente, que
pode ser representado em graus Celsius ou Kelvin, é constante para um determinado material.
Apesar de poder flutuar com a temperatura, tratar este coeficiente como constante para fins
práticos, como o experimento em questão, é perfeitamente aceitável.
É importante destacar que existem comportamentos anômalos no quesito da dilatação
térmica. Alguns exemplos de comportamentos anormais são:
• Materiais com dilatação anisotrópica, que, diferente da dilatação isotrópica,
apresentam coeficientes de dilatação diferentes em diferentes orientações do material. Isso
ocorre devido à organização cristalina de alguns materiais.
• Materiais com coeficiente de dilatação negativos. O exemplo mais conhecido é o da
água, que contrai quando aquecida no intervalo de 0°C a 4°C.
• Materiais que apresentam histerese. São aqueles materiais que apresentam diferentes
coeficientes de dilatação durante o resfriamento e aquecimento. Isso ocorre devido a
mudanças na estrutura interna do material.
A dilatação térmica é um fator que tem implicações nas aplicações práticas dos
materiais. Materiais com um coeficiente de dilatação alto, como o alumínio, são usados em
diversas aplicações, de embalagens até na fabricação de asas de avião e bielas de motores de
alta performance. Já materiais com coeficiente de dilatação menores, como o silício, são
utilizados em aplicações mais especializadas, como na fabricação de chips e circuitos
integrados.
Objetivos:
Determinar experimentalmente o coeficiente de dilatação térmica linear do latão, do aço,
e do alumínio, a partir da medição direta das dilatações resultantes de variações graduais de
temperatura.
Materiais:
• 3 dilatômetros lineares com tubos de latão, aço e alumínio, respectivamente;
• Circulador de água com aquecedor e controle de temperatura;
• Termômetro.
Procedimentos:
Os procedimentos envolvem a realização de experimentos de dilatação térmica em
diferentes metais. Inicialmente, verificamos a integridade do equipamento. Em seguida,
pressionamos o fuso do relógio comparador e verificamos o parafuso próximo à extremidade
livre do tubo. Após anotarmos o tipo e medirmos o comprimento do tubo, confirmamos a correta
disposição das tubulações. Preenchemos o reservatório com água e ligamos o circulador à
temperatura mínima. Medimos a temperatura inicial e ajustamos o ponteiro do relógio
comparador para zero. Aumentamos a temperatura de forma gradual até cerca de 70°C,
observando a estabilização da temperatura e do ponteiro do relógio. Anotamos os valores do
relógio comparador em incrementos de 5°C até atingir a temperatura máxima. Após a coleta de
dados para todos os metais, elaboramos gráficos das curvas de variação do comprimento dos
tubos em função da temperatura. Por fim, realizamos uma regressão linear para obter o
coeficiente de dilatação térmica linear dos metais.
Resultados e Análise:
- Aquisição de dados e análise gráfica
O grupo ficou responsável pelo metal de número 1. Visualmente o material possui
coloração cromada, compatível com as características do aço.
Temperatura (°C) Variação de comprimento (mm)
33.7 0,06
38,9 0,115
44,4 0,158
49,7 0,203
53,9 0,235
58,0 0,28
61,1 0,315
65,5 0,352
70,8 0,402
Obs: Condições iniciais: Comprimento 62,35 ± 0,05 cm e temperatura inicial de 24,3 °C.
Tabela 1: resultados das medições do metal 1
Após realizar o registro referente a todas as temperaturas, buscou-se comparar os
resultados juntamente a outros grupos que realizaram o experimento com os outros materiais.
Obtivemos então os seguintes resultados:
Temperatura (°C) Variação de comprimento (mm)
40,0 0,049
45,0 0,095
50,0 0,155
55,0 0,195
59,0 0,258
65,0 0,321
68,0 0,370
74,0 0,430
Obs: Condições iniciais: Comprimento 89,5 ± 0,05 cm e temperatura inicial de 35°C.
Tabela 2: resultados referentes ao metal 2
Temperatura (°C) Variação de comprimento (mm)
30 0,072
35 0,131
40 0,195
45 0,261
50 0,330
55 0,421
60 0,485
65 0,553
70 0,631
Obs: Condições iniciais: Comprimento 64,8 ± 0,05 cm e temperatura inicial de 25°C.
Tabela 3: Resultados referentes ao metal 3
A partir do dados coletados desenvolvemos um gráfico da variação de comprimento em
função da variação de temperatura:
Figura 1: Gráfico ΔL x ΔT dos 3 tipos de metal
Ao aplicar a regressão linear a cada grupo de dados, obtivemos os seguintes
coeficientes:
- Metal 1:
Figura 2: Coeficientes para o metal 1
- Metal 2:
Figura 3: Coeficientes para o metal 2
- Metal 3:
Figura 4: Coeficientes para o metal 3
A regressão linear aponta uma relação proporcional entre ΔL e ΔT, conforme a equação
exposta na introdução indica. Assim, observando essa equação, convém comparar os
coeficientes angulares obtidos (A) com os fatores α𝐿 para achar α:
L (mm) Δ(L) (mm) A ΔA 𝝰 (1/K) Δ𝝰 (1/K)
Metal 1
(aço) 623.5 0.5 0.0088 0.0002 0.0000141 0.0000003
Metal 2
(alumínio) 895 0.5 0.0112 0.0003 0.0000125 0.0000003
Metal 3
(latão) 648 0.5 0.014 0.0002 0.0000216 0.0000003
Tabela 4: Resultados referentes à α.
Figura 5: Coeficientes de dilatação linear por IFRN ²
Ao comparar os coeficientes α e suas incertezas, achados experimentalmente, com os
coeficientes de dilatação linear obtidos da IFRN ²,
𝝰 (1/K) Δ𝝰 (1/K) Coeficientes |𝝰-Coeficientes da IFRN ²|
da IFRN ² (1/K)
(1/K)
Metal 1 (aço) 0.0000141 0.0000003 0.000012 0.0000021
Metal 2 0.000024 0.0000149
(alumínio) 0.0000125 0.0000003
Metal 3 0.00002 0.0000016
(latão) 0.0000216 0.0000003
Tabela 5: Comparação entre α e os coeficientes de dilatação linear por IFRN ²
vemos que os resultados experimentais não alinham com o fundamento teórico. A causa mais
provável dessa discrepância são erros sistemáticos nas medidas de comprimento do tubo na
temperatura inicial.
Conclusão:
Com os resultados recolhidos do experimento, concluímos que o aumento de
temperatura dilata um corpo, neste caso um cano de metal, numa proporção dependente do
material. Entretanto, não obtivemos coeficientes congruentes com as referências teóricas
através da análise gráfica para descrever essa proporção. Ainda assim, foi possível observar
as relações entre a variação da temperatura, comprimento e dilatação linear de um corpo.
Blibliografia:
1. HALLIDAY, D.; RESNICK, R. Fundamentos de Física - 1 - Mecânica. LTC, Rio de Janeiro;
2. Tabela: Coeficiente de dilatação linear de alguns materiais. Disponível em:
<https://docente.ifrn.edu.br/edsonjose/disciplinas/fisica-ii-licenciatura-em-quimica-1/tabela-coefi
ciente-de-dilatacao-linear-de-alguns-materiais/view>. Acesso em: 05 abr. 2024.