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Trabalho Remoto na Pandemia: Desafios e Adaptações

O trabalho remoto se tornou uma prática comum durante a pandemia de Covid-19, exigindo que empresas e funcionários se adaptassem a essa nova realidade. O artigo analisa como o home office tem sido implementado e as vantagens e desafios que surgem com essa modalidade de trabalho. Além disso, discute a importância de uma gestão inovadora e o uso de tecnologias para facilitar a comunicação e a produtividade no ambiente remoto.
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Trabalho Remoto na Pandemia: Desafios e Adaptações

O trabalho remoto se tornou uma prática comum durante a pandemia de Covid-19, exigindo que empresas e funcionários se adaptassem a essa nova realidade. O artigo analisa como o home office tem sido implementado e as vantagens e desafios que surgem com essa modalidade de trabalho. Além disso, discute a importância de uma gestão inovadora e o uso de tecnologias para facilitar a comunicação e a produtividade no ambiente remoto.
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Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas – CIESA

Curso Superior em Administração

O TRABALHO REMOTO DURANTE A PANDEMIA

Manaus – AM
2022
BRENDA KAROLINA ALVES NAVECA DE ABREU

O TRABALHO REMOTO DURANTE A PANDEMIA

Artigo Científico apresentado ao Centro


Universitário de Ensino Superior do Amazonas -
CIESA, para obtenção de nota na disciplina de
Trabalho de Conclusão de Curso, do Curso
Superior de Administração.

Orientador: Professor Eraldo Bandeira

Manaus – AM
2022
Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas – CIESA
Curso Superior em Administração

BRENDA KAROLINA ALVES NAVECA DE ABREU

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – TCC

Trabalho de Conclusão de Curso – TCC apresentado ao Curso Superior em


Administração do Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas – CIESA
como parte dos requisitos para conclusão de curso.

Aprovado em: / / 2022


Nota;

Professor MSc Eraldo Bandeira Machado

Manaus – AM
2022
Dedico para todos que já tiveram um
momento de fraqueza. Não vai doer para
sempre, então não deixe isso afetar o que há
de melhor em você.
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus, anjos, santos, arcanjos e
entidades que foram meus guias para ultrapassar os
obstáculos que tive durante a jornada acadêmica e pessoal.
Aos meus pais Alciberto e Eugenia, que me criaram com
muita dificuldade, porém sempre mostrando o lado bom
da vida.
Aos meus irmãos mais velhos, Kelly, Wellinton, Ana
Tayna e Klyssia, que abdicaram de seus afazeres para
cuidaram de mim e ajudarem no sustento da casa, sem
vocês eu não seria quem sou hoje.
Aos meus ex-sogros Ana Paula e João Abreu, que durante
7 (sete) anos me mostraram que a formação acadêmica era
mais importante que um bem adquirido.
Ao meu ex-marido João Paulo, que durante 7 (sete) anos
esteve ao meu lado, sempre me incentivando e ajudando
nas dificuldades acadêmicas, sem você eu não teria nem
entrado na faculdade.
Aos meus colegas de sala e aos mestres, que dedicaram
algum tempo para me ajudar.
A minha psicóloga Aline Affonso e a minha Chefe Marília
Lôbo, que estiveram comigo nesta reta final do curso, me
mostrando que sou capaz de tudo.
A minha Filha de 4 (quatro) patas Charllote, que foi por
muitas vezes meu ponto para seguir em frente.
E por último, in memória de Noemia Naveca, Celina
Barbosa, Ana Noronha, Lauro Alves. Obrigada!
“Somente quando encontramos o amor, é que
descobrimos o que faltava na vida” (John
Ruskin)
O TRABALHO REMOTO DURANTE A PANDEMIA

Brenda Karolina Alves Naveca de Abreu


Eraldo Bandeira Machado

RESUMO

O principal objetivo deste trabalho é apresentar maneiras que as empresas tiveram


que adotar durante a pandemia, para otimizar o Trabalho Remoto de modo eficiente.
O home office é uma forma de trabalho que tem crescido nos últimos anos e com a
pandemia do vírus Covid-19 que atingiu todo o planeta, esse modelo ficou mais
evidente. Milhares de pessoas que nunca haviam desenvolvido tal atividade tiveram
que se adaptar a uma nova forma: o home office. As empresas, por outro lado,
tiveram de se adaptar à nova normalidade através do trabalho remoto, e os seus
gestores também tiveram de desenvolver um modelo de gestão inovador através do
qual a comunicação com a equipa ocorre online, em vez de presencialmente, como
era feito antes.

Palavras-chave: Pandemia. Home office, Gestão.

REMOTE WORK DURING THE PANDEMIC

ABSTRACT

The main objective of this work is to present ways that companies had to adopt
during the pandemic, to efficiently optimize Remote Work. The home office is a form
of work that has grown in recent years and with the Covid-19 virus pandemic that hit
the entire planet, this model has become more evident. Thousands of people who
had never performed such an activity had to adapt to a new way: the home office.
Companies, on the other hand, had to adapt to the new normality through remote
work, and their managers also had to develop an innovative management model
through which communication with the team takes place online, instead of in person,
as it used to be. done before.

Keywords: Pandemic. Home office, Management.


1. INTRODUÇÃO

A atuação cultural no ambiente de trabalho pode incluir a criação de um


programa de diversidade e inclusão, a promoção de eventos culturais e a criação de
um espaço de diálogo e troca de ideias. Nessa perspectiva, não há mais aquela
figura do empresário com um escritório, um cofre, muitos funcionários e muitas
máquinas de escrever. O Home Office, é adequado para os dias atuais nas
organizações que se reinventam a todo momento. (Luna, 2014).
Tudo isso já ficou para trás, e esse é um dos motivos que faz com que
pessoas, hoje, optem por trabalhar de casa. Mas como saber se é importante
trabalhar de casa para mim ou para você? É importante que você faça esse
questionamento, pois nem todo mundo tem um perfil adequado para essa realidade.
É preciso ter disciplina, organização, foco e, claro, um bom senso de
responsabilidade.
Além disso, é importante pensar em algumas estratégias para não ficar o dia
inteiro em casa. Mais do que isso, é preciso ter um equilíbrio na rotina para manter a
saúde mental e fazer uma boa gestão do tempo. Vale lembrar, também, que,
trabalhar de casa exige muita motivação e, também, é importante que você seja, no
mínimo, um pouco independente.
O trabalho de Home Office é uma excelente opção para os dias atuais, ela
consiste em resultados positivos para as empresas, como por exemplo: a diminuição
de gastos com escritórios, segurança, alimentação e transporte, mas as empresas
não utilizam todo o potencial deste recurso, a falta de experiência dos funcionários
com as ferramentas necessárias e o tempo em casa que não é aproveitado
adequadamente.
O presente trabalho tem como objetivo analisar como as pessoas estão
lidando com a mudança de hábitos imposta pela pandemia, e as dificuldades que
tem enfrentado.
É claro que o home office se tornou uma realidade importante para todos
devido às dificuldades que as empresas enfrentam com os protocolos de
biossegurança. Além disso, o descumprimento de tais medidas pode agravar a
situação da pandemia na área onde está instalado.
2. TRABALHO REMOTO OU HOME OFFICE

O trabalho remoto é o dado como distância em que os funcionários não são


obrigados a estar no escritório da empresa, os mesmos trabalhem em casa, em um
espaço de cotrabalho no mesmo estado, outro país, ou viaja pelo mundo.
A modalidade Home Office surgiu nos Estados Unidos, quando tecnologias
como o computador, a internet e o celular foram popularizados. Para algumas
pessoas pode ser difícil imaginar, mas por muito tempo, o custo dessas tecnologias
as tornou inacessíveis a maior parte das pessoas e seu acesso era limitado a
ambientes corporativos.
Além do avanço e da popularização da internet e dos computadores pessoais,
o surgimento de ferramentas, como programas e softwares permitiram que pessoas
pudessem trabalhar remotamente, trabalhar de casa, de aeroportos ou de onde
preferissem, sem prejuízo à comunicação ou à produtividade da equipe.
A pandemia de Covid-19 eclodiu em Wuhan, China, em meados de março de
2020. Consequentemente, a alternativa encontrada para que os colaboradores e
diretoria pudessem prosseguir trabalhando; podendo respeitar o isolamento social,
estando seguros e seguindo as recomendações da organização Mundial da saúde
(OMS) foi efetivar o trabalho remoto dentro das organizações
Trata-se, então, da possibilidade de exercer a sua atividade profissional
independentemente de onde você esteja. Para isso, uma série de ferramentas
tecnológicas pode contribuir para que esse processo seja realizado sem problemas
(REDATOR PONTO TEL, 2021).
Por tanto, novas estruturas têm sido idealizadas para uma melhoria para as
organizações e seus colaboradores, como flexibilidade de horários, pontos
realizados por meio de aplicativos, reuniões diárias sem ter a ausência de alguns
funcionários que faltou, pois o acesso é prático.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) o teletrabalho é" a
forma de trabalho realizada em lugar distante do escritório ou centro de produção,
que permita a separação física e que implique o uso de uma nova tecnologia
facilitadora da comunicação” (Cardoso, 2018).
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o teletrabalho não é uma
modalidade de trabalho temporário ou que acontece apenas para quem trabalha na
área de tecnologia. Ele é uma realidade que está cada vez mais presente no mundo
dos negócios, e que oferece várias vantagens para as empresas, como a redução
dos custos operacionais, aumento da produtividade e flexibilização dos horários.

3. A ORIGEM E O CONCEITO

Em uma escala organizacional, a inovação pode ser defendida,


principalmente, com a exploração de muitos sucessos, realização de novas ideias.
O trabalho remoto, por sua vez, não é considerado algo avançado, pois há
indícios de que surgiu em 1857 nos Estados Unidos, em uma companhia de estrada
de ferro. Naquele período, a empresa administrava os seus funcionários de forma
descentralizada (KUGELMASS, 1996).
O teletrabalho surge como uma solução para melhorar as condições de
trabalho e também o fomento ao crescimento corporativo, uma vez que se trata de
um método que potencializa a produtividade, a flexibilidade, além de proporcionar
mais conforto aos colaboradores.
Com a implementação de sistemas de informação e comunicação o local de
trabalho tornou-se de difícil definição, quebrando as “quatro paredes” de um
escritório. Dessa forma, o trabalho remoto passa a ser gerenciado por meios
eletrônicos.
Por isso, o nascimento das tecnologias de informação e comunicação
derivaria em novas formas de prestação de serviços, modificando a sistemática dos
locais de trabalho, os quais poderiam ser os mais diversos, originando o teletrabalho
(VALENTIM, 2000).
Ademais, Jack Nilles, na década de 1970, gerenciou programas de pesquisa
com o questionamento da tecnologia como forma de melhoria do desenvolvimento
humano. “Por que precisamos ir ao trabalho, quando a tecnologia permite que a
maioria trabalhe em casa, ou perto dela, pelo menos parte do tempo?” (NILLES,
1997, p. 10).
Álvaro Mello (2011) interpreta o trabalho remoto como uma habilidade
crescente, uma vez que há indícios no crescimento, além de preocupações
ambientais e imobiliárias que tendem a se agravar ao longo dos anos.
A questão é relevante e deve ser tratada com seriedade, uma vez que o
teletrabalho é uma realidade cada vez mais presente no mercado de trabalho.
Nesse sentido, é importante analisar a demanda por teletrabalho a partir de
uma perspectiva jurídica, para que se possa compreender melhor o assunto e,
assim, tratar de forma mais adequada as questões relativas ao tema.
O trabalho remoto pode ser explicado como uma

Forma de organização e ou execução do trabalho em grande parte, ou


principalmente à distância e mediante o uso intenstivo das técnicas de
informática e ou da telecomunicação. (THIBAULT ARANDA, 2001, p. 28)

A Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (SOBRATT), diz que


uma sociedade civil sem fins lucrativos, que trata os ideais do teletrabalho e formas
flexíveis de trabalho no Brasil, vai explanar o trabalho remoto como a:

“Modalidade de trabalho, que utilizando as tecnologias da informação e das


comunicações (TIC), pode ser realizada à distância, fora do âmbito onde
encontra-se o contratante, de maneira total ou parcial, podendo realizar-se
em relação de dependência (empregado) ou de maneira autônoma
(freelance), executando atividades que podem ser desenvolvidas pelos
equipamentos móveis, tais como computadores, smartphones, tablets etc.”

De acordo com Pyóriã (2011), o conceito de teletrabalho, ou telecommunting,


surgiu do estudo de Nilles (1997, p. 386-399) denominado “[...] fazendo do trabalho
remoto uma realidade: um guia para tele gerentes e teletrabalhadores”, em 1997,
que o destacou como a possibilidade de “[...] levar o trabalho aos trabalhadores, em
vez de levar estes ao trabalho; atividade periódica fora do escritório central, um ou
mais dias por semana, seja em casa ou em um centro de telesserviço”, envolvendo
“[...] qualquer alternativa para substituir as viagens ao trabalho por tecnologias de
informação”.
O autor aponta que, ao contrário do que se pensava, não há uma união entre
trabalhadores freelance e a classe média. Aparentemente, há uma separação. Isto
pode ser explicado pelo fato de que, em geral, a classe média tem um trabalho mais
solidificado e nos parece que ela é a que tem mais condições de assumir um
trabalho freelancer.
Mas, não é bem assim: Apesar de ser um grupo que não está se sentindo
ameaçado pelo desemprego, a classe média não tem características que permitam
que ela aceite trabalhos freelancers. Ela tem dificuldades em assumir o risco de
empreender, e de criar o seu próprio negócio.
Destaca ainda a acadêmica, Joselma Oliveira Goulart (2009), o conceito de
teletrabalho se descreve na utilização ou não de tecnologias de informação e
comunicação, além de como a quantidade de horas trabalhadas nas atividades fora
do escritório tradicional. Conforme a autora, o trabalho remoto ocorre quando
avançado de forma remota, comumente na residência do trabalhador e pode ser
praticado todos os dias do mês ou ocasionalmente.
Porém, Álvaro Mello (1999), define o teletrabalho como o ato de realizar
atividades em locais externos ao da empresa, sendo em domicílio ou até mesmo em
ambiente intermediário, buscando a competitividade e flexibilidade dos negócios
Seguindo a mês lógica, Tachizawa e Mello (2003) classificam o teletrabalho
como o exercício de atividade realizada fora da sede da empresa, em casa ou outro
local intermediário, de forma periódica.
Segundo Alberto Trope (1999), por sua vez, diz que o trabalho remoto é uma
nova modalidade de trabalho, em que é possível realizar o labor em um ambiente
distinto ao da sede empresarial, aplicando recursos tecnológicos para atender as
necessidades do teletrabalho.
Todos os estudos realizados sobre o assunto mostram que a grande maioria
das organizações estão adotando o Teletrabalho como um meio de aumentar a
produtividade de seus colaboradores e de melhorar as condições de trabalho, além
de permitir que os profissionais possam trabalhar em locais mais próximos de suas
residências.
Entretanto, o teletrabalho não pode ser apenas considerado como trabalho à
distância, segundo Rosenfield e Alves (2011). Nessas circunstâncias, deve ser
entendido como parte das transições organizacionais e estratégicas do universo
corporativo, pois viabilizam novas formas de trabalho flexível fundamentadas na
utilização de tecnologias da informação e comunicação.
Conforme Nogueira (2012) relembra que as mudanças no trabalho são
fundamentadas no trabalho de maneira flexível, abrangendo flexibilidade de horário,
salário, local de trabalho, contrato, qualificação e organização do trabalho.
Para Javier Thibault Aranda (2003), o trabalho remoto é um modo diferente
para se organizar e executar o trabalho, ou seja, teletrabalhar não é apenas um
trabalho a distância que utiliza ferramentas de telecomunicações, mas sim uma
forma de utilizar a tecnologia a seu favor, a fim de realizar uma atividade laboral
incomum.

4. VANTAGENS DE DESVANTAGENS DO TRABALHO REMOTO

Com o rompimento da evolução da tecnológica no mercado de trabalho, como


já visto, trouxe novas realidades e, ao passo que traz benefícios, também provoca
retrocessos e dificuldades para implementação e regulamentação de diferentes
formas de se trabalhar. Conforme, Ricardo Antunes afirma que o trabalho remoto:

[...] pode trazer vantagens, como economia de tempo em


deslocamentos, permitindo uma melhor divisão entre trabalho produtivo e
reprodutivo, dentre outros pontos positivos. Mas com frequência é, também,
uma porta de entrada para a eliminação dos direitos do trabalho e da
seguridade social paga pelas empresas, além de permitir a intensificação da
dupla jornada de trabalho, tanto o produtivo quanto o reprodutivo (sobretudo
no caso das mulheres). Outra consequência negativa é a de incentivar o
trabalho isolado, sem sociabilidade, desprovido do convívio social e coletivo
e sem representação sindical. (ANTUNES, 2018, p. 37)

As mudanças geradas pelo trabalho remoto, que é “[...] conclusão da


evolução natural que supõe aplicar novas tecnologias a certas atividades, e que
incide, em geral, na maneira de organizar o trabalho” (GALLARDO MOYA, 1998, p.
51), trazendo sequelas para o funcionário, para o empregador e, assim, para a
sociedade como um todo.
Esta nova modelagem de se trabalhar, para Javier Thibault Aranda (2003),
transpassa com a unidade aristotélica de lugar, tempo e trabalho. Seus benefícios
são a possibilidade de o trabalhador organizar seu próprio tempo e horário e
alcançar de maneira autônoma seus objetivos. Por outro lado, o teletrabalho não
pode significar um “neotaylorismo” tecnológico, com a tradução em baixos salários e
invasão da vida privada.

4.1 NA VISÃO DO TELETRABALHADOR

O teletrabalhador, como qualquer outro trabalhador, tem vínculo empregatício,


ou seja, o vínculo de emprego é tão somente caracterizado pelo conjunto de
relações jurídicas que ligam o empregado ao empregador. Essa aparência possui
respaldo na visão neoliberal de rigidez dos escritórios, em que a rigidez militar se
torna obsoleta e é preciso dar liberdade ao empregado (ROBORTELLA, 1994).
Com a utilização da tecnologia do computador, além de diversas outras, a
relação jurídica do emprego é ainda mais complexa, uma vez que o
desenvolvimento tecnológico trouxe novas ferramentas de trabalho, que permitem
que o empregado execute suas tarefas em qualquer local, seja na sua residência ou
em outro país. Nesse sentido, o teletrabalhador pode ser considerado o trabalhador
moderno, uma vez que é o trabalhador que usufrui dos recursos tecnológicos para
executar suas tarefas.
Contudo, a aparência do teletrabalhador livre de fiscalização, controlando seu
tempo e sua tecnologia não reflete a realidade, uma vez que o computador não retira
o poder direto sobre a atividade do trabalhador, mas sim o intensifica, já que está
conectado a uma rede (TRIBAULT ARANDA, 2001).
A liberdade também representa vantagens para a organização, que passa a
ter mais flexibilidade na gestão de seus recursos humanos, podendo ajustar o
número de horas trabalhadas às necessidades do negócio, assim como às
preferências dos trabalhadores. Além disso, o teletrabalho pode gerar economia de
custos com instalações, equipamentos e mão de obra, além de aumentar a
produtividade e a qualidade do trabalho.
Álvaro Mello (1999), no mesmo sentido, entende a redução de custos com
logística e transporte, bem como maior tempo livre para realizar outras atividades,
como uma maneira de dar ao trabalhador melhoria em sua qualidade de vida.
O que o autor quis dizer com o termo distração foi que, ao trabalhar em casa,
o indivíduo pode ser facilmente distraído por seus familiares, uma vez que eles
estarão sempre por perto.
Em relação a finanças para os teletrabalhadores por não ocorrer o
deslocamento para o local de trabalho, Barros e Silva (2010) fazem uma ressalva,
uma vez que há um crescente de gastos com energia, água, toda infraestrutura
doméstica e recursos que são disponibilizados na empresa física.
Do mesmo modo, Javier Thibault Aranda (2003) afirma que em bem feitos
coletivos ou nos contratos de trabalho é preciso levar em consideração os gastos
com aquecimento, eletricidade, telefone, conexão das redes informáticas e utilização
do domicílio do teletrabalhador.
Os autores trazem ainda que as empresas não apresentam uma posição
única em relação ao teletrabalho, ou seja, o teletrabalho pode ser adotado como um
estilo de vida ou como um projeto de trabalho, que pode ter início e término, ou seja,
temporário. Segundo, Tremblay afirma que:

[...] a flexibilidade de horários pode tornar-se uma desvantagem para o


teletrabalhador, o obrigando a gerenciar seu tempo da melhor forma, sem
ao menos entender se o funcionário está ou não preparado para o
autogerenciamento;

A sobrecarga de trabalho pode causar estresse e ansiedade ao trabalhador,


além de ser prejudicial à saúde. Por isso, é importante que o teletrabalhador seja
cuidadoso com o uso do tempo, definindo horários específicos para o trabalho, para
o descanso e para o lazer.
De acordo com o art. 7º, XIII, da Constituição Federal de 1988 e o art. 58 da
Consolidação das Leis do Trabalho, a limitação da jornada de trabalho é de no
máximo 8 horas diárias e 44 horas semanais. Com isso, o direito à desconexão do
trabalho não está expressamente previsto no ordenamento jurídico brasileiro, no
entanto, encontra respaldo na doutrina e na jurisprudência.

[...] em vez de diminuir o tempo de trabalho as tecnologias têm trazido para


a maioria dos trabalhadores uma dificuldade de gozar suas folgas
plenamente, recebendo e enviando de suas residências e-mails relativos ao
trabalho, que muitas vezes demanda atividades a serem desempenhadas
em casa, além de todas aquela desempenhas na empresa nos horários
regulares de serviço. (BUSSINGUER, 2013, p.99)

Pelo mesmo modo, Almeida & Colnago (2016, p. 119) levanta uma relação
intrínseca aos direitos fundamentais em relação da segurança no trabalho:

[...] é inerente a todo e qualquer empregado o direito de se


desconectar, de se desligar do ambiente de trabalho, a fim de melhor
interagir com a família, com amigos, ou mesmo consigo próprio – momentos
de estímulo cerebral distintos das tarefas rotineiras do trabalho, o que irá
proporcionar maior disposição ao empregado, além do aumento de sua
criatividade, melhora do humor, maior concentração no retorno ao trabalho,
dentre outros benefícios que serão revertidos em favor do próprio
empregador.

O empregador deve, por sua vez, disponibilizar o sistema necessário para


que o funcionário possa registrar sua jornada de trabalho. O controle da jornada de
trabalho é importante para a manutenção da saúde do colaborador, que pode ser
afetada pelo excesso de trabalho.
Para evitar problemas com a saúde do empregado, o teletrabalho deve ser
organizado de forma que ele possa cumprir suas tarefas dentro do período de
trabalho estabelecido e que possa ter pausas para descansar.

4.2 NA VISÃO DA ORGANIZAÇÃO

Ao permitir que os funcionários trabalhem de forma remota, as empresas


podem reduzir significativamente seus custos de infraestrutura, pois não precisam
mais manter escritórios ou outros espaços físicos para seus funcionários. Isso pode
representar uma economia significativa para as empresas, especialmente se elas
estiverem localizadas em áreas de alto custo. No artigo “Lar, doce escritório”, José
Pastore traz a reflexão:

Duas forças estimulam o teletrabalho. Em primeiro lugar, o alto custo


de admitir e demitir, assim como os enormes tributos que incidem
sobre o trabalho permanente. Em segundo lugar, o alto custo do
pessoal auxiliar envolvido com o trabalho fixo e o próprio espaço
físico. (PASTORE, 1998)

Em seus estudos, Nilles (1997) elenca as principais vantagens, dentro de uma


empresa e para os seus empregados, da implementação do teletrabalho. Para o
autor o aumento da produtividade é notável, atrelada a diminuição de rotatividade de
trabalhadores, a redução de custos no deslocamento, o ganho de tempo, a
qualidade dos serviços prestados, maior flexibilidade organizacional e, ainda, a
motivação dos trabalhadores.
Já Goulart (2009) diz que as vantagens e desvantagens dependem,
principalmente, de um planejamento e organização das empresas no momento de
execução do teletrabalho. Para a autora, se o programa for bem executado, trará os
benefícios para a empresa da redução dos custos com funcionários, o aumento da
produtividade, a melhoria do clima organizacional e a prática da gestão por
competências por projetos.
Ainda neste ângulo, o propósito empresarial sofre alterações:

Nesta linha de raciocínio temos agora, dentro desta visão ampla e


integrada, os processos gerenciais, convivendo com o trabalho remoto,
eletronicamente gerenciado. Consequentemente, a empresa não deve ter
mais expectativas, neste processo de mudanças gerenciais, de dispor de
funcionários que chegam ao local de trabalho na hora marcada e ocupam
suas funções pré-estabelecidas nas suas mesas cativas ou salas próprias.
Face a esta inovadora abordagem do teletrabalho, é necessário entender
que na moderna empresa,a estrutura organizacional, a estratégia, a cultura,
os papéis e os processos estão interligados entre si, exigindo um novo
alinhamento, equilíbrio e harmonia organizacional. Portanto, as questões
centrais das organizações estão mudando e têm como fatores críticos para
o sucesso do teletrabalho, o gerente, o supervisor e o empregado.
(TACHIZAWA; MELLO, 2003, p. 24)

Álvaro Mello (1999), Por sua vez, lista a probabilidade de contratação em uma
área Ampliação da área geográfica e redução do turnover e absenteísmo como
principais benefícios para a empresa.
Aliás, para Goulart (2009) o fato de que o teletrabalho pode acarretar na
diminuição do contato entre funcionário e gestor, o que pode doer mais às relações
que já eram de confiança. Esse contato, que deve ser estabelecido por telefone, e-
mail e outros canais de comunicação, precisa ser constante para que a informação
esteja sempre fluindo e a gestão seja eficiente.
O texto apresenta uma análise do mercado de trabalho em tempos de
Pandemia e o impacto que a adaptação às mudanças que foram impostas teve nas
relações de trabalho, nas relações interpessoais e na própria relação do trabalhador
com o seu trabalho.
Muitas destas desvantagens, associadas à diminuição da gestão da
experiência e aprendizagem direta e ao distanciamento da dinâmica organizacional
acabam causam a Síndrome de Burnout, ou esgotamento mental. Além disso,
Goulart
(2009) destacou a carência de legislação específica, como uma importante
desvantagem para o modelo de teletrabalho.
Ao contrário do que muitos pensam, o isolamento profissional não é uma
questão somente de alguém ficar remoto, trabalhando em casa. As pessoas que
estão em uma sala de aula, mas não conhecem ninguém no seu ambiente de
trabalho, podem estar isoladas.
A ausência legislativa, muitas vezes pautada como malefício ao colaborador,
pode ser empregada também ao empregador, em razão de que:

[...] vale a pena alertar para o fato de que algumas empresas imaginam
estar aplicando o teletrabalho em sua gestão, quando na verdade estão
apenas usando artifícios para reduzir custos, ou simplesmente, contratando
serviços, de onde poderão surgir questões legais e trabalhistas, que
comprometerão o real significado do Teletrabalho. Por exemplo, pode
ocorrer se mal administrado, o caso em que o funcionário que trabalha em
casa, move uma ação na Justiça, demonstrando que trabalhava até a meia
noite, e sem horas extras e ter grandes possibilidades de ganhar a causa
com seu empregador.
(TACHIZAWA; MELLO, 2003, p. 24)

Neste sentido, o potencial cognitivo do trabalhador, quando afetados por


condições físicas e psicológicas, como a exaustão ocasionada pelo isolamento,
revelam um desempenho prejudicado e possibilidades de maior qualificação
profissional são desperdiçadas (ALMEIDA; COLNAGO, 2016).
Por fim, o trabalho remoto deve estar relacionado à cultura organizacional e
ao arranjo tecnológico disponibilizada, para que esta categoria de trabalho, assim
como seu diálogo e execução realize-se de forma mais vantajosa possível
(ADERALDO e LIMA, 2017)

5. A INTRODUÇÃO DO TRABALHO REMOTO NO PERÍODO DA PANDEMIA

A utilização dos avanços da atual revolução industrial, tão necessários nesse


contexto, foi restrita a algumas classes, prejudicando muitos quando o trabalho
passou a ser home office. (RAPOSO, 2013). A tecnologia proporciona um acesso
maior às informações e, consequentemente, às oportunidades. Quem não tem
acesso a ela fica à margem da sociedade e acaba prejudicado.
O fundamento dos direitos humanos é o direito em ter direito. Observa-se que
a assertiva é de total aceitação, pois os indivíduos que não possuem tais tecnologias
não conseguiram continuar de forma eficaz seus trabalhos.
Ao longo da história, muitos são os casos em que os filósofos se mostraram
incapazes de prever o futuro, seja pela incapacidade de prever as tecnologias que
surgiriam, seja pela incapacidade de prever o impacto que essas tecnologias teriam
nas sociedades.
Porém, é inegável que os antigos filósofos não pudessem prever o futuro, em
relação a nova era da tecnologia em tempos modernos. Sendo assim, o filósofo
Zygmunt Baumann, em seu livro “Modernidade Líquida” (1999), afirmou que esses
novos avanços atrapalhariam as relações sociais.
Toda via, percebeu-se que durante a crise enfrentada, essa modernização
gerada foi de total necessidade, pois devido a ela pôde manter o trabalho na
modalidade de teletrabalho, para que não houvesse perdas maiores. Conforme os
pensamentos do filósofo anteriormente citado, não são as crises que transformam o
mundo, e sim nossa reação diante delas. (BAUMANN, 1999)
Segundo o site G1, através de uma pesquisa realizada por um site de
empregos Indeed, “Entre os profissionais ouvidos, 36% disseram ter recebido
treinamento e acesso a ferramentas digitais para otimizar o trabalho em equipe e
34% receberam da empresa o equipamento necessário para fazer seu trabalho
adequadamente.”
No Brasil, como ocorre em várias partes do mundo, avista-se que o home
office é uma tendência e a flexibilização da jornada de trabalho é um dos pontos
para esse movimento. As empresas têm percebido a importância do ambiente
favorável ao trabalhador, pois isso gera aumento na produtividade. (SAP, 2016)
Zenão de Cítio diz que, “A felicidade é o bem-fluir da vida”. Conforme esta
alegação, é preciso considerar que, apesar de existirem inúmeras vantagens na
adoção do home office, não se pode negar que também existem algumas
desvantagens. Sendo assim, cabe à organização avaliar se os benefícios
proporcionados pelo home office estão de fato superando as desvantagens.
Esta classe se deve ao fato de que, segundo pesquisas e estudos, foi
necessário demonstrar que a maioria dos colaboradores, quando estão no conforto
de suas casas, ou seja, com a disponibilização de uma melhor qualidade de
trabalho, conseguiram melhorar seus feitos trabalhistas. (WIKIQUOTE, 2020)
Segundo uma pesquisa, realizada pelo site de empregos Indeed, exposta no
G1, afirma que:
(...) dentre as principais vantagens do home office, 60% citaram a economia
em transporte, alimentação fora de casa e outros gastos ligados ao
deslocamento. As outras vantagens mais citadas são um maior equilíbrio
entre vida pessoal e profissional (55%), não precisar pegar transporte
público ou congestionamentos (54%) e ter mais tempo para tarefas
domésticas e familiares (47%). Uma parcela pequena, de 8%, apontou
ainda o fato de não precisar socializar com colegas de trabalho.

Quando as restrições sanitárias acabarem, muitas atividades presenciais vão


voltar a ser realizadas, mas a realização de eventos em formato online é uma
realidade que deve continuar gerando economia com deslocamentos, ainda que em
menor escala, salienta Andrade. (2021)
Dentre os principais benefícios que o trabalho social oferece estão o aumento
da satisfação com a vida, o aumento da autoestima, a redução da solidão e a
melhora da saúde mental. Além disso, o trabalho social também pode ajudar as
pessoas a se desenvolverem de forma mais completa, pois elas aprendem a lidar
com as diferenças entre as pessoas e a se relacionar de forma mais eficaz.
Felipe Calbucci, diretor de vendas do Indeed no Brasil, com os devidos
investimentos, as empresas podem conseguir uma equipe preparada e treinada e,
assim, manter o home office, em alguns casos, mesmo após o término da crise
humanitária. O INDEED (2021) ainda destaca:

O deslocamento até o local de trabalho costuma ser um grande fator de


estresse para muitos profissionais brasileiros. Além dos custos elevados
com passagens e combustível, sente-se que o tempo gasto nesse percurso,
muitas vezes em condições nada confortáveis, poderia ser empregado de
forma muito mais satisfatória em outro lugar.

O trabalho em equipe a distância pode, também, ser uma dificuldade para os


trabalhadores, pois é mais difícil coordenar o trabalho de todos, além de ser difícil
acompanhar o andamento das tarefas em tempo real. Por outro lado, o home office
pode ser uma boa oportunidade para os trabalhadores que têm dificuldade de
concentração em um ambiente de trabalho comum, pois em um ambiente mais
tranquilo e sem barulhos externos, esses trabalhadores podem se sentir mais
motivados a realizar suas tarefas. (FORBES, 2021)
Não é à toa que se fala tanto na importância de um bom relacionamento
interpessoal no ambiente de trabalho, pois é através da socialização que
conhecemos nossos colegas de trabalho, seus hobbies, oportunidades de
crescimento, compartilhamento de ideias, e tudo isso contribui para que a empresa
seja cada vez mais produtiva.
De acordo com Haubrich e Froehlich (2020), nem todos os profissionais se
adequam ao teletrabalho, pois esta demanda de autodisciplina, organização,
autonomia e prazer em trabalhar sozinho. Como destacado, a adequação do home
office acarretou grandes mudanças na vida de todos os trabalhadores e
empresários, desde uma certa resistência, dificuldade junto à gestão das empresas
de como administrar um bom funcionamento, treinamentos, até baixos
desempenhos a distância, já que muitos avistavam nesse período uma oportunidade
de “caçoar” suas jornadas de trabalho.
Com a quarentena, as pessoas tiveram que fazer suas atividades em casa, o
que pode causar vários problemas, como alterações nos horários de trabalho e
grandes chances de distrações e interrupções devido a junção da família em
ambiente único. (SPURK; STRAUB, 2020)
Não ter o controle de um ambiente de trabalho, além de não permitir que a
empresa tenha um controle de quais são as tarefas que estão sendo executadas ao
longo do dia, também pode afetar a produtividade.
Em compensação, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Site G1 em
parceria com a Talenses Group e a Fundação Dom Cabral, destaca que, "Quando o
assunto é a carga horária há quase um consenso: 85,2% dos trabalhadores
concordam, total ou parcialmente, que a carga de trabalho aumentou com o home
office e a pandemia".
Isso só é possível com a ausência de um controle efetivo dentro das
empresas, que acabam permitindo que seus funcionários trabalhem mais do que o
necessário, o que não é uma boa estratégia de gestão.
Vale lembrar que uma gestão de ponto eletrônico online permite que o gestor
acompanhe o tempo de entrada e saída de seus funcionários, além de controlar o
tempo de jornada de trabalho de cada um, o que pode ser uma boa solução para
esse problema.
Por outro lado, é importante que o gestor se atente ao fato de que essa
ferramenta deve ser utilizada de forma correta, de modo que não se tornem uma
ameaça para a liberdade de seus funcionários.
Mais uma vez, existem barreiras de distância em casa escritório. Nesse caso,
o uso de ferramentas para encurtar a distância é fundamental, missão Essencial
para gestores. Este trabalho visa melhorar a qualidade do trabalho e Comunicação
entre colaboradores e gestores, facilitando reuniões diárias, feedback mensal, para
apontar o que está funcionando bem e o que pode ser melhorado. Ainda
interessante demonstrar a cara da empresa, mostrando reconhecimento pelo bom
trabalho e oferecer cursos gratuitos para melhorar a qualidade dos funcionários.
(SANTOS et al.,2020)
O medo de perder o emprego é outro drama que se desenrola durante o
home office, então, às vezes resulta em funcionários mais engajados do que o
normal vá até mesmo além dos limites saudáveis para atingir metas e expectativas
irrealistas. neste logicamente, assume-se que o trabalho não espera, por isso as
obrigações muitas vezes se estendem além do final regular do dia e por mais tempo
sem funcionários perceber. (CONTROL ID, 2021)
Home office pode ser visto e implementado devido à pandemia de Covid-19.
Também é um arranjo acidental, porque é assim que muitas pessoas trabalham,
onde a empresa está apenas tentando sair da crise. (AGÊNCIA BRASIL, 2020).
As pessoas notaram que muitos gerentes não estão ajudando seus
funcionários a se ajustarem em casa, com materiais apropriados necessários para
fazer um trabalho de excelência, por exemplo fornecer pelo menos um suporte
estrutural para eles acomodarem suas demandas. No entanto, sentados no mesmo
lugar por horas, usando ferramentas inadequadas para simular o ambiente de
trabalho acabarão quebrando estado de saúde individual. (BRASIL, 2020)
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o advento da pandemia
causada pelo Covid-19 e a realocação de trabalhos de casa, o número de problemas
nas costas devido à má postura e ao agravamento do sedentarismo está
aumentando. Além disso, proliferam os problemas de saúde mental entre os
assalariados que, além do pavor e da insegurança, transpassam a viver reclusos na
sociedade em geral. Logo podemos ver que esses eventos contribuírem para o
surgimento de danos decorrentes do trabalho remoto. Para Muniz (2000), se o home
office diminuiu o risco de contágio, aumentou o cansaço físico e mental.
Segundo a Sociedade Brasileira de Teletrabalho - SOBRATT (2007), no
Brasil, mais de 3 milhões de pessoas já trabalham de alguma forma neste tipo de
sistema. Nesse cenário, é possível comparar empresas que já funcionavam muito
antes da pandemia do, como a farmacêutica Allergan, com empresas que precisam
se adaptar ao novo contexto global. Portanto, aquelas marcas que já havia adaptado
de alguma forma estavam um pouco à frente na adaptação ao novo mundo.
De todos os benefícios que a inovação tecnológica trouxe para a cultura
organizacional de muitas empresas, o teletrabalho é talvez um dos fatores mais
atraentes, além de sinalizar como será o futuro do trabalho. Muitas das vantagens
do teletrabalho são óbvias: a flexibilidade de horários, a possibilidade de trabalhar de
qualquer lugar e a redução dos custos de transporte e alimentação, por exemplo.
Mas há outros benefícios menos evidentes, como a redução da rotatividade de
funcionários e o aumento da produtividade. Apesar de todos esses benefícios, o
teletrabalho ainda enfrenta alguns desafios, como a dificuldade de integração de
novos funcionários e a necessidade de um bom planejamento para garantir a
eficiência do time.
Ainda que o teletrabalho seja acentuado, de modo a garantir o emprego
desses indivíduos, sua realização de forma remota representou aumento de
vulnerabilidade e precarização, com ensejo a outras doenças físicas e mentais,
principalmente às mulheres, através do acúmulo de trabalho em casa (CUIDAR
VERBO COLETIVO, 2020).
Embora seja uma das medidas mais eficazes para conter o contágio por
coronavírus, o isolamento social também tem impactos sociais e psicológicos. Diante
dessa problemática, surge machucar de forma concreta as relações sociais,
aumentando ainda mais a sensação de solidão e deixando as pessoas mais
vulneráveis às diversas formas de violência.
Assim, faz-se necessário o estabelecimento de políticas públicas que visem à
promoção da saúde mental e bem-estar das pessoas nesse período de pandemia,
de forma a minimizar os impactos negativos do isolamento social.
6. CONCLUSÃO

O trabalho remoto e o home office são métodos de trabalho que a população


mundial conhece há anos. Mas em 11 de março de 2020, quando a OMS
caracterizou a COVID-19 como uma pandemia global, tais institutos se tornaram
uma realidade para muitos brasileiros.
O objetivo deste trabalho foi verificar como se deu tal implantação e
aperfeiçoamento no contexto econômico, social e de saúde brasileiro. Os ônus e
benefícios dos direitos trabalhistas para trabalhadores, empregadores e sociedade é
um tema que deve ser discutido continuamente.
Desafios causados pela Pandemia da Covid-19, como liderar grupos de
pessoas para longe de seus líderes pode se tornar uma realidade cada vez mais
comum nos anos seguintes ao isolamento social. Todas essas mudanças
importantes de igualdade tendem a mudar as práticas da vida social antes desta
época de pandemia.
Assim, os resultados deste estudo visam fornecer informações para que
outras empresas e o público avaliem possíveis desafios e práticas na
implementação de novas rotinas de teletrabalho. Ressalta-se que as implicações
aqui apresentadas não pretendem fornecer um resultado concluso que todas as
organizações possam alcançar, mas sim apresentar possíveis expectativas para a
melhoria desse tipo de situação.
Este estudo também incluiu, melhorias de teletrabalho durante a pandemia de
COVID-19 para destacar suas principais vantagens e desvantagens. O emprego
virtual é, portanto, um fardo e um bônus para o empregado, empregador porque é o
resultado de um desenvolvimento natural baseado nas evoluções tecnológicas e na
globalização.
Por tanto, intensificação do teletrabalho em tempos pandêmicos requer um
olhar cauteloso, no que tange à realidade brasileira. Cabe, pois, compreender os
aspectos evolutivos desta forma laboral estudada na presente pesquisa. Afinal, “[...]
o arcabouço jurídico não salva as sociedades das crises; antes, permite-as”
(MASCARO, 2000, p. 10).

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