0% acharam este documento útil (0 voto)
45 visualizações28 páginas

Funções e Estruturas dos Lipídios

Os lipídios são moléculas apolares, insolúveis em água, que desempenham funções essenciais como reserva de energia e componentes das membranas celulares. Eles incluem diferentes classes, como ácidos graxos, triglicerídeos e colesterol, e possuem propriedades químicas que permitem sua agregação em soluções aquosas. Os ácidos graxos podem ser saturados ou insaturados, e alguns são considerados essenciais para a saúde humana.

Enviado por

Alexandre Vitolo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
45 visualizações28 páginas

Funções e Estruturas dos Lipídios

Os lipídios são moléculas apolares, insolúveis em água, que desempenham funções essenciais como reserva de energia e componentes das membranas celulares. Eles incluem diferentes classes, como ácidos graxos, triglicerídeos e colesterol, e possuem propriedades químicas que permitem sua agregação em soluções aquosas. Os ácidos graxos podem ser saturados ou insaturados, e alguns são considerados essenciais para a saúde humana.

Enviado por

Alexandre Vitolo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

LIPÍDIOS

BIOQUÍMICA ESTRUTURAL
1
2º e 3º Períodos
 DEFINIÇÃO

 (grego “lipos”, gordura) são moléculas apolares, solúveis

em solventes orgânicos (metanol, clorofórmio, etc) e


essencialmente insolúveis em água.

 São moléculas que possuem uma grande variedade de


formas estruturais, tendo em comum somente o fato de
serem hidrofóbicas e serem biossintetizadas a partir da
acetil-CoA.

 Substâncias que, por hidrólise, fornecem ácidos


graxos.
2
 FUNÇÕES

 Reserva de energia;
 Combustível celular;
 Componente estrutural das membranas biológicas e
 Isolamento e proteção de órgãos.

Figura 1 – Os lipídios exercem as mais variadas e importantes funções no metabolismo dos


seres vivos. 3
 PROPRIEDADES QUÍMICAS

 A única propriedade química comum aos lipídios é seu


caráter hidrofóbico e a presença de uma
extremidade na molécula que possui certa polaridade e
que possibilita sua ligação com compostos polares, que
vão tornar possível seu transporte em meio solúveis.

 Os lipídios em solução aquosa tendem a agregar-se


pela cauda apolar deixando a cabeça polar em contato
com o meio aquoso, formando uma molécula globosa
denominada micela que será tanto mais solúvel,
quanto maior for a polaridade da cabeça polar.

4
 PROPRIEDADES QUÍMICAS

Figura 3 – Arranjo estrutural micelar dos lipídios


em solução aquosa

Figura 2 – Representação didática de uma


molécula de lipídio evidenciando a parte
polar e a apolar de sua molécula.
A. micela globosa;
B. bicamada lipídica;
C. bicamada lipídica em forma de membrana
separando dois ambientes líquidos distintos.

5
 CLASSIFICAÇÃO

I. Ácidos Graxos (á[Link]ítico)

II. Glicerolipídeos (triglicérides)

III. Glicerofosfolipídeos (fosfolipídios)

IV. Esfingolipídeos (esfingomielina)

V. Esteróides (colesterol)

6
 ÁCIDOS GRAXOS

Os ácidos graxos são


ácidos carboxílicos de
cadeia longa (mais de
12 átomos de carbono)
que pode ser saturada
(contém ligações
simples),
monoinsaturada
(contém uma ligação
dupla) ou poli-
insaturada ( duas ou
mais ligações duplas).
Figura 4 - Representação dos ácidos graxos saturados e
insaturados (Fonte: [Link]) 7
 ÁCIDOS GRAXOS

Óleos e azeites
são líquidos à
temperatura
ambiente, pois
apresentam maior
concentração de
ácidos graxos
mono e poli-
insaturados.

Figura 5 – Ácidos graxos saturados e insaturados trans e cis


(Fonte:[Link]) 8
 ÁCIDOS GRAXOS
 Nomenclatura dos AGs

Na nomenclatura IUPAC
(sistemática), os carbonos são
numerados a partir do carbono
carboxílico. Na nomenclatura
comum, o átomo de carbono
adjacente ao carbono carboxílico é
designado α, e os carbonos
seguintes são nomeados β, γ, δ,
etc. O átomo de carbono mais
distante do carbono carboxílico é
chamado carbono ω (ômega),
independente do tamanho da Figura 6 – Identificação dos carbonos na
estrutura dos ácidos graxos
9
cadeia.
 ÁCIDOS GRAXOS
 Nomenclatura dos AGs
O número antes dos dois pontos indica o número de carbonos na
cadeia e os números que se seguem indicam o número de
ligações duplas e suas posições.

Figura 7 – ÁCIDO ESTEÁRICO – monossaturado de 18 átomos


de carbonos – C 18:0

Figura 8 – ÁCIDO ARAQUIDÔNICO – poli-insaturado de 20


átomos de carbonos – C 20:4 (5,8,11,14) ou ômega (ω)-6
10
 ÁCIDOS GRAXOS
 Nomenclatura dos AGs
Apesar de a maioria dos ácidos graxos possuírem nomes vulgares de largo uso na
prática diária, a nomenclatura oficial obedece às regras para ácidos carboxílicos,
com a terminação –óico adicionada o número de carbonos. Desta forma, o ácido
láurico (nome vulgar) é denominado ácido dodecanóico (12:0), ou seja, um ácido
graxo saturado de 12 carbonos. O ácido linoléico é o ácido octadienodecanóico
(18: 2Δ9,12), ou seja, um ácido graxo insaturado de 18 carbonos e com as duplas
ligações nos carbonos 9 e 12.

Tabela 1 – Nomenclatura vulgar e oficial dos ácidos graxos. 11


 ÁCIDOS GRAXOS
 AGs essenciais

Dois ácidos graxos são essencias


em humanos:

 ácido linoléico, que é


precursor do ácido araquidônico
(o substrato para a síntese das
prostaglandinas);

 ácido linolênico, o precursor


de outros ácidos graxos ω-3
importantes para o crescimento
e o desenvolvimento. (Nota:
Deficiência de ácido linolênico
resulta em diminuição da visão e
alteração do aprendizado.

Figura 9 – Alguns ácidos graxos de


importância fisiológica. 12
 ÁCIDOS GRAXOS
 Reações químicas

 Os ácidos graxos sofrem vários tipos de reações químicas,


dentre as quais podemos citar:

 Esterificação: ácidos graxos ligam-se a álcoois formando


ésteres:

R-COOH + HO-R  R-COO-R + H2O

 Saponificação: ácidos graxos reagem com bases fortes


gerando um sal (sabão) que possui propriedades emulsificantes
(solubilizantes de gorduras).

R-COOH + NaOH  R-COONa + H2O

 Hidrogenação: ácidos graxos insaturado (com duplas ligações)


recebem H2 e convertem-se a ácidos graxo saturado.

R-CH=CH-COOH + H2  R-CH2-CH2-COOH
13
 ÁCIDOS GRAXOS
 AGs Trans

 Conhecidos como Gordura Trans.

 São originados pelo processo de hidrogenação, onde ocorre a


eliminação de duplas ligações da cadeia de carbono dos AG e inversão
da disposição dos átomos de hidrogênio, modificando a estrutura do
ácido graxo e dando assim origem aos ácidos graxos trans.

 Esta reação é realizada para converter óleos vegetais líquidos em


gorduras sólidas ou semi-sólidas, sendo utilizada na fabricação de
margarinas, gordura para fritura, massas, sorvetes, bolos, salgadinhos
de pacote, biscoitos, batata-frita, dentre outros alimentos
industrializados.

Figura 9 – Representação esquemática dos AGs trans. 14


 ÁCIDOS GRAXOS
 AGs Trans

 Os AG trans possuem uma conformação linear e mais rígida,


fazendo com que esses ácidos graxos são termodinamicamente
mais estáveis e resistentes aos processos oxidativos, à
deterioração e a modificações de sabor, aumentando, assim, o
prazo de validade de alguns produtos industrializados.

 Por ser uma gordura modificada quimicamente, o organismo


não sabe como digerí-la suficientemente.

 O corpo guarda na região da barriga, aumentando o risco de


infartos, derrames, câncer de cólon, mama e útero.

 A gordura interesterificada, que não contém trans. As


margarinas, por exemplo, já acusam nos seus rótulos a
presença desse mais novo processo que solidifica os óleos
vegetais sem que estes tenham que ser hidrogenados.

15
 ÁCIDOS GRAXOS
 AGs Trans
 Os AGs trans inibem a ∆5 dessaturase.

 Diminuem a síntese dos Ácidos Graxos Poli-insaturados (PUFAs


- Polyunsatured Fatty Acids)

 EPA:é importante por sua ação anti-inflamatória, pois atua na produção de prostaglandinas.

 DHA: está envolvido com diversos processos cognitivos, além da correta sinalização entre os
neurônios. Há estudos que afirmam que o DHA pode impedir a formação de substâncias
deletérias para o cérebro e aumentar a produção de substâncias anti-inflamatórias e
neuroprotetoras, tendo efeito protetor contra doenças neurodegenerativas como Alzheimer e
Parkinson.
16
 TRIGLICÉRIDES

 Os triacilgliceróis (triglicerídeos)
são ésteres de ácidos graxos
com o glicerol.

 São os lipídeos mais abundantes


no transporte e armazenamento
de ácidos graxos.

 Reserva de energia.

 São armazenados nas células do


tecido adiposo.

 São também chamados de “Gor-


duras Neutras”

Figura 10 – Esquema estrutural dos


triglicérides

17
 FOSFOLIPÍDIOS

 São derivados dos triglicerídeos, onde o terceiro ácido graxo é


substituído por uma cabeça extremamente polar
contendo fosfato (PO3-2) ligado a um composto X que pode
ser de várias origens.

O grupo X pode ser o –H (ácido


fosfatídico, o mais simples),
etanolamina, colina, serina,
inositol, glicerol ou
fosfatidilglicerol.

Figura 11 – Esquema estrutural dos fosfolipídios.


18
Figura 12– Fostatidilcolinas (lecitinas).
 ESFINGOLIPÍDIOS

 A principal diferença entre os esfingolipídios e os fosfolipídios


é o álcool no qual estes se baseiam: em vez do glicerol, eles
são derivados de um amino álcool (esfingosina).

Figura 13 – Esquema estrutural dos esfingolipídios.

19
 FOSFOLIPÍDIOS

 Doenças do armazenamento de esfingolipídeos


(esfingolipidoses):

 São causadas por defeitos hereditários de enzimas necessárias para a


degradação dos esfingolipídeos nos lisossomas e provocam o acúmulo
desses compostos nas células.
 A mais comum é a doença de Tay−Sachs, causada pela deficiência
da β−hexoaminidase-A, a enzima que degrada o gangliosídeo.
Como a célula acumula essa molécula, ocorre uma deterioração
neurológica. Os sintomas da doença (cegueira, fraqueza muscular e
retardo mental) geralmente aparecem alguns meses após o
nascimento.
 Não existe terapia para as doenças de armazenamento dos
esfingolipídeos e, portanto, são fatais.
20
 COLESTEROL

 Também chamados de esteróis, este grupo de lipídio


não saponificável possui possuem como estrutura
molecular básica o núcleo-pentano-per-hidro-
fenantreno.
 Sintetizado e estocado no fígado.
 Componente essencial das membranas de todas as
células dos mamíferos
 Principal componente do cérebro e das células nervosas
 Papel na síntese de vários esteróides importantes.
 Fontes: alimentos de origem animal
 Ex: precursor de vitamina D, sais biliares,
aldosterona, hormônios sexuais
21
 COLESTEROL

Figura 14 – Estrutura esquemática do Colesterol e seus derivados.

22
 COLESTEROL x Doenças cardiovasculares

23
EXERCÍCIOS
1. Os lipídeos são moléculas apolares que não se dissolvem em solventes polares como
a água. Com relação aos lipídeos, podemos afirmar que
I - são moléculas ideais para o armazenamento de energia por longos períodos.
II - importantes componentes de todas as membranas celulares.
III - estão diretamente ligados à síntese de proteínas.
A(s) alternativa(s) correta(s) é(são):

a) I. d) II e III.
b) I e II. e) II.
c) I e III.

2.

24
EXERCÍCIOS

3.

4.

25
ESTUDO DIRIGIDO:

1. O que são Lipídios e cite suas principais funções?

2. Explique o que são micelas.

3. O que são ácidos graxos saturados e insaturados?

4. O que é um ácido graxo essencial? Exemplifique.

5. Explique a reação de esterificação para formar um triglicérides?

6. Quais as principais funções do colesterol no organismo?

26
ESTUDO DIRIGIDO: Biblioteca virtual

27
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Todo material ora disponibilizado foi elaborado com bases nas referências bibliográficas abaixo
citadas:

 CAMPBELL, Mary K. Bioquímica. [Link]. Porto Alegre: Artmed, 2007.

 CHAMPE, Pamela C et al. Bioquímica Ilustrada. [Link]. Porto Alegre: Artmed, 2007.

 CORSINO, Joaquim et al. Bioquimica. Campo Grande, MS : Ed. UFMS, 2009. 213 p.

 GALANTE, F.; ARAÚJO, M. V. F. Princípios da Bioquímica. 1ª ed. São Paulo: RIDEEL, 2018. 512 p.

 MARZZOCO, A.; TORRES, B. B. Bioquímica Básica. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2007.

 MOTTA, Valter T. Bioquímica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Medbook, 2011.

 SMITH, C.; MARKS, A.D.; LIEBERMAN, M. Bioquímica Médica Básica de Marks – Uma Abordagem
Clínica. [Link]. Porto Alegre: Artmed, 2008.

 VIEIRA, Ricardo. Fundamentos de Bioquímica – Textos Didáticos. Belém, PA: Universidade


Federal do Pará, 2003.

28

Você também pode gostar