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Atividades de Alfabeto para 2º Ano

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Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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2° ANO

- CADERNO DO PROFESSOR -

1º BIMEST R E E N SI N O F U N DAM E N TAL I

1ª EDIÇÃO, 2021
LÍNGUA
PORTUGUESA
LETRAS
1 INICIAIS
EM NOMES
PRÓPRIOS
HABILIDADES DA BNCC

EF02LP06 Perceber o princípio acrofônico


que opera nos nomes das letras
do alfabeto.

Sobre a proposta
O bloco LETRAS INICIAIS EM NOMES PRÓPRIOS é formado
por um conjunto de três atividades que devem ser trabalha-
das em sequência. As atividades estão focadas no conheci-
mento do alfabeto do português do Brasil e na percepção
dos sons das letras. Os alunos devem perceber, dentro dos
nomes próprios, os sons das letras iniciais e que algumas
letras (grafemas) podem representar diferentes sons (fo-
nemas). É importante investigar qual é o nível de leitura e
escrita em que os alunos se encontram e se eles já conse-
guem escrever os nomes dos seus colegas sem apoio. Com
base na percepção dos grupos de alunos e de seus dife- bloco é identificar as letras iniciais e finais dos nomes pró-
rentes níveis de aprendizagem, pode-se organizar a turma prios dos alunos, bem como quais sons podem ser repre-
em duplas ou pequenos grupos de trabalho para que se sentados por essas letras.
apoiem mutuamente nas experiências de aprendizagem. Objetivos de aprendizagem
Referências sobre o assunto ⊲ Ler nomes próprios, percebendo os diferentes sons
⊲ LEAL, T; MORAIS, A. G. O aprendizado do sistema de das letras iniciais de cada nome.
escrita alfabética: uma tarefa complexa, cujo funcio- Objeto de conhecimento
namento precisamos aprender. In.: LEAL, T. F.; AL- ⊲ Conhecimento do alfabeto do português do Brasil.
BUQUERQUE, E. B. C.; MORAIS, A. G. Alfabetizar le- Prática de linguagem
trando na EJA: fundamentos teóricos e propostas ⊲ Análise linguística/semiótica (alfabetização).
didáticas. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.
Materiais
⊲ LEAL, T. F.; ALBUQUERQUE, E. B.; LEITE, T. M. R. Jogos: al-
⊲ Letras do alfabeto disponíveis no ANEXO 1 do mate-
ternativas didáticas para brincar alfabetizando (ou alfa-
rial do aluno.
betizar brincando?). In: MORAIS, A. G. de; ALBUQUERQUE, ⊲ Cartela de bingo do livro contendo nove divisões em
E. B. (Orgs.). Alfabetização: apropriação do sistema
branco.
alfabético. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. Disponível ⊲ Cartões grandes com os nomes dos alunos, em letra
em: [Link]
de imprensa maiúscula, para realizar o sorteio. O ta-
ceel/arquivos/[Link]. Acesso em: 9 maio 2020.
manho dos cartões deve ser grande o suficiente para
⊲ NÓBREGA, Maria José. Especial Ortografia Reflexiva:
que todos da turma possam enxergá-los quando mos-
Caminhos entre letras e sons. Disponível em: http://
trados.
[Link]/hotsite/especial- ⊲ Lista com os nomes dos alunos em letra de impren-
-ortografia-reflexiva/. Acesso em: 9 maio 2020.
sa maiúscula para ficar exposta caso os alunos
PÁGINA 3 ainda não saibam escrever os nomes de todos os
colegas.
1. BINGO DOS NOMES Dificuldades antecipadas
Alguns alunos podem ter dificuldades em reconhecer as
Esta é a primeira de um conjunto de três atividades com letras iniciais dos nomes dos colegas, bem como de escre-
foco em análise linguística e semiótica. A finalidade deste vê-los e identificá-los na cartela de bingo.

–3–
Orientações se estão escrevendo nomes repetidos nos espaços, dando
Para iniciar a atividade, organize os alunos em roda ou maior assistência a esses alunos, podendo avaliar os que
semicírculo e ajude-os a recortar as fichas das letras do já dominam essa habilidade, os que ainda estão em cons-
alfabeto disponíveis no ANEXO 1 do material do aluno. trução e os que ainda necessitam de um maior apoio.
Dite dez letras e eles têm que levantar a ficha que contém Leia as regras do jogo para os alunos e esclareça as
aquela letra. É uma atividade de aproximação dos alunos dúvidas que surgirem antes de começar. Comece a sor-
com o assunto da aula e, ao mesmo tempo, uma avaliação tear as fichas com os nomes dos alunos e dê dicas sobre
diagnóstica, para identificar se os alunos poderão reco- a letra inicial de cada um deles. As dicas são importan-
nhecer as letras iniciais dos nomes dos colegas e engajar- tes para os alunos refletirem sobre os sons das letras
-se na atividade. iniciais e a possibilidade de haver sons diferentes para
Pergunte se alguém da turma já jogou bingo e se conhe- uma mesma letra. Formule as dicas conforme os nomes
ce as suas regras. Faça um levantamento das regras do dos alunos da turma. Por exemplo, caso seja sorteado o
jogo que eles já conhecem. nome Gustavo, dê como dica: “O nome sorteado começa
Explique que, nesta atividade, vão jogar um bingo dife- com a mesma letra que o nome Gisele”; ou, caso seja
rente: o bingo dos nomes. sorteado o nome Carlos, diga: “O nome sorteado tem a
mesma letra que o nome Cecília”. Caso os alunos não
acertem o nome sorteado, dê outras dicas sobre a letra
PRATICANDO inicial e a final.
Orientações Após as dicas, os alunos devem dar os seus palpites
Peça aos alunos que observem a cartela do Bingo dos sobre o nome sorteado. Quando um aluno acertar, leia o
Nomes e mostre que ela contém nove espaços. Solicite a nome para validar o palpite correto e peça a eles que ve-
eles que escolham nove nomes entre os colegas da turma rifiquem se têm o nome sorteado em sua cartela. Caso o
e os registrem em cada espaço disponível na cartela. tenham, eles devem fazer um X para marcá-lo.
Caso julgue necessário, apresente no quadro uma lista Cole os nomes sorteados no quadro. Quando um aluno
com os nomes dos alunos da turma para aqueles que tive- conseguir marcar todos os nomes de sua cartela, ele ga-
rem dificuldades poderem consultá-los na hora de realizar nha o jogo.
o registro. Caso algum aluno não consiga identificar o nome lido
Circule pela sala para verificar se todos estão conse- pelo professor mesmo após colocá-lo no quadro, um cole-
guindo realizar o registro, se estão tendo dificuldades ou ga ou o professor pode ajudá-lo.

–4–
senta o mesmo som do C no nome da Alice?” Essa reflexão
RETOMANDO pode ser uma forma de avaliação ao final da atividade.

Orientações PÁGINA 7
Em duplas, os alunos devem conversar e responder às
questões, pois a avaliação entre os pares é bastante neces-
sária para que troquem ideias e verifiquem o quanto apren-
2. PESCARIA DOS NOMES
deram juntos. Depois, peça a algumas duplas que comparti- Esta é a segunda de um conjunto de três atividades com
lhem as suas conclusões. Espera-se que os alunos consigam foco em análise linguística e semiótica. A finalidade deste
verificar se suas cartelas estão completas e se conseguiram bloco é identificar as letras iniciais e finais dos nomes pró-
fazer a relação do nome lido pelo professor com o nome es- prios dos alunos, bem como o som dessas letras.
crito na cartela. Eles também podem perceber que, nas di- Objetivos de aprendizagem
cas dadas, o som das letras se repete em diferentes nomes. ⊲ Nomear a letra inicial e a letra final dos nomes dos alu-
Os alunos devem então responder às questões A e B in- nos da turma e organizar uma lista em ordem alfabética.
dividualmente, prestando atenção aos nomes dos colegas
que começam com a mesma letra e se essa letra representa Objeto de conhecimento
⊲ Conhecimento do alfabeto do português do Brasil.
o mesmo som em todos os casos. Espera-se que os alunos
consigam identificar os nomes que começam com a mesma Prática de linguagem
letra e percebam que a mesma letra pode representar mais ⊲ Análise linguística/semiótica (alfabetização).
de um som dependendo da outra letra que a acompanha, Materiais
como o C (com som de /s/ e com som de /k/, no caso dos no- ⊲ Fichas de papel em formato de peixe, disponíveis no
mes Cecília e Carlos), ou o S (com som de /s/ e com som de /ʃ/, ANEXO 2 do material do aluno.
no caso dos nomes Samuel e Sheila). Desse modo, pode-se ⊲ Tesoura.
fazer comparações entre nomes com letras iguais e sons di- ⊲ Lápis ou canetinha.
ferentes, como Carlos e Cibele ou Gustavo e Gisele. Peça aos ⊲ Clipes.
alunos que compartilhem suas respostas e suas conclusões. ⊲ TNT ou tecido azul.
Caso na turma não haja nomes que comecem com a ⊲ Varas de bambu ou varas feitas com rolinho de jornal
mesma letra e sons diferentes, uma alternativa seria cha- (para simular varas de pescar com ímã ou ganchinho
mar a atenção para a mesma letra no contexto do meio da na ponta).
palavra, por exemplo: “A letra C no nome do Carlos apre- ⊲ Fita adesiva.

–5–
Dificuldades antecipadas
É possível que alguns alunos não consigam reconhecer
os nomes dos colegas caso haja mais de um aluno com as
letras iniciais iguais. Também é possível que, ao organizar
a lista de nomes em ordem alfabética, alguns não saibam
onde colocar os nomes em casos com as mesmas letras
iniciais, ou se não houver alunos com nomes iniciados com
algumas letras do alfabeto.
Orientações
Prepare a sala de aula organizando as cadeiras em cír-
culo para apresentar a cantiga popular “Peixe vivo” com
a turma. Você pode utilizar um aparelho de som ou um ví-
deo para auxiliar a atividade. Abra uma roda de conversa,
pergunte aos alunos se conhecem a música e peça que
escrevam, no espaço, qual animal é citado nela. Espera-se
que os alunos digam que é uma música sobre peixes e que
escrevam a palavra peixe. Caso apresentem dificuldades
na escrita, peça que localizem essa palavra no título da
música. Pergunte a eles se já pescaram alguma vez e peça
que contem como foi. Explique aos alunos que, nesta aula,
eles vão brincar de pescaria. Pergunte se já brincaram de
pescaria e em que ocasião. Eles podem citar, por exemplo,
as festas juninas. Mostre que, nessa brincadeira, eles vão
pescar os nomes dos alunos da própria turma, observando
as letras e os sons de cada nome.
Sugestão de vídeo: Peixe Vivo. Cantigas de Roda. Ar-
tista: Palavra Cantada. Produtora Pulo do gato Animação.
Disponível em: [Link] ve, durante a atividade, os alunos que estão conseguindo
4ZSj4. Acesso em: 9 maio 2020. realizá-la como uma forma de avaliação. Dessa forma,
Explique aos alunos que, para começar a pescaria, cada pode-se notar os níveis de alfabetização em que cada um
um deverá confeccionar o seu peixe seguindo as instru- se encontra.
ções do livro. Leia as instruções e tire eventuais dúvidas
que surgirem. No momento de colocar o clipe, ajude os RETOMANDO
alunos fazendo um furo na ponta do peixe para colocar
os clipes. Coloque o TNT azul no centro do círculo como Orientações
se fosse o mar. Conforme os alunos forem terminando de Retome com os alunos a ordem das letras do alfabeto
fazer os peixes, peça que os coloquem no TNT com o nome observando o quadro do livro. Proponha a montagem de
virado para baixo. uma lista em ordem alfabética com os nomes dos alunos
da turma. Pergunte aos alunos como isso poderia ser feito
PRATICANDO e escute as suas sugestões.
Peça que digam qual será o primeiro nome a ser colado,
Orientações perguntando à turma qual é a primeira letra do alfabeto e
Quando tiverem colocado os peixes no TNT, explique que quem está com o nome, ou nomes, com essa letra inicial.
a pescaria vai começar. Convide um aluno para pescar um Convide o(s) aluno(s) a ir à frente e fixar o nome no quadro.
peixe, peça que leia o nome escrito no peixe pescado e iden- Chame a atenção deles para os casos de nomes que se
tifique de quem é o nome. Caso a criança não identifique o iniciam com a mesma letra, apontando que eles devem
nome, solicite aos colegas que ajudem. Chame o aluno que olhar a segunda letra do nome para saber a ordem. Repita
teve o nome pescado para ser o próximo a pescar, e assim esse procedimento de localizar o próximo aluno que deve-
sucessivamente, até que todos tenham pescado. rá fixar o nome, e assim sucessivamente, até que todos os
Peça aos alunos que observem os nomes que pescaram alunos tenham colado os peixes no quadro. Verifique, co-
e completem a atividade. Chame a atenção da turma para letivamente, na lista criada, quais nomes têm letras iguais,
as letras iniciais e finais de cada nome e a quantidade de porém com sons diferentes. Nesse momento, chame a
letras de cada um. Pergunte quais são as letras repetidas atenção dos alunos para os nomes que têm a mesma letra
nos nomes dos colegas, observando se letras iguais pos- representando sons diferentes, como é o caso de Cecília e
suem sons iguais ou diferentes. Os alunos devem compar- Carlos; Sheila e Samuel; Gabriel e Gisele, por exemplo. Po-
tilhar com os colegas suas respostas e conclusões. Obser- de-se também observar as letras que não estão no início

–6–
dos nomes, como é o caso da letra S em Gustavo (com som
de /s/), e em Gisele (com som de /z/), por exemplo.
Na atividade A, o aluno deve escrever seu nome no es-
paço do centro e, então, escrever os nomes que vêm antes
e depois do seu na lista de ordem alfabética. Na atividade
B, os alunos devem escolher cinco dos nomes que estão
no quadro e escrevê-los em ordem alfabética, sem consul-
tar o quadro. Depois, eles devem observar o quadro e veri-
ficar se escreveram os nomes na ordem correta e compar-
tilhar suas conclusões com um colega. Essas atividades
podem ser utilizadas como uma avaliação, observando os
alunos que apresentam dificuldades e, se for necessário,
orientando-os a observar o quadro para realizá-las.
PÁGINA 11

3. NOMES PRÓPRIOS - SONS


IGUAIS E DIFERENTES
Esta é a terceira de um conjunto de três atividades com
foco em análise linguística e semiótica. A finalidade deste
bloco é identificar as letras iniciais e finais dos nomes pró-
prios dos alunos, bem como os diferentes sons que podem
ser representados por essas letras.
Objetivos de aprendizagem
⊲ Agrupar nomes próprios de acordo com o som (fone-
ma) de cada letra inicial.
Objeto de conhecimento
⊲ Conhecimento do alfabeto do português do Brasil.

–7–
Prática de linguagem
⊲ Análise linguística/semiótica (alfabetização).
Materiais
⊲ 1 folha de cartolina por trio.
⊲ Fichas com nomes diversos escritos em letra de im-
prensa maiúscula disponíveis no ANEXO 3 do mate-
rial do aluno.
⊲ Envelopes comuns.
Dificuldades antecipadas
Alguns alunos podem apresentar dificuldades na iden-
tificação de semelhanças e diferenças entre os diferentes
sons que podem ser representados por uma letra e reali-
zar o agrupamento dos nomes próprios apenas pela letra
inicial, e não pelo som.
Orientações
Organize a turma em trios. A organização em grupos
possibilita aos alunos desenvolver a capacidade de sa-
ber expor suas opiniões, ouvir e aceitar a opinião de ou-
tros colegas, assim como avaliar os seus pares. Permite
também desenvolver a cooperação, uma vez que os alu-
nos que possuem maior consciência fonológica poderão
auxiliar aqueles que ainda apresentam alguma dificul-
dade. Peça aos alunos que escrevam nomes que conhe-
çam iniciados com as sílabas Ca, Ce, Ci e Co. Depois, os
grupos devem compartilhar os nomes que escreveram.
Escreva os nomes no quadro, formando quatro colunas.
Questione os alunos se já perceberam que algumas quais desses nomes o C tem o mesmo som? Como pode-
letras do alfabeto podem representar mais de um som. mos então separar esses nomes?”.
Pergunte o que perceberam com a letra C nos nomes Peça a um aluno que fixe o cartaz do grupo no qua-
que formaram. Peça que deem exemplos de outras le- dro para que o grupo o apresente, contando os crité-
tras. Explique aos alunos que, nesta aula, vamos refle- rios que orientaram a classificação dos nomes próprios.
tir sobre algumas dessas letras que representam mais Oriente a apresentação dos alunos, seguindo a suges-
de um som. tão de perguntas: “Por que vocês dividiram os nomes
dessa forma? Por que os nomes Cecília e Carlos não
PRATICANDO ficaram na mesma coluna? Por que Gustavo e Gisele
não ficaram na mesma coluna?”. Essas questões são
Orientações importantes para verificar o nível de compreensão dos
Entregue para cada grupo uma cartolina e um envelope objetos de conhecimentos e verificar se o objetivo foi
em que os alunos devem colocar as fichas com diversos alcançado pelos alunos.
nomes próprios, disponíveis no Anexo 3 do caderno do alu-
no. Cada grupo deverá colocar no envelope nomes pró-
RETOMANDO
prios iniciados com o mesmo grafema (letra), porém com
fonemas (sons) diferentes. Por exemplo, grupo 1: nomes Orientações
iniciados com a letra C; grupo 2: nomes iniciados com a Após a apresentação dos grupos, faça o registro das
letra G, e assim por diante. descobertas no quadro para que os alunos possam regis-
Peça aos alunos que leiam os nomes do envelope e trá-lo no caderno e consultá-lo posteriormente, quando
oriente-os a identificar a letra inicial e o som dela em cada surgir alguma dúvida.
um. Peça a cada grupo que divida os nomes próprios em Respostas para as descobertas
colunas, de acordo com o som produzido pelas letras ini- ⊲ Uma mesma letra pode possuir sons diferentes.
ciais de cada nome, e cole-os na cartolina. Nesse momen- ⊲ Quando a letra C é acompanhada das vogais E e I,
to, caminhe entre os grupos, acompanhando as discus- fica com o som de S.
sões e fazendo intervenções caso os alunos não estejam ⊲ Quando a letra C é acompanhada das vogais A, O e U
agrupando os nomes adequadamente. Essas intervenções fica com som de K.
podem ser por meio de questionamentos, por exemplo: ⊲ A letra S tem som de S quando acompanhada de vo-
“Ouçam o som que faz o C nos nomes Carlos, César e gal no início do nome.
Carolina. O som do C é o mesmo nesses três nomes? Em

–8–
⊲ A letra G tem som de J quando acompanhada das vo-
gais E e I.
⊲ A letra G tem som de G quando acompanhada das
vogais A, O ou U.
⊲ A vogal A, quando vier antes do N ou M, tem som de
Ã.
⊲ A vogal A, quando vier antes de consoante, tem som
de A.
⊲ A vogal E pode ter som aberto ou fechado.
Anote também outras descobertas feitas pela turma,
seja sobre os sons das letras dos nomes dos alunos, seja
sobre colocar as palavras em ordem alfabética.
Essa atividade sintetiza o que foi trabalhado durante
todo o bloco. Pode servir como uma avaliação somativa. A
partir dela, pode-se perceber se os alunos alcançaram os
objetivos estabelecidas ou se necessitam de outras ativi-
dades para que sejam alcançados.

–9–
MATEMÁTICA
COMPARAÇÕES
1 COM
NÚMEROS
ATÉ TRÊS
ALGARISMOS
HABILIDADES DA BNCC

EF02MA01 Comparar e ordenar números


naturais (até a ordem de
centenas) pela compreensão
de características do sistema
de numeração decimal (valor
posicional e função do zero).

EF02MA02 Fazer estimativas por meio de


estratégias diversas a respeito
da quantidade de objetos de
coleções e registrar o resultado da
contagem desses objetos (até 1000
unidades).
Orientações
EF02MA03 Comparar quantidades de objetos
Leia com a turma o texto do material do aluno, enfati-
de dois conjuntos, por estimativa
zando a presença e utilidade dos números no dia a dia.
e/ou por correspondência (um
Faça algumas perguntas em que as respostas dadas se-
a um, dois a dois, entre outros),
jam números compostos por três algarismos, por exemplo:
para indicar “tem mais”, “tem ⊲ Quem mora numa casa cujo número tenha três alga-
menos” ou “tem a mesma
rismos?
quantidade”, indicando, quando ⊲ Quem já viu alguma embalagem na qual o registro
for o caso, quantos a mais e
do peso tenha três algarismos (nesse caso, o profes-
quantos a menos.
sor pode providenciar uma embalagem para exem-
plificar)?
⊲ Quem pode vir ao quadro escrever um número com-
PÁGINA 24
posto por três algarismos?
Em seguida, solicite que cada aluno registre um número
1. NÚMEROS NO MUNDO com três algarismos em seu material. Dê um tempo para
a turma realizar a tarefa e, em seguida, peça para que,
Objetivos específicos em duplas, um aluno dite um número de três ordens ao
⊲ Identificar, ler e escrever números com até 3 ordens outro. Cada um escreve em seu material o número que
Objeto de conhecimento você ditou. Se julgar adequado para sua turma, solicite
⊲ Leitura, escrita, comparação e ordenação de números que alguns alunos leiam o número que escreveram e re-
de até três ordens pela compreensão de característi- gistre-os no quadro para compartilhar com os colegas e
cas do sistema de numeração decimal (valor posicio- discutir suas escritas.
nal e papel do zero)
Conceito-chave MÃO NA MASSA
⊲ Identificação de números de até 3 ordens em texto
informativo Orientações
Recursos necessários Solicite aos alunos que formem grupos de 4 alunos
⊲ Cartolina ou sulfite A3 (esse número pode variar, dependendo do espaço físico da
⊲ Canetas hidrográficas coloridas sua classe e da quantidade de alunos). Proponha que os

– 11 –
observe as falas e discussões dos alunos. Isso vai colaborar
com a discussão que será proposta no final da atividade.
Alguns alunos poderão marcar todos os números, indepen-
dentemente da quantidade de ordens. Nesse caso, solicite
que eles realizem uma nova leitura do enunciado da ativi-
dade e que verifiquem a quantidade de algarismos de que
cada número apresentado no texto é composto. Entregue
uma folha sulfite ou um pedaço de cartolina para que todos
os grupos registrem os números encontrados. Peça, também,
que escrevam a que se referem esses números no texto. Por
exemplo: 512 é a quantidade de espécies de mamíferos.
Disponibilize tempo adequado para que cada grupo
apresente seu cartaz para a turma. Solicite aos alunos que
observem se os registros feitos pelo seu grupo foram se-
melhantes ao de outros grupos, se houve alguma diferen-
ça ou ausência de registro, e destaquem caso isso ocorra.
Você pode ler mais e encontrar sugestões de plano de
aula com informações numéricas nos textos cotidianos em:
[Link]
ml?aula=23685.
Respostas e reações possíveis dos alunos
Espera-se que os cartazes dos grupos apresentem a se-
guinte produção:
627 espécies ameaçadas
218 animais
522 espécies de mamíferos
468 espécies de répteis
grupos sejam formados livremente, por afinidade ou por 516 espécies de anfíbios
proximidade, porém garanta agrupamentos produtivos em 191 espécies de aves
que um aluno poderá ser mais experiente e contribuir com 172 espécies endêmicas de répteis
outro aluno que apresente dificuldades. 294 espécies endêmicas de anfíbios.
Solicite aos grupos que façam a leitura do texto e, em
seguida, peça que destaquem os números com 3 ordens.
Instrua os alunos a circular ou grifar os números usando DISCUTINDO
canetas hidrográficas coloridas. Esse momento será opor-
Orientações
tuno para fazer intervenções sobre a leitura e escrita dos
O propósito desta seção é verificar como o aluno apre-
números apresentado.
senta de forma oral e escrita os números encontrados no
Caso prefira utilizar outra leitura, escolha uma reporta-
texto. Para isso, escolha um grupo para apresentar seu
gem ou um texto científico sobre um assunto que você está
cartaz. Os alunos que fazem parte desse grupo devem ler
trabalhando com sua turma em outra área do conhecimen-
os números anotados e verbalizar do que se tratam. De-
to. Garanta que esse texto tenha dados numéricos com
pois, repita a ação com um segundo grupo e assim por
diferentes ordens e variadas escritas. Leia, por exemplo,
diante. Deixe os cartazes fixados no quadro ou na parede
uma reportagem sobre economia de água, sobre a pesca,
para que todos possam observá-los.
sobre internet ou sobre animais. Revistas e sites são op-
Leia as perguntas do material do aluno para permear a
ções para encontrar um bom texto. Discuta com a turma.
discussão. Caso algum grupo tenha registrado um número
Para isso, faça alguns questionamentos, por exemplo:
⊲ De que se trata o texto? de maneira incorreta, permita que os outros grupos identi-
⊲ Vocês já ouviram falar sobre esse assunto? fiquem o erro e oriente a correção. Valorize todas as ano-
⊲ O que o texto apresenta além de letras e palavras? tações e não permita que nenhum grupo se sinta excluído.
⊲ Que número vocês já encontraram? Eles se referem A discussão tem como objetivo levar a reflexão sobre a
quantidade de ordens dos números que devem ser des-
a quê?
⊲ Dos números que vocês encontraram, qual é o maior? tacados. Para que os alunos percebam a diferença entre
as ordens dos números do texto, peça que comparem os
E o menor?
⊲ Quais ordens esses algarismos representam? números 2008, 11, 1622 e 68 com os números que devem
ser destacados.
Os alunos poderão decidir quem será o leitor do grupo e
Durante a discussão escreva no quadro os números des-
todos ajudarão a identificar e circular os dados numéricos
tacados no texto em um quadro de ordens. Por exemplo:
que aparecem com 3 ordens. Caminhe entre os grupos e

– 12 –
⊲ Espécies ameaçadas
RAIO-X
C D U Orientações
Nesta atividade, pretende-se levar o aluno a identificar,
6 2 7
dentro de um texto, os números com três ordens e reco-
nhecer o maior deles. Para isso, solicite aos alunos que
O quadro de ordens facilita a identificação da ordem de leiam o texto no material do aluno ou faça a leitura com
cada algarismo de um número. Você também pode citar eles. Depois, peça que eles identifiquem no texto os núme-
alguns algarismos presentes em determinadas ordens e ros de 3 ordens. Por fim, devem circular o maior número
pedir que os alunos citem o número, por exemplo: quais nú- dentre os números de 3 ordens que eles identificaram.
meros têm o algarismo 9 na ordem das dezenas? 191 e 294.
Respostas e reações possíveis dos alunos
800 é o maior número.
RETOMANDO PÁGINA 28

Orientações
Finalize a atividade ressaltando a importância desses 2. JOGANDO DE 100 EM 100 E DE
dados numéricos para entendimento do texto e faça um 10 EM 10
resumo da aprendizagem da aula. Converse com os alu-
nos sobre a importância dos números neste tipo de texto Objetivos específicos
(informativo) e o quanto eles contribuem para um melhor ⊲ Identificar por meio da leitura os números em interva-
entendimento sobre o assunto. Conduza a conversa res- los de 10 e 100
saltando os números de 3 ordens: indague se todos os nú- Objeto de conhecimento
meros foram encontrados, se todos os alunos conheciam ⊲ Leitura, escrita, comparação e ordenação de números
esses números. de até três ordens pela compreensão de característi-
Reforce para os alunos que, nos números formados por cas do sistema de numeração decimal (valor posicio-
3 algarismos, as ordens que cada algarismo representa nal e papel do zero)
são unidade, dezena e centena. Retome os cartazes apre-
Conceito-chave
sentados pelos alunos para que visualizem os algarismos
⊲ Leitura numérica de 3 ordens
que formam os números.

– 13 –
875 741 551 830

855 721 531 810

965 831 641 920

765 631 441 720

MÃO NA MASSA
Orientações
Este jogo tem como objetivo identificar os números em
intervalos de 100 em 100 e de 10 em 10.
Forme grupos com 4 alunos e, para cada grupo, imprima
o ANEXO 1 (caderno do aluno), que é uma tabela com 10
colunas e 9 linhas e os cartões. Depois, recorte cada um
dos números, obtendo, assim, 90 cartões para o jogo.
Recursos necessários Nos grupos, cada aluno escolhe 6 cartões (devem es-
⊲ Tabelas do ANEXO 1 (uma para cada 4 alunos) tar todos virados para baixo) e decidem quem começa-
⊲ Para confeccionar os cartões do jogo: papel cartão ou rá o jogo. O aluno que iniciar o jogo deverá pegar um
folhas de sulfite dos seus cartões e localizar na tabela o local correto
Orientações para colocá-lo. Por exemplo: se este aluno pegar o car-
Explique para os alunos o objetivo da aula, que é formar tão com o número 350, ele deverá colocá-lo na terceira
números com 3 algarismos, identificar e registrar outras linha e na sexta coluna. O próximo jogador só conse-
possibilidades a partir dele. Depois, diga aos alunos que guirá jogar se tiver um cartão com o número que seja
eles deverão escrever o maior número que conseguem for- 10 a mais ou 10 a menos (o que acontece nas linhas),
mar usando todos os algarismos descritos em cada coluna. ou seja, 350 ou 340, ou ainda, 100 a mais ou 100 a me-
Dê um exemplo para eles: escreva no quadro os núme- nos (o que acontece nas colunas), 250 ou 450. Caso ele
ros 6 - 9 - 2 e informe que é possível formar alguns nú- não tenha nenhuma dessas cartas, ele pode pegar um
meros com esses algarismos: 269, 296, 629, 692, 926 e cartão do monte que sobrou. Se ainda assim não pegar
962. Feito isso, pergunte para eles qual desses é o maior uma dessas cartas, ele passa a vez para outro jogador.
número formado. Incentive-os a perceber que não é preci- Ganha o jogo o aluno que conseguir colocar todos os
so escrever todos os números possíveis para identificar o seus cartões.
maior deles, explique que eles podem identificar o maior Durante o jogo, caminhe entre os grupos para interven-
dos algarismos dados, neste caso, o 9, e usá-lo na ordem ções que julgar necessárias. Por exemplo:
das centenas. Faça o mesmo para explicar como identifi- ⊲ Quais número devemos pegar se quisermos 10 a me-
car o número das ordens das dezenas e unidades. nos em relação a este número (apontando um número
Após a realização da atividade, discuta com a turma so- do tabuleiro)?
bre as questões propostas no material do aluno. ⊲ E se quisermos um número que seja 100 a mais que
este (apontando um determinado número colocado
no tabuleiro)?
6-8-5 1-7-3 5-1-4 0-2-8 ⊲ Pode sobrar cartão?
⊲ O que precisaria ser feito para colocar o cartão que
865 731 541 820 sobrou (apontando um cartão que tenha sobrado com
um dos jogadores)?
⊲ Vocês começaram com qual número?

– 14 –
DISCUTINDO
Orientações
Peça aos grupos que troquem ideias sobre quais foram
as estratégias utilizadas para identificar os cartões corre-
tos e para relacionar e posicionar os cartões na tabela.
Para isso, realize os questionamentos do material do aluno
e permita que os alunos discutam e expressem suas estra-
tégias, ideias e dificuldades na realização do jogo.

RETOMANDO
Orientações
Retome com os alunos as regularidades da tabela do jogo
e formalize que, para localizar um número com 100 unida-
des a mais ou a menos, altera-se a ordem das centenas;
com 10 unidades a mais ou a menos, altera-se a ordem das
dezenas. Discuta também qual a ordem que se altera quan-
do vamos de 10 a mais ou 10 a menos. O propósito dessa
atividade é levar o aluno a refletir sobre as estratégias utili-
zadas no jogo e perceber a aprendizagem da aula.

RAIO-X

178 278 378

399 499 599

Orientações
Solicite aos alunos que, individualmente, leiam e rea-
lizem a atividade. Ela tem como propósito levar o aluno
a identificar os números de uma sequência considerando
um intervalo de uma centena.
PÁGINA 31

3. ORDENANDO
CORRESPONDÊNCIAS
Objetivos específicos
⊲ Ordenar números em um determinado intervalo nu-
mérico de três ordens
Objeto de conhecimento
⊲ Leitura, escrita, comparação e ordenação de números
de até três ordens pela compreensão de característi-
cas do sistema de numeração decimal (valor posicio-
nal e papel do zero)
Prática de linguagem
⊲ Colocar em ordem numérica crescente números de
três ordens em um determinado intervalo
Recursos necessários
⊲ Diferentes tipos de correspondências
⊲ Cartões com números (ANEXO 2)

– 15 –
Orientações do grupo deverá escolher um dos seus cartões, apresentar
Proponha uma roda de conversa com os alunos para aos demais e colocar sobre a mesa. Um aluno que tenha um
falar sobre correspondências/cartas e como elas chegam cartão próximo a esse número deverá colocar o seu e assim
até as moradias. Leve algumas correspondências e monte por diante, até que todos os cartões sejam colocados em
um mural com elas, dando ênfase no endereço. Peça que ordem crescente. Depois de ordenar os números, os alunos
alguns alunos digam o que os números presentes no en- deverão registrá-los no material do aluno para apresentar à
dereço representam. Explore a importância dos números e classe toda. Caminhe entre os grupos para fazer as interfe-
sua função nas correspondências. rências que julgar necessárias. Por exemplo:
Respostas e reações possíveis dos alunos ⊲ Como pensaram em começar?
Carteiro. ⊲ Qual o número será o primeiro número? E depois, qual
O carteiro observa o endereço e o número da moradia deve vir?
do destinatário da correspondência que será entregue. ⊲ Qual será o último número da rua?
Nome do destinatário, endereço e número. Observe e interfira quando for preciso. Instigue os alu-
O número da moradia do destinatário. nos a se ajudarem mutuamente ao dispor os números na
Resposta pessoal. ordem, uma vez que a sequência está distribuída entre os
membros do grupo. Num primeiro momento, peça apenas
a sequência crescente dos cartões. Numa próxima oportu-
MÃO NA MASSA nidade, poderá pedir que coloquem em ordem crescente
os cartões pares e os cartões ímpares, pois as casas têm
Orientações números pares à direita e números ímpares à esquerda
O propósito deste jogo é ordenar números de três algaris- da rua. Isso facilitará ainda mais o trabalho do Sr. José na
mos num intervalo numérico. A proposta é que os alunos, em distribuição das correspondências.
pequenos grupos, organizem os cartões presentes no ANE-
XO 2 (caderno do aluno) com números em um intervalo entre
100 e 300, representando os números das residências (125, DISCUTINDO
105, 115, 139...). Os cartões deverão ser distribuídos entre os
membros do grupo. Proponha que sejam carteiros por um dia Orientações
e, para isso, eles deverão considerar que o número em cada Nessa aula, o principal propósito é socializar e discutir as
cartão representa uma correspondência cujo número cor- diferentes estratégias utilizadas pelos alunos para ordenar
responde ao número da moradia. Assim, um dos membros números de três ordens. Determine que os grupos apresen-

– 16 –
tem sua ordenação de números. Peça que contem como PÁGINA 35
organizaram os números em ordem crescente e quais estra-
tégias utilizaram para a resolução. Compare-as e exponha
um mural com as sequências ordenadas pelos alunos.
4. ESTÁ CARO OU BARATO?
Discuta com a turma: Objetivos específicos
⊲ Qual estratégia vocês utilizaram para começar a brin-
⊲ Comparar e ordenar números de três ordens dentro
cadeira? de um contexto de compra
⊲ Qual o número do cartão que representa a primeira
correspondência desta rua? E depois, qual deve ser o Objeto de conhecimento
⊲ Leitura, escrita, comparação e ordenação de números
número do cartão seguinte?
⊲ Qual será o último número da rua? de até três ordens pela compreensão de característi-
cas do sistema de numeração decimal (valor posicio-
nal e papel do zero)
RETOMANDO Conceito-chave
⊲ Comparação e ordenação de números
Orientações
Retome as estratégias para a ordenação de números de Orientações
três ordens utilizados na atividade, ressaltando que a ordem Compartilhe com os alunos o objetivo da aula, que
numérica é primeiramente determinada pela centena, e, em é comparar valores do sistema monetário, identifican-
caso de centenas iguais, o critério passa a ser da dezena. do produtos mais baratos. Retome com a turma os nú-
Sistematize o conceito de ordenação de números de três meros com três algarismos. Explore a imagem de um
ordens em um intervalo numérico pré-determinado. folheto de supermercado ou distribua para os alunos
diferentes tipos de folhetos de supermercado providen-
ciados com antecedência, e peça para que os alunos
RAIO-X observem o nome do mercado, produtos de que gostam
e valores. Solicite que identifiquem o produto mais caro
Orientações e o mais barato no anúncio, e peça que anotem na linha
O propósito desta aula é levar o aluno a reconhecer abaixo da figura um produto que gostariam de comprar,
a sequência numérica com números de três ordens num identificando o preço.
intervalo numérico. Peça que, individualmente, os alunos
leiam a atividade e a realizem.

– 17 –
A bicicleta é mais barata na loja Só Alegria.
MÃO NA MASSA Resposta pessoal.

Orientações
Explique que eles alunos deverão comparar os valores DISCUTINDO
dos produtos descritos no material do aluno e decidir em
Orientações
qual loja é mais vantajoso realizar a compra de cada pro-
Cada grupo apresentará as estratégias que utilizou para
duto, para, em seguida, preencher o quadro. Promova o
decidir as melhores compras. Discuta com a turma as res-
compartilhamento das soluções da atividade.
postas das perguntas do material do aluno. Faça ques-
Respostas e reações possíveis dos alunos tões, explorando os outros números também, que sejam
resultados da soma de produtos citados na atividade.
PRODUTO LOJA VALOR Respostas e reações possíveis dos alunos
JOGO DE A loja Só Alegria tinha a maioria dos produtos mais ba-
SÓ ALEGRIA 159 REAIS ratos da lista.
PANELAS
A compra ficaria mais cara na loja Lua Nova.
LATA DE É esperado que o aluno mencione a comparação de
TÁ BARATO 158 REAIS
TINTA preços.
TÊNIS LUA NOVA 110 REAIS
RETOMANDO
BICICLETA SÓ ALEGRIA 350 REAIS Orientações
Retome com os alunos a comparação dos números de
CADEIRA SÓ ALEGRIA 119 REAIS três ordens determinada primeiramente pela centena, e
em caso de centenas iguais, o critério passa a ser da de-
zena. Esclareça para os alunos a importância de observar
367 reais. as 3 ordens (centena, dezena e unidade) ao realizar uma
110 reais. comparação.
É esperado que o aluno observe que o supermercado
Lua Nova possui o tênis mais barato da tabela.

– 18 –
RAIO-X
Orientações
Peça que, individualmente, os alunos leiam a atividade,
identifiquem o preço mais barato de cada item e registrem
no quadro.
Respostas e reações possíveis dos alunos

ITENS PREÇO MAIS BARATO

TÊNIS 120 REAIS


BLUSA 115 REAIS
VESTIDO 142 REAIS

PÁGINA 39

5. IDENTIFICANDO NÚMEROS DE
TRÊS ORDENS
Objetivos específicos
⊲ Identificar números de até três ordens
Objeto de conhecimento
⊲ Leitura, escrita, comparação e ordenação de números
de até três ordens pela compreensão de característi-
cas do sistema de numeração decimal (valor posicio-
nal e papel do zero)

– 19 –
Conceito-chave
⊲ Formar números com três algarismos verificando va-
lor posicional
Recursos necessários
⊲ Cartazes com os desafios
⊲ Cola e tesoura
⊲ Lápis
⊲ Espaço para um painel com exposição das respostas
realizadas pelos alunos
Orientações
Para este jogo de aquecimento, não use nenhum recur-
so visual. Somente diga os números e peça aos alunos que
anotem no material do aluno:
⊲ 3 centenas, 4 dezenas e 3 unidades
⊲ 5 centenas, 9 dezenas e 5 unidades
⊲ 8 centenas, 1 dezena e 6 unidades
⊲ 7 centenas, 8 dezenas e 2 unidades.
O professor pode aumentar a quantidade de números.
Jogue com os alunos trabalhando a identificação das cen-
tenas, dezenas e unidades.

MÃO NA MASSA
Orientações
Determine as duplas pensando em agrupamentos
produtivos ou deixe que os próprios alunos escolham
com quem querem trabalhar. Entregue um desafio por
vez e leia com a turma. Ao final da atividade, monte
um painel com todas as respostas. No desafio 1, sugira

– 20 –
que os alunos marquem os números que forem usando.
No desafio 2, os números a serem encontrados esta- RAIO-X
rão na horizontal e na vertical. Discuta com a turma as
respostas das perguntas relacionadas aos desafios no Orientações
material do aluno. Peça que, individualmente, os alunos leiam a atividade
e a realizem.
Respostas e reações possíveis dos alunos
DISCUTINDO O número é 749.
Orientações
Cada dupla deverá apresentar as estratégias que utili-
zou para resolver os desafios. Após as estratégias expos-
tas, discuta com turma alguns aspectos:
⊲ Como sua dupla resolveu os desafios?
⊲ Qual foi o desafio mais fácil de resolver? Por quê?
⊲ Qual desafio foi o mais difícil? Por quê?
⊲ Vocês ficaram com alguma dúvida?
⊲ O que vocês acham de registrarmos duas estratégias
diferentes apresentadas por vocês?
Respostas e reações possíveis dos alunos

DESAFIO 1

987 876 554

DESAFIO 2

5 6 7 3 2 0 1 2 4 5 6 8 9 6 5 5
3 5 2 3 1 5 5 6 7 8 4 0 8 9 6 7
3 4 6 8 0 1 3 5 7 9 2 4 6 8 0 0
7 6 4 7 3 4 2 8 1 9 2 9 3 9 3 0
3 5 7 9 2 1 1 5 8 0 9 5 3 2 7 8
5 8 3 9 2 1 4 3 9 3 5 8 2 9 3 1
2 5 8 0 2 4 6 7 9 4 2 1 4 9 0 2

DESAFIO 3

480

RETOMANDO
Orientações
Esta seção tem o propósito de resumir a atividade. Reto-
me com os alunos os números de três ordens utilizados na
atividade, ressaltando que a ordem numérica é primeira-
mente determinada pela centena e, em caso de centenas
iguais, o critério passa a ser da dezena. Essa frase tem o
propósito de retomar a composição numérica para a orde-
nação de números de três ordens.

– 21 –
HISTÓRIA
ESPAÇOS DE
1 SOCIABILIDADE
HABILIDADES DA BNCC

EF02HI01 Reconhecer espaços de


sociabilidade e identificar
os motivos que aproximam
e separam as pessoas em
diferentes grupos sociais ou de
parentesco.

EF02HI02 Identificar e descrever práticas


e papéis sociais que as
pessoas exercem em diferentes
comunidades.

Sobre a proposta
O objetivo deste bloco é desenvolver a compreensão
dos alunos sobre diferentes espaços e grupos sociais, de
modo que possam aprender a lidar com o outro e a desen-
volver melhor suas identidades. Para isso, são propostas
atividades que devem ser trabalhadas em sequência. Elas
trazem exemplos de como o estudante pode conhecer me-
lhor a escola, a comunidade, as pessoas com quem convi- nhecer, com suas versões do passado e com outros espa-
vem e a si mesmo. ços sociais. A ideia é que os estudantes possam perceber
No bloco, também será tratado o tema da história local a riqueza de se observar as diferenças e as mudanças
e de como ela é um elemento determinante na construção ocorridas com o tempo em espaços e comunidades. Para
de nossas identidades. Nesse sentido, os alunos devem isso, o ponto de partida será a relação que os alunos
aprender que a escola, a família e os diferentes grupos já possuem com imagens e memórias antigas do bairro
sociais possuem histórias que são alimentadas pelas vi- onde moram.
vências desses grupos e que, ao mesmo tempo, ajudam a Durante as atividades, é fundamental valorizar as in-
constituí-los. formações trazidas pelos alunos e perceber o que cada
Também será feita a reflexão sobre como os caminhos um já traz consigo de conhecimento sobre os temas.
percorridos pelos alunos diariamente são espaços de in- Além disso, é importante que as atividades sejam tra-
teração e percepção social. A expectativa é que os alunos balhadas de forma coletiva e integrada, estabelecendo
percebam melhor a importância dos espaços sociais que grupos de trabalho para experiências mais ricas e para
frequentam para a própria formação identitária e para a que os alunos apoiem-se uns nos outros no processo de
formação dos grupos dos quais fazem parte e como estes aprendizagem.
espaços foram constituídos com bases em ações passa- Por fim, é preciso deixar claro que os planos que segui-
das e são fundamentais para a construção da memória rão não são manuais ou cartilhas de como trabalhar temas
que permitem ao estudante adquirir a noção de pertenci- e habilidades. Eles devem ser vistos como propostas que
mento a um espaço e a um grupo que desfruta de compor- podem e devem ser adaptadas de acordo com a realidade
tamentos semelhantes. da escola e dos alunos.
Com o ciclo de atividades, os alunos devem aprender PÁGINA 48
mais sobre os diferentes tipos de espaços sociais que fre-
quentam e sobre como eles se constituem pela aproxima-
ção das pessoas em torno de culturas e interesses em co- 1. ESCOLA E MEMÓRIA
mum. Nesse caso, a família e a escola serão importantes
exemplos, visto que são os grupos com os quais os alunos Sobre a aula
mais convivem. No entanto, também serão abordados es- ⊲ Este plano foi elaborado para ser realizado em
paços destinados ao lazer e à socialização. uma aula de 100 minutos. Nele, será trabalhada
Ao longo das aulas, é esperado que os alunos compa- a habilidade EF02HI01 da Base Nacional Comum
rem os espaços sociais que conhecem, ou que vão co- Curricular: reconhecer espaços de sociabilidade e

– 23 –
identificar os motivos que aproximam e separam as
pessoas em diferentes grupos sociais ou de paren-
tesco. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao
longo de todo o bimestre, ela não será contempla-
da em sua totalidade nesta aula, devendo ser con-
tinuada nas próximas.
Objetivo de aprendizagem
⊲ Conhecer a história da nossa escola por meio das me-
mórias e dos seus espaços.
Materiais
⊲ Papel ofício.
⊲ Lápis colorido.
⊲ Cola branca.
⊲ Tesoura.
⊲ Papelão.
⊲ Papéis coloridos diversos.
⊲ Canetinhas coloridas.
⊲ Material reciclável diverso (para construção de ma-
quete).
Orientações
Escreva o tema da aula no quadro para apresentá-lo
aos alunos. Nesse primeiro momento, utilize a memória de
cada aluno sobre o espaço escolar para introduzir o tema.
Promova uma visita da turma aos diversos ambientes exis-
tentes na escola, para que a discussão em sala sobre as
características dos espaços seja mais rica. Antes da saída
para a visita, oriente os alunos a registrarem por escrito PÁGINA 50
as características que mais chamarem a atenção. Tudo o
que ouvirem, verem e considerarem importante pode ser
registrado por meio de anotações e fotografias, caso haja 2. COMO ERA ESSA ESCOLA ANTES
a possibilidade. Para facilitar a visita, você pode dividir os DE NÓS CHEGARMOS
alunos em quartetos e direcioná-los aos setores da escola
para que observem a estrutura, o funcionamento, as pes- Orientações
soas que trabalham, o que elas desenvolvem naquele se- Nesta etapa da aula, a ideia é levantar e comparar me-
tor, como ele se configura, como está organizado e o que mórias. Determine um tempo para os alunos conversarem
existe em cada um deles. sobre as perguntas propostas. Verifique a possibilidade de
Após a realização da visita, os alunos devem fazer dese- acessarem imagens antigas, documentos antigos, relatos de
nhos a partir das suas percepções, indicando os usos dos pessoas mais velhas e até, quem sabe, uma planta antiga da
diferentes espaços visitados. Nesse exercício, peça que escola, caso exista. Caso não seja possível, você pode rela-
identifiquem os locais mais frequentados pelos adultos e tar oralmente como tais fontes podem possibilitar conhecer
pelas crianças, bem como as práticas comuns nesses lo- o passado dos espaços que utilizamos. Outra possibilidade
cais, como as atividades educativas e formais, as ativida- é levar imagens que retratem o passado de outros lugares e,
des administrativas e de manutenção, as brincadeiras, a a partir disso, retornar com a reflexão para o espaço escolar.
alimentação, a higiene, o esporte etc. Essas informações Estimule os alunos a pensarem sobre a importância de
podem ser registrados no próprio desenho ou por meio de explorar fontes que retratem o espaço escolar, direcio-
legendas. nando a discussão por meio de questionamentos: Vocês
Para saber mais já viram alguma imagem, documento ou fotografia antiga
⊲ PIRES, Flávia. Ser adulta e pesquisar crianças: explo- da escola? Se viram, lembram como era a escola nessas
rando possibilidades metodológicas na pesquisa an- imagens, documentos ou fotografias? O que acham de
tropológica. Revista de Antropologia, vol. 50, n. 1, p. fazermos um desenho da escola como era antigamente,
225-270, 2007. ISSN 0034-7701. Disponível em: http:// usando as fotografias antigas ou a nossa imaginação?
[Link]/10.1590/S0034-77012007000100006. Com os alunos em grupos, peça que elaborem uma
Acesso em: 21 jun. 2020. planta da escola com as indicações dos espaços que a
⊲ Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infân- compõem. Neste momento, eles podem utilizar como fon-
cia e Desenvolvimento. Disponível em: [Link] te fotografias antigas da escola e até relatos de pessoas
[Link]/nepsid. Acesso em: 18 mar. 2019. que a frequentaram no passado. Divida a atividade em

– 24 –
dois momentos: no primeiro, os alunos terão contato com ou hoje? Vocês acham que as mudanças estruturais aten-
as fontes, acessando as memórias de outra época para dem às necessidades das pessoas que frequentam a es-
fazer a planta; depois, no segundo, recordarão as infor- cola hoje? O que ainda pode melhorar na escola? De que
mações coletadas após passeio pela escola, para que maneira nós podemos contribuir para para melhorar os
possam perceber as alterações que o espaço escolar so- ambientes da escola que visitamos e desenhamos?
freu ao longo do tempo, sejam elas estruturais, funcionais Deixe que os alunos respondam e opinem livremente
ou estéticas. sobre as questões propostas. Na sequência, disponibi-
Para saber mais lize para os grupos o material para a construção das
⊲ PEREIRA, N. M.; SEFFNER, F. O que pode o ensi- maquetes. Utilize material reciclável diverso, para que
no de História? Sobre o uso de fontes na sala de a criatividade dos alunos possa ser explorada. Reserve
aula. Anos 90, v. 15, p. 113-128, 2008. Disponível um tempo para a realização da atividade e oriente os
em: [Link] alunos para que não se esqueçam de utilizar como re-
le/10183/31560/[Link]?sequence=1&isAllo- ferências os desenhos e as informações coletadas an-
wed=y. Acesso em: 2 maio 2019. teriormente. Auxilie os grupos com sugestões de como
trabalhar a estrutura das maquetes e de como utilizar
o material reciclável. No entanto, deixe que eles traba-
PRATICANDO lhem de forma autônoma.
Encerrado o tempo da atividade, solicite que um dos
Orientações
integrantes de cada grupo apresente, diante da turma, a
Solicite aos alunos que apresentem os desenhos feitos
maquete construída. Caso os alunos tenham dificuldade
nos grupos. Após as apresentações, peça que os alunos
em escolher um representante, direcione a escolha. Ex-
permaneçam em seus grupos para o momento de constru-
plique aos alunos que, durante a apresentação, devem
ção das maquetes. Faça sorteios para definir que imagens
dizer o que foi produzido, como o espaço foi configura-
serão usadas como referência para a maquete de cada
do na maquete e se ela representa um espaço atual ou
grupo. As maquetes podem representar espaços atuais
antigo da escola. Após as apresentações, solicite à turma
da escola ou espaços antigos. Para estimular as crianças,
que deixe as produções expostas em um espaço com boa
faça algumas perguntas sobre o andamento da atividade.
visibilidade. Finalize refletindo com seus alunos sobre as
Aproveite, ainda, para relembrar, por meio de perguntas,
transformações que ocorrem com o espaço no decorrer do
os conteúdos discutidos até o momento: Em que momento
tempo, enfatizando que espaço e tempo são ferramentas
a nossa escola possui uma melhor estrutura? Antigamente
fundamentais para o historiador.

– 25 –
motivos que aproximam e separam as pessoas em
RETOMANDO diferentes grupos sociais ou de parentesco. Como a
habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o
Orientações bimestre, ela não será contemplada em sua totalida-
Para finalizar a aula, relembre as informações que fo- de nesta aula, devendo ser continuada nas próximas.
ram levantadas e discutidas a partir das fotos, documen-
Objetivos de aprendizagem
tos, relatos, desenhos e maquetes. A partir dessas infor- ⊲ Reconhecer os caminhos percorridos para chegar à
mações, resgate com os alunos a memória do ambiente
escola como lugares de experiências e memórias.
escolar, identificando as mudanças ocorridas no espaço
Identificar dificuldades e diferenças de acesso aos
com o passar do tempo.
espaços.
Reorganize a sala, desfazendo os grupos de trabalho, e
inicie discussão final da aula. Durante esta etapa, anote Materiais
⊲ Papel ofício.
no quadro os consensos, os posicionamentos e as opiniões
⊲ Lápis de cor.
dos alunos. Direcione a discussão, controlando o tempo
⊲ Mapa da cidade.
de fala dos alunos, para que todos possam contribuir.
⊲ Imagens de meios de transporte.
Peça aos alunos que ouçam com atenção a explanação
⊲ Mapa da cidade.
dos colegas. Fique atento às opiniões mais comuns, pois
elas poderão ser formuladas por você em frases breves, Para você saber mais
que concluam o que foi estudado. Essas frases podem ser ⊲ BITTENCOURT, C. Cotidiano e história local. In: BIT-
registradas no quadro e nos cadernos. TENCOURT, C. Ensino de História: fundamentos e
métodos. São Paulo: Cortez, 2018.
PÁGINA 53
⊲ CERTEAU, M de. Caminhadas pela cidade. In: CER-
TEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: 1. Artes
3. NOSSOS CAMINHOS de fazer. Petrópolis: Vozes, 2014.
⊲ PRADO FILHO, K.; TETI, M. M. A cartografia como
Sobre a aula método para as ciências humanas e sociais. Revista
⊲ Este plano foi elaborado para ser realizado em uma Barbarói, v. 1, p. 45-59, 2013. Disponível em: http://
aula de 100 minutos. Nele, será trabalhada a habili- [Link]/[Link]?script=sci_arttext&pi-
dade EF02HI01 da Base Nacional Comum Curricular: d=S0104-65782013000100004. Acesso em: 22 jun.
Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os 2020.

– 26 –
vocês costumam sair de casa para vir à escola? Quando
estão vindo para a escola, vocês veem muitos meios de
transporte nas ruas? Quais? Vocês vêm para a escola an-
dando ou utilizam algum meio de transporte? No caminho
de casa até a escola, que pessoas costumam encontrar? O
que vocês gostam de ver ao longo do caminho?
Se preferir, escreva no quadro as perguntas propostas,
utilizando-as como um material complementar que pode-
rá ser lido por todos. Após a reflexão, destine um tempo
para os alunos voltarem aos seus lugares habituais para
que registrem, por escrito, o que concluíram da discussão
inicial. Oriente-os para que em seus registros digam em
que bairro moram, em que horário saem de casa para ir à
escola, que meios de transporte utilizam, o que veem ao
longo do caminho e que situações costumam presenciar.
Como chegamos até a escola?
Orientações
Proponha aos alunos que desenhem o trajeto realizado
por eles de casa até a escola. Por meio de perguntas, você
pode instigá-los para que se empenhem na atividade: Va-
mos criar o caminho que cada um de vocês faz de casa até
à escola? Será que vocês conseguem se lembrar de tudo
o que é importante?
Esclareça que os alunos podem contar tudo o que aconte-
ce durante o trajeto. Explique que eles devem registrar o que
costumam ver, que acontecimentos costumam presenciar,
Orientações que tipo de transportes utilizam e veem, como são os luga-
Organize os alunos em um grande círculo e inicie uma res, as pessoas, o caminho etc. Oriente-os para que tentem
discussão sobre como eles chegam à escola. Pergunte se lembrar da maior quantidade de informação possível.
que meios de transporte eles utilizam e por que caminhos Oriente os alunos a começarem a atividade traçando
passam para isso, suas dificuldades de acesso ou comodi- sobre o papel ofício uma linha horizontal. Ela servirá de
dades e se conseguem citar outras formas de acesso que base e referência para o desenho do caminho. Em segui-
observa no trajeto. da, peça que eles desenhem, ao longo dessa linha hori-
Oriente a turma quanto à organização do debate, de zontal, linhas verticais menores, como marcos em uma
modo que o momento da fala de cada um seja respeita- linha do tempo. Eles podem utilizar diferentes cores para
do e que todos possam participar. Administre o tempo de destacar sua percepção em relação a cada aspecto obser-
cada um e informe os alunos, antes de iniciar a discussão, vado e representado no desenho. Observe que é possível
que irá fazer esse controle, explicando os critérios que irá que alguns aspectos desenhados eles se lembrarão mais,
utilizar. Faça mais questionamentos para facilitar a refle- podendo desenhar-lhes com mais precisão, outros menos;
xão dos alunos sobre o tema, aprofundando as perguntas algumas coisas serão desenhadas de modo mais positivo,
que estão disponíveis no Material do aluno. outras nem tanto etc. Oriente a atividade, mas permita que
Se possível, leve para a sala recortes de jornais e revistas cada aluno fique à vontade para representar o seu trajeto
com imagens de diferentes meios de transportes. Se não a partir de sua memória pessoal, pois ela também deve
conseguir, é possível utilizar imagens projetadas ou mes- ser vista como uma importante fonte de informação.
mo desenhadas no quadro. Utilize essas imagens como Após o término da atividade, convide os alunos a com-
estímulo inicial para a discussão. Quanto mais imagens, partilharem suas trajetórias com a turma. Peça que apre-
melhor. Deixe que os alunos interajam com as imagens, sentem como representaram os meios de transporte obser-
observando-as com calma e, se impressas, manuseando- vados e o caminho percorrido, bem como as experiências
-as. Se considerar viável, você pode fotografar imagens que têm ao longo do trajeto. Destine um tempo para que
da própria região em que fica a escola, e imprimi-las. Isso relatem essas experiências e explore a apresentação da
proporcionará um reconhecimento maior do ambiente por maior quantidade possível de alunos. Por fim, compare o
parte dos alunos, já que os cenários retratados lhes são trabalho dos alunos, observando o que é comum e o que
comuns, direcionando melhor a reflexão. é diferente e ressaltando como cada um pode ter uma
Após o momento de observação das imagens, retorne percepção e uma memória únicas. Cuide para que todos
para a discussão. Questione: Quem aqui sabe e quer com- sintam que seu trabalho foi considerado de forma positiva
partilhar o nome do bairro em que mora? Em que horário e aproveitado para o desfecho da atividade.

– 27 –
PRATICANDO
Orientações
Neste momento, você e os alunos irão utilizar o mapa da
cidade para localizar em que rua e bairro fica a escola e
em que rua e bairro ficam as suas casas. Por fim, os alunos
deverão identificar o trajeto que realizam para ir à escola.
Dessa forma, procure saber se a escola tem mapas da ci-
dade disponíveis para consulta. Caso a escola não dispo-
nha do material, será preciso reproduzi-lo para os alunos.
Neste caso, faça diversas impressões ou cópias, para que
os alunos possam explorar o material individualmente ou
em pequenos grupos.
Faça perguntas para atrair os alunos para a atividade.
À medida que eles trouxerem respostas, aproveite para
responder a eventuais dúvidas para complementar as re-
flexões dos alunos. Pergunte: O que é um mapa? Vocês já
observaram o mapa da cidade?
Apresente aos alunos o mapa da cidade e auxilie-os a
identificar o bairro e a rua em que a escola está situada.
Depois, auxilie-os a identificarem onde ficam suas casas e
em que bairro e rua elas estão localizadas. Por fim, ajude-os
a identificar o caminho que percorrem para ir à escola. Essa
atividade pode ser consideravelmente desafiadora, por
isso, cuide para que os mapas sejam claros e fáceis de ler.
Após terem identificado os caminhos que percorrem, os
alunos devem apontar algumas características dele, como
possíveis interações sociais, locais de encontros com ou- RETOMANDO
tras crianças que vão para o mesmo lugar, locais onde
se despedem dos responsáveis e pegam algum meio de Orientações
transporte e outros marcos que lhes chamem a atenção. Neste momento, encaminhe a aula para o fechamen-
A fonte continua sendo as memórias pessoais de cada to, convidando os alunos a apresentarem o resultado da
aluno, desta vez, acrescidas de informações geográficas atividade. Oriente-os sobre como realizar essa apresen-
básicas (localização da rua e do bairro). O foco da ativida- tação e deixe-os o mais confortável possível durante a
de é perceber melhor como se dão os marcos sociais no partilha dos resultados. A atividade é complexa e, a des-
espaço urbano. peito das diferenças no desempenho, valorize todas as
Caso não tenha acesso a mapas impressos da cidade a contribuições.
qual pertence a escola, você pode acessar o Google Maps Dê comandos para ajudar a apresentação de cada um:
e utilizá-lo em sala, seja imprimindo o perímetro deseja- ⊲ Qual é o seu caminho para chegar à escola? Aponte a
do ou, se possível, exibindo-o em um projetor. Também é rota traçada por você no mapa.
possível, a depender das possibilidades da escola, levar ⊲ Quais marcos sociais, lugares, ambientes e pessoas
os alunos para o laboratório de informática, de modo que você identificou no caminho?
possam visualizar o mapa nas telas dos computadores. Se ⊲ No que o seu caminho é diferente do caminho de seus
for utilizar o Google Maps, você deverá acessar <google. colegas? No que ele é parecido?
com/maps>, colocar o endereço do aluno no espaço dis- ⊲ O seu trajeto para chegar à escola é parecido com
ponível, clicar em Rotas e, por fim, digitar o endereço da o trajeto de ida a outros lugares? O que é diferente?
escola no campo que aparecerá. As paisagens são as mesmas? Os meios de transpor-
Em alguns casos, o site informa possíveis rotas, horários te usados são os mesmos? Os deslocamentos têm a
do transporte público e tempo estimado de deslocamento. É mesma duração? As pessoas ao longo dos caminhos
possível, ainda, acessar imagens de satélite (através do íco- são as mesmas?
ne localizado no canto inferior esquerdo), pelas quais você Após a conclusão da atividade, espera-se que os alu-
pode navegar utilizando o ícone que representa uma figura nos confrontem os seus resultados com os dos colegas,
humana, localizado no canto inferior direito da tela. concluindo, de forma mais generalista, como os caminhos
Ao escolher o mapa a ser reproduzido e consultado, ou são espaços para o convívio social e como as pessoas in-
ao utilizar o Google Maps, cuide para que o enquadramen- teragem com eles.
to contemple a região em que moram todos os alunos.

– 28 –
PÁGINA 56

4. ESPAÇOS DE LAZER
Sobre a aula
Este plano foi elaborado para ser realizado em uma
aula de 100 minutos. Nele, será trabalhada a habilidade
EF02HI01 da Base Nacional Comum Curricular: Reconhe-
cer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que
aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos
sociais ou de parentesco. Como a habilidade deve ser
desenvolvida ao longo de todo o bimestre, ela não será
contemplada em sua totalidade nesta aula, devendo ser
continuada nas próximas.
Objetivos de aprendizagem
⊲ Conhecer, comparar e produzir diferentes representa-
ções do bairro.
Materiais
⊲ Fotografias antigas de bairros da cidade, podendo ser
impressas ou projetadas digitalmente.
⊲ Lápis de cor.
⊲ Papel ofício.
Para saber mais
⊲ BOTTON, A.; STREY, M. N. A criança e sua relação
com a sociedade: considerações sobre a participa-
ção infantil nos espaços públicos. 37ª Reunião Na-
cional da ANPEd. Florianópolis: UFSC, 2015. Dispo- sadas no site da instituição, se houver. Se as fotografias
nível em: [Link] estiverem em mídia digital e a escola tiver os recursos ne-
uploads/2015/02/[Link]. Acesso em: cessário, monte um slide com elas. As fotografias devem
22 jun. 2020. mostrar praças, coretos, calçadões e parques, além de
⊲ DURAN, M. C. G. Maneiras de pensar o cotidiano com outros lugares de lazer da população no passado.
Michel de Certeau. Revista Diálogo Educacional, v.
7, p. 115-128, 2007. ISSN: 1981-416X. Disponível em: Vamos ver algumas fotografias antigas?
[Link] Acesso em: 22 Orientações
jun. 2020. Apresente aos alunos as fotografias selecionadas. Per-
⊲ MOREIRA, E. V.; HESPANHOL, R. A. M. O lugar como mita que elas passem por todos, caso impressas, ou que
uma construção social. Revista Formação, vol. 2, n. fiquem tempo suficiente à vista, caso projetadas. É impor-
14, 2007. ISSN: 1517-543X. Disponível em: [Link] tante que toda a turma tenha um contato inicial com o ma-
[Link]/[Link]/formacao/article/view/645. terial. Organize os alunos em um semicírculo para melhor
Acesso em: 22 jun. 2020. visibilização das imagens e, enquanto eles as observam,
Orientações faça contextualizações, fornecendo informações sobre
Para introduzir a aula, faça alguns questionamentos aos cada uma das fotografias. Se for viável e as fotografias
alunos: Vocês já tiveram a curiosidade de saber como era retratarem locais conhecidos pelos alunos, auxilie-os a
a cidade em que vocês moram antes de vocês nascerem? identificarem esses lugares. Cuide, no entanto, para não
Vocês já viram alguma fotografia que mostre como ela era dar a resposta. Deixe que os alunos observem com calma
antigamente? Será que, ao ver alguma imagem da cidade as imagens e troquem percepções sobre elas. Permita que
antigamente, você reconheceria alguns lugares? todos os alunos possam participar do momento.
Apresente o tema da aula aos alunos, escrevendo-o no Utilizando a linguagem que considerar adequada à sua
quadro ou lendo-o para a turma. Esta aula tem como objetivo turma, explique que as fotografias são representações do
conhecer, comparar e produzir diferentes representações da real, elaborações que partem de um ponto de vista enrai-
cidade. Faça com que os alunos entendam isso, utilizando a zado no contexto histórico de sua produção. Deixe claro
linguagem que considerar mais adequada para a sua turma. que a fotografia não é um “congelamento do momento
Após a apresentação, mostre aos alunos as fotografias real”, mas uma interpretação de um momento vivenciado
antigas dos bairros da cidade. Você pode explorar o ar- enquanto ela foi produzida. A subjetividade da fotografia,
quivo municipal e reproduzir fotografias de seu acervo, menos óbvia do que a de outros registros históricos, está
captadas pela câmera de seu celular, impressas ou aces- nas opções do que deverá ser mostrado e do que deverá

– 29 –
ser ocultado, além de como isso é feito. Explique aos alu-
nos que a fotografia, assim como qualquer fonte histórica,
não traz informações se nós não soubermos extrair dela
essas informações por meio de perguntas.
Certifique-se de que os alunos, dentro de suas possi-
bilidades, tenham compreendido a natureza documental
da fotografia, pois isso será importante para a atividade.
Nela, os alunos deverão ler e interpretar as fotografias
para construir impressões a respeito da história dos luga-
res representados. Na medida do possível, cuide para que
essas impressões tenham algum nível de criticidade, pois
essa leitura problematizadora é o que fundamenta as aná-
lises históricas e confere sentido ao passado.

PRATICANDO
Orientações
Reúna os alunos em trios e peça que conversem sobre
as imagens analisadas para responderem às perguntas:
⊲ Que lugares as fotografias mostram? São praças, par-
ques, feiras, jardins botânicos, quintais, shopping cen-
ters ou outros? Você e seus colegas conhecem esses
lugares? Eles ainda existem?
⊲ De que época são as fotografias? Como são as roupas
das pessoas? Elas se parecem com as nossas roupas?
As pessoas se posicionaram para as fotografias da
mesma forma que fazemos hoje em dia?
⊲ Há pessoas nas imagens? O que elas estão fazendo?
Elas estão se divertindo? De que forma? Elas parecem
se sentir bem naquele espaço? Elas são crianças ou
adultos?
Na segunda atividade, ajude os alunos a identificarem
os nomes e as localizações das imagens. É possível que
eles já conheçam alguns locais. Se isso ocorrer, aproveite
para conduzir a aula ao seu próximo momento.
Como adequar à sua realidade:
Caso não tenha acesso ao arquivo local previamente ou
não encontre as fotografias necessárias para a atividade,
é possível adaptá-la da seguinte maneira:
⊲ Entre em contato com moradores antigos do bairro
e entreviste-os a respeito de como eram os espaços
de lazer e quais eram as práticas de divertimento
antigamente. Registre as respostas em áudio, vídeo
ou transcrição e leve-as para a aula. Nesse caso, o
momento da problematização partiria da análise dos
conteúdos dos relatos, permitindo às crianças uma
fonte diferente para interpretação e exigindo a adap-
tação dos questionamentos propostos acima.

RETOMANDO
Orientações
Reorganize os alunos de maneira confortável. Peça a
eles que identifiquem as semelhanças e as diferenças
entre os espaços desenhados e os vistos nas fotografias
antigas.

– 30 –
Caso os alunos não tenham desenhado um espaço que
foi mostrado em uma das fotografias, a comparação po-
derá ficar um pouco mais difícil. Nesse caso, verifique que
locais mostrados nas imagens eles conhecem e peça que
eles desenhem como um desses locais é atualmente. Em
seguida, será possível fazer a comparação que fechará a
aula. É importante que os alunos expressem as diferenças
temporais observadas no espaço e nas pessoas retrata-
das em relação ao momento presente.
PÁGINA 59

5. NOSSA CASA E NOSSA ESCOLA


Sobre a aula
Este plano foi elaborado para ser realizado em uma aula
de 100 minutos. Nele, será trabalhada a habilidade EF02HI01
da Base Nacional Comum Curricular: Reconhecer espaços de
sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e se-
param as pessoas em diferentes grupos sociais ou de paren-
tesco. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de
todo o bimestre, ela não será contemplada em sua totalidade
nesta aula, devendo ser continuada nas próximas.
Objetivos de aprendizagem
⊲ Conhecer a nós mesmos através das nossas relações
em casa e na escola.
⊲ Reconhecimento das formas de convivência e intera-
ção entre as pessoas. Essa discussão inicial deve servir para mapear, através
Materiais das falas dos alunos, suas próprias leituras sobre as pes-
⊲ Papel. soas que fazem parte de seus cotidianos. Permita que as
⊲ Lápis grafite. falas deixem transparecer diferentes tipos de família, dan-
⊲ Lápis colorido. do especial atenção aos alunos que possam vir de famí-
⊲ Fotografias dos alunos com suas famílias. lias com formação menos comum. Procure perceber, nos
Para você saber mais relatos, o lugar que os alunos ocupam em suas famílias e
⊲ ABRAMOWICZ, A.; OLIVEIRA, F. As relações étnico-raciais o grau de afinidade que têm com as pessoas e ideias com
e a sociologia da infância no Brasil: alguns aportes. In: as quais convivem.
BENTO, M. A. S. (Org.). Educação infantil, igualdade Direcione a discussão por meio de perguntas:
⊲ Quantas pessoas moram com você? Elas são seus pa-
racial e diversidade: aspectos políticos, jurídicos,
conceituais. São Paulo: Centro de Estudos das Relações rentes?
⊲ As pessoas que moram com você são mais novas ou
de Trabalho e Desigualdades - CEERT, 2012. Disponível
em: [Link] mais velhas? Você sempre morou com essas pessoas?
⊲ Você sempre morou no mesmo lugar?
cman&view=download&alias=11283-educa-infantis-con-
⊲ Você considera algum dos seus amigos parte de sua
ceituais&Itemid=30192. Acesso em: 26 jun. 2020.
⊲ RYOO, J.; MCLAREN, P. MULTICURALISMO. In: DICIO- família?
⊲ Quais as profissões das pessoas que moram com
NÁRIO de verbetes “Trabalho, profissão e condição
docente”. Disponível em: [Link] você?
⊲ Como é o cotidiano das pessoas que moram com
betes/multiculturalismo/. Acesso em: 26 jun. 2020.
⊲ Autoestima da criança negra. TVE RS. Disponível em: você?
⊲ Você divide partes do seu dia com as pessoas que
[Link]
Acesso em: 28 abr. 2019. moram com você? O que vocês fazem nesse tempo?
Esses momentos são bons?
Orientações ⊲ Você conhece os amigos e amigas das pessoas que
Nesta aula, os alunos deverão pensar sobre a própria moram com você?
identidade a partir de suas relações em casa e na escola. ⊲ Como é ser menino ou menina?
Comece apresentando o tema aos alunos e escrevendo-o ⊲ Você acha que tem alguma atividade que só pode ser
no quadro. Em seguida, reúna os alunos em um grande feita por menino ou por menina?
círculo e peça que falem sobre suas famílias. ⊲ Qual é a cor da sua pele?

– 31 –
⊲ Como é o seu cabelo? direitos e obrigações atribuídos aos marcadores sociais
⊲ Que profissão você quer ter quando crescer? de identidade. Verifique possíveis definições sobre o que é
⊲ Como você acha que será a sua vida quando você for ser homem, ser mulher, ser não-binário, ser parte de uma
adulto? comunidade religiosa, ser parte de uma comunidade tra-
⊲ Tem alguma que você acha que não pode fazer? Por dicional etc. Com cuidado, problematize definições gene-
quê? ralizantes e preconceituosas e valorize a diversidade de
identidades e culturas.
As memórias constroem nossa identidade
Orientações
Oriente os alunos para que permaneçam em círculo. Ex- PRATICANDO
plique a eles que será iniciado um novo momento da aula,
Orientações
no qual deverão trocar experiências.
Neste momento, os alunos devem criar fichas de identi-
Durante esta etapa, peça que contem sobre um momen-
ficação dos parentes, amigos e colaboradores da escola
to importante que tiveram com parentes, amigos ou co-
anteriormente citados. Devem ser priorizados aqueles com
laboradores da escola. Instrua-os para que escolham um
os quais mais se identificam. Os alunos devem mesclar de-
momento bom e para que explorem a afetividade que têm
senho e escrita para fazer registros sobre essas pessoas,
com as pessoas que fizeram parte dele. Procure mostrar
relatando características como idade, profissão, gênero
aos alunos que essas pessoas são importantes para a for-
etc. Os alunos devem expressar o que têm em comum com
mação de suas identidades.
essas pessoas. Explique-os que esses pontos em comum
Deixe que os alunos se posicionem livremente, para que
são formadores de suas próprias identidades.
fiquem à vontade para compartilhar experiências marcan-
tes. No entanto, coordene o tempo das falas para que to- Modelo de ficha:
dos possam participar.
Direcione a discussão para que ela toque questões so-
bre relações de sociabilidade. Instigue os alunos para que
deixem transparecer suas crenças a respeito de papéis,

Meu nome é Minha idade é


Cor dos olhos: Cor da pele:
Cor e forma dos cabelos:
Gosto de me vestir com:
Minha profissão é:
Eu me identifico como Homem Mulher
O que eu gosto de fazer nas horas vagas:

Eu expresso minha fé como:


Eu moro com pessoas.
Eu gosto muito de: Eu não gosto de:

A atividade de preenchimento da ficha pode ser substi-


tuída por colagem de recortes de revistas e jornais, caso
a escola tenha material disponível para isso. Usando os
recortes, os alunos podem montar quadros de referên-
cias que correspondam às questões feitas na ficha. É im-
portante que sejam fotografias impressas em periódicos.
Neste momento, não é recomendado o uso de charges
ou produções que demandem um nível de interpretação

– 32 –
de texto e subtexto que vá além da mensagem imedia- quilo que querem ser e daquilo que pretendem realizar
tamente transmitida. De qualquer forma, a ficha servirá no futuro. Esse será um importante exercício conclusivo
como uma referência que ficará no quadro para a com- sobre a autonomia que cada um tem para reconhecer e
posição dos alunos. construir a própria identidade.
PÁGINA 62
RETOMANDO
Orientações 6. INTERESSES EM COMUM
Esta é a fase final da aula. Informe aos alunos que, para
este momento, eles devem se organizar em duplas. Deixe Sobre a aula
que eles escolham suas duplas, mas, se houver alguma Este plano foi elaborado para ser realizado em uma
dificuldade, oriente as escolhas. aula de 100 minutos. Nele, será trabalhada a habilidade
Peça às duplas que conversem sobre os aspectos de EF02HI01 da Base Nacional Comum Curricular: Reconhe-
que mais gostam e aqueles de que menos gostam nas cer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que
pessoas que descreveram na atividade anterior. Estimu- aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos
le cada aluno a falar sobre os aspectos que, em seu sociais ou de parentesco. Como a habilidade deve ser
ponto de vista, lhe aproxima ou lhe afasta das pessoas desenvolvida ao longo de todo o bimestre, ela não será
por ele representadas. Este é o momento de observar, contemplada em sua totalidade nesta aula, devendo ser
nas fichas produzidas anteriormente, os aspectos que continuada nas próximas.
distinguem as crianças das pessoas de que elas fala- Objetivos de aprendizagem
ram e descreveram. É o momento de explorar a alteri- ⊲ Investigar a identidade e a diferença entre grupos
dade como parte constitutiva das relações que produ- sociais.
zem a identidade. Materiais
Como esse exercício diz respeito a uma auto-ob- ⊲ Papel.
servação feita por meio da comparação com pessoas ⊲ Lápis grafite.
adultas, é interessante encaminhar os alunos a uma ⊲ Dispositivo para gravar áudio.
projeção futura. Oriente-os para que pensem sobre o Para saber mais
que querem ou não ser quando tornarem-se adultos. ⊲ BAUMAN, Z. As duas fontes do comunitarismo. In:
Por fim, peça aos alunos que elaborem uma lista da- BAUMAN, Z. Comunidade: a busca por segurança

– 33 –
no mundo atual. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., p. ⊲ Quais alunos gostam de desenho animado? Quais
56-68, 2003. gostam mais de programas infantis apresentados por
⊲ HALL, S. A identidade em questão. In: HALL, S. A iden- pessoas?
tidade cultural na pós-modernidade. 11. ed. Rio de ⊲ Quais alunos gostam de brincar na praça? Quais gos-
Janeiro: DP&A, 2006. Disponível em: [Link] tam mais do parque? Quais preferem brincar em casa?
[Link]/[Link]/4135505/mod_resource/ ⊲ De que tipo de estórias vocês gostam mais? Há um
content/1/A%20Identidade%20Cultural%20na%20 grupo que goste mais de aventuras? De fantasias? De
P%C3%B3s-Modernidade%20-%20Stuart%[Link]. narrativas cômicas?
Acesso em: 24 jun. 2020. Com as cadeiras organizadas nos cantos da sala, os alu-
⊲ LIMA, J. M. Divisões territoriais, comemorações e iden- nos podem ir formando grupos a cada característica em
tidades locais: os sentidos políticos do espaço geo- comum, migrando de grupo em grupo de acordo com as
gráfico (RN-1935-1945). Mneme - Revista de Huma- diferentes afinidades conforme as perguntas forem sendo
nidades, v. 16, n. 37, p. 162-181, 2016. Disponível em: feitas. Essa dinâmica mostra na prática que não perten-
[Link] cemos apenas a um grupo social, mas a vários grupos ao
Acesso em: 24 jun. 2020. mesmo tempo. A cada formação diferente, peça aos alunos
Contexto prévio que digam em que grupo estavam antes, para que perce-
Entre em contato com membros da comunidade escolar bam mais especificamente esse aspecto da relação entre
e do bairro onde fica a escola e localize grupos de pessoas o indivíduo e os muitos grupos sociais aos quais pertence.
que tenham atividades em comum. Pode ser um sindicato,
Por que as pessoas se reúnem em grupos?
um movimento social, um grupo de leitura, um grupo vin-
culado a alguma atividade da cultura popular (como dan- Orientações
ça, música e arte), um grupo de esportistas (jogadores de Com base na dinâmica feita e pensando nos grupos so-
futebol amador, ciclistas ou corredores), um grupo cultural ciais locais conhecidos, oriente a turma para que escolha
de idosos etc. dois grupos sociais locais para serem entrevistados. É
Convide pelo menos três membros de dois grupos distin- importante que os grupos escolhidos sejam próximos da
tos para participarem da aula como colaboradores. Eles realidade dos alunos, que sejam da região em que fica a
serão entrevistados pelos alunos a respeito de suas parti- escola e que os alunos tenham com eles algum nível de
cipações nesses grupos. contato. Para a entrevista, deverão ser elaboradas ques-
É crucial que os horários e datas sejam combinados an- tões coletivas que ajudem a identificar os aspectos de dis-
tecipadamente com a administração da escola e com os tinção e de coesão dos grupos escolhidos.
entrevistados. Além disso, cuide para que os convidados Mantenha a turma organizada, com os alunos em seus
sejam identificados com antecedência pela administração respectivos lugares, e proponha a atividade. Diga aos alu-
escolar, para que não ocorram imprevistos. nos que devem escolher dois grupos sociais próximos para
serem entrevistados. A escolha deve ser feita com base na
Orientações
experiência vivida na atividade anterior, na qual refletiram
Esta aula tem como objetivo investigar a identidade e a
sobre a formação de grupos a partir de afinidades, gos-
diferença entre grupos sociais. Inicie a aula apresentan-
tos e objetivos parecidos entre as pessoas. Caso os alu-
do o tema aos alunos e escrevendo-o no quadro. Em se-
nos tenham dificuldade em fazer a escolha, auxilie dando
guida, reúna os alunos em um grande círculo e peça que
exemplos de grupos pesquisados por você anteriormente.
observem o que eles têm em comum. Espontaneamente,
Você pode sugerir um sindicato, um movimento social, um
muitas características serão notadas pelos alunos. Faça a
grupo de leitura, um grupo vinculado a alguma atividade
mediação para que a existência de afinidades entre eles
da cultura popular (como dança, música e arte), um grupo
seja melhor percebida, encaminhando a discussão da ob-
de esportistas (jogadores de futebol amador, ciclistas ou
servação das características físicas comuns e para a ob-
corredores), um grupo cultural de idosos etc.
servação dos gostos particulares. Para facilitar o debate,
Após a escolha, a turma deverá pensar nas perguntas que
faça perguntas:
serão feitas. É fundamental que elas busquem extrair res-
⊲ O que pode pode caracterizar um grupo de pessoas?
postas que vinculem a história dos entrevistados às histó-
⊲ Em nossa turma, quantos são meninos? Quantas são
rias dos grupos dos quais fazem parte. As narrativas obtidas
meninas?
servirão para compreender o papel e a importância que as
⊲ Quantos são mais altos? Quantos são mais baixos?
pessoas conferem ao pertencimento a essas associações.
⊲ Quantos têm cabelos longos? Quantos têm cabelos
Inicialmente, deixe que os alunos digam as possíveis per-
curtos?
guntas e registre as propostas no quadro, solicitando que
⊲ O que pode diferenciar os alunos do professor?
anotem as perguntas escolhidas para a entrevista. Auxi-
⊲ Por que todos vocês estão reunidos na mesma turma?
lie-os na escolha, para que as perguntas possam atender
⊲ Quais são os interesses e objetivos que nos trazem aqui?
ao objetivo da atividade. Você pode melhorar as perguntas
⊲ Quais alunos da turma gostam de esportes? Quais
propostas por eles ou sugerir perguntas que considere im-
não gostam?
portantes, no entanto, não o faça de modo autoritário, mas

– 34 –
pedindo o acordo dos alunos. Você pode sugerir que sejam sejam consultadas no momento seguinte da aula: a siste-
feitas aos entrevistados perguntas como essas: matização. Você pode, ainda, pedir que os entrevistados
⊲ O que o levou a participar deste grupo? tragam fotografias ou objetos representativos das suas
⊲ O que faz com que você se identifique com o grupo do experiências nos grupos. Isso acrescentará materialidade
qual faz parte? e mais significado às suas narrativas.
⊲ Você conhece outros grupos que realizam o mesmo
tipo de atividade que realiza o seu grupo? Quais são
as diferenças que eles têm em relação ao grupo do RETOMANDO
qual você faz parte?
Orientações
⊲ Você faz parte de outros grupos? Quais?
Este é o momento de conclusão da aula. Organize um
pequeno debate para que os alunos identifiquem as seme-
PRATICANDO lhanças e diferenças que perceberam a partir dos dados
coletados nas entrevistas. Motive-os a dizerem que apro-
Orientações ximações e distanciamentos perceberam entre os grupos
Este é o momento das entrevistas. Os alunos devem e, enquanto falam, vá registrando as contribuições. Para
usar as questões elaboradas na fase anterior da atividade direcionar a discussão, faça perguntas como:
para conhecer os elementos de coesão e diferença entre ⊲ O que acharam desse tipo de atividade?
os grupos sociais aos quais pertencem os convidados. ⊲ Gostaram dos nossos convidados?
Prepare os alunos com antecedência para este momen- ⊲ O que é muito parecido nos dois grupos?
to, solicitando que a turma tenha uma postura acolhedora ⊲ O que há nos grupos que é muito diferente?
com os convidados. Decida com os alunos quem serão os Prepare dois cartazes para registrar o aprendizado
responsáveis por fazer as perguntas e explique a inviabi- dos alunos. Em um, serão anotadas as semelhanças
lidade, neste momento, da participação de todos durante percebidas entre os grupos entrevistados, no outro, se-
todos os momentos da entrevista. Disponibilize aos alunos rão anotadas as diferenças. Durante o debate e o re-
que serão os entrevistadores as perguntas por escritos. gistro, mantenha o cartaz fixado em um local de boa
Como adequar à sua realidade visibilidade para toda a turma. Você funcionará como
Com prévia autorização dos entrevistados e sob a con- um escriba para a produção intelectual das crianças.
dição do uso estritamente educacional dos conteúdos ex- Ao final, os registros devem ser lidos por toda a turma
pressos por eles, você pode gravar as entrevistas para que coletivamente.

– 35 –
Como forma de prestigiar o trabalho da turma e a pre-
sença dos convidados, exponha os cartazes em um local
da escola que tenha bastante visibilidade e movimento,
para que possa ser lido pelos demais estudantes e cola-
boradores.
PÁGINA 65

7. VISITANDO A COZINHA DA
ESCOLA
Sobre a aula
Este plano foi elaborado para ser realizado em uma aula de
100 minutos. Nele, será trabalhada a habilidade EF02HI02 da
Base Nacional Comum Curricular: Identificar e descrever prá-
ticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes
comunidades. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao
longo de todo o bimestre, ela não será contemplada em sua
totalidade nesta aula, devendo ser continuada nas próximas.
Objetivos de aprendizagem
⊲ Identificar e valorizar as práticas exercidas nas dife-
rentes formas de trabalho. Análise e observação so-
bre as práticas exercidas na cozinha da escola.
Materiais
⊲ Brinquedos de cozinha (panelinhas, fogão, geladeira,
talheres, alimentos de plástico etc.) ou objetos reais (pa-
nelas, potes medidores, assadeiras, utensílios, colher de
pau, avental, luvas, pratos, copos e talheres de plástico setores da escola e que têm um papel importante para
etc). Se não for possível providenciá-los, você pode ofe- que toda a instituição funcione da melhor forma possível.
recer massa de modelar ou papel e material de desenho. Contexto
⊲ Projetor ou quadro. Antes de a aula começar, prepare cantos na sala (ou em
Para saber mais outro ambiente da escola) com utensílios de cozinha para
⊲ MULLER, F. Socialização na escola: transições, apren- as crianças brincarem. Providencie brinquedos relaciona-
dizagem e amizade na visão das crianças. Educar dos ao tema, como panelinhas, utensílios, fogão, geladei-
em Revista, n. 32, p. 123-141, 2008. ISSN 1984-0411. ra, talheres, alimentos de plástico etc. Também podem ser
Disponível em: [Link] utilizados objetos reais de cozinha, como panelas, potes
d=S0104-40602008000200010&script=sci_abstrac- medidores, assadeiras, utensílios, colher de pau, avental,
t&tlng=pt. Acesso em: 24 jun. 2020. luvas, pratos, copos e talheres de plástico etc.
⊲ OLIVEIRA, A. C. Brincar de comidinha: para além de Se não for possível providenciar os brinquedos e obje-
uma brincadeira, um ato de amor e cuidado. Leitu- tos, você pode oferecer massa de modelar (pode ser uma
rinha, 2018. Disponível em: [Link] caseira feita pela turma em outro momento) ou pedir que
br/blog/brincar-de-comidinha/?utm_term=9975&- desenhem uma cena que se passa em uma cozinha.
zanpid=2541414677121408000. Acesso em: 24 jun. 2020. Convide os alunos a brincarem livremente nos espaços
⊲ FERMINO, C. A. C.; DA SILVA, E. V.; PREVIATO, J. A.; PAI- que você organizou. Estimule que interajam com os mate-
XÃO, M. K. M. G. A importância do brincar no 2o ano do riais e entre si, e que usem sua criatividade e imaginação.
Ensino Fundamental. Disponível em: [Link] Participe da brincadeira e, se necessário, sugira novas si-
[Link]/simposio2011/publicado/artigo0105. tuações, por exemplo:
⊲ Vamos ter visitas. O que podemos preparar?
pdf. Acesso em: 14 de mar. 2019.
⊲ Alguém sabe como fazer um bolo?
Orientações ⊲ Como vamos limpar a cozinha depois de todo esse
O objetivo desta aula é identificar e valorizar as práticas trabalho?
exercidas na cozinha da escola. Caso seja inviável visitar ⊲ Estamos indo bem. Que tal a gente montar um res-
a cozinha, o plano pode ser adaptado para a exploração taurante?
de outros espaços da escola, como a biblioteca, a secre- ⊲ Vamos preparar o lanche da escola?
taria, a portaria etc. Inicie a aula anunciando o tema para O jogo simbólico permite que as crianças assumam
os alunos e escrevendo-o no quadro. Em seguida, peça diferentes papéis e que o professor perceba como elas
que listem os profissionais que trabalham em diferentes enxergam cada situação. Procure perceber que tipo de

– 36 –
comportamentos e atitudes elas esperam de quem ocupa
determinada posição. Por meio dessas representações, é
possível observar a compreensão que possuem do mundo
social que as cerca e das relações presentes nele.
Trabalhando na cozinha
Orientações
Quando você perceber que o interesse na brincadeira
diminuiu, sente-se em roda com a turma para conversar
sobre os papéis desempenhados em uma cozinha. Ques-
tione os alunos quem são as pessoas que trabalham nesse
local e o que cada uma delas fazem. Ouça suas opiniões,
promova a reflexão sobre o assunto e, se necessário, aju-
de-os a desconstruir alguns preconceitos (por exemplo,
que cozinha é um lugar para mulheres ou que esse traba-
lho não é tão importante quanto outros). Faça perguntas
para orientar a discussão:
⊲ Quais as funções das pessoas que trabalham em uma
cozinha? Ajude-os a pensar também em diferentes ta-
refas: cozinhar, limpar, decorar pratos, criar pratos e
receitas, temperar, verificar o que precisa ser compra-
do, provar a comida, servir etc.
⊲ Todas as cozinhas são iguais?
⊲ Todas as pessoas que trabalham na cozinha são
iguais? O que elas podem ter de semelhante? E de
diferente?
⊲ O que é mais difícil quando se trabalha na cozinha?
⊲ Vocês ajudam a família nas tarefas da cozinha? tamanho das panelas e fogões e a quantidade de
⊲ O trabalho realizado na cozinha da nossa escola é utensílios são iguais?
importante? Por quê? Se quiser, você pode imprimir ou copiar essas questões
⊲ Como seria a nossa escola se as pessoas que traba- e levá-las durante a visita. Acrescente à lista outras per-
lham na cozinha não existissem? guntas que considerar relevantes e outras que possam ser
sugeridas pelos alunos.
PRATICANDO Acompanhe os alunos à cozinha. É importante que eles
possam observar tanto o espaço quanto pessoas execu-
Orientações tando suas funções, além de conversar com alguns dos
Diga aos alunos que vocês visitarão a cozinha da escola funcionários para obter mais informações sobre o trabalho
para observar o trabalho que acontece lá. Combine a vi- realizado ali e para esclarecer dúvidas. Deixe que os alu-
sita com antecedência com a equipe da cozinha para que nos protagonizem a visita, fazendo comentários e pergun-
o momento seja conveniente e não atrapalhe o funciona- tas (tanto as combinadas anteriormente quanto outras que
mento da escola. possam surgir na hora). Fique atento a possíveis perigos,
Combine com os alunos como todos devem se com- como facas expostas, fogos e objetos quentes. Peça ajuda
portar durante a visita. Peça que tratem as pessoas com dos demais colaboradores presentes nesse sentido.
respeito, que esperem a vez de falar e que não toquem
em nada sem pedir e obter autorização. Deixe claro que
RETOMANDO
o objetivo da atividade é aprender o máximo possível so-
bre o trabalho realizado ali. Para isso, os alunos deverão Orientações
ter em mente as seguintes questões, a serem respondidas Ao voltar para sala, converse com os alunos sobre a vi-
quando retornarem à sala: sita. Proponha que eles narrem e expliquem as práticas
⊲ Quantos funcionários trabalham na cozinha da escola? observadas e que respondam oralmente às perguntas que
⊲ Quem são eles? usaram para guiar a visita. Ofereça um espaço no qual se
⊲ Quais as tarefas que eles realizam? sintam seguros para falar e expor suas opiniões. Estimule
⊲ Como é a sua rotina de trabalho? que todos falem sobre a experiência. Pergunte se o que vi-
⊲ Qual a parte do trabalho que acham mais fácil? ram era o que esperavam, se sabiam como era o trabalho
⊲ Qual a parte do trabalho que acham mais difícil? na cozinha da escola e o que acharam do que descobri-
⊲ Que objetos há na cozinha? Eles se parecem com os ram. Retome a importância desse trabalho.
objetos que sua família tem na cozinha de casa? O

– 37 –
Peça que os alunos realizem a atividade no Material do
aluno ou, se achar mais adequado e quiser expor os dese-
nhos, disponibilize folhas sulfite.
Enquanto os alunos realizam a atividade, circule pela
sala observando-os e orientando-os, principalmente no
momento de escrita da legenda. Convide os alunos a com-
partilharem suas produções com a classe e depois exponha
todas as atividades. Se os desenhos forem feitos em folhas
separadas e você julgar conveniente, eles podem ser dados
como presentes aos colaboradores da cozinha, como uma
forma de agradecimento da turma pelo seu trabalho.
PÁGINA 69

8. PROFISSÕES QUE NÃO


EXISTIAM ANTIGAMENTE
Sobre a aula
Este plano foi elaborado para ser realizado em uma
aula de 100 minutos. Nele, será trabalhada a habilidade
EF02HI02 da Base Nacional Comum Curricular: Identifi-
car e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas
exercem em diferentes comunidades. Como a habilidade
deve ser desenvolvida ao longo de todo o bimestre, ela
não será contemplada em sua totalidade nesta aula, de-
vendo ser continuada nas próximas.
Objetivos de aprendizagem
⊲ Identificar profissões atuais que não existiam no pas-
sado e refletir sobre a causa de seu surgimento.

– 38 –
Materiais ⊲ Que profissionais precisam desse objeto para traba-
⊲ Caixa com brinquedos ou objetos que possam ser as- lhar? Por quê?
sociados a uma profissão ou caixa com imagens im- ⊲ Vocês conhecem alguém que exerce essa profissão?
pressas e recortes sobre profissões. Quem?
⊲ Objetos como ferramentas, estetoscópio, celular, ⊲ Será que esse objeto foi inventado há muito tempo?
pincel, microfone, carrinho, trem, teclado de compu- ⊲ Essa profissão é antiga ou nova? Será que ela existia
tador, máquina fotográfica, binóculo, fone de ouvido, quando nossos avós eram crianças?
fita métrica etc. Não avalie as respostas como certas ou erradas. Per-
⊲ Cartolina (ou outro papel de sua preferência) com a mita que os alunos façam diferentes associações entre o
tabela da sistematização. objeto e uma profissão, que descrevam o trabalho e que
⊲ Fita adesiva. pensem a respeito do papel desses profissionais. Se hou-
⊲ Projetor ou quadro. ver algum objeto que eles não saibam a que profissão se
Para saber mais refere, dê a resposta e fale um pouco sobre ela.
⊲ Inteligência artificial: o que é, como funciona e exem-
O que faz esse profissional?
plos. Fundação Instituto de Administração. Disponível
em: [Link]/blog/inteligencia-artificial. Aces- Orientações
so em: 18 mar. de 2019. Divida a turma em grupos de quatro alunos. Procure re-
⊲ Profissões do futuro: o que são, principais e áreas em unir alunos em diferentes estágios de alfabetização e com
alta. Fundação Instituto de Administração. Disponível diferentes personalidades e habilidades, a fim de enrique-
em: [Link]/blog/profissoes-do-futuro. Aces- cer o trabalho.
so em: 18 mar. de 2019. Mostre a imagem referente a cada profissão, projetada
⊲ 20 profissões que não existiam há dez anos atrás. De- ou impressa, e pergunte que grupo gostaria de conversar
safio Mundial. Disponível em: [Link]. sobre ela. Se houver mais de um grupo que queira discutir
com/20-profisses-que-no-existiam-h-dez-anos-atrs/?- sobre a mesma profissão, faça um sorteio para decidir. Se
view-all&chrome=1. Acesso em: 16 mar. 2019. nenhum grupo se voluntariar, faça um sorteio com as que
sobrarem no final. Pode ser que algumas das profissões
Orientações
não sejam conhecidas pelos alunos. Nesse caso, dê uma
Inicie anunciando o tema aos alunos e escrevendo-o
breve explicação e diga para o grupo tentar imaginar o
no quadro. Pergunte que profissão eles querem exercer
que aquele profissional faz.
quando forem mais velhos, o que esse profissional faz e
Entregue a cada grupo uma folha com a imagem da
por que gostariam de fazer isso.
profissão escolhida e as perguntas que devem responder.
Nesta aula, espera-se que os alunos identifiquem pro-
Eles não precisam anotar suas respostas, apenas discuti-
fissões que não existiam no passado, relacionando seu
-las oralmente. As folhas que deverão ser entregues estão
surgimento ao desenvolvimento de inovações tecnológi-
disponíveis no material complementar, em anexo, para se-
cas. Reconhecer esses profissionais e os papéis que exer-
rem destacadas.
cem permite que os alunos reflitam sobre as mudanças
Leia uma pergunta por vez e dê um tempo para que os
que ocorrem na sociedade com o passar dos anos. É uma
grupos discutam sobre ela. Enquanto isso, circule pela
forma de começar a pensar sobre como o indivíduo trans-
sala, ouça suas ideias, dê orientações e, quando necessá-
forma a sociedade e a sociedade transforma o indivíduo.
rio, esclareça suas dúvidas.
Além disso, discutir sobre novas profissões também é um
meio de ampliar a visão do aluno, extrapolando sua reali-
dade próxima. PRATICANDO
Contexto
Prepare uma caixa com diversos materiais (de verdade Orientações
ou de brinquedo) que podem ser associados a uma pro- Depois que os grupos terminarem de debater sobre as
fissão ou a várias profissões, por exemplo: giz de lousa, perguntas, anuncie que cada grupo deverá apresentar à
ferramentas, estetoscópio, celular, pincel, microfone, car- turma o profissional que escolheu e as respostas a que
rinho, trem, teclado de computador, máquina fotográfica, chegaram a partir da discussão. Enquanto cada grupo es-
binóculo, fone de ouvido, fita métrica etc. tiver apresentando, projete o mostre a imagem do profis-
Se não conseguir reunir esses materiais, você pode co- sional que estará sendo apresentado.
locar na caixa cartões com imagens retiradas da internet, Durante as apresentações, se for necessário, esclareça
de livros, revistas ou jornais. um pouco mais o papel daquele profissional. Possibilite
Sente-se com os alunos em roda e vá passando a caixa que toda a turma participe da discussão e faça novos
e pedindo que cada um retire um objeto (ou uma figura) de questionamentos para aprofundar a reflexão:
⊲ Por que será que esta profissão passou a existir?
dentro dela. Pergunte a eles:
⊲ Que objeto é esse? ⊲ Qual a sua importância?
⊲ Para que ele serve? ⊲ Alguém aqui gostaria de exercê-la? Por quê?

– 39 –
RETOMANDO
Orientações
Prepare, em uma cartolina ou em outro papel de sua
preferência, uma tabela com duas colunas: profissões
que existiam antigamente e profissões que não existiam
antigamente.
Recorte as fichas disponíveis no material complementar
em anexo. Nelas, há nomes de diferentes profissões para
que sejam sorteados pelos alunos. Você também pode im-
primir ou confeccionar fichas com nomes de outras profis-
sões, se achar mais adequado à sua realidade. Outra opção
é confeccionar as fichas com os próprios alunos, deixando
que eles escrevam o nome de diferentes profissões.
Coloque as fichas em uma sacolinha e peça que aos alu-
nos que sorteiem uma profissão para colocar na coluna
correspondente da tabela. Deixe que discutam as respostas
com o restante do grupo. Como o conceito de “antigamen-
te” é bem amplo, o importante é que eles apresentem ar-
gumentos que justifiquem sua escolha, pois para algumas
profissões não há uma única resposta correta. Deixe que os
próprios alunos fixem as fichas na tabela com fita adesiva.
Faça quantas rodadas forem necessárias para sortear todas
as profissões. Se sobrar tempo, peça que complementem a
tabela ditando outras profissões para que você escreva na
coluna que indicarem como a mais adequada.
⊲ Que outra profissão pode surgir no futuro parecida PÁGINA 71
com essa?
É importante que os alunos compreendam que cada
profissão executa um papel diferente na sociedade e está 9. PROFISSÕES QUE SÃO
ligada ao seu tempo e às necessidades das pessoas de EXERCIDAS POR MULHERES
determinada época. Conforme a sociedade muda, novas ATUALMENTE
coisas são descobertas, novas ferramentas são inventa-
das, mudam algumas necessidades, mudam algumas Sobre a aula
demandas e mudam algumas profissões. Do mesmo jeito Este plano foi elaborado para ser realizado em uma aula de
que profissões do passado não existem mais e que essas 100 minutos. Nele, será trabalhada a habilidade EF02HI02 da
profissões foram criadas, no futuro novas profissões surgi- Base Nacional Comum Curricular: Identificar e descrever prá-
rão enquanto outras deixarão de existir. ticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes
Também é interessante discutir com os alunos por que comunidades. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao
algumas profissões são mais conhecidas e que outras. Ex- longo de todo o bimestre, ela não será contemplada em sua
plique que algumas profissões, justamente por terem sido totalidade nesta aula, devendo ser continuada nas próximas.
criadas tão recentemente, ainda não são tão conhecidas Objetivos de aprendizagem
e ainda não são exercidas por tantas pessoas quanto as ⊲ Conhecer mulheres pioneiras em profissões que antes
profissões mais antigas e tradicionais. Por exemplo, há eram consideradas masculinas.
muito mais advogados do que engenheiros de inteligência Materiais
artificial, pelo menos por enquanto. ⊲ Material de desenho, como lápis de cor, giz de cera e
Você pode alterar, retirar e/ou acrescentar novas ima- caneta hidrocor.
gens e profissões de acordo com sua realidade e com a ⊲ Papéis coloridos.
realidade dos alunos. Isso também é válido para as per- ⊲ Revistas.
guntas feitas para os grupos e durante as apresentações. ⊲ Tesoura.
Certifique-se de que, ao término da atividade, os alunos ⊲ Cola.
tenham compreendido bem, mesmo que em linhas gerais, ⊲ Projetor ou quadro.
a função de cada profissional apresentado. Além disso,
ressalte novamente o caráter histórico das profissões. Para saber mais
⊲ BASTOS, M. Mulheres avançam em profissões domi-
nadas por homens. Gênero e Número, jun. 2017. Dis-

– 40 –
de listar diferentes profissões, pergunte aos alunos: existe
“profissão de homem” e “profissão de mulher”? Por quê?
Ouça as opiniões dos alunos sobre o assunto. Deixe que
se expressem, que compartilhem suas experiências e que
defendam suas ideias, mas use o momento para descons-
truir a ideia de que há profissões específicas para um ou
outro gênero. Em algumas profissões, há a predominância
de um deles, muitas vezes por preconceitos e estereótipos
sociais, mas deixe claro que qualquer profissão pode ser
exercida por ambos.
Insista na problematização da ideia de que determinada
profissão é para homens ou mulheres, dando exemplos e
fazendo perguntas que os levem a refletir sobre essa de-
claração. Algumas questões possíveis são: Por que essa
profissão é só para os homens? O que é preciso para exer-
cer essa profissão? E as mulheres não têm isso? Todos os
homens são iguais? Todas as mulheres são iguais?
Conte a eles que antigamente algumas profissões eram
exercidas apenas por homens, porque as mulheres não
eram aceitas, mas que, aos poucos, a sociedade foi mu-
dando e hoje há mulheres médicas, advogadas, militares,
policiais, motoristas, gerentes etc. Deixe claro, no entanto,
que ainda há muito o que mudar para que as mulheres
tenham a mesma aceitação, as mesmas oportunidades e
as mesmas condições de trabalho que os homens.
Mulheres revolucionárias
ponível em: [Link] Orientações
res-avancam-em-profissoes-dominadas-por-homens/. Faça a exibição do vídeo “Mulheres Revolucionárias”,
Acesso em: 18 mar. 2019. que fala sobre Margaret Hamilton - cientista da compu-
⊲ GAROFALO, D. Mulheres na tecnologia: esse espaço tação e engenheira de software que desenvolveu o pro-
também é nosso. Nova Escola, mar. 2019. Disponí- grama de voo usado no projeto da Apollo 11 - e Antonieta
vel em: [Link] de Barros - primeira deputada estadual negra do país e a
mulheres-na-tecnologia-esse-espaco-tambem-e- primeira deputada mulher do estado de Santa Catarina.
-nosso. Acesso em: 18 mar. 2019. Mulheres revolucionárias. Quintal da Cultura. Disponível
⊲ Quintal da Cultura. MULHERES REVOLUCIONÁRIAS | em: [Link] Aces-
QUINTAL DA CULTURA. Disponível em: [Link] so em: 18 mar. 2019.
[Link]/watch?v=Vl-tY2N4sjE. Acesso em: 18 Se não puder mostrar o vídeo, conte a história que ele traz.
mar. 2019.
Orientações PRATICANDO
Nesta aula, espera-se que os alunos conheçam algumas
mulheres com profissões que já foram consideradas mas- Orientações
culinas. O objetivo é desconstruir a ideia de que a profis- Após o vídeo, converse com a turma sobre os feitos de
são está ligada ao gênero. É preciso desenvolver a cons- Margaret Hamilton e Antonieta de Barros. Mostre a foto
ciência de que as mulheres ainda são minoria em muitas delas por meio de impressões ou projeção.
profissões e em cargos gerenciais e que elas tiveram de Sugestões para discussão
lutar para conquistar o espaço que ocupam hoje. ⊲ O que vocês acharam da história dessas mulheres?
Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula ⊲ Por que é importante conhecermos suas histórias?
para os alunos. Diga que vocês vão conversar sobre algu- ⊲ Qual é a importância do que elas fizeram?
mas mulheres que tiveram coragem de fazer aquilo que ⊲ Será que outras mulheres antes delas quiseram exer-
gostavam mesmo que a sociedade achasse que era uma cer profissões que eram consideradas exclusivamente
tarefa só para os homens. masculinas? O que pode ter acontecido com elas?
Contexto ⊲ Será que a situação das mulheres, nessas e em outras
Faça uma lista de profissões no quadro com os alunos. profissões, mudou depois disso?
Você pode fazer isso de diferentes maneiras, dependendo ⊲ Vocês conhecem outras mulheres que tiveram dificul-
do estágio de alfabetização em que eles estiverem. Depois dade para conseguir seus empregos?

– 41 –
⊲ Vocês conhecem outras mulheres que exercem uma
profissão onde os homens são a maioria?
Mostre aos alunos outras brasileiras que foram pionei-
ras em suas profissões no nosso país. Inspire-os contan-
do um pouco sobre suas histórias, sua coragem e suas
conquistas. Faça a projeção das fotos ou leve as ima-
gens impressas.
Abra espaço para que façam perguntas e comentários,
para que falem sobre essas e outras profissões, sobre os
diferentes papéis das mulheres na sociedade, sobre pre-
conceitos e estereótipos e para que tragam suas próprias
vivências para a discussão. Peça que, para além de falar,
escrevam o nome de mulheres conhecidas por eles na fa-
mília ou na comunidade que são donas de histórias profis-
sionais marcantes.
Como adequar à sua realidade
Pesquise mulheres que fizeram ou fazem história em sua
região. Elas não precisam necessariamente ser pioneiras
na profissão, mas podem contribuir com suas histórias de
conquista em áreas predominantemente masculinas. Leve
imagens e conte seus feitos para os alunos. Se possível,
agende algumas visitas de mulheres à escola para reali-
zar uma entrevista com elas.

RETOMANDO
Orientações
Entregue uma folha A3 para cada aluno. Peça que escre-
vam como título “Todo mundo pode ser” e que completem

– 42 –
a frase com uma profissão que antes eles achavam que
era só masculina ou só feminina, mas que agora sabem
que pode ser exercida por qualquer pessoa, independente
do gênero. Depois, eles devem ilustrar seu cartaz com o
desenho da profissão escolhida.
Sugira que utilizem os materiais de sua preferência
para elaborar o cartaz, e disponibilize lápis de cor, giz de
cera, caneta hidrocor, papéis coloridos, revistas, tesoura,
cola etc.
Circule pela sala observando e, quando necessário, for-
necendo orientações. Convide os alunos que quiserem a
mostrarem seus cartazes prontos para a turma e a expli-
carem por que escolheram determinadas profissões para
serem representadas no cartaz. Exponha todas as produ-
ções e valorize o trabalho de todos os alunos.
PÁGINA 75

10. VISITANDO A COMUNIDADE


Sobre a aula
Este plano foi elaborado para ser realizado em uma
aula de 100 minutos. Nele, será trabalhada a habilidade
EF02HI02 da Base Nacional Comum Curricular: Identifi-
car e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas
exercem em diferentes comunidades. Como a habilidade
deve ser desenvolvida ao longo de todo o bimestre, ela
não será contemplada em sua totalidade nesta aula, de- Orientações
vendo ser continuada nas próximas. Esta aula tem por objetivo observar as pessoas e suas
Objetivos de aprendizagem interações na comunidade. Inicie apresentando o tema
⊲ Observar as pessoas e suas interações no espaço da aula para os alunos, projetando-o ou escrevendo-o no
visitado, compreendendo suas ações como agentes quadro. Depois, explique que, nesta aula, os alunos irão
históricos que impactam na história coletiva. realizar um trabalho de observação guiada fora da esco-
Materiais la, com o objetivo de explorar relações e papéis sociais.
⊲ Autorização dos pais para saída dos alunos. A intenção deste plano é servir de modelo para que
⊲ Cartaz com tabela dividida em três colunas: espaço, você possa realizar um trabalho investigativo em deter-
profissionais e consumidores. minado espaço da comunidade. A visita pode ser feita
⊲ Projetor. em qualquer espaço escolhido por você e pelos alunos e
⊲ Quadro. que faça parte da comunidade na qual estão inseridos. A
aula foi pensada para ser realizada uma visita a uma fei-
Para saber mais
⊲ DA SILVA, R. J.; GUEDES, M. C. A evolução do conceito
ra, mas você pode usar, se desejar, a mesma sequência
de atividades para explorar outros lugares da comunida-
de grupo em Silvia Lane. Psicologia Revista, v. 24, n. 2,
de (praças, parques, igrejas, shoppings, praias, pátios da
2015. ISSN 2594-3871. Disponível em: [Link]
escola, bibliotecas, clubes esportivos etc.). Escolha, de
[Link]/[Link]/psicorevista/article/view/27795.
preferência, um ambiente conhecido e frequentado pela
Acesso em: 22 mar. 2019.
⊲ MATTOS, E. M. A.; CASTANHA, A. P. A importância da
maioria dos alunos.
Converse com os alunos a respeito da visita que farão e
pesquisa escolar para a construção do conhecimen-
questione-os:
to do aluno no Ensino Fundamental. Disponível em:
⊲ Vocês já foram a uma feira? Quando? Com quem?
[Link]
⊲ Como é a feira?
quivos/[Link]. Acesso em: 22 mar. 2019.
⊲ O que se vende e compra em uma feira?
⊲ SOUZA, G. L. R. A importância da pesquisa no ensino
⊲ Quem trabalha na feira?
de História nas séries iniciais do Ensino Fundamental.
Diga a eles que esta visita não será como a que fazem
Revista Brasileira de Educação e Cultura, n. 1, 2010.
com seus familiares, porque, dessa vez, terão de observar
ISSN 2237-3098. Disponível em: <[Link]
atentamente as pessoas do local. Convide-os a presta-
[Link]/[Link]/educacaoecultura/article/
rem atenção em quem participa da feira ou do outro local
view/85/114>. Acesso em: 2 abr. 2019.
escolhido. Peça que observem quem são essas pessoas,

– 43 –
como elas agem nesse espaço, sobre o que elas conver- observar as pessoas e suas interações. Aponte situações
sam, como são seus comportamentos e atitudes, como é a interessantes para os alunos, vá relembrando o que eles
interação entre elas etc. precisam observar e mostre exemplos do que você espera
Escreva no quadro as questões a seguir. Leia-as para que eles olhem com atenção. Deixe que mostrem a você e
os alunos e explique de forma sistematizada o que você aos colegas o que perceberam, e permita que façam infe-
espera que eles observem sobre cada um dos itens: rências e questionamentos. Se possível, leve um caderno
Sobre o espaço de campo, uma máquina fotográfica ou utilize o próprio
⊲ Como é a feira? celular para registrar o que eles expressam. Eles também
⊲ O que tem nela? podem levar, se quiserem, ferramentas de registro. Dê
⊲ É um ambiente sério ou descontraído? mais algumas voltas pelo ambiente.
Aproveite a oportunidade para desenvolver com os alu-
Sobre os profissionais
nos um novo olhar sobre aquilo que já conhecem. Insti-
⊲ Que profissionais trabalham na feira?
gue-os a questionar, analisar e observar atentamente o
⊲ Como é o trabalho deles?
espaço e as pessoas presentes nele. Desenvolver esse
⊲ Quais as tarefas que eles realizam?
olhar investigativo e crítico é muito importante no traba-
⊲ Como é a atitude dos vendedores para convidar os
lho com fontes históricas, sejam elas visuais, escritas ou
consumidores a comprar?
orais. Consequentemente, é um exercício importante para
⊲ Como é a atitude deles na hora de vender?
a formação da cidadania. Veja o que diz, a esse respeito,
⊲ Como eles falam?
a Base Nacional Comum Curricular:
⊲ Como organizam a mercadoria?
Por todas as razões apresentadas, espera-se que o
Sobre os consumidores conhecimento histórico seja tratado como uma forma de
⊲ O que as pessoas que não estão trabalhando vão fa- pensar, entre várias; uma forma de indagar sobre as coisas
zer na feira? do passado e do presente, de construir explicações, des-
⊲ O que elas esperam encontrar? vendar significados, compor e decompor interpretações,
⊲ Como escolhem o que querem comprar? em movimento contínuo ao longo do tempo e do espaço.
⊲ Como falam com os vendedores? Enfim, trata-se de transformar a história em ferramenta a
⊲ Qual o perfil da maioria – homem, mulher, criança – e serviço de um discernimento maior sobre as experiências
por que será que é assim? humanas e as sociedades em que se vive.
Enfatize que eles realmente devem ficar muito atentos Fonte: Ministério da Educação. Base Nacional Comum
durante a visita, pois, quando retornarem à escola, deve- Curricular. Brasília, 2018. Disponível em: [Link]-
rão anotar tudo o que foi observado. [Link]/abase/#fundamental/historia. Aces-
Como adequar à sua realidade so em: 2 abr. 2019.
Adapte o roteiro de acordo com o espaço escolhido para
a visita. Se você for a uma praça, por exemplo, pode não
ter profissionais e consumidores, então você pode mudar PRATICANDO
para ESPAÇO e PESSOAS. Nas perguntas, explore o perfil Orientações
de quem está presente nesse espaço, pedindo para que Ao voltar para a sala, deixe que os alunos contem suas
sejam observadas as pessoas que são encontradas, o que impressões e participem da conversa de forma descon-
estão fazendo, como são, como interagem etc. Indepen- traída. Incentive-os, por meio de algumas perguntas, a
dente do espaço escolhido, e você pode escolher com relatar tudo o que observaram e a refletir sobre os dados
seus alunos qualquer espaço, faça um roteiro focado nas coletados. Ouça suas respostas e problematize-as com
características do local, das pessoas que frequentam e, outras perguntas que ampliem sua visão. Disponibilize
principalmente, em suas interações. as fotografias que tirou durante a visita para visualiza-
Fazendo uma visita técnica rem durante a discussão e facilitar o resgate das infor-
mações importantes por cada um deles. Perguntas para
Orientações
discussão:
Leve os alunos para andar pela feira. É importante ter pe-
⊲ Como a feira é?
dido A autorização dos familiares com antecedência. Com-
⊲ O que tem nela para vender?
bine com outros funcionários, professores ou auxiliares da
⊲ Como é o espaço visitado?
escola para que haja mais adultos acompanhando o grupo.
⊲ Como a mercadoria estava organizada?
Antes de sair, é importante já ter estabelecido alguns
⊲ Por que as pessoas vão à feira?
combinados com os alunos: andar próximo aos adultos,
⊲ Como é a atitude dos vendedores?
não se afastar do grupo, não atravessar a rua sozinhos
⊲ O que tem de semelhante e de diferente com a atitude
e sem olhar para os dois lados primeiro, não mexer nos
de outros vendedores (por exemplo, de uma loja de
produtos etc.
roupas, da farmácia etc.)?
Comece caminhando pelo local. Depois, se possível, en-
⊲ Como é a atitude dos consumidores?
contre um local em que possa se sentar com o grupo para

– 44 –
⊲ Como é a interação entre vendedor e consumidor? específico para os alunos anotarem a produção. Eles de-
⊲ Que outros trabalhos você observou sendo realizados vem fazer o registro no material do aluno, de uma forma
na feira? resumida e que faça sentido para eles.
⊲ Havia mais mulheres ou homens vendendo? Por que
PÁGINA 78
você acha que é assim?
⊲ Havia mais mulheres ou homens comprando? Por que
você acha que é assim? 11. PAPÉIS SOCIAIS NA FAMÍLIA
⊲ Havia crianças na feira? Muitas ou poucas? Por que
você acha que é assim? Sobra a aula
⊲ Qual é a diferença entre o comportamento das pes- Este plano foi elaborado para ser realizado em uma
soas na feira e em outro ambiente de compras, como aula de 100 minutos. Nele, será trabalhada a habilidade
o shopping? EF02HI01 da Base Nacional Comum Curricular: Reconhe-
⊲ Qual a diferença entre o comportamento das pessoas cer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que
na feira e na escola? aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos
sociais ou de parentesco. Como a habilidade deve ser
desenvolvida ao longo de todo o bimestre, ela não será
RETOMANDO contemplada em sua totalidade nesta aula, devendo ser
continuada nas próximas.
Orientações
Elabore uma produção coletiva com os alunos sobre a Objetivos de aprendizagem
visita. Registre as informações trazidas por eles em uma ⊲ Identificar as práticas dos adultos que fazem parte da
síntese do que foi dito acerca do espaço, dos profissionais família e suas responsabilidades.
e dos consumidores em uma tabela coletiva (com essas Materiais
três colunas). O registro também pode ser feito em um tex- ⊲ Massa de modelar ou outro material com o qual os
to coletivo feito em uma cartolina ou em outro papel de alunos possam representar seus familiares.
sua preferência. Procure resumir o que foi observado e o ⊲ Livro: FUNARI, E. Lolo Barnabé. São Paulo: Editora
que foi dito com as palavras usadas pelos alunos durante Moderna, 2010. Ou, se não tiver acesso ao livro,
a discussão. Possibilite que eles construam o texto junto o vídeo: Lolo Barnabé. Varal de Histórias. Disponí-
com você. Após a elaboração, realize a leitura do texto vel em: [Link]/watch?v=A7M1z0snvgw.
ou da tabela que produziram juntos e destine um tempo Acesso em: 3 abr. 2019.

– 45 –
Antes da aula começar, prepare o espaço para que os
alunos trabalhem em três grandes grupos. A atividade será
feita individualmente, mas as conversas proporcionadas ao
longo das produções serão feitas de forma coletiva. Dessa
forma, enquanto pensam sobre a própria família, os alunos
também conhecerão mais sobre a família dos colegas e,
com isso, aumentarão sua percepção e compreensão do
mundo que existe ao seu redor e de sua diversidade.
Disponibilize massa de modelar e peça que a usem para
criar as pessoas que fazem parte de sua família. Deixe-os
à vontade para decidir quem vão representar: os familia-
res que moram na mesma casa, os que parentes próximos,
as pessoas próximas que, apesar de não ter laço de san-
gue, são consideradas da família etc. Se não for possível
usar massa de modelar, você pode oferecer outro mate-
rial, como palitos de picolé, fósforo, papel picado ou, no li-
mite, simplesmente pedir que façam um desenho de quem
faz parte da família.
Enquanto realizam a atividade, circule pela sala, ob-
serve o que estão fazendo, peça que te mostrem o que
fizeram até o momento e ouça seus comentários. Reforce
que as famílias são diferentes e que, por isso, suas repre-
sentações também serão diferentes.
Convide-os a mostrarem suas produções no grupo e a
conversarem sobre elas. Depois, peça que alguns alunos
mostrem para a turma quais familiares representaram. À
medida em que forem apresentando as pessoas da famí-
Para saber mais lia, estimule a conversa sobre o papel que elas exercem.
⊲ MOUGEOLLE, L. As Instituições Sociais. Portal Sociolo- Cuide para que, na apresentação, não sejam exploradas
gia. Disponível em: [Link]/as-institui- famílias com configurações muito parecidas, pois, dessa
coes-sociais. Acesso em: 3 abr. 2019. forma, será perdida a oportunidade de trabalhar a diversi-
⊲ PEREIRA, J.; TOMÁS, C. Papéis e funções dos/as adul- dade de forma concreta.
tos/as e das crianças na família. As conceções das Faça perguntas para orientar e aprofundar a discussão de
crianças de um jardim de infância. Revista de Estudios acordo com os familiares que os alunos desenharem e apre-
e Investigación en Psicología y Educación, vol. Extr., n. sentarem. Por exemplo, se for mostrado um pai, pergunte:
5, 2017. ISSN: 2386-7418. Disponível em: repositorio. ⊲ O que um pai costuma fazer em casa?
[Link]/bitstream/10400.21/7765/1/[Link]. ⊲ Quais são suas responsabilidades para com as pes-
Acesso em: 2 abr. 2019. soas que ele convive?
⊲ TEIXEIRA, G. A. S. Família e escola; considerações sobre ⊲ Quais são as tarefas de um pai dentro de casa?
o papel social dessas instituições na sociedade con- ⊲ Qual é a diferença entre o papel do pai e o papel de
temporânea. Disponível em: [Link]/grupo-estudo/ outros familiares?
processoscivilizadores/portugues/sitesanais/anais14/ ⊲ Vocês podem fazer o papel de pai? Por quê?
arquivos/textos/Workshop/Trabalhos_Completos/Geilia- As mesmas perguntas (e outras que você quiser acres-
ne_Teixeira.pdf. Acesso em: 2 abr. 2019. centar e/ou que surgirem ao longo da conversa) podem ser
Orientações usadas para discutir sobre diferentes membros da família.
Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula É comum que haja diferença ou aproximações entre as
para os alunos. Diga que vocês conversarão sobre as fa- respostas das crianças. Estimule que apresentem suas
mílias de cada um, sobre como são formadas e sobre o ideias, que compartilhem suas histórias e vivências, mas
papel de cada um dos membros que a compõe. atente-se para não reforçar preconceitos e estereótipos
Nesta aula, espera-se que os alunos percebam os papéis (como “isto é papel só da mãe” ou “isto é papel só do
desempenhados pelos membros da família. É importante pai”). Problematize suas afirmações, questione e participe
tomar cuidado para não destacar apenas um tipo de famí- da conversa de forma responsiva e neutra.
lia. É cada vez mais frequente que as instituições familiares Vamos ler um livro?
tenham formações diversas e sejam compostas por diferen-
tes membros, por isso, tenha cuidado para não usar termos Orientações
como “melhor”, “pior”, “deveria ser”, “normalmente” etc. Leia para os alunos a história “Lolo Barnabé”, escrita
por Eva Furnari e publicada pela editora Moderna.

– 46 –
Se não tiver acesso ao livro, você pode mostrar o ví-
deo com a história, assisti-lo em casa e contá-la para os
alunos, ou você também pode escolher outra história, se
desejar. Uma outra história que não fuja do tema traba-
lhado, mas que se adapte à realidade da sua turma e do
seu trabalho.
⊲ FUNARI, E. Lolo Barnabé. São Paulo: Editora Moderna,
2010.
⊲ Lolo Barnabé. Varal de Histórias. Disponível em: www.
[Link]/watch?v=A7M1z0snvgw. Acesso em: 3 abr.
2019.
Converse com a turma sobre a narrativa, focando, prin-
cipalmente, na família e nas funções de cada um dos per-
sonagens nela. Faça perguntas para orientar a discussão:
⊲ Quem fazia parte da família do Lolo Barnabé?
⊲ O que eles gostavam de fazer?
⊲ Qual era o papel da Brisa na família? O que ela fazia?
Quais eram as suas responsabilidades?
⊲ Tem alguém na sua família que desempenha o mes-
mo papel que a Brisa?
⊲ Qual era o papel do Lolo na família? O que ele fazia?
Quais eram as suas responsabilidades?
⊲ Tem alguém na sua família que desempenha esse pa-
pel?
⊲ Qual era o papel do Finfo na família? O que ele fazia?
Quais eram as suas responsabilidades?
⊲ Você tem um papel parecido com o do Finfo? Por quê?
⊲ Se os avós do Finfo aparecessem na história, o que Explique aos alunos que cada um irá desenhar quatro
será que eles fariam? Quais seriam suas atitudes e integrantes de sua família. Se algum aluno não tiver qua-
responsabilidades? tro familiares para desenhar, sugira que complete com
⊲ Se o Finfo tivesse irmãos e eles aparecessem na his- alguns amigos próximos que considere tão importantes
tória, o que será que eles fariam? Quais seriam suas como uma pessoa da família. Embaixo do desenho, o alu-
atitudes e responsabilidades? no deverá escrever uma frase sobre as pessoas da família
Abra espaço para que os alunos conversem sobre a que eles desenharam e o que caracteriza essa pessoa na
história e sobre suas próprias famílias. Deixe que façam família. Por exemplo, ele pode escrever o que essa pessoa
comparações e questionamentos. Novamente, deixe claro costuma fazer: “Meu tio João faz o almoço no domingo”,
que as famílias são diferentes e que determinadas atitu- “Minha avó Maria conta histórias”, “Meu irmão ajuda na
des são comuns em várias delas. Ressalte, no entanto, lição de casa”, “Meu pai cuida do jardim” etc.
que não há normas e que o papel dos membros de cada Enquanto fazem a atividade, circule pela sala observando
família pode variar bastante. e orientando, quando necessário, a elaboração das produ-
ções. As páginas que cada um produzir devem ser unidas
PRATICANDO como em um livro, que pode ficar disponível no cantinho de
leitura da sala, no mural ou na biblioteca da escola.
Orientações
Convide os alunos a confeccionar um álbum de família RETOMANDO
coletivo. Cada aluno construirá uma página do álbum. En-
tregue a folha da atividade impressa, ou outra folha na Orientações
qual os alunos possam fazer as ilustrações e as descri- Quando todos os alunos terminarem os desenhos e as
ções, e peça que, após fazerem o desenho das pessoas da legendas, reúna a turma em um grande círculo para criar
sua família, completem o título com seu nome. Por exem- a capa. Para a atividade ficar mais atrativa e para que os
plo: “Família da Helena”. alunos fiquem mais engajados, use a técnica de colagem
⊲ Modelo para as páginas do álbum: [Link] coletiva utilizando recortes de jornais e revistas usadas.
[Link]/kPTktYhXDakb7Vy- Cada aluno deverá ter um momento para escolher uma
WtVwNcD7uqDU4DxesD9uBE5eCQKqJbFK996CGMP- imagem para colar na capa do álbum. Concluída a capa
FXpJN9/[Link]. Acesso com os alunos, junte a ela as páginas do álbum feita por
em: 25 jun. 2020. eles e mostre o resultado final.

– 47 –
Em uma roda com os alunos, passe o livro para que fo-
lheiem e conversem mais um pouco sobre suas famílias ob-
servando os desenhos elaborados por eles mesmos.
Deixe os alunos livres para, quando verem suas produ-
ções, apresentarem-nas para os outros e explicarem quem
desenharam e o que escreveram.
PÁGINA 80

12. O PAPEL DE CADA PROFISSÃO


Sobre a aula
Este plano foi elaborado para ser realizado em uma aula de
100 minutos. Nele, será trabalhada a habilidade EF02HI02 da
Base Nacional Comum Curricular: Identificar e descrever prá-
ticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes
comunidades. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao
longo de todo o bimestre, ela não será contemplada em sua
totalidade nesta aula, devendo ser continuada nas próximas.
Objetivos de aprendizagem
⊲ Identificar, entender e valorizar o papel de diversas
profissões.
Materiais
⊲ Impressão da poesia “O que é que eu vou ser?”, de
Pedro Bandeira. BANDEIRA, P. O que é que eu vou
ser? In: BANDEIRA, P. Por enquanto sou pequeno. São
Paulo: Editora Moderna, 2002. Disponível em: https://
[Link]/magicavarinhadecondao/photo alunos se sentem em duplas, pois existem etapas da ati-
s/a.564826823671064/564826737004406/?type=1&- vidade que deverão ser desenvolvidas dessa forma. Em
theater. Acesso em: 5 abr. 2019. seguida, projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da
⊲ Cartolina ou material semelhante. aula para os alunos.
⊲ Entrevista sobre a profissão de familiares, realizada Nesta aula, espera-se que os alunos ampliem seu olhar
anteriormente. e seus conhecimentos sobre as profissões presentes em
⊲ Folhas sulfite. nossa sociedade. Espera-se, ainda, que reconheçam o pa-
⊲ Projetor. pel e a importância das profissões para que desenvolvam
⊲ Quadro. atitudes de reconhecimento, respeito e valorização das
pessoas em suas diferentes funções.
Para saber mais
⊲ MACHADO, M. H. (Org.). Sociologia das profissões: uma Orientações
contribuição ao debate teórico. In: Profissões de saúde: Leia para os alunos a poesia “O que é que eu vou ser?”,
uma abordagem sociológica. Rio de Janeiro: Editora do Pedro Bandeira. Ela faz parte do livro Por enquanto eu
FIOCRUZ, 1995, p. 13-33. Disponível em: [Link] sou pequeno, publicado pela editora Moderna.
[Link]/id/t4ksj/pdf/machado-9788575416075-02. BANDEIRA, P. O que é que eu vou ser? In: BANDEIRA, P.
pdf. Acesso em: 4 abr. 2019. Por enquanto sou pequeno. São Paulo: Editora Moderna,
⊲ PEREIRA, E. A. J.; DA CUNHA, M. F. V. Reflexões so- 2002. Disponível em: [Link]
bre as profissões. Encontros Bibli: revista eletrônica varinhadecondao/photos/a.564826823671064/564826737
de biblioteconomia e ciência da informação, v. 12, n. 004406/?type=1&theater. Acesso em: 5 abr. 2019.
24, p. 44-58, 2007. Disponível em: [Link] Releia a poesia com a turma e, ao concluir a leitura,
[Link]/[Link]/eb/article/view/1518-2924.2007v- peça que os alunos identifiquem oralmente os profissio-
12n24p44/409. Acesso em: 16 mar. 2019. nais citados no texto e descrevam o que eles fazem. Anote
⊲ Processo de socialização, grupos sociais e papéis so- as profissões citadas pelos alunos e as atividades relacio-
ciais. Portal Educação. Disponível em: [Link] nadas a elas em um cartaz coletivo. Esse cartaz deve ficar
[Link]/conteudo/artigos/psicologia/ visível para todos os alunos da turma. Ao longo da aula,
processo-de-socializacao-grupos-sociais-e-papeis- continue anotando nessa lista as novas profissões que
-sociais/32184. Acesso em: 4 abr. 2019. possam surgirem com as demais atividades.
Se não tiver acesso à poesia, você pode utilizar a lista
Contexto
de profissões disponível abaixo ou mesmo criar uma lis-
Antes de começar a aula, organize a sala para que os

– 48 –
ta de profissões própria a partir de uma conversa com os
alunos.
Lista de profissões
Bailarino, piloto, agricultor, ator, músico, desenhista, poeta,
médico, professor, advogado, cozinheiro, policial, bombeiro,
vendedor, engenheiro, faxineiro, veterinário, jornalista, fo-
tógrafo, motorista, youtuber, escritor, enfermeiro, pedreiro,
encanador, pintor, psicólogo, porteiro, cabeleireiro, dentista.
Peça que os alunos descrevam o que fazem os profissio-
nais da lista ou da poesia. Em seguida, pergunte-os se já
conheceram ou conviveram com alguma pessoa que de-
sempenha alguma dessas funções.
Para finalizar esta etapa, pergunte aos alunos que pro-
fissões eles gostariam de exercer no futuro. Peça que, ao
responderem, os alunos digam como acham que serão as
atividades e a rotina da profissão que escolheram. Se ne-
cessário, acrescente as profissões escolhidas na lista.
Entrevista sobre as profissões existentes na es-
cola
Orientações
Nesta etapa, convide os funcionários da escola para que
os alunos os entrevistem.
Converse e decida com os alunos anteriormente sobre
como será a entrevista e sobre que funcionários eles gos-
tariam de entrevistar. Explique para os alunos que será um
encontro rápido e que serão feitas apenas três perguntas:
⊲ Qual é a sua profissão? ⊲ Como será que essas profissões surgiram? (Relem-
⊲ Que tipo de tarefas realiza você realiza na escola? bre com os alunos que as profissões estão ligadas a
⊲ Que responsabilidades você tem ao longo do dia? uma necessidade de um grupo de pessoas e, por isso,
Concluída a entrevista, anote em um cartaz a profissão algumas profissões podem deixar de existir e outras
de cada funcionário entrevistado. Depois, converse com novas podem surgir.)
os alunos sobre as funções que esses profissionais têm e ⊲ O que é preciso para se exercer essas profissões? Que
sobre a importância de cada um deles para o bom funcio- habilidades e responsabilidades elas exigem?
namento da escola. Faça perguntas para orientar a dis- Permita que os alunos se expressem livremente, com-
cussão: partilhando suas opiniões e vivências. É importante ouvi-
⊲ Existem muitas profissões na escola? -los para conhecer suas ideias, suas concepções e percep-
⊲ Será que essas profissões existem em outras escolas ções. Faça questionamentos e comentários que os ajude
no Brasil e no mundo? Por quê? (É interessante que eles a perceber que todas as profissões exercem um papel
percebam que a maioria delas existe em grande par- fundamental em nossa sociedade e que todos esses pro-
te das escolas do mundo. Algumas variam de acordo fissionais precisam fazer sua parte para que a sociedade
com o clima e as características geográficas da região. continue funcionando. Reforce a importância de respeitar-
Outras, de acordo com o avanço tecnológico do país. mos e valorizarmos todos os profissionais, combatendo
No entanto, as necessidades humanas e as demandas preconceitos e estereótipos que possam surgir.
presentes nas escolas em diferentes partes do mundo
são, em sua maioria, parecidas. Por isso, geralmente,
há porteiros, secretários, motoristas, zeladores, cozi- PRATICANDO
nheiros, auxiliares e nutricionistas, dentre outros pro-
Orientações
fissionais, na maioria das instituições escolares hoje.)
⊲ Quais dessas profissões vocês acham mais comuns? Vamos brincar de imitar as profissões
⊲ Quais as profissões que mais chamaram a atenção Nesta fase, escreva as profissões listadas nas etapas
nas entrevistas? anteriores em pequenos papéis para que sejam sorteadas
⊲ Com quais desses profissionais vocês têm mais con- entre as duplas. Convide as duplas a ir à frente da sala
tato no dia a dia? Quais vocês veem executando seu para sortear uma dessas profissões. Cada dupla deverá
trabalho? fazer uma mímica sobre a profissão que tirou, e o restante
⊲ Quais profissionais são mais importantes para a nos- dos alunos deverá tentar adivinhar que profissão está sen-
sa escola? Como seria a nossa escola sem eles? do representada.

– 49 –
Crie um momento lúdico e descontraído. Se algum aluno
não quiser fazer a mímica, deixe-o à vontade e convide-o a
participar tentando adivinhar a mímica que os colegas estão
fazendo. Se alguma dupla ficar travada, sem saber como
representar aquele profissional, ajude-a a pensar em uma
maneira de representá-lo, dando sugestões para as repre-
sentações. E, se você se sentir confortável, participe tam-
bém fazendo uma mímica para eles. Faça diversas rodadas,
enquanto a turma estiver interessada na brincadeira.
Adivinha das profissões
Diga aos alunos que irão responder pequenas adivinhas
sobre as profissões. Imprima a folha da atividade e entre-
gue uma para cada. Você também pode ler as adivinhas,
projetá-las ou escrevê-las no quadro, e pedir que os alu-
nos as copiem no caderno.
Sugestões de adivinhas
⊲ Cuido de animais, seja cachorro, gato, cavalo ou
vaca. Se eles estão doentes, sei exatamente como
ajudá-los. Quem sou eu?
⊲ Adoro flores e plantas. Sei adubar a terra, plantar e
podar. Cuido de jardins. Quem sou eu?
⊲ Planejo atividades para que as crianças aprendam
coisas novas. Trabalho em uma escola. Quem sou eu?
⊲ Levo as pessoas de um lado para o outro. Sigo as
leis de trânsito e dirijo com atenção. Paro nos pon-
tos para as pessoas entrarem ou saírem do ônibus.
Quem sou eu? das pelos colegas, os alunos se apropriarão desse conteúdo
Leia uma adivinha por vez e dê um tempo para que os e passarão a conhecer diferentes funções exercidas em nos-
alunos a respondam. Enquanto isso, circule pela sala, au- sa sociedade. Além disso, ao conhecer profissionais diversos
xilie no processo de escrita e esclareça dúvidas quando e qual o trabalho realizado por eles, os alunos poderão com-
necessário. Depois, convide um aluno a dizer sua resposta preender que todos esses papéis são importantes na comu-
para que todos possam conferir se acertaram. nidade, desenvolvendo um olhar de respeito e valorização.
Você pode adaptar a atividade alterando ou acrescen-
PÁGINA 83
tando novas adivinhas com base nas respostas que os alu-
nos obtiveram com as entrevistas.
13. VISITA A UMA COMUNIDADE
RETOMANDO INDÍGENA
Orientações Sobre a aula
Para concluir esta etapa da aula, convide os alunos a Este plano foi elaborado para ser realizado em uma aula
criarem suas próprias adivinhas, seguindo o modelo das de 100 minutos. Nele, será trabalhada a habilidade EF02HI01
que responderam. Peça que pensem em uma profissão e da Base Nacional Comum Curricular: reconhecer espaços de
nas características dela. Depois, solicite que escrevam es- sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e se-
sas características em um papel em forma de adivinha e param as pessoas em diferentes grupos sociais ou de paren-
troquem com suas respectivas duplas para que um aluno tesco. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de
responda a adivinha do outro. todo o bimestre, ela não será contemplada em sua totalidade
Se houver alunos com dificuldade de escrever ou criar nesta aula, devendo ser continuada nas próximas.
a adivinha, auxilie-os com atenção, para que possam ser Objetivos de aprendizagem
totalmente incluídos na atividade. ⊲ Identificar e descrever o que fazem as pessoas de
Depois que as duplas tiverem respondido, convide os uma comunidade indígena.
alunos que quiserem a ler a adivinha que criaram (ou en- Materiais
tregar para que você a leia) para que toda a turma tente ⊲ Papéis diversos.
responder oralmente. ⊲ Canetas para anotações.
Ao pensar na adivinha, descrever com as próprias palavras ⊲ Autorização dos pais para saída dos alunos da escola.
o que fazem diferentes profissionais e ouvir as definições da- ⊲ Folha A3 ou material semelhante.

– 50 –
Orientações
Destine o momento inicial para conversar com os alunos
a respeito da visita que farão a uma comunidade indígena.
Pergunte a eles:
⊲ Como vocês acham que é uma comunidade indígena?
⊲ O que será que podemos encontrar lá?
⊲ Como os indígenas vivem?
⊲ Como é o dia a dia dos indígenas? Vocês acham que a
rotina deles é igual à de vocês? Por quê?
⊲ Vocês acham que eles trabalham? Como? Que tipo de
trabalho?
⊲ Como será a vida das crianças indígenas?
⊲ Como será a vida dos adultos?
Aproveite este momento para conhecer as ideias e opi-
niões dos alunos a respeito da comunidade que visitarão.
Possibilite que falem abertamente, sem interferir ou corri-
gir o que expressam. Faça anotações das respostas dadas
e dos comentários feitos, pois, dessa forma, será mais fácil
retomá-los após a visita para que possam confrontar suas
ideias prévias com a realidade que terão encontrado.
É interessante que, antes do dia da visita, você apresen-
te aos alunos o povo indígena que vão visitar e explique
que ele tem sua própria cultura e costumes. Ressalte que
as comunidades indígenas não são todas iguais. Como a
população de diferentes cidades e países, elas também
possuem línguas, tradições e modos de vida diferentes.
Se possível, leve reportagens e vídeos sobre o grupo in-
Prática de linguagem dígena que vocês visitarão para estabelecer uma conexão
⊲ COSTA, M. Visitar um povo indígena requer humilda- entre ele e os alunos.
de. Folha de S. Paulo. Disponível em: [Link]. Como adequar à sua realidade
[Link]/empreendedorsocial/2018/08/visitar-um- Adapte às perguntas de acordo com a comunidade que
-[Link]. Acesso em: for visitar. Se não for possível visitar uma comunidade in-
5 abr. 2019. dígena, você pode analisar um vídeo junto com a turma,
⊲ YOSHIDA, S. Está na hora de mudar a forma como convidar um indígena para visitar a escola ou conversar
comemoramos o Dia do Índio. Nova Escola. Dispo- com os alunos e usar livros e imagens como base para a
nível em: [Link]/conteudo/11654/ investigação.
indio-nao-esta-mais-para-brincadeira. Acesso em:
5 abr. 2019. A visita
⊲ ZAMBONI, E.; BERGAMASCHI, M. A. Povos indígenas e Orientações
ensino de História: Memória, movimento e educação. Lembre-se que é necessário pedir com antecedência a
Anais do 17o Congresso de Leitura do Brasil, 2009. autorização dos responsáveis para que os alunos possam
ISSN: 2175-0939. Disponível em: [Link]/ ir à visita. Além disso, combine com outros funcionários,
arquivo-morto/edicoes_anteriores/anais17/txtcomple- professores ou auxiliares da escola, para que haja mais
tos/sem12/COLE_3908.pdf. Acesso em: 5 abr. 2019. adultos acompanhando o grupo.
Contexto Estabeleça alguns combinados com os alunos quanto
Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula ao seu comportamento durante a visita. Explique que eles
para os alunos. A intenção deste plano é servir de modelo devem tratar as pessoas com respeito, esperar a vez de fa-
para que você possa visitar uma comunidade diferente da lar, fazer silêncio quando alguém estiver falando, não to-
que o aluno vive. Esta aula é baseada em uma visita a car em nada sem autorização, andar próximos aos adultos
uma comunidade indígena, mas você pode usar a mesma e não se afastarem do grupo. Diga a eles que o objetivo
sequência de atividades para trabalhar com outras visitas, da visita é que aprendam o máximo possível sobre como
como a uma comunidade quilombola, ribeirinha, rural etc. as pessoas vivem naquela comunidade, pois nem todas
Se a visita não for possível, você pode usar outros do- as pessoas vivem do mesmo jeito. Cada comunidade tem
cumentos como base de investigação: vídeos, livros, ima- suas próprias regras e costumes.
gens ou convidar um representante da comunidade para Diga a eles que durante a visita devem responder às se-
ir à escola. guintes questões:

– 51 –
⊲ Como vive essa comunidade indígena?
⊲ Quais as tarefas que eles realizam?
⊲ Quais são seus instrumentos de trabalho?
⊲ Como é o dia a dia das pessoas que vivem nessa co-
munidade?
⊲ O que as crianças fazem nela?
⊲ Quais as funções existentes nessa comunidade? Quem
é responsável pelo quê?
⊲ Como eles se divertem?
⊲ O que eles fazem de forma parecida com o que sua
família faz?
⊲ O que eles fazem diferente?
Você pode imprimir ou copiar essas questões e levá-las du-
rante a visita. Acrescente à lista outras perguntas que consi-
derar relevantes e outras que forem sugeridas pelos alunos.
Durante a visita, é importante que os alunos possam ter
contato com os indígenas em seu espaço habitual, ou seja,
que possam observar o espaço e as pessoas realizando
atividades comuns em seu dia a dia. Vá relembrando o
que eles precisam observar e mostre exemplos do que
você espera que eles olhem com atenção. Deixe que mos-
trem a você e aos colegas o que encontram e que façam
inferências e questionamentos. Leve um caderno e vá re-
gistrando o que eles expressarem.
É natural que os alunos estranhem atitudes e hábitos
diferentes de sua própria realidade. Aproveite essas possí-
veis ocasiões para desenvolver uma atitude de respeito e
de aceitação das diferenças sem julgamentos. Lembre-se
que um dos objetivos da atividade é justamente combater
preconceitos, estereótipos e atitudes discriminatórias. A
convivência com o outro e a observação de seus costumes
ajudará aos alunos a desenvolverem a noção de que a
sua visão de mundo e seu modo de vida não são os únicos
existentes e aceitáveis.

PRATICANDO
Orientações
Ao voltar para a sala, deixe que os alunos contem suas
impressões sobre a atividade anterior. Participe da con-
versa com uma escuta atenta. Incentive-os, por meio de
perguntas, a relatar tudo o que observaram, aprenderam
e a refletir sobre os dados coletados. Ouça as considera-
ções de cada aluno sobre o que aprenderam por meio das
respostas dadas na etapa anterior da atividade. Proble-
matize essas respostas, realizando outras perguntas que
ampliem o olhar sobre a comunidade estudada.
Use suas anotações para relembrar as expectativas que
tinham antes da visita e confronte essas expectativas com
o que vivenciaram. Faça perguntas como:
⊲ A comunidade indígena que visitamos era como vocês
haviam imaginado?
⊲ Por que será que a gente pensava que ela seria de
outro jeito?
Retome as perguntas anteriores, feitas para que ser-
vissem de referências para as observações dos alunos

– 52 –
durante a visita, e discuta com os alunos suas respostas.
As respostas dadas para essas perguntas antes da visita
devem ser comparadas com as respostas e aprendizagens
surgidas após a realização da visita. As respostas após a
visita devem ser anotadas por você no quadro, para que
sirvam de material para a elaboração de um pequeno
texto coletivo. Chame os alunos para participarem de sua
elaboração. Esse texto deve sintetizar o que todos apren-
deram com a visita.

RETOMANDO
Orientações
Entregue uma folha A3, ou outra de sua preferência,
para cada um dos alunos e peça que registrem, desenhan-
do ou escrevendo, o que fazem as pessoas da comunida-
de indígena que visitaram. Sugira que escolham uma das
pessoas que conheceram e que mostrem, em sua produ-
ção, qual o papel dessa pessoa na comunidade.
Enquanto os alunos realizam a atividade, circule pela
sala observando e fornecendo orientações, se necessário.
Ao final, convide alguns alunos para compartilharem seus
registros com a classe, e depois exponha todas as ativida-
des junto com o texto que vocês escreveram.
PÁGINA 86

14. NOSSOS DIFERENTES PAPÉIS Orientações


Nesta aula, espera-se que os alunos compreendam que
Sobre a aula cada indivíduo assume diversos papéis sociais de acordo
Este plano foi elaborado para ser realizado em uma com o contexto em que está inserido e que, por isso, suas
aula de 100 minutos. Nele, será trabalhada a habilidade atitudes, comportamentos e interações podem variar.
EF02HI02 da Base Nacional Comum Curricular: Identifi- Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para
car e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas os alunos. Pergunte a eles sobre as tarefas e responsabili-
exercem em diferentes comunidades. Como a habilidade dades que possuem dependendo do grupo com o qual es-
deve ser desenvolvida ao longo de todo o bimestre, ela tão convivendo no momento. Por exemplo, na escola, em
não será contemplada em sua totalidade nesta aula, de- casa, na casa da avó, na igreja etc. Peça que falem sobre
vendo ser continuada nas próximas. os diferentes papéis que assumem em contextos variados.
Objetivos de aprendizagem Você pode iniciar a discussão perguntando: Quem é você?
⊲ Identificar os diferentes papéis que você desempenha Com base nas respostas que forem dadas, vá fazendo ou-
no dia a dia. tras perguntas que os obriguem a se aprofundar na reflexão
sobre o tema. Você pode utilizar as seguintes perguntas:
Materiais ⊲ Quem é você na escola?
⊲ Folha A3 ou material similar.
⊲ O que se espera de você na escola?
⊲ Quadro.
⊲ O que você pode e não pode fazer nesse lugar?
Para saber mais ⊲ Como os outros lhe tratam nesse espaço?
⊲ BERLATTO, O. A construção da identidade social. Re- ⊲ Quem é você na sua casa?
vista do Curso de Direito da FSG, v. 3, n. 5, p. 141-151, ⊲ O que se espera de você em casa?
2009. Disponível em: [Link]/[Link]/direi- ⊲ O que você pode e não pode fazer nela?
to/article/view/242. Acesso em: 6 abr. 2019. ⊲ Como os outros lhe tratam nesse espaço?
⊲ FERREIRA, M.; COSTA, R. Jorge. Criança tem voz própria. ⊲ Quem é você no consultório médico?
A Página da Educação. Disponível em: [Link] ⊲ O que se espera de você no consultório?
[Link]/bitstream/10216/21460/2/84402. ⊲ O que você pode e não pode fazer nele?
pdf. Acesso em: 6 abr. 2019. ⊲ Como os outros lhe tratam nesse lugar?
⊲ UNICEF. Convenção sobre os Direitos da Criança. Dis- Peça que os alunos citem outros exemplos de contex-
ponível em: [Link]/brazil/convencao-sobre- tos nos quais assumem um papel específico. Por exemplo:
-os-direitos-da-crianca. Acesso em: 6 abr. 2019. brincando com os amigos, na casa dos avós, no treino

– 53 –
de futebol, na igreja, na aula de balé, na aula de dança, Princípio 7o
durante uma apresentação cultural de bairro etc. Se ne- A criança terá direito a receber educação. Terá ampla
cessário, faça questionamentos que os ajudem a perceber oportunidade para brincar e divertir-se.
contextos nos quais ocupam papéis diferentes. Anote no Princípio 8o
quadro os papéis citados por eles. Para auxiliá-los na re- A criança deve está entre os primeiros a receber prote-
flexão, relate papéis que você também precisa assumir em ção e socorro.
diferentes contextos: professor(a), mãe/pai, esposa/mari- Princípio 9o
do, filho(a), tio(a), consumidor(a), paciente etc. A criança gozará de proteção contra quaisquer formas
Instigue os alunos a perceberem, por meio de ques- de negligência, crueldade e exploração. Não será permi-
tionamentos, que cada papel assumido pelas pessoas tido à criança empregar-se antes da idade mínima e que
em diferentes ambientes e contextos vem carregado de qualquer ocupação ou emprego que lhe prejudique a saú-
expectativas e demandas, de direitos e deveres, de com- de ou a educação ou que interfira em seu desenvolvimen-
portamentos considerados aceitáveis ou não. Isso come- to físico, mental e moral.
ça desde que somos crianças e nos acompanha ao longo Princípio 10o
de toda a vida. Para que os alunos se percebam nesse A criança gozará de proteção contra os atos que possam
processo, acrescente à conversa outros papéis comumen- suscitar discriminação racial, religiosa, ou de qualquer ou-
te desempenhados por eles em sua comunidade, como tra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão,
quando auxiliam familiares ou responsáveis em determi- de tolerância, de amizade entre os povos de paz e de fra-
nada atividade em casa, quando estão em uma lanchone- ternidade universal.
te lanchando ou até mesmo quando estão em um momen- Fonte:
to de lazer. UNICEF. Declaração dos Direitos da Criança. Dispo-
Nesta segunda etapa da atividade, explique aos alunos nível em: [Link]
que, além de diferentes papéis vividos por cada um deles, declaracao_universal_direitos_crianca.pdf. Acesso em:
na sociedade eles também desempenham o papel de se- 6 abr. 2019.
rem crianças. Pergunte a opinião deles sobre qual é a importância da
Explique a eles que há mais de 60 anos atrás, em 1959, Declaração e por que é fundamental que todas as crian-
a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou a De- ças do mundo tenham esses direitos assegurados. Ouça
claração Universal dos Direitos das Crianças, com dez com atenção os direitos acrescentados por eles que não
direitos que devem ser assegurados a todas as crianças são contemplados na Declaração, e escreva-os em um
do mundo. cartaz fixo na sala de aula em local de boa visibilidade.
Realize a leitura explicativa dos princípios da Declara- Depois, solicite que copiem essa lista em seu material.
ção Universal dos Direitos das Crianças para os alunos e
converse a respeito do significado de cada um deles.
Declaração Universal dos Direitos das Crianças:
PRATICANDO
Princípio 1o Orientações
Todas as crianças serão credoras destes direitos, sem Nesta etapa, converse com os alunos sobre os deveres
distinção ou discriminação por motivo de raça, cor, sexo, das crianças. Explique que, além de direitos, as crianças
língua, religião, opinião política, ou de outra natureza, ori- também têm deveres que devem ser respeitados para que
gem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer elas possam ser felizes e viver bem.
outra condição. Explique que é importante que todos estejam cientes
Princípio 2o do que devem fazer e de como devem agir para terem
A criança deve ter oportunidade de se desenvolver físi- seus direitos resguardados. Esclareça que os deveres
ca, mental, moral, espiritual e socialmente de forma sadia são as obrigações e responsabilidades que as crianças
e normal e em condições de liberdade e dignidade. devem desenvolver nos diferentes espaços e grupos em
Princípio 3o que vivem e se socializam, seja dentro ou fora do âm-
Toda criança terá direito a um nome e nacionalidade. bito familiar.
Princípio 4o Peça que os alunos deem exemplos de deveres que
A criança terá direito a crescer e criar-se com saúde. precisam cumprir em diferentes contextos. Enquanto res-
Terá direito a alimentação, recreação e assistência médi- pondem a isso, registre as respostas em um outro espaço,
ca adequadas. ao lado da lista de direitos, de maneira igualmente visível
Princípio 5o para todos os alunos.
As crianças incapacitadas física, mental ou socialmente Agora, organize os alunos em pequenos grupos, de no
serão proporcionados tratamento, educação e cuidados máximo três pessoas, e distribua para eles jornais e revis-
especiais. tas usadas. Solicite que cada trio selecione um dos deve-
Princípio 6o res escolhidos por eles para representar por meio de uma
A criança precisa de amor e compreensão em um am- montagem com imagens.
biente de afeto e de segurança moral e material.

– 54 –
culturais, irmãos, ajudantes das atividades em casa,
RETOMANDO pacientes, visitantes etc. Sugira que escolham papéis
diferentes uns dos outros e que se comuniquem e se
Orientações relacionem livremente. Enquanto fazem a atividade,
Neste momento, os alunos devem apresentar os deve- circule pela sala observando e fornecendo orientações,
res que representaram a partir das imagens de jornais e se necessário. Cuide para que as representações e a
revistas usadas. Os trios, cada um em seu momento, de- utilização de objetos para caracterização não resultem
vem compartilhar com a turma a imagem que produziram em uma retomada de idealizações e preconceitos so-
e o que ela significa. O objetivo é que todos apreciem as bre as figuras que devem ou não estarem atreladas a
produções e sínteses que construíram sobre direitos e de- determinadas funções sociais. Se isso acontecer, no en-
veres das crianças. Depois, as produções devem ser ex- tanto, aproveite para retomar esse tema, desconstruin-
postas em local de boa visibilidade. do mais uma vez esses preconceitos. Se quiser, você
Convide alguns alunos que queiram compartilhar suas pode aproveitar para introduzir, durante essa atividade
produções com a classe para que expliquem o que repre- final, a aula seguinte, que falará sobre preconceitos de
sentaram. Possibilite que compartilhem suas experiências, gênero.
que percebam semelhanças e diferenças entre a própria
PÁGINA 88
realidade e a dos colegas e que expressem suas opiniões.
Valorize todas as contribuições.
Para concluir, retome com os alunos a lista inicial 15. DESCONSTRUINDO
em que você anotou os diferentes papéis que cada um
desempenha em diferentes contextos da vida. Releia a
PRECONCEITOS DE GÊNERO
lista para que os alunos possam escolher um dos pa- Sobre a aula
péis para representarem. Diga que cada um deverá es- Este plano foi elaborado para ser realizado em uma
colher um desses papéis e representá-lo por meio de aula de 100 minutos. Nele, será trabalhada a habilidade
uma encenação livre e espontânea. Disponibilize dife- EF02HI02 da Base Nacional Comum Curricular: Identifi-
rentes materiais de jogo simbólico, como roupas, sapa- car e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas
tos, cintos, chapéus, bijuterias, bolsas, sacolas, objetos exercem em diferentes comunidades. Como a habilidade
variados, lenços etc. A ideia é que, caracterizando-se, deve ser desenvolvida ao longo de todo o bimestre, ela
os alunos representem papéis como estudantes, filhos, não será contemplada em sua totalidade nesta aula, de-
esportistas, dançarinos, cantores das igrejas, de grupos vendo ser continuada nas próximas.

– 55 –
Objetivos de aprendizagem para fazer escolhas, tomar decisões, sentir e se expressar
⊲ Desconstruir preconceitos ligados ao gênero. da forma como quiserem.
Materiais Ao longo da conversa, dê exemplos e fale sobre situa-
⊲ Folhas de papel sulfite. ções comuns na sua escola e na comunidade.
⊲ Quadro. Orientações
Para saber mais Organize a turma em quatro grandes grupos e solicite
⊲ FERREIRA, A. R. Vamos falar sobre feminismo. Nova que cada um dos grupos escolha uma das imagens dispo-
Escola. Disponível em: [Link]/conteu- níveis no material do aluno. Ajude os alunos a escolherem
do/485/cinco-livros-feminismo. Acesso em: 8 abr. 2019. de forma ordenada. Se mais de um grupo quiser escolher
⊲ OLIVEIRA, T.; GARCIA, C. C. Carla Cristina Garcia: “A es- a mesma imagem, faça um sorteio para decidir quem terá
cola é o espaço para discutir sobre feminismo”. Nova a preferência da escolha.
Escola. Disponível em: [Link] Dê um tempo para que cada grupo observe a ima-
do/16073/carla-cristina-garcia-a-escola-e-o-espaco-pa- gem e converse sobre ela. Circule pela sala e auxilie
ra-discutir-sobre-feminismo. Acesso em: 10 abr. 2019. os alunos no desenvolvimento da leitura das imagens.
⊲ SEMIS, L. Lições para educar crianças feministas. Oriente os alunos a prestarem a atenção nos detalhes:
Nova Escola. Disponível em: [Link]/ nas situações, nas atitudes e expressões das pessoas
conteudo/10180/licoes-para-educar-criancas-feminis- retratadas etc.
tas. Acesso em: 10 abr. 2019. Escreva as seguintes perguntas no quadro e peça que os
grupos discutam sobre elas:
Orientações
⊲ Que comportamentos algumas pessoas costumam
Antes de começar a aula, organize o espaço para que
esperar de meninos e meninas, e mulheres e homens?
os alunos trabalhem em duplas. Em seguida, projete,
⊲ Como as pessoas retratadas nas imagens podem aju-
escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para os
dar a desconstruir preconceitos? (Relembre o significa-
alunos. Pergunte se sabem o que significa “descons-
do de “desconstruir”, já apresentado no início da aula).
truir”, “preconceito” e “gênero”. Se necessário, expli-
Leia as perguntas e dê um tempo para que os alunos
que o significado das palavras isoladamente e da frase
conversem nos grupos sobre elas. Essa etapa da atividade
como um todo.
se encerra com a conclusão da discussão dos alunos em
Pergunte à turma: Existe coisa de menino e coisa de me-
seus respectivos grupos.
nina?
Ouça seus comentários e opiniões e peça que deem
exemplos baseados em sua vivência. Amplie a discussão PRATICANDO
por meio de perguntas mais desafiadoras:
⊲ Existe brincadeira de menino e brincadeira de meni- Orientações
na? Quais? Após a discussão nas duplas, convide dois integran-
⊲ Por que vocês acham isso? tes de cada grupo para explicar à turma a situação
⊲ E se uma menina quiser brincar do que é considerado apresentada na imagem e responder às duas perguntas
como brincadeira de menino ou vice-versa? Qual seria que serão feitas por você. Após as respostas dos inte-
o problema? grantes dos grupos, abra a discussão para que todos
⊲ Existe profissão de homem e profissão de mulher? possam contribuir livremente com opiniões, novos olha-
⊲ Existe comportamento de menino e comportamento res e interpretações, comentários, questionamentos e
de menina? exemplos pessoais.
⊲ Por que será que algumas pessoas acham que deter- Nas imagens, as pessoas apresentam comportamen-
minadas atitudes são “de menino” ou “de menina”? tos que contradizem o que a cultura preconceituosa
Deixe que os alunos se expressem livremente, mas estabelece como aceitável para cada gênero. Na pri-
aproveite essa conversa para desconstruir ideias dis- meira, é uma mulher que joga futebol, e não um ho-
criminatórias ligadas ao gênero. Dê exemplos e faça mem; na segunda, um menino e uma menina lavam a
questionamentos que os ajudem a perceber que meni- louça, dividindo a tarefa com igualdade; na terceira,
nos e meninas têm os mesmos direitos e que não há e meninos e meninas brincam juntos, sem respeitar uma
não deve haver padrões comportamentais relativos aos lógica de divisão de brincadeiras por gênero; e, na úl-
gêneros. tima, há um menino chorando, desconstruindo a ideia
Explique que muitas dessas ideias foram cultivadas por de que “homem não chora”. Neste momento, você pode
muito tempo em nossa sociedade e que, por isso, estão aproveitar para dar mais exemplos sobre atitudes que
arraigadas em muitos comportamentos, julgamentos, ex- podem ajudar a desconstruir preconceitos de gênero.
pectativas e na própria linguagem que usamos. Muitas ve- É possível que os próprios alunos manifestem vontade
zes, nem notamos que elas estão lá. Por isso, é importante de contribuir nesse sentido. Se isso acontecer, dê-lhes
discutir e refletir sobre o assunto. Meninos e meninas têm autonomia para que se expressem e conduzam a aula
suas diferenças, mas isso não os impede de serem livres por uns instantes.

– 56 –
abordar esse tema em sala de aula e desenvolver, junto com
RETOMANDO os alunos, um espaço de aceitação e igualdade, no qual me-
ninos e meninas tenham liberdade de ser o que quiserem.
Orientações
PÁGINA 90
Convide os alunos a criarem uma imagem e uma frase
sobre o tema. A produção dos alunos deve desconstruir
a ideia de que existe “coisa de menina” e “coisa de me- 16. AS CRIANÇAS AO REDOR DO
nino”. Assim, eles podem desenhar pessoas realizando
atividades que geralmente são consideradas como mais
MUNDO
adequadas para pessoas do gênero oposto. Em seguida, Sobre a aula
podem escrever uma frase expressando que o gênero de Este plano foi elaborado para ser realizado em uma
uma pessoa não define o que ela pode ou não fazer. aula de 100 minutos. Nele, será trabalhada a habilidade
Circule pela sala observando e fornecendo orientações, EF02HI01 da Base Nacional Comum Curricular: Reconhe-
quando necessário. Auxilie os alunos que precisarem de aju- cer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que
da para a criação da imagem. Deixe que façam o desenho e a aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos
frase cada um do seu jeito, livremente. Se alguma aluno não sociais ou de parentesco. Como a habilidade deve ser
tiver ideia para desenhar ou escrever, ajude-o fazendo per- desenvolvida ao longo de todo o bimestre, ela não será
guntas que possam levá-lo a uma ideia: Que brincadeira as contemplada em sua totalidade nesta aula, devendo ser
pessoas pensam que é de menino? Que tal fazer uma menina continuada nas próximas.
que gosta de brincar disso? Como você pode dizer que não há
Objetivos de aprendizagem
problema meninas brincarem disso também? ⊲ Observar semelhanças e diferenças entre crianças de
Quando terminarem, sugira que troquem as produções com
diversos lugares do mundo.
um colega, para que um veja o desenho e a frase do outro.
Exponha todos os trabalhos ou una-os em um bloco, como Materiais
⊲ Cartolina.
se fosse um livro que poderá ficar disponível na biblioteca da
⊲ Quadro.
sala ou da escola para ser consultado em outros momentos.
Os papéis associados ao gênero carregam uma herança Para saber mais
construída há muito tempo em nossa sociedade. É preciso ⊲ DE CASTRO, M. G. B. Noção de criança e infância: diá-
construir um novo olhar, um novo indivíduo e, consequen- logos, reflexões, interlocuções. Anais do 16o Congres-
temente, uma nova sociedade. Por isso, é muito importante so de Leitura do Brasil, 2007. Disponível em: [Link].

– 57 –
br/arquivo-morto/edicoes_anteriores/anais16/sem13p- ⊲ Quais são as obrigações delas?
df/sm13ss04_02.pdf. Acesso em: 11 abr. 2019. ⊲ Comparando sua vida com a delas, o que é semelhan-
⊲ LUSTIG, A. L.; CARLOS, R. B.; MENDES, R. P.; DE OLI- te e o que é diferente?
VEIRA, M. I. Criança e Infância: Contexto Histórico So- Leia e explique as perguntas para a turma. Circule pela
cial. Disponível em: [Link]/up/693/o/ sala observando e orientando os alunos e auxilie os trios
[Link]. Acesso em: 11 abr. 2019. que precisarem de ajuda para escrever as respostas. Orien-
⊲ XAVIER, E. S.; CUNHA, M. F. Ensino e história: o uso das te a turma a observar detalhes da imagem. Além disso, es-
fontes históricas como ferramentas na produção de timule a curiosidade deles, dizendo para imaginarem como
conhecimento histórico. Os historiadores e suas fontes: deve ser a vida daquelas crianças se baseando nas infor-
Ensino e Pesquisa, 2010. Disponível em: [Link] mações apresentadas na fotografia e indo além através da
[Link]/eventos/sepech/sumarios/temas/ensino_e_histo- imaginação. Solicite que escrevam o máximo que puderem
ria_o_uso_das_fontes_historicas_como_ferramentas_ sobre como é a vida das crianças retratadas nas imagens.
na_producao_de_conhecimento_historico.pdf. Acesso
em: 12 abr. 2019.
PRATICANDO
Contexto
Inicie a aula anunciando seu tema para os alunos. Per- Orientações
gunte aos alunos o que significa “ser criança”. Estimule Depois que os grupos tiverem respondido às perguntas,
que expressem suas opiniões e ideias, que compartilhem convide-os a apresentarem suas imagens e suas respos-
suas vivências e que deem exemplos e explicações. Faça tas para toda a turma. Fixe no quadro, em um painel ou
questionamentos para ampliar suas reflexões sobre o as- em um cartaz, as imagens e as respostas de cada grupo.
sunto, escreva esses questionamentos no quadro e peça
que respondam a partir de suas vivências:
⊲ O que diferencia as crianças dos adultos? RETOMANDO
⊲ Será que existem crianças no mundo inteiro? Por quê?
⊲ Será que todas as crianças do mundo vivem da mes- Orientações
Prepare, em uma cartolina ou em outro papel de sua pre-
ma forma?
⊲ Como vocês acham que vivem as crianças de um lu- ferência, uma tabela com o título “CRIANÇAS PELO MUNDO”
e duas colunas: “SEMELHANÇAS” e “DIFERENÇAS”.
gar bem frio?
⊲ Será que todas as crianças têm os mesmos brinquedos? Convide os alunos a preencherem a tabela a partir do que
⊲ Do que será que crianças indígenas brincam? E as observaram nas imagens e do que conversaram a respeito
delas. Seja o escriba da turma e anote suas observações na
crianças que moram em um lugar que neva muito?
⊲ Será que todas as crianças vão para a escola? coluna correspondente da tabela.
⊲ Será que todas ajudam nas tarefas de casa? Faça questionamentos que auxiliem os alunos a pensa-
rem em diferentes aspectos sobre o que é ser criança e o
Por meio da discussão, permita que os alunos percebam
papel ocupado pela criança na sociedade:
que existem crianças vivendo no mundo todo e que, apesar
⊲ O que toda criança precisa ter para ser considerada
de haver semelhanças entre elas, também há muitas diferen-
criança, independentemente do local onde vive?
ças nos modos de vida, nas brincadeiras, nas obrigações, nos
⊲ Que direitos todas as crianças têm ou devem ter?
modos de se relacionar entre elas e com os adultos etc.
⊲ O que muda nas atividades realizadas pelas crianças
Imaginando como é a vida das crianças do mundo nos diferentes lugares?
⊲ Será que a forma que as crianças se relacionam com os
Orientações
Divida os alunos em trios. Procure reunir crianças em pais é igual ou diferente em outros lugares? Por quê?
⊲ Será que todas as crianças precisam ir à escola? Será
diferentes estágios de alfabetização e com diferentes per-
sonalidades e habilidades, a fim de enriquecer o trabalho. que todas aprendem a mesma coisa na escola?
Retire de livros, revistas ou jornais usados imagens de Como semelhanças, os alunos podem apontar que todas
crianças em diferentes lugares do mundo e em situações as crianças têm mais ou menos a mesma idade, todas vão
variadas. Você também pode pedir aos alunos que façam à escola, todas gostam de brincar, todas precisam de ajuda
essa busca pelas imagens e que as recortem para a ativi- dos adultos, todas têm nomes, todas têm amigos etc.
dade. Com as imagens em mãos, entregue uma para cada Como diferenças, os alunos podem apontar que as
trio. Peça que observem a figura atentamente e que iden- crianças aprendem coisas diferentes, têm brinquedos dife-
tifiquem o que as crianças retratadas estão fazendo, como rentes, têm gostos diferentes, têm aparências diferentes,
é o lugar em que elas moram, como é a roupa que vestem têm responsabilidades diferentes etc.
etc. Para direcionar a atividade, realize perguntas. Os papéis sociais estão ligados aos grupos sociais dos
Imagine como é a vida das crianças da imagem que seu quais fazemos parte e, por isso, variam conforme o contex-
grupo recebeu e responda as perguntas a seguir: to. Entretanto, alguns deles carregam características se-
⊲ Do que elas gostam de brincar? melhantes dentro de diversas sociedades, apesar de algu-
⊲ Como é a rotina delas? mas especificidades culturais. Isso acontece, por exemplo,

– 58 –
quando pensamos nas crianças. Há um sentido amplo, as-
sumido por grande parte do mundo, ligado a esse papel e
às funções desempenhadas por ele. No entanto, também
há particularidades de cada povo, cultura e contexto so-
cial no qual cada criança está inserida.
Ao término dessa aula, é importante que os alunos per-
cebam a presença dessas semelhanças e diferenças. As
diferenças mostram que existem muitas maneiras de viver,
de se relacionar com os outros e de enxergar a realidade.
Já as semelhanças os aproximam de todas as crianças do
mundo, mostrando que, apesar das diferenças, todas, de
certa forma, fazem parte de um mesmo grupo. Por meio
dessa discussão, também é possibilitado aos alunos que
compreendam melhor o outro e desenvolvam atitudes de
aceitação, valorização e respeito às diferenças.

– 59 –
GEOGRAFIA
PAISAGENS
1 E MODOS DE
VIVER
HABILIDADES DA BNCC

EF02GE04 Reconhecer semelhanças e


diferenças nos hábitos, nas
relações com a natureza e no
modo de viver de pessoas em
diferentes lugares.

Sobre a proposta
Este bloco de aulas está organizado de maneira que
você possa trabalhar com seus alunos os diferentes mo-
dos de vida influenciados, principalmente, pela cultura e
pelo espaço onde um grupo social vive. Espera-se que eles
sejam capazes de reconhecer semelhanças e diferenças
nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de
viver de pessoas em diferentes lugares. Para isso, valorize
a identificação por parte dos alunos do seu próprio espaço
de vivência. É importante que eles reconheçam e valorizem
tal espaço, para então compará-lo a outras realidades. A
xAU7put8fAphmpVEGY2pqTYXSJa8armJFsr3jpTHBzk-
imagem e as perguntas da abertura buscam contextuali-
Txdfy56DpaTdnSq/geo2-04und05-problematizacao-bi-
zar e aproximar os alunos do tema abordado nas aulas,
[Link].
além de permitir que você identifique os conhecimentos
prévios que eles possuem sobre o assunto. Incentive-os a Para saber mais
descrever o espaço onde vivem e solicite que observem a Para fins de aprofundamento no tema, sugere-se a leitu-
descrição dos colegas, destacando as semelhanças e as ra das páginas 95-116 do seguinte artigo:
diferenças em seus modos de vida e espaço de vivência. ⊲ MOTTA, M. F. Espaço vivido/espaço pensado: o lugar e
o caminho. 2003. 161 f. Mestrado - UFRGS, Porto Ale-
PÁGINA 94
gre, 2003. Disponível em: [Link]
bitstream/handle/10183/3098/[Link]. Acesso
1. O LOCAL ONDE VIVO em: 24 jun. 2020.
O autor apresenta uma breve discussão sobre a impor-
Objetivos de aprendizagem tância do espaço vivido para a compreensão de outras
⊲ Analisar o modo de viver de pessoas em diferentes localidades.
locais e identificar diferenças e semelhanças com o Sugere-se também o artigo:
lugar de vivência. ⊲ CAVALCANTI, L. de S. O lugar como espacialidade na
Sobre a aula formação do professor de Geografia: breves conside-
⊲ Nesta aula serão abordados diferentes hábitos e mo- rações sobre práticas curriculares. Revista brasileira
dos de vida das pessoas em lugares diversos. O ponto de educação em Geografia, v. 1, n. 2, p. 1-18, jul./dez.
de partida será sempre o espaço de origem de cada 2011. Disponível em: [Link]
aluno, também definido pela Geografia como espa- br/ojs/[Link]/revistaedugeo/article/view/39/28.
ço vivido. Os alunos serão incentivados a descrever o Acesso em: 24 jun. 2020.
seu espaço de vivência e seu modo de vida, compa- Contexto prévio
rando-os com outros lugares. Para esta aula, é importante que os alunos já tenham
Materiais observado seu lugar de vivência e os hábitos adotados por
⊲ Lápis de cor (vermelho e azul). eles e seus familiares.
⊲ Quadro. Orientações
⊲ Textos para a problematização, disponíveis no link: Escreva no quadro ou leia para a turma o tema da aula
[Link] de hoje: “O local onde vivo”. Incentive a participação

– 61 –
dos alunos, instigando-os a descobrirem pelo título que mos e como nos vestimos, são exemplos de hábitos que
assunto irão estudar. Permita, então, que cada aluno sofrem influência do local onde vivemos. Chame atenção
apresente e/ou descreva brevemente uma característica para o fato de que apesar de falarmos a mesma língua em
do local onde vive. Registre no quadro as contribuições todo o país, cada região tem um sotaque próprio.
de cada um. Em seguida, chame atenção da turma para Nesta etapa aproveite para observar aspectos relacio-
algumas semelhanças e diferenças entre seus lugares nados à compreensão do texto e à leitura dos alunos, a
de vivência. partir da identificação de palavras e da leitura coletiva.
Leia a pergunta inicial do texto e peça-lhes que obser-
vem a imagem. Em seguida, dê oportunidade para que os
alunos digam como imaginam que é a vida nesse local.
PRATICANDO
Chame a atenção para os aspectos culturais expostos na Orientações
imagem. É importante que eles entendam que cada lugar O objetivo da brincadeira é permitir que os alunos refli-
tem seus próprios hábitos e sua própria cultura. tam sobre as características próprias do local onde vivem.
Orientações Organize-os em três ou quatro grupos. Em seguida, es-
Inicie este momento comunicando aos alunos que vocês creva em pedaços de papel as seguintes categorias: vesti-
farão a leitura coletiva de alguns bilhetes de crianças que mentas, alimentos, estilo musical ou dança, brincadeiras,
vivem em lugares diversos. Cada aluno deve pegar um lá- costumes, festas ou comemorações. Coloque os pedaços
pis vermelho e outro azul. Ao final da leitura coletiva de de papel dentro de uma caixa. Você pode modificar as
cada bilhete, os alunos deverão destacar de vermelho o categorias de acordo com o que achar mais adequado à
local onde a criança do bilhete vive e de azul os seus há- realidade dos alunos.
bitos. Levante algumas questões que os ajudarão a com- Cada grupo irá sortear a categoria que irá representar.
plementar a proposta: “O que faz com que as pessoas te- Após o sorteio, os alunos terão um minuto para discutirem
nham diferentes formas de viver?”, “O local onde vivemos o que irão representar e de que forma o farão (por meio
é importante para determinar a forma como vivemos?”, de desenho ou mímica). O objetivo é que os alunos dos
“Que diferenças no modo de viver podemos citar?”. times adversários descubram o que foi representado pela
Durante esse momento é importante que os alunos com- equipe. O time que acertar será o próximo a sortear a ca-
preendam que o modo como vivemos está diretamente tegoria e assim por diante.
ligado ao local onde vivemos. As atividades que realiza- Ao final da brincadeira, promova uma breve discussão
mos, os alimentos que consumimos, a forma como fala- com os alunos e questione-os se eles concordaram com

– 62 –
todas as características que apareceram e se acreditam PÁGINA 98
que faltou alguma característica importante.
Aproveite para observar e avaliar o quanto os alunos,
de forma individual e coletiva, reconhecem cada uma
2. HÁBITOS EM DIFERENTES
das categorias apresentadas na brincadeira. Caso julgue LUGARES
necessário, aproveite para explicar que são vestimentas,
Objetivos de aprendizagem
costumes ou outros termos que eles não dominam.
⊲ Promover o respeito às diferenças e a valorização da
multiculturalidade.
RETOMANDO Sobre a aula
⊲ Essa aula permitirá demonstrar, de maneira mais
Orientações aprofundada, como a organização espacial de dife-
Proponha aos alunos que, individualmente, façam um rentes lugares define diferentes modos de vida. “Des-
breve bilhete contando um pouco sobre como é a vida no sa forma, a produção do espaço ocorre no plano do
local onde vivem. Você poderá ajudá-los a elaborar a es- cotidiano e aparece nas formas de apropriação, utili-
trutura que deve conter seu nome, sua idade, o município zação e ocupação de um determinado lugar, num mo-
onde vive, e um hábito, ou seja, algo que ele goste de fa- mento específico e, revela-se pelo uso como produto
zer em seu dia a dia. Podem ser mencionadas brincadei- da divisão social e técnica do trabalho (...). Uma vez
ras, comidas, ou ainda festas das quais eles participam. que cada sujeito se situa num espaço, o lugar permite
Este momento permitirá destacar a realidade individual de pensar o viver, o habitar, o trabalho, o lazer enquanto
cada aluno, bem como a forma como ele enxerga a vida situações vividas, revelando, no nível do cotidiano, os
nesse local. conflitos do mundo moderno” (CARLOS, 2007, p. 20).
Ao final da atividade os alunos poderão ler seus bilhetes Os alunos serão levados a analisar diferentes hábitos
para os colegas. É interessante estabelecer uma discus- e relacioná-los a forma como as pessoas se relacio-
são sobre os bilhetes escritos e observar a diferença entre nam e se apropriam da natureza, do lugar.
eles, pois apesar de morarem no mesmo município, exis-
tem questões que podem ser diferentes. Materiais
⊲ Lápis.
Caso deseje ir além, você pode, com antecedência, en-
⊲ Folha A4.
trar em contato com alguma escola de outro bairro ou mu-
⊲ Cola.
nicípio e propor uma troca de bilhetes entre os alunos.
⊲ Tesoura.

– 63 –
Para saber mais
Para saber mais sobre os povos indígenas do Brasil, suge-
rimos a consulta ao site “Povos indígenas no Brasil”, dispo-
nível em: [Link]
Acesso em: 26 jun. 2020.
Contexto prévio
Os alunos poderão lançar mão de análises e reflexões
realizadas anteriormente sobre o seu espaço de vivência,
bem como seus hábitos e modos de vida.
Orientações
Inicialmente, leia o tema da aula em voz alta para os alu-
nos. Comunique à turma que vocês irão se deter um pouco
mais sobre os diferentes lugares e seus modos de vida. Refor-
ce a ideia construída na aula anterior de que nossos hábitos
e maneiras de viver são diretamente influenciados pelo local
onde moramos e pela cultura da qual fazemos parte. Leia
para os alunos a questão proposta na página. Em seguida,
discuta com os alunos sobre o porquê de os hábitos serem
diferentes. Nesse momento, é importante que eles entendam
que os hábitos podem mudar de região para região. Este é
um bom momento para realizar um breve diagnóstico da tur-
ma a partir da participação oral de cada um. Se possível, re-
gistre no quadro as respostas apresentadas pela turma.

PRATICANDO
Orientações entre o estado onde que moram e os outros que compõem
Organize os alunos em três ou quatro grupos para que a mesma região.
realizem a atividade. O objetivo é que eles relacionem Cole no quadro um mapa do Brasil. Você pode imprimi-
as imagens às práticas corretas. Deixe que discutam as -lo no seguinte link:
informações entre si. Enquanto realizam a atividade, ⊲ [Link]
transite pelos grupos e observe a atuação de cada alu- PmHV7r2QHF5jUDWZnUreCCKrKVZP29n6Gx9kHzm-
no, bem como a do grupo como um todo, mas intervenha qmnptdfex3MBYMVYvQKvH/ge02-04und04-sistemati-
apenas caso os grupos estejam com dificuldades. Após [Link].
esse momento, retome todos os hábitos que foram apre- Em seguida, pegue cada imagem individualmente e per-
sentados durante a brincadeira e permita aos grupos que gunte aos alunos se eles sabem em que lugar do Brasil
apresentem suas descobertas. Incentive-os a contribuir esse hábito é comum. Após responderem a questão, cole
com a correção da atividade, promovendo a avaliação a imagem no mapa preso ao quadro e solicite aos alunos
entre pares. Assim, os próprios alunos contribuem com o que façam o mesmo em seu material. É possível que os
aprendizado coletivo. alunos apresentem dificuldade em relacionar todos os há-
bitos, por isso será necessário fazer algumas intervenções.
RETOMANDO Aproveite o momento para perguntar se esses hábitos são
comuns no lugar onde vivem e se eles já os conheciam. As
Orientações respostas corretas são:
Leia a primeira pergunta da página. Em seguida, promo- Festival folclórico de Parintins: Região Norte (Festa po-
va uma atividade coletiva, onde os alunos devem relacio- pular da cidade de Parintins, Amazonas).
nar cada hábito da atividade anterior às regiões corretas Lutar capoeira: Região Nordeste.
do Brasil. Professor, o conceito de região é novo para os Usar o pequi para temperar arroz: Região Centro-Oeste.
alunos dessa faixa etária. Portanto, é indicado que você Usar poncho em dias frios: Região Sul.
explique que os estados brasileiros são agrupados em Ouvir música sertaneja: Região Sudeste e/ou Centro-
regiões, de acordo com suas semelhanças naturais e cul- -Oeste.
turais. Explique que essas regiões são determinadas pelo Comer pão de queijo: Região Sudeste (em especial Mi-
IBGE e foram criadas para facilitar a administração do nas Gerais).
território brasileiro, sendo mais uma divisão político-ad- Beber chimarrão: Região Sul.
ministrativa do que cultural. Chame a atenção deles para Andar de jangada: Região Norte e/ou Nordeste.
a região onde vivem, comparando algumas semelhanças Dançar frevo: Região Nordeste (Pernambuco).

– 64 –
Você pode selecionar e imprimir imagens que julgue
mais condizentes com a realidade dos alunos, visando va-
lorizar as características específicas do município/estado
onde eles residem. Professor, aproveite o momento para
realizar a avaliação, permitindo que os próprios alunos
façam uma autoavaliação de sua trajetória na aula. Incen-
tive-os a marcarem o espaço que melhor lhes representa
e diga que esse momento é importante para buscarmos o
melhor caminho para o aprendizado de todos.

– 65 –
CIÊNCIAS
COMPOSI-
1 ÇÕES, USOS E
PROPRIEDA-
DES DOS MA-
TERIAIS
HABILIDADES DA BNCC

EF02CI01 Identificar de que materiais


(metais, madeira, vidro etc.) são
feitos os objetos que fazem parte
da vida cotidiana, como estes
objetos são utilizados e com quais
materiais eram produzidos no
passado.

Sobre a proposta
Neste bloco iremos explorar os diferentes tipos de ma-
teriais que são utilizados para a confecção de objetos,
focando nas utilidades de cada objeto, no material mais
adequado para a sua confecção e nas evoluções de um podem ser fabricados de um mesmo material e que
mesmo objeto ao longo do tempo. diferentes materiais podem ser usados na fabricação
Além disso, é importante chamar a atenção dos alunos de um mesmo objeto.
para os materiais mais presentes no cotidiano, como o vi-
Orientações
dro, o papel e o plástico, explorando suas características,
Organize a sala de aula de modo que os alunos possam
utilidades e a importância da reutilização desses materiais.
interagir melhor com o professor e com os outros colegas.
Para iniciar, leia as perguntas do material do aluno (pá-
Comente com a turma que eles irão discutir sobre o sig-
gina 106) e inicie uma primeira discussão sobre o que eles
nificado de objeto e material. Leia com os alunos o texto
entendem por material e objeto. É um momento importan-
introdutório do material do aluno (página 106).
te para conhecer o que os alunos já sabem a respeito dos
Peça para que observem as imagens destacadas no
temas a serem trabalhados e pensar na melhor maneira
quadro e faça perguntas que chamem a atenção das crian-
de abordar os assuntos relacionados.
ças para o tema da aula. Exemplos de perguntas: “Quais
Este bloco é composto por um conjunto de cinco aulas
objetos são feitos de um mesmo material?”. As possíveis
com foco em objetos e materiais.
respostas: a cadeira, a mesa e o gaveteiro são feitos de
Na primeira aula serão conceituados objeto e material.
madeira; o telefone celular e o balde são feitos de plásti-
Na segunda aula, os alunos terão a oportunidade de conhe-
co. Você pode completar a pergunta, acrescentando: “Que
cer quais materiais eram utilizados para construir alguns
outros objetos, diferentes destes, também são fabricados
brinquedos conhecidos, como carrinhos, bolas bonecas,
com o mesmo material?”. As possíveis respostas: com ma-
entre outros.
deira é possível fabricar móveis, como cama e armário;
Na sequência serão explorados alguns materiais co-
lápis; portas e portões entre outros. Com plástico pode-se
muns do cotidiano, utilizados para a fabricação de diver-
fabricar copo, prato, brinquedos, cadeiras etc.
sos objetos: o plástico, o vidro e o papel.
Você também pode perguntar sobre a utilidade dos ob-
PÁGINA 106 jetos e as respostas podem ser: a mesa para fazer as refei-
ções e estudar, a cadeira para sentar, o gaveteiro para guar-
dar roupas, o telefone celular para ouvir músicas e gravar
1. OBJETOS E MATERIAIS arquivos e o balde para armazenar água. Pode ainda per-
Sobre a aula guntar aos alunos sobre os materiais de que são feitos os
⊲ Nesta aula os alunos irão aprender a diferenciar obje- demais objetos (o pneu é feito de borracha, a meia é feita de
to de material, reconhecendo que diferentes objetos tecido, faca é de metal com cabo em madeira e o aquário é

– 67 –
de vidro. As perguntas “Quais desses objetos poderiam ser
feitos de material diferente? Que material seria?” são muito PRATICANDO
importantes, pois permitem avaliar se os alunos compreen-
dem que a função de um objeto depende das características Orientações
que o material tem. Possíveis respostas: a mesa e a cadeira Ainda organizados em duplas, solicite que os alunos ob-
poderiam ser de plástico, o gaveteiro de metal. servem as imagens apresentadas na seção Praticando no
Relate aos alunos como os materiais usados em alguns material do aluno (página 108).
objetos se modificaram ao longo do tempo, de acordo com O primeiro grupo de imagens mostra grampos, clip e al-
as necessidades de cada época. Por exemplo: antigamen- finete com fecho. Após observarem as imagens, peça para
te as carroças e as carruagens usavam rodas de madeira que respondam as questões relacionadas a estes objetos.
e ferro, e, quando surgiu a borracha, esta tornou-se subs- É esperado que os alunos identifiquem que o material
tituta das rodas antigas de madeira e ferro. utilizado para confeccionar os três objetos é o metal.
Pergunte aos alunos qual é o motivo de o pneu ser feito Quanto à utilidade de cada um, eles devem perceber
de borracha e não de outro material. Eles podem respon- que os grampos servem para fixar papéis; o clipe pode
der: porque a borracha absorve melhor o impacto com o ser utilizado para segurar e organizar papéis; e o alfine-
solo tornando o transporte mais confortável, além de ser te com fecho pode ser usado para prender tecidos, como
um material resistente e durável. antigamente era usado para prender as fraldas de pano
Essas são algumas sugestões de como encaminhar esse dos bebês.
primeiro momento, introduzindo o assunto e contextuali- É esperado também, que os alunos consigam identificar
zando o conteúdo a ser explorado na aula. outros objetos feitos com metal, por exemplo, talheres,
panelas, portões, fechaduras, entre outros.
Orientações
Como resposta à questão 4 deste grupo de objetos, é
Comente com os alunos que, com a realização do exercí-
possível que conheçam clips de plástico e alfinetes feitos
cio anterior, foi possível observar alguns objetos e identifi-
de metal e plástico. Já os grampos iguais aos da imagem
car os materiais dos quais são feitos, diferenciando objeto
são fabricados apenas usando metal, mas existem outros
de material.
tipos de grampo que podem ser feitos de plástico.
Agora, organize os alunos em duplas e peça para que
No segundo quadro, estão apresentados três tipos de
eles tentem explicar um para o outro qual a definição de
copos, feitos com diferentes materiais: vidro, metal ou alu-
objeto e de material. Deixe que eles conversem por alguns
mínio e plástico. Após observarem as imagens, peça para
instantes e em seguida, proponha o desenvolvimento da
que respondam as questões relacionadas a estes objetos.
atividade a seguir.

– 68 –
O objetivo desta parte das questões é que os alunos per-
cebam que os copos possuem propriedades em comum,
como: são abertos em cima e fechados embaixo, possuem
formato cilíndrico, todos servem para beber água ou ou-
tros líquidos, ou seja, têm a mesma função.
Também é importante que percebam as diferenças entre
eles: o tipo de material do qual são feitos, um é descar-
tável e os outros dois não são; um amassa, um quebra e
outro rasga.
Com isso é esperado que levantem hipóteses sobre as
vantagens e desvantagens que esses objetos oferecem em
relação ao outro. Nesse sentido, podemos apontar que o
copo de vidro apresenta vantagem em relação aos demais
por ser transparente e permitir que enxerguemos o líquido
que está dentro dele, além de poder ser usados com bebi-
das quentes e frias. A desvantagem é que ele pode quebrar
e podemos nos cortar com o vidro. Em relação ao copo de
plástico, a vantagem é que ele é mais prático, leve e reci-
clável e a desvantagem é que o copo de plástico é menos
durável que os demais. E sobre o copo de alumínio, a van-
tagem é que ele é mais seguro que os de vidro e plástico, e
possui alça para segurar. Já a desvantagem é que a bebida
“esquenta” mais depressa, ou seja, o copo de alumínio per-
de calor para a água. É por isso que percebemos que o copo
fica mais frio, mas a bebida dentro dele fica mais quente.
Após as discussões, oriente as duplas para que respon-
derem a pergunta presente nesta seção sobre a definição
para objeto e material.
Em seguida, cada aluno deve fazer um desenho de um
objeto que faça parte do seu cotidiano e identificar de qual
material ele é feito, registrando as respostas nas linhas
indicadas.
Para finalizar, peça para que cada dupla apresente para
a turma as conclusões a que chegaram. Auxilie, caso seja
necessário, fazendo questionamentos para estimular a
construção de uma definição mais apropriada de objeto
e material.

RETOMANDO
Orientações
Após a apresentação das duplas retome o que os alu-
nos disseram e faça uma leitura coletiva sobre a defini-
ção apresentada no material do aluno (página 111) para os
conceitos de objeto e material, sistematizando os conheci-
mentos construídos durante a aula.
PÁGINA 113

2. BRINQUEDOS DO PASSADO
E DO PRESENTE: DE QUE
MATERIAIS SÃO FEITOS
Sobre a aula
⊲ Nesta aula os alunos irão aprender que um brinquedo
fabricado com um tipo de material no passado, pode

– 69 –
ser fabricado com outro tipo de material no presente,
de acordo com sua utilização.
Objetivos de aprendizados
⊲ Reconhecer que um mesmo objeto/brinquedo, pode
ter sido fabricado com outros materiais no passado.
Materiais
⊲ Para a realização das atividades desta aula, será ne-
cessário a utilização de brinquedos diversos. Utilize
os brinquedos disponíveis na própria escola ou peça,
previamente, para que os alunos levem para a aula
brinquedos que eles tenham em casa, fabricados
de materiais diversos (papel, metal, plástico, tecido,
madeira e vidro) para assegurar que tenhamos dife-
rentes brinquedos fabricados com estes materiais.
Por exemplo: papel - pipa, dobradura do barquinho
de papel, quebra-cabeça de papel, jogos de tabulei-
ro; plástico - peças de lego, carrinho, bola, boneca;
madeira - carrinho, estilingue artesanal; vidro - bola
de gude; metal - carrinho, boneco; tecido - boneca de
pano, livro de pano, fantasias; borracha - patinho de
banho, bola, bonecos etc.
⊲ Caso a escola não possua brinquedos e não seja pos-
sível que as crianças levem para a aula seus próprios
brinquedos, utilize uma aula anterior a esta para
confeccionar com as crianças brinquedos feitos com
sucata.
Contexto prévio
Para a compreensão das atividades desta aula é neces-
sário que os alunos já saibam o conceito de material.

– 70 –
Orientações
Organize a sala de aula de modo que permita a melhor
participação dos alunos em uma roda de conversa.
Leia o texto introdutório disponível no material do aluno
(página 113) e questione os alunos se eles conhecem as
brincadeiras indicadas, se já brincaram e de quais mate-
riais são feitos a corda e a bolinha de gude.
Retome as questões presentes no texto introdutório e
deixe que eles relatem suas experiências com brinquedos
e brincadeiras do passado, chamando sempre a atenção
dos alunos para o tipo de material utilizado nos brinque-
dos e brincadeiras que irão citar.
Orientações
Leia com os alunos a questão do início da segunda aula
(página 113). Permita que eles apresentem hipóteses como
respostas e solicite que expliquem/justifiquem suas colo-
cações. Leve um brinquedo antigo para a aula, como bo-
las de gude ou pião de madeira, e converse com a turma
fazendo as seguintes perguntas: Vocês conhecem este
brinquedo fabricado no passado? De que ele é feito? Este
mesmo brinquedo também é fabricado no presente? De
que ele é feito atualmente?

PRATICANDO
Orientações
Disponha espaços na sala de aula para que os alunos
zação dos brinquedos de acordo com o material de fabri-
organizem os brinquedos de acordo com os materiais dos
cação. Aproveite a atividade para fazer com que os alunos
quais são feitos. Escreva em uma folha de papel o nome
compreendam que um mesmo brinquedo/objeto pode ser
de cada material e fixe na parede ou no piso da sala de
fabricado de diferentes materiais.
aula, reservando um espaço para cada tipo de material
Vale frisar que ainda hoje existem brinquedos de madei-
(papel, madeira, plástico, vidro, tecido, borracha, metal).
ra, bonecas de pano ou porcelana. Mas os brinquedos que
Apresente aos alunos os brinquedos que você separou na
temos atualmente, ou seja, fabricados por uma indústria,
escola, ou reúna os brinquedos que eles levaram para a
são em sua maioria feitos de plástico, desenvolvido a par-
aula. Exponha-os em uma mesa e permita que os alunos
tir do petróleo.
toquem, explorem e brinquem.
Após este momento de exploração dos objetos, solicite PÁGINA 115
que cada criança pegue um dos brinquedos e coloque nos
espaços indicados de acordo com o material do qual é feito.
Após essa classificação, faça questionamentos aos alunos 3. O PLÁSTICO
de acordo com os brinquedos expostos, por exemplo: De que Sobre a aula
material é feito a bola? Se ela fosse de madeira, poderíamos ⊲ Nesta aula os alunos conhecerão um pouco mais so-
brincar com ela da mesma forma? E a bola de gude é feita de bre o plástico: como é produzido, para que serve e
que material? Ela poderia ser feita de papel? Se pudéssemos quais as implicações do consumo exagerado e des-
criar um brinquedo para brincarmos com ele na água que ma- carte incorreto deste material.
terial poderíamos utilizar na sua fabricação?
Objetivos de aprendizagem
⊲ Reconhecer a origem do plástico e a necessidade do
RETOMANDO consumo consciente e do descarte correto deste ma-
terial para a conservação do meio ambiente.
Orientações
Orientações
Leia com os alunos o texto da seção Retomando do ma-
Apresente para o aluno o título da aula e retome o que
terial do aluno (página 113) para sistematizar os aprendiza-
foi trabalhado anteriormente a respeito dos materiais uti-
dos da aula. Solicite que observem as imagens e conver-
lizados na fabricação de brinquedos. Ressalte que o plás-
sem com os colegas sobre as questões propostas. Retome
tico é um material que está bastante presente na fabrica-
o que os alunos haviam dito na questão do início da aula e
ção dos brinquedos e de muitos outros objetos.
ressalte o que eles aprenderam na aula durante a organi-

– 71 –
Peça para que os alunos observem a sala de aula e Em seguida, divida os alunos em duplas e reserve um
identifiquem objetos de plástico presentes neste ambien- tempo para que eles possam responder às questões pro-
te. Faça uma lista no quadro, anotando o nome desses postas. Depois, permita que as duplas apresentem suas
objetos juntamente com os alunos. respostas e conclusões.
Em seguida, leia com a turma o texto introdutório É esperado que os alunos indiquem possíveis soluções
presente no material do aluno (página 115). Aproveite a para o problema apresentado, como: dar preferência
oportunidade para explicar que chamamos de lixo tudo para produtos que sejam comercializados em garrafas
o que jogamos fora (embalagens de produtos, restos de de vidro ou que sejam retornáveis, como os refrigeran-
comida, objetos quebrados, sobras da construção civil, tes; produtos em embalagens de papel, como os sacos
entre outros), mas o nome mais adequado a ser usado de pão; em algumas regiões é possível comprar grãos,
é resíduo sólido. Comente que os resíduos sólidos que como o arroz, à granel, ou seja, o próprio consumidor
encontramos numa lixeira, por exemplo, são feitos de di- pode levar até o local uma embalagem não descartá-
versos materiais e que o plástico é encontrado em gran- vel para armazenar a sua compra, como é o caso das
de quantidade. laranjas; para transportar as compras, é possível utilizar
Orientações caixas de papelão, sacolas ecológicas (não descartáveis
Leia a questão da página 115 e proponha uma conversa e reutilizáveis), ou ainda utilizar carrinhos de feira para
inicial para que os alunos possam expressar suas ideias e esse transporte; quando não for possível evitar o consu-
que seja possível levantar conhecimentos prévios deles a mo de embalagens plásticas, ressaltar a importância da
respeito do tema. separação e reciclagem dos resíduos.

PRATICANDO RETOMANDO

Orientações Orientações
Leia com os alunos a situação apresentada na seção Leia com os alunos a sistematização do conteúdo que
Praticando no material do aluno (página 116). Faça algu- está na seção Retomando do material do aluno (114) e
mas perguntas para contextualizar a situação: Quem cos- peça para que registrem as conclusões a que chega-
tuma ir ao supermercado com os familiares? Além desses ram a respeito da questão proposta na aula. Você pode
produtos, vocês se recordam de mais algum que seja ven- redigir um texto coletivo sintetizando as conclusões da
dido em embalagens plásticas? turma.

– 72 –
PÁGINA 118 Orientações
Exponha, sobre a mesa, os diferentes objetos feitos
4. O VIDRO de vidro, como: pratos; copos, garrafas, embalagens de
produtos alimentícios, embalagens de perfume etc. Em
Sobre a aula seguida, converse com a turma, fazendo alguns ques-
⊲ Nesta aula os alunos irão aprender sobre mais um ma- tionamentos: Do que são feitos esses objetos? Vocês co-
terial comumente encontrado e utilizado no cotidiano: nhecem outros objetos feitos com esse mesmo material?
o vidro. Para a dinâmica apresentada será necessário Como esses objetos foram feitos? Vocês sabem de onde
a utilização dos materiais relacionados a seguir. vem o vidro?
Permita que os alunos exponham suas ideias iniciais em
Objetivos de aprendizagem
⊲ Reconhecer a importância do vidro e as suas diferen- uma roda de conversa.
Depois, leia com eles o texto introdutório do material
tes aplicações no nosso cotidiano.
do aluno (página 118) e apresente os exemplos de uso do
Materiais vidro. Comente que, além dessas aplicações, há outras,
⊲ Objetos feitos de vidro: pratos, copos, garrafas, em-
como as que foram expostas na mesa.
balagens de produtos alimentícios, embalagens de
Orientações
perfume.
⊲ Cartolinas. Leia a questão da página 118 e organize a turma em gru-
⊲ Caneta hidrocor. pos, de três a quatro alunos, para a elaboração de um
⊲ Cola. cartaz sobre as aplicações do vidro no cotidiano.
⊲ Tesoura com pontas arredondadas.
⊲ Revistas, jornais, panfletos ou outro material para re- PRATICANDO
corte de imagens.
Para saber mais Orientações
⊲ Vidro: história, composição, tipos, produção e recicla- Disponibilize uma cartolina para cada grupo, assim
gem. Recicloteca. Disponível em: [Link] como a cola, tesoura de pontas arredondadas e materiais
[Link]/material-reciclavel/vidro/. Acesso em: 18 abr. 2021. para recorte de imagens.
⊲ Vidro. Mundo Educação. Disponível em: [Link] Leia as instruções da atividade proposta na seção Pra-
[Link]/quimica/[Link]. Acesso em: ticando do material do aluno (página 119) e solicite que
18. abr. 2021. sejam claros e objetivos nos textos do cartaz.

– 73 –
PÁGINA 120

5. O PAPEL
Sobre a aula
⊲ Para fechar esta unidade, iremos estudar sobre mais
um material muito comum no cotidiano das pessoas:
o papel. Os alunos irão aprender sobre os diferentes
tipos de papel, suas utilidades e como é produzido.
Para a dinâmica desta aula será necessário a utiliza-
ção dos materiais relacionados abaixo.
Objetivos de aprendizagem
⊲ Estudar a história do papel, sua composição, tipos e
como é produzido.
Materiais
⊲ Diferentes tipos de papel: papel higiênico, papel guar-
danapo, papel toalha, papel para embalagem de pre-
sente, sacolas de papel, papelão, folhas de jornal; fo-
lhas de revista, folhas e capa de caderno, papel para
impressão A4, envelope de papel, papel reciclado etc.
Orientações
Separe o material necessário para a realização da aula
conforme relacionado no item “Materiais”.
Organize os alunos em um semicírculo, leia o texto in-
trodutório do material do aluno (página 120) e destaque a
questão: Você já imaginou o mundo sem papel?
Possíveis respostas dos alunos: Usos do vidro: porta, ja- Questione também: o que seria da humanidade sem li-
nela,celular, tv, carros, lentes de óculos, boxes de banhei- vros, revistas, documentos, dinheiro e papel higiênico?
ro, vitrines de lojas, entre outros usos. Aplicação: constru- Em seguida, registre algumas das colocações do alunos
ção civil, aparelhos eletrônicos, automóveis etc. e explique que irão fazer uma brincadeira para identificar
Em seguida, proponha que cada grupo apresente o seu diferentes papéis com o propósito de responder a pergun-
cartaz explicando o seu trabalho. ta da página 121.
A divulgação dos trabalhos para o restante da escola é Orientações
uma prática que pode motivar a realização das atividades Leia para os alunos a questão da página 121, que tem
pelos alunos, envolvendo-os de maneira mais significati- como propósito de permitir que os alunos pensem sobre
va. Assim, não deixe de expor os trabalhos realizados por a presença do papel em objetos da vida cotidiana e como
eles, fixando os cartazes em um mural da escola. ele é utilizado.

RETOMANDO PRATICANDO
Orientações Orientações
Retome com os alunos o assunto estudado na aula e Explique que será realizada uma atividade de adivinha-
leia o texto da seção Retomando no material do aluno (pá- ção e escolha até três alunos da turma, ou solicite que,
gina 119), que sistematiza os conteúdos aprendidos. voluntariamente, venham à frente três alunos que quei-
Assuntos a serem retomados com os alunos: de onde ram participar da brincadeira. Os participantes deverão
vem o vidro (origem); os diferentes objetos feitos de vidro; ficar com uma venda nos olhos e tentar identificar os tipos
as diferentes aplicações do vidro. de papel que lhes forem entregues. Coloque as amostras
Aproveite o momento para alertá-los sobre o cuidado no de papel em uma caixa, entregue um a um aos alunos e
manuseio de objetos de vidro e no contato com estilhaços, explique que, por meio das características físicas de cada
quando quebrado. papel, eles deverão adivinhar qual é o tipo de papel.
Se julgar conveniente, apresente para os alunos o vídeo Os demais alunos da turma não poderão dar dicas, ao
“De onde vem?”, disponível no endereço [Link] término da brincadeira serão registrados os tipos de pa-
[Link]/watch?v=gj9R3nmB67Q , para complementar o pel que constavam na caixa, como papel higiênico, papel
assunto estudado. No vídeo, os alunos poderão ver como guardanapo, papel toalha, papel para embalagem de pre-
ocorre a fabricação do vidro e algumas de suas utilidades. sente, sacolas de papel, papelão, jornal, folhas de revista,

– 74 –
folhas de caderno, papel para impressão A4, envelope de
papel, papel reciclado etc.
Depois, converse com turma e explique que antigamen-
te o papel era fabricado de forma artesanal. Mas, atual-
mente, sua fabricação ganhou escala industrial e hoje são
produzidos diferentes tipos de papel que são incorpora-
dos ao nosso dia a dia em muitas utilizações.

RETOMANDO
Orientações
Após a realização da brincadeira, leia o texto da seção
Retomando do material do alunos (página 121). Você pode
sistematizar as ideias dos alunos em um texto coletivo, re-
lembrando o que foi discutido. Durante a retomada é im-
portante destacar: alguns papéis apresentam tamanhos
e formatos semelhantes, mas diferem na espessura e na
cor, como o papel A4 e o A4 reciclado; o papel higiênico
é um tipo de papel fino e absorvente e que se desman-
cha facilmente em contato com a água, diferentemente do
papelão, que é um tipo mais grosso e resistente de pa-
pel; o papel de presente, assim como o papel higiênico,
é comercializado em rolo; o papel de presente tem várias
estampas, enquanto o papel para impressão como o A4 é
liso; o papel de presente possui diferentes versões como
brilhante, com textura e fosca; o papel jornal é fino e escu-
ro; a tonalidade do papel reciclado também é mais escura,
pois ocorrer a mistura de diferentes papéis durante o pro-
cesso de reciclagem.

– 75 –
Peça para que os alunos resolvam o caça-palavras en-
contrando os cinco tipos de papel destacados. Em segui-
da, peça para que registrem as utilidades de cada um o
que aprenderam nas linhas indicadas.
Resolução do caça-palavras:
P A P E L Ã O A H U S

K L O B D R Z C A J U

T G Z C D R B R L Q L

H X C V B N M E U A F

Z Y H J U I K P Q W I

S E D A R B S O Q O T

E S D G T H C M A R E

I R G P S W N H Q N S

E O P C C A R T Ã O D

Possíveis respostas dos alunos:


Papelão: fabricação de embalagens.
Seda: proteção de objetos delicados, decoração, cons-
trução de pipas.
Sulfite: escrita de documentos, trabalhos escolares, es-
critórios.
Cartão: artesanatos, trabalhos escolares.
Crepom: decoração de ambientes, trabalhos escolares.
Ao final desta aula, leia com os alunos o texto que resume
os conteúdos trabalhados durante este bloco (página 123),
retomando os conceitos aprendidos. Aproveite para obser-
var e avaliar quais conceitos foram melhor aprendidos pe-
los alunos e quais ainda necessitam aprofundamento.

– 76 –
ASSOCIAÇÃO NOVA ESCOLA O conteúdo deste material é baseado no acervo de 6 mil
Diretora Executiva: Raquel Gehling Planos de Aula produzidos e publicados no site da Nova
Gerentes Pedagógicas: Ana Ligia Scachetti e Tatiana Martin Escola, entre 2018 e 2019, por mais de 600 educadores de
Coordenação de produção: Camila Camilo e Pedro Annunciato todo o Brasil, que integram o Time de Autores Nova Escola.
Analistas pedagógicas: Dayse Oliveira e Joice Barbaresco
Coordenação editorial: Fábia Alvim
Professores: Amanda Alves Amaral, Bruna Albieri, Cibele Edição de texto: Letícia Evelyn Leite Santos, Júlia Maria
Diogo Kimura, Cintia Diógenes, Elisa Vilalta, Ingrid Ramalho, Andrade de Melo Ignácio e Mariana Almeida Lopes
Judith Maida, Juliana Portela, Leandro Vitoriano, Maria Cristina Leitura crítica: Rochelle Bonatto Mateika, Stephanie Romão,
Muñoz Franco, Marina Lisboa, Midian Kelly Carvalho Lessa, Eduardo Toniolo Campos, Isabela do Lago Silva e Mara
Paula Massi, Renata da Silva Gonçalves, Sherol Santos e Tiego Bolfarini
Cruz
Coordenação de design: Leandro Faustino
Preparadores: Caio Fernandes, Cecília Farias, Caren Inoue, Projeto gráfico: Débora Alberti, Leandro Faustino e
Daniella Torres, Denise de Goés, Gabriela Duarte, Gabriela Estúdio Insólito
Leirias, Juliana Omuro, Juliana Rizzuto, Laís Alves, Larissa Ilustrações de miolo: Estúdio Rufus, Danillo Souza, Karlson
Calazans, Maria Fernanda, Matheus Vieira, Renata Amélia e Gracie e Raquel Silva
Thalita Picerni Diagramação: Matheus Valim Cardoso de Sá, Luisa Marcelino
Silva, Silvana Fogaccia, Henrique Kipper e Vinícius Vaz
Especialistas: Anderson Lucas, Cíntia Nigro, Danielle Ferreira, Magalhães
Fransueli Bahr, Heloisa Jordão e Luciana Tenuta Pesquisa iconográfica: Barra Editorial e Gabriela D’Avilla

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