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Relatorio Claire Delpomdor Jul 2021

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Simone Prof.ª Drª Simone Ap.

Lopes-Herrera

Herrera Fonoaudióloga (CRFa 2 – 7764)


Especialista em Linguagem
Doutora em Educação Especial (Autismo)
Livre-Docente em Linguagem Infantil e Fluência pela USP
Professora Doutora – Universidade de São Paulo

RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA

Relatório relativo à: Claire Xavier Delpomdor

DN: 27/06/2018

Idade atual: 2 anos 11 meses (na data inicial da avaliação).

Data da avaliação: 25/05/2021 (teleatendimento pais) e análise de vídeos e preenchimento de


protocolos com pais a distância.

Avaliadora: Profª Drª Simone Aparecida Lopes-Herrera (CRFª 2 – 7764).

Informantes: os pais – Aline Xavier Delpomdor e Franck R.A. Delpomdor

Queixa específica: família procurou avaliação fonoaudiológica para a filha por julgarem que,
embora os marcos do desenvolvimento global (audição, visão, motor) estejam bem, ela apresenta
déficit em relação a seu dsenvolvimento social-emocional e isso tem um impacto em sua
comunicação, fala e linguagem.

História pregressa da queixa: a criança é americana, filha única de casal com mãe brasileira e pai
belga, sendo que – em casa – a mãe fala com a criança o Português Brasileiro, o pai fala o Francês e
entre eles (pai, mãe e criança) falam o Inglês. A gravidez teve acompanhamento médico e transcorreu
bem, o mesmo ocorrendo com o parto. A mãe relata depressão pós-parto a partir do segundo mês de
vida da bebê e tiveram acompanhamento de especialistas familiares. Todos os marcos de
desenvolvimento da criança em relação à audição, visão, marcos motores sempre estiveram de
acordo com desenvolvimento, mas o social-emocional sempre ficava limítrofe, embora levemente
atrasado nunca chegava a pontuar sinal de risco mais severo. Portanto, o desenvolvimento seguiu
tranquilo, com exceção de alergias alimentares (leite, amendoin, etc), mas que foram tratadas sem
intercorrências.

Até a criança ter dois anos de idade, os pais não tinham queixas; no entanto, quando ela
completou dois anos, parou de atender quando eles chamavam e começou a apresentar episódios de
ecolalia, que apresenta até hoje. Apresenta també estereotipia verbal relacionada ao alfabeto e aos
numeros de 1 a 20. Os pais acreditam que a criança já esteja lendo sozinha (decodificou a rota lexical
Simone Prof.ª Drª Simone Ap. Lopes-Herrera

Herrera Fonoaudióloga (CRFa 2 – 7764)


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Doutora em Educação Especial (Autismo)
Livre-Docente em Linguagem Infantil e Fluência pela USP
Professora Doutora – Universidade de São Paulo

de leitura), numa possível hiperlexia. Levaram ao fonoaudiólogo (speech-language pathologist) que


realizou uma avaliação, mas solicitou que voltasse aos 32 meses para que a criança pudesse então
ser encaixava na early intervention (que, nos EUA, seria depois dos 36 meses). Não há histórico
familiar direto de TEA ou outros quadros de transtornos do desenvolvimento, embora o pai tenha
indícios de altas habilidades/superdotação, conforme relatado.

Para que a criança tivesse contato com crianças da mesma idade, os pais a colocaram
recentemente (havia 3 semanas por ocasião da consulta inicial) na escola por meio período com
frequência de duas vezes na semana e ela está se adaptando bem.

Resultados da Avaliação Fonoaudiológica:

A avaliação fonoaudiológica aqui apresentada ocorreu pela modalidade de teleatendimento,


pela análise de videos familiares enviados pela família e de protocolos aplicados com os pais a
distância. Os resultados são relatados abaixo:

Resultados dos ckecklists aplicados com os pais: foram aplicados o Modified Checklist for Autism
in Toddlers (M-CHAT) (Robins, Fein, Barton, 1999), o Inventário Portage Operacionalizado
(Willians e Aiello, 2001, 2018), o Inventário MacArthur de Desenvolvimento Comunicativo:
Primeiras Palavras e Gestos (adaptado ao Português por Teixeira e Silva, 2000) e a CARS – Escala
de Pontuação para Autismo na infância (Schopler, Reichler, Renne, 1988; Pereira, Riesgo, Wagner,
2008). A versão em inglês do Social Communication Questionnaire (SCQ) ou Questionário de
Comunicação Social, anteriormente chamado de Autism Screening Questionnaire (ASQ) ou
Questionário de Rastreio do Autismo (Berument, Rutter, Lord, Bailey, 1999) foi disponibilizada
pela família da versão já aplicada pelo serviço de avaliação anterior pelo qual a criança passou.

Resultados do MCHAT - Dos 20 itens, criança pontuou risco apenas em 1 dos itens, que seria o da
questão 2 (se alguma vez se perguntou se sua filha poderia ser surda). Nesse checklist, a pontuação
entrte 0-2 itens, se a criança tiver menos de 24 meses, é considerada de baixo risco; no entanto, como
o item assinalado é um dos trê itens colocados como itens críticos (questões 2, 5 e 12) e a criança
está com masi de 24 meses, recomenda-se a avaliação diagnóstica do neurodesenvolvimento.
Portanto, uma avaliação completa se faz necessária, com neurologista especializado em TEA.
Simone Prof.ª Drª Simone Ap. Lopes-Herrera

Herrera Fonoaudióloga (CRFa 2 – 7764)


Especialista em Linguagem
Doutora em Educação Especial (Autismo)
Livre-Docente em Linguagem Infantil e Fluência pela USP
Professora Doutora – Universidade de São Paulo

Resultados da Escala de Pontuação para Autismo na Infância – CARS: os pais anotaram a


seguinte pontuação para os itens:

1. Relacionamento interpessoal – 1 ( dentro do esperado para a idade).


2. Imitação - 1 (dentro do esperado para a idade).
3. Resposta emocional – 1,5 (transitando entre o que é esperado para a idade e um grau leve de
alteração).
4. Expressão corporal – 1 ( dentro do esperado para a idade).
5. Uso de objeto – 1 ( dentro do esperado para a idade).
6. Adaptação a mudanças - 1 ( dentro do esperado para a idade).
7. Uso do olhar - 1 ( dentro do esperado para a idade).
8. Uso da audição - 1 (dentro do esperado para a idade).
9. Uso do paladar, olfato e tato – 1 (dentro do esperado para a idade).
10. Medo e nervosismo - 1,5 (transitando entre o que é esperado para a idade e um grau leve de
alteração).
11. Comunicação verbal – 2 (alteração de grau leve).
12. Comunicação não-verbal - 1 (dentro do esperado para a idade).
13. Nível de atividade – 1 (dentro do esperado para a idade).
14. Grau e consistência das respostas da inteligência – 3,5 (transitando entre alteração de grau
moderada e grave).
15. Impressão geral (a ser preenchido pela avaliadora e não pelos pais), a criança pontuou 3 (grau
moderado de suspeita de autismo).

Portanto, pelo preenchimento dos pais, a criança totalizou 21,5 pontos, sendo que a faixa
considerada entre 15-29,5 seria considerada dentro da faixa sem risco para autismo, segundo esse
checklist.

Resultados do ASQ-3 – o ASQ-3 é formado por uma seleção de 40 perguntas respondidas pela
principal cuidador de crianças a partir de 2 anos. Derivada da versão revista do ADI (Le Couteur et
al., 1989), o SCQ é uma ferramenta com o foco na avaliação de crianças com elevado risco de
problemas de desenvolvimento e que prevê um diagnóstico baseado na pontuação de
comportamentos organizados em três áreas de funcionamento: interação social recíproca, linguagem
e comunicação, além de padrões repetitivos e estereotipados de comportamento.
Simone Prof.ª Drª Simone Ap. Lopes-Herrera

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É um importante instrumento de rastreio para crianças que possuem um alto risco de


apresentarem TEA com idades compreendidas entre os 2 e 3 anos; pois ela é capaz de identificar
corretamente as crianças com um possível diagnóstico de TEA em comparação a outros diagnósticos
relacionados ao desenvolvimento. A criança foi avaliada por esse instrumento em 14 de dezembro
de 2020 (com 2 anos 6 meses – 30 meses de idade). As questões recebem pontuação “0” para
ausência de anormalidade ou “1” para a presença dela. A pontuação total varia de “0” a “39” para
indivíduos com linguagem verbal e até “34” quando as questões sobre linguagem forem inaplicáveis.
A nota de corte “15” é considerada pontuação padrão ótima para a diferenciação dos TEA de outros
diagnósticos, e acima de “22” pode diferenciar autismo de outras alterações do desenvolvimento.
Em relação ao Claire, a ASQ-3 foi aplicada na faixa etária de 30 meses (2 anos e 6 meses) e
ela obteve a pontuação geral de 210 pontos (40 em comunicação, 40 em motor-grosso, 50 em motor-
fino, 45 em resolução de problemas, 35 em pessoal-social, 10 na investigação geral), ultrapassando
então o indicado como nota de corte/ ponto de risco para o teste (15 pontos) para TEA e para
transtornos de desenvolvimento de maneira geral (22 pontos) em comunicação e pessoal/social. As
notas de corte e as obtidas, em cada área de desenvolvimento, seguem na tabela abaixo:

ÁREA DO NOTA DE CORTE PONTUAÇÃO OBTIDA PELA CRIAÇA NA


DESENVOLVIMENTO ÉPOCA DA APLICAÇÃO (30 MESES)
Comunicação 30-33 40
Motor-Grosso 14-36 40
Motor-Fino 19-25 50
Resolução de Problemas 8-27 45
Pessoal-Social 1-32 35

Resultados do Inventário Portage Operacionalizado (IPO): como tínhamos um questionário


sobre desenvolvimento aplicado já há alguns meses, optou-se pela aplicação de um outro inventário
de desenvolvimento global. O IPO permite que - com relato da família e/ou observação da criança
(no preenchimento pelos pais, na avaliação e em vídeos familiares) – realizem-se registros do
desenvolvimento da criança em várias áreas, como desenvolvimento motor, linguagem, socialização,
autocuidados e cognição).
Simone Prof.ª Drª Simone Ap. Lopes-Herrera

Herrera Fonoaudióloga (CRFa 2 – 7764)


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Doutora em Educação Especial (Autismo)
Livre-Docente em Linguagem Infantil e Fluência pela USP
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Como a criança, na época de preenchimento do inventário pelos pais, estava com 2 anos e 11
meses (35 meses), serão consideradas sempre as habilidades das faixas etárias de 0-1 ano, de 1-2 anos
e de 2-3 anos (por ela estar próximo de completar 36 meses). É considerado que a criança tem
adquiridas as habilidades daquela faixa etária se ela tem domínio superior a 80% (81% - 100%), em
aquisição se tem domínio de 51% - 80% das habilidades de uma faixa etária e são consideradas
habilidades não-adquiridas se estão abaixo de 50% (0-50%).

Em relação ao desenvolvimento motor/motricidade, podemos considerar que a criança tem


adquiridas (de 81-100% de domínio) as habilidades da faixa etária de 0-1 ano (100 %), as de 1-2
anos (100%) e as de 2-3 anos (81,25% de acertos).

Quanto à cognição, na faixa etária de 0-1 ano, a criança, conforme apontado pelos pais no
inventário, apresenta 100% de domínio das habilidades da faixa etária de 0-1 ano e de 1-2 anos,
consideradas então como habilidades adquiridas. No entanto, as habilidades de 2-3 anos ainda são
consideradas em aquisição, dado que há 75% de dominio delas, pelo apontado no inventário para a
faixa etária.

Quanto a socialização, a criança realiza 100% das tarefas propostas no inventário relativas à
faixa etária de 0-1 ano, 92,85% das da faixa de 1-2 anos e 85,71% das habilidades da faixa etária de
2-3 anos, podendo então as habilidades de socialização de todas essas faixas etárias serem
consideradas adquiridas.

Na área de autocuidados, a criança domina – para a faixa etária de 0-1 ano – 76,92% das
habilidades indicadas, sendo as mesmas consideradas ainda em processo de aquisição; para a faixa
etária de 1-2 anos ela apresenta 80% de domínio das habilidades para a faixa etária (sendo
consideradas então como habilidades adquiridas) e, para a faixa etária de 2-3 anos, as habilidades de
autocuidados são consideradas não-adquiridas, pois seu domínio se encontra em 42,30%.

Em relação ao desenvolvimento de linguagem, para as faixas etárias de 0-1 ano e 1-2 anos a
criança apresentou 100% de domínio das respostas apontadas no inventário, mas para a faixa etária
de 2-3 anos a criança apresentou apenas 55,17%, sendo ainda considerado como habilidades em
desenvolvimento.
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Esses dados já nos indicam que há necessidade imediata da intervenção na área da


Fonoaudiologia para desenvolver as habilidades de linguagem, pois já há – mesmo num inventário
que funciona basicamente como uma triagem - um déficit em relação ao desenvolvimento de
linguagem. Junto às dificuldades de cognição e autocuidados apontadas também nesse inventário,
que levam a refletir, como se observa pelo gráfico abaixo, pelo “gap” ou “salto” atípico de
desenvolvimento, na possibilidade de alterações no desenvolvimento que possam estar se
intensificando conforme aumentam as demandas decorrentes do proprio desenvolvimento e também
ambientais, há mais de uma área que merece atenção e cuidado na investigação diagnóstica e na
necessidade de intervenção.

Portanto, pelo Inventário, as áreas de desenvolvimento da criança que estão com maior déficit
são as de Linguagem, Cognição e Autocuidados. Segue um gráfico ilustrativo com a faixa etária da
criança, as habilidades já adquiridas, as áreas em desenvolvimento e as a criança não demonstrou as
habilidades necessárias no momento, conforme legenda.

2-3 ANOS 2-3 ANOS 2-3 ANOS 2-3 ANOS 2-3 ANOS
81,25% 85,71% 42,30%. 75% 55,17%,
1-2 ANOS 1-2 ANOS 1-2 ANOS 1-2 ANOS 1-2 ANOS
100% 92,85% 80% 100% 100%,
0-1 ANO 0-1 ANO 0-1 ANO 0-1 ANO 0-1 ANO
100% 100% 76,92% 100% 100%
MOTOR SOCIAL AUTOCUID COGN LGEM
Legenda:
VERDE – para faixa etária em que a criança se encontra, se ela apresenta 81% ou mais de respostas na faixa etária,
consideramos já adquirido. Para faixa etária menor, deve ter 100% de domínio.
AMARELO – apresenta entre 51 e 80% de respostas na faixa etária, consideramos que está ainda em aquisição das
atividades dessa fase.
VERMELHO – abaixo de 50% de respostas, consideramos que não adquiriu ainda as habilidades.

Resultados do Inventário MacArthur de Desenvolvimento Comunicativo: Primeiras Palavras


e Gestos – este inventário permite o levantamento da compreensão e expressão (se a criança
compreende e/ou fala) de crianças de 8 a 16 meses (a criança avaliada, na época do preenchimento
do inventário, tinha 35 meses) de várias categorias no ambiente doméstico e de convivência familiar
e social da criança pela perspectiva dos pais.
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Há perguntas gerais de primeiros sinais de compreensão, de compreensão de frases, de início


de fala (começando a falar). Em seguida, há uma lista de vocabulário receptivo e expressivo nas
categorias animais, onomatopeias, veículos, brinquedos, roupas, comidas e bebidas, partes do corpo,
móveis e aposentos, utensílios da casa, objetos e lugares fora de casa, jogos e rotinas sociais, assim
como reconhecimento de pessoais e de palavras de ação, estados, qualidades e atributos, palavras
indicativas de tempo, pronomes, perguntas, quantificadores, advérbios e locuções adverbiais. Uma
segunda parte do inventário identifica gestos ou ações que a criança já executa (categoria primeiros
gestos comunicativos, jogos e rotinas, ações com objetos, fingindo ser os pais e imitação de outros
tipos de atividades dos adultos, além de ações de uso de objeto no lugar do outro – estes últimos itens
para identificar simbolismo, variação de papéis e imitação). Os dados referentes às categorias
voabulares são mostrados na tabela a seguir:

CATEGORIA Nº DE ITENS COMPREENDE COMPREENDE NÃO % obtida na


VOCABULAR (total da (em nº) E FALA (em nº) RECONHECE CATEGORIA**
categoria) VOCÁBULO*
[Link] de coisas e 12 1 10 1 91,66%
animais
[Link] 34 4 30 0 100%
[Link]ículos 12 4 8 0 100%
[Link] 10 2 8 0 100%
[Link] 20 7 13 0 100%
[Link] e Bebidas 32 1 31 0 100%
[Link] do Corpo 19 3 16 0 100%
8.Móveis e Aposentos 22 8 14 0 100%
[Link]ílios da casa 32 6 26 0 100%
[Link] e lugares 26 2 21 3 88,46%
fora da casa
[Link] e rotinas 20 4 14 2 90%
sociais
[Link] 18 5 6 7 61,11%
[Link] de ações 56 16 33 6 87,5%
14. Estados 2 0 0 0 0
[Link] e 41 8 17 16 60,97%
atributos
[Link] de tempo 9 6 0 3 66,66%
[Link] 6 4 0 2 66,66%
[Link] 20 14 0 6 70%
[Link], 10 1 8 1 90%
adverbios e locuções
adverbiais
20. Artigos 8 6 2 0 100%
[Link] 9 6 3 0 100%
[Link]ções 3 2 0 1 66,66%
TOTAL 421 110 260 47 87,88%
* corresponde a quando não é indicado que a criança não compreende nem compreende e/ou fala.
** porcentagem analisada quanto à compreensão (compreende + compreende e fala).
Simone Prof.ª Drª Simone Ap. Lopes-Herrera

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O vocabulário receptivo (compreende + compreende e fala) está no total possível do


inventário em 370 palavras, que corresponderia a uma pporcentagem de 87,88%. No entanto, deve
ser ressaltado que esse seria o vocvabulário receptivo esperado para crianças até 16 meses de idade
e, na época da aplicação, a criança apresentava 35 meses. Medidas de vocabulário não são estáticas
e devemos acompanhar o uso desse vocabulário em estruturas sintáticas e narrativas no dia-a-dia
com pares comunicativos da mesma idade e com coerência comunicativa na interação social; no
entanto, ao mesmo tempo, medidas de vocabulário são usadas para acompanhar o déficit
comunicativo e a evoluação não só de linguagem, mas de aprendizagem a longo prazo e esse aspecto
deve ser acompanhado em avaliaçõs futuras não só em relação ao vocabulário receptivo, mas quanto
ao vocabulário expressivo.

Ainda nesse Inventário, no item específico aos Primeiros Gestos Comunicativos, há indicação
de que a criança aponta objetos (mas somente as vezes para solicitar o que deseja, sendo mais
frequente para mostrar algo), compartilha objetos (leva-os até o outro e inicia ação, compartilhando
o mesmo), mas não faz uso do sim (gesto com a cabeça), sendo que as vezes faz uso do gesto do “
não” com a cabeça e gesto do “vem”, do tchau ou manda beijos. Ela faz ações representativas ou
simbólicas (Ex: brincar de fingir ser os pais, usa controle remoto como se fosse o telefone, o
espanador como se fosse varinha mágica e o lençol como fantasma). Em relação a jogos e rotinas
sociais, ela bate palmas, brinca de pega-pega, gosta de dançar e cantarola. Muitos dos itens indicados
no inventário são confirmados com as observações dos vídeos familiares analisados pela avaliadora.
Ressalta-se que sempre as ações são realizadas com adultos e não com pares da mesma idade, dado
o período de isolamento social da pandemia e a inserção recente da criança na escola.

Hipótese diagnóstica fonoaudiológica: no momento da avaliação fonoaudiológica aqui relatada,


foi possível identificar a presença de um transtorno de desenvolvimento de linguagem receptiva e
expressiva secundário, isto é, do qual a base e origem não é apenas a linguagem em si, sendo que
há um risco para presença de um transtorno do espectro do autismo (segundo DSM-5) de nivel I
(que requer suporte leve).
As manifestações que dão suporte a essa hipótese são os relatos relacionados a perda de
habilidades por volta dos 24 meses de idade (parou de responder quando chamada), início de ecolalia
e estereotipias verbais, presença de hiperfoco em letras e números, o fato de apresentar habilidades
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Herrera Fonoaudióloga (CRFa 2 – 7764)


Especialista em Linguagem
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Professora Doutora – Universidade de São Paulo

específicas de leitura desenvolvidas de forma autodidata de maneira espontânea (hiperlexia) e


dificuldades no aspecto social-emocional que perduram em seu desenvolvimento de maneira sempre
limitrofe (no limite entre normalidade e risco leve ao desenvolvimento) desde muito precocemente).
No entanto, o quadro de TEA, para ser diagnosticado, precisa de uma equipe interdisciplinar,
sendo um diagnóstico médico e há a necessidade de acompanhamento e de uma avaliação presencial
de um neurologista ou psiquiatra da infância especializado ou de um centro especializado em TEA
que conte com uma equipe para tal diagnóstico específico e início da intervenção. Acredita-se que –
dado o bom nível de domínio cognitivo – seu desenvolvimento deva ser acompanhado pela
possibilidade de haver altas habilidades associadas ao quadro (mas a equipe de intervenção deve
acompanhar esse desenvolvimento e a idade adequada para realizar tal avaliação neuropsicológica).

Conduta:

(1) Procurar avaliação de centro especializado em TEA ou médico Neurologista ou Psiquiatra


Infantil especializado em TEA para diagnóstico, em posse do relatório de avaliação atual.
(2) Avaliações especificas às àreas de desenvolvimento indicados nessa avaliação: avaliação
cognitiva com psicólogo do desenvolvimento; avaliação da parte de auto-cuidados/vida diária
com terapeuta ocupacional e avaliação presencial com fonoaudióloga para avaliação de
linguagem já direcionada para início da intervenção.
(3) Início imediato da intervenção especializada em TEA, inclusive para acompanhamento de
necessidades específicas já apontadas acima TEA.

Profª Drª Simone Ap. Lopes-Herrera


Fonoaudióloga – CRFª 2 – 7764
Professora Associada
Universidade de São Paulo – USP
São Paulo - Brasil
Contato: 55(14) 981240055

E-mail pessoal:lopesimone@[Link] ou lopesimone@[Link]

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