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Concordância Nominal e Verbal

O documento aborda as regras de concordância nominal e verbal na língua portuguesa, explicando como adjetivos, pronomes, numerais e artigos devem concordar com os substantivos. Ele detalha casos especiais de concordância, como a utilização de adjetivos em relação a substantivos de gêneros diferentes e a concordância em sujeitos compostos. Além disso, menciona verbos impessoais e a concordância com o pronome 'se' em construções verbais.

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Concordância Nominal e Verbal

O documento aborda as regras de concordância nominal e verbal na língua portuguesa, explicando como adjetivos, pronomes, numerais e artigos devem concordar com os substantivos. Ele detalha casos especiais de concordância, como a utilização de adjetivos em relação a substantivos de gêneros diferentes e a concordância em sujeitos compostos. Além disso, menciona verbos impessoais e a concordância com o pronome 'se' em construções verbais.

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Concordância nominal

Concordar o adjetivo, o pronome, o numeral e o artigo com o substantivo a que ele se


refere.

Os (art.) nossos (pron.) dois (num.) brinquedos (subst..) preferidos (adj.) foram
quebrados.

Artigo + pronome + numeral + adjetivo concordam com o substantivo.

Regras especiais:

Se tiver dois substantivos de gêneros diferentes (masculino e feminino),existem duas


formas de concordância, quais sejam:

Um adjetivo referente a vários substantivos

a) Quando o adjetivo vier depois de dois ou mais substantivos do mesmo gênero, há


duas possibilidades de concordância.
O governador recebeu ministro e secretário espanhol.
O espanhol está em singular porque há concordância apenas com o secretário.
Dessa forma, não se pode afirmar que o ministro também é espanhol. No entanto,
há concordância apenas com o secretário. Se fosse o caso de os dois serem
espanhóis, a frase ficaria da seguinte forma: O governador recebeu ministro e
secretário espanhois.
b) Quando o adjetivo vier posposto a dois ou mais substantivos de gêneros
diferentes, também há duas possibilidades de concordância.
Ele apresentou argumento e razão justos.
Argumento é um substantivo masculino e razão feminino. O adjetivo (justos) ficou
no plural masculino para dizer que os dois são justos. Se tiver dois substantivos
de gêneros diferentes, o adjetivo ficará no plural masculino para concordar com
os dois. Se a frase fosse: Ele apresentou argumento e razão justa. Apenas a razão
estaria sendo justa.
c) Quando o adjetivo vier anteposto a dois ou mais substantivos, concordará com o
mais próximo, se funcionar como adjunto adnominal; entretanto se funcionar
como predicativo, haverá duas possibilidades: poderá ir para o plural ou concordar
com o mais próximo.
Quando deslocar o adjetivo para antes do substantivo e tiver um verbo
significativo, ou seja, um verbo de ação, terá uma maneira de concordar: Nunca vi
tamanho desrespeito e ingratidão. Tamanho seria adjunto adnominal.
Com verbo de ligação: Permaneceu fechada a porta e o portão. Fechada concorda
com porta. Como o verbo permanecer é verbo de ligação, ele pode ser colocado
no plural, ficaria assim: Permaneceram fechados a porta e o portão.

Dois adjetivos referentes a um substantivo


Admitem-se duas possibilidades:
Meu professor ensina a língua inglesa e a francesa.
O substantivo fica no singular e põe-se o artigo também antes do segundo adjetivo.
Se tirar o segundo artigo, a frase ficaria assim: Meu professor ensina as línguas inglesa e
francesa. O substantivo fica no plural e omite-se o artigo antes do segundo adjetivo.

Casos particulares de concordância nominal


Não existe feminino de MENOS e nem plural de ALERTA. São advérbios invariáveis.
É proibida a entrada de menores.
É proibido entrada de menores.
As duas frases estão corretas.
Cerveja é bom. Coragem é necessário.
A cerveja é boa. A coragem é necessária.
Percebe-se que a mudança da concordância altera-se com a inclusão do artigo A.

Cinco palavras: bastante, meio, caro, barato, muito


Possuem duas funções:
a) Quanto têm o valor de advérbio ficam invariáveis e sempre no singular.
b) Quanto têm o valor de adjetivo, concordam com o substantivo.

Serviu-nos meia porção de arroz.


Meia está no feminino porque é um numeral.
Conversamos bastantes vezes sobre isso.
Troca o bastante por muito. Então ficaria: Conversamos muitas vezes sobre isso. Se o
bastante trocou pelo muito e foi para o plural, significa que o bastante também é temporal,
porque são palavras equivalentes, sinônimas.
Os automóveis estão caros.
Caros concorda com automóveis, os caracterizando.
As frutas estão baratas.
Baratas concorda com frutas.
Já é meio-dia e meia.
Maria está meio aborrecida.
Quando meio equivaler a um pouco, ele sempre ficará no masculino e no singular.
Os automóveis custam caro.
Caro refere-se ao preço
As laranjas e as bananas custam barato.
Barato refere-se ao preço.
Se tem verbo de ação, ficarão no singular e no masculino.
Os adjetivos: anexo, obrigado, incluso, mesmo, próprio, só, leso, quite concordam com
o substantivo a que se referem.
Anexos aos e-mails vão os documentos.
A carta segue anexa.
Neste caso, pode falar anexada, mas lembrando que anexada é um verbo no
particípio, mas no caso estamos falando sobre advérbios.
Ela mesma redigiu a carta.
Os documentos estão inclusos.
Eles estão sós.
Nesse caso, o só tem função de sozinho (mesmo sentido), ele varia, mas se ele tiver
função de somente, ele é invariável.
Estou quite com você.

O advérbio só (equivalente a somente) e as expressões em anexo e a sós são


invariáveis.
Elas só esperam uma nova oportunidade.
As meninas ficaram a sós no quarto. Equivale a SOMENTE.
Se colocar o EM antes do ANEXO, a palavra ficará invariável.
Leia a carta e veja as fotografias em anexo.
Concordância verbal
Concordância é a igualdade de número e pessoa entre o verbo e o sujeito.
O verbo em função do sujeito a que se refere.

Concordância com sujeito simples


O verbo concordará com o sujeito em número e pessoa mesmo que este venha
deslocado.

Concordância com sujeito composto


Quando o sujeito composto estiver posicionado antes do verbo, este ficará no plural.
João e Carlos deslizaram na pista.
João e Carlos = sujeito composto.

Casos especiais
O verbo pode ficar no singular em dois casos: quando os núcleos são sinônimos e
quando formam uma enumeração gradativa.
A paz e a tranquilidade envolveram-no.
A paz e a tranquilidade envolveu-o.
Como paz e tranquilidade no presente caso são sinônimos, o verbo pode ficar no plural
ou no singular.
Agora quando o sujeito é gradativo, também se pode trabalhar com o verbo no singular ou
no plural.
A angústia, a inquietação, o desespero o dominaram.
A angústia, a inquietação, o desespero o dominou.
Como a sequencia de ideias: angústia, inquietação e desespero estão como núcleo do
sujeito, o verbo pode estar no singular ou plural.

Concordância com sujeito composto


Quando o sujeito composto estiver depois do verbo, este poderá concordar com o
mais próximo ou ficará no plural.
Foi ao parque de diversão o filho, a mãe e o pai.
Foram ao parque de diversão o filho, a mãe e o pai.
Se no sujeito (o filho, a mãe e o pai), o núcleo filho estivesse no plural (os filhos, a mãe e
o pai), obrigatoriamente o verbo deverá ficar no plural, já que ou ele concorda com o
núcleo completo (os filhos, a mãe e o pai) ou ele concorda com o primeiro do núcleo (os
filhos), ficando assim: Foram ao parque de diversão os filhos, a mãe e o pai.

Quando o verbo for constituído por pessoas gramaticais diferentes (eu, nós, tu, eles),
ele ficará no plural.
Eu, tu e seu amigo vamos ao cinema.
Eu, tu e seu amigo = eu, tu e ele
O verbo vamos está no plural e na primeira pessoa (nós) porque o eu está junto ao sujeito.
Tu e seu amigo vais ao cinema?
Tu e seu amigo = tu e ele
Se tem segunda e terceira pessoa (tu e ele), o verbo sempre deve concordar com a
segunda pessoa do plural.

Quando os núcleos do sujeito vierem ligados pela conjunção “ou”, o verbo ficará no
singular se houver a ideia de exclusão. Se houver ideia de inclusão o verbo irá para o
plural.
Pedro ou Antônio será o presidente do clube.
Mamão ou laranja fazem bem a saúde.

Quando o sujeito for formado por um pronome de tratamento o verbo irá sempre para
a 3ª pessoa do singular ou plural.
Vossa Excelência leu meus documentos.

Verbos impessoais
• Verbo HAVER:
É impessoal quando empregado no sentido de existir, fica na 3ª pessoa do
singular e não tem sujeito.
Havia muitos alunos na sala de aula.
Quem havia? Não tem sujeito. Por isso, o verbo HAVER está na terceira pessoa do
singular.
Muitos alunos: objeto direto (não é sujeito)
Deve haver vinte pessoas na sala.
Deve haver: locução verbal (dois verbos juntos), no caso, o verbo deve acompanha
o verbo haver.
• Verbo FAZER:
É impessoal quando empregado na indicação de tempo transcorrido. Nesses
casos, como não tem sujeito fica na 3ª pessoa do singular.
Faz anos que não a vejo.
• Verbo SER:
Quando indicar horas, distância e datas, o verbo ser concordará com o
predicativo. Nesse caso ele é impessoal.
É uma hora.
São três horas.
Daqui até a fazenda é um quilometro.
Daqui até a fazenda são setes quilômetros.
Hoje é dia 12 de outubro.
Hoje são 12 de outubro.

Verbo + pronome “se”


Vendem-se casas.
Vender está no plural porque concorda com casas.
Os vernos transitivos diretos ou os transitivos diretos e indiretos, quando apassivados
pelo pronome “se”, concordam com o sujeito.
Vende-se casa.
Precisa-se de novos funcionários.
Quando tiver “verbo + pronome “se” + preposição (de, no caso)” o verbo sempre ficará no
singular.

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