Português, Informática e Legislação - Curso Fênix
Português, Informática e Legislação - Curso Fênix
ALUNO:___________________________________________________________________________
TURMA:___________________________________
CURSO FÊNIX 2018
DISCIPLINAS:
1- PORTUGUÊS
2- INFORMÁTICA
3- DIREITO CONSTITUCIONAL
4- LEGISLAÇÃO MILITAR
CURSO FÊNIX 2018
Apostila de Língua Portuguesa Ortografia
d) Não se emprega mais o hífen em locuções barata (átona pretônica, tônica, átona postônica)
substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, máquina (tônica, átona postônica, átona postônica)
adverbiais, prepositivas ou conjuntivas.
Exemplos: fim de semana – café com leite – dia a dia, Não confunda acento tônico com acento gráfico. O
etc ... acento tônico está relacionado com intensidade de som
e existe em todas as palavras com duas ou mais sílabas.
e) Quando a segunda palavra começar com “r” ou O acento gráfico existirá em apenas algumas palavras e
“s”, depois de prefixo terminado em vogal, será usado de acordo com regras de acentuação.
retira-se o hífen e essas consoantes são
duplicadas. Quanto aos monossílabos, eles podem ser:
Exemplos:
minissaia, minissérie, semirreta, ultrassom, antessala, a) átonos: não possuem acentuação própria, isto é, são
contrarreforma, etc... pronunciados com pouca intensidade: o, lhe, e, se, a.
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b) tônicos: possuem acentuação própria, isto é, são
pronunciados com muita intensidade: lá, pá, mim, pôs, i(s): júri, júris, lápis, tênis.
tu, lã. us: vírus, bônus.
A distinção entre monossílabo tônico e monossílabo ão(s): órgão(s), sótão (s), ófão (s), bênção (s).
átono depende do contexto, ou seja, eles têm que ser ã (s): órfã(s), ímã (s).
analisados numa frase. Fora do contexto, todos os ps: bíceps, fórceps
monossílabos são tônicos.
Não se acentuam os paroxítonos terminados em ens:
Classificação das palavras quanto à sílaba tônica hifens, polens, jovens, nuvens, homens.
Não se acentuam os prefixos paroxítonos terminados em
Quanto à posição da sílaba tônica, as palavras i ou r: super-homem, inter-helênico, semi-selvagem.
classificam-se em:
1.3. Oxítonas
a) oxítonas: a sílaba tônica é a última sílaba da palavra.
Exemplos: ma-ra-cu-já, ca-fé, re-com-por. São acentuados os vocábulos terminados em:
b) paroxítonas: a sílaba tônica é a penúltima sílaba da a(s ), e(s), o(s): maracujá, ananás, café, você, dominó,
palavra. paletós, vovô, vovó, Paraná.
Exemplos: ca-dei-ra, ca-rá-ter, me-sa. em/ens: armazém, vintém, armazéns, vinténs.
POR QUE - grafa-se separadamente e sem acento: É a relação entre duas ou mais palavras que, apesar de
possuírem significados diferentes, possuem a mesma
a) orações interrogativas diretas (equivale a por que estrutura fonológica - HOMÔNIMOS.
motivo): As homônimas podem ser:
Por que ele saiu?
b) orações interrogativas indiretas (equivale a por que Homógrafas heterofônicas ( ou homógrafas) - são as
motivo): palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia.
Não sei por que ele saiu.
Ex.: gosto ( substantivo) - gosto (1.ª [Link]. pres.
c) pronome relativo (equivale a pelo(a) qual): ind. - verbo gostar)
O caminho por que (pelo qual) passei era difícil. Conserto ( substantivo) - conserto (1.ª [Link]. pres.
ind. - verbo consertar)
POR QUÊ - grafa-se separadamente e com acento,
quando ocorrer no fim de frases interrogativas (equivale
a por que motivo): Homófonas heterográficas ( ou homófonas) - são as
palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita.
Ele saiu cedo, por quê?
Você não aceitou minha sugestão. Por quê? Ex.: cela (substantivo) - sela ( verbo)
Cessão (substantivo) - sessão (substantivo)
PORQUE - grafa-se numa única palavra quando for
empregado como conjunção, geralmente causal ou Cerrar (verbo) - serrar ( verbo)
explicativa. Neste caso pode ser substituído pela
conjuncão pois. É a resposta da pergunta.
Homófonas homográficas ( ou homônimos perfeitos) -
Saí cedo, porque tinha um sério compromisso. são as palavras iguais na pronúncia e na escrita.
Ex.: cura (verbo) - cura ( substantivo)
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Verão ( verbo) - verão ( substantivo)
Cedo ( verbo ) - cedo (advérbio)
Paronímia
Conotação e Denotação
Hiperonímia e Hiponímia
Consiste em formar compostos que ficam lado a Com apenas essas duas classes de palavras, podem-se
lado, ou seja, justapostos, sem que nenhum dos construir frases, tais como:
agregados sofra alteração em sua forma original.
Acidentes acontecem. (substantivo + verbo)
Exemplos: Barulho incomoda. (substantivo + verbo)
passatempo (passa + tempo),
girassol (gira + sol),
couve-flor (couve + flor) 1) SUBSTANTIVO
Pertencem a essa classe todas as palavras que
2) Por Aglutinação designam os seres em geral, as entidades reais ou
imagináveis.
Consiste em formar compostos em que ao menos um
dos elementos agregados sofre alteração em sua forma Exemplos: mesa, lua, luz, fada, centauro, ilusão,
original tristeza.
Exemplos:
aguardente (água + ardente), 2) VERBO
planalto (plano + alto), Pertencem a essa classe as palavras que designam
embora (em + boa + hora) ações, processos que ocorrem com os seres em geral.
Exemplos: Exemplo:
poroso Os dois principais pilotos do Brasil abandonaram a
leve corrida.
giz branco (grupo nominal)
frágil
comprido
O SATÉLITE DO VERBO
(substantivo + adjetivos)
6) ADVÉRBIO
LOCUÇÃO ADJETIVA Como o próprio nome indica, pertencem a essa classe
Trata-se de uma expressão formada de preposição as palavras que se associam ao verbo para indicar as
mais substantivo, qualificadora de outro substantivo. várias circunstâncias que envolvem a ação.
Exemplos: Exemplos:
de madeira suavemente
de tijolo ontem
casa sem porta A aeronave pousou
com varanda aqui
de praia longe
(verbo + advérbios)
(substantivo + locuções adjetivas)
LOCUÇÃO ADVERBIAL
4) NUMERAL Trata-se de uma expressão formada de preposição
Classe que, em princípio, serve para indicar a mais substantivo, modificadora do verbo.
quantidade dos substantivos, quantos são eles (um,
dois, dez, o triplo, o quádruplo, um terço, um quinto). Exemplos:
com suavidade
O numeral ordinal indica em que posição se localiza por acaso
certo substantivo numa escala de números dispostos A aeronave pousou
em série (décimo, trigésimo, centésimo). sem atraso
no deserto
Exemplos: • ao adjetivo
Ayrton Senna era um piloto muito arrojado
Era uma vez um cordeiro e um lobo que bebiam água (substantivo + advérbio + adjetivo)
à beira de um córrego.
Então, o lobo disse para o cordeiro: “Por que está você • a outro advérbio
sujando o córrego em que estou bebendo?” A notícia chegou muito cedo. (verbo + advérbio +
advérbio)
Como se vê, os artigos indefinidos (um) no trecho I
servem para indicar que os substantivos cordeiro, lobo
e córrego não haviam ainda sido citados, tratando-se, 7) PRONOME
pois, de entidades indefinidas. É uma classe de palavras que serve para indicar uma
das três pessoas do discurso ou situar alguma coisa em
No trecho II, os artigos definidos (o) indicam que os relação a essas três pessoas.
três substantivos já são dados como conhecidos por
terem sido anteriormente mencionados. Por convenção, considera-se:
— 1ª pessoa: a que fala;
Observação — 2ª pessoa: aquela com quem se fala;
No interior da frase, a sequência formada pelo — 3ª pessoa: aquela de quem se fala.
substantivo e seus satélites é chamada de grupo
nominal. PRONOME ADJETIVO
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Vem sempre associado a um substantivo da frase. às pessoas do discurso ou situando-o no espaço e
tempo.
Exemplo: O pronome flexiona-se em gênero (masculino
Chegou a sua encomenda. (pronome adjetivo + e feminino), número (singular e plural) e pessoa
substantivo) (primeira, segunda e terceira).
As preposições mais usuais são: Ex: Tome a sua riqueza, e fique com ela. (oblíquo
a, ante, após, até tônico)
com, contra Mamãe mandou me chamar. (oblíquo átono)
de, desde
em, entre Os pronomes ele, ela, nós, vós, eles, elas, quando
para, perante, por precedidos de preposição, são oblíquos tônicos.
sem, sob, sobre.
Pronomes pessoais
9) CONJUNÇÃO Númer Pess Pronom Pronomes oblíquos
Classe de palavras que estabelece conexão entre uma o oa es retos Átonos Tônicos
oração e outra. Sing Primei Eu Me mim, comigo
ular ra Tu te ti, contigo
Exemplo: Segu Ele, Ela o, a, lhe, si, consigo
Só me declararam que o tempo estava bom. nda se
Chegou atrasado, pois seu carro estava no conserto. Tercei
ra
Plura Primei Nós Nos nós, conosco
l ra Vós vos vós,
10) INTERJEIÇÃO Segu Eles, Elas os, as, convosco
Pertencem a essa classe palavras invariáveis que nda lhes, se eles, elas, si,
exprimem, de maneira inarticulada (impossível de Tercei consigo
segmentar), sentimentos e reações de natureza ra
emocional.
B) Após preposição, utilizam-se sempre os pronomes Pronome possessivo é aquele que associa a idéia
oblíquos tônicos mim e ti, nunca eu ou tu. de posse às pessoas do discurso.
Ex: Este problema é entre você e mim. Ex: Meu amigo sofreu muito.
Não há nada entre mim e ele.
Este problema é entre eu e você (ERRADO). Pronomes possessivos
Este problema é entre você e eu. (ERRADO) Pesso Um possuidor Mais de um
a possuidor
C) Empreste seu caderno para mim. (a preposição Uma Mais de Uma Mais de
rege o pronome) coisa uma coisa uma
Empreste seu caderno para eu estudar. (a possuíd coisa Possuíd coisa
preposição rege o verbo) a possuíd a possuíd
a a
Primeir meu, meus, nosso, nossos,
2) Pronome de tratamento: É a palavra (ou a minha minhas nossa nossas
locução) com valor de pronome pessoal. Segun teu, tua teus, tuas vosso, vossos,
da seu, sua seus, vossa vossas
ATENÇÃO: É usado para designar a segunda ou Terceir suas seu, sua seus,
terceira pessoa do discurso, e sempre concorda a suas
com a terceira pessoa.
O pronome concorda em gênero e número
Ex: Você vai estudar ? com a coisa possuída, e em pessoa com o
Vossa Alteza tem algum problema ? (falando possuidor.
com um príncipe)
Sua Alteza está preocupada. (falando de um OBSERVAÇÕES:
príncipe)
A) Para evitar ambiguidades,
podemos utilizar as formas dele, dela,
Singular Plural Uso deles, delas.
Príncipes,
Vossa Alteza Vossas Altezas
duques Ex: João e Maria gritaram quando
(V.A.) ([Link].)
a bala atingiu sua perna.
Vossa Eminência Vossas Eminências Cardeais João e Maria
([Link].ª) ([Link]) gritaram quando a bala
Altas atingiu a perna dele.
Vossa Excelência Vossas Excelências autoridade
([Link].ª) ([Link]) s B) Pronome possessivo adjetivo: Minha casa é
bela.
Reitores Pronome possessivo substantivo: Meu carro é
Vossa Vossas negro. E o seu ?
de
Magnificência Magnificências
universida
([Link].ª) ([Link]) C) Os pronomes oblíquos átonos me, te, lhe,
de
Reis, nos, vos, lhes podem ter valor de
Vossa Majestade Vossas Majestades imperador possessivo.
(V.M.) ([Link].) es
Ex: Beijei-lhe as mãos. = Beijei as suas mãos.
Vossa Vossas
Sacerdotes “Tua nobre presença à lembrança / A grandeza
Reverendíssima Reverendíssimas
([Link]) ([Link]) da pátria nos traz”
Oficiais, = Tua nobre presença traz a grandeza da
Vossa Senhoria Vossas Senhorias funcionári pátria à nossa lembrança.
(V.S.ª) ([Link]) os
graduados “A repulsa estampava-se-lhe nos músculos da
face”. (José Mauro de Vasconcelos)
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= A repulsa estampava-se nos músculos de
sua face. 5) Pronomes Relativos
Se, na segunda oração, for necessária uma A casa onde eu morei. = A casa em que eu morei.
preposição antes do termo substituído pelo pronome
relativo, essa preposição deverá ser colocada antes do Como onde só é utilizado na indicação de lugares,
pronome. expressões como “a festa onde eu conheci você” estão
incorretas, sendo mais adequado “a festa em que eu
Ex: Este é o livro. Eu falei do livro. conheci você”. (Observe que uma festa não é um lugar,
Este é o livro de que eu falei. mas uma ocasião).
Esse é o livro a que eu me referi. (referi-me ao Pronome indefinido é aquele que se refere aos
livro) seres de modo impreciso, indeterminado, genérico.
Minha namorada é a menina com quem eu saí Ex: Alguém estava me seguindo.
ontem. (saí com a menina)
Pronomes indefinidos
O professor ao qual eu entreguei o livro não Variáveis Invariáveis
veio hoje. (entreguei ao professor) Algum, nenhum, todo, outro, alguém, ninguém, tudo,
muito, pouco, certo, vários, outrem, nada, cada, algo,
Não cuspa no prato em que você comeu. tanto, quanto, qualquer, um algures, alhures,
(comeu no prato) nenhures
O filme a que você fez referência é muito
bonito. (referência ao filme) OBSERVAÇÕES
Os remédios dos quais temos necessidade
foram entregues. (necessidade dos remédios) Chamam-se locuções pronominais
indefinidas os grupos de palavras
A regra também é válida para o pronome relativo com valor de pronome indefinido.
cujo(a). Observe:
Ex: quem quer que, cada qual,
O professor a cuja aula faltei esclareceu todo aquele, seja quem for, etc.
minhas dúvidas. (faltei à aula do professor)
7) Pronomes Interrogativos
O técnico de cuja ajuda necessito está aqui.
(necessito da ajuda do técnico) Pronome interrogativo é aquele utilizado para
formular uma pergunta. Os principais são: quem, que,
O estagiário com cujo irmão falei acaba de qual, quanto.
chegar. (falei com o irmão do estagiário)
O presidente sobre cuja vida escrevi faleceu. Ex: Quantos anos você tem ?
(escrevi sobre a vida do presidente) Qual o seu nome ?
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OBSERVAÇÕES
b) Imperativo Afirmativo
A) Pelo próprio caráter da O Imperativo Afirmativo provém do
interrogação, os pronomes Presente do Indicativo e do Presente do Subjuntivo.
interrogativos assemelham-se aos
pronomes indefinidos. Tu e vós provêm do Presente do Indicativo, sem a
desinência -s;
B) Interrogações indiretas: Você, nós e vocês provêm do Presente do
Gostaria de saber quem pintou essa obra. Subjuntivo.
saber = Eu sei / saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, Tu viste - ste = eu vira, tu viras, ele vira, nós
saibam. víramos, vós víreis, eles viram
ser = Eu sou / seja, sejas, seja, sejamos, sejais, sejam. Tu vieste - ste = eu viera, tu vieras, ele viera, nós
viéramos, vós viéreis, eles vieram
haver = Eu hei / haja, hajas, haja, hajamos, hajais,
hajam. Tu puseste – ste = eu pusera, tu puseras, ele
pusera, nós puséramos, vós puséreis, eles puseram
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b) Futuro do Pretérito do Indicativo
b) Futuro do Subjuntivo O Futuro do Pretérito do Indicativo é
O Futuro do Subjuntivo é obtido pela obtido pelo acréscimo ao infinitivo das desinências -ia /
eliminação da desinência -ste da segunda pessoa do ias / ia / íamos / íeis / iam.
singular do pretérito perfeito do indicativo (tu),
acrescentando-se as respectivas desinências número- Por exemplo, veja a conjugação dos verbos cantar,
pessoais. O Futuro do Subjuntivo sempre é iniciado vender e sorrir.
pelas conjunções quando ou se. Por exemplo, veja a
conjugação dos verbos ver, vir e pôr. cantar = eu cantaria, tu cantarias, ele cantaria,
nós cantaríamos, vós cantaríeis, eles cantariam.
Tu viste - ste = quando eu vir, tu vires, ele vir, nós vender = eu venderia, tu venderias, ele venderia,
virmos, vós virdes, eles virem. nós venderíamos, vós venderíeis, eles venderiam.
sorrir = eu sorriria, tu sorririas, ele sorriria, nós
Tu vieste - ste = quando eu vier, tu vieres, ele vier, sorriríamos, vós sorriríeis, eles sorririam.
nós viermos, vós vierdes, eles vierem.
Exceções:
Tu puseste - ste = quando eu puser, tu puseres, ele
puser, nós pusermos, vós puserdes, eles puserem. Os verbos fazer, dizer e trazer são conjugados no
Futuro do Presente e no Futuro do Pretérito, seguindo-
se as mesmas regras acima, porém sem as letras ze,
c) Pretérito Imperfeito do Subjuntivo sendo estruturados, então, assim: far, dir, trar.
O Pretérito Imperfeito do Subjuntivo é
obtido pela eliminação da desinência -ste da segunda fazer = eu farei, tu farás, ele fará, nós faremos, vós
pessoa do singular do pretérito perfeito do fareis, eles farão.
indicativo (tu), acrescentando-se as respectivas dizer = eu diria, tu dirias, ele diria, nós diríamos, vós
desinências do Pretérito Imperfeito do Subjuntivo. diríeis, eles diriam.
O Pretérito Imperfeito do Subjuntivo sempre é trazer = eu trarei, tu trarás, ele trará, nós traremos,
iniciado pelas conjunções caso ou se. Por exemplo, vós trareis, eles trarão.
veja a conjugação dos verbos ver, vir e pôr.
b) Infinitivo Pessoal
Tu viste - ste + sse = se eu visse, tu visses, ele O Infinitivo Pessoal é obtido pelo acréscimo
visse, nós víssemos, vós vísseis, eles vissem. ao infinitivo das desinências / - / es / - / mos / des /
em.
Tu vieste - ste + sse = se eu viesse, tu viesses, ele
viesse, nós viéssemos, vós viésseis, eles viessem. Por exemplo, veja a conjugação dos verbos cantar,
vender e sorrir.
Tu puseste - ste + sse = se eu pusesse, tu
pusesses, ele pusesse, nós puséssemos, vós cantar = era para eu cantar, tu cantares, ele
pusésseis, eles pusessem. cantar, nós cantarmos, vós cantardes, eles
cantarem.
vender = era para eu vender, tu venderes, ele
Tempos derivados do Infinitivo Impessoal vender, nós vendermos, vós venderdes, eles
O Infinitivo Impessoal forma o Futuro do venderem.
Presente do Indicativo, o Futuro do Pretérito do sorrir = era para eu sorrir, tu sorrires, ele sorrir,
Indicativo e o Pretérito Imperfeito do Indicativo. nós sorrirmos, vós sorrirdes, eles sorrirem.
Quando uma pessoa diz "Tomo banho todos Ao analisar um tempo verbal, não se esqueça
os dias", será que naquele exato momento ela está de considerar que ele pode indicar seu valor específico
tomando banho? Não. O verbo está no presente, mas (literal) ou um valor paralelo (não-literal), ou seja, um
sua função é indicar um fato que se repete, um valor decorrente de seu uso no idioma.
presente habitual.
Tomemos o futuro do presente como ele Imagine-se ouvindo alguém dizer ao seu lado:
aparece nos "Dez mandamentos" bíblicos: “O que você espera que eu faço?”... Há algo de
errado nisso aí, não é mesmo?
Amarás a Deus sobre todas as coisas
Observe outro exemplo: “Os professores grevistas
Não tomarás seu santo nome em vão
Guardarás os domingos e feriados poderão sofrer retaliações se não voltassem ao
trabalho.”
Honrarás pai e mãe
Não matarás
Entre a locução verbal da primeira oração
Não pecarás contra a castidade
(verbo auxiliar no futuro do presente do indicativo) e o
Não furtarás ....
verbo da segunda (que se apresenta no pretérito
imperfeito do subjuntivo), não houve “sintonia”, pois,
"Não furtarás", ao pé da letra, significaria enquanto o primeiro indica um fato real (ainda que se
que é proibido furtar no futuro, apenas no futuro, o perceba uma possibilidade, fruto do valor do verbo
que abre a possibilidade de entender que o ato é auxiliar modal: eles poderão sofrer), o segundo verbo
perfeitamente aceitável no presente. Mas, na verdade, apresenta valor hipotética, como se fosse uma
"não furtarás", que é futuro, tem nesse caso o valor suposição (“se não voltassem ao trabalho”).
de imperativo e, como tal, indica que é proibido furtar
em qualquer tempo. Duas formas seriam válidas, a depender do
contexto:
O futuro do presente do indicativo pode ser
empregado numa frase volitiva, que expressa a) “Os professores grevistas poderiam sofrer
vontade, desejo. A idéia de querer, de desejar, às retaliações se não voltassem ao trabalho.” – Nesse
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caso, ambas as construções situam-se no campo da
suposição, da hipótese. Nesse caso, o texto poderia 4) Vozes Verbais
mostrar que os professores voltaram às salas de aula.
Caso não tivessem feito isso, estariam sujeitos a Voz é a forma que o verbo assume para
retaliações. indicar sua relação com o sujeito. Há três tipos
principais:
b) “Os professores grevistas poderão sofrer
retaliações se não voltarem ao trabalho.” – Agora, as a) Voz Ativa: indica que o sujeito pratica a
construções denotam fatos reais. Os professores estão ação verbal (sujeito agente).
em greve (fato) e poderão sofrer retaliações por esse
motivo (fato) caso não retomem suas atividades. Na Ex:
última oração, nota-se o valor condicional do futuro do Eu fiz os exercícios.
subjuntivo. “Em sonho, os pescadores sorriam”.(Cecília
Meireles)
Apresentamos, a seguir, algumas “dobradinhas
clássicas”. b) Voz passiva: indica que o sujeito sofre a
ação verbal (sujeito paciente).
- PRESENTE DO INDICATIVO +
PRESENTE DO SUBJUNTIVO: Ex:
Cantigas de sol e de água eram cantadas
“Quero que você me apresente ao diretor pelas filhinhas de pescadores.
hoje mesmo!”
A voz passiva pode apresentar-se das seguintes
- PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO maneiras:
+ PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO:
Analítica (ser + particípio do verbo
“Pedi que viesse à minha sala.” principal):
“Quando eu passar no vestibular, rasparei a Pelos exemplos acima, pode-se perceber que o
cabeça.” verbo principal apresenta-se conjugado na terceira
pessoa do singular ou plural, de acordo com o
- PRETÉRITO IMPERFEITO DO sujeito paciente.
SUBJUNTIVO + FUTURO DO PRETÉRITO
(simples ou composto) DO INDICATIVO: Observemos que, tanto na forma analítica
quanto na sintética, apenas os verbos transitivos
“Se eu passasse no vestibular, rasparia a diretos e transitivos diretos e indiretos vão para a
cabeça.” voz passiva. Em orações com verbos intransitivos ou
transitivos indiretos ou de ligação, a voz passiva
- PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO não ocorre. Vejamos:
COMPOSTO SUBJUNTIVO + FUTURO DO
PRETÉRITO COMPOSTO DO INDICATIVO:
Precisa-se de encanador.
Vive-se bem lá.
“Se eu tivesse passado no vestibular, teria
Duvida-se dos garotos.
raspado a cabeça.”
Trata-se de bons livros.
Está-se muito feliz nesta casa.
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Neste caso, “se” não é pronome apassivador, e Período simples é aquele constituído por uma
sim, índice de indeterminação do sujeito. única oração, chamada de oração absoluta.
Ex: Nós estávamos tristes.
Conversão voz ativa – voz passiva
Período composto é aquele constituído por duas
Voz ativa – O pescador consertou o barco. ou mais orações.
Ex: Ele disse / que não viria ao encontro.
Ela foi à escola, / voltou para casa / e logo dormiu.
Voz passiva – O barco foi consertado pelo
pescador.
Sintaxe do Período Simples
Aqui, percebe-se que quem executou a ação na I. Sujeito e Predicado
voz ativa tornou-se o agente da voz passiva e o tempo II. Complementos Verbais
verbal permaneceu o mesmo. III. Adjunto Adnominal e Adverbial
IV. Predicativo do Sujeito e do Objeto
Voz ativa com sujeito indeterminado V. Complemento Nominal
VI. Aposto e Vocativo
Condenaram o prisioneiro.
1) Sujeito e Predicado
Voz passiva sem agente
Sujeito é o termo do qual de declara algo em uma
O prisioneiro foi condenado. oração.
Se, na voz ativa, não houver sujeito ou ele for Predicado é o que se declara sobre o sujeito.
indeterminado, não haverá agente da voz passiva.
Exemplos:
c) Voz reflexiva: indica que o sujeito pratica e
Os homens trabalhavam.
sofre a ação verbal (sujeito agente e paciente).
Sujeito Predicado
Ex:
O Rio de Janeiro fica a cinco horas daqui.
Ele se escondeu sob a escada.
Sujeito Predicado
A filha do pescador feriu-se.
Preciso ir embora cedo.
OBSERVAÇÃO: No plural, a voz reflexiva pode Predicado
dar ideia de reciprocidade.
Ex:
Trabalha-se demais naquela região do país.
Os namorados se abraçaram (um ao outro).
Predicado
Os dois pescadores cumprimentaram-se com
muita alegria (um ao outro).
Houve uma grande seca naquela época.
Predicado
Ex: Corri como um louco. (sujeito oculto: eu) Antonio é um bom aluno. Predicado Nominal
Carla e Maria estão doentes. Entretanto, insistiram em Predicativo do Sujeito: um bom aluno
vir à aula. (Sujeito oculto: Carla e Maria)
Ele estava triste. Predicado Nominal
Sujeito Indeterminado: é o sujeito que não se Predicativo do Sujeito: triste
pode ou não se quer determinar. Ocorre
indeterminação do sujeito em orações: Nos exemplos acima, observe que o verbo não indica
uma ação, isto é, não é significativo. Sua única função
- com verbo na terceira pessoa do plural (desde que o é ligar o sujeito à sua característica. Tais verbos são
sujeito não tenha sido especificado anteriormente): chamados verbos de ligação.
Bateram à porta.
Principais verbos de ligação
- com verbo na terceira pessoa do singular + pronome ser, estar, permanecer, ficar, tornar-se,
“se”: Precisa-se de apoio. parecer, andar, continuar
(construção típica de verbos que não apresentam
complemento direto)
c) Predicado Verbo-Nominal (PVN)
Sujeito Inexistente: ocorre em frases em que só
Predicado Verbo-Nominal é aquele que tem como
há predicado. A oração sem sujeito ocorre a partir de
núcleos significativos um nome e um verbo. O nome
um verbo impessoal (aquele que não admite sujeito).
é um predicativo e o verbo necessariamente indica
São verbos impessoais:
ação.
- verbos que indicam fenômenos da natureza:
Neste caso, o predicativo pode referir-se ao sujeito ou
Amanheceu repentinamente. Choveu todo o dia.
ao complemento verbal (objeto), sendo,
respectivamente, predicativo do sujeito ou
- verbos ser, estar, fazer, haver, indicando tempo
predicativo do objeto.
meteorológico ou cronológico:
Faz frio nessa época do ano.
Exemplos:
Há tempos que não o vejo.
Deve fazer meses que não a vejo.
Ex: O dia amanheceu ensolarado. PVN
É cedo. Está tarde.
Núcleo verbal: amanheceu (verbo que indica
São três horas.
ação)
Núcleo nominal: ensolarado (predicativo do
- verbo haver no sentido de existir:
sujeito)
Havia bons motivos para que nos separássemos.
Poderia haver muitos problemas.
Eu estudei preocupado. PVN
Núcleo verbal: estudei (verbo que indica ação)
Núcleo nominal: preocupado (predicativo do
Estudo do Predicado
sujeito)
a) Predicado Verbal (PV)
Os professores julgam os alunos inteligentes.
PVN
Predicado verbal é aquele cujo núcleo significativo é
Núcleo verbal: julgam (verbo que indica ação)
um verbo. Para ser núcleo do predicado, o verbo deve
Núcleo nominal: inteligentes (predicativo do
indicar uma ação. Verbos que indicam ações são ditos
objeto)
verbos significativos ou verbos nocionais.
Objeto: os alunos
Ex: Os homens trabalhavam muito. Predicado Verbal
2) Complementos Verbais
Chove muito nesta época do ano. Predicado Verbal
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Necessitam de complemento os verbos que indicam Bebeu o quê ? muita água objeto
ação (verbos significativos ou nocionais). Esses verbos
fazem parte de predicados verbais ou verbo-nominais. Pergunte ao verbo transitivo indireto:
“(verbo+prep) o quê ?” ou “(verbo+prep) quem
?”
Os verbos de ligação não necessitam de complemento, Ex: Gostei daquela festa.
pois servem apenas para ligar o predicativo ao sujeito. Gostei de quê ? daquela festa objeto
São aqueles cujo sentido requer um objeto direto. Um mesmo verbo pode ter transitividades diferentes
em diferentes frases.
b) Verbos Transitivos Indiretos (VTI) Algumas vezes, o objeto direto vem precedido
de preposição. Isso ocorre em função de recursos
São aqueles cujo sentido requer um objeto indireto. estilísticos ou para evitar ambigüidade, e não por
exigência do verbo.
Objeto Indireto (OI) é o complemento que se Ex: Não bebo dessa água.
liga indiretamente (através de preposição) VTD OD prep
a um verbo transitivo.
Casos em que ocorre normalmente o objeto direto
preposicionado:
Ex: Preciso de ajuda. Gosto de você. Falei com ela.
VTI OI VTI OI VTI a) para evitar ambigüidades:
OI O leão matou o caçador. Ao leão matou o caçador.
Sujeito VTD OD ODp VTD
Sujeito
c) Verbos Transitivos Diretos e Indiretos (VTDI)
São aqueles cujo sentido requer um objeto direto e um b) com pronomes oblíquos tônicos (a preposição é
objeto indireto. obrigatória por exigência do pronome) :
“Nem ele entende a nós, nem nós a ele.” (Camões)
Ex: Pedi ajuda a meu colega. Disse-lhe tudo. VTD ODp ODp
VTDI OD OI VTDI OI OD
c) com nomes próprios referindo-se a seres, com
d) Verbos Intransitivos (VI) pronomes indefinidos referindo-se a pessoa ou
São aqueles cujo sentido não necessita de um objeto. com pronomes de tratamento:
Ex: Ama a Deus. Não odeies a
Ex: Os preços subiram. Ocorreu um acidente. ninguém.
VI VI Não quero cansar a Vossa Senhoria.
Observações
iv) Pronomes pessoais oblíquos
i) Método prático para determinação do objeto
Os pronomes o, a, os, as, quando exercem função de
Pergunte ao verbo transitivo direto: objeto, são sempre objeto direto.
“(verbo) o quê ?’” ou “(verbo) quem ?”
Ex: Ela bebeu muita água.
CURSO FÊNIX 2018
Os pronomes lhe, lhes, quando exercem função de h) Dúvida: Talvez haja alguns problemas.
objeto, são sempre objeto indireto. i) Finalidade: Leio muito para aumentar minha
cultura.
Os demais pronomes pessoais oblíquos podem ser j) Meio: Viajarei de ônibus.
objetos diretos ou indiretos, de acordo com a frase.
k) Companhia: Fui ao museu com meus amigos.
Ex: Eu a encontrei na escola. l) Instrumento: Redações devem ser escritas à
OD VTD caneta.
m) Assunto: Falarei com ele sobre o ocorrido.
Pedi-lhe um minuto de atenção.
VTDI OI OD Note que nem sempre é possível determinar
precisamente a circunstância expressa pelo adjunto
adverbial. Ex: Gostaria de vê-lo novamente.
Os pronomes pessoais oblíquos podem contrair-se para
formar simultaneamente um OD e um OI.
4) Adjunto Adnominal
Ex: Entreguei o projeto ao avaliador.
VTDI OD OI
Adjunto Adnominal é o termo que caracteriza um
Entreguei-o ao avaliador. substantivo sem intermediação de um verbo.
VTDI OD OI
Adjunto adnominal é uma função adjetiva, isto é,
Entreguei-lhe o projeto. desempenhada por adjetivos, artigos, pronomes
VTDI OI OD adjetivos e numerais adjetivos.
Entreguei-lho. lho (OI e OD)= lhe (OI) + o (OD) Um substantivo desempenhando qualquer função
VTDI sintática pode ser caracterizado por adjuntos
adnominais.
3) Adjunto Adverbial
Exemplos:
Adjunto Adverbial é o termo que indica uma A nova casa está pronta.
circunstância em que ocorre o processo verbal ou o Sujeito: A nova casa, Núcleo: casa, [Link].: A, nova
termo que intensifica o adjetivo, o verbo ou o
advérbio. Não gosto do seu tom de voz.
OI: do seu tom de voz, Núcleo: tom, [Link].: o, seu,
Adjunto adverbial é uma função adverbial, isto é, de voz
desempenhada por advérbios (e locuções adverbiais).
Nossa amizade vai superar todos os obstáculos.
Ex: Eu gosto muito de você. Sujeito: Nossa amizade, Núcleo: amizade, [Link]:
Ele é muito inteligente. nossa
Eu cheguei muito tarde. OD:todos os obstáculos, Núcleo:obstáculos,
[Link]:todos,os
Nas frases acima, muito é adjunto adverbial,
intensificando, respectivamente, a forma verbal gosto, Os adjuntos adnominais de fato fazem parte do
o adjetivo inteligente e o advérbio tarde. mesmo termo sintático que tem o substantivo como
núcleo. Para confirmar isso, observe que, quando
Exemplos de circunstâncias expressas pelo substituímos esse termo por um pronome substantivo,
adjunto adverbial tanto o núcleo quanto os adjuntos adnominais são
substituídos.
a) Tempo: Amanhã eu falarei com ele. Nossa amizade vai superar todos os obstáculos.
b) Modo: Marina pediu-me gentilmente que fosse Ela vai superá-los.
vê-la.
Os pronomes pessoais oblíquos podem exercer
c) Lugar: Estão todos aqui ?
função de adjunto adnominal, quando substituem um
d) Intensidade: Ele falou muito. pronome possessivo. Observe:
e) Causa: Devido à chuva escassa, muitas plantas
morreram. Ele roubou-me o relógio.
f) Afirmação: Certamente atenderei ao pedido. OD: o relógio, NOD: relógio, [Link]: me, o
g) Negação: Não podemos esquecer de nossas
responsabilidades. Ele roubou o meu relógio.
CURSO FÊNIX 2018
OD: o meu relógio, NOD: relógio, [Link]: o, O predicativo do objeto é um dos núcleos do predicado
meu verbo-nominal.
Exemplo:
O predicativo do sujeito foi visto durante o estudo da
classificação do predicado (capítulo II), e será O juiz julgou o réu culpado.
estudado de forma mais aprofundada neste capítulo, Sujeito: O juiz, VTD: julgou, OD: o réu,
no qual também será estudado o predicativo do objeto. Predicativo do Objeto: culpado
Núcleos do predicado: julgou, culpado
6) Complemento Nominal
Exemplos:
O complemento nominal sempre é um termo Aposto é o termo que retoma o termo anterior da
composto, iniciado por preposição. Assim, adjetivos, frase, explicando-o, desenvolvendo-o ou resumindo-o
pronomes adjetivos, numerais adjetivos e artigos não ou especificando-o.
podem ser complementos nominais.
Ex: Castro Alves, o poeta dos escravos, é um
O adjunto adnominal dá a idéia de um termo ativo, grande representante do romantismo brasileiro.
enquanto o complemento nominal dá a idéia de um
termo passivo. Na oração acima, o poeta dos escravos exerce função
de aposto, pois retoma o termo anterior, Castro Alves,
O respeito dos pais é importante. explicando-o.
Adjunto Adnominal: dos pais
Classificação do Aposto
O respeito aos pais é importante.
Complemento Nominal: aos pais O aposto é classificado de acordo com sua relação com
o termo ao qual se refere.
Observe que, na primeira frase, os pais respeitam e, na
segunda, os pais são respeitados. a) Explicativo: explica o termo a que se refere.
O estado de São Paulo é o mais rico do Brasil. “Fora, mancha maldita!” (“Macbeth”, Shakespeare)
Aposto: de São Paulo
“Meu caro amigo, me perdoe por favor / Se eu não
O aposto especificativo normalmente é um substantivo lhe faço uma visita” (Chico Buarque)
próprio que individualiza um substantivo comum, ao
qual se liga diretamente ou através de preposição. Observações
Sugestão de procedimento para efetuar análise Ex: Ela pediu / que eu fosse ao seu encontro.
sintática do período simples Principal Subordinada
Período composto por subordinação
1. Identificar o verbo (ou locução verbal).
2. Identificar a voz verbal Há períodos compostos em que os dois processos se
3. Identificar o sujeito e o predicado. verificam.
4. Classificar o sujeito, identificando seu núcleo. Ex: Eu soube / que ele viria / e arrumei a casa.
5. Identificar, no sujeito, os adjuntos adnominais e (1) (2) (3)
complementos nominais.
6. Para classificar o predicado: A oração (1) é principal em relação à oração (2), que é
subordinada à oração (1). A oração (1) e a oração (3)
verificar se há predicativo do sujeito e se os são coordenadas. Portanto, o período é composto por
verbos são significativos (indicam ação). coordenação e subordinação.
identificar os objetos.
identificar os predicativos do objeto.
Classificação das Orações
identificar os núcleos do predicado (predicativos
e verbos significativos), classificando-o. Oração absoluta
7. Identificar, no predicado, os adjuntos adnominais e
adverbiais Orações coordenadas:
8. Identificar os apostos e os vocativos. Assindéticas ou Sindéticas
Sindéticas: Aditiva, Adversativa, Alternativa,
Explicativa, Conclusiva
Observações Importantes
Oração principal
1. Identificando-se o sujeito da frase, tudo o que
sobra é predicado, à exceção do vocativo. Orações subordinadas:
2. Os únicos termos que fazem parte do sujeito são Substantivas, Adjetivas ou Adverbiais
o(s) núcleo(s) do sujeito e os adjuntos adnominais
e complementos nominais referentes a esse(s) - Substantivas: Subjetiva, Objetiva Direta,
núcleo(s). Os demais termos pertencem ao Objetiva Indireta, Predicativa, Apositiva,
predicado. Completiva Nominal
3. Os termos do sujeito nunca podem vir separados.
Os do predicado, sim. - Adjetivas: Restritiva, Explicativa
4. O vocativo é o único termo que não faz parte nem
- Adverbiais: Causal, Comparativa, Concessiva,
do sujeito, nem do predicado.
Condicional, Consecutiva, Conformativa, Final,
5. Adjuntos adnominais e complementos nominais Temporal, Proporcional
são os únicos termos que podem fazer parte de
outro termo que não seja essencial (por exemplo,
um adjunto adnominal pode fazer parte de um Período Composto por Subordinação
objeto direto).
Oração subordinada é aquela que exerce uma
Sintaxe do Período Composto função sintática em uma oração principal.
As orações que compõem o período composto podem As orações subordinadas são classificadas de acordo
relacionar-se por coordenação ou por subordinação. com a função sintática que desempenham: classificam-
se em substantivas, adjetivas ou adverbiais,
Ocorre coordenação quando as orações, chamadas conforme exerçam funções sintáticas características de
de orações coordenadas, são independentes substantivo, adjetivo ou advérbio, respectivamente.
sintaticamente.
CURSO FÊNIX 2018
Exemplos:
a) Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
1. Eu queria a sua ajuda.
O trabalhador / que se esforça / terá sua recompensa. Há três estruturas típicas para a oração principal:
Orações desenvolvidas são introduzidas por [Link] Or. Sub. Subst. Subjetiva
conjunção ou por pronome relativo. Parece / que todos comparecerão à cerimônia.
Convém / que haja novas reformas.
Ocorre / que nem todos concordamos com isso.
Orações reduzidas apresentam verbo em uma
de suas formas nominais (infinitivo, gerúndio
ou particípio) e não são introduzidas por b) Oração Subordinada Substantiva Objetiva
conjunção nem por pronome. Direta
Oração predicativa é aquela que exerce a função de Orações explicativas são aquelas que explicam o
predicativo do sujeito da oração principal. termo anterior, acrescentando informações ou
realçando uma característica.
A verdade é / que ninguém confia naquele deputado.
OP Or. Sub. Subst. Predicativa
Exemplos:
e) Oração Subordinada Substantiva Apositiva
O professor que ensina bem é respeitado pelos alunos.
Oração apositiva é aquela que exerce a função de Or. Sub. Adj. Restritiva
aposto de um termo da oração principal.
Há uma única saída: / fugir. O país, que passa por dificuldades, conta com o apoio
OP Or. Sub. Subst. da população.
Apositiva
Or. Sub. Adj. Explicativa
f) Oração Subordinada Substantiva Completiva
Nominal
Observe que as orações explicativas sempre vêm
separadas por vírgula da oração principal, e as orações
Oração completiva nominal é aquela que exerce a restritivas não.
função de complemento nominal de um termo da
oração principal. b) Funções Sintáticas dos Pronomes Relativos
Observação sobre pontuação Ex: A criança corria. A criança estava com o pai.
A criança que estava com o pai corria.
Dentre as orações subordinadas substantivas, apenas Or. Sub. Adjetiva: que estava com o pai
as orações apositivas podem vir separadas por vírgula
(ou por dois pontos) da oração principal. Isso ocorre
porque sujeitos, objetos e complementos nunca são A casa era bonita. Eu fiquei na casa.
separados por vírgula dos termos a que estão ligados. A casa onde fiquei era bonita.
Or. Sub. Adjetiva: onde fiquei
2) Oração Subordinada Adjetiva
O pronome relativo exerce na oração subordinada uma
a) Orações Subordinadas Adjetivas função sintática correspondente à função sintática do
termo que ele substitui. Por exemplo:
As orações subordinadas adjetivas classificam-se em Oração Principal: A menina parecia-se com você.
restritivas e explicativas.
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Oração Subordinada Adjetiva Restritiva: que eu A. Adv. de modo: Não gostei da forma como você
vi. foi atendido.
Sujeito: eu, VTD: vi, OD: que
Encontramos um dos filhos de Maria, o qual estuda Ex: Eu vi você à noite. (Período Simples)
em São Paulo.
[Link]. de tempo: à noite
Objeto Direto: O país que visitei estava em guerra.
Eu vi você / ao anoitecer. (Período Composto)
Objeto Indireto: O médico a quem entreguei os
exames tranqüilizou-nos. Oração Principal: Eu vi você.
Predicativo: Lembro-me com saudade das crianças Oração Subordinada Adverbial: ao anoitecer.
que nós éramos.
As orações subordinadas adverbiais são classificadas
Complemento Nominal: A pessoa a quem fiz de acordo com a circunstância que estabelecem.
referência não estava presente.
As orações subordinadas adverbiais são introduzidas
Agente da Passiva: O policial por quem fomos por conjunções subordinativas circunstanciais.
salvos recebeu uma medalha.
Conjunções Subordinativas Circunstanciais
Adjunto Adverbial: O lugar em que vivo é muito
1. Causais porque, uma vez que, pois, já
bonito.
(causa) que, como, ...
Observe que o pronome relativo “quem” sempre é 2. Comparativas como, assim como, tal qual, bem
precedido de preposição. (comparação) como, maior...que, ...
Pronome “cujo” (e flexões) ainda que, embora, posto que,
3. Concessivas
mesmo que, por mais que,
“Cujo” estabelece uma relação de posse entre o (concessão)
se bem que,...
antecedente e o termo que especifica. Sua função
principal é de adjunto adnominal. Em alguns casos, 4. Condicionais se, caso, contanto que, dado
pode ser também complemento nominal. (condição) que, desde que,...
5. Consecutivas
Adjunto Adnominal: O autor cujos livros admiro de forma que, de modo que, ...
(conseqüência)
fez uma palestra ontem. (livros do autor)
6. Conformativas como, conforme, segundo, de
(conformidade) acordo com, ...
Complemento Nominal: Os salários, cujo
aumento foi adiado, são a causa da greve. 7. Finais
para que, a fim de que, ...
(aumento dos salários) (finalidade)
quando, enquanto, desde que,
Pronomes “onde”, “quando” e “como” 8. Temporais logo que, sempre que,
(tempo)
apenas, mal, ...
Esses pronomes exercem essencialmente função de
adjunto adverbial. 9. Proporcionais à medida que, quanto
(proporção) mais...mais, à proporção que, ...
A. Adv. de lugar: O país onde vivo é um dos
maiores do mundo. a. Orações Subordinadas Adverbiais Causais:
Faltei à aula / porque fui ao médico.
A. Adv. de tempo: No instante quando começamos Como estava atrasado, / não consegui sentar-se.
a amar, tudo parece melhor.
b. Or. Sub. Adv. Comparativas:
CURSO FÊNIX 2018
Vive / tal qual um tubarão. Orações coordenadas sindéticas são aquelas
Ele é forte / como um touro. ligadas por conjunção.
c. Or. Sub. Adv. Concessivas: Ex: Eu estive em sua casa, mas não o vi.
Embora se sentisse mal, / não faltou à reunião.
Ainda que consiga boas notas, / não se classificará. As conjunções que introduzem as orações coordenadas
sindéticas são chamadas de conjunções
d. Or. Sub. Adv. Condicionais: coordenativas.
Sairei de férias, / desde que consiga um substituto.
Se for convidado, / irei a São Paulo. Conjunções coordenativas são aquelas que
relacionam termos de mesmo valor e função.
e. Or. Sub. Adv. Consecutivas:
Correu tanto / que desmaiou
Trabalhou muito, / de forma que enriqueceu.
Conjunções Coordenativas
f. Or. Sub. Adv. Conformativas: 1. Aditivas e, nem, nem...nem,
Fiz o trabalho / como recomendaram. (adição) não só...mas também
Farei tudo / conforme ela pediu.
2. Adversativas mas, porém, contudo,
g. Or. Sub. Adv. Finais: (oposição) todavia, entretanto
Dei o sinal / para que o jogo começasse. 3. Alternativas ou, ora...ora,
Sentou-se no fundo do auditório, / a fim de que (alternância) quer...quer,seja...seja
ninguém o visse.
4. Conclusivas logo, portanto, assim, pois,
h. Or. Sub. Adv. Temporais: (conclusão) então, por conseguinte, por isso
Deixou a fazenda / tão logo amanheceu. 5. Explicativas
Antes de ir, / ela deu-me um beijo de despedida. pois, porque, que
(explicação)
Ex: Ex:
O tempo não é, meu amigo, aquilo que você pensou.
Amigos, não há amigos. Não se imaginava que a propaganda seria tão
agressiva.
3) Para separar o aposto do termo fundamental
CURSO FÊNIX 2018
2) Subordinadas Adjetivas
Observações:
Usa-se a vírgula para isolar orações adjetivas a) As conjunções e e nem dispensam a vírgula, quando
explicativas. Já as restritivas não são separadas por ligam orações, palavras, ou expressões de pequena
vírgula. extensão.
Ex: Ex:
Brasília, que é capital do Brasil, foi fundada em 1960. Casou e viajou;
A beleza, que é fonte de amor, é também a fonte de Ela não ouve nem fala.
desgraças do mundo.
Pode, contudo, aparecer um termo anterior separado
As orações em destaque acima são orações por vírgula.
subordinadas adjetivas explicativas
Casou, contrariado, e viajou.
São raros os programas de TV que trazem algum Ela não ouve nada, nada mesmo, nem fala.
proveito
b) Antes de não antecedido de mas subtendido usa-se
As oração em destaque acima é oração vírgula:
subordinada adjetiva restritiva
Ex:
Os lobos mudam seu pêlo, não seu coração.
Na discussão, você ganha ou perde amigos, não
3) Subordinadas Adverbiais argumentos.
(=... perde amigos, mas não argumentos.)
Sempre é correto o uso da vírgula entre as subordinadas
adverbiais e a oração principal.
c) Frases semelhantes podem aparecer com a
conjunção e clara, equivalente a mas.
Ex:
Ex:
Sejamos sinceros, porém, evitemos empregar com rigor
Quando conhecemos uma pessoa, conhecemo-la os
a franqueza que, muito embora seja uma bela
olhos, e não o coração.
virtude, poderá tornar-se mais prejudicial do que
Ela fuma, e não traga.
benéfica.
d) Usa-se a vírgula para separar orações iniciadas pela
Se a situação for adversa, chame a polícia.
conjunção e, quando os sujeitos forem diferentes
OBS: para as subordinadas reduzidas, valem as
Ex:
mesmas normas das demais orações
Tirai do mundo a mulher, e a ambição desaparecerá de
subordinadas.
todas as almas generosas.
Quantas vezes uma vírgula modifica uma sentença, e
uma palavra pode destruir uma grande e velha amizade!
4) Orações Coordenadas
A mulher aceita o homem por amor ao casamento, e o
homem tolera o matrimônio por amor à mulher.
As assindéticas separam-se por vírgula entre
si:
PONTO-E-VÍRGULA
Ex:
O ponto-e-vírgula marca pausa maior que a vírgula e
Pagou o recado, leu-o, disparou para a rua.
menor que a do ponto.
Quanto às coordenadas sindéticas, exceto as
1) Não se usa ponto-e-vírgula separando
aditivas com e e nem, é sempre correto o emprego
elementos de um período simples
da vírgula.
2) Não se usa ponto-e-vírgula para separar
Ex;
oração subordinada da oração principal
A beleza empolga a vista, mas o mérito conquista a
alma.
SOMENTE SE UTILIZA O PONTO-E-VÍRGULA
Não chore, que será pior.
PARA SEPARAR ORAÇÕES COORDENADAS,
O lago está na minha fazenda, portanto me pertence.
QUANDO HOUVER A NECESSIDADE DE
Ou fosse do cansaço, ou do livro, antes de chegar ao
ENFATIZAR A COMPARAÇÃO OU O CONTRASTE.
fim da segunda página, adormeci também. (Machado de
Assis)
Ex:
CURSO FÊNIX 2018
1) Advérbio
Vocês, sem exceção, basearam-se em hipóteses; eu,
porém, apoiei-me em fatos. Exemplo:
Não me arrependo de nada.
Os dois primeiros anos do seu rumoroso governo foram Advérbio
pautados pela exibição de suas façanhas atléticas e
política; o terceiro (e último) foi consumido por Hoje lhe contaram vários segredos.
denúncias e patifarias. Advérbio
2) Pronomes Relativos
DOIS PONTOS
Exemplo:
Saio com pessoas que me agradam.
Usa-se principalmente nestes casos:
3) Indefinidos
1) Antes ou depois de uma enumeração
Exemplo:
Ex: Ninguém me deu apoio.
Neste clube pratica-se: futebol, natação, voleibol,
tênis e basquetebol. 4) Demonstrativo
Futebol, tênis, basquetebol, natação: são as
modalidades praticadas no clube. Exemplo:
Isso me deixou irritado.
2) Antes de citações Aquilo me dá arrepios.
Ex: Exemplo:
Edgar não dá esmolas por ser caridoso: quer ver seu Como se faz isso?
nome nos jornais! Quem lhe deu o caderno?
Fiquei curioso: circulara o boato da renúncia do
presidente. 7) Frases exclamativas
Não foi a razão que motivou esta ternura: foi a
amizade.(Camilo Castelo Branco) Exemplo:
Isso me deixou feliz!
Esse tipo de colocação pronominal é utilizada quando há - Com infinitivo não flexionado precedido de palavra
palavras que atraiam o pronome para antes do verbo. negativa ou preposição.
Tais palavras são: Exemplo: Vim para te ajudar.
Vim para ajudar-te.
CURSO FÊNIX 2018
Perder » perde-lo.
Exemplo: Exemplo:
Crase facultativa
Exemplos:
II. Substituir o "a" por para ou para a. Se aparecer 3. Depois da preposição até:
para a, ocorre a crase: Dirija-se até à (a) porta.
1. Casa
Contarei uma estória a você.
(Contarei uma estória para você.)
Quando a palavra casa é empregada no sentido de lar
Fui à Holanda e não vem determinada por nenhum adjunto
(Fui para a Holanda) adnominal, não ocorre a crase.
Observação: se o coletivo vier especificado o verbo 12. os núcleos do sujeito são infinitivos
pode ficar no singular ou ir para o plural. O verbo vai para o plural se os infinitivos forem
determinados por artigos. Caso os infinitivos não
Exemplo: aparecerem determinados o verbo poderá ficar no
A equipe de cinegrafistas acompanhou o protesto dos singular.
professores pelas ruas do Recife.
A equipe de cinegrafistas acompanharam o protesto Exemplo: Correr e caminhar é um ótimo exercício.
dos professores pelas ruas do Recife.
13. Verbo com a partícula apassivadora SE
8. sujeito é substantivo que só tem plural. O verbo normalmente concorda com o sujeito.
Quando o sujeito é um substantivo usado somente no
plural, há duas possibilidades: Exemplo:
Vende-se uma geladeira.
a) se o substantivo não vier precedido de artigo fica no Vendem-se carros.
singular.
Exemplo: Estados Unidos é a maior potência econômica 14. Verbo com índice de indeterminação do
do mundo. sujeito.
O verbo fica na 3ª pessoa do singular e a partícula a SE
b) se o substantivo for precedido de artigo, o verbo vai está ligada a um verbo transitivo indireto ou intransitivo.
para o plural.
Exemplo: As Minas Gerais possuem grandes paisagens Exemplo:
naturais. Precisa-se de pedreiros.
10. sujeito são os pronomes relativos QUE e QUEM Um e outro, nem um nem outro, nem... nem...
O verbo concorda preferencialmente no plural.
a) se o sujeito for o pronome relativo QUE, o verbo
concordará em número e pessoa com o antecedente do Exemplo: Um e outro permaneciam
pronome. aguardando a chamada.
Exemplo: Exemplo:
Ainda falta comprar vários livros.
CURSO FÊNIX 2018
Grande número de empresários se revoltou
contra o governo. Exemplo: Choviam lágrimas de seus olhos.
A maioria das pessoas protestaram contra o
aumento da energia elétrica. Popularmente é comum usar o verbo TER como
impessoal no lugar de haver ou existir.
Quais de vós, quantos de nós, alguns de nós
O verbo concordará com os pronomes nós ou Exemplo: Tem cinco anos que moravam em
vós ou concordar na 3ª pessoa do plural. Portugal.
17. Concordância dos verbos DAR, SOAR, BATER Quando aparece nas expressões é muito, é
Esses verbos concordam regularmente com o sujeito, a pouco, é bastante o verbo SER fica no singular,
não ser que sejam usadas outras palavras como sujeito. quando indicar quantidade, distância, medida.
"Tinha as espáduas e o colo feitos de encomenda para Vós mesmos sois os responsáveis.
os vestidos decotados" Elas mesmas fizeram os trabalhos.
"Acharia ele, porventura, a vida e o repouso íntimos."(A. Ela própria comprou tudo.
Herculano) Eles próprios se interrogavam.
"Render o preito e a homenagem devida." (C. Ribeiro) Vocês permanecem sós.
2ª) Anteposto aos substantivos, o adjetivo Nota: quando mesmo equivale a realmente, de fato; e
concorda, em geral, com o mais próximo. só, a somente, não variam.
O rio e o deserto estavam sonolentos. "Olhou para as suas terras e viu-as incultas e
maninhas."(Clarice Lispector)
A família e a fortuna seriam concorrentes.
CURSO FÊNIX 2018
2ª) Quando o objeto é composto e constituído por manco de; manso de; mau com, para, para com;
elementos do mesmo gênero, o adjetivo flexiona- mediano de, em; necessário a; nobre de, em, por;
se no plural e no gênero dos objetos. oblíquo a; oposto a; pálido de; pertinaz em; possuído
de; querido de, por; rijo de; sábio em; tardo a; temeroso
Imaginaste eternas a vida e a fantasia. de; único em; útil a, para; vazio de.
Observação:
Amor é fogo que arde sem se ver.
Como a comparação está subentendida,
temos uma metáfora.
Amor é como um fogo que arde sem se ver.
Como a comparação é explicitada pelo
conector “como”, temos uma símile ou comparação.
2. Catacrese
Trata-se de uma “metáfora desgastada”. O uso
desse sentido figurativo já se tornou tão usual que não
é necessário um esforço de interpretação. É tão
comum que não há mais um equivalente literal que
possa traduzir essa figura.
Exemplos:
Manga da camisa.
Dente de alho
Asa da xícara
Barriga da perna 5. Sinédoque
Perna da mesa. É um tipo particular de metonímia, em que há
3. Comparação ou Símile a substituição do todo pela parte.
1. Hipérbole
3. Ironia
Transmite-se com a hipérbole a ideia do
exagero, de forma a enfatizar os sentimentos e as
reações expressadas no texto. É um enunciado que pretende dizer algo
contrário àquilo que sua expressão revela, para tanto
torna-se fundamental o contexto.
Exemplos:
Chorei rios de lágrimas. Exemplos:
Nem que uma pessoa chore a vida Muito competente! Fez o projeto daquela
toda ininterruptamente, será possível ponte que liga nada a lugar nenhum.
encher um rio com lágrimas rsrs. Acho que não podemos levar a sério
“Muito competente”!
“Eu nunca mais vou respirar,
se você não me notar, Marcela amou-me durante quinze dias e onze
contos de réis.
eu posso até morrer de fome Acho que não podemos levar a sério
se você não me amar” “amou-me”!
(Cazuza)
A ironia foi ferramenta predileta de Machado
Não é muito exagero dizer que não de Assis. Observe:
mais vai respirar se a amada o
abandonar? Rsrs Dito isto, expirei às duas horas da tarde de
uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha
CURSO FÊNIX 2018
bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro É como mergulhar no rio
anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de E não se molhar
trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por É como não morrer de frio
onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve No gelo polar
cartas nem anúncios. Acresce que chovia - peneirava
uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante Como alguém pode "... mergulhar no rio" e
e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última "... não se molhar"?
hora a intercalar esta engenhosa ideia no discurso Como alguém pode "... não morrer de frio"
que proferiu à beira de minha cova: "Vós, que o estando "... no gelo polar"?
conhecestes, meus senhores vós podeis dizer comigo
que a natureza parece estar chorando a perda Trata-se de oposições completamente
irreparável de um dos mais belos caracteres que têm inconciliáveis, que não coexistem. São, portanto,
honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas PARADOXOS!
do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul O mais famoso paradoxo, com toda certeza, é
como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má o trecho abaixo, de Luís Vaz de Camões:
que lhe rói à natureza as mais íntimas entranhas; tudo
isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado." Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo
É um contentamento descontente;
das vinte apólices que lhe deixei.
É dor que desatina sem doer;
Exemplos:
Ouviram do Ipiranga
as margens plácidas
Na charge acima, a primeira fala subentendeu de um povo heróico
o verbo “curar”, que consiste na interpretação mais o brado retumbante.
razoável. Os autores da tira produziram, no entanto, o
efeito de humor ao subentender, na segunda fala, um (Ordem Usual ou Direta: “As margens plácidas
verbo menos provável para situações como essa: do Ipiranga ouviram o brado forte de um povo
“provocar”, “gerar”, “produzir”. A elipse, nesse caso, heróico.”)
serviu para expressar um efeito cômico. 5. Polissíndeto
2. Zeugma O polissíndeto consiste na repetição da
É um caso particular de elipse, que ocorre mesma conjunção entre orações ou palavras em
quando um termo omitido já havia sido citado no texto. sequência.
Exemplos: Exemplos:
FedEx. [...] Comíamos. Como uma horda de seres
Poupa tempo, dinheiro e algo igualmente vivos, cobríamos gradualmente a terra. Ocupados
precioso: sua paciência. como quem lavra a existência, e planta, e colhe, e
mata, e vive, e morre, e come. Comi com a
No anúncio acima, houve a omissão do verbo honestidade de quem não engana o que come: comi
já citado “poupar” antecedendo “dinheiro” e “algo aquela comida e não o seu nome.
igualmente precioso”. (Clarice Lispector)
Anacoluto 6. Pleonasmo
É a interrupção da frase ocasionada pela O pleonasmo pode ser usado como um
inserção de um elemento sem vínculo sintático. É recurso de ênfase. A repetição ou redundância, à
muito comum na fala, pois temos o costume de primeira vista desnecessária, cria um efeito expressivo.
antecipar o assunto da conversa e, em seguida, fazer Trata-se de um recurso empregado em textos
os comentários sobre esse assunto. literários.
Exemplos: Exemplos:
CURSO FÊNIX 2018
Quero vivê-lo em cada vão momento Sem sacar que algum espinho seco secará
E em seu louvor hei de espalhar meu canto E a água que sacar será um tiro seco
E rir meu riso e derramar meu pranto E secará o seu destino seca
Ao seu pesar ou seu contentamento
(Marisa Monte)
No entanto, alguns pleonasmos são viciosos e
devem ser corrigidos, pois a ideia repetida informa
uma obviedade e não desempenha qualquer função
expressiva: subir pra cima, descer pra baixo,
monopólio exclusivo, entrar para dentro, etc..
7. Onomatopeia
A onomatopeia representa sons específicos
de animais, objetos e de fenômenos naturais, além de
ruídos associados a reações, emoções e
comportamentos humanos.
Exemplos:
Veja como Manuel Bandeira trabalha esse
recurso sonoro com criatividade
9. Assonância
Trem de ferro
(Tom Jobim e Manuel Bandeira)
Café com pão
Café com pão
Café com pão
Agora sim
Café com pão
Agora sim
Café com pão
É a repetição de um mesmo som vocálico.
Voa, fumaça
Exemplos:
Corre, cerca
[...] Sou um mulato nato
Ai seu foguista
No sentido lato
Bota fogo
Mulato democrático do litoral [...]
Na fornalha
Que eu preciso
(Caetano Veloso)
Muita força
10. Paronomásia
Muita força
Trata-se da exploração sonora gerada pelo
Muita força
encadeamento de parônimos, palavras de significados
distintos, porém com semelhanças na grafia e na
Deu para perceber que os versos estão pronúncia.
dispostos de uma tal maneira, que imitam a partida de
Menina, amanhã de manhã
uma locomotiva?
Menina a felicidade
8. Aliteração É cheia de praça
É a repetição de um mesmo som consonantal. É cheia de traça
É cheia de lata
Exemplos:
É cheia de graça
A boiada seca
Menina a felicidade
Na enxurrada seca
É cheia de pano
A trovoada seca
É cheia de peno
Na enxada seca
É cheia de sino
Segue o seco sem secar que o caminho é
É cheia de sono
seco
sem sacar que o espinho é seco
sem sacar que seco é o Ser Sol
CURSO FÊNIX 2018
Menina a felicidade b) tolerância.
É cheia de ano c) experiência.
É cheia de eno d) república.
(Tom Zé ou Perna)
07) Assinale a alternativa correta em relação à
acentuação dos pares.
Note a similaridade sonora entre “praça”,
“traça” e “graça”; “sino” e “sono”; “pano” e a) Impacto – impactânte.
“peno”; “ano” e “eno”. b) Possíveis – possibilidádes.
c) Tolerânte – tolerância.
Exercícios d) Problema – problemático.
a) Século
01) Quanto à posição da sílaba tônica, marque a b) Prisões
opção CORRETA. c) Frutífero
d) Conseqüente
a) Prontidão – oxítona.
b) Praticamente – proparoxítona. 09) Assinale a alternativa correta quanto à acentuação
c) Brasil – paroxítona. das palavras.
d) Dó – oxítona.
a) A palavra “invisíveis” é acentuada por ser uma
02) Marque a opção em que as palavras estão proparoxítona terminada em ditongo nasal.
corretamente acentuadas. b) A palavra “também” recebe acento por ser uma
monossílaba tônica terminada em “m”.
a) Angú / órfão / rubríca. c) O verbo “têm” recebe acento por se tratar de uma
b) Logistíca / revólver / máximo. palavra paroxítona terminada em “m”.
c) Revolvér / lápis / óculos. d) A palavra “saúde” recebe acento por haver um “u”
d) Álbum / órgão / fósforo. tônico em hiato com a vogal anterior, formando sílaba
sozinho.
03) Não seguem a mesma regra de acentuação
gráfica: 10) Assinale a alternativa correta quanto às regras de
acentuação das palavras.
A) sábio; planície; nódoa.
B) dólar; revólver; vômer. a) As palavras “sábio”, “planície”, “nódoa” e “decência”
C) táxi; júri; biquíni. são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em
D) país, freguês, chapéu. ditongo.
04) Em qual das alternativas as palavras são todas b) As palavras “vôlei”, “fósseis”, “fácil” e “régua” são
oxítonas? acentuadas por serem paroxítonas terminadas em
ditongo nasal.
a) jacaré, mania, cipó c) As palavras “órgãos”, “bíceps”, “elétrons” e
b) caju, pé, boné “fórceps” são acentuadas por serem proparoxítonas
c) casa, brasa, festa terminadas em “s”.
d) caju, café, toró d) As palavras “pêssego”, “esplêndido”, “bênção” e
“pêndulo” são acentuadas por serem paroxítonas
05) Acentuam-se devido à mesma regra de terminadas em “o”.
acentuação gráfica as seguintes palavras do texto:
11) É correto afirmar-se sobre a acentuação gráfica de
a) bióloga – lâmpadas – climáticas palavras do texto que
b) pestilência – habitará – vívida
c) Bagdá – Islândia – óculos A) “cálice” e “cardíaca” são acentuadas pelo mesmo
d) sustentável – políticas – ozônio motivo.
B) “câncer” e “esôfago” são acentuadas pela mesma
regra.
06) A palavra que é acentuada pela mesma regra de C) como “abundância”, “ninguém” é acentuada por ser
“específica” é oxítona terminada em ditongo.
D) como “está”, “há” é acentuada por ser paroxítona
a) níveis. acabada em vogal.
CURSO FÊNIX 2018
17) Compare os dois trechos que seguem:
12) O “por que” (separado e sem acento) completa
corretamente a frase da alternativa I – O governo está estudando demitir os funcionários
púbicos do departamento que não mantém
A) Vocês não fizeram a tarefa? _________? produtividade satisfatória.
B) Não sei __________ não quero ir. II – O governo está estudando demitir os funcionários
C) Gostaria de saber o ___________ da sua decisão. públicos do departamento que não mantêm
D) Não fiz a prova, __________ não estudei. produtividade satisfatória.
Suponha que um funcionário tenha uma produtividade
considerada satisfatória, porém trabalha em um
13) A alternativa cujas palavras se escrevem, departamento cuja produtividade total está abaixo do
respectivamente, com “ç” e “s” (como em “invenção” e esperado. Com base nas duas versões apresentadas,
ascensão”) é: pode-se afirmar que é de se esperar que ele:
b) apenas duas palavras foram pronunciadas 28) A palavra “intrauterino” está de acordo com as
corretamente. regras de ortografia que determinam a colocação ou
não do hífen. Assinale a alternativa em que a grafia
c) três palavras foram pronunciadas corretamente. de todas as palavras também respeite essas regras.
32) As palavras bem-vinda, quarta-feira e brasileiro são Assinale a alternativa que contém uma interpretação
formadas, respectivamente, por incorreta:
a) composição, composição e derivação sufixal.
b) composição e derivação sufixal, derivação a) Segundo I, a prefeitura indenizará muitos
parassintética. proprietários atingidos, mas não necessariamente
c) composição, derivação sufixal, derivação sufixal. todos.
d) derivação parassintética, derivação parassintética, b) Segundo II, o número de carros prejudicados
composição totaliza 100, e todos serão indenizados.
c) A ausência do artigo em “indenizar 100 motoristas”
33) Entre os substantivos que estão abaixo, aquele que indica que o número de carros atingidos é conhecido,
se forma a partir de uma palavra de classe diferente das mas nem todos serão indenizados.
demais é: d) A presença do artigo em “indenizar os 100
motoristas” indica que o número de carros atingidos é
a) crença; previamente conhecido pelos leitores.
b) construção;
c) pilhagem; 38)
d) superioridade; Pobre brasileiro estuda menos que o africano
Os brasileiros que estão entre os 40% mais pobres,
34) No excerto “O volume foi ajustado de maneira que frequentam menos anos de escola do que a população
as crianças pudessem ouvir a música de forma clara, do mesmo estrato social em países como Gana e
assim como as minhas instruções [...]”, a expressão Tanzânia — cujo PIB “per capita” é, em média, três
em destaque pode ser substituída, sem que haja vezes inferior ao do Brasil. A conclusão está em
alteração de sentido, pelo relatório do BID (Banco Interamericano de
a) advérbio “claramente”, o qual é formado por um Desenvolvimento).
processo de derivação sufixal. Sendo coerente com o conteúdo da notícia, podemos
b) adjetivo “claramente”, o qual é formado por um afirmar que em sua manchete:
processo de derivação sufixal. a) o termo “africano” é substantivo, uma vez que se
c) adjetivo “claramente”, o qual é formado por um refere àqueles que nasceram na África.
processo de derivação prefixal. b) o termo “africano é ”adjetivo, uma vez que
d) advérbio “claramente”, o qual é formado por um qualifica o substantivo oculto “pobre”.
processo de derivação parassintética. c) o termo “pobre” é adjetivo, uma vez que qualifica
o substantivo oculto “brasileiro”.
35) O plural do diminutivo das palavras d) os termos “pobre” e “brasileiro” são substantivos
“renovação ”, linha 19, e “ sinal ”, linha 38, está
corretamente escrito em 39) A aeronave pousou suave na pista.
a) Certamente não estão muito perto da cidade 45) Iniciamos _____ sessão com o objetivo de discutir
procurada. (Comparativo de superioridade). os problemas atuais do Brasil. Participarão _____
b) Ele é mais bem informado do que os outros encontro políticos, economistas e profissionais liberais.
jornalistas. (Comparativo de superioridade). Espera-se que, ao final, todos possam recordar ______
c) Ele procedeu muito calmamente. (Superlativo seminário como algo que de fato contribuiu para o
sintético). país.
d) Ele crê muitíssimo em suas convicções. (Superlativo
analítico). As lacunas acima são corretamente preenchidas
por:
41) Ele se mostrou ser uma pessoa sem escrúpulos. a) esta – desse – desse
b) essa – deste – daquele
O termo sublinhado exerce a função de: c) esta – desse – deste
d) essa – deste – desse
a) locução substantiva
b) locução adjetiva 46) Quanto à classificação dos pronomes destacados,
c) locução adverbial marque a opção INCORRETA.
d) locução conjuntiva
a) Aqueles são meus filhos. (demonstrativo)
42) Assinale a alternativa em que, pluralizando-se a b) Ele não diz nada. (indefinido)
frase, as palavras destacadas permanecem invariáveis: c) Ele me beijou. (pessoal)
d) Essa carta é para você. (demonstrativo)
a) Este é o meio mais exato para você resolver o
problema: estude só. 47) Frequentemente no discurso oral, usa-se onde em
b) Meia palavra, meio tom - índice de sua sensatez. lugar de em que. Esse emprego dentro de um
c) Estava só naquela ocasião; acreditei, pois em sua discurso escrito que requeira certa formalidade é
meia promessa. inadequado. Considere os fragmentos de redações
d) Só estudei o elementar, o que me deixa meio escolares a seguir e assinale a alternativa que contém
apreensivo. o emprego adequado:
a) O Brasil é um país onde ainda se registra a
43. Classifique o A destacado de cada frase. existência de milhões de pessoas na condição de
iletrados.
I. Ontem nós compramos a casa que desejávamos; b) Este milênio vem em boa hora, num momento onde
II. Ana vai a muitas festas; todos os povos fortalecem sentimentos de esperança
III. Procurei a bolsa em toda parte, mas não a por dias melhores.
encontrei; c) Em nossos dias, é difícil ter um amor verdadeiro
IV. A agenda que eu queria não era esta, mas sim a onde a pessoa possa apoiar-se e se dar bem na vida.
que você comprou. d) A preservação do emprego tornou-se a maior
preocupação do trabalhador neste início de século,
A) artigo definido; preposição; pronome oblíquo; onde a baixa qualificação profissional aumenta a
pronome demonstrativo. exclusão social.
B) artigo indefinido; pronome oblíquo; preposição;
pronome oblíquo.
C) pronome oblíquo; preposição; pronome indefinido; 48) Assinale a opção cujo emprego do elemento
preposição. sublinhado está de acordo com a norma culta.
D) artigo definido; pronome demonstrativo;
preposição; pronome oblíquo. a) Não sei onde podemos chegar com todas essas
evidências.
44) b) O lugar onde você fez a prova era muito distante
“A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí da sua casa.
que a posterior leitura (da palavra) não possa c) Não se comentam essas coisas onde eu vim.
prescindir da continuidade da leitura (do mundo).”
CURSO FÊNIX 2018
d) Trata-se de uma etapa da vida onde vários desafios a) Levarei você ao cinema.
a vocês se apresentam. b) Faça a tarefa.
c) Não me desaponte.
d) Que você seja feliz
49) Assinale a alternativa que preencha, pela ordem,
corretamente as lacunas abaixo. 55) Marque a opção CORRETA que apresenta, em
destaque, um verbo irregular.
I. A espécie nova … se referia Meyer era uma
borboleta. a) Você pode me ajudar?
II. A espécie nova … Meyer tratava era uma b) É preciso completar o quadro de notas.
borboleta. c) Esse ônibus passa perto de casa.
III. A espécie nova … Meyer se maravilhava era d) Marco falou que você dorme muito
uma borboleta.
IV. A espécie nova … Meyer descobriu era uma 56) Leia a afirmativa a seguir.
borboleta. “Se ninguém ______ presente, não haveria problema
algum em cancelar a palestra”. Quanto à correlação
a) que, de que, com que, que dos tempos verbais, marque a opção que completa
b) a que, de que, com que, que corretamente a lacuna do período.
c) a que, de que, que, de que a) está
d) de que, a que, que, a que b) estiver
c) estivesse
50) A única frase em que há erro no emprego do d) estava
pronome oblíquo é:
a) Eu o conheço muito bem. 57) Assinale o período que apresenta erro no emprego
b) Faltava-lhe experiência. da forma verbal:
c) A mãe amava-a muito.
d) Farei tudo para livrar-lhe desta situação. a) Enquanto você não mantiver a palavra, não haverá
acordo entre nós.
51) Assinale a alternativa correta quanto ao emprego b) O rapaz pediu ao pai que propusesse um acordo
do pronome pessoal: aos colonos.
c) O amigo interveio na discussão porque sabia que
a) Quando voltei a si descobri a razão de tudo. Júlio estava errado.
b) Para mim, ir àquele lugar é um suplício. d) Quando vocês verem Carlos, não o reconhecerão
c) Para mim ir aquele lugar, preciso de companhia. imediatamente.
d) Nada restou entre aquelas pessoas e eu.
58) Assinale a alternativa em que poderia ocorrer a
52) E o espírito de Natal envolveu a todos na transposição para a voz passiva.
Delegacia. O Comissário tomou a iniciativa. Tirou da
carteira uma nota e colocou-a em cima da mesa. Os (A) ... acompanhei de perto, juntamente com Mário
outros lhe seguiram o exemplo. Viu-se, então, uma Pedrosa, o seu trabalho no Centro Psiquiátrico
coisa curiosa. Policiais veteranos, homens frios, Nacional.
acostumados a toda sorte de história, chegavam junto (B) Uma das qualidades dela era o seu afeto pelas
à mesa do Comissário e ali depositavam suas pessoas...
contribuições. (C) ... as internações se tornaram menos frequentes...
(D) ... jogando-se da janela do apartamento.
O pronome “lhe” revela ideia de:
a) “[...] a ansiedade pode inviabilizar a vida social [...]” Substituindo-se em I o verbo haver por existir e em II o
b) “[...] O primeiro é o transtorno do pânico [...]” verbo existir por haver, a sequência correta é
c) “[...] esse distúrbio parece ser, junto com a
depressão, um grande vilão do mundo moderno [...]” a) existem, devia haver, houvesse.
d) “[...] os transtornos mentais já são a terceira razão b) existe, devia haver, houvessem.
de afastamentos do trabalho no Brasil [...]” c) existe, devia haver, houvesse.
d) existem, deviam haver, houvesse.
61) Transpondo para a voz passiva a frase: "Haveriam 66) Aqui há plantas que dão duas, três safras por
de comprar, ainda, um trator maior", obtém-se a forma ano.
verbal:
Substituindo-se a forma verbal do trecho acima por
a) comprariam outra, só não se respeitou a norma culta em:
b) ter-se-ia comprado
c) comprar-se-ia a) Aqui existem plantas que dão duas, três safras por
d) haveria de ser comprado ano.
b) Aqui deve haver plantas que dão duas, três safras por
62) Em qual das opções o verbo está na voz passiva ano.
sintética? c) Aqui podem existir plantas que dão duas, três safras
por ano.
a) O pescador é estimado por todos. d) Aqui há de existir plantas que dão duas, três safras
b) Consertam-se barcos de pescadores. por ano.
c) Duvida-se dos garotos.
d) Trata-se de bons livros. 67) Marque ( V ) para as alternativas VERDADEIRAS e
( F ) para as FALSAS, considerando a concordância
verbal.
63) Passando, respectivamente, para a voz ativa e
para a passiva: “Embora os exames já tenham sido ( ) Pode haver dúvidas nesta questão.
devolvidos pelos professores, a escola ainda não ( ) Vocês haviam chegado ao ponto certo.
divulgou os resultados”, obtêm-se as formas verbais: ( ) Fazia meses que não a encontrava.
( ) Podem haver dúvidas nesta questão.
a) tivessem devolvido – foram divulgados ( ) Faziam meses que não a encontrava.
b) tenham devolvido – foram divulgados
c) tenham devolvido – tivessem divulgado Assinale a única opção que apresenta a sequência
d) devolvessem – foram divulgados CORRETA de cima para baixo.
a) F – F – F – V – V.
b) F – V – F – V – F.
c) V – V – V – F – F.
Sintaxe de Concordância, Regência, Colocação e d) V – F – V – F – V.
Crase
68) Não verificamos se seu nome estava na lista.
81) Terminada a aula, compareça à coordenação. A) Houveram muitos dias ruins para mim na escola.
B) Aqui, conserta-se televisores.
A oração sublinhada expressa: C) Ainda faltam comprar os cartões.
D) Um bloco de foliões animava as ruas da cidade.
a) tempo
b) condição 87. “Há 40 anos Martin Luther King foi assassinado
c) causa por defender os direitos civis e
d) consequência políticos dos negros norte-americanos”. O verbo haver
está empregado com a mesma justificativa da frase
Concordância, Regência, Crase e Colocação acima na alternativa:
a) Aquelas eram as pessoas que o vereador falava. 98. Assinale, dentre as frases que se seguem, aquela
b) O funcionário fez referência as normas de seu em que está CORRETO o acento indicativo da crase:
departamento. a) Não podemos assistir com indiferença à estas
c) Fabiano obedecia sempre o seu patrão. agressões contra a natureza.
d) O Governo assistiu os flagelados que fugiam da b) À população cabe agir imediatamente para evitar o
seca. colapso no abastecimento de água.
c) Daqui à alguns anos, a sociedade sofrerá
93) Quanto à regência do verbo preferir, indique a consequências ainda mais drásticas de seu descaso
opção CORRETA. para com o planeta.
d) O avanço rumo à um consenso, para evitar a crise
a) Prefiro brincar do que estudar. global, é obrigação de todos os governos.
b) Prefiro mais brincar que estudar.
c) Prefiro brincar a estudar. 99) Assinale a alternativa que apresenta o uso correto
d) Prefiro mais brincar a estudar. da crase.
94) Leia com atenção as seguintes frases: (A) As lideranças políticas mantiveram-se aliadas às
coligações de esquerda.
I. Apesar das previsões de que haveria seca, choveu (B) Tiveram atitudes tardias em relação à fiscalizar as
bastante naquele ano. ocorrências policiais.
II. A imprensa chamou ao meteorologista de louco, tão (C) Chegaram à exigir seus direitos, mas não foram
logo ele divulgou o prognóstico climático para o atendidos.
trimestre. (D) Foram obrigados a aliar-se à inúmeras coligações
III. Lovelock tem ideias com que nem toda a para manter o poder.
comunidade científica concorda.
100. O comentário sobre o emprego do sinal de crase
Observando-se a regência das frases acima transcritas, está falso em
podemos afirmar que:
CURSO FÊNIX 2018
A) Ele chegará às nove horas desta terça-feira. (Uso b) Tradição é o que cultua-se por todos os lados. (7.º
devido: utiliza-se crase em locuções adverbiais parágrafo)
femininas de tempo). c) E seguiu-se a manifestações antiformalistas (2.º
B) Na partida de ontem, o atacante botafoguense fez parágrafo)
um gol à Garrincha. (Uso indevido: não se utiliza crase d) Não trata-se de um tradicionalismo conservador (3.º
antes de nome masculino). parágrafo)
C) Por falha técnica, o avião retornou à pista de pouso.
(Uso devido: o termo regente exige preposição e o 106) Assinale a alternativa em que a colocação
termo regido é uma palavra feminina que admite o pronominal está correta, de acordo com a norma culta
artigo A). da língua portuguesa.
D) Ficava mais ansiosa, à medida que o tempo a) Se necessita de ajuda da escola para que o
passava. (Uso devido: utiliza-se crase na locução desenvolvimento dos alunos seja saudável, os
conjuntiva feminina à medida que). compreendendo.
b) Precisa-se de professores que entendam a
101. O sinal de crase deve ser empregado em importância da falha, utilizando-a no contexto escolar.
A) Iremos todos a cavalo. c) O aluno mais maduro é aquele que espelha-se nos
B) Logo após a aula, irei a casa de meus pais. exemplos dados pelo professor. Dessa forma, tudo
C) Sua viagem a Roma foi cancelada? ensina-se.
D) Não quis encará-lo frente a frente. d) Não sabemos ainda porque perde-se tanto tempo
com a obsessão por boas notas. Os professores não
102) Em “Ingressos estão à venda”, preocupam-se tanto com isso.
(A) a crase se justifica pela junção de duas vogais com 107) Assinale a alternativa INCORRETA quanto à
a mesma função. justificativa para o emprego da(s) vírgula(s).
(B) o acento se justifica por se apresentar em uma (A) “Esses cuidados, se bem feitos, não tomam mais
locução adverbial de base feminina. do que cinco minutos.” (separa oração subordinada
(C) a crase se justifica tendo em vista a fusão da adverbial condicional intercalada)
preposição “a” exigida pelo verbo e do artigo feminino (B) “Quando ela vai escovar a parte de fora dos
“a” antes de “venda”. dentes, ela pode inclinar a escova...” (separa oração
(D) a crase foi empregada inadequadamente. subordinada adverbial temporal anteposta à principal)
(C) “Bastam alguns minutos por dia para manter os
103) “É também graças a essa medicação que as dentes saudáveis, e os cuidados podem começar
internações se tornaram menos frequentes e, quando cedo.” (separa oração introduzida pela conjunção "e"
necessárias, duram pouco tempo – o tempo necessário com valor de adversidade)
ao controle do surto por medicação mais forte.” O “a” (D) “As escovas podem ser coloridas, grandes,
empregado após a palavra “graças” deveria receber pequenas, com formatos que chamam a atenção.”
acento indicativo de crase caso a expressão destacada (separa termos de uma mesma função sintática)
fosse substituída por
108) Assinale a alternativa INCORRETA quanto à
(A) produção desses medicamentos. justificativa para o emprego das vírgulas.
(B) tal substância.
(C) esta droga. a) "’Se o dinheiro sai pela porta, a mulher sai pela
(E) iniciativas como a de Nise. janela.’" (Marca a anteposição de oração subordinada
adverbial)
104) Assinale a alternativa correta quanto à colocação b) “...governador de Mato Grosso do Sul, André
pronominal. Puccinelli, de que o...” (Isola o aposto do seu termo
fundamental)
(A) Há dependentes químicos que se recuperam por c) “...das avaliações sobre consequências ambientais,
meio de tratamentos terapêuticos. sociais, políticas...” (Separar termos de mesma função
(B) Se vive melhor quando são respeitados os limites sintática)
do próprio corpo. d) “...além do Ministério Público Federal, que criticam
(C) Ninguém preocupa-se com os efeitos das drogas, o projeto.” (Separar oração subordinada adjetiva
quando eles não são conhecidos. restritiva)
(D) Mal calou-se, e já ouviu a resposta imediata ao
comentário realizado. 109) Mais de 20 anos depois, graças aos avanços
na tecnologia de identificação de DNA e à expansão
105) Nos fragmentos abaixo, extraídos do texto, a dos bancos de dados com informações genéticas de
colocação pronominal foi alterada. Assinale a única criminosos, foi possível identificar os homens
alternativa correta. responsáveis pelo crime.
(A) Ainda que não haja consenso, muitos acreditam Chico Buarque de Holanda
que a prática da meditação traz efeitos altamente
positivos. 114) Despediu-se da dor.
(B) Normalmente, os rituais religiosos acabam O pronome átono é enclítico e está empregado
induzindo os crentes à prática da meditação. corretamente como em
(C) Não importa qual seja a crença, todas as práticas
religiosas estimulam a meditação. a) Quem teria ajudado-me?
(D) Todo aquele que se entrega à prática da b) Espero que atendam-me.
meditação, acaba atingindo um patamar de maior c) Oh! Que doce alegria traz-me esta notícia!
serenidade espiritual. d) Ninguém me causaria este sofrimento.
112) A vírgula na frase “Anda, condenado do diabo, Compreensão Textual, Linguagem Figurada
gritou-lhe o pai” (linha 11) JUSTIFICA-SE porque:
a) Está separando um aposto. Uso indiscriminado de antibióticos
b) Está separando uma expressão explicativa. contribui para superbactérias
c) Está separando uma oração coordenada.
d) Está separando um vocativo. Prescrição inadequada e automedicação são alguns dos
fatores que fortalecem as bactérias. Anvisa registra
113) O período “Quanto mais nos dedicamos, mais quase 10 mil casos em 2012.
aprendemos.”, encerra ideia de
a) proporção. É procedimento de guerra biológica. Quando as
b) condição. bactérias desenvolvem resistência a antibióticos, as
c) conformidade. principais armas da batalha são água e sabão.
d) consequência. “Elas têm facilidade de adesão a superfícies.
Consequentemente, a higienização, a limpeza, é o
A Banda único meio eficaz de erradicá-las”, ensina o médico
Estava à toa na vida, infectologista Hugo Noal.
O meu amor me chamou Em Chapecó, Santa Catarina, há duas semanas
Pra ver a banda passar o Hospital Regional do Oeste descobriu que dois
Cantando coisas de amor. pacientes graves da UTI, que vieram de outros
A minha gente sofrida hospitais da região, estavam contaminados com uma
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superbactéria. Rapidamente, testou os outros que doenças se a pessoa fica com a imunidade baixa. Há
estavam ou estiveram na UTI. também bactérias que podem fazer mal, nos objetos,
“Foram realizados mais de 200 exames nos alimentos, na água contaminada.
microbiológicos para que a gente possa separar Quando a gente toma antibiótico, todas as
aqueles que estão colonizados pelo germe”, conta bactérias, boas e ruins, diminuem. As mais frágeis
Noal. morrem primeiro. Se o tratamento é interrompido
Nessa varredura, mais seis pacientes antes do prazo, as bactérias mais fortes continuam lá -
contaminados foram isolados. Quatro tiveram alta nos e ficam mais perigosas, porque nelas, o antibiótico não
últimos dias. fará mais efeito.
O perigo aqui é a Acinetobacter baumanii. Em “Então a bactéria pode ter resistência a um
pessoas saudáveis, ela não causa infecção. Mas em antibiótico, a dois antibióticos, ou a vários antibióticos
doentes que estão com o sistema imunológico e se tornar uma bactéria difícil de tratar”, explica
enfraquecido, internados em UTI, que respiram por Chebabo.
aparelhos, podem causar infecção generalizada.
Em Fortaleza, no Ceará, a mesma bactéria Trecho de reportagem do Programa Fantástico.
resistente contaminou a UTI do Hospital de Messejana. Disponível em: Acesso em: 26 de maio de 2014.
A Acinetobacter agravou o quadro de saúde de sete
pacientes, e eles morreram. Um infectado continua em 115. A ideia central desse trecho da reportagem é:
observação. A) as bactérias são nocivas aos seres humanos.
B) os médicos não deveriam prescrever antibióticos.
Uso indiscriminado de antibióticos C) os hábitos de higiene podem curar graves infecções.
preocupa D) algumas bactérias podem criar resistência a
Só em 2012, a Agência Nacional de Vigilância antibióticos.
Sanitária, a Anvisa, registrou quase 10 mil casos de
bactérias resistentes a remédios nas UTIs do país. 116. De acordo com o texto, algumas bactérias criam
Já foram encontradas aqui todas as bactérias resistência a antibióticos quando:
que constam de um alerta da Organização Mundial da A) não adotamos alguns hábitos de higiene, como lavar
Saúde: elas provocam de pneumonia e diarreia até a as mãos, por exemplo.
gonorreia, uma doença sexualmente transmissível. A B) estamos muito estressados e com o sistema
OMS afirma que o uso indiscriminado de antibióticos imunológico bastante enfraquecido.
pode levar a um retrocesso. C) os médicos prescrevem o mesmo tipo de antibiótico
para vários tipos de infecção.
Fantástico: A gente pode voltar no tempo e D) é interrompido o tratamento com antibiótico antes
ficar sem antibiótico para combater infecção, com da morte das bactérias mais fortes.
criança morrendo por pneumonia?
Alberto Chebabo, presidente da 117. É uma característica típica do gênero reportagem
Sociedade de Infectologia do RJ: A gente hoje tem que pode ser reconhecida no texto:
infecções em que não consegue tratar com antibiótico, A) a expressão de opiniões e sentimentos do autor
a gente voltou à era pré-antibiótico em 1950. E existe sobre um determinado tema.
uma grande chance de, nos próximos 10, 15 anos, se B) a exposição de informações obtidas em estudo e
nada for feito, a gente perder esses antibióticos para pesquisa sobre o tema tratado.
tratamento de várias infecções, de várias bactérias C) o relato breve e conciso dos fatos que marcaram o
resistentes. dia de uma dada comunidade.
D) a argumentação persuasiva usada pelo autor para
Denise teve uma infecção no seio, chamada de convencer o leitor de uma opinião.
mastite, logo depois que o primeiro filho nasceu. “Eram
dores horríveis, direto. Fiquei mais de um mês 118. Quanto à linguagem utilizada no texto da
tomando antibiótico e não fazia efeito nenhum”, conta reportagem, percebe-se:
ela. A) a organização das informações em uma única
Não fazia efeito porque a bactéria era sequência narrativa.
resistente a antibióticos. Identificada a bactéria, ela B) o tratamento de conteúdos abstratos com verbos de
teve que fazer uma cirurgia e remover todo o pedaço crença e opinião.
infectado na mama. Denise ficou completamente C) o uso de uma linguagem erudita e formal, tal como
curada. E pôde amamentar o segundo filho. se exige em texto escrito.
D) a utilização de discurso direto com uma referência
Como as bactérias ficam tão fortes às pessoas entrevistadas.
Mas como essas bactérias ficam tão fortes? A
primeira causa é o uso exagerado de antibióticos. 119. Em: “A OMS afirma que o uso indiscriminado de
Trilhões de bactérias circulam no corpo humano. Estão antibióticos pode levar a um retrocesso.”, um
na pele, em todos os órgãos. No intestino, por retrocesso faz alusão:
exemplo, ajudam na digestão. Elas só provocam
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A) a um possível atraso das pesquisas na área de É para João arrancar os cabelos. Mas piora.
Biotecnologia. José, assim que quitou a dívida, passou a depositar os
B) a um possível erro nas prescrições médicas de 120 reais numa aplicação que rende 0,5% ao mês. Ao
antibióticos. longo dos 77 meses em que José depositava 120 reais
C) a uma possível involução no tratamento de doença na aplicação e João pagava a parcela mínima do cartão
bacteriana. de crédito, José poupa 11.237 reais. É o tipo de coisa
D) a uma possível volta ao tempo das grandes que acaba com uma amizade.
epidemias históricas.
Fonte: Cálculo – Matemática para todos. Ano 1,
120. Em: “Fiquei mais de um mês tomando antibiótico n. 1, Novembro de 2010.
e não fazia efeito nenhum” a relação semântica que
pode ser inferida entre os conteúdos das orações 122. A ideia central no texto pode ser resumida na
ligadas pela conjunção “e” é: seguinte frase:
A) causa. A) Cada pessoa paga a fatura do cartão de crédito
B) tempo. conforme suas reais condições financeiras.
C) contraste. B) O cartão de crédito, apesar dos juros, é a melhor
D) finalidade. forma de comprar ou financiar bens e serviços.
C) O pagamento total da fatura do cartão de crédito
121. A oração reduzida em destaque em: diminui os juros excessivos e o aumento da dívida.
“Identificada a bactéria, ela teve que fazer uma D) O pagamento apenas da parcela mínima de cada
cirurgia” , articula uma circunstância de: fatura aumenta demais a dívida do cartão de crédito.
A) modo.
B) tempo. 123. O propósito central do texto é:
C) condição. A) elogiar a honestidade daqueles que, mesmo com
D) conclusão. dificuldades, pagam suas dívidas.
B) instigar a inadimplência como resposta à cobrança
Um pequeno esforço que vale a pena de juros pelos cartões de crédito.
Ao pagar o cartão de crédito, o ideal é pagar C) produzir humor ao retratar a vida de muitos
tudo duma vez. Em segundo lugar, pagar mais do que brasileiros que gastam mais do que podem.
a parcela mínima. Por último, pagar a parcela mínima. D) convencer o leitor a administrar melhor as dívidas
Para ilustrar isso, imagine dois colegas de feitas por meio de cartão de crédito.
trabalho, João e José, que recebem o mesmo salário
de 2.000 reais, e têm o mesmo tipo de cartão de 124. Sobre tipo textual, é correto afirmar que, no
crédito. O cartão de crédito de ambos cobra 12% de texto,
pagamento mínimo sobre o valor da fatura. A taxa de A) a narração serve à sustentação de um ponto de
juros é de 10% ao mês. Este mês, por uma incrível vista.
coincidência, o valor da fatura dos dois foi idêntico: B) a descrição predomina na caracterização dos
1.000 reais. Os dois conversam na hora do almoço, personagens.
lamentam a dívida alta, resolvem tomar uma atitude. C) a estrutura dialogal retrata a interação entre os
Ambos decidem destruir os cartões e começar a pagar personagens.
a dívida. E é aqui que os dois se separam. D) a argumentação se faz pelo uso frequente de
João decide pagar o mínimo todo mês até verbos de opinião.
acabar com a dívida. Isso significa pagar 12% da
fatura do primeiro mês, ou seja, 120 reais. O restante, 125. Pela leitura do texto, conclui-se que, segundo o
R$ 880,00, será acrescido de 10% de juros, e João autor, a ordem das prioridades no pagamento da
terá uma surpresa ao receber no mês seguinte uma fatura do cartão é motivada por uma:
fatura de 968 reais, com pagamento mínimo de 116 A) orientação jurídica.
reais. B) eleição de afinidades.
José tem a mesma surpresa, mas pensa C) sequência cronológica.
diferente. Decide pagar 120 reais todo mês até quitar a D) hierarquia de conveniência.
dívida.
Depois de 15 meses pagando 120 reais por 126. Pela leitura do texto, em “Para ilustrar isso...”
mês, José receberá em casa uma fatura de 105 reais. (linha 03), o pronome demonstrativo faz remissão:
Ele paga essa fatura e quita a dívida. Depois de 15
meses, ele pagou 785 reais de juros por causa da A) à sugestão feita pelo autor sobre pagamento da
dívida de 1.000 reais. No mesmo mês em que José fatura do cartão de crédito.
pagou sua última parcela, João recebe uma fatura de B) ao uso do cartão de crédito para fazer pagamento
634 reais. Ele paga o mínimo, 76 reais, e recebe no de compras e serviços.
mês seguinte uma fatura de 614 reais. Nesse ritmo, C) ao ideal de pagar toda a dívida da fatura do cartão
João leva 92 meses para pagar sua dívida. Desembolso de crédito de uma vez.
total: 3.586 reais em quase oito anos.
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D) à necessidade de pontualidade no pagamento das Nossa sociedade é dominada pelo imaginário
dívidas do cartão de crédito. da comunicação. Estamos na era da mídia e na
midiatização da vida. As novas tecnologias invadem
127. Em “E é aqui que os dois se separam.” (linha tudo e geram uma obsessão de interatividade. É
08), o advérbio aqui expressa: preciso estar sempre conectado. Privado e público se
confundem. Cada vez mais, cada um quer ser
A) um dos cenários em que se desenvolve a narrativa. protagonista e contar sua vida num blog ou noutro
B) o espaço físico que autor e leitores compartilham. mecanismo de exposição, o que antes era reservado à
C) o contexto social em que vivem os personagens da família, aos vizinhos e aos amigos.
narrativa. (Juremir Machado da Silva – apresentação do
D) um momento crucial na narrativa dos destinos dos livro “A Sociedade da Decepção” de Gilles Lipovetsky)
personagens.
131) Observe as afirmativas abaixo:
128. Além da relação de tempo, em “No mesmo mês
em que José pagou sua última parcela, João recebe I) A sociedade hipermoderna, segundo o texto,
uma fatura de 634 reais.” (linhas 17-18), infere-se uma caracteriza-se pela forte presença de contrastes.
relação de: II) O texto defende a necessidade de estarmos sempre
conectados.
A) causa. III) O texto afirma que a hipermodernidade nada mais
B) contraste. é do que a modernidade em sua plena extensão
C) finalidade. IV) Segundo o texto, prazer e sofrimento não
D) proporção. comungam do mesmo espaço nesse novo tipo de
sociedade.
129. Por meio do comentário “É para João arrancar os
cabelos” (linha 20), o autor avalia a situação de João Analisando as afirmativas, é correto apenas o que se
produzindo um efeito de sentido de: afirma em:
A) I e II
A) ironia. B) II e III
B) dúvida. C) I e III
C) cortesia. D) I e IV
D) exagero.
132) Identifique uma relação de causa e efeito
130. No final do texto, com o comentário “É o tipo de presente em uma das alternativas:
coisa que acaba com uma amizade” (linha 23), o autor:
A) qualifica uma disputa entre João e José, sendo este A) “Não estamos na modernidade, mas na
muito mais inteligente do que João. hipermodernidade”
B) denuncia que José poderia ter ajudado seu colega B) “A modernidade não acabou: chegou ao seu
no pagamento das dívidas no cartão de crédito. extremo”
C) insinua que João tem inveja de seu colega José, que C) “Nunca houve tanta liberdade para expressão dos
soube administrar melhor as dívidas no cartão. desejos e nunca houve tanta depressão.”
D) sugere que o modo de administrar as dívidas pode D) “As novas tecnologias invadem tudo e geram uma
provocar um distanciamento entre pessoas. obsessão de interatividade.”
ANOTAÇÕES:
CURSO FÊNIX 2018
1. A 28. D 55. A 82. D 109. B
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Apostila de Informática ● Saída: São os periféricos que permitem trazer
informações de dentro do computador e
PROFESSOR ANT° JOSÉ entregar em forma legível para o usuário, ou
seja, irá mostrar o resultado do processamento
do computador. Ex: Monitor, ele exibe o
resultado do processamento realizado pela CPU
e placa de vídeo, este resultado não passa de
meros 0 e 1, incompreensível pelo ser humano,
neste momento, o monitor serve como um
tradutor de 0 e 1 convertendo para formas e
cores. Outros exemplos de dispositivos: Caixas
de Som, Monitor, Impressora.
● Entrada/Saída: É uma mistura de periférico
de entrada e saída, eles aglutinam as duas
funcionalidades, exemplo, a tela touch screen
de um smartphone, ela tanto apresenta o
resultado do processamento (Saída), com ela
captura os toques realizados pelos usuários
(Entrada). Exemplos: Tela Touch screen,
Impressora Multifuncional, pendrive, CD, DVD.
Componentes de um computador.
Um computador deve ter os seguintes componentes,
Licenciado para o curso: essencialmente:
● Curso Fênix (Quixeramobim) ● Gabinete: É uma estrutura que comporta os
periféricos e os componentes principais, como
é o caso da fonte (Conversor de energia), placa
mãe, processador, leitor de DVD e HD.
Conceitos e fundamentos básicos de informática ● Monitor: É um periférico de saída, ele é a
“televisão” do computador, os monitores
Conceito podem aparecer como CRT (Tubão ou tubo),
LCD (Display de Cristal Liquido) e LED (Luzes
Um sistema computacional é composto por 3 partes, de LED).
são elas Hardware, Software e Peopleware. ● Teclado: É um periférico de entrada, ele possui
● Hardware: Compreende se como sendo a todas as teclas com letras (A-Z), números (0-9)
parte física do computador, ou seja, é tangível, e caracteres especiais, além de teclas
neste contexto, podemos sentir, tocar, cheirar, dedicadas.
mensurar um hardware. Ex: Teclado, mouse, ● Mouse: É um periférico de entrada, ele permite
impressora, etc. que o usuário aponte e selecione (clique) em
● Software: Compreende se como sendo a parte objetos contidos numa tela (ícones,
lógica responsável por gerenciar os recursos do documento, música etc), Ele possui dois
computador. Ex: Whatsapp, Firefox, Word, etc. botões, um botão chamado de Seletor (Botão
● Peopleware: São os usuários (manipuladores) Esquerdo) e um botão de contexto (Botão
do hardware e software. Ex: Eu, você. Direito - Contexto, pois ele exibe os menus de
acordo com o programa). Ainda é possível ter
Periféricos botões dedicados de acordo com o fabricante,
além de ter um botão de Scroll (Rodinha -
São assim conhecidos os hardwares que estão na parte Permite rolar a página para cima e para baixo)
de fora do computador (lembra periferia), eles são
classificados de acordo com a sua característica, são Componentes internos
elas:
● Entrada: São assim chamados, os periféricos Um computador possui um conjunto de equipamentos
que capturam eventos produzidos pelos usuário necessários para o funcionamento do mesmo, são eles:
e converte para linguagem que o computador ● Placa mãe (Motherboard): É uma
entenda. O mouse é um periférico de entrada, aglomeração de placas diversas (Junção de
ele converte os movimentos que o usuário placa de vídeo, placa de áudio, placa de rede
produz em forma de movimentação da seta no etc), ela é a placa principal e mais importante
monitor, permitindo que o usuário aponte pois nela encontramos a CPU e Memória RAM.
objetos na tela do computador e clique neles. Uma placa mãe pode ser classificada em 2
Ex: Mouse, teclado, scanner, microfone, tipos:
webcam. ○ Onboard: É a característica que a placa
tem quando se tem presente uma
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funcionalidade, por exemplo, caso a porta serial, é também uma evolução
placa mãe possua em sua constituição da Paralela).
uma placa de vídeo, então dizemos que ○ Paralela: Conector Antigo, que servia
a placa de vídeo é onboard (Está como uma USB antigamente (Porta
embarcada, está presente). paralela).
○ Offboard: É a característica que a placa ○ HDMI: É um conector de vídeo e áudio
não possui uma funcionalidade, por digital que veio para substituir o VGA
exemplo, caso a placa mãe não tenha ○ VGA: Conector de vídeo analógico (Não
uma placa de rede (internet), então é passa áudio) que foi substituído pelo
necessário comprar um placa de rede e HDMI.
fazer a instalação da mesma em um
slot (conector) na placa mãe, logo
dizemos que a placa de rede é Número Binário
offboard. O computador eletrônico trabalha com representação
● CPU ou UCP: É o coração do computador, ele de dados que é feita por meio de 0s (zeros) e 1s (uns).
é conhecido como Unidade Central de Esta é chamada de lógica binária ou números binários.
Processamento, ela é a unidade responsável Para cada informação que existe no mundo real, pode
por realizar cálculos, processar som, vídeos, etc ser representado por zeros e uns, a tabela ASCII é um
e envia isso para as suas respectivas saídas. exemplo de representação onde, por exemplo, a letra C
● Memória RAM: Também conhecida como (Maiúscula) é igual a 6710, isso significa que a letra A
memória de acesso aleatório, ou memória é representado por 0100 00112.
volátil (Ela se apaga quando lhe falta energia), A conversão é feita da seguinte forma:
ainda é conhecida como memória principal
(Pois trabalha diretamente com o processador),
é uma memória extremamente rápida, cara e
pequena. Existe outras mais rápida que é a
cache e os registradores.
● Hard Disk ou HD: Também conhecido como
storage ou dispositivo de armazenamento em
massa, o HD é conhecido como uma memória
não volátil, ou seja, não se apaga quando falta
eletricidade, neste caso também é conhecida
como uma memória secundária.
● SSD: É a versão moderna do HD, ele é um
disco rígido em estado sólido, isso é, não possui
partes móveis em sua estrutura. Ele é Um detalhe importante, veja que na conversão,o
semelhante a um pendrive, só que em tamanho resultado foi de 7 números, sendo necessário fechar os
gigante, é uma memória extremamente rápida 8 (Agrupamento de 4 em 4), então acrescente um 0 no
e cara, em breve, todos os nossos inicio do número.
computadores utilizarão este tipo de HD.
● Slots: São conectores presentes na placa mãe,
eles são necessários para adicionar placas de Grandezas de Armazenamento
expansão no computador, são elas: Essencialmente, o computador possui:
○ AGP: Slot de conexão para placa de ● Bit: É a unidade fundamental do computador, é
vídeo dedicado; a menor representação de dados, ele pode ser
○ PCI: Slot de conexão para placas 0 ou 1 (Relacione o bit como a vogal do
diversas, é um padrão antigo porque é computador).
de comunicação paralela. ● Byte: É o agrupamento de 8 bits (Relacione o
○ PCI Express: Slot de conexão de placas byte como a palavra do computador).
diversas, é a versão moderna da PCI, ● KByte ou Quilobyte: é o agrupamento de 1024
ela é de comunicação Serial. bytes.
● Leitor de DVD: Dispositivos de leitura e ● MB ou Megabytes: É o agrupamento de 1024
gravação de DVD e CD. kb.
● Conectores: São as interfaces de conexão de ● GB ou Gigabytes: É o agrupamento de 1024
cabos e acessórios, os principais são: MB.
○ PS/2: Conectores padrão para mouse e ● TB ou Terabytes: É o agrupamento de 1024 GB.
teclado (Conexão paralela)
○ USB: Conector tido como universal,
pois ele serve para uma diversidade de Tabela de Conversão
componentes e dispositivos.
○ Serial: Conector Antigo, que servia
Bit -> Byte - KB -> MB - GB - TB ->
como uma USB antigamente (É uma
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plataforma. UEFI pretende substituir a interface de
Byte > KB MB > GB >TB ...
firmware do Sistema de Entrada/Saída Básico (BIOS),
presente em todos os computadores pessoais
÷8 ÷1024 ÷1024 ÷1024 ÷1024 ÷1024
compatíveis com o IBM PC.
Softwares
Bit <- Byte KB <- MB GB <- TB <-
Byte <- KB MB <- GB TB ...
Licenças de Softwares
x8 x1024 x1024 x1024 x1024 x1024 ● Freeware: São softwares gratuitos, que podem
ser usados de acordo com os termos de uso,
não permite a venda, distribuição ou alteração
por parte do desenvolvedor.
BIOS ● Demo: São software pagos, na qual o
A BIOS (Basic Input/Output System) de um desenvolvedor disponibiliza uma fase, uma
computador, é um circuito eletrônico em forma de chip função de maneira grátis para que sirva de
na qual vem gravada de fábrica. Trata-se de um demonstração, caso o usuário se interesse, o
mecanismo responsável por algumas atividades mesmo deverá comprar uma licença e assim ter
consideradas corriqueiras em um computador, mas que acesso a todas as funcionalidades.
são de suma importância para o correto funcionamento ● TRIAL: É um software completo e que deve ser
de uma máquina. Se a BIOS para de funcionar, o PC adquirido uma licença para uso, só que o
também para. fornecedor permite que o mesmo seja usado
com todas as funcionalidades por um período
CMOS de tempo (Ex: 30 dias de uso). Geralmente
É uma memória RAM localizada na placa mãe do possui algumas restrições.
computador, essa memória mantém o registro das ● Shareware: São softwares completos e
configurações que foi selecionada pelo usuário (Você licenciados, aptos para o uso, podem ser
pode desabilitar as USBs, pode aumentar a memória da usados de acordo com os termos de uso, não
placa de vídeo, aumentar a frequência da CPU, neste permite a venda, distribuição ou alteração por
caso, estes dados ficaram gravados na CMOS), parte do desenvolvedor.
gravação de data e hora. Esta memória é mantida por ● Alfa: É uma concepção de software,
uma bateria interna localizada na própria placa mãe. normalmente, é um protótipo de um software
que vai ser desenvolvido e o desenvolvedor
AUTOPOST ou POST distribui para ser testado e pesquisar se aquele
software é viável, se terá mercado etc.
É um diagnóstico (Power-On Self-Test) realizado no
● Beta: É um software que pode ser gratuito ou
computador no momento que ele é ligado, caso seja
pago, mas que ainda está em fase de teste (Ele
detectado algum problema, o mesmo impede o
está totalmente construído), só que o seu
computador de iniciar o sistema operacional informando
desenvolvedor assume que ainda pode ocorrer
ao usuário que tem alguma coisa de errado por meio de
erros no programa e que o mesmo pode
sinais sonoros (Bipes).
receber atualizações.
Alguns testes realizados pelo Post:
● Livre: É uma licença especial (GLP - Grave esta
● Identificação da configuração instalada;
sigla), ela garante que o software é mantido
● Inicialização de todos os dispositivos periféricos
pela comunidade de programadores, e que o
de apoio da placa-mãe;
mesmo pode ser usado de maneira livre em
● Inicialização da placa de vídeo;
qualquer ambiente e qualquer condição. Um
● Teste de memória,
detalhe importante é que o software livre
● Detecção de teclado (Já caiu em questão de
garante os direitos de Estudar o Software,
concurso);
Distribuir, Comercializar e Usar o mesmo sem
● Carregamento do sistema operacional para
nenhuma restrição, a não ser que um software
memória;
livre nunca pode deixar de ser livre, e que toda
● Entrega do controle do microprocessador ao
modificação ou melhoria deve ser
sistema operacional.
disponibilizada para a comunidade e não se
pode remover os créditos dos autores
SETUP
anteriores.
É uma interface (Software) que vem programado de ● Código Aberto: É bem parecido com o software
fábrica, ele permite que o usuário realize a configuração livre, só que esta licença permite que outros
do hardware. programas sejam criados com base em código
fonte já existente de um outro software, sendo
UEFI e EFI que este não pode ser modificado pela
O Unified Extensible Firmware Interface (UEFI), em comunidade (Ex: Firefox, é desenvolvido pela
português Interface Unificada de Firmware Extensível, Mozilla, caso você queira fazer uma modificação
é uma especificação que define uma interface de no Firefox, então a Mozilla fornece uma cópia
software entre o sistema operacional e o firmware da do código e fica a sua responsabilidade fazer a
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CURSO FÊNIX 2018
modificação, só que esta modificação dará versões anteriores ou de alterações nos
origem a um novo software, o original somente arquivos desde o último backup.
a Mozilla poderá alterar). ● Backup Incremental: primeiro verificam se o
● Público: Este tipo de licença permite que o horário de alteração de um arquivo é mais
software seja utilizado, vendido, modificado recente que o horário de seu último backup. Se
sem nenhuma restrição, ele não tem garantias não for, o arquivo não foi modificado desde o
e não tem atribuição de direitos autorais. último backup e pode ser ignorado desta vez.
Por outro lado, se a data de modificação é mais
recente que a data do último backup, o arquivo
Software Básico foi modificado e deve ter seu backup feito. Os
São classificados como básicos, aqueles softwares que backups incrementais são usados em conjunto
são estritamente necessário para o funcionamento do com um backup completo frequente (ex.: um
computador, ou seja, sem ele o computador não backup completo semanal, com incrementais
funciona, pensando dessa maneira podemos concluir diários).
que o sistema operacional é classificado como um ● Backup Diferencial: o backup diferencial
software básico. Outros softwares nesta categoria são também só copia arquivos alterados desde o
os drives e BIOS ou UEFI. último backup. No entanto, a diferença deste
para o integral é o de que cada backup
Software Utilitário diferencial mapeia as alterações em relação ao
último backup completo.
Softwares utilitários são aqueles que servem para suprir
uma necessidade específica em um sistema
computacional, esta necessidade é decorrente de falhas
do sistema operacional ou mesmo a falta de Tipos Copia Marca Ação
funcionalidades ou mesmo problemas que vinheram todos arqui
junto com o software. Alguns exemplos são o Antivírus os vo
(Supre as falhas que um sistema operacional possui), Arqui como
um compactador de arquivo (Diminui o espaço em vos backu
disco), limpeza de disco (Remove dados que não tem p
mais nenhuma serventia para o sistema operacional e
mesmo assim o mesmo não foi capaz de remover). Comp Sim Sim Copia todos os dados
leto selecionado pelo usuário.
Software Aplicativo
Softwares aplicativo é aquele que serve para realizar Incre Não Sim Copia somente os arquivos
atividades específicas para o usuário, tem como ment criados ou alterados desde o
objetivo facilitar o dia a dia automatizando tarefas. al último backup Completo ou
Como exemplo citamos o Word, Excel, Calc, Photoshop. Incremental.
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CURSO FÊNIX 2018
● Setor: é uma subdivisão de uma trilha, a cada
evolução do disco, é feita a leitura de um setor;
● Unidade de Alocação ou Cluster: é a unidade
básica de alocação do espaço em disco para
arquivos e diretórios, é o espaço que cada
arquivo nosso fica localizado.
Partições
Podemos dividir um disco rígido em várias partes ou
partições, onde cada partição é independente das
outras, ou seja, cada partição pode ter o seu próprio
sistema de arquivo. Isto significa que uma partição do
disco não interfere nas outras partições.
Devemos atentar para as seguintes questões:
● Um disco pode ser dividido em até 4 partições;
● Uma partição pode ser primária ou estendida;
● Sendo que, no máximo, apenas uma partição
pode ser do tipo estendida. Isto significa que
Kernel você pode ter 4 partições primárias ou 3
Ou simplesmente núcleo, é o componente principal do partições primárias e uma partição estendida.
sistema operacional, ele serve de ponte entre ● É possível dividir uma partição estendida em
aplicativos e o processamento real de dados feito a nível partições menores chamadas de partições
de hardware. lógicas (a partição estendida não armazena
As responsabilidades do núcleo incluem gerenciar os dados e sim, outras partições lógicas). Não é
recursos do sistema (a comunicação entre componentes possível, entretanto, dividir uma partição
de hardware e software). primária.
O Kernel é o componente mais importante de um
sistema operacional, é o elemento encarregado de dar A tabela onde são armazenadas as informações sobre
acesso aos mais variados dispositivos de um as partições fica no primeiro setor do disco e chama-se
computador. O kernel organiza também o modo como MBR (Master Boot Record). Por questões históricas,
os diversos programas são executados e carregados na esta tabela possui apenas 4 entradas onde cada entrada
memória. Desta maneira, o kernel é responsável pelos descreve uma única partição.
aspectos mais críticos de um sistema operacional,
servindo como mediação entre o software e o hardware. Sistemas Arquivos Suportados
O principal propósito do núcleo é gerenciar os recursos Operaciona
do computador e permitir que outros programas rodem is
e usem destes recursos. Tipicamente estes recursos
consistem de: Windows FAT 12 - Microsoft BASIC Disk - MSDOS
● CPU 4.0
● Memória RAM FAT 16 ou FAT - DOS 4.0 ou superior
● Controle de Entrada/Saída / Windows 1.X ou superior (1.x, 2.x,
3.x, 95, 98, ME, 2000, XP,...)
Sistema de Arquivo FAT 32 - MS-DOS 7.1 e 8.0 / Windows
O sistema de arquivos é a parte do sistema operacional 95 (versão OSR2!), ou superior (95
mais visível para os usuários. Durante o tempo todo, OSR2, 98, ME, NT, 2000, XP...)
usuários manipulam arquivos contendo textos, ExFAT - FAT Estendido, também
planilhas, desenhos, figuras, jogos, etc. Cada sistema conhecido como FAT64, Windows XP
operacional possui seu próprio sistema de arquivo, que ou superior ( Vista, 7...)
nada mais é a forma como ele organiza o HD, para isso NTFS - Windows NT ou superior (NT,
temos que entender as partes que compõem um HD, 2000, XP, 2003 Server,...)
são elas: O NTFS é usado como formato para a
● Disco: É a área magnética que permite realizar instalação do Windows XP, Vista, 7, 8,
a gravação de dados no HD, é em forma de um 8.1 e 10.
disco (Parecido com DVD) e possui um braço
mecânico magnético que realiza leitura e Linux SWAP e EXT, EXT2, EXT3, EXT4,
escrita. Journal, Reiser
● Trilha: é um caminho circular na superfície de
MacOS HFS, HFS+, APFS, HighSierra
um disco ou disquete no qual a informação é
magneticamente gravada e do qual a
informação gravada é lida. Obs: O Windows 8.1 é na verdade o Windows 9.
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Processador de Texto
Word Writer
Processador de texto é uma ferramenta destinada a
apoiar a escrita em todos seus níveis. É a manipulação
de um texto antes de sua impressão, isto é, modificar, Extensão de Arquivo: Extensão de Arquivo:
corrigir, eliminar porções de texto sem a necessidade doc para versões até ODT, sendo um padrão
de usar recursos do tipo “recortar e colar”. office 2003 de documento aberto.
A maioria dos pacotes disponíveis no mercado têm em docx para versões office
comum as três funções básicas descritas abaixo, além 2007 ou superior
de características particulares que determinam seu
sucesso ou fracasso: Word 2007 não tem Writer oferece suporte
● digitação: é a criação do documento suporte de leitura/escrita total, tanto para leitura e
propriamente dita; em uma máquina de para arquivos do Writer. escrita, desde as
escrever, as palavras são escritas em uma folha Word 2010 possui primeiras versões.
de papel. Nos processadores de texto, as suporte de
palavras são armazenadas na memória do leitura,mediante
computador; instalação de plugin.
● edição: é o recurso que diferencia um Word 2013 ou superior,
processador de textos de uma máquina de tem suporte nativo para
escrever. Nos processadores de textos pode-se leitura e escrita dos
corrigir, inserir, modificar ou mover pedaços de arquivos ODT.
texto sem necessidade de redigitação;
● formatação: é a aparência do texto.
Diversos
Para Pressione
Abrir Ctrl+O
Salvar Ctrl+S
Fechar Ctrl+W
Recortar Ctrl+X
Copiar Ctrl+C
Colar Ctrl+V
Negrito Ctrl+N
Itálico Ctrl+I
Sublinhado Ctrl+U
Cancelar Esc
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Desfazer Ctrl+Z
Refazer Ctrl+Y
Para Pressione
Criar um novo documento. Ctrl+N
Abrir um documento. Ctrl+O
Fechar um documento. Ctrl+W
Dividir a janela do documento. Alt+Ctrl+S
Remover a divisão da janela do documento. Alt+Shift+C ou Alt+Ctrl+S
Salvar um documento. Ctrl+S
Para Pressione
Imprimir um documento. Ctrl+P
Mover-se pela página de visualização quando ela está com menos zoom. Page Up ou Page Down
Ir para a primeira página de visualização quando ela está com menos zoom. Ctrl+Home
Ir para a última página de visualização quando ela está com menos zoom. Ctrl+End
Para Pressione
Abra a caixa de pesquisa no painel de tarefas Navegação. Ctrl+F
Ir para uma página, um indicador, uma nota de rodapé, uma tabela, um comentário, Ctrl+G
um elemento gráfico ou para outro local.
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Para Pressione
Para Pressione
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CURSO FÊNIX 2018
Diversos
F2 Barra de fórmulas
F3 Completa o autotexto
F5 Ativar/Desativar o Navegador
F7 Verificação ortográfica
F8 Modo de extensão
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F9 Atualiza os campos
Ctrl+J Justificar
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CURSO FÊNIX 2018
Ctrl+E Centralizado
Ctrl+Shift+P Sobrescrito
Ctrl+Shift+B Subscrito
Ctrl + tecla mais Calcula o texto selecionado e copia o resultado para a área de transferência.
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CURSO FÊNIX 2018
Ctrl+Shift+Espaço Espaços incondicionais. Esses espaços não serão usados para hifenização nem
serão expandidos se o texto estiver justificado.
Alt+Enter Insere um novo parágrafo sem numeração numa lista. Não funciona se o cursor
estiver no fim da lista.
Alt+Enter Insere um novo parágrafo antes ou depois de uma seção ou antes de uma tabela.
Ctrl+Shift+Seta para cima Seleciona até o começo do parágrafo. Ao repetir, estende a seleção até o início
do parágrafo anterior
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Ctrl+Shift+Seta para baixo Seleciona até o fim do parágrafo. Ao repetir, estende a seleção até o fim do
próximo parágrafo
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CURSO FÊNIX 2018
Ctrl + clique duplo ou Ctrl + Shift Utilize esta combinação para encaixar ou desencaixar rapidamente a janela do
+ F10 Navegador, a janela Estilos e Formatação ou outras janelas
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Planilha Eletrônica
Extensão de Arquivo: Extensão de Arquivo:
São tabelas usadas para comunicar informações de
xls para versões até ODS, sendo um padrão
forma clara, precisa e sucinta. Além de permitirem a
office 2003 de documento aberto.
comunicação de informações, elas também permitem a
xlsx para versões office
manipulação automática dessas informações através de
2007 ou superior
fórmulas.
Assim, os dados que podemos inserir em uma planilha Excel 2007 não tem Calc oferece suporte
podem ser dos seguintes tipos: suporte de leitura/escrita total, tanto para leitura e
● texto; para arquivos do Calc. escrita, desde as
● valores numéricos; Excel 2010 possui primeiras versões.
● fórmulas. suporte de
leitura,mediante
As duas planilhas principais do mercado mundial é o instalação de plugin.
Excel, desenvolvido pela Microsoft, e o Calc, do pacote Excel 2013 ou superior,
office Libreoffice, na qual tem licença livre e é mantido tem suporte nativo para
pela comunidade. leitura e escrita dos
Eis algumas características destas duas planilhas: arquivos ODS.
Obs: Até o Excel 2010, uma planilha iniciava com 3 Pastas de Linhas Colunas
pastas de trabalho por padrão. Já no Excel 2013 em Trabalho
diante, uma planilha inicia apenas com 1 pasta de
trabalho. 10 Mil 1.048.576 1.024
O mesmo ocorre com Calc, a sua versão 3.5 inicia com
1 pasta apenas, nas versões anteriores iniciava com
3 pastas. A junção de uma Linha e uma coluna é
denominado de Célula, e está tem um endereço único
que é a referência da linha e coluna, por exemplo, uma
A pasta de trabalho é composta por uma folha célula que se encontra na coluna A e na linha 10 tem
quadriculada, onde são agrupadas por linhas e colunas. como endereço de célula A10. É errado fazer referência
As linhas são numeradas com números, enquanto que a uma célula por meio de sua linha e coluna, assim 10A.
as colunas são numeradas por Letras. Veja um caso: Além deste endereço, uma célula pode receber
um apelido, na qual é informado na caixa de nomes.
Versão Linhas Colunas Uma célula pode ter quantos apelidos for necessário. O
uso de apelido não está ligado somente a Célula, o
mesmo pode ser aplicado a pasta de trabalho e a
2003 65.536 256
intervalos de células.
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[Digite aqui] [Digite aqui] [Digite aqui]
Para Pressione
Copiar Ctrl+C
Colar Ctrl+V
Desfazer Ctrl+Z
Recortar Ctrl+X
Negrito Ctrl+N
Para Pressione
Mover para a borda da atual região de dados em uma planilha. Ctrl+Tecla de direção
Entrar no modo de Término, mover para a próxima célula preenchida End, Tecla de direção
na mesma coluna ou linha que a célula ativa e desativar o modo de
Término. Se as células estiverem em branco, mover para a última
célula na linha ou coluna.
Mover para a última célula de uma planilha, para a linha usada mais Ctrl+End
abaixo da coluna usada mais à direita.
Expandir a seleção de células até a última célula usada na planilha Ctrl+Shift+End
(canto inferior direito).
Mover para a célula no canto superior esquerdo da janela quando Home+Scroll Lock
Scroll Lock estiver ativado.
Mover para o começo de uma planilha. Ctrl+Home
Mover uma tela para baixo em uma planilha. Page Down
Mover para a próxima planilha na pasta de trabalho. Ctrl+Page Down
Para Pressione
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Teclas de Efeito
atalho
Ctrl+End Move o cursor para a última célula que contém dados na planilha.
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Shift+Home Seleciona todas as células desde a atual até a primeira célula da linha.
Shift+End Seleciona todas as células desde a atual até a última célula da linha.
Shift+Page Up Seleciona as células desde a atual até uma página acima na coluna ou estende a seleção existente
uma página para cima.
Shift+Page Seleciona as células desde a atual até uma página abaixo na coluna ou estende a seleção existente
Down uma página para baixo.
Ctrl+Seta para a Move o cursor para o canto esquerdo do intervalo de dados atual. Se a coluna à esquerda da
esquerda célula que contém o cursor estiver vazia, o cursor se moverá para a esquerda da próxima coluna
que contenha dados.
Ctrl+Seta para a Move o cursor para o canto direito do intervalo de dados atual. Se a coluna à direita da célula
direita que contém o cursor estiver vazia, o cursor se moverá para a direita da próxima coluna que
contenha dados.
Ctrl+Seta para Move o cursor para o canto superior do intervalo de dados atual. Se a linha acima da célula que
cima contém o cursor estiver vazia, o cursor se moverá para cima da próxima linha que contenha
dados.
Ctrl+Seta para Move o cursor para o canto inferior do intervalo de dados atual. Se a linha abaixo da célula que
cima contém o cursor estiver vazia, o cursor se moverá para baixo da próxima linha que contenha
dados.
Ctrl+Shift+Seta Seleciona todas as células contendo dados da célula atual até o fim do intervalo contínuo das
células de dados, na direção da seta pressionada. Um intervalo de células retangular será
selecionado se esse grupo de teclas for usado para selecionar linhas e colunas ao mesmo tempo.
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CURSO FÊNIX 2018
Shift+Ctrl+Page Adiciona a planilha anterior à seleção de planilhas atual. Se todas as planilhas de um documento
Up de planilha forem selecionadas, esta combinação de teclas de atalho somente selecionará a
planilha anterior. Torna atual a planilha anterior.
Shift+Ctrl+Page Adiciona a próxima planilha à seleção de planilhas atual. Se todas as planilhas de um documento
Down de planilha forem selecionadas, esta combinação de teclas de atalho somente selecionará a
próxima planilha. Torna atual a próxima planilha.
Enter ( num Move o cursor uma célula para baixo no intervalo selecionado. Para especificar a direção do
intervalo movimento do cursor, selecione Ferramentas - Opções' - LibreOffice Calc - Geral'.
selecionado)
Ctrl+ ` (consulte Exibe ou oculta as fórmulas em vez dos valores em todas as células.
a nota abaixo
desta tabela)
Teclas de Efeito
atalho
F2 Troca para o modo de edição e posiciona o cursor no final do conteúdo da célula atual. Pressione
novamente para sair do modo de edição.
Se o cursor estiver em uma caixa de entrada de uma caixa de diálogo que possui o botão Encolher,
a caixa de diálogo ficará oculta e a caixa de entrada permanecerá visível. Pressione F2 novamente
para mostrar a caixa de diálogo inteira.
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Shift+Ctrl+F2 Move o cursor para a Linha de entrada onde você pode inserir uma fórmula para a célula atual.
F4 Reorganiza as referências relativas ou absolutas (por exemplo, A1, $A$1, $A1, A$1) no campo de
entrada.
F8 Ativa ou desativa o modo de seleção adicional. Nesse modo, você pode usar as teclas de seta para
estender a seleção. Você também pode clicar em outra célula para estender a seleção.
F11 Abre a janela Estilos e formatação para você aplicar um estilo de formatação ao conteúdo da
célula ou à planilha atual.
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Alt+Seta para Aumenta a altura da linha atual (somente no Modo de compatibilidade legada do [Link]).
baixo
Alt+Seta para Diminui a altura da linha atual (somente no Modo de compatibilidade legada do [Link]).
cima
Alt+Shift+Tecla Otimiza a largura da coluna ou o tamanho da linha com base na célula atual.
de seta
Ctrl+1 (não use o teclado numérico) Abre a caixa de diálogo Formatar células
Ctrl+Shift+1 (não use o teclado numérico) Duas casas decimais, separador de milhar
Ctrl+Shift+5 (não use o teclado numérico) Formato de porcentagem padrão (duas casas decimais)
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Teclas Efeito
Tab Altera o foco movendo-se para a frente nas áreas e nos botões da caixa de
diálogo.
Shift+Tab Altera o foco movendo-se para trás nas áreas e nos botões da caixa de diálogo.
Seta para cima Move o foco um item para cima na área da caixa de diálogo atual.
Seta para baixo Move o foco um item para baixo na área da caixa de diálogo atual.
Seta para a esquerda Move o foco um item para a esquerda na área da caixa de diálogo atual.
Seta para a direita Move o foco um item para a direita na área da caixa de diálogo atual.
Alt e o caractere sublinhado na Copia ou move o campo atual para a área "Linha".
palavra "Linha"
Alt e o caractere sublinhado na Copia ou move o campo atual para a área "Coluna".
palavra "Coluna"
Alt e o caractere sublinhado na Copia ou move o campo atual para a área "Dados".
palavra "Dados"
Ctrl+Seta para cima Move o campo atual uma casa para cima.
Ctrl+Seta para cima Move o campo atual uma casa para baixo.
Ctrl+Seta para a esquerda Move o campo atual uma casa para a esquerda.
Ctrl+Seta para a direita Move o campo atual uma casa para a direita.
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CURSO FÊNIX 2018
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Correio Eletrônico O correio eletrônico ( e-mail ) é o serviço básico de
comunicação na rede. Ele é muito rápido, envia e recebe
Protocolos mensagens em questão de minutos. Enviar dados via
correio eletrônico é muito fácil. Tudo o que você precisa
Protocolo é a palavra que denomina “as regras” que é ter acesso a rede, dispor de um programa de correio
organizam e regem a sincronização da comunicação eletrônico e conhecer o endereço da pessoa com quem
entre dois sistemas computacionais. Ou seja, controla e deseja se comunicar.
possibilita a transferência de dados.
● POP3 (Recebe): [Offline] Protocolo referente a
leitura/recebimento de email. Transfere as Programas de Correio Eletrônico
mensagens, removendo-as do servidor. Deste
modo, os e-mails deixam de estar disponíveis
através do webmail ou programa de e-mail. Os programas de correio eletrônico devem ser
● IMAP (Recebe): [Online] permite o acesso de compatíveis com seu computador. Uma característica
vários clientes à mesma caixa de correio, comum dos programas de correio eletrônico é que eles
mantendo as mensagens de e-mail disponíveis permitem que você componha envie,receba mensagens
no servidor para mais tarde realizar acesso e depois organize-as. Existem diversos programas de
através do webmail. correio que você pode utilizar. Estes programas podem
● SMTP (Envia): é usado quando o e-mail é ser de empresas diferentes mas conseguem se
entregue a partir de um cliente de e-mail a um comunicar.
servidor de e-mail ou quando o e-mail é
entregue a partir de um servidor de e-mail para
outro Endereços de Correio Eletrônico
Criptografia
A criptografia, considerada como a ciência e a arte de
escrever mensagens em forma cifrada ou em código, é
um dos principais mecanismos de segurança que você
pode usar para se proteger dos riscos associados ao uso
da Internet.
Por meio do uso da criptografia você pode:
● proteger os dados sigilosos armazenados em
seu computador, como o seu arquivo de senhas
e a sua declaração de Imposto de Renda;
● criar uma área (partição) especı ́fica no seu
computador, na qual todas as informações que
forem lá gravadas serão automaticamente
criptografadas;
● proteger seus backups contra acesso indevido,
principalmente aqueles enviados para áreas de
armazenamento externo de mı ́dias;
● proteger as comunicações realizadas pela
Internet, como os e-mails enviados/recebidos e
as transações bancárias e comerciais
realizadas.
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CURSO FÊNIX 2018
desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia,
por determinação judicial;
TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais XII - é inviolável o sigilo da correspondência e
CAPÍTULO I das comunicações telegráficas, de dados e das
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por
COLETIVOS ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei
estabelecer para fins de investigação criminal ou
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem instrução processual penal;
distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho,
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à ofício ou profissão, atendidas as qualificações
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos profissionais que a lei estabelecer;
seguintes:
XIV - é assegurado a todos o acesso à
I - homens e mulheres são iguais em direitos e informação e resguardado o sigilo da fonte, quando
obrigações, nos termos desta Constituição; necessário ao exercício profissional;
XXVI - a pequena propriedade rural, assim XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder
definida em lei, desde que trabalhada pela família, Judiciário lesão ou ameaça a direito;
não será objeto de penhora para pagamento de
débitos decorrentes de sua atividade produtiva, XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido,
dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;
desenvolvimento;
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo exceção;
de utilização, publicação ou reprodução de suas
obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri,
lei fixar; com a organização que lhe der a lei, assegurados:
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos XLIV - constitui crime inafiançável e
públicos informações de seu interesse particular, ou imprescritível a ação de grupos armados, civis ou
de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no militares, contra a ordem constitucional e o Estado
prazo da lei, sob pena de responsabilidade, Democrático;
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à
segurança da sociedade e do Estado; XLV - nenhuma pena passará da pessoa do
condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e
XXXIV - são a todos assegurados, a decretação do perdimento de bens ser, nos termos
independentemente do pagamento de taxas: da lei, estendidas aos sucessores e contra eles
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executadas, até o limite do valor do patrimônio assegurados o contraditório e ampla defesa, com os
transferido; meios e recursos a ela inerentes;
XLVI - a lei regulará a individualização da pena LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas
e adotará, entre outras, as seguintes: obtidas por meios ilícitos;
b) a certidão de óbito;
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Art. 4º. A antigüidade entre os
LEI Nº 13.407, DE 21.11.03 (D.O. DE militares do Estado, em igualdade de posto ou
02.12.03) graduação, será definida, sucessivamente, pelas
seguintes condições:
I - data da última promoção;
Institui o Código Disciplinar da Polícia Militar do II - prevalência sucessiva dos graus
Ceará e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado hierárquicos anteriores;
do Ceará, dispõe sobre o comportamento ético dos III - classificação no curso de
militares estaduais, estabelece os procedimentos formação ou habilitação;
para apuração da responsabilidade administrativo- IV - data de nomeação ou admissão;
disciplinar dos militares estaduais e dá outras V - maior idade.
providências. Parágrafo único. Nos casos de
promoção a primeiro-tenente, de nomeação de
oficiais, ou admissão de cadetes ou alunos -
O GOVERNADOR DO ESTADO DO soldados prevalecerá, para efeito de antigüidade,
CEARÁ a ordem de classificação obtida nos respectivos
cursos ou concursos.
Faço saber que a Assembléia Art. 5º. A precedência funcional
Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei: ocorrerá quando, em igualdade de posto ou
graduação, o oficial ou a praça:
CAPÍTULO I I - ocupar cargo ou função que lhe
Das Disposições Gerais atribua superioridade funcional sobre os
integrantes do órgão ou serviço que dirige,
Art. 1º. Esta Lei institui o Código comanda ou chefia;
Disciplinar da Polícia Militar do Ceará e do Corpo II - estiver no serviço ativo, em
de Bombeiros Militar do Estado do Ceará, relação aos inativos.
Corporações Militares Estaduais organizadas com
base na hierarquia e na disciplina, dispõe sobre o CAPÍTULO II
comportamento ético dos militares estaduais e Da Deontologia Policial-Militar
estabelece os procedimentos para apuração da
responsabilidade administrativo-disciplinar dos Seção I
militares estaduais. Disposições Preliminares
Art. 2º. Estão sujeitos a esta Lei os
militares do Estado do serviço ativo, os da reserva Art. 6º. A deontologia militar
remunerada, nos termos da legislação vigente. estadual é constituída pelos valores e deveres
Parágrafo único. O disposto neste éticos, traduzidos em normas de conduta, que se
artigo não se aplica: impõem para que o exercício da profissão do
I - aos militares do Estado, ocupantes militar estadual atinja plenamente os ideais de
de cargos públicos não militares ou eletivos; realização do bem comum, mediante:
II - aos Magistrados da Justiça I - relativamente aos policiais
Militar; militares, a preservação da ordem pública e a
III - aos militares reformados do garantia dos poderes constituídos;
Estado. II - relativamente aos bombeiros
Art. 3º. Hierarquia militar estadual é militares, a proteção da pessoa, visando sua
a ordenação progressiva da autoridade, em graus incolumidade em situações de risco, infortúnio ou
diferentes, da qual decorre a obediência, dentro de calamidade.
da estrutura da Polícia Militar e do Corpo de § 1º. Aplicada aos componentes das
Bombeiros Militar, culminando no Governador do Corporações Militares, independentemente de
Estado, Chefe Supremo das Corporações Militares posto ou graduação, a deontologia policial -militar
do Estado. reúne princípios e valores úteis e lógicos a valores
§ 1º. A ordenação da autoridade se espirituais superiores, destinados a elevar a
faz por postos e graduações, de acordo com o profissão do militar estadual à condição de
escalonamento hierárquico, a antigüidade e a missão.
precedência funcional. § 2º. O militar do Estado prestará
§ 2º. Posto é o grau hierárquico dos compromisso de honra, em caráter solene,
oficiais, conferido por ato do Governador do afirmando a consciente aceitação dos valores e
Estado e confirmado em Carta Patente ou Folha deveres militares e a firme disposição de bem
de Apostila. cumpri-los.
§ 3º. Graduação é o grau hierárquico
das praças, conferido pelo Comandante-Geral da
respectiva Corporação Militar.
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Seção II X - estar sempre disponível e
Dos Valores Militares Estaduais preparado para as missões que de sempenhe;
XI - exercer as funções com
Art. 7º. Os valores fundamentais, integridade e equilíbrio, segundo os princípios
determinantes da moral militar estadual, são os que regem a administração pública, não
seguintes: sujeitando o cumprimento do dever a influências
I - o patriotismo; indevidas;
II - o civismo; XII - procurar manter boas relações
III - a hierarquia; com outras categorias profissionais, conhecendo
IV - a disciplina; e respeitando-lhes os limites de competência,
V - o profissionalismo; mas elevando o conceito e os padrões da própria
VI - a lealdade; profissão, zelando por sua competência e
VII - a constância; autoridade;
VIII - a verdade real; XIII - ser fiel na vida militar,
IX - a honra; cumprindo os compromissos relacionados às suas
X - a dignidade humana; atribuições de agente público;
XI - a honestidade; XIV - manter ânimo forte e fé na
XII - a coragem. missão militar, mesmo diante das dificuldades,
demonstrando persistência no trabalho para
Seção III superá-las;
Dos Deveres Militares Estaduais XV - zelar pelo bom nome da
Instituição Militar e de seus componentes,
Art. 8º. Os deveres éticos, emanados aceitando seus valores e cumprindo seus deveres
dos valores militares estaduais e que conduzem a éticos e legais;
atividade profissional sob o signo da retidão XVI - manter ambiente de harmonia
moral, são os seguintes: e camaradagem na vida profissional,
I - cultuar os símbolos e as tradições solidarizando-se com os colegas nas dificuldades,
da Pátria, do Estado do Ceará e da respectiva ajudando-os no que esteja ao seu alcance;
Corporação Militar e zelar por sua inviolabilidade; XVII - não pleitear para si, por meio
II - cumprir os deveres de cidadão; de terceiros, cargo ou função que esteja sendo
III - preservar a natureza e o meio exercido por outro militar do Estado;
ambiente; XVIII - proceder de maneira ilibada
IV - servir à comunidade, na vida pública e particular;
procurando, no exercício da suprema missão de XIX - conduzir-se de modo não
preservar a ordem pública e de proteger a pessoa, subserviente, sem ferir os princípios de
promover, sempre, o bem estar comum, dentro hierarquia, disciplina, respeito e decoro;
da estrita observância das normas jurídicas e das XX - abster-se do uso do posto,
disposições deste Código; graduação ou cargo para obter facilidades
V - atuar com devotamento ao pessoais de qualquer natureza ou para
interesse público, colocando-o acima dos anseios encaminhar negócios particulares ou de terceiros,
particulares; exercer sempre a função pública com
VI - atuar de forma disciplinada e honestidade, não aceitando vantagem indevida,
disciplinadora, com respeito mútuo a superiores e de qualquer espécie;
a subordinados, e com preocupação para com a XXI - abster-se, ainda que na
integridade física, moral e psíquica de todos os inatividade, do uso das designações hierárquicas
militares do Estado, inclusive dos ag regados, em:
envidando esforços para bem encaminhar a a) atividade político-partidária, salvo
solução dos problemas surgidos; quando candidato a cargo eletivo;
VII - ser justo na apreciação de atos b) atividade comercial ou industrial;
e méritos dos subordinados; c) pronunciamento público a respeito
VIII - cumprir e fazer cumprir, dentro de assunto militar, salvo os de natureza técnica;
de suas atribuições legalmente definidas, a d) exercício de cargo ou função de
Constituição, as leis e as ordens legais das natureza civil;
autoridades competentes, exercendo suas XXII - prestar assistência moral e
atividades com responsabilidade, incutindo este material ao lar, conduzindo-o como bom chefe de
senso em seus subordinados; família;
IX - dedicar-se em tempo integral ao XXIII - considerar a verdade, a
serviço militar estadual, buscando, com todas as legalidade e a responsabilidade como
energias, o êxito e o aprimoramento técnico- fundamentos de dignidade pessoal;
profissional e moral;
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XXIV - exercer a profissão sem § 3º. Aos militares do Estado da ativa
discriminações ou restrições de ordem religiosa, são proibidas manifestações coletivas sobre atos
política, racial ou de condição social; de superiores, de caráter reivindicatório e de
XXV - atuar com prudência nas cunho político-partidário, sujeitando-se as
ocorrências militares, evitando exacerbá-las; manifestações de caráter individual aos preceitos
XXVI - respeitar a integridade física, deste Código.
moral e psíquica da pessoa do preso ou de quem § 4º. É assegurado ao militar do
seja objeto de incriminação, evitando o uso Estado inativo o direito de opinar sobre assunto
desnecessário de violência; político e externar pensamento e conceito ideoló -
XXVII - observar as normas de boa gico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao
educação e de discrição nas atitudes, maneiras e interesse público, devendo observar os preceitos
na linguagem escrita ou falada; da ética militar e preservar os valores militares
XXVIII - não solicitar publicidade ou em suas manifestações essenciais.
provocá-lo visando a própria promoção pessoal;
XXIX - observar os direitos e CAPÍTULO III
garantias fundamentais, agindo com isenção, Da Disciplina Militar
eqüidade e absoluto respeito pelo ser humano,
não se prevalecendo de sua condição de Art. 9º. A disciplina militar é o exato
autoridade pública para a prática de cumprimento dos deveres do militar estadual,
arbitrariedade; traduzindo-se na rigorosa observância e
XXX - não usar meio ilícito na acatamento integral das leis, regulamentos,
produção de trabalho intelectual ou em avaliação normas e ordens, por parte de todos e de cada
profissional, inclusive no âmbito do ensin o; integrante da Corporação Militar.
XXXI - não abusar dos meios do § 1º. São manifestações essenciais
Estado postos à sua disposição, nem distribuí-los da disciplina:
a quem quer que seja, em detrimento dos fins da I - a observância rigorosa das
administração pública, coibindo, ainda, a prescrições legais e regulamentares;
transferência, para fins particula res, de II - a obediência às ordens legais dos
tecnologia própria das funções milita res; superiores;
XXXII - atuar com eficiência e III - o emprego de todas as energias
probidade, zelando pela economia e conservação em benefício do serviço;
dos bens públicos, cuja utilização lhe for con - IV - a correção de atitudes;
fiada; V - as manifestações espontâneas de
XXXIII - proteger as pessoas, o acatamento dos valores e deveres éticos;
patrimônio e o meio ambiente com abnegação e VI - a colaboração espontânea na
desprendimento pessoal; disciplina coletiva e na eficiência da Instituição.
XXXIV - atuar onde estiver, mesmo § 2º. A disciplina e o respeito à
não estando em serviço, para preservar a ordem hierarquia devem ser mantidos,
pública ou prestar socorro, desde que não exista, permanentemente, pelos militares do Estado,
naquele momento, força de serviço suficiente; tanto no serviço ativo, quanto na inatividade.
XXXV - manter atualizado seu § 3º. A camaradagem é indispensável
endereço residencial, em seus registros à formação e ao convívio do militar, incumbindo
funcionais, comunicando qualquer mudança; aos comandantes incentivar e manter a har monia
XXXVI – cumprir o expediente ou e a solidariedade entre os seus comandados,
serviços ordinário e extraordinário, para os quais, promovendo estímulos de aproximação e
nestes últimos, esteja nominalmente escalado, cordialidade.
salvo impedimento de força maior. § 4º. A civilidade é parte integrante
§ 1º. Ao militar do Estado em serviço da educação policial-militar, cabendo a superiores
ativo é vedado exercer atividade de segurança e subordinados atitudes de respeito e deferência
particular, comércio ou tomar parte da mútuos.
administração ou gerência de sociedade Art. 10. As ordens legais devem ser
empresária ou dela ser sócio ou participar, exceto prontamente acatadas e executadas, cabendo
como acionista, cotista ou comanditário. inteira responsabilidade à autoridade que as
§ 2º. Compete aos Comandantes determinar.
fiscalizar os subordinados que apresentarem § 1º. Quando a ordem parecer
sinais exteriores de riqueza, incompatíveis com a obscura, o subordinado, ao recebê-la, poderá
remuneração do respectivo cargo, provocando a solicitar que os esclarecimentos necessários
instauração de procedimento criminal e/ou sejam oferecidos de maneira formal.
administrativo necessário à comprovação da § 2º. Cabe ao executante que
origem dos seus bens. exorbitar no cumprimento da ordem recebida à
responsabilidade pelo abuso ou excesso que
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cometer, salvo se o fato é cometido sob coação estabelecimentos das Corporações Militares do
irresistível ou sob estreita obediência à ordem, Estado;
não manifestamente ilegal, de s uperior V - propor retificação de erros e exigir
hierárquico, quando só será punível o autor da providências relativas a omissões e à eliminação
coação ou da ordem. de abuso de poder;
VI - requerer a instauração de
CAPÍTULO IV inquérito policial ou policial militar, bem como
Da Violação dos Valores, dos Deveres e da acompanhar a sua apuração ou solução;
Disciplina VII - realizar os serviços de
correição, em caráter permanente ou
Seção I extraordinário, nos procedimentos penais
Disposições Preliminares militares realizados pelas Corporações Militares
Estaduais;
Art. 11. A ofensa aos valores e aos VIII - criar grupos de trabalho ou
deveres vulnera a disciplina militar, con stituindo comissões, de caráter transitório, para atuar em
infração administrativa, penal ou civil, iso lada ou projetos e programas específicos, contando com
cumulativamente. a participação de outros órgãos e entidades da
§ 1º. O militar do Estado é Administração Pública do Estado.
responsável pelas decisões que tomar ou pelos § 5º Excepcionalmente, Portaria do
atos que praticar, inclusive nas missões Secretário da Segurança Pública e Defesa Social
expressamente determinadas, bem como pela poderá autorizar as Corporações Militares do
não-observância ou falta de exação no Estado a instaurarem e realizarem sindicâncias de
cumprimento de seus deveres. que trata o inciso I deste artigo, competindo à
§ 2º. O superior hierárquico Corregedoria-Geral acompanhar as suas
responderá solidariamente, na esfera apurações e soluções.
administrativo-disciplinar, incorrendo nas
mesmas sanções da transgressão praticada por Seção II
seu subordinado quando: Da Transgressão Disciplinar
I - presenciar o cometimento da
transgressão deixando de atuar para fazê-la Art. 12. Transgressão disciplinar é a
cessar imediatamente; infração administrativa caracterizada pela
II - concorrer diretamente, por ação violação dos deveres militares, cominando ao
ou omissão, para o cometimento da transgressão, infrator as sanções previstas neste Código, sem
mesmo não estando presente no local do ato. prejuízo das responsabilidades penal e civil.
§ 3º. A violação da disciplina militar § 1º. As transgressões disciplinares
será tão mais grave quanto mais elevado for o compreendem:
grau hierárquico de quem a cometer. I - todas as ações ou omissões
§ 4º A disciplina e o comportamento do contrárias à disciplina militar, especificadas no
militar estadual estão sujeitos à fiscalização, disciplina artigo seguinte, inclusive os crimes previstos nos
e orientação pela Controladoria Geral de Disciplina dos Códigos Penal ou Penal Militar ;
Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário, II - todas as ações ou omissões não
na forma da lei: (redação dada pela Lei N° 14.933, DE especificadas no artigo seguinte, mas que
08.06.11) também violem os valores e deveres mili tares.
I - instaurar e realizar sindicância por § 2º. As transgressões disciplinares
suposta transgressão disciplinar que ofenda a previstas nos itens I e II do parágrafo anterior,
incolumidade da pessoa e do patrimônio serão classificadas como graves, desde que
estranhos às estruturas das Corporações Militares venham a ser:
do Estado; I - atentatórias aos Poderes
II - receber sugestões e reclamações, Constituídos, às instituições ou ao Estado;
dando a elas o devido encaminhamento, inclusive II - atentatórias aos direitos humanos
de denúncias que cheguem ao seu conhecimento, fundamentais;
desde que diversas das previstas no inciso I deste III - de natureza desonrosa.
parágrafo, bem como acompanhar as suas § 3º. As transgressões previstas no
apurações e soluções; inciso II do § 1º e não enquadráveis em algum
III - requerer a instauração de dos itens do § 2º, deste artigo, serão classificadas
conselho de justificação ou disciplina ou de pela autoridade competente como médias ou
processo administrativo-disciplinar, bem como leves, consideradas as circunstâncias do fato.
acompanhar a sua apuração ou solução; § 4º. Ao militar do Estado, aluno de
IV - realizar, inclusive por iniciativa curso militar, aplica-se, no que concerne à
própria, inspeções, vistorias, exames, disciplina, além do previsto neste C ódigo,
investigações e auditorias administrativas nos subsidiariamente, o disposto nos regulamentos
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próprios dos estabelecimentos de ensino onde XVI - provocar desfalques ou deixar
estiver matriculado. de adotar providências, na esfera de suas
§ 5º. A aplicação das penas atribuições, para evitá-los (G);
disciplinares previstas neste Código independe do XVII - utilizar-se da condição de
resultado de eventual ação penal ou cível. militar do Estado para obter facilidades pessoais
Art. 13. As transgressões de qualquer natureza ou para encaminhar ne -
disciplinares são classificadas, de acordo com sua gócios particulares ou de terceiros (G);
gravidade, em graves (G), médias (M) e leves (L), XVIII - dar, receber ou pedir
conforme disposto neste artigo. gratificação ou presente com finalidade de
§ 1 º São transgressões disciplinares retardar, apressar ou obter solução favorável em
graves: qualquer ato de serviço (G);
I - desconsiderar os direitos XIX - fazer, diretamente ou por
constitucionais da pessoa no ato da prisão (G); intermédio de outrem, agiotagem ou transação
II - usar de força desnecessária no pecuniária envolvendo assunto de serviço, bens
atendimento de ocorrência ou no ato de efetuar da administração pública ou material cuja
prisão (G); comercialização seja proibida (G);
III - deixar de providenciar para que XX - exercer, o militar do Estado em
seja garantida a integridade física das pessoas serviço ativo, a função de segurança particular ou
que prender ou detiver (G); administrar ou manter vínculo de qualquer
IV - agredir física, moral ou natureza com empresa do ramo de segurança ou
psicologicamente preso sob sua guarda ou vigilância (G);
permitir que outros o façam (G); XXI - exercer qualquer atividade
V - permitir que o preso, sob sua estranha à Instituição Militar com prejuízo do
guarda, conserve em seu poder instrumentos ou serviço ou com emprego de meios do Estado ou
outros objetos proibidos, com que possa ferir a si manter vínculo de qualquer natureza com
próprio ou a outrem (G); organização voltada para a prática de atividade
VI - faltar com a verdade (G); tipificada como contravenção ou crime(G);
VII - ameaçar, induzir ou instigar XXII - exercer, o militar do Estado
alguém para que não declare a verdade em em serviço ativo, o comércio ou tomar parte na
procedimento administrativo, civil ou penal (G); administração ou gerência de sociedade
VIII - utilizar-se do anonimato para empresária ou dela ser sócio, exceto como acio-
fins ilícitos (G); nista, cotista ou comanditário (G) ;
IX - envolver, indevidamente, o nome XXIII - deixar de fiscalizar o
de outrem para esquivar-se de responsabilidade subordinado que apresentar sinais exteriores de
(G); riqueza, incompatíveis com a remuneração do
X - publicar, divulgar ou contribuir cargo (G);
para a divulgação irrestrita de fatos, documentos XXIV - não cumprir, sem justo
ou assuntos administrativos ou técnicos de motivo, a execução de qualquer ordem legal
natureza militar ou judiciária, que possam recebida (G);
concorrer para o desprestígio da Corporação XXV - dar, por escrito ou
Militar: verbalmente, ordem manifestamente ilegal que
XI - liberar preso ou detido ou possa acarretar responsabilidade ao subordinado,
dispensar parte de ocorrência sem competência ainda que não chegue a ser cumprida (G);
legal para tanto (G); XXVI - deixar de assumir a
XII - receber vantagem de pessoa responsabilidade de seus atos ou pelos praticados
interessada no caso de furto, roubo, objeto por subordinados que agirem em cumprimento de
achado ou qualquer outro tipo de ocorrência ou sua ordem (G);
procurá-la para solicitar vantagem (G); XXVII - aconselhar ou concorrer para
XIII - receber ou permitir que seu não ser cumprida qualquer ordem legal de
subordinado receba, em razão da função pública, autoridade competente, ou serviço, ou para que
qualquer objeto ou valor, mesmo quando seja retardada, prejudicada ou embaraçada a sua
oferecido pelo proprietário ou responsável (G); execução (G);
XIV - apropriar-se de bens XXVIII - dirigir-se, referir-se ou
pertencentes ao patrimônio público ou particular responder a superior de modo desrespeitoso (G);
(G); XXIX - recriminar ato legal de
XV - empregar subordinado ou superior ou procurar desconsiderá-lo (G);
servidor civil, ou desviar qualquer meio XXX - ofender, provocar ou desafiar
material ou financeiro sob sua responsabilidade superior, igual ou subordinado hierárquico ou
ou não, para a execução de atividades diversas qualquer pessoa, estando ou não de serviço (G);
daquelas para as quais foram des tinadas, em
proveito próprio ou de outrem (G);
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XXXI - promover ou participar de luta XLIX - andar ostensivamente
corporal com superior, igual, ou subordinado armado, em trajes civis, não se achando de
hierárquico (G); serviço (G);
XXXII - ofender a moral e os bons L - disparar arma por imprudência,
costumes por atos, palavras ou gestos (G); negligência, imperícia, ou desnecessariamente
XXXIII - desconsiderar ou (G);
desrespeitar, em público ou pela imprensa, os LI - não obedecer às regras básicas
atos ou decisões das autoridades civis ou dos ór- de segurança ou não ter cautela na guarda de
gãos dos Poderes Constituídos ou de qualquer de arma própria ou sob sua responsabilidade (G);
seus representantes (G); LII - dirigir viatura ou pilotar
XXXIV - desrespeitar, desconsiderar aeronave ou embarcação policial com imperícia,
ou ofender pessoa por palavras, atos ou gestos, negligência, imprudência ou sem habilitação legal
no atendimento de ocorrência militar ou em (G);
outras situações de serviço (G); LIII - retirar ou tentar retirar de
XXXV - evadir-se ou tentar evadir-se local, sob administração militar, material, viatura,
de escolta, bem como resistir a ela (G); aeronave, embarcação ou animal, ou mesmo
XXXVI - tendo conhecimento de deles servir-se, sem ordem do responsável ou
transgressão disciplinar, deixar de apurá-la (G); proprietário (G);
XXXVII - deixar de comunicar ao LIV - entrar, sair ou tentar fazê-lo, de
superior imediato ou, na ausência deste, a Organização Militar, com tropa, sem prévio
qualquer autoridade superior toda informação conhecimento da autoridade competente, salvo
que tiver sobre iminente perturbação da ordem para fins de instrução autorizada pelo comando
pública ou grave alteração do serviço ou de sua (G);
marcha, logo que tenha conhecimento (G); LV - freqüentar ou fazer parte de
XXXVIII - omitir, em boletim de sindicatos, associações profissionais com caráter
ocorrência, relatório ou qualquer documento, de sindicato, ou de associações cujos estatutos
dados indispensáveis ao esclarecimento dos fatos não estejam de conformidade com a lei (G);
(G); LVI - divulgar, permitir ou concorrer
XXXIX - subtrair, extraviar, danificar para a divulgação indevida de fato ou documento
ou inutilizar documentos de interesse da de interesse da administração pública com
administração pública ou de terceiros (G); classificação sigilosa (G);
XL - deixar de assumir, orientar ou LVII - comparecer ou tomar parte de
auxiliar o atendimento de ocorrência, quando movimento reivindicatório, no qual os
esta, por sua natureza ou amplitude, assim o participantes portem qualquer tipo de
exigir (G); armamento, ou participar de greve (G);
XLI - passar a ausente (G); LVIII - ferir a hierarquia ou a
XLII - abandonar serviço para o qual disciplina, de modo comprometedor para a
tenha sido designado ou recusar-se a executá-lo segurança da sociedade e do Estado (G).
na forma determinada (G); § 2º. São transgressões disciplinares
XLIII - faltar ao expediente ou ao médias:
serviço para o qual esteja nominalmente escalado I - reter o preso, a vítima, as
(G); testemunhas ou partes não definidas por mais
XLIV - afastar-se, quando em tempo que o necessário para a solução do
atividade militar com veículo automotor, procedimento policial, administrativo ou penal
aeronave, embarcação ou a pé, da área em que (M);
deveria permanecer ou não cumprir roteiro de II - espalhar boatos ou notícias
patrulhamento predeterminado (G); tendenciosas em prejuízo da boa ordem civil ou
XLV - dormir em serviço de militar ou do bom nome da Corporação Militar
policiamento, vigilância ou segurança de pessoas (M);
ou instalações, salvo quando autorizado (G); III - provocar ou fazer-se,
XLVI - fazer uso, estar sob ação ou voluntariamente, causa ou origem de alarmes
induzir outrem ao uso de substância proibida, injustificados (M);
entorpecente ou que determine dependência IV - concorrer para a discórdia,
física ou psíquica, ou introduzi-las em local sob desarmonia ou cultivar inimizade entre
administração militar (G); companheiros (M);
XLVII - ingerir bebida alcoólica V - entender-se com o preso, de
quando em serviço ou apresentar-se alcoolizado forma velada, ou deixar que alguém o faça, sem
para prestá-lo (G); autorização de autoridade competente (M);
XLVIII - portar ou possuir arma em VI - contrair dívida ou assumir
desacordo com as normas vigentes (G); compromisso superior às suas possibilidades,
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desde que venha a expor o nome da Corporação XXV - faltar a qualquer ato em que
Militar (M); deva tomar parte ou assistir, ou ainda, retirar-se
VII - retardar, sem justo motivo, a antes de seu encerramento sem a devida
execução de qualquer ordem legal recebida (M); autorização (M);
VIII - interferir na administração de XXVI - afastar-se de qualquer lugar
serviço ou na execução de ordem ou missão sem em que deva estar por força de dispositivo ou
ter a devida competência para tal (M); ordem legal (M);
IX - procurar desacreditar seu XXVII - permutar serviço sem
superior ou subordinado hierárquico (M); permissão da autoridade competente (M);
X - deixar de prestar a superior XXVIII - simular doença para
hierárquico continência ou outros sinais de honra esquivar-se ao cumprimento do dever (M);
e respeito previstos em regulamento (M); XXIX - deixar de se apresentar às
XI - deixar de corresponder a autoridades competentes nos casos de
cumprimento de seu subordinado (M); movimentação ou quando designa do para
XII - deixar de exibir, estando ou não comissão ou serviço extraordinário (M);
uniformizado, documento de identidade funcional XXX - não se apresentar ao seu su-
ou recusar-se a declarar seus dados de perior imediato ao término de qualquer
identificação quando lhe for exigido por afastamento do serviço ou, ainda, logo que sou-
autoridade competente (M); ber que o mesmo tenha sido interrompido ou
XIII - deixar de fazer a devida suspenso (M);
comunicação disciplinar (M); XXXI - dormir em serviço, salvo
XIV - deixar de punir o transgressor quando autorizado (M);
da disciplina, salvo se houver causa de XXXII - introduzir bebidas alcoólicas
justificação (M); em local sob administração militar, salvo se
XV - não levar fato ilegal ou devidamente autorizado (M);
irregularidade que presenciar ou de que tiver XXXIII - comparecer ou tomar parte
ciência, e não lhe couber reprimir, ao de movimento reivindicatório, no qual os
conhecimento da autoridade para isso participantes não portem qualquer tipo de
competente (M); armamento, que possa concorrer para o
XVI - deixar de manifestar-se nos desprestígio da corporação militar ou ferir a
processos que lhe forem encaminhados, exceto hierarquia e a disciplina;
nos casos de suspeição ou impedimento, ou de XXXIV - ter em seu poder, introduzir,
absoluta falta de elementos, hipótese em que ou distribuir em local sob administração militar,
essas circunstâncias serão declaradas (M); substância ou material inflamável ou ex plosivo
XVII - deixar de encaminhar à sem permissão da autoridade competente (M);
autoridade competente, no mais curto prazo e XXXV - desrespeitar regras de
pela via hierárquica, documento ou processo que trânsito, de tráfego aéreo ou de navegação
receber, se não for de sua alçada a solução (M); marítima, lacustre ou fluvial, salvo quando
XVIII - trabalhar mal, essencial ao atendimento de ocorrência
intencionalmente ou por desídia, em qualquer emergencial (M);
serviço, instrução ou missão (M); XXXVI - autorizar, promover ou
XIX - retardar ou prejudicar o serviço executar manobras perigosas com viaturas,
de polícia judiciária militar que deva promover ou aeronaves, embarcações ou animais, salvo
em que esteja investido (M); quando essencial ao atendimento de ocorrência
XX - desrespeitar medidas gerais de emergencial (M);
ordem militar, judiciária ou administrativa, ou XXXVII - não ter o devido zelo,
embaraçar sua execução (M); danificar, extraviar ou inutilizar, por ação ou
XXI - não ter, pelo preparo próprio omissão, bens ou animais pertencentes ao
ou de seus subordinados ou instruendos, a patrimônio público ou particular, que estejam ou
dedicação imposta pelo sentimento do dever (M); não sob sua responsabilidade (M);
XXII - causar ou contribuir para a XXXVIII - negar-se a utilizar ou a
ocorrência de acidente de serviço ou instrução receber do Estado fardamento, armamento,
(M); equipamento ou bens que lhe sejam destinados
XXIII - apresentar comunicação ou devam ficar em seu poder ou sob sua
disciplinar ou representação sem fundamento ou responsabilidade (M);
interpor recurso disciplinar sem observar as pres - XXXIX - deixar o responsável pela
crições regulamentares (M); segurança da Organização Militar de cum prir as
XXIV - dificultar ao subordinado o prescrições regulamentares com respeito à
oferecimento de representação ou o exercício do entrada, saída e permanência de pessoa estranha
direito de petição (M); (M);
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XL - permitir que pessoa não LIV - faltar a ato judiciário,
autorizada adentre prédio ou local interditado administrativo ou similar, salvo motivo relevante
(M); a ser comunicado por escrito à autoridade a que
XLI - deixar, ao entrar ou sair de estiver subordinado, e assim considerado por
Organização Militar onde não sirva, de dar ciência esta, na primeira oportunidade, antes ou depois
da sua presença ao Oficial-de-Dia ou de serviço do ato, do qual tenha sido previamente
e, em seguida, se oficial, de procurar o cientificado (M);
comandante ou o oficial de posto mais elevado ou LV - deixar de identificar-se quando
seu substituto legal para expor a razão de sua solicitado, ou quando as circunstâncias o exigirem
presença, salvo as exceções regulamentares (M);
previstas (M); LVI - procrastinar injustificadamente
XLII - adentrar, sem permissão ou expediente que lhe seja encaminhado, bem como
ordem, aposentos destinados a superior ou onde atrasar o prazo de conclusão de inquérito policial
este se encontre, bem como qualquer ou tro lugar militar, conselho de justificação ou disciplina,
cuja entrada lhe seja vedada (M); processo administrativo-disciplinar, sindicância
XLIII - abrir ou tentar abrir qualquer ou similar (M);
dependência da Organização Militar, desde que LVII - manter relações de amizade ou
não seja a autoridade competente ou sem sua exibir-se em público com pessoas de nótorios e
ordem, salvo em situações de emergência (M); desabonados antecedentes criminais ou policiais,
XLIV - permanecer em dependência salvo por motivo relevante ou de serviço (M);
de outra Organização Militar ou lo cal de serviço LVIII - retirar, sem autorização da
sem consentimento ou ordem da autoridade autoridade competente, qualquer objeto ou
competente (M); documento da Corporação Militar (M);
XLV - deixar de exibir a superior § 3 º. São transgressões disciplinares
hierárquico, quando por ele solicitado, objeto ou leves:
volume, ao entrar ou sair de qualquer I - deixar de comunicar ao superior a
Organização Militar (M); execução de ordem dele recebida, no mais curto
XLVI - apresentar-se, em qualquer prazo possível (L);
situação, mal uniformizado, com o uniforme II - retirar-se da presença do superior
alterado ou diferente do previsto, contrariando o hierárquico sem obediência às normas
Regulamento de Uniformes da Corporação Militar regulamentares (L);
ou norma a respeito (M); III - deixar, tão logo seus afazeres o
XLVII - usar no uniforme insígnia, permitam, de apresentar-se ao seu superior
medalha, condecoração ou distintivo, não funcional, conforme prescrições regulamenta res
regulamentares ou de forma indevida (M); (L);
XLVIII - comparecer, uniformizado, IV - deixar, nas solenidades, de
a manifestações ou reuniões de caráter político- apresentar-se ao superior hierárquico de posto ou
partidário, salvo por motivo de serviço (M); graduação mais elevada e de saudar os demais,
XLIX - autorizar, promover ou de acordo com as normas regulamentares (L);
participar de petições ou manifestações de V - consentir, o responsável pelo
caráter reivindicatório, de cunho político - posto de serviço ou a sentinela, na formação de
partidário, religioso, de crítica ou de apoio a ato grupo ou permanência de pessoas junto ao seu
de superior, para tratar de assuntos de natu reza posto (L);
militar, ressalvados os de natureza técnica ou VI - içar ou arriar, sem ordem,
científica havidos em razão do exercício da fun ção bandeira ou insígnia de autoridade (L);
militar (M); VII - dar toques ou fazer sinais,
L - freqüentar lugares incompatíveis previstos nos regulamentos, sem ordem de
com o decoro social ou militar, salvo por motivo autoridade competente (L);
de serviço (M); VIII - conversar ou fazer ruídos em
LI - recorrer a outros órgãos, pessoas ocasiões ou lugares impróprios (L);
ou instituições para resolver assunto de interesse IX - deixar de comunicar a alteração
pessoal relacionado com a corporação militar, de dados de qualificação pessoal ou mudança de
sem observar os preceitos estabelecidos neste endereço residencial (L);
estatuto (M); X - chegar atrasado ao expediente, ao
LII - assumir compromisso em nome serviço para o qual esteja nominalmente escalado
da Corporação Militar, ou representá -la em ou a qualquer ato em que deva tomar parte ou
qualquer ato, sem estar devidamente autorizado assistir (L);
(M); XI - deixar de comunicar a tempo, à
LIII - deixar de cumprir ou fazer autoridade competente, a impossibilidade de
cumprir as normas legais ou regulamentares, na comparecer à Organização Militar (OPM ou OBM)
esfera de suas atribuições (M);
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ou a qualquer ato ou serviço de que deva CAPÍTULO V
participar ou a que deva assistir (L); Das Sanções Administrativas Disciplinares
XII - permanecer, alojado ou não,
deitado em horário de expediente no interior da Seção I
Organização Militar, sem autorização de quem de Disposições Gerais
direito (L);
XIII - fumar em local não permitido Art. 14. As sanções disciplinares
(L); aplicáveis aos militares do Estado, independente-
XIV - tomar parte em jogos proibidos mente do posto, graduação ou função que
ou jogar a dinheiro os permitidos, em local sob ocupem, são:
administração militar, ou em qualquer ou tro, I - advertência;
quando uniformizado (L); II - repreensão;
XV - conduzir veículo, pilotar III - permanência disciplinar;
aeronave ou embarcação oficial, sem autorização IV - custódia disciplinar;
do órgão militar competente, mesmo estando ha - V - reforma administrativa
bilitado (L); disciplinar;
XVI - transportar na viatura, VI - demissão;
aeronave ou embarcação que esteja sob seu VII - expulsão;
comando ou responsabilidade, pessoal ou ma - VIII - proibição do uso do uniforme e
terial, sem autorização da autoridade competente do porte de arma.
(L); Parágrafo único. Todo fato que
XVII - andar a cavalo, a trote ou constituir transgressão deverá ser levado ao
galope, sem necessidade, pelas ruas da cidade ou conhecimento da autoridade competente para as
castigar inutilmente a montada (L); providências disciplinares.
XVIII - permanecer em dependência
da própria Organização Militar ou local de serviço, Seção II
desde que a ele estranho, sem consentimento ou Da Advertência
ordem da autoridade competente (L);
XIX - entrar ou sair, de qualquer Art. 15. A advertência, forma mais
Organização Militar, por lugares que não sejam branda de sanção, é aplicada verbalmente ao
para isso designados (L); transgressor, podendo ser feita particular ou
XX - ter em seu poder, introduzir ou ostensivamente, sem constar de publicação,
distribuir, em local sob administração militar, figurando, entretanto, no registro de informações
publicações, estampas ou jornais que atentem de punições para oficiais, ou na nota de corretivo
contra a disciplina, a moral ou as instituições (L); das praças.
XXI - usar vestuário incompatível Parágrafo único. A sanção de que
com a função ou descurar do asseio próprio ou trata o caput aplica-se exclusivamente às faltas
prejudicar o de outrem (L); de natureza leve, constituindo ato nulo quando
XXII - estar em desacordo com as aplicada em relação à falta média ou grave.
normas regulamentares de apresentação pessoal
(L); Seção III
XXIII - recusar ou devolver insígnia, Da Repreensão
salvo quando a regulamentação o permitir (L);
XXIV - aceitar qualquer manifestação Art. 16. A repreensão é a sanção feita
coletiva de subordinados, com exceção das por escrito ao transgressor, publicada em
demonstrações de boa e sã camaradagem e com boletim, devendo sempre ser averbada nos
prévio conhecimento do homenageado (L); assentamentos individuais.
XXV - discutir ou provocar discussão, Parágrafo único. A sanção de que
por qualquer veículo de comunicação, sobre trata o caput aplica-se às faltas de natureza leve
assuntos políticos, militares ou policiais , e média, constituindo ato nulo quando aplicada
excetuando-se os de natureza exclusivamente em relação à falta grave.
técnica, quando devidamente autorizado (L).
XXVI - transferir o oficial a Seção IV
responsabilidade ao escrivão da elaboração de Da Permanência Disciplinar
inquérito policial militar, bem como deixar de
fazer as devidas inquirições (L); Art. 17. A permanência disciplinar é
XXVII - acionar desnecessariamente a sanção em que o transgressor ficará na OPM ou
sirene de viatura policial ou bombeirística (L). OBM, sem estar circunscrito a determinado
§ 4º. Aos procedimentos compartimento.
disciplinares, sempre serão garantidos o direito a Parágrafo único. O militar do Estado
ampla defesa e o contraditório. sob permanência disciplinar com parecerá a todos
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os atos de instrução e serviço, internos e § 1º. Nos dias em que o militar do
externos. Estado permanecer custodiado perderá todas as
Art. 18. A pedido do transgressor, o vantagens e direitos decorrentes do exercício do
cumprimento da sanção de permanência posto ou graduação, inclusive o direito de
disciplinar poderá, a juízo devidamente motivado, computar o tempo da pena para qualquer efeito.
da autoridade que aplicou a punição, ser § 2º. A custódia disciplinar somente
convertido em prestação de serviço poderá ser aplicada quando da reincidência no
extraordinário, desde que não implique prejuízo cometimento de transgressão disciplinar de
para a manutenção da hierarquia e da disciplina. natureza grave.
§ 1º. Na hipótese da conversão, a Art. 21. A custódia disciplinar será
classificação do comportamento do militar do aplicada pelo Controlador Geral de Disciplina dos
Estado será feita com base na sanção de perma - Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário,
nência disciplinar. pelo Secretário de Segurança Pública e Defesa Social,
§ 2º. Considerar-se-á 1 (um) dia de Comandante Geral e pelos demais oficiais ocupantes de
prestação de serviço extraordinário equivalente funções próprias do posto de Coronel. (Nova redação
ao cumprimento de 1 (um) dia de perma nência, dada pela Lei n.º 14.933, de 08.06.11)
salvo nos casos em que o transgressor não possua
nenhuma falta grave ou média, quando 1 (um) dia § 1º. A autoridade que entender
de prestação de serviço extraordinário equivalerá necessária a aplicação da custódia disciplinar
ao cumprimento de 2 (dois) dias de permanência. providenciará para que a documentação alusiva à
§ 3º. O prazo para o encaminhamento respectiva transgressão seja remetida à
do pedido de conversão será de 3 (três) dias autoridade competente.
úteis, contados da data da publicação da sanç ão § 2º Ao Governador do Estado compete
de permanência. conhecer da sanção disciplinar prevista neste artigo em
§ 4º. O pedido de conversão elide o grau de recurso, quando tiver sido aplicada pelo
pedido de reconsideração de ato. Controlador Geral de Disciplina dos Órgãos de
§ 5º. Nos casos em que o Segurança Pública e Sistema Penitenciário, cabendo ao
transgressor não possua nenhuma falta grave ou Conselho de Disciplina e Correição o conhecimento do
média, o pedido de conversão não elidirá o pedido recurso quando a aplicação da sanção decorrer de ato
de reconsideração de ato. das autoridades previstas no caput deste artigo. (Nova
Art. 19. A prestação do serviço redação dada pela Lei n.º 14.933, de 08.06.11)
extraordinário, nos termos do caput do artigo
anterior, consiste na realização de atividades, Seção VI
internas ou externas, por período nunca inferior Da Reforma Administrativa Disciplinar
a 6 (seis) ou superior a 8 (oito) ho ras, nos dias
em que o militar do Estado estaria de folga. Art. 22. A reforma administrativa
§ 1º. O limite máximo de conversão disciplinar poderá ser aplicada, mediante
da permanência disciplinar em serviço processo regular:
extraordinário é de 5 (cinco) dias. I - ao oficial julgado incompatível ou
§ 2º. O militar do Estado, punido com indigno profissionalmente para com o oficialato,
período superior a 5 (cinco) dias de permanência após sentença passada em julgado no Tribunal
disciplinar, somente poderá pleitear a conversão competente, ressalvado o caso de demissão;
até o limite previsto no parágrafo anterior, a qual, II - à praça que se tornar
se concedida, será sempre cumprida na fase final incompatível com a função militar estadual, ou
do período de punição. nociva à disciplina, e tenha sido julgada passível
§ 3º. A prestação do serviço de reforma.
extraordinário não poderá ser executada Parágrafo único. O militar do Estado
imediatamente após ou anteriormente a este, ao que sofrer reforma administrativa disciplinar
término de um serviço ordinário. receberá remuneração proporcional ao tempo de
serviço militar.
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Art. 44. A sanção disciplinar não dependência física ou psíquica, devendo, se
exime o militar estadual punido da necessário, ser, desde logo, recolhido
responsabilidade civil e criminal emanadas do transitoriamente, por medida preventiva.
mesmo fato. Art. 51. O cumprimento da sanção
Parágrafo único. A instauração de disciplinar, por militar do Estado afastado do
inquérito ou ação criminal não impede a serviço, deverá ocorrer após a sua apresentação
imposição, na esfera administrativa, de sanção na OPM ou OBM, pronto para o servi ço militar,
pela prática de transgressão disciplinar sobre o salvo nos casos de interesse da preservação da
mesmo fato. ordem e da disciplina.
Art. 45. Na ocorrência de mais de Parágrafo único. A interrupção de
uma transgressão, sem conexão entre elas, serão afastamento regulamentar, para cumprimento de
impostas as sanções correspondentes sanção disciplinar, somente ocorrerá quando
isoladamente; em caso contrário, quando forem determinada pelo Governador do Estado ou pelo
praticadas de forma conexa, as de menor Controlador Geral dos Órgãos de Segurança
gravidade serão consideradas como Pública e Sistema Penitenciário. (Nova redação
circunstâncias agravantes da transgressão dada pela Lei n.º 14.933, de 08.06.11)
principal. Art. 52. O início do cumprimento da
Art. 46. Na ocorrência de sanção disciplinar deverá ocorrer no prazo
transgressão disciplinar envolvendo militares do máximo de 5(cinco) dias após a ciência, pelo
Estado de mais de uma Unidade, caberá ao militar punido, da sua publicação.
comandante da área territorial onde ocorreu o § 1º. A contagem do tempo de
fato apurar ou determinar a apuração e, ao final, cumprimento da sanção começa no momento em
se necessário, remeter os autos à autoridade que o militar do Estado iniciá-lo, computando-se
funcional superior comum aos envolvidos. cada dia como período de 24 (vinte e quatro)
Art. 47. Quando duas autoridades de horas.
níveis hierárquicos diferentes, ambas com ação § 2º. Não será computado, como
disciplinar sobre o transgressor, conhecerem da cumprimento de sanção disciplinar, o tempo em
transgressão disciplinar, competirá à de maior que o militar do Estado passar em gozo de
hierarquia apurá-la ou determinar que a menos afastamentos regulamentares, interrompendo-se
graduada o faça. a contagem a partir do momento de seu
Parágrafo único. Quando a afastamento até o seu retorno.
apuração ficar sob a incumbência da autoridade § 3º. O afastamento do militar do
menos graduada, a punição resultante será Estado do local de cumprimento da sanção e o
aplicada após a aprovação da autoridade seu retorno a esse local, após o afas tamento
superior, se esta assim determinar. regularmente previsto no § 2º, deverão ser objeto
Art. 48. A expulsão será aplicada, em de publicação.
regra, quando a praça militar,
independentemente da graduação ou função que CAPÍTULO IX
ocupe, for condenado judicialmente por crime que Do Comportamento
também constitua infração disciplinar grave e que
denote incapacidade moral para a continuidade Art. 53. O comportamento da praça
do exercício de suas funções, após a instauração militar demonstra o seu procedimento na vida
do devido processo legal, garantindo a ampla profissional e particular, sob o ponto de vista
defesa e o contraditório. disciplinar.
Art. 54. Para fins disciplinares e para
Seção V outros efeitos, o comportamento militar
Do Cumprimento e da Contagem de Tempo classifica-se em:
I - Excelente - quando, no período de
Art. 49. A autoridade que tiver de 10 (dez) anos, não lhe tenha sido aplicada
aplicar sanção a subordinado que esteja a serviço qualquer sanção disciplinar, mesmo por falta
ou à disposição de outra autoridade requisitará a leve;
apresentação do transgressor. II - Ótimo - quando, no período de 5
Parágrafo único. Quando o local (cinco) anos, lhe tenham sido aplicadas até
determinado para o cumprimento da sanção não 2 (duas) repreensões;
for a respectiva OPM ou OBM, a autoridade III - Bom - quando, no período de 2
indicará o local designado para a apresentação do (dois) anos, lhe tenham sido aplicadas até 2
militar punido. (duas) permanências disciplinares;
Art. 50. Nenhum militar do Estado IV - Regular - quando, no período de
será interrogado ou ser-lhe-á aplicada sanção se 1 (um) ano, lhe tenham sido aplicadas até 2
estiver em estado de embriaguez, ou sob a ação (duas) permanências disciplinares ou 1 (uma)
de substância entorpecente ou que determine custódia disciplinar;
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V - Mau - quando, no período de 1 recurso hierárquico no prazo previsto no inciso I
(um) ano, lhe tenham sido aplicadas mais de 2 do § 3º, do artigo seguinte.
(duas) permanências disciplinares ou mais de 1 § 5º. O pedido de reconsideração de
(uma) custódia disciplinar. ato deve ser redigido de forma respeitosa,
§ 1º. A contagem de tempo para precisando o objetivo e as razões que o
melhora do comportamento se fará fundamentam, sem comentários ou insinuações
automaticamente, de acordo com os prazos desnecessários, podendo ser acompanhado de
estabelecidos neste artigo. documentos comprobatórios.
§ 2º. Bastará uma única sanção § 6º. Não será conhecido o pedido de
disciplinar acima dos limites estabelecidos neste reconsideração intempestivo, procrastinador ou
artigo para alterar a categoria do comportamento. que não apresente fatos ou argumentos novos
§ 3º. Para a classificação do que modifiquem a decisão anteriormente tomada,
comportamento fica estabelecido que duas devendo este ato ser publicado, obedecido o
repreensões equivalerão a uma permanência prazo do § 3º deste artigo.
disciplinar. Art. 58. O recurso hierárquico,
§ 4º. Para efeito de classificação, interposto por uma única vez, terá efeito
reclassificação ou melhoria do comportamento, suspensivo e será redigido sob a forma de parte
ter-se-ão como bases as datas em que as sanções ou ofício e endereçado diretamente à autoridade
foram publicadas. imediatamente superior àquela que não reconsi -
Art. 55. Ao ser admitida, a praça derou o ato tido por irregular, ofensivo, injusto
militar será classificada no comportamento ou ilegal.
“bom”. § 1º. A interposição do recurso de
que trata este artigo, a qual deverá ser precedida
CAPÍTULO X de pedido de reconsideração do ato, somente
Dos Recursos Disciplinares poderá ocorrer depois de conhecido o resultado
deste pelo requerente, exceto na hipótese pre -
Art. 56. O militar do Estado, que vista pelo § 4º do artigo anterior.
considere a si próprio, a subordinado seu ou a § 2º. A autoridade que receber o
serviço sob sua responsabilidade prejudicado, recurso hierárquico deverá comunicar tal fato, por
ofendido ou injustiçado por ato de superior escrito, àquela contra a qual está sendo
hierárquico, poderá interpor recursos interposto.
disciplinares. § 3º. Os prazos referentes ao recurso
Parágrafo único. São recursos hierárquico são:
disciplinares: I - para interposição: 5(cinco) dias, a
I - pedido de reconsideração de ato; contar do conhecimento da solução do pedido de
II - recurso hierárquico. reconsideração pelo interessado ou do venci-
Art. 57. O pedido de reconsideração mento do prazo do § 4º. do artigo anterior;
de ato é recurso interposto, mediante parte ou II - para comunicação: 3 (três) dias,
ofício, à autoridade que praticou, ou aprovou, o a contar do protocolo da OPM ou OBM da
ato disciplinar que se reputa irregular, ofensivo, autoridade destinatária;
injusto ou ilegal, para que o reexamine. III - para solução: 10 (dez) dias, a
§ 1º. O pedido de reconsideração de contar do recebimento da interposição do recurso
ato deve ser encaminhado, diretamente, à no protocolo da OPM ou OBM da autoridade
autoridade recorrida e por uma única vez. destinatária.
§ 2º. O pedido de reconsideração de § 4º. O recurso hierárquico, em
ato, que tem efeito suspensivo, deve ser termos respeitosos, precisará o objeto que o
apresentado no prazo máximo de 5 (cinco) dias, fundamenta de modo a esclarecer o ato ou fato,
a contar da data em que o militar do Estado tomar podendo ser acompanhado de documentos
ciência do ato que o motivou. comprobatórios.
§ 3º. A autoridade a quem for dirigido § 5º. O recurso hierárquico não
o pedido de reconsideração de ato deverá, poderá tratar de assunto estranho ao ato ou fato
saneando se possível o ato praticado, dar solução que o tenha motivado, nem versar sobre matéria
ao recurso, no prazo máximo de 10 (dez) dias, a impertinente ou fútil.
contar da data de recebimento do docu mento, § 6º. Não será conhecido o recurso
dando conhecimento ao interessado, mediante hierárquico intempestivo, procrastinador ou que
despacho fundamentado que deverá ser não apresente fatos ou argumentos novos que
publicado. modifiquem a decisão anteriormente tomada,
§ 4º. O subordinado que não tiver devendo ser cientificado o interessado, e
oficialmente conhecimento da solução do pedido publicado o ato em boletim, no prazo de 10 (dez)
de reconsideração, após 30 (trinta) dias contados dias.
da data de sua solicitação, poderá interpor
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Art. 59. Solucionado o recurso Parágrafo único. A anulação de
hierárquico, encerra-se para o recorrente a sanção administrativo-disciplinar somente poderá
possibilidade administrativa de revisão do ato ser feita no prazo de 5 (cinco) anos, a contar da
disciplinar sofrido, exceto nos casos de data da publicação do ato que se pretende
representação previstos nos §§ 3º. e 4º. do art. invalidar, ressalvado o disposto no inciso III do
30. art. 41 deste Código.
Art. 60. Solucionados os recursos
disciplinares e havendo sanção disciplinar a ser CAPÍTULO XII
cumprida, o militar do Estado iniciará o seu Das Recompensas Militares
cumprimento dentro do prazo de 3 (três) dias:
I - desde que não interposto recurso Art. 67. As recompensas militares
hierárquico, no caso de solução do pedido de constituem reconhecimento dos bons serviços
reconsideração; prestados pelo militar do Estado e consubstan-
II - após solucionado o recurso ciam-se em prêmios concedidos por atos
hierárquico. meritórios e serviços relevantes.
Art. 61. Os prazos para a Art. 68. São recompensas militares:
interposição dos recursos de que trata este I - elogio;
Código são decadenciais. II - dispensa de serviço;
III - cancelamento de sanções,
CAPÍTULO XI passíveis dessa medida.
Da Revisão dos Atos Disciplinares Parágrafo único. O elogio
individual, ato administrativo que coloca em
Art. 62. As autoridades competentes relevo as qualidades morais e profissionais do
para aplicar sanção disciplinar, exceto as militar, poderá ser formulado independentemente
ocupantes dos postos de 1º. tenente a major, da classificação de seu comportamento e será
quando tiverem conhecimento, por via recursal ou registrado nos assentamentos.
de ofício, da possível existência de irregularidade Art. 69. A dispensa do serviço é uma
ou ilegalidade na aplicação da sanção imposta por recompensa militar e somente poderá ser
elas ou pelas autoridades subordina das, podem, concedida por oficiais dos postos de tenente -
de forma motivada e com publicação, praticar um coronel e coronel a seus subordinados funcionais.
dos seguintes atos: Parágrafo único. A concessão de
I - retificação; dispensas do serviço, observado o disposto neste
II - atenuação; artigo, fica limitada ao máximo de 6(seis) dias por
III - agravação; ano, sendo sempre publicada em boletim.
IV - anulação. Art. 70. O cancelamento de sanções
Art. 63. A retificação consiste na disciplinares consiste na retirada dos registros
correção de irregularidade formal sanável, realizados nos assentamentos individuais do
contida na sanção disciplinar aplicada pela militar da ativa, relativos às penas disciplinares
própria autoridade ou por autoridade que lhe foram aplicadas, sendo inaplicável às
subordinada. sanções de reforma administrativa disciplinar, de
Art. 64. A atenuação é a redução da demissão e de expulsão.
sanção proposta ou aplicada, para outra menos §1º O cancelamento de sanções é ato do
rigorosa ou, ainda, a redução do número de dias Comandante-Geral de ofício comprovados em seus
da sanção, nos limites do art. 42, se assim o exigir assentamentos, depois de decorridos os lapsos
o interesse da disciplina e a ação educativa sobre temporais a seguir indicados, de efetivo serviço sem
o militar do Estado. qualquer outra sanção, a contar da data da última pena
Art. 65. A agravação é a ampliação imposta: (Nova redação dada pela Lei n.º 15.051, de
do número dos dias propostos para uma sanção 06.12.11)
disciplinar ou a aplicação de sanção mais I - para o cancelamento de advertência:
rigorosa, nos limites do art. 42, se assim o exigir 2 anos;
o interesse da disciplina e a ação edu cativa sobre II - para o cancelamento de repreensão:
o militar do Estado. 3 anos;
Parágrafo único. Não caberá III - para o cancelamento de
agravamento da sanção em razão da interposição permanência disciplinar ou, anteriormente a esta Lei,
de recurso disciplinar pelo militar acusado. de detenção: 7 anos;
Art. 66. Anulação é a declaração de IV - para o cancelamento de custódia
invalidade da sanção disciplinar aplicada pela disciplinar ou, anteriormente a esta Lei, de prisão
própria autoridade ou por autoridade administrativa: 10 anos.
subordinada, quando, na apreciação do recurso, §2º Independentemente das condições
verificar a ocorrência de ilegalidade, devendo re - previstas neste artigo, o Controlador-Geral de
troagir à data do ato. Disciplina poderá cancelar uma ou mais punições do
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militar que tenha praticado qualquer ação militar II - falta de prova de ter o acusado
considerada especialmente meritória, que não chegue concorrido para a transgressão; ou,
a constituir ato de bravura. Configurando ato de III - não existir prova suficiente para
bravura, assim reconhecido, o Comandante-Geral a condenação.
poderá cancelar todas as punições do militar, Art. 73. Aplicam-se a esta Lei,
independente das condições previstas neste artigo. subsidiariamente, pela ordem, as normas do Código do
(Nova redação dada pela Lei n.º 15.051, de 06.12.11) Processo Penal Militar, do Código de Processo Penal e
§ 3º. O cancelamento de sanções não do Código de Processo Civil.
terá efeito retroativo e não motivará o direito de Art. 74. Extingue-se a punibilidade da
revisão de outros atos administrativos transgressão disciplinar pela:
decorrentes das sanções canceladas. I - passagem do transgressor da reserva
remunerada para a reforma ou morte deste;
CAPÍTULO XIII II - prescrição.
Do Processo Regular § 1º. A prescrição de que trata o inciso II
deste artigo se verifica:
Seção I a) em 2 (dois) anos, para transgressão
Disposições Gerais sujeita à advertência e repreensão;
b) em 3 (três) anos, para transgressão
Art. 71. O processo regular de que sujeita à permanência disciplinar;
trata este Código, para os militares do Estado, c) em 4 (quatro) anos, para transgressão
será: sujeita à custódia disciplinar;
I - o Conselho de Justificação, para d) em 5 (cinco) anos, para transgressão
oficiais; sujeita á reforma administrativa; disciplinar, demissão,
II - o Conselho de Disciplina, para expulsão e proibição do uso do uniforme e do porte de
praças com 10 (dez) ou mais anos de serviço arma;
militar no Estado; e) no mesmo prazo e condição
III - o processo administrativo- estabelecida na legislação penal, especialmente no
disciplinar, para praças com menos de 10 (dez) código penal ou penal militar, para transgressão
anos de serviço militar no Estado; compreendida também como crime.
IV - o procedimento disciplinar § 2º. O início da contagem do prazo de
previsto no Capítulo VII desta Lei. prescrição de qualquer transgressão disciplinar é da
§ 1º O processo regular poderá ter data em que foi praticada, interrompendo-se pela
por base investigação preliminar, inquérito instauração de sindicância, de conselho de justificação
policial-militar ou sindicância instaurada, ou disciplina ou de processo administrativo-disciplinar
realizada ou acompanhada pela C ontroladoria ou pelo sobrestamento destes.
Geral dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema
Penitenciário.(Nova redação dada pela lei n.º Seção II
14.933, de 08.06.11) Do Conselho de Justificação
§ 2º. A inobservância dos prazos
previstos para o processo regular não acarreta a Art. 75. O Conselho de Justificação
nulidade do processo, porém os membros do Conselho destina-se a apurar as transgressões disciplinares
ou da comissão poderão responder pelo retardamento cometidas por oficial e a incapacidade deste para
injustificado do processo. permanecer no serviço ativo militar.
Art. 72. O militar do Estado Parágrafo único. O Conselho de
submetido a processo regular deverá, quando Justificação aplica-se também ao oficial inativo
houver possibilidade de prejuízo para a hierar - presumivelmente incapaz de permanecer na
quia, disciplina ou para a apuração do fato, ser situação de inatividade.
designado para o exercício de outras funções, en - Art. 76. O oficial submetido a
quanto perdurar o processo, podendo ainda a Conselho de Justificação e considerado culpado,
autoridade instauradora proibir -lhe o uso do por decisão unânime, deverá ser agregado
uniforme e o porte de arma, como medida disciplinarmente mediante ato do Comandante -
cautelar. Geral, até decisão final do Tribunal competente,
Parágrafo único. Não impede a ficando:
instauração de novo processo regular, caso I - afastado das suas funções e adido
surjam novos fatos ou evidências posteriormente à Unidade que lhe for designada;
à conclusão dos trabalhos na instância II - proibido de usar uniforme e de
administrativa, a absolvição, administrativa ou portar arma;
judicial, do militar do Estado em razão de: III - mantido no respectivo Quadro,
I - não haver prova da existência do sem número, não concorrendo à promoção.
fato; Art. 77. A constituição do Conselho de
Justificação dar-se-á por ato do Governador do Estado
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ou do Controlador Geral de Disciplina, composto, cada justificante, sendo o defensor intimado para
um, por 3 (três) Oficiais, sejam Militares ou Bombeiros acompanhar os atos processuais.(Nova redação dada
Militares Estaduais, ou das Forças Armadas, dos quais, pela Lei n.º 15.051, de 06.12.11)
um Oficial Intermediário, recaindo sobre o mais antigo §3º Reaparecendo, o revel poderá
a presidência da Comissão, outro atuará como acompanhar o processo no estágio em que se
interrogante e o último como relator e escrivão.(Nova encontrar, podendo nomear defensor de sua escolha,
redação dada pela Lei n. 15.051, de 06.12.11) em substituição ao defensor dativo.(Nova redação
§ 1º. . Quando o justificante for oficial dada pela Lei n.º 15.051, de 06.12.11)
superior do último posto, o Conselho será formado por § 4º. Aos membros do Conselho de
oficiais daquele posto, da ativa ou na inatividade, mais Justificação é lícito reinquirir o acusado e as
antigos que o justificante, salvo na impossibilidade. testemunhas sobre o objeto da acusação e propor
Quando o justificante for oficial da reserva diligências para o esclarecimento dos fatos. O
remunerada, um dos membros do Conselho poderá ser reconhecimento de firma somente será exigido quando
da reserva remunerada. houver dúvida de autenticidade.
§ 2º. Não podem fazer parte do Conselho § 5º. Em sua defesa, pode o acusado
de Justificação: requerer a produção, perante o Conselho de
I - o Oficial que formulou a acusação; Justificação, de todas as provas permitidas no Código
II - os Oficiais que tenham entre si, com de Processo Penal Militar. A autenticação de
o acusador ou com o acusado, parentesco documentos exigidos em cópias poderá ser feita pelo
consangüíneo ou afim, na linha reta ou até o quarto órgão administrativo.
grau de consangüinidade colateral ou de natureza civil; § 6º. As provas a serem colhidas
III - os Oficiais que tenham particular mediante carta precatória serão efetuadas por
interesse na decisão do Conselho de Justificação; e intermédio da autoridade Policial-Militar ou, na falta
IV - os Oficiais subalternos. desta, da Policia Judiciária local.
§ 3º. O Conselho de Justificação funciona Art. 80. O acusado poderá, após o
sempre com a totalidade de seus membros, em local interrogatório, no prazo de três dias, oferecer defesa
que a autoridade nomeante, ou seu presidente, julgue prévia, arrolando até três testemunhas e requerer a
melhor indicado para a apuração dos fatos. juntada de documentos que entender convenientes à
Art. 78. O Conselho de Justificação sua defesa.
dispõe de um prazo de 60(sessenta) dias, a contar da Art. 81. Apresentada ou não a defesa,
data de sua nomeação, para a conclusão de seus proceder-se-á à inquirição das testemunhas, devendo
trabalhos relativos ao processo, e de mais 15 (quinze) as de acusação, em número de até três, serem ouvidas
dias para deliberação, confecção e remessa do relatório em primeiro lugar.
conclusivo. Parágrafo único. As testemunhas de
Art. 79. Reunido o Conselho de acusação que nada disserem para o esclarecimento dos
Justificação, convocado previamente por seu fatos, a Juízo do Conselho de Justificação, não serão
Presidente, em local, dia e hora designados com computadas no número previsto no caput, sendo
antecedência, presentes o acusado e seu defensor, o desconsiderado seu depoimento.
Presidente manda proceder à leitura e a autuação dos Art. 82. O acusado e seu defensor,
documentos que instruíram e os que constituíram o ato querendo, poderão comparecer a todos os atos do
de nomeação do Conselho; em seguida, ordena a processo conduzido pelo Conselho de Justificação,
qualificação e o interrogatório do justificante, sendo para tanto intimados, ressalvado o caso de
previamente cientificado da acusação, sendo o ato revelia.(Nova redação dada pela Lei n.º 15.051, de
reduzido a termo, assinado por todos os membros do 06.12.11)
Conselho, pelo acusado e pelo defensor, fazendo-se a Parágrafo único. O disposto
juntada de todos os documentos por este acaso no caput não se aplica à sessão secreta de deliberação
oferecidos em defesa. do Conselho de Justificação.
§ 1º. Sempre que o acusado não for Art. 83. Encerrada a fase de instrução, o
localizado ou deixar de atender à intimação formal para oficial acusado será intimado para apresentar, por seu
comparecer perante o Conselho de Justificação serão defensor nomeado ou dativo, no prazo de 15 (quinze)
adotadas as seguintes providências: dias, suas razões finais de defesa.(Nova redação dada
a) a intimação é publicada em órgão de pela Lei n.º 15.051, de 06.12.11)
divulgação com circulação na respectiva OPM ou OBM; Art. 84. Apresentadas as razões finais de
b) o processo corre à revelia do acusado, defesa, o Conselho de Justificação passa a deliberar
se não atender à publicação, sendo desnecessária sua sobre o julgamento do caso, em sessão, facultada a
intimação para os demais atos processuais. presença do defensor do militar processado,
§2º Ao acusado revel ou não elaborando, ao final, relatório conclusivo.(Nova
comparecimento do defensor nomeado pelo acusado redação dada pela Lei n.º 15.051, de 06.12.11)
em qualquer ato do processo, será nomeado defensor § 1º. O relatório conclusivo, assinado por
dativo, por solicitação do Controlador Geral de todos os membros do Conselho de Justificação, deve
Disciplina, para promover a defesa do oficial decidir se o oficial justificante:
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I - é ou não culpado das acusações; § 2º. Publicado o acórdão do Tribunal, o
II - está ou não definitivamente Governador do Estado decretará a demissão ex
inabilitado para o acesso, o oficial considerado officio ou a reforma administrativa disciplinar do oficial
provisoriamente não habilitado no momento da transgressor.
apreciação de seu nome para ingresso em Quadro de
Acesso; Seção III
III - está ou não incapaz de permanecer Do Conselho de Disciplina
na ativa ou na situação em que se encontra na
inatividade. Art. 88. O Conselho de Disciplina destina-
§ 2º. A decisão do Conselho de se a apurar as transgressões disciplinares cometidas
Justificação será tomada por maioria de votos de seus pela praça da ativa ou da reserva remunerada e a
membros, facultada a justificação, por escrito, do voto incapacidade moral desta para permanecer no serviço
vencido. ativo militar ou na situação de inatividade em que se
Art. 85. Elaborado o relatório conclusivo, encontra.
será lavrado termo de encerramento, com a remessa §1º A constituição do Conselho de
do processo, pelo Presidente do Conselho de Disciplina dar-se-á por ato do Controlador Geral de
Justificação, ao Controlador-Geral de Disciplina para Disciplina, composto, cada um, por 3 (três) Oficiais,
fins do previsto no art. 28-A, da Lei Complementar nº sejam Militares ou Bombeiros Militares Estaduais, ou
98, de 20 de junho de 2011.(Nova redação dada pela das Forças Armadas, dos quais, um Oficial
Lei n.º 15.051, de 06.12.11) Intermediário, recaindo sobre o mais antigo a
Art. 86. Recebidos os autos do processo presidência da Comissão, outro atuará como
regular do Conselho de Justificação, o Governador do interrogante e o último como relator e escrivão.(Nova
Estado decidirá se aceita ou não o julgamento redação dada pela Leri n. 15.051, de 06.12.11)
constante do relatório conclusivo, determinando: § 2º. O mais antigo do Conselho, no
I - o arquivamento do processo, caso mínimo um capitão, será o presidente e o que se
procedente a justificação; lhe seguir em antigüidade ou precedência
II - a aplicação da pena disciplinar funcional será o interrogante, sendo o relator e
cabível, adotando as razões constantes do relatório escrivão o mais moderno.
conclusivo do Conselho de Justificação ou concebendo § 3º. Entendendo necessário, o
outros fundamentos; presidente poderá nomear um subtenente ou
III - a adoção das providências sargento para funcionar como escrivão no
necessárias à transferência para a reserva remunerada, processo, o qual não integrará o Conselho.
caso considerado o oficial definitivamente não § 4º. Não podem fazer parte do Conselho
habilitado para o acesso; de Disciplina:
IV - a remessa do processo ao Auditor da I - o Oficial que formulou a acusação;
Justiça Militar do Estado, caso a acusação julgada II - os Oficiais que tenham entre si, com
administrativamente procedente seja também, em o acusador ou com o acusado, parentesco
tese, crime; consangüíneo ou afim, na linha reta ou até o quarto
V - a remessa do processo ao Tribunal de grau de consangüinidade colateral ou de natureza civil;
Justiça do Estado, quando a pena a ser aplicada for a e,
de reforma administrativa disciplinar ou de demissão, III - os Oficiais que tenham particular
em conformidade com o disposto no art. 176, § 8º , da interesse na decisão do Conselho de Disciplina.
Constituição Estadual. § 5º. O Conselho de Disciplina funciona
Art. 87. No Tribunal de Justiça, sempre com a totalidade de seus membros, em local
distribuído o processo, o relator mandará citar o oficial que a autoridade nomeante, ou seu presidente, julgue
acusado para, querendo, oferecer defesa, no prazo de melhor indicado para a apuração dos fatos.
10 (dez) dias, sobre a conclusão do Conselho de § 6º. A instauração de Conselho de
Justificação e a decisão do Governador do Estado, em Disciplina importa no afastamento da praça do
seguida, mandará abrir vista para o parecer do exercício de qualquer função policial, para que
Ministério Público, no prazo de 10(dez) dias, e, na permaneça à disposição do Conselho.
seqüência, efetuada a revisão, o processo deverá ser Art. 89. As autoridades referidas no
incluído em pauta para julgamento. artigo anterior podem, com base na natureza da falta
§ 1º. O Tribunal de Justiça, caso julgue ou na inconsistência dos fatos apontados, considerar,
procedente a acusação, confirmando a decisão oriunda desde logo, insuficiente a acusação e, em
do Executivo, declarará o oficial indigno do oficialato ou conseqüência, deixar de instaurar o Conselho de
com ele incompatível, decretando: Disciplina, sem prejuízo de novas diligências.
I - a perda do posto e da patente; ou, Art. 90. O Conselho de Disciplina
II - a reforma administrativa disciplinar, poderá ser instaurado, independentemente da
no posto que o oficial possui na ativa, com proventos existência ou da instauração de inquérito policial
proporcionais ao tempo de serviço militar. comum ou militar, de processo criminal ou de
sentença criminal transitada em julgado.
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Parágrafo único. Se no curso dos §3º Reaparecendo, o revel poderá
trabalhos do Conselho surgirem indícios de crime acompanhar o processo no estágio em que se
comum ou militar, o presidente deverá extrair encontrar, podendo nomear defensor de sua escolha,
cópia dos autos, remetendo-os, por ofício, à em substituição ao defensor dativo.(Nova redação
autoridade competente para início do respectivo dada pela Lei n.º 15.051, de 06.12.11)
inquérito policial ou da ação penal cabível. § 4º. Aos membros do Conselho de
Art. 91. Será instaurado apenas um Disciplina é lícito reinquirir o acusado e as testemunhas
processo quando o ato ou atos motivadores sobre o objeto da acusação e propor diligências para o
tenham sido praticados em concurso de agentes. esclarecimento dos fatos. O reconhecimento de firma
§ 1º Havendo 2 (dois) ou mais somente será exigido quando houver dúvida de
acusados pertencentes a Corporações Militares autenticidade.
diversas, o processo será instaurado pelo § 5º. Em sua defesa, pode o acusado
Secretário de Segurança Pública e Defesa Social, requerer a produção, perante o Conselho de Disciplina,
ou pelo Controlador Geral de Disciplina dos de todas as provas permitidas no Código de Processo
Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penal Militar. A autenticação de documentos exigidos
Penitenciário.(Nova redação dada pela Lei n.º em cópias poderá ser feita pelo órgão administrativo.
14.933, de 08.06.11) § 6º. As provas a serem colhidas
§ 2º. Existindo concurso ou mediante carta precatória serão efetuadas por
continuidade infracional, deverão todos os atos intermédio da autoridade policial-militar ou bombeiro-
censuráveis constituir o libelo acusatório da militar, na falta destas, da Polícia Judiciária local.
portaria. Art. 94. O acusado poderá, após o
§ 3º. Surgindo, após a elaboração da interrogatório, no prazo de três dias, oferecer defesa
portaria, elementos de autoria e materialidade de prévia, arrolando até três testemunhas e requerer a
infração disciplinar conexa, em continuidade ou juntada de documentos que entender convenientes à
em concurso, esta poderá ser aditada, abrindo -se sua defesa.
novos prazos para a defesa. Art. 95. Apresentada ou não a defesa,
Art. 92. O Conselho de Disciplina dispõe proceder-se-á à inquirição das testemunhas, devendo
de um prazo de 45(quarenta e cinco) dias, a contar da as de acusação, em número de até três, serem ouvidas
data de sua nomeação, para a conclusão de seus em primeiro lugar.
trabalhos relativos ao processo, e de mais 15 (quinze) Parágrafo único. As testemunhas de
dias para deliberação, confecção e remessa do relatório acusação que nada disserem para o esclarecimento dos
conclusivo. fatos, a Juízo do Conselho de Disciplina, não serão
Art. 93. Reunido o Conselho de computadas no número previsto no caput, sendo
Disciplina, convocado previamente por seu Presidente, desconsiderado seu depoimento.
em local, dia e hora designados com antecedência, Art. 96. O acusado e seu defensor,
presentes o acusado e seu defensor, o Presidente querendo, poderão comparecer a todos os atos do
manda proceder a leitura e a autuação dos documentos processo conduzido pelo Conselho de Disciplina, sendo
que instruíram e os que constituíram o ato de para tanto intimados, ressalvado o caso de
nomeação do Conselho; em seguida, ordena a revelia.(Nova redação dada pela Lei n.º 15.051, de
qualificação e o interrogatório da praça, previamente 06.12.11)
cientificada da acusação, sendo o ato reduzido a termo, Parágrafo único. O disposto
assinado por todos os membros do Conselho, pelo no caput não se aplica à sessão secreta de deliberação
acusado e pelo defensor, fazendo-se a juntada de do Conselho de Disciplina.
todos os documentos por este acaso oferecidos em Art. 97. Encerrada a fase de instrução, a
defesa. praça acusada será intimada para apresentar, por seu
§ 1º. Sempre que a praça acusada não advogado ou defensor público, no prazo de 8 (oito)
for localizada ou deixar de atender à intimação formal dias, suas razões finais de defesa.
para comparecer perante o Conselho de Disciplina Art. 98. Apresentadas as razões finais de
serão adotadas as seguintes providências: defesa, o Conselho de Disciplina passa a deliberar
a) a intimação é publicada em órgão de sobre o julgamento do caso, em sessão, facultada a
divulgação com circulação na respectiva OPM ou OBM; presença do defensor do militar processado,
b) o processo corre à revelia do acusado, elaborando, ao final, o relatório conclusivo.(Nova
se não atender à publicação, sendo desnecessária sua redação dada pela Lei n.º 15.051, de 06.12.11)
intimação para os demais atos processuais. § 1º. O relatório conclusivo, assinado por
§2º Ao acusado revel ou não todos os membros do Conselho de Disciplina, deve
comparecimento do defensor nomeado pelo acusado decidir se a praça acusada:
em qualquer ato do processo, será nomeado defensor I - é ou não culpada das acusações;
dativo, para promover a defesa da praça, sendo o II - está ou não incapacitada de
defensor intimado para acompanhar os atos permanecer na ativa ou na situação em que se
processuais.(Nova redação dada pela Lei n.º 15.051, encontra na inatividade.
de 06.12.11)
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§ 2º. A decisão do Conselho de Disciplina Do Processo Administrativo-Disciplinar
será tomada por maioria de votos de seus membros,
facultada a justificação, por escrito, do voto vencido. Art. 103. O processo administrativo-
Art. 99. Elaborado o relatório conclusivo, disciplinar é o processo regular, realizado por comissão
será lavrado termo de encerramento, com a remessa processante formada por 3 (três) oficiais, designada
do processo, pelo presidente do Conselho de Disciplina, por portaria do Controlador-Geral de Disciplina,
à autoridade competente para proferir a decisão, a qual destinado a apurar as transgressões disciplinares
dentro do prazo de 20 dias, decidirá se aceita ou não o cometidas pela praça da ativa, com menos de 10 (dez)
julgamento constante do relatório conclusivo, anos de serviço militar no Estado e a incapacidade
determinando: moral desta para permanecer no serviço ativo,
I - o arquivamento do processo, caso observado o procedimento previsto na Seção
improcedente a acusação, adotando as razões anterior.(Nova redação dada pela Lei n.º 15.051, de
constantes do relatório conclusivo do Conselho de 06.12.11)
Disciplina ou concebendo outros fundamentos; Parágrafo único: A comissão
II - a aplicação da pena disciplinar processante dispõe de um prazo de 30 (trinta) dias, a
cabível, adotando as razões constantes do relatório contar da data de sua nomeação, para a conclusão de
conclusivo do Conselho de Disciplina ou concebendo seus trabalhos relativos ao processo, e de mais 15
outros fundamentos; (quinze) dias para confecção e remessa do relatório
III - a adoção das providências conclusivo.(Nova redação dada pela Lei n.º 15.051, de
necessárias à efetivação da reforma administrativa 06.12.11)
disciplinar ou da demissão ou da expulsão;
IV - a remessa do processo ao Auditor da CAPÍTULO XIV
Justiça Militar do Estado, caso a acusação julgada Disposições Finais
administrativamente procedente seja também, em
tese, crime.
§ 1º. A decisão proferida no processo Art. 104. Para os efeitos deste
deve ser publicado oficialmente no Boletim da Código, considera-se Comandante de Unidade o
Corporação e transcrita nos assentamentos da Praça. oficial que estiver exercendo funções privativas
§ 2º. A reforma administrativa disciplinar dos postos de coronel e de tenente-coronel.
da Praça é efetivada no grau hierárquico que possui na Parágrafo único. As expressões
ativa, com proventos proporcionais ao tempo de diretor e chefe têm o mesmo significado de
serviço. Comandante de Unidade.
Art. 100. O acusado ou, no caso de Art. 105. Os Comandantes-Gerais
revelia, o seu Defensor que acompanhou o processo poderão baixar instruções complementares
pode interpor recurso contra a decisão final proferida conjuntas, necessárias à interpretação,
no Conselho de Disciplina, no prazo de 5 (cinco) dias, orientação e fiel aplicação do disposto neste
para a autoridade que instaurou o processo regular. Código.
Parágrafo único.O prazo para a Art. 106. Esta Lei entra em vigor 60
interposição do recurso é contado da data da intimação (sessenta) dias após a data de sua publicação,
pessoal do acusado ou de seu defensor, ou, havendo revogadas todas as disposições em contrário, em
qualquer dificuldade para estas se efetivarem, da data especial as Leis nºs. 10.280, de 5 de julho de
da publicação no Boletim da Corporação.(Nova redação 1989, e 10.341, de 22 de novembro de 1979, o
dada pela Lei n.º 15.051, de 06.12.11) Decreto nº. 14.209, de 19 de dezembro de 1980,
Art. 101. Cabe à autoridade que e as constantes da Lei nº. 10.072, de 20 de
instaurou o processo regular, em última instância, dezembro de 1976, e de suas alterações.
julgar o recurso interposto contra a decisão proferida PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO
no processo do Conselho de Disciplina, no prazo de 30 DO CEARÁ, em Fortaleza, 21 de novembro de 2003.
(trinta) dias, contados da data do recebimento do
processo com o recurso.
Art. 102. A decisão do Secretário de
Segurança Pública e Defesa Social e do Lúcio Gonçalo de Alcântara
Controlador Geral de Disciplina, proferida em GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ
única instância, caberá revisão processual ao
Governador do Estado, e nos demais casos ao
Controlador Geral de Disciplina, desde que
contenha fatos novos, será publicada em boletim,
e o não atendimento desta descrição ensejará o Iniciativa: Poder Executivo
indeferimento liminar. (Nova redação dada pela
Lei n.º 14.933,de 08.06.11)
Seção IV
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no Corpo de Bombeiros Militar, conforme dispuser esta
LEI Nº 13.729, DE 11.01.06 Lei e regulamento específico; (Redação dada pela Lei
(D.O. 13.01.06). n° 13.768, de 04.05.06)
( Proj. Lei nº 6.790 / 6.795/05 – Executivo) d) os componentes da reserva
remunerada, quando convocados;
II - na inatividade:
Dispõe sobre o Estatuto dos Militares Estaduais do a) os componentes da reserva
Ceará e dá outras providências. remunerada, pertencentes à reserva da respectiva
Corporação, da qual percebam remuneração, sujeitos,
ainda, à prestação de serviço na ativa, mediante
O GOVERNADOR DO ESTADO DO convocação;
CEARÁ b) os reformados, quando, tendo passado
por uma das situações anteriores, estejam
Faço saber que a Assembléia dispensados, definitivamente, da prestação de serviço
Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte na ativa, mas continuem a perceber remuneração pela
Lei: respectiva Corporação.
Art. 4º O serviço militar estadual ativo
TÍTULO I consiste no exercício de atividades inerentes à Polícia
GENERALIDADES Militar e ao Corpo de Bombeiros Militar,
compreendendo todos os encargos previstos na
Art. 1º Esta Lei é o Estatuto dos Militares legislação especifica e relacionados com as missões
Estaduais do Ceará e regula a situação, direitos, fundamentais da Corporação.
prerrogativas, deveres e obrigações dos militares Art. 5º A carreira militar estadual é
estaduais. caracterizada por atividade continuada e inteiramente
Art. 2º São militares estaduais do Ceará devotada às finalidades e missões fundamentais das
os membros das Corporações Militares do Estado, Corporações Militares estaduais, denominada atividade
instituições organizadas com base na hierarquia e militar estadual.
disciplina, forças auxiliares e reserva do Exército, Parágrafo único. A carreira militar
subordinadas ao Governador do Estado e vinculadas estadual é privativa do pessoal da ativa das
operacionalmente à Secretaria da Segurança Pública e Corporações Militares do Estado, iniciando-se com o
Defesa Social, tendo as seguintes missões ingresso e obedecendo-se à seqüência de graus
fundamentais: hierárquicos.
I - Polícia Militar do Ceará: exercer a Art. 6º Os militares estaduais da reserva
polícia ostensiva, preservar a ordem pública, proteger remunerada poderão ser convocados para o serviço
a incolumidade da pessoa e do patrimônio e garantir os ativo e poderão também ser para este designados, em
Poderes constituídos no regular desempenho de suas caráter transitório e mediante aceitação voluntária, por
competências, cumprindo as requisições emanadas de ato do Governador do Estado, quando:
qualquer destes, bem como exercer a atividade de I - se fizer necessário o aproveitamento
polícia judiciária militar estadual, relativa aos crimes dos conhecimentos técnicos e especializados do militar
militares definidos em lei, inerentes a seus integrantes; estadual;
II - Corpo de Bombeiros Militar do II - não houver, no momento, no serviço
Ceará: a proteção da pessoa e do patrimônio, visando ativo, militar estadual habilitado a exercer a função
à incolumidade em situações de risco, infortúnio ou de vaga existente na Corporação Militar estadual.
calamidade, a execução de atividades de defesa civil, § 1º O militar estadual designado terá os
devendo cumprimento às requisições emanadas dos direitos e deveres dos da ativa, em igual situação
Poderes estaduais, bem como exercer a atividade de hierárquica, exceto quanto à promoção, à qual não
polícia judiciária militar estadual, relativa aos crimes concorrerá, contando esse tempo como de efetivo
militares definidos em lei, inerentes a seus integrantes; serviço.
Parágrafo único. A vinculação é ato ou § 2º Para a designação de que trata o
efeito de ficarem as Corporações Militares do Estado caput deste artigo, serão ouvidas a Secretaria da
sob a direção operacional da Secretaria da Segurança Segurança Pública e Defesa Social e a Secretaria da
Pública e Defesa Social. Administração.
Art. 3º Os militares estaduais somente Art. 7º São equivalentes as expressões
poderão estar em uma das seguintes situações: “na ativa”, “da ativa”, “em serviço ativo”, “em serviço
I - na ativa: na ativa”, “em serviço”, “em atividade” ou “em
a) os militares estaduais de carreira; atividade militar”, conferida aos militares estaduais no
) os Cadetes e Alunos-Soldados de órgãos desempenho de cargo, comissão, encargo,
de formação de militares estaduais; (Nova redação incumbência ou missão militar, serviço ou atividade
dada pela Lei n.° 15.797, de 25.05.15) militar ou considerada de natureza ou interesse militar,
c) os alunos dos cursos específicos de nas respectivas Corporações Militares estaduais, bem
Saúde, Capelânia e Complementar, na Polícia Militar e
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como em outros órgãos do Estado, da União ou dos V - estar em situação regular com as
Municípios, quando previsto em lei ou regulamento. obrigações eleitorais e militares;
Art. 8º A condição jurídica dos militares VI - não ter sido isentado do serviço militar
estaduais é definida pelos dispositivos constitucionais por incapacidade definitiva;
que lhes forem aplicáveis, por este Estatuto e pela VII - ter concluído, na data da posse, o
legislação estadual que lhes outorguem direitos e ensino médio para ingresso na Carreira de Praças e
prerrogativas e lhes imponham deveres e obrigações. curso de nível superior para ingresso na Carreira de
Parágrafo único. Os atos administrativos Oficiais, conforme dispuser o edital,ambos
do Comandante-Geral, com reflexos exclusivamente reconhecidos pelo Ministério da Educação; (Nova
internos, serão publicados em Boletim Interno da redação dada pela Lei n.º 16.010, de 05.05.16)
respectiva Corporação Militar. (Redação dada pela Lei VIII - não ter sido licenciado de
n° 13.768, de 04.05.06) Corporação Militar ou das Forças Armadas no
Art. 9º O disposto neste Estatuto aplica- comportamento inferior ao “bom”;
se, no que couber, aos militares estaduais da reserva IX - não ter sido demitido, excluído ou
remunerada e aos reformados. licenciado ex officio “a bem da disciplina”, “a bem do
Parágrafo único. O voluntário incluído serviço público” ou por decisão judicial de qualquer
com base na Lei n.º 13.326, de 15 de julho de 2003, órgão público, da administração direta ou indireta, de
estará sujeito a normas próprias, a serem Corporação Militar ou das Forças Armadas;
regulamentadas por Decreto do Chefe do Poder X - ter, no mínimo, 1,62 m de altura,
Executivo, na conformidade do art. 2.º da citada Lei. se candidato do sexo masculino, e 1,57m, se candidato
do sexo feminino;
TÍTULO II XI - se do sexo feminino, não estar
DO INGRESSO NA CORPORAÇÃO MILITAR grávida, por ocasião da realização do Curso de
ESTADUAL Formação Profissional, devido à incompatibilidade
CAPÍTULO I desse estado com os exercícios exigidos; (Redação
DOS REQUISITOS ESSENCIAIS dada pela Lei n° 14.113, de 12.05.08)
Art. 10. O ingresso na Polícia Militar e no XII – ter conhecimento da legislação
Corpo de Bombeiros Militar do Ceará dar-se-á para o militar, conforme dispuser o edital do concurso; (Nova
preenchimento de cargos vagos, mediante prévia redação dada pela Lei n.º 16.010, de 05.05.16)
aprovação em concurso público de provas ou de provas XIII - ter obtido aprovação em todas as
e títulos, promovido pela Secretaria da Segurança fases do concurso público, que constará de 3 (três)
Pública e Defesa Social em conjunto com a Secretaria etapas: (Redação dada pela Lei n° 14.113, de
do Planejamento e Gestão, na forma que dispuser o 12.05.08)
Edital do concurso, atendidos os seguintes requisitos a) a primeira etapa constará dos exames
cumulativos, além dos previstos no Edital: (Redação intelectuais (provas), de caráter classificatório e
dada pela Lei n° 14.113, de 12.05.08) eliminatório, e títulos, quando estabelecido nesta Lei,
I - ser brasileiro; esse último de caráter classificatório;
II – ter, na data de inscrição no curso de b) a segunda etapa constará de exames
formação para o qual convocado, idade igual ou médico-odontológico, biométrico e toxicológico, de
superior a 18 (dezoito) anos e, na data de inscrição no caráter eliminatório;
concurso: c) a terceira etapa constará do Curso de
a) idade inferior a 30 (trinta) anos, para Formação Profissional de caráter classificatório e
as carreiras de praça e oficial do Quadro de Oficiais eliminatório, durante o qual serão realizadas a
Policiais Militares - QOPM, ou Quadro de Oficiais avaliação psicológica, de capacidade física e a
Bombeiros Militares - QOBM; investigação social, todos de caráter eliminatório;
b) idade inferior a 35 (trinta e cinco) anos, §1° O Edital do concurso público
para a carreira de oficial do Quadro de Oficiais de estabelecerá os assuntos a serem abordados, as notas
Saúde da Polícia Militar - QOSPM, Quadro e as condições mínimas a serem atingidas para
Complementar Bombeiro Militar - QOCPM/BM e Quadro obtenção de aprovação nas diferentes etapas do
de Oficiais Capelães - QOCplPM/BM. ( Nova redação concurso e, quando for o caso, disciplinará os títulos a
dada pela Lei n.º 16.010, de 05.05.16) serem considerados, os quais terão apenas caráter
c) 30 (trinta) anos, quando militar, para as classificatório.
carreiras de Praça e Oficial. XIV - atender a outras condições previstas
III - possuir honorabilidade compatível nesta Lei, que tratam de ingresso específico, conforme
com a situação de futuro militar estadual, tendo, para cada Quadro ou Qualificação;
tanto, boa reputação social e não estando respondendo XV – ser portador da carteira nacional de
a processo criminal, nem indiciado em inquérito habilitação classificada, no mínimo, na categoria “B”,
policial; na data da matrícula no Curso de Formação
IV - não ser, nem ter sido, condenado Profissional. (Nova redação dada pela Lei n.º 16.010,
judicialmente por prática criminosa; de 05.05.16)
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§ 1º O Edital do concurso público acompanhar os estudos por ocasião do Curso de
estabelecerá as notas mínimas das provas do exame Formação de Oficiais.
intelectual, as performances e condições mínimas a Art. 14. Os candidatos devem satisfazer
serem alcançadas pelo candidato nos exames médico, as seguintes condições, além das previstas no art. 10
biométrico, físico, toxicológico, psicológico e de desta Lei:
habilidade específica, sob pena de eliminação no I - ser diplomado por faculdade
certame, bem como, quando for o caso, disciplinará os reconhecida pelo Ministério da Educação na área de
títulos a serem considerados, os quais terão caráter saúde específica, conforme dispuser o Edital do
classificatório. concurso;
§ 2º Somente será aprovado o candidato III - para os médicos, ter concluído o
que atender a todas exigências de que trata o curso de especialização, residência ou pós-graduação
parágrafo anterior, caso em que figurará entre os até a data de inscrição do concurso, conforme dispuser
classificados e classificáveis. o Edital do concurso;
§ 4º Para aprovação no Curso de IV - para os farmacêuticos, ter concluído
Formação Profissional, a que se refere a alínea “c” do o curso de Farmácia, com o apostilamento do diploma
inciso XIII, deste artigo, o candidato deverá obter em Farmácia-Bioquímica ou Farmácia-Industrial até a
pontuação mínima na Avaliação de Verificação de data de inscrição do concurso, conforme dispuser o
Aprendizagem e na Nota de Avaliação de Conduta, Edital do concurso;
conforme estabelecido no Plano de Ação Educacional – V - para os dentistas, ter concluído o curso
PAE, do respectivo curso, a cargo da Academia de especialização ou residência até a data de inscrição
Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP/CE. no concurso, conforme dispuser o Edital do concurso.
(Redação dada pela Lei n.º 16.010, de 05.05.16) Art. 15. O concurso público para os cargos
de Oficiais do Quadro de Saúde, dar-se-á na seguinte
Art. 11. O ingresso de que trata o artigo seqüência:
anterior, dar-se-á, exclusivamente: I - Exame Intelectual, que constará de
I - para a carreira de Praça, como Aluno- provas escritas geral e específica;
Soldado do Curso de Formação de Soldados; II - Inspeção de Saúde, realizada por uma
II - para a carreira de Oficial combatente, Junta de Inspeção de Saúde Especial, com a
como Cadete do Curso de Formação de Oficiais; convocação respectiva acontecendo de acordo com a
III - para as carreiras de Oficial de Saúde, aprovação e classificação no Exame Intelectual, dentro
Oficial Capelão e Oficial Complementar na Polícia Militar do limite de vagas oferecidas.
e no Corpo de Bombeiros Militar, como aluno. (Redação § 1º Os candidatos aprovados no
dada pela Lei n° 13.768, de 04.05.06) concurso, dentro do limite de vagas estipuladas,
§ 1º As nomeações decorrentes dos participarão de Curso de Formação de Oficiais, num
Concursos Públicos das Corporações Militares período de 6 (seis) meses, durante o qual serão
serão processadas através da Secretaria da equiparados a Cadete do 3.º ano do Curso de
Administração do Estado. Formação de Oficiais, fazendo jus à remuneração
§ 2º É vedada a mudança de quadro, salvo correspondente.
no caso de aprovação em novo concurso público. § 2º Após o Curso de Formação de
Oficiais, ou Curso de Formação Profissional, se
CAPÍTULO II considerado aprovado, o candidato será nomeado 2º
DO INGRESSO NO QUADRO DE OFICIAIS DE Tenente, por ato do Governador do Estado. (Nova
SAÚDE DA POLÍCIA MILITAR redação dada pela Lei n.º 15.797, de 25.05.15)
§ 3º As vagas fixadas para cada Quadro
Art. 12. A seleção, para ingresso no serão preenchidas de acordo com a ordem de
Quadro de Oficiais de Saúde, ocorre por meio de classificação final no Curso de Formação. (Redação
concurso público de provas, de caráter eliminatório, e dada pela Lei n° 13.768, de 04.05.06)
títulos, de carácter classificatório, que visa à seleção e Art. 16. O Oficial do Quadro de Saúde,
à classificação dos candidatos de acordo com o número quando afastado ou impedido definitivamente ou
de vagas previamente fixado. licenciado do exercício da medicina, da farmácia ou da
Parágrafo único. O ingresso no Quadro odontologia, por ato do Conselho competente, será
de Oficiais de Saúde deverá obedecer ao disposto no demitido da Corporação, por incompatibilidade para
art. 92 desta Lei. (Redação dada pela Lei n° 13.768, de com a função de seu cargo, sendo-lhe assegurado o
04.05.06) contraditório e a ampla defesa.
Art. 13. O concurso de admissão tem
como objetivo selecionar os candidatos que CAPÍTULO III
demonstrem possuir capacidade intelectual, DO QUADRO DE OFICIAIS CAPELÃES DA
conhecimentos fundamentais, vigor físico e condições POLÍCIA MILITAR
de saúde que lhes possibilitem desenvolver plenamente
as condições do cargo pleiteado, bem como Art. 17. A seleção, para posterior ingresso
no Quadro de Oficiais Capelães, do Serviço Religioso
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Militar do Estado, destinado a prestar apoio espiritual
aos militares estaduais, dentro das respectivas religiões
que professam, ocorre por meio de concurso público de CAPÍTULO IV
provas ou de provas e títulos, de caráter eliminatório e DO QUADRO DE OFICIAIS DE ADMINISTRAÇÃO
classificatório, que visa à seleção e à classificação dos
candidatos de acordo com o número de vagas Art. 19. Os Quadros de Oficiais de
previamente fixado, devendo atender às seguintes Administração – QOA, da Polícia Militar e do Corpo de
condições, além das previstas no art. 10 desta Lei: Bombeiros Militar serão constituídos de Segundos-
I - ser sacerdote, ministro religioso ou Tenentes, Primeiros-Tenentes, Capitães e Majores.
pastor, pertencente a qualquer religião que não atente (Nova redação dada pela Lei n.º 15.797, de 25.05.15)
contra a hierarquia, a disciplina, a moral e as leis em Art. 20. O Quadro de Oficiais de
vigor; Administração destina-se a prestar apoio as atividades
III - possuir o curso de formação teológica da Corporação, mediante o desempenho de funções
regular, de nível universitário, reconhecido pela administrativas e operacionais.
autoridade eclesiástica de sua religião; Art. 21. Os Oficiais do QOA exercerão
IV - ter sido ordenado ou consagrado as funções privativas de seus respectivos cargos, nos
sacerdote, ministro religioso ou pastor; termos estabelecidos nas normas dos Quadros de
V - possuir pelo menos 2 (dois) anos de Organização da respectiva Corporação, observando-se
atividade pastoral como sacerdote, ministro religioso o disposto no artigo anterior.
ou pastor, comprovada por documento expedido pela Art. 22. Fica autorizada a designação de
autoridade eclesiástica da respectiva religião; oficial integrante do QOA para as funções de Comando
VI - ter sua conduta abonada pela e Comando Adjunto de subunidades. (Nova redação
autoridade eclesiástica de sua religião; dada pela Lei n.º 15.797, de 25.05.15)
VII - ter o consentimento expresso da Art. 23. Ressalvadas as restrições
autoridade eclesiástica competente da respectiva expressas nesta Lei, os Oficiais do QOA têm os mesmos
religião; direitos, regalias, prerrogativas, vencimentos e
VIII - ser aprovado e classificado em vantagens atribuídas aos Oficiais de igual posto dos
prova escrita geral de Português e específica de demais Quadros. (Nova redação dada pela Lei n.º
Teologia. 14.931, de 02.06.11)
§ 1º os candidatos aprovados no
concurso, dentro do limite de vagas estipuladas, Seção II
participarão do Curso de Formação de Oficiais, num Da Seleção e Ingresso no Curso de Habilitação
período de 6 (seis) meses, durante o qual serão de Oficiais
equiparados a Cadete do 3.º ano do Curso de e Ingresso no Quadro
Formação de Oficiais, fazendo jus à remuneração
correspondente; Art. 24. Para a seleção e ingresso no
§ 2º Após o Curso de Formação de Curso de Habilitação de Oficiais, deverão ser
Oficiais, ou Curso de Formação Profissional, se observados, necessária e cumulativamente, até a data
considerado aprovado, o candidato será nomeado 2º de encerramento das inscrições, os
Tenente, por ato do Governador do Estado. (Nova seguintes requesitos:
redação dada pela Lei n.º 15.797, de 25.05.15) I - ser Subtenente do serviço ativo da
§ 3º O ingresso no Quadro de Oficiais respectiva Corporação, e:
Capelães obedecerá ao disposto no art. 92 desta a) possuir o Curso de Formação de
Lei. (Redação dada pela Lei n° 13.768, de 04.05.06) Sargentos – CFS, ou o Curso de Habilitação a
§ 4º O Serviço Religioso Militar do Estado Sargento - CHS;
será proporcionado pela Corporação, ministrado por b) possuir o Curso de Aperfeiçoamento de
Oficial Capelão, na condição de sacerdote, ministro Sargentos – CAS, ou Curso de Habilitação a Subtenente
religioso ou pastor de qualquer religião, desde que - CHST;
haja, pelo menos, um terço de militares estaduais da c) ter, no mínimo, 15 (quinze) anos de
ativa que professem o credo e cuja prática não atente efetivo serviço na Corporação Militar do Estado do
contra a Constituição e as leis do País, e será exercido Ceará, computados até a data de encerramento das
na forma estabelecida por esta Lei. (Redação dada pela inscrições do concurso;
Lei n° 13.768, de 04.05.06) d) ser considerado apto, para efeito de
Art. 18. O Oficial do Quadro de Capelães, curso, pela Junta de Saúde de sua Corporação;
quando afastado ou impedido definitivamente ou e) ser considerado apto em exame físico;
licenciado do exercício do ministério eclesiástico, por f) estar classificado, no mínimo, no
ato da autoridade eclesiástica competente de sua “ótimo” comportamento;
religião, será demitido da Corporação, por g) possuir diploma de curso superior de
incompatibilidade para com a função de seu cargo, graduação, reconhecido pelo Ministério da Educação.
sendo-lhe assegurado o contraditório e a ampla defesa. II – não estar enquadrado em nenhuma
das situações abaixo:
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a) submetido a Processo Regular Art. 27. As vagas do QOA e do QOE são
(Conselho de Disciplina) ou indiciado em inquérito estabelecidas nas normas específicas de cada
policial militar; Corporação.
b) condenado à pena de suspensão do
exercício de cargo ou função, durante o prazo que
persistir a suspensão; CAPÍTULO V
c) cumprindo sentença, inclusive o tempo DO QUADRO DE
de sursis; OFICIAIS COMPLEMENTAR BOMBEIRO
d) gozando Licença para Tratar de MILITAR
Interesse Particular - LTIP;
e) no exercício de cargo ou função Art. 28. O Quadro de
temporária, estranha à atividade policial ou bombeiro Oficiais Complementar Bombeiro Militar - QOCBM, é
militar ou à Segurança Pública; destinado ao desempenho de
f) estiver respondendo a processo-crime, atividades bombeirísticas integrado por oficiais
salvo quando decorrente do cumprimento de missão possuidores de curso de nível superior de graduação,
policial militar ou bombeiro militar; reconhecido pelo Ministério da Educação, em áreas de
g) ter sido punido com transgressão interesse da Corporação que, independente do posto,
disciplinar de natureza grave nos últimos 24 (vinte e desenvolverão atividades nas áreas meio e fim da
quatro) meses. Corporação dentro de suas especialidades,
§ 1º Para o ingresso no QOE, o candidato observando-se o disposto no art. 24, §4º, desta Lei.
deverá ser aprovado, também, em Exame de § 1º O Comandante-Geral do Corpo de
Suficiência Técnica da Especialidade, conforme Bombeiros Militar solicitará ao Governador do Estado,
disposto no disciplinamento do processo seletivo. por intermédio da Secretaria da Segurança Pública e
§ 2º O candidato aprovado e classificado Defesa Social, e ouvida a Secretaria de Planejamento e
no processo seletivo e que, em consequência, tenha Gestão, a abertura de concurso público para o
sido matriculado e haja concluído o Curso de preenchimento de posto de 2º Tenente de Oficiais do
Habilitação de Oficiais com aproveitamento, obterá o Quadro Complementar, com profissionais de nível
acesso ao posto de 2º Tenente do QOA. (Nova redação superior. (Nova redação dada pela Lei n.º 15.797, de
dada pela Lei n.º 15.797, de 25.05.15) 25.05.15)
§ 3º Os cursos de que tratam as alíneas §2º Aplica-se, no que for cabível, em
“a” e “b” do inciso I deste artigo são aqueles efetivados face da peculiaridade dos Quadros, aos integrantes do
pela Corporação ou, com autorização do Comando- QOCBM, o disposto nesta Lei para os Quadros de
Geral, em outra Organização MilitarEstadual respectiva, Oficiais de Saúde e de Capelães da Polícia Militar.
não sendo admitidas equiparações destes com §3º O ingresso no QOCBM obedecerá ao
quaisquer outros cursos diversos dos previstos neste disposto no art. 92 desta Lei. (Nova redação dada pela
Capítulo, como dispensa de requisito para ingresso no Lei n.º 14.931, de 02.06.11)
Curso de Habilitação de Oficiais ou para qualquer outro
efeito.
Art. 25. O ingresso no Quadro de Oficiais CAPÍTULO VI
de Administração – QOA, e no Quadro de Oficiais DA HIERARQUIA E DA DISCIPLINA
Especialistas - QOE, dar-se-á mediante aprovação e
classificação no processo seletivo, e após conclusão Art. 29. A hierarquia e a disciplina são a
com aproveitamento no respectivo curso, obedecido base institucional das Corporações Militares do
estritamente o número de vagas existente Estado, nas quais a autoridade e a responsabilidade
nos respectivos Quadros. crescem com o grau hierárquico do militar estadual.
§ 1º As vagas fixadas para cada Quadro
serão preenchidas de acordo com a ordem de § 1º A hierarquia militar estadual é a
classificação final no Curso de Habilitação. ordenação da autoridade em níveis diferentes dentro
da estrutura da Corporação, obrigando os níveis
Seção III inferiores em relação aos superiores.
Das Promoções nos Quadros § 2º A ordenação é realizada por postos
ou graduações dentro de um mesmo posto ou de uma
Art. 26. As promoções no QOA e no QOE mesma graduação e se faz pela antigüidade ou
obedecerão aos mesmos requisitos e critérios precedência funcional no posto ou na graduação.
estabelecidos neste Estatuto para a promoção de § 3º O respeito à hierarquia é
oficiais da Corporação, até o posto de Capitão. consubstanciado no espírito de acatamento à
Parágrafo único. O preenchimento das seqüência crescente de autoridade.
vagas ao posto de Segundo-Tenente obedecerá, § 4º A disciplina é a rigorosa observância
rigorosamente, à ordem de classificação final obtida no e o acatamento integral às leis, regulamentos, normas
Curso de Habilitação de Oficiais. (Nova redação dada e disposições que fundamentam a Corporação Militar
pela Lei n.º 15.797, de 25.05.15)
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Estadual e coordenam seu funcionamento regular e § 5º Sempre que o militar estadual da
harmônico, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento reserva remunerada ou reformado fizer uso do posto
do dever por parte de todos, com o correto ou graduação, deverá fazê-lo mencionando essa
cumprimento, pelos subordinados, das ordens situação.
emanadas dos superiores. Art. 31. A precedência entre militares
§ 5º A disciplina e o respeito à hierarquia estaduais da ativa, do mesmo grau hierárquico, é
devem ser mantidos em todas as circunstâncias entre assegurada pela antigüidade no posto ou na
os militares. graduação, salvo nos casos de precedência funcional
§ 6º A subordinação não afeta, de estabelecida neste artigo, em lei ou regulamento.
nenhum modo, a dignidade do militar estadual e § 1º A antiguidade entre os militares do
decorre, exclusivamente, da estrutura hierarquizada e Estado, em igualdade de posto ou graduação, será
disciplinada da Corporação Militar. definida, sucessivamente, pelas seguintes condições:
Art. 30. Os círculos hierárquicos e a escala I - data da última promoção;
hierárquica nas Corporações Militares Estaduais são II - prevalência sucessiva dos graus
fixados nos esquemas e parágrafos seguintes: hierárquicos anteriores;
III - classificação no curso de formação
ou habilitação;
IV - data de nomeação ou admissão;
V - maior idade.
Esquema I § 2º Nos casos de promoção a Segundo-
CÍRCULOS ESCALA Tenente ou admissão de Cadetes ou Alunos-Soldados
HIERÁRQUICA prevalecerá, para efeito de antiguidade, a ordem de
CORONEL classificação obtida nos respectivos cursos ou
SUPERIORES COMANDANT concursos. (Nova redação dada pela Lei n.º 15.797, de
OFICIAI POSTO E-GERAL 25.05.15)
S S CORONEL § 3º Entre os alunos de um mesmo órgão
TENENTE- de formação policial militar ou bombeiro militar, a
CORONEL antiguidade será estabelecida de acordo com o
MAJOR regulamento do respectivo órgão.
INTERMEDIÁRIO CAPITÃO § 4º Em igualdade de posto ou graduação,
S os militares estaduais da ativa têm precedência sobre
SUBALTERNOS PRIMEIRO os da inatividade.
TENENTE § 5º Em igualdade de posto, as
SEGUNDO precedências entre os Quadros se estabelecerão na
TENENTE seguinte ordem:
I - na Polícia Militar do Ceará:
a) Quadro de Oficiais Policiais Militares -
Esquema II
QOPM;
CÍRCULOS ESCALA HIERÁRQUICA
b) Quadro de Oficiais de Saúde - QOSPM;
SUBTENENTE SUBTENENT
c) Quadro de Oficiais Complementar -
S E
QOCPM;
PRAÇA E PRIMEIRO, GRADUAÇÕE PRIMEIRO
d) Quadro de Oficiais Capelães
S SEGUNDO E S SEGUNDO E
- QOCplPM;
TERCEIROS TERCEIRO
e) Quadro de Oficiais de Administração -
SARGENTOS SARGENTO
QOAPM;
CABOS E CABO f) Quadro de Oficiais Especialistas -
SOLDADOS SOLDADO QOEPM. (Redação dada pela Lei n° 13.768, de
(Nova redação dada pela Lei n.º 15.797, 04.05.06)
de 25.05.15) II - no Corpo de Bombeiros Militar do
Ceará:
§ 1º Posto é o grau hierárquico do Oficial, a) Quadro de Oficiais Bombeiros Militares
conferido pelo Governador do Estado, correspondendo - QOBM;
cada posto a um cargo. b) Quadro de Oficiais Complementar
§ 2º Graduação é o grau hierárquico da Bombeiro Militar - QOCBM;
Praça, conferido pelo Comandante-Geral, c) Quadro de Oficiais de Administração -
correspondendo cada graduação a um cargo. QOABM.
§ 4º Os graus hierárquicos dos diversos § 6º Em igualdade de graduação, as
Quadros e Qualificações são fixados separadamente praças combatentes têm precedência sobre as praças
para cada caso, de acordo com a Lei de Fixação de especialistas.
Efetivo da respectiva Corporação. § 7º Em igualdade de postos ou
graduações, entre os integrantes da Polícia Militar do
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Ceará e do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, Parágrafo único. O provimento do cargo
aqueles militares terão precedências hierárquicas sobre de Oficial é realizado por ato governamental e o da
estes. Praça, por ato administrativo do Comandante-Geral.
§ 8º A precedência funcional ocorrerá Art. 36. Os cargos de provimento em
quando, em igualdade de posto ou graduação, o oficial comissão, inerentes a comando, direção, chefia e
ou praça ocupar cargo ou função que lhe atribua coordenação de militares estaduais, previstos na Lei de
superioridade funcional sobre os integrantes do órgão Organização Básica da Corporação Militar, são de livre
ou serviço que dirige, comanda ou chefia. nomeação e exoneração pelo Chefe do Poder
Art. 32. A precedência entre as praças Executivo, somente podendo ser providos por militares
especiais e as demais praças é assim regulada: do serviço ativo da Corporação.
I - os Aspirantes-a-Oficial são § 1º O Comandante-Geral poderá,
hierarquicamente superiores às demais praças; provisoriamente, por necessidade institucional urgente
II - os Cadetes são hierarquicamente devidamente motivada, designar o oficial para o cargo
superiores aos Subtenentes, Primeiros-Sargentos, em comissão ou dispensá-lo, devendo regularizar a
Cabos, Soldados e Alunos-Soldados. situação na conformidade do caput, no prazo de 15
Art. 33. Na Polícia Militar e no Corpo de (quinze) dias a contar do ato, sob pena de
Bombeiros Militar será organizado o registro de todos restabelecer-se a situação anterior.
os Oficiais e Graduados, em atividade, cujos resumos § 2º A designação ou dispensa
constarão dos Almanaques de cada Corporação. mencionada no parágrafo anterior tem natureza
§ 1º Os Almanaques, um para Oficiais e meramente acautelatória, não constituindo sanção
outro para Subtenentes e Sargentos, conterão disciplinar.
configurações curriculares, complementadas com fotos § 3º O militar estadual que ocupar cargo
do tamanho 3 x 4, de frente e com farda, de todos os em comissão, de forma interina, fará jus, após 30
militares em atividade, distribuídos por seus Quadros e (trinta) dias, às vantagens e outros direitos a ele
Qualificações, de acordo com seus postos, graduações inerentes.
e antiguidades, observando-se a precedência Art. 37. A cada cargo militar estadual
funcional, e serão editadas no formato digital. (Nova corresponde um conjunto de atribuições, deveres e
redação dada pela Lei n.º 15.797, de 25.05.15) responsabilidades que se constituem em obrigações do
§ 2º A Polícia Militar e o Corpo de respectivo titular.
Bombeiros Militar manterão um registro de todos os Parágrafo único. As atribuições e
dados referentes ao pessoal da reserva remunerada, obrigações inerentes a cargo militar estadual devem
dentro das respectivas escalas numéricas, segundo ser, preferencialmente, compatíveis com o
instruções baixadas pelo respectivo Comandante- correspondente grau hierárquico, e no caso do militar
Geral. estadual do sexo feminino, preferencialmente,
Art. 34. Concluído o Curso de Formação levando-se em conta as diferenciações físicas próprias,
de Oficiais, ou Curso de Formação Profissional, para o tudo definido em legislação ou
QOPM, QOBM, QOSPM, QOCBM e QOCplPM, e o Curso regulamentação específicas.
de Habilitação de Oficiais, para o QOAPM e QOABM, e Art. 38. O cargo militar estadual é
obtida aprovação, serão os concludentes nomeados ou considerado vago:
obterão acesso, por ordem de classificação no I - a partir de sua criação e até que um
respectivo curso, ao posto de Segundo-Tenente, militar estadual dele tome posse;
através de ato governamental. (Nova redação dada II - desde o momento em que o militar
pela Lei n.º 15.797, de 25.05.15) estadual for exonerado, demitido ou expulso;
Parágrafo único. O Aspirante-a- § 1º Consideram-se também vagos os
Oficial que não obtiver conceito favorável no estágio cargos militares estaduais cujos ocupantes:
supervisionado referido no caput deste artigo I - tenham falecido;
assinalará o final da turma e será submetido a Conselho II - tenham sido considerados
de Disciplina, conforme estabelecido em Lei. extraviados;
III - tenham sido considerados
CAPÍTULO VII desertores.
DO CARGO, DA FUNÇÃO E DO COMANDO § 2º É considerado ocupado para todos os
efeitos o cargo preenchido cumulativamente, mesmo
Art. 35. Os cargos de provimento efetivo que de forma provisória, por detentor de outro cargo
dos militares estaduais são os postos e graduações militar.
previstos na Lei de Fixação de Efetivo de cada Art. 39. Função militar estadual é o
Corporação Militar, compondo as carreiras dos militares exercício das obrigações inerentes a cargo militar
estaduais dentro de seus Quadros e Qualificações, estadual.
somente podendo ser ocupados por militar em serviço Art. 40. Dentro de uma mesma
ativo. Organização Militar Estadual, a seqüência de
substituições para assumir cargos ou responder por
funções, bem como as normas, atribuições e
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responsabilidades relativas, são as estabelecidas em lei Art. 49. O compromisso a que se refere o
ou regulamento, respeitada a qualificação exigida para artigo anterior terá caráter solene e será prestado na
o cargo ou exercício da função. presença de tropa ou guarnição formada, tão logo o
Art. 41. As obrigações que, pelas militar estadual tenha adquirido um grau de instrução
generalidades, peculiaridades, duração, vulto ou compatível com o perfeito entendimento de seus
natureza, não são catalogadas em Quadro de deveres como integrante da respectiva Corporação
Organização ou dispositivo legal, são cumpridas como Militar Estadual, na forma seguinte:
encargo, incumbência, comissão, serviço, ou atividade I - quando se tratar de praça:
militar estadual ou de natureza militar estadual. a) da Polícia Militar do Ceará: “Ao
Parágrafo único. Aplica-se, no que ingressar na Polícia Militar do Ceará, prometo regular a
couber, ao encargo, incumbência, comissão, serviço ou minha conduta pelos preceitos da moral, cumprir
atividade militar estadual ou de natureza militar rigorosamente as ordens das autoridades a que estiver
estadual, o disposto neste capítulo para cargo militar subordinado e dedicar-me inteiramente ao serviço
estadual. policial-militar, à polícia ostensiva, à preservação da
Art. 42. Comando é a soma de ordem pública e à segurança da comunidade, mesmo
autoridade, deveres e responsabilidades de que o com o risco da própria vida”.
militar estadual está investido legalmente, b) do Corpo de Bombeiros Militar do
quando conduz subordinados ou dirige uma Ceará: “Ao ingressar no Corpo de Bombeiros Militar do
Organização Militar Estadual, sendo vinculado ao grau Ceará, prometo regular minha conduta pelos preceitos
hierárquico e constituindo uma prerrogativa impessoal, da moral, cumprir rigorosamente as ordens das
em cujo exercício o militar estadual se define e se autoridades a que estiver subordinado, dedicar-me
caracteriza como chefe. inteiramente ao serviço de bombeiro militar e à
Art. 43. O Oficial é preparado, ao longo da proteção da pessoa, visando à sua incolumidade em
carreira, para o exercício do comando, da chefia e da situação de risco, infortúnio ou de calamidade, mesmo
direção das Organizações Militares Estaduais. com o risco da própria vida”.
Art. 44. Os Subtenentes e Sargentos II – quando for promovido ao primeiro
auxiliam e complementam as atividades dos oficiais na posto: “Perante a Bandeira do Brasil e pela minha
capacitação de pessoal e no emprego dos meios, na honra, prometo cumprir os deveres de Oficial da Polícia
instrução, na administração e no comando de frações Militar/Corpo de Bombeiros Militar do Ceará e dedicar-
de tropa, mesmo agindo isoladamente nas diversas me inteiramente ao serviço”.
atividades inerentes a cada Corporação. Art. 50. O Código Disciplinar da Polícia
Parágrafo único. No exercício das Militar do Ceará e do Corpo de Bombeiros Militar do
atividades mencionadas neste artigo e no comando de Ceará dispõe sobre o comportamento ético-disciplinar
elementos subordinados, os Subtenentes e os dos militares estaduais, estabelecendo os
Sargentos deverão impor-se pela lealdade, pelo procedimentos para apuração da responsabilidade
exemplo e pela capacidade profissional e técnica, administrativo-disciplinar, dentre outras providências.
incumbindo-lhes assegurar a observância minuciosa e § 1º Ao Aspirante-a-Oficial, aplicam-se as
ininterrupta das ordens, das regras do serviço e das disposições contidas no Código Disciplinar. (Revogado
normas operativas pelas praças que lhes estiverem pela Lei n.º 15.797, de 25.05.15)
diretamente subordinadas, e à manutenção da coesão § 2º Ao Cadete e ao Aluno-Soldado
e do moral das mesmas praças em todas as aplicam-se, cumulativamente ao Código Disciplinar, as
circunstâncias. (Nova redação dada pela Lei n.º disposições normativas disciplinares previstas no
15.797, de 25.05.15) estabelecimento de ensino onde estiver matriculado.
Art. 45. Os Cabos e Soldados são, § 3º O militar estadual que se julgar
essencialmente, os responsáveis pela execução. prejudicado ou ofendido por qualquer ato
Art. 47. Cabe ao militar estadual a administrativo, poderá, sob pena de prescrição,
responsabilidade integral pelas decisões que tomar, recorrer ou interpor recurso, no prazo de 120 (cento e
pelas ordens que emitir e pelos atos que praticar. vinte) dias corridos, excetuando-se outros prazos
previstos nesta Lei ou em legislação
CAPÍTULO VIII específica. (Redação dada pela Lei n° 13.768, de
DO COMPROMISSO, DO COMPORTAMENTO 04.05.06)
ÉTICO E DA Art. 51. Os militares estaduais, nos crimes
RESPONSABILIDADE DISCIPLINAR E PENAL militares definidos em lei, serão processados e julgados
MILITAR perante a Justiça Militar do Estado, em primeira
instância exercitada pelos juízes de direito e Conselhos
Art. 48. O cidadão que ingressar na de Justiça, e em segunda instância pelo Tribunal de
Corporação Militar Estadual, prestará compromisso de Justiça do Estado, enquanto não for criado o Tribunal
honra, no qual afirmará aceitação consciente das de Justiça Militar do Estado.
obrigações e dos deveres militares e manifestará a sua § 1º Compete aos juízes de direito do juízo
firme disposição de bem cumpri-los. militar processar e julgar, singularmente, os crimes
militares cometidos contra civis e as ações judiciais
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contra atos disciplinares militares, cabendo ao XVIII - recompensas ou prêmios,
Conselho de Justiça, sob a presidência de Juiz de instituídos por lei;
Direito, processar e julgar os demais crimes militares. XIX - auxílio funeral, conforme previsto
§ 2º O disposto no caput não se aplica aos em lei;
casos de competência do júri quando a vítima for civil. XX – VETADO.
XXI - fardamento ou valor
TÍTULO III correspondente, constituindo-se no conjunto de
DOS DIREITOS E DAS PRERROGATIVAS DOS uniformes fornecidos, pelo menos uma vez ao ano, ao
MILITARES ESTADUAIS Cabo e Soldado na ativa, bem como aos Cadetes e
CAPÍTULO ÚNICO Alunos-Soldados, e, em casos especiais, aos demais
DOS DIREITOS militares estaduais;
Art. 52. São direitos dos militares estaduais: XXII - transporte ou valor
I - garantia da patente quando oficial e da correspondente, assim entendido como os meios
graduação quando praça em toda a sua plenitude, com fornecidos ao militar estadual para seu deslocamento,
as vantagens, prerrogativas e deveres a elas por interesse do serviço, quando o deslocamento
inerentes; (Veto Rejeitado em 21.03.06 - 28.04.06). implicar em mudança de sede ou de moradia,
II - estabilidade para o oficial, desde a compreendendo também as passagens para seus
investidura, e para a praça, quando completar mais de dependentes e a transição das respectivas bagagens,
3 (três) anos de efetivo serviço; (Veto Rejeitado em de residência a residência;
21.03.06 - 28.04.06). XXIII - décimo terceiro salário;
III - uso das designações hierárquicas; XXIV - salário-família, pago em razão do
IV - ocupação de cargo na forma desta Lei; número de dependentes, nas mesmas condições e no
V - percepção de remuneração; mesmo valor dos segurados do Regime Geral de
VI - constituição de pensão de acordo com a Previdência Social, na proporção do número de filhos
legislação vigente; ou equiparados de qualquer condição de até 14
VII - promoção, na conformidade desta Lei; (quatorze) anos ou inválidos;
VIII- transferência para a reserva remunerada, a XXV – VETADO.
pedido, ou reforma; XXVI - fica assegurado ao Militar Estadual
IX - férias obrigatórias, afastamentos da ativa, quando fardado e mediante a apresentação
temporários do serviço e licenças, nos termos desta de sua identidade militar, acesso gratuito aos
Lei; transportes rodoviários coletivos intermunicipais,
X - exoneração a pedido; ficando estabelecida a cota máxima de 2 (dois)
XI – porte de arma, quando oficial em militares por veículo;
serviço ativo ou em inatividade, salvo por medida XXVII - isenção de pagamento da taxa de
administrativa acautelatória de interesse social, inscrição em qualquer concurso público para ingresso
aplicada pelo Controlador Geral de Disciplina dos na Administração Pública Estadual, Direta, Indireta
Órgãos de Segurança Pública e Sistema e Fundacional;
Penitenciário, inativação proveniente de XXVIII – VETADO.
alienação mental, condenação que desaconselhe XXIX - assistência psico-social pelo
o porte ou por processo regular, observada a Hospital da Polícia Militar;
legislação aplicável. (Nova redação dada pela Lei XXX – VETADO.
n.º 14.933, de 08.06.11) XXXI – VETADO.
XII - porte de arma, quando praça, em XXXII - afastar-se por até 2 (duas) horas
serviço ativo ou em inatividade, observadas as diárias, por prorrogação do início ou antecipação do
restrições impostas no inciso anterior, a término do expediente ou de escala de serviço, para
regulamentação a ser baixada pelo Comandante-Geral acompanhar filho ou dependente legal, que sofra de
e a legislação aplicável; moléstia ou doença grave irreversível, em tratamento
XIII - assistência jurídica gratuita e oficial específico, a fim de garantir o devido cuidado,
do Estado, quando o ato for praticado no legítimo comprovada a necessidade por Junta Médica de Saúde
exercício da missão; da Corporação;(Redação dada pela Lei n° 13.768, de
XIV - livre acesso, quando em serviço ou 04.05.06)
em razão deste, aos locais sujeitos à fiscalização policial XXXIII - alimentação conforme
militar ou bombeiro militar; estabelecido em Decreto do Chefe do Poder
XV - seguro de vida e invalidez em razão Executivo; (Redação dada pela Lei n° 13.768, de
da atividade de risco que desempenha; 04.05.06)
XVI - assistência médico-hospitalar, XXXIV - a percepção de diárias quando se
através do Hospital da Polícia Militar; deslocar, a serviço, da localidade onde tem exercício
XVII - tratamento especial, quanto à para outro ponto do território estadual, nacional ou
educação de seus dependentes, para os militares estrangeiro, como forma de indenização das despesas
estaduais do serviço ativo, através dos Colégios da de alimentação e hospedagem, na forma de Decreto do
Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros;
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Chefe do Poder Executivo. (Redação dada pela Lei n° à penhora, seqüestro ou arresto, exceto nos casos
13.768, de 04.05.06) previstos em Lei.
Art. 53. O militar estadual alistável é Art. 56. O valor do subsídio ou dos
elegível, atendidas as seguintes condições: vencimentos é igual para o militar estadual da ativa, da
I - se contar menos de 10 (dez) anos de reserva ou reformado, de um mesmo grau hierárquico,
serviço, deverá afastar-se definitivamente da atividade exceto nos casos previstos em Lei.
militar estadual a partir do registro de sua candidatura Art. 57. Os proventos da inatividade serão
na Justiça Eleitoral, apresentada pelo Partido e revistos sempre que se modificar o subsídio ou os
autorizada pelo candidato, com prejuízo automático, vencimentos dos militares estaduais em serviço ativo,
imediato e definitivo do provimento do cargo, de na mesma data e proporção, observado o teto
promoção e da percepção da remuneração; remuneratório previsto no art. 54 desta Lei.
II - se contar 10 (dez) ou mais anos de Parágrafo único. Respeitado o direito
serviço, será agregado por ato do Comandante-Geral, adquirido, os proventos da inatividade não poderão
sem perda da percepção da remuneração e, se eleito, exceder a remuneração percebida pelo militar estadual
passará automaticamente, no ato da diplomação, para da ativa no posto ou graduação correspondente.
a reserva remunerada, com proventos proporcionais ao Art. 58. Por ocasião de sua passagem
tempo de contribuição; para a inatividade, o militar estadual terá direito a
III - se suplente, ao assumir o cargo proventos proporcionais aos anos de serviço,
eletivo será inativado na forma do inciso anterior. computáveis para a inatividade, até o máximo de 30
(trinta) anos, computando-se, para efeito da contagem
Seção I naquela ocasião, o resíduo do tempo igual ou superior
Da Remuneração a 180 (cento e oitenta) dias como se fosse mais 1(um)
ano.
Art. 54. A remuneração dos militares
estaduais compreende vencimentos ou subsídio fixado Seção II
em parcela única, na forma do art. 39, § 4. o da Das Férias e Outros Afastamentos Temporários
Constituição Federal, e proventos, indenizações e do Serviço
outros direitos, sendo devida em bases estabelecidas
em lei específica e, em nenhuma hipótese, poderão Art. 59. As férias traduzem o afastamento
exceder o teto remuneratório constitucionalmente total do serviço, concedidas anualmente, de acordo
previsto. com portaria do Comandante-Geral, de gozo
§ 1º O militar estadual ao ser matriculado obrigatório após a concessão, remuneradas com um
nos cursos regulares previstos nesta Lei, exceto os de terço a mais da remuneração normal,
formação, e desde que esteja no exercício de cargo ou sendo atribuídas ao militar estadual para descanso, a
função gratificada por período superior a 6 (seis) partir do último mês do ano a que se referem ou
meses, não perderá o direito à percepção do benefício durante o ano seguinte, devendo o gozo ocorrer
correspondente. (Redação dada pela Lei n° 13.768, de nesse período.
04.05.06)
§ 2º Ao militar estadual conceder-se-á § 1º A concessão e o gozo de férias não
gratificação pela participação em comissão sofrerão nenhuma restrição, salvo:
examinadora de concurso e pela elaboração ou I - para cumprimento de punição
execução de trabalho relevante, técnico ou científico de disciplinar de natureza grave ou prisão provisória;
interesse da corporação militar estadual. (Redação II - por necessidade do serviço,
dada pela Lei n° 13.768, de 04.05.06) identificada por ato do Comandante-Geral, conforme
§ 3º O Secretário da Segurança Pública e conveniência e oportunidade da Administração,
Defesa Social, o Chefe da Casa Militar ou os garantida ao militar estadual nova data de reinício do
Comandantes-Gerais poderão: (Redação dada pela Lei gozo das férias interrompidas.
n° 13.768, de 04.05.06) § 2º Não fará jus às férias regulamentares
I - autorizar o militar estadual, ocupante o militar estadual que esteja aguardando solução de
de cargo efetivo ou em comissão, a participar de processo de inatividade.
comissões, grupos de trabalho ou projetos, sem § 3º As férias a que se refere este artigo
prejuízo dos vencimentos; poderão ser divididas em 2 (dois) períodos iguais.
II - conceder ao militar nomeado, a § 4º O direito destacado neste
gratificação prevista no § 2.º deste artigo. artigo extende-se aos militares que estão nos cursos de
§ 4º O valor das gratificações previstas no formação para ingresso na Corporação.
§ 2.º será regulado por Decreto do Chefe do Poder Art. 60. Os militares estaduais têm direito,
Executivo. (Redação dada pela Lei n° 13.768, de aos seguintes períodos de afastamento total do serviço,
04.05.06) obedecidas as disposições legais e regulamentares, por
Art. 55. O subsídio ou os vencimentos dos motivo de:
militares estaduais são irredutíveis e não estão sujeitos I - núpcias: 8 (oito) dias;
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II - luto: 8 (oito) dias, por motivo de § 6º. A licença-maternidade só será
falecimento de pais, irmão, cônjuge, companheiro(a), concedida à adotante ou guardiã mediante
filhos e sogros; apresentação do respectivo termo judicial.
III - instalação: até 10 (dez) dias; § 7º. Na hipótese do inciso IV deste artigo
IV - trânsito: até 30 (trinta) dias. o militar poderá ser licenciado por motivo de doença
Parágrafo único. O afastamento do nas pessoas dos seguintes dependentes: pais; filhos;
serviço por motivo de núpcias ou luto será concedido, cônjuge do qual não esteja separado; e de
no primeiro caso, se solicitado por antecipação à data companheiro (a); em qualquer caso, desde que prove
do evento, e, no segundo caso, tão logo a autoridade ser indispensável a sua assistência pessoal e esta não
a que estiver subordinado o militar estadual tome possa ser prestada simultaneamente com o exercício
conhecimento, de acordo com portaria do funcional, pelo prazo máximo de 2 (dois) anos, dos
Comandante-Geral. quais os 6 (seis) primeiros meses sem prejuízo de sua
Art. 61. As férias e outros afastamentos remuneração. No período que exceder os 6 (seis)
mencionados nesta Seção são concedidos sem prejuízo meses até o limite de 2 (dois) anos, observar-se-á o
da remuneração prevista na legislação específica e que dispõe o § 4.º deste artigo.
computados como tempo de efetivo serviço e/ou § 8º A prorrogação da licença de que
contribuição para todos efeitos legais. trata o inciso I do § 1º deste artigo será assegurada à
militar estadual, mediante requerimento efetivado até
Seção III o final do terceiro mês após o parto, e concedida
Das Licenças e das Dispensas de Serviço imediatamente após a fruição da licença-maternidade
de que trata o art. 7º, inciso XVIII da Constituição
Art. 62. Licença é a autorização para o Federal.
afastamento total do serviço, em caráter temporário, § 9º Durante o período de prorrogação da
concedida ao militar estadual, obedecidas as licença-maternidade, a militar estadual terá direito à
disposições legais e regulamentares. sua remuneração, vedado o exercício de qualquer
§ 1º. A licença pode ser: atividade remunerada pela beneficiária, não podendo
I - à gestante, por 120 (cento e vinte) dias; também a criança ser mantida em creches ou
I – à gestante, por 120 (cento e vinte) organização similar, sob pena da perda do direito do
dias, prorrogáveis por mais 60 (sessenta) dias, nos benefício e consequente apuração da responsabilidade
termos dos §§ 8º e 9º; (Nova redação dada pela funcional.
Lei Complementar n.º 159, de 14.01.16) § 10. Em caso de aborto não criminoso,
II - paternidade, por 10 (dez) dias; comprovado mediante atestado médico, a militar terá
III - para tratar de interesse particular; direito à licença remunerada correspondente a 2 (duas)
IV - para tratar da saúde de dependente, semanas. (Redação dada pela Lei Complementar n.º
na forma desta Lei; 159, de 14.01.16)
V - para tratar da saúde própria; Art. 63. O tempo da licença de que trata
VI - à adotante: o § 4.º do artigo anterior, será computado para
a) por 120 (cento e vinte) dias se a criança obtenção de qualquer beneficio previdenciário,
tiver até 1 (um) ano de idade; inclusive aposentadoria desde que haja recolhimento
b) por 60 (sessenta) dias se a criança tiver mensal da alíquota de 33% (trinta e três por cento)
entre 1 (um) e 4 (quatro) anos de idade; incidente sobre o valor da última remuneração para fins
c) por 30 (trinta) dias se a criança tiver de contribuição previdenciária, que será destinada ao
de 4 (quatro) a 8 (oito) anos de idade. Sistema Único de Previdência Social dos Servidores
§ 2º A licença à gestante será concedida, Públicos Civis e Militares, dos Agentes Públicos e dos
mediante inspeção médica, a partir do 8.º mês de Membros de Poder do Estado do Ceará – SUPSEC.
gestação, salvo prescrição em contrário. Art. 64. As licenças poderão ser
§ 3º A licença-paternidade será iniciada na interrompidas a pedido ou nas seguintes condições:
data do nascimento do filho. I - em caso de mobilização, estado de
§ 4º A licença para tratar de interesse guerra, estado de defesa ou estado de sítio;
particular é a autorização para afastamento total do II - em caso de decretação de estado ou
serviço por até 2 (dois) anos, contínuos ou não, situação de emergência ou calamidade pública;
concedida ao militar estadual com mais de 10 (dez) III - para cumprimento de sentença que
anos de efetivo serviço que a requerer com essa importe em restrição da liberdade individual;
finalidade, implicando em prejuízo da remuneração, da IV - para cumprimento de punição
contagem do tempo de serviço e/ou contribuição e da disciplinar, conforme determinado pelo Comandante-
antigüidade no posto ou na graduação. Geral;
§ 5º As licenças para tratar de interesse V - em caso de prisão em flagrante ou de
particular, de saúde de dependente e para tratamento decretação de prisão por autoridade judiciária, a juízo
de saúde própria, serão regulamentadas por portaria desta;
do Comandante-Geral, no prazo de 120 (cento e vinte)
dias, observado o disposto nesta Lei.
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VI - em caso de indiciação em inquérito II - honras, tratamentos e sinais de
policial militar, recebimento de denúncia ou pronúncia respeito que lhes sejam assegurados em leis e
criminal, a juízo da autoridade competente. regulamentos;
Parágrafo único. A interrupção de III - cumprimento de pena de prisão ou
licença para tratamento de saúde de dependente, para detenção, mesmo após o trânsito em julgado da
cumprimento de punição disciplinar que importe em sentença, somente em Organização Militar da
restrição da liberdade individual, será regulada em lei Corporação a que pertence, e cujo comandante, chefe
específica. ou diretor tenha precedência hierárquica sobre o
Art. 65. As dispensas do serviço são militar;
autorizações concedidas aos militares estaduais para IV - julgamento por crimes militares, em
afastamento total do serviço, em caráter temporário. foro especial, na conformidade das normas
Art. 66. As dispensas do serviço podem constitucionais e legais aplicáveis.
ser concedidas aos militares estaduais: Art. 70. O militar estadual só poderá ser
I - para desconto em férias já publicadas preso em caso de flagrante delito ou por ordem escrita
e não gozadas no todo ou em parte; e fundamentada da autoridade judiciária competente
II - em decorrência de prescrição médica. ou de autoridade militar estadual competente, nos
Parágrafo único. As dispensas do serviço casos de transgressão disciplinar ou de crime
serão concedidas com a remuneração integral e propriamente militar, definidos em lei.
computadas como tempo de efetivo serviço e/ou § 1º Somente em casos de flagrante
contribuição militar. delito, o militar estadual poderá ser preso por
Art. 67. Para fins de que dispõe esta autoridade policial civil, ficando retido na Delegacia
Seção, no tocante à concessão de licenças e dispensas durante o tempo necessário à lavratura do flagrante,
de serviços, o militar que não se apresentar no primeiro comunicando-se imediatamente ao juiz competente e
dia útil após o prazo previsto de encerramento da ao comando da respectiva Corporação Militar, após o
citada autorização, incorrerá nas situações de ausência que deverá ser encaminhado preso à autoridade militar
e deserção conforme disposto na legislação aplicável. de patente superior mais próxima da Organização
Militar da Corporação a que pertencer, ficando esta
Seção IV obrigada, sob pena de responsabilidade funcional e
Das Recompensas penal, a manter a prisão até que deliberação judicial
decida em contrário.
Art. 68. As recompensas constituem § 2º Cabe ao Secretário da Segurança
reconhecimento dos bons serviços prestados Pública e Defesa Social e ao Comandante-Geral da
pelos militares estaduais e serão concedidas de respectiva Corporação responsabilizar ou provocar a
acordo com as normas regulamentares da responsabilização da autoridade policial civil e da
Corporação. autoridade militar que não cumprir o disposto neste
Parágrafo único. São recompensas artigo e que maltratar ou consentir que seja maltratado
militares estaduais, além das previstas em qualquer militar estadual, preso sob sua custódia, ou,
outras leis: sem razão plausível, não lhe der tratamento devido ao
I - prêmios de honra ao mérito; seu posto ou graduação.
II - condecorações por serviços § 3º Se, durante o processo e julgamento
prestados; no foro civil houver perigo de vida para qualquer militar
III - elogios; estadual preso, o Comandante-Geral da respectiva
IV - dispensas do serviço, conforme Corporação Militar providenciará os entendimentos
dispuser a legislação. com o Juiz de Direito do feito, visando à garantia da
ordem nas cercanias do foro ou Tribunal pela Polícia
Seção V Militar.
Das Prerrogativas Art. 71. O militar estadual da ativa, no
Subseção I exercício de função militar, de natureza militar ou de
Da Constituição e Enumeração interesse militar, é dispensado do serviço na instituição
do Júri e do serviço na Justiça Eleitoral.
Art. 69. As prerrogativas dos militares
estaduais são constituídas pelas honras, dignidades e Subseção II
distinções devidas aos graus hierárquicos e cargos que Do Uso dos Uniformes
lhes estão afetos.
Parágrafo único. São prerrogativas dos Art. 72. Os uniformes das Corporações
militares estaduais: Militares Estaduais, com seus distintivos, insígnias,
I - uso de títulos, uniformes, distintivos, divisas, emblemas, agildas e peças complementares
insígnias, divisas, emblemas, agildas e peças são privativos dos militares estaduais e representam o
complementares das respectivas Corporações, símbolo da autoridade militar, com as prerrogativas a
correspondentes ao posto ou à graduação; esta inerentes.
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Parágrafo único. Constituem crimes vaga na escala hierárquica do seu Quadro, nela
previstos na legislação específica o desrespeito ao permanecendo sem número.
disposto no caput deste artigo, bem como uso por § 1º O militar estadual deve ser agregado
quem a eles não tiver direito. quando:
Art. 73. O militar estadual fardado tem as I - estiver aguardando transferência para
obrigações correspondentes ao uniforme que usa e aos a inatividade, decisão acerca de demissão ou exclusão,
distintivos, insígnias, divisas, emblemas, agildas e por ter sido enquadrado em qualquer dos requisitos
peças complementares que ostenta. que as motivam, após transcorridos mais de 90
Art. 74. O uso dos uniformes com os seus (noventa) dias de tramitação administrativa regular do
distintivos, insígnias, emblemas e agildas, bem como processo, ficando afastado de toda e qualquer
os modelos, descrição, composição e peças acessórias, atividade a partir da agregação;
são estabelecidos nas normas específicas de cada II - for afastado temporariamente do
Corporação Militar Estadual. serviço ativo por motivo de:
Art. 75. É proibido ao militar estadual o a) ter sido julgado incapaz
uso dos uniformes e acréscimos de que trata esta temporariamente, após um ano contínuo de
subseção, na forma prevista no Código Disciplinar e nas tratamento de saúde;
situações abaixo: b) ter sido julgado, por junta médica da
I - em manifestação de caráter político- Corporação, definitivamente incapaz para o serviço
partidário; ativo militar, enquanto tramita o processo de reforma,
II - no estrangeiro, quando em atividade ficando, a partir da agregação, recolhendo para o
não relacionada com a missão policial militar ou SUPSEC como se estivesse aposentado;
bombeiro militar, salvo quando expressamente c) ter ultrapassado um ano contínuo de
determinado e autorizado; licença para tratamento de saúde própria;
III - na inatividadede, salvo para d) ter ultrapassado 6 (seis) meses
comparecer as solenidades militares estaduais, contínuos de licença para tratar de interesse particular
cerimônias cívico-comemorativas das grandes datas ou de saúde de dependente;
nacionais ou estaduais ou a atos sociais solenes, e) ter sido considerado oficialmente
quando devidamente autorizado pelo Comandante- extraviado;
Geral. f) houver transcorrido o prazo de graça e
Parágrafo único. Os militares estaduais caracterizado o crime de deserção;
na inatividade, cuja conduta possa ser considerada g) deserção, quando Oficial ou Praça com
ofensiva à dignidade da classe, poderão ser, estabilidade assegurada, mesmo tendo se apresentado
temporariamente, proibidos de usar uniformes por voluntariamente, até sentença transitada em julgado
decisão do Comandante-Geral, conforme estabelece o do crime de deserção;
Código Disciplinar. h) ter sido condenado a pena restritiva de
Art. 76. É vedado a qualquer civil ou liberdade superior a 6 (seis) meses e enquanto durar a
organizações civis o uso de uniforme ou a ostentação execução, excluído o período de suspensão condicional
de distintivos, insígnias, agildas ou emblemas, iguais da pena;
ou semelhantes, que possam ser confundidos com os i) tomar posse em cargo, emprego ou
adotados para os militares estaduais. função pública civil temporária, não eletiva inclusive da
Parágrafo único. São responsáveis pela administração indireta;
infração das disposições deste artigo, além dos j) ter sido condenado à pena de suspensão
indivíduos que a tenham cometido, os diretores ou do exercício do cargo ou função.
chefes de repartições, organizações de qualquer §3º A agregação do militar estadual, a
natureza, firmas ou empregadores, empresas, que se refere a alínea "i" do inciso III do § 1o, é contada
institutos ou departamentos que tenham adotado ou a partir da data da posse no novo cargo, emprego ou
consentido sejam usados uniformes ou ostentados função até o retorno à Corporação ou
distintivos, insígnias, agildas ou emblemas, iguais ou transferência ex offício para a reserva
que possam ser confundidos com os adotados para os remunerada. (Redação dada pela Lei n° 14.113, de
militares estaduais. 12.05.08)
§4º A agregação do militar estadual a que
TÍTULO V se referem as alíneas "a", "c" e "d" do inciso III do §
DAS DISPOSIÇÕES DIVERSAS 1o é contada a partir do primeiro dia após os
CAPÍTULO I respectivos prazos e enquanto durar o
DAS SITUAÇÕES ESPECIAIS afastamento. (Redação dada pela Lei n° 14.113, de
Seção I 12.05.08)
Da Agregação §5º A agregação do militar estadual, a que
se referem as alíneas "b", "e", "f" “g", "h" e "j" do
Art. 172. A agregação é a situação na inciso III do § 1o, é contada a partir da data indicada
qual o militar estadual em serviço ativo deixa de ocupar no ato que torna público o respectivo
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afastamento. (Redação dada pela Lei n° 14.113, de Parágrafo único. A relação nominal será
12.05.08) semestralmente publicada no Diário Oficial do Estado e
§ 6º A agregação do militar estadual que no Boletim Interno da Corporação e deverá especificar
tenha 10 (dez) ou mais anos de serviço, candidato a a data de apresentação do serviço e a natureza da
cargo eletivo, é contada a partir da data do registro da função ou cargo exercido.
candidatura na Justiça Eleitoral até:
I - 48 (quarenta e oito) horas após a Seção II
divulgação do resultado do pleito, se não houver sido Da Reversão
eleito;
II - a data da diplomação; Art. 174. Reversão é o ato pelo qual o
III - o regresso antecipado à Corporação militar estadual agregado, ou inativado, retorna ao
Militar Estadual, com a perda da qualidade de respectivo Quadro ou serviço ativo, quando cessado o
candidato. motivo que deu causa à agregação ou quando
§ 7º O militar estadual agregado fica reconduzido da inatividade para o serviço temporário,
sujeito às obrigações disciplinares concernentes às na forma desta Lei.
suas relações com os outros militares e autoridades § 1º Compete ao Comandante–Geral
civis. efetivar o ato de reversão de que trata este artigo,
§ 8º O militar estadual não será agregado, devendo ser publicado no Boletim Interno da
sob nenhuma hipótese, fora das condições Corporação até 10 (dez) dias, contados do
especificadas neste artigo, mormente para fins de conhecimento oficial do fato que a motivou.
geração de vagas a serem preenchidas para efeito de § 2º A reversão da inatividade para o
promoção, e, em especial, quando se encontrar em serviço ativo temporário é ato da competência do
uma das seguintes situações: Governador do Estado ou de autoridade por ele
I - for designado, em boletim interno ou designada.
por qualquer outro meio oficial, para o exercício de § 3º A qualquer tempo, cessadas as
encargo, incumbência, serviço, atividade ou função no razões, poderá ser determinada a reversão do militar
âmbito de sua Corporação, administrativa ou estadual agregado, exceto nos casos previstos nas
operacional: alíneas “f,” “g”, “h” e “j” do inciso III do § 1º do art.
a) não constante no respectivo Quadro de 172.
Organização e Distribuição;
b) prevista para militar estadual de posto Seção III
ou graduação inferior ou superior ao seu grau Do Excedente
hierárquico;
c) prevista para militar estadual Art. 175. Excedente é a situação
pertencente a outro quadro ou qualificação. transitória na qual, automaticamente, ingressa o militar
II - estiver freqüentando curso de estadual que:
interesse da Corporação, dentro ou fora do Estado; I - sendo o mais moderno na escala
III - estiver temporariamente sem cargo hierárquica do seu Quadro ou Qualificação, ultrapasse
ou função militar, aguardando nomeação ou o efetivo fixado em Lei, quando:
designação; a) tiver cessado o motivo que determinou
IV - enquanto permanecer na condição de a sua agregação ou a de outro militar estadual mais
excedente, salvo quando enquadrado em uma das antigo do mesmo posto ou graduação;
hipóteses previstas no § 1.º deste artigo; b) em virtude de promoção sua ou de
V - for denunciado em processo-crime pelo outro militar estadual em ressarcimento de preterição;
Ministério Público. c) tendo cessado o motivo que determinou
§ 9o A agregação se faz por ato do sua reforma por incapacidade definitiva, retorne à
Comandante-Geral, devendo ser publicada em Boletim atividade.
Interno da Corporação até 10 (dez) dias, contados do II - é promovido por erro em ato
conhecimento oficial do fato que a motivou, recebendo administrativo, nas condições previstas nos §§ 1.o e
o agregado a abreviatura “AG”. 2.o do art. 137 e nos §§ 1.o e 2.o do art. 167.
§ 10. A agregação de militar para ocupar § 1º O militar estadual cuja situação é a
cargo ou função fora da Estrutura Organizacional das de excedente ocupará a mesma posição relativa em
Corporações Militares deve obedecer também ao que antiguidade que lhe cabe na escala hierárquica, com a
for estabelecido em Decreto do Chefe do Poder abreviatura “EXC” e receberá o número que lhe
Executivo. competir em conseqüência da primeira vaga que se
Art. 173. A Polícia Militar e o Corpo de verificar.
Bombeiros Militar manterão atualizada a relação § 2º O militar estadual, cuja situação é a
nominal de todos os seus militares, agregados ou não, de excedente, é considerado como em efetivo serviço
no exercício de cargo ou função em órgão não para todos os efeitos e concorre, respeitados os
pertencente à estrutura da Corporação. requisitos legais, em igualdade de condições e sem
nenhuma restrição, a qualquer cargo ou função militar
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estadual, bem como à promoção, observado o disposto Art. 180. A passagem do militar estadual
no Título IV desta Lei. à situação da inatividade, mediante transferência para
§ 3º O militar estadual promovido por erro a reserva remunerada, se efetua:
em ato administrativo, nas condições previstas no I - a pedido;
caput do art. 137 e no caput do art. 167 retroagirá ao II - “ex officio”.
posto ou graduação anterior, recebendo o número que Art. 181. A transferência para a reserva
lhe competir na escala hierárquica, podendo concorrer remunerada, a pedido, será concedida, mediante
às promoções subseqüentes, desde que satisfaça os requerimento do militar estadual que conte com 53
requisitos para promoção. (cinqüenta e três) anos de idade e 30 (trinta) anos de
contribuição, dos quais no mínimo 25 (vinte e cinco)
Seção IV anos de contribuição militar estadual ao Sistema Único
Do Ausente de Previdência Social dos Servidores Públicos Civis e
Militares, dos Agentes Públicos e Membros de Poder do
Art. 176. É considerado ausente o militar Estado do Ceará – SUSPEC.
estadual que por mais de 24 (vinte e quatro) horas § 1º No caso do militar estadual estar
consecutivas: realizando ou haver concluído qualquer curso ou
I - deixar de comparecer a sua estágio de duração superior a 6 (seis) meses, por conta
Organização Militar Estadual, sem comunicar qualquer do Estado, sem haver decorrido 3 (três) anos de seu
motivo de impedimento; término, a transferência para a reserva remunerada só
II - ausentar-se, sem licença, da será concedida mediante prévia indenização de todas
Organização Militar Estadual onde serve ou local onde as despesas correspondentes à realização do referido
deve permanecer. curso ou estágio, inclusive as diferenças de
Art. 177. Decorrido o prazo mencionado vencimentos.
no artigo anterior, serão observadas as formalidades § 2º Se o curso ou estágio, mencionado
previstas em lei. no parágrafo anterior, for de duração igual ou superior
a 18 (dezoito) meses, a transferência para a reserva
remunerada só será concedida depois de
CAPÍTULO II decorridos 5 (cinco) anos de sua conclusão, salvo
DO DESLIGAMENTO DO SERVIÇO ATIVO mediante indenização na forma prevista no parágrafo
anterior.
Art. 178. O desligamento do serviço ativo § 3º O cálculo das indenizações a que se
de Corporação Militar Estadual é feito em conseqüência referem os §§ 1.º e 2.º deste artigo será efetuado pelo
de: órgão encarregado das finanças da Corporação.
I - transferência para a reserva § 4º Não será concedida transferência
remunerada; para a reserva remunerada, a pedido, ao militar
II - reforma; estadual que:
III - exoneração, a pedido; I - estiver respondendo a processo na
IV - demissão; instância penal ou penal militar, a Conselho de
V - perda de posto e patente do oficial e Justificação ou Conselho de Disciplina ou processo
da graduação da praça; regular;
VI - expulsão; II - estiver cumprindo pena de qualquer
VII - deserção; natureza.
VIII - falecimento; § 5º O direito à reserva, a pedido, pode
IX – desaparecimento; ser suspenso na vigência de Estado de Guerra, Estado
X - extravio. de Sítio, Estado de Defesa, calamidade pública,
Parágrafo único. O desligamento do perturbação da ordem interna ou em caso de
serviço ativo será processado após a expedição de ato mobilização.
do Governador do Estado. Art. 182. A transferência ex officio para a
Art. 179. O militar estadual da ativa reserva remunerada verificar-se-á sempre que o militar
aguardando transferência para a reserva remunerada estadual incidir em um dos seguintes casos:
continuará, pelo prazo de 90 (noventa) dias, no I – atingir a idade limite de 60 (sessenta)
exercício de suas funções até ser desligado da anos: (Nova redação dada pela Lei n.º 15.797, de
Corporação Militar Estadual em que serve. 25.05.15)
Parágrafo único. O desligamento da a) nos Quadros de Oficiais Policiais
Corporação Militar Estadual em que serve deverá ser Militares, Bombeiros Militares, de Saúde, de Capelães e
feito quando da publicação em Diário Oficial do ato Complementares, nos seguintes postos:
correspondente. a.1) Coronel: 59 (cinqüenta e nove)
anos;
Seção I a.2) Tenente-Coronel: 58 (cinqüenta e
Da Transferência para a Reserva Remunerada oito) anos;
a.3) Major: 56 (cinqüenta e seis) anos;
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a.4) Capitão e Primeiro-Tenente: 54 II - somente poderá ser promovido por
(cinqüenta e quatro) anos; antiguidade;
b) nos Quadros de Administração - III - terá seu tempo de serviço computado
QOAPM ou QOABM e de Especialistas - QOEPM, nos apenas para a promoção de que trata o inciso anterior
seguintes postos: e para a inatividade.
b.1) Capitão:59 (cinqüenta e nove) anos; § 3º O órgão encarregado de pessoal da
b.2) Primeiro –Tenente: 58 (cinqüenta e respectiva Corporação Militar deverá encaminhar à
oito) anos. Junta de Saúde da Corporação, para os exames
c) para as Praças, nas seguintes médicos necessários, os militares estaduais que serão
graduações: enquadrados nos itens I e II do caput deste artigo, pelo
c.1) Subtenente: 59 (cinqüenta e nove) menos 60 (sessenta) dias antes da data em que os
anos; mesmos serão transferidos ex officio para a reserva
c.2) Primeiro-Sargento: 58 (cinqüenta e remunerada.
oito) anos; Art. 183. A idade de 53 (cinqüenta e três)
c.3) Cabo: 56 (cinqüenta e seis) anos; anos a que se refere o caput do art. 181 e as alíneas
c.4) Soldado: 54 (cinqüenta e quatro) “b”, “c” e “d” do inciso II, do artigo anterior, será
anos. exigida apenas do militar que ingressar na corporação
II - Atingir ou vier ultrapassar: a partir da publicação desta Lei.
a) 35 (trinta e cinco) anos de contribuição, Art. 184. O militar estadual na reserva
com no mínimo 25 (vinte e cinco) anos de contribuição remunerada poderá ser revertido ao serviço
militar estadual ao Sistema Único de Previdência Social ativo, ex officio, quando da vigência de Estado de
dos Servidores Públicos Civis e Militares, dos Agentes Guerra, Estado do Sítio, Estado de Defesa, em caso
Públicos e Membros de Poder do Estado do Ceará – de Mobilização ou de interesse da Segurança Pública.
SUSPEC; Art. 185. Por aceitação voluntária, o
III - ultrapassar 2 (dois) anos de militar estadual da reserva remunerada poderá ser
afastamento, contínuo ou não, agregado em virtude de designado para o serviço ativo, em caráter transitório,
ter sido empossado em cargo, emprego ou função por ato do Governador do Estado, desde que aprovado
pública civil temporária não eletiva; nos exames laboratoriais e em inspeção médica de
IV - se eleito, for diplomado em cargo saúde aos quais será previamente submetido,
eletivo, ou se, na condição de suplente, vier a ser quando se fizer necessário o aproveitamento de
empossado. conhecimentos técnicos e especializados do militar
V - for oficial abrangido pela quota estadual.
compulsória; § 1º O militar estadual designado nos
VI – o Coronel Comandante-Geral que for termos deste artigo terá os direitos e deveres dos da
substituído na chefia da Corporação por Coronel ativa de igual situação hierárquica, exceto quanto à
promovido pelo Governador do Estado; promoção, a que não concorrerá.
VII - o Coronel que possuir 30 (trinta) § 2º A designação de que trata este artigo
anos de efetiva contribuição e 3 (três) anos no posto terá a duração necessária ao cumprimento da atividade
respectivo, excetuando-se aquele que ocupar os cargos que a motivou, sendo computado esse tempo de
de provimento em comissão de Comandante-Geral serviço do militar.
Adjunto e Secretário Executivo das Corporações Art 186. Por aceitação voluntária, o militar
Militares Estaduais e Chefe, Subchefe e Secretário estadual da reserva remunerada poderá ser designado
Executivo da Casa Militar; para o serviço ativo, em caráter transitório, por ato do
VIII - o Major QOA que possuir 30 (trinta) Governador do Estado, desde que aprovado nos
anos de efetiva contribuição e 3 (três) anos no posto exames laboratoriais e em inspeção médica de saúde
respectivo. (Nova redação dada pela Lei n.º 15.797, de aos quais será previamente submetido, para prestar
25.05.15) serviço de segurança patrimonial de próprios do
§ 1º As disposições da alínea “b” do inciso Estado, conforme dispuser a lei específica, sendo
II deste artigo não se aplicam aos oficiais nomeados computado esse tempo de serviço do militar.
para os cargos de Chefe e Subchefe da Casa Militar do
Governo, de Comandante-Geral e Comandante-Geral Seção II
Adjunto da Polícia Militar e Comandante-Geral e Da Reforma
Comandante-Geral Adjunto do Corpo de Bombeiros
Militar do Ceará, enquanto permanecerem no exercício Art. 187. A passagem do militar estadual
desses cargos. à situação de inatividade, mediante reforma, se
§ 2º Enquanto permanecer no exercício de efetua ex officio.
cargo civil temporário, não-eletivo, de que trata o inciso Art. 188. A reforma será aplicada ao
II deste artigo o militar estadual: militar estadual que:
I - tem assegurado a opção entre os I – atingir a idade limite de 65 (sessenta e
vencimentos do cargo civil e os do posto ou da cinco) anos: (Nova redação dada pela Lei n.º 15.797,
graduação; de 25.05.15)
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a) para Oficial Superior: 64 (sessenta e contraída nessa situação ou que nela tenha sua causa
quatro) anos; eficiente;
b) para Capitão e Oficial Subalterno: 60 II - acidente em objeto de serviço;
(sessenta) anos; III - doença, moléstia ou enfermidade
c) para Praças: adquirida, com relação de causa e efeito inerente às
c.1) Subtenente: 64 (sessenta e quatro) condições de serviço;
anos; IV - tuberculose ativa, alienação mental,
c.2) 1º Sargento: 63 (sessenta e três) neoplasia maligna, cegueira, lepra, paralisia irreversível
anos; e incapacitante, cardiopatia grave, mal de Parkinson,
c.3) Cabo: 61 (sessenta e um) anos; mal de Alzeheimer,
c.4) Soldado: 59 (cinqüenta e nove) pênfigo, espondiloartrose anquilosante, nefropatia gra
anos. ve, síndrome da imunodeficiência adquirida deficiência
II - for julgado incapaz definitivamente e outras moléstias que a lei indicar com base nas
para o serviço ativo, caso em que fica o militar inativo conclusões da medicina especializada;
obrigado a realizar avaliação por junta médica da V - acidente ou doença, moléstia ou
Corporação a cada 2 (dois) anos, para atestar que sua enfermidade, sem relação de causa e efeito com o
invalidez permanece irreversível, respeitados os limites serviço;
de idade expostos no inciso I do art. 182. § 1º Os casos de que tratam os incisos I,
III - for condenado à pena de reforma, II e III deste artigo serão provocados por atestado de
prevista no Código Penal Militar, por sentença passada origem ou inquérito sanitário de origem, sendo os
em julgado; termos do acidente, baixa ao hospital, prontuários de
IV - sendo Oficial, tiver determinado o tratamento nas enfermarias e hospitais, laudo médico,
órgão de Segunda Instância da Justiça Militar Estadual, perícia médica e os registros de baixa, utilizados como
em julgamento, efetuado em conseqüência do meios subsidiários para esclarecer a situação.
Conselho de Justificação a que foi submetido; § 2º Nos casos de tuberculose, as Juntas
V - sendo Praça com estabilidade de Saúde deverão basear seus julgamentos,
assegurada, for para tal indicado ao respectivo obrigatoriamente, em observações clínicas,
Comandante-Geral, em julgamento de Conselho de acompanhados de repetidos exames subsidiários, de
Disciplina. modo a comprovar, com segurança, o estado ativo da
§ 1º Excetua-se das “idades-limites” de doença, após acompanhar sua evolução por até 3 (três)
que trata o inciso I deste artigo o militar estadual períodos de 6 (seis) meses de tratamento clínico-
enquanto revertido da inatividade para o desempenho cirúrgico metódico, atualizado e, sempre que
de serviço ativo temporário, conforme disposto em lei necessário, nosocomial, salvo quando se tratar de
específica, cuja reforma somente será aplicada ao ser forma “grandemente avançadas”, no conceito clínico e
novamente conduzido à inatividade por ter cessado o sem qualquer possibilidade de regressão completa, as
motivo de sua reversão ou ao atingir a idade-limite de quais terão parecer imediato de incapacidade
70 (setenta) anos. definitiva.
§ 2º Para os fins do que dispõem os § 3º O parecer definitivo adotado, nos
incisos II e III deste artigo, antes de se decidir pela casos de tuberculose, para os portadores de lesões
aplicação da reforma, deverá ser julgada a aparentemente inativas, ficará condicionado a um
possibilidade de aproveitamento ou readaptação do período de consolidação extranosocomial, nunca
militar estadual em outra atividade ou incumbência do inferior a 6 (seis) meses, contados a partir da época da
serviço ativo compatível com a redução de sua cura.
capacidade. § 4º Considera-se alienação mental todo
Art. 189. O órgão de recursos humanos caso de distúrbio mental ou neuro-mental grave
da Corporação controlará e manterá atualizada a persistente, no qual, esgotados os meios habituais de
relação dos militares estaduais relativa às “idades- tratamento, permaneça alteração completa ou
limites” de permanência na reserva remunerada, a fim considerável na personalidade, destruindo a auto
de serem oportunamente reformados. determinação do pragmatismo e tornando o indivíduo
Parágrafo único. O militar estadual da total e permanentemente impossibilitado para o serviço
reserva remunerada, ao passar à condição de ativo militar.
reformado, manterá todos os direitos e § 5º Ficam excluídas do conceito da
garantias asseguradas na condição anterior. alienação mental as epilepsias psíquicas e
Art. 190. A incapacidade definitiva pode neurológicas, assim julgadas pela Junta de Saúde.
sobrevir em conseqüência de: § 6º Considera-se paralisia todo caso de
I - ferimento recebido na preservação da neuropatia a mobilidade, sensibilidade, troficidade e
ordem pública ou no legítimo exercício da atuação mais funções nervosas, no qual, esgotados os meios
militar estadual, mesmo não estando em serviço, habituais de tratamento, permanecem distúrbios
visando à proteção do patrimônio ou à segurança graves, extensos e definitivos, que tornem o indivíduo
pessoal ou de terceiros em situação de risco, infortúnio total e permanentemente impossibilitado para o serviço
ou de calamidade, bem como em razão de enfermidade ativo militar.
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§ 7º São também equiparados às permanência nessa situação, ocorrerá se o tempo
paralisias os casos de afecção ósteo-músculo- decorrido na situação de reformado,
articulares graves e crônicos (reumatismo graves e ultrapassar 2(dois) anos.
crônicos ou progressivos e doença similares), nos Art. 195. O militar estadual reformado por
quais esgotados os meios habituais de tratamento, alienação mental, enquanto não ocorrer à designação
permaneçam distúrbios extensos e definitivos, judicial do curador, terá sua remuneração paga aos
quer ósteo-músculo-articulares residuais, quer beneficiários, legalmente reconhecidos, desde que o
secundários das funções nervosas, tenham sob responsabilidade e lhe dispensem
mobilidade, troficidade ou mais funções que tornem o tratamento humano e condigno.
indivíduo total e permanentemente impossibilitado § 1º A interdição judicial do militar
para o serviço ativo militar. estadual, reformado por alienação mental, deverá ser
§ 8º São equiparados à cegueira, não só providenciada, por iniciativa de beneficiários, parentes
os casos de afecções crônicas, progressivas e ou responsáveis, até 90 (noventa) dias a contar da data
incuráveis, que conduzirão à cegueira total, como do ato da reforma.
também os da visão rudimentar que apenas permitam § 2º A interdição judicial do militar
a percepção de vultos, não suscetíveis de correção por estadual e seu internamento em instituição apropriada
lentes, nem removíveis por tratamento médico deverão ser providenciados pela respectiva Corporação
cirúrgico. quando:
§ 9º O Atestado de Origem – AO, e o I - não houver beneficiários, parentes ou
Inquérito Sanitário de Origem - ISO, de que trata este responsáveis;
artigo, serão regulados por ato do Comandante-Geral II - não forem satisfeitas as condições de
da Corporação. tratamento exigidas neste artigo;
§ 10. Para fins de que dispõe o inciso II III - não for atendido o prazo de que trata
do caput deste artigo, considera-se acidente em objeto o § 1.º deste artigo.
de serviço aquele ocorrido no exercício de atividades § 3º Os processos e os atos de registros
profissionais inerentes ao serviço policial militar ou de interdição do militar estadual terão andamento
bombeiro militar ou ocorrido no trajeto casa-trabalho- sumário e serão instruídos com laudo proferido por
casa. Junta de Saúde, com isenção de custas.
Art. 191. O militar estadual da ativa,
julgado incapaz definitivamente por um dos motivos Seção III
constantes no artigo anterior será reformado com Da Reforma Administrativo-Disciplinar
qualquer tempo de contribuição.
Art. 192. O militar estadual da ativa Art. 196. A reforma administrativo-
julgado incapaz definitivamente por um dos motivos disciplinar será aplicada ao militar estadual, mediante
constantes do inciso I do art. 190, será reformado, com processo regular, conforme disposto no Código
qualquer tempo de contribuição, com a remuneração Disciplinar da Polícia Militar do Ceará e do Corpo de
integral do posto ou da graduação de seu grau Bombeiros Militar do Ceará.
hierárquico.
Art. 193. O militar estadual da ativa, Seção IV
julgado incapaz definitivamente por um dos motivos Da Demissão, da Exoneração e da
constantes dos incisos II, III, IV e V do art. 190, será Expulsão
reformado:
I - com remuneração proporcional ao Art. 197. A demissão do militar estadual
tempo de contribuição, desde que possa prover-se por se efetua ex officio.
meios de subsistência fora da Corporação; Art. 198. A exoneração a pedido será
II - com remuneração integral do posto ou concedida mediante requerimento do interessado:
da graduação, desde que, com qualquer tempo de I - sem indenização aos cofres públicos,
contribuição, seja considerado inválido, isto é, quando contar com mais de 5 (cinco) anos de oficialato
impossibilitado total e permanentemente para qualquer no QOPM ou no QOBM da respectiva Corporação Militar
trabalho. Estadual, ou 3 (três) anos, quando se tratar de Oficiais
Art. 194. O militar estadual reformado por do QOSPM, QOCplPM, QOCPM e QOCBM, ressalvado o
incapacidade definitiva que for julgado apto em disposto no § 1º deste artigo; (Redação dada pela Lei
inspeção de saúde por junta superior, em grau de n° 13.768, de 04.05.06)
recurso ou revisão, poderá retornar ao serviço ativo ou II - sem indenização aos cofres públicos,
ser transferido para a reserva remunerada por ato do quando contar com mais de 3 (três) anos de graduado
Governador do Estado. na respectiva Corporação Militar Estadual, ressalvado o
§ 1º O retorno ao serviço ativo ocorrerá se disposto no § 1.º deste artigo;
o tempo decorrido na situação de reformado não III - com indenização das despesas
ultrapassar 2 (dois) anos. relativas a sua preparação e formação, quando contar
§ 2º A transferência para a reserva com menos de 5 (cinco) anos de oficialato ou 3 (três)
remunerada, observando o limite de idade para anos de graduado.
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§ 1º No caso do militar estadual estar Art. 201. O militar estadual da ativa que
realizando ou haver concluído qualquer curso ou perder a nacionalidade brasileira será submetido a
estágio de duração superior a 6 (seis) meses e processo judicial ou regular para fins de
inferior ou igual a 18 (dezoito) meses, por conta demissão ex officio, por incompatibilidade com o
do Estado, e não tendo decorrido mais de 3 disposto no inciso I do art. 10 desta Lei.
(três) anos do seu término, a exoneração
somente será concedida mediante indenização Seção V
de todas as despesas correspondentes ao Da Deserção
referido curso ou estágio.
§ 2º No caso do militar estadual estar Art. 202. A deserção do militar estadual
realizando ou haver concluído curso ou estágio acarreta interrupção do serviço com a conseqüente
de duração superior a 18 (dezoito) meses, por perda da remuneração.
conta do Estado, aplicar-se-á o disposto no § 1º O Oficial ou a Praça, na condição de
parágrafo anterior, se não houver decorrido desertor, será agregado ao seu Quadro ou
mais de 5 (cinco) anos de seu término. Qualificação, na conformidade do art. 172, inciso III,
§ 3º O cálculo das indenizações a que alínea “g”, até a decisão transitada em julgado e não
se referem os §§ 1.º e 2.º deste artigo, será terá direito a remuneração referente a tempo não
efetuado pela Organização Militar encarregada trabalhado.
das finanças da Corporação. § 2º O militar estadual desertor que for
§ 4º O militar estadual exonerado, a capturado, ou que se apresentar voluntariamente, será
pedido, não terá direito a qualquer submetido à inspeção de saúde e aguardará a solução
remuneração, sendo a sua situação militar do processo.
definida pela Lei do Serviço Militar. § 3º Compete à Justiça Militar Estadual
§ 5º O direito à exoneração, a pedido, processar e julgar o militar estadual desertor, cabendo
pode ser suspenso na vigência de Estado de ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto
Guerra, Estado de Sítio, Estado de Defesa, e da patente dos oficiais e da graduação das Praças.
calamidade pública, perturbação da ordem § 4º As demais disposições de que tratam
interna ou em caso de mobilização. esta Seção estão estabelecidas em Lei Especial.
§ 6º O militar estadual exonerado, a
pedido, somente poderá novamente ingressar Seção VI
na Polícia Militar ou no Corpo de Bombeiros Do Falecimento, do Desaparecimento e do
Militar, mediante a aprovação em novo concurso Extravio
público e desde que, na data da inscrição,
preencha todos os requisitos constantes desta Art. 203. O falecimento do militar
Lei, de sua regulamentação e do edital estadual da ativa acarreta o desligamento ou
respectivo. exclusão do serviço ativo, a partir da data da
§ 7º Não será concedida a exoneração, a ocorrência do óbito.
pedido, ao militar estadual que: Art. 204. É considerado desaparecido o
I - estiver respondendo a Conselho de militar estadual da ativa que, no desempenho de
Justificação, Conselho de Disciplina ou Processo qualquer serviço, em viagem, em operações policiais
Administrativo-Disciplinar; militares ou bombeiros militares ou em caso de
II - estiver cumprindo pena de qualquer calamidade pública, tiver paradeiro ignorado por mais
natureza. de 8 (oito) dias.
Art. 199. O militar estadual da ativa Parágrafo único. A situação de
que tomar posse em cargo ou emprego público desaparecido só será considerada quando não houver
civil permanente será imediatamente, mediante indício de deserção.
demissão ex officio, por esse motivo, transferido Art. 205. O militar estadual que, na forma
para a reserva, sem qualquer remuneração ou do artigo anterior, permanecer desaparecido por mais
indenização. de 30 (trinta) dias, será considerado oficialmente
Art. 200. Além do disposto nesta Lei, extraviado.
a demissão e a expulsão do militar Art. 206. O extravio do militar
estadual, ex officio, por motivo disciplinar, é estadual da ativa acarreta interrupção do
regulada pelo Código Disciplinar da Polícia serviço militar estadual com o conseqüente
Militar do Ceará e do Corpo de Bombeiros Militar afastamento temporário do serviço ativo, a
do Ceará. partir da data em que o mesmo for oficialmente
Parágrafo único. O militar estadual que considerado extraviado.
houver perdido o posto e a patente ou a § 1º O desligamento do serviço ativo
graduação, nas condições deste artigo, não terá será feito 6 (seis) meses após a agregação por
direito a qualquer remuneração ou indenização, motivo de extravio.
e terá a sua situação militar definida pela Lei do § 2º Em caso de naufrágio, sinistro
Serviço Militar. aéreo, catástrofe, calamidade pública ou outros
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acidentes oficialmente reconhecidos, o extravio § 2º Será computado como tempo de
ou o desaparecimento do militar estadual da contribuição não militar:
ativa será considerado como falecimento, para I - o tempo de contribuição para o Regime
fins deste Estatuto, tão logo sejam esgotados os Geral de Previdência Social – RGPS;
prazos máximos de possível sobrevivência ou II - o tempo de contribuição para os
quando se dêem por encerradas as providências Regimes Próprios de Previdência Social, desde que não
de salvamento. seja na qualidade de militar.
Art. 207. O reaparecimento do militar § 3º O tempo de contribuição a que alude
estadual extraviado ou desaparecido, já o caput deste artigo, será apurado em anos, meses e
desligado do serviço ativo, resulta em dias, sendo o ano igual a 365 (trezentos e sessenta e
sua reinclusão e nova agregação, enquanto se cinco) dias e o mês 30 (trinta) dias.
apura as causas que deram origem ao seu § 4º Para o cálculo de qualquer benefício
afastamento. previdenciário, depois de apurado o tempo de
Parágrafo único. O militar estadual contribuição, este será convertido em dias, vedada
reaparecido será submetido a Conselho de qualquer forma de arredondamento.
Justificação, a Conselho de Disciplina ou a § 5º A proporcionalidade dos proventos,
Processo Administrativo-Disciplinar. com base no tempo de contribuição, é a fração, cujo
Art. 208. Lei específica, de iniciativa numerador corresponde ao total de dias de
privativa do Governador do Estado, estabelecerá contribuição e o denominador, o tempo de dias
os direitos relativos à pensão, destinada a necessário à respectiva inatividade com proventos
amparar os beneficiários do militar estadual integrais, ou seja, 30 (trinta) anos que corresponde a
desaparecido ou extraviado. 10.950 (dez mil novecentos e cinqüenta) dias.
§ 6º O tempo de contribuição, será
CAPÍTULO III computado à vista de certidões passadas com base em
DO TEMPO DE SERVIÇO E/OU folha de pagamento.
CONTRIBUIÇÃO § 7º O tempo de serviço considerado até
15 de dezembro de 1998 para efeito de inatividade,
Art. 209. Os militares estaduais será contado como tempo de contribuição.
começam a contar tempo de serviço na Polícia § 8º Não é computável para efeito algum
Militar e no Corpo de Bombeiros Militar do Ceará o tempo:
a partir da data da sua inclusão no posto ou na I - passado em licença para trato de
graduação. interesse particular;
Parágrafo único. Considera-se como II - passado como desertor;
data da inclusão, para fins deste artigo: III - decorrido em cumprimento de pena
I - a data do ato em que o militar e suspensão de exercício do posto, graduação, cargo
estadual é considerado incluído em Organização ou função, por sentença passada em julgado.
Militar Estadual; Art. 211. O tempo que o militar
II - a data de matricula em órgão de estadual vier a passar afastado do exercício de
formação de militares estaduais; suas funções, em conseqüência de ferimentos
III - a data da apresentação pronto recebidos em acidente quando em serviço, ou
para o serviço, no caso de nomeação. mesmo quando de folga, em razão da
Art. 210. Na apuração do tempo de preservação de ordem pública, de proteção do
contribuição do militar estadual será feita à distinção patrimônio e da pessoa, visando à sua
entre: incolumidade em situações de risco, infortúnio
I - tempo de contribuição militar estadual; ou de calamidade, bem como em razão de
II - tempo de contribuição não militar. moléstia adquirida no exercício de qualquer
§ 1º Será computado como tempo de função militar estadual, será computado como
contribuição militar: se o tivesse no exercício efetivo daquelas
I - todo o período que contribuiu como funções.
militar, podendo ser contínuo ou intercalado; Art. 212. O tempo de serviço passado
II - o período de serviço ativo das Forças pelo militar estadual no exercício de atividades
Armadas; decorrentes ou dependentes de operações de
III - o tempo de contribuição relativo à guerra será regulado em legislação específica.
outra Corporação Militar; Art. 213. A data limite estabelecida
IV - o tempo passado pelo militar estadual para final da contagem dos anos de
na reserva remunerada, que for convocado para o contribuição, para fins de passagem para a
exercício de funções militares na forma do art. 185 inatividade, será a do pedido no caso de reserva
desta Lei; remunerada “a pedido” ou a da configuração das
V - licença especial e férias não usufruídas condições de implementação, no caso de reserva
contadas em dobro, até 15 de dezembro de 1998. remunerada ex officio ou reforma.
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Art. 214. Na contagem do tempo de estaduais observarão a escala normal de serviço,
contribuição, não poderá ser computada alternada com períodos de folga, estabelecida pelo
qualquer superposição dos tempos de qualquer Comando-Geral.
natureza. § 2º Observado o interesse
da otimização da segurança pública e defesa social do
TÍTULO VI Estado, em períodos de normalidade, conforme
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS definido no parágrafo anterior, poderá voluntariamente
o militar da ativa, a critério discricionário da
Art. 215. Ao militar estadual são Administração, inscrever-se junto à Corporação
proibidas a sindicalização e a greve. respectiva para desempenhar atividade em caráter
§ 1°. O militar estadual poderá fazer parte suplementar a título de reforço ao serviço operacional,
de associações sem qualquer natureza sindical ou durante parte do seu período de folga, guardando um
político-partidária, desde que não haja prejuízo do intervalo de descanso de, pelo menos, 12 (doze) horas
exercício do respectivo cargo ou função militar que após sua jornada regular.
ocupe na ativa, salvo aqueles que estejam amparados § 3º O militar, na situação do § 2º, fará
pelo art. 169 combinado com o art. 176, § 13, da jus à Indenização de Reforço ao Serviço Operacional –
Constituição do Estado do Ceará. (Redação dada pela IRSO, em retribuição ao serviço executado além do
Lei n° 13.768, de 04.05.06) expediente, escala ou jornada normal à qual estiver
§ 2º O militar estadual poderá fazer parte submetido, sendo devida por hora de trabalho
de associações, sem qualquer natureza sindical ou executado.
político-partidária, desde que não haja prejuízo para o § 4º O valor da hora trabalhada observará
exercício do respectivo cargo ou função militar que o disposto no anexo IV desta Lei, e será reajustado de
ocupe na ativa. (Redação dada pela Lei n° 13.768, de acordo com as revisões gerais, sem integrar a
04.05.06) remuneração do militar sob qualquer título ou
§ 3º O militar estadual da ativa quando fundamento.
investido em cargo ou função singular de dirigente § 5º O militar que, indicado dentre os
máximo de associação que congregue o maior número inscritos para participar da escala especial, nos termos
de oficiais, de subtenentes e sargentos ou de cabos e do § 2º, faltar ao serviço sem motivo justificável se
soldados, distintamente considerados e pré-definidos sujeitará a procedimento disciplinar.
por eleições internas, poderá ficar dispensado de suas § 6º Não participará do reforço ao serviço
funções para dedicar-se à direção da operacional o militar quando estiver nas seguintes
entidade. (Redação dada pela Lei n° 13.768, de situações:
04.05.06) I – denunciado em processo-crime,
§ 4º A garantia prevista no parágrafo enquanto a sentença final não transitar em julgado,
anterior, além do cargo singular de dirigente máximo, salvo quando o fato ocorrer no exercício de missão de
alcança um representante por cada 2.000 (dois mil) natureza ou interesse militar estadual, ainda que
militares estaduais que congregue, não podendo durante o período de folga, e não envolver suposta
ultrapassar a 3 (três) membros, além do dirigente prática de improbidade administrativa ou crime
máximo. (Redação dada pela Lei n° 13.768, de hediondo;
04.05.06) II – respondendo a procedimento
§ 5º O disposto nos § § 3º e 4º em administrativo disciplinar, mesmo que este esteja
nenhuma hipótese se aplica à entidade cuja direção sobrestado, salvo quando o fato ocorrer no exercício de
máxima seja exercida por órgão colegiado. (Redação missão de natureza ou interesse militar estadual;
dada pela Lei n° 13.768, de 04.05.06) III – afastado do serviço por motivo
Art. 33. Ficam alterados os anexos II e III saúde, férias ou licença, na forma deste Estatuto;
da Lei n.º 13.729, de 11 de janeiro de 2006, que IV – cumprindo sanções disciplinares.
passam a vigorar na conformidade dos anexos desta § 7º A prioridade na escolha do militar
Lei. que irá participar do serviço de que cuida o § 2º deste
Art. 216. O militar estadual, enquanto em artigo, observará, caso o número de inscritos supere a
serviço ativo, não pode estar filiado a partido político. demanda para o serviço operacional especial, o critério
Art. 217. Os militares estaduais são da antiguidade.
submetidos a regime de tempo integral de serviço, § 8º O desempenho pelo militar de
inerente à natureza da atividade militar estadual, atividade de reforço ao serviço operacional com
inteiramente devotada às finalidades e missões fundamento em convênio celebrado entre o Estado e a
fundamentais das Corporações Militares estaduais, União, município ou órgão ou entidade da
sendo compensados através de sua remuneração Administração direta e indireta dos Poderes, enseja o
normal. pagamento da indenização prevista no § 3º deste
§ 1o Em períodos de normalidade da vida artigo, de cujo valor será ressarcido o erário estadual
social, em que não haja necessidade específica de pelo convenente.
atuação dos militares em missões de mais demorada § 9º As atividades de que cuida o § 2º
duração e de mais denso emprego, os militares deste artigo, serão disciplinadas por decreto, o qual
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deverá estabelecer condições, requisitos, critérios e serão considerados equivalentes ao Código Disciplinar
limites a serem observados em relação à Indenização da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do
por Reforço do Serviço Operacional, inclusive quanto Ceará as seguintes punições disciplinares de que
aos tipos de serviços em que serão empregados os tratam, respectivamente, os revogados Regulamentos
militares estaduais durante as escalas especiais e ao Disciplinares da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros
limite de despesas com a concessão da Militar do Ceará:
Indenização, ficando o planejamento e a administração I – repreensão – repreensão;
da execução das atividades a cargo dos Comandantes- II – detenção – permanência disciplinar;
Gerais das Corporações Militares. (Nova redação dada III – prisão – custódia disciplinar.
pela Lei n.º 16.009, de 05.05.16) Art. 223. Para fins de cancelamento de
Art. 218. Os critérios para nomeação e punições disciplinares, aplica-se a equivalência prevista
funcionamento de Junta de Saúde e Junta Superior de no artigo anterior, obedecidos os prazos e demais
Saúde da Corporação serão regulados, no prazo de 60 condições estabelecidas no Código Disciplinar da Polícia
(sessenta) dias após aprovação desta Lei, por meio de Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará.
Decreto do Governador do Estado. Art. 224. Os remanejamentos funcionais,
Art. 219. Os critérios para julgamento da inclusive os de caráter temporário, que devem
capacidade para o serviço ativo, bem como a acontecer dentro dos originais interesses institucionais
possibilidade da readaptação do militar estadual para quanto à conveniência organizacional ou operacional,
outra atividade dentro da Corporação quando reduzida observarão o equilíbrio da relação custo-benefício dos
sua capacidade, em razão de ferimento, acidente ou investimentos que foram efetivados em programas de
doença, serão regulamentados por Decreto. capacitação técnico-profissional, dentro de regras
§ 1o Sob pena de responsabilidade penal, estabelecidas em Decreto do Chefe do Poder Executivo.
administrativa e civil, os integrantes de Junta de Saúde Art. 225. Excluem-se da exigência da
e de Junta Superior de Saúde da Corporação Militar letra “g” do inciso I do art. 24 os atuais 1.º Sargentos
deverão investigar a fundo a efetiva procedência da e Sub-Tenentes, na data de publicação desta Lei.
doença informada ou alegada pelo militar interessado, Art. 226. É vedado o uso, por parte de
mesmo que apoiado em atestado ou laudo médico sociedade simples ou empresária ou de
particular, sempre que a natureza da enfermidade organização civil, de designação que possa
permitir fraude que possibilite o afastamento gracioso sugerir sua vinculação às Corporações Militares
do serviço ativo militar. estaduais.
§ 2o O militar interessado flagrado na Parágrafo único. Excetua-se das
prática de fraude nas condições previstas no parágrafo prescrições deste artigo, as associações, clubes e
anterior terá sua responsabilidade penal, círculos que congregam membros das Corporações
administrativa e civil devidamente apurada. Militares e que se destinem, exclusivamente, a
§ 3o Todos os repousos médicos por promover intercâmbio social, recreativo e assistencial
período superior a 3 (três) dias deverão ser avaliados entre militares estaduais e seus familiares e entre esses
criteriosamente pelas Junta de Saúde ou Junta Superior e a sociedade, e os conveniados com o Comando-Geral
de Saúde da Corporação Militar, mesmo quando da Corporação.
apoiados em atestado ou laudo médico particular. Art. 227. No que tange aos deveres e
Art. 220. O militar estadual que, obrigações, além dos já estabelecidos nesta Lei,
embora efetivo e classificado no Quadro de aplica-se ao militar estadual o disposto no
Organização e Distribuição de uma Organização Policial Código Disciplinar da Polícia Militar do Ceará e
Militar ou Bombeiro Militar, venha a exercer atividade do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará.
funcional em outra Organização Militar, ficará na Parágrafo único. A Lei n.º 10.237, de 18
situação de adido. de dezembro de 1978, com suas
Art. 221. Fica assegurado ao militar alterações, permanece em vigor, dispondo sobre
estadual que, até a publicação desta Lei, tenha o Serviço de Assistência Religiosa aos Militares
completado, no mínimo, 1/3 (um terço) do interstício Estaduais, salvo quanto aos seus arts. 9.o, 10, 11
no posto ou graduação exigido pela Lei n.º 10.273, de e 12, que ficam revogados.
22 de junho de 1979, e pelos Decretos n.ºs. 13.503, de Art. 228. Aplica-se à matéria não
26 de outubro de 1979, e 26.472, de 20 de dezembro regulada nesta Lei, subsidiariamente e no que couber,
de 2001, o direito de concorrer ao posto ou à a legislação em vigor para o Exército Brasileiro.
graduação subseqüente, na primeira promoção que Art. 229. O disposto nesta Lei não se
vier a ocorrer após a publicação desta Lei. aplica ao soldado temporário, do qual trata a Lei nº
Parágrafo único. O cômputo da pontuação 13.326, de 15 de julho de 2003, e sua regulamentação.
para a promoção de que trata o caput será feito na Art. 230. Permanece em vigor o disposto
conformidade das normas em vigor antes da na Lei n.º 13.035, de 30 de junho de 2005, salvo no
vigência. *(Veto Rejeitado em 21.03.06 - 28.04.06). que conflitar com as disposições desta Lei.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto no
Art. 222. Para fins de contagem de pontos caput à legislação em vigor, decorrente da Lei n.º
para promoção de militares estaduais,
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13.035, de 30 de junho de 2005, que trata da
remuneração dos militares estaduais.
Art. 231. Ficam revogadas as Leis n.º
10.072, de 20 de dezembro de 1976, n.º 10.186, de 26
de junho de 1976, n.º 10.273, de 22 de junho de 1979,
n.º 10.236, de 15 de dezembro de 1978, e as
alterações dessas Leis, e todas as disposições
contrárias a este Estatuto.
Art. 232. Esta Lei entra em vigor 60
(sessenta) dias após a sua publicação.
PALÁCIO IRACEMA DO ESTADO DO
CEARÁ, em Fortaleza, 11 de janeiro de 2006.
ANOTAÇÕES:
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LEI N.º 15.797, DE 25.05.15 § 4º A promoção por bravura, a ser aferida
(Republicado por incorreção no D.O. de por comissão de meritoriedade designada pelo
28.05.15) Comandante-Geral, resulta de ato, ou atos, não comuns
de coragem e audácia, que, ultrapassando os limites
normais do cumprimento do dever, representem feitos
DISPÕE SOBRE AS PROMOÇÕES DOS de notório mérito, em operação ou ação inerente à
MILITARES ESTADUAIS. missão institucional da corporação militar em serviço ou
de folga.
O GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ. § 5º A promoção requerida alcançará o
Faço saber que militar estadual que completar 30 (trinta) anos de
a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono contribuição, sendo, no mínimo, 25 (vinte e cinco) anos
a seguinte Lei: como de contribuição como militar ao SUPSEC,
e consistirá na sua elevação, a pedido, ao grau
CAPÍTULO I imediatamente superior, observadas as condições
DAS DIRETRIZES E DEFINIÇÕES estabelecidas nesta Lei.
Art. 4º A promoção do oficial se dará por
Art. 1º A promoção, direito do militar ato do Governador do Estado, já a da praça por ato do
estadual, consiste na elevação na carreira, tendo por Comandante-Geral.
objetivo o estímulo ao constante Art. 5º A passagem da praça para o
aprimoramento funcional com resultado no alcance dos quadro de oficiais acontecerá por acesso, exigindo-se a
graus hierárquicos superiores nas corporações militares. conclusão, com aproveitamento, de Curso de
Habilitação de Oficiais – CHO, cujo ingresso se dará
Art. 2° Serão planejadas as promoções metade por antiguidade e a outra metade por prévia
observando as peculiaridades de cada posto e cada aprovação por seleção interna, supervisionada pela
graduação e objetivando assegurar um fluxo regular e Academia Estadual de Segurança Pública, para os
equilibrado nas carreiras de oficial e de praça. integrantes do QOAPM e QOABM.
Parágrafo único. Para fins de concorrer
CAPÍTULO II à seleção para ingresso no Curso de Habilitação de
DAS PROMOÇÕES Oficiais, exigir-se-á do candidato diploma em curso de
Seção I nível superior, devidamente reconhecido, à exceção das
Das Modalidades praças beneficiadas com a previsão do art. 225 da Lei
nº 13.729, de 13 de janeiro de 2006.
Art. 3° As promoções ocorrerão nas
seguintes modalidades: Seção II
I - antiguidade; Do Quadro de Acesso Geral
II - merecimento;
III - post mortem; Art. 6º Para fins de promoção por
IV- bravura; antiguidade e merecimento, deve o militar figurar no
V- requerida. Quadro de Acesso Geral, cujo ingresso requer o
§ 1º A promoção por antiguidade baseia- preenchimento dos seguintes requisitos,
se na precedência hierárquica do militar estadual sobre cumulativamente:
os demais de igual posto ou graduação, observados os I - interstício no posto ou na graduação de
demais requisitos estabelecidos nesta Lei. referência;
§ 2º A promoção por merecimento tem II - curso obrigatório estabelecido em lei;
por fundamento os valores funcionais agregados pelo III - serviço arregimentado;
militar no decorrer da carreira e que o destaquem na IV - mérito.
atuação funcional, preferencialmente no posto ou § 1º O interstício de que trata o inciso I
graduação ocupado por ocasião da disputa pela deste artigo, a ser completado até a data em que
promoção, sendo essa aferição promovida por comissão efetivada a promoção, é o tempo mínimo de efetivo
específica de promoção, nos termos desta Lei. serviço considerado em cada posto ou graduação,
§ 3º A promoção post mortem ocorrerá descontado o tempo não computável, da seguinte
nas seguintes situações: forma:
I – quando o militar estadual falecer em I – para oficiais:
razão do desempenho da atividade militar estadual, ou a) para o posto de 1° Tenente – 5 (cinco)
em acidente em serviço ou em consequência de doença, anos no posto de 2° Tenente;
moléstia ou enfermidade que nele tenha sua causa b) para o posto de 1º Tenente QOAPM e
imediata, conforme aferição de comissão QOABM – 3 (três) anos no posto de 2º Tenente QOAPM
de meritoriedade designada pelo Comandante-Geral; e QOABM;
II – quando o militar fazia jus à promoção c) para o posto de Capitão – 5 (cinco) anos
em vida, não sendo esta efetivada a tempo, em razão no posto de 1° Tenente;
do seu óbito.
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d) para o posto de Capitão QOAPM e Corporação Militar Estadual, supervisionado pela
QOABM – 2 (dois) anos no posto de 1° Tenente QOAPM Academia Estadual de Segurança Pública, quando
e QOABM; realizado no Estado;
e) para o posto de Major – 6 (seis) anos b) para promoção à graduação de 3º
no posto de Capitão; Sargento: Curso de Habilitação de Sargentos, ou curso
f) para o posto de Major QOAPM e QOABM regular equivalente realizado em Corporação Militar
– 2 (dois) anos no posto de Capitão QOAPM e QOABM; Estadual, supervisionado pela Academia Estadual de
g) para o posto de Tenente-Coronel – 5 Segurança Pública, quando realizado no Estado;
(cinco) anos no posto de Major; c) para promoção à graduação de
h) para o posto de Coronel – 3 (três) anos Subtenente: Curso de Habilitação a Subtenentes, ou
no posto de Tenente-Coronel; curso regular equivalente realizado em Corporação
II – para praças: Militar Estadual, supervisionado pela Academia Estadual
a) para a graduação de Cabo – 7 (sete) de Segurança Pública, quando realizado no Estado.
anos na graduação de Soldado; § 3º O Estado deverá oferecer o curso
b) para a graduação de 3° Sargento – 5 obrigatório de que trata o inciso II do caput, em tempo
(cinco) anos na graduação de Cabo; hábil, evitando prejuízo às promoções regulares.
c) para a graduação de 2° Sargento – 3 § 4º Para o ingresso no Curso de
(três) anos na graduação de 3° Sargento; Habilitação de Sargentos – CHS, e no Curso de
d) para a graduação de 1° Sargento – 3 Habilitação a Subtenentes - CHST, ou equivalente, será
(três) anos na graduação de 2° Sargento; observado o critério de antiguidade, sendo exigidos
e) para a graduação de Subtenente – 4 do militar exames médicos e laboratoriais, incluindo o
(quatro) anos na graduação de 1° Sargento. toxicológico, custeados pelo Estado.
§ 2° O curso obrigatório de que trata o § 5º Para o ingresso no CAO, no
inciso II, disposto no caput deste artigo, a ser concluído, CAO/QOA, no CSP e no CSB, ou equivalente, será
com aproveitamento, até a data de encerramento das observado o critério de antiguidade, sendo exigidos
alterações, é o que possibilita o acesso e a promoção do militar exames médicos e laboratoriais, incluindo o
do oficial e da praça aos sucessivos postos e graduações toxicológico, custeados pelo Estado.
de carreira, nas seguintes condições: § 6º Caso o laudo médico a que se referem
I – para oficiais: os §§ 4º e 5º dê resultado positivo para o uso de drogas
a) para acesso e para nomeação no posto ilícitas, o militar será impedido de realizar o curso
de 2º Tenente: Curso de Formação de Oficiais – CFO ou correspondente, devendo ser encaminhado para
Curso de Formação Profissional - CFP, para os tratamento.
integrantes do QOPM, QOSPM, QOCplPMe QOCPM, na § 7º A partir da publicação desta Lei, o
Polícia Militar, e QOBM e QOCBM, no Corpo de militar que, por 3 (três) vezes for indicado, e não
Bombeiros Militar, sob coordenação da Corporação aceitar, ou aceitando, desistir ou não concluir com
Militar Estadual, e Curso de Habilitação de Oficiais - aproveitamento os cursos necessários para promoção
CHO, para os integrantes do QOAPM e QOABM, por de carreira, ficará impedido de realizá-los
meio de seleção interna supervisionada pela Academia e, consequentemente, não mais poderá ingressar em
Estadual de Segurança Pública; Quadro de Acesso Geral, assim permanecendo, de
b) para promoção ao posto de Major forma definitiva, no cargo em que se encontrar até
QOPM e QOBM: Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais - completar condições para a inatividade.
CAO ou curso regular equivalente realizado em § 8º O disposto no § 2º, inciso I, alíneas
Corporação Militar Estadual, supervisionado pela “b” e “d”, deste artigo, não se aplica aos oficiais
Academia Estadual de Segurança Pública, quando integrantes dos Quadros de Saúde e Capelão da Polícia
realizado no Estado; Militar e Complementar do Corpo de Bombeiros.
c) para promoção ao posto de Major § 9º O serviço arregimentado de que trata
QOAPM e QOABM: Curso de Aperfeiçoamento de o inciso III, do caput, corresponde ao tempo mínimo
Oficiais do Quadro Administrativo-CAO/QOA, ou curso necessário a ser desempenhado pelo militar no exercício
regular equivalente realizado em Corporação Militar efetivo de função de natureza ou de interesse militar
Estadual, supervisionado pela Academia Estadual de estadual, especificamente na atividade-fim da
Segurança Pública, quando realizado no Estado; Corporação, caracterizada como de execução
d) para promoção ao posto Coronel QOPM programática ou equivalente, nas unidades de Grandes
e QOBM: Curso Superior de Polícia- CSP, ou Curso Comandos, Batalhões, Companhias, Pelotões e
Superior de Bombeiro – CSB, ou curso regular Destacamentos, definidas em legislação própria, da
equivalente realizado em Corporação Militar Estadual, seguinte forma:
supervisionado pela Academia Estadual de Segurança I – para oficiais:
Pública, quando realizado no Estado; a) para a promoção ao posto de 1°
II – para praças: Tenente: 4 (quatro) anos no posto anterior;
a) para ingresso no cargo de Soldado: b) para a promoção ao posto de 1°
Curso de Formação de Soldados, ou Curso de Formação Tenente QOAPM e QOABM: 2 (dois) anos no posto
Profissional, ou curso regular equivalente realizado em anterior;
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c) para a promoção ao posto de Companhia e Pelotão, na Capital, na Região
Capitão: 4 (quatro) anos no posto anterior; Metropolitana ou no interior do Estado.
d) para a promoção ao posto de Capitão § 13. No tempo de serviço arregimentado
QOAPM e QOABM: 1 (um) ano no posto anterior; de que trata o §9º deste artigo, será computado o
e) para a promoção ao posto de período de licença à gestante.
Major: 5 (cinco) anos no posto anterior; Art. 7º O oficial ou a praça não poderá
f) para a promoção ao posto de Major constar no Quadro de Acesso Geral, ou deste será
QOAPM e QOABM: 1 (um) ano no posto anterior; excluído, quando:
g) para a promoção ao posto de Tenente– I - for preso provisoriamente, enquanto a
Coronel: 4 (quatro) anos no posto anterior; prisão não for revogada ou relaxada;
h) para a promoção ao posto de II - for recebida a denúncia em processo-
Coronel: 2 (dois) anos no posto anterior; crime, enquanto a sentença final não transitar em
II – para praças: julgado, salvo quando o fato ocorrer no exercício de
a) para a promoção à graduação de missão de natureza ou interesse militar estadual, ainda
Cabo: 6 (seis) anos na graduação anterior; que durante a folga do militar, e não envolver suposta
b) para a promoção à graduação de 3° prática de improbidade administrativa ou crime
Sargento: 4 (quatro) anos na graduação anterior; hediondo;
c) para a promoção à graduação de 2° III - estiver submetido a Conselho de
Sargento: 2 (dois) anos na graduação anterior; Justificação, a Conselho de Disciplina ou a Processo
d) para a promoção à graduação de 1° Administrativo Disciplinar, mesmo que este esteja
Sargento: 2 (dois) anos na graduação anterior; sobrestado, até decisão final do Tribunal ou autoridade
e) para a promoção à graduação de competente;
Subtenente: 3 (três) anos na graduação anterior. IV - for condenado em processo-crime,
§ 10. No tempo arregimentado do § 9º, enquanto durar o cumprimento da pena, inclusive no
não se computará: caso de suspensão condicional da pena e de livramento
I - o período de licença para tratamento de condicional, não se computando o tempo acrescido à
saúde própria do militar, salvo quando se tratar de pena original para fins de sua suspensão condicional;
enfermidade motivada pelo serviço, no pleno V - encontrar-se submetido à suspensão
desempenho da atividade militar estadual, devidamente condicional do processo, até decisão judicial definitiva
justificada em procedimento administrativo, a cargo da de extinção do benefício;
Corporação; VI - for Licenciado para Tratar de
II - o período em que o militar estiver Interesse Particular -LTIP;
trabalhando na situação de apto para serviços leves, VII - for condenado à pena de suspensão
salvo quando se tratar de enfermidade motivada pelo do exercício do posto, graduação, cargo ou função,
serviço, no pleno desempenho da atividade militar prevista no Código Penal Militar, durante o prazo de sua
estadual, devidamente justificada em procedimento suspensão ou de outras disposições legais;
administrativo, a cargo da Corporação; VIII - for considerado desaparecido,
III - os afastamentos por atestado, salvo extraviado ou desertor;
quando se tratar de enfermidade motivada pelo serviço, IX - houver sido punido disciplinarmente,
no pleno desempenho da atividade militar estadual, nos últimos 12 (doze) meses que antecedem a data de
devidamente justificada em procedimento fechamento das alterações para a promoção, com, pelo
administrativo, a cargo da Corporação; menos, uma custódia, ou 2(duas) permanências
IV - o período de Licença para Tratamento disciplinares, ou 4 (quatro) repreensões; ou ainda 2
de Interesse Particular. (duas) repreensões e 1 (uma) permanência disciplinar;
§ 11. Enquadra-se como atividade-fim, X - para as praças, ter, no mínimo,
para o disposto no § 9º, o serviço exercido pelo militar comportamento “BOM”;
estadual junto aos órgãos administrativos da sua XI - houver ultrapassado, por motivo de
própria corporação, à Secretaria de Segurança gozo de licença para tratamento de saúde de
Pública, à Casa Militar, à Defesa Civil, à Controladoria- dependente, legalmente reconhecido, prazo superior
Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e a 6 (seis) meses ininterruptos;
Sistema Penitenciário do Estado, ou a outros órgãos aos XII - encontrar-se inabilitado em exames
quais esteja cedido, para o desempenho de atividade de de saúde, segundo a Coordenadoria de Perícias Médicas
interesse militar estadual, inclusive nas entidades da Secretaria do Planejamento e Gestão;
associativas. XIII - for nele incluído indevidamente;
§ 12. O militar estadual que for nomeado XIV - por algum motivo já houver sido
ao posto de 2º Tenente ou de 1º Tenente ou ao cargo promovido;
de Soldado, nos quadros QOPM e QOBM, deverá, XV - vier a falecer;
obrigatoriamente, permanecer todo o período de XVI - for afastado do serviço ativo da
interstício exigido para promoção ao posto ou à respectiva Corporação, por estar aguardando reserva
graduação imediata exercendo suas funções em remunerada, a pedido, por mais de 90 (noventa) dias;
unidade eminentemente operacional, junto a Batalhão,
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XVII - encontrar-se, nos 12 (doze) meses Art. 11. As promoções de que trata esta
anteriores ao fechamento das alterações para a Lei, à exceção dos postos de Coronel e Major QOA,
promoção, afastado ou com restrições ao desempenho independerão de vagas e ocorrerão com observância ao
da atividade-fim da Corporação Militar por período percentual previsto no caput do art. 9º.
superior a 3 (três) meses contínuos ou não, § 1º Nas promoções da praça Soldado,
excetuando-se: deverá ser observado o número mínimo de
a) enfermidades contraídas em objeto de permanência na citada graduação de 40% (quarenta
serviço devidamente comprovadas por Atestado de por cento) do efetivo de Soldado existente na
Origem ou por Inquérito Sanitário de Origem; Corporação respectiva.
b) licença Maternidade ou licença para § 2º Efetuadas as promoções, o posto ou
Tratamento de Saúde relacionada a efeitos da a graduação do militar promovido será transformado
gestação; para o posto ou a graduação que passar a ocupar.
c) licenças para Tratamento de Saúde Art. 12. As promoções serão anuais, para
decorrentes de intervenções cirúrgicas diversas ou as quais se levarão em consideração as alterações
doenças crônicas em processos de agudização; ocorridas na vida funcional do oficial ou praça,
XVIII - obtiver resultado positivo para o e acontecerão nas datas e segundo processamento
consumo de drogas ilícitas em laudo de exame estabelecidos em decreto.
toxicológico. Art. 13. O disposto nesta Seção não se
§ 1º O militar que, por ocasião da aplica à promoção aos postos de Coronel e de Major
elaboração do Quadro de Acesso Geral, encontrar-se no QOA.
exercício de cargo público civil temporário, não eletivo,
inclusive da Administração Indireta, ou que estiver à Seção IV
disposição de órgão ou entidade federal, estadual ou Da Promoção por Antiguidade e por
municipal, para exercer cargo ou função de natureza Merecimento
estritamente civil, só poderá concorrer por antiguidade.
§ 2º Impedido o militar, de participar da Art. 14. Elaborado o Quadro de Acesso
promoção por incorrer na hipótese do inciso XVIII deste Geral e estabelecido o quantitativo mínimo de
artigo, poderá voltar a concorrer regularmente nas promoções, para cada posto ou graduação, observando
promoções subsequentes, uma vez concluído o percentual do art. 9º, metade dos militares aptos será
tratamento clínico psicossocial com laudo favorável. promovida por antiguidade, aferindo-se dentre os
Art. 8º Para figurar o militar no Quadro de demais a ordem de classificação para promoção por
Acesso Geral, além das condições previstas nesta Lei, merecimento.
deverá demonstrar mérito mínimo no desempenho da § 1º A promoção ao posto de Major
função, alcançando, assim, em avaliação a ser realizada QOAPM e Major QOABM não observará o percentual do
pela Corporação, no momento da organização do art. 9º, sendo efetivada somente pelo critério de
respectivo Quadro, pontuação igual ou superior a 2.500 merecimento, nos termos desta Lei e segundo disciplina
(dois mil e quinhentos). estabelecida em decreto.
Parágrafo único. Os critérios para a § 2º A relação dos Capitães QOAPM e
avaliação prevista no caput serão objetivos, segundo QOABM, habilitados para promoção por merecimento
definição em decreto. de que trata o § 1º, será formada por ordem de
antiguidade e contará com número equivalente ao triplo
Seção III de Majores QOAPM e QOABM previsto em lei.
Do Procedimento da Promoção § 3º A relação a que refere o § 2º será
elaborada semestralmente, conforme previsto em
Art. 9º Elaborado o Quadro de Acesso decreto, observadas as disposições dos arts. 6º e 7º
Geral, serão promovidos 60% (sessenta por cento) dos desta Lei.
militares incluídos na relação de habilitados para Art. 15. A classificação para promoção por
graduação ou posto, dos quais metade ascenderá por merecimento para oficiais será feita por avaliação da
antiguidade e a outra metade por merecimento. Comissão de Promoções de Oficiais - CPO, considerando
Parágrafo único. Na apuração do a média aritmética do resultado obtido pelo militar no
quantitativo de promoções, nos termos do caput, Relatório Individual de Promoção, que será composto
proceder-se-á ao arredondamento para o número pelo somatório da pontuação obtida em ficha de
inteiro seguinte, sempre que da incidência do informação preenchida pelo setor de pessoal de cada
percentual previsto resultar número fracionado. Corporação com a pontuação do julgamento pela
Art. 10. O militar estadual ingresso em Comissão considerando o desempenho funcional do
Quadro de Acesso Geral por 2 (duas) vezes, que não oficial.
conseguir ascender, será automaticamente, na § 1º A ficha de informação, a ser definida
promoção seguinte, promovido ao posto ou à em decreto, conterá a pontuação positiva e negativa do
graduação subsequente, bastando que, nesta próxima militar resultante de sua atuação funcional, incluindo
promoção, figure em Quadro de Acesso Geral, critérios meritórios e conceito do comandante imediato,
observado o percentual do § 1º do art. 11. devidamente justificado.
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§ 2º O julgamento pela Comissão de b) Membros Natos: Comandante-Geral
Promoção será motivado e levará em conta o Adjunto e Secretário Executivo;
desempenho funcional do militar estadual, com c) Membros Efetivos: 2 (dois) Coronéis do
pontuação máxima de 6.000 (seis mil) pontos, no ano serviço militar estadual ativo;
de referência, observando-se os seguintes aspectos, se IV - Comissão de Promoção de Praças do
não aferidos pela ficha de informação, além de outros Corpo de Bombeiros Militar:
que poderão ser previstos em decreto: a) Presidente: Comandante-Geral
I - tempo de exercício funcional no posto Adjunto;
e na carreira; b) Membros Natos: Secretário Executivo e
II - desempenho no cargo/função Supervisor de Gestão de Pessoas;
exercida; c) Membros Efetivos: 2 (dois) Oficiais
III - elogios e condecorações recebidas; Superiores do serviço militar estadual ativo.
IV - obras realizadas de interesse militar § 1º Cada Comissão de Promoção contará
estadual; com um secretário, que deverá ser designado dentre
V - ações destacadas; oficiais do serviço ativo da Corporação por ato do
VI - exercício em locais de difícil respectivo presidente, incumbindo-lhe a gestão
provimento, a serem indicados em decreto; administrativa da documentação atinente ao
VII - exercício como processamento das promoções.
coordenador/professor/instrutor/monitor/conteudista n § 2º Às Comissões de Promoção
a Academia Estadual de Segurança Pública; competem, dentre outras atribuições previstas em
VIII - lesões e moléstias decorrentes do regimento interno:
serviço; I - ter pleno conhecimento da legislação
IX - afastamento das funções por motivo atinente às promoções;
de gozo de licença para tratar de interesse particular; II - organizar e submeter à aprovação do
X - afastamento das funções para gozo de Comandante-Geral o Quadro de Acesso e as propostas
licença para tratamento de saúde própria, não para as promoções por antiguidade e merecimento;
decorrente de missão militar, ou tratamento de saúde III - propor a agregação de militar
de dependente. estadual que deva ser transferido ex officio para a
§ 3º Em caso de empate na formação do reserva, segundo o disposto nesta Lei;
quadro de acesso por merecimento, o desempate IV - emitir parecer sobre recurso referente
observará o disposto no § 6º, do art. 18 desta Lei. a processamento de promoção;
Art. 16. A classificação para fins de V - organizar a relação de militares
promoção por merecimento para praças deverá ser feita estaduais impedidos de ingresso em Quadro de Acesso;
mediante análise do Relatório Individual de Promoção, VI - propor ao Comandante-Geral a
composto pela ficha de informação preenchida pelo elaboração de Quadro de Acesso extraordinário;
setor de pessoal da Corporação, e avaliação da VII - fixar prazos para remessa de
Comissão de Promoções de Praças, observando, em documentos;
caso de empate, o disposto no § 6º, do art. 18 desta VIII - processar os requerimentos
Lei. interpostos, e solucioná-los, quando não for o caso de
Art. 17. As Comissões para Promoções de encaminhamento à Procuradoria-Geral do Estado;
Oficiais e Praças serão constituídas anualmente por ato IX - constar as respectivas deliberações
do respectivo Comandante-Geral e terão a duração no em atas, sob pena de nulidade.
ano de referência, observando o seguinte: § 3º As deliberações das Comissões de
I - Comissão de Promoção de Oficiais da Promoção serão publicadas em boletim interno e suas
Polícia Militar: decisões serão tomadas, por maioria simples de votos,
a) Presidente: Comandante-Geral; ficando o presidente dispensado de votar, exceto nos
b) Membros Natos: Comandante-Geral casos de empate, quando proferirá voto de qualidade.
Adjunto e Secretário Executivo; § 4º Caso não exista número suficiente de
c) Membros Efetivos: 4 (quatro) Coronéis oficiais para compor as comissões, por qualquer causa
do serviço militar estadual ativo; legal, elas poderão funcionar com até 3 (três) membros,
II - Comissão de Promoção de Praças da observado o disposto no § 3º.
Polícia Militar: Art. 18. A promoção ao posto de Coronel
a) Presidente: Comandante-Geral ocorrerá pelo critério de merecimento, observados os
Adjunto; demais preceitos estabelecidos nesta Lei.
b) Membros Natos: Secretário Executivo e § 1º A promoção prevista no caput se
Coordenador de Gestão de Pessoas; efetivará por escolha do Governador do Estado dentre
c) Membros Efetivos: 4 (quatro) Oficiais os Tenentes-Coronéis constantes de lista elaborada pela
Superiores do serviço militar estadual ativo; Corporação respectiva.
III - Comissão de Promoção de Oficiais do § 2º A lista a que se refere este artigo,
Corpo de Bombeiros Militar: para promoção por merecimento, conterá relação com
a) Presidente: Comandante-Geral; nomes equivalentes ao dobro do número de vagas
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abertas para o posto de Coronel, devendo, no mínimo, QOPM e QOBM e ao posto de Major QOAPM e QOABM,
contar com 5 (cinco) nomes. para manter a renovação, o equilíbrio e a regularidade
§ 3º A lista de Tenentes-Coronéis, de acesso ao referido posto, em quantitativo a ser
habilitados para promoção por merecimento, realizada estabelecido em decreto.
semestralmente, terá por base a ordem de antiguidade, § 1º O número mínimo de vagas de que
tendo por limite quantitativo o dobro de Coronéis cuida o caput observará o seguinte:
previsto em lei específica, conforme estabelecido em I - Coronel QOPM - 4 (quatro) vagas por
decreto, e observados os arts. 6º e 7º desta Lei. ano;
§ 4º Verificada a existência de vaga no II - Coronel QOBM – 2 (duas) vagas por
posto de Coronel, o Comandante-Geral de cada ano;
Corporação encaminhará ao Secretário da Segurança III - Major QOAPM – 3 (três ) vagas por
Pública e Defesa Social a relação dos Tenentes-Coronéis ano;
devidamente habilitados, por ordem de merecimento, IV - Major QOABM – 2 (duas ) vagas por
com posterior remessa ao Governador para escolha e ano.
promoção na forma estabelecida em decreto. § 2º As vagas para promoção obrigatória,
§ 5º A promoção de que trata o caput não em cada ano-base, serão divulgadas por ato do
observará a data a que faz referência o art. 12 desta Comandante-Geral, em data fixada por decreto, sendo
Lei. efetivadas na próxima data de promoção.
§ 6º Em caso de empate na pontuação § 3º Para assegurar o número fixado de
final para a promoção do militar estadual ao posto de vagas à promoção obrigatória, na forma estabelecida
Coronel, o desempate se dará observando os seguintes neste artigo, quando este número não tenha sido
critérios, em ordem de precedência: alcançado com as vagas ocorridas durante o ano-base
I – resultado no relatório individual de considerado, uma quota dos Coronéis QOPM e QOBM e
promoção; de Majores QOAPM e QOABM será compulsoriamente
II – antiguidade no posto; transferida para a inatividade, de maneira a possibilitar
III – tempo de serviço na respectiva as promoções.
corporação; § 4º Somente se submeterá à quota
IV – idade. compulsória o oficial Coronel QOPM e QOBM e o Major
§ 7º Inexistindo Tenentes-Coronéis, com QOAPM e QOABM que possuir 30 (trinta) anos de tempo
interstício para compor a lista, o quantitativo previsto de contribuição e 25 (vinte e cinco) de tempo de
poderá ser preenchido com Tenentes-Coronéis que contribuição militar, excetuando-se o ocupante dos
possuam, no mínimo, um ano no posto, observando-se cargos de Comandante-Geral Adjunto, Secretário
a ordem de antiguidade e o disposto nos arts. 6º e 7º Executivo das Corporações Militares Estaduais e Chefe,
desta Lei. Subchefe e Secretário Executivo da Casa Militar.
Art. 19. As vagas a serem preenchidas § 5º Na formação da quota compulsória, a
para a promoção aos postos de Coronel QOPM e QOBM indicação recairá sobre o oficial mais antigo no posto.
e de Major QOAPM e Major QOABM serão provenientes § 6º As quotas compulsórias só serão
de: aplicadas quando houver Tenentes-Coronéis QOPM e
I - agregação, em conformidade com o QOBM e Capitães QOAPM e QOABM que satisfaçam as
previsto na Lei nº 13.729, de 13 de janeiro de 2006; condições de promoção.
II - passagem à situação de inatividade; § 7º Não serão consideradas, para efeito
III - demissão; da quota compulsória, as promoções decorrentes do
IV - falecimento; previsto no art. 23 desta Lei.
V - aumento de efetivo, conforme
dispuser a Lei. Seção VI
Parágrafo único. As vagas serão Da Promoção a Coronel Comandante-Geral
consideradas abertas:
I – na data do ato de agregação, salvo se, Art. 21. A promoção a Coronel
no próprio ato, for estabelecida outra data; Comandante-Geral das Corporações militares se dará
II – na data do início do processo de exclusivamente por escolha do Governador do Estado,
reserva ex officio, por um dos motivos especificados na a incidir entre os coronéis com mais de 25 (vinte e
Lei n.º 13.729, de 13 de janeiro de 2006; cinco) anos de tempo de contribuição militar, com
III – na data oficial do falecimento; relevantes serviços prestados à atividade.
IV – conforme disposição na Lei de § 1º Promovido a Coronel Comandante-
aumento de efetivo. Geral, o oficial se encarregará da chefia da Corporação
respectiva, desempenhando as atribuições segundo
Seção V previsão em legislação específica.
Da Quota Compulsória § 2º O militar promovido, na hipótese
deste artigo, permanecerá na chefia a depender do
Art. 20. Haverá, anualmente, número Governador do Estado, que poderá escolher,
mínimo de vagas à promoção ao posto de Coronel
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observados os requisitos do caput, outro Coronel para de Tenentes-Coronéis, habilitados para promoção por
ser promovido a Coronel Comandante-Geral. merecimento, realizada semestralmente;
§ 3º Na situação do § 2º, o anterior II - o número de promoções requeridas
Coronel Comandante-Geral será por semestre fica limitado a 1/3 (um terço) do efetivo
transferido ex officio para a reserva. previsto na lista de Tenentes-Coronéis, habilitados para
§ 4º Será também transferido para a promoção por merecimento.
reserva ex officio o Coronel Comandante-Geral que § 3º Decreto será editado prevendo o
demonstrar interesse de não mais permanecer na chefia período, por semestre, em que deverá o Tenente-
da Corporação, mediante provocação dirigida ao Coronel protocolizar requerimento para promoção de
Governador do Estado, devendo continuar na ativa até que trata este artigo, bem dispondo sobre o período
ulterior promoção do novo ocupante do referido posto. necessário para que a Comissão de Promoção de
Oficiais avalie os requerimentos.
Seção VII § 4º As promoções requeridas serão
Da Promoção em Ressarcimento de Preterição efetivadas, após avaliação dos requerimentos,
obedecendo à ordem de classificação da lista de
Art. 22. A promoção em ressarcimento de Tenentes-Coronéis habilitados para promoção por
preterição somente será admitida nas seguintes merecimento.
hipóteses excepcionais: § 5º Para promoção requerida ao posto de
I - obtenção de decisão favorável em Major QOA, será necessário que o militar tenha
recurso interposto ou comprovação, ex officio, de erro constado na lista de Capitães QOA, habilitados para
administrativo, após análise da respectiva comissão promoção por merecimento, observadas as demais
processante ou, se for o caso, da Procuradoria-Geral do regras previstas nesta Lei para a promoção requerida
Estado; ao posto de Coronel.
II - cessação da situação de desaparecido § 6º O acesso do Subtenente ao posto de
ou extraviado; 2º Tenente QOA, pela promoção requerida, requer do
III - absolvição, impronúncia ou militar o seguinte:
absolvição sumária, na forma da legislação processual I – ter, pelo menos, 1 (um) ano na
penal vigente; graduação de Subtenente;
IV - ocorrência de prescrição da pretensão II - estar no comportamento “BOM.”
punitiva relativa a delito que lhe é imputado, § 7º O acesso do Subtenente ao posto de
devidamente reconhecida pela autoridade judiciária 2º Tenente QOA, pela promoção requerida,
competente; independerá da realização do Curso de Habilitação de
V - reconhecimento da procedência da Oficiais.
justificação em Conselhos de Justificação e Disciplina e § 8º Não fazem jus à promoção requerida
Processo Administrativo Disciplinar. o Coronel Comandante-Geral, os Coronéis e os Majores
QOA.
Seção VIII § 9º A promoção requerida independerá
Da Promoção Requerida do curso a que se refere o art. 6º, inciso II desta Lei, à
exceção da promoção para Coronel e Major QOA.
Art. 23. A promoção requerida será § 10. Inexistindo requerimentos deferidos,
efetivada a pedido do militar interessado que atenda às em número suficiente para preencher o limite
condições do art. 3º, § 5º, e do art. 7º desta Lei. estabelecido no inciso II do § 2º deste artigo, as vagas
§ 1º O militar estadual promovido nos remanescentes poderão ser requeridas pelos demais
termos do caput será transferido para a reserva Tenentes-Coronéis e Capitães QOA, as quais serão
remunerada ex officio, devendo contribuir, efetivadas após a avaliação dos requerimentos,
mensalmente e por 5 (cinco) anos, após a inativação, obedecendo, neste caso, a ordem de antiguidade.
para o Sistema Único de Previdência Social do Estado
do Ceará - SUPSEC, com um acréscimo de contribuição CAPÍTULO III
previdenciária, além da que normalmente lhe é devido DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS
recolher na inatividade, equivalente ao montante
resultado da aplicação do índice legalmente previsto Art. 24. Não haverá promoção do militar
para esta contribuição incidente sobre a diferença entre por ocasião da passagem à inatividade.
o valor de seus proventos considerando o posto ou a Art. 25. O efetivo da Polícia Militar e do
graduação anterior à promoção requerida e o valor dos Corpo de Bombeiros Militar do Ceará observará o
proventos considerando aquele posto ou a graduação quantitativo disposto no anexo I desta Lei.
com base na qual concedida a reserva. Art. 26. A Lei nº 13.729, de 13 de janeiro
§ 2º A promoção de que trata de 2006, passa a vigorar com as seguintes alterações:
o caput, além das condições já previstas nesta Lei, “Art. 3º …
deverá observar o seguinte: I - ...
I - para a promoção requerida ao posto de b) os Cadetes e Alunos-Soldados de
Coronel, deve o militar interessado ter constado na lista órgãos de formação de militares estaduais;
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Art. 15. ... Art. 44. Os Subtenentes e Sargentos
§ 2º Após o Curso de Formação de auxiliam e complementam as atividades dos oficiais na
Oficiais, ou Curso de Formação Profissional, se capacitação de pessoal e no emprego dos meios, na
considerado aprovado, o candidato será nomeado 2º instrução, na administração e no comando de frações
Tenente, por ato do Governador do Estado. de tropa, mesmo agindo isoladamente nas diversas
Art. 17. ... atividades inerentes a cada Corporação.
§ 2º Após o Curso de Formação de Parágrafo único. No exercício das
Oficiais, ou Curso de Formação Profissional, se atividades mencionadas neste artigo e no comando de
considerado aprovado, o candidato será nomeado 2º elementos subordinados, os Subtenentes e os
Tenente, por ato do Governador do Estado. Sargentos deverão impor-se pela lealdade, pelo
Art. 19. Os Quadros de Oficiais de exemplo e pela capacidade profissional e técnica,
Administração – QOA, da Polícia Militar e do Corpo de incumbindo-lhes assegurar a observância minuciosa e
Bombeiros Militar serão constituídos de Segundos- ininterrupta das ordens, das regras do serviço e das
Tenentes, Primeiros-Tenentes, Capitães e Majores. normas operativas pelas praças que lhes estiverem
Art. 22. Fica autorizada a designação de diretamente subordinadas, e à manutenção da coesão
oficial integrante do QOA para as funções de Comando e do moral das mesmas praças em todas as
e Comando Adjunto de subunidades. circunstâncias.
Art. 24. ... Art. 182. ...
§ 2º O candidato aprovado e classificado I – atingir a idade limite de 60 (sessenta)
no processo seletivo e que, em consequência, tenha anos;
sido matriculado e haja concluído o Curso de Habilitação ...
de Oficiais com aproveitamento, obterá o acesso ao VI – o Coronel Comandante-Geral que for
posto de 2º Tenente do QOA. substituído na chefia da Corporação por Coronel
Art. 26... promovido pelo Governador do Estado;
Parágrafo único. O preenchimento das VII - o Coronel que possuir 30 (trinta)
vagas ao posto de Segundo-Tenente obedecerá, anos de efetiva contribuição e 3 (três) anos no posto
rigorosamente, à ordem de classificação final obtida no respectivo, excetuando-se aquele que ocupar os cargos
Curso de Habilitação de Oficiais. de provimento em comissão de Comandante-Geral
Art. 28. ... Adjunto e Secretário Executivo das Corporações
§ 1º O Comandante-Geral do Corpo de Militares Estaduais e Chefe, Subchefe e Secretário
Bombeiros Militar solicitará ao Governador do Estado, Executivo da Casa Militar;
por intermédio da Secretaria da Segurança Pública e VIII - o Major QOA que possuir 30 (trinta)
Defesa Social, e ouvida a Secretaria de Planejamento e anos de efetiva contribuição e 3 (três) anos no posto
Gestão, a abertura de concurso público para o respectivo.
preenchimento de posto de 2º Tenente de Oficiais do Art. 188. ...
Quadro Complementar, com profissionais de nível I – atingir a idade limite de 65 (sessenta e
superior. cinco) anos;” (NR)
Art. 31. ... Art. 27. Os Esquemas do art. 30 da Lei n.º
§ 2º Nos casos de promoção a Segundo- 13.729, de 13 de janeiro de 2006, passam a vigorar com
Tenente ou admissão de Cadetes ou Alunos-Soldados as seguintes alterações:
prevalecerá, para efeito de antiguidade, a ordem de Esquema I
classificação obtida nos respectivos cursos ou CÍRCULOS ESCALA
concursos. HIERÁRQUICA
Art. 33. … CORONEL
§ 1º Os Almanaques, um para Oficiais e SUPERIORES COMANDANTE
outro para Subtenentes e Sargentos, conterão OFICIAI POSTO -GERAL
configurações curriculares, complementadas com fotos S S CORONEL
do tamanho 3 x 4, de frente e com farda, de todos os TENENTE-
militares em atividade, distribuídos por seus Quadros e CORONEL
Qualificações, de acordo com seus postos, graduações MAJOR
e antiguidades, observando-se a precedência funcional, INTERMEDIÁRIO CAPITÃO
e serão editadas no formato digital. S
Art. 34. Concluído o Curso de Formação SUBALTERNOS PRIMEIRO
de Oficiais, ou Curso de Formação Profissional, para o TENENTE
QOPM, QOBM, QOSPM, QOCBM e QOCplPM, e o Curso SEGUNDO
de Habilitação de Oficiais, para o QOAPM e QOABM, e TENENTE
obtida aprovação, serão os concludentes nomeados ou
obterão acesso, por ordem de classificação no
respectivo curso, ao posto de Segundo-Tenente,
através de ato governamental.
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Esquema II Art. 31. Excepcionalmente, para a
CÍRCULOS ESCALA HIERÁRQUICA promoção que ocorrerá em 2015, será garantida à praça
SUBTENENTE SUBTENENT a promoção segundo os critérios abaixo:
S E I - à graduação de Subtenente, o 1º
PRAÇA E PRIMEIRO, GRADUAÇÕE PRIMEIRO Sargento que tenha cumprido, no mínimo, 22 (vinte e
S SEGUNDO E S SEGUNDO E dois) anos na carreira;
TERCEIROS TERCEIRO II - à graduação de 1º Sargento, a praça
SARGENTOS SARGENTO que tenha cumprido, pelo menos, 18 (dezoito) anos na
CABOS E CABO carreira;
SOLDADOS SOLDADO III - à graduação de 2º Sargento, a praça
que tenha cumprido de 15 (quinze) anos até 18
Art. 28. Os atuais Subtenentes da Polícia (dezoito) anos incompletos na carreira;
Militar e Corpo de Bombeiro, que tenham concluído, IV - à graduação de 3º Sargento, a praça
com aproveitamento, o Curso de Habilitação de Oficiais, que tenha cumprido de 12 (doze) anos até 15 (quinze)
realizado na Academia Estadual de Segurança Pública, anos incompletos na carreira;
serão nomeados ao posto de 1º Tenente QOAPM e 1º V - à graduação de Cabo, os militares que
Tenente QOABM, a contar da data da publicação desta tenham cumprido de 7 (sete) anos até 12 (doze) anos
Lei, cuja data da solenidade será estipulada pelo incompletos na carreira.
respectivo Comandante-Geral. § 1º A promoção mencionada
Art. 29. Os candidatos aprovados nos no caput ocorrerá exclusivamente pelo critério de
concursos para Oficial PM e BM, regidos pelos Editais antiguidade.
n.ºs 01 SSPDS/AESP – 1º Tenente BMCE e 01 § 2º Para efeitos do disposto neste artigo,
SSPDS/AESP – 1º Tenente PMCE, de 18 de novembro nenhum militar estadual será beneficiado com mais de
de 2013, serão nomeados ao posto de 1º Tenente uma promoção no ano de 2015.
QOPM e 1º Tenente QOBM, após conclusão, com § 3º Considera-se no cômputo de tempo
aproveitamento, do Curso de Formação Profissional. de carreira, para os fins do disposto neste artigo, o
Parágrafo único. O interstício para período referente ao Curso de Formação de Soldados e
promoção ao posto de Capitão QOPM e Capitão QOBM, ao Curso de Formação de Sargentos.
para os militares de que trata este artigo, será § 4º Para a promoção deste artigo, não
de 8 (oito) anos, e o tempo arregimentado, de 7 (sete) será exigido tempo de serviço arregimentado e será
anos. observado o disposto no art. 7º desta Lei.
Art. 30. Excepcionalmente, para a § 5º A promoção de que trata
promoção que ocorrerá em 2015, será garantida aos o caput requer a conclusão pelo militar dos cursos de
atuais oficiais a promoção segundo os critérios abaixo, que trata o art. 6º, § 2º, inciso II desta Lei, cabendo ao
independentemente dos limites estabelecidos no art. 9º Estado promovê-lo até a data das promoções a serem
desta Lei: realizadas no ano de 2015.
I - ao posto de Tenente-Coronel § 6º A aferição do tempo exigido do militar
QOPM/QOBM, o Major que tenha cumprido, no mínimo, para a promoção de que trata o caput se dará por
20 (vinte) anos na carreira; ocasião da data da abertura das promoções que
II - ao posto de Major QOPM/QOBM, o ocorrerão em 2015.
Capitão que tenha cumprido, no mínimo, 15 (quinze) § 7º Os atuais cabos que, antes da
anos na carreira; publicação desta Lei, tenham sido promovidos por
III - ao posto de Capitão QOPM/QOBM, o bravura a essa graduação serão promovidos,
1º Tenente que tenha cumprido, no mínimo, 10 (dez) excepcionalmente, à graduação 1º Sargento. (Redação
anos na carreira. dada pela Lei n.º 16.010, de 05.05.16)
§ 1º Para a promoção disposta neste Art. 31 - A. Aos atuais Subtenentes, na
artigo, não será exigido tempo de serviço data da publicação desta Lei, fica assegurado, após
arregimentado e será observado o art. 7º desta Lei. 20 (vinte) anos de efetivo serviço prestado à
§ 2º Considera-se no cômputo de tempo respectiva Corporação Militar, com, no
na carreira, para os fins do disposto neste artigo, o mínimo, 5 (cinco) anos na graduação, o ingresso,
período referente ao Curso de Formação de Oficiais e desde que atendidos os demais requisitos legais, em
Aspirante a Oficial. Curso de Habilitação de Oficiais - CHO, independente
§ 3º A promoção de que trata de seleção interna, com o consequente acesso ao
o caput requer a conclusão, pelo militar, dos cursos de posto de 2º Tenente, uma vez concluído o curso com
que trata o art. 6º, § 2º, inciso I desta Lei, cumprindo aproveitamento. (Redação dada pela Lei n.º 16.023,
ao Estado promovê-lo até a data das promoções a de 25.05.16)
serem realizadas no ano de 2015. Art. 32. Os atuais Soldados que, após seu
§ 4º A aferição do tempo exigido do militar ingresso na Corporação, tenham passado por um
para a promoção de que trata o caput se dará por período de, no mínimo, 4 (quatro) anos sem ingresso
ocasião da data da abertura das promoções que em turma para efeito de promoção, ao serem incluídos
ocorrerão em 2015. em Quadro de Acesso Geral, não terão aplicada a
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obrigatoriedade prevista no art. 9º desta Lei, para efeito possuir o tempo necessário à incorporação prevista
exclusivo de sua promoção a Cabo. no caput, poderá incorporar a Gratificação pelo
Art. 33. Os atuais Oficiais dos Quadros de Exercício de Comando na integralidade, recolhendo,
Saúde e Capelão, na Polícia Militar, e após a inatividade, para o SUPSEC, e no intuito de
Quadro Complementar, no Corpo de Bombeiros, completar o requisito temporal, valor a maior a título
concorrerão, quando for o caso, aos postos de Major e de contribuição previdenciária, tendo por base de
Tenente-Coronel com os interstícios previstos no Título cálculo o quanto atribuído em lei à referida gratificação,
IV da Lei n.º 13.729, de 13 de janeiro de 2006. no momento da reserva.
Art. 34. Fica assegurado aos atuais Art. 41. As promoções de que trata esta
Capitães e Majores, na data da publicação desta Lei, Lei, previstas para o ano de 2015, serão efetivadas até
cumprir os interstícios previstos no Título IV da Lei nº a data de 24 de dezembro.
13.729, de 13 de janeiro de 2006, até a promoção ao Art. 42. Ficam revogadas as disposições
posto de Tenente-Coronel, desde que possuam no em contrário, em especial o Título IV, §§ 4º e 5º, do
mínimo 12 (doze) anos de carreira. art. 24, §2º do art. 25, §3º do art. 30, art. 46, inciso II
Art. 35. O militar estadual que for do art. 49, §1º do art. 50, alíneas “b”, “c” e “d” do inciso
promovido, ou que deixar de ingressar em II, do art. 182, e anexos I, II e III da Lei nº 13.729, de
inatividade ex officio, ou que retornar ao serviço ativo, 13 de janeiro de 2006, e as Leis nºs 13.767, de 28 de
tudo por ordem judicial, não ocupará vaga no respectivo abril de 2006, 13.765, de 20 de abril de 2006, 13.781,
quadro, ficando como excedente até o trânsito em de 21 de junho de 2006, e 14.931, de 2 de junho de
julgado da decisão. 2011.
Art. 36. Os oficiais e as praças das Art. 43. Esta Lei entra em vigor na data
corporações militares serão designados para as funções de sua publicação.
em consonância com os princípios da conveniência e da PALÁCIO DA ABOLIÇÃO, DO
oportunidade, visando ao interesse institucional, GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ, em
observado o disposto nos artigos 43, 44 e 45 da Lei nº Fortaleza, 25 de maio de 2015.
13.729, de 13 de janeiro de 2006.
Art. 37. Fica extinto o cargo de Camilo de Sobreira Santana
provimento em comissão de Comandante-Geral da GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ
Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Estado.
Art. 38. O soldo do Coronel Comandante-
Geral da PMCE e do CBMCE observará o disposto no
anexo II, desta Lei.
Art. 39. Além do soldo a que se refere o
art. 38, o Coronel Comandante-Geral fará jus à
Gratificação pelo Exercício de Comando, no valor
previsto também no anexo II, desta Lei, incorporável à
inatividade desde que sobre ela contribua o militar para
o SUPSEC por, no mínimo, 2 (dois) anos.
Parágrafo único. Na hipótese de não
possuir o Coronel Comandante-Geral o período mínimo
para incorporação a que se refere o caput, levará
para os proventos percentual da Gratificação pelo
Exercício de Comando proporcional ao tempo que
permaneceu na chefia da Corporação.
Art. 40. Os ocupantes do cargo de
provimento em comissão de Comandante-Geral, na
data da publicação desta Lei, poderão incorporar a
gratificação a que se refere o art. 39, desde que
contem, no mínimo, com 12 (doze) meses de
contribuição sobre ela para o SUPSEC.
§ 1º Para completar o tempo de
incorporação a que se refere o caput, poderá o militar
aproveitar o período de exercício do cargo em comissão
de Comandante-Geral, desde que recolha para a
previdência estadual, retroativamente e considerando o
intervalo que deseja aproveitar, contribuição
previdenciária incidente sobre o valor atribuído por lei,
no momento da reserva ex officio, à Gratificação pelo
Exercício de Comando.
§ 2º No caso de o militar de que trata este
artigo, mesmo se utilizando da regra do § 1º, não
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LEI COMPLEMENTAR Nº 98, DE 13.06.11 (D.O. bombeiros militares e agentes penitenciários, sem
DE 20.06.11) prejuízo das atribuições institucionais destes órgãos,
previstas em lei;
II - aplicar e acompanhar o cumprimento
DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DA CONTROLADORIA de punições disciplinares;
GERAL DE DISCIPLINA DOS ÓRGÃOS DE III - realizar correições, inspeções,
SEGURANÇA PÚBLICA E SISTEMA vistorias e auditorias administrativas, visando à
PENITENCIÁRIO, ACRESCENTA DISPOSITIVO verificação da regularidade e eficácia dos serviços, e a
À LEI Nº 13.875, DE 7 DE FEVEREIRO DE proposição de medidas, bem como a sugestão de
2007 E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. providências necessárias ao seu aprimoramento;
IV - instaurar, proceder e acompanhar, de
ofício ou por determinação do Governador do Estado,
O GOVERNADOR DO ESTADO DO os processos administrativos disciplinares, civis ou
CEARÁ militares para apuração de responsabilidades;
V - requisitar a instauração e acompanhar
Faço saber que a Assembleia as sindicâncias para a apuração de fatos ou
Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte: transgressões disciplinares praticadas por servidores
integrantes do grupo de atividade de polícia judiciária,
Art. 1º Fica criada, no âmbito da policiais militares, bombeiros militares, servidores da
Administração Direta do Poder Executivo Estadual, a Perícia Forense, e agentes penitenciários;
Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de VI - avocar quaisquer processos
Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Estado do administrativos disciplinares, sindicâncias civis e
Ceará, com autonomia administrativa e financeira, com militares, para serem apurados e processados pela
a competência para realizar, requisitar e avocar Controladoria Geral de Disciplina;
sindicâncias e processos administrativos para apurar a VII - requisitar diretamente aos órgãos da
responsabilidade disciplinar dos servidores integrantes Secretaria de Segurança Pública e de Defesa Social e da
do grupo de atividade de polícia judiciária, policiais Secretaria de Justiça e Cidadania toda e qualquer
militares, bombeiros militares e agentes penitenciários, informação ou documentação necessária ao
visando o incremento da transparência da gestão desempenho de suas atividades de orientação, controle,
governamental, o combate à corrupção e ao abuso no acompanhamento, investigação, auditoria,
exercício da atividade policial ou de segurança processamento e punição disciplinares;
penitenciaria, buscando uma maior eficiência dos VIII - criar grupos de trabalho ou
serviços policiais e de segurança penitenciária, comissões, de caráter transitório, para atuar em
prestados à sociedade. projetos e programas específicos, podendo contar com
Parágrafo único. A Controladoria Geral a participação de outros órgãos e entidades da
de Disciplina poderá avocar qualquer processo Administração Pública Estadual, Federal e
administrativo disciplinar ou sindicância, ainda em Municipal;(Nova redação dada pela Lei Complementar
andamento, passando a conduzi-los a partir da fase em n.º 104, de 06.12.11)
que se encontram. IX - acessar diretamente quaisquer
Art. 2º Os trabalhos da Controladoria bancos de dados funcionais dos integrantes da
Geral de Disciplina serão executados por meio de Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social e da
atividades preventivas, educativas, de auditorias Secretaria de Justiça e Cidadania;
administrativas, inspeções in loco, correições, X - encaminhar à Procuradoria Geral de
sindicâncias, processos administrativos disciplinares Justiça do Estado cópia dos procedimentos e/ou
civis e militares em que deverá ser assegurado o direito processos cuja conduta apurada, também constitua
de ampla defesa, visando sempre à melhoria e o ou apresente indícios de ilícitos penais e/ou
aperfeiçoamento da disciplina, a regularidade e eficácia improbidade administrativa, e a Procuradoria Geral do
dos serviços prestados à população, o respeito ao Estado todos que recomendem medida judicial e/ou
cidadão, às normas e regulamentos, aos direitos ressarcimento ao erário;
humanos, ao combate a desvios de condutas e à XI - receber sugestões, reclamações,
corrupção dos servidores abrangidos por esta Lei representações e denúncias, em desfavor dos
Complementar. servidores integrantes do grupo de atividade de polícia
Art. 3º São atribuições institucionais da judiciária, policiais militares, bombeiros militares,
Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de servidores da Perícia Forense, e agentes penitenciários,
Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Estado do com vistas ao esclarecimento dos fatos e a
Ceará: responsabilização dos seus autores;
I - exercer as funções de orientação, XII - ter acesso a qualquer banco de
controle, acompanhamento, investigação, auditoria, dados de caráter público no âmbito do Poder Executivo
processamento e punição disciplinares das atividades do Estado, bem como aos locais que guardem
desenvolvidas pelos servidores integrantes do grupo de pertinência com suas atribuições;
atividade de polícia judiciária, policiais militares,
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XIII - manter contato constante com os IV - fixar a interpretação dos atos
vários órgãos do Estado, estimulando-os a atuar em normativos disciplinares de sua competência, editando
permanente sintonia com as atribuições da recomendações a serem uniformemente seguidas pelos
Controladoria Geral de Disciplina e apoiar os órgãos de Órgãos e entidades subordinados à Secretaria da
controle externo no exercício de suas missões Segurança Pública e Defesa Social e à Secretaria de
institucionais, inclusive firmando convênios e parcerias; Justiça e Cidadania;
XIV - participar e colaborar com a V - unificar a jurisprudência
Academia Estadual de Segurança Pública – AESP, na administrativa/disciplinar de sua competência,
elaboração de planos de capacitação, bem como na garantindo a correta aplicação das leis, prevenindo e
promoção de cursos de formação, aperfeiçoamento e dirimindo as eventuais controvérsias entre os órgãos
especialização relacionados com as atividades subordinados à Secretaria da Segurança Pública e
desenvolvidas pelo Órgão; Defesa Social e à Secretaria de Justiça e Cidadania;
XV - auxiliar os órgãos estaduais nas VI - editar enunciados de súmula
atividades de investigação social dos candidatos administrativa/disciplinar de sua competência,
aprovados em concurso público para provimento de resultantes de jurisprudência iterativa dos Tribunais e
cargos; das manifestações da Procuradoria Geral do Estado;
XVI - expedir recomendações e VII - dispor sobre o Regimento Interno da
provimentos de caráter correicional. Controladoria Geral de Disciplina, a ser aprovado por
§ 1º Para cumprimento de suas Decreto do Chefe do Poder Executivo;
atribuições, a Controladoria Geral de Disciplina poderá VIII - processar as sindicâncias e
requisitar, no âmbito do Poder Executivo, documentos processos administrativos disciplinares civis e militares
públicos necessários à elucidação e/ou constatação de avocados pela Controladoria Geral de Disciplina e
fatos objeto de apuração ou investigação, sendo aplicar quaisquer penalidades, salvo as de demissão;
assinalados prazos não inferiores a 5 (cinco) dias para IX - ratificar ou anular decisões de
a prestação de informações, requisição de documentos sindicâncias e de processos administrativos disciplinares
públicos e realização de diligências. de sua competência, ressalvadas as proferidas pelo
§ 2º O descumprimento do disposto no Governador do Estado;
parágrafo anterior ensejará a apuração da X - convocar quaisquer servidores públicos
responsabilidade do infrator e, em sendo o caso de estaduais para prestarem informações e
improbidade administrativa, comunicação ao Ministério esclarecimentos, no exercício de sua competência,
Público. configurando infração disciplinar o não
§ 3º Quando se tratar de documentos de comparecimento;
caráter sigiloso, reservado ou confidencial, será XI - requisitar servidores dos órgãos
anunciado com estas classificações, devendo ser estaduais, para o desempenho das atividades da
rigorosamente observadas as normas legais, sob pena Controladoria Geral de Disciplina sendo-lhes
de responsabilidade de quem os violar. assegurados todos os direitos e vantagens a que fazem
Art. 4º Fica criado o Cargo de Controlador jus no órgão ou entidade de origem, inclusive a
Geral de Disciplina, de provimento em comissão, promoção;
equiparado a Secretário de Estado, de livre nomeação e XII - representar pela instauração de
exoneração pelo Governador do Estado, escolhido inquérito policial civil ou militar visando a apuração de
dentre profissionais bacharéis em Direito, de conduta ilícitos, acompanhando a documentação que dispuser;
ilibada, sem vínculo funcional com os órgãos que XIII - expedir provimentos correcionais
compõem a Secretaria da Segurança Pública e Defesa ou de cunho recomendatórios;
Social e a Secretaria de Justiça e Cidadania. XIV - integrar o Conselho de Segurança
Art. 5º São atribuições do Controlador Pública previsto na Constituição do Estado do Ceará;
Geral de Disciplina: XV - instaurar o Conselho de Disciplina e o
I - o controle, o acompanhamento, a Conselho de Justificação, de acordo com o art. 77 da
investigação, a auditoria, o processamento e a punição Lei nº 13.407, de 21 de novembro de 2003;
disciplinar das atividades desenvolvidas pelos policiais XVI - editar e praticar os atos normativos
civis, policiais militares, bombeiros militares e agentes inerentes às suas atribuições, bem como exercer outras
penitenciários; atribuições correlatas ou que lhe venham a ser
II - dirigir, definir, planejar, controlar, atribuídas, ou as delegadas pelo Governador do Estado,
orientar e estabelecer as políticas, as diretrizes e as além das atribuições previstas nos arts. 82 e 84 da Lei
normas de organização interna, bem como as atividades nº 13.875, de 7 de fevereiro de 2007.
desenvolvidas pelo Órgão; XVII – constituir comissões formadas por
III - assessorar o Governador do Estado um militar e um servidor civil estável para apurarem,
nos assuntos de sua competência, elaborando em sede de sindicância, fatos que envolvam, nas
pareceres e estudos ou propondo normas, medidas e mesmas circunstâncias, servidores civis e militares
diretrizes, inclusive medidas de caráter estaduais;(Redação dada pela Lei Complementar n.º
administrativo/disciplinar; 104, de 06.12.11)
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XVIII – delegar a apuração de Militares Permanentes de Justificação, compostos, cada
transgressões disciplinares.(Redação dada pela Lei um, por 3 (três) Oficiais, sejam Militares e Bombeiros
Complementar n.º 104, de 06.12.11) Militares Estaduais, ou das Forças Armadas, dos quais,
Art. 6º Fica criado o Cargo de Controlador um Oficial Superior, recaindo sobre o mais antigo a
Geral Adjunto de Disciplina, de provimento em presidência da comissão outro atuará como
comissão, de livre nomeação e exoneração pelo interrogante e o último como relator e escrivão. (Nova
Governador do Estado, escolhido dentre Bacharéis em redação dada pela Lei Complementar n.º 104, de
Direito, de reputação ilibada, sendo o substituto do 06.12.11)
Controlador Geral em suas ausências e impedimentos, Art. 13. Fica autorizada a criação, por ato
com atribuições previstas na forma dos arts. 83 e 84 da do Controlador-Geral de Disciplina, de Conselhos
Lei 13.875, de 7 de fevereiro de 2007. Militares Permanente de Disciplina, compostos, cada
Art. 7º Fica criado o Cargo de Secretário um, por 3 (três) Oficiais, sejam Militares e Bombeiros
Executivo de Disciplina, de provimento em comissão, de Militares Estaduais, ou das Forças Armadas, dos quais,
livre nomeação e exoneração pelo Governador do um Oficial Intermediário, recaindo sobre o mais antigo
Estado. a presidência da Comissão, outro atuará como
Art. 8º A estrutura organizacional da interrogante e o último como relator e escrivão.(Nova
Controladoria Geral de Disciplina será definida em redação dada pela Lei n.º 104, de 06.12.11)
Decreto do Chefe do Poder Executivo. Parágrafo único. Quando a apuração dos
Art. 9º O Controlador Geral de Disciplina, fatos praticados por policiais militares e bombeiros
atendendo solicitação do Controlador Geral Adjunto militares estaduais revelar conexão, sobretudo
e/ou dos Coordenadores de Disciplina, poderá, em envolvendo praças estáveis e não estáveis, a
caráter especial, designar integrantes das Comissões competência para apuração será do Conselho de
Permanentes Civil ou Militar, para comporem Comissão Disciplina previsto no caput deste artigo.
de Processos Administrativos, Conselhos de Disciplina Art. 14. Fica criada, no âmbito da
e/ou Justificação. Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de
Art. 10. O Controlador Geral de Disciplina, Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Estado do
poderá solicitar ao Governador do Estado a cessão de Ceará o Grupo Tático de Atividade Correicional – GTAC,
Oficiais das Forças Armadas, Oficiais de outras Polícias com as seguintes competências:
Militares Estaduais, Procuradores de Estado, Membros I - realizar atividades de fiscalização
da Carreira da Advocacia Geral da União, Delegados da operacional, bem como outras necessárias
Polícia Federal ou outros Servidores Estaduais, investigações;
Municipais e Federais, para comporem Comissão de II - realizar correições preventivas e
Processo Administrativo Disciplinar, Conselhos de repressivas, por meio de inspeções em instalações,
Disciplina e/ou Justificação. viaturas e unidades;
Art. 11. Ficam criadas Comissões Civis III - apurar condutas atribuídas a
Permanentes de Processos Disciplinares, compostas por servidores civis, militares e bombeiros militares
3 (três) membros, que serão indicados mediante ato do estaduais de que trata esta Lei Complementar,
Controlador-Geral de Disciplina, ou a quem por inclusive, a observância dos aspectos relativos a jornada
delegação couber, dentre Delegados de Polícia ou de trabalho, área de atuação, apresentação pessoal,
Servidores Públicos Estáveis, sendo: postura e compostura, bem como a legalidade de suas
I - um presidente; ações;
II - um secretário; IV - observar a utilização regular e
III - um membro. adequada de bens e equipamentos, especialmente de
§ 1º Os relatórios finais dos processos proteção a defesa, armamento e munição;
administrativos disciplinares serão decididos pelo V - exercer outras atribuições que lhe
Controlador-Geral de Disciplina, antes do envio para forem delegadas pelo Controlador Geral.
publicação ou, se for o caso, do envio ao Governador Art. 15. Os policiais civis, militares e
do Estado, para decisão que seja de competência legal; bombeiros militares estaduais e outros servidores que
podendo este determinar quaisquer outras providências desempenhem suas atividades na Controladora Geral
que se fizerem necessárias à regularidade do processo de Disciplina, inclusive os presidentes, membros e
e decisão. secretários das Comissões Civis Permanentes e dos
§ 2º Nos processos administrativos Conselhos de Disciplina e de Justificação, terão seu
disciplinares em que a pena seja a de demissão, após desempenho e produtividade avaliados mensalmente e
decididos pelo Controlador-Geral de Disciplina e, antes consolidado anualmente, com base nos seguintes
do envio ao Governador do Estado, deverá ser critérios sem prejuízo de outros estabelecidos em
encaminhado para a Procuradoria Geral do Estado, com regulamento:
o fito de atestar a regularidade do procedimento.(Nova I - assiduidade, urbanidade, pontualidade e
redação dada pela Lei Complementar n.º 104, de produtividade;
06.12.11) II - correção formal e jurídica dos processos
Art. 12. Fica autorizada a criação, por ato administrativos e sindicâncias;
do Controlador-Geral de Disciplina, de Conselhos
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III - cumprimento dos prazos processuais regime de prioridade nas respectivas Comissões e
administrativos; Conselhos.
IV - cumprimento dos planos de metas e das § 5º Findo o prazo do afastamento sem a
tarefas determinadas pelo Controlador Geral. conclusão do processo administrativo, os servidores
Art. 16. Cabe ao Controlador Geral de mencionados nos parágrafos anteriores retornarão às
Disciplina, ao Secretário da Justiça e Cidadania, atividades meramente administrativas, com restrição ao
ao Secretario da Segurança Pública e Defesa Social e uso e porte de arma, até decisão do mérito disciplinar,
aos Comandantes Gerais da Polícia Militar e do Corpo devendo o referido setor competente remeter à
de Bombeiros Militar, respectivamente, a informação do Controladoria Geral de Disciplina relatório de freqüência
oficial ou da praça a ser submetido a Conselho de e sumário de atividades por estes desenvolvidas, por
Justificação e de Disciplina, acompanhada da meio digital.
documentação necessária. § 6º O período de afastamento das
Art. 17. Cabe ao Controlador Geral de funções será computado, para todos os efeitos legais,
Disciplina, ao Secretário da Justiça e como de efetivo exercício, salvo para fins de promoção,
Cidadania, ao Secretário da Segurança Pública e Defesa seja por merecimento ou por antiguidade.
Social e quando for o caso, ao Delegado Geral da Polícia § 7º Na hipótese de decisão de mérito
Civil, ao Perito Geral da Perícia Forense do Estado do favorável ao servidor, cessarão, após a publicação, as
Ceará e ao Diretor da Academia Estadual de Segurança restrições impostas, sendo o tempo de afastamento
Pública, respectivamente, a informação do servidor a preventivo computado retroativamente para fim de
ser submetido a sindicância ou a processo promoção por merecimento e antiguidade.(Nova
administrativo disciplinar, acompanhada da redação dada pela Lei Complementar n.º 106, de
documentação necessária. 28.12.11)
Art. 18. Compete ao Governador do § 8º A autoridade que determinar a
Estado e ao Controlador Geral, sem prejuízo das demais instauração ou presidir processo administrativo
autoridades legalmente competentes, afastar disciplinar, bem como as Comissões e Conselhos,
preventivamente das funções os servidores integrantes poderão, a qualquer tempo, propor, de forma
do grupo de atividade de polícia judiciária, policiais fundamentada, ao Controlador Geral a aplicação de
militares, bombeiros militares e agentes penitenciários afastamento preventivo ou cessação de seus efeitos.
que estejam submetidos à sindicância ou processo
administrativo disciplinar, por prática de ato DISPOSIÇÕES FINAIS E
incompatível com a função pública, no caso de clamor TRANSITÓRIAS
público ou quando necessário á garantia da ordem
pública, à instrução regular da sindicância ou do Art. 19. Os policiais civis e os militares e
processo administrativo disciplinar e à viabilização da os bombeiros militares estaduais requisitados para
correta aplicação de sanção disciplinar. servir na Controladoria Geral de Disciplina serão
§ 1º O afastamento de que trata o caput considerados, para todos os efeitos, como no exercício
deste artigo é ato discricionário, atendendo à sugestão regular de suas funções de natureza policial civil, policial
fundamentada do Secretário da Segurança Pública e militar ou bombeiro militar.
Defesa Social e do Secretário de Justiça e Cidadania, do Art. 20. Fica o Chefe do Poder Executivo
Controlador Geral Adjunto, dos Coordenadores de autorizado a instituir o Conselho de Disciplina e
Disciplina Militar e Civil e dos Presidentes de Comissão. Correição dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema
§ 2º O afastamento das funções implicará Penitenciário do Estado do Ceará, cuja composição e
na suspensão do pagamento das vantagens financeiras atribuições constarão de Decreto do Chefe do Poder
de natureza eventual, e das prerrogativas funcionais Executivo.
dos servidores integrantes do grupo de atividade de Parágrafo único. Será assegurado aos
polícia judiciária, policiais militares, bombeiros militares Membros integrantes do Conselho previsto no caput
e agentes penitenciários, podendo perdurar a deste artigo, o pagamento de verba indenizatória, por
suspensão por até 120 (cento e vinte) dias, prorrogável presença em sessão, equivalente a R$ 2.000,00 (dois
uma única vez, por igual período. mil reais), ficando o pagamento limitado ao máximo de
§ 3º Os servidores dos Órgãos vinculados 2 (duas) sessões mensais.
à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social e os Art. 21. Fica instituída a Gratificação por
agentes penitenciários afastados de suas funções, Atividade Disciplinar e Correição - GADC, não
ficarão à disposição da unidade de Recursos Humanos cumulativa entre si, devida pelo exercício:
a que estiverem vinculados, que deverá reter a I - das atribuições de Presidente e Membro
identificação funcional, distintivo, arma, algema ou de Comissões Permanentes ou Especiais de Processos
qualquer outro instrumento funcional que esteja em Administrativos Disciplinares Civis e de Conselhos
posse do servidor, e remeter à Controladoria Geral de Militares, no valor de RS 2.000,00 (dois mil reais);
Disciplina cópia do ato de retenção, por meio digital, e II - das atribuições de Presidentes de
relatório de sua frequência. Sindicância, no valor de R$1.200,00 (um mil e duzentos
§4º Os processos administrativos reais);
disciplinares em que haja suspensão tramitarão em
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III - das atividades desenvolvidas no Art. 25. A Controladoria Geral de
GTAC, no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) para Disciplina, na forma do art. 8° desta Lei, poderá
oficiais, delegados e peritos; constituir de acordo com a necessidade de cobertura e
IV - das atividades desenvolvidas no expansão, unidades avançadas, temporárias ou
GTAC, no valor de R$ 1.200,00 (um mil e duzentos permanentes, para atender demandas ordinárias ou
reais) para as praças, policiais civis e servidores civis; excepcionais, sem prejuízo das ações de fiscalização e
V - das atividades desenvolvidas na correições disciplinares realizadas por meio do GTAC.
Coordenação de Inteligência, no valor de R$ 1.200,00 Art. 26. Fica extinta a Corregedoria Geral
(um mil e duzentos reais) para as praças, policiais civis dos Órgãos de Segurança Pública e Defesa Social,
e servidores civis; integrante da estrutura organizacional da Secretaria de
§ 1º As gratificações previstas nos itens III Segurança Pública e Defesa da Cidadania, prevista no
e IV do caput deste artigo serão concedidas art. 5º, incisos e parágrafos, da Lei nº 12.691, de 16 de
exclusivamente aos servidores lotados e em exercício maio de 1997.
no Grupo Tático de Atividades Correicionais e na § 1º A Corregedoria Geral dos Órgãos de
Coordenadoria de Inteligência da Controladoria Geral de Segurança Pública e Defesa Social somente será
Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema desativada após a entrega e transferência de todos os
Penitenciário, que exerçam atividades típicas de feitos, em tramitação e os já arquivados, para a
inteligência ou contribuam diretamente para a Controladoria Geral de Disciplina.
atividade-fim e preencham os seguintes requisitos: 2º Os Conselhos de Justificação, de
I - exerçam atividades que necessitem Disciplina e Processos Administrativos Disciplinares em
estar de sobreaviso, em razão da necessidade do trâmite nas corporações militares, na Secretaria da
exercício permanente de atividades especializadas; Justiça e Cidadania – SEJUS, e na Procuradoria Geral do
II - exerçam atividades em escalas de Estado deverão continuar até sua conclusão,
serviços em revezamento, e os que na mesma condição oportunidade em que, juntamente com os já arquivados
estejam sujeitos a permanentes acionamentos de nos últimos 5 (cinco) anos, deverão ser enviados para
urgência. a Controladoria Geral de Disciplina para as providencias
§ 2º As gratificações de que tratam este que couber, salvo os avocados pela Controladoria Geral
artigo poderão ser percebidas cumulativamente com a de Disciplina.(Nova redação dada pela Lei
representação de cargo em comissão da estrutura Complementar n.º 104, de 06.12.11)
administrativa da Controladoria Geral de Disciplina. § 3º Fica autorizada a transferência para
§ 3º As gratificações de que tratam os a Controladoria Geral de Disciplina, dos bens
incisos I a V deste artigo serão concedidas por ato do patrimoniais, móveis, equipamentos, instalações,
Controlador Geral de Disciplina, não sendo essas arquivos, projetos, documentos e serviços existentes na
acumuláveis entre si. (Nova redação dada pela Lei Corregedoria Geral, integrante da estrutura
Complementar n.º 106, de 28.12.11) organizacional da Secretaria de Segurança Pública e
Art. 22. Ficam criados 46 (quarenta e seis) Defesa Social.
Cargos de Direção e Assessoramento Superior, sendo 7 Art. 27. Os servidores estaduais
(sete) símbolo DNS-2, 23 (vinte e três) símbolo DNS-3, designados para servirem na Controladoria Geral de
13 (treze) símbolo DAS-1, 1 (um) símbolo DAS-2 e 2 Disciplina deverão ter, no mínimo, os seguintes
(dois) símbolo DAS-3 . requisitos:
Parágrafo único. Os Cargos a que se I - ser, preferencialmente, Bacharel em
refere o caput deste artigo serão consolidados por Direito, em Administração ou Gestão Pública;
Decreto no quadro de Cargos de Direção e II - se militar ou policial civil, possuir,
Assessoramento Superior da Administração Direta e preferencialmente, no mínimo 3 (três) anos de serviço
Indireta. operacional prestado na respectiva Instituição;
Art. 23. Fica autorizada a instituição de III - não estar respondendo a qualquer
estágio acadêmico no âmbito da Controladoria Geral de processo administrativo disciplinar, Conselho de
Disciplina para estudantes do curso de graduação em Justificação ou de Disciplina;
Direito, Administração, Gestão Pública, Sociologia, IV - possuir conduta ilibada;
Psicologia, Informática, dentre outros, conforme V - não estar denunciado ou respondendo
decreto regulamentador. a qualquer processo criminal;
Art. 24. Fica criada a Delegacia de VI - não haver sido punido, nos últimos 6
Assuntos Internos, vinculada administrativamente à (seis) anos, com pena de custódia disciplinar ou
Superintendência da Polícia Civil e, funcionalmente à suspensão superior a 30 (trinta) dias.
Controladoria Geral de Disciplina, cujas competências Art. 28. As Comissões, Conselhos,
serão definidas em Decreto. sindicâncias e os Processos Administrativos
Parágrafo único. Os integrantes do Disciplinares seguirão o rito estabelecido nas
Grupo Ocupacional Atividade Polícia Judiciária, lotados respectivas leis.(Nova redação dada pela Lei
e em exercício na Delegacia de Assuntos Internos, Complementar n.º 104, de 06.12.11)
prevista no caput deste artigo, gozarão de todas as
prerrogativas e atribuições previstas em Lei.
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Art. 28-A. O Controlador-Geral de PALÁCIO DA ABOLIÇÃO, DO
Disciplina após o recebimento do processo proferirá a GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ, em Fortaleza, 13
sua decisão. de junho de 2011.
§ 1º Se a penalidade a ser aplicada
exceder a alçada da sua competência, o processo será
encaminhado ao Governador do Estado.
§ 2º Havendo mais de um indiciado e Cid Ferreira Gomes
diversidade de sanções, o julgamento caberá à GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ
autoridade competente para a imposição da pena mais
grave.
§ 3º Reconhecida pela comissão a Iniciativa: Poder Executivo
inocência do servidor, o Controlador-Geral de Disciplina
determinará o seu arquivamento, salvo se
flagrantemente contrária às provas dos autos. ANOTAÇÕES:
§ 4º O julgamento acatará o relatório da
comissão, salvo quando contrário às provas dos autos.
§ 5º Quando o relatório da comissão
contrariar as provas dos autos, o Controlador-Geral de
Disciplina poderá, determinar diligências ou outras
providências necessárias a adequada instrução, sem
possibilidade de recurso, poderá ainda, motivadamente,
agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o
servidor de responsabilidade.
§ 6º Verificada a ocorrência de vício
insanável, o Controlador-Geral de Disciplina ou o
Governador declarará a sua nulidade, total ou parcial, e
ordenará, no mesmo ato, a constituição de outra
comissão para instauração do novo processo.
(Acrescido pela Lei Complementar n.º 104, de 06.12.11)
Art. 29. A competência atribuída à
Procuradoria Geral do Estado, de acordo com o art. 28.
da Lei Complementar nº 58, de 31 de março de 2006,
não se aplica aos servidores públicos submetidos
disciplinarmente à competência da Corregedoria Geral
de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e
Sistema Penitenciário do Estado do Ceará.
Art. 30. Caberá recurso no prazo de 10
(dez) dias, dirigido ao Conselho de Disciplina e
Correição, das decisões proferidas pelo Controlador-
Geral de Disciplina decorrentes das apurações
realizadas nas Sindicâncias, pelos Conselhos de
Justificação, Conselhos de Disciplina e pelas Comissões
de Processos Administrativos Disciplinares.
Parágrafo único. Das decisões
definitivas tomadas no âmbito da Controladoria Geral de
Disciplina, somente poderá discordar o Governador do
Estado.(Nova redação dada pela Lei Complementar n.º
104, de 06.12.11)
Art. 31. Fica acrescido à Lei nº 13.875,
de 7 de fevereiro de 2007, o item 5. do inciso I do art.
6º, da seguinte forma:
“Art. 6º ...
I - ...
5. Controladoria Geral de Disciplina dos
Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário.”
(NR).
Art. 32. Esta Lei entra em vigor na data
de sua publicação.
Art. 33. Revogam-se as disposições em
contrário.
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