Meta 1
Meta 1
META 1
Considerações Importantes
1- Sugestão de Ordenação
A “Sugestão de Ordenação” da sua meta será ordenada de acordo com as opções indicadas por
você em relação ao seu sentimento para cada disciplina (gosto, não gosto, não sei, indiferente).
Desta forma, o seu estudo será mais agradável e mais organizado, bastando seguir a ordem
sugerida nesse quadro.
A meta de estudos possui “n” tarefas para serem cumpridas durante a semana de acordo com a
sua disponibilidade horária de estudo semanal.
Observação:
Nem toda tarefa haverá exercícios para serem resolvidos. Nesse caso, basta preencher o tempo
gasto na tarefa e deixar em branco os outros itens.
29/02/2024 1
META 1 (Bloco 8 CNU)
META 1
Hoje começaremos a nossa preparação para o Concurso Nacional Unificado (CNU), Bloco 8 –
Ensino Médio.
1) Suas metas semanais sempre terão o material teórico a ser estudado, além de tarefas que irão
direcionar a forma como você deverá executar o estudo de cada disciplina;
2) Esse concurso contempla uma redação, que será trabalhada durante o pós edital por meio de
tarefas de estudo teórico e sugestão de temas com grande possibilidade de cobrança, mas
correções não estão inclusas neste planejamento;
3) No planejamento pós-edital é de extrema importância que o aluno não tenha atrasos, pois suas
metas estão contadas até a data da prova;
4) Aproveite ao máximo os resumos, dicas, bizus e mnemônicos que irão aparecer durante todo
seu planejamento;
5) O planejamento terá questões de concursos comentadas para os tópicos mais importantes do
edital. Não deixe de treinar a execução de todas elas, além de informar seu desempenho no site da
LS Concursos.
6) Para os alunos que desejam treinar um pouco mais fazendo uma quantidade maior de questões,
colocamos links com cadernos de questões selecionadas pela nossa equipe, que foram gerados no
site Qconcursos, sendo necessário que o aluno tenha assinatura para realizar essa parte opcional
do treinamento.
7) O tamanho da sua meta foi definido com base na carga horária disponível para estudo
direcionado, informada no momento da contratação do produto. Desta forma, ela deve ser
respeitada durante todas as semanas de estudo e não poderá ser alterada. Não será possível
antecipar metas de Estudo Direcionado no formato pós-edital.
8) Caso o aluno acabe executando a meta em um tempo menor do que o planejado/esperado,
sugerimos que execute um reforço nas tarefas das disciplinas com desempenho inferior a 80% ou
nos assuntos que tenha encontrado dificuldade de aprendizagem dos assuntos.
9) Não deixe de usar os recursos de controle de desempenho da plataforma da LS. Para isso, será
necessário o constante preenchimento das informações a seguir:
a) a quantidade de acertos;
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
29/02/2024 2
META 1 (Bloco 8 CNU)
META 1
https://bit.ly/49my15f
29/02/2024 3
META 1 (Bloco 8 CNU)
META 1
1 - PORTUGUÊS -
2 - DIREITO CONSTITUCIONAL -
3 - DIREITO ADMINISTRATIVO -
4 - REALIDADE BRASILEIRA -
5 - REALIDADE BRASILEIRA -
6 - MATERIAL COMPLEMENTAR -
7 - MATEMÁTICA -
8 - DISCURSIVAS -
9 - PORTUGUÊS -
10 - DIREITO ADMINISTRATIVO -
11 - REALIDADE BRASILEIRA -
12 - MATEMÁTICA -
13 - DISCURSIVAS -
14 - PORTUGUÊS -
29/02/2024 4
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
1) Português
Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos
SUMÁRIO
5
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
3) Encontros Vocálicos
5) Acentuação do Hiato
5.1 Conceito de hiato na língua portuguesa 5.2 Regras específicas para a acentuação do hiato 5.3
Exemplos práticos e comuns 5.4 Dicas para identificar e acentuar corretamente o hiato
6) Acentos Diferenciais
CONTEÚDO TEÓRICO
6
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
riqueza linguística. A ortografia não é apenas um conjunto de regras rígidas; ela reflete a evolução
cultural e histórica da língua portuguesa.
A ortografia portuguesa é caracterizada pela sua complexidade e riqueza. Ela é influenciada por
vários fatores, incluindo a história da língua, os empréstimos linguísticos e as mudanças fonéticas
ao longo do tempo. Compreender estas influências ajuda a entender não só as regras ortográficas,
mas também as exceções que frequentemente surgem.
História e Evolução
A língua portuguesa, como todas as línguas vivas, está em constante evolução. Ao longo dos
séculos, influências de outras línguas e mudanças na pronúncia alteraram a forma como as
palavras são escritas.
Embora a ortografia possa parecer arbitrária, ela segue um conjunto de regras bem definidas.
Estas regras são fundamentais para garantir a clareza e a compreensão na comunicação escrita.
No entanto, as exceções são igualmente importantes. Este segmento detalha as principais regras
ortográficas, bem como suas exceções mais comuns.
Uma ortografia correta é crucial para a comunicação eficaz. Erros ortográficos podem levar a mal-
entendidos e prejudicar a credibilidade do escritor.
Ortografia e Credibilidade
A precisão ortográfica é muitas vezes vista como um indicador de profissionalismo e atenção aos
detalhes. Em contextos profissionais e acadêmicos, uma boa ortografia é essencial para transmitir
informações de forma clara e precisa.
Tecnologia e Ortografia
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
7
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Características
- Letras: Representam visualmente a língua. Cada letra pode ter mais de um fonema associado.
- Fonemas: Elementos sonoros básicos. Uma mesma letra pode representar diferentes fonemas
dependendo do contexto.
Tipos de Fonemas
Dígrafos são pares de letras que representam um único fonema. São essenciais na ortografia
portuguesa e podem ser desafiadores, pois não seguem a regra geral de uma letra por fonema.
Exemplos de Dígrafos
- "ch" em "chave"
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
- "lh" em "molho"
- "nh" em "banho"
8
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
3) Encontros Vocálicos
Encontros vocálicos são combinações de vogais que ocorrem dentro de uma palavra. Eles
desempenham um papel crucial na formação silábica da língua portuguesa e na sua acentuação.
Este capítulo explora os diferentes tipos de encontros vocálicos - ditongos, tritongos e hiatos - e
sua relevância na ortografia.
Cada tipo de encontro vocálico apresenta características únicas, que influenciam a forma como as
palavras são escritas e pronunciadas.
Ditongos
- Crescentes: Semivogal seguida de vogal (exemplo: "série").
- Decrescentes: Vogal seguida de semivogal (exemplo: "pai").
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Tritongos
- Combinam vogal e semivogais numa única sílaba (exemplo: "Paraguai").
Hiatos
- Duas vogais pronunciadas em sílabas separadas (exemplo: "saída").
9
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A compreensão prática dos encontros vocálicos é essencial para a aplicação correta das regras
ortográficas.
Exemplos Práticos
O português, sendo uma língua falada em diversas regiões do mundo, apresenta variações
significativas. Estas variações influenciam a pronúncia e, consequentemente, a percepção dos
encontros vocálicos.
Princípios Fundamentais
- Acentos indicam a sílaba tônica das palavras.
- Acentuação diferencia palavras com grafias semelhantes, mas com significados distintos.
10
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
-Acento Agudo (´): Utilizado para indicar vogais abertas e a sílaba tônica.
- Acento Circunflexo (^): Marca vogais fechadas e também a sílaba tônica.
Terminadas em ditongo (Regra cobradíssima) Ex: Indivíduos, precárias, série, história, imóveis,
água, distância, primário, indústria, rádio
Se tiver Ditongo Aberto: não acentua mais! Ex: boia, jiboia, proteico, heroico
11
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Embora as regras de acentuação sejam bastante estruturadas, existem exceções e casos especiais
que merecem atenção.
Exceções
- Palavras estrangeiras adaptadas.
- Variações de acentuação devido a mudanças fonéticas.
5) Acentuação do Hiato
Definindo Hiato
A acentuação do hiato na língua portuguesa segue regras específicas, essenciais para a correta
pronúncia e compreensão das palavras. Este segmento detalha essas regras, enfatizando a
aplicação prática na escrita.
Regras de Acentuação
Acentuam-se o “i” ou “u” tônico sozinho na sílaba (ou com s): baú, juízes, balaústre, país, reúnem,
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
saúde, egoísmo. Caso contrário, não acentue: juiz, raiz, ruim, cair.
Não se acentuam também hiatos com vogais repetidas: voo, enjoo, creem, leem, saara, xiita,
semeemos.
12
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A aplicação prática das regras de acentuação do hiato é ilustrada através de exemplos comuns,
facilitando a compreensão e a memorização destas regras.
Aplicação em Palavras
Estratégias de Identificação
6) Acentos Diferenciais
Acentos diferenciais são um aspecto intrigante da ortografia portuguesa, usados para distinguir
palavras homógrafas – palavras que são escritas da mesma forma, mas têm significados diferentes.
Conceito e Importância
13
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Redação Galileu. Crise global da água é mais severa do que se pensava, conclui estudo. Disponível
em: <https://revistagalileu.globo.com/um-so-planeta/noticia/2023/02/crise-global-da-agua-e-mais-
severa-do-que-se-pensava-conclui-estudo.ghtml>. Último acesso em 08 fev. 2023. (Adaptado)
a) Climática.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
b) Sensível.
c) Água.
d) Daí.
14
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
maior reserva indígena do Brasil, com 100 mil quilômetros quadrados distribuídos pela floresta
amazônica entre os estados do Amazonas e de Roraima. [...]
CAPARROZ, Leo. Intoxicação por mercúrio: entenda como o metal age no corpo. Disponível em:
<https://super.abril.com.br/saude/intoxicacao-por-mercurio-entenda-como-o-metal-age-no-
corpo/>. Último acesso em 20 fev. 2023. (Adaptado)
São acentuadas graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica as palavras
A ancestralidade de dona Irinéia mostra-se presente em suas peças feitas com o barro vermelho da
sua região. [...]
Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item seguinte.
15
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
O emprego do acento nas palavras “número” e “cerâmica” justifica-se com base na mesma regra
de acentuação.
Certo
Errado
A tradução literal da expressão ex-post facto é "a partir do fato passado". Isso significa que neste
tipo de pesquisa o estudo foi realizado após a ocorrência de variações na variável dependente no
curso natural dos acontecimentos.
Fonte: GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002, p . 49-
50.
a) É oxítono terminado em s.
b) É paroxítono e termina em consoante sibilante.
c) Contém um hiato na última sílaba.
d) É paroxítono terminado em ditongo oral.
8. CESGRANRIO 2019
Serviu suas famosas bebidas para Vinicius, Carybé e Pelé...
A palavra saíam contém hiato acentuado.
Deve também ser acentuado o hiato de
16
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
a) juizes
b) rainha
c) coroo
d) veem
e) suada
9. CESGRANRIO 2019
Beira-mar...
A presença ou ausência de acento gráfico nem sempre se repete quando uma palavra está no
singular ou no plural. Quanto ao emprego do acento gráfico, a seguinte palavra se altera quando
vai para o plural:
a) item
b) viúva
c) açúcar
d) fiel
e) técnica
17
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
1. Gabarito: A
Tanto climática como hidrográfica recebem acento gráfico por serem proparoxítona.
Cli- má- ti - ca
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
hi - dro - grá - fi - ca
2. Gabarito: B
A palavra "extraído" é acentuada de acordo com a regra de acentuação para hiatos,
especificamente quando temos um "i" ou "u" tônicos que formam hiato com a vogal anterior e
estão sozinhos na sílaba ou seguidos de "s". Em "extraído", a separação silábica é ex-tra-í-do, com o
18
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
"í" tônico formando um hiato e estando isolado na sílaba. Esta mesma regra é aplicada à palavra
"saúde" (sa-ú-de), onde o "ú" tônico também forma um hiato e está sozinho na sílaba.
3. Gabarito: C
As palavras "próprios", "indivíduo" e "sequência" são acentuadas seguindo a mesma regra,
independentemente de serem classificadas como paroxítonas terminadas em ditongo crescente
ou como proparoxítonas aparentes. O conceito de proparoxítona aparente, introduzido pelo Novo
Acordo Ortográfico, refere-se às palavras que tradicionalmente eram consideradas paroxítonas
terminadas em ditongo crescente. Esse termo "aparente" surge para enfatizar que, apesar de
parecerem proparoxítonas à primeira vista, essas palavras seguem a regra de acentuação das
paroxítonas terminadas em ditongo. Portanto, independentemente da classificação, "próprios"
(pró-pri-os | pró - prios), "indivíduo" (in-di-ví-du-o | in-di-ví-duo) e "sequência" (se-quên-ci-a | se-
quên - cia) são acentuadas de acordo com essa regra específica, que enfatiza a necessidade de
acentuar a sílaba tônica que termina em ditongo crescente.
4. Gabarito: Certo
As duas são proparoxítonas, são palavras que têm a antepenúltima sílaba como sílaba tônica (som
forte). A regra é que todas as palavras proparoxítonas são acentuadas.
NÚ-me-ro / ce-RÂ-mi-ca.
5. Gabarito: D
A palavra "variáveis" é acentuado gráfico conforme a regra que se aplica às palavras paroxítonas
terminadas em ditongo oral, sendo a opção correta a letra D. A palavra "variáveis" é dividida
silabicamente como va-ri-á-veis, com a sílaba tônica sendo a penúltima, "á", o que a classifica como
uma paroxítona. Além disso, a palavra termina em um ditongo oral "ei", seguido pela consoante "s".
Conforme as regras de acentuação do português, todas as palavras paroxítonas que terminam em
ditongo oral são acentuadas.
6. Gabarito: A
A palavra "pragmatismo" está incorretamente acentuada. A análise correta da acentuação tônica
revela que a sílaba tônica é a penúltima, tornando "pragmatismo" uma palavra paroxítona (prag-
ma-tis-mo). Conforme as regras de acentuação gráfica da língua portuguesa, as palavras
paroxítonas são acentuadas apenas em circunstâncias específicas, como quando terminam em l, n,
r, x, ps, ã, ãs, ão, ãos, um, uns, ei, eis, oi, ois, e ditongos crescentes.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Como "pragmatismo" termina em "o", e não se enquadra em nenhuma das terminações que
exigiriam acentuação para palavras paroxítonas, ela não deve receber um acento gráfico. Portanto,
a grafia correta é "pragmatismo", sem acento.
7. Gabarito: A
19
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Fênix: "Fênix" é uma palavra paroxítona terminada em "x", e de acordo com as regras de
acentuação gráfica da língua portuguesa, as paroxítonas terminadas em "x" são acentuadas.
Portanto, a grafia "fênix" está correta.
Juiz: A palavra "juiz" não recebe acento gráfico. Ela é uma palavra paroxítona, e a regra para
acentuação de paroxítonas não se aplica aqui, pois a segunda vogal do hiato "ui" não está sozinha
na sílaba ou seguida de "s".
Portanto, todas as palavras na alternativa A estão grafadas corretamente, tornando esta a resposta
certa.
8. Gabarito: A
A palavra "saíam" contém um hiato acentuado, pois o "i" está sozinho na sílaba e forma um hiato
com a vogal anterior (sa-í-am). Conforme a regra, o "i" e o "u" tônicos recebem acento quando
formam hiato com a vogal anterior e estão sozinhos na sílaba ou acompanhados apenas de "s", e
não são seguidos por "nh".
9. Gabarito: D
Conforme o Novo Acordo Ortográfico, o acento agudo foi abolido dos ditongos abertos "ei" e "oi"
em palavras paroxítonas, mas não em palavras oxítonas. "Fiel" no singular não é acentuada, mas no
plural ("fiéis"), torna-se uma oxítona terminada em ditongo aberto, portanto, recebe acento.
10. Gabarito: B
As palavras proparoxítonas sempre são acentuadas: satélites (sa-té-li-tes), altíssimos (al-tís-si-mos)
e vítimas (ví-ti-mas) são acentuadas por serem proparoxítonas.
11. Gabarito: B
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
As palavras mencionadas são classificadas como oxítonas, caracterizadas por terem a última sílaba
como a tônica. Especificamente, as sílabas enfatizadas nestas palavras são, em ordem, ção, fém, e
léu (como se pronuncia em ar-gui-ção, re-fém, mau-so-léu).
20
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Dentro desse contexto, a palavra "arguição" não recebe acento por terminar em um ditongo nasal
ão.
Por outro lado, "refém" leva acento por sua terminação em em.
12. Gabarito: B
A palavra "ausência" é classificada como paroxítona, o que significa que sua sílaba tônica recai na
penúltima posição (au-sên-cia). Segundo as normas de acentuação da língua portuguesa, as
paroxítonas que terminam em r, l, x, n, i, is, u, us, om, ons, um, uns, ã, ãs, ão, ãos, ps, ou que
apresentam ditongos (com ou sem s subsequente), devem ser acentuadas. Dessa forma,
"ausência", terminando em ditongo "ia", está corretamente acentuada.
"assembleia" também se enquadra na categoria das paroxítonas, com a sílaba tônica sendo a
penúltima (as-sem-blei-a). As regras de acentuação especificam que paroxítonas terminadas em
determinadas letras ou ditongos são acentuadas, contudo, as que terminam em "a" não entram
nessa regra, logo, "assembleia" não recebe acento, estando correta sua grafia sem acentuação.
Por fim, "tragédia" se ajusta à definição de palavras paroxítonas, tendo a penúltima sílaba como
tônica (tra-gé-dia). Este termo, terminando em um ditongo "ia", segue a regra de acentuação para
paroxítonas, justificando assim o uso do acento gráfico e estando sua acentuação correta de
acordo com as normas ortográficas do português.
13. Gabarito: D
Neste caso, o verbo "relê" é o termo que precisa ser acentuado, conforme indicado. "Cada ator" é o
sujeito que executa a ação de reler sua parte do script múltiplas vezes. O verbo "relê" é classificado
como oxítona, que tem sua última sílaba como a mais forte ou tônica, indicada aqui por -lê. De
acordo com as regras de acentuação da língua portuguesa, oxítonas terminadas em "e" recebem
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
21
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
devem ser acentuados para distinguir-se de suas contrapartes átonas ou de outras formas.
15. Gabarito: D
A palavra "fluxo" apresenta um exemplo interessante de dífono, um fenômeno fonético que ocorre
quando uma única letra representa dois sons distintos na fala. Especificamente, a letra "x" em
"fluxo" manifesta-se foneticamente como a combinação dos sons [ks] ou [cs]. Essa peculiaridade
faz com que o "x" seja um caso de dífono, pois, dentro de uma única letra, ele expressa mais de um
fonema, ou seja, mais de uma unidade de som.
Caso você queira entender melhor os conceitos desta tarefa, use as seguintes aulas:
https://www.youtube.com/watch?v=1fI0TxSj_iA&ab_channel=ProfessoraAdrianaFigueiredo
https://www.youtube.com/watch?v=AQfHQP-JLcA&&ab_channel=ProfessorNoslen
- Monossílabo Tônico
Terminados em A(s),E(s),O(s): pá, três, pós
Terminadas em Ditongo Aberto: éu, éi, ói: céu, réis, dói
- Oxítona
Terminadas em A(s),E(s),O(s),Em(s): sofá, café
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
- Paroxítona
Todas, exceto terminadas em A(s),E(s),O(s),Em(s), Ex: fácil, hífen, álbum, cadáver, álbuns, tórax, júri,
lápis, vírus, bíceps, órfão
Terminadas em ditongo (Regra cobradíssima) Ex: Indivíduos, precárias, série, história, imóveis,
22
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
- Proparoxítona
Todas. Sempre!. Ex: líquida, pública, episódica, anencéfalo, período
Regra do Hiato
Acentuam-se o “i” ou “u” tônico sozinho na sílaba (ou com s): baú, juízes, balaústre, país, reúnem,
saúde, egoísmo. Caso contrário, não acentue: juiz, raiz, ruim, cair.
Não se acentuam também hiatos com vogais repetidas: voo, enjoo, creem, leem, saara, xiita,
semeemos.
23
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
2) Direito Constitucional
Vamos avançar na teoria. Estude os conceitos teóricos abaixo e faça seus resumos e marcações da
matéria. Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos
2.1. Universalidade
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
24
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A primeira geração dos direitos fundamentais é marcada pela emergência dos direitos civis e
políticos. Essa geração se originou no contexto das revoluções liberais dos séculos XVII e XVIII, com
destaque para a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos. Estes direitos são
caracterizados pela sua natureza de defesa do indivíduo contra a arbitrariedade e o abuso de
poder por parte do Estado.
Os direitos civis englobam as liberdades individuais clássicas, como o direito à vida, à liberdade, à
propriedade, à igualdade perante a lei, e à liberdade de expressão. São direitos que garantem a
autonomia privada, a segurança jurídica e o desenvolvimento pessoal.
A segunda geração dos direitos fundamentais surge como uma resposta às demandas sociais por
uma maior igualdade material, tendo seu auge no período pós-Segunda Guerra Mundial. Estes
direitos visam assegurar condições dignas de vida para todos, enfatizando a necessidade de uma
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
25
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Os direitos sociais abrangem aspectos como a educação, a saúde, a segurança social, a moradia e a
proteção contra a pobreza e a exclusão social. Estes direitos garantem um padrão mínimo de
qualidade de vida, permitindo que todos os indivíduos participem plenamente da sociedade.
Esses direitos requerem uma ação positiva por parte do Estado, através de políticas públicas e a
alocação de recursos, para garantir que sejam efetivamente gozados por todos os cidadãos,
especialmente os mais vulneráveis. A segunda geração de direitos fundamentais representa um
passo crucial na evolução dos direitos humanos, destacando a importância da igualdade
substancial e do bem-estar social.
A terceira geração dos direitos fundamentais, também conhecida como direitos de solidariedade
ou difusos, surge no contexto das transformações globais do final do século XX, marcadas pela
globalização e pelos desafios ambientais e tecnológicos. Essa geração de direitos transcende a
perspectiva individualista das gerações anteriores e foca na proteção de interesses coletivos e
transindividuais.
Os direitos da quarta geração surgem no alvorecer do século XXI, em resposta aos desafios
impostos pela revolução digital e tecnológica. Essa geração de direitos está relacionada à
regulação e proteção no ambiente digital e às implicações das novas tecnologias na vida dos
indivíduos.
26
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
O direito à privacidade, por exemplo, ganha novas dimensões com a disseminação da internet e
das tecnologias de informação e comunicação, exigindo uma regulamentação específica para
proteger os indivíduos contra a vigilância e o uso indevido de seus dados. Da mesma forma, o
acesso à informação digital torna-se um direito crucial para garantir a participação democrática e
o desenvolvimento pessoal e social na era da informação.
A evolução histórica e contextual dos direitos fundamentais reflete as mudanças sociais, políticas e
econômicas ao longo do tempo. Desde as primeiras formulações dos direitos naturais e
inalienáveis durante as revoluções liberais do século XVIII, até os desafios contemporâneos
impostos pela globalização e pela revolução digital, os direitos fundamentais têm se expandido e
se adaptado para atender às necessidades e demandas de diferentes épocas.
A primeira geração de direitos, centrada nos direitos civis e políticos, surgiu em resposta ao
absolutismo e buscou limitar o poder estatal, garantindo liberdades individuais e a participação
política. A segunda geração, focada nos direitos econômicos, sociais e culturais, emergiu no
contexto das lutas operárias e dos movimentos sociais do século XX, buscando a igualdade
material e a justiça social.
A terceira geração de direitos, por sua vez, é caracterizada pela preocupação com questões globais,
como o meio ambiente, o desenvolvimento sustentável e a solidariedade internacional. Já a quarta
geração, centrada nos desafios trazidos pela tecnologia e informação, reflete as preocupações com
a privacidade, a segurança de dados e o acesso à informação na era digital.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
27
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
2.1. Universalidade
A universalidade é uma característica essencial dos direitos fundamentais, afirmando que estes
direitos são aplicáveis a todos os seres humanos, independentemente de sua nacionalidade, etnia,
sexo, religião, idioma ou qualquer outra condição. Essa universalidade está enraizada na noção de
dignidade humana, que é inerente a todos os indivíduos.
A ideia de universalidade foi consolidada com a Declaração Universal dos Direitos Humanos de
1948, que estabeleceu um padrão comum para todos os povos e nações. Essa universalidade
implica na responsabilidade dos Estados de respeitar, proteger e cumprir os direitos fundamentais
de todos, sem discriminação.
Essa característica é fundamental para a luta contra injustiças e desigualdades em todo o mundo.
Ela desafia leis, políticas e práticas locais que discriminam ou excluem certos grupos, e promove a
igualdade e a inclusão. A universalidade dos direitos fundamentais é um princípio orientador para
a legislação internacional e nacional, garantindo que todos sejam tratados com igual respeito e
dignidade.
A inalienabilidade garante que os direitos fundamentais são uma parte intrínseca do ser humano e
não podem ser alienados ou vendidos. Por exemplo, o direito à vida ou à liberdade não pode ser
transferido ou renunciado por um indivíduo ou subtraído arbitrariamente pelo Estado.
A imprescritibilidade significa que os direitos fundamentais não perdem sua validade com o
tempo. Isso é crucial em contextos onde violações graves aos direitos humanos ocorrem. Por
exemplo, crimes contra a humanidade ou genocídio não podem ser dispensados pelo passar do
tempo, permitindo que a busca por justiça continue independentemente de quanto tempo tenha
passado desde a ocorrência da violação.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Esses princípios são essenciais para a proteção dos direitos fundamentais e garantem que eles
permaneçam válidos e exigíveis a todo momento e em todas as circunstâncias.
28
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A interdependência e indivisibilidade dos direitos fundamentais são princípios que afirmam que
todos os direitos - civis, políticos, econômicos, sociais e culturais - estão relacionados e dependem
uns dos outros para serem efetivos. Esses princípios reconhecem que a realização de um direito
pode depender da realização de outros.
Por exemplo, o direito à liberdade de expressão (um direito civil e político) está intrinsecamente
ligado ao direito à educação (um direito econômico e social). Sem educação, um indivíduo pode
não ser capaz de exercer plenamente sua liberdade de expressão. Da mesma forma, o direito à
saúde (um direito econômico e social) pode ser essencial para o exercício do direito ao trabalho
(um direito civil).
A indivisibilidade sugere que nenhum direito é mais importante que outro, e todos devem ser
vistos como igualmente essenciais para a dignidade humana. Este conceito é fundamental para a
abordagem holística dos direitos humanos e para a luta contra políticas que tentam priorizar
alguns direitos em detrimento de outros.
Esses princípios são cruciais para o desenvolvimento de políticas públicas e legislações que
buscam promover e proteger os direitos fundamentais de maneira integrada e abrangente,
assegurando que todos os direitos sejam considerados em conjunto e de forma equilibrada.
A efetividade dos direitos fundamentais está intimamente ligada à sua implementação prática.
Isso significa que as garantias constitucionais devem ser acompanhadas de medidas legislativas,
judiciais e administrativas que assegurem sua plena realização. Por exemplo, o direito à saúde
exige não apenas a proibição de ações que violem esse direito, mas também a criação de políticas
públicas, como sistemas de saúde acessíveis e eficientes, que garantam seu acesso universal.
A aplicabilidade imediata, por sua vez, indica que os direitos fundamentais são diretamente
operacionais assim que a constituição entra em vigor, sem a necessidade de legislação
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
intermediária. Essa característica tem implicações significativas para o sistema jurídico, pois
permite que indivíduos e grupos recorram ao judiciário para reivindicar a proteção desses direitos
em casos específicos.
29
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
promessas teóricas, mas ferramentas reais para o combate à injustiça e para a promoção da
igualdade, liberdade e dignidade humana.
A historicidade dos direitos fundamentais reconhece que eles não são estáticos ou universais em
sua aplicação ao longo do tempo. Ao contrário, esses direitos são influenciados e moldados pelas
condições sociais, econômicas, políticas e culturais de cada época. Por exemplo, os direitos
fundamentais expressos nas revoluções liberais do século XVIII refletem as preocupações e os
valores daquela era, focados principalmente na liberdade individual e na proteção contra o
despotismo. Com o passar do tempo, novos desafios e entendimentos emergem, levando à
evolução e à expansão dos direitos fundamentais, como visto na crescente ênfase em direitos
sociais, econômicos e ambientais.
A concretude, por sua vez, relaciona-se com a materialização dos direitos fundamentais no mundo
real. Ela implica que esses direitos devem ser mais do que declarações abstratas; devem ser
implementados e vivenciados na vida cotidiana das pessoas. A concretude exige que os Estados
criem condições reais e efetivas para o exercício desses direitos, por meio de políticas públicas,
reformas legislativas e ações administrativas. Isso envolve, por exemplo, a garantia de que o direito
à educação seja concretizado por meio de escolas acessíveis e de qualidade para todos.
dos direitos fundamentais. Este princípio assegura que as limitações impostas a esses direitos
sejam justas, adequadas e necessárias, evitando excessos ou restrições injustificadas.
A proporcionalidade é um critério de análise que exige que as medidas adotadas pelo Estado na
limitação de um direito fundamental sejam apropriadas e necessárias para atingir um objetivo
legítimo, e que os benefícios dessas medidas sejam proporcionais aos prejuízos causados aos
30
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
direitos afetados. Por exemplo, em situações onde a liberdade de expressão entra em conflito com
o direito à privacidade, é necessário avaliar se as restrições impostas à liberdade de expressão são
proporcionais e necessárias para proteger a privacidade.
A razoabilidade, por sua vez, relaciona-se com o bom senso e a lógica. As decisões e medidas que
afetam os direitos fundamentais devem ser razoáveis, ou seja, não podem ser arbitrárias ou
baseadas em premissas irracionais.
A colisão e ponderação entre direitos fundamentais ocorrem quando dois ou mais direitos entram
em conflito, exigindo uma análise cuidadosa para determinar qual direito deve prevalecer no caso
concreto. Este é um desafio complexo, pois os direitos fundamentais são, por natureza, de igual
importância e valor.
Por exemplo, a liberdade de expressão pode entrar em conflito com o direito à honra e à
privacidade. Nesses casos, deve-se ponderar qual direito deve ter primazia, levando em conta
fatores como a relevância pública das informações, o grau de veracidade e a maneira como as
informações são apresentadas.
A ponderação exige uma abordagem cuidadosa e contextual, garantindo que as decisões sejam
tomadas com base em uma compreensão profunda dos valores e princípios em jogo, e buscando
sempre proteger a essência dos direitos fundamentais envolvidos.
Os limites constitucionais e legais dos direitos fundamentais referem-se às restrições impostas por
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
leis e pela própria constituição a esses direitos. Esses limites são necessários para garantir a
convivência harmoniosa em sociedade e para proteger outros direitos e valores igualmente
importantes.
A constituição estabelece limites aos direitos fundamentais para proteger interesses públicos,
como a segurança nacional, a ordem pública e a saúde pública. Estes limites são geralmente
31
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
expressos em cláusulas que permitem a restrição de certos direitos em situações específicas, como
em estado de emergência ou para proteger os direitos de terceiros.
As leis ordinárias também podem impor limites aos direitos fundamentais, desde que estas leis
sejam compatíveis com a constituição e respeitem os princípios da proporcionalidade e da
razoabilidade. Por exemplo, as leis que regulamentam o uso de propriedades privadas devem
equilibrar o direito à propriedade com o interesse público.
É importante que os limites constitucionais e legais aos direitos fundamentais sejam claros,
precisos e proporcionais, garantindo que os direitos fundamentais sejam protegidos contra
restrições arbitrárias ou excessivas. A observância desses limites é essencial para a manutenção do
Estado de Direito e para a proteção efetiva dos direitos fundamentais.
A eficácia horizontal dos direitos fundamentais é um conceito jurídico que se refere à aplicação
desses direitos nas relações entre particulares, e não apenas nas relações entre o Estado e os
indivíduos. Este princípio é fundamental para garantir que os direitos fundamentais sejam
respeitados não apenas pelo poder público, mas também no âmbito das relações privadas.
A eficácia horizontal dos direitos fundamentais desafia a noção tradicional de que os direitos
fundamentais operam apenas verticalmente (entre Estado e indivíduo), expandindo a proteção
desses direitos para as esferas mais amplas da sociedade.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Os direitos fundamentais enfrentam diversos desafios contemporâneos que afetam sua efetividade
na sociedade atual. Esses desafios são multifacetados e incluem questões como globalização,
avanços tecnológicos, desigualdades sociais e econômicas, e crises políticas e ambientais.
32
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Um dos principais desafios é a globalização, que tem levado à necessidade de uma maior
cooperação internacional na proteção dos direitos fundamentais. Com o aumento do poder de
corporações multinacionais e o impacto transnacional de questões como migração e mudanças
climáticas, torna-se crucial assegurar que os direitos fundamentais sejam respeitados em um
contexto global.
Para enfrentar esses desafios, é necessário um compromisso contínuo com os princípios dos
direitos fundamentais, uma adaptação constante das leis e políticas às novas realidades e uma
cooperação internacional reforçada para garantir a proteção desses direitos em um mundo cada
vez mais interconectado.
Agora é hora de testar seus conhecimentos! Resolva toda a lista de exercícios abaixo. A seguir,
confira o gabarito e os comentários de cada questão.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
1. CEBRASPE 2023
No tocante aos princípios fundamentais da CF, às restrições aos direitos fundamentais, aos direitos
individuais e aos direitos políticos, julgue o seguinte item:
Conquanto sejam considerados direitos individuais, os direitos políticos não possuem a natureza
de direitos fundamentais e, portanto, não se lhes aplicam as proteções do sistema constitucional
de direitos fundamentais.
33
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Certo
Errado
2. CEBRASPE 2023
No tocante aos princípios fundamentais da CF, às restrições aos direitos fundamentais, aos direitos
individuais e aos direitos políticos, julgue o seguinte item:
Em razão da centralidade dos direitos fundamentais no regime constitucional, eles não são
passíveis de restrição por normas infraconstitucionais.
Certo
Errado
3. CEBRASPE 2023
Com relação aos direitos humanos e aos direitos fundamentais, julgue o item a seguir:
A CF contém previsão do princípio da não exaustividade dos direitos fundamentais, na medida em
que dispõe que os direitos nela estabelecidos não excluem outros decorrentes do regime e dos
princípios por ela adotados, tampouco outros previstos em tratados internacionais dos quais o
Brasil seja parte.
Certo
Errado
4. VUNESP 2023
Os direitos sociais estão situados nos direitos e garantias fundamentais da Constituição Federal.
São características dos direitos fundamentais, entre outros:
5. VUNESP 2023
No que concerne à possibilidade de aplicação dos direitos fundamentais às relações privadas, é
34
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
a) sem dúvida, cresce a teoria da aplicação indireta dos direitos fundamentais às relações privadas
(eficácia vertical), especialmente diante de atividades privadas que tenham certo “caráter público”,
por exemplo, em escolas, (matrículas), clubes associativos, relações de trabalhos etc.
b) o Supremo Tribunal Federal tem aplicado a teoria da eficácia indireta dos direitos com
repercussão geral que possui o mesmo efeito de vinculação da súmula.
c) os direitos fundamentais são aplicados de maneira reflexa, tanto em uma dimensão proibitiva e
voltada para o legislador, que deverá editar lei que limite direitos fundamentais, como, ainda,
positiva, voltada para que o legislador implemente os direitos fundamentais existentes,
ponderando quais devem aplicar-se às relações privadas.
d) o tema encontra amparo em recentes decisões do Supremo Tribunal Federal, entretanto, há
uma tendência a restringir a eficácia horizontal aos direitos humanos de primeira dimensão.
e) o tema da eficácia horizontal dos direitos fundamentais, também denominado pela doutrina de
eficácia privada ou externa dos direitos fundamentais, surge como importante contraponto à ideia
de eficácia vertical dos direitos fundamentais.
6. CEBRASPE 2023
Julgue o item seguinte, no que se refere aos direitos e garantias fundamentais assegurados na CF:
O direito de resposta, o direito de propriedade, o sigilo de correspondência bem como o direito à
honra e à imagem são exemplos de direitos fundamentais que têm como titulares as pessoas
físicas, não se estendendo às pessoas jurídicas.
Certo
Errado
7. CEBRASPE 2023
Julgue o item seguinte, no que se refere aos direitos e garantias fundamentais assegurados na CF:
Por força constitucional, os direitos fundamentais gozam de prioridade absoluta sobre qualquer
interesse coletivo, visto que o Estado existe para proteger direitos naturais, como a vida, a
liberdade e a propriedade.
Certo
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Errado
8. CEBRASPE 2023
A respeito dos direitos e das garantias fundamentais e da administração pública, julgue o item que
35
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
se segue:
Os direitos já garantidos e pertencentes ao patrimônio jurídico de alguém somente podem ser
desconstituídos em função da promulgação de novas leis.
Certo
Errado
9. CEBRASPE 2023
No que se refere aos direitos e às garantias fundamentais, julgue o item que se segue:
Nem todos os direitos e as garantias fundamentais estão expressos no texto constitucional,
havendo a possibilidade de reconhecimento de direito ou garantia decorrente dos princípios
constitucionais ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.
Certo
Errado
a) Simétrica.
b) Diferida.
c) Interpretativa.
d) Preceptiva.
e) Vedativa do retrocesso.
a) Democracia.
36
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
b) Liberdade.
c) Proteção jurídica do patrimônio genético.
d) Meio ambiente ecologicamente equilibrado.
Certo
Errado
Certo
Errado
a) É incorreto afirmar-se que os direitos fundamentais são absolutos, uma vez que tanto outros
direitos fundamentais como outros valores constitucionais podem limitá-los.
b) A característica da universalidade dos direitos fundamentais está presente tanto no polo passivo
quanto no polo ativo das relações jurídicas que permeiam um direito fundamental.
c) Os direitos fundamentais, assim como os direitos humanos, estão consagrados expressamente
em diplomas legislativos com base constitucional.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
37
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
a) a restrição não tem existência autônoma em relação ao direito, que tem um limite imanente.
b) a solução da colisão entre direitos fundamentais é normalmente resolvida com um juízo de
ponderação.
c) o direito tem um conteúdo prima facie, somente dando origem a uma posição definitiva após o
cotejo com outras normas.
d) esses direitos devem se expandir até que seja identificada a necessidade de concordância
prática com outros direitos, resolvendo-se o conflito no plano da aplicação.
e) a existência de restrições aos direitos é indissociável da necessidade de concordância prática,
mas somente devem incidir após a individualização de cada direito.
a) Pelo fato de o Brasil adotar uma Constituição analítica, são reconhecidos como direitos
fundamentais apenas aqueles expressos no texto constitucional.
b) Apenas têm o status de direitos fundamentais aqueles indicados no art. 5.º da CF.
c) Estrangeiros não residentes no Brasil não podem ser titulares de direitos fundamentais no país.
d) O processo de reconhecimento das gerações de direitos fundamentais tem caráter cumulativo,
de modo que gerações subsequentes não excluem as anteriores.
e) Para a incorporação ao direito brasileiro de um tratado internacional de direitos humanos, é
bastante que ele seja aprovado nas duas casas do Congresso Nacional.
a) exaustivo, podendo ser ampliado por meio de uma nova Assembleia Nacional Constituinte.
b) exaustivo, podendo ser ampliado por meio de Emenda Constitucional.
c) exemplificativo, pois não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios constitucionais,
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
38
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Certo
Errado
Certo
Errado
A afirmação de que os direitos políticos, embora sejam direitos individuais, não possuem a
natureza de direitos fundamentais e, consequentemente, não estão sujeitos às proteções do
sistema constitucional de direitos fundamentais, é incorreta. Para entender a razão do erro, é
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
necessário analisar a natureza dos direitos políticos e o contexto em que estão inseridos no
ordenamento jurídico brasileiro.
Os direitos políticos são essenciais para a participação efetiva dos cidadãos na vida política do país.
Eles estão previstos na Constituição Federal de 1988, principalmente nos artigos 14 a 16, e incluem
direitos como o de votar e ser votado, o acesso a cargos públicos, e a participação em partidos
39
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
políticos, entre outros. Esses direitos são fundamentais para o exercício da cidadania e para o
funcionamento da democracia representativa.
Além disso, a Constituição Brasileira, em seu Título II, que trata dos Direitos e Garantias
Fundamentais, não faz distinção entre os diferentes tipos de direitos fundamentais (como direitos
individuais, coletivos, sociais, políticos, etc.), mas os abrange de forma integrada e complementar.
Isso significa que os direitos políticos são considerados direitos fundamentais e, como tal, estão
sujeitos às proteções constitucionais destinadas a esses direitos.
Portanto, a proposição da questão é errada porque subestima a importância dos direitos políticos
no contexto dos direitos fundamentais. Estes direitos são protegidos pela Constituição e são
essenciais para garantir a participação dos cidadãos no processo democrático, influenciando na
tomada de decisões e no controle social sobre o poder público.
Se esta explicação estiver de acordo com o que você espera, posso proceder com as justificativas
para as demais questões. Por favor, me avise para continuar.
Portanto, a ideia de que os direitos fundamentais não podem ser restringidos por normas
infraconstitucionais é desmentida tanto pela prática jurídica quanto pela interpretação
constitucional, que reconhecem a possibilidade de limitações, desde que estas sejam justificadas,
proporcionais e necessárias para a proteção de outros direitos ou interesses também amparados
40
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
pela Constituição.
Os direitos sociais, assim como outros direitos fundamentais, são universais, significando que são
direitos de todos os seres humanos, sem distinção de qualquer natureza. Eles são inalienáveis, o
que significa que não podem ser vendidos ou transferidos, pois são intrínsecos à dignidade da
pessoa humana. Além disso, os direitos sociais possuem uma dimensão histórica, pois evoluem ao
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Os direitos sociais incluem, entre outros, o direito à educação, à saúde, à segurança, à previdência
social e ao trabalho. Eles são essenciais para garantir condições de vida dignas e para reduzir
desigualdades sociais, sendo fundamentais para a realização plena dos direitos humanos. A
compreensão de suas características é crucial para a implementação e a efetivação desses direitos
41
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A resposta correta para a questão 5 é a alternativa "E", que aborda a eficácia horizontal dos direitos
fundamentais, também conhecida como eficácia privada ou externa desses direitos. Este conceito
refere-se à aplicação dos direitos fundamentais nas relações entre particulares, não se limitando
apenas à relação entre o Estado e os cidadãos.
Embora direitos como o direito à vida ou à liberdade sejam intrínsecos às pessoas físicas, outros
direitos fundamentais, como a proteção da honra e da imagem ou o direito de propriedade, são
relevantes também para as pessoas jurídicas. O entendimento de que tais direitos se aplicam a
pessoas jurídicas é respaldado por decisões judiciais e pela doutrina, reconhecendo que entidades
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
como empresas e organizações podem sofrer danos à sua reputação ou ter seus direitos de
propriedade violados.
Essa aplicação mais ampla dos direitos fundamentais é fundamental para a proteção integral dos
interesses legítimos, tanto de indivíduos quanto de entidades coletivas, no âmbito jurídico e social.
42
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A resposta correta para a questão 7 é "Errado". Esta questão trata da prioridade dos direitos
fundamentais em relação aos interesses coletivos. A afirmação de que os direitos fundamentais
têm prioridade absoluta sobre qualquer interesse coletivo é um equívoco. Na realidade, o sistema
jurídico brasileiro reconhece a necessidade de um equilíbrio entre os direitos fundamentais
individuais e os interesses coletivos.
A Constituição Federal de 1988 estabelece que os direitos fundamentais são essenciais e devem ser
protegidos, mas também reconhece a importância dos interesses coletivos e sociais. Em diversas
situações, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem decidido que é necessário balancear os direitos
individuais com interesses maiores da coletividade. Isso é particularmente evidente em casos que
envolvem a saúde pública, a segurança nacional ou o meio ambiente.
Assim, enquanto os direitos fundamentais são protegidos pela Constituição, eles não são absolutos
e podem ser restringidos, desde que as restrições sejam razoáveis, proporcionais e justificadas por
um interesse coletivo legítimo.
O gabarito "Errado" para a questão 8 se justifica pelo entendimento de que os direitos e garantias
fundamentais, uma vez concedidos e integrados ao patrimônio jurídico de uma pessoa, não
podem ser arbitrariamente desconstituídos apenas pela promulgação de novas leis. A Constituição
Federal do Brasil, seguindo os princípios do Estado Democrático de Direito, assegura a proteção
dos direitos e garantias fundamentais.
Desconstituir direitos já garantidos requer um processo muito mais complexo do que a simples
promulgação de uma nova lei. Mudanças que afetam direitos fundamentais devem passar por um
rigoroso escrutínio constitucional para garantir que não violem princípios essenciais da
Constituição, como o princípio da dignidade da pessoa humana, o da legalidade, o da segurança
jurídica, e o do devido processo legal.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
43
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A questão 9 tem como resposta correta "Certo", pois reflete a ideia de que os direitos e garantias
fundamentais expressos na Constituição Federal do Brasil não esgotam a totalidade desses
direitos. De acordo com o artigo 5º, § 2º, da Constituição, os direitos e garantias expressos na
Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos
tratados internacionais dos quais o Brasil é parte. Isso implica que o rol de direitos fundamentais
apresentado na Constituição é exemplificativo, e não exaustivo.
Esse princípio é fundamental para assegurar uma proteção mais ampla dos direitos humanos,
permitindo que outros direitos, além daqueles expressamente mencionados, sejam reconhecidos e
garantidos com base nos princípios gerais da Constituição e do direito internacional. Isso garante
uma maior adaptabilidade do ordenamento jurídico às novas realidades e desafios sociais, bem
como uma maior consonância com os avanços do direito internacional dos direitos humanos.
A resposta correta para a questão 10 é a alternativa "E", que se refere à "Vedativa do retrocesso".
Este conceito é utilizado para descrever uma modalidade de eficácia dos princípios constitucionais
que impede a revogação ou a redução de normas que regulamentam princípios constitucionais,
especialmente aqueles que concedem ou ampliam direitos fundamentais, sem a substituição por
normas de igual ou maior efetividade.
A "vedativa do retrocesso" é uma garantia de que os direitos fundamentais, uma vez reconhecidos
e implementados, não devem ser objeto de redução ou eliminação arbitrária pelo legislador. Isso
assegura uma proteção contra a erosão dos direitos e avanços sociais já alcançados. É uma
expressão do princípio da proibição do retrocesso social, que é fundamental para a manutenção e
o aprofundamento do Estado Democrático de Direito e da justiça social.
A resposta correta para a questão 11 é a alternativa "D", que se refere ao meio ambiente
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Os direitos de terceira geração são caracterizados por seu foco em direitos coletivos e difusos,
44
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A Constituição Federal do Brasil de 1988 incorpora essa visão ao estabelecer o meio ambiente
como um bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida, impondo ao poder público
e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo.
Além disso, os direitos fundamentais podem ser restringidos por leis que buscam proteger outros
direitos ou interesses constitucionalmente protegidos, desde que tais restrições sejam
proporcionais, necessárias e não comprometam o núcleo essencial do direito afetado. Isso
demonstra que, no ordenamento jurídico brasileiro, os direitos fundamentais são caracterizados
pela relatividade e pela necessidade de ponderação em situações de conflito.
O gabarito "Errado" para a questão 13 está fundamentado no princípio da não taxatividade dos
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
direitos e garantias fundamentais. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º, § 2º, estabelece
que os direitos e garantias expressos na Constituição não excluem outros decorrentes do regime e
dos princípios por ela adotados ou dos tratados internacionais dos quais o Brasil seja parte. Isso
significa que o rol de direitos fundamentais presentes na Constituição é exemplificativo, não
limitando ou restringindo a existência de outros direitos fundamentais que podem ser
reconhecidos com base nos princípios constitucionais ou no direito internacional.
45
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Este princípio é essencial para garantir a proteção ampla dos direitos fundamentais, permitindo a
adaptação do ordenamento jurídico a novas realidades e demandas sociais, além de assegurar a
conformidade com os avanços e as normas do direito internacional dos direitos humanos.
A resposta correta para a questão 14 é a alternativa "A". Esta alternativa aborda a questão da não
absolutidade dos direitos fundamentais, afirmando que é incorreto dizer que eles são absolutos,
pois podem ser limitados por outros direitos fundamentais ou valores constitucionais.
A resposta correta para a questão 15 é a alternativa "A". Esta alternativa aborda a teoria interna
relativa à colisão entre direitos fundamentais e a imposição de restrições a esses direitos. Segundo
essa teoria, a restrição a um direito fundamental não possui existência autônoma em relação ao
direito, mas é considerada um limite imanente dele. Isso significa que as restrições aos direitos
fundamentais não são elementos externos impostos arbitrariamente, mas fazem parte da
estrutura desses direitos, considerando sua natureza e função social.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Essa perspectiva é importante para entender que, enquanto os direitos fundamentais são
protegidos pela Constituição, eles não são absolutos e podem ser limitados para equilibrar com
outros direitos ou com interesses coletivos importantes. A restrição, nesse sentido, deve ser vista
como uma forma de garantir que os direitos fundamentais sejam exercidos de maneira
responsável e harmoniosa com o conjunto da ordem jurídica e social.
46
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A resposta correta para a questão 16 é a alternativa "D". Esta alternativa destaca o caráter
cumulativo no reconhecimento das gerações de direitos fundamentais. A ideia de gerações de
direitos fundamentais sugere uma evolução histórica, na qual cada nova geração de direitos não
substitui, mas se soma aos direitos anteriormente reconhecidos.
Na primeira geração estão os direitos civis e políticos, focados na liberdade; na segunda, os direitos
econômicos, sociais e culturais, relacionados à igualdade; e nas gerações subsequentes, direitos
coletivos e difusos, como o direito ao meio ambiente equilibrado e o direito ao desenvolvimento. O
reconhecimento cumulativo desses direitos evidencia a expansão contínua dos direitos
fundamentais, refletindo as necessidades e desafios emergentes da sociedade ao longo do tempo.
Esse entendimento é crucial para uma visão dinâmica e progressista dos direitos fundamentais,
permitindo que o ordenamento jurídico se adapte às novas realidades sociais, políticas e
tecnológicas, sem perder de vista os direitos e garantias já conquistados.
A resposta correta para a questão 17 é a alternativa "C". Esta alternativa reconhece que o artigo 5º
da Constituição Federal de 1988, ao enumerar os direitos e garantias fundamentais, o faz de forma
exemplificativa, e não exaustiva. Isso significa que os direitos listados na Constituição não excluem
outros direitos decorrentes do regime e dos princípios constitucionais ou de tratados
internacionais dos quais o Brasil seja parte. Essa característica exemplificativa é essencial para
garantir uma proteção mais ampla dos direitos fundamentais, permitindo o reconhecimento e a
garantia de novos direitos em resposta às mudanças sociais e desafios contemporâneos.
O gabarito "Certo" para a questão 18 está correto ao afirmar que a eficácia dos direitos
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
47
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A resposta "Errado" para a questão 19 é justificada pelo entendimento de que, embora os direitos e
garantias fundamentais previstos na Constituição Federal sejam de aplicabilidade imediata, isso
não significa que sua implementação seja sempre direta e integral. Alguns direitos fundamentais
podem requerer regulamentação adicional para sua efetivação, e outros podem ser limitados em
certas circunstâncias. Por exemplo, direitos como o de greve e o acesso à justiça podem exigir
normas regulamentadoras para detalhar o procedimento e as condições de exercício desses
direitos.
Para a questão 20, a resposta correta é a alternativa "C", que identifica o direito à democracia e o
direito à informação como parte dos direitos fundamentais de quarta geração. Estes direitos
refletem preocupações contemporâneas com a globalização, a informação e a comunicação. A
quarta geração de direitos fundamentais está relacionada com o desenvolvimento tecnológico e a
era digital, enfatizando a importância da democratização do acesso à informação e o
fortalecimento da participação cidadã nos processos decisórios, tanto em nível nacional quanto
global. Estes direitos são fundamentais para o desenvolvimento de uma sociedade mais informada,
participativa e transparente.
Direitos de (1ª) primeira geração/dimensão - liberdade (liberdade negativa): direitos civis e políticos
Direitos de (2ª) segunda geração/dimensão - igualdade (liberdade positiva): direitos sociais,
culturais e econômicos
Direitos de (3ª) terceira geração/dimensão - fraternidade (ou solidariedade): direito ao meio
48
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Relatividade;
Imprescritibilidade,
Inalienabilidade,
Irrenunciabilidade,
Inviolabilidade,
Universalidade,
Efetividade,
Interdependêcia,
Complementariedade,
Historicidade
a) Nenhum direito fundamental é absoluto. Eles possuem limitações (restrições) em outros direitos
da constituição (Relatividade);
b) Para delimitar a possibilidade de restrições aos direitos fundamentais há duas teorias: Teoria
interna e a Teoria externa.
- Teoria interna ou absoluta: diz que o núcleo essencial de um direito fundamental não pode ser
violado, independente de um caso concreto.
- Teoria externa ou relativa: diz que os fatores externos delimitarão os direitos fundamentais. Deve
ser analisado um caso concreto para se chegar a uma conclusão sobre a limitação dos direitos
fundamentais.
ATENÇÃO:
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
49
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Observação: Art. 5.º, § 1.º CF/88 - "as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm
aplicação imediata".
O TÍTULO II da Constituição Federal de 1988 dedica-se a descrição dos DOS DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS.
50
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
O caput do artigo 5º da Constituição Federal elenca cinco direitos fundamentais básicos: (vida,
liberdade, igualdade, segurança e propriedade). Deles os demais direitos são extraídos.
1. O direito à vida contempla dupla acepção: estar vivo (direito à existência) e viver com dignidade
(direito ao mínimo existencial). Não sendo vida proteção absoluta, admite-se, nas hipóteses legais,
o aborto, a legítima defesa, o estado de necessidade e a pena de morte, no caso de guerra
declarada. Decisões importantes - STF:
Exemplos de ações afirmativas: cotas raciais para ingresso em universidades públicas, cotas raciais
em concursos públicos, Lei Maria da Penha, percentual mínimo de candidaturas de mulheres.
A igualdade na lei (material) é mandamento para o legislador: reduzir desigualdades
A igualdade perante a lei (formal) é mandamento para os intérpretes e aplicadores do Direito:
51
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
3. O princípio da legalidade, na sua forma genérica, aduz que direitos e obrigações só decorrem de
lei. Não sendo absoluto, admite restrições durante o estado de defesa, ou estado de sítio.
A legalidade se aplica de modo diferente ao agente público e aos particulares. O agente público só
pode fazer o que a lei determina. Já os particulares podem fazer tudo o que a lei não proíbe.
Reserva Legal x Legalidade: Legalidade é princípio geral de submissão e respeito à lei. É mais
amplo, abrangendo leis e outros atos normativos. Reserva legal prediz que determinados temas só
são regulamentados por meio de lei. É mais restrito, abarcando apenas as leis em sentido formal.
Direito de resposta deve ser proporcional ao agravo sofrido e aplica-se tanto a pessoas físicas
quanto a pessoas jurídicas. Pode ser acumulado com indenização por dano material, moral ou a
imagem.
5. Liberdade de crença religiosa: no Brasil, protege-se a liberdade de ter ou não uma crença e se
impõe ao Estado proteção aos locais de culto e suas liturgias. Igualmente, nas unidades civis e
militares de internação coletiva deve o Estado permitir a assistência religiosa aos internados.
52
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Estado laico x Estado laicista: o primeiro não adota uma religião oficial, mas se mantém neutro; já
no segundo há intolerância religiosa. Brasil é laico.
Exemplos significativos: ensino confessional em escolas públicas, símbolos religiosos em órgãos
públicos, feriados religiosos.
6. Direito à privacidade: Abrange a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,
assegurando o direito à indenização pelo dano material, moral ou por ambos, cumulativamente.
Conceito de casa: abrange qualquer compartimento habitado, não aberto ao público, inclusive
escritórios profissionais, mas não alcança hospedarias, bares, restaurantes.
Crimes permanentes: A entrada forçada em domicílio, nos casos de flagrante de delito, necessita
de fundadas razões.
É lícita ordem judicial que autoriza o ingresso de autoridade policial no estabelecimento
profissional, inclusive durante a noite, para instalar equipamentos de escuta ambiental.
Escritório de advocacia, cujo advogado é investigado, pode ser alvo de busca e apreensão.
comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por
ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou
instrução processual penal” (art. 5º, XII, CF) .
- A interceptação telefônica somente pode ser determinada por autoridades judiciais, para fins de
investigação criminal ou instrução processual penal.
53
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
- Já a quebra do sigilo de dados telefônicos pode ser determinada por ordem judicial ou por CPI.
- Operações financeiras que envolvam recursos públicos, não estão abrangidas pelo sigilo bancário,
podendo o TCU e Ministério Público requererem informações sem necessidade de autorização
judicial.
- Autoridades e os agentes fiscais tributários, no curso de processo administrativo, poderão ter
acesso direto a dados bancários dos contribuintes.
- As comunicações telemáticas estão protegidas sob a mesma regra das comunicações telefônicas.
- Admite-se a utilização de interceptação telefônica legitimamente produzida, na modalidade
prova emprestada, a outros processos criminais e a processos administrativos disciplinares ou
fiscais.
- Segundo o STF, é lícita a gravação ambiental de diálogo realizada por um de seus interlocutores.
10. Direito de reunião: não precisa solicitar autorização. A falta de prévia comunicação ao Poder
Público não é suficiente para obstar o direito de reunião, desde que não promova a frustração de
outra reunião. Tal direito deve ser usado para fins pacíficos e não pode frustrar outra reunião
convocada previamente para o mesmo lugar. A simples aglomeração de pessoas não caracteriza o
direito de reunião. Portanto, a existência do direito de reunião é condicionada aos seguintes
elementos:
1. elemento teleológico;
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
2. finalidade pacífica;
3. ausência de armas;
4. prévio aviso às autoridades competentes.
54
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
11. Liberdade de associação: Assim como direito de reunião, é direito individual de feição coletiva.
Porém, se a reunião é episódica, a associação é duradoura.
Não pode o Estado intervir no funcionamento das associações, nem a criação delas depende de
autorização do Poder Público. Apenas é certo que a liberdade de associação deve ser para fins
lícitos, e é vedada a de caráter paramilitar (art. 5º, XVII, CF).
Caso a associação passe a buscar fins ilícitos, poderá haver a intervenção do Estado para
suspender- lhe o funcionamento ou dissolvê-la, por meio de qualquer decisão judicial no âmbito
da suspensão e de sentença judicial transitada em julgado no âmbito da dissolução (art. 5º, XIX,
CF).
Ninguém pode ser obrigado a se filiar a uma determinada associação e, uma vez filiado, pode-se
desfilar no momento que bem entender (art. 5º, XX, CF);
As associações têm poder de representar os filiados, desde que expressamente autorizadas por
estes (art. 5º, XXI, CF).
a autorização estatutária genérica conferida às associações por seu estatuto não é suficiente para
legitimar a representação processual.
Sentença transitada em julgado em ação civil coletiva proposta por associação alcança somente os
filiados na data da propositura da ação.
55
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Direito social.
Direito de segunda geração.
Representação profissional.
Não depende de autorização para criação.
Um sindicato, por categoria, por base territorial.
Não obrigatoriedade de sindicalização.
Não intervenção estatal.
Não depende de autorização dos sindicalizados para representá-los judicialmente e
extrajudicialmente.
Não depende de autorização dos filiados para atuar em substituição processual.
Não precisa estar em funcionamento há um ano para impetrar mandado de segurança coletivo e
mandado de injunção coletivo (substituição processual).
12. Direito de propriedade: O direito de propriedade não é absoluto, de modo que deve atender a
sua função social (art. 5º, XXIII, CF). Dessa forma, ele também constitui um princípio da ordem
econômica.
A desapropriação sob o interesse público poderá ocorrer em três hipóteses: necessidade pública,
utilidade pública ou interesse social. Nesses casos, a indenização será prévia, justa e em dinheiro.
Há exceções elencadas na CF em que a indenização pela desapropriação não será em dinheiro. São
elas:
1) desapropriação para fins de reforma agrária, que se dá por meio de prévia e justa indenização
em títulos da dívida agrária;
2) desapropriação de propriedade (urbanística ou rural) que não cumpriu sua função social, que se
dá por meio de títulos de dívida pública, exceto benfeitorias úteis e necessárias.
Obs: expropriação (ou confisco) é aplicável às propriedades rurais e urbanas onde forem
encontradas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou exploração de trabalho escravo.
Desapropriação
56
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Requisição administrativa
ATENÇÃO!
57
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
3) Direito Administrativo
Vamos avançar na teoria. Estude os conceitos teóricos abaixo e faça seus resumos e marcações da
matéria. Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos.
1.1 Conceitos
1.1.1 Definição de Direito Administrativo
1.1.2 Objeto do Direito Administrativo
1.1.3 Finalidade do Direito Administrativo
1.2 Fontes
1.2.1 Lei
1.2.1.1 Leis Complementares e Ordinárias
1.2.1.2 Medidas Provisórias
1.2.2 Jurisprudência
1.2.2.1 Súmulas Vinculantes
1.2.2.2 Decisões do STF e STJ
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
1.2.3 Doutrina
1.2.4 Costumes
1.2.5 Princípios Gerais do Direito
58
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
2.1 Legalidade
2.2 Impessoalidade
2.3 Moralidade
2.4 Publicidade
2.5 Eficiência
3.1 Razoabilidade
3.2 Proporcionalidade
3.3 Motivação
3.4 Segurança Jurídica
3.5 Continuidade do Serviço Público
1.1 Conceitos
O Direito Administrativo é um ramo do direito público que se dedica ao estudo das regras e
princípios que regem a atividade administrativa, a estruturação e o funcionamento da
Administração Pública. Caracteriza-se pela busca do equilíbrio entre a necessidade de eficiência na
gestão dos serviços públicos e a garantia dos direitos dos cidadãos frente ao Estado. Este ramo do
direito abrange tanto as entidades públicas como os agentes que exercem funções
administrativas, focando na legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência de
suas ações.
O objeto do Direito Administrativo é a própria Administração Pública em sua atuação. Isso inclui o
estudo de entidades, órgãos, agentes e atividades desempenhadas pela Administração na gestão
dos interesses coletivos. Abarca desde a organização administrativa do Estado até a fiscalização e
controle dos serviços públicos, passando pela regulação de procedimentos administrativos e pela
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
59
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
1.2 Fontes
As fontes do Direito Administrativo são os meios pelos quais se estabelecem as normas jurídicas
que regulamentam a administração pública, suas funções e relações com os particulares. Elas são
essenciais para a compreensão e aplicação correta do direito, orientando a atuação do Estado de
forma legal e legítima.
1.2.1 Lei
Leis complementares e ordinárias são espécies normativas diferenciadas pela Constituição Federal
quanto à sua abrangência e ao quórum necessário para sua aprovação. As leis complementares
têm por objetivo regular matérias específicas previstas na Constituição, exigindo um quórum mais
qualificado para sua aprovação. Já as leis ordinárias, de quórum simples, ocupam-se da maioria das
matérias de competência legislativa, sendo fundamentais para o detalhamento das disposições
constitucionais aplicáveis à administração pública.
As medidas provisórias representam uma ferramenta legal pela qual o Presidente da República
pode, em casos de relevância e urgência, adotar normas com força de lei, de efeito imediato, mas
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
com prazo determinado para apreciação pelo Congresso Nacional. Esse instrumento permite uma
resposta rápida do Executivo às necessidades que demandam ação legislativa imediata, sendo
posteriormente convertidas em lei ou perdendo sua eficácia se não forem confirmadas pelo
Legislativo dentro do prazo estabelecido.
1.2.2 Jurisprudência
60
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A jurisprudência, constituída pelo conjunto de decisões e interpretações dos tribunais sobre as leis,
desempenha um papel fundamental na formação do Direito Administrativo. Embora as leis
forneçam a base normativa, são as decisões judiciais que, muitas vezes, esclarecem,
complementam e adaptam as normas às realidades sociais e às especificidades dos casos
concretos. A jurisprudência não apenas resolve conflitos, mas também orienta a administração
pública e os administrados sobre a forma como as leis são interpretadas e aplicadas, contribuindo
para a segurança jurídica e a previsibilidade das relações jurídico-administrativas.
As decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) são
fundamentais para a formação e evolução do Direito Administrativo no Brasil. O STF, como
guardião da Constituição, emite decisões que orientam a interpretação e aplicação dos princípios
constitucionais pela administração pública. O STJ, por sua vez, responsável por uniformizar a
interpretação da legislação federal, contribui para a consolidação das normas administrativas.
Ambos influenciam diretamente as práticas administrativas, assegurando que a atuação estatal
esteja em conformidade com o direito vigente.
1.2.3 Doutrina
A doutrina é formada pelo conjunto de estudos, análises e comentários realizados por juristas e
especialistas sobre o Direito Administrativo. Essa fonte não possui caráter vinculante, mas exerce
grande influência na interpretação das normas, na formação de novas teorias e na evolução do
direito administrativo. A doutrina ajuda a elucidar conceitos complexos, oferece diferentes
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
perspectivas sobre a aplicação das leis e contribui significativamente para o aprimoramento das
práticas administrativas e a solução de lacunas legais.
1.2.4 Costumes
61
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Os princípios gerais do direito são fundamentos que orientam a criação, interpretação e aplicação
das normas jurídicas, servindo como base para o preenchimento de lacunas legais e a solução de
conflitos. No Direito Administrativo, esses princípios incluem, entre outros, a legalidade, a
impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência. Eles garantem que a administração
pública atue de forma justa, transparente e em conformidade com os interesses sociais. Além
disso, os princípios gerais do direito auxiliam na interpretação das normas administrativas,
assegurando que a atuação estatal esteja sempre alinhada aos valores fundamentais do sistema
jurídico.
2. Princípios Explícitos
2.1 Legalidade
2.1.1 Conceito
O princípio da legalidade é um dos pilares do Direito Administrativo, assegurando que toda ação
da Administração Pública deve ter como base o que é expressamente autorizado por lei.
Diferentemente do que ocorre com o particular, que pode fazer tudo aquilo que a lei não proíbe, a
Administração só pode agir conforme o que a lei determina. Esse princípio visa garantir a
segurança jurídica, a previsibilidade das ações estatais e a proteção dos direitos dos cidadãos
frente ao poder do Estado.
2.1.2 Aplicação
Na prática, o princípio da legalidade significa que todos os atos administrativos devem estar
previstos em lei ou regulamento válido, desde a nomeação de servidores até a aplicação de
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
penalidades administrativas. Qualquer medida adotada pela Administração que não tenha
respaldo legal é considerada nula. Esse princípio é aplicado em todas as esferas e poderes do
Estado, limitando o poder de atuação do administrador público e assegurando que suas decisões
sejam tomadas com base no ordenamento jurídico vigente.
2.2 Impessoalidade
62
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
2.2.1 Conceito
2.2.2 Aplicação
2.3 Moralidade
2.3.1 Conceito
2.3.2 Aplicação
envolvidos.
2.4 Publicidade
2.4.1 Conceito
63
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
2.4.2 Aplicação
A aplicação do princípio da publicidade se dá, por exemplo, por meio da divulgação de leis,
decretos, editais de concursos, licitações, contratos administrativos e demais atos oficiais em meios
de comunicação oficiais, como o Diário Oficial da União, dos estados e dos municípios, além de
websites e portais da transparência na internet. Esse princípio também se manifesta na
obrigatoriedade de realizar audiências públicas para discussão de temas de interesse coletivo e na
concessão de acesso aos documentos públicos pelos cidadãos, conforme regulamentado pela Lei
de Acesso à Informação.
2.5 Eficiência
2.5.1 Conceito
2.5.2 Aplicação
Na prática, o princípio da eficiência se aplica na busca contínua por melhorias nos processos e
procedimentos administrativos, na capacitação e valorização dos servidores públicos, na
modernização da gestão pública, na adoção de tecnologias que agilizem o atendimento ao
cidadão e na gestão eficaz dos recursos públicos. Envolve também a avaliação de desempenho dos
órgãos e entidades, com a implementação de indicadores de qualidade e produtividade, visando
sempre a melhoria contínua dos serviços prestados à população. A eficiência administrativa busca
equilibrar qualidade e custos, assegurando que o uso do dinheiro público seja feito de maneira
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
3. Princípios Implícitos
3.1 Razoabilidade
64
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
3.1.1 Conceito
O princípio da razoabilidade é um dos alicerces implícitos do Direito Administrativo, que exige das
ações administrativas não apenas legalidade, mas também um juízo de adequação entre os meios
utilizados e os fins que se deseja alcançar. Este princípio impõe limites à discricionariedade
administrativa, evitando excessos ou restrições desnecessárias, assegurando que as decisões sejam
proporcionais, necessárias e adequadas à situação que se pretende regular ou solucionar.
3.1.2 Aplicação
3.2 Proporcionalidade
3.2.1 Conceito
3.2.2 Aplicação
3.3 Motivação
3.3.1 Conceito
65
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
ou seja, que a Administração Pública indique os motivos de fato e de direito que justificam sua
realização. A motivação é essencial para garantir a transparência, possibilitar o controle da
legalidade dos atos administrativos pelos cidadãos e pelos órgãos judiciais, e assegurar o direito de
defesa.
3.3.2 Aplicação
A aplicação prática do princípio da motivação ocorre, por exemplo, na emissão de uma licença ou
na aplicação de uma sanção administrativa, onde a Administração deve explicitar claramente os
critérios legais e os fatos que embasaram a decisão. Isso permite que os afetados pelos atos
administrativos possam compreender as razões da decisão e, se necessário, contestá-las
adequadamente em instâncias administrativas ou judiciais. A motivação é um instrumento de
controle da discricionariedade e de prevenção ao abuso de poder.
3.4.1 Conceito
3.4.2 Aplicação
3.5.1 Conceito
66
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
de forma ininterrupta e eficaz à população. Este princípio reconhece que certos serviços, devido à
sua natureza e à sua importância fundamental para a comunidade e para o bem-estar social, não
podem sofrer interrupções que prejudiquem os cidadãos ou comprometam a qualidade de vida da
sociedade.
3.5.2 Aplicação
Agora é hora de testar seus conhecimentos! Resolva toda a lista de exercícios abaixo. A seguir,
confira o gabarito e os comentários de cada questão.
1) FCC - 2021
Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
A discussão teórica sobre o conceito de Direito Administrativo se estabeleceu, a partir do debate
acadêmico europeu do Século XIX, em torno de determinados traços distintivos da disciplina.
Dentre as escolas que então se formaram, aquela que enfatizava a importância da distinção entre
“atos de império” e “atos de gestão”, para fins de definição do campo científico jusadministrativo, é
a escola
a) do serviço público.
b) teleológica ou finalista.
c) da puissance publique ou potestade pública.
d) da gestão pública.
e) imperialista ou da supremacia administrativa.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
2) FCC - 2021
Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
O critério que define o direito público resumindo-o às regras de organização e gestão dos serviços
públicos exercidos pelo Estado ficou conhecido como o critério
a) residual.
b) do Poder Executivo.
67
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
3) FCC - 2019
Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
Dentre as fontes do Direito Administrativo, é possível deduzir que
a) somente a lei formal pode ser considerada fonte do Direito Administrativo, considerando a
primazia do princípio da legalidade.
b) o princípio da supremacia do interesse público é a principal fonte do Direito Administrativo, pois
fundamenta todas as ações e decisões da Administração pública.
c) a jurisprudência não pode ser considerada fonte do Direito Administrativo, pois não emana do
Poder Executivo nem do Poder Judiciário.
d) as lacunas legais se consubstanciam em fontes concretas do Direito Administrativo,
considerando que ao Poder Executivo é dado suprir a ausência de lei por meio da edição de
decreto.
e) não se mostra necessária a codificação das leis e atos normativos para que se consubstanciem
em fonte do Direito Administrativo.
4) FCC - 2018
Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
O termo Administração pública comporta diversos sentidos, a depender do critério adotado para
sua conceituação. Pode-se definir Administração pública em sentido amplo e em sentido estrito.
Deixando-se de lado a Administração pública em sentido amplo, é possível conceituar
Administração pública a partir de dois critérios, o subjetivo e o objetivo, que compreendem
a) os órgãos governamentais e os órgãos administrativos, como a função política e a administrativa
propriamente dita.
b) os órgãos governamentais e a função política, em especial a partir da judicialização das políticas
públicas, ocorrida pelo aumento em extensão e profundidade do controle judicial do ato
administrativo.
c) as pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos que exercem função administrativa, excluindo-se
as pessoas jurídicas que compõem a administração indireta sujeitas a regime jurídico de direito
privado.
d) as pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos que exercem a função administrativa e a
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
atividade administrativa por eles exercida, ou seja, a função administrativa propriamente dita.
e) as pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos que exercem a função administrativa e a função
administrativa exercida pelo Poder Executivo, excluindo-se as atividades da mesma natureza
exercida pelos demais Poderes.
68
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
5) FCC - 2016
Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
São fontes do Direito Administrativo:
I. lei.
II. razoabilidade.
III. moralidade.
IV. jurisprudência.
V. proporcionalidade.
6) FCC - 2015
Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
Considere os dois agrupamentos abaixo referentes às formas da informação jurídica:
I. Doutrina.
II. Legislação.
III. Jurisprudência.
69
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
7) FCC - 2014
Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
Desenvolvida em fins do século XIX e início do século XX, essa corrente doutrinária, inspirada na
jurisprudência do Conselho de Estado francês, era capitaneada pelos doutrinadores franceses Léon
Duguit e Gaston Jèze, os quais buscavam, no dizer de Odete Medauar, “deslocar o poder de foco de
atenção dos publicistas, partindo da ideia de necessidade e explicando a gestão pública como
resposta às necessidades da vida coletiva” (O Direito Administrativo em Evolução, 2003:37).
Estamos nos referindo à Escola
a) da Administração Social.
b) da Administração Gerencial.
c) do Serviço Público.
d) da Potestade Pública.
e) Pandectista.
8) CESGRANRIO - 2014
Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
Alguns filósofos formularam teorias que pensam o papel do Estado segundo o “contrato social”.
Trata-se de supor como hipótese a passagem de um momento da humanidade no qual os
indivíduos se relacionam uns com os outros sem o intermédio das leis positivas para o momento
posterior em que haja um governo político arbitrando a convivência humana.
Supõe-se assim que essa passagem de um estado de natureza para um estado civil seja operada
por um contrato ou pacto originário, não se tratando de uma descrição histórica de como surgiram
as organizações políticas atuais, mas sim de um argumento político que visa a demonstrar como a
autoridade política de um governo e de seus servidores deve sua legitimidade, fundamentalmente,
a) a um ato de violência
b) a um consentimento
c) à autoridade divina
d) à luta de classes
e) ao desenvolvimento econômico
os seus direitos). Estes direitos são de tal maneira fortes e de grande alcance que levantam a
questão do que o Estado e os seus mandatários podem fazer, se é que podem fazer alguma coisa.
O Estado pode justificar-se moralmente para aqueles que conceituam sua função a partir da noção
de “Estado Mínimo”, o que implica, fundamentalmente, a(o)
a) promoção de políticas públicas de assistência aos mais necessitados
b) promoção de bem-estar social
70
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
e) II e III.
71
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
a) a atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve, sob o regime de direito público, para a
realização dos interesses coletivos.
b) o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas ao qual a Lei atribui o exercício da função
administrativa do Estado.
c) os órgãos ligados diretamente ao poder central, federal, estadual ou municipal. São os próprios
organismos dirigentes, seus ministérios e secretarias.
d) as entidades com personalidade jurídica própria, que foram criadas para realizar atividades de
Governo de forma descentralizada. São exemplos as Autarquias, Fundações, Empresas Públicas e
Sociedades de Economia Mista.
e) as entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e
capital exclusivo da União, se federal, criadas para exploração de atividade econômica que o
Governo seja levado a exercer por força de contingência ou conveniência administrativa.
escrita.
d) organização que é a autoridade governante de uma unidade política.
e) órgãos, serviços e agentes públicos, associados às demais pessoas coletivas, que asseguram a
satisfação das necessidades políticas.
72
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
73
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
a) Doutrina.
b) Jurisprudência.
c) Constituição.
d) Analogia.
e) Costumes.
Administrativo que se encontram na coluna da esquerda com as afirmativas a elas referentes que
se encontram na coluna da direita.
I - Doutrina
II - Jurisprudência
III - Costume
74
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
IV - Lei
X - Influencia fortemente o Direito Administrativo por traduzir reiteração de decisões contenciosas.
Y - Tem tido utilização crescente nos demais ramos do direito, sendo importante para o Direito
Administrativo em razão da deficiência da legislação.
Z - Distingue as regras que convêm a cada um dos subramos do saber jurídico e influi tanto na
elaboração da Lei quanto nas decisões contenciosas ou não contenciosas.
A relação correta é:
a) I – X; II – Z; III – Y
b) I – Y; II – X; IV – Z
c) I – Y; III – Z; IV – X
d) I – Z; II – X; III – Y
e) II – Z; III – Y; IV – X
Esta escola teórica se fundamenta na ideia de que a Administração Pública possui um conjunto de
prerrogativas especiais que não estão disponíveis para os cidadãos comuns ou para o setor
privado. Essas prerrogativas são exercidas pelo Estado para o cumprimento de suas funções e
objetivos, caracterizando-se como "atos de império". Os "atos de gestão", por outro lado, são
aqueles em que o Estado atua em condições de igualdade com os particulares, sem exercer suas
prerrogativas de poder público.
A distinção entre esses dois tipos de atos é fundamental para compreender o alcance e os limites
da atuação estatal, além de delinear o regime jurídico aplicável a cada situação. Enquanto os atos
de império estão sujeitos a um regime jurídico de direito público, marcado pela supremacia do
interesse público sobre o privado, os atos de gestão se aproximam das operações realizadas pelo
setor privado, sendo regidos, em muitos aspectos, pelo direito privado.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
A ênfase dada pela escola da "puissance publique" à distinção entre atos de império e atos de
gestão evidencia uma característica essencial do Direito Administrativo: a existência de um poder
administrativo especial, que permite ao Estado intervir na ordem social e econômica de maneira
mais incisiva do que os particulares. Esta concepção destaca o papel do Direito Administrativo
como o ramo do direito que regula a função administrativa do Estado, reconhecendo a
necessidade de um regime jurídico próprio que equilibre a capacidade de ação estatal com a
75
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Diferentemente de outras abordagens que podem priorizar aspectos como a supremacia do poder
público (escola da "puissance publique") ou a análise econômica do direito administrativo, o
critério do serviço público coloca em destaque a função social do Estado. Ele reconhece que a
legitimidade da atuação estatal deriva, em grande parte, de sua capacidade de fornecer serviços
essenciais à população, tais como saúde, educação, segurança, e infraestrutura, entre outros.
Adotar o critério do serviço público como definidor do direito público implica reconhecer que a
estrutura, a organização e as práticas da administração pública devem ser orientadas pela
necessidade de satisfazer as exigências da coletividade de maneira eficaz e equitativa. Este
entendimento reforça o compromisso com princípios administrativos como eficiência,
universalidade e continuidade dos serviços públicos, além de sublinhar a responsabilidade do
Estado perante os cidadãos.
administrativas. A alternativa correta é a letra E, indicando que não é necessária a codificação das
leis e atos normativos para que se consubstanciem em fonte do Direito Administrativo.
Este entendimento destaca a natureza dinâmica e adaptável do Direito Administrativo, que, além
de ser fundamentado nas leis formais (legislação), também é moldado por uma série de outros
elementos, como princípios gerais do direito, jurisprudência, doutrina e costumes. A ausência de
76
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
codificação não diminui a importância dessas outras fontes na formação do Direito Administrativo,
uma vez que elas complementam e, em alguns casos, esclarecem a aplicação das normas legais
em situações práticas específicas.
O critério subjetivo enfatiza os sujeitos que compõem a Administração Pública, incluindo tanto a
Administração Direta (órgãos e entidades que fazem parte da estrutura do Estado) quanto a
Administração Indireta (entidades com personalidade jurídica própria, criadas para desempenhar
funções administrativas de maneira descentralizada). Este critério destaca quem realiza a função
administrativa, abrangendo uma vasta gama de atores dentro do aparato estatal.
Por outro lado, o critério objetivo foca na natureza das atividades desempenhadas pela
Administração Pública, independentemente do órgão ou entidade que as executa. Este critério
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
considera a função administrativa em si, incluindo todas as ações voltadas para a gestão dos
interesses públicos, como o fornecimento de serviços públicos, a realização de obras, a aplicação
de sanções administrativas, entre outras. A atividade administrativa é entendida em termos de
suas finalidades e procedimentos, caracterizando-se pela busca do bem-estar social e pelo
cumprimento das políticas públicas estabelecidas pela lei.
77
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A compreensão de Administração Pública sob esses dois critérios é essencial para o estudo do
Direito Administrativo, pois permite uma análise mais precisa e detalhada das diversas facetas da
atuação estatal. Ao considerar tanto os agentes e órgãos responsáveis pela execução das funções
administrativas (critério subjetivo) quanto a natureza das atividades realizadas (critério objetivo),
essa abordagem fornece uma visão abrangente e integrada da Administração Pública, destacando
sua complexidade e sua importância fundamental para a organização e funcionamento do Estado
democrático de direito.
A lei, como fonte primária do Direito Administrativo, estabelece as regras fundamentais que regem
a atuação da Administração Pública, os direitos e deveres dos administrados, e a organização do
Estado. As normas jurídicas formalmente promulgadas pelo Poder Legislativo fornecem a base
legal para o exercício da função administrativa, garantindo segurança jurídica e previsibilidade nas
relações entre o Estado e os cidadãos. A legislação define, por exemplo, os procedimentos para a
licitação e contratação pública, os critérios para a prestação de serviços públicos, e os mecanismos
de controle e fiscalização da Administração Pública.
A jurisprudência, por sua vez, consiste no conjunto de decisões dos tribunais que, ao interpretarem
e aplicarem as leis a casos concretos, contribuem para o desenvolvimento e a consolidação do
Direito Administrativo. As decisões judiciais não apenas esclarecem e complementam as
disposições legais, mas também adaptam a aplicação do direito às mudanças sociais e às
especificidades de cada situação. A jurisprudência desempenha um papel crucial na unificação da
interpretação das normas administrativas, orientando a atuação da Administração Pública e
oferecendo maior previsibilidade e segurança para os administrados.
jurisprudência, mas não são, por si só, criadores de normas jurídicas específicas.
78
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A legislação, indicada pela letra c, constitui a fonte primária do Direito, compreendendo as normas
jurídicas emanadas do Poder Legislativo e, em certos casos, normas complementares produzidas
pelo Poder Executivo, através de decretos e regulamentos. A legislação é caracterizada por sua
generalidade, abstração, permanência e obrigatoriedade, estabelecendo o arcabouço normativo
que regula as relações sociais, econômicas e políticas. Sua promulgação e publicação oficiais
garantem a sua autoridade e aplicabilidade, servindo como referência obrigatória para a atuação
do Estado e para o comportamento dos cidadãos.
A jurisprudência, mencionada pela letra a, é formada pelo conjunto de decisões judiciais que, ao
aplicarem a legislação a situações específicas, contribuem para a dinâmica interpretativa do
Direito. Essa fonte de informação jurídica adapta o Direito às necessidades do momento e às
particularidades dos casos concretos, garantindo a sua atualidade e flexibilidade. A reiteração de
decisões sobre casos similares gera precedentes que orientam futuras decisões, promovendo a
uniformidade e a previsibilidade na aplicação do Direito.
interpretação e aplicação do Direito Administrativo. Cada uma dessas fontes contribui de maneira
única para a evolução do Direito, assegurando sua adequação às mudanças sociais e à
complexidade das relações jurídico-administrativas.
79
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Esta escola se distingue por sua abordagem inovadora à função administrativa, propondo que o
foco da análise jurídica deve ser a prestação de serviços públicos à coletividade, em vez de se
concentrar exclusivamente no exercício do poder de autoridade. A ênfase na necessidade e na
prestação de serviços públicos reflete uma visão mais funcional e social do papel do Estado,
reconhecendo que a legitimidade da administração pública deriva de sua capacidade de atender
efetivamente às demandas sociais e contribuir para o bem-estar geral.
Os proponentes dessa corrente argumentam que a atividade administrativa do Estado deve ser
orientada pelo objetivo de satisfazer as necessidades essenciais da população, tais como saúde,
educação, segurança e infraestrutura. Essa perspectiva coloca o serviço público no centro da teoria
e prática do Direito Administrativo, destacando a importância de uma administração eficiente,
responsiva e voltada para os interesses da coletividade.
Portanto, a identificação da Escola do Serviço Público como a corrente doutrinária que enfatiza a
gestão pública como resposta às necessidades da vida coletiva reflete a relevância dessa
abordagem para a compreensão e aplicação do Direito Administrativo, reafirmando a importância
da função social do Estado na organização e execução das atividades administrativas.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
80
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Este conceito remonta às teorias de filósofos como Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques
Rousseau, que, apesar de apresentarem visões distintas sobre o contrato social, concordam que a
origem da sociedade e do Estado decorre de um acordo entre os indivíduos. Nesse acordo, para
garantir a paz social e a proteção contra as injustiças do estado de natureza, os indivíduos
concordam em ceder parte de sua liberdade e submeter-se a uma autoridade comum, instituindo
assim o governo político.
A ideia do contrato social também enfatiza que a legitimidade do poder estatal não é inerente ou
derivada de fontes divinas ou hereditárias, mas sim do acordo entre os cidadãos. Isso reforça
conceitos como soberania popular, justiça social e a necessidade de governança baseada em
princípios éticos e legais acordados coletivamente. Ao considerar o consentimento como base da
legitimidade do Estado, reconhece-se a essência democrática do governo e a centralidade dos
direitos e liberdades individuais na organização política.
Nozick argumenta contra teorias que defendem um Estado com amplos poderes de intervenção
na sociedade e na economia, propondo, em vez disso, um modelo de Estado limitado cuja função
primordial é proteger os direitos individuais dos cidadãos, incluindo a vida, a liberdade e a
propriedade. Segundo Nozick, qualquer extensão do papel do Estado além da proteção dessas
liberdades fundamentais requer justificação moral, pois poderia infringir os direitos individuais que
o próprio Estado se propõe a defender.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
81
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Essa abordagem reflete uma visão liberal clássica sobre o papel do Estado, enfatizando a
importância da autonomia individual, do mercado livre e da minimização da intervenção estatal na
vida dos cidadãos. Nozick argumenta que um Estado que ultrapassa esses limites e assume
funções redistributivas ou paternalistas compromete sua legitimidade moral, pois interfere na
liberdade individual e na justiça de transações voluntárias entre as pessoas.
Portanto, a garantia das liberdades fundamentais constitui, para Nozick, a justificação moral
essencial do Estado, delineando um modelo de governança que respeita os direitos individuais e
restringe o poder estatal à sua função básica de protetor desses direitos. Este conceito desafia
visões mais intervencionistas do Estado, provocando um debate crucial sobre a extensão do poder
estatal e o equilíbrio entre liberdade individual e ação coletiva na busca pelo bem comum.
O Direito Administrativo brasileiro, de fato, foi fortemente influenciado pelo Direito Francês,
especialmente em conceitos como a teoria da responsabilidade objetiva do Estado, a supremacia
do interesse público sobre o privado, a teoria do desvio de poder e o regime jurídico-administrativo
especial que confere prerrogativas e sujeições à Administração Pública. Essas contribuições são
fundamentais para a compreensão e aplicação do Direito Administrativo no Brasil, moldando a
relação entre Estado e cidadãos e garantindo a execução da função administrativa de acordo com
os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
82
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A Administração Pública em sentido orgânico ou formal (I) refere-se aos entes responsáveis pelo
exercício da atividade administrativa, abrangendo pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos.
Esta perspectiva enfatiza a estrutura da Administração, identificando os sujeitos que compõem a
Administração Direta e Indireta, tanto em nível federal, quanto estadual e municipal. Esse enfoque
destaca a organização institucional e os mecanismos através dos quais o Estado exerce suas
funções administrativas.
A afirmação III, por sua vez, apresenta uma interpretação incorreta ao sugerir que a Administração
Pública em sentido estrito, no que se refere ao aspecto subjetivo, incluiria apenas os órgãos
governamentais responsáveis pela função política. Este entendimento é limitado, pois a
Administração Pública, mesmo em uma concepção mais restrita, abrange não apenas os órgãos e
agentes que desempenham funções estritamente políticas, mas também aqueles envolvidos na
execução de atividades administrativas propriamente ditas. A função administrativa,
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Além disso, a Administração Pública em sentido estrito abrange tanto a Administração Direta
(órgãos sem personalidade jurídica que integram a estrutura dos poderes do Estado) quanto a
83
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Administração Indireta (entidades dotadas de personalidade jurídica própria, criadas por lei para a
realização de atividades específicas, como autarquias, fundações públicas, empresas públicas e
sociedades de economia mista). Esta abrangência reflete a diversidade e complexidade das tarefas
desempenhadas pelo Estado na gestão dos interesses coletivos e na satisfação das necessidades
da sociedade.
Esta visão está alinhada com os princípios do Direito Administrativo e da própria Constituição, que
orientam a atuação do Estado no sentido de garantir os direitos sociais e promover o
desenvolvimento nacional de forma sustentável. A Administração pública, portanto, deve agir com
base na eficiência, buscando sempre otimizar seus recursos para melhor atender às necessidades
da população.
Além disso, essa finalidade reflete o princípio da supremacia do interesse público sobre o privado,
fundamentando as ações e decisões administrativas na busca pelo bem comum. A prestação de
serviços públicos de qualidade é uma expressão concreta desse princípio, evidenciando o
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
compromisso do Estado com a realização dos objetivos sociais e com a melhoria contínua da
infraestrutura e dos serviços disponibilizados à sociedade.
Portanto, a prestação de serviços aos cidadãos não apenas constitui a finalidade primordial da
Administração pública, como também reforça o papel do Estado como promotor da justiça social e
do desenvolvimento, assegurando que todos tenham acesso às condições básicas para exercerem
84
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Este conceito subjetivo foca nos agentes e entidades que compõem a Administração pública,
destacando o papel dos órgãos governamentais e das entidades da administração direta e indireta
que são incumbidos de realizar a função administrativa. A função administrativa, por sua vez,
engloba a execução de políticas públicas, a prestação de serviços públicos, o exercício do poder de
polícia, entre outras atividades voltadas para a satisfação dos interesses da coletividade e o
cumprimento dos objetivos do Estado.
Esse entendimento reforça os princípios constitucionais que regem a Administração pública, como
a legalidade, a impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência, assegurando que o
exercício da função administrativa esteja alinhado com os valores democráticos e os objetivos
sociais do Estado. Ao definir a Administração pública em sentido subjetivo, ressalta-se a
responsabilidade dos órgãos e entidades do Estado na implementação das políticas públicas e na
promoção do bem-estar geral, reafirmando o compromisso do poder público com a legalidade, a
transparência e a eficácia na gestão dos interesses coletivos.
e mercado. A resposta correta é a letra C, que define o Estado como "instituição organizada
política, social e juridicamente, ocupando um território definido, e dirigida por um governo que
possui soberania reconhecida, onde a lei máxima é uma Constituição escrita".
Esta definição encapsula os elementos fundamentais que caracterizam o Estado como entidade
soberana dentro da ordem internacional. O conceito de Estado envolve a organização de uma
85
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
sociedade sob um governo que detém a autoridade máxima dentro de um território delimitado. A
soberania é um componente essencial, indicando a capacidade do Estado de exercer poder e
governar de forma autônoma, sem a interferência de entidades externas. A presença de uma
Constituição escrita como lei máxima sublinha o compromisso do Estado com a legalidade e com
a estruturação de sua governança sob princípios e regras claras, garantindo direitos e deveres aos
cidadãos.
Este conceito é crucial para a compreensão das dinâmicas políticas, sociais e jurídicas que
fundamentam a existência e o funcionamento do Estado. A instituição do Estado surge como
resposta à necessidade de organização e regulação das relações humanas em um território
específico, visando a promoção da ordem, da segurança e do bem-estar geral. A soberania e a
constituição escrita são pilares que asseguram a estabilidade jurídica e política, permitindo ao
Estado agir como árbitro nas relações sociais e como promotor do desenvolvimento.
As leis, como fontes primárias do Direito Administrativo, estabelecem o arcabouço legal no qual a
administração pública deve operar. Elas definem os procedimentos, as competências e as
limitações da atuação estatal, garantindo a previsibilidade e a segurança jurídica nas relações
entre o Estado e os cidadãos. A legislação é essencial para determinar as regras fundamentais de
organização e funcionamento da Administração Pública, assim como os direitos e deveres dos
administrados.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
86
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A jurisprudência, entendida como o conjunto de decisões dos tribunais, é uma fonte viva do Direito
Administrativo, refletindo a aplicação prática das normas a casos concretos. As decisões judiciais
servem como referência para a solução de litígios similares, garantindo uniformidade e
previsibilidade na interpretação das leis. A jurisprudência também desempenha um papel
fundamental na adaptação do Direito Administrativo às mudanças sociais e às necessidades
contemporâneas.
Os costumes, embora menos formalizados, representam práticas reiteradas que adquirem força
normativa ao serem reconhecidas como obrigatórias pela comunidade jurídica. Eles
complementam as lacunas legislativas e doutrinárias, refletindo a realidade prática da
administração e contribuindo para a flexibilidade e a adaptabilidade do Direito Administrativo.
Essa resposta sublinha uma característica essencial do Direito Administrativo: sua autonomia em
relação ao Direito Privado. O princípio da especialidade jurídica do Direito Administrativo se baseia
na existência de regras e princípios específicos que regem a atuação da Administração Pública, os
quais muitas vezes diferem substancialmente dos aplicáveis às relações privadas. Isso decorre,
principalmente, da necessidade de atender aos princípios constitucionais específicos deste ramo
do direito, como a supremacia do interesse público, a indisponibilidade dos interesses públicos e a
busca pela eficiência na prestação dos serviços públicos.
A doutrina de Hely Lopes Meirelles é enfática ao defender que as normas de Direito Administrativo
devem ser interpretadas conforme seus próprios princípios, sem recorrer a interpretações
extensivas que importem conceitos do Direito Privado de forma indiscriminada. Isso não significa
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
que o Direito Administrativo é completamente desvinculado do Direito Privado, mas que sua
interpretação e aplicação devem sempre levar em conta as particularidades da função
administrativa e os objetivos da Administração Pública.
87
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Este enfoque na Constituição como fonte primária do Direito Administrativo destaca a supremacia
da norma constitucional e reforça a necessidade de que toda atuação administrativa esteja
fundamentada em bases legais sólidas, respeitando os limites e os mandamentos estabelecidos
pela Constituição. Assim, reconhece-se o papel central da Constituição não apenas como
fundamento do ordenamento jurídico como um todo, mas também como guia essencial para a
interpretação e aplicação das leis administrativas, assegurando a legalidade, a legitimidade e a
efetividade da Administração Pública em sua missão de servir ao interesse público.
88
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
maneira direta. Nesse contexto, a referência ao termo "direta" realça a atuação administrativa
propriamente dita, isto é, as atividades realizadas pelo Poder Executivo e seus órgãos desdobrados
para a implementação de políticas públicas e a prestação de serviços à sociedade.
Por outro lado, a atividade judicial, identificada como atuação estatal "indireta", não se destina à
execução direta das políticas públicas, mas ao controle e à revisão da legalidade dos atos
administrativos e à solução de conflitos. O Poder Judiciário atua, portanto, como um mecanismo
de fiscalização e garantia dos direitos, assegurando que a atuação do Estado, por meio de seus
diversos órgãos e entidades, esteja em conformidade com a lei e com os princípios que regem a
Administração Pública.
Esta distinção entre atividade estatal direta e indireta é fundamental para compreender a
organização funcional do Estado e os papéis específicos desempenhados pelos diferentes poderes
no âmbito do sistema jurídico-político. Enquanto a Administração Pública direta, por meio do
Poder Executivo, busca atender às necessidades imediatas da população e implementar as
decisões políticas, o Poder Judiciário exerce um papel crítico de supervisão e controle, garantindo
a legalidade e a justiça nas ações estatais.
As leis em sentido estrito, por sua vez, detalham e complementam as disposições constitucionais,
regulamentando aspectos específicos da gestão pública, dos procedimentos administrativos, dos
serviços públicos, entre outros temas relevantes para o Direito Administrativo. Essas normas são
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
elaboradas pelo Poder Legislativo, seguindo o processo legislativo estabelecido pela Constituição, e
possuem força obrigatória, devendo ser observadas tanto pelos agentes públicos quanto pelos
administrados.
A classificação da lei em sentido estrito como fonte primária do Direito Administrativo reafirma a
importância da legalidade na Administração Pública. Esse princípio assegura que toda a atuação
89
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Doutrina (I) - Z: A doutrina, composta pelos estudos teóricos, análises e interpretações dos juristas,
é essencial para distinguir as regras aplicáveis a cada um dos subramos do saber jurídico. Ela
influencia tanto na elaboração da Lei quanto nas decisões judiciais, fornecendo uma base
intelectual sólida para a compreensão e o desenvolvimento do Direito Administrativo. Através da
doutrina, conceitos são esclarecidos, princípios são aprofundados, e a legislação é interpretada,
contribuindo significativamente para o enriquecimento do direito administrativo.
Jurisprudência (II) - X: A jurisprudência, formada pelo conjunto de decisões dos tribunais, influencia
fortemente o Direito Administrativo ao traduzir a reiteração de decisões contenciosas. Essas
decisões criam precedentes que orientam a aplicação das normas administrativas em situações
futuras, garantindo consistência e previsibilidade na interpretação do direito. A jurisprudência
permite a adaptação do Direito Administrativo às mudanças sociais e às necessidades específicas
da administração pública e dos administrados.
Costume (III) - Y: O costume, entendido como práticas reiteradas reconhecidas como obrigatórias
pela comunidade, tem tido utilização crescente no Direito Administrativo, especialmente em razão
de lacunas ou deficiências na legislação. Os costumes complementam as normas escritas,
oferecendo soluções baseadas na tradição e na prática administrativa consolidada. Eles refletem o
entendimento comum e a expectativa dos sujeitos quanto à aplicação do Direito Administrativo,
preenchendo vazios legislativos e garantindo a continuidade da ordem jurídica.
Lei (IV) - X: A Lei, como fonte primária do Direito Administrativo, estabelece o arcabouço normativo
fundamental que rege a organização, o funcionamento e as atividades da Administração Pública.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
As leis definem os princípios que devem nortear a atuação administrativa, os direitos e deveres dos
administrados, e os procedimentos a serem seguidos pela administração. A legislação garante a
segurança jurídica e a previsibilidade necessárias para o funcionamento eficaz do Estado e a
proteção dos direitos dos cidadãos.
A correlação correta (D) destaca o papel singular de cada fonte do Direito Administrativo,
90
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
ressaltando como doutrina, jurisprudência, costume e lei trabalham de forma complementar para
moldar um sistema jurídico-administrativo coeso, dinâmico e adaptável às necessidades da
sociedade e aos desafios da gestão pública.
Conceito:
Conjunto de normas jurídicas (regras e princípios) que regem a Administração Pública em sua
relação: (I) interna; (II) com agentes públicos; (III) com os contratados; (IV) com os particulares; (V)
com os bens e (VI) com todas suas atividades.
1. Princípio da legalidade:
Surgiu com o Estado de Direito e quer proteger os direitos individuais em face da atuação do
Estado.
A atividade administrativa deve ser autorizada por lei, exercida dentro dos limites que a lei
estabelecer e seguindo o procedimento que a lei exigir.
Dimensões:
1. Princípio da supremacia da lei.
2. Princípio da reserva legal.
Aplicação teórica: “Enquanto no âmbito particular é lícito fazer tudo o que a lei não proíbe, na
administração pública só é permitido fazer o que a lei autoriza”.
Aplicação prática (exemplos): imperativo de previsão legal para cobrar exame psicotécnico ou
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
91
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
2. Princípio da impessoalidade:
Finalidade Pública:
Isonomia:
Sem distinção da pessoa que está se relacionando com a administração, o tratamento sempre será
isonômico.
boa-fé e à lealdade.”
Deve ser observado pelos agentes públicos e pelos particulares que se relacionam com a
Administração Pública.
92
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
1. nepotismo;
2. publicidade governamental com o fim de autopromoção de autoridade pública;
3. atos de favorecimento do próprio agente público;
4. colas em concursos públicos;
5. conspirações em licitações etc.
O princípio da moralidade possui vida autônoma, não se confunde com o princípio da legalidade.
A moralidade é em requisito de validade do ato administrativo, e sua não observância pode
resultar na invalidação do ato.
A invalidação de ato administrativo imoral pode ser determinada pela própria Administração
(autotutela) ou pelo Poder Judiciário.
1. ação popular;
2. ação de improbidade administrativa.
4. Princípio da publicidade:
Manifestação:
1. direito à certidões em repartições públicas;
2. direito de petição;
3. direito de acesso dos usuários a assentamentos administrativos e atos de governo;
4. direito a receber dos órgãos públicos dados de seu interesse particular, ou de interesse coletivo
ou geral, com exceção daquelas cujo sigilo seja imperativo à segurança da sociedade e do Estado,
etc.;
93
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
depois da homologação do certame, deve ser feita pessoalmente ao interessado, não sendo
suficiente a simples publicação no diário oficial (STJ).”
A publicidade governamental deve ter caráter educativo, informativo e de orientação, não
podendo servir para autopromoção do agente público.
5. Princípio da eficiência:
Exige:
1. atividade administrativa cumprida com presteza, perfeição e rendimento funcional;
2. resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da
comunidade e de seus membros;
3. produtividade elevada, economicidade, qualidade e agilidade dos serviços prestados, diminuição
dos desperdícios e desburocratização.
Aspectos:
94
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
1. Princípio da proporcionalidade:
Exige do administrador uma conduta equilibrada, balanceada, sem excessos, proporcional ao fim a
que se destina.
É uma das facetas do princípio da razoabilidade.
2. Princípio da razoabilidade:
3. Princípio da motivação:
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
95
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A motivação pode ser prévia ou concomitante ao ato. A motivação ulterior pode resultar na
invalidação do ato administrativo, sendo, em casos específicos, possível a convalidação.
Admite-se a motivação aliunde, aquela que não se encontra no próprio texto do ato praticado, mas
em outro local, expressamente indicado naquele ato.
Não se admitem motivações genéricas ou insuficientes.
4. Princípio da autotutela:
Conteúdo: “A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os
tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência
ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação
judicial” (Súmula 473 do STF).
Aspectos:
Formas de exercício:
Limite temporal anular atos administrativos em face da autotutela: 5 anos (prazo decadencial),
salvo má-fé do beneficiário.
1. atos vinculados;
2. atos que exauriram seus efeitos;
3. atos que estiverem sob apreciação de autoridade superior;
4. meros atos administrativos;
5. atos que integram um procedimento;
6. atos que geram direitos adquiridos;
7. Seu exercício, sempre que afetar direitos individuais, deve ser precedido do devido processo
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
96
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Objetivo: garantir a estabilidade das relações jurídicas consolidadas e a certeza das consequências
jurídicas dos atos praticados pelos indivíduos nas suas relações sociais.
Consequências: vedação a interpretação retroativa de norma jurídica; limitação temporal ao
exercício da autotutela; respeito ao direito adquirido, à coisa julgada e ao ato jurídico perfeito etc.
97
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Conteúdo: “presume-se que os atos praticados pela Administração são verdadeiros e praticados de
acordo com as normas legais”.
Aspectos:
1. presunção de verdade (relativa à veracidade das alegações da Administração); e
2. presunção de legalidade (relativa à adequação do ato às normas legais).
3. Presunção relativa (juris tantum), tendo o efeito de inverter o ônus da prova.
Consequências:
1. decisões administrativas possuem execução imediatas;
2. decisões administrativas podem criar obrigações particulares, ainda que estes não concordem;
3. em algumas situações, a própria Administração pode executar suas próprias decisões.
Consiste na criação de entidades da Administração Indireta, que irão prestar serviços públicos de
forma descentralizada e com especialização de função.
Relaciona-se com princípios da legalidade e da indisponibilidade do interesse público.
Não é pertinente às parcerias firmadas pelo Poder Público com organizações do terceiro setor.
Consequências:
1. possibilidade de o superior rever os atos dos subordinados;
2. possibilidade de o superior delegar ou avocar competências;
3. possibilidade de punição do subordinado;
4. dever de o subordinador obedecer as ordens do seu superior, salvo as manifestamente ilegais.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
98
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
4) Realidade Brasileira
Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos
Sumário
99
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Conteúdo Teórico
A primeira missa em solo brasileiro foi celebrada em 26 de abril por Frei Henrique de Coimbra,
marcando um momento simbólico de cristianização. Inicialmente, a terra foi nomeada como Ilha
de Vera Cruz, mudando posteriormente para Terra de Santa Cruz ao perceberem que se tratava de
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Inicialmente, a Coroa portuguesa não priorizou a colonização das novas terras, focando mais no
comércio com as Índias. No entanto, a riqueza das terras brasileiras, principalmente o pau-brasil,
atraiu a atenção de outras potências europeias, levando os portugueses a iniciar a colonização
100
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Este contexto histórico do descobrimento do Brasil se insere no período das grandes navegações,
marcado pela competição entre Portugal e Espanha na exploração oceânica. O Tratado de
Tordesilhas de 1494 foi crucial para definir as áreas de influência de cada país, estipulando que as
terras a leste de uma linha imaginária pertenceriam a Portugal, enquanto as a oeste seriam da
Espanha. Este tratado foi fundamental para assegurar a posse portuguesa sobre o Brasil.
A chegada dos portugueses ao Brasil, portanto, foi mais do que um mero descobrimento; foi um
marco na expansão marítima europeia e no início da história do que viria a ser o Brasil
Inicialmente, entre 1500 e 1530, no chamado Período Pré-Colonial, a principal atividade econômica
era a exploração do pau-brasil. Essa madeira, abundante na Mata Atlântica, especialmente nas
regiões costeiras, era valiosa por seu pigmento vermelho, usado para tingimento. Portugal enviou
expedições para extração dessa madeira, marcando o início do Ciclo do Pau-Brasil.
Em 1534, foi implantado o sistema de Capitanias Hereditárias. O território brasileiro foi dividido em
14 capitanias, distribuídas entre membros da nobreza portuguesa de confiança do rei D. João III.
No entanto, esse sistema não obteve muito sucesso, com destaque apenas para as capitanias de
Pernambuco e São Vicente.
A economia do Brasil Colônia foi marcada inicialmente pelo Ciclo da Cana-de-Açúcar, escolhido
como principal atividade econômica devido à sua adaptabilidade ao clima nordestino e demanda
europeia. Este ciclo econômico foi caracterizado por grandes propriedades (latifúndios), foco na
exportação, monocultura e uso intensivo de mão-de-obra escrava, inicialmente indígena e
101
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A sociedade colonial foi marcada pela presença de três grandes grupos étnicos: indígenas, negros
africanos e brancos europeus, principalmente portugueses. A diversidade cultural desses grupos
contribuiu para a formação de uma sociedade miscigenada, com intensas trocas culturais e sociais.
Durante o Brasil Colônia, também houve ameaças ao domínio português, como invasões francesas
e holandesas, que buscavam estabelecer colônias e explorar as riquezas da região. Estes conflitos
resultaram em episódios como a França Antártica no Rio de Janeiro e a ocupação holandesa em
Pernambuco, sob o governo de Maurício de Nassau.
As Rebeliões Nativistas ocorreram entre os séculos XVII e XVIII, marcadas principalmente por
conflitos e insatisfações com a Coroa Portuguesa. Estas revoltas surgiram em resposta a uma série
de medidas impostas pela metrópole que desfavoreciam os interesses dos colonos brasileiros,
como o monopólio do comércio, altos impostos, e restrições comerciais. Estes movimentos não
buscavam a independência, mas sim uma maior autonomia dentro do sistema colonial.
Guerra dos Emboabas (1708-1709): Esta revolta aconteceu em Minas Gerais, envolvendo um
conflito entre bandeirantes paulistas e colonos de outras regiões, principalmente
portugueses, pelo controle das minas de ouro.
Revolta de Filipe dos Santos ou Revolta de Vila Rica (1720): Aconteceu em Vila Rica, atual Ouro
Preto, em Minas Gerais, liderada por Filipe dos Santos contra a cobrança de altos impostos
sobre o ouro e a criação das Casas de Fundição.
102
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Outras revoltas notáveis incluem a Revolta do Sal, a Revolta da Cachaça, a Conjuração de Nosso
Pai, e os Motins do Maneta. Estes movimentos demonstraram a crescente tensão entre os colonos
e a metrópole portuguesa, preparando o terreno para futuros movimentos emancipacionistas e a
luta pela independência do Brasil.
A colonização portuguesa da América, especialmente o que hoje conhecemos como Brasil, foi um
processo complexo e multifacetado que moldou significativamente a configuração territorial e
cultural da região.
Expansão Territorial: No século XVII, houve uma expansão territorial significativa, com
expedições ao norte, centro-oeste e sul do Brasil. Esse período marcou a fundação de
importantes cidades e fortificações, como Belém do Pará.
Economia e Sociedade
103
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Tráfico Negreiro e Escravidão: A mão de obra escrava, especialmente africana, foi um pilar
fundamental na economia colonial, sendo utilizada tanto nas plantações de açúcar quanto,
posteriormente, nas minas de ouro.
Transformações Políticas
● Tratado de Tordesilhas: Este tratado foi crucial para definir os territórios de influência de
Portugal e Espanha na América, influenciando diretamente a configuração territorial da
América Portuguesa.
União Ibérica: A união de Portugal e Espanha sob a coroa espanhola, conhecida como União
Ibérica, impactou diretamente a América Portuguesa, tornando-a alvo de ataques de
potências europeias e modificando as dinâmicas políticas e econômicas da região.
A colonização portuguesa da América foi um processo marcado por desafios, conflitos e
adaptações, resultando numa mistura única de culturas e na formação de uma sociedade
complexa. Esses aspectos são fundamentais para entender a história e a configuração territorial da
América Portuguesa.
2. Aspectos Econômicos
atividade econômica no Brasil. Martim Afonso de Sousa foi responsável pela introdução das
primeiras mudas de cana-de-açúcar e pela instalação do primeiro engenho na Capitania de São
Vicente.
Os engenhos foram as unidades produtivas centrais do ciclo do açúcar. Eles foram estabelecidos
em grandes propriedades (latifúndios) e utilizavam mão-de-obra escrava, inicialmente indígena e
104
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
O Pacto Colonial, um conjunto de regras impostas pela metrópole portuguesa, estabelecia que o
Brasil só podia comercializar com Portugal. Isso criou um monopólio comercial, no qual a colônia
vendia produtos a preços baixos para a metrópole e comprava produtos manufaturados e escravos
a preços elevados.
Durante os séculos XVI e XVII, o Brasil se tornou o maior produtor de açúcar do mundo, com
Pernambuco, Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro sendo as principais regiões produtoras. No entanto,
a economia açucareira entrou em crise no século XVII, principalmente devido à concorrência dos
engenhos nas Antilhas holandesas e inglesas, que produziam açúcar mais barato e de melhor
qualidade.
A crise se aprofundou no século XVIII com o deslocamento do foco econômico para a exploração
do ouro em Minas Gerais.
Assim, o Ciclo do Açúcar foi fundamental para a consolidação da colonização portuguesa no Brasil,
influenciando significativamente a formação social, econômica e cultural do país
O Ciclo do Ouro foi uma fase importante na história econômica e social do Brasil Colônia,
iniciando-se no final do século XVII e estendendo-se ao longo do século XVIII. Este período foi
marcado pela descoberta e exploração de ouro e outros metais preciosos, principalmente nas
regiões de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
105
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
O Ciclo do Ouro também impactou a estrutura social, com o surgimento de uma nova elite
formada por proprietários de minas e comerciantes enriquecidos pela mineração.
Controle e Tributação da Coroa Portuguesa
● A Coroa Portuguesa buscou controlar a exploração e o comércio do ouro por meio de leis e
impostos. O quinto era um dos impostos mais significativos, representando 20% de todo o
ouro extraído, que deveria ser entregue à Coroa.
As Casas de Fundição foram estabelecidas para garantir o controle sobre a produção de ouro e
a arrecadação de impostos.
Consequências e Declínio
● O Ciclo do Ouro teve um papel importante na interiorização da colonização portuguesa e na
expansão territorial do Brasil.
Esse período também é marcado por um forte impacto na formação cultural, social e
econômica do Brasil, influenciando a história do país até os dias atuais.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
O Ciclo do Ouro foi, portanto, uma fase de grande prosperidade econômica, mas também de
profundas transformações sociais e culturais, que moldaram de maneira significativa a história do
Brasil
106
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
As Revoltas Nativistas no Brasil Colônia foram uma série de movimentos que ocorreram entre os
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
séculos XVII e XVIII. Estas revoltas representaram o descontentamento dos colonos brasileiros com
diversas políticas impostas pela Coroa Portuguesa. É importante notar que esses movimentos não
buscavam a independência do Brasil, mas sim uma maior autonomia dentro do sistema colonial.
107
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Revolta de Beckman (1684): Aconteceu no Maranhão, liderada pelos irmãos Beckman, contra
o monopólio da Companhia Geral de Comércio do Estado do Maranhão.
Guerra dos Emboabas (1708-1709): Conflito em Minas Gerais entre bandeirantes paulistas e
colonos de outras regiões (chamados de emboabas) pela exploração das minas de ouro.
Revolta de Filipe dos Santos ou Revolta de Vila Rica (1720): Liderada por Filipe dos Santos em
Vila Rica (atual Ouro Preto), motivada pela cobrança de altos impostos sobre a extração de
ouro.
Essas revoltas foram essenciais para entender a formação da identidade e das tensões sociais e
econômicas que permearam a história do Brasil Colônia. Elas refletiam as contradições do sistema
colonial e o crescente descontentamento com as restrições impostas pela metrópole
A Inconfidência Mineira, também conhecida como Conjuração Mineira, foi um dos mais
importantes movimentos sociopolíticos da história do Brasil. Ocorrida em 1789, na Capitania de
Minas Gerais, a revolta tinha como principal objetivo a independência da região mineira do
domínio português.
Derrama: A Coroa Portuguesa, para recuperar os tributos em atraso, impôs a Derrama, que
era uma cobrança forçada de impostos.
Influências Externas: O movimento foi influenciado pelas ideias iluministas europeias e pela
Independência dos Estados Unidos.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Principais Participantes:
O movimento teve como principais líderes figuras como Joaquim José da Silva Xavier, conhecido
como Tiradentes, Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa, e outros intelectuais, poetas e
membros da elite local.
Desenvolvimento e Repressão:
● A Inconfidência foi descoberta antes de sua execução plena, o que levou à prisão dos
108
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
conspiradores.
Tiradentes, posteriormente, foi reconhecido como mártir e herói nacional, e seu dia de
execução, 21 de abril, é feriado nacional no Brasil.
Este movimento é um marco na história do Brasil, representando um dos primeiros grandes
passos rumo à independência e refletindo as tensões e descontentamentos que permeavam a
sociedade colonial brasileira.
Causas e Contexto:
● A revolução foi motivada por uma crise socioeconômica prolongada no Nordeste,
especialmente devido à desvalorização do açúcar e do algodão no mercado externo.
A situação foi agravada pelo aumento de impostos após a transferência da Corte portuguesa
para o Brasil em 1808, elevando o custo de vida e intensificando o descontentamento entre os
pernambucanos.
Desenvolvimento do Movimento:
● A Revolução Pernambucana teve início em 6 de março de 1817, com o assassinato do
brigadeiro português Manoel Joaquim Barbosa de Castro por José de Barros Lima, em
resposta à sua prisão.
109
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Arquitetura: As primeiras construções eram simples, feitas de madeira ou taipa e cobertas por
palha. Com o tempo, surgiu uma arquitetura religiosa mais elaborada, seguindo inicialmente o
estilo maneirista e, posteriormente, evoluindo para o Barroco, com características únicas em
cada região do Brasil.
110
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Religião: O catolicismo era a religião dominante, mas o sincretismo religioso era comum, com
a fusão de elementos do catolicismo com práticas religiosas africanas e indígenas.
Música e Dança: A música colonial incluía gêneros de origem europeia, como a modinha e o
fandango, e também o lundu, considerado o primeiro gênero musical brasileiro. Danças e
manifestações culturais como a capoeira e a congada surgiram durante este período.
Contribuições Indígenas:
● Os indígenas influenciaram significativamente a cultura brasileira, contribuindo com aspectos
linguísticos, culinários e práticas culturais.
Muitos termos do vocabulário brasileiro têm origem indígena, e práticas como o uso da
mandioca em diversos alimentos são heranças desse grupo.
No folclore, danças e festas como as cavalhadas e festas juninas foram incorporadas à cultura
brasileira.
111
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Contribuição Africana:
● A cultura africana marcou profundamente o Brasil, especialmente em aspectos como a
culinária (vatapá, acarajé), as danças e as religiões afro-brasileiras (candomblé, umbanda).
Instrumentos musicais como o tambor, atabaque e berimbau, e danças como a capoeira são
exemplos da influência africana.
Impacto dos Imigrantes:
● Com a abertura dos portos em 1808, o Brasil recebeu várias ondas de imigração, enriquecendo
ainda mais sua cultura. Italianos, alemães, japoneses, entre outros, trouxeram consigo
aspectos de suas culturas, que se mesclaram à identidade brasileira.
1. CEBRASPE 2018
No século XV, navegadores europeus rumaram ao sul do Estreito de Gibraltar e alcançaram
diferentes pontos da costa africana. Em 1492, a expedição de Colombo atravessou o Atlântico e
desembarcou no Caribe. Em 1498 uma esquadra portuguesa alcançou Calicute, na Índia, e, em
1500, Cabral chegou ao Brasil. Esses eventos receberam diferentes nomes (descobrimentos,
112
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
navegações etc.) e permitiram que os europeus conhecessem povos e culturas diferentes, bem
como estabelecessem sistemas de trocas com eles.
A respeito dos descobrimentos e de aspectos relacionados a esses eventos, julgue o item a seguir.
A escravização de indígenas na região açucareira do Brasil, onde hoje também se situa Alagoas, foi
relativamente comum no século XVI.
Certo
Errado
2. CEBRASPE 2017
No começo do século XX, algumas regiões progrediam muito, mas amplas extensões no campo
eram extremamente pobres, carentes, com populações que ficaram à margem do progresso. É o
caso de quase todos os estados do Nordeste, onde a grande maioria das pessoas servia de mão de
obra a grandes proprietários ou cultivava uma terrinha, muito precariamente. Getúlio Vargas deu
pouca importância aos trabalhadores que continuaram no campo. Nunca realizou e, ao que tudo
indica, nunca pretendeu realizar uma reforma agrária, e tampouco estendeu aos trabalhadores
rurais a legislação instituída no meio urbano.
Boris Fausto. História do Brasil. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação a Distância, Cadernos da TV Escola, 2002, p. 44 e 60 (com
adaptações).
Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir, relativos à
história brasileira.
Certo
Errado
3. CESGRANRIO 2016
Um período bem conhecido da história colonial corresponde às Bandeiras, expedições lançadas
através do continente, com a bênção distante da Coroa, que contribuíram fortemente para
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
estender o domínio português. Seu foco principal foi um povoado nascido ao redor de um colégio
fundado pelos jesuítas, surgindo, a partir disso, uma aldeia.
THÉRY, H.; MELLO, N. Atlas do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2008.p. 34. Adaptado.
113
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
b) Recife
c) São Paulo
d) Vitória
e) Salvador
4. CEBRASPE 2013
Por volta de 12 mil anos atrás, quando começaram a cultivar a terra e a domesticar os animais, os
seres humanos assumiram o controle. Começaram o que hoje se denomina “seleção artificial”. Em
vez de a natureza escolher e disseminar os espécimes mais bem-sucedidos no ambiente natural,
os seres humanos começaram a escolher, produzir e criar aqueles que melhor lhes servissem.
Christopher Lloyd. O que aconteceu na Terra?
A história do planeta, da vida e das civilizações, do big-bang até hoje. Rio de Janeiro: Intrínseca,
2011, p. 111.
Certo
Errado
5. CESGRANRIO 2011
Durante os mais de trezentos anos de colonização, a América Portuguesa passou por diversas
alterações em sua estrutura político-administrativa.
Qual das associações abaixo apresenta a relação entre o evento e a sua causa direta?
a) Criação do Vice-Reino do Brasil – Tratado de Santo Ildefonso
b) Fim das Capitanias Hereditárias – domínio espanhol durante a União Ibérica
c) Criação do Estado do Maranhão – ameaças estrangeiras à região amazônica
d) Mudança da capital para o Rio de Janeiro – ocupação holandesa do Nordeste
e) Subordinação do Vice-Rei ao Conselho Ultramarino – Insurreição Pernambucana
6. CEBRASPE 2010
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
No que se refere ao processo histórico europeu a partir do período medieval, julgue o item
seguinte.
A colonização do Brasil pelos portugueses fez-se em obediência à lógica feudal, daí a ênfase na
agricultura, por meio da cana-de-açúcar.
114
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Certo
Errado
7. CESGRANRIO 2009
O contato entre indígenas e europeus durante a colonização da América tem sido recentemente
alvo de novas abordagens historiográficas. De acordo com a pesquisadora Maria Regina Celestino,
“Em nossos dias, as novas propostas teóricas da antropologia e da história, disciplinas que ao se
aproximarem desenvolvem e ampliam a noção de cultura, têm permitido uma outra compreensão
das relações de contato entre índios e europeus, de suas experiências no interior dos aldeamentos
e, consequentemente, da própria história indígena do Brasil.”
CELESTINO, Maria Regina. Identidades étnicas e culturais: novas perspectivas para a história, In:
Martha Abreu e Rachel Soihet (orgs.). Ensino de história: temática, conceitos e metodologia. Rio de
Janeiro. Casa da Palavra. 2002. p. 28.
8. CESGRANRIO 2008
Desde o período colonial, a ocupação e a colonização da região dos vales dos rios Madeira, Mamoré
e Guaporé foram focos de preocupação dos governos brasileiros porque essa área
a) representava importante pólo de atividade mercantil, vinculado à formação de lavouras e
exportação de cacau.
b) representava importante via de rota comercial e seu controle garantia a posse territorial e a
integridade de fronteira.
c) foi dominada por missões jesuíticas que passaram a constituir um “Estado religioso dentro do
Estado”.
d) estava sujeita às frequentes inundações da Bacia Amazônica, que destruíam qualquer tentativa
de ocupação da região.
e) viabilizou o apresamento de indígenas para trabalhar nos seringais da Amazônia Ocidental.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
9. CESGRANRIO 2008
“(…) Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos,
traziam arcos com setas. Vinham todos rijamente sobre o batel; e Nicolau Coelho fez sinal que
pousassem os arcos. E eles pousaram (…)”
Desta forma, Pero Vaz de Caminha descrevia o primeiro encontro entre portugueses e nativos. Ao
115
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
José Jobson de A. Arruda e Nelson Piletti. Toda a História. São Paulo: Ática, 2001, p. 161 (com
adaptações).
116
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A colonização do Brasil se fez sob princípios feudais, o que explica a utilização intensiva de mão-
de-obra servil.
Certo
Errado
Apesar do propósito explicitado no texto acima, a História tem mostrado que os objetivos dos
colonizadores europeus na América e, consequentemente, na Amazônia, eram,
fundamentalmente, econômicos, já que o nativo era visto pelos povoadores, principalmente como:
a) alguém que deveria ser convertido para o cristianismo, o que, sem sombra de dúvida, salvaria
sua alma.
b) um excelente intermediário na conquista do território, já que conhecia a topografia da região.
c) um desafio e uma oportunidade de mostrar o poder militar europeu, devido ao caráter arredio
do indígena nos primeiros contatos com o colonizador.
d) mão-de-obra compulsória, essencial para a manutenção de um vasto império colonial.
e) moeda de troca na obtenção de produtos manufaturados europeus.
No Brasil, os primeiros núcleos urbanos surgiram em função do cultivo do café, no vale do rio
Paraíba do Sul.
Certo
Errado
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
117
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Sobre um relevo acidentado, em uma região de clima semiárido, períodos alternados de chuva e
de seca promovem fortes mudanças na paisagem. Em um momento, a vegetação é exuberante e
há uma surpreendente diversidade de flores de cores vivas. Em outro, a vegetação seca e perde
suas folhas. É quando as formações rochosas se destacam sobre a vegetação desnudada.
Os registros rupestres, pintados ou gravados sobre as paredes rochosas, são formas gráficas de
comunicação utilizadas pelos grupos pré-históricos que habitaram a região do parque. As
representações gráficas abordam uma grande variedade de formas, cores e temas. Foram pintadas
cenas de caça, sexo, guerra e de diversos aspectos da vida cotidiana e do universo simbólico dos
seus autores. O estudo desses registros possibilita o reconhecimento de temas recorrentes e a
identificação de diferentes maneiras de representá-los. Pode-se dizer, ainda, que são pistas da
forma de vida dessas populações.
Internet: <www.fumdham.org.br>.
Considerando o texto acima e os múltiplos aspectos por ele suscitados, julgue o item.
Uma das primeiras atividades de grande expressão econômica para o Brasil, nos primeiros séculos
de ocupação europeia, foi a plantação de cana-de-açúcar no Nordeste.
Certo
Errado
Durante o período colonial, predominou o trabalho escravo indígena nos engenhos de açúcar do
Nordeste brasileiro.
Certo
Errado
“Eu, El-Rei, faço saber a vós, Tomé de Sousa, fidalgo de minha casa, que (...) ordenei hora de
mandar nas ditas terras fazer uma fortaleza e povoação grande e forte em um lugar conveniente,
para daí se dar favor e ajuda às outras povoações da costa do Brasil e se ministrar a justiça (...). A
Bahia de Todos os Santos é o lugar mais conveniente da costa do Brasil para se poder fazer a dita
povoação e assento, assim pela disposição do porto e rios que nela entram, como pela bondade,
abastança e saúde da terra.”
118
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A partir do documento, quem foi Tomé de Sousa, a que povoação(ões) o regimento se referia e
qual(ais) o(s) motivo(s) da sua fundação?
a) Fidalgo português, primeiro Governador Geral do Brasil - Salvador - “dar favor e ajuda às
povoações”.
b) Comandante português, nomeado para lançar os fundamentos da ocupação efetiva da terra -
São Vicente e Piratininga - acesso aos metais preciosos.
c) Fidalgo português, pertencente às Câmaras Municipais dos “homens bons” e dono de terras -
Salvador - fundada para constituição de famílias católicas na Colônia, acolhendo meninas órfãs de
Portugal.
d) Fidalgo, primeiro vice-rei do Brasil - Rio de Janeiro - transferência da Família Real.
e) Segundo Governador Geral do Brasil - Salvador - realização de entradas ao interior em busca das
riquezas minerais, combatendo tribos rebeladas.
1989. p. 24.
119
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Os relatos espetaculares sobre a Amazônia, presentes nos depoimentos dos indígenas e nas
crenças europeias, contrapunham, a todo momento, duas visões da nova terra: a
Antilhas, onde prosseguiram com a cultura do açúcar, passando a ser durante os séculos XVII e
XVIII, concorrentes do Brasil no abastecimento do mercado europeu.
Quando o açúcar brasileiro perdeu força no mercado internacional, uma nova etapa da economia
brasileira vem a se consolidar.
120
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A cidade de São Paulo foi fundada como um resultado direto das atividades dos bandeirantes no
período colonial brasileiro. Inicialmente, São Paulo surgiu como um povoado ao redor do colégio
jesuíta estabelecido em 1554. Com o tempo, as expedições dos bandeirantes, partindo dessa
localidade, contribuíram significativamente para a expansão territorial do domínio português na
América do Sul. Essas expedições buscavam escravizar indígenas e explorar recursos naturais,
estendendo as fronteiras da colônia para além dos limites originalmente estabelecidos pelo
121
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Tratado de Tordesilhas.
122
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Resposta: Errado
Afirmar que a colonização do Brasil se fez sob princípios feudais é incorreto. Embora a sociedade
colonial fosse agrária e utilizasse intensivamente a mão-de-obra escrava, as características do
colonialismo português não correspondem ao feudalismo. A economia colonial era orientada para
a exportação e integrada ao comércio mercantil europeu, diferindo do sistema feudal europeu, que
era baseado em relações servis e uma economia mais localizada e autossuficiente. A estrutura
123
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
124
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
indígenas à escravidão e às doenças trazidas pelos europeus, às quais os indígenas eram mais
suscetíveis.
125
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
política, mas também foram influenciadas por ideais iluministas e pelo exemplo da independência
americana. Portanto, a situação econômica foi um fator importante, mas não o único a motivar
esses movimentos.
Dica: Lembre-se de que a chegada dos portugueses não foi um encontro pacífico. A relação com os
povos indígenas foi marcada por conflitos, trocas culturais e a imposição de novas estruturas.
126
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Dica: Observe como as expedições, como as Bandeiras e as Entradas, contribuíram para a expansão
territorial e o estabelecimento de fronteiras do Brasil atual.
Dica: Considere a importância do Nordeste no ciclo do açúcar, e como isso moldou a sociedade e
economia da região.
Dica: Foque no impacto do ciclo do ouro na migração interna, urbanização e mudanças sociais,
incluindo o surgimento de conflitos e movimentos de resistência.
Dica: Estude as causas dessas revoltas, muitas vezes ligadas ao descontentamento com a alta
tributação e a falta de representação política.
127
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Dica: Lembre-se de analisar as influências externas, como a independência dos Estados Unidos, e
as internas, como a opressão fiscal, na Inconfidência Mineira.
Dica: Entenda este movimento como um importante exemplo de luta pela autonomia regional e
liberdade, influenciado por ideais iluministas.
Dica: Observe como a mistura de povos e tradições durante o período colonial deu origem a uma
identidade cultural única no Brasil.
128
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
5) Realidade Brasileira
Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos
2. Envelhecimento Populacional
2.1. Aumento da Expectativa de Vida
2.2. Impactos Socioeconômicos do Envelhecimento
129
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
3. O Brasil Étnico-Racial
3.1. Composição Étnico-Racial
3.2. Desigualdades e Políticas Públicas
Conteúdo Teórico
A falta de registros detalhados dificulta uma análise precisa, mas estima-se que em 1550, a
população era de cerca de 15.000 pessoas, aumentando para aproximadamente 100.000 em 1600.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
A população continuou a crescer lentamente até o início do século XIX. Fontes como o IBGE
fornecem estimativas de crescimento populacional para este período, ilustrando a evolução
demográfica desde os primeiros anos de colonização.
130
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Essas tendências demográficas podem ser visualizadas em gráficos e tabelas disponíveis no portal
do IBGE, que oferece uma visão abrangente da evolução populacional brasileira ao longo dos
séculos.
Para uma análise mais detalhada, você pode consultar os recursos do IBGE sobre a evolução da
população brasileira e IBGE Brasil em Síntese, que oferecem informações valiosas para uma
compreensão técnica aprofundada do crescimento populacional no Brasil.
Envelhecimento da População:
Outra característica marcante da dinâmica populacional brasileira atual é o envelhecimento da
131
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
população. Com o aumento da expectativa de vida e a redução das taxas de natalidade, a parcela
de idosos na população total tem aumentado. Isso traz desafios significativos para as políticas
públicas, especialmente nas áreas de saúde, previdência social e mercado de trabalho.
Projeções Futuras:
Projeções futuras indicam que o Brasil pode experimentar uma estabilização ou até mesmo uma
redução em sua população total nas próximas décadas. Isso é resultado da combinação de baixas
taxas de natalidade com o aumento da expectativa de vida. Essas mudanças demográficas terão
implicações profundas em várias áreas, desde o planejamento urbano até políticas de educação e
saúde.
2. Envelhecimento Populacional
O envelhecimento da população brasileira é um fenômeno demográfico de grande relevância, com
impactos significativos em várias esferas da sociedade. Este subcapítulo foca nas causas,
características e implicações desse envelhecimento.
132
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Paralelamente ao aumento da expectativa de vida, o Brasil tem observado uma queda nas taxas de
natalidade. Mudanças sociais e econômicas, como a maior participação das mulheres no mercado
de trabalho e o acesso a métodos contraceptivos, contribuíram para essa diminuição.
Impactos Socioeconômicos:
133
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
O envelhecimento populacional traz desafios para várias políticas públicas, incluindo a previdência
social, saúde e mercado de trabalho. Um número maior de idosos requer mais investimentos em
saúde e um sistema de previdência sustentável. Além disso, com uma proporção maior de pessoas
idosas, a dinâmica do mercado de trabalho também muda.
Projeções Futuras:
Projeções indicam que o envelhecimento da população brasileira continuará nas próximas
décadas. Isso significa que a proporção de idosos na população total será cada vez maior, o que
demandará políticas públicas adaptadas a essa nova realidade demográfica.
Consequências e Desafios:
134
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Pressão sobre Sistemas de Saúde e Previdência: O aumento da população idosa exige mais
recursos em saúde e ajustes nos sistemas de previdência.
Impactos no Mercado de Trabalho: Mudanças na demografia laboral podem ocorrer, com maior
participação de trabalhadores mais velhos.
Necessidade de Políticas Públicas Adaptativas: Políticas adaptativas são necessárias para lidar com
os desafios de uma população envelhecida, incluindo cuidados de saúde aprimorados e estratégias
de aposentadoria flexíveis.
Projeções Futuras:
As projeções indicam que a expectativa de vida no Brasil continuará a aumentar. Isso trará desafios
adicionais e oportunidades para políticas públicas, planejamento urbano e gestão de recursos.
135
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Para uma análise mais aprofundada, é importante consultar recursos específicos que oferecem
dados detalhados e atualizados sobre a expectativa de vida no Brasil. Infelizmente, não tenho a
capacidade de acessar links específicos neste momento, mas informações detalhadas podem ser
encontradas em publicações e bancos de dados estatísticos do IBGE, disponíveis em seu site
oficial.
136
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Este subcapítulo fornece uma visão abrangente sobre o aumento da expectativa de vida no Brasil,
destacando suas causas, consequências e a necessidade de adaptação das políticas públicas. É um
tópico fundamental para compreender as mudanças demográficas e sociais no país.
Adaptação de Políticas Públicas: Políticas públicas devem ser adaptadas para atender às
137
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
necessidades de uma população mais velha, incluindo habitação, transporte e serviços sociais.
Planejamento Urbano Inclusivo: As cidades devem se adaptar para serem mais acessíveis e
amigáveis aos idosos, considerando aspectos como mobilidade e espaços públicos.
3. O Brasil Étnico-Racial
A composição étnico-racial do Brasil é um aspecto fundamental de sua identidade nacional,
refletindo uma história de diversidade, miscigenação e desafios sociais. Este capítulo aborda a
composição étnico-racial do Brasil e suas implicações.
Categorias Oficiais: No Brasil, as categorias étnico-raciais oficiais são branco, preto, pardo, amarelo
(asiáticos) e indígena. Essas categorias são utilizadas em censos e pesquisas demográficas para
coletar dados sobre a composição da população.
Políticas de Ação Afirmativa: Para combater essas desigualdades, foram implementadas políticas
de ação afirmativa, como cotas raciais em universidades públicas e em concursos públicos.
História e Cultura:
Contribuições Culturais: Cada grupo étnico-racial contribuiu de maneira significativa para a cultura
138
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
População Indígena:
De acordo com o Censo de 2022, o Brasil possui uma população indígena de aproximadamente 1,7
milhão de pessoas, o que representa cerca de 0,83% da população total do país.
A distribuição geográfica dos povos indígenas é notavelmente concentrada na região Norte, que
abriga cerca de 44,48% da população indígena do país, equivalente a aproximadamente 753.357
indivíduos.
A região Nordeste aparece em segundo lugar em termos de população indígena, com cerca de
31,22% do total nacional, seguida pelas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
População Quilombola:
O Brasil também tem uma significativa população quilombola, com estimativas indicando cerca de
1,3 milhão de pessoas que se autodeclaram quilombolas, distribuídas em diversos estados e
municípios.
139
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
brasileira. Elas representam não apenas a diversidade étnica e cultural do país, mas também a
resistência e a resiliência diante dos desafios históricos e contemporâneos.
Essas informações, coletadas pelo Censo Demográfico e outras pesquisas do IBGE, são essenciais
para um entendimento profundo da composição demográfica e das dinâmicas sociais no Brasil,
especialmente aqueles que se preparam para concursos públicos na área de ciências sociais,
história e áreas afins.
Violência e Invasões de Terras: A violência contra os povos indígenas e a invasão de suas terras
continuam sendo problemas graves. Incidentes de ameaças e ataques a comunidades indígenas
persistem, exigindo ações imediatas e eficazes de proteção e justiça.
Questões Territoriais: A garantia dos direitos territoriais indígenas continua sendo uma das
principais demandas, requerendo atenção especial para a revogação de normativas
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
140
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Políticas Públicas Específicas: Com os dados do Censo, surge a necessidade urgente de criar
políticas públicas direcionadas não apenas para as comunidades em terras quilombolas, mas
também para aquelas que residem em outras áreas.
Esses desafios refletem a complexidade das questões enfrentadas pelas populações indígena e
quilombola no Brasil contemporâneo.
Emigração: Este termo descreve o movimento de brasileiros para outros países. As razões para a
emigração incluem oportunidades de trabalho, educação, reunificação familiar e situações de asilo
político ou refúgio.
141
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
étnica, cultural e econômica do país. Entender esses fluxos migratórios é essencial para analisar as
dinâmicas sociais e demográficas do Brasil.
Fatores Econômicos: A busca por melhores oportunidades de trabalho e renda é um dos principais
motivos para a migração.
Fatores Sociais e Políticos: Questões sociais, como violência e instabilidade política, também
influenciam os padrões migratórios.
Fatores Ambientais: Desastres naturais e mudanças climáticas podem forçar populações a migrar.
Migração Nordestina: Uma das mais notáveis migrações internas no Brasil foi o movimento de
nordestinos para outras regiões, especialmente durante o século XX. Inicialmente, muitos
migraram para a Amazônia durante os ciclos da borracha. Posteriormente, com a industrialização,
houve um fluxo intenso de migração do Nordeste para o Sudeste, principalmente para os estados
de São Paulo e Rio de Janeiro.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
142
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Urbanização: A migração de áreas rurais para urbanas tem sido uma tendência contínua, com
muitos buscando melhores oportunidades de emprego e acesso a serviços nas cidades.
A migração interna no Brasil é influenciada por uma variedade de fatores econômicos, sociais e
ambientais, e tem impactos profundos nas dinâmicas regionais, na composição demográfica e na
distribuição de recursos e serviços.
Crescimento de Imigrantes: Nos últimos anos, o Brasil tem visto um aumento significativo no
número de imigrantes. Entre 2010 e 2020, o número de imigrantes no país cresceu 24,4%. Em 2020,
foram registrados 151.155 imigrantes, sendo quase a metade mulheres.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
143
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Emigração de Brasileiros:
Motivação para Emigração: Brasileiros emigram por uma variedade de razões, incluindo busca por
melhores oportunidades de emprego, educação, reunificação familiar e asilo político.
Principais Destinos: Os destinos mais comuns para emigrantes brasileiros incluem países
desenvolvidos, principalmente na Europa e América do Norte.
Esses dados refletem a dinâmica migratória do Brasil e são fundamentais para o planejamento de
políticas públicas, a integração social e o desenvolvimento econômico do país. A migração externa,
tanto de entrada quanto de saída, contribui para a diversidade cultural e para a economia
brasileira, desempenhando um papel significativo na sociedade contemporânea.
Primeiro Ciclo da Borracha (1879-1912): Durante este período, houve uma migração substancial de
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
nordestinos para a Amazônia, motivada principalmente pela demanda mundial por borracha e
pelas secas severas no Nordeste. Estima-se que cerca de 300.000 nordestinos migraram para a
região amazônica nessa fase.
Segundo Ciclo da Borracha (1942-1945): Esse ciclo ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial,
quando houve um novo pico de demanda por borracha. O governo brasileiro, por meio dos
144
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Fluxos Migratórios para São Paulo: Com a industrialização brasileira, especialmente nas décadas de
1960 a 1980, houve um fluxo intenso de migração do Nordeste para a região Sudeste,
principalmente para São Paulo. Essa migração foi motivada pela busca de oportunidades de
emprego nas indústrias emergentes.
Mudança de Padrões Migratórios: A partir da década de 1950, a migração nordestina para São
Paulo tornou-se predominantemente urbana, contribuindo para o desenvolvimento urbano e
industrial do Brasil.
Esses movimentos migratórios, tanto para a Amazônia quanto para o Sudeste, representam
capítulos importantes na história social e econômica do Brasil, refletindo as transformações
socioeconômicas e as respostas das populações a desafios e oportunidades regionais.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
145
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Impactos Sociais e Econômicos: A migração nordestina para o Sudeste durante este período teve
impactos profundos, tanto para os migrantes quanto para as regiões de origem e destino.
Enquanto alguns migrantes conseguiram melhorar suas condições de vida, muitos enfrentaram
dificuldades, como trabalho precário, moradia inadequada e discriminação.
Contribuições Culturais: Apesar dos desafios, a migração nordestina contribuiu enormemente para
a diversidade cultural das cidades do Sudeste. Elementos da cultura nordestina, como sua música,
culinária e festividades, tornaram-se parte integrante da vida cultural nessas cidades.
Este período de migração interna no Brasil é um exemplo claro de como as dinâmicas econômicas
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
146
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
1. CEBRASPE 2023
No que se refere à política, à sociedade e à economia no Brasil e no contexto mundial atual, julgue
o item a seguir.
No Brasil, os dados do Censo Demográfico de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística, mostram que o maior crescimento demográfico percentual regional permanece na
região Sudeste, que detém o parque industrial mais tecnológico e lucrativo do país.
Certo
Errado
2. CESGRANRIO 2016
A diminuição da razão de dependência permite que o país comece a mudar suas prioridades em
termos de políticas públicas. É preciso lembrar, contudo, que essa queda não é homogênea entre
as regiões, os estados e os diferentes grupos de renda.
O conteúdo do trecho acima envolve o conceito de Razão de Dependência Total.
Esse conceito tem relação direta com a razão
a) de uma situação populacional de altas taxas de mortalidade e natalidade para uma de baixas
taxas
b) da população entre 0 e 14 anos sobre a população em idade ativa
c) da população dependente (0 a 14 anos e 65 anos ou mais) sobre a população em idade ativa
d) da quantidade da população economicamente ativa sobre o número de desempregados
e) do número médio de nascidos vivos de mulheres entre 14 e 49 anos
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
3. CESGRANRIO 2016
147
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
4. CESGRANRIO 2016
No gráfico a seguir, é apresentada a evolução das populações urbana e rural no Brasil.
148
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
e) Realização de megaeventos
5. CESGRANRIO 2013
BRASIL:
VARIAÇÃO RELATIVA DA POPULAÇÃO
RESIDENTE RURAL – 1980-1991
149
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
No mapa acima, verifica-se que a variação relativa mais elevada representando acréscimo de
população residente rural ocorre no seguinte Estado:
a) Pará
b) Ceará
c) Roraima
d) Pernambuco
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
e) Santa Catarina
6. CESGRANRIO 2012
No Brasil, a dinâmica demográfica pode ser analisada levando-se em conta a taxa de gênero, um
indicador referente à proporção entre o número de homens e de mulheres na população de cada
lugar. No país, essa proporção é marcada, atualmente, por um forte contraste espacial entre as
150
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
7. CESGRANRIO 2011
Agora, segundo os dados do novo Censo, divulgados em novembro de 2010, sabemos que somos
190.755.799 pessoas em todo o Brasil. O aumento de 12% da população nos últimos dez anos ficou
bem abaixo dos 15,6% registrados na década anterior (1991-2010), o que comprova que o ritmo de
crescimento populacional vem caindo.
A principal causa para a situação retratada é o(a)
a) aumento da população feminina
b) aumento da expectativa de vida
c) redução das taxas de fecundidade
d) redução das taxas de mortalidade
e) redução da qualidade de vida
8. CESGRANRIO 2011
Considere as pirâmides etárias brasileiras de 1980 e 2010 e a projeção para 2050.
151
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
idosos.
e) as taxas de mortalidade continuarão altas em 2050, apesar da reversão na estrutura
populacional.
9. CESGRANRIO 2010
“De acordo com o Censo Demográfico de 2000 do IBGE, cerca de 82% da população brasileira
152
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
153
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.
A partir de 1950 verifica-se uma aceleração do movimento migratório no país, fenômeno que se
impõe nos decênios seguintes em um nível consideravelmente mais elevado.
154
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
No período mencionado acima, o fluxo migratório indicado pelas setas decorreu do seguinte fator
principal:
a) apoio de instituições regionais
155
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Os fluxos migratórios dos estados do Sul, além de São Paulo e de Minas Gerais, para as regiões
Centro-Oeste e Norte aconteceram, especialmente, em que época e por qual motivo?
a) Na década de 1950, devido à expansão da cultura da soja
b) A partir da década de 1950, devido ao aumento do garimpo
156
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Em relação à imigração descrita acima, a metrópole que recebe o maior contingente desses
estrangeiros é
a) Belo Horizonte
b) Rio de Janeiro
c) Florianópolis
d) São Paulo
e) Cuiabá
157
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
país.
d) condicionado pela reestruturação produtiva da faixa litorânea, polarizada por hubports, como o
de Santos.
e) reforçado pelos deslocamentos de saída da metrópole paulistana rumo às cidades do interior do
Estado.
158
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
interna. O Sudeste, embora ainda seja a região mais populosa, tem mostrado um ritmo de
crescimento mais lento, em parte devido à maior urbanização e menor taxa de natalidade.
159
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
(menores de 15 anos e maiores de 65 anos) com a população em idade produtiva (15 a 64 anos).
Este indicador é crucial para entender a pressão que as faixas etárias não produtivas exercem
sobre a população economicamente ativa, afetando as políticas públicas, especialmente nas áreas
de educação, saúde e previdência.
Questão 3 - Estado do Sudeste com Menor População Absoluta: A resposta correta é Espírito Santo,
opção E. Entre os estados do Sudeste do Brasil, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais têm
populações significativamente maiores do que o Espírito Santo. O Espírito Santo, embora seja um
estado com desenvolvimento econômico importante, possui uma área geográfica menor e uma
densidade populacional inferior em comparação com seus estados vizinhos, resultando em uma
população total menor.
exploração de minérios.
160
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Questão 8 - Evolução das Pirâmides Etárias: A resposta correta é a opção D, queda da taxa de
fecundidade e aumento da proporção de idosos. As pirâmides etárias de 1980, 2010 e a projeção
para 2050 mostram uma transição demográfica caracterizada pela redução da base da pirâmide
(menos jovens), indicando uma queda nas taxas de natalidade. Ao mesmo tempo, observa-se um
alargamento no topo da pirâmide, refletindo o aumento da expectativa de vida e,
consequentemente, uma maior proporção de idosos na população.
161
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Questão 15 - Fluxos Migratórios para Centro-Oeste e Norte: A resposta correta é a opção E, a partir
da década de 1970, devido à expansão das áreas de fronteira agrícola na Amazônia. Este período foi
marcado por políticas de desenvolvimento e incentivo à ocupação da Amazônia e do Centro-Oeste,
com a expansão das fronteiras agrícolas. Tais políticas incluíram programas de colonização,
incentivos fiscais e construção de infraestrutura, atraindo migrantes do Sul, São Paulo e Minas
Gerais para essas regiões.
Questão 16 - Migração Pendular: A resposta correta é a opção D, migração pendular. Esse termo
descreve o movimento diário de pessoas entre seu local de residência e trabalho, especialmente
comum em áreas metropolitanas. Dependente de transportes coletivos e de massa, a migração
pendular é um fenômeno típico da urbanização moderna, refletindo a separação entre áreas
residenciais e comerciais/industriais nas grandes cidades.
Questão 17 - Migração Internacional para São Paulo: A resposta correta é a opção D, São Paulo. A
partir da década de 1980, São Paulo se destacou como um importante destino para imigrantes
internacionais, especialmente latino-americanos, como bolivianos e peruanos, e asiáticos, como
coreanos. Muitos desses imigrantes se dirigiram a São Paulo para trabalhar na indústria de
confecção, aproveitando as oportunidades de emprego oferecidas na cidade, que é um dos
maiores centros econômicos e industriais do país.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Questão 18 - Movimento Migratório em São Paulo: A resposta correta é a opção E, reforçado pelos
deslocamentos de saída da metrópole paulistana rumo às cidades do interior do Estado. Nas
últimas décadas, houve um intenso movimento migratório de pessoas saindo da capital e das
metrópoles do estado de São Paulo para cidades do interior. Esse fenômeno está associado à
busca por melhor qualidade de vida, menores custos de vida e oportunidades de emprego em
162
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Questão 19 - Conceito de Êxodo Rural: A resposta correta é a opção C, êxodo rural. Este termo é
usado para descrever o processo de deslocamento de populações do campo para as cidades. O
êxodo rural é uma característica marcante do desenvolvimento urbano e industrial, onde pessoas
buscam melhores oportunidades de trabalho, educação e qualidade de vida nas áreas urbanas.
Este fenômeno tem sido uma constante na história recente do Brasil, contribuindo
significativamente para o crescimento urbano e a formação de grandes metrópoles.
Questão 20 - Mão-de-Obra na Região Norte no Início do Século XX: A resposta correta é a opção B,
a grande seca no sertão do Nordeste no final do século XIX, provocando a migração de nordestinos
para a região. Este fator foi crucial para a alteração da composição da força de trabalho na Região
Norte, especialmente nos seringais, onde a demanda por borracha no mercado internacional
gerou a necessidade de mais mão-de-obra. A migração dos nordestinos, que buscavam escapar
das duras condições de vida causadas pelas secas, foi significativa para a economia extrativista da
região.
Migrações Internas e Externas: Estude as tendências e impactos das migrações internas (como a
migração nordestina para o Sudeste) e externas (imigração e emigração).
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
163
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
População por Estado: Espírito Santo tem a menor população absoluta no Sudeste.
População Rural: Acré s cimo mais elevado da população residente rural no período 1980-1991
ocorreu em Roraima.
Dinâmica Demográfica: Nas zonas pioneiras do Brasil, predomina uma população masculina jovem
e pouco qualificada.
Crescimento Populacional: Queda das taxas de fecundidade como principal causa para a redução
do ritmo de crescimento populacional.
Pirâmides Etárias: Evolução das pirâmides indica queda da taxa de fecundidade e aumento da
proporção de idosos.
164
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Fluxos Migratórios: Migração do Sul, São Paulo e Minas Gerais para o Centro-Oeste e Norte ocorreu
a partir da década de 1970, devido à expansão das áreas de fronteira agrícola.
Migração Pendular: Caracterizada pelo deslocamento diário entre municípios para trabalho.
Migração em São Paulo: Intensificada pelo afluxo de nordestinos para a capital e cidades do
interior.
Deslocamento Rural-Urbano: Êxodo rural nomeia o deslocamento das populações rurais para
centros urbanos.
Mão-de-Obra na Região Norte: Surgimento da mão-de-obra não indígena justificado pela grande
seca no sertão do Nordeste no final do século XIX.
165
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
6) Material Complementar
Querido aluno! Iniciaremos nosso estudo muito relevantes dos nossos Materiais Complementares.
"Ah, Professor. O que são esses materiais?".
Esses materiais são voltados para normas (leis, entre outros normativos), que estão previstos no
edital e certamente estarão presentes na sua prova. São eles: E-book de Mapas de Calor e E-book
de Lei Bizurada.
Alguns alunos poderão ter dúvidas de como melhor aproveitar os excelentes materiais
complementares que estamos disponibilizando nessas tarefas, com isso teremos atividades
específicas de estudo dos materiais passados a todos vocês.
Atividade 1
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Direito Administrativo
> E-book - Mapa de Calor - Lei 8112 - Estatuto Servidor
166
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
ATENÇÃO! Essa leitura deve focar apenas nos normativos destacados nas cores da legenda
(vermelho, amarelo, verde, azul e lilás).
167
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
7) Matemática
Vamos avançar na teoria. Estude os conceitos teóricos do arquivo abaixo e faça seus resumos e
marcações da matéria. Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus
estudos.
https://drive.google.com/file/d/1BrgJdZoicNXZcFVty_3HZjPBGtDCqax6/view?usp=drive_link
Você pode utilizar as aulas gratuitas da playlist a seguir para ampliar e aprofundar os
conhecimentos desta tarefa.
https://youtube.com/playlist?list=PLTPg64KdGgYgTXWPsURDnPBd7GUwPVBLx&si=bhgP7Sad9mK
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
p0wAX
168
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Para o estudo da Matemática, precisamos treinar muito! Para isso, além das questões já propostas
na aula teórica, vamos complementar cada tarefa com um link do Q Concursos, contendo um
caderno de questões para você exercitar. Recomendamos que você faça a assinatura básica do Q,
mas ressaltamos que ela não é obrigatória, pois nós já te passamos exercícios na tarefa, ok?
Vamos lá!
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?notebook_ids[]=10519230×tamp=170750981
7870
CONJUNTOS
Conjuntos Numéricos
1. Números Naturais
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
2. Números Inteiros
169
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
3. Múltiplos e Divisores
• Múltiplos – são os números que podem ser obtidos multiplicando um número X por outro
número NATURAL;
• MMC – é dado pela multiplicação dos fatores comuns e não comuns dos dois números, de maior
expoente.
• MDC (A,B) – é o maior número pelo qual tanto A e B podem ser divididos de maneira exata. É
formado pela multiplicação dos fatores comuns de MENOR EXPOENTE.
4. Números Racionais
• São aqueles que PODEM ser representados na forma da divisão de dois números inteiros.
• Todo número inteiro é o resultado da divisão dele mesmo por 1, podendo assim ser representado
na forma de a/b;
• Pertencem ao conjunto dos números racionais os números inteiros, os números decimais finitos e
as dízimas periódicas.
170
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
4.3.1. Adição
- Propriedade Comutativa -> a ordem dos números não altera a soma
- Propriedade Associativa -> pode-se associar os números para efetuar o cálculo na ordem que
quisermos sem alterar o resultado: ex: 2+5+7 = (2+5)+7 = 2+(5+7)
- Elemento Neutro -> zero é elemento neutro da adição
- Propriedade do Fechamento -> a soma de dois números racionais SEMPRE será um número
racional
4.3.2. Subtração
- Propriedade Comutativa -> a ordem dos números ALTERA a diferença
- Propriedade Associativa -> NÃO POSSUI ESSA PROPRIEDADE
- Elemento Neutro -> zero é elemento neutro da subtração
- Propriedade do Fechamento -> a diferença de dois números racionais SEMPRE será um número
racional
- Elemento Oposto -> A + (-A) = 0
4.3.3. Multiplicação
- Propriedade Comutativa -> a ordem dos números NÃO ALTERA o produto. A x B = B x A
- Propriedade Associativa -> (AxB)xC = (CxB)xA = (AxC)xB
- Elemento Neutro -> o número “1” é elemento neutro da multiplicação
- Propriedade do Fechamento -> o produto de dois números racionais SEMPRE será um número
racional
- Elemento Distributiva -> Ax(B+C) = (AxB) + (AxC)
4.3.4. Divisão
DIVIDENDO = DIVISOR x QUOCIENTE + RESTO
- Propriedade Comutativa -> NÃO POSSUI ESSA PROPRIEDADE
- Propriedade Associativa -> NÃO POSSUI ESSA PROPRIEDADE
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
171
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
seu OPOSTO.
5. Números IRRACIONAIS
• São aqueles que NÃO PODEM SER obtidos da divisão de dois inteiros.
• NÃO É POSSÍVEL a identificação precisa de um número irracional na reta numérica;
2) União: é o conjunto formado pelos elementos que pertencem a pelo menos um de dois ou mais
conjuntos. Amanda Ferreira - 085.669.123-22
3) União e Interseção
172
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
4) Diferença: é o conjunto dos elementos que pertencem a um conjunto e que não pertencem a
outro conjunto.
- Demais Propriedades:
6) Diferença Simétrica:
8) O tópico “Diagramas de Venn e Cardinalidade de Conjuntos” costuma ser o mais cobrado dentro
do assunto “Conjuntos”, por isso você deve ter especial atenção a esse tópico. As questões podem
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Fórmulas utilizadas:
Questões envolvendo 2 conjuntos
173
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Nomenclaturas utilizadas:
• Conjunto universo: Total de elementos que compõem um determinado grupo.
• Subconjunto: Conjuntos (grupos) que podem ser formados com os elementos de um grupo
(Conjunto universo).
• Nessa relação entre conjunto universo e subconjuntos, é importante não confundir a simbologia
utilizada:
Um conjunto também pode ter como elementos outros conjuntos, ou seja, o Conjunto A pode ser
formado pelo conjunto B e pelo conjunto C ( A={B,C} ).
Obs.: O conjunto A tem como ELEMENTOS os conjuntos B e C, isso NÃO significa que os conjuntos
B e C “ESTÃO CONTIDOS” em A. Nas relações entre os conjuntos e seus elementos, a nomenclatura
utilizada é “PERTENCE” ou “NÃO PERTENCE”.
174
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
8) Discursivas
Ei, você que tá na luta dos concursos! Vamos falar sobre como mandar bem na redação CNU, que,
sem sombra de dúvida, é um dos desafios mais puxados dessas provas. Não é segredo pra
ninguém que tanto a parte de português quanto a redação pesam bastante. E sim, na maioria das
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
vezes, essa parte pode decidir se você continua no jogo ou se despede mais cedo do que gostaria.
Quando a Cesgranrio tá no comando, a coisa não é diferente. Uma redação top pode ser o seu
ticket para as primeiras colocações. Então, se liga: no CNU, a redação vai ser do tipo dissertativa-
argumentativa e vale aqueles 100 pontos. Mas ó, a quantidade de linhas que você tem que escrever
ainda é um mistério e só vai ser revelado na hora H.
Agora, bora para o que realmente importa: o que eles querem ver na sua redação?
175
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
a) Primeiro, você tem que ficar ligado no tema. Tem que entender e desenvolver seu texto em
cima dele.
b) Segundo, tem que mandar bem na estrutura dissertativa-argumentativa, que é a pedida da vez.
c) Terceiro, o uso de conectivos e conjunções é crucial para que seu texto tenha aquela fluidez e
coesão que os avaliadores adoram.
Além disso, você precisa ser um mestre em selecionar e organizar seus argumentos de forma que
façam sentido e estejam alinhados ao tema. E, claro, não dá pra vacilar na gramática. Tem que
estar afiado nas regras da norma-padrão, como ortografia, concordâncias e tudo mais.
Ah, e não esquece que a redação tem que ser escrita com caneta esferográfica de tinta preta e de
material transparente, viu?
Sobre o tema, a Cesgranrio curte trazer assuntos atuais, especialmente aqueles que tocam em
questões de direitos humanos e sociedade.
Outra coisa!
Caso você queira contratar um serviço de correção de redações, recomendamos o Você
concursado (https://voceconcursado.com.br/cursos/curso-de-discursiva-cnu-concurso-nacional-
unificado/). Nesse caso, você poderá usar temas da própria Cesgranrio para fazer sua redação.
Então é isso! A redação é sua chance de brilhar e mostrar que você não tá de brincadeira. Dá uma
caprichada, estuda esses critérios que falei, e se joga com tudo.
E lembra: entender o tema e saber argumentar de forma coesa e coerente é mais da metade do
caminho andado.
Bons estudos e conte com a gente!
Definição e Estrutura
176
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Objetivo e Importância
Características Principais
- Objetividade e Clareza: A redação dissertativa demanda uma escrita clara e objetiva, evitando
ambiguidades e interpretações dúbias.
- Coerência e Coesão: A organização lógica das ideias e o uso adequado de conectivos são
essenciais para garantir a fluidez e a compreensão do texto.
- Argumentação Sólida: A defesa de um ponto de vista deve ser sustentada por argumentos
consistentes e, sempre que possível, por dados e exemplos concretos.
- Imparcialidade: Embora o autor possa ter uma opinião sobre o tema, é importante que a
apresentação dos argumentos seja feita de maneira equilibrada, considerando diferentes
perspectivas.
Conclusão
Dominar a arte da redação dissertativa é uma habilidade valiosa, que transcende o ambiente
acadêmico, encontrando aplicabilidade em diversas esferas da vida profissional e pessoal. A
capacidade de argumentar de forma lógica e convincente é um diferencial importante no
mercado de trabalho e na sociedade como um todo. Por isso, a prática constante e o
aprofundamento nos estudos desse gênero textual são fundamentais para qualquer pessoa que
deseje aprimorar sua comunicação escrita e sua capacidade de análise crítica.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
177
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
178
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
9) Português
Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos
Sumário
1) Emprego do Hífen
1.1 Regras gerais do uso do hífen
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
179
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Conteúdo Teórico
1) Emprego do Hífen
180
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
- Não se usa hífen para unir vogais diferentes: autoestrada, agroindustrial, anteontem, extraoficial,
videoaulas, autoaprendizagem, coautor, infraestrutura, semianalfabeto
- Não se usa hífen para unir consoantes diferentes: Hipermercado, superbactéria, intermunicipal
- Não se usa hífen entre palavras com elementos de ligação: Mão de obra; dia a dia; café com leite;
cão de guarda; pai dos burros; ponto e vírgula; camisa de força; bicho de sete abeças; pé de
moleque; cara de pau.
Por exemplo, a letra "H" em português, apesar de muitas vezes ser muda, como em 'homem' ou
'honesto', é mantida por razões etimológicas, refletindo a sua presença nas palavras originais
latinas ou germânicas, como 'hominem' ou 'Haus'. Esse respeito pela origem das palavras é um
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Além disso, a tradição escrita da língua portuguesa preserva certas grafias mesmo após mudanças
na pronúncia. Isso é evidente em palavras como 'acto' (forma tradicional) e 'ato' (forma reformada),
onde a mudança reflete uma evolução fonética, mas a forma original permanece em uso em
alguns contextos por razões históricas e culturais.
181
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A letra 'H' tem um papel único na língua portuguesa. Embora geralmente não seja pronunciada,
sua presença é crucial em vários contextos.
O 'H' inicial, derivado de palavras latinas ou germânicas, é mantido por razões etimológicas, como
em "horizonte" (do latim "horizontem") e "hulha" (do alemão "Kohle"). Nos dígrafos 'ch', 'lh', e 'nh', o
'H' contribui para a criação de sons específicos, como em "chamada", "molha", e "sonho". Além
disso, o 'H' aparece em algumas interjeições expressando emoções ou reações, como "oh!" e
"hum!".
Em palavras compostas unidas por hífen, o 'H' é preservado quando o segundo elemento começa
com esta letra, como em "super-homem". Contudo, em palavras compostas sem hífen, o 'H' é
frequentemente omitido, como em "reaver" (originário de "haver").
As letras 'E' e 'I' têm usos distintos em prefixos e em verbos. Nos prefixos 'ante-' (indicando
anterioridade) e 'anti-' (indicando oposição), elas mantêm sua pronúncia e significado originais,
como em "antecipar" e "antipatia".
Em verbos, o emprego de 'E' e 'I' pode variar, especialmente em formas verbais específicas. Por
exemplo, em verbos terminados em -oar e -uar, as formas conjugadas no presente do subjuntivo
apresentam a mudança do 'o' e 'u' para 'oe' e 'ue', como em "doem" (de "doar") e "flutuem" (de
"flutar"). Já nos verbos terminados em -uir, como "possuir" e "retribuir", as formas conjugadas como
"possui" e "retribui" mantêm o 'i'.
2.4 Letras G e J
As letras 'G' e 'J' são usadas com base na sonoridade e na origem das palavras. Palavras terminadas
em -agem, -igem, -ugem, -égio, -ígio, -ógio, -úgio, geralmente levam 'G', como "garagem",
"vertigem", e "relógio". Exceções notáveis incluem "pajem" e "lambujem". Palavras de origem
africana ou indígena frequentemente usam 'J', como em "jiló" e "Ubirajara".
Além disso, palavras derivadas que originalmente contêm 'G' ou 'J' mantêm estas letras, como em
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
"rabugento" (de "rabugem") e "nojento" (de "nojo"). Verbos terminados em -jar ou -jear, como
"arranjar" (de "arranjo"), também seguem esta regra.
A diferenciação entre 'S' e 'Z' é primordial na ortografia portuguesa. As palavras derivadas que
182
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
mantêm a letra 'S' da palavra original, como "visitante" de "visita", utilizam 'S'. Da mesma forma, as
palavras derivadas que mantêm o 'Z' original, como "enraizar" de "raiz", empregam 'Z'.
Nas formas dos verbos "pôr", "querer" e seus derivados (como "repor", "requerer"), o 'S' é usado em
formas como "pusesse", "quisesse". O sufixo '-izar' (usado para formar verbos) geralmente contém
'Z', como em "realizar", "modernizar". Após ditongos, utiliza-se 'S', como em "maisena", "pausa".
O sufixo '-oso' para adjetivos também emprega 'S', como em "amoroso", "atencioso", e o sufixo '-ez'
para formar substantivos abstratos, como em "timidez", "viuvez". Já os sufixos '-isa', '-ês', '-esa',
usados para indicar profissão, nacionalidade, estado social e títulos, utilizam 'S', como em
"baronesa", "norueguês".
2.6 Emprego do X e do CH
O emprego do 'X' e do 'CH' varia dependendo do contexto. Após ditongos, utiliza-se 'X', como em
"peixe", "ameixa". Palavras derivadas de outras escritas com 'pl', 'fl', e 'cl' usam 'CH', como em
"chumbo" (de "plúmbeo"), "chave" (de "clave"). Depois da sílaba 'me-', usa-se 'X', como em "mexer",
"mexerico".
A palavra "mecha" (substantivo) é uma exceção. Depois da sílaba 'en-', usa-se 'X', como em
"enxoval", "enxaqueca". Exceções incluem "encher", "encharcar", "enchumaçar" e seus derivados.
Os verbos "encher", "encharcar", "enchumaçar" e seus derivados usam 'CH'. Palavras de origem
indígena ou africana frequentemente contêm 'X', como em "orixá", "abacaxi". Palavras derivadas de
primitivas com 'CH' mantêm essa letra, como em "enchoçar" (de "choça").
2.7 Letras SS e Ç
O 'Ç' é utilizado somente antes de 'a', 'o', 'u', como em "paçoca", "muçulmano". A terminação dos
superlativos sintéticos e do imperfeito de todos os verbos com 'SS', como em "lindíssimo",
"corrêssemos", também segue esta regra.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Palavras derivadas que originalmente contêm 'Ç', como "embaçado" (de "embaço"), mantêm este
uso. Verbos em -ecer, -escer usam 'Ç', como em "anoiteça" (de "anoitecer"). Palavras de origem
árabe, indígena e africana frequentemente contêm 'Ç', como em "miçanga".
183
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A distinção entre "ISAR" e "IZAR" ao formar verbos em português depende da raiz da palavra. Se a
palavra base contém a letra "S", o verbo derivado também terá "S", como em "aviso" que leva a
"avisar", "pesquisa" a "pesquisar".
Por outro lado, se a palavra base não contém a letra "S", o verbo formado utiliza "Z", como em
"legal" que leva a "legalizar", "ameno" a "amenizar".
A formação de diminutivos em português segue uma regra semelhante à dos verbos. Se a palavra
base contém a letra "S", o diminutivo formado também terá "S", como em "casa" que leva a
"casinha", "lápis" a "lapisinho".
Se a palavra base não contém "S", o diminutivo utiliza "Z", como em "flor" que gera "florzinha",
"café" a "cafezinho".
Existem várias exceções às regras de ortografia que devem ser memorizadas. Por exemplo,
algumas palavras mantêm grafias arcaicas por razões etimológicas ou estilísticas, como "fénix" em
vez de "fênix".
Além disso, certas palavras estrangeiras adotadas pelo português mantêm sua ortografia original,
como "design". Outras palavras mudaram ao longo do tempo, refletindo evoluções na pronúncia
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Estes e outros casos especiais mostram como a língua está sempre em evolução, e a ortografia
muitas vezes tenta acompanhar essas mudanças.
184
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Nomes Próprios: Nomes de pessoas, lugares, instituições, marcas e obras de arte devem ser
escritos com inicial maiúscula. Exemplos: "Maria", "Rio de Janeiro", "Museu do Louvre".
Títulos e Cargos em Contextos Específicos: Quando antecederem o nome próprio, títulos e cargos
devem ser escritos com inicial maiúscula. Exemplo: "Presidente Silva", mas "o presidente".
Dias da Semana, Meses, Festividades e Eventos Históricos: Use inicial maiúscula. Exemplos:
"Segunda-feira", "Janeiro", "Natal", "Revolução Francesa".
Títulos e Cargos em Uso Genérico: Quando usados de forma genérica ou quando não precedem
um nome próprio. Exemplo: "o rei de Espanha", "um diretor da empresa".
Eponímios (Termos Derivados de Nomes Próprios): Alguns termos derivados de nomes próprios
seguem regras específicas, como "darwinismo" (de "Darwin"), que é escrito em minúscula quando
se refere ao conceito e não à pessoa.
185
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Deidades e Figuras Religiosas: Nomes de deidades específicas e figuras religiosas são escritos com
maiúscula, como "Deus", "Alá", "Buda". No entanto, termos genéricos como "deus", "deuses",
"divindade" geralmente são em minúscula.
Estações do Ano: As estações do ano são escritas em minúscula, a menos que façam parte de um
evento ou título específico. Exemplos: "primavera", "verão", "outono", "inverno", mas "Revolução de
Outubro".
Direções Geográficas: Em minúscula quando se referem a direções gerais ("norte", "sul", "leste",
"oeste"), mas em maiúscula quando especificam regiões geográficas ("Norte da Europa", "Sul do
Brasil").
Estilo Jornalístico e Literário: Alguns veículos de comunicação ou autores podem optar por estilos
próprios, como o uso de maiúsculas em todas as letras de títulos ou em nomes de países ("BRASIL",
"PORTUGAL"). Essas escolhas estilísticas devem ser consistentes ao longo do texto.
Uso de Maiúsculas para Ênfase: Embora não seja uma prática comum na escrita formal, em
contextos informais ou na internet, pode-se usar letras maiúsculas para expressar ênfase ou forte
emoção. Por exemplo, em mensagens de texto ou nas redes sociais, é comum ver frases como
"ESTOU MUITO FELIZ!" para expressar entusiasmo.
186
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
1. CESGRANRIO 2018
A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita
na história recente. As principais potências econômicas e militares do planeta decidiram partir
para a ação ao perceberem que seus segredos começam a ser divulgados com facilidade e
frequência nunca vistas antes.
Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web
indexadas diariamente pelo Google e 156 vezes o total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24
horas.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Como não é viável exercer um controle material sobre o fluxo de dados na internet, os centros
mundiais de poder optaram pelo desenvolvimento de uma batalha pela informação. O manejo dos
grandes dados permite estabelecer correlações entre fatos, dados e eventos, com amplitude e
rapidez impossíveis de serem alcançados até agora.
Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo correio
187
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
eletrônico, pelo Facebook, pelo cartão de crédito etc., já somos passíveis de monitoração em
tempo real, em caráter permanente. São esses dados que alimentam os softwares analíticos que
produzem correlações que servem de base para decisões estratégicas.
2. CESGRANRIO 2018
O grupo em que todas as palavras atendem às exigências ortográficas da norma-padrão da língua
portuguesa é:
3. CESGRANRIO 2018
O grupo em que todas as palavras estão grafadas de acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa é:
4. CESGRANRIO 2018
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
A população do mundo chegou, em 2011, à marca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte
cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse contingente superou os 50% dos habitantes do
planeta, e até 2050 prevê-se que mais de dois terços da população mundial será urbana.
No Brasil, a população urbana já representa 84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É preciso,
188
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
No passado, a noção de mobilidade era estreitamente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado,
os moradores de grande maioria das cidades brasileiras lidam diariamente com
congestionamentos insuport
áveis, que causam enormes perdas. Isso, sem falar no alto índice de mortes em vias urbanas do
país. Depreendemos daí que a dependência do automóvel como meio de transporte é um fator
que impede a mobilidade urbana.
O grupo em que as duas palavras estão grafadas de acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa é
a) beleza, querozene
b) burguezia, esquisito
c) cortesia, pesquiza
d) improvizo, análise
e) represa, paralisia
5. CESGRANRIO 2016
Dizem que o passado não volta, mas a cada cinco anos boa parte da história marítima da Europa se
reúne para navegar junto entre o Mar do Norte e o canal de Amsterdã. Caravelas e barcos a vapor
do século passado se juntam a veleiros e lanchas contemporâneas que vêm de vários países para
um dos maiores encontros náuticos gratuitos do mundo. Durante o Amsterdam Sail, entre os dias
19 e 23 de agosto, cerca de 600 embarcações celebram a arte de deslizar sobre as águas.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Desde 1975 o grande encontro aquático junta apaixonados pelo mar e curiosos às margens dos
canais para ver barcos históricos e gente fazendo festa ao longo de cinco dias – na última edição, o
público estimado foi de 1,7milhão de pessoas. Há aulas de vela e de remo para adultos e crianças,
além de atrações musicais. [...]
189
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Você pode até achar que é coisa de criança, mas o jogo em que cada um leva o próprio balde e
simula as tarefas a bordo de um navio é instrutivo e divertido para todas as idades.
MORTARA, F. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 4 ago. 2015, Caderno D, p. 10. Adaptado.
a) pixação
b) xicote
c) bruxa
d) deboxe
e) flexa
6. CESGRANRIO 2016
O tempo do carnaval era obrigatório. A despeito de todas as mudanças, ele continua sendo a pausa
que dá sentido e razão ao tempo como uma majestade humana. Este imperador sem rivais que diz
que passa quando, de fato, quem passa somos nós.
Uma lenda escandinava, traduzida à luz da análise pelo sábio das línguas e costumes euro-
europeus Georges Dumézil, conta a história de um camponês que, sem querer, libertou o diabo de
um caixote que ele transportava para um padre na sua carroça. Livre e solto, o diabo — que está
sempre fazendo alguma coisa — começou a surrar o seu involuntário libertador, perguntando
ansiosamente: “O que devo fazer?” O camponês mandou que ele construísse uma ponte de pedra
e, em instantes, ela ficou pronta. E logo o diabo perguntou novamente: “O que devo fazer?” O
camponês mandou que o diabo juntasse todos os excrementos de cavalo do reino da Dinamarca e,
num instante, a tarefa estava cumprida. Aterrorizado porque ia apanhar novamente, o camponês
teve a feliz ideia de mandar que o diabo recuperasse o tempo. Sabendo que o tempo era precioso,
o diabo saiu em sua busca, mas não conseguia alcançá-lo. Trouxe dele pedaços, mas não o tempo
inteiro como ordenara o camponês. Não tendo observado a tarefa, o diabo voltou para a caixa.
O tempo como potência impossível de ser apanhada foi brilhantemente descrito por Frei Antônio
das Chagas num poema escrito nos mil seiscentos e tanto:
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
190
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Afinal, somos nós que brincamos o carnaval ou é o carnaval que brinca conosco o tempo todo?
DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016.
7. CESGRANRIO 2016
Geralmente, quando uma pessoa exclama “Estou tão feliz!”, é porque engatou um novo amor,
conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo
do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo,
mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de
metas. Muito melhor é ser feliz por nada.
Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma
perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz
porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
cama. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.
Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa busca.
Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as
chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia
191
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também.
Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma.
Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar
debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi
acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.
Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido
suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido
contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.
Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do
pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação à
sociedade e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma
usina. Para que se consumir tanto?
A vida não é um questionário. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas
qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer.
Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de
opinião sem a menor culpa.
8. CESGRANRIO 2016
Ao longo de nossa evolução, desenvolvemos uma forma muito eficiente de detectar a luz: nosso
olho. Esse órgão nos permite enxergar formas e cores de maneira ímpar. O que denominamos luz
no cotidiano é, de fato, uma onda eletromagnética que não é muito diferente, por exemplo, das
ondas de rádio ou micro-ondas, usadas em comunicação via celular, ou dos raios X, empregados
em exames médicos.
192
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Para que pudesse enxergar seu caminho à noite, o homem buscou o desenvolvimento de fontes
de iluminação artificial. Os primeiros humanos recolhiam restos de queimadas naturais, mantendo
as chamas em fogueiras. Posteriormente, descobriu-se que o fogo poderia ser produzido ao se
atritarem pedras ou madeiras, dando o primeiro passo rumo à tecnologia de iluminação artificial.
As lâmpadas a óleo não eram adequadas para que áreas maiores (ruas, praças etc.) fossem
iluminadas, o que motivou o surgimento das lâmpadas a gás obtido por meio da destilação do
carvão mineral. Esse gás poderia ser transportado por tubulações ao local de consumo e inflamado
para produzir luz.
bambu carbonizado, que garantem durabilidade de cerca de 1,2 mil horas à sua lâmpada; e as
lâmpadas halógenas, com maior vida útil e luz com maior intensidade e mais parecida com a luz
solar.
AZEVEDO, E. R.; NUNES, L. A. O. Revista Ciência Hoje. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje. n. 327,
julho 2015.
9. CESGRANRIO 2019
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Beira-mar
Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da
Viúva, frente para o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios.
Parecia resistir ao chamado da noite. Nas pedras do quebra-mar caniços de pesca moviam-se
devagar, ao lento vai e vem do calmo mar de verão. Cercados por quatro ou cinco pescadores de
193
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em
estacionamento de restaurante nas imediações. Nunca fisgara peixe ali. Olhado com desconfiança.
Intruso. Bolsa a tiracolo, balde e vara de dois metros na mão. A boa técnica ensina que o caniço
deve ter no máximo dois metros e oitenta centímetros para a chamada pesca de molhes, nome
sofisticado para quebra-mar. Ponta de agulha metálica para transmitir à mão do pescador maior
sensibilidade à fisgada do peixe. É preciso conhecimento de juiz para enganar peixes.
A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de
utensílios.
Entre vários rolos de linha, selecionou os de espessura entre quinze e dezoito centésimos de
milímetro, ainda fiel à boa técnica.
— Na nossa profissão vivemos sempre preocupados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce
das cotações, situação financeira de cada país mundo afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do
que pescaria, cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisagem marítima — costuma confessar
Ricardo na roda dos colegas da financeira onde trabalha.
LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015.
Assim como ocorre com a palavra quebra-mar, emprega-se obrigatoriamente o hífen, de acordo
com o sistema ortográfico vigente, em
a) casa-comercial
b) linha-de-passe
c) peixe-espada
d) pedra-fundamental
e) sala-de-jantar
Energia, derivada de energeia, que em grego significa “em ação”, é a propriedade de um sistema
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
que lhe permite existir, ou seja, realizar “trabalho” (em Física). Energia é vida, é movimento — sem
a sua presença o mundo seria inerte. Saber usar e administrar sua produção por meio de
diferentes fontes de energia é fundamental.
Desde o início da vida em sociedade, as fontes de energia de que o homem precisa devem ser
geradas continuamente, ou armazenadas para serem consumidas nos momentos de necessidade.
194
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A utilização de diversas formas de energia possibilita ao homem cozinhar seu alimento, fornecer
combustível aos seus sistemas de transporte, aquecer ou refrigerar suas residências e movimentar
suas indústrias.
A energia eólica é a energia gerada pela força do vento, ou seja, é a força capaz de transformar a
energia do vento em energia aproveitável. É captada através de estruturas como: aerogeradores,
que possibilitam a produção de eletricidade; moinhos de vento, com o objetivo de produzir energia
mecânica que pode ser usada na moagem de grãos e na fabricação de farinha; e velas, já que a
força do ar em movimento é útil para impulsionar embarcações.
A mais antiga forma de utilização da energia eólica foi o transporte marítimo. Naus e caravelas
movidas pelo vento possibilitaram empreender grandes viagens, por longas distâncias, levando a
importantíssimas descobertas.
Atualmente, o desenvolvimento tecnológico descobriu outras formas de uso para a força eólica. A
mais conhecida e explorada está voltada para a geração de força elétrica. Isso é possível por meio
de aerogeradores, geradores elétricos associados ao eixo de cata-ventos que convertem a força
cinética contida no vento em energia elétrica. A quantidade de energia produzida vai depender de
alguns fatores, entre eles a velocidade do vento no local e a capacidade do sistema montado.
A criação de usinas para captação da energia eólica possui determinadas vantagens. O impacto
negativo causado pelas grandes turbinas é mínimo quando comparado aos causados pelas
grandes indústrias, mineradoras de carvão, hidrelétricas, etc. Esse baixo impacto ocorre porque
usinas eólicas não promovem queima de combustível, nem geram dejetos que poluem o ar, o solo
ou a água, além de promoverem maior geração de empregos em regiões desfavorecidas. É uma
fonte de energia válida economicamente pois é mais barata.
A energia eólica é uma fonte de energia que não polui e é renovável, mas que, apesar disso, causa
alguns impactos no ambiente. Isso acontece devido aos parques eólicos ocuparem grandes
extensões, com imensos aerogeradores instalados. Essas interferências no ambiente são vistas,
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
muitas vezes, como desvantagens da energia eólica. Assim, citam-se as seguintes desvantagens: a
vasta extensão de terra ocupada pelos parques eólicos; o impacto sonoro provocado pelos ruídos
emitidos pelas turbinas em um parque eólico; o impacto visual causado pelas imensas hélices que
provocam certas sombras e reflexos desagradáveis em áreas residenciais; o impacto sobre a fauna,
provocando grande mortandade de aves que batem em suas turbinas por não conseguirem
visualizar as pás em movimento; e a interferência na radiação eletromagnética, atrapalhando o
195
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
No trecho “Isto é possível através de aerogeradores, geradores elétricos associados ao eixo de cata-
ventos”, a palavra destacada apresenta hífen porque o primeiro elemento é uma forma verbal.
1. GABARITO: A
A grafia da palavra "admissão" está correta, utilizando "ss" para representar o som de /s/.
No caso de "paralisação", a ortografia está adequada, empregando "s" antes do "a" e "ç" antes do
"ão", conforme as regras ortográficas do português.
A palavra "impasse" também segue a norma ortográfica, com "ss" representando o som de /s/ de
forma precisa.
2. GABARITO: A
Abuso e improviso são derivadas de verbos que possuem a letra "s" xom som de |z|. Abusar e
improvisar.
Já buzina vem do verbo Buzinar, com "Z".
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
3. GABARITO: A
Nessa questão é mais fácil escolher por eliminação, vamos às erradas:
Alternativa "B" - Incorreta: diversão, exceção, sucessão
A palavra correta é "exceção", grafada com "ç", não "excessão" com "ss".
196
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
O termo correto é "extensão", que se escreve com "s", diferentemente de "extenção", que foi
grafado erroneamente com "ç".
A maneira correta de escrever é "repressão", com "ss", ao invés de "repreção" com "ç".
A forma correta é "concessão", grafada com "ss", e não "conceção" com "ç".
4. GABARITO: E
197
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
5. GABARITO: C
Nessa questão é mais fácil escolher por eliminação, vamos às erradas:
Alternativa "A" - Incorreta: A grafia correta é "pichação", não "pixação".
6. GABARITO: A
Nessa questão é mais fácil escolher por eliminação, vamos às erradas:
Alternativa "b" - Incorreta: O termo correto é "lince", que se refere a um animal mamífero, e é
escrito com "C".
Alternativa "c" - Incorreta: A grafia correta é "exato", com "X". Outras palavras com "x" incluem
executar, extensão, exemplo, êxtase, pretexto, faixa, enxugar, enxergar, xingar, experiente,
expectativa, exame, exausto, e êxito.
7. GABARITO: E
Nessa questão é mais fácil escolher por eliminação, vamos às erradas:
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Alternativa "A" - Errada: A forma correta é "interseção", não "intersessão", referindo-se ao ponto ou
conjunto de pontos comuns a duas ou mais figuras.
Alternativa "B" - Errada: A palavra correta é "abolição", em vez de "abolissão", que se refere ao ato
198
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Alternativa "C" - Errada: "Comissão" e "excursão" são as grafias corretas, não "excurção". "Comissão"
se refere a um grupo de pessoas designadas para realizar uma tarefa específica, e "excursão" é
uma viagem ou passeio realizado em grupo para fins turísticos ou educacionais.
Alternativa "D" - Errada: A forma adequada é "abreviação", que significa a redução de uma palavra
ou frase, e "obsessão", não "obseção", que descreve uma ideia, pensamento ou sentimento que
domina a mente de forma persistente.
8. GABARITO: D
Nessa questão é mais fácil escolher por eliminação, vamos às erradas:
Alternativa "A" - Errada: As palavras corretas são "êxito", "extensão" e "machucado".
"Êxito" significa sucesso ou resultado positivo. É importante não confundir com "hesito", que vem
do verbo hesitar.
"Extensão" se escreve com "X", assim como "extenso" e "extensivo". Isso difere de "estender" e
"estendido", que se escrevem com "S".
"Machucado" é derivado do verbo "machucar", indicando lesão ou dano físico.
Alternativa "C" - Errada: As formas corretas são "enchova" ou "anchova", "pesquisa" e "paralisia".
"Enchova" ou "anchova" refere-se a um tipo de peixe, com ambas as grafias aceitas.
"Pesquisa" e suas derivadas são grafadas com "S", relacionadas ao ato de investigar ou buscar
informações.
"Paralisia" e palavras relacionadas são escritas com "S", indicando a perda de movimento ou
sensação em parte ou todo o corpo.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
9. GABARITO: C
199
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
10. GABARITO: A
Quando o primeiro elemento de uma palavra composta é uma forma verbal, como "porta" (do
verbo portar), "quebra" (do verbo quebrar) e "bate" (do verbo bater), o uso do hífen é obrigatório de
acordo com as regras da ortografia da língua portuguesa. Isso se aplica a compostos em que o
segundo elemento muitas vezes complementa o sentido do primeiro, formando uma unidade
semântica que descreve ações, objetos ou conceitos relacionados à ação do verbo.
Abaixo segue um vídeo do YouTube com explicações mais detalhadas desses assuntos:
https://www.youtube.com/watch?v=WWdap1Xvxqg
200
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Vamos avançar na teoria. Estude os conceitos teóricos abaixo e faça seus resumos e marcações da
matéria. Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos.
201
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A Administração Pública pode ser entendida como o conjunto de órgãos, serviços e agentes do
202
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Estado que, conforme previsto em lei, têm a função de atender às necessidades coletivas, de forma
direta ou indireta. Ela abrange tanto a atuação do governo em seus diversos níveis — União,
Estados, Distrito Federal e Municípios — quanto a execução de políticas públicas destinadas a
garantir os direitos e o bem-estar da população. Esta definição engloba, portanto, desde a
prestação de serviços essenciais, como saúde e educação, até a regulamentação e fiscalização de
atividades econômicas e a manutenção da ordem pública.
Os princípios constitucionais que regem a Administração Pública são fundamentos que orientam a
atuação do Estado, garantindo uma gestão eficaz, ética e democrática. Dentre eles, destacam-se a
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Esses princípios asseguram que
as ações administrativas estejam em conformidade com a lei, sejam realizadas com objetividade,
probidade e transparência, e busquem a otimização dos recursos e a satisfação das necessidades
da sociedade. Eles representam, assim, verdadeiras diretrizes que moldam a conduta dos agentes
públicos e a estruturação da Administração Pública.
As competências e atribuições de cada órgão da Administração Pública são definidas por lei,
estabelecendo as responsabilidades específicas que lhes cabem dentro do conjunto de atividades
do Estado. Essa definição permite uma organização sistêmica da atuação estatal, na qual cada
órgão desempenha papéis complementares, evitando sobreposições e otimizando a utilização dos
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
recursos públicos. As competências podem ser exclusivas, quando somente um órgão pode
executar determinada atividade, ou comuns, permitindo que múltiplos órgãos atuem
conjuntamente na realização de objetivos compartilhados, sempre visando à eficácia da gestão
pública e ao atendimento das necessidades da população.
203
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
204
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A Administração Direta refere-se ao conjunto de órgãos que compõem a estrutura do Estado nos
níveis federal, estadual e municipal, sem personalidade jurídica própria, atuando diretamente sob
o comando do chefe do Executivo (Presidente da República, Governadores e Prefeitos). Esses
órgãos têm suas funções, competências e responsabilidades definidas por lei, sendo responsáveis
pela execução de atividades administrativas, legislativas e judiciárias, de forma centralizada. A
principal característica da Administração Direta é a integração de seus órgãos à pessoa política a
que pertencem, funcionando como uma extensão direta do poder soberano do Estado.
A Administração Indireta é composta por entidades com personalidade jurídica própria, criadas
por lei, com o objetivo de desempenhar funções específicas de forma descentralizada, permitindo
uma gestão mais flexível e especializada. Essas entidades operam sob a supervisão de um órgão da
Administração Direta, mas possuem autonomia administrativa, financeira e, em certos casos,
patrimonial. A estrutura da Administração Indireta inclui autarquias, fundações públicas, empresas
públicas e sociedades de economia mista.
2.2.2 Autarquias
Autarquias são serviços autônomos, criados por lei específica, com personalidade jurídica de direito
público, patrimônio e receita próprios. Destinam-se à execução de atividades típicas da
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Administração Pública que requeiram para seu melhor funcionamento gestão administrativa e
financeira descentralizada. Caracterizam-se pela especialização dos serviços que prestam à
sociedade, como regulamentação, controle, fiscalização e prestação de serviços públicos
específicos, gozando de autonomia gerencial, orçamentária e financeira, dentro dos limites
estabelecidos pela legislação.
205
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
2.2.2.2 Exemplos
Exemplos de autarquias no Brasil incluem o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), responsável
pela administração dos benefícios previdenciários; o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), encarregado da proteção ambiental; e a Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (ANVISA), que regula e fiscaliza produtos e serviços que envolvem risco à
saúde pública. Estes órgãos exemplificam a diversidade de funções desempenhadas pelas
autarquias dentro da estrutura da Administração Pública, atuando em áreas essenciais para o
bem-estar e a segurança da população.
Fundações públicas são entidades de direito público ou privado, criadas por lei, com o propósito
específico de realizar atividades de interesse coletivo, tais como educação, saúde, pesquisa
científica, cultura e desenvolvimento tecnológico, sem fins lucrativos. Diferenciam-se das
autarquias principalmente pela natureza de suas atividades, focadas em objetivos mais específicos
e determinados. As fundações públicas possuem autonomia administrativa, patrimonial, financeira
e gerencial, mas estão sujeitas ao controle e supervisão do Estado, garantindo que suas atividades
estejam alinhadas com as políticas públicas e os interesses da sociedade.
2.2.3.2 Exemplos
As agências reguladoras são autarquias de regime especial, criadas por lei, com a finalidade de
regular e fiscalizar atividades de interesse público em setores específicos da economia, garantindo
o equilíbrio entre os direitos dos consumidores, a preservação do ambiente de negócios saudável e
a promoção da concorrência. Elas possuem autonomia financeira, funcional e administrativa, e são
responsáveis por estabelecer normas, conceder licenças, fiscalizar serviços e aplicar sanções. As
agências reguladoras desempenham um papel crucial na implementação de políticas públicas,
206
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
2.2.4.2 Exemplos
Exemplos de agências reguladoras incluem a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que
regula o setor elétrico brasileiro; a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), responsável
pela regulamentação do setor de telecomunicações; e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA), que regula produtos e serviços que envolvem risco à saúde pública, incluindo alimentos,
cosméticos e medicamentos. Essas agências garantem que os setores sob sua jurisdição operem
de acordo com os padrões e as normas estabelecidas, protegendo assim os interesses da
sociedade.
Empresas públicas são entidades de direito privado, criadas por autorização legislativa específica,
com capital exclusivamente público, pertencente à União, aos Estados, ao Distrito Federal ou aos
Municípios. São instituídas com o objetivo de explorar atividade econômica ou prestar serviços
públicos de forma que o lucro não é o principal objetivo, mas sim atender às necessidades da
coletividade. Caracterizam-se pela sua autonomia gerencial, administrativa e financeira, embora
estejam sujeitas ao controle e fiscalização do Estado, assegurando que suas atividades estejam
alinhadas com as políticas públicas e os interesses da sociedade.
207
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
órgãos de controle externo, como o Tribunal de Contas, e devem realizar licitações para a
contratação de obras, serviços, compras e alienações, conforme determina a legislação.
3.1.4 Exemplos
Sociedades de economia mista são entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado,
criadas por autorização em lei, com participação do Estado e de acionistas privados no capital
social. Diferenciam-se das empresas públicas principalmente pela composição de seu capital.
Enquanto as empresas públicas possuem capital integralmente público, as sociedades de
economia mista combinam recursos estatais e privados. Essas entidades são instituídas com o
objetivo de explorar atividades econômicas ou prestar serviços públicos, operando sob a lógica
empresarial mas com a missão de atender ao interesse público. A presença do Estado como
acionista majoritário assegura que as diretrizes governamentais influenciem sua gestão e
operações.
Nas sociedades de economia mista, o capital social é composto por uma parte pertencente ao
Estado (União, Estados, Distrito Federal ou Municípios) e outra parte por investidores privados. O
Estado deve deter a maioria do capital votante, garantindo assim o controle acionário da entidade.
Essa estrutura de capital permite que essas empresas combinem a eficiência e as práticas de
gestão do setor privado com os objetivos e as finalidades públicas determinadas pelo Estado,
buscando equilibrar interesses comerciais e sociais em sua operação.
As sociedades de economia mista estão submetidas a um regime jurídico híbrido. Por um lado,
como entidades de direito privado, regem-se pelas normas aplicáveis às empresas privadas,
especialmente as leis comerciais e societárias. Por outro, devido à participação estatal em seu
capital e à natureza de suas atividades, estão sujeitas a princípios da administração pública, como
legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade. Além disso, devem observar as regras de
208
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
licitação e contratação pública, e estão sujeitas à fiscalização por órgãos de controle externo, como
os Tribunais de Contas.
3.2.4 Exemplos
Embora tanto empresas públicas quanto sociedades de economia mista possam operar em
diversos setores da economia, a escolha entre uma ou outra forma jurídica pode ser influenciada
pela área de atuação pretendida. Empresas públicas são frequentemente criadas para atuar em
áreas em que se busca um controle mais direto do Estado sobre serviços essenciais ou
estratégicos, enquanto as sociedades de economia mista tendem a ser utilizadas em setores que
demandam uma interação maior com o mercado, aproveitando a dinâmica e a flexibilidade
proporcionadas pela participação privada no capital.
209
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
As atividades das empresas públicas e sociedades de economia mista estão sujeitas à fiscalização
por diversos órgãos, incluindo os Tribunais de Contas (União, Estados e Municípios), as
Controladorias-Gerais e os Ministérios responsáveis pela área de atuação da entidade. Esses órgãos
de fiscalização têm como função verificar a legalidade, a legitimidade, a economicidade e a
eficiência da gestão financeira, orçamentária e patrimonial dessas empresas, assegurando que
suas operações estejam alinhadas com os interesses públicos e com as diretrizes governamentais.
A Lei nº 13.303/2016, conhecida como Lei das Estatais, estabeleceu normas de governança
corporativa, de transparência e de práticas de gestão para empresas públicas e sociedades de
economia mista. Essa legislação visa fortalecer o controle e a fiscalização das atividades dessas
entidades, impondo regras mais rígidas para licitações e contratos, definição de políticas de
remuneração e gestão de pessoal, e obrigações de transparência e divulgação de informações. A
Lei das Estatais representa um avanço significativo na busca por uma administração mais
eficiente, ética e responsável das empresas estatais, contribuindo para o aumento da confiança da
sociedade nas instituições públicas.
Agora é hora de testar seus conhecimentos! Resolva toda a lista de exercícios abaixo. A seguir,
confira o gabarito e os comentários de cada questão.
1) CESGRANRIO - 2014
Direito Administrativo - Administração Direta (Órgãos Públicos)
Os órgãos da Administração Pública atendem a sucessivos governos dos mais variados matizes
políticos. Essa circunstância não afeta os órgãos administrativos dada a sua característica de
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
a) neutralidade
b) parcialidade
c) honestidade
d) validade
e) entidade
210
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
2) CESGRANRIO - 2014
Direito Administrativo - Administração Direta (Órgãos Públicos)
Na Administração Pública brasileira existem os denominados órgãos primários. Nessa categoria
podem ser alocados os
a) provisionadores
b) departamentos
c) inspetores
d) ministérios
e) tribunais
3) CESGRANRIO - 2023
Direito Administrativo - Administração Indireta
A Administração Pública indireta é composta por entes descentralizados, de competência do
governo, criados para desempenharem variadas funções de serviços à população. Nesse sentido,
existe uma entidade que assume a forma de pessoa jurídica, cuja criação é autorizada por lei, como
um instrumento de ação do Estado, dotada de personalidade de Direito Privado, mas submetida a
certas regras especiais, decorrentes dessa sua natureza auxiliar da atuação governamental. Ela é
constituída sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertencem em sua
maioria à União ou a uma entidade de sua administração indireta, sobre remanescente acionário
de propriedade particular.
Essa entidade é chamada de
a) empresa pública
b) autarquia especial
c) agência reguladora
d) sociedade de economia mista
e) agência executiva
4) CESGRANRIO - 2022
Direito Administrativo - Administração Indireta
A iniciativa, no âmbito do processo legislativo, para a criação de uma autarquia federal, que é ente
da administração pública indireta, compreendida como o serviço autônomo, criado por lei, com
personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da
Administração Pública que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
211
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
5) CESGRANRIO - 2018
Direito Administrativo - Administração Indireta
Considerando as características dos entes que compõem a administração pública indireta, uma
das diferenças entre as empresas públicas e as sociedades de economia mista baseia-se na
a) estrutura de propriedade
b) criação por meio de lei
c) regras de admissão de pessoal
d) personalidade jurídica privada
e) possibilidade de falência
6) CESGRANRIO - 2018
Direito Administrativo - Administração Indireta
Nos termos do Decreto Lei nº 200/1967, a Sociedade de Economia Mista é a entidade dotada de
personalidade jurídica de direito privado, criada por lei para a exploração de atividade econômica,
sob a forma de sociedade
a) simples
b) anônima
c) integral
d) por cotas
e) por comandita
7) CESGRANRIO - 2014
Direito Administrativo - Administração Indireta
Na complexa organização da Administração Pública federal, atuam diversas pessoas jurídicas,
dentre as quais as autarquias.
Considera-se um privilégio das autarquias a
a) execução privada
b) quitação de taxas federais
c) impenhorabilidade dos seus bens
d) irresponsabilidade dos seus dirigentes
e) equiparação com as sociedades de economia mista
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
8) CESGRANRIO - 2014
Direito Administrativo - Administração Indireta
A autarquia criada pelo ente público para prestar determinados serviços tem como característica a
sua
a) vinculação
212
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
b) dependência
c) autonomia
d) organização
e) funcionalidade
9) CESGRANRIO - 2014
Direito Administrativo - Administração Indireta
Os processos admissionais na Administração Pública dependem de aprovação prévia em concurso
público, ressalvados os cargos comissionados e os de livre nomeação. Há, porém, trabalhadores
sem concurso público que atuam junto à Administração Pública, cuja forma de contratação não
gera vínculo empregatício.
Esses trabalhadores atuam em organizações que, juridicamente, se relacionam com a
Administração Pública na forma de
a) autarquias
b) fundações
c) empresas públicas
d) sociedades de economia mistas
e) prestadoras de serviços contratadas
Essas empresas estatais, que têm participação privada, realizam atividade econômica de produção
e comercialização de bens e não possuem privilégios equivalentes à Fazenda Pública, são as
denominadas
a) Fundações públicas
b) empresas de parceria
c) Entidades do Terceiro Setor
213
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
214
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
As sociedades de economia mista federais são pessoas jurídicas de direito privado que integram a
Administração Pública Federal.
Uma característica aplicável ao regime jurídico das referidas entidades é a(o)
a) inexistência de controle por parte do Tribunal de Contas da União
b) desnecessidade de licitação prévia para contratar com terceiros
c) autorização para instituição dependente de lei específica
d) submissão compulsória à Lei de Responsabilidade Fiscal
e) regime de pessoal estatutário
c) autotutela administrativa
d) desconcentração
e) outorga
215
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
216
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Dessa forma, a opção correta é a letra "A", que destaca a neutralidade como característica dos
órgãos administrativos. Este princípio é um pilar para a Administração Pública, pois assegura que a
atuação governamental seja conduzida de maneira objetiva e imparcial, evitando-se assim
qualquer desvio ou influência indevida que possa comprometer a eficácia e a eficiência dos
serviços públicos prestados à sociedade.
Contudo, o gabarito oficial aponta "tribunais" como a resposta correta. Esta escolha pode ser
entendida sob a ótica de que, na questão de classificação e organização administrativa, os
tribunais, enquanto órgãos do Poder Judiciário, exercem funções primárias de jurisdição, as quais
são fundamentais e estruturantes para o Estado de Direito, assegurando a aplicação das leis e a
manutenção da justiça. A sua classificação como órgãos primários reflete a independência e a
autonomia do Poder Judiciário em relação aos demais poderes, além de sua importância
fundamental na estrutura do Estado.
categoria. A menção a "tribunais" como resposta correta destaca a importância dos órgãos
judiciários no contexto da Administração Pública, embora tradicionalmente a referência à
Administração Direta e aos órgãos primários esteja mais associada aos entes de natureza
executiva.
217
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Essa configuração permite que a sociedade de economia mista opere sob condições mais flexíveis
que as entidades de direito público, como as autarquias, mas ainda assim esteja alinhada aos
objetivos e às políticas definidas pelo governo. Isso inclui a realização de atividades econômicas de
forma competitiva no mercado, ao mesmo tempo em que cumpre finalidades públicas específicas,
sob orientação e controle do Estado. A menção à constituição sob a forma de sociedade anônima e
a propriedade majoritária das ações com direito a voto pela União ou por entidade da
administração indireta, com a possibilidade de participação acionária privada, é distintiva das
sociedades de economia mista, conforme descrito no enunciado da questão.
Portanto, a opção "D" (sociedade de economia mista) é a resposta correta, pois reflete
adequadamente a natureza jurídica, a forma de criação, a composição do capital social e o regime
de funcionamento dessas entidades, alinhando-se com a descrição fornecida na questão sobre
uma entidade criada por lei, de personalidade jurídica de direito privado, com controle acionário
majoritário estatal e participação minoritária privada, destinada a atividades econômicas ou
serviços públicos.
Este arranjo permite que as autarquias desenvolvam suas funções com maior eficiência e
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
218
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Essa diferença na estrutura de propriedade tem implicações significativas para a forma como essas
entidades são governadas e operam. As empresas públicas, por serem de propriedade exclusiva do
Estado, estão sujeitas a um controle administrativo e regulatório mais direto, refletindo os
interesses públicos de maneira mais imediata em suas operações. Já as sociedades de economia
mista, ao incluírem acionistas privados, especialmente em sua estrutura acionária, devem
equilibrar os interesses do Estado com os do mercado, o que pode influenciar sua governança e
estratégias operacionais.
A necessidade de incluir capital privado nas sociedades de economia mista visa conferir-lhes maior
flexibilidade e capacidade de atuação no mercado, potencializando a eficiência econômica sem se
afastar dos objetivos públicos que motivaram sua criação. Portanto, a "estrutura de propriedade"
(opção "A") serve como a base fundamental dessa diferenciação, determinando não apenas
aspectos de governança e controle, mas também influenciando a missão, as estratégias e o modo
de operação dessas entidades no cumprimento de suas funções.
privado, criada por lei para a exploração de atividade econômica ou a prestação de serviços
públicos, operando sob a forma de sociedade anônima. Este modelo organizacional permite que o
Estado participe do mercado econômico, diretamente ou por meio de prestação de serviços,
combinando a eficiência típica do setor privado com objetivos de interesse público.
219
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A adoção da forma de sociedade anônima assegura uma estrutura de governança corporativa que
facilita a captação de recursos, tanto públicos quanto privados, e proporciona uma gestão que
pode se beneficiar de práticas e inovações do setor privado, visando à eficiência e competitividade.
Ao mesmo tempo, mantém-se o controle acionário majoritário pelo Estado, garantindo que as
finalidades públicas prevaleçam sobre os interesses puramente econômicos.
Portanto, a opção "B" (anônima) é corretamente identificada como a natureza jurídica das
Sociedades de Economia Mista, refletindo a sua organização e funcionamento específicos que
combinam elementos do setor público e privado para atingir seus objetivos.
A impenhorabilidade dos bens das autarquias assegura que suas propriedades não possam ser
objeto de penhora, execução ou qualquer outra medida judicial que possa comprometer a
prestação de serviços essenciais à população. Este princípio está alinhado à ideia de que os bens
afetados à prestação de serviços públicos ou ao desempenho de atividades de interesse coletivo
devem ser protegidos contra intervenções que possam interromper ou prejudicar essas funções.
Essa característica é essencial para a manutenção da eficiência e eficácia dos serviços públicos,
garantindo que as autarquias possam operar sem o risco de terem seus bens essenciais
indisponíveis por conta de processos judiciais. A impenhorabilidade contribui, assim, para a
estabilidade e segurança jurídica necessárias à Administração Pública, permitindo que as
autarquias cumpram suas missões institucionais sem interrupções.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Portanto, a opção "C" (impenhorabilidade dos seus bens) é corretamente identificada como um
privilégio das autarquias, refletindo a importância dessas entidades na estrutura da Administração
Pública e a necessidade de proteger seus bens para a contínua prestação de serviços públicos.
220
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Essa autonomia não significa independência completa do ente federativo que as criou, visto que as
autarquias estão vinculadas ao ente criador em aspectos de supervisão e controle, principalmente
no que tange à observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade
e eficiência. No entanto, dentro dos limites legais, as autarquias têm liberdade para organizar suas
atividades e utilizar seus recursos da maneira que considerarem mais apropriada para cumprir
suas finalidades.
Assim, a opção "C" (autonomia) identifica corretamente uma característica essencial das
autarquias, destacando a importância da gestão autônoma para a eficácia e eficiência na
prestação de serviços públicos especializados.
221
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Além disso, permite uma gestão de custos mais flexível, adaptando-se às variações na demanda
por serviços sem os encargos e as obrigações que acompanham o vínculo empregatício
tradicional.
A opção "B" (imunidade de impostos sobre seu patrimônio) destaca corretamente um dos
privilégios das autarquias, enfatizando o reconhecimento de sua importância na execução de
serviços públicos essenciais e na promoção do bem-estar social. Essa imunidade é um instrumento
que assegura que os recursos destinados às autarquias sejam integralmente aplicados na
consecução de seus objetivos institucionais, contribuindo assim para a eficiência e efetividade da
gestão pública.
222
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
nas mãos do Estado, ao mesmo tempo que permitem a participação de capital privado em sua
composição acionária. Este modelo permite que tais entidades atuem de forma mais flexível e
adaptada às dinâmicas do mercado, comparativamente às empresas puramente estatais ou aos
órgãos da Administração Direta.
A escolha das sociedades de economia mista como veículo para a intervenção estatal em áreas
estratégicas da economia visa combinar a eficiência operacional típica do setor privado com os
objetivos de política pública perseguidos pelo Estado. Essa estratégia é particularmente relevante
em setores onde se busca promover o desenvolvimento econômico, a inovação e a
competitividade, ao mesmo tempo em que se assegura a prestação de serviços essenciais à
população.
Ao contrário das entidades da Fazenda Pública, as sociedades de economia mista não gozam de
todos os privilégios fiscais e processuais típicos do Estado, uma vez que sua atuação se dá também
sob as regras e pressões do mercado. Isso significa que, embora beneficiem-se de certas vantagens
decorrentes do seu status híbrido, como a capacidade de captação de recursos tanto no setor
público quanto privado, elas também estão sujeitas a riscos e desafios próprios das empresas
privadas.
A opção "D" (Sociedades de Economia Mista) é correta, refletindo a natureza dessas entidades que,
por definição, estão na interseção entre o público e o privado, desempenhando um papel crucial
na política econômica e na prestação de serviços públicos sob uma ótica de eficiência e
responsividade às necessidades do mercado e da sociedade.
Por outro lado, a Administração Indireta é composta por entidades dotadas de personalidade
jurídica própria, criadas para desempenhar funções específicas de forma descentralizada, com
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
A opção "B" (as Fundações Públicas, como, por exemplo, o IBGE) é correta ao identificar as
223
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
entidades que não são integrantes da Administração Direta. As fundações públicas, assim como as
demais entidades da Administração Indireta, possuem autonomia e personalidade jurídica própria,
sendo criadas especificamente para atender a determinados objetivos de interesse público, em
áreas como pesquisa, cultura, assistência social, entre outras. Ao contrário dos órgãos da
Administração Direta, que são parte integrante da estrutura organizacional do Estado sem
personalidade jurídica independente, as fundações públicas desempenham suas atividades com
um grau maior de autonomia administrativa e financeira, dentro dos limites estabelecidos pela
legislação e sob a supervisão do ente federativo que as instituiu.
Essa estruturação permite que o Estado brasileiro, por meio dessas entidades, conjugue a
eficiência típica do setor privado com os objetivos e finalidades públicas, garantindo assim a
adequada prestação de serviços e o atendimento das necessidades da população, alinhados aos
princípios da eficiência, impessoalidade e moralidade administrativas.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
224
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
que compõem a administração indireta são criadas por lei ou mediante autorização legal, com o
objetivo de desempenhar funções administrativas específicas, permitindo uma gestão mais
especializada e focada em determinadas áreas de atuação. Entre essas entidades, destacam-se as
autarquias, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, cada uma com
características e objetivos específicos dentro do contexto da administração pública.
A necessidade de uma lei específica para a criação de sociedades de economia mista federais
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
reflete o entendimento de que, embora operem sob o regime de direito privado, essas entidades
desempenham funções de relevante interesse público e, portanto, sua constituição deve ser objeto
de deliberação pelo poder legislativo. Esse mecanismo garante uma maior transparência e
controle democrático sobre a atuação estatal no domínio econômico, além de permitir um debate
público acerca das finalidades, áreas de atuação e estruturas organizacionais dessas empresas.
225
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Além disso, a autorização legislativa específica assegura que as sociedades de economia mista
sejam criadas com objetivos claros e bem definidos, dentro de um marco regulatório que
estabelece limites e diretrizes para sua operação, governança e fiscalização. Isso inclui a submissão
dessas entidades aos princípios da administração pública, bem como a supervisão de órgãos de
controle externo, como o Tribunal de Contas da União, reforçando seu compromisso com a
eficiência, a transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
226
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
com níveis de competências específicas, mas que permanecem vinculados ao mesmo ente
federativo.
A opção "A" (proteção do direito dos consumidores e coibição do abuso de poder econômico)
identifica corretamente duas das principais atividades desenvolvidas pelas agências reguladoras.
Essas atividades são fundamentais para assegurar que os serviços prestados pelos setores
regulados atendam a padrões de qualidade, eficiência e acessibilidade, protegendo os
consumidores de práticas abusivas e garantindo um ambiente de mercado saudável e
competitivo. Além disso, ao coibir o abuso de poder econômico, as agências reguladoras
contribuem para a prevenção e o combate a monopólios e oligopólios, assegurando a livre
concorrência e a diversidade de ofertas no mercado.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
227
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Administração e Fiscal, exigindo a criação de um comitê estatutário responsável por essa avaliação
(opção "B").
228
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Muito resumidamente, o estudo da Organização Administrativa é o estudo dos órgãos públicos que
compõem a administração. Como são criados e extintos, suas funções, bem como as entidades da
administração indireta (autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista). Além
disso, as formas como o Estado presta as suas atividades administrativas para a sociedade, de forma
centralizada ou descentralizada.
a) Centralização x Descentralização:
- Centralização: A centralização administrativa é a situação em que o Estado executa suas tarefas
diretamente, por intermédio de seus inúmeros órgãos e agentes administrativos que compõem a
sua estrutura funcional.
- Descentralização: Em vez de desenvolver suas atividades administrativas por si mesmo, o Estado
transfere a execução dessas atividades a particulares ou a outras pessoas jurídicas, de direito
público ou privado.
b) Concentração x Desconcentração
- Concentração: Consiste na ausência completa de distribuição de tarefas entre repartições
internas, constituindo-se em situação raríssima na administração pública. Como na concentração
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
administrativa inexiste mais de um órgão, também inexiste, por óbvio, qualquer relação de
hierarquia entre órgãos.
- Desconcentração: Consiste na distribuição interna de competências, no âmbito da mesma pessoa
jurídica. Com efeito, na desconcentração administrativa as atribuições são distribuídas entre os
órgãos que integram a mesma instituição.
229
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
c) Modalidades de Descentralização:
- Territorial: A descentralização territorial ou geográfica é a que se verifica quando uma entidade
local, geograficamente delimitada, é dotada de personalidade jurídica própria de direito público,
com capacidade administrativa genérica. Esse tipo de descentralização normalmente é
encontrado em Estados unitários. No Brasil, os territórios federais, atualmente não existentes, mas
ainda citados na Constituição Federal, eram considerados exemplo de descentralização da União;
- Por Serviços, Funcional ou Técnica ou Outorga: É aquela em que o ente federativo cria uma
pessoa jurídica de direito público ou privado (entidades da Administração Indireta) e atribui a elas
a titularidade e a execução de determinado serviço público (ex.: autarquias, fundações públicas,
empresas públicas e sociedades de economia mista);
- Por Colaboração: É aquela em que por meio de contrato administrativo (concessão ou permissão)
ou ato administrativo unilateral (autorização) se transfere a execução de determinado serviço
público a pessoa jurídica de direito privado, que já existia anteriormente,
conservando ao Poder Público a titularidade do serviço.
- Delegação: A delegação (ou delegação negocial) ocorreria quando, por contrato ou ato unilateral,
o Estado transferisse a terceiro (pessoa física ou jurídica) unicamente a execução do serviço
público, para que o delegatário, em seu nome e por sua conta e risco, desempenhasse as
atividades.
2) Órgãos Públicos:
Características dos órgãos públicos
1) Os órgãos podem ser definidos como compartimentos ou centro de atribuições que se
encontram inseridos dentro de determinada pessoa jurídica;
2) Não se confundem com a pessoa jurídica; a pessoa jurídica é o todo, enquanto os órgãos são
parcelas integrantes do todo;
3) A criação de órgãos é justificada pela necessidade de especialização das funções estatais;
4) A divisão em órgãos é fenômeno que existe tanto na estrutura das pessoas políticas
(Administração Direta) quanto na estrutura das entidades da Administração Indireta;
5) No âmbito da Administração Direta, a criação e a extinção de órgãos dependem de lei. Contudo,
a mera disciplina da organização e funcionamento desta, desde que não impliquem aumento de
despesa, podem ser veiculados em decreto do chefe do Poder Executivo;
6) Os órgãos não possuem personalidade jurídica, esta é atributo apenas da pessoa jurídica a que
pertencem;
7) A atuação dos órgãos é imputada a pessoa jurídica que integram;
8) Em regra, os órgãos não possuem capacidade processual, mas a doutrina e a jurisprudência,
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
3) Administração Direta: Corresponde às próprias pessoas políticas, exercendo suas atribuições por
230
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
meio dos seus órgãos, podemos falar em administração direta no âmbito federal (ex.: Presidência
da República, Ministérios, Casa Civil etc.), estadual (Governadorias, Secretarias Estaduais,
Procuradorias Estaduais etc.), distrital (Governadoria, Secretarias do Distrito Federal etc.) e
municipal (Prefeituras, órgãos de assessoramento ao Prefeito, Secretarias Municipais etc.).
Criação e Extinção de órgãos da administração pública - arts. 48, XI e 61, § 1º, e, ambos da CRFB/88:
dependem de lei de iniciativa privativa do chefe do Executivo a quem compete, privativamente, dispor
sobre a organização e funcionamento desses órgãos públicos, por meio de decreto. Todavia, quando não
implicar aumento de despesas nem criação ou extinção de órgãos públicos, conforme o disposto no art.
84, VI, b, da CRFB/88. Se ocorrer o aumento, o chefe do executivo deve criar um projeto de lei para ser
posto à aprovação nas correspondentes casas legislativas. Após criado o órgão, sua estruturação interna
pode ser feita por meio de decreto.
4) Administração Indireta:
Criação das Entidades da Administração Indireta - art. 37, XIX, da CRFB/88: somente por lei específica
ORDINÁRIA, poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de
economia mista e de fundação, reservando-se à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de
atuação.
Não pode, nessa lei, haver matéria estranha, que não seja a criação ou autorização para criar a nova
pessoa jurídica.
A competência para propor a lei será do Poder interessado em constituir a entidade.
Para as autarquias, a lei específica cria a entidade. não necessitando de registro em nenhum local. Já na
hipótese de empresa pública e sociedade de economia mista, a lei específica é apenas autorizativa. A
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
231
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
232
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos
233
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Conteúdo Teórico
234
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Êxodo rural: A migração da população do campo para as cidades foi um fator crítico, impulsionada
pela mecanização da agricultura e a atração de oportunidades econômicas nas cidades.
Planos de conjunto (1930 - 1965): Buscavam uma visão mais ampla do território urbano, incluindo
zoneamento, uso do solo e integração dos bairros ao centro urbano.
Planos de desenvolvimento integrado (1965 - 1971): Incluíam aspectos econômicos e sociais além
dos territoriais, mas enfrentaram dificuldades de implementação devido à complexidade e
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Planos sem mapas (1971 - 1992): Em resposta à complexidade dos planos anteriores, estes eram
mais simplificados, focando em objetivos gerais sem diagnósticos técnicos extensos.
Constituição de 1988 e Estatuto da Cidade (1992 - 1988/2001): Marcaram uma nova fase,
235
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Impactos e Desafios
Era Colonial: Durante o período colonial, as cidades brasileiras surgiram principalmente como
centros administrativos e de exploração de recursos naturais. Estes centros eram estrategicamente
localizados ao longo da costa ou em áreas de mineração no interior.
Independência e Período Imperial: Após a independência, o Brasil viu uma lenta transição de uma
sociedade agrária para uma mais urbanizada, especialmente com o crescimento do café no século
XIX, que deslocou o foco econômico para as regiões de cultivo e, subsequentemente, para as
cidades próximas.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
236
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Desigualdade Social: As cidades brasileiras, embora centros de oportunidades, também são palcos
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Transformações Contemporâneas
237
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Alterações no Ordenamento Espacial: Entre o final do século XIX e o século XX, mudanças na
economia brasileira, como o declínio dos ciclos econômicos baseados em produtos primários
(como o café), reorientaram o foco para os centros urbanos, especialmente na região Sudeste.
Industrialização e Urbanização
Crescimento das Áreas Urbanas: A industrialização, que se intensificou no século XX, foi um fator
decisivo para o avanço da urbanização. As cidades se expandiram e se tornaram centros de
atividade econômica e oportunidades de emprego.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Urbanização no Século XX
238
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Metropolização: Nas décadas de 1950 e 1960, o Brasil experimentou um processo rápido e intenso
de urbanização, resultando na formação de grandes metrópoles e regiões metropolitanas.
Urbanização Contemporânea
Cidades Médias em Ascensão: Mais recentemente, tem-se observado um crescimento das cidades
médias, que começam a desempenhar um papel mais importante na economia e demografia do
país.
Revisão dos Planos Diretores: Atualmente, muitas cidades brasileiras estão em processo de revisão
de seus planos diretores, buscando abordagens mais sustentáveis e inclusivas para o
desenvolvimento urbano.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
239
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Aumento das Disparidades: Apesar dos benefícios econômicos, a urbanização também exacerbou
as desigualdades sociais. As cidades brasileiras apresentam contrastes marcantes entre riqueza e
pobreza, evidenciados pela coexistência de bairros ricos e favelas.
Mobilidade Urbana
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Iniciativas de Melhoria: Algumas cidades brasileiras têm investido em soluções de transporte, como
expansão do metrô e sistemas de ônibus de trânsito rápido (BRT), para melhorar a mobilidade e
240
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
reduzir a poluição.
Iniciativas de Saúde Urbana: Há esforços contínuos para melhorar a saúde pública urbana,
incluindo campanhas de vacinação, melhorias na infraestrutura de saneamento e acesso ampliado
a serviços de saúde.
Exemplos no Brasil: Um exemplo clássico de conurbação no Brasil é a região do Grande Rio, onde
várias cidades vizinhas ao Rio de Janeiro cresceram e se interligaram.
Conceito e Evolução: Regiões metropolitanas são grandes áreas urbanas que incluem uma
241
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
metrópole principal e suas áreas urbanas satélites. Elas são caracterizadas por intensa interação
econômica, social e de infraestrutura.
Exemplos Brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são exemplos de regiões
metropolitanas no Brasil, onde a metrópole central exerce influência significativa sobre as cidades
menores e áreas suburbanas circundantes.
Abordagens Integradas: O planejamento eficaz das regiões metropolitanas exige uma abordagem
integrada que considera as complexidades socioeconômicas, ambientais e políticas dessas áreas.
Entendendo a Conurbação
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Conceito: Conurbação refere-se ao processo pelo qual cidades ou áreas urbanas adjacentes se
expandem e se fundem fisicamente, formando uma área urbana contínua. Esta fusão ocorre
mantendo-se as individualidades administrativas das cidades envolvidas.
242
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
administrações separadas.
Exemplos Notáveis: Um exemplo significativo é a região do Grande Rio, onde cidades como São
Gonçalo, Niterói e Duque de Caxias estão fisicamente integradas ao Rio de Janeiro, mas mantêm
suas administrações independentes.
Desafios Sociais: A conurbação pode intensificar desafios sociais, como desigualdades, problemas
de habitação e infraestrutura, especialmente em áreas onde o crescimento urbano não é
acompanhado por planejamento e investimento adequados.
Gestão Integrada: A conurbação exige uma abordagem de planejamento e gestão urbana que
transcenda as fronteiras administrativas, promovendo políticas integradas para lidar com questões
de transporte, habitação, saúde e educação.
243
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Exemplos Significativos
Região Metropolitana de São Paulo:É a maior e mais populosa do Brasil, sendo um dos principais
centros financeiros e comerciais da América Latina. Desafios incluem congestionamento, poluição,
desigualdades sociais e problemas de habitação.
Região Metropolitana do Rio de Janeiro: Conhecida por sua importância cultural e turística,
enfrenta desafios semelhantes a São Paulo, com questões adicionais relacionadas à segurança
pública e à gestão de áreas informais como favelas.
Região Metropolitana de Belo Horizonte: Importante polo industrial e de serviços, também lida
com questões de mobilidade urbana e expansão urbana desordenada.
Gestão e Desenvolvimento
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Políticas Públicas: O desenvolvimento de políticas públicas eficazes é crucial para enfrentar esses
desafios, exigindo cooperação entre diferentes níveis de governo e a participação da sociedade
244
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
civil.
Perspectivas Futuras
Inovação e Tecnologia: Tecnologias emergentes e inovações urbanísticas são cada vez mais vistas
como ferramentas chave para enfrentar os desafios urbanos e melhorar a gestão das regiões
metropolitanas.
Diversidade e Desigualdade: Essas áreas são marcadas por uma grande diversidade social e
econômica, mas também por significativas desigualdades, com áreas de grande riqueza
coexistindo com zonas de extrema pobreza.
245
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
246
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Definição: A rede urbana refere-se ao conjunto de cidades interligadas por relações econômicas,
sociais, culturais e políticas, formando um sistema que contribui para o desenvolvimento regional
e nacional.
Hierarquia Urbana: As cidades dentro de uma rede urbana podem ser classificadas em diferentes
níveis hierárquicos, baseados em sua influência e tamanho, variando de metrópoles nacionais a
pequenos centros urbanos.
Diversidade e Desigualdade: A rede urbana brasileira é marcada por uma grande diversidade, mas
também por desigualdades significativas entre diferentes regiões e cidades.
Interdependência: As cidades dentro de uma rede urbana são interdependentes, com fluxos de
pessoas, bens, serviços e informações conectando-as.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Função das Cidades: Cada cidade na rede tem funções específicas, algumas podem ser centros
industriais, enquanto outras são importantes para o comércio, serviços ou agricultura.
247
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Conceito: A hierarquia urbana é uma forma de classificar cidades com base em seu tamanho,
influência e funções que desempenham na rede urbana. Ela vai desde grandes metrópoles até
pequenas cidades.
Metrópoles e Cidades Globais: No Brasil, cidades como São Paulo e Rio de Janeiro são consideradas
metrópoles globais, exercendo influência significativa a nível nacional e internacional.
Interconexões Regionais
Redes de Cidades: Cidades dentro de uma mesma região ou mesmo em diferentes regiões estão
interligadas através de redes de transporte, comunicação e fluxos econômicos.
Papel das Interconexões: Estas interconexões são vitais para o desenvolvimento econômico e
248
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Desafios e Oportunidades
Desigualdade nas Interconexões: Desafios incluem desigualdades nas conexões entre cidades, com
algumas áreas bem integradas e outras isoladas.
249
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Desafios Contemporâneos
Gestão Ambiental: Políticas focadas na gestão ambiental, incluindo a preservação de áreas verdes,
o manejo de resíduos e a mitigação de impactos das mudanças climáticas.
Implementação e Avaliação
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
250
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Atração das Cidades: As cidades oferecem mais oportunidades de emprego, educação e serviços
de saúde, atraindo pessoas do campo.
Crescimento Demográfico nas Cidades: O êxodo rural contribuiu para o rápido crescimento
populacional nas áreas urbanas, muitas vezes ultrapassando a capacidade das cidades de fornecer
infraestrutura e serviços adequados.
Mudanças na Agricultura: O êxodo rural também levou a mudanças nas práticas agrícolas, com
aumento da mecanização e, em alguns casos, abandono de terras agrícolas.
251
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Políticas de Uso do Solo: Implementação de políticas eficazes de uso do solo para orientar o
crescimento urbano de forma sustentável, evitando a expansão descontrolada.
Habitação Acessível: A falta de habitação acessível é um problema crítico, muitas vezes levando ao
surgimento de favelas e assentamentos informais.
252
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Inclusão Social e Equidade: As políticas urbanas devem focar na inclusão social e na redução das
desigualdades, garantindo acesso igualitário a serviços e oportunidades.
Sustentabilidade e Resiliência
Resiliência Urbana: Fortalecer a resiliência das cidades a desafios como mudanças climáticas e
desastres naturais, através de planejamento e design urbano adequados.
Tecnologia e Inovação: Incorporar tecnologias inovadoras para melhorar a eficiência dos serviços
urbanos e a gestão da cidade.
Participação Cidadã: Envolver os cidadãos no processo de planejamento urbano para garantir que
as necessidades e desejos da comunidade sejam atendidos.
253
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Tendências Emergentes
Cidades Inteligentes: A integração de soluções tecnológicas para melhorar a eficiência dos serviços
urbanos e a qualidade de vida dos cidadãos.
Smart Cities: Cidades brasileiras estão adotando conceitos de "cidades inteligentes", integrando
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
tecnologia para otimizar serviços urbanos, como iluminação pública, gestão de tráfego e serviços
de emergência.
254
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Gestão de Recursos Naturais: As cidades estão se tornando mais conscientes na gestão sustentável
de recursos, como água e energia, adotando práticas como captação de água da chuva e energia
solar.
Revitalização Urbana: Projetos de revitalização de áreas centrais e históricas visam não só restaurar
o patrimônio, mas também estimular a atividade econômica e cultural.
Resiliência Urbana
Planejamento para Mudanças Climáticas: As cidades estão cada vez mais focadas em se tornar
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Redes de Cidades Resilientes: Iniciativas que conectam cidades para compartilhar conhecimentos,
experiências e melhores práticas em resiliência urbana.
255
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Fatores Históricos e Econômicos: Essas disparidades são em parte devidas a fatores históricos,
políticas econômicas e a distribuição desigual de investimentos e recursos.
Migração Interna: As disparidades muitas vezes resultam em migração interna significativa, com
pessoas se deslocando de regiões menos desenvolvidas para cidades em regiões mais
desenvolvidas em busca de melhores oportunidades.
Desafios Socioeconômicos: Regiões menos desenvolvidas enfrentam desafios como maior taxa de
desemprego, infraestrutura deficiente e menor acesso a serviços de qualidade.
256
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Participação Comunitária
257
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Gestão Sustentável da Cidade: Promover uma gestão urbana que seja sustentável, equilibrada e
que minimize o impacto ambiental das cidades.
Integração Setorial: Assegurar que as políticas urbanas sejam integradas entre diferentes setores,
como habitação, transporte, saúde e educação, para uma abordagem mais holística.
Conceito de Megalópole: Uma megalópole é uma extensa área urbana formada pela convergência
de duas ou mais metrópoles, geralmente abrigando uma população significativa e uma forte
atividade econômica.
Exemplos no Brasil
258
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Megalópole Rio-São Paulo: A região que se estende de São Paulo até o Rio de Janeiro é
frequentemente citada como um exemplo emergente de megalópole no Brasil, conectando duas
das maiores e mais importantes cidades do país.
Gestão Urbana: A gestão de uma área urbana tão extensa e densamente povoada apresenta
desafios significativos, especialmente em termos de planejamento urbano, transporte e
infraestrutura.
Questões Ambientais: Problemas como poluição do ar e gestão de resíduos são agravados pela alta
densidade populacional e atividade industrial.
259
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Desenvolvimento Cultural e Educacional: Estas áreas oferecem uma rica diversidade cultural e
educacional, com numerosas instituições de ensino superior, museus, teatros e outras instituições
culturais.
Programas de Inclusão Social: Desenvolver programas que visem reduzir as desigualdades sociais,
promovendo a inclusão e o acesso equitativo a oportunidades.
Participação Comunitária: Encorajar a participação ativa das comunidades locais nas decisões de
planejamento e desenvolvimento urbano.
Definição: Cidades médias são aquelas que, em termos de população e infraestrutura, ocupam
uma posição intermediária entre pequenas cidades e grandes metrópoles.
260
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Serviços e Infraestrutura: Elas oferecem uma gama de serviços e infraestrutura, como educação
superior e atendimento médico, que são vitais para as áreas circundantes.
Desafios Específicos
Integração Regional: Assegurar a integração efetiva das cidades médias com as regiões
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
261
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Gestão de Recursos: Um dos principais desafios é a gestão eficaz dos recursos limitados para
atender às crescentes demandas de uma população em expansão.
262
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
1. CEBRASPE 2022
Áreas de risco são regiões muito sujeitas a desastres naturais, como desabamentos e inundações,
por isso não se recomenda a construção de moradias nessas áreas. O aumento de desastres
naturais em áreas de riscos expõe as fragilidades do uso e ocupação do território brasileiro. A esse
respeito, julgue o item a seguir.
Certo
Errado
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
2. CEBRASPE 2021
A disseminação da covid-19 no estado de São Paulo e no Paraná, em especial na região
metropolitana de Curitiba, Londrina e Maringá, leva à confirmação de que a dispersão do vírus está
inserida na lógica das redes e da hierarquia urbana. A propagação do vírus encontra meio fecundo
nas concentrações populacionais, logo as cidades acabam sendo evidenciadas pela facilidade com
que o processo se dá. Se pensarmos na rede urbana de Londrina, os casos de covid-19 se
263
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A rede urbana pode ser definida como a interligação entre as cidades que se estabelece a partir
dos fluxos de pessoas, mercadorias, capitais e informações. Em cada rede urbana, identifica-se
uma hierarquia. Acerca desse assunto, julgue o item seguinte, considerando as informações do
texto anterior.
Conforme a hierarquia urbana descrita no texto, Curitiba ocupa o topo de uma rede urbana, ou
seja, não está subordinada a nenhuma outra cidade e, em conjunto com Londrina e Maringá, cobre
todo o país com suas regiões de influência.
Certo
Errado
3. CEBRASPE 2021
Acerca dos problemas sociais urbanos no Brasil e de seus desdobramentos socioeconômicos e
socioespaciais, julgue o item a seguir.
Certo
Errado
4. CEBRASPE 2021
Os projetos de revitalização urbana, em muitos casos, tendem a focalizar os bairros mais centrais
das cidades, devido às facilidades de acesso e ao fato de estes já contarem com uma complexa
infraestrutura, ou locais com um rico patrimônio histórico e turístico. Dessa forma, ainda que, em
determinadas ocasiões, o objetivo não seja beneficiar o capital especulativo, com a valorização do
local, a população originária não consegue mais manter-se ali.
a) segregação socioespacial.
b) desigualdade social.
c) conurbação
d) gentrificação.
e) desmetropolização.
264
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
5. CEBRASPE 2021
Acerca dos problemas sociais urbanos no Brasil e de seus desdobramentos socioeconômicos e
socioespaciais, julgue o item a seguir.
Para a qualidade de vida nas cidades brasileiras, aspectos econômicos são sempre mais
importantes que o meio ambiente.
Certo
Errado
6. CEBRASPE 2018
Acerca da integração da indústria à estrutura urbana no Brasil, julgue o próximo item.
A especialização das cidades acentua a divisão interurbana do trabalho; por isso, no estado de São
Paulo, encontram-se cidades em que prevalecem empresas globais ligadas à produção de
matérias-primas regionais, cidades especializadas em novas tecnologias, bem como cidades
universitárias, locais onde as instituições de ensino superior direcionam o desenvolvimento local.
Certo
Errado
7. CEBRASPE 2018
Acerca da integração da indústria à estrutura urbana no Brasil, julgue o próximo item.
O território brasileiro dispõe de áreas onde a globalização é absoluta, ou seja, áreas nas quais a
produção, a circulação, a distribuição e a informação atendem aos interesses de grandes empresas
multinacionais.
Certo
Errado
8. CEBRASPE 2018
Julgue o item subsequente, acerca da estrutura urbana brasileira e das grandes metrópoles
nacionais.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Certo
Errado
265
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
9. CEBRASPE 2017
Julgue o próximo item, relativo a aspectos populacionais e urbanos do Brasil.
Certo
Errado
Sendo assim, com base nesse Atlas, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são cidades classificadas,
respectivamente, como:
a) metrópole global e metrópole regional
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
266
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A hierarquia urbana proposta pelo Atlas Geográfico Escolar do IBGE classifica as cidades brasileiras
em metrópoles globais, metrópoles nacionais, metrópoles regionais e centros regionais.
De acordo com essa classificação, são exemplos de metrópole nacional e metrópole regional,
respectivamente, as cidades de
a) Curitiba e Goiânia
b) São Paulo e Rio de Janeiro
c) Brasília e Curitiba
d) São Paulo e Belo Horizonte
e) Rio de Janeiro e Goiânia
Com base no texto, qual a capital regional que conheceu, nesse período, um crescimento regular?
a) Rio de Janeiro
b) Recife
c) Porto Alegre
d) Fortaleza
e) São Paulo
267
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
De acordo com os dados registrados no mapa acima, à época, o estado da federação com o menor
grau de urbanização era o
a) Maranhão
b) Pará
c) Amapá
d) Piauí
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
e) Ceará
268
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
No caso de Belém, sua área de influência vem-se confinando ao longo da Belém-Brasília devido ao
seguinte fator geográfico:
a) migração de retorno de nordestinos
b) industrialização de cidades médias paraenses
c) avanço em importância regional do eixo Brasília-Goiânia
d) expansão da rede de usinas hidrelétricas na Amazônia Ocidental
e) consolidação das áreas de proteção ambiental na Amazônia Oriental
De acordo com essa classificação, são exemplos de metrópole regional e centro regional,
respectivamente, as seguintes cidades:
a) Belém e Londrina
b) São Paulo e Curitiba
c) São Paulo e Salvador
d) Rio de Janeiro e Belém
e) Rio de Janeiro e Vitória
E à alta quinquilharia.
Tornou-se grande, sórdida, ó cidade
Do meu amor maior!
Deixa-me amar-te assim, na claridade
Vibrante de calor!
269
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
O poema, de Vinícius de Moraes, apresentado acima, servirá como instrumento incentivador para
uma aula cujo tema abordará
a) problemas da explosão urbana.
b) características da rede urbana brasileira.
c) degradação ambiental no meio urbano.
d) obstáculos e alcance da Reforma Urbana.
e) processo de metropolização-desmetropolização.
270
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
271
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
a qualidade de vida nas cidades brasileiras é errada. Na realidade, a qualidade de vida urbana é
influenciada por uma combinação de fatores econômicos e ambientais. Ambientes urbanos
saudáveis e sustentáveis são essenciais para o bem-estar dos cidadãos, e a degradação ambiental
pode ter impactos negativos significativos na qualidade de vida, independentemente da situação
econômica.
272
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
273
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
274
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
em crescimento.
A urbanização brasileira, marcada por uma intensa transformação nas últimas décadas, reflete a
complexa interação entre desenvolvimento econômico, políticas governamentais e dinâmicas
sociais. Dica de Professor: Atente-se aos aspectos históricos da urbanização, como a influência da
industrialização e a transição de um modelo rural para um urbano.
O desenvolvimento urbano no Brasil foi fortemente influenciado por fatores econômicos, como a
industrialização, e fatores históricos, como políticas de desenvolvimento regional.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
275
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Desde o período colonial até a era contemporânea, a urbanização brasileira passou por várias fases,
cada uma trazendo transformações significativas.
Dica de Professor: Foque nas diferentes fases da urbanização e como cada uma delas impactou a
estrutura das cidades.
Regiões como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são exemplos de metrópoles com
desafios e dinâmicas próprias.
Dica de Professor: Entenda as características específicas de cada região metropolitana brasileira.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
276
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A rede urbana brasileira é marcada por uma hierarquia de cidades e interconexões regionais. Dica
de Professor: Compreenda a importância das inter-relações entre cidades de diferentes portes e
funções.
O êxodo rural, impulsionado por fatores como a mecanização da agricultura, tem impactos
significativos nas áreas urbanas e rurais.
Dica de Professor: Analise como o êxodo rural influencia tanto as cidades quanto o campo.
277
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Dica de Professor: Fique atento aos impactos da urbanização acelerada, como a expansão
desordenada, a pressão sobre a infraestrutura e os serviços públicos, e os desafios ambientais.
Para lidar com esses desafios, o planejamento urbano deve ser integrado e proativo, antecipando
as necessidades futuras e buscando soluções sustentáveis. Políticas urbanas eficazes devem
abordar a habitação acessível, a mobilidade urbana sustentável, a gestão de recursos e a inclusão
social.
tecnologicamente avançado.
Dica de Professor: Preste atenção nas novas dinâmicas urbanas trazidas pela globalização e pela
tecnologia, como as cidades inteligentes e os desafios da sustentabilidade.
278
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
As disparidades regionais são um aspecto crítico da urbanização brasileira, com algumas regiões
apresentando níveis de desenvolvimento muito superiores a outras. Isso leva a desafios específicos,
como migração interna e desequilíbrios econômicos.
Para combater as desigualdades urbanas, são necessárias políticas que promovam inclusão social,
acesso a serviços e infraestrutura, habitação acessível e participação comunitária no planejamento
urbano.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
279
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
280
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
12) Matemática
Vamos avançar na teoria. Estude os conceitos teóricos do arquivo abaixo e faça seus resumos e
marcações da matéria. Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus
estudos.
https://drive.google.com/file/d/1r0GTfNEmzzb5x-k3FremEQPYrsV19S4q/view?usp=drive_link
Você pode utilizar as aulas gratuitas a seguir para ampliar e aprofundar os conhecimentos desta
tarefa.
- números primos:
https://www.youtube.com/watch?v=MrHhUUnOtPc&pp=ygUQZmVycmV0dG8gYXVsYSAyMA%3D%3
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
D
- fatoração:
https://www.youtube.com/watch?v=kjg8a41wwjQ&pp=ygUebXVsdGlwbG9zIGUgZGl2aXNvcmVzIGZl
cnJldHRv
- MMC: https://www.youtube.com/watch?v=QCMUMufcK5M&&ab_channel=ProfessorFerretto
- MDC: https://www.youtube.com/watch?v=NWtwEm8M2qw&t=23s&ab_channel=ProfessorFerretto
- Potenciação:
281
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
https://www.youtube.com/watch?v=4Vfw1XiHTpM&list=PLTPg64KdGgYhYpS5nXdFgdqEZDOS5lAR
B&index=7&t=52s&ab_channel=ProfessorFerretto
- Radiciação:
https://www.youtube.com/watch?v=QmIjZgKhAEo&list=PLTPg64KdGgYhYpS5nXdFgdqEZDOS5lAR
B&index=8&t=1s&ab_channel=ProfessorFerretto
Para o estudo da Matemática, precisamos treinar muito! Para isso, além das questões já propostas
na aula teórica, vamos complementar cada tarefa com um link do Q Concursos, contendo um
caderno de questões para você exercitar. Recomendamos que você faça a assinatura básica do Q,
mas ressaltamos que ela não é obrigatória, pois nós já te passamos exercícios na tarefa, ok?
Vamos lá!
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?notebook_ids[]=10519186×tamp=170750944
0067
Múltiplos e Divisores
• Múltiplos – são os números que podem ser obtidos multiplicando um número X por outro
número NATURAL;
• Divisores – Um número NATURAL é divisor do outro quando temos uma divisão exata, ou seja,
quando ela não deixa resto.
282
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Ex:
8 = 23;
12 = 2 2 x 3;
MMC (8,12) = 2 3 x 3 = 24
MDC (8,12) = 2 2 = 4
MMC x MDC
Se o resultado procurado deve ser maior do que os dados do problema, use o MMC;
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
Números primos
283
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Potência
• Multiplicação de potências de mesma base: basta SOMAR os expoentes Aa x Ab = A(a+b);
• Divisão de potências de mesma base: basta SUBTRAIR os expoentes Aa / Ab = A(a-b);
• Potência de produto: (2x3)6 = 26 x 36
• Potência de base negativa: se o expoente for par, o resultado é POSITIVO. Se o expoente for ímpar,
será NEGATIVO.
Radiciação
• Radiciação é a operação inversa à potenciação;
• Qualquer raiz de zero é igual a zero;
• Qualquer raiz de um é igual a um
284
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
13) Discursivas
AULA 2 - INTRODUÇÃO
Introdução
A introdução de uma redação dissertativa não é apenas o início do texto, mas a porta de entrada
para o universo de ideias, argumentos e perspectivas que serão exploradas ao longo do
desenvolvimento. É o momento em que o autor tem a oportunidade de capturar a atenção do
leitor, apresentando o tema de forma clara e estabelecendo a tese que guiará todo o argumento
subsequente. Uma introdução bem elaborada é crucial para o sucesso do texto, pois é capaz de
instigar a curiosidade e o interesse do leitor, preparando-o para a imersão nas discussões e análises
que se seguirão.
>> Contextualização
Uma eficaz introdução começa com a contextualização, um elemento chave que serve para situar
o leitor no cenário em que o tema está inserido. Essa contextualização pode abordar aspectos
históricos, sociais, econômicos ou culturais relevantes para o entendimento do tema. É a
oportunidade de fornecer um pano de fundo, preparando o terreno para que o leitor compreenda
a relevância e a amplitude do assunto a ser discutido.
285
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Após estabelecer o contexto, o próximo passo é a apresentação do tema propriamente dito. Este
momento é crucial e deve ser tratado com clareza e precisão. O autor deve ser capaz de definir o
tema de forma sucinta, sem deixar margens para ambiguidades. Essa clareza na apresentação do
tema é fundamental para que o leitor tenha uma compreensão imediata do assunto que será
explorado no texto.
A tese é a espinha dorsal de qualquer redação dissertativa. Ela representa a afirmação central que
o autor defenderá ao longo do texto. A formulação da tese na introdução deve ser feita de maneira
assertiva e convincente, delineando claramente o ponto de vista que será argumentado. A tese
funciona como uma promessa do que está por vir, estabelecendo as bases para a argumentação
que será desenvolvida nos parágrafos seguintes.
Uma das estratégias mais eficazes para começar uma introdução é através de um gancho inicial.
Esse gancho pode ser uma citação relevante, uma pergunta provocativa, uma estatística
surpreendente ou uma afirmação impactante. O objetivo é capturar a atenção do leitor desde as
primeiras linhas, despertando sua curiosidade e interesse pelo tema.
A introdução deve ser breve, mas rica em conteúdo. O autor deve evitar divagações e se concentrar
em direcionar o leitor para o cerne do tema e da tese. Cada frase deve ter um propósito claro,
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
286
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
implicações e por que ele é relevante para o leitor. Essa abordagem ajuda a criar uma conexão
com o leitor, incentivando-o a se engajar com o texto.
A introdução também serve para estabelecer o tom do texto. O autor deve decidir se o texto terá
uma abordagem mais formal ou informal, acadêmica ou persuasiva, e utilizar a introdução para
sinalizar essa escolha ao leitor. O tom escolhido deve ser consistente ao longo de todo o texto,
começando pela introdução.
Conclusão da Introdução
Uma introdução bem construída não apenas estabelece as bases para o desenvolvimento e a
argumentação, mas também engaja o leitor, motivando-o a explorar mais profundamente as ideias
apresentadas. Ao dedicar atenção e esforço na criação de uma introdução impactante, o autor não
só demonstra domínio sobre o tema, mas também sobre a arte da escrita dissertativa. Assim, a
introdução se torna não apenas o início do texto, mas um convite irresistível para a jornada de
exploração, reflexão e entendimento que o restante da redação promete oferecer.
287
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
14) Português
Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos
288
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Sumário
3) Siglas e Abreviações
3.1 Definição e Uso de Siglas
3.2 Abreviações
3.3 Convenções Específicas
3.4 Regras Gerais
Conteúdo Teórico
289
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
1.3 Porque
Usado em respostas para indicar causa ou explicação.
Exemplo: "Porque estava chovendo."
1.4 Porquê
Atua como substantivo, geralmente acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
Exemplo: "O porquê da sua ausência é um mistério."
2.2 Há x A
- Distinção entre tempo decorrido e distância: "Há" indica tempo passado e "a" indica distância ou
tempo futuro.
Exemplos: "Há dez anos ele partiu" vs "Daqui a dez anos ele voltará".
290
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
3) Siglas e Abreviações
O uso de siglas e abreviações é comum na língua portuguesa, especialmente em contextos
formais, acadêmicos, técnicos e no cotidiano. Este subcapítulo aborda as regras e convenções para
a formação e uso de siglas e abreviações, ajudando a garantir a clareza e a precisão na
comunicação escrita. 3.1 Definição e Uso de SiglasSiglas: São a representação de uma expressão
por meio das letras iniciais de cada palavra.
291
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
As siglas são escritas sem pontos entre as letras e, geralmente, em maiúsculas. Quando a sigla é
pronunciável como uma palavra, ela é escrita como tal.
Exemplo: "Unesco" para "Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura".
Formação de Siglas: Para formar uma sigla, utiliza-se a primeira letra de cada palavra importante
na expressão.
Palavras como artigos e preposições geralmente são omitidas, a menos que sejam essenciais para
a compreensão ou formem parte integral da expressão. 3.2 AbreviaçõesFormação: As abreviações
são formas reduzidas de palavras ou expressões. Geralmente, consistem nas primeiras letras da
palavra seguidas de um ponto.
Exemplo: "Sr." para "Senhor", "pág." para "página".
Uso em Textos: Abreviações são úteis para economizar espaço e tempo, mas devem ser usadas
com moderação em textos formais para garantir a clareza. É importante que o leitor entenda
facilmente a palavra ou expressão abreviada. 3.3 Convenções EspecíficasAbreviações de Títulos e
Profissões: Títulos acadêmicos, profissões e tratamentos costumam ser abreviados.
Exemplo: "Dr." para "Doutor", "Eng." para "Engenheiro".
Siglas: São a representação de uma expressão por meio das letras iniciais de cada palavra.
Exemplo: "IBGE" para "Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística".
As siglas são escritas sem pontos entre as letras e, geralmente, em maiúsculas. Quando a sigla é
pronunciável como uma palavra, ela é escrita como tal.
292
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Exemplo: "Unesco" para "Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura".
Formação de Siglas: Para formar uma sigla, utiliza-se a primeira letra de cada palavra importante
na expressão.
Palavras como artigos e preposições geralmente são omitidas, a menos que sejam essenciais para
a compreensão ou formem parte integral da expressão.
3.2 Abreviações
Uso em Textos: Abreviações são úteis para economizar espaço e tempo, mas devem ser usadas
com moderação em textos formais para garantir a clareza. É importante que o leitor entenda
facilmente a palavra ou expressão abreviada.
3.3 Convenções Específicas
293
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
1. CESGRANRIO 2018
A palavra ou a expressão destacada aparece corretamente grafada, de acordo com a norma-
padrão da língua portuguesa, em:
a) A história da energia mostra porquê até a invenção da máquina a vapor a prática de cortar
árvores não prejudicava tanto as florestas.
b) A utilização dos combustíveis fósseis aumentou por quê a indústria automobilística vem
colocando grande número de veículos circulando nas cidades.
c) As pessoas deveriam saber os riscos de um apagão para conhecerem melhor o por quê da
necessidade de economizar energia.
d) Os tóxicos ambientais são substâncias prejudiciais por que causam danos aos seres vivos e ao
meio ambiente.
e) A energia está associada ao meio ambiente porque toda a sua produção é resultado da
utilização das forças oferecidas pela natureza.
2. CESGRANRIO 2018
A palavra ou a expressão destacada aparece grafada de acordo com a norma-padrão da Língua
Portuguesa em:
a) O aquecimento global pode afetar a sobrevivência da população em muitas regiões por que
água e comida já se mostram escassas.
b) O Dia Mundial do Meio Ambiente serve para nos lembrar o por quê de todos terem de contribuir
para a preservação da natureza.
c) O principal tema discutido entre governos e organizações é a globalização, por que afeta a vida
dos indivíduos.
d) Os especialistas defendem que o clima na Terra tem passado por ciclos de mudanças mas
divergem sobre o porquê desse fato.
e) Os cientistas têm estudado o porque de as emissões de gases poluentes na atmosfera estarem
relacionadas às mudanças climáticas.
3. CESGRANRIO 2018
A água é um recurso finito e não tão abundante quanto pode parecer; por isso deve ser
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
economizada. Essa é uma noção que só começou a ser difundida nos últimos anos, à medida que
os racionamentos se tornaram mais urgentes e necessários, até mesmo no Brasil, que é um dos
países com maior quantidade de reservas hídricas — cerca de 15% do total da água doce do
planeta. Não é por acaso que cada vez mais pessoas e organizações estão se unindo em defesa de
seu uso racional. Segundo os cientistas da Organização das Nações Unidas (ONU), no século 20 o
uso da água cresceu duas vezes mais que a população. A situação é tão preocupante que existe
294
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
quem preveja uma guerra mundial originada por disputas em torno do precioso líquido.
Para não se chegar a esse ponto, a saída é poupar — e o esforço tem de ser coletivo. “São questões
de comportamento que se encontram no centro da crise”, diz o relatório da ONU sobre água no
mundo. A ideia de que sobra água se deve ao fato de que ela ocupa 70% da superfície terrestre.
Mas 97,5% desse total é constituído de água salgada. Dois terços do restante se encontram em
forma de gelo, nas calotas polares e no topo de montanhas. Se considerarmos só o estoque de
água doce renovável pelas chuvas, chegamos a 0,002% do total mundial.
Mesmo a suposta fartura hídrica do Brasil é relativa. A região Nordeste, com 29% da população,
conta com apenas 3% da água, enquanto o Norte, com 7% dos habitantes, tem 68% dos recursos.
Até na Amazônia, pela precária infraestrutura, há pessoas não atendidas pela rede de distribuição.
Portanto, a questão muitas vezes não se resume à existência de água, mas às condições de acesso
a um bem que deveria ser universal.
Somados os dois problemas, resulta que 40% da população mundial não contam com
abastecimento de qualidade. Cinco milhões de crianças morrem por ano de doenças relacionadas
à escassez ou à contaminação da água.
Sujeira é o que não falta: 2 milhões de toneladas de detritos são despejados em lagos, rios e mares
no mundo todo dia, incluindo lixo químico, lixo industrial, dejetos humanos e resíduos de
agrotóxicos.
a) A população da região Nordeste está a alguns anos sofrendo devido aos efeitos da seca, que
mata o gado e traz prejuízos às plantações.
b) As reservas hídricas mundiais estão há beira do esgotamento devido ao desperdício dos
usuários e das grandes indústrias.
c) Daqui há cem anos, o nosso planeta poderá vivenciar uma escassez de água tão grande que
gerará disputas pelos mananciais.
d) Estamos a onze dias do início da Conferência da ONU sobre a Água, que discutirá soluções para
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
4. CESGRANRIO 2018
O termo destacado está grafado de acordo com as exigências da norma-padrão da língua
portuguesa em:
295
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
a) O estagiário foi mal treinado, por isso não desempenhava satisfatoriamente as tarefas solicitadas
pelos seus superiores.
b) O time não jogou mau no último campeonato, apesar de enfrentar alguns problemas com
jogadores descontrolados.
c) O menino não era mal aluno, somente tinha dificuldade em assimilar conceitos mais complexos
sobre os temas expostos.
d) Os funcionários perceberam que o chefe estava de mal humor porque tinha sofrido um acidente
de carro na véspera.
e) Os participantes compreendiam mau o que estava sendo discutido, por isso não conseguiam
formular perguntas.
5. CESGRANRIO 2018
A palavra destacada está corretamente grafada de acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa em:
a) A existência de indivíduos com suas diferentes culturas faz com que o mundo se torne muito
complexo, mais essa convivência só se tornará possível se as diferenças forem respeitadas.
b) A superlotação das cidades prejudica a qualidade de vida, mais a busca por melhores
oportunidades mantém o processo de migração rural para os centros urbanos.
c) A tecnologia nos torna muito dependentes porque precisamos dela em todos os momentos,
mais ela tem proporcionado grandes conquistas para a humanidade.
d) As novas tecnologias de comunicação têm contribuído para a vida das pessoas de forma
decisiva, mais precisamente nas relações interpessoais de caráter virtual.
e) As recentes discussões a respeito das desigualdades sociais revelam que ainda falta muito para
serem eliminadas, mais é preciso enfrentar questões fundamentais.
6. CESGRANRIO 2018
No trecho “um dos principais desafios da humanidade atualmente é construir centros urbanos
onde haja convivência sem discriminação”, o pronome relativo onde foi utilizado de acordo com as
exigências da norma-padrão da língua portuguesa.
c) O século XXI, de acordo com as propostas da ONU, utilizará modelos inovadores onde o
planejamento dos espaços respeitará a diversidade.
d) Os cientistas debatem ideias onde se evidencia que a cidade do futuro será inadequada à vida
humana.
e) Os países assinaram vários tratados para aprovarem propostas onde estejam detalhadas as
características das cidades do futuro.
296
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
7. CESGRANRIO 2018
A palavra destacada está corretamente empregada de acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa em:
a) As atletas olímpicas se esforçaram para conquistar os títulos cobiçados a poucos dias do
encerramento do campeonato.
b) Daqui há menos de dois anos, o Japão será o anfitrião dos Jogos Olímpicos e os preparativos
estão adiantados.
c) Os jogadores brasileiros de futebol estão há poucos meses de se dirigirem à Rússia para
participar da Copa do Mundo.
d) Os japoneses comemoravam, a alguns anos, a escolha de Tóquio como sede dos Jogos
Olímpicos de 2020, derrotando Istambul e Madri.
e) Um dos estádios onde serão realizados os Jogos Olímpicos está situado há apenas poucos
quilômetros do centro da capital.
8. CESGRANRIO 2018
A população do mundo chegou, em 2011, à marca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte
cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse contingente superou os 50% dos habitantes do
planeta, e até 2050 prevê-se que mais de dois terços da população mundial será urbana.
No Brasil, a população urbana já representa 84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É preciso,
então, que questões de mobilidade e acessibilidade urbana passem a ser discutidas.
No passado, a noção de mobilidade era estreitamente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado,
os moradores de grande maioria das cidades brasileiras lidam diariamente com
congestionamentos insuportáveis, que causam enormes perdas. Isso, sem falar no alto índice de
mortes em vias urbanas do país. Depreendemos daí que a dependência do automóvel como meio
de transporte é um fator que impede a mobilidade urbana.
297
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
a) As cidades mais populosas têm estimulado, há alguns anos, novos hábitos de vida para melhorar
a mobilidade.
b) O aumento do número de carros, verificado a algum tempo, tem causado grandes transtornos
às populações urbanas.
c) O conceito das pessoas sobre conforto, bem-estar e sustentabilidade vai modificar-se daqui há
algumas gerações.
d) O debate sobre a questão da mobilidade urbana intensifica-se há cada dia, mas ainda está
muito longe de se esgotar.
e) Os habitantes da periferia dos grandes centros estão a tempos esperando soluções para seus
problemas de transporte.
9. CESGRANRIO 2017
Energia, derivada de energeia, que em grego significa “em ação”, é a propriedade de um sistema
que lhe permite existir, ou seja, realizar “trabalho” (em Física). Energia é vida, é movimento — sem
a sua presença o mundo seria inerte. Saber usar e administrar sua produção por meio de
diferentes fontes de energia é fundamental.
Desde o início da vida em sociedade, as fontes de energia de que o homem precisa devem ser
geradas continuamente, ou armazenadas para serem consumidas nos momentos de necessidade.
A utilização de diversas formas de energia possibilita ao homem cozinhar seu alimento, fornecer
combustível aos seus sistemas de transporte, aquecer ou refrigerar suas residências e movimentar
suas indústrias.
A energia eólica é a energia gerada pela força do vento, ou seja, é a força capaz de transformar a
energia do vento em energia aproveitável. É captada através de estruturas como: aerogeradores,
que possibilitam a produção de eletricidade; moinhos de vento, com o objetivo de produzir energia
mecânica que pode ser usada na moagem de grãos e na fabricação de farinha; e velas, já que a
força do ar em movimento é útil para impulsionar embarcações.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
A mais antiga forma de utilização da energia eólica foi o transporte marítimo. Naus e caravelas
movidas pelo vento possibilitaram empreender grandes viagens, por longas distâncias, levando a
importantíssimas descobertas.
Atualmente, o desenvolvimento tecnológico descobriu outras formas de uso para a força eólica. A
mais conhecida e explorada está voltada para a geração de força elétrica. Isso é possível por meio
298
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
A criação de usinas para captação da energia eólica possui determinadas vantagens. O impacto
negativo causado pelas grandes turbinas é mínimo quando comparado aos causados pelas
grandes indústrias, mineradoras de carvão, hidrelétricas, etc. Esse baixo impacto ocorre porque
usinas eólicas não promovem queima de combustível, nem geram dejetos que poluem o ar, o solo
ou a água, além de promoverem maior geração de empregos em regiões desfavorecidas. É uma
fonte de energia válida economicamente pois é mais barata.
A energia eólica é uma fonte de energia que não polui e é renovável, mas que, apesar disso, causa
alguns impactos no ambiente. Isso acontece devido aos parques eólicos ocuparem grandes
extensões, com imensos aerogeradores instalados. Essas interferências no ambiente são vistas,
muitas vezes, como desvantagens da energia eólica. Assim, citam-se as seguintes desvantagens: a
vasta extensão de terra ocupada pelos parques eólicos; o impacto sonoro provocado pelos ruídos
emitidos pelas turbinas em um parque eólico; o impacto visual causado pelas imensas hélices que
provocam certas sombras e reflexos desagradáveis em áreas residenciais; o impacto sobre a fauna,
provocando grande mortandade de aves que batem em suas turbinas por não conseguirem
visualizar as pás em movimento; e a interferência na radiação eletromagnética, atrapalhando o
funcionamento de receptores e transmissores de ondas de rádio, TV e micro-ondas.
Esse tipo de energia já é uma realidade no Brasil. Nosso país já conta com diversos parques e
usinas. A tendência é que essa tecnologia
de geração de energia cresça cada vez mais, com a presença de diversos parques eólicos
espalhados pelo Brasil.
299
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Geralmente, quando uma pessoa exclama “Estou tão feliz!”, é porque engatou um novo amor,
conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo
do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo,
mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de
metas. Muito melhor é ser feliz por nada.
Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma
perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz
porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua
cama. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.
Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa busca.
Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as
chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não
atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando
“realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter
talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente
assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo?
Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.
Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido
suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido
contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.
Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do
pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação à
sociedade e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma
usina. Para que se consumir tanto?
A vida não é um questionário. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas
qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer.
Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
300
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
No trecho do Texto “Há sempre um porquê.”, a palavra destacada está grafada de acordo com a
norma-padrão da língua portuguesa.
a) As pessoas devem procurar viver de uma forma mais relaxada de modo a conhecerem melhor o
por quê de suas atitudes.
b) É difícil entender o porquê de não serem implementadas políticas mais eficientes para evitar a
degradação de nossos principais biomas.
c) As pressões sociais impedem que as pessoas alcancem a felicidade porquê impõem valores que
podem não combinar com as aspirações próprias.
d) Programas de proteção ambiental têm tentado reduzir a pobreza das populações das florestas
por quê é uma forma de evitar o desmatamento.
e) Por quê tantas pessoas são infelizes e reclamam que não conseguem atingir seus objetivos na
vida?
1. GABARITO: E
O "porque" utilizado no trecho é uma conjunção subordinativa causal. Nesse caso "porque" pode
ser substituída por "pois" .
2. GABARITO: D
No trecho mencionado, "porquê" é usado como um substantivo, que significa "a razão" ou "o
motivo", e é por isso que é escrito junto e com acento circunflexo. A presença do artigo definido "o"
antes de "porquê" é o que indica sua função substantiva na frase.
3. GABARITO: D
No contexto fornecido, a palavra "a" é utilizada para indicar distância temporal futura, expressando
um período de tempo que nos separa de um evento que ainda vai acontecer. Por isso, na frase
"Estamos a onze dias do início da Conferência da ONU sobre a Água," o uso da preposição "a" é o
adequado, pois aponta para um momento futuro, a conferência que ocorrerá daqui a onze dias.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
A palavra "há", por outro lado, é usada para indicar tempo passado, referindo-se a algo que ocorreu
há algum tempo e não seria apropriada neste contexto, que se refere a um evento futuro. Portanto,
a escolha de "a" em vez de "há" é gramaticalmente correta para expressar a ideia de tempo que
falta para um determinado acontecimento.
301
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
4. GABARITO: A
"Mal" é um advérbio de modo que se opõe a "bem", e é usado para modificar verbos, adjetivos ou
outros advérbios, indicando a maneira como algo é feito ou acontece. No exemplo dado, "O
estagiário foi mal treinado," "mal" modifica o verbo "foi treinado," descrevendo a qualidade da ação
de treinar de forma negativa.
A substituição de "mal" por "bem" no exemplo altera o sentido da frase para indicar uma ação
realizada de forma positiva, o que confirma o uso de "mal" como um advérbio. Essa capacidade de
substituição por seu oposto "bem" sem alterar a estrutura da frase é uma característica dos
advérbios, confirmando que "mal" está corretamente empregado como advérbio e, portanto, deve
ser escrito com "l".
5. GABARITO: D
Veja que a única frase que o "mais" não é usado com ideia de oposição é na letra D, as demais
frases deveriam ser escritas com "MAS" (oposição). na letra D, o mais está intensificando
"precisamente".
6. GABARITO: A
A análise do uso da palavra "onde" no período fornecido está correta. "Onde" é um pronome
relativo utilizado para referir-se a um lugar, e sua função no texto é conectar uma oração
subordinada adverbial de lugar à oração principal, estabelecendo uma relação de espaço entre
elas. Nesse contexto, "onde" retoma "em todos os espaços", especificando os locais em que é
necessário garantir respeito à diversidade, ou seja, em todos os lugares que apresentem
necessidade de convívio social.
A substituição de "onde" por "em que" ou "no qual" (e suas variantes) mantém o sentido original da
frase, confirmando a função de "onde" como um pronome relativo que introduz uma oração
subordinada adverbial de lugar. Portanto, a frase "É necessário garantir respeito à diversidade em
todos os espaços onde haja necessidade de convívio social." utiliza corretamente o pronome
relativo "onde" para estabelecer uma conexão de lugar, destacando a importância do respeito à
diversidade em qualquer espaço que exija interação social.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22
7. GABARITO: A
Na frase "As atletas olímpicas se esforçaram para conquistar os títulos cobiçados a poucos dias do
encerramento do campeonato," o uso da preposição "a" antes de "poucos dias" é utilizado para
indicar uma distância temporal, referindo-se ao período antes do encerramento do campeonato.
302
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
8. GABARITO: A
O uso de "há" na frase "As cidades mais populosas têm estimulado, há alguns anos, novos hábitos
de vida para melhorar a mobilidade" indica um período de tempo já decorrido desde o início da
ação de estimular novos hábitos de vida. O "há" é uma forma do verbo haver que, nesse contexto, é
utilizado para expressar a existência de um intervalo de tempo passado até o momento presente.
9. GABARITO: C
Na frase "Os cidadãos deveriam saber os riscos de um apagão para conhecerem melhor o porquê
da necessidade de economizar energia," a palavra "porquê" é utilizada como um substantivo,
significando "a razão" ou "o motivo". A presença do artigo definido "o" antes de "porquê" indica que
ele está sendo usado substantivamente. Como regra geral, quando "porquê" é empregado como
substantivo e indica uma causa, razão ou motivo, ele é escrito de forma junta e com acento
circunflexo.
10. GABARITO: B
Na frase "É difícil entender o porquê de não serem implementadas políticas mais eficientes para
evitar a degradação de nossos principais biomas," o termo "porquê" é utilizado como substantivo, o
que significa que ele se refere a uma causa, razão ou motivo. A presença do artigo definido "o"
antes de "porquê" reforça seu uso como substantivo, e por essa razão, é escrito de forma junta e
com acento circunflexo.
303
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Abaixo segue um vídeo do YouTube com explicações mais detalhadas desses assuntos:
https://www.youtube.com/watch?v=WWdap1Xvxqg
304
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
O texto deste e-mail deve detalhar a(s) inconsistência(s) com informações suficientes para que
possamos identificar o problema e acionar a equipe técnica para corrigi-lo.
Vale salientar que você deve entrar em contato diretamente com seu professor(a) orientador(a)
para sanar dúvidas de como utilizar suas metas, como por exemplo, para solicitar uma ajuda para
encontrar um determinado material, para solicitar uma orientação de como seguir determinada
matéria pelos assuntos, ou ainda, quando houver dificuldades para seguir as instruções para
acessar um link da meta, entre outros.
Lembre-se que você pode contar com seu professor orientador para o que precisar. Ele irá te
acompanhar e sanar todas as suas dúvidas durante todo seu percurso de concurseiro até sua
aprovação.
Por fim, reforçamos o pedido de baixar todo material teórico indicado em sua meta assim que
receber suas primeiras tarefas, a fim de evitar que você perca o acesso a ele, uma vez que o curso
pode limitar o tempo de acesso.
Pedagógico LS Concursos
305
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1
Nossa missão
Nossa visão
Nossos valores
306
PLANEJAMENTO DE
ESTUDOS