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Meta 1

O documento apresenta diretrizes para a preparação de alunos para o Concurso Nacional Unificado (CNU), incluindo sugestões de ordenação de estudos e a importância do preenchimento do desempenho no sistema. Ele detalha a estrutura das metas semanais, que incluem material teórico e tarefas específicas, além de recursos como cards ANKI e links para questões adicionais. O conteúdo teórico abrange temas de ortografia, incluindo sons, letras, fonemas, dígrafos, encontros vocálicos e regras de acentuação.

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amandasteffany86
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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META 1 (Bloco 8 CNU)

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Considerações Importantes

1- Sugestão de Ordenação

A “Sugestão de Ordenação” da sua meta será ordenada de acordo com as opções indicadas por
você em relação ao seu sentimento para cada disciplina (gosto, não gosto, não sei, indiferente).
Desta forma, o seu estudo será mais agradável e mais organizado, bastando seguir a ordem
sugerida nesse quadro.

A meta de estudos possui “n” tarefas para serem cumpridas durante a semana de acordo com a
sua disponibilidade horária de estudo semanal.

2- Desempenho por meta


O preenchimento do seu desempenho no sistema é fundamental para você aproveitar ao máximo
os recursos da Orientação de Estudos.

O que deve ser preenchido?


a) a quantidade de acertos;
b) a quantidade do total de questões resolvidas;
c) o tempo gasto nas tarefas; e
d) o tempo gasto nos exercícios.

Observação:
Nem toda tarefa haverá exercícios para serem resolvidos. Nesse caso, basta preencher o tempo
gasto na tarefa e deixar em branco os outros itens.

Com esse preenchimento, você terá à sua disposição:


- uma análise de desempenho detalhada confeccionada pelo seu professor orientador a cada 4
metas;
- o seu desempenho por assuntos de cada disciplina;
- diversos gráficos e métricas;
- comparativo do seu desempenho com os outros alunos; e
- o recurso Revisão Direcionada. Amanda Ferreira - 085.669.123-22

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Olá, querido(a) aluno(a), tudo bem?

Hoje começaremos a nossa preparação para o Concurso Nacional Unificado (CNU), Bloco 8 –
Ensino Médio.

Vamos a algumas diretrizes importantes do nosso Estudo Direcionado:

1) Suas metas semanais sempre terão o material teórico a ser estudado, além de tarefas que irão
direcionar a forma como você deverá executar o estudo de cada disciplina;
2) Esse concurso contempla uma redação, que será trabalhada durante o pós edital por meio de
tarefas de estudo teórico e sugestão de temas com grande possibilidade de cobrança, mas
correções não estão inclusas neste planejamento;
3) No planejamento pós-edital é de extrema importância que o aluno não tenha atrasos, pois suas
metas estão contadas até a data da prova;
4) Aproveite ao máximo os resumos, dicas, bizus e mnemônicos que irão aparecer durante todo
seu planejamento;
5) O planejamento terá questões de concursos comentadas para os tópicos mais importantes do
edital. Não deixe de treinar a execução de todas elas, além de informar seu desempenho no site da
LS Concursos.
6) Para os alunos que desejam treinar um pouco mais fazendo uma quantidade maior de questões,
colocamos links com cadernos de questões selecionadas pela nossa equipe, que foram gerados no
site Qconcursos, sendo necessário que o aluno tenha assinatura para realizar essa parte opcional
do treinamento.
7) O tamanho da sua meta foi definido com base na carga horária disponível para estudo
direcionado, informada no momento da contratação do produto. Desta forma, ela deve ser
respeitada durante todas as semanas de estudo e não poderá ser alterada. Não será possível
antecipar metas de Estudo Direcionado no formato pós-edital.
8) Caso o aluno acabe executando a meta em um tempo menor do que o planejado/esperado,
sugerimos que execute um reforço nas tarefas das disciplinas com desempenho inferior a 80% ou
nos assuntos que tenha encontrado dificuldade de aprendizagem dos assuntos.
9) Não deixe de usar os recursos de controle de desempenho da plataforma da LS. Para isso, será
necessário o constante preenchimento das informações a seguir:
a) a quantidade de acertos;
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

b) a quantidade do total de questões resolvidas;


c) o tempo gasto nas tarefas; e
d) o tempo gasto nos exercícios.
10) A Sugestão de Ordenação não precisa ser cumprida de forma “engessada”, ou seja, ela pode ser
adaptada para a realidade de cada semana de estudo, lembrando apenas a importância do prazo

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final de 7 dias para execução de todas elas.


11) Ao longo da preparação, nós vamos disponibilizar para você gratuitamente os cards ANKI, uma
ferramenta excelente para fixação e revisão das matérias. Não deixe de usar! Acesse o arquivo a
seguir para saber como utilizar esse recurso:

https://bit.ly/49my15f

Agora chega de muito papo e vamos para cima!


Bons estudos!

Amanda Ferreira - 085.669.123-22

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1 - PORTUGUÊS -

2 - DIREITO CONSTITUCIONAL -

3 - DIREITO ADMINISTRATIVO -

4 - REALIDADE BRASILEIRA -

5 - REALIDADE BRASILEIRA -

6 - MATERIAL COMPLEMENTAR -

7 - MATEMÁTICA -

8 - DISCURSIVAS -

9 - PORTUGUÊS -

10 - DIREITO ADMINISTRATIVO -

11 - REALIDADE BRASILEIRA -

12 - MATEMÁTICA -

13 - DISCURSIVAS -

14 - PORTUGUÊS -

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1) Português

Material indicado: Material da própria LS..

Assunto(s): Ortografia (parte 1)

Vamos avançar na teoria.

Estude os conceitos teóricos abaixo e faça seus resumos e marcações da matéria.

Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos

SUMÁRIO

1) Noções Iniciais de Ortografia

2) Sons, Letras, Fonemas, Dígrafos


Amanda Ferreira - 085.669.123-22

2.1 Diferença entre letras e fonemas


2.2 Classificação dos fonemas
2.3 Dígrafos: conceito e exemplos
2.4 Relação entre a fala e a escrita

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3) Encontros Vocálicos

3.1 Definição e tipos de encontros vocálicos


3.2 Ditongos, tritongos e hiatos
3.3 Exemplos e aplicação em palavras
3.4 Variações regionais nos encontros vocálicos

4) Regras Gerais de Acentuação

4.1 Acentuação gráfica: regras básicas


4.2 Acentos agudo e circunflexo: usos e diferenças
4.3 Acentuação de palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas
4.4 Exceções e casos especiais

5) Acentuação do Hiato

5.1 Conceito de hiato na língua portuguesa 5.2 Regras específicas para a acentuação do hiato 5.3
Exemplos práticos e comuns 5.4 Dicas para identificar e acentuar corretamente o hiato

6) Acentos Diferenciais

6.1 O que são acentos diferenciais


6.2 Palavras homógrafas com acentos diferenciais

CONTEÚDO TEÓRICO

1) Noções Iniciais de Ortografia


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Introdução à Ortografia da Língua Portuguesa

O Papel Fundamental da Ortografia

Ortografia, a arte de escrever corretamente, é um pilar essencial no domínio da língua portuguesa.


Este capítulo aborda a importância da ortografia na comunicação eficaz e na preservação da

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riqueza linguística. A ortografia não é apenas um conjunto de regras rígidas; ela reflete a evolução
cultural e histórica da língua portuguesa.

Entendendo a Ortografia na Língua Portuguesa

A ortografia portuguesa é caracterizada pela sua complexidade e riqueza. Ela é influenciada por
vários fatores, incluindo a história da língua, os empréstimos linguísticos e as mudanças fonéticas
ao longo do tempo. Compreender estas influências ajuda a entender não só as regras ortográficas,
mas também as exceções que frequentemente surgem.

História e Evolução

A língua portuguesa, como todas as línguas vivas, está em constante evolução. Ao longo dos
séculos, influências de outras línguas e mudanças na pronúncia alteraram a forma como as
palavras são escritas.

Regras Ortográficas e Suas Exceções

Embora a ortografia possa parecer arbitrária, ela segue um conjunto de regras bem definidas.
Estas regras são fundamentais para garantir a clareza e a compreensão na comunicação escrita.
No entanto, as exceções são igualmente importantes. Este segmento detalha as principais regras
ortográficas, bem como suas exceções mais comuns.

O Impacto da Ortografia na Comunicação Escrita

Uma ortografia correta é crucial para a comunicação eficaz. Erros ortográficos podem levar a mal-
entendidos e prejudicar a credibilidade do escritor.

Ortografia e Credibilidade

A precisão ortográfica é muitas vezes vista como um indicador de profissionalismo e atenção aos
detalhes. Em contextos profissionais e acadêmicos, uma boa ortografia é essencial para transmitir
informações de forma clara e precisa.

Tecnologia e Ortografia
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No mundo digital de hoje, a tecnologia desempenha um papel significativo na escrita.


Ferramentas de correção automática e dicionários online são recursos valiosos, mas também
podem levar a uma dependência excessiva.

2) Sons, Letras, Fonemas, Dígrafos

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2.1 Diferença entre Letras e Fonemas

A compreensão da distinção entre letras e fonemas é fundamental para o domínio da ortografia


portuguesa. Letras são os símbolos gráficos utilizados na escrita, enquanto fonemas são as
unidades sonoras que compõem as palavras. Este segmento explora a relação intrínseca entre
letras e fonemas, destacando a importância de entender essa diferença para uma escrita precisa.

Características

- Letras: Representam visualmente a língua. Cada letra pode ter mais de um fonema associado.
- Fonemas: Elementos sonoros básicos. Uma mesma letra pode representar diferentes fonemas
dependendo do contexto.

2.2 Classificação dos Fonemas

Fonemas são classificados com base em suas características articulatórias e acústicas.

Tipos de Fonemas

1. Vogais: São os fonemas centrais na formação das sílabas.


2. Consoantes: Fonemas produzidos com algum grau de obstrução do fluxo de ar.
3. Semivogais: Fonemas que, juntamente com as vogais, formam os ditongos.

2.3 Dígrafos: Conceito e Exemplos

Dígrafos são pares de letras que representam um único fonema. São essenciais na ortografia
portuguesa e podem ser desafiadores, pois não seguem a regra geral de uma letra por fonema.

Exemplos de Dígrafos

- "ch" em "chave"
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- "lh" em "molho"
- "nh" em "banho"

2.4 Relação entre a Fala e a Escrita

A relação entre a fala e a escrita é complexa na língua portuguesa.

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Reflexões sobre a Escrita Fonética

- A escrita nem sempre corresponde exatamente à pronúncia.


- Variações regionais influenciam a relação entre fala e escrita.

3) Encontros Vocálicos

3.1 Definição e Tipos de Encontros Vocálicos

Encontros vocálicos são combinações de vogais que ocorrem dentro de uma palavra. Eles
desempenham um papel crucial na formação silábica da língua portuguesa e na sua acentuação.
Este capítulo explora os diferentes tipos de encontros vocálicos - ditongos, tritongos e hiatos - e
sua relevância na ortografia.

Classificação dos Encontros Vocálicos

1. Ditongos: Combinação de uma vogal e uma semivogal na mesma sílaba.


2. Tritongos: Sequência de uma semivogal, uma vogal e outra semivogal.
3. Hiatos: Ocorrência de duas vogais em sílabas separadas.

3.2 Ditongos, Tritongos e Hiatos

Cada tipo de encontro vocálico apresenta características únicas, que influenciam a forma como as
palavras são escritas e pronunciadas.

Ditongos
- Crescentes: Semivogal seguida de vogal (exemplo: "série").
- Decrescentes: Vogal seguida de semivogal (exemplo: "pai").
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Tritongos
- Combinam vogal e semivogais numa única sílaba (exemplo: "Paraguai").

Hiatos
- Duas vogais pronunciadas em sílabas separadas (exemplo: "saída").

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3.3 Exemplos e Aplicação em Palavras

A compreensão prática dos encontros vocálicos é essencial para a aplicação correta das regras
ortográficas.

Exemplos Práticos

- Ditongo: "Céu" (decrescente).


- Tritongo: "Uruaí" (exemplo de tritongo em uma palavra).
- Hiato: "Poético" (exemplo de hiato).

3.4 Variações Regionais nos Encontros Vocálicos

O português, sendo uma língua falada em diversas regiões do mundo, apresenta variações
significativas. Estas variações influenciam a pronúncia e, consequentemente, a percepção dos
encontros vocálicos.

Impacto das Variações Regionais

- A percepção e uso de ditongos, tritongos e hiatos podem variar.


- A importância do contexto regional na ortografia.

4) Regras Gerais de Acentuação

4.1 Acentuação Gráfica: Regras Básicas

A acentuação gráfica é um componente essencial na ortografia da língua portuguesa,


desempenhando um papel crucial na pronúncia e significado das palavras.

Princípios Fundamentais
- Acentos indicam a sílaba tônica das palavras.
- Acentuação diferencia palavras com grafias semelhantes, mas com significados distintos.

4.2 Acentos Agudo e Circunflexo: Usos e Diferenças

Os acentos agudo e circunflexo são amplamente utilizados na língua portuguesa.


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Aplicação dos Acentos

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-Acento Agudo (´): Utilizado para indicar vogais abertas e a sílaba tônica.
- Acento Circunflexo (^): Marca vogais fechadas e também a sílaba tônica.

4.3 Acentuação de Palavras Oxítonas, Paroxítonas e Proparoxítonas

A classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica - oxítonas, paroxítonas e


proparoxítonas - é fundamental para entender a acentuação gráfica. Este tópico detalha as regras
específicas de acentuação para cada categoria.

Regras Específicas - Acentuam-se:


1. Monossílabo Tônico:
Terminados em A(s),E(s),O(s): pá, três, pós
Terminadas em Ditongo Aberto: éu, éi, ói: céu, réis, dói

2. Oxítonas: Acentuadas na última sílaba (exemplo: "café").


Terminadas em A(s),E(s),O(s),Em(s): sofá, café
Terminadas em Ditongo Aberto: éu, éi, ói: chapéu, anéis, herói

3. Paroxítonas: Normalmente acentuadas na penúltima sílaba


Todas, exceto terminadas em A(s),E(s),O(s),Em(s), Ex: fácil, hífen, álbum, cadáver, álbuns, tórax, júri,
lápis, vírus, bíceps, órfão
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Terminadas em ditongo (Regra cobradíssima) Ex: Indivíduos, precárias, série, história, imóveis,
água, distância, primário, indústria, rádio
Se tiver Ditongo Aberto: não acentua mais! Ex: boia, jiboia, proteico, heroico

4. Proparoxítonas: Sempre acentuadas na antepenúltima sílaba (exemplo: "lógica").


Todas. Sempre!. Ex: líquida, pública, episódica, anencéfalo, período

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4.4 Exceções e Casos Especiais

Embora as regras de acentuação sejam bastante estruturadas, existem exceções e casos especiais
que merecem atenção.

Exceções
- Palavras estrangeiras adaptadas.
- Variações de acentuação devido a mudanças fonéticas.

5) Acentuação do Hiato

5.1 Conceito de Hiato na Língua Portuguesa

O hiato é um fenômeno fonético importante na língua portuguesa, caracterizado pela ocorrência


de duas vogais consecutivas que são pronunciadas separadamente, cada uma em sua própria
sílaba.

Definindo Hiato

- Natureza do Hiato: Duas vogais consecutivas pronunciadas em sílabas separadas.


- Exemplos Comuns: "Saída", "país", "herói".

5.2 Regras Específicas para a Acentuação do Hiato

A acentuação do hiato na língua portuguesa segue regras específicas, essenciais para a correta
pronúncia e compreensão das palavras. Este segmento detalha essas regras, enfatizando a
aplicação prática na escrita.

Regras de Acentuação
Acentuam-se o “i” ou “u” tônico sozinho na sílaba (ou com s): baú, juízes, balaústre, país, reúnem,
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saúde, egoísmo. Caso contrário, não acentue: juiz, raiz, ruim, cair.
Não se acentuam também hiatos com vogais repetidas: voo, enjoo, creem, leem, saara, xiita,
semeemos.

5.3 Exemplos Práticos e Comuns

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A aplicação prática das regras de acentuação do hiato é ilustrada através de exemplos comuns,
facilitando a compreensão e a memorização destas regras.

Aplicação em Palavras

- "Saúde": Hiato entre "a" e "ú".


- "País": Acentuação do "í" em hiato.

5.4 Dicas para Identificar e Acentuar Corretamente o Hiato

Identificar e acentuar corretamente os hiatos pode ser desafiador.

Estratégias de Identificação

- Escuta Atenta: Identificar a separação silábica na pronúncia.


- Prática com Exemplos: Utilizar palavras comuns para praticar a identificação e acentuação.

6) Acentos Diferenciais

6.1 O que são Acentos Diferenciais

Acentos diferenciais são um aspecto intrigante da ortografia portuguesa, usados para distinguir
palavras homógrafas – palavras que são escritas da mesma forma, mas têm significados diferentes.

Conceito e Importância

- Definição: Acentos usados para diferenciar palavras com a mesma grafia.


- Exemplos: "pôr" (verbo) e "por" (preposição).

6.2 Palavras Homógrafas com Acentos Diferenciais


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A aplicação de acentos diferenciais em palavras homógrafas é crucial para evitar ambiguidades.


É importante ressaltar que maioria foi abolida pelo novo acordo ortográfico. vamos estudar os que
sobraram.

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Pôde (pretérito) x Pode (presente)


Pôr (verbo) x. Por (preposição)
Vêm/Têm(3ªplural) x vem/tem (3ªsingular)
Facultativo: Fôrma (objeto) x Forma (Verbo Formar)

Agora é hora de testar seus conhecimentos!

Resolva toda a lista de exercícios abaixo.

A seguir, confira o gabarito e os comentários de cada questão.

1. Instituto CONSULPAM 2023


Projeções sobre o impacto do clima no fluxo de rios têm sido calculadas há décadas, a maioria com
base em modelos físicos, como é o caso das projeções realizadas pelo IPCC (Painel
Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). [...]

Redação Galileu. Crise global da água é mais severa do que se pensava, conclui estudo. Disponível
em: <https://revistagalileu.globo.com/um-so-planeta/noticia/2023/02/crise-global-da-agua-e-mais-
severa-do-que-se-pensava-conclui-estudo.ghtml>. Último acesso em 08 fev. 2023. (Adaptado)

A palavra ‘hidrográfica’ recebe acento gráfico pela mesma regra que:

a) Climática.
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b) Sensível.
c) Água.
d) Daí.

2. Instituto CONSULPAM 2023


O Ministério da Saúde decretou situação de emergência na região da Terra Indígena Yanomami, a

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maior reserva indígena do Brasil, com 100 mil quilômetros quadrados distribuídos pela floresta
amazônica entre os estados do Amazonas e de Roraima. [...]

CAPARROZ, Leo. Intoxicação por mercúrio: entenda como o metal age no corpo. Disponível em:
<https://super.abril.com.br/saude/intoxicacao-por-mercurio-entenda-como-o-metal-age-no-
corpo/>. Último acesso em 20 fev. 2023. (Adaptado)

A palavra “extraído” é acentuada pelo mesmo motivo que a palavra:


a) Indígena.
b) Saúde.
c) Área.
d) Polícia.

3. CEBRASPE (CESPE) 2022


A estratégia de ensino-aprendizagem da leitura e escrita com base na abordagem da atitude
leitora tem sido foco, nas duas últimas décadas, tanto de estudos e pesquisas acadêmicas quanto
do interesse de organismos oficiais, materializados, por exemplo, por meio de projetos de formação
continuada de professores da rede pública e pelos próprios Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCN). [...]

Cyntia G. G. S. Girotto et al. Metodologias de ensino — Educação literária e o ensino da literatura: a


abordagem das estratégias de leitura na formação de professores e crianças. In: Célia Maria David
et al. (Orgs). Desafios contemporâneos da educação. 1.ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2015, p
279–282 (com adaptações).

São acentuadas graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica as palavras

a) “gênero”, “infância”e “lê”.


b) “é”, “só” e “será”.
c) “próprios”, “indivíduo” e “sequência”.
d) “décadas”, “acadêmicas” e “permitirá”.
e) “experiências”, “literários” e “também”.

4. CEBRASPE (CESPE) 2021


As mãos que criam, criam o quê?
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

A ancestralidade de dona Irinéia mostra-se presente em suas peças feitas com o barro vermelho da
sua região. [...]

Internet: <www.artesol.org.br> (com adaptações).

Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item seguinte.

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O emprego do acento nas palavras “número” e “cerâmica” justifica-se com base na mesma regra
de acentuação.

Certo
Errado

5. Instituto CONSULPAM 2020


QUE É PESQUISA EX-POST FACTO

A tradução literal da expressão ex-post facto é "a partir do fato passado". Isso significa que neste
tipo de pesquisa o estudo foi realizado após a ocorrência de variações na variável dependente no
curso natural dos acontecimentos.

Fonte: GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002, p . 49-
50.

O vocábulo "variáveis" recebe acento gráfico porque:

a) É oxítono terminado em s.
b) É paroxítono e termina em consoante sibilante.
c) Contém um hiato na última sílaba.
d) É paroxítono terminado em ditongo oral.

6. Instituto CONSULPAM 2019


Marque o item abaixo onde a palavra está acentuada de forma INCORRETA:
a) Pragmátismo.
b) Café.
c) Tráfego.
d) Terapêutico.

7. Instituto CONSULPAM 2019


Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas CORRETAMENTE:
a) Vatapá – fênix – juiz.
b) Juízes – bóia – álgebra.
c) Album – foruns – táxi.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

d) Biceps – aéreo – órgão.

8. CESGRANRIO 2019
Serviu suas famosas bebidas para Vinicius, Carybé e Pelé...
A palavra saíam contém hiato acentuado.
Deve também ser acentuado o hiato de

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META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

a) juizes
b) rainha
c) coroo
d) veem
e) suada

9. CESGRANRIO 2019
Beira-mar...
A presença ou ausência de acento gráfico nem sempre se repete quando uma palavra está no
singular ou no plural. Quanto ao emprego do acento gráfico, a seguinte palavra se altera quando
vai para o plural:
a) item
b) viúva
c) açúcar
d) fiel
e) técnica

10. CESGRANRIO 2018


O lado sombrio da luz...
A palavra tecnológicos, recebe acento gráfico, de acordo com as regras da norma-padrão da língua
portuguesa. O grupo em que todas as palavras devem ser acentuadas pela mesma regra é
a) fácil, orgânico, vítimas
b) satélites, altíssimos, vítimas
c) fotossíntese, atraídos, domínio
d) saúde, possível, biológicos
e) vulneráveis, luminárias, incontável

11. CESGRANRIO 2018


“Guerra” virtual pela informação...
Em conformidade com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa vigente, atendem às regras de
acentuação todas as palavras em:
a) andróide, odisseia, residência
b) arguição, refém, mausoléu
c) desbloqueio, pêlo, escarcéu
d) feiúra, enjoo, maniqueísmo
e) sutil, assembléia, arremesso
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

12. CESGRANRIO 2018


O grupo em que todas as palavras atendem às exigências da norma-padrão da língua portuguesa,
quanto à acentuação gráfica, é
a) ambito, ninguém, potável
b) ausência, assembleia, tragédia

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c) espécie, econômico, orgãos


d) número, provavel, potência
e) ladainha, saida, consciência

13. CESGRANRIO 2018


A palavra que precisa ser acentuada graficamente para estar correta quanto às normas em vigor
está destacada na seguinte frase:
a) Todo escritor de novela tem o desejo de criar um personagem inesquecível.
b) Os telespectadores veem as novelas como um espelho da realidade.
c) Alguns novelistas gostam de superpor temas sociais com temas políticos.
d) Para decorar o texto antes de gravar, cada ator rele sua fala várias vezes.
e) Alguns atores de novela constroem seus personagens fazendo pesquisa.

14. CEBRASPE 2018


Não podemos descartar a operação humana por trás dos sistemas...
Os vocábulos “trás”, “é” e “nós” recebem acento gráfico em obediência à mesma regra de
acentuação.
Certo
Errado

15. Instituto CONSULPAM 2023


Projeções sobre o impacto do clima no fluxo de rios...
Assinale a alternativa em que se apresenta uma palavra que possui um dífono.
a) ‘China’.
b) ‘impacto’
c) ‘hídricas’.
d) ‘fluxo’.

1. Gabarito: A
Tanto climática como hidrográfica recebem acento gráfico por serem proparoxítona.

Cli- má- ti - ca
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

hi - dro - grá - fi - ca

2. Gabarito: B
A palavra "extraído" é acentuada de acordo com a regra de acentuação para hiatos,
especificamente quando temos um "i" ou "u" tônicos que formam hiato com a vogal anterior e
estão sozinhos na sílaba ou seguidos de "s". Em "extraído", a separação silábica é ex-tra-í-do, com o

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"í" tônico formando um hiato e estando isolado na sílaba. Esta mesma regra é aplicada à palavra
"saúde" (sa-ú-de), onde o "ú" tônico também forma um hiato e está sozinho na sílaba.

3. Gabarito: C
As palavras "próprios", "indivíduo" e "sequência" são acentuadas seguindo a mesma regra,
independentemente de serem classificadas como paroxítonas terminadas em ditongo crescente
ou como proparoxítonas aparentes. O conceito de proparoxítona aparente, introduzido pelo Novo
Acordo Ortográfico, refere-se às palavras que tradicionalmente eram consideradas paroxítonas
terminadas em ditongo crescente. Esse termo "aparente" surge para enfatizar que, apesar de
parecerem proparoxítonas à primeira vista, essas palavras seguem a regra de acentuação das
paroxítonas terminadas em ditongo. Portanto, independentemente da classificação, "próprios"
(pró-pri-os | pró - prios), "indivíduo" (in-di-ví-du-o | in-di-ví-duo) e "sequência" (se-quên-ci-a | se-
quên - cia) são acentuadas de acordo com essa regra específica, que enfatiza a necessidade de
acentuar a sílaba tônica que termina em ditongo crescente.

4. Gabarito: Certo
As duas são proparoxítonas, são palavras que têm a antepenúltima sílaba como sílaba tônica (som
forte). A regra é que todas as palavras proparoxítonas são acentuadas.

NÚ-me-ro / ce-RÂ-mi-ca.

5. Gabarito: D
A palavra "variáveis" é acentuado gráfico conforme a regra que se aplica às palavras paroxítonas
terminadas em ditongo oral, sendo a opção correta a letra D. A palavra "variáveis" é dividida
silabicamente como va-ri-á-veis, com a sílaba tônica sendo a penúltima, "á", o que a classifica como
uma paroxítona. Além disso, a palavra termina em um ditongo oral "ei", seguido pela consoante "s".
Conforme as regras de acentuação do português, todas as palavras paroxítonas que terminam em
ditongo oral são acentuadas.

6. Gabarito: A
A palavra "pragmatismo" está incorretamente acentuada. A análise correta da acentuação tônica
revela que a sílaba tônica é a penúltima, tornando "pragmatismo" uma palavra paroxítona (prag-
ma-tis-mo). Conforme as regras de acentuação gráfica da língua portuguesa, as palavras
paroxítonas são acentuadas apenas em circunstâncias específicas, como quando terminam em l, n,
r, x, ps, ã, ãs, ão, ãos, um, uns, ei, eis, oi, ois, e ditongos crescentes.
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Como "pragmatismo" termina em "o", e não se enquadra em nenhuma das terminações que
exigiriam acentuação para palavras paroxítonas, ela não deve receber um acento gráfico. Portanto,
a grafia correta é "pragmatismo", sem acento.

7. Gabarito: A

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Vatapá: A palavra "vatapá" é corretamente acentuada seguindo a regra de acentuação para


palavras oxítonas terminadas em "a". A divisão silábica é va-ta-pá, com a sílaba tônica sendo a
última, o que caracteriza a palavra como oxítona. De acordo com as regras do português, as
oxítonas terminadas em "a", "e", "o", seguidas ou não de "s", são acentuadas.

Fênix: "Fênix" é uma palavra paroxítona terminada em "x", e de acordo com as regras de
acentuação gráfica da língua portuguesa, as paroxítonas terminadas em "x" são acentuadas.
Portanto, a grafia "fênix" está correta.

Juiz: A palavra "juiz" não recebe acento gráfico. Ela é uma palavra paroxítona, e a regra para
acentuação de paroxítonas não se aplica aqui, pois a segunda vogal do hiato "ui" não está sozinha
na sílaba ou seguida de "s".

Portanto, todas as palavras na alternativa A estão grafadas corretamente, tornando esta a resposta
certa.

8. Gabarito: A
A palavra "saíam" contém um hiato acentuado, pois o "i" está sozinho na sílaba e forma um hiato
com a vogal anterior (sa-í-am). Conforme a regra, o "i" e o "u" tônicos recebem acento quando
formam hiato com a vogal anterior e estão sozinhos na sílaba ou acompanhados apenas de "s", e
não são seguidos por "nh".

9. Gabarito: D
Conforme o Novo Acordo Ortográfico, o acento agudo foi abolido dos ditongos abertos "ei" e "oi"
em palavras paroxítonas, mas não em palavras oxítonas. "Fiel" no singular não é acentuada, mas no
plural ("fiéis"), torna-se uma oxítona terminada em ditongo aberto, portanto, recebe acento.

10. Gabarito: B
As palavras proparoxítonas sempre são acentuadas: satélites (sa-té-li-tes), altíssimos (al-tís-si-mos)
e vítimas (ví-ti-mas) são acentuadas por serem proparoxítonas.

11. Gabarito: B
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As palavras mencionadas são classificadas como oxítonas, caracterizadas por terem a última sílaba
como a tônica. Especificamente, as sílabas enfatizadas nestas palavras são, em ordem, ção, fém, e
léu (como se pronuncia em ar-gui-ção, re-fém, mau-so-léu).

Conforme as regras de acentuação gráfica do português, palavras oxítonas recebem acento


quando finalizam em a, e, o (e suas formas plurais as, es, os), em, ens, bem como nos ditongos

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abertos éu, éi, ói, tanto no singular quanto no plural.

Dentro desse contexto, a palavra "arguição" não recebe acento por terminar em um ditongo nasal
ão.

Por outro lado, "refém" leva acento por sua terminação em em.

Finalmente, "mausoléu" é acentuada devido à finalização em um ditongo aberto éu.

12. Gabarito: B
A palavra "ausência" é classificada como paroxítona, o que significa que sua sílaba tônica recai na
penúltima posição (au-sên-cia). Segundo as normas de acentuação da língua portuguesa, as
paroxítonas que terminam em r, l, x, n, i, is, u, us, om, ons, um, uns, ã, ãs, ão, ãos, ps, ou que
apresentam ditongos (com ou sem s subsequente), devem ser acentuadas. Dessa forma,
"ausência", terminando em ditongo "ia", está corretamente acentuada.

"assembleia" também se enquadra na categoria das paroxítonas, com a sílaba tônica sendo a
penúltima (as-sem-blei-a). As regras de acentuação especificam que paroxítonas terminadas em
determinadas letras ou ditongos são acentuadas, contudo, as que terminam em "a" não entram
nessa regra, logo, "assembleia" não recebe acento, estando correta sua grafia sem acentuação.

Por fim, "tragédia" se ajusta à definição de palavras paroxítonas, tendo a penúltima sílaba como
tônica (tra-gé-dia). Este termo, terminando em um ditongo "ia", segue a regra de acentuação para
paroxítonas, justificando assim o uso do acento gráfico e estando sua acentuação correta de
acordo com as normas ortográficas do português.

13. Gabarito: D
Neste caso, o verbo "relê" é o termo que precisa ser acentuado, conforme indicado. "Cada ator" é o
sujeito que executa a ação de reler sua parte do script múltiplas vezes. O verbo "relê" é classificado
como oxítona, que tem sua última sílaba como a mais forte ou tônica, indicada aqui por -lê. De
acordo com as regras de acentuação da língua portuguesa, oxítonas terminadas em "e" recebem
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acento agudo, justificando a necessidade de acentuação gráfica em "relê".

14. Gabarito: CERTO


Os termos "trás", "é", e "nós" são acentuados gráficos seguindo a mesma regra de acentuação
aplicável a monossílabos tônicos. Estes vocábulos recebem acento porque são monossílabos
tônicos terminados nas vogais "a", "e", e "o", acompanhados ou não de "s". Esta regra especifica que
monossílabos tônicos terminados em "a", "e", "o" (e suas respectivas formas plurais "as", "es", "os")

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devem ser acentuados para distinguir-se de suas contrapartes átonas ou de outras formas.

15. Gabarito: D
A palavra "fluxo" apresenta um exemplo interessante de dífono, um fenômeno fonético que ocorre
quando uma única letra representa dois sons distintos na fala. Especificamente, a letra "x" em
"fluxo" manifesta-se foneticamente como a combinação dos sons [ks] ou [cs]. Essa peculiaridade
faz com que o "x" seja um caso de dífono, pois, dentro de uma única letra, ele expressa mais de um
fonema, ou seja, mais de uma unidade de som.

A ortografia é pouco cobrada em provas objetivas, correspondendo a cerca de 1% das questões. Os


tópicos mais cobrados são o uso dos porquês e a acentuação gráfica.

Caso você queira entender melhor os conceitos desta tarefa, use as seguintes aulas:
https://www.youtube.com/watch?v=1fI0TxSj_iA&ab_channel=ProfessoraAdrianaFigueiredo
https://www.youtube.com/watch?v=AQfHQP-JLcA&&ab_channel=ProfessorNoslen

Vamos ver abaixo algumas das caraterísticas mais cobradas em prova:


sim

Regras de Acentuação - Acentuam-se:

- Monossílabo Tônico
Terminados em A(s),E(s),O(s): pá, três, pós
Terminadas em Ditongo Aberto: éu, éi, ói: céu, réis, dói

- Oxítona
Terminadas em A(s),E(s),O(s),Em(s): sofá, café
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Terminadas em Ditongo Aberto: éu, éi, ói: chapéu, anéis, herói

- Paroxítona
Todas, exceto terminadas em A(s),E(s),O(s),Em(s), Ex: fácil, hífen, álbum, cadáver, álbuns, tórax, júri,
lápis, vírus, bíceps, órfão
Terminadas em ditongo (Regra cobradíssima) Ex: Indivíduos, precárias, série, história, imóveis,

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água, distância, primário, indústria, rádio


Se tiver Ditongo Aberto: não acentua mais! Ex: boia, jiboia, proteico, heroico

- Proparoxítona
Todas. Sempre!. Ex: líquida, pública, episódica, anencéfalo, período

Regra do Hiato
Acentuam-se o “i” ou “u” tônico sozinho na sílaba (ou com s): baú, juízes, balaústre, país, reúnem,
saúde, egoísmo. Caso contrário, não acentue: juiz, raiz, ruim, cair.
Não se acentuam também hiatos com vogais repetidas: voo, enjoo, creem, leem, saara, xiita,
semeemos.

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2) Direito Constitucional

Material indicado: Material Próprio LS Concursos.

Assunto(s): Gerações dos Direitos Fundamentais; Características dos Direitos Fundamentais;


Direitos Fundamentais - Limites e Eficácia

Vamos avançar na teoria. Estude os conceitos teóricos abaixo e faça seus resumos e marcações da
matéria. Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos

Capítulo 1. Gerações dos Direitos Fundamentais

1.1. Primeira Geração: Direitos Civis e Políticos


1.2. Segunda Geração: Direitos Econômicos, Sociais e Culturais
1.3. Terceira Geração: Direitos de Solidariedade ou Difusos
1.4. Quarta Geração: Direitos Relacionados à Tecnologia e Informação
1.5. Evolução Histórica e Contextual dos Direitos Fundamentais

Capítulo 2. Características dos Direitos Fundamentais

2.1. Universalidade
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2.2. Inalienabilidade e Imprescritibilidade


2.3. Interdependência e Indivisibilidade
2.4. Efetividade e Aplicabilidade Imediata
2.5. Historicidade e Concretude

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Capítulo 3. Direitos Fundamentais - Limites e Eficácia

3.1. Princípio da Proporcionalidade e Razoabilidade


3.2. Colisão e Ponderação entre Direitos Fundamentais
3.3. Limites Constitucionais e Legais
3.4. Eficácia Horizontal dos Direitos Fundamentais
3.5. Desafios Contemporâneos e a Efetividade dos Direitos Fundamentais

1. Gerações dos Direitos Fundamentais

1.1. Primeira Geração: Direitos Civis e Políticos

A primeira geração dos direitos fundamentais é marcada pela emergência dos direitos civis e
políticos. Essa geração se originou no contexto das revoluções liberais dos séculos XVII e XVIII, com
destaque para a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos. Estes direitos são
caracterizados pela sua natureza de defesa do indivíduo contra a arbitrariedade e o abuso de
poder por parte do Estado.

Os direitos civis englobam as liberdades individuais clássicas, como o direito à vida, à liberdade, à
propriedade, à igualdade perante a lei, e à liberdade de expressão. São direitos que garantem a
autonomia privada, a segurança jurídica e o desenvolvimento pessoal.

Já os direitos políticos conferem ao cidadão a capacidade de participar no processo político e no


exercício do poder estatal. Isso inclui direitos como o de voto, a elegibilidade para cargos públicos,
a liberdade de associação política e o direito de petição.

A primeira geração de direitos fundamentais é fundamental para a consolidação do Estado de


Direito, onde o poder estatal é limitado e controlado, garantindo que todos os cidadãos tenham a
capacidade de participar e influenciar as decisões políticas que afetam suas vidas.

1.2. Segunda Geração: Direitos Econômicos, Sociais e Culturais

A segunda geração dos direitos fundamentais surge como uma resposta às demandas sociais por
uma maior igualdade material, tendo seu auge no período pós-Segunda Guerra Mundial. Estes
direitos visam assegurar condições dignas de vida para todos, enfatizando a necessidade de uma
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intervenção positiva do Estado para garantir a igualdade de oportunidades e a justiça social.

Os direitos econômicos incluem o direito ao trabalho, à justa remuneração, à segurança no


emprego e às condições de trabalho justas e favoráveis. Eles buscam assegurar que todos tenham
acesso a um meio de vida sustentável e digno.

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Os direitos sociais abrangem aspectos como a educação, a saúde, a segurança social, a moradia e a
proteção contra a pobreza e a exclusão social. Estes direitos garantem um padrão mínimo de
qualidade de vida, permitindo que todos os indivíduos participem plenamente da sociedade.

Já os direitos culturais envolvem o acesso à cultura, a preservação da identidade cultural, a


participação na vida cultural e o acesso aos benefícios do progresso científico. Eles reconhecem a
importância da diversidade cultural e da expressão individual na construção de uma sociedade
democrática e pluralista.

Esses direitos requerem uma ação positiva por parte do Estado, através de políticas públicas e a
alocação de recursos, para garantir que sejam efetivamente gozados por todos os cidadãos,
especialmente os mais vulneráveis. A segunda geração de direitos fundamentais representa um
passo crucial na evolução dos direitos humanos, destacando a importância da igualdade
substancial e do bem-estar social.

1.3. Terceira Geração: Direitos de Solidariedade ou Difusos

A terceira geração dos direitos fundamentais, também conhecida como direitos de solidariedade
ou difusos, surge no contexto das transformações globais do final do século XX, marcadas pela
globalização e pelos desafios ambientais e tecnológicos. Essa geração de direitos transcende a
perspectiva individualista das gerações anteriores e foca na proteção de interesses coletivos e
transindividuais.

Os direitos de terceira geração incluem o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, o


direito ao desenvolvimento, à paz, à comunicação e a outros direitos que exigem uma cooperação
global para sua efetiva realização. O direito ao meio ambiente, por exemplo, reflete a preocupação
crescente com as questões ecológicas e a sustentabilidade, enquanto o direito ao desenvolvimento
busca integrar os direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais, enfatizando a necessidade
de um desenvolvimento que beneficie a todos.

Esses direitos representam um avanço significativo na compreensão dos direitos humanos,


enfatizando a interdependência global e a necessidade de ações coletivas para enfrentar desafios
que transcendem fronteiras nacionais. A realização destes direitos requer uma nova abordagem do
direito internacional e das políticas internas dos Estados, demandando cooperação internacional e
compromissos conjuntos.
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1.4. Quarta Geração: Direitos Relacionados à Tecnologia e Informação

Os direitos da quarta geração surgem no alvorecer do século XXI, em resposta aos desafios
impostos pela revolução digital e tecnológica. Essa geração de direitos está relacionada à
regulação e proteção no ambiente digital e às implicações das novas tecnologias na vida dos
indivíduos.

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Os direitos de quarta geração incluem a proteção de dados pessoais, a liberdade de expressão na


internet, o acesso à informação digital e o direito à privacidade no ambiente digital. Esses direitos
refletem a necessidade de equilibrar os benefícios das novas tecnologias com a proteção dos
direitos fundamentais dos indivíduos.

O direito à privacidade, por exemplo, ganha novas dimensões com a disseminação da internet e
das tecnologias de informação e comunicação, exigindo uma regulamentação específica para
proteger os indivíduos contra a vigilância e o uso indevido de seus dados. Da mesma forma, o
acesso à informação digital torna-se um direito crucial para garantir a participação democrática e
o desenvolvimento pessoal e social na era da informação.

A quarta geração de direitos fundamentais desafia as concepções tradicionais de privacidade,


liberdade e segurança, exigindo adaptações nas legislações nacionais e nas políticas públicas para
garantir que as tecnologias sejam utilizadas de forma ética e responsável, respeitando os direitos e
liberdades fundamentais.

1.5. Evolução Histórica e Contextual dos Direitos Fundamentais

A evolução histórica e contextual dos direitos fundamentais reflete as mudanças sociais, políticas e
econômicas ao longo do tempo. Desde as primeiras formulações dos direitos naturais e
inalienáveis durante as revoluções liberais do século XVIII, até os desafios contemporâneos
impostos pela globalização e pela revolução digital, os direitos fundamentais têm se expandido e
se adaptado para atender às necessidades e demandas de diferentes épocas.

A primeira geração de direitos, centrada nos direitos civis e políticos, surgiu em resposta ao
absolutismo e buscou limitar o poder estatal, garantindo liberdades individuais e a participação
política. A segunda geração, focada nos direitos econômicos, sociais e culturais, emergiu no
contexto das lutas operárias e dos movimentos sociais do século XX, buscando a igualdade
material e a justiça social.

A terceira geração de direitos, por sua vez, é caracterizada pela preocupação com questões globais,
como o meio ambiente, o desenvolvimento sustentável e a solidariedade internacional. Já a quarta
geração, centrada nos desafios trazidos pela tecnologia e informação, reflete as preocupações com
a privacidade, a segurança de dados e o acesso à informação na era digital.
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Essa evolução dos direitos fundamentais demonstra a capacidade do direito de se adaptar e


responder às mudanças na sociedade. Cada geração de direitos não substitui as anteriores, mas
sim complementa e expande o conceito de direitos humanos, refletindo um processo contínuo de
desenvolvimento e aprofundamento da dignidade humana e da justiça social.

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2. Características dos Direitos Fundamentais

2.1. Universalidade

A universalidade é uma característica essencial dos direitos fundamentais, afirmando que estes
direitos são aplicáveis a todos os seres humanos, independentemente de sua nacionalidade, etnia,
sexo, religião, idioma ou qualquer outra condição. Essa universalidade está enraizada na noção de
dignidade humana, que é inerente a todos os indivíduos.

A ideia de universalidade foi consolidada com a Declaração Universal dos Direitos Humanos de
1948, que estabeleceu um padrão comum para todos os povos e nações. Essa universalidade
implica na responsabilidade dos Estados de respeitar, proteger e cumprir os direitos fundamentais
de todos, sem discriminação.

Essa característica é fundamental para a luta contra injustiças e desigualdades em todo o mundo.
Ela desafia leis, políticas e práticas locais que discriminam ou excluem certos grupos, e promove a
igualdade e a inclusão. A universalidade dos direitos fundamentais é um princípio orientador para
a legislação internacional e nacional, garantindo que todos sejam tratados com igual respeito e
dignidade.

2.2. Inalienabilidade e Imprescritibilidade

Inalienabilidade e imprescritibilidade são características fundamentais dos direitos fundamentais,


significando que eles não podem ser transferidos, renunciados ou perdidos. Esses princípios
asseguram que os direitos fundamentais são permanentes e não podem ser tirados de um
indivíduo, independentemente de suas ações ou do contexto político.

A inalienabilidade garante que os direitos fundamentais são uma parte intrínseca do ser humano e
não podem ser alienados ou vendidos. Por exemplo, o direito à vida ou à liberdade não pode ser
transferido ou renunciado por um indivíduo ou subtraído arbitrariamente pelo Estado.

A imprescritibilidade significa que os direitos fundamentais não perdem sua validade com o
tempo. Isso é crucial em contextos onde violações graves aos direitos humanos ocorrem. Por
exemplo, crimes contra a humanidade ou genocídio não podem ser dispensados pelo passar do
tempo, permitindo que a busca por justiça continue independentemente de quanto tempo tenha
passado desde a ocorrência da violação.
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Esses princípios são essenciais para a proteção dos direitos fundamentais e garantem que eles
permaneçam válidos e exigíveis a todo momento e em todas as circunstâncias.

2.3. Interdependência e Indivisibilidade

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A interdependência e indivisibilidade dos direitos fundamentais são princípios que afirmam que
todos os direitos - civis, políticos, econômicos, sociais e culturais - estão relacionados e dependem
uns dos outros para serem efetivos. Esses princípios reconhecem que a realização de um direito
pode depender da realização de outros.

Por exemplo, o direito à liberdade de expressão (um direito civil e político) está intrinsecamente
ligado ao direito à educação (um direito econômico e social). Sem educação, um indivíduo pode
não ser capaz de exercer plenamente sua liberdade de expressão. Da mesma forma, o direito à
saúde (um direito econômico e social) pode ser essencial para o exercício do direito ao trabalho
(um direito civil).

A indivisibilidade sugere que nenhum direito é mais importante que outro, e todos devem ser
vistos como igualmente essenciais para a dignidade humana. Este conceito é fundamental para a
abordagem holística dos direitos humanos e para a luta contra políticas que tentam priorizar
alguns direitos em detrimento de outros.

Esses princípios são cruciais para o desenvolvimento de políticas públicas e legislações que
buscam promover e proteger os direitos fundamentais de maneira integrada e abrangente,
assegurando que todos os direitos sejam considerados em conjunto e de forma equilibrada.

2.4. Efetividade e Aplicabilidade Imediata

A efetividade e a aplicabilidade imediata são características cruciais dos direitos fundamentais,


conforme consagrado em diversas constituições modernas, incluindo a Constituição Brasileira de
1988. Estes princípios asseguram que os direitos fundamentais não sejam apenas normas
programáticas ou ideais abstratos, mas sim diretrizes concretas e imediatamente aplicáveis a
todos os cidadãos.

A efetividade dos direitos fundamentais está intimamente ligada à sua implementação prática.
Isso significa que as garantias constitucionais devem ser acompanhadas de medidas legislativas,
judiciais e administrativas que assegurem sua plena realização. Por exemplo, o direito à saúde
exige não apenas a proibição de ações que violem esse direito, mas também a criação de políticas
públicas, como sistemas de saúde acessíveis e eficientes, que garantam seu acesso universal.

A aplicabilidade imediata, por sua vez, indica que os direitos fundamentais são diretamente
operacionais assim que a constituição entra em vigor, sem a necessidade de legislação
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intermediária. Essa característica tem implicações significativas para o sistema jurídico, pois
permite que indivíduos e grupos recorram ao judiciário para reivindicar a proteção desses direitos
em casos específicos.

A combinação de efetividade e aplicabilidade imediata é fundamental para a proteção dos direitos


fundamentais em uma sociedade democrática. Ela assegura que esses direitos não sejam apenas

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promessas teóricas, mas ferramentas reais para o combate à injustiça e para a promoção da
igualdade, liberdade e dignidade humana.

2.5. Historicidade e Concretude

A historicidade e a concretude são características intrínsecas dos direitos fundamentais, refletindo


como eles são moldados pelo contexto histórico e cultural e como se manifestam na realidade
prática.

A historicidade dos direitos fundamentais reconhece que eles não são estáticos ou universais em
sua aplicação ao longo do tempo. Ao contrário, esses direitos são influenciados e moldados pelas
condições sociais, econômicas, políticas e culturais de cada época. Por exemplo, os direitos
fundamentais expressos nas revoluções liberais do século XVIII refletem as preocupações e os
valores daquela era, focados principalmente na liberdade individual e na proteção contra o
despotismo. Com o passar do tempo, novos desafios e entendimentos emergem, levando à
evolução e à expansão dos direitos fundamentais, como visto na crescente ênfase em direitos
sociais, econômicos e ambientais.

A concretude, por sua vez, relaciona-se com a materialização dos direitos fundamentais no mundo
real. Ela implica que esses direitos devem ser mais do que declarações abstratas; devem ser
implementados e vivenciados na vida cotidiana das pessoas. A concretude exige que os Estados
criem condições reais e efetivas para o exercício desses direitos, por meio de políticas públicas,
reformas legislativas e ações administrativas. Isso envolve, por exemplo, a garantia de que o direito
à educação seja concretizado por meio de escolas acessíveis e de qualidade para todos.

A historicidade e a concretude, juntas, asseguram que os direitos fundamentais sejam relevantes e


eficazes, adaptando-se às mudanças da sociedade e garantindo que sejam mais do que meras
palavras em um texto constitucional. Elas são fundamentais para que os direitos fundamentais
continuem a ser uma força viva na promoção da justiça e da dignidade humana.

3. Direitos Fundamentais - Limites e Eficácia

3.1. Princípio da Proporcionalidade e Razoabilidade

O princípio da proporcionalidade e da razoabilidade é fundamental na aplicação e interpretação


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dos direitos fundamentais. Este princípio assegura que as limitações impostas a esses direitos
sejam justas, adequadas e necessárias, evitando excessos ou restrições injustificadas.

A proporcionalidade é um critério de análise que exige que as medidas adotadas pelo Estado na
limitação de um direito fundamental sejam apropriadas e necessárias para atingir um objetivo
legítimo, e que os benefícios dessas medidas sejam proporcionais aos prejuízos causados aos

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direitos afetados. Por exemplo, em situações onde a liberdade de expressão entra em conflito com
o direito à privacidade, é necessário avaliar se as restrições impostas à liberdade de expressão são
proporcionais e necessárias para proteger a privacidade.

A razoabilidade, por sua vez, relaciona-se com o bom senso e a lógica. As decisões e medidas que
afetam os direitos fundamentais devem ser razoáveis, ou seja, não podem ser arbitrárias ou
baseadas em premissas irracionais.

A aplicação do princípio da proporcionalidade e da razoabilidade é crucial para garantir um


equilíbrio justo entre os interesses em jogo, assegurando que os direitos fundamentais sejam
respeitados e limitados de forma justa e equitativa.

3.2. Colisão e Ponderação entre Direitos Fundamentais

A colisão e ponderação entre direitos fundamentais ocorrem quando dois ou mais direitos entram
em conflito, exigindo uma análise cuidadosa para determinar qual direito deve prevalecer no caso
concreto. Este é um desafio complexo, pois os direitos fundamentais são, por natureza, de igual
importância e valor.

A ponderação é o processo pelo qual se busca um equilíbrio entre os direitos em conflito,


considerando a importância e o contexto de cada direito envolvido. Esse processo envolve a análise
das circunstâncias específicas do caso, a intensidade da interferência em cada direito e os
interesses subjacentes.

Por exemplo, a liberdade de expressão pode entrar em conflito com o direito à honra e à
privacidade. Nesses casos, deve-se ponderar qual direito deve ter primazia, levando em conta
fatores como a relevância pública das informações, o grau de veracidade e a maneira como as
informações são apresentadas.

A ponderação exige uma abordagem cuidadosa e contextual, garantindo que as decisões sejam
tomadas com base em uma compreensão profunda dos valores e princípios em jogo, e buscando
sempre proteger a essência dos direitos fundamentais envolvidos.

3.3. Limites Constitucionais e Legais

Os limites constitucionais e legais dos direitos fundamentais referem-se às restrições impostas por
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leis e pela própria constituição a esses direitos. Esses limites são necessários para garantir a
convivência harmoniosa em sociedade e para proteger outros direitos e valores igualmente
importantes.

A constituição estabelece limites aos direitos fundamentais para proteger interesses públicos,
como a segurança nacional, a ordem pública e a saúde pública. Estes limites são geralmente

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META 1

expressos em cláusulas que permitem a restrição de certos direitos em situações específicas, como
em estado de emergência ou para proteger os direitos de terceiros.

As leis ordinárias também podem impor limites aos direitos fundamentais, desde que estas leis
sejam compatíveis com a constituição e respeitem os princípios da proporcionalidade e da
razoabilidade. Por exemplo, as leis que regulamentam o uso de propriedades privadas devem
equilibrar o direito à propriedade com o interesse público.

É importante que os limites constitucionais e legais aos direitos fundamentais sejam claros,
precisos e proporcionais, garantindo que os direitos fundamentais sejam protegidos contra
restrições arbitrárias ou excessivas. A observância desses limites é essencial para a manutenção do
Estado de Direito e para a proteção efetiva dos direitos fundamentais.

3.4. Eficácia Horizontal dos Direitos Fundamentais

A eficácia horizontal dos direitos fundamentais é um conceito jurídico que se refere à aplicação
desses direitos nas relações entre particulares, e não apenas nas relações entre o Estado e os
indivíduos. Este princípio é fundamental para garantir que os direitos fundamentais sejam
respeitados não apenas pelo poder público, mas também no âmbito das relações privadas.

Tradicionalmente, os direitos fundamentais eram vistos como limites ao poder do Estado,


protegendo os cidadãos de ações arbitrárias e abusivas. No entanto, com o reconhecimento da
eficácia horizontal, entende-se que os particulares, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, também
têm a obrigação de respeitar esses direitos em suas interações com outros indivíduos.

Essa aplicação horizontal é especialmente relevante em contextos onde o poder econômico ou


social de um particular pode afetar significativamente os direitos de outros. Por exemplo, no
ambiente de trabalho, os empregadores devem respeitar os direitos fundamentais de seus
empregados, como o direito à não discriminação e à dignidade. Da mesma forma, nas relações
contratuais, deve haver um respeito pelos direitos fundamentais, evitando-se cláusulas abusivas ou
práticas desleais.

A eficácia horizontal dos direitos fundamentais desafia a noção tradicional de que os direitos
fundamentais operam apenas verticalmente (entre Estado e indivíduo), expandindo a proteção
desses direitos para as esferas mais amplas da sociedade.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

3.5. Desafios Contemporâneos e a Efetividade dos Direitos Fundamentais

Os direitos fundamentais enfrentam diversos desafios contemporâneos que afetam sua efetividade
na sociedade atual. Esses desafios são multifacetados e incluem questões como globalização,
avanços tecnológicos, desigualdades sociais e econômicas, e crises políticas e ambientais.

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Um dos principais desafios é a globalização, que tem levado à necessidade de uma maior
cooperação internacional na proteção dos direitos fundamentais. Com o aumento do poder de
corporações multinacionais e o impacto transnacional de questões como migração e mudanças
climáticas, torna-se crucial assegurar que os direitos fundamentais sejam respeitados em um
contexto global.

Outro desafio significativo é representado pelo rápido desenvolvimento tecnológico,


especialmente em relação à privacidade e proteção de dados. A era digital trouxe novas questões
sobre vigilância, liberdade de expressão e segurança de informações pessoais, exigindo uma
atualização constante das leis e práticas para proteger os direitos fundamentais neste novo
contexto.

Além disso, as crescentes desigualdades sociais e econômicas representam um desafio para a


realização efetiva dos direitos fundamentais, principalmente os direitos econômicos, sociais e
culturais. Em muitas sociedades, grupos vulneráveis e marginalizados enfrentam barreiras
significativas no acesso a direitos básicos, como saúde, educação e moradia digna.

Finalmente, as crises políticas e ambientais emergentes, como conflitos armados, deslocamento


forçado de populações e desastres naturais, também impactam a efetividade dos direitos
fundamentais. Tais crises frequentemente resultam em violações massivas de direitos humanos,
exigindo respostas urgentes e eficazes para proteger os direitos dos afetados.

Para enfrentar esses desafios, é necessário um compromisso contínuo com os princípios dos
direitos fundamentais, uma adaptação constante das leis e políticas às novas realidades e uma
cooperação internacional reforçada para garantir a proteção desses direitos em um mundo cada
vez mais interconectado.

Agora é hora de testar seus conhecimentos! Resolva toda a lista de exercícios abaixo. A seguir,
confira o gabarito e os comentários de cada questão.
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1. CEBRASPE 2023
No tocante aos princípios fundamentais da CF, às restrições aos direitos fundamentais, aos direitos
individuais e aos direitos políticos, julgue o seguinte item:
Conquanto sejam considerados direitos individuais, os direitos políticos não possuem a natureza
de direitos fundamentais e, portanto, não se lhes aplicam as proteções do sistema constitucional
de direitos fundamentais.

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META 1

Certo

Errado

2. CEBRASPE 2023
No tocante aos princípios fundamentais da CF, às restrições aos direitos fundamentais, aos direitos
individuais e aos direitos políticos, julgue o seguinte item:
Em razão da centralidade dos direitos fundamentais no regime constitucional, eles não são
passíveis de restrição por normas infraconstitucionais.

Certo

Errado

3. CEBRASPE 2023
Com relação aos direitos humanos e aos direitos fundamentais, julgue o item a seguir:
A CF contém previsão do princípio da não exaustividade dos direitos fundamentais, na medida em
que dispõe que os direitos nela estabelecidos não excluem outros decorrentes do regime e dos
princípios por ela adotados, tampouco outros previstos em tratados internacionais dos quais o
Brasil seja parte.

Certo

Errado

4. VUNESP 2023
Os direitos sociais estão situados nos direitos e garantias fundamentais da Constituição Federal.
São características dos direitos fundamentais, entre outros:

a) a notoriedade, a irreversibilidade e a historicidade.


b) a irredutibilidade, a legalidade e a eficiência.
c) a inviolabilidade, a historicidade e a notoriedade.
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d) a universalidade, a inalienabilidade e a historicidade.


e) a materialidade, a universalidade e a inalienabilidade.

5. VUNESP 2023
No que concerne à possibilidade de aplicação dos direitos fundamentais às relações privadas, é

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META 1

correto afirmar que

a) sem dúvida, cresce a teoria da aplicação indireta dos direitos fundamentais às relações privadas
(eficácia vertical), especialmente diante de atividades privadas que tenham certo “caráter público”,
por exemplo, em escolas, (matrículas), clubes associativos, relações de trabalhos etc.
b) o Supremo Tribunal Federal tem aplicado a teoria da eficácia indireta dos direitos com
repercussão geral que possui o mesmo efeito de vinculação da súmula.
c) os direitos fundamentais são aplicados de maneira reflexa, tanto em uma dimensão proibitiva e
voltada para o legislador, que deverá editar lei que limite direitos fundamentais, como, ainda,
positiva, voltada para que o legislador implemente os direitos fundamentais existentes,
ponderando quais devem aplicar-se às relações privadas.
d) o tema encontra amparo em recentes decisões do Supremo Tribunal Federal, entretanto, há
uma tendência a restringir a eficácia horizontal aos direitos humanos de primeira dimensão.
e) o tema da eficácia horizontal dos direitos fundamentais, também denominado pela doutrina de
eficácia privada ou externa dos direitos fundamentais, surge como importante contraponto à ideia
de eficácia vertical dos direitos fundamentais.

6. CEBRASPE 2023
Julgue o item seguinte, no que se refere aos direitos e garantias fundamentais assegurados na CF:
O direito de resposta, o direito de propriedade, o sigilo de correspondência bem como o direito à
honra e à imagem são exemplos de direitos fundamentais que têm como titulares as pessoas
físicas, não se estendendo às pessoas jurídicas.

Certo

Errado

7. CEBRASPE 2023
Julgue o item seguinte, no que se refere aos direitos e garantias fundamentais assegurados na CF:
Por força constitucional, os direitos fundamentais gozam de prioridade absoluta sobre qualquer
interesse coletivo, visto que o Estado existe para proteger direitos naturais, como a vida, a
liberdade e a propriedade.

Certo
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Errado

8. CEBRASPE 2023
A respeito dos direitos e das garantias fundamentais e da administração pública, julgue o item que

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se segue:
Os direitos já garantidos e pertencentes ao patrimônio jurídico de alguém somente podem ser
desconstituídos em função da promulgação de novas leis.

Certo

Errado

9. CEBRASPE 2023
No que se refere aos direitos e às garantias fundamentais, julgue o item que se segue:
Nem todos os direitos e as garantias fundamentais estão expressos no texto constitucional,
havendo a possibilidade de reconhecimento de direito ou garantia decorrente dos princípios
constitucionais ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.

Certo

Errado

10. VUNESP 2022


Assinale a alternativa que diz respeito à modalidade de eficácia de princípio que propõe se possa
exigir do Judiciário a invalidade da revogação de normas que, regulamentando o princípio,
concedam ou ampliem direitos fundamentais, sem que a revogação em questão seja
acompanhada de uma política substitutiva ou equivalente:

a) Simétrica.
b) Diferida.
c) Interpretativa.
d) Preceptiva.
e) Vedativa do retrocesso.

11. VUNESP 2022


A história dos direitos fundamentais pode ser dividida em gerações, também conhecidas como
dimensões. Cada geração ou dimensão é produto de processos de lutas e reivindicações, que
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

culminaram na incorporação, pelos textos constitucionais, de direitos invocados pela coletividade.


A terceira geração ou dimensão tem início no período posterior ao pós-Segunda Guerra Mundial,
ou seja, a partir da segunda metade do século XX. Assinale o direito fundamental que corresponde
a esse período:

a) Democracia.

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b) Liberdade.
c) Proteção jurídica do patrimônio genético.
d) Meio ambiente ecologicamente equilibrado.

12. CEBRASPE 2022


No que se refere à aplicabilidade das normas constitucionais e aos direitos e garantias
fundamentais, julgue o item a seguir:
Os direitos fundamentais caracterizam-se por seu caráter absoluto, característica que permanece
mesmo havendo eventuais colisões entre eles.

Certo

Errado

13. CEBRASPE 2022


No que se refere à aplicabilidade das normas constitucionais e aos direitos e garantias
fundamentais, julgue o item a seguir:
Os direitos e garantias previstos pela Constituição Federal de 1988 estão dispostos em rol taxativo,
em razão da ampla rede de proteção a eles destinada.

Certo

Errado

14. VUNESP 2022


Sobre os Direitos Fundamentais, assinale a alternativa correta:

a) É incorreto afirmar-se que os direitos fundamentais são absolutos, uma vez que tanto outros
direitos fundamentais como outros valores constitucionais podem limitá-los.
b) A característica da universalidade dos direitos fundamentais está presente tanto no polo passivo
quanto no polo ativo das relações jurídicas que permeiam um direito fundamental.
c) Os direitos fundamentais, assim como os direitos humanos, estão consagrados expressamente
em diplomas legislativos com base constitucional.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

d) A aplicabilidade dos direitos fundamentais coletivos depende da edição de normas reguladoras


de relações jurídicas.
e) A previsão constitucional de um determinado direito fundamental vincula automaticamente o
Poder Executivo e o Poder Judiciário, mas não o Poder Legislativo.

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15. FGV 2022


José foi instado por Maria a apresentar a justificação teórica para a colisão entre direitos
fundamentais e a imposição de restrições a esses direitos, o que deveria ser feito na perspectiva da
teoria interna:
José respondeu corretamente que, para essa teoria,

a) a restrição não tem existência autônoma em relação ao direito, que tem um limite imanente.
b) a solução da colisão entre direitos fundamentais é normalmente resolvida com um juízo de
ponderação.
c) o direito tem um conteúdo prima facie, somente dando origem a uma posição definitiva após o
cotejo com outras normas.
d) esses direitos devem se expandir até que seja identificada a necessidade de concordância
prática com outros direitos, resolvendo-se o conflito no plano da aplicação.
e) a existência de restrições aos direitos é indissociável da necessidade de concordância prática,
mas somente devem incidir após a individualização de cada direito.

16. CEBRASPE 2022


No que tange aos direitos e deveres individuais e coletivos na CF, assinale a opção correta:

a) Pelo fato de o Brasil adotar uma Constituição analítica, são reconhecidos como direitos
fundamentais apenas aqueles expressos no texto constitucional.
b) Apenas têm o status de direitos fundamentais aqueles indicados no art. 5.º da CF.
c) Estrangeiros não residentes no Brasil não podem ser titulares de direitos fundamentais no país.
d) O processo de reconhecimento das gerações de direitos fundamentais tem caráter cumulativo,
de modo que gerações subsequentes não excluem as anteriores.
e) Para a incorporação ao direito brasileiro de um tratado internacional de direitos humanos, é
bastante que ele seja aprovado nas duas casas do Congresso Nacional.

17. FCC 2022


O artigo 5º da Constituição Federal de 1988 elenca um rol de direitos e garantias fundamentais:

a) exaustivo, podendo ser ampliado por meio de uma nova Assembleia Nacional Constituinte.
b) exaustivo, podendo ser ampliado por meio de Emenda Constitucional.
c) exemplificativo, pois não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios constitucionais,
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

ou dos tratados internacionais de que o Brasil seja parte.


d) taxativo, não admitindo ampliação.
e) exemplificativo, pois podem ser suprimidos por Emenda Constitucional.

18. CEBRASPE 2021

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Acerca dos direitos e das garantias fundamentais, julgue o item a seguir:


A eficácia dos direitos fundamentais não se restringe às relações entre os cidadãos e o poder
público.

Certo

Errado

19. CEBRASPE 2021


Com base na Constituição Federal de 1988 (CF), julgue o item a seguir:
Os direitos e as garantias fundamentais previstos pela CF têm aplicabilidade direta, imediata e
integral.

Certo

Errado

20. CEBRASPE 2021


São considerados direitos fundamentais de quarta geração:

a) os direitos culturais e o direito ao meio ambiente equilibrado.


b) os direitos econômicos e o direito à democracia.
c) o direito à democracia e o direito à informação.
d) o direito ao desenvolvimento e o direito à comunicação.
e) o direito ao pluralismo e o direito ao patrimônio histórico e cultural.

Justificativa para Questão 1:

A afirmação de que os direitos políticos, embora sejam direitos individuais, não possuem a
natureza de direitos fundamentais e, consequentemente, não estão sujeitos às proteções do
sistema constitucional de direitos fundamentais, é incorreta. Para entender a razão do erro, é
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

necessário analisar a natureza dos direitos políticos e o contexto em que estão inseridos no
ordenamento jurídico brasileiro.

Os direitos políticos são essenciais para a participação efetiva dos cidadãos na vida política do país.
Eles estão previstos na Constituição Federal de 1988, principalmente nos artigos 14 a 16, e incluem
direitos como o de votar e ser votado, o acesso a cargos públicos, e a participação em partidos

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políticos, entre outros. Esses direitos são fundamentais para o exercício da cidadania e para o
funcionamento da democracia representativa.

Além disso, a Constituição Brasileira, em seu Título II, que trata dos Direitos e Garantias
Fundamentais, não faz distinção entre os diferentes tipos de direitos fundamentais (como direitos
individuais, coletivos, sociais, políticos, etc.), mas os abrange de forma integrada e complementar.
Isso significa que os direitos políticos são considerados direitos fundamentais e, como tal, estão
sujeitos às proteções constitucionais destinadas a esses direitos.

Portanto, a proposição da questão é errada porque subestima a importância dos direitos políticos
no contexto dos direitos fundamentais. Estes direitos são protegidos pela Constituição e são
essenciais para garantir a participação dos cidadãos no processo democrático, influenciando na
tomada de decisões e no controle social sobre o poder público.

Se esta explicação estiver de acordo com o que você espera, posso proceder com as justificativas
para as demais questões. Por favor, me avise para continuar.

Justificativa para a Questão 2:

A afirmação de que os direitos fundamentais, em razão de sua centralidade no regime


constitucional, não são passíveis de restrição por normas infraconstitucionais, é incorreta. A
Constituição Federal do Brasil estabelece os direitos fundamentais como pilares do ordenamento
jurídico, no entanto, não os coloca como absolutos e imunes a qualquer forma de restrição.

Embora os direitos fundamentais sejam protegidos pela Constituição e detenham um elevado


status normativo, em determinadas circunstâncias, eles podem ser objeto de restrições. Estas
restrições devem, contudo, observar o princípio da proporcionalidade, que exige que qualquer
limitação a um direito fundamental seja adequada, necessária e proporcional em sentido estrito.
Além disso, as restrições devem ser estabelecidas por lei, respeitando-se o princípio da legalidade.

A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) tem reconhecido que, em situações


específicas, normas infraconstitucionais podem impor limites a direitos fundamentais,
especialmente quando se trata de conciliar conflitos entre direitos fundamentais ou entre estes e
outros valores constitucionais. Um exemplo claro é a restrição do direito à liberdade de expressão
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

em casos de discursos de ódio ou de difamação, regulados por legislações específicas.

Portanto, a ideia de que os direitos fundamentais não podem ser restringidos por normas
infraconstitucionais é desmentida tanto pela prática jurídica quanto pela interpretação
constitucional, que reconhecem a possibilidade de limitações, desde que estas sejam justificadas,
proporcionais e necessárias para a proteção de outros direitos ou interesses também amparados

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pela Constituição.

Justificativa para a Questão 3:

A afirmação correta no item 3 reflete um princípio importante no direito constitucional brasileiro: a


não exaustividade dos direitos fundamentais. De acordo com a Constituição Federal de 1988 (CF),
os direitos e garantias expressos na Constituição não excluem outros direitos decorrentes do
regime e dos princípios adotados pela CF, bem como dos tratados internacionais em que o Brasil é
parte. Este princípio está expressamente previsto no artigo 5º, § 2º, da CF.

Esse princípio assegura que a enumeração dos direitos fundamentais na Constituição é


meramente exemplificativa, e não taxativa. Isso significa que, além dos direitos expressamente
listados, outros podem ser reconhecidos e garantidos com base nos princípios gerais da
Constituição e do direito internacional dos direitos humanos. Essa abertura permite que o
ordenamento jurídico brasileiro se adapte às mudanças e evoluções sociais e reconheça novos
direitos fundamentais que correspondam às necessidades e desafios contemporâneos.

O reconhecimento de direitos fundamentais decorrentes dos princípios constitucionais e dos


tratados internacionais enfatiza o compromisso do Brasil com uma ordem jurídica dinâmica e
progressista, que busca a promoção da dignidade humana e dos valores democráticos.

Justificativa para a Questão 4:

A questão 4 aborda as características dos direitos sociais na Constituição Federal, sendo a


alternativa correta a letra "D", que identifica como características desses direitos a universalidade, a
inalienabilidade e a historicidade. Esta escolha se justifica pela natureza dos direitos sociais e pelo
contexto em que estão inseridos no ordenamento jurídico.

Os direitos sociais, assim como outros direitos fundamentais, são universais, significando que são
direitos de todos os seres humanos, sem distinção de qualquer natureza. Eles são inalienáveis, o
que significa que não podem ser vendidos ou transferidos, pois são intrínsecos à dignidade da
pessoa humana. Além disso, os direitos sociais possuem uma dimensão histórica, pois evoluem ao
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

longo do tempo, refletindo as mudanças e as demandas sociais em diferentes épocas.

Os direitos sociais incluem, entre outros, o direito à educação, à saúde, à segurança, à previdência
social e ao trabalho. Eles são essenciais para garantir condições de vida dignas e para reduzir
desigualdades sociais, sendo fundamentais para a realização plena dos direitos humanos. A
compreensão de suas características é crucial para a implementação e a efetivação desses direitos

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no contexto social e jurídico.

Justificativa para a Questão 5:

A resposta correta para a questão 5 é a alternativa "E", que aborda a eficácia horizontal dos direitos
fundamentais, também conhecida como eficácia privada ou externa desses direitos. Este conceito
refere-se à aplicação dos direitos fundamentais nas relações entre particulares, não se limitando
apenas à relação entre o Estado e os cidadãos.

A eficácia horizontal é um tema relevante no direito constitucional contemporâneo, pois


reconhece que não apenas o Estado, mas também os particulares, podem violar direitos
fundamentais. Exemplos incluem casos de discriminação em ambientes privados ou de abusos em
relações de trabalho. O reconhecimento da eficácia horizontal dos direitos fundamentais visa a
proteger os indivíduos de violações de seus direitos fundamentais em todas as esferas da vida
social, incluindo nas relações privadas.

A jurisprudência e a doutrina brasileiras têm avançado no entendimento de que os direitos


fundamentais exercem um papel normativo também nas relações entre particulares,
influenciando e limitando ações e contratos privados para assegurar o respeito aos valores
fundamentais consagrados na Constituição.

Justificativa para a Questão 6:

Na questão 6, o gabarito "Errado" é justificado pela compreensão de que alguns direitos


fundamentais, como o direito de resposta, o direito de propriedade, o sigilo de correspondência,
bem como o direito à honra e à imagem, não se restringem apenas a pessoas físicas, mas também
se estendem a pessoas jurídicas.

Embora direitos como o direito à vida ou à liberdade sejam intrínsecos às pessoas físicas, outros
direitos fundamentais, como a proteção da honra e da imagem ou o direito de propriedade, são
relevantes também para as pessoas jurídicas. O entendimento de que tais direitos se aplicam a
pessoas jurídicas é respaldado por decisões judiciais e pela doutrina, reconhecendo que entidades
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

como empresas e organizações podem sofrer danos à sua reputação ou ter seus direitos de
propriedade violados.

Essa aplicação mais ampla dos direitos fundamentais é fundamental para a proteção integral dos
interesses legítimos, tanto de indivíduos quanto de entidades coletivas, no âmbito jurídico e social.

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Justificativa para a Questão 7:

A resposta correta para a questão 7 é "Errado". Esta questão trata da prioridade dos direitos
fundamentais em relação aos interesses coletivos. A afirmação de que os direitos fundamentais
têm prioridade absoluta sobre qualquer interesse coletivo é um equívoco. Na realidade, o sistema
jurídico brasileiro reconhece a necessidade de um equilíbrio entre os direitos fundamentais
individuais e os interesses coletivos.

A Constituição Federal de 1988 estabelece que os direitos fundamentais são essenciais e devem ser
protegidos, mas também reconhece a importância dos interesses coletivos e sociais. Em diversas
situações, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem decidido que é necessário balancear os direitos
individuais com interesses maiores da coletividade. Isso é particularmente evidente em casos que
envolvem a saúde pública, a segurança nacional ou o meio ambiente.

Assim, enquanto os direitos fundamentais são protegidos pela Constituição, eles não são absolutos
e podem ser restringidos, desde que as restrições sejam razoáveis, proporcionais e justificadas por
um interesse coletivo legítimo.

Justificativa para a Questão 8:

O gabarito "Errado" para a questão 8 se justifica pelo entendimento de que os direitos e garantias
fundamentais, uma vez concedidos e integrados ao patrimônio jurídico de uma pessoa, não
podem ser arbitrariamente desconstituídos apenas pela promulgação de novas leis. A Constituição
Federal do Brasil, seguindo os princípios do Estado Democrático de Direito, assegura a proteção
dos direitos e garantias fundamentais.

Desconstituir direitos já garantidos requer um processo muito mais complexo do que a simples
promulgação de uma nova lei. Mudanças que afetam direitos fundamentais devem passar por um
rigoroso escrutínio constitucional para garantir que não violem princípios essenciais da
Constituição, como o princípio da dignidade da pessoa humana, o da legalidade, o da segurança
jurídica, e o do devido processo legal.
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Portanto, a afirmação de que os direitos fundamentais existentes podem ser desconstituídos


unicamente pela promulgação de novas leis desconsidera os complexos mecanismos de proteção
desses direitos no ordenamento jurídico brasileiro.

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Justificativa para a Questão 9:

A questão 9 tem como resposta correta "Certo", pois reflete a ideia de que os direitos e garantias
fundamentais expressos na Constituição Federal do Brasil não esgotam a totalidade desses
direitos. De acordo com o artigo 5º, § 2º, da Constituição, os direitos e garantias expressos na
Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos
tratados internacionais dos quais o Brasil é parte. Isso implica que o rol de direitos fundamentais
apresentado na Constituição é exemplificativo, e não exaustivo.

Esse princípio é fundamental para assegurar uma proteção mais ampla dos direitos humanos,
permitindo que outros direitos, além daqueles expressamente mencionados, sejam reconhecidos e
garantidos com base nos princípios gerais da Constituição e do direito internacional. Isso garante
uma maior adaptabilidade do ordenamento jurídico às novas realidades e desafios sociais, bem
como uma maior consonância com os avanços do direito internacional dos direitos humanos.

Justificativa para a Questão 10:

A resposta correta para a questão 10 é a alternativa "E", que se refere à "Vedativa do retrocesso".
Este conceito é utilizado para descrever uma modalidade de eficácia dos princípios constitucionais
que impede a revogação ou a redução de normas que regulamentam princípios constitucionais,
especialmente aqueles que concedem ou ampliam direitos fundamentais, sem a substituição por
normas de igual ou maior efetividade.

A "vedativa do retrocesso" é uma garantia de que os direitos fundamentais, uma vez reconhecidos
e implementados, não devem ser objeto de redução ou eliminação arbitrária pelo legislador. Isso
assegura uma proteção contra a erosão dos direitos e avanços sociais já alcançados. É uma
expressão do princípio da proibição do retrocesso social, que é fundamental para a manutenção e
o aprofundamento do Estado Democrático de Direito e da justiça social.

Justificativa para a Questão 11:

A resposta correta para a questão 11 é a alternativa "D", que se refere ao meio ambiente
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ecologicamente equilibrado como um direito fundamental correspondente à terceira geração ou


dimensão de direitos. Esta geração de direitos surgiu no contexto pós-Segunda Guerra Mundial,
marcado por uma crescente consciência global sobre questões ambientais e a necessidade de
uma abordagem coletiva para proteger recursos comuns da humanidade.

Os direitos de terceira geração são caracterizados por seu foco em direitos coletivos e difusos,

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abrangendo temas como a proteção do meio ambiente, o desenvolvimento sustentável, a paz e a


autodeterminação dos povos. O reconhecimento do meio ambiente ecologicamente equilibrado
como um direito fundamental reflete a compreensão de que a proteção ambiental é essencial para
a qualidade de vida atual e das futuras gerações, estando intrinsecamente ligada aos direitos
humanos.

A Constituição Federal do Brasil de 1988 incorpora essa visão ao estabelecer o meio ambiente
como um bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida, impondo ao poder público
e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo.

Justificativa para a Questão 12:

O gabarito "Errado" para a questão 12 está fundamentado no entendimento de que os direitos


fundamentais, embora de extrema importância, não são absolutos. A Constituição Federal
estabelece diversos direitos fundamentais, mas também prevê que em certas circunstâncias, estes
podem sofrer limitações.

Na prática jurídica, frequentemente ocorrem situações em que é necessário balancear direitos


fundamentais conflitantes. Por exemplo, pode haver a necessidade de ponderar entre a liberdade
de expressão e o direito à honra e à privacidade. Nesses casos, nenhum dos direitos envolvidos é
considerado absoluto, e a solução passa por uma avaliação de qual direito deve prevalecer no
contexto específico.

Além disso, os direitos fundamentais podem ser restringidos por leis que buscam proteger outros
direitos ou interesses constitucionalmente protegidos, desde que tais restrições sejam
proporcionais, necessárias e não comprometam o núcleo essencial do direito afetado. Isso
demonstra que, no ordenamento jurídico brasileiro, os direitos fundamentais são caracterizados
pela relatividade e pela necessidade de ponderação em situações de conflito.

Justificativa para a Questão 13:

O gabarito "Errado" para a questão 13 está fundamentado no princípio da não taxatividade dos
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direitos e garantias fundamentais. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º, § 2º, estabelece
que os direitos e garantias expressos na Constituição não excluem outros decorrentes do regime e
dos princípios por ela adotados ou dos tratados internacionais dos quais o Brasil seja parte. Isso
significa que o rol de direitos fundamentais presentes na Constituição é exemplificativo, não
limitando ou restringindo a existência de outros direitos fundamentais que podem ser
reconhecidos com base nos princípios constitucionais ou no direito internacional.

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Este princípio é essencial para garantir a proteção ampla dos direitos fundamentais, permitindo a
adaptação do ordenamento jurídico a novas realidades e demandas sociais, além de assegurar a
conformidade com os avanços e as normas do direito internacional dos direitos humanos.

Justificativa para a Questão 14:

A resposta correta para a questão 14 é a alternativa "A". Esta alternativa aborda a questão da não
absolutidade dos direitos fundamentais, afirmando que é incorreto dizer que eles são absolutos,
pois podem ser limitados por outros direitos fundamentais ou valores constitucionais.

Os direitos fundamentais são essenciais para a proteção da dignidade humana e para o


funcionamento de uma sociedade democrática, mas nenhum direito fundamental é absoluto. Eles
estão sujeitos a limitações, especialmente quando entram em conflito com outros direitos ou
interesses igualmente protegidos pela Constituição. Por exemplo, a liberdade de expressão pode
ser restringida para proteger o direito à honra e à privacidade de outra pessoa.

O princípio da proporcionalidade desempenha um papel crucial na avaliação desses conflitos,


garantindo que qualquer restrição a um direito fundamental seja adequada, necessária e
proporcional em sentido estrito. Assim, a resposta "A" reflete corretamente a natureza dos direitos
fundamentais dentro do contexto constitucional brasileiro, ressaltando a importância de equilibrar
diferentes direitos e valores em situações de conflito.

Justificativa para a Questão 15:

A resposta correta para a questão 15 é a alternativa "A". Esta alternativa aborda a teoria interna
relativa à colisão entre direitos fundamentais e a imposição de restrições a esses direitos. Segundo
essa teoria, a restrição a um direito fundamental não possui existência autônoma em relação ao
direito, mas é considerada um limite imanente dele. Isso significa que as restrições aos direitos
fundamentais não são elementos externos impostos arbitrariamente, mas fazem parte da
estrutura desses direitos, considerando sua natureza e função social.
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Essa perspectiva é importante para entender que, enquanto os direitos fundamentais são
protegidos pela Constituição, eles não são absolutos e podem ser limitados para equilibrar com
outros direitos ou com interesses coletivos importantes. A restrição, nesse sentido, deve ser vista
como uma forma de garantir que os direitos fundamentais sejam exercidos de maneira
responsável e harmoniosa com o conjunto da ordem jurídica e social.

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Justificativa para a Questão 16:

A resposta correta para a questão 16 é a alternativa "D". Esta alternativa destaca o caráter
cumulativo no reconhecimento das gerações de direitos fundamentais. A ideia de gerações de
direitos fundamentais sugere uma evolução histórica, na qual cada nova geração de direitos não
substitui, mas se soma aos direitos anteriormente reconhecidos.

Na primeira geração estão os direitos civis e políticos, focados na liberdade; na segunda, os direitos
econômicos, sociais e culturais, relacionados à igualdade; e nas gerações subsequentes, direitos
coletivos e difusos, como o direito ao meio ambiente equilibrado e o direito ao desenvolvimento. O
reconhecimento cumulativo desses direitos evidencia a expansão contínua dos direitos
fundamentais, refletindo as necessidades e desafios emergentes da sociedade ao longo do tempo.

Esse entendimento é crucial para uma visão dinâmica e progressista dos direitos fundamentais,
permitindo que o ordenamento jurídico se adapte às novas realidades sociais, políticas e
tecnológicas, sem perder de vista os direitos e garantias já conquistados.

Justificativa para a Questão 17:

A resposta correta para a questão 17 é a alternativa "C". Esta alternativa reconhece que o artigo 5º
da Constituição Federal de 1988, ao enumerar os direitos e garantias fundamentais, o faz de forma
exemplificativa, e não exaustiva. Isso significa que os direitos listados na Constituição não excluem
outros direitos decorrentes do regime e dos princípios constitucionais ou de tratados
internacionais dos quais o Brasil seja parte. Essa característica exemplificativa é essencial para
garantir uma proteção mais ampla dos direitos fundamentais, permitindo o reconhecimento e a
garantia de novos direitos em resposta às mudanças sociais e desafios contemporâneos.

Justificativa para a Questão 18:

O gabarito "Certo" para a questão 18 está correto ao afirmar que a eficácia dos direitos
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fundamentais não se restringe às relações entre os cidadãos e o poder público. Os direitos


fundamentais também são aplicáveis nas relações entre particulares, um conceito conhecido
como "eficácia horizontal" dos direitos fundamentais. Isso significa que os indivíduos e as
entidades privadas também devem respeitar os direitos fundamentais em suas interações, como
no caso de relações de trabalho, de consumo e de contratos. Este entendimento é crucial para
garantir a proteção integral dos direitos fundamentais em todas as esferas da vida social.

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Justificativa para a Questão 19:

A resposta "Errado" para a questão 19 é justificada pelo entendimento de que, embora os direitos e
garantias fundamentais previstos na Constituição Federal sejam de aplicabilidade imediata, isso
não significa que sua implementação seja sempre direta e integral. Alguns direitos fundamentais
podem requerer regulamentação adicional para sua efetivação, e outros podem ser limitados em
certas circunstâncias. Por exemplo, direitos como o de greve e o acesso à justiça podem exigir
normas regulamentadoras para detalhar o procedimento e as condições de exercício desses
direitos.

Justificativa para a Questão 20:

Para a questão 20, a resposta correta é a alternativa "C", que identifica o direito à democracia e o
direito à informação como parte dos direitos fundamentais de quarta geração. Estes direitos
refletem preocupações contemporâneas com a globalização, a informação e a comunicação. A
quarta geração de direitos fundamentais está relacionada com o desenvolvimento tecnológico e a
era digital, enfatizando a importância da democratização do acesso à informação e o
fortalecimento da participação cidadã nos processos decisórios, tanto em nível nacional quanto
global. Estes direitos são fundamentais para o desenvolvimento de uma sociedade mais informada,
participativa e transparente.

Teoria Geral dos Direitos Fundamentais


Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Classificação dos direitos fundamentais: Gerações/Dimensões de Direitos de Fundamentais

Direitos de (1ª) primeira geração/dimensão - liberdade (liberdade negativa): direitos civis e políticos
Direitos de (2ª) segunda geração/dimensão - igualdade (liberdade positiva): direitos sociais,
culturais e econômicos
Direitos de (3ª) terceira geração/dimensão - fraternidade (ou solidariedade): direito ao meio

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ambiente, direito de comunicação, dentre outros.

Características dos direitos fundamentais

Segundo a doutrina dominante, são características dos direitos fundamentais:

Relatividade;
Imprescritibilidade,
Inalienabilidade,
Irrenunciabilidade,
Inviolabilidade,
Universalidade,
Efetividade,
Interdependêcia,
Complementariedade,
Historicidade

Limites (Restrições) aos direitos fundamentais:

a) Nenhum direito fundamental é absoluto. Eles possuem limitações (restrições) em outros direitos
da constituição (Relatividade);
b) Para delimitar a possibilidade de restrições aos direitos fundamentais há duas teorias: Teoria
interna e a Teoria externa.
- Teoria interna ou absoluta: diz que o núcleo essencial de um direito fundamental não pode ser
violado, independente de um caso concreto.
- Teoria externa ou relativa: diz que os fatores externos delimitarão os direitos fundamentais. Deve
ser analisado um caso concreto para se chegar a uma conclusão sobre a limitação dos direitos
fundamentais.

ATENÇÃO:
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c) Os direitos fundamentais podem ser restringidos em situações de crises constitucionais, como


estado de sítio e estado de defesa.
d) Quanto à aplicação dos direitos fundamentais nas relações entre particulares (eficácia horizontal
- particular x particular), no Brasil, em regra, adota-se a teoria da eficácia direta e imediata,
entendendo que os direitos fundamentais incidem diretamente nas relações entre particulares,
estando esses obrigados a cumprí-los tanto quanto o Poder Público nas relações entre Poder

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Público x particular (eficácia vertical). (IMPORTANTE!) - Isso decorre do fenômeno nominado


"Constitutionalização do direito privado".

1º) Princípio da 'reserva do possível'

- Determina os limites de atuação do Estado quanto a prestação de tais direitos: os recursos


públicos são limitados e as necessidades ilimitadas, de forma que não há condições financeiras de
o Estado atender a todas as demandas sociais;
- Deve ser demonstrado objetivamente para possibilitar que o Estado deixe de cumprir uma
"obrigação constitucional";
- Limites: suficiência de recursos e previsão orçamentária.

2º) Princípio do 'mínimo existencial’


- Previsão de um mínimo de direitos para que o ser humano tenha existência digna;
- Compatível com a cláusula da reserva do possível;
- STF: "O mínimo existencial é uma limitação à reserva do possível".

3º) Princípio da ‘vedação ao retrocesso’


- Almeja evitar que conquistas sociais sejam reduzidas/suprimidas, ou seja, que retrocedam.

Observação: Art. 5.º, § 1.º CF/88 - "as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm
aplicação imediata".

Dos Direitos e Garantias Fundamentais

O TÍTULO II da Constituição Federal de 1988 dedica-se a descrição dos DOS DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS.

Os Direitos e Garantias Fundamentais foram divididos (classificados) em grupos:


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CAPÍTULO I - DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS (Art. 5º)


CAPÍTULO II - DOS DIREITOS SOCIAIS (Arts. 6º ao 11)
CAPÍTULO III - DA NACIONALIDADE (Arts. 12 e 13)
CAPÍTULO IV - DOS DIREITOS POLÍTICOS (Arts. 14 a 16)
CAPÍTULO V - DOS PARTIDOS POLÍTICOS (Art. 17)

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Importante: Segundo Doutrina e STF, os direitos e deveres individuais e coletivos não se


restringem ao art. 5.º da CF/88, podendo ser encontrados ao longo do texto constitucional,
expressos ou decorrentes do regime e dos princípios adotados pela Constituição, ou, ainda,
decorrentes dos tratados e convenções internacionais de que o Brasil seja parte. (Pedro Lenza,
2022)

Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos (art. 5º da CF/1988)

O caput do artigo 5º da Constituição Federal elenca cinco direitos fundamentais básicos: (vida,
liberdade, igualdade, segurança e propriedade). Deles os demais direitos são extraídos.

Vamos destacar alguns excertos importantes:

1. O direito à vida contempla dupla acepção: estar vivo (direito à existência) e viver com dignidade
(direito ao mínimo existencial). Não sendo vida proteção absoluta, admite-se, nas hipóteses legais,
o aborto, a legítima defesa, o estado de necessidade e a pena de morte, no caso de guerra
declarada. Decisões importantes - STF:

a pesquisa com células-tronco embrionárias não ofende o direito à vida;


a interrupção da gravidez de feto anencé f alo não viola o direito à vida.

Obs: Decorrência imediata do direito à vida: proibição da tortura e do tratamento desumano ou


degradante.

2. A igualdade descrita na Constituição é material, pois busca proporcionar tratamento igualitário


aos que estão em condição de igualdade e tratamento desigual aos que estão em condição de
desigualdade, conforme as suas desigualdades. Assim, as ações afirmativas do Estado são
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plenamente condizentes com a ideia de igualdade material.

Exemplos de ações afirmativas: cotas raciais para ingresso em universidades públicas, cotas raciais
em concursos públicos, Lei Maria da Penha, percentual mínimo de candidaturas de mulheres.
A igualdade na lei (material) é mandamento para o legislador: reduzir desigualdades
A igualdade perante a lei (formal) é mandamento para os intérpretes e aplicadores do Direito:

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evitar perseguições ou privilégios.


Importante! Súmula Vinculante nº 37, STF: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função
legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia. ”

3. O princípio da legalidade, na sua forma genérica, aduz que direitos e obrigações só decorrem de
lei. Não sendo absoluto, admite restrições durante o estado de defesa, ou estado de sítio.

Contudo, o entendimento sobre "legalidade" é tratado de forma diferente para o


agentes públicos, vejam:

A legalidade se aplica de modo diferente ao agente público e aos particulares. O agente público só
pode fazer o que a lei determina. Já os particulares podem fazer tudo o que a lei não proíbe.

Reserva Legal x Legalidade: Legalidade é princípio geral de submissão e respeito à lei. É mais
amplo, abrangendo leis e outros atos normativos. Reserva legal prediz que determinados temas só
são regulamentados por meio de lei. É mais restrito, abarcando apenas as leis em sentido formal.

Obs: Ramificações da Legalidade: princípio da legalidade penal; princípio da irretroatividade das


leis.

4. A liberdade de expressão prediz que é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o


anonimato. É vedado o acolhimento de denúncias anônimas, sendo necessária verificação
preliminar. Por ser um direito não absoluto, pode gerar responsabilidades civil e penal, além do
direito de resposta.

Direito de resposta deve ser proporcional ao agravo sofrido e aplica-se tanto a pessoas físicas
quanto a pessoas jurídicas. Pode ser acumulado com indenização por dano material, moral ou a
imagem.

Decisões importantes - STF:

A defesa da legalização das drogas em manifestações públicas é compatível com a liberdade de


expressão.
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A liberdade de expressão exclui os discursos de ódio e incitação ao racismo.


A liberdade de expressão religiosa permite o discurso proselitista.

5. Liberdade de crença religiosa: no Brasil, protege-se a liberdade de ter ou não uma crença e se
impõe ao Estado proteção aos locais de culto e suas liturgias. Igualmente, nas unidades civis e
militares de internação coletiva deve o Estado permitir a assistência religiosa aos internados.

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Estado laico x Estado laicista: o primeiro não adota uma religião oficial, mas se mantém neutro; já
no segundo há intolerância religiosa. Brasil é laico.
Exemplos significativos: ensino confessional em escolas públicas, símbolos religiosos em órgãos
públicos, feriados religiosos.

Obs: Decorrência da liberdade de crença: “Escusa de Consciência”. É possível recusar-se a cumprir,


por motivo de consciência ou de crença, obrigação a todos imposta por lei, desde que se cumpra
prestação alternativa fixada por lei. Trata-se de norma de eficácia contida.

6. Direito à privacidade: Abrange a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,
assegurando o direito à indenização pelo dano material, moral ou por ambos, cumulativamente.

Observação importante - TEMA RECORRENTE EM PROVAS: As pessoas jurídicas são


detentoras de direitos à honra e à imagem e, portanto, também podem sofrer indenização por
dano moral - ("Súmula nº 227 do STJ - A pessoa jurídica pode sofrer dano moral.")

7. Direito à Inviolabilidade do Domicílio: a CF garante a inviolabilidade da casa, sem consentimento


do morador, ressalvados os casos de flagrante de delito, desastre, prestação de socorro, ou, durante
o dia, por ordem judicial.

Conceito de casa: abrange qualquer compartimento habitado, não aberto ao público, inclusive
escritórios profissionais, mas não alcança hospedarias, bares, restaurantes.

Decisões importantes – STF:

Crimes permanentes: A entrada forçada em domicílio, nos casos de flagrante de delito, necessita
de fundadas razões.
É lícita ordem judicial que autoriza o ingresso de autoridade policial no estabelecimento
profissional, inclusive durante a noite, para instalar equipamentos de escuta ambiental.
Escritório de advocacia, cujo advogado é investigado, pode ser alvo de busca e apreensão.

8. Sigilo das Comunicações Telefônicas: “É inviolável o sigilo da correspondência e das


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comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por
ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou
instrução processual penal” (art. 5º, XII, CF) .

- A interceptação telefônica somente pode ser determinada por autoridades judiciais, para fins de
investigação criminal ou instrução processual penal.

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- Já a quebra do sigilo de dados telefônicos pode ser determinada por ordem judicial ou por CPI.
- Operações financeiras que envolvam recursos públicos, não estão abrangidas pelo sigilo bancário,
podendo o TCU e Ministério Público requererem informações sem necessidade de autorização
judicial.
- Autoridades e os agentes fiscais tributários, no curso de processo administrativo, poderão ter
acesso direto a dados bancários dos contribuintes.
- As comunicações telemáticas estão protegidas sob a mesma regra das comunicações telefônicas.
- Admite-se a utilização de interceptação telefônica legitimamente produzida, na modalidade
prova emprestada, a outros processos criminais e a processos administrativos disciplinares ou
fiscais.
- Segundo o STF, é lícita a gravação ambiental de diálogo realizada por um de seus interlocutores.

9. Liberdade Profissional: O exercício da liberdade profissional não se vincula à


existência de lei que regulamente o ofício - Art. 5º - XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho,
ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. Trata-se de norma
de eficácia contida.

Decisões importantes – STF

Exigência de inscrição na Ordem dos Músicos do Brasil é inconstitucional.


Exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista é inconstitucional.
O exame da Ordem dos Advogados do Brasil é constitucional.

10. Direito de reunião: não precisa solicitar autorização. A falta de prévia comunicação ao Poder
Público não é suficiente para obstar o direito de reunião, desde que não promova a frustração de
outra reunião. Tal direito deve ser usado para fins pacíficos e não pode frustrar outra reunião
convocada previamente para o mesmo lugar. A simples aglomeração de pessoas não caracteriza o
direito de reunião. Portanto, a existência do direito de reunião é condicionada aos seguintes
elementos:

1. elemento teleológico;
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2. finalidade pacífica;
3. ausência de armas;
4. prévio aviso às autoridades competentes.

IMPORTANTE: O remédio constitucional que visa proteger o direito de reunião é o mandado de


segurança.

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11. Liberdade de associação: Assim como direito de reunião, é direito individual de feição coletiva.
Porém, se a reunião é episódica, a associação é duradoura.

Não pode o Estado intervir no funcionamento das associações, nem a criação delas depende de
autorização do Poder Público. Apenas é certo que a liberdade de associação deve ser para fins
lícitos, e é vedada a de caráter paramilitar (art. 5º, XVII, CF).
Caso a associação passe a buscar fins ilícitos, poderá haver a intervenção do Estado para
suspender- lhe o funcionamento ou dissolvê-la, por meio de qualquer decisão judicial no âmbito
da suspensão e de sentença judicial transitada em julgado no âmbito da dissolução (art. 5º, XIX,
CF).
Ninguém pode ser obrigado a se filiar a uma determinada associação e, uma vez filiado, pode-se
desfilar no momento que bem entender (art. 5º, XX, CF);
As associações têm poder de representar os filiados, desde que expressamente autorizadas por
estes (art. 5º, XXI, CF).

Obs: Representação processual x Substituição processual: para o ajuizamento de ações judiciais


em defesa dos associados, as associações precisam de autorização expressa destes (regra geral: art.
5º, XXI). Porém, no caso de mandado de segurança coletivo e mandado de injunção coletivo, não é
necessário cumprir tal condição (art. 5º, XXI; súmula nº 629 do STF).

Decisões importantes – STF

a autorização estatutária genérica conferida às associações por seu estatuto não é suficiente para
legitimar a representação processual.
Sentença transitada em julgado em ação civil coletiva proposta por associação alcança somente os
filiados na data da propositura da ação.

Atenção!! Não confundir associação com sindicato!

Associação (artigo 5º da CF)

Direito individual de expressão coletiva.


Direito de primeira geração.
Finalidade ampla, desde que lícita.
Não depende de autorização para criação.
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Não há restrição numérica.


Não obrigatoriedade de associação.
Não intervenção estatal.
Depende de autorização dos associados para representá-los judicialmente e extrajudicialmente.
Não depende de autorização dos filiados para atuar em substituição processual.
Precisa estar em funcionamento há um ano para impetrar mandado de segurança coletivo e

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mandado de injunção coletivo (substituição processual).

Sindicato (artigo 8º da CF)

Direito social.
Direito de segunda geração.
Representação profissional.
Não depende de autorização para criação.
Um sindicato, por categoria, por base territorial.
Não obrigatoriedade de sindicalização.
Não intervenção estatal.
Não depende de autorização dos sindicalizados para representá-los judicialmente e
extrajudicialmente.
Não depende de autorização dos filiados para atuar em substituição processual.
Não precisa estar em funcionamento há um ano para impetrar mandado de segurança coletivo e
mandado de injunção coletivo (substituição processual).

12. Direito de propriedade: O direito de propriedade não é absoluto, de modo que deve atender a
sua função social (art. 5º, XXIII, CF). Dessa forma, ele também constitui um princípio da ordem
econômica.

A desapropriação sob o interesse público poderá ocorrer em três hipóteses: necessidade pública,
utilidade pública ou interesse social. Nesses casos, a indenização será prévia, justa e em dinheiro.
Há exceções elencadas na CF em que a indenização pela desapropriação não será em dinheiro. São
elas:

1) desapropriação para fins de reforma agrária, que se dá por meio de prévia e justa indenização
em títulos da dívida agrária;
2) desapropriação de propriedade (urbanística ou rural) que não cumpriu sua função social, que se
dá por meio de títulos de dívida pública, exceto benfeitorias úteis e necessárias.

Obs: expropriação (ou confisco) é aplicável às propriedades rurais e urbanas onde forem
encontradas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou exploração de trabalho escravo.

Atenção: Desapropriação x Requisição Administrativa:


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Desapropriação

Incide sobre bens


Permanente
Há a transferência da propriedade

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Feita por acordo entre as partes ou por determinação judicial


Indenização certa e prévia
Indenização paga, em regra, em dinheiro.

Requisição administrativa

Incide sobre bens ou serviços


Temporária
Há apenas uso da propriedade
Autoexecutória
Indenização condicionada à existência de dano, razão por que é ulterior.
Não há nenhuma previsão da forma de pagamento da indenização.

ATENÇÃO!

Pequena propriedade rural: é assegurada a impenhorabilidade da pequena propriedade rural,


assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, quanto a débitos oriundos de sua
atividade produtiva.
Propriedade intelectual: os autores possuem direito exclusivo de utilização, publicação ou
reprodução de suas obras por toda a sua vida, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei
fixar. Todavia, os autores de inventos industriais têm privilégio apenas temporário para a sua
utilização.

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3) Direito Administrativo

Material indicado: Material Próprio LS Concursos.

Assunto(s): Direito administrativo: conceito, fontes e princípios.

Vamos avançar na teoria. Estude os conceitos teóricos abaixo e faça seus resumos e marcações da
matéria. Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos.

Capítulo 1. Direito Administrativo: Conceitos e Fontes

1.1 Conceitos
1.1.1 Definição de Direito Administrativo
1.1.2 Objeto do Direito Administrativo
1.1.3 Finalidade do Direito Administrativo
1.2 Fontes
1.2.1 Lei
1.2.1.1 Leis Complementares e Ordinárias
1.2.1.2 Medidas Provisórias
1.2.2 Jurisprudência
1.2.2.1 Súmulas Vinculantes
1.2.2.2 Decisões do STF e STJ
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1.2.3 Doutrina
1.2.4 Costumes
1.2.5 Princípios Gerais do Direito

Capítulo 2. Princípios Explícitos

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2.1 Legalidade
2.2 Impessoalidade
2.3 Moralidade
2.4 Publicidade
2.5 Eficiência

Capítulo 3. Princípios Implícitos

3.1 Razoabilidade
3.2 Proporcionalidade
3.3 Motivação
3.4 Segurança Jurídica
3.5 Continuidade do Serviço Público

1. Direito Administrativo: Conceitos e Fontes

1.1 Conceitos

1.1.1 Definição de Direito Administrativo

O Direito Administrativo é um ramo do direito público que se dedica ao estudo das regras e
princípios que regem a atividade administrativa, a estruturação e o funcionamento da
Administração Pública. Caracteriza-se pela busca do equilíbrio entre a necessidade de eficiência na
gestão dos serviços públicos e a garantia dos direitos dos cidadãos frente ao Estado. Este ramo do
direito abrange tanto as entidades públicas como os agentes que exercem funções
administrativas, focando na legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência de
suas ações.

1.1.2 Objeto do Direito Administrativo

O objeto do Direito Administrativo é a própria Administração Pública em sua atuação. Isso inclui o
estudo de entidades, órgãos, agentes e atividades desempenhadas pela Administração na gestão
dos interesses coletivos. Abarca desde a organização administrativa do Estado até a fiscalização e
controle dos serviços públicos, passando pela regulação de procedimentos administrativos e pela
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imposição de sanções. Essencialmente, o Direito Administrativo visa regular a maneira como o


Estado administra os recursos e interesses da sociedade, assegurando a observância dos princípios
constitucionais.

1.1.3 Finalidade do Direito Administrativo

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A finalidade do Direito Administrativo é assegurar que a Administração Pública atue em


conformidade com os princípios estabelecidos pela Constituição e demais normas jurídicas, de
modo a servir o interesse público com eficiência, transparência e justiça. Busca-se, assim,
harmonizar os interesses da coletividade com a proteção dos direitos individuais, limitando a
discricionariedade administrativa e prevenindo abusos de poder. O principal objetivo é promover
um ambiente em que o exercício da função administrativa contribua para o desenvolvimento
social e econômico, garantindo a legalidade e legitimidade das ações governamentais e a efetiva
prestação dos serviços públicos.

1.2 Fontes

As fontes do Direito Administrativo são os meios pelos quais se estabelecem as normas jurídicas
que regulamentam a administração pública, suas funções e relações com os particulares. Elas são
essenciais para a compreensão e aplicação correta do direito, orientando a atuação do Estado de
forma legal e legítima.

1.2.1 Lei

A lei é a principal fonte do Direito Administrativo, constituindo-se como expressão máxima da


vontade estatal, estabelecendo regras que devem ser seguidas tanto pela administração pública
quanto pelos cidadãos. As leis são criadas pelo Poder Legislativo e têm como função principal
regular as relações sociais, garantindo ordem e previsibilidade nas ações do Estado.

1.2.1.1 Leis Complementares e Ordinárias

Leis complementares e ordinárias são espécies normativas diferenciadas pela Constituição Federal
quanto à sua abrangência e ao quórum necessário para sua aprovação. As leis complementares
têm por objetivo regular matérias específicas previstas na Constituição, exigindo um quórum mais
qualificado para sua aprovação. Já as leis ordinárias, de quórum simples, ocupam-se da maioria das
matérias de competência legislativa, sendo fundamentais para o detalhamento das disposições
constitucionais aplicáveis à administração pública.

1.2.1.2 Medidas Provisórias

As medidas provisórias representam uma ferramenta legal pela qual o Presidente da República
pode, em casos de relevância e urgência, adotar normas com força de lei, de efeito imediato, mas
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com prazo determinado para apreciação pelo Congresso Nacional. Esse instrumento permite uma
resposta rápida do Executivo às necessidades que demandam ação legislativa imediata, sendo
posteriormente convertidas em lei ou perdendo sua eficácia se não forem confirmadas pelo
Legislativo dentro do prazo estabelecido.

1.2.2 Jurisprudência

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A jurisprudência, constituída pelo conjunto de decisões e interpretações dos tribunais sobre as leis,
desempenha um papel fundamental na formação do Direito Administrativo. Embora as leis
forneçam a base normativa, são as decisões judiciais que, muitas vezes, esclarecem,
complementam e adaptam as normas às realidades sociais e às especificidades dos casos
concretos. A jurisprudência não apenas resolve conflitos, mas também orienta a administração
pública e os administrados sobre a forma como as leis são interpretadas e aplicadas, contribuindo
para a segurança jurídica e a previsibilidade das relações jurídico-administrativas.

1.2.2.1 Súmulas Vinculantes

As súmulas vinculantes representam um instrumento jurídico pelo qual o Supremo Tribunal


Federal (STF) consolida o entendimento sobre matérias constitucionais que devem ser
obrigatoriamente seguidas por todas as instâncias do Poder Judiciário e pela administração
pública direta e indireta, nos âmbitos federal, estadual e municipal. Esse mecanismo visa dar
uniformidade e estabilidade às interpretações da Constituição, reduzindo a quantidade de
recursos sobre temas já decididos e garantindo maior eficiência à justiça e à administração
pública. As súmulas vinculantes são aprovadas após reiteradas decisões sobre uma mesma
questão constitucional e só podem ser modificadas ou canceladas por outra decisão do STF.

1.2.2.2 Decisões do STF e STJ

As decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) são
fundamentais para a formação e evolução do Direito Administrativo no Brasil. O STF, como
guardião da Constituição, emite decisões que orientam a interpretação e aplicação dos princípios
constitucionais pela administração pública. O STJ, por sua vez, responsável por uniformizar a
interpretação da legislação federal, contribui para a consolidação das normas administrativas.
Ambos influenciam diretamente as práticas administrativas, assegurando que a atuação estatal
esteja em conformidade com o direito vigente.

1.2.3 Doutrina

A doutrina é formada pelo conjunto de estudos, análises e comentários realizados por juristas e
especialistas sobre o Direito Administrativo. Essa fonte não possui caráter vinculante, mas exerce
grande influência na interpretação das normas, na formação de novas teorias e na evolução do
direito administrativo. A doutrina ajuda a elucidar conceitos complexos, oferece diferentes
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perspectivas sobre a aplicação das leis e contribui significativamente para o aprimoramento das
práticas administrativas e a solução de lacunas legais.

1.2.4 Costumes

Embora menos evidentes no Direito Administrativo do que em outros ramos do direito, os

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costumes desempenham um papel na definição de práticas administrativas aceitas. Um costume


surge da prática reiterada e constante de determinada conduta pela administração pública,
acompanhada da convicção de sua necessidade e obrigatoriedade. Os costumes podem
complementar ou esclarecer o uso de certas normas administrativas, especialmente em áreas
onde a legislação é omissa ou insuficiente. Contudo, seu uso é limitado pelos princípios da
legalidade e da moralidade administrativa.

1.2.5 Princípios Gerais do Direito

Os princípios gerais do direito são fundamentos que orientam a criação, interpretação e aplicação
das normas jurídicas, servindo como base para o preenchimento de lacunas legais e a solução de
conflitos. No Direito Administrativo, esses princípios incluem, entre outros, a legalidade, a
impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência. Eles garantem que a administração
pública atue de forma justa, transparente e em conformidade com os interesses sociais. Além
disso, os princípios gerais do direito auxiliam na interpretação das normas administrativas,
assegurando que a atuação estatal esteja sempre alinhada aos valores fundamentais do sistema
jurídico.

2. Princípios Explícitos

2.1 Legalidade

2.1.1 Conceito

O princípio da legalidade é um dos pilares do Direito Administrativo, assegurando que toda ação
da Administração Pública deve ter como base o que é expressamente autorizado por lei.
Diferentemente do que ocorre com o particular, que pode fazer tudo aquilo que a lei não proíbe, a
Administração só pode agir conforme o que a lei determina. Esse princípio visa garantir a
segurança jurídica, a previsibilidade das ações estatais e a proteção dos direitos dos cidadãos
frente ao poder do Estado.

2.1.2 Aplicação

Na prática, o princípio da legalidade significa que todos os atos administrativos devem estar
previstos em lei ou regulamento válido, desde a nomeação de servidores até a aplicação de
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penalidades administrativas. Qualquer medida adotada pela Administração que não tenha
respaldo legal é considerada nula. Esse princípio é aplicado em todas as esferas e poderes do
Estado, limitando o poder de atuação do administrador público e assegurando que suas decisões
sejam tomadas com base no ordenamento jurídico vigente.

2.2 Impessoalidade

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2.2.1 Conceito

O princípio da impessoalidade, intimamente ligado ao princípio da isonomia, estabelece que os


atos e procedimentos administrativos devem ser realizados visando ao interesse público, sem
favorecimentos ou discriminações indevidas. Esse princípio assegura que a Administração Pública
não deve agir com base em interesses pessoais de seus agentes ou de terceiros, mas sim em
conformidade com os objetivos estatais e o bem comum.

2.2.2 Aplicação

A aplicação do princípio da impessoalidade se manifesta, por exemplo, na exigência de concursos


públicos para a seleção de servidores, garantindo igualdade de condições a todos os candidatos.
Também se reflete na proibição de promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos
através dos atos administrativos. Ademais, esse princípio é utilizado como critério para a tomada
de decisões administrativas, assegurando que estas sejam objetivas e voltadas exclusivamente
para a satisfação do interesse público.

2.3 Moralidade

2.3.1 Conceito

O princípio da moralidade administrativa impõe à Administração Pública e seus agentes a


obrigação de atuar conforme padrões éticos de probidade, boa-fé e lealdade às instituições. Não
basta que o ato administrativo seja legal; ele também deve ser moral, isto é, estar de acordo com
os princípios éticos e com o sentimento comum de honestidade, integridade e justiça da
sociedade.

2.3.2 Aplicação

A moralidade administrativa é aplicada em diversas situações, como na vedação ao nepotismo, que


impede a nomeação de parentes em cargos públicos de forma privilegiada, e na exigência de
licitações públicas transparentes e justas, evitando fraudes e favorecimentos. Além disso, a
moralidade orienta a conduta dos servidores públicos, que devem exercer suas funções com
honestidade, evitando qualquer tipo de prática corrupta ou de abuso de poder. A violação deste
princípio pode levar à anulação de atos administrativos e à responsabilização dos agentes públicos
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envolvidos.

2.4 Publicidade

2.4.1 Conceito

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O princípio da publicidade é um dos fundamentos essenciais do regime jurídico-administrativo,


exigindo que os atos e procedimentos da Administração Pública sejam divulgados oficialmente
para conhecimento público, exceto nos casos de sigilo previstos em lei. A publicidade garante a
transparência da gestão pública, permitindo que a sociedade fiscalize, avalie e controle as ações
dos governantes e dos agentes públicos.

2.4.2 Aplicação

A aplicação do princípio da publicidade se dá, por exemplo, por meio da divulgação de leis,
decretos, editais de concursos, licitações, contratos administrativos e demais atos oficiais em meios
de comunicação oficiais, como o Diário Oficial da União, dos estados e dos municípios, além de
websites e portais da transparência na internet. Esse princípio também se manifesta na
obrigatoriedade de realizar audiências públicas para discussão de temas de interesse coletivo e na
concessão de acesso aos documentos públicos pelos cidadãos, conforme regulamentado pela Lei
de Acesso à Informação.

2.5 Eficiência

2.5.1 Conceito

O princípio da eficiência foi expressamente incluído na Constituição Federal brasileira pela


Emenda Constitucional nº 19/1998, e determina que a Administração Pública direta e indireta em
todos os poderes da União, Estados, Distrito Federal e Municípios deve realizar suas atribuições
com presteza, perfeição e rendimento funcional. Este princípio exige que os serviços públicos
sejam prestados de forma ágil, com qualidade e de maneira a atender as necessidades dos
cidadãos da melhor forma possível, otimizando os recursos disponíveis.

2.5.2 Aplicação

Na prática, o princípio da eficiência se aplica na busca contínua por melhorias nos processos e
procedimentos administrativos, na capacitação e valorização dos servidores públicos, na
modernização da gestão pública, na adoção de tecnologias que agilizem o atendimento ao
cidadão e na gestão eficaz dos recursos públicos. Envolve também a avaliação de desempenho dos
órgãos e entidades, com a implementação de indicadores de qualidade e produtividade, visando
sempre a melhoria contínua dos serviços prestados à população. A eficiência administrativa busca
equilibrar qualidade e custos, assegurando que o uso do dinheiro público seja feito de maneira
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responsável e orientada para resultados que beneficiem a sociedade.

3. Princípios Implícitos

3.1 Razoabilidade

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3.1.1 Conceito

O princípio da razoabilidade é um dos alicerces implícitos do Direito Administrativo, que exige das
ações administrativas não apenas legalidade, mas também um juízo de adequação entre os meios
utilizados e os fins que se deseja alcançar. Este princípio impõe limites à discricionariedade
administrativa, evitando excessos ou restrições desnecessárias, assegurando que as decisões sejam
proporcionais, necessárias e adequadas à situação que se pretende regular ou solucionar.

3.1.2 Aplicação

Na aplicação do princípio da razoabilidade, a Administração Pública deve avaliar se as medidas


adotadas são compatíveis com o bom senso, a lógica e a justiça, evitando arbitrariedades. Por
exemplo, ao impor uma sanção administrativa, deve-se considerar a gravidade da infração e as
circunstâncias em que ocorreu, de modo que a penalidade seja justa e não desproporcional. Esse
princípio é frequentemente utilizado pelos tribunais como critério para a análise da validade de
atos administrativos, especialmente quando questionados quanto à sua adequação e necessidade.

3.2 Proporcionalidade

3.2.1 Conceito

O princípio da proporcionalidade, intimamente relacionado ao da razoabilidade, requer que as


ações da Administração Pública sejam proporcionais aos objetivos almejados, não indo além do
necessário para atingir seus fins. Esse princípio assegura que os meios utilizados na execução de
políticas públicas, aplicação de leis e imposição de sanções estejam em equilíbrio com os direitos e
liberdades fundamentais dos cidadãos.

3.2.2 Aplicação

A proporcionalidade manifesta-se na exigência de que qualquer medida restritiva de direitos ou


impositiva de obrigações seja adequada, necessária e proporcional em sentido estrito, ou seja, que
exista uma relação de equilíbrio entre os meios empregados pela Administração e os resultados
que se pretende alcançar. Por exemplo, ao se estabelecer uma medida de polícia administrativa
para a segurança pública, deve-se ponderar se a medida é realmente capaz de atingir seu objetivo
sem restringir desnecessariamente os direitos individuais.
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3.3 Motivação

3.3.1 Conceito

O princípio da motivação exige que os atos administrativos sejam devidamente fundamentados,

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ou seja, que a Administração Pública indique os motivos de fato e de direito que justificam sua
realização. A motivação é essencial para garantir a transparência, possibilitar o controle da
legalidade dos atos administrativos pelos cidadãos e pelos órgãos judiciais, e assegurar o direito de
defesa.

3.3.2 Aplicação

A aplicação prática do princípio da motivação ocorre, por exemplo, na emissão de uma licença ou
na aplicação de uma sanção administrativa, onde a Administração deve explicitar claramente os
critérios legais e os fatos que embasaram a decisão. Isso permite que os afetados pelos atos
administrativos possam compreender as razões da decisão e, se necessário, contestá-las
adequadamente em instâncias administrativas ou judiciais. A motivação é um instrumento de
controle da discricionariedade e de prevenção ao abuso de poder.

3.4 Segurança Jurídica

3.4.1 Conceito

O princípio da segurança jurídica é fundamental no Direito Administrativo e no ordenamento


jurídico como um todo, garantindo estabilidade, previsibilidade e confiabilidade nas relações
jurídicas. Este princípio assegura que os indivíduos possam conhecer e confiar nas normas e
decisões estatais, entendendo claramente seus direitos e obrigações. A segurança jurídica envolve
a proteção da confiança legítima e a irretroatividade das leis, especialmente aquelas que
prejudicam o cidadão, contribuindo para um ambiente de certeza legal que favorece o
desenvolvimento econômico e social.

3.4.2 Aplicação

Na prática, a segurança jurídica manifesta-se por meio da consistência nas decisões


administrativas e judiciais, evitando mudanças abruptas e injustificadas que possam desestabilizar
o cenário jurídico e afetar negativamente a confiança dos cidadãos e empresas nas instituições.
Por exemplo, a Administração Pública deve observar os princípios da legalidade estrita e da
proteção da confiança legítima ao modificar políticas públicas ou interpretar leis de maneira que
não cause prejuízos inesperados aos administrados que agiram de boa-fé com base em
orientações prévias.
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3.5 Continuidade do Serviço Público

3.5.1 Conceito

O princípio da continuidade do serviço público é um dos pilares do Direito Administrativo,


refletindo a obrigação do Estado em assegurar que os serviços públicos essenciais sejam prestados

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de forma ininterrupta e eficaz à população. Este princípio reconhece que certos serviços, devido à
sua natureza e à sua importância fundamental para a comunidade e para o bem-estar social, não
podem sofrer interrupções que prejudiquem os cidadãos ou comprometam a qualidade de vida da
sociedade.

3.5.2 Aplicação

A aplicação deste princípio implica, entre outras medidas, na organização administrativa e na


gestão de recursos de modo que serviços como fornecimento de água, energia elétrica, transporte
público e atendimento em saúde sejam mantidos sem interrupções indevidas. Além disso, exige-se
que a Administração Pública adote procedimentos para a rápida resolução de problemas que
possam causar a suspensão dos serviços. Em situações de greve de servidores públicos, por
exemplo, deve-se garantir a manutenção de um mínimo de operação que evite a paralisação total
dos serviços considerados essenciais, assegurando a continuidade e a efetividade no atendimento
às necessidades básicas da população.

Agora é hora de testar seus conhecimentos! Resolva toda a lista de exercícios abaixo. A seguir,
confira o gabarito e os comentários de cada questão.

1) FCC - 2021
Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
A discussão teórica sobre o conceito de Direito Administrativo se estabeleceu, a partir do debate
acadêmico europeu do Século XIX, em torno de determinados traços distintivos da disciplina.
Dentre as escolas que então se formaram, aquela que enfatizava a importância da distinção entre
“atos de império” e “atos de gestão”, para fins de definição do campo científico jusadministrativo, é
a escola
a) do serviço público.
b) teleológica ou finalista.
c) da puissance publique ou potestade pública.
d) da gestão pública.
e) imperialista ou da supremacia administrativa.
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2) FCC - 2021
Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
O critério que define o direito público resumindo-o às regras de organização e gestão dos serviços
públicos exercidos pelo Estado ficou conhecido como o critério
a) residual.
b) do Poder Executivo.

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c) da escola puissance publique.


d) do serviço público.
e) das relações jurídicas.

3) FCC - 2019
Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
Dentre as fontes do Direito Administrativo, é possível deduzir que
a) somente a lei formal pode ser considerada fonte do Direito Administrativo, considerando a
primazia do princípio da legalidade.
b) o princípio da supremacia do interesse público é a principal fonte do Direito Administrativo, pois
fundamenta todas as ações e decisões da Administração pública.
c) a jurisprudência não pode ser considerada fonte do Direito Administrativo, pois não emana do
Poder Executivo nem do Poder Judiciário.
d) as lacunas legais se consubstanciam em fontes concretas do Direito Administrativo,
considerando que ao Poder Executivo é dado suprir a ausência de lei por meio da edição de
decreto.
e) não se mostra necessária a codificação das leis e atos normativos para que se consubstanciem
em fonte do Direito Administrativo.

4) FCC - 2018
Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
O termo Administração pública comporta diversos sentidos, a depender do critério adotado para
sua conceituação. Pode-se definir Administração pública em sentido amplo e em sentido estrito.
Deixando-se de lado a Administração pública em sentido amplo, é possível conceituar
Administração pública a partir de dois critérios, o subjetivo e o objetivo, que compreendem
a) os órgãos governamentais e os órgãos administrativos, como a função política e a administrativa
propriamente dita.
b) os órgãos governamentais e a função política, em especial a partir da judicialização das políticas
públicas, ocorrida pelo aumento em extensão e profundidade do controle judicial do ato
administrativo.
c) as pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos que exercem função administrativa, excluindo-se
as pessoas jurídicas que compõem a administração indireta sujeitas a regime jurídico de direito
privado.
d) as pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos que exercem a função administrativa e a
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atividade administrativa por eles exercida, ou seja, a função administrativa propriamente dita.
e) as pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos que exercem a função administrativa e a função
administrativa exercida pelo Poder Executivo, excluindo-se as atividades da mesma natureza
exercida pelos demais Poderes.

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5) FCC - 2016
Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
São fontes do Direito Administrativo:

I. lei.
II. razoabilidade.
III. moralidade.
IV. jurisprudência.
V. proporcionalidade.

Está correto o que consta APENAS em


a) I e II.
b) II e IV.
c) I e IV.
d) III e V.
e) IV e V.

6) FCC - 2015
Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
Considere os dois agrupamentos abaixo referentes às formas da informação jurídica:

I. Doutrina.
II. Legislação.
III. Jurisprudência.

a. Confere ao direito uma dinâmica na interpretação da norma jurídica ao caso concreto,


amoldando-o às necessidades do momento.
b. Gera modelos dogmáticos ou hermenêuticos, pois desempenha frequentemente uma posição
de vanguarda, esclarecendo o significado dos modelos jurídicos correspondentes a fatos e valores,
sendo utilizada como meio de auxílio e orientação.
c. Emana de autoridade competente, é difundida pelos meios oficiais de publicação, sendo dotada
de generalidade, abstração, permanência, sanção, obrigatoriedade.

A correlação correta entre eles é:


a) I-b; II-a; III-c.
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b) I-c; II-a; III-b.


c) I-b; II-c; III-a.
d) I-a; II-c; III-b.
e) I-c; II-b; III-a.

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7) FCC - 2014
Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
Desenvolvida em fins do século XIX e início do século XX, essa corrente doutrinária, inspirada na
jurisprudência do Conselho de Estado francês, era capitaneada pelos doutrinadores franceses Léon
Duguit e Gaston Jèze, os quais buscavam, no dizer de Odete Medauar, “deslocar o poder de foco de
atenção dos publicistas, partindo da ideia de necessidade e explicando a gestão pública como
resposta às necessidades da vida coletiva” (O Direito Administrativo em Evolução, 2003:37).
Estamos nos referindo à Escola
a) da Administração Social.
b) da Administração Gerencial.
c) do Serviço Público.
d) da Potestade Pública.
e) Pandectista.

8) CESGRANRIO - 2014
Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
Alguns filósofos formularam teorias que pensam o papel do Estado segundo o “contrato social”.
Trata-se de supor como hipótese a passagem de um momento da humanidade no qual os
indivíduos se relacionam uns com os outros sem o intermédio das leis positivas para o momento
posterior em que haja um governo político arbitrando a convivência humana.
Supõe-se assim que essa passagem de um estado de natureza para um estado civil seja operada
por um contrato ou pacto originário, não se tratando de uma descrição histórica de como surgiram
as organizações políticas atuais, mas sim de um argumento político que visa a demonstrar como a
autoridade política de um governo e de seus servidores deve sua legitimidade, fundamentalmente,
a) a um ato de violência
b) a um consentimento
c) à autoridade divina
d) à luta de classes
e) ao desenvolvimento econômico

9) CESGRANRIO - Ana (FINEP)/FINEP/Análise Estratégica em Ciência, Tecnologia e Inovação/2014


Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
Robert Nozick, no livro Anarquia, Estado e Utopia, declara que
Os indivíduos têm direitos e há coisas que nenhuma pessoa ou grupo lhes pode fazer (sem violar
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os seus direitos). Estes direitos são de tal maneira fortes e de grande alcance que levantam a
questão do que o Estado e os seus mandatários podem fazer, se é que podem fazer alguma coisa.
O Estado pode justificar-se moralmente para aqueles que conceituam sua função a partir da noção
de “Estado Mínimo”, o que implica, fundamentalmente, a(o)
a) promoção de políticas públicas de assistência aos mais necessitados
b) promoção de bem-estar social

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c) garantia das liberdades fundamentais


d) violação sistemática da constituição
e) monopólio da violência

10) FCC - 2014


Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
Em sua formação, o Direito Administrativo brasileiro recebeu a influência da experiência
doutrinária, legislativa e jurisprudencial de vários países, destacando-se especialmente a França,
considerada como berço da disciplina. No rol de contribuições do Direito Administrativo francês à
prática atual do Direito Administrativo no Brasil, NÃO é correto incluir
a) a adoção de teorias publicísticas em matéria de responsabilidade extracontratual das entidades
estatais.
b) a adoção do interesse público como eixo da atividade administrativa.
c) a ideia de exorbitância em relação ao direito comum, aplicável aos particulares.
d) a teoria do desvio de poder.
e) o sistema de contencioso administrativo.

11) FCC - 2013


Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
Considere as seguintes afirmações a respeito do conceito, abrangência ou possíveis classificações
da expressão Administração pública:

I. Em sentido orgânico ou formal, designa os entes que exercem a atividade administrativa e


compreende pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos.
II. Em sentido funcional ou material, designa a natureza da atividade exercida e corresponde à
própria função administrativa.
III. Quando tomada em sentido estrito, no que diz respeito ao aspecto subjetivo, engloba os órgãos
governamentais aos quais incumbe a função política.

Está correto o que consta APENAS em


a) I e II.
b) III.
c) I.
d) II.
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e) II e III.

12) FCC - 2013


Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
A Administração pública tem como finalidade

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META 1

a) a prestação de serviços aos cidadãos.


b) a conservação e aprimoramento de bens públicos.
c) a limitação dos princípios jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as atividades públicas.
d) a ampliação da estrutura constitucional do Estado.
e) o estabelecimento de alicerces da formalidade e da materialidade.

13) FCC - 2012


Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
Em seu sentido subjetivo, a administração pública pode ser definida como

a) a atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve, sob o regime de direito público, para a
realização dos interesses coletivos.
b) o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas ao qual a Lei atribui o exercício da função
administrativa do Estado.
c) os órgãos ligados diretamente ao poder central, federal, estadual ou municipal. São os próprios
organismos dirigentes, seus ministérios e secretarias.
d) as entidades com personalidade jurídica própria, que foram criadas para realizar atividades de
Governo de forma descentralizada. São exemplos as Autarquias, Fundações, Empresas Públicas e
Sociedades de Economia Mista.
e) as entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e
capital exclusivo da União, se federal, criadas para exploração de atividade econômica que o
Governo seja levado a exercer por força de contingência ou conveniência administrativa.

14) CESGRANRIO - 2009


Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
Em um curso sobre Estado, sociedade e mercado, os participantes estudaram o conceito de
Estado, e concluíram, corretamente, que se refere a
a) conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes e que
interagem entre si, constituindo uma comunidade.
b) local onde se encontram compradores e vendedores e que, por meio, de um processo de
negociação, determinam o preço e a quantidade do bem a ser transacionado ou trocado entre
ambos.
c) instituição organizada política, social e juridicamente, ocupando um território definido, e dirigida
por um governo que possui soberania reconhecida, em que a lei máxima é uma Constituição
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escrita.
d) organização que é a autoridade governante de uma unidade política.
e) órgãos, serviços e agentes públicos, associados às demais pessoas coletivas, que asseguram a
satisfação das necessidades políticas.

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15) CESGRANRIO - 2008


Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
No que diz respeito ao Direito Administrativo, analise as afirmações a seguir.

I - São fontes principais, na formação do Direito Administrativo: a Lei, a doutrina, a jurisprudência e


os costumes.
II - Direito Administrativo é o ramo do direito público que tem por objeto os órgãos, agentes e
pessoas jurídicas administrativas que integram a Administração Pública, a atividade jurídica não
contenciosa que exerce e os bens de que utiliza para a consecução de seus fins, de natureza
pública.
III - O Direito Administrativo mantém estreita afinidade com o Direito Constitucional, uma vez que
ambos cuidam da mesma entidade.
IV - A Constituição Federal é fonte primária do Direito Administrativo, sendo as demais leis, fontes
secundárias.
V - O Direito Administrativo é o conjunto harmônico de princípios jurídicos que regem os órgãos,
os agentes e as atividades públicas tendentes a realizar concreta, direta e imediatamente os fins
desejados pelo Estado.

São corretas APENAS as afirmações


a) I e II
b) III e IV
c) I, II e IV
d) III, IV e V
e) I, II, III e V

16) CESGRANRIO - 2007


Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
Na interpretação das normas, atos e contratos administrativos, a doutrina brasileira, capitaneada
pelo consagrado Hely Lopes Meirelles, entende que NÃO se considera o(a):
a) princípio da supremacia do Poder Público sobre os cidadãos.
b) presunção de legitimidade dos atos administrativos.
c) necessidade de poderes discricionários para a Administração atender ao interesse público.
d) analogia que permita aplicar o texto da norma administrativa a espécie não prevista, mas
compreendida em seu espírito.
e) interpretação extensiva, que estenda entendimento do Direito Privado, não expresso no texto
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administrativo nem compreendida em seu espírito.

17) CESGRANRIO - 2007


Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
A lei, como fonte primária do Direito Administrativo, abrange a(os):

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META 1

a) Doutrina.
b) Jurisprudência.
c) Constituição.
d) Analogia.
e) Costumes.

18) CESGRANRIO - 2006


Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
Adotando a conceituação de Direito Administrativo como “conjunto harmônico de princípios
jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as atividades públicas tendentes a realizar concreta,
direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado”, a referência ao termo “direta” se contrapõe
à atividade estatal “indireta”, que é a:
a) judicial.
b) legislativa.
c) política internacional.
d) ação social do Estado.
e) segurança pública

19) CESGRANRIO - 2006


Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
De acordo com a melhor doutrina pátria, representada pelos ensinamentos de Hely Lopes
Meirelles, constitui em fonte primária do Direito Administrativo, a par da Constituição Federal,
a(os):
a) doutrina.
b) analogia.
c) jurisprudência.
d) lei em sentido estrito.
e) costumes.

20) CESGRANRIO - 2006


Direito Administrativo - Origem, Conceito e Fontes do Direito Administrativo
De acordo com o livro “Direito Administrativo Brasileiro”, de Hely Lopes Meirelles, o Direito
Administrativo tem quatro fontes principais. Nesse sentido, correlacione as fontes do Direito
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Administrativo que se encontram na coluna da esquerda com as afirmativas a elas referentes que
se encontram na coluna da direita.

I - Doutrina
II - Jurisprudência
III - Costume

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META 1 (Bloco 8 CNU)
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META 1

IV - Lei
X - Influencia fortemente o Direito Administrativo por traduzir reiteração de decisões contenciosas.
Y - Tem tido utilização crescente nos demais ramos do direito, sendo importante para o Direito
Administrativo em razão da deficiência da legislação.
Z - Distingue as regras que convêm a cada um dos subramos do saber jurídico e influi tanto na
elaboração da Lei quanto nas decisões contenciosas ou não contenciosas.

A relação correta é:
a) I – X; II – Z; III – Y
b) I – Y; II – X; IV – Z
c) I – Y; III – Z; IV – X
d) I – Z; II – X; III – Y
e) II – Z; III – Y; IV – X

Questão 1 - FCC - 2021


A questão propõe identificar qual escola teórica, no âmbito do debate acadêmico europeu do
século XIX sobre Direito Administrativo, enfatizava a distinção entre “atos de império” e “atos de
gestão” para definir o campo científico do Direito Administrativo. A resposta correta é a letra C,
referente à escola da "puissance publique" ou potestade pública.

Esta escola teórica se fundamenta na ideia de que a Administração Pública possui um conjunto de
prerrogativas especiais que não estão disponíveis para os cidadãos comuns ou para o setor
privado. Essas prerrogativas são exercidas pelo Estado para o cumprimento de suas funções e
objetivos, caracterizando-se como "atos de império". Os "atos de gestão", por outro lado, são
aqueles em que o Estado atua em condições de igualdade com os particulares, sem exercer suas
prerrogativas de poder público.

A distinção entre esses dois tipos de atos é fundamental para compreender o alcance e os limites
da atuação estatal, além de delinear o regime jurídico aplicável a cada situação. Enquanto os atos
de império estão sujeitos a um regime jurídico de direito público, marcado pela supremacia do
interesse público sobre o privado, os atos de gestão se aproximam das operações realizadas pelo
setor privado, sendo regidos, em muitos aspectos, pelo direito privado.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

A ênfase dada pela escola da "puissance publique" à distinção entre atos de império e atos de
gestão evidencia uma característica essencial do Direito Administrativo: a existência de um poder
administrativo especial, que permite ao Estado intervir na ordem social e econômica de maneira
mais incisiva do que os particulares. Esta concepção destaca o papel do Direito Administrativo
como o ramo do direito que regula a função administrativa do Estado, reconhecendo a
necessidade de um regime jurídico próprio que equilibre a capacidade de ação estatal com a

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proteção dos direitos fundamentais dos cidadãos.

Questão 2 - FCC - 2021


A questão 2 visa identificar o critério que define o direito público com base nas regras de
organização e gestão dos serviços públicos exercidos pelo Estado. A resposta correta é a letra D,
referente ao critério do serviço público. Este critério é fundamental para compreender a natureza e
a especificidade do direito administrativo dentro do amplo espectro do direito público.

O critério do serviço público enfoca a missão essencial do Estado de prover necessidades


fundamentais da sociedade através da prestação de serviços públicos. Esta abordagem é central
para a doutrina do direito administrativo, pois ressalta o papel do Estado como garantidor dos
direitos sociais e executor direto de atividades que visam ao bem-estar coletivo e à realização do
interesse público. A ênfase nesse critério reflete a compreensão de que a administração pública
deve ser organizada e gerida de forma a atender eficientemente às demandas sociais, utilizando-
se dos meios jurídicos, técnicos e materiais disponíveis.

Diferentemente de outras abordagens que podem priorizar aspectos como a supremacia do poder
público (escola da "puissance publique") ou a análise econômica do direito administrativo, o
critério do serviço público coloca em destaque a função social do Estado. Ele reconhece que a
legitimidade da atuação estatal deriva, em grande parte, de sua capacidade de fornecer serviços
essenciais à população, tais como saúde, educação, segurança, e infraestrutura, entre outros.

Adotar o critério do serviço público como definidor do direito público implica reconhecer que a
estrutura, a organização e as práticas da administração pública devem ser orientadas pela
necessidade de satisfazer as exigências da coletividade de maneira eficaz e equitativa. Este
entendimento reforça o compromisso com princípios administrativos como eficiência,
universalidade e continuidade dos serviços públicos, além de sublinhar a responsabilidade do
Estado perante os cidadãos.

Questão 3 - FCC - 2019


A questão 3 discute as fontes do Direito Administrativo, buscando esclarecer quais elementos
podem ser considerados como fundamentos para a criação, interpretação e aplicação das normas
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

administrativas. A alternativa correta é a letra E, indicando que não é necessária a codificação das
leis e atos normativos para que se consubstanciem em fonte do Direito Administrativo.

Este entendimento destaca a natureza dinâmica e adaptável do Direito Administrativo, que, além
de ser fundamentado nas leis formais (legislação), também é moldado por uma série de outros
elementos, como princípios gerais do direito, jurisprudência, doutrina e costumes. A ausência de

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codificação não diminui a importância dessas outras fontes na formação do Direito Administrativo,
uma vez que elas complementam e, em alguns casos, esclarecem a aplicação das normas legais
em situações práticas específicas.

A jurisprudência, por exemplo, desempenha um papel crucial na interpretação das normas


administrativas, estabelecendo precedentes que guiam a atuação da administração pública e a
decisão de casos futuros. Da mesma forma, os princípios gerais do direito, como a legalidade, a
impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência, fornecem fundamentos éticos e
normativos que orientam a conduta administrativa, mesmo não estando sempre expressamente
codificados.

A resposta à questão sublinha a compreensão de que o Direito Administrativo é um campo jurídico


que evolui em resposta às mudanças sociais, econômicas e políticas, necessitando de uma base
normativa flexível e abrangente. Assim, reconhece-se que, além das leis formalmente
estabelecidas, a doutrina, a jurisprudência e os costumes também são fontes vitais do Direito
Administrativo, contribuindo para sua constante adaptação e atualização frente aos desafios
contemporâneos da gestão pública.

Questão 4 - FCC - 2018


A questão 4 aborda as diferentes conceituações de Administração Pública, diferenciando entre
sentido amplo e sentido estrito, além de apresentar os critérios subjetivo e objetivo. A alternativa
correta é a letra D, que define Administração Pública, em sentido estrito, a partir dos critérios
subjetivo e objetivo. Esses critérios englobam, respectivamente, as pessoas jurídicas, órgãos e
agentes públicos que exercem a função administrativa e a atividade administrativa exercida por
eles, ou seja, a função administrativa propriamente dita.

O critério subjetivo enfatiza os sujeitos que compõem a Administração Pública, incluindo tanto a
Administração Direta (órgãos e entidades que fazem parte da estrutura do Estado) quanto a
Administração Indireta (entidades com personalidade jurídica própria, criadas para desempenhar
funções administrativas de maneira descentralizada). Este critério destaca quem realiza a função
administrativa, abrangendo uma vasta gama de atores dentro do aparato estatal.

Por outro lado, o critério objetivo foca na natureza das atividades desempenhadas pela
Administração Pública, independentemente do órgão ou entidade que as executa. Este critério
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

considera a função administrativa em si, incluindo todas as ações voltadas para a gestão dos
interesses públicos, como o fornecimento de serviços públicos, a realização de obras, a aplicação
de sanções administrativas, entre outras. A atividade administrativa é entendida em termos de
suas finalidades e procedimentos, caracterizando-se pela busca do bem-estar social e pelo
cumprimento das políticas públicas estabelecidas pela lei.

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A compreensão de Administração Pública sob esses dois critérios é essencial para o estudo do
Direito Administrativo, pois permite uma análise mais precisa e detalhada das diversas facetas da
atuação estatal. Ao considerar tanto os agentes e órgãos responsáveis pela execução das funções
administrativas (critério subjetivo) quanto a natureza das atividades realizadas (critério objetivo),
essa abordagem fornece uma visão abrangente e integrada da Administração Pública, destacando
sua complexidade e sua importância fundamental para a organização e funcionamento do Estado
democrático de direito.

Questão 5 - FCC - 2016


A questão 5 discute as fontes do Direito Administrativo, questionando quais elementos são
considerados fontes formais desse ramo do direito. A resposta correta, indicada pela letra C, aponta
a lei e a jurisprudência como as únicas fontes formais mencionadas entre as opções apresentadas.

A lei, como fonte primária do Direito Administrativo, estabelece as regras fundamentais que regem
a atuação da Administração Pública, os direitos e deveres dos administrados, e a organização do
Estado. As normas jurídicas formalmente promulgadas pelo Poder Legislativo fornecem a base
legal para o exercício da função administrativa, garantindo segurança jurídica e previsibilidade nas
relações entre o Estado e os cidadãos. A legislação define, por exemplo, os procedimentos para a
licitação e contratação pública, os critérios para a prestação de serviços públicos, e os mecanismos
de controle e fiscalização da Administração Pública.

A jurisprudência, por sua vez, consiste no conjunto de decisões dos tribunais que, ao interpretarem
e aplicarem as leis a casos concretos, contribuem para o desenvolvimento e a consolidação do
Direito Administrativo. As decisões judiciais não apenas esclarecem e complementam as
disposições legais, mas também adaptam a aplicação do direito às mudanças sociais e às
especificidades de cada situação. A jurisprudência desempenha um papel crucial na unificação da
interpretação das normas administrativas, orientando a atuação da Administração Pública e
oferecendo maior previsibilidade e segurança para os administrados.

Enquanto princípios como a razoabilidade e a moralidade são fundamentais para a interpretação e


aplicação das normas administrativas, proporcionando critérios éticos e racionais para a conduta
da Administração, eles não constituem fontes formais do Direito Administrativo no mesmo sentido
que a lei e a jurisprudência. Esses princípios derivam do ordenamento jurídico como um todo,
especialmente da Constituição, e orientam a aplicação das normas legais e a produção da
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

jurisprudência, mas não são, por si só, criadores de normas jurídicas específicas.

Portanto, a seleção da lei e da jurisprudência como fontes formais do Direito Administrativo


destaca a importância desses elementos para a estruturação e funcionamento do sistema jurídico-
administrativo, reforçando a base normativa sobre a qual se assenta a Administração Pública e sua
relação com os cidadãos.

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Questão 6 - FCC - 2015


A questão 6 explora as diferentes formas de informação jurídica, classificando-as em doutrina,
legislação e jurisprudência, e correlacionando-as com suas respectivas características. A resposta
correta é a letra C, que associa corretamente cada forma de informação jurídica com suas
características: I-b (Doutrina gera modelos dogmáticos ou hermenêuticos), II-c (Legislação emana
de autoridade competente), III-a (Jurisprudência confere ao direito uma dinâmica na interpretação
da norma jurídica).

A doutrina, representada pela letra b, desempenha um papel crucial na sistematização e


interpretação do Direito, oferecendo uma análise crítica e aprofundada das normas, princípios e
instituições jurídicas. Os doutrinadores, por meio de seus estudos, comentários e teorias,
contribuem para a evolução do Direito, esclarecendo os significados dos modelos jurídicos e
influenciando tanto a elaboração legislativa quanto a interpretação jurisprudencial. Sua função é
essencialmente de vanguarda, antecipando soluções para problemas jurídicos complexos e
orientando a aplicação do Direito a casos concretos.

A legislação, indicada pela letra c, constitui a fonte primária do Direito, compreendendo as normas
jurídicas emanadas do Poder Legislativo e, em certos casos, normas complementares produzidas
pelo Poder Executivo, através de decretos e regulamentos. A legislação é caracterizada por sua
generalidade, abstração, permanência e obrigatoriedade, estabelecendo o arcabouço normativo
que regula as relações sociais, econômicas e políticas. Sua promulgação e publicação oficiais
garantem a sua autoridade e aplicabilidade, servindo como referência obrigatória para a atuação
do Estado e para o comportamento dos cidadãos.

A jurisprudência, mencionada pela letra a, é formada pelo conjunto de decisões judiciais que, ao
aplicarem a legislação a situações específicas, contribuem para a dinâmica interpretativa do
Direito. Essa fonte de informação jurídica adapta o Direito às necessidades do momento e às
particularidades dos casos concretos, garantindo a sua atualidade e flexibilidade. A reiteração de
decisões sobre casos similares gera precedentes que orientam futuras decisões, promovendo a
uniformidade e a previsibilidade na aplicação do Direito.

Portanto, a correlação correta entre as formas de informação jurídica e suas características


evidencia a complementaridade entre doutrina, legislação e jurisprudência na construção,
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

interpretação e aplicação do Direito Administrativo. Cada uma dessas fontes contribui de maneira
única para a evolução do Direito, assegurando sua adequação às mudanças sociais e à
complexidade das relações jurídico-administrativas.

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Questão 7 - FCC - 2014


A questão 7 discute uma corrente doutrinária do Direito Administrativo desenvolvida no final do
século XIX e início do século XX, influenciada pela jurisprudência do Conselho de Estado francês e
liderada por doutrinadores como Léon Duguit e Gaston Jèze. Esta corrente é identificada pela
ênfase na ideia de que a administração pública deve ser compreendida como uma resposta às
necessidades da vida coletiva. A alternativa correta é a letra C, referente à Escola do Serviço
Público.

Esta escola se distingue por sua abordagem inovadora à função administrativa, propondo que o
foco da análise jurídica deve ser a prestação de serviços públicos à coletividade, em vez de se
concentrar exclusivamente no exercício do poder de autoridade. A ênfase na necessidade e na
prestação de serviços públicos reflete uma visão mais funcional e social do papel do Estado,
reconhecendo que a legitimidade da administração pública deriva de sua capacidade de atender
efetivamente às demandas sociais e contribuir para o bem-estar geral.

Os proponentes dessa corrente argumentam que a atividade administrativa do Estado deve ser
orientada pelo objetivo de satisfazer as necessidades essenciais da população, tais como saúde,
educação, segurança e infraestrutura. Essa perspectiva coloca o serviço público no centro da teoria
e prática do Direito Administrativo, destacando a importância de uma administração eficiente,
responsiva e voltada para os interesses da coletividade.

A adoção dessa abordagem teve um impacto significativo na evolução do Direito Administrativo,


influenciando a formulação de políticas públicas, o desenvolvimento de normas regulatórias e a
interpretação de princípios administrativos. Ao focar na prestação de serviços públicos como
critério essencial para a compreensão da administração pública, a Escola do Serviço Público
contribuiu para uma concepção mais ampla e integrada do Direito Administrativo, que reconhece
o papel fundamental do Estado na promoção da justiça social e no atendimento às necessidades
da população.

Portanto, a identificação da Escola do Serviço Público como a corrente doutrinária que enfatiza a
gestão pública como resposta às necessidades da vida coletiva reflete a relevância dessa
abordagem para a compreensão e aplicação do Direito Administrativo, reafirmando a importância
da função social do Estado na organização e execução das atividades administrativas.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Questão 8 - CESGRANRIO - 2014


A questão 8 aborda as teorias sobre o papel do Estado sob a perspectiva do "contrato social",
conceito fundamental na filosofia política que sugere a passagem de um estado de natureza para
um estado civil por meio de um pacto entre os indivíduos. A resposta correta é a letra B, que indica
o "consentimento" como a base da legitimidade da autoridade política de um governo e de seus
servidores.

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Este conceito remonta às teorias de filósofos como Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques
Rousseau, que, apesar de apresentarem visões distintas sobre o contrato social, concordam que a
origem da sociedade e do Estado decorre de um acordo entre os indivíduos. Nesse acordo, para
garantir a paz social e a proteção contra as injustiças do estado de natureza, os indivíduos
concordam em ceder parte de sua liberdade e submeter-se a uma autoridade comum, instituindo
assim o governo político.

O consentimento, portanto, é o fundamento da legitimidade do Estado e de seu poder sobre os


cidadãos. Essa noção implica que a autoridade do Estado deriva da vontade coletiva dos seus
membros, que voluntariamente aceitam as regras e leis como meio de organizar a vida em
sociedade e promover o bem comum. Esse entendimento ressalta a importância da participação
democrática e do respeito aos direitos fundamentais, visto que o governo deve refletir os
interesses e a vontade da população que o instituiu.

A ideia do contrato social também enfatiza que a legitimidade do poder estatal não é inerente ou
derivada de fontes divinas ou hereditárias, mas sim do acordo entre os cidadãos. Isso reforça
conceitos como soberania popular, justiça social e a necessidade de governança baseada em
princípios éticos e legais acordados coletivamente. Ao considerar o consentimento como base da
legitimidade do Estado, reconhece-se a essência democrática do governo e a centralidade dos
direitos e liberdades individuais na organização política.

Questão 9 - CESGRANRIO - 2014


A questão 9 refere-se ao pensamento de Robert Nozick, expresso em seu livro "Anarquia, Estado e
Utopia", sobre a justificação moral do Estado. A alternativa correta é a letra C, que destaca a
garantia das liberdades fundamentais como a principal justificativa moral para a existência de um
"Estado Mínimo".

Nozick argumenta contra teorias que defendem um Estado com amplos poderes de intervenção
na sociedade e na economia, propondo, em vez disso, um modelo de Estado limitado cuja função
primordial é proteger os direitos individuais dos cidadãos, incluindo a vida, a liberdade e a
propriedade. Segundo Nozick, qualquer extensão do papel do Estado além da proteção dessas
liberdades fundamentais requer justificação moral, pois poderia infringir os direitos individuais que
o próprio Estado se propõe a defender.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

A concepção de "Estado Mínimo" de Nozick é fundamentada na ideia de que os indivíduos


possuem direitos pré-políticos inalienáveis que não podem ser violados ou sacrificados pelo bem
da coletividade. Assim, o Estado deve se limitar a criar e manter um quadro de leis que proteja
esses direitos, evitando intervir desnecessariamente nas escolhas pessoais e na livre troca entre os
indivíduos.

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Essa abordagem reflete uma visão liberal clássica sobre o papel do Estado, enfatizando a
importância da autonomia individual, do mercado livre e da minimização da intervenção estatal na
vida dos cidadãos. Nozick argumenta que um Estado que ultrapassa esses limites e assume
funções redistributivas ou paternalistas compromete sua legitimidade moral, pois interfere na
liberdade individual e na justiça de transações voluntárias entre as pessoas.

Portanto, a garantia das liberdades fundamentais constitui, para Nozick, a justificação moral
essencial do Estado, delineando um modelo de governança que respeita os direitos individuais e
restringe o poder estatal à sua função básica de protetor desses direitos. Este conceito desafia
visões mais intervencionistas do Estado, provocando um debate crucial sobre a extensão do poder
estatal e o equilíbrio entre liberdade individual e ação coletiva na busca pelo bem comum.

Questão 10 - FCC - 2014


A questão 10 explora a influência da doutrina, legislação e jurisprudência francesas na formação do
Direito Administrativo brasileiro, destacando os elementos incorporados na prática jurídica
nacional. A alternativa incorreta, e portanto a resposta da questão, é a letra E, referente ao "sistema
de contencioso administrativo".

O sistema de contencioso administrativo, característico do Direito Francês, estabelece um regime


jurídico em que a própria Administração Pública possui órgãos específicos para a resolução de
litígios em que ela é parte, como o Conselho de Estado na França. Este sistema difere
significativamente do modelo adotado no Brasil, onde a competência para julgar litígios
envolvendo a Administração Pública pertence ao Poder Judiciário, seguindo o princípio da
separação dos poderes.

O Direito Administrativo brasileiro, de fato, foi fortemente influenciado pelo Direito Francês,
especialmente em conceitos como a teoria da responsabilidade objetiva do Estado, a supremacia
do interesse público sobre o privado, a teoria do desvio de poder e o regime jurídico-administrativo
especial que confere prerrogativas e sujeições à Administração Pública. Essas contribuições são
fundamentais para a compreensão e aplicação do Direito Administrativo no Brasil, moldando a
relação entre Estado e cidadãos e garantindo a execução da função administrativa de acordo com
os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Contudo, a adoção do modelo de contencioso administrativo não se verifica na prática jurídica


brasileira, que privilegia a jurisdição una, consagrando o acesso ao Poder Judiciário para a solução
de conflitos envolvendo a Administração Pública. Este modelo reforça a independência do
Judiciário e assegura aos cidadãos o direito de ter suas demandas apreciadas por um órgão
imparcial, garantindo uma maior proteção dos direitos individuais e coletivos em face da
Administração.

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A não inclusão do sistema de contencioso administrativo no ordenamento jurídico brasileiro reflete


uma opção constitucional pelo controle judicial dos atos administrativos, diferenciando-se,
portanto, da experiência francesa. Essa escolha fortalece a função de garantia dos direitos
fundamentais pelo Poder Judiciário, assegurando a legalidade e a legitimidade da atuação
administrativa.

Questão 11 - FCC - 2013


A questão 11 propõe uma análise sobre o conceito, a abrangência e as possíveis classificações da
expressão "Administração pública". As afirmações apresentadas descrevem diferentes perspectivas
dessa expressão: em sentido orgânico ou formal (I), em sentido funcional ou material (II), e uma
compreensão em sentido estrito relacionada ao aspecto subjetivo (III). A alternativa correta, que
indica as afirmações corretas, é a letra A, englobando as afirmações I e II.

A Administração Pública em sentido orgânico ou formal (I) refere-se aos entes responsáveis pelo
exercício da atividade administrativa, abrangendo pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos.
Esta perspectiva enfatiza a estrutura da Administração, identificando os sujeitos que compõem a
Administração Direta e Indireta, tanto em nível federal, quanto estadual e municipal. Esse enfoque
destaca a organização institucional e os mecanismos através dos quais o Estado exerce suas
funções administrativas.

Em sentido funcional ou material (II), a Administração Pública é entendida pela natureza da


atividade exercida, isto é, pela própria função administrativa. Esta concepção foca nas atividades
realizadas pela Administração, independentemente do órgão ou entidade que as executa,
incluindo serviços públicos, poder de polícia, fomento e intervenção. A ênfase está nas tarefas
desempenhadas em prol do interesse público, refletindo a finalidade e os objetivos que a
Administração visa alcançar.

A afirmação III, por sua vez, apresenta uma interpretação incorreta ao sugerir que a Administração
Pública em sentido estrito, no que se refere ao aspecto subjetivo, incluiria apenas os órgãos
governamentais responsáveis pela função política. Este entendimento é limitado, pois a
Administração Pública, mesmo em uma concepção mais restrita, abrange não apenas os órgãos e
agentes que desempenham funções estritamente políticas, mas também aqueles envolvidos na
execução de atividades administrativas propriamente ditas. A função administrativa,
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

diferentemente da função política, caracteriza-se pela implementação de políticas públicas e pela


prestação de serviços à comunidade, seguindo os princípios de legalidade, impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência estabelecidos pela Constituição.

Além disso, a Administração Pública em sentido estrito abrange tanto a Administração Direta
(órgãos sem personalidade jurídica que integram a estrutura dos poderes do Estado) quanto a

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Administração Indireta (entidades dotadas de personalidade jurídica própria, criadas por lei para a
realização de atividades específicas, como autarquias, fundações públicas, empresas públicas e
sociedades de economia mista). Esta abrangência reflete a diversidade e complexidade das tarefas
desempenhadas pelo Estado na gestão dos interesses coletivos e na satisfação das necessidades
da sociedade.

Portanto, as afirmações I e II capturam adequadamente a essência da Administração Pública,


tanto em sua dimensão orgânica, quanto em sua dimensão funcional, fornecendo uma visão
completa sobre os entes responsáveis pela atividade administrativa e a natureza das tarefas por
eles desempenhadas. A exclusão da afirmação III da resposta correta destaca a importância de
compreender a Administração Pública de maneira ampla, reconhecendo tanto os sujeitos que a
compõem quanto as atividades que realiza, sem restringir indevidamente seu escopo à execução
da função política.

Questão 12 - FCC - 2013


A questão 12 foca na finalidade da Administração pública, questionando qual seria sua principal
razão de ser. A resposta correta é a letra A, que aponta "a prestação de serviços aos cidadãos" como
essa finalidade primordial.

A Administração pública existe para servir a coletividade, organizando e fornecendo os serviços


essenciais que garantem o bem-estar social e promovem o desenvolvimento da sociedade. Isso
inclui uma ampla gama de serviços como educação, saúde, segurança, transporte, e saneamento
básico, entre outros. A prestação eficiente desses serviços é fundamental para a qualidade de vida
dos cidadãos e para o funcionamento adequado do Estado.

Esta visão está alinhada com os princípios do Direito Administrativo e da própria Constituição, que
orientam a atuação do Estado no sentido de garantir os direitos sociais e promover o
desenvolvimento nacional de forma sustentável. A Administração pública, portanto, deve agir com
base na eficiência, buscando sempre otimizar seus recursos para melhor atender às necessidades
da população.

Além disso, essa finalidade reflete o princípio da supremacia do interesse público sobre o privado,
fundamentando as ações e decisões administrativas na busca pelo bem comum. A prestação de
serviços públicos de qualidade é uma expressão concreta desse princípio, evidenciando o
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

compromisso do Estado com a realização dos objetivos sociais e com a melhoria contínua da
infraestrutura e dos serviços disponibilizados à sociedade.

Portanto, a prestação de serviços aos cidadãos não apenas constitui a finalidade primordial da
Administração pública, como também reforça o papel do Estado como promotor da justiça social e
do desenvolvimento, assegurando que todos tenham acesso às condições básicas para exercerem

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plenamente seus direitos e liberdades.

Questão 13 - FCC - 2012


A questão 13 aborda a definição da Administração pública em seu sentido subjetivo, pedindo uma
caracterização específica. A alternativa correta é a letra B, que define Administração pública, em
sentido subjetivo, como "o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas ao qual a Lei atribui o
exercício da função administrativa do Estado".

Este conceito subjetivo foca nos agentes e entidades que compõem a Administração pública,
destacando o papel dos órgãos governamentais e das entidades da administração direta e indireta
que são incumbidos de realizar a função administrativa. A função administrativa, por sua vez,
engloba a execução de políticas públicas, a prestação de serviços públicos, o exercício do poder de
polícia, entre outras atividades voltadas para a satisfação dos interesses da coletividade e o
cumprimento dos objetivos do Estado.

A ênfase na atribuição legal da execução da função administrativa destaca a importância da


legalidade na atuação da Administração pública. Isso significa que todas as atividades
desempenhadas pelos órgãos e entidades administrativas devem estar fundamentadas na lei,
garantindo que a atuação do Estado seja realizada dentro dos limites estabelecidos pelo
ordenamento jurídico e respeitando os direitos e garantias dos cidadãos.

Esse entendimento reforça os princípios constitucionais que regem a Administração pública, como
a legalidade, a impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência, assegurando que o
exercício da função administrativa esteja alinhado com os valores democráticos e os objetivos
sociais do Estado. Ao definir a Administração pública em sentido subjetivo, ressalta-se a
responsabilidade dos órgãos e entidades do Estado na implementação das políticas públicas e na
promoção do bem-estar geral, reafirmando o compromisso do poder público com a legalidade, a
transparência e a eficácia na gestão dos interesses coletivos.

Questão 14 - CESGRANRIO - 2009


A questão 14 trata do conceito de Estado dentro do contexto de um curso sobre Estado, sociedade
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

e mercado. A resposta correta é a letra C, que define o Estado como "instituição organizada
política, social e juridicamente, ocupando um território definido, e dirigida por um governo que
possui soberania reconhecida, onde a lei máxima é uma Constituição escrita".

Esta definição encapsula os elementos fundamentais que caracterizam o Estado como entidade
soberana dentro da ordem internacional. O conceito de Estado envolve a organização de uma

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sociedade sob um governo que detém a autoridade máxima dentro de um território delimitado. A
soberania é um componente essencial, indicando a capacidade do Estado de exercer poder e
governar de forma autônoma, sem a interferência de entidades externas. A presença de uma
Constituição escrita como lei máxima sublinha o compromisso do Estado com a legalidade e com
a estruturação de sua governança sob princípios e regras claras, garantindo direitos e deveres aos
cidadãos.

Este conceito é crucial para a compreensão das dinâmicas políticas, sociais e jurídicas que
fundamentam a existência e o funcionamento do Estado. A instituição do Estado surge como
resposta à necessidade de organização e regulação das relações humanas em um território
específico, visando a promoção da ordem, da segurança e do bem-estar geral. A soberania e a
constituição escrita são pilares que asseguram a estabilidade jurídica e política, permitindo ao
Estado agir como árbitro nas relações sociais e como promotor do desenvolvimento.

Ademais, a definição de Estado segundo esta resposta destaca a importância da legalidade e da


ordem constitucional na legitimação do poder estatal e na garantia dos direitos fundamentais. A
estruturação do Estado sob uma Constituição escrita reflete o compromisso com princípios
democráticos e republicanos, assegurando a separação dos poderes, a legalidade da administração
pública e o respeito aos direitos humanos. Dessa forma, o Estado se estabelece como entidade
fundamental na organização da vida coletiva, capaz de coordenar as relações entre indivíduos e
grupos, e de mediar os interesses entre a sociedade e o mercado.

Questão 15 - CESGRANRIO - 2009


A questão 15 aborda as fontes do Direito Administrativo, analisando afirmações sobre os elementos
que contribuem para a formação desta área do Direito. A resposta correta, indicada pela letra E,
afirma que as proposições I (lei), II (doutrina), III (jurisprudência), e V (costumes) são corretas,
destacando-as como fontes principais na formação do Direito Administrativo.

As leis, como fontes primárias do Direito Administrativo, estabelecem o arcabouço legal no qual a
administração pública deve operar. Elas definem os procedimentos, as competências e as
limitações da atuação estatal, garantindo a previsibilidade e a segurança jurídica nas relações
entre o Estado e os cidadãos. A legislação é essencial para determinar as regras fundamentais de
organização e funcionamento da Administração Pública, assim como os direitos e deveres dos
administrados.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

A doutrina, composta pelos estudos, análises e interpretações dos juristas, enriquece o


entendimento do Direito Administrativo ao explorar conceitos, princípios e a aplicabilidade das
normas. A doutrina não apenas clarifica e aprofunda a compreensão das leis, mas também
influencia na formação de novas legislações e na interpretação jurídica, contribuindo
significativamente para a evolução da disciplina.

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A jurisprudência, entendida como o conjunto de decisões dos tribunais, é uma fonte viva do Direito
Administrativo, refletindo a aplicação prática das normas a casos concretos. As decisões judiciais
servem como referência para a solução de litígios similares, garantindo uniformidade e
previsibilidade na interpretação das leis. A jurisprudência também desempenha um papel
fundamental na adaptação do Direito Administrativo às mudanças sociais e às necessidades
contemporâneas.

Os costumes, embora menos formalizados, representam práticas reiteradas que adquirem força
normativa ao serem reconhecidas como obrigatórias pela comunidade jurídica. Eles
complementam as lacunas legislativas e doutrinárias, refletindo a realidade prática da
administração e contribuindo para a flexibilidade e a adaptabilidade do Direito Administrativo.

Portanto, a compreensão das fontes do Direito Administrativo é fundamental para a aplicação


correta e eficaz das normas que regem a atuação da Administração Pública, assegurando que ela
atue de forma legal, legítima e eficiente na promoção do interesse público.

Questão 16 - CESGRANRIO - 2007


A questão 16 destaca a interpretação de normas, atos e contratos administrativos segundo a
doutrina brasileira, em especial a visão de Hely Lopes Meirelles. A resposta correta, letra E, indica
que não se considera a interpretação extensiva que estenda entendimento do Direito Privado não
expresso no texto administrativo nem compreendido em seu espírito.

Essa resposta sublinha uma característica essencial do Direito Administrativo: sua autonomia em
relação ao Direito Privado. O princípio da especialidade jurídica do Direito Administrativo se baseia
na existência de regras e princípios específicos que regem a atuação da Administração Pública, os
quais muitas vezes diferem substancialmente dos aplicáveis às relações privadas. Isso decorre,
principalmente, da necessidade de atender aos princípios constitucionais específicos deste ramo
do direito, como a supremacia do interesse público, a indisponibilidade dos interesses públicos e a
busca pela eficiência na prestação dos serviços públicos.

A doutrina de Hely Lopes Meirelles é enfática ao defender que as normas de Direito Administrativo
devem ser interpretadas conforme seus próprios princípios, sem recorrer a interpretações
extensivas que importem conceitos do Direito Privado de forma indiscriminada. Isso não significa
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que o Direito Administrativo é completamente desvinculado do Direito Privado, mas que sua
interpretação e aplicação devem sempre levar em conta as particularidades da função
administrativa e os objetivos da Administração Pública.

Tal abordagem assegura que as especificidades da gestão pública sejam devidamente


consideradas, evitando-se a aplicação de regras e princípios incompatíveis com a natureza e os fins

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da atuação estatal. Portanto, a restrição contra a interpretação extensiva que aplique


indevidamente conceitos do Direito Privado ao administrativo visa preservar a integridade e a
eficácia do regime jurídico-administrativo, garantindo que a atuação do Estado esteja alinhada aos
princípios que regem a Administração Pública.

Questão 17 - CESGRANRIO - 2007


Na questão 17, discute-se o alcance da lei como fonte primária do Direito Administrativo. A
alternativa correta, letra C, aponta a Constituição como uma abrangência da lei nesse contexto.

Esta escolha reflete o entendimento de que a Constituição, enquanto norma fundamental do


ordenamento jurídico de um país, constitui a base sobre a qual todo o sistema legal é construído,
incluindo o Direito Administrativo. A Constituição estabelece os princípios e diretrizes que
orientam a organização e o funcionamento da Administração Pública, além de definir os direitos e
garantias dos cidadãos em relação ao Estado.

Ao classificar a Constituição como parte da lei no contexto do Direito Administrativo, enfatiza-se a


ideia de que as normas administrativas não podem contrariar as disposições constitucionais. De
fato, a legislação infraconstitucional deve sempre estar em consonância com a Constituição,
servindo como instrumento para a concretização dos princípios constitucionais no âmbito da
Administração Pública.

Este enfoque na Constituição como fonte primária do Direito Administrativo destaca a supremacia
da norma constitucional e reforça a necessidade de que toda atuação administrativa esteja
fundamentada em bases legais sólidas, respeitando os limites e os mandamentos estabelecidos
pela Constituição. Assim, reconhece-se o papel central da Constituição não apenas como
fundamento do ordenamento jurídico como um todo, mas também como guia essencial para a
interpretação e aplicação das leis administrativas, assegurando a legalidade, a legitimidade e a
efetividade da Administração Pública em sua missão de servir ao interesse público.

Questão 18 - CESGRANRIO - 2006


A questão 18 busca compreender a conceituação de Direito Administrativo, destacando a atividade
estatal "direta" em contraposição à "indireta", com a resposta correta sendo a letra A, que aponta a
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atividade judicial como forma de atuação estatal indireta.

A conceituação de Direito Administrativo como um "conjunto harmônico de princípios jurídicos


que regem os órgãos, os agentes e as atividades públicas tendentes a realizar concreta, direta e
imediatamente os fins desejados pelo Estado" ressalta a essência deste ramo do direito, focado na
organização e na execução das funções do Estado que buscam atender ao interesse público de

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maneira direta. Nesse contexto, a referência ao termo "direta" realça a atuação administrativa
propriamente dita, isto é, as atividades realizadas pelo Poder Executivo e seus órgãos desdobrados
para a implementação de políticas públicas e a prestação de serviços à sociedade.

Por outro lado, a atividade judicial, identificada como atuação estatal "indireta", não se destina à
execução direta das políticas públicas, mas ao controle e à revisão da legalidade dos atos
administrativos e à solução de conflitos. O Poder Judiciário atua, portanto, como um mecanismo
de fiscalização e garantia dos direitos, assegurando que a atuação do Estado, por meio de seus
diversos órgãos e entidades, esteja em conformidade com a lei e com os princípios que regem a
Administração Pública.

Esta distinção entre atividade estatal direta e indireta é fundamental para compreender a
organização funcional do Estado e os papéis específicos desempenhados pelos diferentes poderes
no âmbito do sistema jurídico-político. Enquanto a Administração Pública direta, por meio do
Poder Executivo, busca atender às necessidades imediatas da população e implementar as
decisões políticas, o Poder Judiciário exerce um papel crítico de supervisão e controle, garantindo
a legalidade e a justiça nas ações estatais.

Questão 19 - CESGRANRIO - 2006


A questão 19 discute as fontes primárias do Direito Administrativo, conforme entendimento da
doutrina brasileira, especialmente os ensinamentos de Hely Lopes Meirelles. A resposta correta é a
letra D, identificando a "lei em sentido estrito" como uma fonte primária ao lado da Constituição
Federal.

Este entendimento destaca a preeminência da lei, incluindo a Constituição Federal, no


estabelecimento das normas que regem a atuação da Administração Pública. A Constituição,
como norma suprema do ordenamento jurídico, define os princípios fundamentais e as regras
gerais que orientam todo o sistema legal, incluindo o Direito Administrativo. Ela estabelece a
estrutura do Estado, os direitos e deveres dos cidadãos, e os parâmetros para a organização e o
funcionamento da Administração Pública.

As leis em sentido estrito, por sua vez, detalham e complementam as disposições constitucionais,
regulamentando aspectos específicos da gestão pública, dos procedimentos administrativos, dos
serviços públicos, entre outros temas relevantes para o Direito Administrativo. Essas normas são
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

elaboradas pelo Poder Legislativo, seguindo o processo legislativo estabelecido pela Constituição, e
possuem força obrigatória, devendo ser observadas tanto pelos agentes públicos quanto pelos
administrados.

A classificação da lei em sentido estrito como fonte primária do Direito Administrativo reafirma a
importância da legalidade na Administração Pública. Esse princípio assegura que toda a atuação

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estatal esteja fundamentada em normas previamente estabelecidas, garantindo segurança


jurídica, previsibilidade e transparência nas relações entre o Estado e os cidadãos. Assim, a lei em
sentido estrito, juntamente com a Constituição, constitui a base normativa essencial para a
disciplina e a prática do Direito Administrativo, orientando a elaboração de políticas públicas e a
prestação de serviços em conformidade com os princípios constitucionais e legais.

Questão 20 - CESGRANRIO - 2006,


A resposta correta é a letra D, que associa corretamente as fontes do Direito Administrativo com as
descrições dadas. A justificativa para essa correlação é fundamental para compreender como cada
uma dessas fontes contribui para a formação, interpretação e aplicação do Direito Administrativo.

Doutrina (I) - Z: A doutrina, composta pelos estudos teóricos, análises e interpretações dos juristas,
é essencial para distinguir as regras aplicáveis a cada um dos subramos do saber jurídico. Ela
influencia tanto na elaboração da Lei quanto nas decisões judiciais, fornecendo uma base
intelectual sólida para a compreensão e o desenvolvimento do Direito Administrativo. Através da
doutrina, conceitos são esclarecidos, princípios são aprofundados, e a legislação é interpretada,
contribuindo significativamente para o enriquecimento do direito administrativo.

Jurisprudência (II) - X: A jurisprudência, formada pelo conjunto de decisões dos tribunais, influencia
fortemente o Direito Administrativo ao traduzir a reiteração de decisões contenciosas. Essas
decisões criam precedentes que orientam a aplicação das normas administrativas em situações
futuras, garantindo consistência e previsibilidade na interpretação do direito. A jurisprudência
permite a adaptação do Direito Administrativo às mudanças sociais e às necessidades específicas
da administração pública e dos administrados.

Costume (III) - Y: O costume, entendido como práticas reiteradas reconhecidas como obrigatórias
pela comunidade, tem tido utilização crescente no Direito Administrativo, especialmente em razão
de lacunas ou deficiências na legislação. Os costumes complementam as normas escritas,
oferecendo soluções baseadas na tradição e na prática administrativa consolidada. Eles refletem o
entendimento comum e a expectativa dos sujeitos quanto à aplicação do Direito Administrativo,
preenchendo vazios legislativos e garantindo a continuidade da ordem jurídica.

Lei (IV) - X: A Lei, como fonte primária do Direito Administrativo, estabelece o arcabouço normativo
fundamental que rege a organização, o funcionamento e as atividades da Administração Pública.
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As leis definem os princípios que devem nortear a atuação administrativa, os direitos e deveres dos
administrados, e os procedimentos a serem seguidos pela administração. A legislação garante a
segurança jurídica e a previsibilidade necessárias para o funcionamento eficaz do Estado e a
proteção dos direitos dos cidadãos.

A correlação correta (D) destaca o papel singular de cada fonte do Direito Administrativo,

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ressaltando como doutrina, jurisprudência, costume e lei trabalham de forma complementar para
moldar um sistema jurídico-administrativo coeso, dinâmico e adaptável às necessidades da
sociedade e aos desafios da gestão pública.

Regime Jurídico Administrativo

Conceito:
Conjunto de normas jurídicas (regras e princípios) que regem a Administração Pública em sua
relação: (I) interna; (II) com agentes públicos; (III) com os contratados; (IV) com os particulares; (V)
com os bens e (VI) com todas suas atividades.

PRINCÍPIOS EXPRESSOS E IMPLÍCITOS:

Princípios Constitucionais da Administração Pública:

1. Princípio da legalidade:

Surgiu com o Estado de Direito e quer proteger os direitos individuais em face da atuação do
Estado.
A atividade administrativa deve ser autorizada por lei, exercida dentro dos limites que a lei
estabelecer e seguindo o procedimento que a lei exigir.

Dimensões:
1. Princípio da supremacia da lei.
2. Princípio da reserva legal.

Aplicação teórica: “Enquanto no âmbito particular é lícito fazer tudo o que a lei não proíbe, na
administração pública só é permitido fazer o que a lei autoriza”.
Aplicação prática (exemplos): imperativo de previsão legal para cobrar exame psicotécnico ou
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impor limite de idade em concurso público, vedação à exoneração de ofício de servidor,


impossibilidade de decreto autônomo conferir direitos e atribuir obrigações a terceiros etc.
Subordina tanto os atos administrativos vinculados como os discricionários.
Bloco de legalidade: o ato administrativo deve estar em conformidade com a lei e com o Direito.
Exceções: medida provisória, estado de defesa e estado de sítio.

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2. Princípio da impessoalidade:

Finalidade Pública:

Busca dos fins públicos previstos na lei, de forma expressa ou implícita.


Ato administrativo praticado sem interesse público, visando satisfação de interesse privado, sofre
desvio de finalidade, portanto é inválido.

Isonomia:

Sem distinção da pessoa que está se relacionando com a administração, o tratamento sempre será
isonômico.

Regras de garantia da isonomia (impessoalidade):


1. obrigatoriedade de licitação;
2. concurso público para o provimento de cargo ou emprego público;
3. proibição do nepotismo;
4. instituto do impedimento ou suspeição pela autoridade responsável por julgar o processo
administrativo;
5. respeito à ordem cronológica para pagamento dos precatórios, etc.

Responsabilidade da conduta administrativa ao órgão:

Atuação administrativa atribuída ao Estado, e não aos agentes que a praticam;


Caráter educativo, informativo ou de orientação social da publicidade governamental, não
podendo fazer parte nomes, símbolos ou imagens que individualizem promoção pessoal de
autoridades ou servidores públicos;
Reconhecimento da validade dos atos praticados por servidor irregularmente investido no cargo
ou função.

3. Princípio da moralidade administrativa:

Moral administrativa determina a observância a princípios éticos extraídos da disciplina interna da


administração.
Conteúdo do princípio: “observância aos valores morais, aos bons costumes, às regras da boa
administração, aos princípios da justiça e da equidade, à ideia comum de honestidade, à ética, à
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boa-fé e à lealdade.”
Deve ser observado pelos agentes públicos e pelos particulares que se relacionam com a
Administração Pública.

Atos que violam o princípio da moralidade administrativa:

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1. nepotismo;
2. publicidade governamental com o fim de autopromoção de autoridade pública;
3. atos de favorecimento do próprio agente público;
4. colas em concursos públicos;
5. conspirações em licitações etc.

O princípio da moralidade possui vida autônoma, não se confunde com o princípio da legalidade.
A moralidade é em requisito de validade do ato administrativo, e sua não observância pode
resultar na invalidação do ato.
A invalidação de ato administrativo imoral pode ser determinada pela própria Administração
(autotutela) ou pelo Poder Judiciário.

Principais ações judiciais para controle da moralidade administrativa:

1. ação popular;
2. ação de improbidade administrativa.

4. Princípio da publicidade:

Demanda ampla divulgação dos atos da Administração Pública, excetuadas as hipóteses


excepcionais de sigilo.
Deriva do princípio democrático e está inteiramente ligado ao exercício da cidadania. Está ligado à
eficácia do ato administrativo, e objetiva garantir a transparência da ação administrativa,
permitindo o exercício do controle da Administração Pública.

Manifestação:
1. direito à certidões em repartições públicas;
2. direito de petição;
3. direito de acesso dos usuários a assentamentos administrativos e atos de governo;
4. direito a receber dos órgãos públicos dados de seu interesse particular, ou de interesse coletivo
ou geral, com exceção daquelas cujo sigilo seja imperativo à segurança da sociedade e do Estado,
etc.;

Meios de defesa: habeas data, mandado de segurança etc.


Não é princípio absoluto, deve ser harmonizado com os outros princípios constitucionais.
Permite a divulgação dos dados de remuneração dos servidores públicos, desde que não seja
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divulgado o endereço residencial e os números do CPF e da carteira de identidade destes (STF).


A publicação é demandada quando há previsão legal ou no caso de atos que produzam efeitos
externos.
A publicidade dos atos internos, quando não há requisição legal, pode ser feita através de
comunicação direta ao interessado.
“A comunicação de nomeação de candidato aprovado em concurso público, após longo período

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depois da homologação do certame, deve ser feita pessoalmente ao interessado, não sendo
suficiente a simples publicação no diário oficial (STJ).”
A publicidade governamental deve ter caráter educativo, informativo e de orientação, não
podendo servir para autopromoção do agente público.

5. Princípio da eficiência:

Expresso na Constituição Federal (inserido pela EC 19/1998).


Dever da boa administração.

Exige:
1. atividade administrativa cumprida com presteza, perfeição e rendimento funcional;
2. resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da
comunidade e de seus membros;
3. produtividade elevada, economicidade, qualidade e agilidade dos serviços prestados, diminuição
dos desperdícios e desburocratização.

Aspectos:

1. forma de atuação do agente público; e


2. forma de organizar, estruturar, disciplinar a Administração Pública.
3. Princípio se relaciona com a administração pública gerencial.
4. Junta-se aos demais princípios administrativos, não se sobrepondo a nenhum deles, devendo ser
exercido em consonância com o princípio da legalidade.
Princípios basilares:

1. Indisponibilidade do interesse público.

Princípio implícito na Constituição Federal.


Impõe restrições à conduta administrativa.
Roteiros(lista) A Administração Pública não pode se abster de buscar o bem comum (interesse
público primário) nem de conservar o patrimônio público (interesse público secundário);
Consequências: proibição de alienar bens públicos enquanto comprometidos com a finalidade
pública, ressalvas à alienação de bens públicos, obrigação de concurso público para admissão de
pessoal; imperativo de licitação para celebração de contratos administrativos; proibição de
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renúncia de receita, salvo autorização legal etc.


A indisponibilidade do interesse público aplica-se à Administração Pública, e não ao Parlamento
no exercício da função legislativa.
A indisponibilidade do interesse público gera como consequência a submissão da Administração
Pública a vários outros princípios.

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2. Supremacia do interesse público.

Também chamado de princípio da finalidade pública.


Princípio implícito na Constituição Federal.
Dele decorre o caráter instrumental da administração pública.
Não é princípio absoluto, deve conviver em harmonia com os demais princípios constitucionais e
com as garantias e direitos fundamentais.
Não se aplica às relações da Administração regidas pelo direito privado.

Princípios Administrativos reconhecidos - apesar de não constarem expressamente no texto da


Magna Carta, são dele extraídos, sendo considerados acolhidos pelo sistema constitucional e
igualmente importantes no estudo do direito administrativo:

1. Princípio da proporcionalidade:

Exige do administrador uma conduta equilibrada, balanceada, sem excessos, proporcional ao fim a
que se destina.
É uma das facetas do princípio da razoabilidade.

Elementos do princípio da proporcionalidade:


1. adequação;
2. exigibilidade;
3. proporcionalidade em sentido estrito.

Permite o controle de legalidade das leis e atos administrativos, constituindo-se em limitação ao


poder discricionário da administração.

2. Princípio da razoabilidade:

Exige do administrador atuação coerente, racional, com bom senso.


Diz respeito à aceitabilidade de uma conduta, dentro de padrões normais de comportamento.
Permite o controle de legalidade das leis e atos administrativos, constituindo-se em limitação ao
poder discricionário da administração.

3. Princípio da motivação:
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Determina que a Administração Púbica indique os fundamentos de fato e de direito de suas


decisões.
Abrangência da aplicação: todos os atos administrativos (atos vinculados e atos discricionários).
Exceção típica ao dever de motivar: exoneração de servidor de cargo comissionado ou destituição
de servidor de função de confiança.
A motivação, em regra, não exige uma forma específica, mas deve ser explícita, clara e congruente.

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A motivação pode ser prévia ou concomitante ao ato. A motivação ulterior pode resultar na
invalidação do ato administrativo, sendo, em casos específicos, possível a convalidação.
Admite-se a motivação aliunde, aquela que não se encontra no próprio texto do ato praticado, mas
em outro local, expressamente indicado naquele ato.
Não se admitem motivações genéricas ou insuficientes.

4. Princípio da autotutela:

Conteúdo: “A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os
tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência
ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação
judicial” (Súmula 473 do STF).

Aspectos:

1. o controle de legalidade – pelo qual a Administração anula os atos ilegais;


2. o controle de mérito – pelo qual a Administração revoga os atos considerados inoportunos ou
inconvenientes.

Formas de exercício:

1. de ofício (por iniciativa da própria Administração);


2. mediante provocação de particulares.

Limite temporal anular atos administrativos em face da autotutela: 5 anos (prazo decadencial),
salvo má-fé do beneficiário.

Não podem ser revogados os seguintes atos (limitação material):

1. atos vinculados;
2. atos que exauriram seus efeitos;
3. atos que estiverem sob apreciação de autoridade superior;
4. meros atos administrativos;
5. atos que integram um procedimento;
6. atos que geram direitos adquiridos;
7. Seu exercício, sempre que afetar direitos individuais, deve ser precedido do devido processo
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administrativo, em que seja assegurado aos prejudicados o direito ao contraditório e à ampla


defesa;
8. Não se confunde com o princípio da tutela (possibilidade de a Administração Direta exercer
controle finalístico sobre as entidades de sua Administração Indireta).

5. Princípio da segurança jurídica:

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Objetivo: garantir a estabilidade das relações jurídicas consolidadas e a certeza das consequências
jurídicas dos atos praticados pelos indivíduos nas suas relações sociais.
Consequências: vedação a interpretação retroativa de norma jurídica; limitação temporal ao
exercício da autotutela; respeito ao direito adquirido, à coisa julgada e ao ato jurídico perfeito etc.

6. Princípio da proteção à confiança:

Objetivo: proteger a confiança dos administrados nos atos da Administração.


Aspecto ou dimensão subjetiva do princípio da segurança jurídica.
Consequências: manutenção de atos ilegais ou inconstitucionais, manutenção de atos praticados
por funcionários de fato etc.

7. Princípio da boa fé:

Aspecto objetivo: conduta leal e honesta.


Aspecto subjetivo: crença do sujeito de que está agindo corretamente.
Deve ser exigida da Administração e do Administrado.
Consequências: manutenção de atos ilegais ou inconstitucionais, manutenção de atos praticados
por funcionários de fato etc.

8. Princípio da continuidade dos serviços públicos:

Conteúdo: veda a interrupção da prestação de serviços públicos.

Regras para assegurar a continuidade do serviço público:


1. restrição ao direito de greve no serviço público;
2. inoponibilidade ou restrição a exceção do contrato não cumprido (exceptio non adimpleti
contractus);
3. encampação de serviços públicos delegados;
4. reversão de bens dos concessionários ao final da concessão;
5. ocupação pela Administração Pública e utilização do local, instalações, equipamentos, material e
pessoal, empregados na execução do contrato, necessários à continuidade do serviço público
essencial;
6. suplência, delegação e substituição de servidores públicos;
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Hipóteses legais de interrupção dos serviços públicos:

1. situação de emergência (sem aviso prévio);


2. razões de ordem técnica ou de segurança das instalações (após prévio aviso);
3. inadimplemento do usuário (após prévio aviso).

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9. Princípio da presunção de legitimidade ou veracidade:

Conteúdo: “presume-se que os atos praticados pela Administração são verdadeiros e praticados de
acordo com as normas legais”.

Aspectos:
1. presunção de verdade (relativa à veracidade das alegações da Administração); e
2. presunção de legalidade (relativa à adequação do ato às normas legais).
3. Presunção relativa (juris tantum), tendo o efeito de inverter o ônus da prova.

Consequências:
1. decisões administrativas possuem execução imediatas;
2. decisões administrativas podem criar obrigações particulares, ainda que estes não concordem;
3. em algumas situações, a própria Administração pode executar suas próprias decisões.

10. Princípio da especialidade:

Consiste na criação de entidades da Administração Indireta, que irão prestar serviços públicos de
forma descentralizada e com especialização de função.
Relaciona-se com princípios da legalidade e da indisponibilidade do interesse público.
Não é pertinente às parcerias firmadas pelo Poder Público com organizações do terceiro setor.

11. Princípio da hierarquia:

Relação de coordenação e subordinação entre os órgãos da administração pública.


Diz respeito à ideia de desconcentração administrativa.
Não está relacionado ao processo de descentralização administrativa.

Consequências:
1. possibilidade de o superior rever os atos dos subordinados;
2. possibilidade de o superior delegar ou avocar competências;
3. possibilidade de punição do subordinado;
4. dever de o subordinador obedecer as ordens do seu superior, salvo as manifestamente ilegais.
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4) Realidade Brasileira

Material indicado: Material da própria LS..

Assunto(s): Formação do Brasil contemporâneo: Brasil Colônia

Vamos avançar na teoria.

Estude os conceitos teóricos abaixo e faça seus resumos e marcações da matéria.

Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos

Sumário

1. Descobrimento e Colonização do Brasil (1500-1822)


1.1. Chegada dos Portugueses e Primeiros Contatos
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1.2. Estruturação da Colônia


1.3. Sociedade Colonial
1.4 Colonização e Configuração Territorial da América Portuguesa

2. Ciclos Econômicos da Colônia


2.1. Ciclo do Açúcar
2.2. Ciclo do Ouro

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3. Movimentos Nativistas, de Inconfidência e a Revolução Pernambucana (1817)


3.1. Revoltas Nativistas
3.2. Inconfidência Mineira
3.3 Revolução Pernambucana (1817)

4. Aspectos Culturais e Sociais do Período Colonial


4.1. Arte e Cultura na Colônia
4.2. Formação da Identidade Cultural Brasileira

Conteúdo Teórico

1. Descobrimento e Colonização do Brasil (1500-1822)

1.1. Chegada dos Portugueses e Primeiros Contatos

O Descobrimento do Brasil, marcado pela chegada dos portugueses em 22 de abril de 1500, é um


evento fundamental na história brasileira. A esquadra, liderada por Pedro Álvares Cabral, consistia
em 13 embarcações e navegava inicialmente para a Índia, seguindo a rota das grandes navegações
do século XV. Este movimento de exploração marítima era impulsionado pelos portugueses, que
buscavam novas rotas comerciais, especialmente para o comércio de especiarias.

Após contornar a Ilha de Cabo Verde em 22 de março, os portugueses cruzaram o Oceano


Atlântico sem maiores dificuldades, chegando ao litoral sul do atual estado da Bahia. O primeiro
ponto avistado foi o Monte Pascoal, e a aterrissagem ocorreu no local que viria a ser conhecido
como Porto Seguro.

Os primeiros contatos entre os portugueses e os povos nativos, principalmente os Tupinambás e


Tupiniquins no litoral e os Aimorés no interior, revelaram diferenças culturais significativas. Os
indígenas mostraram-se surpresos com a alimentação e os animais trazidos pelos europeus,
enquanto os portugueses se espantavam com a nudez e a ausência de ídolos religiosos,
interpretando erroneamente que os nativos não possuíam religião.

A primeira missa em solo brasileiro foi celebrada em 26 de abril por Frei Henrique de Coimbra,
marcando um momento simbólico de cristianização. Inicialmente, a terra foi nomeada como Ilha
de Vera Cruz, mudando posteriormente para Terra de Santa Cruz ao perceberem que se tratava de
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

um continente. O nome Brasil só foi adotado em 1511, derivado da abundância de pau-brasil na


região.

Inicialmente, a Coroa portuguesa não priorizou a colonização das novas terras, focando mais no
comércio com as Índias. No entanto, a riqueza das terras brasileiras, principalmente o pau-brasil,
atraiu a atenção de outras potências europeias, levando os portugueses a iniciar a colonização

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efetiva a partir de 1530 com a expedição de Martim Afonso de Souza.

Este contexto histórico do descobrimento do Brasil se insere no período das grandes navegações,
marcado pela competição entre Portugal e Espanha na exploração oceânica. O Tratado de
Tordesilhas de 1494 foi crucial para definir as áreas de influência de cada país, estipulando que as
terras a leste de uma linha imaginária pertenceriam a Portugal, enquanto as a oeste seriam da
Espanha. Este tratado foi fundamental para assegurar a posse portuguesa sobre o Brasil.

A chegada dos portugueses ao Brasil, portanto, foi mais do que um mero descobrimento; foi um
marco na expansão marítima europeia e no início da história do que viria a ser o Brasil

1.2. Estruturação da Colônia

Após o descobrimento do Brasil em 1500, iniciou-se um período de intensa exploração e


colonização por parte de Portugal. Este período, conhecido como Brasil Colônia, estendeu-se até a
independência do Brasil em 1822.

Inicialmente, entre 1500 e 1530, no chamado Período Pré-Colonial, a principal atividade econômica
era a exploração do pau-brasil. Essa madeira, abundante na Mata Atlântica, especialmente nas
regiões costeiras, era valiosa por seu pigmento vermelho, usado para tingimento. Portugal enviou
expedições para extração dessa madeira, marcando o início do Ciclo do Pau-Brasil.

A partir de 1530, com a tomada de Constantinopla e as ameaças de colonização francesa, Portugal


iniciou missões específicas para demarcar seu território na América e instalar uma administração
colonial efetiva. A primeira dessas expedições foi liderada por Martim Afonso de Souza.

Em 1534, foi implantado o sistema de Capitanias Hereditárias. O território brasileiro foi dividido em
14 capitanias, distribuídas entre membros da nobreza portuguesa de confiança do rei D. João III.
No entanto, esse sistema não obteve muito sucesso, com destaque apenas para as capitanias de
Pernambuco e São Vicente.

Diante das dificuldades de administração do território e do fracasso das capitanias hereditárias,


Portugal estabeleceu o Governo-Geral em 1549, com a chegada de Tomé de Sousa ao Brasil. O
Governo-Geral foi criado com o objetivo de centralizar o poder e organizar melhor a colônia. Tomé
de Sousa fundou a cidade de Salvador, que se tornou a primeira capital da colônia. Além dele,
Duarte da Costa e Mem de Sá foram outros governadores-gerais importantes, cada um com
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contribuições significativas para a estruturação da colônia.

A economia do Brasil Colônia foi marcada inicialmente pelo Ciclo da Cana-de-Açúcar, escolhido
como principal atividade econômica devido à sua adaptabilidade ao clima nordestino e demanda
europeia. Este ciclo econômico foi caracterizado por grandes propriedades (latifúndios), foco na
exportação, monocultura e uso intensivo de mão-de-obra escrava, inicialmente indígena e

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posteriormente africana. Os engenhos de açúcar eram o centro dessa atividade econômica,


abrigando não apenas as instalações de produção, mas também a casa-grande, a senzala e outras
estruturas necessárias à vida social e econômica do engenho.

A sociedade colonial foi marcada pela presença de três grandes grupos étnicos: indígenas, negros
africanos e brancos europeus, principalmente portugueses. A diversidade cultural desses grupos
contribuiu para a formação de uma sociedade miscigenada, com intensas trocas culturais e sociais.

Durante o Brasil Colônia, também houve ameaças ao domínio português, como invasões francesas
e holandesas, que buscavam estabelecer colônias e explorar as riquezas da região. Estes conflitos
resultaram em episódios como a França Antártica no Rio de Janeiro e a ocupação holandesa em
Pernambuco, sob o governo de Maurício de Nassau.

Em síntese, o Brasil Colônia foi um período de formação e consolidação territorial, econômica e


social do Brasil, sob a influência direta de Portugal, até culminar na independência do país em
1822. Este período moldou aspectos fundamentais da identidade brasileira que persistem até os
dias atuais

1.3. Movimentos Nativistas e de Inconfidência

As Rebeliões Nativistas ocorreram entre os séculos XVII e XVIII, marcadas principalmente por
conflitos e insatisfações com a Coroa Portuguesa. Estas revoltas surgiram em resposta a uma série
de medidas impostas pela metrópole que desfavoreciam os interesses dos colonos brasileiros,
como o monopólio do comércio, altos impostos, e restrições comerciais. Estes movimentos não
buscavam a independência, mas sim uma maior autonomia dentro do sistema colonial.

Principais Rebeliões Nativistas:


1. Revolta de Beckman (1684): Ocorreu no Maranhão, liderada pelos irmãos Manuel e Tomás
Beckman, com a principal causa sendo a oposição ao monopólio da Companhia Geral de
Comércio do Estado do Maranhão e a proibição da escravização dos índios.

Guerra dos Emboabas (1708-1709): Esta revolta aconteceu em Minas Gerais, envolvendo um
conflito entre bandeirantes paulistas e colonos de outras regiões, principalmente
portugueses, pelo controle das minas de ouro.

Guerra dos Mascates (1710-1711): Foi um conflito em Pernambuco, envolvendo senhores de


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engenho de Olinda e comerciantes portugueses de Recife, devido à elevação de Recife à


categoria de vila.

Revolta de Filipe dos Santos ou Revolta de Vila Rica (1720): Aconteceu em Vila Rica, atual Ouro
Preto, em Minas Gerais, liderada por Filipe dos Santos contra a cobrança de altos impostos
sobre o ouro e a criação das Casas de Fundição.

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Outras revoltas notáveis incluem a Revolta do Sal, a Revolta da Cachaça, a Conjuração de Nosso
Pai, e os Motins do Maneta. Estes movimentos demonstraram a crescente tensão entre os colonos
e a metrópole portuguesa, preparando o terreno para futuros movimentos emancipacionistas e a
luta pela independência do Brasil.

Em contraste, movimentos como a Inconfidência Mineira (1789) e a Conjuração Baiana foram


caracterizados por reivindicar a independência em relação a Portugal, portanto, sendo
classificados como movimentos separatistas. A Inconfidência Mineira, por exemplo, foi marcada
pela repressão da metrópole com a execução de Tiradentes, tornando-se um símbolo do
movimento pela independência brasileira.

Esses movimentos nativistas e separatistas refletem a complexidade das relações coloniais e o


crescente descontentamento dos colonos com o sistema colonial português, que eventualmente
levaria ao processo de independência do Brasil

1.4 Colonização e Configuração Territorial da América Portuguesa

A colonização portuguesa da América, especialmente o que hoje conhecemos como Brasil, foi um
processo complexo e multifacetado que moldou significativamente a configuração territorial e
cultural da região.

Características da Colonização Portuguesa


● Capitanias Hereditárias: Inicialmente, a colonização portuguesa foi estruturada através das
capitanias hereditárias, uma forma de administração territorial onde grandes faixas de terra
eram concedidas a donatários, que tinham o dever de desenvolver e proteger suas terras.

Miscigenação Cultural: Ao longo da colonização, ocorreu uma intensa miscigenação entre


europeus, africanos e indígenas, formando uma cultura autóctone característica.
Desafios e Conflitos
● Invasões Estrangeiras: Durante o período colonial, a América Portuguesa enfrentou diversas
tentativas de invasão e colonização por outras potências europeias, como a França e a
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Holanda. Essas tentativas incluíram a França Antártica na Baía de Guanabara e a França


Equinocial no Maranhão, bem como a ocupação holandesa em partes do Nordeste brasileiro.

Expansão Territorial: No século XVII, houve uma expansão territorial significativa, com
expedições ao norte, centro-oeste e sul do Brasil. Esse período marcou a fundação de
importantes cidades e fortificações, como Belém do Pará.
Economia e Sociedade

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● Exploração do Pau-Brasil e Ciclo do Açúcar: A economia colonial baseava-se inicialmente na


exploração do pau-brasil e, posteriormente, no ciclo do açúcar, com a criação de engenhos
movidos pelo trabalho escravo.

Tráfico Negreiro e Escravidão: A mão de obra escrava, especialmente africana, foi um pilar
fundamental na economia colonial, sendo utilizada tanto nas plantações de açúcar quanto,
posteriormente, nas minas de ouro.
Transformações Políticas
● Tratado de Tordesilhas: Este tratado foi crucial para definir os territórios de influência de
Portugal e Espanha na América, influenciando diretamente a configuração territorial da
América Portuguesa.
União Ibérica: A união de Portugal e Espanha sob a coroa espanhola, conhecida como União
Ibérica, impactou diretamente a América Portuguesa, tornando-a alvo de ataques de
potências europeias e modificando as dinâmicas políticas e econômicas da região.
A colonização portuguesa da América foi um processo marcado por desafios, conflitos e
adaptações, resultando numa mistura única de culturas e na formação de uma sociedade
complexa. Esses aspectos são fundamentais para entender a história e a configuração territorial da
América Portuguesa.

2. Aspectos Econômicos

2.1. Ciclo da Cana-de-Açúcar

O Ciclo da Cana-de-Açúcar foi um dos principais pilares econômicos do Brasil Colônia,


desempenhando um papel crucial desde sua introdução no território brasileiro em 1530 até o
século XVIII. Este ciclo marcou profundamente a sociedade, a economia e a cultura do Brasil
durante este período.

A produção de açúcar no Brasil começou a se desenvolver após a expedição colonizadora de


Martim Afonso de Sousa entre 1530 e 1532. Portugal já tinha experiência prévia no cultivo e
comércio de açúcar nas colônias dos Açores e Madeira, o que facilitou a implementação desta
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atividade econômica no Brasil. Martim Afonso de Sousa foi responsável pela introdução das
primeiras mudas de cana-de-açúcar e pela instalação do primeiro engenho na Capitania de São
Vicente.

Os engenhos foram as unidades produtivas centrais do ciclo do açúcar. Eles foram estabelecidos
em grandes propriedades (latifúndios) e utilizavam mão-de-obra escrava, inicialmente indígena e

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depois predominantemente africana. Estas unidades incluíam a casa-grande, a senzala, a capela,


além das instalações para a produção do açúcar.
A sociedade nos engenhos era patriarcal e estratificada, com os senhores de engenho no topo,
seguidos por comerciantes, artesãos, funcionários públicos, trabalhadores livres e, na base, os
escravos. Esta estrutura social refletia a organização econômica e política da época.

O Pacto Colonial, um conjunto de regras impostas pela metrópole portuguesa, estabelecia que o
Brasil só podia comercializar com Portugal. Isso criou um monopólio comercial, no qual a colônia
vendia produtos a preços baixos para a metrópole e comprava produtos manufaturados e escravos
a preços elevados.

Durante os séculos XVI e XVII, o Brasil se tornou o maior produtor de açúcar do mundo, com
Pernambuco, Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro sendo as principais regiões produtoras. No entanto,
a economia açucareira entrou em crise no século XVII, principalmente devido à concorrência dos
engenhos nas Antilhas holandesas e inglesas, que produziam açúcar mais barato e de melhor
qualidade.

A crise se aprofundou no século XVIII com o deslocamento do foco econômico para a exploração
do ouro em Minas Gerais.

Assim, o Ciclo do Açúcar foi fundamental para a consolidação da colonização portuguesa no Brasil,
influenciando significativamente a formação social, econômica e cultural do país

2.2. Ciclo do Ouro

O Ciclo do Ouro foi uma fase importante na história econômica e social do Brasil Colônia,
iniciando-se no final do século XVII e estendendo-se ao longo do século XVIII. Este período foi
marcado pela descoberta e exploração de ouro e outros metais preciosos, principalmente nas
regiões de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

Descoberta e Exploração do Ouro


● A descoberta de ouro no Brasil foi um marco, pois até então, a economia colonial estava
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fortemente baseada na agricultura, principalmente no cultivo da cana-de-açúcar.

Bandeirantes paulistas foram cruciais na descoberta de ouro e na exploração das jazidas,


especialmente em Minas Gerais. Esta descoberta atraiu um grande número de pessoas para a
região, incluindo portugueses e colonos de outras áreas do Brasil.
Impacto Econômico e Social

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● A exploração do ouro levou a um aumento significativo da riqueza e contribuiu para a


urbanização do interior do Brasil. Várias vilas e cidades foram fundadas e cresceram
rapidamente devido à mineração, como Ouro Preto, Mariana e São João del Rei.

A economia do ouro também estimulou o comércio interno e impulsionou o desenvolvimento


de outras atividades econômicas.
Mão de Obra e Sociedade
● Assim como no Ciclo da Cana-de-Açúcar, a mão de obra escrava, principalmente africana, foi
intensivamente utilizada na mineração.

O Ciclo do Ouro também impactou a estrutura social, com o surgimento de uma nova elite
formada por proprietários de minas e comerciantes enriquecidos pela mineração.
Controle e Tributação da Coroa Portuguesa
● A Coroa Portuguesa buscou controlar a exploração e o comércio do ouro por meio de leis e
impostos. O quinto era um dos impostos mais significativos, representando 20% de todo o
ouro extraído, que deveria ser entregue à Coroa.

As Casas de Fundição foram estabelecidas para garantir o controle sobre a produção de ouro e
a arrecadação de impostos.
Consequências e Declínio
● O Ciclo do Ouro teve um papel importante na interiorização da colonização portuguesa e na
expansão territorial do Brasil.

No entanto, ao longo do tempo, as jazidas de ouro começaram a se esgotar e a produção de


ouro declinou, levando a um período de crise econômica.

A pressão fiscal e o descontentamento com as restrições impostas pela Coroa Portuguesa


geraram conflitos e revoltas, como a Inconfidência Mineira.
Legado Cultural e Histórico
● O Ciclo do Ouro deixou um legado cultural rico, particularmente na arquitetura barroca das
cidades históricas de Minas Gerais.

Esse período também é marcado por um forte impacto na formação cultural, social e
econômica do Brasil, influenciando a história do país até os dias atuais.
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O Ciclo do Ouro foi, portanto, uma fase de grande prosperidade econômica, mas também de
profundas transformações sociais e culturais, que moldaram de maneira significativa a história do
Brasil

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3. Movimentos Nativistas, de Inconfidência e a Revolução Pernambucana ( 1817)

3.1. Revoltas Nativistas

As Revoltas Nativistas no Brasil Colônia foram uma série de movimentos que ocorreram entre os
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séculos XVII e XVIII. Estas revoltas representaram o descontentamento dos colonos brasileiros com
diversas políticas impostas pela Coroa Portuguesa. É importante notar que esses movimentos não
buscavam a independência do Brasil, mas sim uma maior autonomia dentro do sistema colonial.

Principais Revoltas Nativistas:


1. Aclamação de Amador Bueno (1641): Ocorreu em São Paulo como reação à notícia da

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Restauração portuguesa, que limitava o comércio entre colonos e espanhóis.

Revolta de Beckman (1684): Aconteceu no Maranhão, liderada pelos irmãos Beckman, contra
o monopólio da Companhia Geral de Comércio do Estado do Maranhão.

Guerra dos Emboabas (1708-1709): Conflito em Minas Gerais entre bandeirantes paulistas e
colonos de outras regiões (chamados de emboabas) pela exploração das minas de ouro.

Guerra dos Mascates (1710-1711): Confronto em Pernambuco entre senhores de engenho de


Olinda e comerciantes portugueses de Recife.

Revolta de Filipe dos Santos ou Revolta de Vila Rica (1720): Liderada por Filipe dos Santos em
Vila Rica (atual Ouro Preto), motivada pela cobrança de altos impostos sobre a extração de
ouro.
Essas revoltas foram essenciais para entender a formação da identidade e das tensões sociais e
econômicas que permearam a história do Brasil Colônia. Elas refletiam as contradições do sistema
colonial e o crescente descontentamento com as restrições impostas pela metrópole

3.2. Inconfidência Mineira

A Inconfidência Mineira, também conhecida como Conjuração Mineira, foi um dos mais
importantes movimentos sociopolíticos da história do Brasil. Ocorrida em 1789, na Capitania de
Minas Gerais, a revolta tinha como principal objetivo a independência da região mineira do
domínio português.

Principais Causas da Inconfidência Mineira:


1. Altos Impostos e Dívida da Capitania: A Capitania de Minas Gerais enfrentava uma grave crise
financeira devido aos altos impostos cobrados pela Coroa Portuguesa, especialmente o
"quinto", que era uma taxa de 20% sobre todo o ouro extraído.

Derrama: A Coroa Portuguesa, para recuperar os tributos em atraso, impôs a Derrama, que
era uma cobrança forçada de impostos.

Influências Externas: O movimento foi influenciado pelas ideias iluministas europeias e pela
Independência dos Estados Unidos.
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Principais Participantes:
O movimento teve como principais líderes figuras como Joaquim José da Silva Xavier, conhecido
como Tiradentes, Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa, e outros intelectuais, poetas e
membros da elite local.

Desenvolvimento e Repressão:
● A Inconfidência foi descoberta antes de sua execução plena, o que levou à prisão dos

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conspiradores.

Tiradentes, o mais conhecido dos inconfidentes, assumiu a responsabilidade pela conspiração


e foi condenado à morte por enforcamento. Seu corpo foi esquartejado, e suas partes foram
expostas em diferentes locais para servir de exemplo.
Legado:
● A Inconfidência Mineira é considerada um movimento precursor da independência do Brasil,
simbolizando a resistência contra a opressão colonial.

Tiradentes, posteriormente, foi reconhecido como mártir e herói nacional, e seu dia de
execução, 21 de abril, é feriado nacional no Brasil.
Este movimento é um marco na história do Brasil, representando um dos primeiros grandes
passos rumo à independência e refletindo as tensões e descontentamentos que permeavam a
sociedade colonial brasileira.

3.3. Revolução Pernambucana (1817)

A Revolução Pernambucana de 1817 foi um movimento de caráter separatista e republicano,


marcante na história do Brasil Colônia. Ocorreu na Capitania de Pernambuco e representou uma
forte manifestação contra o domínio português.

Causas e Contexto:
● A revolução foi motivada por uma crise socioeconômica prolongada no Nordeste,
especialmente devido à desvalorização do açúcar e do algodão no mercado externo.

A situação foi agravada pelo aumento de impostos após a transferência da Corte portuguesa
para o Brasil em 1808, elevando o custo de vida e intensificando o descontentamento entre os
pernambucanos.

Influências dos ideais iluministas e republicanos, difundidos através de sociedades maçônicas


e pela educação no Seminário de Olinda, também contribuíram para a revolta.
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Desenvolvimento do Movimento:
● A Revolução Pernambucana teve início em 6 de março de 1817, com o assassinato do
brigadeiro português Manoel Joaquim Barbosa de Castro por José de Barros Lima, em
resposta à sua prisão.

Rapidamente, a rebelião se espalhou por Recife, levando à fuga do governador local e à

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instauração de um Governo Provisório pelos revoltosos.


Características e Medidas Tomadas:
● A revolução proclamou a República em Pernambuco, estabeleceu a liberdade de imprensa e
de credo, e aboliu os impostos criados por D. João VI.
Apesar de seu caráter liberal, manteve o trabalho escravo e implementou medidas como o
aumento do soldo dos soldados.
Desfecho e Legado:
● A revolta foi suprimida pelas tropas leais ao governo central, com os líderes sendo condenados
e punidos publicamente.
A Revolução Pernambucana é considerada um precursor da independência do Brasil em 1822,
marcando uma importante etapa na luta pela autonomia e liberdade.
Este evento é emblemático na história do Brasil, demonstrando as tensões e o desejo crescente
por autonomia e liberdade na colônia, influenciado por ideais iluministas e por descontentamentos
econômicos e sociais

4. Aspectos Culturais e Sociais do Período Colonial

4.1. Arte e Cultura na Colônia


A arte e a cultura no Brasil Colonial foram profundamente influenciadas pelas circunstâncias da
colonização portuguesa e pelo encontro de diferentes culturas, incluindo a indígena, a africana e a
europeia.

Arte Colonial Brasileira:


● Principais Formas Artísticas: A arte colonial brasileira, que se desenvolveu aproximadamente
entre 1500 e 1822, expressou-se principalmente por meio da escultura, desenho, pintura e
arquitetura. Estas eram utilizadas sobretudo na construção e ornamentação de igrejas,
conventos e mosteiros.

Arquitetura: As primeiras construções eram simples, feitas de madeira ou taipa e cobertas por
palha. Com o tempo, surgiu uma arquitetura religiosa mais elaborada, seguindo inicialmente o
estilo maneirista e, posteriormente, evoluindo para o Barroco, com características únicas em
cada região do Brasil.

Escultura: Vinculada principalmente à arte religiosa, a escultura barroca brasileira se destaca


pela dramaticidade e pela exuberância das formas, com artistas como Aleijadinho e Mestre
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Ataíde se sobressaindo na região de Minas Gerais.

Pintura: Também de cunho predominantemente religioso, a pintura colonial utilizava cores


fortes e técnicas como a perspectiva, especialmente em pinturas de tetos de igrejas.
Cultura na Colônia:
● Língua: A língua falada na colônia refletia a miscigenação cultural, com influências do tupi-

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guarani, de línguas africanas e do português. Palavras de origem indígena e africana foram


incorporadas ao português falado no Brasil.

Religião: O catolicismo era a religião dominante, mas o sincretismo religioso era comum, com
a fusão de elementos do catolicismo com práticas religiosas africanas e indígenas.

Música e Dança: A música colonial incluía gêneros de origem europeia, como a modinha e o
fandango, e também o lundu, considerado o primeiro gênero musical brasileiro. Danças e
manifestações culturais como a capoeira e a congada surgiram durante este período.

Influência Holandesa: Durante a ocupação holandesa no nordeste (1630-1654), artistas como


Frans Post e Albert Eckhout registraram detalhes da flora, fauna e etnias indígenas brasileiras,
contribuindo para o desenvolvimento cultural da região.
Em resumo, a arte e a cultura no Brasil Colonial eram marcadas pela diversidade e pela mistura de
influências europeias, africanas e indígenas, refletindo o contexto único da colonização portuguesa
e a formação da identidade cultural brasileira.

4.2. Formação da Identidade Cultural Brasileira

A identidade cultural brasileira é fruto de um processo histórico complexo e diversificado,


influenciado por várias culturas e povos ao longo dos séculos. Desde o descobrimento do Brasil no
século XVI, a cultura brasileira foi formada principalmente pela miscigenação de três grupos
étnicos: os indígenas nativos, os colonizadores portugueses e os africanos trazidos como escravos.

Contribuições Indígenas:
● Os indígenas influenciaram significativamente a cultura brasileira, contribuindo com aspectos
linguísticos, culinários e práticas culturais.

Muitos termos do vocabulário brasileiro têm origem indígena, e práticas como o uso da
mandioca em diversos alimentos são heranças desse grupo.

Na cultura e folclore, lendas como a do curupira e do saci-pererê têm origens indígenas.


Influência Portuguesa:
● Portugal, como colonizador, exerceu uma influência significativa na formação da cultura
brasileira, destacando-se a língua portuguesa e a religião católica.
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A arquitetura das cidades, as instituições administrativas e a agricultura são algumas das


heranças portuguesas.

No folclore, danças e festas como as cavalhadas e festas juninas foram incorporadas à cultura
brasileira.

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Contribuição Africana:
● A cultura africana marcou profundamente o Brasil, especialmente em aspectos como a
culinária (vatapá, acarajé), as danças e as religiões afro-brasileiras (candomblé, umbanda).

Instrumentos musicais como o tambor, atabaque e berimbau, e danças como a capoeira são
exemplos da influência africana.
Impacto dos Imigrantes:
● Com a abertura dos portos em 1808, o Brasil recebeu várias ondas de imigração, enriquecendo
ainda mais sua cultura. Italianos, alemães, japoneses, entre outros, trouxeram consigo
aspectos de suas culturas, que se mesclaram à identidade brasileira.

Esses imigrantes influenciaram a arquitetura, a língua, a culinária e as festas regionais em


várias partes do Brasil.
A formação da identidade cultural brasileira, portanto, é um mosaico de influências e contribuições
de diversos povos, refletindo uma rica diversidade cultural. Cada região do país desenvolveu sua
própria cultura, o que contribui para a pluralidade e riqueza cultural do Brasil

Agora é hora de testar seus conhecimentos!

Resolva toda a lista de exercícios abaixo.

A seguir, confira o gabarito e os comentários de cada questão. Amanda Ferreira - 085.669.123-22

1. CEBRASPE 2018
No século XV, navegadores europeus rumaram ao sul do Estreito de Gibraltar e alcançaram
diferentes pontos da costa africana. Em 1492, a expedição de Colombo atravessou o Atlântico e
desembarcou no Caribe. Em 1498 uma esquadra portuguesa alcançou Calicute, na Índia, e, em
1500, Cabral chegou ao Brasil. Esses eventos receberam diferentes nomes (descobrimentos,

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navegações etc.) e permitiram que os europeus conhecessem povos e culturas diferentes, bem
como estabelecessem sistemas de trocas com eles.

A respeito dos descobrimentos e de aspectos relacionados a esses eventos, julgue o item a seguir.

A escravização de indígenas na região açucareira do Brasil, onde hoje também se situa Alagoas, foi
relativamente comum no século XVI.

Certo
Errado

2. CEBRASPE 2017
No começo do século XX, algumas regiões progrediam muito, mas amplas extensões no campo
eram extremamente pobres, carentes, com populações que ficaram à margem do progresso. É o
caso de quase todos os estados do Nordeste, onde a grande maioria das pessoas servia de mão de
obra a grandes proprietários ou cultivava uma terrinha, muito precariamente. Getúlio Vargas deu
pouca importância aos trabalhadores que continuaram no campo. Nunca realizou e, ao que tudo
indica, nunca pretendeu realizar uma reforma agrária, e tampouco estendeu aos trabalhadores
rurais a legislação instituída no meio urbano.

Boris Fausto. História do Brasil. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação a Distância, Cadernos da TV Escola, 2002, p. 44 e 60 (com

adaptações).

Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir, relativos à
história brasileira.

O início da colonização do Brasil ocorreu efetivamente no Nordeste, região onde predominou a


economia açucareira, assentada no latifúndio, na escravidão e no caráter exportador.

Certo
Errado

3. CESGRANRIO 2016
Um período bem conhecido da história colonial corresponde às Bandeiras, expedições lançadas
através do continente, com a bênção distante da Coroa, que contribuíram fortemente para
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estender o domínio português. Seu foco principal foi um povoado nascido ao redor de um colégio
fundado pelos jesuítas, surgindo, a partir disso, uma aldeia.
THÉRY, H.; MELLO, N. Atlas do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2008.p. 34. Adaptado.

O foco geográfico inicial dos bandeirantes levou à fundação da seguinte cidade:


a) Rio de Janeiro

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b) Recife
c) São Paulo
d) Vitória
e) Salvador

4. CEBRASPE 2013
Por volta de 12 mil anos atrás, quando começaram a cultivar a terra e a domesticar os animais, os
seres humanos assumiram o controle. Começaram o que hoje se denomina “seleção artificial”. Em
vez de a natureza escolher e disseminar os espécimes mais bem-sucedidos no ambiente natural,
os seres humanos começaram a escolher, produzir e criar aqueles que melhor lhes servissem.
Christopher Lloyd. O que aconteceu na Terra?
A história do planeta, da vida e das civilizações, do big-bang até hoje. Rio de Janeiro: Intrínseca,
2011, p. 111.

Tendo como referência o texto acima, julgue o item abaixo.

Na América de colonização portuguesa, adotou-se como principal suporte jurídico da economia


agrícola o regime de sesmarias, cujas características principais são: grande extensão das áreas de
lavoura, monocultura, trabalho escravo e propriedade privada da terra.

Certo
Errado

5. CESGRANRIO 2011
Durante os mais de trezentos anos de colonização, a América Portuguesa passou por diversas
alterações em sua estrutura político-administrativa.

Qual das associações abaixo apresenta a relação entre o evento e a sua causa direta?
a) Criação do Vice-Reino do Brasil – Tratado de Santo Ildefonso
b) Fim das Capitanias Hereditárias – domínio espanhol durante a União Ibérica
c) Criação do Estado do Maranhão – ameaças estrangeiras à região amazônica
d) Mudança da capital para o Rio de Janeiro – ocupação holandesa do Nordeste
e) Subordinação do Vice-Rei ao Conselho Ultramarino – Insurreição Pernambucana

6. CEBRASPE 2010
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No que se refere ao processo histórico europeu a partir do período medieval, julgue o item
seguinte.

A colonização do Brasil pelos portugueses fez-se em obediência à lógica feudal, daí a ênfase na
agricultura, por meio da cana-de-açúcar.

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Certo
Errado

7. CESGRANRIO 2009
O contato entre indígenas e europeus durante a colonização da América tem sido recentemente
alvo de novas abordagens historiográficas. De acordo com a pesquisadora Maria Regina Celestino,

“Em nossos dias, as novas propostas teóricas da antropologia e da história, disciplinas que ao se
aproximarem desenvolvem e ampliam a noção de cultura, têm permitido uma outra compreensão
das relações de contato entre índios e europeus, de suas experiências no interior dos aldeamentos
e, consequentemente, da própria história indígena do Brasil.”
CELESTINO, Maria Regina. Identidades étnicas e culturais: novas perspectivas para a história, In:
Martha Abreu e Rachel Soihet (orgs.). Ensino de história: temática, conceitos e metodologia. Rio de
Janeiro. Casa da Palavra. 2002. p. 28.

Considerando essa perspectiva, a política portuguesa de formação das aldeias resultou em


a) relativa integração dos indígenas à sociedade colonial.
b) total independência e controle dos índios sobre seus territórios.
c) extermínio dos povos nativos pelos jesuítas.
d) política dirigida ao esvaziamento das comunidades quilombolas.
e) estímulo da Coroa às atividades bandeirantes.

8. CESGRANRIO 2008
Desde o período colonial, a ocupação e a colonização da região dos vales dos rios Madeira, Mamoré
e Guaporé foram focos de preocupação dos governos brasileiros porque essa área
a) representava importante pólo de atividade mercantil, vinculado à formação de lavouras e
exportação de cacau.
b) representava importante via de rota comercial e seu controle garantia a posse territorial e a
integridade de fronteira.
c) foi dominada por missões jesuíticas que passaram a constituir um “Estado religioso dentro do
Estado”.
d) estava sujeita às frequentes inundações da Bacia Amazônica, que destruíam qualquer tentativa
de ocupação da região.
e) viabilizou o apresamento de indígenas para trabalhar nos seringais da Amazônia Ocidental.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

9. CESGRANRIO 2008
“(…) Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos,
traziam arcos com setas. Vinham todos rijamente sobre o batel; e Nicolau Coelho fez sinal que
pousassem os arcos. E eles pousaram (…)”

Desta forma, Pero Vaz de Caminha descrevia o primeiro encontro entre portugueses e nativos. Ao

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META 1

longo da ocupação e colonização da Amazônia, porém, os conquistadores ibéricos


a) respeitaram a organização política, social e econômica dos nativos, muitos dos quais ainda hoje
mantêm um estilo de vida nômade e coletor.
b) facultaram aos indígenas das missões religiosas o direito de permanecer em seus aldeamentos
após a expulsão dos jesuítas.
c) desestruturaram as comunidades indígenas em seu aspecto político, econômico e social,
reduzindo todos os grupos indígenas brasileiros a um mesmo estágio cultural, bastante primitivo.
d) fixaram os primeiros núcleos de povoamento na região com a finalidade de facilitar a catequese
e a pacificação dos indígenas, bem como a preservação de suas aldeias.
e) viram nos indígenas a possibilidade de obtenção de mão-de-obra, passando a submetê-los sob a
forma de escravidão e na formação de missões religiosas.

10. CESGRANRIO 2007


A região do atual Estado de Rondônia passou a integrar oficialmente a colônia portuguesa na
América somente em 1750, quando foi firmado o Tratado de Madri, cuja base para determinações
acerca de territórios foi o princípio do uti possidetis, segundo o qual:
a) a aquisição dos territórios reivindicados só pode ser realizada através da compra.
b) as terras situadas às margens dos rios Guaporé e Mamoré passam a pertencer aos proprietários
das minas de Potosi.
c) os territórios anteriormente ocupados pelos espanhóis ficam protegidos por expedições
marítimas e terrestres.
d) os territórios devem pertencer a quem realmente os ocupa.
e) todos os acidentes geográficos devem alterar sua denominação, se mudarem os proprietários
dos respectivos territórios.

11. CEBRASPE 2007


O mundo moderno não surgiu abruptamente, pronto e acabado, naquele ano de 1453 (queda de
Constantinopla), nem desapareceu para sempre em 1789 (Revolução Francesa). Ele foi, de fato,
gerado no decorrer de um longo processo de transição que teve suas raízes fincadas no século XII
e cujos desdobramentos vão até a eclosão da Revolução Industrial, em meados do século XVIII. Foi
só após essa revolução que a sociedade capitalista assumiu seus contornos definitivos.

No sistema feudal predominavam as relações servis de produção. No capitalismo, definem-se as


relações assalariadas de produção. O capitalismo também se caracteriza pela produção destinada
ao mercado, pelas trocas monetárias, pela organização racional e sistemática do trabalho e pelo
espírito de lucro.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

José Jobson de A. Arruda e Nelson Piletti. Toda a História. São Paulo: Ática, 2001, p. 161 (com
adaptações).

A partir do texto acima e considerando aspectos marcantes da evolução histórica da civilização


ocidental, julgue o item seguinte.

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META 1 (Bloco 8 CNU)
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META 1

A colonização do Brasil se fez sob princípios feudais, o que explica a utilização intensiva de mão-
de-obra servil.

Certo
Errado

12. CESGRANRIO 2007


“Os europeus definiam-se a si mesmos, antes de mais nada, como cristãos e foi nessa qualidade
que chegaram à América. Por isso, a ocupação da América foi concebida pelos ibéricos como um
dever ou uma missão religiosa, cujo objetivo último era a cristianização dos índios e a salvação de
sua alma. Era isso que dizia o rei e era essa a ocupação dos jesuítas.”
KOSHIBA, Luiz. História – origens, estruturas e processos. SP: Atual, 2000, p. 225

Apesar do propósito explicitado no texto acima, a História tem mostrado que os objetivos dos
colonizadores europeus na América e, consequentemente, na Amazônia, eram,
fundamentalmente, econômicos, já que o nativo era visto pelos povoadores, principalmente como:
a) alguém que deveria ser convertido para o cristianismo, o que, sem sombra de dúvida, salvaria
sua alma.
b) um excelente intermediário na conquista do território, já que conhecia a topografia da região.
c) um desafio e uma oportunidade de mostrar o poder militar europeu, devido ao caráter arredio
do indígena nos primeiros contatos com o colonizador.
d) mão-de-obra compulsória, essencial para a manutenção de um vasto império colonial.
e) moeda de troca na obtenção de produtos manufaturados europeus.

13. CEBRASPE 2020


A formação histórica do território brasileiro iniciou-se no século XVI, com o desembarque de
navegadores portugueses no litoral oriental da América do Sul. A respeito desse assunto, julgue o
item a seguir.

No Brasil, os primeiros núcleos urbanos surgiram em função do cultivo do café, no vale do rio
Paraíba do Sul.

Certo
Errado
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

14. CEBRASPE 2017


Localizado na região Nordeste do Brasil, o Parque Nacional da Serra da Capivara é um parque
arqueológico inscrito pela UNESCO na lista do Patrimônio Mundial. Um conjunto de chapadas e
vales abriga sítios arqueológicos com pinturas e gravuras rupestres, além de outros vestígios do
cotidiano pré-histórico.

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META 1 (Bloco 8 CNU)
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META 1

Sobre um relevo acidentado, em uma região de clima semiárido, períodos alternados de chuva e
de seca promovem fortes mudanças na paisagem. Em um momento, a vegetação é exuberante e
há uma surpreendente diversidade de flores de cores vivas. Em outro, a vegetação seca e perde
suas folhas. É quando as formações rochosas se destacam sobre a vegetação desnudada.

Os registros rupestres, pintados ou gravados sobre as paredes rochosas, são formas gráficas de
comunicação utilizadas pelos grupos pré-históricos que habitaram a região do parque. As
representações gráficas abordam uma grande variedade de formas, cores e temas. Foram pintadas
cenas de caça, sexo, guerra e de diversos aspectos da vida cotidiana e do universo simbólico dos
seus autores. O estudo desses registros possibilita o reconhecimento de temas recorrentes e a
identificação de diferentes maneiras de representá-los. Pode-se dizer, ainda, que são pistas da
forma de vida dessas populações.
Internet: <www.fumdham.org.br>.

Considerando o texto acima e os múltiplos aspectos por ele suscitados, julgue o item.

Uma das primeiras atividades de grande expressão econômica para o Brasil, nos primeiros séculos
de ocupação europeia, foi a plantação de cana-de-açúcar no Nordeste.

Certo
Errado

15. CEBRASPE 2012


No que se refere a períodos significativos da história do Brasil, julgue o item subsequente.

Durante o período colonial, predominou o trabalho escravo indígena nos engenhos de açúcar do
Nordeste brasileiro.

Certo
Errado

16. CESGRANRIO 2010


A ordem do rei
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

“Eu, El-Rei, faço saber a vós, Tomé de Sousa, fidalgo de minha casa, que (...) ordenei hora de
mandar nas ditas terras fazer uma fortaleza e povoação grande e forte em um lugar conveniente,
para daí se dar favor e ajuda às outras povoações da costa do Brasil e se ministrar a justiça (...). A
Bahia de Todos os Santos é o lugar mais conveniente da costa do Brasil para se poder fazer a dita
povoação e assento, assim pela disposição do porto e rios que nela entram, como pela bondade,
abastança e saúde da terra.”

118
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META 1

Regimento de Tomé de Sousa, 17 de dezembro de 1548.

A partir do documento, quem foi Tomé de Sousa, a que povoação(ões) o regimento se referia e
qual(ais) o(s) motivo(s) da sua fundação?
a) Fidalgo português, primeiro Governador Geral do Brasil - Salvador - “dar favor e ajuda às
povoações”.
b) Comandante português, nomeado para lançar os fundamentos da ocupação efetiva da terra -
São Vicente e Piratininga - acesso aos metais preciosos.
c) Fidalgo português, pertencente às Câmaras Municipais dos “homens bons” e dono de terras -
Salvador - fundada para constituição de famílias católicas na Colônia, acolhendo meninas órfãs de
Portugal.
d) Fidalgo, primeiro vice-rei do Brasil - Rio de Janeiro - transferência da Família Real.
e) Segundo Governador Geral do Brasil - Salvador - realização de entradas ao interior em busca das
riquezas minerais, combatendo tribos rebeladas.

17. CEBRASPE 2006


O Brasil foi colonizado pelos portugueses entre os séculos XVI e XIX. De maneira geral, a
colonização se fez subordinada aos interesses econômicos que prevaleciam na Europa Moderna,
ou seja, o contexto de formação do sistema capitalista, de base mercantil. Por essa razão, a
economia colonial foi organizada de modo a atender prioritariamente, ainda que não
exclusivamente, ao mercado externo. Utilizou-se fartamente da mão-de-obra escrava africana e da
estrutura latifundiária. Durante mais de um século, a cana-de-açúcar liderou as atividades
econômicas coloniais, sobretudo na região nordestina. No século XVIII, foi a vez de a mineração
destacar-se; com ela, porções do interior da colônia foram ocupados. Em larga medida, os
bandeirantes ampliaram o território português na América, ultrapassando os limites impostos pelo
Tratado de Tordesilhas, que Portugal e Espanha assinaram à época dos descobrimentos.

Ao mencionar a estrutura latifundiária dominante na colonização do Brasil, o texto informa que


a) predominava a concentração de grandes extensões de terras em mãos de poucos proprietários,
o que ampliava o quadro de desigualdade no Brasil.
b) as terras brasileiras pertenciam ao Estado português que as controlava e delas fazia uso
exclusivo.
c) qualquer um tinha acesso à terra, desde que pagasse elevados impostos ao governo
metropolitano, isto é, português.
d) a terra tinha pouco valor econômico, razão pela qual seus proprietários não tinham poder
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

político nem prestígio social.

18. CESGRANRIO 2007


Seres fantásticos que, segundo o imaginário europeu, habitavam as terras americanas
Théodore de Bry, Viagens à América: 1590 - 1634. Apud MOTA, Carlos Guilherme & LOPEZ, Adriana. Brasil revisitado: palavras e imagens. São Paulo, Rios,

1989. p. 24.

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META 1

Os relatos espetaculares sobre a Amazônia, presentes nos depoimentos dos indígenas e nas
crenças europeias, contrapunham, a todo momento, duas visões da nova terra: a

idílica e a temível, a paradisíaca e a trágica. Esse contraponto, na verdade, refletia o contexto


histórico no qual estava inserido, significando que:
a) a força dos nativos da Amazônia, proveniente de sua forte ligação com a natureza, comoveu e
transformou o universo ideológico europeu do século XVI.
b) o longo confronto entre Portugal e Espanha, decorrente da Guerra de Reconquista, perpetuava-
se, na América, com a disputa de territórios além-mar.
c) o encontro com o indígena significava, para o europeu, um estranhamento perante aquele
desconhecido, sempre vitorioso nos conflitos iniciais, apesar de suas armas rudimentares.
d) mesmo enfrentando dificuldades de toda sorte, a conquista da região significava alcançar
riquezas materiais que as expedições da época moderna buscavam.
e) quaisquer que fossem os perigos que a região apresentasse, deveriam ser enfrentados, pois esta
era a vontade divina, tanto no que se refere ao europeu, como no imaginário nativo.

19. CESGRANRIO 2010


A consciência do viver em colônias manifestou-se em um conjunto de episódios de revolta ou de
tentativa de sublevação – Inconfidência Mineira, Conjuração Baiana, Conspiração do Rio de Janeiro
– os quais, a despeito de suas particularidades, explicitaram o crescimento de tensões e confrontos
entre colonos, colonizadores e colonizados, em finais do século XVIII. A conjuntura de crise que
afetara a economia mineradora gerou a estagnação do mercado interno colonial de tal forma que
a Coroa portuguesa, tendo em vista a compensação de sua receita, ampliou a carga tributária
sobre a agroexportação. Analisando as afirmações acima, conclui-se que
a) as duas afirmativas são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira.
b) as duas afirmativas são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira.
c) a primeira afirmativa é verdadeira, e a segunda falsa.
d) a primeira afirmativa é falsa, e a segunda verdadeira.
e) as duas afirmativas são falsas.

20. CESGRANRIO 2011


A prosperidade da produção açucareira no Brasil chamou a atenção dos holandeses que, em 1630,
invadiram Pernambuco, maior produtor de açúcar da época. Os flamengos passaram então a
trabalhar no local, adquirindo a experiência necessária do cultivo da cana-de-açúcar para, após sua
expulsão, poderem utilizar este aprendizado, e foi o que aconteceu. Após a expulsão, foram para as
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Antilhas, onde prosseguiram com a cultura do açúcar, passando a ser durante os séculos XVII e
XVIII, concorrentes do Brasil no abastecimento do mercado europeu.

Quando o açúcar brasileiro perdeu força no mercado internacional, uma nova etapa da economia
brasileira vem a se consolidar.

120
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META 1

Essa etapa é marcada, especialmente, pela expansão rumo


a) ao Centro-Oeste, em busca de campos férteis, o que constituiu o ciclo do café.
b) ao litoral do Sul, em busca de ouro e pérolas, o que constituiu o ciclo do ouro.
c) ao Centro-Norte do país, em busca de pasto, o que constituiu o ciclo do gado.
d) à região Nordeste, em busca de plantas para extrativismo, o que constituiu o ciclo do pau-brasil.
e) às áreas interioranas, em busca de ouro e pedras preciosas, o que constituiu o ciclo da
mineração.

1. Escravização de Indígenas no Século XVI


Resposta: Certo
No século XVI, a escravização de indígenas foi uma prática comum nas regiões açucareiras do
Brasil, incluindo a área que hoje compreende o estado de Alagoas. Durante este período, os
colonizadores portugueses e os proprietários de engenhos de açúcar recorreram à mão de obra
indígena como uma alternativa ao trabalho escravo africano, especialmente nas primeiras décadas
da colonização. Esta prática reflete o modelo econômico e social adotado pelos portugueses, que
se baseava fortemente no trabalho forçado e na exploração das populações nativas.

2. Colonização no Nordeste e Economia Açucareira


Resposta: Certo
A colonização efetiva do Brasil iniciou-se na região Nordeste, onde a economia estava fortemente
assentada na produção de açúcar. Esta atividade econômica era baseada em grandes
propriedades rurais (latifúndios), utilizando trabalho escravo (primeiramente indígena, depois
africano) e tinha um caráter marcadamente exportador. A escolha desta região deveu-se às suas
condições climáticas favoráveis ao cultivo da cana-de-açúcar e à sua localização estratégica para o
comércio com a Europa.

3. Fundação de São Paulo pelos Bandeirantes


Resposta: Certo
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

A cidade de São Paulo foi fundada como um resultado direto das atividades dos bandeirantes no
período colonial brasileiro. Inicialmente, São Paulo surgiu como um povoado ao redor do colégio
jesuíta estabelecido em 1554. Com o tempo, as expedições dos bandeirantes, partindo dessa
localidade, contribuíram significativamente para a expansão territorial do domínio português na
América do Sul. Essas expedições buscavam escravizar indígenas e explorar recursos naturais,
estendendo as fronteiras da colônia para além dos limites originalmente estabelecidos pelo

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META 1

Tratado de Tordesilhas.

4. Regime de Sesmarias na América Portuguesa


Resposta: Errado
O regime de sesmarias, implementado na América Portuguesa, não caracteriza totalmente a
economia agrícola colonial. Enquanto as sesmarias visavam a distribuição de terras para seu
efetivo cultivo e evitar a formação de latifúndios improdutivos, a economia agrícola colonial
brasileira se caracterizou por outros aspectos, como a grande extensão das áreas de lavoura, a
monocultura (principalmente cana-de-açúcar e, posteriormente, café), e a utilização de trabalho
escravo (primeiro indígena e depois africano). A propriedade privada da terra era uma
característica, mas o regime de sesmarias, por si só, não define todos os elementos da economia
agrícola colonial.

5. Criação do Estado do Maranhão devido a Ameaças Estrangeiras


Resposta: Certo
A criação do Estado do Maranhão, com o gabarito indicando como resposta correta a opção
"ameaças estrangeiras à região amazônica", reflete uma medida defensiva dos portugueses em
resposta às crescentes ameaças estrangeiras na região Amazônica. No contexto do século XVII,
diversas potências europeias manifestavam interesse na rica e estratégica região amazônica, o que
levou Portugal a estabelecer uma administração colonial específica para o Maranhão e Grão-Pará
em 1621. Esta decisão visava fortalecer a presença portuguesa, proteger a região de invasões
estrangeiras e consolidar o controle sobre a vasta e rica região amazônica.

6. Colonização do Brasil e a Lógica Feudal


Resposta: Errado
Afirmar que a colonização do Brasil pelos portugueses seguiu a lógica feudal é incorreto. Embora a
economia colonial brasileira fosse predominantemente agrária, com ênfase na produção de cana-
de-açúcar, ela não operava sob os princípios do feudalismo. Diferentemente do feudalismo, que se
caracterizava por relações servis de produção e uma economia majoritariamente autossuficiente e
local, a colonização do Brasil tinha um caráter mercantilista, com as colônias fornecendo matérias-
primas para a metrópole e a economia voltada para o comércio exterior. Além disso, a mão de obra
utilizada era escrava, e não servil como no feudalismo.
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7. Política Portuguesa de Formação de Aldeias


Resposta: Certo
A política portuguesa de formação de aldeias durante a colonização levou a uma relativa
integração dos indígenas à sociedade colonial. Essas aldeias, muitas vezes geridas pelos jesuítas,
tinham como objetivo catequizar e “civilizar” os indígenas, introduzindo-os às práticas culturais e
econômicas europeias. Enquanto proporcionavam uma forma de proteção contra a escravização

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indiscriminada, essas aldeias também representavam um meio de controlar e assimilar os povos


indígenas, levando a uma integração parcial destes na sociedade colonial, embora muitas vezes
em posição marginalizada.

8. Ocupação e Colonização da Região dos Rios Madeira, Mamoré e Guaporé


Resposta: Certo
Desde o período colonial, a ocupação e a colonização da região dos rios Madeira, Mamoré e
Guaporé foram motivadas pela preocupação dos governos brasileiros com o controle territorial e a
integridade de fronteira. Esta região era estratégica para o Brasil, pois representava uma
importante rota comercial, cujo controle era vital para assegurar a posse territorial e manter a
integridade das fronteiras do país. A região era vista como uma porta de entrada para áreas mais
interiores do continente sul-americano e, por isso, era fundamental para a expansão e defesa do
território colonial português e, posteriormente, do território brasileiro independente.

9. Contato entre Portugueses e Nativos na Amazônia


Resposta: Certo
Durante a ocupação e colonização da Amazônia, os conquistadores ibéricos desestruturaram as
comunidades indígenas em vários aspectos - político, econômico e social. A opção "viram nos
indígenas a possibilidade de obtenção de mão-de-obra, submetendo-os sob a forma de escravidão
e na formação de missões religiosas" é correta, pois reflete a realidade da época. Os colonizadores
frequentemente viam os povos indígenas como fonte de mão-de-obra, tanto para trabalho forçado
nas explorações econômicas quanto para o projeto de catequização das missões religiosas. Isso
resultou em mudanças significativas no modo de vida dos povos nativos e em sua submissão aos
interesses coloniais.

10. Integração de Rondônia à Colônia Portuguesa


Resposta: Certo
O Tratado de Madri de 1750, que adotou o princípio do uti possidetis, foi fundamental para a
integração da região do atual Estado de Rondônia à colônia portuguesa. Segundo este princípio, os
territórios pertenceriam a quem efetivamente os ocupava. Como os portugueses já haviam
estabelecido presença na região, através de expedições e missões jesuíticas, o tratado reconheceu
formalmente a soberania portuguesa sobre a área, consolidando a incorporação deste território ao
domínio colonial português na América do Sul.

11.Colonização do Brasil e Princípios Feudais


Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Resposta: Errado
Afirmar que a colonização do Brasil se fez sob princípios feudais é incorreto. Embora a sociedade
colonial fosse agrária e utilizasse intensivamente a mão-de-obra escrava, as características do
colonialismo português não correspondem ao feudalismo. A economia colonial era orientada para
a exportação e integrada ao comércio mercantil europeu, diferindo do sistema feudal europeu, que
era baseado em relações servis e uma economia mais localizada e autossuficiente. A estrutura

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social e econômica da colônia era orientada para atender às demandas da metrópole,


enquadrando-se no contexto do mercantilismo.

12. Objetivos dos Colonizadores Europeus na América


Resposta: Certo
Apesar do propósito religioso frequentemente proclamado, a colonização europeia na América
teve como objetivos fundamentais econômicos. A opção "mão-de-obra compulsória, essencial para
a manutenção de um vasto império colonial" é correta, pois reflete a realidade da época. Os
colonizadores europeus, incluindo portugueses e espanhóis, utilizaram extensivamente os nativos
como mão-de-obra em suas atividades econômicas, como na mineração e na agricultura. Essa
prática foi essencial para sustentar o modelo econômico colonial, que visava o enriquecimento da
metrópole através da exploração dos recursos do Novo Mundo.

13. Origem dos Primeiros Núcleos Urbanos no Brasil


Resposta: Errado
A afirmação de que os primeiros núcleos urbanos no Brasil surgiram devido ao cultivo do café no
Vale do Rio Paraíba do Sul é incorreta. Os primeiros núcleos urbanos no Brasil colonial surgiram, na
verdade, em função da exploração da cana-de-açúcar, principalmente na região Nordeste. Cidades
como Salvador e Olinda, por exemplo, desenvolveram-se como centros administrativos e
comerciais ligados à economia açucareira. O café, embora tenha sido crucial para a economia
brasileira em períodos posteriores, só ganhou destaque a partir do século XIX, especialmente na
região Sudeste.

14. Primeira Atividade Econômica de Grande Expressão no Brasil


Resposta: Certo
A afirmação de que a plantação de cana-de-açúcar no Nordeste foi uma das primeiras atividades
econômicas de grande expressão para o Brasil nos primeiros séculos de ocupação europeia é
correta. A economia açucareira, centrada no Nordeste brasileiro, representou a principal atividade
econômica durante os primeiros séculos da colonização portuguesa. Este ciclo da cana-de-açúcar
foi responsável por importantes transformações na sociedade e na economia do Brasil colonial,
incluindo o desenvolvimento de cidades e a introdução da mão-de-obra escrava africana.
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15. Predominância do Trabalho Escravo Indígena nos Engenhos do Nordeste


Resposta: Errado
A afirmação de que o trabalho escravo indígena predominou nos engenhos de açúcar do Nordeste
durante o período colonial é incorreta. Embora o trabalho indígena tenha sido utilizado
inicialmente, a mão de obra nos engenhos de açúcar do Nordeste foi predominantemente
africana. A importação de escravos africanos tornou-se mais comum devido à resistência dos

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indígenas à escravidão e às doenças trazidas pelos europeus, às quais os indígenas eram mais
suscetíveis.

16. Fundação de Salvador e Tomé de Sousa


Resposta: Certo
Tomé de Sousa, identificado corretamente como o primeiro Governador-Geral do Brasil, foi
responsável pela fundação de Salvador. O regimento citado no documento refere-se à cidade de
Salvador, cuja fundação tinha por objetivo “dar favor e ajuda às povoações” da costa do Brasil e
“ministrar a justiça”. A escolha da Bahia de Todos os Santos como local para a fundação de Salvador
deveu-se às suas vantagens geográficas, além da necessidade de estabelecer um centro
administrativo efetivo para consolidar o controle português sobre a colônia.

17. Estrutura Latifundiária na Colonização do Brasil


Resposta: Certo
A afirmação de que a estrutura latifundiária foi dominante na colonização do Brasil e que isso
ampliou a desigualdade é correta. Durante o período colonial, grandes extensões de terras foram
concentradas nas mãos de poucos proprietários, uma característica do sistema latifundiário. Essa
concentração de propriedades contribuiu para a perpetuação de uma estrutura social
profundamente desigual, com grande parte da população vivendo em condições precárias,
enquanto um pequeno grupo de proprietários de terras detinha grande poder econômico e
político.

18. Percepções Europeias da Amazônia


Resposta: Certo
O enfoque na conquista da região amazônica como meio de alcançar riquezas materiais é uma
interpretação correta do contexto histórico. Os relatos europeus sobre a Amazônia muitas vezes
contrastavam visões idílicas e temíveis, refletindo a complexidade da percepção europeia sobre as
novas terras. No entanto, apesar das dificuldades e dos perigos reais ou imaginários, a conquista da
Amazônia era motivada pela busca de riquezas, como ouro e especiarias, e por um desejo de
expandir o domínio colonial.
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19. Revolta Colonial e Crise Econômica


Resposta: Certo
A afirmação de que a crise na economia mineradora e a consequente estagnação do mercado
interno colonial levaram a Coroa portuguesa a aumentar a carga tributária sobre a agroexportação
é verdadeira, mas não justifica completamente as revoltas coloniais. A Inconfidência Mineira e
outras revoltas expressaram o descontentamento com as pesadas taxas e a falta de autonomia

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política, mas também foram influenciadas por ideais iluministas e pelo exemplo da independência
americana. Portanto, a situação econômica foi um fator importante, mas não o único a motivar
esses movimentos.

20. Transição da Economia Açucareira para a Mineração


Resposta: Certo
A transição da economia brasileira da produção açucareira para a mineração, particularmente no
século XVIII, é corretamente descrita. Com a diminuição da lucratividade do açúcar no mercado
internacional, em grande parte devido à competição das Antilhas, a economia brasileira passou por
uma transformação significativa. O ciclo da mineração, especialmente em regiões como Minas
Gerais, trouxe uma nova era de prosperidade e mudanças demográficas e sociais, marcando um
importante período na história colonial do Brasil.

1. Descobrimento e Colonização do Brasil (1500-1822)

1.1. Chegada dos Portugueses e Primeiros Contatos

Dica: Lembre-se de que a chegada dos portugueses não foi um encontro pacífico. A relação com os
povos indígenas foi marcada por conflitos, trocas culturais e a imposição de novas estruturas.

1.2. Estruturação da Colônia

Dica: Atenção à divisão do território em capitanias hereditárias e depois em governos-gerais, que


Amanda Ferreira - 085.669.123-22

refletem as tentativas de administração e controle da metrópole sobre a colônia.

1.3. Sociedade Colonial

Dica: A sociedade colonial era hierarquizada e baseada na exploração do trabalho escravo. Os

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engenhos de açúcar e as fazendas de café eram os principais locais de trabalho.

1.4. Colonização e Configuração Territorial da América Portuguesa

Dica: Observe como as expedições, como as Bandeiras e as Entradas, contribuíram para a expansão
territorial e o estabelecimento de fronteiras do Brasil atual.

2. Ciclos Econômicos da Colônia

2.1. Ciclo do Açúcar

Dica: Considere a importância do Nordeste no ciclo do açúcar, e como isso moldou a sociedade e
economia da região.

2.2. Ciclo do Ouro

Dica: Foque no impacto do ciclo do ouro na migração interna, urbanização e mudanças sociais,
incluindo o surgimento de conflitos e movimentos de resistência.

3. Movimentos Nativistas, de Inconfidência e a Revolução Pernambucana (1817)

3.1. Revoltas Nativistas


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Dica: Estude as causas dessas revoltas, muitas vezes ligadas ao descontentamento com a alta
tributação e a falta de representação política.

3.2. Inconfidência Mineira

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Dica: Lembre-se de analisar as influências externas, como a independência dos Estados Unidos, e
as internas, como a opressão fiscal, na Inconfidência Mineira.

3.3. Revolução Pernambucana (1817)

Dica: Entenda este movimento como um importante exemplo de luta pela autonomia regional e
liberdade, influenciado por ideais iluministas.

4. Aspectos Culturais e Sociais do Período Colonial

4.1. Arte e Cultura na Colônia

Dica: Reconheça a influência indígena, africana e europeia na formação da cultura brasileira,


especialmente em práticas religiosas e artísticas.

4.2. Formação da Identidade Cultural Brasileira

Dica: Observe como a mistura de povos e tradições durante o período colonial deu origem a uma
identidade cultural única no Brasil.

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5) Realidade Brasileira

Material indicado: Material da própria LS..

Assunto(s): População Brasileira - Estrutura, Composição e Dinâmica

Vamos avançar na teoria.

Estude os conceitos teóricos abaixo e faça seus resumos e marcações da matéria.

Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos

Sumário: População Brasileira - Estrutura, Composição e Dinâmica

1. Crescimento da População Brasileira


1.1. Fases Históricas do Crescimento Populacional
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1.2. Tendências Atuais e Projeções Futuras

2. Envelhecimento Populacional
2.1. Aumento da Expectativa de Vida
2.2. Impactos Socioeconômicos do Envelhecimento

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3. O Brasil Étnico-Racial
3.1. Composição Étnico-Racial
3.2. Desigualdades e Políticas Públicas

4. População Indígena e Quilombola


4.1. Distribuição Geográfica e Demográfica
4.2. Desafios Contemporâneos

5. Fluxos Migratórios no Brasil


5.1. Conceitos Básicos: Imigração e Emigração
5.2. Migração Interna
5.2.1. Migrações Históricas Significativas
5.2.2. Tendências Atuais
5.3. Migração Externa

6. Migração Nordestina e Desenvolvimento Regional


6.1. Migração para a Amazônia: Primeiro e Segundo Ciclo da Borracha
6.2. Industrialização e Migração Nordestina para o Sudeste
6.2.1. Auge Industrial nas Décadas de 1960 a 1980
6.2.2. Impactos Sociais e Econômicos

Conteúdo Teórico

1. Crescimento da População Brasileira

1.1. Fases Históricas do Crescimento Populacional


A história do crescimento populacional no Brasil é marcada por diferentes fases, cada uma
caracterizada por distintos fatores demográficos e socioeconômicos.

Período Colonial (1500-1822):


Este período inicial da história brasileira é caracterizado por um crescimento populacional lento. A
população era composta predominantemente por indígenas, colonizadores portugueses e
escravos africanos.

A falta de registros detalhados dificulta uma análise precisa, mas estima-se que em 1550, a
população era de cerca de 15.000 pessoas, aumentando para aproximadamente 100.000 em 1600.
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A população continuou a crescer lentamente até o início do século XIX. Fontes como o IBGE
fornecem estimativas de crescimento populacional para este período, ilustrando a evolução
demográfica desde os primeiros anos de colonização.

Período Imperial (1822-1889):

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Após a independência do Brasil, a população começou a crescer a um ritmo moderado. A


continuidade do tráfico de escravos até 1850 e a imigração europeia, principalmente de
portugueses e italianos, foram fatores significativos.
Em 1823, a população estimada era de cerca de 5 milhões, crescendo para aproximadamente 10
milhões em 1872, ano do primeiro censo realizado no Brasil.

Era Republicana até 1960:


Com a Proclamação da República em 1889, o Brasil experimentou um aumento considerável na
taxa de crescimento populacional.
A abolição da escravatura e a continuação da imigração europeia impulsionaram este crescimento.
A população brasileira mais que dobrou entre 1900 e 1950, passando de cerca de 17 milhões para 52
milhões.

1960 até os dias atuais:


Desde 1960, o Brasil vivenciou um crescimento populacional ainda mais acelerado, impulsionado
pela industrialização e urbanização.
No entanto, nas últimas décadas, observou-se uma desaceleração nesse crescimento devido à
queda na taxa de fecundidade e melhorias nas condições de vida. Por exemplo, de 2010 a 2022, a
população brasileira cresceu 6,5%, chegando a 203,1 milhões de habitantes.

Essas tendências demográficas podem ser visualizadas em gráficos e tabelas disponíveis no portal
do IBGE, que oferece uma visão abrangente da evolução populacional brasileira ao longo dos
séculos.
Para uma análise mais detalhada, você pode consultar os recursos do IBGE sobre a evolução da
população brasileira e IBGE Brasil em Síntese, que oferecem informações valiosas para uma
compreensão técnica aprofundada do crescimento populacional no Brasil.

1.2. Tendências Atuais e Projeções Futuras


A análise das tendências atuais e projeções futuras da população brasileira revela aspectos cruciais
sobre a dinâmica demográfica do país. Este subcapítulo fornece informações técnicas essenciais
para a compreensão dessas tendências, que são vitais para especialistas e candidatos a concursos
públicos.

Desaceleração do Crescimento Populacional:


Nos últimos anos, o Brasil tem experimentado uma desaceleração no crescimento populacional.
Esse fenômeno é atribuído a diversos fatores, incluindo a diminuição das taxas de fecundidade, os
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avanços na saúde pública e as mudanças nos padrões socioeconômicos. As taxas de natalidade


vêm caindo consistentemente, uma tendência observada em muitos países à medida que se
desenvolvem.

Envelhecimento da População:
Outra característica marcante da dinâmica populacional brasileira atual é o envelhecimento da

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população. Com o aumento da expectativa de vida e a redução das taxas de natalidade, a parcela
de idosos na população total tem aumentado. Isso traz desafios significativos para as políticas
públicas, especialmente nas áreas de saúde, previdência social e mercado de trabalho.

Migração Interna e Externa:


A migração, tanto interna quanto externa, continua a ser um fator importante na dinâmica
populacional do Brasil. Movimentos populacionais dentro do país, muitas vezes impulsionados por
fatores econômicos e ambientais, alteram a distribuição demográfica. Além disso, o Brasil também
tem sido destino para imigrantes de diversas partes do mundo, o que contribui para a diversidade
cultural e demográfica do país.

Projeções Futuras:
Projeções futuras indicam que o Brasil pode experimentar uma estabilização ou até mesmo uma
redução em sua população total nas próximas décadas. Isso é resultado da combinação de baixas
taxas de natalidade com o aumento da expectativa de vida. Essas mudanças demográficas terão
implicações profundas em várias áreas, desde o planejamento urbano até políticas de educação e
saúde.

Recursos Visuais e Estatísticos:


Para uma compreensão mais aprofundada, gráficos e tabelas são ferramentas essenciais. O IBGE
oferece uma gama de recursos visuais e estatísticos que ilustram as tendências atuais e projeções
futuras da população brasileira. Esses recursos são fundamentais para análises técnicas detalhadas
e preparação para concursos públicos.

2. Envelhecimento Populacional
O envelhecimento da população brasileira é um fenômeno demográfico de grande relevância, com
impactos significativos em várias esferas da sociedade. Este subcapítulo foca nas causas,
características e implicações desse envelhecimento.

Aumento da Expectativa de Vida:


Um dos principais fatores do envelhecimento populacional é o aumento da expectativa de vida.
Graças aos avanços na medicina, na saúde pública e nas condições de vida, as pessoas estão
vivendo mais. Segundo dados do IBGE, a expectativa de vida do brasileiro tem aumentado
constantemente nas últimas décadas.
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Queda nas Taxas de Natalidade:


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Paralelamente ao aumento da expectativa de vida, o Brasil tem observado uma queda nas taxas de
natalidade. Mudanças sociais e econômicas, como a maior participação das mulheres no mercado
de trabalho e o acesso a métodos contraceptivos, contribuíram para essa diminuição.

Impactos Socioeconômicos:

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O envelhecimento populacional traz desafios para várias políticas públicas, incluindo a previdência
social, saúde e mercado de trabalho. Um número maior de idosos requer mais investimentos em
saúde e um sistema de previdência sustentável. Além disso, com uma proporção maior de pessoas
idosas, a dinâmica do mercado de trabalho também muda.

Projeções Futuras:
Projeções indicam que o envelhecimento da população brasileira continuará nas próximas
décadas. Isso significa que a proporção de idosos na população total será cada vez maior, o que
demandará políticas públicas adaptadas a essa nova realidade demográfica.

Recursos para Aprofundamento:


Para um entendimento mais detalhado, gráficos e estatísticas atualizadas são fundamentais. O
IBGE fornece dados valiosos sobre a expectativa de vida e estrutura etária da população brasileira.
Essas informações são essenciais para a compreensão técnica do envelhecimento populacional e
para a preparação para concursos públicos.

O estudo do envelhecimento da população brasileira é vital para entender as transformações


demográficas atuais e futuras. A análise desses dados permite que os estudantes e especialistas
desenvolvam um conhecimento aprofundado do assunto, essencial para responder a questões de
concursos públicos relacionadas a este tema.

2.1. Aumento da Expectativa de Vida


O aumento da expectativa de vida é um indicador chave de desenvolvimento social e saúde
pública. No Brasil, este fenômeno tem sido observado nas últimas décadas, refletindo mudanças
significativas nas condições de vida da população.

Principais Fatores Contribuintes:

Melhorias na Saúde Pública: Avanços na medicina, vacinação e prevenção de doenças têm


reduzido significativamente a mortalidade, especialmente infantil.

Progresso Tecnológico e Médico: Inovações em tecnologias médicas e maior acesso a cuidados de


saúde têm prolongado a vida.

Elevação dos Padrões de Vida: Melhorias na nutrição, condições de habitação e educação


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contribuíram para uma vida mais longa e saudável.

Consequências e Desafios:

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Pressão sobre Sistemas de Saúde e Previdência: O aumento da população idosa exige mais
recursos em saúde e ajustes nos sistemas de previdência.

Impactos no Mercado de Trabalho: Mudanças na demografia laboral podem ocorrer, com maior
participação de trabalhadores mais velhos.

Necessidade de Políticas Públicas Adaptativas: Políticas adaptativas são necessárias para lidar com
os desafios de uma população envelhecida, incluindo cuidados de saúde aprimorados e estratégias
de aposentadoria flexíveis.

Projeções Futuras:
As projeções indicam que a expectativa de vida no Brasil continuará a aumentar. Isso trará desafios
adicionais e oportunidades para políticas públicas, planejamento urbano e gestão de recursos.

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Importância para Especialistas e Estudantes:


Compreender o aumento da expectativa de vida é crucial para especialistas e estudantes,
especialmente aqueles que se preparam para concursos públicos. Uma compreensão profunda
deste tópico é essencial para questões relacionadas à saúde pública, demografia e políticas sociais.

Recursos e Dados Específicos:


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Para uma análise mais aprofundada, é importante consultar recursos específicos que oferecem
dados detalhados e atualizados sobre a expectativa de vida no Brasil. Infelizmente, não tenho a
capacidade de acessar links específicos neste momento, mas informações detalhadas podem ser
encontradas em publicações e bancos de dados estatísticos do IBGE, disponíveis em seu site
oficial.

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Este subcapítulo fornece uma visão abrangente sobre o aumento da expectativa de vida no Brasil,
destacando suas causas, consequências e a necessidade de adaptação das políticas públicas. É um
tópico fundamental para compreender as mudanças demográficas e sociais no país.

2.2. Impactos Socioeconômicos do Envelhecimento


O envelhecimento populacional no Brasil traz consigo uma série de impactos socioeconômicos
que são cruciais para entender.

Desafios para a Saúde Pública:

Crescente Demanda por Serviços de Saúde: O envelhecimento da população aumenta a demanda


por serviços de saúde, especialmente aqueles relacionados a doenças crônicas e cuidados de longa
duração.

Necessidade de Infraestrutura Especializada: Existe uma necessidade crescente de infraestrutura


de saúde adaptada às necessidades dos idosos, incluindo geriatria e gerontologia.

Impactos na Previdência Social:

Sustentabilidade do Sistema de Previdência: O aumento do número de aposentados em relação à


força de trabalho ativa desafia a sustentabilidade financeira dos sistemas de previdência.

Reformas Previdenciárias: A necessidade de reformas previdenciárias para garantir a viabilidade a


longo prazo dos benefícios de aposentadoria torna-se mais premente.

Mudanças no Mercado de Trabalho:

Atraso na Aposentadoria: O envelhecimento pode levar a um adiamento da aposentadoria, com


mais pessoas escolhendo trabalhar por mais tempo.

Desafios de Reciclagem Profissional: A atualização e reciclagem profissional dos trabalhadores


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mais velhos torna-se crucial em um mercado de trabalho em constante evolução.

Políticas Públicas e Planejamento Urbano:

Adaptação de Políticas Públicas: Políticas públicas devem ser adaptadas para atender às

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necessidades de uma população mais velha, incluindo habitação, transporte e serviços sociais.

Planejamento Urbano Inclusivo: As cidades devem se adaptar para serem mais acessíveis e
amigáveis aos idosos, considerando aspectos como mobilidade e espaços públicos.

3. O Brasil Étnico-Racial
A composição étnico-racial do Brasil é um aspecto fundamental de sua identidade nacional,
refletindo uma história de diversidade, miscigenação e desafios sociais. Este capítulo aborda a
composição étnico-racial do Brasil e suas implicações.

3.1. Composição Étnico-Racial:

Diversidade Étnica: A população brasileira é extremamente diversa, resultante de séculos de


miscigenação entre indígenas, colonizadores europeus, africanos trazidos como escravos e
imigrantes de várias partes do mundo.

Categorias Oficiais: No Brasil, as categorias étnico-raciais oficiais são branco, preto, pardo, amarelo
(asiáticos) e indígena. Essas categorias são utilizadas em censos e pesquisas demográficas para
coletar dados sobre a composição da população.

3.2. Desigualdades e Políticas Públicas:

Desigualdades Raciais: O Brasil enfrenta desafios significativos relacionados a desigualdades


raciais, que se manifestam em diferentes esferas, como educação, saúde, emprego e
representação política.

Políticas de Ação Afirmativa: Para combater essas desigualdades, foram implementadas políticas
de ação afirmativa, como cotas raciais em universidades públicas e em concursos públicos.

Estatísticas e Dados: Dados estatísticos sobre a distribuição étnico-racial e as desigualdades


associadas são essenciais para formular e avaliar políticas públicas. Esses dados são coletados por
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instituições como o IBGE, através de censos e outras pesquisas.

História e Cultura:

Contribuições Culturais: Cada grupo étnico-racial contribuiu de maneira significativa para a cultura

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brasileira, desde a culinária até as artes, música e religião.

Reconhecimento e Valorização: A valorização da diversidade étnico-racial e o reconhecimento das


contribuições de cada grupo são passos importantes na construção de uma sociedade mais
inclusiva e equitativa.

4. População Indígena e Quilombola

4.1. Distribuição Geográfica e Demográfica da População Indígena e Quilombola


A distribuição geográfica e demográfica das populações indígena e quilombola no Brasil é um
tópico de grande importância sociocultural e histórica, refletindo a diversidade e complexidade da
sociedade brasileira.

População Indígena:

De acordo com o Censo de 2022, o Brasil possui uma população indígena de aproximadamente 1,7
milhão de pessoas, o que representa cerca de 0,83% da população total do país.

A distribuição geográfica dos povos indígenas é notavelmente concentrada na região Norte, que
abriga cerca de 44,48% da população indígena do país, equivalente a aproximadamente 753.357
indivíduos.

A região Nordeste aparece em segundo lugar em termos de população indígena, com cerca de
31,22% do total nacional, seguida pelas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

População Quilombola:

O Brasil também tem uma significativa população quilombola, com estimativas indicando cerca de
1,3 milhão de pessoas que se autodeclaram quilombolas, distribuídas em diversos estados e
municípios.

A distribuição dessas populações é extensa, refletindo a história dos quilombos no Brasil e a


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continuidade de suas tradições e culturas.

Importância Sociocultural e Histórica:

As populações indígenas e quilombolas são cruciais para a compreensão da história e da cultura

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brasileira. Elas representam não apenas a diversidade étnica e cultural do país, mas também a
resistência e a resiliência diante dos desafios históricos e contemporâneos.

Os dados sobre essas populações são fundamentais para o planejamento e implementação de


políticas públicas específicas, visando à promoção de seus direitos e à preservação de suas culturas
e modos de vida.

Essas informações, coletadas pelo Censo Demográfico e outras pesquisas do IBGE, são essenciais
para um entendimento profundo da composição demográfica e das dinâmicas sociais no Brasil,
especialmente aqueles que se preparam para concursos públicos na área de ciências sociais,
história e áreas afins.

4.2. Desafios Contemporâneos da População Indígena e Quilombola


A população indígena e quilombola do Brasil enfrenta uma série de desafios contemporâneos, que
são cruciais para compreender a dinâmica atual dessas comunidades.

Desafios da População Indígena:

Políticas Públicas e Institucionais: Recentemente, houve mudanças significativas na política


indigenista brasileira, incluindo a criação do Ministério dos Povos Indígenas e mudanças na Funai,
que agora está sob presidência indígena. Essas mudanças abrem novas possibilidades para o
fortalecimento dos direitos indígenas, mas também trazem desafios, como a necessidade de
recursos adequados e apoio político.

Violência e Invasões de Terras: A violência contra os povos indígenas e a invasão de suas terras
continuam sendo problemas graves. Incidentes de ameaças e ataques a comunidades indígenas
persistem, exigindo ações imediatas e eficazes de proteção e justiça.

Saúde Indígena: Após um período de desestruturação, a Secretaria Especial de Saúde Indígena


está sob nova coordenação, o que representa um desafio para reconstruir e melhorar os serviços
de saúde para as comunidades indígenas.

Questões Territoriais: A garantia dos direitos territoriais indígenas continua sendo uma das
principais demandas, requerendo atenção especial para a revogação de normativas
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inconstitucionais e a proteção efetiva das terras indígenas.

Desafios da População Quilombola:

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Identificação e Mapeamento: O Censo de 2022 trouxe informações inéditas sobre a população


quilombola, identificando 1,3 milhão de pessoas que se autodeclaram quilombolas. A maior parte
dessa população está concentrada no Nordeste, principalmente na Bahia e no Maranhão.

Políticas Públicas Específicas: Com os dados do Censo, surge a necessidade urgente de criar
políticas públicas direcionadas não apenas para as comunidades em terras quilombolas, mas
também para aquelas que residem em outras áreas.

Preservação Cultural e Social: A preservação das culturas e tradições quilombolas é vital,


necessitando de apoio para a manutenção de suas práticas culturais e sociais.

Desafios Demográficos: Há uma necessidade de analisar mais profundamente os dados


demográficos para entender as dinâmicas populacionais quilombolas, incluindo questões de
fecundidade, mortalidade e distribuição etária.

Esses desafios refletem a complexidade das questões enfrentadas pelas populações indígena e
quilombola no Brasil contemporâneo.

5. Fluxos Migratórios no Brasil


A migração é um fenômeno significativo na história e na sociedade brasileira, influenciando a
demografia, a economia e a cultura do país. Este capítulo explora os diferentes aspectos dos fluxos
migratórios no Brasil.

5.1. Conceitos Básicos: Imigração e Emigração

Imigração: Refere-se ao movimento de pessoas de outros países para o Brasil. Historicamente, o


Brasil tem sido um destino para imigrantes de várias partes do mundo, incluindo Europa, Ásia e
África. Mais recentemente, imigrantes de países vizinhos sul-americanos também têm chegado ao
Brasil.
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Emigração: Este termo descreve o movimento de brasileiros para outros países. As razões para a
emigração incluem oportunidades de trabalho, educação, reunificação familiar e situações de asilo
político ou refúgio.

A migração tem moldado significativamente a sociedade brasileira, influenciando a composição

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étnica, cultural e econômica do país. Entender esses fluxos migratórios é essencial para analisar as
dinâmicas sociais e demográficas do Brasil.

Principais Fatores Influenciadores:

Fatores Econômicos: A busca por melhores oportunidades de trabalho e renda é um dos principais
motivos para a migração.

Fatores Sociais e Políticos: Questões sociais, como violência e instabilidade política, também
influenciam os padrões migratórios.

Fatores Ambientais: Desastres naturais e mudanças climáticas podem forçar populações a migrar.

Os padrões de migração no Brasil são complexos e multidimensionais, refletindo as mudanças


socioeconômicas e políticas tanto no contexto nacional quanto global.

5.2. Migração Interna


A migração interna no Brasil, isto é, o movimento de pessoas dentro das fronteiras do país, tem
sido um fenômeno significativo na história brasileira, moldando a demografia, a economia e até
mesmo a cultura de diferentes regiões.

5.2.1. Migrações Históricas Significativas:

Migração Nordestina: Uma das mais notáveis migrações internas no Brasil foi o movimento de
nordestinos para outras regiões, especialmente durante o século XX. Inicialmente, muitos
migraram para a Amazônia durante os ciclos da borracha. Posteriormente, com a industrialização,
houve um fluxo intenso de migração do Nordeste para o Sudeste, principalmente para os estados
de São Paulo e Rio de Janeiro.
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Movimentos de Colonização: Movimentos de colonização interna, promovidos pelo governo,


também foram importantes, como a migração de sulistas para o Centro-Oeste e Norte, visando à
ocupação e desenvolvimento dessas regiões.

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5.2.2. Tendências Atuais:

Urbanização: A migração de áreas rurais para urbanas tem sido uma tendência contínua, com
muitos buscando melhores oportunidades de emprego e acesso a serviços nas cidades.

Migração de Retorno: Recentemente, observa-se também um fenômeno de migração de retorno,


onde indivíduos ou famílias retornam à sua região de origem após um período de tempo em
outras regiões.

Movimentos Inter-regionais: Continua havendo movimentos inter-regionais significativos,


refletindo desigualdades econômicas e sociais entre as diferentes regiões do Brasil.

A migração interna no Brasil é influenciada por uma variedade de fatores econômicos, sociais e
ambientais, e tem impactos profundos nas dinâmicas regionais, na composição demográfica e na
distribuição de recursos e serviços.

5.3. Migração Externa


A migração externa no Brasil, tanto a entrada de imigrantes no país quanto a saída de brasileiros
para o exterior, é um fenômeno dinâmico que reflete mudanças econômicas, sociais e políticas
globais.

Imigração para o Brasil:

Crescimento de Imigrantes: Nos últimos anos, o Brasil tem visto um aumento significativo no
número de imigrantes. Entre 2010 e 2020, o número de imigrantes no país cresceu 24,4%. Em 2020,
foram registrados 151.155 imigrantes, sendo quase a metade mulheres.
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Principais Nacionalidades de Imigrantes: As principais nacionalidades que solicitaram refúgio no


Brasil foram venezuelanos, haitianos, cubanos e senegaleses. Especificamente, os venezuelanos
representam a maioria dos reconhecimentos de refúgio no período de 2010 a 2021.

Mercado de Trabalho: Houve um aumento na participação de imigrantes no mercado de trabalho


formal brasileiro, especialmente entre as mulheres imigrantes. Os setores que mais empregam
mulheres imigrantes são as indústrias de abate de animais, frigoríficos e restaurantes.

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Emigração de Brasileiros:

Motivação para Emigração: Brasileiros emigram por uma variedade de razões, incluindo busca por
melhores oportunidades de emprego, educação, reunificação familiar e asilo político.

Principais Destinos: Os destinos mais comuns para emigrantes brasileiros incluem países
desenvolvidos, principalmente na Europa e América do Norte.

Impacto na Sociedade e Economia:

Crescimento Populacional Indígena: Interessante notar que, paralelamente, houve um aumento


significativo na população indígena vivendo em terras indígenas em todas as regiões do Brasil,
indicando uma possível recuperação demográfica dessas populações.

Educação e Formação Qualificada: O número de estudantes imigrantes matriculados na rede


básica de ensino no Brasil também aumentou, assim como a presença de imigrantes e refugiados
com formação qualificada no mercado de trabalho.

Esses dados refletem a dinâmica migratória do Brasil e são fundamentais para o planejamento de
políticas públicas, a integração social e o desenvolvimento econômico do país. A migração externa,
tanto de entrada quanto de saída, contribui para a diversidade cultural e para a economia
brasileira, desempenhando um papel significativo na sociedade contemporânea.

6. Migração Nordestina e Desenvolvimento Regional


A migração de nordestinos para outras regiões do Brasil tem sido um fenômeno marcante na
história do país, com impactos significativos no desenvolvimento regional.

6.1. Migração para a Amazônia: Primeiro e Segundo Ciclo da Borracha

Primeiro Ciclo da Borracha (1879-1912): Durante este período, houve uma migração substancial de
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nordestinos para a Amazônia, motivada principalmente pela demanda mundial por borracha e
pelas secas severas no Nordeste. Estima-se que cerca de 300.000 nordestinos migraram para a
região amazônica nessa fase.

Segundo Ciclo da Borracha (1942-1945): Esse ciclo ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial,
quando houve um novo pico de demanda por borracha. O governo brasileiro, por meio dos

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Acordos de Washington e da criação do Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a


Amazônia (SEMTA), organizou a migração de mais de 60.000 nordestinos para a Amazônia, onde
foram conhecidos como "Soldados da Borracha".

Impactos Culturais e Sociais: A migração nordestina para a Amazônia contribuiu significativamente


para a diversidade cultural da região, apesar das duras condições enfrentadas por muitos
migrantes.

6.2. Industrialização e Migração Nordestina para o Sudeste

Fluxos Migratórios para São Paulo: Com a industrialização brasileira, especialmente nas décadas de
1960 a 1980, houve um fluxo intenso de migração do Nordeste para a região Sudeste,
principalmente para São Paulo. Essa migração foi motivada pela busca de oportunidades de
emprego nas indústrias emergentes.

Condições de Vida dos Migrantes: Muitos migrantes nordestinos enfrentaram desafios


significativos nas cidades do Sudeste, incluindo desemprego, baixa qualidade de vida e
preconceito social.

Mudança de Padrões Migratórios: A partir da década de 1950, a migração nordestina para São
Paulo tornou-se predominantemente urbana, contribuindo para o desenvolvimento urbano e
industrial do Brasil.

Esses movimentos migratórios, tanto para a Amazônia quanto para o Sudeste, representam
capítulos importantes na história social e econômica do Brasil, refletindo as transformações
socioeconômicas e as respostas das populações a desafios e oportunidades regionais.
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6.2.1. Auge Industrial nas Décadas de 1960 a 1980


O período entre as décadas de 1960 e 1980 no Brasil foi marcado por um auge industrial,
resultando em mudanças significativas nas dinâmicas migratórias internas, especialmente a
migração nordestina.

Industrialização e Urbanização: Este período foi caracterizado por um intenso processo de

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industrialização e urbanização, especialmente na região Sudeste. São Paulo, em particular,


emergiu como o principal polo industrial do país, atraindo um grande número de migrantes em
busca de emprego.

Migração Nordestina para o Sudeste: Com a promessa de melhores oportunidades de trabalho,


muitos nordestinos migraram para o Sudeste. Essa migração foi impulsionada não apenas pela
oferta de empregos nas indústrias, mas também pela severidade das condições de vida no
Nordeste, muitas vezes exacerbadas por secas recorrentes.

Impactos Sociais e Econômicos: A migração nordestina para o Sudeste durante este período teve
impactos profundos, tanto para os migrantes quanto para as regiões de origem e destino.
Enquanto alguns migrantes conseguiram melhorar suas condições de vida, muitos enfrentaram
dificuldades, como trabalho precário, moradia inadequada e discriminação.

6.2.2. Impactos Sociais e Econômicos

Desafios de Integração: Os migrantes nordestinos frequentemente enfrentavam desafios


significativos de integração nas cidades do Sudeste. Isso incluía encontrar moradia acessível,
acessar serviços básicos e lidar com o preconceito e a discriminação.

Contribuições Culturais: Apesar dos desafios, a migração nordestina contribuiu enormemente para
a diversidade cultural das cidades do Sudeste. Elementos da cultura nordestina, como sua música,
culinária e festividades, tornaram-se parte integrante da vida cultural nessas cidades.

Transformações nas Regiões de Origem: As regiões nordestinas de onde vieram os migrantes


também foram afetadas. A saída de uma parte significativa da população em idade produtiva
impactou a economia local e a estrutura familiar nas comunidades de origem.

Este período de migração interna no Brasil é um exemplo claro de como as dinâmicas econômicas
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e sociais podem influenciar os padrões de movimento populacional e as transformações regionais.


A migração nordestina para o Sudeste, especialmente para São Paulo, durante o auge da
industrialização, representa um capítulo importante na história econômica e social do Brasil.

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META 1

Agora é hora de testar seus conhecimentos!

Resolva toda a lista de exercícios abaixo.

A seguir, confira o gabarito e os comentários de cada questão.

1. CEBRASPE 2023
No que se refere à política, à sociedade e à economia no Brasil e no contexto mundial atual, julgue
o item a seguir.
No Brasil, os dados do Censo Demográfico de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística, mostram que o maior crescimento demográfico percentual regional permanece na
região Sudeste, que detém o parque industrial mais tecnológico e lucrativo do país.
Certo
Errado

2. CESGRANRIO 2016
A diminuição da razão de dependência permite que o país comece a mudar suas prioridades em
termos de políticas públicas. É preciso lembrar, contudo, que essa queda não é homogênea entre
as regiões, os estados e os diferentes grupos de renda.
O conteúdo do trecho acima envolve o conceito de Razão de Dependência Total.
Esse conceito tem relação direta com a razão
a) de uma situação populacional de altas taxas de mortalidade e natalidade para uma de baixas
taxas
b) da população entre 0 e 14 anos sobre a população em idade ativa
c) da população dependente (0 a 14 anos e 65 anos ou mais) sobre a população em idade ativa
d) da quantidade da população economicamente ativa sobre o número de desempregados
e) do número médio de nascidos vivos de mulheres entre 14 e 49 anos
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3. CESGRANRIO 2016

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META 1

O estado do Sudeste com menor população absoluta é


a) Rio Grande do Sul
b) São Paulo
c) Rio de Janeiro
d) Minas Gerais
e) Espírito Santo
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4. CESGRANRIO 2016
No gráfico a seguir, é apresentada a evolução das populações urbana e rural no Brasil.

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META 1

A partir da década de 1970, verifica-se a ultrapassagem do contingente de população urbana em


relação à rural, que decorre do seguinte fator estrutural:
a) Expansão da agroecologia
b) Redução do analfabetismo
c) Regressão do rodoviarismo
d) Avanço da industrialização
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e) Realização de megaeventos

5. CESGRANRIO 2013
BRASIL:
VARIAÇÃO RELATIVA DA POPULAÇÃO
RESIDENTE RURAL – 1980-1991

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29/02/2024
META 1

No mapa acima, verifica-se que a variação relativa mais elevada representando acréscimo de
população residente rural ocorre no seguinte Estado:
a) Pará
b) Ceará
c) Roraima
d) Pernambuco
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e) Santa Catarina

6. CESGRANRIO 2012
No Brasil, a dinâmica demográfica pode ser analisada levando-se em conta a taxa de gênero, um
indicador referente à proporção entre o número de homens e de mulheres na população de cada
lugar. No país, essa proporção é marcada, atualmente, por um forte contraste espacial entre as

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29/02/2024
META 1

regiões litorâneas e as zonas de frentes pioneiras do interior.


Nesse contexto demográfico, nas zonas pioneiras do Nordeste – oeste baiano –, do Centro-Oeste e
da Amazônia, encontra-se predominantemente, uma população
a) masculina adulta, constituída por profissionais liberais
b) masculina jovem, como mão de obra pouco qualificada
c) masculina senil, formada por pequenos produtores rurais
d) feminina adulta, como força de trabalho urbano-industrial
e) feminina jovem, com ocupações autônomas remuneradas

7. CESGRANRIO 2011
Agora, segundo os dados do novo Censo, divulgados em novembro de 2010, sabemos que somos
190.755.799 pessoas em todo o Brasil. O aumento de 12% da população nos últimos dez anos ficou
bem abaixo dos 15,6% registrados na década anterior (1991-2010), o que comprova que o ritmo de
crescimento populacional vem caindo.
A principal causa para a situação retratada é o(a)
a) aumento da população feminina
b) aumento da expectativa de vida
c) redução das taxas de fecundidade
d) redução das taxas de mortalidade
e) redução da qualidade de vida

8. CESGRANRIO 2011
Considere as pirâmides etárias brasileiras de 1980 e 2010 e a projeção para 2050.

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META 1

De acordo com os perfis das pirâmides apresentadas, conclui-se que


a) o país já tinha completado a transição demográfica em 2010, mas a taxa de natalidade
continuava alta.
b) a base mais larga significava baixas taxas de natalidade e de mortalidade, em 1980.
c) a evolução das pirâmides expressa a manutenção dos índices de natalidade altos.
d) a evolução das pirâmides expressa queda da taxa de fecundidade e aumento da proporção de
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idosos.
e) as taxas de mortalidade continuarão altas em 2050, apesar da reversão na estrutura
populacional.

9. CESGRANRIO 2010
“De acordo com o Censo Demográfico de 2000 do IBGE, cerca de 82% da população brasileira

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META 1

viviam, naquela ocasião, em espaços considerados como urbanos — cidades e vilas.”

Sobre o processo de fragmentação do tecido sociopolítico-espacial da cidade, considere a lista de


estratégias abaixo.
I - Planejamento urbano participativo.
II - Programas consistentes de geração de emprego e renda.
III - Políticas articuladas de segurança pública tomadas em mais de uma escala de ação.
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IV - Ótica essencialmente empresarial no tratamento da cidade em busca da atração de


investimentos e de maior competitividade.
São estratégias eficazes para reverter a fragmentação do tecido sociopolítico-espacial da cidade e
que privilegiam o bem-estar social e a cidadania APENAS
a) I e IV.
b) II e III.

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META 1 (Bloco 8 CNU)
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META 1

c) III e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.

10. CESGRANRIO 2006


Historicamente, o Censo de 1970, realizado pelo IBGE, apresentou uma especial importância para o
conhecimento sobre o Brasil, por ter revelado que:
a) a população total ultrapassara os 100 milhões de habitantes.
b) a população urbana ultrapassara a população rural.
c) o número de jovens era menor do que o de adultos e idosos.
d) o êxodo rural havia sido reduzido em todo o País.
e) as migrações internas tinham como principal destino o Nordeste.

11. CEBRASPE 2023


Em relação à geografia da população, julgue o próximo item.
Um dos desafios da mobilidade humana no mundo contemporâneo é o aumento da migração
clandestina, relacionada a políticas migratórias rígidas dos países de destino.
Certo
Errado

12. CESGRANRIO 2016


A partir de 1950 verifica-se uma aceleração do movimento migratório no país, fenômeno que se
impõe nos decênios seguintes em um nível consideravelmente mais elevado. [...] Desse modo, a
população brasileira tem uma movimentação cada vez maior, misturando, sobre todo o território,
pessoas das mais diversas origens estaduais.

A partir de 1950 verifica-se uma aceleração do movimento migratório no país, fenômeno que se
impõe nos decênios seguintes em um nível consideravelmente mais elevado.

A situação retratada acima tem estreita associação com os seguintes fatores:


a) fim da escravidão e avanço do agronegócio
b) falência das indústrias têxteis e aceleração do comércio externo
c) instalação da planta industrial pesada e a aceleração do crescimento econômico
d) crescimento da cafeicultura e restrição à entrada de imigrantes
e) aumento da taxa de desemprego e colapso da agricultura de exportação
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13. CESGRANRIO 2016


No Brasil, durante muito tempo, as migrações internas, do Norte para o Sul e do mundo rural para
as cidades, constituíram uma tentativa de resposta individual à extrema pobreza de algumas
regiões. Fator de diversificação do tecido social e de desenvolvimento de associações e ONG, essa
mobilidade contribuiu para a riqueza do Sul, assim como para a expansão das favelas urbanas. A
esses efeitos devem-se acrescentar, hoje, fluxos populacionais mais diversificados.

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META 1 (Bloco 8 CNU)
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META 1

Na atual realidade brasileira, ocorre um novo e recente fluxo populacional denominado


a) movimento pendular
b) êxodo rural
c) migração de retorno
d) transumância
e) transmigração

14. CESGRANRIO 2016

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No período mencionado acima, o fluxo migratório indicado pelas setas decorreu do seguinte fator
principal:
a) apoio de instituições regionais

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META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

b) compra de imóvel próprio


c) refúgio à perseguição política
d) acesso à educação superior
e) oferta de emprego industrial

15. CESGRANRIO 2016


As Figuras abaixo mostram os fluxos migratórios ocorridos no Brasil entre as décadas de 1950 e
1990.

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Os fluxos migratórios dos estados do Sul, além de São Paulo e de Minas Gerais, para as regiões
Centro-Oeste e Norte aconteceram, especialmente, em que época e por qual motivo?
a) Na década de 1950, devido à expansão da cultura da soja
b) A partir da década de 1950, devido ao aumento do garimpo

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META 1

c) Entre o final da década de 1950 e a década de 1960, devido à construção de Brasília


d) No início da década de 1970, devido ao incremento da atividade industrial
e) A partir da década de 1970, devido à expansão das áreas de fronteira agrícola na Amazônia

16. CESGRANRIO 2014


Com o avanço da urbanização do território brasileiro, nas áreas metropolitanas, surgiu um
processo demográfico caracterizado pela migração diária de população trabalhadora entre
municípios próximos, dependente, em grande medida, dos transportes coletivos e de massa.
Esse movimento de população é denominado
a) imigração
b) migração de retorno
c) transmigração
d) migração pendular
e) transumância

17. CESGRANRIO 2013


A partir de meados dos anos 1980, a migração internacional passou a se configurar como uma
questão demográfica emergente em âmbito nacional. Nesse sentido, cabe mencionar a recente
entrada de estrangeiros no Brasil, destacando-se os latino-americanos, em especial bolivianos e
peruanos, bem como os coreanos, que se dirigem ao País para trabalhar na indústria de confecção.

Em relação à imigração descrita acima, a metrópole que recebe o maior contingente desses
estrangeiros é
a) Belo Horizonte
b) Rio de Janeiro
c) Florianópolis
d) São Paulo
e) Cuiabá

18. CESGRANRIO 2012


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META 1 (Bloco 8 CNU)
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META 1

Considerando-se a participação percentual do total dos migrantes instalados no Estado de São


Paulo, identifica-se como movimento migratório mais intenso aquele
a) consolidado, ao longo de décadas, pelo afluxo de nordestinos à capital estadual e às metrópoles
interioranas.
b) provocado pelos fluxos populacionais direcionados para as capitais estaduais do Centro-Sul.
c) induzido pela mobilidade do capital financeiro em direção aos tecnopolos da região Sudeste do
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

país.
d) condicionado pela reestruturação produtiva da faixa litorânea, polarizada por hubports, como o
de Santos.
e) reforçado pelos deslocamentos de saída da metrópole paulistana rumo às cidades do interior do
Estado.

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META 1

19. CESGRANRIO 2010


O conceito utilizado para nomear uma forma de deslocamento das populações rurais em direção
aos centros urbanos é
a) mercantilismo.
b) globalização.
c) êxodo rural.
d) regionalização.
e) desmetropolização.

20. CESGRANRIO 2007


A Região Norte do Brasil sempre teve sua economia marcada pelo extrativismo vegetal e, pelas
próprias condições socioespaciais, pela utilização da mão de- obra indígena. Contudo, no início do
século XX, duas mudanças são sentidas: o aparecimento de uma mão-de-obra não indígena e a
queda da borracha no mercado internacional.

O fator que justificou o surgimento da mão-de-obra não indígena na região foi a:


a) saída dos holandeses do Nordeste, provocando o desmantelamento das pequenas empresas e o
crescente desemprego dos nordestinos.
b) grande seca no sertão do Nordeste no final do século XIX, provocando a migração de
nordestinos para a região.
c) escravização dos negros africanos comprados pelos regatões para o trabalho nos seringais.
d) decadência da cafeicultura do Sudeste, resultando no deslocamento da mão-de-obra ociosa
para o Vale do Guaporé.
e) libertação dos escravos africanos e seu conseqüente emprego no extrativismo amazônico, como
mão-de-obra livre.

Questão 1 - Crescimento Demográfico Regional: A afirmativa é incorreta porque, de acordo com


dados recentes, o maior crescimento demográfico percentual no Brasil não está mais concentrado
na região Sudeste. As regiões Norte e Centro-Oeste têm apresentado taxas de crescimento
populacional mais elevadas, impulsionadas por fatores como expansão econômica e migração
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interna. O Sudeste, embora ainda seja a região mais populosa, tem mostrado um ritmo de
crescimento mais lento, em parte devido à maior urbanização e menor taxa de natalidade.

Questão 2 - Razão de Dependência: A resposta correta é a opção C. A Razão de Dependência Total


é um indicador demográfico que relaciona a proporção da população considerada dependente

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29/02/2024
META 1

(menores de 15 anos e maiores de 65 anos) com a população em idade produtiva (15 a 64 anos).
Este indicador é crucial para entender a pressão que as faixas etárias não produtivas exercem
sobre a população economicamente ativa, afetando as políticas públicas, especialmente nas áreas
de educação, saúde e previdência.

Questão 3 - Estado do Sudeste com Menor População Absoluta: A resposta correta é Espírito Santo,
opção E. Entre os estados do Sudeste do Brasil, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais têm
populações significativamente maiores do que o Espírito Santo. O Espírito Santo, embora seja um
estado com desenvolvimento econômico importante, possui uma área geográfica menor e uma
densidade populacional inferior em comparação com seus estados vizinhos, resultando em uma
população total menor.

Questão 4 - Ultrapassagem da População Urbana sobre a Rural: A resposta correta é a opção D,


avanço da industrialização. A partir da década de 1970, o Brasil vivenciou um processo acelerado de
urbanização, impulsionado principalmente pelo desenvolvimento industrial. Este fenômeno atraiu
uma grande parcela da população rural para as áreas urbanas em busca de melhores
oportunidades de trabalho nas indústrias emergentes, resultando na ultrapassagem da população
urbana em relação à rural.

Questão 5 - Variação Relativa da População Rural (1980-1991): A resposta correta é a opção C,


Roraima. Durante o período entre 1980 e 1991, Roraima experimentou um significativo aumento na
sua população rural. Esse acréscimo está ligado ao processo de ocupação da Amazônia Legal,
impulsionado por políticas de desenvolvimento regional. A expansão agrícola e a exploração de
recursos naturais na região atraíram migrantes de outras partes do Brasil, contribuindo para o
crescimento populacional rural em Roraima.

Questão 6 - Dinâmica Demográfica em Zonas Pioneiras: A resposta correta é a opção B, uma


população masculina jovem, como mão de obra pouco qualificada. Nas zonas pioneiras do
Nordeste, do Centro-Oeste e da Amazônia, é comum encontrar uma predominância de população
masculina jovem trabalhando principalmente em atividades de exploração de recursos naturais e
agricultura. Essa mão de obra é caracterizada por sua baixa qualificação e está frequentemente
envolvida em projetos de desenvolvimento regional, como a abertura de novas áreas agrícolas e
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

exploração de minérios.

Questão 7 - Queda do Ritmo de Crescimento Populacional: A resposta correta é a opção C, a


redução das taxas de fecundidade. O Brasil, nas últimas décadas, tem experimentado uma queda
significativa nas taxas de fecundidade, o que contribui para a diminuição do ritmo de crescimento
populacional. Essa tendência é resultado de diversos fatores sociais e econômicos, incluindo

160
META 1 (Bloco 8 CNU)
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META 1

melhorias na educação, especialmente das mulheres, aumento do acesso a métodos


contraceptivos e mudanças nas estruturas familiares.

Questão 8 - Evolução das Pirâmides Etárias: A resposta correta é a opção D, queda da taxa de
fecundidade e aumento da proporção de idosos. As pirâmides etárias de 1980, 2010 e a projeção
para 2050 mostram uma transição demográfica caracterizada pela redução da base da pirâmide
(menos jovens), indicando uma queda nas taxas de natalidade. Ao mesmo tempo, observa-se um
alargamento no topo da pirâmide, refletindo o aumento da expectativa de vida e,
consequentemente, uma maior proporção de idosos na população.

Questão 9 - Fragmentação do Tecido Sociopolítico-Espacial Urbano: A resposta correta é a opção


D, que inclui estratégias I (Planejamento urbano participativo), II (Programas consistentes de
geração de emprego e renda) e III (Políticas articuladas de segurança pública). Estas estratégias
são eficazes para combater a fragmentação urbana, pois promovem a inclusão social, a melhoria
das condições econômicas e a segurança, contribuindo para o bem-estar social e a cidadania nas
cidades.

Questão 10 - Censo de 1970 no Brasil: A resposta correta é a opção B, a população urbana


ultrapassara a população rural. O Censo de 1970 foi um marco importante na demografia brasileira,
pois revelou que, pela primeira vez na história do país, a população urbana havia superado a rural.
Esse fenômeno reflete o intenso processo de urbanização e industrialização que o Brasil vivenciou
na época, atraindo grande parte da população rural para as áreas urbanas em busca de melhores
oportunidades de trabalho e vida.

Questão 11 - Desafios da Mobilidade Humana: A afirmação é correta. Um dos desafios


contemporâneos da mobilidade humana é o aumento da migração clandestina, que está
frequentemente associada às políticas migratórias rígidas dos países de destino. Essas políticas
podem limitar a entrada legal de migrantes, levando muitas pessoas a buscar rotas alternativas e
arriscadas para migração, frequentemente sem a documentação necessária.

Questão 12 - Movimento Migratório Pós-1950: A resposta correta é a opção C, a instalação da planta


Amanda Ferreira - 085.669.123-22

industrial pesada e a aceleração do crescimento econômico. Após 1950, o Brasil vivenciou um


movimento migratório intensificado, impulsionado pela instalação de indústrias pesadas e pelo
crescimento econômico acelerado. Esse cenário atraiu populações de diversas origens para as
áreas urbanas e industriais, especialmente no Sudeste, contribuindo para uma maior diversificação
e movimentação populacional em todo o território nacional.

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META 1 (Bloco 8 CNU)
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META 1

Questão 13 - Migração Interna no Brasil: A resposta correta é a opção C, migração de retorno.


Atualmente, no Brasil, ocorre um fenômeno de migração de retorno, onde pessoas que se
mudaram para outras regiões, muitas vezes em busca de melhores condições econômicas, estão
retornando para suas regiões de origem. Esse movimento é uma resposta a diversos fatores,
incluindo mudanças no mercado de trabalho, laços familiares e culturais, e desilusões com as
expectativas de vida nas regiões para onde inicialmente migraram.

Questão 14 - Fluxo Migratório 1960-1980: A resposta correta é a opção E, oferta de emprego


industrial. Durante as décadas de 1960 a 1980, o Brasil experimentou um intenso processo de
industrialização, especialmente nas regiões Sudeste e Sul. Esse desenvolvimento industrial atraiu
um grande número de migrantes de outras regiões do país, principalmente do Nordeste, em
busca de oportunidades de trabalho nas fábricas e indústrias emergentes.

Questão 15 - Fluxos Migratórios para Centro-Oeste e Norte: A resposta correta é a opção E, a partir
da década de 1970, devido à expansão das áreas de fronteira agrícola na Amazônia. Este período foi
marcado por políticas de desenvolvimento e incentivo à ocupação da Amazônia e do Centro-Oeste,
com a expansão das fronteiras agrícolas. Tais políticas incluíram programas de colonização,
incentivos fiscais e construção de infraestrutura, atraindo migrantes do Sul, São Paulo e Minas
Gerais para essas regiões.

Questão 16 - Migração Pendular: A resposta correta é a opção D, migração pendular. Esse termo
descreve o movimento diário de pessoas entre seu local de residência e trabalho, especialmente
comum em áreas metropolitanas. Dependente de transportes coletivos e de massa, a migração
pendular é um fenômeno típico da urbanização moderna, refletindo a separação entre áreas
residenciais e comerciais/industriais nas grandes cidades.

Questão 17 - Migração Internacional para São Paulo: A resposta correta é a opção D, São Paulo. A
partir da década de 1980, São Paulo se destacou como um importante destino para imigrantes
internacionais, especialmente latino-americanos, como bolivianos e peruanos, e asiáticos, como
coreanos. Muitos desses imigrantes se dirigiram a São Paulo para trabalhar na indústria de
confecção, aproveitando as oportunidades de emprego oferecidas na cidade, que é um dos
maiores centros econômicos e industriais do país.
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Questão 18 - Movimento Migratório em São Paulo: A resposta correta é a opção E, reforçado pelos
deslocamentos de saída da metrópole paulistana rumo às cidades do interior do Estado. Nas
últimas décadas, houve um intenso movimento migratório de pessoas saindo da capital e das
metrópoles do estado de São Paulo para cidades do interior. Esse fenômeno está associado à
busca por melhor qualidade de vida, menores custos de vida e oportunidades de emprego em

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META 1

áreas menos densamente povoadas.

Questão 19 - Conceito de Êxodo Rural: A resposta correta é a opção C, êxodo rural. Este termo é
usado para descrever o processo de deslocamento de populações do campo para as cidades. O
êxodo rural é uma característica marcante do desenvolvimento urbano e industrial, onde pessoas
buscam melhores oportunidades de trabalho, educação e qualidade de vida nas áreas urbanas.
Este fenômeno tem sido uma constante na história recente do Brasil, contribuindo
significativamente para o crescimento urbano e a formação de grandes metrópoles.

Questão 20 - Mão-de-Obra na Região Norte no Início do Século XX: A resposta correta é a opção B,
a grande seca no sertão do Nordeste no final do século XIX, provocando a migração de nordestinos
para a região. Este fator foi crucial para a alteração da composição da força de trabalho na Região
Norte, especialmente nos seringais, onde a demanda por borracha no mercado internacional
gerou a necessidade de mais mão-de-obra. A migração dos nordestinos, que buscavam escapar
das duras condições de vida causadas pelas secas, foi significativa para a economia extrativista da
região.

Dinâmica Populacional: Entenda as fases de crescimento demográfico, incluindo a transição do


crescimento acelerado para a desaceleração e os fatores que influenciam estas mudanças.

Envelhecimento e Urbanização: Compreenda as implicações do envelhecimento populacional e da


urbanização acelerada, especialmente após a década de 1970.

Migrações Internas e Externas: Estude as tendências e impactos das migrações internas (como a
migração nordestina para o Sudeste) e externas (imigração e emigração).
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Diversidade Étnico-Racial e Desigualdades: Reconheça a diversidade étnico-racial do Brasil e as


desigualdades associadas, incluindo políticas de ação afirmativa.

Demografia em Diferentes Regiões: Familiarize-se com as características demográficas específicas


de diferentes regiões, como a distribuição populacional nos estados e a razão de dependência.

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Crescimento Demográfico: O Sudeste não possui o maior crescimento percentual regional no


Brasil.

Razão de Dependência: Relaciona-se com a proporção da população dependente sobre a


população em idade ativa.

População por Estado: Espírito Santo tem a menor população absoluta no Sudeste.

Urbanização: A ultrapassagem da população urbana sobre a rural, a partir de 1970, deve-se ao


avanço da industrialização.

População Rural: Acré s cimo mais elevado da população residente rural no período 1980-1991
ocorreu em Roraima.

Dinâmica Demográfica: Nas zonas pioneiras do Brasil, predomina uma população masculina jovem
e pouco qualificada.

Crescimento Populacional: Queda das taxas de fecundidade como principal causa para a redução
do ritmo de crescimento populacional.

Pirâmides Etárias: Evolução das pirâmides indica queda da taxa de fecundidade e aumento da
proporção de idosos.

Fragmentação Urbana: Estratégias eficazes para reverter a fragmentação incluem planejamento


urbano participativo, programas de emprego e renda e políticas de segurança.

Censo de 1970: Revelou que a população urbana ultrapassou a rural.


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Mobilidade Humana: Desafios incluem aumento da migração clandestina devido a políticas


migratórias rígidas.

Movimento Migratório: Aceleração a partir de 1950 associada à instalação da planta industrial


pesada.

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Migração Interna: Atualmente, observa-se um fluxo de migração de retorno.

Fluxo Migratório 1960-1980: Principalmente motivado pela oferta de emprego industrial.

Fluxos Migratórios: Migração do Sul, São Paulo e Minas Gerais para o Centro-Oeste e Norte ocorreu
a partir da década de 1970, devido à expansão das áreas de fronteira agrícola.

Migração Pendular: Caracterizada pelo deslocamento diário entre municípios para trabalho.

Imigração Internacional: São Paulo é a principal metrópole receptora de imigrantes latino-


americanos e coreanos na indústria de confecção.

Migração em São Paulo: Intensificada pelo afluxo de nordestinos para a capital e cidades do
interior.

Deslocamento Rural-Urbano: Êxodo rural nomeia o deslocamento das populações rurais para
centros urbanos.

Mão-de-Obra na Região Norte: Surgimento da mão-de-obra não indígena justificado pela grande
seca no sertão do Nordeste no final do século XIX.

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6) Material Complementar

Material indicado: Seus resumos e materiais de revisão.

Assunto(s): E-books - Materiais Complementares

Querido aluno! Iniciaremos nosso estudo muito relevantes dos nossos Materiais Complementares.
"Ah, Professor. O que são esses materiais?".
Esses materiais são voltados para normas (leis, entre outros normativos), que estão previstos no
edital e certamente estarão presentes na sua prova. São eles: E-book de Mapas de Calor e E-book
de Lei Bizurada.
Alguns alunos poderão ter dúvidas de como melhor aproveitar os excelentes materiais
complementares que estamos disponibilizando nessas tarefas, com isso teremos atividades
específicas de estudo dos materiais passados a todos vocês.

Antes de iniciarmos, preciso passar alguns lembretes muuuuiiito importantes!


1. Mapas de Calor - Quando for passada leitura de algum Mapa de Calor, dê preferência aos itens
destacados com as cores, conforme a legenda.
2. Lei Bizurada - Ao se deparar com esse material complementar, priorize o que dermos destaque
dentro das normas, beleza?!

Então vamos lá, mãos à obra!

Atividade 1
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Direito Administrativo
> E-book - Mapa de Calor - Lei 8112 - Estatuto Servidor

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Link: http://tinyurl.com/4a4643mv - Leia da página 04 à página 35.ATENÇÃO! Essa leitura deve


focar apenas nos normativos destacados nas cores da legenda (vermelho, amarelo, verde, azul e
lilás).

- Leia da página 04 à página 35.

ATENÇÃO! Essa leitura deve focar apenas nos normativos destacados nas cores da legenda
(vermelho, amarelo, verde, azul e lilás).

Amanda Ferreira - 085.669.123-22

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7) Matemática

Material indicado: Material Próprio LS.

Assunto(s): Conjuntos Numéricos

Vamos avançar na teoria. Estude os conceitos teóricos do arquivo abaixo e faça seus resumos e
marcações da matéria. Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus
estudos.

Link do material teórico:

https://drive.google.com/file/d/1BrgJdZoicNXZcFVty_3HZjPBGtDCqax6/view?usp=drive_link

Você pode utilizar as aulas gratuitas da playlist a seguir para ampliar e aprofundar os
conhecimentos desta tarefa.

https://youtube.com/playlist?list=PLTPg64KdGgYgTXWPsURDnPBd7GUwPVBLx&si=bhgP7Sad9mK
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

p0wAX

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Para o estudo da Matemática, precisamos treinar muito! Para isso, além das questões já propostas
na aula teórica, vamos complementar cada tarefa com um link do Q Concursos, contendo um
caderno de questões para você exercitar. Recomendamos que você faça a assinatura básica do Q,
mas ressaltamos que ela não é obrigatória, pois nós já te passamos exercícios na tarefa, ok?

Vamos lá!

Resolva o caderno de questões do link a seguir:

https://app.qconcursos.com/playground/questoes?notebook_ids[]=10519230&timestamp=170750981
7870

CONJUNTOS

Conjuntos Numéricos

1. Números Naturais
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• Números naturais (N) = {0,1,2,3,4,5,6...};


• Números naturais positivos (N*) = {1,2,3,4,5,6...};
Obs.: Atenção às peculiaridades das operações envolvendo números naturais. Ex.: a soma ou
subtração de dois números pares ou ímpares tem como resultado um número PAR.

2. Números Inteiros

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• Números Inteiros (Z) = {...-6,-5,-4,-3,-2,-1,0,1,2,3,4,5,6...};


• Os números inteiros são os números naturais e seus respectivos OPOSTOS. Ou seja, N está
contido em Z, ou ainda que N é um subconjunto de Z;
• Z * = {... -3,-2,-1,1,2,3...} – Conjunto dos números inteiros NÃO NULOS;
• Z_ = {..., -5,-4,-3,-2,-1,0} – Conjunto dos números inteiros NÃO POSITIVOS;
• Z * _ = {..., -5,-4,-3,-2,-1} – Conjunto dos números inteiros NEGATIVOS;
• Z+ = {0,1,2,3,4...} – Conjuntos dos números inteiros NÃO NEGATIVOS;
• Z * + = {1,2,3,4...} – Conjunto dos números inteiros POSITIVOS.

3. Múltiplos e Divisores
• Múltiplos – são os números que podem ser obtidos multiplicando um número X por outro
número NATURAL;
• MMC – é dado pela multiplicação dos fatores comuns e não comuns dos dois números, de maior
expoente.
• MDC (A,B) – é o maior número pelo qual tanto A e B podem ser divididos de maneira exata. É
formado pela multiplicação dos fatores comuns de MENOR EXPOENTE.

4. Números Racionais
• São aqueles que PODEM ser representados na forma da divisão de dois números inteiros.

• Todo número inteiro é o resultado da divisão dele mesmo por 1, podendo assim ser representado
na forma de a/b;
• Pertencem ao conjunto dos números racionais os números inteiros, os números decimais finitos e
as dízimas periódicas.

4.1. Subconjuntos dos números racionais


• Q * : Conjunto dos números racionais NÃO NULOS
• Q_: Conjunto dos números racionais NÃO POSITIVOS
• Q * _: Conjunto dos números racionais NEGATIVOS
• Q+: Conjunto dos números racionais NÃO NEGATIVOS
• Q * +: Conjunto dos números racionais POSITIVOS

4.2. Dízimas Periódicas


• Numa dízima periódica, o algarismo ou algarismos que se repetem infinitamente constituem o
período dessa dízima;
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• Dízimas periódicas simples e compostas;


• 5/9 = 0,555... (o período apresenta-se logo após a vírgula - Dízima simples);
• 1/45 = 0,0222... (entre o período e a vírgula existe uma parte não periódica - Dízima composta);
• Fração que dá origem a uma dízima periódica - Geratriz da dízima;
• 0,777 = 7/9; 0,2323... = 23/99 (a geratriz de uma dízima simples é uma fração que tem para
numerador o período e para o denominador tantos noves quantos forem os algarismos do
período);

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• A geratriz da dízima composta é uma fração da forma n/d, onde:


- n: parte não periódica seguida do período, menos a parte não periódica;
- d: tantos noves quantos forem os algarismos do período seguidos de tantos zeros quantos forem
os algarismos da parte não periódica.
- Ex,: 0,1252525... = (125-1) / 990 = 124/990; 0,04777... = (047-04) / 900 = 43/900

4.3. Operações com números racionais

4.3.1. Adição
- Propriedade Comutativa -> a ordem dos números não altera a soma
- Propriedade Associativa -> pode-se associar os números para efetuar o cálculo na ordem que
quisermos sem alterar o resultado: ex: 2+5+7 = (2+5)+7 = 2+(5+7)
- Elemento Neutro -> zero é elemento neutro da adição
- Propriedade do Fechamento -> a soma de dois números racionais SEMPRE será um número
racional

4.3.2. Subtração
- Propriedade Comutativa -> a ordem dos números ALTERA a diferença
- Propriedade Associativa -> NÃO POSSUI ESSA PROPRIEDADE
- Elemento Neutro -> zero é elemento neutro da subtração
- Propriedade do Fechamento -> a diferença de dois números racionais SEMPRE será um número
racional
- Elemento Oposto -> A + (-A) = 0

4.3.3. Multiplicação
- Propriedade Comutativa -> a ordem dos números NÃO ALTERA o produto. A x B = B x A
- Propriedade Associativa -> (AxB)xC = (CxB)xA = (AxC)xB
- Elemento Neutro -> o número “1” é elemento neutro da multiplicação
- Propriedade do Fechamento -> o produto de dois números racionais SEMPRE será um número
racional
- Elemento Distributiva -> Ax(B+C) = (AxB) + (AxC)

4.3.4. Divisão
DIVIDENDO = DIVISOR x QUOCIENTE + RESTO
- Propriedade Comutativa -> NÃO POSSUI ESSA PROPRIEDADE
- Propriedade Associativa -> NÃO POSSUI ESSA PROPRIEDADE
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- Elemento Neutro -> o número “1” é elemento neutro da divisão


- Propriedade do Fechamento -> a divisão de dois números racionais SEMPRE será um número
racional

• Módulo de um número: a distância entre esse número e o zero. Identificação: |A|


Obs.: Se o número A for positivo, o módulo é ele mesmo. Se o número A é NEGATIVO, o módulo é o

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seu OPOSTO.

5. Números IRRACIONAIS
• São aqueles que NÃO PODEM SER obtidos da divisão de dois inteiros.
• NÃO É POSSÍVEL a identificação precisa de um número irracional na reta numérica;

6. Números REAIS (R)


• União dos números RACIONAIS e Irracionais
• N está contido em Z está contido em Q está contido em R

Operações entre Conjuntos

1) Interseção: é o conjunto formado pelos elementos comuns a dois ou mais conjuntos.

2) União: é o conjunto formado pelos elementos que pertencem a pelo menos um de dois ou mais
conjuntos. Amanda Ferreira - 085.669.123-22

3) União e Interseção

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4) Diferença: é o conjunto dos elementos que pertencem a um conjunto e que não pertencem a
outro conjunto.

5) Complementação: é o conjunto formado pelos elementos de um conjunto que não pertencem a


outro conjunto.
- Leis de Morgan (i) e (ii):

- Demais Propriedades:

6) Diferença Simétrica:

7) Princípio da Inclusão - Exclusão: é usado para calcular a quantidade de elementos que


pertencem à união de diversos conjuntos.

8) O tópico “Diagramas de Venn e Cardinalidade de Conjuntos” costuma ser o mais cobrado dentro
do assunto “Conjuntos”, por isso você deve ter especial atenção a esse tópico. As questões podem
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ser resolvidas utilizando fórmulas ou através de representações gráficas.

Fórmulas utilizadas:
Questões envolvendo 2 conjuntos

Questões envolvendo 3 conjuntos

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Operações com Conjuntos


- Conjunto é um grupo de elementos.

Nomenclaturas utilizadas:
• Conjunto universo: Total de elementos que compõem um determinado grupo.
• Subconjunto: Conjuntos (grupos) que podem ser formados com os elementos de um grupo
(Conjunto universo).
• Nessa relação entre conjunto universo e subconjuntos, é importante não confundir a simbologia
utilizada:

Um conjunto também pode ter como elementos outros conjuntos, ou seja, o Conjunto A pode ser
formado pelo conjunto B e pelo conjunto C ( A={B,C} ).
Obs.: O conjunto A tem como ELEMENTOS os conjuntos B e C, isso NÃO significa que os conjuntos
B e C “ESTÃO CONTIDOS” em A. Nas relações entre os conjuntos e seus elementos, a nomenclatura
utilizada é “PERTENCE” ou “NÃO PERTENCE”.

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8) Discursivas

Material indicado: Próprio LS.

Assunto(s): Redação no Bloco 8 CNU e o Conceito de Redação Dissertativa

Redação no Bloco 8 CNU e o Conceito de Redação Dissertativa

AULA 1 - Conceito de Redação Dissertativa

Como será a redação no bloco 8 do CNU?


Direto ao ponto com a LS!

Ei, você que tá na luta dos concursos! Vamos falar sobre como mandar bem na redação CNU, que,
sem sombra de dúvida, é um dos desafios mais puxados dessas provas. Não é segredo pra
ninguém que tanto a parte de português quanto a redação pesam bastante. E sim, na maioria das
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vezes, essa parte pode decidir se você continua no jogo ou se despede mais cedo do que gostaria.
Quando a Cesgranrio tá no comando, a coisa não é diferente. Uma redação top pode ser o seu
ticket para as primeiras colocações. Então, se liga: no CNU, a redação vai ser do tipo dissertativa-
argumentativa e vale aqueles 100 pontos. Mas ó, a quantidade de linhas que você tem que escrever
ainda é um mistério e só vai ser revelado na hora H.

Agora, bora para o que realmente importa: o que eles querem ver na sua redação?

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a) Primeiro, você tem que ficar ligado no tema. Tem que entender e desenvolver seu texto em
cima dele.
b) Segundo, tem que mandar bem na estrutura dissertativa-argumentativa, que é a pedida da vez.
c) Terceiro, o uso de conectivos e conjunções é crucial para que seu texto tenha aquela fluidez e
coesão que os avaliadores adoram.

Além disso, você precisa ser um mestre em selecionar e organizar seus argumentos de forma que
façam sentido e estejam alinhados ao tema. E, claro, não dá pra vacilar na gramática. Tem que
estar afiado nas regras da norma-padrão, como ortografia, concordâncias e tudo mais.

Ah, e não esquece que a redação tem que ser escrita com caneta esferográfica de tinta preta e de
material transparente, viu?
Sobre o tema, a Cesgranrio curte trazer assuntos atuais, especialmente aqueles que tocam em
questões de direitos humanos e sociedade.

Outra coisa!
Caso você queira contratar um serviço de correção de redações, recomendamos o Você
concursado (https://voceconcursado.com.br/cursos/curso-de-discursiva-cnu-concurso-nacional-
unificado/). Nesse caso, você poderá usar temas da própria Cesgranrio para fazer sua redação.

Então é isso! A redação é sua chance de brilhar e mostrar que você não tá de brincadeira. Dá uma
caprichada, estuda esses critérios que falei, e se joga com tudo.
E lembra: entender o tema e saber argumentar de forma coesa e coerente é mais da metade do
caminho andado.
Bons estudos e conte com a gente!

Conceito de Redação Dissertativa

A redação dissertativa é um gênero textual amplamente utilizado em exames, concursos públicos,


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processos seletivos de trabalho e no meio acadêmico. Sua principal característica é a exposição


clara e objetiva de ideias, argumentos e reflexões sobre um determinado tema. Este gênero textual
desafia o autor a desenvolver um pensamento crítico e coerente, organizando suas ideias de forma
lógica e estruturada.

Definição e Estrutura

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A redação dissertativa é composta por três partes fundamentais: introdução, desenvolvimento e


conclusão. Na introdução, o tema é apresentado juntamente com a tese que será defendida ao
longo do texto. O desenvolvimento constitui o corpo do texto, onde os argumentos são expostos e
sustentados por evidências ou exemplos. Por fim, na conclusão, as ideias são sintetizadas,
reafirmando-se a tese e, muitas vezes, propondo soluções ou reflexões finais sobre o tema
abordado.

Objetivo e Importância

O objetivo da redação dissertativa é promover a reflexão e o debate sobre questões relevantes,


permitindo ao leitor compreender diferentes pontos de vista. Este gênero textual é crucial para o
desenvolvimento da capacidade de argumentação e expressão escrita, habilidades indispensáveis
no meio acadêmico e profissional.

Características Principais

- Objetividade e Clareza: A redação dissertativa demanda uma escrita clara e objetiva, evitando
ambiguidades e interpretações dúbias.
- Coerência e Coesão: A organização lógica das ideias e o uso adequado de conectivos são
essenciais para garantir a fluidez e a compreensão do texto.
- Argumentação Sólida: A defesa de um ponto de vista deve ser sustentada por argumentos
consistentes e, sempre que possível, por dados e exemplos concretos.
- Imparcialidade: Embora o autor possa ter uma opinião sobre o tema, é importante que a
apresentação dos argumentos seja feita de maneira equilibrada, considerando diferentes
perspectivas.

Conclusão

Dominar a arte da redação dissertativa é uma habilidade valiosa, que transcende o ambiente
acadêmico, encontrando aplicabilidade em diversas esferas da vida profissional e pessoal. A
capacidade de argumentar de forma lógica e convincente é um diferencial importante no
mercado de trabalho e na sociedade como um todo. Por isso, a prática constante e o
aprofundamento nos estudos desse gênero textual são fundamentais para qualquer pessoa que
deseje aprimorar sua comunicação escrita e sua capacidade de análise crítica.
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9) Português

Material indicado: Material da própria LS..

Assunto(s): Ortografia (parte 2)

Vamos avançar na teoria.

Estude os conceitos teóricos abaixo e faça seus resumos e marcações da matéria.

Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos

Sumário

1) Emprego do Hífen
1.1 Regras gerais do uso do hífen
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1.2 Hífen em palavras compostas


1.3 Hífen em prefixos e sufixos
1.4 Casos especiais e exceções

2) Emprego das Letras


2.1 Introdução ao Emprego das Letras

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2.2 Uso da Letra H


2.3 Letras E e I em Prefixos e Verbos
2.4 Letras G e J
2.5 Uso das Letras S e Z
2.6 Emprego do X e do CH
2.7 Letras SS e Ç
2.8 Formação de Substantivos: SÃO, SSÃO, ÇÃO
2.9 Verbos Terminados em ISAR e IZAR
2.10 Formação de Diminutivos: SINHO e ZINHO
2.11 Casos Especiais e Exceções

3) Uso de Letras Maiúsculas e Minúsculas


3.1 Regras Gerais
3.2 Uso de minúsculas em Contextos Específicos
3.3 Casos Especiais
3.4 Exceções e Estilos
3.5 Uso de Maiúsculas em Contextos Específicos

Conteúdo Teórico

1) Emprego do Hífen

1.1 Regras gerais do uso do hífen


O hífen é usado em palavras compostas, em palavras formadas por prefixos ou sufixos e em certos
casos especiais. As regras gerais incluem o uso do hífen em palavras compostas por justaposição
sem elementos de ligação, como "guarda-chuva", e em combinações com prefixos, como "super-
homem".

- Antes de palavra com H, SEMPRE HÁ HÍFEN: anti-higiênico, circum-hospitalar, contra-harmônico,


extra-humano, pré-história, sub-hepático, super-homem, ultra-hiperbólico, geo-história, neo-
helênico, pan-helenismo, semi-hospitalar
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- Prefixos “Sub” e “sob” + R/B: HÁ HÍFEN: Sub-região, Sub-raça, Sub-reitor.

1.2 Hífen em palavras compostas


Em palavras compostas, o hífen é usado quando elas são formadas sem elementos de ligação,
mantendo a identidade de cada palavra. Por exemplo, "arco-íris" e "passatempo".

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1.3 Hífen em prefixos e sufixos


O hífen é empregado com certos prefixos, como "além-", "aquém-", "recém-", "sem-", "ex-" (no
sentido de estado anterior), e "vice-". Ele também é usado em prefixos quando seguidos por
palavras iniciadas por "h" ou pela mesma vogal que termina o prefixo, como "micro-ondas" e "anti-
inflamatório".

1.4 Casos especiais e exceções


Existem várias exceções que devem ser memorizadas, como o não uso do hífen em palavras com
os prefixos "co-", "pro-", e "re-" seguidos por palavra iniciada por "o". Por exemplo, "coordenar",
"proativo", e "reorganizar".

- Não se usa hífen para unir vogais diferentes: autoestrada, agroindustrial, anteontem, extraoficial,
videoaulas, autoaprendizagem, coautor, infraestrutura, semianalfabeto

- Usa-se para vogais iguais: Micro-ondas; contra-ataque; anti-inflamatório; auto-observação.

- Não se usa hífen para unir consoantes diferentes: Hipermercado, superbactéria, intermunicipal

- Usa-se para consoantes iguais: Super-romântico; hiper-resistente; sub-bibliotecário

- Não se usa hífen entre palavras com elementos de ligação: Mão de obra; dia a dia; café com leite;
cão de guarda; pai dos burros; ponto e vírgula; camisa de força; bicho de sete abeças; pé de
moleque; cara de pau.

2) Emprego das Letras

2.1 Introdução ao Emprego das Letras

O sistema ortográfico do português é baseado na representação fonética, mas também é


fortemente influenciado pela etimologia, que é a origem histórica das palavras. Essa interação
entre a fonética e a etimologia cria um panorama rico e complexo para o emprego das letras.

Por exemplo, a letra "H" em português, apesar de muitas vezes ser muda, como em 'homem' ou
'honesto', é mantida por razões etimológicas, refletindo a sua presença nas palavras originais
latinas ou germânicas, como 'hominem' ou 'Haus'. Esse respeito pela origem das palavras é um
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exemplo claro de como a etimologia influencia a ortografia.

Além disso, a tradição escrita da língua portuguesa preserva certas grafias mesmo após mudanças
na pronúncia. Isso é evidente em palavras como 'acto' (forma tradicional) e 'ato' (forma reformada),
onde a mudança reflete uma evolução fonética, mas a forma original permanece em uso em
alguns contextos por razões históricas e culturais.

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2.2 Uso da Letra H

A letra 'H' tem um papel único na língua portuguesa. Embora geralmente não seja pronunciada,
sua presença é crucial em vários contextos.

O 'H' inicial, derivado de palavras latinas ou germânicas, é mantido por razões etimológicas, como
em "horizonte" (do latim "horizontem") e "hulha" (do alemão "Kohle"). Nos dígrafos 'ch', 'lh', e 'nh', o
'H' contribui para a criação de sons específicos, como em "chamada", "molha", e "sonho". Além
disso, o 'H' aparece em algumas interjeições expressando emoções ou reações, como "oh!" e
"hum!".

Em palavras compostas unidas por hífen, o 'H' é preservado quando o segundo elemento começa
com esta letra, como em "super-homem". Contudo, em palavras compostas sem hífen, o 'H' é
frequentemente omitido, como em "reaver" (originário de "haver").

2.3 Letras E e I em Prefixos e Verbos

As letras 'E' e 'I' têm usos distintos em prefixos e em verbos. Nos prefixos 'ante-' (indicando
anterioridade) e 'anti-' (indicando oposição), elas mantêm sua pronúncia e significado originais,
como em "antecipar" e "antipatia".

Em verbos, o emprego de 'E' e 'I' pode variar, especialmente em formas verbais específicas. Por
exemplo, em verbos terminados em -oar e -uar, as formas conjugadas no presente do subjuntivo
apresentam a mudança do 'o' e 'u' para 'oe' e 'ue', como em "doem" (de "doar") e "flutuem" (de
"flutar"). Já nos verbos terminados em -uir, como "possuir" e "retribuir", as formas conjugadas como
"possui" e "retribui" mantêm o 'i'.

2.4 Letras G e J

As letras 'G' e 'J' são usadas com base na sonoridade e na origem das palavras. Palavras terminadas
em -agem, -igem, -ugem, -égio, -ígio, -ógio, -úgio, geralmente levam 'G', como "garagem",
"vertigem", e "relógio". Exceções notáveis incluem "pajem" e "lambujem". Palavras de origem
africana ou indígena frequentemente usam 'J', como em "jiló" e "Ubirajara".

Além disso, palavras derivadas que originalmente contêm 'G' ou 'J' mantêm estas letras, como em
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"rabugento" (de "rabugem") e "nojento" (de "nojo"). Verbos terminados em -jar ou -jear, como
"arranjar" (de "arranjo"), também seguem esta regra.

2.5 Uso das Letras S e Z

A diferenciação entre 'S' e 'Z' é primordial na ortografia portuguesa. As palavras derivadas que

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mantêm a letra 'S' da palavra original, como "visitante" de "visita", utilizam 'S'. Da mesma forma, as
palavras derivadas que mantêm o 'Z' original, como "enraizar" de "raiz", empregam 'Z'.

Nas formas dos verbos "pôr", "querer" e seus derivados (como "repor", "requerer"), o 'S' é usado em
formas como "pusesse", "quisesse". O sufixo '-izar' (usado para formar verbos) geralmente contém
'Z', como em "realizar", "modernizar". Após ditongos, utiliza-se 'S', como em "maisena", "pausa".

O sufixo '-oso' para adjetivos também emprega 'S', como em "amoroso", "atencioso", e o sufixo '-ez'
para formar substantivos abstratos, como em "timidez", "viuvez". Já os sufixos '-isa', '-ês', '-esa',
usados para indicar profissão, nacionalidade, estado social e títulos, utilizam 'S', como em
"baronesa", "norueguês".

2.6 Emprego do X e do CH

O emprego do 'X' e do 'CH' varia dependendo do contexto. Após ditongos, utiliza-se 'X', como em
"peixe", "ameixa". Palavras derivadas de outras escritas com 'pl', 'fl', e 'cl' usam 'CH', como em
"chumbo" (de "plúmbeo"), "chave" (de "clave"). Depois da sílaba 'me-', usa-se 'X', como em "mexer",
"mexerico".

A palavra "mecha" (substantivo) é uma exceção. Depois da sílaba 'en-', usa-se 'X', como em
"enxoval", "enxaqueca". Exceções incluem "encher", "encharcar", "enchumaçar" e seus derivados.

Os verbos "encher", "encharcar", "enchumaçar" e seus derivados usam 'CH'. Palavras de origem
indígena ou africana frequentemente contêm 'X', como em "orixá", "abacaxi". Palavras derivadas de
primitivas com 'CH' mantêm essa letra, como em "enchoçar" (de "choça").

2.7 Letras SS e Ç

O 'Ç' é utilizado somente antes de 'a', 'o', 'u', como em "paçoca", "muçulmano". A terminação dos
superlativos sintéticos e do imperfeito de todos os verbos com 'SS', como em "lindíssimo",
"corrêssemos", também segue esta regra.
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Palavras derivadas que originalmente contêm 'Ç', como "embaçado" (de "embaço"), mantêm este
uso. Verbos em -ecer, -escer usam 'Ç', como em "anoiteça" (de "anoitecer"). Palavras de origem
árabe, indígena e africana frequentemente contêm 'Ç', como em "miçanga".

2.8 Formação de Substantivos: SÃO, SSÃO, ÇÃO

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A formação de substantivos a partir de verbos em português segue padrões específicos com as


terminações "SÃO", "SSÃO", e "ÇÃO". Nos substantivos derivados de verbos que terminam em
"GREDIR", "MITIR", e "CEDER", como "agredir", "omitir", e "conceder", usamos "SSÃO": "agressão",
"omissão", "concessão".

Nos derivados de verbos terminados em "ENDER", "VERTER", "PELIR", como "compreender",


"converter", "compelir", emprega-se "SÃO": "compreensão", "conversão", "compulsão". Já para
verbos que terminam em "TER" e "TORCER", como "reter" e "torcer", usa-se "ÇÃO": "retenção",
"torção".

2.9 Verbos Terminados em ISAR e IZAR

A distinção entre "ISAR" e "IZAR" ao formar verbos em português depende da raiz da palavra. Se a
palavra base contém a letra "S", o verbo derivado também terá "S", como em "aviso" que leva a
"avisar", "pesquisa" a "pesquisar".

Por outro lado, se a palavra base não contém a letra "S", o verbo formado utiliza "Z", como em
"legal" que leva a "legalizar", "ameno" a "amenizar".

2.10 Formação de Diminutivos: SINHO e ZINHO

A formação de diminutivos em português segue uma regra semelhante à dos verbos. Se a palavra
base contém a letra "S", o diminutivo formado também terá "S", como em "casa" que leva a
"casinha", "lápis" a "lapisinho".

Se a palavra base não contém "S", o diminutivo utiliza "Z", como em "flor" que gera "florzinha",
"café" a "cafezinho".

2.11 Casos Especiais e Exceções

Existem várias exceções às regras de ortografia que devem ser memorizadas. Por exemplo,
algumas palavras mantêm grafias arcaicas por razões etimológicas ou estilísticas, como "fénix" em
vez de "fênix".

Além disso, certas palavras estrangeiras adotadas pelo português mantêm sua ortografia original,
como "design". Outras palavras mudaram ao longo do tempo, refletindo evoluções na pronúncia
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ou simplificações ortográficas, como o caso de "pharmácia" que se tornou "farmácia".

Estes e outros casos especiais mostram como a língua está sempre em evolução, e a ortografia
muitas vezes tenta acompanhar essas mudanças.

3) Uso de Letras Maiúsculas e Minúsculas

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O uso correto de letras maiúsculas e minúsculas é um aspecto crucial da escrita em português,


pois ajuda a indicar a estrutura e o significado das frases, além de respeitar normas de etiqueta e
estilo.

3.1 Regras Gerais


Início de Frases e Citações: Sempre use letra maiúscula no início de frases, diálogos e citações
diretas. Exemplo: "Ela disse: 'Amanhã será um novo dia.'"

Nomes Próprios: Nomes de pessoas, lugares, instituições, marcas e obras de arte devem ser
escritos com inicial maiúscula. Exemplos: "Maria", "Rio de Janeiro", "Museu do Louvre".

Títulos e Cargos em Contextos Específicos: Quando antecederem o nome próprio, títulos e cargos
devem ser escritos com inicial maiúscula. Exemplo: "Presidente Silva", mas "o presidente".

Dias da Semana, Meses, Festividades e Eventos Históricos: Use inicial maiúscula. Exemplos:
"Segunda-feira", "Janeiro", "Natal", "Revolução Francesa".

Siglas e Acrônimos: Sempre em maiúsculas. Exemplos: "NASA", "IBGE".

3.2 Uso de Minúsculas

Conjunções, Preposições e Artigos: Em títulos de livros, filmes ou obras, as conjunções, preposições


e artigos geralmente são escritos em minúscula, a menos que estejam no início ou no fim do título.
Exemplo: "O Senhor dos Anéis", "A Teoria de Tudo".

Títulos e Cargos em Uso Genérico: Quando usados de forma genérica ou quando não precedem
um nome próprio. Exemplo: "o rei de Espanha", "um diretor da empresa".

3.3 Casos Especiais

Nomes de Espécies: Em termos científicos, apenas o gênero é em maiúscula, enquanto a espécie é


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em minúscula. Exemplo: "Homo sapiens".

Eponímios (Termos Derivados de Nomes Próprios): Alguns termos derivados de nomes próprios
seguem regras específicas, como "darwinismo" (de "Darwin"), que é escrito em minúscula quando
se refere ao conceito e não à pessoa.

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Deidades e Figuras Religiosas: Nomes de deidades específicas e figuras religiosas são escritos com
maiúscula, como "Deus", "Alá", "Buda". No entanto, termos genéricos como "deus", "deuses",
"divindade" geralmente são em minúscula.

Estações do Ano: As estações do ano são escritas em minúscula, a menos que façam parte de um
evento ou título específico. Exemplos: "primavera", "verão", "outono", "inverno", mas "Revolução de
Outubro".

Direções Geográficas: Em minúscula quando se referem a direções gerais ("norte", "sul", "leste",
"oeste"), mas em maiúscula quando especificam regiões geográficas ("Norte da Europa", "Sul do
Brasil").

3.4 Exceções e Estilos

Estilo Jornalístico e Literário: Alguns veículos de comunicação ou autores podem optar por estilos
próprios, como o uso de maiúsculas em todas as letras de títulos ou em nomes de países ("BRASIL",
"PORTUGAL"). Essas escolhas estilísticas devem ser consistentes ao longo do texto.

Uso de Maiúsculas para Ênfase: Embora não seja uma prática comum na escrita formal, em
contextos informais ou na internet, pode-se usar letras maiúsculas para expressar ênfase ou forte
emoção. Por exemplo, em mensagens de texto ou nas redes sociais, é comum ver frases como
"ESTOU MUITO FELIZ!" para expressar entusiasmo.

3.5 Uso de Maiúsculas em Contextos Específicos

Documentos Oficiais e Jurídicos: Em documentos legais, é comum o uso de maiúsculas para


destacar nomes de partes, títulos de documentos, ou cláusulas importantes. Exemplo: "CONTRATO
DE LOCAÇÃO entre LOCADOR e LOCATÁRIO".

Correspondência Formal: No endereçamento e no fechamento de cartas formais, é comum usar


maiúsculas para destacar o destinatário ou a despedida. Exemplo: "Prezado SENHOR SILVA," ou
"Atenciosamente, JOÃO PEREIRA".

Títulos Acadêmicos e Profissionais: Em diplomas, certificados e documentos acadêmicos, os títulos


e nomes de cursos ou especializações são frequentemente escritos em maiúsculas. Exemplo:
"Diploma de BACHAREL EM DIREITO".
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Agora é hora de testar seus conhecimentos!

Resolva toda a lista de exercícios abaixo.

A seguir, confira o gabarito e os comentários de cada questão.

1. CESGRANRIO 2018

“Guerra” virtual pela informação

A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita
na história recente. As principais potências econômicas e militares do planeta decidiram partir
para a ação ao perceberem que seus segredos começam a ser divulgados com facilidade e
frequência nunca vistas antes.

As mais recentes iniciativas no terreno da espionagem virtual mostram que o essencial é o


controle da informação disponível no mundo - não mais guardar segredos, mas saber o que os
outros sabem ou podem vir a saber. Os estrategistas em guerra cibernética sabem que a
possibilidade de vazamentos de informações sigilosas é cada vez maior e eles tendem a se tornar
rotineiros.

A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de


forma vertiginosa o acervo mundial de informações. Diariamente circulam na web pouco mais de
1,8 mil petabytes de dados (um petabyte equivale a 1,04 milhão de gigabytes), dos quais é possível
monitorar apenas 29 petabytes.

Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web
indexadas diariamente pelo Google e 156 vezes o total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24
horas.
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Como não é viável exercer um controle material sobre o fluxo de dados na internet, os centros
mundiais de poder optaram pelo desenvolvimento de uma batalha pela informação. O manejo dos
grandes dados permite estabelecer correlações entre fatos, dados e eventos, com amplitude e
rapidez impossíveis de serem alcançados até agora.

Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo correio

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eletrônico, pelo Facebook, pelo cartão de crédito etc., já somos passíveis de monitoração em
tempo real, em caráter permanente. São esses dados que alimentam os softwares analíticos que
produzem correlações que servem de base para decisões estratégicas.

CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013.

Obedecem às regras ortográficas da língua portuguesa as palavras


a) admissão, paralisação, impasse
b) bambusal, autorização, inspiração
c) consessão, extresse, enxaqueca
d) banalisação, reexame, desenlace
e) desorganisação, abstração, cassação

2. CESGRANRIO 2018
O grupo em que todas as palavras atendem às exigências ortográficas da norma-padrão da língua
portuguesa é:

a) abuso, buzina, improviso


b) análise, paralizia, pesquisa
c) atraso, rasoável, uso
d) despreso, acusação, visita
e) piso, aviso, revesamento

3. CESGRANRIO 2018
O grupo em que todas as palavras estão grafadas de acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa é:

a) admissão, infração, renovação


b) diversão, excessão, sucessão
c) extenção, eleição, informação
d) introdução, repreção, intenção
e) transmissão, conceção, omissão

4. CESGRANRIO 2018
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Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades

A população do mundo chegou, em 2011, à marca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte
cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse contingente superou os 50% dos habitantes do
planeta, e até 2050 prevê-se que mais de dois terços da população mundial será urbana.

No Brasil, a população urbana já representa 84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É preciso,

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então, que questões de mobilidade e acessibilidade urbana passem a ser discutidas.

No passado, a noção de mobilidade era estreitamente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado,
os moradores de grande maioria das cidades brasileiras lidam diariamente com
congestionamentos insuport

áveis, que causam enormes perdas. Isso, sem falar no alto índice de mortes em vias urbanas do
país. Depreendemos daí que a dependência do automóvel como meio de transporte é um fator
que impede a mobilidade urbana.

É importante investir em infraestrutura pedestre, cicloviária e em sistemas mais eficazes e


adequados de ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver cidades mais acessíveis, onde a
maior parte dos serviços esteja próxima às moradias e haja opções de transporte não motorizado
para nos locomovermos.

BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil. 16 jul. 2012.

O grupo em que as duas palavras estão grafadas de acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa é

a) beleza, querozene
b) burguezia, esquisito
c) cortesia, pesquiza
d) improvizo, análise
e) represa, paralisia

5. CESGRANRIO 2016

Festival reúne caravelas em barcos

Dizem que o passado não volta, mas a cada cinco anos boa parte da história marítima da Europa se
reúne para navegar junto entre o Mar do Norte e o canal de Amsterdã. Caravelas e barcos a vapor
do século passado se juntam a veleiros e lanchas contemporâneas que vêm de vários países para
um dos maiores encontros náuticos gratuitos do mundo. Durante o Amsterdam Sail, entre os dias
19 e 23 de agosto, cerca de 600 embarcações celebram a arte de deslizar sobre as águas.
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Desde 1975 o grande encontro aquático junta apaixonados pelo mar e curiosos às margens dos
canais para ver barcos históricos e gente fazendo festa ao longo de cinco dias – na última edição, o
público estimado foi de 1,7milhão de pessoas. Há aulas de vela e de remo para adultos e crianças,
além de atrações musicais. [...]

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Você pode até achar que é coisa de criança, mas o jogo em que cada um leva o próprio balde e
simula as tarefas a bordo de um navio é instrutivo e divertido para todas as idades.
MORTARA, F. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 4 ago. 2015, Caderno D, p. 10. Adaptado.

Assim como apaixonados, também se escreve corretamente com x o substantivo

a) pixação
b) xicote
c) bruxa
d) deboxe
e) flexa

6. CESGRANRIO 2016

Quando eu for bem velhinho — continuação 2

O tempo do carnaval era obrigatório. A despeito de todas as mudanças, ele continua sendo a pausa
que dá sentido e razão ao tempo como uma majestade humana. Este imperador sem rivais que diz
que passa quando, de fato, quem passa somos nós.

Uma lenda escandinava, traduzida à luz da análise pelo sábio das línguas e costumes euro-
europeus Georges Dumézil, conta a história de um camponês que, sem querer, libertou o diabo de
um caixote que ele transportava para um padre na sua carroça. Livre e solto, o diabo — que está
sempre fazendo alguma coisa — começou a surrar o seu involuntário libertador, perguntando
ansiosamente: “O que devo fazer?” O camponês mandou que ele construísse uma ponte de pedra
e, em instantes, ela ficou pronta. E logo o diabo perguntou novamente: “O que devo fazer?” O
camponês mandou que o diabo juntasse todos os excrementos de cavalo do reino da Dinamarca e,
num instante, a tarefa estava cumprida. Aterrorizado porque ia apanhar novamente, o camponês
teve a feliz ideia de mandar que o diabo recuperasse o tempo. Sabendo que o tempo era precioso,
o diabo saiu em sua busca, mas não conseguia alcançá-lo. Trouxe dele pedaços, mas não o tempo
inteiro como ordenara o camponês. Não tendo observado a tarefa, o diabo voltou para a caixa.

O tempo como potência impossível de ser apanhada foi brilhantemente descrito por Frei Antônio
das Chagas num poema escrito nos mil seiscentos e tanto:
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Deus pede estrita conta de meu tempo.


E eu vou do meu tempo dar-lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,

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O tempo me foi dado e não fiz conta,


Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.

Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,


Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!

Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,


Quando o tempo chegar de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo...

Afinal, somos nós que brincamos o carnaval ou é o carnaval que brinca conosco o tempo todo?
DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016.

Assim como análise, também se escreve corretamente com s o substantivo


a) valise
b) linse
c) esato
d) maselas
e) cansela

7. CESGRANRIO 2016

Feliz por nada

Geralmente, quando uma pessoa exclama “Estou tão feliz!”, é porque engatou um novo amor,
conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo
do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo,
mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de
metas. Muito melhor é ser feliz por nada.

Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma
perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz
porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua
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cama. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.

Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa busca.

Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as
chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia

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o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também.
Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma.
Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar
debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi
acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.

Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido
suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido
contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.

Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do
pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação à
sociedade e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma
usina. Para que se consumir tanto?

A vida não é um questionário. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas
qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer.
Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de
opinião sem a menor culpa.

Ser feliz por nada talvez seja isso.


MEDEIROS, Martha. Feliz por nada. Porto Alegre: L&PM, jul. 2011.

Todas as palavras estão grafadas corretamente em


a) locomoção, intersessão
b) abolissão, estagnação
c) comissão, excurção
d) abreviação, obseção
e) aclamação, emissão

8. CESGRANRIO 2016

Do fogo às lâmpadas de LED


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Ao longo de nossa evolução, desenvolvemos uma forma muito eficiente de detectar a luz: nosso
olho. Esse órgão nos permite enxergar formas e cores de maneira ímpar. O que denominamos luz
no cotidiano é, de fato, uma onda eletromagnética que não é muito diferente, por exemplo, das
ondas de rádio ou micro-ondas, usadas em comunicação via celular, ou dos raios X, empregados
em exames médicos.

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Para que pudesse enxergar seu caminho à noite, o homem buscou o desenvolvimento de fontes
de iluminação artificial. Os primeiros humanos recolhiam restos de queimadas naturais, mantendo
as chamas em fogueiras. Posteriormente, descobriu-se que o fogo poderia ser produzido ao se
atritarem pedras ou madeiras, dando o primeiro passo rumo à tecnologia de iluminação artificial.

A necessidade de transporte e manutenção do fogo levou ao desenvolvimento de dispositivos de


iluminação mais compactos e de maior durabilidade. Assim, há cerca de 50 mil anos, surgiram as
primeiras lâmpadas a óleo, feitas a partir de rochas e conchas, tendo, como pavio, fibras vegetais
que queimavam em óleo animal ou vegetal. Mais tarde, a eficiência desses dispositivos foi
aumentada, com o uso de óleo de tecidos gordurosos de animais marinhos, como baleias e focas.

As lâmpadas a óleo não eram adequadas para que áreas maiores (ruas, praças etc.) fossem
iluminadas, o que motivou o surgimento das lâmpadas a gás obtido por meio da destilação do
carvão mineral. Esse gás poderia ser transportado por tubulações ao local de consumo e inflamado
para produzir luz.

O domínio da tecnologia de geração de energia elétrica e o entendimento de efeitos associados à


passagem de corrente elétrica em materiais viabilizaram o desenvolvimento de novas tecnologias
de iluminação: lâmpadas incandescentes, com filamentos de

bambu carbonizado, que garantem durabilidade de cerca de 1,2 mil horas à sua lâmpada; e as
lâmpadas halógenas, com maior vida útil e luz com maior intensidade e mais parecida com a luz
solar.
AZEVEDO, E. R.; NUNES, L. A. O. Revista Ciência Hoje. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje. n. 327,
julho 2015.

Todas as palavras estão corretamente grafadas em:


a) êxito, estensão, machucado
b) começo, salça, sussego
c) enxova, pesquisa, paralizia
d) consciência, açucena, cansaço
e) diciplina, sucesso, ricaço

9. CESGRANRIO 2019
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Beira-mar

Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da
Viúva, frente para o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios.
Parecia resistir ao chamado da noite. Nas pedras do quebra-mar caniços de pesca moviam-se
devagar, ao lento vai e vem do calmo mar de verão. Cercados por quatro ou cinco pescadores de

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trajes simples ou ordinários, e toscas sandálias de dedo.

Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em
estacionamento de restaurante nas imediações. Nunca fisgara peixe ali. Olhado com desconfiança.
Intruso. Bolsa a tiracolo, balde e vara de dois metros na mão. A boa técnica ensina que o caniço
deve ter no máximo dois metros e oitenta centímetros para a chamada pesca de molhes, nome
sofisticado para quebra-mar. Ponta de agulha metálica para transmitir à mão do pescador maior
sensibilidade à fisgada do peixe. É preciso conhecimento de juiz para enganar peixes.

A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de
utensílios.

Entre vários rolos de linha, selecionou os de espessura entre quinze e dezoito centésimos de
milímetro, ainda fiel à boa técnica.

— Na nossa profissão vivemos sempre preocupados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce
das cotações, situação financeira de cada país mundo afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do
que pescaria, cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisagem marítima — costuma confessar
Ricardo na roda dos colegas da financeira onde trabalha.
LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015.

Assim como ocorre com a palavra quebra-mar, emprega-se obrigatoriamente o hífen, de acordo
com o sistema ortográfico vigente, em

a) casa-comercial
b) linha-de-passe
c) peixe-espada
d) pedra-fundamental
e) sala-de-jantar

10. CESGRANRIO 2017

Energia eólica na história da Humanidade

Energia, derivada de energeia, que em grego significa “em ação”, é a propriedade de um sistema
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que lhe permite existir, ou seja, realizar “trabalho” (em Física). Energia é vida, é movimento — sem
a sua presença o mundo seria inerte. Saber usar e administrar sua produção por meio de
diferentes fontes de energia é fundamental.

Desde o início da vida em sociedade, as fontes de energia de que o homem precisa devem ser
geradas continuamente, ou armazenadas para serem consumidas nos momentos de necessidade.

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A utilização de diversas formas de energia possibilita ao homem cozinhar seu alimento, fornecer
combustível aos seus sistemas de transporte, aquecer ou refrigerar suas residências e movimentar
suas indústrias.

Existem fontes de energia alternativas que, adequadamente utilizadas, podem substituir os


combustíveis fósseis em alguns de seus usos, reservando-os para aquelas situações em que a
substituição ainda não é possível

. A energia eólica é uma delas.

A energia eólica é a energia gerada pela força do vento, ou seja, é a força capaz de transformar a
energia do vento em energia aproveitável. É captada através de estruturas como: aerogeradores,
que possibilitam a produção de eletricidade; moinhos de vento, com o objetivo de produzir energia
mecânica que pode ser usada na moagem de grãos e na fabricação de farinha; e velas, já que a
força do ar em movimento é útil para impulsionar embarcações.

A mais antiga forma de utilização da energia eólica foi o transporte marítimo. Naus e caravelas
movidas pelo vento possibilitaram empreender grandes viagens, por longas distâncias, levando a
importantíssimas descobertas.

Atualmente, o desenvolvimento tecnológico descobriu outras formas de uso para a força eólica. A
mais conhecida e explorada está voltada para a geração de força elétrica. Isso é possível por meio
de aerogeradores, geradores elétricos associados ao eixo de cata-ventos que convertem a força
cinética contida no vento em energia elétrica. A quantidade de energia produzida vai depender de
alguns fatores, entre eles a velocidade do vento no local e a capacidade do sistema montado.

A criação de usinas para captação da energia eólica possui determinadas vantagens. O impacto
negativo causado pelas grandes turbinas é mínimo quando comparado aos causados pelas
grandes indústrias, mineradoras de carvão, hidrelétricas, etc. Esse baixo impacto ocorre porque
usinas eólicas não promovem queima de combustível, nem geram dejetos que poluem o ar, o solo
ou a água, além de promoverem maior geração de empregos em regiões desfavorecidas. É uma
fonte de energia válida economicamente pois é mais barata.

A energia eólica é uma fonte de energia que não polui e é renovável, mas que, apesar disso, causa
alguns impactos no ambiente. Isso acontece devido aos parques eólicos ocuparem grandes
extensões, com imensos aerogeradores instalados. Essas interferências no ambiente são vistas,
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muitas vezes, como desvantagens da energia eólica. Assim, citam-se as seguintes desvantagens: a
vasta extensão de terra ocupada pelos parques eólicos; o impacto sonoro provocado pelos ruídos
emitidos pelas turbinas em um parque eólico; o impacto visual causado pelas imensas hélices que
provocam certas sombras e reflexos desagradáveis em áreas residenciais; o impacto sobre a fauna,
provocando grande mortandade de aves que batem em suas turbinas por não conseguirem
visualizar as pás em movimento; e a interferência na radiação eletromagnética, atrapalhando o

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funcionamento de receptores e transmissores de ondas de rádio, TV e micro-ondas.

No trecho “Isto é possível através de aerogeradores, geradores elétricos associados ao eixo de cata-
ventos”, a palavra destacada apresenta hífen porque o primeiro elemento é uma forma verbal.

O grupo em que todas as palavras apresentam hífen pelo mesmo motivo é


a) porta-retrato, quebra-mar, bate-estacas
b) semi-interno, super-revista, conta-gotas
c) guarda-chuva, primeiro-ministro, decreto-lei
d) caça-níqueis, hiper-requintado, auto-observação
e) bem-visto, sem-vergonha, finca-pé

1. GABARITO: A

A grafia da palavra "admissão" está correta, utilizando "ss" para representar o som de /s/.

No caso de "paralisação", a ortografia está adequada, empregando "s" antes do "a" e "ç" antes do
"ão", conforme as regras ortográficas do português.

A palavra "impasse" também segue a norma ortográfica, com "ss" representando o som de /s/ de
forma precisa.

2. GABARITO: A

Abuso e improviso são derivadas de verbos que possuem a letra "s" xom som de |z|. Abusar e
improvisar.
Já buzina vem do verbo Buzinar, com "Z".
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3. GABARITO: A
Nessa questão é mais fácil escolher por eliminação, vamos às erradas:
Alternativa "B" - Incorreta: diversão, exceção, sucessão

A palavra correta é "exceção", grafada com "ç", não "excessão" com "ss".

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Alternativa "C" - Incorreta: extensão, eleição, informação

O termo correto é "extensão", que se escreve com "s", diferentemente de "extenção", que foi
grafado erroneamente com "ç".

Alternativa "D" - Incorreta: introdução, repressão, intenção

A maneira correta de escrever é "repressão", com "ss", ao invés de "repreção" com "ç".

Alternativa "E" - Incorreta: transmissão, concessão, omissão

A forma correta é "concessão", grafada com "ss", e não "conceção" com "ç".

4. GABARITO: E

Nessa questão é mais fácil escolher por eliminação, vamos às erradas:


Alternativa "a" - Errada: beleza, querosene

A forma correta de escrever é "querosene", ao invés de "querozene".

Alternativa "b" - Errada: burguesia, esquisito

A grafia correta é "burguesia", e não "burguezia".

Alternativa "c" - Errada: cortesia, pesquisa


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A palavra correta é "pesquisa", em vez de "pesquiza".

Alternativa "d" - Errada: improviso, análise

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O termo correto é "improviso", diferentemente de "improvizo".

5. GABARITO: C
Nessa questão é mais fácil escolher por eliminação, vamos às erradas:
Alternativa "A" - Incorreta: A grafia correta é "pichação", não "pixação".

Alternativa "B" - Incorreta: A forma correta de escrever é "chicote", em vez de "xicote".

Alternativa "D" - Incorreta: A maneira adequada de escrever é "deboche", ao contrário de "deboxe".

Alternativa "E" - Incorreta: O correto é "flecha", e não "flexa".

6. GABARITO: A
Nessa questão é mais fácil escolher por eliminação, vamos às erradas:

Alternativa "b" - Incorreta: O termo correto é "lince", que se refere a um animal mamífero, e é
escrito com "C".

Alternativa "c" - Incorreta: A grafia correta é "exato", com "X". Outras palavras com "x" incluem
executar, extensão, exemplo, êxtase, pretexto, faixa, enxugar, enxergar, xingar, experiente,
expectativa, exame, exausto, e êxito.

Alternativa "d" - Incorreta: A palavra correta é "mazelas", grafada com "Z".

Alternativa "e" - Incorreta: O correto é "cancela", escrito com "C".

7. GABARITO: E
Nessa questão é mais fácil escolher por eliminação, vamos às erradas:
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Alternativa "A" - Errada: A forma correta é "interseção", não "intersessão", referindo-se ao ponto ou
conjunto de pontos comuns a duas ou mais figuras.

Alternativa "B" - Errada: A palavra correta é "abolição", em vez de "abolissão", que se refere ao ato

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de abolir, eliminar ou extinguir. "Estagnação" também está correta, indicando um estado de


paralisação ou inatividade.

Alternativa "C" - Errada: "Comissão" e "excursão" são as grafias corretas, não "excurção". "Comissão"
se refere a um grupo de pessoas designadas para realizar uma tarefa específica, e "excursão" é
uma viagem ou passeio realizado em grupo para fins turísticos ou educacionais.

Alternativa "D" - Errada: A forma adequada é "abreviação", que significa a redução de uma palavra
ou frase, e "obsessão", não "obseção", que descreve uma ideia, pensamento ou sentimento que
domina a mente de forma persistente.

8. GABARITO: D
Nessa questão é mais fácil escolher por eliminação, vamos às erradas:
Alternativa "A" - Errada: As palavras corretas são "êxito", "extensão" e "machucado".
"Êxito" significa sucesso ou resultado positivo. É importante não confundir com "hesito", que vem
do verbo hesitar.
"Extensão" se escreve com "X", assim como "extenso" e "extensivo". Isso difere de "estender" e
"estendido", que se escrevem com "S".
"Machucado" é derivado do verbo "machucar", indicando lesão ou dano físico.

Alternativa "B" - Errada: As palavras corretas são "começo", "salsa" e "sossego".


"Começo" vem do verbo "começar", indicando o início de algo.
"Salsa" é uma erva usada como tempero, grafada com "S".
"Sossego" e suas variantes são escritas com "SS", referindo-se à condição de tranquilidade.

Alternativa "C" - Errada: As formas corretas são "enchova" ou "anchova", "pesquisa" e "paralisia".
"Enchova" ou "anchova" refere-se a um tipo de peixe, com ambas as grafias aceitas.
"Pesquisa" e suas derivadas são grafadas com "S", relacionadas ao ato de investigar ou buscar
informações.
"Paralisia" e palavras relacionadas são escritas com "S", indicando a perda de movimento ou
sensação em parte ou todo o corpo.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Alternativa "E" - Errada: As palavras corretas são "disciplina", "sucesso" e "ricaço".


"Disciplina" é grafada com o dígrafo "SC", relacionada à ordem, ensino ou área de estudo.
"Sucesso" contém um dígrafo "SS", referindo-se a um bom resultado ou conquista.
"Ricaço" usa "aÇo" para indicar intensidade ou abundância, semelhante a "cansaço".

9. GABARITO: C

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A utilização do hífen em "peixe-espada" segue as mesmas regras aplicadas a "quebra-mar", de


acordo com as normas do sistema ortográfico vigente. Essa regra estipula que substantivos
compostos formados por justaposição, especialmente aqueles que designam espécies de animais,
plantas, sementes ou grãos, devem ser escritos com hífen. Portanto, o uso do hífen em "peixe-
espada" é obrigatório, refletindo a convenção ortográfica para nomes compostos que indicam
espécies animais, seguindo o padrão estabelecido para a formação desses termos.

10. GABARITO: A
Quando o primeiro elemento de uma palavra composta é uma forma verbal, como "porta" (do
verbo portar), "quebra" (do verbo quebrar) e "bate" (do verbo bater), o uso do hífen é obrigatório de
acordo com as regras da ortografia da língua portuguesa. Isso se aplica a compostos em que o
segundo elemento muitas vezes complementa o sentido do primeiro, formando uma unidade
semântica que descreve ações, objetos ou conceitos relacionados à ação do verbo.

Regras Gerais para (não) uso do hífen


- Não se usa hífen para unir vogais diferentes: autoestrada, agroindustrial, anteontem, extraoficial,
videoaulas, autoaprendizagem, coautor, infraestrutura, semianalfabeto
- Usa-se para vogais iguais: Micro-ondas; contra-ataque; anti-inflamatório; auto-observação.
- Não se usa hífen para unir consoantes diferentes: Hipermercado, superbactéria, intermunicipal
- Usa-se para consoantes iguais: Super-romântico; hiper-resistente; sub-bibliotecário
- Não se usa hífen entre palavras com elementos de ligação: Mão de obra; dia a dia; café com leite;
cão de guarda; pai dos burros; ponto e vírgula; camisa de força; bicho de sete abeças; pé de
moleque; cara de pau.
- Antes de palavra com H, SEMPRE HÁ HÍFEN: anti-higiênico, circum-hospitalar, contra-harmônico,
extra-humano, pré-história, sub-hepático, super-homem, ultra-hiperbólico, geo-história, neo-
helênico, pan-helenismo, semi-hospitalar
- Prefixos “Sub” e “sob” + R/B: HÁ HÍFEN: Sub-região, Sub-raça, Sub-reitor.
*Exceções: mais-que-perfeito; cor-de-rosa; água-de-colônia; pé-de-meia; gota-d’água; espécies
botânicas: pimenta-do-reino, cravo-da-índia; cooperar…
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Abaixo segue um vídeo do YouTube com explicações mais detalhadas desses assuntos:
https://www.youtube.com/watch?v=WWdap1Xvxqg

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10) Direito Administrativo

Material indicado: Material Próprio LS Concursos.

Assunto(s): Organização administrativa da União; administração direta e indireta.

Vamos avançar na teoria. Estude os conceitos teóricos abaixo e faça seus resumos e marcações da
matéria. Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos.

Capítulo 1. Organização Administrativa da União

1.1 Conceitos Básicos


1.1.1 Definição de Administração Pública
1.1.2 Princípios Constitucionais
1.2 Estrutura Organizacional
1.2.1 Órgãos Centrais e Locais
1.2.2 Competências e Atribuições
1.3 Funções Essenciais à Justiça
1.3.1 Ministério Público
1.3.2 Advocacia Pública
1.3.3 Defensoria Pública
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Capítulo 2. Administração Direta e Indireta

2.1 Administração Direta


2.1.1 Conceito e Características
2.1.2 Órgãos Integrantes

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2.2 Administração Indireta


2.2.1 Conceito e Estrutura
2.2.2 Autarquias
2.2.2.1 Conceito e Características
2.2.2.2 Exemplos
2.2.3 Fundações Públicas
2.2.3.1 Conceito e Características
2.2.3.2 Exemplos
2.2.4 Agências Reguladoras
2.2.4.1 Conceito e Funções
2.2.4.2 Exemplos

Capítulo 3. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista

3.1 Empresas Públicas


3.1.1 Conceito e Características
3.1.2 Áreas de Atuação
3.1.3 Regime Jurídico
3.1.4 Exemplos
3.2 Sociedades de Economia Mista
3.2.1 Conceito e Características
3.2.2 Composição do Capital
3.2.3 Regime Jurídico
3.2.4 Exemplos
3.3 Distinções entre Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista
3.3.1 Natureza do Capital
3.3.2 Área de Atuação
3.3.3 Regime de Pessoal
3.4 Regulação e Controle
3.4.1 Órgãos de Fiscalização
3.4.2 Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016)

1. Organização Administrativa da União


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1.1 Conceitos Básicos

1.1.1 Definição de Administração Pública

A Administração Pública pode ser entendida como o conjunto de órgãos, serviços e agentes do

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Estado que, conforme previsto em lei, têm a função de atender às necessidades coletivas, de forma
direta ou indireta. Ela abrange tanto a atuação do governo em seus diversos níveis — União,
Estados, Distrito Federal e Municípios — quanto a execução de políticas públicas destinadas a
garantir os direitos e o bem-estar da população. Esta definição engloba, portanto, desde a
prestação de serviços essenciais, como saúde e educação, até a regulamentação e fiscalização de
atividades econômicas e a manutenção da ordem pública.

1.1.2 Princípios Constitucionais

Os princípios constitucionais que regem a Administração Pública são fundamentos que orientam a
atuação do Estado, garantindo uma gestão eficaz, ética e democrática. Dentre eles, destacam-se a
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Esses princípios asseguram que
as ações administrativas estejam em conformidade com a lei, sejam realizadas com objetividade,
probidade e transparência, e busquem a otimização dos recursos e a satisfação das necessidades
da sociedade. Eles representam, assim, verdadeiras diretrizes que moldam a conduta dos agentes
públicos e a estruturação da Administração Pública.

1.2 Estrutura Organizacional

1.2.1 Órgãos Centrais e Locais

A estrutura organizacional da Administração Pública compreende órgãos centrais e locais,


responsáveis pela formulação e implementação de políticas públicas em âmbito nacional, estadual
e municipal. Os órgãos centrais, situados na capital do país, têm como função principal a
elaboração de diretrizes e normativas que orientarão as atividades dos órgãos locais, distribuídos
por todo o território nacional. Essa distribuição busca não apenas aproximar os serviços públicos
dos cidadãos, mas também adaptar a atuação do Estado às particularidades regionais,
promovendo um desenvolvimento mais equilibrado e atendendo de maneira mais eficiente às
demandas locais.

1.2.2 Competências e Atribuições

As competências e atribuições de cada órgão da Administração Pública são definidas por lei,
estabelecendo as responsabilidades específicas que lhes cabem dentro do conjunto de atividades
do Estado. Essa definição permite uma organização sistêmica da atuação estatal, na qual cada
órgão desempenha papéis complementares, evitando sobreposições e otimizando a utilização dos
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

recursos públicos. As competências podem ser exclusivas, quando somente um órgão pode
executar determinada atividade, ou comuns, permitindo que múltiplos órgãos atuem
conjuntamente na realização de objetivos compartilhados, sempre visando à eficácia da gestão
pública e ao atendimento das necessidades da população.

1.3 Funções Essenciais à Justiça

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As funções essenciais à justiça desempenham um papel crucial no Estado Democrático de Direito,


garantindo a aplicação das leis, a defesa da ordem jurídica, dos interesses sociais e individuais
indisponíveis, e o acesso à justiça. Essas funções são exercidas pelo Ministério Público, pela
Advocacia Pública e pela Defensoria Pública, cada qual com suas atribuições específicas, estruturas
e princípios norteadores.

1.3.1 Ministério Público

O Ministério Público (MP) é uma instituição permanente, essencial ao funcionamento do Estado de


Direito, dotada de autonomia funcional e administrativa. Sua principal missão é defender a ordem
jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e individuais indisponíveis. O MP atua como
fiscal da lei, promovendo ações penais públicas, além de exercer outras funções, como a defesa do
meio ambiente, dos direitos dos consumidores e dos direitos das populações indígenas e minorias.
A atuação do MP é pautada pela independência funcional de seus membros, garantindo que suas
decisões sejam tomadas com base na lei e no interesse público, livre de influências externas.

1.3.2 Advocacia Pública

A Advocacia Pública é exercida por advogados públicos, integrantes da Advocacia-Geral da União


(AGU) no âmbito federal, das Procuradorias dos Estados e dos Municípios. Sua função é representar
judicial e extrajudicialmente a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, defendendo
seus interesses nas diversas esferas do Poder Judiciário e em atos administrativos. A Advocacia
Pública também desempenha um papel essencial na consultoria e assessoramento jurídico dos
entes federativos, contribuindo para a legalidade e a segurança jurídica das políticas públicas
implementadas pelo governo.

1.3.3 Defensoria Pública

A Defensoria Pública é instituída pela Constituição Federal como expressão e instrumento do


regime democrático, fundamentalmente destinada à prestação de assistência jurídica integral e
gratuita aos cidadãos que não dispõem de recursos financeiros para contratar um advogado. A
Defensoria atua na defesa dos direitos individuais e coletivos, especialmente dos mais vulneráveis,
em todas as instâncias, juizados e tribunais. Seu papel é garantir o acesso à justiça, promovendo a
igualdade de condições no exercício do direito de defesa, contribuindo assim para a redução das
desigualdades sociais e para a efetivação dos direitos humanos.
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2. Administração Direta e Indireta

2.1 Administração Direta

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2.1.1 Conceito e Características

A Administração Direta refere-se ao conjunto de órgãos que compõem a estrutura do Estado nos
níveis federal, estadual e municipal, sem personalidade jurídica própria, atuando diretamente sob
o comando do chefe do Executivo (Presidente da República, Governadores e Prefeitos). Esses
órgãos têm suas funções, competências e responsabilidades definidas por lei, sendo responsáveis
pela execução de atividades administrativas, legislativas e judiciárias, de forma centralizada. A
principal característica da Administração Direta é a integração de seus órgãos à pessoa política a
que pertencem, funcionando como uma extensão direta do poder soberano do Estado.

2.1.2 Órgãos Integrantes

Os órgãos integrantes da Administração Direta variam conforme o nível de governo e abrangem


desde Ministérios e Secretarias até departamentos e divisões responsáveis por áreas específicas de
gestão pública, como Saúde, Educação, Segurança e Transportes. No âmbito federal, por exemplo,
os Ministérios são os principais órgãos da Administração Direta, cada um responsável por um
segmento da administração pública, seguindo as diretrizes e políticas definidas pelo Presidente da
República.

2.2 Administração Indireta

2.2.1 Conceito e Estrutura

A Administração Indireta é composta por entidades com personalidade jurídica própria, criadas
por lei, com o objetivo de desempenhar funções específicas de forma descentralizada, permitindo
uma gestão mais flexível e especializada. Essas entidades operam sob a supervisão de um órgão da
Administração Direta, mas possuem autonomia administrativa, financeira e, em certos casos,
patrimonial. A estrutura da Administração Indireta inclui autarquias, fundações públicas, empresas
públicas e sociedades de economia mista.

2.2.2 Autarquias

2.2.2.1 Conceito e Características

Autarquias são serviços autônomos, criados por lei específica, com personalidade jurídica de direito
público, patrimônio e receita próprios. Destinam-se à execução de atividades típicas da
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Administração Pública que requeiram para seu melhor funcionamento gestão administrativa e
financeira descentralizada. Caracterizam-se pela especialização dos serviços que prestam à
sociedade, como regulamentação, controle, fiscalização e prestação de serviços públicos
específicos, gozando de autonomia gerencial, orçamentária e financeira, dentro dos limites
estabelecidos pela legislação.

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2.2.2.2 Exemplos

Exemplos de autarquias no Brasil incluem o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), responsável
pela administração dos benefícios previdenciários; o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), encarregado da proteção ambiental; e a Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (ANVISA), que regula e fiscaliza produtos e serviços que envolvem risco à
saúde pública. Estes órgãos exemplificam a diversidade de funções desempenhadas pelas
autarquias dentro da estrutura da Administração Pública, atuando em áreas essenciais para o
bem-estar e a segurança da população.

2.2 Administração Indireta

2.2.3 Fundações Públicas

2.2.3.1 Conceito e Características

Fundações públicas são entidades de direito público ou privado, criadas por lei, com o propósito
específico de realizar atividades de interesse coletivo, tais como educação, saúde, pesquisa
científica, cultura e desenvolvimento tecnológico, sem fins lucrativos. Diferenciam-se das
autarquias principalmente pela natureza de suas atividades, focadas em objetivos mais específicos
e determinados. As fundações públicas possuem autonomia administrativa, patrimonial, financeira
e gerencial, mas estão sujeitas ao controle e supervisão do Estado, garantindo que suas atividades
estejam alinhadas com as políticas públicas e os interesses da sociedade.

2.2.3.2 Exemplos

Um exemplo de fundação pública é a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), dedicada à promoção da


saúde e ao desenvolvimento social, realizando pesquisas em saúde pública, produção de vacinas,
medicamentos e outros insumos críticos para o SUS. Outro exemplo é a Fundação Nacional de
Artes (Funarte), que tem como missão fomentar a produção artística, promover o acesso à cultura
e incentivar a diversidade cultural brasileira.

2.2.4 Agências Reguladoras

2.2.4.1 Conceito e Funções


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As agências reguladoras são autarquias de regime especial, criadas por lei, com a finalidade de
regular e fiscalizar atividades de interesse público em setores específicos da economia, garantindo
o equilíbrio entre os direitos dos consumidores, a preservação do ambiente de negócios saudável e
a promoção da concorrência. Elas possuem autonomia financeira, funcional e administrativa, e são
responsáveis por estabelecer normas, conceder licenças, fiscalizar serviços e aplicar sanções. As
agências reguladoras desempenham um papel crucial na implementação de políticas públicas,

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assegurando a qualidade e a eficiência dos serviços prestados à população.

2.2.4.2 Exemplos

Exemplos de agências reguladoras incluem a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que
regula o setor elétrico brasileiro; a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), responsável
pela regulamentação do setor de telecomunicações; e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA), que regula produtos e serviços que envolvem risco à saúde pública, incluindo alimentos,
cosméticos e medicamentos. Essas agências garantem que os setores sob sua jurisdição operem
de acordo com os padrões e as normas estabelecidas, protegendo assim os interesses da
sociedade.

3. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista

3.1 Empresas Públicas

3.1.1 Conceito e Características

Empresas públicas são entidades de direito privado, criadas por autorização legislativa específica,
com capital exclusivamente público, pertencente à União, aos Estados, ao Distrito Federal ou aos
Municípios. São instituídas com o objetivo de explorar atividade econômica ou prestar serviços
públicos de forma que o lucro não é o principal objetivo, mas sim atender às necessidades da
coletividade. Caracterizam-se pela sua autonomia gerencial, administrativa e financeira, embora
estejam sujeitas ao controle e fiscalização do Estado, assegurando que suas atividades estejam
alinhadas com as políticas públicas e os interesses da sociedade.

3.1.2 Áreas de Atuação

As empresas públicas podem atuar em diversos setores da economia, como transporte,


comunicações, infraestrutura, energia e saneamento básico. Seu papel é fundamental no
desenvolvimento de atividades consideradas essenciais para o Estado, que requerem
investimentos de grande porte e uma gestão focada no interesse público. A atuação dessas
empresas é crucial para garantir o acesso da população a serviços de qualidade e para promover o
desenvolvimento econômico e social.
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3.1.3 Regime Jurídico

Embora possuam capital exclusivamente público, as empresas públicas estão submetidas ao


regime jurídico de direito privado, o que lhes confere flexibilidade operacional semelhante à das
empresas privadas. No entanto, são obrigadas a seguir princípios da administração pública, como
legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade. Além disso, estão sujeitas a fiscalização por

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órgãos de controle externo, como o Tribunal de Contas, e devem realizar licitações para a
contratação de obras, serviços, compras e alienações, conforme determina a legislação.

3.1.4 Exemplos

Exemplos de empresas públicas no Brasil incluem a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos


(ECT), responsável pela execução do sistema de envio e entrega de correspondências em todo o
território nacional, e a Caixa Econômica Federal, instituição financeira que desempenha um papel
importante na implementação de políticas de crédito e desenvolvimento urbano, além de ser a
principal operadora dos programas sociais do governo federal. Essas empresas são essenciais para
a infraestrutura do país e para a promoção do bem-estar social.

3.2 Sociedades de Economia Mista

3.2.1 Conceito e Características

Sociedades de economia mista são entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado,
criadas por autorização em lei, com participação do Estado e de acionistas privados no capital
social. Diferenciam-se das empresas públicas principalmente pela composição de seu capital.
Enquanto as empresas públicas possuem capital integralmente público, as sociedades de
economia mista combinam recursos estatais e privados. Essas entidades são instituídas com o
objetivo de explorar atividades econômicas ou prestar serviços públicos, operando sob a lógica
empresarial mas com a missão de atender ao interesse público. A presença do Estado como
acionista majoritário assegura que as diretrizes governamentais influenciem sua gestão e
operações.

3.2.2 Composição do Capital

Nas sociedades de economia mista, o capital social é composto por uma parte pertencente ao
Estado (União, Estados, Distrito Federal ou Municípios) e outra parte por investidores privados. O
Estado deve deter a maioria do capital votante, garantindo assim o controle acionário da entidade.
Essa estrutura de capital permite que essas empresas combinem a eficiência e as práticas de
gestão do setor privado com os objetivos e as finalidades públicas determinadas pelo Estado,
buscando equilibrar interesses comerciais e sociais em sua operação.

3.2.3 Regime Jurídico


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As sociedades de economia mista estão submetidas a um regime jurídico híbrido. Por um lado,
como entidades de direito privado, regem-se pelas normas aplicáveis às empresas privadas,
especialmente as leis comerciais e societárias. Por outro, devido à participação estatal em seu
capital e à natureza de suas atividades, estão sujeitas a princípios da administração pública, como
legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade. Além disso, devem observar as regras de

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licitação e contratação pública, e estão sujeitas à fiscalização por órgãos de controle externo, como
os Tribunais de Contas.

3.2.4 Exemplos

Exemplos notáveis de sociedades de economia mista no Brasil incluem a Petrobras (Petróleo


Brasileiro S.A.), que atua na exploração, produção, refino e comercialização de petróleo e seus
derivados, e o Banco do Brasil, uma das maiores instituições financeiras do país, que desempenha
papel crucial no financiamento da agricultura, habitação e no desenvolvimento de políticas
públicas financeiras. Essas empresas combinam objetivos comerciais com missões de interesse
público, sendo fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

3.3 Distinções entre Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista

3.3.1 Natureza do Capital

A principal distinção entre empresas públicas e sociedades de economia mista reside na


composição de seu capital. Nas empresas públicas, o capital é integralmente público, proveniente
dos cofres do Estado (União, Estados, Distrito Federal ou Municípios), sem qualquer participação
de capital privado. Já nas sociedades de economia mista, o capital é misto, com participação tanto
do Estado quanto de investidores privados, embora o Estado mantenha o controle acionário,
garantindo a maioria do capital votante. Essa diferença na natureza do capital influencia
diretamente a gestão e as finalidades dessas entidades.

3.3.2 Área de Atuação

Embora tanto empresas públicas quanto sociedades de economia mista possam operar em
diversos setores da economia, a escolha entre uma ou outra forma jurídica pode ser influenciada
pela área de atuação pretendida. Empresas públicas são frequentemente criadas para atuar em
áreas em que se busca um controle mais direto do Estado sobre serviços essenciais ou
estratégicos, enquanto as sociedades de economia mista tendem a ser utilizadas em setores que
demandam uma interação maior com o mercado, aproveitando a dinâmica e a flexibilidade
proporcionadas pela participação privada no capital.

3.3.3 Regime de Pessoal


Amanda Ferreira - 085.669.123-22

O regime de pessoal também apresenta diferenças entre empresas públicas e sociedades de


economia mista. Geralmente, ambas estão submetidas ao regime celetista, em conformidade com
a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), diferentemente dos servidores públicos estatutários. No
entanto, a aplicação das normas trabalhistas pode variar conforme a legislação específica que rege
cada entidade, podendo haver particularidades no regime de contratação, remuneração e
benefícios dos empregados, sempre observando os princípios de legalidade, impessoalidade,

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moralidade, publicidade e eficiência.

3.4 Regulação e Controle

3.4.1 Órgãos de Fiscalização

As atividades das empresas públicas e sociedades de economia mista estão sujeitas à fiscalização
por diversos órgãos, incluindo os Tribunais de Contas (União, Estados e Municípios), as
Controladorias-Gerais e os Ministérios responsáveis pela área de atuação da entidade. Esses órgãos
de fiscalização têm como função verificar a legalidade, a legitimidade, a economicidade e a
eficiência da gestão financeira, orçamentária e patrimonial dessas empresas, assegurando que
suas operações estejam alinhadas com os interesses públicos e com as diretrizes governamentais.

3.4.2 Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016)

A Lei nº 13.303/2016, conhecida como Lei das Estatais, estabeleceu normas de governança
corporativa, de transparência e de práticas de gestão para empresas públicas e sociedades de
economia mista. Essa legislação visa fortalecer o controle e a fiscalização das atividades dessas
entidades, impondo regras mais rígidas para licitações e contratos, definição de políticas de
remuneração e gestão de pessoal, e obrigações de transparência e divulgação de informações. A
Lei das Estatais representa um avanço significativo na busca por uma administração mais
eficiente, ética e responsável das empresas estatais, contribuindo para o aumento da confiança da
sociedade nas instituições públicas.

Agora é hora de testar seus conhecimentos! Resolva toda a lista de exercícios abaixo. A seguir,
confira o gabarito e os comentários de cada questão.

1) CESGRANRIO - 2014
Direito Administrativo - Administração Direta (Órgãos Públicos)
Os órgãos da Administração Pública atendem a sucessivos governos dos mais variados matizes
políticos. Essa circunstância não afeta os órgãos administrativos dada a sua característica de
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a) neutralidade
b) parcialidade
c) honestidade
d) validade
e) entidade

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META 1 (Bloco 8 CNU)
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2) CESGRANRIO - 2014
Direito Administrativo - Administração Direta (Órgãos Públicos)
Na Administração Pública brasileira existem os denominados órgãos primários. Nessa categoria
podem ser alocados os
a) provisionadores
b) departamentos
c) inspetores
d) ministérios
e) tribunais

3) CESGRANRIO - 2023
Direito Administrativo - Administração Indireta
A Administração Pública indireta é composta por entes descentralizados, de competência do
governo, criados para desempenharem variadas funções de serviços à população. Nesse sentido,
existe uma entidade que assume a forma de pessoa jurídica, cuja criação é autorizada por lei, como
um instrumento de ação do Estado, dotada de personalidade de Direito Privado, mas submetida a
certas regras especiais, decorrentes dessa sua natureza auxiliar da atuação governamental. Ela é
constituída sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertencem em sua
maioria à União ou a uma entidade de sua administração indireta, sobre remanescente acionário
de propriedade particular.
Essa entidade é chamada de
a) empresa pública
b) autarquia especial
c) agência reguladora
d) sociedade de economia mista
e) agência executiva

4) CESGRANRIO - 2022
Direito Administrativo - Administração Indireta
A iniciativa, no âmbito do processo legislativo, para a criação de uma autarquia federal, que é ente
da administração pública indireta, compreendida como o serviço autônomo, criado por lei, com
personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da
Administração Pública que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

financeira descentralizada, é atribuída


a) exclusivamente aos membros do Congresso Nacional
b) concorrentemente aos membros do Congresso Nacional e ao Presidente da República
c) privativamente aos senadores
d) privativamente ao Presidente da República
e) privativamente aos deputados federais

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META 1 (Bloco 8 CNU)
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5) CESGRANRIO - 2018
Direito Administrativo - Administração Indireta
Considerando as características dos entes que compõem a administração pública indireta, uma
das diferenças entre as empresas públicas e as sociedades de economia mista baseia-se na
a) estrutura de propriedade
b) criação por meio de lei
c) regras de admissão de pessoal
d) personalidade jurídica privada
e) possibilidade de falência

6) CESGRANRIO - 2018
Direito Administrativo - Administração Indireta
Nos termos do Decreto Lei nº 200/1967, a Sociedade de Economia Mista é a entidade dotada de
personalidade jurídica de direito privado, criada por lei para a exploração de atividade econômica,
sob a forma de sociedade
a) simples
b) anônima
c) integral
d) por cotas
e) por comandita

7) CESGRANRIO - 2014
Direito Administrativo - Administração Indireta
Na complexa organização da Administração Pública federal, atuam diversas pessoas jurídicas,
dentre as quais as autarquias.
Considera-se um privilégio das autarquias a
a) execução privada
b) quitação de taxas federais
c) impenhorabilidade dos seus bens
d) irresponsabilidade dos seus dirigentes
e) equiparação com as sociedades de economia mista
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

8) CESGRANRIO - 2014
Direito Administrativo - Administração Indireta
A autarquia criada pelo ente público para prestar determinados serviços tem como característica a
sua
a) vinculação

212
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

b) dependência
c) autonomia
d) organização
e) funcionalidade

9) CESGRANRIO - 2014
Direito Administrativo - Administração Indireta
Os processos admissionais na Administração Pública dependem de aprovação prévia em concurso
público, ressalvados os cargos comissionados e os de livre nomeação. Há, porém, trabalhadores
sem concurso público que atuam junto à Administração Pública, cuja forma de contratação não
gera vínculo empregatício.
Esses trabalhadores atuam em organizações que, juridicamente, se relacionam com a
Administração Pública na forma de
a) autarquias
b) fundações
c) empresas públicas
d) sociedades de economia mistas
e) prestadoras de serviços contratadas

10) CESGRANRIO - 2014


Direito Administrativo - Administração Indireta
Dentre os denominados privilégios atribuíveis às autarquias, encontra-se a
a) sujeição a concursos de credores
b) imunidade de impostos sobre seu patrimônio
c) prescrição trienal das suas dívidas passivas
d) execução geral dos seus créditos
e) penhorabilidade dos seus bens

11) CESGRANRIO - 2014


Direito Administrativo - Administração Indireta
Discute-se muito sobre a intervenção estatal nos rumos de determinadas empresas que possuem
o controle do Estado. As mais importantes têm controle da União Federal, que recebe polpudos
dividendos pela lucratividade das mesmas.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Essas empresas estatais, que têm participação privada, realizam atividade econômica de produção
e comercialização de bens e não possuem privilégios equivalentes à Fazenda Pública, são as
denominadas
a) Fundações públicas
b) empresas de parceria
c) Entidades do Terceiro Setor

213
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

d) Sociedades de Economia Mista


e) Organizações não governamentais

12) CESGRANRIO - 2013


Direito Administrativo - Administração Indireta
A Administração Pública se subdivide em Administração Direta e Indireta. NÃO são órgãos
integrantes da Administração Direta
a) a Advocacia-Geral da União e o Tribunal de Contas da União
b) as Fundações Públicas, como, por exemplo, o IBGE
c) os Conselhos, como, por exemplo, Conselho de Defesa Nacional
d) os Ministérios, como, por exemplo, o Ministério do Trabalho
e) os Tribunais, como, por exemplo, o Tribunal de Contas da União

13) CESGRANRIO - 2012


Direito Administrativo - Administração Indireta
A administração pública do Estado Brasileiro estrutura-se em administração direta e indireta.
Integram a administração indireta e são dotadas de personalidade jurídica de direito privado as
a) autarquias e as fundações
b) autarquias e as sociedades de economia mista
c) fundações autárquicas e as empresas públicas
d) empresas públicas e as sociedades de economia mista
e) sociedades de economia mista e os entes políticos

14) CESGRANRIO - 2012


Direito Administrativo - Administração Indireta
A administração indireta do Estado é composta por pessoas jurídicas criadas por lei ou instituídas
mediante autorização legal, com o objetivo de desempenhar atividades administrativas de forma
descentralizada.
Nesse contexto, são entidades integrantes da denominada administração indireta:
a) autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista
b) associações públicas, organizações sociais e fundações públicas
c) sociedades de economia mista, empresas estatais e organizações da sociedade civil de interesse
público
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

d) empresas públicas, sociedades de economia mista e concessionárias de serviços públicos


e) fundações públicas, concessionárias de serviços públicos e consórcios públicos

15) CESGRANRIO - 2012


Direito Administrativo - Administração Indireta

214
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

As sociedades de economia mista federais são pessoas jurídicas de direito privado que integram a
Administração Pública Federal.
Uma característica aplicável ao regime jurídico das referidas entidades é a(o)
a) inexistência de controle por parte do Tribunal de Contas da União
b) desnecessidade de licitação prévia para contratar com terceiros
c) autorização para instituição dependente de lei específica
d) submissão compulsória à Lei de Responsabilidade Fiscal
e) regime de pessoal estatutário

16) CESGRANRIO - 2014


Direito Administrativo - Desconcentração e Descentralização
Nas relações entre os Órgãos da Administração Direta e Entidades da Administração Indireta é
importante considerar que
a) existe uma hierarquia entre a Administração Direta e a Administração Indireta, já que a
Administração Pública Indireta, ao representar o Estado, descentraliza poderes e atribuições para a
Administração Direta.
b) os órgãos da Administração Indireta não são detentores originais das competências que
repassam à Administração Direta, já que esta não possui a competência para a execução do serviço
público.
c) o Estado brasileiro é centralizado ao trabalhar suas competências originais, e, ao mesmo tempo,
é descentralizado ao delegar atribuições à Administração Indireta.
d) as autarquias são pessoas jurídicas de direito privado, enquanto as sociedades de economia
mista e as empresas públicas se enquadram no conceito de pessoas jurídicas de direito público.
e) quando a Administração Indireta descentraliza competências para as Autarquias e Empresas
Públicas, há uma descentralização por outorga; e quando os entes da Administração Indireta
repassam atribuições para as concessionárias e permissionárias de serviço público, há uma
descentralização por delegação.

17) CESGRANRIO - 2012


Direito Administrativo - Desconcentração e Descentralização
A distribuição interna de tarefas administrativas entre órgãos públicos decorre da aplicação da
técnica denominada
a) descentralização por hierarquia
b) descentralização por colaboração
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

c) autotutela administrativa
d) desconcentração
e) outorga

18) CESGRANRIO - 2014

215
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

Direito Administrativo - Agências Reguladoras e Executivas


São atividades típicas das Agências Reguladoras:
a) proteção do direito dos consumidores e coibição do abuso de poder econômico
b) prestação de serviço público uti universi e concessão de subsídios a setores da economia
c) coibição do abuso de poder econômico e prestação de serviço público uti singuli
d) concessão de subsídios a setores da economia e prestação de serviço público uti singuli
e) concessão de subsídios a setores da economia e coibição do abuso de poder econômico

19) CESGRANRIO - 2014


Direito Administrativo - Terceiro Setor (OSs, OSCIPs, Sistema S e Fundações de Apoio)
Uma das características das entidades paraestatais consiste na sua criação por
a) decreto
b) lei
c) instrução normativa
d) estatuto
e) aviso

20) CESGRANRIO - 2023


Direito Administrativo - Lei nº 13.303/2016 - Estatuto Jurídico da EP e SEM (arts. 1º a 27)
Um analista apresentou seu currículo para integrar os quadros de direção de empresa estatal, mas
necessita de avaliação para poder exercer a atividade.
De acordo com a Lei Federal no 13.303/2016, a empresa pública deverá criar, para verificar a
conformidade do processo de indicação e de avaliação de membros para o Conselho de
Administração e para o Conselho Fiscal, um(a)
a) órgão auditor
b) comitê estatutário
c) cargo de ouvidoria
d) setor de análise
e) seção de Recursos Humanos

Questão 1: CESGRANRIO - 2014


Amanda Ferreira - 085.669.123-22

A característica de neutralidade dos órgãos da Administração Pública é essencial para assegurar


que a gestão dos serviços públicos e a execução das políticas públicas sejam realizadas com
imparcialidade, independente das mudanças políticas ou dos diferentes governos que se alternam
no poder. Essa neutralidade é o que permite que os órgãos administrativos cumpram suas funções
baseando-se exclusivamente em critérios técnicos, legais e éticos, sem influência de ideologias ou
preferências partidárias.

216
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

A neutralidade garante a continuidade dos serviços públicos e a estabilidade das funções


administrativas, fundamentais para a confiança da população no aparato estatal. Isso significa que,
mesmo diante de eventuais mudanças nos governos, os órgãos administrativos continuam a
desempenhar suas atribuições de maneira constante e consistente, focados no interesse público e
no bem-estar social.

Dessa forma, a opção correta é a letra "A", que destaca a neutralidade como característica dos
órgãos administrativos. Este princípio é um pilar para a Administração Pública, pois assegura que a
atuação governamental seja conduzida de maneira objetiva e imparcial, evitando-se assim
qualquer desvio ou influência indevida que possa comprometer a eficácia e a eficiência dos
serviços públicos prestados à sociedade.

Questão 2: CESGRANRIO - 2014


Os órgãos primários na Administração Pública brasileira representam os níveis mais altos na
estrutura organizacional do governo, possuindo competências definidas diretamente pela
Constituição ou pela legislação. Dentre as opções apresentadas, os "ministérios" e os "tribunais" são
exemplos típicos de órgãos primários. No entanto, considerando a especificidade da questão, que
se refere à classificação tradicional na Administração Pública, a resposta correta é destacada pela
própria estrutura do governo brasileiro, onde os ministérios são diretamente ligados às funções
executivas e legislativas.

Contudo, o gabarito oficial aponta "tribunais" como a resposta correta. Esta escolha pode ser
entendida sob a ótica de que, na questão de classificação e organização administrativa, os
tribunais, enquanto órgãos do Poder Judiciário, exercem funções primárias de jurisdição, as quais
são fundamentais e estruturantes para o Estado de Direito, assegurando a aplicação das leis e a
manutenção da justiça. A sua classificação como órgãos primários reflete a independência e a
autonomia do Poder Judiciário em relação aos demais poderes, além de sua importância
fundamental na estrutura do Estado.

Porém, é importante ressaltar que, na prática administrativa e na doutrina do Direito


Administrativo, a categorização de órgãos como primários frequentemente se concentra naqueles
que possuem atribuições executivas e administrativas diretamente derivadas do texto
constitucional, o que incluiria os ministérios como representantes mais emblemáticos dessa
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

categoria. A menção a "tribunais" como resposta correta destaca a importância dos órgãos
judiciários no contexto da Administração Pública, embora tradicionalmente a referência à
Administração Direta e aos órgãos primários esteja mais associada aos entes de natureza
executiva.

217
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

Questão 3: CESGRANRIO - 2023


A sociedade de economia mista é uma entidade de direito privado, criada por lei, com o objetivo
de desempenhar atividades econômicas ou prestar serviços públicos, na qual o Estado tem a
participação majoritária no capital social e no controle acionário, enquanto uma parcela das ações
pertence a investidores privados. A caracterização dessas entidades como de direito privado, mas
submetidas a um regime jurídico especial devido à sua função pública e ao controle estatal, é
essencial para compreender seu papel na Administração Pública indireta.

Essa configuração permite que a sociedade de economia mista opere sob condições mais flexíveis
que as entidades de direito público, como as autarquias, mas ainda assim esteja alinhada aos
objetivos e às políticas definidas pelo governo. Isso inclui a realização de atividades econômicas de
forma competitiva no mercado, ao mesmo tempo em que cumpre finalidades públicas específicas,
sob orientação e controle do Estado. A menção à constituição sob a forma de sociedade anônima e
a propriedade majoritária das ações com direito a voto pela União ou por entidade da
administração indireta, com a possibilidade de participação acionária privada, é distintiva das
sociedades de economia mista, conforme descrito no enunciado da questão.

Portanto, a opção "D" (sociedade de economia mista) é a resposta correta, pois reflete
adequadamente a natureza jurídica, a forma de criação, a composição do capital social e o regime
de funcionamento dessas entidades, alinhando-se com a descrição fornecida na questão sobre
uma entidade criada por lei, de personalidade jurídica de direito privado, com controle acionário
majoritário estatal e participação minoritária privada, destinada a atividades econômicas ou
serviços públicos.

Questão 4: CESGRANRIO - 2022


A criação de uma autarquia federal, como ente da administração pública indireta, é uma
prerrogativa que a Constituição Federal reserva exclusivamente ao Poder Executivo,
especificamente ao Presidente da República. Autarquias são entidades autônomas, criadas por lei
específica, com personalidade jurídica de direito público, patrimônio próprio e capacidade
administrativa e financeira descentralizada, destinadas a executar atividades típicas da
Administração Pública que demandam gestão especializada e flexibilidade administrativa.

Este arranjo permite que as autarquias desenvolvam suas funções com maior eficiência e
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

autonomia em relação à Administração Direta, embora sob supervisão e controle finalístico do


ministério ao qual estão vinculadas. A necessidade de lei específica para a criação de autarquias
reflete o princípio da legalidade e a reserva legal, assegurando que tais entidades operem dentro
de um marco regulatório claro e específico, que define suas competências, estrutura
organizacional e regime de funcionamento.

218
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

A opção "D" (privativamente ao Presidente da República) é, portanto, a resposta correta, pois


destaca o papel do Presidente da República como iniciador do processo legislativo para a criação
de autarquias federais. Isso está alinhado com o procedimento de iniciativa legislativa no âmbito
do processo legislativo brasileiro, onde o Presidente tem a competência exclusiva para propor a
criação de entidades na administração pública indireta, incluindo as autarquias, reforçando a
centralidade do Poder Executivo na organização e reestruturação da Administração Pública.

Questão 5: CESGRANRIO - 2018


Empresas públicas e sociedades de economia mista são entidades pertencentes à Administração
Pública indireta, ambas operando sob o regime jurídico de direito privado. A principal distinção
entre essas duas categorias de entidades reside na sua estrutura de propriedade. Enquanto as
empresas públicas são integralmente detidas pelo Estado, seja ele a União, os Estados, o Distrito
Federal ou os Municípios, as sociedades de economia mista são constituídas tanto por capital
público quanto privado, com a maioria do capital votante sendo detida pelo Estado.

Essa diferença na estrutura de propriedade tem implicações significativas para a forma como essas
entidades são governadas e operam. As empresas públicas, por serem de propriedade exclusiva do
Estado, estão sujeitas a um controle administrativo e regulatório mais direto, refletindo os
interesses públicos de maneira mais imediata em suas operações. Já as sociedades de economia
mista, ao incluírem acionistas privados, especialmente em sua estrutura acionária, devem
equilibrar os interesses do Estado com os do mercado, o que pode influenciar sua governança e
estratégias operacionais.

A necessidade de incluir capital privado nas sociedades de economia mista visa conferir-lhes maior
flexibilidade e capacidade de atuação no mercado, potencializando a eficiência econômica sem se
afastar dos objetivos públicos que motivaram sua criação. Portanto, a "estrutura de propriedade"
(opção "A") serve como a base fundamental dessa diferenciação, determinando não apenas
aspectos de governança e controle, mas também influenciando a missão, as estratégias e o modo
de operação dessas entidades no cumprimento de suas funções.

Questão 6: CESGRANRIO - 2018


A Sociedade de Economia Mista é uma entidade dotada de personalidade jurídica de direito
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

privado, criada por lei para a exploração de atividade econômica ou a prestação de serviços
públicos, operando sob a forma de sociedade anônima. Este modelo organizacional permite que o
Estado participe do mercado econômico, diretamente ou por meio de prestação de serviços,
combinando a eficiência típica do setor privado com objetivos de interesse público.

A característica de operar sob a forma de sociedade anônima é essencial para a definição e

219
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

funcionamento das sociedades de economia mista, conforme estabelecido no Decreto Lei nº


200/1967. Essa forma jurídica implica a observância de regras e práticas comerciais aplicáveis às
empresas privadas, incluindo a regulação pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) quando suas
ações são negociadas em mercado de capitais, além de submeter-se a um regime jurídico híbrido
que contempla tanto aspectos do direito público quanto do direito privado.

A adoção da forma de sociedade anônima assegura uma estrutura de governança corporativa que
facilita a captação de recursos, tanto públicos quanto privados, e proporciona uma gestão que
pode se beneficiar de práticas e inovações do setor privado, visando à eficiência e competitividade.
Ao mesmo tempo, mantém-se o controle acionário majoritário pelo Estado, garantindo que as
finalidades públicas prevaleçam sobre os interesses puramente econômicos.

Portanto, a opção "B" (anônima) é corretamente identificada como a natureza jurídica das
Sociedades de Economia Mista, refletindo a sua organização e funcionamento específicos que
combinam elementos do setor público e privado para atingir seus objetivos.

Questão 7: CESGRANRIO - 2014


Um dos privilégios conferidos às autarquias, no contexto da Administração Pública federal, é a
impenhorabilidade dos seus bens. As autarquias são entidades autônomas de direito público,
criadas por lei específica com a finalidade de realizar atividades administrativas de forma
descentralizada. Esse privilégio tem como fundamento principal a proteção do interesse público e
a continuidade dos serviços prestados à sociedade.

A impenhorabilidade dos bens das autarquias assegura que suas propriedades não possam ser
objeto de penhora, execução ou qualquer outra medida judicial que possa comprometer a
prestação de serviços essenciais à população. Este princípio está alinhado à ideia de que os bens
afetados à prestação de serviços públicos ou ao desempenho de atividades de interesse coletivo
devem ser protegidos contra intervenções que possam interromper ou prejudicar essas funções.

Essa característica é essencial para a manutenção da eficiência e eficácia dos serviços públicos,
garantindo que as autarquias possam operar sem o risco de terem seus bens essenciais
indisponíveis por conta de processos judiciais. A impenhorabilidade contribui, assim, para a
estabilidade e segurança jurídica necessárias à Administração Pública, permitindo que as
autarquias cumpram suas missões institucionais sem interrupções.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Portanto, a opção "C" (impenhorabilidade dos seus bens) é corretamente identificada como um
privilégio das autarquias, refletindo a importância dessas entidades na estrutura da Administração
Pública e a necessidade de proteger seus bens para a contínua prestação de serviços públicos.

220
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

Questão 8: CESGRANRIO - 2014


A característica fundamental das autarquias, que são criadas por entes públicos para prestar
determinados serviços, é sua autonomia. Essa autonomia se manifesta tanto na gestão
administrativa quanto financeira, permitindo que essas entidades de direito público
desempenhem suas atividades com eficiência, de acordo com os objetivos para os quais foram
criadas, sem necessitar de intervenção direta do ente criador em seu funcionamento cotidiano.

A autonomia das autarquias é crucial para a sua capacidade de atender às necessidades


específicas de sua área de atuação de maneira especializada e técnica. Isso inclui a gestão de seus
recursos, a contratação de pessoal, a realização de licitações e a administração de seus bens e
serviços de forma alinhada com seus objetivos institucionais, mas sempre sob o arcabouço da
legislação pertinente e dos princípios administrativos gerais.

Essa autonomia não significa independência completa do ente federativo que as criou, visto que as
autarquias estão vinculadas ao ente criador em aspectos de supervisão e controle, principalmente
no que tange à observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade
e eficiência. No entanto, dentro dos limites legais, as autarquias têm liberdade para organizar suas
atividades e utilizar seus recursos da maneira que considerarem mais apropriada para cumprir
suas finalidades.

Assim, a opção "C" (autonomia) identifica corretamente uma característica essencial das
autarquias, destacando a importância da gestão autônoma para a eficácia e eficiência na
prestação de serviços públicos especializados.

Questão 9: CESGRANRIO - 2014


A contratação de trabalhadores sem concurso público que não geram vínculo empregatício com a
Administração Pública é uma prática comum para a realização de determinadas atividades ou
serviços que requerem flexibilidade ou especialização específica. Esses trabalhadores geralmente
são contratados por meio de organizações prestadoras de serviços, que estabelecem uma relação
jurídica contratual com o Estado para fornecer mão de obra ou serviços especializados sob
demanda. Este modelo de contratação permite que a Administração Pública atenda às suas
necessidades operacionais e de serviço sem incorporar permanentemente esses trabalhadores ao
seu quadro de pessoal.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

A opção "E" (prestadoras de serviços contratadas) corretamente identifica o tipo de organização


através da qual esses trabalhadores atuam junto à Administração Pública. Essa forma de
contratação é estratégica para a gestão pública, pois oferece a possibilidade de acesso a serviços e
competências especializadas de forma ágil e eficiente, especialmente em áreas onde a
administração direta ou indireta pode não ter a expertise ou capacidade operacional necessária.

221
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

Além disso, permite uma gestão de custos mais flexível, adaptando-se às variações na demanda
por serviços sem os encargos e as obrigações que acompanham o vínculo empregatício
tradicional.

Essa abordagem também está alinhada com os princípios de eficiência e economicidade,


permitindo que a Administração Pública otimize a utilização de recursos públicos ao contratar
serviços de forma pontual. No entanto, é importante que essas contratações sejam realizadas com
transparência e de acordo com os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade,
garantindo a seleção de prestadoras de serviços qualificadas e a obtenção de resultados
satisfatórios para o interesse público.

Questão 10: CESGRANRIO - 2014


Autarquias, enquanto entidades autônomas de direito público, gozam de uma série de
prerrogativas específicas em virtude de sua função pública e do interesse coletivo que
representam. Uma dessas prerrogativas é a imunidade tributária sobre seu patrimônio, renda e
serviços vinculados às suas finalidades essenciais, conforme previsto na Constituição Federal. Essa
imunidade tributária permite que as autarquias desempenhem suas atividades-fim com maior
eficácia, sem o ônus financeiro representado pela carga tributária que incidiria sobre suas
operações.

A opção "B" (imunidade de impostos sobre seu patrimônio) destaca corretamente um dos
privilégios das autarquias, enfatizando o reconhecimento de sua importância na execução de
serviços públicos essenciais e na promoção do bem-estar social. Essa imunidade é um instrumento
que assegura que os recursos destinados às autarquias sejam integralmente aplicados na
consecução de seus objetivos institucionais, contribuindo assim para a eficiência e efetividade da
gestão pública.

Esse privilégio reflete a compreensão de que a tributação poderia comprometer a capacidade


financeira das autarquias de prestar serviços públicos de qualidade ou de realizar investimentos
em áreas de interesse público. Por essa razão, a imunidade tributária das autarquias é uma medida
de fomento à atividade administrativa de natureza pública, garantindo que essas entidades
possam cumprir suas funções sem restrições desnecessárias que pudessem afetar sua
operacionalidade e desempenho.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Questão 11: CESGRANRIO - 2014


As sociedades de economia mista ocupam uma posição única no cenário da Administração
Pública brasileira, pois são entidades que combinam gestão pública e participação privada na
realização de atividades econômicas. Caracterizam-se por terem o controle acionário majoritário

222
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

nas mãos do Estado, ao mesmo tempo que permitem a participação de capital privado em sua
composição acionária. Este modelo permite que tais entidades atuem de forma mais flexível e
adaptada às dinâmicas do mercado, comparativamente às empresas puramente estatais ou aos
órgãos da Administração Direta.

A escolha das sociedades de economia mista como veículo para a intervenção estatal em áreas
estratégicas da economia visa combinar a eficiência operacional típica do setor privado com os
objetivos de política pública perseguidos pelo Estado. Essa estratégia é particularmente relevante
em setores onde se busca promover o desenvolvimento econômico, a inovação e a
competitividade, ao mesmo tempo em que se assegura a prestação de serviços essenciais à
população.

Ao contrário das entidades da Fazenda Pública, as sociedades de economia mista não gozam de
todos os privilégios fiscais e processuais típicos do Estado, uma vez que sua atuação se dá também
sob as regras e pressões do mercado. Isso significa que, embora beneficiem-se de certas vantagens
decorrentes do seu status híbrido, como a capacidade de captação de recursos tanto no setor
público quanto privado, elas também estão sujeitas a riscos e desafios próprios das empresas
privadas.

A opção "D" (Sociedades de Economia Mista) é correta, refletindo a natureza dessas entidades que,
por definição, estão na interseção entre o público e o privado, desempenhando um papel crucial
na política econômica e na prestação de serviços públicos sob uma ótica de eficiência e
responsividade às necessidades do mercado e da sociedade.

Questão 12: CESGRANRIO - 2013


A distinção entre Administração Direta e Indireta é fundamental para compreender a organização
do Estado e a forma como as atividades administrativas são distribuídas e executadas. A
Administração Direta refere-se aos serviços integrados na estrutura administrativa da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, abrangendo, portanto, os Ministérios, as Secretarias e
outros órgãos que não possuem personalidade jurídica própria, atuando diretamente sob a
supervisão do poder executivo de cada ente federativo.

Por outro lado, a Administração Indireta é composta por entidades dotadas de personalidade
jurídica própria, criadas para desempenhar funções específicas de forma descentralizada, com
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

certa autonomia administrativa e financeira. Entre essas entidades, encontram-se as autarquias, as


fundações públicas, as empresas públicas e as sociedades de economia mista. Essa estrutura
permite que determinadas atividades administrativas sejam realizadas de maneira especializada e
com flexibilidade operacional, contribuindo para a eficiência e efetividade da gestão pública.

A opção "B" (as Fundações Públicas, como, por exemplo, o IBGE) é correta ao identificar as

223
META 1 (Bloco 8 CNU)
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META 1

entidades que não são integrantes da Administração Direta. As fundações públicas, assim como as
demais entidades da Administração Indireta, possuem autonomia e personalidade jurídica própria,
sendo criadas especificamente para atender a determinados objetivos de interesse público, em
áreas como pesquisa, cultura, assistência social, entre outras. Ao contrário dos órgãos da
Administração Direta, que são parte integrante da estrutura organizacional do Estado sem
personalidade jurídica independente, as fundações públicas desempenham suas atividades com
um grau maior de autonomia administrativa e financeira, dentro dos limites estabelecidos pela
legislação e sob a supervisão do ente federativo que as instituiu.

Questão 13: CESGRANRIO - 2012


A administração pública brasileira é organizada em duas grandes categorias: a administração
direta, que compreende os serviços integrados na estrutura administrativa da União, Estados,
Distrito Federal e Municípios, e a administração indireta, formada por entidades com
personalidade jurídica própria, criadas para desempenhar funções específicas, de forma
descentralizada. Dentre as entidades que compõem a administração indireta, as empresas
públicas e as sociedades de economia mista se destacam por serem dotadas de personalidade
jurídica de direito privado, diferenciando-se, portanto, das autarquias e fundações públicas, que
possuem personalidade jurídica de direito público.

A opção "D" (empresas públicas e as sociedades de economia mista) é correta e identifica as


entidades da administração indireta que operam sob o regime jurídico de direito privado. Este
arranjo permite que tais entidades atuem com maior flexibilidade e agilidade, características
essenciais para a participação do Estado no domínio econômico, bem como para a prestação de
serviços públicos de forma eficiente. As empresas públicas são entidades criadas por lei específica,
com patrimônio próprio e capital exclusivamente público, destinadas a atividades econômicas ou
serviços onde o Estado entende ser necessário sua intervenção. As sociedades de economia mista,
por sua vez, são entidades que também operam em áreas de interesse público, mas se
caracterizam pela composição mista do seu capital, combinando recursos estatais e privados,
sempre com a maioria do capital votante nas mãos do Estado.

Essa estruturação permite que o Estado brasileiro, por meio dessas entidades, conjugue a
eficiência típica do setor privado com os objetivos e finalidades públicas, garantindo assim a
adequada prestação de serviços e o atendimento das necessidades da população, alinhados aos
princípios da eficiência, impessoalidade e moralidade administrativas.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Questão 14: CESGRANRIO - 2012


A administração indireta é um elemento fundamental na estrutura da Administração Pública,
permitindo a realização de atividades administrativas de maneira descentralizada. As entidades

224
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

que compõem a administração indireta são criadas por lei ou mediante autorização legal, com o
objetivo de desempenhar funções administrativas específicas, permitindo uma gestão mais
especializada e focada em determinadas áreas de atuação. Entre essas entidades, destacam-se as
autarquias, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, cada uma com
características e objetivos específicos dentro do contexto da administração pública.

A opção "A" (autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista) corretamente


identifica as principais categorias de entidades que constituem a administração indireta.
Autarquias são serviços autônomos, criados por lei, com personalidade jurídica de direito público,
patrimônio e receita próprios, destinados a executar atividades típicas da Administração Pública
que requerem gestão administrativa e financeira descentralizada. Empresas públicas e sociedades
de economia mista, por outro lado, possuem personalidade jurídica de direito privado e são criadas
para atuar em áreas de interesse econômico ou prestar serviços públicos, diferenciando-se
principalmente pela composição do seu capital - integralmente público no caso das empresas
públicas e misto, com participação do Estado e de investidores privados, nas sociedades de
economia mista.

Essa diversidade de entidades na administração indireta reflete a busca por eficiência,


especialização e flexibilidade na execução de tarefas administrativas, permitindo que o Estado
alcance seus objetivos de forma mais eficaz, atendendo às demandas da sociedade por serviços
públicos de qualidade e intervenção adequada nas atividades econômicas, sempre pautadas pelos
princípios que regem a Administração Pública.

Questão 15: CESGRANRIO - 2012


As sociedades de economia mista federais, enquanto pessoas jurídicas de direito privado, ocupam
uma posição estratégica dentro da Administração Pública Federal, atuando em áreas de interesse
econômico geral ou em situações em que se busca conciliar a prestação de serviços públicos com
a lógica de mercado. Uma característica fundamental que define o regime jurídico dessas
entidades é a necessidade de autorização legislativa específica para sua instituição, conforme
estabelecido na Constituição Federal e em legislação complementar. Essa exigência está alinhada
com a opção "C" do gabarito, que aponta para a autorização para instituição dependente de lei
específica como uma característica aplicável ao regime jurídico das sociedades de economia mista.

A necessidade de uma lei específica para a criação de sociedades de economia mista federais
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

reflete o entendimento de que, embora operem sob o regime de direito privado, essas entidades
desempenham funções de relevante interesse público e, portanto, sua constituição deve ser objeto
de deliberação pelo poder legislativo. Esse mecanismo garante uma maior transparência e
controle democrático sobre a atuação estatal no domínio econômico, além de permitir um debate
público acerca das finalidades, áreas de atuação e estruturas organizacionais dessas empresas.

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META 1 (Bloco 8 CNU)
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META 1

Além disso, a autorização legislativa específica assegura que as sociedades de economia mista
sejam criadas com objetivos claros e bem definidos, dentro de um marco regulatório que
estabelece limites e diretrizes para sua operação, governança e fiscalização. Isso inclui a submissão
dessas entidades aos princípios da administração pública, bem como a supervisão de órgãos de
controle externo, como o Tribunal de Contas da União, reforçando seu compromisso com a
eficiência, a transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

Questão 16: CESGRANRIO - 2014


A estrutura da Administração Pública brasileira é marcada pela coexistência de órgãos da
Administração Direta e entidades da Administração Indireta, cada um desempenhando papéis
complementares dentro do sistema administrativo. A relação entre essas duas esferas é
caracterizada pela descentralização administrativa, um princípio que permite a distribuição de
competências de forma a otimizar a prestação de serviços públicos e a intervenção do Estado na
ordem econômica. A opção "C" do gabarito corretamente destaca essa dinâmica, ao afirmar que o
Estado brasileiro é centralizado ao trabalhar suas competências originais e, ao mesmo tempo, é
descentralizado ao delegar atribuições à Administração Indireta.

A descentralização por meio da criação de autarquias, fundações públicas, empresas públicas e


sociedades de economia mista possibilita uma gestão mais ágil e especializada, permitindo que
determinadas atividades sejam executadas com maior flexibilidade e proximidade das
necessidades dos cidadãos. Ao mesmo tempo, a existência de um vínculo de tutela ou supervisão
ministerial sobre as entidades da Administração Indireta garante que suas atividades estejam
alinhadas com as diretrizes gerais da política governamental, mantendo a unidade e a
coordenação na ação administrativa.

Esse arranjo reflete um equilíbrio entre a necessidade de centralização, para a definição de


políticas públicas e a manutenção da unidade de comando, e a descentralização, para a execução
de atividades de maneira mais eficiente e adaptada às diversas realidades sociais e econômicas do
país. Assim, a Administração Indireta não apenas complementa a atuação da Administração Direta,
mas também contribui para a diversificação das formas de atuação estatal, enriquecendo o
aparato governamental com diferentes modelos de gestão e operação.
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Questão 17: CESGRANRIO - 2012


A desconcentração é um mecanismo administrativo pelo qual as atribuições são distribuídas
internamente dentro de uma mesma pessoa jurídica, seja ela a União, os Estados, o Distrito
Federal ou os Municípios, visando a uma maior eficiência na prestação dos serviços públicos.
Diferentemente da descentralização, que transfere competências para diferentes pessoas jurídicas,
a desconcentração ocorre no âmbito interno de uma única entidade, através da criação de órgãos

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META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

com níveis de competências específicas, mas que permanecem vinculados ao mesmo ente
federativo.

A opção "D" (desconcentração) corretamente identifica essa técnica administrativa, que é


fundamental para a organização e a operacionalização da Administração Pública. Ao distribuir
internamente as tarefas e as competências entre diferentes órgãos, a desconcentração permite
uma gestão mais especializada e focada, melhorando a capacidade de resposta às demandas da
sociedade e otimizando a alocação de recursos. Esse processo de distribuição de tarefas busca
também evitar a centralização excessiva de poder e de responsabilidades em um único órgão ou
setor, contribuindo para a agilidade e a qualidade na prestação dos serviços públicos.

Além disso, a desconcentração facilita o controle e a supervisão das atividades administrativas,


uma vez que cada órgão responsável por determinada área de atuação pode ser mais facilmente
monitorado e avaliado quanto ao seu desempenho. Esse mecanismo é essencial para a adaptação
da Administração Pública às diversas e complexas tarefas que lhe são atribuídas, permitindo uma
organização interna mais flexível e capaz de atender às constantes mudanças e desafios impostos
pela realidade administrativa.

Questão 18: CESGRANRIO - 2014


As agências reguladoras desempenham um papel crucial na estrutura da Administração Pública
brasileira, atuando principalmente na regulação e fiscalização de setores econômicos específicos,
além de garantir a defesa dos interesses dos consumidores e a promoção da concorrência justa.
São entidades de direito público, com autonomia administrativa, financeira e decisória, criadas
para regular atividades que o Estado considera essenciais ao interesse público, como energia,
telecomunicações, saúde pública, entre outros.

A opção "A" (proteção do direito dos consumidores e coibição do abuso de poder econômico)
identifica corretamente duas das principais atividades desenvolvidas pelas agências reguladoras.
Essas atividades são fundamentais para assegurar que os serviços prestados pelos setores
regulados atendam a padrões de qualidade, eficiência e acessibilidade, protegendo os
consumidores de práticas abusivas e garantindo um ambiente de mercado saudável e
competitivo. Além disso, ao coibir o abuso de poder econômico, as agências reguladoras
contribuem para a prevenção e o combate a monopólios e oligopólios, assegurando a livre
concorrência e a diversidade de ofertas no mercado.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

A atuação das agências reguladoras, portanto, é essencial para o equilíbrio e o desenvolvimento


econômico e social, garantindo que os interesses públicos sejam adequadamente representados e
defendidos no contexto das atividades econômicas reguladas. Por meio de sua função regulatória,
essas agências estabelecem regras claras e transparentes para a atuação das empresas nos setores
de sua competência, fiscalizando e aplicando sanções quando necessário para assegurar o

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META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

cumprimento da legislação e das normas regulamentares.

Questão 19: CESGRANRIO - 2014


Entidades paraestatais, que incluem Organizações Sociais (OSs), Organizações da Sociedade Civil
de Interesse Público (OSCIPs), entidades do Sistema "S" e Fundações de Apoio, ocupam um espaço
particular no arranjo institucional brasileiro, atuando em colaboração com o Estado, mas
mantendo uma gestão autônoma. Diferentemente das entidades da Administração Direta e
Indireta, as entidades paraestatais não integram a estrutura formal do Estado, operando em um
regime de cooperação para a realização de objetivos de interesse público. A criação dessas
entidades se dá por meio de uma formalização específica, que, conforme indica o gabarito da
questão, é a lei (opção "B").

A exigência de uma lei para a criação de entidades paraestatais reflete a necessidade de


estabelecer um marco legal sólido que defina claramente os objetivos, a área de atuação e os
limites dentro dos quais essas entidades devem operar. Este processo legislativo garante
transparência, legitimidade e segurança jurídica, tanto para as entidades quanto para a sociedade,
assegurando que sua atuação esteja alinhada aos interesses públicos. Além disso, a criação por lei
permite um debate democrático sobre a conveniência, a oportunidade e a relevância da instituição
dessas entidades, bem como sobre os recursos públicos que serão a eles destinados.

A lei estabelece os parâmetros para a colaboração entre o Estado e as entidades paraestatais,


definindo os mecanismos de controle, fiscalização e prestação de contas, além de estabelecer
critérios para a qualificação dessas entidades como tal. Esse arranjo legal facilita a realização de
políticas públicas de forma eficiente, permitindo que o Estado se beneficie da flexibilidade, da
inovação e da especialização que essas entidades podem oferecer.

Questão 20: CESGRANRIO - 2023


A Lei nº 13.303/2016, conhecida como o Estatuto Jurídico das Empresas Públicas e das Sociedades
de Economia Mista e suas subsidiárias, trouxe uma série de inovações para a governança
corporativa e os procedimentos de gestão dessas entidades, buscando assegurar maior
transparência, eficiência e controle na atuação das empresas estatais. Uma das disposições dessa
lei refere-se à necessidade de avaliação dos membros indicados para os Conselhos de
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Administração e Fiscal, exigindo a criação de um comitê estatutário responsável por essa avaliação
(opção "B").

A instituição de um comitê estatutário para verificar a conformidade do processo de indicação e de


avaliação desses membros é uma medida que visa garantir a qualificação técnica e a idoneidade
dos indivíduos que ocuparão posições estratégicas nas empresas estatais. Isso está em

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META 1 (Bloco 8 CNU)
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META 1

consonância com os princípios de governança corporativa, que enfatizam a importância da


competência, da transparência e da responsabilidade na gestão das empresas, especialmente
aquelas que administram recursos públicos ou exercem atividades de relevante interesse público.

A criação de comitês estatutários para a avaliação de membros dos Conselhos de Administração e


Fiscal reflete um esforço para profissionalizar a gestão das empresas estatais, reduzindo a
influência de critérios políticos na seleção de seus dirigentes e aumentando o foco na capacidade
técnica e na experiência necessárias para o desempenho eficaz de suas funções. Este mecanismo
contribui para a melhoria da gestão, o aumento da transparência e a promoção da eficiência
operacional, alinhando as práticas das empresas estatais aos melhores padrões de mercado e às
expectativas da sociedade quanto à utilização eficiente dos recursos públicos.

1) Organização da Administração Pública

Muito resumidamente, o estudo da Organização Administrativa é o estudo dos órgãos públicos que
compõem a administração. Como são criados e extintos, suas funções, bem como as entidades da
administração indireta (autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista). Além
disso, as formas como o Estado presta as suas atividades administrativas para a sociedade, de forma
centralizada ou descentralizada.

a) Centralização x Descentralização:
- Centralização: A centralização administrativa é a situação em que o Estado executa suas tarefas
diretamente, por intermédio de seus inúmeros órgãos e agentes administrativos que compõem a
sua estrutura funcional.
- Descentralização: Em vez de desenvolver suas atividades administrativas por si mesmo, o Estado
transfere a execução dessas atividades a particulares ou a outras pessoas jurídicas, de direito
público ou privado.

b) Concentração x Desconcentração
- Concentração: Consiste na ausência completa de distribuição de tarefas entre repartições
internas, constituindo-se em situação raríssima na administração pública. Como na concentração
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

administrativa inexiste mais de um órgão, também inexiste, por óbvio, qualquer relação de
hierarquia entre órgãos.
- Desconcentração: Consiste na distribuição interna de competências, no âmbito da mesma pessoa
jurídica. Com efeito, na desconcentração administrativa as atribuições são distribuídas entre os
órgãos que integram a mesma instituição.

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META 1 (Bloco 8 CNU)
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META 1

c) Modalidades de Descentralização:
- Territorial: A descentralização territorial ou geográfica é a que se verifica quando uma entidade
local, geograficamente delimitada, é dotada de personalidade jurídica própria de direito público,
com capacidade administrativa genérica. Esse tipo de descentralização normalmente é
encontrado em Estados unitários. No Brasil, os territórios federais, atualmente não existentes, mas
ainda citados na Constituição Federal, eram considerados exemplo de descentralização da União;
- Por Serviços, Funcional ou Técnica ou Outorga: É aquela em que o ente federativo cria uma
pessoa jurídica de direito público ou privado (entidades da Administração Indireta) e atribui a elas
a titularidade e a execução de determinado serviço público (ex.: autarquias, fundações públicas,
empresas públicas e sociedades de economia mista);
- Por Colaboração: É aquela em que por meio de contrato administrativo (concessão ou permissão)
ou ato administrativo unilateral (autorização) se transfere a execução de determinado serviço
público a pessoa jurídica de direito privado, que já existia anteriormente,
conservando ao Poder Público a titularidade do serviço.
- Delegação: A delegação (ou delegação negocial) ocorreria quando, por contrato ou ato unilateral,
o Estado transferisse a terceiro (pessoa física ou jurídica) unicamente a execução do serviço
público, para que o delegatário, em seu nome e por sua conta e risco, desempenhasse as
atividades.

2) Órgãos Públicos:
Características dos órgãos públicos
1) Os órgãos podem ser definidos como compartimentos ou centro de atribuições que se
encontram inseridos dentro de determinada pessoa jurídica;
2) Não se confundem com a pessoa jurídica; a pessoa jurídica é o todo, enquanto os órgãos são
parcelas integrantes do todo;
3) A criação de órgãos é justificada pela necessidade de especialização das funções estatais;
4) A divisão em órgãos é fenômeno que existe tanto na estrutura das pessoas políticas
(Administração Direta) quanto na estrutura das entidades da Administração Indireta;
5) No âmbito da Administração Direta, a criação e a extinção de órgãos dependem de lei. Contudo,
a mera disciplina da organização e funcionamento desta, desde que não impliquem aumento de
despesa, podem ser veiculados em decreto do chefe do Poder Executivo;
6) Os órgãos não possuem personalidade jurídica, esta é atributo apenas da pessoa jurídica a que
pertencem;
7) A atuação dos órgãos é imputada a pessoa jurídica que integram;
8) Em regra, os órgãos não possuem capacidade processual, mas a doutrina e a jurisprudência,
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

excepcionalmente, reconhecem a capacidade processual ou “personalidade judiciária” de órgãos


públicos de natureza constitucional quando se tratar da defesa de suas competências ou
prerrogativas funcionais, violadas por ato de outro órgão.

3) Administração Direta: Corresponde às próprias pessoas políticas, exercendo suas atribuições por

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META 1 (Bloco 8 CNU)
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META 1

meio dos seus órgãos, podemos falar em administração direta no âmbito federal (ex.: Presidência
da República, Ministérios, Casa Civil etc.), estadual (Governadorias, Secretarias Estaduais,
Procuradorias Estaduais etc.), distrital (Governadoria, Secretarias do Distrito Federal etc.) e
municipal (Prefeituras, órgãos de assessoramento ao Prefeito, Secretarias Municipais etc.).

Criação e Extinção de órgãos da administração pública - arts. 48, XI e 61, § 1º, e, ambos da CRFB/88:
dependem de lei de iniciativa privativa do chefe do Executivo a quem compete, privativamente, dispor
sobre a organização e funcionamento desses órgãos públicos, por meio de decreto. Todavia, quando não
implicar aumento de despesas nem criação ou extinção de órgãos públicos, conforme o disposto no art.
84, VI, b, da CRFB/88. Se ocorrer o aumento, o chefe do executivo deve criar um projeto de lei para ser
posto à aprovação nas correspondentes casas legislativas. Após criado o órgão, sua estruturação interna
pode ser feita por meio de decreto.

Formas de Descentralização Administrativa:


• Territorial ou Geográfica: ocorre quando uma porção territorial do Estado separada geograficamente é
reconhecida por lei como pessoa jurídica de direito público, com capacidade administrativa, sendo
considerada uma autarquia territorial, com capacidade genérica de atividades administrativas.
• Técnica ou Outorga ou Funcional ou Delegação Legal ou Serviços: ocorre quando são criadas ou
autorizadas a criação, mediante lei específica, de pessoas jurídicas (de direito público ou privado) para a
prestação de uma atividade, surgindo as entidades da administração indireta. Esta é composta por:
autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista.
• Colaboração ou Delegação ou Delegação Negocial: a atividade administrativa também pode ser prestada
por particulares e, nesse caso, recebe o nome de descentralização por colaboração, que pode decorrer de
contrato administrativo ou de ato administrativo.

4) Administração Indireta:
Criação das Entidades da Administração Indireta - art. 37, XIX, da CRFB/88: somente por lei específica
ORDINÁRIA, poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de
economia mista e de fundação, reservando-se à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de
atuação.
Não pode, nessa lei, haver matéria estranha, que não seja a criação ou autorização para criar a nova
pessoa jurídica.
A competência para propor a lei será do Poder interessado em constituir a entidade.
Para as autarquias, a lei específica cria a entidade. não necessitando de registro em nenhum local. Já na
hipótese de empresa pública e sociedade de economia mista, a lei específica é apenas autorizativa. A
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partir de então, deverá ser realizado o registro na junta comercial competente.


A fundação, de acordo com o STF e a doutrina majoritária, admitem que as fundações criadas pelo Estado
possam ter personalidade jurídica de direito público ou de direito privado. Sendo fundação pública de
direito público, terá natureza de autarquia para todos os fins.
A lei pode criar, extinguir e transformar a natureza da entidade.

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Entidades da Administração Indireta:

Nenhuma delas possui capacidade Política. Não podem fazer leis.


Possuem autonomia administrativa e financeira. Isso quer dizer que têm autonomia para decidir como
executarão as atividades que lhe forem atribuídas e possuem um orçamento próprio, que lhe dá liberdade
para utilizar sua dotação orçamentária.
As entidades que compõem a administração indireta estão elencadas no art. 5º, do DL nº 200/67. As
empresas públicas e sociedade de economia mista estão na Lei nº 13.303/2016.

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11) Realidade Brasileira

Material indicado: Material da própria LS..

Assunto(s): Desenvolvimento urbano brasileiro: redes urbanas; metropolização; crescimento


das cidades e problemas urbanos.

Vamos avançar na teoria.

Estude os conceitos teóricos abaixo e faça seus resumos e marcações da matéria.

Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos

Sumário: Desenvolvimento Urbano Brasileiro


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1. Introdução ao Desenvolvimento Urbano Brasileiro


1.1. Visão Geral do Urbanismo no Brasil
1.2. Fatores Históricos e Econômicos Influenciando a Urbanização

2. Processo de Urbanização Brasileiro


2.1. Evolução Histórica da Urbanização no Brasil

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2.2. Impactos Socioeconômicos do Processo de Urbanização

3. Conurbação e Regiões Metropolitanas


3.1. Definição e Formação de Conurbações
3.2. Principais Regiões Metropolitanas do Brasil 3.3. Desafios e Dinâmicas das Regiões
Metropolitanas

4. Rede Urbana Brasileira


4.1. Estrutura e Características da Rede Urbana
4.2. Hierarquia Urbana e Interconexões Regionais
4.3. Políticas Públicas e Planejamento Urbano

5. Êxodo Rural e Crescimento Urbano


5.1. Causas e Consequências do Êxodo Rural
5.2. Impactos do Crescimento Urbano no Planejamento das Cidades

6. Tendências e Características Atuais da Urbanização Brasileira


6.1. Urbanização Contemporânea e Seus Desafios
6.2. Inovações e Soluções Urbanísticas Recentes

7. Urbanização e Desigualdades Regionais


7.1. Disparidades Regionais no Processo de Urbanização
7.2. Políticas para Redução das Desigualdades Urbanas

8. Regiões Metropolitanas e Megalópoles


8.1. Formação e Crescimento de Megalópoles no Brasil
8.2. Desafios e Oportunidades em Megalópoles

9. Crescimento das Cidades Médias


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9.1. Evolução e Importância das Cidades Médias


9.2. Desafios Específicos do Desenvolvimento de Cidades Médias

Conteúdo Teórico

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1. Introdução ao Desenvolvimento Urbano Brasileiro

1.1 Visão Geral do Urbanismo no Brasil


O urbanismo no Brasil, especialmente a partir do século XX, é uma história de crescimento
acelerado e desordenado, onde a urbanização ocorreu concomitantemente com a industrialização.
Este fenômeno transformou significativamente a paisagem e a dinâmica das cidades brasileiras.

Características da Urbanização Brasileira


A urbanização brasileira foi marcada por:

Crescimento acelerado e desordenado: A transformação das áreas urbanas ocorreu rapidamente,


muitas vezes sem um planejamento urbano eficaz, resultando em desafios significativos de
infraestrutura e serviços urbanos.

Êxodo rural: A migração da população do campo para as cidades foi um fator crítico, impulsionada
pela mecanização da agricultura e a atração de oportunidades econômicas nas cidades.

Concentração e polarização: A urbanização tendeu a se concentrar em grandes metrópoles e


regiões metropolitanas, exacerbando desigualdades socioeconômicas e espaciais.

Evolução do Planejamento Urbano no Brasil


O planejamento urbano no Brasil passou por várias fases:

Planos de embelezamento (1875 - 1930): Inspirados em modelos europeus, focavam no


embelezamento das cidades, muitas vezes empurrando populações de baixa renda para áreas
distantes dos centros urbanos.

Planos de conjunto (1930 - 1965): Buscavam uma visão mais ampla do território urbano, incluindo
zoneamento, uso do solo e integração dos bairros ao centro urbano.

Planos de desenvolvimento integrado (1965 - 1971): Incluíam aspectos econômicos e sociais além
dos territoriais, mas enfrentaram dificuldades de implementação devido à complexidade e
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desalinhamento com interesses dominantes.

Planos sem mapas (1971 - 1992): Em resposta à complexidade dos planos anteriores, estes eram
mais simplificados, focando em objetivos gerais sem diagnósticos técnicos extensos.

Constituição de 1988 e Estatuto da Cidade (1992 - 1988/2001): Marcaram uma nova fase,

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reconhecendo os planos diretores como essenciais para o desenvolvimento urbano e incentivando


a participação social no planejamento.

Impactos e Desafios

Desigualdades socioespaciais: As cidades brasileiras enfrentam grandes desafios, como


disparidades sociais acentuadas e a formação de favelas.

Problemas ambientais: Questões como enchentes e deslizamentos são comuns devido ao


crescimento urbano descontrolado.

Crescimento das cidades médias: Recentemente, observa-se um aumento na importância das


cidades médias na economia e demografia do país.

O urbanismo no Brasil reflete um processo complexo e multifacetado, marcado por uma


urbanização acelerada e desordenada e por fases distintas de planejamento urbano. Os desafios
que emergem deste cenário incluem a necessidade de enfrentar disparidades socioespaciais e
ambientais, enquanto se busca um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável.

1.2 Fatores Históricos e Econômicos Influenciando a Urbanização

Contexto Histórico da Urbanização Brasileira

Era Colonial: Durante o período colonial, as cidades brasileiras surgiram principalmente como
centros administrativos e de exploração de recursos naturais. Estes centros eram estrategicamente
localizados ao longo da costa ou em áreas de mineração no interior.

Independência e Período Imperial: Após a independência, o Brasil viu uma lenta transição de uma
sociedade agrária para uma mais urbanizada, especialmente com o crescimento do café no século
XIX, que deslocou o foco econômico para as regiões de cultivo e, subsequentemente, para as
cidades próximas.
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Industrialização e Transformação Econômica

Século XX e Industrialização: A urbanização ganhou impulso com a industrialização no século XX,


especialmente após a Segunda Guerra Mundial. A necessidade de mão-de-obra nas indústrias
estimulou a migração do campo para as cidades.

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Modernização da Agricultura: Paralelamente, a modernização e mecanização da agricultura


reduziram a necessidade de trabalho rural, impulsionando ainda mais o êxodo rural para as áreas
urbanas.

Papel do Governo e Políticas Econômicas

Intervenção Estatal: O governo brasileiro desempenhou um papel significativo na orientação do


desenvolvimento urbano, especialmente através de políticas de industrialização e modernização.

Incentivos e Planejamento Urbano: Incentivos econômicos e investimentos em infraestrutura,


como transporte e habitação, foram cruciais para moldar o crescimento das cidades.

Dinâmicas Regionais e Urbanização

Desigualdade Regional: O Brasil apresenta uma notável desigualdade regional em seu


desenvolvimento urbano. Enquanto algumas regiões, como o Sudeste, experimentaram uma
rápida urbanização e desenvolvimento econômico, outras regiões permaneceram
predominantemente rurais e menos desenvolvidas.

Migração Interna: As disparidades regionais também alimentaram um intenso movimento


migratório interno, com pessoas buscando melhores oportunidades nas cidades mais
desenvolvidas.

Urbanização e Desenvolvimento Social

Crescimento Demográfico: O crescimento populacional urbano levou a desafios significativos em


termos de serviços sociais, educação e saúde.

Desigualdade Social: As cidades brasileiras, embora centros de oportunidades, também são palcos
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de acentuadas desigualdades sociais, refletidas na segregação espacial e na qualidade de vida.

Transformações Contemporâneas

Globalização e Economia Urbana: No contexto da globalização, as cidades brasileiras se tornaram

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importantes nós na rede econômica global, atraindo investimentos estrangeiros e fomentando a


economia local.

Desafios Contemporâneos: As cidades brasileiras continuam enfrentando desafios em termos de


sustentabilidade, inclusão social e adaptação a novas dinâmicas econômicas globais.

2. Processo de Urbanização Brasileiro

2.1 Evolução Histórica da Urbanização no Brasil

Origens da Urbanização Brasileira

Período Colonial: As primeiras cidades brasileiras surgiram durante o período colonial,


predominantemente ao longo da costa, devido às atividades agropecuárias e ao extrativismo
mineral e vegetal.

Alterações no Ordenamento Espacial: Entre o final do século XIX e o século XX, mudanças na
economia brasileira, como o declínio dos ciclos econômicos baseados em produtos primários
(como o café), reorientaram o foco para os centros urbanos, especialmente na região Sudeste.

Industrialização e Urbanização

Crescimento das Áreas Urbanas: A industrialização, que se intensificou no século XX, foi um fator
decisivo para o avanço da urbanização. As cidades se expandiram e se tornaram centros de
atividade econômica e oportunidades de emprego.
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Êxodo Rural: Paralelamente à industrialização, a modernização do campo e a mecanização da


agricultura impulsionaram um intenso êxodo rural, com muitas pessoas migrando para as cidades
em busca de novas oportunidades.

Urbanização no Século XX

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Metropolização: Nas décadas de 1950 e 1960, o Brasil experimentou um processo rápido e intenso
de urbanização, resultando na formação de grandes metrópoles e regiões metropolitanas.

Macrocéfalia Urbana: A urbanização desordenada levou ao fenômeno da macrocefalia urbana,


caracterizado pela concentração excessiva de população, serviços e infraestrutura em grandes
cidades, em detrimento das menores.

Desigualdades Socioespaciais: O crescimento urbano sem planejamento adequado agravou as


desigualdades socioeconômicas e espaciais, evidenciadas pelo surgimento de favelas e áreas
periféricas carentes de infraestrutura básica.

Desafios do Crescimento Urbano

Problemas Ambientais: A urbanização acelerada trouxe consigo diversos problemas ambientais,


como enchentes e deslizamentos, especialmente em áreas de ocupação irregular.

Infraestrutura e Serviços Urbanos: A rápida expansão urbana ultrapassou a capacidade dos


governos locais de prover infraestrutura e serviços adequados, resultando em desafios
significativos na gestão urbana.

Urbanização Contemporânea

Cidades Médias em Ascensão: Mais recentemente, tem-se observado um crescimento das cidades
médias, que começam a desempenhar um papel mais importante na economia e demografia do
país.

Revisão dos Planos Diretores: Atualmente, muitas cidades brasileiras estão em processo de revisão
de seus planos diretores, buscando abordagens mais sustentáveis e inclusivas para o
desenvolvimento urbano.
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2.2 Impactos Socioeconômicos do Processo de Urbanização

Relação entre Urbanização e Desenvolvimento Econômico

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Crescimento Econômico: A urbanização brasileira esteve intrinsecamente ligada ao


desenvolvimento econômico, especialmente com o avanço da industrialização. As cidades se
tornaram centros de comércio, indústria e serviços, impulsionando a economia nacional.

Geração de Emprego: As áreas urbanas ofereceram uma gama diversificada de oportunidades de


emprego, contribuindo para a redução da pobreza e a melhoria dos padrões de vida para muitos.

Desigualdades Sociais e Urbanização

Aumento das Disparidades: Apesar dos benefícios econômicos, a urbanização também exacerbou
as desigualdades sociais. As cidades brasileiras apresentam contrastes marcantes entre riqueza e
pobreza, evidenciados pela coexistência de bairros ricos e favelas.

Desafios na Habitação e Infraestrutura: A falta de planejamento adequado resultou em deficiências


habitacionais e infraestrutura inadequada, especialmente nas periferias urbanas e favelas.

Impactos Ambientais da Urbanização

Problemas Ambientais: O crescimento urbano descontrolado gerou diversos desafios ambientais,


como poluição, degradação de áreas verdes, e problemas de gestão de resíduos.

Vulnerabilidade a Desastres Naturais: Áreas urbanas, especialmente as ocupações irregulares,


frequentemente sofrem com desastres naturais, como enchentes e deslizamentos, exacerbados
pela falta de planejamento urbano adequado.

Mobilidade Urbana
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Desafios de Transporte: O crescimento rápido das cidades levou a problemas de mobilidade


urbana, com tráfego congestionado e transporte público muitas vezes insuficiente ou ineficiente.

Iniciativas de Melhoria: Algumas cidades brasileiras têm investido em soluções de transporte, como
expansão do metrô e sistemas de ônibus de trânsito rápido (BRT), para melhorar a mobilidade e

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reduzir a poluição.

Urbanização e Saúde Pública

Desafios de Saúde: A densidade populacional e a infraestrutura inadequada nas cidades podem


levar a problemas de saúde pública, como a propagação de doenças e acesso limitado a serviços
de saúde de qualidade.

Iniciativas de Saúde Urbana: Há esforços contínuos para melhorar a saúde pública urbana,
incluindo campanhas de vacinação, melhorias na infraestrutura de saneamento e acesso ampliado
a serviços de saúde.

Capítulo 3: Conurbação e Regiões Metropolitanas

O desenvolvimento urbano do Brasil é profundamente marcado pelo fenômeno da conurbação e a


formação de regiões metropolitanas. Este capítulo aborda como diferentes centros urbanos
cresceram e se fundiram, formando extensas áreas metropolitanas com características e desafios
únicos.

Conurbação: Entrelaçamento Urbano

Definição e Características: Conurbação ocorre quando cidades ou centros urbanos adjacentes


crescem a ponto de se fundirem fisicamente, embora mantenham sua individualidade
administrativa.

Exemplos no Brasil: Um exemplo clássico de conurbação no Brasil é a região do Grande Rio, onde
várias cidades vizinhas ao Rio de Janeiro cresceram e se interligaram.

Formação das Regiões Metropolitanas


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Conceito e Evolução: Regiões metropolitanas são grandes áreas urbanas que incluem uma

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metrópole principal e suas áreas urbanas satélites. Elas são caracterizadas por intensa interação
econômica, social e de infraestrutura.

Exemplos Brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são exemplos de regiões
metropolitanas no Brasil, onde a metrópole central exerce influência significativa sobre as cidades
menores e áreas suburbanas circundantes.

Dinâmicas e Desafios das Regiões Metropolitanas

Problemas de Gestão e Coordenação: As regiões metropolitanas enfrentam desafios únicos em


termos de gestão urbana, dada a sobreposição de jurisdições administrativas e a necessidade de
políticas integradas.

Desafios Socioeconômicos: Questões como mobilidade urbana, desigualdade social, acesso a


serviços e infraestrutura são amplificadas nas regiões metropolitanas, exigindo soluções
inovadoras e colaborativas.

Planejamento e Políticas Públicas

Abordagens Integradas: O planejamento eficaz das regiões metropolitanas exige uma abordagem
integrada que considera as complexidades socioeconômicas, ambientais e políticas dessas áreas.

Iniciativas de Melhoria: Existem diversas iniciativas em andamento para melhorar a qualidade de


vida nas regiões metropolitanas, incluindo projetos de infraestrutura, políticas habitacionais e
programas de mobilidade urbana.

3.1 Definição e Formação de Conurbações

Entendendo a Conurbação
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Conceito: Conurbação refere-se ao processo pelo qual cidades ou áreas urbanas adjacentes se
expandem e se fundem fisicamente, formando uma área urbana contínua. Esta fusão ocorre
mantendo-se as individualidades administrativas das cidades envolvidas.

Características: As áreas conurbadas caracterizam-se pela interdependência funcional, onde as


cidades compartilham infraestruturas, serviços e mercados de trabalho, apesar de terem

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administrações separadas.

Processo de Conurbação no Brasil

Crescimento Urbano e Expansão: A conurbação no Brasil é muitas vezes resultado do crescimento


urbano acelerado e da expansão das metrópoles, onde as cidades vizinhas crescem até se
encontrarem.

Exemplos Notáveis: Um exemplo significativo é a região do Grande Rio, onde cidades como São
Gonçalo, Niterói e Duque de Caxias estão fisicamente integradas ao Rio de Janeiro, mas mantêm
suas administrações independentes.

Dinâmicas Econômicas e Sociais

Interação Econômica: As cidades conurbadas frequentemente desenvolvem fortes laços


econômicos, com movimentos pendulares diários de trabalhadores e a partilha de recursos e
infraestruturas.

Desafios Sociais: A conurbação pode intensificar desafios sociais, como desigualdades, problemas
de habitação e infraestrutura, especialmente em áreas onde o crescimento urbano não é
acompanhado por planejamento e investimento adequados.

Implicações para o Planejamento Urbano

Gestão Integrada: A conurbação exige uma abordagem de planejamento e gestão urbana que
transcenda as fronteiras administrativas, promovendo políticas integradas para lidar com questões
de transporte, habitação, saúde e educação.

Cooperação Inter-municipal: A formação de consórcios ou parcerias inter-municipais pode ser uma


estratégia eficaz para abordar as necessidades de áreas conurbadas, garantindo o
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desenvolvimento coordenado e sustentável.

3.2 Principais Regiões Metropolitanas do Brasil

Importância das Regiões Metropolitanas

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Centros de Atividade: As regiões metropolitanas no Brasil são centros cruciais de atividade


econômica, política, cultural e social. Elas abrigam uma grande parcela da população do país e são
vitais para o seu desenvolvimento.

Diversidade e Complexidade: Cada região metropolitana no Brasil tem características únicas,


refletindo a diversidade cultural, econômica e social do país.

Exemplos Significativos

Região Metropolitana de São Paulo:É a maior e mais populosa do Brasil, sendo um dos principais
centros financeiros e comerciais da América Latina. Desafios incluem congestionamento, poluição,
desigualdades sociais e problemas de habitação.

Região Metropolitana do Rio de Janeiro: Conhecida por sua importância cultural e turística,
enfrenta desafios semelhantes a São Paulo, com questões adicionais relacionadas à segurança
pública e à gestão de áreas informais como favelas.

Região Metropolitana de Belo Horizonte: Importante polo industrial e de serviços, também lida
com questões de mobilidade urbana e expansão urbana desordenada.

Outras Regiões Metropolitanas: Outras áreas importantes incluem as regiões metropolitanas de


Porto Alegre, Salvador, Fortaleza e Brasília, cada uma com suas particularidades e desafios
específicos.

Gestão e Desenvolvimento
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Desafios Comuns: As regiões metropolitanas compartilham desafios comuns, como a necessidade


de melhorar a mobilidade urbana, reduzir a desigualdade social, e gerenciar o crescimento urbano
de forma sustentável.

Políticas Públicas: O desenvolvimento de políticas públicas eficazes é crucial para enfrentar esses
desafios, exigindo cooperação entre diferentes níveis de governo e a participação da sociedade

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civil.

Perspectivas Futuras

Sustentabilidade e Inclusão: Há um crescente foco na promoção de um desenvolvimento urbano


mais sustentável e inclusivo, com ênfase na melhoria da qualidade de vida, preservação ambiental
e equidade social.

Inovação e Tecnologia: Tecnologias emergentes e inovações urbanísticas são cada vez mais vistas
como ferramentas chave para enfrentar os desafios urbanos e melhorar a gestão das regiões
metropolitanas.

3.3 Desafios e Dinâmicas das Regiões Metropolitanas

Complexidades das Regiões Metropolitanas

Crescimento Populacional: As regiões metropolitanas no Brasil enfrentam desafios relacionados ao


rápido crescimento populacional, que muitas vezes supera a capacidade de infraestrutura
existente.

Diversidade e Desigualdade: Essas áreas são marcadas por uma grande diversidade social e
econômica, mas também por significativas desigualdades, com áreas de grande riqueza
coexistindo com zonas de extrema pobreza.

Desafios Urbanos Principais

Mobilidade e Transporte:O congestionamento e a ineficiência dos sistemas de transporte público


são problemas crônicos, afetando a qualidade de vida e a produtividade econômica.
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Habitação e Favelização:A falta de habitação acessível e a expansão de assentamentos informais


(favelas) são desafios críticos, associados a questões de segurança, saúde e acesso a serviços
básicos.

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Segurança Pública:Questões de segurança e criminalidade são preocupações constantes, exigindo


abordagens integradas que incluam políticas sociais e econômicas.

Problemas Ambientais:As regiões metropolitanas enfrentam problemas ambientais, como


poluição, degradação de áreas verdes e riscos associados a mudanças climáticas.

Desafios de Governança: A sobreposição de jurisdições administrativas complica a gestão e o


planejamento urbano eficaz, exigindo coordenação entre diferentes níveis de governo.

Planejamento Integrado: Soluções para os desafios urbanos requerem planejamento integrado e


políticas que considerem as interconexões entre habitação, transporte, meio ambiente e
desenvolvimento econômico.

Iniciativas de Melhoria e Inovação

Projetos de Infraestrutura: Investimentos em infraestrutura, como transporte público, habitação e


sistemas de saneamento, são essenciais para melhorar a qualidade de vida nas regiões
metropolitanas.

Tecnologia e Inovação: A adoção de tecnologias inteligentes e soluções inovadoras pode auxiliar na


gestão urbana, desde a melhoria do tráfego até o monitoramento ambiental.

Participação Social e Desenvolvimento Sustentável

Engajamento Comunitário: A participação da comunidade é fundamental para o desenvolvimento


de políticas urbanas inclusivas e eficazes.

Sustentabilidade: As regiões metropolitanas são também laboratórios para práticas de


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desenvolvimento urbano sustentável, buscando equilibrar crescimento econômico, justiça social e


preservação ambiental.

4. Rede Urbana Brasileira

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4.1 Estrutura e Características da Rede Urbana

Conceituação da Rede Urbana

Definição: A rede urbana refere-se ao conjunto de cidades interligadas por relações econômicas,
sociais, culturais e políticas, formando um sistema que contribui para o desenvolvimento regional
e nacional.

Hierarquia Urbana: As cidades dentro de uma rede urbana podem ser classificadas em diferentes
níveis hierárquicos, baseados em sua influência e tamanho, variando de metrópoles nacionais a
pequenos centros urbanos.

Características da Rede Urbana Brasileira

Diversidade e Desigualdade: A rede urbana brasileira é marcada por uma grande diversidade, mas
também por desigualdades significativas entre diferentes regiões e cidades.

Concentração e Polarização: Existe uma forte concentração de população e atividades econômicas


em algumas grandes metrópoles, enquanto muitas cidades menores permanecem menos
desenvolvidas.

Dinâmicas Econômicas e Sociais

Interdependência: As cidades dentro de uma rede urbana são interdependentes, com fluxos de
pessoas, bens, serviços e informações conectando-as.
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Função das Cidades: Cada cidade na rede tem funções específicas, algumas podem ser centros
industriais, enquanto outras são importantes para o comércio, serviços ou agricultura.

Desafios da Rede Urbana

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Planejamento e Coordenação: O planejamento eficaz da rede urbana requer coordenação entre


diferentes níveis de governo e uma compreensão clara das funções e necessidades de cada cidade.

Desigualdades Regionais: As desigualdades entre as cidades na rede urbana necessitam ser


abordadas para promover um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável.

Desenvolvimento e Políticas Urbanas

Políticas de Desenvolvimento Regional: São necessárias políticas que incentivem o


desenvolvimento equilibrado das cidades, reduzindo a concentração excessiva em grandes
metrópoles e fomentando o crescimento de cidades menores.

Investimento em Infraestrutura: Investir em infraestrutura, como transporte e comunicação, é


crucial para fortalecer as conexões dentro da rede urbana e apoiar o desenvolvimento regional.

4.2 Hierarquia Urbana e Interconexões Regionais

Hierarquia Urbana no Contexto Brasileiro

Conceito: A hierarquia urbana é uma forma de classificar cidades com base em seu tamanho,
influência e funções que desempenham na rede urbana. Ela vai desde grandes metrópoles até
pequenas cidades.

Metrópoles e Cidades Globais: No Brasil, cidades como São Paulo e Rio de Janeiro são consideradas
metrópoles globais, exercendo influência significativa a nível nacional e internacional.

Cidades Médias e Pequenas: As cidades médias e pequenas também desempenham papéis


importantes na hierarquia urbana, servindo como centros regionais e locais de atividades
econômicas e culturais.
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Interconexões Regionais

Redes de Cidades: Cidades dentro de uma mesma região ou mesmo em diferentes regiões estão
interligadas através de redes de transporte, comunicação e fluxos econômicos.

Papel das Interconexões: Estas interconexões são vitais para o desenvolvimento econômico e

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social, permitindo o intercâmbio de recursos, bens, serviços e informações.

Desafios e Oportunidades

Desigualdade nas Interconexões: Desafios incluem desigualdades nas conexões entre cidades, com
algumas áreas bem integradas e outras isoladas.

Desenvolvimento Integrado: Existe a oportunidade de promover um desenvolvimento mais


integrado e equilibrado, fortalecendo as conexões entre cidades de diferentes tamanhos e funções.

Políticas de Desenvolvimento Urbano e Regional

Incentivo a Cidades Menores: Políticas podem ser implementadas para incentivar o


desenvolvimento de cidades menores, equilibrando a distribuição de recursos e atividades
econômicas.

Infraestrutura de Conexão: Investimentos em infraestrutura de transporte e comunicação são


essenciais para fortalecer as interconexões regionais e promover o desenvolvimento equitativo.

4.3 Políticas Públicas e Planejamento Urbano

Importância das Políticas Públicas no Desenvolvimento Urbano

Definição e Objetivos: Políticas públicas para o desenvolvimento urbano são conjuntos de


estratégias e ações implementadas pelo governo para orientar e gerenciar o crescimento e a
organização das cidades.

Foco em Sustentabilidade e Inclusão: Estas políticas visam promover um desenvolvimento urbano


sustentável e inclusivo, abordando questões como habitação, transporte, infraestrutura, meio
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ambiente e equidade social.

Planejamento Urbano Integrado

Abordagem Holística: O planejamento urbano deve ser integrado e holístico, levando em

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consideração as diversas facetas do desenvolvimento urbano e as necessidades de diferentes


grupos da população.

Participação Comunitária: A inclusão da comunidade no processo de planejamento é essencial


para garantir que as políticas atendam às necessidades reais dos habitantes urbanos.

Desafios Contemporâneos

Urbanização Rápida e Desordenada: Um dos principais desafios é lidar com o legado da


urbanização rápida e muitas vezes desordenada, que resultou em problemas como favelização,
congestionamentos e infraestrutura inadequada.

Desigualdades Sociais: As políticas devem abordar as profundas desigualdades sociais presentes


nas cidades brasileiras, garantindo acesso equitativo a serviços e oportunidades.

Estratégias de Políticas Públicas

Habitação Acessível: Implementação de programas de habitação acessível para reduzir o déficit


habitacional e combater a formação de assentamentos precários.

Mobilidade Urbana Sustentável: Investimento em sistemas de transporte público eficientes e


sustentáveis, priorizando modos de transporte com baixa emissão de carbono.

Revitalização Urbana: Projetos de revitalização de áreas degradadas, visando não apenas a


melhoria estética, mas também a funcionalidade e a inclusão social.

Gestão Ambiental: Políticas focadas na gestão ambiental, incluindo a preservação de áreas verdes,
o manejo de resíduos e a mitigação de impactos das mudanças climáticas.

Implementação e Avaliação
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Monitoramento e Avaliação: É crucial o monitoramento contínuo e a avaliação das políticas


públicas para assegurar sua eficácia e ajustá-las conforme necessário.

Cooperação entre Setores: A implementação bem-sucedida de políticas urbanas requer


cooperação entre diferentes setores governamentais, além de parcerias com o setor privado e
organizações não governamentais.

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5. Êxodo Rural e Crescimento Urbano

5.1 Causas e Consequências do Êxodo Rural

Causas do Êxodo Rural

Modernização da Agricultura: A mecanização e modernização da agricultura reduziram a


necessidade de mão-de-obra no campo, levando muitos trabalhadores rurais a buscar
oportunidades nas cidades.

Atração das Cidades: As cidades oferecem mais oportunidades de emprego, educação e serviços
de saúde, atraindo pessoas do campo.

Consequências do Crescimento Urbano

Crescimento Demográfico nas Cidades: O êxodo rural contribuiu para o rápido crescimento
populacional nas áreas urbanas, muitas vezes ultrapassando a capacidade das cidades de fornecer
infraestrutura e serviços adequados.

Desafios Urbanos: O aumento da população urbana levou a desafios como favelização,


desigualdades sociais, problemas de mobilidade e ambientais.

Impacto nas Áreas Rurais


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Declínio Populacional e Econômico: Áreas rurais enfrentam declínio populacional e, em muitos


casos, dificuldades econômicas devido à redução da força de trabalho e ao envelhecimento da
população.

Mudanças na Agricultura: O êxodo rural também levou a mudanças nas práticas agrícolas, com
aumento da mecanização e, em alguns casos, abandono de terras agrícolas.

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Políticas Públicas e Estratégias

Desenvolvimento Rural Integrado: Políticas públicas visando o desenvolvimento rural integrado


são necessárias para melhorar as condições de vida no campo e reduzir a pressão sobre as áreas
urbanas.

Investimento em Infraestrutura Rural: Investimentos em infraestrutura, educação e saúde nas


áreas rurais são essenciais para proporcionar uma vida mais equilibrada e evitar o êxodo rural
massivo.

5.2 Impactos do Crescimento Urbano no Planejamento das Cidades

Desafios do Crescimento Urbano

Sobrecarga de Infraestrutura: O rápido crescimento populacional em áreas urbanas muitas vezes


excede a capacidade de infraestrutura existente, resultando em desafios de transporte,
saneamento e fornecimento de energia.

Expansão Urbana Desordenada: O crescimento urbano desordenado pode levar à expansão de


áreas urbanas sem planejamento adequado, exacerbando problemas ambientais e sociais.

Planejamento Urbano e Gestão de Crescimento

Políticas de Uso do Solo: Implementação de políticas eficazes de uso do solo para orientar o
crescimento urbano de forma sustentável, evitando a expansão descontrolada.

Desenvolvimento de Infraestrutura: Investimento em infraestrutura urbana, incluindo transporte


público, habitação, saneamento e serviços públicos, para atender às necessidades da crescente
população urbana.
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Questões Sociais e Habitacionais

Habitação Acessível: A falta de habitação acessível é um problema crítico, muitas vezes levando ao
surgimento de favelas e assentamentos informais.

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Inclusão Social e Equidade: As políticas urbanas devem focar na inclusão social e na redução das
desigualdades, garantindo acesso igualitário a serviços e oportunidades.

Sustentabilidade e Resiliência

Desenvolvimento Sustentável: Promover o desenvolvimento urbano sustentável, considerando os


impactos ambientais e buscando minimizar a pegada ecológica das cidades.

Resiliência Urbana: Fortalecer a resiliência das cidades a desafios como mudanças climáticas e
desastres naturais, através de planejamento e design urbano adequados.

Adaptação às Novas Realidades

Tecnologia e Inovação: Incorporar tecnologias inovadoras para melhorar a eficiência dos serviços
urbanos e a gestão da cidade.

Participação Cidadã: Envolver os cidadãos no processo de planejamento urbano para garantir que
as necessidades e desejos da comunidade sejam atendidos.

6. Tendências e Características Atuais da Urbanização Brasileira

6.1 Urbanização Contemporânea e Seus Desafios

Características da Urbanização Contemporânea no Brasil

Rápida Transformação Urbana: As cidades brasileiras continuam a experimentar transformações


rápidas, impulsionadas pela globalização, avanços tecnológicos e mudanças socioeconômicas.
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Urbanização e Tecnologia: A crescente digitalização e adoção de tecnologias inteligentes estão


remodelando a maneira como as cidades são gerenciadas e vivenciadas.

Desafios da Urbanização Contemporânea

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Desigualdades Urbanas: Apesar do crescimento e da modernização, as cidades brasileiras ainda


enfrentam desigualdades significativas em termos de acesso a serviços, qualidade de vida e
oportunidades.

Sustentabilidade Ambiental: Desafios ambientais, incluindo poluição, gestão de resíduos e


impactos das mudanças climáticas, são cada vez mais prementes nas cidades.

Tendências Emergentes

Cidades Inteligentes: A integração de soluções tecnológicas para melhorar a eficiência dos serviços
urbanos e a qualidade de vida dos cidadãos.

Mobilidade Urbana Sustentável: O desenvolvimento de sistemas de transporte mais sustentáveis e


eficientes é uma tendência crescente, visando reduzir o congestionamento e a poluição.

Políticas e Planejamento para o Futuro

Planejamento Integrado e Inclusivo: As políticas urbanas precisam ser integradas e inclusivas,


abordando a gama completa de desafios urbanos e envolvendo diferentes setores da sociedade.

Adaptação às Mudanças Climáticas: As cidades estão se tornando mais proativas na adaptação e


mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, através de planejamento urbano e políticas
ambientais.

6.2 Inovações e Soluções Urbanísticas Recentes

Inovações na Gestão Urbana

Smart Cities: Cidades brasileiras estão adotando conceitos de "cidades inteligentes", integrando
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tecnologia para otimizar serviços urbanos, como iluminação pública, gestão de tráfego e serviços
de emergência.

Soluções de Mobilidade: Iniciativas como sistemas de bicicletas compartilhadas, corredores de


ônibus expressos (BRT) e expansão de redes de metrô estão transformando a mobilidade urbana.

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Sustentabilidade e Meio Ambiente

Infraestrutura Verde: Projetos de infraestrutura verde, incluindo parques urbanos e corredores


verdes, estão sendo implementados para melhorar a qualidade do ar e proporcionar espaços de
lazer.

Gestão de Recursos Naturais: As cidades estão se tornando mais conscientes na gestão sustentável
de recursos, como água e energia, adotando práticas como captação de água da chuva e energia
solar.

Participação Comunitária e Inclusão Social

Governança Participativa: Aumento da participação comunitária na tomada de decisões urbanas,


garantindo que as vozes dos cidadãos sejam ouvidas e consideradas.

Projetos de Inclusão Social: Programas focados em reduzir a desigualdade, melhorar o acesso a


serviços básicos e integrar comunidades marginalizadas ao tecido urbano.

Desenvolvimento Econômico e Cultural

Revitalização Urbana: Projetos de revitalização de áreas centrais e históricas visam não só restaurar
o patrimônio, mas também estimular a atividade econômica e cultural.

Polos Tecnológicos e Inovadores: Algumas cidades estão desenvolvendo polos tecnológicos e de


inovação, atraindo startups e investimentos e fomentando a economia local.

Resiliência Urbana

Planejamento para Mudanças Climáticas: As cidades estão cada vez mais focadas em se tornar
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resilientes às mudanças climáticas, através de planejamento e construção adaptativos.

Redes de Cidades Resilientes: Iniciativas que conectam cidades para compartilhar conhecimentos,
experiências e melhores práticas em resiliência urbana.

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7. Urbanização e Desigualdades Regionais

7.1 Disparidades Regionais no Processo de Urbanização

Natureza das Disparidades Regionais

Desenvolvimento Desigual: O Brasil apresenta um desenvolvimento urbano desigual, com regiões


como o Sudeste e Sul exibindo uma urbanização e um desenvolvimento econômico mais
avançados em comparação com outras regiões, como o Norte e Nordeste.

Fatores Históricos e Econômicos: Essas disparidades são em parte devidas a fatores históricos,
políticas econômicas e a distribuição desigual de investimentos e recursos.

Impactos das Disparidades Regionais

Migração Interna: As disparidades muitas vezes resultam em migração interna significativa, com
pessoas se deslocando de regiões menos desenvolvidas para cidades em regiões mais
desenvolvidas em busca de melhores oportunidades.

Desafios Socioeconômicos: Regiões menos desenvolvidas enfrentam desafios como maior taxa de
desemprego, infraestrutura deficiente e menor acesso a serviços de qualidade.

Estratégias para Reduzir Desigualdades

Políticas de Desenvolvimento Regional: Implementação de políticas que promovam o


desenvolvimento equilibrado entre as regiões, incentivando investimentos e melhorando a
infraestrutura nas áreas menos desenvolvidas.

Incentivos para Diversificação Econômica: Estímulo à diversificação econômica em regiões menos


desenvolvidas, apoiando setores além da agricultura e extrativismo, como indústria e serviços.
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Promoção da Coesão Territorial

Integração Regional: Iniciativas para integrar regiões através de melhorias na infraestrutura de


transporte e comunicação, facilitando o acesso a mercados e recursos.

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Educação e Formação de Capital Humano: Investir em educação e formação profissional nas


regiões menos desenvolvidas para melhorar as habilidades da força de trabalho local e atrair
investimentos.

7.2 Políticas para Redução das Desigualdades Urbanas


Desenvolvimento de Políticas Inclusivas

Foco em Áreas Carentes: Desenvolvimento de políticas urbanas que se concentram


especificamente nas necessidades das áreas mais carentes, visando reduzir a disparidade de
serviços e infraestrutura.

Acesso Equitativo a Serviços: Garantir que todos os cidadãos, independentemente de sua


localização na cidade, tenham acesso equitativo a serviços essenciais, como saúde, educação e
transporte.

Inclusão Social e Econômica

Programas de Habitação Acessível: Implementação de programas de habitação acessível para


proporcionar moradia digna e reduzir o número de moradias precárias.

Emprego e Formação Profissional: Criação de oportunidades de emprego e programas de


formação profissional, especialmente em áreas com altas taxas de desemprego.

Participação Comunitária

Engajamento dos Cidadãos: Incentivar a participação dos cidadãos na formulação e


implementação de políticas urbanas, garantindo que as soluções atendam às necessidades reais
da comunidade.
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Empoderamento de Comunidades Locais: Promover o empoderamento de comunidades locais,


permitindo-lhes ter uma voz ativa na gestão e no desenvolvimento de suas áreas.

Planejamento e Gestão Urbana

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Planejamento Urbano Participativo: Adotar abordagens de planejamento urbano que sejam


participativas e que levem em consideração a diversidade das necessidades urbanas.

Gestão Sustentável da Cidade: Promover uma gestão urbana que seja sustentável, equilibrada e
que minimize o impacto ambiental das cidades.

Integração de Políticas e Ações

Integração Setorial: Assegurar que as políticas urbanas sejam integradas entre diferentes setores,
como habitação, transporte, saúde e educação, para uma abordagem mais holística.

Cooperação Interinstitucional: Fomentar a cooperação entre diferentes níveis de governo e


instituições para uma implementação eficaz das políticas.

Este subcapítulo discute as estratégias e políticas necessárias para reduzir as desigualdades


urbanas, destacando a importância de um planejamento inclusivo e participativo.

8. Regiões Metropolitanas e Megalópoles

8.1 Formação e Crescimento de Megalópoles no Brasil

Definição e Características de Megalópoles

Conceito de Megalópole: Uma megalópole é uma extensa área urbana formada pela convergência
de duas ou mais metrópoles, geralmente abrigando uma população significativa e uma forte
atividade econômica.

Características: Megalópoles são caracterizadas por densidades populacionais elevadas, intensa


atividade econômica e uma complexa rede de serviços e infraestruturas.
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Exemplos no Brasil

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Megalópole Rio-São Paulo: A região que se estende de São Paulo até o Rio de Janeiro é
frequentemente citada como um exemplo emergente de megalópole no Brasil, conectando duas
das maiores e mais importantes cidades do país.

Desafios do Crescimento de Megalópoles

Gestão Urbana: A gestão de uma área urbana tão extensa e densamente povoada apresenta
desafios significativos, especialmente em termos de planejamento urbano, transporte e
infraestrutura.

Desigualdades Socioeconômicas: As megalópoles frequentemente exibem disparidades


acentuadas em termos de acesso a serviços, qualidade de vida e oportunidades econômicas.

Desenvolvimento Sustentável e Planejamento

Sustentabilidade: O planejamento e desenvolvimento sustentável são cruciais para garantir que as


megalópoles sejam habitáveis e ambientalmente sustentáveis a longo prazo.

Infraestrutura e Mobilidade: Investimentos em infraestrutura, particularmente em sistemas de


transporte eficientes e sustentáveis, são fundamentais para o funcionamento eficaz das
megalópoles.

8.2 Desafios e Oportunidades em Megalópoles


Desafios das Megalópoles

Congestionamento e Mobilidade: O tráfego intenso e a demanda por transporte público eficiente


são desafios constantes em megalópoles, impactando a qualidade de vida e a produtividade
econômica.
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Questões Ambientais: Problemas como poluição do ar e gestão de resíduos são agravados pela alta
densidade populacional e atividade industrial.

Desigualdade Social: As megalópoles frequentemente exibem grandes disparidades sociais, com


áreas de alta renda contrastando com regiões carentes.

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Oportunidades Oferecidas por Megalópoles

Inovação e Crescimento Econômico: As megalópoles, com sua concentração de recursos, talentos e


instituições, podem ser centros de inovação e crescimento econômico.

Desenvolvimento Cultural e Educacional: Estas áreas oferecem uma rica diversidade cultural e
educacional, com numerosas instituições de ensino superior, museus, teatros e outras instituições
culturais.

Estratégias para Enfrentar Desafios

Planejamento Urbano Integrado: Adotar uma abordagem integrada no planejamento urbano,


considerando todos os aspectos do desenvolvimento urbano - social, econômico, ambiental e
cultural.

Iniciativas de Sustentabilidade: Implementar políticas e projetos focados em sustentabilidade,


como áreas verdes urbanas, sistemas de transporte sustentáveis e eficientes, e infraestrutura de
energia renovável.

Fomento à Coesão Social

Programas de Inclusão Social: Desenvolver programas que visem reduzir as desigualdades sociais,
promovendo a inclusão e o acesso equitativo a oportunidades.

Participação Comunitária: Encorajar a participação ativa das comunidades locais nas decisões de
planejamento e desenvolvimento urbano.

9. Crescimento das Cidades Médias


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9.1 Evolução e Importância das Cidades Médias

Entendimento das Cidades Médias

Definição: Cidades médias são aquelas que, em termos de população e infraestrutura, ocupam
uma posição intermediária entre pequenas cidades e grandes metrópoles.

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29/02/2024
META 1

Papel Estratégico: Elas desempenham um papel estratégico no desenvolvimento regional,


atuando como centros de serviços, comércio e educação para suas regiões.

Evolução das Cidades Médias no Brasil

Crescimento e Desenvolvimento: Nas últimas décadas, as cidades médias brasileiras


experimentaram um crescimento significativo, tanto em termos populacionais quanto
econômicos.

Descentralização Urbana: Este crescimento reflete uma tendência de descentralização urbana,


com a população e as atividades econômicas se expandindo além das grandes metrópoles.

Importância Econômica e Social

Dinamização Econômica: As cidades médias são frequentemente centros de dinamismo


econômico, impulsionando o desenvolvimento regional e oferecendo oportunidades de emprego.

Serviços e Infraestrutura: Elas oferecem uma gama de serviços e infraestrutura, como educação
superior e atendimento médico, que são vitais para as áreas circundantes.

Desafios Específicos

Planejamento Urbano: O rápido crescimento dessas cidades impõe desafios de planejamento


urbano, incluindo a necessidade de melhor infraestrutura, habitação e serviços.

Integração Regional: Assegurar a integração efetiva das cidades médias com as regiões
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

circundantes é essencial para um desenvolvimento equilibrado.

9.2 Desafios Específicos do Desenvolvimento de Cidades Médias

Enfrentando Desafios de Crescimento

261
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

Gestão de Recursos: Um dos principais desafios é a gestão eficaz dos recursos limitados para
atender às crescentes demandas de uma população em expansão.

Planejamento Urbano Sustentável: As cidades médias necessitam de um planejamento urbano


que considere sustentabilidade, evitando problemas como expansão desordenada e impactos
ambientais negativos.

Infraestrutura e Serviços Públicos

Melhoria da Infraestrutura: À medida que as cidades médias crescem, a necessidade de melhorar e


expandir a infraestrutura urbana, incluindo transporte, saneamento e serviços de saúde, torna-se
mais premente.

Acesso a Serviços de Qualidade: Garantir o acesso da população a serviços públicos de qualidade é


essencial para o bem-estar e o desenvolvimento humano.

Desenvolvimento Econômico e Emprego

Diversificação Econômica: As cidades médias enfrentam o desafio de diversificar suas economias,


criando um ambiente propício para o desenvolvimento de diferentes setores.

Criação de Empregos: É crucial gerar empregos sustentáveis e de qualidade para atender à


população em crescimento, evitando a migração para grandes metrópoles.

Integração Social e Espacial

Coesão Social: Promover a coesão social, integrando diferentes grupos e comunidades, é


fundamental para manter o tecido social saudável e inclusivo.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Desenvolvimento Espacial Equilibrado: Assegurar um desenvolvimento espacial equilibrado,


evitando a segregação e promovendo a inclusão em todas as áreas da cidade.

Adaptação às Mudanças Climáticas

262
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

Resiliência Climática: As cidades médias devem se adaptar e se tornar resilientes às mudanças


climáticas, implementando estratégias para mitigar os efeitos adversos.

Agora é hora de testar seus conhecimentos!

Resolva toda a lista de exercícios abaixo.

A seguir, confira o gabarito e os comentários de cada questão.

1. CEBRASPE 2022
Áreas de risco são regiões muito sujeitas a desastres naturais, como desabamentos e inundações,
por isso não se recomenda a construção de moradias nessas áreas. O aumento de desastres
naturais em áreas de riscos expõe as fragilidades do uso e ocupação do território brasileiro. A esse
respeito, julgue o item a seguir.

No Brasil, o crescimento da urbanização e da desigualdade social acentua a incidência de áreas de


risco e dos impactos dos desastres naturais.

Certo
Errado
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

2. CEBRASPE 2021
A disseminação da covid-19 no estado de São Paulo e no Paraná, em especial na região
metropolitana de Curitiba, Londrina e Maringá, leva à confirmação de que a dispersão do vírus está
inserida na lógica das redes e da hierarquia urbana. A propagação do vírus encontra meio fecundo
nas concentrações populacionais, logo as cidades acabam sendo evidenciadas pela facilidade com
que o processo se dá. Se pensarmos na rede urbana de Londrina, os casos de covid-19 se

263
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

concentram em maior número no município londrinense e nos centros sub-regionais. No que


tange à região de Maringá, os casos estão concentrados principalmente nos municípios inseridos
na área de maior concentração populacional.

A rede urbana pode ser definida como a interligação entre as cidades que se estabelece a partir
dos fluxos de pessoas, mercadorias, capitais e informações. Em cada rede urbana, identifica-se
uma hierarquia. Acerca desse assunto, julgue o item seguinte, considerando as informações do
texto anterior.

Conforme a hierarquia urbana descrita no texto, Curitiba ocupa o topo de uma rede urbana, ou
seja, não está subordinada a nenhuma outra cidade e, em conjunto com Londrina e Maringá, cobre
todo o país com suas regiões de influência.

Certo
Errado

3. CEBRASPE 2021
Acerca dos problemas sociais urbanos no Brasil e de seus desdobramentos socioeconômicos e
socioespaciais, julgue o item a seguir.

O espaço urbano brasileiro, apesar de propiciar crescimento e desenvolvimento, gera também


desigualdade, problema social que atinge parcela significativa da população em todas as regiões
do Brasil.

Certo
Errado

4. CEBRASPE 2021
Os projetos de revitalização urbana, em muitos casos, tendem a focalizar os bairros mais centrais
das cidades, devido às facilidades de acesso e ao fato de estes já contarem com uma complexa
infraestrutura, ou locais com um rico patrimônio histórico e turístico. Dessa forma, ainda que, em
determinadas ocasiões, o objetivo não seja beneficiar o capital especulativo, com a valorização do
local, a população originária não consegue mais manter-se ali.

Ao tratar da revitalização urbana e da saída coercitiva da população originária de um local, o texto


precedente aborda o conceito de
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

a) segregação socioespacial.
b) desigualdade social.
c) conurbação
d) gentrificação.
e) desmetropolização.

264
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

5. CEBRASPE 2021
Acerca dos problemas sociais urbanos no Brasil e de seus desdobramentos socioeconômicos e
socioespaciais, julgue o item a seguir.

Para a qualidade de vida nas cidades brasileiras, aspectos econômicos são sempre mais
importantes que o meio ambiente.

Certo
Errado

6. CEBRASPE 2018
Acerca da integração da indústria à estrutura urbana no Brasil, julgue o próximo item.

A especialização das cidades acentua a divisão interurbana do trabalho; por isso, no estado de São
Paulo, encontram-se cidades em que prevalecem empresas globais ligadas à produção de
matérias-primas regionais, cidades especializadas em novas tecnologias, bem como cidades
universitárias, locais onde as instituições de ensino superior direcionam o desenvolvimento local.

Certo
Errado

7. CEBRASPE 2018
Acerca da integração da indústria à estrutura urbana no Brasil, julgue o próximo item.

O território brasileiro dispõe de áreas onde a globalização é absoluta, ou seja, áreas nas quais a
produção, a circulação, a distribuição e a informação atendem aos interesses de grandes empresas
multinacionais.

Certo
Errado

8. CEBRASPE 2018
Julgue o item subsequente, acerca da estrutura urbana brasileira e das grandes metrópoles
nacionais.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

A grande cidade capitalista costuma dispor de áreas consolidadas, envelhecidas ou em processo


de renovação, criadas em diferentes momentos do tempo, somadas a paisagens construídas
recentemente.

Certo
Errado

265
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

9. CEBRASPE 2017
Julgue o próximo item, relativo a aspectos populacionais e urbanos do Brasil.

A má organização do território e do espaço urbano prejudica os indivíduos em idade produtiva


residentes nas periferias das grandes cidades e capazes de impulsionar o desenvolvimento
econômico.

Certo
Errado

10. CESGRANRIO 2016


No Censo do IBGE de 2010, o país possuía uma população de aproximadamente 191 milhões de
habitantes. Desses, cerca de 161 milhões viviam nas zonas urbanas, enquanto apenas 29 milhões
viviam na zona rural. Mas nem sempre foi assim. Até a década de 1960, a maioria da população
morava no campo e a quantidade de cidades era bem menor do que a atual. Na década de 1970, o
número de habitantes morando nas cidades foi, pela primeira vez, maior do que a população que
vivia na zona rural. Esse crescimento do meio urbano proporcionalmente maior do que o do meio
rural recebe o nome de Urbanização.

A partir de 1990, especialmente, há novas tendências no processo de urbanização brasileiro.

Uma dessas tendências é a(o)


a) redução do custo de vida nas metrópoles
b) retração das áreas de ocupação irregular
c) alteração do ritmo de crescimento das grandes cidades
d) aumento na velocidade das migrações inter-regionais
e) colapso das políticas de planejamento urbano a favor das classes média e alta

11. CESGRANRIO 2016


O Atlas Geográfico Escolar do IBGE de 2002 apresenta uma classificação de cidades no Brasil, tais
como: centros regionais, metrópoles regionais, metrópoles nacionais e metrópoles globais.

Sendo assim, com base nesse Atlas, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são cidades classificadas,
respectivamente, como:
a) metrópole global e metrópole regional
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

b) metrópole nacional e metrópole regional


c) metrópole global e metrópole nacional
d) metrópole nacional e centro regional
e) metrópole global e centro regional

12. CESGRANRIO 2014

266
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

A hierarquia urbana proposta pelo Atlas Geográfico Escolar do IBGE classifica as cidades brasileiras
em metrópoles globais, metrópoles nacionais, metrópoles regionais e centros regionais.

De acordo com essa classificação, são exemplos de metrópole nacional e metrópole regional,
respectivamente, as cidades de
a) Curitiba e Goiânia
b) São Paulo e Rio de Janeiro
c) Brasília e Curitiba
d) São Paulo e Belo Horizonte
e) Rio de Janeiro e Goiânia

13. CESGRANRIO 2014


As capitais estaduais brasileiras podem ser analisadas de acordo com o seu crescimento
populacional, desde o primeiro censo brasileiro em 1872 até o censo de 2000. Entre as capitais mais
antigas, opõem-se aquelas que tinham certo avanço à época do primeiro recenseamento e que,
gradualmente, o perderam, como Salvador, e aquelas que conheceram um crescimento mais
rápido. Finalmente, outras capitais conheceram um crescimento regular, ou seja, as capitais
regionais que crescem com a região sobre a qual exercem atração, como Manaus.

Com base no texto, qual a capital regional que conheceu, nesse período, um crescimento regular?
a) Rio de Janeiro
b) Recife
c) Porto Alegre
d) Fortaleza
e) São Paulo

14. CESGRANRIO 2014

Amanda Ferreira - 085.669.123-22

267
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

De acordo com os dados registrados no mapa acima, à época, o estado da federação com o menor
grau de urbanização era o
a) Maranhão
b) Pará
c) Amapá
d) Piauí
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

e) Ceará

15. CEBRASPE 2014


Com relação aos problemas ambientais das grandes cidades, julgue o item subsequente.

O nível da qualidade de vida urbana, nos grandes centros, é inversamente proporcional às

268
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

dificuldades de acesso ao local de trabalho, ao lazer, à moradia e à educação.


Certo
Errado

16. CESGRANRIO 2013


Na escala macrorregional, a Amazônia Ocidental é uma grande área sob o comando de Manaus,
enquanto Belém domina a Amazônia Oriental. Mas a centralidade dessas duas capitais é
restringida pela influência de outras cidades. No caso de Manaus é São Paulo, cidade mundial cuja
hegemonia alcança Rondônia e Acre.

No caso de Belém, sua área de influência vem-se confinando ao longo da Belém-Brasília devido ao
seguinte fator geográfico:
a) migração de retorno de nordestinos
b) industrialização de cidades médias paraenses
c) avanço em importância regional do eixo Brasília-Goiânia
d) expansão da rede de usinas hidrelétricas na Amazônia Ocidental
e) consolidação das áreas de proteção ambiental na Amazônia Oriental

17. CESGRANRIO 2013


Em 2002, o IBGE apresentou, no Atlas Geográfico Escolar, uma classificação para hierarquizar as
cidades brasileiras, empregando as categorias de metrópole global, metrópole nacional, metrópole
regional e centro regional.

De acordo com essa classificação, são exemplos de metrópole regional e centro regional,
respectivamente, as seguintes cidades:
a) Belém e Londrina
b) São Paulo e Curitiba
c) São Paulo e Salvador
d) Rio de Janeiro e Belém
e) Rio de Janeiro e Vitória

18. CESGRANRIO 2010


A cidade em progresso
Não cresceu? Cresceu muito! Em grandeza e miséria
Em graça e disenteria
Deu franquia especial à doença venérea
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

E à alta quinquilharia.
Tornou-se grande, sórdida, ó cidade
Do meu amor maior!
Deixa-me amar-te assim, na claridade
Vibrante de calor!

269
META 1 (Bloco 8 CNU)
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META 1

O poema, de Vinícius de Moraes, apresentado acima, servirá como instrumento incentivador para
uma aula cujo tema abordará
a) problemas da explosão urbana.
b) características da rede urbana brasileira.
c) degradação ambiental no meio urbano.
d) obstáculos e alcance da Reforma Urbana.
e) processo de metropolização-desmetropolização.

19. CESGRANRIO 2009


O grafite urbano pode ser considerado um tipo de arte pública que marca o espaço, sobretudo nas
grandes metrópoles. Ao abordar o tema do espaço urbano, se o professor de Geografia utilizar o
exemplo do grafitismo, trabalhará mais diretamente o conceito de
a) conurbação, como processo espontâneo.
b) cidade-região, como espaço vivido.
c) território-rede, como espaço concebido.
d) paisagem, como recurso de comunicação.
e) planejamento, como processo oficial.

20. CESGRANRIO 2008

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270
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

No mapa acima, representam-se configurações de difusão de inovações transformadoras,


denominadas pelo autor Rua (2007) de urbanidades, adensadas em eixos. Essas urbanidades estão
ligadas à infra-estrutura, à industrialização e ao turismo, dentre outros. Pode-se afirmar que os
aspectos a seguir apresentam-se como complementares e se associam coerentemente à proposta
do autor.
I - Forte especulação imobiliária, particularmente nos eixos representados.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

II - Escala da metropolização, desvalorizando e revalorizando as culturas locais.


III - Crescente privatização do solo pelo capital extralocal, especialmente nos eixos litorâneos com
maior densidade de urbanidades.

Está(ão) correto(s) o(s) aspecto(s)


a) I, apenas.

271
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.

1. Áreas de Risco e Urbanização (Gabarito: Certo):


A afirmação é correta porque a urbanização, especialmente quando desordenada e associada à
desigualdade social, frequentemente leva à ocupação de áreas de risco, como encostas e áreas
propensas a inundações. Nessas áreas, a população de baixa renda muitas vezes constrói moradias
precárias devido à falta de opções acessíveis, aumentando a vulnerabilidade a desastres naturais.

2. Rede Urbana (Gabarito: Errado):


A afirmação é incorreta porque, embora Curitiba, Londrina e Maringá sejam importantes centros
urbanos com influência regional, eles não cobrem todo o país com suas regiões de influência. O
Brasil possui várias redes urbanas com hierarquias próprias, e nenhum grupo de cidades tem
influência abrangente em todo o território nacional.

3. Espaço Urbano Brasileiro e Desigualdade (Gabarito: Certo):


Esta afirmação é correta pois o espaço urbano no Brasil, apesar de oferecer oportunidades de
crescimento e desenvolvimento, também é palco de acentuadas desigualdades sociais. Essas
desigualdades são evidenciadas pela coexistência de áreas altamente desenvolvidas com regiões
de extrema pobreza e infraestrutura precária, afetando uma grande parcela da população.

4. Revitalização Urbana (Gabarito: D - Gentrificação):


A situação descrita corresponde ao conceito de gentrificação, um processo onde áreas urbanas
passam por revitalização e valorização, muitas vezes resultando na substituição dos moradores
originais por grupos de maior poder aquisitivo. Isso ocorre porque a valorização do local eleva os
custos de vida, tornando-o inacessível para os moradores de baixa renda que anteriormente
residiam ali.

5. Qualidade de Vida nas Cidades Brasileiras (Gabarito: Errado):


A afirmação de que aspectos econômicos são sempre mais importantes que o meio ambiente para
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

a qualidade de vida nas cidades brasileiras é errada. Na realidade, a qualidade de vida urbana é
influenciada por uma combinação de fatores econômicos e ambientais. Ambientes urbanos
saudáveis e sustentáveis são essenciais para o bem-estar dos cidadãos, e a degradação ambiental
pode ter impactos negativos significativos na qualidade de vida, independentemente da situação
econômica.

272
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

6. Integração da Indústria à Estrutura Urbana no Brasil (Gabarito: Certo):


A afirmação é correta, pois reflete a realidade do estado de São Paulo, onde diversas cidades têm
se especializado em diferentes setores econômicos. A especialização urbana contribui para a
divisão do trabalho entre cidades, resultando em centros que são focados em indústrias
específicas, como empresas globais, novas tecnologias ou instituições de ensino superior. Essa
diversificação fortalece a economia regional e reflete a complexidade da estrutura urbana e
econômica do estado.

7. Globalização em Território Brasileiro (Gabarito: Certo):


A afirmação de que há áreas no Brasil onde a globalização é absoluta é correta. Nestas áreas, a
produção e as atividades econômicas são fortemente influenciadas por grandes empresas
multinacionais. Isso é particularmente evidente em regiões que atraem investimentos estrangeiros
significativos e onde as operações econômicas estão alinhadas com os interesses globais,
refletindo a interconexão do Brasil com a economia mundial.

8. Estrutura Urbana Brasileira e Grandes Metrópoles (Gabarito: Certo):


A descrição é correta ao afirmar que as grandes cidades capitalistas, incluindo as brasileiras,
possuem áreas consolidadas, envelhecidas ou em processo de renovação, além de paisagens
construídas recentemente. Esse padrão reflete a evolução histórica e o desenvolvimento contínuo
das metrópoles, onde diferentes áreas da cidade mostram variados estágios de desenvolvimento e
renovação urbana.

9. Organização do Território e Espaço Urbano (Gabarito: Certo):


A afirmação é correta, pois a má organização do território e do espaço urbano em grandes cidades
brasileiras afeta negativamente os indivíduos em idade produtiva, especialmente aqueles que
residem nas periferias. Essas áreas frequentemente sofrem com deficiências de transporte, acesso
limitado a oportunidades de emprego e serviços essenciais, impactando a capacidade desses
indivíduos de contribuir efetivamente para o desenvolvimento econômico.

10. Tendências no Processo de Urbanização Brasileiro (Gabarito: C - Alteração do ritmo de


crescimento das grandes cidades):
Esta opção é correta, pois, a partir da década de 1990, o Brasil começou a experimentar novas
tendências no processo de urbanização, incluindo a alteração do ritmo de crescimento das
grandes cidades. Isso se deve a fatores como saturação urbana, melhorias nas condições de vida
em cidades menores e mudanças nas dinâmicas econômicas e sociais.
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11. Classificação de Cidades no Atlas Geográfico do IBGE (Gabarito: C - Metrópole global e


metrópole nacional):
Conforme a classificação do Atlas Geográfico Escolar do IBGE, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são
classificadas como metrópole global e metrópole nacional, respectivamente. Rio de Janeiro tem
uma influência global devido à sua significância econômica, cultural e política, enquanto Belo
Horizonte atua como um centro importante em nível nacional.

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META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

12. Hierarquia Urbana do Atlas Geográfico do IBGE (Gabarito: A - Curitiba e Goiânia):


De acordo com a classificação do Atlas Geográfico do IBGE, Curitiba é um exemplo de metrópole
nacional e Goiânia de metrópole regional. Curitiba tem um papel significativo no cenário nacional,
enquanto Goiânia exerce influência mais regionalizada.

13. Crescimento das Capitais Estaduais (Gabarito: C - Porto Alegre):


O crescimento regular de Porto Alegre, como mencionado no texto, reflete o desenvolvimento da
capital em sintonia com a região que atrai. Porto Alegre cresceu consistentemente como uma
capital regional, impulsionando e sendo impulsionada pelo desenvolvimento da região Sul do
Brasil.

14. Menor Grau de Urbanização nos Estados Brasileiros (Gabarito: A - Maranhão):


À época indicada no mapa, o estado do Maranhão apresentava o menor grau de urbanização no
Brasil. Isso reflete uma combinação de fatores históricos, econômicos e sociais que influenciaram o
desenvolvimento urbano desigual no país, com algumas regiões apresentando taxas de
urbanização significativamente mais baixas do que outras.

15. Problemas Ambientais das Grandes Cidades (Gabarito: Certo):


A afirmação é correta, pois em grandes centros urbanos, o nível da qualidade de vida é
inversamente proporcional às dificuldades de acesso a serviços essenciais como trabalho, lazer,
moradia e educação. Desafios urbanos como congestionamento, poluição e falta de espaços
verdes afetam diretamente a qualidade de vida dos residentes.

16. Influência de São Paulo em Rondônia e Acre (Gabarito: Certo):


Este item é correto ao afirmar a influência de São Paulo, uma cidade de escala mundial, em
estados como Rondônia e Acre. São Paulo, como um centro econômico e cultural importante,
exerce uma influência significativa em várias regiões do Brasil, incluindo a Amazônia Ocidental, por
meio de redes econômicas, culturais e de comunicação.

17. Classificação de Cidades - Metrópole Regional e Centro Regional (Gabarito: A - Belém e


Londrina):
Conforme a classificação do Atlas Geográfico Escolar do IBGE, Belém é classificada como uma
metrópole regional, enquanto Londrina é considerada um centro regional. Belém desempenha um
papel significativo na Amazônia Oriental, enquanto Londrina atua como um centro importante em
sua região, refletindo a hierarquia urbana no contexto brasileiro.
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18. Poema de Vinícius de Moraes e Urbanização (Gabarito: A - Problemas da explosão urbana):


O poema de Vinícius de Moraes aborda de maneira crítica as consequências da explosão urbana,
como o crescimento desordenado, a pobreza e os problemas sociais em cidades em
desenvolvimento. A escolha de "problemas da explosão urbana" como tema da aula baseada no
poema é, portanto, a mais apropriada, pois reflete os desafios enfrentados pelas grandes cidades

274
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

em crescimento.

19. Grafitismo e Espaço Urbano (Gabarito: D - Paisagem, como recurso de comunicação):


O grafitismo, como um tipo de arte pública urbana, atua como um recurso de comunicação que
marca o espaço, especialmente em grandes metrópoles. Ele expressa ideias, sentimentos e críticas
sociais, moldando a paisagem urbana e contribuindo para a identidade cultural das cidades.

20. Urbanidades e Difusão de Inovações (Gabarito: E - I, II e III):


Os aspectos mencionados - especulação imobiliária, escala da metropolização e privatização do
solo - são todos coerentes com a proposta de urbanidades ligadas à infraestrutura, industrialização
e turismo. Esses fatores são complementares e refletem o impacto da urbanização e do
desenvolvimento econômico nas áreas litorâneas e outras regiões de alta densidade de
urbanidades.

1. Introdução ao Desenvolvimento Urbano Brasileiro

1.1. Visão Geral do Urbanismo no Brasil

A urbanização brasileira, marcada por uma intensa transformação nas últimas décadas, reflete a
complexa interação entre desenvolvimento econômico, políticas governamentais e dinâmicas
sociais. Dica de Professor: Atente-se aos aspectos históricos da urbanização, como a influência da
industrialização e a transição de um modelo rural para um urbano.

1.2. Fatores Históricos e Econômicos Influenciando a Urbanização

O desenvolvimento urbano no Brasil foi fortemente influenciado por fatores econômicos, como a
industrialização, e fatores históricos, como políticas de desenvolvimento regional.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Dica de Professor: Entenda como as mudanças na economia e as políticas governamentais


moldaram as cidades brasileiras.

2. Processo de Urbanização Brasileiro

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META 1 (Bloco 8 CNU)
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META 1

2.1. Evolução Histórica da Urbanização no Brasil

Desde o período colonial até a era contemporânea, a urbanização brasileira passou por várias fases,
cada uma trazendo transformações significativas.
Dica de Professor: Foque nas diferentes fases da urbanização e como cada uma delas impactou a
estrutura das cidades.

2.2. Impactos Socioeconômicos do Processo de Urbanização

O crescimento urbano trouxe desafios e oportunidades, influenciando a economia, a sociedade e o


ambiente.
Dica de Professor: Analise os efeitos da urbanização na qualidade de vida, infraestrutura e
desigualdades sociais.

3. Conurbação e Regiões Metropolitanas

3.1. Definição e Formação de Conurbações

A conurbação ocorre quando cidades adjacentes crescem até se fundirem.


Dica de Professor: Observe exemplos práticos de conurbação no Brasil e como isso afeta a gestão
urbana.

3.2. Principais Regiões Metropolitanas do Brasil

Regiões como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são exemplos de metrópoles com
desafios e dinâmicas próprias.
Dica de Professor: Entenda as características específicas de cada região metropolitana brasileira.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

3.3. Desafios e Dinâmicas das Regiões Metropolitanas

As regiões metropolitanas enfrentam desafios como gestão de recursos, mobilidade urbana e


desigualdades sociais.

276
META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

Dica de Professor: Reflita sobre como esses desafios impactam o planejamento e a


sustentabilidade urbana.

4. Rede Urbana Brasileira

4.1. Estrutura e Características da Rede Urbana

A rede urbana brasileira é marcada por uma hierarquia de cidades e interconexões regionais. Dica
de Professor: Compreenda a importância das inter-relações entre cidades de diferentes portes e
funções.

4.2. Hierarquia Urbana e Interconexões Regionais

A hierarquia urbana determina a influência e as funções das cidades na rede urbana.


Dica de Professor: Observe como cidades menores e maiores interagem e contribuem para o
desenvolvimento regional.

4.3. Políticas Públicas e Planejamento Urbano

Políticas públicas e planejamento são fundamentais para gerenciar o crescimento e as demandas


urbanas.
Dica de Professor: Avalie a importância das políticas urbanas na melhoria da qualidade de vida nas
cidades.

5. Êxodo Rural e Crescimento Urbano

5.1. Causas e Consequências do Êxodo Rural


Amanda Ferreira - 085.669.123-22

O êxodo rural, impulsionado por fatores como a mecanização da agricultura, tem impactos
significativos nas áreas urbanas e rurais.
Dica de Professor: Analise como o êxodo rural influencia tanto as cidades quanto o campo.

277
META 1 (Bloco 8 CNU)
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META 1

5.2 Impactos do Crescimento Urbano no Planejamento das Cidades

Desafios do Crescimento Urbano

O crescimento urbano acelerado impõe pressões significativas sobre o planejamento e a gestão


das cidades. Com o aumento da população urbana, surgem desafios relacionados à infraestrutura,
habitação, mobilidade, serviços públicos e sustentabilidade ambiental.

Dica de Professor: Fique atento aos impactos da urbanização acelerada, como a expansão
desordenada, a pressão sobre a infraestrutura e os serviços públicos, e os desafios ambientais.

Planejamento e Políticas Urbanas

Para lidar com esses desafios, o planejamento urbano deve ser integrado e proativo, antecipando
as necessidades futuras e buscando soluções sustentáveis. Políticas urbanas eficazes devem
abordar a habitação acessível, a mobilidade urbana sustentável, a gestão de recursos e a inclusão
social.

Dica de Professor: Observe como as políticas urbanas integradas e a participação da comunidade


são cruciais para um planejamento urbano eficaz.

6. Tendências e Características Atuais da Urbanização Brasileira

6.1 Urbanização Contemporânea e Seus Desafios

A urbanização contemporânea no Brasil é marcada por desafios como desigualdades sociais,


problemas ambientais e a necessidade de adaptação a um contexto globalizado e
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

tecnologicamente avançado.

Dica de Professor: Preste atenção nas novas dinâmicas urbanas trazidas pela globalização e pela
tecnologia, como as cidades inteligentes e os desafios da sustentabilidade.

278
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META 1

6.2 Inovações e Soluções Urbanísticas Recentes

Recentemente, têm surgido diversas inovações urbanísticas, como o desenvolvimento de cidades


inteligentes, a implementação de sistemas de transporte sustentáveis e projetos de infraestrutura
verde. Essas inovações visam melhorar a qualidade de vida urbana, promover a sustentabilidade e
responder aos desafios contemporâneos.

Dica de Professor: Acompanhe como as inovações tecnológicas estão sendo integradas no


planejamento urbano para abordar desafios contemporâneos.

7. Urbanização e Desigualdades Regionais

7.1 Disparidades Regionais no Processo de Urbanização

As disparidades regionais são um aspecto crítico da urbanização brasileira, com algumas regiões
apresentando níveis de desenvolvimento muito superiores a outras. Isso leva a desafios específicos,
como migração interna e desequilíbrios econômicos.

Dica de Professor: Observe como as políticas de desenvolvimento regional e a diversificação


econômica são essenciais para equilibrar o desenvolvimento urbano.

7.2 Políticas para Redução das Desigualdades Urbanas

Para combater as desigualdades urbanas, são necessárias políticas que promovam inclusão social,
acesso a serviços e infraestrutura, habitação acessível e participação comunitária no planejamento
urbano.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Dica de Professor: Entenda a importância da inclusão social e da infraestrutura adequada nas


políticas para reduzir as desigualdades urbanas.

8. Regiões Metropolitanas e Megalópoles

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META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

8.1 Formação e Crescimento de Megalópoles no Brasil

O Brasil está assistindo à formação de megalópoles, especialmente na região Sudeste. Essas


grandes aglomerações urbanas trazem desafios únicos de gestão e planejamento.

Dica de Professor: Concentre-se nos desafios de gerenciar grandes aglomerações urbanas e na


necessidade de planejamento integrado.

8.2 Desafios e Oportunidades em Megalópoles

Megalópoles enfrentam desafios como gestão de tráfego, desigualdades, problemas ambientais e


necessidade de serviços públicos eficientes. No entanto, também oferecem oportunidades
significativas para inovação, crescimento econômico e desenvolvimento cultural.

Amanda Ferreira - 085.669.123-22

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29/02/2024
META 1

12) Matemática

Material indicado: Material Próprio LS.

Assunto(s): Múltiplos e Divisores / Potenciação e Radiciação

Vamos avançar na teoria. Estude os conceitos teóricos do arquivo abaixo e faça seus resumos e
marcações da matéria. Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus
estudos.

Link do material teórico:

https://drive.google.com/file/d/1r0GTfNEmzzb5x-k3FremEQPYrsV19S4q/view?usp=drive_link

Você pode utilizar as aulas gratuitas a seguir para ampliar e aprofundar os conhecimentos desta
tarefa.
- números primos:
https://www.youtube.com/watch?v=MrHhUUnOtPc&pp=ygUQZmVycmV0dG8gYXVsYSAyMA%3D%3
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

D
- fatoração:
https://www.youtube.com/watch?v=kjg8a41wwjQ&pp=ygUebXVsdGlwbG9zIGUgZGl2aXNvcmVzIGZl
cnJldHRv
- MMC: https://www.youtube.com/watch?v=QCMUMufcK5M&&ab_channel=ProfessorFerretto
- MDC: https://www.youtube.com/watch?v=NWtwEm8M2qw&t=23s&ab_channel=ProfessorFerretto
- Potenciação:

281
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29/02/2024
META 1

https://www.youtube.com/watch?v=4Vfw1XiHTpM&list=PLTPg64KdGgYhYpS5nXdFgdqEZDOS5lAR
B&index=7&t=52s&ab_channel=ProfessorFerretto
- Radiciação:
https://www.youtube.com/watch?v=QmIjZgKhAEo&list=PLTPg64KdGgYhYpS5nXdFgdqEZDOS5lAR
B&index=8&t=1s&ab_channel=ProfessorFerretto

Para o estudo da Matemática, precisamos treinar muito! Para isso, além das questões já propostas
na aula teórica, vamos complementar cada tarefa com um link do Q Concursos, contendo um
caderno de questões para você exercitar. Recomendamos que você faça a assinatura básica do Q,
mas ressaltamos que ela não é obrigatória, pois nós já te passamos exercícios na tarefa, ok?

Vamos lá!

Resolva o caderno de questões do link a seguir:

https://app.qconcursos.com/playground/questoes?notebook_ids[]=10519186&timestamp=170750944
0067

Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Múltiplos e Divisores
• Múltiplos – são os números que podem ser obtidos multiplicando um número X por outro
número NATURAL;
• Divisores – Um número NATURAL é divisor do outro quando temos uma divisão exata, ou seja,
quando ela não deixa resto.

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META 1

Mínimo múltiplo comum (MMC)


Para obter o MMC entre N números, devemos proceder do seguinte modo:
− Decompor todos os números em fatores primos;
− Selecionar todos os números primos obtidos com os maiores expoentes e realizar o produto.
− Quando temos que realizar um MMC de N números e no meio desses números temos que a é
múltiplo de b, podemos eliminar b do cálculo do MMC.
− Se tivermos N números e um deles é múltiplo de todos os outros, esse número é o MMC.

Máximo divisor comum (MDC)


Para obter o MDC entre N números, devemos proceder do seguinte modo:
− Decompor todos os números em fatores primos;
− Selecionar os números primos comuns com os menores expoentes e realizar o produto.
− Quando temos que realizar um MDC de N números e no meio desses números temos que a é
divisor de b, podemos eliminar b do cálculo do MDC.
− Se tivermos N números e um deles é divisor de todos os outros, esse número é o MDC.

Ex:
8 = 23;
12 = 2 2 x 3;
MMC (8,12) = 2 3 x 3 = 24
MDC (8,12) = 2 2 = 4

MMC x MDC
Se o resultado procurado deve ser maior do que os dados do problema, use o MMC;
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

Se o resultado deve ser menor do que os dados, use o MDC.


A relação é inversa:
- Resultado MAIOR, use o MMC;
- Resultado MENOR, use o MDC.

Números primos

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29/02/2024
META 1

• Só pode ser dividido por 1 e por si mesmo;


• {2, 3, 5, 7, 9, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31...}
• Qualquer número natural pode ser representado como uma multiplicação de números primos
(fatoração);

Potência
• Multiplicação de potências de mesma base: basta SOMAR os expoentes Aa x Ab = A(a+b);
• Divisão de potências de mesma base: basta SUBTRAIR os expoentes Aa / Ab = A(a-b);
• Potência de produto: (2x3)6 = 26 x 36
• Potência de base negativa: se o expoente for par, o resultado é POSITIVO. Se o expoente for ímpar,
será NEGATIVO.

Radiciação
• Radiciação é a operação inversa à potenciação;
• Qualquer raiz de zero é igual a zero;
• Qualquer raiz de um é igual a um

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13) Discursivas

Material indicado: Próprio LS.

Assunto(s): Introdução da Redação Dissertativa-Argumentativa

Introdução de Redação Dissertativa-Argumentativa

AULA 2 - INTRODUÇÃO

Introdução

A introdução de uma redação dissertativa não é apenas o início do texto, mas a porta de entrada
para o universo de ideias, argumentos e perspectivas que serão exploradas ao longo do
desenvolvimento. É o momento em que o autor tem a oportunidade de capturar a atenção do
leitor, apresentando o tema de forma clara e estabelecendo a tese que guiará todo o argumento
subsequente. Uma introdução bem elaborada é crucial para o sucesso do texto, pois é capaz de
instigar a curiosidade e o interesse do leitor, preparando-o para a imersão nas discussões e análises
que se seguirão.

Elementos Chave da Introdução


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>> Contextualização

Uma eficaz introdução começa com a contextualização, um elemento chave que serve para situar
o leitor no cenário em que o tema está inserido. Essa contextualização pode abordar aspectos
históricos, sociais, econômicos ou culturais relevantes para o entendimento do tema. É a
oportunidade de fornecer um pano de fundo, preparando o terreno para que o leitor compreenda
a relevância e a amplitude do assunto a ser discutido.

285
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>> Apresentação do Tema

Após estabelecer o contexto, o próximo passo é a apresentação do tema propriamente dito. Este
momento é crucial e deve ser tratado com clareza e precisão. O autor deve ser capaz de definir o
tema de forma sucinta, sem deixar margens para ambiguidades. Essa clareza na apresentação do
tema é fundamental para que o leitor tenha uma compreensão imediata do assunto que será
explorado no texto.

>> Formulação da Tese

A tese é a espinha dorsal de qualquer redação dissertativa. Ela representa a afirmação central que
o autor defenderá ao longo do texto. A formulação da tese na introdução deve ser feita de maneira
assertiva e convincente, delineando claramente o ponto de vista que será argumentado. A tese
funciona como uma promessa do que está por vir, estabelecendo as bases para a argumentação
que será desenvolvida nos parágrafos seguintes.

Estratégias para uma Introdução Eficaz

>> 1. Utilizar um Gancho Inicial

Uma das estratégias mais eficazes para começar uma introdução é através de um gancho inicial.
Esse gancho pode ser uma citação relevante, uma pergunta provocativa, uma estatística
surpreendente ou uma afirmação impactante. O objetivo é capturar a atenção do leitor desde as
primeiras linhas, despertando sua curiosidade e interesse pelo tema.

>> 2. Brevidade e Direcionamento

A introdução deve ser breve, mas rica em conteúdo. O autor deve evitar divagações e se concentrar
em direcionar o leitor para o cerne do tema e da tese. Cada frase deve ter um propósito claro,
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

contribuindo para a construção de uma base sólida para o desenvolvimento do texto.

>> 3. Destacar a Relevância do Tema

É importante que a introdução destaque a relevância do tema, mostrando sua importância no


contexto atual. O autor deve argumentar por que o tema merece ser discutido, quais são suas

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implicações e por que ele é relevante para o leitor. Essa abordagem ajuda a criar uma conexão
com o leitor, incentivando-o a se engajar com o texto.

>> 4. Estabelecer o Tom do Texto

A introdução também serve para estabelecer o tom do texto. O autor deve decidir se o texto terá
uma abordagem mais formal ou informal, acadêmica ou persuasiva, e utilizar a introdução para
sinalizar essa escolha ao leitor. O tom escolhido deve ser consistente ao longo de todo o texto,
começando pela introdução.

Conectando com o Desenvolvimento

A transição da introdução para o desenvolvimento do texto é um momento crítico. A introdução


deve fluir naturalmente para o corpo do texto, criando uma ponte lógica entre a apresentação do
tema/tese e a argumentação detalhada que se seguirá. Utilizar frases de transição eficazes e
garantir que haja uma conexão clara entre a tese apresentada na introdução e os argumentos
desenvolvidos são estratégias chave para manter a coesão e a fluidez do texto.

Conclusão da Introdução

Uma introdução bem construída não apenas estabelece as bases para o desenvolvimento e a
argumentação, mas também engaja o leitor, motivando-o a explorar mais profundamente as ideias
apresentadas. Ao dedicar atenção e esforço na criação de uma introdução impactante, o autor não
só demonstra domínio sobre o tema, mas também sobre a arte da escrita dissertativa. Assim, a
introdução se torna não apenas o início do texto, mas um convite irresistível para a jornada de
exploração, reflexão e entendimento que o restante da redação promete oferecer.

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14) Português

Material indicado: Material da própria LS..

Assunto(s): Ortografia (parte 3)

Vamos avançar na teoria.

Estude os conceitos teóricos abaixo e faça seus resumos e marcações da matéria.

Leia também as nossas dicas abaixo, que vão resumir e direcionar seus estudos

Agora é hora de testar seus conhecimentos!

Resolva toda a lista de exercícios abaixo.


Amanda Ferreira - 085.669.123-22

A seguir, confira o gabarito e os comentários de cada questão.

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Sumário

1) Uso dos porquês


1.1 Por que
2.2 Por quê
2.3 Porque
2.4 Porquê

2) Expressões da Norma Culta


2.1 Mal x Mau
2.2 Há x A
2.3 A fim x Afim
3.4 Onde x Aonde
2.5 Mas x Mais
2.6 Cerca x A cerca
2.7 Tampouco x Tão pouco
2.8 Cessão x Sessão x Seção
2.9 Ao invés de x Em vez de
2.10 De mais x Demais
2.11 De encontro a x Ao encontro de
2.12 Senão x Se não

3) Siglas e Abreviações
3.1 Definição e Uso de Siglas
3.2 Abreviações
3.3 Convenções Específicas
3.4 Regras Gerais

Conteúdo Teórico

1) Uso dos porquês


Amanda Ferreira - 085.669.123-22

1.1 Por que


Utilizado em perguntas, tanto diretas quanto indiretas.
Exemplo: "Por que você não veio?"

1.2 Por quê


Empregado no final de frases interrogativas, quando a entonação é de pergunta.

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Exemplo: "Você não veio por quê?"

1.3 Porque
Usado em respostas para indicar causa ou explicação.
Exemplo: "Porque estava chovendo."

1.4 Porquê
Atua como substantivo, geralmente acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
Exemplo: "O porquê da sua ausência é um mistério."

2) Expressões da Norma Culta

2.1 Mal x Mau


- Diferenças de uso e significado: "Mal" (advérbio ou substantivo) opõe-se a "bem", enquanto "mau"
(adjetivo) opõe-se a "bom".
Exemplos: "Ele se comportou mal" vs "Ele é um mau jogador".

2.2 Há x A
- Distinção entre tempo decorrido e distância: "Há" indica tempo passado e "a" indica distância ou
tempo futuro.
Exemplos: "Há dez anos ele partiu" vs "Daqui a dez anos ele voltará".

2.3 A fim x Afim


- Significados e contextos de uso: "A fim" (preposição + substantivo) indica interesse, "afim"
(adjetivo) indica afinidade.
Exemplo: "Estou a fim de viajar" vs "Eles têm interesses afins".

2.4 Onde x Aonde


- Uso correto em frases: "Onde" refere-se a lugar em que algo/ alguém está; "aonde" implica
movimento a um lugar.
Exemplo: "Onde você está?" vs "Aonde você vai?".
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

2.5 Mas x Mais


- Diferenciação entre conjunção e advérbio: "Mas" (conj.) indica oposição ou restrição, "mais" (adv.)
indica quantidade ou intensidade.
Exemplo: "Queria ir, mas choveu" vs "Quero mais comida".

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2.6 Cerca x A cerca


- Uso apropriado em diferentes contextos: "Cerca" é uma preposição que indica aproximação, "a
cerca" refere-se a uma distância ou a um assunto.
Exemplo: "Cerca de vinte pessoas chegaram" vs "Estamos a cerca de vinte metros".

2.7 Tampouco x Tão pouco


- Significados distintos: "Tampouco" significa também não, "tão pouco" refere-se a uma pequena
quantidade.
Exemplo: "Ele não foi, tampouco ela" vs "Não esperava tão pouco esforço".

2.8 Cessão x Sessão x Seção


- Definição e uso de cada termo: "Cessão" é o ato de ceder; "sessão" é o período de uma atividade;
"seção" é uma divisão.
Exemplo: "Cessão de direitos" vs "Sessão de cinema" vs "Seção de livros".

2.9 Ao invés de x Em vez de


- Condições de uso de cada expressão: "Ao invés de" implica contrariedade; "em vez de" implica
substituição.
Exemplos: "Ao invés de chorar, sorriu" vs "Em vez de sair, ficou em casa".

2.10 De mais x Demais


- Distinção de significado e contexto: "De mais" indica excesso; "demais" pode ser advérbio de
intensidade ou pronome indefinido.
Exemplo: "Não quero trabalho de mais" vs "Os convidados são demais".

2.11 De encontro a x Ao encontro de


- Significados opostos e como identificá-los: "De encontro a" sugere oposição; "ao encontro de"
indica concordância ou direção a algo.
Exemplo: "Suas ações vão de encontro aos meus princípios" vs "Suas ideias vão ao encontro das
minhas".

2.12 Senão x Se não


- Diferenças gramaticais e de significado: "Senão" é usado para indicar exceção ou consequência;
"se não" é a combinação da conjunção "se" com a negação "não".
Exemplo: "Não faça isso, senão terá consequências" vs "Se não chover, sairemos".
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

3) Siglas e Abreviações
O uso de siglas e abreviações é comum na língua portuguesa, especialmente em contextos
formais, acadêmicos, técnicos e no cotidiano. Este subcapítulo aborda as regras e convenções para
a formação e uso de siglas e abreviações, ajudando a garantir a clareza e a precisão na
comunicação escrita. 3.1 Definição e Uso de SiglasSiglas: São a representação de uma expressão
por meio das letras iniciais de cada palavra.

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Exemplo: "IBGE" para "Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística".

As siglas são escritas sem pontos entre as letras e, geralmente, em maiúsculas. Quando a sigla é
pronunciável como uma palavra, ela é escrita como tal.
Exemplo: "Unesco" para "Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura".

Formação de Siglas: Para formar uma sigla, utiliza-se a primeira letra de cada palavra importante
na expressão.
Palavras como artigos e preposições geralmente são omitidas, a menos que sejam essenciais para
a compreensão ou formem parte integral da expressão. 3.2 AbreviaçõesFormação: As abreviações
são formas reduzidas de palavras ou expressões. Geralmente, consistem nas primeiras letras da
palavra seguidas de um ponto.
Exemplo: "Sr." para "Senhor", "pág." para "página".

Uso em Textos: Abreviações são úteis para economizar espaço e tempo, mas devem ser usadas
com moderação em textos formais para garantir a clareza. É importante que o leitor entenda
facilmente a palavra ou expressão abreviada. 3.3 Convenções EspecíficasAbreviações de Títulos e
Profissões: Títulos acadêmicos, profissões e tratamentos costumam ser abreviados.
Exemplo: "Dr." para "Doutor", "Eng." para "Engenheiro".

Abreviações em Contextos Acadêmicos: Em referências bibliográficas e notas de rodapé,


abreviações como "ed." para "edição", "vol." para "volume", são comumente usadas.

Números e Medidas: Abreviações são frequentemente usadas para unidades de medida e


números.
Exemplo: "km" para "quilômetro", "kg" para "quilograma". 3.4 Regras GeraisPontuação: Abreviações
terminam com um ponto, enquanto siglas não.
Exemplo: "Av." para "Avenida", mas "FBI" para "Federal Bureau of Investigation".

Plural: Para pluralizar abreviações, adiciona-se um 's' sem apóstrofo.


Exemplo: "págs." para "páginas", "EEUU" para "Estados Unidos" (em espanhol).

Consistência: É importante manter a consistência no uso de siglas e abreviações ao longo de um


texto. Se uma sigla ou abreviatura é introduzida, deve-se usá-la consistentemente em todo o
documento.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

3.1 Definição e Uso de Siglas

Siglas: São a representação de uma expressão por meio das letras iniciais de cada palavra.
Exemplo: "IBGE" para "Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística".

As siglas são escritas sem pontos entre as letras e, geralmente, em maiúsculas. Quando a sigla é
pronunciável como uma palavra, ela é escrita como tal.

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META 1

Exemplo: "Unesco" para "Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura".

Formação de Siglas: Para formar uma sigla, utiliza-se a primeira letra de cada palavra importante
na expressão.
Palavras como artigos e preposições geralmente são omitidas, a menos que sejam essenciais para
a compreensão ou formem parte integral da expressão.
3.2 Abreviações

Formação: As abreviações são formas reduzidas de palavras ou expressões. Geralmente, consistem


nas primeiras letras da palavra seguidas de um ponto.
Exemplo: "Sr." para "Senhor", "pág." para "página".

Uso em Textos: Abreviações são úteis para economizar espaço e tempo, mas devem ser usadas
com moderação em textos formais para garantir a clareza. É importante que o leitor entenda
facilmente a palavra ou expressão abreviada.
3.3 Convenções Específicas

Abreviações de Títulos e Profissões: Títulos acadêmicos, profissões e tratamentos costumam ser


abreviados.
Exemplo: "Dr." para "Doutor", "Eng." para "Engenheiro".

Abreviações em Contextos Acadêmicos: Em referências bibliográficas e notas de rodapé,


abreviações como "ed." para "edição", "vol." para "volume", são comumente usadas.

Números e Medidas: Abreviações são frequentemente usadas para unidades de medida e


números.
Exemplo: "km" para "quilômetro", "kg" para "quilograma".
3.4 Regras Gerais

Pontuação: Abreviações terminam com um ponto, enquanto siglas não.


Exemplo: "Av." para "Avenida", mas "FBI" para "Federal Bureau of Investigation".

Plural: Para pluralizar abreviações, adiciona-se um 's' sem apóstrofo.


Exemplo: "págs." para "páginas", "EEUU" para "Estados Unidos" (em espanhol).

Consistência: É importante manter a consistência no uso de siglas e abreviações ao longo de um


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texto. Se uma sigla ou abreviatura é introduzida, deve-se usá-la consistentemente em todo o


documento.

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1. CESGRANRIO 2018
A palavra ou a expressão destacada aparece corretamente grafada, de acordo com a norma-
padrão da língua portuguesa, em:

a) A história da energia mostra porquê até a invenção da máquina a vapor a prática de cortar
árvores não prejudicava tanto as florestas.
b) A utilização dos combustíveis fósseis aumentou por quê a indústria automobilística vem
colocando grande número de veículos circulando nas cidades.
c) As pessoas deveriam saber os riscos de um apagão para conhecerem melhor o por quê da
necessidade de economizar energia.
d) Os tóxicos ambientais são substâncias prejudiciais por que causam danos aos seres vivos e ao
meio ambiente.
e) A energia está associada ao meio ambiente porque toda a sua produção é resultado da
utilização das forças oferecidas pela natureza.

2. CESGRANRIO 2018
A palavra ou a expressão destacada aparece grafada de acordo com a norma-padrão da Língua
Portuguesa em:

a) O aquecimento global pode afetar a sobrevivência da população em muitas regiões por que
água e comida já se mostram escassas.
b) O Dia Mundial do Meio Ambiente serve para nos lembrar o por quê de todos terem de contribuir
para a preservação da natureza.
c) O principal tema discutido entre governos e organizações é a globalização, por que afeta a vida
dos indivíduos.
d) Os especialistas defendem que o clima na Terra tem passado por ciclos de mudanças mas
divergem sobre o porquê desse fato.
e) Os cientistas têm estudado o porque de as emissões de gases poluentes na atmosfera estarem
relacionadas às mudanças climáticas.

3. CESGRANRIO 2018

Água — a economia que faz sentido

A água é um recurso finito e não tão abundante quanto pode parecer; por isso deve ser
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

economizada. Essa é uma noção que só começou a ser difundida nos últimos anos, à medida que
os racionamentos se tornaram mais urgentes e necessários, até mesmo no Brasil, que é um dos
países com maior quantidade de reservas hídricas — cerca de 15% do total da água doce do
planeta. Não é por acaso que cada vez mais pessoas e organizações estão se unindo em defesa de
seu uso racional. Segundo os cientistas da Organização das Nações Unidas (ONU), no século 20 o
uso da água cresceu duas vezes mais que a população. A situação é tão preocupante que existe

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quem preveja uma guerra mundial originada por disputas em torno do precioso líquido.

Para não se chegar a esse ponto, a saída é poupar — e o esforço tem de ser coletivo. “São questões
de comportamento que se encontram no centro da crise”, diz o relatório da ONU sobre água no
mundo. A ideia de que sobra água se deve ao fato de que ela ocupa 70% da superfície terrestre.
Mas 97,5% desse total é constituído de água salgada. Dois terços do restante se encontram em
forma de gelo, nas calotas polares e no topo de montanhas. Se considerarmos só o estoque de
água doce renovável pelas chuvas, chegamos a 0,002% do total mundial.

Mesmo a suposta fartura hídrica do Brasil é relativa. A região Nordeste, com 29% da população,
conta com apenas 3% da água, enquanto o Norte, com 7% dos habitantes, tem 68% dos recursos.
Até na Amazônia, pela precária infraestrutura, há pessoas não atendidas pela rede de distribuição.
Portanto, a questão muitas vezes não se resume à existência de água, mas às condições de acesso
a um bem que deveria ser universal.

Somados os dois problemas, resulta que 40% da população mundial não contam com
abastecimento de qualidade. Cinco milhões de crianças morrem por ano de doenças relacionadas
à escassez ou à contaminação da água.

Sujeira é o que não falta: 2 milhões de toneladas de detritos são despejados em lagos, rios e mares
no mundo todo dia, incluindo lixo químico, lixo industrial, dejetos humanos e resíduos de
agrotóxicos.

Revista Nova Escola. 01 jun. 2005.

A palavra em destaque está grafada de acordo com as exigências da norma-padrão da língua


portuguesa em:

a) A população da região Nordeste está a alguns anos sofrendo devido aos efeitos da seca, que
mata o gado e traz prejuízos às plantações.
b) As reservas hídricas mundiais estão há beira do esgotamento devido ao desperdício dos
usuários e das grandes indústrias.
c) Daqui há cem anos, o nosso planeta poderá vivenciar uma escassez de água tão grande que
gerará disputas pelos mananciais.
d) Estamos a onze dias do início da Conferência da ONU sobre a Água, que discutirá soluções para
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uma distribuição mais equilibrada desse bem universal.


e) Os cientistas anunciavam, a alguns anos, a possibilidade de esgotamento dos mananciais de
água em determinadas regiões do mundo.

4. CESGRANRIO 2018
O termo destacado está grafado de acordo com as exigências da norma-padrão da língua
portuguesa em:

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a) O estagiário foi mal treinado, por isso não desempenhava satisfatoriamente as tarefas solicitadas
pelos seus superiores.
b) O time não jogou mau no último campeonato, apesar de enfrentar alguns problemas com
jogadores descontrolados.
c) O menino não era mal aluno, somente tinha dificuldade em assimilar conceitos mais complexos
sobre os temas expostos.
d) Os funcionários perceberam que o chefe estava de mal humor porque tinha sofrido um acidente
de carro na véspera.
e) Os participantes compreendiam mau o que estava sendo discutido, por isso não conseguiam
formular perguntas.

5. CESGRANRIO 2018
A palavra destacada está corretamente grafada de acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa em:
a) A existência de indivíduos com suas diferentes culturas faz com que o mundo se torne muito
complexo, mais essa convivência só se tornará possível se as diferenças forem respeitadas.
b) A superlotação das cidades prejudica a qualidade de vida, mais a busca por melhores
oportunidades mantém o processo de migração rural para os centros urbanos.
c) A tecnologia nos torna muito dependentes porque precisamos dela em todos os momentos,
mais ela tem proporcionado grandes conquistas para a humanidade.
d) As novas tecnologias de comunicação têm contribuído para a vida das pessoas de forma
decisiva, mais precisamente nas relações interpessoais de caráter virtual.
e) As recentes discussões a respeito das desigualdades sociais revelam que ainda falta muito para
serem eliminadas, mais é preciso enfrentar questões fundamentais.

6. CESGRANRIO 2018
No trecho “um dos principais desafios da humanidade atualmente é construir centros urbanos
onde haja convivência sem discriminação”, o pronome relativo onde foi utilizado de acordo com as
exigências da norma-padrão da língua portuguesa.

Isso ocorre também em:


a) É necessário garantir respeito à diversidade em todos os espaços onde haja necessidade de
convívio social.
b) Todas as questões onde a diversidade de modelos de cidades foi analisada mostraram a
necessidade de atingir a sustentabilidade.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

c) O século XXI, de acordo com as propostas da ONU, utilizará modelos inovadores onde o
planejamento dos espaços respeitará a diversidade.
d) Os cientistas debatem ideias onde se evidencia que a cidade do futuro será inadequada à vida
humana.
e) Os países assinaram vários tratados para aprovarem propostas onde estejam detalhadas as
características das cidades do futuro.

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META 1

7. CESGRANRIO 2018
A palavra destacada está corretamente empregada de acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa em:
a) As atletas olímpicas se esforçaram para conquistar os títulos cobiçados a poucos dias do
encerramento do campeonato.
b) Daqui há menos de dois anos, o Japão será o anfitrião dos Jogos Olímpicos e os preparativos
estão adiantados.
c) Os jogadores brasileiros de futebol estão há poucos meses de se dirigirem à Rússia para
participar da Copa do Mundo.
d) Os japoneses comemoravam, a alguns anos, a escolha de Tóquio como sede dos Jogos
Olímpicos de 2020, derrotando Istambul e Madri.
e) Um dos estádios onde serão realizados os Jogos Olímpicos está situado há apenas poucos
quilômetros do centro da capital.

8. CESGRANRIO 2018

Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades

A população do mundo chegou, em 2011, à marca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte
cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse contingente superou os 50% dos habitantes do
planeta, e até 2050 prevê-se que mais de dois terços da população mundial será urbana.

No Brasil, a população urbana já representa 84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É preciso,
então, que questões de mobilidade e acessibilidade urbana passem a ser discutidas.

No passado, a noção de mobilidade era estreitamente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado,
os moradores de grande maioria das cidades brasileiras lidam diariamente com
congestionamentos insuportáveis, que causam enormes perdas. Isso, sem falar no alto índice de
mortes em vias urbanas do país. Depreendemos daí que a dependência do automóvel como meio
de transporte é um fator que impede a mobilidade urbana.

É importante investir em infraestrutura pedestre, cicloviária e em sistemas mais eficazes e


adequados de ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver cidades mais acessíveis, onde a
maior parte dos serviços esteja próxima às moradias e haja opções de transporte não motorizado
para nos locomovermos.
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil. 16 jul. 2012.

A palavra destacada está grafada de acordo com as exigências da norma-padrão da língua


portuguesa em:

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META 1

a) As cidades mais populosas têm estimulado, há alguns anos, novos hábitos de vida para melhorar
a mobilidade.
b) O aumento do número de carros, verificado a algum tempo, tem causado grandes transtornos
às populações urbanas.
c) O conceito das pessoas sobre conforto, bem-estar e sustentabilidade vai modificar-se daqui há
algumas gerações.
d) O debate sobre a questão da mobilidade urbana intensifica-se há cada dia, mas ainda está
muito longe de se esgotar.
e) Os habitantes da periferia dos grandes centros estão a tempos esperando soluções para seus
problemas de transporte.

9. CESGRANRIO 2017

Energia eólica na história da Humanidade

Energia, derivada de energeia, que em grego significa “em ação”, é a propriedade de um sistema
que lhe permite existir, ou seja, realizar “trabalho” (em Física). Energia é vida, é movimento — sem
a sua presença o mundo seria inerte. Saber usar e administrar sua produção por meio de
diferentes fontes de energia é fundamental.

Desde o início da vida em sociedade, as fontes de energia de que o homem precisa devem ser
geradas continuamente, ou armazenadas para serem consumidas nos momentos de necessidade.
A utilização de diversas formas de energia possibilita ao homem cozinhar seu alimento, fornecer
combustível aos seus sistemas de transporte, aquecer ou refrigerar suas residências e movimentar
suas indústrias.

Existem fontes de energia alternativas que, adequadamente utilizadas, podem substituir os


combustíveis fósseis em alguns de seus usos, reservando-os para aquelas situações em que a
substituição ainda não é possível. A energia eólica é uma delas.

A energia eólica é a energia gerada pela força do vento, ou seja, é a força capaz de transformar a
energia do vento em energia aproveitável. É captada através de estruturas como: aerogeradores,
que possibilitam a produção de eletricidade; moinhos de vento, com o objetivo de produzir energia
mecânica que pode ser usada na moagem de grãos e na fabricação de farinha; e velas, já que a
força do ar em movimento é útil para impulsionar embarcações.
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A mais antiga forma de utilização da energia eólica foi o transporte marítimo. Naus e caravelas
movidas pelo vento possibilitaram empreender grandes viagens, por longas distâncias, levando a
importantíssimas descobertas.

Atualmente, o desenvolvimento tecnológico descobriu outras formas de uso para a força eólica. A
mais conhecida e explorada está voltada para a geração de força elétrica. Isso é possível por meio

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de aerogeradores, geradores elétricos associados ao eixo de cata-ventos que convertem a força


cinética contida no vento em energia elétrica. A quantidade de energia produzida vai depender de
alguns fatores, entre eles a velocidade do vento no local e a capacidade do sistema montado.

A criação de usinas para captação da energia eólica possui determinadas vantagens. O impacto
negativo causado pelas grandes turbinas é mínimo quando comparado aos causados pelas
grandes indústrias, mineradoras de carvão, hidrelétricas, etc. Esse baixo impacto ocorre porque
usinas eólicas não promovem queima de combustível, nem geram dejetos que poluem o ar, o solo
ou a água, além de promoverem maior geração de empregos em regiões desfavorecidas. É uma
fonte de energia válida economicamente pois é mais barata.

A energia eólica é uma fonte de energia que não polui e é renovável, mas que, apesar disso, causa
alguns impactos no ambiente. Isso acontece devido aos parques eólicos ocuparem grandes
extensões, com imensos aerogeradores instalados. Essas interferências no ambiente são vistas,
muitas vezes, como desvantagens da energia eólica. Assim, citam-se as seguintes desvantagens: a
vasta extensão de terra ocupada pelos parques eólicos; o impacto sonoro provocado pelos ruídos
emitidos pelas turbinas em um parque eólico; o impacto visual causado pelas imensas hélices que
provocam certas sombras e reflexos desagradáveis em áreas residenciais; o impacto sobre a fauna,
provocando grande mortandade de aves que batem em suas turbinas por não conseguirem
visualizar as pás em movimento; e a interferência na radiação eletromagnética, atrapalhando o
funcionamento de receptores e transmissores de ondas de rádio, TV e micro-ondas.

Esse tipo de energia já é uma realidade no Brasil. Nosso país já conta com diversos parques e
usinas. A tendência é que essa tecnologia

de geração de energia cresça cada vez mais, com a presença de diversos parques eólicos
espalhados pelo Brasil.

A palavra ou a expressão destacada aparece corretamente grafada, de acordo com a norma-


padrão da língua portuguesa, em:
a) O preço dos combustíveis vem aumentando, mas a indústria automobilística desconhece o
porque do crescimento da frota veicular nas cidades.
b) Os poluentes derivados dos combustíveis fósseis são substâncias prejudiciais por que causam
danos aos seres vivos e ao meio ambiente.
c) Os cidadãos deveriam saber os riscos de um apagão para conhecerem melhor o porquê da
necessidade de economizar energia.
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d) A fabricação de veículos movidos a combustão explica por quê aumentou significativamente a


poluição nas grandes cidades.
e) Seria impossível falar de energia sem associar o meio ambiente ao tema, porquê toda a energia
produzida é resultado da utilização das forças oferecidas pela natureza.

10. CESGRANRIO 2016

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Feliz por nada

Geralmente, quando uma pessoa exclama “Estou tão feliz!”, é porque engatou um novo amor,
conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo
do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo,
mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de
metas. Muito melhor é ser feliz por nada.

Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma
perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz
porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua
cama. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.

Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa busca.

Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as
chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não
atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando
“realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter
talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente
assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo?
Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.

Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido
suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido
contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.

Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do
pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação à
sociedade e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma
usina. Para que se consumir tanto?

A vida não é um questionário. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas
qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer.
Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de
Amanda Ferreira - 085.669.123-22

opinião sem a menor culpa.

Ser feliz por nada talvez seja isso.


MEDEIROS, Martha. Feliz por nada. Porto Alegre: L&PM, jul. 2011.

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No trecho do Texto “Há sempre um porquê.”, a palavra destacada está grafada de acordo com a
norma-padrão da língua portuguesa.

A palavra ou a expressão destacada aparece corretamente grafada em:

a) As pessoas devem procurar viver de uma forma mais relaxada de modo a conhecerem melhor o
por quê de suas atitudes.
b) É difícil entender o porquê de não serem implementadas políticas mais eficientes para evitar a
degradação de nossos principais biomas.
c) As pressões sociais impedem que as pessoas alcancem a felicidade porquê impõem valores que
podem não combinar com as aspirações próprias.
d) Programas de proteção ambiental têm tentado reduzir a pobreza das populações das florestas
por quê é uma forma de evitar o desmatamento.
e) Por quê tantas pessoas são infelizes e reclamam que não conseguem atingir seus objetivos na
vida?

1. GABARITO: E
O "porque" utilizado no trecho é uma conjunção subordinativa causal. Nesse caso "porque" pode
ser substituída por "pois" .

2. GABARITO: D
No trecho mencionado, "porquê" é usado como um substantivo, que significa "a razão" ou "o
motivo", e é por isso que é escrito junto e com acento circunflexo. A presença do artigo definido "o"
antes de "porquê" é o que indica sua função substantiva na frase.

3. GABARITO: D
No contexto fornecido, a palavra "a" é utilizada para indicar distância temporal futura, expressando
um período de tempo que nos separa de um evento que ainda vai acontecer. Por isso, na frase
"Estamos a onze dias do início da Conferência da ONU sobre a Água," o uso da preposição "a" é o
adequado, pois aponta para um momento futuro, a conferência que ocorrerá daqui a onze dias.
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A palavra "há", por outro lado, é usada para indicar tempo passado, referindo-se a algo que ocorreu
há algum tempo e não seria apropriada neste contexto, que se refere a um evento futuro. Portanto,
a escolha de "a" em vez de "há" é gramaticalmente correta para expressar a ideia de tempo que
falta para um determinado acontecimento.

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4. GABARITO: A
"Mal" é um advérbio de modo que se opõe a "bem", e é usado para modificar verbos, adjetivos ou
outros advérbios, indicando a maneira como algo é feito ou acontece. No exemplo dado, "O
estagiário foi mal treinado," "mal" modifica o verbo "foi treinado," descrevendo a qualidade da ação
de treinar de forma negativa.
A substituição de "mal" por "bem" no exemplo altera o sentido da frase para indicar uma ação
realizada de forma positiva, o que confirma o uso de "mal" como um advérbio. Essa capacidade de
substituição por seu oposto "bem" sem alterar a estrutura da frase é uma característica dos
advérbios, confirmando que "mal" está corretamente empregado como advérbio e, portanto, deve
ser escrito com "l".

Em contraste, "mau" é um adjetivo que qualifica substantivos, oposto a "bom", e refere-se à


qualidade ou estado de algo ou alguém, não sendo aplicável neste contexto. Portanto, a frase "O
estagiário foi mal treinado" está corretamente formulada para expressar a ideia de que o
treinamento do estagiário foi inadequado ou insuficiente.

5. GABARITO: D
Veja que a única frase que o "mais" não é usado com ideia de oposição é na letra D, as demais
frases deveriam ser escritas com "MAS" (oposição). na letra D, o mais está intensificando
"precisamente".

6. GABARITO: A
A análise do uso da palavra "onde" no período fornecido está correta. "Onde" é um pronome
relativo utilizado para referir-se a um lugar, e sua função no texto é conectar uma oração
subordinada adverbial de lugar à oração principal, estabelecendo uma relação de espaço entre
elas. Nesse contexto, "onde" retoma "em todos os espaços", especificando os locais em que é
necessário garantir respeito à diversidade, ou seja, em todos os lugares que apresentem
necessidade de convívio social.
A substituição de "onde" por "em que" ou "no qual" (e suas variantes) mantém o sentido original da
frase, confirmando a função de "onde" como um pronome relativo que introduz uma oração
subordinada adverbial de lugar. Portanto, a frase "É necessário garantir respeito à diversidade em
todos os espaços onde haja necessidade de convívio social." utiliza corretamente o pronome
relativo "onde" para estabelecer uma conexão de lugar, destacando a importância do respeito à
diversidade em qualquer espaço que exija interação social.
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7. GABARITO: A
Na frase "As atletas olímpicas se esforçaram para conquistar os títulos cobiçados a poucos dias do
encerramento do campeonato," o uso da preposição "a" antes de "poucos dias" é utilizado para
indicar uma distância temporal, referindo-se ao período antes do encerramento do campeonato.

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8. GABARITO: A
O uso de "há" na frase "As cidades mais populosas têm estimulado, há alguns anos, novos hábitos
de vida para melhorar a mobilidade" indica um período de tempo já decorrido desde o início da
ação de estimular novos hábitos de vida. O "há" é uma forma do verbo haver que, nesse contexto, é
utilizado para expressar a existência de um intervalo de tempo passado até o momento presente.

9. GABARITO: C
Na frase "Os cidadãos deveriam saber os riscos de um apagão para conhecerem melhor o porquê
da necessidade de economizar energia," a palavra "porquê" é utilizada como um substantivo,
significando "a razão" ou "o motivo". A presença do artigo definido "o" antes de "porquê" indica que
ele está sendo usado substantivamente. Como regra geral, quando "porquê" é empregado como
substantivo e indica uma causa, razão ou motivo, ele é escrito de forma junta e com acento
circunflexo.

10. GABARITO: B
Na frase "É difícil entender o porquê de não serem implementadas políticas mais eficientes para
evitar a degradação de nossos principais biomas," o termo "porquê" é utilizado como substantivo, o
que significa que ele se refere a uma causa, razão ou motivo. A presença do artigo definido "o"
antes de "porquê" reforça seu uso como substantivo, e por essa razão, é escrito de forma junta e
com acento circunflexo.

Expressões da Norma Culta

Assimile bem a diferença entre cada um dos usos abaixo:


- Mal (contrário de Bem) x Mau (Contrário de Bom)
- Há (usado para tempo passado) x a (usado para distância ou ação futura)
- A fim (finalidade) x afim (proximidade, semelhança)
- Onde (permanência, onde está) x Aonde (movimento, para onde vai)
- Cessão (ceder) x Sessão (reunião) x Seção (espaço, divisão)
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Uso dos porquês:


Por que: usado em perguntas. Exemplo: "Por que você fez isso?".
Por quê: usado no fim de perguntas. Exemplo: "Vi que você foi mal na prova, mas por quê?".
Porque: usado em respostas. Pode ser substituído por "pois". Exemplo: "A equipe venceu porque
era boa."
Porquê: funciona como substantivo. Normalmente acompanhado de artigo. Exemplo: "Quero
entender o porquê da sua nota baixa."

Abaixo segue um vídeo do YouTube com explicações mais detalhadas desses assuntos:
https://www.youtube.com/watch?v=WWdap1Xvxqg

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META 1 (Bloco 8 CNU)
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META 1

Relatando inconsistências nas tarefas de estudos


Querido(a) aluno(a), caso encontre alguma inconsistência no conteúdo de sua meta, nos informe
pelo e-mail inconsistencias.metas@lsconcursos.com.br.

Neste e-mail, pedimos a gentileza de que faça da seguinte maneira:

1 - anexe a meta em PDF com a(s) inconsistência(s); e

2 - especifique no assunto do e-mail: - disciplina, nº da meta e nº da tarefa

Assunto do email (Exemplo): Direito tributário, meta 5, tarefa 2

O texto deste e-mail deve detalhar a(s) inconsistência(s) com informações suficientes para que
possamos identificar o problema e acionar a equipe técnica para corrigi-lo.

Vale salientar que você deve entrar em contato diretamente com seu professor(a) orientador(a)
para sanar dúvidas de como utilizar suas metas, como por exemplo, para solicitar uma ajuda para
encontrar um determinado material, para solicitar uma orientação de como seguir determinada
matéria pelos assuntos, ou ainda, quando houver dificuldades para seguir as instruções para
acessar um link da meta, entre outros.

Lembre-se que você pode contar com seu professor orientador para o que precisar. Ele irá te
acompanhar e sanar todas as suas dúvidas durante todo seu percurso de concurseiro até sua
aprovação.

Por fim, reforçamos o pedido de baixar todo material teórico indicado em sua meta assim que
receber suas primeiras tarefas, a fim de evitar que você perca o acesso a ele, uma vez que o curso
pode limitar o tempo de acesso.

Contamos com a sua colaboração para fazer uma LS ainda melhor!


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Pedagógico LS Concursos

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META 1 (Bloco 8 CNU)
29/02/2024
META 1

Nossa missão

"Conduzir nossos alunos, por meio de um planejamento personalizado, rumo à aprovação em


concursos públicos, de forma otimizada, construindo uma relação de confiança, ética e respeito"

Nossa visão

"Consolidar o estudo planejado como ferramenta de transformação, difundindo o acesso à


aprovação ao maior número possível de pessoas"

Nossos valores

•Honestidade •Inovação •Trabalho em equipe •Atendimento humanizado •Excelência técnica

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306
PLANEJAMENTO DE
ESTUDOS

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