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O mercúrio e suas consequências para a saúde

Resumo Uma das agressões à biologia humana que desafia a relação saúde-doença no âmbito coletivo do mundo do trabalho é constituída pela contaminação do mercúrio metálico em nosso meio. Ela se dá através da aspiração dos vapores, ingestão de pequenas quantidades ou mesmo pelo contato dérmico. O mercúrio causa risco as populações através da via respiratória, como nos garimpos, ou alimentar, como no pescado, que por ser a principal fonte de proteínas das comunidades ribeirinhas, transformou-se no principal veículo para o aumento do risco da exposição ao metilmercúrio nestas populações humanas. 1 INTRODUÇÃO O mercúrio (Hg) é um metal líquido pesado brancoprateado, inodoro e de fácil volatilização. Na natureza é encontrado em três formas: mercúrio metálico, sais inorgânicos de mercúrio e mercúrio orgânico, que se diferem pelos aspectos toxicológicos de absorção, transporte e excreção (do metal) e pelo quadro clínico do paciente (LIMA et al., 2009). A denominação mercúrio decorre de uma homenagem ao planeta Mercúrio que conforme a mitologia romana é o mensageiro dos deuses, também o deus dos mercadores, filho de Júpiter e Maia, correspondente ao deus grego Hermes. Os romanos o chamaram de hidrargiro (AZEVEDO, 2003), derivado do termo Hydrargyrum em latin, que significa prata liquida (hidro = elemento de composição que indica água e árgyros = prata) e originou a sigla Hg0 na tabela periódica dos elementos químicos (FARIA, 2003). A expressão “metal pesado” é comumente utilizada para designar metais classificados como poluentes, englobando um grupo muito heterogêneo de metais, semi-metais e mesmo não metais como o selênio. O mercúrio é um dos elementos com maior frequência na lista de metais pesados (CETESB, 2001) Considerado não essencial, ou seja, não é um componente normal dos tecidos de organismos vivos, sua concentração é muito variável de um organismo para outro, sua ausência não causa nenhuma anormalidade conhecida e não participa de nenhuma atividade indispensável ao pleno funcionamento orgânico. Sua presença é, por outro lado, considerada danosa aos fenômenos químicos que suportam a vida (JOSINO et al., 1997). Para Farias (2006) o mercúrio é considerado um dos metais mais perigosos no que diz respeito à contaminação ambiental e a saúde humana. Em 1953, a doença de Minamata foi reconhecida como uma doença neurológica, e que chamou atenção do mundo todo para o problema da intoxicação por metais tóxicos. Na forma de minério o mercúrio se apresenta principalmente como sulfeto de mercúrio conhecido também por cinabar. É encontrado naturalmente na atmosfera e na água, no entanto seu teor sofre influência de fontes contaminantes (OLIVARES, 2003). O mercúrio, apesar de conhecido como substância altamente tóxica, apresenta ampla aplicação nas áreas de garimpagem para extração de ouro e no setor industrial. E o mercúrio inorgânico depositado nos rios e mares como resultado de processos industriais ou mesmo como parte de seu ciclo natural, após a biotransformação em metilmercurio, ingressa na

2005). portanto. Minas Gerais e Rio Grande do Sul. São Paulo. suas consequências para a saúde. seguido do Quirquistão e do Reino Unido. se reconhece a ação tóxica na exposição ocupacional. entorno de 160 toneladas anuais. em particular Reino Unido. que utilizam mercúrio elementar em vários equipamentos (JUNG. ii) inalação do vapor. Trata-se. por meio dos serviços da Medline. O Brasil não produz mercúrio. com o objetivo de contribuir para a discussão sobre a eliminação ou redução da utilização desse composto. Em alguns ambientes laborais. Desde a antiguidade. importando a totalidade de seu consumo. utilizando artigos publicados desde a década de 60 até o ano de 2009. Entre os anos de 2003 e 2008. 2 METODOLOGIA O presente trabalho foi realizado por meio de revisão bibliográfica. em exposição ocupacional. 1996). 2003) corresponde a intoxicação pelo metal (RODRIGUEZ & RODRIGUEZ. Holanda e Alemanha (LACERDA. A partir de 1985. . Rio de Janeiro. por exemplo. Até 1984. além da Universidade de Campinas. garimpagem.cadeia alimentar atingindo o ser humano através da alimentação de peixes. O mercúrio é um dos metais pesados mais estudados. assim este trabalho visa apresentar as diversas formas de contaminações pelo mercúrio. como é o caso de hospitais. a maior parte do mercúrio foi importando de países europeus. devido seus efeitos na saúde. suprindo 85% das necessidades do país. destacadamente a dieta piscívora (VECCHIO. As mais importantes formas de contaminação pelo metal podem ser consideradas: i) contato dérmico acidental com líquido ou sais empregados na manipulação de componentes eletrônicos. As publicações foram selecionadas mediante busca com os seguintes descritores: contaminação por mercúrio. os maiores exportadores de Hg para o Brasil foram a Espanha. de uma questão ambiental e de saúde publica (ZACHI. 2005). o México era o principal fornecedor de mercúrio para o Brasil. O mercurialismo crônico ou ocupacional ou hidrargirismo (FARIA. Scielo e Lilacs. 2004). pesquisados na base de dados da Bireme. e iii) pela ingestão alimentar. os riscos são maiores. Também foram acessadas as bibliotecas virtuais das Universidades Federias de: Brasília. 2003). 1982) e caracteriza-se por um conjunto de sintomas apresentados pelo individuo após período de inalação dos vapores de Hg metálico ou sais (AZEVEDO. As importações de mercúrio foram significativas desde 1972. USA (Estados Unidos) e alguns países europeus. O restante era comprado no Canadá.

Foram selecionados como fontes artigos nas línguas portuguesa. Como exemplo no Japão ocorreu envenenamento com metil mercúrio na Baia de Minamata onde dezenas de pessoas morreram e centenas adquiriram deficiências físicas permanentes. foram relatados casos de contaminação humana na enseada dos Tainheiros. o Hg2+ é predominante em sistemas aquáticos e as formas orgânicas altamente tóxicas para os organismos vivos (HORVAT. . intoxicação por mercúrio.ergonomia hospitalar. 3 DISCUSSÃO 3. HgX3-. Nos diversos compartimentos ambientais pode ser encontrado em três estados de oxidação (0. 1990). com sua disseminação no solo. .espécies não reativas: CH3Hg+. exposição ocupacional. Hg(CN)2. água e atmosfera tem sido motivo de preocupação no mundo. metais pesados.espécies reativas particuladas ou solúveis em água: Hg2+. foram usadas como alimentos.1 Características e aplicações do mercúrio O mercúrio ocorre naturalmente na crosta terrestre. Já no Brasil. tratadas com produtos mercuriais (sais). 1996). além da utilização de livros.voláteis: mercúrio elementar (Hg0) e dimetilmercúrio. Outros registros aconteceram no Iraque quando sementes para plantio. onde o Hgº está amplamente distribuído na atmosfera (~ 95%). . mercúrio elementar. na forma de vários complexos orgânicos e inorgânicos entre outras espécies. Cl. 2009): . HgO em partículas aerossóis e complexos de Hg2+ com ácidos orgânicos. HgX4 2. HgS e Hg2+ ligados ao enxofre em fragmentos de matéria húmica. +1 e +2). Uma das mais clássicas divisões dos compostos mercuriais compreende a seguinte especiação (GUEDES. A concentração de mercúrio no meio ambiente. Os critérios para escolha dos artigos e livros envolveram todo tipo de estudo que se baseasse no tema mercúrio. sendo o cinábrio (HgS) sua forma mais abundante. CH3HgCl.ou Br-). CH3HgOH e outros compostos organomercuriais. devido ao lançamento de mercúrio por uma indústria de cloro-álcalis (SOARES. saúde ambiental e metilmercurio.(com X = OH-. espanhola e inglesa. HgX2.

Potencial de Ionização VALOR PROPRIEDADE VALOR Grupo II B 80 200. formando ligas relativamente consistentes (amálgamas). Condutibilidade Térmica 12. Dissolve facilmente o ouro. Ponto de Ebulição 8.7°C Existem diversas aplicações para o mercúrio. 1967). Massa Atômica 4. Forma Cristalina 19. que em contato com o ar altera-se lentamente recobrindo-se de uma película cinza de óxido mercuroso. Raio Iônico 16.58°C 2. produtos injetáveis. a prata. e contraceptivos. Equivalente Eletroquímico 15. 200. As características físicas do mercúrio podem melhor o descrever. lâmpadas à . Secção Nuclear de Choque 20. A Agência dos Estados Unidos para Substâncias Tóxicas e Registros de Doenças lista o mercúrio como a terceira substância mais tóxica (GUEDES. como: (i) terapêuticas: Empregado por suas características fungicidas e antibacterianas como medicamentos e conservantes em soluções nasais. Número Atômico 3. Tabela 01: Características físicas do mercúrio PROPRIEDADE 1. oftálmicas. (iv) termômetros. oxida-se rapidamente.8cal/g 0. A 350°C. (iii) pilhas. diuréticos. Calor Latente de Fusão 9.18 6s2 Romboédrica 360 barns 261.43 eV 11. conforme apresentado na tabela 01(RUBEN. Potencial de Oxidação 13. Potencial de Elétron de Valência 17. 201. 199. Densidade 6.vermelho).546g/cm3 (20°) -38.59 196. 202.Mesmo sendo ubíquo no ambiente. No de Valência 14. vacinas.H (Hg+2) 1. o mercúrio é tido como uma das principais substâncias poluentes descritas por agências de proteção ambiental em todo o mundo. 2 3. Calor Específico 10.03325cal/g/°C (20°) 10.10 Å 26. e (v) germicida e fungicida em tintas e desinfetantes (PAVASI.788 V 1.0196 cal/cm2/cm/ °C/s (20°) Hg Hg+2 + 2e-0. Pressão de Vapor 0. 204 13.87°C 356. Em condições normais de temperatura e pressão o mercúrio metálico se apresenta como metal líquido. Elétrons de Valência 18. Ponto de Fusão 7. 2009). O mercúrio e seus compostos podem também ser utilizados em diferentes processos industriais como na fabricação de cloro e soda. 198. Classificação Periódica 2. produzindo o óxido mercurico (HgO . 2006).7420 g/A. fabricação de aparelhos elétricos. (ii) restaurações odontológicas. o chumbo e os metais alcalinos. Isótopos Naturais 5. germicidas.

enriquecimento orgânico e . quanto aos pacientes (JUNG. O Timerosal passou a ser adicionado às vacinas na década de 30 para proteger o produto contra contaminação bacteriana. Variáveis como temperatura. 3. exceto em vacinas para imunização. que foi revogada e substituída pela Portaria MAPA n° 6 de 29 de abril de 1980.Equipamentos e usos de mercúrio em ambiente hospitalar Equipamento Baterias-Oxido de Mg Uso Termômetros Esfignonamômetros Instrumentos Lâmpadas Fonte: Adaptado de Jung.vapor. 2003). Desta forma eram combatidas as enfermidades dos agentes causadores que se erradicavam no grão. Tabela 02 . 1975). sua composição é muito parecida com o do metilmercúrio (AZEVEDO et al. Já os compostos organomercuriais foram bastante empregados como diuréticos até metade deste século. um elemento de extrema toxicidade. fungicidas. onde o timerosal é utilizado como conservante. 1982). pigmentos. que utilizam este na extração do ouro por meio do processo de amalgamação (OLIVARES. em temperatura ambiente. Embora a toxicidade do etilmercúrio ainda seja desconhecida. Em odontologia ainda são utilizados no preparo de amálgamas. É composto por cerca de 50% de mercúrio. particularmente como desinfetante de sementes. No Brasil. pela Portaria MAPA n° 2 de 06 de janeiro de 1975. Muitos instrumentos utilizados no ambiente hospitalar apresentam mercúrio elementar em sua estrutura. o mercúrio no Brasil apresenta seu maior consumo nos garimpos. o ministério da Agricultura proibiu o uso de fungicidas alquilmercuriais (metil e etil). e é metabolizado pelo organismo para etilmercúrio e tiosalicilato.2 Toxicidade do mercúrio O mercúrio. quando passaram a ser substituídos por não-mercuriais de menor toxicidade (KORLKOVAS et al. se vaporizar. em contato com o meio. Devido à sua poderosa ação fungicida e desinfetante foi também muito utilizado na agricultura. papel e instrumentos de medição. do qual passam para a planta em germinação (ALMEIDA. 2003).. Apesar de sua vasta aplicação. inseticidas. é encontrado na forma líquida. embora possa. A tabela 02 apresenta alguns equipamentos e usos de mercúrio em ambiente hospitalar. 2004). 2004 Detector fetal Desfibrilador Alarme de temperatura Alarme de espirômetro Analisadores Mensuração de temperatura Mensuração de tensão arterial Controladores de temperatura Relógios Refrigeradores Lâmpadas fluorescentes Lâmpadas ultravioletas No Brasil. isoladas ou associadas substâncias compostas de mercúrio em medicamentos (uso farmoquímico/farmacêutico). Muitos compostos organomercuriais foram usados na agricultura como desinfetantes no tratamento de sementes destinadas ao plantio.. que oferece riscos tanto aos profissionais que os manipulam. as Portarias MS/SNVS/DIMED 10/1980. 10/1980 e ANVISA RE n 528/2001 proíbem a fabricação e a venda dos produtos que contenham em sua fórmula.

torna-se mais solúvel e sujeito a deslocar-se da atmosfera. Esse elemento possui algumas propriedades físicas.oxigênio dissolvido têm se mostrado aceleradores do processo de metilação do mercúrio (VECCHIO. Quando ionizado. devido a sua solubilidade lipídica. O ciclo global compreende a visão integrada dos níveis de mercúrio nas diferentes matrizes ambientais e os fatores biogeoquímicos que contribuem para a conversão entre as espécies e o seu fluxo nos reservatórios. Os ciclos locais e regionais são termos relativos à área na qual a emissão atmosférica viaja dentro de um ciclo diurno. sendo esta a maior fonte de mercúrio depositado no meio ambiente (VECCHIO. retornando aos meios terrestre e aquático por precipitação. suas possibilidades reacionais “in vitro” e “in vivo” (oxidação com a formação de íons mercurosos e/ou mercúricos. sua habilidade de ultrapassar as biomembranas. 1979). 2009).. que são proteínas que contem selênio na forma de selenocesteína ou selenometionina. por exemplo). 1999). o selênio tem um efeito protetor contra a ação nociva ao organismo provocada pela exposição ao metilmercurio (SCHULZ. glutationa peroxidase e selenoproteina P. 2009). observando uma média global (GUEDES. através de contato com elementos atmosféricos como oxigênio. 2009).00112 mmHg a 20oC). . Após a ingestão de alguns alimentos contendo selênio na forma de selinito e selenometionina ocorre absorção de parte deste elemento que. 2003). envolvendo uma série de mecanismos intra e extracelular (GUEDES. formação de compostos organomercuriais. APOSTOLI et al. tanto para a biota quanto para os seres humanos. etc) e a afinidade de seus íons por grupamentos sulfidrila. ao alcançar os eritrócitos. Devido a tais fatores devem-se considerar as principais fontes de emissão de mercúrio para o ambiente com consequente influência no seu ciclo local. o seleneto é transportado no plasma ligado à albumina e ao atingir o fígado passa a integrar os processos de síntese de selenoproteinas. De acordo com muitos estudos. o Se (2-) formado no eritrócito forma uma forte ligação com este metal e em seguida este complexo liga-se a Selenoproteina P. entre elas o selênio. químicas e físico-químicas muito importantes sob o ponto de vista toxicológico. 2006). A forma orgânica do mercúrio é extremamente tóxica. tais como sua elevada pressão de vapor(0. O vapor é altamente tóxico e apresenta efeito cumulativo. geralmente 100 e 200 km a partir da fonte. respectivamente (GUEDES. como a glutationa. 1999. O rim é tido como órgão alvo para atuação e acumulação do Hg2+ devido à sua alta afinidade com os grupos tióis das proteínas. estabilidade e propriedade iônica que lhe permite atravessar a membrana plasmática (ATSDR. O mercúrio pode ser encontrado em sua forma elementar (Hgº). A lipossolubilidade dos compostos organomercuriais facilita a absorção pela pele em até 100% quando comparados aos compostos inorgânicos (ATSDR. Algumas substâncias estão relacionadas com alterações na toxicocinética do metil mercúrio. O excesso de selênio ingerido na dieta seguirá a rota para excreção urinaria. é reduzido a seleneto (Se) na presença de GSH (glutationa) eritrocitário. peptídicos e aminoácidos. mas seus vapores são rapidamente e bem absorvidos por via respiratória e inclusive através da pele (SCHVARTSMAN. ozônio e cloro. 1997). iônica (Hg+¹ ou Hg+²) ou ainda como organometálico (metil ou dimetilmercúrio. O mercúrio metálico apresenta absorção digestiva praticamente nula. Em seguida. 2005). comuns em proteínas e enzimas (JOSINO et al.. O vapor de Hg atmosférico sofre oxidação para o íon divalente Hg+². 2005). 2009). regional e global. Estas diferentes apresentações do mercúrio diferem em suas propriedades físico-químicas e principalmente as toxicológicas (OLIVARES. Diante da presença de mercúrio no plasma.

O etanol. As emissões naturais de mercúrio originam-se a partir de solos e vegetação. a emissão pela mineração de ouro ocorre principalmente na região da Amazônia (de difícil monitoramento). possivelmente podem aumentar o impacto da exposição ao metilmercurio (BAETA et al. que se faz apenas para fontes pontuais como as empresas de produção de cloro. A partir de fontes antrópicas. Deficiências nutricionais podem alterar de maneira significativa a interpretação de resultados da avaliação toxicológica em indivíduos expostos ao metilmercurio. as concentrações de mercúrio em diferentes fontes naturais apresentam uma grande variação. 2003).3 Emissões do mercúrio para a atmosfera O Brasil tem testemunhado uma mudança nas fontes antrópicas de mercúrio. 2003). Alguns fatores nutricionais como a deficiência de ferro ou de acido fólico. que atuam no desenvolvimento neural. 2001). partículas de Hg e Hgº.. o mercúrio pode ser liberado para atmosfera como Hgº (vapor). O mercúrio elementar (Hgº) é considerado a espécie com maior contribuição para a emissão antrópica de mercúrio atmosférico (LACERDA. c) fotorredução do mercúrio bivalente em águas naturais e d) formação biológica do dimetilmercúrio. 1997).. 3. este pode ser produzido através da atividade bacteriológica sobre o Hg+² (OLIVARES. que se localizam em regiões industrializadas onde a fiscalização é mais forte. 1997). no entanto é possível destacar os quatro principais processos que emitem mercúrio para atmosfera: a) evaporação de depósitos geológicos minerais. . b) emissões de atividades vulcânicas. não estar presente na emissão atmosférica. No entanto. levando a um aumento de sua emissão. aparentemente pode aumentar a toxicidade do metilmercurio. Apesar do metilmercúrio. queimadas naturais de florestas. seja pela redução da sensibilidade ao teste. onde um controle inadequado poderá resultar em um impacto negativo e inesperado para o meio ambiente (LACERDA et al. Isto ocorre devido a alguns fatores como controle pela legislação. ou pela exacerbação dos efeitos tóxicos. 2006).alterando a distribuição de mercúrio nos órgãos alvos e especialmente reduzindo sua acumulação nos rins (SUZUKI & OGRA. Hg+². superfície de águas naturais e fontes geológicas como atividades vulcânicas e terremotos (OLIVARES. Segundo Olivares (2003). a mais relevante espécie tóxica do mercúrio. aumentando potencialmente a sensibilidade à toxicidade do metal.

Todo o mercúrio presente no amalgama é então vaporizado e liberado na atmosfera. embora operem em diferentes escalas de tempo. Holanda e Alemanha. em particular UK. USA e alguns países europeus. 1991). é considerada seriamente impactada por mercúrio devido à extração de ouro. sejam responsáveis por ocasionar problemas á saúde humana e ao ecossistema (FARIAS. responsável pela principal importação de mercúrio para o país e pelas principais emissões para o meio ambiente até a década de 80. atingindo 340 toneladas em 1989. A America Latina. 1996). diretamente sobre os trabalhadores dos garimpos. países que paradoxalmente também não mineram mercúrio (LACERDA. importando a totalidade de seu consumo. a maior parte do mercúrio tem sido comprado em países europeus. 1988). O excesso de mercúrio é recuperado. A obtenção de ouro inicia-se com uma pré-concentração do mercúrio por processos gravimétricos. tornou-se o principal comprador de mercúrio no Brasil. As importações de mercúrio foram relativamente constantes de 1972 a 1984 em torno de 160 toneladas anuais. porém há poucos anos. 1996). que resultou no . e 3) a contaminação com mercúrio vapor nos numerosos pontos de comercialização do ouro. particularmente em algumas localidades da região Amazônica. O restante era comprado no Canadá.. 1986. Até 1984. quando ocorreu um aumento de cerca de 150%. A contaminação por mercúrio no Brasil mostra duas diferentes fontes deslocadas temporalmente e geograficamente no país. entretanto. o garimpo de ouro. A partir de 1985. 1990). O amalgama é aquecido com tochas de gás propano. suprindo 85% das necessidades do país. Este fenômeno é resultado direto de uma legislação de controle mais eficiente. mais uma vez ele é queimado. O Brasil não produz mercúrio.4 Contaminação mercurial Um dos grandes perigos com a população e para o ecossistema reside no intensivo uso de mercúrio na extração de ouro (SOARES. o consumo industrial representava mais de 80% do total comprado pelo país (LACERDA. ocorrendo amalgamação com as partículas de ouro. onde. 1989). e o ar dos arredores durante a fase de amalgamação e queima. A primeira era originada na indústria de clorosoda. localizado principalmente na Amazônia. 2) a poluição das águas e sedimentos com possibilidade de metilação do mercúrio e sua absorção pelos peixes. 2006). até 1980 praticamente. era a produção de cloro e soda. responsável por mais da metade do consumo total. muitos pesquisadores acreditam que ambos os processos. Essas emissões localizavam-se particularmente na região sul-sudeste. na forma de mercúrio metálico. Cerca de 20% da concentração inicial usado pelo garimpeiro é perdida (MALLAS. o mercúrio usado na mineração de ouro foi considerado ser o único causador. BENEDITO. A partir de 1980 o consumo industrial de mercúrio vem caindo substancialmente. O material pré-concentrado é misturado com mercúrio. o processo de produção do ouro com a utilização de mercúrio relata três formas principais que podem afetar a saúde pública: 1) a contaminação com mercúrio vapor. LACERDA. naturais e antrópicos. a principal fonte de mercúrio para o país. A relação da quantidade de mercúrio utilização no processo de amalgamação com o ouro contido no sedimento é para cada quilograma do ouro produzido é gasto (e não recuperado) 1 Kg de mercúrio (LACERDA et al. entrando na cadeia alimentar da população local. Por anos. com milhões depessoas diretamente envolvidos na atividade. o México era o principal fornecedor de mercúrio para o Brasil. Inicialmente. A partir da década de 80. com a liberação de mercúrio vapor diretamente para a atmosfera. PFEIFFER. sendo responsável pela maior emissão deste poluente para o meio ambiente (LACERDA. o excesso.O amalgama de ouro formado é recuperado do rejeito gravimetricamente. e o amalgama é então queimado para separação do complexo AuHg. é lançado nos cursos d’água indo se depositar nos sedimentos de fundo. 3. Conforme Soares (1990). Neste período.

enquanto em 1976. No século XVIII. Sua existência foi identificada em tumbas egípcias desde 1500 aC. Por outro lado. já se tinha conhecimento dos malefícios do metal.t-1Cl em 1990.5 Intoxicação Os registros de contatos com o mercúrio passam de 3500 anos. na substituição de tecnologias (e. como defensivo agrícola). células de mercúrio na indústria de cloro-soda).banimento do uso de mercúrio em certos setores (e. e no controle mais eficiente de efluentes industriais. dentre os quais a acrodinia – manifestações de dor e eritema nas palmas das mãos e solas dos .g. 3.t-1Cl em 1972 decrescendo para menos que 10gHg. Por exemplo. em 1992 somente 36% da produção utilizava esta tecnologia (BEZERRA. 1990). agentes anti-sífilis continham mercúrio e entre 1940 e 1950. os fatores de emissão de mercúrio da indústria de cloro-soda era de 125 gHg.g. mais de 90% da produção brasileira de cloro usava células de mercúrio.

e cuja solução envolve os interesses econômicos de uma atividade produtiva de fiscalização difícil. Uma vez que o íon mercúrio é oxidado. a afinidade do Hg por proteínas favorece seu transporte dentro do sistema biológico. A acumulação ocorre no cérebro quando originado de exposição a vapores de mercúrio metálico e organomercuriais. As intoxicações ocupacionais pelo mercúrio já foram descritas na idade média. uso de antibióticos do tipo penicilina e ingestão de bebidas alcoólicas na exposição a mercúrio metálico a excreção é principalmente urinaria. Caracteriza-se aqui prejuízo duplo: a instalação de metal tóxico e deficiência na remoção do peróxido de hidrogênio. pois produzem sintomatologias distintas. com uma meia vida de 30– 60 dias. mercúrio metálico e derivados inorgânicos. podendo ocorrer eliminação pulmonar de vapores de mercúrio. já agora em sua forma orgânica. Para Vecchio (2005) o vapor de Hg é apolar e lipossolúvel. entretanto ainda hoje. a alimentação marítima e a quantidade de amalgamas dentarias constituem indicadores dos níveis de mercúrio na população geral e são de grande importância na determinação de limites de exposição que marcam os riscos para saúde pública (ZACHI. 2002). cuja principal.. sua metilação é prontamente alcançada. vários processos industriais constituem fontes de exposição ao trabalhador. 2003). Os compostos orgânicos de mercúrio são eliminados sobre tudo pelas fezes. A excreção do mercúrio inorgânico se da totalmente pela via urinaria. formando complexos orgânicos no sangue. não pode ser controlada apenas por recomendações de saúde individual ou coletiva. Quando intracelular é altamente tóxico. A meia vida do mercúrio metálico no organismo é de 60 dias. 2003). fixando-se depois às proteínas. e as vezes única.. É uma via de alcance mais amplo. . neste contexto. 2006). diaforese. A acumulação ocorre nos rins com cerca de 50% a 90% da carga corpórea para a exposição a sais inorgânicos (PAVASI. a remoção do peróxido de hidrogênio do meio celular. 2009) Segundo Pavasi (2006). com penetração de 75% da dose inalada através da membrana alvéolocapilar. principalmente pelos vapores de mercúrio. cujo consumo constitui hábito cultural antigo. A velocidade de excreção está associada à espécie e é dose-dependente. 2005). como é o processo garimpeiro (SANTOS. fotofobia e erupção cutânea (VECCHIO. Deve-se distinguir a intoxicação pelos compostos orgânicos. 2006). A exposição ambiental. aumentando a concentração de espécies reativas de oxigênio e radicais livres. fonte de proteínas é o pescado. Por ser um líquido extremamente volátil. através do consumo de peixe. A via alimentar é a segunda via por meio da qual o mercúrio. com meia vida de 70 dias (PAVASI. ingressa no organismo humano. A exposição por essa via é alarmante. apresenta ligação em importantes tecidos do corpo. O mercúrio iônico é transportado pelo plasma enquanto o mercúrio elementar é transportado pelas hemácias onde é oxidado a íon mercurico. pois na medida em que se propaga contaminando o meio ambiente. a principal via de absorção do mercúrio metálico e inorgânico é a inalação do vapor. a absorção do vapor de mercúrio se dá principalmente pela via inalatória. por via catalítica reversível. Os incidentes de envenenamento por mercúrio elementar claramente mostram que existem caminhos pelos quais ele é "quimicamente" introduzido no corpo humano: após conversão à Hg+². mediado pela catalase é interrompido durante a oxidação do vapor. e envolve as populações ribeirinhas. O mercúrio não oxidado é capaz de penetrar através das barreiras hematoencefalica e placentária. insônia.pés – irritabilidade. anorexia. embora dados da literatura científica apontem para maior semelhança de sintomas entre as exposições aos dois últimos (AZEVEDO. 2005). inclusive as indígenas. O mesmo acontece em outros tecidos. sendo o cérebro e o rim os locais de maior deposição (LIMA et al. causando danos irreparáveis (GONÇALVES et al. A excreção de mercúrio é ainda influenciada pela exposição simultânea a outros metais.

pois tem destacada propriedade lipossolúvel que permite a passagem dos alvéolos para dentro da corrente sanguínea e hemácias. por inalação.O mercúrio pode ser absorvido de 7 a 8% por meio da ingestão de nutrientes sólidos e 15% ou menos por meio líquido. com conseqüente depósito no Sistema Nervoso Central (MAGALHÃES & TUBINO. . 2000). Também pode ser absorvido por meio da pele íntegra (sendo o único metal absorvido na forma metálica). Facilmente vaporizado. assim como ocorre transposição da barreira hematoencefálica. permanecendo como átomo livre isolado apolar (Hgº) no ambiente (BUSCHINELLI. em função de uma série de características físico-químicas peculiares. principalmente em relação à volatilidade mesmo a baixas temperaturas e à grande resistência à oxidação pelo ar atmosférico. é altamente absorvível (80%) em temperatura ambiente. 1995).

fígado. esôfago e estômago. hemorragias gastrintestinais e agitação (SCHVARTSMAN. de força muscular. uréia e creatinina. d) sistema hematopoiético: hemograma. FADINI. visuais. de movimentos involuntários. graças à sua lipossolubilidade. febre. renal. b) aparelho gastrointestinal: exame de fezes. fraqueza. 2005).1 Avaliação Laboratorial a) aparelho renal: urina I. De forma geral a exposição crônica a este metal pode causar perdas na função dos rins e danos neurológicos (ATSDR. 1999). 2000). 2003. gengiva. parede intestinal. c) aparelho cardicirculatório: colesterol. de voz. existem varias formas de avaliação mercurial: 3. faringe.7 Formas de Avaliação De acordo com Zavariz (1993). a perda da coordenação motora. Para Olivares (2003). na boca.1 Sintomatologia Aguda Os sais de mercúrio são os potenciais agentes pela intoxicação aguda. Por meio de ataque enzimático o Hgº vai sendo oxidado a Hg+. 3. BUSCHINELLI. alteração da fala e andar.2 Avaliação Neurológica A avaliação neurológica consiste na detecção de alterações de coordenação motora. Desta forma. dolorosa e táctil. 3. Este apresenta uma grande afinidade para com o grupo tiol das proteínas. pele. músculos.7. em especial nos pulmões.7. coração. e) aparelho auditivo: audiometria. propiciando lesão no sistema nervoso central. 1993. 2009). mudanças de personalidade referidas ao eretismo. de reflexos. o metilmercúrio é considerado a forma mais tóxica. são decorrentes de lesões que podem acometer o sistema nervoso central. 3.6. medula óssea. o que promove sua biomagnificação na cadeia alimentar (OLIVARES. de pares cranianos. problemas respiratórios.4 g para um adulto. 3.3 a 0. destacamse principalmente os danos cerebrais. Dentre as diferentes espécies de mercúrio. equilíbrio. mentais e sintomas como fadiga. que por suacarga elétrica. e ainda apresenta uma dose letal muito baixa. Fosfatase alcalina e endoscopia. de articulação das palavras. uma vez transformada em Hg+. delírios e rigidez Ainda apresenta característica teratogênica provocando microcefalia. transaminase glutâmica oxalacética (TGO) e transaminase glutâmica pirúvica (TGP). O efeito neurotóxico do mercúrio se dá pela capacidade do Hgº absorvido circular facilmente por todo o organismo e. estimada em 0. 1999). de sensibilidade térmica. vias aéreas superiores. danos mentais e motores. principalmente por meio da ingestão do cloreto de mercúrio. produzindo lesões muito dolorosas. glândulas salivares. Este sal tem uma ação corrosiva sobre as mucosas. quanto aos efeitos crônicos para intoxicação do mercúrio. placenta e rim (ZAVARIZ. diminuição do campo visual e cegueira. Pode-se destacar também o edema pulmonar. tremores e salivação (VECCHIO. de equilíbrio. Síndromes neuropáticas.3. pulmão. com indicativos de tremores de extremidades.6 Sintomas As alterações que ocorrem no corpo humano pela intoxicação do mercúrio metálico.6. grandes quantidades de Hgº. . acumulam-se no tecido nervoso (LIMA. taquicardia. atravessar barreiras hematoencefálica.2 Sintomatologia Crônica. 1979) Como efeitos agudos para intoxicação do mercúrio relatam-se síndrome gastroentérica. não encontra mais a facilidade de transpor barreiras. também denominada hidrargirismo. distúrbios de fala.

O teste fornece o Quociente de Memória (QM).7. QM de 50 a 79 .Wechsler Memory Scale (D. para complementar a entrevista inicial. T. Wechsler e C.7. permitindo o estabelecimento de um diagnóstico diferencial em relação a outras patologias psiquiátricas. cuja classificação adotada é: .3.indica distúrbio severo de memória .indica dificuldade moderada (abaixo da média inferior) . 3. QM abaixo de 50 .3 Avaliação Psiquiátrica Esta avaliação utiliza formulário que visa detectar sintomas relacionados ao quadro de eretismo psíquico. são aplicados alguns testes neuropsicológicos: . Stone).4 Avaliação Psicológica Na avaliação psicológica.

sendo a classificação a seguinte: .Teste de Aptidão à Mecânica de L. causando intoxicação da população por via . de P20 a P30 . Pelos estudos levantados.indica normalidade (média) . a destreza manual. 2003). a metodização e sistematização ao realizar um trabalho. acima de P50 .subteste de habilidade manual. embora a literatura não tenha revelado os resultados produzidos.indica dificuldade moderada . 1980). de natureza perceptiva e a exatidão com que a tarefa é realizada.Walther . de P20 a P30 . mas muito ainda deve ser feito pelas autoridades competentes. causando problemas ambientais: físico e químico. Lacerda (1996) informava que com implantação de legislação mais restritiva. melhorar a fiscalização na região Amazônica. de P31 a P49 . . fauna e na população. sendo o principal dano o liberado para atmosfera. abaixo de P19 . a coordenação motora fina. Fornece.3 dimercatopropane 1 sulfanato (DMPS) (FARIA. QM de 90 a 109 .indica memória acima da média. e o químico dividido em ambiental e ocupacional. QM de 80 a 89 . Também são usados agentes quelantes. que políticas públicas necessitam ser elaboradas para transformação e incorporação nas atividades que envolvem esse metal.indica dificuldade moderada . na garimpagem brasileira o mercúrio continua sendo um dos componentes de degradação ambiental. QM 110 e mais . P50 . acima de P50 – superior .indica dificuldade leve (média inferior) .9 Ações preventivas O controle das fontes industriais clássicas de mercúrio resultou em um decréscimo significativo da contaminação por esse metal em áreas industrializadas no sul-sudeste do país (CETESB. 3 dimercaptosuccionato (DMSA) e o 2. portanto. 4 CONCLUSÃO Por meio desse estudo e conhecimento dos diversos problemas ocasionados pela contaminação mercurial e exposição e intoxicação humana ao mercúrio. e que por meio de um controle adequado poderá evitar os impactos negativos causados tanto para o meio ambiente quanto para a saúde.teste de atenção concentrada de Toulouse Pieron. P50 . Enfim. A classificação é a seguinte: .superior. pois ocorre grande emissão de mercúrio pela mineração de ouro.8 Tratamento Antidepressivos. sendo o físico por meio de assoreamento. resultaria em uma maior diminuição dos níveis de mercúrio originado nessas fontes.indica dificuldade leve . de P31 a P49 . A finalidade do teste é mensurar a rapidez dos movimentos. produzindo efeitos muitas vezes irrecuperáveis na flora. tranqüilizantes e analgésicos são utilizados no tratamento para intoxicação mercurial crônica. 3. na década de 1990. como o acido 2. pois como relatado por Farias (2006) toneladas de mercúrio por ano são lançadas no meio ambiente pelas atividades informais de mineração de ouro..Bateria Fatorial CEPA .indica dificuldade grave . R e Q. abaixo de P19 .indica normalidade (média) . ambas em percentil.indica dificuldade grave . além de queimadas da vegetação que constitui uma fonte primaria de mercúrio. 3. duas medidas. Mede a rapidez gráfica e motora na execução de tarefa simples. e o desenvolvimento de tecnologias mais “limpas”.indica normalidade (média) .indica dificuldade leve . que capturam íons metais produzindo duas ou mais ligações.

é necessária a conscientização social do setor empresarial. São necessários estudos para avaliar os riscos reais e potenciais ao ambiente e à saúde humana. esclarecer dúvidas dos diferentes segmentos envolvidos. pois muitos trabalhadores desconhecem o exposto ocupacional ao mercúrio e os malefícios que tal metal pode causar. os malefícios à saúde dos trabalhadores expostos ao mercúrio e seus compostos . em geral despercebida. bem como orientar possível populações expostas. É fundamental a capacitação dos profissionais de saúde para a realização de diagnóstico diferencial visando identificar casos de exposição e intoxicação crônica. Não esquecendo que. Além disso. no Brasil.alimentar ou respiratória. e tampouco conhecem as formas de se prevenir.

até mesmo.7. Rio de Janeiro: Finep. v. da Política Nacional de Resíduos Sólidos. em agosto de 2010. apenas com o controle social e políticas públicas transversais teremos um país ambientalmente mais equilibrado. Sendo a segurança química uma responsabilidade do Estado. A. 2006. esse tipo de descarte deverá ser regulado por normativas específicas considerando o real potencial de causar danos ao meio ambiente e a saúde humana. é o ponto crucial para a efetivação de políticas sociais. vários países estão implementando uma série de medidas de gerenciamento e. APOSTOLI et al. p. F. Intertox. Toxicologia do mercúrio. . Geneva: Environmental Healthcriteria. Riscos e Consequências do Uso do Mercúrio.A.208-220. v 10. 1975. F. deve-se reduzir sua utilização que somente deve ser feita em locais planejados visando o acesso restrito de trabalhadores naquela área. 183-192. 1990. n. 1999. sempre com a utilização de equipamentos de proteção individual. p. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ALMEIDA. Contaminação ambiental e alimentar por mercúrio e suas conseqüências. Rio de Janeiro: Env. ATSDR – Agency for Toxic Substance and Disease Registry. BEZERRA et al. 2003.tóxicos são reconhecidos por meio de uma Portaria (n° 1399/GM de 18 de novembro de 1999). Atlanta: Division of Toxicology / Department of Health and Human Services. São Paulo: Intertox. ambientais e de saúde. As bases toxicológicas da ecotoxicologia. 611p. Elemental speciation in human health risk assessment. A.. A luz da sanção.41. Em processos industriais o mercúrio deve ser substituído por substâncias químicas menos nocivas. W. Na impossibilidade de substituição imediata. BAETA et al. 2006. Outro assunto preocupante que merece especial atenção se refere ao descarte de lâmpadas fluorescentes. Toxicological Profile for Mercury. A comunidade científica mundial reconhece que o mercúrio na cadeia aquática alimentar é um problema ambiental e um risco à saúde humana. A. Total Mercury and methylmercury in fish from a tropical estuary. A conscientização da população. após mais de 20 anos de tramitação no Congresso Nacional. Assim. Rima. F. por meio principalmente de campanhas educativas. O biológico. o banimento do mercúrio. CHASIN. AZEVEDO. Toxicol. 2003 AZEZEVEDO. São Paulo.

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