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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA

PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO SUPERIOR TECNÓLOGO EM DESIGN GRÁFICO ILUSTRAÇÃO E ANIMAÇÃO DIGITAL

SUMÁRIO

1. CONTEXTUALIZAÇÃO DA UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA

4

1.1. HISTÓRICO DA UNIVERSIDADE

6

1.2. INSERÇÃO REGIONAL

9

1.2.1. A Universidade e seu Contexto

9

1.2.2. Região de Abrangência

13

1.2.3. Aspectos Demográficos, Econômicos e Socioculturais

13

1.3. ATO DE RECONHECIMENTO

15

1.4. ADMINISTRAÇÃO GERAL

15

1.5. ORGANOGRAMA RESUMIDO

16

1.6. CAMPI DA UNIVERSIDADE - CURSOS OFERECIDOS

17

1.6.1. Campus Tijuca

17

1.6.2. Unidade Barra

18

1.6.3. Campus Cabo Frio

19

2. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL E GESTÃO INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE

20

2.1. INTRODUÇÃO

20

2.2. ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR

21

2.3. ADMINISTRAÇÃO BÁSICA

22

2.4. GESTÃO ACADÊMICO-ADMINISTRATIVA DA COORDENAÇÃO DE CURSO

23

2.4.1. Secretaria Setorial

24

2.4.2. Divisão de Apoio ao Ensino

25

2.4.3. Política e Formas de Acesso à UVA

26

2.4.4. Controle Acadêmico do Aluno

277

2.4.5. Serviços de Apoio ao Aluno

27

2.4.6. Programas de Incentivo Acadêmico

28

2.4.7. Núcleo de Apoio Pedagógico - NAP

28

2.5.

ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DE PESSOAL

299

2.5.1. Corpo Docente

29

2.5.2. Corpo Técnico-Administrativo

31

2.6. BIBLIOTECA

32

2.7. NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

33

2.8. GESTÃO ORÇAMENTÁRIA

34

2.9. CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO

34

2.9.1. Pós-Graduação Lato Sensu

35

2.9.2. Pós-Graduação Stricto Sensu e a Pesquisa

35

3. CONCEPÇÕES GERAIS DO CURSO

37

3.1. NOME DO CURSO

37

3.2. GRAU CONFERIDO

37

3.3. ASPECTOS LEGAIS

37

3.4. INTEGRALIZAÇÃO

37

3.5. GESTÃO ACADÊMICA

37

4. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO- PEDAGÓGICA

39

4.1.

ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

39

4.1.1. Ensino

39

4.1.2. Pesquisa

40

4.1.3. Extensão

40

4.2 METODOLOGIA

41

5. MARCO SITUACIONAL

43

5.1. CENÁRIO NACIONAL, REGIONAL E LOCAL

43

5.2. JUSTIFICATIVA

45

5.3. HISTÓRICO DO CURSO

50

6. MARCO CONCEITUAL

54

6.1. A CONSTRUÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO

54

6.2. OBJETIVOS DO CURSO

56

6.2.1. Geral

56

6.2.2. Específicos

56

7. REQUISITOS DE ACESSO

58

8. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR

59

8.1.

MATRIZ CURRICULAR

60

8.2. EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS

9. PERFIL PROFISSIONAL DE GRADUAÇÃO

9.1. PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO

9.2. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

10. SISTEMA DE AVALIAÇÃO DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

10.1. AVALIAÇÃO DO RENDIMENTO ESCOLAR

11. CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO E PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DAS

COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS DESENVOLVIDAS ANTERIOMENTE

12. AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL

13. CORPO DOCENTE, COORDENAÇÃO DO CURSO E NDE

13.1. EQUIPE DOCENTE QUANTO A TITULAÇÃO E REGIME DE TRABALHO

13.2. COORDENAÇÃO DO CURSO

13.3. NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE - NDE

14. INSTALAÇÕES, EQUIPAMENTOS, RECURSOS TECNOLÓGICOS E BIBLIOTECA

14.1. INSTALAÇÕES GERAIS

14.1.1. Sala de Professores e Sala de Reuniões

14.1.2. Gabinetes de Trabalho para Professores

14.1.3. Salas de Aula

14.1.4. Acesso dos Alunos a Equipamentos de Informática

14.1.5. Registros Acadêmicos

14.2. BIBLIOTECA

14.2.1. Livros da Bibliografia Básica

14.2.2. Livros da Bibliografia Complementar

14.3. INFRAESTRUTURA FÍSICA E LABORATÓRIOS

14.3.1. Laboratórios Especializados

14.3.2. Infraestrutura e Serviços dos Laboratórios Especializados

15. EXPLICITAÇÃO DE DIPLOMA E CERTIFICADO A SEREM EXPEDIDOS

16. ATIVIDADES ACADÊMICAS

16.1. PROJETO DE CONCLUSÃO DE CURSO

16.2. ATIVIDADES COMPLEMENTARES

16.2.1.

16.2.2.

16.2.3. Programa de Visitas Técnicas

16.2.4. Visitas a Feiras e Exposições

16.2.5. Atividades Desenvolvidas ao Longo do Curso

Monitoria

Estágio

16.3. ATIVIDADES ACADÊMICAS ALÉM DA GRADUAÇÃO

17.

ANEXOS

ANEXO I - REGULAMENTO DE ATIVIDADE COMPLEMENTAR

ANEXO II - REGULAMENTO DE MONITORIA ANEXO III - REGULAMENTO DA CARREIRA DOCENTE ANEXO IV - REGULAMENTO DA BIBLIOTECA ANEXO IV - REGULAMENTO DA INICIAÇÃO CIENTÍFICA

65

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189

196

1. CONTEXTUALIZAÇÃO DA UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA

A Universidade Veiga de Almeida é uma instituição de ensino, pesquisa e

extensão, mantida pela Antares Educacional LTDA, sociedade civil, com fins

lucrativos, com sede e foro no Município do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, com Estatuto aprovado e registrado no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, da Comarca do Rio de Janeiro.

A Universidade Veiga de Almeida, seus órgãos, atividades e serviços à

comunidade regem-se:

I -

Pela Legislação em vigor;

II -

Pelo Estatuto da Entidade Mantenedora;

III Pelo seu Estatuto;

IV Pelo seu Regimento Geral;

V Pelos atos normativos e regulamentos internos.

-

-

-

A Universidade Veiga de Almeida goza de autonomia acadêmica, didático-

científica, administrativa e disciplinar, nos termos da lei, e, para o pleno exercício de suas atividades, faz uso dos Campi Tijuca, na rua Ibituruna, 108 e Cabo Frio, na Estrada de Perynas, s/nº, e da Unidade Barra, na rua General Felicíssimo Cardoso, 500; localizados no Estado do Rio de Janeiro.

Missão da Universidade

"A UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA (UVA) tem como missão formar profissionais, oferecendo ensino de qualidade, estimular e desenvolver pesquisa e promover atividades de extensão relevantes à comunidade, contribuindo desse modo para a formação plena do cidadão, alicerçada em uma cultura empreendedora e princípios humanistas, éticos e democráticos”

1.1. Histórico da Universidade

A Instituição Educacional Veiga de Almeida teve sua origem no ano de 1933,

a partir de uma Classe de Alfabetização localizada no modesto bairro de Santo Cristo,

na Cidade do Rio de Janeiro.

A partir de então, a competência, a perseverança, a dedicação e a visão de

futuro de seus dirigentes resultaram numa seqüência de sucessos e inovações em suas ações educacionais, que levaram à necessidade de ocupação de novos e maiores espaços, compatíveis com o número crescente de alunos e colaboradores. Em 1949, o bairro da Tijuca tornou-se a sede principal da Instituição e representou o ponto de partida para a realização do sonho partilhado por todos: a educação do Jardim da Infância à Universidade. Em pouco tempo, o comprometimento com a missão educacional e a busca permanente da qualidade consolidaram a liderança da Instituição no ensino básico, resultando em índices de aprovação maciça de seus alunos no ingresso em universidades públicas e privadas. A esta liderança, somou-se o título de Educador do Ano conquistado pelo fundador da Instituição, Professor Mario Veiga de Almeida, em de 1970.

Estas conquistas aceleraram a caminhada para a implantação do ensino superior, o que efetivamente ocorreu em 1972, com a criação da Escola de Engenharia Veiga de Almeida, autorizada pelo Decreto nº 70.828, de 13/7/1972, publicado no D.O.U. de 13/7/1972, p. 6.378. Os bons resultados foram imediatos e desde o início de suas atividades no ensino superior a Veiga de Almeida passou a figurar entre as primeiras opções de escolha dos candidatos aos Cursos de Engenharia nos processos seletivos, unificados promovidos pela Fundação CESGRANRIO, no Estado do Rio de Janeiro. Este sucesso conduziu a uma nova e importante conquista no ano de 1974, com a autorização para funcionamento da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Veiga de Almeida por meio do Decreto nº 74.344, de 31/7/1974, publicado no D.O.U., de 31/7/1974, p.B.628. Não tardou para que os novos cursos repetissem os passos da Engenharia, ao se posicionarem entre as primeiras opções de escolha dos candidatos aos Cursos de Letras nos processos seletivos unificados da Fundação CESGRANRIO. Posteriormente, foram criadas as Faculdades de Estudos Sociais, Serviço Social, e Turismo, em 1983, seguiram-se a Faculdade de Fonoaudiologia, em 1985, a Faculdade de Informática, em 1987 e as Faculdades de Administração e Ciências Biológicas, em 1989, além da expansão da Escola de Engenharia.

O sentido de missão, os valores fundamentais da educação e as diretrizes

presentes na Veiga de Almeida desde sua origem permearam a criação de suas Faculdades e nortearam suas ações, originando um desejo latente de integração que se consolidou com sua unificação nas Faculdades Integradas Veiga de Almeida em 1990, prenúncio da futura Universidade Veiga de Almeida. Finalmente, em reunião realizada em 10 de novembro de 1992, o Conselho Federal de Educação aprovou por unanimidade a transformação das Faculdades Integradas Veiga de Almeida em Universidade Veiga de Almeida, via reconhecimento, ato homologado pela Portaria nº 1.725, de 20/11/1992, publicada no D.O.U. de

23/11/1992, p. 16.175. Desde a sua origem como Escola de Alfabetização, a Veiga de Almeida

pautou-se pela qualidade do ensino e pelo compromisso com suas comunidades. Com

a criação das Faculdades e posteriormente com sua conversão em Universidade, a

Instituição incorporou a dimensão científica e ampliou ainda mais sua vocação

extensionista, que já se fazia presente nos prelúdios de sua ação educacional básica.

A expansão da oferta de ensino superior adotou, como critérios principais, a

pertinência dos cursos em relação às demandas de suas comunidades, assim como a interpretação das mudanças em curso na sociedade e na economia, com seus reflexos no mundo do trabalho. Já no âmbito de sua autonomia universitária e reafirmando seu comprometimento com as expectativas de seu entorno, a Universidade Veiga de Almeida procedeu a um criterioso levantamento das demandas locais e regionais nas diferentes áreas do conhecimento para dar início à criação sucessiva de novos cursos de graduação e de pós-graduação, ampliando, de forma significativa, o espectro de opções para seus ingressantes e de qualificações de seus egressos. Assim como ocorrera com as Faculdades, a expansão na fase universitária também se pautou nos diferentes perfis de qualificação requeridos pelo mundo do

trabalho, resultando na diversificação tipológica dos cursos que passaram a abranger

a graduação tradicional, os cursos superiores de tecnologia e de formação específica

(seqüenciais), a pós-graduação lato sensu e a pós-graduação stricto sensu (mestrados profissionais).

Esta diversificação refletiu as mudanças em curso na Legislação Educacional, notadamente após a promulgação da Lei 9394/96, e incorporou, assim como as novas

tipologias de cursos, os novos parâmetros de organização curricular emergentes após

a extinção dos currículos mínimos. Em 1995, a morte do Eminente Educador Mario Veiga de Almeida, idealizador, fundador e Reitor in memoriam da Instituição, não representou o fim de

seus ideais. Seu compromisso com a educação, sua visão de futuro e o alcance social de suas realizações continuaram mantidos por seus descendentes e colaboradores, que preservam a aliança entre ciência, tecnologia, inovação, ética e humanismo no desenvolvimento de atividades educacionais, comunitárias e de produção de conhecimentos. A Veiga de Almeida, desta forma, chega aos seus setenta e dois anos de

existência, com orgulho de sua trajetória de realizações e ciente da importância social e econômica de seus cursos, que compreendem:

graduação

superiores de tecnologia

pós-graduação lato sensu e pós-graduação stricto sensu (mestrados profissionais em fonoaudiologia, odontologia e psicanálise, saúde e sociedade). Seleto corpo docente e operosa coordenação trabalham em conjunto para uma frutífera e reconhecida produção paralelamente ao cuidado especial dedicado às linhas de pesquisa, visando sobremodo proporcionar ao participante aprofundamento e largueza do saber que lhe permitam elevado padrão de competência técnico- profissional. Ao elenco de cursos, acrescem as diversificadas atividades na extensão, na prestação de serviços comunitários e na pesquisa, cabendo aqui destacar:

Atividades promovidas pelo Centro Cultural;

Clínicas integradas constituindo o Centro de Saúde da UVA;

Universidade da Terceira Idade;

Engajamento em Programas de Alfabetização de Jovens e Adultos, no Rio de Janeiro e em outros Estados (CE, MA e RN);

Estreita articulação com as redes de ensino municipal, estadual, federal e particular;

Convênios mantidos com empresas públicas e privadas;

Participação na Universidade Virtual Brasileira – UVB;

Fundador do canal universitário de televisão do Rio de Janeiro – UTV, e seu participante semanal, com apresentação de quatro programas;

Projeto de integração universidade/escola, abrangendo as redes municipal, estadual, federal e privada de ensino, com visitas programadas, palestras e aplicação de teste vocacional e ações outras. Desta forma, a Universidade Veiga de Almeida busca seu desenvolvimento de forma plenamente integrada à sua comunidade, por meio da excelência dos serviços oferecidos e trocas de experiências que garantem o aprendizado mútuo entre universidade e sociedade.

O histórico e o cenário aqui descrito não esgotam as realizações da

Instituição. Representam, antes, uma descrição dos marcos significativos de suas

mais de sete décadas de existência, caracterizadas pelo espírito de colaboração de

suas ações e de integração constante com sua comunidade.

1.2. Inserção Regional

1.2.1. A Universidade e seu Contexto

Ao longo das últimas décadas, o conhecimento estabeleceu-se como o

principal ativo para pessoas, sociedade e organizações na busca do desenvolvimento

e da autonomia nas esferas econômica, política e social.

A ordem socioeconômica moldada pela era do conhecimento abriu espaços

para novas e diversificadas oportunidades profissionais, com substituição do trabalho

físico da economia industrial por atividades mais dinâmicas e intensivas de habilidades

técnicas e cognitivas sofisticadas.

O conhecimento passou a se constituir no elemento fundamental para que os

países possam atingir patamares mais elevados de desenvolvimento sustentável e

inclusivo, como ratifica o Relatório do Desenvolvimento Mundial de 1998-1999 do

Banco Mundial – Conhecimento para o Desenvolvimento – onde se lê que

“ países pobres – e pessoas pobres – diferem dos ricos não

apenas por disporem de menos capital, mas também por terem menos conhecimentos ou por fazerem uso dos mesmos de forma menos produtiva.”

As universidades constituem a principal instância formadora e provedora de

conhecimentos nas sociedades modernas, assumindo um papel preponderante na

capacidade de desenvolvimento sustentado de sociedades e nações. De organizações

herméticas até meados do século XX converteram-se progressivamente em

organizações abertas e em constante interação com a sociedade, contribuindo de

forma decisiva para a busca de formas sustentadas e inclusivas de desenvolvimento.

Representam o locus, por excelência, onde o conhecimento é produzido,

organizado, sistematizado, compartilhado e aplicado por meio das três funções que

constituem os eixos organizadores da instituição universitária:

Transmissão do conhecimento acumulado, valores, cultura, artes, os princípios

democráticos e a cidadania por meio do ensino;

Produção de novos conhecimentos por meio da pesquisa;

Extensão à comunidade de todo um conjunto de formas instrumentalizadas de

conhecimentos e serviços organizados em diferentes áreas, de moda que

contribua para o desenvolvimento regional.

A importância da universidade de uma forma geral e do ensino superior em

particular é reafirmada por organismos supranacionais que orientam políticas,

diretrizes e recomendações para novas formas de pesquisa, educação, serviços

universitários contextualizadas com as demandas da sociedade. Como exemplo,

pode-se mencionar o pronunciamento do Relatório Final da Conferência Mundial sobre

Educação Superior da UNESCO (1998 – pág. 25):

Devido “

tornou-se incrivelmente baseada no conhecimento, de modo que a educação superior e a pesquisa atuam como componentes essenciais do desenvolvimento cultural, socioeconômico e ambiental sustentável de indivíduos, comunidades e nações. A Educação Superior é confrontada com desafios formidáveis e deve proceder a mais radical mudança e renovação que foi jamais requerida a fazer.”

ao escopo e à velocidade das mudanças, a sociedade

No âmbito nacional, a nova legislação educacional brasileira, LDB nº 9394/96,

trouxe grandes transformações nos vários níveis e modalidades de ensino. A Lei

repercutiu o valor do conhecimento nas sociedades modernas e a importância das

instituições de ensino superior no cenário do desenvolvimento nacional. O Parecer n o

776/97 do Conselho Nacional de Educação, que dispõe sobre os cursos superiores,

expressa que:

“A orientação estabelecida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no que tange ao ensino em geral e ao superior em especial, aposta no sentido de assegurar maior flexibilidade na organização dos cursos e carreiras, atendendo à heterogeneidade tanto da formação prévia como das expectativas e dos interesses dos alunos. Ressalta, ainda, a nova LDB, a necessidade de uma profunda revisão de toda a tradição que burocratiza os cursos e se revela incongruente com as tendências contemporâneas de considerar a boa formação, no nível de graduação como etapa inicial de formação continuada.”

Posteriormente, o Plano Nacional de Educação, aprovado pela Lei Federal n o .

10.172 de 9 janeiro de 2001, estabeleceu políticas e objetivos de elevação da

escolaridade de nível superior, com meta de oferta para, pelo menos, 30% da

população na faixa etária entre os 18 e os 24 anos, assim como a diversificação

tipológica das Instituições de Ensino Superior (IES), como forma de atender a

demandas diferenciadas da sociedade e do mercado de trabalho. O Plano sustenta

que:

“Nenhum país pode aspirar a ser desenvolvido e independente sem um forte sistema de educação superior. Num mundo em que o conhecimento sobrepuja os recursos materiais como fator de desenvolvimento humano, a importância da educação superior e de suas instituições é cada vez maior. As IES têm muito a fazer, no conjunto dos esforços nacionais, para colocar o País à altura das exigências e desafios do século XXI, encontrando a solução para os problemas atuais, em todos os campos da vida e da atividade humana e abrindo um horizonte para um futuro melhor para a sociedade brasileira, reduzindo as desigualdades.”

Neste novo cenário, as universidades encontram-se diante do desafio de

repensar profundamente sua importância atual e futura, renovando suas estruturas,

objetivos, métodos de trabalho e de gestão, como formas de reafirmar sua importância

na definição dos rumos da sociedade.

É preciso ousar, reinventar e buscar continuamente novas formas de

integração com os diversos atores sociais, com a agilidade e a rapidez necessárias

para interpretar as constantes mudanças e traduzi-las em conhecimentos, educação e

serviços que possam atender às crescentes e diversificadas demandas da sociedade

e do mundo do trabalho.

Melhoria contínua da qualidade nas ações educacionais, estruturas mais

ágeis, maior capacidade de resposta às demandas externas, maior eficiência dos

processos, melhores instalações, maior produtividade acadêmica, gestão profissional,

relevância da pesquisa, aumento da competitividade, melhoria permanente da imagem

e do prestígio institucional são alguns dos desafios que se impõem a todas as

universidades brasileiras e à Universidade Veiga de Almeida em particular.

Não se deve perder de vista, entretanto, o fato de que as funções da

universidade não se limitam à formação profissional para o trabalho, constituindo-se,

antes, num espaço de produção, conservação e transmissão do saber, exercício da

reflexão, do debate e da crítica e, principalmente, de construção da cidadania.

A Universidade Veiga de Almeida possui uma profunda consciência de seu

papel social e busca desempenhá-lo com responsabilidade e eficiência, oferecendo

ensino de qualidade e coerência de ações, pautadas em dados objetivos e decisões

participativas, informatização plena de seus setores e preocupação constante com o meio ambiente. Em especial, seu papel na formação de professores constitui um dos aspectos mais relevantes de suas funções na atualidade, especialmente quando se considera a necessidade de uma educação básica inclusiva e com qualidade. Cabe à universidade a liderança neste processo, aliando conhecimentos e novas tecnologias educacionais, especialmente o ensino a distância, na superação de barreiras de espaço e tempo para a disseminação do conhecimento e para a formação dos professores das futuras gerações. Ciente da importância de sua própria postura empreendedora, a Universidade Veiga de Almeida estabeleceu o Empreendedorismo como uma disciplina universal em todos os seus cursos de graduação. Além de componente curricular específico, a postura empreendedora, assim como a responsabilidade social e a ética, constituem temas transversais em todos os programas de ensino. Além do Empreendedorismo, as Ciências Ambientais constitui outra disciplina universal em seus cursos de graduação, como forma de contribuir para a formação de profissionais conscientes da necessidade de formas sustentáveis de desenvolvimento. A Universidade promove também ações sociais relacionadas à saúde preventiva, como campanhas regulares de doação de sangue, desencadeadas em parceria com órgãos públicos especializados, campanhas de prevenção da AIDS e a realização de eventos que abordam questões sociais relevantes como ações inclusivas para portadores de necessidades especiais. Ainda no campo social, a Universidade Veiga de Almeida desenvolve programas de alfabetização para jovens e adultos em comunidades carentes do Estado do Rio de Janeiro, tais como Rocinha e Mangueira. Os programas estendem- se para municípios de outros estados, como Governador Dix-Sept Rosado e Itajá, no Rio Grande do Norte. Recentemente, foram encerrados programas de alfabetização nos municípios de Paulo Ramos, no Estado do Maranhão, além de Miraíma, Itapagé e Irauçuba, no Estado do Ceará, tendo como resultado a significativa redução da taxa de analfabetismo nestes municípios. A preocupação da Veiga de Almeida com a integração entre todos os níveis de ensino levou à criação do Programa Vivenciando, por meio do qual os alunos das redes municipal, estadual, federal e particular do Estado têm a oportunidade de visitar a Universidade e vivenciar o dinâmico ambiente universitário, com roteiros explicativos em laboratórios, oficinas, salas especiais, biblioteca, e demais dependências da instituição, bem como a aplicação de testes vocacionais.

1.2.2.

Região de Abrangência

A região de abrangência da Universidade Veiga de Almeida distribui-se em três áreas do Estado do Rio de Janeiro, sendo duas delas na capital:

Bairro da Tijuca, com uma população de 163.805 habitantes e com 10.771 alunos matriculados no ensino médio.

Barra da Tijuca, com uma população de aproximadamente 135.924 habitantes e com 7.954 alunos no ensino médio.

O Município de Cabo Frio e seu entorno, compreendendo Araruama, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Iguaba, Macaé, Rio Bonito, Rio das Ostras, São João da Barra e São Pedro da Aldeia, Saquarema e Silva Jardim. No total, são 960.868 habitantes e 53.412 alunos no ensino médio, sendo que apenas em Cabo Frio são 186.222 habitantes e 6.191 alunos matriculados no ensino médio. As três unidades da Universidade Veiga de Almeida estão estreitamente articuladas em torno da missão, visão de futuro e objetivos institucionais, assim como integradas no aspecto organizacional e administrativo. Esta unidade filosófica e operacional, entretanto, não compromete a realização de atividades próprias de cada unidade, decorrentes das peculiaridades socioeconômicas e culturais de seus entornos.

1.2.3. Aspectos Demográficos, Econômicos e Socioculturais

Os dados oficiais do Censo de 2010 apontam, para o Estado do Rio de Janeiro, uma população de 15.993.583 habitantes e, para o Município do Rio de Janeiro, uma população de 6.320.446 habitantes, o que demonstra sua elevada concentração demográfica. Com uma superfície de 43.305 Km 2 , O Estado do Rio de Janeiro originou-se da fusão dos antigos Estados da Guanabara e Rio de Janeiro. Sua economia é bastante complexa e diversificada, pois, até certo ponto, as atividades nele desenvolvidas foram condicionadas aos recursos que predominavam nos referidos domínios naturais, elementos que tiveram grande importância no processo de ocupação e em sua evolução e, conseqüentemente, na distribuição espacial e nas características gerais da população. A Cidade do Rio de Janeiro caracteriza-se por sua especialização na prestação de serviços. Entre eles destacam-se as atividades criativas, financeiras, industriais, político-administrativas, portuárias, socioculturais, de turismo e lazer, cujo

desenvolvimento tem sua origem intrinsecamente relacionada ao papel de capital do país, desempenhado pela cidade até 1960. As atividades são voltadas principalmente para bens de consumo, nas áreas de tecidos, vestuário, móveis e decorações, entre outras. Merecem destaque a atividade de pesca, realizada na costa fluminense, a produção de sal e de álcalis em Cabo Frio e Araruama, a extração de petróleo na plataforma continental entre Campos e Macaé. Marcam presença também o ressurgimento da indústria de construção naval

e de produção de energia em Angra dos Reis. As atividades agropecuárias, a

produção de frutas cítricas, lavouras alimentares para subsistência e a pecuária mista caracterizam a ocupação das áreas existentes entre o litoral e a Serra do Mar.

O Rio de Janeiro constitui-se em um dos maiores centros socioculturais do

país, com suas universidades, centros de produção cultural, bibliotecas, teatros, museus, pinacotecas, arquivos histórico-geográficos, conservatórios musicais, grêmios literários e outros. Sendo considerado pela FIRJAN um importante pólo nacional da indústria criativa, onde se destacam os setores de arquitetura, artes visuais, design, moda e softwares. As áreas de lazer, parques e áreas verdes (especialmente a floresta urbana),

jardim botânico, jardim zoológico, clubes, autódromo, hipódromo, cinemas, teatros, restaurantes e casas noturnas são partes muito representativas da Cidade do Rio de Janeiro, um dos mais bem servidos centros de vivência social do país. Tais características constituem-se em importantes indicadores para a política

de aprimoramento constante e de expansão das atividades educacionais, científicas e extensionistas da Universidade Veiga de Almeida, como forma de proporcionar a integração permanente entre a instituição e seu entorno.

O atendimento do Rio de Janeiro está a cargo de entidades municipais,

estaduais, federais e particulares, alcançando alto índice de atendimento à Educação

Infantil, ao Ensino Fundamental e ao Ensino Médio. No ensino superior é a região de maior concentração de ofertas

diversificadas, de alunado e concluintes. Nela se localizam importantes universidades

e centros de excelência nos cursos de graduação, pós-graduação, nas áreas de

pesquisa e geração de ciência tecnológica. Enfim, a Universidade Veiga de Almeida para cabal desempenho de sua missão interage afinadamente com as regiões em que atua, extrapolando para o âmbito estadual e chegando, em alguns casos, ao atingimento nacional, por meio de rica e variada atividade extensionista.

A renovação permanente de conteúdos de ensino e a modelagem de novos produtos educacionais e de serviços mantêm estreita sintonia com a realidade socioeconômica e cultural do Rio de Janeiro, o que torna a Universidade Veiga de Almeida uma instituição por excelência integrada à sociedade e à economia da capital e do Estado.

1.3. Ato de Reconhecimento

Portaria Ministerial nº 1.725, de 20/11/92.

1.4. Administração Geral

Reitoria e Pró-Reitorias

Reitor

Mário Veiga de Almeida Júnior

Vice-Reitor

Tarquínio Prisco Lemos da Silva

Pró-Reitor Acadêmico

Arlindo Caderett Vianna

Pró-Reitor Comunitário

Antonio Augusto de Andrade Magaldi

Pró-Reitor Administrativo

Mauro Ribeiro Lopes

Diretoria de Campus/Unidade

Diretor da Unidade Barra

Kátia Cristina Montenegro Passos

Diretor do Campus Tijuca

Lysio Séllos

Diretor do Campus Cabo Frio

Ronaldo Piloto

1.5. Organograma Resumido

CHANCELARIA Jocelina Moura de Almeidfa CONSUN REITORIA VICE-REITORIA Mário Veiga de Almeida Junior Tarquínio
CHANCELARIA
Jocelina Moura de Almeidfa
CONSUN
REITORIA
VICE-REITORIA
Mário Veiga de Almeida Junior
Tarquínio Prisco Lemos da Silva
PRÓ-REITORIA
COMUNITÁRIA
Antonio Augusto A. Magaldi
PRÓ-REITORIA
ACADÊMICA
Arlindo Cardarett Vianna
PRÓ-REITORIA
ADMINISTRATIVA
Mauro Ribeiro Lopes
DIRETORES DE
BIBLIOTECA SETORIAL
SECRETARIA SETORIAL
CAMPUS/UNIDADE
SECRETARIAS DAS
DIRETORES ACADÊMICOS
COORDENAÇÕES
DIVISÃO DE APOIO AO
ENSINO
COORDENADORES
DE CURSO

1.6. Campi da Universidade - Cursos Oferecidos

1.6.1. Campus Tijuca

O Campus Tijuca ocupa uma área de 15.390 m 2 , com cinco blocos e edificações menores, perfazendo um total de 27.316 m 2 de área construída. Nele, a UVA dispõe de cerca de cento e trinta salas de aula, quarenta e seis laboratórios das mais diversas modalidades, cinquenta e duas salas administrativas, uma biblioteca central e um ginásio com duas quadras esportivas polivalentes. O prédio na Praça da Bandeira, nº 149, com oito andares abriga o Centro de Saúde da UVA. Nesse imóvel, a UVA dispõe, para o curso de Fisioterapia, de quatro ginásios para atendimentos em Pediatria, Traumato ortopedia, Neurologia e Grandes Lesados; três consultórios para avaliação; um parque de hidroterapia com piscina, vestiário e aparelhos; vinte e um laboratórios para atendimentos em diversas áreas da fisioterapia; três salas de supervisão. Para os cursos de Odontologia e Prótese Dentária, a UVA tem três Clínicas Odontológicas com trinta equipamentos cada; três clínicas Odontológicas com quinze equipamentos cada; dois laboratórios de aula prática; sete laboratórios de Prótese Dentária; uma Clínica Radiológica com seis salas de RX; duas salas de orientação de higiene bucal com dez pias cada; duas salas de esterilização; uma Central de atendimento; quatro salas de professores. Esse mesmo imóvel possui, também, recepção, praça de alimentação, vestiários, sanitários, tesouraria, sala de arquivo, refeitório e cozinha. Um outro imóvel na rua do Matoso nº 12, com três andares e oito salas de aula, pode atender a um total de trezentos e quarenta estudantes, por turno. Nos quadros a seguir, indicamos os cursos em funcionamento neste Campus.

Cursos em funcionamento:

Área de Ciências Humanas

História (Licenciatura), Letras (habilitações – Licenciaturas em Português/Inglês e Português/Literatura), Pedagogia (Licenciatura Plena), Design de Moda

Área de Engenharias e Tecnologias

Ciência da Computação, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia da Computação, Engenharia Elétrica, Engenharia de Petróleo e Gás, Engenharia de Produção

Áreas de Ciências Biológicas e da Saúde

Ciências Biológicas (Bacharelado, com ênfase em Ecologia e Licenciatura), Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Odontologia, Psicologia

Área de Ciências Sociais

Administração, Ciências Contábeis, Comunicação Social (habilitações – Jornalismo e Publicidade e Propaganda), Direito, História (Licenciatura), Serviço Social, Turismo

Àrea de Educação Tecnológica

Design de Interiores, Design Gráfico – Ilustração e Animação Digital, Marketing, Negócios Imobiliários, Processos Gerenciais

1.6.2. Unidade Barra

A Unidade Barra ocupa uma área de 124.000 m 2 com dois blocos e um anexo, com um total de 11.397 m 2 de área construída. Nele, encontram-se quarenta e cinco salas de aula, doze laboratórios, uma biblioteca setorial e quatorze salas administrativas. Nos quadros a seguir, indicamos os cursos em funcionamento nesta Unidade.

Cursos em funcionamento:

Área de Ciências Humanas

Design de Moda

Área de Engenharias e Tecnologias

Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia de Computação, Engenharia Elétrica, Engenharia de Petróleo e Gás, Engenharia de Produção

Área de Ciências Biológicas e da Saúde

Psicologia

Área de Ciências Sociais

Administração, Ciências Contábeis, Direito

Área de Educação Tecnológica

Design de Interiores, Design Gráfico – Ilustração e Animação Digital, Negócios Imobiliários

1.6.3. Campus Cabo Frio

O Campus de Cabo Frio dispõe de uma área de terreno com 11.139,70 m² e possui quarenta salas de aula, uma biblioteca setorial, um auditório com capacidade de cento e cinqüenta lugares, dois miniauditórios com capacidade de oitenta lugares para cada um e várias salas administrativas. Nos quadros a seguir, indicamos os cursos em funcionamento neste Campus.

Cursos em funcionamento:

Área de Ciências Humanas

História (Licenciatura), Pedagogia (Licenciatura Plena)

Área de Engenharias e Tecnologias

Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Sistemas de Informação

Área de Ciências Biológicas e da Saúde

Educação Física (Bacharelado e Licenciatura), Enfermagem, Fisioterapia, Psicologia

Área de Ciências Sociais

Administração, Ciências Contábeis, Comunicação Social (habilitações – Jornalismo, Publicidade e Propaganda), Direito, Serviço Social, Turismo

Área de Educação Tecnológica

Gestão Ambiental, Negócios Imobiliários

2. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL E GESTÃO INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE

2.1. Introdução

A UVA está estruturada dentro de uma gestão administrativa e acadêmica adequada aos propósitos atuais da Instituição, nos campos do ensino, da pesquisa e da extensão. Essa adequação tem reflexo na funcionalidade dos diversos setores da Instituição, os quais, trabalhando de forma harmoniosa, proporcionam um ambiente plural e democrático à Universidade. A estrutura acadêmica da Universidade, a composição dos órgãos da administração superior e básica, as atividades-fim e os agentes educacionais são regulamentados no Estatuto Geral da UVA, podendo cada um dos órgãos ter regulamento próprio aprovado pelo Conselho Universitário. Os órgãos da administração superior são: o Conselho Universitário – CONSUN, a Chancelaria e a Reitoria, que, por meio de uma gestão participativa de toda a comunidade acadêmica, deliberam via regulamentos, normas e diretrizes para que o desenvolvimento de ensino, pesquisa e extensão se dêem dentro dos padrões exigidos pela própria Universidade, pelos órgãos reguladores e pela comunidade em geral.

Os órgãos da administração básica: as Diretorias dos Campi e de Unidade, os Diretores Acadêmicos em conjunto com as Coordenações dos Cursos e seus respectivos colegiados de curso, são os responsáveis pela operação e implantação das diretrizes, normas e regulamentos emanados da administração superior. A Secretaria Setorial, a Secretaria das Coordenações, a Biblioteca Setorial e a Divisão de Apoio ao Ensino dão o apoio complementar administrativo-acadêmico ao corpo discente e docente dos cursos, a fim de que os Coordenadores de Curso possam desempenhar, na plenitude, as suas funções acadêmicas centradas no aluno. Além disso, órgãos suplementares como a Prefeitura, Tesouraria e Assessoria Financeira, dentre outros, dão suporte administrativo-financeiro para que a consecução das diretrizes e das normas da administração superior possa se dar de forma harmoniosa no campo do ensino, da pesquisa e da extensão. A seguir é feito um breve resumo dos órgãos da Administração Superior e Básica da Universidade.

2.2. Administração Superior

A Universidade realiza suas atividades sob a alta supervisão do Chanceler,

escolhido, nomeado e empossado pela Assembléia Geral, nos termos do Estatuto da Mantenedora e que tem como função primordial zelar pelo cabal respeito aos princípios que nortearam a criação da Universidade Veiga de Almeida, para que ela se mantenha fiel ao cumprimento de sua missão. A Reitoria, órgão executivo máximo da administração superior da Universidade Veiga de Almeida, é constituída por um Reitor, auxiliado por um Vice-

Reitor, Pró-Reitor Acadêmico, Pró-Reitor Administrativo e um Pró-Reitor Comunitário, nomeados e empossados pelo Chanceler da Universidade Veiga de Almeida.

A Reitoria tem como funções principais: zelar pelo cabal respeito aos

princípios que nortearam a criação da Universidade Veiga de Almeida, para que ela se

mantenha fiel ao cumprimento de sua missão; administrar e dirigir a Universidade

Veiga de Almeida e elaborar a proposta orçamentária anual, indicando prioridades, para a aprovação do CONSUN e posterior encaminhamento à Entidade Mantenedora.

A Pró-Reitoria Acadêmica é o órgão que superintende, coordena, fomenta e

fiscaliza, em nível superior, todas as atividades da área do Ensino e Pesquisa da

Universidade Veiga de Almeida, zelando pelo seu bom desempenho e qualidade.

A Pró-Reitoria Administrativa é o órgão que superintende, coordena, fomenta

e fiscaliza em nível superior todas as atividades administrativas e orçamentárias da Universidade, zelando pelo patrimônio da Instituição.

A Pró-Reitoria Comunitária é o órgão que superintende, coordena, fomenta e

fiscaliza as atividades de integração das comunidades interna e externa, as ações de extensão e comunitárias externas da Universidade Veiga de Almeida. Para deliberar sobre todas as atividades de ensino, pesquisa e extensão, de forma ampla e participativa da comunidade acadêmica, o CONSUN funciona com a

maioria absoluta de seus membros e as decisões são tomadas por maioria simples dos votos dos membros presentes, excetuando-se as alterações e reformas do Estatuto e do Regimento Geral que exigem maioria de dois terços dos votos dos membros do colegiado do CONSUN.

As deliberações sobre criação ou alteração de órgãos, aprovação de normas

ou regulamentos, recursos provenientes de docentes ou discentes exigem maioria absoluta dos membros do colegiado competente, sendo que a ausência de membros natos ou representantes de órgãos, não impede o funcionamento dos órgãos nem invalida as decisões tomadas regimentalmente.

O Conselho Universitário é composto pelo Reitor, seu presidente; Vice-Reitor; Pró-Reitores; Diretores de Campus e Unidade; um Coordenador de Curso por área; um Representante do Corpo Docente de cada área; um Representante do Corpo Discente, dois Representantes das Classes Produtivas e um Representante da Entidade Mantenedora, que de forma plural e democrática tem como principais atribuições: formular a política educacional geral e o planejamento global das atividades universitárias; exercer o poder disciplinar originariamente e em grau de recurso; interpretar o presente Estatuto e o Regimento Geral, deliberar sobre os casos omissos e tomar providências para a solução de problemas emergenciais e exercer as demais atribuições que, por sua natureza, recaiam no âmbito de suas competências. Uma Câmara Técnica dentro do próprio CONSUN tem como finalidade precípua de agilizar os processos encaminhados a esse Conselho, tendo como principais atribuições de emitir parecer sobre: criação, expansão, modificação e extinção de cursos; ampliação e diminuição as vagas; elaboração de programação dos cursos; decisão sobre programas de pesquisas e atividades de extensão; Plano de Carreira Docente; elaboração de emendas e alterações do seu Regulamento; aprovação de edital relativo a processos seletivos, suas normas e procedimentos; além de outras funções no âmbito de suas competências.

2.3. Administração Básica

Os Diretores de Campus/Unidade tem como funções primordiais: coordenar os programas e planos de ensino, consolidar a proposta orçamentária e as contribuições para o relatório anual das atividades da Universidade, responsabilizar-se pelo acervo dos laboratórios, oficinas, núcleos de estágio, escritórios, equipamentos e seu uso, e exercer outras funções que, possua natureza, lhe estejam afetas ou sejam delegadas. O Colegiado do Campus/Unidade é o órgão deliberativo e consultivo do Campus/Unidade, formado pelo Diretor do Campus e Unidade, que o preside, pelo Diretor Acadêmico, pelos Coordenadores dos cursos que o integram, por representantes do Corpo Docente e do Corpo Discente, e que tem como atribuições básicas: propor o currículo pleno dos cursos do Campus/Unidade de acordo com as normas legais e estatutárias; orientar, coordenar e fiscalizar a execução dos currículos plenos; propor as modificações nos currículos plenos dos cursos; promover a integração dos programas das disciplinas e seus planos de execução; apreciar os projetos de pesquisa e os planos dos cursos de especialização, aperfeiçoamento, sequenciais, extensão e outros, desde que não ultrapasse seu âmbito de ação; propor

providências para o contínuo aperfeiçoamento do seu pessoal docente e técnico- administrativo; estimular a prestação de serviços à comunidade; avaliar o desempenho acadêmico, dos diferentes cursos, no que se refere à frequência mensal dos professores, bem como o cumprimento dos programas desenvolvidos pelos diferentes cursos que integram o Centro.

A Coordenação de Curso é o órgão cuja competência está afeta a execução

das atividades didático-pedagógicas do Curso ou áreas dos diferentes projetos da Universidade e a fixação da programação semestral do processo de ensino- aprendizagem. Sua gestão é realizada de forma participativa e as decisões são tomadas por meio de reuniões com os professores que ministram disciplinas no curso e representantes do corpo discente. A articulação dos Colegiados dos Cursos com os Colegiados Superiores manifesta-se da seguinte forma: I) na elaboração do currículo e programação do curso, no âmbito do Colegiado do Curso, pautada nas normas e diretrizes emanadas dos Colegiados Superiores; II) na aprovação do currículo e programação do curso, no âmbito do Colegiado do Curso, submetida à aprovação dos Colegiados Superiores; III) nas linhas de pesquisa que devem contemplar uma articulação com a Iniciação Científica e a Monografia, a serem aprovadas pelos Colegiados Superiores; IV) na elaboração de emendas e alterações no currículo do curso, no seio do Colegiado do Curso, submetidas à aprovação dos Colegiados Superiores; V) aprovação de cursos de pós-graduação por parte do Colegiado do Curso e submetida à aprovação dos Colegiados Superiores.

2.4. Gestão Acadêmico-Administrativa da Coordenação de Curso

A Universidade Veiga de Almeida possui uma estrutura organizacional funcional, racional e flexível que atende a todas as atividades que lhe são próprias, com rápido fluxo de decisões entre os diferentes setores que a integram. As suas administrações Intermediária e Básica, em conjunto, são responsáveis pela implantação das diretrizes, normas e regulamentos que emanam da Administração Superior.

A organização acadêmico-administrativa é realizada pela Coordenação de

Curso com o apoio da Direção Acadêmica e Secretaria das Coordenações, e tendo

como suporte a Secretaria Setorial, Divisão de Apoio ao Ensino e Biblioteca Setorial subordinadas ao Diretor do Campus.

A Secretaria Setorial e a Divisão de Apoio ao Ensino proporcionam apoio

administrativo pleno a alunos e professores, permitindo que os Coordenadores de

Curso possam voltar-se inteiramente para as atividades de natureza acadêmica e

estratégica, responsáveis pela qualidade do ensino e pela agregação de valores à formação dos alunos.

A Prefeitura e a Tesouraria, dentre outras, complementam essa estrutura de

apoio.

A gestão do curso articula-se com todo o processo institucional por meio das

diretrizes, normas e regulamentos, oriundos dos órgãos da Administração Superior e sua interatividade com o Colegiado do Curso. Assim, a contratação de professores é feita, em conjunto com a Pró-Reitoria Acadêmica, por meio da Direção Acadêmica; a aquisição de livros, em conjunto com a biblioteca setorial; a implantação dos laboratórios em conjunto com a Pró-Reitoria Administrativa, por meio do Diretor de Campus; os eventos de extensão, em conjunto com o Diretor de Campus e setor de Marketing, o que mostra a articulação da gestão institucional com a do curso, de forma simples e objetiva. A Direção Acadêmica, órgão subordinado tecnicamente à Pró-Reitoria Acadêmica e administrativamente ao Diretor do Campus, compete cumprir e fazer cumprir as diretrizes e planos emanados da Diretoria Geral do campus e da Pró- Reitoria Acadêmica; participar da reunião de coordenadores, organizando a pauta, convocando e presidindo as reuniões na ausência do Diretor Geral; acompanhar por meio dos instrumentos institucionais, o desempenho do corpo docente e dos coordenadores de curso, buscando a integração dos mesmos; supervisionar as atividades da Secretaria das Coordenações, da Divisão de Apoio ao Ensino e das Coordenações de Curso; é responsável pelo aproveitamento do espaço físico, supervisionando a alocação das turmas/disciplinas nas salas de aula; coordenar os processos de elaboração de horários e inscrições em disciplinas; supervisionar os processos de captação, manutenção e recuperação de alunos; aprovar, junto aos coordenadores de cursos, o calendário de eventos acadêmicos; manter atualizados os procedimentos emanados pela Pró-Reitoria Acadêmica; atestar a assiduidade do pessoal sob sua responsabilidade e substituir o Diretor Geral quando lhe couber.

2.4.1. Secretaria Setorial

A Secretaria Setorial centraliza todo o movimento escolar dos Cursos e tem

por finalidade coletar e fornecer dados a alunos e professores, de todo o trabalho efetivo realizado na área acadêmica, desde os Exames Vestibulares até a Pós- Graduação.

A secretaria mantém atualizada a documentação dos alunos em arquivos

especiais, cuidando, ainda, do seu arquivamento de acordo com o Regulamento. O setor de admissão cuida do registro em meio magnético de todas as informações pessoais e acadêmicas dos alunos, com seus dados pessoais. O setor de expedição de documentos prepara toda a documentação final dos concluintes, cuidando, especialmente, de seus diplomas. O setor de atendimento mantém ativo controle sobre a circulação de documentos, com a utilização dos meios eletrônicos disponíveis. Os dados e informações sobre a vida escolar dos alunos são armazenados e atualizados por sistema informatizado, contando com suporte técnico do próprio da

Universidade.

O atendimento aos alunos é realizado pelo setor de atendimento, conduzindo

este Setor ao Chefe da Secretaria ou à Direção Acadêmica, os alunos cujos problemas não possam ali ser solucionados. O funcionamento da Secretaria Setorial é

das 9 às 21 horas, de segunda-feira à sexta-feira.

2.4.2. Divisão de Apoio ao Ensino

A Divisão de Apoio ao Ensino é o órgão dentro da estrutura orgânica que dá

apoio administrativo a todo o corpo discente e docente da Instituição. Constituído por uma sólida equipe de funcionários técnico-administrativos, essa divisão constitui-se num dos pilares de apoio ao ensino, particularmente ao de graduação. Sua localização abriga uma sala para os professores desenvolverem seus trabalhos, onde cada um tem o seu escaninho para guarda do material didático. Coloca ainda a disposição dos professores um ambiente integrado e agradável para descanso e encontro desses.

O setor de reprografia do DAE é voltado totalmente para o atendimento das

necessidades dos professores, no uso de cópias de provas, exercícios e demais documentos necessários ao bom andamento das atividades docentes. Em salas de aula, os professores contam com apoio desse órgão para fornecimento de retroprojetores, projetor de slides, multimídias e outros materiais de apoio ao pleno desenvolvimento das aulas.

2.4.3. Política e Formas de Acesso à UVA

O acesso aos cursos de graduação e superiores de tecnologia da UVA se faz por meio de processos seletivos, que são realizados de forma periódica semestralmente. Esses processos seletivos englobam o tradicional Vestibular, ENEM, PROUNI e Processo de Acesso Direto (análise do histórico escolar do ensino médio e feitura de uma redação). Os processos seletivos são instruídos por meio de editais, contendo as informações necessárias aos candidatos, tais como: cursos, reconhecimentos, vagas, turno, datas de prova e tudo mais correlato que os candidatos possam fazer uso nesse processo. Em complementação ao edital, é distribuído também um manual do candidato com todas as informações pertinentes ao processo. As vagas são ofertadas para dois semestres consecutivos. Para atendimento aos candidatos, a UVA implantou um setor específico denominado Central de Atendimento, onde os candidatos podem, num ambiente

tranqüilo, fazer a sua inscrição e ter acesso a todas as informações necessárias sobre

a Instituição. Além disso, os candidatos podem também fazer sua inscrição num

ambiente virtual, por meio da Internet. Preocupado em proporcionar um tratamento

diferenciado ao candidato, a UVA coloca um setor de Telemarketing funcionando diariamente no sentido de fornecer informações sobre os seus cursos e formas de acesso, inclusive propiciando aos candidatos um relacionamento direto com os Coordenadores de Curso, por meio de entrevistas. Para difundir os seus cursos e dar uma orientação vocacional aos candidatos,

a UVA tem um programa específico, denominado Projeto Vivenciando, que por

intermédio de convênios com escolas do ensino médio, realiza palestras nos quais professores dos diferentes cursos levam aos alunos dessas instituições de ensino o perfil profissiográfico de cada curso, seus objetivos, suas competências, habilidades,

atitudes e a inserção no mercado de trabalho. Outras formas de acesso somam-se às mencionadas, tais como transferências externas e portadores de diploma de nível superior, para suprir vagas ociosas na Instituição.

2.4.4.

Controle Acadêmico do Aluno

O registro acadêmico, que consiste na coleta e anotação das informações

relativas aos alunos, particularmente quanto à freqüência e ao rendimento escolar, incorpora-se ao Cadastro Acadêmico que se desdobra em cadastro físico e eletrônico. No cadastro físico são arquivados todos os documentos do aluno, como a documentação exigida por Lei e pela própria Instituição, notas, freqüência e outras anotações pertinentes.

O cadastro eletrônico consiste no registro digital da ficha individual do aluno,

servindo também como banco de dados para apuração das estatísticas escolares, emissão de históricos, diplomas, certidões, guias de transferência e outros documentos de interesse discente. As estatísticas nele obtidas alimentam os sistemas

de informação interna, que subsidia o planejamento acadêmico, e o externo, do MEC e de outros órgãos governamentais. Esse cadastro mantém ainda o registro dos currículos e dos períodos de disciplinas dos cursos. As atividades escolares institucionais são desenvolvidas de acordo com o Calendário Escolar anual, organizado pela Pró-Reitoria Acadêmica e aprovado pelo CONSUN. O não atendimento dos prazos fixados pela Universidade pode acarretar perda de direitos aos interessados, a juízo da autoridade competente.

O ano acadêmico é independente do ano civil e as atividades escolares são

distribuídas durante os dias letivos, sempre atendendo à legislação vigente. São considerados dias letivos aqueles previstos no Calendário Escolar anual e utilizados para o desenvolvimento das atividades de ensino, de pesquisa e de extensão, inclusive para o cumprimento do mínimo exigido de carga horária curricular de cada curso. A Universidade adota o regime escolar de matrícula por disciplina, em regime semestral de créditos, admitindo-se disciplinas, matérias ou atividades acadêmicas com duração diferenciada estabelecida pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.

2.4.5. Serviços de Apoio ao Aluno

Para que os alunos possam desenvolver suas atividades práticas durante o seu curso. A UVA disponibiliza um sistema de laboratórios específicos, bem como laboratórios de uso geral, como os de informática, com um amplo horário de funcionamento durante os dias da semana, de 8 às 22 horas, e aos sábados, das 8 às

18 horas. Além disso, os alunos são incentivados a participar de visitas técnicas, seminários e outros eventos extracurriculares que complementam o ensino.

O setor de Integração Universidade-Empresa permite uma gama extensa de

estágios, propiciando aos alunos uma grande inserção no setor produtivo e, dessa forma, complementando a sua formação profissional. O processo de inscrição em disciplinas, que é feita de forma periódica semestral, o qual corresponde à confecção do horário do aluno sendo totalmente informatizado e via web (Internet), podendo o aluno realizá-lo nos computadores da própria Instituição ou fora dela, como em sua casa ou local de trabalho.

O aluno tem acesso, por meio de terminais de consulta, instalados dentro da

UVA, e via Internet aos seguintes serviços: calendário escolar, graus de prova,

horários de aula e dados do Histórico Escolar, dentre outros.

2.4.6. Programas de Incentivo Acadêmico

A UVA promove programas de incentivo acadêmico de forma permanente e

sistemática, nos quais os alunos têm a possibilidade de desenvolver suas aptidões e habilidades na medida em que novos conhecimentos são agregados.

A possibilidade de o aluno engajar-se em atividades extracurriculares, em

projetos de iniciação científica, em monitoria, em estágios internos, em visitas técnicas, em visitas e participação em feiras técnico-científicas, em congressos e seminários, em grupos voluntários de estudos e em tantos outros programas e

atividades, contribuem como um diferencial em um mundo extremamente competitivo. Além de auxiliar na inserção no mercado de trabalho, essas atividades permitem um estreitamento no contato com seus pares, com os professores e com profissionais externos, incorporando competência prática, noções de planejamento e disciplina para o exercício acadêmico e profissional. Essas atividades resultam também no maior compromisso com o curso, reduzem a evasão, promovem qualificação nas competências técnicas, práticas e sociais e permitem ao educando visualizar e vivenciar todas as relações existentes entre o meio acadêmico e o setor produtivo.

2.4.7. Núcleo de Apoio Pedagógico - NAP

A Universidade Veiga de Almeida, comprometida com a educação continuada

dos professores e com o atendimento aos estudantes, criou o Núcleo de Apoio

Pedagógico – NAP.

Esse Núcleo configura-se como espaço que desenvolve atividades didático- pedagógicas voltadas para os estudantes visando minimizar as suas eventuais dificuldades no início e no decorrer do curso. Por outro lado, reconhece que, para o desenvolvimento do trabalho docente,

o professor deve ter, além de uma sólida formação da disciplina na qual atua,

conhecimentos teórico-práticos ligados à área pedagógica. O NAP está estruturado para atender a essa demanda oferecendo cursos de atualização e de formação de professores.

2.5. Organização e Gestão de Pessoal

2.5.1. Corpo Docente

O corpo docente é constituído por professores com competência didática e

científica em suas áreas de formação. Além dessa competência, o processo de seleção leva em consideração os valores éticos e a afinidade com os princípios e valores institucionais, expressos no Estatuto da Universidade. As normas e diretrizes gerais aplicáveis ao corpo docente são estabelecidas pelo Regulamento da Carreira Docente e pela legislação vigente. O Regulamento específico que rege os dispositivos do quadro de carreira docente é aprovado pelo CONSUN e dispõe sobre os requisitos básicos para ingresso e promoção na carreira, enquadramento funcional, exigências de titulação, experiência profissional e demais normas reguladoras para o exercício do magistério na Universidade Veiga de Almeida.

Critérios de Seleção e Admissão

A Universidade Veiga de Almeida dispõe de um processo de seleção e

admissão de professores, alinhado com o desenvolvimento de seu projeto pedagógico

institucional. Os critérios baseiam-se num conjunto de competências e habilidades indispensáveis para o alcance dos objetivos institucionais.

A instituição prioriza a admissão de docentes com maior titulação acadêmica

e experiência profissional comprovada, como forma de favorecer a excelência no

ensino e pesquisa. São indicadores básicos neste processo:

Diploma de curso de graduação na área de atuação pretendida;

Títulos de pós-graduação em áreas de conhecimento compatíveis com as disciplinas a serem ministradas;

Experiência anterior que indique qualificação profissional e acadêmica.

Condições de Trabalho

A Universidade Veiga de Almeida proporciona toda a infra-estrutura e

recursos materiais necessários ao pleno desenvolvimento das atividades

educacionais. Em suas atividades cotidianas, os professores são auxiliados de forma permanente pela Divisão de Apoio ao Ensino - DAE. Além dos recursos tangíveis, a instituição proporciona um ambiente acolhedor e amistoso, ao mesmo tempo é incentivador para o permanente aprimoramento profissional didático-pedagógico e científico.

Os professores dispõem de diversas oportunidades de socialização, tanto nos

ambientes de convívio quanto nas atividades culturais e de integração desenvolvidas de forma permanece pela instituição. Essa atenção decorre da plena consciência da Universidade em relação à

importância da satisfação dos professores como fator fundamental para o cumprimento dos objetivos institucionais. Cultiva-se, dessa forma, uma cultura de relacionamento saudável, transparente e ético entre a Universidade e seu quadro de docentes, com o pleno partilhamento dos princípios e valores que norteiam as ações institucionais.

Políticas de qualificação

A qualificação dos docentes constitui uma preocupação permanente da UVA, como forma de garantir a excelência do ensino, em articulação com as atividades de extensão e de pesquisa. Além da valorização da titulação acadêmica como critério de

seleção, a Instituição proporciona mecanismos de estímulo à qualificação, dentre eles:

Pagamento de adicional progressivo a mestres e doutores;

Promoções no Plano de Carreira Docente aos professores com obtenção de nova titulação acadêmica.

Plano de Carreira

O Plano compreende quatro categorias de professores: Auxiliar, Assistente,

Adjunto e Titular. Estando ainda prevista a contratação eventual e por tempo determinado de professores visitantes e substitutos. As promoções são verticais e se processam anualmente. Os critérios utilizados são: senioridade e titulação, conforme critérios definidos no Plano de Carreira Docente.

2.5.2. Corpo Técnico-Administrativo

A Universidade Veiga de Almeida possui um corpo técnico - administrativo

estruturado em diversos níveis hierárquicos, organizado de forma flexível para

atendimento durante todos os horários de funcionamento da instituição. Seus processos e ações gerenciais são modelados de forma que atendam às demandas internas e externas, com agilidade e qualidade.

Critérios de Seleção e Admissão

A Universidade Veiga de Almeida dispõe de processo de recrutamento e

seleção estruturado com base em seu programa de gestão por competências. Os candidatos são recrutados e selecionados pelo Departamento de Recursos Humanos em parceria com os órgãos solicitantes.

A Universidade Veiga de Almeida prioriza o aproveitamento interno, como

política de valorização e reconhecimento de seus próprios talentos. O processo de

contratação é constituído pelas seguintes etapas:

Análise curricular;

Entrevista técnica;

Verificação de referência profissional/pessoal;

Aula teste.

Políticas de Qualificação

A Universidade adota ações permanentes de qualificação de seu quadro

técnico-administrativo, como forma de aprimorar as competências técnicas e humanas que contribuem para a qualidade do atendimento. As ações são centradas na valorização da pessoa e são desenvolvidas dentro do mesmo espírito humanista que permeia as atividades educacionais da instituição.

Os conteúdos programáticos desenvolvem competências de importância estratégica para os fins institucionais.

A instituição conta com um programa de ambientação para a integração dos

novos colaboradores, propiciando a eles visão ampla e integrada da Instituição.

Plano de Carreira

Todas as funções técnico-administrativas possuem definidas suas responsabilidades e competências. Com base nessas descrições, a Universidade

aplica um processo de avaliação em que define a progressão dos colaboradores no plano de cargos e salários. São componentes desse plano:

Normas e Políticas básicas para Administração de Pessoal;

Uma tabela salarial para os diferentes níveis;

Benefícios básicos como vale transporte, assistência médica e convênios, além de benefícios especiais, como bolsas de estudo para colaboradores e dependentes.

2.6. Biblioteca

O Sistema de Bibliotecas da Universidade Veiga de Almeida é constituído por

uma Biblioteca Central, na qual se encontram centralizados os serviços técnicos, e de três Bibliotecas Setoriais, localizadas nos Campus/Unidade. As Bibliotecas Setoriais

apresentam todas as facilidades de acesso a portadores de necessidades especiais e comunidade externa.

As três unidades são totalmente integradas por meio de um único sistema de

procedimentos técnicos, gestão e controle informatizado do acervo, proporcionando o intercâmbio integral de acessos e empréstimos na prestação dos serviços às

comunidades estudantil, docente e público externo.

O suporte tecnológico de gestão é proporcionado pelo software Autoprogram,

especialmente configurado para atender às normas de Catalogação da AACR-2 e a Indexação do Subject Headings of Library of Congress, com uso do sistema decimal

de Dewey.

O

acervo encontra-se alinhado com as necessidades acadêmicas do ensino e

da pesquisa, por meio de um acompanhamento permanente dos currículos e planos de ensino de todos os cursos, assim como da proposição e desenvolvimento dos projetos de pesquisa.

A política e as rotinas de expansão do acervo adotam as indicações,

emanadas das coordenações de curso em relação às aquisições de livros, periódicos e demais materiais de apoio, após a aprovação das solicitações pela Pró-Reitoria Acadêmica.

Além do acervo, diretamente relacionado com as necessidades do ensino e da pesquisa, as bibliotecas contam com um vasto acervo de materiais complementares e de interesse geral, constituindo um locus por excelência para a atualização e o aprimoramento cultural de indivíduos e da coletividade.

Os horários de funcionamento buscam oferecer a máxima conveniência de atendimento aos usuários e se efetiva nos seguintes horários: Dias úteis das 8h às 22h e Sábados das 8 às 17h.

2.7. Núcleo de Educação a Distância

O Núcleo de Educação a Distância da Universidade Veiga de Almeida foi

criado em março de 2001. Desde então, vem aperfeiçoando o modelo de educação a distância, adotado pela instituição, num processo de melhorias contínuas focadas na

perspectiva pedagógica construtivista.

O processo enfatiza o estabelecimento de um modelo em que a totalidade

dos conteúdos de ensino possa ser disponibilizada on line, utilizando o potencial tecnológico da informática para incrementar a troca de conhecimentos e experiências

entre alunos e professores.

O modelo baseia-se numa concepção integrada,construtivista e interacionista,

centrada no estudante. A intenção é ampliar suas responsabilidades e reduzir sua dependência em relação ao professor, encorajando a autoconfiança e o autocontrole de seu aprendizado. Três fatores contribuíram para que a UVA adotasse esta modalidade de ensino como uma alternativa de interesse para a educação nos tempos atuais: I) o respeito ao ritmo de aprendizagem de cada aluno; II) a possibilidade de superação de dificuldades de forma individual e III) a possibilidade de compartilhar o conhecimento de forma coletiva. Cabe ressaltar que a UVA é a única representante do Estado do Rio de Janeiro integrante da UVB - Universidade Virtual Brasileira - rede de ensino a distância formada por um consórcio de universidades brasileiras. Atualmente, o NEaD disponibiliza oito disciplinas a distância, via Internet, para

alunos dos cursos de graduação. São elas: Metodologia Científica, Empreendedorismo, Ciências Ambientais, Comunicação Oral e Escrita, Filosofia, Direito Ambiental, Saúde Coletiva e Sociologia. Estas disciplinas são também oferecidas na modalidade presencial, proporcionando aos alunos a possibilidade de escolha pela modalidade de sua preferência.

A Universidade ampliou consideravelmente sua atuação nessa área durante o

período 2005 - 2009, com a oferta de cursos on-line nos níveis de extensão, graduação tecnológica, graduação e de pós-graduação.

2.8.

Gestão Orçamentária

A Universidade Veiga de Almeida utiliza-se do Orçamento como instrumento

de gestão na condução de suas atividades, alinhando as decisões do Planejamento Estratégico e do PDI com a execução de seus projetos e objetivos Institucionais. O orçamento representa um instrumento de indiscutível importância no planejamento estratégico de qualquer organização. É por meio dele, que se torna

possível uma análise da viabilidade econômico/financeira, a definição de metas para

os

exercícios subseqüentes e o acompanhamento dos resultados. Sua elaboração deve ser necessariamente participativa, de forma que garante

o

compromisso de todos os colaboradores na sua execução, assim como no

cumprimento das metas estabelecidas. Adicionalmente, o orçamento representa uma importante ferramenta operacional para o bom desempenho de uma organização. É a partir dele que são colocadas em prática as ações definidas no planejamento estratégico da instituição, bem como gerados indicadores de desempenho que permitem avaliar o grau de

eficiência da instituição na utilização de seus ativos para o alcance de seus objetivos.

A Mantenedora e a Pró-Reitoria Administrativa realizam o acompanhamento

orçamentário constante da instituição, equalizando as disponibilidades de recursos e as demandas das diferentes áreas, gerando relatórios mensais do previsto e do realizado, como subsídio às diferentes unidades para a gestão estratégica de suas ações e realizações.

2.9. Cursos de Pós-Graduação

Os cursos de pós-graduação destinam-se a formar especialistas em áreas específicas e são abertos à matrícula de candidatos diplomados em cursos de graduação, ou que apresentem títulos equivalentes a juízo do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, nos termos da legislação vigente. Os cursos ou programas de pós-graduação são criados e estruturados pelos órgãos internos competentes, nos moldes da legislação vigente, e são organizados nos níveis de aperfeiçoamento e especialização, no caso do lato sensu, e mestrado, profissionalizantes, no que se refere à pós-graduação stricto sensu.

2.9.1.

Pós-Graduação Lato Sensu

A pós-graduação Lato Sensu da Universidade Veiga de Almeida oferece ao

mercado cursos de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão (atualização), incluindo os MBA. Os programas propostas têm a preocupação de desenvolver o potencial intelectual dos alunos e, por tal razão, enfatizam tanto o estudo/pesquisa teórico quanto o prático, aliando a teoria à realidade do mercado de trabalho, e buscando uma efetiva aplicação do que é aprendido. São desenvolvidos cursos nas diversas áreas do conhecimento – Humanas, Sociais, Exatas e Tecnológicas. Os cursos são elaborados, segundo a legislação em vigor e submetidos à análise e aprovação do Conselho Superior da Universidade, da Diretoria do Campus e pela Coordenação de Pós-graduação.

2.9.2. Pós-Graduação Stricto Sensu e a Pesquisa

A Universidade Veiga de Almeida promove a Pesquisa como meio de inovar e

enriquecer seus programas de ensino e, por intermédio de programas ou projetos específicos, com a finalidade de ampliar conhecimentos que possam redundar em benefício da sociedade e do desenvolvimento pleno do País. Os programas e projetos

de pesquisa são coordenados por órgão próprio, vinculado à Pró-Reitoria Acadêmica,

e aprovados nos termos das normas e critérios estabelecidos pelo CONSUN,

observados os planos orçamentários, aprovados pela Entidade Mantenedora. Os projetos ou programas de pesquisa poderão ter coordenação própria, por designação do Reitor, em função das necessidades operacionais por eles apresentadas. Cada projeto ou programa aprovado deverá ser avaliado periodicamente pelo seu órgão coordenador, por meio de relatórios parciais e finais,

na forma e periodicidade por ele definidos.

Os projetos e programas de pesquisa serão incentivados pela Instituição, nos termos das suas prioridades e das suas possibilidades, e os recursos ou financiamentos para a sua realização também serão buscados junto aos órgãos específicos de fomento dessas atividades. As atividades de pesquisa se desenvolvem arregimentando docentes, com titulação de mestre ou doutor, enfatizando o caráter da pesquisa aplicada ao setor produtivo e fortalecendo a iniciação científica para a participação efetiva de alunos dos diferentes cursos da UVA.

A Pesquisa e a pós-graduação Stricto Sensu na UVA são gerenciados pela Diretoria de Pós-graduação e Pesquisa, responsável pela identificação, criação e certificação dos grupos de pesquisa da Instituição, junto ao diretório dos Grupos do CNPq, interfaces coma CAPES e órgãos de fomento à pesquisa, tais como, FAPERJ, FINEP. Além disso, gerencia convênios nacionais e internacionais e toda a parte acadêmica e administrativa dos cursos de pós-graduação, em sentido estrito, dos mestrados profissionalizantes em odontologia, fonoaudiologia e em psicanálise, saúde e sociedade. Em nível internacional, a UVA tem convênios assinados com o Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing de Lisboa - IADE, em Portugal, com a Florence University of Arts - FUA, na Itália, com a Universiteit Ghent - UGent, na Bélgica, e com a Malmö University, na Suécia. Em relação ao desenvolvimento tecnológico próprio dos mestrados profissionalizantes, a UVA tem convênios já firmados com a empresa SS-White e a com a SIEMENS por meio da empresa CAS PRODUTOS MÉDICOS, e em fase de negociação com: Dentsply ,Wilcos do Brasil, Conexão, Vigodent, Mediteam, Osstell e Vita Zahnfabrik

3. CONCEPÇÕES GERAIS DO CURSO

3.1. Nome do Curso

Design Gráfico – Ilustração e Animação Digital.

3.2. Grau conferido

Tecnólogo em Design Gráfico.

3.3. Aspectos Legais

O Curso Superior de Tecnologia em Design Gráfico – Ilustração e Animação Digital é essencialmente um curso de graduação tecnológica com características diferenciadas, de acordo com o respectivo perfil profissional. Este curso deve contemplar a formação de um profissional apto a desenvolver, de forma plena e inovadora, atividades na área específica. Sua carga horária é de 2.120 horas, integralizadas em quatro semestres ao todo, com quatrocentos dias letivos. Os instrumentos orientadores do Curso, e norteadores deste Projeto Pedagógico, vão desde as diretrizes nacionais para os cursos de graduação tecnológica até as definições administrativas e pedagógicas da Universidade Veiga de Almeida.

O curso teve a sua autorização de funcionamento por meio da Resolução da UVA de número 11/2007.

3.4. Integralização

O período mínimo de integralização é de quatro semestres e o máximo é de seis

semestres.

O regime de matrícula é semestral, e sistema crédito.

3.5. Gestão Acadêmica

A Universidade Veiga de Almeida – UVA, atualmente, tem a sua estrutura

organizacional acadêmica definida em Pró-Reitoria, Diretorias de Campus, Diretorias Acadêmicas e Coordenações de Cursos, ficando cada curso vinculado a um Coordenador.

O Curso Tecnólogo em Design Gráfico – Ilustração e Animação Digital tem

como Coordenador o prof. Fabio Siqueira D’Alessandri Forti, agregando a experiência e vivência profissional para o desenvolvimento das atividades inerentes à gestão do Curso, que é realizada de forma participativa, sendo as decisões tomadas por meio do Núcleo Docente Estruturante e pelo Colegiado de Curso.

4. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO- PEDAGÓGICA

4.1. Ensino, Pesquisa e Extensão

Os cursos da Universidade Veiga de Almeida estão estruturados com o princípio da indissociabilidade entre o ensino, pesquisa e extensão. Desta forma, cada atividade de ensino envolve a produção do conhecimento e sua contribuição social, ao mesmo tempo em que cada atividade de pesquisa possa se articular com o conhecimento já existente e cada atividade de extensão seja um espaço privilegiado onde educadores, estudantes e comunidade articulam a difusão e a produção do conhecimento acadêmico e do conhecimento popular possibilitando uma percepção enriquecida dos problemas sociais. Partindo-se deste princípio, a pesquisa produz conhecimento, o ensino o transmite e a extensão aplica e transfere este conhecimento de forma articulada e não isoladamente. Esta ação integradora da pesquisa, do ensino e da extensão está a serviço da sociedade demonstrando o compromisso que a Universidade com os problemas sociais. Com esta visão epistemológica, procurou-se dar consistência ao projeto político pedagógico do curso.

4.1.1. Ensino

O ensino é o processo de disseminação e apreensão do conhecimento historicamente produzido pela humanidade. Todo ensino envolve a perspectiva da produção e da inovação do conhecimento que estão configuradas na pesquisa. Deve ser visto numa perspectiva dinâmica de processo estrutural de construção do conhecimento e nunca numa visão estática de transmissão passiva de conteúdos de disciplinas isoladas. São utilizadas formas diversificadas nas situações de aprendizagem utilizando a prática reflexiva delineando a atividade docente e a construção de competências necessárias ao desenvolvimento profissional.

4.1.2.

Pesquisa

A pesquisa é o processo de produção de um conhecimento novo a partir de

um determinado problema, adotando-se uma metodologia específica. Como incentivo à pesquisa, a Universidade vem aperfeiçoando os programas de iniciação científica, de modo a absorver um número cada vez maior de estudantes. Os objetivos da Universidade em relação à pesquisa são: estimular a formação sistemática de pesquisadores com vistas à qualificação profissional; vincular os projetos de pesquisa e extensão às disciplinas do curso; incentivar projetos de aperfeiçoamento do ensino; aperfeiçoar a divulgação dos mecanismos de fomento, para aumentar o nível de participação de estudantes e professores.

4.1.3. Extensão

A função institucional da extensão se concebe como um mecanismo acadêmico de formação que articula a produção científica e sua transmissão com aplicação e transferência dos resultados. É a extensão que viabiliza e operacionaliza a relação transformadora entre a universidade e a sociedade.

O Plano Nacional de Extensão Universitária apresenta a extensão da

seguinte forma:

“A extensão é uma via de mão dupla, com trânsito assegurado à comunidade acadêmica, que encontrará, na sociedade, a oportunidade de elaboração da práxis de um conhecimento acadêmico. No retorno à Universidade, docentes e discentes trarão um aprendizado que, submetido à reflexão teórica, será acrescido àquele conhecimento. Esse fluxo, que estabelece a troca de saberes sistematizados, acadêmico e popular, terá como conseqüências a produção do conhecimento resultante do confronto com a realidade brasileira e regional, a democratização do conhecimento acadêmico e a participação efetiva da comunidade na atuação da Universidade. Além de instrumentalizadora desse processo dialético de teoria/prática, a Extensão é um trabalho interdisciplinar que favorece a visão integradora do social”.

De acordo com a Lei nº 9394/96 as atividades de extensão destinam-se a promover a extensão aberta à participação da comunidade externa visando a difusão das conquistas e benefícios resultados da ação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas pela instituição. Portanto, as atividades de extensão se articulam com as experiências de pesquisa e de ensino.

A proposta de extensão da UVA é fruto de um momento do processo

acadêmico global que envolve o ensino e a pesquisa. É uma prática que interliga a Universidade com as demandas da sociedade, um compromisso social. Nessa concepção, a extensão se constitui como um importante instrumento de democratização. Entende-se a extensão como um processo educativo, cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável e que viabiliza a relação transformadora entre as instituições de ensino superior e a sociedade.

4.2 Metodologia de Ensino e Práticas Pedagógicas

Nos últimos anos houve um aumento significativo de debates, encontros e seminários sobre a educação em vários países do mundo, deixando claro que a mudança é realmente necessária para se adaptar a realidade educacional aos novos tempos. Nomes como Piaget, Vygotsky, Freire e mais recentemente Morin e Levy ganham cada vez mais destaque no meio acadêmico. PIAGET (2003) estabeleceu as bases da teoria, a qual chamou de Epistemologia Genética, a qual defende que a aprendizagem se trata de um processo de construção contínua ou de uma construção indefinida, quando se refere à elaboração de conhecimentos no espírito humano. Concebeu um modelo teórico que se apóia fundamentalmente sobre a compreensão do desenvolvimento humano, inscrevendo-o na perspectiva de uma construção da realidade, em vez de sua simples transposição cognitiva na memória.

VYGOTSKY (2004), importante teórico da educação, defende uma outra

forma de se compreender a origem e a evolução do psiquismo humano e, como consequência, um modo diferenciado de se entender a educação. Para ele, a interação social é a origem e o motor da aprendizagem e do desenvolvimento intelectual. Deixa claro que é na atividade prática, nas interações entre os homens e a

natureza, que as funções psíquicas se desenvolvem. Da mesma forma, FREIRE (2003) afirma que o conhecimento é produzido na interação com o mundo físico e social, com base no contato do indivíduo com a sua realidade, com os outros, incluindo aqui as dimensões social e dialógica, inerente à própria construção do pensamento. Incorpora a visão do coletivo, reconhecendo que ninguém se conscientiza separado dos outros, ninguém evolui sozinho desligado do mundo. Tudo está relacionado, está conectado, e se renova continuamente. MORIN (2005) vem há alguns anos aprimorando a chamada teoria da complexidade e faz uma crítica ao ensino fragmentado. Defende a incorporação dos problemas do cotidiano ao currículo e a interligação dos saberes. Sustenta que

estamos ofuscados pela noção reducionista de partes isoladas e separadas do todo e que o ser humano é reducionista por natureza. Para esse autor, deve-se contextualizar cada conhecimento, pois os fatos não acontecem separadamente. Isso significa ter condições de refletir, analisar, tomar consciência do que sabemos e do que ainda não temos conhecimento. Outro teórico importante da educação, PIERRE LÉVY (2005), aborda um aspecto da aprendizagem ligado à utilização das tecnologias da educação. Afirma que o papel do estudante se transforma com os amplos recursos da Internet. Do raciocínio linear, seqüencial, exigido por métodos expositivos convencionais, tem-se a possibilidade de se fazer uma série de interligações, inferindo-se dessa nova forma de ter acesso ao conhecimento e que a construção do raciocínio não é mais linear, mas multidimensional. Analisando-se a contribuição desses autores para entender como a aprendizagem se processa, infere-se que a aprendizagem compreende um processo contínuo, necessitando de metodologias adequadas e diversificadas. Os alunos precisam aprender a investigar, dominar as diferentes formas de acesso à informação, desenvolver a capacidade crítica de reunir, organizar e avaliar as informações, a fim de que a verdadeira aprendizagem aconteça. Assim, a metodologia não poderá estar calcada meramente na transmissão de conteúdos e informações, embora a informação seja fundamental. Ela deverá ir muito além, pois a emancipação, pessoal e social, requer muito mais do que isso; ela exige a capacidade de construir e reconstruir conhecimentos, ou seja, ela tem o compromisso com o desenvolvimento da autonomia do estudante. O papel do professor é o de garantir a manutenção de um diálogo permanente e, de acordo com o que acontece em cada momento, deve propor situações–problema, desafios, desencadear reflexões, estabelecer conexões entre o conhecimento adquirido e os novos conceitos, entre o ocorrido e o pretendido. O ensino deve ser ministrado por meio de ações diversificadas e coerentes. Portanto, devem ser utilizados trabalhos de grupo, aulas expositivas dialogadas, trabalhos de pesquisa, estudos de caso, vídeos abrangendo temas educacionais e culturais, visitas técnicas, palestras, seminários, visitas culturais, entre outros.

5. MARCO SITUACIONAL

5.1. Cenário Nacional, Regional e Local

Aspectos Demográficos, Econômicos e Socioculturais

O Design é hoje reconhecido como atividade necessária e indispensável ao desenvolvimento econômico e cultural. Insere-se no núcleo da Indústria Criativa, definida pelas Nações Unidas como “os ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam criatividade e capital intelectual como insumos primários”. (A Cadeia da Indústria Criativa no Brasil. Rio de Janeiro: Sistema Firjan, 2008. p. 13). Segundo o estudo A Cadeia da Indústria Criativa no Brasil, realizado, em 2008, pela FIRJAN – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, a Indústria Criativa se destaca entre os segmentos âncora de desenvolvimento no Brasil, e do estado do Rio de Janeiro (p. 3, 4, 23):

o núcleo da Indústria Criativa emprega 638 mil trabalhadores no país, ou 1,8% do total dos trabalhadores formais. No Rio de Janeiro, são 82 mil pessoas, 2,4% dos trabalhadores formais do estado, o maior percentual entre as unidades da Federação;

os trabalhadores do núcleo da cadeia criativa brasileira são mais bem remunerados que a média nacional. A renda média mensal do núcleo corresponde a R$ 1.666, 42% superior à média dos trabalhadores formais do país. No Rio de Janeiro, a renda média sobe para R$ 2.182, 64% superior à média dos trabalhadores formais do estado, e a mais alta entre as unidades da Federação;

Reagrupando as estatísticas pelos setores líderes, Arquitetura, Moda e Design representam a maior parcela da cadeia da indústria criativa nacional – juntas respondem por 82,8% do mercado de trabalho criativo, 82,5% dos estabelecimentos e 73,9% da massa salarial. A cadeia criativa fluminense mantém o padrão nacional, em termos de número de estabelecimentos e postos de trabalho. Sobressai-se, contudo, o setor de Televisão no que diz respeito à renda do trabalho per capita fluminense, por conta da presença de grandes emissoras e produtoras no estado, transformando a capital do estado do Rio de Janeiro em um importante pólo nacional. Outros setores de destaque são Artes Visuais e Software, que completam a lista de categorias com maior renda per capita, indicando a força das atividades tanto de cultura quanto de tecnologia de informação no Rio de Janeiro;

As estimativas apontam que a participação de toda a cadeia criativa no PIB brasileiro, em 2006, correspondeu a aproximadamente 16,4%. No estado do

Rio de Janeiro, a cadeia da indústria criativa, como um todo, representa 17,8% do PIB fluminense;

As oportunidades de emprego na indústria criativa vêm incentivando alunos a optarem por carreiras relacionadas à área. Em 2006, do total de 737 mil formandos em curso superior no Brasil, 90 mil eram oriundos dos 118 cursos relacionados ao núcleo da indústria criativa. No Rio de Janeiro, a proporção foi ainda maior: 13,3% dos 74 mil formandos optaram por carreiras criativas. Em especial, o setor de Design sobressaiu-se em terceiro lugar, com 895 concluintes;

Em nível nacional, as universidades foram o principal espaço de formação de profissionais da indústria criativa (46.437 formandos, ou 51,6% do total), diante de 17,8% de centros universitários, 18,0% de faculdades integradas, e 12,6% de centros de educação tecnológica, escolas e institutos. As universidades privadas, com 32.284 formandos, foram as principais responsáveis por esta formação, diante de 14.153 formandos em universidades públicas.

Dados oficiais do Censo de 2010 apontam, para o Estado do Rio de Janeiro, uma população de 15.993.583 habitantes e, para o Município do Rio de Janeiro, uma população de 6.320.446, o que demonstra sua elevada concentração demográfica. O elevado crescimento do número de alunos matriculados no Ensino Médio regular, que segundo o Censo Escolar 2009 (fonte INEP), o Estado do Rio de Janeiro apresenta 821.196 mil alunos matriculados, sendo que 313.474 mil no Município do Rio de Janeiro. Quanto a Educação Profissional (Nível Técnico), o estado apresenta 78.035 mil matriculas, destas 30.017 são do Município do Rio de Janeiro. A situação descrita nos permite afirmar que há uma demanda potencial de egressos de alunos do Ensino Médio e Técnico. A região da Tijuca e adjacências possui hoje uma população de aproximadamente 300.000 habitantes. Apresenta grande concentração de empresas de Design Gráfico com foco em Animação e Ilustração Digital, assim como empresas de Maquete Eletrônica. Entre essas empresas destacam-se o Centro de Tecnologia SENAI Automação e Simulação, Intervalo Produções, Valu Animation Studios, Triptyquelab e Truped Multimedia Em sintonia com a expansão da Indústria Criativa e com as características e demandas do mundo contemporâneo, a Universidade Veiga de Almeida criou a Escola de Design, que oferece aos seus alunos uma formação voltada para o mercado,

construindo competências profissionais de conhecimentos sólidos e socialmente responsáveis. Entre os cursos oferecidos pela Escola de Design, a Universidade Veiga de Almeida optou pelo Curso Superior de Tecnologia em Design Gráfico – Ilustração e Animação Digital, uma vez que vem buscando a excelência, por meio de um processo formativo que considera todas as características que criaram a cultura do design internacionalmente: criatividade, novas tecnologias e conhecimento do mercado.

5.2. Justificativa

O curso Superior de Tecnologia em Design Gráfico – Ilustração e Animação Digital está baseado em uma complexa rede de conhecimentos de Artes, Cinema, Comunicação, Design e Tecnologia, que buscam suprir as demandas do mercado no contexto da ”era digital“. Ao longo das duas últimas décadas, acompanhamos a expansão das áreas de atuação do Designer Gráfico, que se concentravam basicamente na mídia impressa, para as mídias digitais. A consolidação das novas linguagens de comunicação digital nos mais diversos conteúdos desenvolvidos para internet, celulares, televisão, cinema e jogos eletrônicos, tornaram populares termos como ”design digital“, ”design de animação“, ”design multimídia“ e ”webdesign“. Essa consolidação se deve em boa parte ao acesso crescente da população às tecnologias da informação, na forma de computadores e dispositivos móveis (celulares, palmtops, smartphones, etc) com acesso a internet. Esse movimento ganhou ainda mais força com a expansão da internet banda larga e a popularização de meios digitais de divulgação de conteúdo - como blogs, sites jornalísticos e de compartilhamento de vídeos (como o Vimeo e o Youtube) – a criação de redes sociais digitais (desde simples fóruns, à ferramentas como Facebook, Orkut e Twitter), e o desenvolvimento de material didático para ensino a distância, seja via internet, intranet ou na forma de CDs e DVDs. Nesse meio tempo, diversos cursos de graduação em Desenho Industrial buscaram suprir as demandas do mercado adaptando parcialmente suas formações em Comunicação/Programação Visual ou oferecendo novas habilitações, como a de Mídia Digital. Ao mesmo tempo, surgiram diversas graduações tecnológicas em Design Gráfico, com um foco mais prático nessa nova área de atuação, objetivando formar profissionais em menos tempo, para uma rápida inserção no mercado. Entretanto, a última década também se caracterizou pela grande expansão de mídias audiovisuais, como cinema, televisão e jogos eletrônicos. Áreas que, apesar da

demanda crescente no mercado nacional, ainda são abordadas de maneira superficial pelos cursos superiores de Desenho Industrial e Design Gráfico.

A indústria cinematográfica, por exemplo, utiliza cada vez mais recursos de

animação e efeitos visuais. Não apenas para conquistar o público, melhorando a qualidade visual das produções, mas para comunicar melhor. Tanto no entendimento da história, quanto na concepção dos projetos, ajudando no planejamento e comunicação entre os membros da equipe. É importante lembrar que tanto as maiores bilheterias da história do cinema, quanto a grande maioria dos filmes premiados no Oscar – mais importante prêmio da indústria – utilizam recursos de animação e efeitos

visuais extensivamente. Exemplo disso são os filmes Avatar (2009), maior bilheteria e produção mais cara já realizada (US$ 500 milhões); O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei (2003), terceira maior bilheteria; Piratas do Caribe – O Baú da Morte (2006), quarta maior bilheteria; além de Toy Story 3 (2010), longa-metragem de animação que conseguiu conquistar a quinta maior bilheteria da história. Em termos de mercado nacional, embora os efeitos visuais ainda não sejam tão perceptíveis, o segmento de animação começa a aparecer. Filmes longa-metragens como O Grilo Feliz (SP, 2001), Cine Gibi – Turma da Mônica (SP, 2004) e Xuxinha e Guto Contra os Monstros do Espaço (RJ, 2005) deram fôlego a outras produções como Wood & Stock (RS, 2006), A Turma da Mônica em uma Aventura no Tempo (RJ/SP, 2007), Brichos (PR, 2007), O Garoto Cósmico (SP, 2007), Grilo Feliz e os Insetos Gigantes (SP, 2009), além do filme Brasil Animado (SP, 2011), que mistura animação com cenas filmadas. Assim como, existem muitos outros já em fase de produção, como A Floresta é Nossa (PR, 2012), As Aventuras do Avião Vermelho (RS, 2012), Fuga em Ré Menor para Kraunus e Pletskaya (RS, 2012), Horácio (SP, 2012), Lutas (SP, 2012), Minhocas (SC, 2012), Gato (SP, 2013), além de Ivete Stellar e a Pedra da Luz (BA, sem previsão de lançamento).

A mídia televisiva foi outra grande responsável pela expansão da área de

atuação do designer gráfico no Brasil. Aberturas de programas, charges e infográficos animados, comerciais publicitários, séries de animação e desenho animados brasileiros (Dogmons, Kiara e os Luminitos, Mega Liga MTV de VJs Paladinos, Os Caça-Livros, Peixonautas, Portuguesitos Esporte Club, Quarto do Jobi, Sítio do Picapau Amarelo, Tromba Trem, etc.) são apenas alguns exemplos dessa atuação em nossa cultura. A popularização da TV por assinatura brasileira, com um número considerável de canais e programas voltados para o público infantil, também contribuiu para o aumento da demanda por animações e desenhos animados no mercado nacional.

De olho nessa movimentação do mercado, um grupo de animadores

brasileiros fundou, em 2003, a ABCA – Associação Brasileira de Cinema de

Animação. Desde então, a ABCA vem realizando ações significativas, junto ao SAv –

Secretaria do Audiovisual e MinC – Ministério da Cultura, nas áreas de pesquisa,

fomento, formação profissional, difusão e distribuição, para estruturar a formação de

um mecanismo industrial do cinema de animação, que alimente tanto a produção

autoral e experimental, como aquela produção de volume, que pode gerar emprego e

receita na forma de uma nova economia para o país.

Nesse contexto, o Ministério da Cultura criou em 2008 o Programa Nacional

de Desenvolvimento da Animação Brasileira:

O Programa Nacional de Desenvolvimento da Animação Brasileira, lançado em 10 de outubro pelo Ministério da Cultura, tem como objetivos fomentar o desenvolvimento de ações de capacitação, produção, difusão e distribuição da animação no Brasil e no exterior. Estão previstas atividades de formação para profissionais, de sensibilização de estudantes de escolas públicas, de consolidação da presença da animação no campo das novas mídias e no mercado de DVDs (home vídeo), além da criação de bancos digitais de conteúdos de animação. Outra linha do Programa será de formação de produtores para inserção das obras no mercado

internacional, com vistas a viabilizar a atividade economicamente.”

http://www.ctav.gov.br/2008/11/05/conheca-detalhes-do-inedito-

programa-nacional-para-o-desenvolvimento-da-area - acesso dia

08/02/2010.

O Programa utiliza mecanismos de apoio, como fundos e incentivo fiscal,

disponíveis através do Governo Federal. Entre os mecanismos que serão utilizados

estão o Fundo Setorial do Audiovisual, que contou com verba - destinada a toda

produção de audiovisual e não só à animação - de R$ 56 milhões, em 2008, e R$ 90

milhões, em 2009. Também entram na lista, a Lei Rouanet, o Programa Mais Cultura,

o Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura (Prodec) e os mecanismos

de financiamento do BNDES. Entre suas ações, destaca-se o Programa de Estímulo

à Parceria entre a Produção Independente e a Televisão Brasileira, da qual faz

parte o programa AnimaTV, cujo investimento total é de cerca de R$ 5 milhões. Seu

objetivo é estimular o desenvolvimento da indústria brasileira de animação, a

realização de ações regionais de capacitação que reforcem a cultura da série de

animação para a televisão, a articulação de um circuito nacional de teledifusão de

séries de animação brasileiras, a dinamização da produção integrada entre estúdios

no território nacional e a potencialização da inserção da animação brasileira no

mercado internacional. Nesse contexto, no primeiro trimestre de 2009, foi lançada a Política para o Desenvolvimento da Animação Brasileira PROANIMAÇÃO, que

tem como meta o aumento da ocupação de 0,5% do mercado brasileiro de animação em salas de cinema, vídeo doméstico, Internet, telefonia móvel e jogos eletrônicos, para 25% em 10 anos. Outra ação importante foi a criação do Programa Internacional de Capacitação (PIC) para Animação, cujo objetivo é aprimorar a produção audiovisual brasileira de animação junto ao mercado internacional. Diversas outras iniciativas surgiram com o propósito de impulsionar a produção de conteúdo audiovisual voltado para o mercado de Animação. O Sistema FIRJAN - Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, criou o RIO CRIATIVO, uma série de ações de desenvolvimento da indústria criativa em todo estado do Rio de Janeiro. Entre essas ações, podemos citar o CURTA CRIATIVO, um concurso de curtas-metragens que busca incentivar à produção cinematográfica e revelar novos talentos fluminenses, provenientes de cursos superiores de Cinema, Comunicação ou Design, para o mercado audiovisual. Outra iniciativa importante, de caráter nacional, foi o Festival Tela Digital, realizado pela primeira vez em 2009. O projeto une a TV Brasil, autora e financiadora da idéia e a Associação Cultural Kinoforum, organizadora do festival, que, entre outras atividades, produz há duas décadas o Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo. O evento proporciona a exibição de conteúdos audiovisuais de produção independente na internet e abre um espaço privilegiado para exibição de uma seleção desse conteúdo na TV pública. Outra mídia digital na qual o trabalho do designer gráfico se faz cada vez mais presente é a dos jogos eletrônicos:

Outra importante revelação do diagnóstico que a SAv realizou sobre as práticas audiovisuais dos brasileiros concerne ao crescimento exponencial do segmento dos jogos eletrônicos, que em termos mundiais movimenta US$ 50 bilhões por ano e tem

uma perspectiva de crescimento em torno de 20%. Neste cenário, o Brasil ocupa ainda um lugar periférico, com um movimento anual estimado em US$ 350 milhões, um mercado interno dominado por produções estrangeiras e assolado pelo avanço da informalidade, tanto no comércio de consoles quanto no de jogos. A presença de conteúdos brasileiros é residual neste mercado tão importante para a formação de hábitos e mentalidades, com enorme penetração na infância e adolescência.

http://www.cultura.gov.br/site/2009/08/11/balanco-de-2008-e-

perspectivas-para-2009 - acesso dia 08/02/2010.

Em reconhecimento a esse potencial econômico e cultural latente, a SAv lançou, em 2004, o Programa Jogos BR, que fomentou a produção de 16 demos jogáveis e dois jogos completos, produzidos por empresas desenvolvedoras brasileiras, a partir do investimento de R$ 800 mil. Avaliando o panorama do mercado após duas edições do Programa, a SAv decidiu ajustar o foco para o desenvolvimento e promoção da co-produção internacional de demos jogáveis, criando em 2009, o Programa de Fomento à Produção e Exportação do Jogo Eletrônico Brasileiro – BR Games, com investimento de aproximadamente R$ 1 milhão. Por último, mas não menos importante, cabe citar a grande necessidade das empresas de arquitetura, com foco no desenvolvimento de maquetes eletrônicas, pela contratação de profissionais capazes de criar ilustrações e animações digitais para vender projetos imobiliários que, na maioria das vezes, ainda não saíram do papel ou ainda estão em fase de construção. Nesse panorama favorável, o mercado carioca abriga hoje uma grande quantidade de empresas que necessitam de profissionais capacitados a trabalhar com essas novas mídias digitais. Empresas de Animação (2dLab, Campo 4, CopaStudio), Produtoras de Cinema (Conspiração Filmes, Mixer, Tibet Filmes), de conteúdos para TV e Publicidade (Beeld Motion, Intervalo, MultiRio, Seagulls Fly, Platinum FMD, Triptyque Lab, Visorama), de conteúdos para celulares (M1ND LAB), jogos eletrônicos (Donsoft Entertainment, Nano Games), desenvolvedores de conteúdo para educação (Asterisco, CEDERJ, CECIERJ, Edukandus, Medgrupo/Medcurso), escritórios de arquitetura desenvolvedores de maquete eletrônica (Alfa Arquitetura e Design, Archigraph, Domus Computação Gráfica, Ideosfera, GD Arq, MHB Studios, N. Sadala, S. Klein), além de redes de televisão (Rede Globo, Rede Record, TV Brasil).

O perfil do curso em Design Gráfico – Ilustração e Animação Digital abrange

todo setor da economia usuário direto ou indireto de ilustrações, imagens e animações digitais. Destina-se aos formandos do ensino médio, ensino técnico e aos matriculados

e egressos do Ensino Superior.

O curso proporciona uma visão ampla do design, de suas vertentes e de sua

função socioeconômica, cultural e ambiental. Esse objetivo é alcançado através de várias disciplinas que, aliando a teoria à prática, buscam desenvolver competências de

artes, cinema, comunicação, design e tecnologia. Nesse sentido, a formação do aluno exige um trabalho colaborativo, ao longo de todo o curso, entre outros estudantes da Escola de Design da Universidade Veiga de Almeida, composta pelos cursos de Design de Interiores, Jóias e Moda. A ênfase na produção é outra característica importante, com estímulo constante ao desenvolvimento de projetos gráficos, que

evidenciam a importância da interdisciplinaridade para o planejamento, desenvolvimento e execução de ilustrações e animações digitais. Nesse contexto, o curso de Design Gráfico da Universidade Veiga de Almeida atende ao perfil inovador da instituição. Sendo o primeiro do Rio de Janeiro, e um dos primeiros do Brasil, a oferecer uma formação focada no mercado de Animação, com o objetivo de atender as demandas do setor produtivo de Design Gráfico carioca, e a de seus alunos, que buscam não somente uma formação teórica, mas uma abordagem prática e com foco na produção, para uma rápida inserção no mercado.

5.3. Histórico do Curso

A graduação tecnológica em Design Gráfico – Ilustração e Animação Digital teve a sua autorização de funcionamento por meio da Resolução da UVA de número 3/2006. O curso foi idealizado pelo professor e ex-coordenador Paulo Marcos Figueiredo de Andrade, e teve como alguns de seus professores fundadores: Daniel Moreira de Sousa Pinna, Fabio Siqueira D’Alessandri Forti, Leonardo Furtado, Marcio Fresteiro, Marco Zappala Guimarães, Marcos Aurélio Machado dos Santos, Maria de Lourdes Luz, Nara Pinto Iwata e Pedro Pernambuco Toledo. Ao mesmo tempo, a universidade também oferecia o curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Animação e Modelagem 3d, coordenado pelos professores Eduardo Azevedo e Paulo Marcos Figueiredo de Andrade, com o objetivo de oferecer uma especialização focada em Animação 3d, Modelagem Digital e Rendering para egressos dos cursos de Arquitetura, Cinema, Comunicação Social, Desenho Industrial, Design Gráfico, entre outros. Inicialmente, a graduação tecnológica em Design Gráfico foi oferecida apenas na Unidade Barra, e sua primeira turma começou no primeiro semestre de 2006, no turno da noite, com cerca de 20 alunos. No semestre seguinte, uma nova turma foi aberta no turno da manhã, com aproximadamente o mesmo número de alunos. No dia 28 de Outubro de 2006, ocorreu a primeira palestra com um artista convidado, Marcelo Max, da equipe de computação gráfica da Rede Globo. A propaganda positiva, feita pelos próprios alunos, fez com que o número de interessados pelo curso crescesse e, a partir de 2007, a Unidade Barra passou a abrir uma média de duas novas turmas por semestre. Com a primeira defesa dos Projetos de Conclusão do Curso, em Dezembro de 2007, inicia-se a tradição de convidar profissionais respeitados do mercado para compor as Bancas de Avaliação. Entre esses profissionais, destacam-se: Levi Luz (Diretor Cinematográfico da Intervalo

Produções), Fernando Reule (Sócio e Diretor de Animação da Seagulls Fly) e Valu Vasconcelos (Diretor da Valu Animation Studios). A Universidade Veiga de Almeida também realizou, no segundo semestre de 2007, uma avaliação institucional (CPA) exclusivamente on-line, onde os estudantes tiveram a oportunidade de manifestar a sua opinião quanto ao desempenho dos professores do curso de Design Gráfico, a infra-estrutura dos laboratórios e biblioteca, aos serviços de atendimento ao estudante, entre outros. Como resultado dessa avaliação, percebeu-se que o corpo discente estava satisfeito com o curso de maneira geral, considerado como “Bom” ou “Muito Bom” na maioria dos aspectos, mas apontava a necessidade de melhorias na infra-estrutura da biblioteca e na oferta de vagas para iniciação científica, monitorias e ações de extensão universitária, que começaram a ser trabalhadas já no ano seguinte. No primeiro semestre de 2008, o curso teve o primeiro sinal de reconhecimento pelo mercado, o curta-metragem animado A Velha Verdade, desenvolvido como Projeto de Conclusão do curso de Design Gráfico – Ilustração e Animação Digital, por dois alunos da primeira turma, Luiz Gustavo Del Duca e Francisco Elizardo Brito, ganhou o 2º lugar, na categoria Animação, do Curta Criativo, concurso de curtas metragem do Sistema FIRJAN. Ainda no primeiro semestre de 2008, o curso promoveu as palestras de Arthur Bobany, sobre o seu livro Vídeo-Game Arte, e de Marcus Alquéres, um dos animadores do filme 300 (2007). No segundo semestre, entre os dias 5 e 14 de Novembro, a Unidade Barra sediou o VII Anim!Arte - Festival Brasileiro de Animação Estudantil. Outro marco importante para o curso e para toda a Universidade Veiga de Almeida, no ano de 2008, foi a criação da Escola de Design. Seu objetivo é dar uma formação mais abrangente e promover a integração e interação entre os alunos dos cursos de Design de Interiores, Design Gráfico – Ilustração e Animação Digital e Design de Moda, possibilitando a formação de designers responsáveis, antenados com a contemporaneidade e a vanguarda, preparados para servir de líderes culturais do século XXI e de preservadores do meio ambiente do nosso planeta. No primeiro semestre de 2009, após um ano de planejamento, entra em vigor

a segunda grade curricular do curso de Design Gráfico – Ilustração e Animação Digital, que busca alinhar o curso as Diretrizes Curriculares Nacionais e as novas necessidades do mercado. Nesse mesmo semestre, seguindo as demandas regionais,

a Universidade Veiga de Almeida passa a oferecer o curso também no Campus Tijuca,

abrindo sua primeira turma no turno da manhã. No segundo semestre de 2009, o professor Fabio Siqueira D’Alessandri Forti assume a coordenação geral do curso de Design Gráfico, que passa a ter mais

destaque no mercado em conseqüência de diversos prêmios recebidos por trabalhos de alunos. O curta metragem animado A Revolta do Gari, desenvolvido por Rafael de Oliveira de Carvalho – que, na época, era aluno do segundo período - conquistou o lugar, na categoria Animação, do concurso Curta Criativo, da FIRJAN. Três Projetos de Conclusão de Curso ganharam prêmios em festivais: o curta A Última Noite, desenvolvido por Guilherme Rezende, conquistou cinco prêmios: Prêmio- aquisição canal TV BRASIL no Festival Tela Digital, Troféu Corpo Seco de Estímulo Amador no 4º Cinefantasy - Festival Curta Fantástico, dois prêmios na Mostra Competitiva Universitária no VIII Anim!arte, um pelo júri profissional e outro pelo popular, e Menção especial no IV Baixada Animada – Mostra de Cinema de Animação da Baixada Fluminense; a animação Tesselation, desenvolvido por Guilherme Gatz Maueler, venceu o Out of Hand International Festival, festival internacional de conteúdo para dispositivos móveis; e o curta The Wind, desenvolvido pelos alunos Michel Victor e Paulo Félix, que ganhou o 1º lugar Absoluto no IV Animaserra - Festival Nacional de Cinema de Animação e Quadrinhos da Serra Carioca. Também em 2009, a Universidade Veiga de Almeida promoveu a palestra Criando Arte para Jogos – O Fluxo de Trabalho Artista-Programador, com três doutorandos em Computação Visual e Interfaces da UFF e um doutorando em Entretenimento Digital da PUC Rio, além do I Encontro de Produtores de Animação do Rio de Janeiro, organizado pelos professores Paulo Marcos Figueiredo de Andrade e Paulo Sérgio Freitas de Luna. O evento ocorreu na Unidade Barra, em 5 de Novembro de 2009, e contou com a participação de profissionais das empresas 2dLab, Intervalo Produções, UPX Studio e Valu Animation Studios. Seguindo as novas demandas regionais, no primeiro semestre de 2010, o curso Design Gráfico – Ilustração e Animação Digital abre sua primeira turma no turno da noite no Campus Tijuca. Os professores Paulo Marcos Figueiredo de Andrade e Paulo Sérgio Freitas de Luna também organizaram o II Encontro de Produtores de Animação do Rio de Janeiro, realizado em 14 de Agosto de 2010, na Unidade Barra, que contou com a participação de Alexandre Bersot (premiado animador autoral), Andrés Lieban (sócio da 2dLab), Felipe Tavares (sócio da Copa Studio) e Marcelo Marão (premiado animador autoral). O evento também tinha o objetivo de anunciar o novo curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Cinema de Animação, coordenado pelos professores Paulo Marcos Figueiredo de Andrade e Paulo Sérgio Freitas de Luna. Ainda no segundo semestre de 2010, a Universidade Veiga de Almeida realizou uma nova avaliação institucional online (CPA) do curso e da instituição, cujos resultados e iniciativas estão sendo discutidos pelo colegiado.

Em 2011, mais dois Projetos de Conclusão de Curso ganharam prêmios em festivais: a animação Obsoleto, desenvolvida pelos alunos Heitor Mendonça dos Santos, Leandro Henriques, e Victor Mendonça dos Santos, conquistou cinco prêmios:

Melhor Curta de Estudante Brasileiro (Prêmio Núcleo de Animação de Campinas) e 3º Melhor Curta Metragem Brasileiro, pelo júri popular carioca, no Anima Mundi 2011, 1º lugar, pelo júri profissional e 3º lugar, pelo júri popular, na categoria Universitários, do Anim!Arte 2011 – 10º Festival Brasileiro Estudantil de Animação, e Melhor Filme de Animação 3d no VI Animaserra - Festival Nacional de Cinema de Animação e Quadrinhos da Serra Carioca; e o curta Miau!, desenvolvido pelo aluno Felipe de Almeida, ganhou o 2º lugar, na categoria Animação, do concurso Curta Criativo, da FIRJAN. Além disso, Enfim Show, produzido pelo aluno Leandro Avelino e mais dois amigos, ganhou o 3º lugar, também na categoria Animação, do Curta Criativo, da FIRJAN. O curso de Design Gráfico também promoveu a palestra Animação e Efeitos Visuais, realizada em 23 de Maio, na Unidade Barra, com os sócios da Triptyque Lab, Juan Diaz e Miguel Lessa.

6. MARCO CONCEITUAL

6.1. A Construção do Projeto Pedagógico do Curso

O Projeto Pedagógico do Curso - PPC foi estruturado de acordo com a

política de ensino, o referencial teórico metodológico, princípios, diretrizes, estratégias

e ações contidas no PDI e no PPI da Universidade Veiga de Almeida.

A preocupação dos professores que integram o colegiado do curso na

elaboração do currículo foi a de garantir uma articulação coerente entre os objetivos, o perfil do egresso, a missão da Universidade, os objetivos institucionais e as diretrizes curriculares nacionais.

Embora quase todos percebam que o mundo ao redor está se transformando de forma bastante acelerada, a educação de forma geral, ainda privilegia práticas pedagógicas que dificultam o processo de construção do conhecimento dos estudantes, reproduzindo um modelo de sociedade na qual os indivíduos são incapazes de pensar, de refletir e de reconstruir o conhecimento. Hoje se buscam novos paradigmas educacionais que reconhecem a interdependência existente entre os processos de pensamento e de construção do conhecimento e que, principalmente, resgatem a visão de contexto e de pluralidade profissional do ser humano. A coerência entre o currículo do curso e seus objetivos está evidenciada nos princípios que norteiam o trabalho pedagógico. São eles: ensino problematizado e contextualizado promovendo a relação indissociável da pesquisa, ensino e extensão; flexibilidade curricular, garantindo a atualização e a contextualização do aluno nas questões do seu tempo; promoção de atividades que socializam o conhecimento, como centros de estudo, seminários, encontros científicos, entre outras. Orientação para o contexto profissional, colocando o aluno em contato com o mundo do trabalho

para que descubra e desenvolva suas aptidões e habilidades profissionais; garantia de uma formação inter e multi-disciplinar pautada em uma base sólida de conhecimentos

e de princípios éticos. Na concepção do desenho curricular do curso foram observadas as diretrizes curriculares do MEC específicas do curso, as premissas subjacentes à valorização das competências e habilidades do mundo do trabalho, a formação humanística e tecnológica e nas novas formas de organização do processo de trabalho. Através de projetos específicos, o PPC contempla:

A capacitação dos docentes do curso de Design Gráfico – Ilustração e Animação Digital que tem como eixo a compreensão crítica sobre os caminhos

da construção do conhecimento que acontece nas reuniões periódicas com os professores, nas palestras, nos seminários, na participação em congressos, nas reuniões de planejamento, entre outros;

A atualização, renovação e flexibilização permanente da oferta de programas e currículos, tendo em vista os novos cenários e tendências do mercado de trabalho, se dá nas reuniões com os docentes e na realização de um fórum que envolve as empresas e instituições conveniadas quando se discute as novas tendências do mercado e perfis profissionais.

Estratégias utilizadas pelos docentes visando intensificar as ações teórico/práticas, como os trabalhos de grupo, aulas expositivas, prática em laboratórios, trabalhos de pesquisa bibliográfica, vídeos abrangendo temas pertinentes ao curso, palestras e visitas técnicas.

Análise dos indicadores de desempenho apontados na avaliação do curso, nas reuniões com os docentes, quando são discutidos os aspectos que merecem maior atenção e re-planejamento. Nessas reuniões são traçadas as estratégias no sentido de eliminar os pontos fracos, utilizando, as aulas de reforço, o nivelamento, as estratégias diversificadas de avaliação de ensino, entre outros.

O planejamento de atividades complementares visando ao aprimoramento da teoria/prática, tais como; visitas técnicas, participação dos estudantes em seminários, encontros, excursões, cursos livres, e também atividades de caráter cultural, como cinema, visita a museus e casas de cultura. Dessa forma, o estudante é estimulado a buscar conhecimentos em outras áreas do saber.

O projeto de monitoria constitui um importante instrumento de aprimoramento para os estudantes, contribuindo ainda, para o aumento de sua permanência na UVA. No início de cada semestre há um processo seletivo para os alunos que desejam atuar como monitores das disciplinas.

O incentivo à iniciação científica cresce a cada ano e a Universidade vem aumentando o quantitativo de bolsas para estimular os estudantes na participação de projeto de pesquisa.

Os projetos de ação social e de extensão são planejados e desenvolvidos ao longo do curso possibilitando aos estudantes o contato direto com a comunidade.

O apoio pedagógico é oferecido ao estudante no sentido de superar as suas dificuldades oriundas do ensino médio. Esse acompanhamento é feito tanto

pelos próprios professores, quanto pelo próprio coordenador do curso, que buscam orientar os alunos na superação de suas dificuldades.

A articulação permanente com a Pró-Reitoria Comunitária propicia o apoio ao estudante através de incentivos, como bolsas de estudo. Quando necessário, o estudante é encaminhado a este setor para ser atendido.

O Curso de Design Gráfico – Ilustração e Animação Digital se desenvolvolveu

plenamente integrado ao Projeto Pedagógico Institucional da Universidade Veiga de Almeida, fundamentando-se nos princípios de:

amparo das decisões institucionais nos indicadores levantados na Avaliação Institucional e nos objetivos e metas contidos no Projeto Político Institucional e Projeto Pedagógico Institucional;

indissociabilidade entre o ensino pesquisa e extensão, com enfoque nos projetos pedagógicos dos cursos e as ações consubstanciadas no princípio do “aprender a aprender”;

incentivo à pesquisa como princípio educativo auxiliar na construção da autonomia intelectual e profissional do estudante;

adequação dos cursos às políticas governamentais, observando a função social da Universidade e a possibilidade de conviver com diferentes posições;

garantia da qualidade acadêmica por meio do Projetos Pedagógicos dos Curso;

fortalecimento das ações direcionadas à comunidade na qual está inserida a Universidade;

integração dos diferentes cursos e áreas de ensino numa perspectiva interdisciplinar do conhecimento;

flexibilização dos currículos mediante a ampliação das oportunidades para as novas demandas do ensino, do conhecimento e do setor produtivo em permanente transformação;

articulação das disciplinas e atividades curriculares, voltadas à dinâmica da realidade, ao trabalho e a função social da Universidade.

tratamento das disciplinas com observância dos pressupostos axiológicos, éticos e o respeito à dignidade humana, objetivados em posturas pedagógicas que articulem os conhecimentos e os valores morais.

O Curso de Design Gráfico – Ilustração e Animação Digital da Universidade

Veiga de Almeida tem como um de seus principais objetivos proporcionar vivência no campo técnico-científico, sem relegar a ética a um segundo plano, e sem descuidar da necessidade de preparar o futuro profissional para a produção de pesquisas e projetos criativos e inovadores, ampliando a visão generalista do estudante.

6.2. Objetivos do Curso

6.2.1. Geral

Formar profissionais de Design Gráfico, estimulando o desenvolvimento de processos criativos, a fim de que eles sejam capazes de criar um estilo próprio, com soluções diferenciadas no âmbito criativo, estético, metodológico e tecnológico, contribuindo para a melhor colocação desses profissionais no mercado de trabalho;

Formar cidadãos críticos, capazes de interpretar a relação entre produção, consumo e desenvolvimento, que saibam usar eticamente seus conhecimentos para fazer do mundo um lugar onde se possa viver melhor.

6.2.2. Específicos

Mobilizar competências de Artes, Cinema, Comunicação, Design e Tecnologia para a elaboração de projetos gráficos para as mais diversas mídias;

Analisar fatores estéticos, culturais, socioeconômicos e tecnológicos para o desenvolvimento de projetos gráficos com objetivos comerciais ou de fundo social;

Estimular a capacidade criativa, através do domínio das metodologias criativas e das tecnologias utilizadas;

Desenvolver competências profissionais metodológicas e tecnológicas gerais e específicas, para a gestão de processos e a produção de bens e serviços;

Incentivar o trabalho em equipe, estimulando a convivência com o próximo e a aceitação das qualidades e limitações de cada um;

Incentivar o desenvolvimento da capacidade empreendedora.

7. REQUISITOS DE ACESSO

O acesso aos cursos de graduação e superiores de tecnologia da UVA se faz por meio de processos seletivos, que são realizados de forma periódica semestralmente. Esses processos seletivos englobam o tradicional Vestibular, ENEM, PROUNI, Programas de Acesso Personalizado – PAP, Acesso Direto-PAD: a) PAP - uma redação e uma prova de conhecimentos gerais do ensino médio com 10 questões objetivas de múltipla escolha ou b) PAD - uma redação e análise do histórico escolar do ensino médio concluído Os processos seletivos são instruídos por meio de editais, contendo as informações necessárias aos candidatos, tais como: cursos, reconhecimentos, vagas, turno, datas de prova e tudo mais correlato que os candidatos possam fazer uso nesse processo. Em complementação ao edital, é distribuído também um manual do candidato com todas as informações pertinentes ao processo. As vagas são ofertadas para dois semestres consecutivos. Para atendimento aos candidatos, a UVA implantou um setor específico denominado Central de Atendimento, onde os candidatos podem, num ambiente tranqüilo, fazer a sua inscrição e ter acesso a todas informações necessárias sobre a Instituição. Além disso, os candidatos podem também fazer sua inscrição num ambiente virtual, por meio da Internet. Preocupado em proporcionar um tratamento diferenciado ao candidato, a UVA coloca um setor de Telemarketing funcionando diariamente no sentido de fornecer informações sobre os seus cursos e formas de acesso, inclusive propiciando aos candidatos um relacionamento direto com os Coordenadores de Curso, por meio de marcação de entrevistas. Para difundir os seus cursos e dar uma orientação vocacional aos candidatos, a UVA tem um programa específico, denominado Projeto Vivenciando, que por intermédio de convênios com escolas do ensino médio, realiza palestras nos quais professores dos diferentes cursos levam aos alunos dessas instituições de ensino o perfil profissiográfico de cada curso, seus objetivos, suas competências, habilidades, atitudes e a inserção no mercado de trabalho. Outras formas de acesso somam-se às mencionadas, tais como transferências externas e portadores de diploma de nível superior, para suprir vagas ociosas na Instituição.

8. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR

A estrutura curricular engloba disciplinas que propiciam aos estudantes

conhecimentos imprescindíveis ao seu desenvolvimento profissional. Os ensinamentos

e os conhecimentos adquiridos por certo lhes proporcionarão um maior grau de

proficiência e eficácia em suas atividades.

Para atender a essas necessidades, o curso de Design Gráfico oferecido pela

Universidade Veiga de Almeida se propõe a transmitir uma abordagem metodológica

alinhada com o mercado, além de abordar, de maneira prática, os componentes

técnicos do design, dos processos produtivos e das novas tecnologias.

Alguns aspectos devem ser ressaltados no plano curricular do Curso de

Design Gráfico – Ilustração e Animação Digital com vistas à construção de um novo

perfil profissional para o setor:

valorização da prática fundamentada numa sólida formação teórica;

utilização de metodologias que priorizem a participação construtiva do aluno;

a dimensão interdisciplinar do currículo, porque permite a abertura de um novo

canal de comunicação e ajuda a refazer antigas posições cultivando o desejo de

enriquecimento por novos enfoques, ultrapassando os caminhos já conhecidos. A

possibilidade de se conjugar diferentes áreas do conhecimento - Artes, Cinema,

Comunicação e Design - no estudo e na pesquisa, enriquece e potencializa a

aprendizagem. A fragmentação do conhecimento dá lugar a uma visão unificadora,

tirando do encastelamento algumas disciplinas ao relacioná-las com outras,

superando, sobretudo, a idéia de hierarquização e justaposição, tão comuns na

estrutura curricular.

De acordo com o pensamento de JAPIASSU:

“A interdisciplinaridade nos permite a abertura de um novo nível de comunicação e abandona os velhos caminhos da racionalidade tradicional. Doravante, temos o direito de passar da ciência ao sonho e vice-versa. É à natureza e às ciências da natureza que Deleuze faz apelo para descrever os poderes da imaginação e escapar de toda referência ao homem da filosofia tradicional, sujeito ativo, dotado de projetos, de intenções e de vontade. Portanto, ciência e não ciência, ciência e filosofia, sonho e filosofia, todos esses saberes precisam ser articulados. Nenhuma disciplina, nenhum tipo de conhecimento, nenhum tipo de experiência deve ser excluído, nem a título de meio nem a titulo de fim, desse projeto de reunificação do Saber”. (JAPIASSU,

1995)

a inserção estudante no contexto do profissional, de acordo com os objetivos do

curso e as necessidades do mercado;

o contato entre a academia e a indústria de Design Gráfico, através de palestras

e da atualização das metodologias e ementas das disciplinas;

a vivência, articulada à pesquisa e ao projeto de conclusão de curso, ao longo do

processo de formação, auxilia o estudante no processo de inserção no contexto

profissional;

a indissociabilidade entre o ensino/pesquisa/extensão. Há uma preocupação de

desenvolver, no futuro Designer Gráfico, o olhar e a postura de pesquisador, de

questionador e de profissional proativo, na busca do conhecimento e na criação de

novos estilos, novas metodologias, e novas técnicas, permitindo que ele esteja

sempre atualizado diante de um mercado que está sempre mudando e adotando

novas formas de expressão e novas tecnologias.

No dizer de DEMO:

“Pesquisar não é somente produzir conhecimento, é sobretudo aprender em sentido criativo. É possível aprender escutando aulas, tomando nota, mas aprende-se de verdade quando se parte para a elaboração própria, motivando o surgimento do pesquisador, que aprende construindo. Dialogar com a realidade talvez seja a definição mais apropriada de pesquisa, porque a apanhe como princípio científico e educativo. Quem sabe dialogar com a realidade de modo crítico e criativo faz da pesquisa condição de vida, progresso e cidadania. (DEMO,

1992)

princípios éticos da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do

respeito ao bem comum;

apresentação

interdisciplinar fundamentado na pesquisa, no aplicação das metodologias, na

criatividade e na aplicação das tecnologias aprendidas durante o curso ou em

atividades complementares.

trabalho

do

projeto

de

conclusão

de

curso

a

partir

de

um

8.1. Matriz Curricular

A estrutura curricular compreende um conjunto articulado que permite a

apropriação de conhecimentos teóricos, o desenvolvimento da criatividade e o domínio

de tecnologias capazes de garantir as condições essenciais para a ação do

profissional de Design Gráfico.

O domínio dos conteúdos referentes às competências didático-pedagógicas

voltadas para o exercício da profissão promove um tratamento adequado dos

conteúdos de cada área de conhecimento. Esse conjunto engloba disciplinas que

permitem ao futuro Tecnólogo em Design Gráfico competências e habilidades práticas.

Ao todo o curso oferece quatro módulos:

Básico

Ilustração Digital e Criação de Cenários Virtuais

Personagens Virtuais e Vinhetas Animadas

Animação Curta-Metragem

Cada módulo irá ocorrer em um semestre letivo, levando o curso a ter uma

carga horária total de 2.120 horas e a uma duração de 2 anos.

O curso apresenta um projeto que contempla a flexibilização curricular, de

modo que possibilita ao estudante caminhar pelo currículo do curso, escolhendo a

sequência de disciplinas que melhor lhe interessar para construção de sua identidade

profissional. Assim, fica evidente, na concepção do curso, a harmonia entre os

objetivos, que revelam o perfil do profissional que o curso deseja formar, e o conjunto

de atividades curriculares propostas para alcançar este fim.

Estruturada para o desenvolvimento das competências profissionais

explicitadas em cada módulo, a organização curricular do curso superior de

Tecnologia em Design Gráfico funda-se nos princípios de flexibilidade,

interdisciplinaridade e contextualização, que visa a formação de um profissional

competente e com espírito crítico, empreendedor, responsável e envolvido com as

questões de seu tempo.

Módulo: Básico

CÓDIGO

NOME DA DISCIPLINA

C. H.

PRÉ-REQ.

ESD 2001

METODOLOGIA VISUAL

60

 

ESD2002

INTRODUÇÃO AO DESIGN

60

 

ESD2003

HISTÓRIA DA ARTE

60

 

ESD2004

LABORATÓRIO DE CRIAÇÃO

60

 

IAD 6101

DESENHO E ANIMAÇÃO DIGITAL

60

 

IAD 6102

REPRESENTAÇÃO 3D

60

 

IAD 6103

PROJETO DE DESIGN EM MOVIMENTO

100

 

TOTAL

 

460

 

Objetivos:

Conhecer a História da Arte;

Conhecer os fundamentos do Design, de forma introdutória;

Exercitar a criatividade;

Aprender a se expressar graficamente;

Fazer uma introdução das principais tecnologias (softwares) utilizadas em

Ilustração e Animação Digital;

Trabalhar, de forma introdutória, o processo de desenvolvimento de uma

animação.

Módulo: Ilustração Digital e Criação de Cenários Virtuais

 

CÓDIGO

NOME DA DISCIPLINA

C. H.

PRÉ-REQ.

ESD2005

HISTÓRIA DO DESIGN

60

 

ESD2006

CRIAÇÃO E PERCEPÇÃO

60

 

IAD6012

ROTEIRO E STORYBOARD

60

 

IAD6104

CRIAÇÃO DE CENÁRIOS VIRTUAIS

120

 

IAD6105

PRINCÍPIOS DE ANIMAÇÃO

60

 

IAD6106

ILUSTRAÇÃO E PINTURA DIGITAL

60

 

IAD6107

PROJETO DE ILUSTRAÇÃO TEMÁTICA

120

 

TOTAL

 

540

 

Objetivos:

 
 

Conhecer os principais movimentos do Design;

 

Trabalhar a percepção e a criatividade;

Conhecer os princípios de animação e os métodos e técnicas para

adaptação de roteiros e criação de storyboard;

Aprender a se expressar graficamente, utilizando ferramentas digitais;

Elaborar, desenhar e manipular imagens para a criação de Ilustrações

Digitais;

Criar cenários tridimensionais;

Trabalhar a composição de imagem, através do enquadramento, estética e

proporção entre elementos.

Módulo: Personagens Virtuais e Vinhetas Animadas

CÓDIGO

NOME DA DISCIPLINA

C.H.

PRÉ-REQ.

ESD2007

SEMIÓTICA

60

 

IAD6020

DIREÇÃO DE ARTE

60

 

IAD6108

ANIMAÇÃO 3D

60

 

IAD6109

MODELAGEM E TEXTURIZAÇÃO DE PERSONAGENS

120

 

IAD6110

CONTROLES DE ANIMAÇÃO (RIGGING)

60

 

IAD6111

PROJETO DE VINHETA TEMÁTICA

120

 

*

TÓPICOS ESPECIAIS

60

 

TOTAL

 

540

 

ELENCO DE DISCIPLINAS TÓPICOS ESPECIAIS

C.H.

PRÉ-REQ.

ANIMAÇÃO 2D

60

IAD 6101

DESENHO

60

 

MODELAGEM E TEXTURIZAÇÃO PARA JOGOS

 

IAD6102 e

60

IAD6109

MAQUETE ELETRÔNICA

60

IAD 6102

HISTÓRIA DA ANIMAÇÃO

60

 

PRODUÇÃO EDITORIAL

60

IAD 6101

WEBDESIGN

60

IAD 6101

LIBRAS - LINGUAGEM BRASILEIRA DE SINAIS

60

 

Objetivos:

Conhecer a semiótica;

Aprender a se expressar graficamente, utilizando os conceitos da

semiótica, para a criação de identidades visuais, logotipos e arte conceitual;

Modelar e texturizar personagens virtuais tridimensionais, a partir de

referências bidimensionais específicas (Arte Conceitual, Fotografia ou

Model Sheet);

Criar esqueletos virtuais, com controles de animação adequados a

anatomia do personagem;

Elaborar, planejar e produzir animações simples (sem animação de

personagens) e vinhetas animadas para as mais diversas mídias.

Módulo: Animação Curta-Metragem

CÓDIGO

NOME DA DISCIPLINA

C.H.

PRÉ-REQ.

ESD2010

GESTÃO DO DESIGN

60

 

IAD6019

PRODUÇÃO DE ÁUDIO

60

 
 

DIREÇÃO DE ANIMAÇÃO

 

IAD6012 e

IAD6112

60

IAD6020

IAD6113

EFEITOS VISUAIS

60

 

IAD6114

ANIMAÇÃO DE PERSONAGENS

60

 

IAD6115

COMPOSIÇÃO DIGITAL

60

 
     

IAD6012 e

IAD6116

PROJETO DE CURTA ANIMADO

120

IAD6020

TOTAL

 

480

 

Objetivos:

Conhecer os principais fundamentos da gestão aplicados ao Design;

Entender todo o processo de direção de uma animação;

Animar personagens tridimensionais utilizando os princípios de animação;

Criar composições digitais e efeitos visuais em animações;

Produzir áudio para animações;

Produzir uma animação curta-metragem.

COMPONENTES CURRICULARES

HORAS

DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

2.020

ATIVIDADES COMPLEMENTARES

100

TOTAL

2.120

8.2. Ementário das Disciplinas

 
    CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DE DESIGN GRÁFICO
 

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DE DESIGN GRÁFICO

Disciplina

 

METODOLOGIA VISUAL

Código

ESD2001

Período

 

Pré-requisito

 

Carga Horária

60 h

EMENTA:

Visão, imaginação e linguagens não verbais. Processos de pensamento e raciocínio visual e seus veículos de representação: ponto, linha, plano e volume. Teoria e prática dos princípios de percepção visual, a interação entre o ser humano e os elementos bidimensionais e tridimensionais que formam o “entorno projetado”. Organização do processo criativo

OBJETIVO:

Fornecer meios para a resolução sistemática de problemas do mundo visual considerando criatividade como um processo de tomada de decisões. Estimular o raciocínio espacial e a capacidade de síntese e sistematização. Desenvolver a visão crítica e analítica.

PROGRAMA DETALHADO:

UNIDADE I:

Formas: geométricas, orgânicas, retilíneas, acidentais etc. Formas de mesma natureza

e naturezas. Justaposição e superposição. Criação e representação.

UNIDADE II: Formas no espaço virtual, conjuntos, composições. Formas no espaço virtual, conjuntos, composições. Texturas visuais com reprografia. Texturas visuais com fotografia e tipografia. Formas: representações tridimensionais. Conjuntos e construções linguagens não verbais: símbolos. Logotipos e logomarcas, glifos e pictogramas.

UNIDADE III: Linhas Linhas: o elemento linear no plano.

A linha nas malhas moduladas.

A linha no espaço tridimensional. Linhas rígidas e flexíveis. Estruturas.

METODOLOGIA:

Aulas teóricas com apresentação dos temas a serem abordados. São propostos exercícios práticos individuais e em equipe.

BIBLIOGRAFIA:

Livro Texto:

HALL, Sean. Isso Significa Isso, Isso Significa Aquilo. São Paulo: Edições Rosari,

2008.

KANDINSKY, Wassily. Ponto e Linha Sobre o Plano. São Paulo: Martins Fontes.

1997.

WONG, Wucius. Princípios de Forma e Desenho, 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes,

2010.

Livro Referência:

LUPTON, Ellen; PHILLIPS, Jennifer C. Novos Fundamentos do Design. São Paulo:

Cosac & Naify, 2008. ITTEN, Johannes.The Art of Color. New York: J. Willey & Sons,1961.

 
    CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DE DESIGN GRÁFICO
 

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DE DESIGN GRÁFICO

Disciplina

 

INTRODUÇÃO AO DESIGN

Código

ESD2002

Período

 

Pré-requisito

 

Carga Horária

60 h

EMENTA:

Tipos de design. O Design Gráfico, de Moda, de Interiores, de Jóias e de Carnaval. Design industrial e artesanal. Aspectos ergonômicos e de sustentabilidade. A criatividade aplicada ao projeto.

OBJETIVO:

Desenvolver competências em relação: ao conhecimento sobre as diversas áreas do Design; ao desenvolvimento de um trabalho artístico e de um projeto de design, com criatividade.

PROGRAMA DETALHADO:

UNIDADE I:

O

que é design industrial. Tipos de design. Aspectos históricos.

O

design de interiores e o design de exteriores.

O

design de móveis, objetos e embalagens.

UNIDADE II:

Um olhar sobre o artesanal e o reciclado.

UNIDADE III:

Noções básicas sobre Ergonomia.

UNIDADE IV:

Sistemas de fabricação do produto (confecção e modelagem).

UNIDADE V:

Emotional Design.

UNIDADE VI:

Surface Design. Percepção visual e a cor aplicada.

METODOLOGIA:

Aulas expositivas com utilização de datashow para a apresentação de projetos e produtos de design. Visitas e palestrantes convidados.

BIBLIOGRAFIA:

Livro Texto:

GOMES FILHO, João. Design do Objeto: Bases Conceituais. São Paulo: Escrituras,

2006.

GOMES FILHO, João. Ergonomia do Objeto. São Paulo: Escrituras, 2003. LUPTON, Ellen; PHILLIPS, Jennifer C. Novos Fundamentos do Design. São Paulo:

Cosac & Naify, 2008.

Livro Referência:

COELHO, Luiz Antonio. Conceitos-Chave em Design. Rio de Janeiro: Editora Novas Idéias, 2008. FIELL, Charlotte; FIELL, Peter. Design Handbook: Conceitos, Materiais, Estilos. Kohn: Taschen, 2006.

 
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CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DE DESIGN GRÁFICO

Disciplina

 

HISTÓRIA DA ARTE

Código

ESD2003

Período

 

Pré-requisito

 

Carga Horária

60 h

EMENTA:

Introdução ao estudo da História da Arte como instrumento de educação do “olhar”. Conceito de estilo. Correntes artísticas e leitura de obras de arte (da antiguidade clássica às 1as vanguardas do século XX).

OBJETIVO:

Capacitar o aluno a reconhecer e compreender a arte como produção do conhecimento em diversos momentos da história: da antiguidade clássica às 1as vanguardas do século XX.

PROGRAMA DETALHADO:

UNIDADE I - Cultura Antiga:

Egito. Produção Greco-Romana. Idade Média: Do feudalismo às novas cidadelas - do Românico ao gótico.

UNIDADE II - Cultura Moderna:

Renascimento: do Humanismo Às Artes Plásticas. Barroco e a Teatralidade.

UNIDADE III - Revolução Industrial:

Classicismo e Romantismo. Fotografia / Impressionismo. Ecletismo/ Art Nouveau/ Art Deco.

UNIDADE IV - As Vanguardas Históricas

METODOLOGIA:

Aulas teóricas ilustradas com imagens que são fios condutores do processo ensino- aprendizagem.

BIBLIOGRAFIA:

Livro Texto:

GOMBRICH, Ernest Hans. A História da Arte, 16ª Ed. Rio de Janeiro: LTC, 2000. JANSON, Anthony F. Iniciação a História da Arte, 3ª Ed. São Paulo: Martins Fontes,

2009.

STRICKLAND, Carol. Arte Comentada. Rio de Janeiro: Ediouro, 1999.

Livro Referência:

ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna: do Iluminismo aos Movimentos Contemporâneos, 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. PEVSNER, Nikolaus. Os Pioneiros do Desenho Moderno: de William Morris a Walter Groupius, 3ª Ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

 
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Disciplina

 

LABORATÓRIO DE CRIAÇÃO

Código

ESD2004

Período

 

Pré-requisito

 

Carga Horária

60 h

EMENTA:

Estudo do processo do pensamento criativo sob três enfoques. À concepção – conceitos e fundamentos da criatividade e da inovação e importância da criatividade no contexto existencial, social e cultural. Processos – Mecanismos e ferramentas que denotam a clareza das idéias que constituem o processo criativo. Os resultados – Como transformar idéias em inovações que geram resultados, através de um programa de idéias, uma cultura de inovação e competitividade.

OBJETIVO:

Desenvolver as competências de aprendizagens essenciais para criação: o pensamento criativo, o pensamento crítico, o espírito de iniciativa, a resolução de problemas, a avaliação de riscos, a tomada de decisões e a gestão construtiva dos sentimentos; Aplicar mudanças de paradigmas, crenças e valores no contexto do processo criativo. Desenvolver a capacidade de apresentar a sua idéia.

PROGRAMA DETALHADO:

UNIDADE I:

Modelo mental e sua aplicabilidade. A história e o cenário da criatividade. Estruturas da Criatividade: a base de conhecimento, os modelos mentais, as habilidades cognitivas e os fundamentos da liderança. Fundamentos da criação: cérebro, a mente e a consciência.

UNIDADE II:

Todo mundo é criativo? Reconhecer, desbloquear e possibilitar. Maturação de idéias: mudando a imagem, o movimento, a postura e a vibração. Modelos de divergência e convergência. Criatividade e a inovação.

UNIDADE III:

Enunciar e Solucionar: Processos, Recursos, Parcerias e mercado.

METODOLOGIA:

Aulas teóricas ilustradas com imagens que são fios condutores do processo ensino- aprendizagem.

BIBLIOGRAFIA:

Livro Texto:

FISCHER, Robert. O Cavaleiro Preso na Armadura: uma Fábula para Quem Busca a Trilha da Verdade, 14ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 2011. MUNARI, Bruno. Das Coisas Nascem Coisas, 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes,

2008.

WIND, Yoram; CROOK, Colin; GUNTHER, Robert E. A Força dos Modelos Mentais:

Transforme o Negócio da sua Vida e a Vida do Seu Negócio. Porto Alegre: Bookman,

2005.

Livro Referência:

BUZAN,Tony. Mapas Mentais e sua Elaboração: um Sistema Definitivo de Pensamento. São Paulo: Cultrix, 2005. ROOT-BERNSTEIN, Robert. Centelhas de Gênios: como Pensam as Pessoas Mais Criativas do Mundo. São Paulo: Nobel, 2001.

 
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