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3.3 Estadiamento - MAR13 - FINAL

A unidade aborda o estadiamento clínico de pacientes HIV+ conforme a classificação da OMS, destacando a importância de um estadiamento correto para decisões sobre tratamento. Os objetivos incluem descrever o processo de estadiamento e as diferenças entre adultos e crianças. Erros comuns e dificuldades no estadiamento infantil também são discutidos, enfatizando a necessidade de uma avaliação completa do paciente.
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3.3 Estadiamento - MAR13 - FINAL

A unidade aborda o estadiamento clínico de pacientes HIV+ conforme a classificação da OMS, destacando a importância de um estadiamento correto para decisões sobre tratamento. Os objetivos incluem descrever o processo de estadiamento e as diferenças entre adultos e crianças. Erros comuns e dificuldades no estadiamento infantil também são discutidos, enfatizando a necessidade de uma avaliação completa do paciente.
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Unidade 3.

Estadiamento Clínico do
Paciente HIV+

1
Introdução

• Muitas vezes as decisões sobre o início do TARV


e o Cotrimoxazol estão baseadas no estadio do
doente.
• Quando o estadiamento não é bem feito, pode
causar erros na tomada de decisões relativas ao
início de TARV e profilaxias.
• Esta unidade aborda como fazer o estadiamento
correcto do doente HIV+ de acordo com os
estadios clínicos da OMS.

2
Objectivos de Aprendizagem
No fim desta unidade, as participantes devem ser
capazes de:
• Descrever a importância de estadiar correctamente
um doente.
• Explicar o processo de estadiamento.
• Descrever os estadios clínicos da infecção pelo
HIV segundo a classificação da OMS.
• Identificar as diferenças que existem entre adultos
e crianças em relação ao estadiamento
imunológico (contagem de CD4).
3
Apresentação dos conteúdos

• Classificação dos pacientes HIV+


• O Processo de Estadiamento Clínico
• Os Estadios Clínicos da OMS
• Erros Comuns no Estadiamento
• Dificuldades do Estadiamento da Criança
• Classificação Imunológica

4
Classificação dos pacientes HIV+

• O paciente HIV+ pode ser classificado atendendo a


2 critérios: clínico e imunológico.
• Critério clínico
Estadios clínicos da OMS.
• Critério imunológico
Contagem de linfócitos totais (valor absoluto
CD4), aplicável para crianças acima de 5 anos
e adultos.
Percentagem dos linfócitos CD4 aplicável
para crianças menores de 5 anos.
5
O Processo de Estadiamento
Clínico

6
Definição: Estadiamento

• O estadiamento é a atribuição de um certo


estadio clínico a um paciente HIV+ com base
nos diagnósticos que apresenta.
• Em geral, quanto mais avançado o estadio
dum paciente, maior é o grau de
imunodepressão.
• A evolução dos pacientes através dos estadios
é sempre ascendente (nunca se volta para
atrás).
7
Importância do Estadiamento

• O estadiamento é um processo necessário


para tomar qualquer decisão em relação ao
tratamento e seguimento dos doentes.
• Considera-se o estadiamento importante
porque:
• Orienta sobre o início de TARV.
• Permite avançar o prognóstico.
• Permite monitorar a resposta ao tratamento.

8
Classificação da OMS (1):

Consultar Tabelas

• Tabela resumo da classificação da OMS e


Tabela completa dos estadios da OMS

9
Classificação da OMS (2)

• De acordo com a classificação da OMS:


• Para estadiar correctamente o clínico deve fazer uma avaliação
detalhada e determinar se o doente reúne os critérios específicos
de alguma condição de estadio II, III, ou IV.

• Deverá se fazer estadiamento na primeira consulta e em cada


consulta seguinte

• As vezes, a definição definitiva do estadio poderá precisar de


duas ou mais consultas clínicas, e neste caso o doente será sub-
estadiado até ter confirmação a partir dos testes
10
Estadiamento Clínico
• Nesta unidade, será usado o algoritmo que
descreve o processo de estadiamento clínico e
suas componentes (em anexo nas Tabelas e
Algoritmos).
• Também será usada a tabela que descreve as
definições exactas das condições que determinam
o estadiamento (em anexo nas Tabelas e
Algoritmos).
• Consultar algoritmos e tabelas.

11
Actividade: É Possível Estadiar?

• Consultar Folha de Exercício:


• É Possível Estadiar?

• Pontos para Discussão:


• Caso 1
• Caso 2
• Caso 3

12
Os Estadios Clínicos da OMS

A OMS definiu 4 principais


Estadios Clínicos

13
Estadio I

• Conceito: Veja as tabelas e algoritmos.


• O que é “Assintomático” (no contexto do
HIV)?
• Quais são os sinais ou sintomas da
“linfadenopatia generalizada persistente”
(LGP)?
• O doente em estadio I não pode ter nenhuma
condição de estadio II, III, ou IV.

14
Estadio II

• Conceito: Veja as Tabelas e algoritmos.


• O que são “Sintomas Menores”?
• Sem critérios para estadio III ou estadio IV.
• Particularidades nas crianças:
 Hepatoesplenomegalia persistente inexplicada.
 Eritema gengival linear.
 Infecção viral verrucosa extensa da pele.
 Molusco contagioso.
 Aumento das parótidas sem outra causa aparente.
15
Estadio III

• Conceito: Ver Tabelas e Algoritmos.


• O que são “Sintomas Moderados ou Severos”?
• Sem critérios para estadio IV.
• Particularidades na Criança:
Malnutrição moderada inexplicada.
 TB Extra-pulmonar ganglionar.
LIP (Pneumonia intersticial linfóide) sintomática.
Pneumonia bacteriana grave e recorrente.
Doença pulmonar crónica associada ao HIV
(inclui bronquiectasia). 16
Estadio IV: SIDA

• Conceito: Ver Tabelas e Algoritmos.


• O que são “Sintomas Gravíssimos”?
• Infecções Oportunistas (IO) ou outras
doenças definidoras de SIDA.
• Particularidades na Criança:
Malnutrição aguda ou crónica grave, ou
malnutrição grave que não responde a
terapêutica habitual.

17
Estadio IV: SIDA

• Particularidades na Criança (Cont):


PCP.
Infecções bacterianas severas e de repetição.
TB extra-pulmonar, disseminada.
Candidiase esofagica (ou traqueal/pulmonar).
Sarkoma de Kaposi.
 Toxoplasmose da SNC.
Criptococose.
Encefalopatia por HIV.
18
Erros Comuns no Estadiamento (1)

• Tem sido erros comuns no Estadiamento os


seguintes:
• Confundir qualquer episódio de diarreia com
diarreia crónica do estadio III.
• Confundir qualquer episódio de febre com febre
do estadio III.
• Confundir qualquer anemia com anemia do
estadio III.
• Confundir qualquer perda de peso ou
malnutrição com perda de peso do estadio III ou
IV. 19
Erros Comuns no Estadiamento (2)

• Também são erros comuns no Estadiamento:


• Confundir doenças severas não relacionadas
com o SIDA com condições do estadio III ou IV.
• Não reconhecer que a anemia ou outra
anormalidade laboratorial pode estar
relacionada com a SIDA.
• Não fazer as perguntas de rastreio para
tuberculose.
• Identificar o estadio antes de investigar todos
os sinais e sintomas apresentados pelo doente.
20
Dificuldades do Estadiamento Criança

• As principais dificuldade do Estadiamento


residem no seguinte:
• A obtenção da informação nas crianças é mais
complicada.
• Mesmas manifestações das doenças comuns da
infância entre crianças infectadas e não
infectadas.
• As provas complementares como contagem de
linfócitos CD4 e PCR, que auxiliam no
diagnóstico e avaliação nem sempre estão
disponíveis. 21
Actividade: Qual é o Estadio Destes
Pacientes?

• Consultar Folha de Exercício:


• Qual é o Estadio?

• Pontos para Discussão:


• Caso 1
• Caso 2

22
Actividade: Qual é o Estadio para as
Seguintes Situações Clínicas?

• Consultar Folha de Exercício:


• Qual é o Estadio para as Seguintes
Situações Clínicas?
• Uso das tabelas de estadiamento

23
Classificação Imunológica

24
Classificação Imunológica: Definição

• A classificação imunológica é aquela que


se realiza a partir da contagem dos linfócitos
CD4.
• A classificação imunológica permite
classificar os indivíduos imunodeprimidos
(adultos e crianças) em quatro estadios.

25
Classificação Imunológica da OMS

Valores de CD4 relacionados com a


Classificação da idade
imunodeficiência
associada ao HIV ≤11 meses 12-35 meses 36-59 meses ≥5 anos
(%) (%) (%) (cels/mm3)

Não significante >35 >30 >25 >500

Médio 30-35 25-30 20 -25 350-499

Avançado 25-29 20-24 15-19 200 – 349

<25 <20 <15 <200 ou


Grave
(1500) (750) (350) <15% 26
O Sistema Imunológico de um Adulto

• Pessoa sem HIV:


• Média de 1500 linfócitos CD4+/mm3 de sangue.

• Pessoa infectada pelo HIV:


• Diminuição progressiva de linfócitos CD4+,
podendo chegar a menos de 200/mm3 nas
fases avançadas da infecção pelo vírus.

27
Pontos-Chave

• O estadiamento deve ser feito com base nos critérios


clínicos da OMS
• As vezes não é possível estadiar definitivamente na
primeira consulta porque é preciso solicitar os testes e
exames que ajudam no diagnóstico, ou avaliar a resposta a
provas terapêuticas (de antibióticos, antimaláricos, sulfato
ferroso, ou outro medicamento). A ESMI irá estadiar e
reavaliar o estadio na consulta seguinte.
• Um estadiamento correcto depende de uma avaliação
completa do paciente 28

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