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REFORMA AGRÁRIA NO BRASIL: PROMINÊNCIA DO MST NO
MITIGAÇÃO DAS DISPARIDADES SOCIAIS NO CAMPO
Emanuel de Oliveira Andrade
ORCID: [Link]
Centro Universitário Ages, Brasil
E-mail: emanuelandrade@[Link]
Breno Nery da Silva
ORCID: [Link]
Universidade Estácio de Sá, Brasil
E-mail: bcedraz@[Link]
Abstrato
O presente estudo tem como objetivo elencar a importância da reforma agrária no atual cenário brasileiro.
conjuntura, tendo em vista a perspectiva plural que este sistema pressupõe ligada à
movimentos que lutam pelo direito à terra. Dentre esses movimentos, surge o MST
como peça fundamental que abre caminho para a dissolução das injustiças sociais no
campo, ou seja, esse grupo assume a prerrogativa de obter e parcelar terras
que não cumprem a função social do solo, visando assim a conquista e
redistribuição. dessas áreas que, por muito tempo, permanecem com dívidas especulando apenas o
valor financeiro ao passar dos anos em relação aos integrantes desta e de outras siglas
que lutam pela condição de produzir, comercializar e subsistir através
plantio. Além disso, cabe destacar que o MST possui uma agenda socioafirmativa, em
em que mulheres, negros e pessoas de diferentes sexualidades assumem posições de
liderança, diálogo e prestígio, ou seja, o movimento é plural, progressista e tende
romper com padrões patriarcais ainda presentes na contemporaneidade.
Palavras-chave: Reforma Agrária; MST; Disparidades, Justiça social.
Introdução
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A reforma agrária no Brasil envolve embates ideológicos, sociais e políticos, que
tendem a permear o movimento daqueles que lutam pelo direito à terra. Nesta perspectiva,
pequenos movimentos sociais se estabeleceram no Brasil e aderiram a um grupo mais expressivo
um, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no qual agentes políticos,
agendas democraticamente eleitas e, quem assumiam, sociais, intensificaram ainda mais a
discussões e expansão de grupos, sindicatos e associações que reivindicam o direito sobre
latifúndios improdutivos (DELGADO, 2014).
Os paradigmas representam interesses e ideologias, desejos e determinações, que
se materializam através de políticas públicas em territórios de acordo com as
pretensões das classes sociais. Através do recurso paradigmático, os cientistas
interpretam as realidades e tentam explicá-las. Para tanto, selecionam um conjunto
de constituintes como, por exemplo: elementos, componentes, variáveis, recursos,
indicadores, dados, informações, etc., de acordo com suas perspectivas e suas
histórias, definindo politicamente os resultados que desejam demonstrar ( DELGADO,
2014, pág.
Contudo, vislumbrar a conquista destes espaços não é uma tarefa fácil e pacífica.
tarefa, uma vez que os movimentos sociais, que visam a justiça social no campo, enfrentam o
truculência da própria figura da justiça e dos grandes latifundiários, que mesmo sem oferecer
a produção e quitação de suas dívidas fundiárias permanecem sob o alinhamento do
perpetuação do poder e da especulação imobiliária, o que pode garantir vantagens financeiras
e lucro expressivo no longo prazo, em detrimento daqueles que necessitam da utilização do
solo para produção, geração de renda e riqueza (MACEDO, 1995).
Para o indivíduo, a justiça social consiste na observância das regras éticas gerais da
actividade económica, da profissão e no respeito pelas leis fiscais. A observância da
justiça social por parte do indivíduo legitima as suas aquisições e rendimentos.
Para o Estado, justiça social significa o estabelecimento de uma ordem económica
competitiva que permita o desenvolvimento de todos e de todos, bem como ações
afirmativas que restabeleçam, sempre que necessário, um mínimo de igualdade de
oportunidades entre indivíduos, setores, regiões, etc. (MACEDO, 1995, p. 75).
Em linha com o que foi mencionado acima, ainda existe o estigma de que os membros da
do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) são bandidos, desordeiros e usurpadores de terras
que pertencem a outros e, portanto, são demonizados na mídia tradicional, como na TV
e nas mais diversas outras contemporâneas, que fazem parte da rede mundial de computadores.
O que deve ser destacado é que isso não é verdade, pois para que o antigo setor privado
propriedade a ser perdida, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA)
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paga uma pesada indenização equivalente ao valor comercial da terra posteriormente
ocupada (SILVA; MARIANO, 2020).
Veja também faz uso de argumentos definicionais, quando atribui ao MST conceitos como
“terrorista”, “vândalos”, “criminosos”, “bandidos” e “ousados”.
Isto cria uma identidade do MST com definições variadas, mas aproximadas, que
generalizam as práticas do Movimento. Dessa forma, esse locutor faz escolhas na hora de
definir, levando em consideração o que lhe interessa (SILVA; MARIANO, 2020, p. 105).
Concomitantemente a isso, o papel das redes sociais na disseminação de notícias falsas,
assume uma prerrogativa ainda mais grave e deslocada da história real, que
permeia esse movimento, vale destacar os comentários em fóruns da internet que
o MST está ligado às ideologias comunistas, que pretendiam transformar o Brasil em um
Venezuela, isto é, no que diz respeito à implementação de uma ditadura do proletariado.
Nessa perspectiva, vale ressaltar que a reforma agrária não retira a terra
propriedade e que os sujeitos que compõem os movimentos de luta por ela são apenas
exercer uma Lei Constitucional, mesmo que pareça controversa, ou seja, isso significa dizer
que esses cidadãos atuem como solventes do poder coronelista que vive no Brasil
sociedade, na qual muitos não possuem nada e permanecem à margem dos males e dos problemas sociais.
disparidades, enquanto uma pequena parcela dos proprietários vê suas fortunas aumentarem devido à
especulação monetária de latifúndios improdutivos (BÔAS, 2012).
As ações do MST estão sempre ligadas à ilegalidade. Os artigos que compõem o código
agrário da Constituição Federal – uma conquista jurídica – são sistematicamente omitidos
pela grande imprensa. A auto-organização popular como forma de resolver os problemas
da população pobre, em oposição a um Estado criado para garantir privilégios aos ricos, é
sempre desencorajada pela associação desta prática com atos de desordem e violência
arbitrária. Há interesse em desvincular as causas do movimento de suas ações, para evitar
que se pense que nossas ações visam a construção de uma ordem que atenda às
demandas populares. Dado o cruzamento destes dados, podemos perceber que o
monopólio dos meios de comunicação de massa pela elite é atualmente um dos principais
obstáculos à tentativa dos movimentos sociais de massa de estabelecerem uma relação
produtiva de politização, sensibilização e engajamento, sendo a maioria deles da população
pobre vítima das consequências do sistema regido pelas leis do capital (BÔAS, 2012, p.
158-159).
Portanto, este artigo científico tem como objetivo compreender a gênese da reforma agrária
no Brasil junto com os movimentos civis que compõem lendas de luta pela
terras improdutivas, buscando assim a justiça social, bem como as nuances envolvidas na
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processo de mitigação das disparidades sociais no campo.
Metodologia
A pesquisa foi realizada por meio de um processo de revisão bibliográfica de um
de natureza qualitativa, em que foram publicados artigos relevantes ao tema dos últimos 10 anos.
curadoria, eliminando aquelas que não entraram no escopo. Além disso, livros básicos também foram
parte da confecção deste artigo, visando a sedimentação em bases teóricas primordiais
fontes.
Resultados
A reforma agrária caracteriza-se como um movimento político que engloba a
campo, assim, a luta pelo direito à terra está vinculada a um movimento da sociedade civil,
que reivindica acesso a espaços adequados para o plantio e que não estejam cumprindo os
função social que, neste caso, é a geração de riqueza e crescimento, em termos da
economia e também da própria esfera que compõe a sociedade (FERREIRA; TARREGA,
2013).
Dessa forma, o campo desempenha um papel numa dinâmica com os interesses da sociedade
em si, o que significa que a produção precisa vir antes da acumulação de terras, porque em
Dessa forma, a função social do solo estará em pleno vigor e a comunidade estará
beneficiado em detrimento dos objetivos particulares da classe dominante, que perseguia
ideais individualistas e egocêntricos.
Porém, no Brasil, a discussão na esfera política que leva à
reforma é muito recente, o que significa que o crescimento dos monopólios ligados à terra
a propriedade é um problema que se arrasta desde o momento da colonização
do Brasil, em 1530. Desta forma, foi dada a representatividade dos grandes senhores
principalmente através das tarefas da terra e de quantos escravos eles mantinham em seus poderes
(SOUZA, 2000).
Nisto, o avanço contemporâneo do capitalismo no campo, começou a
intensificar de forma ainda mais cruel uma série de segregação, pobreza e miséria no
áreas onde esse sistema de acumulação se espalha. Desta forma, especulações improdutivas
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o agronegócio agrava ainda mais as desigualdades no campo, e o PIB
Produto Interno Bruto (PIB) não reflecte de facto a ausência do Estado e as mazelas impostas ao
classe trabalhadora no campo.
Contudo, entender o que é de fato a reforma agrária no Brasil tornou-se uma premissa
que envolve retórica, contradições e interesses de quem não admite a perda de
o poder absoluto sobre a terra, ou seja, a reforma agrária surge no contexto da redistribuição
de terra para aqueles sujeitos que não têm acesso e, isso, implica diretamente na quebra
da hegemonia dos poucos ricos, que perpetuam a sua importância na sociedade através
ter hectares de terra que não cumprem a função social em suas mãos (STEDILE;
ESTEVAM, 2012).
Criou-se um imbróglio jurídico, pois em outro artigo da Constituição está
determinado que todas as grandes propriedades que não cumpram sua função
social estão sujeitas à desapropriação. Essa função social deve ser avaliada não
apenas em relação aos aspectos de produção e produtividade, mas também aos
relacionados ao cuidado com o meio ambiente e às relações sociais existentes na
propriedade. Por fim, aspectos de atenção aos interesses da sociedade como um
todo (STEDILE; ESTEVAM, 2012, p. 154).
Portanto, é perceptível que para a manutenção do poder, a retórica e as falácias
são criados e difundidos, para que caiam no seio popular, e no seio agrário
movimento de reforma é visto pela sociedade como algo que beira o crime e
rebelião, por parte daqueles que exigem uma distribuição justa de terras improdutivas que não
não cumpre sua função social. Por isso, a verificação de informações, na era da internet,
tornou-se uma tarefa a ser considerada como uma atividade cotidiana, visando elucidar, contrastar
e compreender o que é um fato ou um erro.
Diante disso, surge a contradição na ideia de que para que haja uma
redistribuição de terras no campo, o proprietário perderá a propriedade e receberá
nada em troca, o que é um erro por parte das notícias veiculadas na mídia, que
colocar os militantes no lugar de usurpadores de terras. O que acontece é que o Instituto Nacional
Colonização e Reforma Agrária (INCRA) oferece indenização ao proprietário do
latifúndios após a ocupação do MST, ou seja, o órgão governamental subsidia o
viabilidade para que esse local passe a cumprir sua função social (SILVA et al., 2016).
Nesse viés, a noção de latifúndio é inerente à reforma agrária, pois o latifúndio
configura-se como uma grande extensão agrícola pertencente a uma única pessoa, que outrora foi
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conhecido como coronel, empresa familiar ou privada que, muitas vezes, não costuma explorar
uso extensivo dos recursos naturais ali existentes apenas para manter o seu monopólio,
intensificando a disparidade social no campo ligada à dinâmica segregadora do
capitalismo, que ainda reforça a política colonialista do Brasil mesmo no século XXI (FERNÁNDEZ, 2016).
Contudo, as concepções de latifúndios não podem ser vistas apenas como a existência de
hectares improdutivos expressivos, as terras, mesmo que em menor escala e, que também
não cumpre a função social, é sim passível de reforma agrária, pois há
sujeitos capazes de fazer daquela área um ponto de articulação da produção, da renda coletiva
geração e envolvimento transformador que respeite o meio ambiente.
Partindo da premissa da disparidade social, ela ocorre como consequência da
acumulação de riqueza nas mãos de alguns súditos, e a terra tem sido historicamente
concebido como um agente que garante poder e status àqueles que fazem parte do topo
da pirâmide social de diferentes civilizações, na Inglaterra, por exemplo, a prática de
cercar terras comuns ficou sob o controle de um único homem, a partir do século XII
em diante, impossibilitando assim que os mais pobres tenham acesso e direito a eles, o que
fomentou a desterritorialização do campesinato, em que, neste sistema, as relações de
a partir de então ocorreu apenas através da subserviência (MORUS, 1997).
Vale ressaltar, o exemplo da região Nordeste do Brasil, que, por
durante muito tempo, configurou-se sob as ordens e desmandos dos ex-coronéis, nos quais
o cerco ocorreu de forma constante e limitante aos produtores que compunham o
agricultura familiar e de subsistência, ou seja, o poder subjuga, separa e fomenta
diferenças entre as classes ricas e pobres, e este é o movimento que se espalha de forma
de forma mais “sutil” e mascarada em nossa realidade atual.
Assim, os cercamentos implicam a criação de territórios, que para Souza (2019) têm
sua gênese se estabelece a partir do momento em que se estabelece a relação de poder, ou seja,
quando existe um espaço socialmente constituído e tem um dono que estabelece fronteiras
sob sua guarda, aspectos tendem a ganhar novas nuances que perpassam o imóvel e, neste
Neste caso, os recintos persistem na contemporaneidade, pois os grandes latifúndios são o espaço físico e visual
demonstração de poder e suas inter-relações socioespaciais.
Assim, o homem é capaz de modificar, reformular, ordenar e estabelecer
noções de poder sobre o espaço geográfico, já que o ato de tomar posse, desmatar,
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encerrar e ampliar seu poder, através da especulação, ratifica todo esse processo de
concentração de riqueza. , que se opõe aos direitos à dignidade dos mais pobres sem
acesso à terra.
[...] a concentração de terras, em consonância com o modelo de desenvolvimento
econômico brasileiro estruturado no campo pelo agronegócio, se reflete nos
diferentes tipos de conflitos, estruturando-se territorialmente e suprimindo as
possibilidades de acesso das populações pobres daquele país. A Constituição Lei
Federal Brasileira (BRASIL, 1988), em conformidade com a Lei nº 4.504, de 30 de
novembro de 1964, garante o direito de acesso à terra para todos, o que garantiria,
caso esta Lei fosse cumprida, o fim da uso da violência para cercear a grande
massa de trabalhadores sem terra das comunidades tradicionais do país (CAMPOS;
BEZERRA, 2022, p. 114).
Nisso, o capitalismo surge como fator-chave na manutenção das disparidades sociais
no campo, já que o latifúndio improdutivo é um elemento denotativo que pode ter
maiores lucros futuros, em vez de cumprir a sua função social, que, como visto anteriormente,
é produzir e consequentemente contribuir para o fenómeno da insegurança alimentar que
assola o Brasil (CARVALHO, 2013).
Esta concentração de rendimentos e riquezas por parte das empresas capitalistas
no campo tem vindo a tomar forma --- como no período colonial, com o apoio
massivo de políticas públicas governamentais. Seus negócios andam “pari passu”
com os negócios governamentais. E, esta escolha de favorecimento político por
parte dos governos às grandes empresas agrícolas e florestais privadas nacionais
e estrangeiras não só compromete a soberania alimentar nacional, mas ao mesmo
tempo contribui para a acumulação através da espoliação dos recursos naturais e
da exploração dos trabalhadores do país (CARVALHO, 2013, p.1).
Além disso, os mecanismos capitalistas são perceptíveis, como motores da
desigualdades no campo, porque na perspectiva neoliberal, concentrar
riqueza, através de latifúndios improdutivos, é vantajosa, pois tende a manter a
privilégio e “nome”, diante da sociedade, que cada vez mais valoriza ter, e isso
é um dos pilares que originam e elevam os dados tangentes às desigualdades sociais no
interior.
Tendo em conta a deterioração da natureza, em favor do progresso económico de poucos,
que se reflete como consequência da especulação imobiliária, a região Centro-Oeste do Brasil
tem sido o palco contemporâneo dos problemas que permeiam a acumulação de terras,
áreas que contêm biomas como o Cerrado e até mesmo a floresta amazônica, têm enfrentado
a degradação de sua flora e fauna, como os agentes civis e até mesmo o atual governo de
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o presidente da república Jair Bolsonaro, por meio de seus ministros e do Ministério
do Meio Ambiente, flexibilizou leis , que agem completamente contra a harmonia do
natureza, beneficiando assim exclusivamente aqueles que visam a concentração de terras ao
em detrimento de uma agenda social coletiva, desprezada pelas políticas neoliberais
(FERNANDES, 2020).
Além disso, deve-se notar que para que os latifúndios improdutivos ganhem ainda mais
mais espaço, os biomas têm sido gradualmente devastados e, neste sistema, há uma perda de
biodiversidade da fauna e da flora, pois este local é desmatado, queimado e limpo. Isso tende a
forçar a migração de espécies animais, que podem não se adaptar a outro ecossistema. Que
é que perde não só o homem, mas também a natureza, que leva anos para se estabelecer e cumprir seu
função primária, que é manter a vida.
Certamente, a acumulação de capital está totalmente ligada à terra, pois esta,
Historicamente, através de agentes humanos, ordenaram e reordenaram o espaço, e isso não
aconteceu de forma diferente com os latifúndios, à medida que o espaço geográfico começou a se transformar
tendo em vista a subjetividade do conceito de lugar, em que o desmatamento e a
implementação de cercamentos que originam propriedade ainda são protagonistas de mudanças
que não cabem em uma alteração estática, ou seja, as ações do homem que mercantilizam a natureza movem-se
e são perceptíveis, basta comparar imagens de satélite de uma determinada área, por exemplo (SANTOS,
2014).
A transformação do todo, que é integral, em suas partes – que são seus diferenciais, também se
dá por meio de uma distribuição ordenada, no espaço, dos impactos do Todo, por meio de suas
variáveis. As ações não são localizadas cegamente.
Nem os homens. O mesmo se aplica às instituições e infraestruturas. Este é o próprio princípio
da diferenciação entre os lugares, produzindo combinações específicas nas quais as variáveis
do todo se encontram de forma particular (SANTOS, 2014, p. 125).
No imaginário popular, influenciado pelo “boca a boca” e até pela mídia,
o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) é originário da região Nordeste do Brasil,
o que é caracterizado como um erro. Na verdade, este movimento teve a sua génese no
Encontro Nacional dos Trabalhadores Sem Terra, no Estado do Paraná, região Sul do Brasil, em 1984
(NICÁCIO; NICÁCIO, 2022).
Outro ponto que fomentou a concepção do MST foi o fato de que em
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A partir de 1970, a região Sul, em especial, passou por um forte avanço tecnológico
aspectos que envolviam a produção no campo, ou seja, naquele momento, o trabalhador rural
tornou-se impotente e inútil, pois o trabalho manual começou a ser substituído por trabalhos mais modernos
máquinas que visavam alta produtividade, em detrimento do trabalho agrícola
classe de pequenas propriedades, que compreendia, em sua maioria, a agricultura familiar com mais
técnicas rudimentares e menos competitivas (SERRA et al., 2016).
O governo militar optou por manter a estrutura agrária já existente no Brasil e adotou
as bases do modelo da Revolução Verde. As regiões que sofreram mais intensamente,
inicialmente, foram as regiões Sul e Sudeste e, um pouco mais tarde, a região Centro-
Oeste. Primeiramente, houve preferência por monoculturas com objetivo de
exportação como soja, milho, algodão e arroz (SERRA et al., 2016, p. 6).
Dessa forma, o acelerado processo de industrialização nas áreas rurais intensificou a
fenômeno do êxodo rural, em que pequenos produtores venderam suas terras para grandes
proprietários de terras, aumentando assim a concentração de terras nas mãos dos mais afortunados,
e os demais migraram para outras áreas. regiões brasileiras, em busca de melhores condições de vida,
o que muitas vezes não ocorreu conforme idealizado (MUELLER; MARTINE, 2022).
Com isso, houve uma forte expulsão de mão de obra e o espaço para arrendatários,
sócios e, em geral, pequenos produtores foi bastante reduzido, provocando um forte
êxodo rural. Além disso, devido a uma combinação de diversos fatores, a concentração
fundiária acabou se intensificando. Como resultado de tudo isso, durante as décadas
de 1960 e 1970, quase 30 milhões de pessoas trocaram o campo pelas cidades, e
outro importante contingente de migrantes rumou para a fronteira amazônica
(MUELLER; MARTINI, 2022, p. 409).
Nessa perspectiva, pode-se citar o crescimento urbano de São Paulo, pois com
Após o êxodo, ocorrido no campo, os trabalhadores migrantes passaram a realizar outras
funções, entre elas, as de trabalhadores da construção civil, já que o salário que permitia
a dignidade era o alvo a ser abraçado. Nisto, os camponeses romperam os seus laços com o
campo e ajudou na construção, expansão e enriquecimento das metrópoles
com trabalho manual extenuante. Porém, o próprio MST se equipou com camponeses que não
não cederam às pressões capitalistas liberais e começaram a reivindicar o direito à terra, como haviam feito
as técnicas e conhecimentos, mas com a chegada e inserção das ambições de
capitalismo cumulativo, eles começaram a ser segregados e vítimas de boicotes por parte dos grandes
senhores do campo, razão pela qual a justiça social é empregada neste povo
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movimento, em que o acesso à terra é negado (FORCHESATTO; MORETTO, 2021).
Em linha com o que foi mencionado acima, é pertinente visualizar o poder que
emerge do povo e da classe trabalhadora rural, uma vez que muitas das leis e direitos
foram adquiridos através do processo de resistência, resiliência e revolta contra o
interesses da classe dominante, ou seja, numa democracia, as políticas públicas precisam valorizar
os apelos da população, de todo, mas especialmente daqueles que são marginalizados
no sistema estrutural brasileiro e que não gozam dos direitos garantidos pelo
atual Constituição Federal.
Como observado no texto, o MST é peça fundamental para a conquista da ociosidade
terra, para que possam ser utilizadas a produção agrícola, a geração de renda e a habitação, já que
Os assentamentos abrigam famílias que, além de produzir, precisam de um lar.
Ou seja, esse movimento exige direitos básicos, que são garantidos a todos os cidadãos pelo
Constituição Federal de 1988 (CARTER, 2010).
A Constituição de 1988 autoriza a reforma agrária e qualifica os direitos de propriedade
quanto à sua função social. Contudo, a maioria dos juízes insiste em aplicar a
abordagem absolutista do Código Civil aos direitos de propriedade. Esta metodologia
jurídica fechada criminaliza os militantes do MST. Contudo, numa vitória importante
para os advogados do MST, o Superior Tribunal de Justiça decidiu em 1996 que as
ocupações de terras destinadas a acelerar a reforma eram “substancialmente distintas”
dos actos criminosos contra a propriedade. Longe de simplesmente ignorar a
legalidade, conclui Meszaros, o MST contribuiu ativamente para influenciar os debates
sobre a natureza e a função da lei (CARTER, 2010, p. 77).
Dentre esses direitos, vale destacar a subsistência, desta forma, o MST
investe na agricultura familiar, o que, por sua vez, traz benefícios às famílias e também ao
ambiente, uma vez que a produtividade familiar, em sua maior parte, é orgânica e não
dependem de defensivos agrícolas, pois há a implementação da agroecologia nestes
espaços geográficos, adquiridos através do compromisso e da não aceitação dos caprichos dos
da classe dominante, mesmo com as tensões que envolvem essa sistemática (GILBERT, 2013).
Em muitos aspectos, estas tensões em torno dos direitos à terra não são novidade, a
história humana evoluiu em torno destes conflitos, por isso pode-se argumentar que
as guerras sempre envolveram disputas territoriais. Há também uma estreita relação
entre uso, acesso e propriedade da terra, por um lado, e desenvolvimento e redução
da pobreza, por outro (GILBERT, 2013, p. 136).
Porém, não basta apenas ingressar no latifúndio, é preciso ter
investimentos financeiros, que permitem a compra de máquinas, para que haja de fato a
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início do cumprimento da função social deste solo, portanto, é comum que
existem cooperativas dentro dos assentamentos, porque o trabalho em parceria com o
Os próprios membros facilitam o diálogo, uma visão holística e cooperativa na mitigação
problemas e no que pode ser feito para atingir o objetivo daquela comunidade (CHIARIELLO;
FARID, 2013).
A partir da arquitetura organizacional, as cooperativas desenvolvem atividades de
produção e gestão, adotando a isonomia dos sócios quanto à democracia interna
e à propriedade coletiva da terra e dos meios de produção, algo estipulado desde
a fase do acampamento, portanto anterior à própria fundação das cooperativas. A
coletivização possibilitou que o trabalho
ser otimizado para a produção conjunta, o que seria difícil caso se optasse pela
utilização individual de lotes e meios de produção (CHIARIELLO; FARID, 2013, p.
56-57).
Nesse sentido, é importante ressaltar a importância do MST no
celebrando ações socioafirmativas dentro de sua comunidade, o que significa que os negros,
quilombolas, mulheres e pessoas que fazem parte da sigla LGBTQIAP+ têm
papéis significativos, que são contemplados em diferentes eixos hierárquicos, como, por
por exemplo, em cargos de liderança, que se opõem ao patriarcado presente em outras siglas.
Nesse sentido, construindo territorialidades nas entranhas desses movimentos, a
abordagem socioterritorial torna-se latente e surge a consciência de que é possível
ter LGBT na luta pela terra, e que sua presença é relevante na resistência
necessária para a territorialização dos movimentos diante do capitalismo
globalizado no campo brasileiro (CHELOTTI; GOMES; FILETO, 2020, p. 71).
Contudo, o papel do feminino foi durante muito tempo negligenciado e tornado
invisível, em que as mulheres não detinham o protagonismo nas ações desenvolvidas por este
movimento que luta por terras ociosas. Porém, hoje em dia, a figura do feminino tem sido
levantando novas prerrogativas e voz ativa nas decisões, organização e militância, que
intensificar as ações socioafirmativas desse grupo.
Ao afirmar a sua importância fundamental para a construção de um projeto que se
opõe ao modelo de desenvolvimento capitalista e patriarcal, acaba por expressar
uma luta que é anticapitalista e antipatriarcal como transversal na luta pelas
mudanças sociais, recebendo, neste sentido, a adesão das mulheres urbanas ,
que, por fim, também são reconhecidas em torno das questões trazidas pelas
mulheres do campo e da floresta, o que faz com que a Marcha, a cada ano, tenha
tido uma participação mais significativa das “mulheres urbanas” (AGUIAR, 2016, pág. 286).
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Além disso, é preciso compreender que o MST é composto, em sua maioria,
parte, de pessoas negras, que reivindicam seu lugar e se distanciam do
marginalização imposta pela elite brasileira, ou seja, os mecanismos sócio-afirmativos
permeiam toda a cadeia do movimento, e o negro surge como força motriz,
no que diz respeito à busca pelo diálogo, pelos direitos e não mais pela subversão aos caprichos de um
sociedade que nega as suas raízes, em favor de um padrão europeu.
O interessante na Bahia é que o maior número de lideranças é negro, desde
coordenadores nacionais até líderes regionais, setoriais e de brigada. A maioria é
negra, mas é possível perceber que aqueles que estão mais próximos de Salvador,
ou assumem tarefas que precisam estar sempre articuladas em Salvador e com
outros movimentos urbanos, dominam mais propriamente o tema (SOUZA, 2017, p. 7).
Considerações finais
O presente trabalho se propôs a demonstrar o protagonismo do MST, de uma forma
sociedade que ainda mantém resquícios do pensamento classicista e elitista sobre as minorias.
Neste sentido, não é necessário apenas destacar os pontos positivos deste movimento de
luta pela terra ociosa, por meio da Reforma Agrária, medida constitucional e legítima
mecanismo, por mais refutado, criminalizado e marginalizado pela sociedade, que não
compreender a magnitude e o destaque desse movimento cunhado na região. Sul
do Brasil.
Diante do que foi mencionado acima, os preconceitos e o ranço são atribuídos
Nordestinos, através da xenofobia. Ou seja, no imaginário popular, o MST tinha
suas origens nos Estados que formaram a região Nordeste do Brasil, neste, o uso de
termos pejorativos e criminais são direcionados a essa população. No entanto, as reações em
As redes sociais são cheias de hostilidade, desprezo e ataques deliberados. Portanto, o
movimento tem seu apoio minado e manchado pela falta de conhecimento na era da
tecnologia.
No entanto, a maior parte do tecido social imerso em novas tecnologias não
parecem fazer bom uso deles, pois, como observado, a elaboração e divulgação de
informações falsas foram tomadas nas redes sociais e muitos indivíduos têm firmemente
acreditava que o MST é um movimento que pretende implementar o comunismo no Brasil,
eliminando o direito à propriedade privada e benefícios que cobrem uma pequena parcela do
população já rica.
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Porém, o que se observa na contemporaneidade, devido ao uso massivo de
redes sociais, é a criminalização do MST contra a sociedade civil, ou seja, a elite ainda
mantém discursos discriminatórios e não inclusivos, com o propósito de perpetuar
poder no longo prazo, pois através da especulação de latifúndios improdutivos que não
cumprir a função social determinada no artigo 184 da atual Constituição Federal.
Contudo, o combate às notícias falsas na contemporaneidade tornou-se uma tarefa árdua.
tarefa em relação à mídia que utiliza pesquisas, fontes e comentários de “pesquisadores”,
que tende a um viés político ideológico, que se inclina contra os Direitos Humanos. Humano,
civil e constitucional ao que convém ao próprio sujeito sem-terra. A este respeito, como
destacados na construção deste trabalho, projetos repletos de aparatos jurídicos tentam
perpetuar o poder nas mãos da classe dominante, o que deixa os pobres consternados e
retrocesso profundo.
Em suma, cabe destacar que o MST tem destaque no combate às questões socioespaciais,
desigualdades de gênero e sexuais e também no que permeia a proteção da natureza, uma vez que
seus métodos de produção agrícola prezam pela não utilização de agrotóxicos nas plantações, o que
favorece uma dinâmica de respeito ao solo, aos rios e ao ar.
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Declaração de contribuição dos autores
Emanuel de Oliveira Andrade ID: 43ebbd94-98b4-42f1-866b-c930cef228ca
Breno Nery da Silva ID: d3aead86-f2a2-47f7-bb99-79de6421164d
Declaração de conflito de interesses
Os autores declaram não haver conflito de interesses.
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Referências
AGUIAR, Vilênia Venâncio Porto. Mulheres rurais, movimento social e participação: reflexões a partir da Marcha
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