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Contabilidade e Finanças

A contabilidade e finanças envolvem o planejamento e controle das atividades financeiras de uma empresa, com o objetivo de gerenciar recursos de forma eficiente. A contabilidade, como ciência social, estuda e registra o patrimônio das entidades, fornecendo informações econômicas essenciais para a tomada de decisões. O documento aborda a evolução histórica da contabilidade, seus princípios, técnicas, e a importância dos demonstrativos financeiros na gestão organizacional.
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Contabilidade e Finanças

A contabilidade e finanças envolvem o planejamento e controle das atividades financeiras de uma empresa, com o objetivo de gerenciar recursos de forma eficiente. A contabilidade, como ciência social, estuda e registra o patrimônio das entidades, fornecendo informações econômicas essenciais para a tomada de decisões. O documento aborda a evolução histórica da contabilidade, seus princípios, técnicas, e a importância dos demonstrativos financeiros na gestão organizacional.
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Contabilidade

e Finanças
Administração Financeira
É uma disciplina que envolve o planejamento, a
organização, a direção e o controle das atividades
financeiras de uma empresa.
Administração Financeira
Seu objetivo principal é garantir que os
recursos financeiros da organização sejam
gerenciados de maneira eficiente e eficaz para
atingir os objetivos estabelecidos.
Origem
A origem da contabilidade está associada, desde
a pré-história, a hábitos do homem envolvendo práticas
de contagens ou controles dos bens. Ainda que a
propriedade privada não fosse instituída da forma
como é hoje, existia a posse.
Origem
Imagine o desenvolvimento humano, tanto do
ponto de vista biológico quanto de suas habilidades
físicas e de intelecto, e, em seguida, o desenvolvimento
de ferramentas, técnicas de produção, aumento da
produção e da oferta de alimentos, da população e,
consequentemente, da riquezas.
Origem
É por isso que historicamente os registros
rudimentares não conseguiram mais dar conta de
controlar tanta variedade de bens e valores,
especialmente com o acirramento de dispostas pelo
poder e riquezas.
Origem
Foi diante desse contexto que se desenvolveram
formas mais complexas de registro desses patrimônio,
entre elas, a escrituração contábil, na Idade Média, que
estimava quanto se gastava para produzir, através de
cálculos antecipados sobre a dinâmica desses recursos.
Origem
A partir de então, os modelos econômicos
mercantilista e capitalista, acompanhados pela
diversificação e industrialização dos bens e serviços,
sobrevalorizaram ainda mais a importância do registro
das transações econômicas.
Origem

Além disso, vale destacar a crescente adoção de


tecnologias da informação, que recentemente impôs
nova lógica à automação dos sistemas de
administração e controles financeiros das
organizações, afetando os instrumentos de
contabilidade e reiterando sua confiabilidade.
Origem

É possível perceber que, conforme a sociedade


evolui, suas necessidades também se ampliam, bem
como o entendimento de riqueza e patrimônio,
exigindo que os controles e a profissionalização se
atualizem constantemente.
Definição

Os conceitos e definições da contabilidade


agregaram, no tempo, visões que enfatizam desde a
importância da prática quantitativa e técnicas
regulamentadas até compreensões mais
interdisciplinares que abrangem o entendimento social
e o amplo escopo da contabilidade.
Definição

Isto é, objetivos que vão além da adimplência da


empresa, que prezam também pelo bem-estar do
mercado e da sociedade, dadas todas as relações
econômicas envolvidas.
Definição - Jurídico

Uma ciência social que estuda e pratica funções


de controle e de registro relativas aos atos e fatos da
Administração e da Economia. Trata-se do estudo e do
controle do patrimônio das entidades. Isso é feito por
meio de registros contábeis dos fatos e das respectivas
demonstrações dos resultados produzidos.
Definição - Jurídico

A contabilidade é necessária para toda e


qualquer empresa independente do seu porte,
seguimento e da sua forma de tributação. O objetivo da
contabilidade pode ser resumido no fornecimento de
informações econômicas para vários usuários como:
Investidores, Fornecedores, Bancos, Governo,
Sindicatos, funcionários.
Definição - Jurídico

O objetivo principal da contabilidade, portanto,


conforme a Estrutura Conceitual Básica da
Contabilidade, é o de permitir a cada grupo principal de
usuários a avaliação da situação econômica e financeira
da entidade, num sentido estático, bem como fazer
inferências sobre suas tendências futuras.
Logo, sua definição fica clara
quando se compreende seu objetivo
maior, que é contribuir para a tomada de
decisão da empresa.
Definição

Os objetos, princípios e técnicas desenvolvidas a


partir disso assegura sua importância na gestão das
organizações e suas necessidades, bem como da
publicação dos resultados para a orientação do
mercado investidor e das políticas públicas.
Conceitos básicos:

▪ Objeto;

▪ Finalidade;

▪ Princípios;

▪ Técnicas;

▪ Métodos.
Objeto

A contabilidade estuda o patrimônio. É desse


objeto que se origina sua definição. A ação humana
afeta o patrimônio das organizações, tanto
quantitativamente quanto qualitativamente. Fatos de
natureza econômica são registrados e seu
conhecimento serve de suporte para compreensão e
previsão de cenários.
Objeto: Patrimônio

Este objeto é composto por um conjunto de


bens, direitos e obrigações pertencentes a uma ou mais
pessoas, que podem ser classificados de acordo com
certos critérios.
Finalidade

Se o objeto é o Patrimônio e seu objetivo é


fornecer informações a respeito, sua finalidade é que
essas informações possam a ser uteis para a tomada de
decisão, ou seja, que sirvam como subsídios para a
gestão administrativa arbitrar sobre assuntos que
envolvam obrigações, bens e direitos da organização.
Finalidade
É justamente essa a razão abrangente da
contabilidade: Gerar informações que auxiliem na
gestão financeira e administrativa das organizações, ou
seja, gerenciando o patrimônio da organização.
Princípios
Representam a base moral dessa prática à
medida que norteiam as ações aplicadas no objeto da
contabilidade, ou seja, no patrimônio da organização.
São prescritos legalmente (Normas Brasileiras de
Contabilidade – NBC) e devem ser aplicados em todas
as formas de entidades
Princípios
São princípios de contabilidade: o da Entidade,
o da Oportunidade, o do Registro pelo Valor Original,
o da Competência e o da Prudência.
Princípios
O princípio da Atualização Monetária foi
revogado pela Resolução CFC nº 1282/10 e incorporado
ao do Registro pelo Valor Original, como mais uma
forma de atualizar os valores dos elementos do
patrimônio da empresa.
Princípios

Um dos princípios que atuam como base inicial


para os demais é da Entidade. Esse princípio parte da
premissa de que os patrimônios das entidades sócias
ou proprietários devem apresentar nítida separação e
compreensão de que não compõem ou fazem parte do
patrimônio da empresa.
Técnicas e Métodos

O desenvolvimento de técnicas e métodos na


contabilidade são decorrentes do estabelecimento de
convenções. As convenções servem para dar maior
visibilidade e aplicabilidade aos princípios nos
documentos e relatórios gerados.
Técnicas e Métodos

A convenção da Consistência, que se refere a


utilização dos mesmos métodos para os mesmos itens,
uma vez adotado um tipo de processo, dentre os
métodos possíveis de atender um mesmo objetivo em
geral.
Técnicas e Métodos

A Convenção do Conservadorismo, que persiste


na presunção por motivo de precaução, que quando
um contador se defrontar com alternativas que são
igualmente válidas para caracterizar os valores dos
elementos do ativo e do passivo, o mesmo deverá
atribuir o menor valor ao ativo e quando se tratar de um
passivo atribuir o maior valor.
Técnicas e Métodos

A convenção da Materialidade, está atrelada a


evitar desperdícios de tempo e dinheiro. Na apuração
da contabilidade deve-se registrar e apurar apenas
fatos que sejam dignos de atenção e na ocasião
oportuna.
Técnicas e Métodos

A convenção da Objetividade, remete o


contador na escolha de um método mais objetivo entre
a escolha de um método objetivo e subjetivo.
Ativo - Passivo = Patrimônio Líquido

A figura apresenta um sistema de organização


das contas que estabelece que o Patrimônio Líquido é
resultado do saldo, isto é, a diferença entre o Ativo
(Bens + Direitos) e o Passivo (origem dos recursos com
terceiros, ou seja, Obrigações).
Ativo - Passivo = Patrimônio Líquido

Mas como se origina essa organização? Ela


surgiu de um método conhecido como Razonete ou
Método das Partidas Dobradas, reconhecido como um
sinal gráfico representado com a letra T, que auxilia no
raciocínio contábil, na medida em que permite o
controle individual de cada conta.
Ativo - Passivo = Patrimônio Líquido

A origem do Razonete é associada à tradição dos


antigos cobradores de impostos, que faziam os
registros de forma escrita, sob um T, dos itens que
compunham o patrimônio de um estabelecimento.
Ex.: A compra de um carro com o
pagamento de uma entrada à vista e o
restante parcelado. Esse fato contábil
movimenta, ao mesmo tempo, a Conta
Caixa (valor de entrada), a Conta Bens
(ativo carro adquirido), e a Conta
Obrigações (passivo conta a pagar
com o parcelamento à prazo).
Representação Patrimonial

Equivale a uma apresentação gráfica


quantitativa do patrimônio da empresa. Essa
apresentação quantitativa também pode ser
comparada ao saldo de equações patrimoniais, que são
organizadas a partir de uma conta básica: Ativo (A) =
Passivo (P) + Patrimônio Líquido (PL).
Ativos

Englobam os bens e direitos e compõem a parte


positiva do patrimônio (também entendido como
patrimônio bruto);
Passivos

Englobam as obrigações e compõem a parte


negativa do patrimônio (também entendido como
passivo exigível);
Patrimônio Líquido

Também faz parte dos passivos, mas engloba


apenas o capital investido pelos proprietários.

Representa tudo o que a empresa efetivamente tem,


depois de pagar as suas dívidas.
Portanto, é o resultado da
diferença entre ativos e passivos
(PL=A-P). Essa é uma equação
contábil básica, que evidencia o
patrimônio em situação normal, ou
seja, situação líquida positiva.
Representação Patrimonial

Os Ativos estão organizados sob os seguintes


Grupos: Circulante, Não Circulante e Imobilizado,
enquanto os Passivos (desconsiderando o Patrimônio
Líquido) estão organizados apenas entre Circulante e
Não Circulante.
Representação Patrimonial

Como o próprio nome diz, a denominação


CIRCULANTE refere-se, no caso de Ativos Circulantes, às
disponibilidades de recursos (Bens e Direitos) que estão
ou podem vir a estar disponíveis para a empresa no
curto prazo, ou seja, no período de até 12 meses.
Representação Patrimonial

Já o Ativo NÃO CIRCULANTE refere-se à mesma


disponibilidade, só que realizável num período superior
a 12 meses.
Representação Patrimonial

Outros componentes podem fazer parte do Ativo


Não Circulante, como investimentos e outros bens
intangíveis, dependendo muito da atividade, porte e
característica da organização.
Representação Patrimonial

O Ativo Imobilizado são bens tangíveis utilizados


nas atividades das empresas mais de uma vez, por
exemplo: móveis, utensílios, maquinas, veículos,
construções e afins. Desde que tenha esse objetivo e
contribuindo para a atividade produtiva da empresa, é
contabilizado como um Ativo Imobilizado.
Representação Patrimonial

No caso de Passivos Circulantes, referem-se às


Obrigações que devem ser pagas no período de curto
prazo, ou seja, até 12 meses. Enquanto que Passivos
Não Circulantes referem-se às Obrigações cuja
ocorrência de pagamentos está programada para ser
realizada em prazos superiores a 12 meses, ou seja, em
longo prazo.
Representação Patrimonial

Em Relação a Patrimônio Líquido, o Capital


próprio são os recursos originários dos sócios ou
acionistas da entidade colocados à disposição da
empresa desde o início e a qualquer momento, afinal
eles podem incrementar os recursos próprios na
empresa a qualquer tempo.
Representação Patrimonial

Já o resultado acumulado são os lucros


acumulados, que podem ou não ocorrer, dependendo
da situação líquida patrimonial da empresa.
Representação Patrimonial

A Situação Líquida Patrimonial (SLP) da


organização representa o resultado dos Bens + Direitos-
Obrigações (B + D - O = SLP), pode-se deduzir, também,
que se chega a ela a partir da seguinte fórmula: Ativos -
Passivos (Sem o PL) = SLP.
Representação Patrimonial

Assim, a apuração da Situação Líquida


Patrimonial (Ativo = 100.000 - Passivo = 53.000) equivale
a 47.000, confirmando então uma situação líquida
positiva, isto é, superavitária, e comprovando que os
Bens e Direitos, nesse momento, são superiores às
Obrigações.
Contas

É a denominação técnica ou operacional de


cada elemento que compõe o patrimônio da empresa:
Bens, Direitos, Obrigações e Patrimônio Líquido. São
essas as Contas Patrimoniais.
Contas

Cada fato contábil, ou seja, cada transação


financeira da organização, exige um respectivo registro
para que possa ser apontado, apurado, representado e,
posteriormente, controlado diante de objetivos de
gestão de patrimônio.
Contas

Um modelo é apenas uma referência aplicável,


com os grupos principais norteando e guiando a
identificação e nomenclatura das transações
financeiras de rotina de uma organização. Entretanto,
cada Plano é inédito, é dinâmico e, de acordo com a
atividade, porte e negócio desenvolvido, pode
apresentar diferentes classificações.
Contas

Os Atos administrativos não alteram o


patrimônio (por exemplo: uma reunião no setor de TI),
os Fatos contábeis geram essa alteração (por exemplo:
decisão de adquirir um imóvel). Logo, são contas que
necessitam ser escrituradas ou "lançadas" no registro
de Plano de Contas.
Contas

Esses Fatos contábeis podem ser classificados,


em Fatos Permutativos (quando não alteram o Ativo,
Passivo ou o PL), Fatos Modificativos (quando alteram
o PL, como as Receitas e as Despesas) e Fatos Mistos
(quando constatada a ocorrência dos dois Fatos
anteriores).
Contas

Os Fatos contábeis, portanto, gerarão as Contas


contábeis, que farão parte da composição do Plano de
Contas. O Plano de Contas deve ser flexível e
organizado, dispondo-se a ajustes quantas vezes forem
necessárias, na medida em que a empresa, diante da
diversificação de transações comerciais e atividades,
exige que essa adaptabilidade se concretize.
Contas

Os Fatos contábeis, portanto, gerarão as Contas


contábeis, que farão parte da composição do Plano de
Contas. O Plano de Contas deve ser flexível e
organizado, dispondo-se a ajustes quantas vezes forem
necessárias, na medida em que a empresa, diante da
diversificação de transações comerciais e atividades,
exige que essa adaptabilidade se concretize.
Plano de Contas - Simplificado
Plano de Contas - Simplificado
Plano de Contas - Simplificado
Plano de Contas - Simplificado
Demonstrativos Financeiros

Livro Diário
Livro Razão
Balancete de verificação
DRE
Balanço Patrimonial
Liquidez

Liquidez é a capacidade de conversão de um


bem em dinheiro. Ou seja, é a rapidez com a qual você
consegue se desfazer de algo que você possui para
receber dinheiro em mãos.
Índice de Liquidez

Os indicadores de liquidez são dados que


mostram qual é a capacidade que uma empresa tem
para fazer seus pagamentos. A principal interpretação
que se pode extrair deles é o potencial de longevidade
de um negócio.
Liquidez - Tipos

Os quatro indicadores de liquidez de uma empresa são:


▪ Liquidez corrente
▪ Liquidez seca
▪ Liquidez imediata
▪ Liquidez geral
Liquidez - Tipos

Eles traçam o cenário sobre a capacidade de


pagamento em diferentes períodos: o curto e o longo
prazo. Para calcular cada um deles, é preciso utilizar
algumas informações que estão no balanço patrimonial
da instituição.
Liquidez Corrente

Liquidez Corrente (LC), ou comum, é o indicador


que mostra a capacidade da empresa para honrar
seus pagamentos no curto prazo. Ele é o mais usado no
dia a dia de um negócio e, por isso, deve ser atualizado
com frequência para ser mais preciso.
Índice de Liquidez Corrente

O cálculo da liquidez corrente é a divisão do


ativo circulante pelo passivo circulante da empresa. Se
o resultado for acima de 1, é sinal que a empresa está
com boa saúde financeira, pois tem caixa para pagar
praticamente todas as obrigações no curto prazo.
Índice de Liquidez Corrente

A liquidez corrente é calculada desta forma:

Ativo Circulante/ Passivo Circulante = Liquidez Corrente


Índice de Liquidez Corrente - Exemplo

Uma empresa tem um ativo circulante de R$ 25 mil e


um passivo circulante de R$ 21 mil.
25.000 / 21.000 = 1,19

Embora o resultado seja pouco acima de 1, a relação entre as receitas e as

despesas da empresa para o curto prazo estão praticamente empatadas.


Liquidez Seca

A liquidez seca (LS) avalia se uma companhia


consegue pagar suas obrigações no curto prazo, mas
sem considerar o estoque. Esse é o fator que diferencia

a liquidez seca da liquidez corrente.


Índice de Liquidez Seca

O índice mostra o quanto um negócio pode viver


mesmo que mantenha o estoque cheio. Por revelar o
nível de liquidez real, este indicador costuma ter um
resultado menor do que o da liquidez corrente.
Índice de Liquidez Seca

A liquidez seca é o resultado da divisão do ativo


circulante sem o estoque pelo passivo circulante.
O cálculo da liquidez seca é:

(Ativo circulante – Estoque) / Passivo Circulante = Liquidez Seca


Índice de Liquidez Seca - Exemplo

Um negócio tem R$ 30 mil de ativo circulante, R$ 19 mil


de estoque e R$ 17 mil de passivo circulante.
(30.000-19.000) / 17.000 = 0,65

Neste caso, a empresa só tem 65% dos recursos para pagar suas
obrigações.
Liquidez Imediata

A Liquidez Imediata (LI) mostra quanto a


empresa tem disponível no curto prazo. Ele serve para
indicar se um negócio consegue arcar com despesas
emergenciais. Neste caso, o foco está em saber a
quantia no caixa, na conta bancária e em aplicações
financeiras.
Liquidez Imediata

Saber quanto um negócio tem de dinheiro, sem


considerar estoque e patrimônio, não vai dizer
diretamente se as finanças estão boas ou ruins. Uma
empresa com baixo valor disponível, mas um estoque
reforçado para iniciar uma temporada de vendas, não
está necessariamente em risco.
Índice de Liquidez Imediata

Por outro lado, se uma empresa tem recursos


disponíveis no curto prazo, ela tem mais agilidade para
lidar com imprevistos, sem precisar recorrer a linhas de
crédito ou atrasar os compromissos financeiros.
Dessa forma, a liquidez imediata pode variar
bastante ao longo do tempo.
Índice de Liquidez Imediata

O cálculo da liquidez imediata utiliza somente a


quantia em dinheiro disponível em caixa ou no banco e
o passivo circulante para observar o curto prazo.
A fórmula da liquidez imediata é:

Disponível / Passivo Circulante = Liquidez Imediata


Índice de Liquidez Imediata - Exemplo

Uma companhia possui R$ 6 mil de caixa e R$ 18


mil de passivo circulante.
6.000 / 18.000 = 0,33

Neste cenário, a empresa tem 33% dos recursos para arcar com os
pagamentos de curto prazo.
Liquidez Geral

O ponto de partida dos indicadores de liquidez


é identificar e mensurar com clareza os grupos de ativos
do balanço patrimonial. Dessa forma, os dados serão
mais precisos, pois irão influenciar as decisões da
empresa.
Liquidez Geral
A regra para entender melhor o que os números
sinalizam é baseada nos resultados de cada fórmula:
▪ Resultado maior do que 1: a empresa tem um bom nível
de liquidez;
▪ Resultado igual a 1: os recursos que a companhia tem
empatam com as obrigações que ela precisa pagar;
▪ Resultado menor do que 1: o negócio não tem como
honrar os pagamentos no período avaliado.
Indice de Liquidez Geral

A liquidez geral utiliza, além do ativo e passivo


circulante, os direitos e as obrigações do negócio no
longo prazo. Dessa forma, o indicador é a divisão da
soma do Ativo Circulante com o Realizável a Longo
Prazo pela soma do Passivo Circulante com o Passivo
Não Circulante.
Indice de Liquidez Geral

Usa-se esta fórmula para calcular a liquidez geral:

(Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo) / (Passivo


Circulante + Passivo Não Circulante) = Liquidez geral
Indice de Liquidez Geral - Exemplo

Uma empresa tem R$ 30 mil de ativo e R$ R$ 3 mil de


realizável a longo prazo. Ela também tem R$ 17 mil de
passivo circulante e R$ 43 mil de passivo não circulante.
(30.000 + 3.000)/ (17.000 + 43.000) = 33.000 / 60.000 = 0,55

Com este resultado, a companhia não tem como quitar suas


despesas.
Endividamento

Endividamento se refere à situação em que há


obrigações financeiras que devem ser pagas. O grau de
endividamento pode ser baixo, médio ou alto, ou seja,
pode estar sob controle ou causando dificuldades
financeiras.
Índice de Endividamento

O índice de endividamento é uma medida


utilizada para avaliar o quanto uma empresa ou
indivíduo está endividado em relação ao seu
patrimônio líquido. Ele é calculado dividindo o total da
dívida da empresa pelo seu patrimônio líquido.
Índice de Endividamento

A fórmula para calcular o índice de


endividamento geral é simples. Basta apenas somar
seus passivos, sendo eles de curto e longo prazo, e
dividir pelo total do ativo. Sendo então:

Capital de terceiros / Ativo total X 100


Índice de Endividamento - Exemplo

Uma empresa que está com um valor ativo total de R$


5.000.000. Enquanto em passivos está com R$
1.000.000 de curto prazo, e R$ 75.000 a longo prazo.
(1.000.000 + 75.000 / 5.000.000) x 100 = 21,5

Ficando o valor de 21,5% em dívidas.


Índice de Endividamento

O índice de endividamento é uma medida


utilizada para avaliar o quanto uma empresa ou
indivíduo está endividado em relação ao seu
patrimônio líquido.
Margem de Lucro

É a porcentagem do preço de um produto ou


serviço que corresponde ao lucro da empresa. Isto é: a
porcentagem do resultado da subtração das despesas e
dos custos do preço do produto ou serviço, em relação
a esse preço.
Margem de Lucro

O cálculo da margem de lucro é feito a partir de


uma fórmula simples: divida o lucro líquido pela receita
total e multiplique o resultado por 100.

Lucro líquido / Receita total X 100


Margem de Lucro - Exemplo

Uma empresa que faturou R$ 20 mil em um mês e teve


custos de R$ 13 mil no mesmo período.

20.000 – 13.000 = 7.000


7.000 / 20.000 = 0,35 X 100 = 35%
Pelos cálculos, a margem de lucro da empresa foi de 35%

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