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Bioquímica Carboidratos

O documento aborda o metabolismo energético dos carboidratos, detalhando o processo de hidrólise e as etapas de absorção, transporte e metabolização, que culminam na produção de energia. Ele também discute as vias metabólicas, incluindo catabolismo e anabolismo, e a importância dos carboidratos como fonte de energia, especialmente para o cérebro. Além disso, menciona a diabetes mellitus, suas classificações e impactos na saúde pública.
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Bioquímica Carboidratos

O documento aborda o metabolismo energético dos carboidratos, detalhando o processo de hidrólise e as etapas de absorção, transporte e metabolização, que culminam na produção de energia. Ele também discute as vias metabólicas, incluindo catabolismo e anabolismo, e a importância dos carboidratos como fonte de energia, especialmente para o cérebro. Além disso, menciona a diabetes mellitus, suas classificações e impactos na saúde pública.
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Bioquímica

Aplicada a
Farmácia
Metabolismo
Energético -
Carboidratos
Destino dos Carboidratos após ingestão
O processo de “quebra” dos carboidratos em moléculas menores é
denominado de hidrólise.
Ingestão → Absorção → Transporte → Transporte intracelular →
Metabolismo → Energia.

Relembrando...
Funções:
• Fornecimento de energia (1g  4
Kcal)
• Reserva de energia.
• Estrutural

• Única fonte de energia para o


cérebro
Introdução ao Metabolismo

Metabolismo é a soma de todas as reações químicas que


ocorrem em uma célula. É uma atividade altamente
coordenada, no qual muitos sistemas multienzimáticos cooperam
para:
1 – Obtenção de energia química (capturando energia solar ou
degradando nutrientes).
2 – Conversão de moléculas de nutrientes em outras moléculas
necessárias para o organismo.
3 – Polimerizar precursores monoméricos em macromoléculas.
4 – Sintetizar e degradar biomoléculas

As reações químicas acontecem de modo sequencial, por


caminhos que denominamos de vias metabólicas, que convertem
um precursor em um produto final. As diversas reações que
acontecem entre o precursor e produto final, são chamadas de
intermediários metabólitos.
Mapa metabólico

Curiosidade:
Mapas interativos:
https://www.genome.jp/pathway/mmu01100

Mapa em pdf:
https://mededucation.stanford.edu/wp-
content/uploads/2024/01/FullSubwayMap_V1023_Web.pdf
Catabolismo e
Anabolismo
Catabolismo: Fase de
degradação do metabolismo, na
qual moléculas de nutrientes são
convertidas em produtos finais
mais simples. São vias que que
liberam energia (parte como
ATP, NADH e NADPH e FADH2)
e o restante perdido como calor.

Anabolismo: Fase na qual


precursores simples são
transformados em moléculas
maiores e complexas. Estes
processos, também chamados
de biossíntese, requerem
energia para acontecer.
Vias metabólicas
CARBOIDRATOS

Também denominados hidratos de carbono, glicídios ou açúcares.


Fonte de energia.
Biomolécula mais abundante.

Fonte: www.guiadenutrição.com.br
Carboidratos
✓ Os carboidratos são compostos orgânicos formados de C, H,
O. Desempenham papel fundamental no metabolismo
energético.
✓ Classificam-se em:
✓ Monossacarídeos: açúcares simples formados de uma
única unidade de açúcar. Ex.: glicose e frutose
✓ Pentoses – ácidos nucleicos
✓ Hexoses – metabolismo energético.
✓ Dissacarídeos: formado pela combinação de dois
monossacarídeos. Ex.: sacarose e lactose.
✓ Polissacarídeos: são carboidratos complexos, formados
por longas cadeias de monossacarídeos, com funções
estruturais e de armazenamento. Ex.: amido, celulose,
glicogênio.
✓ Podem ainda ser encontrados como cadeias simples ou
ramificadas.
Classificação dos Carboidratos
Exemplos de dissacarídeos
A glicose da alimentação entra na circulação do
sistema porta e é levada ao fígado.

30% é metabolizada.
Armazenada como glicogênio ou gordura.

70% é distribuída.
Glicólise e ciclo do ácido cítrico → ATP
Pequena parte utilizada pelo fígado para produzir
lipoproteínas

Move-se do interstício para as células via


transportadores GLUT.
Glicólise

Processo onde uma molécula de Glicose é degradada em duas moléculas de


Piruvato.

Sequência de dez reações químicas catalisadas por enzimas.

Habilidade da Glicose em gerar energia (ATP)

Ocorre no citoplasma.

Açúcares simples são metabolizados a PIRUVATO.

Gasta 2 ATPs, Produz 4 ATPs = Saldo 2 ATPs.

O destino do PIRUVATO pode variar


significativamente.
Em condições aeróbias, é
convertido em Acetil-CoA nas
mitocôndrias.
Álcool

Leveduras e outros
microorganismos
Ciclo de Krebs (Ciclo do Ácido Cítrico ou
Tricarboxílico)
Ocorre dentro da mitocôndria na presença de O2.

Converte a molécula de Acetil-CoA em gás carbônico e “energia” na


forma de NADH, FADH2 e ATP.

Produz um ATP (na forma de GTP), 2 CO2, 3 NADH e 1 FADH2.

Produz também outros compostos que participam de outras vias


metabólicas:
Oxaloacetato e α-cetoglutarato: metabolismo de aminoácidos.
Succinil-CoA: grupo heme
Oxaloacetato: gliconeogênese.
Fosforilação Oxidativa (Cadeia Respiratória)
São reações de transferência de elétrons que ocorre na
membrana interna da mitocôndria.

É um processo que ocorre graças a 4 complexos presentes


nesta membrana que, durante a oxidação das coenzimas, cria
um gradiente de prótons que ativam um complexo enzimático
que gera ATP a partir do ADP + Pi

Membrana interna:
Impermeável à grande parte de moléculas, inclusive H+.
Contém transportadores de elétrons (I – IV) da cadeia
respiratória.
Contém outros transportadores de membrana relacionados
à outras vias metabólicas.

Considera-se atualmente que 1 NADH produz 2,5 ATPs e um


FADH2 produz 1,5 ATPs. É possível encontrar em várias
literaturas como 3 e 2 ATPs formados pelo NADH e FADH2
respectivamente.
Dependendo do tipo celular, a glicose segue diferentes vias

Hemácias:
glicose piruvato lactato

Cérebro:

glicose piruvato Acetil-CoA Krebs

Músculo e coração:

glicose piruvato Acetil-CoA Krebs

glicogênio lactato
Dependendo do tipo celular, a glicose segue diferentes vias

Tecido adiposo:

glicose piruvato Acetil-CoA Krebs

glicogênio gordura

Fígado:

glicose piruvato Acetil-CoA Krebs

glicogênio lactato gordura


Dependendo do tipo celular, a glicose segue diferentes vias

Hemácias: glicose piruvato lactato

glicose piruvato Acetil-CoA Krebs


Cérebro:

Músculo e coração: glicose piruvato Acetil-CoA Krebs

glicogênio lactato
Dependendo do tipo celular, a glicose segue diferentes vias

Tecido adiposo:

glicose piruvato Acetil-CoA Krebs

glicogênio gordura

Fígado:

glicose piruvato Acetil-CoA Krebs

glicogênio lactato gordura


* DESTINOS DA GLICOSE
NADPH
RIBOSE-5-FOSFATO
GLICOSE

AMINOÁCIDOS,
LACTATO E GLICEROL

GORDURA

MATRIZ
EXTRACELULAR
E
POLISSACARÍDE
OS DE PAREDE ENERGIA
GLICOGÊNIO
CELULAR

ARMAZENAMENTO
Diabetes Mellitus

Epidemia de diabetes em curso – estima-se 387milhões com perspectiva


471 milhões de diabéticos em 2035.
Envelhecimento populacional
Urbanização
Prevalência da obesidade e sedentarismo
Etc
Estima-se que 5,2% das mortes mundiais ocorrer por consequência da
diabetes mellitus, tornando a diabetes a quinta principal causa de morte.
Os gastos com diabete variam de 2,5 a 15% do orçamento anual de saúde
do país. (Brasil 3,9 bilhões de dólares)

Dados da Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes 2015-


2016.
Classificação Diabetes mellitus

A OMS e ADA classificam em 4 classes clínicas:


DM tipo 1
DM tipo 2
DM gestacional
Outros tipos
Diabetes mellitus – tipo 1

É caracterizado por destruição das células beta que levam a uma


deficiência de insulina.

Tipo 1A (autoimune):
5 a 10% dos casos
Destruição imunomediada de células betapancreáticas.

Tipo 1B (idiopático):
Etiologia desconhecida.
Minoria dos casos.
Não há presença de auto-anticorpos.
Diabetes mellitus – tipo 2

É verificada em 90 a 95% dos casos.


Caracteriza-se por defeitos na ação e secreção da insulina e na regulação
da produção hepática de glicose.
Causada por uma interação de fatores genéticos e ambientais

Diabetes mellitus – outros

• Estão incluídos nessa categoria defeitos genéticos na função


das células beta, defeitos genéticos na ação da insulina,
doenças do pâncreas exócrino e outras condições
Diabetes mellitus Gestacional

Qualquer intolerância à glicose, de magnitude variável, com início ou


diagnóstico durante a gestação.
Pode ocorrer em até 14% das gestações (depende da população).
Na maioria dos casos, há reversão para a tolerância normal após a gravidez.
Há risco de 10 a 63% de desenvolvimento de DM2 dentro de 5 a 16 anos após
o parto
Sintomas
Clássicos
Poliúria (aumento da produção
de urina)
Polidipsia (sede excessiva)
Perda de peso Valores de glicose plasmática (em mg/dL) para
diagnóstico de diabetes mellitus e seus estágios pré-
clínicos

HEMOGLOBINA GLICADA
Diabetes: HbA1c ≥ 6,5% a ser
confirmada em outra coleta.
Dispensável em caso de sintomas ou
glicemia ≥ 200 mg%
• Indivíduos com alto risco para o
desenvolvimento de diabetes:
HbA1c entre 5,7 e 6,4%.

Fonte: Diretriz SBD 2015-2016


RESUMO DO DESTINO DOS NUTRIENTES NO ESTADO ALIMENTADO
CARBOIDRATOS (Absorvidos primariamente como glicose)
1. Utilizado imediatamente para produzir energia nas rotas aeróbias **
2. Utilizado para síntese de lipoproteína no fígado.
3. Armazenado como glicogênio no fígado e no músculo.
4. O excesso é convertido em gordura e armazenado no tecido adiposo (glicose →
piruvato → acetil CoA → ácidos graxos)

PROTEÍNAS (absorvidas principalmente como aminoácidos)


1. A maioria dos aminoácidos vai para os tecidos para a síntese de proteínas **
2. Se necessário para produzir energia, os aminoácidos são convertidos no fígado
em intermediários do metabolismo aeróbio.
3. O excesso é convertido em gorduras e armazenado no tecido adiposo
(aminoácidos → acetil CoA → ácidos graxos)

GORDURAS (absorvidos primariamente como triacilgliceróis)


1. Armazenadas como gordura principalmente no fígado e no tecido adiposo **

** Destino Principal Silverthorn, D. U.; Fisiologia Humana, Artmed

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