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Queixa Crime - Peça 07

Enrico, um engenheiro, é alvo de ofensas publicadas por sua ex-namorada Helena em uma rede social, que prejudicam sua reputação e resultam na anulação de sua festa de aniversário. Ele decide registrar uma queixa-crime contra Helena por difamação e injúria, fundamentando-se nos artigos do Código Penal. O documento inclui pedidos para audiência de conciliação, citação da querelada e indenização por danos morais.
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Queixa Crime - Peça 07

Enrico, um engenheiro, é alvo de ofensas publicadas por sua ex-namorada Helena em uma rede social, que prejudicam sua reputação e resultam na anulação de sua festa de aniversário. Ele decide registrar uma queixa-crime contra Helena por difamação e injúria, fundamentando-se nos artigos do Código Penal. O documento inclui pedidos para audiência de conciliação, citação da querelada e indenização por danos morais.
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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVERSO GOIÂNIA

Recredenciado pela Portaria MEC nº 2.104 de 05/12/2019, publicada no DOU de 06/12/2019


Mantido pela Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura – ASOEC

ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV – TURMA N1


Preceptora: Francyluce Costa
@francylucecostaoficial; https://francylucecosta.com

QUEIXA CRIME- PEÇA 07

Enrico, engenheiro de uma renomada empresa da construção civil, possui um


perfil em uma das redes sociais existentes na Internet e o utiliza diariamente para entrar
em contato com seus amigos, parentes e colegas de trabalho. Enrico utiliza
constantemente as ferramentas da Internet para contatos profissionais e lazer, como o
fazem milhares de pessoas no mundo contemporâneo.
No dia 19/10/2024, sábado, Enrico comemora aniversário e planeja, para a
ocasião, uma reunião à noite com parentes e amigos para festejar a data em uma famosa
churrascaria da cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Na manhã de seu
aniversário, resolveu, então, enviar o convite por meio da rede social, publicando
postagem alusiva à comemoração em seu perfil pessoal, para todos os seus contatos.
Helena, vizinha e ex-namorada de Enrico, que também possui perfil na referida rede
social e está adicionada nos contatos de seu ex, soube, assim, da festa e do motivo da
comemoração. Então, de seu computador pessoal, instalado em sua residência, um prédio
na praia de Icaraí, em Niterói, publicou na rede social uma mensagem no perfil pessoal
de Enrico.
Naquele momento, Helena, com o intuito de ofender o ex-namorado, publicou
o seguinte comentário: “não sei o motivo da comemoração, já que Enrico não passa de
um idiota, bêbado, irresponsável e sem vergonha!”, e, com o propósito de prejudicar
Enrico perante seus colegas de trabalho e denegrir sua reputação acrescentou, ainda, “ele
trabalha todo dia embriagado!
No dia 10 do mês passado, ele cambaleava bêbado pelas ruas do Rio,
inclusive, estava tão bêbado no horário do expediente que a empresa em que trabalha teve
que chamar uma ambulância para socorrê-lo!”.

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Imediatamente, Enrico, que estava em seu apartamento e conectado à rede


social por meio de seu tablet, recebeu a mensagem e visualizou a publicação com os
comentários ofensivos de Helena em seu perfil pessoal. Enrico, mortificado, não sabia o
que dizer aos amigos, em especial a Carlos, Miguel e Ramirez, que estavam ao seu lado
naquele instante. Muito envergonhado, Enrico tentou disfarçar o constrangimento sofrido,
mas perdeu todo o seu entusiasmo, e a festa comemorativa deixou de ser realizada.
No dia seguinte, Enrico procurou a Delegacia de Polícia Especializada em
Repressão aos Crimes de Informática e narrou os fatos à autoridade policial, entregando
o conteúdo impresso da mensagem ofensiva e a página da rede social na Internet onde ela
poderia ser visualizada. Passados cinco meses da data dos fatos, Enrico procurou seu
escritório de advocacia e narrou os fatos acima.

Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser
inferidas pelo caso concreto acima, redija a peça cabível, excluindo a possibilidade de
impetração de habeas corpus, sustentando, para tanto, as teses jurídicas pertinentes

POSSÍVEL RESPOSTA NO MEDELO A SEGUIR

AO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL DA COMARCA DE NITERÓI

“Enrico”, brasileiro, solteiro, estudante, portador do CPF n.º


XXX.XXX.XXX-XX, residente e domiciliado na Rua das Flores, n.º 100, bairro Centro,
Niterói/RJ, vem, por intermédio de seu advogado abaixo assinado, conforme procuração
em anexo (doc. 1), com fundamento nos artigos 41 e 44 do Código de Processo Penal
(CPP), 100, §2º do Código Penal (CP) e 30 do CPP, propor a presente QUEIXA-CRIME
em face de “Helena”, brasileira, solteira, desempregada, portadora do CPF n.º
XXX.XXX.XXX-XX, residente e domiciliada na Rua das Palmeiras, n.º 50, bairro
Centro, Niterói/RJ, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:
I. DOS FATOS
No dia XX de XXX de 20XX, a querelada, Helena, publicou uma mensagem
ofensiva em sua rede social, direcionada ao perfil pessoal do querelante, Enrico. A
referida publicação continha afirmações que imputavam ao querelante fatos desonrosos e
inverídicos, além de expressões injuriosas que ofenderam diretamente sua honra subjetiva

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e objetiva.

A publicação continha as seguintes afirmações: "Enrico é um ladrão e


trapaceiro. Não merece a confiança de ninguém, pois rouba até dos amigos".
Tais afirmações imputam falsamente ao querelante o crime de furto, além de
denegrirem sua imagem perante terceiros, constituindo difamação e injúria,
respectivamente.
II. DO DIREITO
Os fatos acima narrados configuram a prática dos crimes de difamação e
injúria, tipificados nos artigos 139 e 140 do Código Penal, respectivamente, ambos
cometidos por meio que facilita sua divulgação (rede social), incorrendo na causa de
aumento de pena prevista no artigo 141, inciso III, do Código Penal. Além disso, a
querelada praticou os delitos em concurso formal imperfeito, conforme dispõe o artigo
70 do Código Penal, uma vez que, com uma única ação (a publicação da mensagem),
ofendeu tanto a honra objetiva (difamação) quanto a honra subjetiva (injúria) do
querelante, demonstrando desígnios autônomos.
III. DO PEDIDO
Diante do exposto, requer-se a Vossa Excelência:
a) a designação de audiência preliminar de conciliação nos termos do artigo
72 da Lei 9.099/95;
b) a citação da querelada, Helena, para comparecimento à audiência
preliminar;
c) o recebimento da presente queixa-crime; d) a oitiva das testemunhas
abaixo arroladas;
e) a procedência da queixa-crime, condenando-se a querelada nas penas dos
artigos 139 e 140, c/c artigo 141, inciso III, e artigo 70, todos do Código Penal;
f) a fixação de valor mínimo de indenização pelos danos morais sofridos pelo
querelante, nos termos do artigo 387, inciso IV, do CPP.

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IV. DO ROL DE TESTEMUNHAS


1. Carlos, brasileiro, solteiro, estudante, portador do CPF n.º
XXX.XXX.XXX-XX, residente e domiciliado na Rua das Rosas, n.º 200, bairro Centro,
Niterói/RJ.
2. Miguel, brasileiro, solteiro, estudante, portador do CPF n.º
XXX.XXX.XXX-XX, residente e domiciliado na Rua das Acácias, n.º 300, bairro Centro,
Niterói/RJ.
3. Ramirez, brasileiro, solteiro, estudante, portador do CPF n.º
XXX.XXX.XXX XX, residente e domiciliado na Rua das Orquídeas, n.º 400, bairro
Centro, Niterói/RJ. Termos em que, Pede deferimento. Cidade, data Advogado OAB/RJ
n.º XXXX

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