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Amostra Resumos Sobreafisio

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Brenda Antunes

Amostras
Resumos
Fisioterapia
Introdução
Olá Fisio, seja bem vindo (a)

Olá! Meu nome é Brenda Antunes, sou fisioterapeuta, pós-


graduada em Fisioterapia Ortopédica e Esportiva, e
idealizadora do @sobreafisio no Instagram. Minha missão é
te guiar na jornada para se tornar um (a) excelente
profissional através de um estudo didático e eficiente.

Você acaba de adquirir um material gratuito com a amostra


dos meus conteúdos. Ele foi pensado para que você conheça
de perto o formato dos meus resumos e tenha total clareza
sobre o que irá encontrar nos materiais completos.

Meu objetivo é que você estude o essencial e aplique o


conhecimento na prática, pois a essência da prática clínica
está na base teórica. Espero que este conteúdo seja um
grande aliado nos seus estudos.

Abaixo, você encontrará o sumário de todos as áreas


contidas nesta amostra. Se tiver dúvidas, entre em contato
comigo pelo e-mail ou Instagram.

Obrigada pela confiança, bons estudos!


Nenhuma parte desta publicação poderá ser
reproduzida por qualquer meio ou forma sem a prévia
autorização da autora. A violação dos direitos autorais é
Brenda Antunes um crime estabelecido na Lei Federal n° 9.610 de 1998
@sobreafisio e punido pelo artigo 184 do Código Penal.
sobreafisiot@[Link]
Sumário 1. Fisioterapia Respiratória Clínica

2. Fisioterapia Respiratória Hospitalar

3. Fisioterapia Ortopédica

4. Avaliação da Fisioterapia Ortopédica

5. Fisioterapia Cardiovascular

6. Fisioterapia Neurológica

7. Eletroterapia na Prática

Fisioterapia Respiratória Clínica (89 páginas)


Fisioterapia Respiratória Hospitalar (81 páginas)
Fisioterapia Ortopédica (122 páginas)
Avaliação de fisioterapia Ortopédica (130 páginas)
Fisioterapia Cardiovascular (70 páginas)
Fisioterapia Neurológica (91 páginas)
Eletroterapia na Prática (77 páginas)

Brenda Antunes
Clique aqui para acessar
@sobreafisio
sobreafisiot@[Link]
Fisioterapia Respiratória Clínica
1- Anatomia do sistema respiratório
2- Fisiologia respiratória
3- Tipos de tórax
4- Ausculta pulmonar
5- Reabilitação pulmonar clínica
6- Doenças obstrutivas x restritivas
7- Doença pulmonar obstrutiva crônica
8- Asma
9- Derrame pleural
10- Pneumotórax
11- Bronquiectasia
12- Atelectasia
13- Fibrose Cística
14- Pneumonia

15- Hipertensão pulmonar


16- Sarcoidose
17- Fibrose pulmonar idiopática
18- Apneia obstrutiva do sono
19- Tuberculose
20- Edema pulmonar
21- Reabilitação pós covid 19
22- Espirometria
23- Teste de caminhada 6 minutos
24- Treino muscular respiratório
25- Exercícios respiratórios
26- Técnicas reexpansão pulmonar
27- Técnicas de higiene brônquica
28- Conservação de energia

Acesse aqui
1 Anatomia respiratória
Brenda Antunes @sobreafisio

Nariz
O ar entra no trato respiratório através das
narinas
Flui pelas cavidades nasais direita e
esquerda, que estão revestidas por mucosa
respiratória.
Os pelos do interior das narinas filtram
grandes partículas de poeira que podem ser
inaladas.
Coanas: comunicação da cavidade nasal com
a faringe
Cavidade nasal contém células receptoras
para o olfato.
Conchas nasais: aumentam a resistência
(estreitam) à passagem do ar
Seios nasais: espaços preenchidos de ar,
localizados nos ossos da face (aquecimento
do ar, diminui o peso do crânio e aumenta a
ressonância da voz)

Faringe
Tubo que começa nas coanas
Revestido por muco/células ciliadas
Parede é composta de músculos esqueléticos
e revestida de túnica mucosa
Funciona como uma passagem de ar e
alimento
Dividida em três regiões anatômicas:
Nasofaringe, Orofaringe e Laringofaringe.

Laringe
Órgão curto que conecta a faringe com a
traqueia.
Situa na linha mediana do pescoço, diante
das quarta, quinta e sexta vértebras cervicais
4 Ausculta pulmonar
Brenda Antunes @sobreafisio

A ausculta pulmonar permite avaliar o fluxo de ar e a ventilação pulmonar


realizada com auxílio do estetoscópio

Ausculta pulmonar Posicionamento ideal do


estetoscópio para
A ausculta pulmonar é um exame funcional que ausculta pulmonar na
tem por objetivo identificar os sons normais e/ou vista anterior
patológicos que ocorrem no interior dos pulmões
durante a ventilação.
Realização da ausculta

Ambiente ideal: ambiente silencioso


Paciente avaliado: tórax despido, deve
respirar pausada e profundamente com a
boca aberta sem fazer ruídos.
Posicionamento
Ausculta: os sons respiratórios podem
ideal do
estar preservados, diminuídos ou
estetoscópio
aumentados (unilateralmente ou
para ausculta
bilateralmente)
pulmonar na
Evite: posicionar o diafragma do
vista posterior
estetoscópio sobre proeminências ósseas

Sons respiratórios normais


Os sons pulmonares normais variam quanto a intensidade, duração e localização no pulmão

Som traqueal: origina-se da passagem de ar da fenda glótica e na própria traqueia. A


inspiração é realizada por um ruído soproso, rude e a expiração é mais forte e prolongada.
Som brônquico: semelhante ao som traqueal, diferenciando-se dele apenas por ter
componente expiratório menos intenso
Som broncovesicular: intensidade duração da inspiração e da expiração são iguais
Murmúrio vesicular: auscultado em quase todo tórax, ocorre devido a turbulência do ar se
chocando com as bifurcações brônquicas. Inspiração mais intensa, alta e duradoura.
9 Derrame pleural
Brenda Antunes @sobreafisio

O derrame pleural corresponde ao acúmulo excessivo de líquido no espaço


pleural, que quando em excesso pode determinar compressão e redução da
área funcionante dos pulmões.

Conceito
O derrame pleural é uma doença restritiva que é Espaço
caracterizada pelo acúmulo de líquido no espaço pleural
normal
entre a pleura visceral e a pleura parietal. Esse
acúmulo de líquido pleural faz com que ocorra a
diminuição da expansibilidade dos pulmões e até
mesmo da caixa torácica, causando uma
Derrame
diminuição na ventilação dos alvéolos. pleural

Espaço pleural
Espaço pleural: espaço virtual localizado
entre as pleuras visceral e parietal
Estas pleuras deslizam entre si
continuamente durante a respiração
facilitado pela presença de uma quantidade
mínima de líquido (0,1 a 0,2 mL/kg)
O líquido do espaço pleural é proveniente
dos capilares da pleura parietal e é
reabsorvido pelo sistema linfático
Transudativos
Ultrafiltrado do plasma sanguíneo que
Tipos de derrame pleural tem baixa concentração de proteínas
Não há envolvimento inflamatório
A composição do líquido no derrame pleural, Aumento da pressão hidrostática
de acordo com o conteúdo proteico, pode ser Exemplos: insuficiência cardíaca, cirrose,
exsudato ou transudato. síndrome nefrótica, diálise peritoneal
Transudativos: são provocados por alguma
Exsudativos
combinação de aumento da pressão
hidrostática e diminuição da pressão oncótica Alta concentração de proteínas e restos
na circulação pulmonar ou sistêmica. celulares
Exudativos: são provocados por processos Ocorre devido aos processos
locais, causando aumento da permeabilidade inflamatórios, infecciosos ou neoplásicos
capilar e resultando em exsudação de líquido, Exemplos: pneumonia, embolia
proteína, células e outros constituintes pulmonar, tuberculose, neoplasia
séricos.
25 Exercícios respiratórios
Brenda Antunes @sobreafisio

Diafragmático
Utilizada: processos agudos e crônicos que
provocam redução do volume pulmonar.
Objetivos: melhorar a ventilação pulmonar
(sobretudo em regiões basais) e pode ser
realizada associada as manobras de higiene
brônquica.
Técnica: aplicando estímulo manual na
região abdominal, com leve compressão,
solicitando-se inspiração nasal de forma
suave e profunda com deslocamento anterior
da região abdominal.

Expansão torácica
Técnica: inspiração profunda nasal,
expandindo a região na qual está
posicionada as mãos do fisioterapeuta (mãos
no lado, na região das costelas inferiores)
deverá exercer uma leve compressão no
início dessa fase A fase expiratória pode ser
associada ao freno-labial e a uma
compressão leve e firme da mão, na área
apoiada, o que contribui para a depressão
das costelas.
Pode ser realizada uma expansão torácica
inferior unilateral (mão em um hemitórax) ou
bilateral (mãos nos dois hemitórax)
Mãos na região da 7º, 8º e 9° costelas

Inspiração em tempos
Técnica :Inspiração nasal, suave e curta,
fracionando o tempo inspiratório total com
pausas intermediárias. A expiração é lenta e
suave, podendo ser associada ao freno-labial.
Posicionamento ideal: sentada, na qual um
maior VC é movimentado e deitado em todos
Ex: puxar o ar pelo nariz 3x
os decúbitos pode gerar um grande VC.
Fisioterapia Respiratória Hospitalar
1. Fisioterapia na UTI
2. Avaliação fisioterapêutica
3. Oxigenioterapia
4. Vias aéreas artificiais
5. Traqueostomia
6. Como avaliar um raio x
7. Exames radiológicos em UTI
8. Gasometria arterial
9. Ventilação mecânica invasiva (VM)
10. Modos ventilatórios
11. Insuficiência respiratória aguda
12. Ventilação mecânica na SARA
13. Ventilação mecânica no DPOC
14. Ventilação mecânica na ASMA
15. Desmame da ventilação mecânica

16. Critérios TRE (Teste Respiração


Espontânea)
17. Aspiração do Paciente
18. Ventilação mecânica não invasiva (VNI)
19. EPAP
20. CPAP
21. Tratamento resistivo respiratório
22. Flutter/Shaker
23. Acapella
24. Drenagem autógena
25. Ciclo ativo da respiração
26. Terapias Manuais na UTI
27. Drenagem postural
28. Cought assist
29. Covid
30. Exercícios respiratórios

Acesse aqui
2 Avaliação no leito UTI
Brenda Antunes @sobreafisio

Como realizar a percussão TESTE DE FORÇA MANUAL


Destina-se a avaliar a capacidade de o músculo
Paciente deitado em decúbito dorsal, coloque o desenvolver tensão contra uma resistência. É o
dedo médio da mão dominante no espaço método mais amplamente utilizado no exame
intercostal, faça movimentos rápidos, rítmicos e físico da avaliação clínica da força muscular.
fortes com o dedo médio da outra mão.

Grau 0: Não há contratilidade


Sons que podem Grau 1: Pouca contratilidade, não havendo
aparecer na hora da mobilidade articular
percussão Grau 2: movimento incompleto contra a
gravidade
Grau 3: movimento completo contra a
gravidade
Som claro pulmonar: regiões que contem ar. Grau 4: vence a gravidade com resistência
mínima
Som maciço: som menos audível devido o Grau 5: vence a gravidade com resistência
aumento da densidade do tecido pulmonar máxima
(tumor, derrame pleural)

Som timpânico: som mais audível devido


aos pulmões hiperinsuflados ou ar no AUSCULTA CARDÍACA do paciente
espaço pleural (asma, enfisema,
pneumotórax)

1º bulha: fechamento das


átrios ventriculares
Tricúspide e mitral '' TUM''

2º bulha: fechamento das


semilunares
Aórtica e Pulmonar ''TA''
Foco pulmonar: 2º espaço intercostal esquerdo
Foco aórtico: 2º espaço intercostal direito
Foco mitral: 5º espaço intercostal esquerdo
Foco tricúspide: apêndice xifóide do esterno
6 Como avaliar um raio x
Brenda Antunes @sobreafisio

Estruturas visualizadas O hilo pulmonar esquerdo têm posição


superior em relação ao direito.

Os vasos (artérias e veias pulmonares) são as


estruturas mais facilmente identificadas.

Pulmões
Hilo pulmonar
No raio x você deverá buscar diferenças de
Composto por artérias transparências. Pulmão normal: hipertransparente
pulmonares, brônquios e com ‘’estrias densas’’ (vasos pulmonares).
vasos linfáticos. O hilo
direito tem localização
mais baixa que o
esquerdo.

Aumento do volume: sugestivo de dilatação das


artérias pulmonares, bem como linfodomegalias.
7 Exames radiologicos em UTI
Brenda Antunes @sobreafisio

Pneumonia
A pneumonia é uma infecção envolvendo os
pulmões (infecção do trato respiratório inferior). Pneumonia
Condensação inflamatória aguda dos alvéolos de
e/ou infiltração do tecido intersticial pulmonar condensação
Causas: são provocadas pela inalação de
partículas infecciosas (bactérias, vírus,
fungos e por reações alérgicas) no espaço
alveolar.
Tipos de pneumonia: hospitalar e adquirida Achados radiológicos
na comunidade
Opacificação lobar podendo o broncograma
Sintomas: tosse, expectoração, dispneia, dor
aéreo estar presente
torácica, febre, confusão, cefaléia, calafrios
Ausência da borda do coração e silhueta do
Sinais clínicos: macicez à percusssão,
hemidiafragma direito
redução do murmúrio vesicular, aumento do
frêmito toracovocal.
Fibrose pulmonar idiopática
É uma doença crônica onde ocorre substituição do
pulmão normal por fibrose (tecido de cicatrização),
Pneumonia alterando a sua capacidade de realização de trocas
intersticial gasosas (oxigenação do sangue).

Tecido pulmonar fibrótico, faz com que perca a


complacência pulmonar, tira capacidade de
oxigenar e ventilar (diminui O2 e aumenta CO2)

Pneumonia lobar
sem broncograma
aéreo

Diminuição da transparência do interstício


pulmonar
Infiltrado reticular bilateral nas bases
Padrão em favo de mel
15 Dpoc e ventilação mecânica
13
Brenda Antunes @sobreafisio

O que é DPOC? Critérios diagnósticos


A Doença pulmonar obstrutiva crônica é Tabagismo importante
definida como obstrução fixa ao fluxo aéreo Tosse crônica
reversível incompletamente. Existem dois tipos Dispneia e/ou broncoespasmo
de DPOC a bronquite crônica e o enfisema Gasometria com hipoxemia e ou hipercapnia.
pulmonar. RX apresentando hiperinsuflação
Sobrecarga câmaras direitas
Tipos de dpoc
Bronquite crônica Características do raio x
É caracterizada por
hipersecreção
brônquica e inflamação • Hiperinsuflação
crônica dos brônquios,
levando a fibrose e • Horizontalização das
costelas
ao estreitamento irreversível das vias aéreas.
(durante a crise retem secreção)
• Diafragma mais
Enfisema pulmonar
aplainado
se manifesta por
dispneia progressiva e
caracteriza-se por
destruição dos septos
alveolares, com con- Distúrbio ventilação/perfusão
sequente diminuição da retração elástica dos
pulmões e limitação do fluxo aéreo. (Na Os distúrbios de ventilação/perfusão
expiração o alvéolo colaba e não deixa sair o ar) acentuam-se nas exacerbações da
DPOC e podem gerar combinações
Alteração fisiopatológica de efeito shunt e efeito de espaço
morto, causando hipoxemia, além da
Aumento da resistência das vias aéreas:
hipercapnia e aumento da pressão
represamento de ar e a presença de uma
da artéria pulmonar.
pressão positiva nos alvéolos ao final da
expiração (auto-PEEP)
Distúrbio ventilação/perfusão
Diminuição da retração elástica pulmonar,
diminuição do calibre de vias aéreas, aumento do Dificuldade em se manter as
esforço respiratório, redução do fluxo expiratório, trocas gasosas entre o alvéolo
leva ao colabamento das vias aéreas distais e o capilar pulmonar por
antes do esvaziamento completo dos alvéolos. deposição de líquido ou outras
Fadiga muscular, que colabora com uma substâncias da membrana
ventilação insuficiente causando retenção de alvéolo capilar
CO2 e acidose
Entra pouco O2 e retem muito CO2
Fisioterapia Ortopédica
1- Fraturas Ósseas e Cicatrização
2- Fraturas de membros superiores (MMSS)
3- Fraturas de membros inferiores (MMII)
4- Disfunção temporomandibular (DTM)
5- Síndrome do Impacto subacromial (SISA)
6- Luxação e instabilidade de ombro
7- Lesões do manguito rotador e P.O
8- Capsulite Adesiva
9- Discinese Escapular
10- Tendinopatia do Supraespinhal
11- Tendinopatia do bíceps braquial
12- Epicondilalgia Medial
13- Epicondialgia Lateral
14- Tríade terrível do cotovelo
15- Síndrome do túnel do carpo (STC)
16- Dedo em gatilho
17- Tenossinovite de Quervain
18- Espondilólise e Espondilolistese
19- Hérnia de disco Lombar
20- Escoliose
21- Lombalgia inespecífica
22- Impacto Femoroacetabular
23- Osteoartrite de quadril
24- Artroplastia de quadril
25- Síndrome da dor do trocânter maior (SDTM)
26- Síndrome do piriforme
27- Lesão ligamento cruzado anterior (LCA)
28- Lesão ligamento cruzado posterior (LCP)
29- Lesão ligamento colateral medial (LCM)
30- Lesão ligamento colateral lateral (LCL)
31- Lesões meniscais
32- Osteoartrite de Joelho
33- Artroplastia de joelho
34- Síndrome da dor Patelofemoral (SDPF)
35- Condromalácia Patelar
36- Tendinopatia do tibial posterior
37- Tendinopatia dos fibulares
38- Tendinopatia Calcânea (Aquiles)
39- Fasciopatia Plantar
40- Entorse de tornozelo
41- Hálux Valgo
42- Esporão de calcâneo
Acesse aqui
1 Fraturas ósseas
Brenda Antunes @sobreafisio

A fratura óssea é definida como a interrupção da continuidade do osso, resultando


em perda parcial ou total de sua integridade estrutural e função biomecânica.

Etiologia das fraturas


Fraturas traumáticas: decorrentes de um
trauma de alta energia suficiente para
causar a lesão do tecido ósseo (Ex.
acidente de trânsito ou impacto direto)
Fraturas patológicas: osso com resistência
comprometida devido a uma patologia de
base, sofre fratura quando não é mais
capaz de suportar a alta carga mecânica
imposta. (Ex. osteoporose, tumor ósseo, Fratura fechada: sem comunicação
infecção) com o meio externo (a pele
Fraturas por estresse: decorrentes de uma permanece íntegra).
sobrecarga mecânica repetitiva por longos Fratura aberta: há ruptura da pele e
períodos que excede a capacidade de exposição do osso ao meio externo
remodelação óssea (Ex. corredores,
militares, dançarinos)
Tipos de fratura
Avulsão: decorrente de uma grande
força de tração gerada por um tendão
ou ligamento.
Cominutiva: com múltiplos fragmentos
ósseos que ficam desorganizados no
foco da fratura
Espiral: o traço da fratura se projeta de
forma espiral ao longo da diáfise.
Galho verde: fratura incompleta em
que uma das corticais do osso fica
lascada e a outra permanece
conectada, porém deformada.
Flutuante: ocorre fratura em dois ossos Oblíqua: o traço da fratura se projeta
longos, ficando a articulação sem de forma oblíqua ao eixo longitudinal
sustentação. do osso
Deslocamento: um dos segmentos ósseos Transversal: o traço da fratura projeta
deslocados e ocorre perda da comunicação transversalmente à diáfise
entre o periósteo dos dois lados.
6 Capsulite adesiva
Brenda Antunes @sobreafisio

Condição inflamatória e fibroproliferativa da cápsula articular do ombro


que causa uma limitação importante da movimentação ativa e passiva.

Conceito
A capsulite adesiva ou ombro congelado é
uma condição inflamatória e fibroproliferativa
da cápsula articular do ombro que produz
espessamento, retração, aderências e
consequente redução do espaço articular,
caracterizada por perda progressiva de ADM
glenoumeral, apresentando rigidez e dor. O
processo da doença afeta principalmente a
cápsula articular anterossuperior, o recesso
axilar e o ligamento coracoumeral, levando à
limitação especialmente das rotações.
Pré Congelamento
Condição primária: origem idiopática Duração: 0 a 3 meses
Condição secundária: pode surgir após Dor nas ADM ativa e passiva
situações de imobilização prolongada, Limitação da flexão, abdução, rotações
lesões traumáticas, neurológicas ou internas e externas
sistêmicas.
Hipótese fisiopatológica 1º Fase Congelamento
Hipóteses causais: reação autoimune, Duração: 3 a 9 meses
disfunção dos níveis e no Dor nas ADM passiva e ativa
funcionamento de citocinas Dor profunda no ombro ou na inserção
inflamatórias, disfunção de do deltóide, pode irradiar para o braço
fibroblastos (aumento de colágeno até o cotovelo
tipo I e III) inflamação vascular que Dor mais intensa durante a noite
acomete sobretudo o intervalo rotador. Limitação significativa de flexão,
abdução, rotação interna e externa

Fases da capsulite Nesta fase o paciente não refere


rigidez e testes isométricos não
É uma condição clínica onde os sintomas causam dor.
podem ser completamente eliminados mesmo Cápsula começa a ficar rígida
sem tratamento (2 anos). Ela se desenvolve (espessamento capsular)
em estágios com apresentações clínicas
características.
17 Hérnia de disco lombar
Brenda Antunes @sobreafisio

A hérnia de disco é uma condição em que o núcleo pulposo é deslocado


do espaço intervertebral, podendo comprimir estruturas neurais.

Conceito Disco normal

A hérnia de disco ocorre quando o núcleo


pulposo (componente gelatinoso do disco
intervertebral) se desloca devido a uma fissura
no ânulo fibroso (estrutura externa do disco),
podendo migrar em direção ao canal vertebral
ou forames intervertebrais, onde estão as
raízes nervosas. Em alguns casos, esse
deslocamento pode comprimir estruturas
neurais, gerando sintomas como dor, fraqueza
Hérnia de disco
e alterações sensoriais.
Fases da Herniação
Prolapso: Núcleo pulposo
Fisiopatologia
deslocado, mas sem ruptura O processo degenerativo inicia com a
completa do ânulo fibroso desidratação do disco intervertebral,
Protusão discal: núcleo pulposo se levando à perda de altura e fragilização do
desloca, mas permanece contido ânulo fibroso. Com o tempo, surgem
pelo ânulo fibroso → forma uma fissuras no ânulo, permitindo que o núcleo
saliência de pressão na medula pulposo se protrua (protusão) ou extravase
espinal (extrusão/sequestro) , caracterizando a
Extrusão discal: Ocorre perfuração hérnia discal. O quadro álgico referido a
do anel fibroso e deslocamento do hérnia discal pode estar relacionado ao
núcleo pulposo para o interior do processo inflamatório e compressão
espaço epidural, sendo contido pelo mecânica das raízes nervosas.
ligamento longitudinal posterior.
Sequestro discal: fragmento do
núcleo se desprende
completamente e migra para dentro
do canal medular

Hérnia anterior: não apresenta sintomatologia, não comprime raiz nervosa


Hérnia Posteriores/Posterolateral: tendem a comprimir estruturas nervosas
26 Ligamento colateral lateral
Brenda Antunes @sobreafisio

A lesão do LCL resulta de uma força em varo aplicada ao joelho, podendo


causar estiramento, ruptura parcial ou completa do ligamento.

Anatomia e Lesão
Ligamento colateral lateral (LCL): limita o
varo
Estabilizador em varo do joelho
Limita rotação externa e o deslocamento
posterior da tíbia
Lesão ocorre por golpe na lateral medial
do joelho
Lesão pode ocorrer por queda ou estresse
de hiperextensão
Lesões menos comuns
Raramente são lesões isoladas

Avaliação fisioterapêutica

Palpação: edema, equimose e aumento da sensibilidade local


Teste ortopédico: estresse em varo
Frouxidão em varo em extensão total: lesão em um ou ambos ligamentos cruzados
Avaliação da força muscular
Perimetria do joelho (edema, atrofia muscular)
Amplitude de movimento do joelho (goniometria)
Classificação das lesões ligamentares

Grau 1: algumas fibras lesadas,


articulação permanece estável
(entorse)
Grau 2: são afetadas fibras profundas
e superficiais, algumas vezes também
o menisco. A articulação apresenta
instabilidade
Grau 3: lesões das estruturas fibras
profundas e superficiais (e às vezes
meniscos) e/ou ligamentos cruzados.
Articulação muito instável.
Avaliação Ortopédica Descomplicada
1) Avaliação ortopédica
2) Exame subjetivo da anamnese
3) Exame físico da anamnese
4) Avaliação postural
5) Avaliação da coluna cervical
6) Avaliação da coluna lombar
7) Avaliação escapular
8) Avaliação dos ombros
9) Avaliação do cotovelo

10) Avaliação do punho e mãos


11) Avaliação do quadril
12) Avaliação do joelho
13) Avaliação do tornozelo e pé
14) Avaliação da Marcha
15) Materiais necessários
16) Como fazer a evolução do
paciente
17) Como montar o quadro da
CIF (Classificação Internacional
de Funcionalidade)
18) O que é a CBDF e como
usar?

Acesse aqui
1 Avaliação ortopédica
Brenda Antunes @sobreafisio

A avaliação fisioterapêutica ortopédica tem como objetivo investigar a presença ou


ausência de limitações funcionais e incapacidades, contribuindo para o estabelecimento
de um diagnóstico funcional e prognóstico, determinação de metas e resultados e o
desenvolvimento e implementação de um plano de tratamento adequado.

Antes de realizar o exame físico, é importante você obter o


máximo de informações a respeito da condição atual do seu
paciente e seu histórico médico. Esses dados são obtidos
através do exame subjetivo (da conversa com o paciente,
prontuários médicos ou acompanhantes).

É de extrema importância que você fique atento e anote


todos os detalhes obtidos da avaliação do paciente. A
entrevista deve fluir como uma conversa, com linguagem
de fácil entendimento (coloquial) de modo que os
questionamentos sejam facilmente compreendidos pelo
paciente.

Siglas importantes Examinar: Processo de obter a história,


realizar a revisão dos sistemas e administrar
Identificação (ID)
testes e medidas para aumentar os dados
Queixa principal (QP)
sobre o paciente.
História da doença atual (HDA)
Avaliar: Faça julgamentos clínicos baseados
História da moléstia atual (HMA)
nos dados obtidos durante o exame.
História pregressa (HP)
Diagnóstico: Faça um link entre a história,
História da doença pregressa
os testes e medidas realizadas. Veja o que o
(HDP)
seu paciente precisa melhorar, quais são as
Estado geral de saúde (EGS)
limitações de atividades e restrições de
História social (HS)
participação que afetam a vida do paciente.
Intervenções: Liste métodos e técnicas que
você irá utilizar com seu paciente, visando
melhora na capacidade física e funcional.
5 Coluna cervical
Brenda Antunes @sobreafisio

O exame da coluna cervical tem como objetivo determinar se a lesão ou patologia ocorre
na coluna cervical ou em uma porção do membro superior. Caso o paciente apresente
lesão no pescoço é necessário avaliar para ver se há envolvimento neurológico.

Anamnese
Qual foi o mecanismo de lesão?
Qual a intensidade dos sintomas?
A cabeça chocou-se contra algo? O paciente
perdeu a consciência?
Quais são os locais e limites da dor?
Existe alguma irradiação da dor?
Apresenta cefaleia? Qual a localização e
frequência?
Apresenta formigamento nas extremidades?
Apresenta dor irradiada?

Movimentos ativos
Principais músculos envolvidos nos
movimentos da cervical
Flexão: esternocleidomastóideo, escalenos,
pré-vertebrais (longo da cabeça, longo do
pescoço, reto anterior da cabeça e reto lateral
da cabeça)
Extensão: trapézio (fibras superiores),
esplênio da cabeça, esplênio do pescoço e
semi-espinhal da cabeça
Rotação: esternocleidomastóideo do lado
oposto ao movimento e escalenos e esplênios
do lado do movimento
Inclinação (lateralização): esternocleidomas-
tóideo do lado do movimento, escalenos,
esplênios da cabeça e do pescoço, oblíquos
superior e inferior da cabeça do lado do
movimento

O fisioterapeuta deve observar o padrão/ritmo/qualidade de movimento, a quantidade de


restrição observável, observar se o movimento causa ou alivia as dores.
11 Goniometria
Brenda Antunes @sobreafisio

Rotação interna de quadril (0 a 45º)


Posição do paciente: Paciente sentado com as
pernas pendentes ou o paciente poderá deitar de
decúbito ventral com o joelho fletido.
EIX: Região central da patela.
HF: : Paralelo ao centro do joelho
HM: Acompanha a tuberosidade da tíbia nos
movimentos.

Rotação externa do quadril (0 a 45º)


Posição do paciente: Paciente sentado com as
pernas pendentes ou o paciente poderá deitar de
decúbito ventral com o joelho fletido.
EIX: Região central da patela.
HF: Paralelo ao centro do joelho.
HM: Acompanha a tuberosidade da tíbia nos
movimentos.
1
8 Teste de força muscular do Ombro
Brenda Antunes @sobreafisio

Coracobraquial
Posicionamento do paciente: sentado
ou em decúbito dorsal
Avaliação: Flexão do ombro em rotação
lateral, com o cotovelo totalmente
flexionado e o antebraço supinado. O
auxilio do m. bíceps na flexão do ombro
diminui nessa posição de teste, porque a
flexão completa do cotovelo e a
supinação do antebraço encurtam muito
o músculo para que ele seja efetivo na
flexão do ombro.
Pressão: contra a superfície ântero-
medial do terço inferior do úmero, na
direção da extensão e da abdução
discreta.

Deltoide Fibras Médias


Posicionamento do paciente: sentado
Avaliação: Abdução do ombro sem
rotação. Ao posicionar o ombro na
posição de teste, o cotovelo deve ser
flexionado para indicar a posição neutra
da rotação. No entanto, o ombro pode
ser estendido depois de a sua posição
ser estabelecida, de modo que a
extremidade estendida pode ser usada
como uma alavanca mais longa. O
examinador deve aplicar uma técnica
sólida durante testes subsequentes.
Pressão: contra a superfície dorsal da
extremidade distal do úmero se o
cotovelo tiver flexionado, ou contra o
antebraço se o cotovelo estiver
estendido.
Fisioterapia Cardiovascular
1- Anatomia Cardíaca
2- Fisiologia Cardiovascular
3- Respostas cardiovasculares ao
exercício
4- Consumo de O2 e METS
5- Fatores de risco cardiovasculares
6- Testes de capacidade funcional
7- Exames complementares em
cardiologia
8- Faixa de treinamento
cardiovascular
9- Fases reabilitação cardíaca

10- Cardiopatias hipertensivas


11- Valvopatias
12- Reabilitação cardiopulmonar
pós covid
13- Doença arterial coronariana
14- Infarto agudo do miocárdio
15- Insuficiência cardíaca
congestiva
16- Doenças venosas
17- Doença arterial obstrutiva
periférica
18- Choque circulatório

Acesse aqui
1 Anatomia cardíaca
Brenda Antunes @sobreafisio

O sistema cardiovascular é formado pelos vasos sanguíneos, artérias, veias,


capilares e pelo coração. Na circulação sanguínea transporta os nutrientes e
oxigênio por todo o corpo, além de remover gás carbônico e metabólitos.

Coração
Estrutura muscular oca (miocárdio)
Formato de cone
Localização: tórax (mediastino):
obliquamente (inclinado) em relação aos
eixos do corpo
Ápice do coração: voltado para a esquerda,
para frente e para baixo
Base do coração: dirigida para a direita, para
cima e para trás
Câmaras do coração: 2 átrios D/E (câmaras
superiores) e 2 ventrículos D/E (câmaras
inferiores).

Faces do coração: esternocostal,


diafragmática e pulmonar
Margens: margem direita (AD até veias cavas
(superior e inferior), margem esquerda (VE e
aurícula E), margem inferior (VD e pequena
parte VE), e a margem superior (Átrios e
aurículas).

Septo interventricular: separa o


ventrículo esquerdo do direito, para
que não haja mistura de sangue
venoso com o arterial.
Nodo sinoatrial: ‘’marca passo do
coração’’ propaga os impulsos
elétricos, dita o ritmo sinusal de
minuto a minuto.
6 Testes capacidade funcional
Brenda Antunes @sobreafisio

Os testes de esforço avaliam a capacidade funcional cardiorrespiratória do


paciente com os objetivos de diagnóstico disfuncional, visando a prescrição
mais apropriada do exercício e evolução terapêutica aplicada ao paciente.

Teste de caminhada 6min Descrição do teste


O teste de caminhada de 6 minutos (TC6M), é O teste deve ser realizado em um corredor de
um teste que tem como objetivo avaliar a 30 metros que deve ser marcado a cada 3m
capacidade submáxima funcional. É um teste Ao final de cada extremidade do corredor,
bem tolerado, reflete mais seguramente as devem ser colocados cones para que o
atividades do dia a dia. paciente realize a curva para continuar o
Materiais usados para o TC6M
teste
O fisioterapeuta deverá avaliar os dados
Cones para delimitar a pista vitais (PA, FC, SpO2, FR, escala de esforço
Cronômetro de Borg) no início e no final do teste.
Oxímetro O paciente deverá andar na velocidade mais
Estetoscópio e esfigmomanômetro rápida que tolerar, sem correr, durante 6
Escala de Borg minutos.
Papeis para anotar os dados A cada um minuto, o fisioterapeuta deverá
Cadeira anotar a FC e SpO2 do paciente que irá
Bala de oxigênio realizar o percurso com o oxímetro no dedo.
Diga frases positivas para incentivar o
paciente: você esta indo bem, mantenha o
ritmo,
O fisioterapeuta não deve andar junto com
o paciente, caso for necessário carregar bala
de oxigênio, você deverá caminhar atrás do
paciente
Pacientes que usam oxigênio devem fazer o
teste com o O2, se a saturação cair <90%
deve-se interromper o teste. Deixar o tempo
contando, quando conseguir voltar, continuar
andando até que complete os 6 minutos.
9 Fases da reabilitação cardíaca
Brenda Antunes @sobreafisio

Fase 1
Pacientes após eventual quadro agudo, tem
início ainda dentro da unidade hospitalar,
após estabilidade hemodinâmica.
Exercícios físicos de baixa intensidade,
técnicas para o controle do estresse e
programas de educação em relação aos
fatores de risco e à cardiopatia
Exercícios de baixa intensidade (2 a 4 METS)
Duração máxima: 20 minutos e 2x ao dia
Monitorar: PA, FC, FR e SpO2 e ausculta
cardíaca e pulmonar
Frequência cardíaca de treinamento: FC
repouso + 20pm
Objetivos da fase 1: preservar condição
ventilatória adequada, prevenir trombose,
minimizar perdas de tônus e trofismo em
geral
Dia 1 Dia 2 Dia 3
Paciente deitado Paciente sentado Paciente em pé
Fisioterapia respirató- Exercícios respiratórios Exercícios ativos de
ria (exercícios e e diafragmáticos MMSS
remoção de secreção) associados aos Alongamento ativo
Exercícios ativos MMII movimentos de MMSS de MMII
(bomba tibiotársica) (cotovelo, mãos) Deambulação 35m
Exercícios ativos Exercícios escapulares
/ativos assistidos Exercícios ativos das Dia 6
(cotovelo, mão e extremidades (joelho,
Alongamento MMSS e
dedos, joelho, quadril) quadril)
MMII
Dia 4 Dia 5 Exercícios ativos de
MMSS e MMII
Alongamento MMSS e Alongamento MMSS e Descer escada
MMII MMII lentamente e retornar de
Exercícios ativos de Exercícios ativos de elevador (1 andar)
MMSS e MMII (flexo MMSS e MMII Deambulação: 165m
extensão e abdução/ Rotação de tronco e
adução) pescoço
Deambulação 50m Passos com elevação Dia 7
(25m lentos e 25m de joelhos Repetir passos do 6
rápidos) Deambulação 100m Descer e subir escada
lentamente 1 andar
14 Infarto agudo do miocárdio
Brenda Antunes @sobreafisio

O IAM é a necrose miocárdica resultante da obstrução aguda de uma artéria


coronária, devido a formação de um coágulo que interrompe o fluxo
sanguíneo de forma súbita e intensa.

Conceito
O Infarto agudo do miocárdio é decorrente da
isquemia prolongada causada pela interrupção
total do fluxo sanguíneo do miocárdio resultante
da total e absoluta oclusão da luz de uma artéria
coronária devido a presença de uma placa de
ateroma (trombo).

Após a interrupção de fluxo sanguíneo, ocorre a


necrose irreversível (substitui tecido contrátil
lesado por células cicatriciais fibróticas) o
coração perde sua habilidade de contração e
encurtamento na área lesada.
Fases: isquemia, lesão, necrose
Dano irreversível após 15 a 20 minutos de
oclusão total
Maior parte da lesão ocorre nas primeiras 3
horas
Extensão da necrose depende da existência
de circulação colateral

Isquemia cardíaca
A isquemia cardíaca decorre do desequilíbrio
entre a oferta e o consumo de oxigênio pelo
miocárdio
Situações que reduzem a oferta de oxigênio
e provocam isquemia: grau de obstrução
arterial, lesões em outros vasos, presença de
circulação colateral, durante quadros de
asfixia, intoxicação por monóxido de carbono,
insuficiência respiratória, cor pulmonale, A demanda aumentada de oxigênio
aterosclerose, anemia grave, espasmo também pode gerar isquemia cardíaca (ex.
coronário ou vasoconstrição. ↑
exercício físico, taquicardia, da pressão
intraventricular)
Fisioterapia Neurofuncional
1- Tônus muscular
2- Marchas patológicas
3- Parkinson
4- Acidente vascular encefálico
5- Traumatismo raquimedular
6- Esclerose múltipla
7- Esclerose Lateral Amiotrófica
8- Traumatismo craniano
9- Paralisia facial
10- Lesões nervosas periféricas

11- Neuropatias periféricas


(Polineuropatia)
12- Plexopatia Braquial
13- Plexopatia Lombar
14- Plexopatia Sacral
15- Síndrome pós polio
16- Síndromes medulares
17- Síndrome de Guillain Barré
18- Ataxias Cerebelares
19. Neuroplasticidade
20. Técnicas neurológicas
reabilitação

Acesse aqui
3 Doença de Parkinson
Brenda Antunes @sobreafisio

Paralisia agitante caracterizada por distúrbios do movimento devido a


deficiência de dopamina na via nigroestriatal.

Conceito
A doença de Parkinson (DP) foi descrita em
1817 por James Parkinson como uma paralisia
agitante. A DP é caracterizada pela degeneração
progressiva dos neurônios da substância negra
que leva à redução da produção de dopamina.
Os sintomas motores são causados pela degene-
ração e morte de neurônios dopaminérgicos que
participam do controle motor.
Parkinsonismo

Parkinsonismo primário: doença de


parkinson
Parkinsonismo secundário: semelhante
a DP mas a causa é algo mais (Ex:
fármacos, doença cerebrovascular,
trauma, infecção, alterações pós-
encefalíticas)
Parkinsonismo Plus: tem algumas
características semelhantes a DP, mas
apresentam algumas características
clínicas diferentes e tem o prognóstico
Dopamina
pior (Ex: doenças neurodegenerativas Importante neurotransmissor catecolaminér-
como atrofia multissistêmica, Shy- gico que tem como precursor a L-dopa, essa,
Drager, paralisia supranuclear responsável pela regulação de diversas
progressiva, doença dos corpos de Lewy funções neuronais, como controle do
e degeneração nigroestriatal movimento voluntário, ciclo sono vigília, e
aprendizado.
A redução da produção de dopamina pode
ocorrer por outras causas, como lesões
expansivas nos núcleos da base, toxicidade
por drogas ou lesão vascular que causem
deterioração dos neurônios dopaminérgicos.
4 Acidente vascular encefálico
Brenda Antunes @sobreafisio

Distúrbio cerebral decorrente da alteração do fluxo de sangue ao cérebro


podendo levar a alterações cognitivas, sensoriais e motoras.

Conceito
O acidente vascular cerebral (AVC), é um déficit
neurológico atribuído a uma lesão focal aguda do
sistema nervoso central por uma causa vascular.
Ocorre quando um vaso sanguíneo é bloqueado
por um coágulo ou sofre ruptura.

Acidente vascular encefálico (AVE): mais


correto do ponto anatômico
Acidente vascular cerebral (AVC): mais
reconhecido e mais usada (mais
recomendado para uso na clínica)
Tipos de AVC: isquêmico, hemorrágico,
lacunar, ataque isquêmico transitório (AIT)
AVC Isquêmico

Síndrome neurológica de início súbito que


ocorre por causa da insuficiência de fluxo AVC Hemorrágico
sanguíneo em uma região específica do
sistema nervoso central (SNC). Ruptura de vasos que irrigam o encéfalo
Obstrução do vaso sanguíneo com consequente extravasamento de
Obstrução da irrigação sanguínea de sangue diretamente para o parênquima
determinada área cerebral ou por cerebral.
diminuição da perfusão sistêmica Hemorragia subaracnóide ou hemorragia
Ocorre uma lesão neuronal por falta de cerebral intraparenquimatosa
oxigênio e nutrientes com diminuição das AVC Profundo: quando acomete
reservas de energia do tecido nervoso núcleos da base, tálamo, ponte e
Causas: aterosclerose, cardioembólica, cerebelo e lobar: lobos cerebrais.
infarto lacunar, hipertensão e diabetes, Causas: HAS, MAV (malformação
arterites, trombofilias, dissecções arteriais arteriovenosas) , tumores
cervicais. (coágulos, trombos, êmbolos)
AVC Lacunar: lesão pequena
AIT: não é considerado AVC, é um de estruturas mais profundas
déficit neurológicos transitório (pequenos vasos, arteríolas,
decorrente de redução do fluxo capsula interna). A síndrome
sanguíneo que tenha duração clínica mais comum é
inferior à 24h e que seja seguido hemiparesia motora pura,
por recuperação funcional decorrente de uma lesão na
completa. cápsula interna.
19 Neuroplasticidade
Brenda Antunes @sobreafisio

Princípios
[Link] ou perca: não realizar a tarefa por um
longo período de tempo, começa a perder os
circuitos neurais.
[Link] e melhore: treino da tarefa pode
aprimorar uma função
[Link]: treinar algo específico
(treinar equilíbrio, treinar sentar e levantar)
[Link]ção importa: necessária para induzir
mudanças neurais duradoura
[Link] importa: intensidade de
treinamento suficiente
6. Tempo importa: pode haver janelas de
Aprendizado motor
tempo em que seja particularmente eficaz no O aprendizado de habilidades motoras é
direcionamento da plasticidade reativa tipicamente caracterizado pelo aumento da
induzida pela lesão (Ex + plasticidade fase conectividade funcional em uma rede
aguda) distribuída que envolve diferentes estruturas.
[Link]ância: treino relevante para induzir Durante a aprendizagem de uma habilidade,
plasticidade. um indivíduo passa por três estágios:
[Link]: plasticidade ocorre mais rapidamente cognitivo, associativo e autônomo.
nos cérebros mais jovens, mas em idosos ela
também existe. Cognitivo: está tentando compreender
[Link]ência: a plasticidade em resposta a os objetivos da tarefa, o que sobrecar-
uma experiência de treinamento pode rega os mecanismos de atenção, pro-
melhorar a aquisição de comportamentos porcionando performance inconsistente
semelhantes (treino subir descer step -
semelhante a subir escada) Associativo: após um certo período de
[Link]ência: A plasticidade dentro de um prática, consegue manter performance
determinado circuito neural impede a mais estável, sendo capaz inclusive de
indução de uma outra. Isso por sua vez, pode detectar alguns erros. As necessidades
prejudicar o aprendizado. (Quando o treino de atenção nesse estágio decrescem
não é aquedo, foi reforçado estímulos significativamente.
negativos, é mais dificil reaprender.
Autônomo: depois de muita prática a
habilidade está bem desenvolvida,
A transição até a automaticidade poderá ocorrer permitindo que o indivíduo realize com
naturalmente, porém o tempo necessário para consistência. Há mínima necessidade
que isso aconteça irá depender da quantidade de de atenção permitindo que ele direcione
prática e do grau de complexidade da tarefa. o foco para outros aspectos.
20 Técnicas de reabilitação
Brenda Antunes @sobreafisio

Gameterapia
Exergames, gameterapia, realidade virtual
Experiência virtual imersiva, interativa,
tridimensional que permite ao usuário
interagir e se tornar imerso em um ambiente
gerado por computador de maneira
naturalista.
Objetivos: equilíbrio, função dos MMSS,
controle postural, exercícios ativos,
coordenação/ritmo, dupla tarefa, Realidade virtual de simulação: o
cognitivo/atenção, transferência de peso, paciente tem impressão que está
treino de marcha e motivação. manipulando o ambiente
Estimula o sistema auditivo e da visão, tato tridimensional (em pé em uma
propriocepção, informações vestibulares plataforma (Balance Board) controla
Apresenta evidências científicas positivas personagem, wii jogando tênis)
Realidade virtual de projeção:
paciente está fora do mundo virtual
Imagética motora mas pode interagir com os elementos
(Ex. Pokemon go)
Consiste em um método Realidade virtual aumentada:
de treinamento de imersão completa do paciente (óculos
sequências motoras por de realidade).
meio da imaginação
consciente e repetida de
certas atividades, sem
que ocorra movimentos
Reaprendizagem motora
do corpo. Carr e Shepard
Objetivo: promoção da [Link]álise da tarefa (observação,
aprendizagem ou comparação e análise)
aperfeiçoamento de uma 2. Prática dos componentes que estão
habilidade motora. faltando (instrução cuidadosa,
Processo cognitivo demonstração, feedback verbal e
complexo, que é visual e condução manual para
autogerado através de facilitar a aprendizagem)
processos perpetuais e [Link]ática da tarefa
sensoriais que permite a 4. Transferência
reativação de de treino (pra-
determinadas ações ticar em casa)
motoras na memória de
trabalho.
Eletroterapia na Prática
1- Princípios Básicos da
Eletroterapia
2- Ultrassom Terapêutico
3- Estimulação Nervosa
Transcutânea (TENS)
4- Corrente Interferêncial
5- Fotobiomodulação (Laser x LED)
6- Iontoforese
7- Corrente galvânica
(galvanoterapia)
8- Estimulação Elétrica
Neuromuscular (NMES)

9- Estimulação Elétrica Funcional


(FES)
10- Correntes diadinâmicas de
Bernard
11- Terapia Capacitiva Resistiva
(TECAR)
12- Magnetoterapia
13- Terapia por ondas de choque
extracorpórea
14- Ondas Curtas
15- Microondas
16- Ultravioleta

Acesse aqui
Ultrassom Terapêutico
O ultrassom terapêutico é um recurso da fisioterapêutico que usa
vibrações sonoras para estimular a regeneração dos tecidos.

Conceito
Modalidade terapêutica na qual são
utilizadas vibrações mecânicas acústicas
inaudíveis de alta frequência produzidas
por um transdutor vibratório que se
aplica sobre a pele que produzem efeitos
fisiológicos térmicos e não térmicos.
Gerador de corrente de alta
frequência
Cabeçote (transdutor cristal PZT)
Transdutor: termo que designa todo Efeito Piezoelétrico: Efeito de
dispositivo que converte a energia compressão e descompressão do
eletromagnética em energia mecânica cristal, provocado pela corrente de
Para emitir ondas de ultrassom, o alta frequência, gerando um feixe
transdutor precisa ter um material ultrassônico. Transformação da
piezoelétrico. energia mecânica em energia
Antigamente, esse material era feito elétrica.
principalmente de cristais de quartzo,
mas como eles geravam frequências
baixas (menos de 1 MHz) e eram Área do cabeçote
muito sensíveis, foram substituídos.
Área Geométrica: tamanho do
Atualmente, os materiais mais usados
cabeçote ± 7cm
são o Zirconato-Titanato de Chumbo
Área de radiação efetiva (ERA): é
(ZTP) e o Titanato de Bário.
sempre menor que a área geométrica,
Hotpoint: a intensidade de emissão
é a área que realmente emite
do ultrassom a qual não é uniforme
radiação. ± 5cm
em toda a superfície do transdutor. A
E.R.A. (Effective Radiating Area =
parte central onde há maior acúmulo
Área Efetiva de Emissão: região da
de energia é conhecida como ponto
superfície do transdutor que
quente. Motivo que nos leva ao
realmente produz a onda sonora.
movimento do cabeçote durante a
aplicação do ultrassom.
Hotpoint
ponto quente
Fotobiomodulação
A fotobiomodulação utiliza luz de baixa intensidade (laser ou LED)
para promover efeitos biológicos no corpo

Radiação visível estão


Fototerapia compreendidos entre 370 nm
(violeta) e 750 nm (vermelho)
Tipos de luzes para fins terapêuticos.
Infravermelho: 750 - 1.200nm
Fótons: pequenos pacotes de energias
que não carregam matéria, sendo os LASER - Luz amplificada por
responsáveis pela interação da luz com emissão estimulada de radiação
os tecidos biológicos. LED - Emissão de luz por diodo
IPL - Luz intensa pulsada

Baixa potência (LASER e LED) não


Níveis de potência Laser geram acúmulo térmico e, somente a
fonte de luz (espectro) que
Alta Potência Laser cirúrgico estimulará os fotorreceptores não
Média Potência (Laser e ILP) especializados produzindo os efeitos
Baixa Potência (Laser e LED) de fotobioestimulação e a partir de
então ocorre mediante a conversão
Alta potência pode gerar
da energia luminosa em energia
temperaturas superiores a 100°C e é
bioquímica, seja inibindo a
usado principalmente em
transmissão de dor ou estimulando
procedimentos estéticos e cirúrgicos.
os processos de regeneração
Devido aos altos riscos, seu uso é
tecidual.
restrito a médicos especializados,
sendo necessário anestesia.
Média potência gera efeito térmico O meio ativo que gera a emissão do
concentrado nas áreas tratadas cuja Laser é composto de um conjunto de
temperatura tecidual se elevará em átomos ou moléculas que apresentam
torno de 60°C. Tem indicação para diversos níveis de energia
tratar tecidos especialmente
dérmicos, muito empregado na área Gás: Argônio, C02 , Hélio Neon
da estética como fotodepilação, Sólido: Nd:YAG, Erb:YA
remoção de manchas, Semicondutores: diodo, como o
rejuvenescimento Arseneto de Gálio (AsGa) e Arseneto
de Gálio e· Alumínio (AsGaAI)
Estimulação elétrica funcional
Aplicação de impulsos elétricos em músculos paralisados ou com
baixa atividade para gerar contrações musculares.

Conceito
A Estimulação Elétrica Funcional
(Functional Electrical Stimulation - FES) é
uma técnica de eletroestimulação usada
para provocar contrações musculares
com o objetivo de facilitar ou ajudar em
atividades funcionais, que fazem parte de
um programa de reabilitação.

Corrente de baixa frequência


Corrente alternada (bifásica)
Pulsos retangulares
Simétrica
Condição fundamental
Objetivo Para que a técnica seja eficaz, é
necessário que o paciente com lesão
Melhorar a função motora, substituindo do neurônio motor superior (NMS)
ou auxiliando movimentos que o paciente tenha a inervação periférica intacta.
tem dificuldade em realizar Isso porque a FES utiliza a estimulação
voluntariamente.(Ex. ficar em pé, andar, elétrica para ativar os músculos por
coordenar movimentos dificultados pela meio de nervos motores periféricos
espasticidade, fazer preensão de objetos, funcionais e intactos.
alterar a postura).
Teste: aplicação da
FES está diretamente ligada a tarefas eletroestimulação no músculo e
funcionais, nas quais contrações observar se há resposta motora
musculares são geradas por meio de adequada.
correntes elétricas para restaurar ou
apoiar movimentos. Lesões Nervosas
Neurotmese: ocorre perda de
continuidade de todo o tronco
nervoso
Axonotmese: acomete os axônios
e reação em duas fases
(degeneração walleriana e
regeneração de uma parte)
Neuropraxia: interrupção da
condução nervosa por uma lesão
exclusivamente da bainha de
mielina
Ondas de choque extracorpóreas
Recurso fisioterapêutico que utiliza ondas acústicas para estimular a
regeneração de tecidos, alivio de dor e tratar lesões.

Conceito
A terapia de onda de choque
extracorpórea (TOCE) é um tratamento
não invasivo que utiliza ondas mecânicas
(acústicas) de alta energia para tratar e
promover a recuperação de tecidos. As
ondas são geradas por uma ponteira
onde as ondas de choque são
transmitidas gerando microtraumas
controlados que estimulam o processo
natural de reparação tecidual.

Extracorpórea radial: Radial Shock


Wave Therapy (RSWT) → Utilizadas
por fisioterapeutas
Extracorpórea Focal/Planar:
Focused/Planar Shock Wave Therapy
(ESWT/PSWT) → Utilizadas por
médicos

ACÓRDÃO Nº 65, DE 27 DE
NOVEMBRO DE 2015 – Utilização
pelo Fisioterapeuta da Terapia por
Ondas de Choque como recurso
terapêutico Ondas Choque Focal
Geração: por métodos
Ondas Choque Radial eletrohidráulicos, eletromagnéticos
ou piezoelétricos.
Geração: por método balístico Foco: As ondas são direcionadas
Foco: As ondas se propagam de para um ponto focal específico,
forma radial a partir do ponto de permitindo uma maior
origem, resultando em uma concentração de energia em
distribuição mais difusa da energia. profundidades mais significativas.
Profundidade de penetração: + Profundidade de penetração: +
superficial até 3 cm. profundos até 8-12 cm.
Uso clínico: Comumente utilizada Uso clínico: lesões mais profundas
para condições músculo (ex. calcificações)
esqueléticas
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