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Painel Do Aprendiz REAA

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Robinson Marcel
Direitos autorais
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À Gl∴ do Gr∴ Arq∴ do Univ∴

A∴R∴L∴S∴ CAVALEIROS DA LUZ N.º 1057


Jurisdicionada ao GOPE e Federada ao GOB.
Fundada em 18 de agosto de 1927 da E∴ V∴
R.E.A.A

PAINEL DO APRENDIZ

A∴M∴ RICARDO BELMONTE


CIM 344.835

ABRIL//2025
“Ouça, onde os nossos mudos emblemas sussurram Sua sagrada influência sobre a
alma, em mística ordem dispostos: enquanto em volta do todo uma imensidão
estrelada enfeita as Virtudes irmãs. Vós, que pelo compasso, pelo esquadro e pela
linha, bem podem divisar essas ocultas Verdades, Desconhecidas a todos os demais”.
Waller Rodwell Wright (1775-1826)

INDICE
0. APRESENTAÇÃO
1. INTRODUÇAO
2. O QUE É O “PAINEL DE APRENDIZ”
3. HISTÓRIA DO PAINEL DE APRENDIZ
4. EVOLUÇAO TEMPORAL
5. OS SIMBOLOS NO PAINEL
6. CONCLUSÃO
7. REFERENCIAS
APRESENTAÇAO

O trabalho ora apresentado destina-se a mostrar a simbologia existente no painel de


aprendiz em uma loja maçônica no Ritual Escocês Antigo e Aceito (REAA) fazendo parte do meu
caminho de aprendizado e consequente escalada moral e espiritual para vencer minhas paixões e
submeter minhas vontades fazendo novos progressos na maçonaria.

Da mesma maneira que os filósofos egípcios, que para subtraírem os Segredos e Mistérios das
vistas profanas ministravam seus Ensinamentos através dos Símbolos, a Maçonaria, dando
continuidade à tradição, também encerra sua filosofia e conhecimentos nos símbolos, pelos quais
oculta suas Verdades ao Mundo Profano, só as revelando àqueles que ingressam
ritualisticamente nos seus Templos. ( Raimundo D’Elia Junior)

INTRODUÇÃO

Segundo o dicionário Oxford Language, “Símbolo” é aquilo que, por convenção ou


por princípio de analogia formal ou de outra natureza, substitui ou sugere algo.

Toda expressão que se dá à realidade possui uma estrutura simbólica à medida que a
expressão é feita por meio da linguagem. O símbolo é uma estrutura que se refere a algo,
funcionando como intermediário que conecta o intelecto com o objeto — a sua função é conectiva
— por isso ele indica o caminho para um objeto. Há de se diferenciar o símbolo de sinal. Por
exemplo, a imagem de uma placa de trânsito é um sinal já que indica algo mais objetivo, os sinais,
são expressões utilizadas para designar algo conhecido e concreto, seu significado está presente nele
mesmo, não querendo dizer outra coisa senão isso. Retratam simplesmente objetos, ideias concretas.
Via de regra, o símbolo trata de algo mais transcendente, embora elas possam ser reais ou irreais, e
aqui está um ponto importante: por mais que o símbolo possa apontar para objetos concretos,
também pode apontar para objetos que só existem na mente humana — aquilo que Aristóteles, na
Metafísica, chamou entes de razão.

Na comunicação o símbolo tem fator crucial encontrando-se difundido no dia a dia em


diversos setores do conhecimento humano. Existem símbolos reconhecidos internacionalmente, mas
também há os que somente são reconhecidos dentro de um contexto ou determinado grupo.
Os Símbolos são essenciais à Maçonaria - se ela os perdesse tornar-se-ia instituição
profana, com isso, o estudo dos Símbolos do Painel de cada grau é tarefa obrigatória de cada maçom.

O QUE É O PAINEL DE PRENDIZ?

Segundo diversos Dicionários Enciclopédicos chama-se painel a um quadro de pano,


oleado etc., no qual são pintadas, gravadas ou bordadas etc., as figuras que servem para a instrução
maçônica, e que é exposto depois de aberta a sessão e fechado após encerramento dos trabalhos. Os
ingleses chamam-no de “Tracing Board”, isto é, “Tabua de Delinear”, reminiscência da Maçonaria
Operativa simbolizando a “prancheta” sobre a qual o “Mestre traçava linhas e delineava desenhos”.

É uma síntese histórica e filosófica, que esteve escondido dos séculos e das gerações
profanas, e sua representação é uma alusão ao Macro e Microcosmos, além de relatividade do tempo,
passado, presente e futuro.

Na maçonaria, no Ritual Escocês Antigo e Aceito (REAA) temos a figura do PAINEL


que é um quadro onde estão sintetizados os principais símbolos de seus respectivos graus. Sendo
assim o Painel de aprendiz é a síntese esotérica e filosófica no grau de aprendiz. Nele estão contidos
símbolos que fazem a conexão entre os maçons operativos e os conhecimentos escondidos do mundo
profano. Esse item de decoração do templo tem um elevado poder pedagógico sendo de suma
importância para os trabalhos desenvolvidos. Os símbolos maçônicos podem ser tomados sob o
ponto de vista alegórico, mas, também sob o anagógico, mais místico.

ANAGÓGICO: é um método de
interpretação mística ou espiritual de
símbolos, declarações ou eventos,
especialmente exegese escritural, que
detecta alusões à vida após a morte. Certos
teólogos medievais descrevem quatro
métodos de interpretação das escrituras:
literal / histórico, tropológico, alegórico e
anagógico.
HISTÓRIA DO PAINEL DO APRENDIZ

No livro “O Simbolismo na maçonaria” – Editora Madras, o autor Collin Dyer discorre


sobre o começo da simbologia maçônica:

“O simbolismo maçônico não “começou" nos últimos anos do século XVIII, apenas se
desenvolveu e floresceu naquele período, chegando a ponto de se tomar reconhecível como um
sistema com certo grau de plenitude. Desde quando há a Maçonaria Especulativa, o simbolismo
também existe nela e, possivelmente, em certos aspectos da Maçonaria Operativa. Existem
catecismos maçônicos - os precursores das preleções - que são rastreados remontando ao século
XVII.”

A princípio os símbolos que hoje apresentam-se no painel eram desenhados no chão


com giz ou carvão. A intenção era que ao ser assim desenhado poderia ser apagado com o término
dos trabalhos.

No ano de 1737 foi publicada na França o que se entende como a mais antiga divulgação
sobre Painel conhecida como “Recepcion d´um frey-macon”. Foi um documento copiado de um
relatório de um tenente de polícia chamado Herault. Esse documento foi elaborado tendo como base
informações colhidas por um corista da opera de Paris:

“em volta de um espaço delimitado sobre o pavimento, onde se desenhou a giz uma espécie de
representação, sobre duas colunas do átrio do Templo de Salomão”.

Em 1744 o “Catéchisme des franc-maçons” de Leonard Gabanon (pseudónimo de


Louis Travenol) para além de incluir reproduções de um “Plano da Loja para a recepção de um
Aprendiz-Companheiro” e, de um “Plano de Loja para a recepção de um Mestre” apresenta uma
série de gravuras, que ilustram a realização das cerimónias de iniciação e, de exaltação, confirmando
a descrição de Herault.
“Catéchisme des Franc-maçons” de Leonard Gabanon- 1744

Em 1745 a exposição “L’Ordre des franc-maçons trahi et le secret des mopses révélé“,
reproduz igualmente modelos de Quadros de Loja para os mesmos graus, precisando que :

“O que se denomina propriamente a Loja, quer isto dizer as figuras desenhadas sobre o
pavimento nos dias de recepção deve ser desenhado a giz literalmente e não pintado sobre uma
toalha que se guarda expressamente para estes dias em algumas Lojas”.

Assembleia de Maçons
para a recepção dos
mestres Gravura por
volta de 1750

Dessa forma, fica evidente pelas gravuras de Leonard Gabanon que o quadro da loja era
de grande importância para realização das cerimonias maçônicas visto que interligava a Loja com o
“espaço” e “tempo” da sua origem mítica possibilitando um apoio didático através das reflexões e
interpretações das várias gerações de irmãos maçônicos.

As representações iniciais dos quadros já mostravam a forma de retângulo combinando


com as características geométricas de grande parte das salas onde as sessões aconteciam. Outro
interessante aspecto era a orientação espacial indicado pelos painéis com referências aos pontos
cardeais que são apresentados na forma iniciática com Ocidente, oriente, setentrião, meio-dia.

Posteriormente, quando os maçons passaram a se reunir em locais fechados,


especialmente em tavernas, a prática de se desenhar no chão foi gradativamente sendo substituída
em razão dos desenhos em alguns casos não se apagarem com facilidade após o término da sessão
ou por danificarem o assoalho dos estabelecimentos.

Para pintar o painel era usado um tecido, semelhante a pequenos tapetes, que após o
término da sessão eram enrolados e ficavam sob a égide de um dos membros. Foi em 1820 que John
Harris, iniciado na ordem em 1818, deu início a essa prática que caracterizou uma importante
evolução, pois além dos painéis de tecido serem mais práticos, os símbolos ficavam menos expostos
às vistas profanas, podiam ser confeccionados com mais capricho e dentro de princípios estéticos
mais bem elaborados. Dessa forma esse quadro passou a ter uma enorme importância garantindo a
transmissão dos principais símbolos de geração a geração

No Brasil dois Painéis foram utilizados para o grau de aprendiz, no Rito Escocês Antigo
e Aceito conforme mostrado abaixo:

1 2

O Painel 2 foi pintado por Johan Harris em 1825 para a Grande Loja Unida da Inglaterra
e serviu de base para inúmeras coleções de painéis utilizados naquela grande loja. Também usado
em muitas Lojas trabalhando no Ritual de Emulação, apesar da Emulation Lodge, mãe de tal
Ritual, utilizar outra versão dos painéis de John Harris, versão de 1845. Quando da fundação das
Grandes Lojas brasileiras, Mário Behring, à frente do Supremo Conselho do Grau 33 do REAA,
necessitava fornecer os Rituais dos Graus Simbólicos para que as recém-criadas Grandes Lojas
pudessem trabalhar, utilizou-se desse painel.

O Painel 1 é o que passou a ser utilizado onde aparecem a corda com os nós, a tabua de
delinear onde está a cerquilha além das três janelas

Os conhecimentos do Irmão Mário Behring não se restringiam ao REAA, tendo sido


também um grande conhecedor do Rito de York, Rito Moderno e do Ritual de Emulação. Como
uma forma de aproximar as Grandes Lojas brasileiras da Grande Loja Unida da Inglaterra e das
Grandes Lojas Americanas, Mário Behring incluiu diversas características do Ritual de Emulação
e do Rito de York aos seus rituais do REAA. Alguns dos “empréstimos” do Ritual de Emulação
foram as Colunetas e o Jogo de Painéis. O GOB sofreu grande influência e passou a utilizar os
quadros do Ritual de emulação. Isso perdurou por mais de cinquenta anos até que houve o resgate
do uso do painel antigo.

MÁRIO MARINHO DE CARVALHO BEHRING, mineiro de


nascimento, nascido aos 27 dias do mês de janeiro do ano de 1876, foi o
fundador do sistema de Grandes Lojas no Brasil. No início do século
passado, ou seja, em 1901, transferiu-se para a cidade do Rio de Janeiro,
então capital da República, onde pelo seu comprovado gosto pelos
estudos sobre os assuntos Maçônicos, veio a ser nomeado Membro da
Comissão de Redação do Boletim Oficial do Grande Oriente do Brasil,
então única Potência Maçônicas existente no Brasil.

Hoje em dia muitos dos símbolos inscritos no Painel já estão representados dentro do
Templo sendo por isso que os franceses já aboliram seu uso. Entretanto permanece entre os ingleses
e no Rito Schroeder, que utiliza um tapete pintado, desenrolado no centro da Loja.
EVOLUÇAO TEMPORAL

Quadro de Loja para a


recepção de um Aprendiz- Quadro de Loja de
Companheiro “L’Ordre Aprendiz, “Tuilleur
des franc-maçons trahi et
le secret des mopses de Vuillaume”, 1820
révélé“, 1745.

Quadro de Loja de Quadro de Loja


Aprendiz, Grande de Aprendiz,
Loge de France, Grande Loge de
1962 France, 1979
ANO DESCRIÇAO

1737 Painéis são desenhados com giz no chão


Leonard Gabanon passa a pintar diversas gravuras
reproduzindo “Plano da Loja para a recepção de
1744 um Aprendiz-Companheiro” e, de um “Plano de
Loja para a recepção de um Mestre
1745 Exposição “L’Ordre des franc-maçons trahi et le
secret des mopses révélé“, reproduz igualmente
modelos de Quadros de Loja para os mesmos graus.

1808 Em 1808, o Irmão Willian Dight, bom desenhista,


pintou três Painéis com intuito de uniformizar os
desenhos e criar um padrão para cada Grau.

John Harris, deu início a essa prática que


caracterizou uma importante evolução, pois além
1820 dos painéis de tecido serem mais práticos, os
símbolos ficavam menos expostos às vistas
profanas, podiam ser confeccionados com mais
capricho e dentro de princípios estéticos mais bem
elaborados

1846 Os Painéis de John Harris passam a ser copiados.


Tais Painéis são adotados ainda atualmente nos
graus simbólicos pelas Potências Maçônicas do
nosso país, em diferentes Ritos, inclusive no Rito
Escocês Antigo e Aceito, invariavelmente sem as
adaptações necessárias às peculiaridades de cada
Rito.

1981 Os Painéis passam a ser adotados pelo G.O.B com


a colaboração da Oficina Chefe do Rito, que
culminou com o Dec. nº 50/81.
ABAIXO SEGUE EXEMPLOS DE VARIOS PAINÉS DE APRENDIZ
OS SIMBOLOS NO PAINEL

Os maçons operativos usavam seus instrumentos de trabalho como símbolo de sua


profissão. Com a participação dos Maçons aceitos os símbolos adquiriram um sentido mais nobre.
A transformação de uma pedra bruta, por exemplo, passou a ter significado mais espiritual no
sentido de evolução do ser humano. Os diversos grupos de instrumentos passaram a indicar os graus
de evolução do iniciado em direção à perfeição moral.

O Painel do Grau de aprendiz no Rito Escocês, é este que é geralmente chamado de


“Painel Simbólico”, pois ele expõe os símbolos que formam a Loja de Aprendiz. Nele constam três
degraus, sobre os quais existem duas Colunas Vestibulares e um pórtico, Acima do portal, o Delta
Luminoso com a letra IOD, representando a entrada do Templo. sobre as Colunas Vestibulares, há
as folhas de lótus e as romãs, e as correntes. Aparecem dispostos no Painél também a Pedra Bruta,
do lado Norte, acompanhado pelo Maço e Cinzel, e a Pedra Cúbica, do lado Sul. Também se vê o
Nível e o Prumo, respeitando também os lados Norte e Sul, e o Esquadro e Compasso ao centro.
Aparecem ainda a prancheta, em posição mais oriental, do lado Norte, o Sol e a Lua e as estrelas da
Abóbada Cesleste. Uma Corda de 7 Nós com duas Borlas rodeamos o quadro, representando a Corda
de 81 Nós. A simplicidade do desenho, e o número reduzido de nós, se deve em parte ao pouco
espaço disponível. Todos esses símbolos compõem a Loja de Aprendiz e devem ser estudados. Os
únicos símbolos dispostos no Painél do Grau que não aparecem no Templo são as três Janelas, que
representam os altares das três luzes onde o candidato passa nas três viagens da Iniciação.

JOIAS MOVEIS

Pertencem aos cargos administrativos sendo temporariamente utilizados pelos


maçons que ocupam os cargos podendo ser repassados para outros

NIVEL

PRUMO
ESQUADRO
ESQUADRO Simboliza a equidade, justiça e retidão O 'Símbolo da Retidão' a que o
homem deve sujeitar suas ações. A 'Virtude' que deve retificar os corações,
È a joia no vestuário do Venerável Mestre

NIVEL O Nível é a joia distintiva do 1º Vigilante, que deve zelar para que, em
loja, todos sejam nivelados, todos tenham igual tratamento, não se
reconhecendo as distinções existentes no mundo profano. O Nível é o
símbolo da igualdade, da igualdade fraterna, com que todos os Maçons se
reconhecem.

Joia móvel que distingue o 2° Vigilante. Simboliza o equilíbrio, a


prudência, a retidão e justiça, de procedimentos e de consciência, evitando
qualquer desvio oblíquo. Lembra aos iniciados que todos os seus atos e
PRUMO
pensamentos devem ser justos e medidos para o levantamento de um
templo moral justo e perfeito.
JOIAS FIXAS

Não são móveis ou transmissíveis, se achando sempre expostas e presentes na loja,


para refletir a divina natureza e atuando como código moral aberto à compreensão
de todos os maçons.
Aqui podemos observar duas inscrições simbólicas. 1- Duas paralelas
cruzadas. As paralelas cruzadas representam a consciência do homem que
PRANCHETA é limitada. 2- O “X” é a limitação do homem frente á sabedoria divina.
Em última análise representa o suporte necessário ao Mestre para que ele
trace os planos da Loja/Obra. Portanto A Prancha para Traçar é também
um utensílio simbólico, com o qual são 'traçados os planos da edificação
(construção) interior'

È a representação do homem em seu estado mais primitivo onde impera


mais os desejos materiais e ligações aos vícios. O aprendiz tem por
objetivo trabalhar essa pedra disforme e cheia de arestas tornando-a
PEDRA BRUTA
polida e apta a ser usada de forma mais nobre na construção da vida. Em
suma o aprendiz deverá polir a pedra para acentuar seu caráter, retidão e
integridade.

PEDRA POLIDA É a representação da evolução do neófito que trabalhou arduamente e


desenvolveu-se na transformação do seu “eu” antes rude e seu uso nobre
para uma forma polida e apta a fazer parte da construção de uma
sociedade justa e perfeita.
ORNAMENTOS, PARAMENTROS E OUTROS

Sol e Lua

COMPASSO

Orla dentada
As Colunas Romãs
no alto

O Delta
Luminoso A corda de 7 nós

As 4 borlas em
cada canto

Pórtico
Sol é o símbolo da luz do conhecimento, do esclarecimento mental e
intelectual. O sol é a luz que vem do oriente. A Lua contrasta com o sol
representando a sombra que dá o equilíbrio. A lua reina sobre as estrelas
SOL E LUA
quando o sol se deita. Os dois Simbolizam a busca pelo conhecimento e
pela sabedoria, bem como a importância do equilíbrio.

Em cada lado do Pórtico olhando do ocidente para o oriente, observamos


uma coluna a esquerda chamada ‘B” de Booz, também chamada Boaz
bisavo de Salomão. que iniciou a dinastia de Davi. A da direita é a coluna
AS 2 COLUNAS E “J” de Jaquim que seria um sacerdote (1 Cr 9:10). Essas duas colunas
ROMÃS ficavam na entrada do Templo de Salomão e tem como significado Boaz
= Força , Jaquim = Estabilidade. As Romãs ficam nos capiteis (no alto)
das colunas são todas iguais, são unidas e se apoiam umas nas outras,
portanto podemos deduzir que elas simbolizam a nossa fraternidade;
Suas sementes uniformes formam o fruto em um todo, portanto podemos
deduzir que nela simboliza a harmonia entre os irmãos.

O PORTICO È a porta de entrada para o conhecimento da verdade e o alcance da


perfeição. O templo representa o universo. Quando o maçom passa pelo
pórtico entrando no templo recebe a luz do conhecimento que o
transformara moralmente e intelectualmente.
Delta com olho
O Delta é a quarta letra do alfabeto grego e tem como representação onividente
gráfica um triangulo equilátero, ou seja, tem seus lados e ângulos iguais.
Representa a Trindade Divina em diversas religiões como Osiris, Isis e
Horus nos egípcios, Brahma, Vishu e Shiva no Hinduismo, Ying, Yang e
Tao no Taoismo e no mundo ocidental o Pai, o Filho e o Espírito Santo;
O DELTA Portanto o Delta simboliza a presença Divina e a sabedoria de Deus. No
interior do triangulo pode estar descrita a primeira letra tetragrama Delta com primeira

sagrado ‫יהוה‬ ( YHWH) que é nome de Deus em hebraico, lembrando


letra do Tetragrama

que a leitura é feita da direita para a esquerda sendo utilizado apenas a


primeira letra que é a YOD ou olho que tudo vê. Nos ritos racionalistas
(Deistas) é utilizado o olho onividente. O olho da sabedoria de Hórus. Nos
ritos Teistas é o usado a primeira letra do tetragrama em hebraico

YOD: Yod, Na tradição judaica, é


frequentemente associada ao Criador, sendo
vista como um símbolo da presença divina no
mundo.
A CORDA DE 7 Uma corda com 7 nós ou laços emoldura o Painel do Rito Escocês Antigo
e Aceito e representa a corda de 81 nós que circunda o templo, ou seja, é
NÓS
um ornamento da Loja de Aprendiz. A corda é um instrumento sempre
utilizado nas construções e embarcações representando o auxílio na força
necessária para construção. Os nós representam os laços de amor entre os
irmãos.

“Um conto rabínico fazia a seguinte alegoria: Cada


um de nós está ligado a Deus por uma corda. E,
quando cometemos uma falta, a corda se rompe.
Mas quando nos arrependemos, Deus dá um nó na
corda. Com isso, a corda fica mais curta do que
antes. E o pecador fica um pouco mais perto de
Deus!.”
Agora substitua a palavra “falta” por “vício” e
“nos arrependemos” por “praticarmos virtudes”.
Este nó é o que chamamos na Maçonaria de “laços
de amor”.
A ORLA É uma figura formada de triângulos alternadamente pretos e brancos,
nos quais aqueles apontam para dentro e estes últimos, apontam para
DENTADA
fora. Simboliza a atração (união dos irmãos) universal, através da
fraternidade.

Orla Dentada
E
As 4 Borlas

Na época operativa os cantos do alojamento apresentavam as Quatro


Borlas suspensas. Simbolizavam guias, que objetivavam auxiliar o
4 BORLAS UMA maçom amanter uma vida justa e perfeita, Disso surgiu a correlação
EM CADA com as quatro virtudes cardeais que são prudência, justiça, fortaleza
CANTO e a temperança.

Retrata o pensamento nos diversos círculos que ele percorre; o


afastamento de seus braços e sua aproximação representa os diferentes
COMPASSO modos do raciocínio que, de acordo com as circunstâncias, devem ser
abundantes e amplos, ou precisos e estreitos, mas sempre claros e
persuasivos. No esotérico é a representação qualitativa dos aspectos
espirituais e do conhecimento humano. O compasso é aberto em 90 graus
representando a limitação do conhecimento humano já que em 360 graus
representa o conhecimento divino.
NUVENS E
ESTRELAS

AS 3 JANELAS

O MAÇO E
CINZEL

OS TRÊS
DEGRAUS
Dispersas de forma irregular, as estrelas junto com as nuvens indicam que
os maçons estão espalhados pela Terra refletindo a luz do conhecimento
NUVEM E para aqueles que ainda estão cegos sem alcançar a verdade. As nuvens se
formam no firmamento e podem tomar variadas formas sem ação do
ESTRELAS
homem. Entretanto a sua disposição pode ser interpretada conforme o
entendimento de cada observador simbolizando o livre pensamento de
cada maçom.

Estão posicionadas no Oriente, Sul e Ocidente. Simbolicamente,


representam a iluminação nas três principais horas do dia: O nascer do Sol,
O meio-dia e o Pôr do Sol. A janela do oriente é onde nasce o sol, onde tem ORIENTE
AS TRES assento o VENERAVEL é suave e induz os obreiros ao trabalho. A Janela
do sul, onde se senta o 2° VIGILANTE, também chamada de janela do
JANELAS meio-dia, Cabe a ele observar o sol no meridiano e chama-los ao trabalho e
manda-los para recreação. A janela do ocidente, onde assenta o Ir. 1°
VIGILANTE. Por essa janela passa os últimos raios solares convidando os SUL
obreiros ao repouso. O Venerável, o 1° e o 2° Vigilantes são as três luzes
do Templo. Nota-se que O painel mostra Luz no Oriente, no Sul e no
Ocidente, No Norte onde se assentam os aprendizes não há janela,
simbolizando que os neófitos eram sem luz até pouco tempo antes de da
iniciação precisando então evoluir para alcançar luz plena
OCIDENTE
.

Os três DEGRAUS situam-se antes do Pórtico. Além da simbologia


existente do número três a qual se refere o DELTA com os três lados iguais,
temos simbolicamente a representação da escalada do neófito no época
OS TRES
operativa onde se levava três anos para se tornar companheiro. Outras
DEGRAUS correspondências fazem menção: a Loja, iluminada por três luzes, os
três passos da marcha, as três batidas da bateria, a idade de três anos,
as três virtudes teologais. O número três está repleto de simbolismos
3 degraus
e significados.
.

O Maço (malho) representa a vontade, a força. O Cinzel representa a


inteligência, a sabedoria do local onde a força será aplicada. Quando a
força/vontade e a inteligência são aplicadas na Pedra Bruta , ocorre a
O MAÇO E
mudança, com o tempo, para Pedra Polida. A bruta se refere ao homem
CINZEL sem conhecimento, sem luz que não tem o poder de construir uma sociedade
justa e perfeita. Para tal objetivo é necessário transformar-se em pedra
polida para ser de bom uso na construção dessa sociedade.
QUANDO O PAINEL DE APRENDIZ E ABERTO E FECHADO

No Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA), o painel de aprendiz é aberto e fechado pelo
irmão Mestre de Cerimonias em momentos específicos durante a sessão maçônica.

Abertura do Painel:

Abertura da Loja: O painel é aberto logo após a abertura formal da Loja no grau de Aprendiz. Isso
ocorre após a verificação da cobertura do Templo, a declaração de que a Loja está devidamente
constituída e a invocação do Grande Arquiteto do Universo (GADU).

Fechamento do Painel

Fechamento da Loja: O fechamento do painel simboliza o encerramento dos trabalhos no grau de


Aprendiz e o retorno ao mundo profano. Ocorre logo após o irmão Orador fechar do livro da Lei.

CONCLUSÃO

Diante do exposto fica patente que o simbolismo na Maçonaria é crucial na filosofia e


na prática da Ordem. Pelos símbolos, rituais e alegorias, busca-se repassar os conceitos morais,
éticos e filosóficos a todos os seus membros, além de promover o autoconhecimento, a fraternidade
e a incessante busca pela verdade.

Pode-se concluir também que os símbolos usados nos mais diversos graus da Ordem
Maçônica mantem uma conexão com a tradição tendo origem nas construções de catedrais
medievais, com a filosofia hermética e alquimia. Formou-se então a base para que ela ultrapassasse
os séculos participando das principais mudanças da humanidade estando, até hoje, presente em
praticamente todos os continentes da Terra.

A linguagem universal presente nos símbolos transcende barreiras linguísticas e


culturais, facilitando a comunicação e entendimento entre maçons de vários povos e nações. Os
símbolos presentes em todos os graus podem ser interpretados de formas diferentes a depender do
contexto e da individualidade de cada maçom respeitando a base e origem da simbologia sempre
dando ênfase na moral e na ética e em valores como justiça, liberdade, tolerância e progressão
espiritual.
No Painel de Aprendiz cada símbolo contém um profundo significado. As ferramentas
presentes são utilizadas para transformação positiva da natureza humana desde que ocorra um
processo contínuo de meditação e prática dos aspectos morais ao qual esses símbolos nos levam.

A importância do Painel de Aprendiz pode ser compreendida sob diversas perspectivas:

• Ferramenta de Instrução:
o O painel apresenta um conjunto de símbolos e alegorias que representam os valores
e virtudes da Maçonaria, como a busca pela verdade, a retidão moral e o
aperfeiçoamento pessoal.
o Durante as cerimônias, o painel é utilizado para explicar o significado desses
símbolos aos novos aprendizes, auxiliando na sua compreensão dos ensinamentos
maçônicos.
• Foco para Reflexão:
o O painel serve como um ponto de referência para a meditação e a reflexão sobre os
princípios maçônicos.
o Ao contemplar os símbolos do painel, os aprendizes são convidados a internalizar
os ensinamentos e a aplicá-los em suas vidas.
• Elemento Ritualístico:
o O painel é um elemento essencial dos rituais maçônicos, contribuindo para a
atmosfera solene e simbólica das cerimônias.
o Sua presença reforça o caráter iniciático da Maçonaria e auxilia na transmissão dos
ensinamentos de forma simbólica e alegórica.
• Representação da Jornada:
o O painel do aprendiz representa o inicio da jornada do novo maçon, e aponta os
elementos que o auxiliara nessa caminhada.

Em resumo, o Painel de Aprendiz é uma ferramenta fundamental na Maçonaria, auxiliando na


instrução, reflexão e ritualística do primeiro grau da Ordem.
REFERENCIAS

INTERNET:
www.revistauniversomaconico.com.br/simbologia/simbolos-maconicos
https://www.rlmad.net/secmaconaria/artigos/pai-aprend/
https://www.freemason.pt/o-painel-do-grau-de-aprendiz/
https://opontodentrodocirculo.wordpress.com/2020/09/09/o-quadro-da-loja-de-aprendiz-no-reaa-
historia-e-simbolismo/
https://colunasdepiratininga.org.br/o-painel-do-grau-de-aprendiz/
https://opontodentrodocirculo.wordpress.com/2015/03/12/quem-foi-mario-behring/
https://focoartereal.blogspot.com/2020/03/o-painel-no-grau-de-aprendiz.html
https://www.noesquadro.com.br/ordens-ritos-rituais/rito-escoces/observe-bem-esses-dois-paineis-
e-diga/
https://focoartereal.blogspot.com/2014/04/a-prancheta-pedra-bruta-e-pedra-cubica.html
https://www.filateliamaconica.org/SERIE%20REAA.pdf

LIVROS:
-O Simbolismo na maçonaria – Editora Madras – Autor: Collin Dyer
- O Fio do Cinzel – Coletânea de Estudos Maçônico-Carlos Roberto PAKUczewsky-
Livraria Amazon.com maio 2020
- Aprendiz Maçom Pleno Simbólica do Primeiro Grau- João Dias-Fundação Biblioteca Nacional
Ministério da Cultura
-Ebook “O segredo do aprendiz Maçom
- 100 instruções do aprendiz Maçom- Raymundo D’ Elia Junior
- Aprendiz Maçom Pleno – Simbolico do 1° Graus- João Dias, 2° ediçao

DISSERTAÇÃO:
- O Painel do Grau de Aprendiz – Ir Alexandre Leite de Paula.

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