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DIREITOS HUMANOS

Professora Letícia Garcia Ribeiro Dyniewicz

E-mail: leticia.garcia@fae.edu

Mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina


Doutoranda em Teoria do Estado e Direito Constitucional PUC-Rio
Estágio de Pesquisa: Birkbeck Law School – London University
APRENDIZAGENS ANTERIORES
 Iluminismo – racionalismo

 Jusnaturalismo – separação completa entre indivíduo e sociedade

 Homem como construto artificial da razão -> universalidade dos


sujeitos

 Características dos Direitso Humanos: variáveis, heterogêneos,


poucos não podem ser limitados
APRENDIZAGENS ANTERIORES
 Fases dos Direitos Humanos: filosofia, constitucionalização e
universalização

 Declaração dos Direitos de 1948


1. Partilha de valores por uma comunidade internacional

2. Protegem indivíduos contra o próprio Estado

3. Ponto de partida
AS PERPLEXIDADES DOS DIREITOS DO HOMEM
 Declaração dos Direitos do Homem – fim do século XVIII – homem
passa a ser fonte de lei;
1. Inalienáveis;

2. Irredutíveis;

3. Indeduzíveis.

 Não necessidade de outra lei para protegê-los;

 Soberania povo X soberania do Homem.


AS PERPLEXIDADES DOS DIREITOS DO HOMEM
 O que é o ser humano abstrato?

aquele que não existe “em parte alguma, pois até mesmo os
selvagens viviam dentro de algum tipo de ordem social”.

 Direitos humanos = emancipação nacional;

 Povo não o indivíduo é que representavam a ideia do homem;

 Situação das minorias e apátridas – queriam reintegração numa


comunidade nacional.
DIREITOS DO HOMEM NO SÉCULO XIX
 Bastante negligentes – defendiam alguns indivíduos do poder de novo Estados;

 Não era uma questão prática de política;

 Usados para atenuar a insegurança social causada pela Revolução Industrial;

 Acreditava-se que os Direitos Civis personificavam os Direitos do Homem;

 Supunha-se que todos os seres humanos eram parte de alguma comunidade


política.
DIREITOS HUMANOS X DIREITOS DOS CIDADÃOS
1. Se expulso de uma comunidade, estava expulso de todas as famílias de
nações;

2. Perda da proteção do governo – em todos os países devido aos Acordos


Internacionais;

3. Direito de Asilo: não se aplicava para os refugiados, já que esses nada


tinham feito

4. A inocência (falta de responsabilidade) era seu maior infortúnio;

5. Não há leis para quem não pertence a alguma comunidade, nem que
seja para oprimi-los.
VIDA NO CAMPO
 Situação de completa privação de direitos antes de se ameaçar à vida;

 Prolongamento da vida dependia da caridade, não do direito;

 Não há um lugar em que esses indivíduos possam opinar e sua ação


possa ser eficaz perda do direito da fala e do relacionamento
humano;

 Mundo único: plenamente civilizado;

 Homem pode perder todos seus Direitos, mas o que o expulsa da


humanidade é sua expulsão de qualquer comunidade política.
NUDEZ DO HOMEM
 Não havia nada de sagrado na nudez do homem;

 Preferiam resgatar qualquer resquício de nacionalidade (cidadania) para


se vincularem à humanidade;

 Perde o direito de ser tratado como semelhante;

 “Parece que o homem que nada mais é que um homem perde todas as
qualidade que possibilitam aos outros tratá-lo como semelhante. Este é
um dos motivos pelos quais é bem mais difícil destruir a personalidade
legal de um criminoso, isto é, de um homem que assumiu a
reponsabilidade de um ato cujas consequências agora determinarão o seu
destino, que a de um homem a quem foram negadas todas as
responsabilidades humanas comuns”. P. 335
DIGNIDADE DO HOMEM
 Ambígua;

 Natureza e história tornam-se distante de nós;

 Declaração da Independência americana e Declaration des Droits de


L’Homme – crença em uma certa natureza humana;

 Homem distancia-se da natureza e da sua própria natureza –


instrumentos de controle e extermínio

 Direito a ter direitos – pertencer a humanidade deveria ser garantido


pela própria humanidade – mostra-se crítica a essa postura também.
O PROBLEMA DA MAIORIA

 Hitler: “o direito é aquilo que é bom para o alemão”.

 Humanidade pode desejar, em dado momento, por maioria,


liquidar certas partes de si mesma.
O QUE RESTA A ESSE HOMEM?
 Qualidades que só se expressam na vida privada;

 Isso os relega ao acaso imprevisível do amor e da amizade;

 Abandonando-se a esfera pública, abandona-se a igualdade;

 Não nascemos iguais, nos tornamos iguais;

 Respeita-se o diferente enquanto cidadão – mas há um limite no


que o homem consegue construir artificialmente.
O PARADOXO DOS DIREITOS DO HOMEM

O paradoxo da perda dos direitos humanos é que essa perda coincide


com o instante em que a pessoa se torna um ser humano em geral –
sem uma profissão, sem uma cidadania, sem uma opinião, sem uma
ação pela qual se identifique e se especifique – e diferente em geral,
representando nada além da sua individualidade absoluta e
singular, que, privada da expressão e da ação sobre um mundo
comum, perde todo o seu significado. p. 336