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DIREITO CIVIL IV – DIREITO

DE EMPRESA
AULA 3 – REGRAS GERAIS DO DIREITO
DE EMPRESA NO CÓDIGO CIVIL DE
2002
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO
CÓDIGO CIVIL DE 2002
• Registro dos Empresários

CC, Art. 967. É obrigatória a inscrição do


empresário no Registro Público de Empresas
Mercantis da respectiva sede, antes do início de
sua atividade.

• Requisito para a regularidade da atividade


empresarial, não para sua caracterização
(natureza declaratória do registro)
• Exceção: exercentes de atividade econômica
rural – art. 971 do CC.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002

• Profissionais intelectuais, sociedades


simples e cooperativas se registram
onde?
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO
CÓDIGO CIVIL DE 2002
• Lei do Registro Público de empresas mercantis (Lei
8.934/1994)

Finalidades do registro de empresa (art. 1º da Lei 8.934/1994):

I - dar garantia, publicidade, autenticidade, segurança e eficácia


aos atos jurídicos das empresas mercantis, submetidos a
registro na forma desta lei;
II - cadastrar as empresas nacionais e estrangeiras em
funcionamento no País e manter atualizadas as informações
pertinentes;
III - proceder à matrícula dos agentes auxiliares do comércio,
bem como ao seu cancelamento.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002
• SOCIEDADE EMPRESÁRIA IRREGULAR
Restrições legais:

Por não ser personificada, a sociedade irregular sofre


determinadas restrições:

- Lei 11.101/2005 – arts. 48, 161, 105, IV, 81, 97, § 1º;(art. 48
impossibilidade de requerer falência);
- Lei 8.666/93 – arts. 28, III (Não habilitação para licitações
públicas);
- Lei 8.934/94, art. 33 (Não gozará de proteção ao nome
empresarial);
- Lei 9.279/96, art. 128, Lei de Propriedade Industrial (não
podem requerer o registro de marca).
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002

• Registro de Empresários
Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior Estado-
Vinculação membro
SINREM
Órgãos Subordinação
Adm.
DNRC Juntas Comerciais
(Departamento (órgão executor e
Nacional de Registro Sub. Técn. Administrador do
do Comércio) Registro Público de
Empresas Mercantis)
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO
CÓDIGO CIVIL DE 2002
• JURISPRUDÊNCIA – STJ
Conflito de competência. Registro de Comércio. As Juntas
Comerciais estão, administrativamente, subordinadas aos
Estados, mas as funções por elas exercidas são de natureza
federal. Conflito conhecido para declarar competente o Juízo
Federal da 3ª Vara de Londrina – SJ/SP (STJ, 2ª Seção, CC 43.225).
(...) jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça tem decidido
pela competência da Justiça Federal, nos processos em que
figuram como parte a Junta Comercial do Estado, somente nos
casos em que se discute a lisura do ato praticado pelo órgão, bem
como os mandados de segurança impetrados contra seu
presidente (...) (STJ, Resp 678.405/RJ, 3ª Turma, Rel. Min. Castro
Filho, j. DJ 10.04.2006, p. 179)
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002
• Atos de registro:
Arquivamento: dos atos constitutivos da sociedade e
do empresário individual.
*E as cooperativas?
Matrícula: refere-se a alguns profissionais específicos,
os auxiliares de comércio (tradutores, leiloeiros,
administradores de armazém-gerais)).
Autenticação: dos instrumentos de escrituração
contábil.
*Diferença entre: auxiliares, prepostos (gerentes, contabilistas etc)
e colaboradores (franquia, representação, distribuição etc).
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO CIVIL DE 2002 –
Registro de Empresários
Exceção:
decisão das JCs
Inscrição de empresários quanto aos
individuais, constituição, atos das S/A:
dissolução e alteração atos de
Arquivamento das sociedades transformação,
empresárias incorporação,
fusão e cisão;
atos relativos a
Inscrição dos consórcios e
Atos de profissionais auxiliares grupos de
Registro Matrícula do comércio (ex. sociedades
Leiloeiros, trapicheiros) (Plenários e
Turmas)

Registro de instrumentos Regra: decisão


de escrituração (ex. singular das J.
Autenticação livros empresariais e Comerciais
fichas escriturais) (Presidente ou
Vogal)
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CIVIL DE 2002 – Registro de Empresários

• Arquivamento (regras importantes):

- Art. 29: publicidade;


- Art. 36: prazo para realização;
- Art. 40: análise feita pela Junta (forma x mérito);
- Art. 41 e 42: decisão colegiada x decisão singular.
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CIVIL DE 2002 – Registro de Empresários
• Publicidade dos registros

Lei 8.934/1994, Art. 29. Qualquer pessoa, sem


necessidade de provar interesse, poderá
consultar os assentamentos existentes nas
juntas comerciais e obter certidões, mediante
pagamento do preço devido.
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CIVIL DE 2002 – Registro de Empresários
• Prazo para realização do registro:

Lei 8.934/1994, Art. 36. Os documentos


referidos no inciso II do artigo 32 deverão ser
apresentados a arquivamento na Junta, dentro
de trinta dias contados de sua assinatura, a cuja
data retroagirão os efeitos do arquivamento;
fora desse prazo, o arquivamento só terá eficácia
a partir do despacho que o conceder.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Registro de Empresários

Lei 8.934/1994, Art. 41. Estão sujeitos ao regime de decisão colegiada


pelas Juntas Comerciais, na forma desta Lei:
I – o arquivamento:
a) dos atos de constituição de sociedades anônimas, bem como das
atas de assembléias gerais e demais atos, relativos a essas sociedades,
sujeitos ao Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins;
b) dos atos referentes à transformação, incorporação, fusão e cisão de
empresas mercantis;
c) dos atos de constituição e alterações de consórcio e de grupo de
sociedades, conforme previsto na Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de
1976;
II – o julgamento do recurso previsto nesta Lei.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Registro de Empresários

Lei 8.934/1994, Art. 40. Todo ato, documento ou instrumento


apresentado a arquivamento será objeto de exame do
cumprimento das formalidades legais pela Junta Comercial.
§ 1º Verificada a existência de vício insanável, o requerimento será
indeferido; quando for sanável, o processo será colocado em
exigência.
§ 2º As exigências formuladas pela Junta Comercial deverão ser
cumpridas em até trinta dias, contados da data da ciência pelo
interessado ou da publicação do despacho.
§ 3º O processo em exigência será entregue completo ao
interessado; não devolvido no prazo previsto no parágrafo
anterior, será considerado como novo pedido de arquivamento,
sujeito ao pagamento dos preços dos serviços correspondentes.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Registro de Empresários
Lei 8.934/1994, Art. 42. Os atos próprios do Registro
Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins,
não previstos no artigo anterior, serão objeto de
decisão singular proferida pelo Presidente da Junta
Comercial, por Vogal ou servidor que possua
comprovados conhecimentos de Direito Comercial e
de Registro de Empresas Mercantis.
Parágrafo único. Os Vogais e servidores habilitados a
proferir decisões singulares serão designados pelo
Presidente da Junta Comercial.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Escrituração empresarial

• Escrituração do Empresário

CC, Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são


obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado
ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em
correspondência com a documentação respectiva, e a levantar
anualmente o balanço patrimonial e o de resultado
econômico.
(...)
§ 2º É dispensado das exigências deste artigo o pequeno
empresário a que se refere o art. 970.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Escrituração empresarial

CC, Art. 970. A lei assegurará tratamento


favorecido, diferenciado e simplificado ao
empresário rural e ao pequeno empresário,
quanto à inscrição e aos efeitos daí decorrentes.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Escrituração empresarial

• Obrigações do empresário quanto à


escrituração:
a) Manter um sistema de escrituração contábil
periódico;
b) Levantar, todo ano, dois balanços financeiros: o
patrimonial e o de resultado econômico.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Escrituração empresarial
• Importância da escrituração:

- art. 178 da Lei 11.101/2005

Art. 178. Deixar de elaborar, escriturar ou autenticar, antes


ou depois da sentença que decretar a falência, conceder a
recuperação judicial ou homologar o plano de recuperação
extrajudicial, os documentos de escrituração contábil
obrigatórios:
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa, se o fato
não constitui crime mais grave.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Escrituração empresarial

• Importância da escrituração:

CP, art. 297, Art. 297. Falsificar, no todo ou em parte,


documento público, ou alterar documento público verdadeiro:
Pena – reclusão, de dois a seis anos, e multa.
(...)
§ 2º Para os efeitos penais, equiparam-se a documento
público o emanado de entidade paraestatal, o título ao
portador ou transmissível por endosso, as ações de sociedade
comercial, os livros mercantis e o testamento particular.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Escrituração empresarial

Comuns a todos Diário (ou fichas ou


os empresários balancetes)
Obrigatórios Registro de
Especiais a duplicatas, para
alguns quem as emite
empresários
Entrada e saída de
Livros Caixa mercadorias de
Comerciais armazém geral
Estoque Registro de Ações
nominativas para as
Facultativos Razão S/A

Borrador

Conta-Corrente
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Escrituração empresarial
Situação especial dos microempresários e empresários de pequeno porte
• Não precisam manter um sistema de escrituração e levantar anualmente os balanços patrimonial e de
resultado econômico (art. 179, § 2º, CC).

LC 123/2006: Art. 68. Considera-se pequeno empresário, para efeito de aplicação


do disposto nos arts. 970 e 1.179 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002
(Código Civil), o empresário individual caracterizado como microempresa na forma
desta Lei Complementar que aufira receita bruta anual até o limite previsto no § 1 o
do art. 18-A.
LC 123/2006, Art. 18-A (...)
§ 1o Para os efeitos desta Lei Complementar, considera-se MEI o empresário
individual a que se refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002
(Código Civil), que tenha auferido receita bruta, no ano-calendário anterior, de até
R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), optante pelo Simples Nacional e que não esteja
impedido de optar pela sistemática prevista neste artigo.
Redação dada pela Lei Complementar nº 139, de 10 de novembro de 2011 )
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Sigilo empresarial

• Sigilo empresarial:

CC, Art. 1.190. Ressalvados os casos previstos em lei,


nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob qualquer
pretexto, poderá fazer ou ordenar diligência para
verificar se o empresário ou a sociedade empresária
observam, ou não, em seus livros e fichas, as
formalidades prescritas em lei.

* O sigilo não é absoluto (ex.: art. 1.193, CC)


REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Sigilo empresarial

JURSIPRUDÊNCIA
STF – Súmula 439. Estão sujeitos à fiscalização
tributária ou previdenciária quaisquer livros
comerciais, limitado o exame ao ponto objeto da
investigação.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Sigilo empresarial

• Quebra do sigilo por ordem judicial:

NCPC, Art. 420. O juiz pode ordenar, a requerimento da parte, a


exibição integral dos livros empresariais e dos documentos do
arquivo:
I - na liquidação de sociedade;
II - na sucessão por morte de sócio;
III - quando e como determinar a lei.

NCPC, Art. 421. O juiz pode, de ofício, ordenar à parte a exibição


parcial dos livros e documentos, extraindo-se deles a suma que
interessar ao litígio, bem como reproduções autenticadas.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Escrituração empresarial

• Eficácia probatória dos livros Empresariais:

NCPC, Art. 417. Os livros empresariais provam contra o


seu autor, sendo lícito ao empresário, todavia,
demonstrar, por todos os meios permitidos em direito,
que os lançamentos não correspondem à verdade dos
fatos.

NCPC, Art. 418. Os livros empresariais que preencham


os requisitos exigidos por lei provam a favor do seu
autor no litígio entre empresários.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial

• Nome empresarial

IN/DNRC 104/2007, art. 1º Nome empresarial é


aquele sob o qual o empresário e a sociedade
empresária exercem suas atividades e se obrigam
no atos a elas pertinentes.

- Função subjetiva (individualização) e objetiva


(reputação).
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial

Nome empresarial ≠ Nome ≠ Marca

Nome empresarial: expressão que identifica o empresário


como sujeito de direitos.

Nome de fantasia: expressão que identifica o título do


estabelecimento.

Marca: expressão que identifica produtos ou serviços do


empresário.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial

Espécies de nome empresarial

CC, Art. 1.155. Considera-se nome empresarial a


firma ou a denominação adotada, de
conformidade com este Capítulo, para o
exercício de empresa.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial
• Firma: usada pelos empresários individuais e pelas sociedades
que possuem sócio(s) de responsabilidade ILIMITADA (arts.
1.156 e 1.157 do CC).

CC, Art. 1.156. O empresário opera sob firma constituída por seu
nome, completo ou abreviado, aditando-lhe, se quiser,
designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de atividade.

CC, Art. 1.157. A sociedade em que houver sócios de


responsabilidade ilimitada operará sob firma, na qual somente os
nomes daqueles poderão figurar, bastando para formá-la aditar
ao nome de um deles a expressão "e companhia" ou sua
abreviatura.
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CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial

• Denominação: usada pelas sociedades em que


todos os sócios possuem responsabilidade
LIMITDADA (art. 1.160 do CC).

CC, Art. 1.160. A sociedade anônima opera sob


denominação designativa do objeto social,
integrada pelas expressões "sociedade anônima"
ou "companhia", por extenso ou abreviadamente.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial
Exceções – Podem usar tanto firma quanto
denominação:
• Sociedade limitada (art. 1.158 do CC)
CC, Art. 1.158. Pode a sociedade limitada adotar firma ou
denominação, integradas pela palavra final "limitada" ou
a sua abreviatura.

• Sociedade em comandita por ações (art. 1.161 do CC)


CC, Art. 1.161. A sociedade em comandita por ações
pode, em lugar de firma, adotar denominação designativa
do objeto social, aditada da expressão "comandita por
ações".
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial

Deve conter o nome


civil do empresário ou Serve de Contrata
dos sócios da assinatura assinando o
sociedade empresária do nome
Firma
e pode conter o ramo empresário empresarial
de atividade
Nome
empresarial
Deve designar o Não serve
Denominação Contrata
objeto da empresa e de
assinando
pode adotar nome assinatura
com nome
civil ou qualquer outra do
civil
expressão. empresário
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CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial

• Nome empresarial das sociedades


• Empresário individual
Firma • Sociedade em nome Coletivo
• Sociedade em comandita simples

Nome
Denominação • Sociedade anônima
empresarial

• Sociedade limitada
Firma ou
• Sociedade em comandita por
Denominação
ações
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CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial

• Princípios que norteiam a formação do nome


empresarial:

Lei 8.934/1994, art. 34. O nome empresarial


obedecerá aos princípios da veracidade e da
novidade.
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CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial

• Veracidade:

CC, Art. 1.158. (...)


§ 3o A omissão da palavra "limitada" determina a
responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores
que assim empregarem a firma ou a denominação da
sociedade.

CC, Art. 1.165. O nome de sócio que vier a falecer, for


excluído ou se retirar, não pode ser conservado na firma
social.
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CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial
• Novidade:

CC, Art. 1.163. O nome de empresário deve distinguir-se


de qualquer outro já inscrito no mesmo registro.

CC, Art. 1.166. A inscrição do empresário, ou dos atos


constitutivos das pessoas jurídicas, ou as respectivas
averbações, no registro próprio, asseguram o uso exclusivo
do nome nos limites do respectivo Estado.
Parágrafo único. O uso previsto neste artigo estender-se-á
a todo o território nacional, se registrado na forma da lei
especial.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial
• Proteção ao nome empresarial na jurisprudência
do STJ
Conflitos entre nomes empresariais: é preciso verificar se
a colidência entre os nomes pode acarretar confusão aos
consumidores, permitir captação de clientela ou acarretar
abalo de crédito.
Conflitos entre nome empresarial e marca: aplicam-se
inicialmente os princípios da territorialidade (nome
empresarial) e da especialidade (marca). Caso a aplicação
desses princípios não seja suficiente, aplica-se o princípio
da territorialidade.