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NR - 20

SEGURANÇA E SAÚDE NO
TRABALHO COM
INFLAMÁVEIS E
COMBUSTÍVEIS

Intermediário
OBJETIVOS DA ELFE

Orientar toda força de trabalho da ELFE quanto


aos padrões de SMS, visando garantir a
execução de suas atividades de forma segura,
seguindo as diretrizes da
NR-20
OBJETIVOS DA NORMA

20.1 - Esta Norma Regulamentadora estabelece


requisitos mínimos para a gestão da
Segurança e Saúde no trabalho contra fatores
de risco de acidentes provenientes das
atividades de extração, produção,
armazenamento, transferência, manuseio e
manipulação de inflamáveis e líquidos
combustíveis.
OBJETIVOS DA NORMA
20.2 - Esta NR se aplica às atividades de

ATIVIDADES DE EXTRAÇÃO, PRODUÇÃO,


ARMAZENAGEM, TRANSFERÊNCIA, MANUSEIO E
MANIPULAÇÃO DE:
• Inflamáveis (gases e líquidos).
• Líquidos Combustíveis.
Exceção:
•Plataformas e instalações de apoio empregadas com a
finalidade de exploração, produção de petróleo e gás (OFF
SHORE).
•Edificações unifamiliares.
OBJETIVOS DA NORMA
20.2 - INSTALAÇÃO

GLOSSÁRIO - Instalação = Unidade de extração,


produção, armazenamento, transferência, manuseio e
manipulação de inflamáveis (líquidos e gases) e líquidos
combustíveis, em caráter permanente ou transitório,
incluindo todos os equipamentos, máquinas, estruturas,
tubulações, tanques, edificações, depósitos, terminais e
outros necessários para o seu funcionamento.
20.3 - Definições: DOS LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS:
Anterior (Portaria 3.214/78):
16.7 - Para efeito desta Norma Regulamentadora (NR) considera-se
combustível liquido todo aquele que possua ponto de fulgor igual ou
superior a 70 º C (Setenta graus centígrados) e inferior a 93.3 º C.

20.2.1 Para efeito desta Norma Regulamentadora, fica definido


"líquido inflamável" como todo aquele que possua ponto de fulgor
inferior a 70ºC (setenta graus centígrados) e pressão de vapor que
não exceda 2,8 kg/cm2 absoluta a 37,7ºC (trinta e sete graus e sete
décimos de graus
centígrados).
20.3 - Definições: DOS LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS:
Atual (Portaria SIT n.° 308/2012):
•20.3.1 Líquidos inflamáveis: são líquidos que possuem ponto de
fulgor
≤ 60º C.

•20.3.2 Gases inflamáveis: gases que inflamam com o ar a 20º C e


a uma pressão padrão de 101,3 kPa.

•20.3.3 Líquidos combustíveis: são líquidos com ponto de fulgor


> 60º C e ≤ 93º C.
Considerações
Quando um corpo combustível é aquecido, ele
atinge
diferentes estágios da temperatura, os quais
são
conhecidos por:

• Ponto de fulgor;
• Ponto de Combustão (inflamação);
• Ponto de ignição.
DEFINIÇÕES :
Ponto de Fulgor
. O ponto de fulgor é a menor temperatura, na qual, uma substância
libera vapores, em quantidades suficientes para que a mistura de vapor
e ar propague uma chama logo acima de sua superfície, a partir do
contato com uma fonte de ignição.
Por exemplo: Ponto de Fulgor
considerando-se que, em um determinado local, a temperatura
ambiente seja de 25 °C e que esteja ocorrendo o vazamento de uma
substância cujo ponto de fulgor seja de 15 °C, isto significa que,
nessas condições, essa substância estará liberando vapores
inflamáveis, bastando, apenas, uma fonte de ignição para que haja a
ocorrência de um incêndio ou de uma explosão
DEFINIÇÕES :

Ponto de Combustão
É a temperatura mínima necessária para que um combustível
desprenda vapores ou gases inflamáveis que, combinados com o
oxigênio do ar e ao entrar em contato com uma chama, se inflamam,
e, mesmo que se retire a chama, o fogo não se apaga, pois essa
temperatura faz gerar, do combustível, vapores ou gases suficientes
para manter o fogo ou a transformação em cadeia.
DEFINIÇÕES :
Ponto de Ignição
É aquela em que os gases desprendidos dos combustíveis entram em
combustão apenas pelo contato com o oxigênio do ar, independente de
qualquer fonte de calor.
Exemplo de fontes de ignição:
chamas-vivas; superfícies quentes; automóveis, os
caminhões e outros veículos automotores; cigarros acesos;
interruptores de força e luz; lâmpadas, reatores; motores
elétricos; faíscas, produzidas por atrito; eletricidade estática.

Assim sendo, na presença de produtos inflamáveis, é de


fundamental importância o controle das referidas FONTES DE
IGNIÇÃO
EXEMPLOS DE PONTO DE FULGOR
Principais pontos e temperaturas de alguns
combustíveis ou inflamáveis

Combustíveis Temperatura de
Ponto de Fulgor
Inflamáveis Ignição

Álcool etanol 16,6° C 363,0°C


Gasolina <- 43,0° C 257,0°C
Querosene aviação > 60,0º C 210,0°C
Diesel > 62,0°C 210,0°C
20.4 Classificação das Instalações
Classe I
a) Quanto à atividade:
a.1 - postos de serviço com inflamáveis e/ou líquidos combustíveis.
b) Quanto à capacidade de armazenamento, de forma permanente e/ou transitória:
b.1 - gases inflamáveis: acima de 2 ton até 60 ton;
b.2 - líquidos inflamáveis e/ou combustíveis: acima de 10 m³ até 5.000 m³.
Classe II
a) Quanto à atividade:
a.1 - engarrafadoras de gases inflamáveis;
a.2 - atividades de transporte dutoviário de gases e líquidos inflamáveis e/ou combustíveis.
b) Quanto à capacidade de armazenamento, de forma permanente e/ou transitória:
b.1 - gases inflamáveis: acima de 60 ton até 600 ton;
b.2 - líquidos inflamáveis e/ou combustíveis: acima de 5.000 m³ até 50.000 m³.
Classe III
a) Quanto à atividade:
a.1 - refinarias;
a.2 - unidades de processamento de gás natural;
a.3 - instalações petroquímicas;
a.4 - usinas de fabricação de etanol e/ou unidades de fabricação de álcool.
b) Quanto à capacidade de armazenamento, de forma permanente e/ou transitória:
b.1 - gases inflamáveis: acima de 600 ton;
b.2 - líquidos inflamáveis e/oua atividade tem prioridade sobre a capacidade de armazenamento
combustíveis: acima de 50.000 m³.
20.4 Classificação das Instalações

Nota:

A atividade tem prioridade sobre a

capacidade de armazenamento
Exemplos de instalações
Classe II
Classe I

Classe III
20.5 - Projeto da Instalação

Projetadas considerando os aspectos de segurança, saúde e meio


ambiente que impactem sobre a integridade física dos
trabalhadores previstos nas Normas Regulamentadoras, normas
técnicas nacionais e, na ausência ou omissão destas, nas normas
internacionais, convenções e acordos coletivos, bem como nas
demais regulamentações pertinentes em vigor .

PROJETOS DAS INSTALAÇÕES EXISTENTES devem ser


atualizados com a utilização de metodologias de análise de riscos
para a identificação da necessidade de adoção de medidas de
proteção complementares
20.6 - Segurança na Construção e
Montagem
A construção e montagem devem observar as especificações
previstas no projeto, bem como nas Normas Regulamentadoras e nas
normas técnicas nacionais e, na ausência ou omissão destas, nas
normas internacionais

•Inspeções e testes realizados na fase de construção e montagem


e no comissionamento documentados

•Equipamentos e instalações identificados e sinalizados


20.7 - Segurança Operacional

Elaborar, documentar, implementar, divulgar e manter


atualizados PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS em
conformidade com as especificações do projeto das
instalações classes I, II e III e
com as recomendações das análises de riscos
20.8 - Manutenção e Inspeção das
Instalações

PLANO DE INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO devidamente


documentado
a) equipamentos, máquinas, tubulações e acessórios, instrumentos;
b) tipos de intervenção;
c) procedimentos de inspeção e manutenção;
d) cronograma anual;
e) identificação dos responsáveis;
f) especialidade e capacitação do pessoal de inspeção e manutenção;
g) procedimentos específicos de segurança e saúde;
h) sistemas e equipamentos de proteção coletiva e individual.
20.9 - Inspeções e Segurança
•Instalações classes I, II e III: periodicamente
INSPECIONADAS com enfoque na segurança e
saúde no ambiente de trabalho
•Elaborado, em articulação com a CIPA,
CRONOGRAMA DE INSPEÇÕES em segurança e
saúde no ambiente de trabalho
• INSPEÇÕES documentadas e as respectivas
recomendações implementadas, com
estabelecimento de prazos e de responsáveis pela
sua execução
20.10 - Análise de Riscos
Metodologia: função dos propósitos da análise e das características
e complexidade da instalação (APR);

• Coordenadas por profissional habilitado ;

• Elaboradas por equipe multidisciplinar, com no mínimo um


trabalhador com experiência na instalação/parte objeto da análise ;

• Articulação com o PPRA


20.11 - Capacitação dos Trabalhadores -
Critérios

Trabalhadores que laboram em instalações classes I, II ou III e NÃO adentram na área ou local de extração,
produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis
devem receber informações sobre os perigos, riscos e sobre procedimentos para situações de emergências.

Trabalhadores que adentram na área e mantém contato direto com o processo ou processamento
•Cursos:
Integração - 4h
Básico - 8h
Intermediário - 16h
Avançado I - 24h
Avançado II - 32h
Específico - 16h
20.11 - Capacitação dos Trabalhadores -
Critérios

Curso de Integração: Carga Horária 4 horas

Conteúdo Programático:

 Inflamáveis: características, propriedades , perigos e riscos;


 Controles coletivos e individuais para trabalhos com inflamáveis;
 Fontes de Ignição e seu controle;
 Procedimentos básicos em situação de emergência com
inflamáveis.
20.11 - Capacitação dos Trabalhadores -
Critérios

Curso Intermediário: Carga Horária 16 horas


I) Conteúdo programático teórico:
• Inflamáveis: características, propriedades, perigos e riscos;
• Controles coletivo e individual para trabalhos com inflamáveis;
• Fontes de ignição e seu controle;
• Proteção contra incêndio com inflamáveis;
• Procedimentos em situações de emergência com inflamáveis;
• Estudo da Norma Regulamentadora n.º 20;
• Análise Preliminar de Perigos/Riscos: conceitos e exercícios práticos;
• Permissão para Trabalho com Inflamáveis.
II) Conteúdo programático prático:
•Conhecimentos e utilização dos sistemas de segurança contra incêndio
com
inflamáveis.
INCÊNCIO EM REFINARIA - VENEZUELA
(08/2012)
Argélia: Incêndio Refinaria de gás(2004)
Argélia: Incêndio Refinaria de gás
Argélia: Incêndio Refinaria de gás
INFLAMÁVEIS - RISCOS

• Queimam com facilidade;


• Podem produzir atmosferas explosivas em locais com deficiência de
ventilação;
• Um derrame de líquido inflamável pode gerar um incêndio que irá se
movimentar, acompanhando o desnível existente no piso;
• Incêndios em líquidos normalmente são mais difíceis de serem combatidos
do que em materiais sólidos, visto que é necessário extinguir o fogo toda
superfície atingida.
• A projeção violenta do agente extintor sobre um líquido inflamado pode
provocar respingos ou seu transbordamento, cuja conseqüência poderá
ser a propagação do incêndio;
• Em caso de gases, quando não é possível cortar o suprimento, o
vazamento seguirá gerando maiores volumes de mistura inflamável, que
fatalmente encontrará uma fonte de ignição em suas proximidades,
provocando uma explosão
INFLAMÁVEIS - CONTROLES

• Ventilação adequada no ambiente;

• Isolando adequadamente processos ou operações


auxiliares consideradas perigosas (ambientes externos
ou compartimentados);

• Evitando fontes de ignição nas proximidades (centelhas


produzidas por aparelhos ou instalações elétricas;
cigarro; faíscas; descargas eletrostáticas; superfícies
quentes, raios, etc)
PREVENÇÃO DE INCÊNDIO -
CONTROLE
TRABALHOS COM SOLDA E LIXADEIRA

Controlar fontes de ignição


Controles - SINALIZAÇÕES

Placas de Advertência
Cones de vento (birutas)
Alarmes de Sensor
Sinalizadores Luminosos
Isolamento de área
PERIGO
Telas;
Cones; INFLAMÁVEL
Cordas
É PROIBIDO

 Portar celular na Área Industrial;

 Fumar em toda Área Industrial, em veículos,salas de controle

,etc...;
DISPOSIÇÕES FINAIS (ITEM 20.20)

O empregador deve interromper e corrigir as


atividades sem situação de risco grave e iminente;
Os trabalhadores, com base em sua capacitação e
experiência, devem interromper suas tarefas,
exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem
evidências de riscos graves e iminentes para sua
segurança e saúde ou de outras pessoas,
comunicando imediatamente o fato a seu superior
hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis.
PROCEDIMENTO EM SITUAÇÕES DE
EMERGÊNCIA
EM CASOS DE EMERGÊNCIA NO TERMINAL, PROCEDER DA
SEGUINTE MANEIRA:

1- COMUNICAR A OCORRÊNCIA PELO RAMAL 8800 OU PELO


RÁDIO TRANSMISSOR ;

2- COMUNICAR AO SMS , FISCALIZAÇÃO e a ELFE;

3- CASO TENHA QUE ABANDONAR O CANTEIRO, SIGA AS


ORIENTAÇÕES DO PESSOAL DA BRIGADA.
SIRENES

Início

PROCEDIMENTO Paralisar os trabalhos

Término
EMERGÊNCIA

OPERACIONAL MÉDICA
QUAL O RAMAL
A CONTATAR ?? 8800
Em caso de dúvida “PARE” e
consulte seu supervisor
SEGURANÇA NO
MANUSEIO DE PRODUTOS
QUÍMICOS
INTRODUÇÃO – Produtos Químicos
A química x vida cotidiana;
Existência de aproximadamente 156.000 produtos
químicos de uso comum;
A cada ano se descobre em torno de 2.000 novos
produtos;
Apenas 1.500 produtos em média são conhecidas
as informações toxicológicas e epidemiológicas.
CONCEITOS
CONTAMINANTES QUÍMICOS:
Toda substância orgânica ou inorgânica, natural ou
sintética, que durante a fabricação, manuseio, transporte,
armazenamento ou uso, pode incorporar-se
no ambiente em forma específica.

RISCOS QUÍMICOS:
Potencialidade exclusiva de cada contaminante
químico em gerar patologias no trabalhador exposto.
EFEITOS NO ORGANISMO HUMANO:
Irritantes – do trato respiratório superior e tecido
pulmonar;
Pneumoconióticos;
Tóxicos sistêmicos;
Anestésicos e narcóticos;
Cancerígenos;
Mutagênicos;
Teratogênicos;
Alergênicos;
Asfixiantes – simples e químicos Produtores de
dermatose.
VIAS DE PENETRAÇÃO DOS CONTAMINANTES QUÍMICOS

Respiratória – nariz, boca, laringe, brônquios, bronquíolos,


alvéolos pulmonares.
Dérmica;
Parenteral – Lesão;
Digestiva;
EFEITOS BIOLÓGICOS DOS PRODUTOS
QUÍMICOS
Fatores que interferem nos efeitos
tóxicos:
– Sexo;
– Consumo de álcool;
– Uso de drogas;
– Sinergismo – asbesto x fumos, ruído x
solventes)
SISTEMA DE IDENTIFICAÇÃO – DIAMENTE DE HOMMEL

 Losango azul – saúde;


 Losango vermelho – inflamabilidade;
 Losango amarelo – reatividade;
 Losango branco – informações especiais

Obs.: Losango preenchido com números de 0 à 4


conforme grau de risco em questão.
SISTEMA DE IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
ANÁLISE DE RISCO
Visa fornecer os subsídios necessários para execução segura dos
trabalhos envolvendo produtos químicos.

FISPQ FICHA DE EMERGÊNCIA


Identificação do produto; Nome do produto;
Limites de exposição ocupacional; Aspecto;
Fogo;
Dados físicos e químicos; Saúde;
Informações sobre fogo e explosão; Meio Ambiente;
Dados de reatividade;
Riscos a saúde;
Dados sobre o Meio Ambiente
Etc..
ITENS DE OBSERVÂNCIA NO USO DE PRODUTOS QUÍMICOS

Os produtos químicos extremamente voláteis deverão ser manuseados


em capela ou em local devidamente ventilado e com uso de respirador
adequado;
Observar os rótulos dos recipientes;
Verificar se os chuveiros-lava olhos de emergência estão funcionando.
Não armazenar produtos químicos por ordem alfabética respeitando a
incompatibilidade dos produtos;
Respeitar as sinalizações do ambiente;
Utilizar os EPI’s específicos conforme a FISPQ;
Respeitar todas informações contidas na FISPQ, na falta desta
procurar orientação com o técnico de segurança da área ou superior
imediato.
SÍMBOLOS DE RISCO
Comburente: desprendem oxigênio e Inflamável: sólido, líquido ou gás
favorecem a combustão. Podem comprimido que tem um ponto de
inflamar combustíveis ou acelerar a fulgor menor do que 60ºC.
propagação de incêndio

Corrosivo: causa destruição visível Nocivo ou irritante: podem promover


ou mudanças permanentes à pele irritação sobre a pele, olhos e trato
humana no local de contato, ou é respiratório, ou, por inalação, absorção
altamente corrosivo ao aço. ou ingestão, produzir efeito de menor
gravidade.

Explosivo: causa uma liberação Tóxico: ao ser introduzido no


instantânea de pressão, gás e calor organismo por inalação, absorção ou
quando submetido a choque ingestão, pode causar efeitos graves
mecânico, pressão ou temperatura e/ou mortais.
elevada.

Biológico: microorganismos, vírus


Perigoso para o meio ambiente: ou toxinas de origem biológica que
Causa dano reversível ou causam impacto na saúde humana
permanente à fauna e flora. ou de animais.
Segurança no manuseio de produtos químicos

 Todas as substâncias são venenosas.


Não há uma que não seja. A dose certa é que
diferencia um veneno de um remédio.
“Paracelsus”
SEGURANÇA NO
MANUSEIO DE PRODUTOS
QUÍMICOS
INTRODUÇÃO – Produtos Químicos
A química x vida cotidiana;
Existência de aproximadamente 156.000 produtos
químicos de uso comum;
A cada ano se descobre em torno de 2.000 novos
produtos;
Apenas 1.500 produtos em média são conhecidas
as informações toxicológicas e epidemiológicas.
CONCEITOS
CONTAMINANTES QUÍMICOS:
Toda substância orgânica ou inorgânica, natural ou
sintética, que durante a fabricação, manuseio, transporte,
armazenamento ou uso, pode incorporar-se
no ambiente em forma específica.

RISCOS QUÍMICOS:
Potencialidade exclusiva de cada contaminante
químico em gerar patologias no trabalhador exposto.
EFEITOS NO ORGANISMO HUMANO:
Irritantes – do trato respiratório superior e tecido
pulmonar;
Pneumoconióticos;
Tóxicos sistêmicos;
Anestésicos e narcóticos;
Cancerígenos;
Mutagênicos;
Teratogênicos;
Alergênicos;
Asfixiantes – simples e químicos Produtores de
dermatose.
VIAS DE PENETRAÇÃO DOS CONTAMINANTES QUÍMICOS

Respiratória – nariz, boca, laringe, brônquios, bronquíolos,


alvéolos pulmonares.
Dérmica;
Parenteral – Lesão;
Digestiva;
EFEITOS BIOLÓGICOS DOS PRODUTOS
QUÍMICOS
Fatores que interferem nos efeitos
tóxicos:
– Sexo;
– Consumo de álcool;
– Uso de drogas;
– Sinergismo – asbesto x fumos, ruído x
solventes)
SISTEMA DE IDENTIFICAÇÃO – DIAMENTE DE HOMMEL

 Losango azul – saúde;


 Losango vermelho – inflamabilidade;
 Losango amarelo – reatividade;
 Losango branco – informações especiais

Obs.: Losango preenchido com números de 0 à 4


conforme grau de risco em questão.
SISTEMA DE IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
ANÁLISE DE RISCO
Visa fornecer os subsídios necessários para execução segura dos
trabalhos envolvendo produtos químicos.

FISPQ FICHA DE EMERGÊNCIA


Identificação do produto; Nome do produto;
Limites de exposição ocupacional; Aspecto;
Fogo;
Dados físicos e químicos; Saúde;
Informações sobre fogo e explosão; Meio Ambiente;
Dados de reatividade;
Riscos a saúde;
Dados sobre o Meio Ambiente
Etc..
ITENS DE OBSERVÂNCIA NO USO DE PRODUTOS QUÍMICOS

Os produtos químicos extremamente voláteis deverão ser manuseados


em capela ou em local devidamente ventilado e com uso de respirador
adequado;
Observar os rótulos dos recipientes;
Verificar se os chuveiros-lava olhos de emergência estão funcionando.
Não armazenar produtos químicos por ordem alfabética respeitando a
incompatibilidade dos produtos;
Respeitar as sinalizações do ambiente;
Utilizar os EPI’s específicos conforme a FISPQ;
Respeitar todas informações contidas na FISPQ, na falta desta
procurar orientação com o técnico de segurança da área ou superior
imediato.
SÍMBOLOS DE RISCO
Comburente: desprendem oxigênio e Inflamável: sólido, líquido ou gás
favorecem a combustão. Podem comprimido que tem um ponto de
inflamar combustíveis ou acelerar a fulgor menor do que 60ºC.
propagação de incêndio

Corrosivo: causa destruição visível Nocivo ou irritante: podem promover


ou mudanças permanentes à pele irritação sobre a pele, olhos e trato
humana no local de contato, ou é respiratório, ou, por inalação, absorção
altamente corrosivo ao aço. ou ingestão, produzir efeito de menor
gravidade.

Explosivo: causa uma liberação Tóxico: ao ser introduzido no


instantânea de pressão, gás e calor organismo por inalação, absorção ou
quando submetido a choque ingestão, pode causar efeitos graves
mecânico, pressão ou temperatura e/ou mortais.
elevada.

Biológico: microorganismos, vírus


Perigoso para o meio ambiente: ou toxinas de origem biológica que
Causa dano reversível ou causam impacto na saúde humana
permanente à fauna e flora. ou de animais.
Segurança no manuseio de produtos químicos

 Todas as substâncias são venenosas.


Não há uma que não seja. A dose certa é que
diferencia um veneno de um remédio.
“Paracelsus”
PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
O sistema respiratório é constituído por um conjunto de órgãos que tornam possível a
respiração normal.
Falando mais concretamente, é formado pelo nariz, boca, garganta, laringe, traquéia e
os brônquios, os quais constituem as vias respiratórias.
Por outro lado encontram-se os pulmões, cuja missão é enviar o oxigênio ao sangue e
este de transportar o oxigênio a todas as células do corpo.
É esta uma das principais funções do aparelho circulatório, de transportar o oxigênio
através do corpo humano em suas artérias e de recolher o produto da reação ou seja, o
dióxido de carbono - CO2, e levá-lo até os pulmões para ser expelido.
Integrando este sistema está também o diafragma e os músculos do peito, os quais têm
por objetivo provocar os movimentos respiratórios normais.
É o oxigênio que mantém acesa a chama da vida.
O cérebro é o encarregado de regular a função respiratória. Quando o cérebro
necessita mais oxigênio, envia estímulos aos músculos do peito e o diafragma por meio
dos nervos, fazendo-os funcionar com maior aceleração e vigor.
Comparando o corpo humano a uma máquina completa, pode-se concluir que um dos
parâmetros a assegurar o perfeito funcionamento, é a presença de “ar respirável”.
Sistema Respiratório

nariz
epligote
boca

laringe esôfago

traquéia

brônquios

pulmão pulmão
direito esquerdo
Ar respirável
O ar atmosférico que nos envolve, o ar natural (aqui
considerado seco) pode ser representado em números redondos, em
porcentagem por volume de :

OXIGÊNIO 21%
GASES NOBRES
1%
ARGÔNIO
DIÓXIDO DE CARBONO

NITROGÊNIO

78%
Na prática, entretanto, todo ar natural possue um certo percentual de
umidade, igualmente necessário à vida.
Permanecendo o ar respirável, apesar das variações
climáticas, o nosso organismo consegue aproveitá-lo e a nossa
respiração e o metabolismo se adaptam com flexibilidade a essas
condições do meio ambiente.
Porém, quais os valores limites que o ar que nos envolve deve
ter para que possa ser aceito como “ar respirável” ?
Genericamente entende-se por “ar respirável”, uma
composição que o homem possa respirar por um tempo prolongado
sem sofrer danos ou sem sentir incômodos. Por exemplo: Gás tóxico e
odor desagradável.
A deficiência de oxigênio no ambiente, a inalação de produtos
prejudiciais à saúde, bem como, um estado fisiológico impróprio do ar
atmosférico, como por exemplo: pressão, temperatura e outros, podem
causar prejuízos ao organismo humano.
Ar respirável significa:

Conter no mínimo 19,5% em volume de oxigênio.


Estar livre de produtos prejudiciais à saúde, que através da respiração
possam provocar distúrbios ao organismo ou o seu envenenamento.
Encontrar-se no estado apropriado para a respiração, isto é, ter
pressão e temperatura normal, que em hipótese alguma levem a
queimaduras ou congelamentos.
Não deve conter qualquer substância que o torne desagradável, por
exemplo: odores.
Respiração
Por respiração do homem entende-se todo o processo pelo
qual o corpo humano é suprido de oxigênio e libertado de CO2 (dióxido
de carbono).
Oxidação ou Combustão
É o processo que se dá nas células do corpo humano,
lentamente, onde os alimentos são transformados em energia, pela
reação com o oxigênio do ar respirado.
O dióxido de carbono e outros produtos secundários que se
formam, devem ser expelidos continuamente.
A este processo que ocorre nas células do corpo humano
chamamos de “metabolismo”. QUANTO DURA A “CHAMA DA VIDA” ?

SEM COMER SEM BEBER SEM RESPIRAR


30 DIAS 3 DIAS 3 MINUTOS
Controle dos perigos respiratórios
Num bom programa de proteção respiratória, é
essencial a avaliação correta do perigo. Isso requer que
se conheça o processo, as matérias primas empregadas,
os produtos finais, derivados e outros.
Com esse conhecimento deve-se recolher uma
quantidade suficiente de amostras apropriadas, que
mostrem, durante todas as condições de operação,
atmosferas que por seu conteúdo de oxigênio e níveis de
concentração, sejam suficientemente conhecidas para
avaliar a que exposição uma pessoa estará exposta
durante o trabalho.
Conhecimento dos perigos respiratórios

Pelas características da formação do corpo


humano, os materiais tóxicos podem penetrar no corpo por
3 (três) diferentes caminhos:

Sistema Respiratório

Gastro- intestinal
(boca)

Pele
(Poros)
Classificação dos riscos
Os riscos respiratórios classificam-se normalmente, por:
Deficiência de oxigênio;
Contaminação por gases: Imediatamente perigosos à vida,
ou não.
Contaminação por aerodispersóides (poeiras, fumos, etc...);
Contaminação por gases e aerodispersóides:
imediatamente perigosos à vida, ou não.
O conteúdo normal de oxigênio no ar atmosférico é de
aproximadamente 21% em volume.
As concentrações de oxigênio abaixo de 19,5% são consideradas
inseguras para as exposições humanas devido aos efeitos nocivos nas
funções do organismo, processos mentais e coordenação muscular.
Gases imediatamente perigosos à vida
São contaminantes que podem estar presentes em
concentrações perigosas, mesmo quando a exposição for por um
período curto.
Gases não imediatamente perigosos à vida
São contaminantes que podem ser respirados por um período
curto, sem que ofereçam risco de vida, porém podem causar
desconforto e possivelmente danos quando respirados por um período
longo ou em períodos curtos, mas repetidos muitas vezes.
Classes de contaminantes gasosos
Quimicamente os contaminantes gasosos podem ser
classificados como:
Inertes
Não são metabolizados pelo organismo
Ex: Nitrogênio, Hélio, Argônio, Neônio, Dióxido De Carbono.
Ácidos
Podem causar irritações no sistema respiratório e provocar o
aparecimento de edemas pulmonares
Ex: Dióxido De Enxofre, Gás Sulfídrico, Ácido Clorídrico.
Alcalinos
Idem ao Ácidos - Ex: Amônia E Aminas.
Orgânicos
Podem existir como gases ou vapores de composto líquido orgânico.
Ex: Acetona, Cloreto De Vinila, Etc...
Organo Metálicos
Compostos metálicos combinados a grupos orgânicos.
Ex: Chumbo Tretaetile e Fósforo Orgânico.
Efeitos biológicos
Os gases e vapores podem ser classificados segundo a sua ação
sobre o organismo. Dividindo-se em 3 grupos:
Irritante
Produzem inflamação nos tecidos com que entra em contato direto: pele, olhos, via
respiratória.
Ex: ácido clorídrico, sulfúrico, amônia, soda cáustica. o ponto de ação dos gases e
vapores irritantes é determinado pela solubilidade.
Anestésico
A maioria dos solventes pertencem a este grupo, uma propriedade comum a todos
é o efeito anestésico, devido a ação depressiva sobre o sistema nervoso central.
Ex: clorofórmio, éter; os quais podem provocar perda da sensibilidade, inconsciência
e a morte.
Asfixiantes
Simples = Nitrogênio.
Químico = “CO “ - Monóxido de carbono.
Venenos sistêmicos
Podem causar danos aos órgãos e sistemas vitais do corpo humano.
Ex: vapores metálicos de Mercúrio, Arsênio, etc...
Aerodispersóides
Formação: Dispersão de partículas no ar de tamanho
reduzido.
Podem ser classificados em três grupos, de acordo com sua
ação nociva:
Partículas Tóxicas: Podem passar dos pulmões para a
corrente sanguínea e levadas para as diversas partes do corpo,
onde vão exercer ação nociva à saúde (Irritação química,
envenenamento sistêmico, tumores, etc...)
Ex: Antimônio, Arsênio, Cádmio, Ácido Fosfórico, Fósforo, ácido
Crômio, etc...
Poeiras causadoras de fibroses ou pneumoconioses
As quais não sendo absorvidas pela corrente sanguínea permanecem
nos pulmões podendo causar lesões sérias neste órgão.
Ex: Asbesto, Carvão, Bauxita, Sílica livre, etc...
Partículas não tóxicas
Chamadas também de poeiras não agressivas, não causam fibroses,
podem ser dissolvidas e passar diretamente para a corrente sanguínea
ou que podem permanecer nos pulmões, sem causar efeitos nocivos
locais ou sistêmicos.
Ex: Algodão, Lã, Farinhas, Poeiras de Couro, Pó de Madeira, etc...

“ Altas concentrações destes aerodispersóides devem ser


considerados sempre com muita atenção”
Os aerodispersóides segundo suas propriedades físicas classificam-se em:
Névoas ou neblinas
Partículas líquidas em suspensão no ar, com dimensões que vão desde 5 a
100 mícrons.
Fumos
Partículas sólidas de origem orgânica. São encontradas em dimensões que
vão de 0,01 a 0,3 mícrons.
Poeiras
Partículas sólidas geradas mecanicamente por manuseio, moagem, raspagem,
esmerilhamento, etc... São encontradas em dimensões perigosas que vão
desde 0,5 a 10 mícrons.
Vapores Metálicos
Partículas sólidas condensadas. São encontradas em dimensões de 0,1 a 1
mícron.
Organismos vivos
Bactérias em suspensão no ar, com dimensões de 0,001 a 15 mícrons.
Mícron
Unidade de comprimento igual a uma milionésima parte do metro padrão.
Perigos das partículas
As dimensões das partículas expressas em mícrons, são de suma
importância.
As partículas menores de 10 mícrons de diâmetro tem mais facilidade
para penetrar no sistema respiratório.
As partículas menores de 5 mícrons de diâmetro são mais fáceis de
alcançar os pulmões.

Formas de expressão de quantidades


de poluentes no ar
1 metro cúbico de ar
PPM - (partes por milhão)
1 ppm de poluente
corresponde a 1 cm3 de poluente por
metro cúbico de ar respirado. Assim, ao
constatarmos que determinado ambiente
tem 30 ppm de cloro, estamos
respirando 30 cm3 desse gás por metro 1 PPM = 1 centímetro
cúbico de ar que respiramos. cúbico de ar respirado
Sistemas de equipamentos de proteção respiratória

A variedade de tarefas que são realizadas com


proteção respiratória é demasiadamente grande para um
único tipo universal de equipamento. Desenvolveu-se
portanto, para atender às inúmeras tarefas distintas, várias
espécies diferentes de proteção respiratória.
Pelo efeito de sua proteção os equipamentos de
proteção respiratória são divididos em 2 grupos principais,
assim temos “os dependentes” que dependem do efeito
do ar atmosférico e “os independentes”, aqueles que
independem do efeito ao ar atmosférico ambiental.
AUTÔNOMA
AR MANDADO

DEPENDE
DE AR

DEPENDENTE INDEPENDENTES
Filtros
Os filtros de respiração retêm os poluentes do ar respirado, porém
não fornecem oxigênio.
Em decorrência deste fato só poderão ser usados em atmosferas que
contenham no mínimo 19,5% em volume de oxigênio.
Os filtros de respiração aparecem nas mais variadas formas
construtivas.
São concebidos como:
- Filtros de encaixe;
- Filtros de rosca;
- Filtros de cartucho.
Em lugares com deficiência de oxigênio ou com elevadas
concentrações de contaminantes, é obrigatório o uso de equipamentos que
independem do meio atmosférico ambiental, tais como:
- Equipamento de respiração com linha de ar; DEPENDE
DE AR
- Equipamentos autônomos de respiração a ar comprimido;
- Equipamentos autônomos de respiração com oxigênio.
Espécies de filtros
Filtros contra gases
Os filtros contra gases são recheados com carvão ativo, cuja estrutura porosa
oferece uma grande superfície.
Enquanto o ar respirado flui através da carga de carvão ativo do filtro, as
moléculas do contaminante são retidas na grande superfície do carvão ativo
granulado.
Para muitos outros gases (por exemplo: amônia, cloro, dióxido de enxofre), o
efeito de retenção no filtro poderá ser melhorado com a impregnação do
carvão com produtos químicos de retenção, utilizando-se para tanto sais
minerais e elementos alcalinos.

Filtros contra aerodispersóides


Os filtros contra aerodispersóides consistem de material fibroso
microscopicamente fino. Partículas sólidas e líquidas são retidas na superfície
dessas fibras com grande eficiência.
Filtros combinados
Os filtros combinados formam a união de filtro contra gases e de filtro contra aerodispersóides numa
mesma unidade filtrante.
Oferecem proteção quando gases e aerodispersóides aparecem simultaneamente no ambiente.
O ar inalado atravessa inicialmente o filtro contra aerodispersóides que retêm todas as partículas em
suspensão no ar.
Tempo de uso e saturação
Dependendo de suas dimensões e das condições de uso, os filtros de respiração são capazes de
reter uma certa quantidade de contaminantes.
Os filtros contra aerodispersóides em geral tendem a se fechar mais com o uso. A resistência
respiratória aumenta.
Quando os filtros contra gases são usados até o limite, atingindo sua saturação, o usuário nota-o em
geral pela percepção do cheiro característico de um gás ou pela irritação da mucosa.
No uso de filtros combinados, dependendo da composição dos contaminantes, o filtro poderá saturar
pelo entupimento dos aerodispersóides e assim se notaria uma elevada resistência respiratória ou o
filtro se satura pelo elemento contaminante gasoso e a troca se fará quando notado o primeiro cheiro
de gás.
Armazenamento
O armazenamento de filtro contra gases ou combinados, novos, na embalagem original de fabricação,
e acondicionados convenientemente à vácuo, é de 3 anos após sua fabricação.
Após o vencimento desse prazo os filtros não devem ser usados.
Filtros contra aerodispersóides podem ser armazenados por tempo praticamente ilimitado.
Os filtros uma vez abertos, mesmo que nunca usados, devem ser substituídos dentro de um prazo de
6 meses.
Treinamento
Para usar com segurança qualquer equipamento de proteção respiratória, é essencial
que o usuário tenha sido instruído corretamente sobre a seleção, uso e manutenção.
O treinamento deverá, no mínimo, incluir o seguinte:
- Instrução sobre a natureza dos perigos, bem como, uma apreciação do que poderia
suceder se não se usasse o equipamento correto.
- Comentários sobre o porque esse é o modelo indicado para o fim específico.
- Comentários sobre a capacidade e limitações dos dispositivos ou equipamentos.
- Instrução e treinamento sobre o seu uso.
- Instrução teórica e pratica para reconhecer e saber enfrentar situações de emergência.
Inspeção
Todos os equipamentos deverão ser inspecionados periodicamente, antes e depois do
seu uso.
Manutenção
Todos os equipamentos de proteção respiratória deverão ser limpos e higienizados
depois de cada uso.
Reparos
A substituição de peças que não sejam aproveitáveis, qualquer reparo e a manutenção
dos equipamentos de proteção respiratória, deverá ser feita pela Segurança do Trabalho
que providenciará o contato com o órgão especializado e competente para tal.
Importante
- Faça o teste de vedação tampando seu bocal ou apertando a traquéia
da mascara.
- Se a máscara estiver bem ajustada, o contorno do equipamento
aderirá fortemente ao rosto, impedindo possíveis infiltrações de gases
para dentro da mascara.
- Se isso não ocorrer aperte novamente os tirantes, fazendo novo teste.

Obs.: Nas mascaras autônomas (faciais) este teste deverá ser feito com o
suprimento de ar fechado . Em seguida deverá ser colocado o filtro e/ou
aberto o suprimento de ar.

Para retirar a máscara, aperte a parte interna da fivela dos tirantes de fixação
de borracha, fazendo a operação ao inverso:
Tirante do couro cabeludo;
Tirantes superiores;
Tirantes inferiores.
Método correto de uso
Para uso com segurança das máscaras faciais, existe um método padronizado
e seguro cujos passos passamos a mostrar:
- Carregue-a sempre pendurada pela alça de borracha,
pois estará sempre pronta para o uso;
- Segure a parte superior da máscara com as duas
mãos, tendo antes o cuidado de “soltar” totalmente
todos os tirantes;
- Coloque primeiramente o queixo, “vestindo” a
máscara totalmente, posicionando-a no lugar certo;
- Aperte os tirantes inferiores, puxando as tiras de
borracha auto-travantes;
- Faça a mesma operação com os tirantes superiores;
- Da mesma forma ajuste o tirante posicionado sobre o couro cabeludo.
Lembre-se que pelo fato de você estar com o EPI
adequado, não significa que está isento de se acidentar,
por isso:
• Conheça a natureza do risco.
• Estabeleça e mantenha o controle das medidas.

Seja responsável pela sua segurança e a daqueles que


dependem de você.
Proteção para o Corpo
Proteção para o Corpo

• Proteção para a Cabeça


• Proteção para o Tronco e Braços
• Proteção para as Mãos
• Proteção para os Pés e Membros
Inferiores
PROTEÇÃO PARA A CABEÇA

É em nossa cabeça que está o nosso


cérebro, o órgão mais importante de nosso
corpo, responsável por todos os nossos
movimentos e decisões. Nela também estão
nossos olhos, ouvidos, boca e nariz, tão
necessários para a nossa sobrevivência, o
que exige atenção e cuidados especiais
para não acidentá-la.
Portanto:
É obrigatório usar capacete com jugular, para
proteção da cabeça contra impacto de peças e
ferramentas, respingos de substâncias químicas,
batida contra estruturas baixas ou partes de
andaimes, para proteção do sol e da chuva e
contatos com circuitos elétricos;
Use óculos nos trabalhos com projeção de
poeiras, cavacos de concreto ou quando
estiver próximo de pessoas trabalhando
com ferramentas que ofereçam risco aos
olhos.
Use proteção respiratória ( máscaras ),
nos trabalhos com geração de poeiras,
produtos químicos e gases;
Use protetor auricular nos trabalhos em
áreas expostas a ruído.
PROTEÇÃO PARA O TRONCO E BRAÇOS

Nosso tronco, onde se localiza o tórax, a barriga e


nossos braços ficam sempre próximos dos
equipamentos que montamos, operamos ou
reparamos, ficando expostos a riscos de
acidentes, por impacto, corte, prensamento,
esmagamento, lombalgias e dores na coluna, que
podem ser evitados com algumas medidas de
segurança.
Como:
• Mantenha sempre uma postura correta no
local de trabalho e evite realizar esforço
físico excessivo e mantenha a atenção
redobrada no trabalho;
• Procure levantar e transportar peso de
acordo com sua capacidade e sem forçar
a coluna;
• Mantenha seu corpo e braços sempre afastados
de equipamentos móveis;
• Nunca trabalhe com camisa manga longa e
camisa desabotoada próximo de polias, correias
ou qualquer equipamento em movimento;
• Proteja-se com blusões, mangotes, aventais e
luvas canos longo ao trabalhar com chapas
metálicas ou quando estiver exposto a perigo de
lesões por calor, radiação, cortes, agentes
químicos e borras de maçarico e respingos de
solda;
• Nunca deixe mãos e braços expostos em pontos
que possa haver acionamento automático de
equipamentos com risco de prensamento;
• Respeite a área isolada onde se realizam testes
em equipamentos, pois o risco de prensamento
das mãos e braços são muito grandes.
PROTEÇÃO PARA AS MÃOS

As mãos são nossas principais ferramentas


de trabalho. No trabalho executamos tarefas
muito importantes e perigosas a cada
minuto, a cada etapa do nosso serviço,
expondo nossas mãos aos maiores perigos,
de queimaduras, cortes, fraturas e
esmagamentos, por isso:
• Use luvas ao manusear peças metálicas
cuidando as peças com rebarbas
cortantes (ex.: chapas, tubos) ou madeira
com lascas ou pregos;
• Use luvas ao manusear peças aquecidas
por maçarico ou solda ou ao segurar uma
peça a ser soldada ou cortada;
• Use luvas ao trabalhar com produtos químicos
(luva nitrilica);
• Mantenha suas mãos afastadas dos pontos de
contato entre as peças movimentadas e os
pontos de apoio onde serão montadas;
• Mantenha suas mãos longe de equipamentos
com acionamento hidráulico e rotativos (ex.:
acoplamentos, polias, etc);
• Nunca faça manutenção em equipamento em
movimento;
Antes de por as mãos em qualquer
equipamento que tenha partes articuladas,
acionamento hidráulico ou mecânico com
risco, certifique-se que ele esteja
devidamente bloqueado.
PROTEÇÃO PARA OS PÉS E MEMBROS INFERIORES

Os membros inferiores, da cintura para


baixo, principalmente as pernas e pés, têm
uma importância muito grande para nossa
locomoção e sustento de nosso corpo e um
acidente nesta região pode deixar uma
pessoa fisicamente incapacitada, com
sérias consequências para o trabalhador e
sua família, exigindo muitos cuidados
diários, para evitar acidentes, Por isso:
• Procure manter-se bem posicionado no
local de trabalho, evitando usar tubos ou
cavaletes como andaimes ou plataforma
de trabalho, pular de níveis diferentes ou
correr pela área;
• Segure a carga com firmeza e ao ajudar alguém
transportar qualquer peça divida bem o peso da
mesma, para evitar sua queda;
• Mantenha os pés afastados do local de apoio de
peças e objetos, ao apoiá-los no chão, evitando
prensamento dos pés;
• Verifique sempre por onde anda, observando
desníveis no piso, para evitar torsões e fraturas
nos pés;
• Mantenha os corredores de passagem e
escadas de acesso sempre livres de peças e
ferramentas, óleo e graxa ou cabos elétricos,
cabos de solda ou mangueira de gases;
• Nunca pule de cima das carrocerias de
caminhões ou de máquinas e nem de níveis
diferentes: desça sempre devagar, segurando
com as mãos, para evitar entorses ou fraturas;
Cuidados com a Pele
A pele é um tecido muito sensível que cobre todo nosso corpo.
Vivemos sem nenhum exagero, dentro de uma cápsula, nossa
pele. A pele das pessoas adultas, como nós, tem extensão de
mais de 3 m2 (três metros quadrados). Apesar de fina a pele é
muito resistente. Contém entre dois e três milhões de glândulas
de suor, as quais despejam ao exterior cerca de um litro por dia
durante os meses quentes.
Se não tivéssemos a pele, não poderíamos sentir nada ao
tocar objetos ou pessoas. A pele é uma camada misteriosa
entrelaçada de delicados circuitos elétricos, antenas, cabos,
interruptores, tecidos e muitos outros mecanismos. Recebe um
terço do sangue do corpo. A pele é um órgão vivo que, como
uma árvore, elimina as células (vermelha) mortas e desenvolve
outras novas que as substituem.
A pele protege o funcionamento interno dos órgãos mais
importante de nosso corpo. Se a ferirmos, abrimos uma brecha
por onde pode entrar toda espécie de germes e vírus que
podem atacar nossos órgãos internos.
É muito importante protegermos nossa pele para que esta possa
proteger nosso corpo. Não devemos expô-la a vapores irritantes
e líquidos e a atritos de materiais que possam feri-la. A melhor
forma de conseguir isto é usando a proteção individual de que
melhor se ajuste ao trabalho específico que realizemos.
Há pessoas que não se preocupam se queimam sua pele por
exporem-se demasiadamente ao sol. Só quando o médico lhes diz que
contraíram câncer por terem exposto sua pele excessivamente aos
raios ultravioletas do sol, é quando começam a valorizar sua pele, mas
já é demasiado tarde.
Outras pessoas não dão nenhuma importância aos arranhões, cortes ou
picadas que sofrem em sua pele. Não se preocupam em ir à caixa de
primeiros socorros e desinfectar essas pequenas lesões. Qualquer
lesão, por menor que seja, pode causar inflamações graves em nosso
corpo.
Cuidados com o Sol
O sol é importante para a síntese da vitamina D na pele e fixação do cálcio nos ossos.
Daí a importância das crianças tomarem banhos de sol por curtos períodos,
diariamente. A disposição trazida pelos dias ensolarados deve ser acompanhada de
moderação na hora da exposição ao sol.
As pessoas que moram em cidades longe do litoral, quando vão à praia, devem ir
aumentando aos poucos os períodos de exposição, para dar tempo do bronzeamento ir
aparecendo, o que protege a pele. Exposições exageradas e repentinas ao sol,
principalmente em pessoas de pele mais sensíveis como os loiros, quase sempre tem
como resultado um nariz vermelho e rosto queimado sem bronzeado.
As pessoas de pele mais sensível são as que devem tomar mais cuidado, usando
cremes ou loções com filtros solares. Estas pessoas têm maior propensão a ter
problemas causados pelo sol, como sardas, manchas e queimaduras solares.
Proteção
Na mudança de estação, as pessoas só se preocupam com os efeitos do frio ou do
calor sobre a pele, esquecendo dos filtros solares. Quase todos se esquecem de que,
num país tropical como o nosso, a quantidade de radiação é suficiente para provocar
danos às células, mesmo quando o tempo está nublado ou chuvoso.
Devido a vários fatores (ambientais principalmente), o sol está cada vez mais
queimando a nossa pele. Os raios solares tipo UVB são mais fortes no verão e
provocam queimaduras, enquanto os tipos UVA são os que danificam a elastina e
envelhece a pele, sendo que estes estão presentes o ano todo. Por isto, é indispensável
o uso de protetores solares tanto no inverno como no verão.
Os filtros solares são produtos com capacidade para absorver, refratar e espalhar os
raios solares. O F.P.S (fator de proteção solar) indica a quantidade de tempo que você
pode permanecer protegido dos raios solares, como por exemplo, se sua pele demora
10 minutos para se queimar, com um F.P.S. nº. 15, sua pele vai demorar 150 minutos
para se queimar (15 vezes mais tempo). Atualmente existem filtros solares com FPS
desde nº 5 até 60.
Áreas Classificadas
NR 20
Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas

 Conceitos de classificação de áreas


 Normalização aplicável
 Tipos de Proteção para equipamentos
elétricos para atmosferas explosivas
 Exemplos de instalações com
utilização de diferentes tipos de
proteção
 Legislação INMETRO e Certificados
de Conformidade compulsórios
 Conceitos de Graus de Proteção (IP)
 Requisitos de inspeção, instalação e
manutenção de equipamentos
elétricos em atmosferas explosivas
Instalações Elétricas em Atmosferas Esplosivas

Atmosfera explosiva:
 Mistura com ar, sob condições atmosféricas, de substâncias inflamáveis na forma de
gás, vapor, névoa e substâncias combustíveis na forma de poeira ou fibra, na qual, após a
ignição, a combustão se propaga através da mistura não consumida.
Áreas classificadas:
 Áreas nas quais uma atmosfera explosiva está presente ou na qual é provável sua
ocorrência, a ponto de exigir precauções especiais para construção, instalação e
utilização de equipamento elétrico.
Definições de acordo com a Norma NBR NM IEC 60050-426 – Equipamentos elétricos
para atmosferas explosivas – Terminologia
Instalações Elétricas em Atmosferas Esplosivas
Locais com possibilidade de existência de áreas contendo Atmosferas
Explosivas, ocasionando Áreas Classificadas:
 Plataformas Offshore para prospecção de petróleo
 Refinarias de Petróleo
 Terminais de Armazenamento de Petróleo e derivados
 Indústrias químicas e petroquímicas (tintas, vernizes, cosméticos, plásticos e
resinas)
 Indústrias Farmacêuticas
 Indústrias Alcooleiras
 Tanques de armazenamento de combustíveis de navios e aviões
 Aeroportos
 Postos de gasolina
 Caminhões de transporte de produtos químicos inflamáveis ou gases
liquefeitos
 Industria automotiva (Sala de mistura de tintas)
Triângulo  Numa atmosfera explosiva as instalações
elétricas devem ser projetadas e executadas
do Fogo de forma a não serem a causa de uma
explosão, que pode ser devida a arcos ou
faíscas, ou ainda a uma temperatura
excessiva das superfícies dos equipamentos
elétricos em contato com a atmosfera Ex
 Equipamentos elétricos para serem instalados
em áreas classificadas, necessitam possuir
características construtivas apropriadas.
 O objetivo de prover um equipamento elétrico
com um tipo específico de proteção é o de
eliminar ou isolar a fonte de ignição, evitando
a ocorrência simultânea dos 3 componentes
necessários para que ocorra a explosão.
Normalização Aplicável para Equipamentos e Instalações Ex

 IEC
 ABNT / COBEI
SUBCOMITÊ SC-31 DO COBEI
EQUIPAMENTOS E INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM ATMOSFERAS
EXPLOSIVAS

Missão do Subcomitê SC-31 do COBEI:


Elaborar e manter as Normas brasileiras referentes aos
equipamentos elétricos e instalações onde exista o risco da
presença de atmosferas explosivas de gases, vapores,
névoas ou poeiras combustíveis.
A Normalização Ex

 É um dos objetivos da normalização Ex do Brasil e da IEC a contribuição para a


melhoria na qualidade de vida, através da contribuição para a segurança, para a saúde
humana e para a proteção do meio ambiente.

 A harmonização da Normalização Brasileira com a Normalização Internacional traz


benefícios dos pontos de vista de segurança das pessoas, preservação do meio
ambiente, tecnologia dos equipamentos, melhorias nos processos industriais, facilidades
de certificação de conformidade de produtos e para o comércio internacional.

 A participação do Brasil no bloco macroeconômico do Mercosul e em sua normalização


traz os benefícios de padronização de Normas entre os países membros, alinhando com
a normalização internacional IEC, facilitando a certificação de conformidade, o
comércio de produtos e uniformizando os procedimentos de classificação de áreas,
instalação, inspeção, reparos e verificação.

 É de grande importância a posição do Brasil como membro do tipo “P” perante o TC-31
da IEC, devido à participação efetiva na elaboração e na manutenção da Normalização
internacional sobre atmosferas explosivas.
Objetivos da Normalização Ex

• Desde o inicio da década de 80 a Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT


tem adotado oficialmente em suas Normas sobre Equipamentos e Instalações
Elétricas para Atmosferas Explosivas, documentos basicamente alinhados com a
Normalização internacional da IEC - International Electrotechnical Commission.

• Mais recentemente, na década de 90, o Brasil ingressou no bloco macroeconômico


Mercosul, cuja Normalização também adota as normas IEC como base para os seus
documentos.

• Tais definições e medidas estratégicas tomadas no passado mostraram-se


absolutamente corretas e acertadas, uma vez que a Normalização nacional tende a
possuir um total alinhamento com a Normalização internacional.

• Sob o ponto de vista do produto, como fruto de tal harmonização, têm-se os grandes
benefícios em termos das tecnologias utilizadas nos equipamentos elétricos e
eletrônicos produzidos, a maior facilidade de colocação dos produtos nacionais no
mercado externo e o aumento da segurança das pessoas e das instalações.
SUBCOMITÊ SC-31 PRODUTORES CONSUMIDORES NEUTROS
• 35 Normas Ex ALPHA
• 35 Empresas BLINDA
CONTECH AGF SEGUROS
• 56 Membros CROUSE-HINDS
ABIQUIM
CEPEL
DENNEX BASF
FLUID ENGEXPLO
H&B BAYER IEE / USP
LEGRAND
LUMENS COSIPA IPT
19
22 MSA
34% MAKRO VA LABELO
39% NUTSTEEL
POWER SYSTEMS MULTITEC
PETROBRAS
15 SENSE SETAL
27% SERMATEX RIO POLÍMEROS
SIEMENS UCIEE
SOUL (STAHL) UL DO BRASIL
Produtores TYCO THERMAL
Consumidores WEG
Neutros 22 Membros 15 Membros 19 Membros
Estrutura do Subcomitê SC-31 do COBEI
Subcomitê SC-31 do COBEI
Equipamentos e Instalações Ex

Procedimentos Ex: Requisitos Gerais e


Classificação de áreas, C.E. 03:031-01 C.E. 03:031-02 Equipamentos com
Instalação, Inspeção e proteção mecânica:
Reparos Ex-d, Ex-m, Ex-q, Ex-o

Equipamentos com Equipamentos com


proteção elétrica: C.E. 03:031-03 C.E. 03:031-04 proteção eletrônica:
Ex-e, Ex-n, Traço Ex-i e Detectores de
gases

Graus de Proteção
e Pressurização de C.E. 03:031-05 C.E. 03:031-06 Poeiras Combustíveis
invólucros e ambientes
COMISSÃO DE ESTUDO - CE-03:031-01
PROCEDIMENTOS PARA ATMOSFERAS EXPLOSIVAS

NORMAS DE TRABALHO:

► IEC 60079-10 - Classificação de áreas

► IEC 60079-14 - Instalações elétricas em atmosferas explosivas

► IEC 60079-17 - Inspeção e manutenção de instalação elétrica em


atmosferas explosivas

► IEC 60079-19 - Reparo e verificação de equipamentos elétricos


utilizados em atmosferas explosivas
COMISSÃO DE ESTUDO - CE-03:031-02
REQUISITOS GERAIS, EQUIPAMENTOS MECÂNICOS E PRENSA- CABOS

NORMAS DE TRABALHO:
Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas
► IEC 60079-0 - Requisitos Gerais

► IEC 60079-1 - Tipo de proteção "d" – À Prova de Explosão

► IEC 60079-5 - Tipo de proteção "q" - Imersão em areia

► IEC 60079-18 - Tipo de proteção "m" – Imersão em resina

► IEC 60079-6 - Tipo de proteção ”o” – Imersão em óleo –

► NBR 10861 - Prensa cabos Industriais


COMISSÃO DE ESTUDO - CE-03:031-03
EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS E TRAÇO ELÉTRICO

NORMAS DE TRABALHO:

Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas

► IEC 60079-7 - Segurança aumentada - Tipo de proteção "e"

► IEC 60079-15 – Não Acendível - Tipo de proteção "n"

► IEC 62086-1 - Traceamento elétrico resistivo - Parte 1: Requisitos gerais

► IEC 62086-2 - Traceamento elétrico resistivo - Parte 2: Procedimento de


projeto, instalação e manutenção
Instalações Elétricas em Atmosferas Esplosivas
COMISSÃO DE ESTUDO - CE-03:031-04
EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS E DETECTORES DE GASES COMBUSTÍVEIS
NORMAS DE TRABALHO:
► IEC 60079-11 - Segurança Intrínseca - Tipo de Proteção "i"
► IEC 60079-25 - Sistemas Intrinsecamente Seguros
Equipamentos elétricos para detecção e medição de gases inflamáveis
► IEC 61779-1 - Parte 1: Requisitos gerais e procedimentos de ensaios
► IEC 61779-2 - Parte 2: Requisitos de desempenho de equipamentos para Grupo I para
indicação de fração de até 5% em volume de metano no ar
► IEC 61779-3 - Parte 3: Requisitos de desempenho de equipamentos para Grupo I para
indicação de fração de até 100% em volume de metano no ar
► IEC 61779-4 - Parte 4: Requisitos de desempenho de equipamentos para Grupo II
para indicação de fração de até 100% do limite inferior de
explosividade
► IEC 61779-5 - Parte 5: Requisitos de desempenho de equipamentos para Grupo II
para indicação de fração de até 100% do gás
► IEC 61779-6 - Parte 6: Procedimentos de seleção, instalação, utilização e manutenção
de equipamentos para a detecção e medição de gases inflamáveis
Instalações Elétricas em Atmosferas Esplosivas

COMISSÃO DE ESTUDO - CE-03:031-05


GRAUS DE PROTEÇÃO E INVOLUCROS / AMBIENTES PRESSURIZADOS
NORMAS DE TRABALHO:

► IEC 60079- 2 - Invólucros com pressurização ou diluição contínua - Tipo de


proteção "p"

► IEC 60079-13 - Construção e utilização de edificações protegidas por


pressurização

► IEC 60079-16 - Ventilação artificial para proteção de Casas de


Analisadores

► IEC 60529 - Invólucros para equipamentos elétricos - Grau de proteção

► IEC 60345 - Máquinas elétricas girantes - Graus de proteção


proporcionados pelos invólucros
Instalações Elétricas em Atmosferas Esplosivas

COMISSÃO DE ESTUDO - CE-03:031-06 – Poeiras combustíveis


NORMAS DE TRABALHO:
Equipamentos elétricos para utilização na presença de poeiras combustíveis
► IEC 60241-1-1 - Parte 1-1: Equipamentos elétricos protegidos por invólucros e limitação
de temperatura de superfície - Especificação dos equipamentos
► IEC 60241-1-2 - Parte 1-2: Equipamentos elétricos protegidos por invólucros e limitação
de temperatura de superfície - Seleção, instalação e manutenção
► IEC 60241-2.1 - Parte 2: Procedimentos de ensaios - Seção 1: Procedimentos para a
determinação da temperatura mínima de ignição da poeira combustível
► IEC 60241-2.2 - Parte 2: Procedimentos de ensaios - Seção 2: Procedimentos para a
determinação da resistividade elétrica da poeira combustível em
camadas
► IEC 60241-2.3 - Parte 2: Procedimentos de ensaios - Seção 3: Procedimentos para a
determinação da energia mínima de ignição de misturas poeira
combustível / ar
► IEC 60241-3 - Parte 3: Classificação das áreas onde poeiras combustíveis estão ou
possam estar presentes
► IEC 60241-4 - Parte 4: Tipo de proteção "pD"
Principais Normas Ex
Tipos de proteção

À prova de Ex“d” NBR IEC 60079-1 (NM)


Terminologia NBR NM IEC 60050-426 explosão
Classificação de áreas NBR IEC 60079-10 (NM) Pressurizaçã Ex“p” NBR IEC 60079-2
Requisitos gerais NBR IEC 60079-0 (NM) o (Invólucros)

Instalação NBR IEC 60079-14 (NM) NBR IEC 60079-13


(Edificações Pressurizadas)
Inspeção e manutenção NBR IEC 60079-17
NBR IEC 60079-16
Reparos NBR IEC 60079-19
(Casas de Analisadores)
Graus de proteção (IP) NBR IEC 60529
Imersos em Ex“q” NBR IEC 60079-5
Traço elétrico NBR IEC 62068 -1- areia
Requisitos Gerais
Imersos em Ex“o” NBR IEC 60079-6 (NM)
NBR IEC 62068 -2 - óleo
Projeto, Instalação e Segurança Ex“e” NBR IEC 60079-7 (NM)
Inspeção aumentada
Poeiras combustíveis Série NBR IEC 61241 Segurança Ex“i” NBR IEC 60079-11
Detectores de gases Série NBR IEC 61779 intrínseca [Equipamentos] (NM)
combustíveis
NBR IEC 60079-25
A emissão de uma Norma MERCOSUL [Sistemas]
cancela e substitui a respectiva Norma Não Ex“n” NBR IEC 60079-15 (NM)
ABNT acendível
Encapsulado Ex”m” NBR IEC 60079-18
Classificação de Áreas: ZONA – Grupo – Temperatura
(NBR IEC 60079-10)

ZONA 0 Local onde a ocorrência de mistura inflamável / explosiva é


contínua (freqüência de ocorrência maior do que 1000
horas / ano)

ZONA 1 Local onde a ocorrência de mistura inflamável / explosiva é


provável de acontecer em condições normais de operação
do equipamento de processo (freqüência de ocorrência
entre 10 horas e 1000 horas por ano)

ZONA 2 Local onde a ocorrência de mistura inflamável / explosiva é


pouco provável de acontecer, e se acontecer, é por curtos
períodos, e está associada à operação anormal do
equipamento de processo (freqüência de ocorrência até 10
horas /ano)
Classificação de Áreas: MÁXIMA
CLASSES
DE TEMPERATURA DE
Zona - GRUPO - TEMPERATURA TEMPERATURA SUPERFÍCIE DO
EQUIPAMENTO

GÁS ABNT /
T1 450ºC
REPRESENTATIVO IEC
DO GRUPO T2 300ºC

PROPANO Grupo II A T3 200ºC

ETILENO Grupo II B T4 135ºC

HIDROGÊNIO
T5 100ºC
Grupo II C
T6 85ºC
Exemplo de extensão de Classificação de Áreas em
Refinarias de Petróleo

FONTE DE RISCO: GÁS MAIS PESADO QUE O AR EM AMBIENTE VENTILADO

Zona 2
Fonte de Risco

Zona 1

Extensão de Zona 2

Piso

Depressão
Zona 0 Zona 2
Zona 2

Zona 1

Figura Ilustrativa: Exemplo de Classificação de Áreas


Lista de Dados de Processo para Classificação de Áreas
Instalações Elétricas em Atmosferas Esplosivas

Classificação de Áreas da Unidade de Processo 26 - PLANTA


TIPO de Proteção e Marcação

 Medidas específicas aplicadas aos equipamentos elétricos, a fim de evitar a


ignição de uma atmosfera explosiva existente ao redor do mesmo.
 Equipamentos elétricos, construídos com um tipo de proteção específico,
recebem uma marcação, conforme a seguinte simbologia de exemplo:

Marcação: Ex d IIA T3
Símbolo padrão para
instalação em Áreas Ex Classe de Temperatura do
equipamento

Letra designando o tipo de


proteção utilizado Grupo do gás representativo
Instalações Elétricas em Atmosferas Esplosivas

Tipo de Proteção
Ex ‘’d’’
À prova de explosão

 Equipamento que está encerrado por um invólucro capaz de suportar a


pressão de explosão interna, e não permitir que a energia resultante desta
explosão se propague para o meio externo, através de qualquer junta ou
abertura estrutural, evitando a propagação desta explosão

 Tipo de proteção aplicável em Zona 1 e em Zona 2.


Ex ‘’d’’ - À prova de explosão Exemplos de Instalação

CCM de campo - 480 V


Comando de motores 3Ø. Caixas metálicas
Painel Local com controle, contendo disjuntores, contatores, reles
intertravamento e sinalização térmicos, TP’s e bornes terminais
Tipo de Proteção Ex ‘’e’’ - Segurança Aumentada
 Tipo de proteção aplicável em equipamentos elétricos que, por sua natureza,
não produzem arcos, centelhas ou altas temperaturas, em condições normais
de operação ou sob algumas condições anormais. Adicionalmente são
aplicadas medidas construtivas de modo a diminuir drasticamente a
probabilidade do equipamento gerar arcos, centelhas ou altas temperaturas,
tais como: melhor projeto mecânico, terminais com conexões não
afrouxantes, maiores distâncias de isolação, melhor qualidade do material
condutor, etc.
 Tipo de proteção aplicável em Zona 1 e em Zona 2
 Principais aplicações:
• Motores de Alta, Média e Baixa Tensão
• Invólucros plásticos para painéis e Junction-boxes
•Exemplos de instalação – Segurança Aumentada – Ex ‘’e’’

Caixas de Junção com invólucros, bornes terminais e


prensa cabos de Segurança Aumentada
Tipo de Proteção Ex ‘’n’’ - Não acendível
 Tipo de proteção aplicável a equipamentos elétricos que em condições
normais de operação não são capazes de provocar ignição de uma atmosfera
explosiva presente ao seu redor, bem como não é provável que ocorra algum
defeito que seja capaz de causar a explosão desta atmosfera.
 Tipo de proteção aplicável somente em Zona 2.
 Principais aplicações:
• Motores de Média e Baixa Tensão
• Instrumentação em geral (transmissores, atuadores, solenóides, etc.)
• Luminárias com reatores, ignitores e lâmpadas à vapor de sódio
Tipo de Proteção

Ex ‘’i’’
Segurança
Intrínseca
 Um circuito é intrinsecamente seguro quando o mesmo não é capaz de liberar
energia elétrica (faísca) ou térmica suficiente para, em condições normais
(exemplo: comando abertura e fechamento do circuito) ou anormais (exemplo:
curto-circuito no cabo ou no instrumento de campo), causar ignição de uma
atmosfera explosiva. O circuito Ex-i é composto por: instrumento de campo,
cabos de interligação e componente associado (barreira/isolador galvânico).
 Tipo de proteção aplicável em Zona 0, Zona 1 e Zona 2.
Ex ‘’i’’ - Segurança Intrínseca
Conceito de entidade:
 Permite a interligação de instrumentos de campo com barreiras (componentes associados)
sem que os mesmos tenham sido certificados em conjunto.

Critérios de interconexão:
 Sendo a barreira um gerador de tensão e de corrente, a tensão e a corrente nominais,
suportadas pelos instrumentos de campo (Ui e Ii) devem ser maiores ou iguais à tensão e
à corrente geradas pela barreira (Uo e Io).
 A capacitância e a indutância do circuito de campo (Ci e Li), incluindo a fiação de
interligação (Cc e Lc), deve ser menor ou igual à capacitância e à indutância que pode ser
conectada com segurança à barreira (Co e Lo).

Barreira Campo Valores típicos de Capacitância e


Uo  Ui Indutância dos cabos de interligação entre
Io  Ii Instrumento / Junction Box / Barreira:
Co  C i + C cabo C cabo = 110 nF/km
L cabo = 1 mH/km
Lo  L i + L cabo
Exemplo de verificação de interconexão de parâmetros Ex ‘’i’’
Equipamento Ex-i Ui Ii Li Ci Gás
Certificado do
CONFORM. V mA mH nF
Descrição Modelo Grupo
Conceito de Sensor NJ10-30 Ex-83 /
Segurança Intrínseca Proximidade GM-N (P+F) 2022X
15.5 52 0.07 210 IIC

Barreira Campo Capacitância e Indutância dos cabos de Lc Cc


interligação:
Uo  Ui
Lc = 1 mH/km mH nF
Io  Ii Cc = 110 nF/km ou dados do fabricante
Co  C i + C cabo
Comprimento = 300 metros = 0.3 km 0.3 33
Lo  L i + L cabo
Capacitância e Indutância total: 0.37 243

Dispositivo Associado Uo Io Lo Co Gás


Certificado
do
CONFORM. V mA mH nF
Descrição Modelo Grupo

Isolador KD-01-Ex Ex- 11.5 25.8 46 2000 IIC


Galvânico Sense 074/95
SDCD / PLC
Exemplo de verificação de interconexão de parâmetros Ex “i”

Cabo: 500 metros


Lc = 0.5 mH Cc = 55 nF

Barreira Campo
Grupo
Uo  Ui
IIC
Io  Ii
Co  C i + C cabo Transmissor
Lo  L i + L cabo

Barreira P+F Barreira Sense Transm. SMAR Transm.Yokogawa


KFD2-CR-Ex1.30 KD-21T/Ex Mod. LD 301 Mod. EJA-110A
Uo 28 V Uo 28 V Ui 30 V Ui 30 V
Io 93 mA Io 86 mA Ii 89 mA Ii 165 mA
Lo 4.2 mH Lo 5.0 mH Li 0.0 mH Li 0.73 mH
Co 130 nF Co 130 nF Ci 6,4 nF Ci 22.5 nF
Exemplos de instalação
Segurança Intrínseca – Ex ‘’i’’

Armário de Barreiras/Rearranjo
• Transmissores de campo instalado em Área Segura
• Prensa cabos plásticos e cabos na cor azul (na Casa de Controle Local)
• Painel Local de Controle (ao fundo)
Diferentes alternativas de instalação de barreiras
de segurança intrínseca e de interligação com o SDCD / PLC
 Sistema  Barreiras com  Barreiras com BUS
Convencional BUS (na CCL) (no campo)
Sistema de
Barreiras Ex i
certificado para
instalação
em Zona 1, com
comunicação
serial
redundante,
no protocolo
de comunicação
do SDCD / PLC
Instrumentação de campo em áreas classificadas com sistema de I/O Remoto

Caixas de Junção “Inteligentes”, contendo barreiras Ex “i’’, fontes de


alimentação e Gateways, com comunicação serial redundante diretamente com
os controladores do SDCD ou PLC. Sem necessidade de instalação de
multicabos entre campo e Sala de Controle, nem de Armários de Rearranjo e
nem de Cartões de I/O junto ao SDCD / PLC.
Tipo de
Proteção Painel Local de
Controle contendo
PLC, Sistema de
monitoração de

Ex ‘’p’’
máquinas e
Barreiras Ex i.

Pressurização

 Tipo de proteção que consiste em manter, no interior do invólucro, uma pressão


positiva de ar, superior à pressão atmosférica, de modo que, se houver presença de
mistura inflamável ao redor do equipamento, esta não entre em contato com suas
partes internas que possam causar ignição. A pressão interna é mantida com ou sem a
renovação contínua do ar de pressurização.
 Purga tipo X Redução de classificação de área de Zona 1 para Área Segura
 Purga tipo Y Redução de classificação de área de Zona 1 para Zona 2
 Purga tipo Z Redução de classificação de área de Zona 2 para Área Segura

 Tipo de proteção aplicável em Zona 1 e em Zona 2.


•Exemplos de instalação
•Ex ‘’p’’ - Casa de Analisadores e Painéis

“Shelter” com Analisadores de Hidrogênio e de Diesel Painel Local de Controle


Região de Zona 2 - Grupo IIC Purga tipo Z
Purga tipo Y (Zona 1  Zona 2) (Zona 2  Área Segura)
Tipo de proteção combinada Ex ‘’ed”
Câmara onde é feita a abertura e fechamento dos contatos encapsulada
hermeticamente de fábrica. Bornes Terminais do tipo Segurança Aumentada
Marcação: Ex de IIC T6

VANTAGENS:
INVÓLUCRO PLÁSTICO
Não requer invólucros metálicos
Não requer unidades seladoras
Não requer cuidados de manutenção
tão rigorosos como Ex d
Instalação mais segura pois não requer
maiores conhecimentos ou treinamento do pessoal de instalação e de manutenção
Linha completa de componentes para painel: Contatores, disjuntores, reles térmicos,
botoeiras, chaves de comando, lâmpadas, medidores, potenciômetros, etc.
Aplicável em: Botoeiras de comando local de motores, painéis de iluminação, Painéis
de Controle Local de instrumentação, Tomadas e Plugues em geral.
Exemplos de Equipamentos “Ex ed”

 Contatores 1P-
Blocos de contatos selados 2P-3P-4P
 Botoeiras  Reles
 Chaves de comando Auxiliares

Luminárias
 Sinaleiros
 Potenciômetros
 Indicadores
Lanternas de
Mão Reles Disjuntores
Térmicos 1P - 2P - 3P - DR
Plugues e Tomadas industriais de Segurança Aumentada
Vantagens em relação aos plugues
e tomadas metálicas à prova de explosão :

 Padronização de dimensões, posição da pinagem,


tensão e cores de utilização
 Não requerem instalação de unidades seladoras
 Possibilidade de instalação em áreas de Hidrogênio
(Grupo IIC)
 Permitem a padronização e a intercambiabilidade
em todas as Refinarias e Órgãos da Companhia
 Permitem a ligação de plugues e soquetes de
diferentes fabricantes entre si, em função da
padronização estabelecida por Norma
 Solução para problemas existentes de falta de
certificação, despadronização entre diversas
indústrias e dificuldades existentes com tomadas
metálicas Ex-d.
•Exemplos de instalação •Ex ‘’ed’’ (Proteção Combinada)

Painel Local de Controle para instrumentação, CCM de campo, contendo caixas com
contendo chaves de comando, reles auxiliares, fusíveis NH-00, disjuntores, contatores,
botões de comando, lâmpadas sinalizadoras, reles térmicos, chaves seccionadoras sob
instrumentos de medição / indicação , bornes carga, TP’s, botoeiras, sinaleiros, caixas
terminais e fiação interna de bornes terminais e fiação interna
•Traço elétrico Resistivo para instalação em Áreas Classificadas

Elementos resistivos do
tipo auto reguláveis ou
aquecedores com isolação
mineral

Cintas, aquecedores e
acessórios de montagem
devidamente certificados
para instalação em áreas
Ex

Normas ABNT (em elaboração final pelo Subcomitê SC-31 do COBEI)


NBR IEC 62086-1 - Traceamento elétrico resistivo - Parte 1: Requisitos gerais
NBR IEC 62086-2 - Traceamento elétrico resistivo - Parte 2: Procedimento
de projeto, instalação e manutenção Requisitos gerais
Exemplo de proteção para Fronteira de Área
Passagem de Cabos entre Área Classificada e Segura
Caixas de Areia

Casa de Controle Local com ambiente interno climatizado


Bandejas e cabos externos provenientes de Áreas Classificadas
Caixas de Areia - Passagem de Cabos entre Área Classificada e Segura
Vantagens em relação
aos sistema com eletrodutos:
Área
Classificada
Dispensa instalação e selagem/identificação
Área
de unidades seladoras (critério da fronteira)
Segura
Facilita serviços de instalação inicial de cabos

Facilita serviços de passagem de novos cabos


em casos de ampliação, sem necessidade de
quebra de parede para passagem de novos
eletrodutos ou quebra de unidades seladoras
Areia existentes

Tipo de instalação mais segura, menos sujeita


a erros ou falhas de montagem
ZONA TIPOS DE PROTEÇÃO APLICÁVEIS Marcação

 Segurança Intrínseca “a“ Ex ia


0  Proteção especial adequada para a Ex s
Zona 0
Tipos de  Qualquer tipo de proteção
Proteção adequado para Zona 0 e:

Aplicáveis em
À prova de Explosão Ex d
 Segurança Intrínseca “b” Ex ib
cada Zona de 1 

Pressurizado
Segurança Aumentada
Ex p
Ex e
Classificação  Imerso em Óleo Ex o
de Área
 Imerso em Areia
Ex q
 Imerso em resina
Ex m
 Proteção especial
Ex s
 Qualquer tipo de proteção
2 adequado para Zona 0 e Zona 1 e: Ex n
 Não Acendível
Critérios para especificação de equipamentos para Áreas Classificadas:
 Sempre que for necessário especificar para a compra um equipamento
elétrico para instalação em atmosferas explosivas, deve ser
especificado, na Folha de Dados, o tipo (ou tipos) de proteção
requeridos ou aceitáveis.
Exemplos de como especificar:
Instrumento Ex ‘’ia” IIC T6 IP 65 ou Ex ‘’d’’ IIB T3 – IP 65

 Não deve ser especificada somente a classificação da área do local da


instalação, pois isto transfere a definição do tipo de proteção do
equipamento para o fornecedor, o qual fica livre para ofertar qualquer
tipo de proteção adequado para a área classificada indicada.

Exemplo de como NÃO especificar:


Instrumento para área classificada Zona 2 - Grupo IIC - Temp. T3, à
prova de tempo.
A CERTIFICAÇÃO DE CONFORMIDADE

Certificação de Conformidade é um ato em que um terceiro demonstra existir


garantia adequada de que um produto, processo ou serviço devidamente
identificado está em conformidade com uma Norma ou outro documento
normativo especificado

É cada vez mais usual no mundo e no Brasil o caráter compulsório de produtos


que se relacionam com a saúde, segurança e meio ambiente

A Certificação de Conformidade é um poderoso instrumento para o


desenvolvimento industrial e para a proteção do consumidor

A Certificação de Conformidade traz uma referência aos consumidores de que


o produto ou serviço atende aos padrões mínimos de qualidade e requisitos
construtivos estabelecidos em Normas

A Certificação de Conformidade traz vantagens aos produtos na sua aceitação


no mercado nacional e na sua colocação no mercado internacional
LEGISLAÇÃO SOBRE EQUIPAMENTOS PARA ÁREAS CLASSIFICADAS

 Portaria INMETRO 0121 de 1991 determinou a obrigatoriedade de


certificação de conformidade de equipamentos Ex no Brasil (Compulsoriedade)

 Necessidade de garantir a segurança em atmosferas explosivas, visando a


segurança das pessoas, das instalações e do meio ambiente

 Certificação COMPULSÓRIA de terceira parte, emitida por órgão


independente, que assegura que o produto está conforme com as exigências
especificadas nas Normas de fabricação e ensaios. No Brasil, encontra-se
passando por um processo de evolução.

 Obrigatoriedade de que somente podem ser fabricados, comercializados ou


instalados equipamentos que possuem Certificado de Conformidade.
Na certificação compulsória, a colocação do símbolo adotado pelo INMETRO,
ao lado da marca do OCP, é obrigatória.

 Existe a possibilidade de emissão de Certificação Compulsória no Brasil sem a


necessidade de realização de ensaios, baseados nos resultados de relatórios de
laboratórios do exterior
CERTIFICADOS DE CONFORMIDADE

 Emitido por órgão independente, que


assegura que o produto está conforme com
as exigências especificadas nas Normas

 O.C.P.’s (Organismos de Certificação de


Produtos) do INMETRO: CEPEL, UCIEE,
CERTUSP, UL do Brasil

 Laboratórios de Ensaios Nacionais:


LABEX, IEE-USP

 Laboratórios de Ensaios Internacionais:


PTB (Alemanha), BASEEFA (Inglaterra),
CESI (Itália), LCIE (França), etc.
• Grau de proteção de invólucro de equipamento elétrico:
Código IP (Ingress Protection)
NBR IEC 60529 (antiga NBR 6146)

 Proteção de pessoas contra contato ou aproximação com partes


vivas e contra contatos com partes em movimento dentro do
invólucro e proteção do equipamento contra penetração de
corpos sólidos estranhos;

 Proteção do equipamento dentro do invólucro contra os efeitos


prejudiciais da penetração de água.
Definições de acordo com a Norma NBR NM IEC 60050-426 –

Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas – Terminologia

IP - X Y
Grau de proteção de invólucro de equipamento elétrico

IP - X Y
1° Dígito: proteção contra entrada de corpos sólidos

2° Dígito: proteção contra entrada de água

Exemplos de graus de proteção:


Instrumento IP-65
Caixa de Junção IP-55
Motor IPW-54
Painel IP-21
Graus de Proteção – Índices IP – NBR IEC 60529

PRIMEIRO DÍGITO
Primeiro Dígito Proteção contra entrada de
CORPOS SÓLIDOS
IP - X Y 0 SEM PROTEÇÃO
1 OBJETOS MAIORES OU IGUAIS A 50 mm
Proteção contra entrada
de CORPOS SÓLIDOS 2 OBJETOS MAIORES OU IGUAIS A 12,5 mm
3 OBJETOS MAIORES OU IGUAIS A 2,5 mm
4 OBJETOS MAIORES OU IGUAIS A 1.0 mm
5 ENTRADA DE PÓ NÃO PREJUDICIAL
6 ENTRADA DE PÓ NÃO ESPERADA
Graus de Proteção – Índices IP – NBR IEC 60529
SEGUNDO DÍGITO
Segundo Dígito Proteção contra a entrada de
ÁGUA
0 SEM PROTEÇÃO
IP - X Y 1 GOTEJAMENTO DE ÁGUA NA VERTICAL
2 GOTEJAMENTO DE ÁGUA EM ÂNGULO DE 15

Proteção contra entrada 3 SPRAY DE ÁGUA


de ÁGUA 4 PROJEÇÕES DE ÁGUA
5 JATO DE ÁGUA
6 ONDAS DO MAR
7 IMERSÃO TEMPORÁRIA
8 IMERSÃO CONTÍNUA
•Exemplo de
Grau de Proteção
•NBR IEC 60529

• IP - 41

• 4 - Protegido contra
entrada de objetos
sólidos com dimensão
maior do que 1,0 mm

• 1 - Gotas de água caindo


na vertical não
prejudicam o
equipamento

Painéis de UTR - Unidade Terminal Remota


Instalados em área abrigada (dentro de subestação).
•Exemplo de
Grau de Proteção
•NBR IEC 60529

• IP - 54

• 5 - Protegido contra poeira e


contato a partes internas do
invólucro

• 4 - Água projetada de
qualquer direção não tem
efeito prejudicial

Painel de Controle Local


instalado ao tempo
•Exemplo de
Grau de Proteção
•NBR IEC 60529

• IP - 55
• 5 - Protegido contra
poeira e contato a partes
internas do invólucro

• 5 - Água projetada por


bico em qualquer direção
não tem efeitos
prejudiciais

Motores, caixas de passagem e


caixas de ligação dos cabos de força
•Exemplo de
Grau de Proteção
•NBR IEC 60529

• IP - 65
• 6 - Totalmente
protegido contra
entrada de poeira e
contato a partes
internas

• 5 - Água projetada
por bico em qualquer
direção não tem
efeitos prejudiciais

Junction-Box com cabos e


multicabos de instrumentação
Inspeção e Manutenção
de Equipamentos Elétricos em Áreas Classificadas

Instalação + Inspeção Manutenção dos equipamentos +


de Montagem (1 ano) Inspeções Periódicas (18 anos)

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

•Estudos de Classificação de Áreas


•Especificação Técnica dos Equipamentos
•Processo de Compra
(1 ano)
Inspeção em Áreas Classificadas
 As instalações elétricas em atmosferas explosivas requerem
supervisão e acompanhamento durante toda a sua vida útil.

 A correta classificação de áreas, especificação dos equipamentos,


certificação de conformidade e sua correta montagem não são
suficientes para garantir a segurança das instalações durante todo o
tempo.

 É necessário manter rotina periódica de inspeção, baseada em


procedimentos normalizados, durante toda a vida útil das instalações.

 A Norma de Inspeção estabelece três tipos de inspeção


• Inspeção Inicial
• Inspeção Periódica
• Inspeção por Amostragem
Inspeção em Áreas Classificadas

Tipos de Inspeção:
Inspeção Inicial
Aplicada quando uma unidade ou equipamento sejam colocadas em
serviço

• Inspeção Periódica
Deve ser realizada em intervalos regulares, com tempo máximo de
três anos, para garantir que as instalações mantêm-se adequadas

• Inspeção por Amostragem


Devem ser realizadas para determinar se há necessidade de
reavaliação do intervalo de tempo entre as inspeções periódicas
Requisitos básicos necessários para a instalação,
manutenção ou inspeção em áreas classificadas:
 Conhecer a classificação da área do local da instalação
(ver desenhos de plantas e cortes de classificação de área)
 Observar a marcação do equipamento
 Verificar se o tipo de proteção do equipamento a ser instalado é
adequado à classificação da área do local da instalação
 Atender aos detalhes de instalação indicados no projeto
 Verificar se não existem modificações não autorizadas
 Ao término dos serviços de campo, aplicar o check-list indicado na
Norma NBR IEC 60079-17, relativo ao tipo de proteção específico
do equipamento que está sendo instalado ou manutenciado
INSPEÇÃO: Requisito necessário
garantir para a conformidade das
instalações, após serviços de
instalação ou de manutenção em áreas
classificadas:

 Manter rotina periódica de inspeção,


baseada em procedimentos
normalizados

 Aplicação da Norma PETROBRAS


N-2510 ou NBR IEC 60079-17 -
Inspeção e Manutenção de
Instalações Elétricas em Atmosferas
Explosivas.
Inspeção em Áreas Classificadas
Graus de Inspeção:
•Inspeção visual
Para verificar defeitos evidentes, tais como ausência de parafusos,
equipamentos abertos, quebrados ou sem aterramento.
•Inspeção apurada
Verifica defeitos, tais como parafusos frouxos, que somente são identificáveis
com o uso de ferramentas ou escadas de acesso.
•Inspeção detalhada
Verifica defeitos que somente são visíveis com a abertura dos invólucros e
utilizando instrumentos de testes. Somente podem ser executadas com os
equipamentos desenergizados.

O grau de inspeção bem como o intervalo entre inspeções devem levar em


conta os resultados das inspeções anteriores, os fatores de agressividade do
meio ambiente, o tipo de equipamento e as recomendações dos fabricantes.
Requisitos específicos necessários para a instalação ou
inspeção / manutenção em áreas classificadas:
• EQUIPAMENTOS DO TIPO À PROVA DE EXPLOSÃO
 Instalar todas as unidades seladoras indicadas no projeto
 Verificar se as unidades seladoras estão instaladas a, no máximo,
45 cm do invólucro
 Selar e identificar visualmente todas as unidades seladoras, após a selagem
 Verificar o devido aperto de todos os parafusos de fixação das tampas
 Verificar o plugueamento de todas as furações não utilizadas
 Não efetuar nos invólucros metálicos novas furações de campo não
autorizadas
 Verificar se todas as conexões roscadas, junto aos invólucros metálicos,
estão fixadas por, no mínimo, 5 fios de rosca (eletrodutos, unidades
seladoras, uniões macho/fêmea, etc.)
Motores do tipo À Prova de Explosão:
 Os serviços de manutenção corretiva de motores do tipo à Prova de Explosão
devem ser feitos somente por oficinas qualificadas para este tipo de
equipamento e devidamente credenciadas pelo fabricante

 Este procedimento é necessário a fim de garantir que o motor manteve suas


características e propriedades de proteção após ter sofrido a manutenção
requerida
Critérios para instalação de unidades seladoras:

 Critério do Invólucro:  Critério da Fronteira:


Unidades seladoras devem ser Unidades seladoras devem ser
instaladas junto a cada conexão instaladas em eletrodutos, no ponto de
roscada em um invólucro metálico do passagem por fronteira de mudança de
tipo à prova de explosão classificação de área.

Acessório Ex d

Área
Invólucro Segura
Ex d

45 cm máx. Área Classificada


Problemas inerentes de equipamentos do tipo à prova de
explosão com invólucros metálicos:
 Requer elevado grau de conhecimento e treinamento do pessoal envolvido
com instalação e manutenção (inclusive contratados).

 Facilita a execução de intervenções não autorizadas.

 Tecnologia ultrapassada e em desuso, sendo atualmente substituída por


outros tipos de proteção, mais seguros e de instalação mais simples
(invólucros plásticos).

 Procedimentos incorretos de instalação ou de manutenção, causadas por


imperícia ou negligência, podem invalidar o tipo de proteção requerido pela
área, levando toda a instalação a condições inseguras e de irregularidade.

 Difícil aplicação em Grupo IIC, em virtude das dificuldades de fabricação das


caixas com interstícios requeridos (características do Hidrogênio).

 Difícil manutenção e conservação das características de proteção, com caixas


contendo inúmeros parafusos, unidades seladoras e outros acessórios de
tubulação .
Verificações específicas necessárias para a inspeção em áreas classificadas

Equipamentos com proteção do tipo


Segurança Aumentada (Ex ‘’e’’)

 Verificar o aperto de todos os bornes terminais


 Verificar o aterramento dos invólucros plásticos (cargas
eletrostáticas)

 Para os motores deste tipo, verificar através de injeção de corrente,


se o tempo de atuação da proteção está de acordo com o tempo tE
indicado na plaqueta do motor (inspeção inicial e periódica)
Verificações específicas necessárias para a inspeção em áreas classificadas:
Equipamentos do tipo Segurança Intrínseca - Ex ‘’i’’
A documentação do circuito é adequada à classificação da área
 O equipamento instalado é aquele especificado na documentação
A instalação está marcada ou identificada para este tipo de proteção
 Não há modificações não autorizadas visíveis
Não há danos evidentes nas blindagens e nos condutores dos cabos
O circuito está isolado da terra ou aterrado somente em um ponto (referir a
documentação)
 A blindagem dos cabos está aterrada conforme documentação
Segregação de circuitos de SI e de não SI nas caixas de ligação, de acordo com
a documentação
As conexões de terra mantêm a integridade da segurança intrínseca (medição
com instrumentos adequados)
Utilização dos check-lists de verificação existentes nas Normas
Existem formulários padronizados nas Normas de Inspeção em
Atmosferas Explosivas, específicos para cada tipo de proteção
Estes check-lists relacionam todos os pontos de verificação dos
equipamentos, das instalações, tais como invólucros, conexões,
aterramento, selagem, danos visíveis, modificações não autorizadas.
Deve ser utilizado um formulário para cada tipo de equipamento
(motores, luminárias, botoeiras, caixas de ligação, painéis elétricos,
etc)
Devem ser registrados nos relatórios de inspeção a situação
encontrada em cada equipamento e as não conformidades detectadas
Deve-se programar o reparo das não conformidades encontradas. Tais
reparos devem ser verificados na próxima inspeção
Instalações Elétricas em Atmosferas Esplosivas
Exemplo de check-list de verificação Tipos de proteção Ex’’d’’ ou Ex’’e’’
Não conformidades e falhas de montagem mais freqüentes
encontradas nas instalações:
 Falta de unidades seladoras ou aplicadas de forma irregular.
 Unidades seladoras sem massa de vedação, ou com massa instalada de forma
inadequada, ou sem identificação visual externa.
 Ligação de eletrodutos aos invólucros ou acessórios à prova de explosão com
menos que cinco fios de rosca perfeitamente encaixados.
 Furações não utilizadas de invólucros à prova de explosão abertas, sem
plugueamento.
 Fechamento corpo-tampa de invólucros à prova de explosão faltando parafusos
ou com parafusos frouxos.
 Colocação indevida de juntas de borracha ou de cortiça em juntas de tampas de
invólucros à prova de explosão, visando evitar entrada de água de chuva.
 Equipamentos à prova de explosão certificado para instalação em Grupo IIA,
instalado incorretamente áreas do Grupo IIC.
Literatura técnica em português
 Manual de Instalações Elétricas em Indústrias
Químicas, Petroquímicas e de Petróleo - 3ª edição
Dácio de Miranda Jordão - PETROBRAS

 Manual de Segurança Intrínseca Ex ‘’i’’ –


Do projeto à instalação
Autor: Giovanni Hummel Borges – UL DO BRASIL

 Instrumentação Industrial - IBP


Autores: Pedro Estéfano Cohn, Roberval Bulgarelli,
Egídio Alberto Bega, Gerard Jean Delmée,
Ricardo Koch, Vitor Schimidt Finkel

 Normas ABNT – NBR IEC do SC-31 do COBEI


Elaborado por:

Julian Lopes da Silva


Técnico de Segurança do Trabalho