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Faith Construções

MANUAL DE SAÚDE, HIGIENE


E SEGURANÇA NO TRABALHO
Concebido para Construção Civil

Elaborado por:

Agostinho Julião Chambe

Maxixe, 2017

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Prefácio

Este documento serve de instrumento base a ser usado na empresa Faith Construções, no âmbito
de Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho, na área de construção civil.

O instrumento contém procedimentos de melhoria de condições e ambientes de trabalho, através de:

 Gestão da SHST na empresa;

 Adopção de atitudes proactivas de segurança;

 Promoção da saúde do trabalhador;

 Eliminação de riscos, minimização de acidentes e prevenção de doenças de trabalho;

 Intervênção em casos de acidentes (através de primeiros socorros).

De salientar que a empresa não se limitar apenas neste documento para a gestão de Saúde,
Higiene e Segurança no Trabalho.

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Índice
Introdução ...................................................................................................................................................................... 4
DESCRIÇÃO DE TAREFAS E RESPONSABILIDADES ....................................................................................... 4
A: O Director Geral, é responsável por: ................................................................................................................ 4
B: O Técnico de Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho, é responsável por: ............................................ 5
C: A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), é responsável por: .......................................... 6
D: Os Colaboradores (todos trabalhadores da empresa), são responsáveis por: ........................................ 6
POLÍTICA DA FAITH CONSTRUÇÕES PARA GARANTIR SEGURANÇA NO TRABALHO. ............. 6
Princípios de Prevenção de Riscos............................................................................................................................ 7
Sinalização de segurança .............................................................................................................................................. 7
Sinais de emergência..................................................................................................................................................... 9
PRINCÍPIO DE PROTECÇÃO .................................................................................................................................. 9
Equipamentos de Proteção individual e coletiva (EPI e EPC) ........................................................................... 10
EPI ................................................................................................................................................................................... 10
Equipamentos de Proteção Colectiva (EPC) ........................................................................................................ 13
PRINCÍPIO DE SEGURANÇA ................................................................................................................................ 14
Primeiros socorros ..................................................................................................................................................... 15
10 REGRAS DE OURO DA FAITH CONSTRUÇÕES ..................................................................................... 15
RISCOS AMBIENTAIS E OPERACIONAIS .......................................................................................................... 16
CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS QUANTO A INTENSIDADES: ................................................................. 17
Mapa de Risco .............................................................................................................................................................. 17
Elaboração do Mapa do Risco .................................................................................................................................. 18
Mapa de Riscos numa obra de construção: .......................................................................................................... 19
AVALIAÇÃO DE RISCOS ........................................................................................................................................ 20
Formas de avaliação de riscos .................................................................................................................................. 20
Probabilidade dum evento perigoso ....................................................................................................................... 22
Gravidade das consequências do evento............................................................................................................... 22
Aceitabilidade dos riscos ........................................................................................................................................... 24
ASPECTOS LEGAIS .................................................................................................................................................... 25
GESTÃO DE AMBIENTAL ....................................................................................................................................... 26
Gestão de Resíduos Sólidos ..................................................................................................................................... 26
Referências.................................................................................................................................................................... 28

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Introdução

A construção é um dos ramos mais antigos do mundo. Desde que o homem vivia em cavernas até
os dias de hoje, a indústria da construção civil passou por um grande processo de transformação,
seja na área de procjetos, de equipamentos seja na área pessoal.

Ao longo desta história laboral da construção civil, existem vários aspectos que são recorrentes e
fundamentais para o bom decurso desta actividade profissional, a avaliação de riscos ambientais
e reaproveitamento de resíduos (gestão ambiental).

Em Mocambique, nos ultimos anos, o sector de construção civil registou muitas perdas de vidas,
provocadas por acidentes de trabalho, devendo-se principalmente, à falta de controle do ambiente
de trabalho, do processo produtivo e da orientação dos operários.

Muitos destes acidentes poderiam ser evitados se as empresas tivessem desenvolvido e


implementado programas de segurança e saúde no trabalho, dando também maior atenção à
educação e treinamento de seus operários.

Estes programas visam a antecipação, avaliação e o controle de acidentes de trabalho e riscos


ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho.

Além de diminuir os custos, a Gestão de Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho, torna a


empresa mais competitiva, auxiliando na sensibilização de todos para o desenvolvimento de uma
consciência colectiva de respeito à integridade física dos trabalhadores e melhoria contínua dos
ambientes de trabalho.

DESCRIÇÃO DE TAREFAS E RESPONSABILIDADES

A: O Director Geral, é responsável por:

 Planificar, controlar e coordenar com os vários intervenientes a implementação das


actividades de saúde e segurança no trabalho;
 Garantir através da supervisão regular, que cada uma das tarefas distribuídas seja
realizada com eficiência, de modo a assegurar o funcionamento das acções de saúde e
segurança no trabalho;

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 Garantir que haja pelo menos um Técnico de Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho na
empresa;
 Garantir que cada chefe de sector seja responsável pela saúde e segurança dos colegas;
 Garantir o desenvolvimento de acçoes de protecção e segurança no trabalho.

B: O Técnico de Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho, é responsável por:

 Desenvolver acções preventivas nos processos produtivos com auxílio de métodos e


técnicas de identificação, avaliação e medidas de controle de riscos ambientais, de acordo
com normas regulamentadoras e princípios de saúde do trabalho;
 Colectar e organizar informações de saúde e de segurança no trabalho;
 Reconhecer factores de risco ambiental;
 Conhecer e interpretar a legislação e normas técnicas de segurança do trabalho;
 Avaliar os riscos profissionais a que estão expostos os trabalhadores e as formas de
prevenção de acidentes de trabalho;
 Conhecer os fundamentos de prevenção das doenças e acidentes do trabalho.
 Analisar e estabelecer critérios para escolha de equipamentos de proteção individual e
colectiva;
 Identificar medidas de segurança no armazenamento, transporte e manuseio de produtos;
 Executar programas de prevenção de acidentes do trabalho, doenças profissionais e do
trabalho, com a participação dos trabalhadores, acompanhando e avaliando seus
resultados a fim de sugerir actualização de procedimentos;
 Criar uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA);
 Cooperar com as actividades do meio ambiente, orientando o trabalhador quanto ao
tratamento e destinação dos resíduos;
 Levantar e estudar os dados estatísticos de acidentes do trabalho, doenças profissionais e
do trabalho, calcular sua frequência e gravidade para propor ajustes de acções
preventivas, normas, regulamentos e outros dispositivos de ordem técnica que permitam a
protecção colectiva e individual.

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C: A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), é responsável por:

 Identificar os riscos do processo de trabalho;


 Realizar periodicamente verificação nos ambientes e condições de trabalho;
 Realizar a após as reuniões a verificação do cumprimento das metas fixadas;
 Divulgar aos trabalhadores as informações relativas á segurança e saúde no trabalho;
 Divulgar e promover o cumprimento das normas regulamentadoras, bem como cláusulas
de acordos e convenções colectivas de trabalho e formas colectivas e normas internas de
segurança relativas a segurança no trabalho;

D: Os Colaboradores (todos trabalhadores da empresa), são responsáveis por:

 Cumprir todas as normas regulamentadoras de SHST de modo a evitar acidentes do


trabalho;
 Partilhar com colegas as informações relativas à segurança e saúde no trabalho;
 Identificar todas as stituações de perigo no posto de trabalho e tomar as devidas
precauções;
 Guardar e conservar os equipamentos de protecção;
 Comunicar imediatamente os acidentes à empresa e prestar primeiros socorros se
necessário;

POLÍTICA DA FAITH CONSTRUÇÕES PARA GARANTIR SEGURANÇA NO


TRABALHO.

O sucesso para uma empresa de construção civil (uma das actividades consideradas de alto
risco), rege-se nos seguintes princípios: prevenção, protecção e segurança dos trabalhadores
contra acidentes.

Prevenção

Resguardo, cuidado, diligência, precaução, previsão, preparo, evitar, acautelar...

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Princípios de Prevenção de Riscos

São medidas e acções cautelares tendentes a eliminar ou limitar riscos (identificar, avaliar e
controlar), evitar acidentes, doenças de trabalho ou qualquer evento indesejável. Pode-se
prevenir através de:

 Sinalização do risco

 Eliminação de risco

Sinalização de segurança

Forma de aviso e informação rápida, garante a conformidade e observância de normas e


procedimentos de segurança.

Tipos/ Formas de Sinais

 Perigo

 Proibição

 Obrigação

 Emergência

Sinal de perigo

Risco potencial de acordo com o pictograma inserido no sinal.

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Sinal de proibição

Comportamentos proibidos de acordo com o pictograma inserido no sinal

Sinais de obrigação

Comportamentos obrigatórios de acordo com o pictograma inserido no sinal

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Sinais de emergência

Informação voltada para o salvamento de acordo com a inscrição/pictograma inserido no sinal

Outros sinais (Rotulagem)

PRINCÍPIO DE PROTECÇÃO

Este princípio baseia-se na: eliminação e neutralização dos riscos através do uso obrigatório dos
equipamentos de protecção (EPI’s e EPC’s).

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Equipamentos de Proteção individual e coletiva (EPI e EPC)

EPI

Dispositivo ou produto de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de


riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

Obrigações do Empregador:

 Adquirir e fornecer gratuitamente o EPI adequado ao risco de cada atividade;

 Exigir o uso dos EPI’s;

 Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;

 Substituir imediatamente, quando danificados ou extraviados;

 Higienização e manutenção periódicas;

Deveres do Empregado:

 Usar o EPI, somente para a finalidade para o qual se destina

 Responsabilizar-se pela guarda e conservação do equipamento

 Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso

 Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

Proteção da Cabeça
Capacete de proteção com aba frontal e com aba total

Finalidade

Utilizado para proteção da cabeça contra agentes metereológicos (trabalho a céu aberto) e
trabalho em local confinado, impactos provenientes de queda ou projeção de objectos,
queimaduras, choque elétrico e irradiação solar.

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Proteção dos olhos
Óculos de segurança para protecção ( incolor) e ( lente com tonalidade escura)

Finalidade

Utilizado para proteção dos olhos contra impactos mecânicos, partículas volantes e raios
ultravioletas ( lente com tonalidade escura).

Proteção Auditiva
Protetor auditivo tipo concha( Auricullar)

Finalidade

Utilizado para proteção dos ouvidos nas atividades e nos locais que apresentem ruídos
excessivos.

Proteção Respiratória ( máscaras)

Finalidade

Utilizado para proteção respiratória em actividades e locais que apresentem tal necessidade.

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Proteção dos membros superiores

Finalidade

Utilizada para proteção das mãos e punhos do empregado contra agentes químicos e biológicos.

Proteção dos membros inferiores


Calsado de proteção tipo botina de couro

Finalidade

Utilizado para proteção dos pés contra torção, escoriações, derrapagens e humidade.

Protetor do corpo em técido impermeável

Finalidade
Utilizada para proteção corpo contra chuva, humidade e produtos químicos.
Protector do tronco (colete reflector)

Finalidade
Utilizado para a sinalização facilitando a visualização da sua presença quando em trabalhos nas
vias públicas.
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Proteção contra quedas a diferentes níveis

Finalidade
Utilizado para proteção contra quedas em serviços onde exista diferença de níveis.

Equipamentos de Proteção Colectiva (EPC)

Medidas de protecção colectiva que beneficiam todos os trabalhadores.


Exemplos: piso antederrapante, alarme de perigo, extintor, sensor de elevador, sinalização de
perigo/risco, etc.

Chuveiro de emergência

É utilizado em acidentes com grande quantidade de substância quimicas, sangue ou de material


biológico e o lava olhos é utilizado no caso de acidente na mucosa ocular.
Equipamento de limpeza

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Extintores

É iportante primeiramente conhecer qual o tipo de substância provocou o incêndio.

Tipos de extintores
 Agua na forma líquida
 Espuma mecânica
 Gases e vapores inerteis ( CO2, N2)
 Pó químico

Classes de incêndios Água Espuma Pó Gás carbónico


químico (CO2)
A-madeira, papel, tecidos,ect Sim Sim Sim Sim
B- gasolina, alcool, cerras e tintas Não Sim Sim Sim
C-equipamentos energizados Não Não Sim Sim
instalações

PRINCÍPIO DE SEGURANÇA

Alcança-se a segurança quando se cumpre com os princípios de prevenção e de protecção, e


acrescenta-se a estes, os primeiros socorros.

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Primeiros socorros

Conjunto de medidas prestadas por pessoa leiga a um acidentado ou alguém acometido de mal
súbito (desmaio, infarto, crise epiléptica etc.) no local do acidente, antes que chegue a assistência
qualificada.

10 REGRAS DE OURO DA FAITH CONSTRUÇÕES

A Faith Construções constitui-se das seguintes regras para o sucesso de Segurança no Trabalho:

1ª regra – Não realizar actividades sem estar treinado, habilitado, qualificado, capacitado ou
autorizado.

2ª regra – Não trabalhar sob efeito de álcool e drogas ilícitas.

3ª regra – Analisar os riscos das actividades e cumprir as medidas de prevenção e proteção


adequadas.

4ª regra – Realizar trabalhos em altura com a utilização de cinto de segurança devidamente


fixado ou medidas seguras aplicáveis.

5ª regra – Não acessar áreas operacionais ou executar actividades sem fazer uso correto dos
EPC´s e EPI´s obrigatórios.

6ª regra – Não manusear telemóvel nas áreas operacionais, devendo apenas fazer fora da área
restrita, mesmo achando seguro.

7ª regra – Não se aproximar a menos de 2 metros das máquinas sem a qualificação e autorização
devidas.

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8ª Antes de qualquer intervenção em equipamentos ou processos operados com uma ou várias
energias (eléctricas, mecânicas, químicas, térmicas, pneumáticas e hidráulicas) respeitar o
procedimento para desligar e consignar.

9ª regra – Não acessar área isolada e sinalizada, onde ocorre a movimentação de cargas e
equipamentos, sem a devida autorização.

10ª regra – Respeitar todas a regras de segurança.

RISCOS AMBIENTAIS E OPERACIONAIS

Risco – condição de uma variável (situação) com potencial para causar:

 Danos
 Lesões a pessoas
 Avarias em equipamentos ou estruturas
 Perda de material em processo de produção
 Redução da capacidade de desempenho de uma função.

Tipos de riscos

Existem dois tipos de riscos: ambientais e operacionais.

Os riscos ambientais comuns na construção civil são tecnicamente classificados em:

1. RISCOS FÍSICOS
 Vibração localizada: provocada pelo vibrador de concreto;
 Ruído: serras circulares, vibrador de concreto e betoneira;
 Radiação não-ionizante: operações a céu aberto (raios UVA1 e UVB2), operações de
máquina de soldar elétrica.

2. RISCOS QUÍMICOS
 Poeiras: manipulação de cimento e cal; movimentação de terra em geral;
 Fumos metálicos: pelo uso da máquina de soldar elétrica.

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Os raios UVA penetram profundamente na pele e são os principais responsáveis
pelo envelhecimento das células da epiderme. Essa radiação também tem uma participação em
alergias, e predispõe a pele ao surgimento do câncer.
2
A radiação UVB é mais intensa durante o verão, devido as elevadas temperaturas,
predominantemente entre as 10h da manhã e às 16h da tarde. Esta radiação penetra
superficialmente a pele e é a responsável pelas queimaduras provocadas pelo sol.

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3. RISCOS BIOLÓGICOS
 Água acumulada, devido à chuva, possibilitando a ploriferação de mosquitos.

Os riscos operacionais encontrados na construção civil são classificados em:

1. RISCOS ERGONÔMICOS
 Postura incorreta;
 Levantamento e transporte manual de pesos;

2. RISCOS DE ACIDENTES
 Queda de altura;
 Pregos e outros materiais contundentes espalhados pela obra;

3. DOENÇAS
 Respiratórias (ex: silicose), devido ao desuso da máscara panorâmica.
 De pele: pelo contato direto e diário com massa de cimento. O uso de luva de raspa, de
PVC ou látex; calçado de segurança (botas impermeáveis) deve ser usado por todos os
pedreiros.

CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS QUANTO A INTENSIDADES:

Risco Pequeno

Agentes existem no ambiente, com concentração ou intensidade que a capacidade de agressão às


pessoas possam ser considerada desprezível.

Risco Médio

As condições agressivas dos agentes estão abaixo dos limites toleráveis para as pessoas, mas
causem desconforto. Com ou sem protecção individual ou coletiva.

Risco Grande

A concentração, intensidade, tempo de exposição etc. estão acima dos limites considerados
toleráveis pelo organismo humano e não há protecção individual ou colectiva eficiente.

Não existem dados precisos sobre concentração, intensidade, tempo de exposição etc., e,
comprovadamente, os agentes estejam afectando a saúde do trabalhador.

Mapa de Risco

É a representação gráfica de um conjunto de factores/riscos presentes nos locais de trabalho;


Capazes de acarretar prejuízos à saúde dos trabalhadores (acidentes e doenças de trabalho):

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Objectivos

1. Conhecer o local e processo de trabalho

2. Identificar e classificar os riscos existentes no local

3. Identificar e aplicar medidas preventivas necessárias (EPC/I)

4. Identificar e analisar queixas, causas de AT e doenças comuns entre os trabalhadores


expostos a esses riscos, etc.

Elaboração do Mapa do Risco

Etápas:

1. Conhecer o processo de trabalho


2. Identificar os riscos existentes no local de trabalho
3. Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia
4. Conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local

Elaboração do Mapa de Risco

Legenda

Cores: Tamanho dos Círculos

Riscos Físicos Risco pequeno

Riscos Químicos Risco médio

Riscos Biológicos Risco grande

Riscos Ergonómicos

Riscos de Acidentes

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Mapa de Riscos numa obra de construção:

Riscos Físicos Químicos Biológicos Ergonómicos Acidentes

Local
Armazém Pó de Mosquitos Levantamento Armazenamento
cimento manual de inadequado do
pesos. material
Obra ao céu Calor, ruído, Pó de Mosquitos Levantamento Deficiência de
aberto vibrações cimento manual de equipamentos,
pesos, ausência ou
exigência de inadequação de
posturas EPI e EPC,
indequadas, projecções de
Jornada de pedras,
trabalho
material, etc.
prolongada.

Armazém

Local da obra

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AVALIAÇÃO DE RISCOS

É o processo de estimar a magnitude dos riscos existentes no ambiente e decidir se um risco é ou


não tolerável.

Os locais de trabalho, pela própria natureza da actividade desenvolvida e pelas características de


organização, relações interpessoais, manipulação ou exposição a agentes físicos, químicos,
biológicos, situações de deficiência ergonómica ou riscos de acidentes, podem comprometer a
saúde e a segurança do trabalhador em curto, médio e longo prazo, provocando lesões imediatas,
doenças ou a morte, além de prejuízos de ordem legal e patrimonial para a empresa.

Desta forma, em qualquer tipo de actividade laboral, torna-se imprescindível a necessidade de


investigar o ambiente de trabalho para conhecer os riscos a que estão espostos os trabalhadores.

Formas de avaliação de riscos

Existem duas modalidades básicas para avaliação de riscos: a avaliação qualitativa, conhecida
como preliminar, e a avaliação quantitativa, para medir, comparar e estabelecer medidas de
eliminação, neutralização ou controle dos riscos.

Os riscos e os custos inerentes à avaliação requerem um processo racional de decisões. Assim, a


Faith Construções adopta um fluxo recomendado para a gestão do risco conforme apresentado
abaixo:
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Uma vez confirmada a presença de perigos, para a segurança, é necessária a análise para avaliar
o potencial de prejuízos ou danos. A avaliação supõe três considerações:

 a probabilidade de que o perigo produza um evento perigoso, ou seja, a probabilidade de


consequências prejudiciais em caso de que se permita que as condições inseguras
subjacentes persistam;
 a gravidade das possíveis consequências prejudiciais, ou o resultado de um evento
perigoso;
 o índice de exposição aos perigos.

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Probabilidade dum evento perigoso

Deve se avaliar a probabilidade de causar prejuízos ou danos. Essa probabilidade dependerá das
respostas a perguntas como:

1. Há antecedentes de eventos similares, ou este é um caso isolado?

2. Quantos membros do pessoal de operações ou de manutenção seguem, ou devem seguir


os procedimentos em questão?

3. Durante que percentagem de tempo se usa a equipe ou o procedimento suspeito?

Uma vez determinada à probabilidade do evento, deve-se avaliar a natureza das consequências
prejudiciais em caso de que o evento ocorra realmente. As consequências possíveis regem o grau
de urgência da medida de segurança operacional requerida.

Gravidade das consequências do evento

A instituição deve definir severidade, considerando os efeitos sobre: bens, finanças,


responsabilidade, pessoas, meio ambiente, imagem, confiança do público entre outros.

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Uma matriz de avaliação de riscos, como a que se apresenta abaixo, é um instrumento útil para
pôr em ordem de prioridade os perigos que requerem mais atenção.

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Aceitabilidade dos riscos

A partir da avaliação de riscos, pode-se dar uma ordem de prioridade para a segurança.
Decidindo assim se os riscos são: aceitáveis, toleráveis ou intoleráveis.

 Aceitáveis – significa que não é necessário adotar medidas mitigadoras, a menos que se
possa reduzir mais o risco com pouco custo ou esforço.

 Toleráveis – significa que as organizações afectadas estão preparadas para suportar o


risco. Entretanto, recomenda-se que sejam adoptadas acções mitigadoras para reduzir o
risco.

 Intoleráveis – significa que as operações nas condições actuais devem cessar até que o
risco se reduza pelo menos ao nível tolerável.

Qualquer que seja o campo de atividade, o processo de avaliação do riscos (identificação e


controle) surge como a principal ferramenta colocada à disposição para que os administradores
possam prevenir acidentes.

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Quando se considera que o risco é intolerável ou tolerável, é necessário introduzir acções
mitigadoras. Quanto mais elevado o risco, maior será a urgência. O nível de risco pode ser
diminuído seja reduzindo a gravidade das possíveis consequências, a probabilidade de que ocorra
ou a exposição a esse risco.

ASPECTOS LEGAIS

A prevenção de riscos é responsabilidade do pessoal de gestão da empresa e dos colaboradores.


Esta secção descreve as principais funções do Pessoal que deve apoiar e participar do processo
de gestão de riscos e Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho (SHST) da empresa como um
todo.

A LEI DE TRABALHO DE 1 DE AGOSTO DE 2007, CAPÍTULO VI, SECÇÃO I, Higiene e


segurança no trabalho, descreve as obrigações do empregador em relação às acções que deve
tomar, de modo a evitar acidentes no trabalho, assim determina:

Artigo 216

2. O empregador deve proporcionar aos seus trabalhadores boas condições físicas, ambientais e
morais de trabalho, informá-los sobre os riscos do seu posto de trabalho e instruí-los sobre o
adequado cumprimento das regras de higiene e segurança no trabalho.

4. O empregador deve adoptar todas as precauções adequadas para garantir que todos os postos
de trabalho assim como os seus acessos e saídas sejam seguros e estejam isentos de riscos para a
segurança e saúde dos trabalhadores.

5. Sempre que necessário, o empregador deve fornecer equipamentos de protecção e roupas de


trabalho apropriados com vista a prevenir os riscos de acidentes ou efeitos prejudiciais à saúde
dos trabalhadores.

6. O empregador e os trabalhadores são obrigados a cumprir pontual e rigorosamente as normas


legais e regulamentares, bem como as directivas e instruções das entidades competentes em
matéria de higiene e segurança no trabalho.

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Artigo 226

1. O empregador é obrigado a adoptar medidas eficazes de prevenção de acidentes de trabalho e


doenças profissionais e a investigar as respectivas causas e formas de as superar, em estreita
colaboração com as comissões de segurança no trabalho constituídas na empresa.

GESTÃO DE AMBIENTAL

A indústria da construção civil é responsável por grande parte dos impactos ambientais
negativos, além de grande consumidora de diversos recursos naturais como, por exemplo, a água.
Em números gerais, a construção civil mundial demanda 40% da energia; consome 12% da água
potável e produz 40% dos resíduos sólidos urbanos (UNEP, 2009).

Gestão de Resíduos Sólidos

Na Construção Civil são produzidos muitos resíduos sólidos, o destino é o meio ambiente, é
responsabilidade da empresa fazer a reciclágem e adequar a outros fins de modo a evitar
entulhos.

Os resíduos são coletados, processados e transformados em matéria prima para execução de


novas obras.

As operações levadas acabo pela Faith Construções no âmbito de reciclagem de resíduos são
trituração e granulação de modo a reduzir o tamanho dos resíduos para o posterior uso. Maior
parte dos resíduos sólidos são reaproveitados para a colocação da argamassas.

Consumo de água

Para a construção sustentável, a empresa segue um conjunto de medidas adoptadas durante todas
as etapas da obra que visam minimizar os impactos negativos sobre o meio ambiente além de
promover a economia dos recursos naturais e melhoria na qualidade de vida dos seus ocupantes.
De entre as várias medidas adoptadas pela Faith Construções, destacam-se as seguintes:

 Retenção da água de chuvas;


 Instalações provisórias adequadas, como, por exemplo, torneiras;
 desenvolver procedimentos ou até mesmo equipamento para a retirada de água do
reservatório instalado, deste modo, evitar perdas de água;

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 Conscientização e capacitação dos funcionários para a redução dos desperdícios de água
tanto nos sanitários como nas atividades da obra como, por exemplo na lavagem de
maquinarias;

Consumo de energia

O sistema de gestão de energia elétrica tem como objetivo principal definir e encontrar variáveis
de consumo dentro da empresa que possam ser controladas, viabilizadas e optimizadas, gerando
indicadores e recursos que demonstrem eficiência dos fatores que afetam diretamente o consumo
e uso final da energia, para tal, a nossa empresa recomenda:

 Deligar todas as máquinas que não estiverem em funcionamento;


 Optar pela via manual sempre que possível;

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Referências

CICCOPN. Segurança, Higiene e Saúde do Trabalho da Construção Civil - Manual do Formando.


2005
CONPASUL. LEVANTAMENTO DE RISCOS AMBIENTAIS. 2002
DELBONI, E. P. “Riscos no Ambiente de Trabalho no Setor de Construção Civil” CBCS, 2012

MISAU & MEC. Documento de Orientação sobre Saúde Escolar. 2009

MAIA, A. L. M. ANÁLISE PRELIMINAR DE 5 RISCOS EM UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO


CIVIL. 2014. ISSN 2318-9622

Lei de Trabalho – Lei nº 23/2007 De 01 de Agosto. Maputo, 2007

Rasmi. MÓDULO I – SAÚDE HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO. UP, 2016

UNEP. Buildings and Climate Change - Summary for Decision-Makers. 2009

http://e-cursos.ciccopn.pt/

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