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CATEQUESE

E
LITURGIA:
UM
CASAMENTO
NECESSÁRIO
“Quando seus filhos lhe

perguntarem: ‘Que rito é

este?’, vocês responderão: é

o sacrifício da Páscoa de

Javé...”
Ex 12,26-27
“Aquilo que existia
desde o princípio, o
que ouvimos, o que
vimos com nossos
próprios olhos, o que
contemplamos e o que
nossas mãos
apalparam: falamos
da Palavra, que é
Vida. Porque a Vida
se manifestou, nós a
vimos, dela damos
“A mão de Javé veio sobre mim
e me conduziu para fora pelo
espírito de Javé e me pousou no
meio de um vale que estava cheio
de ossos. E aí fez com que me
movesse em torno deles de todos
os lados. Os ossos eram
abundantes na superfície do vale
e estavam completamente secos.
Ele me disse: ‘Filho do homem,
porventura tornarão a viver
estes ossos?” Ao que respondi:
“Senhor Javé, tu o sabes” (Ez 37,
1-3)
I – PRINCIPAIS CAUSAS DA NÃO INTERAÇÃO ENTRE
CATEQUESE E LITURGIA
A ) Concepção conservadora de “catequese” (apesar de 40
anos do Concílio Vaticano II e dos 20 anos do Documento
Catequese Renovada”:
Catequese entendida como doutrinação, conhecimento,
ensino teórico, aula...
Distorções quanto a finalidade da catequese: catequizamos
PARA sacramentos ou PARA a vida cristã?
Sacramentos para quê? Para cumprir preceito ou tradição ou
para sustentar a vida?
Catequese só para crianças? Seria a celebração da Primeira
Eucaristia uma “formatura” e a Crisma uma “pós-
graduação”? Falta consciência da catequese permanente,
para a vida toda e para todas as pessoas.
B) Separação histórica, dramática e reducionista
dos Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo,
Eucaristia, Crisma) e desaparecimento do
CATECUMENATO como eixo integrador destes
sacramentos.
C) Dicotomia entre fé e vida; oração e contemplação,
Bíblia e realidade...

D) Dificuldades relacionadas a pessoa do catequista:


Despreparo metodológico,
Espiritualidade superficial;
Má formação teológica (litúrgica, bíblica etc.)
Não comprometimento com a vida de comunidade
Pouca consciência de sua vocação ao ministério
catequético
E) Falta de estrutura e apoio aos catequistas
Há padres que não apóiam, não investem e não
acompanham os catequistas;
Espaços físicos onde acontece a catequese acabam por
dificultar a dimensão orante, celebrativa;
Família que “terceiriza” a educação da fé dos filhos e não
caminha com catequistas e comunidade.
F) Modelos eclesiológicos autoritários, centralizadores,
alienantes, subjacentes às práticas catequéticas e
litúrgicas, tais como:
•Falta de diálogo a nível nacional, regional, provincial,
diocesano e paroquial entre as pastorais litúrgicas e
catequéticas (isto é, falta de organicidade)
•Catequese preocupada com o anúncio e sua tradução para
a vida, mas esquecendo-se dos momentos celebrativos.
•Não utilização do ritual, do simbólico pela catequese em
momentos necessários, como: orações no encontro
catequético, símbolos litúrgicos, aproveitamento dos
espaços litúrgicos, aproveitamento dos textos litúrgicos,
especialmente no que diz respeito aos sacramentos...

•Congestionamento de pastorais, movimentos, projetos que


sufocam as dimensões essenciais e levam a muitos
reducionismos, como: rezar terço e fazer adoração ao
Santíssimo no encontro catequético (mistura de
mentalidade de movimentos como Apostolado e RCC,
dentre outros

•A liturgia transformar o momento catequético em


teatralização explicativa dos ritos sacramentais...
•As celebrações litúrgicas deixam de ser pedagógicas por
causa da arrogância e da falta de conhecimento e
entendimento dos próprios padres no que se refere à
liturgia. As liturgias próprias que surgem impedem que se
transpareça e se vivencie o mistério de Cristo de deveria
ser celebrado.
Tudo isso é problemático, ou melhor dizendo, são graves
pecados por falta de diálogo entre a pastoral
litúrgica e catequética. Assim perde-se a
credibilidade, tanto em face do mistério de Cristo
celebrado e anunciado, como diante dos beneficiários dele,
que questionam não poucas vezes a validez do que se lhes
diz e oferece. Mas não só a falta de diálogo, a própria falta
de certeza do que se crê, de como se crê e de como se
anuncia, fazem com que tanto a catequese como a liturgia
CATEQUESE
E LITURGIA
AO LONGO
DA HISTORIA
A)Nos primórdios da Igreja
• Alguém se torna discípulo de Jesus na Igreja através da ação
litúrgica do batismo e através da ação evangelizadora da
catequese. (Cf. Mt 28,19ss)
• Na Igreja apostólica, liturgia e catequese estão unidas entre
si na INICIAÇÃO CRISTÃ.
• Eucaristia: mesma ligação de catequese e liturgia (ceia
judaica e ceia de Jesus: fazei isto em memória de mim)
• Os primeiros cristãos agiram como Jesus tinha mandado.
• Quando a ceia do Senhor foi desligada da refeição comum,
a liturgia da Palavra, que era herança do judaísmo, tornou-se
parte integrante da liturgia.
• No Novo Testamento podemos observar que a palavra
CATEQUESE trata-se de um ensinamento que não se dá
dentro da celebração litúrgica.
• Mas a liturgia da Palavra tem um grande valor catequético.
B) O catecumenato na Igreja Antiga

•Durava dois a três anos, com adultos,


preparando para os Sacramentos de
Iniciação Cristã (não só doutrina, mas
iniciação à vida cristã).
•Pontos altos na caminhada de
preparação.
•Nesta iniciação, catequese e liturgia
estão intimamente ligadas entre si.
•Com a obrigatoriedade do cristianismo,
o catecumenato foi desaparecendo.
•Aumentou o número de batismos de
crianças e para elas o catecumenato não
tinha sentido.
•A memória viva e permanente
do acontecimento salvífico, ao
longo da história, é expressa na
tradição viva e permanente,
através das expressões bíblicas,
em símbolos e ritos litúrgicos,
em testemunhos e
compromissos missionários e
em expressões teológicas e
doutrinais. Isso tinha lugar na
catequese através das
expressões cultuais, pictóricas,
didáticas, musicais, esculturais,
poéticas. Etc.
C) Na Idade Média e nos tempos Modernos
•Crianças batizadas precisavam de preparação para a vida
cristã. Era dada na família e mais tarde na igreja.
•Catequese reduzida à preparação para Eucaristia e Crisma.
•A comunidade não participava mais diretamente da preparação
•Catequese começa a ser dada nas escolas (aula de religião,
cultura religiosa etc.)
•Caráter intelectual e moralizante. A catequese privilegiou a
linguagem verbal-conceitual, fazendo pouco uso da linguagem
litúrgico-simbólica, e quase sem nenhuma relação com a mesma
ação litúrgica e outras expressões tradicionais, com perda
notável para a maturidade da fé dos crentes.
•A extensão da imprensa, a publicação dos vários catecismos
para fazer frente à nova fé protestante e a reação da Igreja
diante do Iluminismo e do Modernismo com uma teologia
conceitualista, foram causa do reducionismo na transmissão
catequética da mensagem cristã.
D) Catequese e Liturgia
hoje
•Hoje, nos dois campos, se
volta às fontes.
•A situação atual de
descrença e a necessidade de
dirigir ambas as ações a um
sujeito insuficientemente
evangelizado, obrigaram
liturgistas e catequetas a se
encontrarem para aproximar
as respectivas linguagens e,
acima de tudo, para atender às
instâncias legítimas tanto da
liturgia como da catequese.
•Catequese procura atingir a pessoa toda, em todas as suas
faculdades, não apenas o intelecto.
•Dada dentro da comunidade eclesial e procura interagir Fé
e Vida. Está mais ligada à Liturgia.
•A catequese mesma é acompanhada por celebrações
litúrgicas, pois o próprio Diretório Geral para a Catequese,
depois de afirmar que “a catequese está intrinsecamente
unida a toda ação litúrgica e sacramental”, reconhece que
“amiúde a prática catequética mostra vinculação fraca e
fragmentária com a liturgia: limitada atenção aos sinais e
ritos litúrgicos, escassa valorização das fontes litúrgicas,
itinerários catequéticos pouco ou nada conectados com o
ano litúrgico e presença marginal de celebrações nos
itinerários da catequese” (DIRETÓRIO GERAL PARA A
CATEQUESE, 1997, n.30)
•Parte da Pastoral Litúrgica, nem sempre se teve em conta
condições que favorecessem que as celebrações fossem
verdadeira e gozosa vivência e profissão de fé, e que tudo o
que se dissesse e se fizesse contribuísse para sua
autenticidade e transparência na alimentação dessa mesma
fé.

•A formação catequética “ilumina e fortifica a fé, nutre a


vida segundo o Espírito de Cristo, leva a uma participação
consciente e ativa do mistério litúrgico” (Gravissimum
Educationis, n.4)

•O Concílio Vaticano II insiste numa catequese mais


litúrgica, isto é, mais celebrativa e simbólica. A liturgia está
mais aberta ao seu caráter mistagógico.
“Estejam especialmente
preocupados que o culto divino se
torne realmente a escola do povo
cristão: escola de ORAÇÃO pela
qual os fiéis se sintam animados a
um colóquio íntimo com Deus;
escola de VERDADE pela qual
através dos sinais visíveis a alma
seja elevada ao conhecimento do
amor pelas coisas invisíveis;
escola, enfim, de CARIDADE
CRISTÃ pela qual cada um se
sinta sempre mais ligado pelos
vínculos da comunhão fraterna
com os outros membros da
Igreja” (PAULO VI)
Conversando e respondendo!

+ A catequese da minha comunidade


procura fazer essa tão importante interação
Fé e Vida, Como? Ou por que ainda não?
+ Quando a catequese se une a liturgia:
somente nas missas de Primeira Eucaristia e
Crisma?
+ Qual a colaboração/participação que a
comunidade tem na catequese de minha
comunidade hoje?
III – REFERENCIAIS TEÓRICOS
a) Catequese e Liturgia são formas essenciais
da vida da Igreja. Segundo a Sacrosanctum
Concilium 10 “a liturgia é o ápice para o qual
tende a ação da Igreja, e ao mesmo tempo é a
fonte donde emana toda sua força”. Assim,
ambas dimensões se encontram no centro da
vida cristã, que é o Mistério Pascal de Cristo,
a experiência mais profunda da ação do Deus
Libertador na história humana. O Mistério
Pascal é a referência centrípeta e sentido maior
do ser da Igreja e a ele se direcionam todas as
suas ações, bem como dele brota sua força.
“A catequese está
intrinsecamente ligada a toda
ação litúrgica e sacramental, pois
é nos sacramentos, e, sobretudo,
na Eucaristia, que Cristo Jesus
age em plenitude para a
transformação dos homens”
(JOÃO PAULO II, Catechese
tradendae, n.23) “A catequese
litúrgica tem em vista introduzir
no mistério de Cristo (ela é
‘mistagogia’), procedendo do
visível para o invisível, do
significante para o significado,
dos sacramentos para os
‘mistérios” (JOÃO PAULO II,
A própria ceia judaica por ocasião da Páscoa, bem
como a Ceia de Jesus e das primeiras comunidades
cristãs expressam atitudes de um louvor que brota da
consciência da fidelidade de Javé a sua Aliança:
“Louvem a Javé, nações todas, e o glorifiquem
todos os povos, pois o seu amor por nós é firme, e
sua fidelidade é para sempre” (Sl 117 [116], 1-2).

Documento de Puebla: “A Igreja é povo sacerdotal


que responde a Deus, não somente com a vida, mas
também com o culto, no qual atualiza a Páscoa
Libertadora de Jesus, fortalecendo-se para depois
evangelizar” (882).
b) É também de Puebla a importante afirmação:
“As celebrações supõe uma iniciação à fé,
mediante o anúncio evangelizador, a catequese
e a pregação bíblica; esta é a razão de ser dos
cursos e encontros pré-sacramentais” (927).
Embora hoje se entenda a catequese como um
processo permanente e progressivo de educação
da fé e não somente como preparação para a
recepção de sacramentos, continuam válidas as
idéias do primeiro anúncio e do aprofundamento
da fé como necessários à autêntica celebração
litúrgica. Aqui surge a questão da iniciação cristã.
c) Por INICIAÇÃO não podemos entender
somente o início de um itinerário ou conjunto das
primeiras noções teóricas sobre a vida cristã.
Seguindo a mais genuína tradição da Igreja –
especialmente dos primeiros séculos nos quais o
catecumenato foi a melhor maneira de educar os
novos cristãos – catecumenato este que o Concílio
Vaticano II tanto insistiu no seu resgate –
precisamos alargar a compreensão de iniciação e
entender neste processo o CONHECIMENTO e a
EXPERIÊNCIA dos mistério divinos, que
sustentam o cristão no seguimento de Cristo e na
sua adesão ao Seu projeto de vida, adesão
comprovada na conversão e no testemunho.
d) Deste modo, a celebração litúrgica não se
reduzirá a um ritualismo vazio de sentido ou
descompromissado com a realidade, mas será
sempre a célebre – ação do povo que louva ao Deus
da vida e busca se santificar, santificando do
mundo. À catequese cabe aprofundar as exigências
da interação FÉ-VIDA.

e) A Liturgia, mesmo tendo sempre uma dimensão catequética


– pois enquanto reza o cristão tem oportunidades de amadurecer
sua fé, sua adesão a Cristo – não se reduz à catequese
sistemática. Não pode ser transformada em encontros de
reflexão, já que seu caráter é eminentemente cultual, celebrativo.
Fato a ser levado em conta é que a maior parte das pessoas
recebem alguma “formação” nas celebrações litúrgicas,
especialmente nas missas, e não participam de mais nada.
f) A catequese tem a tarefa de educar os
catequizandos para a liturgia, para a vida de oração. A
terrível contradição de inúmeros adolescentes e
jovens que recebem os sacramentos da Eucaristia e da
Crisma e não voltam ás celebrações não pode
continuar. E é na catequese, desde a caminhada dos
pequeninos, que se cria gosto pela vida de oração, que
se entra em contado com a linguagem ritual e com o
sentido dos símbolos. Ao se educa a sensibilidade
litúrgica: “A catequese deve ser uma fenomenal e
fundamental escola de oração, deve reintroduzir a
linguagem simbólica, se não quiser educar a ‘dizer
orações’, mas não rezar” (T. Lasconbi, G. Qualiglini
e C. Cibien).
g) Outro fator de aproximação entre liturgia e catequese
constitui a necessidade compartilhada de contribuir para a
formação da fé dos candidatos aos sacramentos (DIRETÓRIO
GERAL PARA A CATEQUESE, 1997, n.176, 178, 181, 232).
Neste sentido, a liturgia tomou consciência não só de sua função
mistagógica, mas também da necessidade de favorecer o ato de fé
nos que participam nas celebrações litúrgicas. Foi o próprio
Vaticano II que apoiou este segundo aspecto ao afirmar que os
sacramentos, “enquanto sinais, têm também um fim pedagógico.
Não somente supõe a fé, mas, ao mesmo tempo, a alimentam e
robustecem, e a expressam por meio de palavras e de coisas; por
isso, chamam-se sacramentos da fé. Conferem por certo a graça,
porém também sua celebração prepara perfeitamente os fiéis para
receber frutuosamente a mesma graça, render culto a Deus e a
praticar a caridade (Sacrossanctum Concillium, n.59). Portanto,
não só quando se lê “o que se escreveu para o nosso
ensinamento” (Rm 15,4), mas também “quando a Igreja ora,
canta ou atua, a fé dos assistentes se alimenta...”
h) Por sua parte, a catequese abriu-se também
à experiência simbólico ritual, e à celebração como
culminação do anúncio e como manancial
permanente da existência cristã. (DIRETÓRIO
GERAL PARA A CATEQUESE, 1997, n.30, 84,
117, 130)

i) A aproximação entre liturgia e catequese reforça-


se a partir do momento em que numa e noutra a ação
eclesial se assume a evangelização como razão de ser
e ponto de partida da missão da Igreja: a
evangelização é o que define a missão total da Igreja,
sua identidade mais profunda, já que “ela existe para
evangelizar” (PAULO VI, Evangelium Nuntiandi,
MEDITANDO...
Já que falamos em
oração, nada melhor
que ter nosso momento
de intimidade com
Deus, é importante
aprender a falar com o
coração e com a vida.
Por uns instantes,
paremos para colocar a
conversa um pouco em
dia com Deus e
deixarmos ser
“catequizados” por Ele
bem dentro de sua casa
no nosso coração...
“Felizes vós, que sois tão
verdadeiros, tão pobres e tão
livres como as aves: viveis, já
e desde agora, no meu Reino,
pois vossa esperança nele a de
guiar-vos!
Felizes vós, sensíveis, que nas
lágrimas, lavais a dor de todos
os que sofrem: haveis de
receber, na vossa mágoa, o
bálsamo daqueles que
consolam!
Felizes vós, que sempre tendes
fome e sede insaciáveis da
vontade do Pai que está no
céu, porque o seu nome, cujo
IV – CATEQUESE E LITURGIA NO SÍNODO DOS
BISPOS DE 1977
O Sínodo dos Bispos de 1977 aponta uma
interpenetração da catequese e da liturgia:

A importância da interligação entre catequese e


liturgia

“Para qualquer forma de catequese se realizar na sua


integridade, é necessário estarem indissoluvelmente
unidos: conhecimento da Palavra de Deus, a
celebração da fé na vida cotidiana” (Mensagem ao
Povo de Deus)
“A catequese é uma ação profética eclesial pela qual
as comunidades cristãs adquirem, sob a guia do
Espírito Santo, pelas considerações das condições e
situações da existência dos homens e pela reflexão
sobre o Mistério Pascal de Cristo revelado no
Evangelho e explicado pela Igreja, uma consciência
crítica para fazer uma contínua interpretação
existencial da vida e da história dos homens à luz da
fé, em ordem a promover a maturidade de sua fé e
vida cristã de modo que celebrem o Reino de Deus
pela liturgia já aqui na terra e o instaurem cada vez
mais por um engajamento no mundo”. (D, Paulo
Ponte, bispo de Itapipoca)
B) Liturgia como fonte
da catequese
•O centro da catequese é o Mistério de Cristo;

•O lugar de encontro com a pessoa e o Mistério de


Cristo é na Palavra de Deus, que tem lugar
privilegiado na Liturgia;

•A liturgia é fonte da catequese (Sacrossanctum


Concillium, n.5), porque também é nela “que se
tomam as leituras que são explicadas na homilia, e
os salmos que se cantam, as preces, as orações e
hinos litúrgicos são penetrados do seu espírito, e
dela recebem seus significado as ações e os sinais”
(Sacrossanctum Concillium, n.24)
•Importância do Ano
Litúrgico, com seus
tempos e festas, como
fonte de catequese.
•Valor dos sinais e gestos;
•Na liturgia, o Mistério de
Cristo nos é apresentado
de maneira que toca a
pessoa em todas as suas
faculdades sensíveis,
afetivas e intelectuais.
•A catequese sistemática,
conforme as suas
exigências e conforme o
costume, se dá fora da
C) A liturgia como
ponto alto ao qual
tende a catequese
•A Liturgia tem papel catequético, mas a
finalidade didática da liturgia fica subordinada à
finalidade imediata dela: o culto divino. (Não têm
vez as chamadas “missas catequéticas”)
•O modelo de toda a catequese é o catecumenato
batismal, formação especial que leva o adulto
convertido a professar a sua fé.
•Levar em consideração também a oração, as
devoções e a religiosidade popular.
•Uma verdadeira catequese deveria levar a uma
oração autêntica e deve favorecer uma atitude
para a oração.
•Catequese e Liturgia são duas formas de vida da
Igreja que não podem ser separadas.
“Na fidelidade a essa pedagogia interior do coração,
a catequese procura a síntese entre o conhecimento
intelectual e a experiência amorosa da vida em Deus.
Há uma mensagem a ser conhecida que se encontra
privilegiadamente nas Escrituras Sagradas, na
Tradição, na Liturgia, no Magistério da Igreja, nos
sinais dos tempos... A catequese esclarece e estimula
a experiência e vivência no Espírito que o
catequizando faz na liturgia, no ano litúrgico e na
oração cotidiana, como o caminho de crescimento na
fé” (DIRETÓRIO NACIONAL DA CATEQUESE,
2006, n.143)