Conversão Pastoral da Paróquia Atual
Conversão Pastoral da Paróquia Atual
COMUNIDADES: UMA
NOVA PARÓQUIA
A conversão pastoral da paróquia
INTRODUÇÃO
A paróquia é a presença pública da Igreja e referência
para os batizados
A mudança de época da sociedade e o processo de
secularização diminuíram a sua influência
Por isso, cresce o desafio de renovar a paróquia em vista
da sua missão
EG: a paróquia possui uma grande plasticidade, pode
assumir formas muito diferentes que requerem a
docilidade e a criatividade missionária do pastor e da
2
comunidade
INTRODUÇÃO
3
INTRODUÇÃO
Texto com seis capítulos
1 – inspirado na GS, indica os sinais dos tempos que interpelam
a paróquia atual
2 – a recuperação de dados bíblicos sobre as primeiras
comunidades
3 – breve histórico das comunidades paroquiais
4 - fundamentos eclesiológicos da comunidade
5 - enfatiza os sujeitos e as tarefas da conversão pastoral
6 - proposições para a paróquia
4
INTRODUÇÃO
8
NOVOS CONTEXTOS: DESAFIOS E
OPORTUNIDADES
Há rejeição dos valores da fé, vale o aqui e agora
9
NOVOS CONTEXTOS: DESAFIOS E
OPORTUNIDADES
Muitos procuram a Igreja, mas não buscam a comunhão nem
querem participar de um grupo de cristãos e há dificuldades para
acolher quem chega
Os meios de comunicação são aperfeiçoados produzindo um
mundo cada vez mais informado, conectando a todos e atingindo a
privacidade de pessoas e instituições
A Igreja tem destacado a importância da inculturação no processo
de evangelização
É necessário saber inculturar o Evangelho no contexto da
10
comunicação virtual
NOVOS CONTEXTOS: DESAFIOS E
OPORTUNIDADES
A renovação paroquial exige novas formas de evangelizar
o meio urbano e o rural
Há uma forte tendência no mundo para que a sociedade
seja laicista e a religião não interfira na esfera pública
Chega-se a pensar numa sociedade pós-cristã
Trata-se de uma cultura sempre mais secularizada, que
evita a influência do cristianismo nas decisões morais da
sociedade
11
NOVOS CENÁRIOS DA FÉ E DA
RELIGIÃO
A vivência da fé é exercida numa religiosidade não institucional,
sem comunidade, ligada a interesses pessoais
O pluralismo liberta as pessoas de normas fixas, mas causa perda
das referências fundamentais, gera fragmentação da vida e da
cultura, nem sempre respeita o outro e seu exagero provoca
indiferentismo
A participação na vida eclesial tornou-se uma opção na sociedade
pluralista
A comunidade cristã é chamada a inserir-se na sociedade em que
12
vive para testemunhar o Evangelho
NOVOS CENÁRIOS DA FÉ E DA
RELIGIÃO
A vivência religiosa está cada vez mais midiática
Há quem expresse sua religiosidade conectando-se apenas
pelas mídias: os jovens nas redes sociais e os idosos na
televisão
Emerge uma experiência religiosa com menor senso de
pertença comunitária
Evidencia-se uma adesão parcial à fé cristã e está em crise
o engajamento na paróquia
13
A REALIDADE DA PARÓQUIA
Em si, a paróquia está unida a outras paróquias e inserida na
sociedade. A paróquia não é um todo em si mesmo ou comunidade
autônoma
Há paróquias que não assumem a renovação conciliar
Porém, outras vivenciam experiências de conversão pastoral
São ocupadas com evangelização, catequese como processo de
iniciação cristã, animação bíblica, liturgia viva e participativa,
atuação da juventude, ministérios exercidos por leigos e leigas, os
Conselhos Comunitários, o CPP e o Conselho Econômico
14
A REALIDADE DA PARÓQUIA
O desafio é sair em missão, deixar de ocupar-se apenas com a
rotina. Devemos vencer a mesmice
discípulos missionários
A REALIDADE DA PARÓQUIA
Temos cristãos que formam grupos fechados
Geralmente são pessoas que promovem certo
fundamentalismo católico e nutrem sentimentos de
superioridade espiritual e fuga do mundo
Temos paroquias ou capelas que funcionam mais como
instituição
Na fé cristã não há lugar para capelas fechadas, em forma de
sociedade ou clube
A comunidade eclesial exige fé, esperança e caridade 16
17
A NOVA TERRITORIALIDADE
Mas a territorialidade não pode ser desprezada por ser
referência para a maioria dos católicos
Ela evita que a comunidade seja apenas um grupo por
afinidade que se reúne, mas faz com que suas portas estejam
abertas para todos
A paróquia não territorial pode existir em função do rito,
nacionalidade ou outra razão pastoral
Essa segunda possibilidade precisa ser aprofundada e a mídia
também deve ser considerada 18
REVISÃO DE ESTRUTURAS
OBSOLETAS
A primazia do fazer ofuscou o ser cristão e é preciso responder
às inquietações novas
O DAp propõe abandonar as estruturas que já não favorecem a
transmissão da fé
EG: As estruturas devem ser mais missionárias, a pastoral
ordinária mais comunicativa e aberta, os agentes pastorais
devem estar em atitude constante de saída, favorecendo a
resposta positiva de todos
Devemos anunciar Jesus em linguagem acessível e atual 19
REVISÃO DE ESTRUTURAS
OBSOLETAS
Há excesso de burocracia e falta de acolhida
Predomina o aspecto administrativo sobre o pastoral, e
sacramentalização sem evangelização
O problema está nas atividades mal vividas, sem motivações
adequadas
Falta uma espiritualidade que impregne a ação e a torne
desejável
São necessários os serviços e ministérios dos leigos
O apelo à revisão e renovação das paróquias ainda não deu
20
suficientemente fruto
A URGÊNCIA DA CONVERSÃO
PASTORAL
22
CONVERSÃO PARA A MISSÃO
26
A COMUNIDADE DE ISRAEL
37
AS PRIMEIRAS COMUNIDADES
CRISTÃS
A esperança
Os cristãos são testemunhas da esperança. A ressurreição é o
anúncio central da comunidade
A Igreja vive da certeza de que habitará na casa da Trindade
Viviam da esperança na vinda de Jesus Cristo no fim dos tempos
Esta esperança no Cristo que virá faz a comunidade sentir-se
peregrina
O Novo Testamento, assim, permite identificar os cristãos como
peregrinos e, ao mesmo tempo, como os seguidores do Caminho
38
A IGREJA-COMUNIDADE
No tempo das primeiras pregações, a civilização urbana se
expandia pela bacia do mar Mediterrâneo, e as cidades promoviam
uma revolução social e cultural
Por isso Paulo usa a imagem da casa, lugar estável onde se reúne a
família. Ele emprega o conceito Igreja Doméstica e as comunidades
são formadas por Igrejas Domésticas
A Igreja do Novo Testamento será denominada como assembleia
convocada por Deus. O termo Igreja indicava a comunidade e era
empregado também para comunidade doméstica
39
A IGREJA-COMUNIDADE
A comunidade cristã primitiva é compreendida como o povo eleito
de Deus, o verdadeiro Israel
Contudo, a eleição não se reduz aos judeus, pois se estende a todos
que creem no Cristo, também os pagãos
A comunidade primitiva foi marcada pela experiência da presença
viva do Espírito Santo, pois o Reino de Deus se revela na palavra e
nas obras
A Igreja anunciava Jesus com palavras e obras que comunicavam
a salvação já operante na história 40
BREVE CONCLUSÃO
Na visão bíblica, o ser humano é membro de uma comunidade, faz
parte do povo da Aliança, encontra sua identidade pessoal como
membro do Povo de Deus
O NT usa a ideia de Corpo de Cristo
As primeiras comunidades servem de inspiração para toda
comunidade que pretenda ser discípula missionária de Jesus Cristo
O NT apresenta elementos e critérios comuns para a vivência
comunitária. Por isso, a Igreja não deve ter medo de aceitar e de
criar novos modelos, satisfazendo assim as exigências de sua vida e
missão
41
CAPÍTULO 3
42
SURGIMENTO DA PARÓQUIA E
SUA EVOLUÇÃO
INTRODUÇÃO
A dimensão comunitária da fé cristã conheceu diferentes formas de
se concretizar historicamente
A paróquia é um instrumento importante para a construção da
identidade cristã; é o lugar onde o cristianismo se torna visível em
nossa cultura e história
É verdade que a origem da paróquia é marcada por um contexto
cultural muito diferente do atual
Muitos aspectos históricos precisam ser recuperados e outros
revistos, diante das mudanças de época e a necessidade de acentuar
43
o sentido comunitário da fé
AS COMUNIDADES NA IGREJA ANTIGA
O cristianismo dos três primeiros séculos vivia de forma clandestina no
Império Romano. As comunidades sofreram perseguição e martírio
É o tempo dos Santos Padres quando a Igreja precisou delinear
carismas e ministérios, definindo a função dos bispos, presbíteros e
diáconos
Aprofundou-se a ideia de fraternidade cristã. As comunidades sentiam-
se responsáveis umas pelas outras e sustentavam muitas obras de
caridade com o jejum
As comunidades eram tão organizadas que até os não cristãos recebiam
ajuda
44
A ORIGEM DAS PARÓQUIAS
comunidades em paróquias 46
A ORIGEM DAS PARÓQUIAS
O presbítero realizava o batismo, porém a consumação ou perfeição
(atual crisma) era reservada ao bispo
As paróquias se estenderam pelas cidades devido ao aumento da
população e passaram a ser a Igreja na cidade
Com o fim do Império Romano no Ocidente, os bárbaros
assimilaram a cultura romana e a autoridade da Igreja
Havia uma estreita ligação entre Igreja, Estado e sociedade
Aparecem ordens religiosas e mosteiros atraindo pessoas que
buscavam uma espiritualidade que a paróquia não conseguia
47
proporcionar
A ORIGEM DAS PARÓQUIAS
No início do segundo milênio, emergiu a noção dois
poderes: o temporal e o espiritual
49
A FORMAÇÃO DAS PARÓQUIAS NO
BRASIL
O catolicismo chegou marcado por ordens religiosas
irmandades de fiéis
escola católica
50
A FORMAÇÃO DAS PARÓQUIAS NO
BRASIL
Na época, um padre atendia extensas regiões. Nas cidades
grandes, alguns religiosos, mais ocupados com escolas,
assumiram paróquias
Cresceu um catolicismo com participação do leigo em
associações, com muita reza e pouca missa. No século XIX se
introduziu a reforma tridentina e se tentou paroquializar a
capela
O catolicismo popular não se alinhou muito à paróquia e isso
influenciou na situação das comunidades paroquiais brasileiras
51
FORMAÇÃO DAS PARÓQUIAS NO
BRASIL
A paróquia é o lugar de receber os sacramentos e atender
às suas necessidades religiosas. Por isso muitos se dizem
católicos não-praticantes
No período pré-industrial, a paróquia abraçava a
sociedade local em suas diferentes manifestações e diversos
ambientes
A paróquia, segundo o Código de 1917, era concebida
como a menor circunscrição local, pastoral e
52
administrativa
A PARÓQUIA NO CONCÍLIO
ECUMÊNICO VATICANO II
O Vaticano II apresenta a Igreja Particular. A paróquia está em
comunhão com as demais paróquias que formam a Igreja
Particular. Ela é compreendida a partir da diocese, porção do Povo
de Deus. A paróquia é parte da diocese
55
A RENOVAÇÃO PAROQUIAL NA
AMÉRICA LATINA E CARIBE
Em Puebla expandiu-se a experiência das CEBs, que
integram pessoas numa íntima relação na fé; se nutrem da
Palavra e da Eucaristia, vivem o compromisso do
mandamento do amor e são constituídas de poucos
membros, como células da grande comunidade
A paróquia é concebida como centro de coordenação e
animação de comunidades, grupos e movimentos,
reconhecendo mais a reunião dos fiéis do que o território
56
A RENOVAÇÃO PAROQUIAL NA
AMÉRICA LATINA E CARIBE
Santo Domingo abordou a paróquia como família de Deus e destacou
sua missão
A paróquia, comunidade de comunidades e movimentos, acolhe as
angústias e esperanças dos homens, anima e orienta a comunhão,
participação e missão
Definiu paróquia como a própria Igreja que vive no meio das casas dos
seus filhos e filhas
Denunciou a lentidão na renovação paroquial, especialmente entre seus
agentes e na falta de maior engajamento dos fiéis leigos. Sugeriu a
setorização da paróquia e o protagonismo dos leigos 57
A RENOVAÇÃO PAROQUIAL NA
AMÉRICA LATINA E CARIBE
O grande apelo de Aparecida foi a conversão pastoral. A paróquia
deve ser rede de comunidades de tal modo que seus membros
vivam em comunhão como autênticos discípulos missionários
Elas são células vivas da Igreja e o lugar privilegiado no qual a
maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e a
comunhão eclesial. São casa e escolas de comunhão e devem ser
comunidade de comunidades
Propõe a comunidade como centro da vivência cristã. A paroquia
deve ser um todo orgânico que envolva os diversos aspectos da vida
58
A RENOVAÇÃO PAROQUIAL NO
BRASIL
O Plano de Emergência quis revitalizar as paróquias. Destacou o
tríplice múnus que se expressa na paróquia enquanto comunidade
de fé, culto e caridade
O laicato foi estimulado a trabalhar pelo bem comum
A Igreja começava a traçar uma pastoral de conjunto, e isso
implicava o levantamento da realidade das paróquias
A CF de 1964 teve com o tema: “Igreja em Renovação” e como
lema: “Lembre-se, você também é Igreja”. Em 1965, foi o tema:
“Paróquia em Renovação” e o lema: “Faça da sua paróquia uma
59
comunidade de fé, culto e amor”
A RENOVAÇÃO PAROQUIAL NO
BRASIL
As DGAE afirmam que a paróquia tem um importante papel na
vivência da fé. Para a maioria dos fiéis, é o único espaço de inserção na
Igreja
É urgente que se torne comunidade de comunidades vivas e dinâmicas
de discípulos missionários
Em 2013, a CNBB refletiu sobre a paróquia. O Estudo 104 foi difundido
no Brasil, envolvendo e mobilizando desde as pequenas comunidades
até os regionais da CNBB
Temos também pronunciamentos do Papa por ocasião da JMJ. Não
podemos ficar fechados na paróquia quando tantas pessoas estão 60
esperando o Evangelho
A RENOVAÇÃO PAROQUIAL NO
BRASIL
Papa Francisco: a paróquia é presença eclesial no território,
âmbito para a escuta da Palavra, o crescimento da vida cristã, o
diálogo, o anúncio, a caridade, a adoração e a celebração
A paróquia incentiva e forma os agentes da evangelização
A paróquia é comunidade de comunidades, santuário onde os
sedentos vão beber para continuarem a caminhar, e centro de
constante envio missionário
O apelo à renovação das paróquias ainda não deu suficientemente
fruto
61
BREVE CONCLUSÃO
As paróquias nascem da necessidade de atendimento aos cristãos
O Vaticano II promoveu a eclesiologia de comunhão, a valorização dos
leigos e a abertura da dimensão cultual
Os documentos do CELAM registram a lentidão na renovação
paroquial. Esse atraso deve ser compensado com uma autêntica
conversão pastoral
A Igreja do Brasil desde 1962 reflete sua realidade paroquial e busca a
renovação
O Papa Francisco indica e colabora para que ocorra essa mudança
62
CAPÍTULO 4
63
COMUNIDADE PAROQUIAL
INTRODUÇÃO
A Igreja encontra seu fundamento e origem no Mistério
Trinitário
O Espírito Santo garante que a comunidade não seja uma
realidade sociológica ou psicológica, mas lhe dá o dom da
unidade que permite a comunhão das pessoas com Cristo e entre
si
Essa unidade encontra a sua expressão mais imediata e visível
na Paróquia
Pela paróquia, a Igreja participa do cotidiano das pessoas, das
relações sociais e concretiza a experiência do discipulado
64
missionário
TRINDADE: FONTE E META DA
COMUNIDADE
A dimensão comunitária se inspira na própria Santíssima Trindade
Sem comunidade não há como viver autenticamente a experiência cristã
Na Trindade o amor é distinção das pessoas e unidade do mistério. Na
Igreja, a diversidade de dons e carismas propõe a unidade do povo de
Deus
Como a Trindade, a comunidade vive no amor que une as diferenças
num só coração
A comunhão e a missão trinitária inspiram a missão da comunidade. O
desejo da Trindade é que todos conheçam e participem desse amor
65
DIOCESE E PARÓQUIA
A paróquia não é uma parte ou repartição da Igreja, como a diocese
não é apenas a reunião das paróquias. Uma nova paróquia
estabelece uma nova presença da Igreja
68
COMUNIDADE DE FIÉIS
A paróquia é uma comunidade de fiéis que torna presente a
Igreja num determinado lugar
O que a caracteriza é o fato de agregar seus membros numa
identidade coletiva
Comunidade significa união íntima ou comunhão das pessoas
entre si e delas com Deus Trindade, que se realiza pelo
Batismo e pela Eucaristia
A paróquia, entendida como comunidade, é o local onde se
ouve a convocação feita por Deus, em Cristo, para que todos
69
sejam um e vivam como irmãos
COMUNIDADE DE FIÉIS
Comunidade de fiéis indica a união, a partir da fé, daqueles que
são batizados e estão em plena comunhão com a Igreja
O Vaticano II concebe a paróquia como comunidade de pessoas em
Cristo
O sentido comunitário não inibe a dimensão pessoal, pois a
unidade da comunidade não extingue a pluralidade de pessoas
Os dons e carismas individuais, partilhados, colaboram para o
enriquecimento de toda a comunidade
70
TERRITÓRIO PAROQUIAL
Para o Direito, a paróquia, via de regra, é territorial, mas onde for
conveniente, constituam-se paróquias pessoais
72
COMUNIDADE: CASA DOS CRISTÃOS
Casa da Palavra
Na qual o discípulo escuta, acolhe e pratica a Palavra. A Igreja se
define pelo acolhimento do Verbo de Deus que, encarnando, armou
a sua tenda entre nós
A liturgia é o lugar privilegiado para a Igreja escutar a voz do
Senhor. Ela constitui o âmbito privilegiado onde Deus fala hoje ao
seu povo, que escuta e responde
A comunidade é assim a casa da iniciação à vida cristã
Os Círculos Bíblicos e a prática da Leitura Orante, na perspectiva
da animação bíblica da pastoral, muito podem oferecer para que
esse encontro se realize 73
COMUNIDADE: CASA DOS CRISTÃOS
Casa do pão
A comunidade cristã vive da Eucaristia: A fé da Igreja é
essencialmente fé eucarística e alimenta- se, de modo particular, à
mesa da Eucaristia que é o momento principal da vida comunitária
Ela é o encontro de Deus com a comunidade, da comunidade com
Deus e dos membros da comunidade entre si
Nela, se estabelecem as novas relações que o Evangelho propõe a
partir da filiação divina, e a fraternidade é a expressão da
comunhão com Deus e as pessoas
74
COMUNIDADE: CASA DOS CRISTÃOS
Casa da caridade – ágape
Na Palavra e na Eucaristia, o cristão, vive numa nova dimensão, a
relação com Deus e com o próximo: a dimensão do amor como ágape
A amizade torna-se expressão do ágape, centro da caridade cristã.
Essa amizade se traduz em compaixão pelos que sofrem. Os
membros da comunidade vivem o compromisso social
A vida fraterna não pode limitar-se ao âmbito de uma comunidade, é
preciso que haja uma presença pública da Igreja por meio de
cristãos que explicitem a visão de mundo e concepção de vida de
acordo com o Evangelho
75
COMUNIDADES PARA A MISSÃO
O testemunho da comunidade cristã é missionário quando ela
assume os compromissos que colaboram para garantir a
dignidade do ser humano e a humanização das relações
sociais
O testemunho é anterior ao discurso e às palavras
A missão requer o anúncio explícito da Boa-Nova: anunciar
Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado
Esse anúncio não pode ser pressuposto, nem mesmo entre os
76
membros da própria comunidade
COMUNIDADES PARA A MISSÃO
O querigma é a explicitação do testemunho
Uma fé sem testemunho e querigma ficaria reduzida a
práticas de culto e religiosidade sem propor mudança de vida
A comunidade deve ter consciência que ela é, por sua
natureza, missionária e precisa ser constantemente
missionada
Para ser missionária, a paróquia precisa ir ao encontro das
pessoas
77
BREVE CONCLUSÃO
80
OS BISPOS
Os bispos serão os primeiros a fomentar a conversão pastoral
das paróquias, especialmente na missão com os afastados,
chamados a fazer da Igreja casa e escola de comunhão
O Papa estimula os bispos a serem pastores próximos das
pessoas, cuidando da esperança
Devem ser animadores de uma nova mentalidade e postura
pastoral, animar e ajudar os presbíteros que enfrentam
diariamente os desafios e as dificuldades da pastoral
81
OS PRESBÍTEROS
A maioria dos presbíteros é identificada como padre-pastor. Porém,
há uma sobrecarga de tarefas e isso prejudica o padre
Encontramos padres desencantados, cansados, que precisam de
ajuda
Outra preocupação é a atualização do padre diante das mudanças
que ocorrem na modernidade
A missão do pároco requer uma vivência mais comunitária,
garantindo a continuidade da ação evangelizadora, especialmente
quando o padre é substituído
82
OS PRESBÍTEROS
A conversão da paróquia depende muito do padre. Isso exige uma
profunda consciência de que ele é um dom para a comunidade e
presença visível de Cristo
A paróquia há de fazer a diferença no atendimento, começando pelo
padre e isso exige profunda experiência de Cristo, espírito
missionário, coração paterno, que seja animador da vida espiritual e
evangelizador, capaz de promover a participação
O pároco precisa ser um homem de Deus e fazer uma profunda
experiência de encontro com Cristo que o leva ao encontro dos
afastados.
Ele deve ser servidor do povo 83
OS DIÁCONOS PERMANENTES
Aparecida: os diáconos acompanhem a formação de novas
comunidades eclesiais, especialmente nas fronteiras
geográficas e culturais, aonde não chega a ação
evangelizadora da Igreja
A conversão paroquial supõe a atuação de diáconos,
preferencialmente se estiverem morando em comunidades
urbanas ou rurais
Também a eles pode ser confiada uma comunidade não
territorial. A eles pode ser confiada a administração de uma
paróquia 84
OS CONSAGRADOS
Religiosos, religiosas e membros de Institutos
Seculares são chamados a participar da renovação
paroquial
As religiosas, presentes em muitas paróquias,
poderão contribuir na renovação das paróquias para
que sejam comunidades de comunidades
O seu apostolado implica referência e comunhão com
a diocese e seu plano de pastoral
85
OS LEIGOS
A missão dos leigos deriva do Batismo e da Confirmação
É preciso fomentar sua participação nas comunidades
eclesiais, grupos bíblicos, conselhos pastorais e de
administração paroquial
Isso supõe reconhecer a diversidade de carismas, serviços e
ministérios dos leigos
É urgente desencadear um processo integral de formação do
laicato, que seja programada, sistemática e não meramente
ocasional
86
OS LEIGOS
É preciso vencer o clericalismo em relação à atuação
dos leigos
Diz o Papa: O pároco clericaliza, o leigo lhe pede que
o clericalize, porque é mais cômodo
Leigos e leigas devem crescer na consciência de
vocacionados a “ser Igreja” e precisam dispor de
espaço para atuarem na comunidade participando na
construção da comunidade de comunidades
87
OS LEIGOS
A família
A família encontra-se confrontada com outras formas de convivência.
Precisamos de iniciativas para conscientizar as pessoas sobre a
importância da família
Constatam-se políticas públicas que nem sempre respeitam a família.
O mais importante é ser feliz sem pensar nos demais: amor sem
compromisso.
Temos pessoas unidas sem o vínculo sacramental, ou em segunda
união, as que vivem sozinhas sustentando os filhos. Crianças são
adotadas por pessoas solteiras ou do mesmo sexo, que vivem em união
88
estável
OS LEIGOS
A família
A Igreja, precisa acolher com amor todos os seus filhos. Sem
esquecer todo ensinamento cristão sobre a família, é preciso
usar de misericórdia
Muitos se afastam por se sentirem rejeitados, sem uma
proposta de viver a fé em meio à dificuldade
Acolher, orientar e incluir nas comunidades aqueles que
vivem numa outra configuração familiar são desafios
inadiáveis 89
OS LEIGOS
As mulheres
São muitos os serviços e ministérios que dependem da mulher.
Elas são a maioria nas comunidades
Reconhecer seu valor e sua missão na paróquia é um dever de
todos
Uma Igreja sem mulheres é como o Colégio Apostólico sem
Maria. São o ícone de Maria, aquela que ajuda a crescer
A presença das mulheres deve ser garantida nos diversos
âmbitos onde se tomam as decisões
90
OS LEIGOS
Os jovens
A paróquia precisa ter abertura para os jovens
Os jovens apreciam participar de campanhas de solidariedade,
voluntariado e atividades da comunidade
Têm ousadia para vencer a comodidade e dar testemunho da
vivência cristã
Buscar novos meios de comunicação, especialmente as redes sociais,
é uma tarefa que depende da presença da juventude
O Papa pede que os jovens se rebelem contra a cultura do
provisório 91
OS LEIGOS
Os idosos
Muitos idosos participam da vida paroquial, mas nem sempre eles são
escutados em suas preocupações
A comunidade há de resgatar os valores das pessoas idosas
Frequentar a comunidade paroquial é muito importante para fortalecer
os laços de amizade e suportar as dificuldades e a vida em fraternidade é
uma alternativa à solidão e ao abandono
Para muitos idosos, a comunidade é uma nova família
Toda comunidade deve encontrar espaço de convivência para idosos
92
COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE
As CEBs trazem um novo ardor evangelizador e uma capacidade de
diálogo com o mundo que renovam a Igreja
Em comunhão com seu bispo e com a pastoral diocesana, são sinal de
vitalidade na Igreja Particular
São presença da Igreja junto aos mais simples, na busca de uma
sociedade mais justa e solidária. Elas constituem uma forma privilegiada
de vivência comunitária da fé, inserida no seio da sociedade em
perspectiva profética
Tendo a sua centralidade na Palavra, na Eucaristia e no valor do
pequeno grupo, contribuem com a conversão pastoral da paróquia
93
MOVIMENTOS E ASSOCIAÇÕES DE
FIÉIS
São sinais da Providência para a Igreja. Muitas paróquias contam com
movimentos de leigos na pastoral
subsidiariedade
CONSELHOS, ORGANIZAÇÃO
PAROQUIAL E MANUTENÇÃO
A conversão pastoral supõe considerar a importância dos
processos participativos de todos os membros da comunidade
paroquial
Para essa participação, é preciso estimular o CPP e o
Conselho de Assuntos Econômicos
É necessária a concordância entre os dois Conselhos
É preciso proporcionar formação específica para os membros
do Conselho de Assuntos Econômicos
A administração precisa considerar que ela participa da 115
120
COMUNICAÇÃO NA PASTORAL
O ser humano atual é informado e conectado, acessa dados e
vive entre os espaços virtuais. A ausência da paróquia nesses
meios é inconcebível
A renovação paroquial não pode descuidar da mutação dos
códigos de comunicação existentes com amplo pluralismo social
e cultural
É importante promover uma comunicação mais direta e objetiva
na Igreja. As reuniões de pastoral carecem de uma linguagem
menos prolixa e de uma metodologia mais clara e envolvente
121
COMUNICAÇÃO NA PASTORAL
Devemos considerar a experiência religiosa que se dá pelos meios
midiáticos e virtuais e influenciam pessoas, disseminam
informações e formam opinião sobre temas religiosos
Pessoas idosas utilizam muito da televisão para rezar, acompanhar
as celebrações eucarísticas e se informar sobre temas da fé
O desafio das TVs e sites católicos é desenvolver uma pastoral de
conjunto que respeite a pluralidade, mas garanta a comunhão na
renovação paróquial
122
SAIR EM MISSÃO
Aparecida reconhece que muitos católicos que procuram outras
denominações religiosas buscam verdadeiramente Deus
É urgente ir ao encontro daqueles que se afastaram da comunidade
ou dos que a concebem apenas como uma referência para serviços
religiosos
Ocasiões especiais são a preparação de pais e padrinhos para o
Batismo, Curso de Noivos, Exéquias e a formação de pais de
crianças e jovens da catequese
123
BREVE CONCLUSÃO
espiritualidade
125
BREVE CONCLUSÃO
residências populares
comunicação e relacionamento
128
CONCLUSÃO
Precisamos refletir sobre as seguintes questões:
Quais são os pontos deste texto que provocam a reflexão sobre a
nossa comunidade paroquial?
Que atividades pastorais e estruturas precisam ser revisadas?
Em que aspectos já estamos vivendo a conversão pastoral?
Como a nossa paróquia pode tornar-se comunidade de
comunidades?
O que precisamos assumir para sermos uma paróquia
missionária?
129
CONCLUSÃO
Em sintonia com a Missão Continental, A Igreja no Brasil pode
elaborar um programa para conversão pastoral das paróquias
A Paróquia seja a fonte da aldeia a que todos acorrem na sua sede
para beber da Água Viva
Confiamos à Maria o empenho de todas as paróquias e dioceses do
Brasil para a conversão pastoral
Aquele que renova todas as coisas ilumine e conduza os passos da
renovação
A conversão paroquial exige uma renovação espiritual e pastoral
que se expressa na nova evangelização
130









