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Penha Carpanedo, pddm

DIA DO SENHOR
Rito da celebração
da Palavra
Volume 1
Prefácio
O povo de Deus é reunido, antes de tudo,
pela Palavra do Deus vivo (PO 4).

A Reforma Litúrgica, desejada pelo Concílio Vaticano II,


procurou valorizar ainda mais o anúncio da Palavra de Deus
nas celebrações. Aos fiéis, o Concílio mandou abrir, com lar-
gueza, “os tesouros da Bíblia”, preparando-lhes, com maior
abundância, a mesa da Palavra de Deus, de modo que, dentro
de um período de tempo estabelecido, fossem lidas as partes
mais importantes da Sagrada Escritura (SC 51). Além disso,
dispôs também que fossem promovidas celebrações da Pa-
lavra de Deus nos Domingos e em outros dias de festa, bem
como nas vigílias das festas mais solenes, e em alguns dias
feriais do Advento e da Quaresma (SC 35,4).
Desde então, “os tesouros da Bíblia” têm sido dados aos
fiéis reunidos para celebrar, de maneira organizada, sistemá-
tica e, diria, progressiva. Foram criados, para tal, dois esque-
mas: um para os Domingos e algumas grandes Festas (Lecio-
nário Dominical – Anos A, B e C), e outro para os dias feriais
(Lecionário Semanal). Há, também, os Lecionários para a
celebração dos sacramentos, dos sacramentais, dos santos e
santas, das diversas circunstâncias e dos defuntos.
Colocando-se nesse caminho (re)aberto pelo Concílio, e
procurando responder à necessidade de as comunidades par-
ticiparem da Liturgia de maneira plena, consciente e ativa –
pois a Liturgia “é a primeira e necessária fonte onde os fiéis
hão de beber o espírito genuinamente cristão” (SC 14) –, nos-
sos queridos irmãos Penha Carpanedo e Irineu Guimarães
(in memoriam) prepararam o subsídio Dia do Senhor. Inicial-
mente, ele foi oferecido pela Revista de Liturgia na forma de
encarte. Depois, gradativamente, editado em seis volumes.

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Atualmente, para valorizar o trabalho dedicado à elabo-
ração do Dia do Senhor e destacar, também, a importância
que ele conquistou em muitíssimas das comunidades do nosso
país, aparece uma reedição desse valioso subsídio, desta vez
em dois volumes: Rito da Celebração da Palavra (vol. 1) e
Preparando os Domingos e Festas dos Tempos Litúrgicos
dos anos A, B e C (vol. 2). Esse trabalho é fruto de uma ree-
dição cujo conteúdo passou por ampla revisão e se apresen-
ta reorganizado, mas sem perder aquela linguagem simples,
profunda e, por isso, acessível às Equipes responsáveis pela
pastoral litúrgica em nossas Comunidades, e, particularmen-
te, às pessoas que devem presidir as celebrações da Palavra
nos Domingos e em outros dias festivos.
Desejo que o Dia do Senhor, nessa nova edição, ainda
mais prática, possa ser valioso na preparação e na realização
das celebrações da Palavra, pelas quais Deus, antes de tudo,
reúne o seu Povo.

† Edmar Peron
Bispo de Paranaguá

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Apresentação
As comunidades de nossa Igreja podem contar com este
subsídio gestado ao longo de anos, tão valioso para todas as
pessoas que exercem o ministério litúrgico.
O Dia do Senhor é um manual de preparação da Palavra
de Deus no Dia do Senhor. Dá uma luz sobre o mistério cele-
brado, o contexto das leituras bíblicas, o sentido do Evangelho
e sugestões para homilia.
O Dia do Senhor é, também, um ritual de celebração do-
minical da Palavra. Traz roteiros com ritos significativos para
cada tempo litúrgico. Oferece, inclusive, um rito bem desen-
volvido de ação de graças, formulação para as orações inicial
e final e indicação de cantos apropriados.
É destinado às equipes e visa dar segurança e autonomia
a elas. Não pretende ser uma proposta acabada; é apenas
uma referência. Também não é descartável; serve para todos
os anos.
É um trabalho que tem valores escondidos. Está mar-
cado pela solidariedade com os excluídos, pela comunhão
com as igrejas e religiões e pela esperança de paz e justiça.
Seus textos revelam um Deus próximo de nossa humanida-
de, misericordioso e terno, também santo e soberano. Ajuda,
sem dúvida, a celebrar de forma gratuita e, ao mesmo tempo,
comprometida.

Domingos Ormonde e Maria de Lourdes Zavarez


(da Rede CELEBRA)

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Gratidão a Irineu
Há mais de 15 anos as comunidades do Brasil contam
com o Dia do Senhor: guia para as celebrações das comuni-
dades, o qual representou a primeira versão desta obra e foi
publicado, à época, em seis volumes. Fruto de um trabalho
cuidadoso, a edição contou com a contribuição valiosa e mui-
to especial de Marcelo Resende Guimarães, a quem quere-
mos, aqui, mais que homenagear, agradecer.
Ordenado presbítero na diocese de Santa Cruz do Sul em
1985, Marcelo Guimarães foi monge beneditino desde 2005
do então Mosteiro da Anunciação, em Goiás, assumindo o
nome de Irineu. Escritor, educador pacifista e teólogo, além
de conhecedor das tradições patrísticas, teve, nas celebrações
litúrgicas do mosteiro, a oportunidade de aprofundar, pela ex-
periência e pelo estudo, o sentido espiritual da liturgia, e assim
se tornou uma referência importante para a teologia e para a
pastoral litúrgica da Igreja no Brasil. Permanentemente atuan-
te, Irineu consagrou os últimos anos da sua vida à busca da paz.
Em 2009 transferiu-se para a Abadia Notre Dame de
Tournay, na França, e um ano depois teve confirmado o diag-
nóstico de ELA, enfermidade relacionada à degeneração pro-
gressiva dos neurônios motores. Mas a doença não conseguiu
deter sua atividade intelectual e espiritual. Fruto significativo
da sua militância pacifista foi o último trabalho de sua jorna-
da: Cartas a Irene: meditações de um cristão sobre a paz e
a não violência, livro editado na França, após a sua morte
em 2015.
O Dia do Senhor, após ampla revisão, terá agora novo
formato em dois volumes, mais prático e acessível. Irineu não
alcançou participar desta elaboração, mas o seu espírito está
presente em cada página. A ele devotamos profunda gratidão!

Penha Carpanedo

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A celebração da Palavra
no Dia do Senhor
A Eucaristia é a celebração mais plena e mais apropriada
do Dia do Senhor, mas a escassez de ministros ordenados leva
muitas comunidades a se reunirem no domingo, encontran-
do no tesouro da tradição litúrgica a celebração da Palavra
para alimento da sua fé. A Palavra é celebrada como evento
pascal, “pela ação íntima do Espírito que a torna operante no
coração dos fiéis” (OLM, 9).
A CNBB tem incentivado a prática da celebração do-
minical da Palavra, e os bispos da América Latina e Caribe
reunidos em Aparecida manifestaram todo o seu apreço por
tais celebrações:
Com profundo afeto pastoral, queremos dizer às milha-
res de comunidades com seus milhões de membros, que
não têm oportunidade de participar da Eucaristia domi-
nical, que também elas podem e devem viver “segundo
o domingo” (...) participando da celebração dominical da
Palavra, que faz presente o Mistério Pascal no amor que
congrega (cf. Jo 3,14), na Palavra acolhida (cf. Jo 5,24-25)
e na oração comunitária (cf. MT 18,20) (DA n. 253).

1. Um rito necessário
Não temos um ritual detalhado para a celebração domi-
nical da Palavra, como temos para os sacramentos, para o
Ofício Divino e até para os sacramentais, mas dispomos de
orientações.1 E com base nestas orientações propomos o pre-
sente subsídio, especialmente destinado a quem tem em sua

1
Cf. CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO. Celebrações dominicais
na ausência de presbítero. Documentos Pontifícios 224. Petrópolis: Vozes,
1989. p. 5-25. CNBB, doc. 52. Orientações para a celebração da Palavra
de Deus. São Paulo: Paulinas, 1994.

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comunidade o encargo pastoral de coordenar as celebrações
dominicais junto às equipes que partilham deste ministério.
O Dia do Senhor é reapresentado agora em novo formato,
condensando, em dois, os seis volumes.
Neste primeiro volume são oferecidos os ritos para os
domingos e festas do Tempo Comum, do ciclo do Natal, do
ciclo pascal e para outras festas do Senhor, de Maria e dos
santos e santas, celebradas no domingo. O segundo volume
traz o que é próprio de cada domingo ou festa do ano litúrgi-
co, conforme os anos ABC: orações e comentários bíblicos,
outras sugestões.
Este novo formato ficará mais acessível a quem não dis-
põe do Dia do Senhor em seis volumes e, quem já o dispõe,
se beneficiará adquirindo apenas o primeiro volume.

2. Como celebrar
Seguindo as orientações da CNBB (doc. 52), cada ro-
teiro está organizado em torno de quatro momentos: Ritos
iniciais, Liturgia da Palavra, Ação de graças e Ritos finais. Em
algumas celebrações foi indicada a estrutura do Ofício Divino
das Comunidades.2

a) Ritos iniciais
A sequência é a mesma dos ritos iniciais da missa: canto
de abertura e procissão, sinal da cruz e saudação, breves pa-
lavras sobre o sentido da celebração, ato penitencial (ou rito
da aspersão) e oração.
Antes de qualquer rito, enquanto as pessoas vão chegan-
do, a equipe de celebração procure se acalmar e colocar-se
em oração. Assim poderá ajudar a assembleia a orar em silên-
cio. Neste momento os instrumentos já devem estar afinados,

2
A estrutura do Ofício Divino das Comunidades foi indicada no Roteiro II para
os domingos do tempo comum, p. 22, na vigília de Natal, na celebração da
Quarta-Feira de Cinzas, p. 76, na vigília de Pentecostes, p. 134, e na celebra-
ção dos fiéis falecidos, p. 206.

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o som testado e o ensaio da equipe, resolvido. Pode-se en-
saiar brevemente as partes cantadas pela assembleia e, em
seguida, um refrão meditativo entoado a meia voz, enquanto
a equipe que vai coordenar se dirige discretamente para a
porta da Igreja, permanecendo em silêncio e oração.
Quando os cantores dão início ao canto de abertura,
a equipe entra em procissão, na seguinte ordem: na frente,
os/as acólitos(as) com a cruz acompanhada de velas acesas;
a seguir os demais ministros/as; por fim, um dos leitores
com o livro da Palavra e, depois dele, a pessoa que vai pre-
sidir a celebração.
Terminado o canto, quem preside faz o sinal da cruz, a
saudação e, só então (como o missal romano indica para a
missa], faz uma breve introdução explicitando o sentido da
celebração ou trazendo recordações da vida. Neste caso, su-
prime-se o comentário inicial, bem como a saudação “lou-
vado seja nosso Senhor Jesus Cristo”, em geral feita pelo
comentarista. Onde há o costume de dar boas-vindas aos
visitantes, sugere-se que seja imediatamente depois da sauda-
ção. Mas nada de chamar as pessoas para se apresentarem
na frente e alongar este momento! Simplesmente verificar se
há pessoas novas na comunidade, dar as boas-vindas e pas-
sar de imediato para a introdução. Os aniversariantes podem
ser lembrados com o canto “Parabéns pra você”, depois da
bênção final. Para o canto do Ato penitencial e do Glória,
seguir as versões do hinário da CNBB que estão de acordo
com os textos previstos no missal. A oração inicial, própria
de cada domingo, é feita por quem preside, finalizando com
o “Amém” da assembleia.
É bom não sobrecarregar os ritos iniciais com comentá-
rios e avisos: não é necessário dizer que o canto de entrada é
para receber a equipe, pois a sua finalidade é expressar a fé
de toda a comunidade em oração. Além disso, podemos usar
de liberdade a respeito dos vários elementos que compõem
os ritos iniciais, sem necessariamente ter de reproduzir todos

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os elementos da missa: o Glória é opcional segundo o docu-
mento 52 e já está previsto que seja omitido na Quaresma e
no Advento; o ato penitencial, em cada domingo, pode ser
substituído pelo rito da aspersão da água, que enfatiza o cará-
ter pascal do domingo.

b) Liturgia da Palavra
Embora haja liberdade na escolha dos textos bíblicos (cf.
CNBB, doc. 52, n. 67), as comunidades têm adotado as lei-
turas do lecionário dominical da missa, que distribui os Evan-
gelhos em três anos: A, Mateus; B, Marcos; C, Lucas (João
aparece nos tempos fortes e nas festas). Em cada domingo,
a primeira leitura, em sintonia com o Evangelho, é tirada
do AT (exceto no tempo pascal, em que lemos os Atos dos
Apóstolos); o salmo é resposta orante à Palavra de Deus na
primeira leitura; a segunda leitura é tirada de uma das cartas
do NT. O Evangelho é o ponto alto da liturgia da Palavra,
desenvolvida na homilia, no creio e nas preces.
É decisivo que leitores e salmistas se preparem para o
exercício do seu ministério. Algumas recomendações: procla-
mar com calma e em atitude de reverência; cantar o salmo
responsorial em vez de recitá-lo; fazer um breve silêncio entre
as leituras e entre estas e o salmo; usar o lecionário em vez
de folheto.
Terminada a primeira leitura, o(a) salmista se dirige à
estante, canta o refrão, aguarda em silêncio a repetição da
assembleia e canta as estrofes do salmo intercalando com a
assembleia. Quem salmodia, deverá integrar a procissão de
entrada por se tratar de um ministério como os demais. Na
prática, muitas vezes, a mesma pessoa que canta o salmo faz
parte do grupo de canto. Neste caso, garantir que ao menos
se dirija à estante da Palavra para cantar o salmo.
A CNBB propõe omitir o comentário antes de cada lei-
tura, sugerindo que se possa fazer uma brevíssima introdu-
ção antes das leituras. Porém, a prática tem mostrado que

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também esta pode ser dispensada (ou simplesmente substituí-
da por um refrão cantado).
Para a aclamação, canta-se o “Aleluia” seguido de uma
frase do Evangelho. Quem vai proclamar o Evangelho, diri-
ge-se à estante da Palavra enquanto este é aclamado. Ter-
minada a aclamação, saúda a assembleia: “O Senhor esteja
com vocês”. A assembleia responde: “Ele está no meio de
nós”. Fazendo o sinal da cruz na fronte, na boca e no pei-
to, anuncia o que vai ler: “Proclamação do Evangelho de
Jesus Cristo segundo...”. A assembleia responde: “Glória
a vós, Senhor”. Proclama o Evangelho e no final conclui:
“Palavra da Salvação”. A assembleia responde: “Glória a
vós, Senhor”. [Quem fez a proclamação, beija o livro e o
mostra para a assembleia, que se inclina, em atitude de
adesão à Palavra].
Fazer a homilia não é tarefa fácil. Só a prática regular da
leitura orante pode indicar o caminho. Não basta ler comen-
tários que outros fizeram, é necessário ir aos textos bíblicos e
beber da fonte. Do contrário corre-se o risco de falar coisas
que nunca sentiu ou viveu. A homilia é parte integrante de
toda celebração, por isso não faz sentido começar e terminar
com o sinal da cruz ou a saudação “louvado seja nosso Se-
nhor Jesus Cristo”... Pode sim guardar um breve silêncio ao
terminar, antes de passar adiante.
A respeito das preces, há uma proposta em cada roteiro,
mas é importante acrescentar outras mais voltadas para a
realidade da comunidade. Quem preside faz o convite, dei-
xando que os cantores cantem a resposta que a assembleia
repetirá uma vez depois de cada prece. Se a resposta for
recitada, quem preside, ao convidar, indica a resposta a ser
repetida pela assembleia.

c) Rito de ação de graças


O diretório da Santa Sé e os documentos da CNBB en-
fatizam a importância do louvor ou da ação de graças na

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celebração dominical da Palavra e lembram que nunca devem
ser omitidos.
Terminada a coleta fraterna, quem preside se levanta (e
também toda a assembleia), aproxima-se do altar e dá início à
oração de ação de graças. Havendo comunhão, o documento
52 da CNBB recomenda não substituir o louvor ou a ação de
graças pela adoração ao Santíssimo e por cantos devocionais
de adoração. O pão consagrado é trazido para o altar antes
da ação de graças, todos fazem uma inclinação e, quem pre-
side, dá início à ação de graças.
Temos em nosso subsídio boas alternativas de textos re-
citados ou cantados, relacionados com o sentido do domingo,
ou da festa, ou do tempo litúrgico, inspirados nos próprios
prefácios da oração eucarística da missa. Se quem preside
não puder cantar, use a forma recitada, mas nunca delegue ao
grupo de canto cantar a ação de graças.3
Onde houver comunhão, depois do abraço da paz,
quem preside convida à comunhão. A equipe de canto pode
comungar por último para não retardar o início do canto.
Terminada a distribuição da comunhão, a âmbula retorna dis-
cretamente para o sacrário, enquanto toda a assembleia per-
manece sentada, em oração silenciosa, sem canto nem fundo
musical. Também os músicos e a equipe de celebração devem
permanecer em silêncio. Só então todos se levantam e quem
preside faz a oração que a assembleia escuta atentamente e
responde “Amém”.

d) Ritos finais
Depois da oração, seguem os avisos (breves) que dizem
respeito a toda a comunidade e apontam para a sua vida e
missão. Em seguida quem preside invoca a bênção de Deus.


3
A ação de graças é função de quem preside. Na impossibilidade de cantar, pode
eventualmente convidar uma pessoa que saiba cantar para compor a presidên-
cia do começo ao fim da celebração, mas nunca delegar ao grupo de canto.

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O canto final é opcional, mas, quando se canta, o lugar dele
é depois da bênção e da despedida.
É importante começar e terminar a celebração no horá-
rio previsto, sem alongá-la desnecessariamente.

3. Alguns cuidados
a) O espaço
Antes de mais nada é importante cuidar do espaço: lim-
par, tirar coisas que estão fora de lugar, colocar uma toalha
limpa no altar e nada mais, a não ser a vela (se não tiver
pedestal próprio) e o livrinho necessário para quem preside.
Preparar as cadeiras para quem vai exercer os ministérios:
presidente, leitores, salmista, ministras da comunhão. Se hou-
ver coroinha, pode ficar ao lado, para facilitar o movimento.
Na ornamentação, evitar o excesso de folhagens: mais ade-
quado é um arranjo simples, na estante da Palavra ou em um
dos lados do altar, nunca na frente, para não atrapalhar no
momento da comunhão.

b) Os ministérios
Os ministérios são indispensáveis para garantir que toda
a assembleia participe, ativa e conscientemente, do mistério
celebrado. O mais exigente é o da presidência, que compete
em primeiro lugar aos diáconos, mas que pode ser exercido
por “todo cristão leigo, homem e mulher, que por força do
seu Batismo e Confirmação assume legitimamente este ser-
viço” (CNBB, doc. 43, n. 100). A quem preside compete
fazer o sinal da cruz, a saudação e a oração inicial; a homilia,
o convite e a conclusão das preces; a ação de graças, o rito
da comunhão (com a ajuda dos ministros da comunhão); a
oração e a bênção final. Espera-se de quem preside que pre-
pare a celebração junto com a equipe de liturgia e se apronte
para exercer bem o seu ministério. Recomenda-se a todos os
demais servidores que desempenhem as suas funções com

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a dignidade e a sobriedade que o povo de Deus deles exige,
com todo direito (cf. SC 29). Não há lugar para personalismos
nem para excesso de ministros (coroinhas) sem necessidade.
Evite-se toda movimentação desnecessária, para não desviar
a atenção da assembleia.

Como usar este subsídio


O presente subsídio é destinado a quem preside a
celebração.
Tomando como base o rito do domingo ou festa corres-
pondente, localize no lecionário dominical ou na Bíblia
as respectivas leituras. No Dia do Senhor, volume 2, en-
contram-se comentários próprios de cada domingo ou
festa, de acordo com o tempo litúrgico nos anos ABC.
Escolhem-se os cantos adequados. A assembleia deve
ter em mãos uma folha ou livro de canto.
Importante: distribuir com antecedência os diversos
serviços e prever momentos de ensaio e vivência dos
ministérios.

Cores litúrgicas: verde no Tempo Comum; branco no Natal,


na Páscoa e em outras festas do Senhor, de Maria e dos san-
tos e santas; vermelho na paixão do Senhor, no domingo de
Ramos e de Pentecostes e na memória dos mártires.

ODC: Ofício Divino das Comunidades.

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TEMPO COMUM
No Tempo Comum não celebramos um acontecimen-
to especial, mas todo o mistério de Cristo. Neste tempo,
ganha força própria o domingo, “núcleo e fundamento”
do ano litúrgico, Páscoa semanal dos cristãos. À luz da
morte/ressurreição de Jesus, proclamamos e escutamos
como eventos pascais os fatos cotidianos da sua vida e da
sua missão.

DOMINGOS DO TEMPO COMUM


ROTEIRO I
1. Chegada
Cantos de Taizé:

Louvarei a Deus, seu nome bendizendo.


Louvarei a Deus, a vida nos conduz.
2. Canto de abertura
Procissão com a cruz e o livro da Palavra.
Sugestões de canto – CD Cantos de abertura e comunhão (Paulus): “De todos
os cantos viemos”, faixa 2; “Vós sois o caminho”, faixa 10; “Canta, meu
povo”, faixa 11; “Entoai ao Senhor novo canto”, faixa 13; “Nós somos o
povo de Deus”, faixa 6. CD Liturgia VI (Paulus): “Toda a terra te adore”,
faixa 1.

3. Sinal da cruz e saudação


Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
A graça e a paz do Senhor Jesus estejam com vocês.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
4. Sentido da celebração
O(a) animador(a), ou quem preside, com breves palavras introduz o sentido do
domingo:

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É bom estarmos aqui, neste dia de domingo, para reavivar
nossa fé e nossa esperança na comunhão com o Ressuscita-
do, escutando e acolhendo a sua Palavra.
Se for o caso, alguém da equipe ou a própria assembleia pode trazer lembran-
ças de fatos marcantes da semana, como sinais da Páscoa do Cristo acontecen-
do na história.

5. Ato penitencial
De coração contrito e humilde, invoquemos a compaixão do
Cristo e imploremos sobre nós o seu perdão.
Breve silêncio.
Senhor, que vieste para salvar, não para condenar, tem pie-
dade de nós.
Senhor, tem piedade de nós.
Cristo, que acolhes quem confia em tua misericórdia, tem pie-
dade de nós.
Cristo, tem piedade de nós.
Senhor, que muito perdoas a quem muito ama, tem piedade
de nós.
Senhor, tem piedade de nós.
Deus todo-amoroso, tenha compaixão de nós, perdoe os nos-
sos pecados e nos conduza à vida eterna.
Amém.
No lugar do ato penitencial, pode-se fazer o rito da aspersão, p. 24.

6. Glória
7. Oração
Quem preside faz a oração que segue ou a do respectivo domingo, p. 25 a 32.
Oremos ao Senhor... (breve silêncio)
Ó Deus, bendito sejas por este dia de domingo,
em que recordamos a ressurreição de Jesus.
Escuta as preces desta comunidade reunida em seu nome
e derrama sobre nós o teu Espírito;
muda em alegria os gritos de dor que ecoam por toda a terra
e dá ao nosso mundo a tua paz.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

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Para a Liturgia da Palavra, seguir as leituras dos respectivos domingos no lecio-
nário dominical.

8. Primeira leitura
9. Salmo responsorial
10. Segunda leitura
11. Aclamação
12. Evangelho
13. Homilia
14. Creio
15. Preces
Irmãos e irmãs, Jesus intercede agora por todo o seu povo
junto do Pai. Vamos nos unir à sua prece, dizendo:
Escuta-nos, Senhor!
– Ó Cristo, renova as comunidades cristãs na força do teu
Espírito, para que testemunhem no mundo a paz e a unidade.
– Ó Cristo, amigo dos pobres, reúne os que estão dispersos
e sem orientação, sustenta os abandonados, nós te pedimos.
– Liberta, Senhor, os prisioneiros, acolhe os órfãos e as viú-
vas, ouve o clamor de todos os que sofrem.
Preces espontâneas... Quem preside, conclui:

Atende as nossas preces e guia-nos em teus caminhos, tu que


és nosso irmão e nosso Salvador. Amém.
16. Coleta fraterna
É o momento de trazer donativos ou o dízimo para as necessidades da comunidade.
Canto: “Os cristãos tinham tudo em comum”, ou “Onde reina o amor”.

17. Ação de graças


Terminada a coleta, todos/as se levantam e quem preside se aproxima do altar
e dá início à ação de graças.
Se houver comunhão eucarística, os/as ministros/as trazem o pão consagrado
para o altar antes da ação de graças.

19
Escolhe-se uma das orações de ação de graças nas p. 32 a 40, ou a que segue
(recitada). Quem preside faz o convite e depois diz a oração, intercalando-a com
o canto da assembleia:
O Senhor esteja com vocês.
Ele está no meio de nós!
Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
É nosso dever e nossa salvação!
Nós te damos graças, ó Deus da vida,
porque neste dia santo de domingo
nos acolhes na comunhão do teu amor
e renovas nossos corações
com a alegria da ressurreição de Jesus.
Compadecendo-se da fraqueza humana,
ele nos libertou da morte e deu-nos a vida.
Nós te damos muitas graças,
te louvamos, ó Senhor.
Esta comunidade aqui reunida
recorda a vitória de Jesus sobre a morte,
escutando a sua Palavra e dando graças,
na esperança de ver o novo céu e a nova terra,
onde não haverá mais fome, nem morte, nem dor,
e onde viveremos na plena comunhão do teu amor.
Nós te damos muitas graças,
te louvamos, ó Senhor.
Envia sobre nós o teu Espírito,
apressa o tempo da vinda do teu reino
e recebe o louvor de todo o universo
e de todas as pessoas que te buscam.
Nós te damos muitas graças,
te louvamos, ó Senhor.
Toda a nossa louvação chegue a ti em nome de Jesus, por
quem oramos com as palavras que ele nos ensinou:
Pai nosso...

20
18. Abraço da paz
Saudemo-nos uns aos outros com o sinal da reconciliação e
da paz.
Não havendo comunhão, passa-se daqui para a oração [n. 20].

19. Comunhão
Se houver comunhão, quem preside diz:

Relembrando Jesus que, muitas vezes, se reuniu com os seus


para comer e beber, revelando que o teu reino havia chegado,
nós também nos alegramos com ele em nossa mesa.
E tomando nas mãos o pão consagrado, acrescenta:

Quem vem a mim nunca mais terá fome e o que crê em mim
nunca mais terá sede.
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!
Senhor, eu não sou digno(a)...
Canto de comunhão – CD Cantos de abertura e comunhão (Paulus): “Nós so-
mos muitos”, faixa 14; “O pão de Deus”, faixa 15; “Um cálice”, faixa 19;
“Quem nos separará”, faixa 21; “Eu sou o pão”, faixa 22.
Silêncio.

20. Oração
Ó Deus de ternura, tu nos confirmaste em teu amor
e renovaste em nós o desejo de seguir Jesus.
Acompanha-nos ao longo desta semana.
Orienta o nosso olhar para os sinais da tua presença
nas pessoas e nos acontecimentos de cada dia.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Comunicações e avisos.

21. Bênção
O Senhor nos seja favorável, dirija para nós o seu rosto e nos
dê a paz. Amém.
Abençoe-nos Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
A alegria do Senhor seja a nossa força. Vamos em paz e o
Senhor nos acompanhe. Graças a Deus.

21
DOMINGOS DO TEMPO COMUM
ROTEIRO II
O roteiro que segue reproduz a estrutura do Ofício Di-
vino das Comunidades (ODC). Para o povo, indicar hinos e
salmos no livro de canto da comunidade ou no próprio ODC,
se tiver disponível para todos. Sugere-se o uso deste roteiro
sobretudo quando não houver comunhão.

1. Chegada
Cantos de Taizé:
Confiemo-nos ao Senhor, ele é justo e tão bondoso,
confiemo-nos ao Senhor, aleluia!
2. Abertura
Quem preside canta e o povo repete, fazendo o sinal da cruz no 1o verso:
– Venham, um canto novo, ao Senhor cantar, (bis)
Seu nome, ó terra inteira, venham celebrar! (bis)
– Venham, adoremos, Cristo ressurgiu, (bis)
a criação inteira o Senhor remiu! (bis)
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito, (bis)
glória à Trindade santa, glória ao Deus bendito! (bis)
– Aleluia irmãs, aleluia irmãos. (bis)
Povo de sacerdotes a Deus louvação. (bis)
3. Recordação da vida
Quem preside, com breves palavras, introduz o sentido do domingo:
Bendito seja este dia de domingo e bendito o mistério que ele nos
recorda. Que a memória da vitória da vida sobre a morte anime
nossos corações no caminho da solidariedade e da comunhão.
A assembleia pode ser convidada a recordar fatos que são sinais da Páscoa de
Cristo na vida do povo.

4. Hino
“Vós sois o caminho”, ODC, p. 265; “Onipotente”, ODC p. 266; “Eu creio
num mundo novo”, ODC, p. 268; “Nós te damos muitas graças”, ODC, p. 269.

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5. Salmo
Salmos 118(117); 112(111); 114(113A); 136(135); 146(145); 150.

6. Oração
Quem preside faz a oração que segue ou a do respectivo domingo, p. 25 a 32.

Oremos ao Senhor... (breve silêncio)


Ó Deus, bendito sejas por este dia de domingo,
em que recordamos a ressurreição de Jesus.
Escuta as preces desta comunidade
e derrama sobre nós o teu Espírito;
muda em alegria os gritos de dor
que ecoam por toda a terra
e dá ao nosso mundo a tua paz.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
7. Leituras Bíblicas
Seguir as leituras do respectivo domingo no lecionário dominical.

8. Homilia
9. Cântico evangélico
Cântico de Zacarias (manhã), ODC, p. 233; Cântico de Maria (tarde), ODC, p. 236.

10. Preces
Neste domingo, recordando a criação do mundo e a nossa
ressurreição em Cristo, invoquemos o Senhor, dizendo:
Caminha conosco, Senhor!
– Firma em teu amor as nossas comunidades, para que sejam
perseverantes na fé e no testemunho.
– Olha com misericórdia nossas famílias e amigos e todas as
pessoas que sofrem.
– Reúne na unidade todas as comunidades cristãs, que sejam
testemunhas da unidade e da paz.
Preces espontâneas...
Escuta, ó Pai, a oração que elevamos a ti, com a oração que
o Cristo nos ensinou:

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Pai nosso..., pois vosso é o Reino, o poder e a glória para
sempre.
11. Oração
Bendito sejas, ó nosso Deus,
porque tu renovas a nossa esperança
e nos dás sempre de novo
a energia amorosa da tua graça.
Conduze nossos passos ao longo desta semana
e confirma a obra de nossas mãos.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Comunicações e avisos.

12. Bênção
O Senhor nos seja favorável, dirija para nós o seu rosto e nos
dê a paz. Amém.
Abençoe-nos Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
A alegria do Senhor seja a nossa força. Vamos em paz e o
Senhor nos acompanhe. Graças a Deus.

ANEXOS
Para os domingos do Tempo Comum
RITO DA ASPERSÃO
Junto à pia batismal, de pé, a pessoa que preside convida a comunidade:

Irmãos e irmãs bendigamos ao Deus da vida por esta água e


peçamos que ele renove em nossa vida a graça do santo Ba-
tismo, para permanecermos fiéis ao Espírito que recebemos.
Todos rezam em silêncio. Quem preside faz a oração:

Deus de bondade e compaixão,


tu nos deste a irmã água, fonte da vida,
e quiseste que, por ela,

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recebêssemos o Batismo que nos consagra a ti.
Nós te bendizemos pela água benfazeja!
Renova, no mais profundo de nós,
a fonte viva da tua graça,
para que, livres de todos os males,
possamos caminhar sempre em teus caminhos
e viver na alegria do Evangelho.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Aspersão dos fiéis enquanto se canta:

Lavados na fonte viva,


do lado aberto de Cristo,
transpomos, vitoriosos,
as portas do paraíso! (bis)
Aleluia, aleluia! Aleluia, aleluia!
Ao terminar a aspersão, quem preside, conclui:

Que Deus, em sua misericórdia, nos liberte de todo o pecado,


e nos conceda vida eterna. Amém.

ORAÇÃO DO DIA

2o domingo:
Ó Deus, criador do céu e da terra,
por meio de Jesus Cristo, o teu enviado,
recrias o mundo e reconduzes a história.
Escuta com bondade as preces do teu povo
e dá-nos a tua paz.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
3o domingo:
Ó Deus, rico em misericórdia,
dirige a nossa vida segundo o teu amor,
para que possamos, em nome do teu Filho,

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frutificar em boas obras a serviço da vida.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
4o domingo:
Ó Deus de ternura e misericórdia,
faze brotar em nós o desejo de comunhão contigo
e com todos os seres do universo
e ajuda-nos a ser solidários com os que sofrem.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
5o domingo:
Ó Deus, força de vida, cuida desta tua família
e guarda-nos sob a tua proteção.
Dá-nos a graça de confiar sempre no teu incansável amor.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
6o domingo:
Ó Deus das promessas,
que firmaste aliança com os justos e os pobres,
dá-nos tua graça para vivermos de tal modo
que sejamos sempre habitados por teu Espírito.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
7o domingo:
Ó Deus, de ternura e compaixão,
dá-nos a graça de sempre conhecer
o que é agradável aos teus olhos
e realizar a tua vontade em nossas vidas.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
8o domingo:
Senhor do mundo e da história,
concede a paz a todos os povos
e, a todas as comunidades cristãs,
dá a graça de viver a alegria do Evangelho.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

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9o domingo:
Ó Deus, o teu amor por nós nunca falha.
Olha o teu povo aqui reunido
e afasta de nós tudo o que nos oprime e humilha.
Ajuda-nos a experimentar o teu amor por nós,
em comunhão com Jesus, teu Filho,
na unidade do Espírito Santo. Amém.
10o domingo:
Ó Deus, fonte de todo o bem,
dá-nos cultivar sentimentos de compaixão
para andarmos sempre em teus caminhos.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
11o domingo:
Ó Deus, força que move e orienta nossas vidas,
multiplica o pouco que somos
segundo a medida do teu amor.
Como nada podemos em nossa fraqueza,
dá-nos o socorro da tua graça,
para que possamos caminhar com alegria em teus caminhos.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
12o domingo:
Ó Deus, fonte de paz, tu nos conduzes em teus caminhos!
Dá aos que chamaste para a intimidade da tua aliança
a graça de sempre venerar o teu santo nome.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
13o domingo:
Ó Deus, amigo da vida, tu nos fizeste filhos e filhas da luz.
Afasta de nós toda escuridão, para que brilhe
em nossas vidas a luz da tua verdade.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

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14o domingo:
Ó Deus, pelo mistério da páscoa do teu Filho,
destruíste a morte e fizeste uma nova criação.
Dá a nós, teus filhos e filhas,
a alegria de sermos tuas testemunhas
no serviço do teu reino.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
15o domingo:
Ó Deus, consolação dos que choram,
tu nos iluminas e nos conduzes em teus caminhos!
Dá a todos os cristãos e cristãs
a graça da fidelidade ao Evangelho
e a coragem de romper com tudo que lhe é contrário.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
16o domingo:
Ó Deus, pastor do teu povo e fonte da vida,
sê generoso com teus filhos e filhas!
Enche-nos da tua ternura para que,
repletos de fé, esperança e amor,
guardemos fielmente os teus mandamentos.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
17o domingo:
Ó Deus, nossa força e nossa esperança,
tu santificas as nossas vidas com a ternura do Espírito.
Derrama sobre nós a tua misericórdia para que,
guiados e conduzidos por ti, pratiquemos a justiça
e testemunhemos firmemente o teu reino.
Por Cristo nosso Senhor. Amém.
18o domingo:
Ó Deus da vida, mostra-nos o teu benquerer
e dirige o povo que te reconhece como criador e guia.
Manifesta a tua misericórdia sobre toda a criação
e ajuda-nos a preservar a terra para que

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todos os seres criados tenham vida em abundância.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
19o domingo:
Deus de terna compaixão,
que nos dás a alegria de te chamarmos de Pai,
ajuda-nos a viver como teus filhos e filhas,
partilhando entre nós tudo o que nos deste
e esperando até o fim em tuas promessas.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
20o domingo:
Ó Deus das promessas, Deus da nossa alegria.
Acende em nossos corações a chama do teu amor
para que te amemos com todas as nossas forças
e tenhamos a ti como centro de nossas vidas.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
21o domingo:
Ó Deus, tu unes o teu povo num só desejo.
Dá-nos a graça de cumprir teus mandamentos
e esperar em tuas promessas, para que,
na instabilidade deste mundo fixemos o coração
onde se encontra a verdadeira alegria
que Jesus Cristo, teu filho, veio nos trazer.
Por ele, nós te pedimos, na unidade do Espírito Santo.
Amém.
22o domingo:
Deus do universo, fonte de todo o bem,
derrama o teu amor em nossos corações.
Firma-nos na comunhão contigo,
para alimentar em nós o que é bom
e guardar com solicitude o que nos deste.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

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23o domingo:
Ó Deus, em Cristo nos chamaste à verdadeira liberdade
e nos deste o teu Santo Espírito.
Faze que todos os que professam a fé em ti
sejam livres de todas as amarras
e permaneçam firmes no Evangelho.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
24o domingo:
Ó Deus, criador de todas as coisas,
volta para nós o teu olhar.
Faze-nos sentir profundamente em nossas vidas
a força da tua misericórdia, para que possamos
ter no coração os sentimentos de Cristo
e nos dedicar, com todas as forças,
à missão que nos confiaste.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
25o domingo:
Ó Deus, luz que não se apaga,
tu nos entregaste o mandamento
de te amar e amar o nosso próximo.
Dá-nos a graça de cumpri-los com alegria
e viver em plenitude o teu amor.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
26o domingo:
Ó Deus, manifestas o teu poder,
não pela força, mas com a grandeza do teu amor,
derrama sobre nós os dons da tua graça,
para que os nossos corações se encham
da verdadeira alegria que vem do teu Espírito.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

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