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Exercícios Terapêuticos: Cinesioterapia e Flexibilidade

O documento aborda a importância dos exercícios terapêuticos, ou cinesioterapia, para tratar e prevenir comprometimentos físicos, melhorar a função física e otimizar a saúde geral. Discute técnicas de alongamento e fortalecimento, suas indicações e contraindicações, além de detalhar a avaliação e aplicação de técnicas para promover a amplitude de movimento. Também menciona a massagem e relaxamento como métodos complementares para alívio da tensão muscular e melhoria da circulação.

Enviado por

Daniel Dahdah
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Exercícios Terapêuticos: Cinesioterapia e Flexibilidade

O documento aborda a importância dos exercícios terapêuticos, ou cinesioterapia, para tratar e prevenir comprometimentos físicos, melhorar a função física e otimizar a saúde geral. Discute técnicas de alongamento e fortalecimento, suas indicações e contraindicações, além de detalhar a avaliação e aplicação de técnicas para promover a amplitude de movimento. Também menciona a massagem e relaxamento como métodos complementares para alívio da tensão muscular e melhoria da circulação.

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Estudo do Movimento Humano e Terapia Ocupacional

Unidade IV – Exercícios Terapêuticos

Exercícios Terapêuticos

Prof. Ms. Daniel Ferreira Dahdah


Exercício Terapêutico
Exercício terapêutico (ou cinesioterapia) é o
treinamento planejado e sistemático de
movimentos corporais, posturas ou atividades
físicas com vistas a proporcionar ao paciente
meios de:
oTratar ou prevenir comprometimentos físicos.
oMelhorar, restaurar ou potencializar a função
física.
oPrevenir ou reduzir fatores de risco ligados à
saúde.
oOtimizar o estado de saúde geral, seu preparo
físico ou sensação de bem-estar.
Exercício Terapêutico
A cinesioterapia é o tratamento das doenças
articulares pelos meio de atividades físicas passivas
e ativas, visando a recuperação das articulações e
grupos musculares atingidos pela doença;

As orientações dos tipos de exercícios e


intensidades dos mesmos devem ser assistidas e
orientadas, adequando os programa de exercícios
as necessidades de cada pessoa, em que o esforço a
ser imposto aos músculos e às articulações deve ser
previamente determinado de acordo com a
tolerância da pessoa e as condições do membro ou
da região afetada.
Alongamento e Fortalecimento
O conjunto de exercícios que visa à avaliação ou
normalização da ADM é uma técnica básica usada
para o exame do movimento e para iniciá-lo em um
programa de intervenção.

O movimento necessário para realizar atividades


funcionais pode ser entendido, em sua forma mais
simples, como a ação das forças musculares ou
externas que move os ossos em diferentes padrões
ou amplitudes de movimento.
Alongamento
Alongamento são exercícios voltados para o aumento
da flexibilidade muscular, que promovem o
estiramento das fibras musculares, fazendo com que
elas aumentem o seu comprimento.

Conjunto de técnicas utilizadas para manter ou para


aumentar a amplitude de movimentos.
Alongamento
O principal efeito dos alongamentos é o aumento da
flexibilidade, que é a maior amplitude de movimento
possível de uma determinada articulação.
O aumento do alongamento de determinada
articulação resulta em aumento do grau de
flexibilidade.
Quanto mais alongado um músculo, maior será a
movimentação da articulação comandada por aquele
músculo e, portanto, maior sua flexibilidade.
Flexibilidade
Capacidades que as articulações têm de
aumentar sua ADM dentro dos limites
morfológicos, sem o risco de provocar lesão.
Extensibilidade x Elasticidade
Capacidade do músculo alongar-se além do
comprimento de repouso.

Capacidade da fibra muscular retornar ao seu


comprimento de repouso depois que a força de
alongamento do músculo é movida.
Alongamento Passivo
É feito com ajuda de forças externas (aparelhos,
pessoas).

Aumenta a amplitude de movimento lentamente


até a moderada tensão do músculo.
Alongamento Ativo
Alongamento voluntário dos músculos
Encurtamento Muscular
Resultado de imobilização prolongada,
mobilidade restrita, doenças de tecido
conectivo ou neuromusculares, processos
patológicos devido a traumas, deformidades
ósseas congênitas e adquiridas.
Utilização do Alongamento
Contraturas:
A contratura muscular ocorre quando o músculo
contrai-se de maneira incorreta e não volta ao
seu estado normal de relaxamento.
Encurtamento de estruturas contráteis e não
contráteis.
Utilização do Alongamento
Retração:

É o encurtamento do tecido muscular,


restringindo a mobilidade e
flexibilidade normais desse músculo.
Utilização do Alongamento

Adesões ou Aderências:

Diminuição da mobilidade devido ao


desarranjo das fibras de colágeno.
Indicações do alongamento
Contraturas, adesões, formação de
tecido cicatricial.

Limitações que podem levar a


deformidade estruturais.

Músculos retraídos devem ser


alongados antes que os músculos fracos
sejam fortalecidos.
Contra Indicações do alongamento
Fratura recente.

Processo inflamatório ou infeccioso


agudo.

Calor, rubor e edema.

Quando as contraturas estiverem


promovendo a manutenção da
estabilidade articular ou as habilidades
Fortalecimento
É uma forma de exercício resistido, que
visa o aumento e a melhora dos músculos
esqueléticos utilizando variação de carga,
amplitude de movimento, tempo de
contração e velocidade.
Ele utiliza uma
sobrecarga para opor
a força gerada pelo
músculo por meio de
contrações.
Fortalecimento
Maior facilidade para realizar as atividades da vida
diária, como carregar sacolas, levantar da cama,
etc;
Maior independência funcional;
Participação em atividades de lazer sem fadiga ou
estresse excessivos;
Melhora da postura, aliviando dores nas costas;
Protege as articulações, diminuído o risco de lesões;
Diminui o percentual de gordura corporal e
aumenta a massa magra, fazendo com que você
queime mais calorias mesmo em repouso;
Aumenta a força e a resistência dos ossos,
reduzindo o risco de osteoporose.
Amplitude de Movimento
O movimento completo é chamado de
amplitude de movimento (ADM).

Quando um segmento se movimento ao longo


de sua ADM, todas as estruturas na região são
afetadas: músculos, superfícies articulares,
cápsulas, ligamentos, fáscias, vasos e nervos.
Amplitude de Movimento
A ADM de movimento articular possível é em
geral medida com um goniômetro e registrada
em graus.

Já a amplitude muscular relaciona-se à


excursão funcional dos músculos: distância
que um músculo é capaz de se encurtar após
ter sido alongado até seu comprimento
máximo.
Tipos de Exercícios de ADM
ADM Passiva:

A ADM passiva é o movimento de um segmento


dentro da ADM livre, sendo produzida inteiramente
por uma força externa; ocorre pouca ou nenhuma
contração muscular voluntário.

Essa força externa pode ser a gravidade, um


aparelho, outra pessoa ou outra parte do corpo da
própria pessoa.
Aplicação da ADM Passiva
Durante a ADM passiva, a força para o
movimento é externa, sendo fornecida pelo
terapeuta ou um dispositivo mecânico.

Quando apropriado, o paciente pode fornecer


a força e ser ensinado a mover a parte usando
o membro normal.
Aplicação da ADM Passiva
Nenhuma resistência ou assistência ativa é
dada pelos músculos do paciente que cruzam
aquela articulação. Caso os músculos se
contraiam, este se tornará um exercício ativo.

O movimento é realizado dentro da ADM livre,


ou seja, a amplitude possível sem forçar o
movimento e sem causar dor.
Aplicação da ADM Passiva
Demonstrar o movimento desejado usando
ADM passiva; então, pedir ao paciente para
realizar o movimento.

Manter suas mãos posicionadas para auxiliar


ou guiar o paciente caso seja necessário.
Tipos de Exercícios de ADM
ADM Ativa:

É o movimento de um segmento dentro da


ADM livre produzido pela contração ativa do
músculo que cruzam aquela articulação.
Aplicação da ADM Ativa
Dar assistência somente na medida
necessária para conseguir um movimento
suave.
Quando houver fraqueza, poderá ser
necessário usar assistência apenas no
início ou no final da ADM, ou quando o
efeito da gravidade tiver o maior braço de
torque.
O movimento é realizado dentro da ADM
Tipos de Exercícios de ADM
ADM Ativo-Assistido:

É um tipo de ADM ativo no qual uma força


externa manual ou mecânica oferece
assistência quando músculos mobilizadores
primários precisam de ajuda para completar o
movimento.
Avaliação
Examinar e avaliar os comprometimentos e os
graus de função do paciente, determinar as
precauções e o prognóstico e planejar a
intervenção.

Determinar a habilidade do paciente para


participar da atividade de ADM e se a ADM passiva,
ativo-assistida ou ativa pode suprir as metas
imediatas.
Avaliação
Determinar a quantidade de movimento que
pode ser aplicada com segurança para
condição dos tecidos e saúde da pessoa.

Decidir quais padrões podem alcançar as


metas de forma mais adequada.
Avaliação
Monitorar a condição geral do paciente e suas
respostas durante e após o exame e a intervenção;
observar qualquer mudança nos sinais vitais, no
calor e na cor do segmento e qualquer alteração
na ADM, dor ou qualidade do movimento.

Documentar e comunicar os achados e as


intervenções.

Reavaliar e modicar a intervenção se necessário.


Preparo do Paciente
Comunicar-se com o paciente.

Descrever o plano e o método de intervenção


para alcançar as metas.

Deixar a região livre de roupas apertadas,


lençóis, talas e curativos.

Cobrir o paciente com um pano se necessário.


Preparo do Paciente
Posicionar o paciente em uma posição confortável,
com alinhamento e estabilização corporal corretos
e que também permita a você mover o segmento
através da ADM possível.

Posicionar-se de modo a poder usar uma mecânica


corporal apropriada.
Aplicação de Técnicas
• Identificar
as limitações funcionais que
diminuem a ADM.

• Avaliar a mobilidade articular e a força


muscular.

• Adotar qual o melhor tipo de exercício.


Aplicação de Técnicas
Para controlar o movimento, segurar o
membro em torno das articulações.

Se as articulações estiverem dolorosas,


modificar a maneira de segurar, mas continuar
proporcionando o suporte necessário para o
controle.
Aplicação de Técnicas
Dar suporte às áreas com integridade
estrutural prejudicada, como uma articulação
hipermóvel, um local de fratura recente ou um
segmento paralisado do membro.

Mover o segmento ao longo da amplitude


completa livre de dor, até o ponto de
resistência dos tecidos.
Aplicação de Técnicas
Não forçar além da amplitude possível;

Respeitar o limite de carga;

Realizar os movimentos de forma suave e


rítmica, com 5 a 10 repetições.

O número de repetições depende dos objetivos


do programa, da condição do paciente e da
resposta ao tratamento.
Aplicação de Técnicas
• Aplicar técnicas de relaxamento antes
do alongamento e de aquecimento antes
do fortalecimento.

• Posicionar confortavelmente o paciente.

• Terapeuta aplica uma força externa e


controla a direção, intensidade e
velocidade.

• Controlar a respiração.
Aplicação de Técnicas
• Baixa intensidade e maior tempo é mais
confortável.

• Com o alongamento e fortalecimento


mecânicos, a força é aplicada através de
tração, pesos, polias, prancha
ortostática, splints ou engessamento em
série.

• Libere gradualmente a força de


alongamento/carga do fortalecimento.
Massagem
• O valor terapêutico da massagem estende-
se além do relaxamento.

• A maior parte dos movimentos de


massagem tem como efeitos terapêuticos
adicionais o alívio da tensão muscular e a
melhora da circulação.
Massagem
Além do relaxamento e do apoio
emocional que oferece, a massagem
terapêutica é benéfica devido à sua
influência sobre diversos processos
orgânicos. Essas conseqüências ou
efeitos são considerados mecânicos,
neurais, químicos e fisiológicos ou
simplesmente mecânicos e reflexos.

Todos esses efeitos são relevantes e,


na verdade, estão inter-relacionados,
uns com os outros e com fatores
Massagem
Manobras de deslizamento
1. Deslizamento com pressão leve –
deslizamento superficial
2. Deslizamento com pressão profunda -
deslizamento profundo
Deslizamento com a palma das mãos
Deslizamento com o antebraço
Deslizamento com o polegar
Deslizamento com o punho
Deslizamento com a ponta dos dedos
Massagem cicatricial
Promove a mobilização das
fáscias evitando:

Aderências;
Fibroses;
Edemas;
Também utilizada quando
essas complicações já estão
instaladas.
Massagem cicatricial
Pinçamento
 Consiste em pegar o Rolamento
tecido cicatricial entre  Palpando a cicatriz
os dedos levantando o entre os dedos, o
tecido em toques terapeuta imprime
sucessivos ao longo da uma manobra de
cicatriz, aproximando rotação transversa
as bordas. Esta semelhante ao gesto
técnica permite utilizado para enrolar
romper as aderências um cigarro de palha.
mais superficiais. Esta técnica
completará o
pinçamento e será
Massagem cicatricial
Amassamento
 Consiste em mobilizar
as aderências mais
Estiramento
profundas. O
terapeuta realiza  Com as pontas dos
pressões fortes dedos, praticar
formando um S com os manobras
polegares, alternativas de
mobilizando todos os estiramento. 1º em
planos uns sobre os sentido
outros (epidermes, longitudinal e depois
aponeurose, transversal.
músculos).
Relaxamento
O relaxamento é uma técnica milenar, utilizado
por todas as civilizações.

O resultado é observado imediatamente.

O objetivo das técnicas é ensinar a pessoa o


controle da respiração, associando esta
respiração à diminuição da tensão muscular.

Este aprendizado possibilita o seu uso posterior


diante de situações de dificuldades que possam
surgir, como redução do grau de ansiedade.
Relaxamento progressivo de Jacobson
Nessa técnica, é feita a indução para que o
sujeito contraia determinada musculatura e, em
seguida, a relaxe, sucessivamente, até que toda
a musculatura corporal tenha sido relaxada.

O resultado é uma sensação de leveza,


respiração leve, mente livre de pensamentos
causadores de estresse.
Terminologia do Exercício Terapêutico

Equilíbrio:

• “A habilidade de alinhar os segmentos do corpo contra


a gravidade para manter ou mover o corpo (centro de
massa) dentro da base de apoio disponível, sem cair”.

• “A habilidade de mover o corpo em contraposição à


força da gravidade, realizando o deslocamento
previsto sem desvios por meio de interações entre os
sistemas sensorial e motor”.
Terminologia do Exercício Terapêutico

Preparo Cardiopulmonar:

• A habilidade de realizar movimentos corporais


completos repetitivos e de baixa intensidade
(caminhar, correr, pedalar, nadar) durante um longo
período de tempo.
Terminologia do Exercício Terapêutico

Coordenação:

• A cadência e sequenciamento correto dos disparos


musculares combinados com a intensidade apropriada
de contração muscular que leva ao início, condução e
graduação efetiva do movimento.

• Baseia-se no movimento suave, preciso e eficiente e


ocorre de forma consciente ou inconsciente.
Terminologia do Exercício Terapêutico

Flexibilidade:

• Capacidade dos tecidos corporais


esticarem sem danos ou lesões e com
ampla movimentação numa articulação ou
grupos de articulações, ou então, como a
capacidade de uma articulação mover-se
com facilidade em sua amplitude de
movimento.
Terminologia do Exercício Terapêutico
Mobilidade:

• A habilidade de estruturas ou segmentos


do corpo de se moverem ou serem
movidos de modo a permitir a ocorrência
da adequada amplitude de movimento
para atividades funcionais.
• A mobilidade passiva depende da
extensibilidade dos tecidos moles
(contráteis e não-contráteis); a mobilidade
ativa requer também ativação
Terminologia do Exercício Terapêutico

Desempenho Muscular:

• A capacidade do músculo de produzir


tensão e realizar trabalho físico.

• O desempenho muscular engloba força,


potência e resistência muscular à fadiga.
Terminologia do Exercício Terapêutico

Controle Neuromuscular:

• A interação dos sistemas sensorial e


motor que possibilita aos músculos
sinergistas, agonistas e antagonistas
prever ou responder às informações
proprioceptivas e cinestésicas e,
subsequentemente, trabalhar na
sequência correta para criar
movimento coordenado.
Terminologia do Exercício Terapêutico
Estabilidade:
• A habilidade do sistema neuromuscular de
manter um segmento corporal proximal ou
distal em uma posição estacionária ou de
controlar uma base estável durante o
movimento sobreposto, por meio de ações
musculares sinérgicas.

• A estabilidade articular é a manutenção do


alinhamento apropriado das partes ósseas
de uma articulação por meio de
componentes passivos e dinâmicos.

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