0% acharam este documento útil (0 voto)
22 visualizações66 páginas

Motores Sincronos

O documento aborda o funcionamento e características dos motores síncronos, destacando seu princípio de operação, tipos de partida e excitação, além de suas vantagens econômicas e operacionais. Ele também discute a importância da análise de conjugados e inércia para a correta especificação do motor, bem como as partes construtivas e o processo de fabricação. Por fim, menciona a correção do fator de potência e as características especiais de partida dos motores síncronos.

Enviado por

Lincoln Santana
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
22 visualizações66 páginas

Motores Sincronos

O documento aborda o funcionamento e características dos motores síncronos, destacando seu princípio de operação, tipos de partida e excitação, além de suas vantagens econômicas e operacionais. Ele também discute a importância da análise de conjugados e inércia para a correta especificação do motor, bem como as partes construtivas e o processo de fabricação. Por fim, menciona a correção do fator de potência e as características especiais de partida dos motores síncronos.

Enviado por

Lincoln Santana
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Motores | Automação | Energia | Tintas

WEG Energia
Motores Síncronos
Origem

O termo SÍNCRONO tem sua origem no Grego, onde o prefixo:

SIN significa “COM”

CRONOS significa “TEMPO”

Como o motor não sofre escorregamento e trabalha exatamente


“com o tempo” da rede ele utiliza o termo síncrono.
Principio de funcionamento

O motor síncrono possui o rotor com número de pólos correspondente ao


número de pólos do enrolamento do estator.

Durante a operação normal em regime, não há nenhum movimento relativo


entre os pólos do rotor e o fluxo magnético do campo girante do estator, ou
seja, estão em perfeito sincronismo.

A alimentação do campo (excitação) é feita em Corrente Contínua


Ao circular essa corrente pelos enrolamentos do campo, os pólos são
magneticamente polarizados, tornando-se alternadamente pólos norte e sul.

A excitação em corrente contínua pode ser aplicada diretamente no campo


através das escovas e anéis coletores ou indiretamente por um sistema de
excitação sem escovas (brushless).
Características de funcionamento

Breakaway (torque de partida)


É o conjugado que o motor deve desenvolver para vencer o conjugado
resistente da carga parada ou seja, é o conjugado de partida da carga.

Full-load torque (torque nominal)


Torque necessário para produzir a potência nominal do motor na rotação
nominal;

Locked-rotor torque (torque com rotor travado)


O torque locked-rotor de um motor é o mínimo torque com o qual o motor
deixará o repouso para todas as posições angulares do motor, com tensão e
freqüência nominais aplicadas a ele.
Características de funcionamento

Pull-in torque (conjugado de sincronização)


É o máximo torque constante sob o qual o motor colocará a inércia da carga
conectada a ele em sincronismo, com tensão e freqüência nominais, quando
a excitação de campo for aplicada.

Pull-out torque (conjugado máximo sincronizado)


É o máximo torque no qual o motor manterá velocidade síncrona com tensão
e freqüência nominais e com excitação dentro dos parâmetros permitidos
pelo regulador de fator potência.
Partida

O projeto do motor síncrono sempre deve ser feito levando-se em


consideração as “CARACTERÍSTICAS DA CARGA ACIONADA” e com isto os
conjugados e inércia têm uma importância muito grande.

Inércia
 Motores Síncronos para acionar cargas de alta inércia são calculados de
forma a atender as condições de aceleração.
 Quanto maior tempo que o motor leva para acelerar, maior será o
aquecimento na gaiola de partida e portanto a gaiola deve ser adequadamente
dimensionada.
 A definição correta da inércia da carga, juntamente com as análises dos
conjugados do motor e da carga são imprescindíveis para uma correta
especificação do motor para que o mesmo atenda as condições de partida,
aceleração e operação.
Partida

 A gaiola de partida, que nos motores de rotor laminado funciona como a


gaiola do motor de indução, é o responsável pela partida e aceleração do
motor síncrono.
 Em motores síncronos com pólos maciços as sapatas funcionam como se
fosse uma gaiola durante a partida.
 Desta forma, os conjugados de partida e sincronização do motor síncrono
variam aproximadamente com o quadrado da tensão aplicada e a corrente
de partida é proporcional à tensão aplicada, assim como no motor de
indução.

* A PARTIDA DE UM MOTOR SÍNCRONO É


ASSINCRONA
Gaiola de partida (pólos lisos)
Gaiola de partida (pólos salientes laminados)

Gaiola
Gaiola de partida (pólos salientes maciços)
Partida

 Motor síncrono parte como um motor de indução (assíncrono)


 Acelera a carga até onde o conjugado motor se igualar ao da carga (em torno
de 95% da rotação síncrona).
 Aplica-se a tensão de excitação e o motor sincroniza através do pull in torque.
 O conjugado acelerante diminui a medida em que se aproxima da rotação
síncrona.
 Para garantia da partida e sincronismo do motor síncrono, a análise da curva
de conjugado de partida do motor deve ser sempre acompanhada pela
análise da curva de conjugado resistente da carga e das inércias do
motor e carga.
Tipos de partida para motor síncrono

 Direta (100% da tensão nominal da rede)

 Através de pony motor (motor auxiliar)

 Tensão reduzida (auto-transformador / reator)

 Soft Starter (parte sincronizado ou não)

 Inversor de freqüência (parte sincronizado)


Corrente de partida

Comportamento da corrente do estator e do rotor na partida assíncrona

 O enrolamento de campo é curto-circuitado através do dispositivo de


chaveamento de campo (quando motor brushless).

 Enquanto o motor permanecer parado, a freqüência da corrente de campo é


igual a freqüência da rede (60Hz para rede de 60Hz) e diminui a medida em
que a rotação do motor aumenta.

 Quando a excitação é ligada, a rotação do motor deve estar próximo da


rotação de sincronismo (em torno de 95% da rotação síncrona) e a
freqüência da corrente de campo estará em torno de 3Hz.

 A corrente do estator também oscila durante o processo de partida,


estabilizando após o sincronismo do motor.
Corrente de partida

Comportamento da corrente do estator e do rotor na partida

3) Instante em que o campo é ligado 4) Estabilização das correntes do estator e rotor


e o motor entra em sincronismo

Is Is

Ie
Ie

Aplicação do campo
Corrente de partida

Comportamento da corrente do estator e do rotor na partida assíncrona

1) Instante da Partida 2) A freqüência do rotor diminui com o


aumento da rotação

Is Is

Ie Ie

Is = Corrente do estator
Ie = Corrente do rotor
Aplicação do campo

 Nos motores com escovas, utiliza-se um relé de aplicação de campo para


chavear a tensão no campo no momento adequado.

 Nos motores brushless, utiliza-se um circuito eletrônico de disparo instalado


junto de um disco girante, fixo ao rotor (dispositivo de chaveamento de
campo).

A função do circuito eletrônico e do relé de aplicação de campo é gerenciar a


seqüência de partida do motor síncrono, desde o fechamento (curto-circuito) do
rotor até a aplicação da corrente no campo.
Tipos de excitação

Todo motor síncrono necessita de uma fonte de corrente contínua para


alimentação do campo

Excitação com escovas através de excitatriz


estática
 É utilizada quando a fonte de corrente contínua
utilizada é um conversor estático CA/CC com a
utilização de eletrônica de potência.
 As escovas e anéis coletores servem para
conduzir a alimentação em corrente contínua do
conversor estático para o campo principal do
motor localizado no rotor.
Tipos de excitação

Excitação brushless (sem escovas)

 Excitatriz Girante localizada na parte traseira do


motor
 Acoplamento magnético (sem contato mecânico)
 Aplicações com velocidade fixa
 Custo de manutenção reduzido
 Ideal para locais com atmosfera explosiva
 É o tipo de excitação mais utilizado atualmente
Tipos de excitação

Excitação brushless (sem escovas)

Funcionamento:
 A excitatriz funciona como um gerador de corrente alternada
 O rotor da excitatriz (armadura) fica localizado no eixo do motor e possui
um enrolamento trifásico.
 O estator da excitatriz (campo) é formado por pólos alternados norte e sul
alimentados por uma fonte de corrente contínua externa. (regulador)
 O enrolamento trifásico do rotor da excitatriz é conectado a uma ponte de
diodos retificadores.
 A tensão gerada no rotor da excitatriz é retificada e utilizada para a
alimentação do enrolamento de campo principal do motor síncrono. A
amplitude desta corrente de campo pode ser controlada através do
retificador que alimenta o campo do estator da excitatriz (usualmente o
regulador de excitação do motor).
Vantagens

Econômicas

1) Alto Rendimento

2) Capacidade de operar como compensador Síncrono ( correção do Fator de


Potência )

Operacionais

1) Características de partida especiais

2) Velocidade constante sob variações de carga

3) Manutenção reduzida ( motor brushless )


Rendimentos

Comparativo entre os rendimentos dos motores síncronos com FP=0.8, FP=1.0


e motores de indução.

Para F.P. 1.0 temos


menor corrente nominal,
conseqüentemente
menores perdas e melhor
rendimento
Correção do fator de potência

 Nem toda a energia consumida é convertida em trabalho (kVAr / KW)

 Penalidades são aplicadas ao consumidor, quando o fator de potência da


carga está abaixo de valores especificados.

 Motores de indução pequenos requerem considerável quantidade de


potência reativa (kVAr) consumida como corrente de magnetização.

 Para substituir os bancos de capacitores, os motores síncronos são


freqüentemente utilizados.
Correção do fator de potência

 Capacidade de operar com fator de potência unitário, possibilitando


aumento da potência ativa sem aumento de potência reativa.

 Gerar potência reativa necessária para melhorar o fator de potência total


do sistema (motor com fator de potência 0.8 capacitivo, por exemplo).
Correção do fator de potência

kVAr

F.P. do motor síncrono

kW
F.P. na rede após motor
síncrono ser adicionado.

F.P. da rede antes do motor síncrono


ser adicionados
Características especiais de partida

 Nos motores síncronos, conjugados altos e baixas correntes de partida


podem ser especificados pois não afetam o funcionamento em regime.

Conjugado de partida alto


 Ex.: Moinhos de Bolas para minério e moagem de cimento com
conjugado de Partida entre 150 a 200% do Conjugado Nominal

Corrente de partida baixa


 Pode ser especificada conforme as limitações do sistema de alimentação.
 Projeto especial do rotor, gaiola de partida ou pólo maciço
 Partida com tensão reduzida (auto transformador, reator), reduz a
corrente de partida e também o torque de partida (necessita ser analisada
criteriosamente).
Características especiais

Velocidade constante
 Velocidade constante mesmo nos casos de sobrecarga e subtensão desde
que o conjugado da carga não ultrapasse o conjugado de sincronismo (pull-
out).
 Em aplicações especiais (ex.: máquina de papel ou laminadores) a
velocidade constante resulta em melhor qualidade do produto.

Manutenção reduzida
Motores síncronos com excitação brushless praticamente eliminam a
necessidade de manutenção, inspeção e limpeza.

Respostas rápidas
Motores síncronos com anéis por estarem fisicamente conectados ao
regulador, possuem tempo de resposta menor frente a oscilações da carga.
Nomenclatura

S E W 800
LINHA DO MOTOR
S - Máquina Síncrona Engenheirada

CARACTERÍSTICA DE EXCITAÇÃO
D - Motor síncrono com escovas
E - Motor síncrono sem escovas (brushless) e sem excitatriz auxiliar
F - Motor síncrono sem escovas (brushles) e com excitatriz auxiliar (PMG)
SISTEMA DE REFRIGERAÇÃO
A - Aberto auto-ventilado
D - Auto-ventilado por dutos, entrada e saída de ar
T - Ventilação forçada, entrada e saída de ar por dutos
V - Ventilação forçada, ventilação sobre o motor
F - Auto-ventilado com trocador de calor ar-ar, trocador de calor em cima do motor
R - Auto-ventilado com trocador de calor ar-ar, trocador de calor em volta do estator
I - Ventilação forçada no circuito interno e externo de ar, trocador de calor ar-ar
W - Trocador de calor ar-água
L - Trocador de calor ar-água, ventilação forçada no circuito interno de ar
CARCAÇA
Altura de Ponta de Eixo em mm (355 a 3.150)
Exemplo: SEW800
Partes construtivas e processo de fabricação

 Carcaça
 Estator Bobinado
 Bobinas
 Rotor
 Impregnação
 Mancais
 Acessórios
 Tipos de Excitação
Partes construtivas e processo de fabricação

Carcaça

 Função:
 Apoiar, proteger e fornecer
sustentação mecânica ao motor
 Alojar pacote de chapas e
enrolamento do estator
 Construção:

 Construída em chapas e perfis de aço soldados


 Junções por solda tipo MIG
 Todo o conjunto da carcaça recebe tratamento de normalização
para alívio das tensões
 Internamente constituída por longarinas dispostas na periferia para
fixação do pacote de chapas
Partes construtivas e processo de fabricação

Estator bobinado

Constituído de partes magnéticas estacionárias,


incluindo o pacote de chapas e o bobinado, que
operam com alimentação em corrente alternada da
rede para prover o campo magnético girante.

Pacote de chapas:

Formado por lâminas de aço silício com baixas


perdas
Partes construtivas e processo de fabricação

Bobinas

Nos motores de A.T. as bobinas são pré-formadas


utilizando fio de seção retangular, revestidas com fita a
base de mica , fitas semi condutivas para evitar efeito
corona (para 6000V e acima) e impregnadas com resina
epóxi., através do sistema VPI (sistema WEG Micatherm)
As bobinas são alojadas nas ranhuras do estator e
fixadas por cunhas de fechamento em fibra de vidro ou
magnéticas.
O estator é submetido aos testes de tensão aplicada e
curto-circuito entre espiras (Surge Test) antes e após o
processo de impregnação.
Durante todo o processo de impregnação a capacitância de
isolamento é monitorada continuamente.
Partes construtivas e processo de fabricação

Rotor
Dependendo da aplicação, condições de operação e características
de desempenho desejadas, o rotor pode ser construído com:
 PÓLOS LISOS
 PÓLOS SALIENTES
- Laminados
- Maciços
* Maciços Removíveis
* Maciços fixos
Partes construtivas e processo de fabricação

O rotor é composto de:


• Eixo
• Pólos (Pólos Salientes)
• Roda polar (Pólos Salientes)
• Pacote de chapas (Pólos Lisos)
• Enrolamento de campo (Pólos Lisos e Salientes)
• Gaiola de partida (não se aplica para pólos maciços)

Barras da
gaiola Enrolamento de
campo

Segmento
do
anel de Pólo saliente
curto Laminado
Partes construtivas e processo de fabricação

Rotor – pólos salientes laminados


 Os pólos são fabricados com chapa de aço laminado
 As bobinas de campo são confeccionadas em fios de cobre
com isolação própria ou com barras de cobre planas;
 As bobina são montadas nos pólos, antes de fixá-los;
 O pólo é fixo no eixo ou roda polar, parafusos ou utilizando
a configuração rabo de andorinha
 As barras da gaiola de partida estão alojadas nos
pólos, (sapatas polares) e cuirto-circuitadas nas
extremidades através dos segmentos dos anéis
de curto-circuito da gaiola.
Partes construtivas e processo de fabricação

Rotor – pólos salientes maciços

O corpo do pólo faz parte do eixo.

O pólo é fixo no eixo ou roda polar;

As bobinas são montadas sobre os pólos e fixadas pelas sapatas polares;

As bobinas de campo são confeccionadas em fios de cobre com isolação


própria ou com barras de cobre planas e isoladas entre si;

Não possui gaiola de partida; As sapatas polares funcionam como se fossem


uma gaiola no momento da partida.
Partes construtivas e processo de fabricação

Rotor – pólos lisos

 O rotor é cilíndrico composto de pacote de chapas


não segmentadas montados no eixo.

 As bobinas de campo são confeccionadas em fios de cobre isolados;

 As bobinas de campo são alojadas em ranhuras


na chapa;

 A gaiola de partida (barras de cobre ou latão) é


alojada em ranhuras da chapa, em todo o
perímetro do rotor e curto-circuitada nas
extremidades do pacote, através dos anéis de
curto-circuito;
Partes construtivas e processo de fabricação

Impregnação – sistema de impregnação a vácuo (VPI):

 Sistema de isolamento WEG MICATHERM


 Impregnação à vácuo e pressão (VPI) com resina
epóxi (sem solvente) e com monitoramento da
capacitância de isolação durante todo o processo
de impregnação.
 Após a inserção das bobinas, fechamento das
ranhuras, conexões e amarrações das cabeças das
bobinas e testes, o estator bobinado é impregnado.
Partes construtivas e processo de fabricação

Mancais

Em função da aplicação os motores podem ser fornecidos com


diferentes tipos de mancais:

 Mancais de rolamento lubrificados a graxa

 Mancais de rolamento lubrificados a óleo

 Mancais de deslizamento com lubrificação natural

 Mancais de deslizamento com lubrificação forçada


Partes construtivas e processo de fabricação

Mancais de deslizamento com lubrificação natural

 Quando o rotor gira, o óleo lubrificante é


recolhido pelo anel pescador e transferido
diretamente à superfície do eixo criando o
filme de óleo entre o eixo e a superfície dos
casquilhos dos mancais

 O aquecimento por fricção é dissipado


somente por radiação ou convecção
Partes construtivas e processo de fabricação

Mancais de deslizamento com lubrificação forçada


 O óleo lubrificante circula nos mancais através de um sistema de
alimentação externo de óleo onde, caso necessário, o óleo também pode
ser resfriado.

 Este sistema é necessário quando a


lubrificação e refrigeração natural dos
mancais é insuficiente devido à rotação
específica e altas perdas por atrito.
Partes construtivas e processo de fabricação

Acessórios de fornecimento padrão

 Sensores de temperatura tipo Pt100 nos enrolamentos do estator

 Resistor de aquecimento na carcaça

 Sensores de temperatura tipo Pt100 nos mancais


Partes construtivas e processo de fabricação

Acessórios opcionais e especiais


 Sensores de temperatura para entrada e saída de ar
 Indicador de vazamento de água para motores com radiadores
 Fluxostato para água ou óleo
 Visor de fluxo de água ou óleo
 Unidade hidráulica externa para lubrificação dos mancais e refrigeração do óleo
 Hydrostatic Oil Jacking – sistema para injeção de óleo nos mancais sob
pressão para partida e parada do motor
 Termômetro para óleo, água ou ar
 Placa de ancoragem
 Disco de frenagem
 Sistema de freio
 Sensores de vibração
 Indicador de posição ou velocidade (encoder)
 Dispositivo para içamento da carcaça
 Outros (sob solicitação prévia)
Partes construtivas e processo de fabricação

Excitatriz

Função: fornecer corrente magnetizante ao bobinado de campo principal do motor

Tipos de excitação:

Estática (com escovas) Brushless (sem escovas)


Partes construtivas e processo de fabricação

Excitatriz: estática (com escovas):

O motor possui anéis coletores e escovas. O campo do motor é alimentado


diretamente, através dos anéis e escovas pelo sistema externo que controla
a excitação/F.P. do motor, usualmente um conversor estático CA/CC
Partes construtivas e processo de fabricação

Excitatriz: brushless (sem escovas):

Composta por rotor, estator, diodos retificadores e circuito de disparo


(chaveamento de campo).
O estator da excitatriz é alimentado pelo sistema externo que controla a
excitação do motor (regulador de excitação / F.P)
Características construtivas

Usuais

 IM 1001 (B3) - Horizontal, 2 mancais fixos na tampa e ponta de eixo


cilíndrica
 IM 1005 - Horizontal, 2 mancais fixos na tampa e ponta de eixo flangeada
 IM 1205 - Horizontal, mancal único fixo na tampa e ponta de eixo flangeada
 IM 3011 (V1) - Vertical, 2 mancais fixos na tampa e ponta de eixo cilíndrica
(virada para baixo)

Forma construtiva IM 1001 (B3)


Características construtivas

Especiais

Motores com mancal de pedestal e intercambiáveis (forma construtiva de


acordo à necessidade da aplicação)

Forma construtiva D6 Mancais com pedestais


Sistemas de refrigeração

Os tipos de refrigeração mais utilizados são :

 Motores abertos autoventilados


Grau de Proteção IP23 / IP24W / WP II;
 Motores fechados com trocador de calor ar-ar
Grau de Proteção IP54 a IP65W;
 Motores fechados com trocador de calor ar-água.
Grau de Proteção IP54 a IP65W

Além dos tipos de refrigeração citados, os motores podem ser fornecidos com
ventilação forçada, entrada e/ou saída de ar por dutos, e outros meios de
refrigeração, sempre atendendo da melhor forma as características e
necessidades da aplicação e do ambiente onde serão instalados.
Sistemas de refrigeração

Motor Síncrono Aberto (Auto-ventilado)

Forma construtiva B3

Forma construtiva D6
Sistemas de refrigeração

Motor Síncrono fechado com trocador de calor

Forma construtiva B3

Forma construtiva D6
Ensaios realizados

Ensaios de rotina

 Inspeção visual
 Medição da Resistência Elétrica dos enrolamentos a
Frio
 Seqüência de Fases
 Medição do Equilíbrio entre Fases
 Medição da forma de onda e da taxa de distorção
harmônica
 Saturação em Vazio e em Curto-circuito
 Tensão Aplicada
 Curto-Circuito Trifásico Permanente
 Resistência de Isolamento
 Ensaio com rotor bloqueado Laboratório de Ensaios
 Inspeção nos detectores de temperatura e Potência até 20 MVA
resistência de aquecimento e demais ensaios Tensões até 15000V
Ensaios realizados

Ensaios de tipo

 Ensaios de Rotina
 Elevação de temperatura
 Vibração
 Sobrevelocidade
 Índice de polarização
 Rendimento
Ensaios realizados

Ensaios especiais

 Curto-Circuito Trifásico Instantâneo


 Curva “V”
 Tensão no eixo
 Vibração no eixo
 Reatância de sequência negativa (X2)
 Reatância de sequência zero (X0)
 Nível de ruído
 Reatância Síncrona de Eixo Direto (Xd)
 Relação de Curto Circuito (Kcc)
Seleção de Motores Síncronos

 Os motores síncronos devem ser especificados segundo sua aplicação,

isto é, através de seu regime de trabalho, curva de conjugado


resistente e inércia da carga.

 O fator de potência e o tipo de excitação também são características

importantes na especificação do motor.


Seleção de Motores Síncronos

Regime de trabalho

 A especificação correta da potência nominal do motor síncrono deve


considerar o ciclo de trabalho do motor com a freqüência de
sobrecargas que existem no regime.

Fator de potência

 O fator de potência desejado deve ser especificado pelo solicitante.

 Um motor projetado para operar com fator de potência unitário por


razões físicas, não poderá desenvolver a mesma potência nominal ativa
sob um fator de potência inferior. O inverso é possível
Seleção de Motores Síncronos

Características do ambiente

 O ambiente onde o motor será instalado deve ser analisado antes de se


especificar o motor.

 O tipo de ambiente define o grau de proteção e o tipo de refrigeração do


motor.

 Ambientes com atmosfera explosiva exigem excitação tipo brushless.


Seleção de Motores Síncronos

Orientação para especificação de motores


Aplicações

 Os motores síncronos WEG são fabricados especificamente para atender as


necessidades de cada aplicação.
 São utilizados em praticamente todos os tipos de indústrias, tais como:

Mineração (britadores, moinhos, correias transportadoras)


Siderurgia (laminadores, ventiladores, bombas, compressores)
Papel e celulose (picadores, desfibradores, compressores,
moedores, descascadores, refinadores, bombas)
Saneamento (bombas)
Química e petroquímica (compressores, ventiladores, exaustores)
Cimento (britadores, moinhos, correias transportadora)
Borracha (extrusoras, moinhos, misturadores)
Aplicações

Velocidade fixa

 As aplicações de motores síncronos com velocidade fixa se justificam


pelos baixos custos operacionais, uma vez que apresentam alto
rendimento e podem ser utilizados como compensadores síncronos para
correção do fator de potência.

 Os motores recomendados para esta aplicação são com excitação sem


escovas (brushless)
Aplicações

Velocidade variável

 Se justificam em aplicações de alto torque com baixa rotação e larga


faixa de ajuste de velocidade.

 A construção pode ser com escovas (resposta mais rápida devido


acesso direto ao campo) ou sem escovas (menor manutenção),
dependendo das características da carga, ambiente e necessidade da
aplicação.

 Devido ao maior rendimento, tamanho reduzido para a mesma capacidade


de potência, os motores síncronos podem substituir motores de corrente
contínua em aplicações de alta performance.
Aplicações

Motores Síncronos SEA630 / 1500 cv / 14 pólos / 4160 V


Acionando Refinadores
Cliente: RIGESA - Três Barras-SC (2 máquinas)
Aplicações

Motores Síncronos SDL800 / 3000 kW / 6 pólos / 3100 V


Acionando Laminadores
Cliente: Alstom/Arcelor Mittal Vega – São Francisco do Sul- SC(7 máquinas)
Aplicações

Motor Síncrono 1.500 kW ; Motor Síncrono 2.000 kW


Aplicação: Laminação a frio
Cliente: INTERNATIONAL STEEL GROUP - EUA
Aplicações

Motores Síncronos Pressurizados SEF900 / 3600kW / 13200V / 6 pólos


Acionando compressores
Cliente: Petrobras - Pojuca BA.
Aplicações

6 x Motores Síncronos Pressurizados SEW900 / 13.500 kW / 6600V / 4 pólos


Acionando Compressores
Cliente: Dresser-Rand/Petrobras - EUA
Av. Pref. Waldemar Grubba, 3000
89256-900 - Jaraguá do Sul - SC
Tel.: (+55) 47 3276-4000

Estrada das Alvarengas, nº 5500 - Fundos


09850-550 - São Bernardo do Campo - SP
Tel.: (+55) 11 2191-6800

www.weg.net
energia@weg.net

Você também pode gostar