REUSO DE ESGOTO
TRATADO
Equipe
Andrea Rodrigues- 12212099
Edna Marques- 12212371
Filipe Escócio- 12101693
Jonathan Ferreira- 13211945
Valdenir Junior- 12211951
Raul Lima- 12211980
INTRODUÇÃO
É plenamente conhecido que o Brasil dispõe de elevadíssima reserva de recursos hídricos, porém muito
mal distribuída em relação a sua ocupação urbana. Por outro lado, a poluição gerada pelos grandes
centros urbanos nos corpos d’água que lhe são próximos conduz a que a situação de qualidade nesses
corpos d’água venha a ser seriamente prejudicada nas épocas de estiagem. Diante desse quadro de
escassez, a solução é economizar, reciclar e investir no uso consciente da água. Uma prática que vem se
tornado cada vez mais comum no Brasil é o reuso da água. Empresas de saneamento tratam os esgotos e
reutilizam esse efluente tratado.
O reuso de esgoto tratado atende aos parâmetros de qualidade exigidos na legislação brasileira e pode ser
usado para fins que não sejam o consumo humano.
REUSO DO ESGOTO TRATADO
PARA FINS POTÁVEIS
Os tratamentos avançados, os quais são requeridos para que haja
um reuso de fins potáveis, muitas vezes são considerados
inviáveis economicamente, e se falando de efluentes de origem
das estações de tratamento de esgotos – onde a presença de
compostos orgânicos e patogênicos é alta – não se pode garantir
proteção à saúde pública, tendo em vista que esses efluentes
necessitam de um padrão de potabilidade aceitável para que seja
distribuição aos consumidores.
REUSO DO ESGOTO TRATADO
PARA FINS NÃO-POTÁVEIS
As práticas de reuso para fins não potáveis requerem menos
cuidados e devem ser optadas primeiramente, quando o assunto é
reuso urbano. Esse tipo de reuso não evolve riscos à saúde dos
consumidores, sendo que a aplicação dessa água será voltada
para recreação (jardins, centros esportivos, sistemas decorativos
aquáticos, etc.), reserva de proteção contra incêndios, descarga
sanitária e também para lavagem de veículos, por exemplo. Os
problemas que envolvem esse tipo de reuso são os custos e as
dificuldades operacionais. Porém deve-se levar em consideração
um paralelo entre custo e benefício da atividade.
EXEMPLOS DE REUSO DE ESGOTO
TRATADO
REUSO DE ESGOTO TRATADO NAS
INDÚSTRIAS
Nas indústrias existe um crescimento
das práticas de reuso da água,
considerando seu alto custo e visando
uma economia. A potencialidade deste
ramo está relacionada principalmente
com a reaplicação da água nos
sistemas de torres de resfriamento, nas
caldeiras, na construção civil, na
irrigação de áreas verdes, na lavagem
de pisos e de forma geral na
reintegração do efluente nos processos
industriais.
TRATAMENTO DE EFLUENTES
INDUSTRIAIS
REUSO DE ESGOTO TRATADO
PARA FINS AGRÍCOLAS
A prática de reuso dos esgotos na
irrigação tem aumentado à medida que
se tem dificuldades para identificar
fontes alternativas de água para a
atividade, bem como a necessidade de
se adquirir práticas que não causem
impactos sobre os recursos naturais. O
custo elevado dos sistemas de
tratamento necessário para que possa
se realizar a descarga de efluentes em
corpos receptores, também auxilia na
opção por reuso, que tem sido bastante
valorizada por órgãos gestores dos
recursos hídricos.
REUSO DE ESGOTO TRATADO
PARA FINS AGRÍCOLAS
Esgoto tratado usado na irrigação e piscicultura.
REUSO DE ESGOTO TRATADO
PARA FINS AGRÍCOLAS
BENEFÍCIOS DO USO DE ESGOTO
TRATADO NA AGRICULTURA
Os benefícios dessa reutilização, na agricultura, são vistos
na recuperação econômica e no aumento da produtividade
agrícola – se houver administração correta da aplicação
dos esgotos tratados.
Alguns tipos de lodos ativados, resultantes de processos de
tratamento de esgotos, são ricos em Nitrogênio, Fósforo e
Potássio – que servem de fertilizantes, acrescentando
nutrientes à planta e ao solo. Além disso, é possível
aumentar a área irrigada e efetuar múltiplas colheitas
durante todo o ano.
REUSO DE ESGOTO TRATADO EM
HIDROPONIA
Os efluentes de sistemas
de tratamento de esgotos
sanitários são ricos em
macro e micronutrientes e
podem, portanto, com
algumas adaptações das
técnicas, ser utilizados
como solução nutritiva em
hidroponia.
FORRAGEM VERDE HIDROPÔNICA
COM ESGOTO TRATADO
Tratamento complementar de esgotos em nível
terciário com eficiência inigualável;
+ Controle da poluição: não polui águas, nem
solo nem ar;
+ Proteção da saúde pública e do meio
ambiente;
+ Reuso de água e reciclagem de nutrientes; +
É hidropônica: pequena área; alta produção;
controle natural de pragas;
+ Hidropônica sem química, natural,
orgânica;
+ Produção de alimento; + Alta relação
benefício / custos e excelente retorno social do
investimento;
+ Proteção dos animais (rumem)
+ Altíssima eficiência evapotranspirométrica
(clima)
+ Alta eficiência fotossintética (<< CO2; >>
O2).
USO DE ESGOTO TRATADO NA
IRRIGAÇÃO
Não há empecilho tecnológico
A tecnologia necessária já é do domínio da agronomia e da
engenharia sanitária e ambiental.
Não há empecilho econômico nem social
Os investimentos são economicamente vantajosos e socialmente
desejáveis.
Não há empecilho financeiro
Os custos são elevados mas não são proibitivos Não há
empecilho Há dificuldades, mas é viável.
EFEITOS NEGATIVOS
É importante ressaltar que alguns
efeitos negativos podem ocorrer nas
práticas de irrigação, como por
exemplo: poluição por nitratos de
aqüíferos subterrâneos que são
utilizados para abastecimento de água.
Isso acontece quando o aqüífero tem
características porosas que permitem a
percolação de nitratos, sendo, por isso,
importante conhecer a região onde
será adotada a prática de irrigação
com reuso. Pode ainda, ocorrer o
acúmulo de contaminantes químicos
no solo, isso vai depender da
qualidade dos esgotos.
FORMAS DE TRATAMENTO DE
ESGOTO
BENEFÍCIOS GERAIS
Conseqüentemente a todos os processos de reuso de
esgoto tratado, a saúde pública e o meio ambiente são
favorecidos através: da diminuição das descargas de
esgotos em corpos d’água, da preservação dos recursos
subterrâneos, da conservação do solo, e também através
do aumento produtivo de alimentos.
CONCLUSÃO
Para fazer reuso controlado de águas é necessário planejar e projetar,
contemplando questões de disponibilidade e demanda de água de reuso
(esgoto tratado quase sempre) e estudos de alternativas tecnológicas e
de arranjos institucionais para gestão e regulação.
Todos os municípios do Brasil precisam elaborar seus planos de
saneamento básico, previstos na Lei 11.445.
É sempre muito oportuno incluir a discussão e o planejamento do reuso
controlado das águas e do uso produtivo dos esgotos tratados.
"Essa crise hídrica veio para nos educar. Ela está mostrando que o
recurso hídrico não é infinito”.
OBRIGADO!!!