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Os Filhos de Deus e Os Filhos Dos Homens

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A interpretação de que os “filhos de Deus” que aparecem em Gênesis 6 seriam os “bons filhos de Sete” e de que as “filhas dos homens” seriam os “más filhas de Caim” surgiu faz pouco tempo, há cerca de 300 anos. Até então, só havia uma análise da passagem:

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A interpretação de que os “filhos de Deus” que aparecem em Gênesis 6 seriam os “bons filhos de Sete” e de que as “filhas dos homens” seriam os “más filhas de Caim” surgiu faz pouco tempo, há cerca de 300 anos. Até então, só havia uma análise da passagem:

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Os filhos de Deus e os Filhos dos Homens

A interpretação de que os “filhos de Deus” que aparecem em Gênesis 6 seriam os “bons filhos de Sete” e de que as “filhas dos homens” seriam os “más filhas de Caim” surgiu faz pouco tempo, há cerca de 300 anos. Até então, só havia uma análise da passagem: os filhos de Deus são anjos que tiveram relações sexuais com mulheres, gerando filhos. A interpretação “antropológica” surgiu porque a mais antiga parecia ser muito bizarra. Homens modernos não podem acreditar em coisas bizarras. Homens educados estudaram o suficiente para “corrigir” a Palavra de Deus (e eles sempre a corrigem quando não a entendem ou quando ela fala de algum pecado que os atinge). É demais para os homens educados acreditarem em acontecimentos fantasiosos como esse: anjos tendo relações sexuais com mulheres. E por aí vão os argumentos. O fato puro e simples é que não crêem no que estão lendo. O verso 2 de Gênesis 6 trata de um dos assuntos mais disputados de toda a Bíblia. Principalmente os fundamentalistas vez por outra entram em debate sobre a questão. Muitos livros, artigos, folhetos e crônicas foram escritos a respeito do assunto, sempre apresentando “provas definitivas” para tentar por um fim à discussão, tanto de um lado quanto do outro. Normalmente a reação mais comum ao caso é “deixe esse assunto de lado” ou “esqueça isso, pois não leva a lugar nenhum discutir. Você tem a sua opinião que eu tenho a minha”, ou ainda “isso não faz diferença para a nossa fé” (ignorando o que foi dito por Jesus: “nem só de pão viverá o homem, mas de TODA palavra que sai da boca de Deus”, Mateus 4), e assim por diante. Tais pessoas, entretanto, esquecem-se de que não existe uma vírgula sequer na Bíblia que não seja polêmica. Afinal, um velho dito deriva

extamente desse fato: “os homens estão contra a Bíblia, porque a Bíblia está contra eles”. É verdade. A Bíblia é o Livro que aponta todos os defeitos do homem e a sua causa, a saber, o pecado. Não há boas notícias para o futuro da maioria das pessoas: julgamentos, condenações e punições eternas em um lago de fogo e enxofre, que nunca se apaga. A Bíblia fala mau dos idólatras, dos fornicários, dos adúlteros, dos mentirosos, etc., características bem humanas. Então, se não podemos com O Livro, modifiquemo-lo ou escondamo-nos dele o mais rápido possível. Esse é pensamento básico de muitos auto-denominados eruditos bíblicos, que na verdade são ateus práticos ou dos reconhecidos ateus, em suas diversas linhas de pensamento. Essa rejeição para encarar de frente Gênesis 6, e analisar o assunto apenas biblicamente, ou seja, comparando Escritura com Escritura, só mostra como muitos ditos cristãos não se importam com A Palavra de Deus, e as Palavras de Deus. É evidente que Satanás não quer ver essa questão resolvida de vez. Ele planeja cada vez mais dúvida e confusão. “É assim que Deus disse?” (Gênesis 3:1). Portanto, ele é quem tem muito a perder, caso tudo seja revelado tal como realmente é. Bob Jones Senior, fundador da BJU, nos EUA, sempre dizia que “toda coisa ruim é uma coisa boa distorcida”. Parafraseando-o, podemos dizer que toda mentira é uma verdade distorcida. Ninguém acredita numa mentira absoluta. “É assim que Deus disse?” (Gênesis 3:1). Desse jeito, vamos analisar a questão do ponto de vista de um “crente bíblico”. Com isso, queremos dizer que a Bíblia, e somente ela, é a AUTORIDADE FINAL em tudo concernente à fé e prática. Escritura com Escritura (I Coríntios 2:13): este será o nosso método de pesquisa sobre a verdade escrita em Gênesis 6. Cremos exatamente no que está escrito, como foi escrito, quando foi escrito e para quem foi escrito. Procuramos interpretar literalmente as passagens, até onde isso é possível, visto que é o meio pelo qual entendemos mais de 90% das Escrituras, isto é, literalmente. Não nos esquecemos, é claro, de levar em conta as figuras de linguagem ou de estilo. Entretanto, sabemos que a Palavra de Deus foi escrita para homens comuns, em linguagem comum, e não para um grupo “seleto” de pastores, doutores ou eruditos bíblicos. O interprete é o próprio Deus, que abre o entendimento dos que crêem em Sua Palavra Santa, infalível e inerrante (Salmo 12:6; Provérbios 30:5-6; Lucas 24:45; II Pedro 2:20). Quando uma pessoa salva simplesmente CRÊ no que está lendo, o Espírito Santo lança mais luz na passagem. Quando NÃO CRÊ, o Espírito Santo fica “desobrigado” de lançar mais luz sobre o texto. Caso alguém insista em crer numa mentira, Deus manda a operação do erro, para que continue crendo na mentira (II Tessalonicenses 2:10,11). Para começar, quem defende a idéia de que os “filhos de Deus” são os “bons filhos de Sete”, esquece-se do seguinte: Eles esquecem-se de que Adão caiu. Chamar qualquer homem ou qualquer “linha” de homens, no Antigo Testamento, de um “filho de Deus” seria ridículo. Isso porque o “Filho de Deus” tinha a imagem de Deus, e João 1:12 é para aqueles que se tornaram “filhos de Deus”, por terem recebido a imagem.

Tal afirmativa deve ficar bastante clara quando se lê Gênesis 5:1-3. Adão perdeu a imagem de Deus. Seu filho, Sete, nasceu à imagem e semelhança do seu pai decaído, e, do mesmo modo, todos depois dele. Alguém só pode receber de novo a imagem de Deus quando torna-se filho dEle, em Jesus Cristo. Tal fato só pode ser observado depois da morte e ressurreição do Messias. Até então, ninguém tinha a imagem de Deus, por ser apenas filho de Adão, segundo a carne. Eles esquecem-se de que a designação “filhos e filhas” (Isaías 43:6) não é o equivalente de “filhos de Deus”, porque as palavras são escritas e pronunciadas de modo diferente. “Coisas diferentes não são iguais. Termos diferentes têm significados diferentes”, como manda o bom Português, Inglês, Francês ou qualquer outra língua. Os “filhos e filhas” de Isaías 43 são todos israelitas, porém os antediluvianos filhos de Sete não são. Este teve muitos descendentes que não eram israelitas (Gênesis 11:22,26). As expressões contrastantes “filhos de Deus e filhas dos homens” (Gênesis 6:4) não poderiam jamais gerar essa falta de cuidado sem tamanho, na interpretação do texto, tal como “os filhos de Sete e as filhas de Caim”, a despeito do que o “hebraico uniforme e a interpretação cristã” têm feito. Por que alguém insiste em fazer o texto dizer o que não diz, tentando fazê-lo dizer alguma coisa que ele nunca intentou dizer, apenas para provar o seu próprio ponto de vista? Lembre-se: “É assim que Deus disse?” (Gênesis 3:1). Se fossem os “filhos de Sete com as filhas de Caim”, como, então, a operação toda acontece novamente “e também depois” (Gênesis 6:4 – depois dos dias do dilúvio) quando todas as filhas de Caim foram mortas pelo dilúvio? Se fossem os “filhos de Sete com as filhas de Caim”, como poderia esta relação produzir gigantes? Os gigantes apareceram “quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens…” , etc., não a todo o tempo. Não conheço nenhum casamento entre um “filho de Deus”, ou seja, um salvo, com uma pessoa não salva, do qual tenha nascido um “gigante”. Pois é… esta é apenas mais uma mazela que um comentário “erudito” sobre Gênesis 6 produz. Como pode ser isso, que a “linha bondosa de Sete” se misturou, quando o termo “linha bondosa” é uma fabricação ilusória dos personagens mais anti-cristãos e que nos 66 livros da Bíblia não existe nenhuma alusão sequer ao termo “linha bondosa”? Existe sim uma “linha messiânica”, pela qual o Messias veio. Mas esta linha, entretanto, é bem “maldosa”, se qualquer pessoa buscar as suas raízes. Note alguns ascendentes de Jesus Cristo: Judá, um fornicário (Gênesis 38); Perez, um filho ilegítimo; Raabe, uma prostituta; Bateseba, uma adúltera (Mateus 1:1-6); Davi, um adúltero e assassino… e por que continuar? Percebe? Então, uma “linha bondosa”, como uma “linha apostólica” (os papas) é apenas uma invenção humana. Não existe tal coisa nas Escrituras, ou sequer fora delas. Daí as três premissas básicas do argumento de que os “filhos de Deus” são “descendentes de Sete”, e as “filhas dos homens” são as descendentes de Caim, estarem 100% erradas. Bem, a OPINIÃO de qualquer um é bem vinda numa democracia, mas, definitivamente, esta OPINIÃO não faz parte do corpo de

verdades reveladas nas Escrituras. Os “filhos de Deus”, no Antigo Testamento, são identificados e definidos em um livro escrito pouco tempo depois do dilúvio (Jó 1, 2, 38) e eles estão presentes em um tempo antes de Adão ter sido criado (Jó 38:7). Eles são mencionados numa conexão entre Satanás e a criação (Jó 38). Os “filhos dos poderosos” do Salmo 89:6 são indubitavelmente os “deuses” do Salmo 82:1 – note aqui o dilúvio no contexto! Assim, já podemos concluir que existe tanta disputa em torno do texto porque estes “filhos de Deus” são os anjos de II Pedro 2 e Judas 6, 7. Então, eles são machos com aparência de 33 anos de idade, sem asas e podem manter relações sexuais com mulheres e se reproduzirem, maneira pela qual obtêm sangue. E eles vão retornar a este planeta nos últimos tempos e reproduzir o cenário original de Gênesis 6, como “deuses que descem na forma de homem” (Atos 14, 19; Mateus 24; Lucas 21; Apocalipse 12:7). Aqui nós paramos de comentar e passamos à parte profética do assunto. Então, voltemos ao texto. O ensinamento de que anjos “não podem se reproduzir” é derivado da adulteração de Mateus 22:30, quando as versões modernas omitem as palavras “no céu”, e então abortam a verdade, ensinando que os anjos “não têm sexo”! Não existe um anjo na Bíblia que seja sem sexo, aparente ser sem sexo, aja como se fosse sem sexo ou fale como se não tivesse sexo. Todo anjo na Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, é macho, sem asas (Apocalipse 21:17; Gálatas 4:14; Atos 1:10; Juízes 13: 3-21; Daniel 9; Gênesis 19:10-15, Hebreus 13). Um anjo “sem sexo” é tão genuíno quanto a Imaculada Conceição ou a Virgindade Perpétua de Maria, ou árvore de Natal ou o Coelho da Páscoa. “Asas”, são próprias de demônios femininos (Zacarias 5:9), e elas são desenhadas ou pintadas em anjos por causa dos querubins – que não são anjos – e por causa da passagem de Apocalipse 14:6. Se um anjo pousasse na Terra, 70% das pessoas salvas enganariam-se ao tentar identificá-lo e 100% dos perdidos falhariam, por causa da concepção católica dos anjos, que são pintados ou esculpidos como crianças aladas. Assim, os anjos de Satanás estão protegidos e não podem ser detectados. Nenhum cientista na Terra poderia identificar qualquer anjo, caso visse um. E eles vão aparecer, como em Gênesis 6! Mas isso é novamente profecia. Voltemos ao texto. “Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois” (Gênesis 6:4). Para clarear o pensamento, deve-se manter em mente que a Bíblia fala de gigantes em outras passagens, e, em algumas delas, dá nomes aos tais (Deuteronômio 3:11; I Crônicas 20:4; Josué 17:15; II Samuel 21:16,17; Números 13:33, etc.). Os fatos são históricos. O Antigo Testamento é história para o crente bíblico, incluindo Gênesis, literalmente. As expressões “Naqueles dias” e “também depois” podem ser localizadas facilmente. Existem duas advertências para “dias” em Lucas 17; uma é “dias de Noé” (este é o nosso texto) e a outra é os “dias de Ló” (Lucas 17: 26,28). Para confirmar isto com três testemunhas, Simão Pedro adverte sobre os dias de Ló e Noé (II Pedro 2:5,7) e Judas diz “amém” para Ló (Judas 6,7). O leitor não vai falhar em notar que o contexto de todas as passagens citadas trata-se de “anjos caídos”! Estes são os homens de

“ferro” de Daniel 2:43, 44 que são dados como 10 em número. A hierarquia do penúltimo reino, antes do reino milenar de Jesus na Terra, será constituída de 10 governantes (Apocalipse 17:12-14). “Os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos” (Gênesis 6:4). Bem, nós vamos tomar o significado da passagem exatamente como está escrito, e, se qualquer cristão, líder, professor, expositor, pregador ou teólogo neste planeta concordarem que o texto significa alguma coisa a mais, nós vamos ficar com o texto e somente com ele por AUTORIDADE FINAL. “Estes eram os valentes que houve na antiguidade, homens de fama”(Gênesis 6:4). Esta expressão não nega ou torna nulo o fato de que eram “gigantes”. “Homens de fama”, obviamente, não é uma interpretação da palavra “gigante”, mas sim, uma descrição da reputação alcançada por esses homens. Esta reputação chegou distorcida nos nossos dias, tanto pelo tempo quanto pela ciência. O livro de Hislop, intitulado “Two Babylons”, traça muito bem essa distorção: Ulysses, Apolo, Venus, Afrodite, Tamus, Semiramis, Baco, Zeus, Marduk, o Minotauro, Tezeu, Atlas, Mercúrio, Astarote, Medusa, Lorelei, Baal, Wotan, Júpter, Jove, Diana, Thor, etc. Ninguém pode esquecer-se de que foram os filósofos gregos que lançaram os fundamentos da “ciência moderna”. Os atos heróicos dos “deuses” são lendários em qualquer civilização, e eles são especialmente fortes no folclore IndoEuropeu, do que em qualquer outro lugar do mundo. O Super-homem das histórias em quadrinhos modernas, assim como Bat Man, Cat Man, Fat Man, Capitão Marvel, Paul Bunyan, Gulliver, King Kong, etc, são maneiras modernas de se preservar uma tradição que só pode ser baseada em fatos. OS FATOS SÃO PRESERVADOS SEM ERROS EM “A BÍBLIA SAGRADA” Anjos caídos estiveram aqui e produziram filhos com mulheres. Eles “deixaram a sua própria habitação” (Judas 6), e se reproduziram. Em resumo: Anjos caídos visitaram a Terra, aparentando ser homens de 33 anos de idade, sem asas; Eles vão retornar do mesmo modo como vieram. Desta vez como “visitantes” de outros planetas; Eles virão para se reproduzir, tendo como objetivo povoar “outros planetas”, com uma raça de humanóides que negam a Deus, que rejeitam a Bíblia, criaturas satânicas. Isto vai tentar completar o intento de Satanás, expresso em Isaías 14. Mas não será bem sucedido (Apocalipse 19). A História dos Anjos Caídos e dos Gigantes – Os Filhos de Deus em Gênesis 6 Esse estudo se faz necessário basicamente por duas razões: primeiro porque é escassa a literatura sobre o assunto à luz da Bíblia, segundo porque esse é o entendimento da igreja primitiva e somente começou a ser refutado principalmente com a influência da igreja católica sob a interpretação de Agostinho e algumas doutrinas distorcidas da Bíblia. A Origem das Teorias de Gênesis 6

O entendimento primitivo era de que os filhos de Deus eram anjos; o primeiro cristão a desafiar essa visão foi Julius Africanus (+- 200 DC), quando percebeu que algumas Bíblias gregas traziam o termo “Anjos de Deus” enquanto outras o traduziam como “Filhos de Deus”, então Julius deixou sua opinião de que os „filhos de Deus‟ eram os descendentes de Sete, enquanto as filhas dos homens eram a linhagem de Caim; Julius também cita a visão dos anjos se relacionando com mulheres e ensinando-lhes astrologia e magia, mas dizia que preferia uma explicação mais naturalista. É possível que ele tenha sido influenciado pelos gnósticos, que tinham setores que veneravam Sete e outros que veneravam Caim. A partir daí as „opiniões‟ se dividiram. Agostinho de Hipona (354-430 DC) teria decidido essa questão e encerrado a discussão dos anjos caídos entendendo que Gênesis 6 tratava-se da união da linhagem “piedosa” de Sete com a vil linhagem de Caim, dada a força da igreja em suprimir o que lhe interessava na época, o mito da linhagem piedosa de Sete acabou prevalecendo. A influência negativa da exegese de Agostinho ainda defendia que as escrituras deveriam ser entendidas de forma alegórica tendo em vista o conhecimento da época em questão e não de forma literal. Mas esse entendimento de forma alegórica leva a distorções sob uma exegese forçada, indutiva e falsa, dando margem à imaginação e não ao entendimento, principalmente quando vemos escrituras como o Gênesis, claramente históricas sendo interpretadas a seu bel prazer, sem aprofundamento ou lógica. Philo de Alexandria (20 AC – 50 DC), um filósofo contemporâneo de Josephus, entendia que as escrituras devem ser compreendidas de forma literal mas com um profundo significado espiritual. Philo teria até mesmo influenciado os cristãos primitivos com suas idéias, principalmente por ter escrito sobre o pentateuco em grego. Em um pequeno ensaio intitulado “Relativo aos Gigantes”, que fora dedicado à interpretação de Gênesis 6, ele faz suas exposições baseado na tradução grega da Bíblia, e a cópia de seu texto tem a interpretação “anjos de Deus” apenas. A edição da Bíblia de estudo “Bíblia de Jerusalém” cita em nota sobre Gênesis 6: “O judaísmo posterior e quase todos os escritores eclesiásticos viram anjos culpados nesses „filhos de Deus‟. Mas a partir do século IV em função de uma noção espiritual dos anjos, os padres comumente interpretaram os „filhos de Deus‟ como a linhagem de Sete e as “filhas dos homens” como a descendência de Caim.” O termo filhos de Deus O maior entendimento desse assunto e a clareza das escrituras está em sua forma original, ou o que ela originalmente queria transmitir literalmente. “E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, Viram os filhos de Deus que

as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.” Gênesis 6:1-2 O termo “filhos de Deus” em hebraico é originalmente „Bene Elohim‟, termo esse que é encontrado outras quatro vezes justamente para descrever anjos. E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles. Jó 1:6 E, vindo outro dia, em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles, apresentar-se perante o SENHOR. Jó 2:1 Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam? Jó 38:7 “Respondeu, dizendo: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem sofrer nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante ao Filho de Deus. Daniel 3:25″ Essa passagem de Daniel em particular deve ser entendida como um anjo, uma vez que Jesus ainda não havia nascido e não se manifestaria dessa forma. Veja que em todas as passagens o termo filhos de Deus está em um contexto de anjos e não de humanos. Não é admissível querer entender de outra forma, se falássemos hebraico antigo quando pronunciássemos o termo Bene Elohim certamente não entenderíamos outra coisa senão „anjos‟ ou “feitos por Deus”, seria a melhor leitura. Alguns tem dúvida também porque seriam chamados em filhos de Deus em Gênesis 6, uma vez que eram anjos decaídos, isso explicase pelo simples fato de o termo ser usado para as criaturas que foram criados diretamente por Deus, e não deixaram de ser criados por Deus depois de decaídos, igualmente o Adão decaído não deixou de ser filho de Deus e Lucas, 3:38 confirma esse entendimento, como falei anteriormente o termo mais preciso seria „feitos por Deus‟. Há um equívoco quando alguns citam Deuteronômio 14:1 alegando que o termo filhos de Deus também se refere aos homens: “Filhos sois do SENHOR vosso Deus; não vos dareis golpes, nem fareis calva entre vossos olhos por causa de algum morto. Deuteronômio 14:1″ Mas esse versículo é um erro de tradução, induzida ou não, mas fica muito claro quando vemos a versão King James original, considerada uma das melhores traduções da Bíblia: Ye {are} the children of the LORD your God: ye shall not cut yourselves, nor make any baldness between your eyes for the dead. Deuteronomio 14:1 Nota-se claramente que a expressão significa “crianças de Deus”, porque Deus cuidou de Seu povo, o protegeu e alimentou e não filhos de Deus em um contexto de criados por Ele. Outro versículo mal interpretado é Isaias 1:2,

“Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, tu, ó terra; porque o SENHOR tem falado: Criei filhos, e engrandeci-os; mas eles se rebelaram contra mim.” Aqui novamente o termo “Criei filhos” é uma expressão no sentido de alimentar, cuidar, nutrir e não “criar”, mesmo na vulgata o termo é “enutrivi”, tradução correta “nutrir”, e novamente não no sentido de terem sido criados por Ele mesmo. Além disso não há que se misturar os termos ou compreendê-los literalmente na tradução. Esse termo é especificamente os seres criados diretamente por Deus, porque Deus só teve um filho unigênito enviado para salvar a humanidade do pecado. “Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos. Hebreus 2:9″ Jesus foi feito um pouco menor do que os anjos, mas como nasceu e morreu como homem sem cair nas tentações do diabo tornou-se em toda glória e honra maior do que os anjos, uma vez que estes sucumbiram à tentação do diabo. O que os intérpretes fazem aqui é confusão e acabam por negar a divindade de Cristo; até a vinda do Messias os seres humanos não eram considerados filhos de Deus e sim servos de Deus, mas após Cristo aqueles que são salvos por sua fé em Cristo são sim considerados como filhos de Deus (João 1:12, Romanos 8:14, 1 João 3:1). Afirmar que os seres humanos eram filhos de Deus antes do advento do Cristo é negar Sua divindade e Seus propósitos. Reflitam sobre isso. João 1 9 10 11 12 Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Outro aspecto é que o único homem do antigo testamento chamdo de „filho de Deus‟ foi Adão (Lucas, 3:38), porque fora criado à imagem e semelhança de Deus, enquanto os descendentes de Adão foram todos criados à semelhança do próprio Adão decaído (e não de Deus, Gen 5:3). Vejamos: “Louvai ao SENHOR. Louvai o nome do SENHOR; louvai-o, servos do SENHOR. Salmos 135:1″ “Toda a ferramenta preparada contra ti não prosperará, e toda a língua que se levantar contra ti em juízo tu a condenarás; esta é a herança dos servos do SENHOR, e a sua justiça que de mim procede, diz o SENHOR. Isaias 54:17″

Então podemos concluir que todas as criaturas criadas diretamente por Deus são considerados seus filhos e os homens considerados servos de Deus no antigo testamento, enquanto no novo testamento são considerados filhos de Deus aqueles nascidos de novo em Cristo. Vamos adiante: “E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, Gênesis 6:1″ Aqui diz que os homens começaram a se multiplicar sobre a face da terra, não diz absolutamente nada sobre serem filhos de Sete ou de Caim, portanto não podemos supor, nem presumir, nem achar. Presumir que esses homens eram descendentes de Sete contradiz o versículo seguinte: “Então disse o SENHOR: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos. Gênesis 6:3″ Deus não fez nenhuma diferenciação entre a descendência de Sete ou de Caim, tanto é que o dilúvio destruiu a descendência de ambos. O termo Nefilim “Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama. Gen 6:4″ A palavra nefilim foi traduzida na vulgata por „gigantes‟ mas a raiz dessa palavra é „nafal‟ que em hebraico quer dizer “caídos”, possivelmente essa confusão é devida à estatura desses seres que é notoriamente grande conforme veremos adiante, mas não deixa de ser um relaxo e falta de cuidado com escrituras que foram preservadas milhares de anos por homens honrados que muitas vezes as defenderam com suas vidas. Considerando a decadência do homem e o dilúvio Aparentemente essa união entre anjos e humanos causou um grande problema genético, porque Deus resolve destruir o mundo com o dilúvio devido à corrupção de toda a carne, ou seja, todas as criaturas foram afetadas, da mesma forma que foram afetadas quando da queda de Adão. “E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra. Gênesis 6:12″ O que nos dá a idéia de que não apenas houve a corrupção do homem mas também dos animais, sendo que Noé foi o único que não havia sido contaminado. “Estas são as gerações de Noé. Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus. Gênesis 6:9″ Aqui a palavra “gerações” aparece traduzida também como “descendência” remetendo a uma pureza genética e não moral. A promessa de Deus no Éden de que a semente de Eva eliminaria Satanás pode tê-lo levado a seduzir anjos que corromperiam a

humanidade, evitando o nascimento do Messias, que esmagaria a cabeça da serpente. Nós vemos desde essa tentativa frustrada até a ordem de Herodes de procurar o menino e matá-lo em Mateus 2:13. Considerando que o homem vivia em torno de 900 anos e que a pureza genética não deveria ser um problema, a alegação de uma união entre a descendência de Sete e Caim também não deveria causar nenhum problema de consanguinidade, ocasionando o surgimento de gigantes, também não é aceitável que a marca que Deus colocou em Caim tenha sido uma marca genética, porque essa marca era unicamente para evitar que ele fosse morto, coisa que uma marca genética não seria prática. E sem um fator externo não poderia haver a diferença de tipos sanguíneos que existem hoje, também não existiria a diversidade de raças que surgiram após esse evento. Essa tese da descendência piedosa de Sete também é totalmente falha, vejamos o que diz Gênesis 4:26: “E a Sete também nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos; então se começou a invocar o nome do SENHOR.” Esse versículo além de controverso é mal traduzido, primeiro porque se somente Enos começou a invocar o nome do Senhor quer dizer que Adão e Sete não o faziam, o que é bem insensato e também controverso com a tese da “piedosa linhagem de Sete” que não é chamada assim na Bíblia em lugar algum; mas preste bem atenção em “se começou”, entendido como „começou a invocar a si mesmo‟ o nome do Senhor, ou seja, começou a achar que era Deus. Estudando esse versículo temos um entendimento correto, vejamos a tradução da versão King James, como já citamos considerada uma das melhores traduções da Bíblia (ainda que tenha falhas também): “And to Seth, to him also there was born a son; and he called his name Enos: then began men to call upon the name of the LORD. {Enos: Heb. Enosh} {to call…: or, to call themselves by the name of the Lord}” Essa tradução nos dá uma visão mais acurada {„invocar..:‟ ou „chamar a si mesmos pelo nome do Senhor‟} ou seja, os filhos de Sete já haviam começado a chamar a si mesmo deuses (chamar a si mesmos pelo nome do Senhor), enquanto os filhos de Sete estavam corrompidos espiritualmente, já os filhos de Caim além de corrompidos espiritualmente também estavam sob forte influência no sentido material das artes, guerra, etc, a humanidade decaída já não ia muito bem, porém com a corrupção dos anjos caídos isso ficou muito pior, porque havia a possibilidade de se corromper a descendência do Messias. Também não há nenhuma lógica em serem os „filhos de Deus‟ os descendentes de Sete e as filhas dos homens serem as filhas de Caim, justamente porque em Gen 7:13 esclarece: “E no mesmo dia entraram na arca Noé, seus filhos Sem, Cão e Jafé, sua mulher e as mulheres de seus filhos.” Ou seja, só sobraram 3 descendentes de Sete? Isso é totalmente ilógico, além do fato de Gênesis nem sequer dar uma pista sobre ser mesmo a descendência de Sete, ou seja, pura suposição imaginativa chamada de exegese, ainda que tentem alegar que as filhas de Caim eram depravadas e seduziram os filhos

de Sete, tornando o entendimento mais obscuro e simplista ainda, levando-se em conta que além de não explicar o surgimento dos gigantes também deixa várias pontas soltas, sendo um relaxo com a unicidade das escrituras e sua harmonia. Pode ter havido uma linhagem messiânica, mas nada de linhagem piedosa de Sete, mesmo porque em nenhum lugar da Bíblia diz que a mistura de piedosos e impiedosos gerou gigantes ou fez Deus destruir a humanidade por tal bobagem. Para quem ainda não fez uma profunda reflexão sobre o assunto das descendências na Bíblia, e talvez muitos não se dêem conta do porquê do detalhamento sobre as descendências na Bíblia, especificando a linhagem messiânica, uma vez que pela lógica todos os homens nasceram de Eva, portanto não poderia haver outra descendência a menos que houvesse um fator externo, ainda que Caim tenha sido declarado “do maligno”, após o dilúvio isso não faz nenhum sentido, somente se outra tentativa de corrupção da linhagem messiânica tivesse lugar. Desconsiderando interpretações insanas “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. Gênesis 3:15″ O que realmente dá uma „coceira‟ aos defensores da tese da „piedosa linhagem de Sete‟ seria alegar que a “semente” de Satanás seria Caim, ou seja, alegar que a sedução do fruto proibido seria uma alegoria a algo sexual entre Satanás e Eva, gerando Caim, o primeiro filho de Eva. E essa „inimizade‟ poderia gerar uma incompatibilidade genética entre os dois e essa incompatibilidade teria gerado os gigantes. Porém essa suposição além de absurda deixa de responder a várias questões. A referida „semente‟ nada mais é do que uma incompatibilidade espiritual e não sexual, porque após o dilúvio a descendência de Caim fora dizimada e não havia mais essa possibilidade. E mesmo antes do dilúvio Caim casou com uma mulher que somente poderia ser filha de Eva, conforme é descrito em Gênesis 5:4, afastando novamente essa possibilidade. Até seria aceitável que a „semente‟ de Satanás citada seria justamente as descendências dos anjos caídos que criariam gigantes, mas não incompatibilidade entre Caim e Sete. Uma interpretação assim dá margem para outras teorias tão absurdas quanto a da linhagem piedosa de Sete, estou falando das teorias rocambolescas dos reptilianos, que da mesma forma alega que Satanás era uma raça extraterrestre reptiliana, bem, essa nem vale perder tempo refutando porque é defendida por pessoas que nem conhecem as escrituras. A última refutação às teorias insanas está em Gênesis 5:3, porque alguns alegam que Caim não é filho de Adão porque não é citado nas gerações de Adão desse versículo. Quem defende isso é irracional, porque já foi explicado que a Bíblia especifica as descendências da linhagem messiânica apenas e como Caim não é da linhagem messiânica seu nome não aparece. Vejamos:

“E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos, e gerou filhos e filhas.” Adão gerou “filhos e filhas”, gerou filhos além de Sete e Caim e também gerou filhas que casaram com cada um deles mas somente Sete é citado porque é da descendência dele que nasceria o messias. Como esses nascimentos não são cronológicos nem lineares temporalmente, Caim casou-se com uma de suas irmãs posteriormente, assim como Sete, apenas para esclarecer a pergunta insolente dos questionadores de plantão que não raciocinam e usam esse sofisma para tentar desarticular a harmonia das escrituras. E sem dúvida nenhuma Caim é filho de Adão e Eva: “E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Alcancei do SENHOR um homem. E deu à luz mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. Gênesis 4:1-2″ A única observação que se faz aqui é que Caim e Abel eram gêmeos, porque Adão „conheceu‟ a Eva e teve ambos, essa possibilidade é ainda mais forte porque tornaria Caim mais maligno ainda, uma vez que há uma afinidade maior entre gêmeos e afasta completamente a possibilidade da tentação de Satanás tenha um contexto sexual e confirma a tendência de Satanás a eliminar a descendência messiânica, a qual certamente viria de Abel, uma vez que Caim já estava sob a influência do próprio Satanás. Depois do dilúvio Algumas teorias bem simplistas (e informais) tentam colocar a maldição de Noé sobre Canaã em Gen 9:25 como fator do surgimento dos gigantes após o dilúvio, como se a maldição de Noé quebrasse todas as regras da natureza e da genética para que surgissem gigantes na Terra. Mais adiante voltaremos a esse assunto da maldição de Canaã sob um aspecto totalmente claro e harmonioso com as escrituras, sem invencionisses ou exegese forçada, deixando claro que essa maldição não é causa mas efeito sobre Canaã. “Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama. Gênesis 6:4″ “Havia naqueles dias”, ou seja, nos dias do dilúvio, e também depois do dilúvio, aqui é claro que o termo “também depois” se refere à “naqueles dias”, porque Moisés está contando a história do passado, ele não está vivenciando essa história no presente, e é justamente depois do dilúvio que surgirão em várias passagens citações aos gigantes naquela época. Mas a primeira menção aos gigantes depois do dilúvio será justamente quando Moisés envia os 12 homens que eram os cabeças das tribos de Israel: “Também vimos ali gigantes, filhos de Enaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos nossos olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos seus olhos. Números 13:33″

Aqui novamente a palavra „gigantes‟ é traduzida do termo „nefilim‟, veja, nefilim não é um adjetivo originalmente (tratando de identificar o tamanho dos homens que ali estavam), é um substantivo concreto referente a essa raça de seres que aparecem constantemente e que foram combatidos. A palavra nefilim só aparece duas vezes na Bíblia, uma vez em Gen 6 e outra em Núm 13. Veja que foram apenas os 12 cabeças de cada tribo que foram enviados, digo isso porque alguns tentam forçar que o termo „gafanhotos‟ refere-se a quantidade, como se a quantidade daqueles gigantes fosse igual à quantidade de espias, pelo contrário refere-se a qualidade e aparência desses habitantes que eram muito diferentes, assim como os espias pareciam diferentes para eles, explicando que também não é a questão da altura mas de serem uma raça de seres distinta. E porque não são apenas uma espécie de seres que estão nessa passagem em especial: “E infamaram a terra que tinham espiado, dizendo aos filhos de Israel: A terra, pela qual passamos a espiá-la, é terra que consome os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura. Números 13:32″ Observe que eles viram dois tipos diferentes de seres distintos aqui, em Num 13:32 dizem que havia “homens de grande estatura” e em Num 13:33 eles eles dizem ter visto os nefilim e filhos de Enaque, descendente dos nefilim, é muito claro que os gigantes e os nefilins são distintos devido a palavra “Também” no começo do versículo 33. Então qualquer possibilidade de os gigantes (nefilins=caídos) de Gen 6 serem relacionados à possível linhagem „piedosa‟ de Sete está totalmente descartada, devido ao termo relacionar a uma classe de seres que habitavam aquele local, e que existiram antes e depois do dilúvio. O termo “Nefilim” é usado unicamente em Gen 6 e Num 13:33, possivelmente por se tratar dos primeiros descendentes desses anjos decaídos. “(Também essa foi considerada terra de gigantes; antes nela habitavam gigantes, e os amonitas os chamavam zamzumins; Um povo grande, e numeroso, e alto, como os gigantes; e o SENHOR os destruiu de diante dos amonitas, e estes os lançaram fora, e habitaram no seu lugar; Deuteronômio 2:21″ Essa tradução também omite o nome próprio dos gigantes, e é necessário compreendê-lo para que possamos ir mais a fundo no assunto sobre a natureza desses seres, veja a tradução como deveria ser: “(Também essa foi considerada terra dos Rephaim; os Rephaim habitavam ali anteriormente, e os amonitas os chamavam zamzumins; Um povo grande, e numeroso, e alto, como os Anaquins; e o SENHOR os destruiu de diante dos amonitas, e estes os lançaram fora, e habitaram no seu lugar; Deuteronômio 2:21″ A tradução como a conhecemos é até redundante quando diz “Um povo grande, e numeroso, e alto, como os gigantes;”, percebe como quer dizer a mesma coisa? Enquanto na realidade o versículo faz uma comparação entre os Raphaim e os Anaquim?

“Os Emins dantes habitaram nela; um povo grande e numeroso, e alto como os gigantes. Deuteronômio 2:10″ Literalmente (da versão Young‟s Literal, que mantém os nomes próprios) : “Os Emins dantes habitaram nela; um povo grande e numeroso, e alto como os Anaquins. Deuteronômio 2:10″ “Também estes foram considerados gigantes como os Anaquins; e os moabitas os chamavam Emins. Deuteronômio 2:11″ Você percebe como esses dois versículos são totalmente reduntantes, sabe porque? Porque foram mal traduzidos. O versículo 11 deveria ficar algo como: “Eles eram considerados Raphains, como os Anaquins; e os moabitas os chamavam Emins” Então aqui temos uma pequena classificação desse povo de alta estatura, os Rafaim, Emin, Anaquin e Nefilim. A questão dos matrimônios mistos, alegada pela falsa exegese sobre uma possível linhagem piedosa de Sete também é rejeitada pela seguinte passagem: “E o SENHOR teu Deus as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem terás piedade delas; Nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos, e não tomarás suas filhas para teus filhos; Pois fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do SENHOR se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria.” Deuteronômio 2:4 Além de não fazer distinção entre filhas e filhos, em nenhum momento Deus diz que destruirá a humanidade devido a matrimônios mistos entre os Israelitas e os povos que adoram outros deuses, aliás,a única razão era evitar que fossem seduzidos a adorar outros deuses, certamente porque isso era algo muito tentador, visto que corrompeu até mesmo o sábio Salomão, mas nem por isso ele foi morto ou teve filhos gigantes. O Destino dos Gigantes O destino final desses povos de grande estatura está em Isaias: “Morrendo eles, não tornarão a viver; falecendo, não ressuscitarão; por isso os visitaste e destruíste, e apagaste toda a sua memória. Isaias 26:14″ Veja novamente a redundância na frase, aqui a distorção está na palavra “falecendo”, que foi traduzida da palavra Raphaim. A versão católica traduziu como “sombras”, enquanto até mesmo a versão King James continuou com “falecido”, omitindo a menção aos Raphains. Portanto esse versículo quer dizer: “Morrendo eles, não tornarão a viver; os Raphains, não ressuscitarão; por isso os visitaste e destruíste, e apagaste toda a sua memória. Isaias 26:14″

Compreende como agora ficou compreensível todo o texto desse versículo? Leia todo o capítulo de Isaias 26 e você vai entender que dessa forma está totalmente dentro do contexto bíblico, ao contrário da forma traduzida erroneamente. O que temos aqui? Uma indução dos tradutores à não compreensão do versículo de Isaías de que esse povo não será ressucitado? Ou apenas um efeito “telefone sem fio” ao longo das traduções? Resumindo, eles não podem ser salvos, não terão julgamento, porque já foram julgados e condenados. É muito claro isso. Talvez essas confusões nas traduções sejam apenas um alívio na consciência daqueles que sabem que isso é desaprovado pelo próprio Jeová: “Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que eu vos mando. Deuteronômio 4:2″ Mas infelizmente muita gente ainda defende essa heresia, se autointitulam defensores da Palavra mas não conhecem nem mesmo o que ela é, atiram pedras em quem procura evidenciar a verdade, falsos profetas mais interessados em seu dogmatismo do que em Deus, estão hipnotizados pela doutrina dos homens e esqueceram da doutrina de Deus. “Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo. Judas 1:4″ A Natureza dos Anjos Caídos “E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. Judas 1:6-7″ Ora, temos aqui uma explicação direta de que os anjos decaídos foram atrás de outra carne, justamente porque a palavra “aqueles” se refere aos anjos, que foram após outra carne, comparando à depravação dos moradores de Sodoma e Gomorra que fora destruída e também foram após outra carne conforme veremos adiante. Também em Judas vemos que os anjos deixaram sua própria habitação (o céu), só não entende quem não quer entender que esses anjos deixaram o céu e foram após outra carne e por isso foram colocados em prisões eternas até o dia do juízo. Mas como os anjos podem ir após outra carne? “Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu. Mateus 22:28″ É claro que anjos não se casam “no céu”, como a passagem em Judas deixa claro que os anjos deixaram sua habitação no céu e foram após outra carne na terra. Da mesma forma anjos não precisam de casamento no céu porque são imortais e não precisam de descendência, porém anjos decaídos, rebeldes contra Deus

certamente puderam escolher se relacionar com mulheres. Sabemos também que anjos decaídos são demônios e que demônios são atraídos por sexo, praticamente toda questão relacionada com demonologia está ligada ao sexo inferior, depravado e impuro, ora, se anjos não tem atração sexual porque demônios teriam? A citação em Judas levanta outra questão, a de que os anjos foram presos, e se foram presos como atuam junto aos humanos? Certamente há duas classes de demônios, a dos anjos caídos que se rebelaram contra Deus seduzidos por Satanás e continuam atuando até os dias de hoje, e também os anjos que cometeram um pecado muito grave para serem presos até o dia do julgamento, se misturaram com mulheres gerando uma raça de seres malignos que fora combatida no Antigo Testamento, antes e depois do dilúvio. Mas para que os anjos pudessem se relacionar com mulheres eles deveriam ter características humanas, e temos algumas passagens que comprovam isso: “E levantou os seus olhos, e olhou, e eis três homens em pé junto a ele. E vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro e inclinouse à terra, E disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo. Que se traga já um pouco de água, e lavai os vossos pés, e recostai-vos debaixo desta árvore; E trarei um bocado de pão, para que esforceis o vosso coração; depois passareis adiante, porquanto por isso chegastes até vosso servo. E disseram: Assim faze como disseste. E Abraão apressou-se em ir ter com Sara à tenda, e disse-lhe: Amassa depressa três medidas de flor de farinha, e faze bolos. E correu Abraão às vacas, e tomou uma vitela tenra e boa, e deu-a ao moço, que se apressou em prepará-la. E tomou manteiga e leite, e a vitela que tinha preparado, e pôs tudo diante deles, e ele estava em pé junto a eles debaixo da árvore; e comeram. Gênesis 18:2-9″ Em seguida dois dos três homens (um deles era o próprio Jeová que não os acompanhou) seguiram para Sodoma e temos outra passagem: “E vieram os dois anjos (hebraico: agentes, enviados, mensageiros) a Sodoma à tarde, e estava Ló assentado à porta de Sodoma; e vendoos Ló, levantou-se ao seu encontro e inclinou-se com o rosto à terra; E disse: Eis agora, meus senhores, entrai, peço-vos, em casa de vosso servo, e passai nela a noite, e lavai os vossos pés; e de madrugada vos levantareis e ireis vosso caminho. E eles disseram: Não, antes na rua passaremos a noite. E porfiou com eles muito, e vieram com ele, e entraram em sua casa; e fez-lhes banquete, e cozeu bolos sem levedura, e comeram. Gênesis 19:1-3″ Nas duas situações esses anjos apresentam características humanas, e mesmo que por educação e seguindo os princípios da época esses anjos comeram, o que requer que tivessem um aparelho digestivo, e características humanas; da mesma forma que anjos rebeldes usaram essa característica para poluir a terra unindo-se a mulheres. Mas nessa passagem de Ló teremos ainda outra ocorrência: “E antes que se deitassem, cercaram a casa, os homens daquela cidade, os homens de Sodoma, desde o moço até ao velho; todo o povo de todos os bairros. E chamaram a Ló, e disseram-lhe: Onde

estão os homens que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos. Gênesis 19:4-5″ Os moradores de Sodoma, reconhecidamente pervertidos viram aqueles homens diferentes, certamente de excelente aparência, e quiseram raptá-los claramente para uma prática sexual, tanto é que Ló oferece suas filhas virgens para tentar acalmá-los: “Eis aqui, duas filhas tenho, que ainda não conheceram homens; fora vo-las trarei, e fareis delas como bom for aos vossos olhos; somente nada façais a estes homens, porque por isso vieram à sombra do meu telhado. Gênesis 19:8″ Vemos enfim a confirmação de Judas mostrando que os moradores de Sodoma foram após “outra carne” e também várias características bem humanas desses anjos, tanto que eles foram confundidos por homens comuns. “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos. Hebreus 13:2″ Como uma pessoa poderia hospedar anjos sem saber? Porque são exatamente como homens, são indistinguíveis, dizer que anjos não podem se materializar e viver entre os homens disfarçadamente não é apenas tolo mas é negar a Palavra de Deus. Vemos também em Daniel: “E levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho, e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz; E o seu corpo era como berilo, e o seu rosto parecia um relâmpago, e os seus olhos como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido; e a voz das suas palavras era como a voz de uma multidão. Daniel 5:6″ Fica claro pela visão de Daniel tratar-se de um anjo, e em seguida: “Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia. Daniel 10:12-13″ Mais uma vez, uma característica não apenas humana, mas impressionante, esse anjo afirmando que o príncipe da Pérsia o segurou por vinte e um dias, até que Miguel foi ajudá-lo. Dados esses versículos, sobre as características dos anjos, temos que levar em consideração o fato de os anjos que coabitaram com mulheres eram anjos rebeldes e não obedientes a Deus, mas depois que pecaram coabitando com mulheres foram punidos, lançados no tártaro, uma prisão em um mundo inferior e aguardam o dia do julgamento; enquanto outros anjos decaídos estão soltos, buscando corromper o homem e influenciá-lo para o mal. Essa era a interpretação da igreja primitiva que foi manipulada e distorcida ao longo do tempo pelas doutrinas que corromperam não apenas a Palavra de Deus mas constantemente tem distorcido os

mandamentos do Cristo em busca de poder, para não dar margem ao entendimento do que realmente aconteceu no passado. Já não bastasse a ciência esconder categoricamente as provas da existência dos gigantes no passado, ainda doutrinas maléficas tentam negar o impacto negativo que isso teve no passado com malabarismos mentais sobre Sete e Caim, que claramente não é citada na Bíblia e é fruto de uma exegese forçada. O Tamanho dos Gigantes

A. Tamanho de um homem moderno com 1,80 m. B. Esqueleto humano de 4,57 metros encontrado no sudeste da Turquia na década de 50 no vale do Eufrates durante a construção de uma estrada. Muitas tumbas contendo gigantes foram descobertas ali. É o esqueleto da foto do gigante femur humano logo abaixo. C. Tamanho do imperador Maximinus Thrax Ceaser de Roma, ano 235-238 A.D. Um esqueleto de 2,59 metros. D. Golias tinha aproximadamente 2,74 metros. I Samuel 17:4 E. Rei Ogue citado em Deuteronomio 3:11, o qual a cama tinha 4,26 metros de comprimento e 1,82 metros de largura. O Rei Ogue tinha pelo menos 3,65 metros de altura. F. Um esqueleto de 5,97 metros encontrado em 1577 sob um carvalho derrubado em Canton de Lucerne. G. Um esqueleto de 7 metros encontrado em 1456 ao lado de um rio em Valencia, França. H. Um esqueleto de 7,8 metros encontrado em 1613 próximo ao castelo de Chaumont na França. Alega-se que foi encontrado quase completo.

I. Quase além da compreensão ou veracidade foram encontrados em duas partes separadas os restos de um gigante de 11 metros descobertos em Cartagena entre 200 e 600 A.C.

O Paganismo, Demonologia e os Anjos Caídos Alguns intérpretes, nesciamente, entendem que anjos caídos tendo filhos com mulheres é ensinamento encontrado nas tradições pagãs e que isso não é bíblico. Porém nas tradições pagãs esses anjos decaídos são deuses, são adorados e respeitados como verdadeiros deuses que eram proibidos por Deus aos Israelitas. Isso só mostra que essa proibição não era gratuita e que a Bíblia confirma que esses povos adoradores de demônios estavam no caminho do erro, enganados por esses falsos deuses que existiram no passado. O famoso Gilgamesh era parte humano e parte deus, resultado da mistura de homens e deuses que vieram do céu. Da mesma forma Hércules e tantos outros que eram venerados nas antigas tradições pagãs e ainda o são até os dias de hoje. Notoriamente seitas como maçonaria, teosofia, rosacruz, gnose, etc, tentam a todo custo manipular informações para afastar a queda desses anjos, tentando transformar o próprio Lúcifer em anjo de luz em seus ensinamentos, como se o ser das trevas tivesse trazido algum tipo de conhecimento aproveitável para o mundo, senão trouxe apenas ensinamentos ocultos, que os homens nem sequer sabem o que estão lidando, mas se encantam com isso e tornam-se fantoches nas mãos desses demônios quando se entregam a práticas de magia, bruxaria, rituais maçônicos e outras práticas que sempre foram proibidas por Deus. Todos concordam que demônios são anjos caídos, mas muitos discordam que anjos se relacionaram com mulheres ou pudessem ter características físicas, então como explicar que demônios se

satisfazem com depravações sexuais e possuem corpos para ter prazer, seja ele sexual ou com comidas e bebidas? PS. Antes que algum descerebrado comente isso, a palavra “Satanás” é escrita com a inicial maiúscula porque trata-se de um nome próprio, respeitando as regras da língua portuguesa.

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