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Textos Sobre Batismo

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Livreto sobre batismo bíblico
Livreto sobre batismo bíblico

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11/17/2012

Textos Sobre o Batismo

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Índice 05 06 09 15 16 17 18 18 20 29 36 49 53 O Batismo e a Salvação Batismo é Necessário Para a Salvação? Objeções Jesus e Nicodemos Salvação Sem Batismo É o Batismo simplesmente um Sinal Externo? Salvação Precede o Batismo? O Batismo É Necessário para Entrar em Cristo? Batismo é a Única Exigência? O Batismo e as Boas Novas Batizados duas vezes? "Salvos, Através da Água" Deveriam as crianças ser batizadas?

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Textos Sobre o Batismo O Batismo e a Salvação O batismo é um assunto importante nas Escrituras. Muitos textos mostram que o batismo está intimamente relacionado com outros temas fundamentais do evangelho. Quando Jesus encarregou os apóstolos da Grande Comissão, ele fez o batismo ser um elemento central da mensagem que eles deveriam pregar ao mundo: "Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas cousas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos as dias até à consumação do século" (Mateus 28:18-20). Quando Paulo apresentou os sete fundamentos da unidade cristã, o batismo era um deles: "Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos" (Efésios 4:4-6). Você pode perceber a importância do batismo por causa da sua ligação com aqueles outros elementos vitais do cristianismo. Infelizmente, poucos entendem o que a Bíblia afirma acerca da relação entre batismo e salvação. O objetivo deste artigo é mostrar que o batismo é um requisito para a salvação.

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As Escrituras ensinam que há vários requisitos para a salvação: a graça de Deus, o amor de Deus, o sangue de Cristo, o ouvir a palavra, o arrependimento, a confissão, a fé, a obediência, etc. Nenhum dos elementos acima salva sozinho; todos são, no entanto, imprescindíveis. Em meio a tudo o que o homem tem que fazer para ser salvo está o batismo. Ninguém pode ser salvo sem fé, sem a graça de Deus, sem o sangue de Cristo, sem o arrependimento, etc., mas também não pode ser salvo sem o batismo. O batismo é um dos vários requisitos indispensáveis para a salvação. O Batismo é Necessário para a Salvação Marcos 16:16- "Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado." O texto é claro. É necessário que creiamos e sejamos batizados. Alguns acreditam que o batismo não é essencial porque na segunda metade do versículo Jesus não disse que aquele que não crê e não é batizado será condenado. A questão obviamente é se queremos ser salvos ou condenados. Para sermos salvos duas coisas são necessárias: a crença e o batismo. Para sermos condenados basta uma: a descrença. Examine este paralelo: quem for contratado pela fábrica e trabalhar esforçadamente receberá a promoção; quem não for contratado não receberá a promoção. Na verdade, não importa quão arduamente um homem trabalhe, se nunca for contratado, certamente não receberá a promoção. João 3:5- "Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade |6|

te digo: Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus." Não é possível entrarmos no reino do céu sem nascermos de novo da água e do espírito. O único nascimento pela água de que falam as Escrituras é o batismo (veja Romanos 6:3-4). Nascer do espírito diz respeito à transformação espiritual que devemos experimentar. Sem o batismo das águas e sem a mudança espiritual, é impossível entrarmos no reino. Atos 2:38- "Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo." O contexto aqui é muito importante. Pedro tinha acabado de pregar um sermão no qual acusava os que o ouviam de haverem assassinado ao Senhor. Seus ouvintes perguntaram o que tinham que fazer então para serem salvos. Pedro mandou que se arrependessem e fossem batizados para receber o perdão dos pecados e o dom do Espírito Santo. Sem arrependimento e sem batismo, permanecemos perdidos, sem perdão. Atos 22:16- "E agora, porque te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele." Esse texto nos mostra como invocar o nome do Senhor e ser salvo. Certamente devemos invocar o nome do Senhor para sermos salvos (Romanos 10:13; Atos 2:21). Mas isso significa mais que simplesmente gritar "Jesus" (Mateus 7:21-23; Lucas 6:46; Atos 19:13-16; Romanos 10:1-3). Invocar o nome do |7|

Senhor significa voltar-se para ele e submeter-se a ele para receber a salvação. O modo pelo qual fazemos isso é para ser batizados e lavar os pecados. Uma vez que não é possível sermos salvos tendo ainda o pecado e uma vez que o batismo é exigido para ser lavado dos pecados, fica claro que o batismo é necessário para a salvação. Romanos 6:3,4- "Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida." Essa passagem compara o batismo do cristão com a morte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo. Jesus morreu. Nós temos que morrer com respeito ao pecado. Jesus ressuscitou; devemos também ressurgir do nosso sepulcro do batismo para vivermos uma vida nova. Está claro que a nossa nova vida segue o nosso batismo. Como não se enterra ninguém vivo, mas sim os mortos, assim também os batizados são aqueles que estão mortos no pecado e não os que já estão vivos em Cristo. A vida nova é recebida após o batismo. 1 Pedro 3:21: "A qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de um boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo." O batismo compara-se ao dilúvio dos dias de Noé. O dilúvio salvou a Noé da corrupção e da perversidade |8|

do velho mundo. O batismo nos salva da corrupção e do pecado de nossa velha vida. Uma vez que o texto afirma que o batismo nos salva, a questão é indiscutível.

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Objeções "O batismo não é batismo de fato." Algumas pessoas tomam os textos acima e tentam desidratá-los, dizendo que não se referem ao batismo nas águas. Isso é difícil fazer de forma convincente. João 3:5, por exemplo, afirma claramente: "nascer da água e do espírito". As pessoas tentaram dar toda sorte de significados à água nesse texto. Algumas dizem que Jesus estava falando do nascimento físico e que a água é o líquido amniótico de que tratamos quando dizemos que rompeu a bolsa d'água de uma grávida. Mas seria um pouco estranho que Jesus dissesse a homens vivos que eles tinham de nascer de novo fisicamente para entrar no reino dos céus. Informar Nicodemos que precisava nascer fisicamente para entrar nos céus era visivelmente desnecessário; isso obviamente já havia ocorrido! No contexto, Jesus mostrou categoricamente que estava falando de um nascimento espiritual e não físico. Foi Nicodemos, não Jesus, que imaginou entrar de novo no ventre da mãe para nascer. Alguns dizem que água em João 3:5 significa a palavra. Mas isso é arbitrário. Podemos dizer que água significa qualquer coisa - iogurte, por exemplo - e ensinar que as pessoas devem ser batizadas no iogurte para ser salvas! Mas Jesus disse água, e não há por que mudar isso. Deve ficar claro que 1 Pedro 3:21 se refere ao batismo nas águas. No contexto, ele estava falando sobre como o mundo dos dias de Noé se encheu de água. Alguns defendem a idéia de que Noé foi salvo | 10 |

das águas e não pelas águas. O ponto do contexto, entretanto, não é a preservação de Noé na arca, mas sua salvação pela água do pecado do mundo. Alguns tentam interpretar essas passagens como se fosse uma referência ao batismo com Espírito Santo. É verdade que a Bíblia menciona o batismo do Espírito Santo. Há, no entanto, diferenças significativas entre o batismo nas águas e o batismo do Espírito Santo que devem deixar claro a qualquer estudioso qual é qual. O batismo do Espírito Santo era uma promessa, nunca uma ordem (observe Atos 1:4-5,8). Se um batismo é ordenado, sabemos que não se trata do batismo do Espírito Santo. Com base nisso, Atos 2:38 e Atos 22:16 têm que referir-se ao batismo nas águas. Cristo é quem batizava com o Espírito Santo, não o homem. Se o batismo tratado é um batismo feito por homens, sabemos tratar-se do batismo nas águas. Por essa razão, Marcos 16:16 deve referir-se ao batismo nas águas (veja Mateus 28:18-20; Marcos 16:15-16). Romanos 6:3-4 é o batismo nas águas porque implica um sepultamento e uma ressurreição para uma nova vida. "A salvação não é salvação de fato." Às vezes as pessoas negam que esses textos realmente ensinem que o batismo é essencial para a salvação. Com muita freqüência, fazem-no com Atos 2:38: "Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo". Dizem | 11 |

que a expressão "para remissão dos pecados", no grego, significa ser batizado porque os seus pecados já foram perdoados e não para receber o perdão dos pecados. O interessante é que a mesma expressão, tanto em português quanto em grego, é usada em Mateus 26:28: "Porque isto é meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados". O sangue de Jesus foi vertido para remissão dos pecados. Teria seu sangue sido derramado porque os nossos pecados já haviam sido perdoados ou para recebermos o perdão? Sem dúvida, para recebermos. Atos 2 já em si afirma que devemos arrependernos e ser batizados para o perdão. Se devíamos ser batizados porque os nossos pecados já foram perdoados, então o arrependimento também se daria porque já recebemos a remissão dos pecados. Sabemos, porém, que o arrependimento é um requisito para recebermos o perdão; também o batismo. "Salvos pela fé." Muitas pessoas fazem vistas grossas a todos os textos que tratam do batismo ao tentarem decidir se o batismo é ou não imprescindível para a salvação. Elas ressaltam os versículos bíblicos que ensinam que somos salvos pela fé (João 3:16; 5:24; Atos 16:31; Romanos 5:1; 10:9-10, etc.). Sem dúvida somos salvos pela fé. A Bíblia deixa isso bem claro. Mas esse fato nada fala sobre o batismo ser ou não também necessário para a salvação. Somos salvos por Cristo (Romanos 5:9-10), mas isso não significa que a fé seja dispensável. Somos salvos pelo arrependimento (Atos 3:19), mas isso não invalida a graça de | 12 |

Deus. Mateus 5:9 ensina que somos salvos por sermos pacificadores, mas isso não nos autoriza a descartar a fé, o arrependimento e o batismo, crendo que o fato de sermos pacificadores seja em si o que nos vai salvar. Se desejo saber sobre a relação que há entre o batismo e a salvação, devo estudar os textos que tratam do assunto do batismo e da salvação. Os textos que abordam a relação entre a fé e a salva'e7ão não responderão à pergunta. Conquanto a Bíblia inequivocamente ensina que somos salvos pela fé, ela também nos mostra que nem todo tipo de fé salva. Tiago 2:14-26 sustenta com convicção que a fé sem a obediência é uma fé morta incapaz de salvar. João 12:42,43 apresenta algumas pessoas que creram, mas não professaram a Cristo: "Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga; porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus". Será que foram salvas? Certamente, nem todo tipo de fé salva, apenas a fé que obedece ao que as Escrituras ensinam (Gálatas 5:6; Hebreus 5:9). O que realmente importa perguntar é: quando é que a fé salva? A fé de Josué e dos homens de Israel causaram a ruína dos muros de Jericó quando obedeceram ao Senhor e marcharam ao redor dos muros 13 vezes (Hebreus 11:30). A nossa fé salva quando obedecemos ao Senhor (Romanos 6:17-18) e somos batizados (Gálatas 3:26-27). | 13 |

"Não salvo pelas obras." As Escrituras ensinam que não somos salvos pelas obras (Efésios 2:8-9; Romanos 4:1-5), mas também que somos salvos pelas obras (Tiago 2:24). Não há dúvida de que esses textos falam de diferentes tipos de obra. A Bíblia, aliás, aborda muitos tipos diferentes de obras. Há as obras da carne (Gálatas 5:19-21). É claro que não somos salvos por estas obras. A Bíblia trata de obras para ganhar ou merecer a salvação. Com estas obras, a salvação seria uma questão de salário e aquele que a recebesse poderia gabar-se de ter merecido a salvação porque trabalhou para conquistá-la. Esse tipo de obra não salva (Romanos 4:1-5). Mas as obras de uma fé obediente são imprescindíveis para a salvação (Tiago 2:14-26). Devemos sempre analisar o tipo de obra que se acha em discussão no contexto. Tito 3:5 ensina que não somos salvos pelas obras, mas pelo batismo: "Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo". Paulo estava aqui usando obras no sentido de Efésios 2 e de Romanos 4, afirmando que o batismo não é uma obra de merecimento, pela qual não somos salvos. O batismo é um ato de obediência pelo qual somos salvos. A confusão surge do nosso uso da palavra obra. Suponhamos que eu lhe prometa dar um milhão de reais sob certas condições. Você tem de limpar toda a minha casa. Minha casa não é muito grande, nem está muito suja, então está claro que o pagamento se | 14 |

trata de um presente e não um salário. Você fez obras suficientes para merecer um milhão? Claro que não. Seria absolutamente impossível você ganhar um milhão de reais limpando uma casa. Você fez obras para cumprir as condições e receber um milhão de presente? Sem dúvida. Você o recebeu só depois de limpar a casa. Nossa palavra obra às vezes só faz referência a algo feito. Outras vezes, refere-se a algo feito para merecer salário. Precisamos fazer algo para ser salvos, mas não podemos ganhar a nossa salvação como um pagamento. "O ladrão na cruz." Às vezes, ouvimos a objeção de que o ladrão da cruz não foi batizado, mas foi salvo. O ladrão foi salvo antes de Jesus morrer. Ninguém podia ser batizado na morte de Jesus antes que ele mesmo tivesse morrido. Portanto, nem Abraão, nem Moisés, nem Davi, nem ninguém antes de Jesus foi batizado para ser salvo. Os requisitos bíblicos para a salvação mudaram com a morte de Cristo. Nem Abraão, nem Moisés, nem Davi, nem o ladrão acreditaram que Jesus tinha ressuscitado dentre os mortos. Mas ninguém pode ser salvo hoje sem crer que Jesus ressuscitou dos mortos. Hebreus 9:15-18 afirma que o testamento de uma pessoa passa a vigorar após sua morte. Antes de eu morrer, posso distribuir os meus bens da maneira que eu bem entender. Após minha morte, minhas propriedades serão distribuídas de acordo com as disposições do meu testamento. Antes da morte de Jesus, ele deu a | 15 |

salvação àqueles que quis. Mas, após morrer, a salvação é dada de acordo com as condições de seu testamento. Após sua morte, Jesus claramente afirmou que aquele que crê e se batiza será salvo (Marcos 16:15-16). Conclusão Muitas vezes Deus fez uso da água como linha divisória. Nos dias de Noé, a água do dilúvio separava o mundo pecaminoso da nova vida num mundo purificado (Gênesis 6-8). No êxodo, a água do mar Vermelho era a linha divisória entre a escravidão e a liberdade (Êxodo 12-15). Nos dias de Naamã, a água do rio Jordão era a linha divisória entre a lepra e a purificação (2 Reis 5). Nos dias do cego, a água do Tanque de Siloé era a linha divisória entre a cegueira e a capacidade de ver (João 9). Por que Deus usou a água nesses casos, eu não sei. Mas, sem dúvida, não nos deve parecer estranho que Deus tenha feito a água no Novo Testamento ser a linha divisória entre a velha vida de pecado e a nova vida em Cristo. O batismo não é o único requisito para a salvação hoje, mas não podemos ser salvos sem ele. "Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus" (João 3:5). ---------------------

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Jesus e Nicodemos A Bíblia registra vários diálogos que Jesus fez. Essas trocas nos dão vislumbres fascinantes de como teria sido falar com ele. Em João 3, um líder judeu, Nicodemos, foi falar com Jesus à noite. Ele começou elogiando a Jesus (João 3:2). Será que Nicodemos pensou que Jesus o comoveria a alta posição entre seus discípulos? Em caso afirmativo, a resposta de Jesus deve ter sido devastadora: "Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (João 3:3). Nem mesmo uma autoridade de destaque pode entrar no reino sem uma mudança radical. No desenrolar da conversa, Jesus explicou o que queria dizer "nascer de novo". Ele disse: "Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus" (João 3:5). Nascido da água. O único nascimento da água na Bíblia é o batismo. Romanos 6:4 explica que, após o sepultamento no batismo, ressuscitamos para levar uma nova vida. A relação entre João 3:5 e Romanos 6:4 é tão óbvia que nenhuma pessoa, sem ter sido previamente influenciada, pode negar que nascer da água seja uma referência ao batismo. Infelizmente, muitas pessoas têm teologias que negam ser o batismo essencial para a salvação; tentam fugir do que Jesus quis dizer, redefinindo o nascimento da água. Mas Jesus afirma que, para entrar no céu, o batismo se faz neces| 17 |

sario. Nascido do Espírito? Jesus explicou: "O que é nascido da carne é carne; o que é nascido do Espírito é espírito" (João 3:6). O nascimento do Espírito consiste numa transformação espiritual radical (veja Romanos 6). O ato físico do batismo, em si, não garante ingresso no reino. Ao batismo nas águas deve-se mesclar a transformação espiritual, ou seja, o renascimento do interior. Você nasceu de novo?

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Salvação Sem Batismo? O papel do batismo no plano de Deus para a nossa salvação é um dos mais discutidos e menos compreendidos assuntos bíblicos. Vamos procurar as respostas de Deus para essas nossas questões. É o Batismo Simplesmente um Sinal Externo? Muitos ensinam que batismo é importante, mas não é essencial para a salvação. Essas pessoas geralmente descrevem o batismo como "um sinal externo de uma graça interna", com o propósito de mostrar para outras pessoas que alguém foi salvo. Algumas pessoas ensinam que o batismo é um privilégio e um dever, não uma necessidade.

Em contraste, o Novo Testamento mostra o batismo como uma exigência para se salvar do pecado. Pedro instruiu milhares de pessoas: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados" (Atos 2:38). Ananias disse para Paulo: "Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados" (Atos 22:16). Nenhum versículo afirma que o batismo é simplesmente um sinal externo desnecessário!

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Salvação Precede o Batismo? A doutrina de que o batismo é simplesmente um símbolo anda de mãos dadas com a idéia comum de que salvação é conseguida antes (e sem) o batismo nas águas. Novamente, a Bíblia é clara. Enquanto vários mandamentos e exemplos nos mostram o batismo como uma exigência para se salvar, não existe nenhum versículo que diz que a pessoa pode se salvar sem o batismo. Repare na ordem que esses versículos nos mostram: Eles podem tentar quanto quiserem, líderes religiosos simplesmente não podem provar a doutrina popular que a salvação pode ser conseguida sem o batismo. O Batismo É Necessário para Entrar em Cristo? Sabemos que ninguém pode ser salvo sem Jesus (Atos 4:12). As pessoas que amam a Jesus e obedecem sua palavra têm o privilégio de compartilhar com ele num relacionamento muito especial (João 14:23). Como entramos nesta comunhão com Cristo? Paulo destacou duas coisas essencias para entrar em Cristo: a fé e o batismo. Veja as palavras dele em Gálatas 3:26-27: "Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes." No batismo, nós entramos em Cristo para participar da comunhão com ele. O batismo faz parte da resposta correta | 20 |

à autoridade de Jesus. Quando nos batizamos, estamos nos submetendo à autoridade do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mateus 28:19-20).

Se não entrarmos em Cristo, não teremos a vida eterna. A Bíblia usa duas ilustrações impressionantes para mostrar o papel do batismo no revivamento da pessoa. A primeira é o novo nascimento. "Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus" (João 3:5). O Espírito Santo tem nos revelado o que é necessário para a salvação, e age para nos transformar. Sem a palavra comunicada pelo Espírito, não haveria nenhuma esperança da salvação. O Espírito nos mostra o que é preciso para receber a salvação. A figura do novo nascimento na água e no Espírito mostra que o batismo é o começo da nova vida. Antes da imersão em água, a pessoa está morta no pecado. Após ao batismo, ela vive. A segunda ilustração se encontra em Romanos 6:3-4: "Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida." Neste trecho, Paulo mostra que o batismo segue o padrão da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. Jesus morreu na cruz. Nós morremos para o pecado. Jesus foi sepultado no sepul| 21 |

cro. Nós somos sepultados nas águas do batismo. Jesus foi ressuscitado para uma nova vida. Nós, semelhantemente, somos ressuscitados para uma nova vida. Observe neste paralelo que a vida vem depois do sepultamento. Antes do batismo, o pecador está espiritualmente morto. No batismo, o morto está sepultado. Ninguém sepultaria um corpo vivo. A nova vida começa quando ele se levanta das águas do batismo. Batismo É a Única Exigência? Alguns, entretanto, torceram a verdade de que batismo é essencial para um erro extremo, de que o batismo é tudo o que é necessário para a salvação. Esta é, de fato, a idéia central para "batizar" crianças que são incapazes de crer em Jesus Cristo. A ênfase é colocada na ação para excluir a verdadeira obediência que Deus exige. Preste atenção novamente na ordem dos eventos em Marcos 16:16 e Atos 2:38. Fé e arrependimento devem preceder o batismo para ser aceitável a Deus. Somente o batismo não salvará ninguém, no entanto ninguém será salvo sem o batismo! ------

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O BATISMO No mundo religioso, o batismo é considerado uma parte importante da doutrina. Quando perguntados a respeito disto, muitos se voltariam para as palavras de Paulo, em Efésios 4:4-6 para mostrar sua importância. Ainda, neste apelo à unidade, Paulo afirma que só há um batismo. Não é necessário olhar muito longe para se verem grupos religiosos com diferentes tipos de batismo e idéias em relação a este assunto. Alguns batizam crianças; alguns aspergem ou derramam água nas cabeças dos crentes; outros ensinam que o batismo é simplesmente um ato para mostrar a qual igreja se pertence. Certamente, esta não é a idéia que Paulo apresentou aos irmãos em Éfeso. Onde, pois, podemos encontrar este único batismo? No meio da confusão religiosa a respeito do batismo, pode-se encontrar a verdade somente retornando ao plano do Novo Testamento. Por favor, tenha em mente com cuidado as idéias a seguir, enquanto tentamos encontrar o plano de Deus em relação ao batismo. O Plano do Evangelho Quando percebe a condição da alma sem Deus, o verdadeiro penitente sabe que uma mudança tem que ser feita. Por causa do amor de Deus por nós, um plano de salvação foi estabelecido através da morte de Cristo, pelo qual as pessoas poderiam fazer esta mudança. Neste plano, Deus incluiu diversas exigências aos homens. Uma destas importantes exigências é | 23 |

a crença Nele e que Seu plano salva. Quando se aceita este plano, Deus então exige arrependimento dos pecados passados, justamente como Paulo afirmou em Colossenses 3:5 "Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno, e a avareza, que é idolatria" e 3:2 "Pensai nas cousas lá do alto. . . ." Quando esta mudança tiver sido feita, então Deus espera confissão da crença Nele e no batismo para remissão dos pecados. Tomadas juntamente, estas são as exigências de Deus para os homens, no plano do evangelho. O Batismo É Exigido? Conforme foi afirmado antes, o batismo é uma parte essencial do plano de Deus para a salvação. É por meio deste ato que Deus acrescenta os verdadeiros crentes a Sua família (Atos 2:47). Muitos, no mundo religioso, têm contudo, tentado ensinar que o batismo não é essencial. Em resposta a este ensinamento, examine as seguintes passagens: Em Mateus 28:19, Cristo ordenou aos apóstolos: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo". Em Marcos 16:16, Cristo afirmou: "Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado". Em Atos 2:38, Pedro pregou que o batismo em nome de Jesus Cristo é para a remissão dos pecados. | 24 |

Em 1 Pedro 3:21, Pedro novamente afirmou que o batismo é essencial para a salvação. Em cada uma destas quatro passagens lemos que o batismo é essencial para a salvação. Reforçando a idéia contida nestas passagens, há numerosos exemplos de batismo, alguns dos quais são estes: Crispo (Atos 18:8); o eunuco etíope (Atos 8:36-38); Paulo (Atos 22:16); o carcereiro de Filipos (Atos 16:25-34). Em vista destas passagens, temos que ver que o Novo Testamento ensina que o batismo é essencial no plano de Deus para o homem. A Importância da Crença É evidente, em vista das passagens acima, que a crença é importante. Entretanto, como em muitas coisas, alguns deixam o padrão de Deus e ensinam opiniões dos homens, em vez da verdade. Um destes falsos ensinamentos é que a crença por si só é suficiente e que o batismo é simplesmente um ato para mostrar aos outros homens que se crê. Em resposta a este argumento, observe novamente as palavras de Cristo em Marcos 16:16 e de Pedro em Atos 2:38. Estas afirmações, claramente, quando tomadas com outras da Bíblia, provam que, enquanto a crença é importante, ela sozinha não é suficiente. O batismo não deve ser removido do plano de Deus, pelo homem. Um outro ensinamento que vai contra o padrão bíblico é que a crença não é necessária. Tome, por exemplo, a prática de batizar crianças. Pode um bebê crer? Pode | 25 |

um bebê cumprir todas as exigências dadas por nosso Senhor e o apóstolo Pedro? Novamente, é claro que esta prática é contrária ao plano de Deus, porque ela deixa completamente fora a importância da crença no Senhor. Quando o plano da Bíblia é seguido, nenhuma das exigências de Deus para o homem será omitida, ao contrário, o plano será seguido Inteiramente. Como Deveria Ser Administrado o Batismo? Várias respostas são dadas a esta questão. Para encontrar a resposta correta, contudo, temos que voltar novamente à Bíblia. Quando examinamos a linguagem original da Bíblia, encontramos que a palavra batismo significa, literalmente: "afundar, mergulhar, imergir". Isto apoiaria a idéia de que o batismo, no qual se é completamente submerso sob a água, é o significado real da palavra batizar. Um argumento ainda mais forte pelo batismo por imersão é encontrado nos exemplos bíblicos. Mateus 3:16 diz-nos que Jesus "batizado, saiu logo da água"., concluindo-se que ele tinha entrado na água. João 3:23 nos diz que João batizou em Enom "porque havia ali muitas águas". Se ele estivesse apenas borrifando ou derramando para batizar, porque teria sido necessária muita água? Em Atos 8:38-39, encontramos Filipe e o eunuco entrando na água. Novamente, isto reforça o fato de que o batismo por imersão é exigido do crente. Também, Paulo compara o batismo a um sepultamento (Colossenses 2:12, Romanos 6:3-6). Não sepultamos um corpo jogando apenas uma pá de terra sobre ele nem tentaríamos se| 26 |

pultar o velho homem do pecado simplesmente com umas poucas gotas de água. A imersão está no plano de Deus para o batismo do crente. Conclusão Precisamos não esquecer jamais que é através da graça de Deus que podemos ter a salvação. Por causa de seu amor por nós, mandando Seu Filho, agora temos a esperança de passar a eternidade com nosso Pai. Precisamos também lembrar que a obediência em todas as áreas é exigida por Deus. Seja batismo ou outro qualquer mandamento, temos que cumprir as exigências de Deus exatamente da maneira que ele determinou. ----------

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O Batismo e as Boas Novas As conclusões infundadas a que se chega, a partir do fato de ser a justificação "pela graça" e "pela fé" (Romanos 3:21-26), requerem um breve adendo à minha explanação sobre o evangelho como o caminho da salvação. Obviamente, nenhum conceito incoerente com a graça ou com a fé pode ser fiel ao evangelho. Uma justificação com base nas "obras" -- significando contextualmente em Romanos uma exoneração com base na própria inocência (veja 3:19-20) -- seria uma conquista humana, e não, de modo algum, um dom da graça divina. Isso explica a inferência de Paulo: "E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça" (Romanos 11:6). Justificação pela lei é o mesmo que justificação pelas (= obras da lei, Romanos 3:20). E a conclusão de Paulo sobre a justificação pela lei é a mesma: "E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé. Ora, a lei não procede de fé, mas: Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá" (Gálatas 3:11-12). Nessas duas passagens, "obras" choca-se com graça, e "lei" com fé. Uma vez que a justificação se dá "pela graça" e "pela fé", a justificação pela lei é inconcebível. Muitas pessoas, porém, aplicam o raciocínio de Paulo acerca das obras da lei a qualquer manifesta| 29 |

ção externa da fé interior. O batismo, por exemplo, não pode ser necessário para receber o perdão, pensam elas, uma vez que a justificação é pela graça e pela fé. Estas pessoas todo tipo de manejo, lutando com passagens que na verdade tratam da relação entre batismo e salvação, uma vez que cada uma delas põe o batismo antes da salvação e faz a salvação depender do batismo (por exemplo, Marcos 16:16; Atos 2:38; 22:16, etc). Mas basta empunharem o sinal do artesão -- "fazendo todo tipo de torneados ornamentais" -- e seguirem adiante. Pois a justificação, pensam elas, não pode envolver o batismo, já que a mesma se dá "pela graça" e "pela fé". Falando bem claro, elas pressupõem que o batismo, à semelhança do que Paulo disse acerca da lei, "não é da fé". Mas espere só um pouco. A conclusão delas não veio de Paulo. Na verdade, ele afirma em cinco capítulos de Romanos que a justificação é pela fé (3:21-28; 5:1). Mas ele não menciona o batismo até o capítulo 6. Não deveríamos esperar que o apóstolo desse o veredicto sobre o batismo em vez de simplesmente aceitar o raciocínio prematuro de algum portavoz autodesignado de Cristo? Romanos 6 é a resposta de Paulo à pergunta sobre a graça servir de estímulo ou não para o pecado. Ele responde entrando na questão da experiência de conversão implicada na fé justificadora. Vimos seu raciocínio sobre as "obras" e sobre a "lei". Agora vere-

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mos como Paulo trata o batismo em relação aos seus ensinos anteriores sobre a graça e sobre a fé. Não podemos continuar vivendo no pecado, sustenta Paulo, visto que morremos para o pecado. Essa morte para o pecado ocorreu no momento que fomos batizados na morte de Cristo. Fomos "unidos com ele na semelhança da sua morte" e, assim, morremos para o pecado. "Foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruido, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado" (Romanos 6:1-7). Mas como, após dizer que somos "justificados mediante a fé" (5:1), Paulo pode agora dizer que somos justificados por meio de uma morte para o pecado, a qual ocorre no batismo? Muito simples: Paulo não via o batismo como muitos o vêem. Ele não entendeu que a fé era uma coisa e o batismo era outra bem diferente. Ambos são a mesma coisa. O batismo é um ato de fé, a incorporação da fé. "A lei não é da fé", mas o batismo é. Sua essência é a fé. O batismo é a manifestação da fé e do arrependimento no coração. As "obras" podem fazer com que a graça não seja "mais graça", mas o batismo não -- é "para perdão", e isso é um caso de graça. Após identificar o momento em que se liberta do pecado com o batismo (6:1-7), Paulo escreve que a | 31 |

pessoa se liberta do pecado no momento em que obedece "de coração" ao evangelho (6:17-18). Claramente, a obediência da qual fala ocorreu no batismo. A pessoa crê "de coração" (Romanos 10:9-10). O batismo é uma obediência "de coração", a incorporação ou manifestação concreta da fé no coração. Antes, Paulo havia discutido a fé de modo mais genérico. É Romanos 6 que mostra o que a fé justificadora é no exato momento em que alguém morre para o pecado, deixa de ser servo do pecado e se torna servo da justiça. Nesse exato momento de entrega do coração a Deus, fé não é assinar um cartão, ir ao banco de penitência ou cobrir-se de cinzas. É o batismo em Cristo. Você tem uma palavra do apóstolo a respeito disso. -----------------Estamos ensinando toda a verdade sobre o batismo?

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O batismo é um assunto importante. Conceitos errôneos populares sobre quem, o quê e quando do batismo ocupam uma grande parte de nossa atenção quando discutimos a Bíblia com nossos amigos e vizinhos. Muitas vezes nos achamos ressaltando a importância do fato que, para o batismo ser bíblico, é preciso honrar o propósito desse ato como é ensinado nas Escrituras. Mas qual é o propósito do batismo nas Escrituras? O que precisa ser entendido pelo candidato para que o batismo seja o que Deus tencionava que fosse? O batismo que culmina a obediência inicial de uma pessoa ao evangelho e completa o que precisa ser feito para estar “em Cristo” (Romanos 6:3-4; Gálatas 3:27; Colossenses 2:12) é um ato que olha para diante como também para trás. Sendo assim pela remissão dos pecados passados, ele certamente olha para trás mas, sendo um compromisso a viver para Cristo, ele também olha para diante. Paulo escreveu francamente, “Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Romanos 6:4). Estudando com outros, enfatizamos nós este compromisso de olhar para diante do batismo bíblico tanto quanto enfatizamos esta verdade de olhar para trás que é para a remissão dos pecados? Estamos ensinando toda a verdade sobre o batismo?

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Dada a alta taxa de mortalidade de novos cristãos entre nós, precisa-se imaginar se estamos fazendo um bom trabalho de conferir a outros o entendimento global de tudo o que o batismo é. Em muitos lugares, aqueles que têm sido “batizados” desaparecem numa proporção alarmante. O modelo é muito familiar: uma pessoa que parece muito “receptiva” é ensinada rapidamente, e depois de apenas uma ou duas sessões de ensino, o indivíduo parece estar ansioso para ser batizado. Para que a pessoa não se atire ao batismo com idéias não-bíblicos em mente sobre ele, levamos tempo para enfatizar que o batismo é para remissão dos pecados. Podemos ir até o ponto de insistir que, logo antes do ato, quem quer que faça o batismo, diga as palavras reais que o batismo “é para a remissão dos pecados”. Mas muito pouco é dito, e muito poucas perguntas são feitas ao candidato, para se ter certeza de que ele, ou ela, entende o compromisso que é envolvido no batismo bíblico. Certamente, nada é dito sobre o ato disciplinar que precisa acontecer se a pessoa chegar a repudiar esse compromisso (2 Tessalonicenses 3:6-15). Assim, depois de assistir a somente umas poucas reuniões da igreja, a pessoa nunca mais é vista. Depois que uns poucos meses passam, alguém sugere que simplesmente “apaguemos seu nome da lista de endereços”. Vem fácil, vai fácil. E tudo isto entre pessoas que virtualmente se diplomaram no estudo do que se supõe que o batismo seja. Ainda que entendamos muito sobre Romanos 6:4, a evidência sugere que não o estamos comunicando muito bem a outros!

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Lembremo-nos de que não há verdadeira “conversão” a Cristo se nenhum compromisso real é tomado quando alguém dá os passos familiares que são exigidos pelo evangelho (Atos 3:19; Romanos 6:17-18). Não somente o compromisso é parte de um batismo bíblico, é também parte fundamental de fé, arrependimento e confissão. Cada um destes atos (quando feito de coração e por razões bíblicas) implica fazer um voto de fidelidade a Cristo, uma promessa de viver depois para ele para sempre (Hebreus 10:23). Ao encorajar Timóteo a ser forte e não permitir que seu compromisso enfraquecesse, Paulo escreveu: “Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, e de que fizeste a boa confissão, perante muitas testemunhas” (1 Timóteo 6:12). Por que relembrar Timóteo de que ele tinha confessado Cristo publicamente? Certamente era para dizer, “Timóteo, nunca volte atrás no voto de fidelidade que você tem feito cada vez que tem confessado Cristo diante de outros. Lembre-se de sua promessa pública, e jamais volte atrás nela!” Quando dizemos que alguém se tornou “desleal” ao Senhor, entendemos o que estamos dizendo? “Deslealdade” é virtualmente a mesma palavra que “infidelidade.” Ambas as palavras descrevem a situação daquele que “quebrou a fé” num voto anterior. Elas têm a ver com muito mais do que a mudança de idéia da pessoa num nível teórico; mais importante, elas têm a ver com a violação de um compromisso a nível prático. Elas significam que uma pessoa voltou atrás | 35 |

num acordo de boa fé que foi feito. E nada menos do que isto acontece quando alguém se torna “desleal” depois do batismo. A promessa que é quebrada é a mais séria promessa que um ser humano é capaz de fazer, e a violação do compromisso de uma pessoa no batismo é a mais séria quebra de fé possível neste mundo (2 Pedro 2:20-22). Estas verdades, sóbrias como são, precisam ser claramente enunciadas quando ensinamos o evangelho ao perdido. Compromissos feitos levianamente são levianamente rompidos. É tão melhor para aqueles que estão prontos a se regozijarem com a remissão de seus pecados serem avisados do compromisso que eles estão para fazer. Para ensinar toda a verdade sobre o batismo, precisamos ensinar as pessoas a calcular o custo do seu discipulado. Não ousamos deixar de fora passagens de “primeiros princípios” como esta: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás, é apto para o reino de Deus” (Lucas 9:62). -----------Por que os homens em Éfeso foram batizados duas vezes? Na sua terceira viagem, Paulo encontrou, em Éfeso, uns doze homens que haviam sido batizados no batismo de João. Depois de ouvir o ensinamento de Paulo, foram batizados em o nome de Jesus (Atos | 36 |

19:1-7). Por que foi necessário esse segundo batismo? O próprio Paulo não disse, em Efésios 4:5, que há um só batismo? O caso citado, em Atos 19, esclarece vários pontos importantes. Observe: 1. Há um só batismo válido para cada pessoa. O batismo de João teve um papel importante numa época anterior. O próprio Jesus foi batizado por João, cuja pregação veio de Deus (João 1:6). Mas, como veremos nas observações abaixo, o batismo de João não estava mais em vigor quando Paulo chegou a Éfeso. Para aqueles homens, o batismo de João não foi suficiente. 2. Após a morte de Jesus, o batismo em nome dele entrou em vigor. O batismo de João teve um papel paralelo ao dos sacrifícios feitos antes da morte de Jesus. Deus mandou que os homens sacrificassem animais pelos pecados cometidos, mas esses sacrifícios não removiam pecado (Hebreus 10:4). Podemos ilustrar o papel dos sacrifícios com a prática comum no Brasil de emitir cheques pré-datados. Quando a pessoa preenche um cheque pré-datado, raramente tem dinheiro na conta para cobrir o cheque. Mas, até a data do cheque, ela deposita o dinheiro e cobre a “dívida” que o cheque representa. Os sacrifícios de animais de| 37 |

pendiam de um “depósito” futuro na conta. Jesus, pela morte na cruz, fez o depósito, cobriu os “cheques” de sacrifícios e perdoou os pecados anteriores (Hebreus 9:15). O batismo de João, por ser pregado antes da morte de Jesus, também foi um tipo de cheque pré-datado. Continuar praticando esse batismo, décadas depois da morte e ressurreição de Jesus, não traria nenhum benefício espiritual. A pergunta de Paulo (Atos 19:2) foi uma maneira direta de verificar qual batismo foi pregado aos doze em Éfeso. O Espírito Santo desceu no dia de Pentecostes (Atos 2) e foi pregado para judeus e gentios a partir daquele momento. Esses homens haviam ouvido uma mensagem incompleta de Apolo (Atos 18:24-28) ou de alguém com o mesmo entendimento parcial do evangelho. 3. O batismo é importante. Muitos pregadores e professores, hoje em dia, desvalorizam o batismo, dizendo que ele não faz parte do plano de Deus para nossa salvação. Além de vários outros textos que mostram a necessidade do batismo (Atos 2:38; 22:16; Marcos 16:16; etc.), este exemplo reforça sua importância. Se o batismo não fosse importante, até essencial, por que seria necessário corrigir o batismo desses homens? 4. Algumas pessoas precisam ser batizadas novamente. Pessoas que se batizaram sem entenderem os fatos | 38 |

fundamentais sobre Jesus precisam ser batizadas novamente. Alguém que foi batizado antes de ter fé, ou antes de se arrepender dos seus pecados, não fez o que Jesus nos ensina hoje. Alguém que se batizou, acreditando que já havia recebido a salvação, não foi batizado para remissão dos pecados (Atos 2:38). Precisa aprender mais e fazer um batismo válido. ---------------Batismo em nome de quem? Homens discutem e igrejas dividem sobre a suposta diferença entre o mandamento de Jesus em Mateus 28:19 ("batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo") e a prática dos apóstolos e evangelistas na igreja primitiva (batismo em nome de Jesus — veja Atos 2:38; 8:16; 10:48; 19:5). Alguns rejeitam as palavras de Mateus. Outros negam a validade do batismo porque as "palavras certas" não foram faladas na hora do batismo. Não há contradição entre essas passagens, nem motivo para causar divisões. Devemos observar: Os sentidos diferentes de "em nome de". Embora a tradução portuguesa não distingue, há uma diferença interessante no grego. Em Mateus 28:19, o sentido é de batizar para entrar no nome do Pai, e do | 39 |

Filho e do Espírito Santo. No batismo, nascemos de novo para entrar no reino de Deus (João 3:5), onde temos comunhão com o Pai (João 14:23), o Filho (João 14:23; Gálatas 3:27) e o Espírito Santo (1 Coríntios 6:19). A mesma preposição usada em Mateus 28:19 aparece, também, em Atos 8:16 e 19:5. Esses dois versículos, como Gálatas 3:27, afirmam que entramos em Cristo através do batismo. Pelo fato que Cristo é perfeitamente unido com as outras pessoas divinas, quando entramos em comunhão com ele, gozamos, também, de comunhão com os outros (João 17:20-21). Em Atos 2:38 e 10:48, outras preposições gregas têm o sentido de "pela autoridade de" Jesus. Que esses trechos não falam de algum tipo de cerimônia de batismo. Como já observamos, falam sobre a autorização e o propósito do batismo. Jesus não sugeriu o uso de "palavras mágicas" para validar o batismo. Que esses trechos não se contradizem. Jesus mandou que os apóstolos batizassem para entrar no nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Quando eles obedeceram e realizaram batismos, fizeram isso, de fato, pela autoridade de Jesus. Quando pessoas obedeceram ao evangelho, foram batizadas para entrar em comunhão com Jesus. As pessoas que sugerem algum tipo de contradição aqui esquecem da perfeita unidade de Deus (João 17:22-23).

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A pessoa batizada no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo o faz pela autoridade de Cristo. E a pessoa batizada em nome de Jesus entra em comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. ------------O batismo é obra de justiça? Apesar do fato que Jesus disse que o batismo é necessário para a salvação (Marcos 16:16), e que os apóstolos e outros cristãos primitivos ensinaram que o batismo é essencial para remissão dos pecados (Atos 2:38; 22:16; 1 Pedro 3:21), muitas pessoas hoje negam sua necessidade. Um dos argumentos mais fortes contra a necessidade do batismo é a afirmação que ele é obra de justiça e, por isso, não pode contribuir à nossa salvação. Efésios 2:8-9 diz que a salvação vem pela graça, mediante a fé, e não de obras. Mas o batismo não é o tipo de obra sob consideração nesse trecho. As obras do versículo 9 não são obras de graça (as obras de Deus para efetuar a nossa salvação), nem obras de fé (a resposta do homem à graça de Deus). Esse fato fica bem claro quando consideramos o contexto de Efésios 2 e várias outras passagens. Efésios 2:8 contém duas palavras chaves. A graça inclui tudo que Deus faz para nossa salvação. Inclui a revelação da palavra, a vida perfeita de Jesus, a morte e | 41 |

ressurreição dele, etc. A fé inclui tudo que o homem faz para receber o dom da salvação (fé, arrependimento, batismo, etc.). Mesmo depois do batismo, continuamos mostrando nossa fé pelas "boas obras" que Deus preparou (versículo 10). A fé viva sempre é ativa e obediente. Estude bem o ensinamento de Tiago 2:14-26. O maior exemplo de fé do Velho Testamento, Abraão, foi justificado pela fé obediente e operante. Só confessando a sua fé sem seguir as ordens de Deus não era suficiente. Ele tinha que obedecer a Deus, e nós temos que imitar o exemplo de sua fé. A fé é descrita como obra (João 6:29). O lavar regenerador não é obra de justiça, mas um simples ato de obediência que Deus mandou para nosso perdão (Tito 3:5; Efésios 5:26; Atos 22:16). A eficácia do batismo não está na obra do homem, mas no poder de Deus. Colossenses 2:12 deixa bem claro que o batismo tem valor porque é o meio que Deus usa para remover o nosso pecado: "Tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos." As doutrinas modernas que negam a necessidade do batismo não são bíblicas. -------------------

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É a aspersão uma forma aceitável de batismo? Hoje em dia, muitas igrejas praticam o batismo por aspersão ou derramamento de água sobre a cabeça da pessoa. Esta prática é bíblica? A palavra traduzida como "batizar" em nossas Bíblias significa literalmente mergulhar ou imergir. O batismo da Bíblia para a remissão dos pecados (Atos 2:38) foi sempre praticado por imersão. É por isto que João batizava num lugar onde havia "muitas águas" (João 3:23). É por isto que o tesoureiro etíope não podia ser batizado com a água de beber que qualquer viajante levava consigo, quando atravessava o deserto. Ele e Filipe tiveram que parar o carro e descer para a água e depois subir da água (Atos 8:38-39). A figura do sepultamento (Colossenses 2:12; Romanos 6:3-6) também mostra que o batismo precisa ser por imersão. Assim como uma pessoa sepultada é envolta pela terra, uma pessoa é completamente submergida na água, no ato do batismo. A imersão foi universalmente aceita como o modo normal de batismo durante vários séculos depois que o evangelho começou a ser pregado por Jesus e seus apóstolos. Conforme o passar do tempo, a aspersão foi sendo aceita por alguns chefes da igreja em casos excepcionais e, finalmente, chegou a ser uma prática largamente espalhada em algumas igrejas. Mas estas mutáveis tradições humanas não alteram a palavra de Deus. O único batismo que Deus autorizou | 43 |

para o perdão de nossos pecados é a imersão em água. Entender este fato levanta uma questão prática. E se você foi batizado, quando era criancinha, pela aspersão? Deveria você ser batizado novamente? A primeira coisa que você deveria fazer é estudar cuidadosamente o que a Bíblia ensina para que possa agir na base da convicção e da fé. O Novo Testamento mostra a necessidade de uma fé verdadeira (João 8:24), acompanhada do arrependi-mento dos pecados (Lucas 13:3,5; Atos 2:38) e o batismo para lavar estes pecados (Atos 2:38; 22:16; Marcos 16:16). A pessoa que entender verda-deiramente tais passagens vai se arrepender e ser imersa na água para ser salva. Mas, pode uma pessoa ser batizada duas vezes? Deus aceita só um batismo válido (Efésios 4:5). As pessoas que foram batizadas incorretamente, sem entendimento da vontade de Deus, precisam ser rebatizadas (veja o exemplo dos efésios em Atos 19:1-5). Se o primeiro batismo foi inválido, um segundo é necessário para a salvação. -------------------O que é o batismo com fogo prometido por João Batista?

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Todos os relatos do evangelho incluem algum comentário feito por João sobre o poder superior de Jesus (Mateus 3:11-12; Marcos 1:7-8; Lucas 3:15-17; João 1:32-34). Os relatos de Mateus e Lucas são os mais completos, e basicamente idênticos. "...disse João a todos: Eu, na verdade vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. A sua pá, ele a tem na mão, para limpar completamente a sua eira e recolher o trigo no seu celeiro; porém queimará a palha em fogo inextinguível" (Lucas 3:16-17). O batismo com o Espírito Santo é identificado em outras passagens. Em Atos 1:4-5, Jesus o prometeu aos apóstolos. Ele cumpriu essa promessa em Atos 2:1-4. Outra vez, ele concedeu o batismo com o Espírito Santo à família de Cornélio (Atos 10:44-48; 11:15-17). Mas, o que é o batismo com fogo? Alguns sugerem que o fogo se refere às "línguas, como de fogo" que pousaram sobre os apóstolos em Atos 2:3. Mas, tal interpretação não explica adequadamente o comentário de João Batista. No contexto imediato (Lucas 3:17; Mateus 3:12), João explica que o fogo representa castigo em | 45 |

fogo inextinguível. Alguns de seus ouvintes seriam batizados com o Espírito Santo, e outros deles seriam imersos no fogo do castigo eterno. João mencionou esses batismos principalmente para ensinar a superioridade de Jesus (veja João 3:30). João, sendo mero homem, tinha autoridade para controlar as águas que ele usava nos batismos de milhares de judeus. Mas Jesus, sendo o Filho de Deus, mostraria seu poder ilimitado. Ele enviaria o Espírito Santo e, também, rejeitaria algumas pessoas eternamente. João e outros pregadores na Bíblia não falaram do inferno sem propósito. Não falaram desse assunto para assustar os ouvintes, nem para sugerir que Jesus fosse somente severo (veja Romanos 11:22). Quando pregaram sobre o castigo eterno, eles estavam nos ajudando a entender a importância de obediência a Cristo. Se não aceitarmos a salvação que ele oferece, teremos o destino infeliz "em chama de fogo" (2 Tessalonicenses 1:7-8). ---------------O batismo nas águas é necessário Foi um dia incomum. Primeiro, um som do céu como de um vento impetuoso encheu a casa. Depois, línguas, como de fogo, pousaram sobre cada um dos homens dentro da casa. Aqueles mesmos homens, | 46 |

os apóstolos de Jesus, começaram a falar em línguas estrangeiras, em línguas que não conheciam. A notícia dos acontecimentos que ocorreram começou a passar pela cidade de Jerusalém. Logo, a multidão se juntou para ver e ouvir o que estava acontecendo, mas estavam confusos. Esses homens estavam embriagados? Entre os judeus na multidão estavam aqueles que haviam vindo de muitos outros lugares para celebrar as festas religiosas em Jerusalém. Ficaram admirados que esses homens da Galiléia estavam falando em línguas que nunca haviam estudado. Os doze ficaram de pé e falaram à multidão sobre o que estava acontecendo. Basicamente falaram, “Isso não é embriaguez. Isso é o que o profeta Joel profetizou. O Espírito Santo seria derramado e aqueles que o receberam profetizariam.” Os apóstolos continuaram a falar à multidão sobre Jesus. Eles afirmaram a verdade sobre a ressurreição de Jesus observando profecias do Velho Testamento e dando suas testemunhas oculares. Jesus havia sido exaltado à destra de Deus e já estava reinando como Senhor no céu. Esses pregadores não eram politicamente corretos! Declararam claramente repetidas vezes que a nação judia havia matado o Filho de Deus! | 47 |

A mensagem dos pregadores nesse dia tocou o coração dos ouvintes. Eles perguntaram, “O que devemos fazer?” Eles acreditaram que Jesus havia ressuscitado dos mortos e, por isso, era o Filho de Deus como ele havia alegado. Muitas pessoas hoje teriam dito a eles que não precisavam fazer nada; eles já estavam salvos! No entanto, o apóstolo Pedro não lhes disse que já estavam salvos, mesmo vendo claramente que eles acreditaram e estavam cientes do seu pecado de crucificar Jesus (sua pergunta aos apóstolos comprova isso). Ele disse que precisavam se arrepender e serem batizados em nome de Jesus Cristo para a remissão (perdão) dos pecados. Cerca de três mil pessoas fizeram exatamente isso – foram batizados e o Senhor os acrescentou à sua igreja. Hoje, muitos pregadores dizem às pessoas que elas não precisam ser batizadas para serem salvas. Dizem que o batismo nas águas é apenas um ato simbólico que mostra que fomos salvos a partir do momento que tivemos fé. A Bíblia, por outro lado, diz que o batismo nos salva através da ressurreição de Jesus Cristo (1 Pedro 3:21). Como o batismo pode ser desnecessário para a salvação se é para “remissão dos pecados”? O apóstolo Paulo escreveu que fomos batizados em | 48 |

Cristo e que, ao fazer isso, nós “nos revestimos de Cristo” (Romanos 6:3; Gálatas 3:26-27). Se você gostaria de ler a história desse dia incomum, o Dia de Pentecostes, encontrará o relato em Atos 2. "Salvos, Através da Água" Certa vez li, em algum lugar, que, se a superfície da terra fosse lisa, a água a cobriria numa profundidade de cerca de 3 km. Lembro também que os seres vivos, mesmo o corpo humano, se compõem de aproximadamente 80% de água. A água é, obviamente, de todas as substâncias uma das mais encontradas, e sem ela toda a vida acabaria. Com toda a natureza nos impondo a necessidade de água, ela parece ser um símbolo quase inevitável de vida e salvação. Não admira que Deus lhe dê um destaque tão grande nas Escrituras e no projeto de redenção. Um dos empregos mais naturais da água é como recurso purificador. Quando que as pessoas deixaram de usar a água para tirar a sujeira do corpo ou de qualquer outra coisa suja? Abraão pediu água para que os seus três convidados pudessem lavar os pés (Gênesis 18:4). Em Gênesis 43:31, registra-se que José lavou o rosto antes de comer. | 49 |

A mudança da purificação literal a um sentido simbólico não é coisa difícil. As Escrituras falam de purificações rituais que capacitavam os sacerdotes para diversos serviços: "Toma os levitas . . . e purifica-os; assim lhes farás [cerimonialmente], para os purificar: asperge sobre eles a água da expiação; e sobre todo o seu corpo farão passar a navalha, lavarão as suas vestes e [assim] se purificarão" (Números 8:6-7). O povo em geral também tinha várias purificações que os limpava da contaminação cerimonial (Levítico 4:8-9; Números 19:11-13). A água era usada para purificação espiritual. Assim, Jó fala de se lavar com "água de neve" e limpar as mãos com sabão (9:30). Ainda mais diretamente, Davi roga: "Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado . . . Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve" (Salmos 51:2,7; veja Provérbios 30:12; Isaías 1:16). Tudo isso nos prepara para o elo inquebrável que o Novo Testamento estabelece entre a purificação do pecado e as águas do batismo. Ananias disse a Saulo: "E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele" (Atos 22:16; veja 1 Coríntios 6:11; Efésios 5:26; Tito 3:5). Em 1 Pedro 3:20,21, o apóstolo insiste que o batismo é um banho que salva, não um banho que meramente limpa a sujeira do corpo. | 50 |

A água também tem algum sentido como elemento de julgamento, com poder para libertar e para destruir. Ocorrem-nos dois exemplos impressionantes do Antigo Testamento: a travessia do mar Vermelho por parte de Israel e, é claro, o dilúvio. No primeiro caso, relatado em Êxodo 14, o mar Vermelho se tornou a barreira entre Israel e a escravidão e o meio de se destruir Faraó. O salmista disse: "Dividiu o mar e fê-los seguir; aprumou as águas como num dique . . . Dirigiu-o com segurança, e não temeram, ao passo que o mar submergiu os seus inimigos" (Salmo 78:13, 53). Pedro, referindo-se ao grande dilúvio, disse que na arca "oito pessoas, foram salvos, através da água" (1 Pedro 3:20). Mas o mesmo acontecimento foi um julgamento sobre a terra (2 Pedro 3:5-6) e serve de um tipo de garantia de que todo o mundo será novamente destruído S pelo fogo da próxima vez. Com o dilúvio, Deus destruiu os perversos dos dias de Noé (Gênesis 6:5-7) e libertou o justo Noé (Gênesis 6:9). Mas o valor redentor do dilúvio teve efeitos ainda mais abrangentes. Ele preservou uma linhagem justa para o Messias, que viria "buscar e salvar o perdido" (Lucas 19:10), e "dar a sua vida em resgate por muitos" (Mateus 20:28). Pedro prosseguiu afirmando que o dilúvio simboliza "o batismo, agora também vos salva, não | 51 |

sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo" (1 Pedro 3:21). O pecador é batizado na morte de Jesus (Romanos 6:3), um acontecimento que liga o julgamento de Deus sobre o pecado e a redenção do pecador. Em certo sentido, portanto, ser batizado é ser julgado e redimido no mesmo ato. A morte do velho homem, a ressurreição do novo. Por fim, Pedro estabelece uma relação entre a água e a criação, quando diz que os céus e a terra surgiram "da água e através da água pela palavra de Deus" (2 Pedro 3:5). Que adequado, então, que a água, no ato do batismo, desempenhe o seu papel na formação, por parte de Deus, da nova criação: a pessoa em Cristo (2 Coríntios 5:17). A transformação do velho homem no novo é tão radical, que somente um acontecimento tão radical quanto a própria criação pode servir de analogia ou antítipo adequado. Nas águas do batismo, Deus forma "feitura dele, criados em Cristo Jeus . . ." (Efésios 2:10). Nunca nada foi mais verdadeiro que a afirmação de que o homem é "salvo através da água". Deus pôs água entre nós e a vida, quer falemos de vida física, quer tratemos de vida espiritual.

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Deveriam as crianças ser batizadas?

No Novo Testamento, somente os crentes foram batizados. Veja Atos 2:37-38; 8:12-13; 18:8; etc. Isto não nos deveria surpreender, porque em João 6:45 Jesus tinha dito: "E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim". A pessoa tem que, primeiro, ouvir e aprender o evangelho e depois vem a Cristo, no batismo. O crente que se arrepende é a única pessoa que pode ser batizada, de acordo com as Escrituras. Quando nos lembramos do propósito do batismo do Novo Testamento, torna-se óbvio por que nenhuma criança foi batizada. O batismo é para lavar os pecados de um homem (Atos 22:16). Uma criança não necessita de batismo porque ela nunca pecou. Alguns argumentam, erradamente, que embora as crinaças nunca tenham pecado pessoalmente, elas herdaram o pecado. A Bíblia ensina que o pecado é cometido, não herdado (Ezequiel 18:20; 1 João 3:4). Uma vez que, quando somos convertidos, tornamo-nos como crianças, sabemos que as crianças são sem pecado (Ma| 53 |

teus 18:3). Uma criança é pura; ela não cometeu nem herdou nenhum pecado. Deveriam as crianças ser batizadas? Não. A Bíblia mostra que as crianças não devem ser batizadas. Somente quando um homem está amadurecido o suficiente para crer e arrepender-se, o batismo limpará seu coração e fará dele um filho de Deus. -----------

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