Você está na página 1de 3

Tema: Dízimos e Ofertas

Texto: Malaquias 3:8-10


Introdução:

I. Dízimos e Ofertas na Bíblia Sagrada


1º. No Antigo Testamento
1. Origem
a. Abel e a primeira oferta – Gn 4
i) – a oferta voluntária de um servo fiel
ii) – um homem que amava a Deus
iii) – um homem que procurava a melhor maneira de agradar a Deus
iv) – geralmente servos deste tipo são odiados até pelos seus “irmãos em Cristo”
b. Abraão o primeiro dizimista citado na bíblia – Gn 14:18-20. É através do patriarca
Abrão que vemos pela primeira vez alguém dando dízimo a um representante de Deus na
terra.
i) – Com isto Abraão estava reconhecendo a autoridade de Melquisedeque – Hb 7:4,
6, 7.
ii) – Com isto Abraão estava retribuindo a benção proferida por Melquisedeque – Gn
14:19 - “e abençoou a Abrão, dizendo: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador
dos céus e da terra”.
iii)– Com isto Abraão estava vivenciando a Palavra de Deus – Gn 12:3 “Abençoarei os
que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem”.
iv) – Com isto Abraão estava reconhecendo e agradecendo a Deus pela vitória que lhe
havia dado, e por tudo o que Deus estava fazendo em prol de sua família – Gn 14:14-16.
v) – Fica uma pergunta: será que Deus se agradou desta atitude de Abraão? Pelo que
observamos no capítulo 15, verso1, está claro que sim.
Conclusão: Deste fato, temos o primeiro relato de um servo de Deus dando dízimo.
2. A Prática
a. Jacó – Gn 28:22
i) – Dízimo como parte do voto (compromisso com Deus) que fez – Gn 28:20, 22 –
“Fez também Jacó um voto...” “e esta pedra que tenho posto como coluna será a casa de
Deus, e de tudo o que me deres, certamente te darei o dízimo” (grifo do comentarista).
Fica claro que Jacó daria o dízimo de tudo o que recebesse de Deus.
ii) – Dízimo como forma de agradecimento pelas bênçãos de Deus – Gn 28:20-22;
31:13; 35:3
iii)– Mais uma vez pergunto: Será que Deus se agradou do voto de Jacó? Sim, pois, o
mesmo além de ter feito do Senhor seu único Deus e Senhor, deu o dízimo. Sendo que o
próprio Deus o fez lembrar-se disto – Gn 31:13a – “Eu Sou o Deus de Betel, onde ungiste
uma coluna, onde me fizeste um voto” (grifo do comentarista).
b. Aos filhos de Levi – Nm 18:21
i) - Deus estava lhes dando os dízimos e as ofertas alçadas pelo serviço que
prestavam ao santuário – Nm 18:21
ii) – Deus estava lhes dando os dízimos porque tinham a responsabilidade de
ministrar ao povo – Ne 10:39
iii) – O povo devia dar os dízimos e as ofertas como sinal de responsabilidade e
compromisso com a obra de Deus – Ne 10:32, 39
iv) – O Dízimo e as ofertas eram uma prática comum entre a nação de Israel – Ml 3:10.
c. O Roubo a Deus
i) – Uma nação que estava roubando a Deus – Ml 3:8
ii) – Uma nação que estava debaixo de maldição – Ml 3:9
iii)– Uma nação que estava sob o poder do devorador – Ml 3:11 comparar com Jl 1:4
iv) – Uma nação que estava desprezando e negligenciando a obra de Deus – Ne 10:39
v) – Diante disto Deus conclama seu povo a se arrepender para serem abençoados
quando abençoando a obra – Ml 3:10-12.
Conclusão: O dízimo era importante, pois, estabelecido por Deus, fazia parte do culto
ao Senhor, além dos israelitas demonstrarem seu compromisso e gratidão para com o
Senhor Deus por todos os benefícios que Ele havia dado.

2º. No Novo Testamento


1. Jesus dá o seu parecer favorável á prática do dízimo
a. Devemos fazê-lo porque a obra de Deus continua – Mt 23:23
b. Ele disse que digno é o trabalhador de seu salário – Mt 10:10; Lc 10:7
c. Ele disse que o Pai supriria as nossas necessidades, isto inclui os obreiros
dedicados em sua obra. E de que forma Deus supre estas necessidades? Por certo por
meio dos dízimos e ofertas dos irmãos. Ou será que vai cair do céu! – Mt 6:32, 33.
2. Paulo esclarece o direito dos obreiros dedicados à obra do Senhor
a. Como os demais tem direito de comer e beber – I Co 9:4, pois, também é ser
humano como os demais irmãos. Tem família para sustentar.
b. É legal perante Deus o obreiro que cuida da obra se dedicar a mesma. Por isto os
irmãos devem honrar o mesmo e jamais tê-lo como folgado ou aproveitador (apesar de
muitos abusarem deste direito isto não quer dizer que vamos generalizar, pois, de fato, o
evangelho não é para enriquecer e sim para manter os verdadeiros servos de Deus) – I Co
9:6.
c. Não há possibilidade de um obreiro separado para a obra de Deus viver a sua
própria custa, pois, como poderá fazê-lo? – I Co 9:7
d. Ele trabalha esperando receber o fruto – I Co 9:7
e. Por isto a igreja não pode, em hipótese alguma, querer que o obreiro dedicado a
Deus trabalhe de graça – I Co 9:9, 10.
f. Quando damos o dízimo não estamos fazendo nenhum favor ao Pastor, mais sim
cumprindo uma ordem do Senhor Jesus que disse que os que anunciam o evangelho
vivam do evangelho – I Co 9:13, 14.
g. O pastor que preside a igreja bem na pregação e ensino da Palavra deve ser digno
de duplicada honra e receber o salário, pois, ele é digno do mesmo – I Tm 5:17, 18.
3. A contribuição (ofertas) incentivada pelo Ap. Paulo
a. O exemplo das igrejas da Macedônia – II Co 8:1-3
i) – com isto estava querendo Paulo incentivar a igreja de Corinto a também continuar
participando das ofertas à igreja em Jerusalém – II Co 8:3, 4,10-15
ii) – Paulo mesmo testifica que a igreja de Corinto tinha prontidão em ajudar – II Co
9:1, 2.
b. A contribuição deve ser feita conforme a fé de cada um – II Co 8:3
c. A contribuição deve ser feita com propósito no coração – II Co 9:7
d. A contribuição deve ser feita com alegria e com amor, pois, estes tem o amor de
Deus – II Co 9:7; I Jo 3:17, 18
e. A contribuição deve ser feita em expressão de generosidade e não de avareza – II
Co 9:5
f. A contribuição feita nos moldes acima terá, como consequência, as bênçãos de
Deus
i) – a abundância da graça de Deus – II Co 9:8
ii) – a abundância na obra de Deus – II Co 9:8
iii) – a eterna justiça de Deus – II Co 9:9
iv) – a certeza da multiplicação de Deus sobre a sementeira – II Co 9:10
v) – a certeza de uma vida justa – II Co 9:10
vi) – a riqueza da generosidade – II Co 9:11
vii) – a certeza de nossa obediência ao evangelho – II Co 9:13
viii)– a certeza da intercessão dos santos – II Co 9:14
ix) – e por fim, a certeza que o nome do Senhor Jesus será glorificado – II Co 9:13,
15; Jo 13:34, 35.

Conclusão: fica claro pelo que analisamos até aqui que ainda hoje é necessário a
contribuição financeira para sustento dos dirigentes de igreja, os que pensam ao contrário
achando que se trata de algo simplesmente voluntário, que como servo (a) de Deus dou se
quiser o dízimo e oferta, estão agindo contrário ao ensino da bíblia, pois, dizimar e ofertar
não é um favor que se está fazendo ao pastor e, sim uma ordem direta do Senhor Jesus!