Curso Técnico em Mecânica

Módulo I – Mecânico Industrial

MANUTENÇÃO MECÂNICA I

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SUMÁRIO

1 – ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1.1 – INTRODUÇÃO 2 – HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO 2.1 – CONCEITOS E OBJETIVOS 2.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS 3 – A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 3.1 – TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO 3.2 – ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA 4 – ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO 4.1 – MANUTENÇÃO CORRETIVA 4.2 – MANUTENÇÃO PREVENTIVA 5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5.1 – INTRODUÇÃO 5.2 – CHAVE DE BOCA E ESTRELA 5.3 – CHAVES DE FENDA E PHILIPS 5.4 – CHAVE EXAGONAL ALLEN 5.5 – CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU INGLESA 5.6 - SACA POLIAS 5.7 - TALHADEIRA E BEDAME 5.8 - SACA PINOS CÔNICO E PARALELO 5.9 - CHAVE PARA TUBOS 5.10 - ESPÁTULAS 5.11 - VERIFICADORES E CALIBRADORES 5.12 - TORQUÍMETRO 5.13 - MULTIPLICADORES DE TORQUE 6 – FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO 6.2 – TIPOS 6.3 – CUIDADOS GERAIS 7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.1 – INTRODUÇÃO 7.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS

04 04 05 06 07 09 10 14

17 17 22 36 36 38 41 42 43 44 45 46 46 47 47 48 57 62 62 63 64 65 65 65

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8 – MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8.1 – INTRODUÇÃO 8.2 – SEGURANÇA 8.3 - COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR 8.4 - SINAIS VISUAIS 8.5 - ACESSÓRIOS DO MOVIMENTADOR 8.6 - ISPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS 9 - ELEMENTOS MECÂNICOS 9.1 - ACOPLAMENTOS 9.2 - CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9.3 - TIPOS DE ACOPLAMENTOS FEXÍVEIS 9.4 - EMBREAGENS 10 - FREIOS 10.1- FREIOS DE DUAS SAPATAS 10.2- FREIO DE DISCO 10.3- FREIO DE SAPATA E TAMBOR 10.4- FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR 10.5- FREIO MULTIDISCO 10.6- FREIO CENTRÍFUGO 11 - POLIAS E CORREIAS 11.1- RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO 11.2 - POLIAS 12 - CORRENTES 12.1- TIPOS DE CORRENTES 13 - EIXOS 13.1-CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS 13.2- CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS 14 - TRAVAS 14.1 - CHAVETAS 14.2 - ANEL ELÁSTICO 14.3 - PINOS 15- MANCAIS DE ROLAMENTO E DE DESLIZAMENTO 15.1 – MANCAIS DE ROLAMENTO 15.2 – MANCAIS DE DESLIZAMENTO 16- ELEMENTOS DE VEDAÇÃO

80 80 80 83 84 88 116 121 121 121 123 126 130 130 131 131 131 132 132 132 133 133 144 145 149 149 150 153 154 158 160 164 165 173 176

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17.2 –TIPOS DE ENGRENAGENS ANEXO I BIBLIOGRAFIA 181 181 183 185 186 187 187 190 192 Educação Profissional 3 Created with novaPDF Printer (www.2 – PORCAS 17.EMBREAGEM 18.1 – PARAFUSOS 17.1 – NOMENCLATURA 18.novaPDF.3 – ARRUELAS 18.com) . PORCAS E ARRUELAS 17.PARAFUSOS.

Diminuir os custos de produção. satisfação dos clientes.. Conquistar novos clientes.. preços competitivos.ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1.novaPDF. Aumentar a competitividade. Aumentos dos custos.1 – INTRODUÇÃO Não basta uma empresa ter máquinas modernas.. mercado cativo. precisarei tirar o máximo rendimento de minhas máquinas para oferecer rolamentos com defeito zero e preço competitivos. A manutenção mecânica é a alma dos setores produtivos empresariais. aumento da lucratividade. os prejuízos serão inevitáveis. estabelecer um rigoroso cronograma de fabricação e de entrega de meus rolamentos. Insatisfação dos clientes. produtos e gerenciamento ambiental passaram a ser a meta de todas as empresas. planos de expansão. Perda de mercado. Imagine você que eu não faça manutenção de minhas máquinas. De fato. Reduzir as perdas de matéria-prima e energia. Deverei. aumento da competitividade. Perdas financeiras.1 . a busca da qualidade total em serviços. ótimos funcionários e programa de qualidade se ela não contar com um eficiente programa de manutenção mecânica. . sem a manutenção mecânica das máquinas e equipamentos não será possível: Cumprir os cronogramas de fabricação. produtos de qualidade. Se eu não tiver um bom programa de manutenção.Não entendi! Vamos comparar. pois máquinas com defeitos ou quebradas causarão: Diminuição ou interrupção da produção.com) . tecnologia de ponta. também. produtos com defeito zero. Rolamentos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação. Com a globalização da economia. Competir em igualdade de condições no mercado interno e externo. Pois bem. Manter a fidelidade dos clientes. Obter produtos de qualidade. .. para que eu venha a manter meus clientes e conquistar outros. .O que a manutenção tem a ver com a qualidade total? Disponibilidade de máquina. Atrasos nas entregas. Imagine que eu seja um fabricante de rolamentos e que tenha concorrentes no mercado.Estou começando a compreender. Educação Profissional 4 Created with novaPDF Printer (www.

que marcou a 1ª revolução industrial. juntamente com o surgimento do relógio mecânico. A manutenção teve outro incremento com a 2ª revolução industrial. com a 2ª guerra mundial. Educação Profissional 5 Created with novaPDF Printer (www. O grande impulso da manutenção organizada e científica deu-se. novas técnicas e expectativas criaram a 3ª geração da manutenção. Alemanha. Tais características geraram conseqüências como: Maior preocupação com as falhas e paradas de produção. No princípio da reconstrução pós-guerra. onde os barcos (de até 15 toneladas) eram postos a seco e reparados com ferramentas especiais ao retorno da viagem. Inglaterra. Manutenção executada somente após a quebra – (corretiva). considerando a primeira geração da manutenção tivemos: Equipamentos simples. que dependiam do estado operacional de seus barcos para obterem sucesso em suas incursões marítimas. onde a quantidade e a qualidade dos equipamentos bélicos eram fundamentais para a vitória desejada. A partir de meados dos anos 70. na Segunda Guerra Mundial. organização e controle geral da manutenção. intensa concorrência. mesmo nas épocas mais remotas. quando surgiram os primeiros técnicos em montagem e assistência. não passando ainda. a manutenção foi intensificada. tornando a manutenção inerente ao processo produtivo. Uma das primeiras ações que poderíamos chamar de “manutenção organizada” foi desenvolvida pelos Vickings. Itália e principalmente o Japão alicerçaram seu desempenho industrial nas bases da engenharia e manutenção. Exigências como: produtividade. sempre existiu. redução de cursos e meio ambiente. Para tanto. que culminou com o desenvolvimento tecnológico acelerado e a necessidade de se manter tudo funcionando perfeitamente. segurança. (preventiva) Evolução dos procedimentos administrativos – sistemas de planejamento.com) . Máquinas mais complexas. Tomou corpo ao longo da Revolução Industrial e firmou-se como necessidade absoluta. principalmente. confiáveis e de fácil reparação. Os efeitos da guerra puderam ser sentidos muitos anos depois com uma nova ordem mundial que pode ser caracterizada por: Elevado consumo / aumento da produção. novas pesquisas. superdimensionados. Com a mecanização da indústria. Custos elevados. de meros consertos. qualidade.2 . marcada pela linha de montagem. possuíam em suas aldeias. na Escandinávia.novaPDF. Novos métodos foram introduzidos. porém.HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO A manutenção embora despercebida. os prazos de entrega dos produtos passaram a ser relevantes para todas as empresas. Novas técnicas de manutenção e gerenciamento da manutenção foram introduzidas para que se obtenha maior disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos. Até esse momento. Começou a ser conhecida com o nome de manutenção por volta do século XVI na Europa Central. Essa fase ficou denominada como 2ª geração da manutenção e vigorou até início dos anos 70. onde a produção programada impedia as paradas freqüentes para reparos. uma série de diques.

De modo geral. Alcançar esses objetivos requer manutenção diária em serviços de rotina e de reparos periódicos programados. a adequação.Com isso.1 . nos últimos vinte anos á que tem havido preocupação de técnicos e empresários para o desenvolvimento de técnicas específicas para melhorar o complexo sistema Homem / Máquina / Serviço. estaremos restaurando-a. incluindo as de supervisão.com) . a substituição e a prevenção. destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida.combinação de todas as ações técnicas e administrativas. Se estivermos trocando o plugue de um cabo elétrico. Tabela 1. A manutenção ideal de uma máquina é a que permite alta disponibilidade para a produção durante todo o tempo que ela estiver em serviço e a um custo adequado. Esses cuidados envolvem a conservação.1 EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MANUTENÇÃO PERÍODOS ATÉ DÉCADA DE DECÁDA DE 1950 1950 Manutenção Corretiva Manutenção Preventiva DÉCADA DE 1960 DÉCADA DE 1980 Estágio Conceitos Manutenção Sistema Produção do Manutenção de Produtiva (TPM) Total Reparo Corretivo Gestão Mecânica da Manutenção Manutenções Preventivas X X X X X X X X X X 6 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.CONCEITOS E OBJETIVOS Definição da Manutenção: Segundo norma NBR 5462. Se estivermos retificando uma mesa de desempeno. equipamentos. surgiu a motivação para se prevenir contra as falhas de máquinas e equipamentos.novaPDF. Para facilitar o entendimento da Norma podemos entender manutenção como o conjunto de cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de máquinas. 2. Por exemplo. estaremos substituindo-o. a manutenção em uma empresa tem como objetivos: manter equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos. quando mantemos as engrenagens lubrificadas. A manutenção pode incluir uma modificação de um item. Essa motivação deu origem à manutenção preventiva. a restauração. ferramentas e instalações. Em suma. estamos conservando-as. prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas.

Educação Profissional 7 Created with novaPDF Printer (www. bem como dos reparos feitos. Reparos não programados também ocorrem e estão inseridos na categoria conhecida pelo nome de manutenção corretiva. como:      Monitorar as partes da máquina sujeitas a maiores desgastes.novaPDF. no horário de mudança de turno. para que a máquina não fique parada. Exame dos componentes antes do término de suas garantias. O acompanhamento e o registro do estado da máquina. As paradas programadas visam a desmontagem completa da máquina para exame de suas partes e conjuntos. a verificação dos sistemas de lubrificação e a constatação de falhas de ajustes são exemplos dos serviços da manutenção de rotina dentro da manutenção.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS Os serviços de rotina constam de inspeção e verificação das condições técnicas das unidades das máquinas. A responsabilidade pelos serviços de rotina não é somente do pessoal da manutenção. A detecção e a identificação de pequenos defeitos dos elementos das máquinas. mas também de todos os operadores de máquinas. são fatores importantes. Testar os componentes elétricos. Salientemos que há. ela deverá ser substituída de imediato.Visão Sistemática Manutenção Corretiva com incorporação de Melhorias Prevenção Manutenção Manutenção Preditiva Abordagem Participativa Manutenção Autônoma de X X X X X X X X X 2. Por exemplo.com) . o programa de prevenção. ou durante o planejamento de novo serviço ou. Os serviços periódicos de manutenção podem ser feitos durante paradas longas das máquinas por motivos de quebra de peças (o que deve ser evitado) ou outras falhas. se uma furadeira de bancada estiver em funcionamento e a correia partir. manutenção de emergência ou corretiva. Ajustar ou trocar componentes em períodos predeterminados. Esses procedimentos envolvem várias operações. são testadas para assegurar a qualidade exigida em seu desempenho. Replanejar. após exame. Os serviços periódicos de manutenção consistem de vários procedimentos que visam manter a máquina e os equipamentos em perfeito estado de funcionamento. ainda. que será estudada logo adiante. etc. também. em qualquer programa de manutenção. As partes danificadas. se necessário.

Qualquer desvio de uma característica de um item em relação aos seus requisitos.Para um melhor entendimento da manutenção é necessário que alguns termos e definições estejam bem claras: Definições básicas de alguns termos usados na “linguagem” da manutenção.novaPDF.Associação Brasileira de Manutenção ABCE .Centro de Certificação da Mão-de-Obra Especializado dos Setores Mecânico e Elétrico CIPA .Análise do Modo e Efeito da Falha MASP .Capacidade de um item desempenhar uma função requerida sob condições específicas.Centro Capixaba de desenvolvimento Metalmecânico CEQUAL .Equipamento de Proteção Individual EPC . dispositivo.Engineering.Organização Mundial de Saúde 8 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Diálogo Direto de Segurança EPI .Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRAMAN . componente.   LISTA DE SIGLAS ABNT . subsistema. levando-se em conta os aspectos combinados de sua confiabilidade. (Conforme ABNT NBR 5462/94)      ITEM .Término da capacidade de um item desempenhar a função requerida.Capacidade de um item ser mantido ou recolocado em condições de executar suas funções requeridas. CONFIABILIDADE . DISPONIBILIDADE . MANTENABILIDADE .Qualquer parte. mantenabilidade e suporte de manutenção. supondo que os recursos externos requeridos estejam assegurados.Contrato pelo qual uma empresa assume a responsabilidade pelos serviços de engenharia. equipamento ou sistema que possa ser considerado individualmente DEFEITO . FALHA .Método de Análise e Solução de Problemas OMS .Estado de um item caracterizado pela incapacidade de desempenhar sua função requerida.Comissão Interna para Prevenção de Acidentes DDS . sob condições de uso especificadas. fornecimento de materiais e construção FMEA .com) .Associação Brasileira de Consultores de Engenharia CDMEC . quando a manutenção é executada sob condições determinadas e mediante procedimentos e meios prescritos. PANE . durante um dado intervalo de tempo.Capacidade de um item estar em condições de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo tempo determinado.Failure Mode and Effect Analysis . Procurement and Construction . unidade funcional.

Tempo Médio Entre Falhas TPM . informações) para a execução das suas atividades. sobressalentes. cada decisão será influenciada por muitos outros fatores. a organização precisa ser projetada para que a performance das equipes (em função da sua utilização e motivação.Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho MTBF . Educação Profissional 9 Created with novaPDF Printer (www. principalmente a força de trabalho.com) . Mecânicas e Material Elétrico SPC .Special Purpose Company .novaPDF.Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas.Reliability Centered Maintenance (Manutenção Centrada na Confiabilidade) SINDCON . função e logística dos recursos de manutenção.Análise da Causa Raiz da Falha RCM . ferramentas e informação. sendo os parceiros seus sócios ou acionistas) SIPAT .Sindicato da Indústria de Construção Civil SINDIMETAL . possa ser atingida.Manutenção Produtiva Total MTTR.SPE (Sociedade de Propósito Específico) é a configuração legal mais comumente utilizada em uma sociedade comercial constituída para abrigar um empreendimento. de acordo com os principais elementos da organização listados a seguir:    Estrutura de recursos: localização. envolve muitas decisões inter-relacionadas (onde se localizará a força de trabalho. tamanho. Estas decisões serão classificadas. com personalidade jurídica própria. ferramentas.Planejamento.Tempo Médio Entre Reparos 3 . Programação e Controle da Manutenção PPRA . O projeto de uma organização da manutenção. e eficiência do plano de trabalho) seja maximizada. a planta para que a capacidade de produção desejada. segundo Kelly. em quantidade e qualidade de saída.Sustentar a custo total mínimo.Programa de Prevenção contra Riscos Ambientais PPT . é: . por se constituir em exigência por parte das instituições financiadoras do projeto (são empresas formalmente constituídas para a execução especifica daquele empreendimento. a quem se destinará a responsabilidade da informação da manutenção e dos sobressalentes). tecnológicos.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PPCM .Root Cause Failure Analysis .Permissão Para Trabalho RCFA . desta forma. o objetivo da manutenção. Com o objetivo de alcançar isto. Plano de trabalho a longo e curto prazo e o controle das atividades: custo da manutenção.PCMSO . entretanto. como estender a flexibilidade da equipe. Estrutura administrativa: a definição das responsabilidades gerenciais e inter-relacionais. etc.A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO A tarefa principal da organização da manutenção é associar recursos (humanos. disponibilidade e sobressalentes.

as pequenas empresas (dono à frente de tudo) o tipo de organização da manutenção mais usada é a centralizada. Todas estas posições na estrutura têm o seu papel. Cada mudança pode ser uma revolução ou. e para isso precisa estar sintonizado com as mudanças (internas e externas) do cenário. envolvendo vários problemas como a integração manutenção – operação. A seguir. etc. através da pirâmide – Recursos da Estrutura – e o gerenciamento que permite isto sobreviver – Estrutura Administrativa.1 . divergindo até entre duas empresas “irmãs” de um mesmo grupo financeiro. gerenciamento de recursos humanos. Kelly apresenta uma forma de visualizar isto. A organização toda é muito maior que o somatório das suas partes elementares devido a sinergia.com) . também em função da sua concepção física. De uma maneira geral. adoção de times auto – gerenciáveis. em função das condições operacionais.Modelo da Organização É importante entender como a inter-relação dos elementos permite a organização funcionar.TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO  Centralizada. detalharemos os tipos e as formas de organizações em que a manutenção pode estar inserida: 3. influencia os sistemas e a estrutura administrativa. Educação Profissional 10 Created with novaPDF Printer (www. As médias empresas utilizam a centralizada ou a mista de acordo com o lay-out fabril. As grandes empresas adotam a estrutura descentralizada ou mista. O último ponto introdutório é que a organização deve ser dinâmica. administrativas e da concepção física de cada empresa e que são totalmente particulares. Esta influência interna (do nível operacional para o gerencial) no projeto da organização freqüentemente é acompanhado por influências externas (do nível gerencial para o operacional). O planejamento das atividades pode ser representado como uma informação e um sistema de tomada de decisão funcionando através da estrutura. MODELO DE ORGANIZAÇÃO Figura 3.1 – Modelo da Organização Figura 1Modelo da Organização No projeto ou na modificação da organização da manutenção é necessário entender que a carga de trabalho tem uma maior influência no recurso da estrutura. que por sua vez.novaPDF. uma evolução. na maioria dos casos. Escolha Do Tipo De Organização A decisão da escolha entre um tipo ou outro é evidente.

1.. 11 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. mantendo condições próprias de organização e controle. 3. Maior flexibilidade no remanejamento de mão-de-obra. entre outros).1 .2 VANTAGENS:       Otimização dos recursos. dificultando o estabelecimento de prioridades (principalmente nas grandes empresa). etc. Os recursos humanos são agrupados por especialidade atendendo as solicitações de todas as áreas de produção. DESVANTAGENS:     Diminui o entrosamento entre produção e manutenção. Toda área possui sua mini-oficina. Mista. equipamentos. ferramentas. 3. Por terceiros. Figura 3. dificultando a comunicação. almoxarifados. assim como as oficinas. Maior profissionalização e especialização com o pessoal podendo conhecer todos os equipamentos das diversas áreas de produção.com) .Centralizada Todas as atividades de manutenção são executadas por um órgão central autônomo em sua especialidade. com melhor controle das despesas. equipamentos. Controle e aumento técnico-administrativo mais uniforme e imediato. ferramentas. depósitos. etc.novaPDF.2 – Descentralizada Cada área de produção possui sua equipe de manutenção diretamente subordinada ao chefe imediato de produção da própria área. programas de qualidade. Maior distanciamento entre a oficina e o local de intervenção. Há maior dificuldade para o atendimento imediato em todas as áreas de produção. A organização e controle são centralizados. Facilita a implantação e gerenciamento de métodos de organização da manutenção (planejamento.1. ferramentas e pessoal. Maior tempo para deslocamento de pessoal. Estoque de peças sobressalentes mais reduzido. totalmente independente das unidades de produção. etc.. em casos de emergência ou de grandes obras prolongadas. depósito. confiabilidade.   Descentralizada. almoxarifado.

etc.3 VANTAGENS:     Comunicação entre entrosamento. sem contudo estarem subordinados diretamente ao chefe de produção da área. oficina.novaPDF. Dificuldade de remanejamento de pessoal. distribuídos pelas áreas de produção. Educação Profissional 12 Created with novaPDF Printer (www.).    3. em casos de emergência ou grandes obras programadas (difícil coordenação entre as áreas) ou ainda. gerando dificuldade na implantação e execução de métodos gerais e novas técnicas gerenciais. Necessidades de um maior número de especialistas ou poliespecialistas (mecânica + elétrica + hidráulica + instrumentação.Mista Organização e controle centralizados. ferramentaria. serviços em área de interferência. Controle das despesas de manutenção mais difícil.1.Figura 3. almoxarifado. Áreas sobrecarregadas e outras ociosas.3 . Localização ideal do grupo de manutenção em relação à área de atuação. com agrupamentos específicos de manutenção. melhorando o Equipes conhecendo melhor os equipamentos da área. DESVANTAGENS:     Maior efetivo de pessoal de manutenção necessário. Rapidez e flexibilidade no atendimento. podendo ser confundidos com as de produção. são centralizados.com) . Controle e orientação técnico-administrativa mais difícil e não uniforme entre as áreas. Os órgãos de apoio como depósitos. Maior quantidade de ferramentas. existindo nas áreas pequenas oficinas para pequenos e rápidos reparos. manutenção e produção mais eficiente. etc. instrumentos e equipamentos.

ficando os serviços mais especializados e de grande porte realizados pela equipe central. fundações civis. assistência médica. não contínuos como a manutenção de equipamentos de controle e medição.novaPDF. que exigem a utilização de aparelhos e instrumentos especiais (caros) é mais vantajosa a contratação de firmas externas. Garantia dos serviços contratados por um período determinado após execução dos mesmos. Os problemas relacionados à falta de entrosamento entre as áreas de produção e manutenção são menores. por firmas externas contratadas. alimentação.Figura 3. Diminuem consideravelmente os custos com administração de pessoal. 3. Redução dos custos com a diminuição do efetivo próprio. porém tendo as orientações técnicas e gerenciais repassadas pela chefia central de manutenção (coordenadores. engenheiros). etc. abonos.1. Melhor aproveitamento de mão-de-obra própria em serviços que visam melhorias operacionais.4 . As equipes de área estão ligadas hierarquicamente à produção. Educação Profissional 13     Created with novaPDF Printer (www. total ou parcialmente. VANTAGENS:  Serviços especializados. tais como: transporte. treinamento. rescisões contratuais.4 Há uma somatória de vantagens e desvantagens vistas no sistema centralizado e descentralizado. rádio-comunicações.Por Terceiros As atividades de manutenção são executadas. radiografia industrial.com) . As equipes de área executam os serviços de rotina. etc. porém com algumas melhorias. férias. montagens mecânicas e elétricas.

relatórios. Seria muito mais fácil utilizar um código para referência ao item mencionado. 3.novaPDF. Para uma micro-empresa que exerce apenas a manutenção corretiva. que será identificado como “células”. e associa cada Equipamento aos Sistemas Operacional e Produtivo aos quais está ligado. Essas informações tramitam por um sistema de fichas que devem ser compactas. já que o grupo adicional externo não possui a mesma motivação que o interno. é comum. equipamento.Codificação É a atribuição de códigos numéricos. usinagem. etc. embalagem.. o cadastro dos equipamentos acompanhado de um relatório com o histórico de intervenções de manutenção já é suficiente.2 . ordens de serviço. Exemplo de um item e sua localização: .DESVANTAGENS:   Controle e orientação técnico-administrativo mais difícil. até a localização de um determinado item se torna difícil.2. composto de várias partes.2 .1 . entendendo-se por Sistema Produtivo a Educação Profissional 14 Created with novaPDF Printer (www. áreas de produção (ex: fundição. controle de qualidade.3 .com) . a utilização do conceito de CÓDIGO DE EQUIPAMENTO.2. 3.) de tal forma que agrupados convenientemente. que estabelecerá o que fazer. pedidos de compra. maior número de efetivos de manutenção. de fácil entendimento e preenchimento pelo executor do serviço. Lado da frente do eixo do motor elétrico de acionamento do eixo portaferramenta e mesa porta-peça da geradora de engrenagens do tipo renânia localizada no setor de fresagem do curso de mecânica do CEDTEC. com vantagens no preenchimento das fichas de inspeção. 3. entre outros. substituem com vantagens os nomes originais de um item e seus constituintes. A execução da manutenção de forma preventiva exige programação.). outros complicadores aparecerão. estes determinarão diferentes níveis de organização da manutenção. setor.ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA. tais como: número maior de equipamentos (inclusive repetidos). alfabéticos ou alfanuméricos a cada um dos elementos constituintes de um cadastro (unidade industrial. quando fazer.Código do equipamento Para efeito de correlação das posições operacionais dos equipamentos com os respectivos registros históricos. tendo sua decodificação oportuna.Cadastramento dos Equipamentos Para qualquer nível de organização da manutenção em uma empresa o essencial é um bom cadastro geral dos equipamentos com dados importantes sobre tais.Rolamento 6205. todos localizados em um mesmo ambiente. pois. porte do equipamento. e que possui poucos equipamentos. porém.2. na medida do aumento do porte das empresas. como fazer um determinado serviço de manutenção ou ainda uma inspeção. predominância da manutenção preventiva. etc. 3. etc. devidamente apontados em fichário próprio. A manutenção de um grupo adicional externo pode ser antieconômico se a programação das atividades não contemplar a totalidade da mão-de-obra disponível. acabamento.

5 Além do Código de Equipamento poderão ser atribuídos códigos para componentes (peças de reposição). ou conjunto de equipamentos que realizam uma função de uma instalação. ainda atribuir códigos para: prioridade de serviço (emergência. desgaste. outras alfanumérico. com as características acima assinaladas. natureza do serviço (acidente de operação. ruptura. mudanças. alterações. programado turno a turno. quando se desejar isolar o histórico desses componentes dos respectivos equipamentos. soldagem. deformação. como exemplo: Código de avarias . composto de sete células com critério misto de identificação. em função das características do sistema produtivo. desalinhamento. etc. em uma de suas células. e por Sistema Operacional. a Localização Física do equipamento em relação ao Sistema Operacional ou sua Posição Geográfica na área de produção.novaPDF. não programado. urgente.).indica o tipo de serviço (troca de rolamento.com) . etc.estação. Para as instalações que ocupam vasta área. construção. curto-circuito.). uma vez que algumas células usam sistema numérico de identificação. normal) causa do serviço (avaria normal. reparo periódico. A figura a seguir ilustra um exemplo de código de equipamentos. Visando permitir uma seqüência hierárquica do código do equipamento. etc. Pode-se. fábrica ou qualquer outro tipo de instalação industrial ou de serviços. Eventualmente. que possibilite a obtenção e relatórios em diversos níveis gerenciais.). troca de redutor. recomendamos que tenha a seguinte composição: 15 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. código para manutenção. anormal. Figura 3. outras alfabético. para os Sistemas Operacionais de grande porte e Componentes de alguns de seus equipamentos prioritários. etc. etc.). Código de serviço . o código pode também conter. montagem incorreta. planta.Indica a origem ou a causa da avaria (especificação errada. o código de equipamentos pode caracterizar também os subsistemas.

Por essa razão é recomendável evitar o desmembramento excessivo das CLASSES.6 Educação Profissional 16 Created with novaPDF Printer (www. facilita o estabelecimento de prioridades de execução da manutenção e serve como referência à análise de listagens históricas. deverá receber atenção especial do analista de controle e da supervisão de execução de manutenção em relação aos de menor classificação. A identificação das CLASSES. podendo servir também como elemento orientativo de formatação de relatórios para análise de ocorrências. como sugestão são apresentadas as seguintes caracterizações: Classe A. visando facilitar a seleção analítica dos resultados (listagens ou telas) e. porém sua parada por algum tempo não interrompe a produção e assim.Equipamento que não interfere no processo produtivo e. em conseqüência sua programação preventiva pode deixar de ser executada.novaPDF. que irá indicar sua importância operacional no processo produtivo. materiais.Equipamento que participa do processo produtivo. ALGORITMO DE CLASSIFICAÇÃO Figura 3. Classe B. etc.Equipamento cuja parada interrompe o processo produtivo e por esta razão sua programação de manutenção preventiva deve ser rigorosamente cumprida. se impactarem nos custos previstos da manutenção (mão-de-obra.com) .1) Sistema Produtivo 2) Sistema Operacional 3) Equipamento 4) Classe Observa-se que nessa seqüência incluímos a CLASSE do equipamento no Código. Classe C.). pois a incidência de ocorrências em equipamentos com maior grau de classificação. sua programação de manutenção preventiva deve ser executada dentro de uma determinada faixa de tempo.

não se sabe da existência de peças de reposição e. além disso.novaPDF. linhas de produção que possuam equipamentos de reserva (tipo stand by) a manutenção corretiva é a mais econômica e viável. toda a produção de calçados com costura no solado ficará comprometida.com) . pois nunca haverá pessoal de manutenção suficiente para atender às solicitações. Esse tipo de manutenção baseia-se na seguinte filosofia: “equipamento parou. o que é manutenção corretiva? É a manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane.1 . Não se sabe o número exato de pessoal necessário ao reparo. O tempo para reparação é geralmente longo. a “correria” para reparação de um equipamento vital à produção da empresa traz improvisações. Não existe filosofia. as empresas que não têm essa manutenção programada e bem administrada convivem com o caos. Nos dias atuais. Educação Profissional 17 Created with novaPDF Printer (www. não há indústrias que possam dispensá-lo. (NBR 5462/94). não saberão o que fazer com os mantenedores em época em que tudo caminha tranqüilamente. destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida. para equipamentos não vitais à produção de uma empresa. com a possibilidade de ocorrência de acidentes de trabalho. Por esse motivo. já que os equipamentos não possuem confiabilidade total contra quebras. Se as providências não forem tomadas imediatamente. seja um método dispendioso de execução da manutenção. Diante de situações como esta. pois não se tem definido o problema.ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO   CORRETIVA PREVENTIVA  TRADICIONAL PREDITIVA  PERIÓDICA MONITORAMENTO 4. ou ainda. impensáveis soluções que poderão determinar um dano ainda maior à máquina ou instalação. teoria ou fórmula para dimensionar uma equipe de manutenção corretiva. Mesmo que venham a contar com o pessoal de manutenção em quantidade suficiente. Mas. tentativas frustrantes de acerto.S Q P F M LEGENDA Segurança Qualidade Produção Falha Manutenabilidade (custos e tempos) 4 . Embora. a manutenção corretiva deverá entrar em ação. pois nunca se sabe quando alguém vai ser solicitado para atender aos eventos que requerem a presença dos mantenedores.MANUTENÇÃO CORRETIVA Consideremos uma linha de produção de uma fábrica de calçados e que a máquina que faz as costuras no solado pare de funcionar por um motivo qualquer. manutenção conserta imediatamente”.

. Um analista de equipe de manutenção corretiva atende ao chamado......... Data ... Visto Figura 4........ para os efeitos de registro e estatística........................... Como as ocorrências de emergências são inevitáveis... parou às ................... Subconjunto ..... Elimine a causa e você não terá novamente a mesma emergência”.........................................É por esse motivo que............................. Trabalho realizado .................. normalmente.............................................................................. deixá-lo para resolver o problema por atendimento de emergência.............................................novaPDF....................... Dependendo do equipamento.... pois há ocasiões em que terá de decidir se atente às emergências ou continua montando o que estava programado........................................ Mesmo em empresas que não podem ter emergências............................ A filosofia que deve ser adotada é: “Emergências não ocorrem................................... ele deverá emitir um documento.......................... Nas empresas que convivem com emergências que podem redundar em desastres......... são causadas................................................ Natureza de .................. sempre haverá necessidade de uma equipe para esses atendimentos................... a manutenção aceita serviços de montagem para executar e nunca cumprem os prazos estabelecidos..... todavia algumas empresas ainda utilizam fichários conforme modelo a seguir: Equipamento .........1 VERSO Educação Profissional 18 Created with novaPDF Printer (www..... Conjunto ....................................... Equipamento........................................................ Prevista Realizada Parada de Produção..................... mesmo porque.....com) ................................. FRENTE Ficha de Execução Unidade................ por motivos econômicos... Trabalho a realizar ..................... o usuário com problemas deverá solicitar o atendimento por telefone.... Um modelo de ficha de execução é dado a seguir.................... verifica o que deve ser feito e emite uma ficha de execução para sanar o problema........................... Causa de ....... deve haver uma equipe muito especial de manutenção..................................... às vezes elas ocorrem com resultados geralmente catastróficos........................ Como a equipe não sabe o local onde vai atuar..... Inspeção ......................................... às vezes é mais conveniente.................................................. Parada de . cuja função é eliminar ou minimizar essas emergências.. Produção ... da seção .......... Atendimento A equipe de manutenção corretiva deve estar sempre em um local específico para ser encontrada facilmente e atender à produção de imediato.......... atualmente são utilizados softwares de manutenção. não se deve se ter 100% de manutenção preventiva.......... Avaria ....................................... horas do dia .................................................... Exemplo: empresas aéreas.................................... porém............. Avaria .........................

. Preencher o campo trabalho realizado.novaPDF.com) .2: Tabela 4.1 e 4. Preencher o campo natureza da avaria e causas da avaria citado nas tabelas 4.2 O preenchimento da frente da ficha de execução deve seguir os passos:         Preencher o campo unidade ou área onde o equipamento está localizado.. Preencher o campo data. Preencher o campo parada da produção colocando o código 00 quando for emergência (serviço não programado) e código 11 quando for preventiva (serviços programados).2 NATUREZA DA AVARIA Deslocamento do equipamento Ruptura Cisalhamento Trinca Esmagamento Entalhe Perfuração Corrosão Erosão Oxidação Engripamento Estrangulamento Entupimento Descarrilhamento Aquecimento Desregulagem Desaperto Curto-circuito Colamento CÓDIGO 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 30 31 19 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Preencher os campos conjunto e subconjunto. Preencher o campo trabalho a realizar especificando exatamente o que fazer e onde fazer..Figura 4. Preencher o campo equipamento citando o nome do equipamento.

20 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.2 e 4.novaPDF. pois existe sempre uma causa para outro tipo de natureza que varia.com) . para se colocar o código de natureza e causa de avaria é necessário analisar profundamente o problema.Perda de Perda de Perda de Perda de propriedades físicas propriedades químicas propriedades térmicas propriedades elétricas 32 33 34 35 Tabela 4.3 CAUSAS DA AVARIA Introdução de líquidos gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de líquidos não gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de pó químico na máquina Incrustação Introdução de corpo sólido exterior à máquina Falta de filtragem Introdução de ar no sistema Introdução de líquidos gordurosos procedentes da máquina Introdução de líquidos não gordurosos procedentes da máquina Introdução de pó procedente da máquina Introdução de corpo sólido Influência da umidade Influência de temperatura baixa Influência de temperatura elevada Atmosfera corrosiva Desgaste excessivo Falta de isolamento térmico Abaixamento do solo Modificações geométricas dos suportes Ligação errada Defeito de material Erro de fabricação Peça de reposição não adequada Erro de concepção Defeito de montagem Má ajustagem Manobra errada da operação Falta de limpeza Excesso de carga Desaperto Falta de lubrificação Choques Vibração anormal Atrito CÓDIGO 11 12 15 16 17 18 19 21 22 25 27 31 32 33 35 41 42 43 44 49 50 51 52 53 54 55 56 60 61 62 72 73 74 75 As relações de natureza e causas das tabelas 4. Exemplo: desgaste de um eixo. Elas podem e devem ser ampliadas. Salientemos que.3 não são definitivas.

.................novaPDF........... Preencher o campo data....................... ’término’ e ‘duração’ do trabalho na primeira linha do verso apresentarão apenas eventos previstos.......... Após isso.................. fecha-se a coluna ‘duração’ e transfere-se o resultado obtido (horas................................ sempre se preocupando em deixar o equipamento trabalhando dentro de suas características originais............................................................................... Figura 4......................... Educação Profissional 21 Created with novaPDF Printer (www........................... evidentemente......................... término e duração do trabalho................. Causa da Avaria................................................... Os campos ‘data’...... Somente a partir da segunda linha é que apresentarão eventos realizados..... ............... o analista de manutenção corretiva é obrigado a enviar para o setor de Engenharia da Manutenção um relatório de avaria.............................................................. o desgaste do eixo e como causa do desgaste a falta de lubrificação...... Equipamento ............................Nesse exemplo................. de acordo com o desenvolvimento do trabalho................. porém.................................................................... de acordo com seu projeto de fabricação........................................................................................................................ Sugestão........com) ............. pede-se para a chefia colocar o visto no respectivo campo para liberação do equipamento.................. ................................................................................ .................... .................................................. o que causou a falta de lubrificação? O preenchimento do verso da ficha de execução deve seguir os passos:    Preencher o campo chapa com a identificação do funcionário...... temos como natureza.................... deverá eliminar as emergências........................... Modelo de relatório de avaria Abaixo será apresentado um modelo de relatório de avaria e onde será mostrado como preenchêlo...............................................................9 O preenchimento do relatório de avaria deve seguir os passos:    Preencher o campo unidade com nome e código de onde o equipamento está localizado........................ A equipe de manutenção................ Data ........ Preencher o campo equipamento com nome e código................................................................................ Preencher o campo início.............................. início’..... existente na frente da ficha.... ................................... Quando o trabalho tiver sido executado.. ........................... Após o conserto e a liberação do equipamento para a produção....................................................... ........................... ..................... ... Natureza da Avaria .............................. Preencher o campo subconjunto com código............. Subconjunto ................. porém............. RELATÓRIO DE AVARIA Unidade ................................................................. Nesse relatório o analista pode e deve sugerir alguma providência ou modificação no projeto da máquina para que o tipo de avaria ocorrida – e solucionada – não venha a se repetir... dias) para o campo ‘realizada’.............................................................................................................. Conjunto ................................

Muitas vezes ele ganha com um produto de melhor qualidade. 4. redução de custos.com) .2 . De tempos em tempos o usuário deverá trocar o óleo do cárter. Preencher o campo causa da varia com código (tabela 1. como primeiro passo. equipamentos sem acompanhamento X equipamentos revisados. Para atingir a meta qualidade do produto.    Preencher o campo data com a data da ocorrência. sobressalente X compra direta. o usuário deverá acompanhar a quilometragem do carro e. Essa previsão nada mais é do que uma simples manutenção preventiva. qualidade do produto.3) e relatar a causa fundamental. ou seja. abastecimento deficiente X abastecimento otimizado. ou seja: máquinas deficientes X máquinas eficientes. aumento da vida útil dos equipamentos e redução de acidentes do trabalho. Preencher o campo natureza da avaria com código (tabela 1. nas paradas de emergência etc. ou seja. d) Efeitos no meio ambiente – Em determinadas empresas. mantendo os prazos de entrega dos produtos em dia.. aplicando o mínimo necessário. A manutenção preventiva pode colaborar atuando nas peças sobressalentes. a manutenção preventiva. deverá estar voltada para os equipamentos antipoluição. baseado nela. aumento de produção. Preencher o campo sugestão indicando alguma providência ou modificação no projeto. a) Redução de custos – Em sua grande maioria. normalmente. infelizmente. preservação do meio ambiente. a manutenção preventiva deverá ser aplicada com maior rigor.2) e relatar a ocorrência. Observação: É conveniente ressaltar que os modelos de ficha de execução e os modelos de relatório de avaria mudam de empresa para empresa. Se a meta da empresa for a diminuição ou eliminação da poluição. É preciso manter a fidelidade dos clientes já cadastrados e conquistar outros. horas ociosas X horas planejadas. o ponto mais crítico é a poluição causada pelo processo industrial.novaPDF. estaria correndo o risco de danificar os elementos que constituem o motor. A manutenção preventiva colabora para o alcance desta meta atuando no binômio produção atrasada X produção em dia. Não realizando essa operação periódica. Objetivos Os principais objetivos das empresas são. material novo X material recuperado. Educação Profissional 22 Created with novaPDF Printer (www. poluição X ambiente normal. uma norma a respeito do assunto. b) Qualidade do produto – A concorrência no mercado nem sempre ganha com o menor custo.MANUTENÇÃO PREVENTIVA Considere um motor de automóvel. fazer a previsão da troca do óleo. Como o usuário faria para poder controlar essa troca periódica do óleo do motor? Para realizar esse controle. as empresas buscam reduzir os custos incidentes nos produtos que fabricam. Não há. c) Aumento de produção – O aumento de produção de uma empresa se resume em atender à demanda crescente do mercado. bem como os códigos de natureza da avaria e suas causas.

causas das falhas etc. A manutenção preventiva. Diminuição de produção.com) . Diminuição do fator qualidade. b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento de todos os equipamentos que serão escolhidos para iniciar a instalação da manutenção preventiva (plano piloto). Qualidade do produto. A manutenção preventiva pode colaborar para a melhoria dos programas de segurança e prevenção de acidentes. tempo de disponibilidade dos equipamentos para produzirem.e) Aumento da vida útil dos equipamentos – O aumento da vida útil dos equipamentos é um fator que. f) Apresentar o plano para aprovação da gerência e da diretoria. Educação Profissional 23 Created with novaPDF Printer (www. lucro cessante nas emergências). Efeitos prejudiciais ao meio ambiente. se possível. Os acidentes no trabalho causam:      Aumento de custos. indicando as freqüências de inspeção com máquinas operando. contribui para o aumento da vida útil dos equipamentos. e) Enumerar os recursos humanos e materiais que serão necessários à instalação da manutenção preventiva. onde não haja controle de custos e nem registros ou dados históricos dos equipamentos. Desenvolvimento Considere uma indústria ainda sem nenhuma manutenção preventiva. Se essa indústria desejar adotar a manutenção preventiva. d) Elaborar os manuais de procedimentos para manutenção preventiva. Aumento de produção. atuando nesses itens. g) Treinar e preparar a equipe de manutenção. Esse fator. Diminuição da vida útil dos equipamentos. na maioria das vezes. materiais e. não pode ser considerado de forma isolada. c) Redigir o histórico dos equipamentos. é conseqüência de:     Redução de custos. tempo de parada para os diverso tipos de manutenção. com máquinas paradas e as intervenções. relacionando os custos de manutenção (mão-deobra. f) Redução de acidentes de trabalho – Não são raros os casos de empresas cujo maior problema é a grande quantidade de acidentes. deve-se percorrer as seguintes fases iniciais do desenvolvimento: a) Decidir qual o tipo de equipamento que deverá marcar a instalação da manutenção preventiva com base no “feeling” da supervisão de manutenção e de operação.novaPDF. Efeitos do meio ambiente. geralmente.

essa empresa estará perdendo tempo no mercado. A escolha do ferramental e instrumental é importante. com bons recursos humanos. porém. mais importante é o treinamento da equipe que irá utilizá-los. Esquematicamente: Educação Profissional 24 Created with novaPDF Printer (www.Execução da manutenção preventiva a) Ferramenta e pessoal – Se uma empresa contar com um modelo organizacional ótimo. com bom ferramental e instrumental e não tiver quem saiba manuseá-los.novaPDF. há quatro sistemas: manual. com material sobressalente adequado e racionalizado. semi-automatizado. a programação de sua manutenção. Quanto à forma de operação do controle. Controle manual – É o sistema no qual a manutenção preventiva e corretiva são controladas e analisadas por meio de formulários e mapas. b) Controle da manutenção – Em manutenção preventiva é preciso manter o controle de todas as máquinas com o auxílio de fichas individuais. com base nessas informações. e a intervenção corretiva obedece ao controle manual.10 Controle semi-automatizado – É o sistema no qual a intervenção preventiva é controlada com o auxílio do computador. Esquematicamente: Figura 4. É por meio das fichas individuais que se faz o registro da inspeção mecânica da máquina e.com) . automatizado e por microcomputador. preenchidos manualmente e guardados em pastas de arquivo.

Controle automatizado – É o sistema em que todas as intervenções da manutenção têm seus dados armazenados pelo computador. para que se tenha listagens. Os serviços reprogramados (adiados). no mínimo:     O tempo previsto e gasto.com) . Os serviços realizados. conforme a necessidade e conveniência dos vários setores da manutenção. O principal relatório emitido pelo computador deve conter.12 Educação Profissional 25 Created with novaPDF Printer (www. Os serviços cancelados. gráficos e tabelas para análise e tomada de decisões. Esses dados são fundamentais para a tomada de providências por parte da supervisão.11 A fonte de dados desse sistema deve fornecer todas as informações necessárias para serem feitas as requisições de serviço. Esquematicamente: Figura 4.novaPDF.Figura 4. incluindo as rotinas de inspeção e execução.

Se uma peça de conjunto que constitui em mecanismo estiver executando seu trabalho de forma irregular. a improvisação é um dos focos de prejuízo. Esses dados são de rápido acesso através de monitor de vídeo ou impressora. Com o tempo. dentro de uma faixa de erro mínimo. fornecidos pelo método preventivo. são suprimidas as inconveniências das quebras inesperadas. ela estabelecerá. os industriais foram se conscientizando de que a máquina que funcionava ininterruptamente até quebrar acarretava vários problemas que poderiam ser evitados com simples paradas preventivas para lubrificação. troca de peças gastas e ajustes. 26 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. que estabelece paradas periódicas com a finalidade de permitir a troca de peças gastas por novas. uma sobrecarga nas demais peças que estão interagindo com ela. É verdade que quando se improvisa pode-se evitar a paralisação da produção. Assim. Como conseqüência. O método preventivo proporciona um determinado ritmo de trabalho. Com o auxílio dos relatórios escritos sobre os trabalhos realizados. com antecedência. O problema só pode ser resolvido com a troca da peça problemática. Isso se consegue com a organização dos prazos para reposição de peças. são uma garantia aos homens da produção que podem controlar. A aplicação de métodos preventivos assegura um trabalho uniforme e seguro. Em qualquer sistema industrial.13 A manutenção preventiva obedece a um padrão previamente esquematizado. ajustam-se os investimentos para o setor. O planejamento e a organização. fatalmente. Esquematicamente: Figura 4. a entrada de novas encomendas. para preservar as demais peças.com) .Controle por microcomputador – É o sistema no qual todos os dados sobre as intervenções da manutenção ficam armazenados no microcomputador.novaPDF. mas perde-se em eficiência. assegurando assim o funcionamento perfeito da máquina por um período predeterminado. assegurando o equilíbrio necessário ao bom andamento das atividades. Isso evita a difícil tarefa de trocas rápidas de máquinas e improvisações que causam o desespero do pessoal da manutenção corretiva. a sobrecarga provocará a diminuição da vida útil das demais peças do conjunto. A improvisação pode e deve ser evitada por meio de métodos preventivos estabelecidos pelos técnicos de manutenção preventiva. Uma das metas a que se propõe o órgão de manutenção preventiva é a diminuição sensível dos estoques. Os controles das peças de reposição é um problema que atinge todos os tipos de indústria.

Se a organização da manutenção preventiva carecer da devida solidez.1 . A manutenção preventiva abrange cronogramas nas quais são traçados planos e revisões periódicas completas para todos os tipos de materiais utilizados nas oficinas. apesar dela ditar algumas regras de conduta a serem seguidas pelo pessoal da fábrica. pois abrange desde uma simples revisão – com paradas que não obedecem a uma rotina – até a utilização de sistemas de alto índice técnico. é fundamental para o bom funcionamento do sistema preventivo. destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item. das técnicas de manutenção e da elevação dos níveis de controle. para se efetivar a manutenção preventiva e alcançar os objetivos pretendidos com sua adoção. A manutenção preventiva. Finalmente. A manutenção preventiva exige. desde os operários à presidência. Isso vale a pena. também. também. Ela inclui.A manutenção preventiva é um método aprovado e adotado atualmente em todos os setores industriais. é necessário dispor de um período de tempo relativamente longo para contar com o concurso dos técnicos e dos dirigentes de alto gabarito.com) . a capacidade e o espírito de cooperação dos técnicos são fatores importantes para a manutenção preventiva. é a prova concreta da pouca eficiência do método de manutenção corretiva. de modo tal que. O fluxo das informações deverá fluir rapidamente entre todos os envolvidos na manutenção preventiva. A aplicação do sistema de manutenção preventiva não deve se restringir a setores. Isto é conseguido por meio do planejamento. O segredo para o sucesso da manutenção preventiva está na perfeita compreensão de seus conceitos por parte de todo o pessoal da fábrica. À manutenção preventiva cabe apenas o lugar de apoio ao sistema fabril. O aparecimento de focos que ocasionam descontinuidade no programa deve ser encarado de maneira séria. levantamento que visam facilitar sua própria introdução em futuras ampliações do corpo da fábrica. Esta é a dinâmica de uma instalação industrial.novaPDF. O sistema deve abranger todos os setores da indústria para garantir um perfeito entrosamento entre eles. A manutenção preventiva deve. organizando-se estudos que tomem por base os relatórios preenchidos por técnicos da manutenção. Sob esse aspecto. as providências independam de qualquer outra regra que por ventura venha a existir em uma oficina. por ter um alcance externo e profundo. deve ser organizada. ao se constatar uma anomalia. Essa liberdade.2. ela provocará desordens e confusões. todos os detalhes do problema em questão. de acordo com a NBR 5462/94. em linguagem simples e clara. A manutenção preventiva nunca deverá ser confundida com o órgão de comando. pois a instalação do método de manutenção preventiva. Educação Profissional 27 Created with novaPDF Printer (www. ser sistematizada para que o fluxo dos trabalhos se processem de modo correto e rápido. é a manutenção efetuada em intervalos pré-determinados ou de acordo com critérios prescritos. O desenvolvimento de um sistema de informações deve apresentar definições claras e objetivas e conter a delegação das responsabilidades de todos os elementos participantes. máquinas ou equipamentos. pela maioria das grandes empresas industriais. é necessário estabelecer qual deverá ser o sistema de informações empregado e os procedimentos adotados. Estes deverão relatar. 4. Por outro lado.Manutenção Preventiva Tradicional A Manutenção Preventiva Tradicional. dentro da indústria. um plano para sua própria melhoria. execução e verificação dos trabalhos que são indicadores para se buscar a melhoria dos métodos de manutenção. também.

milhões de rotações. pois o estoque de sobressalentes é grande e variado. Os sentidos humanos como: audição.2. a qualidade dos serviços executados pelas equipes de manutenção. já que são necessários aparelhos e instrumentos confiáveis. maior disponibilidade do equipamento para a produção. isto é: detectar defeitos antes que se concretizem. Trata-se da manutenção que prediz tempo de vida útil dos componentes das máquinas e equipamentos e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado. Manutenção Preventiva Preditiva. com isso evita os atropelos da corretiva. A manutenção preventiva tradicional centraliza suas ações na substituição programada de itens (componentes) de equipamentos. Atualmente somam-se os antigos “instrumentos” aos novos aparelhos condicionados a uma prévia programação e teremos uma inspeção mais criteriosa com condições de analisar as causas e os efeitos dos problemas funcionais dos equipamentos. Conceito de manutenção preditiva Manutenção preditiva é aquela que indica as condições reais de funcionamento das máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou processo de degradação. como também. etc. A idéia principal é a de manter o funcionamento do componente até o limite operacional (vida útil total). em qualquer tempo de nossa história e por qualquer pessoa ligada direta ou indiretamente àquela máquina (operadores. durante a manutenção. tato e visão. A manutenção preditiva exige investimentos iniciais elevados. olfato. apontar falhas ainda controláveis e. porém. distribuem melhor a mão-de-obra existente. evitando ociosidades ou acúmulo de serviços. as paradas de produção são mais freqüentes.com) . determinar o que deve ser substituído. tomando-se como parâmetro: horas trabalhadas. previamente estabelecidas. é a manutenção que permite garantir uma qualidade de serviço desejada. é de custo elevado. A execução da manutenção preditiva baseia-se nas inspeções1 periódicas (visual ou com aparelhos) do funcionamento dos equipamentos. aliados às experiências de determinadas pessoas com o funcionamento dos equipamentos. fornecimento de dados mais precisos sobre a qualidade das peças e componentes. Tais investimentos poderão ser diluídos com um menor estoque de peças sobressalentes. quilômetros rodados.A manutenção preventiva funciona por programação. a manutenção preditiva é conhecida pelo nome de manutenção condicional e nos Estados Unidos recebe o nome de preditiva ou previsional. 4. mantenedores e até visitantes). assim como. foram durante muitos anos os principais instrumentos para a inspeção. Na Europa. a troca de certos itens pode ser prematura. bem como. testado. Educação Profissional 28 Created with novaPDF Printer (www.2 . do estado em que se encontram as peças ou componentes dos equipamentos. utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de amostragem para reduzir ao mínimo a manutenção preventiva e diminuir a manutenção corretiva. supervisores. É um método que traz bons resultados quando bem programado. com base na aplicação sistemática de técnicas de análise. Inspeções para verificação do estado funcional sempre foram realizadas em qualquer equipamento. baseando-se na vida útil estimada.novaPDF. reparado. pessoal (inspetores) qualificados.).Manutenção Preventiva Preditiva De acordo com a NBR 5462/94. 1 Inspeção: São verificações.

2. sem desmontagem.  Com equipamento parado. Deficiência de ventiladores. Lubrificação. parcial ou totalmente. graxa ou produto do processo. Limpeza. Funcionamento de lâmpadas de sinalização. Estado das chavetas.com) . etc.novaPDF.Objetivos da manutenção preditiva Os objetivos da manutenção preditiva são:      Determinar. Impedir o aumento dos danos. Ruídos estranhos. Corrosão. Eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção. a necessidade de serviços de manutenção numa peça específica de um equipamento. etc.1 .2. o que poderá ocorrer em caso de paradas programadas. Fixação de peças. Faiscamentos de escovas. Educação Profissional 29 Created with novaPDF Printer (www. Alinhamento de acoplamentos. Limpeza.  Com o equipamento parado e desmontagem parcial (retiradas tampas de proteção e tampas de visita). Vazamentos. antecipadamente. Teste de isolamento de motores elétricos. 4. Vibrações. Temperatura. Reduzir o trabalho de emergência não planejado. Aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos. Trincas. NOTA: A inspeção poderá ser realizada com o equipamento desmontado. Estado geral de peças. Parafusos soltos. Desgaste (com medição). Verificação de contadores.A inspeção poderá ser realizada das seguintes maneiras:  Com o equipamento funcionando poderão ser verificados:           Vazamentos de óleo. etc. poderão ser verificados:         Apertos de parafusos e porcas. Nível e pressão do óleo. poderão ser inspecionados:        Desgastes internos. Trincas superficiais.

após a análise do fenômeno. Figura 4. a manutenção preditiva exige a utilização de aparelhos adequados. o responsável terá o encargo de estabelecer. na medida do possível. tais como:      Vibrações das máquinas. Temperatura. Com base no conhecimento e análise dos fenômenos.com) . Aceleração.2. Aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha de produção.2. capazes de registrar vários fenômenos. 4.Execução da manutenção preditiva Para ser executada. Educação Profissional 30 Created with novaPDF Printer (www. Por meio desses objetivos. Este diagnóstico deve ser feito antes de se programar o reparo.2. Pressão.3 .   Aproveitar a vida útil total dos componentes e de um equipamento.Diagnóstico Detectada a irregularidade. pode-se deduzir que eles estão direcionados a uma finalidade maior e importante: redução de custos de manutenção e aumento da produtividade.novaPDF. Desempenho. 4. torna-se possível indicar.2 .14 A manutenção preditiva. um diagnóstico referente à origem e à gravidade do defeito constatado. com antecedência. Determinar previamente as interrupções de fabricação para cuidar dos equipamentos que precisam de manutenção. eventuais defeitos ou falhas nas máquinas e equipamentos. adota dois procedimentos para atacar os problemas detectados: estabelece um diagnóstico e efetua uma análise de tendências.2.

por meio de aparelhos que exercem vigilância constante predizendo a necessidade do reparo.15 O esquema a seguir. resume o que foi discutido até o momento.2. Graficamente temos: Figura 4.novaPDF.com) .2. Figura 4.16 Educação Profissional 31 Created with novaPDF Printer (www.Análise da tendência da falha A análise consiste em prever com antecedência a avaria ou a quebra.4 .4.

2. dos portáteis – que podem ser transportados manualmente de um lado para outro – até aqueles que são instalados definitivamente nas máquinas com a missão de executar monitoração constante. O registro das vibrações e sua análise permitem identificar a origem dos esforços presentes em uma máquina operando. Entre os vários métodos destacam-se os seguintes: estudo das vibrações. Vínculos desajustados. Educação Profissional 32 Created with novaPDF Printer (www. em destaque. Folga excessiva em buchas. levam-nas a um processo de deteriorização. aos poucos.com) . análise dos óleos. O aparelho empregado para análise de vibrações é conhecido como analisador de vibrações. o aparelho.Estudo das vibrações Todas as máquinas em funcionamento produzem vibrações que.5 . Abaixo.novaPDF. adota vários métodos de investigação para poder intervir nas máquinas e equipamentos. geralmente. Problemas aerodinâmicos. No mercado há vários modelos de analisadores de vibrações. Cavitação. eles captarão as vibrações recebidas por toda a estrutura. é possível obter informações sobre o estado da máquina. Essa deteriorização é caracterizada por uma modificação da distribuição de energia vibratória pelo conjunto dos elementos que constituem a máquina. com antecipação. Engrenagens defeituosas. 4. Falta de rigidez. O princípio de análise das vibrações baseia-se na idéia de que a estrutura das máquinas excitadas pelos esforços dinâmicos (ação de forças) dão sinais vibratórios. análise do estado das superfícies e análises estruturais de peças. Lubrificação deficiente. Observando a evolução do nível de vibrações. Por meio da medição e análise das vibrações de uma máquina em serviço normal de produção detecta-se. Eixos deformados.2. um operador usando um analisador de vibrações portátil e. Acoplamentos desalinhados. cuja freqüência é igual à freqüência dos agentes excitadores.Métodos de investigação da Manutenção Preditiva . Problemas hidráulicos.A manutenção preditiva. dos mais simples aos mais complexos. a presença de falhas que devem ser corrigidas:             Rolamentos deteriorados. Se captadores de vibrações forem colocados em pontos definidos da máquina. Rotores desbalanceados.

Entre os instrumentos e equipamentos utilizados temos viscosímetros. Os modernos equipamentos permitem análises exatas e rápidas dos óleos utilizados em máquinas. tanto em componentes mecânicos quanto hidráulicos. determina as propriedades dos óleos e o grau de contaminantes neles presentes. Ponto de fulgor. Tais partículas sólidas são geradas pelo atrito dinâmico entre peças em contato. Índice de alcalinidade. Água. etc. instrumentos e equipamentos. Essa regulagem permite a otimização dos intervalos das trocas.Figura 4. A identificação é feita a partir do estudo das partículas sólidas que ficam misturadas com os óleos. centrífugas.com) . Educação Profissional 33 Created with novaPDF Printer (www. microscópios. Partículas metálicas. A análise dos óleos permite. reagentes. É a análise que vai dizer se o óleo de uma máquina ou equipamento precisa ou não ser substituído e quando isso deverá ser feito. Em termos de contaminação dos óleos. O laboratorista usando técnicas adequadas.Análise dos óleos Figura 4. fotômetros de chama. também. como no estudo das vibrações.novaPDF. a análise dos óleos é muito importante na manutenção preditiva. interessa saber quanto existe de:    Resíduos de carbono.18 Os objetivos da análise dos óleos são dois: economizar lubrificantes e sanar os defeitos. Ponto de congelamento. peagômetros. As principais propriedades dos óleos que interessam em uma análise são:      Índice de viscosidade.17 . identificar os primeiros sintomas de desgaste de um componente. Assim. É por meio das análises que o serviço de manutenção pode determinar o momento adequado para sua troca ou renovação. A análise dos óleos é feita por meio de técnicas laboratoriais que envolvem vidrarias. Índice de acidez. espectrômetros. A economia é obtida regulando-se o grau de degradação ou de contaminação dos óleos.

Magnetoscopia. Número de pontos de medição estabelecidos.6 . por exemplo. A tabela a seguir. É por meio da análise estrutural que se detecta. além do simples exame visual – com ou sem lupa – várias técnicas analíticas. tais como:     Endoscopia.Periodicidade dos controles A coleta de dados é efetuada periodicamente por um técnico que utiliza sistemas portáteis de monitoramento. Radiografia (raios X). As técnicas utilizadas na análise estrutural são:         Interferometria holográfica. Infiltração com líquidos penetrantes. Educação Profissional 34 Created with novaPDF Printer (www. mostra um exemplo de um programa básico de vigilância de acordo com a experiência e histórico de uma determinada máquina. A análise superficial abrange. Ultra-sonografia. A periodicidade dos controles é determinada de acordo com os seguintes fatores:      Número de máquinas a serem controladas. Duração da utilização da instalação. a existência de fissuras.novaPDF. As informações recolhidas são registradas numa ficha. 4. Gamagrafia (raios gama). Correntes de Foucault.com) .Análise estrutural A análise estrutural de peças que compõem as máquinas e equipamentos também é importante para a manutenção preditiva. trincas e bolhas nas peças das máquinas e equipamentos. Caráter “estratégico” das máquinas instaladas. Holografia.Análise do estado das superfícies A análise das superfícies das peças. Estroboscopia. . Molde e impressão. possibilitando ao responsável pela manutenção preditiva tê-las em mãos para as providências cabíveis.2. Ecografia. Em uniões soldadas. a análise estrutural é de extrema importância.2. Meios materiais colocados à disposição para a execução dos serviços. sujeitas aos desgastes provocados pelo atrito. também é importante para se controlar o grau de deteriorização das máquinas e equipamentos..

Tabela 4. permanente  compressores.com) . partes. controlar a velocidade ou medir os planos  Redutores e circuitos hidráulicos  Motores  Equipamentos de alta-tensão  Distribuição de baixa-tensão  Componentes eletrônicos  Equipamentos com componentes refratários  Cilindros de compressores  Aletas  Engrenagens danificadas Estroboscópio do analisador de vibrações Periodicidade da Verificação 3.) e melhor gerenciamento.novaPDF.  ventiladores. Controle dos materiais (peças. etc. Limitação da quantidade de peças de reposição. componentes.4 Métodos Utilizados Medição de vibração PROGRAMA BÁSICO DE VIGILÂNCIA Equipamentos Vigiados Equipamentos Necessários Todas as máquinas Medidor de vibração giratórias de potência média ou máxima e / ou Analisador equipamentos críticos:  motores. Melhoria da produtividade da empresa.500 horas Medição das falhas de rolamentos Análise estroboscópica 500 horas Segundo a necessidade Análise dos óleos Feita pelo fabricante 6 meses Termografia Subcontratação (“terceirização”) 12 meses Exame endoscópico Endoscopia + fotos Todos os meses As vantagens da manutenção preditiva são:       Aumento da vida útil do equipamento. Sistemas de vigilância  redutores. Todos os rolamentos Medidor especial ou analisador Todos os lugares onde se quiser estudar um movimento.000 a 1. 35 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Diminuição dos custos nos reparos.  bombas. Diminuição dos estoques de produção.

Viscosidade – Viscosímetros. A exemplo da fórmula 1. Desalinhamento – Relógio comparador. assegurando o renome do fornecedor. por termômetro digital de contato. por um termômetro de mercúrio. Cada um dos parâmetros a ser inspecionado pode ter critérios diferentes. um acompanhamento constante da situação funcional do equipamento através de aparelhos / instrumentos.Monitoramento É uma ramificação preditiva. Para cada um dos métodos e instrumentos aparelhos usados. fotografia com películas sensíveis à raios infravermelhos. Ruídos – Decibelímetro. Dureza superficial – Durômetros.2. bem como o preparo ou treinamento de inspetor / analista. indireta ou a distância. É um método de acompanhamento de custo elevado e que só tem uma boa relação custo x benefício em equipamentos vitais para a produção de uma empresa. conduzindo à métodos de medidas direta. Densidade – Densímetros. 4. Exemplo: A temperatura pode ser verificada pelo tato do inspetor (até +. tintas de coloração variáveis. Motivação do pessoal de manutenção. Trincas internas – Ultra-som. A aplicação do instrumento / aparelho correto depende de vários fatores inerentes ao equipamento que se deseja controlar.    Melhoria da segurança.50°C). num grau de inspeção máximo ou seja. 4. pirômetros. por termopares. tendo parâmetros principais do funcionamento do motor avaliado constantemente.2. termovisão. levam-se em conta o conhecimento técnico e científico envolvido. os carros são monitorados dos boxes. Vibração – Medidores de vibração. Temperatura – Termômetros. o que determinará a escolha de métodos e aparelhos / instrumentos com elevados graus de sofisticação e resolução.novaPDF. do seu funcionamento. Exemplo de alguns parâmetros a serem inspecionados e os aparelhos / instrumentos utilizados: Dimensão – Paquímetro / Micrômetro. por um termômetro digital sem contato. da sua periculosidade e acessibilidade. Boa imagem do serviço após a venda. Desbalanceamento – Balanceadores. e outros.2.Limites técnicos da manutenção preditiva A eficácia da manutenção preditiva está subordinada à eficácia e à confiabilidade dos parâmetros de medida que a caracterizam. lupas.3 .7 . Credibilidade do serviço oferecido.com) . laser. Trincas superficiais – Líquidos penetrantes. Educação Profissional 36 Created with novaPDF Printer (www.

você irá agrupar ferramentas de seu conhecimento. Devem ser apanhadas somente as ferramentas estritamente necessárias. a não ser. serão apresentadas as ferramentas mais comuns e utilizadas nas oficinas mecânicas. As ferramentas de corte de precisão devem ser guardadas com os cortes protegidos.  Ao serem guardadas.novaPDF. Lubrificadas quando tiverem partes móveis. A seguir. Inicialmente. chaves inglesas. Deve ser evitado o transporte no bolso.  Ao serem transportadas. As ferramentas devem ser dispostas em lugares seguros. aplicação e os meios corretos de como utilizá-las. como alicates.5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5. Impacto. Força. deve-se ter o cuidado de não derrubá-las sobre outras pessoas.  Antes de serem guardadas.        Medição. mesmo que você não as tenha utilizado.com) . Não colocar sobre parte móveis de máquinas ou estruturas sujeitas a vibrações. sua especificação. etc. especialmente cabos e partes submetidas a esforços. Sujeição. corrimão. em o que se pode chamar de famílias.1 – INTRODUÇÃO Pode-se considerar como extensão das mãos que multiplicam sua força e habilidade sendo empregadas nos mais variados campos de atividade. O transporte deve ser feito de preferência em caixas adequadas. Quando transportadas em cinto porta-ferramentas.  Durante o trabalho. Traçagem. Para isso foi relacionado. Especial cuidado deve ser tomado com as ferramentas pontiagudas e cortantes. Não colocar sobre peitoris. Cada ferramenta deve ser guardada nos locais que lhe são determinadas. segundo sua aplicação e que apresentem o mesmo risco. onde não possam cair e ferir alguém. Ao subir ou descer escadas verticais. Corte. Inspecionadas. Sejam limpas. os cuidados de rotina para com as ferramentas:  Ao serem apanhadas. primeiramente. 37 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Verificação . etc. nunca se levam ferramentas na mão. as tipicamente de bolso.

5.com) . pois é mais difícil a porca ou a cabeça do parafuso escapar. b) Tipos.  Chave de boca fixa 1 1/16” x 1 1/4" – Tem boca inclinada em 15°. tais como: de uma boca e de duas bocas. A de estrias é mais usada para “quebrar” o aperto e a de boca para extrair por completo a porca ou parafuso. especificação e aplicação:  Chave estrela 45° de 21 x 23mm – São leve e resistentes e possuem a qualidade de múltiplo posicionamento. A elevação da haste em um ângulo de 45° permite que a mão passe livre sobre pequenos obstáculos. que facilita o trabalho tornando-o mais seguro.CHAVES DE BOCA E ESTRELA a) Material: geralmente forjadas em aço cromo-vanádio.novaPDF. evitando escoriações nos dedos.3 Figura 5.4 Utiliza o princípio da alavanca para apertar ou desapertar parafusos e porcas.1 Figura 5. sendo necessário um setor livre com ângulo maior de 30°. Educação Profissional 38 Created with novaPDF Printer (www.  Chave combinada – Neste modelo combina-se os dois tipos básicos existentes: de boca e de estrias.2 A chave de boca fixa simples compreende dois tipos. sendo aplicadas sobre as porcas ou cabeças de parafusos a fim de aperta-las ou soltá-los. Figura 5.2. Figura 5.

novaPDF.10 Educação Profissional 39 Created with novaPDF Printer (www. Boca folgada não permite bom aperto.Figura 5. Figura 5.8 Se o esforço deve ser grande não convém aumentar o braço da alavanca para exercer maior torque. Figura 5. as chaves devem ser forçadas somente com a força dos braços. tanto sob o ponto de vista técnico como de segurança. Figura 5. não há controle do esforço e é perigoso.com) .9 Exercer esforço com o peso do corpo é outro erro. podendo escapar.6 Usar calços para compensar a folga é outra coisa condenável. Figura 5.7 Figura 5. é prejudicial à chave.5 c) Utilização e cuidados: A boca deve ser justa à porca e bem encaixada para que o trabalho seja seguro.

novaPDF.14 Figura 5.15 Educação Profissional 40 Created with novaPDF Printer (www.De preferência deve-se puxar a chave. Usar chaves como alavanca ou martelo é tão condenável que dispensa ilustração. se a chave se quebrar. Valendo ressaltar que não devem ser atingidas por martelos. a mão irá contra o obstáculo que estiver na frente. a fim de prevenir qualquer surpresa desagradável. Figura 5.11 Ao empurrar.com) . escapar ou se quebrar o parafuso. Figura 5.12 Figura 5. Em casos especiais deve-se empurrá-la com a mão espalmada. Figura 5.13 Cuidado especial deve-se ter em lugares altos: o escape da chave poderá acarretar o desequilíbrio e queda do usuário.

5.18 Educação Profissional 41 Created with novaPDF Printer (www. especialmente quanto à isolação. Figura 5.A chave de parafuso de fenda é uma ferramenta de aperto constituída de uma haste cilíndrica de aço carbono. a) Material: sua haste é feita em aço carbono e seu cabo em resina ou plástico. inclusive o fundo.3 . com uma de suas extremidades forjada em forma de cunha e a outra em forma de espiga prismática ou cilíndrica estriada. especificação e aplicação:   Chave de fenda 1/4" x 8” – utilizada para girar parafusos com fenda de aproximadamente 1/4".com) . onde acopla-se um cabo de madeira ou plástico. o que oferece mais segurança proporcionando trabalhos mais satisfatórios.novaPDF. Figura 5.1/2” – é uma variação da chave comum. sendo inclusive mais seguros e eficientes. tenda esta uma forma cruzada.17  Chave de Fenda . devendo preencher toda a fenda atingindo. Chave phillips cotoco de 1/4" x 1. Figura 5. É empregada para apertar e desapertar parafusos cujas cabeças tenham fendas ou ranhuras que permitam a entrada da cunha.16 b) Tipos.CHAVES DE FENDA E PHILLIPS. pois só a ponta que varia.

Pressionando-a contra a mão é um erro perigoso. 3. Figura 5.20 2.19 1. c) Utilização e cuidados: Pode ser considerada um tipo especial de chave de fenda. se exerce esforço através do braço de alavanca da haste o que dá certa semelhança com as chaves de boca.CHAVE HEXAGONAL ALLEN a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave hexagonal 3/8” x 1.c) Utilização e cuidados: Figura 5.250” – Utilizada em parafusos com encaixe interno sextavado de 3/8”. Merece.novaPDF.Como alavanca é um erro prejudicial.4 . É encontrada em jogo de seis ou sete chaves. pois.21 5. cuidados semelhantes aos das chaves de boca e de fenda. desde que se introduza na fenda hexagonal da cabeça do parafuso. Educação Profissional 42 Created with novaPDF Printer (www.Como talhadeira é um erro imperdoável. Figura 5.com) .375” x 4.

Existem dois tipos: chave inglesa e chave de grifo. ao tamanho da porca.23 a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave de boca regulável de 12”x 1 5/16” – Utilizada em porcas ou cabeças de parafusos para aperta-los ou soltá-los. O esforço deve ser feito somente no sentido de forçar contra a parte fixa da chave.25 Educação Profissional 43 Created with novaPDF Printer (www. Figura 5. por meio de um parafuso regulador ou porca.Figura 5.22 5. bem justa.24 Figura 5. Permite abrir ou fechar a mandíbula móvel da chave. exigem mais cuidados.5 .CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU CHAVE INGLESA. A boca deve ser sempre regulada. Figura 5.novaPDF. A limpeza e lubrificação são fatores importantes para conservação dessas ferramentas e para segurança de seus usuários.com) . Sendo estas chaves mais versáteis.

engrenagens.29 São utilizados em tarefas de desmontagem de polias.31 44 Created with novaPDF Printer (www. acoplamentos sobre eixos. b) Tipos.26 5. abertura máxima. material. acabamento.novaPDF.28 Figura 5. especificação e aplicações.27 Figura 5. Dados para especificação: Características gerais.com) .Figura 5. rolamentos.  Duas Garras: Fixas Articuladas Garra deslizante Figura 5. profundidade máxima.30 Educação Profissional Figura 5.6 .  Três Garras Fixas Articuladas Figura 5.SACA POLIAS a) Material: Geralmente em aço carbono.

A Talhadeira e o Bedame são ferramentas de corte feitas de um corpo de aço. e outro chanfrado denominado cabeça. retangular.novaPDF. c) Utilização em cuidados Durante ou após o seu uso deve-se ter alguns cuidados: Evitar esforço desnecessário de danificação dos filetes de rosca do parafuso (tirante) principal. com um extremo forjado. Figura 5.34 Utilização Servem para cortar chapas. especificação e aplicação . provido de cunha.Mesmas condições de utilização de saca-polias de duas garras.TALHADEIRA E BEDAME a) Material .32 Figura 5. dilatação. de secção circular. apoiadas na peça a ser removida. Educação Profissional 45 Created with novaPDF Printer (www. para evitar possíveis acidentes e garantir uma agilidade na tarefa.33 Figura 5. 5. para aquecer a peça a ser retificada através do processo de aquecimento.7 . Em alguns casos. Dados para especificação: Os mesmos da saca-polias de duas garras. Certificar-se que as garras estão bem fixadas.com) . Deve ser verificado a capacidade de torque do saca polias antes de sua utilização para evitar sua quebra. temperada e afiada convenientemente. Estes centralizam melhor. hexagonal ou octogonal. porém. em serviços um pouco mais pesados. será necessário utilizar dispositivos a quente (chuveiros).Aço b) Tipos. retirar excesso de material e abrir rasgos.

SACA PINOS CÔNICO E PARALELO a) Material . Paralelo: Figura 5.Aço cromo vanadium fosfatizado Figura 5. As ferramentas de talhar devem ter ângulos de cunha convenientes.São utilizados para retirar pinos ou fixar peças mecânicas. 5.novaPDF.35 b) Tipos e especificações .Características 1. em geral.1 CUNHA 50° 60° 65° 70° 3. tabela abaixo: Tabela 5. Os tamanhos são entre 150 e 180mm 4. estar bem temperadas e afiadas. A aresta de corte deve ser convexa e o ângulo de cunha Varia com o material a ser talhado. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. em geral.36 São utilizados para retirar pinos. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. MATERIAL Cobre Aço Doce Aço Duro Ferro fundido e bronze fundido duro 5.37 Educação Profissional 46 Created with novaPDF Printer (www.8 . conforme.CHAVES PARA TUBOS Figura 5.9 . A cabeça é chanfrada e temperada. A cabeça do bedame e da talhadeira é chanfrada e temperada brandamente para evitar formação de rebarbas ou quebras. O bisel da cunha é simétrico ou assimétrico 2.com) . para que cortem bem.

flanges. folgas. acabamento. b) Tipos. especificação e aplicação . acabamento.11.10 .38 Figura 5. comprimento. geralmente.11. c) Utilização e cuidados .VERIFICADORES E CALIBRADORES São instrumentos geralmente fabricados de aço.São utilizados em aperto de tubulação rosqueadas.2 .Verificador de ângulos Figura 5.40 5.Características gerais.ESPÁTULAS Figura 5. c) Utilização e cuidados . especificação e aplicação . rotores.39 a) Material – Fabricado em aço fundido niquelado. 5.com) . diâmetros e espessuras. Suas dimensões variam. Os verificadores e calibradores classificam-se em vários tipos: 5. Figura 5. 5. de 1 a 15mm ou de 1/32” a 1/2”. Em cada lâminas é estampada a medida do raio. ângulos.41 Educação Profissional 47 Created with novaPDF Printer (www. Apresentam formas e perfis variados.a) Material – Cabo e cabeça fabricados em aço cromo vanadium. etc.novaPDF.11 . comprimento.1 . material. temperado ou não.capacidade de abertura ou diâmetro do tubo (máximo). b) Tipos. roscas.Verificador de raio Serve para verificar raios internos e externos. É utilizado para verificar e controlar raios.São utilizadas para remoção de tampas. que estejam sujeitos a apertos leves.Características gerais. material.

44 TORQUE (T) = FORÇA (F) X DISTÂNCIA (L) Educação Profissional 48 Created with novaPDF Printer (www. ou de 0. Em suas lâminas está gravado o número de fios por polegada ou o passo da rosca em milímetros.42 5.com) .5. TORQUE A importância de controlar o aperto aplicado em um parafuso O que é torque? De uma forma bem simplificada. Sua fórmula é: (T = F X L) sendo. Figura 5.43 5. necessário de faz termos bem definido o conceito de torque. Em cada lâmina vem gravada sua medida.12 .11. que varia de 0.4 .Verificador de rosca Usa-se para verificar roscas em todos os sistemas. Figura 5. torque é a resultante de uma força aplicada em um determinado braço de alavanca.Calibrador de folgas (Apalpador) Usa-se na verificação de folgas. Figura 5.TORQUÍMETRO Para um melhor entendimento sobre torquímetro. F = força e L = comprimento da alavanca.3 .novaPDF. T = torque.11.2000”.04 a 5mm.0015” a 0. sendo fabricado em vários tipos.

provocando assim vazamento de gases e líquidos.). Exemplo: têmpera. Matéria prima (latão. Empenar um conjunto fixado por parafusos. conjuntos. Esmagar juntas ou gaxetas. Fazer cair o parafuso devido a vibrações da máquina ou do equipamento. Trincar o parafuso. Veja abaixo o exemplo para um parafuso sextavado M10 conforme DIN 267. M (Kigrama força metro) Lbf. Alterar a vedação (junta). São eles: 1. etc. Porque devemos controlar o torque a ser aplicado num parafuso? O torque quando excessivo pode: 1. etc. 3.Unidades de torques mais usadas:    N. conforme especificação do projeto. A que tensão podemos sujeitar um parafuso? Vários fatores são levados em consideração na fabricação de um parafuso. Quebrar o parafuso. aço inoxidável. conseqüentemente. Classes de Qualidade Conforme DIN 267 Nominal Sextavado Como determinar o tamanho do parafuso a ser utilizado? O tamanho do parafuso deve ser determinado pelo total de tensão necessária para fixar o conjunto de peças. aço carbono. Acabamento superficial. 2. Fl (libra força pé) Onde se aplica o torque? Em parafusos e prisioneiros que fixam peças. o que provoca o vazamento de gases e líquidos entre componentes de máquinas. impedindo seu funcionamento normal. Que efeito produz o torque num parafuso? A aplicação de torque no parafuso produz uma tensão linear (esticamento) e. 5. Tratamento térmico aplicado no parafuso. 2.m (Newton metro) Kgf. pondo em risco vidas humanas e patrimônio. alumínio. conforme normas internacionais.novaPDF.com) . 4. 49 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. 5. O torque quando insuficiente pode: 1. um alongamento do mesmo (deformação elástica). dentro dos limites seguros de tensão para dado parafuso. componentes. aço ligado. Todos estes fatores irão determinar a classificação de resistência a que pertence o parafuso. etc. Espanar os fios de rosca do parafuso. Coeficiente de atrito. o conjunto. 4. 2. A elasticidade do material do parafuso faz com que esse pretenda voltar a sua forma original fixado. revenimento. fazendo-o falhar mais tarde. Tipo e passo da rosca. 3. assim.

Os torquímetros devem ser construídos conforme prescrições rigorosas de usinagem e montagem. torquímetro com cabeça intercambiável. Inspeções e reparos podem ser efetuados no campo com um mínimo de ferramentas. Segue alguns tipos de torquímetros: torquímetro de estalo com escala / sem escala.3. cisalhamento e vibração). torquímetro de vareta. devem ser absorvidas pela força de fixação induzida na junta durante a 50 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. a) A qualidade mais importante da junta é a sua resistência às cargas de trabalho (tração. torquímetros para tampas de embalagens. JUNTA MECÂNICA Figura 5. torquímetros especiais para áreas médicas (esterelizáveis). transdutores de torque estáticos e rotativos. torquímetro de relógio. Cada torquímetro foi desenvolvido para uma diferente aplicação. que tendem a provocar a soltura dos componentes da junta. FORÇA DE FIXAÇÃO Figura 5. torquímetro pneumático.45 Figura 5. torquímetro de relógio com ponteiro de arraste. São fabricados com maquinário específico e mão-de-obra especializada que asseguram a qualidade do instrumento. torquímetro axial. Essas cargas.46 Uma junta mecânica roscada oferece a vantagem de desmontagem rápida para inspeção ou reparo de componentes: fixadores podem ser reutilizados.47 Figura 5. A escolha correta da ferramenta para aperto significa segurança. 4. compressão. Somente através de uma ferramenta denominada “torquímetro” é que conseguiremos aplicar o torque especificado. facilidade e qualidade para seu trabalho. torquímetro digital.48 A força de fixação é obtida pelo tensionamento do parafuso e a conseqüente compressão dos componentes da junta roscada. Causar acidentes e danos ao patrimônio.novaPDF.com) . Comprometer o desempenho da máquina ou equipamento em função da falta de alinhamento e suporte dos seus componentes entre si. rapidez. torquímetro de escape ou giro livre. torquímetro tipo “T”.

Se aplicar um aperto em excesso. vale dizer ainda que os equipamentos necessários para fazer a medição são muito caros. Além de ser um processo demorado. resultando numa falha catastrófica. Educação Profissional 51 Created with novaPDF Printer (www. Na junta. pois estes são os meios mais confiáveis. c) Como se vê. aparece aqui como coadjuvante.novaPDF. A força de fixação deve ser maior do que a soma das cargas de trabalho que agem sobre ela. Figura 5. tornando-se assim um processo impraticável. Após aperto da junta não é possível remover os sensores. é proibitivo na maioria dos processos de montagem. evitando a soltura. pode-se espanar a rosca do fixador.sua montagem. pois dificulta o movimento dos componentes entre si. por isso. a força de fixação da junta é muito importante para assegurar um perfeito funcionamento do produto em que se encontra instalada. os componentes da junta podem começar a soltar-se debaixo das cargas de trabalho. gerando uma tensão que ultrapassa o limite de resistência do fixador ou envergar os componentes da junta. que em muitas outras aplicações nos “rouba’’ parte do nosso esforço”. Só é possível. condições estas que prejudicariam o bom desempenho do produto. d) Há meios práticos de medir a pré-carga num fixador? Não. Esta medição seria feita por meio de extensômetros ou ondas de ultra-som. GERANDO FORÇA DE FIXAÇÃO PELO TORQUE Qual é a solução que resta para aplicar a precarga correta a um fixador? É controlar o torque que se aplica ao fixador utilizando um TORQUÍMETRO ou uma apertadeira motorizada com CONTROLE DE TORQUE. quando se utiliza parafuso com porca. Poderíamos tentar medir a compressão a que sujeitamos os componentes da junta. – Pode-se recorrer à medição do alongamento do fixador que está intimamente ligado a précarga nele aplicada. permitindo acesso às duas extremidades do parafuso.com) . a fricção.49 Figura 5. O aperto também aumenta a fricção entre os componentes. fazendo com que o conjunto se comporte como uma única peça.50 b) Como gerar força de fixação nos componentes da junta? Apertando os componentes da junta uns contra os outros por meio de fixadores roscados. Se aplicar um aperto pequeno demais. que assim resiste melhor a cisalhamento e vibração. resistindo a tração e compressão. utilizando transdutores de pressão ou sensores de pressão instalados na própria junta.

Depois nada melhor que um ‘teste de campo‘ sob as condições reais de cargas de trabalho e cargas externas.com) .novaPDF. Formato da cabeça. pois quando se tenta reiniciar a rotação da porca ou fixador tem-se que vencer a ‘fricção estática’. Se a junta não falhar e nem se soltar. É muito importante. Os ensaios devem sempre ser feitos nas condições mais próximas à realidade da montagem. Tipo de rosca (rosca grossa ou rosca fina). Existência de arruelas lisas ou de pressão. Muitos fatores contribuem para alterar a tensão residual do fixador e com isso a força de fixação existente na junta: estado de lubricidade. AUDITORIA DE TORQUE ‘Auditoria de torque’ pretendendo encontrar o torque aplicado a minutos. Local de aplicação de torque (porca ou cabeça do parafuso). Após definição da força de fixação necessária em determinada junta e do relaxamento que deve ocorrer pode-se especificar o torque a aplicar ao fixador. sim! Educação Profissional 52 Created with novaPDF Printer (www. a escolha dos componentes da junta e o processo de montagem com os torques utilizados foram perfeitos. horas ou dias atrás é um processo duvidoso.AS VARIÁVEIS NA RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO (Força de fixação) Na época da elaboração do projeto do produto é necessário estabelecer empiricamente uma relação entre um torque aplicado e a precarga resultante no fixador e a força de fixação obtida na junta. gaxetas e o tempo que passou entre a aplicação de torque e a tentativa de medir a força de fixação residual. que devido ao relaxamento dos componentes da junta pode ser bem diferente da ‘fricção dinâmica’ que existia no momento do aperto. Perpendicularidade ou paralelismo dos fixadores e componentes da junta. Folga do furo. O operador deve parar de aplicar força tão logo atinja o torque recomendado. que torques apurados em ensaios sejam respeitados no ‘chão de fábrica’. Tolerâncias da rosca do fixador / parafuso. dureza de diferentes tipos de materiais. Componentes de material diferente. O conceito '‘um pouco mais não pode fazer mal’ não é aceitável. Acabamento e lubrificação de faces contactantes. Tratamento térmico. Esta correlação depende de vários fatores como:            Tipo de junta: junta elástica ou junta rígida. Para garantir a segurança na aplicação do torque correto em linhas de montagem de alta produção são utillizadas apertadeiras motorizadas que indicam o torque dinâmico sendo gerado e permitem imprimir o torque máximo aplicado através de impressora para gerar um ‘hardcopy’ para comprovação do torque aplicado para um cliente ou para utilização futura em caso de litígio. porque pode fazer mal.

São ferramentas destinadas ao aperto de parafusos e porcas com torque controlado a partir de um valor pré-estabelecido em projeto. Educação Profissional 53 Created with novaPDF Printer (www. A prática de aperto em vários ‘passos’ ou ‘passadas’ ajuda a eliminar uma das causas do baixo aproveitamento de torque para gerar tensão e força de fixação no fixador e na junta.12.Princípios do funcionamento do torquímetro Para executar o seu trabalho o torquímetro sempre utiliza um corpo elástico calibrado. a causa de relaxamento mais conhecida é o emprego de gaxetas de vedação entre dois componentes da junta. cujo pino quadrado desloca o ponto de rotação (A) do soquete para frente do ponto de articulação do torquímetro (B) exigem que a mão do operador aplique a força no centro da empunhadura para gerar o torque desejado.e encontra-se um problema de relaxamento peculiar: enquanto apertar-se um fixador.: aeronáutica e veículos). Para diminuir este inconveniente executa-se o aperto dos fixadores numa ‘seqüência cruzada’. pois apertos repetidos reduzem a fricção entre partes contactantes.novaPDF. Figura 5. ou seja: 5. O diâmetro do furo da arruela. ou num padrão espiral. TORQUE: é o movimento torçor. ou para sinalizar que um torque pré-selecionado foi alcançado. para indicar o torque sendo aplicado. é aconselhável apertar os parafusos mais uma vez para compensar a força de fixação perdida. uma barra no modelo ‘vareta’ ou relógio. especificação e aplicação .51 a) Material: (Falta material) b) Tipos.100% do torque especificado).: 30% 70% . Outro fator que pode afetar substancialmente o relaxamento da força de fixação numa junta é o emprego de arruelas debaixo da cabeça do parafuso. já instalado. Para dar tempo para a gaxeta se acomodar. mantendo o padrão de ‘seqüência cruzada’ ou ‘espiral’. Torquímetros de sinalização de torque (estalo). Este procedimento muitas vezes é utilizado na montagem de juntas críticas (ex. porque a mudança das condições de tensão na junta provoca um relaxamento localizado. perde a sua força de fixação. Quando se deve montar uma junta com múltiplos fixadores. Um outro procedimento é apertar os fixadores em vários ‘passos’ (ex. Provavelmente. acabamento da face de contato e dureza da arruela influenciam o relaxamento da força de fixação na junta e a tensão no parafuso.com) . um outro fixador. quando dotados de catraca ou de outro implemento.1 .RELAXAMENTO Na prática ocorre uma gradual perda da força de fixação em quase todas as juntas roscadas porque as faces da junta em contato aos poucos sofrem um ‘nivelamento’ das irregularidades de superfície que diminui a força de fixação existente. mola helicoidal no modelo ‘estalo’ e de ‘giro livre’ e extensômetro (strain gage) no modelo ‘digital’.

Para aplicar torques relativamente baixos são utilizados torquímetros ‘de giro livre’ que possuem mola helicoidal e dispositivos limitadores de transmissão de força (cames. ANSI/ASME B107-14M-1985 e ISO 6789 e Norma Brasileira NB-1231. Formato axial facilita o trabalho em áreas de difícil acesso. de fácil manejo. AFERIÇÃO DE TORQUÍMETRO A fim de tornar possível a aplicação de torques consistentes na linha de montagem é necessário aferir os torquímetros em intervalos estabelecidos em Norma Brasileira. TORQUÍMETRO DE GIRO-LEVE (Torquímetro de limitação de torque) . -O torquímetro de "giro-livre" rearma automaticamente Torquímetro de giro-livre é o preferido nas indústrias da eletrônica e informática. Alta sensibilidade e baixo coeficiente de fricção do mecanismo de desligamento garantem precisão do torque aplicado.com) .A escala micrométrica permite regulagem precisa. Precisão: _ 3% do valor indicado.Quando o torque-alvo é atingido o corpo do torquímetro gira em falso e soquete ou ponta engajada no parafuso não se mexem mais.80% e 100% da capacidade máxima do torquímetro. AXIAL COM ESCALA        Ideal para aplicação de torques baixos. Torquímetros de estalo. fricções. digitais e de estalo (sinalização de torque) com escala externa devem ser aferidos em 20% . Operação bi-direcional. etc) que impedem que o eixo-propulsor do torquímetro transmita torques superiores aqueles préselecionados. devem ser aferidos no ’torque de trabalho’. É mesmo à prova de teimosia e descuido.Torquímetro de "giro-livre" impede que o operador aplique um torque maior do que aquele selecionado. sem escala externa (preset). a posição da mão do operador não influi no torque gerado. Quando o ponto de rotação (A) do soquete coincide com o ponto de articulação do torquímetro (B).novaPDF. De acordo com a Norma Brasileira NB-1231. A Norma estabelece que torquímetros devem ser aferidos: Educação Profissional 54 Created with novaPDF Printer (www.Neste tipo de torquímetro NÃO podemos usar extensões no cabo do torquímetro. pois isso NÃO ALTERA o torque aplicado. . . os torquímetros de vareta.40%-60% . de relógio. Excede a Norma Federal Americana n° GGG-W-00686c. pois isso alteraria o torque aplicado. que é mantida inalterada devido a uma trava durante todo ciclo de trabalho. Neste tipo de torquímetro pode-se aplicar força fora do centro da empunhadura e PODE-SE USAR EXTENSÕES no cabo do torquímetro. Leve.

relógio.       A cada seis meses. é comprar mais de um torquímetro. exigindo menor dispersão de torque.com) . Após reparos efetuados no torquímetro. cuidando que os valores de torque a serem aplicados situem-se entre 20% a 100% da capacidade máxima. possibilitando a documentação do torque aplicado (hard copy). giro livre) entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. médios e grandes (exemplo: 5 Nm.para juntas com prescrição de torque mínimo e máximo. relógio. Após sobrecargas. A cada 5.000 ciclos de trabalho para torquímetros de sinalização de torque (estalo) e ’de limitação de torque’ (giro livre). A ESCOLHA DO TORQUÍMETRO EM FUNÇÃO DA CAPACIDADE Da Faixa de Utilização dos Torquímetros Para os torquímetros analógicos (estalo. A3) Tipo ‘digital’ . A precisão indicada pelo fabricante do torquímetro só se aplica às faixas acima de modo que não existe nenhum torquímetro que comece de zero! É fácil entender que. Os fabricantes garantem a precisão somente entre 20% a 100% da capacidade máxima para torquímetros analógicos e entre 10% a 100% para torquímetros digitais. B) Torquímetros de sinalização de torque. A) Torquímetros de indicação de torque. digital). 15 Nm e 75 Nm) seria preferível comprar um torquímetro com capacidade de 0 a 100 Nm para atender a todas as tarefas. A solução então. A cada 10. A2) Tipo ‘relógio’ . Educação Profissional 55 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.000 ciclos de trabalho para torquímetros de ‘indicação de torque’ (vareta. (Exemplo: capacidade máxima de 20 Nm que atende a aplicação dos torques de 5 Nm e 15 Nm e outro de capacidade máxima de 100 Nm que atende o torque especificado de 75 Nm) NOTA: Existe um projeto de norma que vai proibir os fabricantes de marcar divisões abaixo dos 20% da capacidade máxima nos torquímetros de estalo e relógio.para reparos e manutenção de equipamentos que têm juntas críticas. Mas não há nenhum torquímetro com esta capacidade que tenha ‘garantia de precisão’ para toda esta faixa. A ESCOLHA DE TORQUÍMETROS EM FUNÇÃO DO TIPO Para obter o melhor resultado na aplicação de torque o tipo de funcionamento do torquímetro escolhido é fundamental. Quando ocorrer dúvida nos resultados obtidos. vareta.para reparos e manutenção automotiva. quando se tem que aplicar / controlar torques pequenos. Para os torquímetros digitais entre 10% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. Após quedas ou choques violentos sofridos pelo torquímetro. A1) Tipo ‘vareta’ .

Se nossa especificação é torque nominal (alvo) 16 Nm. que permita identificar claramente onde ficam os limites inferiores e superiores do torque a aplicar. onça-polegada e librapolegada. Para torques muito baixos – abaixo de 1 Nm . pode ser usado como ponto de referência. Quando devemos comprar um torquímetro para uma aplicação nova. O sistema mais simples possui um relógio com um único ponteiro que.novaPDF. Nm. Estes calibres de torque operam com escalas em Nmm. então. Educação Profissional 56 Created with novaPDF Printer (www. cmgf. volta a zero. D) Formato do torquímetro: deve levar em consideração as condições de acesso ao fixador e o espaço disponível para a aplicação de força ao torquímetro. C) Precisão do torquímetro: deve obedecer à Norma Brasileira 1231. pré-selecionado. Ncm. C1) Tipo ‘giro livre’ . O segundo ponteiro. pouca visibilidade. ao cessar a força. INDICAÇÃO DE TORQUE SISTEMAS DE INDICAÇÃO DE TORQUE O torquímetro de indicação de torque mais usado é o torquímetro de relógio. devemos observar alguns detalhes importantes: A) Torque a aplicar: no caso ideal o torque a aplicar deve situar-se próximo à metade da capacidade máxima do torquímetro. utiliza-se o modelo ‘Pre-Set’. acima citadas. durante a aplicação de força. Ao comprar um torquímetro permitindo a participação de um maior número de fornecedores na cotação não indique a capacidade do torquímetro que pretende substituir. B) Tolerância do torque a aplicar: o torquímetro deve ter uma resolução boa. com aplicação repetida de um mesmo torque. recomenda-se a compra de um igual ou equivalente.para montagens automotivas e industriais em ambientes hósteis (sujeira. ajustável manualmente. mão de obra não-especializada).B1) Tipo ‘estalo’ .com) . percorre a escala e. cujo ajuste é feito em departamento de Garantia de Qualidade. Caso já esteja sendo utilizado um torquímetro que satisfaz as condições acima. eliminando o julgamento do operador. com limite inferior de 14 Nm e com limite superior de 17 Nm. que obriga o fabricante a garantir uma precisão de ± 4% sobre o valor de torque indicado ou aplicado entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. Quando o trabalho é feito numa linha de montagem.para aplicação de torques relativamente baixos.são utilizados ‘calibres de torque’ (torque watches) indicados para ajuste de micro mecanismos de potenciômetros e ‘trim pots’. Para facilitar o trabalho com torquímetros compridos ou para executar testes destrutivos existe o relógio de ‘ponteiro duplo’ ou ‘de memória’. ele registra o torque máximo atingido. C) Torquímetros de limitação de torque. Um torquímetro com graduação de 5 em 5 Nm não serve ! O espaçamento das divisões de qualquer torquímetro deve ser grande o suficiente para permitir fácil identificação dos limites inferiores e superiores. mas somente as características (A – D).

Quando é necessário utilizar uma boca dianteira de comprimento especial devemos fazer um cálculo de compensação do aumento efetivo do torquímetro. Educação Profissional 57 Created with novaPDF Printer (www. laterais e verticais. Quando o torque a aplicar é grande. sendo acionado por um torquímetro de cabo curto. intercambiáveis.novaPDF. existem vários modelos de multiplicadores de torque com capacidade até 81. Multiplicadores de torque são também indicados quando o espaço para aplicação de torque é limitado. o encaixe de saída é macho e sempre maior que o encaixe de entrada. 5. Obstáculos frontais são sub plantados por torquímetros radiais com extensão e torquímetros axiais.13 .500 Nm. Multiplicadores de torque podem ser ‘agrupados’ (ganging) para aumentar sua capacidade de torque.Quando se deve aplicar torque em áreas escuras ou inacessíveis à visão direta. existem vários tipos de torquímetros para suplantar obstáculos frontais. conforme explicado abaixo. Enquanto o encaixe de entrada de um multiplicador é fêmea. Vale lembrar que torque é força aplicada x comprimento da alavanca. dando assim um apoio inestimável ao operador.com) . PROBLEMAS DE ACESSO Como o local da aplicação de torque pode estar obstruído. pode-se optar pelo uso de um multiplicador de torque.MULTIPLICADORES DE TORQUE Aplicação de Torques Altos Como a força física do operador constitui um limite para qualquer operação de torque. DOCUMENTAÇÃO DO TORQUE APLICADO Os torquímetros digitais podem ser conectados a impressoras. Em ambos os casos o ponto em que deve ocorrer o sinal é previamente selecionado. pode-se optar por torquímetros com sinal de luz ou sinal sonoro. TORQUÍMETROS DE LIMITES DE TORQUE PROGRAMÁVEIS Existe o torquímetro digital (exemplo: COMPUTORQ II da CARLSONS) que possibilita a programação de ‘limite inferior’. Obstáculos verticais são sub plantados com torquímetros de bocas dianteiras. de tamanho reduzido. ‘torque alvo’ (nominal) e ‘limite superior’ de torque. Obstáculos laterais são vencidos por torquímetros radiais com catraca. A escolha de um multiplicador sempre deve orientar-se pela ‘capacidade máxima de Saída’. que é avisado por sinal luminoso e sonoro no momento em que alcança qualquer um destes pontos. porém o torque final aplicável sempre é limitado pela capacidade máxima de torque na saída do último multiplicador. ‘data loggers’ e computadores pessoais para facilitar a documentação dos torques aplicados (hard copy) e a elaboração de estatísticas. exigindo um torquímetro de cabo muito longo.

1” e 1. intercambiáveis nos tipos: boca fixa. CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE Conversão de Unidades de Torque Enquanto.é lbf-pé ou lbf-pol ? lbf-pé é 12 vezes maior que lbf-pol. bem como suportes para pontas de corpo sextavado de ¼” e 5/16”. os torquímetros são usados com soquetes de encaixe quadrado. A comunicação clara na consulta a um fornecedor poderá evitar perda de tempo e de dinheiro pela aquisição de torquímetros inadequados ao serviço.1 mkgf ± 10 Nm 12 lb-pol 16 oz-pol ± 0.DOS ENCAIXES DO TORQUÍMETRO (Sistemas de acoplamento de acessórios). pois.novaPDF. pé. lâminas e uma infinidade de dispositivos especiais. polegada) deve-se desconfiar de um possível erro quando um destes componentes está faltando: “torque de 12 kg” – é mkgf ou cmkgf ? mkgf é 100 vezes maior que cmkgf. de 9 x 12 mm e 14 x 18 mm para receber bocas dianteiras. que permitem o uso de pontas. observe abaixo.3/8”. boca estrela. permitem medir o torque de fechamento bem como o torque de abertura. boca estrela aberta e boca estrela com catraca. Normalmente. deveria memorizar algumas equivalências: 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pol 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pé = = = = = = = = ± 0.7 lb-pé ± 7. de metal ou de plástico.com) . apertando ou desroscando a tampa. AFERIDOR DE TORQUE DE TAMPA DE ROSCA Existem também equipamentos para conferir torque aplicado por máquinas de engarrafamento e fechamento automático de garrafas e frascos em tampas roscadas de vasilhames de vidro. Torquímetros axiais de baixa capacidade possuem pinças para colocação de lâminas. ¾”. m. Para tal. Torquímetros axiais podem possuir pino quadrado de ¼” e 3/8”. Calibres de torque vêm equipados com mandris.lbf) e comprimento da alavanca (cm.14 mkgf A IMPORTÂNCIA DA CLAREZA DA COMUNICAÇÃO Como as unidades de torque sempre têm dois componentes – força (N.4 Nm ± 0. ½”. quem lida freqüentemente com torque. há torquímetros com pino quadrado de ¼”. A escala combinada indica os torques em Nm e lb-pol. 58 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. são disponibilizados aferidores de mesas giratórias com pinos de fixação do vasilhame que. “torque de 15 libras” . kgf. existem tabelas completas de conversão de torque.2 lb-pé ± 1. Também torquímetros com colar retangular.1/2”. fêmea.

fricção. garantindo assim que foi gerada força de fixação suficiente para resistir a todas as cargas de trabalho. Estes torquímetros são calibrados num aferidor de torque por profissionais e depois é vedado o acesso ao sistema de ajuste. a unidade de torque. Por isso. no mesmo produto. nos modelos axiais. procedimento este que levará o fixador próximo a sua região de escoamento. Qualquer operador vai aplicar o torque prescrito na especificação sem ter que se preocupar com a escala. além da mola helicoidal calibrada. Há vários sistemas de embreagem. evita-se torques baixos demais e torques em excesso. Existem 2 modelos básicos: o tipo ‘axial’ que se assemelha a uma chave de fenda e o tipo ‘modular’ que é encaixado entre soquete e vários cabos de acionamento. Da mesma forma. que todas afetam a força de fixação obtida.com) . utiliza-se o processo ‘torque e ângulo’. porém todos funcionam reagindo à fricção existente entre mola e embreagem. TORQUÍMETROS DE LIMITAÇÃO DE TORQUE (Torque limiting wrenches) No intuito de tornar o aperto mais seguro e menos dependente do juízo do operador de linha. existe uma linha de torquímetros de ‘limitação de torque’ ou de ‘giro livre’. impedindo que mais força seja transmitida ao pino-propulsor. Assim. bem como com pinos quadrados para encaixe de soquetes e. esta começa a deslizar (girar livremente). tais como: lubrificação. da força gerada durante o aperto seja absorvida por estes fatores de difícil quantificação. Devido a este princípio os torques que podem ser atingidos com certa repetibilidade são relativamente baixos. maior que planejada. TORQUE PRÉ-SELECIONADO (Pre-set torque) No chão de fábrica haverá provavelmente postos de trabalho onde um operador sempre aplica o mesmo torque. quando uma junta é considerada ‘crítica’ para o bom funcionamento do produto. ou no ajuste do torque especificado) existem torquímetros de sinalização de torque (estalo) que não possuem escala externa e nem acesso fácil ao sistema (interno) de ajuste de torque. Educação Profissional 59 Created with novaPDF Printer (www. onde a especificação. Para diminuir a possibilidade de erro humano (na leitura da escala externa. acabamento de superfície. grau de dureza de faces contactantes. Estes torquímetros são dispostos nos modelos com colar de encaixe para bocas intercambiáveis dianteiras. um sistema de embreagem que transmite a força ao pino-propulsor.novaPDF. exige a posterior rotação do fixador por um determinado ângulo. é aconselhável certificar-se da unidade correta de torque antes de empregar o torquímetro para determinada aplicação. etc. pois em ambos os casos a junta roscada do nosso produto falhará. TORQUE E ÂNGULO (Torque / angle) Como na montagem de uma junta roscada há muitas variáveis. (O ‘sonho’ de todo projetista). Estes torquímetros possuem.. além de indicar um torque de aperto.Clareza na comunicação é ‘meio caminho andado’. Quando a força gerada pelo operador excede a tensão da mola sobre a embreagem. existe o perigo que uma parcela. com suportes para pontas. É só parar de aplicar força ao ouvir e sentir o sinal de ‘torque atingido’. etc.

52  Torquímetro com Relógio: seu funcionamento é baseado na torção da cabeça do quadrado de encaixe.novaPDF. Se pudesse medir esta tensão enquanto se monta a junta com um torquímetro seria ideal. (Giro-livre) Torquímetros com sinalização de torque. Pode. Para tal deve simular a nossa junta com os mesmos componentes utilizados na linha de produção e instalá-la num testador hidráulico de torque / tensão que indica a cada instante a tensão obtida. (Vareta. Torquímetros com indicação de torque. e um conseqüente estalo. A simulação também deve replicar a maneira de aplicação de torque pelo operador. Utilizando um torquímetro de relógio com ponteiro ‘de máxima’ poderá ver como a tensão cresce em função do torque aplicado. (tensão) gerada pelo torque na junta. Educação Profissional 60 Created with novaPDF Printer (www.com) . relógio) Torquímetros com limitação de torque. porém.53  Torquímetro de Estalo: seu funcionamento é baseado num sistema de alavancas interpostas que provocam um esforço sobre uma mola. Figura 5. A leitura do torque é feita diretamente na escala. Classificação:    Tipos:  Torquímetros de Vareta: seu funcionamento baseia-se na flexão da haste.Para poder executar este processo a CARLSONS oferece dispositivos para controle de torque / ângulo que permitem medir o ângulo de rotação percorrido após a aplicação do torque. pois isso eliminaria muita ‘incógnitas’ e causas de falhas posteriores do produto. RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO Como já foi apresentado há muitas variáveis que podem influenciar a força de fixação. (Estalo) Figura 5. fazer um teste que nos permita ver como a tensão (força de fixação) muda em função do torque aplicado.

54  Torquímetro Digital: possui precisão de ± 1% do torque indicado.58 Educação Profissional 61 Created with novaPDF Printer (www.Figura 5.56  Multiplicador de Torque: são utilizados para valores de torque elevados. Figura 5. Figura 5. Figura 5. podendo o torque estabelecido no torquímetro ser multiplicado 5 vezes. O suporte do conjunto absolve a força contrária. indicação com sinal acústico e luminoso ao alcançar o torque programado. sendo este fixado em alguma parte da máquina.55 ACESSÓRIOS PARA TORQUÍMETROS  Catraca: Figura 5.novaPDF. 25 vezes ou 125 vezes.com) .57  Instrumento de medição angular: são adaptados ao torquímetro (quadrado de encaixe) para torques de aperto em ângulos.

Evite choques ou quedas. Exemplo de instalação: Figura 6. Utilize os torquímetros na faixa intermediária da escala que permitirá um menor desvio.1 Educação Profissional 62 Created with novaPDF Printer (www. tendo como solução definitiva a instalação de um secador de ar na saída do compressor. a partir de uma rede de ar comprimido utiliza-se para cada ponto ou ferramenta uma unidade de conservação (filtro-regulador-lubrificador) que garantirá relativa proteção ao conjunto. O ar proveniente de um compressor deve ser limpo e desumificado.FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6. Após o uso guarde-o em local apropriado. Na instalação das ferramentas pneumáticas.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO São ferramentas que funcionam pelo ar comprimido. A maioria dos problemas funcionais das ferramentas pneumáticas estão relacionados com a umidade do ar comprimido. Os filtros das unidades de conservação conseguem reter uma pequena parte dessa umidade.com) . Utilize os torquímetros para apertar.c) Utilização e cuidados      Aplicar o torque de forma lenta e progressiva sem golpes ou pancadas. com pressão estabilizada e misturado com óleo para lubrificação das partes internas da maioria das ferramentas. calcular a relação custo-benefício para cada caso. Nunca para afrouxar os parafusos.novaPDF. 6 . portanto. A instalação de um secador de ar requer investimentos maiores e deve-se.

6 Figura 6. Regular o lubrificador para misturar de 5 a 7 gotas por minuto de óleo (grau de viscosidade ISO 32).3 Figura 6. 6.5 Figura 6.7 Educação Profissional 63 Created with novaPDF Printer (www.4 Esmerilhadeiras Figura 6. Estabilizar a pressão entre 6 e 7 kg/cm². Figura 6.Recomenda-se:    Verificar o consumo de ar de cada ferramenta para adequação de vazão da rede.2 – TIPOS Chave de impacto: são utilizadas para aperto de parafusos e porcas com grande velocidade e torque.com) .2 Figura 6.novaPDF. possuindo um sistema auxiliar de aperto (impacto) que aumenta sua performance.

Avaliar as condições de funcionamento e torque de cada ferramenta.novaPDF.3 – CUIDADOS GERAIS       Escolher corretamente a capacidade de cada ferramenta em função da exigência do serviço. O aperto final com uma chave de impacto não deve ultrapassar a 5 segundos. Embora as chaves de impacto oferecerem um bom torque. como forma de aumentar a durabilidade da ferramenta. Antes do início da operação verificar a pressão de trabalho.8 Figura 6.10 Figura 6. recomenda-se em serviços criteriosos o uso do torquímetro.com) .11 Figura 6.Lixadeiras Figura 6. Utilizar soquetes apropriados para as chaves de impacto.12 6. drenar os pontos de condensação de água e verificar o sistema de lubrificação. como aperto final. Educação Profissional 64 Created with novaPDF Printer (www.9 Furadeiras Figura 6.

2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS 7. as demais talhas manuais foram projetadas para trabalhos em posição vertical. etc. 7.) e na movimentação de cargas.2. desmontagem e montagem de conjuntos (polias. rolamentos. arraste de máquinas.5 à 30 toneladas. Com exceção das talhas de alavanca que também podem ser utilizadas em operação de arraste. Operação Talhas de corrente – O levantamento ou abaixamento da carga é feito pelo giro do volante frontal para o sentido horário ou anti-horário realizado pela corrente de acionamento.1 – INTRODUÇÃO Algumas atividades de manutenção como levantamento e posicionamento de conjuntos. Talhas de alavanca – O levantamento da carga é realizado pelo movimento da alavanca que possui sistema de catraca. em geral.1 Figura 7. O abaixamento da carga também é realizado pela mesma alavanca em sentido Educação Profissional 65 Created with novaPDF Printer (www. evitando assim o embaraçamento das correntes. proporcionam a retenção de carga em qualquer ponto do percurso e ainda permitir uma descida suave.1 – Talhas Manuais Talha de alavanca Talha de corrente Figura 7.3 Figura 7.com) .7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7. exigem utilização de equipamentos auxiliares. médias e pesadas podendo com diferentes modelos atender a uma faixa de 0.2 Figura 7. acoplamentos.novaPDF. engrenagens. alinhadas à carga.4 São utilizadas no manejo de cargas leves. dentro dos limites de carga pré-estabelecidos. As talhas possuem um sistema de freio que.

A rosca do volante (ou coroa) retirando-se a tampa dianteira ou a roseta e alavanca no caso das talhas de alavanca. girar a roseta com a mão no sentido indicado na figura 7. Figura 7. porém.com) . Nota: Não se deve forças a roseta tentando girá-la quando a talha estiver tencionada pela carga.5 Cuidados gerais com as talhas Figura 7. procedimento que visa o bom funcionamento do freio e ainda torna-se conveniente à lubrificação da corrente de carga quando as condições de trabalho permitem. Figura 7. sem atuação do sistema de catraca. ou seja. a possibilidade da corrente de carga girar livre.5.novaPDF. As talhas de alavanca possuem.6 até ouvir o ruído do gatilho do freio na catraca. poderá haver uma aproximação rápida da corrente em relação à carga. A alavanca deverá ser colocada na posição neutra a partir do posicionamento do gatilho (encaixe no entalhe menor).7 Educação Profissional 66 Created with novaPDF Printer (www. A seleção da manobra é feita por um gatilho localizado junto à alavanca. Para bloquear o freio (corrente para tracionar).  Nunca levantar a carga acima da capacidade da talha. até a mola se encaixar na cava existente na arruela do pinhão central.6  Lubrificar periodicamente o trem de engrenagens localizado na parte traseira da talha (retirar tampa). a corrente deverá estar segura com a mão e a roseta (peça localizada à frente da talha) gira da no sentido conforme a figura 7.de giro inverso. Graxa indicada: consistência NLGI 2. Nota: Evitar a entrada de lubrificantes nos discos de fibra do freio. ainda.

11 Figura 7.  Fixar o gancho da talha com segurança (manilha. Figura 7.9 Figura 7.12 Figura 7. laço ou olhal devem ser posicionados no meio do gancho) e nunca na ponta do gancho.15 Educação Profissional 67 Created with novaPDF Printer (www.com) .novaPDF.10 Figura 7. Figura 7. Figura 7. Não torcer ou dobrar as correntes da carga.13  Não dar volta com o moitão entre as correntes.8  Observar se durante o içamento da carga não haja qualquer obstrução.14  Não amarrar a carga com a corrente da talha. Figura 7.

16  Evitar maus tratos com o equipamento. observar que o ângulo máximo de trabalho não ultrapasse 45º. Figura 7. Educação Profissional 68 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7. etc).  Não desmonte ou faça qualquer reparo com a talha carregada. Figura 7.18 Cuidados gerais com a segurança das talhas Todos os itens relacionados acima correspondem a segurança operacional das talhas.17  Limpe o equipamento e guarde em local protegido.  Não suspender a carga com inclinação excessiva da corrente.  Inspecionar periodicamente o equipamento (ganchos.com) .  Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga.  Não lubrifique as arruelas de fibra do freio. e como se trata de manuseio de cargas poderá gerar graves acidentes de trabalho. mas limpe os materiais estranhos.novaPDF. O mau uso do equipamento que poderá danificá-lo representa um risco à segurança. Na utilização de amarras. corrente.

poderá travar e danificar o mecanismo interno do tirfor. com a ponta do cabo ultrapassando a parte frontal do tirfor solta-se a alavanca e efetiva-se o travamento.  Evitar pancadas ou quedas do equipamento. A alavanca 4 destina-se ao avanço do cabo e alavanca 5 ao retorno do cabo. dobras. *As alavancas 4 e 5 devem estar voltadas para trás.  Limpar e lubrificar periodicamente seu mecanismo interno.  Verificar o estado geral do cabo de aço (arame. 69 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.  Posicionar laços. com qualquer distância e com precisão milimétrica de manobra.novaPDF.2 – Tralha Guincho (TIRFOR) São equipamentos utilizados para levantar.2. Cuidados gerais com o Tirfor  Não utilizá-lo além da capacidade estabelecida pelo fabricante.  Após o uso retire o cabo.  Certificar-se do diâmetro do cabo a ser utilizado para cada modelo do tirfor. manilhas. dois jogos de mordentes que se abrem e fecham alternadamente como duas mãos que puxam o cabo na subida e seguram na descida. Funciona com cabo de aço. Limpe e guarde em local protegido. Cuidados gerais com a segurança operacional do Tirfor Todos os itens relacionados acima se não seguidos rigorosamente comprometem as condições do equipamento e poderão causar acidentes durante a operação. assim quanto maior a ação da carga maior será a condição de aperto. abaixar ou arrastar cargas em geral em qualquer direção. torção. Os mordentes são levados a fecharem-se pela ação da carga. Figura 7.19 Operação O cabo de aço é introduzido no tirfor pelo orifício 1 sendo liberados os mordentes pela alavanca 2 e trava da alavanca 3. etc.7.com) . perna. olhais na parte central dos ganchos do tirfor e do cabo de aço.) que além da segurança operacional. enrolando-o adequadamente. obstruções não previstas.  Observar durante a operação da carga.

 Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga. assim chamados. Os macacos hidráulicos.22 Figura 7.novaPDF.3 – Macacos Hidráulicos Os mais usados nas indústrias. Cilindros Hidráulicos: É constituído de cilindro (tubo). o óleo proveniente da bomba atua sobre a área do embolo que impulsiona a haste. 7. desde sua invenção. são equipamentos utilizados para levantamento e posicionamento de cargas.23  Tipo de retorno Figura 7.2.21  Tipo de avanço e retorno Figura 7. sendo:  Tipo de avanço (retorno por peso ou por mola) Figura 7. Os modelos de cilindros podem variar de acordo com a forma de atuação. haste. mesmo em pequenas distâncias. ou seja. são conjuntos formados por cilindros e bombas.24 Figura 25 Figura 26 70 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.20 O cilindro hidráulico transforma a energia hidráulica em energia mecânica. êmbolo ou pistão.com) . Figura 7.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com um tirfor carregado.

é feita por uma mangueira hidráulica com engates rápidos.27 As bombas transferem o óleo do reservatório para o cilindro que ao atuar sob a carga gerará uma pressão tendo um valor máximo estabelecido por uma válvula de segurança. Previsíveis desvios laterais da carga durante sua movimentação também devem servir de parâmetro para escolha dos cilindros.Os cilindros hidráulicos são também especificados pela sua capacidade de carga (toneladas) e seu curso de atuação. Seleção dos cilindros Para escolha do cilindro ideal para execução de um determinado trabalho é necessário um bom conhecimento da carga (tonelagem) e do deslocamento máximo que a carga poderá sofrer na operação. A ligação entre a bomba e o cilindro.com) . Figura 7. a escolha das bombas e cilindros da marca ENERPAC. A tabela a seguir mostra. Algumas possuem manômetro instalado no próprio corpo. Educação Profissional 71 Created with novaPDF Printer (www. bomba e válvula de segurança. em um tempo préestabelecido. já que sua haste poderia flexionar e danificar o conjunto. Seleção das bombas manuais A partir da escolha do cilindro escolhe-se a bomba ideal que será àquela capaz de preencher com óleo o volume máximo gerado no cilindro no deslocamento de sua haste. Seleção de bombas e cilindros Use esta tabela para determinar se a capacidade de óleo de sua bomba é suficiente para distender completamente os cilindros. Bombas Manuais: São conjuntos constituídos de reservatórios de óleo. como exemplo.novaPDF.

Educação Profissional 72 Created with novaPDF Printer (www.Tamanho do Cilindro Operação A operação do conjunto cilindro / bomba é simples.com) . fecha-se a válvula de alivio (tipo borboleta) e inicia-se o bombeamento de óleo para alavanca. Cuidados gerais com o conjunto cilindro / bomba  Não exceda a pressão estabelecida ou a capacidade de força do equipamento. Após o posicionamento no local de trabalho.novaPDF.

29  Não levantar cargas sujeitas a deslocamento lateral durante a operação.30  Não deixe objetos pesados ou pontiagudos caírem sobre a mangueira. Figura 7.Figura 7. Educação Profissional 73 Created with novaPDF Printer (www. verificar se as mangueiras não estão dobradas.com) .novaPDF.28  Antes do bombeamento. Figura 7.

amassamentos. Figura 7. mangueiras.31  Não carregue o equipamento segurando pela mangueira. Figura 7.33  Verifique periodicamente o estado geral do conjunto (vazamentos. etc.Figura 7.). manômetro.com) .novaPDF.32  Não tente exceder o curso máximo do cilindro evitando assim danos às vedações com esforço desnecessário. 74 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

Use válvulas apropriadas para manter o cilindro pressurizado.34  Não se posicione sobre a alavanca da bomba.novaPDF. Educação Profissional 75 Created with novaPDF Printer (www.  Não bater no cilindro para posicioná-lo sob a carga. limpe.com) . Cuidados gerais com a segurança operacional com os macacos hidráulicos Os cuidados gerais com o equipamento refletem na segurança operacional. pois o trabalho envolve cargas que poderão originar acidentes graves.  Após o uso. recolha a haste do cilindro e guarde o equipamento em lugar protegido. Antes da utilização verifique o nível de óleo do reservatório.  Não confie na válvula localizada na bomba para sustentação de uma carga.  Não exponha o equipamento a temperaturas superior a 70°C. Figura 7. Figura 7.35  Não trabalhe sob a carga apoiada pelos cilindros hidráulicos. Existe equipamento projetado para condições de temperatura superior.

Figura 7.38  Lembre-se que os macacos hidráulicos trabalham sob alta pressão (700 kg/cm²) com capacidade de força elevadíssima.36  Providencie uma base sólida antes de iniciar o levantamento da carga.37  Providencie apoio adequado para a carga.Figura 7.novaPDF.com) . Educação Profissional 76 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7.

39 Operação A operação envolve um bom conhecimento técnico do conjunto a ser desmontado ou montado.  Os conjuntos a serem prensados não podem sofrer desvios laterais durante a prensagem.  Após a regulagem de altura da mesa móvel. engrenagens.4 – Prensas São equipamentos destinados à montagem e desmontagem de conjuntos mecânicos (polias. o que culmina no melhor posicionamento na prensa como também na força aplicada. sendo o acionamento executado por movimentos de uma alavanca após o fechamento da válvula de retorno. rolamentos.  As prensas normalmente possuem um parafuso na cabeça da haste do cilindro hidráulico para uma aproximação rápida. Cuidados gerais com a segurança operacional das prensas. A carga aplicada é acompanhada por um manômetro com leitura em toneladas.2. As prensas são caracterizadas por uma estrutura reforçada com um suporte fixo onde se encontra instalado o cilindro hidráulico e uma mesa móvel suportada por batentes e regulada por cabos de aço onde apoiará o conjunto a ser trabalhado. podendo ter acionamento manual ou motorizado. O sistema hidráulico é semelhante ao dos macacos hidráulicos. certifique-se de que os cabos de aço não estejam tensionados. Cuidados gerais com as prensas  Não ultrapassar a capacidade especificada para cada modelo. As mais usadas são prensas hidráulicas.com) .) como também para desempenar ou dobrar eixos.novaPDF.7. flanges.  Certifique da existência de vazamentos do sistema hidráulico e verifique o nível de óleo do reservatório. etc. acoplamentos. Observe o curso tolerável deste parafuso para que não danifique durante a prensagem. Educação Profissional 77 Created with novaPDF Printer (www. além de outras aplicações. embora tenham pequena variação entre os fabricantes. São especificadas pela sua capacidade de carga em toneladas e suas dimensões estruturais. Figura 7.

Figura 7. sem contudo estarem devidamente preparados para essa tarefa. São especificadas pela capacidade de carga em toneladas e pelas dimensões estruturais.  Ao sinal de qualquer anormalidade.2. pense na situação e reinicie a prensagem. Educação Profissional 78 Created with novaPDF Printer (www.  Reflita cuidadosamente sobre o melhor posicionamento do conjunto a ser prensado no equipamento. 7.novaPDF. semelhante aos macacos hidráulicos. estes comprometem a segurança operacional.2. abra a válvula de retorno. Possui rodas para manobras e travamento. evitando ser atingido por partes metálicas provenientes de uma quebra acidental de um componente mecânico. como também são os responsáveis pela amarração e posicionamentos.40 Sua operação é simples.  Inicie a operação de prensagem de forma gradual. 7. pois.Observe os itens de segurança relacionados com o equipamento. Na grande maioria dos casos. tendo os principais cuidados correspondentes aos mencionados nos outros equipamentos que transportam cargas. Crie dispositivos seguros se necessário. Um bom exemplo de aplicação é a retirada e a recolocação de motores de automóveis e caminhões. sempre observando as relações do componente e do equipamento.  Certifique-se das condições de carga para desmontagem ou montagem do conjunto e compare com a capacidade do equipamento. em geral dentro de oficinas mecânicas.6 – Cuidados na movimentação de cargas Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação e movimentação de cargas a partir do solo ou em operações ligadas à desmontagem e montagem de conjuntos em equipamentos ou instalações.  Posicione da forma mais segura possível diante da prensa. Possuem um sistema hidráulico de acionamento manual para levantamento da lança que pode ser telescópica.com) .5 – Guincho hidráulico para oficinas São equipamentos utilizados para movimentação de cargas. o pessoal de produção ou manutenção são também os operadores dos equipamentos para movimentação de cargas.

Educação Profissional 79 Created with novaPDF Printer (www. Tabelas de cargas.     Capacete.    Conhecer o peso e o centro de gravidade de carga. 12 – Abaixar a carga conforme a indicação do movimentador. Quando necessário. 11 – No transporte de cargas assimétricas ou onde haja influência de ventos deve-se usar um cabo de condução que seja longo o suficiente para que se fique fora da área de risco. abaixá-la para prendê-la corretamente. Se não for utilizar uma das pernas da Linga. 13 – Certificar-se de que a carga não pode se espalhar ou tombar. 8 – Ao iniciar a movimentação devemos verificar. Determinar qual linga e se necessário preparar proteção para os cantos vivos. Preparar o local de destino com caibros e cunhas se necessário. 4 – Acoplar a Linga à carga.novaPDF. 14 – Desacoplar a Linga.    Se a carga não se ganchou ou prendeu. 16 – Ao levantar a Linga verificar se ela não pode se prender a nada. pegar a Linga por fora e deixar esticar lentamente. 7 – Sinalizar ao operador. 5 – Sair da área de risco. 2 – Informar ao operador o peso da carga. Luvas de raspa.Proteção individual Utilizar em qualquer operação de movimentação de cargas. 9 – Se a carga pender mais para um lado. Se as pernas têm uma carga semelhante. A sinalização deve ser feita por uma única pessoa. 6 – Avisar a todos os envolvidos no processo de movimentação e a todos que estiverem nas áreas de risco. Procedimentos para uma movimentação 1 – Preparação. Botinas com biqueira de aço. 3 – Colocar o gancho do meio de elevação perpendicularmente sobre o centro de gravidade da carga.com) . 10 – Movimentação da carga. Se a carga está nivelada ou corretamente suspensa. 15 – Prender os ganchos da Linga no elo de sustentação. acoplá-la ao elo de sustentação para que não possa se prender a outros objetos ou cargas.

deve-se usar mais a “cabeça”.SEGURANÇA 8. portanto. com isso exercem uma atividade a qual não estão acostumados ou mesmo preparados. pois a qualquer instante podem cair objetos sobre os mesmos. ou seja. O homem ao lado da carga que é o movimentador forma uma equipe com o operador do meio de elevação.novaPDF. No setor de transportes.equipamentos de proteção individual a) Proteção da Cabeça Devido ao risco de se bater à cabeça em ganchos. A atuação do movimentador é fundamental para a execução de uma movimentação com segurança. por meio destes podem reduzir muito nosso trabalho braçal. Quando o movimentador está prestando atenção à carga. que poderiam perfurar a sola. é necessário que se use sapatos com palmilha de aço revestida. Pela demonstração de condições de acidentes típicos é preciso que elas sejam conhecidas e conseqüentemente evitadas.MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8. Meios de elevação. porém.com) . ainda existe um grande percentual de trabalho manual. Educação Profissional 80 Created with novaPDF Printer (www. b) Proteção dos Pés Os pés correm perigo constante. especialmente na movimentação de cargas por meio de talhas. apesar do alto grau de automatização.1 – INTRODUÇÃO Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação com operação a partir do solo (controle remoto). ao operador e outras coisas que o cercam ele está sujeito a bater o pé em objetos pontiagudos e machucá-los e é por isso que é necessário o uso de sapatos com biqueira de aço. d) Tabelas de Cargas As tabelas de carga para os diversos tipos de Lingas que são utilizadas completam nosso equipamento de segurança. Capacetes devem estar à disposição e tem de ser utilizados. cargas em movimentação ou mesmo objetos parados. c) Proteção das Mãos Arames soltos em cabos de aço sempre têm machucado mãos de movimentadores. como talhas. assim como farpas de madeiras das cunhas e caibros e cantos vivos de cargas. guindastes. A facilidade com que os meios de elevação movimentam a carga engana quanto as situações de perigo. 8. ele é responsável pelas duas funções. é indispensável o uso de luvas. etc.8 . onde o movimentador é também operador. o capacete é indispensável em qualquer lugar onde exista a possibilidade de se machucar a cabeça. facilitam a movimentação de cargas. O perigo é que tanto o pessoal da produção quanto o pessoal da manutenção operam e movimentam.2. Onde existem pregos e outros objetos pontiagudos.2 .1 . que de agora em diante serão chamados de meios de elevação.

Quando a corrente não está tracionada os ganchos se soltam. Figura 8.novaPDF.2 . Educação Profissional 81 Created with novaPDF Printer (www. ou mesmo o gancho da Linga. Os ganchos devem ser passados pelos olhais ou pontos de amarração da carga de modo que não possam se soltar mesmo quando a Linga estiver frouxa. Quando se usar garras especiais.como se assegurar que a carga não se solte Possibilidades de acidentes nunca podem ser descartadas.2. Por isso é necessário que. e) Segurança no uso de laços Normas internacionais de segurança exigem que os laços de cabos de aço sejam confeccionados com olhal trançado e prensado com presilha de aço.1 8. sejam utilizados ganchos com travas de segurança. nesses casos. devemos sempre passar o gancho de dentro para fora. A Linga pode se soltar do gancho do meio de elevação.Travas adequadas nos ganchos do meio de elevação e do Travessão impedem que a carga possa se soltar. existe a possibilidade de com uma oscilação. se possível usar ganchos com travas. Uma trava de segurança se faz necessária sempre que exista possibilidade de acontecer que a carga se solte involuntariamente. Colocar os ganchos de dentro para fora. ganchos especiais ou mesmo laços de cabo de aço curtos e rijos. Para isso. pode se soltar da carga.com) . a carga se soltar do gancho ou de o anel de sustentação da Linga se soltar do gancho do meio de elevação.2 .Com elas podem-se definir facilmente qual Linga e de que forma deve utilizá-las. Figura 8.

Enganchar amarrações de arame é risco de vida. Eles devem estar livres dentro do olhal para que o tensionamento não seja feito em sua ponta pois desta forma ele abriria e escaparia do olhal.Gancho para correntes com trava em ponto de amarração. devem utilizar ganchos específicos ou pequenos estropos de cabo de aço. são as soluções correta.3 .5 .novaPDF.Figura 8.Ganchos especiais para fardos ou laços (estropos) como estes. para que se tenha sempre um bom ponto de fixação. Figura 8. 82 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. para movimentar fardos. Figura 8. É aconselhável a instalação de pontos de amarração especiais em peças ou máquinas que são continuamente movimentadas. Os ganchos não podem ser passados por olhais muito estreitos.4 . Estas amarrações são muito utilizadas em fardos de telas de arame e etc. Pontos de amarração são fabricados em diversas dimensões e podem ser aparafusáveis ou soldáveis. É terminantemente proibido usar amarrações de arame como ponta de amarração.com) .

Educação Profissional 83 Created with novaPDF Printer (www. Para evitar acidentes deve ter certeza de que a sinalização utilizada pelo movimentador é também a que o operador entende. Apenas aquele escolhido antes do processo de movimentação em conjunto com o operador. que está envolvido no processo de movimentação. 8.COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR A movimentação de carga é normalmente uma operação que envolve mais de uma pessoa.6 Este é o procedimento correto. Ele será responsável pela operação e somente ele pode sinalizar após verificar se os outros movimentadores deixaram a área de risco e se a Linga está bem colocada.com) . Quando se tem mais de um movimentador. Sinalização ótica ou sonora. porem com diferentes intenções. Figura 8. o que é inadmissível. Ambos os movimentadores sinalizam ao operador.7 A comunicação entre operador e movimentador pode ser feita através de:     Sinalização com as mãos. Neste caso. o operador não deve fazer nada.No tratamento de semi-acabados enfardados deve-se verificar se não existem peças mais curtas sobre ou entre a carga que possam se soltar e cair. Figura 8.3 .novaPDF. Peças soltas com 5 a 6 kg a mais de 4 metros de altura é risco de vida. ou seja. Rádio-comunicação. apenas um movimentador sinaliza ao operador. um deles deverá ser eleito para sinalizar ao operador. Grampos pega-chapas devem sempre estar travados e trabalhando dentro de sua capacidade. é um trabalho de equipe. Comunicação verbal (somente quando o operador estiver próximo e possa ouvi-lo).

Início de Operação Figura 8. desembarque e movimentação de cargas. 8.9 O sinaleiro ficará de frente para a cabine do operador e indicará o lado para o qual deseja a translação do equipamento. e o braço direito com a mão aberta.Translação do Guindaste (pórtico) Figura 8. Com o braço esquerdo junto ao corpo e o braço direito esticado na horizontal. esticada na horizontal indica a direção. Com o braço esquerdo junto ao corpo.4 . SINAL: Com o braço esquerdo junto ao corpo e antebraço direito na horizontal.SINAIS VISUAIS São usados entre o sinaleiro e o operador para comandos dos diversos movimentos necessários para o embarque. Atenção: Sempre deixar a área de risco antes de sinalizar ao operador.Movimento do Carrinho (Troley) Figura 8.10 O sinaleiro ficará de frente para o Norte e a direita do mar. Pode-se ter variações destes sem problemas contanto que a linguagem utilizada seja compreendida pelos envolvidos.8 O sinaleiro se identifica para o operador como o responsável pela emissão de sinais. Educação Profissional 84 Created with novaPDF Printer (www. conforme a seguir: 1.com) .novaPDF. com a palma da mão virada para o operador. em posição de “continência”. com o dedo indicador mostrará a direção. saúda o operador.Para a sinalização manual os sinais visuais a seguir tem se mostrado muito eficientes. 2. 3.

com o dedo indicador girando sempre no sentido anti-horário.Subir o Gancho nº 2 Figura 8. Educação Profissional 85 Created with novaPDF Printer (www.Subir os Ganchos Figura 8.novaPDF.Abaixar os Ganchos Figura 8. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho nº 2. 5. Com os braços para baixo e os dedos indicadores girando sempre no sentido anti-horário. Com os braços erguidos.4. 6. com o dedo indicador fazendo pequenos movimentos circulares no sentido horário.com) .11 Indica a subida simultânea dos dois ganchos.14 Com o braço esquerdo erguido.Abaixar o Gancho nº 2 Figura 13 Com o braço esquerdo erguido.12 Indica a descida simultânea dos dois ganchos. os dedos indicadores girando sempre no sentido horário. com o braço direito para cima. 7. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho n° 2. e o braço direito para baixo.

15 A mão direita levantada. Com os dois dedos. etc.Subir o Gancho nº 1 Figura 8.16 A mão esquerda levantada. aproxima-os. indicador e polegar direitos. Educação Profissional 86 Created with novaPDF Printer (www. O braço direito para baixo. determina a elevação. 9. determinando o abaixamento. içamentos. 10. com o dedo indicador apontado para cima.Abaixar o Gancho nº 1 Figura 8. aproximação.Movimentos Lentos Figura 8. O braço direito para cima. com o dedo indicador apontado para baixo.8. imitando o movimento de abrir e fechar. determina o gancho nº 1.novaPDF. direção. com o dedo indicador apontado para cima. realizando pequenos movimentos circulares.com) . indicando o gancho nº 1. arriamento. com o dedo indicador apontado para cima e efetuando pequenos movimentos circulares no sentido horário.17 Pequenos movimentos deverão ser antecipados por este sinal nas atividades de translação. elevação.

11. determina o fechamento.Fechar a Lança do CG Figura 8. O sinaleiro cruza os braços. Educação Profissional 87 Created with novaPDF Printer (www.Sinal de Espera Figura 8. Qualquer pessoa pode fazer este sinal. A pessoa deverá cruzar os antebraços. 14.novaPDF. com as mãos fechadas. Não pode ser feito nenhum movimento com o equipamento.19 Este sinal é de parada e espera sem nenhum movimento com o equipamento a não ser com autorização do sinaleiro.20 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança. com as mãos abertas. Com os dois antebraços erguidos para frente.Parada de Emergência Figura 8. mesmo sem autorização do sinaleiro. Com os dois antebraços erguidos para frente.18 Este sinal é de parada de emergência. com o polegar esquerdo indicando para a direita.Abrir a lança CG Figura 8. 13.21 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança.com) . e com o polegar direito indicando para a esquerda. com as mãos abertas à altura do rosto. com o polegar esquerdo indicando para a esquerda e com o polegar direito indicando para a direita. 12. à altura da cintura.

Giro da Coluna do CG Figura 8. enquanto a carga desce. 8. Com os braços caídos. 8. depois de movimentada. não podemos pará-la com nossa força. com o polegar erguido. não podemos ficar ela e obstáculos fixos. por exemplo.Finalização da movimentação O movimentador só pode sinalizar.5 – ACESÓRIOS DO MOVIMENTADOR Cunha: Devem evitar que a carga escorregue ou se espalhe. preparar ou limpar a área de destino. utilizando caibros.15. Se o material for redondo. e acaba tendo o dedo esmagado ou pior. Quando temos que ajeitar a carga ou estabilizá-la. 16.4. por meio de acessórios como ganchos e engates ou cabos. deve-se assegurar que ele não possa rolar. o sinaleiro os move horizontalmente. Ao depositar a carga devemos observar. pois mesmo quando movimentada com a mão.23 Este sinal é de término das tarefas. indica o sentido de giro com meia volta do dedo ao redor do próprio corpo. médio. Educação Profissional 88 Created with novaPDF Printer (www. anular e mínimo fechados. para que a carga seja depositada. para que tenhamos uma base que facilite a retirada da Linga por baixo da carga.com) .1 . com as palmas das mãos voltadas para baixo.Término da Tarefa Figura 8. após ter verificado se todos os envolvidos (ou não) estejam fora da área de risco.novaPDF. com os dedos indicador. com o antebraço direito erguido para frente.22 Com o braço esquerdo junto do corpo. ela tem uma energia potencial tão grande que. não devemos fazê-lo com as mãos. As fibras de madeira devem estar no sentido longitudinal da cunha para que elas não possam se quebrar e para que possam ser pregadas quando necessário. Acidentes sempre acontecem quando o movimentador tenta rapidamente. mas sim. Se a carga ao ser depositada deve ser ajeitada manualmente.

novaPDF. Figura 8. pedaços de caibros trincados podem ter a velocidade de uma bala e sempre ocasionam acidentes. calcular e supor. Ao empilhar vigas e chapas grandes. pesar. Derruba a pilha. Num estalo.1 – A carga: peso e controle de gravidade Qual o peso da carga a ser elevada? Para responder a esta pergunta.5. existem 4 possibilidades:  Conhecer. O ideal é quando a peça tem seu peso indicado (pintura ou plaqueta) para peças prontas e em estaleiros. na posição 2. é normatizado que peças acima de uma tonelada tenham seu peso indicado. Gancho de engate: Fabricado a partir de arame dobrado e com punho possibilita ao movimentador manter suas mãos fora de perigo.24 8. Para evitar prender os dedos devemos pegar os caibros pela lateral.25 Educação Profissional 89 Created with novaPDF Printer (www. puxá-la até um determinado ponto. para que a Linga possa ser passada por baixo novamente.Caibros: Tem a finalidade de manter um vão livre entre a carga e o solo para que a Linga possa ser retirada por baixo da carga e em caso de nova movimentação. por exemplo. Puxar a Linga por baixo da carga sem caibros:    Prejudica a carga. Figura 8. Prejudica a Linga. Com o gancho de engate pode-se. os caibros devem ser grandes o suficiente para que a Linga possa passar livre por baixo da carga e para suportar o peso sobre eles depositado.com) . Por estes motivos. jamais devemos usar caibros com menos de 8x8cm.

Correntes: para materiais em altas temperaturas e cargas que não tenham chapas ou perfis. Cintas e Laços Sintéticos: para cargas com superfícies extremamente escorregadias ou sensíveis. peças de aquecimento e refrigeração ou outras peças passíveis de amassamento. Lingas de corrente com gancho podem ser acoplados aos olhais da carga. peças prontas e pintadas.Esta norma deveria ser praxe em qualquer indústria. Correntes: para cargas com superfície lisa ou escorregadia. cilindros de calandragem.Balanças digitais à bateria são fáceis de transporte e de fácil leitura. Para o transporte de chapas deve-se usar sempre dois grampos que tenham uma peça compatível com a espessura da chapa.novaPDF. como por exemplo. de preferência com leitura digital para facilitar a leitura. Comando com indicação digital da carga. ou mesmo talhas com balança embutida com mostrador digital no comando. Para o transporte de chapas na perpendicular deve-se usar grampos pega-chapa. Cordas de Sisal e Sintéticas: para cargas com superfície sensível. Não aplicáveis são:    Cabos de Aço: para materiais com cantos vivos ou em altas temperaturas. Neste caso a corrente deve ficar na área de desgaste onde possivelmente existam cantos vivos e o cabo fica nas extremidades exercendo função de suporte e facilitando a passagem da Linga por baixo das cargas. Figura 8. Combinação Cabo e Corrente: para o transporte de perfis e trefilados.26 . Quando tivermos que pesar uma carga o ideal é que tenhamos uma balança de talhas. Fabricantes de máquinas e peças têm se empenhado muito em indicar o peso em suas peças (e cargas). eixos. de baixo peso.com) . Aplicáveis são:      Cabos de Aço: para cargas com superfície lisa. oleosa ou escorregadia. Os dois grampos são necessários para que se garanta a estabilidade da Educação Profissional 90 Created with novaPDF Printer (www. assim como laços de cabo de aço com ganchos para aplicação nos olhais da carga. A pega (abertura) do grampo deve ser indicada na própria peça. Outra possibilidade de se encontrar o peso são os borderôs ou ordens de fabricação que deveriam indicar o peso. Desde abril de 1979 é obrigatório que estes ganchos tenham uma trava. como tubos. Cintas e Laços Sintéticos: para cantos vivos e cargas em altas temperaturas.

menor a capacidade de carga do guindaste. 8. sempre travar os grampos. quem tem de escolher é o próprio movimentador.com) . As Lingas são. cintas e laços sintéticos. Dispositivos de movimentação são aqueles que fazem um acoplamento direto ou mesmo através de uma Linga à carga.5. os quais nem sempre são dotados de travas que permitam que a carga se solte. por exemplo: cabos. São considerados dispositivos de movimentação: ganchos e garras especiais. pois chapas finas tendem a se dobrar o que pode fazer com que se soltem dos grampos e caiam. Chutar é a pior alternativa. Se a definição do peso é importante. Antes de movimentar. etc. travessões. 91 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. correntes. podendo se quebrar nos cantos.novaPDF. A capacidade de um guindaste de lança depende de quanto se avança a lança. as ranhuras da garra desgastam rapidamente. Quanto mais distante a carga estiver. suportes para eletroímãs. Por meio delas é que se faz o acoplamento da carga ao meio de elevação. pois. Estes dispositivos são projetados para cargas específicas e só devem ser usados para as quais foram construídos. Quando essas possibilidades não existem não resta outra alternativa se não calcular ou pedir à supervisão que calcule o peso. peça ou mesmo embalagem. pois somente com muita experiência em peças semelhantes é que se tem a possibilidade de chegar a um resultado satisfatório.2 – Estiga QUAL A LINGA PARA QUAL APLICAÇÃO? Para movimentar cargas com meios de elevação são utilizados lingas e dispositivos de movimentação. mais na maioria das vezes. Também para movimentar as chapas na horizontal. Figura 8. Para o transporte de perfis existem diversos tipos de dispositivos de movimentação. deve-se usar grampos com trava.carga. o ideal seria que houvesse uma indicação na máquina.27 O cabo é passado por baixo da carga e a corrente a suporta com menor desgaste. Se o centro de gravidade é desconhecido não se sabe onde alinhar o gancho de elevação. A escolha da Linga deveria ser feita pela engenharia de produção ou pelo planejamento. mas em máquinas e peças assimétricas onde o centro de gravidade é deslocado. ainda mais é a definição do centro de gravidade. O limitador de carga da máquina não deve ser usado por erros de cálculos do operador. se a chapa balança. Nas peças simétricas esta definição é fácil.

.... Preto Poliamida .... Em cordas a partir de 16mm deveria haver identificação do fabricante e do ano de fabricação....... não é passível de ser confundida uma vez que o cânhamo tem um acabamento rústico e a poliamida um acabamento muito liso........... são muito finas e não devem ser utilizadas para movimentação... que se conhece.....28 92 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Figura 8....... Por normalização internacional as cores que identificam as fibras são: Cânhamo .................... trevira e outros....................... Vermelho Cânhamo de Manilha . Portanto. cordas abaixo de 16mm de diâmetro............................ Poliéster ou Polipropileno que às vezes são comercializadas com nomes comerciais como nylon............... tendo cada uma delas 19 fios......... ..... que se saiba qual é a fibra para se conhecer sua capacidade de carga....Cabos de Aço a) Terminologia PERNA – É o agrupamento de arames torcidos de um cabo. Como diferenciar as diversas fibras? Uma vez que existem diversos tipos de fibras com diferentes capacidades...........novaPDF.. Azul Polipropileno .. Um cabo é feito com diversas pernas em redor de um núcleo ou alma.. ALMA – É o núcleo do cabo de aço..... para cânhamo e poliamida... Verde Sisal . LEITURA – Exemplo: cabo 6 x 19 O primeiro número (6) representa a quantidade de pernas de que é constituído.....com) ............................. a partir de 3mm de diâmetro deve-se ter uma filaça de uma determinada cor para identificar a fibra..Cordas As cordas são o mais antigo tipo de Linga......................... O segundo número (19) especifica a quantidade de arame que compõe cada perna...... trançadas ou encapadas........ diolen........ Verde Poliéster ..... ou seja... Marrom A cor verde.......................... Em cordas........... Elas são produzidas a partir de fibras que são torcidas. Antigamente......................................... as fibras que se utilizavam na fabricação de cordas eram fibras naturais como Sisal ou Cânhamo. um total de 114 fios...... mas............ Hoje estas fibras são substituídas por fibras sintéticas como Poliamida..................... o cabo 6 x 19 tem 6 pernas............ é necessário.....................

AA – Alma de Aço – maior resistência à tração. Educação Profissional 93 Created with novaPDF Printer (www.com) . sendo a primeira na perna e a segunda na torcedura do cabo.novaPDF. O arame individual fica numa helicoidal dupla.31 Figura 8. AACI – Alma de Aço com Cabo Independente – combinação de flexibilidade com resistência à tração. com isso o diâmetro do cabo é reduzido. Torção Torção à DIREITA: quando as pernas são torcidas da esquerda para a direita.29 Figura 8. Nota: Os cabos AA (Alma de Aço) tem 7. A torção LANG tem por característica o aumento da resistência à abrasão e da flexibilidade do cabo. o que se explica pela acomodação das pernas sobre a alma.b) Classificação quanto a Alma AF – Alma de fibra (cânhamo) maior flexibilidade.32 Cabos de aço com alta capacidade de carga são construídos a partir de arames trefilados a frio com uma resistência de 1770 mm². Maior estabilidade.5% de resistência à tração a mais de 10% no peso em relação aos AF (Alma de Fibra). Figura 8.30 Torção REGULAR: quando os fios de cada perna são torcidos em sentido oposto à torção das próprias pernas (em cruz). Com aplicação de carga no cabo é feita uma alteração no seu volume. Figura 8. Torção LANG: quando os fios e as pernas são torcidas na mesma direção (paralelo). Arames individuais são trançados primeiramente para formar uma perna e estas pernas por sua vez são trançadas para formar o cabo de aço. Torção à ESQUERDA: quando as pernas são torcidas da direita para a esquerda.

Aqui. é aplicável para diversas finalidades.com) . Quando o cabo é solicitado.33 Cabos velhos onde o óleo já foi consumido e cabos que trabalham em temperatura que já perderam seu óleo por evaporação ainda não perderam resistência mas.Tabela de carga para cabos Educação Profissional 94 Created with novaPDF Printer (www. Ele nunca se rompe sem que antes vários arames se rompam. Figura 8. habitualmente. mas funciona também como reservatório de óleo. as pernas comprimem a alma que libera o óleo. é composto de seis pernas e da alma que retém o lubrificante.novaPDF. fica demonstrada uma boa característica do cabo de aço. guindastes ou talhas. Um único arame rompido é de pouca importância. no interior do cabo. O cabo de aço. uma alma que pode ser feita a partir de fibras naturais. Somente quando se tem vários arames rompidos é que a capacidade de carga diminui. Figura 8. A alma não tem somente função de apoio.Para apoio das pernas existe. O cabo assim composto é utilizado para Lingas.34 . perderam vida útil. sintéticas ou de aço. pois logo a frente estará prensado entre outros e ainda contribuindo para a capacidade de carga. Ele tem uma boa deformidade e. com isso o atrito dentro do cabo é reduzido. portanto. Por isso deve-se periodicamente lubrificar os cabos externamente com óleo adequado.

35 Figura 8.37 Figura 8. São os cabos classificados em: a) Pequena flexibilidade: construção 3 x 7. 1 x 7 (cordoalha).38 Educação Profissional 95 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. 6 x 41. 6 x 43. sendo o cabo menos flexível da série. 18 x 7. c) Flexibilidade A flexibilidade está condicionada ao número de arames que o compõem. FILLER – Pernas do cabo construídas com vinte e cinco arames (seis de enchimento) apresentando boa flexibilidade. 6 x 25.36 Figura 8. O tipo mais flexível é o cabo de aço que é composto de diversas pernas e alma. 8 x 19. 6 x 21. pois tem uma estrutura muito rígida e são feitos apenas para tensionamento. SEALE – Pernas do cabo construídas com três bitolas de arame. 6 x 61. não devem ser utilizados para movimentação. c) Extra flexível: construção 6 x 31.com) . bastante flexível e menos resistente ao desgaste. b) Flexíveis: construção 6 x 19. 6 x 37. a cordoalha tenha uma maior capacidade de carga que o cabo.Cabos de aço fabricados em espiral (cordoalhas) ou uma perna simples. 6 x 7. A alma no interior e a diferença de área metálica fazem com que um mesmo diâmetro. pois os arames mais finos encontram-se na periferia. porém mais resistente ao desgaste à abrasão. COMUM – As pernas do cabo são construídas por um só tipo de arame. É um termo intermediário entre a flexibilidade e resistência ao desgaste. dos outros tipos acima. d) Tipos WARRINGTON – Pernas do cabo construídas com duas bitolas de arames.novaPDF. 6 x 47.

................... resistência efetiva e) Cabos 6x42................................................................. Figura 8...... quer sejam de aço ou de fibra............ Mínimo 42 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 18 vezes o Ø do cabo 21 vezes o Ø do cabo 34 vezes o Ø do cabo Recomendado 72 vezes 51 vezes 45 vezes 27 vezes 31 vezes 51 vezes Resistências dos Cabos de Aço A resistência teórica dos cabos se determina somando-se a resistência dos arames que compõe.......................... 6x41...............com) ................................................ 6x47................................. 8 x 19 ..........Para definir a carga de trabalho de cabo pelo seu diâmetro deve-se medi-lo..... resistência efetiva b) Cordoalhas 19 fios....... Ele pode ter um grande desgaste interno que não é visível externamente.............. 6 x 25 ..........................40 Medição do cabo de aço......... Cabos já utilizados em guindastes ou outros meios de elevação não podem ser utilizados novamente numa composição de Linga...novaPDF............ resistência efetiva d) Cabos 6x37...... 41. Tabela de Diâmetros Ideais de Tambores e Polias Seguem os diâmetros ideais das polias ou tambores conforme a formação do cabo: Diâmetro do Tambor ou Polia Tipo de Cabo 6 x 7 ........... 8x19...39 Figura 8......................................... Educação Profissional 96 Created with novaPDF Printer (www....... 6x25.. 18 x 7 ... resistência efetiva 96% da teórica 94% da teórica 85% da teórica 80% da teórica 72% da teórica A carga de trabalho de um cabo em movimento é 1/5 (um quinto) de sua carga de ruptura mínima......... 6 x 37.... 6x61............... 6 x 19 ...... 43 ........... conforme demonstrado na figura abaixo.......... 6x43..................... incluindo-se as almas dos mesmos..... resistência efetiva c) Cabos 6x7... A carga de ruptura efetiva diminui conforme aumenta o número de arames: Exemplos: a) Cordoalhas 3 a 7 fios.

utilizados na fabricação de cabos de aço. b) Maior resistência à fadiga de flexão. As pernas dos cabos pré-formados se acomodam na posição Helicoidal que ocupam no conjunto. . e) Elevadores baixa velocidade. d) Manutenção na sua posição original dos arames que se quebram. e) O não desenrolamento das extremidades cortadas. b) Cabos tração horizontal.41 Educação Profissional 97 Created with novaPDF Printer (www. f) Elevadores alta velocidade.Laços Um cabo de aço é tão bom quanto o laço que é feito com ele.O fator de segurança é a relação entre a carga de ruptura mínima e a carga aplicada. c) Eliminação das tensões internas. talhas elétricas. Figura 8. que normalmente é composta por duas letras. Laços para formação de olhais são feitos por trançamento ou prensagem.. Presilhas de alumínio devem deixar a ponta à mostra para controle e devem ter a marca da firma que executou a prensagem. d) Pontes rolantes.novaPDF. São as seguintes as vantagens apresentadas pelos cabos pré-formados: a) Aumento à flexibilidade. Exemplo: a) Cordoalhas e cabos estáticos. fator 3 a 4 fator 4 a 5 fator 5 fator 6 a 8 fator 8 a 10 fator 10 a 16 Pré-formação: É processo de fabricação cuja finalidade é a de eliminar as tensões internas e torções inerentes aos arames de alto carbono.com) . c) Cabos para guinchos e terraplan. não se desfiando.

47 Mesmo antes de ser colocada a presilha de aço.46 .Laços Figura 8.Olhal Flamengo com sapatilha protetora Figura 8. Uma metade é curvada para formar um olhal.45 .Laço sem fim O olhal Flamengo é feito abrindo-se a ponta do cabo em duas metades.43 . A presilha é de aço especialmente ensaiado e aprovado conforme rigorosa especificação. Educação Profissional 98 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8.com) .novaPDF.48 3 Presilha de aço de pequenas dimensões e de superfície lisa.Olhal Flamengo Figura 8.Laço Trançado a Mão Figura 8.42 . e em seguida a outra metade é entrelaçada no espaço vazio da primeira.Olhal Flamengo com estribo protetor Figura 8. Principais vantagens do olhal Flamengo: 1 Olhal mais resistente e seguro 2 Carga centrada Figura 8.44 . o olhal já é capaz de suportar uma carga superior à carga de trabalho do laço. separando-se as pernas 3 a 3.

Figura 8.1/2” 7 1. Todos os grampos devem ser montados de forma que o mordente se prenda a perna portante. Grampos construídos conforme DIN 741 (grampos leves) com porcas simples e pequena área de apoio. Com relação ao seu próprio peso.ft 7. Tabela 8.020 1.49 Figura 8. No mínimo 3 grampos são necessários (grampo pesado) para se fazer um laço com cabo de aço fino.50 Pronto para usar. Quanto maior o diâmetro do cabo mais grampos são necessários. NÚMERO MÍNIMO DE GRAMPOS ESPAÇAMENTOS ENTRE GRAMPOS EM MM 29 38 48 57 67 76 95 114 133 152 172 191 210 229 248 267 305 343 o início de uso do TORQUE ib.5 15 30 45 65 65 95 130 225 225 225 360 360 360 430 590 750 750 cabo de aço. devendo ser desfeitos logo após a utilização.1/4” 6 1.020 kg.1/4” 8 Nota: Os grampos deverão ser reapertados opôs .3/8” 7 1.A norma DIN 1142 prescreve que somente grampos com porcas auto-travantes e uma grande área de apoio podem ser utilizados. Educação Profissional 99 Created with novaPDF Printer (www.Cintas As cintas de movimentação são fabricadas a partir de fibras sintéticas. N.3/4” 7 2” 8 2. para que não sejam utilizadas erroneamente.com) .m 10 20 41 61 88 88 129 176 305 305 305 488 488 488 583 800 1.1 DIÂMETRO DO CABO EM POL.novaPDF.5/8” 7 1. não são mais normalizados e não devem ser utilizados para movimentação. Todos os mordentes estão no cabo portante.m 1 2 4 6 9 9 13 18 31 31 31 50 50 50 59 82 104 104 3/16” 3 1/4" 3 5/16” 3 3/8” 3 7/16” 3 1/2" 3 5/8” 3 3/4" 4 7/8” 4 1” 5 1.1/8” 6 1. as cintas têm uma capacidade de carga e não prejudicam a sua superfície. Laços feitos com grampos devem ser usados apenas para uma única aplicação.

e são pouco flexíveis. As cintas de poliamida devem ter uma etiqueta verde de identificação e são resistentes à bases. Com olhais reforçados. em especial quando usadas ao ar livre ou em banhos químicos. Com olhais sem reforço. Esta acumulação de água pode também fazer com que em dias muito frios ela possa se enrijecer (congelar) e ficar quebradiça. a data de fabricação das cintas deve estar na etiqueta.novaPDF. As formas mais comuns de cintas são:     Cesto sem fim. A desvantagem das cintas de poliamida está no fato de que elas absorvem muita água em ambientes úmidos o que reduz sua capacidade. eles devem ser feitos de forma que seja possível passar um pelo outro para que se possa fazer uma laçada.com) . além de excepcional resistência a sucessivos carregamentos. Normalmente estes de perfis são ajustáveis à cinta. levando-se em conta seu peso próprio.51 As cintas de poliéster devem ter uma etiqueta azul para que sejam reconhecidas. Cintas de movimentação feitas de polipropileno (etiqueta marrom) tem uma baixa capacidade de carga. O NYLON é a mais forte das fibras sintéticas e apresenta uma alta capacidade de absorção de força. No caso de terminais metálicos. o que faz com que seja o tipo de cinta mais utilizada. Ela só não resiste à base e por isso não deve ser lavada com sabão. Educação Profissional 100 Created with novaPDF Printer (www. Elas têm também uma boa elasticidade. o fabricante deveria ser consultado para maiores esclarecimentos. Para utilização de cintas em banhos químicos. Com terminais metálicos. Devido ao envelhecimento das fibras.Figura 8. Mas elas têm uma boa resistência química e são utilizadas em casos especiais. Elas têm uma boa resistência quanto á luz e calor e também ácidos solventes. em especial de poliuretano. Para reduzir o atrito e para evitar cortes nas cintas podemos usar revestimentos com materiais sintéticos resistentes.

Não se pode dar nó nas cintas. As cargas não podem ser depositadas sobre as cintas para que não sejam danificadas.Examine os dois lados da cinta. 1º . 2. quando usadas em levantamentos gerais de diferentes tipos de cargas.Todo equipamento deve ser examinado somente por uma pessoa. o ângulo de abertura entre as pontas da cinta não deve ultrapassar 120°.Cintas tipo Anel devem ser examinadas em todo seu comprimento e perímetro.As alças dos olhais devem ser examinadas particular e cuidadosamente.Figura 8. 3º . as cintas devem ser neutralizadas e enxaguadas para que não haja concentração química. Após utilização em banhos químicos. 4º .Uma operação suave e balanceada rende muito mais. 3. Para utilizar diversas cintas num travessão todas devem estar numa perna perpendicular para não haver esforço maior numa das pernas.Nunca aplique uma sobrecarga no equipamento de elevação.novaPDF. b) 10 itens para um levantamento seguro. Somente cintas com olhais reforçados podem ser utilizadas em laço.Coloque a cinta em uma superfície plana com área apropriada. 1. 2º . a) Segurança também requer Inspeção As cintas devem ser examinadas em intervalos não superiores a duas semanas.52 Para utilização de cintas existem algumas regras especiais:       Quando se eleva uma carga. 5º . além de evitar desgaste do equipamento e acidentes. Educação Profissional 101 Created with novaPDF Printer (www.com) . nas limitações de peso e estabilidade. designada para esta inspeção.Não exceder às especificações do fabricante.

evitando assim que a corrente se dobre.Nunca use cintas avariadas. Posteriormente.54 Figura 8. de seção lisa e redonda.Não deixe a carga em contato direto com o piso. no mesmo gancho. 8. b) Correntes Soldadas Comuns. são realizados testes de tração e ruptura. Durante a produção. Figura 8. Primeiramente os elos são dobrados e depois soldados. Galvanizadas. 6. 5. Coloque calços ao descarregá-la para melhor poder elevá-la.com) .Lingas de Correntes a) Correntes para lingas Correntes são fabricadas em diversas formas e qualidades.Não posicione a cintas em cantos agudos ou cortantes. alguns elos são dobrados em diversos sentidos para verificar a solda e após a produção e tratamento térmico.Quando elevar uma carga pesada com mais de uma cinta. Diversos testes são feitos durante e após a fabricação para que as correntes sejam certificadas.novaPDF. para propiciar uma fácil remoção.55 Figura 8. os elos se apóiam nos elos vizinhos. Calibradas (Especiais para Talhas) Educação Profissional 102 Created with novaPDF Printer (www.Utilize ganchos com um raio de apoio nunca inferior a “1”. Esta regra se explica pelo fato de que correntes assim construídas. O passo de um elo é o seu comprimento interno. após o uso. é feito o tratamento térmico (correntes de grau) e ensaio de tração.56 .4. 10. verifique se o total do peso está bem distribuído na tensão dos vértices da cinta. 9. quando aplicadas em ângulos retos.Posicionar a cinta corretamente na carga.Evite a colocação de mais de 1 par de cintas.53 Figura 8. 7. Algumas cintas são especificamente designadas para serem utilizadas em somente um tipo de levantamento. Somente corrente que tenham elos com passo igual a 3 vezes o seu diâmetro podem ser utilizadas para movimentação e amarração de cargas. c) Formas de Levantamento As cintas elevam e movimentam sua carga em qualquer uma das quatro formas diferentes de levantamento ilustrado.

0 4.550 3.5 5.240 0.5 11.5 6. Segue tabela de cargas de trabalho Lingas de Correntes Tipo A Tipo B Tipo C Tipo D Tipo E 103 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.0 Medidas ext. aprox.000 5.0 8.com) .novaPDF. empreiteiros de construção e para todos os trabalhos onde se tornam necessários guindastes para remoção de material.000 2.490 0.000 10. 13 x 17 -14 x 21 16 x 28 17 x 26 16 x 31 17 x 28 18 x 31 18 x 28 19 x 32 20 x 31 25 x 46 24 x 36 25 x 47 25 x 39 26 x 46 27 x 42 27 x 48 28 x 44 29 x 48 33 x 50 32 x 58 34 x 49 36 x 61 38 x 54 38 x 61 39 x 59 43 x 66 50 x 74 53 x 82 68 x 102 75 x 112 Peso aprox.0 9.Tabela de Medidas e Pesos Aproximados Diâmetro em mm 2. como cargas e descargas de navios e caminhões.000 1.5 7.Figura 8. são testadas em máquinas de provas de acordo com a tabela acima e com o coeficiente 2.0 6.160 0.300 1. p/ as Correntes comuns Custos Comp. 100% da carga admissível (carga de segurança) Lingas simples – em aço forjado usadas em fundições.Corrente de Aço Forjado e Amarras até 3” c) Correntes Forjadas Tabela 8. dos Elos em mm.3 3.0 9.800 2.500 1. p/m Elos curtos kg 0. ou seja.500 4.0 15.0 22.2 .050 1.5 4.500 4.310 0.5 19.850 2.57 .500 8.680 0.800 1.660 1.600 0. pontes rolantes.200 Carga de segurança em kg -100 120 180 200 280 330 380 480 550 800 900 1.0 12.350 0.113 0.5 14.0 3.000 As correntes calibradas têm as medidas exatas.500 5.0 5.

600 25.1/4” 26.4 Quadro de Cargas de Trabalho Lingas Duplas Bitolas da Corrente Cargas de Trabalho mm Polegadas Âng 45° Âng.Tabela 8. 60° Âng.1/8” 20.400 22.100 22.8 1.700 5.59 Figura 8.200 19.7 1/2" 4.500 Educação Profissional 104 Created with novaPDF Printer (www.000 12.60 Tabela 8.4 1’ 15.6 1.200 19 3/4" 9.5 3/8” 2.100 6.600 20.novaPDF. etc.400 11.3 .300 28.com) .4 1” 5.670 Lingas Duplas.000 9.800 3.100 15.6 1.900 15.500 19 3/4" 3.500 31.150 8. Quádruplas.250 2.7 1/2" 1.Quadro de Cargas de Trabalho Bitola da Corrente Carga de Trabalho mm poleg.100 24.100 15.650 7.200 14..150 1. 120° kg 700 1.350 5.700 31.300 Dimensões Aproximadas Âng.2 7/8” 4. Triplas.350 1. Figura 8.9 5/8” 6.5 3/8” 850 12.700 6.750 12. Kg 8 5/16” 500 9.1/8” 7. em Corrente de Aço forjado testadas.2 7/8” 12.600 25.900 28.250 1.800 11.200 2.200 3.000 3.1/4” 9.900 8.700 9.500 15.8 1.9 5/8” 2.58 Figura 8. 90° kg kg kg 8 5/16” 1.

Quando a carga não é aplicada igualmente sobre as pernas. A capacidade inscrita na plaqueta.LINGAS COMBINADAS Para a movimentação de cargas temos alternativas para melhorar a durabilidade.com) . corrente. portanto. facilitar o manuseio e também poupar a carga. b) Corrente com encurtador – cabo: Quando o cabo é necessário para que se envolva a carga e precisa-se também de ajuste no comprimento da Linga. pois nestes casos normalmente ela está super dimensionada com relação aos outros materiais aplicados. Quando a Linga forma um ângulo diminui a capacidade de cada perna. CAPACIDADE DE CARGAS DAS LINGAS Após definir qual tipo de Linga que será utilizada (cabo. Em Lingas combinadas devemos atentar para que a plaqueta de identificação seja feita de acordo com a parte mais frágil da Linga. no transporte de trefilados garante uma boa durabilidade e bons custos. cinta e combinada) deve-se também definir o dimensional das mesmas. menor a capacidade e. deve-se contar com a capacidade de apenas duas. Com essa combinação tem-se a vantagem da durabilidade da corrente e da facilidade de substituir a cinta quando necessário. A carga deve ser transportada sem que a Linga seja sobrecarregada. Quanto maior a angulação. Podemos conseguir isso combinando diversos materiais.novaPDF. pode-se somar as capacidades das mesmas. Se a carga será transportada por duas ou mais pernas em ângulo. por exemplo. Nunca considerar a carga pelo dimensional da corrente. c) Corrente – cintas: As cintas são utilizadas principalmente no transporte de peças acabadas ou semi-acabadas onde a superfície não pode ser danificada. usa-se esta combinação. tabela ou etiqueta define a massa que pode ser elevada com a Linga. Princípios básicos:     Quando a carga á aplicada em uma ou mais pernas perpendiculares e a carga é aplicada de forma igual sobre as pernas. o laço sintético pode ser conjugado com a corrente e seus acessórios e manter a boa característica do laço que é a de poupar a carga de danos superficiais. Educação Profissional 105 Created with novaPDF Printer (www. d) Corrente – laço sintético Assim como a cinta. A parte que envolve a carga é uma corrente de grau 8 o que. Para definir a carga aplicada na Linga deve-se saber:   Se a carga será transportada por uma ou mais pernas perpendiculares. Fora à possibilidade de ajuste no comprimento da Linga usando garras de encurtamento. maior a Linga a ser utilizada. a) Cabo – corrente – cabo: Usa-se o cabo para passar por baixo da carga.

Quando uma carga é assimétrica seu centro de gravidade está deslocado e portanto uma perna é mais solicitada que a outra.61 Com ângulos de trabalho acima de 60° a força aplicada em uma única perna. Como ângulo de trabalho.63 A carga pende para um lado por isso a angulação de trabalho das pernas é diferenciada. Obs. entende-se o ângulo que se forma numa perpendicular a lateral da carga e linga.: Ângulos acima de 60° não são permitidos.62 ERRADO Ângulo de trabalho não permissível. excede o peso da carga em si. Educação Profissional 106 Created with novaPDF Printer (www. Ângulo maior que 60° Figura 8.com) . nesses casos deve-se usar uma Linga onde uma perna suportaria toda a carga.novaPDF. Com a utilização da tabelas de carga e o conhecimento dos ângulos pode-se sempre escolher a Linga correta. Portanto. Figura 8.Figura 8.

2) Para dimensões diferentes dos olhais e outros diâmetros consultar o Fabricante.novaPDF.Exemplo de Tabela Figura 8. Cargas de Trabalhos dos Laços com Olhais Trançados Tipo T Figura 8.64 Cargas de Trabalho do Olhal Flamengo Tipo C Tabela 8.CABO 6 x 25 FILLER + AF “CIMAX” FATOR DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) As cargas de trabalho dos Olhais Flamengo dobrados são baseados em diâmetros de curvatura mínimos de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo.com) .5 . Se esse diâmetro for menor.65 Educação Profissional 107 Created with novaPDF Printer (www. deve-se aumentar o fator de segurança.

0mm.3 – Outros acessórios .P.com) .6 .novaPDF.) COEFICIENTE DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) Normalmente são fabricados laços com olhais trançados com cabos de diâmetro acima de 38.5. 8. de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo. Figura 8.66 .67 Educação Profissional 108 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8.Tabela 8. 2) As cargas de trabalho dos laços dobrados são baseadas em diâmetros de curvatura mínimos nos pontos de contato das cargas.CABO 6 X 47 AF (I.Sapatilhas compactas Normalmente utilizadas na fixação de cabos de aço de pontes rolantes ou guindastes.S.Sapatilhas protetoras tipo pesado Especialmente dimensionadas para evitar a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.

: Podem ser encontrados com trava de segurança.Anéis tipo pêra Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho. Figura 8. Evitam a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.70 . Podem ser aplicados em quaisquer dos conjuntos apresentados.novaPDF. Dimensionados para entrar diretamente no gancho da ponte rolante ou guindaste.. Figura 8. garantindo máxima segurança na sua utilização. Obs.68 .Anelões Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho.Ganchos forjados com olhal Forjados em aço carbono.Estribos protetores especiais Fabricados com materiais de alta resistência. Figura 8. Submetidos a uma carga de prova superior em 50% à sua carga de trabalho.com) . para maior segurança. Proporcionam proteção de olhais padrões ou de dimensões especiais.69 . podendo ainda ser reaproveitados na troca do superlaço. Figura 8.71 109 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

Figura 8.74 .72 .Ganchos corrediços Forjados em aço de alta resistência. Fácil colocação nos olhais dos superlaços ou fixação nas cargas a serem içadas. tendo um canal redondo para o cabo poder deslizar.com) . Fixam a carga evitando a deformação e o desgaste do cabo.. Podem ser fornecidas com pino rosqueado ou contrapinado.novaPDF. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho. Ideais para fixação dos cabos de aço ou formação de olhais em cabos de aço para içamento de cargas.Manilhas forjadas Forjadas em aço carbono. Figura 8. Figura 8.Soquetes abertos Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetivado cabo de aço.75 110 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Grampos pesados Grampos pesados.73 . Figura 8.

que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.Soquetes fechados Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetiva do cabo de aço.80 Figura 8.Esticadores forjados Figura 8.78 Gancho – Olhal Figura 8.76 . permitindo posterior regulagem do comprimento.77 .novaPDF.Soquetes de cunha Utilizados para fixação de cabos de aço.com) . Figura 8.82 Figura 8.81 Figura 8. Figura 8.79 Olhal – Olhal Figura 8.80 Gancho – Gancho Educação Profissional 111 Created with novaPDF Printer (www.78 Figura 8..79 Figura 8.

5.81 Manilha – Olhal Figura 8.82 Manilha – Manilha 8. como exemplo. Figura 8.85 Figura 8. A carga pode ser igual a capacidade de carga da perna. pois as forças resultantes são crescentes.novaPDF. sempre Lingas que comportam 1000Kg por perna.Figura 8.com) .Modos de movimentação Para efeito de cálculos usa-se. Quanto maior a angulação menor a capacidade de carga da Linga.83 A movimentação com Lingas de uma perna é mais simples.84 Educação Profissional 112 Created with novaPDF Printer (www.4 . A movimentação com Lingas de duas pernas. Figura 8.      Corrente 10mm grau 2 Cabo de aço 12mm Corda de polipropileno 24mm Corrente 8mm grau 5 Corrente 6mm grau 8 Devemos demonstrar com isto o quanto a carga pode pesar em cada modo de operação.

Deve-se consultar a tabela e ver qual o diâmetro e qual a angulação que se tem e posteriormente descontar 20% da capacidade de carga por causa do lançamento. portanto.88 Figura 8.com) .87 Linga em cesto perpendicular à carga pode ter o peso igual a capacidade de quatro pernas independentes somadas.86 Figura 8. Só pode ser usada quando não houver risco da carga escorregar. Mas isso somente se o diâmetro da peça for grande o suficiente e não houver cantos vivos. por causa da força aplicada no lançamento.89 Cesto duplo com angulação: por causa da angulação não podemos contar com a capacidade de 4 pernas individuais (4x700kg). Figura 8.novaPDF. a menos que se tenha certeza de que as quatro pernas estejam igualmente carregadas. Dois laços em perpendicular.Figura 8. Dois laços com angulação: a carga está depositada em duas pernas. Educação Profissional 113 Created with novaPDF Printer (www. Quando temos Lingas de quatro pernas podemos apenas contar como se fossem três pernas. Deve-se contar com apenas 80% da capacidade da carga.

Figura 8.90 Se utilizarmos uma Linga em cesto onde as extremidades estão presas a um único ele de sustentação onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. Figura 8. Educação Profissional 114 Created with novaPDF Printer (www. devemos contar também com apenas 80% da capacidade de suas pernas uma vez que ela sofre dobramentos no laço e no gancho.93 Se utilizarmos uma Linga sem fim em laço.92 Se utilizarmos uma Linga em cesto sem fim onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. Devemos contar com 80% da capacidade da carga de suas pernas uma vez que ela trabalha dobrada sobre o gancho.Figura 8.novaPDF.com) . Figura 8.91 Se utilizarmos uma Linga em cesto ou em laço devemos contar com apenas 80% de sua capacidade de carga por causa da dobra que é feita no laçamento. Podemos calcular com a capacidade de cada perna como cheia.

evitando total ou parcialmente a angulação das pernas. As cargas abaixo do Travessão devem ser presas de tal forma que não possam se dobrar e cair (carga ou peças individuais).97 . Deve-se considerar como única desvantagem do Travessão o seu próprio peso.96 Figura 8.Movimentação com Travessões Com travessões pode-se fazer movimentações mesmo com pouca altura de elevação..94 Se utilizar Travessões e a carga não for alinhada em seu centro a carga pende e pode escorregar e cair. devido a limitação do meio de elevação.novaPDF. se a carga só estará sendo suportada em uma das fixações superiores do Travessão.Em Travessões com dois pontos de fixação superior. Educação Profissional 115 Created with novaPDF Printer (www.98 .com) .95 Figura 8. as Lingas podem escorregar por baixo da carga. Figura 8.A carga está no centro. Movimentação com angulação invertida. as duas fixações superiores estão igualmente carregadas. Figura 8. pois quanto maior seu peso menor o peso que poderemos transportar. Figura 8.

em função das condições de uso do cabo.6. estiver acima dos limites. Quando não se possuir um histórico da vida útil.INSPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS Devido à grande preocupação que é depositada em função da performance e confiabilidade dos cabos de aço e acessórios.Periodicidade das inspeções A periodicidade das inspeções deve ser determinada. 8. Independentemente da periodicidade fixada.Condições específicas . Pernas esmagadas ou mordidas.Avaliação da inspeção Em função dos resultados obtidos na inspeção deve ser decidido se o cabo apresenta ou não a possibilidade de falha e sua taxa de deterioração é tal que permita a sua utilização. Recomenda-se que o período sem inspeção não ultrapasse 25% da vida útil prevista para o cabo. Algumas irregularidades que pode ser encontrada nos cabos de aço são:            Arames partidos ou desgastados. Redução no diâmetro dos cabos. Formação de saca rolhas. A avaliação da condição do cabo deve ser feita no trecho que apresenta a máxima deterioração e estendida a todo cabo. Corrosão.1 . Educação Profissional 116 Created with novaPDF Printer (www. Desgastes localizados. para uma avaliação das condições operacionais do cabo. pelo órgão de inspeção responsável. qualquer indício de deterioração que implique na perda da resistência original do cabo deve motivar uma inspeção do mesmo. as empresas e instituições procuram desenvolver métodos de controle das condições destes componentes com o objetivo de garantir uma operação segura para não haja danos materiais e acidentes de trabalho em uma atividade de transporte e içamento de cargas.com) . até a próxima inspeção.2 . com segurança. Dobra. 8. 8.6.Arames Partidos Deve-se substituir um cabo em serviço quando o número visível de arames rompidos. o órgão de inspeção deve determinar este dado e utilizar a freqüência acima recomendada. Protuberância da alma.6 .6. Gaiola de passarinho. Destrançamento da perna. no trecho mais danificado. Costuras inadequadas ou avariadas.8.novaPDF.3 .

Apesar de não implicar a perda de resistência do cabo.Inspeção das costuras A seção costurada do cabo deve ser eliminada e uma nova costura deve ser realizada se forem encontrados partidos ou gastos. dobras puxadas para fora. deve ser adotado o critério fixado pela norma da empresa onde está instalado o equipamento.99 . Esta deformação deve ser medida sem carga. Educação Profissional 117 Created with novaPDF Printer (www. corrosão com ruptura de outros arames não visíveis com facilidade. achatadas. forração folgada e outros defeitos. Figura 8. o cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade deve ser refeita para reajuste do passo.Redução no diâmetro do cabo O cabo deve ser substituído quando houver uma redução de 10% no valor de seu diâmetro nominal devido a alterações estruturais tais como ruptura da alma de aço ou deterioração da alma de fibra ou desgaste abrasivo externo ou corrosão externa. mordidas ou com folgas excessivas.Quando houver um ou mais arames partidos em uma distância de 5 X D (diâmetro externo do cabo) de um acessório instalado (presilhas.4 .novaPDF. Quando o valor da deformação em relação ao eixo do cabo for superior a 1/3 o seu diâmetro nominal. esta região deve ser monitorada para avaliação de aumento de desgaste e ruptura de arames. este defeito pode implicar em um aumento no desgaste e ruptura de arames. corrosão. É importante observar que não se admite costuras em cabos de aço para guindastes. Caso seja observado destrançamento da perna. no trecho de maior deformação. pernas soltas. 8.6. acessórios danificados ou com desgaste excessivo. soquete ou outro acessório). . baleeiras e outros equipamentos que envolvem riscos operacionais.com) . Após um longo tempo de serviço. esta deformação se for severa pode transmitir uma oscilação durante a movimentação do cabo. É necessário então realizar o procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. Qualquer evidência de arames partidos no interior do cabo indica uma condição anormal possivelmente devido à fadiga.Deformação do tipo saca-rolha Na deforma tipo saca-rolha o eixo do cabo assume a forma helicoidal.Inspeção das Pernas O cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade refeita sempre que forem encontradas pernas esmagadas. O diâmetro deve ser medido como indica na figura abaixo: .

6 – Corrosão Outra importante verificação é em relação ao estado de corrosão do cabo.5.101 Figura 8. protuberâncias no cabo ou na alma.105 8. A graxa de uso geral em cabos de aço deve ser de base asfáltica.102 8. Para efetuar a inspeção correta é necessário utilizar procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos.103 Figura 8.5. Figura 8. dobras.Outros defeitos É necessário substituir o cabo quando forem detectados os seguintes defeitos: gaiolas de passarinho.com) . Corrosão severa determina a substituição do cabo.6.Lubrificação dos cabos. aplicar nova película.8. presilhas e forjados) recomenda-se prever periodicamente.novaPDF. deve ser realizada correta limpeza na superfície do cabo evitando o uso de produtos que contenham enxofre.100 Figura 8.8 .5 .104 Figura 8. desgastes localizados e avarias por calor (queima por maçarico ou arco elétrico). Figura 8. 8. É necessário verificar o estado de lubrificação do cabo. através de ensaio radiográfico.7 . e caso a película de lubrificante não esteja uniforme e contínua. Como alternativa o cabo pode ser mantido em serviço desde que seja removido o trecho comprometido do mesmo. 118 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. avaliação do estado de corrosão internado cabo no soquete.5. Antes de ser efetuada a lubrificação.Extremidade dos cabos Na inspeção das extremidades dos cabos que possuem terminais (soquetes abertos ou fechados.

109 Figura 8. desgaste no cavirão e/ou no corpo igual ou superior a 10% do diâmetro do projeto devem ser substituídas.com) .Inspeção em Manilhas Quaisquer deformações visuais apresentadas pela manilha ou pelo cavirão são causais para substituições.107 Figura 8.Inspeção em acessórios .10 .5.108 8.desgaste ou abrasão (internos e externos) superior a 10% da seção original ou apresentarem um número de arames rompidos que ultrapassem ou limites estabelecidos. Figura 8.Inspeções de Ganchos Os ganchos devem ser substituídos quando forem detectados um ou mais dos seguintes defeitos: Torção maior do que 10º Abertura de garganta 15% maior do que a abertura original Trincas Desgaste acentuado (maior que 10%) Nota: Para ganchos com haste deve ser verificada a liberdade de giro através do esforço manual. Educação Profissional 119 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. Manilhas apresentando trincas.5.Inspeção eletromagnética Os cabos submetidos à inspeção eletromagnética devem ser substituídos quando apresentarem redução de seção reta metálica devido corrosão.Figura 8. 8.110 .106 Figura 8.9 .

Liberdade de giro da polia. As polias dos moitões e cadernais devem ser inspecionadas quanto aos seguintes itens:      Desgaste e/ou deformações no canal do flange. Verificar também a existência de desgaste ou corrosão severa no conjunto.Inspeção de Moitões e Cadernais Deve ser verificada a ferragem da cabeça do moitão e/ou cadernal (quando giratório) quando seu giro for por esforço manual. Existência de trincas especialmente nos canais. Verificar se há marca no canal provocadas pelo cabo de aço. Figura 8. Deve ser verificada a fixação das placas laterais bem como deformações visíveis nas mesmas. Folga existente entre a polia e eixo.113 .Figura 8. Caso ocorram estas marcas a polia deve ser usinada ou substituída por outra de maior dureza. trincas e deformações em qualquer região detectáveis por inspeção visual ou com líquido penetrante.114 Figura 8. Figura 8.112 Os anéis devem ser substituídos quando forem detectados os seguintes defeitos: desgaste acima de 10% da sua dimensão original.115 Educação Profissional Figura 8.novaPDF.116 120 Created with novaPDF Printer (www.111 Inspeção de Anéis Pêra Figura 1.com) .

São mecanismos que operam segundo o princípio de atrito. 9.novaPDF.Absorver choques e vibrações: Os acoplamentos modernos devem possuir a capacidade de absorver choques provocados pela partida.CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9. obedecendo a um comando. Educação Profissional 121 Created with novaPDF Printer (www.ELEMENTOS MECÂNICOS 9.1. causando a parada da máquina.1 – Exemplo de aplicação do acoplamento NOTA: Os acoplamentos que operam por atrito são chamados de embreagem (fricção) ou freios. Esses mecanismos recebem os nomes de embreagens e de freios.com) . Acoplamento Motor Máquina Figura 9. anular os efeitos deste sobre os componentes da transmissão. reversão e sobrecargas operacionais.Atuar como fusível da transmissão: Em casos de problemas operacionais que gerem cargas adicionais sobre a transmissão. e assim. Subdividem-se em: Acoplamentos comandáveis transmitem força e movimento somente quando acionados.Unir dois eixos: Pode significar a união entre motor e máquina movida ou a união de eixos de grande comprimento. .1.1.Compensar desalinhamentos: Para maioria das aplicações os acoplamentos devem ser capazes de tolerar certos valores de desalinhamentos entre eixos ligados. além de atenuar os efeitos de vibrações geradas nas transmissões.Acoplamentos comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada poderá ser interrompida. mudança de rotação.ACOPLAMENTOS 9. . isto é.1.1).2. 9.1– Definição São elementos de máquinas destinados a unir dois eixos e transmitir torque e rotação.Funções dos acoplamentos São as principais funções de um acoplamento: . .9 .2. os acoplamentos podem romper-se. Empregam-se os acoplamentos quando se deseja transmitir um momento de rotação (movimento de rotação e forças) de um eixo motor a outro elemento de máquina movido situado coaxialmente a ele (Figura 9. antes de uma ruptura de um componente de maior valor agregado.2.

novaPDF. Subdividem-se em: Não-comandáveis Rígidos Flexíveis Torcionalmente Rígidos Torcionalmente Elásticos De engrenagem De lamelas 122 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. pneumáticos e os diretamente comandados pela máquina de trabalho. motriz e comandada. fazem a conexão entre árvores.2. também chamadas fricções.2 . hidráulicos. Elas mantêm as árvores. à mesma velocidade angular. Segundo o tipo de comando. existem os acoplamentos comandáveis manuais. Comandáveis Comandados pela força aplicada Comandados pelo momento de torção Comandados pelo sentido de rotação Comandados mecanicamente Comandados hidráulica ou pneumaticamente 9. eletromagnéticos.As embreagens. reduzir ou parar o movimento dos corpos. Os freios têm as funções de regular.com) .Acoplamentos não-comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada é permanente.

para evitar acidentes (Figura 9.2 – Exemplo de acoplamento rígido Os eixos dos acoplamentos rígidos devem ser alinhados precisamente. não absorvem choques e vibrações e não admitem desalinhamento radial. Não possuem qualquer flexibilidade. Figura 9. são torcionalmente rígidos. absorvem choques e vibrações protegendo as máquinas acopladas e não requerem lubrificação. Figura 9.Acoplamentos permanentes rígidos Os mais empregados são os flanges e luvas de união que devem ser construídas de modo que não apresentem saliências ou que estas estejam totalmente cobertas.3. em forma elástica ou em forma articulada e elástica. Compensam desalinhamento radial.3 – Tipos de desalinhamento Os acoplamentos flexíveis são construídos em forma articulada.Acoplamentos permanentes flexíveis Esses elementos são empregados para tornar mais suave à transmissão do movimento em árvores que tenham movimentos bruscos e quando não se pode garantir um perfeito alinhamento entre as árvores (Figura 128). O ajuste dos alojamentos dos parafusos deve ser feito com as partes montadas para obter o melhor alinhamento possível. Educação Profissional 123 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.1 . axial e angular.4).. axial e angular.Acoplamento elástico de pinos Os elementos transmissores são pinos de aço com mangas de borracha (Figura 9. pois estes elementos não conseguem compensar eventuais desalinhamentos ou flutuações. 9. .com) .2). são torcionalmente elásticos.3 – TIPOS DE ACOPLAMENTOS FLEXÍVEIS 9.

3.4 – Acoplamento elástico de pinos 9. Figura 9.Acoplamento elástico de grade ou gaiola de aço Consiste de dois cubos providos de flanges ranhuradas onde está montada uma grade metálica elástica que liga os cubos.3 .4 .3. encaixam-se nas aberturas do contradisco e transmitem o momento de rotação (Figura 9.7 – Acoplamentos elásticos de grade Educação Profissional 124 Created with novaPDF Printer (www.5).7).6).3.6 – Acoplamento elástico de garras 9. constituídas por tacos de borracha.5 – Acoplamentos perflex 9. Figura 9. O conjunto está alojado em duas tampas providas de junta de encosto e de retentor junto ao cubo.novaPDF.com) . Todo o espaço entre os cubos e as tampas é preenchido com graxa (Figura 9.Acoplamento elástico de garras As garras.2 .Acoplamento elástico perflex Os discos de acoplamento são unidos perifericamente por uma ligação de borracha apertada por anéis de pressão (Figura 9. Figura 9.Figura 9.

Acoplamento de engrenagens (não elástico) Os dentes possuem a forma ligeiramente curvada no sentido axial. Com apenas uma junta universal o ângulo entre as árvores não deve exceder a 15º.9 – Junta cardan ou universal 9.8).10). o que permite até 3º de desalinhamento angular. Educação Profissional 125 Created with novaPDF Printer (www.5 . A junta de articulação mais conhecida é a junta universal (ou junta cardan) empregada para transmitir grandes forças.7 . O formato dessas calhas permite que o plano de contato entre as esferas e as calhas divida. Para inclinações até 25º.Junta de articulação (não elástico) É usada para transmissão de momentos de torção em casos de árvores que formarão ângulo fixo ou variável durante o movimento. Figura 9. São classificados como não elásticos.Junta universal de velocidade constante (homocinética) Transmite velocidade constante e tem comando através de esferas de aço que se alojam em calhas.com) .Apesar de este acoplamento ser flexível. O anel dentado (peça transmissora do movimento) possui duas carreiras de dentes que são separadas por uma saliência central (Figura 9.3. as árvores devem ser bem alinhadas no ato de sua instalação para que não provoquem vibrações excessivas em serviços.8 – Exemplos de acoplamentos de engrenagens e suas características 9. sempre.6 .novaPDF. 9. usam-se duas juntas (Figura 9. Essa posição do plano de contato é que possibilita a transmissão constante da velocidade (Figura 9. o ângulo das árvores em duas partes iguais. Figura 9.9).3.3.

12 A capacidade de torque de uma embreagem cônica é maior que a de uma embreagem de disco de mesmo diâmetro. Educação Profissional 126 Created with novaPDF Printer (www.Embreagem cônica Possui duas superfícies de fricção cônicas.4. Esse ângulo não deve ser inferior a 8º para evitar o emperramento.4. para evitar o escorregamento quando a potência é transmitida.Figura 9.3 .novaPDF.10 – Junta homocinética 9. Figura 9. 9. Sua capacidade de torque aumenta com o decréscimo do ângulo entre o cone e o eixo. 9.Embreagem de disco Consiste em anéis planos apertados contra um disco feito de material com alto coeficiente de atrito. Figura 9.1 .com) .Embreagem centrífuga É utilizada quando o engate de uma árvore motora deve ocorrer progressivamente e a uma rotação predeterminada. uma das quais pode ser revestida com um material de alto coeficiente de atrito.4 .EMBREAGENS 9.11 Normalmente a força é fornecida por uma ou mais molas e a embreagem é desengatada por uma alavanca.2 .4.

novaPDF. descomprime o disco através dos pinos. Com o deslocamento do anel de grafite para a esquerda.4.com) . presa entre duas placas de aço quando a embreagem está acionada.4 .Embreagem de disco para auto-veículos Consiste em uma placa.Figura 9. completam a transmissão do torque.14 O disco de atrito é comprimido axialmente através do disco de compressão por meio das molas sobre o volante. o acoplamento é aliviado e a alavanca.4. A ponta de árvore é centrada por uma bucha de deslizamento. 9. por ação da força centrífuga.13 Os pesos. por sua vez. revestida com asbesto em ambos os lados. que se apoia sobre a cantoneira. Educação Profissional 127 Created with novaPDF Printer (www.5 . 9. empurram as sapatas que.Embreagem de disco para máquinas A cobertura e o cubo têm rasgos para a adaptação das lamelas de aço temperadas. Figura 9.

novaPDF.4.Figura 9.16 Essa escoras estão dispostas de forma tal que. Figura 9. 9. O ajuste posterior da força de atrito é feito através da regulagem do cubo posterior de apoio. são compactadas sob a ação de força centrífuga produzida pela rotação. A separação das lamelas é feita com o recuo da guia de engate por meio do molejo próprio das lamelas opostas e onduladas.7 . em um sentido de giro. e as alavancas angulares comprimem. como granalhas de aço.Embreagem seca É um tipo de embreagem centrífuga em que partículas de metal.15 A compressão é feita pelo deslocamento da guia de engate. Educação Profissional 128 Created with novaPDF Printer (www. No outro sentido. 9. as escoras se inclinam e a transmissão cessa.com) .Embreagem de escoras Pequenas escoras estão situadas no interior do acoplamento fazendo a ligação entre as árvores.6 . o pacote de lamelas.4. entrelaçam-se transmitindo o torque. assim.

Figura 9.17 As partículas estão contidas em um componente propulsor oco, dentro do qual está também um disco, ligado ao eixo acionado. A força centrífuga comprime as partículas contra o disco, acionando o conjunto.

9.4.8 - Embreagem de roda-livre ou unidirecional Cada rolete está localizado em um espaço em forma de cunha, entre as árvores interna e externa.

Figura 9.18 Em um sentido de giro, os roletes avançam e travam o conjunto impulsionando a árvore conduzida. No outro sentido, os roletes repousam na base da rampa e nenhum movimento é transmitido. A embreagem unidirecional é aplicada em transportadores inclinados como conexão para árvores, para travar o carro a fim de evitar um movimento indesejado para trás.

9.4.9 - Embreagem eletromagnética Neste tipo de embreagem, a árvore conduzida possui um flange com revestimento de atrito.

Figura 9.19 Uma armadura, em forma de disco, é impulsionada pela árvore motora e pode mover-se axialmente contra molas. Educação Profissional 129

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Uma bobina de campo, fixa ou livre para girar com a árvore conduzida, é energizada produzindo um campo magnético que aciona a embreagem. Uma característica importante da embreagem eletromagnética é poder ser comandada a distância por meio de cabo.

9.4.10 - Embreagem hidráulica Neste caso, as árvores, motora e movida, carregam impulsores com pás radiais.

Figura 9.20 Os espaços entre as pás são preenchidos com óleo, que circula nas pás quando a árvore motora gira. A roda na árvore motora atua como uma bomba, e a roda na árvore movida atua como uma turbina, de forma que a potência é transmitida, havendo sempre uma perda de velocidade devido ao escorregamento. A embreagem hidráulica tem aplicação em caixas de transmissão automática em veículos.

10 - FREIOS
São mecanismos que, para interromper um movimento, transformam energia cinética em calor. Podem ter acionamento manual, hidráulico, pneumático, eletromagnético ou automático. A seguir serão apresentados os principais tipos de freios.

10.1 - FREIO DE DUAS SAPATAS Neste caso, duas sapatas são mantidas em contato com o tambor através da ação de uma mola que o impede de rodar. Para liberar o tambor, aciona-se a alavanca de comando, que pode ser operada manualmente, por um solenóide ou por um cilindro pneumático. Esse tipo de freio é utilizado em elevadores.

Figura 10.1 130

Educação Profissional

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10.2 - FREIO A DISCO É um freio em que um ou dois blocos segmentares, de material de fricção, são forçados contra a superfície de um disco giratório.

Figura 10.2 Em automóveis, os blocos segmentares (ou pastilhas) são operados por pistões hidráulicos. Os freios a disco são menos propensos à fadiga (queda de eficiência operacional em função do tempo de utilização) que os freios a tambor.

10.3 - FREIO DE SAPATA E TAMBOR O detalhe característico deste freio é uma sapata (ou parte de uma alavanca), revestida com material de alto coeficiente de Mola Alavanca Sapatas blocos Disco giratório atrito, comprimida contra uma roda giratória (ou tambor) ligada ao órgão a frear.

Figura 10.3

10.4 - FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR É um freio em que duas sapatas curvas são forçadas para fora, contra o interior da borda de um tambor giratório.

Figura 10.4 Educação Profissional 131

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As transmissões por correias e polias apresentam as seguintes vantagens: Educação Profissional 132 Created with novaPDF Printer (www. O freio atua por compressão axial dos discos. conhecido como lona de freio. 10.6.novaPDF.FREIO MULTIDISCO Compõe-se de vários discos de atrito intercalados com disco de aço. alguns dos elementos mais antigos e mais usados são as correias e as polias. Figura 10. rebitado ou colado em sua superfície externa.6 A tensão da mola determina o instante de ação do freio.FREIO CENTRÍFUGO É um freio onde as sapatas (revestidas com asbesto) atuam. 11 .5 Os discos de aço giram em um eixo entalhado e os discos de atrito são fixados por pinos.5 . Figura 10. 10. pela ação da força centrífuga contra a ação de mola lamelares. na parte interna de um tambor.As sapatas são revestidas com material de atrito.com) .POLIAS E CORREIAS Para transmitir potência de uma árvore à outra.

As polias.POLIAS Polias são elementos mecânicos circulares. São flexíveis.2 . para funcionar. necessitam da presença de vínculos chamados correias. com ou sem canais periféricos. Quando em funcionamento. A velocidade periférica (V) é a mesma para as duas rodas.novaPDF. Figura 11. as polias e correias podem transferir e/ou transformar movimentos de um ponto para outro da máquina.1 – RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO (I) É a relação entre o número de voltas das polias (n) numa unidade de tempo e os seus diâmetros. alto coeficiente de atrito. elásticas e adequadas para grandes distâncias entre centros. Onde: D1 = da polia menor D2 = da polia maior n1 = número de voltas por minuto (rpm) da polia menor n2 = rpm da polia maior Logo: 11. Sempre haverá transferência de força. As polias trapezoidais são conhecidas pelo nome de polias em “V” e são as mais utilizadas em máquinas. Educação Profissional 133 Created with novaPDF Printer (www. As polias são classificadas em dois grupos: planas e trapezoidais.com) .1 11.  Possuem baixo custo inicial. acoplados a eixos motores e movidos por máquinas e equipamentos. elevada resistência ao desgaste e funcionamento silencioso.

O tamanho da superfície de atrito é determinado pela largura da correia e pelo ângulo de abraçamento ou contato ( ) (figura acima) que deve ser o maior possível e calcula-se pela seguinte fórmula: Para obter um bom ângulo de abraçamento é necessário que:  a relação de transmissão i não ultrapasse 6:1. quando existem polias intermediárias com diâmetros diferentes. quando existe somente uma polia motora e uma polia movida (como na figura abaixo). ou múltiplo. porém o desgaste da correia é maior. desliza e portanto não transmite integralmente a potência. No acionamento simples. na prática. do tamanho da superfície de atrito e do material da correia e das polias.4 Educação Profissional 134 Created with novaPDF Printer (www. sempre menor que a da polia motora. Figura 11.3 A correia plana permite ainda a transmissão entre árvores não paralelas.2 (D1 + D2).1.11. quando em serviço. Figura 11.1.novaPDF. Figura 11. A correia plana.Transmissão por correia plana Essa maneira de transmissão de potência se dá por meio do atrito que pode ser simples. O deslizamento depende da carga. a polia motora e a movida giram no mesmo sentido. No acionamento cruzado as polias giram em sentidos contrários e permitem ângulo de abraçamento maiores.2 A velocidade periférica da polia movida é.com) . da velocidade periférica.  a distância entre eixos não seja menor que 1.

Figura 11. A polia com superfície plana conserva melhor as correias e a polia com superfície abaulada guia melhor as correias.11. acionado por mola ou por peso. Quando a velocidade da correia supera 25m/s é necessário equilibrar estática e dinamicamente as polias (balanceamento).com) . usa-se o rolo tensionador ou esticador.3. Educação Profissional 135 Created with novaPDF Printer (www. a superfície de contato da polia plana pode ser plana ou abaulada. Para isso.5 Figura 11.1.Formato da polia plana Segundo norma DIN 111. Figura 11.7 A tensão da correia pode ser controlada também pelo deslocamento do motor sobre guias ou por sistema basculante.novaPDF.6 11.Tensionador ou esticador Quando a relação de transmissão supera 6:1. é necessário aumentar o ângulo de abraçamento da polia menor.1. O acabamento superficial deve ficar entre quatro e dez milésimos de milímetro (4 10 m).2.

para polia de pequeno diâmetro. capas de transmitir grandes potências.5-Transmissão por correia em V A correia em V é inteiriça (sem-fim) fabricada com secção transversal em forma de trapézio. couro e sintéticos Essa correia possui a face interna feita de couro curtido ao cromo e a externa de material sintético (perlon).com) .1.9 11. suporta bem os esforços e é bastante elásticas. o pêlo de camelo.novaPDF.  Material fibroso e sintéticos Não recebe emendas (correia sem-fim).Materiais para correia plana  Couro de boi Recebe emendas. Relação de transmissão até 10:1. O limite é dado por p = D + 3/2h (D = diâmetro da polia maior e h = altura da correia).Figura 11. o viscose. Figura 11. Essa combinação produz uma correia com excelente flexibilidade. própria para forças sem oscilações.  Permite uma boa proximidade entre eixos. É feita de borracha revestida por lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para absorver as forças.  Material combinado. Tem por material base o algodão.1. Educação Profissional 136 Created with novaPDF Printer (www.10 O emprego da correia em V é preferível ao da correia plana e possui as seguintes características:   Praticamente não tem deslizamento.4 . 11.8 Figura 11. o perlon e o nylon.

medindo o comprimento externo da correia. Elimina os ruídos e os choques. 11.7. Os perfis são normalizados e denominam-se formato A. Emprego de até doze correias numa mesma polia. diminuindo um dos valores abaixo e transformando o resultado em polegadas.6.1. em consequência do efeito de cunha. pode-se encontrar. o número que vai ao lado da letra.novaPDF.Perfil dos canais das polias As polias em V têm suas dimensões normalizadas e são feitas com ângulos diferentes conforme o tamanho. Dimensões normalizadas para polias em V: Educação Profissional 137 Created with novaPDF Printer (www.11 Para especificação de correias. suas dimensões são mostradas na figura a seguir. D e E.1. Menor carga sobre os mancais que a correia plana.     Partida com menor tensão prévia que a correia plana. C. 11. por aproximação. triplica em relação à correia plana. típicos da correia emendada com grampos. A pressão nos flancos. B.com) . Figura 11.Perfil e designação das correias em V A designação é feita por uma letra que representa o formato e por um número que é o perímetro médio da correia em polegada.

Relação de transmissão (i) para correias e polias em V Uma vez que a velocidade (V) da correia é constante.com) . o que anularia o efeito de cunha. a relação de transmissão está em função dos diâmetros das polias.12 O perfil dos canais das polias em V deve ter as medidas corretas para que haja um alojamento adequado da correia no canal.8. 11.Figura 11. 138 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.1.novaPDF. A correia não deve ultrapassar a linha do diâmetro externo da polia e nem tocar no fundo do canal.

novaPDF.1. são feitos com módulos 6 ou 10.com) .13 Para as correias em V.Figura 11. As polias são fabricadas de metal sinterizado. deve-se mencionar o comprimento da correia ou o número de sulcos da polia. metal leve ou ferro fundido em areia especial para precisão nas medidas em bom acabamento superficial. O diâmetro nominal calcula-se pela fórmula: Figura 11. Para a especificação das polias e correias dentadas.’ Figura 11. A relação de transmissão (i) é dada por: Educação Profissional 139 Created with novaPDF Printer (www. A força se transmite através dos flancos dos dentes e pode chegar a 400N/cm2.15 O perfil dos dentes pode ser trapezoidal ou semicircular.9-Transmissão por correia dentada A correia dentada em união com a roda dentada correspondente permite uma transmissão de força sem deslizamento. deve-se tomar o diâmetro nominal médio da polia (Dm) para os cálculos. o passo dos dentes e a largura.14 11. geralmente. As correias de qualidade têm no seu interior vários cordonéis helicoidais de aço ou de fibra de vidro que suportam a carga e impedem o alongamento.

para funcionarem adequadamente. Não apresentar as bordas trincadas.1.novaPDF. oxidadas ou com porosidade. a polia deverá ser substituída para que a correia não venha a sofrer desgastes prematuros.11 . usar uma régua paralela fazendo-a tocar toda a superfície lateral das polias. Educação Profissional 140 Created with novaPDF Printer (www. as polias em “V” exigem alinhamento. Apresentar os canais livres de graxa. exigem os seguintes cuidados:    Não apresentar desgastes nos canais. Figura 11.16 A verificação do dimensionamento dos canais das polias deve ser feita com o auxílio de um gabarito contendo o ângulo dos canais.10 . Note que a correia não ultrapassa a linha do diâmetro externo da polia nem toca no fundo do canal.com) . É recomendável. a correia assenta-se no fundo. óleo ou tinta e corretamente dimensionados para receber as correias.Cuidados exigidos com polias em V As polias.Alinhamento de polias Além dos cuidados citados anteriormente. À direita. temos uma correia corretamente assentada no canal da polia. por causa do desgaste sofrido pelo canal. À esquerda. Figura 11. Polias desalinhadas danificam rapidamente as correias e forçam os eixos aumentando o desgaste dos mancais e os próprios eixos.1. Observe as ilustrações seguintes. conforme mostra a figura. Nesse último caso. amassadas.11. para fazer um bom alinhamento.17 11.

1. Esse cuidado é necessário porque correias de marcas diferentes apresentam desempenhos diferentes.Figura 11.  Tomar cuidado para que o protetor das correias nunca seja removido enquanto a máquina estiver em operação. Quando mal aplicada ou frouxa. quando esticada demais. se necessário. verificar constantemente a tensão e ajustá-la. Influência dos defeitos das polias na posição de montagem do conjunto de transmissão. provoca a perda de velocidade e de eficiência da máquina. devem ser observados os seguintes requisitos:  Nas primeiras 50 horas de serviço. Educação Profissional 141 Created with novaPDF Printer (www. até que se possa trocar todo o jogo. é preferível trabalhar com uma correia a menos do que trocá-la por outra.  Se uma correia do jogo romper. Além disso. As velhas. Os defeitos construtivos das polias também influem negativamente na posição de montagem do conjunto de transmissão.  Nunca tentar remendar uma correia em “V” estragada.  Nas revisões de 100 horas. quanto à perpendicularidade entre as faces de apoio e os eixos dos flancos. A primeira recomendação para a manutenção das correias em “V” é mantê-las sempre limpas. e quanto ao balanceamento. As polias devem ter uma construção rigorosa quanto à concentricidade dos diâmetros externos e do furo. variando de fabricante para fabricante.12. verificar a tensão.18 11.com) . pois nesse período as correias sofrem maiores esticamentos. há quebra dos eixos ou desgaste rápido dos mancais. por estarem lasseadas.  Jogos de correias deverão ser montados com correias de uma mesma marca.Procedimentos em manutenção com correias e polias A correia é importante para a máquina. Não é aconselhável usar correias novas junto às velhas.novaPDF. o desgaste que elas sofreram e o desgaste das polias. sobrecarregam as novas. para que não provoquem danos nos mancais e eixos.

deve-se recuar a polia móvel aproximando-a da fixa.11. Esses procedimentos podem causar o rompimento das lonas e cordonéis das correias.13. deve-se girálas manualmente para que seus lados frouxos fiquem sempre para cima ou para baixo.1. antes de tensioná-las. pois se estiverem em lados opostos o tensionamento posterior não será uniforme. Educação Profissional 142 Created with novaPDF Printer (www.Colocação de correias Para colocar uma correia vinculando uma polia fixa a uma móvel. Após montar as correias nos respectivos canais das polias e. Não se recomenda colocar correias forçando-as contra a lateral da polia ou usar qualquer tipo de ferramenta para forçá-la a entrar nos canais da polia.novaPDF. Esse procedimento facilitará a colocação da correia sem perigos de danificá-la.com) .

Figura 11. sem que ocorra deslizamento.novaPDF.20 11. Deve-se verificar periodicamente se as malhas das telas estão limpas e se as telas não estão em contato direto com o sistema.  Tensão alta: reduz a vida útil das correias e dos rolamentos dos eixos das polias. Aconselha-se a colocação de telas ou grades de aço para essas proteções.19 Figura 11. bastará empurrá-la com o polegar.1.1.com) .14 . ocasionando danos prematuros.  Tensão baixa: provoca deslizamento e.22 Educação Profissional 143 Created with novaPDF Printer (www.21 11. para verificar se uma correia está corretamente tensionada. Figura 11.Tensionamento de correias O tensionamento de correias exige a verificação dos seguintes parâmetros:  Tensão ideal: deve ser a mais baixa possível.Figura 11. mesmo com picos de carga.Proteção de sistemas Todo sistema que trabalha com transmissão de correias deve ser devidamente protegido para evitar acidentes. Os tipos de proteção mais adequados são aqueles que permitem a passagem do ar para uma boa ventilação e dissipação do calor. de modo tal que ela se flexione aproximadamente entre 10 mm e 20 mm conforme ilustrado a seguir. Na prática. produção de calor excessivo nas correias. conseqüentemente.15.

A transmissão de potência é feita através do engrenamento entre os dentes da engrenagem e os elos da corrente.23 12. É.1 A transmissão por corrente normalmente é utilizada quando não se podem usar correias por causa da umidade.novaPDF.CORRENTES Um ou vários eixos podem ser acionados através de corrente. óleo.16. encurta-se a vida útil das correias. não ocorre o deslizamento. substituindo trens de engrenagens intermediárias. etc.1.Adição de cargas Um sistema de transmissão por correias deve ser calculado adequadamente. vapores.com) . Figura 11. Quando se adiciona carga ao sistema já existente. É necessário para o funcionamento desse conjunto de transmissão que as engrenagens estejam em um mesmo plano e os eixos paralelos entre si. Figura 12. ainda. de muita utilidade para transmissões entre eixos próximos. conforme comentários mostrados na ilustração. Figura 12.11.2 Educação Profissional 144 Created with novaPDF Printer (www.

médio e pesado.1. podem ser montadas até 8 correntes em paralelo. em movimentação e sustentação de contrapeso e. Figura 12.Corrente de rolos É composta por elementos internos e externos. Figura 12.2. Esta corrente é aplicada em transmissões.novaPDF. formando corrente múltipla.Corrente de dentes Nesse tipo de corrente há.1. sobre as buchas são.12.4 Figura 12. várias talas dispostas uma ao lado da outra.1 . onde as talas são permanentemente ligadas através de pinos e buchas. em transportadores.TIPOS DE CORRENTES 12. onde cada segunda tala pertence ao próximo elo da corrente.5 Várias correntes podem ser ligadas em paralelo.1 . é fabricada em tipo standard.6 12. ainda. Educação Profissional 145 Created with novaPDF Printer (www.3 Figura 12.com) . colocados rolos. com abas de adaptação. sobre cada pino articulado.

Sua característica principal é a facilidade de retirar-se qualquer elo. em alguns casos.Corrente de elos livres Esta é uma corrente especial usada para transportadores e.1.com) . pois entre eles não há diferença. igual. o passo fica. Esta corrente permite transmitir rotações superiores às permitidas nas correntes de rolos.novaPDF. Além disso.Figura 12. sendo apenas necessário suspendê-lo. Figura 12.11 Educação Profissional 146 Created with novaPDF Printer (www. 12. mesmo com o desgaste. podem ser construídas correntes bem largas e muito resistentes. pode ser usada em transmissões. É conhecida por “link chain”.8 Figura 12.7 Figura 12.3.9 Dessa maneira. de elo a elo vizinho.10 Figura 12. É conhecida como corrente silenciosa (“silent chain”).

5.12 12. Educação Profissional 147 Created with novaPDF Printer (www. separadamente. os rolos e as buchas são repuxados de chapas de aço ou enrolados de fitas de aço. Engrenagens para correntes As engrenagens para correntes têm como medidas principais o número de dentes (Z). As peças prontas são.12. possui os elos formados de vergalhões redondos soldados. forma um sólido (bloco).1. os pinos são cortados de arames de aço. o passo (p) e o diâmetro (d).14 O passo é igual à corda medida sobre o diâmetro primitivo desde o centro de um vão ao centro do vão consecutivo.Corrente de blocos É uma corrente parecida com a corrente de rolos.novaPDF.1. podendo ter um vergalhão transversal para esforço.4 .6. transportadores e em uma infinidade de aplicações. Figura 12.Corrente comum Conhecida também por cadeia de elos.Fabricação das correntes As talas são estampadas de fitas de aço. É usada nos transportadores e os blocos formam base de apoio para os dispositivos usados para transporte. beneficiadas ou temperadas para aproximadamente 60 rockwell.1.com) . com seus elos. Figura 12. cada par de rolos.13 12. É usada em talhas manuais. Figura 12. mas. porque a corrente se aplica sobre a roda em forma poligonal.

Os dentes são formados de tal modo que os rolos colocados entre eles tenham folga no flanco da frente e no flanco de trás.novaPDF. Figura 12. Educação Profissional 148 Created with novaPDF Printer (www.16 Algumas rodas possuem o perfil modificado para compensar o alargamento produzido pelo desgaste. Figura 12.1.7.Danos típicos das correntes Os erros de especificação. as laterais dos dentes são afiladas e 10% mais estreitas que a corrente.15 O perfil dos dentes corresponde ao diâmetro dos rolos da corrente e para que haja facilidade no engrenamento. O quadro a seguir mostra os principais defeitos apresentados pelas correntes e suas causas.17 12.Figura 12. instalação ou manutenção podem fazer com que as correntes apresentem vários defeitos.com) .

Armazenar a corrente coberta com uma camada de graxa e embrulhada em papel. Não usar corrente nova em rodas dentadas velhas.12. para prolongar sua vida útil.1 . Existem eixos fabricados com aços-liga. os seguintes cuidados deverão ser tomados:           Lubrificar as correntes com óleo. rolamentos materiais de vedação. lavá-la com querosene. Para efetuar a limpeza da corrente.8. Educação Profissional 149 Created with novaPDF Printer (www. pois estarão em contato permanente com buchas. os eixos transmitem potência por meio movimento de rotação. Medir o desgaste das rodas dentadas. 13 . por meio de gotas.novaPDF. de vez em quando. Quando móveis. Medir ocasionalmente o aumento do passo causado pelo desgaste de pinos e buchas. banho ou jato.1. Inverter a corrente.com) . Enxugar a corrente e mergulhá-la em óleo.EIXOS Eixos são elementos mecânicos utilizados para articular um ou mais elementos de máquinas. altamente resistentes. Os eixos com médio teor de carbono exigem um tratamento térmico superficial. deixando escorrer o excesso. Nunca colocar um elo novo no meio dos gastos. Verificar periodicamente o alinhamento.Manutenção das correntes Para a perfeita manutenção das correntes. 13.CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS A maioria dos eixos é construída em aço com baixo e médio teor de carbono.

Suas extremidades são chanfradas para evitar o rebarbamento e suas arestas internas são arredondadas para evitar a concentração de esforços localizados. com degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles.13.3 .2 .3 13. ranhurados ou flexíveis.Eixos vazados São mais resistentes aos esforços de torção e flexão que os maciços. Uma chaveta é utilizada para evitar a rotação relativa.2. Figura 13. 13.Eixos roscados Possuem algumas partes roscadas que podem receber porcas capazes de prenderem outros componentes ao conjunto. cônicos.2. como os motores de aviões.2.2 13.2 .CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS Quanto à seção transversal.novaPDF. roscados. Figura 13. vazados. Empregam-se esses eixos quando há necessidade de sistemas mais leves e resistentes. Figura 13.2. A parte ajustável tem formato cônico e é firmemente fixada por meio de uma porca. os eixos são circulares e podem ser maciços.1 13.1 . Educação Profissional 150 Created with novaPDF Printer (www.Eixos cônicos Devem ser ajustados num componente que possua furo de encaixe cônico.4 .Eixos maciços Apresentam a seção transversal circular e maciça.com) .

Figura 13.Figura 13. parafusos. e a união com o motor é feita com uma braçadeira especial munida de rosca. Educação Profissional 151 Created with novaPDF Printer (www. porém exige os seguintes cuidados: Verificar a existência de elementos de fixação (anéis elásticos. 13. Os eixos flexíveis são empregados para transmitir movimento a ferramentas portáteis que operam com grandes velocidades e com esforços não muito intensos.novaPDF. Verificar se existe. O conjunto é protegido por meio de um tubo flexível.Eixos ranhurados Apresentam uma série de ranhuras longitudinais em torno de sua circunferência. na face do eixo. O furo é construído para facilitar a desmontagem do eixo por meio de um dispositivo para sacá-lo.2.com) . pinos de posicionamento e chavetas) e retirá-los antes de sacar o eixo. Os eixos ranhurados são utilizados quando é necessário transmitir grandes esforços.6.Eixos flexíveis Consistem em uma série de camadas de arame de aço enrolado alternadamente em sentidos opostos e apertado fortemente.4 13. pinos cônicos.2.5 .7-Desmontagem de eixos A desmontagem de eixos é aparentemente simples e fácil.5 13. As ranhuras engrenam-se com os sulcos correspondentes das peças a serem montadas neles. um furo com rosca.2.

6 Nunca bater com martelo na face do eixo. Danos no furo de centro impedem posteriores usinagens.Montagem de eixos A montagem de eixos exige atenção. recomenda-se usar um material protetor e macio como o cobre para receber as pancadas.  Não permitir a presença de nenhuma rebarba no eixo. além de produzir danos no furo de centro. os seguintes cuidados deverão ser observados:  Efetuar limpeza absoluta do conjunto e do eixo para diminuir o desgaste por abrasão. organização e limpeza rigorosa. Educação Profissional 152 Created with novaPDF Printer (www.  Verificar se as tolerâncias das medidas do eixo estão corretas usando paquímetro ou micrômetro. o eixo deverá ser guardado em local seguro para não sofrer empenamentos ou outros danos. cuidando para não bater nas bordas do eixo. Após a desmontagem. especialmente se o eixo for muito comprido. 13.8.  Não permitir a presença de nenhum arranhão no eixo para não comprometer seu funcionamento e não provocar danos no mancal. retificadora cilíndrica e fresadora) entre pontas.com) .2.  Colocar os retentores cuidadosamente para não provocar desgastes no eixo e vazamentos de lubrificante. onde seria fixado à máquina (torno.  Pré-lubrificar todas as peças para que elas não sofram desgastes até o instante da chegada do lubrificante quando a máquina for posta para funcionar.Figura 13.7 Se realmente for necessário bater no eixo para sacá-lo. não deixando que o eixo passe pelo mancal. As pancadas provocam encabeçamento. Figura 13.novaPDF. Além desses fatores.

13.2.9- Danos típicos sofridos pelos eixos Os eixos sofrem dois tipos de danos: quebra e desgaste. A quebra é causada por sobrecarga ou fadiga. A sobrecarga é o resultado de um trabalho realizado além da capacidade de resistência do eixo. A fadiga é a perda de resistência sofrida pelo material do eixo, devido às solicitações no decorrer do tempo. O desgaste de um eixo é causado pelos seguintes fatores:      Engripamento do rolamento; Óleo lubrificante contaminado; Excesso de tensão na correia, no caso de eixos-árvore acionados por correias; Perda de dureza por superaquecimento; Falta de lubrificante.

14 -TRAVAS
As uniões roscadas são submetidas a vibrações e podem soltar-se por essa razão. Para evitar isso, colocam-se travas e arruelas nas porcas ou parafusos. Existem dois tipos de travas:  Trava por fechamento de forma - é a mais segura e impede o afrouxamento da união.

Figura 14.1

Figura 14.2

Figura 14.3 Educação Profissional 153

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 Trava por fechamento de forças - esta trava estabelece uma força de compressão entre as peças, o que aumenta o atrito e dificulta o afrouxamento da união, mas não impede totalmente a soltura.

Figura 14.4

Figura 14.5

Figura 14.6

Figura 14.7

Figura 14.8

Figura 14.9

14.1 - CHAVETAS Chaveta é um corpo prismático que pode ter faces paralelas ou inclinadas, em função da grandeza do esforço e tipo de movimento que deve transmitir. É construída normalmente de aço. A união por chaveta é um tipo de união desmontável, que permite às árvores transmitirem seus movimentos a outros órgãos, tais como engrenagens e polias.

14.1.1- Classificação e características Chaveta de cunha (ABNT-PB-121) Empregada para unir elementos de máquinas que devem girar. Pode ser com cabeça ou sem cabeça, para facilitar sua montagem e desmontagem. Sua inclinação é de 1:100, o que permite um ajuste firme entre as partes.

Figura 14.10 Educação Profissional 154

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Figura 14.11

O princípio da transmissão é pela força de atrito entre as faces da chaveta e o fundo do rasgo dos elementos, devendo haver uma pequena folga nas laterais.

Figura 14.12 Havendo folga entre os diâmetros da árvore e do elemento movido, a inclinação da chaveta provocará na montagem uma determinada excentricidade, não sendo, portanto aconselhado o seu emprego em montagens precisas ou de alta rotação.

Figura 14.13 A figura a seguir mostra o modo de sacar a chaveta com cabeça.:

Figura 14.14 Educação Profissional 155

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14.1.2- Chaveta encaixada (DIN 141, 490 e 6883) É a chaveta mais comum e sua forma corresponde ao tipo mais simples de chaveta de cunha. Para facilitar seu emprego, o rasgo da árvore é sempre mais comprido que a chaveta. A mínimo = 2 . comprimento da chaveta

Figura 14.15

14.1.3 - Chaveta meia-cana (DIN 143 e 492) Sua base é côncava (com o mesmo raio do eixo). Sua inclinação é de 1:100, com ou sem cabeça. Não é necessário rasgo na árvore, pois transmite o movimento por efeito do atrito, de forma que, quando o esforço no elemento conduzido é muito grande, a chaveta desliza sobre a árvore.

Figura 14.16

14.1.4 - Chaveta plana (DIN 142 e 491) É similar a chaveta encaixada, tendo, porém, no lugar de um rasgo na árvore, um rebaixo plano. Sua inclinação é de 1:100 com ou sem cabeça. Seu emprego é reduzido, pois serve somente para a transmissão de pequenas forças.

Figura 14.17 14.1.5 - Chaveta tangencial (DIN 268 e 271) É formada por um par de cunhas com inclinação de 1:60 a 1:100 em cada rasgo. São sempre utilizadas duas chavetas e os rasgos são posicionados a 120º. Educação Profissional 156

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A designação tangencial é devido a sua posição em relação ao eixo. Por isso, e pelo posicionamento (uma contra a outra), é muito comum o seu emprego para transmissão de grandes forças, e nos casos em que o sentido de rotação se alterna.

Figura 14.17

Figura 14.18

14.1.6- Chaveta transversal Aplicada em uniões de órgãos que transmitem movimentos não só rotativos como também retilíneos alternativos. Quando é empregada em uniões permanentes, sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50. Se a união necessita de montagens e desmontagens frequentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15. Dupla (inclinação nos dois lados) Simples (inclinação em um lado)

Figura 14.19 14.1.7 - Chaveta paralela (DIN 269) É normalmente embutida e suas faces são paralelas, sem qualquer conicidade. O rasgo para o seu alojamento tem o seu comprimento. As chavetas embutidas nunca têm cabeça e sua precisão de ajuste é nas laterais, havendo uma pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e o fundo do rasgo elemento conduzido.

Figura 14.20 Educação Profissional 157

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A transmissão do movimento e das forças é feita pelo ajuste de suas faces laterais com as do rasgo da chaveta. A chaveta paralela varia quanto à forma de seus extremos (retos ou arredondados) e quanto à quantidade de elementos de fixação à árvore. Pelo fato de a chaveta paralela proporcionar um ajuste preciso na árvore não ocorre excentricidade, podendo, então, ser utilizada para rotações mais elevadas. É bastante usada nos casos em que o elemento conduzido é móvel.

Figura 14.21 14.1.8- Chaveta de disco ou meia-lua tipo woodruff (DIN 496 e 6888) É uma variante da chaveta paralela, porém recebe esse nome porque sua forma corresponde a um segmento circular. É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a montagem e se adaptar a conicidade do fundo do rasgo do elemento externo.

Figura 14.22

14.2 - ANEL ELÁSTICO É um elemento usado para impedir o deslocamento axial, posicionar ou limitar o curso de uma peça deslizante sobre um eixo. Conhecido também por anel de retenção, de trava ou de segurança. Deslocamento axial é o movimento no sentido longitudinal do eixo. Fabricado de aço para molas, tem a forma de anel incompleto, que se aloja em um canal circular construído conforme normalização.

14.2.1 - Tipos de anéis elásticos e aplicações Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 1000mm. Trabalha externamente - DIN 471.

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23 Aplicação: para furos com diâmetro entre 9.com) .DIN 472. Trabalha internamente .Figura 14. Figura 14. Trabalha externamente . Figura 14.DIN 6799.24 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 8 e 24mm.5 e 1000mm. Figura 14.novaPDF.26 Educação Profissional 159 Created with novaPDF Printer (www.25 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 390mm para rolamentos.

acabamento superficial. fixação e transmissão de potência. Figura 14.com) .29 Os pinos se diferenciam por suas características de utilização.3 . material e tratamento térmico.Anéis de secção circular .28 Figura 14. 160 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. forma.PINOS É uma peça geralmente cilíndrica ou cônica.27 14.para pequenos esforços axiais. Figura 14. Figura 14.30 Os alojamentos para pinos devem ser calibrados com alargador que deve ser passado de uma só vez pelas suas peças a serem montadas.novaPDF. oca ou maciça que serve para alinhamento. tolerâncias dimensionais.

Figura 14.33 14.com) . maior o risco de cisalhamento e menor a precisão no ajuste. para diminuir os esforços de corte.1. Quanto menor proximidade entre os pinos. estão sujeitos é o de cisalhamento. de modo geral.3. revenido e retificado.novaPDF.Pino cilíndrico paralelo Pino de ajuste (guia) temperado É feito de aço-prata ou similar e é temperado.Figura 14. Pode resistir a grandes esforços transversais e é usado em diversas montagens.31 Esta calibragem é dispensada quando se usa pino estriado ou pino tubular partido (elástico). geralmente associado a parafusos e prisioneiros. Educação Profissional 161 Created with novaPDF Printer (www. Por isso os pinos com função de alinhar ou centrar devem estar a maior distância possível entre si. Figura 14.32 O principal esforço a que os pinos.

Figura 14.34 Pode ser liso. A precisão destes pinos é j6. polias. isto é.35 Todos os pinos que apresentam furo ou rosca são usados como eixo para articulações ou para suportar rodas. Tem por diâmetro nominal o diâmetro menor.3.Pino de segurança É usado principalmente em máquinas-ferramentas como pino de cisalhamento.3. Figura 14. cabos. 14. Figura 14. m6 ou h8.3.com) .3. é temperado ou não e retificado.Pino cônico Feito geralmente de aço-prata.2. com ponta roscada e cabeça.novaPDF.37 Existem pinos cônicos com extremidade roscada a fim de mantê-los fixos em casos de vibrações ou sacá-los em furos cegos. 14.Figura 14.36 14.Pino de união Tem funções secundárias como em dobradiças para caixas metálicas e móveis. em caso de sobrecarga esse pino se rompe para que não quebre um componente de maior importância. para que se use a broca com essa medida antes de calibrar com alargador. etc. com cabeça provida de ressalto para evitar o giro.4. com cabeça e furo para cupilha. liso com furo para cupilha. Educação Profissional 162 Created with novaPDF Printer (www.

além do que é possível compensar eventual desgaste ou alargamento do furo.40 O pino cônico tem largo emprego na construção de máquinas.41 Figura 14.5.38 Figura 14. Seu uso dispensa o furo alargado. A forma e o comprimento do entalhes determinam os tipos de pinos.Pino estriado A superfície externa do pino estriado apresenta três entalhes e respectivos rebordos. Figura 14. Educação Profissional 163 Created with novaPDF Printer (www.39 Figura 14. O uso destes pinos dispensa o acabamento e a precisão do furo alargado.Figura 14. Quando introduzido.novaPDF.42 14.3. é fabricado de fita de aço para mola enrolada. a fenda permanece aberta e elástica gerando o aperto. pois permite muitas desmontagens sem prejudicar o alinhamento dos componentes.Pino tubular fendido Também conhecido como pino elástico.6.com) . pino de ajuste e pino de segurança.3. 14. Este elemento tem grande emprego como pino de fixação.

Cupilha ou contrapino Trata-se de um arame de secção semicircular dobrado de tal forma a obter-se um corpo cilíndrico e uma cabeça.com) . Figura 14. A tabela 1 demonstra as vantagens dos mancais de rolamentos sobre os de deslizamento.7.Figura 14.44 Figura 14. com fenda ondulada cujos cantos estão opostos entre si.47 Nota:Um pino qualquer ao se quebrar deve ser substituído por outro com as mesmas características de forma. tratamento e acabamento. Figura 14. material.MANCAIS São elementos de máquinas destinados a apoiar e condicionar o movimento de eixos e outros componentes.novaPDF.46 14. Isto proporciona uma força de ajuste maior em relação ao pino elástico comum.1 – Vantagens dos rolamentos sobre os mancais de deslizamento Educação Profissional 164 Created with novaPDF Printer (www. 15 . A cupilha é usada principalmente para travar porcas-castelo.3. Seu funcionamento baseia-se no principio do atrito de deslizamento ou de rolamento. Tabela 15.45 Há um pino elástico especial chamado Connex.43 Figura 14.

15.suportam tanto carga axial quanto radial. Os rolamentos são simplesmente rolamentos de máquinas constituídos por dois anéis de aço separados por uma ou mais fileiras de esferas ou rolos (Figura 15.2 . encontrados nos mancais de deslizamento.1 – Estrutura de um rolamento de esferas Essas esferas ou rolos são mantidos eqüidistantes por meio do separador ou gaiola a fim de distribuir os esforços e manter concêntricos os anéis. O anel externo (capa) é fixado na peça ou na caixa e o anel interno é fixado diretamente ao eixo.2). Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas.1.15. b) Axiais .1 . os rolamentos podem ser: a) Radiais . Figura 15.MANCAIS DE ROLAMENTO Quando se buscou diminuir sensivelmente os problemas de atrito de resistência à alta velocidade. destacamos alguns tipos: . 15.1 . por conseguinte.1. chegaram-se-se aos mancais de rolamento ou simplesmente rolamentos.com) .1).não podem ser submetidos a cargas radiais.2 – Rolamento rígido de esferas Educação Profissional 165 Created with novaPDF Printer (www.Rolamento rígido de uma carreira de esferas: É o mais comum dos rolamentos.Classificação dos rolamentos Quanto ao tipo de carga que suportam.Tipos de rolamentos Diversos tipos de rolamentos foram desenvolvidos ao longo dos anos agregando várias tecnologias. Figura 15.suportam cargas radiais e leves cargas axiais. Sua capacidade de ajustagem angular é limitada. c) Mistos . é necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa (Figura 15.novaPDF.

deve sempre ser montado contraposto a um outro rolamento que possa receber a carga axial no sentido contrário (Figura 15.5 – Rolamento de rola cilíndrico . o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular.5). compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15.4).Rolamento autocompensador de esferas: É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no anel externo.3 – Rolamento de esferas de contato angular .6).6 – Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos Educação Profissional 166 Created with novaPDF Printer (www. portanto.3). Figura 15. ou seja.. Figura 15.novaPDF.4 – Rolamento autocompensador de esferas .Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos: Seu emprego é particularmente indicado para construções em que se exige uma grande capacidade de suportar carga radial e a compensação de falhas de alinhamento (Figura 15. Figura 15.Rolamento de rolo cilíndrico: É apropriado para cargas radiais elevadas e seus componentes são separáveis. o que facilita a montagem e desmontagem (Figura 15.com) . Figura 15.Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas: Admite cargas axiais somente em um sentido.

Rolamento de rolos cônicos: Além de cargas radiais.Rolamento autocompensador com duas carreiras de rolos: É um rolamento para os mais pesados serviços.9).. os rolamentos de rolos cônicos também suportam cargas axiais em um sentido. existe uma distribuição uniforme de carga (Figura 15. Devido ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas. é necessária a atuação permanente de uma determinada carga axial mínima (Figura 15. Para que as esferas sejam guiadas firmemente em suas pistas.8 – Rolamento de rolos cônicos .8). Figura 15. um contra o outro (Figura 15.7). de modo geral torna-se necessário montar os anéis aos pares.7 – Rolamento autocompensador de rolos .com) .novaPDF.9 – Rolamento axial de esfera Educação Profissional 167 Created with novaPDF Printer (www. Os rolos são de grande diâmetro e comprimento. Os anéis são separáveis. Como só admitem cargas axiais em um sentido. O anel interno e o externo podem ser montados separadamente. porém. não podem ser submetidos a cargas radiais. Figura 15.Rolamento axial de esfera: Ambos os tipos de rolamento axial de esfera (escora simples e escora dupla) admitem elevadas cargas axiais. Figura 15.

   Educação Profissional 168 Created with novaPDF Printer (www. também pode suportar consideráveis cargas radiais. d  500 mm . geralmente em máquinas pequenas.Rolamento de agulhas: Possui uma secção transversal muito fina.11). sempre em maquinaria pesada.1.novaPDF. Por esta norma.Série de rolamentos que é razoavelmente usada industrialmente.3 . Figura 15. 20  d < 500 mm . Figura 15.Série de rolamentos mais usada industrialmente esta é a série de maior importância prática. 10  d < 20 mm . em comparação com os rolamentos de rolos comuns.Rolamento axial autocompensador de rolos: Possui grande capacidade de carga axial e. em função do pequeno diâmetro interno. A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento a propriedade de alinhamento angular. conforme se observa no resumo apresentado abaixo:  0 < d < 10 mm – Série de rolamentos pouco usada.Série de rolamentos razoavelmente usada industrialmente. compensando possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15.10 – Rolamento axial autocompensador de rolos .11 – Rolamento de agulhas 15. devido à disposição inclinada dos rolos. a designação é construída de acordo com a variação do diâmetro interno do rolamento (d). A Norma mais utilizada é a ISO.Designação dos rolamentos Os mancais de rolamentos têm designações alfanuméricas que auxiliam na sua identificação e padronização. É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado (Figura 15..com) .10).

diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. H – altura de rol.Tipos de Rolamentos e Suas Dimensões Padronizadas D – diâmetro externo.. axiais. Y = 8  d = 8 mm Y = 9  d = 9 mm 10  d < 20 mm 20  d < 500 mm Educação Profissional 169 Created with novaPDF Printer (www. este apresenta o seguinte esquema XXY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY .com) .diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. B – largura de rolamentos radiais... cônicos. YY YY … = 04  d = 20 mm = 05  d = 25 mm = 06  d = 30 mm = 50  d = 250 mm = 51  d = 255 mm YY YY YY YY = 00 = 01 = 02 = 03     d = 10 mm d = 12 mm d = 15 mm d = 17 mm Valores para o diâmetro interno [d] Y = 1  d = 1 mm Y = 2  d = 2 mm Y = 3  d = 3 mm .. d – diâmetro interno. Radial Cônico Axiais Esquema comum de designações para rolamentos Variação do diâmetro interno [d] Esquema de Designação (Norma ISO) X X X / Y 0 < d < 10 mm Onde: XXX – série do rolamento Y . este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY . T – largura de rol.novaPDF.d/5 YY YY YY .

d  500 mm Onde: XXX – série do rolamento YYY. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X / YYY....novaPDF. .com) .diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. Observação 2: Quando algum número é omitido na série do rolamento. este apresenta o seguinte esquema XX/YYY.Observação 1: d/5 = diâmetro interno dividido por 5.. Principais séries de rolamentos para indústria Tipo de Rolamento Série YY = 95  d = 475 mm YY = 96  d = 480 mm YYY = 500  d = 500 mm YYY = 643  d = 643 mm YYY = 750  d = 750 mm … YYYY = 1000  d = 1000 mm YYYY = 1500  d = 1500 mm Série do tipo 6 6 6 6 6 6 6 6 6 16 6 16 6 6 NU NU NU NU NU NU NJ NJ NJ NJ NJ NUP NUP Série de Largura (1) (1) (1) (0) (0) (0) 2 (0) 2 (0) 3 (0) 1 1 1 (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 Rolamentos rígidos ou fixos de uma carreira de esferas Rolamentos de uma carreira de rolos cilíndricos 68 69 60 62 63 64 623 63 622 161 630 160 619 618 NU10 NU2 NU22 NU3 NU23 NU4 NJ2 NJ22 NJ3 NJ23 NJ4 NUP2 NUP22 Série do diam. externo 8 9 0 2 3 4 3 3 2 1 0 0 9 8 0 2 2 3 3 4 2 2 3 3 4 2 2 170 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www..

NUP3 NUP23 NUP4 N10 N2 N3 N4 NF2 NF3 NF4

NUP NUP NUP N N N N NF NF NF

(0) 2 (0) 1 (0) (0) (0) (0) (0) (0)

3 3 4 0 2 3 4 2 3 4

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo NA NA NA NA HK BK 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 2

Série de Largura 4 4 5 6 não há não há 2 2 3 3 0 2 3 0 2 3 3 4 3 4 2 3 1 2 1 1 1 1 2 2 2 3 3 3 9

Rolamentos radiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

NA48(NSK) NA49(NSK) NA59(NSK) NA69(NSK) HK(SKF) BK(SKF) 329 320 330 331 302 322 332 303 323 230 239 240 231 241 222 232 213 223 511 512 513 514 522 523 524 532 533 534 292

Série do diam. externo 8 9 9 9 não há não há 9 0 0 1 2 2 2 3 3 0 9 0 1 1 2 2 3 3 1 2 3 4 2 3 4 2 3 4 2 171

Rolamentos de rolos cônicos

Rolamentos autocompensadores de rolos

Rolamentos axiais de esferas ou escora simples

Rolamentos axiais

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autocompensadores de rolos

Rolamentos autocompensadores de esferas

293 294 10 12 13 22 23 112

2 2 1 1 1 2 2 1

9 9 (1) (0) (0) (2) (2) 1

3 4 0 2 3 2 3 2

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo 7 7 7 7 (0) (0) 4 4 5 5 5 5 5 5 QJ QJ NNU NNU AXK

Série de Largura (1) (1) (0) (0) 3 3 (2) (2) 4 2 4 2 4 2 (0) (0) 4 3 Não há

Rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular

Rolamentos de duas carreiras de esferas de contato angular Rolamentos rígidos ou fixos de duas carreiras de esferas Rolamentos axiais de duas carreiras de esferas ou escora dupla

Rolamentos de Rolamentos de quatro pontos de contato Rolamentos de duas carreiras de rolos cilíndricos Rolamentos axiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

79 70 72 73 33 32 43 42 544 524 543 523 542 522 QJ3 QJ2 NNU49 NN30 AXK

Série do diam. externo 9 0 2 3 3 2 3 2 4 4 3 3 2 2 3 2 9 0 Não há

OBSERVAÇÕES: há alguns casos particulares em que a norma ISO não é aplicada por algum fabricante Tipo de Rolamento Esquema de Designação Z X X Y Y Rolamento radial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rol. de agulhas, se for igual a HK é um rolamento sem fundo, se for BK é um rolamento com fundo; Educação Profissional Exemplo Designação - BK 1012 Rolamento radial de agulhas, com fundo, diâmetro interno de 10 mm e largura 12 mm.

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XX - diâmetro interno YY - largura do rolamento.

Z X X Y Y Rolamento axial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rolamento, neste caso AXK. XX - diâmetro interno YY - diâmetro externo.

Designação - AXK 1730 Rolamento axial de agulhas, diâmetro interno de 17 mm e diâmetro externo 30 mm.

15.2 - MANCAIS DE DESLIZAMENTO São conjuntos destinados a suportar as solicitações de peso e rotação de eixos e árvores. Os mancais estão submetidos ao atrito de deslizamento que é o principal fator a considerar para sua utilização.

15.2.1 - Classificação dos mancais Pelo sentido das forças que suportam, os mancais classificam-se em: axiais (Figura 15.12), radiais (Figura 15.13) e mistos (Figura 15.14).

Figura 15.12 – Mancal axial

Figura 15.13 – Mancal radial

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2.2.2 .16 – Detalhes construtivos de um mancal radial inteiriço Educação Profissional 174 Created with novaPDF Printer (www. Podem ser construídos para girar em sentido único ou em duplo sentido.Figura 15.Mancal inteiriço: Feito geralmente de ferro fundido e empregado como mancal auxiliar embuchado ou não.16). Figura 15.15 – Detalhes construtivos de um mancal axial .Formas construtivas dos mancais Os mancais. A bucha pode ser dispensada em casos de pequena solicitação. em sua maioria.15). Figura 15.com) . 15. Suporta esforços radiais (Figura 15.Mancal axial: Feito de ferro fundido ou aço tem como fator principal à forma da superfície que deve permitir uma excelente lubrificação.3 – Tipos de mancais de deslizamento . são constituídos por uma carcaça e uma bucha. sendo importante em sua consecução os entalhes para lubrificação (Figura 15.14 – Mancal misto 15.novaPDF.

latão. Figura 15. para facilitar a acomodação à forma do eixo. ligas de cobre sinterizado com adição de chumbo ou estanho ou grafite em pó. para evitar defeitos e cortes na superfície.2.18).4 . g) Coeficiente de dilatação semelhante ao do aço. para facilitar o alisamento da superfície.17).Mancal ajustável: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado.Materiais para buchas Os materiais para buchas devem ter as seguintes propriedades: a) Baixo módulo de elasticidade. para efeito de limpar a película lubrificante. Empregado para exigências médias (Figura 15. Os materiais mais usados são: bronze fosforoso.Mancal reto bipartido: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado com buchas de bronze ou casquilhos de metal antifricção. materiais plásticos como o náilon e o politetrafluretileno (teflon). Empregado geralmente em tornos e máquinas que devem funcionar com folga constante (Figura 15. d) Boa capacidade de absorver corpos estranhos. e) Resistência à compressão. Os sinterizados são autolubrificantes por serem mergulhados em óleo quente após sua fabricação. Educação Profissional 175 Created with novaPDF Printer (www.18 – Detalhes construtivos de um mancal radial bipartido 15. ligas de alumínio.novaPDF.. b) Baixa resistência ao cisalhamento. à fadiga. Figura 15. f) Boa condutibilidade térmica. Este processo faz com que o óleo fique retido na porosidade do material e com o calor do trabalho venha à superfície cumprir sua função. A bucha tem sempre forma que permite reajuste radial. bronze ao chumbo. metal antifricção. c) Baixa soldabilidade ao aço.com) . à temperatura de trabalho e à corrosão.17 – Detalhes construtivos de um mancal radial ajustável .

1 . possuem uma enorme gama de medidas para cada tipo de vedador.ELEMENTOS DE VEDAÇÃO 16.novaPDF. e a entrada de sujeira ou pó.com) .1). gaxetas e guarnições.1 – Exemplo de vedação estática b) Vedação dinâmica: Existe movimento de qualquer das partes com o elemento de vedação (Figura 16. retentores.16 . a) Vedação estática: Não existe movimento considerado entre as parte envolvidas (Figura 16. b) Vedação dinâmica.2 – Tipos de vedadores Existe uma grande variedade de vedadores. Figura 16. a desgaste e a envelhecimento. São fabricadas a partir de vários materiais escolhidos de acordo com o produto a ser vedado e o meio externo de Educação Profissional 176 Created with novaPDF Printer (www.Classificação dos elementos de vedação a) Vedação estática. a calor. Em função da solicitação as vedações são feitas em diversos formatos e diferentes materiais. Além disso. 16.1 – VEDADORES São elementos destinados a proteger máquinas ou equipamentos contra a saída de líquidos e gases. a pressão. As partes a serem vedadas podem estar em repouso ou movimento. Uma vedação deve resistir a meios químicos. O desempenho do elemento de vedação depende de sua capacidade de preencher os espaços entre as peças envolvidas. São genericamente conhecidas como juntas.1.1. Figura 16. uma vez que são desenvolvidos para atender aos mais variados projetos de máquinas. Juntas: Exercem a vedação de forma estática nas máquinas e equipamentos.2).2 – Exemplo de vedação dinâmica 16.

novaPDF. A ordem de aperto dos parafusos tem de ser respeitada para uniformizar a massa (Figura 16.  Junta plástica ou veda junta . Exemplos de juntas: Papelão hidráulico: Fabricado a partir de amianto ou não amianto com borrachas e ligantes (Figura 16.são produtos químicos em pasta usados em superfícies rústicas ou irregulares. Poliuretano estão sendo cada vez mais utilizados pela sua capacidade de vedação e resistência à deterioração (Figura 16.3 – Junta de papelão hidráulico Juntas de borracha: Fabricadas em borracha natural ou sintética (Figura 16.4).4 – Exemplo de juntas de borracha Juntas de plástico: Especialmente os polímeros do tipo Nylon.5).6). Existem tipos que se erigissem e são usados para alta pressão. também. Figura 16.trabalho. alumínio cobre latão ou ligas são muito utilizadas na mecânica. Teflon.5 – Exemplos de juntas de plástico (Teflon) Juntas metálicas: Fabricadas em aço. e tipos semi-sectivos que mantêm a elasticidade para compensar a dilatação. especialmente em aplicações sob altas temperaturas. Figura 16. como auxiliares nas vedações com guarnições de papelão ou cortiça.3). Empregados. acabamento das superfícies a vedar. Figura 16. entre outros. Educação Profissional 177 Created with novaPDF Printer (www. além de outros fatores como pressão interna do produto a vedar.com) .

entre outras (Figura 16. Figura 16.6 – Aplicação de junta plástica Anel tipo “0” de borracha e secção circular . tem perfil labial e veda principalmente peças móveis. Figura 16.9). É um dos elementos de vedação mais comum.com) .9 – Exemplos de vedação com retentores Educação Profissional 178 Created with novaPDF Printer (www.usados em diversas aplicações.8). motores de combustão interna.novaPDF. Alguns tipos possuem uma carcaça metálica para ajuste no alojamento. válvulas em geral. Podem ser usados para vedação elástica ou dinâmica (Figura 16.7 – Exemplos de aplicações dos anéis tipo “O” Figura 16.é feito de borracha ou couro.8 – Exemplos de tipos anel “O” Retentor . também apresentam um anel de arame ou mola helicoidal para manter a tensão ao vedar (Figura 16.Figura 16. tais como vedações em componentes hidráulicos e pneumáticos.7).

para serem recortadas. ou em anéis já prontos para a montagem (Figura 16.10).Gaxetas: São conhecidos por gaxeta os elementos vedantes que permitem ajustes à medida que a eficácia da vedação vai diminuindo. Educação Profissional 179 Created with novaPDF Printer (www. São utilizadas principalmente em bombas centrífugas e válvulas (Figura 16. A vedação exercida pelo selo mecânico se processa em dois momentos: a vedação principal e a secundária (Figura 16. As gaxetas são fabricadas em forma de corda.11 – Confecção das gaxetas Selo mecânico: É um vedador de precisão que utiliza princípios hidráulicos para reter os fluídos.com) .10 – Aplicação da gaxeta Figura 16.12).novaPDF.11). Figura 16.

com a finalidade de penetrar por entre as faces seladoras e mantê-las afastadas uma da outra. f) Carvão. indústria da construção (bomba de submersão). corrosivos ou inflamáveis. isto é. Funcionamento do selo mecânico: A grande quantidade de calor gerada nas faces seladoras devido ao atrito entre as superfícies pode dar origem à falhas e desgastes do selo. reduz a perda de potência da bomba. indústria têxtil (bombas de tintura). substitui-se o atrito sólido pelo atrito fluído. c) A vazão ou fuga do produto em operação é mínima ou invisível. energia (bombas de climatização de caldeira). indústria química (bombas padronizadas). conseqüentemente. d) Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão normais do eixo rotativo. f) Permite operar com segurança fluídos tóxicos.com) . para evitar que isso aconteça. b) Teflon. usinas termoelétricas e nucleares. tratamento de água e esgoto (bombas de lama bruta).novaPDF. faz-se circular um líquido adequado pela caixa de gaxeta. indústria de bebidas (fabricação de cerveja).12 – Aplicação do selo mecânico Vantagens do selo mecânico: a) Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de vedação. A alta temperatura deve ser mantida dentro de uma faixa tolerável e os abrasivos Educação Profissional 180 Created with novaPDF Printer (www. construção naval (bomba principal de refrigeração por água do mar). e) Reduz o tempo de manutenção. O selo mecânico é usado em equipamentos de grande importância como aqueles usados em refinarias (bombas de transporte). Os materiais empregados na fabricação dos componentes de um selo mecânico são: a) Viton. Os principais fatores que prejudicam o bom funcionamento do selo são a alta temperatura e os abrasivos. b) Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha. c) Buna Nitrílica. em que o líquido tem a função de lubrificar e refrigerar o selo. d) Grafoil.Figura 16. e) Kalrez.

h) Suspiro e dreno.devem ficar afastados da película lubrificante formada entre as faces seladoras. Isto é conseguido por meio de “sistemas auxiliares”.Dimensão dos parafusos As dimensões principais dos parafusos são:     Diâmetro externo ou maior da rosca. b) Refrigeração da sede do selo. Comprimento do corpo. 181 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.1 . sextavada. d) Lavagem ou circulação.1).com) . Figura 17. Parafusos. Altura da cabeça. g) Selo duplo.PARAFUSOS O parafuso é formado por um corpo cilíndrico roscado e por uma cabeça que pode ser hexagonal. tratamento térmico. ou seja: material. PORCAS E ARRUELAS. porcas e arruelas são peças metálicas de vital importância na união e fixação dos mais diversos elementos de máquina. a especificação completa de um parafuso e sua porca engloba os mesmos itens cobertos pelo projeto de um elemento de máquina.1 – Parafusos com cabeça sextavada e quadrada 17. 17.novaPDF.PARAFUSOS. Os sistemas auxiliares mais usados para diminuir ou evitar os problemas de funcionamento do selo são: a) Refrigeração da caixa de selagem.1. c) Lubrificação das faces seladoras. quadrada ou redonda (Figura 17. 17 . dimensionamento. Comprimento da rosca. e) Recirculação com anel bombeador. tolerâncias. Por sua importância. f) Abafamento.1 . afastamentos e acabamento.

Os parafusos podem ter rosca (Figura 17. Educação Profissional 182 Created with novaPDF Printer (www. A união dá-se através da passagem do parafuso por um furo passante na primeira peça e rosqueamento no furo com rosca da segunda peça (Figura 17. o parafuso com porca é chamado passante (Figura 17. O comprimento do parafuso refere-se ao comprimento do corpo. . 17.1.5 – Fixação parafuso com porca Figura 17.3) ou total ou parcial (Figura 17.7 e 17.4 – Parafuso com rosca total . Figura 17. Figura 17.com) .6). esta pode ser substituída por um furo com rosca em uma das peças.2 – fixação com parafuso Figura 17.Parafuso sem porca: Nos casos onde não há espaço para acomodar uma porca.2). De ponta atuante.5 e 17. Allen.3 – Parafuso com rosca parcial Figura 17. Distância do hexágono entre planos e arestas.6 – Exemplos de parafusos com porcas .novaPDF. Consiste numa barra de seção circular com roscas nas duas extremidades (Figura 17.Parafuso prisioneiro: O parafuso prisioneiro é empregado quando se necessita montar e desmontar parafuso sem porca a intervalos freqüentes. Prisioneiro.4).Tipos de parafusos Os parafusos podem ser:      Sem porca.Parafuso com porca: Às vezes. Nesse caso. Com porca.2 . a união entre as peças é feita com o auxílio de porcas e arruelas.8).

Para o aperto. Figura 17. São hexagonais.7 – Exemplo de parafuso prisioneiro Figura 17.Parafuso Allen: O parafuso Allen é fabricado com aço de alta resistência à tração e submetido a um tratamento térmico após a conformação. em alguns casos.novaPDF.10 – Exemplo de parafuso de ponta atuante 17. Figura 17. utilizasse uma chave especial: a chave Allen (Figura 17.10). Castelo. Borboleta. sextavadas.Tipos de porcas São os seguintes os tipos de porcas:     Sextavada.Parafuso Ponta Atuante: O parafuso de ponta atuante não tem cabeça e serve para fixar peças em eixos.com) . para auxiliar na regulagem. Possui fenda ou sextavado interno (Figura 17.Figura 17. quadradas ou redondas e servem para dar aperto nas uniões de peças ou.9). Educação Profissional 183 Created with novaPDF Printer (www. 17. providas de um furo roscado onde são atarraxadas ao parafuso. Cega (ou remate).9 – Fixação por parafuso allen .2.1 . Possui um furo hexagonal de aperto na cabeça.8 – Fixação por parafuso prisioneiro .2 – PORCAS Porcas são peças de forma prismática ou cilíndrica. que é geralmente cilíndrica e recartilhada.

Figura 17. coincidentes dois a dois. que se alinham com um furo no parafuso. Figura 17.13 – Exemplos de porcas cegas . Figura 17.Porca castelo: A porca castelo é uma porca hexagonal com seis entalhes radiais. uma das extremidades do furo rosqueado é encoberta. É geralmente cromada e possibilita um acabamento de boa aparência (Figura 17. Figura 17.14 – Exemplo de porca borboleta Educação Profissional 184 Created with novaPDF Printer (www.12). Geralmente fabricada em aço ou latão.13). ocultando a ponta do parafuso.Porca sextavada: A porca sextavada é o tipo mais comum.11).14).Porca borboleta: Possui saliências parecidas com asas para proporcionar o aperto manual.11 – Exemplos de porcas sextavadas . podendo ser feita de aço ou latão. esse tipo de porca é empregado quando a montagem e a desmontagem das peças são necessárias e freqüentes (Figura 17.novaPDF. de modo que uma cupilha possa ser passada para travar a porca (Figura 17. .com) . usada para fixar os parafusos nas peças (Figura 17.Porca cega (ou remate): Nesse tipo de porca. Contraporcas.12 – Exemplo de porca castelo .

Um dos meios de travar uma porca é através do aperto de outra porca contra a primeira. As arruelas de qualidade inferior. mais baratas. Evitar que a porca afrouxe. Arruela estrelada. e para sua travação são necessárias duas chaves de boca (Figura 17. com um furo no centro. no sentido do eixo) na montagem das peças. alumínio.16) Figura 17. são furadas a partir de chapas brutas.Contraporcas: As porcas sujeitas a cargas de impacto e vibração apresentam tendência a afrouxar.com) . A maioria das arruelas é fabricada em aço.Arruela lisa (ou plana): Geralmente é feita de aço e é usada sob uma porca para evitar danos à superfície e distribuir a força do aperto..1 .15 – Travamento por contraporca 17. fibra e couro são extensivamente usadas na vedação de fluidos. Suprimir folgas axiais (isto é. o que pode causar danos às máquinas. 15. As arruelas de cobre. Por medida de economia utiliza-se uma porca mais fina. Figura 17.15). mas as de melhor qualidade são usinadas e têm a borda chanfrada como acabamento (Figura 17. . são utilizadas com porcas e parafusos de latão. As arruelas servem basicamente para:      Proteger a superfície das peças. pelo qual passa o corpo do parafuso.3. Arruela de pressão.16 – Exemplos de arruelas lisas 185 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. neste caso.Tipos de arruelas Os três tipos de arruela mais usados são:    Arruela lisa. Evitar deformações nas superfícies de contato. mas o latão também é empregado. de pouca espessura. Evitar desgaste da cabeça do parafuso ou da porca.3 – ARRUELAS São peças cilíndricas.novaPDF.

17).1). Coroa Pinhão Figura 18.18 – Exemplos de arruelas estreladas 18 – ENGRENAGENS São conjuntos (um par no mínimo) de rodas dentadas destinadas à transmissão de movimento e potência.1 – Exemplo de par de engrenagens Educação Profissional 186 Created with novaPDF Printer (www. Quando a porca é apertada. as próprias rodas dentadas são chamadas de engrenagens (Figura 18. A teoria das engrenagens baseia-se nos rodetes. a de menor número de dentes é chamada de pinhão..com) . os dentes se aplainam penetrando nas superfícies da porca e da peça em contato.Arruela de pressão: A arruela de pressão consiste em uma ou mais espiras de mola helicoidal. Na linguagem corrente. Sua finalidade é transmitir o movimento de rotação de um eixo para outro.17 – Exemplo de arruela de pressão . a arruela se comprime. A arruela estrelada com dentes externos é empregada em conjunto com parafusos de cabeça chanfrada (Figura 17. Figura 17. modificando a velocidade e permitindo a transmissão de potências elevadas. gerando uma grande força de tração entre a porca e a superfície (Figura 17. As engrenagens são órgãos de contato direto e movimento misto: deslizamento e rolamento. No par de rodas dentadas.18). Os dentes são torcidos e formam pontas aguçadas. enquanto a maior é a coroa. pois as engrenagens ou rodas dentadas nada mais são do que rodetes dispondo de saliências e reentrâncias que se conduzem mutuamente e dão origem aos chamados dentes de engrenagens.Arruela estrelada (ou arruela de pressão serrilhada): é de dentes de aço de molas e consiste em um disco anular provido de dentes ao longo do diâmetro interno ou diâmetro externo. Quando a porca é apertada. Figura 17.novaPDF. feita de aço de mola de seção retangular.

18. pois é fácil de engatar. É usada em transmissão que requer mudança de posição das engrenagens em serviço. Figura 18.2.com) . por causa do ruído que produz (Figura 18. Figura 18. É mais empregada na transmissão de baixa rotação do que na de alta rotação.2 .2).3 – Engrenagens cilíndricas de dentes retos Educação Profissional 187 Created with novaPDF Printer (www.2 – Nomenclatura dos principais elementos de uma engrenagem 18.1 .TIPOS DE ENGRENAGENS 18. É o tipo mais comum de engrenagem e o de mais baixo custo.1 – NOMENCLATURA Considerando a forma construtiva das engrenagens. é importante reconhecer a denominação atribuída aos seus elementos básicos (Figura 18.3).Engrenagem cilíndrica de dentes retos Os dentes são dispostos paralelamente entre si e em relação ao eixo.novaPDF.

2 .Engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais Os dentes são dispostos transversalmente em forma de hélice em relação ao eixo.6). As duas rodas do mesmo conjunto giram no mesmo sentido (Figura 18.Engrenagem cilíndrica com cremalheira A cremalheira pode ser considerada como uma coroa dentada com diâmetro primitivo infinitamente grande.4 – Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais 18.4). Figura 18.2.4 .2.6 – Engrenagem cilíndrica com cremalheira Educação Profissional 188 Created with novaPDF Printer (www. Figura 18. Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e também para eixos que formam um ângulo qualquer entre si (Figura 18.Engrenagem cilíndrica com dentes internos É usada em transmissões planetárias e comandos finais de máquinas pesadas.18.2.5 – Engrenagem cilíndrica com dentes internos 18.com) .5).novaPDF.3 . É usada em transmissão fixa de rotações elevadas por ser silenciosa devido a seus dentes estarem em componente axial de força que deve ser compensada pelo mancal ou rolamento. É usada para transformar movimento giratório em longitudinal (Figura 18. Figura 18. permitindo uma economia de espaço e distribuição uniforme da força.

Figura 18. diminui a precisão e requer uma montagem precisa para o funcionamento adequado.6 . podendo ser menor ou maior.2.Engrenagem cilíndrica com dentes em “V” ou bi-helicoidais Conhecida também como engrenagem espinha de peixe.5 . Os dentes das rodas cônicas têm um formato também cônico. Educação Profissional 189 Created with novaPDF Printer (www.Engrenagem cônica com dentes retos É empregada quando as árvores se cruzam. Isso permite a compensação da força axial na própria engrenagem. A engrenagem cônica é usada para mudar a rotação e direção da força.novaPDF. em baixas velocidades (Figura 18.7 . Possui dentado helicoidal duplo com uma hélice à direita e outra à esquerda. Pode ser fabricada em peça única ou em duas metades unidas por parafusos ou solda.7). a engrenagem em espinha de peixe deve ser montada com precisão e uma das árvores deve ser montada de modo que flutue no sentido axial. Figura 18.8). Usam-se grandes inclinações de hélice.com) . Para que cada parte receba metade da carga. pois com este formato de dentes consegue-se o engrenamento simultâneo de dois dentes (Figura 18. o ângulo de interseção é geralmente 90º.18. eliminando a necessidade de compensar esta força nos mancais. Neste último caso só é admissível o sentido de giro no qual as forças axiais são dirigidas uma contra a outra (Figura 18.Engrenagem cônica com dentes helicoidais Empregada quando o par de rodas cônicas deve transmitir grandes potências e girar suavemente.2.8 – Engrenagem bi-helicoidais 18.9). geralmente de 30 a 45º.7 – Engrenagem cônica com dentes retos 18. o que dificulta sua fabricação.2.

77 49.69 44.61 41.04 64. A fim de manter o desgaste e a geração de calor dentro dos limites.30 24.63 37.28 40 60 6. O sem-fim e a coroa servem para transmissão entre dois eixos perpendiculares entre si.10 14.m) 4.m Nm 0 100 200 300 400 500 600 0 0.97 60. adequam-se os materiais do sem-fim (aço) e da coroa (ferro fundido ou bronze).12 68.m) em Kilograma-força. como nas engrenagens helicoidais.08 65.16 18.10 67.57 39.83 53.95 59.31 26.91 57.89 55.41 31. aparecem forças axiais que devem ser absorvidas pelos mancais.47 25.06 13.85 54.99 61.51 36.79 50.Figura 18.71 46.m = 0.10).08 5.28 15.22 21.73 47. Entre o sem-fim e a coroa produz-se um grande atrito de deslizamento.36 Educação Profissional 190 Created with novaPDF Printer (www. São usados quando se precisa obter grande redução de velocidade e conseqüente aumento de momento torsor.55 38.10197 Kgf.20 20.59 40.39 30.2.20 20 204 12.9 – Engrenagem cônica com dentes helicoidais 18.37 29.02 63.24 22.87 45.81 52.m) 1 N.76 48.32 80 8.02 11.24 50 (Kgf.06 50. Nos engrenamentos sem-fim.30 70 7.67 35. devendo o conjunto funcionar em banho de óleo (Figura 18.93 58.33 27.8 .Parafuso sem-fim e engrenagem côncava (coroa) O parafuso sem-fim é uma engrenagem helicoidal com pequeno número (até 6) de dentes (filetes).45 33.12 16.18 10 1.26 66.com) .26 23.16 70.49 34. Figura 18.65 43.35 28.18 19.63 42.22 30 3.00 62.14 69.00 10. metro (Kgf. metro (N.34 90 9.novaPDF.43 32.10 – Sem-fim coroa ANEXO Tabela de conversão de torques Newton.14 17.

97 72.pé = N.75 77.66 59.03 75.93 110.09807 9.70 9 6.50 87.80 81.05 36.356 Nm) Lbf.47 33.15 Libra força.77 101.cm Kgf.00738 0.88 30.26 128.7376 0.87 85.41 37.37 70.82 142.metro (N.95 111.41 117.26 37.pé = 12 Lbf.85 104.60 92.796 1 12 = Lbf.48 42.56 90.16 74.pé 0.pé = 1.87 61.78 100.66 95.57 33.54 89.51 84.m 0.17 12.75 58.01 5 (Lbf.81 104.90 47.99 73.32 52.84 123.0833 1 Educação Profissional 191 Created with novaPDF Printer (www.m) em libra-força.34 33.59 70.46 61.11 136.31 71.70 35.75 138.73 99.00 62.44 84.12 15.91 109.12 120.71 18.02 6.54 19.24 147.11 79.68 54.pé (Lbf.7 11.04 135.66 73.44 80.10197 0.00102 10.62 130.58 91.07 77.49 4 6 4.40 136.0885 8.60 1 1.83 64.33 132.50 103.31 3 4.94 72.45 12.55 126.61 55.825 0.54 2 1.14 21.pol Newton.novaPDF.20 25.40 28.cm N.50 22.52 88.07 17.700 800 900 1000 71.m = 0.22 86.90 75.09 10.21 105.16 82.10 59.21 71.09 78.95 41.59 16.59 47.73 69.99 112.01152 13.10197 1 0.90 127.79 102.58 88.60 69.17 63.56 27.81 19.77 119.39 56.42 18.24 67.14 29.89 146.85 108.54 46.14 101.868 86.68 134.46 141.00 93.94 89.38 45.46 85.pé) 1 N.06 80.152 0.97 8 5.11 76.56 107.49 53.12 40.28 20.m Kgf.67 4 (Nm) 5.04 66.pé Nm 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 7.00 38.43 11.m 0.m Lbf.06 116.76 39.21 9.90 44.09 63.33 48.53 145.cm = Kgf.74 8.23 47.64 45.83 32.19 44.89 108.66 28.63 76.62 93.cm 1 100 9.48 122.pé) 2.807 980.36 14.02 52.pol 0.pé 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 13.87 107.71 16.68 73.42 73.44 Fator de cálculos de torque Unidade conhecida N.11 46.54 50.28 3 2.01 1 0.92 28.33 11.23 7 5.25 68.53 65.56 64.40 59.18 143.13 80.40 82.29 90.69 10.76 53.58 = N.97 24.38 14.63 111.82 62.85 24.61 50.78 20.70 115.65 92.62 31.07 97.35 31.80 1 0.38 8.07 17.80 5 6 7 8 9 1 Lbf.98 32.90 13.78 67.43 98.0723 7.97 131.78 36.pol Lbf.95 3.01 74.59 78.26 48.16 43.69 42.34 113.05 76.83 43.88 66.48 8.851 0.02 74.233 0.09 78.11298 1.38 75.04 35.77 39.01 100 1 1.97 51.74 9.72 96.10 25.27 29.32 79.73756 Lbf.metro (1 Lbf.807 0.45 56.36 94.18 57.28 51.42 83.31 34.3558 Unidade de medição = Kgf.14 60.75 100.pé em Newton.68 96.63 31.49 23.38 81.86 16.80 50.70 97.85 78.85 40.93 27.298 135.47 70.92 58.19 26.19 124.97 54.07 49.52 36.64 14.64 94.96 2 2.71 98.197 0.92 108.02 21.04 55.45 25.71 56.48 86.28 109.52 67.42 42.24 23.13825 = Lbf.30 65.83 105.com) .73 77.76 22.35 62.21 39.

Espírito Santo: SENAI/CST. MIRSHAWKA. Valdir Aparecido dos. Rio de Janeiro: Qualitymark: Abraman. SENAI. NETO. SENAI. ROCCA. 2002.com) . Rio de Janeiro: Qualitymark: Abraman. Robison Orlando.novaPDF. 1995. Napoleão Lupes. 2003. Victor. Mecânica: Procedimento de Segurança e Higiene do Trabalho. 2002.s/ ano. Makron Books. Alan. 2003. Editora Globo. GOMES. ULIANA. Espírito Santo: SENAI/CST. Gestão estratégica e Manutenção Autônoma. SANTOS. Renilton Operatrizes I – Ferramentaria. Organização da Manutenção. 2002. KARDEC. Josino Ferreira de. ETFES. KARDEC. Equipamentos. Catalogo de Ferramentas – O seu parceiro em ferramentas profissionais. Máquinas GEDORE. 1996. Mecânica: Manutenção. Educação Profissional 192 Created with novaPDF Printer (www. 1999. Ferramentas. TELECURSO2002. Manutenção: Combate aos custos da nãoeficácia. Sinalização e Movimentação de Cargas. Manual prático da manutenção industrial. José Nunes. Mecânica: Noções Básicas de Amarração. 1996. CRUZ. Jairo Estevão. CEFETES. Alan. OLMEDO. São Paulo: Ícone editora. Ronaldo Neves.BIBLIOGRAFIA AMORIM. Carlos. Gestão estratégica e técnicas preditivas.

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