Curso Técnico em Mecânica

Módulo I – Mecânico Industrial

MANUTENÇÃO MECÂNICA I

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SUMÁRIO

1 – ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1.1 – INTRODUÇÃO 2 – HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO 2.1 – CONCEITOS E OBJETIVOS 2.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS 3 – A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 3.1 – TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO 3.2 – ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA 4 – ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO 4.1 – MANUTENÇÃO CORRETIVA 4.2 – MANUTENÇÃO PREVENTIVA 5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5.1 – INTRODUÇÃO 5.2 – CHAVE DE BOCA E ESTRELA 5.3 – CHAVES DE FENDA E PHILIPS 5.4 – CHAVE EXAGONAL ALLEN 5.5 – CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU INGLESA 5.6 - SACA POLIAS 5.7 - TALHADEIRA E BEDAME 5.8 - SACA PINOS CÔNICO E PARALELO 5.9 - CHAVE PARA TUBOS 5.10 - ESPÁTULAS 5.11 - VERIFICADORES E CALIBRADORES 5.12 - TORQUÍMETRO 5.13 - MULTIPLICADORES DE TORQUE 6 – FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO 6.2 – TIPOS 6.3 – CUIDADOS GERAIS 7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.1 – INTRODUÇÃO 7.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS

04 04 05 06 07 09 10 14

17 17 22 36 36 38 41 42 43 44 45 46 46 47 47 48 57 62 62 63 64 65 65 65

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8 – MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8.1 – INTRODUÇÃO 8.2 – SEGURANÇA 8.3 - COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR 8.4 - SINAIS VISUAIS 8.5 - ACESSÓRIOS DO MOVIMENTADOR 8.6 - ISPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS 9 - ELEMENTOS MECÂNICOS 9.1 - ACOPLAMENTOS 9.2 - CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9.3 - TIPOS DE ACOPLAMENTOS FEXÍVEIS 9.4 - EMBREAGENS 10 - FREIOS 10.1- FREIOS DE DUAS SAPATAS 10.2- FREIO DE DISCO 10.3- FREIO DE SAPATA E TAMBOR 10.4- FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR 10.5- FREIO MULTIDISCO 10.6- FREIO CENTRÍFUGO 11 - POLIAS E CORREIAS 11.1- RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO 11.2 - POLIAS 12 - CORRENTES 12.1- TIPOS DE CORRENTES 13 - EIXOS 13.1-CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS 13.2- CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS 14 - TRAVAS 14.1 - CHAVETAS 14.2 - ANEL ELÁSTICO 14.3 - PINOS 15- MANCAIS DE ROLAMENTO E DE DESLIZAMENTO 15.1 – MANCAIS DE ROLAMENTO 15.2 – MANCAIS DE DESLIZAMENTO 16- ELEMENTOS DE VEDAÇÃO

80 80 80 83 84 88 116 121 121 121 123 126 130 130 131 131 131 132 132 132 133 133 144 145 149 149 150 153 154 158 160 164 165 173 176

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novaPDF.PARAFUSOS.2 – PORCAS 17. PORCAS E ARRUELAS 17.1 – NOMENCLATURA 18.17.EMBREAGEM 18.com) .2 –TIPOS DE ENGRENAGENS ANEXO I BIBLIOGRAFIA 181 181 183 185 186 187 187 190 192 Educação Profissional 3 Created with novaPDF Printer (www.1 – PARAFUSOS 17.3 – ARRUELAS 18.

estabelecer um rigoroso cronograma de fabricação e de entrega de meus rolamentos. planos de expansão.com) . Obter produtos de qualidade. Rolamentos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação. preços competitivos.. Imagine você que eu não faça manutenção de minhas máquinas. Com a globalização da economia. ótimos funcionários e programa de qualidade se ela não contar com um eficiente programa de manutenção mecânica. Se eu não tiver um bom programa de manutenção. Manter a fidelidade dos clientes.O que a manutenção tem a ver com a qualidade total? Disponibilidade de máquina. produtos de qualidade. Pois bem. pois máquinas com defeitos ou quebradas causarão: Diminuição ou interrupção da produção. Diminuir os custos de produção.1 – INTRODUÇÃO Não basta uma empresa ter máquinas modernas. Competir em igualdade de condições no mercado interno e externo. Conquistar novos clientes. Atrasos nas entregas. os prejuízos serão inevitáveis. Educação Profissional 4 Created with novaPDF Printer (www. aumento da lucratividade. Aumentos dos custos. produtos com defeito zero. para que eu venha a manter meus clientes e conquistar outros.. Perdas financeiras. também.novaPDF.Não entendi! Vamos comparar. Insatisfação dos clientes. Reduzir as perdas de matéria-prima e energia.1 . . Imagine que eu seja um fabricante de rolamentos e que tenha concorrentes no mercado. precisarei tirar o máximo rendimento de minhas máquinas para oferecer rolamentos com defeito zero e preço competitivos. Deverei. a busca da qualidade total em serviços. De fato. . satisfação dos clientes.. aumento da competitividade. mercado cativo. Aumentar a competitividade. Perda de mercado.Estou começando a compreender. A manutenção mecânica é a alma dos setores produtivos empresariais. .. tecnologia de ponta.ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1. sem a manutenção mecânica das máquinas e equipamentos não será possível: Cumprir os cronogramas de fabricação. produtos e gerenciamento ambiental passaram a ser a meta de todas as empresas.

Custos elevados. não passando ainda. Novos métodos foram introduzidos. qualidade. os prazos de entrega dos produtos passaram a ser relevantes para todas as empresas. onde a produção programada impedia as paradas freqüentes para reparos. tornando a manutenção inerente ao processo produtivo. marcada pela linha de montagem. Para tanto. organização e controle geral da manutenção. Com a mecanização da indústria. quando surgiram os primeiros técnicos em montagem e assistência. Tais características geraram conseqüências como: Maior preocupação com as falhas e paradas de produção. intensa concorrência. superdimensionados.2 . onde a quantidade e a qualidade dos equipamentos bélicos eram fundamentais para a vitória desejada. que dependiam do estado operacional de seus barcos para obterem sucesso em suas incursões marítimas. com a 2ª guerra mundial. Tomou corpo ao longo da Revolução Industrial e firmou-se como necessidade absoluta. Até esse momento. principalmente. porém. sempre existiu. A partir de meados dos anos 70. mesmo nas épocas mais remotas. Novas técnicas de manutenção e gerenciamento da manutenção foram introduzidas para que se obtenha maior disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos. redução de cursos e meio ambiente. que marcou a 1ª revolução industrial. Essa fase ficou denominada como 2ª geração da manutenção e vigorou até início dos anos 70.novaPDF. uma série de diques. considerando a primeira geração da manutenção tivemos: Equipamentos simples. Começou a ser conhecida com o nome de manutenção por volta do século XVI na Europa Central. na Escandinávia. que culminou com o desenvolvimento tecnológico acelerado e a necessidade de se manter tudo funcionando perfeitamente. Educação Profissional 5 Created with novaPDF Printer (www. onde os barcos (de até 15 toneladas) eram postos a seco e reparados com ferramentas especiais ao retorno da viagem. de meros consertos. juntamente com o surgimento do relógio mecânico. No princípio da reconstrução pós-guerra.HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO A manutenção embora despercebida. Os efeitos da guerra puderam ser sentidos muitos anos depois com uma nova ordem mundial que pode ser caracterizada por: Elevado consumo / aumento da produção. na Segunda Guerra Mundial. Alemanha. segurança. confiáveis e de fácil reparação.com) . Itália e principalmente o Japão alicerçaram seu desempenho industrial nas bases da engenharia e manutenção. novas técnicas e expectativas criaram a 3ª geração da manutenção. Exigências como: produtividade. novas pesquisas. a manutenção foi intensificada. Manutenção executada somente após a quebra – (corretiva). Uma das primeiras ações que poderíamos chamar de “manutenção organizada” foi desenvolvida pelos Vickings. Inglaterra. O grande impulso da manutenção organizada e científica deu-se. A manutenção teve outro incremento com a 2ª revolução industrial. Máquinas mais complexas. possuíam em suas aldeias. (preventiva) Evolução dos procedimentos administrativos – sistemas de planejamento.

estaremos restaurando-a. equipamentos. quando mantemos as engrenagens lubrificadas. Em suma. A manutenção ideal de uma máquina é a que permite alta disponibilidade para a produção durante todo o tempo que ela estiver em serviço e a um custo adequado. a manutenção em uma empresa tem como objetivos: manter equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos. ferramentas e instalações. estamos conservando-as. Por exemplo.novaPDF. Se estivermos retificando uma mesa de desempeno. incluindo as de supervisão. A manutenção pode incluir uma modificação de um item. a adequação. Tabela 1. nos últimos vinte anos á que tem havido preocupação de técnicos e empresários para o desenvolvimento de técnicas específicas para melhorar o complexo sistema Homem / Máquina / Serviço. Se estivermos trocando o plugue de um cabo elétrico. Alcançar esses objetivos requer manutenção diária em serviços de rotina e de reparos periódicos programados.1 .Com isso. De modo geral. a substituição e a prevenção. prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas. Para facilitar o entendimento da Norma podemos entender manutenção como o conjunto de cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de máquinas. destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida. surgiu a motivação para se prevenir contra as falhas de máquinas e equipamentos. Essa motivação deu origem à manutenção preventiva. 2.combinação de todas as ações técnicas e administrativas.CONCEITOS E OBJETIVOS Definição da Manutenção: Segundo norma NBR 5462.com) .1 EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MANUTENÇÃO PERÍODOS ATÉ DÉCADA DE DECÁDA DE 1950 1950 Manutenção Corretiva Manutenção Preventiva DÉCADA DE 1960 DÉCADA DE 1980 Estágio Conceitos Manutenção Sistema Produção do Manutenção de Produtiva (TPM) Total Reparo Corretivo Gestão Mecânica da Manutenção Manutenções Preventivas X X X X X X X X X X 6 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. estaremos substituindo-o. a restauração. Esses cuidados envolvem a conservação.

2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS Os serviços de rotina constam de inspeção e verificação das condições técnicas das unidades das máquinas. a verificação dos sistemas de lubrificação e a constatação de falhas de ajustes são exemplos dos serviços da manutenção de rotina dentro da manutenção. também.novaPDF. no horário de mudança de turno. Educação Profissional 7 Created with novaPDF Printer (www. ela deverá ser substituída de imediato. mas também de todos os operadores de máquinas. Esses procedimentos envolvem várias operações. As paradas programadas visam a desmontagem completa da máquina para exame de suas partes e conjuntos. A responsabilidade pelos serviços de rotina não é somente do pessoal da manutenção. Exame dos componentes antes do término de suas garantias. são testadas para assegurar a qualidade exigida em seu desempenho. em qualquer programa de manutenção. Os serviços periódicos de manutenção consistem de vários procedimentos que visam manter a máquina e os equipamentos em perfeito estado de funcionamento. bem como dos reparos feitos. se necessário. são fatores importantes. Por exemplo. Testar os componentes elétricos. que será estudada logo adiante. o programa de prevenção. Ajustar ou trocar componentes em períodos predeterminados. ainda. manutenção de emergência ou corretiva. Salientemos que há. etc.Visão Sistemática Manutenção Corretiva com incorporação de Melhorias Prevenção Manutenção Manutenção Preditiva Abordagem Participativa Manutenção Autônoma de X X X X X X X X X 2. como:      Monitorar as partes da máquina sujeitas a maiores desgastes. O acompanhamento e o registro do estado da máquina. Os serviços periódicos de manutenção podem ser feitos durante paradas longas das máquinas por motivos de quebra de peças (o que deve ser evitado) ou outras falhas. Reparos não programados também ocorrem e estão inseridos na categoria conhecida pelo nome de manutenção corretiva. A detecção e a identificação de pequenos defeitos dos elementos das máquinas. se uma furadeira de bancada estiver em funcionamento e a correia partir. Replanejar. As partes danificadas.com) . para que a máquina não fique parada. ou durante o planejamento de novo serviço ou. após exame.

Centro de Certificação da Mão-de-Obra Especializado dos Setores Mecânico e Elétrico CIPA . FALHA . DISPONIBILIDADE .Associação Brasileira de Consultores de Engenharia CDMEC .Associação Brasileira de Manutenção ABCE .Para um melhor entendimento da manutenção é necessário que alguns termos e definições estejam bem claras: Definições básicas de alguns termos usados na “linguagem” da manutenção.Equipamento de Proteção Individual EPC .com) . MANTENABILIDADE .Failure Mode and Effect Analysis . fornecimento de materiais e construção FMEA . supondo que os recursos externos requeridos estejam assegurados. subsistema.Qualquer parte.Capacidade de um item estar em condições de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo tempo determinado. mantenabilidade e suporte de manutenção.Capacidade de um item ser mantido ou recolocado em condições de executar suas funções requeridas.Comissão Interna para Prevenção de Acidentes DDS .Contrato pelo qual uma empresa assume a responsabilidade pelos serviços de engenharia. CONFIABILIDADE .Organização Mundial de Saúde 8 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Centro Capixaba de desenvolvimento Metalmecânico CEQUAL .Análise do Modo e Efeito da Falha MASP .Capacidade de um item desempenhar uma função requerida sob condições específicas.Engineering.Qualquer desvio de uma característica de um item em relação aos seus requisitos. levando-se em conta os aspectos combinados de sua confiabilidade.Método de Análise e Solução de Problemas OMS .novaPDF.Estado de um item caracterizado pela incapacidade de desempenhar sua função requerida. durante um dado intervalo de tempo.Término da capacidade de um item desempenhar a função requerida.Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRAMAN . componente. equipamento ou sistema que possa ser considerado individualmente DEFEITO . unidade funcional. (Conforme ABNT NBR 5462/94)      ITEM . sob condições de uso especificadas. dispositivo. PANE . quando a manutenção é executada sob condições determinadas e mediante procedimentos e meios prescritos.Diálogo Direto de Segurança EPI .   LISTA DE SIGLAS ABNT . Procurement and Construction .

a quem se destinará a responsabilidade da informação da manutenção e dos sobressalentes).novaPDF. ferramentas e informação. desta forma.Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas. segundo Kelly. Educação Profissional 9 Created with novaPDF Printer (www. e eficiência do plano de trabalho) seja maximizada. como estender a flexibilidade da equipe. o objetivo da manutenção. Com o objetivo de alcançar isto. disponibilidade e sobressalentes. é: . de acordo com os principais elementos da organização listados a seguir:    Estrutura de recursos: localização. envolve muitas decisões inter-relacionadas (onde se localizará a força de trabalho.Tempo Médio Entre Reparos 3 . possa ser atingida.Manutenção Produtiva Total MTTR. entretanto.com) . em quantidade e qualidade de saída.Análise da Causa Raiz da Falha RCM .Permissão Para Trabalho RCFA . informações) para a execução das suas atividades. Estrutura administrativa: a definição das responsabilidades gerenciais e inter-relacionais. função e logística dos recursos de manutenção. sobressalentes. a organização precisa ser projetada para que a performance das equipes (em função da sua utilização e motivação.Special Purpose Company . O projeto de uma organização da manutenção. tecnológicos.PCMSO . Mecânicas e Material Elétrico SPC .A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO A tarefa principal da organização da manutenção é associar recursos (humanos.Root Cause Failure Analysis . cada decisão será influenciada por muitos outros fatores.Reliability Centered Maintenance (Manutenção Centrada na Confiabilidade) SINDCON .Planejamento. sendo os parceiros seus sócios ou acionistas) SIPAT . Estas decisões serão classificadas. com personalidade jurídica própria. Programação e Controle da Manutenção PPRA . tamanho. por se constituir em exigência por parte das instituições financiadoras do projeto (são empresas formalmente constituídas para a execução especifica daquele empreendimento.Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho MTBF . principalmente a força de trabalho.Tempo Médio Entre Falhas TPM .Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PPCM . Plano de trabalho a longo e curto prazo e o controle das atividades: custo da manutenção.Sindicato da Indústria de Construção Civil SINDIMETAL .SPE (Sociedade de Propósito Específico) é a configuração legal mais comumente utilizada em uma sociedade comercial constituída para abrigar um empreendimento.Sustentar a custo total mínimo. ferramentas.Programa de Prevenção contra Riscos Ambientais PPT . etc. a planta para que a capacidade de produção desejada.

MODELO DE ORGANIZAÇÃO Figura 3. envolvendo vários problemas como a integração manutenção – operação. As médias empresas utilizam a centralizada ou a mista de acordo com o lay-out fabril.Modelo da Organização É importante entender como a inter-relação dos elementos permite a organização funcionar. Kelly apresenta uma forma de visualizar isto. que por sua vez.novaPDF. e para isso precisa estar sintonizado com as mudanças (internas e externas) do cenário. etc. uma evolução. as pequenas empresas (dono à frente de tudo) o tipo de organização da manutenção mais usada é a centralizada.com) . influencia os sistemas e a estrutura administrativa. O planejamento das atividades pode ser representado como uma informação e um sistema de tomada de decisão funcionando através da estrutura. gerenciamento de recursos humanos.1 . De uma maneira geral. também em função da sua concepção física. Cada mudança pode ser uma revolução ou. administrativas e da concepção física de cada empresa e que são totalmente particulares. Esta influência interna (do nível operacional para o gerencial) no projeto da organização freqüentemente é acompanhado por influências externas (do nível gerencial para o operacional). Escolha Do Tipo De Organização A decisão da escolha entre um tipo ou outro é evidente. As grandes empresas adotam a estrutura descentralizada ou mista. adoção de times auto – gerenciáveis. O último ponto introdutório é que a organização deve ser dinâmica.1 – Modelo da Organização Figura 1Modelo da Organização No projeto ou na modificação da organização da manutenção é necessário entender que a carga de trabalho tem uma maior influência no recurso da estrutura. A organização toda é muito maior que o somatório das suas partes elementares devido a sinergia. divergindo até entre duas empresas “irmãs” de um mesmo grupo financeiro. através da pirâmide – Recursos da Estrutura – e o gerenciamento que permite isto sobreviver – Estrutura Administrativa. detalharemos os tipos e as formas de organizações em que a manutenção pode estar inserida: 3. na maioria dos casos. Todas estas posições na estrutura têm o seu papel. em função das condições operacionais. A seguir.TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO  Centralizada. Educação Profissional 10 Created with novaPDF Printer (www.

etc. 3. Maior tempo para deslocamento de pessoal.   Descentralizada. Toda área possui sua mini-oficina. com melhor controle das despesas. A organização e controle são centralizados. mantendo condições próprias de organização e controle. totalmente independente das unidades de produção. 11 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. almoxarifado.1.. Há maior dificuldade para o atendimento imediato em todas as áreas de produção. Maior distanciamento entre a oficina e o local de intervenção.1. almoxarifados. Mista. equipamentos. Controle e aumento técnico-administrativo mais uniforme e imediato. assim como as oficinas.1 .2 VANTAGENS:       Otimização dos recursos. equipamentos.Centralizada Todas as atividades de manutenção são executadas por um órgão central autônomo em sua especialidade. Os recursos humanos são agrupados por especialidade atendendo as solicitações de todas as áreas de produção.novaPDF. confiabilidade. Facilita a implantação e gerenciamento de métodos de organização da manutenção (planejamento. Por terceiros. ferramentas. dificultando a comunicação.2 – Descentralizada Cada área de produção possui sua equipe de manutenção diretamente subordinada ao chefe imediato de produção da própria área. em casos de emergência ou de grandes obras prolongadas.. depósito. DESVANTAGENS:     Diminui o entrosamento entre produção e manutenção. ferramentas e pessoal. dificultando o estabelecimento de prioridades (principalmente nas grandes empresa). Figura 3. Maior profissionalização e especialização com o pessoal podendo conhecer todos os equipamentos das diversas áreas de produção. 3.com) . ferramentas. etc. programas de qualidade. depósitos. entre outros). etc. Estoque de peças sobressalentes mais reduzido. Maior flexibilidade no remanejamento de mão-de-obra.

Controle das despesas de manutenção mais difícil. sem contudo estarem subordinados diretamente ao chefe de produção da área. etc. distribuídos pelas áreas de produção. oficina. serviços em área de interferência. Controle e orientação técnico-administrativa mais difícil e não uniforme entre as áreas. DESVANTAGENS:     Maior efetivo de pessoal de manutenção necessário.Figura 3. Os órgãos de apoio como depósitos. Educação Profissional 12 Created with novaPDF Printer (www. ferramentaria. Necessidades de um maior número de especialistas ou poliespecialistas (mecânica + elétrica + hidráulica + instrumentação. Maior quantidade de ferramentas. manutenção e produção mais eficiente.3 VANTAGENS:     Comunicação entre entrosamento. podendo ser confundidos com as de produção.novaPDF. Áreas sobrecarregadas e outras ociosas. Dificuldade de remanejamento de pessoal. almoxarifado.1.Mista Organização e controle centralizados. em casos de emergência ou grandes obras programadas (difícil coordenação entre as áreas) ou ainda.3 . são centralizados. Rapidez e flexibilidade no atendimento. etc. gerando dificuldade na implantação e execução de métodos gerais e novas técnicas gerenciais.). com agrupamentos específicos de manutenção. Localização ideal do grupo de manutenção em relação à área de atuação. instrumentos e equipamentos.    3. existindo nas áreas pequenas oficinas para pequenos e rápidos reparos.com) . melhorando o Equipes conhecendo melhor os equipamentos da área.

4 Há uma somatória de vantagens e desvantagens vistas no sistema centralizado e descentralizado. As equipes de área executam os serviços de rotina. férias. radiografia industrial.4 . Diminuem consideravelmente os custos com administração de pessoal. porém com algumas melhorias. etc. alimentação. que exigem a utilização de aparelhos e instrumentos especiais (caros) é mais vantajosa a contratação de firmas externas.com) . Educação Profissional 13     Created with novaPDF Printer (www. fundações civis. Melhor aproveitamento de mão-de-obra própria em serviços que visam melhorias operacionais. engenheiros). treinamento.Figura 3. porém tendo as orientações técnicas e gerenciais repassadas pela chefia central de manutenção (coordenadores.Por Terceiros As atividades de manutenção são executadas. total ou parcialmente. Os problemas relacionados à falta de entrosamento entre as áreas de produção e manutenção são menores. montagens mecânicas e elétricas. por firmas externas contratadas.1. não contínuos como a manutenção de equipamentos de controle e medição. abonos. rádio-comunicações. assistência médica. 3. etc. rescisões contratuais. VANTAGENS:  Serviços especializados. Garantia dos serviços contratados por um período determinado após execução dos mesmos. As equipes de área estão ligadas hierarquicamente à produção.novaPDF. Redução dos custos com a diminuição do efetivo próprio. tais como: transporte. ficando os serviços mais especializados e de grande porte realizados pela equipe central.

porém. o cadastro dos equipamentos acompanhado de um relatório com o histórico de intervenções de manutenção já é suficiente.Codificação É a atribuição de códigos numéricos. 3..Código do equipamento Para efeito de correlação das posições operacionais dos equipamentos com os respectivos registros históricos. é comum. Para uma micro-empresa que exerce apenas a manutenção corretiva.3 .novaPDF.) de tal forma que agrupados convenientemente. 3. que será identificado como “células”. A execução da manutenção de forma preventiva exige programação. estes determinarão diferentes níveis de organização da manutenção. substituem com vantagens os nomes originais de um item e seus constituintes. Seria muito mais fácil utilizar um código para referência ao item mencionado. equipamento.2. alfabéticos ou alfanuméricos a cada um dos elementos constituintes de um cadastro (unidade industrial. quando fazer. maior número de efetivos de manutenção. entre outros.2 . etc. todos localizados em um mesmo ambiente. predominância da manutenção preventiva. entendendo-se por Sistema Produtivo a Educação Profissional 14 Created with novaPDF Printer (www. relatórios.DESVANTAGENS:   Controle e orientação técnico-administrativo mais difícil. ordens de serviço. e que possui poucos equipamentos. usinagem. 3. tendo sua decodificação oportuna. na medida do aumento do porte das empresas.ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA. até a localização de um determinado item se torna difícil.Cadastramento dos Equipamentos Para qualquer nível de organização da manutenção em uma empresa o essencial é um bom cadastro geral dos equipamentos com dados importantes sobre tais. pedidos de compra. outros complicadores aparecerão. já que o grupo adicional externo não possui a mesma motivação que o interno. Exemplo de um item e sua localização: . tais como: número maior de equipamentos (inclusive repetidos). que estabelecerá o que fazer. controle de qualidade. porte do equipamento. devidamente apontados em fichário próprio. com vantagens no preenchimento das fichas de inspeção. e associa cada Equipamento aos Sistemas Operacional e Produtivo aos quais está ligado. acabamento. Essas informações tramitam por um sistema de fichas que devem ser compactas. setor.2. composto de várias partes.). como fazer um determinado serviço de manutenção ou ainda uma inspeção. etc. a utilização do conceito de CÓDIGO DE EQUIPAMENTO.com) . Lado da frente do eixo do motor elétrico de acionamento do eixo portaferramenta e mesa porta-peça da geradora de engrenagens do tipo renânia localizada no setor de fresagem do curso de mecânica do CEDTEC. áreas de produção (ex: fundição.2. etc.2 . de fácil entendimento e preenchimento pelo executor do serviço. pois.Rolamento 6205. A manutenção de um grupo adicional externo pode ser antieconômico se a programação das atividades não contemplar a totalidade da mão-de-obra disponível.1 . embalagem. 3.

quando se desejar isolar o histórico desses componentes dos respectivos equipamentos. fábrica ou qualquer outro tipo de instalação industrial ou de serviços. e por Sistema Operacional. o código de equipamentos pode caracterizar também os subsistemas. Eventualmente.estação. etc. o código pode também conter. recomendamos que tenha a seguinte composição: 15 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Código de serviço . como exemplo: Código de avarias . código para manutenção. natureza do serviço (acidente de operação.indica o tipo de serviço (troca de rolamento. Visando permitir uma seqüência hierárquica do código do equipamento. outras alfabético.). programado turno a turno. com as características acima assinaladas.).Indica a origem ou a causa da avaria (especificação errada. ruptura. deformação. uma vez que algumas células usam sistema numérico de identificação. etc.). curto-circuito. A figura a seguir ilustra um exemplo de código de equipamentos. a Localização Física do equipamento em relação ao Sistema Operacional ou sua Posição Geográfica na área de produção. etc. desgaste. para os Sistemas Operacionais de grande porte e Componentes de alguns de seus equipamentos prioritários. montagem incorreta. anormal. outras alfanumérico. ainda atribuir códigos para: prioridade de serviço (emergência. desalinhamento. Para as instalações que ocupam vasta área. reparo periódico. etc. em função das características do sistema produtivo. que possibilite a obtenção e relatórios em diversos níveis gerenciais. alterações. em uma de suas células. Pode-se. composto de sete células com critério misto de identificação. ou conjunto de equipamentos que realizam uma função de uma instalação. troca de redutor. Figura 3. não programado. construção. urgente. etc. mudanças.5 Além do Código de Equipamento poderão ser atribuídos códigos para componentes (peças de reposição). normal) causa do serviço (avaria normal.).novaPDF. planta. soldagem.com) .

Por essa razão é recomendável evitar o desmembramento excessivo das CLASSES. podendo servir também como elemento orientativo de formatação de relatórios para análise de ocorrências. facilita o estabelecimento de prioridades de execução da manutenção e serve como referência à análise de listagens históricas. em conseqüência sua programação preventiva pode deixar de ser executada. sua programação de manutenção preventiva deve ser executada dentro de uma determinada faixa de tempo.Equipamento cuja parada interrompe o processo produtivo e por esta razão sua programação de manutenção preventiva deve ser rigorosamente cumprida. porém sua parada por algum tempo não interrompe a produção e assim. materiais.Equipamento que participa do processo produtivo. A identificação das CLASSES.com) . visando facilitar a seleção analítica dos resultados (listagens ou telas) e. Classe C.).novaPDF. pois a incidência de ocorrências em equipamentos com maior grau de classificação. que irá indicar sua importância operacional no processo produtivo. como sugestão são apresentadas as seguintes caracterizações: Classe A. etc. se impactarem nos custos previstos da manutenção (mão-de-obra. Classe B.6 Educação Profissional 16 Created with novaPDF Printer (www. ALGORITMO DE CLASSIFICAÇÃO Figura 3. deverá receber atenção especial do analista de controle e da supervisão de execução de manutenção em relação aos de menor classificação.1) Sistema Produtivo 2) Sistema Operacional 3) Equipamento 4) Classe Observa-se que nessa seqüência incluímos a CLASSE do equipamento no Código.Equipamento que não interfere no processo produtivo e.

tentativas frustrantes de acerto. O tempo para reparação é geralmente longo. (NBR 5462/94).novaPDF. linhas de produção que possuam equipamentos de reserva (tipo stand by) a manutenção corretiva é a mais econômica e viável. não saberão o que fazer com os mantenedores em época em que tudo caminha tranqüilamente. com a possibilidade de ocorrência de acidentes de trabalho.1 . toda a produção de calçados com costura no solado ficará comprometida. pois nunca haverá pessoal de manutenção suficiente para atender às solicitações. Esse tipo de manutenção baseia-se na seguinte filosofia: “equipamento parou.com) . não há indústrias que possam dispensá-lo. as empresas que não têm essa manutenção programada e bem administrada convivem com o caos. destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida. ou ainda. já que os equipamentos não possuem confiabilidade total contra quebras. Por esse motivo. Educação Profissional 17 Created with novaPDF Printer (www. Diante de situações como esta. pois não se tem definido o problema. Embora. Se as providências não forem tomadas imediatamente. além disso. impensáveis soluções que poderão determinar um dano ainda maior à máquina ou instalação. Não se sabe o número exato de pessoal necessário ao reparo. teoria ou fórmula para dimensionar uma equipe de manutenção corretiva. o que é manutenção corretiva? É a manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane. seja um método dispendioso de execução da manutenção. manutenção conserta imediatamente”. não se sabe da existência de peças de reposição e.S Q P F M LEGENDA Segurança Qualidade Produção Falha Manutenabilidade (custos e tempos) 4 . Mas. Não existe filosofia. a manutenção corretiva deverá entrar em ação.MANUTENÇÃO CORRETIVA Consideremos uma linha de produção de uma fábrica de calçados e que a máquina que faz as costuras no solado pare de funcionar por um motivo qualquer. pois nunca se sabe quando alguém vai ser solicitado para atender aos eventos que requerem a presença dos mantenedores.ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO   CORRETIVA PREVENTIVA  TRADICIONAL PREDITIVA  PERIÓDICA MONITORAMENTO 4. a “correria” para reparação de um equipamento vital à produção da empresa traz improvisações. Mesmo que venham a contar com o pessoal de manutenção em quantidade suficiente. Nos dias atuais. para equipamentos não vitais à produção de uma empresa.

......... às vezes é mais conveniente.1 VERSO Educação Profissional 18 Created with novaPDF Printer (www...................novaPDF................... Dependendo do equipamento.... Subconjunto .................É por esse motivo que..................... são causadas.............. mesmo porque............... da seção ......... pois há ocasiões em que terá de decidir se atente às emergências ou continua montando o que estava programado...... normalmente.............. Como a equipe não sabe o local onde vai atuar............................................................................................. Nas empresas que convivem com emergências que podem redundar em desastres.......................... Trabalho realizado ........................................ ele deverá emitir um documento................ parou às ............................................... atualmente são utilizados softwares de manutenção................ porém......................... Equipamento.... por motivos econômicos................................. deixá-lo para resolver o problema por atendimento de emergência. o usuário com problemas deverá solicitar o atendimento por telefone........... Causa de ..... a manutenção aceita serviços de montagem para executar e nunca cumprem os prazos estabelecidos... às vezes elas ocorrem com resultados geralmente catastróficos....................................................................................................... horas do dia ............................................................. Um analista de equipe de manutenção corretiva atende ao chamado............................................................................. Conjunto . Visto Figura 4. Exemplo: empresas aéreas.................................... FRENTE Ficha de Execução Unidade.................................... Avaria .................................... Natureza de ...... verifica o que deve ser feito e emite uma ficha de execução para sanar o problema........................... Trabalho a realizar ....... Elimine a causa e você não terá novamente a mesma emergência”......................................... cuja função é eliminar ou minimizar essas emergências........... sempre haverá necessidade de uma equipe para esses atendimentos.. todavia algumas empresas ainda utilizam fichários conforme modelo a seguir: Equipamento ................ deve haver uma equipe muito especial de manutenção...... A filosofia que deve ser adotada é: “Emergências não ocorrem......... Produção ......... Parada de . para os efeitos de registro e estatística. Data . Mesmo em empresas que não podem ter emergências.......................................................................................... não se deve se ter 100% de manutenção preventiva. Prevista Realizada Parada de Produção.. Atendimento A equipe de manutenção corretiva deve estar sempre em um local específico para ser encontrada facilmente e atender à produção de imediato. Um modelo de ficha de execução é dado a seguir......................com) ..................................... Como as ocorrências de emergências são inevitáveis............... Inspeção ................................... Avaria .......

2 O preenchimento da frente da ficha de execução deve seguir os passos:         Preencher o campo unidade ou área onde o equipamento está localizado.2 NATUREZA DA AVARIA Deslocamento do equipamento Ruptura Cisalhamento Trinca Esmagamento Entalhe Perfuração Corrosão Erosão Oxidação Engripamento Estrangulamento Entupimento Descarrilhamento Aquecimento Desregulagem Desaperto Curto-circuito Colamento CÓDIGO 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 30 31 19 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.com) . Preencher o campo equipamento citando o nome do equipamento.. Preencher o campo natureza da avaria e causas da avaria citado nas tabelas 4.2: Tabela 4. Preencher o campo trabalho a realizar especificando exatamente o que fazer e onde fazer.1 e 4.Figura 4.. Preencher o campo trabalho realizado.novaPDF. Preencher o campo parada da produção colocando o código 00 quando for emergência (serviço não programado) e código 11 quando for preventiva (serviços programados).. Preencher o campo data. Preencher os campos conjunto e subconjunto.

Elas podem e devem ser ampliadas.Perda de Perda de Perda de Perda de propriedades físicas propriedades químicas propriedades térmicas propriedades elétricas 32 33 34 35 Tabela 4.3 não são definitivas. Salientemos que. Exemplo: desgaste de um eixo. pois existe sempre uma causa para outro tipo de natureza que varia.novaPDF. para se colocar o código de natureza e causa de avaria é necessário analisar profundamente o problema. 20 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.com) .2 e 4.3 CAUSAS DA AVARIA Introdução de líquidos gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de líquidos não gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de pó químico na máquina Incrustação Introdução de corpo sólido exterior à máquina Falta de filtragem Introdução de ar no sistema Introdução de líquidos gordurosos procedentes da máquina Introdução de líquidos não gordurosos procedentes da máquina Introdução de pó procedente da máquina Introdução de corpo sólido Influência da umidade Influência de temperatura baixa Influência de temperatura elevada Atmosfera corrosiva Desgaste excessivo Falta de isolamento térmico Abaixamento do solo Modificações geométricas dos suportes Ligação errada Defeito de material Erro de fabricação Peça de reposição não adequada Erro de concepção Defeito de montagem Má ajustagem Manobra errada da operação Falta de limpeza Excesso de carga Desaperto Falta de lubrificação Choques Vibração anormal Atrito CÓDIGO 11 12 15 16 17 18 19 21 22 25 27 31 32 33 35 41 42 43 44 49 50 51 52 53 54 55 56 60 61 62 72 73 74 75 As relações de natureza e causas das tabelas 4.

... Modelo de relatório de avaria Abaixo será apresentado um modelo de relatório de avaria e onde será mostrado como preenchêlo......novaPDF........ ................................. fecha-se a coluna ‘duração’ e transfere-se o resultado obtido (horas.................Nesse exemplo........... porém...........................9 O preenchimento do relatório de avaria deve seguir os passos:    Preencher o campo unidade com nome e código de onde o equipamento está localizado.......... Nesse relatório o analista pode e deve sugerir alguma providência ou modificação no projeto da máquina para que o tipo de avaria ocorrida – e solucionada – não venha a se repetir.......................................................................................................................................................... de acordo com seu projeto de fabricação..................................................................... pede-se para a chefia colocar o visto no respectivo campo para liberação do equipamento.... Sugestão. .......... Preencher o campo equipamento com nome e código........................... ..... ’término’ e ‘duração’ do trabalho na primeira linha do verso apresentarão apenas eventos previstos....................................................................... Conjunto ................................................. Educação Profissional 21 Created with novaPDF Printer (www......................... sempre se preocupando em deixar o equipamento trabalhando dentro de suas características originais...... Equipamento ............ evidentemente.................................................... Preencher o campo subconjunto com código.................................................. dias) para o campo ‘realizada’.................... ................................. término e duração do trabalho............. ........ Subconjunto ... .......................................................................................... início’.. Após o conserto e a liberação do equipamento para a produção................ Os campos ‘data’.................................................................... ........................................ o analista de manutenção corretiva é obrigado a enviar para o setor de Engenharia da Manutenção um relatório de avaria............... Preencher o campo data........................ deverá eliminar as emergências...................... Data ............................. Preencher o campo início............................. Figura 4............................................................................ o que causou a falta de lubrificação? O preenchimento do verso da ficha de execução deve seguir os passos:    Preencher o campo chapa com a identificação do funcionário.......................................................................... A equipe de manutenção......... RELATÓRIO DE AVARIA Unidade ............................. de acordo com o desenvolvimento do trabalho......................................... ................ existente na frente da ficha.... ..........................................................com) ........................ Após isso................................................................................. Quando o trabalho tiver sido executado............ temos como natureza.......... porém...... Causa da Avaria........... o desgaste do eixo e como causa do desgaste a falta de lubrificação....................... Natureza da Avaria .............. Somente a partir da segunda linha é que apresentarão eventos realizados......................................................

aumento de produção. redução de custos. d) Efeitos no meio ambiente – Em determinadas empresas. horas ociosas X horas planejadas. fazer a previsão da troca do óleo. Muitas vezes ele ganha com um produto de melhor qualidade.2 .2) e relatar a ocorrência. como primeiro passo. infelizmente. a) Redução de custos – Em sua grande maioria. De tempos em tempos o usuário deverá trocar o óleo do cárter. baseado nela. Para atingir a meta qualidade do produto. o usuário deverá acompanhar a quilometragem do carro e. equipamentos sem acompanhamento X equipamentos revisados. c) Aumento de produção – O aumento de produção de uma empresa se resume em atender à demanda crescente do mercado. b) Qualidade do produto – A concorrência no mercado nem sempre ganha com o menor custo. Não há. uma norma a respeito do assunto. a manutenção preventiva. abastecimento deficiente X abastecimento otimizado. Não realizando essa operação periódica.novaPDF. Essa previsão nada mais é do que uma simples manutenção preventiva.3) e relatar a causa fundamental. o ponto mais crítico é a poluição causada pelo processo industrial.. aplicando o mínimo necessário. ou seja: máquinas deficientes X máquinas eficientes. Preencher o campo sugestão indicando alguma providência ou modificação no projeto. ou seja. Como o usuário faria para poder controlar essa troca periódica do óleo do motor? Para realizar esse controle. deverá estar voltada para os equipamentos antipoluição. Observação: É conveniente ressaltar que os modelos de ficha de execução e os modelos de relatório de avaria mudam de empresa para empresa. Se a meta da empresa for a diminuição ou eliminação da poluição. poluição X ambiente normal. 4. preservação do meio ambiente. qualidade do produto. material novo X material recuperado. aumento da vida útil dos equipamentos e redução de acidentes do trabalho.com) . Preencher o campo natureza da avaria com código (tabela 1. sobressalente X compra direta.MANUTENÇÃO PREVENTIVA Considere um motor de automóvel. normalmente. Objetivos Os principais objetivos das empresas são. a manutenção preventiva deverá ser aplicada com maior rigor. ou seja. estaria correndo o risco de danificar os elementos que constituem o motor. A manutenção preventiva colabora para o alcance desta meta atuando no binômio produção atrasada X produção em dia. É preciso manter a fidelidade dos clientes já cadastrados e conquistar outros. nas paradas de emergência etc.    Preencher o campo data com a data da ocorrência. Preencher o campo causa da varia com código (tabela 1. bem como os códigos de natureza da avaria e suas causas. as empresas buscam reduzir os custos incidentes nos produtos que fabricam. Educação Profissional 22 Created with novaPDF Printer (www. A manutenção preventiva pode colaborar atuando nas peças sobressalentes. mantendo os prazos de entrega dos produtos em dia.

g) Treinar e preparar a equipe de manutenção. b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento de todos os equipamentos que serão escolhidos para iniciar a instalação da manutenção preventiva (plano piloto). materiais e. A manutenção preventiva. não pode ser considerado de forma isolada. atuando nesses itens. é conseqüência de:     Redução de custos. e) Enumerar os recursos humanos e materiais que serão necessários à instalação da manutenção preventiva. na maioria das vezes. tempo de disponibilidade dos equipamentos para produzirem. causas das falhas etc. c) Redigir o histórico dos equipamentos. com máquinas paradas e as intervenções. Diminuição de produção.e) Aumento da vida útil dos equipamentos – O aumento da vida útil dos equipamentos é um fator que. deve-se percorrer as seguintes fases iniciais do desenvolvimento: a) Decidir qual o tipo de equipamento que deverá marcar a instalação da manutenção preventiva com base no “feeling” da supervisão de manutenção e de operação. Os acidentes no trabalho causam:      Aumento de custos.novaPDF. Efeitos prejudiciais ao meio ambiente. A manutenção preventiva pode colaborar para a melhoria dos programas de segurança e prevenção de acidentes. tempo de parada para os diverso tipos de manutenção. Diminuição do fator qualidade. Efeitos do meio ambiente. onde não haja controle de custos e nem registros ou dados históricos dos equipamentos. relacionando os custos de manutenção (mão-deobra. f) Apresentar o plano para aprovação da gerência e da diretoria. indicando as freqüências de inspeção com máquinas operando. Desenvolvimento Considere uma indústria ainda sem nenhuma manutenção preventiva. Diminuição da vida útil dos equipamentos. se possível. Educação Profissional 23 Created with novaPDF Printer (www. geralmente. Qualidade do produto.com) . f) Redução de acidentes de trabalho – Não são raros os casos de empresas cujo maior problema é a grande quantidade de acidentes. Se essa indústria desejar adotar a manutenção preventiva. d) Elaborar os manuais de procedimentos para manutenção preventiva. lucro cessante nas emergências). Aumento de produção. Esse fator. contribui para o aumento da vida útil dos equipamentos.

semi-automatizado. Quanto à forma de operação do controle. A escolha do ferramental e instrumental é importante.novaPDF. e a intervenção corretiva obedece ao controle manual. automatizado e por microcomputador. mais importante é o treinamento da equipe que irá utilizá-los.Execução da manutenção preventiva a) Ferramenta e pessoal – Se uma empresa contar com um modelo organizacional ótimo.10 Controle semi-automatizado – É o sistema no qual a intervenção preventiva é controlada com o auxílio do computador. essa empresa estará perdendo tempo no mercado. há quatro sistemas: manual.com) . com bons recursos humanos. É por meio das fichas individuais que se faz o registro da inspeção mecânica da máquina e. a programação de sua manutenção. porém. Esquematicamente: Educação Profissional 24 Created with novaPDF Printer (www. com material sobressalente adequado e racionalizado. Esquematicamente: Figura 4. com base nessas informações. b) Controle da manutenção – Em manutenção preventiva é preciso manter o controle de todas as máquinas com o auxílio de fichas individuais. com bom ferramental e instrumental e não tiver quem saiba manuseá-los. preenchidos manualmente e guardados em pastas de arquivo. Controle manual – É o sistema no qual a manutenção preventiva e corretiva são controladas e analisadas por meio de formulários e mapas.

Os serviços realizados. Os serviços reprogramados (adiados).com) . Esses dados são fundamentais para a tomada de providências por parte da supervisão.12 Educação Profissional 25 Created with novaPDF Printer (www. gráficos e tabelas para análise e tomada de decisões. Esquematicamente: Figura 4. incluindo as rotinas de inspeção e execução. Controle automatizado – É o sistema em que todas as intervenções da manutenção têm seus dados armazenados pelo computador. conforme a necessidade e conveniência dos vários setores da manutenção. O principal relatório emitido pelo computador deve conter. para que se tenha listagens. Os serviços cancelados.11 A fonte de dados desse sistema deve fornecer todas as informações necessárias para serem feitas as requisições de serviço.novaPDF. no mínimo:     O tempo previsto e gasto.Figura 4.

Em qualquer sistema industrial. É verdade que quando se improvisa pode-se evitar a paralisação da produção.Controle por microcomputador – É o sistema no qual todos os dados sobre as intervenções da manutenção ficam armazenados no microcomputador. O problema só pode ser resolvido com a troca da peça problemática. Assim. a sobrecarga provocará a diminuição da vida útil das demais peças do conjunto. Com o tempo. mas perde-se em eficiência. troca de peças gastas e ajustes. Esquematicamente: Figura 4.com) . que estabelece paradas periódicas com a finalidade de permitir a troca de peças gastas por novas.13 A manutenção preventiva obedece a um padrão previamente esquematizado. para preservar as demais peças. são suprimidas as inconveniências das quebras inesperadas. com antecedência. A aplicação de métodos preventivos assegura um trabalho uniforme e seguro. uma sobrecarga nas demais peças que estão interagindo com ela. assegurando o equilíbrio necessário ao bom andamento das atividades. são uma garantia aos homens da produção que podem controlar. a improvisação é um dos focos de prejuízo. dentro de uma faixa de erro mínimo. Uma das metas a que se propõe o órgão de manutenção preventiva é a diminuição sensível dos estoques. os industriais foram se conscientizando de que a máquina que funcionava ininterruptamente até quebrar acarretava vários problemas que poderiam ser evitados com simples paradas preventivas para lubrificação. a entrada de novas encomendas. ajustam-se os investimentos para o setor. Esses dados são de rápido acesso através de monitor de vídeo ou impressora. O método preventivo proporciona um determinado ritmo de trabalho. 26 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. Isso evita a difícil tarefa de trocas rápidas de máquinas e improvisações que causam o desespero do pessoal da manutenção corretiva. Os controles das peças de reposição é um problema que atinge todos os tipos de indústria. fornecidos pelo método preventivo. A improvisação pode e deve ser evitada por meio de métodos preventivos estabelecidos pelos técnicos de manutenção preventiva. ela estabelecerá. Se uma peça de conjunto que constitui em mecanismo estiver executando seu trabalho de forma irregular. fatalmente. Isso se consegue com a organização dos prazos para reposição de peças. O planejamento e a organização. Com o auxílio dos relatórios escritos sobre os trabalhos realizados. Como conseqüência. assegurando assim o funcionamento perfeito da máquina por um período predeterminado.

À manutenção preventiva cabe apenas o lugar de apoio ao sistema fabril. A manutenção preventiva exige. Isso vale a pena. Sob esse aspecto. A manutenção preventiva deve. de acordo com a NBR 5462/94. pois a instalação do método de manutenção preventiva. A manutenção preventiva. Educação Profissional 27 Created with novaPDF Printer (www. O fluxo das informações deverá fluir rapidamente entre todos os envolvidos na manutenção preventiva. organizando-se estudos que tomem por base os relatórios preenchidos por técnicos da manutenção. O segredo para o sucesso da manutenção preventiva está na perfeita compreensão de seus conceitos por parte de todo o pessoal da fábrica. é necessário dispor de um período de tempo relativamente longo para contar com o concurso dos técnicos e dos dirigentes de alto gabarito. Estes deverão relatar.com) . levantamento que visam facilitar sua própria introdução em futuras ampliações do corpo da fábrica. por ter um alcance externo e profundo. todos os detalhes do problema em questão. desde os operários à presidência. deve ser organizada. as providências independam de qualquer outra regra que por ventura venha a existir em uma oficina. destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item. Por outro lado. Esta é a dinâmica de uma instalação industrial.1 . ao se constatar uma anomalia.Manutenção Preventiva Tradicional A Manutenção Preventiva Tradicional. O sistema deve abranger todos os setores da indústria para garantir um perfeito entrosamento entre eles. Ela inclui. um plano para sua própria melhoria. apesar dela ditar algumas regras de conduta a serem seguidas pelo pessoal da fábrica. A aplicação do sistema de manutenção preventiva não deve se restringir a setores. é necessário estabelecer qual deverá ser o sistema de informações empregado e os procedimentos adotados. 4. Finalmente. também. dentro da indústria. para se efetivar a manutenção preventiva e alcançar os objetivos pretendidos com sua adoção. Essa liberdade. é fundamental para o bom funcionamento do sistema preventivo. em linguagem simples e clara.A manutenção preventiva é um método aprovado e adotado atualmente em todos os setores industriais. pois abrange desde uma simples revisão – com paradas que não obedecem a uma rotina – até a utilização de sistemas de alto índice técnico. é a manutenção efetuada em intervalos pré-determinados ou de acordo com critérios prescritos.2. Isto é conseguido por meio do planejamento. de modo tal que. ela provocará desordens e confusões. das técnicas de manutenção e da elevação dos níveis de controle. também. Se a organização da manutenção preventiva carecer da devida solidez. máquinas ou equipamentos. pela maioria das grandes empresas industriais. a capacidade e o espírito de cooperação dos técnicos são fatores importantes para a manutenção preventiva.novaPDF. A manutenção preventiva abrange cronogramas nas quais são traçados planos e revisões periódicas completas para todos os tipos de materiais utilizados nas oficinas. A manutenção preventiva nunca deverá ser confundida com o órgão de comando. também. ser sistematizada para que o fluxo dos trabalhos se processem de modo correto e rápido. O desenvolvimento de um sistema de informações deve apresentar definições claras e objetivas e conter a delegação das responsabilidades de todos os elementos participantes. O aparecimento de focos que ocasionam descontinuidade no programa deve ser encarado de maneira séria. execução e verificação dos trabalhos que são indicadores para se buscar a melhoria dos métodos de manutenção. é a prova concreta da pouca eficiência do método de manutenção corretiva.

em qualquer tempo de nossa história e por qualquer pessoa ligada direta ou indiretamente àquela máquina (operadores. apontar falhas ainda controláveis e. com base na aplicação sistemática de técnicas de análise. testado. tomando-se como parâmetro: horas trabalhadas. A execução da manutenção preditiva baseia-se nas inspeções1 periódicas (visual ou com aparelhos) do funcionamento dos equipamentos. com isso evita os atropelos da corretiva. a troca de certos itens pode ser prematura. Atualmente somam-se os antigos “instrumentos” aos novos aparelhos condicionados a uma prévia programação e teremos uma inspeção mais criteriosa com condições de analisar as causas e os efeitos dos problemas funcionais dos equipamentos. A manutenção preditiva exige investimentos iniciais elevados. a manutenção preditiva é conhecida pelo nome de manutenção condicional e nos Estados Unidos recebe o nome de preditiva ou previsional. 1 Inspeção: São verificações. porém. Manutenção Preventiva Preditiva. a qualidade dos serviços executados pelas equipes de manutenção. assim como. distribuem melhor a mão-de-obra existente. Na Europa. Trata-se da manutenção que prediz tempo de vida útil dos componentes das máquinas e equipamentos e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado. aliados às experiências de determinadas pessoas com o funcionamento dos equipamentos. mantenedores e até visitantes). fornecimento de dados mais precisos sobre a qualidade das peças e componentes. milhões de rotações. previamente estabelecidas. evitando ociosidades ou acúmulo de serviços. etc. é a manutenção que permite garantir uma qualidade de serviço desejada. como também. do estado em que se encontram as peças ou componentes dos equipamentos. baseando-se na vida útil estimada.Manutenção Preventiva Preditiva De acordo com a NBR 5462/94. É um método que traz bons resultados quando bem programado. pois o estoque de sobressalentes é grande e variado. determinar o que deve ser substituído. já que são necessários aparelhos e instrumentos confiáveis. bem como. supervisores. Inspeções para verificação do estado funcional sempre foram realizadas em qualquer equipamento. Os sentidos humanos como: audição. pessoal (inspetores) qualificados.). A idéia principal é a de manter o funcionamento do componente até o limite operacional (vida útil total).2. Conceito de manutenção preditiva Manutenção preditiva é aquela que indica as condições reais de funcionamento das máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou processo de degradação. reparado.A manutenção preventiva funciona por programação. A manutenção preventiva tradicional centraliza suas ações na substituição programada de itens (componentes) de equipamentos.com) . quilômetros rodados. é de custo elevado. maior disponibilidade do equipamento para a produção. isto é: detectar defeitos antes que se concretizem. 4. as paradas de produção são mais freqüentes.2 . olfato. tato e visão. Educação Profissional 28 Created with novaPDF Printer (www. Tais investimentos poderão ser diluídos com um menor estoque de peças sobressalentes. utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de amostragem para reduzir ao mínimo a manutenção preventiva e diminuir a manutenção corretiva. foram durante muitos anos os principais instrumentos para a inspeção.novaPDF. durante a manutenção.

graxa ou produto do processo. Faiscamentos de escovas. Educação Profissional 29 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. sem desmontagem. Limpeza. Deficiência de ventiladores. poderão ser inspecionados:        Desgastes internos. parcial ou totalmente.A inspeção poderá ser realizada das seguintes maneiras:  Com o equipamento funcionando poderão ser verificados:           Vazamentos de óleo. poderão ser verificados:         Apertos de parafusos e porcas. Nível e pressão do óleo. etc. Estado geral de peças.2. Trincas. Limpeza. Vibrações. Trincas superficiais. Vazamentos. etc. etc. Teste de isolamento de motores elétricos. Desgaste (com medição). Verificação de contadores. Funcionamento de lâmpadas de sinalização.  Com o equipamento parado e desmontagem parcial (retiradas tampas de proteção e tampas de visita). Reduzir o trabalho de emergência não planejado. Aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos. Ruídos estranhos.1 .2.com) . Alinhamento de acoplamentos. Estado das chavetas. Corrosão. Impedir o aumento dos danos. Fixação de peças. NOTA: A inspeção poderá ser realizada com o equipamento desmontado. o que poderá ocorrer em caso de paradas programadas.  Com equipamento parado. Temperatura. a necessidade de serviços de manutenção numa peça específica de um equipamento. 4. Parafusos soltos. antecipadamente. Eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção. Lubrificação.Objetivos da manutenção preditiva Os objetivos da manutenção preditiva são:      Determinar.

Aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha de produção. Este diagnóstico deve ser feito antes de se programar o reparo.com) .2.14 A manutenção preditiva.2.2. um diagnóstico referente à origem e à gravidade do defeito constatado. Temperatura. Aceleração. a manutenção preditiva exige a utilização de aparelhos adequados. Figura 4. após a análise do fenômeno. na medida do possível.novaPDF.Execução da manutenção preditiva Para ser executada. torna-se possível indicar. tais como:      Vibrações das máquinas.2 . Desempenho. eventuais defeitos ou falhas nas máquinas e equipamentos. Determinar previamente as interrupções de fabricação para cuidar dos equipamentos que precisam de manutenção. 4.2. 4. com antecedência.   Aproveitar a vida útil total dos componentes e de um equipamento. Pressão.Diagnóstico Detectada a irregularidade. Por meio desses objetivos. capazes de registrar vários fenômenos. pode-se deduzir que eles estão direcionados a uma finalidade maior e importante: redução de custos de manutenção e aumento da produtividade. adota dois procedimentos para atacar os problemas detectados: estabelece um diagnóstico e efetua uma análise de tendências. o responsável terá o encargo de estabelecer. Com base no conhecimento e análise dos fenômenos.3 . Educação Profissional 30 Created with novaPDF Printer (www.

novaPDF.2.com) .4. resume o que foi discutido até o momento. Graficamente temos: Figura 4. Figura 4.16 Educação Profissional 31 Created with novaPDF Printer (www.4 .2. por meio de aparelhos que exercem vigilância constante predizendo a necessidade do reparo.Análise da tendência da falha A análise consiste em prever com antecedência a avaria ou a quebra.15 O esquema a seguir.

Vínculos desajustados. análise do estado das superfícies e análises estruturais de peças. Se captadores de vibrações forem colocados em pontos definidos da máquina. análise dos óleos. 4. Engrenagens defeituosas. Cavitação.A manutenção preditiva. O princípio de análise das vibrações baseia-se na idéia de que a estrutura das máquinas excitadas pelos esforços dinâmicos (ação de forças) dão sinais vibratórios. Abaixo. o aparelho. com antecipação. é possível obter informações sobre o estado da máquina. levam-nas a um processo de deteriorização. Rotores desbalanceados.novaPDF. dos portáteis – que podem ser transportados manualmente de um lado para outro – até aqueles que são instalados definitivamente nas máquinas com a missão de executar monitoração constante. Lubrificação deficiente. Eixos deformados. eles captarão as vibrações recebidas por toda a estrutura.Métodos de investigação da Manutenção Preditiva . aos poucos. Falta de rigidez. Educação Profissional 32 Created with novaPDF Printer (www. Por meio da medição e análise das vibrações de uma máquina em serviço normal de produção detecta-se.Estudo das vibrações Todas as máquinas em funcionamento produzem vibrações que. dos mais simples aos mais complexos. cuja freqüência é igual à freqüência dos agentes excitadores. Problemas hidráulicos. Problemas aerodinâmicos. Observando a evolução do nível de vibrações. O registro das vibrações e sua análise permitem identificar a origem dos esforços presentes em uma máquina operando. Folga excessiva em buchas. Entre os vários métodos destacam-se os seguintes: estudo das vibrações. Acoplamentos desalinhados. O aparelho empregado para análise de vibrações é conhecido como analisador de vibrações.5 . No mercado há vários modelos de analisadores de vibrações. Essa deteriorização é caracterizada por uma modificação da distribuição de energia vibratória pelo conjunto dos elementos que constituem a máquina.com) . em destaque. adota vários métodos de investigação para poder intervir nas máquinas e equipamentos. um operador usando um analisador de vibrações portátil e. geralmente. a presença de falhas que devem ser corrigidas:             Rolamentos deteriorados.2.2.

como no estudo das vibrações.17 . etc. microscópios. Em termos de contaminação dos óleos. reagentes. A análise dos óleos permite. a análise dos óleos é muito importante na manutenção preditiva. instrumentos e equipamentos. também. peagômetros. Índice de acidez. Índice de alcalinidade.Análise dos óleos Figura 4. É a análise que vai dizer se o óleo de uma máquina ou equipamento precisa ou não ser substituído e quando isso deverá ser feito. fotômetros de chama. Assim. Tais partículas sólidas são geradas pelo atrito dinâmico entre peças em contato. identificar os primeiros sintomas de desgaste de um componente. centrífugas. espectrômetros. Educação Profissional 33 Created with novaPDF Printer (www. A análise dos óleos é feita por meio de técnicas laboratoriais que envolvem vidrarias. Água. É por meio das análises que o serviço de manutenção pode determinar o momento adequado para sua troca ou renovação. Entre os instrumentos e equipamentos utilizados temos viscosímetros.18 Os objetivos da análise dos óleos são dois: economizar lubrificantes e sanar os defeitos. Ponto de fulgor. O laboratorista usando técnicas adequadas. As principais propriedades dos óleos que interessam em uma análise são:      Índice de viscosidade. interessa saber quanto existe de:    Resíduos de carbono.Figura 4. Os modernos equipamentos permitem análises exatas e rápidas dos óleos utilizados em máquinas. A economia é obtida regulando-se o grau de degradação ou de contaminação dos óleos.com) . Ponto de congelamento.novaPDF. Essa regulagem permite a otimização dos intervalos das trocas. A identificação é feita a partir do estudo das partículas sólidas que ficam misturadas com os óleos. determina as propriedades dos óleos e o grau de contaminantes neles presentes. Partículas metálicas. tanto em componentes mecânicos quanto hidráulicos.

Educação Profissional 34 Created with novaPDF Printer (www. Ultra-sonografia. As informações recolhidas são registradas numa ficha.6 . Holografia. Caráter “estratégico” das máquinas instaladas. além do simples exame visual – com ou sem lupa – várias técnicas analíticas. a análise estrutural é de extrema importância. por exemplo. Em uniões soldadas.. Meios materiais colocados à disposição para a execução dos serviços. Estroboscopia.2. Molde e impressão. Infiltração com líquidos penetrantes.Periodicidade dos controles A coleta de dados é efetuada periodicamente por um técnico que utiliza sistemas portáteis de monitoramento.2. A análise superficial abrange. Radiografia (raios X). possibilitando ao responsável pela manutenção preditiva tê-las em mãos para as providências cabíveis. Magnetoscopia. As técnicas utilizadas na análise estrutural são:         Interferometria holográfica. 4. Ecografia. É por meio da análise estrutural que se detecta. trincas e bolhas nas peças das máquinas e equipamentos. tais como:     Endoscopia. Duração da utilização da instalação. Gamagrafia (raios gama). . também é importante para se controlar o grau de deteriorização das máquinas e equipamentos. Correntes de Foucault.Análise do estado das superfícies A análise das superfícies das peças. A periodicidade dos controles é determinada de acordo com os seguintes fatores:      Número de máquinas a serem controladas. A tabela a seguir. sujeitas aos desgastes provocados pelo atrito.Análise estrutural A análise estrutural de peças que compõem as máquinas e equipamentos também é importante para a manutenção preditiva. mostra um exemplo de um programa básico de vigilância de acordo com a experiência e histórico de uma determinada máquina.novaPDF. Número de pontos de medição estabelecidos. a existência de fissuras.com) .

Diminuição dos custos nos reparos. permanente  compressores.  bombas. partes. 35 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.com) .4 Métodos Utilizados Medição de vibração PROGRAMA BÁSICO DE VIGILÂNCIA Equipamentos Vigiados Equipamentos Necessários Todas as máquinas Medidor de vibração giratórias de potência média ou máxima e / ou Analisador equipamentos críticos:  motores. Controle dos materiais (peças.500 horas Medição das falhas de rolamentos Análise estroboscópica 500 horas Segundo a necessidade Análise dos óleos Feita pelo fabricante 6 meses Termografia Subcontratação (“terceirização”) 12 meses Exame endoscópico Endoscopia + fotos Todos os meses As vantagens da manutenção preditiva são:       Aumento da vida útil do equipamento.000 a 1. Melhoria da produtividade da empresa.novaPDF. controlar a velocidade ou medir os planos  Redutores e circuitos hidráulicos  Motores  Equipamentos de alta-tensão  Distribuição de baixa-tensão  Componentes eletrônicos  Equipamentos com componentes refratários  Cilindros de compressores  Aletas  Engrenagens danificadas Estroboscópio do analisador de vibrações Periodicidade da Verificação 3. Todos os rolamentos Medidor especial ou analisador Todos os lugares onde se quiser estudar um movimento. etc. componentes. Sistemas de vigilância  redutores. Diminuição dos estoques de produção. Limitação da quantidade de peças de reposição.) e melhor gerenciamento.Tabela 4.  ventiladores.

conduzindo à métodos de medidas direta. É um método de acompanhamento de custo elevado e que só tem uma boa relação custo x benefício em equipamentos vitais para a produção de uma empresa. Viscosidade – Viscosímetros. lupas. por um termômetro de mercúrio. Desbalanceamento – Balanceadores.2. Dureza superficial – Durômetros. Educação Profissional 36 Created with novaPDF Printer (www. A exemplo da fórmula 1. laser. levam-se em conta o conhecimento técnico e científico envolvido. Trincas superficiais – Líquidos penetrantes. pirômetros.2. indireta ou a distância. Para cada um dos métodos e instrumentos aparelhos usados. por um termômetro digital sem contato. da sua periculosidade e acessibilidade. Exemplo de alguns parâmetros a serem inspecionados e os aparelhos / instrumentos utilizados: Dimensão – Paquímetro / Micrômetro. por termômetro digital de contato. tendo parâmetros principais do funcionamento do motor avaliado constantemente.Monitoramento É uma ramificação preditiva. o que determinará a escolha de métodos e aparelhos / instrumentos com elevados graus de sofisticação e resolução. Exemplo: A temperatura pode ser verificada pelo tato do inspetor (até +. os carros são monitorados dos boxes. bem como o preparo ou treinamento de inspetor / analista.Limites técnicos da manutenção preditiva A eficácia da manutenção preditiva está subordinada à eficácia e à confiabilidade dos parâmetros de medida que a caracterizam.com) . Desalinhamento – Relógio comparador. Motivação do pessoal de manutenção. do seu funcionamento. A aplicação do instrumento / aparelho correto depende de vários fatores inerentes ao equipamento que se deseja controlar. por termopares. Vibração – Medidores de vibração. Temperatura – Termômetros.2.    Melhoria da segurança. Boa imagem do serviço após a venda. Ruídos – Decibelímetro. termovisão.50°C). tintas de coloração variáveis. 4.novaPDF. assegurando o renome do fornecedor. Trincas internas – Ultra-som. Densidade – Densímetros. e outros.3 . 4. Credibilidade do serviço oferecido. fotografia com películas sensíveis à raios infravermelhos. um acompanhamento constante da situação funcional do equipamento através de aparelhos / instrumentos. num grau de inspeção máximo ou seja.7 . Cada um dos parâmetros a ser inspecionado pode ter critérios diferentes.

onde não possam cair e ferir alguém. Ao subir ou descer escadas verticais. os cuidados de rotina para com as ferramentas:  Ao serem apanhadas.  Durante o trabalho. primeiramente. nunca se levam ferramentas na mão. Impacto. Não colocar sobre peitoris.1 – INTRODUÇÃO Pode-se considerar como extensão das mãos que multiplicam sua força e habilidade sendo empregadas nos mais variados campos de atividade. Não colocar sobre parte móveis de máquinas ou estruturas sujeitas a vibrações. Lubrificadas quando tiverem partes móveis. Verificação .  Ao serem transportadas. Força. A seguir. As ferramentas devem ser dispostas em lugares seguros. Traçagem. Corte. a não ser. as tipicamente de bolso. deve-se ter o cuidado de não derrubá-las sobre outras pessoas. especialmente cabos e partes submetidas a esforços. mesmo que você não as tenha utilizado. aplicação e os meios corretos de como utilizá-las. Devem ser apanhadas somente as ferramentas estritamente necessárias.        Medição. você irá agrupar ferramentas de seu conhecimento. Quando transportadas em cinto porta-ferramentas.com) . Inicialmente. 37 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Sejam limpas. Para isso foi relacionado. Cada ferramenta deve ser guardada nos locais que lhe são determinadas.  Antes de serem guardadas. As ferramentas de corte de precisão devem ser guardadas com os cortes protegidos.novaPDF. sua especificação. Especial cuidado deve ser tomado com as ferramentas pontiagudas e cortantes. Inspecionadas.5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5. serão apresentadas as ferramentas mais comuns e utilizadas nas oficinas mecânicas. em o que se pode chamar de famílias. Sujeição. chaves inglesas. segundo sua aplicação e que apresentem o mesmo risco. como alicates.  Ao serem guardadas. corrimão. O transporte deve ser feito de preferência em caixas adequadas. Deve ser evitado o transporte no bolso. etc. etc.

Educação Profissional 38 Created with novaPDF Printer (www.com) .CHAVES DE BOCA E ESTRELA a) Material: geralmente forjadas em aço cromo-vanádio.  Chave de boca fixa 1 1/16” x 1 1/4" – Tem boca inclinada em 15°.2. que facilita o trabalho tornando-o mais seguro.4 Utiliza o princípio da alavanca para apertar ou desapertar parafusos e porcas.  Chave combinada – Neste modelo combina-se os dois tipos básicos existentes: de boca e de estrias. Figura 5. tais como: de uma boca e de duas bocas.novaPDF.5.2 A chave de boca fixa simples compreende dois tipos. b) Tipos. A de estrias é mais usada para “quebrar” o aperto e a de boca para extrair por completo a porca ou parafuso. sendo necessário um setor livre com ângulo maior de 30°.1 Figura 5. A elevação da haste em um ângulo de 45° permite que a mão passe livre sobre pequenos obstáculos. Figura 5. pois é mais difícil a porca ou a cabeça do parafuso escapar. sendo aplicadas sobre as porcas ou cabeças de parafusos a fim de aperta-las ou soltá-los. evitando escoriações nos dedos. especificação e aplicação:  Chave estrela 45° de 21 x 23mm – São leve e resistentes e possuem a qualidade de múltiplo posicionamento.3 Figura 5.

7 Figura 5.10 Educação Profissional 39 Created with novaPDF Printer (www.6 Usar calços para compensar a folga é outra coisa condenável.8 Se o esforço deve ser grande não convém aumentar o braço da alavanca para exercer maior torque.5 c) Utilização e cuidados: A boca deve ser justa à porca e bem encaixada para que o trabalho seja seguro. Figura 5.9 Exercer esforço com o peso do corpo é outro erro. não há controle do esforço e é perigoso. Figura 5.novaPDF.Figura 5. podendo escapar. Figura 5. tanto sob o ponto de vista técnico como de segurança. Figura 5.com) . Boca folgada não permite bom aperto. as chaves devem ser forçadas somente com a força dos braços. é prejudicial à chave.

Figura 5.novaPDF.12 Figura 5. se a chave se quebrar. Usar chaves como alavanca ou martelo é tão condenável que dispensa ilustração. escapar ou se quebrar o parafuso. Valendo ressaltar que não devem ser atingidas por martelos. a fim de prevenir qualquer surpresa desagradável.11 Ao empurrar. Em casos especiais deve-se empurrá-la com a mão espalmada. a mão irá contra o obstáculo que estiver na frente. Figura 5. Figura 5.14 Figura 5.com) .De preferência deve-se puxar a chave.15 Educação Profissional 40 Created with novaPDF Printer (www.13 Cuidado especial deve-se ter em lugares altos: o escape da chave poderá acarretar o desequilíbrio e queda do usuário.

especificação e aplicação:   Chave de fenda 1/4" x 8” – utilizada para girar parafusos com fenda de aproximadamente 1/4".1/2” – é uma variação da chave comum. Figura 5. É empregada para apertar e desapertar parafusos cujas cabeças tenham fendas ou ranhuras que permitam a entrada da cunha. onde acopla-se um cabo de madeira ou plástico.16 b) Tipos. Figura 5.novaPDF. a) Material: sua haste é feita em aço carbono e seu cabo em resina ou plástico. o que oferece mais segurança proporcionando trabalhos mais satisfatórios. especialmente quanto à isolação.17  Chave de Fenda . pois só a ponta que varia. devendo preencher toda a fenda atingindo.5. Chave phillips cotoco de 1/4" x 1.com) . Figura 5.18 Educação Profissional 41 Created with novaPDF Printer (www. inclusive o fundo. sendo inclusive mais seguros e eficientes.A chave de parafuso de fenda é uma ferramenta de aperto constituída de uma haste cilíndrica de aço carbono. com uma de suas extremidades forjada em forma de cunha e a outra em forma de espiga prismática ou cilíndrica estriada.3 . tenda esta uma forma cruzada.CHAVES DE FENDA E PHILLIPS.

novaPDF.com) .20 2.250” – Utilizada em parafusos com encaixe interno sextavado de 3/8”.19 1.Pressionando-a contra a mão é um erro perigoso. Figura 5. desde que se introduza na fenda hexagonal da cabeça do parafuso. se exerce esforço através do braço de alavanca da haste o que dá certa semelhança com as chaves de boca.Como alavanca é um erro prejudicial. 3.21 5. Figura 5.375” x 4. cuidados semelhantes aos das chaves de boca e de fenda. pois.4 . c) Utilização e cuidados: Pode ser considerada um tipo especial de chave de fenda.CHAVE HEXAGONAL ALLEN a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave hexagonal 3/8” x 1.Como talhadeira é um erro imperdoável.c) Utilização e cuidados: Figura 5. Merece. Educação Profissional 42 Created with novaPDF Printer (www. É encontrada em jogo de seis ou sete chaves.

Sendo estas chaves mais versáteis.22 5.CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU CHAVE INGLESA. A limpeza e lubrificação são fatores importantes para conservação dessas ferramentas e para segurança de seus usuários. Existem dois tipos: chave inglesa e chave de grifo. O esforço deve ser feito somente no sentido de forçar contra a parte fixa da chave.24 Figura 5.Figura 5.25 Educação Profissional 43 Created with novaPDF Printer (www. bem justa. Figura 5.novaPDF.23 a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave de boca regulável de 12”x 1 5/16” – Utilizada em porcas ou cabeças de parafusos para aperta-los ou soltá-los. Figura 5. ao tamanho da porca.5 . por meio de um parafuso regulador ou porca.com) . Permite abrir ou fechar a mandíbula móvel da chave. A boca deve ser sempre regulada. exigem mais cuidados.

engrenagens.30 Educação Profissional Figura 5.  Duas Garras: Fixas Articuladas Garra deslizante Figura 5.  Três Garras Fixas Articuladas Figura 5. profundidade máxima. acoplamentos sobre eixos.27 Figura 5. abertura máxima.SACA POLIAS a) Material: Geralmente em aço carbono.6 . Dados para especificação: Características gerais. material.31 44 Created with novaPDF Printer (www.26 5.28 Figura 5. especificação e aplicações. acabamento. rolamentos. b) Tipos.29 São utilizados em tarefas de desmontagem de polias.novaPDF.Figura 5.com) .

para evitar possíveis acidentes e garantir uma agilidade na tarefa. hexagonal ou octogonal.32 Figura 5. em serviços um pouco mais pesados. Estes centralizam melhor. de secção circular. será necessário utilizar dispositivos a quente (chuveiros). temperada e afiada convenientemente. dilatação. Dados para especificação: Os mesmos da saca-polias de duas garras. 5. provido de cunha. Educação Profissional 45 Created with novaPDF Printer (www. porém.33 Figura 5.34 Utilização Servem para cortar chapas.A Talhadeira e o Bedame são ferramentas de corte feitas de um corpo de aço.7 . Certificar-se que as garras estão bem fixadas. com um extremo forjado. apoiadas na peça a ser removida. Em alguns casos. Figura 5. especificação e aplicação .Aço b) Tipos. Deve ser verificado a capacidade de torque do saca polias antes de sua utilização para evitar sua quebra. c) Utilização em cuidados Durante ou após o seu uso deve-se ter alguns cuidados: Evitar esforço desnecessário de danificação dos filetes de rosca do parafuso (tirante) principal. para aquecer a peça a ser retificada através do processo de aquecimento. retirar excesso de material e abrir rasgos.TALHADEIRA E BEDAME a) Material .novaPDF.com) . retangular.Mesmas condições de utilização de saca-polias de duas garras. e outro chanfrado denominado cabeça.

35 b) Tipos e especificações .Aço cromo vanadium fosfatizado Figura 5. em geral.CHAVES PARA TUBOS Figura 5. estar bem temperadas e afiadas.com) . para que cortem bem. tabela abaixo: Tabela 5. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. A aresta de corte deve ser convexa e o ângulo de cunha Varia com o material a ser talhado.SACA PINOS CÔNICO E PARALELO a) Material . 5.novaPDF. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. As ferramentas de talhar devem ter ângulos de cunha convenientes. em geral.36 São utilizados para retirar pinos. Paralelo: Figura 5.37 Educação Profissional 46 Created with novaPDF Printer (www.9 . Os tamanhos são entre 150 e 180mm 4.São utilizados para retirar pinos ou fixar peças mecânicas.1 CUNHA 50° 60° 65° 70° 3. MATERIAL Cobre Aço Doce Aço Duro Ferro fundido e bronze fundido duro 5. A cabeça é chanfrada e temperada. A cabeça do bedame e da talhadeira é chanfrada e temperada brandamente para evitar formação de rebarbas ou quebras.Características 1. O bisel da cunha é simétrico ou assimétrico 2. conforme.8 .

b) Tipos. folgas. comprimento.11 .11. comprimento. c) Utilização e cuidados .Características gerais. Apresentam formas e perfis variados.com) . etc.Verificador de raio Serve para verificar raios internos e externos.novaPDF. geralmente. flanges.40 5. rotores.2 .ESPÁTULAS Figura 5. Os verificadores e calibradores classificam-se em vários tipos: 5.10 .VERIFICADORES E CALIBRADORES São instrumentos geralmente fabricados de aço.Características gerais. material.capacidade de abertura ou diâmetro do tubo (máximo).1 . Suas dimensões variam.São utilizados em aperto de tubulação rosqueadas.São utilizadas para remoção de tampas. 5.a) Material – Cabo e cabeça fabricados em aço cromo vanadium. Em cada lâminas é estampada a medida do raio. acabamento. que estejam sujeitos a apertos leves. b) Tipos. c) Utilização e cuidados . É utilizado para verificar e controlar raios. diâmetros e espessuras. acabamento. Figura 5. especificação e aplicação .39 a) Material – Fabricado em aço fundido niquelado. roscas.38 Figura 5.11. 5. temperado ou não.41 Educação Profissional 47 Created with novaPDF Printer (www. de 1 a 15mm ou de 1/32” a 1/2”. material.Verificador de ângulos Figura 5. especificação e aplicação . ângulos.

Em cada lâmina vem gravada sua medida.11. Figura 5.0015” a 0.44 TORQUE (T) = FORÇA (F) X DISTÂNCIA (L) Educação Profissional 48 Created with novaPDF Printer (www. Em suas lâminas está gravado o número de fios por polegada ou o passo da rosca em milímetros.Verificador de rosca Usa-se para verificar roscas em todos os sistemas.TORQUÍMETRO Para um melhor entendimento sobre torquímetro.4 . T = torque. sendo fabricado em vários tipos. necessário de faz termos bem definido o conceito de torque. Figura 5.novaPDF.com) .43 5.42 5. ou de 0. que varia de 0. TORQUE A importância de controlar o aperto aplicado em um parafuso O que é torque? De uma forma bem simplificada.Calibrador de folgas (Apalpador) Usa-se na verificação de folgas.3 .12 . F = força e L = comprimento da alavanca. Sua fórmula é: (T = F X L) sendo. Figura 5.04 a 5mm. torque é a resultante de uma força aplicada em um determinado braço de alavanca.11.5.2000”.

Acabamento superficial. 49 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Quebrar o parafuso. pondo em risco vidas humanas e patrimônio. Tratamento térmico aplicado no parafuso.Unidades de torques mais usadas:    N. Que efeito produz o torque num parafuso? A aplicação de torque no parafuso produz uma tensão linear (esticamento) e. fazendo-o falhar mais tarde. 3. 4. A que tensão podemos sujeitar um parafuso? Vários fatores são levados em consideração na fabricação de um parafuso. Veja abaixo o exemplo para um parafuso sextavado M10 conforme DIN 267.com) . etc. um alongamento do mesmo (deformação elástica). dentro dos limites seguros de tensão para dado parafuso. componentes. 5. etc. etc. M (Kigrama força metro) Lbf.m (Newton metro) Kgf. 5. provocando assim vazamento de gases e líquidos. assim. A elasticidade do material do parafuso faz com que esse pretenda voltar a sua forma original fixado. Fazer cair o parafuso devido a vibrações da máquina ou do equipamento. aço carbono. Trincar o parafuso. aço inoxidável. conjuntos. Coeficiente de atrito. conseqüentemente. Fl (libra força pé) Onde se aplica o torque? Em parafusos e prisioneiros que fixam peças. Matéria prima (latão. conforme especificação do projeto. 2.). São eles: 1. Esmagar juntas ou gaxetas. alumínio. 2. Todos estes fatores irão determinar a classificação de resistência a que pertence o parafuso. 2. Empenar um conjunto fixado por parafusos. Exemplo: têmpera. Porque devemos controlar o torque a ser aplicado num parafuso? O torque quando excessivo pode: 1. Espanar os fios de rosca do parafuso. 3. o conjunto.novaPDF. Tipo e passo da rosca. O torque quando insuficiente pode: 1. aço ligado. Alterar a vedação (junta). conforme normas internacionais. Classes de Qualidade Conforme DIN 267 Nominal Sextavado Como determinar o tamanho do parafuso a ser utilizado? O tamanho do parafuso deve ser determinado pelo total de tensão necessária para fixar o conjunto de peças. o que provoca o vazamento de gases e líquidos entre componentes de máquinas. revenimento. impedindo seu funcionamento normal. 4.

São fabricados com maquinário específico e mão-de-obra especializada que asseguram a qualidade do instrumento. torquímetro axial. torquímetros especiais para áreas médicas (esterelizáveis). A escolha correta da ferramenta para aperto significa segurança. Essas cargas. 4. torquímetro de relógio com ponteiro de arraste. FORÇA DE FIXAÇÃO Figura 5.novaPDF.com) . Comprometer o desempenho da máquina ou equipamento em função da falta de alinhamento e suporte dos seus componentes entre si. Inspeções e reparos podem ser efetuados no campo com um mínimo de ferramentas.45 Figura 5. torquímetro de relógio. Segue alguns tipos de torquímetros: torquímetro de estalo com escala / sem escala. torquímetros para tampas de embalagens. Cada torquímetro foi desenvolvido para uma diferente aplicação. que tendem a provocar a soltura dos componentes da junta. torquímetro de escape ou giro livre. compressão.47 Figura 5.48 A força de fixação é obtida pelo tensionamento do parafuso e a conseqüente compressão dos componentes da junta roscada. cisalhamento e vibração). torquímetro de vareta. JUNTA MECÂNICA Figura 5. Somente através de uma ferramenta denominada “torquímetro” é que conseguiremos aplicar o torque especificado. Causar acidentes e danos ao patrimônio.46 Uma junta mecânica roscada oferece a vantagem de desmontagem rápida para inspeção ou reparo de componentes: fixadores podem ser reutilizados. torquímetro pneumático. devem ser absorvidas pela força de fixação induzida na junta durante a 50 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. facilidade e qualidade para seu trabalho. torquímetro tipo “T”. a) A qualidade mais importante da junta é a sua resistência às cargas de trabalho (tração.3. torquímetro com cabeça intercambiável. Os torquímetros devem ser construídos conforme prescrições rigorosas de usinagem e montagem. rapidez. torquímetro digital. transdutores de torque estáticos e rotativos.

sua montagem. A força de fixação deve ser maior do que a soma das cargas de trabalho que agem sobre ela. vale dizer ainda que os equipamentos necessários para fazer a medição são muito caros. a fricção. Após aperto da junta não é possível remover os sensores. O aperto também aumenta a fricção entre os componentes.50 b) Como gerar força de fixação nos componentes da junta? Apertando os componentes da junta uns contra os outros por meio de fixadores roscados. Além de ser um processo demorado. os componentes da junta podem começar a soltar-se debaixo das cargas de trabalho. fazendo com que o conjunto se comporte como uma única peça. pois dificulta o movimento dos componentes entre si. é proibitivo na maioria dos processos de montagem. Só é possível. evitando a soltura. quando se utiliza parafuso com porca. resistindo a tração e compressão. pois estes são os meios mais confiáveis.com) . d) Há meios práticos de medir a pré-carga num fixador? Não. Poderíamos tentar medir a compressão a que sujeitamos os componentes da junta. que em muitas outras aplicações nos “rouba’’ parte do nosso esforço”. a força de fixação da junta é muito importante para assegurar um perfeito funcionamento do produto em que se encontra instalada. tornando-se assim um processo impraticável. gerando uma tensão que ultrapassa o limite de resistência do fixador ou envergar os componentes da junta. Educação Profissional 51 Created with novaPDF Printer (www. Na junta. aparece aqui como coadjuvante. que assim resiste melhor a cisalhamento e vibração. Figura 5.49 Figura 5. Esta medição seria feita por meio de extensômetros ou ondas de ultra-som. condições estas que prejudicariam o bom desempenho do produto. resultando numa falha catastrófica. c) Como se vê. Se aplicar um aperto pequeno demais. Se aplicar um aperto em excesso. utilizando transdutores de pressão ou sensores de pressão instalados na própria junta. pode-se espanar a rosca do fixador. – Pode-se recorrer à medição do alongamento do fixador que está intimamente ligado a précarga nele aplicada. permitindo acesso às duas extremidades do parafuso.novaPDF. por isso. GERANDO FORÇA DE FIXAÇÃO PELO TORQUE Qual é a solução que resta para aplicar a precarga correta a um fixador? É controlar o torque que se aplica ao fixador utilizando um TORQUÍMETRO ou uma apertadeira motorizada com CONTROLE DE TORQUE.

dureza de diferentes tipos de materiais. Depois nada melhor que um ‘teste de campo‘ sob as condições reais de cargas de trabalho e cargas externas. Tolerâncias da rosca do fixador / parafuso. Existência de arruelas lisas ou de pressão. É muito importante. Para garantir a segurança na aplicação do torque correto em linhas de montagem de alta produção são utillizadas apertadeiras motorizadas que indicam o torque dinâmico sendo gerado e permitem imprimir o torque máximo aplicado através de impressora para gerar um ‘hardcopy’ para comprovação do torque aplicado para um cliente ou para utilização futura em caso de litígio. a escolha dos componentes da junta e o processo de montagem com os torques utilizados foram perfeitos. O conceito '‘um pouco mais não pode fazer mal’ não é aceitável. Folga do furo. horas ou dias atrás é um processo duvidoso. Formato da cabeça.com) . que devido ao relaxamento dos componentes da junta pode ser bem diferente da ‘fricção dinâmica’ que existia no momento do aperto. Componentes de material diferente. Local de aplicação de torque (porca ou cabeça do parafuso). AUDITORIA DE TORQUE ‘Auditoria de torque’ pretendendo encontrar o torque aplicado a minutos.novaPDF. sim! Educação Profissional 52 Created with novaPDF Printer (www. Perpendicularidade ou paralelismo dos fixadores e componentes da junta. Esta correlação depende de vários fatores como:            Tipo de junta: junta elástica ou junta rígida. pois quando se tenta reiniciar a rotação da porca ou fixador tem-se que vencer a ‘fricção estática’. Após definição da força de fixação necessária em determinada junta e do relaxamento que deve ocorrer pode-se especificar o torque a aplicar ao fixador. O operador deve parar de aplicar força tão logo atinja o torque recomendado. Tratamento térmico.AS VARIÁVEIS NA RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO (Força de fixação) Na época da elaboração do projeto do produto é necessário estabelecer empiricamente uma relação entre um torque aplicado e a precarga resultante no fixador e a força de fixação obtida na junta. gaxetas e o tempo que passou entre a aplicação de torque e a tentativa de medir a força de fixação residual. Se a junta não falhar e nem se soltar. que torques apurados em ensaios sejam respeitados no ‘chão de fábrica’. Acabamento e lubrificação de faces contactantes. Tipo de rosca (rosca grossa ou rosca fina). Os ensaios devem sempre ser feitos nas condições mais próximas à realidade da montagem. Muitos fatores contribuem para alterar a tensão residual do fixador e com isso a força de fixação existente na junta: estado de lubricidade. porque pode fazer mal.

quando dotados de catraca ou de outro implemento. Figura 5. ou num padrão espiral. especificação e aplicação . Quando se deve montar uma junta com múltiplos fixadores. Um outro procedimento é apertar os fixadores em vários ‘passos’ (ex. TORQUE: é o movimento torçor. mola helicoidal no modelo ‘estalo’ e de ‘giro livre’ e extensômetro (strain gage) no modelo ‘digital’.: aeronáutica e veículos). uma barra no modelo ‘vareta’ ou relógio.100% do torque especificado). Torquímetros de sinalização de torque (estalo).: 30% 70% . pois apertos repetidos reduzem a fricção entre partes contactantes. para indicar o torque sendo aplicado. um outro fixador. ou seja: 5. Para dar tempo para a gaxeta se acomodar.e encontra-se um problema de relaxamento peculiar: enquanto apertar-se um fixador. perde a sua força de fixação. A prática de aperto em vários ‘passos’ ou ‘passadas’ ajuda a eliminar uma das causas do baixo aproveitamento de torque para gerar tensão e força de fixação no fixador e na junta. mantendo o padrão de ‘seqüência cruzada’ ou ‘espiral’. a causa de relaxamento mais conhecida é o emprego de gaxetas de vedação entre dois componentes da junta.São ferramentas destinadas ao aperto de parafusos e porcas com torque controlado a partir de um valor pré-estabelecido em projeto. ou para sinalizar que um torque pré-selecionado foi alcançado.51 a) Material: (Falta material) b) Tipos. já instalado.RELAXAMENTO Na prática ocorre uma gradual perda da força de fixação em quase todas as juntas roscadas porque as faces da junta em contato aos poucos sofrem um ‘nivelamento’ das irregularidades de superfície que diminui a força de fixação existente.1 . Este procedimento muitas vezes é utilizado na montagem de juntas críticas (ex. Para diminuir este inconveniente executa-se o aperto dos fixadores numa ‘seqüência cruzada’. Outro fator que pode afetar substancialmente o relaxamento da força de fixação numa junta é o emprego de arruelas debaixo da cabeça do parafuso. porque a mudança das condições de tensão na junta provoca um relaxamento localizado.com) . Provavelmente.12. acabamento da face de contato e dureza da arruela influenciam o relaxamento da força de fixação na junta e a tensão no parafuso. é aconselhável apertar os parafusos mais uma vez para compensar a força de fixação perdida. O diâmetro do furo da arruela. Educação Profissional 53 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.Princípios do funcionamento do torquímetro Para executar o seu trabalho o torquímetro sempre utiliza um corpo elástico calibrado. cujo pino quadrado desloca o ponto de rotação (A) do soquete para frente do ponto de articulação do torquímetro (B) exigem que a mão do operador aplique a força no centro da empunhadura para gerar o torque desejado.

a posição da mão do operador não influi no torque gerado.Quando o torque-alvo é atingido o corpo do torquímetro gira em falso e soquete ou ponta engajada no parafuso não se mexem mais. Torquímetros de estalo. os torquímetros de vareta. Precisão: _ 3% do valor indicado. Leve. Neste tipo de torquímetro pode-se aplicar força fora do centro da empunhadura e PODE-SE USAR EXTENSÕES no cabo do torquímetro. pois isso alteraria o torque aplicado. Excede a Norma Federal Americana n° GGG-W-00686c. de fácil manejo. que é mantida inalterada devido a uma trava durante todo ciclo de trabalho. devem ser aferidos no ’torque de trabalho’.Torquímetro de "giro-livre" impede que o operador aplique um torque maior do que aquele selecionado. AXIAL COM ESCALA        Ideal para aplicação de torques baixos. digitais e de estalo (sinalização de torque) com escala externa devem ser aferidos em 20% . Para aplicar torques relativamente baixos são utilizados torquímetros ‘de giro livre’ que possuem mola helicoidal e dispositivos limitadores de transmissão de força (cames. fricções. .novaPDF. A Norma estabelece que torquímetros devem ser aferidos: Educação Profissional 54 Created with novaPDF Printer (www.40%-60% . -O torquímetro de "giro-livre" rearma automaticamente Torquímetro de giro-livre é o preferido nas indústrias da eletrônica e informática. Alta sensibilidade e baixo coeficiente de fricção do mecanismo de desligamento garantem precisão do torque aplicado. sem escala externa (preset).80% e 100% da capacidade máxima do torquímetro.Neste tipo de torquímetro NÃO podemos usar extensões no cabo do torquímetro. Formato axial facilita o trabalho em áreas de difícil acesso. TORQUÍMETRO DE GIRO-LEVE (Torquímetro de limitação de torque) . pois isso NÃO ALTERA o torque aplicado. de relógio. etc) que impedem que o eixo-propulsor do torquímetro transmita torques superiores aqueles préselecionados. É mesmo à prova de teimosia e descuido.A escala micrométrica permite regulagem precisa. Quando o ponto de rotação (A) do soquete coincide com o ponto de articulação do torquímetro (B). De acordo com a Norma Brasileira NB-1231.com) . ANSI/ASME B107-14M-1985 e ISO 6789 e Norma Brasileira NB-1231. AFERIÇÃO DE TORQUÍMETRO A fim de tornar possível a aplicação de torques consistentes na linha de montagem é necessário aferir os torquímetros em intervalos estabelecidos em Norma Brasileira. . Operação bi-direcional.

para juntas com prescrição de torque mínimo e máximo. relógio.para reparos e manutenção automotiva. B) Torquímetros de sinalização de torque. A3) Tipo ‘digital’ . é comprar mais de um torquímetro.com) . Após sobrecargas. (Exemplo: capacidade máxima de 20 Nm que atende a aplicação dos torques de 5 Nm e 15 Nm e outro de capacidade máxima de 100 Nm que atende o torque especificado de 75 Nm) NOTA: Existe um projeto de norma que vai proibir os fabricantes de marcar divisões abaixo dos 20% da capacidade máxima nos torquímetros de estalo e relógio. cuidando que os valores de torque a serem aplicados situem-se entre 20% a 100% da capacidade máxima. exigindo menor dispersão de torque. médios e grandes (exemplo: 5 Nm. vareta. relógio. Para os torquímetros digitais entre 10% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. A) Torquímetros de indicação de torque.       A cada seis meses.novaPDF. A ESCOLHA DO TORQUÍMETRO EM FUNÇÃO DA CAPACIDADE Da Faixa de Utilização dos Torquímetros Para os torquímetros analógicos (estalo.para reparos e manutenção de equipamentos que têm juntas críticas. A cada 5. Os fabricantes garantem a precisão somente entre 20% a 100% da capacidade máxima para torquímetros analógicos e entre 10% a 100% para torquímetros digitais. possibilitando a documentação do torque aplicado (hard copy). quando se tem que aplicar / controlar torques pequenos. A cada 10. 15 Nm e 75 Nm) seria preferível comprar um torquímetro com capacidade de 0 a 100 Nm para atender a todas as tarefas. Educação Profissional 55 Created with novaPDF Printer (www. Quando ocorrer dúvida nos resultados obtidos. A1) Tipo ‘vareta’ . Após quedas ou choques violentos sofridos pelo torquímetro. A precisão indicada pelo fabricante do torquímetro só se aplica às faixas acima de modo que não existe nenhum torquímetro que comece de zero! É fácil entender que. digital). A solução então. Após reparos efetuados no torquímetro.000 ciclos de trabalho para torquímetros de sinalização de torque (estalo) e ’de limitação de torque’ (giro livre).000 ciclos de trabalho para torquímetros de ‘indicação de torque’ (vareta. A2) Tipo ‘relógio’ . Mas não há nenhum torquímetro com esta capacidade que tenha ‘garantia de precisão’ para toda esta faixa. giro livre) entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. A ESCOLHA DE TORQUÍMETROS EM FUNÇÃO DO TIPO Para obter o melhor resultado na aplicação de torque o tipo de funcionamento do torquímetro escolhido é fundamental.

Caso já esteja sendo utilizado um torquímetro que satisfaz as condições acima. onça-polegada e librapolegada. Estes calibres de torque operam com escalas em Nmm. Um torquímetro com graduação de 5 em 5 Nm não serve ! O espaçamento das divisões de qualquer torquímetro deve ser grande o suficiente para permitir fácil identificação dos limites inferiores e superiores. acima citadas. C1) Tipo ‘giro livre’ . que obriga o fabricante a garantir uma precisão de ± 4% sobre o valor de torque indicado ou aplicado entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. INDICAÇÃO DE TORQUE SISTEMAS DE INDICAÇÃO DE TORQUE O torquímetro de indicação de torque mais usado é o torquímetro de relógio. cmgf. pouca visibilidade. percorre a escala e. recomenda-se a compra de um igual ou equivalente. devemos observar alguns detalhes importantes: A) Torque a aplicar: no caso ideal o torque a aplicar deve situar-se próximo à metade da capacidade máxima do torquímetro. eliminando o julgamento do operador. cujo ajuste é feito em departamento de Garantia de Qualidade. utiliza-se o modelo ‘Pre-Set’. que permita identificar claramente onde ficam os limites inferiores e superiores do torque a aplicar. Ncm. mão de obra não-especializada). com limite inferior de 14 Nm e com limite superior de 17 Nm. volta a zero. Educação Profissional 56 Created with novaPDF Printer (www. Quando devemos comprar um torquímetro para uma aplicação nova. Ao comprar um torquímetro permitindo a participação de um maior número de fornecedores na cotação não indique a capacidade do torquímetro que pretende substituir. D) Formato do torquímetro: deve levar em consideração as condições de acesso ao fixador e o espaço disponível para a aplicação de força ao torquímetro. então. B) Tolerância do torque a aplicar: o torquímetro deve ter uma resolução boa.com) . C) Torquímetros de limitação de torque. pré-selecionado.para montagens automotivas e industriais em ambientes hósteis (sujeira. mas somente as características (A – D).novaPDF. ajustável manualmente. ao cessar a força. O sistema mais simples possui um relógio com um único ponteiro que. Para torques muito baixos – abaixo de 1 Nm . Para facilitar o trabalho com torquímetros compridos ou para executar testes destrutivos existe o relógio de ‘ponteiro duplo’ ou ‘de memória’.B1) Tipo ‘estalo’ . O segundo ponteiro. pode ser usado como ponto de referência. Quando o trabalho é feito numa linha de montagem. C) Precisão do torquímetro: deve obedecer à Norma Brasileira 1231. ele registra o torque máximo atingido. durante a aplicação de força. Se nossa especificação é torque nominal (alvo) 16 Nm.são utilizados ‘calibres de torque’ (torque watches) indicados para ajuste de micro mecanismos de potenciômetros e ‘trim pots’. com aplicação repetida de um mesmo torque.para aplicação de torques relativamente baixos. Nm.

existem vários modelos de multiplicadores de torque com capacidade até 81.13 .MULTIPLICADORES DE TORQUE Aplicação de Torques Altos Como a força física do operador constitui um limite para qualquer operação de torque. porém o torque final aplicável sempre é limitado pela capacidade máxima de torque na saída do último multiplicador. Obstáculos laterais são vencidos por torquímetros radiais com catraca. Educação Profissional 57 Created with novaPDF Printer (www. ‘torque alvo’ (nominal) e ‘limite superior’ de torque. o encaixe de saída é macho e sempre maior que o encaixe de entrada. exigindo um torquímetro de cabo muito longo. Multiplicadores de torque podem ser ‘agrupados’ (ganging) para aumentar sua capacidade de torque. DOCUMENTAÇÃO DO TORQUE APLICADO Os torquímetros digitais podem ser conectados a impressoras. pode-se optar pelo uso de um multiplicador de torque. TORQUÍMETROS DE LIMITES DE TORQUE PROGRAMÁVEIS Existe o torquímetro digital (exemplo: COMPUTORQ II da CARLSONS) que possibilita a programação de ‘limite inferior’.Quando se deve aplicar torque em áreas escuras ou inacessíveis à visão direta. ‘data loggers’ e computadores pessoais para facilitar a documentação dos torques aplicados (hard copy) e a elaboração de estatísticas. Enquanto o encaixe de entrada de um multiplicador é fêmea.com) . de tamanho reduzido. sendo acionado por um torquímetro de cabo curto. Multiplicadores de torque são também indicados quando o espaço para aplicação de torque é limitado. Obstáculos frontais são sub plantados por torquímetros radiais com extensão e torquímetros axiais. conforme explicado abaixo. Quando é necessário utilizar uma boca dianteira de comprimento especial devemos fazer um cálculo de compensação do aumento efetivo do torquímetro. 5. Vale lembrar que torque é força aplicada x comprimento da alavanca. que é avisado por sinal luminoso e sonoro no momento em que alcança qualquer um destes pontos. intercambiáveis. Obstáculos verticais são sub plantados com torquímetros de bocas dianteiras. laterais e verticais.novaPDF. A escolha de um multiplicador sempre deve orientar-se pela ‘capacidade máxima de Saída’. Em ambos os casos o ponto em que deve ocorrer o sinal é previamente selecionado. Quando o torque a aplicar é grande. dando assim um apoio inestimável ao operador. pode-se optar por torquímetros com sinal de luz ou sinal sonoro.500 Nm. existem vários tipos de torquímetros para suplantar obstáculos frontais. PROBLEMAS DE ACESSO Como o local da aplicação de torque pode estar obstruído.

Também torquímetros com colar retangular.1 mkgf ± 10 Nm 12 lb-pol 16 oz-pol ± 0. intercambiáveis nos tipos: boca fixa.com) . polegada) deve-se desconfiar de um possível erro quando um destes componentes está faltando: “torque de 12 kg” – é mkgf ou cmkgf ? mkgf é 100 vezes maior que cmkgf. pé.1/2”. boca estrela.7 lb-pé ± 7. A escala combinada indica os torques em Nm e lb-pol. 58 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.é lbf-pé ou lbf-pol ? lbf-pé é 12 vezes maior que lbf-pol. lâminas e uma infinidade de dispositivos especiais.DOS ENCAIXES DO TORQUÍMETRO (Sistemas de acoplamento de acessórios). permitem medir o torque de fechamento bem como o torque de abertura. CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE Conversão de Unidades de Torque Enquanto. de 9 x 12 mm e 14 x 18 mm para receber bocas dianteiras. são disponibilizados aferidores de mesas giratórias com pinos de fixação do vasilhame que. Torquímetros axiais podem possuir pino quadrado de ¼” e 3/8”. quem lida freqüentemente com torque.lbf) e comprimento da alavanca (cm.novaPDF. ¾”. pois. boca estrela aberta e boca estrela com catraca. há torquímetros com pino quadrado de ¼”. observe abaixo. 1” e 1.4 Nm ± 0. Torquímetros axiais de baixa capacidade possuem pinças para colocação de lâminas. existem tabelas completas de conversão de torque. kgf. A comunicação clara na consulta a um fornecedor poderá evitar perda de tempo e de dinheiro pela aquisição de torquímetros inadequados ao serviço. Para tal. apertando ou desroscando a tampa. AFERIDOR DE TORQUE DE TAMPA DE ROSCA Existem também equipamentos para conferir torque aplicado por máquinas de engarrafamento e fechamento automático de garrafas e frascos em tampas roscadas de vasilhames de vidro. m. Calibres de torque vêm equipados com mandris. de metal ou de plástico. os torquímetros são usados com soquetes de encaixe quadrado. “torque de 15 libras” .14 mkgf A IMPORTÂNCIA DA CLAREZA DA COMUNICAÇÃO Como as unidades de torque sempre têm dois componentes – força (N. bem como suportes para pontas de corpo sextavado de ¼” e 5/16”.3/8”. fêmea. que permitem o uso de pontas. deveria memorizar algumas equivalências: 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pol 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pé = = = = = = = = ± 0. Normalmente. ½”.2 lb-pé ± 1.

existe o perigo que uma parcela. evita-se torques baixos demais e torques em excesso.com) . Para diminuir a possibilidade de erro humano (na leitura da escala externa. quando uma junta é considerada ‘crítica’ para o bom funcionamento do produto. que todas afetam a força de fixação obtida. Há vários sistemas de embreagem. Qualquer operador vai aplicar o torque prescrito na especificação sem ter que se preocupar com a escala. procedimento este que levará o fixador próximo a sua região de escoamento. Por isso. no mesmo produto. é aconselhável certificar-se da unidade correta de torque antes de empregar o torquímetro para determinada aplicação.. grau de dureza de faces contactantes.novaPDF. TORQUE E ÂNGULO (Torque / angle) Como na montagem de uma junta roscada há muitas variáveis. Assim. TORQUE PRÉ-SELECIONADO (Pre-set torque) No chão de fábrica haverá provavelmente postos de trabalho onde um operador sempre aplica o mesmo torque. TORQUÍMETROS DE LIMITAÇÃO DE TORQUE (Torque limiting wrenches) No intuito de tornar o aperto mais seguro e menos dependente do juízo do operador de linha. Existem 2 modelos básicos: o tipo ‘axial’ que se assemelha a uma chave de fenda e o tipo ‘modular’ que é encaixado entre soquete e vários cabos de acionamento. porém todos funcionam reagindo à fricção existente entre mola e embreagem. com suportes para pontas. um sistema de embreagem que transmite a força ao pino-propulsor. existe uma linha de torquímetros de ‘limitação de torque’ ou de ‘giro livre’. (O ‘sonho’ de todo projetista). Quando a força gerada pelo operador excede a tensão da mola sobre a embreagem. bem como com pinos quadrados para encaixe de soquetes e. esta começa a deslizar (girar livremente). maior que planejada. da força gerada durante o aperto seja absorvida por estes fatores de difícil quantificação. Devido a este princípio os torques que podem ser atingidos com certa repetibilidade são relativamente baixos. Estes torquímetros são dispostos nos modelos com colar de encaixe para bocas intercambiáveis dianteiras. exige a posterior rotação do fixador por um determinado ângulo. pois em ambos os casos a junta roscada do nosso produto falhará. acabamento de superfície. ou no ajuste do torque especificado) existem torquímetros de sinalização de torque (estalo) que não possuem escala externa e nem acesso fácil ao sistema (interno) de ajuste de torque. etc. etc. utiliza-se o processo ‘torque e ângulo’. a unidade de torque. Da mesma forma. Estes torquímetros são calibrados num aferidor de torque por profissionais e depois é vedado o acesso ao sistema de ajuste. nos modelos axiais. além da mola helicoidal calibrada.Clareza na comunicação é ‘meio caminho andado’. Estes torquímetros possuem. impedindo que mais força seja transmitida ao pino-propulsor. garantindo assim que foi gerada força de fixação suficiente para resistir a todas as cargas de trabalho. É só parar de aplicar força ao ouvir e sentir o sinal de ‘torque atingido’. Educação Profissional 59 Created with novaPDF Printer (www. onde a especificação. fricção. além de indicar um torque de aperto. tais como: lubrificação.

Educação Profissional 60 Created with novaPDF Printer (www. Se pudesse medir esta tensão enquanto se monta a junta com um torquímetro seria ideal. A leitura do torque é feita diretamente na escala. (Estalo) Figura 5. fazer um teste que nos permita ver como a tensão (força de fixação) muda em função do torque aplicado. Torquímetros com indicação de torque. pois isso eliminaria muita ‘incógnitas’ e causas de falhas posteriores do produto. porém. RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO Como já foi apresentado há muitas variáveis que podem influenciar a força de fixação.novaPDF. Classificação:    Tipos:  Torquímetros de Vareta: seu funcionamento baseia-se na flexão da haste. e um conseqüente estalo.53  Torquímetro de Estalo: seu funcionamento é baseado num sistema de alavancas interpostas que provocam um esforço sobre uma mola. (Vareta. (tensão) gerada pelo torque na junta. relógio) Torquímetros com limitação de torque. Para tal deve simular a nossa junta com os mesmos componentes utilizados na linha de produção e instalá-la num testador hidráulico de torque / tensão que indica a cada instante a tensão obtida. Pode. Utilizando um torquímetro de relógio com ponteiro ‘de máxima’ poderá ver como a tensão cresce em função do torque aplicado.Para poder executar este processo a CARLSONS oferece dispositivos para controle de torque / ângulo que permitem medir o ângulo de rotação percorrido após a aplicação do torque. (Giro-livre) Torquímetros com sinalização de torque. A simulação também deve replicar a maneira de aplicação de torque pelo operador. Figura 5.52  Torquímetro com Relógio: seu funcionamento é baseado na torção da cabeça do quadrado de encaixe.com) .

com) . 25 vezes ou 125 vezes.54  Torquímetro Digital: possui precisão de ± 1% do torque indicado.56  Multiplicador de Torque: são utilizados para valores de torque elevados.58 Educação Profissional 61 Created with novaPDF Printer (www.Figura 5. O suporte do conjunto absolve a força contrária. sendo este fixado em alguma parte da máquina. Figura 5.55 ACESSÓRIOS PARA TORQUÍMETROS  Catraca: Figura 5. Figura 5. podendo o torque estabelecido no torquímetro ser multiplicado 5 vezes.novaPDF. indicação com sinal acústico e luminoso ao alcançar o torque programado.57  Instrumento de medição angular: são adaptados ao torquímetro (quadrado de encaixe) para torques de aperto em ângulos. Figura 5.

novaPDF. 6 .1 Educação Profissional 62 Created with novaPDF Printer (www. Utilize os torquímetros para apertar. tendo como solução definitiva a instalação de um secador de ar na saída do compressor. A maioria dos problemas funcionais das ferramentas pneumáticas estão relacionados com a umidade do ar comprimido. Utilize os torquímetros na faixa intermediária da escala que permitirá um menor desvio. Na instalação das ferramentas pneumáticas. a partir de uma rede de ar comprimido utiliza-se para cada ponto ou ferramenta uma unidade de conservação (filtro-regulador-lubrificador) que garantirá relativa proteção ao conjunto. com pressão estabilizada e misturado com óleo para lubrificação das partes internas da maioria das ferramentas. A instalação de um secador de ar requer investimentos maiores e deve-se.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO São ferramentas que funcionam pelo ar comprimido. Nunca para afrouxar os parafusos. Exemplo de instalação: Figura 6.c) Utilização e cuidados      Aplicar o torque de forma lenta e progressiva sem golpes ou pancadas. calcular a relação custo-benefício para cada caso.FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6. Após o uso guarde-o em local apropriado.com) . O ar proveniente de um compressor deve ser limpo e desumificado. Evite choques ou quedas. portanto. Os filtros das unidades de conservação conseguem reter uma pequena parte dessa umidade.

7 Educação Profissional 63 Created with novaPDF Printer (www. 6. possuindo um sistema auxiliar de aperto (impacto) que aumenta sua performance. Figura 6.6 Figura 6.4 Esmerilhadeiras Figura 6. Regular o lubrificador para misturar de 5 a 7 gotas por minuto de óleo (grau de viscosidade ISO 32).2 Figura 6.3 Figura 6. Estabilizar a pressão entre 6 e 7 kg/cm².com) .novaPDF.Recomenda-se:    Verificar o consumo de ar de cada ferramenta para adequação de vazão da rede.5 Figura 6.2 – TIPOS Chave de impacto: são utilizadas para aperto de parafusos e porcas com grande velocidade e torque.

recomenda-se em serviços criteriosos o uso do torquímetro.3 – CUIDADOS GERAIS       Escolher corretamente a capacidade de cada ferramenta em função da exigência do serviço.Lixadeiras Figura 6. O aperto final com uma chave de impacto não deve ultrapassar a 5 segundos. drenar os pontos de condensação de água e verificar o sistema de lubrificação. Embora as chaves de impacto oferecerem um bom torque. como aperto final.9 Furadeiras Figura 6.12 6. Avaliar as condições de funcionamento e torque de cada ferramenta. Educação Profissional 64 Created with novaPDF Printer (www. como forma de aumentar a durabilidade da ferramenta.10 Figura 6.com) . Antes do início da operação verificar a pressão de trabalho.11 Figura 6.8 Figura 6. Utilizar soquetes apropriados para as chaves de impacto.novaPDF.

Com exceção das talhas de alavanca que também podem ser utilizadas em operação de arraste.novaPDF. médias e pesadas podendo com diferentes modelos atender a uma faixa de 0.com) . em geral. As talhas possuem um sistema de freio que. 7. evitando assim o embaraçamento das correntes.4 São utilizadas no manejo de cargas leves. proporcionam a retenção de carga em qualquer ponto do percurso e ainda permitir uma descida suave.2.1 Figura 7. rolamentos. alinhadas à carga. arraste de máquinas. engrenagens. O abaixamento da carga também é realizado pela mesma alavanca em sentido Educação Profissional 65 Created with novaPDF Printer (www.) e na movimentação de cargas. etc.1 – INTRODUÇÃO Algumas atividades de manutenção como levantamento e posicionamento de conjuntos. as demais talhas manuais foram projetadas para trabalhos em posição vertical. Operação Talhas de corrente – O levantamento ou abaixamento da carga é feito pelo giro do volante frontal para o sentido horário ou anti-horário realizado pela corrente de acionamento.5 à 30 toneladas.3 Figura 7.2 Figura 7.1 – Talhas Manuais Talha de alavanca Talha de corrente Figura 7. Talhas de alavanca – O levantamento da carga é realizado pelo movimento da alavanca que possui sistema de catraca. acoplamentos.7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS 7. desmontagem e montagem de conjuntos (polias. dentro dos limites de carga pré-estabelecidos. exigem utilização de equipamentos auxiliares.

até a mola se encaixar na cava existente na arruela do pinhão central. As talhas de alavanca possuem. ainda. a corrente deverá estar segura com a mão e a roseta (peça localizada à frente da talha) gira da no sentido conforme a figura 7. a possibilidade da corrente de carga girar livre. Nota: Não se deve forças a roseta tentando girá-la quando a talha estiver tencionada pela carga. Figura 7. poderá haver uma aproximação rápida da corrente em relação à carga. girar a roseta com a mão no sentido indicado na figura 7. sem atuação do sistema de catraca.de giro inverso. procedimento que visa o bom funcionamento do freio e ainda torna-se conveniente à lubrificação da corrente de carga quando as condições de trabalho permitem. ou seja. A alavanca deverá ser colocada na posição neutra a partir do posicionamento do gatilho (encaixe no entalhe menor). Graxa indicada: consistência NLGI 2. Figura 7. Nota: Evitar a entrada de lubrificantes nos discos de fibra do freio.novaPDF. porém.5 Cuidados gerais com as talhas Figura 7.com) . Para bloquear o freio (corrente para tracionar).  Nunca levantar a carga acima da capacidade da talha. A rosca do volante (ou coroa) retirando-se a tampa dianteira ou a roseta e alavanca no caso das talhas de alavanca.5.6 até ouvir o ruído do gatilho do freio na catraca.6  Lubrificar periodicamente o trem de engrenagens localizado na parte traseira da talha (retirar tampa).7 Educação Profissional 66 Created with novaPDF Printer (www. A seleção da manobra é feita por um gatilho localizado junto à alavanca.

laço ou olhal devem ser posicionados no meio do gancho) e nunca na ponta do gancho.8  Observar se durante o içamento da carga não haja qualquer obstrução.11 Figura 7.  Fixar o gancho da talha com segurança (manilha.14  Não amarrar a carga com a corrente da talha.com) . Figura 7.15 Educação Profissional 67 Created with novaPDF Printer (www.12 Figura 7. Não torcer ou dobrar as correntes da carga.13  Não dar volta com o moitão entre as correntes. Figura 7.10 Figura 7.novaPDF. Figura 7. Figura 7.9 Figura 7.

 Não suspender a carga com inclinação excessiva da corrente. mas limpe os materiais estranhos. Figura 7. O mau uso do equipamento que poderá danificá-lo representa um risco à segurança.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com a talha carregada.  Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga.  Não lubrifique as arruelas de fibra do freio.16  Evitar maus tratos com o equipamento.18 Cuidados gerais com a segurança das talhas Todos os itens relacionados acima correspondem a segurança operacional das talhas. Figura 7. e como se trata de manuseio de cargas poderá gerar graves acidentes de trabalho.  Inspecionar periodicamente o equipamento (ganchos.novaPDF.com) .17  Limpe o equipamento e guarde em local protegido. etc). corrente. observar que o ângulo máximo de trabalho não ultrapasse 45º. Educação Profissional 68 Created with novaPDF Printer (www. Na utilização de amarras. Figura 7.

obstruções não previstas. perna. manilhas. Limpe e guarde em local protegido. com a ponta do cabo ultrapassando a parte frontal do tirfor solta-se a alavanca e efetiva-se o travamento. etc.  Verificar o estado geral do cabo de aço (arame.  Após o uso retire o cabo. poderá travar e danificar o mecanismo interno do tirfor. dois jogos de mordentes que se abrem e fecham alternadamente como duas mãos que puxam o cabo na subida e seguram na descida. Cuidados gerais com o Tirfor  Não utilizá-lo além da capacidade estabelecida pelo fabricante. 69 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.) que além da segurança operacional. torção.  Posicionar laços. Cuidados gerais com a segurança operacional do Tirfor Todos os itens relacionados acima se não seguidos rigorosamente comprometem as condições do equipamento e poderão causar acidentes durante a operação. assim quanto maior a ação da carga maior será a condição de aperto. Figura 7. abaixar ou arrastar cargas em geral em qualquer direção.19 Operação O cabo de aço é introduzido no tirfor pelo orifício 1 sendo liberados os mordentes pela alavanca 2 e trava da alavanca 3. Os mordentes são levados a fecharem-se pela ação da carga.7. com qualquer distância e com precisão milimétrica de manobra. olhais na parte central dos ganchos do tirfor e do cabo de aço. *As alavancas 4 e 5 devem estar voltadas para trás.2 – Tralha Guincho (TIRFOR) São equipamentos utilizados para levantar.  Observar durante a operação da carga. dobras. enrolando-o adequadamente.  Certificar-se do diâmetro do cabo a ser utilizado para cada modelo do tirfor. A alavanca 4 destina-se ao avanço do cabo e alavanca 5 ao retorno do cabo.  Evitar pancadas ou quedas do equipamento.  Limpar e lubrificar periodicamente seu mecanismo interno. Funciona com cabo de aço.com) .2.novaPDF.

o óleo proveniente da bomba atua sobre a área do embolo que impulsiona a haste.3 – Macacos Hidráulicos Os mais usados nas indústrias. haste.2. ou seja.24 Figura 25 Figura 26 70 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.com) .  Não desmonte ou faça qualquer reparo com um tirfor carregado. são conjuntos formados por cilindros e bombas. 7. sendo:  Tipo de avanço (retorno por peso ou por mola) Figura 7. Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga. são equipamentos utilizados para levantamento e posicionamento de cargas. assim chamados. desde sua invenção. Cilindros Hidráulicos: É constituído de cilindro (tubo). Figura 7.21  Tipo de avanço e retorno Figura 7. Os modelos de cilindros podem variar de acordo com a forma de atuação. Os macacos hidráulicos.23  Tipo de retorno Figura 7. êmbolo ou pistão.novaPDF. mesmo em pequenas distâncias.20 O cilindro hidráulico transforma a energia hidráulica em energia mecânica.22 Figura 7.

já que sua haste poderia flexionar e danificar o conjunto. bomba e válvula de segurança.com) . a escolha das bombas e cilindros da marca ENERPAC. é feita por uma mangueira hidráulica com engates rápidos. Previsíveis desvios laterais da carga durante sua movimentação também devem servir de parâmetro para escolha dos cilindros. Seleção de bombas e cilindros Use esta tabela para determinar se a capacidade de óleo de sua bomba é suficiente para distender completamente os cilindros. Educação Profissional 71 Created with novaPDF Printer (www. Algumas possuem manômetro instalado no próprio corpo. A ligação entre a bomba e o cilindro. Bombas Manuais: São conjuntos constituídos de reservatórios de óleo. como exemplo. Seleção das bombas manuais A partir da escolha do cilindro escolhe-se a bomba ideal que será àquela capaz de preencher com óleo o volume máximo gerado no cilindro no deslocamento de sua haste.27 As bombas transferem o óleo do reservatório para o cilindro que ao atuar sob a carga gerará uma pressão tendo um valor máximo estabelecido por uma válvula de segurança. Seleção dos cilindros Para escolha do cilindro ideal para execução de um determinado trabalho é necessário um bom conhecimento da carga (tonelagem) e do deslocamento máximo que a carga poderá sofrer na operação. em um tempo préestabelecido.novaPDF.Os cilindros hidráulicos são também especificados pela sua capacidade de carga (toneladas) e seu curso de atuação. A tabela a seguir mostra. Figura 7.

Cuidados gerais com o conjunto cilindro / bomba  Não exceda a pressão estabelecida ou a capacidade de força do equipamento. Após o posicionamento no local de trabalho.novaPDF.com) . Educação Profissional 72 Created with novaPDF Printer (www.Tamanho do Cilindro Operação A operação do conjunto cilindro / bomba é simples. fecha-se a válvula de alivio (tipo borboleta) e inicia-se o bombeamento de óleo para alavanca.

novaPDF. Figura 7.29  Não levantar cargas sujeitas a deslocamento lateral durante a operação. verificar se as mangueiras não estão dobradas.Figura 7. Figura 7.28  Antes do bombeamento.30  Não deixe objetos pesados ou pontiagudos caírem sobre a mangueira.com) . Educação Profissional 73 Created with novaPDF Printer (www.

manômetro.32  Não tente exceder o curso máximo do cilindro evitando assim danos às vedações com esforço desnecessário.31  Não carregue o equipamento segurando pela mangueira. 74 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Figura 7. Figura 7.novaPDF.33  Verifique periodicamente o estado geral do conjunto (vazamentos.). etc. amassamentos. Figura 7. mangueiras.com) .

Figura 7.  Não confie na válvula localizada na bomba para sustentação de uma carga.34  Não se posicione sobre a alavanca da bomba. pois o trabalho envolve cargas que poderão originar acidentes graves.  Não bater no cilindro para posicioná-lo sob a carga.35  Não trabalhe sob a carga apoiada pelos cilindros hidráulicos. Existe equipamento projetado para condições de temperatura superior. Use válvulas apropriadas para manter o cilindro pressurizado.com) .  Não exponha o equipamento a temperaturas superior a 70°C.novaPDF. limpe. Cuidados gerais com a segurança operacional com os macacos hidráulicos Os cuidados gerais com o equipamento refletem na segurança operacional. Antes da utilização verifique o nível de óleo do reservatório.  Após o uso. Educação Profissional 75 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7. recolha a haste do cilindro e guarde o equipamento em lugar protegido.

Figura 7.36  Providencie uma base sólida antes de iniciar o levantamento da carga.38  Lembre-se que os macacos hidráulicos trabalham sob alta pressão (700 kg/cm²) com capacidade de força elevadíssima. Educação Profissional 76 Created with novaPDF Printer (www.37  Providencie apoio adequado para a carga.com) .novaPDF. Figura 7. Figura 7.

rolamentos. certifique-se de que os cabos de aço não estejam tensionados.2. além de outras aplicações. engrenagens. Observe o curso tolerável deste parafuso para que não danifique durante a prensagem. etc. flanges.4 – Prensas São equipamentos destinados à montagem e desmontagem de conjuntos mecânicos (polias.  Certifique da existência de vazamentos do sistema hidráulico e verifique o nível de óleo do reservatório.  Os conjuntos a serem prensados não podem sofrer desvios laterais durante a prensagem.7.  Após a regulagem de altura da mesa móvel. acoplamentos. Educação Profissional 77 Created with novaPDF Printer (www. O sistema hidráulico é semelhante ao dos macacos hidráulicos. Cuidados gerais com a segurança operacional das prensas. A carga aplicada é acompanhada por um manômetro com leitura em toneladas. As mais usadas são prensas hidráulicas. São especificadas pela sua capacidade de carga em toneladas e suas dimensões estruturais. embora tenham pequena variação entre os fabricantes. podendo ter acionamento manual ou motorizado.  As prensas normalmente possuem um parafuso na cabeça da haste do cilindro hidráulico para uma aproximação rápida.novaPDF. As prensas são caracterizadas por uma estrutura reforçada com um suporte fixo onde se encontra instalado o cilindro hidráulico e uma mesa móvel suportada por batentes e regulada por cabos de aço onde apoiará o conjunto a ser trabalhado.com) .) como também para desempenar ou dobrar eixos. o que culmina no melhor posicionamento na prensa como também na força aplicada. Cuidados gerais com as prensas  Não ultrapassar a capacidade especificada para cada modelo. Figura 7.39 Operação A operação envolve um bom conhecimento técnico do conjunto a ser desmontado ou montado. sendo o acionamento executado por movimentos de uma alavanca após o fechamento da válvula de retorno.

 Ao sinal de qualquer anormalidade.6 – Cuidados na movimentação de cargas Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação e movimentação de cargas a partir do solo ou em operações ligadas à desmontagem e montagem de conjuntos em equipamentos ou instalações. pois. Possuem um sistema hidráulico de acionamento manual para levantamento da lança que pode ser telescópica.2. Educação Profissional 78 Created with novaPDF Printer (www. São especificadas pela capacidade de carga em toneladas e pelas dimensões estruturais. sem contudo estarem devidamente preparados para essa tarefa.2. 7. o pessoal de produção ou manutenção são também os operadores dos equipamentos para movimentação de cargas. como também são os responsáveis pela amarração e posicionamentos.com) . Figura 7.novaPDF.  Certifique-se das condições de carga para desmontagem ou montagem do conjunto e compare com a capacidade do equipamento.  Inicie a operação de prensagem de forma gradual. Possui rodas para manobras e travamento. evitando ser atingido por partes metálicas provenientes de uma quebra acidental de um componente mecânico.5 – Guincho hidráulico para oficinas São equipamentos utilizados para movimentação de cargas. Um bom exemplo de aplicação é a retirada e a recolocação de motores de automóveis e caminhões. abra a válvula de retorno.Observe os itens de segurança relacionados com o equipamento. semelhante aos macacos hidráulicos. em geral dentro de oficinas mecânicas.  Reflita cuidadosamente sobre o melhor posicionamento do conjunto a ser prensado no equipamento. sempre observando as relações do componente e do equipamento.  Posicione da forma mais segura possível diante da prensa. tendo os principais cuidados correspondentes aos mencionados nos outros equipamentos que transportam cargas. 7. estes comprometem a segurança operacional. pense na situação e reinicie a prensagem.40 Sua operação é simples. Crie dispositivos seguros se necessário. Na grande maioria dos casos.

Preparar o local de destino com caibros e cunhas se necessário. Determinar qual linga e se necessário preparar proteção para os cantos vivos. 15 – Prender os ganchos da Linga no elo de sustentação. acoplá-la ao elo de sustentação para que não possa se prender a outros objetos ou cargas. 2 – Informar ao operador o peso da carga.    Conhecer o peso e o centro de gravidade de carga. Tabelas de cargas. Se a carga está nivelada ou corretamente suspensa. 9 – Se a carga pender mais para um lado. 16 – Ao levantar a Linga verificar se ela não pode se prender a nada. Se as pernas têm uma carga semelhante. Procedimentos para uma movimentação 1 – Preparação.novaPDF. 5 – Sair da área de risco.com) . 6 – Avisar a todos os envolvidos no processo de movimentação e a todos que estiverem nas áreas de risco. 3 – Colocar o gancho do meio de elevação perpendicularmente sobre o centro de gravidade da carga.Proteção individual Utilizar em qualquer operação de movimentação de cargas. A sinalização deve ser feita por uma única pessoa. 12 – Abaixar a carga conforme a indicação do movimentador.    Se a carga não se ganchou ou prendeu. Quando necessário.     Capacete. pegar a Linga por fora e deixar esticar lentamente. Botinas com biqueira de aço. 8 – Ao iniciar a movimentação devemos verificar. 7 – Sinalizar ao operador. 14 – Desacoplar a Linga. 4 – Acoplar a Linga à carga. Luvas de raspa. 11 – No transporte de cargas assimétricas ou onde haja influência de ventos deve-se usar um cabo de condução que seja longo o suficiente para que se fique fora da área de risco. 13 – Certificar-se de que a carga não pode se espalhar ou tombar. Educação Profissional 79 Created with novaPDF Printer (www. abaixá-la para prendê-la corretamente. Se não for utilizar uma das pernas da Linga. 10 – Movimentação da carga.

especialmente na movimentação de cargas por meio de talhas.2 . Meios de elevação. ao operador e outras coisas que o cercam ele está sujeito a bater o pé em objetos pontiagudos e machucá-los e é por isso que é necessário o uso de sapatos com biqueira de aço. A facilidade com que os meios de elevação movimentam a carga engana quanto as situações de perigo. guindastes. com isso exercem uma atividade a qual não estão acostumados ou mesmo preparados.novaPDF. que poderiam perfurar a sola.MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8. assim como farpas de madeiras das cunhas e caibros e cantos vivos de cargas. que de agora em diante serão chamados de meios de elevação. No setor de transportes. 8.com) . Educação Profissional 80 Created with novaPDF Printer (www. etc. por meio destes podem reduzir muito nosso trabalho braçal. O perigo é que tanto o pessoal da produção quanto o pessoal da manutenção operam e movimentam. Pela demonstração de condições de acidentes típicos é preciso que elas sejam conhecidas e conseqüentemente evitadas. c) Proteção das Mãos Arames soltos em cabos de aço sempre têm machucado mãos de movimentadores. facilitam a movimentação de cargas. apesar do alto grau de automatização. Onde existem pregos e outros objetos pontiagudos. onde o movimentador é também operador. portanto. Capacetes devem estar à disposição e tem de ser utilizados.1 – INTRODUÇÃO Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação com operação a partir do solo (controle remoto). o capacete é indispensável em qualquer lugar onde exista a possibilidade de se machucar a cabeça.1 .equipamentos de proteção individual a) Proteção da Cabeça Devido ao risco de se bater à cabeça em ganchos. ainda existe um grande percentual de trabalho manual. é necessário que se use sapatos com palmilha de aço revestida.2. ele é responsável pelas duas funções. b) Proteção dos Pés Os pés correm perigo constante. porém. ou seja.8 . cargas em movimentação ou mesmo objetos parados. é indispensável o uso de luvas. deve-se usar mais a “cabeça”. pois a qualquer instante podem cair objetos sobre os mesmos. O homem ao lado da carga que é o movimentador forma uma equipe com o operador do meio de elevação. como talhas. Quando o movimentador está prestando atenção à carga.SEGURANÇA 8. d) Tabelas de Cargas As tabelas de carga para os diversos tipos de Lingas que são utilizadas completam nosso equipamento de segurança. A atuação do movimentador é fundamental para a execução de uma movimentação com segurança.

Os ganchos devem ser passados pelos olhais ou pontos de amarração da carga de modo que não possam se soltar mesmo quando a Linga estiver frouxa.2 . Quando a corrente não está tracionada os ganchos se soltam.2.como se assegurar que a carga não se solte Possibilidades de acidentes nunca podem ser descartadas. a carga se soltar do gancho ou de o anel de sustentação da Linga se soltar do gancho do meio de elevação. Educação Profissional 81 Created with novaPDF Printer (www.com) . se possível usar ganchos com travas.Travas adequadas nos ganchos do meio de elevação e do Travessão impedem que a carga possa se soltar. e) Segurança no uso de laços Normas internacionais de segurança exigem que os laços de cabos de aço sejam confeccionados com olhal trançado e prensado com presilha de aço. Por isso é necessário que. pode se soltar da carga. Para isso. ou mesmo o gancho da Linga.1 8. ganchos especiais ou mesmo laços de cabo de aço curtos e rijos. Uma trava de segurança se faz necessária sempre que exista possibilidade de acontecer que a carga se solte involuntariamente. Colocar os ganchos de dentro para fora. Figura 8.Com elas podem-se definir facilmente qual Linga e de que forma deve utilizá-las.2 . devemos sempre passar o gancho de dentro para fora.novaPDF. nesses casos. A Linga pode se soltar do gancho do meio de elevação. existe a possibilidade de com uma oscilação. Quando se usar garras especiais. sejam utilizados ganchos com travas de segurança. Figura 8.

com) . Figura 8.3 .5 . É aconselhável a instalação de pontos de amarração especiais em peças ou máquinas que são continuamente movimentadas.4 .Enganchar amarrações de arame é risco de vida.Gancho para correntes com trava em ponto de amarração. Pontos de amarração são fabricados em diversas dimensões e podem ser aparafusáveis ou soldáveis. Figura 8.novaPDF. são as soluções correta. para movimentar fardos. devem utilizar ganchos específicos ou pequenos estropos de cabo de aço. Estas amarrações são muito utilizadas em fardos de telas de arame e etc. Eles devem estar livres dentro do olhal para que o tensionamento não seja feito em sua ponta pois desta forma ele abriria e escaparia do olhal. É terminantemente proibido usar amarrações de arame como ponta de amarração. Os ganchos não podem ser passados por olhais muito estreitos. para que se tenha sempre um bom ponto de fixação.Ganchos especiais para fardos ou laços (estropos) como estes. 82 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Figura 8.

Ele será responsável pela operação e somente ele pode sinalizar após verificar se os outros movimentadores deixaram a área de risco e se a Linga está bem colocada. ou seja. Figura 8. Sinalização ótica ou sonora. um deles deverá ser eleito para sinalizar ao operador. apenas um movimentador sinaliza ao operador. Educação Profissional 83 Created with novaPDF Printer (www.No tratamento de semi-acabados enfardados deve-se verificar se não existem peças mais curtas sobre ou entre a carga que possam se soltar e cair.COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR A movimentação de carga é normalmente uma operação que envolve mais de uma pessoa. Figura 8. Peças soltas com 5 a 6 kg a mais de 4 metros de altura é risco de vida. Grampos pega-chapas devem sempre estar travados e trabalhando dentro de sua capacidade. 8. o que é inadmissível.com) . Ambos os movimentadores sinalizam ao operador. Apenas aquele escolhido antes do processo de movimentação em conjunto com o operador.6 Este é o procedimento correto. o operador não deve fazer nada. que está envolvido no processo de movimentação. porem com diferentes intenções.3 .novaPDF. Quando se tem mais de um movimentador.7 A comunicação entre operador e movimentador pode ser feita através de:     Sinalização com as mãos. Neste caso. Para evitar acidentes deve ter certeza de que a sinalização utilizada pelo movimentador é também a que o operador entende. Comunicação verbal (somente quando o operador estiver próximo e possa ouvi-lo). é um trabalho de equipe. Rádio-comunicação.

Com o braço esquerdo junto ao corpo e o braço direito esticado na horizontal.Início de Operação Figura 8. em posição de “continência”. Com o braço esquerdo junto ao corpo. esticada na horizontal indica a direção.10 O sinaleiro ficará de frente para o Norte e a direita do mar.Para a sinalização manual os sinais visuais a seguir tem se mostrado muito eficientes. e o braço direito com a mão aberta. Atenção: Sempre deixar a área de risco antes de sinalizar ao operador.com) .8 O sinaleiro se identifica para o operador como o responsável pela emissão de sinais. 3. Educação Profissional 84 Created with novaPDF Printer (www.9 O sinaleiro ficará de frente para a cabine do operador e indicará o lado para o qual deseja a translação do equipamento. conforme a seguir: 1.Translação do Guindaste (pórtico) Figura 8. 8. Pode-se ter variações destes sem problemas contanto que a linguagem utilizada seja compreendida pelos envolvidos.Movimento do Carrinho (Troley) Figura 8.novaPDF. SINAL: Com o braço esquerdo junto ao corpo e antebraço direito na horizontal.4 . com a palma da mão virada para o operador.SINAIS VISUAIS São usados entre o sinaleiro e o operador para comandos dos diversos movimentos necessários para o embarque. 2. saúda o operador. desembarque e movimentação de cargas. com o dedo indicador mostrará a direção.

Subir os Ganchos Figura 8. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho nº 2. Com os braços para baixo e os dedos indicadores girando sempre no sentido anti-horário.Abaixar o Gancho nº 2 Figura 13 Com o braço esquerdo erguido. os dedos indicadores girando sempre no sentido horário.novaPDF. 7. com o dedo indicador fazendo pequenos movimentos circulares no sentido horário.4. Educação Profissional 85 Created with novaPDF Printer (www. e o braço direito para baixo. com o braço direito para cima.14 Com o braço esquerdo erguido. com o dedo indicador girando sempre no sentido anti-horário.Subir o Gancho nº 2 Figura 8.12 Indica a descida simultânea dos dois ganchos.com) .Abaixar os Ganchos Figura 8. 5.11 Indica a subida simultânea dos dois ganchos. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho n° 2. Com os braços erguidos. 6.

com o dedo indicador apontado para cima. arriamento.15 A mão direita levantada. O braço direito para baixo. aproxima-os. imitando o movimento de abrir e fechar. Com os dois dedos. direção. com o dedo indicador apontado para baixo.Abaixar o Gancho nº 1 Figura 8. 9. determina o gancho nº 1. Educação Profissional 86 Created with novaPDF Printer (www. indicador e polegar direitos. com o dedo indicador apontado para cima.Movimentos Lentos Figura 8. indicando o gancho nº 1. aproximação. com o dedo indicador apontado para cima e efetuando pequenos movimentos circulares no sentido horário. 10. etc. determinando o abaixamento. elevação.17 Pequenos movimentos deverão ser antecipados por este sinal nas atividades de translação. determina a elevação.com) . içamentos.16 A mão esquerda levantada. realizando pequenos movimentos circulares.8.novaPDF.Subir o Gancho nº 1 Figura 8. O braço direito para cima.

Parada de Emergência Figura 8. com as mãos fechadas. à altura da cintura. com as mãos abertas.Sinal de Espera Figura 8.Abrir a lança CG Figura 8. A pessoa deverá cruzar os antebraços.com) . 12.20 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança.Fechar a Lança do CG Figura 8. Com os dois antebraços erguidos para frente. 13. determina o fechamento. com as mãos abertas à altura do rosto. Com os dois antebraços erguidos para frente.21 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança.19 Este sinal é de parada e espera sem nenhum movimento com o equipamento a não ser com autorização do sinaleiro. Qualquer pessoa pode fazer este sinal. e com o polegar direito indicando para a esquerda.11.18 Este sinal é de parada de emergência. O sinaleiro cruza os braços. Não pode ser feito nenhum movimento com o equipamento. mesmo sem autorização do sinaleiro. com o polegar esquerdo indicando para a direita.novaPDF. com o polegar esquerdo indicando para a esquerda e com o polegar direito indicando para a direita. Educação Profissional 87 Created with novaPDF Printer (www. 14.

não podemos ficar ela e obstáculos fixos.novaPDF.Finalização da movimentação O movimentador só pode sinalizar.1 . Se o material for redondo. anular e mínimo fechados. com os dedos indicador. Ao depositar a carga devemos observar. preparar ou limpar a área de destino. para que a carga seja depositada.Término da Tarefa Figura 8. 8.23 Este sinal é de término das tarefas. mas sim. Quando temos que ajeitar a carga ou estabilizá-la.4. médio. para que tenhamos uma base que facilite a retirada da Linga por baixo da carga.Giro da Coluna do CG Figura 8. ela tem uma energia potencial tão grande que. por exemplo. utilizando caibros.15. deve-se assegurar que ele não possa rolar.22 Com o braço esquerdo junto do corpo.com) . o sinaleiro os move horizontalmente. indica o sentido de giro com meia volta do dedo ao redor do próprio corpo. não devemos fazê-lo com as mãos. e acaba tendo o dedo esmagado ou pior. Se a carga ao ser depositada deve ser ajeitada manualmente. por meio de acessórios como ganchos e engates ou cabos. enquanto a carga desce. Com os braços caídos. com as palmas das mãos voltadas para baixo. 16. pois mesmo quando movimentada com a mão. Educação Profissional 88 Created with novaPDF Printer (www. com o polegar erguido. As fibras de madeira devem estar no sentido longitudinal da cunha para que elas não possam se quebrar e para que possam ser pregadas quando necessário. depois de movimentada. não podemos pará-la com nossa força. após ter verificado se todos os envolvidos (ou não) estejam fora da área de risco. 8. com o antebraço direito erguido para frente. Acidentes sempre acontecem quando o movimentador tenta rapidamente.5 – ACESÓRIOS DO MOVIMENTADOR Cunha: Devem evitar que a carga escorregue ou se espalhe.

puxá-la até um determinado ponto. calcular e supor.Caibros: Tem a finalidade de manter um vão livre entre a carga e o solo para que a Linga possa ser retirada por baixo da carga e em caso de nova movimentação.novaPDF. Por estes motivos. jamais devemos usar caibros com menos de 8x8cm. Puxar a Linga por baixo da carga sem caibros:    Prejudica a carga. O ideal é quando a peça tem seu peso indicado (pintura ou plaqueta) para peças prontas e em estaleiros. Para evitar prender os dedos devemos pegar os caibros pela lateral. Num estalo. é normatizado que peças acima de uma tonelada tenham seu peso indicado. Derruba a pilha. pesar. Gancho de engate: Fabricado a partir de arame dobrado e com punho possibilita ao movimentador manter suas mãos fora de perigo. na posição 2. para que a Linga possa ser passada por baixo novamente. Figura 8.com) . Figura 8. existem 4 possibilidades:  Conhecer.24 8. os caibros devem ser grandes o suficiente para que a Linga possa passar livre por baixo da carga e para suportar o peso sobre eles depositado.5. pedaços de caibros trincados podem ter a velocidade de uma bala e sempre ocasionam acidentes. por exemplo. Ao empilhar vigas e chapas grandes.25 Educação Profissional 89 Created with novaPDF Printer (www. Com o gancho de engate pode-se.1 – A carga: peso e controle de gravidade Qual o peso da carga a ser elevada? Para responder a esta pergunta. Prejudica a Linga.

ou mesmo talhas com balança embutida com mostrador digital no comando. Não aplicáveis são:    Cabos de Aço: para materiais com cantos vivos ou em altas temperaturas.26 . Quando tivermos que pesar uma carga o ideal é que tenhamos uma balança de talhas. Aplicáveis são:      Cabos de Aço: para cargas com superfície lisa. peças prontas e pintadas. Neste caso a corrente deve ficar na área de desgaste onde possivelmente existam cantos vivos e o cabo fica nas extremidades exercendo função de suporte e facilitando a passagem da Linga por baixo das cargas. A pega (abertura) do grampo deve ser indicada na própria peça. Fabricantes de máquinas e peças têm se empenhado muito em indicar o peso em suas peças (e cargas). de baixo peso. Outra possibilidade de se encontrar o peso são os borderôs ou ordens de fabricação que deveriam indicar o peso. Para o transporte de chapas na perpendicular deve-se usar grampos pega-chapa.com) . Para o transporte de chapas deve-se usar sempre dois grampos que tenham uma peça compatível com a espessura da chapa. de preferência com leitura digital para facilitar a leitura. assim como laços de cabo de aço com ganchos para aplicação nos olhais da carga. oleosa ou escorregadia. Comando com indicação digital da carga.Esta norma deveria ser praxe em qualquer indústria. como tubos. Cintas e Laços Sintéticos: para cantos vivos e cargas em altas temperaturas. eixos. Desde abril de 1979 é obrigatório que estes ganchos tenham uma trava. Correntes: para materiais em altas temperaturas e cargas que não tenham chapas ou perfis. Combinação Cabo e Corrente: para o transporte de perfis e trefilados. Correntes: para cargas com superfície lisa ou escorregadia. Cordas de Sisal e Sintéticas: para cargas com superfície sensível.novaPDF. Cintas e Laços Sintéticos: para cargas com superfícies extremamente escorregadias ou sensíveis.Balanças digitais à bateria são fáceis de transporte e de fácil leitura. Os dois grampos são necessários para que se garanta a estabilidade da Educação Profissional 90 Created with novaPDF Printer (www. como por exemplo. Lingas de corrente com gancho podem ser acoplados aos olhais da carga. peças de aquecimento e refrigeração ou outras peças passíveis de amassamento. Figura 8. cilindros de calandragem.

suportes para eletroímãs. São considerados dispositivos de movimentação: ganchos e garras especiais. pois somente com muita experiência em peças semelhantes é que se tem a possibilidade de chegar a um resultado satisfatório. menor a capacidade de carga do guindaste.5. Dispositivos de movimentação são aqueles que fazem um acoplamento direto ou mesmo através de uma Linga à carga. cintas e laços sintéticos. A capacidade de um guindaste de lança depende de quanto se avança a lança. sempre travar os grampos. O limitador de carga da máquina não deve ser usado por erros de cálculos do operador. travessões. Se o centro de gravidade é desconhecido não se sabe onde alinhar o gancho de elevação. pois. Para o transporte de perfis existem diversos tipos de dispositivos de movimentação. Também para movimentar as chapas na horizontal.27 O cabo é passado por baixo da carga e a corrente a suporta com menor desgaste. correntes. quem tem de escolher é o próprio movimentador. 8. Antes de movimentar. 91 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. podendo se quebrar nos cantos. as ranhuras da garra desgastam rapidamente. Quanto mais distante a carga estiver.2 – Estiga QUAL A LINGA PARA QUAL APLICAÇÃO? Para movimentar cargas com meios de elevação são utilizados lingas e dispositivos de movimentação. Figura 8. mais na maioria das vezes.com) . mas em máquinas e peças assimétricas onde o centro de gravidade é deslocado. Estes dispositivos são projetados para cargas específicas e só devem ser usados para as quais foram construídos.novaPDF. etc. os quais nem sempre são dotados de travas que permitam que a carga se solte. Chutar é a pior alternativa. Nas peças simétricas esta definição é fácil. A escolha da Linga deveria ser feita pela engenharia de produção ou pelo planejamento. deve-se usar grampos com trava. por exemplo: cabos. ainda mais é a definição do centro de gravidade.carga. As Lingas são. Por meio delas é que se faz o acoplamento da carga ao meio de elevação. Quando essas possibilidades não existem não resta outra alternativa se não calcular ou pedir à supervisão que calcule o peso. peça ou mesmo embalagem. Se a definição do peso é importante. se a chapa balança. pois chapas finas tendem a se dobrar o que pode fazer com que se soltem dos grampos e caiam. o ideal seria que houvesse uma indicação na máquina.

........novaPDF.................................... mas..................... Marrom A cor verde.............. a partir de 3mm de diâmetro deve-se ter uma filaça de uma determinada cor para identificar a fibra.. Figura 8.... diolen............ Vermelho Cânhamo de Manilha ....... O segundo número (19) especifica a quantidade de arame que compõe cada perna.... Por normalização internacional as cores que identificam as fibras são: Cânhamo ...................... Elas são produzidas a partir de fibras que são torcidas.................... que se saiba qual é a fibra para se conhecer sua capacidade de carga...................... Em cordas a partir de 16mm deveria haver identificação do fabricante e do ano de fabricação. Antigamente.. Verde Sisal . é necessário................... são muito finas e não devem ser utilizadas para movimentação....... um total de 114 fios..com) ..... Poliéster ou Polipropileno que às vezes são comercializadas com nomes comerciais como nylon................. para cânhamo e poliamida...................... Um cabo é feito com diversas pernas em redor de um núcleo ou alma... ou seja.......Cordas As cordas são o mais antigo tipo de Linga.......... Em cordas..Cabos de Aço a) Terminologia PERNA – É o agrupamento de arames torcidos de um cabo..... ... Portanto.. tendo cada uma delas 19 fios....................... Hoje estas fibras são substituídas por fibras sintéticas como Poliamida........... Azul Polipropileno ............. Preto Poliamida ....... ALMA – É o núcleo do cabo de aço... não é passível de ser confundida uma vez que o cânhamo tem um acabamento rústico e a poliamida um acabamento muito liso. LEITURA – Exemplo: cabo 6 x 19 O primeiro número (6) representa a quantidade de pernas de que é constituído............... as fibras que se utilizavam na fabricação de cordas eram fibras naturais como Sisal ou Cânhamo.....28 92 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.. o cabo 6 x 19 tem 6 pernas... Como diferenciar as diversas fibras? Uma vez que existem diversos tipos de fibras com diferentes capacidades........ trevira e outros...................... Verde Poliéster .... cordas abaixo de 16mm de diâmetro...... trançadas ou encapadas.. que se conhece.............

30 Torção REGULAR: quando os fios de cada perna são torcidos em sentido oposto à torção das próprias pernas (em cruz). Torção LANG: quando os fios e as pernas são torcidas na mesma direção (paralelo). Torção Torção à DIREITA: quando as pernas são torcidas da esquerda para a direita. Educação Profissional 93 Created with novaPDF Printer (www. Arames individuais são trançados primeiramente para formar uma perna e estas pernas por sua vez são trançadas para formar o cabo de aço.b) Classificação quanto a Alma AF – Alma de fibra (cânhamo) maior flexibilidade.29 Figura 8. AACI – Alma de Aço com Cabo Independente – combinação de flexibilidade com resistência à tração. Nota: Os cabos AA (Alma de Aço) tem 7.32 Cabos de aço com alta capacidade de carga são construídos a partir de arames trefilados a frio com uma resistência de 1770 mm². o que se explica pela acomodação das pernas sobre a alma. sendo a primeira na perna e a segunda na torcedura do cabo. Figura 8.31 Figura 8. Com aplicação de carga no cabo é feita uma alteração no seu volume.5% de resistência à tração a mais de 10% no peso em relação aos AF (Alma de Fibra).novaPDF. Torção à ESQUERDA: quando as pernas são torcidas da direita para a esquerda. O arame individual fica numa helicoidal dupla. Figura 8. Maior estabilidade.com) . A torção LANG tem por característica o aumento da resistência à abrasão e da flexibilidade do cabo. com isso o diâmetro do cabo é reduzido. AA – Alma de Aço – maior resistência à tração.

Figura 8. Aqui. A alma não tem somente função de apoio. Ele tem uma boa deformidade e. mas funciona também como reservatório de óleo. é composto de seis pernas e da alma que retém o lubrificante. fica demonstrada uma boa característica do cabo de aço. Quando o cabo é solicitado. habitualmente. perderam vida útil. as pernas comprimem a alma que libera o óleo.com) . guindastes ou talhas. O cabo de aço. Um único arame rompido é de pouca importância. no interior do cabo. portanto.Tabela de carga para cabos Educação Profissional 94 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. é aplicável para diversas finalidades.33 Cabos velhos onde o óleo já foi consumido e cabos que trabalham em temperatura que já perderam seu óleo por evaporação ainda não perderam resistência mas. com isso o atrito dentro do cabo é reduzido. Por isso deve-se periodicamente lubrificar os cabos externamente com óleo adequado.novaPDF. Ele nunca se rompe sem que antes vários arames se rompam. Somente quando se tem vários arames rompidos é que a capacidade de carga diminui. O cabo assim composto é utilizado para Lingas. pois logo a frente estará prensado entre outros e ainda contribuindo para a capacidade de carga. sintéticas ou de aço.Para apoio das pernas existe. uma alma que pode ser feita a partir de fibras naturais.34 .

bastante flexível e menos resistente ao desgaste. porém mais resistente ao desgaste à abrasão. b) Flexíveis: construção 6 x 19. Figura 8. d) Tipos WARRINGTON – Pernas do cabo construídas com duas bitolas de arames. SEALE – Pernas do cabo construídas com três bitolas de arame. pois os arames mais finos encontram-se na periferia. 6 x 43. sendo o cabo menos flexível da série. São os cabos classificados em: a) Pequena flexibilidade: construção 3 x 7. 6 x 37. 6 x 47.38 Educação Profissional 95 Created with novaPDF Printer (www. 8 x 19. 6 x 21. O tipo mais flexível é o cabo de aço que é composto de diversas pernas e alma. É um termo intermediário entre a flexibilidade e resistência ao desgaste.com) . c) Extra flexível: construção 6 x 31. dos outros tipos acima.35 Figura 8. 18 x 7.37 Figura 8. 1 x 7 (cordoalha). COMUM – As pernas do cabo são construídas por um só tipo de arame. A alma no interior e a diferença de área metálica fazem com que um mesmo diâmetro. a cordoalha tenha uma maior capacidade de carga que o cabo.36 Figura 8.Cabos de aço fabricados em espiral (cordoalhas) ou uma perna simples. 6 x 61. 6 x 25. pois tem uma estrutura muito rígida e são feitos apenas para tensionamento.novaPDF. c) Flexibilidade A flexibilidade está condicionada ao número de arames que o compõem. 6 x 7. 6 x 41. não devem ser utilizados para movimentação. FILLER – Pernas do cabo construídas com vinte e cinco arames (seis de enchimento) apresentando boa flexibilidade.

. 8 x 19 ........... Figura 8........................................ 6 x 19 .........................Para definir a carga de trabalho de cabo pelo seu diâmetro deve-se medi-lo..... Tabela de Diâmetros Ideais de Tambores e Polias Seguem os diâmetros ideais das polias ou tambores conforme a formação do cabo: Diâmetro do Tambor ou Polia Tipo de Cabo 6 x 7 ...... A carga de ruptura efetiva diminui conforme aumenta o número de arames: Exemplos: a) Cordoalhas 3 a 7 fios.... resistência efetiva e) Cabos 6x42........... Educação Profissional 96 Created with novaPDF Printer (www....... conforme demonstrado na figura abaixo... 8x19......................... 6x41................. 18 x 7 .........................................................novaPDF.................................. Ele pode ter um grande desgaste interno que não é visível externamente............ Cabos já utilizados em guindastes ou outros meios de elevação não podem ser utilizados novamente numa composição de Linga............................. incluindo-se as almas dos mesmos.......... 6x61............... Mínimo 42 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 18 vezes o Ø do cabo 21 vezes o Ø do cabo 34 vezes o Ø do cabo Recomendado 72 vezes 51 vezes 45 vezes 27 vezes 31 vezes 51 vezes Resistências dos Cabos de Aço A resistência teórica dos cabos se determina somando-se a resistência dos arames que compõe................. resistência efetiva d) Cabos 6x37.......... resistência efetiva c) Cabos 6x7.............39 Figura 8.....40 Medição do cabo de aço.... quer sejam de aço ou de fibra........ resistência efetiva 96% da teórica 94% da teórica 85% da teórica 80% da teórica 72% da teórica A carga de trabalho de um cabo em movimento é 1/5 (um quinto) de sua carga de ruptura mínima..............com) .... 41........................... 6x43............. 6 x 25 ............ 6x47..... resistência efetiva b) Cordoalhas 19 fios...... 43 .... 6x25............ 6 x 37...

O fator de segurança é a relação entre a carga de ruptura mínima e a carga aplicada. talhas elétricas. São as seguintes as vantagens apresentadas pelos cabos pré-formados: a) Aumento à flexibilidade. . b) Cabos tração horizontal. d) Pontes rolantes.Laços Um cabo de aço é tão bom quanto o laço que é feito com ele. utilizados na fabricação de cabos de aço. e) Elevadores baixa velocidade.. b) Maior resistência à fadiga de flexão. c) Eliminação das tensões internas. Exemplo: a) Cordoalhas e cabos estáticos. Presilhas de alumínio devem deixar a ponta à mostra para controle e devem ter a marca da firma que executou a prensagem.com) . não se desfiando. c) Cabos para guinchos e terraplan.novaPDF. Laços para formação de olhais são feitos por trançamento ou prensagem. d) Manutenção na sua posição original dos arames que se quebram. As pernas dos cabos pré-formados se acomodam na posição Helicoidal que ocupam no conjunto. e) O não desenrolamento das extremidades cortadas. que normalmente é composta por duas letras. Figura 8. f) Elevadores alta velocidade. fator 3 a 4 fator 4 a 5 fator 5 fator 6 a 8 fator 8 a 10 fator 10 a 16 Pré-formação: É processo de fabricação cuja finalidade é a de eliminar as tensões internas e torções inerentes aos arames de alto carbono.41 Educação Profissional 97 Created with novaPDF Printer (www.

Laço Trançado a Mão Figura 8.44 . A presilha é de aço especialmente ensaiado e aprovado conforme rigorosa especificação.43 .Olhal Flamengo com estribo protetor Figura 8.42 . Uma metade é curvada para formar um olhal. separando-se as pernas 3 a 3.45 .com) .Laços Figura 8.47 Mesmo antes de ser colocada a presilha de aço. e em seguida a outra metade é entrelaçada no espaço vazio da primeira.Laço sem fim O olhal Flamengo é feito abrindo-se a ponta do cabo em duas metades.novaPDF.Olhal Flamengo Figura 8.48 3 Presilha de aço de pequenas dimensões e de superfície lisa. o olhal já é capaz de suportar uma carga superior à carga de trabalho do laço.Olhal Flamengo com sapatilha protetora Figura 8. Educação Profissional 98 Created with novaPDF Printer (www.46 . Figura 8. Principais vantagens do olhal Flamengo: 1 Olhal mais resistente e seguro 2 Carga centrada Figura 8.

1/4” 8 Nota: Os grampos deverão ser reapertados opôs .3/8” 7 1.50 Pronto para usar.1/4” 6 1.020 kg. Todos os grampos devem ser montados de forma que o mordente se prenda a perna portante.m 1 2 4 6 9 9 13 18 31 31 31 50 50 50 59 82 104 104 3/16” 3 1/4" 3 5/16” 3 3/8” 3 7/16” 3 1/2" 3 5/8” 3 3/4" 4 7/8” 4 1” 5 1. Educação Profissional 99 Created with novaPDF Printer (www. Todos os mordentes estão no cabo portante.1/8” 6 1.ft 7. as cintas têm uma capacidade de carga e não prejudicam a sua superfície.Cintas As cintas de movimentação são fabricadas a partir de fibras sintéticas.1 DIÂMETRO DO CABO EM POL. Grampos construídos conforme DIN 741 (grampos leves) com porcas simples e pequena área de apoio.020 1.m 10 20 41 61 88 88 129 176 305 305 305 488 488 488 583 800 1. Quanto maior o diâmetro do cabo mais grampos são necessários.3/4” 7 2” 8 2. devendo ser desfeitos logo após a utilização.novaPDF. NÚMERO MÍNIMO DE GRAMPOS ESPAÇAMENTOS ENTRE GRAMPOS EM MM 29 38 48 57 67 76 95 114 133 152 172 191 210 229 248 267 305 343 o início de uso do TORQUE ib. para que não sejam utilizadas erroneamente.com) .5/8” 7 1. Laços feitos com grampos devem ser usados apenas para uma única aplicação.5 15 30 45 65 65 95 130 225 225 225 360 360 360 430 590 750 750 cabo de aço. Figura 8.1/2” 7 1.A norma DIN 1142 prescreve que somente grampos com porcas auto-travantes e uma grande área de apoio podem ser utilizados. No mínimo 3 grampos são necessários (grampo pesado) para se fazer um laço com cabo de aço fino.49 Figura 8. Tabela 8. N. não são mais normalizados e não devem ser utilizados para movimentação. Com relação ao seu próprio peso.

novaPDF. A desvantagem das cintas de poliamida está no fato de que elas absorvem muita água em ambientes úmidos o que reduz sua capacidade.51 As cintas de poliéster devem ter uma etiqueta azul para que sejam reconhecidas.com) . As formas mais comuns de cintas são:     Cesto sem fim. Com olhais sem reforço. Normalmente estes de perfis são ajustáveis à cinta. levando-se em conta seu peso próprio. em especial de poliuretano. Devido ao envelhecimento das fibras. o fabricante deveria ser consultado para maiores esclarecimentos. Para utilização de cintas em banhos químicos. o que faz com que seja o tipo de cinta mais utilizada. Educação Profissional 100 Created with novaPDF Printer (www. Ela só não resiste à base e por isso não deve ser lavada com sabão.Figura 8. As cintas de poliamida devem ter uma etiqueta verde de identificação e são resistentes à bases. e são pouco flexíveis. O NYLON é a mais forte das fibras sintéticas e apresenta uma alta capacidade de absorção de força. eles devem ser feitos de forma que seja possível passar um pelo outro para que se possa fazer uma laçada. Cintas de movimentação feitas de polipropileno (etiqueta marrom) tem uma baixa capacidade de carga. além de excepcional resistência a sucessivos carregamentos. a data de fabricação das cintas deve estar na etiqueta. Mas elas têm uma boa resistência química e são utilizadas em casos especiais. Esta acumulação de água pode também fazer com que em dias muito frios ela possa se enrijecer (congelar) e ficar quebradiça. em especial quando usadas ao ar livre ou em banhos químicos. Com terminais metálicos. Com olhais reforçados. Para reduzir o atrito e para evitar cortes nas cintas podemos usar revestimentos com materiais sintéticos resistentes. No caso de terminais metálicos. Elas têm uma boa resistência quanto á luz e calor e também ácidos solventes. Elas têm também uma boa elasticidade.

Não exceder às especificações do fabricante. a) Segurança também requer Inspeção As cintas devem ser examinadas em intervalos não superiores a duas semanas. b) 10 itens para um levantamento seguro. 2º . Somente cintas com olhais reforçados podem ser utilizadas em laço.Todo equipamento deve ser examinado somente por uma pessoa. 1º . as cintas devem ser neutralizadas e enxaguadas para que não haja concentração química. 3º .novaPDF. designada para esta inspeção.Coloque a cinta em uma superfície plana com área apropriada. o ângulo de abertura entre as pontas da cinta não deve ultrapassar 120°.Examine os dois lados da cinta. Educação Profissional 101 Created with novaPDF Printer (www. 1.Nunca aplique uma sobrecarga no equipamento de elevação. Para utilizar diversas cintas num travessão todas devem estar numa perna perpendicular para não haver esforço maior numa das pernas.Figura 8. 3. quando usadas em levantamentos gerais de diferentes tipos de cargas.As alças dos olhais devem ser examinadas particular e cuidadosamente.com) . As cargas não podem ser depositadas sobre as cintas para que não sejam danificadas. 2.52 Para utilização de cintas existem algumas regras especiais:       Quando se eleva uma carga. 5º . além de evitar desgaste do equipamento e acidentes. Após utilização em banhos químicos.Uma operação suave e balanceada rende muito mais. nas limitações de peso e estabilidade.Cintas tipo Anel devem ser examinadas em todo seu comprimento e perímetro. 4º . Não se pode dar nó nas cintas.

Primeiramente os elos são dobrados e depois soldados. quando aplicadas em ângulos retos.com) .Lingas de Correntes a) Correntes para lingas Correntes são fabricadas em diversas formas e qualidades. evitando assim que a corrente se dobre.Não deixe a carga em contato direto com o piso. 9. Coloque calços ao descarregá-la para melhor poder elevá-la. O passo de um elo é o seu comprimento interno. 8. Figura 8. Calibradas (Especiais para Talhas) Educação Profissional 102 Created with novaPDF Printer (www. no mesmo gancho.Nunca use cintas avariadas. para propiciar uma fácil remoção. são realizados testes de tração e ruptura. b) Correntes Soldadas Comuns. 6. Galvanizadas. c) Formas de Levantamento As cintas elevam e movimentam sua carga em qualquer uma das quatro formas diferentes de levantamento ilustrado.4. Posteriormente.Não posicione a cintas em cantos agudos ou cortantes. alguns elos são dobrados em diversos sentidos para verificar a solda e após a produção e tratamento térmico. após o uso.56 .55 Figura 8.53 Figura 8. de seção lisa e redonda.Utilize ganchos com um raio de apoio nunca inferior a “1”. 10. é feito o tratamento térmico (correntes de grau) e ensaio de tração. 5. Durante a produção.Evite a colocação de mais de 1 par de cintas.Posicionar a cinta corretamente na carga. 7. os elos se apóiam nos elos vizinhos. Somente corrente que tenham elos com passo igual a 3 vezes o seu diâmetro podem ser utilizadas para movimentação e amarração de cargas.novaPDF.Quando elevar uma carga pesada com mais de uma cinta. Algumas cintas são especificamente designadas para serem utilizadas em somente um tipo de levantamento.54 Figura 8. Esta regra se explica pelo fato de que correntes assim construídas. Diversos testes são feitos durante e após a fabricação para que as correntes sejam certificadas. verifique se o total do peso está bem distribuído na tensão dos vértices da cinta.

160 0.0 3.850 2.000 5.5 5.5 4.0 12.3 3.000 As correntes calibradas têm as medidas exatas. dos Elos em mm. 13 x 17 -14 x 21 16 x 28 17 x 26 16 x 31 17 x 28 18 x 31 18 x 28 19 x 32 20 x 31 25 x 46 24 x 36 25 x 47 25 x 39 26 x 46 27 x 42 27 x 48 28 x 44 29 x 48 33 x 50 32 x 58 34 x 49 36 x 61 38 x 54 38 x 61 39 x 59 43 x 66 50 x 74 53 x 82 68 x 102 75 x 112 Peso aprox. p/m Elos curtos kg 0.600 0. ou seja.050 1.680 0.240 0.490 0.0 6.5 11. são testadas em máquinas de provas de acordo com a tabela acima e com o coeficiente 2.800 1.0 4.660 1.000 2.Figura 8.500 1.500 4.350 0.500 4.Corrente de Aço Forjado e Amarras até 3” c) Correntes Forjadas Tabela 8. p/ as Correntes comuns Custos Comp.5 19.0 9.57 .0 15.550 3.0 Medidas ext.com) . pontes rolantes.0 5.0 8.0 9. aprox.Tabela de Medidas e Pesos Aproximados Diâmetro em mm 2.5 6.300 1.000 10. 100% da carga admissível (carga de segurança) Lingas simples – em aço forjado usadas em fundições. empreiteiros de construção e para todos os trabalhos onde se tornam necessários guindastes para remoção de material.500 5.2 .000 1.500 8.200 Carga de segurança em kg -100 120 180 200 280 330 380 480 550 800 900 1.5 14.0 22.113 0.5 7.800 2. Segue tabela de cargas de trabalho Lingas de Correntes Tipo A Tipo B Tipo C Tipo D Tipo E 103 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.310 0. como cargas e descargas de navios e caminhões.

350 5.2 7/8” 4.Tabela 8.novaPDF.Quadro de Cargas de Trabalho Bitola da Corrente Carga de Trabalho mm poleg.8 1.5 3/8” 850 12.500 15.700 6. em Corrente de Aço forjado testadas.670 Lingas Duplas.650 7. Kg 8 5/16” 500 9.1/4” 9.4 Quadro de Cargas de Trabalho Lingas Duplas Bitolas da Corrente Cargas de Trabalho mm Polegadas Âng 45° Âng.5 3/8” 2.700 5..150 8.9 5/8” 2.150 1.000 12.60 Tabela 8.58 Figura 8.7 1/2" 4.100 15.4 1” 5.6 1.2 7/8” 12.800 3.750 12.1/8” 20. 120° kg 700 1.900 8.200 14.59 Figura 8. Triplas.100 6.400 11.500 19 3/4" 3.200 3.700 31.4 1’ 15.100 24.600 25.200 19 3/4" 9.600 25.800 11. etc.100 15.900 15.500 Educação Profissional 104 Created with novaPDF Printer (www.com) .000 3.400 22. Figura 8.3 .1/8” 7.8 1.000 9.250 2. 60° Âng.7 1/2" 1.1/4” 26.300 Dimensões Aproximadas Âng.600 20.200 19.350 1.700 9.300 28. 90° kg kg kg 8 5/16” 1.100 22.6 1.200 2. Quádruplas.500 31.9 5/8” 6.250 1.900 28.

c) Corrente – cintas: As cintas são utilizadas principalmente no transporte de peças acabadas ou semi-acabadas onde a superfície não pode ser danificada. b) Corrente com encurtador – cabo: Quando o cabo é necessário para que se envolva a carga e precisa-se também de ajuste no comprimento da Linga. Educação Profissional 105 Created with novaPDF Printer (www. A parte que envolve a carga é uma corrente de grau 8 o que. Se a carga será transportada por duas ou mais pernas em ângulo. cinta e combinada) deve-se também definir o dimensional das mesmas. Nunca considerar a carga pelo dimensional da corrente.com) . a) Cabo – corrente – cabo: Usa-se o cabo para passar por baixo da carga. menor a capacidade e. Quando a carga não é aplicada igualmente sobre as pernas. Quando a Linga forma um ângulo diminui a capacidade de cada perna.novaPDF. por exemplo. no transporte de trefilados garante uma boa durabilidade e bons custos. facilitar o manuseio e também poupar a carga. tabela ou etiqueta define a massa que pode ser elevada com a Linga. maior a Linga a ser utilizada. CAPACIDADE DE CARGAS DAS LINGAS Após definir qual tipo de Linga que será utilizada (cabo. o laço sintético pode ser conjugado com a corrente e seus acessórios e manter a boa característica do laço que é a de poupar a carga de danos superficiais. pode-se somar as capacidades das mesmas.LINGAS COMBINADAS Para a movimentação de cargas temos alternativas para melhorar a durabilidade. Com essa combinação tem-se a vantagem da durabilidade da corrente e da facilidade de substituir a cinta quando necessário. Princípios básicos:     Quando a carga á aplicada em uma ou mais pernas perpendiculares e a carga é aplicada de forma igual sobre as pernas. Podemos conseguir isso combinando diversos materiais. A carga deve ser transportada sem que a Linga seja sobrecarregada. portanto. usa-se esta combinação. Fora à possibilidade de ajuste no comprimento da Linga usando garras de encurtamento. Quanto maior a angulação. Em Lingas combinadas devemos atentar para que a plaqueta de identificação seja feita de acordo com a parte mais frágil da Linga. pois nestes casos normalmente ela está super dimensionada com relação aos outros materiais aplicados. deve-se contar com a capacidade de apenas duas. A capacidade inscrita na plaqueta. Para definir a carga aplicada na Linga deve-se saber:   Se a carga será transportada por uma ou mais pernas perpendiculares. corrente. d) Corrente – laço sintético Assim como a cinta.

com) . Quando uma carga é assimétrica seu centro de gravidade está deslocado e portanto uma perna é mais solicitada que a outra. Como ângulo de trabalho.Figura 8. Ângulo maior que 60° Figura 8. Com a utilização da tabelas de carga e o conhecimento dos ângulos pode-se sempre escolher a Linga correta. Figura 8.novaPDF.62 ERRADO Ângulo de trabalho não permissível.61 Com ângulos de trabalho acima de 60° a força aplicada em uma única perna. nesses casos deve-se usar uma Linga onde uma perna suportaria toda a carga. Obs. excede o peso da carga em si. entende-se o ângulo que se forma numa perpendicular a lateral da carga e linga. Portanto.: Ângulos acima de 60° não são permitidos. Educação Profissional 106 Created with novaPDF Printer (www.63 A carga pende para um lado por isso a angulação de trabalho das pernas é diferenciada.

CABO 6 x 25 FILLER + AF “CIMAX” FATOR DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) As cargas de trabalho dos Olhais Flamengo dobrados são baseados em diâmetros de curvatura mínimos de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo.novaPDF.65 Educação Profissional 107 Created with novaPDF Printer (www. Se esse diâmetro for menor. 2) Para dimensões diferentes dos olhais e outros diâmetros consultar o Fabricante.5 . Cargas de Trabalhos dos Laços com Olhais Trançados Tipo T Figura 8.64 Cargas de Trabalho do Olhal Flamengo Tipo C Tabela 8.com) . deve-se aumentar o fator de segurança.Exemplo de Tabela Figura 8.

2) As cargas de trabalho dos laços dobrados são baseadas em diâmetros de curvatura mínimos nos pontos de contato das cargas.66 .67 Educação Profissional 108 Created with novaPDF Printer (www.S.) COEFICIENTE DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) Normalmente são fabricados laços com olhais trançados com cabos de diâmetro acima de 38.5.0mm. Figura 8. Figura 8.Sapatilhas compactas Normalmente utilizadas na fixação de cabos de aço de pontes rolantes ou guindastes.Sapatilhas protetoras tipo pesado Especialmente dimensionadas para evitar a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.novaPDF.com) .CABO 6 X 47 AF (I. 8.P. de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo.6 .Tabela 8.3 – Outros acessórios .

70 . Figura 8.: Podem ser encontrados com trava de segurança. Figura 8.com) . Submetidos a uma carga de prova superior em 50% à sua carga de trabalho. Figura 8.Ganchos forjados com olhal Forjados em aço carbono. podendo ainda ser reaproveitados na troca do superlaço.. Proporcionam proteção de olhais padrões ou de dimensões especiais.69 . Obs. para maior segurança.68 . Dimensionados para entrar diretamente no gancho da ponte rolante ou guindaste.novaPDF.Anelões Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho.Anéis tipo pêra Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho.71 109 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Evitam a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.Estribos protetores especiais Fabricados com materiais de alta resistência. Figura 8. garantindo máxima segurança na sua utilização. Podem ser aplicados em quaisquer dos conjuntos apresentados.

Soquetes abertos Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetivado cabo de aço.novaPDF.72 . Figura 8.73 .com) . Ideais para fixação dos cabos de aço ou formação de olhais em cabos de aço para içamento de cargas.75 110 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. Fixam a carga evitando a deformação e o desgaste do cabo.Grampos pesados Grampos pesados. Figura 8.Ganchos corrediços Forjados em aço de alta resistência.Manilhas forjadas Forjadas em aço carbono..74 . Fácil colocação nos olhais dos superlaços ou fixação nas cargas a serem içadas. tendo um canal redondo para o cabo poder deslizar. Figura 8. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho. Podem ser fornecidas com pino rosqueado ou contrapinado.

Figura 8.81 Figura 8. Figura 8.com) .novaPDF. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.78 Figura 8.79 Figura 8.76 .78 Gancho – Olhal Figura 8.Soquetes fechados Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetiva do cabo de aço. permitindo posterior regulagem do comprimento.Esticadores forjados Figura 8..79 Olhal – Olhal Figura 8.77 .Soquetes de cunha Utilizados para fixação de cabos de aço.82 Figura 8.80 Figura 8.80 Gancho – Gancho Educação Profissional 111 Created with novaPDF Printer (www.

novaPDF. Quanto maior a angulação menor a capacidade de carga da Linga.82 Manilha – Manilha 8.Figura 8. Figura 8.84 Educação Profissional 112 Created with novaPDF Printer (www. pois as forças resultantes são crescentes. A carga pode ser igual a capacidade de carga da perna.85 Figura 8.83 A movimentação com Lingas de uma perna é mais simples. A movimentação com Lingas de duas pernas.5. como exemplo.com) .      Corrente 10mm grau 2 Cabo de aço 12mm Corda de polipropileno 24mm Corrente 8mm grau 5 Corrente 6mm grau 8 Devemos demonstrar com isto o quanto a carga pode pesar em cada modo de operação. sempre Lingas que comportam 1000Kg por perna.81 Manilha – Olhal Figura 8.4 . Figura 8.Modos de movimentação Para efeito de cálculos usa-se.

86 Figura 8.89 Cesto duplo com angulação: por causa da angulação não podemos contar com a capacidade de 4 pernas individuais (4x700kg).com) .88 Figura 8. Educação Profissional 113 Created with novaPDF Printer (www. Só pode ser usada quando não houver risco da carga escorregar. Dois laços em perpendicular. Quando temos Lingas de quatro pernas podemos apenas contar como se fossem três pernas.87 Linga em cesto perpendicular à carga pode ter o peso igual a capacidade de quatro pernas independentes somadas. por causa da força aplicada no lançamento.Figura 8. portanto. a menos que se tenha certeza de que as quatro pernas estejam igualmente carregadas. Dois laços com angulação: a carga está depositada em duas pernas. Deve-se contar com apenas 80% da capacidade da carga. Deve-se consultar a tabela e ver qual o diâmetro e qual a angulação que se tem e posteriormente descontar 20% da capacidade de carga por causa do lançamento.novaPDF. Figura 8. Mas isso somente se o diâmetro da peça for grande o suficiente e não houver cantos vivos.

Figura 8. Figura 8. Devemos contar com 80% da capacidade da carga de suas pernas uma vez que ela trabalha dobrada sobre o gancho.93 Se utilizarmos uma Linga sem fim em laço.90 Se utilizarmos uma Linga em cesto onde as extremidades estão presas a um único ele de sustentação onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. Figura 8. devemos contar também com apenas 80% da capacidade de suas pernas uma vez que ela sofre dobramentos no laço e no gancho. Educação Profissional 114 Created with novaPDF Printer (www.92 Se utilizarmos uma Linga em cesto sem fim onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. Podemos calcular com a capacidade de cada perna como cheia. Figura 8.novaPDF.91 Se utilizarmos uma Linga em cesto ou em laço devemos contar com apenas 80% de sua capacidade de carga por causa da dobra que é feita no laçamento.com) .

Figura 8. evitando total ou parcialmente a angulação das pernas..novaPDF. Movimentação com angulação invertida. Figura 8.94 Se utilizar Travessões e a carga não for alinhada em seu centro a carga pende e pode escorregar e cair.98 .95 Figura 8. devido a limitação do meio de elevação. Figura 8. pois quanto maior seu peso menor o peso que poderemos transportar. se a carga só estará sendo suportada em uma das fixações superiores do Travessão.97 .A carga está no centro. Deve-se considerar como única desvantagem do Travessão o seu próprio peso. as duas fixações superiores estão igualmente carregadas.com) . Educação Profissional 115 Created with novaPDF Printer (www.96 Figura 8. as Lingas podem escorregar por baixo da carga. As cargas abaixo do Travessão devem ser presas de tal forma que não possam se dobrar e cair (carga ou peças individuais).Movimentação com Travessões Com travessões pode-se fazer movimentações mesmo com pouca altura de elevação.Em Travessões com dois pontos de fixação superior.

Dobra.2 . no trecho mais danificado.Avaliação da inspeção Em função dos resultados obtidos na inspeção deve ser decidido se o cabo apresenta ou não a possibilidade de falha e sua taxa de deterioração é tal que permita a sua utilização. Formação de saca rolhas.6.novaPDF. até a próxima inspeção.1 . em função das condições de uso do cabo. Costuras inadequadas ou avariadas. para uma avaliação das condições operacionais do cabo.Condições específicas .Arames Partidos Deve-se substituir um cabo em serviço quando o número visível de arames rompidos. Independentemente da periodicidade fixada.6 .com) . A avaliação da condição do cabo deve ser feita no trecho que apresenta a máxima deterioração e estendida a todo cabo. as empresas e instituições procuram desenvolver métodos de controle das condições destes componentes com o objetivo de garantir uma operação segura para não haja danos materiais e acidentes de trabalho em uma atividade de transporte e içamento de cargas. Quando não se possuir um histórico da vida útil. Algumas irregularidades que pode ser encontrada nos cabos de aço são:            Arames partidos ou desgastados. Corrosão. Desgastes localizados. Recomenda-se que o período sem inspeção não ultrapasse 25% da vida útil prevista para o cabo. Gaiola de passarinho.8. Destrançamento da perna. Redução no diâmetro dos cabos. 8. o órgão de inspeção deve determinar este dado e utilizar a freqüência acima recomendada.Periodicidade das inspeções A periodicidade das inspeções deve ser determinada.INSPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS Devido à grande preocupação que é depositada em função da performance e confiabilidade dos cabos de aço e acessórios. 8. pelo órgão de inspeção responsável. 8. qualquer indício de deterioração que implique na perda da resistência original do cabo deve motivar uma inspeção do mesmo.6. estiver acima dos limites.3 . Educação Profissional 116 Created with novaPDF Printer (www. Pernas esmagadas ou mordidas.6. Protuberância da alma. com segurança.

6. . este defeito pode implicar em um aumento no desgaste e ruptura de arames.novaPDF. Qualquer evidência de arames partidos no interior do cabo indica uma condição anormal possivelmente devido à fadiga.com) . Figura 8. corrosão com ruptura de outros arames não visíveis com facilidade. É necessário então realizar o procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. Apesar de não implicar a perda de resistência do cabo. esta deformação se for severa pode transmitir uma oscilação durante a movimentação do cabo.Redução no diâmetro do cabo O cabo deve ser substituído quando houver uma redução de 10% no valor de seu diâmetro nominal devido a alterações estruturais tais como ruptura da alma de aço ou deterioração da alma de fibra ou desgaste abrasivo externo ou corrosão externa. o cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade deve ser refeita para reajuste do passo. deve ser adotado o critério fixado pela norma da empresa onde está instalado o equipamento. O diâmetro deve ser medido como indica na figura abaixo: . esta região deve ser monitorada para avaliação de aumento de desgaste e ruptura de arames. corrosão. baleeiras e outros equipamentos que envolvem riscos operacionais. soquete ou outro acessório).Inspeção das costuras A seção costurada do cabo deve ser eliminada e uma nova costura deve ser realizada se forem encontrados partidos ou gastos. pernas soltas. Esta deformação deve ser medida sem carga.99 . mordidas ou com folgas excessivas.Quando houver um ou mais arames partidos em uma distância de 5 X D (diâmetro externo do cabo) de um acessório instalado (presilhas. Após um longo tempo de serviço.Deformação do tipo saca-rolha Na deforma tipo saca-rolha o eixo do cabo assume a forma helicoidal. achatadas.Inspeção das Pernas O cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade refeita sempre que forem encontradas pernas esmagadas. É importante observar que não se admite costuras em cabos de aço para guindastes. forração folgada e outros defeitos. dobras puxadas para fora. 8.4 . Caso seja observado destrançamento da perna. Quando o valor da deformação em relação ao eixo do cabo for superior a 1/3 o seu diâmetro nominal. Educação Profissional 117 Created with novaPDF Printer (www. no trecho de maior deformação. acessórios danificados ou com desgaste excessivo.

8 .101 Figura 8.com) . desgastes localizados e avarias por calor (queima por maçarico ou arco elétrico). protuberâncias no cabo ou na alma.5.5.Lubrificação dos cabos. 8.novaPDF. avaliação do estado de corrosão internado cabo no soquete.102 8.Extremidade dos cabos Na inspeção das extremidades dos cabos que possuem terminais (soquetes abertos ou fechados.103 Figura 8.6. e caso a película de lubrificante não esteja uniforme e contínua.6 – Corrosão Outra importante verificação é em relação ao estado de corrosão do cabo. Como alternativa o cabo pode ser mantido em serviço desde que seja removido o trecho comprometido do mesmo. presilhas e forjados) recomenda-se prever periodicamente. Para efetuar a inspeção correta é necessário utilizar procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. Figura 8. É necessário verificar o estado de lubrificação do cabo.5. A graxa de uso geral em cabos de aço deve ser de base asfáltica.Outros defeitos É necessário substituir o cabo quando forem detectados os seguintes defeitos: gaiolas de passarinho.104 Figura 8.100 Figura 8. Corrosão severa determina a substituição do cabo. aplicar nova película.8. 118 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Antes de ser efetuada a lubrificação.7 .5 . dobras. através de ensaio radiográfico. Figura 8.105 8. deve ser realizada correta limpeza na superfície do cabo evitando o uso de produtos que contenham enxofre.

8.Inspeção em acessórios .9 .5.107 Figura 8.106 Figura 8.desgaste ou abrasão (internos e externos) superior a 10% da seção original ou apresentarem um número de arames rompidos que ultrapassem ou limites estabelecidos.109 Figura 8. Figura 8.Inspeção eletromagnética Os cabos submetidos à inspeção eletromagnética devem ser substituídos quando apresentarem redução de seção reta metálica devido corrosão.10 . Educação Profissional 119 Created with novaPDF Printer (www.com) .Figura 8.novaPDF.5.Inspeções de Ganchos Os ganchos devem ser substituídos quando forem detectados um ou mais dos seguintes defeitos: Torção maior do que 10º Abertura de garganta 15% maior do que a abertura original Trincas Desgaste acentuado (maior que 10%) Nota: Para ganchos com haste deve ser verificada a liberdade de giro através do esforço manual.Inspeção em Manilhas Quaisquer deformações visuais apresentadas pela manilha ou pelo cavirão são causais para substituições. Manilhas apresentando trincas. desgaste no cavirão e/ou no corpo igual ou superior a 10% do diâmetro do projeto devem ser substituídas.110 .108 8.

Deve ser verificada a fixação das placas laterais bem como deformações visíveis nas mesmas.114 Figura 8. Caso ocorram estas marcas a polia deve ser usinada ou substituída por outra de maior dureza.111 Inspeção de Anéis Pêra Figura 1. Verificar também a existência de desgaste ou corrosão severa no conjunto.113 . Figura 8.115 Educação Profissional Figura 8. Existência de trincas especialmente nos canais. trincas e deformações em qualquer região detectáveis por inspeção visual ou com líquido penetrante.novaPDF.116 120 Created with novaPDF Printer (www.com) . Figura 8. Verificar se há marca no canal provocadas pelo cabo de aço. As polias dos moitões e cadernais devem ser inspecionadas quanto aos seguintes itens:      Desgaste e/ou deformações no canal do flange. Liberdade de giro da polia.112 Os anéis devem ser substituídos quando forem detectados os seguintes defeitos: desgaste acima de 10% da sua dimensão original. Folga existente entre a polia e eixo.Figura 8.Inspeção de Moitões e Cadernais Deve ser verificada a ferragem da cabeça do moitão e/ou cadernal (quando giratório) quando seu giro for por esforço manual.

ACOPLAMENTOS 9. Acoplamento Motor Máquina Figura 9. Subdividem-se em: Acoplamentos comandáveis transmitem força e movimento somente quando acionados. .1 – Exemplo de aplicação do acoplamento NOTA: Os acoplamentos que operam por atrito são chamados de embreagem (fricção) ou freios. .1).2. isto é.2. 9. Empregam-se os acoplamentos quando se deseja transmitir um momento de rotação (movimento de rotação e forças) de um eixo motor a outro elemento de máquina movido situado coaxialmente a ele (Figura 9. causando a parada da máquina. mudança de rotação.1. anular os efeitos deste sobre os componentes da transmissão. reversão e sobrecargas operacionais. São mecanismos que operam segundo o princípio de atrito.9 . 9.novaPDF.Compensar desalinhamentos: Para maioria das aplicações os acoplamentos devem ser capazes de tolerar certos valores de desalinhamentos entre eixos ligados.ELEMENTOS MECÂNICOS 9. obedecendo a um comando.Funções dos acoplamentos São as principais funções de um acoplamento: .1.1. . antes de uma ruptura de um componente de maior valor agregado.CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9.2.1– Definição São elementos de máquinas destinados a unir dois eixos e transmitir torque e rotação. os acoplamentos podem romper-se.Unir dois eixos: Pode significar a união entre motor e máquina movida ou a união de eixos de grande comprimento. Educação Profissional 121 Created with novaPDF Printer (www. Esses mecanismos recebem os nomes de embreagens e de freios.Absorver choques e vibrações: Os acoplamentos modernos devem possuir a capacidade de absorver choques provocados pela partida.com) .1.Acoplamentos comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada poderá ser interrompida. e assim.Atuar como fusível da transmissão: Em casos de problemas operacionais que gerem cargas adicionais sobre a transmissão. além de atenuar os efeitos de vibrações geradas nas transmissões.

fazem a conexão entre árvores. Os freios têm as funções de regular.novaPDF. Comandáveis Comandados pela força aplicada Comandados pelo momento de torção Comandados pelo sentido de rotação Comandados mecanicamente Comandados hidráulica ou pneumaticamente 9. Segundo o tipo de comando.2 . hidráulicos.Acoplamentos não-comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada é permanente. pneumáticos e os diretamente comandados pela máquina de trabalho. à mesma velocidade angular.As embreagens.com) . eletromagnéticos. também chamadas fricções. Elas mantêm as árvores.2. motriz e comandada. Subdividem-se em: Não-comandáveis Rígidos Flexíveis Torcionalmente Rígidos Torcionalmente Elásticos De engrenagem De lamelas 122 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. existem os acoplamentos comandáveis manuais. reduzir ou parar o movimento dos corpos.

são torcionalmente elásticos.4).Acoplamento elástico de pinos Os elementos transmissores são pinos de aço com mangas de borracha (Figura 9. para evitar acidentes (Figura 9. em forma elástica ou em forma articulada e elástica. Não possuem qualquer flexibilidade. 9. axial e angular. Figura 9.com) . Compensam desalinhamento radial. axial e angular.Acoplamentos permanentes rígidos Os mais empregados são os flanges e luvas de união que devem ser construídas de modo que não apresentem saliências ou que estas estejam totalmente cobertas.2 – Exemplo de acoplamento rígido Os eixos dos acoplamentos rígidos devem ser alinhados precisamente. são torcionalmente rígidos.novaPDF.3 – Tipos de desalinhamento Os acoplamentos flexíveis são construídos em forma articulada.3 – TIPOS DE ACOPLAMENTOS FLEXÍVEIS 9.. Figura 9.2). pois estes elementos não conseguem compensar eventuais desalinhamentos ou flutuações. absorvem choques e vibrações protegendo as máquinas acopladas e não requerem lubrificação.1 .3.Acoplamentos permanentes flexíveis Esses elementos são empregados para tornar mais suave à transmissão do movimento em árvores que tenham movimentos bruscos e quando não se pode garantir um perfeito alinhamento entre as árvores (Figura 128). não absorvem choques e vibrações e não admitem desalinhamento radial. O ajuste dos alojamentos dos parafusos deve ser feito com as partes montadas para obter o melhor alinhamento possível. . Educação Profissional 123 Created with novaPDF Printer (www.

com) .4 – Acoplamento elástico de pinos 9.6 – Acoplamento elástico de garras 9.Figura 9.7 – Acoplamentos elásticos de grade Educação Profissional 124 Created with novaPDF Printer (www. Figura 9.2 .novaPDF.Acoplamento elástico de garras As garras.7). Figura 9.3. encaixam-se nas aberturas do contradisco e transmitem o momento de rotação (Figura 9.Acoplamento elástico perflex Os discos de acoplamento são unidos perifericamente por uma ligação de borracha apertada por anéis de pressão (Figura 9. constituídas por tacos de borracha.3.3. Figura 9.6).5 – Acoplamentos perflex 9.5). O conjunto está alojado em duas tampas providas de junta de encosto e de retentor junto ao cubo. Todo o espaço entre os cubos e as tampas é preenchido com graxa (Figura 9.Acoplamento elástico de grade ou gaiola de aço Consiste de dois cubos providos de flanges ranhuradas onde está montada uma grade metálica elástica que liga os cubos.3 .4 .

8 – Exemplos de acoplamentos de engrenagens e suas características 9.9). Para inclinações até 25º. Essa posição do plano de contato é que possibilita a transmissão constante da velocidade (Figura 9.3. sempre.novaPDF.3. as árvores devem ser bem alinhadas no ato de sua instalação para que não provoquem vibrações excessivas em serviços.10).Junta de articulação (não elástico) É usada para transmissão de momentos de torção em casos de árvores que formarão ângulo fixo ou variável durante o movimento. A junta de articulação mais conhecida é a junta universal (ou junta cardan) empregada para transmitir grandes forças.3.5 . 9. O anel dentado (peça transmissora do movimento) possui duas carreiras de dentes que são separadas por uma saliência central (Figura 9. Com apenas uma junta universal o ângulo entre as árvores não deve exceder a 15º. O formato dessas calhas permite que o plano de contato entre as esferas e as calhas divida.Apesar de este acoplamento ser flexível. o que permite até 3º de desalinhamento angular. o ângulo das árvores em duas partes iguais.Junta universal de velocidade constante (homocinética) Transmite velocidade constante e tem comando através de esferas de aço que se alojam em calhas.9 – Junta cardan ou universal 9. São classificados como não elásticos.com) . Figura 9.6 .8).Acoplamento de engrenagens (não elástico) Os dentes possuem a forma ligeiramente curvada no sentido axial.7 . Figura 9. Educação Profissional 125 Created with novaPDF Printer (www. usam-se duas juntas (Figura 9.

novaPDF. Figura 9.3 . Educação Profissional 126 Created with novaPDF Printer (www. Esse ângulo não deve ser inferior a 8º para evitar o emperramento.4 . Sua capacidade de torque aumenta com o decréscimo do ângulo entre o cone e o eixo.Embreagem de disco Consiste em anéis planos apertados contra um disco feito de material com alto coeficiente de atrito. 9.Figura 9.com) .12 A capacidade de torque de uma embreagem cônica é maior que a de uma embreagem de disco de mesmo diâmetro.4. Figura 9.4.1 .Embreagem cônica Possui duas superfícies de fricção cônicas. 9.EMBREAGENS 9.4. uma das quais pode ser revestida com um material de alto coeficiente de atrito.10 – Junta homocinética 9.11 Normalmente a força é fornecida por uma ou mais molas e a embreagem é desengatada por uma alavanca.Embreagem centrífuga É utilizada quando o engate de uma árvore motora deve ocorrer progressivamente e a uma rotação predeterminada. para evitar o escorregamento quando a potência é transmitida.2 .

empurram as sapatas que. Com o deslocamento do anel de grafite para a esquerda.5 .4.4. por sua vez. completam a transmissão do torque. presa entre duas placas de aço quando a embreagem está acionada.Embreagem de disco para auto-veículos Consiste em uma placa. revestida com asbesto em ambos os lados.4 . Educação Profissional 127 Created with novaPDF Printer (www.13 Os pesos. o acoplamento é aliviado e a alavanca. descomprime o disco através dos pinos. Figura 9.14 O disco de atrito é comprimido axialmente através do disco de compressão por meio das molas sobre o volante. por ação da força centrífuga.novaPDF. A ponta de árvore é centrada por uma bucha de deslizamento.Figura 9.Embreagem de disco para máquinas A cobertura e o cubo têm rasgos para a adaptação das lamelas de aço temperadas.com) . que se apoia sobre a cantoneira. 9. 9.

9. 9. assim. Figura 9.com) .15 A compressão é feita pelo deslocamento da guia de engate. A separação das lamelas é feita com o recuo da guia de engate por meio do molejo próprio das lamelas opostas e onduladas. O ajuste posterior da força de atrito é feito através da regulagem do cubo posterior de apoio. em um sentido de giro. são compactadas sob a ação de força centrífuga produzida pela rotação. entrelaçam-se transmitindo o torque.6 . Educação Profissional 128 Created with novaPDF Printer (www. No outro sentido.Figura 9.novaPDF.4.Embreagem seca É um tipo de embreagem centrífuga em que partículas de metal.4.16 Essa escoras estão dispostas de forma tal que. o pacote de lamelas.7 . como granalhas de aço.Embreagem de escoras Pequenas escoras estão situadas no interior do acoplamento fazendo a ligação entre as árvores. as escoras se inclinam e a transmissão cessa. e as alavancas angulares comprimem.

Figura 9.17 As partículas estão contidas em um componente propulsor oco, dentro do qual está também um disco, ligado ao eixo acionado. A força centrífuga comprime as partículas contra o disco, acionando o conjunto.

9.4.8 - Embreagem de roda-livre ou unidirecional Cada rolete está localizado em um espaço em forma de cunha, entre as árvores interna e externa.

Figura 9.18 Em um sentido de giro, os roletes avançam e travam o conjunto impulsionando a árvore conduzida. No outro sentido, os roletes repousam na base da rampa e nenhum movimento é transmitido. A embreagem unidirecional é aplicada em transportadores inclinados como conexão para árvores, para travar o carro a fim de evitar um movimento indesejado para trás.

9.4.9 - Embreagem eletromagnética Neste tipo de embreagem, a árvore conduzida possui um flange com revestimento de atrito.

Figura 9.19 Uma armadura, em forma de disco, é impulsionada pela árvore motora e pode mover-se axialmente contra molas. Educação Profissional 129

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Uma bobina de campo, fixa ou livre para girar com a árvore conduzida, é energizada produzindo um campo magnético que aciona a embreagem. Uma característica importante da embreagem eletromagnética é poder ser comandada a distância por meio de cabo.

9.4.10 - Embreagem hidráulica Neste caso, as árvores, motora e movida, carregam impulsores com pás radiais.

Figura 9.20 Os espaços entre as pás são preenchidos com óleo, que circula nas pás quando a árvore motora gira. A roda na árvore motora atua como uma bomba, e a roda na árvore movida atua como uma turbina, de forma que a potência é transmitida, havendo sempre uma perda de velocidade devido ao escorregamento. A embreagem hidráulica tem aplicação em caixas de transmissão automática em veículos.

10 - FREIOS
São mecanismos que, para interromper um movimento, transformam energia cinética em calor. Podem ter acionamento manual, hidráulico, pneumático, eletromagnético ou automático. A seguir serão apresentados os principais tipos de freios.

10.1 - FREIO DE DUAS SAPATAS Neste caso, duas sapatas são mantidas em contato com o tambor através da ação de uma mola que o impede de rodar. Para liberar o tambor, aciona-se a alavanca de comando, que pode ser operada manualmente, por um solenóide ou por um cilindro pneumático. Esse tipo de freio é utilizado em elevadores.

Figura 10.1 130

Educação Profissional

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10.2 - FREIO A DISCO É um freio em que um ou dois blocos segmentares, de material de fricção, são forçados contra a superfície de um disco giratório.

Figura 10.2 Em automóveis, os blocos segmentares (ou pastilhas) são operados por pistões hidráulicos. Os freios a disco são menos propensos à fadiga (queda de eficiência operacional em função do tempo de utilização) que os freios a tambor.

10.3 - FREIO DE SAPATA E TAMBOR O detalhe característico deste freio é uma sapata (ou parte de uma alavanca), revestida com material de alto coeficiente de Mola Alavanca Sapatas blocos Disco giratório atrito, comprimida contra uma roda giratória (ou tambor) ligada ao órgão a frear.

Figura 10.3

10.4 - FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR É um freio em que duas sapatas curvas são forçadas para fora, contra o interior da borda de um tambor giratório.

Figura 10.4 Educação Profissional 131

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As transmissões por correias e polias apresentam as seguintes vantagens: Educação Profissional 132 Created with novaPDF Printer (www.POLIAS E CORREIAS Para transmitir potência de uma árvore à outra.As sapatas são revestidas com material de atrito. alguns dos elementos mais antigos e mais usados são as correias e as polias.novaPDF.FREIO MULTIDISCO Compõe-se de vários discos de atrito intercalados com disco de aço.com) . O freio atua por compressão axial dos discos. 11 . Figura 10. na parte interna de um tambor. pela ação da força centrífuga contra a ação de mola lamelares.6.5 Os discos de aço giram em um eixo entalhado e os discos de atrito são fixados por pinos. 10. 10.6 A tensão da mola determina o instante de ação do freio. rebitado ou colado em sua superfície externa. Figura 10. conhecido como lona de freio.5 .FREIO CENTRÍFUGO É um freio onde as sapatas (revestidas com asbesto) atuam.

  Possuem baixo custo inicial.com) . Sempre haverá transferência de força. alto coeficiente de atrito. Educação Profissional 133 Created with novaPDF Printer (www.POLIAS Polias são elementos mecânicos circulares. Quando em funcionamento. elevada resistência ao desgaste e funcionamento silencioso. as polias e correias podem transferir e/ou transformar movimentos de um ponto para outro da máquina.2 . Onde: D1 = da polia menor D2 = da polia maior n1 = número de voltas por minuto (rpm) da polia menor n2 = rpm da polia maior Logo: 11. As polias. necessitam da presença de vínculos chamados correias. As polias trapezoidais são conhecidas pelo nome de polias em “V” e são as mais utilizadas em máquinas.1 11. Figura 11. elásticas e adequadas para grandes distâncias entre centros. com ou sem canais periféricos. As polias são classificadas em dois grupos: planas e trapezoidais.novaPDF. A velocidade periférica (V) é a mesma para as duas rodas. para funcionar.1 – RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO (I) É a relação entre o número de voltas das polias (n) numa unidade de tempo e os seus diâmetros. São flexíveis. acoplados a eixos motores e movidos por máquinas e equipamentos.

A correia plana. Figura 11. quando existe somente uma polia motora e uma polia movida (como na figura abaixo).  a distância entre eixos não seja menor que 1.com) . da velocidade periférica. Figura 11.Transmissão por correia plana Essa maneira de transmissão de potência se dá por meio do atrito que pode ser simples. quando existem polias intermediárias com diâmetros diferentes. quando em serviço. porém o desgaste da correia é maior.2 A velocidade periférica da polia movida é. sempre menor que a da polia motora. No acionamento cruzado as polias giram em sentidos contrários e permitem ângulo de abraçamento maiores.2 (D1 + D2). Figura 11. na prática. No acionamento simples. O deslizamento depende da carga. do tamanho da superfície de atrito e do material da correia e das polias.11. O tamanho da superfície de atrito é determinado pela largura da correia e pelo ângulo de abraçamento ou contato ( ) (figura acima) que deve ser o maior possível e calcula-se pela seguinte fórmula: Para obter um bom ângulo de abraçamento é necessário que:  a relação de transmissão i não ultrapasse 6:1. a polia motora e a movida giram no mesmo sentido.1.3 A correia plana permite ainda a transmissão entre árvores não paralelas. desliza e portanto não transmite integralmente a potência.1.novaPDF.4 Educação Profissional 134 Created with novaPDF Printer (www. ou múltiplo.

3. Figura 11.11. é necessário aumentar o ângulo de abraçamento da polia menor. A polia com superfície plana conserva melhor as correias e a polia com superfície abaulada guia melhor as correias.5 Figura 11.1.com) . Para isso. O acabamento superficial deve ficar entre quatro e dez milésimos de milímetro (4 10 m).1. Educação Profissional 135 Created with novaPDF Printer (www. a superfície de contato da polia plana pode ser plana ou abaulada. Quando a velocidade da correia supera 25m/s é necessário equilibrar estática e dinamicamente as polias (balanceamento). acionado por mola ou por peso.7 A tensão da correia pode ser controlada também pelo deslocamento do motor sobre guias ou por sistema basculante.6 11.Tensionador ou esticador Quando a relação de transmissão supera 6:1. Figura 11. usa-se o rolo tensionador ou esticador.2.novaPDF.Formato da polia plana Segundo norma DIN 111.

capas de transmitir grandes potências. para polia de pequeno diâmetro. O limite é dado por p = D + 3/2h (D = diâmetro da polia maior e h = altura da correia).4 .  Material fibroso e sintéticos Não recebe emendas (correia sem-fim).Materiais para correia plana  Couro de boi Recebe emendas. Tem por material base o algodão.9 11. Educação Profissional 136 Created with novaPDF Printer (www.  Permite uma boa proximidade entre eixos.1.novaPDF. suporta bem os esforços e é bastante elásticas.com) . 11. couro e sintéticos Essa correia possui a face interna feita de couro curtido ao cromo e a externa de material sintético (perlon). Figura 11.10 O emprego da correia em V é preferível ao da correia plana e possui as seguintes características:   Praticamente não tem deslizamento. É feita de borracha revestida por lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para absorver as forças.8 Figura 11. Relação de transmissão até 10:1. o perlon e o nylon.5-Transmissão por correia em V A correia em V é inteiriça (sem-fim) fabricada com secção transversal em forma de trapézio.Figura 11.  Material combinado. o pêlo de camelo.1. Essa combinação produz uma correia com excelente flexibilidade. o viscose. própria para forças sem oscilações.

com) . o número que vai ao lado da letra. Elimina os ruídos e os choques. diminuindo um dos valores abaixo e transformando o resultado em polegadas. Figura 11. pode-se encontrar.1. Os perfis são normalizados e denominam-se formato A.7.11 Para especificação de correias.novaPDF. 11.Perfil dos canais das polias As polias em V têm suas dimensões normalizadas e são feitas com ângulos diferentes conforme o tamanho. medindo o comprimento externo da correia.1. A pressão nos flancos. típicos da correia emendada com grampos. em consequência do efeito de cunha. por aproximação. triplica em relação à correia plana. D e E. B. Dimensões normalizadas para polias em V: Educação Profissional 137 Created with novaPDF Printer (www. Emprego de até doze correias numa mesma polia.Perfil e designação das correias em V A designação é feita por uma letra que representa o formato e por um número que é o perímetro médio da correia em polegada. suas dimensões são mostradas na figura a seguir.     Partida com menor tensão prévia que a correia plana. 11. C. Menor carga sobre os mancais que a correia plana.6.

novaPDF. o que anularia o efeito de cunha. 138 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.12 O perfil dos canais das polias em V deve ter as medidas corretas para que haja um alojamento adequado da correia no canal.1.com) . 11.Figura 11.8.Relação de transmissão (i) para correias e polias em V Uma vez que a velocidade (V) da correia é constante. A correia não deve ultrapassar a linha do diâmetro externo da polia e nem tocar no fundo do canal. a relação de transmissão está em função dos diâmetros das polias.

O diâmetro nominal calcula-se pela fórmula: Figura 11.13 Para as correias em V. A força se transmite através dos flancos dos dentes e pode chegar a 400N/cm2.’ Figura 11. Para a especificação das polias e correias dentadas. geralmente.1. metal leve ou ferro fundido em areia especial para precisão nas medidas em bom acabamento superficial. A relação de transmissão (i) é dada por: Educação Profissional 139 Created with novaPDF Printer (www.15 O perfil dos dentes pode ser trapezoidal ou semicircular.Figura 11. As polias são fabricadas de metal sinterizado.9-Transmissão por correia dentada A correia dentada em união com a roda dentada correspondente permite uma transmissão de força sem deslizamento. deve-se mencionar o comprimento da correia ou o número de sulcos da polia.14 11. As correias de qualidade têm no seu interior vários cordonéis helicoidais de aço ou de fibra de vidro que suportam a carga e impedem o alongamento. o passo dos dentes e a largura.novaPDF.com) . são feitos com módulos 6 ou 10. deve-se tomar o diâmetro nominal médio da polia (Dm) para os cálculos.

novaPDF. por causa do desgaste sofrido pelo canal.1.1. para fazer um bom alinhamento. Figura 11. conforme mostra a figura. exigem os seguintes cuidados:    Não apresentar desgastes nos canais. temos uma correia corretamente assentada no canal da polia. para funcionarem adequadamente.11 . Nesse último caso. Figura 11. Note que a correia não ultrapassa a linha do diâmetro externo da polia nem toca no fundo do canal. À esquerda. usar uma régua paralela fazendo-a tocar toda a superfície lateral das polias. Observe as ilustrações seguintes. Educação Profissional 140 Created with novaPDF Printer (www. amassadas.11.com) . Não apresentar as bordas trincadas.10 .Cuidados exigidos com polias em V As polias.Alinhamento de polias Além dos cuidados citados anteriormente. oxidadas ou com porosidade. Apresentar os canais livres de graxa. a correia assenta-se no fundo. óleo ou tinta e corretamente dimensionados para receber as correias.16 A verificação do dimensionamento dos canais das polias deve ser feita com o auxílio de um gabarito contendo o ângulo dos canais. Polias desalinhadas danificam rapidamente as correias e forçam os eixos aumentando o desgaste dos mancais e os próprios eixos. À direita. as polias em “V” exigem alinhamento. a polia deverá ser substituída para que a correia não venha a sofrer desgastes prematuros.17 11. É recomendável.

1. Educação Profissional 141 Created with novaPDF Printer (www. é preferível trabalhar com uma correia a menos do que trocá-la por outra.Figura 11. quando esticada demais. pois nesse período as correias sofrem maiores esticamentos. e quanto ao balanceamento.  Se uma correia do jogo romper.18 11. até que se possa trocar todo o jogo. o desgaste que elas sofreram e o desgaste das polias. Quando mal aplicada ou frouxa. Esse cuidado é necessário porque correias de marcas diferentes apresentam desempenhos diferentes. verificar constantemente a tensão e ajustá-la. Influência dos defeitos das polias na posição de montagem do conjunto de transmissão. há quebra dos eixos ou desgaste rápido dos mancais. variando de fabricante para fabricante. Não é aconselhável usar correias novas junto às velhas. provoca a perda de velocidade e de eficiência da máquina. Os defeitos construtivos das polias também influem negativamente na posição de montagem do conjunto de transmissão. por estarem lasseadas.12. devem ser observados os seguintes requisitos:  Nas primeiras 50 horas de serviço.com) . Além disso. As velhas.  Jogos de correias deverão ser montados com correias de uma mesma marca.  Nas revisões de 100 horas. As polias devem ter uma construção rigorosa quanto à concentricidade dos diâmetros externos e do furo. verificar a tensão. A primeira recomendação para a manutenção das correias em “V” é mantê-las sempre limpas.  Tomar cuidado para que o protetor das correias nunca seja removido enquanto a máquina estiver em operação.Procedimentos em manutenção com correias e polias A correia é importante para a máquina. para que não provoquem danos nos mancais e eixos.novaPDF. sobrecarregam as novas. quanto à perpendicularidade entre as faces de apoio e os eixos dos flancos. se necessário.  Nunca tentar remendar uma correia em “V” estragada.

Não se recomenda colocar correias forçando-as contra a lateral da polia ou usar qualquer tipo de ferramenta para forçá-la a entrar nos canais da polia.com) . Após montar as correias nos respectivos canais das polias e. pois se estiverem em lados opostos o tensionamento posterior não será uniforme. deve-se recuar a polia móvel aproximando-a da fixa. Esse procedimento facilitará a colocação da correia sem perigos de danificá-la.1. Educação Profissional 142 Created with novaPDF Printer (www. Esses procedimentos podem causar o rompimento das lonas e cordonéis das correias.Colocação de correias Para colocar uma correia vinculando uma polia fixa a uma móvel. deve-se girálas manualmente para que seus lados frouxos fiquem sempre para cima ou para baixo.11. antes de tensioná-las.novaPDF.13.

novaPDF.Tensionamento de correias O tensionamento de correias exige a verificação dos seguintes parâmetros:  Tensão ideal: deve ser a mais baixa possível. Figura 11.Proteção de sistemas Todo sistema que trabalha com transmissão de correias deve ser devidamente protegido para evitar acidentes. ocasionando danos prematuros.com) . Deve-se verificar periodicamente se as malhas das telas estão limpas e se as telas não estão em contato direto com o sistema.20 11. de modo tal que ela se flexione aproximadamente entre 10 mm e 20 mm conforme ilustrado a seguir. produção de calor excessivo nas correias.14 . para verificar se uma correia está corretamente tensionada.22 Educação Profissional 143 Created with novaPDF Printer (www. Figura 11.15. Os tipos de proteção mais adequados são aqueles que permitem a passagem do ar para uma boa ventilação e dissipação do calor. mesmo com picos de carga.1.21 11.  Tensão baixa: provoca deslizamento e. conseqüentemente.  Tensão alta: reduz a vida útil das correias e dos rolamentos dos eixos das polias. Aconselha-se a colocação de telas ou grades de aço para essas proteções.1.Figura 11. sem que ocorra deslizamento.19 Figura 11. bastará empurrá-la com o polegar. Na prática.

encurta-se a vida útil das correias.1 A transmissão por corrente normalmente é utilizada quando não se podem usar correias por causa da umidade.novaPDF. vapores. Figura 11.com) . óleo. É necessário para o funcionamento desse conjunto de transmissão que as engrenagens estejam em um mesmo plano e os eixos paralelos entre si. A transmissão de potência é feita através do engrenamento entre os dentes da engrenagem e os elos da corrente.16.CORRENTES Um ou vários eixos podem ser acionados através de corrente. ainda. substituindo trens de engrenagens intermediárias.23 12.11. conforme comentários mostrados na ilustração. É. não ocorre o deslizamento. Figura 12. etc.2 Educação Profissional 144 Created with novaPDF Printer (www. Figura 12. de muita utilidade para transmissões entre eixos próximos.Adição de cargas Um sistema de transmissão por correias deve ser calculado adequadamente.1. Quando se adiciona carga ao sistema já existente.

1 . com abas de adaptação.TIPOS DE CORRENTES 12. Figura 12.5 Várias correntes podem ser ligadas em paralelo. médio e pesado. sobre as buchas são.1. podem ser montadas até 8 correntes em paralelo.4 Figura 12. Figura 12. várias talas dispostas uma ao lado da outra. sobre cada pino articulado. colocados rolos. Educação Profissional 145 Created with novaPDF Printer (www. onde cada segunda tala pertence ao próximo elo da corrente.6 12. onde as talas são permanentemente ligadas através de pinos e buchas.12.Corrente de dentes Nesse tipo de corrente há.1 .novaPDF. Esta corrente é aplicada em transmissões. é fabricada em tipo standard. em movimentação e sustentação de contrapeso e.1.2. em transportadores.3 Figura 12. formando corrente múltipla.Corrente de rolos É composta por elementos internos e externos. ainda.com) .

o passo fica.9 Dessa maneira. em alguns casos. pois entre eles não há diferença.Figura 12.com) .3. Além disso. de elo a elo vizinho. 12.11 Educação Profissional 146 Created with novaPDF Printer (www. Esta corrente permite transmitir rotações superiores às permitidas nas correntes de rolos. sendo apenas necessário suspendê-lo. mesmo com o desgaste. podem ser construídas correntes bem largas e muito resistentes.7 Figura 12. igual.novaPDF. É conhecida como corrente silenciosa (“silent chain”).1. Figura 12.Corrente de elos livres Esta é uma corrente especial usada para transportadores e. É conhecida por “link chain”. Sua característica principal é a facilidade de retirar-se qualquer elo.10 Figura 12.8 Figura 12. pode ser usada em transmissões.

6.Corrente de blocos É uma corrente parecida com a corrente de rolos. Figura 12.5. Figura 12.12 12.1. cada par de rolos. É usada nos transportadores e os blocos formam base de apoio para os dispositivos usados para transporte.Corrente comum Conhecida também por cadeia de elos.com) . com seus elos.12.4 . Engrenagens para correntes As engrenagens para correntes têm como medidas principais o número de dentes (Z).novaPDF.1.Fabricação das correntes As talas são estampadas de fitas de aço.13 12. porque a corrente se aplica sobre a roda em forma poligonal. mas.1. possui os elos formados de vergalhões redondos soldados.14 O passo é igual à corda medida sobre o diâmetro primitivo desde o centro de um vão ao centro do vão consecutivo. os rolos e as buchas são repuxados de chapas de aço ou enrolados de fitas de aço. As peças prontas são. beneficiadas ou temperadas para aproximadamente 60 rockwell. separadamente. podendo ter um vergalhão transversal para esforço. Educação Profissional 147 Created with novaPDF Printer (www. forma um sólido (bloco). o passo (p) e o diâmetro (d). os pinos são cortados de arames de aço. É usada em talhas manuais. Figura 12. transportadores e em uma infinidade de aplicações.

Os dentes são formados de tal modo que os rolos colocados entre eles tenham folga no flanco da frente e no flanco de trás. Educação Profissional 148 Created with novaPDF Printer (www.16 Algumas rodas possuem o perfil modificado para compensar o alargamento produzido pelo desgaste.17 12. Figura 12.1.7. instalação ou manutenção podem fazer com que as correntes apresentem vários defeitos.com) .novaPDF.Danos típicos das correntes Os erros de especificação.Figura 12. O quadro a seguir mostra os principais defeitos apresentados pelas correntes e suas causas. as laterais dos dentes são afiladas e 10% mais estreitas que a corrente.15 O perfil dos dentes corresponde ao diâmetro dos rolos da corrente e para que haja facilidade no engrenamento. Figura 12.

Inverter a corrente. Educação Profissional 149 Created with novaPDF Printer (www. Nunca colocar um elo novo no meio dos gastos. Enxugar a corrente e mergulhá-la em óleo. Quando móveis. altamente resistentes. pois estarão em contato permanente com buchas. os eixos transmitem potência por meio movimento de rotação.8. rolamentos materiais de vedação. Os eixos com médio teor de carbono exigem um tratamento térmico superficial.CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS A maioria dos eixos é construída em aço com baixo e médio teor de carbono. para prolongar sua vida útil. Não usar corrente nova em rodas dentadas velhas. 13.1 . Verificar periodicamente o alinhamento. Medir o desgaste das rodas dentadas. deixando escorrer o excesso.1. por meio de gotas.novaPDF. lavá-la com querosene. de vez em quando.EIXOS Eixos são elementos mecânicos utilizados para articular um ou mais elementos de máquinas. 13 .Manutenção das correntes Para a perfeita manutenção das correntes. os seguintes cuidados deverão ser tomados:           Lubrificar as correntes com óleo.com) . Armazenar a corrente coberta com uma camada de graxa e embrulhada em papel. banho ou jato. Medir ocasionalmente o aumento do passo causado pelo desgaste de pinos e buchas. Para efetuar a limpeza da corrente.12. Existem eixos fabricados com aços-liga.

Empregam-se esses eixos quando há necessidade de sistemas mais leves e resistentes.novaPDF.3 13.2 .2 .1 13.2 13.CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS Quanto à seção transversal.2. 13. vazados.2.Eixos roscados Possuem algumas partes roscadas que podem receber porcas capazes de prenderem outros componentes ao conjunto. Suas extremidades são chanfradas para evitar o rebarbamento e suas arestas internas são arredondadas para evitar a concentração de esforços localizados. Figura 13. com degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles.Eixos maciços Apresentam a seção transversal circular e maciça.1 .com) .4 .2. Educação Profissional 150 Created with novaPDF Printer (www.Eixos cônicos Devem ser ajustados num componente que possua furo de encaixe cônico. Figura 13. Figura 13.2. ranhurados ou flexíveis. A parte ajustável tem formato cônico e é firmemente fixada por meio de uma porca. Uma chaveta é utilizada para evitar a rotação relativa. os eixos são circulares e podem ser maciços.3 . roscados.Eixos vazados São mais resistentes aos esforços de torção e flexão que os maciços. como os motores de aviões.13. cônicos.

6. O furo é construído para facilitar a desmontagem do eixo por meio de um dispositivo para sacá-lo. pinos cônicos. As ranhuras engrenam-se com os sulcos correspondentes das peças a serem montadas neles.2. e a união com o motor é feita com uma braçadeira especial munida de rosca. Os eixos ranhurados são utilizados quando é necessário transmitir grandes esforços. Figura 13. O conjunto é protegido por meio de um tubo flexível. porém exige os seguintes cuidados: Verificar a existência de elementos de fixação (anéis elásticos.2. 13. um furo com rosca.Eixos ranhurados Apresentam uma série de ranhuras longitudinais em torno de sua circunferência. Educação Profissional 151 Created with novaPDF Printer (www.Figura 13.4 13.5 13. Os eixos flexíveis são empregados para transmitir movimento a ferramentas portáteis que operam com grandes velocidades e com esforços não muito intensos.Eixos flexíveis Consistem em uma série de camadas de arame de aço enrolado alternadamente em sentidos opostos e apertado fortemente.2. na face do eixo. pinos de posicionamento e chavetas) e retirá-los antes de sacar o eixo.5 .7-Desmontagem de eixos A desmontagem de eixos é aparentemente simples e fácil. Verificar se existe.com) . parafusos.novaPDF.

7 Se realmente for necessário bater no eixo para sacá-lo. organização e limpeza rigorosa.Montagem de eixos A montagem de eixos exige atenção.Figura 13. Danos no furo de centro impedem posteriores usinagens.com) .  Colocar os retentores cuidadosamente para não provocar desgastes no eixo e vazamentos de lubrificante. Figura 13. cuidando para não bater nas bordas do eixo. os seguintes cuidados deverão ser observados:  Efetuar limpeza absoluta do conjunto e do eixo para diminuir o desgaste por abrasão. Educação Profissional 152 Created with novaPDF Printer (www.  Não permitir a presença de nenhuma rebarba no eixo. não deixando que o eixo passe pelo mancal. Além desses fatores. o eixo deverá ser guardado em local seguro para não sofrer empenamentos ou outros danos.6 Nunca bater com martelo na face do eixo.2. onde seria fixado à máquina (torno.  Pré-lubrificar todas as peças para que elas não sofram desgastes até o instante da chegada do lubrificante quando a máquina for posta para funcionar. além de produzir danos no furo de centro. Após a desmontagem.8. especialmente se o eixo for muito comprido. recomenda-se usar um material protetor e macio como o cobre para receber as pancadas. retificadora cilíndrica e fresadora) entre pontas.  Não permitir a presença de nenhum arranhão no eixo para não comprometer seu funcionamento e não provocar danos no mancal.novaPDF.  Verificar se as tolerâncias das medidas do eixo estão corretas usando paquímetro ou micrômetro. 13. As pancadas provocam encabeçamento.

13.2.9- Danos típicos sofridos pelos eixos Os eixos sofrem dois tipos de danos: quebra e desgaste. A quebra é causada por sobrecarga ou fadiga. A sobrecarga é o resultado de um trabalho realizado além da capacidade de resistência do eixo. A fadiga é a perda de resistência sofrida pelo material do eixo, devido às solicitações no decorrer do tempo. O desgaste de um eixo é causado pelos seguintes fatores:      Engripamento do rolamento; Óleo lubrificante contaminado; Excesso de tensão na correia, no caso de eixos-árvore acionados por correias; Perda de dureza por superaquecimento; Falta de lubrificante.

14 -TRAVAS
As uniões roscadas são submetidas a vibrações e podem soltar-se por essa razão. Para evitar isso, colocam-se travas e arruelas nas porcas ou parafusos. Existem dois tipos de travas:  Trava por fechamento de forma - é a mais segura e impede o afrouxamento da união.

Figura 14.1

Figura 14.2

Figura 14.3 Educação Profissional 153

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 Trava por fechamento de forças - esta trava estabelece uma força de compressão entre as peças, o que aumenta o atrito e dificulta o afrouxamento da união, mas não impede totalmente a soltura.

Figura 14.4

Figura 14.5

Figura 14.6

Figura 14.7

Figura 14.8

Figura 14.9

14.1 - CHAVETAS Chaveta é um corpo prismático que pode ter faces paralelas ou inclinadas, em função da grandeza do esforço e tipo de movimento que deve transmitir. É construída normalmente de aço. A união por chaveta é um tipo de união desmontável, que permite às árvores transmitirem seus movimentos a outros órgãos, tais como engrenagens e polias.

14.1.1- Classificação e características Chaveta de cunha (ABNT-PB-121) Empregada para unir elementos de máquinas que devem girar. Pode ser com cabeça ou sem cabeça, para facilitar sua montagem e desmontagem. Sua inclinação é de 1:100, o que permite um ajuste firme entre as partes.

Figura 14.10 Educação Profissional 154

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Figura 14.11

O princípio da transmissão é pela força de atrito entre as faces da chaveta e o fundo do rasgo dos elementos, devendo haver uma pequena folga nas laterais.

Figura 14.12 Havendo folga entre os diâmetros da árvore e do elemento movido, a inclinação da chaveta provocará na montagem uma determinada excentricidade, não sendo, portanto aconselhado o seu emprego em montagens precisas ou de alta rotação.

Figura 14.13 A figura a seguir mostra o modo de sacar a chaveta com cabeça.:

Figura 14.14 Educação Profissional 155

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14.1.2- Chaveta encaixada (DIN 141, 490 e 6883) É a chaveta mais comum e sua forma corresponde ao tipo mais simples de chaveta de cunha. Para facilitar seu emprego, o rasgo da árvore é sempre mais comprido que a chaveta. A mínimo = 2 . comprimento da chaveta

Figura 14.15

14.1.3 - Chaveta meia-cana (DIN 143 e 492) Sua base é côncava (com o mesmo raio do eixo). Sua inclinação é de 1:100, com ou sem cabeça. Não é necessário rasgo na árvore, pois transmite o movimento por efeito do atrito, de forma que, quando o esforço no elemento conduzido é muito grande, a chaveta desliza sobre a árvore.

Figura 14.16

14.1.4 - Chaveta plana (DIN 142 e 491) É similar a chaveta encaixada, tendo, porém, no lugar de um rasgo na árvore, um rebaixo plano. Sua inclinação é de 1:100 com ou sem cabeça. Seu emprego é reduzido, pois serve somente para a transmissão de pequenas forças.

Figura 14.17 14.1.5 - Chaveta tangencial (DIN 268 e 271) É formada por um par de cunhas com inclinação de 1:60 a 1:100 em cada rasgo. São sempre utilizadas duas chavetas e os rasgos são posicionados a 120º. Educação Profissional 156

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A designação tangencial é devido a sua posição em relação ao eixo. Por isso, e pelo posicionamento (uma contra a outra), é muito comum o seu emprego para transmissão de grandes forças, e nos casos em que o sentido de rotação se alterna.

Figura 14.17

Figura 14.18

14.1.6- Chaveta transversal Aplicada em uniões de órgãos que transmitem movimentos não só rotativos como também retilíneos alternativos. Quando é empregada em uniões permanentes, sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50. Se a união necessita de montagens e desmontagens frequentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15. Dupla (inclinação nos dois lados) Simples (inclinação em um lado)

Figura 14.19 14.1.7 - Chaveta paralela (DIN 269) É normalmente embutida e suas faces são paralelas, sem qualquer conicidade. O rasgo para o seu alojamento tem o seu comprimento. As chavetas embutidas nunca têm cabeça e sua precisão de ajuste é nas laterais, havendo uma pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e o fundo do rasgo elemento conduzido.

Figura 14.20 Educação Profissional 157

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A transmissão do movimento e das forças é feita pelo ajuste de suas faces laterais com as do rasgo da chaveta. A chaveta paralela varia quanto à forma de seus extremos (retos ou arredondados) e quanto à quantidade de elementos de fixação à árvore. Pelo fato de a chaveta paralela proporcionar um ajuste preciso na árvore não ocorre excentricidade, podendo, então, ser utilizada para rotações mais elevadas. É bastante usada nos casos em que o elemento conduzido é móvel.

Figura 14.21 14.1.8- Chaveta de disco ou meia-lua tipo woodruff (DIN 496 e 6888) É uma variante da chaveta paralela, porém recebe esse nome porque sua forma corresponde a um segmento circular. É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a montagem e se adaptar a conicidade do fundo do rasgo do elemento externo.

Figura 14.22

14.2 - ANEL ELÁSTICO É um elemento usado para impedir o deslocamento axial, posicionar ou limitar o curso de uma peça deslizante sobre um eixo. Conhecido também por anel de retenção, de trava ou de segurança. Deslocamento axial é o movimento no sentido longitudinal do eixo. Fabricado de aço para molas, tem a forma de anel incompleto, que se aloja em um canal circular construído conforme normalização.

14.2.1 - Tipos de anéis elásticos e aplicações Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 1000mm. Trabalha externamente - DIN 471.

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novaPDF.com) . Figura 14.DIN 472.DIN 6799. Figura 14.Figura 14. Trabalha internamente .24 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 8 e 24mm.26 Educação Profissional 159 Created with novaPDF Printer (www. Trabalha externamente .5 e 1000mm.23 Aplicação: para furos com diâmetro entre 9.25 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 390mm para rolamentos. Figura 14.

160 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. material e tratamento térmico. tolerâncias dimensionais. Figura 14.para pequenos esforços axiais.27 14. Figura 14.PINOS É uma peça geralmente cilíndrica ou cônica. Figura 14.com) .3 . forma.Anéis de secção circular . fixação e transmissão de potência.28 Figura 14.30 Os alojamentos para pinos devem ser calibrados com alargador que deve ser passado de uma só vez pelas suas peças a serem montadas.29 Os pinos se diferenciam por suas características de utilização.novaPDF. acabamento superficial. oca ou maciça que serve para alinhamento.

estão sujeitos é o de cisalhamento. revenido e retificado.31 Esta calibragem é dispensada quando se usa pino estriado ou pino tubular partido (elástico). Por isso os pinos com função de alinhar ou centrar devem estar a maior distância possível entre si. Figura 14. maior o risco de cisalhamento e menor a precisão no ajuste. Quanto menor proximidade entre os pinos.Pino cilíndrico paralelo Pino de ajuste (guia) temperado É feito de aço-prata ou similar e é temperado.33 14. Pode resistir a grandes esforços transversais e é usado em diversas montagens.com) . geralmente associado a parafusos e prisioneiros.1.Figura 14. Figura 14. para diminuir os esforços de corte.32 O principal esforço a que os pinos. Educação Profissional 161 Created with novaPDF Printer (www.3.novaPDF. de modo geral.

14. polias. Educação Profissional 162 Created with novaPDF Printer (www. Figura 14.3.Pino de segurança É usado principalmente em máquinas-ferramentas como pino de cisalhamento. Figura 14.36 14. em caso de sobrecarga esse pino se rompe para que não quebre um componente de maior importância. com ponta roscada e cabeça.37 Existem pinos cônicos com extremidade roscada a fim de mantê-los fixos em casos de vibrações ou sacá-los em furos cegos.Pino de união Tem funções secundárias como em dobradiças para caixas metálicas e móveis. com cabeça provida de ressalto para evitar o giro. é temperado ou não e retificado. Tem por diâmetro nominal o diâmetro menor.2. m6 ou h8.3.3. cabos.com) . com cabeça e furo para cupilha.35 Todos os pinos que apresentam furo ou rosca são usados como eixo para articulações ou para suportar rodas. liso com furo para cupilha.Pino cônico Feito geralmente de aço-prata. etc.novaPDF. 14. para que se use a broca com essa medida antes de calibrar com alargador.4. isto é.3. A precisão destes pinos é j6. Figura 14.Figura 14.34 Pode ser liso.

pois permite muitas desmontagens sem prejudicar o alinhamento dos componentes. além do que é possível compensar eventual desgaste ou alargamento do furo.3.42 14. Educação Profissional 163 Created with novaPDF Printer (www.3.Pino estriado A superfície externa do pino estriado apresenta três entalhes e respectivos rebordos.41 Figura 14.5. pino de ajuste e pino de segurança.38 Figura 14.com) .40 O pino cônico tem largo emprego na construção de máquinas.novaPDF. 14.Figura 14.6. A forma e o comprimento do entalhes determinam os tipos de pinos. Este elemento tem grande emprego como pino de fixação. Figura 14. é fabricado de fita de aço para mola enrolada. O uso destes pinos dispensa o acabamento e a precisão do furo alargado.Pino tubular fendido Também conhecido como pino elástico. a fenda permanece aberta e elástica gerando o aperto. Quando introduzido.39 Figura 14. Seu uso dispensa o furo alargado.

Figura 14.MANCAIS São elementos de máquinas destinados a apoiar e condicionar o movimento de eixos e outros componentes.novaPDF. material. Seu funcionamento baseia-se no principio do atrito de deslizamento ou de rolamento.3.47 Nota:Um pino qualquer ao se quebrar deve ser substituído por outro com as mesmas características de forma.1 – Vantagens dos rolamentos sobre os mancais de deslizamento Educação Profissional 164 Created with novaPDF Printer (www.7. tratamento e acabamento.44 Figura 14.Figura 14. Isto proporciona uma força de ajuste maior em relação ao pino elástico comum. A tabela 1 demonstra as vantagens dos mancais de rolamentos sobre os de deslizamento. 15 .45 Há um pino elástico especial chamado Connex. com fenda ondulada cujos cantos estão opostos entre si. A cupilha é usada principalmente para travar porcas-castelo. Tabela 15.Cupilha ou contrapino Trata-se de um arame de secção semicircular dobrado de tal forma a obter-se um corpo cilíndrico e uma cabeça.46 14.43 Figura 14. Figura 14.com) .

chegaram-se-se aos mancais de rolamento ou simplesmente rolamentos.novaPDF. destacamos alguns tipos: .1. c) Mistos . encontrados nos mancais de deslizamento. Figura 15.15.Classificação dos rolamentos Quanto ao tipo de carga que suportam.1 – Estrutura de um rolamento de esferas Essas esferas ou rolos são mantidos eqüidistantes por meio do separador ou gaiola a fim de distribuir os esforços e manter concêntricos os anéis. Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas.não podem ser submetidos a cargas radiais. Sua capacidade de ajustagem angular é limitada.com) .suportam cargas radiais e leves cargas axiais.1).2).Rolamento rígido de uma carreira de esferas: É o mais comum dos rolamentos.1 . b) Axiais . Figura 15.1. O anel externo (capa) é fixado na peça ou na caixa e o anel interno é fixado diretamente ao eixo.Tipos de rolamentos Diversos tipos de rolamentos foram desenvolvidos ao longo dos anos agregando várias tecnologias. os rolamentos podem ser: a) Radiais . é necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa (Figura 15.2 .MANCAIS DE ROLAMENTO Quando se buscou diminuir sensivelmente os problemas de atrito de resistência à alta velocidade. Os rolamentos são simplesmente rolamentos de máquinas constituídos por dois anéis de aço separados por uma ou mais fileiras de esferas ou rolos (Figura 15. 15.suportam tanto carga axial quanto radial. por conseguinte.1 . 15.2 – Rolamento rígido de esferas Educação Profissional 165 Created with novaPDF Printer (www.

6 – Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos Educação Profissional 166 Created with novaPDF Printer (www. ou seja.4 – Rolamento autocompensador de esferas .6). Figura 15. portanto.3). o que facilita a montagem e desmontagem (Figura 15.4).novaPDF.5)..5 – Rolamento de rola cilíndrico . Figura 15. Figura 15. compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15. deve sempre ser montado contraposto a um outro rolamento que possa receber a carga axial no sentido contrário (Figura 15.Rolamento de rolo cilíndrico: É apropriado para cargas radiais elevadas e seus componentes são separáveis.com) . o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular.Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas: Admite cargas axiais somente em um sentido.3 – Rolamento de esferas de contato angular .Rolamento autocompensador de esferas: É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no anel externo. Figura 15.Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos: Seu emprego é particularmente indicado para construções em que se exige uma grande capacidade de suportar carga radial e a compensação de falhas de alinhamento (Figura 15.

Rolamento axial de esfera: Ambos os tipos de rolamento axial de esfera (escora simples e escora dupla) admitem elevadas cargas axiais.com) . de modo geral torna-se necessário montar os anéis aos pares.8).Rolamento autocompensador com duas carreiras de rolos: É um rolamento para os mais pesados serviços. Figura 15. não podem ser submetidos a cargas radiais. Como só admitem cargas axiais em um sentido. um contra o outro (Figura 15. O anel interno e o externo podem ser montados separadamente.7).9). Para que as esferas sejam guiadas firmemente em suas pistas. é necessária a atuação permanente de uma determinada carga axial mínima (Figura 15.. os rolamentos de rolos cônicos também suportam cargas axiais em um sentido.novaPDF.7 – Rolamento autocompensador de rolos . Os rolos são de grande diâmetro e comprimento.8 – Rolamento de rolos cônicos . Os anéis são separáveis. Figura 15. Figura 15.Rolamento de rolos cônicos: Além de cargas radiais. Devido ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas. existe uma distribuição uniforme de carga (Figura 15.9 – Rolamento axial de esfera Educação Profissional 167 Created with novaPDF Printer (www. porém.

11 – Rolamento de agulhas 15..Rolamento de agulhas: Possui uma secção transversal muito fina.Série de rolamentos razoavelmente usada industrialmente. sempre em maquinaria pesada.com) .10 – Rolamento axial autocompensador de rolos . Figura 15. geralmente em máquinas pequenas. em função do pequeno diâmetro interno.10). a designação é construída de acordo com a variação do diâmetro interno do rolamento (d). compensando possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15. Por esta norma.1.Série de rolamentos mais usada industrialmente esta é a série de maior importância prática.Série de rolamentos que é razoavelmente usada industrialmente. conforme se observa no resumo apresentado abaixo:  0 < d < 10 mm – Série de rolamentos pouco usada. d  500 mm . em comparação com os rolamentos de rolos comuns. 20  d < 500 mm .    Educação Profissional 168 Created with novaPDF Printer (www.Rolamento axial autocompensador de rolos: Possui grande capacidade de carga axial e. também pode suportar consideráveis cargas radiais. A Norma mais utilizada é a ISO.11).3 . A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento a propriedade de alinhamento angular. 10  d < 20 mm . Figura 15.Designação dos rolamentos Os mancais de rolamentos têm designações alfanuméricas que auxiliam na sua identificação e padronização. É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado (Figura 15.novaPDF. devido à disposição inclinada dos rolos.

.d/5 YY YY YY ... d – diâmetro interno. este apresenta o seguinte esquema XXY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY . cônicos. YY YY … = 04  d = 20 mm = 05  d = 25 mm = 06  d = 30 mm = 50  d = 250 mm = 51  d = 255 mm YY YY YY YY = 00 = 01 = 02 = 03     d = 10 mm d = 12 mm d = 15 mm d = 17 mm Valores para o diâmetro interno [d] Y = 1  d = 1 mm Y = 2  d = 2 mm Y = 3  d = 3 mm . este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY .Tipos de Rolamentos e Suas Dimensões Padronizadas D – diâmetro externo. H – altura de rol. Radial Cônico Axiais Esquema comum de designações para rolamentos Variação do diâmetro interno [d] Esquema de Designação (Norma ISO) X X X / Y 0 < d < 10 mm Onde: XXX – série do rolamento Y . axiais.diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. B – largura de rolamentos radiais.diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento.com) .. Y = 8  d = 8 mm Y = 9  d = 9 mm 10  d < 20 mm 20  d < 500 mm Educação Profissional 169 Created with novaPDF Printer (www. T – largura de rol.novaPDF.

diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento... Observação 2: Quando algum número é omitido na série do rolamento. d  500 mm Onde: XXX – série do rolamento YYY.Observação 1: d/5 = diâmetro interno dividido por 5. este apresenta o seguinte esquema XX/YYY. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X / YYY. externo 8 9 0 2 3 4 3 3 2 1 0 0 9 8 0 2 2 3 3 4 2 2 3 3 4 2 2 170 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.com) . Principais séries de rolamentos para indústria Tipo de Rolamento Série YY = 95  d = 475 mm YY = 96  d = 480 mm YYY = 500  d = 500 mm YYY = 643  d = 643 mm YYY = 750  d = 750 mm … YYYY = 1000  d = 1000 mm YYYY = 1500  d = 1500 mm Série do tipo 6 6 6 6 6 6 6 6 6 16 6 16 6 6 NU NU NU NU NU NU NJ NJ NJ NJ NJ NUP NUP Série de Largura (1) (1) (1) (0) (0) (0) 2 (0) 2 (0) 3 (0) 1 1 1 (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 Rolamentos rígidos ou fixos de uma carreira de esferas Rolamentos de uma carreira de rolos cilíndricos 68 69 60 62 63 64 623 63 622 161 630 160 619 618 NU10 NU2 NU22 NU3 NU23 NU4 NJ2 NJ22 NJ3 NJ23 NJ4 NUP2 NUP22 Série do diam. .novaPDF....

NUP3 NUP23 NUP4 N10 N2 N3 N4 NF2 NF3 NF4

NUP NUP NUP N N N N NF NF NF

(0) 2 (0) 1 (0) (0) (0) (0) (0) (0)

3 3 4 0 2 3 4 2 3 4

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo NA NA NA NA HK BK 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 2

Série de Largura 4 4 5 6 não há não há 2 2 3 3 0 2 3 0 2 3 3 4 3 4 2 3 1 2 1 1 1 1 2 2 2 3 3 3 9

Rolamentos radiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

NA48(NSK) NA49(NSK) NA59(NSK) NA69(NSK) HK(SKF) BK(SKF) 329 320 330 331 302 322 332 303 323 230 239 240 231 241 222 232 213 223 511 512 513 514 522 523 524 532 533 534 292

Série do diam. externo 8 9 9 9 não há não há 9 0 0 1 2 2 2 3 3 0 9 0 1 1 2 2 3 3 1 2 3 4 2 3 4 2 3 4 2 171

Rolamentos de rolos cônicos

Rolamentos autocompensadores de rolos

Rolamentos axiais de esferas ou escora simples

Rolamentos axiais

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autocompensadores de rolos

Rolamentos autocompensadores de esferas

293 294 10 12 13 22 23 112

2 2 1 1 1 2 2 1

9 9 (1) (0) (0) (2) (2) 1

3 4 0 2 3 2 3 2

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo 7 7 7 7 (0) (0) 4 4 5 5 5 5 5 5 QJ QJ NNU NNU AXK

Série de Largura (1) (1) (0) (0) 3 3 (2) (2) 4 2 4 2 4 2 (0) (0) 4 3 Não há

Rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular

Rolamentos de duas carreiras de esferas de contato angular Rolamentos rígidos ou fixos de duas carreiras de esferas Rolamentos axiais de duas carreiras de esferas ou escora dupla

Rolamentos de Rolamentos de quatro pontos de contato Rolamentos de duas carreiras de rolos cilíndricos Rolamentos axiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

79 70 72 73 33 32 43 42 544 524 543 523 542 522 QJ3 QJ2 NNU49 NN30 AXK

Série do diam. externo 9 0 2 3 3 2 3 2 4 4 3 3 2 2 3 2 9 0 Não há

OBSERVAÇÕES: há alguns casos particulares em que a norma ISO não é aplicada por algum fabricante Tipo de Rolamento Esquema de Designação Z X X Y Y Rolamento radial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rol. de agulhas, se for igual a HK é um rolamento sem fundo, se for BK é um rolamento com fundo; Educação Profissional Exemplo Designação - BK 1012 Rolamento radial de agulhas, com fundo, diâmetro interno de 10 mm e largura 12 mm.

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XX - diâmetro interno YY - largura do rolamento.

Z X X Y Y Rolamento axial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rolamento, neste caso AXK. XX - diâmetro interno YY - diâmetro externo.

Designação - AXK 1730 Rolamento axial de agulhas, diâmetro interno de 17 mm e diâmetro externo 30 mm.

15.2 - MANCAIS DE DESLIZAMENTO São conjuntos destinados a suportar as solicitações de peso e rotação de eixos e árvores. Os mancais estão submetidos ao atrito de deslizamento que é o principal fator a considerar para sua utilização.

15.2.1 - Classificação dos mancais Pelo sentido das forças que suportam, os mancais classificam-se em: axiais (Figura 15.12), radiais (Figura 15.13) e mistos (Figura 15.14).

Figura 15.12 – Mancal axial

Figura 15.13 – Mancal radial

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Figura 15.Mancal inteiriço: Feito geralmente de ferro fundido e empregado como mancal auxiliar embuchado ou não. em sua maioria.16).2.3 – Tipos de mancais de deslizamento . Figura 15.2 .novaPDF.16 – Detalhes construtivos de um mancal radial inteiriço Educação Profissional 174 Created with novaPDF Printer (www.15 – Detalhes construtivos de um mancal axial .Figura 15.15). Suporta esforços radiais (Figura 15.2. são constituídos por uma carcaça e uma bucha. 15. Podem ser construídos para girar em sentido único ou em duplo sentido.Mancal axial: Feito de ferro fundido ou aço tem como fator principal à forma da superfície que deve permitir uma excelente lubrificação.Formas construtivas dos mancais Os mancais. A bucha pode ser dispensada em casos de pequena solicitação. sendo importante em sua consecução os entalhes para lubrificação (Figura 15.14 – Mancal misto 15.com) .

17).17 – Detalhes construtivos de um mancal radial ajustável . para evitar defeitos e cortes na superfície. à temperatura de trabalho e à corrosão. para efeito de limpar a película lubrificante. à fadiga. para facilitar a acomodação à forma do eixo. Os materiais mais usados são: bronze fosforoso. f) Boa condutibilidade térmica. Educação Profissional 175 Created with novaPDF Printer (www.Mancal reto bipartido: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado com buchas de bronze ou casquilhos de metal antifricção. metal antifricção. Este processo faz com que o óleo fique retido na porosidade do material e com o calor do trabalho venha à superfície cumprir sua função. materiais plásticos como o náilon e o politetrafluretileno (teflon). ligas de cobre sinterizado com adição de chumbo ou estanho ou grafite em pó. latão.novaPDF. e) Resistência à compressão.18). Figura 15. Empregado geralmente em tornos e máquinas que devem funcionar com folga constante (Figura 15. Empregado para exigências médias (Figura 15. bronze ao chumbo. g) Coeficiente de dilatação semelhante ao do aço..Materiais para buchas Os materiais para buchas devem ter as seguintes propriedades: a) Baixo módulo de elasticidade. c) Baixa soldabilidade ao aço.Mancal ajustável: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado.com) . d) Boa capacidade de absorver corpos estranhos. A bucha tem sempre forma que permite reajuste radial. para facilitar o alisamento da superfície. ligas de alumínio.4 . Figura 15.2.18 – Detalhes construtivos de um mancal radial bipartido 15. b) Baixa resistência ao cisalhamento. Os sinterizados são autolubrificantes por serem mergulhados em óleo quente após sua fabricação.

Em função da solicitação as vedações são feitas em diversos formatos e diferentes materiais. Juntas: Exercem a vedação de forma estática nas máquinas e equipamentos. a desgaste e a envelhecimento. 16.1 – Exemplo de vedação estática b) Vedação dinâmica: Existe movimento de qualquer das partes com o elemento de vedação (Figura 16. a) Vedação estática: Não existe movimento considerado entre as parte envolvidas (Figura 16.1).ELEMENTOS DE VEDAÇÃO 16. a pressão. Uma vedação deve resistir a meios químicos. Figura 16.1. uma vez que são desenvolvidos para atender aos mais variados projetos de máquinas. gaxetas e guarnições. e a entrada de sujeira ou pó. As partes a serem vedadas podem estar em repouso ou movimento.novaPDF. São genericamente conhecidas como juntas. retentores. a calor. possuem uma enorme gama de medidas para cada tipo de vedador. O desempenho do elemento de vedação depende de sua capacidade de preencher os espaços entre as peças envolvidas.2).1.2 – Tipos de vedadores Existe uma grande variedade de vedadores. b) Vedação dinâmica.16 . São fabricadas a partir de vários materiais escolhidos de acordo com o produto a ser vedado e o meio externo de Educação Profissional 176 Created with novaPDF Printer (www.1 – VEDADORES São elementos destinados a proteger máquinas ou equipamentos contra a saída de líquidos e gases. Figura 16.com) .1 . Além disso.2 – Exemplo de vedação dinâmica 16.Classificação dos elementos de vedação a) Vedação estática.

Figura 16. A ordem de aperto dos parafusos tem de ser respeitada para uniformizar a massa (Figura 16. Existem tipos que se erigissem e são usados para alta pressão. além de outros fatores como pressão interna do produto a vedar. acabamento das superfícies a vedar. Poliuretano estão sendo cada vez mais utilizados pela sua capacidade de vedação e resistência à deterioração (Figura 16. Educação Profissional 177 Created with novaPDF Printer (www. Figura 16. especialmente em aplicações sob altas temperaturas. também.5 – Exemplos de juntas de plástico (Teflon) Juntas metálicas: Fabricadas em aço. entre outros. como auxiliares nas vedações com guarnições de papelão ou cortiça.3). Exemplos de juntas: Papelão hidráulico: Fabricado a partir de amianto ou não amianto com borrachas e ligantes (Figura 16. Empregados. Teflon.3 – Junta de papelão hidráulico Juntas de borracha: Fabricadas em borracha natural ou sintética (Figura 16.novaPDF. alumínio cobre latão ou ligas são muito utilizadas na mecânica. e tipos semi-sectivos que mantêm a elasticidade para compensar a dilatação.5).4 – Exemplo de juntas de borracha Juntas de plástico: Especialmente os polímeros do tipo Nylon.são produtos químicos em pasta usados em superfícies rústicas ou irregulares. Figura 16.trabalho.  Junta plástica ou veda junta .com) .4).6).

Figura 16. Podem ser usados para vedação elástica ou dinâmica (Figura 16. Figura 16. motores de combustão interna. entre outras (Figura 16. também apresentam um anel de arame ou mola helicoidal para manter a tensão ao vedar (Figura 16. É um dos elementos de vedação mais comum.7). válvulas em geral.8).é feito de borracha ou couro.7 – Exemplos de aplicações dos anéis tipo “O” Figura 16. tais como vedações em componentes hidráulicos e pneumáticos.6 – Aplicação de junta plástica Anel tipo “0” de borracha e secção circular .novaPDF.usados em diversas aplicações.com) . tem perfil labial e veda principalmente peças móveis.9).8 – Exemplos de tipos anel “O” Retentor .9 – Exemplos de vedação com retentores Educação Profissional 178 Created with novaPDF Printer (www. Alguns tipos possuem uma carcaça metálica para ajuste no alojamento. Figura 16.

12).10).com) .11 – Confecção das gaxetas Selo mecânico: É um vedador de precisão que utiliza princípios hidráulicos para reter os fluídos.Gaxetas: São conhecidos por gaxeta os elementos vedantes que permitem ajustes à medida que a eficácia da vedação vai diminuindo. Figura 16. As gaxetas são fabricadas em forma de corda. para serem recortadas. Educação Profissional 179 Created with novaPDF Printer (www. São utilizadas principalmente em bombas centrífugas e válvulas (Figura 16.novaPDF.10 – Aplicação da gaxeta Figura 16.11). A vedação exercida pelo selo mecânico se processa em dois momentos: a vedação principal e a secundária (Figura 16. ou em anéis já prontos para a montagem (Figura 16.

c) Buna Nitrílica. Os principais fatores que prejudicam o bom funcionamento do selo são a alta temperatura e os abrasivos.com) . Funcionamento do selo mecânico: A grande quantidade de calor gerada nas faces seladoras devido ao atrito entre as superfícies pode dar origem à falhas e desgastes do selo. A alta temperatura deve ser mantida dentro de uma faixa tolerável e os abrasivos Educação Profissional 180 Created with novaPDF Printer (www. d) Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão normais do eixo rotativo. c) A vazão ou fuga do produto em operação é mínima ou invisível. b) Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha. d) Grafoil. indústria química (bombas padronizadas). e) Kalrez. energia (bombas de climatização de caldeira). em que o líquido tem a função de lubrificar e refrigerar o selo. indústria de bebidas (fabricação de cerveja).12 – Aplicação do selo mecânico Vantagens do selo mecânico: a) Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de vedação. conseqüentemente.novaPDF. corrosivos ou inflamáveis. O selo mecânico é usado em equipamentos de grande importância como aqueles usados em refinarias (bombas de transporte). com a finalidade de penetrar por entre as faces seladoras e mantê-las afastadas uma da outra. indústria têxtil (bombas de tintura). construção naval (bomba principal de refrigeração por água do mar). b) Teflon. isto é. tratamento de água e esgoto (bombas de lama bruta).Figura 16. f) Carvão. usinas termoelétricas e nucleares. f) Permite operar com segurança fluídos tóxicos. faz-se circular um líquido adequado pela caixa de gaxeta. substitui-se o atrito sólido pelo atrito fluído. indústria da construção (bomba de submersão). e) Reduz o tempo de manutenção. Os materiais empregados na fabricação dos componentes de um selo mecânico são: a) Viton. para evitar que isso aconteça. reduz a perda de potência da bomba.

Os sistemas auxiliares mais usados para diminuir ou evitar os problemas de funcionamento do selo são: a) Refrigeração da caixa de selagem. e) Recirculação com anel bombeador. Altura da cabeça.1). tolerâncias. d) Lavagem ou circulação. porcas e arruelas são peças metálicas de vital importância na união e fixação dos mais diversos elementos de máquina. Parafusos. 181 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. c) Lubrificação das faces seladoras. 17 .novaPDF. afastamentos e acabamento. Comprimento do corpo. PORCAS E ARRUELAS. 17.1 .Dimensão dos parafusos As dimensões principais dos parafusos são:     Diâmetro externo ou maior da rosca. g) Selo duplo. Por sua importância. dimensionamento. Isto é conseguido por meio de “sistemas auxiliares”.1 – Parafusos com cabeça sextavada e quadrada 17. b) Refrigeração da sede do selo. f) Abafamento.com) .1.PARAFUSOS.devem ficar afastados da película lubrificante formada entre as faces seladoras. quadrada ou redonda (Figura 17. sextavada. Figura 17.1 . ou seja: material. Comprimento da rosca.PARAFUSOS O parafuso é formado por um corpo cilíndrico roscado e por uma cabeça que pode ser hexagonal. h) Suspiro e dreno. tratamento térmico. a especificação completa de um parafuso e sua porca engloba os mesmos itens cobertos pelo projeto de um elemento de máquina.

Parafuso com porca: Às vezes. Os parafusos podem ter rosca (Figura 17.4).5 – Fixação parafuso com porca Figura 17.Parafuso sem porca: Nos casos onde não há espaço para acomodar uma porca. A união dá-se através da passagem do parafuso por um furo passante na primeira peça e rosqueamento no furo com rosca da segunda peça (Figura 17. De ponta atuante. Allen.2 – fixação com parafuso Figura 17. esta pode ser substituída por um furo com rosca em uma das peças.4 – Parafuso com rosca total . Figura 17. Educação Profissional 182 Created with novaPDF Printer (www.1.8).Tipos de parafusos Os parafusos podem ser:      Sem porca. 17. Com porca.7 e 17.6 – Exemplos de parafusos com porcas . Figura 17. Distância do hexágono entre planos e arestas.Parafuso prisioneiro: O parafuso prisioneiro é empregado quando se necessita montar e desmontar parafuso sem porca a intervalos freqüentes. Consiste numa barra de seção circular com roscas nas duas extremidades (Figura 17. Nesse caso.2 . Prisioneiro. O comprimento do parafuso refere-se ao comprimento do corpo. a união entre as peças é feita com o auxílio de porcas e arruelas.novaPDF.com) .5 e 17.3) ou total ou parcial (Figura 17. o parafuso com porca é chamado passante (Figura 17. .2).6).3 – Parafuso com rosca parcial Figura 17.

8 – Fixação por parafuso prisioneiro .1 . Figura 17.novaPDF.com) .9 – Fixação por parafuso allen .Figura 17. Cega (ou remate).Parafuso Ponta Atuante: O parafuso de ponta atuante não tem cabeça e serve para fixar peças em eixos.2.Parafuso Allen: O parafuso Allen é fabricado com aço de alta resistência à tração e submetido a um tratamento térmico após a conformação. Borboleta. Castelo.Tipos de porcas São os seguintes os tipos de porcas:     Sextavada. 17.2 – PORCAS Porcas são peças de forma prismática ou cilíndrica. que é geralmente cilíndrica e recartilhada. Possui fenda ou sextavado interno (Figura 17. para auxiliar na regulagem. providas de um furo roscado onde são atarraxadas ao parafuso. quadradas ou redondas e servem para dar aperto nas uniões de peças ou. utilizasse uma chave especial: a chave Allen (Figura 17. sextavadas. Para o aperto. em alguns casos.10). Educação Profissional 183 Created with novaPDF Printer (www.9). Possui um furo hexagonal de aperto na cabeça. São hexagonais.7 – Exemplo de parafuso prisioneiro Figura 17.10 – Exemplo de parafuso de ponta atuante 17. Figura 17.

12 – Exemplo de porca castelo . esse tipo de porca é empregado quando a montagem e a desmontagem das peças são necessárias e freqüentes (Figura 17. que se alinham com um furo no parafuso.Porca castelo: A porca castelo é uma porca hexagonal com seis entalhes radiais. Figura 17.Porca sextavada: A porca sextavada é o tipo mais comum. ocultando a ponta do parafuso. Figura 17.Porca borboleta: Possui saliências parecidas com asas para proporcionar o aperto manual.novaPDF.com) . uma das extremidades do furo rosqueado é encoberta.Porca cega (ou remate): Nesse tipo de porca.14). podendo ser feita de aço ou latão. coincidentes dois a dois. É geralmente cromada e possibilita um acabamento de boa aparência (Figura 17.11).13 – Exemplos de porcas cegas . usada para fixar os parafusos nas peças (Figura 17. Figura 17. Contraporcas.14 – Exemplo de porca borboleta Educação Profissional 184 Created with novaPDF Printer (www. Figura 17.13).12). de modo que uma cupilha possa ser passada para travar a porca (Figura 17. Geralmente fabricada em aço ou latão. .11 – Exemplos de porcas sextavadas .

novaPDF.3. As arruelas servem basicamente para:      Proteger a superfície das peças. de pouca espessura.Contraporcas: As porcas sujeitas a cargas de impacto e vibração apresentam tendência a afrouxar. Figura 17.Arruela lisa (ou plana): Geralmente é feita de aço e é usada sob uma porca para evitar danos à superfície e distribuir a força do aperto. Por medida de economia utiliza-se uma porca mais fina. são furadas a partir de chapas brutas. alumínio.Tipos de arruelas Os três tipos de arruela mais usados são:    Arruela lisa. .. Um dos meios de travar uma porca é através do aperto de outra porca contra a primeira.16) Figura 17. mas o latão também é empregado. pelo qual passa o corpo do parafuso. com um furo no centro. Arruela estrelada. neste caso. Evitar deformações nas superfícies de contato. Evitar desgaste da cabeça do parafuso ou da porca. As arruelas de cobre. As arruelas de qualidade inferior. no sentido do eixo) na montagem das peças.3 – ARRUELAS São peças cilíndricas. fibra e couro são extensivamente usadas na vedação de fluidos.com) . mas as de melhor qualidade são usinadas e têm a borda chanfrada como acabamento (Figura 17. A maioria das arruelas é fabricada em aço. são utilizadas com porcas e parafusos de latão.16 – Exemplos de arruelas lisas 185 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.15 – Travamento por contraporca 17. Arruela de pressão.1 . mais baratas. e para sua travação são necessárias duas chaves de boca (Figura 17. Suprimir folgas axiais (isto é. Evitar que a porca afrouxe.15). 15. o que pode causar danos às máquinas.

feita de aço de mola de seção retangular.1 – Exemplo de par de engrenagens Educação Profissional 186 Created with novaPDF Printer (www.Arruela estrelada (ou arruela de pressão serrilhada): é de dentes de aço de molas e consiste em um disco anular provido de dentes ao longo do diâmetro interno ou diâmetro externo. Os dentes são torcidos e formam pontas aguçadas. a arruela se comprime. Quando a porca é apertada.novaPDF. Na linguagem corrente.com) .. A arruela estrelada com dentes externos é empregada em conjunto com parafusos de cabeça chanfrada (Figura 17. No par de rodas dentadas.18). A teoria das engrenagens baseia-se nos rodetes. pois as engrenagens ou rodas dentadas nada mais são do que rodetes dispondo de saliências e reentrâncias que se conduzem mutuamente e dão origem aos chamados dentes de engrenagens. enquanto a maior é a coroa. Figura 17. modificando a velocidade e permitindo a transmissão de potências elevadas. Sua finalidade é transmitir o movimento de rotação de um eixo para outro.17). gerando uma grande força de tração entre a porca e a superfície (Figura 17. As engrenagens são órgãos de contato direto e movimento misto: deslizamento e rolamento. Quando a porca é apertada. as próprias rodas dentadas são chamadas de engrenagens (Figura 18.17 – Exemplo de arruela de pressão . Figura 17.1). a de menor número de dentes é chamada de pinhão. Coroa Pinhão Figura 18. os dentes se aplainam penetrando nas superfícies da porca e da peça em contato.Arruela de pressão: A arruela de pressão consiste em uma ou mais espiras de mola helicoidal.18 – Exemplos de arruelas estreladas 18 – ENGRENAGENS São conjuntos (um par no mínimo) de rodas dentadas destinadas à transmissão de movimento e potência.

Figura 18.1 .2. pois é fácil de engatar.2 – Nomenclatura dos principais elementos de uma engrenagem 18. É mais empregada na transmissão de baixa rotação do que na de alta rotação. por causa do ruído que produz (Figura 18.3).3 – Engrenagens cilíndricas de dentes retos Educação Profissional 187 Created with novaPDF Printer (www. É usada em transmissão que requer mudança de posição das engrenagens em serviço.com) . É o tipo mais comum de engrenagem e o de mais baixo custo. Figura 18.1 – NOMENCLATURA Considerando a forma construtiva das engrenagens.novaPDF.2). é importante reconhecer a denominação atribuída aos seus elementos básicos (Figura 18.2 .18.Engrenagem cilíndrica de dentes retos Os dentes são dispostos paralelamente entre si e em relação ao eixo.TIPOS DE ENGRENAGENS 18.

2.5). permitindo uma economia de espaço e distribuição uniforme da força.2.2.4 – Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais 18.6 – Engrenagem cilíndrica com cremalheira Educação Profissional 188 Created with novaPDF Printer (www. Figura 18.4). Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e também para eixos que formam um ângulo qualquer entre si (Figura 18. Figura 18.2 . É usada em transmissão fixa de rotações elevadas por ser silenciosa devido a seus dentes estarem em componente axial de força que deve ser compensada pelo mancal ou rolamento. Figura 18.Engrenagem cilíndrica com dentes internos É usada em transmissões planetárias e comandos finais de máquinas pesadas.5 – Engrenagem cilíndrica com dentes internos 18.Engrenagem cilíndrica com cremalheira A cremalheira pode ser considerada como uma coroa dentada com diâmetro primitivo infinitamente grande.novaPDF.3 .Engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais Os dentes são dispostos transversalmente em forma de hélice em relação ao eixo. As duas rodas do mesmo conjunto giram no mesmo sentido (Figura 18.18.com) .6). É usada para transformar movimento giratório em longitudinal (Figura 18.4 .

Usam-se grandes inclinações de hélice. Para que cada parte receba metade da carga.6 . Educação Profissional 189 Created with novaPDF Printer (www.7 . A engrenagem cônica é usada para mudar a rotação e direção da força.2.5 . geralmente de 30 a 45º. eliminando a necessidade de compensar esta força nos mancais.7 – Engrenagem cônica com dentes retos 18. Possui dentado helicoidal duplo com uma hélice à direita e outra à esquerda.novaPDF.18. Os dentes das rodas cônicas têm um formato também cônico.Engrenagem cônica com dentes helicoidais Empregada quando o par de rodas cônicas deve transmitir grandes potências e girar suavemente.2. Neste último caso só é admissível o sentido de giro no qual as forças axiais são dirigidas uma contra a outra (Figura 18.Engrenagem cônica com dentes retos É empregada quando as árvores se cruzam.8). o ângulo de interseção é geralmente 90º.2. Figura 18. Figura 18. Isso permite a compensação da força axial na própria engrenagem. o que dificulta sua fabricação. Pode ser fabricada em peça única ou em duas metades unidas por parafusos ou solda. podendo ser menor ou maior. a engrenagem em espinha de peixe deve ser montada com precisão e uma das árvores deve ser montada de modo que flutue no sentido axial. diminui a precisão e requer uma montagem precisa para o funcionamento adequado. pois com este formato de dentes consegue-se o engrenamento simultâneo de dois dentes (Figura 18.9).8 – Engrenagem bi-helicoidais 18.com) . em baixas velocidades (Figura 18.Engrenagem cilíndrica com dentes em “V” ou bi-helicoidais Conhecida também como engrenagem espinha de peixe.7).

20 20. devendo o conjunto funcionar em banho de óleo (Figura 18.24 22.57 39.16 18.m = 0.04 64.97 60.novaPDF.95 59.71 46.2.m Nm 0 100 200 300 400 500 600 0 0.49 34.14 69.26 66.18 19.87 45.12 68.93 58.Figura 18.18 10 1.02 11.00 10.m) 4.m) em Kilograma-força. São usados quando se precisa obter grande redução de velocidade e conseqüente aumento de momento torsor. metro (N. Nos engrenamentos sem-fim.28 15.43 32.89 55.02 63.22 30 3.14 17.33 27.m) 1 N.69 44.24 50 (Kgf.76 48.Parafuso sem-fim e engrenagem côncava (coroa) O parafuso sem-fim é uma engrenagem helicoidal com pequeno número (até 6) de dentes (filetes).00 62. A fim de manter o desgaste e a geração de calor dentro dos limites.10). metro (Kgf.61 41.81 52.51 36.79 50.77 49.83 53.67 35.08 65.10 – Sem-fim coroa ANEXO Tabela de conversão de torques Newton.26 23.32 80 8. Entre o sem-fim e a coroa produz-se um grande atrito de deslizamento.55 38.39 30.30 24. adequam-se os materiais do sem-fim (aço) e da coroa (ferro fundido ou bronze).45 33.9 – Engrenagem cônica com dentes helicoidais 18.63 37.47 25.06 50.10197 Kgf.63 42.85 54.37 29.73 47. Figura 18.com) .91 57.10 14.36 Educação Profissional 190 Created with novaPDF Printer (www.06 13.30 70 7.12 16. aparecem forças axiais que devem ser absorvidas pelos mancais. como nas engrenagens helicoidais.28 40 60 6.10 67.8 . O sem-fim e a coroa servem para transmissão entre dois eixos perpendiculares entre si.99 61.31 26.59 40.65 43.22 21.08 5.16 70.34 90 9.41 31.35 28.20 20 204 12.

24 147.58 88.825 0.37 70.10 59.62 31.54 89.83 32.88 66.66 73.pé Nm 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 7.50 87.01 100 1 1.81 104.07 17.metro (N.14 21.73756 Lbf.41 37.34 113.metro (1 Lbf.04 55.56 107.54 2 1.00 38.62 93.88 30.12 120.02 6.novaPDF.01152 13.42 18.807 980.35 62.64 14.56 27.11 136.18 57.49 4 6 4.38 81.36 14.80 5 6 7 8 9 1 Lbf.85 108.44 84.90 13.87 85.80 1 0.53 65.28 20.07 49.74 8.12 40.85 78.51 84.46 141.22 86.09807 9.55 126.38 14.73 77.00102 10.45 56.79 102.m = 0.19 26.02 74.m 0.84 123.47 70.90 47.45 12.65 92.m 0.98 32.27 29.23 7 5.pé = 1.97 54.78 100.83 43.11298 1.14 29.25 68.197 0.868 86.7 11.01 1 0.16 43.m Lbf.52 88.48 42.92 28.0885 8.68 54.28 109.56 64.pé 0.38 75.19 124.32 79.pé em Newton.com) .33 48.46 85.57 33.m Kgf.49 23.06 80.94 89.90 127.70 97.11 46.298 135.59 70.73 99.28 51.05 76.cm = Kgf.85 40.89 108.75 100.21 9.33 11.53 145.807 0.76 22.92 108.pé = N.62 130.700 800 900 1000 71.85 24.20 25.78 20.86 16.64 45.44 Fator de cálculos de torque Unidade conhecida N.70 35.59 47.356 Nm) Lbf.95 3.50 22.92 58.pé) 2.63 111.10197 0.15 Libra força.40 28.21 39.68 134.05 36.09 78.17 12.07 17.03 75.26 37.04 35.02 52.11 79.12 15.71 16.71 56.41 117.69 10.13825 = Lbf.40 59.94 72.49 53.34 33.93 110.42 83.97 72.77 39.97 24.83 64.47 33.00 62.35 31.81 19.70 9 6.31 71.69 42.87 61.63 31.33 132.40 82.97 131.09 78.63 76.23 47.80 81.39 56.43 11.48 86.10197 1 0.99 112.87 107.30 65.76 39.14 101.58 91.16 74.07 77.61 55.61 50.pé) 1 N.67 4 (Nm) 5.48 8.21 105.0833 1 Educação Profissional 191 Created with novaPDF Printer (www.52 36.pé 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 13.02 21.152 0.pol Newton.pé (Lbf.29 90.75 58.00738 0.cm 1 100 9.72 96.96 2 2.68 73.233 0.90 44.97 8 5.76 53.99 73.75 77.66 59.16 82.43 98.93 27.78 67.cm N.54 19.32 52.18 143.85 104.91 109.50 103.77 101.48 122.24 23.0723 7.pé = 12 Lbf.11 76.68 96.pol Lbf.m) em libra-força.00 93.60 92.71 18.59 16.83 105.01 74.54 46.01 5 (Lbf.26 48.04 135.64 94.90 75.70 115.09 63.56 90.21 71.52 67.77 119.28 3 2.06 116.26 128.66 28.10 25.71 98.54 50.pol 0.14 60.45 25.13 80.46 61.60 69.7376 0.42 42.17 63.95 41.95 111.38 45.59 78.75 138.42 73.82 142.58 = N.60 1 1.89 146.36 94.38 8.31 3 4.44 80.73 69.796 1 12 = Lbf.04 66.09 10.80 50.cm Kgf.40 136.19 44.78 36.3558 Unidade de medição = Kgf.97 51.07 97.31 34.66 95.24 67.851 0.82 62.74 9.

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