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APOSTILA DE MANUTENÇÃO MECÂNICA I

APOSTILA DE MANUTENÇÃO MECÂNICA I

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  • 1 - ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO
  • 2 - HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO
  • 2.1 - CONCEITOS E OBJETIVOS
  • 3 - A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO
  • 4 - ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO
  • 5.5 - CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU CHAVE INGLESA
  • 5.10 - ESPÁTULAS
  • 5.13 - MULTIPLICADORES DE TORQUE
  • 6 - FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS
  • 6.3 – CUIDADOS GERAIS
  • 7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
  • 7.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS
  • 8 - MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
  • 8.4 - SINAIS VISUAIS
  • 9 - ELEMENTOS MECÂNICOS
  • 9.1- ACOPLAMENTOS
  • 9.2- CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS
  • 9.3 – TIPOS DE ACOPLAMENTOS FLEXÍVEIS
  • 9.4 - EMBREAGENS
  • 10 - FREIOS
  • 10.1 - FREIO DE DUAS SAPATAS
  • 10.4 - FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR
  • 10.5 - FREIO MULTIDISCO
  • 10.6- FREIO CENTRÍFUGO
  • 11 - POLIAS E CORREIAS
  • 12- CORRENTES
  • 12.1 - TIPOS DE CORRENTES
  • 13 - EIXOS
  • 16 - ELEMENTOS DE VEDAÇÃO

Curso Técnico em Mecânica

Módulo I – Mecânico Industrial

MANUTENÇÃO MECÂNICA I

Educação Profissional

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SUMÁRIO

1 – ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1.1 – INTRODUÇÃO 2 – HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO 2.1 – CONCEITOS E OBJETIVOS 2.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS 3 – A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 3.1 – TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO 3.2 – ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA 4 – ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO 4.1 – MANUTENÇÃO CORRETIVA 4.2 – MANUTENÇÃO PREVENTIVA 5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5.1 – INTRODUÇÃO 5.2 – CHAVE DE BOCA E ESTRELA 5.3 – CHAVES DE FENDA E PHILIPS 5.4 – CHAVE EXAGONAL ALLEN 5.5 – CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU INGLESA 5.6 - SACA POLIAS 5.7 - TALHADEIRA E BEDAME 5.8 - SACA PINOS CÔNICO E PARALELO 5.9 - CHAVE PARA TUBOS 5.10 - ESPÁTULAS 5.11 - VERIFICADORES E CALIBRADORES 5.12 - TORQUÍMETRO 5.13 - MULTIPLICADORES DE TORQUE 6 – FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO 6.2 – TIPOS 6.3 – CUIDADOS GERAIS 7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.1 – INTRODUÇÃO 7.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS

04 04 05 06 07 09 10 14

17 17 22 36 36 38 41 42 43 44 45 46 46 47 47 48 57 62 62 63 64 65 65 65

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8 – MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8.1 – INTRODUÇÃO 8.2 – SEGURANÇA 8.3 - COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR 8.4 - SINAIS VISUAIS 8.5 - ACESSÓRIOS DO MOVIMENTADOR 8.6 - ISPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS 9 - ELEMENTOS MECÂNICOS 9.1 - ACOPLAMENTOS 9.2 - CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9.3 - TIPOS DE ACOPLAMENTOS FEXÍVEIS 9.4 - EMBREAGENS 10 - FREIOS 10.1- FREIOS DE DUAS SAPATAS 10.2- FREIO DE DISCO 10.3- FREIO DE SAPATA E TAMBOR 10.4- FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR 10.5- FREIO MULTIDISCO 10.6- FREIO CENTRÍFUGO 11 - POLIAS E CORREIAS 11.1- RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO 11.2 - POLIAS 12 - CORRENTES 12.1- TIPOS DE CORRENTES 13 - EIXOS 13.1-CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS 13.2- CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS 14 - TRAVAS 14.1 - CHAVETAS 14.2 - ANEL ELÁSTICO 14.3 - PINOS 15- MANCAIS DE ROLAMENTO E DE DESLIZAMENTO 15.1 – MANCAIS DE ROLAMENTO 15.2 – MANCAIS DE DESLIZAMENTO 16- ELEMENTOS DE VEDAÇÃO

80 80 80 83 84 88 116 121 121 121 123 126 130 130 131 131 131 132 132 132 133 133 144 145 149 149 150 153 154 158 160 164 165 173 176

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2 –TIPOS DE ENGRENAGENS ANEXO I BIBLIOGRAFIA 181 181 183 185 186 187 187 190 192 Educação Profissional 3 Created with novaPDF Printer (www.3 – ARRUELAS 18.com) .17. PORCAS E ARRUELAS 17.PARAFUSOS.novaPDF.1 – PARAFUSOS 17.2 – PORCAS 17.1 – NOMENCLATURA 18.EMBREAGEM 18.

Rolamentos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação. Perdas financeiras. tecnologia de ponta.1 – INTRODUÇÃO Não basta uma empresa ter máquinas modernas. também.. . Diminuir os custos de produção.. Imagine você que eu não faça manutenção de minhas máquinas. Obter produtos de qualidade. Educação Profissional 4 Created with novaPDF Printer (www. produtos com defeito zero.ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1. Aumentos dos custos. Conquistar novos clientes. aumento da lucratividade. satisfação dos clientes. ótimos funcionários e programa de qualidade se ela não contar com um eficiente programa de manutenção mecânica. Reduzir as perdas de matéria-prima e energia.1 . estabelecer um rigoroso cronograma de fabricação e de entrega de meus rolamentos. Competir em igualdade de condições no mercado interno e externo. sem a manutenção mecânica das máquinas e equipamentos não será possível: Cumprir os cronogramas de fabricação. . a busca da qualidade total em serviços. Manter a fidelidade dos clientes. Pois bem. Com a globalização da economia.. Imagine que eu seja um fabricante de rolamentos e que tenha concorrentes no mercado. A manutenção mecânica é a alma dos setores produtivos empresariais. Aumentar a competitividade. aumento da competitividade.com) . os prejuízos serão inevitáveis. mercado cativo. preços competitivos. Insatisfação dos clientes. Atrasos nas entregas. pois máquinas com defeitos ou quebradas causarão: Diminuição ou interrupção da produção.O que a manutenção tem a ver com a qualidade total? Disponibilidade de máquina.Não entendi! Vamos comparar. Deverei.novaPDF.. produtos de qualidade. . De fato. Perda de mercado. produtos e gerenciamento ambiental passaram a ser a meta de todas as empresas. planos de expansão. precisarei tirar o máximo rendimento de minhas máquinas para oferecer rolamentos com defeito zero e preço competitivos.Estou começando a compreender. Se eu não tiver um bom programa de manutenção. para que eu venha a manter meus clientes e conquistar outros.

Os efeitos da guerra puderam ser sentidos muitos anos depois com uma nova ordem mundial que pode ser caracterizada por: Elevado consumo / aumento da produção. Exigências como: produtividade.2 . sempre existiu. confiáveis e de fácil reparação. que marcou a 1ª revolução industrial. Novas técnicas de manutenção e gerenciamento da manutenção foram introduzidas para que se obtenha maior disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos. Essa fase ficou denominada como 2ª geração da manutenção e vigorou até início dos anos 70. A manutenção teve outro incremento com a 2ª revolução industrial. uma série de diques. na Escandinávia. qualidade. Para tanto. Inglaterra. onde os barcos (de até 15 toneladas) eram postos a seco e reparados com ferramentas especiais ao retorno da viagem. intensa concorrência. Até esse momento. quando surgiram os primeiros técnicos em montagem e assistência. Manutenção executada somente após a quebra – (corretiva). de meros consertos. mesmo nas épocas mais remotas. Com a mecanização da indústria. redução de cursos e meio ambiente.HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO A manutenção embora despercebida. Itália e principalmente o Japão alicerçaram seu desempenho industrial nas bases da engenharia e manutenção. Alemanha. considerando a primeira geração da manutenção tivemos: Equipamentos simples. os prazos de entrega dos produtos passaram a ser relevantes para todas as empresas.com) . Tomou corpo ao longo da Revolução Industrial e firmou-se como necessidade absoluta. novas pesquisas. segurança. Máquinas mais complexas. (preventiva) Evolução dos procedimentos administrativos – sistemas de planejamento. possuíam em suas aldeias. porém. Educação Profissional 5 Created with novaPDF Printer (www. tornando a manutenção inerente ao processo produtivo. a manutenção foi intensificada. A partir de meados dos anos 70. não passando ainda. Custos elevados. juntamente com o surgimento do relógio mecânico. novas técnicas e expectativas criaram a 3ª geração da manutenção. na Segunda Guerra Mundial. que dependiam do estado operacional de seus barcos para obterem sucesso em suas incursões marítimas. Uma das primeiras ações que poderíamos chamar de “manutenção organizada” foi desenvolvida pelos Vickings. organização e controle geral da manutenção. O grande impulso da manutenção organizada e científica deu-se. No princípio da reconstrução pós-guerra. onde a produção programada impedia as paradas freqüentes para reparos. principalmente. Novos métodos foram introduzidos. superdimensionados. onde a quantidade e a qualidade dos equipamentos bélicos eram fundamentais para a vitória desejada. Começou a ser conhecida com o nome de manutenção por volta do século XVI na Europa Central.novaPDF. Tais características geraram conseqüências como: Maior preocupação com as falhas e paradas de produção. que culminou com o desenvolvimento tecnológico acelerado e a necessidade de se manter tudo funcionando perfeitamente. com a 2ª guerra mundial. marcada pela linha de montagem.

incluindo as de supervisão. estaremos restaurando-a. destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida. Se estivermos trocando o plugue de um cabo elétrico.novaPDF. estaremos substituindo-o. a substituição e a prevenção.1 EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MANUTENÇÃO PERÍODOS ATÉ DÉCADA DE DECÁDA DE 1950 1950 Manutenção Corretiva Manutenção Preventiva DÉCADA DE 1960 DÉCADA DE 1980 Estágio Conceitos Manutenção Sistema Produção do Manutenção de Produtiva (TPM) Total Reparo Corretivo Gestão Mecânica da Manutenção Manutenções Preventivas X X X X X X X X X X 6 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. 2. equipamentos.1 . Alcançar esses objetivos requer manutenção diária em serviços de rotina e de reparos periódicos programados. Tabela 1.combinação de todas as ações técnicas e administrativas. surgiu a motivação para se prevenir contra as falhas de máquinas e equipamentos. a manutenção em uma empresa tem como objetivos: manter equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos. A manutenção ideal de uma máquina é a que permite alta disponibilidade para a produção durante todo o tempo que ela estiver em serviço e a um custo adequado. ferramentas e instalações. Se estivermos retificando uma mesa de desempeno. Essa motivação deu origem à manutenção preventiva.Com isso. Por exemplo. quando mantemos as engrenagens lubrificadas. De modo geral. estamos conservando-as. Esses cuidados envolvem a conservação. a adequação. Em suma. prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas. A manutenção pode incluir uma modificação de um item. Para facilitar o entendimento da Norma podemos entender manutenção como o conjunto de cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de máquinas. nos últimos vinte anos á que tem havido preocupação de técnicos e empresários para o desenvolvimento de técnicas específicas para melhorar o complexo sistema Homem / Máquina / Serviço.CONCEITOS E OBJETIVOS Definição da Manutenção: Segundo norma NBR 5462.com) . a restauração.

Visão Sistemática Manutenção Corretiva com incorporação de Melhorias Prevenção Manutenção Manutenção Preditiva Abordagem Participativa Manutenção Autônoma de X X X X X X X X X 2. mas também de todos os operadores de máquinas. Salientemos que há. Esses procedimentos envolvem várias operações. que será estudada logo adiante. se necessário. no horário de mudança de turno. Os serviços periódicos de manutenção consistem de vários procedimentos que visam manter a máquina e os equipamentos em perfeito estado de funcionamento. Exame dos componentes antes do término de suas garantias. são testadas para assegurar a qualidade exigida em seu desempenho. A detecção e a identificação de pequenos defeitos dos elementos das máquinas. a verificação dos sistemas de lubrificação e a constatação de falhas de ajustes são exemplos dos serviços da manutenção de rotina dentro da manutenção. também. Reparos não programados também ocorrem e estão inseridos na categoria conhecida pelo nome de manutenção corretiva.novaPDF. após exame.com) . em qualquer programa de manutenção. ela deverá ser substituída de imediato. As partes danificadas. Replanejar. manutenção de emergência ou corretiva. o programa de prevenção. são fatores importantes.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS Os serviços de rotina constam de inspeção e verificação das condições técnicas das unidades das máquinas. As paradas programadas visam a desmontagem completa da máquina para exame de suas partes e conjuntos. como:      Monitorar as partes da máquina sujeitas a maiores desgastes. O acompanhamento e o registro do estado da máquina. ainda. Os serviços periódicos de manutenção podem ser feitos durante paradas longas das máquinas por motivos de quebra de peças (o que deve ser evitado) ou outras falhas. se uma furadeira de bancada estiver em funcionamento e a correia partir. bem como dos reparos feitos. A responsabilidade pelos serviços de rotina não é somente do pessoal da manutenção. Testar os componentes elétricos. ou durante o planejamento de novo serviço ou. para que a máquina não fique parada. Ajustar ou trocar componentes em períodos predeterminados. Educação Profissional 7 Created with novaPDF Printer (www. Por exemplo. etc.

mantenabilidade e suporte de manutenção.Capacidade de um item ser mantido ou recolocado em condições de executar suas funções requeridas.Capacidade de um item desempenhar uma função requerida sob condições específicas.   LISTA DE SIGLAS ABNT . levando-se em conta os aspectos combinados de sua confiabilidade.Método de Análise e Solução de Problemas OMS . unidade funcional.Para um melhor entendimento da manutenção é necessário que alguns termos e definições estejam bem claras: Definições básicas de alguns termos usados na “linguagem” da manutenção.Associação Brasileira de Manutenção ABCE . sob condições de uso especificadas. MANTENABILIDADE . (Conforme ABNT NBR 5462/94)      ITEM . componente. supondo que os recursos externos requeridos estejam assegurados. durante um dado intervalo de tempo.Failure Mode and Effect Analysis . FALHA .Associação Brasileira de Consultores de Engenharia CDMEC .Contrato pelo qual uma empresa assume a responsabilidade pelos serviços de engenharia.Análise do Modo e Efeito da Falha MASP .Término da capacidade de um item desempenhar a função requerida. equipamento ou sistema que possa ser considerado individualmente DEFEITO .Qualquer desvio de uma característica de um item em relação aos seus requisitos.Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRAMAN .Diálogo Direto de Segurança EPI .Organização Mundial de Saúde 8 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. subsistema. DISPONIBILIDADE .Estado de um item caracterizado pela incapacidade de desempenhar sua função requerida.Capacidade de um item estar em condições de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo tempo determinado.Comissão Interna para Prevenção de Acidentes DDS .Engineering. PANE . Procurement and Construction . CONFIABILIDADE .Centro de Certificação da Mão-de-Obra Especializado dos Setores Mecânico e Elétrico CIPA .Centro Capixaba de desenvolvimento Metalmecânico CEQUAL . dispositivo. quando a manutenção é executada sob condições determinadas e mediante procedimentos e meios prescritos. fornecimento de materiais e construção FMEA .com) .Qualquer parte.Equipamento de Proteção Individual EPC .novaPDF.

Sustentar a custo total mínimo. com personalidade jurídica própria.Manutenção Produtiva Total MTTR. envolve muitas decisões inter-relacionadas (onde se localizará a força de trabalho.Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas.novaPDF.Special Purpose Company . Mecânicas e Material Elétrico SPC . de acordo com os principais elementos da organização listados a seguir:    Estrutura de recursos: localização. cada decisão será influenciada por muitos outros fatores. função e logística dos recursos de manutenção.Programa de Prevenção contra Riscos Ambientais PPT . Estas decisões serão classificadas. é: . Com o objetivo de alcançar isto. etc.Permissão Para Trabalho RCFA . possa ser atingida. a organização precisa ser projetada para que a performance das equipes (em função da sua utilização e motivação. como estender a flexibilidade da equipe. O projeto de uma organização da manutenção. tamanho. ferramentas. Estrutura administrativa: a definição das responsabilidades gerenciais e inter-relacionais. Programação e Controle da Manutenção PPRA . informações) para a execução das suas atividades. o objetivo da manutenção.Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho MTBF .Planejamento. Educação Profissional 9 Created with novaPDF Printer (www.Tempo Médio Entre Falhas TPM .Reliability Centered Maintenance (Manutenção Centrada na Confiabilidade) SINDCON . e eficiência do plano de trabalho) seja maximizada.com) .Root Cause Failure Analysis . Plano de trabalho a longo e curto prazo e o controle das atividades: custo da manutenção.SPE (Sociedade de Propósito Específico) é a configuração legal mais comumente utilizada em uma sociedade comercial constituída para abrigar um empreendimento. sendo os parceiros seus sócios ou acionistas) SIPAT .Análise da Causa Raiz da Falha RCM . a quem se destinará a responsabilidade da informação da manutenção e dos sobressalentes). em quantidade e qualidade de saída. a planta para que a capacidade de produção desejada.A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO A tarefa principal da organização da manutenção é associar recursos (humanos.Tempo Médio Entre Reparos 3 . disponibilidade e sobressalentes.PCMSO . sobressalentes. desta forma. entretanto. segundo Kelly. por se constituir em exigência por parte das instituições financiadoras do projeto (são empresas formalmente constituídas para a execução especifica daquele empreendimento. principalmente a força de trabalho.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PPCM . ferramentas e informação. tecnológicos.Sindicato da Indústria de Construção Civil SINDIMETAL .

A organização toda é muito maior que o somatório das suas partes elementares devido a sinergia.1 – Modelo da Organização Figura 1Modelo da Organização No projeto ou na modificação da organização da manutenção é necessário entender que a carga de trabalho tem uma maior influência no recurso da estrutura. influencia os sistemas e a estrutura administrativa. administrativas e da concepção física de cada empresa e que são totalmente particulares. MODELO DE ORGANIZAÇÃO Figura 3. As grandes empresas adotam a estrutura descentralizada ou mista. as pequenas empresas (dono à frente de tudo) o tipo de organização da manutenção mais usada é a centralizada. envolvendo vários problemas como a integração manutenção – operação.1 . através da pirâmide – Recursos da Estrutura – e o gerenciamento que permite isto sobreviver – Estrutura Administrativa. Educação Profissional 10 Created with novaPDF Printer (www. detalharemos os tipos e as formas de organizações em que a manutenção pode estar inserida: 3. na maioria dos casos. e para isso precisa estar sintonizado com as mudanças (internas e externas) do cenário. etc. De uma maneira geral. Esta influência interna (do nível operacional para o gerencial) no projeto da organização freqüentemente é acompanhado por influências externas (do nível gerencial para o operacional).TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO  Centralizada. As médias empresas utilizam a centralizada ou a mista de acordo com o lay-out fabril. O último ponto introdutório é que a organização deve ser dinâmica. que por sua vez. também em função da sua concepção física. gerenciamento de recursos humanos.Modelo da Organização É importante entender como a inter-relação dos elementos permite a organização funcionar. Todas estas posições na estrutura têm o seu papel. Escolha Do Tipo De Organização A decisão da escolha entre um tipo ou outro é evidente. Cada mudança pode ser uma revolução ou.novaPDF. adoção de times auto – gerenciáveis. Kelly apresenta uma forma de visualizar isto. em função das condições operacionais. divergindo até entre duas empresas “irmãs” de um mesmo grupo financeiro. A seguir.com) . uma evolução. O planejamento das atividades pode ser representado como uma informação e um sistema de tomada de decisão funcionando através da estrutura.

Maior profissionalização e especialização com o pessoal podendo conhecer todos os equipamentos das diversas áreas de produção. almoxarifados.   Descentralizada. confiabilidade.. A organização e controle são centralizados. Mista. Maior distanciamento entre a oficina e o local de intervenção. ferramentas.2 VANTAGENS:       Otimização dos recursos. dificultando a comunicação. 3.1.1. ferramentas e pessoal. Há maior dificuldade para o atendimento imediato em todas as áreas de produção.Centralizada Todas as atividades de manutenção são executadas por um órgão central autônomo em sua especialidade.com) . etc. DESVANTAGENS:     Diminui o entrosamento entre produção e manutenção. mantendo condições próprias de organização e controle.novaPDF. etc. depósito. Os recursos humanos são agrupados por especialidade atendendo as solicitações de todas as áreas de produção. equipamentos. equipamentos.. Maior flexibilidade no remanejamento de mão-de-obra. Toda área possui sua mini-oficina.1 . Por terceiros. ferramentas. Facilita a implantação e gerenciamento de métodos de organização da manutenção (planejamento. assim como as oficinas. programas de qualidade. com melhor controle das despesas. almoxarifado. 3. Maior tempo para deslocamento de pessoal. Controle e aumento técnico-administrativo mais uniforme e imediato. depósitos. dificultando o estabelecimento de prioridades (principalmente nas grandes empresa). Estoque de peças sobressalentes mais reduzido. entre outros).2 – Descentralizada Cada área de produção possui sua equipe de manutenção diretamente subordinada ao chefe imediato de produção da própria área. em casos de emergência ou de grandes obras prolongadas. Figura 3. 11 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. totalmente independente das unidades de produção. etc.

novaPDF. distribuídos pelas áreas de produção. ferramentaria. são centralizados. gerando dificuldade na implantação e execução de métodos gerais e novas técnicas gerenciais. Os órgãos de apoio como depósitos. Dificuldade de remanejamento de pessoal.3 VANTAGENS:     Comunicação entre entrosamento. instrumentos e equipamentos. almoxarifado. Maior quantidade de ferramentas.3 . Controle e orientação técnico-administrativa mais difícil e não uniforme entre as áreas. Localização ideal do grupo de manutenção em relação à área de atuação. Necessidades de um maior número de especialistas ou poliespecialistas (mecânica + elétrica + hidráulica + instrumentação. sem contudo estarem subordinados diretamente ao chefe de produção da área. Controle das despesas de manutenção mais difícil. Rapidez e flexibilidade no atendimento.1. oficina. Áreas sobrecarregadas e outras ociosas. etc. podendo ser confundidos com as de produção.com) . etc. manutenção e produção mais eficiente. com agrupamentos específicos de manutenção. serviços em área de interferência. em casos de emergência ou grandes obras programadas (difícil coordenação entre as áreas) ou ainda.). DESVANTAGENS:     Maior efetivo de pessoal de manutenção necessário.Figura 3.    3. melhorando o Equipes conhecendo melhor os equipamentos da área. Educação Profissional 12 Created with novaPDF Printer (www. existindo nas áreas pequenas oficinas para pequenos e rápidos reparos.Mista Organização e controle centralizados.

engenheiros). Educação Profissional 13     Created with novaPDF Printer (www. etc. férias. 3. Melhor aproveitamento de mão-de-obra própria em serviços que visam melhorias operacionais. rescisões contratuais. Os problemas relacionados à falta de entrosamento entre as áreas de produção e manutenção são menores. radiografia industrial. Diminuem consideravelmente os custos com administração de pessoal. ficando os serviços mais especializados e de grande porte realizados pela equipe central.4 Há uma somatória de vantagens e desvantagens vistas no sistema centralizado e descentralizado. tais como: transporte.1. etc. porém tendo as orientações técnicas e gerenciais repassadas pela chefia central de manutenção (coordenadores. rádio-comunicações. porém com algumas melhorias. Garantia dos serviços contratados por um período determinado após execução dos mesmos.com) . Redução dos custos com a diminuição do efetivo próprio. abonos. montagens mecânicas e elétricas. As equipes de área executam os serviços de rotina. treinamento. fundações civis.Por Terceiros As atividades de manutenção são executadas. VANTAGENS:  Serviços especializados.Figura 3. por firmas externas contratadas. total ou parcialmente. As equipes de área estão ligadas hierarquicamente à produção. alimentação. assistência médica. não contínuos como a manutenção de equipamentos de controle e medição.novaPDF.4 . que exigem a utilização de aparelhos e instrumentos especiais (caros) é mais vantajosa a contratação de firmas externas.

já que o grupo adicional externo não possui a mesma motivação que o interno.3 . acabamento. etc.) de tal forma que agrupados convenientemente. na medida do aumento do porte das empresas. predominância da manutenção preventiva. e que possui poucos equipamentos. A manutenção de um grupo adicional externo pode ser antieconômico se a programação das atividades não contemplar a totalidade da mão-de-obra disponível. Lado da frente do eixo do motor elétrico de acionamento do eixo portaferramenta e mesa porta-peça da geradora de engrenagens do tipo renânia localizada no setor de fresagem do curso de mecânica do CEDTEC. porte do equipamento. controle de qualidade. 3. tendo sua decodificação oportuna.Codificação É a atribuição de códigos numéricos. como fazer um determinado serviço de manutenção ou ainda uma inspeção. maior número de efetivos de manutenção. áreas de produção (ex: fundição. e associa cada Equipamento aos Sistemas Operacional e Produtivo aos quais está ligado. que será identificado como “células”.2.ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA. alfabéticos ou alfanuméricos a cada um dos elementos constituintes de um cadastro (unidade industrial. porém. todos localizados em um mesmo ambiente. Exemplo de um item e sua localização: . até a localização de um determinado item se torna difícil.2. tais como: número maior de equipamentos (inclusive repetidos).2. estes determinarão diferentes níveis de organização da manutenção.). entendendo-se por Sistema Produtivo a Educação Profissional 14 Created with novaPDF Printer (www. A execução da manutenção de forma preventiva exige programação. equipamento. Seria muito mais fácil utilizar um código para referência ao item mencionado.Cadastramento dos Equipamentos Para qualquer nível de organização da manutenção em uma empresa o essencial é um bom cadastro geral dos equipamentos com dados importantes sobre tais. embalagem. outros complicadores aparecerão. entre outros. quando fazer. com vantagens no preenchimento das fichas de inspeção.DESVANTAGENS:   Controle e orientação técnico-administrativo mais difícil.1 . que estabelecerá o que fazer. pois. setor. devidamente apontados em fichário próprio. 3. Para uma micro-empresa que exerce apenas a manutenção corretiva.novaPDF. a utilização do conceito de CÓDIGO DE EQUIPAMENTO. relatórios.Código do equipamento Para efeito de correlação das posições operacionais dos equipamentos com os respectivos registros históricos. é comum.2 .com) .Rolamento 6205. pedidos de compra.2 . etc. 3. 3. usinagem. composto de várias partes. substituem com vantagens os nomes originais de um item e seus constituintes. ordens de serviço. etc. Essas informações tramitam por um sistema de fichas que devem ser compactas. o cadastro dos equipamentos acompanhado de um relatório com o histórico de intervenções de manutenção já é suficiente. de fácil entendimento e preenchimento pelo executor do serviço..

planta. composto de sete células com critério misto de identificação. natureza do serviço (acidente de operação. ruptura. A figura a seguir ilustra um exemplo de código de equipamentos. não programado. etc. ou conjunto de equipamentos que realizam uma função de uma instalação. Figura 3. programado turno a turno. troca de redutor. como exemplo: Código de avarias . curto-circuito.indica o tipo de serviço (troca de rolamento. recomendamos que tenha a seguinte composição: 15 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.). Visando permitir uma seqüência hierárquica do código do equipamento. o código de equipamentos pode caracterizar também os subsistemas. etc. etc. outras alfabético. uma vez que algumas células usam sistema numérico de identificação. a Localização Física do equipamento em relação ao Sistema Operacional ou sua Posição Geográfica na área de produção. ainda atribuir códigos para: prioridade de serviço (emergência. em uma de suas células. urgente. mudanças.novaPDF.5 Além do Código de Equipamento poderão ser atribuídos códigos para componentes (peças de reposição).).estação. que possibilite a obtenção e relatórios em diversos níveis gerenciais. Código de serviço .). Eventualmente. soldagem. Para as instalações que ocupam vasta área. etc. fábrica ou qualquer outro tipo de instalação industrial ou de serviços.). normal) causa do serviço (avaria normal. construção. o código pode também conter. quando se desejar isolar o histórico desses componentes dos respectivos equipamentos. em função das características do sistema produtivo. outras alfanumérico. Pode-se. código para manutenção.Indica a origem ou a causa da avaria (especificação errada. com as características acima assinaladas. desgaste.com) . montagem incorreta. deformação. alterações. reparo periódico. e por Sistema Operacional. anormal. etc. para os Sistemas Operacionais de grande porte e Componentes de alguns de seus equipamentos prioritários. desalinhamento.

sua programação de manutenção preventiva deve ser executada dentro de uma determinada faixa de tempo. se impactarem nos custos previstos da manutenção (mão-de-obra. deverá receber atenção especial do analista de controle e da supervisão de execução de manutenção em relação aos de menor classificação. porém sua parada por algum tempo não interrompe a produção e assim.Equipamento que não interfere no processo produtivo e.Equipamento que participa do processo produtivo. Por essa razão é recomendável evitar o desmembramento excessivo das CLASSES. pois a incidência de ocorrências em equipamentos com maior grau de classificação. como sugestão são apresentadas as seguintes caracterizações: Classe A.novaPDF.6 Educação Profissional 16 Created with novaPDF Printer (www. podendo servir também como elemento orientativo de formatação de relatórios para análise de ocorrências.).Equipamento cuja parada interrompe o processo produtivo e por esta razão sua programação de manutenção preventiva deve ser rigorosamente cumprida. Classe B. em conseqüência sua programação preventiva pode deixar de ser executada. ALGORITMO DE CLASSIFICAÇÃO Figura 3.com) . que irá indicar sua importância operacional no processo produtivo. visando facilitar a seleção analítica dos resultados (listagens ou telas) e.1) Sistema Produtivo 2) Sistema Operacional 3) Equipamento 4) Classe Observa-se que nessa seqüência incluímos a CLASSE do equipamento no Código. facilita o estabelecimento de prioridades de execução da manutenção e serve como referência à análise de listagens históricas. etc. Classe C. materiais. A identificação das CLASSES.

pois nunca se sabe quando alguém vai ser solicitado para atender aos eventos que requerem a presença dos mantenedores. Por esse motivo.S Q P F M LEGENDA Segurança Qualidade Produção Falha Manutenabilidade (custos e tempos) 4 . manutenção conserta imediatamente”. O tempo para reparação é geralmente longo. além disso. seja um método dispendioso de execução da manutenção.ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO   CORRETIVA PREVENTIVA  TRADICIONAL PREDITIVA  PERIÓDICA MONITORAMENTO 4. destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida.1 . pois nunca haverá pessoal de manutenção suficiente para atender às solicitações. com a possibilidade de ocorrência de acidentes de trabalho. as empresas que não têm essa manutenção programada e bem administrada convivem com o caos. Se as providências não forem tomadas imediatamente. não há indústrias que possam dispensá-lo. Nos dias atuais. tentativas frustrantes de acerto.MANUTENÇÃO CORRETIVA Consideremos uma linha de produção de uma fábrica de calçados e que a máquina que faz as costuras no solado pare de funcionar por um motivo qualquer. para equipamentos não vitais à produção de uma empresa. Educação Profissional 17 Created with novaPDF Printer (www. Mas. ou ainda. Esse tipo de manutenção baseia-se na seguinte filosofia: “equipamento parou. teoria ou fórmula para dimensionar uma equipe de manutenção corretiva. Embora. linhas de produção que possuam equipamentos de reserva (tipo stand by) a manutenção corretiva é a mais econômica e viável. pois não se tem definido o problema. não se sabe da existência de peças de reposição e. toda a produção de calçados com costura no solado ficará comprometida. não saberão o que fazer com os mantenedores em época em que tudo caminha tranqüilamente. (NBR 5462/94).com) . impensáveis soluções que poderão determinar um dano ainda maior à máquina ou instalação. a manutenção corretiva deverá entrar em ação. o que é manutenção corretiva? É a manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane. Diante de situações como esta. já que os equipamentos não possuem confiabilidade total contra quebras. Mesmo que venham a contar com o pessoal de manutenção em quantidade suficiente. a “correria” para reparação de um equipamento vital à produção da empresa traz improvisações. Não existe filosofia. Não se sabe o número exato de pessoal necessário ao reparo.novaPDF.

........................... da seção .... para os efeitos de registro e estatística...... Nas empresas que convivem com emergências que podem redundar em desastres.......... Causa de ....................................................... Subconjunto ...........É por esse motivo que... às vezes é mais conveniente........................................................... atualmente são utilizados softwares de manutenção............................... Conjunto ...................... por motivos econômicos. Dependendo do equipamento... cuja função é eliminar ou minimizar essas emergências. Natureza de ....................................................... Equipamento.............. não se deve se ter 100% de manutenção preventiva......................... Parada de ....................................... Elimine a causa e você não terá novamente a mesma emergência”............... Avaria ................................................. o usuário com problemas deverá solicitar o atendimento por telefone.......................................... pois há ocasiões em que terá de decidir se atente às emergências ou continua montando o que estava programado............... verifica o que deve ser feito e emite uma ficha de execução para sanar o problema... todavia algumas empresas ainda utilizam fichários conforme modelo a seguir: Equipamento .. deve haver uma equipe muito especial de manutenção........................................................................................ FRENTE Ficha de Execução Unidade......................................................................... Um modelo de ficha de execução é dado a seguir.......... Como as ocorrências de emergências são inevitáveis................ normalmente.......1 VERSO Educação Profissional 18 Created with novaPDF Printer (www.. ele deverá emitir um documento.......... sempre haverá necessidade de uma equipe para esses atendimentos.... Atendimento A equipe de manutenção corretiva deve estar sempre em um local específico para ser encontrada facilmente e atender à produção de imediato........................................................................................................ A filosofia que deve ser adotada é: “Emergências não ocorrem.. Avaria ...... Data .... Um analista de equipe de manutenção corretiva atende ao chamado...... Produção ................ horas do dia .......novaPDF.................................. porém.........com) ....................... às vezes elas ocorrem com resultados geralmente catastróficos............. são causadas............................... a manutenção aceita serviços de montagem para executar e nunca cumprem os prazos estabelecidos............ deixá-lo para resolver o problema por atendimento de emergência................................... Mesmo em empresas que não podem ter emergências.............. Exemplo: empresas aéreas. Inspeção ................... parou às ............... mesmo porque................................ Trabalho realizado ............... Trabalho a realizar ................. Como a equipe não sabe o local onde vai atuar........... Visto Figura 4............................ Prevista Realizada Parada de Produção..........

2 NATUREZA DA AVARIA Deslocamento do equipamento Ruptura Cisalhamento Trinca Esmagamento Entalhe Perfuração Corrosão Erosão Oxidação Engripamento Estrangulamento Entupimento Descarrilhamento Aquecimento Desregulagem Desaperto Curto-circuito Colamento CÓDIGO 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 30 31 19 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Preencher o campo equipamento citando o nome do equipamento... Preencher o campo trabalho a realizar especificando exatamente o que fazer e onde fazer. Preencher o campo parada da produção colocando o código 00 quando for emergência (serviço não programado) e código 11 quando for preventiva (serviços programados). Preencher o campo natureza da avaria e causas da avaria citado nas tabelas 4. Preencher o campo trabalho realizado.1 e 4. Preencher o campo data.Figura 4. Preencher os campos conjunto e subconjunto.novaPDF.com) .2 O preenchimento da frente da ficha de execução deve seguir os passos:         Preencher o campo unidade ou área onde o equipamento está localizado..2: Tabela 4.

Exemplo: desgaste de um eixo.3 não são definitivas.com) . 20 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.3 CAUSAS DA AVARIA Introdução de líquidos gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de líquidos não gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de pó químico na máquina Incrustação Introdução de corpo sólido exterior à máquina Falta de filtragem Introdução de ar no sistema Introdução de líquidos gordurosos procedentes da máquina Introdução de líquidos não gordurosos procedentes da máquina Introdução de pó procedente da máquina Introdução de corpo sólido Influência da umidade Influência de temperatura baixa Influência de temperatura elevada Atmosfera corrosiva Desgaste excessivo Falta de isolamento térmico Abaixamento do solo Modificações geométricas dos suportes Ligação errada Defeito de material Erro de fabricação Peça de reposição não adequada Erro de concepção Defeito de montagem Má ajustagem Manobra errada da operação Falta de limpeza Excesso de carga Desaperto Falta de lubrificação Choques Vibração anormal Atrito CÓDIGO 11 12 15 16 17 18 19 21 22 25 27 31 32 33 35 41 42 43 44 49 50 51 52 53 54 55 56 60 61 62 72 73 74 75 As relações de natureza e causas das tabelas 4. Salientemos que. Elas podem e devem ser ampliadas. para se colocar o código de natureza e causa de avaria é necessário analisar profundamente o problema.2 e 4.novaPDF. pois existe sempre uma causa para outro tipo de natureza que varia.Perda de Perda de Perda de Perda de propriedades físicas propriedades químicas propriedades térmicas propriedades elétricas 32 33 34 35 Tabela 4.

......................................................................... início’........... pede-se para a chefia colocar o visto no respectivo campo para liberação do equipamento.................................... Nesse relatório o analista pode e deve sugerir alguma providência ou modificação no projeto da máquina para que o tipo de avaria ocorrida – e solucionada – não venha a se repetir...................................................................... ......... ...................................... de acordo com seu projeto de fabricação................................................................................................................... término e duração do trabalho............. Os campos ‘data’............. ’término’ e ‘duração’ do trabalho na primeira linha do verso apresentarão apenas eventos previstos..................... Educação Profissional 21 Created with novaPDF Printer (www........................ ........................................... A equipe de manutenção.............................. o que causou a falta de lubrificação? O preenchimento do verso da ficha de execução deve seguir os passos:    Preencher o campo chapa com a identificação do funcionário.. porém................... deverá eliminar as emergências... Preencher o campo início.............. Preencher o campo data. porém................................com) .....................................novaPDF.......................... Modelo de relatório de avaria Abaixo será apresentado um modelo de relatório de avaria e onde será mostrado como preenchêlo............................................ Preencher o campo subconjunto com código..................... Equipamento .................. Data .. Conjunto ........... dias) para o campo ‘realizada’................................ de acordo com o desenvolvimento do trabalho.................................9 O preenchimento do relatório de avaria deve seguir os passos:    Preencher o campo unidade com nome e código de onde o equipamento está localizado................. existente na frente da ficha....... .................. ................ Somente a partir da segunda linha é que apresentarão eventos realizados.................... .......................................Nesse exemplo................. o desgaste do eixo e como causa do desgaste a falta de lubrificação.................. evidentemente............................................. Figura 4.................................................. fecha-se a coluna ‘duração’ e transfere-se o resultado obtido (horas.. o analista de manutenção corretiva é obrigado a enviar para o setor de Engenharia da Manutenção um relatório de avaria.................. RELATÓRIO DE AVARIA Unidade ............. Sugestão................... Após isso....................................... ............................................. Após o conserto e a liberação do equipamento para a produção.................. temos como natureza.......................................................................................... Natureza da Avaria ..................................... Subconjunto ................................................................. .............................................................. Causa da Avaria......................... Quando o trabalho tiver sido executado............. sempre se preocupando em deixar o equipamento trabalhando dentro de suas características originais......................................................................... Preencher o campo equipamento com nome e código........................... ....................

equipamentos sem acompanhamento X equipamentos revisados. infelizmente. normalmente. a manutenção preventiva. horas ociosas X horas planejadas. 4. estaria correndo o risco de danificar os elementos que constituem o motor. preservação do meio ambiente. Como o usuário faria para poder controlar essa troca periódica do óleo do motor? Para realizar esse controle.    Preencher o campo data com a data da ocorrência.2) e relatar a ocorrência. poluição X ambiente normal. redução de custos. nas paradas de emergência etc. qualidade do produto. abastecimento deficiente X abastecimento otimizado. as empresas buscam reduzir os custos incidentes nos produtos que fabricam. ou seja. Essa previsão nada mais é do que uma simples manutenção preventiva. mantendo os prazos de entrega dos produtos em dia. b) Qualidade do produto – A concorrência no mercado nem sempre ganha com o menor custo.com) . Observação: É conveniente ressaltar que os modelos de ficha de execução e os modelos de relatório de avaria mudam de empresa para empresa. ou seja. Se a meta da empresa for a diminuição ou eliminação da poluição. baseado nela. fazer a previsão da troca do óleo. aplicando o mínimo necessário. De tempos em tempos o usuário deverá trocar o óleo do cárter. o ponto mais crítico é a poluição causada pelo processo industrial. Objetivos Os principais objetivos das empresas são. c) Aumento de produção – O aumento de produção de uma empresa se resume em atender à demanda crescente do mercado. Preencher o campo sugestão indicando alguma providência ou modificação no projeto. aumento da vida útil dos equipamentos e redução de acidentes do trabalho. a) Redução de custos – Em sua grande maioria. uma norma a respeito do assunto. Muitas vezes ele ganha com um produto de melhor qualidade. Preencher o campo natureza da avaria com código (tabela 1. o usuário deverá acompanhar a quilometragem do carro e. sobressalente X compra direta. Para atingir a meta qualidade do produto. a manutenção preventiva deverá ser aplicada com maior rigor. ou seja: máquinas deficientes X máquinas eficientes. Não há.3) e relatar a causa fundamental.2 . A manutenção preventiva pode colaborar atuando nas peças sobressalentes.. Não realizando essa operação periódica. A manutenção preventiva colabora para o alcance desta meta atuando no binômio produção atrasada X produção em dia. d) Efeitos no meio ambiente – Em determinadas empresas. como primeiro passo. Educação Profissional 22 Created with novaPDF Printer (www. aumento de produção. Preencher o campo causa da varia com código (tabela 1.MANUTENÇÃO PREVENTIVA Considere um motor de automóvel. É preciso manter a fidelidade dos clientes já cadastrados e conquistar outros.novaPDF. bem como os códigos de natureza da avaria e suas causas. material novo X material recuperado. deverá estar voltada para os equipamentos antipoluição.

atuando nesses itens. f) Apresentar o plano para aprovação da gerência e da diretoria. lucro cessante nas emergências). onde não haja controle de custos e nem registros ou dados históricos dos equipamentos. geralmente. se possível. Os acidentes no trabalho causam:      Aumento de custos. b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento de todos os equipamentos que serão escolhidos para iniciar a instalação da manutenção preventiva (plano piloto). A manutenção preventiva. materiais e. contribui para o aumento da vida útil dos equipamentos. f) Redução de acidentes de trabalho – Não são raros os casos de empresas cujo maior problema é a grande quantidade de acidentes. Efeitos prejudiciais ao meio ambiente. Qualidade do produto.e) Aumento da vida útil dos equipamentos – O aumento da vida útil dos equipamentos é um fator que. g) Treinar e preparar a equipe de manutenção. Educação Profissional 23 Created with novaPDF Printer (www. com máquinas paradas e as intervenções. é conseqüência de:     Redução de custos. e) Enumerar os recursos humanos e materiais que serão necessários à instalação da manutenção preventiva. Efeitos do meio ambiente. causas das falhas etc. Aumento de produção. d) Elaborar os manuais de procedimentos para manutenção preventiva.com) . na maioria das vezes. A manutenção preventiva pode colaborar para a melhoria dos programas de segurança e prevenção de acidentes. Diminuição do fator qualidade. tempo de parada para os diverso tipos de manutenção. deve-se percorrer as seguintes fases iniciais do desenvolvimento: a) Decidir qual o tipo de equipamento que deverá marcar a instalação da manutenção preventiva com base no “feeling” da supervisão de manutenção e de operação. indicando as freqüências de inspeção com máquinas operando. tempo de disponibilidade dos equipamentos para produzirem. Esse fator.novaPDF. Diminuição da vida útil dos equipamentos. não pode ser considerado de forma isolada. c) Redigir o histórico dos equipamentos. relacionando os custos de manutenção (mão-deobra. Diminuição de produção. Desenvolvimento Considere uma indústria ainda sem nenhuma manutenção preventiva. Se essa indústria desejar adotar a manutenção preventiva.

a programação de sua manutenção. há quatro sistemas: manual. porém. mais importante é o treinamento da equipe que irá utilizá-los. b) Controle da manutenção – Em manutenção preventiva é preciso manter o controle de todas as máquinas com o auxílio de fichas individuais. essa empresa estará perdendo tempo no mercado. Controle manual – É o sistema no qual a manutenção preventiva e corretiva são controladas e analisadas por meio de formulários e mapas.10 Controle semi-automatizado – É o sistema no qual a intervenção preventiva é controlada com o auxílio do computador. Esquematicamente: Educação Profissional 24 Created with novaPDF Printer (www. É por meio das fichas individuais que se faz o registro da inspeção mecânica da máquina e. com material sobressalente adequado e racionalizado.Execução da manutenção preventiva a) Ferramenta e pessoal – Se uma empresa contar com um modelo organizacional ótimo. automatizado e por microcomputador. semi-automatizado. com bons recursos humanos. Quanto à forma de operação do controle. preenchidos manualmente e guardados em pastas de arquivo.novaPDF. com base nessas informações. Esquematicamente: Figura 4. com bom ferramental e instrumental e não tiver quem saiba manuseá-los. e a intervenção corretiva obedece ao controle manual.com) . A escolha do ferramental e instrumental é importante.

gráficos e tabelas para análise e tomada de decisões. Controle automatizado – É o sistema em que todas as intervenções da manutenção têm seus dados armazenados pelo computador.Figura 4.novaPDF. Esquematicamente: Figura 4. O principal relatório emitido pelo computador deve conter. no mínimo:     O tempo previsto e gasto.com) .12 Educação Profissional 25 Created with novaPDF Printer (www. Os serviços reprogramados (adiados). incluindo as rotinas de inspeção e execução. Esses dados são fundamentais para a tomada de providências por parte da supervisão. para que se tenha listagens. conforme a necessidade e conveniência dos vários setores da manutenção. Os serviços realizados. Os serviços cancelados.11 A fonte de dados desse sistema deve fornecer todas as informações necessárias para serem feitas as requisições de serviço.

com antecedência. Em qualquer sistema industrial.Controle por microcomputador – É o sistema no qual todos os dados sobre as intervenções da manutenção ficam armazenados no microcomputador. O planejamento e a organização. a improvisação é um dos focos de prejuízo. Como conseqüência. para preservar as demais peças. são uma garantia aos homens da produção que podem controlar. a entrada de novas encomendas. Esses dados são de rápido acesso através de monitor de vídeo ou impressora. Uma das metas a que se propõe o órgão de manutenção preventiva é a diminuição sensível dos estoques. a sobrecarga provocará a diminuição da vida útil das demais peças do conjunto. os industriais foram se conscientizando de que a máquina que funcionava ininterruptamente até quebrar acarretava vários problemas que poderiam ser evitados com simples paradas preventivas para lubrificação. troca de peças gastas e ajustes. uma sobrecarga nas demais peças que estão interagindo com ela. Se uma peça de conjunto que constitui em mecanismo estiver executando seu trabalho de forma irregular. fatalmente. A aplicação de métodos preventivos assegura um trabalho uniforme e seguro. O método preventivo proporciona um determinado ritmo de trabalho. Os controles das peças de reposição é um problema que atinge todos os tipos de indústria. ajustam-se os investimentos para o setor. mas perde-se em eficiência. Com o tempo.com) .novaPDF. assegurando assim o funcionamento perfeito da máquina por um período predeterminado. Assim. fornecidos pelo método preventivo. Com o auxílio dos relatórios escritos sobre os trabalhos realizados. são suprimidas as inconveniências das quebras inesperadas. A improvisação pode e deve ser evitada por meio de métodos preventivos estabelecidos pelos técnicos de manutenção preventiva. É verdade que quando se improvisa pode-se evitar a paralisação da produção. O problema só pode ser resolvido com a troca da peça problemática. assegurando o equilíbrio necessário ao bom andamento das atividades.13 A manutenção preventiva obedece a um padrão previamente esquematizado. dentro de uma faixa de erro mínimo. Isso evita a difícil tarefa de trocas rápidas de máquinas e improvisações que causam o desespero do pessoal da manutenção corretiva. 26 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Isso se consegue com a organização dos prazos para reposição de peças. Esquematicamente: Figura 4. que estabelece paradas periódicas com a finalidade de permitir a troca de peças gastas por novas. ela estabelecerá.

a capacidade e o espírito de cooperação dos técnicos são fatores importantes para a manutenção preventiva. ao se constatar uma anomalia. Estes deverão relatar.1 . 4.com) . A manutenção preventiva exige. O sistema deve abranger todos os setores da indústria para garantir um perfeito entrosamento entre eles. para se efetivar a manutenção preventiva e alcançar os objetivos pretendidos com sua adoção.novaPDF. A manutenção preventiva nunca deverá ser confundida com o órgão de comando.2. destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item. Ela inclui. pois a instalação do método de manutenção preventiva. as providências independam de qualquer outra regra que por ventura venha a existir em uma oficina. apesar dela ditar algumas regras de conduta a serem seguidas pelo pessoal da fábrica.Manutenção Preventiva Tradicional A Manutenção Preventiva Tradicional. em linguagem simples e clara. é fundamental para o bom funcionamento do sistema preventivo. Finalmente. levantamento que visam facilitar sua própria introdução em futuras ampliações do corpo da fábrica. Por outro lado. pela maioria das grandes empresas industriais. todos os detalhes do problema em questão. O aparecimento de focos que ocasionam descontinuidade no programa deve ser encarado de maneira séria. A manutenção preventiva.A manutenção preventiva é um método aprovado e adotado atualmente em todos os setores industriais. Sob esse aspecto. organizando-se estudos que tomem por base os relatórios preenchidos por técnicos da manutenção. também. pois abrange desde uma simples revisão – com paradas que não obedecem a uma rotina – até a utilização de sistemas de alto índice técnico. por ter um alcance externo e profundo. execução e verificação dos trabalhos que são indicadores para se buscar a melhoria dos métodos de manutenção. desde os operários à presidência. O desenvolvimento de um sistema de informações deve apresentar definições claras e objetivas e conter a delegação das responsabilidades de todos os elementos participantes. A aplicação do sistema de manutenção preventiva não deve se restringir a setores. Esta é a dinâmica de uma instalação industrial. ela provocará desordens e confusões. Isso vale a pena. das técnicas de manutenção e da elevação dos níveis de controle. é necessário dispor de um período de tempo relativamente longo para contar com o concurso dos técnicos e dos dirigentes de alto gabarito. é a manutenção efetuada em intervalos pré-determinados ou de acordo com critérios prescritos. também. ser sistematizada para que o fluxo dos trabalhos se processem de modo correto e rápido. Educação Profissional 27 Created with novaPDF Printer (www. de acordo com a NBR 5462/94. é a prova concreta da pouca eficiência do método de manutenção corretiva. também. é necessário estabelecer qual deverá ser o sistema de informações empregado e os procedimentos adotados. O segredo para o sucesso da manutenção preventiva está na perfeita compreensão de seus conceitos por parte de todo o pessoal da fábrica. um plano para sua própria melhoria. Essa liberdade. máquinas ou equipamentos. dentro da indústria. de modo tal que. Se a organização da manutenção preventiva carecer da devida solidez. O fluxo das informações deverá fluir rapidamente entre todos os envolvidos na manutenção preventiva. deve ser organizada. A manutenção preventiva abrange cronogramas nas quais são traçados planos e revisões periódicas completas para todos os tipos de materiais utilizados nas oficinas. Isto é conseguido por meio do planejamento. A manutenção preventiva deve. À manutenção preventiva cabe apenas o lugar de apoio ao sistema fabril.

é a manutenção que permite garantir uma qualidade de serviço desejada. com base na aplicação sistemática de técnicas de análise. já que são necessários aparelhos e instrumentos confiáveis. É um método que traz bons resultados quando bem programado.). fornecimento de dados mais precisos sobre a qualidade das peças e componentes. etc. A execução da manutenção preditiva baseia-se nas inspeções1 periódicas (visual ou com aparelhos) do funcionamento dos equipamentos. Na Europa. pois o estoque de sobressalentes é grande e variado. utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de amostragem para reduzir ao mínimo a manutenção preventiva e diminuir a manutenção corretiva. como também. as paradas de produção são mais freqüentes. durante a manutenção. do estado em que se encontram as peças ou componentes dos equipamentos. A idéia principal é a de manter o funcionamento do componente até o limite operacional (vida útil total).A manutenção preventiva funciona por programação. testado. bem como. quilômetros rodados. tato e visão. foram durante muitos anos os principais instrumentos para a inspeção. maior disponibilidade do equipamento para a produção. é de custo elevado. isto é: detectar defeitos antes que se concretizem. Conceito de manutenção preditiva Manutenção preditiva é aquela que indica as condições reais de funcionamento das máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou processo de degradação. Trata-se da manutenção que prediz tempo de vida útil dos componentes das máquinas e equipamentos e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado. a troca de certos itens pode ser prematura. olfato. apontar falhas ainda controláveis e.2. porém. Inspeções para verificação do estado funcional sempre foram realizadas em qualquer equipamento. Manutenção Preventiva Preditiva. Educação Profissional 28 Created with novaPDF Printer (www. a qualidade dos serviços executados pelas equipes de manutenção. determinar o que deve ser substituído. distribuem melhor a mão-de-obra existente.novaPDF. milhões de rotações. aliados às experiências de determinadas pessoas com o funcionamento dos equipamentos. mantenedores e até visitantes). baseando-se na vida útil estimada. em qualquer tempo de nossa história e por qualquer pessoa ligada direta ou indiretamente àquela máquina (operadores. reparado. Os sentidos humanos como: audição. tomando-se como parâmetro: horas trabalhadas. com isso evita os atropelos da corretiva. A manutenção preditiva exige investimentos iniciais elevados. pessoal (inspetores) qualificados. assim como. a manutenção preditiva é conhecida pelo nome de manutenção condicional e nos Estados Unidos recebe o nome de preditiva ou previsional.Manutenção Preventiva Preditiva De acordo com a NBR 5462/94. supervisores.com) . Atualmente somam-se os antigos “instrumentos” aos novos aparelhos condicionados a uma prévia programação e teremos uma inspeção mais criteriosa com condições de analisar as causas e os efeitos dos problemas funcionais dos equipamentos. 4. evitando ociosidades ou acúmulo de serviços. previamente estabelecidas. 1 Inspeção: São verificações. A manutenção preventiva tradicional centraliza suas ações na substituição programada de itens (componentes) de equipamentos.2 . Tais investimentos poderão ser diluídos com um menor estoque de peças sobressalentes.

Deficiência de ventiladores. poderão ser verificados:         Apertos de parafusos e porcas. Desgaste (com medição). NOTA: A inspeção poderá ser realizada com o equipamento desmontado. Alinhamento de acoplamentos. Estado das chavetas. Funcionamento de lâmpadas de sinalização. Impedir o aumento dos danos.  Com equipamento parado. Verificação de contadores. Reduzir o trabalho de emergência não planejado. Trincas. graxa ou produto do processo. Estado geral de peças. Educação Profissional 29 Created with novaPDF Printer (www. etc. Fixação de peças. Trincas superficiais. etc.novaPDF. Vazamentos. Vibrações. antecipadamente. Corrosão. Temperatura. Nível e pressão do óleo. Limpeza. Faiscamentos de escovas. Lubrificação.2. 4. Ruídos estranhos.Objetivos da manutenção preditiva Os objetivos da manutenção preditiva são:      Determinar. Limpeza.1 . o que poderá ocorrer em caso de paradas programadas.com) . Teste de isolamento de motores elétricos.  Com o equipamento parado e desmontagem parcial (retiradas tampas de proteção e tampas de visita).2. parcial ou totalmente. sem desmontagem. etc.A inspeção poderá ser realizada das seguintes maneiras:  Com o equipamento funcionando poderão ser verificados:           Vazamentos de óleo. a necessidade de serviços de manutenção numa peça específica de um equipamento. Eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção. poderão ser inspecionados:        Desgastes internos. Aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos. Parafusos soltos.

novaPDF.2. Com base no conhecimento e análise dos fenômenos. após a análise do fenômeno. tais como:      Vibrações das máquinas. Por meio desses objetivos. Este diagnóstico deve ser feito antes de se programar o reparo. a manutenção preditiva exige a utilização de aparelhos adequados.com) . Educação Profissional 30 Created with novaPDF Printer (www. 4. torna-se possível indicar. o responsável terá o encargo de estabelecer. Determinar previamente as interrupções de fabricação para cuidar dos equipamentos que precisam de manutenção. na medida do possível.2 .2.   Aproveitar a vida útil total dos componentes e de um equipamento. adota dois procedimentos para atacar os problemas detectados: estabelece um diagnóstico e efetua uma análise de tendências. Aceleração.14 A manutenção preditiva.Execução da manutenção preditiva Para ser executada. Pressão. Figura 4.Diagnóstico Detectada a irregularidade.2. um diagnóstico referente à origem e à gravidade do defeito constatado. Aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha de produção. com antecedência. Temperatura. 4.2. pode-se deduzir que eles estão direcionados a uma finalidade maior e importante: redução de custos de manutenção e aumento da produtividade.3 . capazes de registrar vários fenômenos. Desempenho. eventuais defeitos ou falhas nas máquinas e equipamentos.

2.15 O esquema a seguir. por meio de aparelhos que exercem vigilância constante predizendo a necessidade do reparo.Análise da tendência da falha A análise consiste em prever com antecedência a avaria ou a quebra. Figura 4. resume o que foi discutido até o momento.4. Graficamente temos: Figura 4.2.novaPDF.16 Educação Profissional 31 Created with novaPDF Printer (www.4 .com) .

Cavitação. O aparelho empregado para análise de vibrações é conhecido como analisador de vibrações. Abaixo.Métodos de investigação da Manutenção Preditiva . Entre os vários métodos destacam-se os seguintes: estudo das vibrações. Se captadores de vibrações forem colocados em pontos definidos da máquina.5 . eles captarão as vibrações recebidas por toda a estrutura. dos portáteis – que podem ser transportados manualmente de um lado para outro – até aqueles que são instalados definitivamente nas máquinas com a missão de executar monitoração constante.novaPDF.com) . adota vários métodos de investigação para poder intervir nas máquinas e equipamentos. Educação Profissional 32 Created with novaPDF Printer (www. levam-nas a um processo de deteriorização.2. O registro das vibrações e sua análise permitem identificar a origem dos esforços presentes em uma máquina operando. Essa deteriorização é caracterizada por uma modificação da distribuição de energia vibratória pelo conjunto dos elementos que constituem a máquina. a presença de falhas que devem ser corrigidas:             Rolamentos deteriorados. Problemas aerodinâmicos. um operador usando um analisador de vibrações portátil e. análise dos óleos. Folga excessiva em buchas. com antecipação. Problemas hidráulicos. Rotores desbalanceados. Vínculos desajustados. Observando a evolução do nível de vibrações. Falta de rigidez. Engrenagens defeituosas. No mercado há vários modelos de analisadores de vibrações. 4. Acoplamentos desalinhados. Lubrificação deficiente. análise do estado das superfícies e análises estruturais de peças. Por meio da medição e análise das vibrações de uma máquina em serviço normal de produção detecta-se. geralmente. é possível obter informações sobre o estado da máquina. em destaque. aos poucos.Estudo das vibrações Todas as máquinas em funcionamento produzem vibrações que. dos mais simples aos mais complexos. O princípio de análise das vibrações baseia-se na idéia de que a estrutura das máquinas excitadas pelos esforços dinâmicos (ação de forças) dão sinais vibratórios. cuja freqüência é igual à freqüência dos agentes excitadores.A manutenção preditiva. Eixos deformados.2. o aparelho.

a análise dos óleos é muito importante na manutenção preditiva. Índice de acidez.Análise dos óleos Figura 4. Índice de alcalinidade.18 Os objetivos da análise dos óleos são dois: economizar lubrificantes e sanar os defeitos.Figura 4. É por meio das análises que o serviço de manutenção pode determinar o momento adequado para sua troca ou renovação. reagentes. fotômetros de chama. Educação Profissional 33 Created with novaPDF Printer (www. tanto em componentes mecânicos quanto hidráulicos. É a análise que vai dizer se o óleo de uma máquina ou equipamento precisa ou não ser substituído e quando isso deverá ser feito. Partículas metálicas. microscópios. centrífugas.com) . Assim. Ponto de congelamento. A análise dos óleos permite. Água.17 . Os modernos equipamentos permitem análises exatas e rápidas dos óleos utilizados em máquinas. Essa regulagem permite a otimização dos intervalos das trocas. determina as propriedades dos óleos e o grau de contaminantes neles presentes. como no estudo das vibrações. Entre os instrumentos e equipamentos utilizados temos viscosímetros. As principais propriedades dos óleos que interessam em uma análise são:      Índice de viscosidade. Tais partículas sólidas são geradas pelo atrito dinâmico entre peças em contato. peagômetros. A identificação é feita a partir do estudo das partículas sólidas que ficam misturadas com os óleos. espectrômetros. A economia é obtida regulando-se o grau de degradação ou de contaminação dos óleos.novaPDF. interessa saber quanto existe de:    Resíduos de carbono. A análise dos óleos é feita por meio de técnicas laboratoriais que envolvem vidrarias. Em termos de contaminação dos óleos. também. instrumentos e equipamentos. identificar os primeiros sintomas de desgaste de um componente. Ponto de fulgor. O laboratorista usando técnicas adequadas. etc.

Gamagrafia (raios gama). trincas e bolhas nas peças das máquinas e equipamentos. A periodicidade dos controles é determinada de acordo com os seguintes fatores:      Número de máquinas a serem controladas. tais como:     Endoscopia.2. . A análise superficial abrange.Periodicidade dos controles A coleta de dados é efetuada periodicamente por um técnico que utiliza sistemas portáteis de monitoramento. Número de pontos de medição estabelecidos.2. É por meio da análise estrutural que se detecta. As técnicas utilizadas na análise estrutural são:         Interferometria holográfica. Holografia.Análise estrutural A análise estrutural de peças que compõem as máquinas e equipamentos também é importante para a manutenção preditiva. Radiografia (raios X). Infiltração com líquidos penetrantes.Análise do estado das superfícies A análise das superfícies das peças. Caráter “estratégico” das máquinas instaladas. As informações recolhidas são registradas numa ficha. a existência de fissuras. A tabela a seguir. a análise estrutural é de extrema importância. Magnetoscopia. por exemplo.. Meios materiais colocados à disposição para a execução dos serviços. Duração da utilização da instalação. Correntes de Foucault. mostra um exemplo de um programa básico de vigilância de acordo com a experiência e histórico de uma determinada máquina. Educação Profissional 34 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com) . 4. possibilitando ao responsável pela manutenção preditiva tê-las em mãos para as providências cabíveis. Molde e impressão. também é importante para se controlar o grau de deteriorização das máquinas e equipamentos. sujeitas aos desgastes provocados pelo atrito.6 . Ultra-sonografia. além do simples exame visual – com ou sem lupa – várias técnicas analíticas. Estroboscopia. Em uniões soldadas. Ecografia.

partes. Diminuição dos custos nos reparos. Limitação da quantidade de peças de reposição. Sistemas de vigilância  redutores. Diminuição dos estoques de produção. componentes. Melhoria da produtividade da empresa.000 a 1.500 horas Medição das falhas de rolamentos Análise estroboscópica 500 horas Segundo a necessidade Análise dos óleos Feita pelo fabricante 6 meses Termografia Subcontratação (“terceirização”) 12 meses Exame endoscópico Endoscopia + fotos Todos os meses As vantagens da manutenção preditiva são:       Aumento da vida útil do equipamento.com) .  ventiladores. controlar a velocidade ou medir os planos  Redutores e circuitos hidráulicos  Motores  Equipamentos de alta-tensão  Distribuição de baixa-tensão  Componentes eletrônicos  Equipamentos com componentes refratários  Cilindros de compressores  Aletas  Engrenagens danificadas Estroboscópio do analisador de vibrações Periodicidade da Verificação 3.novaPDF.) e melhor gerenciamento.  bombas. Todos os rolamentos Medidor especial ou analisador Todos os lugares onde se quiser estudar um movimento. permanente  compressores.Tabela 4. etc.4 Métodos Utilizados Medição de vibração PROGRAMA BÁSICO DE VIGILÂNCIA Equipamentos Vigiados Equipamentos Necessários Todas as máquinas Medidor de vibração giratórias de potência média ou máxima e / ou Analisador equipamentos críticos:  motores. Controle dos materiais (peças. 35 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

levam-se em conta o conhecimento técnico e científico envolvido.Monitoramento É uma ramificação preditiva. termovisão. 4. assegurando o renome do fornecedor. Desalinhamento – Relógio comparador. um acompanhamento constante da situação funcional do equipamento através de aparelhos / instrumentos. Cada um dos parâmetros a ser inspecionado pode ter critérios diferentes.novaPDF. do seu funcionamento. laser. pirômetros. Densidade – Densímetros. Credibilidade do serviço oferecido. da sua periculosidade e acessibilidade.2. indireta ou a distância. Exemplo: A temperatura pode ser verificada pelo tato do inspetor (até +. Boa imagem do serviço após a venda. o que determinará a escolha de métodos e aparelhos / instrumentos com elevados graus de sofisticação e resolução.7 . Motivação do pessoal de manutenção. Educação Profissional 36 Created with novaPDF Printer (www. Dureza superficial – Durômetros.3 . por termopares. os carros são monitorados dos boxes.com) . por um termômetro digital sem contato. 4. fotografia com películas sensíveis à raios infravermelhos. conduzindo à métodos de medidas direta. Trincas superficiais – Líquidos penetrantes. por termômetro digital de contato. Para cada um dos métodos e instrumentos aparelhos usados. Trincas internas – Ultra-som. Temperatura – Termômetros. Viscosidade – Viscosímetros. Ruídos – Decibelímetro. bem como o preparo ou treinamento de inspetor / analista.2. Exemplo de alguns parâmetros a serem inspecionados e os aparelhos / instrumentos utilizados: Dimensão – Paquímetro / Micrômetro. tintas de coloração variáveis. É um método de acompanhamento de custo elevado e que só tem uma boa relação custo x benefício em equipamentos vitais para a produção de uma empresa. Desbalanceamento – Balanceadores. lupas. num grau de inspeção máximo ou seja.    Melhoria da segurança. por um termômetro de mercúrio. Vibração – Medidores de vibração. tendo parâmetros principais do funcionamento do motor avaliado constantemente. A exemplo da fórmula 1.2. e outros.Limites técnicos da manutenção preditiva A eficácia da manutenção preditiva está subordinada à eficácia e à confiabilidade dos parâmetros de medida que a caracterizam. A aplicação do instrumento / aparelho correto depende de vários fatores inerentes ao equipamento que se deseja controlar.50°C).

O transporte deve ser feito de preferência em caixas adequadas. a não ser. Cada ferramenta deve ser guardada nos locais que lhe são determinadas.  Ao serem guardadas. 37 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. como alicates. As ferramentas de corte de precisão devem ser guardadas com os cortes protegidos.  Ao serem transportadas.1 – INTRODUÇÃO Pode-se considerar como extensão das mãos que multiplicam sua força e habilidade sendo empregadas nos mais variados campos de atividade. chaves inglesas. etc. onde não possam cair e ferir alguém.com) . em o que se pode chamar de famílias.novaPDF. você irá agrupar ferramentas de seu conhecimento. especialmente cabos e partes submetidas a esforços.  Durante o trabalho. Ao subir ou descer escadas verticais. nunca se levam ferramentas na mão. Não colocar sobre parte móveis de máquinas ou estruturas sujeitas a vibrações. Sejam limpas. corrimão.  Antes de serem guardadas. Traçagem. primeiramente. Especial cuidado deve ser tomado com as ferramentas pontiagudas e cortantes. Devem ser apanhadas somente as ferramentas estritamente necessárias. as tipicamente de bolso. sua especificação. Verificação . Inspecionadas. mesmo que você não as tenha utilizado.5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5. aplicação e os meios corretos de como utilizá-las. Lubrificadas quando tiverem partes móveis. Impacto. os cuidados de rotina para com as ferramentas:  Ao serem apanhadas.        Medição. Força. Corte. serão apresentadas as ferramentas mais comuns e utilizadas nas oficinas mecânicas. A seguir. etc. deve-se ter o cuidado de não derrubá-las sobre outras pessoas. segundo sua aplicação e que apresentem o mesmo risco. Deve ser evitado o transporte no bolso. As ferramentas devem ser dispostas em lugares seguros. Não colocar sobre peitoris. Sujeição. Quando transportadas em cinto porta-ferramentas. Para isso foi relacionado. Inicialmente.

sendo necessário um setor livre com ângulo maior de 30°. A elevação da haste em um ângulo de 45° permite que a mão passe livre sobre pequenos obstáculos. A de estrias é mais usada para “quebrar” o aperto e a de boca para extrair por completo a porca ou parafuso.2.3 Figura 5. Figura 5. Educação Profissional 38 Created with novaPDF Printer (www.  Chave de boca fixa 1 1/16” x 1 1/4" – Tem boca inclinada em 15°.5. especificação e aplicação:  Chave estrela 45° de 21 x 23mm – São leve e resistentes e possuem a qualidade de múltiplo posicionamento.CHAVES DE BOCA E ESTRELA a) Material: geralmente forjadas em aço cromo-vanádio. sendo aplicadas sobre as porcas ou cabeças de parafusos a fim de aperta-las ou soltá-los. que facilita o trabalho tornando-o mais seguro.novaPDF.2 A chave de boca fixa simples compreende dois tipos. pois é mais difícil a porca ou a cabeça do parafuso escapar.1 Figura 5.com) .4 Utiliza o princípio da alavanca para apertar ou desapertar parafusos e porcas. Figura 5. tais como: de uma boca e de duas bocas. evitando escoriações nos dedos.  Chave combinada – Neste modelo combina-se os dois tipos básicos existentes: de boca e de estrias. b) Tipos.

tanto sob o ponto de vista técnico como de segurança. não há controle do esforço e é perigoso.6 Usar calços para compensar a folga é outra coisa condenável. as chaves devem ser forçadas somente com a força dos braços.9 Exercer esforço com o peso do corpo é outro erro. Figura 5. Figura 5.10 Educação Profissional 39 Created with novaPDF Printer (www.Figura 5.8 Se o esforço deve ser grande não convém aumentar o braço da alavanca para exercer maior torque.novaPDF. é prejudicial à chave.7 Figura 5. Boca folgada não permite bom aperto.com) . podendo escapar. Figura 5.5 c) Utilização e cuidados: A boca deve ser justa à porca e bem encaixada para que o trabalho seja seguro. Figura 5.

a mão irá contra o obstáculo que estiver na frente. a fim de prevenir qualquer surpresa desagradável.14 Figura 5.novaPDF.13 Cuidado especial deve-se ter em lugares altos: o escape da chave poderá acarretar o desequilíbrio e queda do usuário.12 Figura 5. Em casos especiais deve-se empurrá-la com a mão espalmada.11 Ao empurrar. escapar ou se quebrar o parafuso.com) .De preferência deve-se puxar a chave. Figura 5.15 Educação Profissional 40 Created with novaPDF Printer (www. Figura 5. Valendo ressaltar que não devem ser atingidas por martelos. se a chave se quebrar. Usar chaves como alavanca ou martelo é tão condenável que dispensa ilustração. Figura 5.

novaPDF. devendo preencher toda a fenda atingindo. com uma de suas extremidades forjada em forma de cunha e a outra em forma de espiga prismática ou cilíndrica estriada. Chave phillips cotoco de 1/4" x 1. Figura 5. onde acopla-se um cabo de madeira ou plástico.com) .A chave de parafuso de fenda é uma ferramenta de aperto constituída de uma haste cilíndrica de aço carbono. É empregada para apertar e desapertar parafusos cujas cabeças tenham fendas ou ranhuras que permitam a entrada da cunha.5. inclusive o fundo.16 b) Tipos. especificação e aplicação:   Chave de fenda 1/4" x 8” – utilizada para girar parafusos com fenda de aproximadamente 1/4". tenda esta uma forma cruzada. pois só a ponta que varia.1/2” – é uma variação da chave comum.CHAVES DE FENDA E PHILLIPS. Figura 5.3 . Figura 5. o que oferece mais segurança proporcionando trabalhos mais satisfatórios.17  Chave de Fenda . especialmente quanto à isolação. sendo inclusive mais seguros e eficientes. a) Material: sua haste é feita em aço carbono e seu cabo em resina ou plástico.18 Educação Profissional 41 Created with novaPDF Printer (www.

3.4 . Figura 5.19 1.21 5.20 2. É encontrada em jogo de seis ou sete chaves. desde que se introduza na fenda hexagonal da cabeça do parafuso. se exerce esforço através do braço de alavanca da haste o que dá certa semelhança com as chaves de boca. c) Utilização e cuidados: Pode ser considerada um tipo especial de chave de fenda.Como alavanca é um erro prejudicial. Merece. Educação Profissional 42 Created with novaPDF Printer (www.Pressionando-a contra a mão é um erro perigoso.250” – Utilizada em parafusos com encaixe interno sextavado de 3/8”.Como talhadeira é um erro imperdoável.com) .375” x 4. cuidados semelhantes aos das chaves de boca e de fenda. pois. Figura 5.novaPDF.c) Utilização e cuidados: Figura 5.CHAVE HEXAGONAL ALLEN a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave hexagonal 3/8” x 1.

com) . bem justa.22 5. por meio de um parafuso regulador ou porca.24 Figura 5. A boca deve ser sempre regulada.Figura 5. Sendo estas chaves mais versáteis. ao tamanho da porca. Existem dois tipos: chave inglesa e chave de grifo. A limpeza e lubrificação são fatores importantes para conservação dessas ferramentas e para segurança de seus usuários. Permite abrir ou fechar a mandíbula móvel da chave.CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU CHAVE INGLESA. Figura 5.5 . Figura 5.25 Educação Profissional 43 Created with novaPDF Printer (www.23 a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave de boca regulável de 12”x 1 5/16” – Utilizada em porcas ou cabeças de parafusos para aperta-los ou soltá-los. exigem mais cuidados.novaPDF. O esforço deve ser feito somente no sentido de forçar contra a parte fixa da chave.

6 .26 5.Figura 5.SACA POLIAS a) Material: Geralmente em aço carbono.29 São utilizados em tarefas de desmontagem de polias.30 Educação Profissional Figura 5.27 Figura 5.  Duas Garras: Fixas Articuladas Garra deslizante Figura 5.  Três Garras Fixas Articuladas Figura 5. b) Tipos.com) .31 44 Created with novaPDF Printer (www. acabamento. Dados para especificação: Características gerais. acoplamentos sobre eixos.novaPDF. rolamentos. material. engrenagens. abertura máxima. especificação e aplicações.28 Figura 5. profundidade máxima.

especificação e aplicação .34 Utilização Servem para cortar chapas. e outro chanfrado denominado cabeça. Figura 5. retirar excesso de material e abrir rasgos. provido de cunha.33 Figura 5. Estes centralizam melhor. será necessário utilizar dispositivos a quente (chuveiros). dilatação. retangular. Dados para especificação: Os mesmos da saca-polias de duas garras. com um extremo forjado.32 Figura 5.Aço b) Tipos. Deve ser verificado a capacidade de torque do saca polias antes de sua utilização para evitar sua quebra.A Talhadeira e o Bedame são ferramentas de corte feitas de um corpo de aço. Em alguns casos. Certificar-se que as garras estão bem fixadas. apoiadas na peça a ser removida. para evitar possíveis acidentes e garantir uma agilidade na tarefa.7 . de secção circular. em serviços um pouco mais pesados. c) Utilização em cuidados Durante ou após o seu uso deve-se ter alguns cuidados: Evitar esforço desnecessário de danificação dos filetes de rosca do parafuso (tirante) principal. para aquecer a peça a ser retificada através do processo de aquecimento. hexagonal ou octogonal. 5.novaPDF.Mesmas condições de utilização de saca-polias de duas garras.TALHADEIRA E BEDAME a) Material . Educação Profissional 45 Created with novaPDF Printer (www. porém.com) . temperada e afiada convenientemente.

com) . A cabeça do bedame e da talhadeira é chanfrada e temperada brandamente para evitar formação de rebarbas ou quebras. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. O bisel da cunha é simétrico ou assimétrico 2. em geral.CHAVES PARA TUBOS Figura 5. 5. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. estar bem temperadas e afiadas. conforme. Paralelo: Figura 5.9 . A aresta de corte deve ser convexa e o ângulo de cunha Varia com o material a ser talhado.novaPDF.36 São utilizados para retirar pinos. As ferramentas de talhar devem ter ângulos de cunha convenientes.35 b) Tipos e especificações .Características 1.Aço cromo vanadium fosfatizado Figura 5.1 CUNHA 50° 60° 65° 70° 3. A cabeça é chanfrada e temperada. em geral.8 .37 Educação Profissional 46 Created with novaPDF Printer (www. tabela abaixo: Tabela 5.São utilizados para retirar pinos ou fixar peças mecânicas. Os tamanhos são entre 150 e 180mm 4.SACA PINOS CÔNICO E PARALELO a) Material . MATERIAL Cobre Aço Doce Aço Duro Ferro fundido e bronze fundido duro 5. para que cortem bem.

É utilizado para verificar e controlar raios.Características gerais.Verificador de raio Serve para verificar raios internos e externos.39 a) Material – Fabricado em aço fundido niquelado. acabamento.novaPDF.capacidade de abertura ou diâmetro do tubo (máximo). especificação e aplicação . de 1 a 15mm ou de 1/32” a 1/2”.40 5. 5. ângulos.2 . c) Utilização e cuidados . comprimento. especificação e aplicação .com) . Em cada lâminas é estampada a medida do raio.11. diâmetros e espessuras. que estejam sujeitos a apertos leves. b) Tipos. b) Tipos. flanges.São utilizadas para remoção de tampas. material.41 Educação Profissional 47 Created with novaPDF Printer (www. rotores. etc.ESPÁTULAS Figura 5. Os verificadores e calibradores classificam-se em vários tipos: 5. roscas. c) Utilização e cuidados . Suas dimensões variam. acabamento.Características gerais.11 .1 . Figura 5. comprimento.11.10 .38 Figura 5. 5.Verificador de ângulos Figura 5. folgas.VERIFICADORES E CALIBRADORES São instrumentos geralmente fabricados de aço. temperado ou não. material. geralmente.São utilizados em aperto de tubulação rosqueadas.a) Material – Cabo e cabeça fabricados em aço cromo vanadium. Apresentam formas e perfis variados.

04 a 5mm. Em cada lâmina vem gravada sua medida. Figura 5. sendo fabricado em vários tipos.0015” a 0.novaPDF. TORQUE A importância de controlar o aperto aplicado em um parafuso O que é torque? De uma forma bem simplificada.44 TORQUE (T) = FORÇA (F) X DISTÂNCIA (L) Educação Profissional 48 Created with novaPDF Printer (www.12 .Verificador de rosca Usa-se para verificar roscas em todos os sistemas.TORQUÍMETRO Para um melhor entendimento sobre torquímetro. necessário de faz termos bem definido o conceito de torque. Figura 5.2000”.11. Figura 5.5. Sua fórmula é: (T = F X L) sendo. Em suas lâminas está gravado o número de fios por polegada ou o passo da rosca em milímetros. ou de 0. que varia de 0. F = força e L = comprimento da alavanca. T = torque.Calibrador de folgas (Apalpador) Usa-se na verificação de folgas. torque é a resultante de uma força aplicada em um determinado braço de alavanca.3 .43 5.42 5.4 .11.com) .

etc. aço inoxidável. Fazer cair o parafuso devido a vibrações da máquina ou do equipamento. impedindo seu funcionamento normal. revenimento. 2. O torque quando insuficiente pode: 1. Tratamento térmico aplicado no parafuso. Que efeito produz o torque num parafuso? A aplicação de torque no parafuso produz uma tensão linear (esticamento) e. Fl (libra força pé) Onde se aplica o torque? Em parafusos e prisioneiros que fixam peças. 4. Alterar a vedação (junta). dentro dos limites seguros de tensão para dado parafuso. o conjunto. conforme normas internacionais. 2. um alongamento do mesmo (deformação elástica). M (Kigrama força metro) Lbf. aço carbono. fazendo-o falhar mais tarde. Veja abaixo o exemplo para um parafuso sextavado M10 conforme DIN 267. 3. componentes. Classes de Qualidade Conforme DIN 267 Nominal Sextavado Como determinar o tamanho do parafuso a ser utilizado? O tamanho do parafuso deve ser determinado pelo total de tensão necessária para fixar o conjunto de peças. Esmagar juntas ou gaxetas.Unidades de torques mais usadas:    N. Coeficiente de atrito.m (Newton metro) Kgf. A que tensão podemos sujeitar um parafuso? Vários fatores são levados em consideração na fabricação de um parafuso. Porque devemos controlar o torque a ser aplicado num parafuso? O torque quando excessivo pode: 1. conseqüentemente. alumínio. A elasticidade do material do parafuso faz com que esse pretenda voltar a sua forma original fixado. Trincar o parafuso. etc. Quebrar o parafuso. 3. 5. 2. 5. etc.). Espanar os fios de rosca do parafuso. assim.novaPDF.com) . Todos estes fatores irão determinar a classificação de resistência a que pertence o parafuso. o que provoca o vazamento de gases e líquidos entre componentes de máquinas. 49 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Acabamento superficial. conjuntos. conforme especificação do projeto. Tipo e passo da rosca. provocando assim vazamento de gases e líquidos. pondo em risco vidas humanas e patrimônio. Matéria prima (latão. São eles: 1. aço ligado. Empenar um conjunto fixado por parafusos. 4. Exemplo: têmpera.

45 Figura 5.novaPDF. Somente através de uma ferramenta denominada “torquímetro” é que conseguiremos aplicar o torque especificado. torquímetros especiais para áreas médicas (esterelizáveis). torquímetro digital. torquímetro de relógio. Essas cargas. torquímetro de vareta. que tendem a provocar a soltura dos componentes da junta. Cada torquímetro foi desenvolvido para uma diferente aplicação. torquímetro com cabeça intercambiável. 4. torquímetro de relógio com ponteiro de arraste. Os torquímetros devem ser construídos conforme prescrições rigorosas de usinagem e montagem. cisalhamento e vibração). torquímetro de escape ou giro livre. devem ser absorvidas pela força de fixação induzida na junta durante a 50 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.com) . Comprometer o desempenho da máquina ou equipamento em função da falta de alinhamento e suporte dos seus componentes entre si. torquímetro pneumático. torquímetro axial. FORÇA DE FIXAÇÃO Figura 5. São fabricados com maquinário específico e mão-de-obra especializada que asseguram a qualidade do instrumento. torquímetro tipo “T”. Causar acidentes e danos ao patrimônio.47 Figura 5.3. transdutores de torque estáticos e rotativos. facilidade e qualidade para seu trabalho. compressão. Segue alguns tipos de torquímetros: torquímetro de estalo com escala / sem escala. a) A qualidade mais importante da junta é a sua resistência às cargas de trabalho (tração.46 Uma junta mecânica roscada oferece a vantagem de desmontagem rápida para inspeção ou reparo de componentes: fixadores podem ser reutilizados. A escolha correta da ferramenta para aperto significa segurança. rapidez. torquímetros para tampas de embalagens. Inspeções e reparos podem ser efetuados no campo com um mínimo de ferramentas.48 A força de fixação é obtida pelo tensionamento do parafuso e a conseqüente compressão dos componentes da junta roscada. JUNTA MECÂNICA Figura 5.

permitindo acesso às duas extremidades do parafuso. Figura 5. Poderíamos tentar medir a compressão a que sujeitamos os componentes da junta. pois dificulta o movimento dos componentes entre si. Na junta. resultando numa falha catastrófica. condições estas que prejudicariam o bom desempenho do produto. utilizando transdutores de pressão ou sensores de pressão instalados na própria junta. Educação Profissional 51 Created with novaPDF Printer (www. Se aplicar um aperto pequeno demais. Após aperto da junta não é possível remover os sensores. a fricção.novaPDF. c) Como se vê. por isso.com) . tornando-se assim um processo impraticável. d) Há meios práticos de medir a pré-carga num fixador? Não. pode-se espanar a rosca do fixador. O aperto também aumenta a fricção entre os componentes. A força de fixação deve ser maior do que a soma das cargas de trabalho que agem sobre ela. que em muitas outras aplicações nos “rouba’’ parte do nosso esforço”. evitando a soltura. Além de ser um processo demorado.sua montagem. a força de fixação da junta é muito importante para assegurar um perfeito funcionamento do produto em que se encontra instalada. que assim resiste melhor a cisalhamento e vibração. pois estes são os meios mais confiáveis. Esta medição seria feita por meio de extensômetros ou ondas de ultra-som. quando se utiliza parafuso com porca. gerando uma tensão que ultrapassa o limite de resistência do fixador ou envergar os componentes da junta. os componentes da junta podem começar a soltar-se debaixo das cargas de trabalho. Se aplicar um aperto em excesso. Só é possível. resistindo a tração e compressão. fazendo com que o conjunto se comporte como uma única peça. aparece aqui como coadjuvante. vale dizer ainda que os equipamentos necessários para fazer a medição são muito caros.50 b) Como gerar força de fixação nos componentes da junta? Apertando os componentes da junta uns contra os outros por meio de fixadores roscados. é proibitivo na maioria dos processos de montagem. GERANDO FORÇA DE FIXAÇÃO PELO TORQUE Qual é a solução que resta para aplicar a precarga correta a um fixador? É controlar o torque que se aplica ao fixador utilizando um TORQUÍMETRO ou uma apertadeira motorizada com CONTROLE DE TORQUE.49 Figura 5. – Pode-se recorrer à medição do alongamento do fixador que está intimamente ligado a précarga nele aplicada.

Tipo de rosca (rosca grossa ou rosca fina).com) . Esta correlação depende de vários fatores como:            Tipo de junta: junta elástica ou junta rígida. AUDITORIA DE TORQUE ‘Auditoria de torque’ pretendendo encontrar o torque aplicado a minutos. porque pode fazer mal. O operador deve parar de aplicar força tão logo atinja o torque recomendado. Se a junta não falhar e nem se soltar. Após definição da força de fixação necessária em determinada junta e do relaxamento que deve ocorrer pode-se especificar o torque a aplicar ao fixador. Local de aplicação de torque (porca ou cabeça do parafuso). Componentes de material diferente. O conceito '‘um pouco mais não pode fazer mal’ não é aceitável. que devido ao relaxamento dos componentes da junta pode ser bem diferente da ‘fricção dinâmica’ que existia no momento do aperto. Perpendicularidade ou paralelismo dos fixadores e componentes da junta. Formato da cabeça. dureza de diferentes tipos de materiais. Tratamento térmico. horas ou dias atrás é um processo duvidoso. Para garantir a segurança na aplicação do torque correto em linhas de montagem de alta produção são utillizadas apertadeiras motorizadas que indicam o torque dinâmico sendo gerado e permitem imprimir o torque máximo aplicado através de impressora para gerar um ‘hardcopy’ para comprovação do torque aplicado para um cliente ou para utilização futura em caso de litígio. sim! Educação Profissional 52 Created with novaPDF Printer (www. Os ensaios devem sempre ser feitos nas condições mais próximas à realidade da montagem. Tolerâncias da rosca do fixador / parafuso. Existência de arruelas lisas ou de pressão.novaPDF. É muito importante. que torques apurados em ensaios sejam respeitados no ‘chão de fábrica’.AS VARIÁVEIS NA RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO (Força de fixação) Na época da elaboração do projeto do produto é necessário estabelecer empiricamente uma relação entre um torque aplicado e a precarga resultante no fixador e a força de fixação obtida na junta. pois quando se tenta reiniciar a rotação da porca ou fixador tem-se que vencer a ‘fricção estática’. gaxetas e o tempo que passou entre a aplicação de torque e a tentativa de medir a força de fixação residual. Depois nada melhor que um ‘teste de campo‘ sob as condições reais de cargas de trabalho e cargas externas. a escolha dos componentes da junta e o processo de montagem com os torques utilizados foram perfeitos. Muitos fatores contribuem para alterar a tensão residual do fixador e com isso a força de fixação existente na junta: estado de lubricidade. Acabamento e lubrificação de faces contactantes. Folga do furo.

Torquímetros de sinalização de torque (estalo). cujo pino quadrado desloca o ponto de rotação (A) do soquete para frente do ponto de articulação do torquímetro (B) exigem que a mão do operador aplique a força no centro da empunhadura para gerar o torque desejado. um outro fixador.1 . O diâmetro do furo da arruela. Para diminuir este inconveniente executa-se o aperto dos fixadores numa ‘seqüência cruzada’. Para dar tempo para a gaxeta se acomodar. ou seja: 5.51 a) Material: (Falta material) b) Tipos. mantendo o padrão de ‘seqüência cruzada’ ou ‘espiral’.12. acabamento da face de contato e dureza da arruela influenciam o relaxamento da força de fixação na junta e a tensão no parafuso. já instalado. TORQUE: é o movimento torçor. Quando se deve montar uma junta com múltiplos fixadores.: 30% 70% .novaPDF.100% do torque especificado). para indicar o torque sendo aplicado. mola helicoidal no modelo ‘estalo’ e de ‘giro livre’ e extensômetro (strain gage) no modelo ‘digital’.RELAXAMENTO Na prática ocorre uma gradual perda da força de fixação em quase todas as juntas roscadas porque as faces da junta em contato aos poucos sofrem um ‘nivelamento’ das irregularidades de superfície que diminui a força de fixação existente. ou para sinalizar que um torque pré-selecionado foi alcançado. pois apertos repetidos reduzem a fricção entre partes contactantes. Educação Profissional 53 Created with novaPDF Printer (www. a causa de relaxamento mais conhecida é o emprego de gaxetas de vedação entre dois componentes da junta.com) .São ferramentas destinadas ao aperto de parafusos e porcas com torque controlado a partir de um valor pré-estabelecido em projeto. porque a mudança das condições de tensão na junta provoca um relaxamento localizado. quando dotados de catraca ou de outro implemento. especificação e aplicação . Outro fator que pode afetar substancialmente o relaxamento da força de fixação numa junta é o emprego de arruelas debaixo da cabeça do parafuso. é aconselhável apertar os parafusos mais uma vez para compensar a força de fixação perdida. ou num padrão espiral. perde a sua força de fixação. uma barra no modelo ‘vareta’ ou relógio.Princípios do funcionamento do torquímetro Para executar o seu trabalho o torquímetro sempre utiliza um corpo elástico calibrado. A prática de aperto em vários ‘passos’ ou ‘passadas’ ajuda a eliminar uma das causas do baixo aproveitamento de torque para gerar tensão e força de fixação no fixador e na junta.e encontra-se um problema de relaxamento peculiar: enquanto apertar-se um fixador. Provavelmente. Um outro procedimento é apertar os fixadores em vários ‘passos’ (ex. Figura 5. Este procedimento muitas vezes é utilizado na montagem de juntas críticas (ex.: aeronáutica e veículos).

Alta sensibilidade e baixo coeficiente de fricção do mecanismo de desligamento garantem precisão do torque aplicado. AXIAL COM ESCALA        Ideal para aplicação de torques baixos. etc) que impedem que o eixo-propulsor do torquímetro transmita torques superiores aqueles préselecionados. a posição da mão do operador não influi no torque gerado. digitais e de estalo (sinalização de torque) com escala externa devem ser aferidos em 20% . fricções. os torquímetros de vareta.A escala micrométrica permite regulagem precisa. Quando o ponto de rotação (A) do soquete coincide com o ponto de articulação do torquímetro (B). de fácil manejo. Torquímetros de estalo. Neste tipo de torquímetro pode-se aplicar força fora do centro da empunhadura e PODE-SE USAR EXTENSÕES no cabo do torquímetro. sem escala externa (preset). Leve.Quando o torque-alvo é atingido o corpo do torquímetro gira em falso e soquete ou ponta engajada no parafuso não se mexem mais. devem ser aferidos no ’torque de trabalho’. Formato axial facilita o trabalho em áreas de difícil acesso.Neste tipo de torquímetro NÃO podemos usar extensões no cabo do torquímetro.novaPDF. TORQUÍMETRO DE GIRO-LEVE (Torquímetro de limitação de torque) . Precisão: _ 3% do valor indicado. pois isso alteraria o torque aplicado. . Para aplicar torques relativamente baixos são utilizados torquímetros ‘de giro livre’ que possuem mola helicoidal e dispositivos limitadores de transmissão de força (cames. AFERIÇÃO DE TORQUÍMETRO A fim de tornar possível a aplicação de torques consistentes na linha de montagem é necessário aferir os torquímetros em intervalos estabelecidos em Norma Brasileira. que é mantida inalterada devido a uma trava durante todo ciclo de trabalho. pois isso NÃO ALTERA o torque aplicado.40%-60% . Excede a Norma Federal Americana n° GGG-W-00686c. De acordo com a Norma Brasileira NB-1231. ANSI/ASME B107-14M-1985 e ISO 6789 e Norma Brasileira NB-1231.com) . .80% e 100% da capacidade máxima do torquímetro. A Norma estabelece que torquímetros devem ser aferidos: Educação Profissional 54 Created with novaPDF Printer (www.Torquímetro de "giro-livre" impede que o operador aplique um torque maior do que aquele selecionado. -O torquímetro de "giro-livre" rearma automaticamente Torquímetro de giro-livre é o preferido nas indústrias da eletrônica e informática. É mesmo à prova de teimosia e descuido. Operação bi-direcional. de relógio.

A cada 10. quando se tem que aplicar / controlar torques pequenos. digital). Os fabricantes garantem a precisão somente entre 20% a 100% da capacidade máxima para torquímetros analógicos e entre 10% a 100% para torquímetros digitais. Para os torquímetros digitais entre 10% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. A ESCOLHA DO TORQUÍMETRO EM FUNÇÃO DA CAPACIDADE Da Faixa de Utilização dos Torquímetros Para os torquímetros analógicos (estalo. A) Torquímetros de indicação de torque. Mas não há nenhum torquímetro com esta capacidade que tenha ‘garantia de precisão’ para toda esta faixa.para juntas com prescrição de torque mínimo e máximo. relógio.000 ciclos de trabalho para torquímetros de ‘indicação de torque’ (vareta. Quando ocorrer dúvida nos resultados obtidos. possibilitando a documentação do torque aplicado (hard copy). Educação Profissional 55 Created with novaPDF Printer (www. vareta. A ESCOLHA DE TORQUÍMETROS EM FUNÇÃO DO TIPO Para obter o melhor resultado na aplicação de torque o tipo de funcionamento do torquímetro escolhido é fundamental.para reparos e manutenção de equipamentos que têm juntas críticas. (Exemplo: capacidade máxima de 20 Nm que atende a aplicação dos torques de 5 Nm e 15 Nm e outro de capacidade máxima de 100 Nm que atende o torque especificado de 75 Nm) NOTA: Existe um projeto de norma que vai proibir os fabricantes de marcar divisões abaixo dos 20% da capacidade máxima nos torquímetros de estalo e relógio. A precisão indicada pelo fabricante do torquímetro só se aplica às faixas acima de modo que não existe nenhum torquímetro que comece de zero! É fácil entender que. A3) Tipo ‘digital’ . B) Torquímetros de sinalização de torque.com) . Após reparos efetuados no torquímetro. médios e grandes (exemplo: 5 Nm. relógio.para reparos e manutenção automotiva. Após sobrecargas. giro livre) entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. exigindo menor dispersão de torque. Após quedas ou choques violentos sofridos pelo torquímetro. A cada 5.       A cada seis meses. é comprar mais de um torquímetro.novaPDF.000 ciclos de trabalho para torquímetros de sinalização de torque (estalo) e ’de limitação de torque’ (giro livre). A solução então. cuidando que os valores de torque a serem aplicados situem-se entre 20% a 100% da capacidade máxima. 15 Nm e 75 Nm) seria preferível comprar um torquímetro com capacidade de 0 a 100 Nm para atender a todas as tarefas. A2) Tipo ‘relógio’ . A1) Tipo ‘vareta’ .

Um torquímetro com graduação de 5 em 5 Nm não serve ! O espaçamento das divisões de qualquer torquímetro deve ser grande o suficiente para permitir fácil identificação dos limites inferiores e superiores. Para torques muito baixos – abaixo de 1 Nm . devemos observar alguns detalhes importantes: A) Torque a aplicar: no caso ideal o torque a aplicar deve situar-se próximo à metade da capacidade máxima do torquímetro. Quando devemos comprar um torquímetro para uma aplicação nova. que obriga o fabricante a garantir uma precisão de ± 4% sobre o valor de torque indicado ou aplicado entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. C) Precisão do torquímetro: deve obedecer à Norma Brasileira 1231. ajustável manualmente. percorre a escala e. Para facilitar o trabalho com torquímetros compridos ou para executar testes destrutivos existe o relógio de ‘ponteiro duplo’ ou ‘de memória’. utiliza-se o modelo ‘Pre-Set’. Nm. mas somente as características (A – D). D) Formato do torquímetro: deve levar em consideração as condições de acesso ao fixador e o espaço disponível para a aplicação de força ao torquímetro. Quando o trabalho é feito numa linha de montagem. Se nossa especificação é torque nominal (alvo) 16 Nm. ele registra o torque máximo atingido. pré-selecionado. com aplicação repetida de um mesmo torque. eliminando o julgamento do operador. O segundo ponteiro. com limite inferior de 14 Nm e com limite superior de 17 Nm. durante a aplicação de força. Estes calibres de torque operam com escalas em Nmm. pode ser usado como ponto de referência.novaPDF. C) Torquímetros de limitação de torque.para montagens automotivas e industriais em ambientes hósteis (sujeira. O sistema mais simples possui um relógio com um único ponteiro que. Ncm. que permita identificar claramente onde ficam os limites inferiores e superiores do torque a aplicar. volta a zero. cujo ajuste é feito em departamento de Garantia de Qualidade. cmgf. Educação Profissional 56 Created with novaPDF Printer (www. pouca visibilidade. Caso já esteja sendo utilizado um torquímetro que satisfaz as condições acima.para aplicação de torques relativamente baixos.são utilizados ‘calibres de torque’ (torque watches) indicados para ajuste de micro mecanismos de potenciômetros e ‘trim pots’.B1) Tipo ‘estalo’ . onça-polegada e librapolegada. ao cessar a força.com) . C1) Tipo ‘giro livre’ . B) Tolerância do torque a aplicar: o torquímetro deve ter uma resolução boa. mão de obra não-especializada). acima citadas. recomenda-se a compra de um igual ou equivalente. INDICAÇÃO DE TORQUE SISTEMAS DE INDICAÇÃO DE TORQUE O torquímetro de indicação de torque mais usado é o torquímetro de relógio. então. Ao comprar um torquímetro permitindo a participação de um maior número de fornecedores na cotação não indique a capacidade do torquímetro que pretende substituir.

porém o torque final aplicável sempre é limitado pela capacidade máxima de torque na saída do último multiplicador. ‘data loggers’ e computadores pessoais para facilitar a documentação dos torques aplicados (hard copy) e a elaboração de estatísticas. de tamanho reduzido.500 Nm. 5. Quando o torque a aplicar é grande.com) .MULTIPLICADORES DE TORQUE Aplicação de Torques Altos Como a força física do operador constitui um limite para qualquer operação de torque. A escolha de um multiplicador sempre deve orientar-se pela ‘capacidade máxima de Saída’. Vale lembrar que torque é força aplicada x comprimento da alavanca.novaPDF.13 . existem vários tipos de torquímetros para suplantar obstáculos frontais. Multiplicadores de torque podem ser ‘agrupados’ (ganging) para aumentar sua capacidade de torque. o encaixe de saída é macho e sempre maior que o encaixe de entrada. TORQUÍMETROS DE LIMITES DE TORQUE PROGRAMÁVEIS Existe o torquímetro digital (exemplo: COMPUTORQ II da CARLSONS) que possibilita a programação de ‘limite inferior’. intercambiáveis. que é avisado por sinal luminoso e sonoro no momento em que alcança qualquer um destes pontos. Multiplicadores de torque são também indicados quando o espaço para aplicação de torque é limitado. Obstáculos laterais são vencidos por torquímetros radiais com catraca. pode-se optar por torquímetros com sinal de luz ou sinal sonoro. Obstáculos frontais são sub plantados por torquímetros radiais com extensão e torquímetros axiais. Educação Profissional 57 Created with novaPDF Printer (www. PROBLEMAS DE ACESSO Como o local da aplicação de torque pode estar obstruído.Quando se deve aplicar torque em áreas escuras ou inacessíveis à visão direta. DOCUMENTAÇÃO DO TORQUE APLICADO Os torquímetros digitais podem ser conectados a impressoras. existem vários modelos de multiplicadores de torque com capacidade até 81. Em ambos os casos o ponto em que deve ocorrer o sinal é previamente selecionado. dando assim um apoio inestimável ao operador. pode-se optar pelo uso de um multiplicador de torque. sendo acionado por um torquímetro de cabo curto. laterais e verticais. Enquanto o encaixe de entrada de um multiplicador é fêmea. ‘torque alvo’ (nominal) e ‘limite superior’ de torque. exigindo um torquímetro de cabo muito longo. Quando é necessário utilizar uma boca dianteira de comprimento especial devemos fazer um cálculo de compensação do aumento efetivo do torquímetro. Obstáculos verticais são sub plantados com torquímetros de bocas dianteiras. conforme explicado abaixo.

Para tal. fêmea.lbf) e comprimento da alavanca (cm.é lbf-pé ou lbf-pol ? lbf-pé é 12 vezes maior que lbf-pol. bem como suportes para pontas de corpo sextavado de ¼” e 5/16”. 1” e 1.com) . existem tabelas completas de conversão de torque. “torque de 15 libras” . há torquímetros com pino quadrado de ¼”.2 lb-pé ± 1. Também torquímetros com colar retangular. são disponibilizados aferidores de mesas giratórias com pinos de fixação do vasilhame que. A escala combinada indica os torques em Nm e lb-pol.1 mkgf ± 10 Nm 12 lb-pol 16 oz-pol ± 0.7 lb-pé ± 7. boca estrela. apertando ou desroscando a tampa. pé. de metal ou de plástico. deveria memorizar algumas equivalências: 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pol 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pé = = = = = = = = ± 0. de 9 x 12 mm e 14 x 18 mm para receber bocas dianteiras.1/2”. Torquímetros axiais podem possuir pino quadrado de ¼” e 3/8”.14 mkgf A IMPORTÂNCIA DA CLAREZA DA COMUNICAÇÃO Como as unidades de torque sempre têm dois componentes – força (N. ¾”. lâminas e uma infinidade de dispositivos especiais.3/8”. Normalmente. A comunicação clara na consulta a um fornecedor poderá evitar perda de tempo e de dinheiro pela aquisição de torquímetros inadequados ao serviço. kgf. boca estrela aberta e boca estrela com catraca. m. pois. quem lida freqüentemente com torque.DOS ENCAIXES DO TORQUÍMETRO (Sistemas de acoplamento de acessórios). AFERIDOR DE TORQUE DE TAMPA DE ROSCA Existem também equipamentos para conferir torque aplicado por máquinas de engarrafamento e fechamento automático de garrafas e frascos em tampas roscadas de vasilhames de vidro. 58 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Torquímetros axiais de baixa capacidade possuem pinças para colocação de lâminas. observe abaixo. Calibres de torque vêm equipados com mandris. que permitem o uso de pontas. os torquímetros são usados com soquetes de encaixe quadrado. intercambiáveis nos tipos: boca fixa. CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE Conversão de Unidades de Torque Enquanto. permitem medir o torque de fechamento bem como o torque de abertura. polegada) deve-se desconfiar de um possível erro quando um destes componentes está faltando: “torque de 12 kg” – é mkgf ou cmkgf ? mkgf é 100 vezes maior que cmkgf. ½”.novaPDF.4 Nm ± 0.

ou no ajuste do torque especificado) existem torquímetros de sinalização de torque (estalo) que não possuem escala externa e nem acesso fácil ao sistema (interno) de ajuste de torque. bem como com pinos quadrados para encaixe de soquetes e. nos modelos axiais. esta começa a deslizar (girar livremente). um sistema de embreagem que transmite a força ao pino-propulsor. etc. Quando a força gerada pelo operador excede a tensão da mola sobre a embreagem. garantindo assim que foi gerada força de fixação suficiente para resistir a todas as cargas de trabalho. TORQUÍMETROS DE LIMITAÇÃO DE TORQUE (Torque limiting wrenches) No intuito de tornar o aperto mais seguro e menos dependente do juízo do operador de linha. grau de dureza de faces contactantes. tais como: lubrificação. Há vários sistemas de embreagem. Estes torquímetros são calibrados num aferidor de torque por profissionais e depois é vedado o acesso ao sistema de ajuste. acabamento de superfície. evita-se torques baixos demais e torques em excesso. maior que planejada. que todas afetam a força de fixação obtida. Devido a este princípio os torques que podem ser atingidos com certa repetibilidade são relativamente baixos. Existem 2 modelos básicos: o tipo ‘axial’ que se assemelha a uma chave de fenda e o tipo ‘modular’ que é encaixado entre soquete e vários cabos de acionamento. a unidade de torque. utiliza-se o processo ‘torque e ângulo’. Da mesma forma. (O ‘sonho’ de todo projetista). TORQUE E ÂNGULO (Torque / angle) Como na montagem de uma junta roscada há muitas variáveis. Estes torquímetros são dispostos nos modelos com colar de encaixe para bocas intercambiáveis dianteiras. Educação Profissional 59 Created with novaPDF Printer (www. além de indicar um torque de aperto.com) . no mesmo produto. É só parar de aplicar força ao ouvir e sentir o sinal de ‘torque atingido’.. impedindo que mais força seja transmitida ao pino-propulsor. existe o perigo que uma parcela. exige a posterior rotação do fixador por um determinado ângulo. pois em ambos os casos a junta roscada do nosso produto falhará. fricção. é aconselhável certificar-se da unidade correta de torque antes de empregar o torquímetro para determinada aplicação. além da mola helicoidal calibrada. Assim. da força gerada durante o aperto seja absorvida por estes fatores de difícil quantificação.novaPDF. Por isso. TORQUE PRÉ-SELECIONADO (Pre-set torque) No chão de fábrica haverá provavelmente postos de trabalho onde um operador sempre aplica o mesmo torque. Para diminuir a possibilidade de erro humano (na leitura da escala externa. quando uma junta é considerada ‘crítica’ para o bom funcionamento do produto.Clareza na comunicação é ‘meio caminho andado’. etc. procedimento este que levará o fixador próximo a sua região de escoamento. existe uma linha de torquímetros de ‘limitação de torque’ ou de ‘giro livre’. Estes torquímetros possuem. Qualquer operador vai aplicar o torque prescrito na especificação sem ter que se preocupar com a escala. onde a especificação. com suportes para pontas. porém todos funcionam reagindo à fricção existente entre mola e embreagem.

(Giro-livre) Torquímetros com sinalização de torque.53  Torquímetro de Estalo: seu funcionamento é baseado num sistema de alavancas interpostas que provocam um esforço sobre uma mola. RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO Como já foi apresentado há muitas variáveis que podem influenciar a força de fixação. Se pudesse medir esta tensão enquanto se monta a junta com um torquímetro seria ideal. porém. A leitura do torque é feita diretamente na escala. e um conseqüente estalo.Para poder executar este processo a CARLSONS oferece dispositivos para controle de torque / ângulo que permitem medir o ângulo de rotação percorrido após a aplicação do torque. Para tal deve simular a nossa junta com os mesmos componentes utilizados na linha de produção e instalá-la num testador hidráulico de torque / tensão que indica a cada instante a tensão obtida.novaPDF.52  Torquímetro com Relógio: seu funcionamento é baseado na torção da cabeça do quadrado de encaixe.com) . relógio) Torquímetros com limitação de torque. Figura 5. Utilizando um torquímetro de relógio com ponteiro ‘de máxima’ poderá ver como a tensão cresce em função do torque aplicado. (tensão) gerada pelo torque na junta. Torquímetros com indicação de torque. (Estalo) Figura 5. A simulação também deve replicar a maneira de aplicação de torque pelo operador. Pode. (Vareta. Educação Profissional 60 Created with novaPDF Printer (www. fazer um teste que nos permita ver como a tensão (força de fixação) muda em função do torque aplicado. Classificação:    Tipos:  Torquímetros de Vareta: seu funcionamento baseia-se na flexão da haste. pois isso eliminaria muita ‘incógnitas’ e causas de falhas posteriores do produto.

novaPDF.56  Multiplicador de Torque: são utilizados para valores de torque elevados. indicação com sinal acústico e luminoso ao alcançar o torque programado. Figura 5. 25 vezes ou 125 vezes. Figura 5.54  Torquímetro Digital: possui precisão de ± 1% do torque indicado. sendo este fixado em alguma parte da máquina.55 ACESSÓRIOS PARA TORQUÍMETROS  Catraca: Figura 5.58 Educação Profissional 61 Created with novaPDF Printer (www.com) .Figura 5. O suporte do conjunto absolve a força contrária.57  Instrumento de medição angular: são adaptados ao torquímetro (quadrado de encaixe) para torques de aperto em ângulos. Figura 5. podendo o torque estabelecido no torquímetro ser multiplicado 5 vezes.

Na instalação das ferramentas pneumáticas. Nunca para afrouxar os parafusos. 6 .com) . Utilize os torquímetros para apertar. Utilize os torquímetros na faixa intermediária da escala que permitirá um menor desvio. a partir de uma rede de ar comprimido utiliza-se para cada ponto ou ferramenta uma unidade de conservação (filtro-regulador-lubrificador) que garantirá relativa proteção ao conjunto. Os filtros das unidades de conservação conseguem reter uma pequena parte dessa umidade.c) Utilização e cuidados      Aplicar o torque de forma lenta e progressiva sem golpes ou pancadas.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO São ferramentas que funcionam pelo ar comprimido. calcular a relação custo-benefício para cada caso. com pressão estabilizada e misturado com óleo para lubrificação das partes internas da maioria das ferramentas. portanto.FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6. A maioria dos problemas funcionais das ferramentas pneumáticas estão relacionados com a umidade do ar comprimido. A instalação de um secador de ar requer investimentos maiores e deve-se. Após o uso guarde-o em local apropriado. tendo como solução definitiva a instalação de um secador de ar na saída do compressor.1 Educação Profissional 62 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. O ar proveniente de um compressor deve ser limpo e desumificado. Exemplo de instalação: Figura 6. Evite choques ou quedas.

Estabilizar a pressão entre 6 e 7 kg/cm². 6.com) .7 Educação Profissional 63 Created with novaPDF Printer (www.4 Esmerilhadeiras Figura 6. Regular o lubrificador para misturar de 5 a 7 gotas por minuto de óleo (grau de viscosidade ISO 32).2 – TIPOS Chave de impacto: são utilizadas para aperto de parafusos e porcas com grande velocidade e torque.2 Figura 6.5 Figura 6. possuindo um sistema auxiliar de aperto (impacto) que aumenta sua performance.novaPDF. Figura 6.3 Figura 6.6 Figura 6.Recomenda-se:    Verificar o consumo de ar de cada ferramenta para adequação de vazão da rede.

drenar os pontos de condensação de água e verificar o sistema de lubrificação. Utilizar soquetes apropriados para as chaves de impacto. recomenda-se em serviços criteriosos o uso do torquímetro.novaPDF.11 Figura 6. Avaliar as condições de funcionamento e torque de cada ferramenta. O aperto final com uma chave de impacto não deve ultrapassar a 5 segundos.3 – CUIDADOS GERAIS       Escolher corretamente a capacidade de cada ferramenta em função da exigência do serviço.com) . Embora as chaves de impacto oferecerem um bom torque. Antes do início da operação verificar a pressão de trabalho. como aperto final.9 Furadeiras Figura 6. Educação Profissional 64 Created with novaPDF Printer (www.10 Figura 6. como forma de aumentar a durabilidade da ferramenta.8 Figura 6.12 6.Lixadeiras Figura 6.

Operação Talhas de corrente – O levantamento ou abaixamento da carga é feito pelo giro do volante frontal para o sentido horário ou anti-horário realizado pela corrente de acionamento. acoplamentos. etc.1 – Talhas Manuais Talha de alavanca Talha de corrente Figura 7. proporcionam a retenção de carga em qualquer ponto do percurso e ainda permitir uma descida suave.com) .1 Figura 7. médias e pesadas podendo com diferentes modelos atender a uma faixa de 0. engrenagens. O abaixamento da carga também é realizado pela mesma alavanca em sentido Educação Profissional 65 Created with novaPDF Printer (www. rolamentos.3 Figura 7. As talhas possuem um sistema de freio que. Talhas de alavanca – O levantamento da carga é realizado pelo movimento da alavanca que possui sistema de catraca. exigem utilização de equipamentos auxiliares. evitando assim o embaraçamento das correntes. em geral.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS 7. desmontagem e montagem de conjuntos (polias.5 à 30 toneladas. alinhadas à carga.novaPDF. 7.2.2 Figura 7.1 – INTRODUÇÃO Algumas atividades de manutenção como levantamento e posicionamento de conjuntos. as demais talhas manuais foram projetadas para trabalhos em posição vertical. arraste de máquinas. dentro dos limites de carga pré-estabelecidos.) e na movimentação de cargas. Com exceção das talhas de alavanca que também podem ser utilizadas em operação de arraste.4 São utilizadas no manejo de cargas leves.7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.

novaPDF. Figura 7. a possibilidade da corrente de carga girar livre. A alavanca deverá ser colocada na posição neutra a partir do posicionamento do gatilho (encaixe no entalhe menor).com) .7 Educação Profissional 66 Created with novaPDF Printer (www. ou seja.6 até ouvir o ruído do gatilho do freio na catraca. ainda. Nota: Evitar a entrada de lubrificantes nos discos de fibra do freio. a corrente deverá estar segura com a mão e a roseta (peça localizada à frente da talha) gira da no sentido conforme a figura 7. até a mola se encaixar na cava existente na arruela do pinhão central.6  Lubrificar periodicamente o trem de engrenagens localizado na parte traseira da talha (retirar tampa).5. A rosca do volante (ou coroa) retirando-se a tampa dianteira ou a roseta e alavanca no caso das talhas de alavanca. Graxa indicada: consistência NLGI 2. Nota: Não se deve forças a roseta tentando girá-la quando a talha estiver tencionada pela carga. A seleção da manobra é feita por um gatilho localizado junto à alavanca. Para bloquear o freio (corrente para tracionar). girar a roseta com a mão no sentido indicado na figura 7. Figura 7. sem atuação do sistema de catraca.5 Cuidados gerais com as talhas Figura 7.de giro inverso. As talhas de alavanca possuem.  Nunca levantar a carga acima da capacidade da talha. porém. procedimento que visa o bom funcionamento do freio e ainda torna-se conveniente à lubrificação da corrente de carga quando as condições de trabalho permitem. poderá haver uma aproximação rápida da corrente em relação à carga.

15 Educação Profissional 67 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7.11 Figura 7. Figura 7.8  Observar se durante o içamento da carga não haja qualquer obstrução.9 Figura 7.14  Não amarrar a carga com a corrente da talha.novaPDF. laço ou olhal devem ser posicionados no meio do gancho) e nunca na ponta do gancho.12 Figura 7.com) . Figura 7. Figura 7. Não torcer ou dobrar as correntes da carga.  Fixar o gancho da talha com segurança (manilha.13  Não dar volta com o moitão entre as correntes.10 Figura 7.

novaPDF. Na utilização de amarras.com) . corrente. e como se trata de manuseio de cargas poderá gerar graves acidentes de trabalho. Figura 7. observar que o ângulo máximo de trabalho não ultrapasse 45º.16  Evitar maus tratos com o equipamento.18 Cuidados gerais com a segurança das talhas Todos os itens relacionados acima correspondem a segurança operacional das talhas. Figura 7. etc).17  Limpe o equipamento e guarde em local protegido. O mau uso do equipamento que poderá danificá-lo representa um risco à segurança. Educação Profissional 68 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com a talha carregada.  Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga. mas limpe os materiais estranhos.  Não suspender a carga com inclinação excessiva da corrente.  Não lubrifique as arruelas de fibra do freio.  Inspecionar periodicamente o equipamento (ganchos.

 Após o uso retire o cabo. com qualquer distância e com precisão milimétrica de manobra.  Certificar-se do diâmetro do cabo a ser utilizado para cada modelo do tirfor. torção.  Evitar pancadas ou quedas do equipamento.  Limpar e lubrificar periodicamente seu mecanismo interno.) que além da segurança operacional.  Posicionar laços. olhais na parte central dos ganchos do tirfor e do cabo de aço. Limpe e guarde em local protegido. dois jogos de mordentes que se abrem e fecham alternadamente como duas mãos que puxam o cabo na subida e seguram na descida. enrolando-o adequadamente.com) .2. Os mordentes são levados a fecharem-se pela ação da carga. *As alavancas 4 e 5 devem estar voltadas para trás. etc. dobras. Funciona com cabo de aço. perna. abaixar ou arrastar cargas em geral em qualquer direção.  Verificar o estado geral do cabo de aço (arame.7. Cuidados gerais com a segurança operacional do Tirfor Todos os itens relacionados acima se não seguidos rigorosamente comprometem as condições do equipamento e poderão causar acidentes durante a operação. obstruções não previstas. manilhas. Cuidados gerais com o Tirfor  Não utilizá-lo além da capacidade estabelecida pelo fabricante.  Observar durante a operação da carga.2 – Tralha Guincho (TIRFOR) São equipamentos utilizados para levantar. A alavanca 4 destina-se ao avanço do cabo e alavanca 5 ao retorno do cabo. com a ponta do cabo ultrapassando a parte frontal do tirfor solta-se a alavanca e efetiva-se o travamento. assim quanto maior a ação da carga maior será a condição de aperto. poderá travar e danificar o mecanismo interno do tirfor. 69 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Figura 7.19 Operação O cabo de aço é introduzido no tirfor pelo orifício 1 sendo liberados os mordentes pela alavanca 2 e trava da alavanca 3.novaPDF.

ou seja.23  Tipo de retorno Figura 7. haste. êmbolo ou pistão. sendo:  Tipo de avanço (retorno por peso ou por mola) Figura 7. assim chamados.22 Figura 7. Os modelos de cilindros podem variar de acordo com a forma de atuação.2.20 O cilindro hidráulico transforma a energia hidráulica em energia mecânica.novaPDF.3 – Macacos Hidráulicos Os mais usados nas indústrias.24 Figura 25 Figura 26 70 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. desde sua invenção. Os macacos hidráulicos. Figura 7. Cilindros Hidráulicos: É constituído de cilindro (tubo). 7.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com um tirfor carregado.21  Tipo de avanço e retorno Figura 7. mesmo em pequenas distâncias. o óleo proveniente da bomba atua sobre a área do embolo que impulsiona a haste. Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga.com) . são equipamentos utilizados para levantamento e posicionamento de cargas. são conjuntos formados por cilindros e bombas.

é feita por uma mangueira hidráulica com engates rápidos. já que sua haste poderia flexionar e danificar o conjunto. Algumas possuem manômetro instalado no próprio corpo. A tabela a seguir mostra. Figura 7.Os cilindros hidráulicos são também especificados pela sua capacidade de carga (toneladas) e seu curso de atuação. Educação Profissional 71 Created with novaPDF Printer (www. Previsíveis desvios laterais da carga durante sua movimentação também devem servir de parâmetro para escolha dos cilindros. A ligação entre a bomba e o cilindro. Seleção de bombas e cilindros Use esta tabela para determinar se a capacidade de óleo de sua bomba é suficiente para distender completamente os cilindros.27 As bombas transferem o óleo do reservatório para o cilindro que ao atuar sob a carga gerará uma pressão tendo um valor máximo estabelecido por uma válvula de segurança. Seleção dos cilindros Para escolha do cilindro ideal para execução de um determinado trabalho é necessário um bom conhecimento da carga (tonelagem) e do deslocamento máximo que a carga poderá sofrer na operação.novaPDF. Seleção das bombas manuais A partir da escolha do cilindro escolhe-se a bomba ideal que será àquela capaz de preencher com óleo o volume máximo gerado no cilindro no deslocamento de sua haste. em um tempo préestabelecido.com) . a escolha das bombas e cilindros da marca ENERPAC. bomba e válvula de segurança. como exemplo. Bombas Manuais: São conjuntos constituídos de reservatórios de óleo.

Educação Profissional 72 Created with novaPDF Printer (www. Após o posicionamento no local de trabalho.Tamanho do Cilindro Operação A operação do conjunto cilindro / bomba é simples. fecha-se a válvula de alivio (tipo borboleta) e inicia-se o bombeamento de óleo para alavanca.com) .novaPDF. Cuidados gerais com o conjunto cilindro / bomba  Não exceda a pressão estabelecida ou a capacidade de força do equipamento.

Figura 7.28  Antes do bombeamento.29  Não levantar cargas sujeitas a deslocamento lateral durante a operação.com) . Educação Profissional 73 Created with novaPDF Printer (www.30  Não deixe objetos pesados ou pontiagudos caírem sobre a mangueira.novaPDF. Figura 7.Figura 7. verificar se as mangueiras não estão dobradas.

32  Não tente exceder o curso máximo do cilindro evitando assim danos às vedações com esforço desnecessário. mangueiras. etc. Figura 7.novaPDF.Figura 7. Figura 7. 74 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. manômetro.com) .33  Verifique periodicamente o estado geral do conjunto (vazamentos.).31  Não carregue o equipamento segurando pela mangueira. amassamentos.

 Não bater no cilindro para posicioná-lo sob a carga. recolha a haste do cilindro e guarde o equipamento em lugar protegido.novaPDF. Figura 7. Antes da utilização verifique o nível de óleo do reservatório. Cuidados gerais com a segurança operacional com os macacos hidráulicos Os cuidados gerais com o equipamento refletem na segurança operacional. pois o trabalho envolve cargas que poderão originar acidentes graves.  Não confie na válvula localizada na bomba para sustentação de uma carga.  Após o uso. Existe equipamento projetado para condições de temperatura superior.  Não exponha o equipamento a temperaturas superior a 70°C.com) .35  Não trabalhe sob a carga apoiada pelos cilindros hidráulicos.34  Não se posicione sobre a alavanca da bomba. Use válvulas apropriadas para manter o cilindro pressurizado. Figura 7. Educação Profissional 75 Created with novaPDF Printer (www. limpe.

36  Providencie uma base sólida antes de iniciar o levantamento da carga.Figura 7.38  Lembre-se que os macacos hidráulicos trabalham sob alta pressão (700 kg/cm²) com capacidade de força elevadíssima.37  Providencie apoio adequado para a carga.com) . Figura 7.novaPDF. Educação Profissional 76 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7.

 Após a regulagem de altura da mesa móvel. Observe o curso tolerável deste parafuso para que não danifique durante a prensagem. Cuidados gerais com a segurança operacional das prensas. o que culmina no melhor posicionamento na prensa como também na força aplicada. embora tenham pequena variação entre os fabricantes.2.4 – Prensas São equipamentos destinados à montagem e desmontagem de conjuntos mecânicos (polias. São especificadas pela sua capacidade de carga em toneladas e suas dimensões estruturais. As prensas são caracterizadas por uma estrutura reforçada com um suporte fixo onde se encontra instalado o cilindro hidráulico e uma mesa móvel suportada por batentes e regulada por cabos de aço onde apoiará o conjunto a ser trabalhado.39 Operação A operação envolve um bom conhecimento técnico do conjunto a ser desmontado ou montado.com) .7.  As prensas normalmente possuem um parafuso na cabeça da haste do cilindro hidráulico para uma aproximação rápida. etc.) como também para desempenar ou dobrar eixos. O sistema hidráulico é semelhante ao dos macacos hidráulicos. Cuidados gerais com as prensas  Não ultrapassar a capacidade especificada para cada modelo. As mais usadas são prensas hidráulicas.  Certifique da existência de vazamentos do sistema hidráulico e verifique o nível de óleo do reservatório.novaPDF. Figura 7. sendo o acionamento executado por movimentos de uma alavanca após o fechamento da válvula de retorno. podendo ter acionamento manual ou motorizado.  Os conjuntos a serem prensados não podem sofrer desvios laterais durante a prensagem. flanges. acoplamentos. certifique-se de que os cabos de aço não estejam tensionados. engrenagens. A carga aplicada é acompanhada por um manômetro com leitura em toneladas. além de outras aplicações. Educação Profissional 77 Created with novaPDF Printer (www. rolamentos.

em geral dentro de oficinas mecânicas. como também são os responsáveis pela amarração e posicionamentos. semelhante aos macacos hidráulicos.6 – Cuidados na movimentação de cargas Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação e movimentação de cargas a partir do solo ou em operações ligadas à desmontagem e montagem de conjuntos em equipamentos ou instalações.com) .  Posicione da forma mais segura possível diante da prensa. pois.  Inicie a operação de prensagem de forma gradual.2. evitando ser atingido por partes metálicas provenientes de uma quebra acidental de um componente mecânico. Na grande maioria dos casos. estes comprometem a segurança operacional. pense na situação e reinicie a prensagem. 7. São especificadas pela capacidade de carga em toneladas e pelas dimensões estruturais.novaPDF. Educação Profissional 78 Created with novaPDF Printer (www.2. 7. sem contudo estarem devidamente preparados para essa tarefa.  Certifique-se das condições de carga para desmontagem ou montagem do conjunto e compare com a capacidade do equipamento. abra a válvula de retorno. o pessoal de produção ou manutenção são também os operadores dos equipamentos para movimentação de cargas. Possuem um sistema hidráulico de acionamento manual para levantamento da lança que pode ser telescópica.Observe os itens de segurança relacionados com o equipamento.40 Sua operação é simples. Um bom exemplo de aplicação é a retirada e a recolocação de motores de automóveis e caminhões. tendo os principais cuidados correspondentes aos mencionados nos outros equipamentos que transportam cargas. Crie dispositivos seguros se necessário.  Ao sinal de qualquer anormalidade. Figura 7. sempre observando as relações do componente e do equipamento.5 – Guincho hidráulico para oficinas São equipamentos utilizados para movimentação de cargas.  Reflita cuidadosamente sobre o melhor posicionamento do conjunto a ser prensado no equipamento. Possui rodas para manobras e travamento.

Se a carga está nivelada ou corretamente suspensa. 4 – Acoplar a Linga à carga. A sinalização deve ser feita por uma única pessoa. 9 – Se a carga pender mais para um lado. Determinar qual linga e se necessário preparar proteção para os cantos vivos. 14 – Desacoplar a Linga. pegar a Linga por fora e deixar esticar lentamente. 6 – Avisar a todos os envolvidos no processo de movimentação e a todos que estiverem nas áreas de risco. Preparar o local de destino com caibros e cunhas se necessário. Luvas de raspa. 8 – Ao iniciar a movimentação devemos verificar. 16 – Ao levantar a Linga verificar se ela não pode se prender a nada.novaPDF.     Capacete.com) . 15 – Prender os ganchos da Linga no elo de sustentação. abaixá-la para prendê-la corretamente.Proteção individual Utilizar em qualquer operação de movimentação de cargas. 11 – No transporte de cargas assimétricas ou onde haja influência de ventos deve-se usar um cabo de condução que seja longo o suficiente para que se fique fora da área de risco. Tabelas de cargas. Botinas com biqueira de aço. 10 – Movimentação da carga. Se não for utilizar uma das pernas da Linga. 7 – Sinalizar ao operador. acoplá-la ao elo de sustentação para que não possa se prender a outros objetos ou cargas. Se as pernas têm uma carga semelhante.    Se a carga não se ganchou ou prendeu. 5 – Sair da área de risco. Procedimentos para uma movimentação 1 – Preparação. 3 – Colocar o gancho do meio de elevação perpendicularmente sobre o centro de gravidade da carga. Quando necessário. 2 – Informar ao operador o peso da carga. 13 – Certificar-se de que a carga não pode se espalhar ou tombar. Educação Profissional 79 Created with novaPDF Printer (www. 12 – Abaixar a carga conforme a indicação do movimentador.    Conhecer o peso e o centro de gravidade de carga.

Quando o movimentador está prestando atenção à carga. ainda existe um grande percentual de trabalho manual. guindastes. é indispensável o uso de luvas. pois a qualquer instante podem cair objetos sobre os mesmos. c) Proteção das Mãos Arames soltos em cabos de aço sempre têm machucado mãos de movimentadores. No setor de transportes. ou seja. que de agora em diante serão chamados de meios de elevação. A atuação do movimentador é fundamental para a execução de uma movimentação com segurança. facilitam a movimentação de cargas. ele é responsável pelas duas funções. porém. ao operador e outras coisas que o cercam ele está sujeito a bater o pé em objetos pontiagudos e machucá-los e é por isso que é necessário o uso de sapatos com biqueira de aço.MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8. 8.1 – INTRODUÇÃO Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação com operação a partir do solo (controle remoto). d) Tabelas de Cargas As tabelas de carga para os diversos tipos de Lingas que são utilizadas completam nosso equipamento de segurança.equipamentos de proteção individual a) Proteção da Cabeça Devido ao risco de se bater à cabeça em ganchos. Capacetes devem estar à disposição e tem de ser utilizados. especialmente na movimentação de cargas por meio de talhas. Onde existem pregos e outros objetos pontiagudos. assim como farpas de madeiras das cunhas e caibros e cantos vivos de cargas. A facilidade com que os meios de elevação movimentam a carga engana quanto as situações de perigo. etc. O perigo é que tanto o pessoal da produção quanto o pessoal da manutenção operam e movimentam. portanto. O homem ao lado da carga que é o movimentador forma uma equipe com o operador do meio de elevação. apesar do alto grau de automatização. por meio destes podem reduzir muito nosso trabalho braçal. Educação Profissional 80 Created with novaPDF Printer (www. é necessário que se use sapatos com palmilha de aço revestida.2 . com isso exercem uma atividade a qual não estão acostumados ou mesmo preparados.2. onde o movimentador é também operador. que poderiam perfurar a sola. deve-se usar mais a “cabeça”.8 .SEGURANÇA 8.com) . como talhas. cargas em movimentação ou mesmo objetos parados.novaPDF. Pela demonstração de condições de acidentes típicos é preciso que elas sejam conhecidas e conseqüentemente evitadas. b) Proteção dos Pés Os pés correm perigo constante. Meios de elevação.1 . o capacete é indispensável em qualquer lugar onde exista a possibilidade de se machucar a cabeça.

sejam utilizados ganchos com travas de segurança. devemos sempre passar o gancho de dentro para fora. Para isso. existe a possibilidade de com uma oscilação.2 . nesses casos.com) . Figura 8. Por isso é necessário que. A Linga pode se soltar do gancho do meio de elevação. ganchos especiais ou mesmo laços de cabo de aço curtos e rijos. Figura 8.Travas adequadas nos ganchos do meio de elevação e do Travessão impedem que a carga possa se soltar. Uma trava de segurança se faz necessária sempre que exista possibilidade de acontecer que a carga se solte involuntariamente.novaPDF.2. pode se soltar da carga.Com elas podem-se definir facilmente qual Linga e de que forma deve utilizá-las.como se assegurar que a carga não se solte Possibilidades de acidentes nunca podem ser descartadas. Educação Profissional 81 Created with novaPDF Printer (www. Quando se usar garras especiais. Os ganchos devem ser passados pelos olhais ou pontos de amarração da carga de modo que não possam se soltar mesmo quando a Linga estiver frouxa. Colocar os ganchos de dentro para fora. e) Segurança no uso de laços Normas internacionais de segurança exigem que os laços de cabos de aço sejam confeccionados com olhal trançado e prensado com presilha de aço.1 8. se possível usar ganchos com travas. a carga se soltar do gancho ou de o anel de sustentação da Linga se soltar do gancho do meio de elevação. ou mesmo o gancho da Linga.2 . Quando a corrente não está tracionada os ganchos se soltam.

com) .Ganchos especiais para fardos ou laços (estropos) como estes.4 . para que se tenha sempre um bom ponto de fixação. para movimentar fardos. Figura 8. Os ganchos não podem ser passados por olhais muito estreitos.5 . Eles devem estar livres dentro do olhal para que o tensionamento não seja feito em sua ponta pois desta forma ele abriria e escaparia do olhal. Figura 8.Gancho para correntes com trava em ponto de amarração.Enganchar amarrações de arame é risco de vida.3 .Figura 8. Estas amarrações são muito utilizadas em fardos de telas de arame e etc. devem utilizar ganchos específicos ou pequenos estropos de cabo de aço. 82 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Pontos de amarração são fabricados em diversas dimensões e podem ser aparafusáveis ou soldáveis. É terminantemente proibido usar amarrações de arame como ponta de amarração. são as soluções correta.novaPDF. É aconselhável a instalação de pontos de amarração especiais em peças ou máquinas que são continuamente movimentadas.

o operador não deve fazer nada. que está envolvido no processo de movimentação.novaPDF.6 Este é o procedimento correto. 8.7 A comunicação entre operador e movimentador pode ser feita através de:     Sinalização com as mãos.3 . Educação Profissional 83 Created with novaPDF Printer (www.COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR A movimentação de carga é normalmente uma operação que envolve mais de uma pessoa. Ele será responsável pela operação e somente ele pode sinalizar após verificar se os outros movimentadores deixaram a área de risco e se a Linga está bem colocada. um deles deverá ser eleito para sinalizar ao operador. Figura 8. ou seja.No tratamento de semi-acabados enfardados deve-se verificar se não existem peças mais curtas sobre ou entre a carga que possam se soltar e cair. Sinalização ótica ou sonora. Grampos pega-chapas devem sempre estar travados e trabalhando dentro de sua capacidade. Rádio-comunicação. Peças soltas com 5 a 6 kg a mais de 4 metros de altura é risco de vida. Neste caso. porem com diferentes intenções.com) . Apenas aquele escolhido antes do processo de movimentação em conjunto com o operador. Para evitar acidentes deve ter certeza de que a sinalização utilizada pelo movimentador é também a que o operador entende. apenas um movimentador sinaliza ao operador. é um trabalho de equipe. Quando se tem mais de um movimentador. Figura 8. o que é inadmissível. Ambos os movimentadores sinalizam ao operador. Comunicação verbal (somente quando o operador estiver próximo e possa ouvi-lo).

8 O sinaleiro se identifica para o operador como o responsável pela emissão de sinais.9 O sinaleiro ficará de frente para a cabine do operador e indicará o lado para o qual deseja a translação do equipamento. 2.SINAIS VISUAIS São usados entre o sinaleiro e o operador para comandos dos diversos movimentos necessários para o embarque.Translação do Guindaste (pórtico) Figura 8. Atenção: Sempre deixar a área de risco antes de sinalizar ao operador.4 .10 O sinaleiro ficará de frente para o Norte e a direita do mar. SINAL: Com o braço esquerdo junto ao corpo e antebraço direito na horizontal.com) . Educação Profissional 84 Created with novaPDF Printer (www. 8. desembarque e movimentação de cargas. e o braço direito com a mão aberta. com a palma da mão virada para o operador. 3. Com o braço esquerdo junto ao corpo. conforme a seguir: 1. saúda o operador. esticada na horizontal indica a direção.novaPDF. Com o braço esquerdo junto ao corpo e o braço direito esticado na horizontal.Para a sinalização manual os sinais visuais a seguir tem se mostrado muito eficientes. em posição de “continência”. com o dedo indicador mostrará a direção.Início de Operação Figura 8.Movimento do Carrinho (Troley) Figura 8. Pode-se ter variações destes sem problemas contanto que a linguagem utilizada seja compreendida pelos envolvidos.

7. com o dedo indicador fazendo pequenos movimentos circulares no sentido horário.4. com o dedo indicador girando sempre no sentido anti-horário.Subir os Ganchos Figura 8.12 Indica a descida simultânea dos dois ganchos.14 Com o braço esquerdo erguido. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho nº 2.Abaixar o Gancho nº 2 Figura 13 Com o braço esquerdo erguido. 5.11 Indica a subida simultânea dos dois ganchos. Com os braços erguidos. Educação Profissional 85 Created with novaPDF Printer (www. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho n° 2. Com os braços para baixo e os dedos indicadores girando sempre no sentido anti-horário. e o braço direito para baixo. 6. com o braço direito para cima.com) . os dedos indicadores girando sempre no sentido horário.Abaixar os Ganchos Figura 8.novaPDF.Subir o Gancho nº 2 Figura 8.

Subir o Gancho nº 1 Figura 8. determina a elevação. com o dedo indicador apontado para baixo.Abaixar o Gancho nº 1 Figura 8. arriamento. indicando o gancho nº 1. 10. determinando o abaixamento. Com os dois dedos.17 Pequenos movimentos deverão ser antecipados por este sinal nas atividades de translação. içamentos. indicador e polegar direitos.16 A mão esquerda levantada.com) . Educação Profissional 86 Created with novaPDF Printer (www. aproxima-os. O braço direito para cima.15 A mão direita levantada. 9. imitando o movimento de abrir e fechar. direção. com o dedo indicador apontado para cima.novaPDF. aproximação.8. com o dedo indicador apontado para cima.Movimentos Lentos Figura 8. O braço direito para baixo. com o dedo indicador apontado para cima e efetuando pequenos movimentos circulares no sentido horário. elevação. etc. determina o gancho nº 1. realizando pequenos movimentos circulares.

Educação Profissional 87 Created with novaPDF Printer (www.com) . 13. com o polegar esquerdo indicando para a direita. Não pode ser feito nenhum movimento com o equipamento. O sinaleiro cruza os braços.18 Este sinal é de parada de emergência.11.Parada de Emergência Figura 8. mesmo sem autorização do sinaleiro. determina o fechamento. com o polegar esquerdo indicando para a esquerda e com o polegar direito indicando para a direita.Sinal de Espera Figura 8. A pessoa deverá cruzar os antebraços. Com os dois antebraços erguidos para frente.21 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança. 12. Qualquer pessoa pode fazer este sinal. com as mãos abertas à altura do rosto.Fechar a Lança do CG Figura 8. Com os dois antebraços erguidos para frente. e com o polegar direito indicando para a esquerda. com as mãos fechadas. à altura da cintura.novaPDF.Abrir a lança CG Figura 8. com as mãos abertas.20 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança.19 Este sinal é de parada e espera sem nenhum movimento com o equipamento a não ser com autorização do sinaleiro. 14.

para que tenhamos uma base que facilite a retirada da Linga por baixo da carga. com os dedos indicador. deve-se assegurar que ele não possa rolar.15.5 – ACESÓRIOS DO MOVIMENTADOR Cunha: Devem evitar que a carga escorregue ou se espalhe.22 Com o braço esquerdo junto do corpo. anular e mínimo fechados. utilizando caibros. com o antebraço direito erguido para frente. Se o material for redondo. 16. médio.23 Este sinal é de término das tarefas. Acidentes sempre acontecem quando o movimentador tenta rapidamente. indica o sentido de giro com meia volta do dedo ao redor do próprio corpo.Término da Tarefa Figura 8. Ao depositar a carga devemos observar. mas sim. pois mesmo quando movimentada com a mão. depois de movimentada. por meio de acessórios como ganchos e engates ou cabos. Se a carga ao ser depositada deve ser ajeitada manualmente.Giro da Coluna do CG Figura 8. não devemos fazê-lo com as mãos. e acaba tendo o dedo esmagado ou pior. não podemos pará-la com nossa força. Com os braços caídos. após ter verificado se todos os envolvidos (ou não) estejam fora da área de risco.4. com as palmas das mãos voltadas para baixo. 8.com) .1 . ela tem uma energia potencial tão grande que. para que a carga seja depositada.Finalização da movimentação O movimentador só pode sinalizar. o sinaleiro os move horizontalmente. Educação Profissional 88 Created with novaPDF Printer (www. As fibras de madeira devem estar no sentido longitudinal da cunha para que elas não possam se quebrar e para que possam ser pregadas quando necessário.novaPDF. enquanto a carga desce. Quando temos que ajeitar a carga ou estabilizá-la. por exemplo. 8. não podemos ficar ela e obstáculos fixos. preparar ou limpar a área de destino. com o polegar erguido.

existem 4 possibilidades:  Conhecer. é normatizado que peças acima de uma tonelada tenham seu peso indicado. por exemplo. Gancho de engate: Fabricado a partir de arame dobrado e com punho possibilita ao movimentador manter suas mãos fora de perigo. O ideal é quando a peça tem seu peso indicado (pintura ou plaqueta) para peças prontas e em estaleiros. Figura 8. Prejudica a Linga. Ao empilhar vigas e chapas grandes.24 8. os caibros devem ser grandes o suficiente para que a Linga possa passar livre por baixo da carga e para suportar o peso sobre eles depositado. pedaços de caibros trincados podem ter a velocidade de uma bala e sempre ocasionam acidentes. jamais devemos usar caibros com menos de 8x8cm. Derruba a pilha. pesar. Para evitar prender os dedos devemos pegar os caibros pela lateral.5.Caibros: Tem a finalidade de manter um vão livre entre a carga e o solo para que a Linga possa ser retirada por baixo da carga e em caso de nova movimentação. Por estes motivos. puxá-la até um determinado ponto.novaPDF. Puxar a Linga por baixo da carga sem caibros:    Prejudica a carga.25 Educação Profissional 89 Created with novaPDF Printer (www.1 – A carga: peso e controle de gravidade Qual o peso da carga a ser elevada? Para responder a esta pergunta.com) . Num estalo. na posição 2. para que a Linga possa ser passada por baixo novamente. Com o gancho de engate pode-se. calcular e supor. Figura 8.

Desde abril de 1979 é obrigatório que estes ganchos tenham uma trava. como tubos. Comando com indicação digital da carga. como por exemplo. Figura 8. Para o transporte de chapas na perpendicular deve-se usar grampos pega-chapa. Fabricantes de máquinas e peças têm se empenhado muito em indicar o peso em suas peças (e cargas). cilindros de calandragem. Cordas de Sisal e Sintéticas: para cargas com superfície sensível. peças de aquecimento e refrigeração ou outras peças passíveis de amassamento. Combinação Cabo e Corrente: para o transporte de perfis e trefilados. A pega (abertura) do grampo deve ser indicada na própria peça. Neste caso a corrente deve ficar na área de desgaste onde possivelmente existam cantos vivos e o cabo fica nas extremidades exercendo função de suporte e facilitando a passagem da Linga por baixo das cargas. eixos. ou mesmo talhas com balança embutida com mostrador digital no comando. Correntes: para materiais em altas temperaturas e cargas que não tenham chapas ou perfis. Lingas de corrente com gancho podem ser acoplados aos olhais da carga. Não aplicáveis são:    Cabos de Aço: para materiais com cantos vivos ou em altas temperaturas. de preferência com leitura digital para facilitar a leitura.26 . Outra possibilidade de se encontrar o peso são os borderôs ou ordens de fabricação que deveriam indicar o peso. Cintas e Laços Sintéticos: para cantos vivos e cargas em altas temperaturas.Balanças digitais à bateria são fáceis de transporte e de fácil leitura.novaPDF. oleosa ou escorregadia. peças prontas e pintadas. Quando tivermos que pesar uma carga o ideal é que tenhamos uma balança de talhas. Aplicáveis são:      Cabos de Aço: para cargas com superfície lisa. de baixo peso. Cintas e Laços Sintéticos: para cargas com superfícies extremamente escorregadias ou sensíveis. Para o transporte de chapas deve-se usar sempre dois grampos que tenham uma peça compatível com a espessura da chapa. Os dois grampos são necessários para que se garanta a estabilidade da Educação Profissional 90 Created with novaPDF Printer (www.com) .Esta norma deveria ser praxe em qualquer indústria. Correntes: para cargas com superfície lisa ou escorregadia. assim como laços de cabo de aço com ganchos para aplicação nos olhais da carga.

deve-se usar grampos com trava. cintas e laços sintéticos.novaPDF. Nas peças simétricas esta definição é fácil. peça ou mesmo embalagem. quem tem de escolher é o próprio movimentador. por exemplo: cabos. Dispositivos de movimentação são aqueles que fazem um acoplamento direto ou mesmo através de uma Linga à carga.2 – Estiga QUAL A LINGA PARA QUAL APLICAÇÃO? Para movimentar cargas com meios de elevação são utilizados lingas e dispositivos de movimentação. pois. São considerados dispositivos de movimentação: ganchos e garras especiais. suportes para eletroímãs. As Lingas são. ainda mais é a definição do centro de gravidade. menor a capacidade de carga do guindaste. correntes. mas em máquinas e peças assimétricas onde o centro de gravidade é deslocado. pois chapas finas tendem a se dobrar o que pode fazer com que se soltem dos grampos e caiam. podendo se quebrar nos cantos. mais na maioria das vezes. A capacidade de um guindaste de lança depende de quanto se avança a lança. o ideal seria que houvesse uma indicação na máquina.com) . sempre travar os grampos. os quais nem sempre são dotados de travas que permitam que a carga se solte. Antes de movimentar. pois somente com muita experiência em peças semelhantes é que se tem a possibilidade de chegar a um resultado satisfatório.27 O cabo é passado por baixo da carga e a corrente a suporta com menor desgaste. etc.5. Se o centro de gravidade é desconhecido não se sabe onde alinhar o gancho de elevação.carga. 8. Também para movimentar as chapas na horizontal. Quando essas possibilidades não existem não resta outra alternativa se não calcular ou pedir à supervisão que calcule o peso. Se a definição do peso é importante. as ranhuras da garra desgastam rapidamente. 91 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. Para o transporte de perfis existem diversos tipos de dispositivos de movimentação. A escolha da Linga deveria ser feita pela engenharia de produção ou pelo planejamento. Estes dispositivos são projetados para cargas específicas e só devem ser usados para as quais foram construídos. se a chapa balança. Por meio delas é que se faz o acoplamento da carga ao meio de elevação. Quanto mais distante a carga estiver. O limitador de carga da máquina não deve ser usado por erros de cálculos do operador. travessões. Chutar é a pior alternativa.

..... Por normalização internacional as cores que identificam as fibras são: Cânhamo .... que se conhece....... um total de 114 fios....Cordas As cordas são o mais antigo tipo de Linga....... Verde Poliéster ................... Verde Sisal ... para cânhamo e poliamida. Marrom A cor verde....... O segundo número (19) especifica a quantidade de arame que compõe cada perna.......... Como diferenciar as diversas fibras? Uma vez que existem diversos tipos de fibras com diferentes capacidades.. Um cabo é feito com diversas pernas em redor de um núcleo ou alma.. Preto Poliamida ............... Azul Polipropileno ..................... é necessário.. o cabo 6 x 19 tem 6 pernas............ Portanto. LEITURA – Exemplo: cabo 6 x 19 O primeiro número (6) representa a quantidade de pernas de que é constituído.....................28 92 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www... tendo cada uma delas 19 fios. são muito finas e não devem ser utilizadas para movimentação.... Em cordas a partir de 16mm deveria haver identificação do fabricante e do ano de fabricação.. Vermelho Cânhamo de Manilha .......... não é passível de ser confundida uma vez que o cânhamo tem um acabamento rústico e a poliamida um acabamento muito liso. diolen............com) .... ALMA – É o núcleo do cabo de aço.............. Poliéster ou Polipropileno que às vezes são comercializadas com nomes comerciais como nylon.................... as fibras que se utilizavam na fabricação de cordas eram fibras naturais como Sisal ou Cânhamo..... ............ cordas abaixo de 16mm de diâmetro...................................Cabos de Aço a) Terminologia PERNA – É o agrupamento de arames torcidos de um cabo...... Em cordas.............. Hoje estas fibras são substituídas por fibras sintéticas como Poliamida............. Figura 8.............. que se saiba qual é a fibra para se conhecer sua capacidade de carga. trevira e outros........................ a partir de 3mm de diâmetro deve-se ter uma filaça de uma determinada cor para identificar a fibra............. Antigamente.... trançadas ou encapadas....................... mas.................novaPDF........ ou seja........ Elas são produzidas a partir de fibras que são torcidas.......

Educação Profissional 93 Created with novaPDF Printer (www. Arames individuais são trançados primeiramente para formar uma perna e estas pernas por sua vez são trançadas para formar o cabo de aço. Torção à ESQUERDA: quando as pernas são torcidas da direita para a esquerda. Figura 8. o que se explica pela acomodação das pernas sobre a alma. Maior estabilidade. Figura 8. Torção Torção à DIREITA: quando as pernas são torcidas da esquerda para a direita.32 Cabos de aço com alta capacidade de carga são construídos a partir de arames trefilados a frio com uma resistência de 1770 mm². Torção LANG: quando os fios e as pernas são torcidas na mesma direção (paralelo).novaPDF. O arame individual fica numa helicoidal dupla. com isso o diâmetro do cabo é reduzido.29 Figura 8. A torção LANG tem por característica o aumento da resistência à abrasão e da flexibilidade do cabo.5% de resistência à tração a mais de 10% no peso em relação aos AF (Alma de Fibra). Com aplicação de carga no cabo é feita uma alteração no seu volume. AACI – Alma de Aço com Cabo Independente – combinação de flexibilidade com resistência à tração.30 Torção REGULAR: quando os fios de cada perna são torcidos em sentido oposto à torção das próprias pernas (em cruz). Nota: Os cabos AA (Alma de Aço) tem 7.b) Classificação quanto a Alma AF – Alma de fibra (cânhamo) maior flexibilidade. AA – Alma de Aço – maior resistência à tração.com) .31 Figura 8. sendo a primeira na perna e a segunda na torcedura do cabo.

Aqui. sintéticas ou de aço. Ele tem uma boa deformidade e. Ele nunca se rompe sem que antes vários arames se rompam.Para apoio das pernas existe. mas funciona também como reservatório de óleo. Por isso deve-se periodicamente lubrificar os cabos externamente com óleo adequado. Um único arame rompido é de pouca importância. habitualmente. A alma não tem somente função de apoio. é aplicável para diversas finalidades. guindastes ou talhas.Tabela de carga para cabos Educação Profissional 94 Created with novaPDF Printer (www. é composto de seis pernas e da alma que retém o lubrificante. O cabo assim composto é utilizado para Lingas. Quando o cabo é solicitado.33 Cabos velhos onde o óleo já foi consumido e cabos que trabalham em temperatura que já perderam seu óleo por evaporação ainda não perderam resistência mas. Somente quando se tem vários arames rompidos é que a capacidade de carga diminui. as pernas comprimem a alma que libera o óleo.34 . no interior do cabo. pois logo a frente estará prensado entre outros e ainda contribuindo para a capacidade de carga. O cabo de aço. Figura 8.novaPDF. uma alma que pode ser feita a partir de fibras naturais. fica demonstrada uma boa característica do cabo de aço. com isso o atrito dentro do cabo é reduzido.com) . perderam vida útil. portanto. Figura 8.

porém mais resistente ao desgaste à abrasão. Figura 8. c) Flexibilidade A flexibilidade está condicionada ao número de arames que o compõem. 6 x 43. O tipo mais flexível é o cabo de aço que é composto de diversas pernas e alma.36 Figura 8. 6 x 7. c) Extra flexível: construção 6 x 31. d) Tipos WARRINGTON – Pernas do cabo construídas com duas bitolas de arames. sendo o cabo menos flexível da série.38 Educação Profissional 95 Created with novaPDF Printer (www. 6 x 21. 18 x 7. 6 x 25.37 Figura 8. 6 x 41. SEALE – Pernas do cabo construídas com três bitolas de arame. dos outros tipos acima. São os cabos classificados em: a) Pequena flexibilidade: construção 3 x 7. FILLER – Pernas do cabo construídas com vinte e cinco arames (seis de enchimento) apresentando boa flexibilidade.35 Figura 8. b) Flexíveis: construção 6 x 19. A alma no interior e a diferença de área metálica fazem com que um mesmo diâmetro. a cordoalha tenha uma maior capacidade de carga que o cabo. pois tem uma estrutura muito rígida e são feitos apenas para tensionamento. pois os arames mais finos encontram-se na periferia. não devem ser utilizados para movimentação. COMUM – As pernas do cabo são construídas por um só tipo de arame. 6 x 47. 8 x 19.com) . 1 x 7 (cordoalha).Cabos de aço fabricados em espiral (cordoalhas) ou uma perna simples. bastante flexível e menos resistente ao desgaste. 6 x 61. 6 x 37. É um termo intermediário entre a flexibilidade e resistência ao desgaste.novaPDF.

...........40 Medição do cabo de aço.......... quer sejam de aço ou de fibra..........................novaPDF. 6 x 19 ...com) ....39 Figura 8......................................... 6x61. conforme demonstrado na figura abaixo......................................... Educação Profissional 96 Created with novaPDF Printer (www..... resistência efetiva c) Cabos 6x7........... 6x43..... resistência efetiva d) Cabos 6x37................. resistência efetiva 96% da teórica 94% da teórica 85% da teórica 80% da teórica 72% da teórica A carga de trabalho de um cabo em movimento é 1/5 (um quinto) de sua carga de ruptura mínima.......... 6 x 37. 8 x 19 ................. Cabos já utilizados em guindastes ou outros meios de elevação não podem ser utilizados novamente numa composição de Linga.................. 6x41.. Tabela de Diâmetros Ideais de Tambores e Polias Seguem os diâmetros ideais das polias ou tambores conforme a formação do cabo: Diâmetro do Tambor ou Polia Tipo de Cabo 6 x 7 ....................... 6 x 25 .... Figura 8............. resistência efetiva e) Cabos 6x42. Ele pode ter um grande desgaste interno que não é visível externamente....................... 8x19............... incluindo-se as almas dos mesmos.............. Mínimo 42 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 18 vezes o Ø do cabo 21 vezes o Ø do cabo 34 vezes o Ø do cabo Recomendado 72 vezes 51 vezes 45 vezes 27 vezes 31 vezes 51 vezes Resistências dos Cabos de Aço A resistência teórica dos cabos se determina somando-se a resistência dos arames que compõe......... A carga de ruptura efetiva diminui conforme aumenta o número de arames: Exemplos: a) Cordoalhas 3 a 7 fios................ resistência efetiva b) Cordoalhas 19 fios..Para definir a carga de trabalho de cabo pelo seu diâmetro deve-se medi-lo............... 41...... 6x47................................. 43 .... 6x25.......................................................... 18 x 7 .........

d) Pontes rolantes. As pernas dos cabos pré-formados se acomodam na posição Helicoidal que ocupam no conjunto. c) Eliminação das tensões internas. não se desfiando. talhas elétricas. fator 3 a 4 fator 4 a 5 fator 5 fator 6 a 8 fator 8 a 10 fator 10 a 16 Pré-formação: É processo de fabricação cuja finalidade é a de eliminar as tensões internas e torções inerentes aos arames de alto carbono.O fator de segurança é a relação entre a carga de ruptura mínima e a carga aplicada. Presilhas de alumínio devem deixar a ponta à mostra para controle e devem ter a marca da firma que executou a prensagem. b) Maior resistência à fadiga de flexão.Laços Um cabo de aço é tão bom quanto o laço que é feito com ele. São as seguintes as vantagens apresentadas pelos cabos pré-formados: a) Aumento à flexibilidade. utilizados na fabricação de cabos de aço. . b) Cabos tração horizontal.. e) O não desenrolamento das extremidades cortadas. c) Cabos para guinchos e terraplan. Exemplo: a) Cordoalhas e cabos estáticos.novaPDF. que normalmente é composta por duas letras. Figura 8. Laços para formação de olhais são feitos por trançamento ou prensagem.41 Educação Profissional 97 Created with novaPDF Printer (www. d) Manutenção na sua posição original dos arames que se quebram. e) Elevadores baixa velocidade. f) Elevadores alta velocidade.com) .

45 . Figura 8.47 Mesmo antes de ser colocada a presilha de aço.46 .novaPDF.Olhal Flamengo com estribo protetor Figura 8.Laço Trançado a Mão Figura 8. e em seguida a outra metade é entrelaçada no espaço vazio da primeira.48 3 Presilha de aço de pequenas dimensões e de superfície lisa.com) . Educação Profissional 98 Created with novaPDF Printer (www.42 .Olhal Flamengo com sapatilha protetora Figura 8.Laço sem fim O olhal Flamengo é feito abrindo-se a ponta do cabo em duas metades. Uma metade é curvada para formar um olhal. separando-se as pernas 3 a 3.43 . o olhal já é capaz de suportar uma carga superior à carga de trabalho do laço.Olhal Flamengo Figura 8.44 . Principais vantagens do olhal Flamengo: 1 Olhal mais resistente e seguro 2 Carga centrada Figura 8.Laços Figura 8. A presilha é de aço especialmente ensaiado e aprovado conforme rigorosa especificação.

Tabela 8.020 kg. Quanto maior o diâmetro do cabo mais grampos são necessários.50 Pronto para usar. N. Figura 8. para que não sejam utilizadas erroneamente. NÚMERO MÍNIMO DE GRAMPOS ESPAÇAMENTOS ENTRE GRAMPOS EM MM 29 38 48 57 67 76 95 114 133 152 172 191 210 229 248 267 305 343 o início de uso do TORQUE ib. No mínimo 3 grampos são necessários (grampo pesado) para se fazer um laço com cabo de aço fino.Cintas As cintas de movimentação são fabricadas a partir de fibras sintéticas. Educação Profissional 99 Created with novaPDF Printer (www.ft 7.novaPDF.1/8” 6 1. Todos os grampos devem ser montados de forma que o mordente se prenda a perna portante. Todos os mordentes estão no cabo portante.1/2” 7 1.3/4” 7 2” 8 2. não são mais normalizados e não devem ser utilizados para movimentação.m 1 2 4 6 9 9 13 18 31 31 31 50 50 50 59 82 104 104 3/16” 3 1/4" 3 5/16” 3 3/8” 3 7/16” 3 1/2" 3 5/8” 3 3/4" 4 7/8” 4 1” 5 1.020 1.3/8” 7 1.A norma DIN 1142 prescreve que somente grampos com porcas auto-travantes e uma grande área de apoio podem ser utilizados. Laços feitos com grampos devem ser usados apenas para uma única aplicação. as cintas têm uma capacidade de carga e não prejudicam a sua superfície. Com relação ao seu próprio peso. Grampos construídos conforme DIN 741 (grampos leves) com porcas simples e pequena área de apoio.1/4” 6 1.1 DIÂMETRO DO CABO EM POL.com) .1/4” 8 Nota: Os grampos deverão ser reapertados opôs .49 Figura 8.5 15 30 45 65 65 95 130 225 225 225 360 360 360 430 590 750 750 cabo de aço. devendo ser desfeitos logo após a utilização.5/8” 7 1.m 10 20 41 61 88 88 129 176 305 305 305 488 488 488 583 800 1.

em especial de poliuretano. Ela só não resiste à base e por isso não deve ser lavada com sabão. e são pouco flexíveis. levando-se em conta seu peso próprio. o fabricante deveria ser consultado para maiores esclarecimentos. Para utilização de cintas em banhos químicos. Mas elas têm uma boa resistência química e são utilizadas em casos especiais.novaPDF. a data de fabricação das cintas deve estar na etiqueta. o que faz com que seja o tipo de cinta mais utilizada. além de excepcional resistência a sucessivos carregamentos. Elas têm uma boa resistência quanto á luz e calor e também ácidos solventes. Esta acumulação de água pode também fazer com que em dias muito frios ela possa se enrijecer (congelar) e ficar quebradiça. A desvantagem das cintas de poliamida está no fato de que elas absorvem muita água em ambientes úmidos o que reduz sua capacidade. Com olhais reforçados. Com terminais metálicos. Elas têm também uma boa elasticidade.com) . Normalmente estes de perfis são ajustáveis à cinta. No caso de terminais metálicos. Devido ao envelhecimento das fibras. Com olhais sem reforço. Cintas de movimentação feitas de polipropileno (etiqueta marrom) tem uma baixa capacidade de carga. em especial quando usadas ao ar livre ou em banhos químicos. Para reduzir o atrito e para evitar cortes nas cintas podemos usar revestimentos com materiais sintéticos resistentes. As formas mais comuns de cintas são:     Cesto sem fim. eles devem ser feitos de forma que seja possível passar um pelo outro para que se possa fazer uma laçada. Educação Profissional 100 Created with novaPDF Printer (www.Figura 8. As cintas de poliamida devem ter uma etiqueta verde de identificação e são resistentes à bases.51 As cintas de poliéster devem ter uma etiqueta azul para que sejam reconhecidas. O NYLON é a mais forte das fibras sintéticas e apresenta uma alta capacidade de absorção de força.

Não se pode dar nó nas cintas. As cargas não podem ser depositadas sobre as cintas para que não sejam danificadas.Examine os dois lados da cinta. 2.Todo equipamento deve ser examinado somente por uma pessoa.com) .Nunca aplique uma sobrecarga no equipamento de elevação. as cintas devem ser neutralizadas e enxaguadas para que não haja concentração química. o ângulo de abertura entre as pontas da cinta não deve ultrapassar 120°. 4º . Após utilização em banhos químicos.Uma operação suave e balanceada rende muito mais.Cintas tipo Anel devem ser examinadas em todo seu comprimento e perímetro. 2º . 1. Somente cintas com olhais reforçados podem ser utilizadas em laço.52 Para utilização de cintas existem algumas regras especiais:       Quando se eleva uma carga. 3º . 1º . a) Segurança também requer Inspeção As cintas devem ser examinadas em intervalos não superiores a duas semanas.novaPDF. nas limitações de peso e estabilidade. quando usadas em levantamentos gerais de diferentes tipos de cargas. 5º .As alças dos olhais devem ser examinadas particular e cuidadosamente. além de evitar desgaste do equipamento e acidentes. Educação Profissional 101 Created with novaPDF Printer (www.Não exceder às especificações do fabricante. b) 10 itens para um levantamento seguro.Figura 8. Para utilizar diversas cintas num travessão todas devem estar numa perna perpendicular para não haver esforço maior numa das pernas.Coloque a cinta em uma superfície plana com área apropriada. designada para esta inspeção. 3.

Algumas cintas são especificamente designadas para serem utilizadas em somente um tipo de levantamento. c) Formas de Levantamento As cintas elevam e movimentam sua carga em qualquer uma das quatro formas diferentes de levantamento ilustrado. é feito o tratamento térmico (correntes de grau) e ensaio de tração. Durante a produção.Não deixe a carga em contato direto com o piso. após o uso. b) Correntes Soldadas Comuns. de seção lisa e redonda. quando aplicadas em ângulos retos.56 . alguns elos são dobrados em diversos sentidos para verificar a solda e após a produção e tratamento térmico.Posicionar a cinta corretamente na carga.Utilize ganchos com um raio de apoio nunca inferior a “1”. 8. 5. Somente corrente que tenham elos com passo igual a 3 vezes o seu diâmetro podem ser utilizadas para movimentação e amarração de cargas. Coloque calços ao descarregá-la para melhor poder elevá-la. 7. no mesmo gancho.com) .Quando elevar uma carga pesada com mais de uma cinta.Nunca use cintas avariadas.53 Figura 8. para propiciar uma fácil remoção.Evite a colocação de mais de 1 par de cintas.54 Figura 8.Lingas de Correntes a) Correntes para lingas Correntes são fabricadas em diversas formas e qualidades. 6. Primeiramente os elos são dobrados e depois soldados. Calibradas (Especiais para Talhas) Educação Profissional 102 Created with novaPDF Printer (www. evitando assim que a corrente se dobre. 9. são realizados testes de tração e ruptura.novaPDF. Esta regra se explica pelo fato de que correntes assim construídas. Figura 8.55 Figura 8. 10. Diversos testes são feitos durante e após a fabricação para que as correntes sejam certificadas.Não posicione a cintas em cantos agudos ou cortantes. os elos se apóiam nos elos vizinhos. verifique se o total do peso está bem distribuído na tensão dos vértices da cinta. Galvanizadas. O passo de um elo é o seu comprimento interno. Posteriormente.4.

dos Elos em mm.0 8.310 0.490 0. 13 x 17 -14 x 21 16 x 28 17 x 26 16 x 31 17 x 28 18 x 31 18 x 28 19 x 32 20 x 31 25 x 46 24 x 36 25 x 47 25 x 39 26 x 46 27 x 42 27 x 48 28 x 44 29 x 48 33 x 50 32 x 58 34 x 49 36 x 61 38 x 54 38 x 61 39 x 59 43 x 66 50 x 74 53 x 82 68 x 102 75 x 112 Peso aprox.0 12.680 0.Tabela de Medidas e Pesos Aproximados Diâmetro em mm 2.5 4.0 15.5 19.5 7.600 0. p/m Elos curtos kg 0. Segue tabela de cargas de trabalho Lingas de Correntes Tipo A Tipo B Tipo C Tipo D Tipo E 103 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. empreiteiros de construção e para todos os trabalhos onde se tornam necessários guindastes para remoção de material.5 14.050 1.0 Medidas ext.0 3. aprox.800 1.000 5.0 6. como cargas e descargas de navios e caminhões.113 0.3 3.240 0.5 6.000 10. são testadas em máquinas de provas de acordo com a tabela acima e com o coeficiente 2. 100% da carga admissível (carga de segurança) Lingas simples – em aço forjado usadas em fundições.660 1.57 .500 8.300 1.2 .Corrente de Aço Forjado e Amarras até 3” c) Correntes Forjadas Tabela 8.novaPDF. p/ as Correntes comuns Custos Comp.5 5.Figura 8.500 4.800 2.850 2.550 3.0 9.350 0. ou seja.com) .000 1.500 4. pontes rolantes.000 As correntes calibradas têm as medidas exatas.0 4.500 5.0 5.0 9.0 22.000 2.500 1.5 11.200 Carga de segurança em kg -100 120 180 200 280 330 380 480 550 800 900 1.160 0.

2 7/8” 4..Tabela 8.4 1” 5.600 25.2 7/8” 12.250 2.000 9. 60° Âng.900 15.6 1.150 8.1/8” 20.500 31.1/4” 9.500 Educação Profissional 104 Created with novaPDF Printer (www.6 1.350 1. Figura 8.500 19 3/4" 3. etc.7 1/2" 1.200 3.300 28.700 5.200 19. 120° kg 700 1.800 3. 90° kg kg kg 8 5/16” 1.200 19 3/4" 9. em Corrente de Aço forjado testadas.900 8.900 28.4 1’ 15.100 22.400 11.5 3/8” 2.700 6. Kg 8 5/16” 500 9.60 Tabela 8.1/8” 7. Triplas.350 5.700 31.59 Figura 8.100 6.8 1.000 3.100 15.500 15.800 11.600 25.150 1.3 .100 24.4 Quadro de Cargas de Trabalho Lingas Duplas Bitolas da Corrente Cargas de Trabalho mm Polegadas Âng 45° Âng.750 12.000 12.58 Figura 8.7 1/2" 4. Quádruplas.200 14.600 20.300 Dimensões Aproximadas Âng.novaPDF.250 1.Quadro de Cargas de Trabalho Bitola da Corrente Carga de Trabalho mm poleg.1/4” 26.9 5/8” 2.8 1.700 9.5 3/8” 850 12.400 22.200 2.100 15.670 Lingas Duplas.9 5/8” 6.com) .650 7.

A carga deve ser transportada sem que a Linga seja sobrecarregada. o laço sintético pode ser conjugado com a corrente e seus acessórios e manter a boa característica do laço que é a de poupar a carga de danos superficiais.novaPDF. Quando a Linga forma um ângulo diminui a capacidade de cada perna. Quando a carga não é aplicada igualmente sobre as pernas. por exemplo. c) Corrente – cintas: As cintas são utilizadas principalmente no transporte de peças acabadas ou semi-acabadas onde a superfície não pode ser danificada. Se a carga será transportada por duas ou mais pernas em ângulo.com) . no transporte de trefilados garante uma boa durabilidade e bons custos. Nunca considerar a carga pelo dimensional da corrente. CAPACIDADE DE CARGAS DAS LINGAS Após definir qual tipo de Linga que será utilizada (cabo. Podemos conseguir isso combinando diversos materiais. Educação Profissional 105 Created with novaPDF Printer (www.LINGAS COMBINADAS Para a movimentação de cargas temos alternativas para melhorar a durabilidade. maior a Linga a ser utilizada. corrente. deve-se contar com a capacidade de apenas duas. cinta e combinada) deve-se também definir o dimensional das mesmas. b) Corrente com encurtador – cabo: Quando o cabo é necessário para que se envolva a carga e precisa-se também de ajuste no comprimento da Linga. pois nestes casos normalmente ela está super dimensionada com relação aos outros materiais aplicados. Quanto maior a angulação. pode-se somar as capacidades das mesmas. Em Lingas combinadas devemos atentar para que a plaqueta de identificação seja feita de acordo com a parte mais frágil da Linga. usa-se esta combinação. menor a capacidade e. tabela ou etiqueta define a massa que pode ser elevada com a Linga. A capacidade inscrita na plaqueta. portanto. A parte que envolve a carga é uma corrente de grau 8 o que. d) Corrente – laço sintético Assim como a cinta. Para definir a carga aplicada na Linga deve-se saber:   Se a carga será transportada por uma ou mais pernas perpendiculares. a) Cabo – corrente – cabo: Usa-se o cabo para passar por baixo da carga. Princípios básicos:     Quando a carga á aplicada em uma ou mais pernas perpendiculares e a carga é aplicada de forma igual sobre as pernas. Fora à possibilidade de ajuste no comprimento da Linga usando garras de encurtamento. facilitar o manuseio e também poupar a carga. Com essa combinação tem-se a vantagem da durabilidade da corrente e da facilidade de substituir a cinta quando necessário.

nesses casos deve-se usar uma Linga onde uma perna suportaria toda a carga. Figura 8. excede o peso da carga em si. Portanto. entende-se o ângulo que se forma numa perpendicular a lateral da carga e linga.novaPDF.61 Com ângulos de trabalho acima de 60° a força aplicada em uma única perna. Como ângulo de trabalho. Quando uma carga é assimétrica seu centro de gravidade está deslocado e portanto uma perna é mais solicitada que a outra.Figura 8. Ângulo maior que 60° Figura 8. Educação Profissional 106 Created with novaPDF Printer (www.com) .62 ERRADO Ângulo de trabalho não permissível. Obs. Com a utilização da tabelas de carga e o conhecimento dos ângulos pode-se sempre escolher a Linga correta.63 A carga pende para um lado por isso a angulação de trabalho das pernas é diferenciada.: Ângulos acima de 60° não são permitidos.

Cargas de Trabalhos dos Laços com Olhais Trançados Tipo T Figura 8.CABO 6 x 25 FILLER + AF “CIMAX” FATOR DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) As cargas de trabalho dos Olhais Flamengo dobrados são baseados em diâmetros de curvatura mínimos de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo.novaPDF. 2) Para dimensões diferentes dos olhais e outros diâmetros consultar o Fabricante. deve-se aumentar o fator de segurança.com) .5 . Se esse diâmetro for menor.65 Educação Profissional 107 Created with novaPDF Printer (www.64 Cargas de Trabalho do Olhal Flamengo Tipo C Tabela 8.Exemplo de Tabela Figura 8.

Figura 8.3 – Outros acessórios .0mm.) COEFICIENTE DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) Normalmente são fabricados laços com olhais trançados com cabos de diâmetro acima de 38.P.5. Figura 8.com) .Tabela 8.Sapatilhas compactas Normalmente utilizadas na fixação de cabos de aço de pontes rolantes ou guindastes.67 Educação Profissional 108 Created with novaPDF Printer (www. de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo.66 . 8.CABO 6 X 47 AF (I.Sapatilhas protetoras tipo pesado Especialmente dimensionadas para evitar a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.6 .novaPDF.S. 2) As cargas de trabalho dos laços dobrados são baseadas em diâmetros de curvatura mínimos nos pontos de contato das cargas.

Estribos protetores especiais Fabricados com materiais de alta resistência..71 109 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Dimensionados para entrar diretamente no gancho da ponte rolante ou guindaste.69 . Submetidos a uma carga de prova superior em 50% à sua carga de trabalho. podendo ainda ser reaproveitados na troca do superlaço. Podem ser aplicados em quaisquer dos conjuntos apresentados.com) .70 .novaPDF. para maior segurança. Figura 8. Figura 8.68 .: Podem ser encontrados com trava de segurança. Proporcionam proteção de olhais padrões ou de dimensões especiais. garantindo máxima segurança na sua utilização. Obs.Anéis tipo pêra Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho. Evitam a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço. Figura 8.Ganchos forjados com olhal Forjados em aço carbono. Figura 8.Anelões Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho.

com) . tendo um canal redondo para o cabo poder deslizar. Ideais para fixação dos cabos de aço ou formação de olhais em cabos de aço para içamento de cargas.Grampos pesados Grampos pesados. Figura 8.novaPDF. Fácil colocação nos olhais dos superlaços ou fixação nas cargas a serem içadas. Figura 8. Figura 8.74 .Soquetes abertos Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetivado cabo de aço.72 .73 .Manilhas forjadas Forjadas em aço carbono. Podem ser fornecidas com pino rosqueado ou contrapinado.. Fixam a carga evitando a deformação e o desgaste do cabo. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho. Figura 8.75 110 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Ganchos corrediços Forjados em aço de alta resistência.

82 Figura 8. permitindo posterior regulagem do comprimento.Soquetes de cunha Utilizados para fixação de cabos de aço.79 Figura 8.80 Figura 8.novaPDF. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.79 Olhal – Olhal Figura 8.Soquetes fechados Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetiva do cabo de aço.76 ..78 Gancho – Olhal Figura 8.Esticadores forjados Figura 8. Figura 8.77 .com) .81 Figura 8. Figura 8.78 Figura 8.80 Gancho – Gancho Educação Profissional 111 Created with novaPDF Printer (www.

Figura 8. A movimentação com Lingas de duas pernas. Quanto maior a angulação menor a capacidade de carga da Linga. A carga pode ser igual a capacidade de carga da perna. como exemplo.85 Figura 8. sempre Lingas que comportam 1000Kg por perna. Figura 8.82 Manilha – Manilha 8.4 . Figura 8.com) .novaPDF.81 Manilha – Olhal Figura 8.84 Educação Profissional 112 Created with novaPDF Printer (www.83 A movimentação com Lingas de uma perna é mais simples.Modos de movimentação Para efeito de cálculos usa-se. pois as forças resultantes são crescentes.      Corrente 10mm grau 2 Cabo de aço 12mm Corda de polipropileno 24mm Corrente 8mm grau 5 Corrente 6mm grau 8 Devemos demonstrar com isto o quanto a carga pode pesar em cada modo de operação.5.

portanto.com) .Figura 8. a menos que se tenha certeza de que as quatro pernas estejam igualmente carregadas. por causa da força aplicada no lançamento. Figura 8. Dois laços com angulação: a carga está depositada em duas pernas. Dois laços em perpendicular. Quando temos Lingas de quatro pernas podemos apenas contar como se fossem três pernas. Deve-se consultar a tabela e ver qual o diâmetro e qual a angulação que se tem e posteriormente descontar 20% da capacidade de carga por causa do lançamento. Deve-se contar com apenas 80% da capacidade da carga.88 Figura 8. Mas isso somente se o diâmetro da peça for grande o suficiente e não houver cantos vivos.89 Cesto duplo com angulação: por causa da angulação não podemos contar com a capacidade de 4 pernas individuais (4x700kg). Educação Profissional 113 Created with novaPDF Printer (www.87 Linga em cesto perpendicular à carga pode ter o peso igual a capacidade de quatro pernas independentes somadas.86 Figura 8. Só pode ser usada quando não houver risco da carga escorregar.novaPDF.

Figura 8.novaPDF. Figura 8. Figura 8. Podemos calcular com a capacidade de cada perna como cheia.91 Se utilizarmos uma Linga em cesto ou em laço devemos contar com apenas 80% de sua capacidade de carga por causa da dobra que é feita no laçamento. Figura 8. devemos contar também com apenas 80% da capacidade de suas pernas uma vez que ela sofre dobramentos no laço e no gancho.com) .93 Se utilizarmos uma Linga sem fim em laço.90 Se utilizarmos uma Linga em cesto onde as extremidades estão presas a um único ele de sustentação onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva.92 Se utilizarmos uma Linga em cesto sem fim onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. Educação Profissional 114 Created with novaPDF Printer (www. Devemos contar com 80% da capacidade da carga de suas pernas uma vez que ela trabalha dobrada sobre o gancho.

97 .98 .Em Travessões com dois pontos de fixação superior.com) . se a carga só estará sendo suportada em uma das fixações superiores do Travessão.Movimentação com Travessões Com travessões pode-se fazer movimentações mesmo com pouca altura de elevação. devido a limitação do meio de elevação.. Figura 8.94 Se utilizar Travessões e a carga não for alinhada em seu centro a carga pende e pode escorregar e cair. Deve-se considerar como única desvantagem do Travessão o seu próprio peso. evitando total ou parcialmente a angulação das pernas. as Lingas podem escorregar por baixo da carga. Educação Profissional 115 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. Movimentação com angulação invertida. pois quanto maior seu peso menor o peso que poderemos transportar. Figura 8. As cargas abaixo do Travessão devem ser presas de tal forma que não possam se dobrar e cair (carga ou peças individuais). as duas fixações superiores estão igualmente carregadas.96 Figura 8.A carga está no centro. Figura 8.95 Figura 8.

Gaiola de passarinho.INSPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS Devido à grande preocupação que é depositada em função da performance e confiabilidade dos cabos de aço e acessórios. Independentemente da periodicidade fixada.6. o órgão de inspeção deve determinar este dado e utilizar a freqüência acima recomendada.6.6 . no trecho mais danificado. qualquer indício de deterioração que implique na perda da resistência original do cabo deve motivar uma inspeção do mesmo.2 . Recomenda-se que o período sem inspeção não ultrapasse 25% da vida útil prevista para o cabo. pelo órgão de inspeção responsável.Condições específicas .Avaliação da inspeção Em função dos resultados obtidos na inspeção deve ser decidido se o cabo apresenta ou não a possibilidade de falha e sua taxa de deterioração é tal que permita a sua utilização.3 . Formação de saca rolhas. com segurança. Desgastes localizados. até a próxima inspeção. 8.6. Educação Profissional 116 Created with novaPDF Printer (www.com) . as empresas e instituições procuram desenvolver métodos de controle das condições destes componentes com o objetivo de garantir uma operação segura para não haja danos materiais e acidentes de trabalho em uma atividade de transporte e içamento de cargas. Corrosão.Periodicidade das inspeções A periodicidade das inspeções deve ser determinada. Algumas irregularidades que pode ser encontrada nos cabos de aço são:            Arames partidos ou desgastados.8. Costuras inadequadas ou avariadas. Redução no diâmetro dos cabos. 8. para uma avaliação das condições operacionais do cabo.novaPDF. Pernas esmagadas ou mordidas.Arames Partidos Deve-se substituir um cabo em serviço quando o número visível de arames rompidos. Destrançamento da perna. Quando não se possuir um histórico da vida útil. 8.1 . estiver acima dos limites. Protuberância da alma. em função das condições de uso do cabo. A avaliação da condição do cabo deve ser feita no trecho que apresenta a máxima deterioração e estendida a todo cabo. Dobra.

Figura 8. soquete ou outro acessório). forração folgada e outros defeitos. Qualquer evidência de arames partidos no interior do cabo indica uma condição anormal possivelmente devido à fadiga. achatadas. Esta deformação deve ser medida sem carga. deve ser adotado o critério fixado pela norma da empresa onde está instalado o equipamento. Caso seja observado destrançamento da perna. esta região deve ser monitorada para avaliação de aumento de desgaste e ruptura de arames.novaPDF.Redução no diâmetro do cabo O cabo deve ser substituído quando houver uma redução de 10% no valor de seu diâmetro nominal devido a alterações estruturais tais como ruptura da alma de aço ou deterioração da alma de fibra ou desgaste abrasivo externo ou corrosão externa.com) . Educação Profissional 117 Created with novaPDF Printer (www.Deformação do tipo saca-rolha Na deforma tipo saca-rolha o eixo do cabo assume a forma helicoidal. Após um longo tempo de serviço.4 . o cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade deve ser refeita para reajuste do passo. É necessário então realizar o procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. dobras puxadas para fora.6.Inspeção das Pernas O cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade refeita sempre que forem encontradas pernas esmagadas. mordidas ou com folgas excessivas. este defeito pode implicar em um aumento no desgaste e ruptura de arames. 8. Apesar de não implicar a perda de resistência do cabo.Inspeção das costuras A seção costurada do cabo deve ser eliminada e uma nova costura deve ser realizada se forem encontrados partidos ou gastos. esta deformação se for severa pode transmitir uma oscilação durante a movimentação do cabo. no trecho de maior deformação. corrosão com ruptura de outros arames não visíveis com facilidade. corrosão. O diâmetro deve ser medido como indica na figura abaixo: . .99 . É importante observar que não se admite costuras em cabos de aço para guindastes. Quando o valor da deformação em relação ao eixo do cabo for superior a 1/3 o seu diâmetro nominal. acessórios danificados ou com desgaste excessivo.Quando houver um ou mais arames partidos em uma distância de 5 X D (diâmetro externo do cabo) de um acessório instalado (presilhas. pernas soltas. baleeiras e outros equipamentos que envolvem riscos operacionais.

aplicar nova película. Corrosão severa determina a substituição do cabo.5. avaliação do estado de corrosão internado cabo no soquete.7 .Extremidade dos cabos Na inspeção das extremidades dos cabos que possuem terminais (soquetes abertos ou fechados. Figura 8.8. É necessário verificar o estado de lubrificação do cabo.novaPDF. Para efetuar a inspeção correta é necessário utilizar procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. e caso a película de lubrificante não esteja uniforme e contínua.com) .5 .6 – Corrosão Outra importante verificação é em relação ao estado de corrosão do cabo. desgastes localizados e avarias por calor (queima por maçarico ou arco elétrico). Figura 8. protuberâncias no cabo ou na alma. A graxa de uso geral em cabos de aço deve ser de base asfáltica. dobras. deve ser realizada correta limpeza na superfície do cabo evitando o uso de produtos que contenham enxofre.101 Figura 8.104 Figura 8. 118 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. presilhas e forjados) recomenda-se prever periodicamente.Outros defeitos É necessário substituir o cabo quando forem detectados os seguintes defeitos: gaiolas de passarinho.5. através de ensaio radiográfico. Antes de ser efetuada a lubrificação.105 8. Como alternativa o cabo pode ser mantido em serviço desde que seja removido o trecho comprometido do mesmo.103 Figura 8.8 .5.6.100 Figura 8.Lubrificação dos cabos.102 8. 8.

110 . desgaste no cavirão e/ou no corpo igual ou superior a 10% do diâmetro do projeto devem ser substituídas.Inspeção eletromagnética Os cabos submetidos à inspeção eletromagnética devem ser substituídos quando apresentarem redução de seção reta metálica devido corrosão. Figura 8.107 Figura 8.109 Figura 8.com) .Inspeção em acessórios .Inspeção em Manilhas Quaisquer deformações visuais apresentadas pela manilha ou pelo cavirão são causais para substituições.Figura 8.108 8.106 Figura 8.desgaste ou abrasão (internos e externos) superior a 10% da seção original ou apresentarem um número de arames rompidos que ultrapassem ou limites estabelecidos.5. Educação Profissional 119 Created with novaPDF Printer (www.10 .novaPDF. 8. Manilhas apresentando trincas.9 .5.Inspeções de Ganchos Os ganchos devem ser substituídos quando forem detectados um ou mais dos seguintes defeitos: Torção maior do que 10º Abertura de garganta 15% maior do que a abertura original Trincas Desgaste acentuado (maior que 10%) Nota: Para ganchos com haste deve ser verificada a liberdade de giro através do esforço manual.

111 Inspeção de Anéis Pêra Figura 1.116 120 Created with novaPDF Printer (www. Deve ser verificada a fixação das placas laterais bem como deformações visíveis nas mesmas.Figura 8.114 Figura 8. As polias dos moitões e cadernais devem ser inspecionadas quanto aos seguintes itens:      Desgaste e/ou deformações no canal do flange. Figura 8. Caso ocorram estas marcas a polia deve ser usinada ou substituída por outra de maior dureza. Figura 8.novaPDF.Inspeção de Moitões e Cadernais Deve ser verificada a ferragem da cabeça do moitão e/ou cadernal (quando giratório) quando seu giro for por esforço manual.115 Educação Profissional Figura 8. Liberdade de giro da polia. Verificar se há marca no canal provocadas pelo cabo de aço. Folga existente entre a polia e eixo. Existência de trincas especialmente nos canais. Verificar também a existência de desgaste ou corrosão severa no conjunto. trincas e deformações em qualquer região detectáveis por inspeção visual ou com líquido penetrante.112 Os anéis devem ser substituídos quando forem detectados os seguintes defeitos: desgaste acima de 10% da sua dimensão original.com) .113 .

ACOPLAMENTOS 9. . São mecanismos que operam segundo o princípio de atrito.1. Acoplamento Motor Máquina Figura 9.com) . Subdividem-se em: Acoplamentos comandáveis transmitem força e movimento somente quando acionados.1).1.CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9. anular os efeitos deste sobre os componentes da transmissão.2. antes de uma ruptura de um componente de maior valor agregado.novaPDF. Educação Profissional 121 Created with novaPDF Printer (www.1 – Exemplo de aplicação do acoplamento NOTA: Os acoplamentos que operam por atrito são chamados de embreagem (fricção) ou freios.1.Compensar desalinhamentos: Para maioria das aplicações os acoplamentos devem ser capazes de tolerar certos valores de desalinhamentos entre eixos ligados. 9. Esses mecanismos recebem os nomes de embreagens e de freios.9 . .2. além de atenuar os efeitos de vibrações geradas nas transmissões.Absorver choques e vibrações: Os acoplamentos modernos devem possuir a capacidade de absorver choques provocados pela partida.Unir dois eixos: Pode significar a união entre motor e máquina movida ou a união de eixos de grande comprimento.ELEMENTOS MECÂNICOS 9. Empregam-se os acoplamentos quando se deseja transmitir um momento de rotação (movimento de rotação e forças) de um eixo motor a outro elemento de máquina movido situado coaxialmente a ele (Figura 9.1.Atuar como fusível da transmissão: Em casos de problemas operacionais que gerem cargas adicionais sobre a transmissão. os acoplamentos podem romper-se. isto é.1– Definição São elementos de máquinas destinados a unir dois eixos e transmitir torque e rotação. obedecendo a um comando.Funções dos acoplamentos São as principais funções de um acoplamento: .2. causando a parada da máquina. 9.Acoplamentos comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada poderá ser interrompida. e assim. . mudança de rotação. reversão e sobrecargas operacionais.

2.novaPDF.2 .As embreagens. existem os acoplamentos comandáveis manuais. fazem a conexão entre árvores. motriz e comandada.com) .Acoplamentos não-comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada é permanente. Os freios têm as funções de regular. Segundo o tipo de comando. Elas mantêm as árvores. à mesma velocidade angular. pneumáticos e os diretamente comandados pela máquina de trabalho. reduzir ou parar o movimento dos corpos. eletromagnéticos. Comandáveis Comandados pela força aplicada Comandados pelo momento de torção Comandados pelo sentido de rotação Comandados mecanicamente Comandados hidráulica ou pneumaticamente 9. hidráulicos. Subdividem-se em: Não-comandáveis Rígidos Flexíveis Torcionalmente Rígidos Torcionalmente Elásticos De engrenagem De lamelas 122 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. também chamadas fricções.

3.4). para evitar acidentes (Figura 9. O ajuste dos alojamentos dos parafusos deve ser feito com as partes montadas para obter o melhor alinhamento possível. Educação Profissional 123 Created with novaPDF Printer (www.3 – TIPOS DE ACOPLAMENTOS FLEXÍVEIS 9. em forma elástica ou em forma articulada e elástica. axial e angular. são torcionalmente elásticos. são torcionalmente rígidos. Figura 9.com) ..Acoplamentos permanentes rígidos Os mais empregados são os flanges e luvas de união que devem ser construídas de modo que não apresentem saliências ou que estas estejam totalmente cobertas. axial e angular. 9. Não possuem qualquer flexibilidade.3 – Tipos de desalinhamento Os acoplamentos flexíveis são construídos em forma articulada. absorvem choques e vibrações protegendo as máquinas acopladas e não requerem lubrificação. não absorvem choques e vibrações e não admitem desalinhamento radial.2 – Exemplo de acoplamento rígido Os eixos dos acoplamentos rígidos devem ser alinhados precisamente. pois estes elementos não conseguem compensar eventuais desalinhamentos ou flutuações.1 . .novaPDF.Acoplamento elástico de pinos Os elementos transmissores são pinos de aço com mangas de borracha (Figura 9.2). Compensam desalinhamento radial.Acoplamentos permanentes flexíveis Esses elementos são empregados para tornar mais suave à transmissão do movimento em árvores que tenham movimentos bruscos e quando não se pode garantir um perfeito alinhamento entre as árvores (Figura 128). Figura 9.

constituídas por tacos de borracha.novaPDF.4 .com) . Figura 9. encaixam-se nas aberturas do contradisco e transmitem o momento de rotação (Figura 9.6).3. Figura 9.7 – Acoplamentos elásticos de grade Educação Profissional 124 Created with novaPDF Printer (www.Acoplamento elástico perflex Os discos de acoplamento são unidos perifericamente por uma ligação de borracha apertada por anéis de pressão (Figura 9.3.Acoplamento elástico de grade ou gaiola de aço Consiste de dois cubos providos de flanges ranhuradas onde está montada uma grade metálica elástica que liga os cubos.4 – Acoplamento elástico de pinos 9.3.3 .6 – Acoplamento elástico de garras 9.7).5 – Acoplamentos perflex 9. Figura 9. O conjunto está alojado em duas tampas providas de junta de encosto e de retentor junto ao cubo.2 .Figura 9. Todo o espaço entre os cubos e as tampas é preenchido com graxa (Figura 9.Acoplamento elástico de garras As garras.5).

Apesar de este acoplamento ser flexível.6 .9). usam-se duas juntas (Figura 9.Junta de articulação (não elástico) É usada para transmissão de momentos de torção em casos de árvores que formarão ângulo fixo ou variável durante o movimento.7 . sempre. Para inclinações até 25º.3. Essa posição do plano de contato é que possibilita a transmissão constante da velocidade (Figura 9.10).5 .Junta universal de velocidade constante (homocinética) Transmite velocidade constante e tem comando através de esferas de aço que se alojam em calhas. Com apenas uma junta universal o ângulo entre as árvores não deve exceder a 15º. São classificados como não elásticos. as árvores devem ser bem alinhadas no ato de sua instalação para que não provoquem vibrações excessivas em serviços.9 – Junta cardan ou universal 9.3. o que permite até 3º de desalinhamento angular.novaPDF. O anel dentado (peça transmissora do movimento) possui duas carreiras de dentes que são separadas por uma saliência central (Figura 9.3.8 – Exemplos de acoplamentos de engrenagens e suas características 9. O formato dessas calhas permite que o plano de contato entre as esferas e as calhas divida.com) . Figura 9. o ângulo das árvores em duas partes iguais. Educação Profissional 125 Created with novaPDF Printer (www. A junta de articulação mais conhecida é a junta universal (ou junta cardan) empregada para transmitir grandes forças.8). Figura 9.Acoplamento de engrenagens (não elástico) Os dentes possuem a forma ligeiramente curvada no sentido axial. 9.

Sua capacidade de torque aumenta com o decréscimo do ângulo entre o cone e o eixo.4. 9.Embreagem centrífuga É utilizada quando o engate de uma árvore motora deve ocorrer progressivamente e a uma rotação predeterminada.Figura 9.novaPDF.EMBREAGENS 9.4.3 .Embreagem de disco Consiste em anéis planos apertados contra um disco feito de material com alto coeficiente de atrito.4. para evitar o escorregamento quando a potência é transmitida. Esse ângulo não deve ser inferior a 8º para evitar o emperramento. Figura 9.com) . Educação Profissional 126 Created with novaPDF Printer (www.4 .11 Normalmente a força é fornecida por uma ou mais molas e a embreagem é desengatada por uma alavanca.2 . 9.10 – Junta homocinética 9.12 A capacidade de torque de uma embreagem cônica é maior que a de uma embreagem de disco de mesmo diâmetro.1 . uma das quais pode ser revestida com um material de alto coeficiente de atrito.Embreagem cônica Possui duas superfícies de fricção cônicas. Figura 9.

presa entre duas placas de aço quando a embreagem está acionada. empurram as sapatas que. por ação da força centrífuga.novaPDF. Com o deslocamento do anel de grafite para a esquerda. 9. revestida com asbesto em ambos os lados. 9.13 Os pesos. Figura 9.4 . por sua vez. descomprime o disco através dos pinos.com) .4.Figura 9. A ponta de árvore é centrada por uma bucha de deslizamento. que se apoia sobre a cantoneira.Embreagem de disco para máquinas A cobertura e o cubo têm rasgos para a adaptação das lamelas de aço temperadas. o acoplamento é aliviado e a alavanca.14 O disco de atrito é comprimido axialmente através do disco de compressão por meio das molas sobre o volante. Educação Profissional 127 Created with novaPDF Printer (www.Embreagem de disco para auto-veículos Consiste em uma placa. completam a transmissão do torque.4.5 .

e as alavancas angulares comprimem.6 . assim. 9. o pacote de lamelas.7 .Embreagem de escoras Pequenas escoras estão situadas no interior do acoplamento fazendo a ligação entre as árvores. 9.Embreagem seca É um tipo de embreagem centrífuga em que partículas de metal. são compactadas sob a ação de força centrífuga produzida pela rotação. Figura 9. como granalhas de aço. O ajuste posterior da força de atrito é feito através da regulagem do cubo posterior de apoio.16 Essa escoras estão dispostas de forma tal que.4. Educação Profissional 128 Created with novaPDF Printer (www. No outro sentido.15 A compressão é feita pelo deslocamento da guia de engate.4.novaPDF. entrelaçam-se transmitindo o torque. as escoras se inclinam e a transmissão cessa. A separação das lamelas é feita com o recuo da guia de engate por meio do molejo próprio das lamelas opostas e onduladas.Figura 9. em um sentido de giro.com) .

Figura 9.17 As partículas estão contidas em um componente propulsor oco, dentro do qual está também um disco, ligado ao eixo acionado. A força centrífuga comprime as partículas contra o disco, acionando o conjunto.

9.4.8 - Embreagem de roda-livre ou unidirecional Cada rolete está localizado em um espaço em forma de cunha, entre as árvores interna e externa.

Figura 9.18 Em um sentido de giro, os roletes avançam e travam o conjunto impulsionando a árvore conduzida. No outro sentido, os roletes repousam na base da rampa e nenhum movimento é transmitido. A embreagem unidirecional é aplicada em transportadores inclinados como conexão para árvores, para travar o carro a fim de evitar um movimento indesejado para trás.

9.4.9 - Embreagem eletromagnética Neste tipo de embreagem, a árvore conduzida possui um flange com revestimento de atrito.

Figura 9.19 Uma armadura, em forma de disco, é impulsionada pela árvore motora e pode mover-se axialmente contra molas. Educação Profissional 129

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Uma bobina de campo, fixa ou livre para girar com a árvore conduzida, é energizada produzindo um campo magnético que aciona a embreagem. Uma característica importante da embreagem eletromagnética é poder ser comandada a distância por meio de cabo.

9.4.10 - Embreagem hidráulica Neste caso, as árvores, motora e movida, carregam impulsores com pás radiais.

Figura 9.20 Os espaços entre as pás são preenchidos com óleo, que circula nas pás quando a árvore motora gira. A roda na árvore motora atua como uma bomba, e a roda na árvore movida atua como uma turbina, de forma que a potência é transmitida, havendo sempre uma perda de velocidade devido ao escorregamento. A embreagem hidráulica tem aplicação em caixas de transmissão automática em veículos.

10 - FREIOS
São mecanismos que, para interromper um movimento, transformam energia cinética em calor. Podem ter acionamento manual, hidráulico, pneumático, eletromagnético ou automático. A seguir serão apresentados os principais tipos de freios.

10.1 - FREIO DE DUAS SAPATAS Neste caso, duas sapatas são mantidas em contato com o tambor através da ação de uma mola que o impede de rodar. Para liberar o tambor, aciona-se a alavanca de comando, que pode ser operada manualmente, por um solenóide ou por um cilindro pneumático. Esse tipo de freio é utilizado em elevadores.

Figura 10.1 130

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10.2 - FREIO A DISCO É um freio em que um ou dois blocos segmentares, de material de fricção, são forçados contra a superfície de um disco giratório.

Figura 10.2 Em automóveis, os blocos segmentares (ou pastilhas) são operados por pistões hidráulicos. Os freios a disco são menos propensos à fadiga (queda de eficiência operacional em função do tempo de utilização) que os freios a tambor.

10.3 - FREIO DE SAPATA E TAMBOR O detalhe característico deste freio é uma sapata (ou parte de uma alavanca), revestida com material de alto coeficiente de Mola Alavanca Sapatas blocos Disco giratório atrito, comprimida contra uma roda giratória (ou tambor) ligada ao órgão a frear.

Figura 10.3

10.4 - FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR É um freio em que duas sapatas curvas são forçadas para fora, contra o interior da borda de um tambor giratório.

Figura 10.4 Educação Profissional 131

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5 .POLIAS E CORREIAS Para transmitir potência de uma árvore à outra. na parte interna de um tambor. alguns dos elementos mais antigos e mais usados são as correias e as polias. pela ação da força centrífuga contra a ação de mola lamelares.novaPDF.6. Figura 10. O freio atua por compressão axial dos discos.As sapatas são revestidas com material de atrito. Figura 10.5 Os discos de aço giram em um eixo entalhado e os discos de atrito são fixados por pinos.FREIO CENTRÍFUGO É um freio onde as sapatas (revestidas com asbesto) atuam. As transmissões por correias e polias apresentam as seguintes vantagens: Educação Profissional 132 Created with novaPDF Printer (www. 10.com) . 10.FREIO MULTIDISCO Compõe-se de vários discos de atrito intercalados com disco de aço. rebitado ou colado em sua superfície externa. conhecido como lona de freio.6 A tensão da mola determina o instante de ação do freio. 11 .

acoplados a eixos motores e movidos por máquinas e equipamentos. necessitam da presença de vínculos chamados correias. alto coeficiente de atrito. São flexíveis. para funcionar.  Possuem baixo custo inicial. elevada resistência ao desgaste e funcionamento silencioso. elásticas e adequadas para grandes distâncias entre centros. as polias e correias podem transferir e/ou transformar movimentos de um ponto para outro da máquina.2 . Educação Profissional 133 Created with novaPDF Printer (www. Sempre haverá transferência de força.1 11.POLIAS Polias são elementos mecânicos circulares.novaPDF. As polias trapezoidais são conhecidas pelo nome de polias em “V” e são as mais utilizadas em máquinas. Onde: D1 = da polia menor D2 = da polia maior n1 = número de voltas por minuto (rpm) da polia menor n2 = rpm da polia maior Logo: 11. As polias são classificadas em dois grupos: planas e trapezoidais. Quando em funcionamento. Figura 11. A velocidade periférica (V) é a mesma para as duas rodas. com ou sem canais periféricos. As polias.com) .1 – RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO (I) É a relação entre o número de voltas das polias (n) numa unidade de tempo e os seus diâmetros.

4 Educação Profissional 134 Created with novaPDF Printer (www. Figura 11.3 A correia plana permite ainda a transmissão entre árvores não paralelas. No acionamento cruzado as polias giram em sentidos contrários e permitem ângulo de abraçamento maiores. quando em serviço.1. da velocidade periférica. sempre menor que a da polia motora. No acionamento simples.novaPDF.  a distância entre eixos não seja menor que 1.2 (D1 + D2).com) . Figura 11. O deslizamento depende da carga. do tamanho da superfície de atrito e do material da correia e das polias. A correia plana. desliza e portanto não transmite integralmente a potência.Transmissão por correia plana Essa maneira de transmissão de potência se dá por meio do atrito que pode ser simples.2 A velocidade periférica da polia movida é.11. a polia motora e a movida giram no mesmo sentido.1. quando existem polias intermediárias com diâmetros diferentes. porém o desgaste da correia é maior. Figura 11. na prática. O tamanho da superfície de atrito é determinado pela largura da correia e pelo ângulo de abraçamento ou contato ( ) (figura acima) que deve ser o maior possível e calcula-se pela seguinte fórmula: Para obter um bom ângulo de abraçamento é necessário que:  a relação de transmissão i não ultrapasse 6:1. ou múltiplo. quando existe somente uma polia motora e uma polia movida (como na figura abaixo).

Figura 11. A polia com superfície plana conserva melhor as correias e a polia com superfície abaulada guia melhor as correias.1. Quando a velocidade da correia supera 25m/s é necessário equilibrar estática e dinamicamente as polias (balanceamento). Educação Profissional 135 Created with novaPDF Printer (www.Formato da polia plana Segundo norma DIN 111. Para isso. usa-se o rolo tensionador ou esticador.2.5 Figura 11. a superfície de contato da polia plana pode ser plana ou abaulada. O acabamento superficial deve ficar entre quatro e dez milésimos de milímetro (4 10 m). acionado por mola ou por peso. Figura 11.3.Tensionador ou esticador Quando a relação de transmissão supera 6:1.novaPDF.com) .1.6 11.11.7 A tensão da correia pode ser controlada também pelo deslocamento do motor sobre guias ou por sistema basculante. é necessário aumentar o ângulo de abraçamento da polia menor.

Figura 11.10 O emprego da correia em V é preferível ao da correia plana e possui as seguintes características:   Praticamente não tem deslizamento.Materiais para correia plana  Couro de boi Recebe emendas. É feita de borracha revestida por lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para absorver as forças.novaPDF. o pêlo de camelo.4 .Figura 11.8 Figura 11. O limite é dado por p = D + 3/2h (D = diâmetro da polia maior e h = altura da correia).1.  Material combinado. própria para forças sem oscilações. Essa combinação produz uma correia com excelente flexibilidade.com) .  Permite uma boa proximidade entre eixos.1.  Material fibroso e sintéticos Não recebe emendas (correia sem-fim). Educação Profissional 136 Created with novaPDF Printer (www. para polia de pequeno diâmetro.5-Transmissão por correia em V A correia em V é inteiriça (sem-fim) fabricada com secção transversal em forma de trapézio. suporta bem os esforços e é bastante elásticas. Tem por material base o algodão. capas de transmitir grandes potências. couro e sintéticos Essa correia possui a face interna feita de couro curtido ao cromo e a externa de material sintético (perlon). o perlon e o nylon. 11. Relação de transmissão até 10:1.9 11. o viscose.

Perfil e designação das correias em V A designação é feita por uma letra que representa o formato e por um número que é o perímetro médio da correia em polegada. suas dimensões são mostradas na figura a seguir.novaPDF. em consequência do efeito de cunha. diminuindo um dos valores abaixo e transformando o resultado em polegadas. por aproximação. Os perfis são normalizados e denominam-se formato A. medindo o comprimento externo da correia. Elimina os ruídos e os choques.6. C. D e E.11 Para especificação de correias.1. 11. B. 11.7. Emprego de até doze correias numa mesma polia. A pressão nos flancos.Perfil dos canais das polias As polias em V têm suas dimensões normalizadas e são feitas com ângulos diferentes conforme o tamanho. típicos da correia emendada com grampos. Menor carga sobre os mancais que a correia plana. pode-se encontrar. Figura 11. o número que vai ao lado da letra.     Partida com menor tensão prévia que a correia plana.1. Dimensões normalizadas para polias em V: Educação Profissional 137 Created with novaPDF Printer (www.com) . triplica em relação à correia plana.

8.com) . A correia não deve ultrapassar a linha do diâmetro externo da polia e nem tocar no fundo do canal. 11. a relação de transmissão está em função dos diâmetros das polias.1. 138 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. o que anularia o efeito de cunha.Relação de transmissão (i) para correias e polias em V Uma vez que a velocidade (V) da correia é constante.Figura 11.12 O perfil dos canais das polias em V deve ter as medidas corretas para que haja um alojamento adequado da correia no canal.

1.’ Figura 11. O diâmetro nominal calcula-se pela fórmula: Figura 11. A relação de transmissão (i) é dada por: Educação Profissional 139 Created with novaPDF Printer (www. o passo dos dentes e a largura. As correias de qualidade têm no seu interior vários cordonéis helicoidais de aço ou de fibra de vidro que suportam a carga e impedem o alongamento. metal leve ou ferro fundido em areia especial para precisão nas medidas em bom acabamento superficial. As polias são fabricadas de metal sinterizado.13 Para as correias em V.com) . A força se transmite através dos flancos dos dentes e pode chegar a 400N/cm2.novaPDF.9-Transmissão por correia dentada A correia dentada em união com a roda dentada correspondente permite uma transmissão de força sem deslizamento. deve-se mencionar o comprimento da correia ou o número de sulcos da polia. deve-se tomar o diâmetro nominal médio da polia (Dm) para os cálculos. geralmente. Para a especificação das polias e correias dentadas.14 11.15 O perfil dos dentes pode ser trapezoidal ou semicircular.Figura 11. são feitos com módulos 6 ou 10.

as polias em “V” exigem alinhamento. amassadas.Cuidados exigidos com polias em V As polias.com) . À direita.Alinhamento de polias Além dos cuidados citados anteriormente. Educação Profissional 140 Created with novaPDF Printer (www. para funcionarem adequadamente.novaPDF. oxidadas ou com porosidade. Observe as ilustrações seguintes. para fazer um bom alinhamento. Note que a correia não ultrapassa a linha do diâmetro externo da polia nem toca no fundo do canal.16 A verificação do dimensionamento dos canais das polias deve ser feita com o auxílio de um gabarito contendo o ângulo dos canais. À esquerda. exigem os seguintes cuidados:    Não apresentar desgastes nos canais.11.10 . Figura 11. Nesse último caso. Figura 11. a polia deverá ser substituída para que a correia não venha a sofrer desgastes prematuros.11 . conforme mostra a figura. por causa do desgaste sofrido pelo canal. Apresentar os canais livres de graxa. usar uma régua paralela fazendo-a tocar toda a superfície lateral das polias.1. Não apresentar as bordas trincadas. temos uma correia corretamente assentada no canal da polia. É recomendável.1.17 11. Polias desalinhadas danificam rapidamente as correias e forçam os eixos aumentando o desgaste dos mancais e os próprios eixos. a correia assenta-se no fundo. óleo ou tinta e corretamente dimensionados para receber as correias.

1. variando de fabricante para fabricante.  Nas revisões de 100 horas.Procedimentos em manutenção com correias e polias A correia é importante para a máquina. o desgaste que elas sofreram e o desgaste das polias. Os defeitos construtivos das polias também influem negativamente na posição de montagem do conjunto de transmissão. se necessário. As velhas. até que se possa trocar todo o jogo. provoca a perda de velocidade e de eficiência da máquina.12. é preferível trabalhar com uma correia a menos do que trocá-la por outra. quando esticada demais.com) . Além disso. verificar a tensão. Educação Profissional 141 Created with novaPDF Printer (www. sobrecarregam as novas. pois nesse período as correias sofrem maiores esticamentos. Esse cuidado é necessário porque correias de marcas diferentes apresentam desempenhos diferentes. A primeira recomendação para a manutenção das correias em “V” é mantê-las sempre limpas. devem ser observados os seguintes requisitos:  Nas primeiras 50 horas de serviço. Influência dos defeitos das polias na posição de montagem do conjunto de transmissão.  Tomar cuidado para que o protetor das correias nunca seja removido enquanto a máquina estiver em operação. Quando mal aplicada ou frouxa. As polias devem ter uma construção rigorosa quanto à concentricidade dos diâmetros externos e do furo. há quebra dos eixos ou desgaste rápido dos mancais. e quanto ao balanceamento. por estarem lasseadas.novaPDF.  Nunca tentar remendar uma correia em “V” estragada. verificar constantemente a tensão e ajustá-la.18 11.  Se uma correia do jogo romper.  Jogos de correias deverão ser montados com correias de uma mesma marca. Não é aconselhável usar correias novas junto às velhas. quanto à perpendicularidade entre as faces de apoio e os eixos dos flancos. para que não provoquem danos nos mancais e eixos.Figura 11.

com) . Educação Profissional 142 Created with novaPDF Printer (www. Após montar as correias nos respectivos canais das polias e. Esses procedimentos podem causar o rompimento das lonas e cordonéis das correias.13.11. Esse procedimento facilitará a colocação da correia sem perigos de danificá-la.Colocação de correias Para colocar uma correia vinculando uma polia fixa a uma móvel. Não se recomenda colocar correias forçando-as contra a lateral da polia ou usar qualquer tipo de ferramenta para forçá-la a entrar nos canais da polia. pois se estiverem em lados opostos o tensionamento posterior não será uniforme. deve-se recuar a polia móvel aproximando-a da fixa. antes de tensioná-las.1. deve-se girálas manualmente para que seus lados frouxos fiquem sempre para cima ou para baixo.novaPDF.

1. para verificar se uma correia está corretamente tensionada. conseqüentemente. Figura 11.1.22 Educação Profissional 143 Created with novaPDF Printer (www.14 . produção de calor excessivo nas correias.  Tensão alta: reduz a vida útil das correias e dos rolamentos dos eixos das polias. ocasionando danos prematuros. mesmo com picos de carga. Na prática. bastará empurrá-la com o polegar. Os tipos de proteção mais adequados são aqueles que permitem a passagem do ar para uma boa ventilação e dissipação do calor. Figura 11. Aconselha-se a colocação de telas ou grades de aço para essas proteções.19 Figura 11. de modo tal que ela se flexione aproximadamente entre 10 mm e 20 mm conforme ilustrado a seguir.Proteção de sistemas Todo sistema que trabalha com transmissão de correias deve ser devidamente protegido para evitar acidentes.com) . Deve-se verificar periodicamente se as malhas das telas estão limpas e se as telas não estão em contato direto com o sistema.  Tensão baixa: provoca deslizamento e.Tensionamento de correias O tensionamento de correias exige a verificação dos seguintes parâmetros:  Tensão ideal: deve ser a mais baixa possível.20 11.15.Figura 11.novaPDF. sem que ocorra deslizamento.21 11.

É. encurta-se a vida útil das correias.novaPDF. ainda.1 A transmissão por corrente normalmente é utilizada quando não se podem usar correias por causa da umidade.2 Educação Profissional 144 Created with novaPDF Printer (www. Figura 11.16.11.CORRENTES Um ou vários eixos podem ser acionados através de corrente. óleo. É necessário para o funcionamento desse conjunto de transmissão que as engrenagens estejam em um mesmo plano e os eixos paralelos entre si. Figura 12. Figura 12. conforme comentários mostrados na ilustração. Quando se adiciona carga ao sistema já existente.Adição de cargas Um sistema de transmissão por correias deve ser calculado adequadamente. de muita utilidade para transmissões entre eixos próximos. etc.com) . não ocorre o deslizamento. vapores.23 12. substituindo trens de engrenagens intermediárias. A transmissão de potência é feita através do engrenamento entre os dentes da engrenagem e os elos da corrente.1.

colocados rolos. ainda. com abas de adaptação. onde as talas são permanentemente ligadas através de pinos e buchas. em movimentação e sustentação de contrapeso e. Esta corrente é aplicada em transmissões.Corrente de dentes Nesse tipo de corrente há. em transportadores.novaPDF.2. é fabricada em tipo standard.TIPOS DE CORRENTES 12. Educação Profissional 145 Created with novaPDF Printer (www.1.12. Figura 12.4 Figura 12.6 12. onde cada segunda tala pertence ao próximo elo da corrente. podem ser montadas até 8 correntes em paralelo. várias talas dispostas uma ao lado da outra.1 . médio e pesado.com) . Figura 12. sobre as buchas são.Corrente de rolos É composta por elementos internos e externos. sobre cada pino articulado.5 Várias correntes podem ser ligadas em paralelo. formando corrente múltipla.1 .3 Figura 12.1.

pois entre eles não há diferença.10 Figura 12. Esta corrente permite transmitir rotações superiores às permitidas nas correntes de rolos.9 Dessa maneira. sendo apenas necessário suspendê-lo. Figura 12.7 Figura 12. mesmo com o desgaste.com) .novaPDF. É conhecida como corrente silenciosa (“silent chain”). de elo a elo vizinho.8 Figura 12. 12. em alguns casos. podem ser construídas correntes bem largas e muito resistentes. Além disso.Figura 12. o passo fica.3.1. igual.11 Educação Profissional 146 Created with novaPDF Printer (www. É conhecida por “link chain”. Sua característica principal é a facilidade de retirar-se qualquer elo. pode ser usada em transmissões.Corrente de elos livres Esta é uma corrente especial usada para transportadores e.

Corrente comum Conhecida também por cadeia de elos. Educação Profissional 147 Created with novaPDF Printer (www. os rolos e as buchas são repuxados de chapas de aço ou enrolados de fitas de aço.6. o passo (p) e o diâmetro (d). podendo ter um vergalhão transversal para esforço. possui os elos formados de vergalhões redondos soldados. Figura 12.1.1.13 12. As peças prontas são. forma um sólido (bloco). Engrenagens para correntes As engrenagens para correntes têm como medidas principais o número de dentes (Z). transportadores e em uma infinidade de aplicações. com seus elos.4 . É usada em talhas manuais.Fabricação das correntes As talas são estampadas de fitas de aço.Corrente de blocos É uma corrente parecida com a corrente de rolos.novaPDF. porque a corrente se aplica sobre a roda em forma poligonal. Figura 12. beneficiadas ou temperadas para aproximadamente 60 rockwell. os pinos são cortados de arames de aço.14 O passo é igual à corda medida sobre o diâmetro primitivo desde o centro de um vão ao centro do vão consecutivo.5. separadamente. cada par de rolos.com) . mas. É usada nos transportadores e os blocos formam base de apoio para os dispositivos usados para transporte.1.12.12 12. Figura 12.

Educação Profissional 148 Created with novaPDF Printer (www. Figura 12.Figura 12. Os dentes são formados de tal modo que os rolos colocados entre eles tenham folga no flanco da frente e no flanco de trás. instalação ou manutenção podem fazer com que as correntes apresentem vários defeitos.17 12. Figura 12.com) .15 O perfil dos dentes corresponde ao diâmetro dos rolos da corrente e para que haja facilidade no engrenamento.Danos típicos das correntes Os erros de especificação.1. O quadro a seguir mostra os principais defeitos apresentados pelas correntes e suas causas.novaPDF.7.16 Algumas rodas possuem o perfil modificado para compensar o alargamento produzido pelo desgaste. as laterais dos dentes são afiladas e 10% mais estreitas que a corrente.

Os eixos com médio teor de carbono exigem um tratamento térmico superficial. para prolongar sua vida útil. 13. Quando móveis. pois estarão em contato permanente com buchas. Nunca colocar um elo novo no meio dos gastos. Medir ocasionalmente o aumento do passo causado pelo desgaste de pinos e buchas. os seguintes cuidados deverão ser tomados:           Lubrificar as correntes com óleo. Educação Profissional 149 Created with novaPDF Printer (www. Medir o desgaste das rodas dentadas. Não usar corrente nova em rodas dentadas velhas. altamente resistentes. deixando escorrer o excesso. 13 .EIXOS Eixos são elementos mecânicos utilizados para articular um ou mais elementos de máquinas. Inverter a corrente. Existem eixos fabricados com aços-liga.novaPDF. de vez em quando. banho ou jato.1 .CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS A maioria dos eixos é construída em aço com baixo e médio teor de carbono. rolamentos materiais de vedação.12.com) .Manutenção das correntes Para a perfeita manutenção das correntes. Para efetuar a limpeza da corrente. Armazenar a corrente coberta com uma camada de graxa e embrulhada em papel. lavá-la com querosene. Verificar periodicamente o alinhamento.8. os eixos transmitem potência por meio movimento de rotação.1. por meio de gotas. Enxugar a corrente e mergulhá-la em óleo.

2 .Eixos vazados São mais resistentes aos esforços de torção e flexão que os maciços.com) . Figura 13. Suas extremidades são chanfradas para evitar o rebarbamento e suas arestas internas são arredondadas para evitar a concentração de esforços localizados. A parte ajustável tem formato cônico e é firmemente fixada por meio de uma porca.2. Empregam-se esses eixos quando há necessidade de sistemas mais leves e resistentes. Figura 13. como os motores de aviões. os eixos são circulares e podem ser maciços.2 13. Figura 13. Educação Profissional 150 Created with novaPDF Printer (www.4 .2.13. 13.2. Uma chaveta é utilizada para evitar a rotação relativa.2 .1 .3 .1 13. cônicos.Eixos cônicos Devem ser ajustados num componente que possua furo de encaixe cônico.novaPDF. roscados. com degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles.Eixos maciços Apresentam a seção transversal circular e maciça.2. ranhurados ou flexíveis.3 13.CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS Quanto à seção transversal. vazados.Eixos roscados Possuem algumas partes roscadas que podem receber porcas capazes de prenderem outros componentes ao conjunto.

2.5 .5 13. Educação Profissional 151 Created with novaPDF Printer (www. Verificar se existe.6. pinos cônicos. Figura 13. porém exige os seguintes cuidados: Verificar a existência de elementos de fixação (anéis elásticos.4 13.2. 13. na face do eixo. Os eixos ranhurados são utilizados quando é necessário transmitir grandes esforços.Figura 13.2. pinos de posicionamento e chavetas) e retirá-los antes de sacar o eixo.novaPDF. O conjunto é protegido por meio de um tubo flexível.7-Desmontagem de eixos A desmontagem de eixos é aparentemente simples e fácil. um furo com rosca. e a união com o motor é feita com uma braçadeira especial munida de rosca. As ranhuras engrenam-se com os sulcos correspondentes das peças a serem montadas neles. parafusos. Os eixos flexíveis são empregados para transmitir movimento a ferramentas portáteis que operam com grandes velocidades e com esforços não muito intensos.com) .Eixos ranhurados Apresentam uma série de ranhuras longitudinais em torno de sua circunferência.Eixos flexíveis Consistem em uma série de camadas de arame de aço enrolado alternadamente em sentidos opostos e apertado fortemente. O furo é construído para facilitar a desmontagem do eixo por meio de um dispositivo para sacá-lo.

Figura 13.com) . os seguintes cuidados deverão ser observados:  Efetuar limpeza absoluta do conjunto e do eixo para diminuir o desgaste por abrasão.7 Se realmente for necessário bater no eixo para sacá-lo. 13. especialmente se o eixo for muito comprido.  Não permitir a presença de nenhum arranhão no eixo para não comprometer seu funcionamento e não provocar danos no mancal.Figura 13. retificadora cilíndrica e fresadora) entre pontas. o eixo deverá ser guardado em local seguro para não sofrer empenamentos ou outros danos.Montagem de eixos A montagem de eixos exige atenção. Além desses fatores.  Não permitir a presença de nenhuma rebarba no eixo.  Verificar se as tolerâncias das medidas do eixo estão corretas usando paquímetro ou micrômetro.8. não deixando que o eixo passe pelo mancal. organização e limpeza rigorosa.2. As pancadas provocam encabeçamento. Danos no furo de centro impedem posteriores usinagens. onde seria fixado à máquina (torno. Após a desmontagem.  Pré-lubrificar todas as peças para que elas não sofram desgastes até o instante da chegada do lubrificante quando a máquina for posta para funcionar. recomenda-se usar um material protetor e macio como o cobre para receber as pancadas.  Colocar os retentores cuidadosamente para não provocar desgastes no eixo e vazamentos de lubrificante.novaPDF. além de produzir danos no furo de centro. Educação Profissional 152 Created with novaPDF Printer (www.6 Nunca bater com martelo na face do eixo. cuidando para não bater nas bordas do eixo.

13.2.9- Danos típicos sofridos pelos eixos Os eixos sofrem dois tipos de danos: quebra e desgaste. A quebra é causada por sobrecarga ou fadiga. A sobrecarga é o resultado de um trabalho realizado além da capacidade de resistência do eixo. A fadiga é a perda de resistência sofrida pelo material do eixo, devido às solicitações no decorrer do tempo. O desgaste de um eixo é causado pelos seguintes fatores:      Engripamento do rolamento; Óleo lubrificante contaminado; Excesso de tensão na correia, no caso de eixos-árvore acionados por correias; Perda de dureza por superaquecimento; Falta de lubrificante.

14 -TRAVAS
As uniões roscadas são submetidas a vibrações e podem soltar-se por essa razão. Para evitar isso, colocam-se travas e arruelas nas porcas ou parafusos. Existem dois tipos de travas:  Trava por fechamento de forma - é a mais segura e impede o afrouxamento da união.

Figura 14.1

Figura 14.2

Figura 14.3 Educação Profissional 153

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 Trava por fechamento de forças - esta trava estabelece uma força de compressão entre as peças, o que aumenta o atrito e dificulta o afrouxamento da união, mas não impede totalmente a soltura.

Figura 14.4

Figura 14.5

Figura 14.6

Figura 14.7

Figura 14.8

Figura 14.9

14.1 - CHAVETAS Chaveta é um corpo prismático que pode ter faces paralelas ou inclinadas, em função da grandeza do esforço e tipo de movimento que deve transmitir. É construída normalmente de aço. A união por chaveta é um tipo de união desmontável, que permite às árvores transmitirem seus movimentos a outros órgãos, tais como engrenagens e polias.

14.1.1- Classificação e características Chaveta de cunha (ABNT-PB-121) Empregada para unir elementos de máquinas que devem girar. Pode ser com cabeça ou sem cabeça, para facilitar sua montagem e desmontagem. Sua inclinação é de 1:100, o que permite um ajuste firme entre as partes.

Figura 14.10 Educação Profissional 154

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Figura 14.11

O princípio da transmissão é pela força de atrito entre as faces da chaveta e o fundo do rasgo dos elementos, devendo haver uma pequena folga nas laterais.

Figura 14.12 Havendo folga entre os diâmetros da árvore e do elemento movido, a inclinação da chaveta provocará na montagem uma determinada excentricidade, não sendo, portanto aconselhado o seu emprego em montagens precisas ou de alta rotação.

Figura 14.13 A figura a seguir mostra o modo de sacar a chaveta com cabeça.:

Figura 14.14 Educação Profissional 155

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14.1.2- Chaveta encaixada (DIN 141, 490 e 6883) É a chaveta mais comum e sua forma corresponde ao tipo mais simples de chaveta de cunha. Para facilitar seu emprego, o rasgo da árvore é sempre mais comprido que a chaveta. A mínimo = 2 . comprimento da chaveta

Figura 14.15

14.1.3 - Chaveta meia-cana (DIN 143 e 492) Sua base é côncava (com o mesmo raio do eixo). Sua inclinação é de 1:100, com ou sem cabeça. Não é necessário rasgo na árvore, pois transmite o movimento por efeito do atrito, de forma que, quando o esforço no elemento conduzido é muito grande, a chaveta desliza sobre a árvore.

Figura 14.16

14.1.4 - Chaveta plana (DIN 142 e 491) É similar a chaveta encaixada, tendo, porém, no lugar de um rasgo na árvore, um rebaixo plano. Sua inclinação é de 1:100 com ou sem cabeça. Seu emprego é reduzido, pois serve somente para a transmissão de pequenas forças.

Figura 14.17 14.1.5 - Chaveta tangencial (DIN 268 e 271) É formada por um par de cunhas com inclinação de 1:60 a 1:100 em cada rasgo. São sempre utilizadas duas chavetas e os rasgos são posicionados a 120º. Educação Profissional 156

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A designação tangencial é devido a sua posição em relação ao eixo. Por isso, e pelo posicionamento (uma contra a outra), é muito comum o seu emprego para transmissão de grandes forças, e nos casos em que o sentido de rotação se alterna.

Figura 14.17

Figura 14.18

14.1.6- Chaveta transversal Aplicada em uniões de órgãos que transmitem movimentos não só rotativos como também retilíneos alternativos. Quando é empregada em uniões permanentes, sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50. Se a união necessita de montagens e desmontagens frequentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15. Dupla (inclinação nos dois lados) Simples (inclinação em um lado)

Figura 14.19 14.1.7 - Chaveta paralela (DIN 269) É normalmente embutida e suas faces são paralelas, sem qualquer conicidade. O rasgo para o seu alojamento tem o seu comprimento. As chavetas embutidas nunca têm cabeça e sua precisão de ajuste é nas laterais, havendo uma pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e o fundo do rasgo elemento conduzido.

Figura 14.20 Educação Profissional 157

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A transmissão do movimento e das forças é feita pelo ajuste de suas faces laterais com as do rasgo da chaveta. A chaveta paralela varia quanto à forma de seus extremos (retos ou arredondados) e quanto à quantidade de elementos de fixação à árvore. Pelo fato de a chaveta paralela proporcionar um ajuste preciso na árvore não ocorre excentricidade, podendo, então, ser utilizada para rotações mais elevadas. É bastante usada nos casos em que o elemento conduzido é móvel.

Figura 14.21 14.1.8- Chaveta de disco ou meia-lua tipo woodruff (DIN 496 e 6888) É uma variante da chaveta paralela, porém recebe esse nome porque sua forma corresponde a um segmento circular. É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a montagem e se adaptar a conicidade do fundo do rasgo do elemento externo.

Figura 14.22

14.2 - ANEL ELÁSTICO É um elemento usado para impedir o deslocamento axial, posicionar ou limitar o curso de uma peça deslizante sobre um eixo. Conhecido também por anel de retenção, de trava ou de segurança. Deslocamento axial é o movimento no sentido longitudinal do eixo. Fabricado de aço para molas, tem a forma de anel incompleto, que se aloja em um canal circular construído conforme normalização.

14.2.1 - Tipos de anéis elásticos e aplicações Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 1000mm. Trabalha externamente - DIN 471.

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5 e 1000mm. Figura 14.25 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 390mm para rolamentos.DIN 6799.26 Educação Profissional 159 Created with novaPDF Printer (www.Figura 14.DIN 472.com) .23 Aplicação: para furos com diâmetro entre 9. Trabalha internamente . Trabalha externamente . Figura 14.24 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 8 e 24mm.novaPDF. Figura 14.

27 14. Figura 14.PINOS É uma peça geralmente cilíndrica ou cônica. fixação e transmissão de potência. Figura 14. 160 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Anéis de secção circular . tolerâncias dimensionais.28 Figura 14.para pequenos esforços axiais. oca ou maciça que serve para alinhamento.novaPDF.3 . forma.29 Os pinos se diferenciam por suas características de utilização.30 Os alojamentos para pinos devem ser calibrados com alargador que deve ser passado de uma só vez pelas suas peças a serem montadas. material e tratamento térmico.com) . acabamento superficial. Figura 14.

3.33 14.31 Esta calibragem é dispensada quando se usa pino estriado ou pino tubular partido (elástico). geralmente associado a parafusos e prisioneiros.novaPDF. Pode resistir a grandes esforços transversais e é usado em diversas montagens. revenido e retificado. Educação Profissional 161 Created with novaPDF Printer (www.1. de modo geral. estão sujeitos é o de cisalhamento.Figura 14.32 O principal esforço a que os pinos. Por isso os pinos com função de alinhar ou centrar devem estar a maior distância possível entre si. Figura 14. Figura 14.com) . maior o risco de cisalhamento e menor a precisão no ajuste. Quanto menor proximidade entre os pinos.Pino cilíndrico paralelo Pino de ajuste (guia) temperado É feito de aço-prata ou similar e é temperado. para diminuir os esforços de corte.

2. 14. Figura 14.Figura 14.34 Pode ser liso. etc.Pino cônico Feito geralmente de aço-prata.Pino de segurança É usado principalmente em máquinas-ferramentas como pino de cisalhamento. Figura 14.3.37 Existem pinos cônicos com extremidade roscada a fim de mantê-los fixos em casos de vibrações ou sacá-los em furos cegos. Tem por diâmetro nominal o diâmetro menor. polias. com cabeça e furo para cupilha. em caso de sobrecarga esse pino se rompe para que não quebre um componente de maior importância.novaPDF. A precisão destes pinos é j6.35 Todos os pinos que apresentam furo ou rosca são usados como eixo para articulações ou para suportar rodas. isto é. liso com furo para cupilha. m6 ou h8.3.com) .4. cabos. Figura 14. é temperado ou não e retificado.3.Pino de união Tem funções secundárias como em dobradiças para caixas metálicas e móveis. para que se use a broca com essa medida antes de calibrar com alargador.3. Educação Profissional 162 Created with novaPDF Printer (www. com ponta roscada e cabeça. 14.36 14. com cabeça provida de ressalto para evitar o giro.

com) . Seu uso dispensa o furo alargado. a fenda permanece aberta e elástica gerando o aperto. pino de ajuste e pino de segurança.6.novaPDF.40 O pino cônico tem largo emprego na construção de máquinas.Figura 14. é fabricado de fita de aço para mola enrolada.39 Figura 14. O uso destes pinos dispensa o acabamento e a precisão do furo alargado.Pino tubular fendido Também conhecido como pino elástico.42 14.3. Este elemento tem grande emprego como pino de fixação. Quando introduzido. Figura 14.3. pois permite muitas desmontagens sem prejudicar o alinhamento dos componentes. A forma e o comprimento do entalhes determinam os tipos de pinos. Educação Profissional 163 Created with novaPDF Printer (www.38 Figura 14.5. além do que é possível compensar eventual desgaste ou alargamento do furo. 14.41 Figura 14.Pino estriado A superfície externa do pino estriado apresenta três entalhes e respectivos rebordos.

47 Nota:Um pino qualquer ao se quebrar deve ser substituído por outro com as mesmas características de forma.novaPDF. Figura 14. A cupilha é usada principalmente para travar porcas-castelo. material.46 14. Seu funcionamento baseia-se no principio do atrito de deslizamento ou de rolamento. Tabela 15.MANCAIS São elementos de máquinas destinados a apoiar e condicionar o movimento de eixos e outros componentes. 15 .1 – Vantagens dos rolamentos sobre os mancais de deslizamento Educação Profissional 164 Created with novaPDF Printer (www.Cupilha ou contrapino Trata-se de um arame de secção semicircular dobrado de tal forma a obter-se um corpo cilíndrico e uma cabeça. Isto proporciona uma força de ajuste maior em relação ao pino elástico comum. tratamento e acabamento.43 Figura 14. Figura 14.Figura 14.3.com) .44 Figura 14.45 Há um pino elástico especial chamado Connex. A tabela 1 demonstra as vantagens dos mancais de rolamentos sobre os de deslizamento. com fenda ondulada cujos cantos estão opostos entre si.7.

Rolamento rígido de uma carreira de esferas: É o mais comum dos rolamentos.1.1).Tipos de rolamentos Diversos tipos de rolamentos foram desenvolvidos ao longo dos anos agregando várias tecnologias. os rolamentos podem ser: a) Radiais . Figura 15.com) . Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas. 15. Figura 15.novaPDF.1 . b) Axiais . c) Mistos . chegaram-se-se aos mancais de rolamento ou simplesmente rolamentos. por conseguinte.suportam cargas radiais e leves cargas axiais.suportam tanto carga axial quanto radial.Classificação dos rolamentos Quanto ao tipo de carga que suportam.1 .2 . encontrados nos mancais de deslizamento.15.não podem ser submetidos a cargas radiais. O anel externo (capa) é fixado na peça ou na caixa e o anel interno é fixado diretamente ao eixo. é necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa (Figura 15.1. destacamos alguns tipos: .2). Os rolamentos são simplesmente rolamentos de máquinas constituídos por dois anéis de aço separados por uma ou mais fileiras de esferas ou rolos (Figura 15.1 – Estrutura de um rolamento de esferas Essas esferas ou rolos são mantidos eqüidistantes por meio do separador ou gaiola a fim de distribuir os esforços e manter concêntricos os anéis.MANCAIS DE ROLAMENTO Quando se buscou diminuir sensivelmente os problemas de atrito de resistência à alta velocidade. 15.2 – Rolamento rígido de esferas Educação Profissional 165 Created with novaPDF Printer (www. Sua capacidade de ajustagem angular é limitada.

ou seja.Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos: Seu emprego é particularmente indicado para construções em que se exige uma grande capacidade de suportar carga radial e a compensação de falhas de alinhamento (Figura 15. portanto.6 – Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos Educação Profissional 166 Created with novaPDF Printer (www.Rolamento de rolo cilíndrico: É apropriado para cargas radiais elevadas e seus componentes são separáveis.Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas: Admite cargas axiais somente em um sentido. Figura 15.3 – Rolamento de esferas de contato angular .com) ..novaPDF.4 – Rolamento autocompensador de esferas .5 – Rolamento de rola cilíndrico . Figura 15. o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular. o que facilita a montagem e desmontagem (Figura 15.3). deve sempre ser montado contraposto a um outro rolamento que possa receber a carga axial no sentido contrário (Figura 15.Rolamento autocompensador de esferas: É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no anel externo. compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15.5).6). Figura 15.4). Figura 15.

um contra o outro (Figura 15. é necessária a atuação permanente de uma determinada carga axial mínima (Figura 15. porém. existe uma distribuição uniforme de carga (Figura 15.Rolamento de rolos cônicos: Além de cargas radiais. Figura 15. Como só admitem cargas axiais em um sentido. de modo geral torna-se necessário montar os anéis aos pares.novaPDF. Os rolos são de grande diâmetro e comprimento. não podem ser submetidos a cargas radiais.Rolamento axial de esfera: Ambos os tipos de rolamento axial de esfera (escora simples e escora dupla) admitem elevadas cargas axiais. Para que as esferas sejam guiadas firmemente em suas pistas.9).Rolamento autocompensador com duas carreiras de rolos: É um rolamento para os mais pesados serviços.8 – Rolamento de rolos cônicos .8). Figura 15.9 – Rolamento axial de esfera Educação Profissional 167 Created with novaPDF Printer (www. O anel interno e o externo podem ser montados separadamente. os rolamentos de rolos cônicos também suportam cargas axiais em um sentido. Os anéis são separáveis.7). Figura 15..com) . Devido ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas.7 – Rolamento autocompensador de rolos .

novaPDF. geralmente em máquinas pequenas. em função do pequeno diâmetro interno. a designação é construída de acordo com a variação do diâmetro interno do rolamento (d). É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado (Figura 15.11 – Rolamento de agulhas 15. 20  d < 500 mm . Por esta norma.3 . Figura 15. A Norma mais utilizada é a ISO.Rolamento axial autocompensador de rolos: Possui grande capacidade de carga axial e. d  500 mm .Série de rolamentos que é razoavelmente usada industrialmente. conforme se observa no resumo apresentado abaixo:  0 < d < 10 mm – Série de rolamentos pouco usada. A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento a propriedade de alinhamento angular. Figura 15.Rolamento de agulhas: Possui uma secção transversal muito fina..com) .10).10 – Rolamento axial autocompensador de rolos . sempre em maquinaria pesada.11). 10  d < 20 mm . também pode suportar consideráveis cargas radiais.1.Designação dos rolamentos Os mancais de rolamentos têm designações alfanuméricas que auxiliam na sua identificação e padronização. devido à disposição inclinada dos rolos.    Educação Profissional 168 Created with novaPDF Printer (www.Série de rolamentos razoavelmente usada industrialmente.Série de rolamentos mais usada industrialmente esta é a série de maior importância prática. em comparação com os rolamentos de rolos comuns. compensando possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15.

este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY . este apresenta o seguinte esquema XXY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY . H – altura de rol. axiais.novaPDF. YY YY … = 04  d = 20 mm = 05  d = 25 mm = 06  d = 30 mm = 50  d = 250 mm = 51  d = 255 mm YY YY YY YY = 00 = 01 = 02 = 03     d = 10 mm d = 12 mm d = 15 mm d = 17 mm Valores para o diâmetro interno [d] Y = 1  d = 1 mm Y = 2  d = 2 mm Y = 3  d = 3 mm . Radial Cônico Axiais Esquema comum de designações para rolamentos Variação do diâmetro interno [d] Esquema de Designação (Norma ISO) X X X / Y 0 < d < 10 mm Onde: XXX – série do rolamento Y . T – largura de rol.Tipos de Rolamentos e Suas Dimensões Padronizadas D – diâmetro externo. d – diâmetro interno... Y = 8  d = 8 mm Y = 9  d = 9 mm 10  d < 20 mm 20  d < 500 mm Educação Profissional 169 Created with novaPDF Printer (www.. cônicos.diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento..d/5 YY YY YY .diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. B – largura de rolamentos radiais.com) .

.com) .diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. d  500 mm Onde: XXX – série do rolamento YYY. Observação 2: Quando algum número é omitido na série do rolamento.. Principais séries de rolamentos para indústria Tipo de Rolamento Série YY = 95  d = 475 mm YY = 96  d = 480 mm YYY = 500  d = 500 mm YYY = 643  d = 643 mm YYY = 750  d = 750 mm … YYYY = 1000  d = 1000 mm YYYY = 1500  d = 1500 mm Série do tipo 6 6 6 6 6 6 6 6 6 16 6 16 6 6 NU NU NU NU NU NU NJ NJ NJ NJ NJ NUP NUP Série de Largura (1) (1) (1) (0) (0) (0) 2 (0) 2 (0) 3 (0) 1 1 1 (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 Rolamentos rígidos ou fixos de uma carreira de esferas Rolamentos de uma carreira de rolos cilíndricos 68 69 60 62 63 64 623 63 622 161 630 160 619 618 NU10 NU2 NU22 NU3 NU23 NU4 NJ2 NJ22 NJ3 NJ23 NJ4 NUP2 NUP22 Série do diam. .. este apresenta o seguinte esquema XX/YYY. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X / YYY..Observação 1: d/5 = diâmetro interno dividido por 5.novaPDF.. externo 8 9 0 2 3 4 3 3 2 1 0 0 9 8 0 2 2 3 3 4 2 2 3 3 4 2 2 170 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

NUP3 NUP23 NUP4 N10 N2 N3 N4 NF2 NF3 NF4

NUP NUP NUP N N N N NF NF NF

(0) 2 (0) 1 (0) (0) (0) (0) (0) (0)

3 3 4 0 2 3 4 2 3 4

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo NA NA NA NA HK BK 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 2

Série de Largura 4 4 5 6 não há não há 2 2 3 3 0 2 3 0 2 3 3 4 3 4 2 3 1 2 1 1 1 1 2 2 2 3 3 3 9

Rolamentos radiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

NA48(NSK) NA49(NSK) NA59(NSK) NA69(NSK) HK(SKF) BK(SKF) 329 320 330 331 302 322 332 303 323 230 239 240 231 241 222 232 213 223 511 512 513 514 522 523 524 532 533 534 292

Série do diam. externo 8 9 9 9 não há não há 9 0 0 1 2 2 2 3 3 0 9 0 1 1 2 2 3 3 1 2 3 4 2 3 4 2 3 4 2 171

Rolamentos de rolos cônicos

Rolamentos autocompensadores de rolos

Rolamentos axiais de esferas ou escora simples

Rolamentos axiais

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autocompensadores de rolos

Rolamentos autocompensadores de esferas

293 294 10 12 13 22 23 112

2 2 1 1 1 2 2 1

9 9 (1) (0) (0) (2) (2) 1

3 4 0 2 3 2 3 2

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo 7 7 7 7 (0) (0) 4 4 5 5 5 5 5 5 QJ QJ NNU NNU AXK

Série de Largura (1) (1) (0) (0) 3 3 (2) (2) 4 2 4 2 4 2 (0) (0) 4 3 Não há

Rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular

Rolamentos de duas carreiras de esferas de contato angular Rolamentos rígidos ou fixos de duas carreiras de esferas Rolamentos axiais de duas carreiras de esferas ou escora dupla

Rolamentos de Rolamentos de quatro pontos de contato Rolamentos de duas carreiras de rolos cilíndricos Rolamentos axiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

79 70 72 73 33 32 43 42 544 524 543 523 542 522 QJ3 QJ2 NNU49 NN30 AXK

Série do diam. externo 9 0 2 3 3 2 3 2 4 4 3 3 2 2 3 2 9 0 Não há

OBSERVAÇÕES: há alguns casos particulares em que a norma ISO não é aplicada por algum fabricante Tipo de Rolamento Esquema de Designação Z X X Y Y Rolamento radial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rol. de agulhas, se for igual a HK é um rolamento sem fundo, se for BK é um rolamento com fundo; Educação Profissional Exemplo Designação - BK 1012 Rolamento radial de agulhas, com fundo, diâmetro interno de 10 mm e largura 12 mm.

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XX - diâmetro interno YY - largura do rolamento.

Z X X Y Y Rolamento axial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rolamento, neste caso AXK. XX - diâmetro interno YY - diâmetro externo.

Designação - AXK 1730 Rolamento axial de agulhas, diâmetro interno de 17 mm e diâmetro externo 30 mm.

15.2 - MANCAIS DE DESLIZAMENTO São conjuntos destinados a suportar as solicitações de peso e rotação de eixos e árvores. Os mancais estão submetidos ao atrito de deslizamento que é o principal fator a considerar para sua utilização.

15.2.1 - Classificação dos mancais Pelo sentido das forças que suportam, os mancais classificam-se em: axiais (Figura 15.12), radiais (Figura 15.13) e mistos (Figura 15.14).

Figura 15.12 – Mancal axial

Figura 15.13 – Mancal radial

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Figura 15.2.com) .3 – Tipos de mancais de deslizamento . Suporta esforços radiais (Figura 15.2.16).2 . 15.16 – Detalhes construtivos de um mancal radial inteiriço Educação Profissional 174 Created with novaPDF Printer (www.Mancal inteiriço: Feito geralmente de ferro fundido e empregado como mancal auxiliar embuchado ou não.Mancal axial: Feito de ferro fundido ou aço tem como fator principal à forma da superfície que deve permitir uma excelente lubrificação. A bucha pode ser dispensada em casos de pequena solicitação.15 – Detalhes construtivos de um mancal axial . Podem ser construídos para girar em sentido único ou em duplo sentido.novaPDF.15).Formas construtivas dos mancais Os mancais. sendo importante em sua consecução os entalhes para lubrificação (Figura 15. Figura 15. são constituídos por uma carcaça e uma bucha.14 – Mancal misto 15. em sua maioria.Figura 15.

2. para efeito de limpar a película lubrificante. Figura 15. Este processo faz com que o óleo fique retido na porosidade do material e com o calor do trabalho venha à superfície cumprir sua função. d) Boa capacidade de absorver corpos estranhos. Os sinterizados são autolubrificantes por serem mergulhados em óleo quente após sua fabricação.Materiais para buchas Os materiais para buchas devem ter as seguintes propriedades: a) Baixo módulo de elasticidade.Mancal ajustável: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado.17 – Detalhes construtivos de um mancal radial ajustável . ligas de cobre sinterizado com adição de chumbo ou estanho ou grafite em pó. g) Coeficiente de dilatação semelhante ao do aço. à temperatura de trabalho e à corrosão. Empregado geralmente em tornos e máquinas que devem funcionar com folga constante (Figura 15.novaPDF. Empregado para exigências médias (Figura 15. A bucha tem sempre forma que permite reajuste radial.18 – Detalhes construtivos de um mancal radial bipartido 15. materiais plásticos como o náilon e o politetrafluretileno (teflon).Mancal reto bipartido: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado com buchas de bronze ou casquilhos de metal antifricção.com) . c) Baixa soldabilidade ao aço. para facilitar a acomodação à forma do eixo.4 . latão. para evitar defeitos e cortes na superfície. e) Resistência à compressão. bronze ao chumbo. Educação Profissional 175 Created with novaPDF Printer (www. Figura 15. f) Boa condutibilidade térmica.17). b) Baixa resistência ao cisalhamento.. Os materiais mais usados são: bronze fosforoso. para facilitar o alisamento da superfície.18). ligas de alumínio. à fadiga. metal antifricção.

1. uma vez que são desenvolvidos para atender aos mais variados projetos de máquinas.2). São fabricadas a partir de vários materiais escolhidos de acordo com o produto a ser vedado e o meio externo de Educação Profissional 176 Created with novaPDF Printer (www. Juntas: Exercem a vedação de forma estática nas máquinas e equipamentos. Uma vedação deve resistir a meios químicos. a calor. e a entrada de sujeira ou pó. a pressão.2 – Exemplo de vedação dinâmica 16.1 . b) Vedação dinâmica.novaPDF. As partes a serem vedadas podem estar em repouso ou movimento. gaxetas e guarnições. Figura 16.16 .Classificação dos elementos de vedação a) Vedação estática. São genericamente conhecidas como juntas. O desempenho do elemento de vedação depende de sua capacidade de preencher os espaços entre as peças envolvidas.1 – VEDADORES São elementos destinados a proteger máquinas ou equipamentos contra a saída de líquidos e gases. Figura 16.com) .1.2 – Tipos de vedadores Existe uma grande variedade de vedadores.1 – Exemplo de vedação estática b) Vedação dinâmica: Existe movimento de qualquer das partes com o elemento de vedação (Figura 16. a) Vedação estática: Não existe movimento considerado entre as parte envolvidas (Figura 16. a desgaste e a envelhecimento. retentores. Além disso. Em função da solicitação as vedações são feitas em diversos formatos e diferentes materiais.1). 16. possuem uma enorme gama de medidas para cada tipo de vedador.ELEMENTOS DE VEDAÇÃO 16.

Exemplos de juntas: Papelão hidráulico: Fabricado a partir de amianto ou não amianto com borrachas e ligantes (Figura 16. Teflon. e tipos semi-sectivos que mantêm a elasticidade para compensar a dilatação.trabalho.4 – Exemplo de juntas de borracha Juntas de plástico: Especialmente os polímeros do tipo Nylon. alumínio cobre latão ou ligas são muito utilizadas na mecânica. Poliuretano estão sendo cada vez mais utilizados pela sua capacidade de vedação e resistência à deterioração (Figura 16. Figura 16. Figura 16. além de outros fatores como pressão interna do produto a vedar. especialmente em aplicações sob altas temperaturas.são produtos químicos em pasta usados em superfícies rústicas ou irregulares. Empregados. Existem tipos que se erigissem e são usados para alta pressão. Educação Profissional 177 Created with novaPDF Printer (www.3). como auxiliares nas vedações com guarnições de papelão ou cortiça.5).4).com) . A ordem de aperto dos parafusos tem de ser respeitada para uniformizar a massa (Figura 16.novaPDF. acabamento das superfícies a vedar.  Junta plástica ou veda junta . também. Figura 16.6). entre outros.5 – Exemplos de juntas de plástico (Teflon) Juntas metálicas: Fabricadas em aço.3 – Junta de papelão hidráulico Juntas de borracha: Fabricadas em borracha natural ou sintética (Figura 16.

6 – Aplicação de junta plástica Anel tipo “0” de borracha e secção circular .usados em diversas aplicações.8).7 – Exemplos de aplicações dos anéis tipo “O” Figura 16. tem perfil labial e veda principalmente peças móveis. Podem ser usados para vedação elástica ou dinâmica (Figura 16.9 – Exemplos de vedação com retentores Educação Profissional 178 Created with novaPDF Printer (www.é feito de borracha ou couro. Figura 16.8 – Exemplos de tipos anel “O” Retentor . É um dos elementos de vedação mais comum.9).Figura 16.com) . motores de combustão interna. tais como vedações em componentes hidráulicos e pneumáticos. também apresentam um anel de arame ou mola helicoidal para manter a tensão ao vedar (Figura 16. válvulas em geral. Figura 16.7). entre outras (Figura 16.novaPDF. Alguns tipos possuem uma carcaça metálica para ajuste no alojamento.

10). São utilizadas principalmente em bombas centrífugas e válvulas (Figura 16. A vedação exercida pelo selo mecânico se processa em dois momentos: a vedação principal e a secundária (Figura 16. ou em anéis já prontos para a montagem (Figura 16.12).11 – Confecção das gaxetas Selo mecânico: É um vedador de precisão que utiliza princípios hidráulicos para reter os fluídos. para serem recortadas.10 – Aplicação da gaxeta Figura 16. Educação Profissional 179 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. Figura 16.com) .Gaxetas: São conhecidos por gaxeta os elementos vedantes que permitem ajustes à medida que a eficácia da vedação vai diminuindo.11). As gaxetas são fabricadas em forma de corda.

d) Grafoil. em que o líquido tem a função de lubrificar e refrigerar o selo.12 – Aplicação do selo mecânico Vantagens do selo mecânico: a) Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de vedação. reduz a perda de potência da bomba. com a finalidade de penetrar por entre as faces seladoras e mantê-las afastadas uma da outra. indústria de bebidas (fabricação de cerveja). substitui-se o atrito sólido pelo atrito fluído. f) Permite operar com segurança fluídos tóxicos. Os principais fatores que prejudicam o bom funcionamento do selo são a alta temperatura e os abrasivos. b) Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha. Os materiais empregados na fabricação dos componentes de um selo mecânico são: a) Viton. usinas termoelétricas e nucleares. conseqüentemente. e) Kalrez. c) A vazão ou fuga do produto em operação é mínima ou invisível.novaPDF. indústria têxtil (bombas de tintura). tratamento de água e esgoto (bombas de lama bruta). c) Buna Nitrílica. f) Carvão. Funcionamento do selo mecânico: A grande quantidade de calor gerada nas faces seladoras devido ao atrito entre as superfícies pode dar origem à falhas e desgastes do selo. indústria química (bombas padronizadas).Figura 16. O selo mecânico é usado em equipamentos de grande importância como aqueles usados em refinarias (bombas de transporte). e) Reduz o tempo de manutenção. indústria da construção (bomba de submersão). A alta temperatura deve ser mantida dentro de uma faixa tolerável e os abrasivos Educação Profissional 180 Created with novaPDF Printer (www. corrosivos ou inflamáveis. isto é. b) Teflon.com) . para evitar que isso aconteça. faz-se circular um líquido adequado pela caixa de gaxeta. construção naval (bomba principal de refrigeração por água do mar). energia (bombas de climatização de caldeira). d) Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão normais do eixo rotativo.

dimensionamento. d) Lavagem ou circulação. Os sistemas auxiliares mais usados para diminuir ou evitar os problemas de funcionamento do selo são: a) Refrigeração da caixa de selagem. afastamentos e acabamento.1 . Parafusos. a especificação completa de um parafuso e sua porca engloba os mesmos itens cobertos pelo projeto de um elemento de máquina. Isto é conseguido por meio de “sistemas auxiliares”. c) Lubrificação das faces seladoras. f) Abafamento. 181 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. g) Selo duplo.novaPDF.1 – Parafusos com cabeça sextavada e quadrada 17. h) Suspiro e dreno.1 . tratamento térmico.devem ficar afastados da película lubrificante formada entre as faces seladoras.PARAFUSOS O parafuso é formado por um corpo cilíndrico roscado e por uma cabeça que pode ser hexagonal. porcas e arruelas são peças metálicas de vital importância na união e fixação dos mais diversos elementos de máquina. Altura da cabeça.Dimensão dos parafusos As dimensões principais dos parafusos são:     Diâmetro externo ou maior da rosca.1.PARAFUSOS. tolerâncias. Comprimento do corpo. quadrada ou redonda (Figura 17. sextavada. Figura 17. b) Refrigeração da sede do selo. ou seja: material. 17 . e) Recirculação com anel bombeador. 17.com) .1). PORCAS E ARRUELAS. Comprimento da rosca. Por sua importância.

De ponta atuante.Parafuso sem porca: Nos casos onde não há espaço para acomodar uma porca.5 – Fixação parafuso com porca Figura 17. esta pode ser substituída por um furo com rosca em uma das peças.8).1.4).Parafuso prisioneiro: O parafuso prisioneiro é empregado quando se necessita montar e desmontar parafuso sem porca a intervalos freqüentes. Nesse caso. Educação Profissional 182 Created with novaPDF Printer (www. Figura 17.2 – fixação com parafuso Figura 17.7 e 17.6 – Exemplos de parafusos com porcas . Prisioneiro. o parafuso com porca é chamado passante (Figura 17. Distância do hexágono entre planos e arestas.Tipos de parafusos Os parafusos podem ser:      Sem porca.2 . Figura 17. A união dá-se através da passagem do parafuso por um furo passante na primeira peça e rosqueamento no furo com rosca da segunda peça (Figura 17.6). . Allen. O comprimento do parafuso refere-se ao comprimento do corpo.5 e 17.3 – Parafuso com rosca parcial Figura 17.2).novaPDF. a união entre as peças é feita com o auxílio de porcas e arruelas.3) ou total ou parcial (Figura 17. Os parafusos podem ter rosca (Figura 17. 17. Com porca.com) .4 – Parafuso com rosca total . Consiste numa barra de seção circular com roscas nas duas extremidades (Figura 17.Parafuso com porca: Às vezes.

com) . 17.2 – PORCAS Porcas são peças de forma prismática ou cilíndrica.10).Parafuso Ponta Atuante: O parafuso de ponta atuante não tem cabeça e serve para fixar peças em eixos.Figura 17. quadradas ou redondas e servem para dar aperto nas uniões de peças ou.9).2.9 – Fixação por parafuso allen . Possui fenda ou sextavado interno (Figura 17.8 – Fixação por parafuso prisioneiro . providas de um furo roscado onde são atarraxadas ao parafuso. São hexagonais.novaPDF. Figura 17.7 – Exemplo de parafuso prisioneiro Figura 17. Cega (ou remate).1 . Figura 17. que é geralmente cilíndrica e recartilhada. Castelo. Educação Profissional 183 Created with novaPDF Printer (www. em alguns casos. Para o aperto. para auxiliar na regulagem.Parafuso Allen: O parafuso Allen é fabricado com aço de alta resistência à tração e submetido a um tratamento térmico após a conformação.10 – Exemplo de parafuso de ponta atuante 17. sextavadas. Borboleta.Tipos de porcas São os seguintes os tipos de porcas:     Sextavada. Possui um furo hexagonal de aperto na cabeça. utilizasse uma chave especial: a chave Allen (Figura 17.

13 – Exemplos de porcas cegas . que se alinham com um furo no parafuso. uma das extremidades do furo rosqueado é encoberta. usada para fixar os parafusos nas peças (Figura 17.11 – Exemplos de porcas sextavadas .14 – Exemplo de porca borboleta Educação Profissional 184 Created with novaPDF Printer (www. Contraporcas. de modo que uma cupilha possa ser passada para travar a porca (Figura 17.12). Geralmente fabricada em aço ou latão. podendo ser feita de aço ou latão. coincidentes dois a dois.novaPDF. esse tipo de porca é empregado quando a montagem e a desmontagem das peças são necessárias e freqüentes (Figura 17. . Figura 17. Figura 17.14).Porca borboleta: Possui saliências parecidas com asas para proporcionar o aperto manual. Figura 17.Porca cega (ou remate): Nesse tipo de porca. ocultando a ponta do parafuso.12 – Exemplo de porca castelo .com) .11).Porca sextavada: A porca sextavada é o tipo mais comum.13).Porca castelo: A porca castelo é uma porca hexagonal com seis entalhes radiais. Figura 17. É geralmente cromada e possibilita um acabamento de boa aparência (Figura 17.

fibra e couro são extensivamente usadas na vedação de fluidos. Arruela estrelada.Arruela lisa (ou plana): Geralmente é feita de aço e é usada sob uma porca para evitar danos à superfície e distribuir a força do aperto.Contraporcas: As porcas sujeitas a cargas de impacto e vibração apresentam tendência a afrouxar. alumínio. .15 – Travamento por contraporca 17.Tipos de arruelas Os três tipos de arruela mais usados são:    Arruela lisa. mais baratas. As arruelas servem basicamente para:      Proteger a superfície das peças. Suprimir folgas axiais (isto é. A maioria das arruelas é fabricada em aço.novaPDF. são utilizadas com porcas e parafusos de latão. são furadas a partir de chapas brutas. Evitar deformações nas superfícies de contato.1 . Evitar que a porca afrouxe. o que pode causar danos às máquinas. Evitar desgaste da cabeça do parafuso ou da porca.16) Figura 17.3 – ARRUELAS São peças cilíndricas. Um dos meios de travar uma porca é através do aperto de outra porca contra a primeira.3. com um furo no centro. pelo qual passa o corpo do parafuso. no sentido do eixo) na montagem das peças.com) . Arruela de pressão. mas o latão também é empregado.15). de pouca espessura. e para sua travação são necessárias duas chaves de boca (Figura 17. As arruelas de cobre. Por medida de economia utiliza-se uma porca mais fina. Figura 17. 15.. As arruelas de qualidade inferior.16 – Exemplos de arruelas lisas 185 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. mas as de melhor qualidade são usinadas e têm a borda chanfrada como acabamento (Figura 17. neste caso.

Arruela estrelada (ou arruela de pressão serrilhada): é de dentes de aço de molas e consiste em um disco anular provido de dentes ao longo do diâmetro interno ou diâmetro externo. Figura 17. Quando a porca é apertada. A teoria das engrenagens baseia-se nos rodetes. Coroa Pinhão Figura 18. Figura 17. gerando uma grande força de tração entre a porca e a superfície (Figura 17. Na linguagem corrente. As engrenagens são órgãos de contato direto e movimento misto: deslizamento e rolamento. as próprias rodas dentadas são chamadas de engrenagens (Figura 18.17 – Exemplo de arruela de pressão . Sua finalidade é transmitir o movimento de rotação de um eixo para outro.1 – Exemplo de par de engrenagens Educação Profissional 186 Created with novaPDF Printer (www.. a arruela se comprime.com) . enquanto a maior é a coroa.18). A arruela estrelada com dentes externos é empregada em conjunto com parafusos de cabeça chanfrada (Figura 17.1). os dentes se aplainam penetrando nas superfícies da porca e da peça em contato.17). modificando a velocidade e permitindo a transmissão de potências elevadas. Quando a porca é apertada.novaPDF. feita de aço de mola de seção retangular. Os dentes são torcidos e formam pontas aguçadas. No par de rodas dentadas. a de menor número de dentes é chamada de pinhão.Arruela de pressão: A arruela de pressão consiste em uma ou mais espiras de mola helicoidal.18 – Exemplos de arruelas estreladas 18 – ENGRENAGENS São conjuntos (um par no mínimo) de rodas dentadas destinadas à transmissão de movimento e potência. pois as engrenagens ou rodas dentadas nada mais são do que rodetes dispondo de saliências e reentrâncias que se conduzem mutuamente e dão origem aos chamados dentes de engrenagens.

Figura 18.2.Engrenagem cilíndrica de dentes retos Os dentes são dispostos paralelamente entre si e em relação ao eixo.2). É o tipo mais comum de engrenagem e o de mais baixo custo. é importante reconhecer a denominação atribuída aos seus elementos básicos (Figura 18.18.TIPOS DE ENGRENAGENS 18.1 – NOMENCLATURA Considerando a forma construtiva das engrenagens. É usada em transmissão que requer mudança de posição das engrenagens em serviço.2 – Nomenclatura dos principais elementos de uma engrenagem 18. Figura 18.1 . É mais empregada na transmissão de baixa rotação do que na de alta rotação.3). por causa do ruído que produz (Figura 18.2 .3 – Engrenagens cilíndricas de dentes retos Educação Profissional 187 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com) . pois é fácil de engatar.

3 .Engrenagem cilíndrica com cremalheira A cremalheira pode ser considerada como uma coroa dentada com diâmetro primitivo infinitamente grande. É usada em transmissão fixa de rotações elevadas por ser silenciosa devido a seus dentes estarem em componente axial de força que deve ser compensada pelo mancal ou rolamento. É usada para transformar movimento giratório em longitudinal (Figura 18.novaPDF.Engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais Os dentes são dispostos transversalmente em forma de hélice em relação ao eixo.4). As duas rodas do mesmo conjunto giram no mesmo sentido (Figura 18. Figura 18.6 – Engrenagem cilíndrica com cremalheira Educação Profissional 188 Created with novaPDF Printer (www.com) . Figura 18.2. Figura 18.2. Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e também para eixos que formam um ângulo qualquer entre si (Figura 18.5 – Engrenagem cilíndrica com dentes internos 18.Engrenagem cilíndrica com dentes internos É usada em transmissões planetárias e comandos finais de máquinas pesadas.4 .4 – Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais 18.18.2. permitindo uma economia de espaço e distribuição uniforme da força.2 .5).6).

2. Possui dentado helicoidal duplo com uma hélice à direita e outra à esquerda.7).8 – Engrenagem bi-helicoidais 18.9). Para que cada parte receba metade da carga.6 .8). Figura 18.Engrenagem cônica com dentes retos É empregada quando as árvores se cruzam. Educação Profissional 189 Created with novaPDF Printer (www.2. em baixas velocidades (Figura 18. Os dentes das rodas cônicas têm um formato também cônico. Usam-se grandes inclinações de hélice. pois com este formato de dentes consegue-se o engrenamento simultâneo de dois dentes (Figura 18.Engrenagem cilíndrica com dentes em “V” ou bi-helicoidais Conhecida também como engrenagem espinha de peixe.7 .novaPDF.7 – Engrenagem cônica com dentes retos 18. o que dificulta sua fabricação. Isso permite a compensação da força axial na própria engrenagem. Neste último caso só é admissível o sentido de giro no qual as forças axiais são dirigidas uma contra a outra (Figura 18.com) .Engrenagem cônica com dentes helicoidais Empregada quando o par de rodas cônicas deve transmitir grandes potências e girar suavemente. eliminando a necessidade de compensar esta força nos mancais.2. geralmente de 30 a 45º.18. A engrenagem cônica é usada para mudar a rotação e direção da força. diminui a precisão e requer uma montagem precisa para o funcionamento adequado. a engrenagem em espinha de peixe deve ser montada com precisão e uma das árvores deve ser montada de modo que flutue no sentido axial. Pode ser fabricada em peça única ou em duas metades unidas por parafusos ou solda. Figura 18. o ângulo de interseção é geralmente 90º. podendo ser menor ou maior.5 .

16 70.95 59. Figura 18.71 46. O sem-fim e a coroa servem para transmissão entre dois eixos perpendiculares entre si.m = 0.51 36.30 24. metro (Kgf.69 44.22 21.39 30.12 68.83 53.63 37.18 10 1.81 52.28 40 60 6.37 29.77 49.20 20 204 12.m) 4.76 48.55 38.31 26.34 90 9.2.49 34.35 28. A fim de manter o desgaste e a geração de calor dentro dos limites. Nos engrenamentos sem-fim.43 32.59 40.10 67.10).63 42.20 20.08 65.08 5.12 16.14 69. metro (N.47 25.24 50 (Kgf.00 62.41 31.Parafuso sem-fim e engrenagem côncava (coroa) O parafuso sem-fim é uma engrenagem helicoidal com pequeno número (até 6) de dentes (filetes).99 61.33 27.02 63. São usados quando se precisa obter grande redução de velocidade e conseqüente aumento de momento torsor.18 19. adequam-se os materiais do sem-fim (aço) e da coroa (ferro fundido ou bronze).32 80 8.36 Educação Profissional 190 Created with novaPDF Printer (www.06 50.97 60.67 35.45 33.26 23.79 50.14 17.85 54.04 64. como nas engrenagens helicoidais.9 – Engrenagem cônica com dentes helicoidais 18.16 18.73 47.89 55.87 45. devendo o conjunto funcionar em banho de óleo (Figura 18. Entre o sem-fim e a coroa produz-se um grande atrito de deslizamento.00 10.m Nm 0 100 200 300 400 500 600 0 0.93 58.24 22.91 57.61 41.10 – Sem-fim coroa ANEXO Tabela de conversão de torques Newton.22 30 3.m) em Kilograma-força.com) .30 70 7.65 43.10 14.06 13.novaPDF.8 .57 39. aparecem forças axiais que devem ser absorvidas pelos mancais.26 66.m) 1 N.Figura 18.02 11.10197 Kgf.28 15.

43 98.868 86.54 2 1.48 122.99 73.95 111.97 72.60 69.07 17.34 113.56 90.796 1 12 = Lbf.90 75.75 77.12 120.97 8 5.152 0.96 2 2.37 70.14 60.38 14.84 123.76 53.10197 0.59 78.07 77.33 48.93 27.55 126.68 54.51 84.81 19.47 33.38 75.95 41.21 105.31 34.pé) 2.93 110.70 35.21 39.233 0.42 18.807 980.54 46.57 33.63 31.52 36.18 143.pol Newton.metro (1 Lbf.89 146.7376 0.cm 1 100 9.99 112.10 59.01 5 (Lbf.cm N.metro (N.62 31.80 81.33 11.0723 7.27 29.82 142.18 57.78 36.pol 0.09807 9.50 103.28 109.19 26.54 50.01152 13.02 52.97 131.31 3 4.13825 = Lbf.04 66.32 52.71 18.85 104.40 82.44 84.69 10.83 105.74 8.91 109.22 86.97 24.15 Libra força.70 9 6.87 85.85 40.04 55.09 63.cm Kgf.64 94.16 82.67 4 (Nm) 5.00738 0.01 1 0.00102 10.14 101.42 73.28 3 2.88 30.49 23.cm = Kgf.com) .50 87.m Kgf.23 7 5.42 83.61 50.pé Nm 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 7.72 96.92 28.46 61.17 12.81 104.56 107.70 97.700 800 900 1000 71.m 0.38 81.71 98.88 66.33 132.45 56.24 147.46 141.40 28.45 25.43 11.64 14.35 62.36 14.05 36.90 127.61 55.77 119.83 32.pé em Newton.36 94.40 59.31 71.75 138.54 19.41 37.16 74.01 100 1 1.82 62.68 73.07 97.70 115.05 76.23 47.21 9.71 16.0833 1 Educação Profissional 191 Created with novaPDF Printer (www.83 64.38 8.02 21.89 108.825 0.06 80.m 0.69 42.20 25.24 23.46 85.73756 Lbf.94 72.90 47.80 50.07 17.pé = 12 Lbf.85 24.34 33.49 53.90 44.62 130.85 78.11 46.87 61.356 Nm) Lbf.77 101.44 80.90 13.16 43.66 28.76 39.49 4 6 4.76 22.pé (Lbf.77 39.17 63.04 135.56 64.pé = N.35 31.28 51.80 1 0.48 8.11 136.11 79.12 40.64 45.novaPDF.298 135.53 65.97 51.851 0.13 80.07 49.74 9.73 99.71 56.197 0.24 67.02 74.26 128.09 10.7 11.26 37.95 3.40 136.02 6.39 56.11 76.00 93.00 62.m Lbf.59 70.85 108.60 1 1.01 74.14 21.94 89.pé 0.80 5 6 7 8 9 1 Lbf.58 = N.32 79.87 107.75 100.00 38.59 16.58 91.807 0.10197 1 0.52 67.54 89.42 42.21 71.45 12.pé) 1 N.68 96.19 44.m) em libra-força.14 29.28 20.47 70.30 65.52 88.48 42.60 92.56 27.66 73.38 45.26 48.78 67.03 75.86 16.73 77.50 22.66 59.78 100.25 68.65 92.m = 0.06 116.44 Fator de cálculos de torque Unidade conhecida N.58 88.68 134.12 15.09 78.pé = 1.09 78.79 102.98 32.66 95.pé 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 13.62 93.0885 8.97 54.78 20.10 25.92 108.48 86.19 124.92 58.04 35.41 117.75 58.53 145.pol Lbf.3558 Unidade de medição = Kgf.83 43.29 90.63 111.11298 1.59 47.73 69.63 76.

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