Curso Técnico em Mecânica

Módulo I – Mecânico Industrial

MANUTENÇÃO MECÂNICA I

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SUMÁRIO

1 – ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1.1 – INTRODUÇÃO 2 – HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO 2.1 – CONCEITOS E OBJETIVOS 2.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS 3 – A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 3.1 – TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO 3.2 – ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA 4 – ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO 4.1 – MANUTENÇÃO CORRETIVA 4.2 – MANUTENÇÃO PREVENTIVA 5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5.1 – INTRODUÇÃO 5.2 – CHAVE DE BOCA E ESTRELA 5.3 – CHAVES DE FENDA E PHILIPS 5.4 – CHAVE EXAGONAL ALLEN 5.5 – CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU INGLESA 5.6 - SACA POLIAS 5.7 - TALHADEIRA E BEDAME 5.8 - SACA PINOS CÔNICO E PARALELO 5.9 - CHAVE PARA TUBOS 5.10 - ESPÁTULAS 5.11 - VERIFICADORES E CALIBRADORES 5.12 - TORQUÍMETRO 5.13 - MULTIPLICADORES DE TORQUE 6 – FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO 6.2 – TIPOS 6.3 – CUIDADOS GERAIS 7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.1 – INTRODUÇÃO 7.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS

04 04 05 06 07 09 10 14

17 17 22 36 36 38 41 42 43 44 45 46 46 47 47 48 57 62 62 63 64 65 65 65

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8 – MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8.1 – INTRODUÇÃO 8.2 – SEGURANÇA 8.3 - COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR 8.4 - SINAIS VISUAIS 8.5 - ACESSÓRIOS DO MOVIMENTADOR 8.6 - ISPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS 9 - ELEMENTOS MECÂNICOS 9.1 - ACOPLAMENTOS 9.2 - CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9.3 - TIPOS DE ACOPLAMENTOS FEXÍVEIS 9.4 - EMBREAGENS 10 - FREIOS 10.1- FREIOS DE DUAS SAPATAS 10.2- FREIO DE DISCO 10.3- FREIO DE SAPATA E TAMBOR 10.4- FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR 10.5- FREIO MULTIDISCO 10.6- FREIO CENTRÍFUGO 11 - POLIAS E CORREIAS 11.1- RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO 11.2 - POLIAS 12 - CORRENTES 12.1- TIPOS DE CORRENTES 13 - EIXOS 13.1-CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS 13.2- CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS 14 - TRAVAS 14.1 - CHAVETAS 14.2 - ANEL ELÁSTICO 14.3 - PINOS 15- MANCAIS DE ROLAMENTO E DE DESLIZAMENTO 15.1 – MANCAIS DE ROLAMENTO 15.2 – MANCAIS DE DESLIZAMENTO 16- ELEMENTOS DE VEDAÇÃO

80 80 80 83 84 88 116 121 121 121 123 126 130 130 131 131 131 132 132 132 133 133 144 145 149 149 150 153 154 158 160 164 165 173 176

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1 – PARAFUSOS 17.com) .3 – ARRUELAS 18.1 – NOMENCLATURA 18.novaPDF.17.EMBREAGEM 18.PARAFUSOS.2 – PORCAS 17.2 –TIPOS DE ENGRENAGENS ANEXO I BIBLIOGRAFIA 181 181 183 185 186 187 187 190 192 Educação Profissional 3 Created with novaPDF Printer (www. PORCAS E ARRUELAS 17.

ótimos funcionários e programa de qualidade se ela não contar com um eficiente programa de manutenção mecânica. preços competitivos.1 . Perdas financeiras. Com a globalização da economia. De fato. mercado cativo. . Deverei. Perda de mercado. produtos de qualidade. sem a manutenção mecânica das máquinas e equipamentos não será possível: Cumprir os cronogramas de fabricação. Atrasos nas entregas. . satisfação dos clientes. A manutenção mecânica é a alma dos setores produtivos empresariais. os prejuízos serão inevitáveis. planos de expansão. Educação Profissional 4 Created with novaPDF Printer (www. aumento da lucratividade.O que a manutenção tem a ver com a qualidade total? Disponibilidade de máquina. Diminuir os custos de produção.. . Se eu não tiver um bom programa de manutenção. Aumentos dos custos.Não entendi! Vamos comparar.. Imagine você que eu não faça manutenção de minhas máquinas.1 – INTRODUÇÃO Não basta uma empresa ter máquinas modernas. também. para que eu venha a manter meus clientes e conquistar outros. Competir em igualdade de condições no mercado interno e externo. Pois bem. Conquistar novos clientes. Aumentar a competitividade. Manter a fidelidade dos clientes. a busca da qualidade total em serviços. Insatisfação dos clientes.. pois máquinas com defeitos ou quebradas causarão: Diminuição ou interrupção da produção.Estou começando a compreender.. Imagine que eu seja um fabricante de rolamentos e que tenha concorrentes no mercado. aumento da competitividade. produtos e gerenciamento ambiental passaram a ser a meta de todas as empresas. produtos com defeito zero.novaPDF. estabelecer um rigoroso cronograma de fabricação e de entrega de meus rolamentos.com) . Rolamentos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação. Obter produtos de qualidade. tecnologia de ponta. precisarei tirar o máximo rendimento de minhas máquinas para oferecer rolamentos com defeito zero e preço competitivos. Reduzir as perdas de matéria-prima e energia.ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1.

redução de cursos e meio ambiente. sempre existiu. onde a quantidade e a qualidade dos equipamentos bélicos eram fundamentais para a vitória desejada. Essa fase ficou denominada como 2ª geração da manutenção e vigorou até início dos anos 70.novaPDF. onde a produção programada impedia as paradas freqüentes para reparos. (preventiva) Evolução dos procedimentos administrativos – sistemas de planejamento. intensa concorrência. Máquinas mais complexas. Itália e principalmente o Japão alicerçaram seu desempenho industrial nas bases da engenharia e manutenção. Educação Profissional 5 Created with novaPDF Printer (www. os prazos de entrega dos produtos passaram a ser relevantes para todas as empresas. uma série de diques. que dependiam do estado operacional de seus barcos para obterem sucesso em suas incursões marítimas. porém. Uma das primeiras ações que poderíamos chamar de “manutenção organizada” foi desenvolvida pelos Vickings. Manutenção executada somente após a quebra – (corretiva). na Escandinávia.com) . Custos elevados. A partir de meados dos anos 70. Inglaterra. de meros consertos. principalmente. mesmo nas épocas mais remotas. possuíam em suas aldeias. Novos métodos foram introduzidos. qualidade. Começou a ser conhecida com o nome de manutenção por volta do século XVI na Europa Central. Tomou corpo ao longo da Revolução Industrial e firmou-se como necessidade absoluta. novas técnicas e expectativas criaram a 3ª geração da manutenção. juntamente com o surgimento do relógio mecânico. segurança. com a 2ª guerra mundial. Novas técnicas de manutenção e gerenciamento da manutenção foram introduzidas para que se obtenha maior disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos. marcada pela linha de montagem. superdimensionados. Com a mecanização da indústria. organização e controle geral da manutenção. O grande impulso da manutenção organizada e científica deu-se. No princípio da reconstrução pós-guerra. Alemanha. considerando a primeira geração da manutenção tivemos: Equipamentos simples.2 . Os efeitos da guerra puderam ser sentidos muitos anos depois com uma nova ordem mundial que pode ser caracterizada por: Elevado consumo / aumento da produção. tornando a manutenção inerente ao processo produtivo. Para tanto. não passando ainda. Tais características geraram conseqüências como: Maior preocupação com as falhas e paradas de produção. Até esse momento. que culminou com o desenvolvimento tecnológico acelerado e a necessidade de se manter tudo funcionando perfeitamente. a manutenção foi intensificada. quando surgiram os primeiros técnicos em montagem e assistência. confiáveis e de fácil reparação. Exigências como: produtividade.HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO A manutenção embora despercebida. onde os barcos (de até 15 toneladas) eram postos a seco e reparados com ferramentas especiais ao retorno da viagem. que marcou a 1ª revolução industrial. na Segunda Guerra Mundial. A manutenção teve outro incremento com a 2ª revolução industrial. novas pesquisas.

A manutenção ideal de uma máquina é a que permite alta disponibilidade para a produção durante todo o tempo que ela estiver em serviço e a um custo adequado. Tabela 1. incluindo as de supervisão. De modo geral. A manutenção pode incluir uma modificação de um item.Com isso. estaremos restaurando-a. destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida.combinação de todas as ações técnicas e administrativas.com) . estamos conservando-as. Se estivermos retificando uma mesa de desempeno. Para facilitar o entendimento da Norma podemos entender manutenção como o conjunto de cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de máquinas.1 EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MANUTENÇÃO PERÍODOS ATÉ DÉCADA DE DECÁDA DE 1950 1950 Manutenção Corretiva Manutenção Preventiva DÉCADA DE 1960 DÉCADA DE 1980 Estágio Conceitos Manutenção Sistema Produção do Manutenção de Produtiva (TPM) Total Reparo Corretivo Gestão Mecânica da Manutenção Manutenções Preventivas X X X X X X X X X X 6 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Por exemplo. ferramentas e instalações. a restauração. a substituição e a prevenção. nos últimos vinte anos á que tem havido preocupação de técnicos e empresários para o desenvolvimento de técnicas específicas para melhorar o complexo sistema Homem / Máquina / Serviço. Alcançar esses objetivos requer manutenção diária em serviços de rotina e de reparos periódicos programados. quando mantemos as engrenagens lubrificadas.novaPDF.CONCEITOS E OBJETIVOS Definição da Manutenção: Segundo norma NBR 5462. Essa motivação deu origem à manutenção preventiva. prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas. a manutenção em uma empresa tem como objetivos: manter equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos. 2. Em suma. equipamentos. Se estivermos trocando o plugue de um cabo elétrico. Esses cuidados envolvem a conservação. surgiu a motivação para se prevenir contra as falhas de máquinas e equipamentos. estaremos substituindo-o. a adequação.1 .

2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS Os serviços de rotina constam de inspeção e verificação das condições técnicas das unidades das máquinas. como:      Monitorar as partes da máquina sujeitas a maiores desgastes.novaPDF. Salientemos que há.Visão Sistemática Manutenção Corretiva com incorporação de Melhorias Prevenção Manutenção Manutenção Preditiva Abordagem Participativa Manutenção Autônoma de X X X X X X X X X 2. Reparos não programados também ocorrem e estão inseridos na categoria conhecida pelo nome de manutenção corretiva. são testadas para assegurar a qualidade exigida em seu desempenho. para que a máquina não fique parada. Por exemplo. Testar os componentes elétricos. bem como dos reparos feitos. Educação Profissional 7 Created with novaPDF Printer (www. em qualquer programa de manutenção. se necessário. A responsabilidade pelos serviços de rotina não é somente do pessoal da manutenção. mas também de todos os operadores de máquinas.com) . Exame dos componentes antes do término de suas garantias. A detecção e a identificação de pequenos defeitos dos elementos das máquinas. se uma furadeira de bancada estiver em funcionamento e a correia partir. ela deverá ser substituída de imediato. o programa de prevenção. são fatores importantes. Os serviços periódicos de manutenção podem ser feitos durante paradas longas das máquinas por motivos de quebra de peças (o que deve ser evitado) ou outras falhas. O acompanhamento e o registro do estado da máquina. após exame. As partes danificadas. ainda. a verificação dos sistemas de lubrificação e a constatação de falhas de ajustes são exemplos dos serviços da manutenção de rotina dentro da manutenção. Replanejar. também. Os serviços periódicos de manutenção consistem de vários procedimentos que visam manter a máquina e os equipamentos em perfeito estado de funcionamento. etc. manutenção de emergência ou corretiva. ou durante o planejamento de novo serviço ou. no horário de mudança de turno. As paradas programadas visam a desmontagem completa da máquina para exame de suas partes e conjuntos. Ajustar ou trocar componentes em períodos predeterminados. que será estudada logo adiante. Esses procedimentos envolvem várias operações.

Estado de um item caracterizado pela incapacidade de desempenhar sua função requerida.Centro Capixaba de desenvolvimento Metalmecânico CEQUAL . supondo que os recursos externos requeridos estejam assegurados.Engineering. durante um dado intervalo de tempo. MANTENABILIDADE . dispositivo.Análise do Modo e Efeito da Falha MASP . DISPONIBILIDADE . sob condições de uso especificadas. quando a manutenção é executada sob condições determinadas e mediante procedimentos e meios prescritos.Centro de Certificação da Mão-de-Obra Especializado dos Setores Mecânico e Elétrico CIPA .Qualquer parte. unidade funcional.Associação Brasileira de Manutenção ABCE .Equipamento de Proteção Individual EPC . levando-se em conta os aspectos combinados de sua confiabilidade.novaPDF. equipamento ou sistema que possa ser considerado individualmente DEFEITO .Associação Brasileira de Consultores de Engenharia CDMEC . componente.Término da capacidade de um item desempenhar a função requerida. (Conforme ABNT NBR 5462/94)      ITEM . PANE . fornecimento de materiais e construção FMEA . subsistema.com) .Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRAMAN .Comissão Interna para Prevenção de Acidentes DDS . FALHA .Capacidade de um item desempenhar uma função requerida sob condições específicas.Capacidade de um item ser mantido ou recolocado em condições de executar suas funções requeridas.Contrato pelo qual uma empresa assume a responsabilidade pelos serviços de engenharia. Procurement and Construction .Organização Mundial de Saúde 8 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Para um melhor entendimento da manutenção é necessário que alguns termos e definições estejam bem claras: Definições básicas de alguns termos usados na “linguagem” da manutenção.   LISTA DE SIGLAS ABNT . CONFIABILIDADE .Método de Análise e Solução de Problemas OMS . mantenabilidade e suporte de manutenção.Diálogo Direto de Segurança EPI .Capacidade de um item estar em condições de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo tempo determinado.Failure Mode and Effect Analysis .Qualquer desvio de uma característica de um item em relação aos seus requisitos.

ferramentas. sendo os parceiros seus sócios ou acionistas) SIPAT .Programa de Prevenção contra Riscos Ambientais PPT .A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO A tarefa principal da organização da manutenção é associar recursos (humanos. ferramentas e informação. é: .Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PPCM .Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho MTBF . envolve muitas decisões inter-relacionadas (onde se localizará a força de trabalho. a quem se destinará a responsabilidade da informação da manutenção e dos sobressalentes). Plano de trabalho a longo e curto prazo e o controle das atividades: custo da manutenção.SPE (Sociedade de Propósito Específico) é a configuração legal mais comumente utilizada em uma sociedade comercial constituída para abrigar um empreendimento. possa ser atingida.Sustentar a custo total mínimo. e eficiência do plano de trabalho) seja maximizada.Special Purpose Company .PCMSO . Educação Profissional 9 Created with novaPDF Printer (www. cada decisão será influenciada por muitos outros fatores. com personalidade jurídica própria. a organização precisa ser projetada para que a performance das equipes (em função da sua utilização e motivação. Com o objetivo de alcançar isto. tecnológicos. desta forma. por se constituir em exigência por parte das instituições financiadoras do projeto (são empresas formalmente constituídas para a execução especifica daquele empreendimento. O projeto de uma organização da manutenção. etc.Root Cause Failure Analysis . tamanho.Manutenção Produtiva Total MTTR. Estas decisões serão classificadas.Permissão Para Trabalho RCFA .Tempo Médio Entre Reparos 3 . Mecânicas e Material Elétrico SPC .Análise da Causa Raiz da Falha RCM . segundo Kelly. o objetivo da manutenção. disponibilidade e sobressalentes. a planta para que a capacidade de produção desejada.com) . sobressalentes. em quantidade e qualidade de saída.Reliability Centered Maintenance (Manutenção Centrada na Confiabilidade) SINDCON . função e logística dos recursos de manutenção. informações) para a execução das suas atividades. como estender a flexibilidade da equipe. Estrutura administrativa: a definição das responsabilidades gerenciais e inter-relacionais.Tempo Médio Entre Falhas TPM .novaPDF.Planejamento.Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas. entretanto. Programação e Controle da Manutenção PPRA .Sindicato da Indústria de Construção Civil SINDIMETAL . principalmente a força de trabalho. de acordo com os principais elementos da organização listados a seguir:    Estrutura de recursos: localização.

De uma maneira geral. através da pirâmide – Recursos da Estrutura – e o gerenciamento que permite isto sobreviver – Estrutura Administrativa. envolvendo vários problemas como a integração manutenção – operação.1 – Modelo da Organização Figura 1Modelo da Organização No projeto ou na modificação da organização da manutenção é necessário entender que a carga de trabalho tem uma maior influência no recurso da estrutura. adoção de times auto – gerenciáveis. Todas estas posições na estrutura têm o seu papel. Esta influência interna (do nível operacional para o gerencial) no projeto da organização freqüentemente é acompanhado por influências externas (do nível gerencial para o operacional). O planejamento das atividades pode ser representado como uma informação e um sistema de tomada de decisão funcionando através da estrutura. A organização toda é muito maior que o somatório das suas partes elementares devido a sinergia. divergindo até entre duas empresas “irmãs” de um mesmo grupo financeiro. A seguir.novaPDF. As grandes empresas adotam a estrutura descentralizada ou mista. gerenciamento de recursos humanos. em função das condições operacionais. MODELO DE ORGANIZAÇÃO Figura 3. também em função da sua concepção física. O último ponto introdutório é que a organização deve ser dinâmica. e para isso precisa estar sintonizado com as mudanças (internas e externas) do cenário. administrativas e da concepção física de cada empresa e que são totalmente particulares. Kelly apresenta uma forma de visualizar isto. uma evolução. Educação Profissional 10 Created with novaPDF Printer (www.Modelo da Organização É importante entender como a inter-relação dos elementos permite a organização funcionar.TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO  Centralizada. influencia os sistemas e a estrutura administrativa. na maioria dos casos. etc. que por sua vez. As médias empresas utilizam a centralizada ou a mista de acordo com o lay-out fabril. Cada mudança pode ser uma revolução ou.com) . as pequenas empresas (dono à frente de tudo) o tipo de organização da manutenção mais usada é a centralizada. Escolha Do Tipo De Organização A decisão da escolha entre um tipo ou outro é evidente. detalharemos os tipos e as formas de organizações em que a manutenção pode estar inserida: 3.1 .

3. equipamentos. equipamentos. Os recursos humanos são agrupados por especialidade atendendo as solicitações de todas as áreas de produção. mantendo condições próprias de organização e controle. Facilita a implantação e gerenciamento de métodos de organização da manutenção (planejamento.1..Centralizada Todas as atividades de manutenção são executadas por um órgão central autônomo em sua especialidade. Estoque de peças sobressalentes mais reduzido.com) . ferramentas e pessoal.1 . Maior flexibilidade no remanejamento de mão-de-obra. confiabilidade. etc.1. almoxarifados.   Descentralizada.. 11 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. DESVANTAGENS:     Diminui o entrosamento entre produção e manutenção. dificultando o estabelecimento de prioridades (principalmente nas grandes empresa). Toda área possui sua mini-oficina. almoxarifado. Maior distanciamento entre a oficina e o local de intervenção. Por terceiros.novaPDF. dificultando a comunicação. Figura 3. 3. em casos de emergência ou de grandes obras prolongadas. Maior tempo para deslocamento de pessoal. assim como as oficinas. A organização e controle são centralizados. entre outros). ferramentas. Mista. Maior profissionalização e especialização com o pessoal podendo conhecer todos os equipamentos das diversas áreas de produção. etc. com melhor controle das despesas. depósitos. ferramentas. programas de qualidade. Há maior dificuldade para o atendimento imediato em todas as áreas de produção. totalmente independente das unidades de produção. etc. depósito.2 VANTAGENS:       Otimização dos recursos.2 – Descentralizada Cada área de produção possui sua equipe de manutenção diretamente subordinada ao chefe imediato de produção da própria área. Controle e aumento técnico-administrativo mais uniforme e imediato.

Áreas sobrecarregadas e outras ociosas.com) .3 VANTAGENS:     Comunicação entre entrosamento.1. distribuídos pelas áreas de produção. existindo nas áreas pequenas oficinas para pequenos e rápidos reparos. com agrupamentos específicos de manutenção. Controle e orientação técnico-administrativa mais difícil e não uniforme entre as áreas. sem contudo estarem subordinados diretamente ao chefe de produção da área. Rapidez e flexibilidade no atendimento. podendo ser confundidos com as de produção.    3. serviços em área de interferência. Educação Profissional 12 Created with novaPDF Printer (www. ferramentaria. oficina. são centralizados. Localização ideal do grupo de manutenção em relação à área de atuação. etc.Mista Organização e controle centralizados.).3 . manutenção e produção mais eficiente. em casos de emergência ou grandes obras programadas (difícil coordenação entre as áreas) ou ainda. Necessidades de um maior número de especialistas ou poliespecialistas (mecânica + elétrica + hidráulica + instrumentação.novaPDF. instrumentos e equipamentos. Os órgãos de apoio como depósitos.Figura 3. Dificuldade de remanejamento de pessoal. almoxarifado. gerando dificuldade na implantação e execução de métodos gerais e novas técnicas gerenciais. melhorando o Equipes conhecendo melhor os equipamentos da área. Maior quantidade de ferramentas. etc. Controle das despesas de manutenção mais difícil. DESVANTAGENS:     Maior efetivo de pessoal de manutenção necessário.

As equipes de área executam os serviços de rotina. não contínuos como a manutenção de equipamentos de controle e medição. As equipes de área estão ligadas hierarquicamente à produção. ficando os serviços mais especializados e de grande porte realizados pela equipe central. total ou parcialmente. fundações civis. etc. Os problemas relacionados à falta de entrosamento entre as áreas de produção e manutenção são menores. Redução dos custos com a diminuição do efetivo próprio. alimentação. porém com algumas melhorias. porém tendo as orientações técnicas e gerenciais repassadas pela chefia central de manutenção (coordenadores.com) .Figura 3. férias. Diminuem consideravelmente os custos com administração de pessoal. rádio-comunicações. por firmas externas contratadas. rescisões contratuais. Educação Profissional 13     Created with novaPDF Printer (www. Melhor aproveitamento de mão-de-obra própria em serviços que visam melhorias operacionais.4 .Por Terceiros As atividades de manutenção são executadas. treinamento. assistência médica. etc.1. engenheiros).novaPDF. radiografia industrial. tais como: transporte. que exigem a utilização de aparelhos e instrumentos especiais (caros) é mais vantajosa a contratação de firmas externas.4 Há uma somatória de vantagens e desvantagens vistas no sistema centralizado e descentralizado. Garantia dos serviços contratados por um período determinado após execução dos mesmos. abonos. 3. montagens mecânicas e elétricas. VANTAGENS:  Serviços especializados.

a utilização do conceito de CÓDIGO DE EQUIPAMENTO.1 . com vantagens no preenchimento das fichas de inspeção. usinagem.novaPDF. 3.2. áreas de produção (ex: fundição. etc. etc.2.3 . entre outros. 3. o cadastro dos equipamentos acompanhado de um relatório com o histórico de intervenções de manutenção já é suficiente.Código do equipamento Para efeito de correlação das posições operacionais dos equipamentos com os respectivos registros históricos. 3. que será identificado como “células”. Lado da frente do eixo do motor elétrico de acionamento do eixo portaferramenta e mesa porta-peça da geradora de engrenagens do tipo renânia localizada no setor de fresagem do curso de mecânica do CEDTEC. embalagem. na medida do aumento do porte das empresas. relatórios. Exemplo de um item e sua localização: . quando fazer. porém. equipamento. pedidos de compra. substituem com vantagens os nomes originais de um item e seus constituintes.com) .). devidamente apontados em fichário próprio. pois. ordens de serviço.2 . acabamento. todos localizados em um mesmo ambiente. de fácil entendimento e preenchimento pelo executor do serviço. e que possui poucos equipamentos.2. porte do equipamento. 3. A manutenção de um grupo adicional externo pode ser antieconômico se a programação das atividades não contemplar a totalidade da mão-de-obra disponível.Codificação É a atribuição de códigos numéricos.ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA. outros complicadores aparecerão. etc. é comum. como fazer um determinado serviço de manutenção ou ainda uma inspeção. alfabéticos ou alfanuméricos a cada um dos elementos constituintes de um cadastro (unidade industrial. maior número de efetivos de manutenção. composto de várias partes.. predominância da manutenção preventiva. controle de qualidade. Para uma micro-empresa que exerce apenas a manutenção corretiva. Seria muito mais fácil utilizar um código para referência ao item mencionado. Essas informações tramitam por um sistema de fichas que devem ser compactas. setor.Cadastramento dos Equipamentos Para qualquer nível de organização da manutenção em uma empresa o essencial é um bom cadastro geral dos equipamentos com dados importantes sobre tais.DESVANTAGENS:   Controle e orientação técnico-administrativo mais difícil.2 . entendendo-se por Sistema Produtivo a Educação Profissional 14 Created with novaPDF Printer (www. e associa cada Equipamento aos Sistemas Operacional e Produtivo aos quais está ligado.Rolamento 6205. que estabelecerá o que fazer. tais como: número maior de equipamentos (inclusive repetidos).) de tal forma que agrupados convenientemente. estes determinarão diferentes níveis de organização da manutenção. até a localização de um determinado item se torna difícil. A execução da manutenção de forma preventiva exige programação. tendo sua decodificação oportuna. já que o grupo adicional externo não possui a mesma motivação que o interno.

A figura a seguir ilustra um exemplo de código de equipamentos. mudanças.5 Além do Código de Equipamento poderão ser atribuídos códigos para componentes (peças de reposição).novaPDF. curto-circuito. como exemplo: Código de avarias . o código de equipamentos pode caracterizar também os subsistemas. o código pode também conter. em função das características do sistema produtivo. Para as instalações que ocupam vasta área. etc.com) .). Código de serviço . etc. etc. etc. código para manutenção. desalinhamento. recomendamos que tenha a seguinte composição: 15 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. ruptura. natureza do serviço (acidente de operação. não programado. urgente.). etc.indica o tipo de serviço (troca de rolamento. deformação. alterações.estação. Figura 3. soldagem. e por Sistema Operacional. que possibilite a obtenção e relatórios em diversos níveis gerenciais. troca de redutor. quando se desejar isolar o histórico desses componentes dos respectivos equipamentos.). normal) causa do serviço (avaria normal. construção. programado turno a turno.Indica a origem ou a causa da avaria (especificação errada. uma vez que algumas células usam sistema numérico de identificação. outras alfanumérico. a Localização Física do equipamento em relação ao Sistema Operacional ou sua Posição Geográfica na área de produção. Pode-se. para os Sistemas Operacionais de grande porte e Componentes de alguns de seus equipamentos prioritários. ainda atribuir códigos para: prioridade de serviço (emergência. montagem incorreta. em uma de suas células. reparo periódico. Visando permitir uma seqüência hierárquica do código do equipamento. planta. fábrica ou qualquer outro tipo de instalação industrial ou de serviços. composto de sete células com critério misto de identificação.). outras alfabético. desgaste. com as características acima assinaladas. anormal. ou conjunto de equipamentos que realizam uma função de uma instalação. Eventualmente.

facilita o estabelecimento de prioridades de execução da manutenção e serve como referência à análise de listagens históricas.6 Educação Profissional 16 Created with novaPDF Printer (www. pois a incidência de ocorrências em equipamentos com maior grau de classificação. Classe B. em conseqüência sua programação preventiva pode deixar de ser executada.Equipamento que participa do processo produtivo. porém sua parada por algum tempo não interrompe a produção e assim.1) Sistema Produtivo 2) Sistema Operacional 3) Equipamento 4) Classe Observa-se que nessa seqüência incluímos a CLASSE do equipamento no Código.).com) . que irá indicar sua importância operacional no processo produtivo. podendo servir também como elemento orientativo de formatação de relatórios para análise de ocorrências. deverá receber atenção especial do analista de controle e da supervisão de execução de manutenção em relação aos de menor classificação. visando facilitar a seleção analítica dos resultados (listagens ou telas) e.Equipamento cuja parada interrompe o processo produtivo e por esta razão sua programação de manutenção preventiva deve ser rigorosamente cumprida. Por essa razão é recomendável evitar o desmembramento excessivo das CLASSES. se impactarem nos custos previstos da manutenção (mão-de-obra. Classe C. etc.novaPDF. como sugestão são apresentadas as seguintes caracterizações: Classe A. A identificação das CLASSES. ALGORITMO DE CLASSIFICAÇÃO Figura 3. sua programação de manutenção preventiva deve ser executada dentro de uma determinada faixa de tempo. materiais.Equipamento que não interfere no processo produtivo e.

Por esse motivo. manutenção conserta imediatamente”. toda a produção de calçados com costura no solado ficará comprometida. a manutenção corretiva deverá entrar em ação. (NBR 5462/94). Se as providências não forem tomadas imediatamente. Não existe filosofia.MANUTENÇÃO CORRETIVA Consideremos uma linha de produção de uma fábrica de calçados e que a máquina que faz as costuras no solado pare de funcionar por um motivo qualquer. tentativas frustrantes de acerto. Mas. Mesmo que venham a contar com o pessoal de manutenção em quantidade suficiente. pois nunca se sabe quando alguém vai ser solicitado para atender aos eventos que requerem a presença dos mantenedores. pois nunca haverá pessoal de manutenção suficiente para atender às solicitações.com) . o que é manutenção corretiva? É a manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane. linhas de produção que possuam equipamentos de reserva (tipo stand by) a manutenção corretiva é a mais econômica e viável. Nos dias atuais.1 . seja um método dispendioso de execução da manutenção. pois não se tem definido o problema. as empresas que não têm essa manutenção programada e bem administrada convivem com o caos. com a possibilidade de ocorrência de acidentes de trabalho. Não se sabe o número exato de pessoal necessário ao reparo. para equipamentos não vitais à produção de uma empresa. Diante de situações como esta. não saberão o que fazer com os mantenedores em época em que tudo caminha tranqüilamente. Embora. já que os equipamentos não possuem confiabilidade total contra quebras. Educação Profissional 17 Created with novaPDF Printer (www. além disso.novaPDF. a “correria” para reparação de um equipamento vital à produção da empresa traz improvisações.S Q P F M LEGENDA Segurança Qualidade Produção Falha Manutenabilidade (custos e tempos) 4 . não há indústrias que possam dispensá-lo. impensáveis soluções que poderão determinar um dano ainda maior à máquina ou instalação. destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida. Esse tipo de manutenção baseia-se na seguinte filosofia: “equipamento parou. não se sabe da existência de peças de reposição e. O tempo para reparação é geralmente longo. ou ainda.ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO   CORRETIVA PREVENTIVA  TRADICIONAL PREDITIVA  PERIÓDICA MONITORAMENTO 4. teoria ou fórmula para dimensionar uma equipe de manutenção corretiva.

....... atualmente são utilizados softwares de manutenção.................................................. Visto Figura 4................ cuja função é eliminar ou minimizar essas emergências...... ele deverá emitir um documento.................... a manutenção aceita serviços de montagem para executar e nunca cumprem os prazos estabelecidos.......... pois há ocasiões em que terá de decidir se atente às emergências ou continua montando o que estava programado.... Como as ocorrências de emergências são inevitáveis.... da seção .......... FRENTE Ficha de Execução Unidade....... sempre haverá necessidade de uma equipe para esses atendimentos.... Parada de ............................... Avaria .................... são causadas............................. Produção ........................ Exemplo: empresas aéreas................ Inspeção ........ às vezes é mais conveniente....... Data .............................................................. Subconjunto ................... Como a equipe não sabe o local onde vai atuar....... verifica o que deve ser feito e emite uma ficha de execução para sanar o problema..................................................................com) ..........É por esse motivo que.......1 VERSO Educação Profissional 18 Created with novaPDF Printer (www..novaPDF... não se deve se ter 100% de manutenção preventiva................................................. Mesmo em empresas que não podem ter emergências........................... Conjunto .... Trabalho realizado ................... o usuário com problemas deverá solicitar o atendimento por telefone......... Nas empresas que convivem com emergências que podem redundar em desastres................................ Natureza de ............................... deixá-lo para resolver o problema por atendimento de emergência..... todavia algumas empresas ainda utilizam fichários conforme modelo a seguir: Equipamento ...... horas do dia ..... por motivos econômicos.............................. Avaria .............................................. Um modelo de ficha de execução é dado a seguir....... Causa de .................. Atendimento A equipe de manutenção corretiva deve estar sempre em um local específico para ser encontrada facilmente e atender à produção de imediato.............................................. para os efeitos de registro e estatística... Prevista Realizada Parada de Produção........... A filosofia que deve ser adotada é: “Emergências não ocorrem........................ porém......... Dependendo do equipamento........ Equipamento................................................................. Um analista de equipe de manutenção corretiva atende ao chamado..................................................... normalmente........................... às vezes elas ocorrem com resultados geralmente catastróficos..... deve haver uma equipe muito especial de manutenção.................... Elimine a causa e você não terá novamente a mesma emergência”.............. Trabalho a realizar ... parou às ...................................................................................................................................... mesmo porque.......

Preencher o campo parada da produção colocando o código 00 quando for emergência (serviço não programado) e código 11 quando for preventiva (serviços programados). Preencher o campo trabalho a realizar especificando exatamente o que fazer e onde fazer. Preencher os campos conjunto e subconjunto. Preencher o campo data.2: Tabela 4.2 NATUREZA DA AVARIA Deslocamento do equipamento Ruptura Cisalhamento Trinca Esmagamento Entalhe Perfuração Corrosão Erosão Oxidação Engripamento Estrangulamento Entupimento Descarrilhamento Aquecimento Desregulagem Desaperto Curto-circuito Colamento CÓDIGO 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 30 31 19 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.1 e 4.com) . Preencher o campo natureza da avaria e causas da avaria citado nas tabelas 4. Preencher o campo trabalho realizado..novaPDF.Figura 4. Preencher o campo equipamento citando o nome do equipamento..2 O preenchimento da frente da ficha de execução deve seguir os passos:         Preencher o campo unidade ou área onde o equipamento está localizado..

para se colocar o código de natureza e causa de avaria é necessário analisar profundamente o problema.2 e 4.novaPDF.com) . pois existe sempre uma causa para outro tipo de natureza que varia.3 não são definitivas. Elas podem e devem ser ampliadas. Exemplo: desgaste de um eixo.Perda de Perda de Perda de Perda de propriedades físicas propriedades químicas propriedades térmicas propriedades elétricas 32 33 34 35 Tabela 4. Salientemos que. 20 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.3 CAUSAS DA AVARIA Introdução de líquidos gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de líquidos não gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de pó químico na máquina Incrustação Introdução de corpo sólido exterior à máquina Falta de filtragem Introdução de ar no sistema Introdução de líquidos gordurosos procedentes da máquina Introdução de líquidos não gordurosos procedentes da máquina Introdução de pó procedente da máquina Introdução de corpo sólido Influência da umidade Influência de temperatura baixa Influência de temperatura elevada Atmosfera corrosiva Desgaste excessivo Falta de isolamento térmico Abaixamento do solo Modificações geométricas dos suportes Ligação errada Defeito de material Erro de fabricação Peça de reposição não adequada Erro de concepção Defeito de montagem Má ajustagem Manobra errada da operação Falta de limpeza Excesso de carga Desaperto Falta de lubrificação Choques Vibração anormal Atrito CÓDIGO 11 12 15 16 17 18 19 21 22 25 27 31 32 33 35 41 42 43 44 49 50 51 52 53 54 55 56 60 61 62 72 73 74 75 As relações de natureza e causas das tabelas 4.

......................................................................................... ........................................................................................... ......... ’término’ e ‘duração’ do trabalho na primeira linha do verso apresentarão apenas eventos previstos................... Natureza da Avaria .................................. Conjunto ................................................ Quando o trabalho tiver sido executado................................ Nesse relatório o analista pode e deve sugerir alguma providência ou modificação no projeto da máquina para que o tipo de avaria ocorrida – e solucionada – não venha a se repetir......... porém.. deverá eliminar as emergências....................................................... dias) para o campo ‘realizada’........................................................................... Preencher o campo subconjunto com código.................novaPDF... término e duração do trabalho...................... .. .... sempre se preocupando em deixar o equipamento trabalhando dentro de suas características originais..... ......... de acordo com o desenvolvimento do trabalho................... temos como natureza.................................... Os campos ‘data’...................................................................com) .............................................................. Modelo de relatório de avaria Abaixo será apresentado um modelo de relatório de avaria e onde será mostrado como preenchêlo.................... o desgaste do eixo e como causa do desgaste a falta de lubrificação................................ Preencher o campo equipamento com nome e código... ............................. Sugestão........ início’............................................................... de acordo com seu projeto de fabricação.............. Educação Profissional 21 Created with novaPDF Printer (www....... o analista de manutenção corretiva é obrigado a enviar para o setor de Engenharia da Manutenção um relatório de avaria..................... fecha-se a coluna ‘duração’ e transfere-se o resultado obtido (horas.... evidentemente.......... Preencher o campo início...... Somente a partir da segunda linha é que apresentarão eventos realizados................... Após o conserto e a liberação do equipamento para a produção........................................................................................................................................................................... ................ Data . Preencher o campo data........................................................................... Equipamento ................................. o que causou a falta de lubrificação? O preenchimento do verso da ficha de execução deve seguir os passos:    Preencher o campo chapa com a identificação do funcionário..................... ............. A equipe de manutenção... RELATÓRIO DE AVARIA Unidade .................... .......................................................... Subconjunto .... porém.......................................... existente na frente da ficha................................. pede-se para a chefia colocar o visto no respectivo campo para liberação do equipamento..................................................................................... Figura 4...9 O preenchimento do relatório de avaria deve seguir os passos:    Preencher o campo unidade com nome e código de onde o equipamento está localizado...............................Nesse exemplo........................................... Causa da Avaria.. Após isso.....

ou seja: máquinas deficientes X máquinas eficientes. o usuário deverá acompanhar a quilometragem do carro e.2 . o ponto mais crítico é a poluição causada pelo processo industrial. preservação do meio ambiente. a manutenção preventiva.2) e relatar a ocorrência. normalmente. fazer a previsão da troca do óleo.. a manutenção preventiva deverá ser aplicada com maior rigor. Para atingir a meta qualidade do produto. qualidade do produto. A manutenção preventiva colabora para o alcance desta meta atuando no binômio produção atrasada X produção em dia. De tempos em tempos o usuário deverá trocar o óleo do cárter. aumento de produção. aplicando o mínimo necessário. ou seja. Observação: É conveniente ressaltar que os modelos de ficha de execução e os modelos de relatório de avaria mudam de empresa para empresa. poluição X ambiente normal. sobressalente X compra direta. como primeiro passo. aumento da vida útil dos equipamentos e redução de acidentes do trabalho. Não há. uma norma a respeito do assunto. Muitas vezes ele ganha com um produto de melhor qualidade. Essa previsão nada mais é do que uma simples manutenção preventiva.3) e relatar a causa fundamental. nas paradas de emergência etc. ou seja. Se a meta da empresa for a diminuição ou eliminação da poluição.MANUTENÇÃO PREVENTIVA Considere um motor de automóvel. mantendo os prazos de entrega dos produtos em dia. equipamentos sem acompanhamento X equipamentos revisados.    Preencher o campo data com a data da ocorrência. baseado nela. Preencher o campo sugestão indicando alguma providência ou modificação no projeto. Não realizando essa operação periódica. deverá estar voltada para os equipamentos antipoluição. material novo X material recuperado. Preencher o campo causa da varia com código (tabela 1.novaPDF. Objetivos Os principais objetivos das empresas são. estaria correndo o risco de danificar os elementos que constituem o motor. a) Redução de custos – Em sua grande maioria.com) . horas ociosas X horas planejadas. infelizmente. bem como os códigos de natureza da avaria e suas causas. É preciso manter a fidelidade dos clientes já cadastrados e conquistar outros. abastecimento deficiente X abastecimento otimizado. as empresas buscam reduzir os custos incidentes nos produtos que fabricam. 4. redução de custos. b) Qualidade do produto – A concorrência no mercado nem sempre ganha com o menor custo. Como o usuário faria para poder controlar essa troca periódica do óleo do motor? Para realizar esse controle. Preencher o campo natureza da avaria com código (tabela 1. A manutenção preventiva pode colaborar atuando nas peças sobressalentes. Educação Profissional 22 Created with novaPDF Printer (www. d) Efeitos no meio ambiente – Em determinadas empresas. c) Aumento de produção – O aumento de produção de uma empresa se resume em atender à demanda crescente do mercado.

indicando as freqüências de inspeção com máquinas operando. na maioria das vezes. c) Redigir o histórico dos equipamentos.e) Aumento da vida útil dos equipamentos – O aumento da vida útil dos equipamentos é um fator que. f) Redução de acidentes de trabalho – Não são raros os casos de empresas cujo maior problema é a grande quantidade de acidentes. não pode ser considerado de forma isolada. contribui para o aumento da vida útil dos equipamentos. tempo de parada para os diverso tipos de manutenção. Diminuição do fator qualidade. deve-se percorrer as seguintes fases iniciais do desenvolvimento: a) Decidir qual o tipo de equipamento que deverá marcar a instalação da manutenção preventiva com base no “feeling” da supervisão de manutenção e de operação. f) Apresentar o plano para aprovação da gerência e da diretoria. é conseqüência de:     Redução de custos. se possível. Efeitos do meio ambiente. b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento de todos os equipamentos que serão escolhidos para iniciar a instalação da manutenção preventiva (plano piloto). lucro cessante nas emergências). Os acidentes no trabalho causam:      Aumento de custos. Efeitos prejudiciais ao meio ambiente. Desenvolvimento Considere uma indústria ainda sem nenhuma manutenção preventiva. Se essa indústria desejar adotar a manutenção preventiva. Aumento de produção. com máquinas paradas e as intervenções. A manutenção preventiva. geralmente. e) Enumerar os recursos humanos e materiais que serão necessários à instalação da manutenção preventiva. tempo de disponibilidade dos equipamentos para produzirem. Esse fator. g) Treinar e preparar a equipe de manutenção. atuando nesses itens. A manutenção preventiva pode colaborar para a melhoria dos programas de segurança e prevenção de acidentes. Diminuição da vida útil dos equipamentos. Educação Profissional 23 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. materiais e.com) . onde não haja controle de custos e nem registros ou dados históricos dos equipamentos. Qualidade do produto. relacionando os custos de manutenção (mão-deobra. Diminuição de produção. causas das falhas etc. d) Elaborar os manuais de procedimentos para manutenção preventiva.

preenchidos manualmente e guardados em pastas de arquivo.Execução da manutenção preventiva a) Ferramenta e pessoal – Se uma empresa contar com um modelo organizacional ótimo. É por meio das fichas individuais que se faz o registro da inspeção mecânica da máquina e. com bom ferramental e instrumental e não tiver quem saiba manuseá-los.com) . essa empresa estará perdendo tempo no mercado. Esquematicamente: Figura 4. há quatro sistemas: manual. Esquematicamente: Educação Profissional 24 Created with novaPDF Printer (www. b) Controle da manutenção – Em manutenção preventiva é preciso manter o controle de todas as máquinas com o auxílio de fichas individuais. Controle manual – É o sistema no qual a manutenção preventiva e corretiva são controladas e analisadas por meio de formulários e mapas. Quanto à forma de operação do controle. e a intervenção corretiva obedece ao controle manual. com base nessas informações.10 Controle semi-automatizado – É o sistema no qual a intervenção preventiva é controlada com o auxílio do computador.novaPDF. a programação de sua manutenção. com material sobressalente adequado e racionalizado. A escolha do ferramental e instrumental é importante. semi-automatizado. mais importante é o treinamento da equipe que irá utilizá-los. com bons recursos humanos. porém. automatizado e por microcomputador.

no mínimo:     O tempo previsto e gasto.12 Educação Profissional 25 Created with novaPDF Printer (www. Controle automatizado – É o sistema em que todas as intervenções da manutenção têm seus dados armazenados pelo computador.com) . para que se tenha listagens. Esquematicamente: Figura 4.novaPDF.Figura 4. O principal relatório emitido pelo computador deve conter. incluindo as rotinas de inspeção e execução. gráficos e tabelas para análise e tomada de decisões. conforme a necessidade e conveniência dos vários setores da manutenção. Os serviços cancelados. Esses dados são fundamentais para a tomada de providências por parte da supervisão. Os serviços reprogramados (adiados). Os serviços realizados.11 A fonte de dados desse sistema deve fornecer todas as informações necessárias para serem feitas as requisições de serviço.

são suprimidas as inconveniências das quebras inesperadas. assegurando assim o funcionamento perfeito da máquina por um período predeterminado. Assim. O método preventivo proporciona um determinado ritmo de trabalho. com antecedência. a entrada de novas encomendas. Como conseqüência. os industriais foram se conscientizando de que a máquina que funcionava ininterruptamente até quebrar acarretava vários problemas que poderiam ser evitados com simples paradas preventivas para lubrificação.com) . Isso evita a difícil tarefa de trocas rápidas de máquinas e improvisações que causam o desespero do pessoal da manutenção corretiva. troca de peças gastas e ajustes. dentro de uma faixa de erro mínimo.Controle por microcomputador – É o sistema no qual todos os dados sobre as intervenções da manutenção ficam armazenados no microcomputador. mas perde-se em eficiência. O problema só pode ser resolvido com a troca da peça problemática. ela estabelecerá. a sobrecarga provocará a diminuição da vida útil das demais peças do conjunto. são uma garantia aos homens da produção que podem controlar. É verdade que quando se improvisa pode-se evitar a paralisação da produção. fornecidos pelo método preventivo. 26 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. A aplicação de métodos preventivos assegura um trabalho uniforme e seguro. assegurando o equilíbrio necessário ao bom andamento das atividades. O planejamento e a organização.novaPDF. Isso se consegue com a organização dos prazos para reposição de peças. Com o auxílio dos relatórios escritos sobre os trabalhos realizados. Com o tempo. ajustam-se os investimentos para o setor. a improvisação é um dos focos de prejuízo. Uma das metas a que se propõe o órgão de manutenção preventiva é a diminuição sensível dos estoques. uma sobrecarga nas demais peças que estão interagindo com ela. para preservar as demais peças. Esquematicamente: Figura 4. Esses dados são de rápido acesso através de monitor de vídeo ou impressora. fatalmente.13 A manutenção preventiva obedece a um padrão previamente esquematizado. Em qualquer sistema industrial. Se uma peça de conjunto que constitui em mecanismo estiver executando seu trabalho de forma irregular. Os controles das peças de reposição é um problema que atinge todos os tipos de indústria. A improvisação pode e deve ser evitada por meio de métodos preventivos estabelecidos pelos técnicos de manutenção preventiva. que estabelece paradas periódicas com a finalidade de permitir a troca de peças gastas por novas.

de acordo com a NBR 5462/94.1 . 4. ao se constatar uma anomalia. Por outro lado. de modo tal que. em linguagem simples e clara. Essa liberdade. pois a instalação do método de manutenção preventiva. para se efetivar a manutenção preventiva e alcançar os objetivos pretendidos com sua adoção. O segredo para o sucesso da manutenção preventiva está na perfeita compreensão de seus conceitos por parte de todo o pessoal da fábrica. Isso vale a pena.Manutenção Preventiva Tradicional A Manutenção Preventiva Tradicional. por ter um alcance externo e profundo. também. também. A manutenção preventiva.novaPDF. desde os operários à presidência. é a prova concreta da pouca eficiência do método de manutenção corretiva. À manutenção preventiva cabe apenas o lugar de apoio ao sistema fabril. é fundamental para o bom funcionamento do sistema preventivo. A manutenção preventiva exige. ser sistematizada para que o fluxo dos trabalhos se processem de modo correto e rápido. Ela inclui. ela provocará desordens e confusões. execução e verificação dos trabalhos que são indicadores para se buscar a melhoria dos métodos de manutenção.com) . A aplicação do sistema de manutenção preventiva não deve se restringir a setores. Sob esse aspecto. levantamento que visam facilitar sua própria introdução em futuras ampliações do corpo da fábrica. organizando-se estudos que tomem por base os relatórios preenchidos por técnicos da manutenção. A manutenção preventiva abrange cronogramas nas quais são traçados planos e revisões periódicas completas para todos os tipos de materiais utilizados nas oficinas. Educação Profissional 27 Created with novaPDF Printer (www. O aparecimento de focos que ocasionam descontinuidade no programa deve ser encarado de maneira séria. Esta é a dinâmica de uma instalação industrial. das técnicas de manutenção e da elevação dos níveis de controle. A manutenção preventiva deve. O sistema deve abranger todos os setores da indústria para garantir um perfeito entrosamento entre eles. deve ser organizada. é a manutenção efetuada em intervalos pré-determinados ou de acordo com critérios prescritos. as providências independam de qualquer outra regra que por ventura venha a existir em uma oficina. O desenvolvimento de um sistema de informações deve apresentar definições claras e objetivas e conter a delegação das responsabilidades de todos os elementos participantes. Isto é conseguido por meio do planejamento. O fluxo das informações deverá fluir rapidamente entre todos os envolvidos na manutenção preventiva. a capacidade e o espírito de cooperação dos técnicos são fatores importantes para a manutenção preventiva. todos os detalhes do problema em questão.A manutenção preventiva é um método aprovado e adotado atualmente em todos os setores industriais. Estes deverão relatar. é necessário estabelecer qual deverá ser o sistema de informações empregado e os procedimentos adotados. máquinas ou equipamentos. Se a organização da manutenção preventiva carecer da devida solidez. A manutenção preventiva nunca deverá ser confundida com o órgão de comando. destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item. dentro da indústria. pois abrange desde uma simples revisão – com paradas que não obedecem a uma rotina – até a utilização de sistemas de alto índice técnico. apesar dela ditar algumas regras de conduta a serem seguidas pelo pessoal da fábrica. pela maioria das grandes empresas industriais. um plano para sua própria melhoria. é necessário dispor de um período de tempo relativamente longo para contar com o concurso dos técnicos e dos dirigentes de alto gabarito. também. Finalmente.2.

como também. A idéia principal é a de manter o funcionamento do componente até o limite operacional (vida útil total). tato e visão. milhões de rotações. previamente estabelecidas. Conceito de manutenção preditiva Manutenção preditiva é aquela que indica as condições reais de funcionamento das máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou processo de degradação. evitando ociosidades ou acúmulo de serviços. as paradas de produção são mais freqüentes. É um método que traz bons resultados quando bem programado. pois o estoque de sobressalentes é grande e variado. apontar falhas ainda controláveis e.2 . 4. pessoal (inspetores) qualificados. reparado. distribuem melhor a mão-de-obra existente. A execução da manutenção preditiva baseia-se nas inspeções1 periódicas (visual ou com aparelhos) do funcionamento dos equipamentos. supervisores.novaPDF.com) . com isso evita os atropelos da corretiva. isto é: detectar defeitos antes que se concretizem.). foram durante muitos anos os principais instrumentos para a inspeção. bem como. em qualquer tempo de nossa história e por qualquer pessoa ligada direta ou indiretamente àquela máquina (operadores. aliados às experiências de determinadas pessoas com o funcionamento dos equipamentos. é a manutenção que permite garantir uma qualidade de serviço desejada.2. Trata-se da manutenção que prediz tempo de vida útil dos componentes das máquinas e equipamentos e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado. Manutenção Preventiva Preditiva. a qualidade dos serviços executados pelas equipes de manutenção. fornecimento de dados mais precisos sobre a qualidade das peças e componentes.Manutenção Preventiva Preditiva De acordo com a NBR 5462/94. assim como. durante a manutenção. a troca de certos itens pode ser prematura. Inspeções para verificação do estado funcional sempre foram realizadas em qualquer equipamento. etc. tomando-se como parâmetro: horas trabalhadas. baseando-se na vida útil estimada. porém. determinar o que deve ser substituído. A manutenção preventiva tradicional centraliza suas ações na substituição programada de itens (componentes) de equipamentos. Tais investimentos poderão ser diluídos com um menor estoque de peças sobressalentes. Na Europa. olfato. mantenedores e até visitantes). do estado em que se encontram as peças ou componentes dos equipamentos. é de custo elevado. a manutenção preditiva é conhecida pelo nome de manutenção condicional e nos Estados Unidos recebe o nome de preditiva ou previsional. A manutenção preditiva exige investimentos iniciais elevados. quilômetros rodados. já que são necessários aparelhos e instrumentos confiáveis. com base na aplicação sistemática de técnicas de análise. Os sentidos humanos como: audição. maior disponibilidade do equipamento para a produção.A manutenção preventiva funciona por programação. 1 Inspeção: São verificações. Educação Profissional 28 Created with novaPDF Printer (www. testado. utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de amostragem para reduzir ao mínimo a manutenção preventiva e diminuir a manutenção corretiva. Atualmente somam-se os antigos “instrumentos” aos novos aparelhos condicionados a uma prévia programação e teremos uma inspeção mais criteriosa com condições de analisar as causas e os efeitos dos problemas funcionais dos equipamentos.

Reduzir o trabalho de emergência não planejado. Trincas superficiais. Nível e pressão do óleo. Estado geral de peças. Alinhamento de acoplamentos. a necessidade de serviços de manutenção numa peça específica de um equipamento. Educação Profissional 29 Created with novaPDF Printer (www. Estado das chavetas. sem desmontagem. Temperatura. Parafusos soltos. Teste de isolamento de motores elétricos. parcial ou totalmente. NOTA: A inspeção poderá ser realizada com o equipamento desmontado. poderão ser inspecionados:        Desgastes internos. Eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção. antecipadamente. Fixação de peças. Verificação de contadores. Ruídos estranhos.2. Trincas. Corrosão.A inspeção poderá ser realizada das seguintes maneiras:  Com o equipamento funcionando poderão ser verificados:           Vazamentos de óleo. graxa ou produto do processo. Desgaste (com medição). Limpeza.novaPDF. Aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos.Objetivos da manutenção preditiva Os objetivos da manutenção preditiva são:      Determinar. etc. Vibrações.2.com) . etc. Impedir o aumento dos danos. etc. Limpeza.1 . Lubrificação. Faiscamentos de escovas.  Com o equipamento parado e desmontagem parcial (retiradas tampas de proteção e tampas de visita).  Com equipamento parado. o que poderá ocorrer em caso de paradas programadas. 4. Deficiência de ventiladores. Funcionamento de lâmpadas de sinalização. Vazamentos. poderão ser verificados:         Apertos de parafusos e porcas.

   Aproveitar a vida útil total dos componentes e de um equipamento.novaPDF. eventuais defeitos ou falhas nas máquinas e equipamentos. adota dois procedimentos para atacar os problemas detectados: estabelece um diagnóstico e efetua uma análise de tendências.14 A manutenção preditiva.2 . a manutenção preditiva exige a utilização de aparelhos adequados.Diagnóstico Detectada a irregularidade. Figura 4. Este diagnóstico deve ser feito antes de se programar o reparo. 4. tais como:      Vibrações das máquinas. Desempenho. pode-se deduzir que eles estão direcionados a uma finalidade maior e importante: redução de custos de manutenção e aumento da produtividade.2.2. Aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha de produção. Por meio desses objetivos. na medida do possível.3 . o responsável terá o encargo de estabelecer. Educação Profissional 30 Created with novaPDF Printer (www.com) .2. com antecedência. Aceleração. Pressão. Temperatura. Com base no conhecimento e análise dos fenômenos.2. torna-se possível indicar. um diagnóstico referente à origem e à gravidade do defeito constatado. 4. capazes de registrar vários fenômenos. Determinar previamente as interrupções de fabricação para cuidar dos equipamentos que precisam de manutenção. após a análise do fenômeno.Execução da manutenção preditiva Para ser executada.

Análise da tendência da falha A análise consiste em prever com antecedência a avaria ou a quebra. por meio de aparelhos que exercem vigilância constante predizendo a necessidade do reparo.2. resume o que foi discutido até o momento. Graficamente temos: Figura 4. Figura 4.4.novaPDF.4 .2.com) .16 Educação Profissional 31 Created with novaPDF Printer (www.15 O esquema a seguir.

Entre os vários métodos destacam-se os seguintes: estudo das vibrações. Lubrificação deficiente. Rotores desbalanceados. Educação Profissional 32 Created with novaPDF Printer (www. Abaixo. cuja freqüência é igual à freqüência dos agentes excitadores. adota vários métodos de investigação para poder intervir nas máquinas e equipamentos. O aparelho empregado para análise de vibrações é conhecido como analisador de vibrações. análise do estado das superfícies e análises estruturais de peças. aos poucos.Estudo das vibrações Todas as máquinas em funcionamento produzem vibrações que. Problemas aerodinâmicos. dos mais simples aos mais complexos. com antecipação. eles captarão as vibrações recebidas por toda a estrutura. Problemas hidráulicos. levam-nas a um processo de deteriorização. Engrenagens defeituosas.novaPDF. 4. é possível obter informações sobre o estado da máquina.5 . o aparelho. geralmente. Se captadores de vibrações forem colocados em pontos definidos da máquina.Métodos de investigação da Manutenção Preditiva . em destaque. Vínculos desajustados. No mercado há vários modelos de analisadores de vibrações. O princípio de análise das vibrações baseia-se na idéia de que a estrutura das máquinas excitadas pelos esforços dinâmicos (ação de forças) dão sinais vibratórios. Observando a evolução do nível de vibrações. dos portáteis – que podem ser transportados manualmente de um lado para outro – até aqueles que são instalados definitivamente nas máquinas com a missão de executar monitoração constante. um operador usando um analisador de vibrações portátil e. Cavitação. Eixos deformados. Falta de rigidez. a presença de falhas que devem ser corrigidas:             Rolamentos deteriorados. Acoplamentos desalinhados. Folga excessiva em buchas.2.2.com) . análise dos óleos. Essa deteriorização é caracterizada por uma modificação da distribuição de energia vibratória pelo conjunto dos elementos que constituem a máquina. Por meio da medição e análise das vibrações de uma máquina em serviço normal de produção detecta-se.A manutenção preditiva. O registro das vibrações e sua análise permitem identificar a origem dos esforços presentes em uma máquina operando.

Em termos de contaminação dos óleos. Água. A análise dos óleos é feita por meio de técnicas laboratoriais que envolvem vidrarias. Educação Profissional 33 Created with novaPDF Printer (www. A identificação é feita a partir do estudo das partículas sólidas que ficam misturadas com os óleos.18 Os objetivos da análise dos óleos são dois: economizar lubrificantes e sanar os defeitos. O laboratorista usando técnicas adequadas. fotômetros de chama. A análise dos óleos permite. É por meio das análises que o serviço de manutenção pode determinar o momento adequado para sua troca ou renovação. determina as propriedades dos óleos e o grau de contaminantes neles presentes. centrífugas. As principais propriedades dos óleos que interessam em uma análise são:      Índice de viscosidade. É a análise que vai dizer se o óleo de uma máquina ou equipamento precisa ou não ser substituído e quando isso deverá ser feito. identificar os primeiros sintomas de desgaste de um componente. interessa saber quanto existe de:    Resíduos de carbono. Tais partículas sólidas são geradas pelo atrito dinâmico entre peças em contato. reagentes. Ponto de fulgor. espectrômetros.Figura 4.17 . Índice de acidez. Os modernos equipamentos permitem análises exatas e rápidas dos óleos utilizados em máquinas. A economia é obtida regulando-se o grau de degradação ou de contaminação dos óleos. também. tanto em componentes mecânicos quanto hidráulicos.novaPDF.Análise dos óleos Figura 4. Índice de alcalinidade. microscópios. Entre os instrumentos e equipamentos utilizados temos viscosímetros. peagômetros. etc. como no estudo das vibrações. Assim.com) . Essa regulagem permite a otimização dos intervalos das trocas. Partículas metálicas. instrumentos e equipamentos. Ponto de congelamento. a análise dos óleos é muito importante na manutenção preditiva.

com) . Magnetoscopia. a existência de fissuras. A análise superficial abrange. É por meio da análise estrutural que se detecta. Número de pontos de medição estabelecidos. Ecografia. além do simples exame visual – com ou sem lupa – várias técnicas analíticas.2. As informações recolhidas são registradas numa ficha. Estroboscopia.Análise do estado das superfícies A análise das superfícies das peças. Educação Profissional 34 Created with novaPDF Printer (www. mostra um exemplo de um programa básico de vigilância de acordo com a experiência e histórico de uma determinada máquina. A tabela a seguir. por exemplo.. Radiografia (raios X). Molde e impressão. Holografia. Infiltração com líquidos penetrantes. a análise estrutural é de extrema importância. Em uniões soldadas. 4.novaPDF. Ultra-sonografia. Correntes de Foucault. Caráter “estratégico” das máquinas instaladas. A periodicidade dos controles é determinada de acordo com os seguintes fatores:      Número de máquinas a serem controladas. Duração da utilização da instalação. tais como:     Endoscopia.Periodicidade dos controles A coleta de dados é efetuada periodicamente por um técnico que utiliza sistemas portáteis de monitoramento. trincas e bolhas nas peças das máquinas e equipamentos. As técnicas utilizadas na análise estrutural são:         Interferometria holográfica.6 . também é importante para se controlar o grau de deteriorização das máquinas e equipamentos. possibilitando ao responsável pela manutenção preditiva tê-las em mãos para as providências cabíveis. Gamagrafia (raios gama).Análise estrutural A análise estrutural de peças que compõem as máquinas e equipamentos também é importante para a manutenção preditiva.2. sujeitas aos desgastes provocados pelo atrito. . Meios materiais colocados à disposição para a execução dos serviços.

Diminuição dos estoques de produção. Diminuição dos custos nos reparos.000 a 1.4 Métodos Utilizados Medição de vibração PROGRAMA BÁSICO DE VIGILÂNCIA Equipamentos Vigiados Equipamentos Necessários Todas as máquinas Medidor de vibração giratórias de potência média ou máxima e / ou Analisador equipamentos críticos:  motores. Sistemas de vigilância  redutores. Limitação da quantidade de peças de reposição. partes. etc. controlar a velocidade ou medir os planos  Redutores e circuitos hidráulicos  Motores  Equipamentos de alta-tensão  Distribuição de baixa-tensão  Componentes eletrônicos  Equipamentos com componentes refratários  Cilindros de compressores  Aletas  Engrenagens danificadas Estroboscópio do analisador de vibrações Periodicidade da Verificação 3.Tabela 4. Todos os rolamentos Medidor especial ou analisador Todos os lugares onde se quiser estudar um movimento.  bombas.  ventiladores.500 horas Medição das falhas de rolamentos Análise estroboscópica 500 horas Segundo a necessidade Análise dos óleos Feita pelo fabricante 6 meses Termografia Subcontratação (“terceirização”) 12 meses Exame endoscópico Endoscopia + fotos Todos os meses As vantagens da manutenção preditiva são:       Aumento da vida útil do equipamento. componentes.novaPDF. permanente  compressores.) e melhor gerenciamento. Melhoria da produtividade da empresa.com) . Controle dos materiais (peças. 35 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

por termopares. bem como o preparo ou treinamento de inspetor / analista. Cada um dos parâmetros a ser inspecionado pode ter critérios diferentes.com) . Boa imagem do serviço após a venda. lupas. Para cada um dos métodos e instrumentos aparelhos usados. conduzindo à métodos de medidas direta. 4. Dureza superficial – Durômetros. Desbalanceamento – Balanceadores. A aplicação do instrumento / aparelho correto depende de vários fatores inerentes ao equipamento que se deseja controlar. Desalinhamento – Relógio comparador. num grau de inspeção máximo ou seja. Vibração – Medidores de vibração. um acompanhamento constante da situação funcional do equipamento através de aparelhos / instrumentos.Limites técnicos da manutenção preditiva A eficácia da manutenção preditiva está subordinada à eficácia e à confiabilidade dos parâmetros de medida que a caracterizam.3 . do seu funcionamento. Densidade – Densímetros.2. laser. os carros são monitorados dos boxes. por um termômetro digital sem contato. assegurando o renome do fornecedor. Exemplo: A temperatura pode ser verificada pelo tato do inspetor (até +.    Melhoria da segurança. Motivação do pessoal de manutenção.7 .novaPDF. Temperatura – Termômetros. levam-se em conta o conhecimento técnico e científico envolvido. Trincas superficiais – Líquidos penetrantes. indireta ou a distância. da sua periculosidade e acessibilidade. tintas de coloração variáveis. termovisão. fotografia com películas sensíveis à raios infravermelhos. por termômetro digital de contato. 4. A exemplo da fórmula 1. tendo parâmetros principais do funcionamento do motor avaliado constantemente. Viscosidade – Viscosímetros. por um termômetro de mercúrio. Educação Profissional 36 Created with novaPDF Printer (www.2. e outros. Trincas internas – Ultra-som. Credibilidade do serviço oferecido. Exemplo de alguns parâmetros a serem inspecionados e os aparelhos / instrumentos utilizados: Dimensão – Paquímetro / Micrômetro.2. É um método de acompanhamento de custo elevado e que só tem uma boa relação custo x benefício em equipamentos vitais para a produção de uma empresa.Monitoramento É uma ramificação preditiva. Ruídos – Decibelímetro. pirômetros. o que determinará a escolha de métodos e aparelhos / instrumentos com elevados graus de sofisticação e resolução.50°C).

Sujeição. em o que se pode chamar de famílias. Força. chaves inglesas. aplicação e os meios corretos de como utilizá-las. Não colocar sobre peitoris. onde não possam cair e ferir alguém. Para isso foi relacionado. 37 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. sua especificação. Deve ser evitado o transporte no bolso.  Antes de serem guardadas. serão apresentadas as ferramentas mais comuns e utilizadas nas oficinas mecânicas.1 – INTRODUÇÃO Pode-se considerar como extensão das mãos que multiplicam sua força e habilidade sendo empregadas nos mais variados campos de atividade. Sejam limpas. a não ser. como alicates. especialmente cabos e partes submetidas a esforços.        Medição. As ferramentas devem ser dispostas em lugares seguros. etc.5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5. Traçagem.  Durante o trabalho. Ao subir ou descer escadas verticais.novaPDF. primeiramente. nunca se levam ferramentas na mão. corrimão. etc. Devem ser apanhadas somente as ferramentas estritamente necessárias. Impacto. Corte. mesmo que você não as tenha utilizado. Inspecionadas. segundo sua aplicação e que apresentem o mesmo risco. Verificação . as tipicamente de bolso. deve-se ter o cuidado de não derrubá-las sobre outras pessoas. O transporte deve ser feito de preferência em caixas adequadas.  Ao serem guardadas. Não colocar sobre parte móveis de máquinas ou estruturas sujeitas a vibrações. Especial cuidado deve ser tomado com as ferramentas pontiagudas e cortantes. você irá agrupar ferramentas de seu conhecimento. Quando transportadas em cinto porta-ferramentas. Inicialmente. A seguir.  Ao serem transportadas.com) . Lubrificadas quando tiverem partes móveis. Cada ferramenta deve ser guardada nos locais que lhe são determinadas. os cuidados de rotina para com as ferramentas:  Ao serem apanhadas. As ferramentas de corte de precisão devem ser guardadas com os cortes protegidos.

5.4 Utiliza o princípio da alavanca para apertar ou desapertar parafusos e porcas. Figura 5. Figura 5. tais como: de uma boca e de duas bocas. A elevação da haste em um ângulo de 45° permite que a mão passe livre sobre pequenos obstáculos. sendo necessário um setor livre com ângulo maior de 30°. especificação e aplicação:  Chave estrela 45° de 21 x 23mm – São leve e resistentes e possuem a qualidade de múltiplo posicionamento.1 Figura 5. sendo aplicadas sobre as porcas ou cabeças de parafusos a fim de aperta-las ou soltá-los. A de estrias é mais usada para “quebrar” o aperto e a de boca para extrair por completo a porca ou parafuso.  Chave de boca fixa 1 1/16” x 1 1/4" – Tem boca inclinada em 15°.novaPDF.3 Figura 5.com) .2.2 A chave de boca fixa simples compreende dois tipos. que facilita o trabalho tornando-o mais seguro. evitando escoriações nos dedos. b) Tipos.  Chave combinada – Neste modelo combina-se os dois tipos básicos existentes: de boca e de estrias.CHAVES DE BOCA E ESTRELA a) Material: geralmente forjadas em aço cromo-vanádio. Educação Profissional 38 Created with novaPDF Printer (www. pois é mais difícil a porca ou a cabeça do parafuso escapar.

novaPDF. as chaves devem ser forçadas somente com a força dos braços.8 Se o esforço deve ser grande não convém aumentar o braço da alavanca para exercer maior torque.10 Educação Profissional 39 Created with novaPDF Printer (www.Figura 5. Figura 5. Figura 5.7 Figura 5. Boca folgada não permite bom aperto. não há controle do esforço e é perigoso.com) . podendo escapar. tanto sob o ponto de vista técnico como de segurança. é prejudicial à chave. Figura 5. Figura 5.5 c) Utilização e cuidados: A boca deve ser justa à porca e bem encaixada para que o trabalho seja seguro.6 Usar calços para compensar a folga é outra coisa condenável.9 Exercer esforço com o peso do corpo é outro erro.

Usar chaves como alavanca ou martelo é tão condenável que dispensa ilustração. a fim de prevenir qualquer surpresa desagradável.14 Figura 5.12 Figura 5. Figura 5.De preferência deve-se puxar a chave.15 Educação Profissional 40 Created with novaPDF Printer (www. a mão irá contra o obstáculo que estiver na frente. Figura 5.novaPDF. Figura 5.com) . se a chave se quebrar. Valendo ressaltar que não devem ser atingidas por martelos.11 Ao empurrar. Em casos especiais deve-se empurrá-la com a mão espalmada.13 Cuidado especial deve-se ter em lugares altos: o escape da chave poderá acarretar o desequilíbrio e queda do usuário. escapar ou se quebrar o parafuso.

onde acopla-se um cabo de madeira ou plástico.CHAVES DE FENDA E PHILLIPS.16 b) Tipos. Chave phillips cotoco de 1/4" x 1. a) Material: sua haste é feita em aço carbono e seu cabo em resina ou plástico. especificação e aplicação:   Chave de fenda 1/4" x 8” – utilizada para girar parafusos com fenda de aproximadamente 1/4". inclusive o fundo.3 . pois só a ponta que varia.5. É empregada para apertar e desapertar parafusos cujas cabeças tenham fendas ou ranhuras que permitam a entrada da cunha.novaPDF. Figura 5. Figura 5. tenda esta uma forma cruzada. sendo inclusive mais seguros e eficientes. Figura 5.1/2” – é uma variação da chave comum.A chave de parafuso de fenda é uma ferramenta de aperto constituída de uma haste cilíndrica de aço carbono. especialmente quanto à isolação.com) . com uma de suas extremidades forjada em forma de cunha e a outra em forma de espiga prismática ou cilíndrica estriada. devendo preencher toda a fenda atingindo.18 Educação Profissional 41 Created with novaPDF Printer (www. o que oferece mais segurança proporcionando trabalhos mais satisfatórios.17  Chave de Fenda .

cuidados semelhantes aos das chaves de boca e de fenda. É encontrada em jogo de seis ou sete chaves. Figura 5.CHAVE HEXAGONAL ALLEN a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave hexagonal 3/8” x 1.Pressionando-a contra a mão é um erro perigoso.novaPDF. Figura 5. 3.Como alavanca é um erro prejudicial.com) . desde que se introduza na fenda hexagonal da cabeça do parafuso. se exerce esforço através do braço de alavanca da haste o que dá certa semelhança com as chaves de boca.c) Utilização e cuidados: Figura 5.20 2.19 1. c) Utilização e cuidados: Pode ser considerada um tipo especial de chave de fenda.375” x 4.250” – Utilizada em parafusos com encaixe interno sextavado de 3/8”.21 5. Educação Profissional 42 Created with novaPDF Printer (www.4 .Como talhadeira é um erro imperdoável. Merece. pois.

A limpeza e lubrificação são fatores importantes para conservação dessas ferramentas e para segurança de seus usuários. exigem mais cuidados. Existem dois tipos: chave inglesa e chave de grifo. Sendo estas chaves mais versáteis.25 Educação Profissional 43 Created with novaPDF Printer (www. bem justa. O esforço deve ser feito somente no sentido de forçar contra a parte fixa da chave.Figura 5.com) . por meio de um parafuso regulador ou porca. Figura 5.24 Figura 5. ao tamanho da porca.22 5.CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU CHAVE INGLESA.5 . Permite abrir ou fechar a mandíbula móvel da chave. A boca deve ser sempre regulada. Figura 5.novaPDF.23 a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave de boca regulável de 12”x 1 5/16” – Utilizada em porcas ou cabeças de parafusos para aperta-los ou soltá-los.

6 . material.31 44 Created with novaPDF Printer (www. rolamentos.29 São utilizados em tarefas de desmontagem de polias. abertura máxima. especificação e aplicações.  Três Garras Fixas Articuladas Figura 5.novaPDF.30 Educação Profissional Figura 5.com) . profundidade máxima. acoplamentos sobre eixos. Dados para especificação: Características gerais.26 5. engrenagens.  Duas Garras: Fixas Articuladas Garra deslizante Figura 5.SACA POLIAS a) Material: Geralmente em aço carbono.Figura 5.27 Figura 5.28 Figura 5. acabamento. b) Tipos.

Estes centralizam melhor. Figura 5. será necessário utilizar dispositivos a quente (chuveiros). para aquecer a peça a ser retificada através do processo de aquecimento. de secção circular.novaPDF. especificação e aplicação .Mesmas condições de utilização de saca-polias de duas garras. c) Utilização em cuidados Durante ou após o seu uso deve-se ter alguns cuidados: Evitar esforço desnecessário de danificação dos filetes de rosca do parafuso (tirante) principal. dilatação. apoiadas na peça a ser removida. temperada e afiada convenientemente. porém. e outro chanfrado denominado cabeça.32 Figura 5. Em alguns casos.7 .Aço b) Tipos. para evitar possíveis acidentes e garantir uma agilidade na tarefa.34 Utilização Servem para cortar chapas.com) . Educação Profissional 45 Created with novaPDF Printer (www. Dados para especificação: Os mesmos da saca-polias de duas garras.TALHADEIRA E BEDAME a) Material .33 Figura 5. Certificar-se que as garras estão bem fixadas. retirar excesso de material e abrir rasgos.A Talhadeira e o Bedame são ferramentas de corte feitas de um corpo de aço. com um extremo forjado. Deve ser verificado a capacidade de torque do saca polias antes de sua utilização para evitar sua quebra. hexagonal ou octogonal. em serviços um pouco mais pesados. provido de cunha. retangular. 5.

São utilizados para retirar pinos ou fixar peças mecânicas. As ferramentas de talhar devem ter ângulos de cunha convenientes. A aresta de corte deve ser convexa e o ângulo de cunha Varia com o material a ser talhado.37 Educação Profissional 46 Created with novaPDF Printer (www. tabela abaixo: Tabela 5. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro.Características 1. 5. estar bem temperadas e afiadas. para que cortem bem. em geral. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro.com) .36 São utilizados para retirar pinos. A cabeça é chanfrada e temperada. Paralelo: Figura 5.CHAVES PARA TUBOS Figura 5. MATERIAL Cobre Aço Doce Aço Duro Ferro fundido e bronze fundido duro 5.9 .1 CUNHA 50° 60° 65° 70° 3. conforme. Os tamanhos são entre 150 e 180mm 4. em geral.35 b) Tipos e especificações . O bisel da cunha é simétrico ou assimétrico 2.SACA PINOS CÔNICO E PARALELO a) Material .8 . A cabeça do bedame e da talhadeira é chanfrada e temperada brandamente para evitar formação de rebarbas ou quebras.novaPDF.Aço cromo vanadium fosfatizado Figura 5.

39 a) Material – Fabricado em aço fundido niquelado.Verificador de raio Serve para verificar raios internos e externos. b) Tipos. que estejam sujeitos a apertos leves.38 Figura 5. É utilizado para verificar e controlar raios.1 . acabamento. ângulos.São utilizadas para remoção de tampas. material. etc. acabamento. diâmetros e espessuras. 5.11. comprimento.com) . 5. flanges.10 . rotores. geralmente.41 Educação Profissional 47 Created with novaPDF Printer (www.Verificador de ângulos Figura 5. Suas dimensões variam. Em cada lâminas é estampada a medida do raio. c) Utilização e cuidados . c) Utilização e cuidados .capacidade de abertura ou diâmetro do tubo (máximo).ESPÁTULAS Figura 5. comprimento.40 5. folgas.2 .Características gerais. Os verificadores e calibradores classificam-se em vários tipos: 5.São utilizados em aperto de tubulação rosqueadas. roscas. especificação e aplicação .novaPDF. Apresentam formas e perfis variados. Figura 5.Características gerais. temperado ou não.VERIFICADORES E CALIBRADORES São instrumentos geralmente fabricados de aço. especificação e aplicação . material. de 1 a 15mm ou de 1/32” a 1/2”.a) Material – Cabo e cabeça fabricados em aço cromo vanadium.11 .11. b) Tipos.

2000”. Em cada lâmina vem gravada sua medida. sendo fabricado em vários tipos.Verificador de rosca Usa-se para verificar roscas em todos os sistemas.44 TORQUE (T) = FORÇA (F) X DISTÂNCIA (L) Educação Profissional 48 Created with novaPDF Printer (www.com) . Em suas lâminas está gravado o número de fios por polegada ou o passo da rosca em milímetros. Sua fórmula é: (T = F X L) sendo.3 . F = força e L = comprimento da alavanca.42 5. Figura 5.43 5.04 a 5mm. Figura 5. Figura 5. torque é a resultante de uma força aplicada em um determinado braço de alavanca.5.4 . necessário de faz termos bem definido o conceito de torque.12 . T = torque. TORQUE A importância de controlar o aperto aplicado em um parafuso O que é torque? De uma forma bem simplificada.novaPDF. que varia de 0.0015” a 0.11.11.TORQUÍMETRO Para um melhor entendimento sobre torquímetro. ou de 0.Calibrador de folgas (Apalpador) Usa-se na verificação de folgas.

alumínio. componentes. etc. provocando assim vazamento de gases e líquidos. 4. assim. 5. etc. aço ligado. Porque devemos controlar o torque a ser aplicado num parafuso? O torque quando excessivo pode: 1. Esmagar juntas ou gaxetas. Tipo e passo da rosca. 2. conjuntos. Tratamento térmico aplicado no parafuso. O torque quando insuficiente pode: 1. 2. Todos estes fatores irão determinar a classificação de resistência a que pertence o parafuso. conforme especificação do projeto. Alterar a vedação (junta). pondo em risco vidas humanas e patrimônio. 3. Fazer cair o parafuso devido a vibrações da máquina ou do equipamento. Matéria prima (latão. dentro dos limites seguros de tensão para dado parafuso. fazendo-o falhar mais tarde. o conjunto. conseqüentemente.com) . Veja abaixo o exemplo para um parafuso sextavado M10 conforme DIN 267. o que provoca o vazamento de gases e líquidos entre componentes de máquinas. um alongamento do mesmo (deformação elástica).).m (Newton metro) Kgf. 4. Empenar um conjunto fixado por parafusos. revenimento. 5. 3. 49 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Classes de Qualidade Conforme DIN 267 Nominal Sextavado Como determinar o tamanho do parafuso a ser utilizado? O tamanho do parafuso deve ser determinado pelo total de tensão necessária para fixar o conjunto de peças. Acabamento superficial. aço inoxidável. Trincar o parafuso. conforme normas internacionais.Unidades de torques mais usadas:    N. Espanar os fios de rosca do parafuso. Quebrar o parafuso. A elasticidade do material do parafuso faz com que esse pretenda voltar a sua forma original fixado. 2. Exemplo: têmpera.novaPDF. M (Kigrama força metro) Lbf. A que tensão podemos sujeitar um parafuso? Vários fatores são levados em consideração na fabricação de um parafuso. Coeficiente de atrito. impedindo seu funcionamento normal. Fl (libra força pé) Onde se aplica o torque? Em parafusos e prisioneiros que fixam peças. São eles: 1. Que efeito produz o torque num parafuso? A aplicação de torque no parafuso produz uma tensão linear (esticamento) e. aço carbono. etc.

torquímetro digital. Causar acidentes e danos ao patrimônio.46 Uma junta mecânica roscada oferece a vantagem de desmontagem rápida para inspeção ou reparo de componentes: fixadores podem ser reutilizados.novaPDF. devem ser absorvidas pela força de fixação induzida na junta durante a 50 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.com) . torquímetro pneumático. Comprometer o desempenho da máquina ou equipamento em função da falta de alinhamento e suporte dos seus componentes entre si. a) A qualidade mais importante da junta é a sua resistência às cargas de trabalho (tração. torquímetro de relógio com ponteiro de arraste. torquímetro tipo “T”. Somente através de uma ferramenta denominada “torquímetro” é que conseguiremos aplicar o torque especificado.47 Figura 5. Segue alguns tipos de torquímetros: torquímetro de estalo com escala / sem escala. rapidez. São fabricados com maquinário específico e mão-de-obra especializada que asseguram a qualidade do instrumento. JUNTA MECÂNICA Figura 5. torquímetro de vareta. Os torquímetros devem ser construídos conforme prescrições rigorosas de usinagem e montagem. A escolha correta da ferramenta para aperto significa segurança. torquímetro de relógio. transdutores de torque estáticos e rotativos. torquímetro de escape ou giro livre. torquímetros especiais para áreas médicas (esterelizáveis). torquímetro axial.3. torquímetros para tampas de embalagens.45 Figura 5. facilidade e qualidade para seu trabalho. FORÇA DE FIXAÇÃO Figura 5. Cada torquímetro foi desenvolvido para uma diferente aplicação. Inspeções e reparos podem ser efetuados no campo com um mínimo de ferramentas.48 A força de fixação é obtida pelo tensionamento do parafuso e a conseqüente compressão dos componentes da junta roscada. cisalhamento e vibração). torquímetro com cabeça intercambiável. Essas cargas. compressão. 4. que tendem a provocar a soltura dos componentes da junta.

por isso. c) Como se vê. O aperto também aumenta a fricção entre os componentes. é proibitivo na maioria dos processos de montagem. A força de fixação deve ser maior do que a soma das cargas de trabalho que agem sobre ela.49 Figura 5. utilizando transdutores de pressão ou sensores de pressão instalados na própria junta. pois dificulta o movimento dos componentes entre si. Só é possível. Esta medição seria feita por meio de extensômetros ou ondas de ultra-som. evitando a soltura. Na junta. pode-se espanar a rosca do fixador. – Pode-se recorrer à medição do alongamento do fixador que está intimamente ligado a précarga nele aplicada. a fricção. resistindo a tração e compressão. d) Há meios práticos de medir a pré-carga num fixador? Não.sua montagem. que assim resiste melhor a cisalhamento e vibração. fazendo com que o conjunto se comporte como uma única peça. vale dizer ainda que os equipamentos necessários para fazer a medição são muito caros. Além de ser um processo demorado. gerando uma tensão que ultrapassa o limite de resistência do fixador ou envergar os componentes da junta. a força de fixação da junta é muito importante para assegurar um perfeito funcionamento do produto em que se encontra instalada.novaPDF. Figura 5. Se aplicar um aperto em excesso. resultando numa falha catastrófica.50 b) Como gerar força de fixação nos componentes da junta? Apertando os componentes da junta uns contra os outros por meio de fixadores roscados. permitindo acesso às duas extremidades do parafuso. que em muitas outras aplicações nos “rouba’’ parte do nosso esforço”. pois estes são os meios mais confiáveis. Educação Profissional 51 Created with novaPDF Printer (www. os componentes da junta podem começar a soltar-se debaixo das cargas de trabalho. Se aplicar um aperto pequeno demais.com) . Poderíamos tentar medir a compressão a que sujeitamos os componentes da junta. GERANDO FORÇA DE FIXAÇÃO PELO TORQUE Qual é a solução que resta para aplicar a precarga correta a um fixador? É controlar o torque que se aplica ao fixador utilizando um TORQUÍMETRO ou uma apertadeira motorizada com CONTROLE DE TORQUE. condições estas que prejudicariam o bom desempenho do produto. aparece aqui como coadjuvante. quando se utiliza parafuso com porca. Após aperto da junta não é possível remover os sensores. tornando-se assim um processo impraticável.

sim! Educação Profissional 52 Created with novaPDF Printer (www. AUDITORIA DE TORQUE ‘Auditoria de torque’ pretendendo encontrar o torque aplicado a minutos. Se a junta não falhar e nem se soltar. Depois nada melhor que um ‘teste de campo‘ sob as condições reais de cargas de trabalho e cargas externas. Acabamento e lubrificação de faces contactantes. Existência de arruelas lisas ou de pressão. que devido ao relaxamento dos componentes da junta pode ser bem diferente da ‘fricção dinâmica’ que existia no momento do aperto. Componentes de material diferente.AS VARIÁVEIS NA RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO (Força de fixação) Na época da elaboração do projeto do produto é necessário estabelecer empiricamente uma relação entre um torque aplicado e a precarga resultante no fixador e a força de fixação obtida na junta. a escolha dos componentes da junta e o processo de montagem com os torques utilizados foram perfeitos. Tolerâncias da rosca do fixador / parafuso.com) . pois quando se tenta reiniciar a rotação da porca ou fixador tem-se que vencer a ‘fricção estática’. Esta correlação depende de vários fatores como:            Tipo de junta: junta elástica ou junta rígida. Para garantir a segurança na aplicação do torque correto em linhas de montagem de alta produção são utillizadas apertadeiras motorizadas que indicam o torque dinâmico sendo gerado e permitem imprimir o torque máximo aplicado através de impressora para gerar um ‘hardcopy’ para comprovação do torque aplicado para um cliente ou para utilização futura em caso de litígio. gaxetas e o tempo que passou entre a aplicação de torque e a tentativa de medir a força de fixação residual. É muito importante. horas ou dias atrás é um processo duvidoso. que torques apurados em ensaios sejam respeitados no ‘chão de fábrica’. Muitos fatores contribuem para alterar a tensão residual do fixador e com isso a força de fixação existente na junta: estado de lubricidade.novaPDF. Local de aplicação de torque (porca ou cabeça do parafuso). Após definição da força de fixação necessária em determinada junta e do relaxamento que deve ocorrer pode-se especificar o torque a aplicar ao fixador. Formato da cabeça. O operador deve parar de aplicar força tão logo atinja o torque recomendado. Os ensaios devem sempre ser feitos nas condições mais próximas à realidade da montagem. O conceito '‘um pouco mais não pode fazer mal’ não é aceitável. Tipo de rosca (rosca grossa ou rosca fina). Tratamento térmico. porque pode fazer mal. Perpendicularidade ou paralelismo dos fixadores e componentes da junta. Folga do furo. dureza de diferentes tipos de materiais.

RELAXAMENTO Na prática ocorre uma gradual perda da força de fixação em quase todas as juntas roscadas porque as faces da junta em contato aos poucos sofrem um ‘nivelamento’ das irregularidades de superfície que diminui a força de fixação existente. Torquímetros de sinalização de torque (estalo). A prática de aperto em vários ‘passos’ ou ‘passadas’ ajuda a eliminar uma das causas do baixo aproveitamento de torque para gerar tensão e força de fixação no fixador e na junta. é aconselhável apertar os parafusos mais uma vez para compensar a força de fixação perdida.Princípios do funcionamento do torquímetro Para executar o seu trabalho o torquímetro sempre utiliza um corpo elástico calibrado. Um outro procedimento é apertar os fixadores em vários ‘passos’ (ex. pois apertos repetidos reduzem a fricção entre partes contactantes. ou seja: 5.1 . uma barra no modelo ‘vareta’ ou relógio. Quando se deve montar uma junta com múltiplos fixadores.São ferramentas destinadas ao aperto de parafusos e porcas com torque controlado a partir de um valor pré-estabelecido em projeto. Para diminuir este inconveniente executa-se o aperto dos fixadores numa ‘seqüência cruzada’. especificação e aplicação . Provavelmente.100% do torque especificado).12. para indicar o torque sendo aplicado. acabamento da face de contato e dureza da arruela influenciam o relaxamento da força de fixação na junta e a tensão no parafuso. Este procedimento muitas vezes é utilizado na montagem de juntas críticas (ex. porque a mudança das condições de tensão na junta provoca um relaxamento localizado. Educação Profissional 53 Created with novaPDF Printer (www. Outro fator que pode afetar substancialmente o relaxamento da força de fixação numa junta é o emprego de arruelas debaixo da cabeça do parafuso.e encontra-se um problema de relaxamento peculiar: enquanto apertar-se um fixador.: 30% 70% .com) .51 a) Material: (Falta material) b) Tipos. Para dar tempo para a gaxeta se acomodar.: aeronáutica e veículos).novaPDF. quando dotados de catraca ou de outro implemento. Figura 5. cujo pino quadrado desloca o ponto de rotação (A) do soquete para frente do ponto de articulação do torquímetro (B) exigem que a mão do operador aplique a força no centro da empunhadura para gerar o torque desejado. O diâmetro do furo da arruela. um outro fixador. ou para sinalizar que um torque pré-selecionado foi alcançado. ou num padrão espiral. perde a sua força de fixação. a causa de relaxamento mais conhecida é o emprego de gaxetas de vedação entre dois componentes da junta. mola helicoidal no modelo ‘estalo’ e de ‘giro livre’ e extensômetro (strain gage) no modelo ‘digital’. mantendo o padrão de ‘seqüência cruzada’ ou ‘espiral’. já instalado. TORQUE: é o movimento torçor.

de relógio. AXIAL COM ESCALA        Ideal para aplicação de torques baixos. que é mantida inalterada devido a uma trava durante todo ciclo de trabalho. fricções.novaPDF. sem escala externa (preset). De acordo com a Norma Brasileira NB-1231. pois isso alteraria o torque aplicado.40%-60% . Operação bi-direcional.com) . AFERIÇÃO DE TORQUÍMETRO A fim de tornar possível a aplicação de torques consistentes na linha de montagem é necessário aferir os torquímetros em intervalos estabelecidos em Norma Brasileira. etc) que impedem que o eixo-propulsor do torquímetro transmita torques superiores aqueles préselecionados. digitais e de estalo (sinalização de torque) com escala externa devem ser aferidos em 20% . ANSI/ASME B107-14M-1985 e ISO 6789 e Norma Brasileira NB-1231.A escala micrométrica permite regulagem precisa. Para aplicar torques relativamente baixos são utilizados torquímetros ‘de giro livre’ que possuem mola helicoidal e dispositivos limitadores de transmissão de força (cames. a posição da mão do operador não influi no torque gerado. Leve. TORQUÍMETRO DE GIRO-LEVE (Torquímetro de limitação de torque) .Quando o torque-alvo é atingido o corpo do torquímetro gira em falso e soquete ou ponta engajada no parafuso não se mexem mais. devem ser aferidos no ’torque de trabalho’. . de fácil manejo. Quando o ponto de rotação (A) do soquete coincide com o ponto de articulação do torquímetro (B). É mesmo à prova de teimosia e descuido. Formato axial facilita o trabalho em áreas de difícil acesso. .80% e 100% da capacidade máxima do torquímetro. Neste tipo de torquímetro pode-se aplicar força fora do centro da empunhadura e PODE-SE USAR EXTENSÕES no cabo do torquímetro. pois isso NÃO ALTERA o torque aplicado. A Norma estabelece que torquímetros devem ser aferidos: Educação Profissional 54 Created with novaPDF Printer (www. os torquímetros de vareta. Torquímetros de estalo. Precisão: _ 3% do valor indicado. -O torquímetro de "giro-livre" rearma automaticamente Torquímetro de giro-livre é o preferido nas indústrias da eletrônica e informática.Neste tipo de torquímetro NÃO podemos usar extensões no cabo do torquímetro. Alta sensibilidade e baixo coeficiente de fricção do mecanismo de desligamento garantem precisão do torque aplicado.Torquímetro de "giro-livre" impede que o operador aplique um torque maior do que aquele selecionado. Excede a Norma Federal Americana n° GGG-W-00686c.

Educação Profissional 55 Created with novaPDF Printer (www. 15 Nm e 75 Nm) seria preferível comprar um torquímetro com capacidade de 0 a 100 Nm para atender a todas as tarefas. A1) Tipo ‘vareta’ . A cada 10. A3) Tipo ‘digital’ .para reparos e manutenção automotiva. exigindo menor dispersão de torque. Para os torquímetros digitais entre 10% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. Quando ocorrer dúvida nos resultados obtidos. A) Torquímetros de indicação de torque. Após reparos efetuados no torquímetro. Após sobrecargas. quando se tem que aplicar / controlar torques pequenos. vareta. Os fabricantes garantem a precisão somente entre 20% a 100% da capacidade máxima para torquímetros analógicos e entre 10% a 100% para torquímetros digitais.000 ciclos de trabalho para torquímetros de ‘indicação de torque’ (vareta. médios e grandes (exemplo: 5 Nm. A solução então. é comprar mais de um torquímetro. relógio.       A cada seis meses. A ESCOLHA DE TORQUÍMETROS EM FUNÇÃO DO TIPO Para obter o melhor resultado na aplicação de torque o tipo de funcionamento do torquímetro escolhido é fundamental. digital). relógio. (Exemplo: capacidade máxima de 20 Nm que atende a aplicação dos torques de 5 Nm e 15 Nm e outro de capacidade máxima de 100 Nm que atende o torque especificado de 75 Nm) NOTA: Existe um projeto de norma que vai proibir os fabricantes de marcar divisões abaixo dos 20% da capacidade máxima nos torquímetros de estalo e relógio.com) . A ESCOLHA DO TORQUÍMETRO EM FUNÇÃO DA CAPACIDADE Da Faixa de Utilização dos Torquímetros Para os torquímetros analógicos (estalo.para juntas com prescrição de torque mínimo e máximo. Após quedas ou choques violentos sofridos pelo torquímetro.para reparos e manutenção de equipamentos que têm juntas críticas. possibilitando a documentação do torque aplicado (hard copy). A cada 5.novaPDF. giro livre) entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. cuidando que os valores de torque a serem aplicados situem-se entre 20% a 100% da capacidade máxima.000 ciclos de trabalho para torquímetros de sinalização de torque (estalo) e ’de limitação de torque’ (giro livre). A precisão indicada pelo fabricante do torquímetro só se aplica às faixas acima de modo que não existe nenhum torquímetro que comece de zero! É fácil entender que. A2) Tipo ‘relógio’ . B) Torquímetros de sinalização de torque. Mas não há nenhum torquímetro com esta capacidade que tenha ‘garantia de precisão’ para toda esta faixa.

C) Torquímetros de limitação de torque. INDICAÇÃO DE TORQUE SISTEMAS DE INDICAÇÃO DE TORQUE O torquímetro de indicação de torque mais usado é o torquímetro de relógio.são utilizados ‘calibres de torque’ (torque watches) indicados para ajuste de micro mecanismos de potenciômetros e ‘trim pots’. Quando devemos comprar um torquímetro para uma aplicação nova. C1) Tipo ‘giro livre’ .para montagens automotivas e industriais em ambientes hósteis (sujeira. mas somente as características (A – D). recomenda-se a compra de um igual ou equivalente. pode ser usado como ponto de referência. Para facilitar o trabalho com torquímetros compridos ou para executar testes destrutivos existe o relógio de ‘ponteiro duplo’ ou ‘de memória’.para aplicação de torques relativamente baixos. ajustável manualmente. ao cessar a força. C) Precisão do torquímetro: deve obedecer à Norma Brasileira 1231. que obriga o fabricante a garantir uma precisão de ± 4% sobre o valor de torque indicado ou aplicado entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. volta a zero. Educação Profissional 56 Created with novaPDF Printer (www. eliminando o julgamento do operador. onça-polegada e librapolegada. Ao comprar um torquímetro permitindo a participação de um maior número de fornecedores na cotação não indique a capacidade do torquímetro que pretende substituir. O segundo ponteiro. Se nossa especificação é torque nominal (alvo) 16 Nm. com aplicação repetida de um mesmo torque. D) Formato do torquímetro: deve levar em consideração as condições de acesso ao fixador e o espaço disponível para a aplicação de força ao torquímetro. Ncm. Um torquímetro com graduação de 5 em 5 Nm não serve ! O espaçamento das divisões de qualquer torquímetro deve ser grande o suficiente para permitir fácil identificação dos limites inferiores e superiores.com) . cujo ajuste é feito em departamento de Garantia de Qualidade. com limite inferior de 14 Nm e com limite superior de 17 Nm. que permita identificar claramente onde ficam os limites inferiores e superiores do torque a aplicar. Quando o trabalho é feito numa linha de montagem. O sistema mais simples possui um relógio com um único ponteiro que. Estes calibres de torque operam com escalas em Nmm. percorre a escala e. Caso já esteja sendo utilizado um torquímetro que satisfaz as condições acima. pouca visibilidade.novaPDF. devemos observar alguns detalhes importantes: A) Torque a aplicar: no caso ideal o torque a aplicar deve situar-se próximo à metade da capacidade máxima do torquímetro. Nm. acima citadas. durante a aplicação de força. mão de obra não-especializada). então. utiliza-se o modelo ‘Pre-Set’.B1) Tipo ‘estalo’ . ele registra o torque máximo atingido. cmgf. B) Tolerância do torque a aplicar: o torquímetro deve ter uma resolução boa. pré-selecionado. Para torques muito baixos – abaixo de 1 Nm .

‘torque alvo’ (nominal) e ‘limite superior’ de torque. existem vários tipos de torquímetros para suplantar obstáculos frontais. pode-se optar pelo uso de um multiplicador de torque.com) . Multiplicadores de torque são também indicados quando o espaço para aplicação de torque é limitado. Obstáculos verticais são sub plantados com torquímetros de bocas dianteiras.Quando se deve aplicar torque em áreas escuras ou inacessíveis à visão direta. ‘data loggers’ e computadores pessoais para facilitar a documentação dos torques aplicados (hard copy) e a elaboração de estatísticas. Obstáculos frontais são sub plantados por torquímetros radiais com extensão e torquímetros axiais. Enquanto o encaixe de entrada de um multiplicador é fêmea. Vale lembrar que torque é força aplicada x comprimento da alavanca. TORQUÍMETROS DE LIMITES DE TORQUE PROGRAMÁVEIS Existe o torquímetro digital (exemplo: COMPUTORQ II da CARLSONS) que possibilita a programação de ‘limite inferior’.MULTIPLICADORES DE TORQUE Aplicação de Torques Altos Como a força física do operador constitui um limite para qualquer operação de torque. 5. existem vários modelos de multiplicadores de torque com capacidade até 81. Educação Profissional 57 Created with novaPDF Printer (www. intercambiáveis.500 Nm. exigindo um torquímetro de cabo muito longo. Obstáculos laterais são vencidos por torquímetros radiais com catraca. Em ambos os casos o ponto em que deve ocorrer o sinal é previamente selecionado. de tamanho reduzido. PROBLEMAS DE ACESSO Como o local da aplicação de torque pode estar obstruído.13 . Quando é necessário utilizar uma boca dianteira de comprimento especial devemos fazer um cálculo de compensação do aumento efetivo do torquímetro. porém o torque final aplicável sempre é limitado pela capacidade máxima de torque na saída do último multiplicador.novaPDF. sendo acionado por um torquímetro de cabo curto. pode-se optar por torquímetros com sinal de luz ou sinal sonoro. DOCUMENTAÇÃO DO TORQUE APLICADO Os torquímetros digitais podem ser conectados a impressoras. que é avisado por sinal luminoso e sonoro no momento em que alcança qualquer um destes pontos. A escolha de um multiplicador sempre deve orientar-se pela ‘capacidade máxima de Saída’. dando assim um apoio inestimável ao operador. o encaixe de saída é macho e sempre maior que o encaixe de entrada. conforme explicado abaixo. Quando o torque a aplicar é grande. laterais e verticais. Multiplicadores de torque podem ser ‘agrupados’ (ganging) para aumentar sua capacidade de torque.

lâminas e uma infinidade de dispositivos especiais. que permitem o uso de pontas. de metal ou de plástico. intercambiáveis nos tipos: boca fixa. pois. são disponibilizados aferidores de mesas giratórias com pinos de fixação do vasilhame que.2 lb-pé ± 1. “torque de 15 libras” . Normalmente.3/8”. 58 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. os torquímetros são usados com soquetes de encaixe quadrado. ¾”. deveria memorizar algumas equivalências: 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pol 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pé = = = = = = = = ± 0. pé. boca estrela aberta e boca estrela com catraca. permitem medir o torque de fechamento bem como o torque de abertura. Para tal. A comunicação clara na consulta a um fornecedor poderá evitar perda de tempo e de dinheiro pela aquisição de torquímetros inadequados ao serviço.novaPDF. apertando ou desroscando a tampa. Calibres de torque vêm equipados com mandris.1/2”. Também torquímetros com colar retangular. Torquímetros axiais de baixa capacidade possuem pinças para colocação de lâminas. polegada) deve-se desconfiar de um possível erro quando um destes componentes está faltando: “torque de 12 kg” – é mkgf ou cmkgf ? mkgf é 100 vezes maior que cmkgf. quem lida freqüentemente com torque. kgf. existem tabelas completas de conversão de torque. bem como suportes para pontas de corpo sextavado de ¼” e 5/16”. Torquímetros axiais podem possuir pino quadrado de ¼” e 3/8”.lbf) e comprimento da alavanca (cm. 1” e 1. há torquímetros com pino quadrado de ¼”.14 mkgf A IMPORTÂNCIA DA CLAREZA DA COMUNICAÇÃO Como as unidades de torque sempre têm dois componentes – força (N.7 lb-pé ± 7. fêmea. CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE Conversão de Unidades de Torque Enquanto. boca estrela.4 Nm ± 0. AFERIDOR DE TORQUE DE TAMPA DE ROSCA Existem também equipamentos para conferir torque aplicado por máquinas de engarrafamento e fechamento automático de garrafas e frascos em tampas roscadas de vasilhames de vidro.é lbf-pé ou lbf-pol ? lbf-pé é 12 vezes maior que lbf-pol.1 mkgf ± 10 Nm 12 lb-pol 16 oz-pol ± 0. A escala combinada indica os torques em Nm e lb-pol. de 9 x 12 mm e 14 x 18 mm para receber bocas dianteiras.com) .DOS ENCAIXES DO TORQUÍMETRO (Sistemas de acoplamento de acessórios). m. ½”. observe abaixo.

a unidade de torque.. além da mola helicoidal calibrada. Estes torquímetros possuem. Há vários sistemas de embreagem. maior que planejada. esta começa a deslizar (girar livremente). utiliza-se o processo ‘torque e ângulo’. (O ‘sonho’ de todo projetista).Clareza na comunicação é ‘meio caminho andado’. Qualquer operador vai aplicar o torque prescrito na especificação sem ter que se preocupar com a escala. grau de dureza de faces contactantes. evita-se torques baixos demais e torques em excesso.novaPDF. bem como com pinos quadrados para encaixe de soquetes e. tais como: lubrificação. que todas afetam a força de fixação obtida. acabamento de superfície. fricção. impedindo que mais força seja transmitida ao pino-propulsor. da força gerada durante o aperto seja absorvida por estes fatores de difícil quantificação. Quando a força gerada pelo operador excede a tensão da mola sobre a embreagem. etc. Estes torquímetros são dispostos nos modelos com colar de encaixe para bocas intercambiáveis dianteiras. Para diminuir a possibilidade de erro humano (na leitura da escala externa. garantindo assim que foi gerada força de fixação suficiente para resistir a todas as cargas de trabalho. é aconselhável certificar-se da unidade correta de torque antes de empregar o torquímetro para determinada aplicação. existe uma linha de torquímetros de ‘limitação de torque’ ou de ‘giro livre’. onde a especificação. um sistema de embreagem que transmite a força ao pino-propulsor. quando uma junta é considerada ‘crítica’ para o bom funcionamento do produto. existe o perigo que uma parcela. nos modelos axiais. procedimento este que levará o fixador próximo a sua região de escoamento. pois em ambos os casos a junta roscada do nosso produto falhará. Educação Profissional 59 Created with novaPDF Printer (www. no mesmo produto. Devido a este princípio os torques que podem ser atingidos com certa repetibilidade são relativamente baixos.com) . porém todos funcionam reagindo à fricção existente entre mola e embreagem. Estes torquímetros são calibrados num aferidor de torque por profissionais e depois é vedado o acesso ao sistema de ajuste. Da mesma forma. TORQUE E ÂNGULO (Torque / angle) Como na montagem de uma junta roscada há muitas variáveis. TORQUE PRÉ-SELECIONADO (Pre-set torque) No chão de fábrica haverá provavelmente postos de trabalho onde um operador sempre aplica o mesmo torque. ou no ajuste do torque especificado) existem torquímetros de sinalização de torque (estalo) que não possuem escala externa e nem acesso fácil ao sistema (interno) de ajuste de torque. Por isso. É só parar de aplicar força ao ouvir e sentir o sinal de ‘torque atingido’. Existem 2 modelos básicos: o tipo ‘axial’ que se assemelha a uma chave de fenda e o tipo ‘modular’ que é encaixado entre soquete e vários cabos de acionamento. com suportes para pontas. exige a posterior rotação do fixador por um determinado ângulo. etc. além de indicar um torque de aperto. Assim. TORQUÍMETROS DE LIMITAÇÃO DE TORQUE (Torque limiting wrenches) No intuito de tornar o aperto mais seguro e menos dependente do juízo do operador de linha.

A leitura do torque é feita diretamente na escala. porém. Se pudesse medir esta tensão enquanto se monta a junta com um torquímetro seria ideal. Educação Profissional 60 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. e um conseqüente estalo. (tensão) gerada pelo torque na junta. Utilizando um torquímetro de relógio com ponteiro ‘de máxima’ poderá ver como a tensão cresce em função do torque aplicado.Para poder executar este processo a CARLSONS oferece dispositivos para controle de torque / ângulo que permitem medir o ângulo de rotação percorrido após a aplicação do torque. relógio) Torquímetros com limitação de torque. (Giro-livre) Torquímetros com sinalização de torque.com) .53  Torquímetro de Estalo: seu funcionamento é baseado num sistema de alavancas interpostas que provocam um esforço sobre uma mola. Para tal deve simular a nossa junta com os mesmos componentes utilizados na linha de produção e instalá-la num testador hidráulico de torque / tensão que indica a cada instante a tensão obtida. A simulação também deve replicar a maneira de aplicação de torque pelo operador. RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO Como já foi apresentado há muitas variáveis que podem influenciar a força de fixação. fazer um teste que nos permita ver como a tensão (força de fixação) muda em função do torque aplicado. Torquímetros com indicação de torque. (Vareta.52  Torquímetro com Relógio: seu funcionamento é baseado na torção da cabeça do quadrado de encaixe. Figura 5. Classificação:    Tipos:  Torquímetros de Vareta: seu funcionamento baseia-se na flexão da haste. pois isso eliminaria muita ‘incógnitas’ e causas de falhas posteriores do produto. (Estalo) Figura 5. Pode.

55 ACESSÓRIOS PARA TORQUÍMETROS  Catraca: Figura 5. sendo este fixado em alguma parte da máquina. 25 vezes ou 125 vezes. Figura 5. podendo o torque estabelecido no torquímetro ser multiplicado 5 vezes.com) .58 Educação Profissional 61 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.Figura 5. Figura 5.54  Torquímetro Digital: possui precisão de ± 1% do torque indicado. indicação com sinal acústico e luminoso ao alcançar o torque programado.56  Multiplicador de Torque: são utilizados para valores de torque elevados. O suporte do conjunto absolve a força contrária.57  Instrumento de medição angular: são adaptados ao torquímetro (quadrado de encaixe) para torques de aperto em ângulos. Figura 5.

c) Utilização e cuidados      Aplicar o torque de forma lenta e progressiva sem golpes ou pancadas. O ar proveniente de um compressor deve ser limpo e desumificado.novaPDF. Na instalação das ferramentas pneumáticas. 6 .1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO São ferramentas que funcionam pelo ar comprimido. portanto. Evite choques ou quedas. com pressão estabilizada e misturado com óleo para lubrificação das partes internas da maioria das ferramentas.FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6. A maioria dos problemas funcionais das ferramentas pneumáticas estão relacionados com a umidade do ar comprimido. Nunca para afrouxar os parafusos.com) . Os filtros das unidades de conservação conseguem reter uma pequena parte dessa umidade. Exemplo de instalação: Figura 6.1 Educação Profissional 62 Created with novaPDF Printer (www. Utilize os torquímetros na faixa intermediária da escala que permitirá um menor desvio. tendo como solução definitiva a instalação de um secador de ar na saída do compressor. Utilize os torquímetros para apertar. Após o uso guarde-o em local apropriado. A instalação de um secador de ar requer investimentos maiores e deve-se. a partir de uma rede de ar comprimido utiliza-se para cada ponto ou ferramenta uma unidade de conservação (filtro-regulador-lubrificador) que garantirá relativa proteção ao conjunto. calcular a relação custo-benefício para cada caso.

Regular o lubrificador para misturar de 5 a 7 gotas por minuto de óleo (grau de viscosidade ISO 32).novaPDF.com) .6 Figura 6.4 Esmerilhadeiras Figura 6.3 Figura 6. Figura 6. 6. possuindo um sistema auxiliar de aperto (impacto) que aumenta sua performance.5 Figura 6.Recomenda-se:    Verificar o consumo de ar de cada ferramenta para adequação de vazão da rede.7 Educação Profissional 63 Created with novaPDF Printer (www.2 – TIPOS Chave de impacto: são utilizadas para aperto de parafusos e porcas com grande velocidade e torque. Estabilizar a pressão entre 6 e 7 kg/cm².2 Figura 6.

8 Figura 6. como forma de aumentar a durabilidade da ferramenta.Lixadeiras Figura 6. Educação Profissional 64 Created with novaPDF Printer (www. O aperto final com uma chave de impacto não deve ultrapassar a 5 segundos.9 Furadeiras Figura 6.3 – CUIDADOS GERAIS       Escolher corretamente a capacidade de cada ferramenta em função da exigência do serviço. Utilizar soquetes apropriados para as chaves de impacto. como aperto final.11 Figura 6. Antes do início da operação verificar a pressão de trabalho.novaPDF.com) .10 Figura 6. drenar os pontos de condensação de água e verificar o sistema de lubrificação. Embora as chaves de impacto oferecerem um bom torque.12 6. recomenda-se em serviços criteriosos o uso do torquímetro. Avaliar as condições de funcionamento e torque de cada ferramenta.

engrenagens. evitando assim o embaraçamento das correntes. dentro dos limites de carga pré-estabelecidos. médias e pesadas podendo com diferentes modelos atender a uma faixa de 0. acoplamentos.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS 7. Com exceção das talhas de alavanca que também podem ser utilizadas em operação de arraste. exigem utilização de equipamentos auxiliares. arraste de máquinas.4 São utilizadas no manejo de cargas leves.1 – Talhas Manuais Talha de alavanca Talha de corrente Figura 7.2. as demais talhas manuais foram projetadas para trabalhos em posição vertical.1 Figura 7.5 à 30 toneladas. alinhadas à carga. rolamentos.) e na movimentação de cargas. 7. Operação Talhas de corrente – O levantamento ou abaixamento da carga é feito pelo giro do volante frontal para o sentido horário ou anti-horário realizado pela corrente de acionamento. em geral. O abaixamento da carga também é realizado pela mesma alavanca em sentido Educação Profissional 65 Created with novaPDF Printer (www.1 – INTRODUÇÃO Algumas atividades de manutenção como levantamento e posicionamento de conjuntos.7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7. As talhas possuem um sistema de freio que. etc. Talhas de alavanca – O levantamento da carga é realizado pelo movimento da alavanca que possui sistema de catraca. proporcionam a retenção de carga em qualquer ponto do percurso e ainda permitir uma descida suave.com) . desmontagem e montagem de conjuntos (polias.novaPDF.3 Figura 7.2 Figura 7.

Figura 7. até a mola se encaixar na cava existente na arruela do pinhão central. A alavanca deverá ser colocada na posição neutra a partir do posicionamento do gatilho (encaixe no entalhe menor). Nota: Não se deve forças a roseta tentando girá-la quando a talha estiver tencionada pela carga. ou seja. Para bloquear o freio (corrente para tracionar).5 Cuidados gerais com as talhas Figura 7. porém.5. girar a roseta com a mão no sentido indicado na figura 7. a possibilidade da corrente de carga girar livre. poderá haver uma aproximação rápida da corrente em relação à carga. procedimento que visa o bom funcionamento do freio e ainda torna-se conveniente à lubrificação da corrente de carga quando as condições de trabalho permitem. As talhas de alavanca possuem. Figura 7. sem atuação do sistema de catraca. A seleção da manobra é feita por um gatilho localizado junto à alavanca.com) . ainda. A rosca do volante (ou coroa) retirando-se a tampa dianteira ou a roseta e alavanca no caso das talhas de alavanca.7 Educação Profissional 66 Created with novaPDF Printer (www.de giro inverso. a corrente deverá estar segura com a mão e a roseta (peça localizada à frente da talha) gira da no sentido conforme a figura 7. Nota: Evitar a entrada de lubrificantes nos discos de fibra do freio.6  Lubrificar periodicamente o trem de engrenagens localizado na parte traseira da talha (retirar tampa).6 até ouvir o ruído do gatilho do freio na catraca.novaPDF. Graxa indicada: consistência NLGI 2.  Nunca levantar a carga acima da capacidade da talha.

Figura 7.12 Figura 7.com) .13  Não dar volta com o moitão entre as correntes. Figura 7. Figura 7. Figura 7.14  Não amarrar a carga com a corrente da talha. laço ou olhal devem ser posicionados no meio do gancho) e nunca na ponta do gancho.8  Observar se durante o içamento da carga não haja qualquer obstrução.  Fixar o gancho da talha com segurança (manilha.novaPDF.11 Figura 7.9 Figura 7. Não torcer ou dobrar as correntes da carga.10 Figura 7.15 Educação Profissional 67 Created with novaPDF Printer (www.

novaPDF. Figura 7. O mau uso do equipamento que poderá danificá-lo representa um risco à segurança. observar que o ângulo máximo de trabalho não ultrapasse 45º.com) .  Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga. Na utilização de amarras. mas limpe os materiais estranhos.  Inspecionar periodicamente o equipamento (ganchos. Figura 7.  Não suspender a carga com inclinação excessiva da corrente. Educação Profissional 68 Created with novaPDF Printer (www.16  Evitar maus tratos com o equipamento. corrente. etc).17  Limpe o equipamento e guarde em local protegido. Figura 7.  Não lubrifique as arruelas de fibra do freio. e como se trata de manuseio de cargas poderá gerar graves acidentes de trabalho.18 Cuidados gerais com a segurança das talhas Todos os itens relacionados acima correspondem a segurança operacional das talhas.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com a talha carregada.

Figura 7. olhais na parte central dos ganchos do tirfor e do cabo de aço. abaixar ou arrastar cargas em geral em qualquer direção. obstruções não previstas. dois jogos de mordentes que se abrem e fecham alternadamente como duas mãos que puxam o cabo na subida e seguram na descida. torção. Cuidados gerais com o Tirfor  Não utilizá-lo além da capacidade estabelecida pelo fabricante.  Certificar-se do diâmetro do cabo a ser utilizado para cada modelo do tirfor. Cuidados gerais com a segurança operacional do Tirfor Todos os itens relacionados acima se não seguidos rigorosamente comprometem as condições do equipamento e poderão causar acidentes durante a operação. Funciona com cabo de aço. 69 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. etc. perna.com) . com qualquer distância e com precisão milimétrica de manobra. Os mordentes são levados a fecharem-se pela ação da carga. manilhas. Limpe e guarde em local protegido.  Observar durante a operação da carga.  Posicionar laços.) que além da segurança operacional.2 – Tralha Guincho (TIRFOR) São equipamentos utilizados para levantar.2.  Limpar e lubrificar periodicamente seu mecanismo interno.  Evitar pancadas ou quedas do equipamento.  Verificar o estado geral do cabo de aço (arame.novaPDF.7. dobras. *As alavancas 4 e 5 devem estar voltadas para trás.  Após o uso retire o cabo. poderá travar e danificar o mecanismo interno do tirfor. enrolando-o adequadamente. A alavanca 4 destina-se ao avanço do cabo e alavanca 5 ao retorno do cabo. assim quanto maior a ação da carga maior será a condição de aperto.19 Operação O cabo de aço é introduzido no tirfor pelo orifício 1 sendo liberados os mordentes pela alavanca 2 e trava da alavanca 3. com a ponta do cabo ultrapassando a parte frontal do tirfor solta-se a alavanca e efetiva-se o travamento.

23  Tipo de retorno Figura 7.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com um tirfor carregado.20 O cilindro hidráulico transforma a energia hidráulica em energia mecânica.3 – Macacos Hidráulicos Os mais usados nas indústrias. são equipamentos utilizados para levantamento e posicionamento de cargas. êmbolo ou pistão.24 Figura 25 Figura 26 70 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. 7. Os macacos hidráulicos. Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga. sendo:  Tipo de avanço (retorno por peso ou por mola) Figura 7. mesmo em pequenas distâncias. haste. assim chamados.2. ou seja. desde sua invenção.com) . Cilindros Hidráulicos: É constituído de cilindro (tubo). Figura 7. são conjuntos formados por cilindros e bombas.novaPDF.22 Figura 7.21  Tipo de avanço e retorno Figura 7. Os modelos de cilindros podem variar de acordo com a forma de atuação. o óleo proveniente da bomba atua sobre a área do embolo que impulsiona a haste.

a escolha das bombas e cilindros da marca ENERPAC. bomba e válvula de segurança. Bombas Manuais: São conjuntos constituídos de reservatórios de óleo.27 As bombas transferem o óleo do reservatório para o cilindro que ao atuar sob a carga gerará uma pressão tendo um valor máximo estabelecido por uma válvula de segurança. A ligação entre a bomba e o cilindro. Seleção dos cilindros Para escolha do cilindro ideal para execução de um determinado trabalho é necessário um bom conhecimento da carga (tonelagem) e do deslocamento máximo que a carga poderá sofrer na operação. Figura 7.Os cilindros hidráulicos são também especificados pela sua capacidade de carga (toneladas) e seu curso de atuação.com) . em um tempo préestabelecido. Seleção das bombas manuais A partir da escolha do cilindro escolhe-se a bomba ideal que será àquela capaz de preencher com óleo o volume máximo gerado no cilindro no deslocamento de sua haste. é feita por uma mangueira hidráulica com engates rápidos.novaPDF. como exemplo. Algumas possuem manômetro instalado no próprio corpo. Educação Profissional 71 Created with novaPDF Printer (www. Previsíveis desvios laterais da carga durante sua movimentação também devem servir de parâmetro para escolha dos cilindros. já que sua haste poderia flexionar e danificar o conjunto. Seleção de bombas e cilindros Use esta tabela para determinar se a capacidade de óleo de sua bomba é suficiente para distender completamente os cilindros. A tabela a seguir mostra.

Após o posicionamento no local de trabalho.Tamanho do Cilindro Operação A operação do conjunto cilindro / bomba é simples. Cuidados gerais com o conjunto cilindro / bomba  Não exceda a pressão estabelecida ou a capacidade de força do equipamento. fecha-se a válvula de alivio (tipo borboleta) e inicia-se o bombeamento de óleo para alavanca. Educação Profissional 72 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com) .

28  Antes do bombeamento. Educação Profissional 73 Created with novaPDF Printer (www. verificar se as mangueiras não estão dobradas. Figura 7.Figura 7. Figura 7.29  Não levantar cargas sujeitas a deslocamento lateral durante a operação.novaPDF.com) .30  Não deixe objetos pesados ou pontiagudos caírem sobre a mangueira.

Figura 7.32  Não tente exceder o curso máximo do cilindro evitando assim danos às vedações com esforço desnecessário. Figura 7. mangueiras. Figura 7.31  Não carregue o equipamento segurando pela mangueira.com) .33  Verifique periodicamente o estado geral do conjunto (vazamentos.).novaPDF. etc. 74 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. amassamentos. manômetro.

Figura 7. limpe. pois o trabalho envolve cargas que poderão originar acidentes graves.novaPDF.  Não exponha o equipamento a temperaturas superior a 70°C.com) . Educação Profissional 75 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7. Existe equipamento projetado para condições de temperatura superior.  Não confie na válvula localizada na bomba para sustentação de uma carga. Cuidados gerais com a segurança operacional com os macacos hidráulicos Os cuidados gerais com o equipamento refletem na segurança operacional. Antes da utilização verifique o nível de óleo do reservatório. recolha a haste do cilindro e guarde o equipamento em lugar protegido.34  Não se posicione sobre a alavanca da bomba.35  Não trabalhe sob a carga apoiada pelos cilindros hidráulicos.  Não bater no cilindro para posicioná-lo sob a carga.  Após o uso. Use válvulas apropriadas para manter o cilindro pressurizado.

36  Providencie uma base sólida antes de iniciar o levantamento da carga. Figura 7.38  Lembre-se que os macacos hidráulicos trabalham sob alta pressão (700 kg/cm²) com capacidade de força elevadíssima.novaPDF.37  Providencie apoio adequado para a carga. Educação Profissional 76 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7.Figura 7.com) .

As prensas são caracterizadas por uma estrutura reforçada com um suporte fixo onde se encontra instalado o cilindro hidráulico e uma mesa móvel suportada por batentes e regulada por cabos de aço onde apoiará o conjunto a ser trabalhado.4 – Prensas São equipamentos destinados à montagem e desmontagem de conjuntos mecânicos (polias. certifique-se de que os cabos de aço não estejam tensionados.7. etc. rolamentos. São especificadas pela sua capacidade de carga em toneladas e suas dimensões estruturais. Observe o curso tolerável deste parafuso para que não danifique durante a prensagem. acoplamentos.com) .) como também para desempenar ou dobrar eixos. Figura 7.39 Operação A operação envolve um bom conhecimento técnico do conjunto a ser desmontado ou montado. Cuidados gerais com as prensas  Não ultrapassar a capacidade especificada para cada modelo. embora tenham pequena variação entre os fabricantes. As mais usadas são prensas hidráulicas.  As prensas normalmente possuem um parafuso na cabeça da haste do cilindro hidráulico para uma aproximação rápida. O sistema hidráulico é semelhante ao dos macacos hidráulicos. A carga aplicada é acompanhada por um manômetro com leitura em toneladas. flanges. podendo ter acionamento manual ou motorizado. Cuidados gerais com a segurança operacional das prensas.novaPDF. engrenagens. o que culmina no melhor posicionamento na prensa como também na força aplicada.  Certifique da existência de vazamentos do sistema hidráulico e verifique o nível de óleo do reservatório. além de outras aplicações.2. Educação Profissional 77 Created with novaPDF Printer (www.  Após a regulagem de altura da mesa móvel. sendo o acionamento executado por movimentos de uma alavanca após o fechamento da válvula de retorno.  Os conjuntos a serem prensados não podem sofrer desvios laterais durante a prensagem.

Figura 7. como também são os responsáveis pela amarração e posicionamentos.  Ao sinal de qualquer anormalidade. Possui rodas para manobras e travamento.  Certifique-se das condições de carga para desmontagem ou montagem do conjunto e compare com a capacidade do equipamento. Educação Profissional 78 Created with novaPDF Printer (www.2. 7. São especificadas pela capacidade de carga em toneladas e pelas dimensões estruturais.5 – Guincho hidráulico para oficinas São equipamentos utilizados para movimentação de cargas. Possuem um sistema hidráulico de acionamento manual para levantamento da lança que pode ser telescópica.  Reflita cuidadosamente sobre o melhor posicionamento do conjunto a ser prensado no equipamento. em geral dentro de oficinas mecânicas.  Inicie a operação de prensagem de forma gradual. sempre observando as relações do componente e do equipamento. abra a válvula de retorno. semelhante aos macacos hidráulicos.40 Sua operação é simples. pois. pense na situação e reinicie a prensagem. sem contudo estarem devidamente preparados para essa tarefa. 7.Observe os itens de segurança relacionados com o equipamento. Na grande maioria dos casos. evitando ser atingido por partes metálicas provenientes de uma quebra acidental de um componente mecânico.2. tendo os principais cuidados correspondentes aos mencionados nos outros equipamentos que transportam cargas. Crie dispositivos seguros se necessário.  Posicione da forma mais segura possível diante da prensa. estes comprometem a segurança operacional. o pessoal de produção ou manutenção são também os operadores dos equipamentos para movimentação de cargas. Um bom exemplo de aplicação é a retirada e a recolocação de motores de automóveis e caminhões.com) .6 – Cuidados na movimentação de cargas Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação e movimentação de cargas a partir do solo ou em operações ligadas à desmontagem e montagem de conjuntos em equipamentos ou instalações.novaPDF.

com) .Proteção individual Utilizar em qualquer operação de movimentação de cargas. 7 – Sinalizar ao operador. Determinar qual linga e se necessário preparar proteção para os cantos vivos. acoplá-la ao elo de sustentação para que não possa se prender a outros objetos ou cargas. 12 – Abaixar a carga conforme a indicação do movimentador. pegar a Linga por fora e deixar esticar lentamente. Se as pernas têm uma carga semelhante.novaPDF. Preparar o local de destino com caibros e cunhas se necessário. 2 – Informar ao operador o peso da carga. 4 – Acoplar a Linga à carga. 11 – No transporte de cargas assimétricas ou onde haja influência de ventos deve-se usar um cabo de condução que seja longo o suficiente para que se fique fora da área de risco. 8 – Ao iniciar a movimentação devemos verificar. 3 – Colocar o gancho do meio de elevação perpendicularmente sobre o centro de gravidade da carga. Quando necessário. Procedimentos para uma movimentação 1 – Preparação. Tabelas de cargas. Educação Profissional 79 Created with novaPDF Printer (www.     Capacete. 15 – Prender os ganchos da Linga no elo de sustentação.    Se a carga não se ganchou ou prendeu. 5 – Sair da área de risco. A sinalização deve ser feita por uma única pessoa. Luvas de raspa. Botinas com biqueira de aço. abaixá-la para prendê-la corretamente. 6 – Avisar a todos os envolvidos no processo de movimentação e a todos que estiverem nas áreas de risco. 13 – Certificar-se de que a carga não pode se espalhar ou tombar. 9 – Se a carga pender mais para um lado. 16 – Ao levantar a Linga verificar se ela não pode se prender a nada. Se não for utilizar uma das pernas da Linga. Se a carga está nivelada ou corretamente suspensa.    Conhecer o peso e o centro de gravidade de carga. 10 – Movimentação da carga. 14 – Desacoplar a Linga.

Onde existem pregos e outros objetos pontiagudos. onde o movimentador é também operador. No setor de transportes. Educação Profissional 80 Created with novaPDF Printer (www. apesar do alto grau de automatização. o capacete é indispensável em qualquer lugar onde exista a possibilidade de se machucar a cabeça. Quando o movimentador está prestando atenção à carga. ainda existe um grande percentual de trabalho manual. Pela demonstração de condições de acidentes típicos é preciso que elas sejam conhecidas e conseqüentemente evitadas. é necessário que se use sapatos com palmilha de aço revestida. A atuação do movimentador é fundamental para a execução de uma movimentação com segurança. O homem ao lado da carga que é o movimentador forma uma equipe com o operador do meio de elevação. ao operador e outras coisas que o cercam ele está sujeito a bater o pé em objetos pontiagudos e machucá-los e é por isso que é necessário o uso de sapatos com biqueira de aço.2 . portanto.SEGURANÇA 8. deve-se usar mais a “cabeça”.1 – INTRODUÇÃO Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação com operação a partir do solo (controle remoto). ou seja. especialmente na movimentação de cargas por meio de talhas. Capacetes devem estar à disposição e tem de ser utilizados. 8. A facilidade com que os meios de elevação movimentam a carga engana quanto as situações de perigo. por meio destes podem reduzir muito nosso trabalho braçal. com isso exercem uma atividade a qual não estão acostumados ou mesmo preparados. facilitam a movimentação de cargas. etc. pois a qualquer instante podem cair objetos sobre os mesmos. d) Tabelas de Cargas As tabelas de carga para os diversos tipos de Lingas que são utilizadas completam nosso equipamento de segurança. que poderiam perfurar a sola. Meios de elevação. que de agora em diante serão chamados de meios de elevação. como talhas. é indispensável o uso de luvas.com) . porém. c) Proteção das Mãos Arames soltos em cabos de aço sempre têm machucado mãos de movimentadores.novaPDF.8 . O perigo é que tanto o pessoal da produção quanto o pessoal da manutenção operam e movimentam. guindastes.1 .equipamentos de proteção individual a) Proteção da Cabeça Devido ao risco de se bater à cabeça em ganchos. cargas em movimentação ou mesmo objetos parados. ele é responsável pelas duas funções.2. b) Proteção dos Pés Os pés correm perigo constante.MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8. assim como farpas de madeiras das cunhas e caibros e cantos vivos de cargas.

Figura 8.novaPDF. sejam utilizados ganchos com travas de segurança. Figura 8. a carga se soltar do gancho ou de o anel de sustentação da Linga se soltar do gancho do meio de elevação. Colocar os ganchos de dentro para fora. Educação Profissional 81 Created with novaPDF Printer (www. Por isso é necessário que. e) Segurança no uso de laços Normas internacionais de segurança exigem que os laços de cabos de aço sejam confeccionados com olhal trançado e prensado com presilha de aço. devemos sempre passar o gancho de dentro para fora. Uma trava de segurança se faz necessária sempre que exista possibilidade de acontecer que a carga se solte involuntariamente.2 . ganchos especiais ou mesmo laços de cabo de aço curtos e rijos. A Linga pode se soltar do gancho do meio de elevação. Quando se usar garras especiais.2. nesses casos. pode se soltar da carga. existe a possibilidade de com uma oscilação.Com elas podem-se definir facilmente qual Linga e de que forma deve utilizá-las. Quando a corrente não está tracionada os ganchos se soltam.1 8. se possível usar ganchos com travas.Travas adequadas nos ganchos do meio de elevação e do Travessão impedem que a carga possa se soltar.como se assegurar que a carga não se solte Possibilidades de acidentes nunca podem ser descartadas.com) . Os ganchos devem ser passados pelos olhais ou pontos de amarração da carga de modo que não possam se soltar mesmo quando a Linga estiver frouxa. ou mesmo o gancho da Linga.2 . Para isso.

Gancho para correntes com trava em ponto de amarração. para movimentar fardos.Enganchar amarrações de arame é risco de vida. devem utilizar ganchos específicos ou pequenos estropos de cabo de aço. Pontos de amarração são fabricados em diversas dimensões e podem ser aparafusáveis ou soldáveis.5 . Os ganchos não podem ser passados por olhais muito estreitos.3 . 82 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Eles devem estar livres dentro do olhal para que o tensionamento não seja feito em sua ponta pois desta forma ele abriria e escaparia do olhal. É terminantemente proibido usar amarrações de arame como ponta de amarração. Figura 8.com) .Ganchos especiais para fardos ou laços (estropos) como estes. Estas amarrações são muito utilizadas em fardos de telas de arame e etc. É aconselhável a instalação de pontos de amarração especiais em peças ou máquinas que são continuamente movimentadas.4 .Figura 8.novaPDF. Figura 8. são as soluções correta. para que se tenha sempre um bom ponto de fixação.

porem com diferentes intenções. um deles deverá ser eleito para sinalizar ao operador.6 Este é o procedimento correto.com) . Ele será responsável pela operação e somente ele pode sinalizar após verificar se os outros movimentadores deixaram a área de risco e se a Linga está bem colocada. Figura 8.novaPDF. o que é inadmissível.7 A comunicação entre operador e movimentador pode ser feita através de:     Sinalização com as mãos. 8. Grampos pega-chapas devem sempre estar travados e trabalhando dentro de sua capacidade. Comunicação verbal (somente quando o operador estiver próximo e possa ouvi-lo). o operador não deve fazer nada. é um trabalho de equipe. Ambos os movimentadores sinalizam ao operador. Apenas aquele escolhido antes do processo de movimentação em conjunto com o operador. Sinalização ótica ou sonora.No tratamento de semi-acabados enfardados deve-se verificar se não existem peças mais curtas sobre ou entre a carga que possam se soltar e cair. ou seja. apenas um movimentador sinaliza ao operador.3 . Para evitar acidentes deve ter certeza de que a sinalização utilizada pelo movimentador é também a que o operador entende.COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR A movimentação de carga é normalmente uma operação que envolve mais de uma pessoa. Quando se tem mais de um movimentador. Educação Profissional 83 Created with novaPDF Printer (www. que está envolvido no processo de movimentação. Figura 8. Rádio-comunicação. Neste caso. Peças soltas com 5 a 6 kg a mais de 4 metros de altura é risco de vida.

SINAIS VISUAIS São usados entre o sinaleiro e o operador para comandos dos diversos movimentos necessários para o embarque. esticada na horizontal indica a direção.10 O sinaleiro ficará de frente para o Norte e a direita do mar. Com o braço esquerdo junto ao corpo.novaPDF. 8. SINAL: Com o braço esquerdo junto ao corpo e antebraço direito na horizontal. Com o braço esquerdo junto ao corpo e o braço direito esticado na horizontal.Para a sinalização manual os sinais visuais a seguir tem se mostrado muito eficientes.Translação do Guindaste (pórtico) Figura 8.4 .8 O sinaleiro se identifica para o operador como o responsável pela emissão de sinais. Pode-se ter variações destes sem problemas contanto que a linguagem utilizada seja compreendida pelos envolvidos.com) . 3.Movimento do Carrinho (Troley) Figura 8. com o dedo indicador mostrará a direção.Início de Operação Figura 8. desembarque e movimentação de cargas. Educação Profissional 84 Created with novaPDF Printer (www. com a palma da mão virada para o operador. 2. conforme a seguir: 1. em posição de “continência”.9 O sinaleiro ficará de frente para a cabine do operador e indicará o lado para o qual deseja a translação do equipamento. Atenção: Sempre deixar a área de risco antes de sinalizar ao operador. saúda o operador. e o braço direito com a mão aberta.

com o braço direito para cima. Educação Profissional 85 Created with novaPDF Printer (www.Subir os Ganchos Figura 8.com) . 6. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho n° 2.4.11 Indica a subida simultânea dos dois ganchos. os dedos indicadores girando sempre no sentido horário. Com os braços para baixo e os dedos indicadores girando sempre no sentido anti-horário. com o dedo indicador girando sempre no sentido anti-horário.Subir o Gancho nº 2 Figura 8.12 Indica a descida simultânea dos dois ganchos.Abaixar os Ganchos Figura 8.Abaixar o Gancho nº 2 Figura 13 Com o braço esquerdo erguido. 5. Com os braços erguidos. e o braço direito para baixo.novaPDF. 7.14 Com o braço esquerdo erguido. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho nº 2. com o dedo indicador fazendo pequenos movimentos circulares no sentido horário.

determina o gancho nº 1.Abaixar o Gancho nº 1 Figura 8.Movimentos Lentos Figura 8.16 A mão esquerda levantada. determina a elevação.8. Com os dois dedos.com) . Educação Profissional 86 Created with novaPDF Printer (www. com o dedo indicador apontado para cima e efetuando pequenos movimentos circulares no sentido horário. indicando o gancho nº 1. etc. realizando pequenos movimentos circulares. aproximação.15 A mão direita levantada. içamentos. O braço direito para baixo.Subir o Gancho nº 1 Figura 8. indicador e polegar direitos. O braço direito para cima. direção. imitando o movimento de abrir e fechar.novaPDF. com o dedo indicador apontado para cima. elevação. aproxima-os. com o dedo indicador apontado para cima.17 Pequenos movimentos deverão ser antecipados por este sinal nas atividades de translação. 10. determinando o abaixamento. com o dedo indicador apontado para baixo. arriamento. 9.

com o polegar esquerdo indicando para a direita.Fechar a Lança do CG Figura 8. mesmo sem autorização do sinaleiro. determina o fechamento. 12. e com o polegar direito indicando para a esquerda. com as mãos abertas à altura do rosto. Educação Profissional 87 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. à altura da cintura. O sinaleiro cruza os braços. 13.Abrir a lança CG Figura 8.19 Este sinal é de parada e espera sem nenhum movimento com o equipamento a não ser com autorização do sinaleiro.18 Este sinal é de parada de emergência. Não pode ser feito nenhum movimento com o equipamento. Com os dois antebraços erguidos para frente. 14.Sinal de Espera Figura 8. com as mãos abertas.com) .20 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança. A pessoa deverá cruzar os antebraços. com o polegar esquerdo indicando para a esquerda e com o polegar direito indicando para a direita. com as mãos fechadas. Qualquer pessoa pode fazer este sinal. Com os dois antebraços erguidos para frente.21 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança.11.Parada de Emergência Figura 8.

Acidentes sempre acontecem quando o movimentador tenta rapidamente. com as palmas das mãos voltadas para baixo. Se a carga ao ser depositada deve ser ajeitada manualmente.Término da Tarefa Figura 8.22 Com o braço esquerdo junto do corpo. com os dedos indicador.Finalização da movimentação O movimentador só pode sinalizar. com o antebraço direito erguido para frente. anular e mínimo fechados. após ter verificado se todos os envolvidos (ou não) estejam fora da área de risco. Ao depositar a carga devemos observar. para que tenhamos uma base que facilite a retirada da Linga por baixo da carga.1 . utilizando caibros. ela tem uma energia potencial tão grande que. Educação Profissional 88 Created with novaPDF Printer (www. médio. por meio de acessórios como ganchos e engates ou cabos. Se o material for redondo. mas sim. enquanto a carga desce. indica o sentido de giro com meia volta do dedo ao redor do próprio corpo. com o polegar erguido. não podemos pará-la com nossa força.novaPDF. preparar ou limpar a área de destino. e acaba tendo o dedo esmagado ou pior. pois mesmo quando movimentada com a mão.5 – ACESÓRIOS DO MOVIMENTADOR Cunha: Devem evitar que a carga escorregue ou se espalhe.Giro da Coluna do CG Figura 8. Com os braços caídos. para que a carga seja depositada.23 Este sinal é de término das tarefas. não podemos ficar ela e obstáculos fixos. 16. não devemos fazê-lo com as mãos. deve-se assegurar que ele não possa rolar. Quando temos que ajeitar a carga ou estabilizá-la. 8. 8. As fibras de madeira devem estar no sentido longitudinal da cunha para que elas não possam se quebrar e para que possam ser pregadas quando necessário.15. por exemplo. o sinaleiro os move horizontalmente. depois de movimentada.4.com) .

pedaços de caibros trincados podem ter a velocidade de uma bala e sempre ocasionam acidentes. calcular e supor. jamais devemos usar caibros com menos de 8x8cm.com) . por exemplo. Derruba a pilha.25 Educação Profissional 89 Created with novaPDF Printer (www.Caibros: Tem a finalidade de manter um vão livre entre a carga e o solo para que a Linga possa ser retirada por baixo da carga e em caso de nova movimentação. Por estes motivos. Ao empilhar vigas e chapas grandes. Num estalo. pesar. Prejudica a Linga. Gancho de engate: Fabricado a partir de arame dobrado e com punho possibilita ao movimentador manter suas mãos fora de perigo. na posição 2.24 8. existem 4 possibilidades:  Conhecer. puxá-la até um determinado ponto. Figura 8. Figura 8. para que a Linga possa ser passada por baixo novamente.5. Com o gancho de engate pode-se.1 – A carga: peso e controle de gravidade Qual o peso da carga a ser elevada? Para responder a esta pergunta. O ideal é quando a peça tem seu peso indicado (pintura ou plaqueta) para peças prontas e em estaleiros.novaPDF. Puxar a Linga por baixo da carga sem caibros:    Prejudica a carga. os caibros devem ser grandes o suficiente para que a Linga possa passar livre por baixo da carga e para suportar o peso sobre eles depositado. é normatizado que peças acima de uma tonelada tenham seu peso indicado. Para evitar prender os dedos devemos pegar os caibros pela lateral.

novaPDF. eixos. cilindros de calandragem. Combinação Cabo e Corrente: para o transporte de perfis e trefilados. de baixo peso. Cintas e Laços Sintéticos: para cargas com superfícies extremamente escorregadias ou sensíveis. Fabricantes de máquinas e peças têm se empenhado muito em indicar o peso em suas peças (e cargas). como tubos. peças prontas e pintadas. Aplicáveis são:      Cabos de Aço: para cargas com superfície lisa. Lingas de corrente com gancho podem ser acoplados aos olhais da carga.com) .Esta norma deveria ser praxe em qualquer indústria. Correntes: para materiais em altas temperaturas e cargas que não tenham chapas ou perfis. Para o transporte de chapas na perpendicular deve-se usar grampos pega-chapa. Outra possibilidade de se encontrar o peso são os borderôs ou ordens de fabricação que deveriam indicar o peso. Para o transporte de chapas deve-se usar sempre dois grampos que tenham uma peça compatível com a espessura da chapa. Cordas de Sisal e Sintéticas: para cargas com superfície sensível.Balanças digitais à bateria são fáceis de transporte e de fácil leitura. Comando com indicação digital da carga. Não aplicáveis são:    Cabos de Aço: para materiais com cantos vivos ou em altas temperaturas. de preferência com leitura digital para facilitar a leitura. peças de aquecimento e refrigeração ou outras peças passíveis de amassamento. Quando tivermos que pesar uma carga o ideal é que tenhamos uma balança de talhas. Correntes: para cargas com superfície lisa ou escorregadia. assim como laços de cabo de aço com ganchos para aplicação nos olhais da carga. Desde abril de 1979 é obrigatório que estes ganchos tenham uma trava. oleosa ou escorregadia. A pega (abertura) do grampo deve ser indicada na própria peça. Figura 8. Neste caso a corrente deve ficar na área de desgaste onde possivelmente existam cantos vivos e o cabo fica nas extremidades exercendo função de suporte e facilitando a passagem da Linga por baixo das cargas. Os dois grampos são necessários para que se garanta a estabilidade da Educação Profissional 90 Created with novaPDF Printer (www.26 . ou mesmo talhas com balança embutida com mostrador digital no comando. como por exemplo. Cintas e Laços Sintéticos: para cantos vivos e cargas em altas temperaturas.

novaPDF. Antes de movimentar. Se o centro de gravidade é desconhecido não se sabe onde alinhar o gancho de elevação. quem tem de escolher é o próprio movimentador. Quanto mais distante a carga estiver. por exemplo: cabos.27 O cabo é passado por baixo da carga e a corrente a suporta com menor desgaste. pois. se a chapa balança. suportes para eletroímãs. O limitador de carga da máquina não deve ser usado por erros de cálculos do operador. pois chapas finas tendem a se dobrar o que pode fazer com que se soltem dos grampos e caiam. Chutar é a pior alternativa. correntes. etc. Para o transporte de perfis existem diversos tipos de dispositivos de movimentação. Dispositivos de movimentação são aqueles que fazem um acoplamento direto ou mesmo através de uma Linga à carga.5. 8. Nas peças simétricas esta definição é fácil. os quais nem sempre são dotados de travas que permitam que a carga se solte. A escolha da Linga deveria ser feita pela engenharia de produção ou pelo planejamento. deve-se usar grampos com trava. As Lingas são. Figura 8. Se a definição do peso é importante. travessões. A capacidade de um guindaste de lança depende de quanto se avança a lança. mais na maioria das vezes. menor a capacidade de carga do guindaste. ainda mais é a definição do centro de gravidade. Quando essas possibilidades não existem não resta outra alternativa se não calcular ou pedir à supervisão que calcule o peso. mas em máquinas e peças assimétricas onde o centro de gravidade é deslocado. Por meio delas é que se faz o acoplamento da carga ao meio de elevação.com) . o ideal seria que houvesse uma indicação na máquina. as ranhuras da garra desgastam rapidamente.carga. Também para movimentar as chapas na horizontal. pois somente com muita experiência em peças semelhantes é que se tem a possibilidade de chegar a um resultado satisfatório. Estes dispositivos são projetados para cargas específicas e só devem ser usados para as quais foram construídos. São considerados dispositivos de movimentação: ganchos e garras especiais. sempre travar os grampos. peça ou mesmo embalagem.2 – Estiga QUAL A LINGA PARA QUAL APLICAÇÃO? Para movimentar cargas com meios de elevação são utilizados lingas e dispositivos de movimentação. cintas e laços sintéticos. podendo se quebrar nos cantos. 91 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

............... Portanto......... LEITURA – Exemplo: cabo 6 x 19 O primeiro número (6) representa a quantidade de pernas de que é constituído. trançadas ou encapadas.... Azul Polipropileno ... Por normalização internacional as cores que identificam as fibras são: Cânhamo . Antigamente........... Vermelho Cânhamo de Manilha ........ ALMA – É o núcleo do cabo de aço..Cordas As cordas são o mais antigo tipo de Linga............... ou seja...... Verde Sisal .......... diolen.... Poliéster ou Polipropileno que às vezes são comercializadas com nomes comerciais como nylon.................. que se conhece......... para cânhamo e poliamida........... trevira e outros...... as fibras que se utilizavam na fabricação de cordas eram fibras naturais como Sisal ou Cânhamo............... mas...................................................... Como diferenciar as diversas fibras? Uma vez que existem diversos tipos de fibras com diferentes capacidades.......... Em cordas....... Hoje estas fibras são substituídas por fibras sintéticas como Poliamida.novaPDF... O segundo número (19) especifica a quantidade de arame que compõe cada perna........ a partir de 3mm de diâmetro deve-se ter uma filaça de uma determinada cor para identificar a fibra.............................. Verde Poliéster .. cordas abaixo de 16mm de diâmetro. não é passível de ser confundida uma vez que o cânhamo tem um acabamento rústico e a poliamida um acabamento muito liso...... um total de 114 fios...............28 92 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. Um cabo é feito com diversas pernas em redor de um núcleo ou alma......... Preto Poliamida ........... são muito finas e não devem ser utilizadas para movimentação.... Marrom A cor verde... tendo cada uma delas 19 fios...............com) . é necessário. Elas são produzidas a partir de fibras que são torcidas... o cabo 6 x 19 tem 6 pernas........................Cabos de Aço a) Terminologia PERNA – É o agrupamento de arames torcidos de um cabo... ...................... que se saiba qual é a fibra para se conhecer sua capacidade de carga................................ Em cordas a partir de 16mm deveria haver identificação do fabricante e do ano de fabricação...

AACI – Alma de Aço com Cabo Independente – combinação de flexibilidade com resistência à tração. Educação Profissional 93 Created with novaPDF Printer (www.29 Figura 8.novaPDF. AA – Alma de Aço – maior resistência à tração. Arames individuais são trançados primeiramente para formar uma perna e estas pernas por sua vez são trançadas para formar o cabo de aço. Torção Torção à DIREITA: quando as pernas são torcidas da esquerda para a direita. A torção LANG tem por característica o aumento da resistência à abrasão e da flexibilidade do cabo.5% de resistência à tração a mais de 10% no peso em relação aos AF (Alma de Fibra). Nota: Os cabos AA (Alma de Aço) tem 7.31 Figura 8. Torção à ESQUERDA: quando as pernas são torcidas da direita para a esquerda.30 Torção REGULAR: quando os fios de cada perna são torcidos em sentido oposto à torção das próprias pernas (em cruz). o que se explica pela acomodação das pernas sobre a alma. sendo a primeira na perna e a segunda na torcedura do cabo. Figura 8. Figura 8. Com aplicação de carga no cabo é feita uma alteração no seu volume.32 Cabos de aço com alta capacidade de carga são construídos a partir de arames trefilados a frio com uma resistência de 1770 mm².com) . O arame individual fica numa helicoidal dupla. Torção LANG: quando os fios e as pernas são torcidas na mesma direção (paralelo).b) Classificação quanto a Alma AF – Alma de fibra (cânhamo) maior flexibilidade. Maior estabilidade. com isso o diâmetro do cabo é reduzido.

O cabo de aço.Para apoio das pernas existe. mas funciona também como reservatório de óleo. Somente quando se tem vários arames rompidos é que a capacidade de carga diminui. uma alma que pode ser feita a partir de fibras naturais.Tabela de carga para cabos Educação Profissional 94 Created with novaPDF Printer (www. no interior do cabo. Ele nunca se rompe sem que antes vários arames se rompam. sintéticas ou de aço. com isso o atrito dentro do cabo é reduzido. habitualmente.com) . Figura 8. Aqui. guindastes ou talhas. pois logo a frente estará prensado entre outros e ainda contribuindo para a capacidade de carga. portanto.novaPDF. A alma não tem somente função de apoio. Quando o cabo é solicitado.33 Cabos velhos onde o óleo já foi consumido e cabos que trabalham em temperatura que já perderam seu óleo por evaporação ainda não perderam resistência mas. Por isso deve-se periodicamente lubrificar os cabos externamente com óleo adequado.34 . Figura 8. Ele tem uma boa deformidade e. é aplicável para diversas finalidades. é composto de seis pernas e da alma que retém o lubrificante. fica demonstrada uma boa característica do cabo de aço. O cabo assim composto é utilizado para Lingas. perderam vida útil. as pernas comprimem a alma que libera o óleo. Um único arame rompido é de pouca importância.

18 x 7.36 Figura 8.com) .Cabos de aço fabricados em espiral (cordoalhas) ou uma perna simples. dos outros tipos acima. d) Tipos WARRINGTON – Pernas do cabo construídas com duas bitolas de arames. O tipo mais flexível é o cabo de aço que é composto de diversas pernas e alma. 6 x 47. sendo o cabo menos flexível da série. 6 x 41. 6 x 37. FILLER – Pernas do cabo construídas com vinte e cinco arames (seis de enchimento) apresentando boa flexibilidade. 6 x 43. COMUM – As pernas do cabo são construídas por um só tipo de arame. A alma no interior e a diferença de área metálica fazem com que um mesmo diâmetro.37 Figura 8. 6 x 7.35 Figura 8. c) Flexibilidade A flexibilidade está condicionada ao número de arames que o compõem. não devem ser utilizados para movimentação. SEALE – Pernas do cabo construídas com três bitolas de arame. 6 x 21. porém mais resistente ao desgaste à abrasão. c) Extra flexível: construção 6 x 31. É um termo intermediário entre a flexibilidade e resistência ao desgaste. São os cabos classificados em: a) Pequena flexibilidade: construção 3 x 7. 1 x 7 (cordoalha). pois os arames mais finos encontram-se na periferia. 6 x 61.novaPDF. bastante flexível e menos resistente ao desgaste. a cordoalha tenha uma maior capacidade de carga que o cabo. 8 x 19. Figura 8. b) Flexíveis: construção 6 x 19.38 Educação Profissional 95 Created with novaPDF Printer (www. pois tem uma estrutura muito rígida e são feitos apenas para tensionamento. 6 x 25.

.... 6x41............. 8x19... Ele pode ter um grande desgaste interno que não é visível externamente. Figura 8........... resistência efetiva d) Cabos 6x37.................... incluindo-se as almas dos mesmos.................... 6 x 25 .............39 Figura 8..............................novaPDF......... 41................ 43 ................ resistência efetiva e) Cabos 6x42................ 18 x 7 ............. 6x47....................... 8 x 19 ............... 6x61.................... resistência efetiva b) Cordoalhas 19 fios. Educação Profissional 96 Created with novaPDF Printer (www............ Cabos já utilizados em guindastes ou outros meios de elevação não podem ser utilizados novamente numa composição de Linga. 6x25...................... Mínimo 42 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 18 vezes o Ø do cabo 21 vezes o Ø do cabo 34 vezes o Ø do cabo Recomendado 72 vezes 51 vezes 45 vezes 27 vezes 31 vezes 51 vezes Resistências dos Cabos de Aço A resistência teórica dos cabos se determina somando-se a resistência dos arames que compõe.......... 6 x 19 ..com) ............................... 6 x 37................................................. Tabela de Diâmetros Ideais de Tambores e Polias Seguem os diâmetros ideais das polias ou tambores conforme a formação do cabo: Diâmetro do Tambor ou Polia Tipo de Cabo 6 x 7 ....Para definir a carga de trabalho de cabo pelo seu diâmetro deve-se medi-lo..... A carga de ruptura efetiva diminui conforme aumenta o número de arames: Exemplos: a) Cordoalhas 3 a 7 fios..................... conforme demonstrado na figura abaixo.................. resistência efetiva 96% da teórica 94% da teórica 85% da teórica 80% da teórica 72% da teórica A carga de trabalho de um cabo em movimento é 1/5 (um quinto) de sua carga de ruptura mínima... 6x43....................... quer sejam de aço ou de fibra...40 Medição do cabo de aço......... resistência efetiva c) Cabos 6x7............

Laços para formação de olhais são feitos por trançamento ou prensagem. Presilhas de alumínio devem deixar a ponta à mostra para controle e devem ter a marca da firma que executou a prensagem. São as seguintes as vantagens apresentadas pelos cabos pré-formados: a) Aumento à flexibilidade. que normalmente é composta por duas letras.Laços Um cabo de aço é tão bom quanto o laço que é feito com ele. c) Cabos para guinchos e terraplan. fator 3 a 4 fator 4 a 5 fator 5 fator 6 a 8 fator 8 a 10 fator 10 a 16 Pré-formação: É processo de fabricação cuja finalidade é a de eliminar as tensões internas e torções inerentes aos arames de alto carbono. b) Maior resistência à fadiga de flexão..com) . . não se desfiando.O fator de segurança é a relação entre a carga de ruptura mínima e a carga aplicada. c) Eliminação das tensões internas. utilizados na fabricação de cabos de aço. As pernas dos cabos pré-formados se acomodam na posição Helicoidal que ocupam no conjunto. d) Manutenção na sua posição original dos arames que se quebram. e) O não desenrolamento das extremidades cortadas.41 Educação Profissional 97 Created with novaPDF Printer (www. f) Elevadores alta velocidade. talhas elétricas. b) Cabos tração horizontal.novaPDF. Exemplo: a) Cordoalhas e cabos estáticos. e) Elevadores baixa velocidade. d) Pontes rolantes. Figura 8.

Olhal Flamengo Figura 8.48 3 Presilha de aço de pequenas dimensões e de superfície lisa.44 . Principais vantagens do olhal Flamengo: 1 Olhal mais resistente e seguro 2 Carga centrada Figura 8. A presilha é de aço especialmente ensaiado e aprovado conforme rigorosa especificação.novaPDF. separando-se as pernas 3 a 3.47 Mesmo antes de ser colocada a presilha de aço. Educação Profissional 98 Created with novaPDF Printer (www.Laços Figura 8.Laço sem fim O olhal Flamengo é feito abrindo-se a ponta do cabo em duas metades. Uma metade é curvada para formar um olhal.Olhal Flamengo com sapatilha protetora Figura 8.46 .Olhal Flamengo com estribo protetor Figura 8.45 .com) .Laço Trançado a Mão Figura 8. e em seguida a outra metade é entrelaçada no espaço vazio da primeira. Figura 8.43 .42 . o olhal já é capaz de suportar uma carga superior à carga de trabalho do laço.

Grampos construídos conforme DIN 741 (grampos leves) com porcas simples e pequena área de apoio.5/8” 7 1. devendo ser desfeitos logo após a utilização.1/8” 6 1. Laços feitos com grampos devem ser usados apenas para uma única aplicação.ft 7.1/2” 7 1. No mínimo 3 grampos são necessários (grampo pesado) para se fazer um laço com cabo de aço fino. N.020 1.m 10 20 41 61 88 88 129 176 305 305 305 488 488 488 583 800 1. para que não sejam utilizadas erroneamente.50 Pronto para usar.Cintas As cintas de movimentação são fabricadas a partir de fibras sintéticas.020 kg. as cintas têm uma capacidade de carga e não prejudicam a sua superfície.novaPDF.1/4” 8 Nota: Os grampos deverão ser reapertados opôs .1 DIÂMETRO DO CABO EM POL. Figura 8.A norma DIN 1142 prescreve que somente grampos com porcas auto-travantes e uma grande área de apoio podem ser utilizados.3/8” 7 1. não são mais normalizados e não devem ser utilizados para movimentação. Tabela 8. NÚMERO MÍNIMO DE GRAMPOS ESPAÇAMENTOS ENTRE GRAMPOS EM MM 29 38 48 57 67 76 95 114 133 152 172 191 210 229 248 267 305 343 o início de uso do TORQUE ib. Educação Profissional 99 Created with novaPDF Printer (www. Quanto maior o diâmetro do cabo mais grampos são necessários.1/4” 6 1.5 15 30 45 65 65 95 130 225 225 225 360 360 360 430 590 750 750 cabo de aço.3/4” 7 2” 8 2.m 1 2 4 6 9 9 13 18 31 31 31 50 50 50 59 82 104 104 3/16” 3 1/4" 3 5/16” 3 3/8” 3 7/16” 3 1/2" 3 5/8” 3 3/4" 4 7/8” 4 1” 5 1.49 Figura 8. Todos os grampos devem ser montados de forma que o mordente se prenda a perna portante.com) . Com relação ao seu próprio peso. Todos os mordentes estão no cabo portante.

além de excepcional resistência a sucessivos carregamentos. Com terminais metálicos. Devido ao envelhecimento das fibras. As formas mais comuns de cintas são:     Cesto sem fim. o fabricante deveria ser consultado para maiores esclarecimentos.Figura 8. Com olhais reforçados. Para reduzir o atrito e para evitar cortes nas cintas podemos usar revestimentos com materiais sintéticos resistentes. A desvantagem das cintas de poliamida está no fato de que elas absorvem muita água em ambientes úmidos o que reduz sua capacidade. No caso de terminais metálicos. Para utilização de cintas em banhos químicos. Elas têm também uma boa elasticidade.51 As cintas de poliéster devem ter uma etiqueta azul para que sejam reconhecidas. levando-se em conta seu peso próprio. Elas têm uma boa resistência quanto á luz e calor e também ácidos solventes. Esta acumulação de água pode também fazer com que em dias muito frios ela possa se enrijecer (congelar) e ficar quebradiça.novaPDF. eles devem ser feitos de forma que seja possível passar um pelo outro para que se possa fazer uma laçada. Mas elas têm uma boa resistência química e são utilizadas em casos especiais. As cintas de poliamida devem ter uma etiqueta verde de identificação e são resistentes à bases. Com olhais sem reforço. em especial de poliuretano. o que faz com que seja o tipo de cinta mais utilizada. O NYLON é a mais forte das fibras sintéticas e apresenta uma alta capacidade de absorção de força. Cintas de movimentação feitas de polipropileno (etiqueta marrom) tem uma baixa capacidade de carga. em especial quando usadas ao ar livre ou em banhos químicos.com) . Normalmente estes de perfis são ajustáveis à cinta. Ela só não resiste à base e por isso não deve ser lavada com sabão. a data de fabricação das cintas deve estar na etiqueta. Educação Profissional 100 Created with novaPDF Printer (www. e são pouco flexíveis.

Examine os dois lados da cinta. 4º .Não exceder às especificações do fabricante. 2. As cargas não podem ser depositadas sobre as cintas para que não sejam danificadas.52 Para utilização de cintas existem algumas regras especiais:       Quando se eleva uma carga. além de evitar desgaste do equipamento e acidentes. quando usadas em levantamentos gerais de diferentes tipos de cargas.Nunca aplique uma sobrecarga no equipamento de elevação. a) Segurança também requer Inspeção As cintas devem ser examinadas em intervalos não superiores a duas semanas. designada para esta inspeção.Figura 8.Todo equipamento deve ser examinado somente por uma pessoa. Educação Profissional 101 Created with novaPDF Printer (www.Cintas tipo Anel devem ser examinadas em todo seu comprimento e perímetro. 2º . o ângulo de abertura entre as pontas da cinta não deve ultrapassar 120°. as cintas devem ser neutralizadas e enxaguadas para que não haja concentração química. 3º . Não se pode dar nó nas cintas. 5º .novaPDF. Após utilização em banhos químicos. 1º .Uma operação suave e balanceada rende muito mais. Para utilizar diversas cintas num travessão todas devem estar numa perna perpendicular para não haver esforço maior numa das pernas. Somente cintas com olhais reforçados podem ser utilizadas em laço.Coloque a cinta em uma superfície plana com área apropriada.com) . nas limitações de peso e estabilidade. 3. b) 10 itens para um levantamento seguro.As alças dos olhais devem ser examinadas particular e cuidadosamente. 1.

Utilize ganchos com um raio de apoio nunca inferior a “1”. O passo de um elo é o seu comprimento interno. os elos se apóiam nos elos vizinhos. 9. Durante a produção. Algumas cintas são especificamente designadas para serem utilizadas em somente um tipo de levantamento. para propiciar uma fácil remoção. Coloque calços ao descarregá-la para melhor poder elevá-la. de seção lisa e redonda. Figura 8. b) Correntes Soldadas Comuns.56 . Primeiramente os elos são dobrados e depois soldados.Lingas de Correntes a) Correntes para lingas Correntes são fabricadas em diversas formas e qualidades. c) Formas de Levantamento As cintas elevam e movimentam sua carga em qualquer uma das quatro formas diferentes de levantamento ilustrado.Quando elevar uma carga pesada com mais de uma cinta. Posteriormente. é feito o tratamento térmico (correntes de grau) e ensaio de tração.55 Figura 8. Galvanizadas.Posicionar a cinta corretamente na carga. Diversos testes são feitos durante e após a fabricação para que as correntes sejam certificadas. Calibradas (Especiais para Talhas) Educação Profissional 102 Created with novaPDF Printer (www. 8. quando aplicadas em ângulos retos. 6.Não posicione a cintas em cantos agudos ou cortantes. Somente corrente que tenham elos com passo igual a 3 vezes o seu diâmetro podem ser utilizadas para movimentação e amarração de cargas. verifique se o total do peso está bem distribuído na tensão dos vértices da cinta.53 Figura 8.novaPDF. alguns elos são dobrados em diversos sentidos para verificar a solda e após a produção e tratamento térmico.4.com) . evitando assim que a corrente se dobre. 7.Não deixe a carga em contato direto com o piso.54 Figura 8. no mesmo gancho. Esta regra se explica pelo fato de que correntes assim construídas.Evite a colocação de mais de 1 par de cintas. 10. após o uso.Nunca use cintas avariadas. são realizados testes de tração e ruptura. 5.

240 0.0 9.0 4. empreiteiros de construção e para todos os trabalhos onde se tornam necessários guindastes para remoção de material.0 22.Corrente de Aço Forjado e Amarras até 3” c) Correntes Forjadas Tabela 8.0 15.050 1.500 5. como cargas e descargas de navios e caminhões.300 1. são testadas em máquinas de provas de acordo com a tabela acima e com o coeficiente 2.5 5.000 As correntes calibradas têm as medidas exatas.200 Carga de segurança em kg -100 120 180 200 280 330 380 480 550 800 900 1. pontes rolantes.0 12.000 1.0 6.5 6.5 11.000 10. aprox. p/m Elos curtos kg 0.680 0. Segue tabela de cargas de trabalho Lingas de Correntes Tipo A Tipo B Tipo C Tipo D Tipo E 103 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.0 Medidas ext.000 2.com) .0 3.550 3.3 3.5 4.800 2.160 0.0 9.500 4.0 5.800 1.113 0.500 1.57 .5 7.0 8. ou seja.5 14.660 1.2 .novaPDF. 13 x 17 -14 x 21 16 x 28 17 x 26 16 x 31 17 x 28 18 x 31 18 x 28 19 x 32 20 x 31 25 x 46 24 x 36 25 x 47 25 x 39 26 x 46 27 x 42 27 x 48 28 x 44 29 x 48 33 x 50 32 x 58 34 x 49 36 x 61 38 x 54 38 x 61 39 x 59 43 x 66 50 x 74 53 x 82 68 x 102 75 x 112 Peso aprox.350 0.490 0.850 2.Figura 8.000 5. 100% da carga admissível (carga de segurança) Lingas simples – em aço forjado usadas em fundições. p/ as Correntes comuns Custos Comp.500 8.500 4. dos Elos em mm.600 0.5 19.310 0.Tabela de Medidas e Pesos Aproximados Diâmetro em mm 2.

200 14.150 1.500 15.100 15.500 31.58 Figura 8.5 3/8” 2..900 8.750 12.60 Tabela 8.Quadro de Cargas de Trabalho Bitola da Corrente Carga de Trabalho mm poleg.300 28. etc.4 1” 5.000 3.350 1.100 24. 120° kg 700 1.6 1.9 5/8” 6.7 1/2" 1.700 31.000 9. 60° Âng.Tabela 8.700 5.3 .600 25.100 22. Triplas.9 5/8” 2.100 6. Kg 8 5/16” 500 9.400 11.200 19. em Corrente de Aço forjado testadas.500 19 3/4" 3.250 1.59 Figura 8.700 6.2 7/8” 12.200 19 3/4" 9.600 25. 90° kg kg kg 8 5/16” 1.1/8” 20.novaPDF.6 1. Quádruplas.250 2.000 12.200 3.8 1.800 11.300 Dimensões Aproximadas Âng.7 1/2" 4.1/4” 26.650 7.350 5.4 Quadro de Cargas de Trabalho Lingas Duplas Bitolas da Corrente Cargas de Trabalho mm Polegadas Âng 45° Âng.600 20.com) .400 22.2 7/8” 4.1/4” 9.5 3/8” 850 12.900 28.200 2.8 1.900 15.500 Educação Profissional 104 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8.150 8.800 3.700 9.4 1’ 15.1/8” 7.670 Lingas Duplas.100 15.

Para definir a carga aplicada na Linga deve-se saber:   Se a carga será transportada por uma ou mais pernas perpendiculares. maior a Linga a ser utilizada. Educação Profissional 105 Created with novaPDF Printer (www. por exemplo.LINGAS COMBINADAS Para a movimentação de cargas temos alternativas para melhorar a durabilidade. A parte que envolve a carga é uma corrente de grau 8 o que. Em Lingas combinadas devemos atentar para que a plaqueta de identificação seja feita de acordo com a parte mais frágil da Linga. Com essa combinação tem-se a vantagem da durabilidade da corrente e da facilidade de substituir a cinta quando necessário. b) Corrente com encurtador – cabo: Quando o cabo é necessário para que se envolva a carga e precisa-se também de ajuste no comprimento da Linga. CAPACIDADE DE CARGAS DAS LINGAS Após definir qual tipo de Linga que será utilizada (cabo. facilitar o manuseio e também poupar a carga. A capacidade inscrita na plaqueta. Quanto maior a angulação. Fora à possibilidade de ajuste no comprimento da Linga usando garras de encurtamento. corrente. pode-se somar as capacidades das mesmas.com) . usa-se esta combinação. no transporte de trefilados garante uma boa durabilidade e bons custos. pois nestes casos normalmente ela está super dimensionada com relação aos outros materiais aplicados. Se a carga será transportada por duas ou mais pernas em ângulo. Princípios básicos:     Quando a carga á aplicada em uma ou mais pernas perpendiculares e a carga é aplicada de forma igual sobre as pernas. a) Cabo – corrente – cabo: Usa-se o cabo para passar por baixo da carga. tabela ou etiqueta define a massa que pode ser elevada com a Linga. menor a capacidade e. d) Corrente – laço sintético Assim como a cinta. Nunca considerar a carga pelo dimensional da corrente. c) Corrente – cintas: As cintas são utilizadas principalmente no transporte de peças acabadas ou semi-acabadas onde a superfície não pode ser danificada. Quando a Linga forma um ângulo diminui a capacidade de cada perna. o laço sintético pode ser conjugado com a corrente e seus acessórios e manter a boa característica do laço que é a de poupar a carga de danos superficiais. Quando a carga não é aplicada igualmente sobre as pernas.novaPDF. A carga deve ser transportada sem que a Linga seja sobrecarregada. portanto. Podemos conseguir isso combinando diversos materiais. deve-se contar com a capacidade de apenas duas. cinta e combinada) deve-se também definir o dimensional das mesmas.

Portanto. excede o peso da carga em si. Figura 8.novaPDF.com) . Educação Profissional 106 Created with novaPDF Printer (www.63 A carga pende para um lado por isso a angulação de trabalho das pernas é diferenciada.: Ângulos acima de 60° não são permitidos. Como ângulo de trabalho. Obs.61 Com ângulos de trabalho acima de 60° a força aplicada em uma única perna.Figura 8. Ângulo maior que 60° Figura 8. entende-se o ângulo que se forma numa perpendicular a lateral da carga e linga.62 ERRADO Ângulo de trabalho não permissível. nesses casos deve-se usar uma Linga onde uma perna suportaria toda a carga. Quando uma carga é assimétrica seu centro de gravidade está deslocado e portanto uma perna é mais solicitada que a outra. Com a utilização da tabelas de carga e o conhecimento dos ângulos pode-se sempre escolher a Linga correta.

Cargas de Trabalhos dos Laços com Olhais Trançados Tipo T Figura 8.65 Educação Profissional 107 Created with novaPDF Printer (www.Exemplo de Tabela Figura 8.CABO 6 x 25 FILLER + AF “CIMAX” FATOR DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) As cargas de trabalho dos Olhais Flamengo dobrados são baseados em diâmetros de curvatura mínimos de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo.5 . 2) Para dimensões diferentes dos olhais e outros diâmetros consultar o Fabricante. Se esse diâmetro for menor.novaPDF.64 Cargas de Trabalho do Olhal Flamengo Tipo C Tabela 8.com) . deve-se aumentar o fator de segurança.

3 – Outros acessórios .S.Tabela 8.Sapatilhas protetoras tipo pesado Especialmente dimensionadas para evitar a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.66 .) COEFICIENTE DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) Normalmente são fabricados laços com olhais trançados com cabos de diâmetro acima de 38.novaPDF.P.0mm. de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo.Sapatilhas compactas Normalmente utilizadas na fixação de cabos de aço de pontes rolantes ou guindastes. Figura 8. 8.6 . 2) As cargas de trabalho dos laços dobrados são baseadas em diâmetros de curvatura mínimos nos pontos de contato das cargas.com) .5.67 Educação Profissional 108 Created with novaPDF Printer (www.CABO 6 X 47 AF (I. Figura 8.

Figura 8.: Podem ser encontrados com trava de segurança. garantindo máxima segurança na sua utilização.Anelões Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho. Obs. podendo ainda ser reaproveitados na troca do superlaço. Figura 8. Podem ser aplicados em quaisquer dos conjuntos apresentados. Evitam a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço. para maior segurança. Dimensionados para entrar diretamente no gancho da ponte rolante ou guindaste.Anéis tipo pêra Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho.Estribos protetores especiais Fabricados com materiais de alta resistência.69 . Figura 8. Figura 8.novaPDF.Ganchos forjados com olhal Forjados em aço carbono.70 .68 .com) .71 109 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Submetidos a uma carga de prova superior em 50% à sua carga de trabalho.. Proporcionam proteção de olhais padrões ou de dimensões especiais.

Manilhas forjadas Forjadas em aço carbono. Fixam a carga evitando a deformação e o desgaste do cabo. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.Soquetes abertos Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetivado cabo de aço.Grampos pesados Grampos pesados. Ideais para fixação dos cabos de aço ou formação de olhais em cabos de aço para içamento de cargas.novaPDF. Figura 8. tendo um canal redondo para o cabo poder deslizar. Figura 8. Figura 8.Ganchos corrediços Forjados em aço de alta resistência. Figura 8.com) . Fácil colocação nos olhais dos superlaços ou fixação nas cargas a serem içadas..73 .75 110 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Podem ser fornecidas com pino rosqueado ou contrapinado.74 .72 .

Soquetes de cunha Utilizados para fixação de cabos de aço.80 Figura 8.com) . permitindo posterior regulagem do comprimento.76 .80 Gancho – Gancho Educação Profissional 111 Created with novaPDF Printer (www.82 Figura 8.78 Figura 8.79 Olhal – Olhal Figura 8. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.77 .81 Figura 8..Soquetes fechados Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetiva do cabo de aço.79 Figura 8. Figura 8. Figura 8.78 Gancho – Olhal Figura 8.Esticadores forjados Figura 8.novaPDF.

85 Figura 8. A movimentação com Lingas de duas pernas. como exemplo.Modos de movimentação Para efeito de cálculos usa-se.      Corrente 10mm grau 2 Cabo de aço 12mm Corda de polipropileno 24mm Corrente 8mm grau 5 Corrente 6mm grau 8 Devemos demonstrar com isto o quanto a carga pode pesar em cada modo de operação.com) . Figura 8. Figura 8.81 Manilha – Olhal Figura 8.4 .novaPDF.5. Quanto maior a angulação menor a capacidade de carga da Linga.82 Manilha – Manilha 8.84 Educação Profissional 112 Created with novaPDF Printer (www. pois as forças resultantes são crescentes.Figura 8. A carga pode ser igual a capacidade de carga da perna.83 A movimentação com Lingas de uma perna é mais simples. sempre Lingas que comportam 1000Kg por perna.

Dois laços com angulação: a carga está depositada em duas pernas. por causa da força aplicada no lançamento. Mas isso somente se o diâmetro da peça for grande o suficiente e não houver cantos vivos. Só pode ser usada quando não houver risco da carga escorregar.Figura 8. Educação Profissional 113 Created with novaPDF Printer (www.89 Cesto duplo com angulação: por causa da angulação não podemos contar com a capacidade de 4 pernas individuais (4x700kg).87 Linga em cesto perpendicular à carga pode ter o peso igual a capacidade de quatro pernas independentes somadas. Deve-se consultar a tabela e ver qual o diâmetro e qual a angulação que se tem e posteriormente descontar 20% da capacidade de carga por causa do lançamento. Deve-se contar com apenas 80% da capacidade da carga. portanto.86 Figura 8. Dois laços em perpendicular. a menos que se tenha certeza de que as quatro pernas estejam igualmente carregadas. Figura 8. Quando temos Lingas de quatro pernas podemos apenas contar como se fossem três pernas.com) .88 Figura 8.novaPDF.

devemos contar também com apenas 80% da capacidade de suas pernas uma vez que ela sofre dobramentos no laço e no gancho. Figura 8.93 Se utilizarmos uma Linga sem fim em laço. Educação Profissional 114 Created with novaPDF Printer (www.com) . Figura 8. Podemos calcular com a capacidade de cada perna como cheia.92 Se utilizarmos uma Linga em cesto sem fim onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. Figura 8.91 Se utilizarmos uma Linga em cesto ou em laço devemos contar com apenas 80% de sua capacidade de carga por causa da dobra que é feita no laçamento.novaPDF. Devemos contar com 80% da capacidade da carga de suas pernas uma vez que ela trabalha dobrada sobre o gancho.Figura 8.90 Se utilizarmos uma Linga em cesto onde as extremidades estão presas a um único ele de sustentação onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva.

Educação Profissional 115 Created with novaPDF Printer (www.94 Se utilizar Travessões e a carga não for alinhada em seu centro a carga pende e pode escorregar e cair. Figura 8. As cargas abaixo do Travessão devem ser presas de tal forma que não possam se dobrar e cair (carga ou peças individuais)..novaPDF. pois quanto maior seu peso menor o peso que poderemos transportar.98 . Deve-se considerar como única desvantagem do Travessão o seu próprio peso. as Lingas podem escorregar por baixo da carga.Movimentação com Travessões Com travessões pode-se fazer movimentações mesmo com pouca altura de elevação. devido a limitação do meio de elevação.96 Figura 8. Figura 8. Movimentação com angulação invertida. se a carga só estará sendo suportada em uma das fixações superiores do Travessão. evitando total ou parcialmente a angulação das pernas. as duas fixações superiores estão igualmente carregadas. Figura 8.95 Figura 8.Em Travessões com dois pontos de fixação superior.97 .com) .A carga está no centro.

Formação de saca rolhas. Dobra. Algumas irregularidades que pode ser encontrada nos cabos de aço são:            Arames partidos ou desgastados. Pernas esmagadas ou mordidas. Recomenda-se que o período sem inspeção não ultrapasse 25% da vida útil prevista para o cabo. 8. no trecho mais danificado. para uma avaliação das condições operacionais do cabo.3 . Costuras inadequadas ou avariadas. Redução no diâmetro dos cabos.6.1 . 8. Gaiola de passarinho.2 .Condições específicas . Corrosão. as empresas e instituições procuram desenvolver métodos de controle das condições destes componentes com o objetivo de garantir uma operação segura para não haja danos materiais e acidentes de trabalho em uma atividade de transporte e içamento de cargas.Avaliação da inspeção Em função dos resultados obtidos na inspeção deve ser decidido se o cabo apresenta ou não a possibilidade de falha e sua taxa de deterioração é tal que permita a sua utilização. pelo órgão de inspeção responsável. Independentemente da periodicidade fixada. estiver acima dos limites.6. em função das condições de uso do cabo. Desgastes localizados.Arames Partidos Deve-se substituir um cabo em serviço quando o número visível de arames rompidos. até a próxima inspeção.8. com segurança. qualquer indício de deterioração que implique na perda da resistência original do cabo deve motivar uma inspeção do mesmo.INSPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS Devido à grande preocupação que é depositada em função da performance e confiabilidade dos cabos de aço e acessórios.6 .com) . Educação Profissional 116 Created with novaPDF Printer (www. 8. Quando não se possuir um histórico da vida útil. Protuberância da alma.novaPDF. A avaliação da condição do cabo deve ser feita no trecho que apresenta a máxima deterioração e estendida a todo cabo. o órgão de inspeção deve determinar este dado e utilizar a freqüência acima recomendada. Destrançamento da perna.6.Periodicidade das inspeções A periodicidade das inspeções deve ser determinada.

corrosão com ruptura de outros arames não visíveis com facilidade. Apesar de não implicar a perda de resistência do cabo. esta deformação se for severa pode transmitir uma oscilação durante a movimentação do cabo.6. baleeiras e outros equipamentos que envolvem riscos operacionais. pernas soltas. É importante observar que não se admite costuras em cabos de aço para guindastes. esta região deve ser monitorada para avaliação de aumento de desgaste e ruptura de arames.Redução no diâmetro do cabo O cabo deve ser substituído quando houver uma redução de 10% no valor de seu diâmetro nominal devido a alterações estruturais tais como ruptura da alma de aço ou deterioração da alma de fibra ou desgaste abrasivo externo ou corrosão externa. corrosão. Caso seja observado destrançamento da perna. Figura 8. no trecho de maior deformação. forração folgada e outros defeitos.com) . O diâmetro deve ser medido como indica na figura abaixo: . .Inspeção das Pernas O cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade refeita sempre que forem encontradas pernas esmagadas. mordidas ou com folgas excessivas.novaPDF. Educação Profissional 117 Created with novaPDF Printer (www. Qualquer evidência de arames partidos no interior do cabo indica uma condição anormal possivelmente devido à fadiga. deve ser adotado o critério fixado pela norma da empresa onde está instalado o equipamento. este defeito pode implicar em um aumento no desgaste e ruptura de arames.99 . Esta deformação deve ser medida sem carga. dobras puxadas para fora. achatadas. 8. Após um longo tempo de serviço. soquete ou outro acessório). Quando o valor da deformação em relação ao eixo do cabo for superior a 1/3 o seu diâmetro nominal. acessórios danificados ou com desgaste excessivo.Quando houver um ou mais arames partidos em uma distância de 5 X D (diâmetro externo do cabo) de um acessório instalado (presilhas. É necessário então realizar o procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos.4 .Deformação do tipo saca-rolha Na deforma tipo saca-rolha o eixo do cabo assume a forma helicoidal. o cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade deve ser refeita para reajuste do passo.Inspeção das costuras A seção costurada do cabo deve ser eliminada e uma nova costura deve ser realizada se forem encontrados partidos ou gastos.

Outros defeitos É necessário substituir o cabo quando forem detectados os seguintes defeitos: gaiolas de passarinho.6 – Corrosão Outra importante verificação é em relação ao estado de corrosão do cabo. A graxa de uso geral em cabos de aço deve ser de base asfáltica. É necessário verificar o estado de lubrificação do cabo.100 Figura 8.105 8. Corrosão severa determina a substituição do cabo.novaPDF.8. 118 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.102 8. Para efetuar a inspeção correta é necessário utilizar procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. Figura 8. aplicar nova película. através de ensaio radiográfico.104 Figura 8. protuberâncias no cabo ou na alma. e caso a película de lubrificante não esteja uniforme e contínua.7 .com) .5.103 Figura 8. dobras.Extremidade dos cabos Na inspeção das extremidades dos cabos que possuem terminais (soquetes abertos ou fechados.6.5.8 . Como alternativa o cabo pode ser mantido em serviço desde que seja removido o trecho comprometido do mesmo. desgastes localizados e avarias por calor (queima por maçarico ou arco elétrico).5 . deve ser realizada correta limpeza na superfície do cabo evitando o uso de produtos que contenham enxofre. Antes de ser efetuada a lubrificação.101 Figura 8. avaliação do estado de corrosão internado cabo no soquete.5. 8. Figura 8. presilhas e forjados) recomenda-se prever periodicamente.Lubrificação dos cabos.

109 Figura 8.com) .desgaste ou abrasão (internos e externos) superior a 10% da seção original ou apresentarem um número de arames rompidos que ultrapassem ou limites estabelecidos.5. Figura 8.novaPDF.10 .9 . desgaste no cavirão e/ou no corpo igual ou superior a 10% do diâmetro do projeto devem ser substituídas.108 8.Figura 8.106 Figura 8.107 Figura 8.110 .Inspeção em Manilhas Quaisquer deformações visuais apresentadas pela manilha ou pelo cavirão são causais para substituições. Manilhas apresentando trincas.5.Inspeção eletromagnética Os cabos submetidos à inspeção eletromagnética devem ser substituídos quando apresentarem redução de seção reta metálica devido corrosão.Inspeções de Ganchos Os ganchos devem ser substituídos quando forem detectados um ou mais dos seguintes defeitos: Torção maior do que 10º Abertura de garganta 15% maior do que a abertura original Trincas Desgaste acentuado (maior que 10%) Nota: Para ganchos com haste deve ser verificada a liberdade de giro através do esforço manual.Inspeção em acessórios . Educação Profissional 119 Created with novaPDF Printer (www. 8.

Verificar também a existência de desgaste ou corrosão severa no conjunto. Deve ser verificada a fixação das placas laterais bem como deformações visíveis nas mesmas.Inspeção de Moitões e Cadernais Deve ser verificada a ferragem da cabeça do moitão e/ou cadernal (quando giratório) quando seu giro for por esforço manual. Existência de trincas especialmente nos canais. Figura 8.112 Os anéis devem ser substituídos quando forem detectados os seguintes defeitos: desgaste acima de 10% da sua dimensão original.116 120 Created with novaPDF Printer (www.114 Figura 8. Caso ocorram estas marcas a polia deve ser usinada ou substituída por outra de maior dureza.novaPDF.111 Inspeção de Anéis Pêra Figura 1.Figura 8. Liberdade de giro da polia.113 .com) . Figura 8. As polias dos moitões e cadernais devem ser inspecionadas quanto aos seguintes itens:      Desgaste e/ou deformações no canal do flange. trincas e deformações em qualquer região detectáveis por inspeção visual ou com líquido penetrante.115 Educação Profissional Figura 8. Verificar se há marca no canal provocadas pelo cabo de aço. Folga existente entre a polia e eixo.

além de atenuar os efeitos de vibrações geradas nas transmissões. Esses mecanismos recebem os nomes de embreagens e de freios. .ELEMENTOS MECÂNICOS 9.2. causando a parada da máquina. e assim.1– Definição São elementos de máquinas destinados a unir dois eixos e transmitir torque e rotação.com) . isto é.9 . Acoplamento Motor Máquina Figura 9.Absorver choques e vibrações: Os acoplamentos modernos devem possuir a capacidade de absorver choques provocados pela partida.1. .Compensar desalinhamentos: Para maioria das aplicações os acoplamentos devem ser capazes de tolerar certos valores de desalinhamentos entre eixos ligados. .1.Unir dois eixos: Pode significar a união entre motor e máquina movida ou a união de eixos de grande comprimento. os acoplamentos podem romper-se. antes de uma ruptura de um componente de maior valor agregado.1.Atuar como fusível da transmissão: Em casos de problemas operacionais que gerem cargas adicionais sobre a transmissão. anular os efeitos deste sobre os componentes da transmissão. 9.novaPDF. Subdividem-se em: Acoplamentos comandáveis transmitem força e movimento somente quando acionados.1 – Exemplo de aplicação do acoplamento NOTA: Os acoplamentos que operam por atrito são chamados de embreagem (fricção) ou freios. 9.ACOPLAMENTOS 9.CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9. Educação Profissional 121 Created with novaPDF Printer (www.2.1.1). Empregam-se os acoplamentos quando se deseja transmitir um momento de rotação (movimento de rotação e forças) de um eixo motor a outro elemento de máquina movido situado coaxialmente a ele (Figura 9. mudança de rotação. São mecanismos que operam segundo o princípio de atrito. obedecendo a um comando.Acoplamentos comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada poderá ser interrompida.Funções dos acoplamentos São as principais funções de um acoplamento: .2. reversão e sobrecargas operacionais.

fazem a conexão entre árvores. Comandáveis Comandados pela força aplicada Comandados pelo momento de torção Comandados pelo sentido de rotação Comandados mecanicamente Comandados hidráulica ou pneumaticamente 9.Acoplamentos não-comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada é permanente.novaPDF. eletromagnéticos. pneumáticos e os diretamente comandados pela máquina de trabalho. Segundo o tipo de comando. Subdividem-se em: Não-comandáveis Rígidos Flexíveis Torcionalmente Rígidos Torcionalmente Elásticos De engrenagem De lamelas 122 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. hidráulicos. motriz e comandada.2 . existem os acoplamentos comandáveis manuais. Os freios têm as funções de regular.com) . Elas mantêm as árvores. reduzir ou parar o movimento dos corpos.2.As embreagens. à mesma velocidade angular. também chamadas fricções.

Compensam desalinhamento radial.com) . são torcionalmente rígidos. . O ajuste dos alojamentos dos parafusos deve ser feito com as partes montadas para obter o melhor alinhamento possível.Acoplamento elástico de pinos Os elementos transmissores são pinos de aço com mangas de borracha (Figura 9. axial e angular.2). axial e angular.novaPDF. absorvem choques e vibrações protegendo as máquinas acopladas e não requerem lubrificação. pois estes elementos não conseguem compensar eventuais desalinhamentos ou flutuações.1 .Acoplamentos permanentes rígidos Os mais empregados são os flanges e luvas de união que devem ser construídas de modo que não apresentem saliências ou que estas estejam totalmente cobertas. Figura 9.4).Acoplamentos permanentes flexíveis Esses elementos são empregados para tornar mais suave à transmissão do movimento em árvores que tenham movimentos bruscos e quando não se pode garantir um perfeito alinhamento entre as árvores (Figura 128). para evitar acidentes (Figura 9.3 – TIPOS DE ACOPLAMENTOS FLEXÍVEIS 9. Não possuem qualquer flexibilidade. 9.3 – Tipos de desalinhamento Os acoplamentos flexíveis são construídos em forma articulada. Figura 9. Educação Profissional 123 Created with novaPDF Printer (www.3. são torcionalmente elásticos.. em forma elástica ou em forma articulada e elástica. não absorvem choques e vibrações e não admitem desalinhamento radial.2 – Exemplo de acoplamento rígido Os eixos dos acoplamentos rígidos devem ser alinhados precisamente.

novaPDF.Acoplamento elástico de grade ou gaiola de aço Consiste de dois cubos providos de flanges ranhuradas onde está montada uma grade metálica elástica que liga os cubos. Figura 9.3.4 – Acoplamento elástico de pinos 9.6 – Acoplamento elástico de garras 9. encaixam-se nas aberturas do contradisco e transmitem o momento de rotação (Figura 9.6). Figura 9.2 .7 – Acoplamentos elásticos de grade Educação Profissional 124 Created with novaPDF Printer (www. O conjunto está alojado em duas tampas providas de junta de encosto e de retentor junto ao cubo. Todo o espaço entre os cubos e as tampas é preenchido com graxa (Figura 9.Acoplamento elástico perflex Os discos de acoplamento são unidos perifericamente por uma ligação de borracha apertada por anéis de pressão (Figura 9.com) .7).5 – Acoplamentos perflex 9.Figura 9.3.Acoplamento elástico de garras As garras. Figura 9.3 .4 . constituídas por tacos de borracha.5).3.

sempre. Para inclinações até 25º.8 – Exemplos de acoplamentos de engrenagens e suas características 9.3.9). 9. O anel dentado (peça transmissora do movimento) possui duas carreiras de dentes que são separadas por uma saliência central (Figura 9.9 – Junta cardan ou universal 9. A junta de articulação mais conhecida é a junta universal (ou junta cardan) empregada para transmitir grandes forças.com) . São classificados como não elásticos.10). Com apenas uma junta universal o ângulo entre as árvores não deve exceder a 15º. Figura 9. as árvores devem ser bem alinhadas no ato de sua instalação para que não provoquem vibrações excessivas em serviços. usam-se duas juntas (Figura 9.Junta de articulação (não elástico) É usada para transmissão de momentos de torção em casos de árvores que formarão ângulo fixo ou variável durante o movimento.Acoplamento de engrenagens (não elástico) Os dentes possuem a forma ligeiramente curvada no sentido axial.3.3.novaPDF.Junta universal de velocidade constante (homocinética) Transmite velocidade constante e tem comando através de esferas de aço que se alojam em calhas. o ângulo das árvores em duas partes iguais.5 . Essa posição do plano de contato é que possibilita a transmissão constante da velocidade (Figura 9.7 . Figura 9.8).6 .Apesar de este acoplamento ser flexível. O formato dessas calhas permite que o plano de contato entre as esferas e as calhas divida. Educação Profissional 125 Created with novaPDF Printer (www. o que permite até 3º de desalinhamento angular.

Embreagem de disco Consiste em anéis planos apertados contra um disco feito de material com alto coeficiente de atrito.3 .Embreagem cônica Possui duas superfícies de fricção cônicas. Figura 9.novaPDF.4 . para evitar o escorregamento quando a potência é transmitida. Educação Profissional 126 Created with novaPDF Printer (www.11 Normalmente a força é fornecida por uma ou mais molas e a embreagem é desengatada por uma alavanca.Embreagem centrífuga É utilizada quando o engate de uma árvore motora deve ocorrer progressivamente e a uma rotação predeterminada. 9. Sua capacidade de torque aumenta com o decréscimo do ângulo entre o cone e o eixo. 9.EMBREAGENS 9.com) .4.10 – Junta homocinética 9.2 . uma das quais pode ser revestida com um material de alto coeficiente de atrito.4.1 . Figura 9.Figura 9. Esse ângulo não deve ser inferior a 8º para evitar o emperramento.4.12 A capacidade de torque de uma embreagem cônica é maior que a de uma embreagem de disco de mesmo diâmetro.

13 Os pesos. o acoplamento é aliviado e a alavanca.4.Embreagem de disco para auto-veículos Consiste em uma placa. presa entre duas placas de aço quando a embreagem está acionada. empurram as sapatas que. 9. descomprime o disco através dos pinos.novaPDF. 9. completam a transmissão do torque.4. A ponta de árvore é centrada por uma bucha de deslizamento. Figura 9. Com o deslocamento do anel de grafite para a esquerda.Figura 9.4 .Embreagem de disco para máquinas A cobertura e o cubo têm rasgos para a adaptação das lamelas de aço temperadas. revestida com asbesto em ambos os lados.5 . por sua vez.com) . que se apoia sobre a cantoneira. Educação Profissional 127 Created with novaPDF Printer (www. por ação da força centrífuga.14 O disco de atrito é comprimido axialmente através do disco de compressão por meio das molas sobre o volante.

7 .16 Essa escoras estão dispostas de forma tal que.Figura 9. são compactadas sob a ação de força centrífuga produzida pela rotação. Figura 9.com) .15 A compressão é feita pelo deslocamento da guia de engate. e as alavancas angulares comprimem.4. assim. as escoras se inclinam e a transmissão cessa. Educação Profissional 128 Created with novaPDF Printer (www. O ajuste posterior da força de atrito é feito através da regulagem do cubo posterior de apoio.novaPDF. A separação das lamelas é feita com o recuo da guia de engate por meio do molejo próprio das lamelas opostas e onduladas. em um sentido de giro. o pacote de lamelas. como granalhas de aço.Embreagem seca É um tipo de embreagem centrífuga em que partículas de metal. 9. 9. entrelaçam-se transmitindo o torque.6 .4. No outro sentido.Embreagem de escoras Pequenas escoras estão situadas no interior do acoplamento fazendo a ligação entre as árvores.

Figura 9.17 As partículas estão contidas em um componente propulsor oco, dentro do qual está também um disco, ligado ao eixo acionado. A força centrífuga comprime as partículas contra o disco, acionando o conjunto.

9.4.8 - Embreagem de roda-livre ou unidirecional Cada rolete está localizado em um espaço em forma de cunha, entre as árvores interna e externa.

Figura 9.18 Em um sentido de giro, os roletes avançam e travam o conjunto impulsionando a árvore conduzida. No outro sentido, os roletes repousam na base da rampa e nenhum movimento é transmitido. A embreagem unidirecional é aplicada em transportadores inclinados como conexão para árvores, para travar o carro a fim de evitar um movimento indesejado para trás.

9.4.9 - Embreagem eletromagnética Neste tipo de embreagem, a árvore conduzida possui um flange com revestimento de atrito.

Figura 9.19 Uma armadura, em forma de disco, é impulsionada pela árvore motora e pode mover-se axialmente contra molas. Educação Profissional 129

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Uma bobina de campo, fixa ou livre para girar com a árvore conduzida, é energizada produzindo um campo magnético que aciona a embreagem. Uma característica importante da embreagem eletromagnética é poder ser comandada a distância por meio de cabo.

9.4.10 - Embreagem hidráulica Neste caso, as árvores, motora e movida, carregam impulsores com pás radiais.

Figura 9.20 Os espaços entre as pás são preenchidos com óleo, que circula nas pás quando a árvore motora gira. A roda na árvore motora atua como uma bomba, e a roda na árvore movida atua como uma turbina, de forma que a potência é transmitida, havendo sempre uma perda de velocidade devido ao escorregamento. A embreagem hidráulica tem aplicação em caixas de transmissão automática em veículos.

10 - FREIOS
São mecanismos que, para interromper um movimento, transformam energia cinética em calor. Podem ter acionamento manual, hidráulico, pneumático, eletromagnético ou automático. A seguir serão apresentados os principais tipos de freios.

10.1 - FREIO DE DUAS SAPATAS Neste caso, duas sapatas são mantidas em contato com o tambor através da ação de uma mola que o impede de rodar. Para liberar o tambor, aciona-se a alavanca de comando, que pode ser operada manualmente, por um solenóide ou por um cilindro pneumático. Esse tipo de freio é utilizado em elevadores.

Figura 10.1 130

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10.2 - FREIO A DISCO É um freio em que um ou dois blocos segmentares, de material de fricção, são forçados contra a superfície de um disco giratório.

Figura 10.2 Em automóveis, os blocos segmentares (ou pastilhas) são operados por pistões hidráulicos. Os freios a disco são menos propensos à fadiga (queda de eficiência operacional em função do tempo de utilização) que os freios a tambor.

10.3 - FREIO DE SAPATA E TAMBOR O detalhe característico deste freio é uma sapata (ou parte de uma alavanca), revestida com material de alto coeficiente de Mola Alavanca Sapatas blocos Disco giratório atrito, comprimida contra uma roda giratória (ou tambor) ligada ao órgão a frear.

Figura 10.3

10.4 - FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR É um freio em que duas sapatas curvas são forçadas para fora, contra o interior da borda de um tambor giratório.

Figura 10.4 Educação Profissional 131

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Figura 10. pela ação da força centrífuga contra a ação de mola lamelares.POLIAS E CORREIAS Para transmitir potência de uma árvore à outra.5 . 11 .novaPDF. O freio atua por compressão axial dos discos. As transmissões por correias e polias apresentam as seguintes vantagens: Educação Profissional 132 Created with novaPDF Printer (www.As sapatas são revestidas com material de atrito.6. rebitado ou colado em sua superfície externa. Figura 10.FREIO MULTIDISCO Compõe-se de vários discos de atrito intercalados com disco de aço.com) . conhecido como lona de freio.6 A tensão da mola determina o instante de ação do freio. alguns dos elementos mais antigos e mais usados são as correias e as polias.5 Os discos de aço giram em um eixo entalhado e os discos de atrito são fixados por pinos. 10.FREIO CENTRÍFUGO É um freio onde as sapatas (revestidas com asbesto) atuam. 10. na parte interna de um tambor.

elevada resistência ao desgaste e funcionamento silencioso.novaPDF. Quando em funcionamento. acoplados a eixos motores e movidos por máquinas e equipamentos. para funcionar. Onde: D1 = da polia menor D2 = da polia maior n1 = número de voltas por minuto (rpm) da polia menor n2 = rpm da polia maior Logo: 11. necessitam da presença de vínculos chamados correias. alto coeficiente de atrito. elásticas e adequadas para grandes distâncias entre centros.POLIAS Polias são elementos mecânicos circulares. São flexíveis. com ou sem canais periféricos.1 11.  Possuem baixo custo inicial. as polias e correias podem transferir e/ou transformar movimentos de um ponto para outro da máquina. As polias trapezoidais são conhecidas pelo nome de polias em “V” e são as mais utilizadas em máquinas.1 – RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO (I) É a relação entre o número de voltas das polias (n) numa unidade de tempo e os seus diâmetros. Sempre haverá transferência de força. A velocidade periférica (V) é a mesma para as duas rodas. As polias são classificadas em dois grupos: planas e trapezoidais.com) .2 . Figura 11. Educação Profissional 133 Created with novaPDF Printer (www. As polias.

O deslizamento depende da carga.1.com) . Figura 11. quando existe somente uma polia motora e uma polia movida (como na figura abaixo).novaPDF. a polia motora e a movida giram no mesmo sentido. sempre menor que a da polia motora. desliza e portanto não transmite integralmente a potência. A correia plana. ou múltiplo. do tamanho da superfície de atrito e do material da correia e das polias. No acionamento simples. O tamanho da superfície de atrito é determinado pela largura da correia e pelo ângulo de abraçamento ou contato ( ) (figura acima) que deve ser o maior possível e calcula-se pela seguinte fórmula: Para obter um bom ângulo de abraçamento é necessário que:  a relação de transmissão i não ultrapasse 6:1.  a distância entre eixos não seja menor que 1.Transmissão por correia plana Essa maneira de transmissão de potência se dá por meio do atrito que pode ser simples. quando em serviço.11. No acionamento cruzado as polias giram em sentidos contrários e permitem ângulo de abraçamento maiores. Figura 11.2 (D1 + D2). Figura 11.3 A correia plana permite ainda a transmissão entre árvores não paralelas. porém o desgaste da correia é maior. na prática.4 Educação Profissional 134 Created with novaPDF Printer (www. quando existem polias intermediárias com diâmetros diferentes.2 A velocidade periférica da polia movida é. da velocidade periférica.1.

é necessário aumentar o ângulo de abraçamento da polia menor. Para isso.11. acionado por mola ou por peso.6 11.novaPDF.Tensionador ou esticador Quando a relação de transmissão supera 6:1.Formato da polia plana Segundo norma DIN 111.3. usa-se o rolo tensionador ou esticador.1.5 Figura 11. a superfície de contato da polia plana pode ser plana ou abaulada.1. Quando a velocidade da correia supera 25m/s é necessário equilibrar estática e dinamicamente as polias (balanceamento). A polia com superfície plana conserva melhor as correias e a polia com superfície abaulada guia melhor as correias.com) . Educação Profissional 135 Created with novaPDF Printer (www.7 A tensão da correia pode ser controlada também pelo deslocamento do motor sobre guias ou por sistema basculante.2. Figura 11. Figura 11. O acabamento superficial deve ficar entre quatro e dez milésimos de milímetro (4 10 m).

com) .Figura 11. o pêlo de camelo. O limite é dado por p = D + 3/2h (D = diâmetro da polia maior e h = altura da correia).10 O emprego da correia em V é preferível ao da correia plana e possui as seguintes características:   Praticamente não tem deslizamento.Materiais para correia plana  Couro de boi Recebe emendas. couro e sintéticos Essa correia possui a face interna feita de couro curtido ao cromo e a externa de material sintético (perlon).1. É feita de borracha revestida por lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para absorver as forças. capas de transmitir grandes potências.novaPDF. suporta bem os esforços e é bastante elásticas. Essa combinação produz uma correia com excelente flexibilidade. Relação de transmissão até 10:1.  Permite uma boa proximidade entre eixos.1.  Material combinado. Figura 11.8 Figura 11. o perlon e o nylon. Educação Profissional 136 Created with novaPDF Printer (www. 11.  Material fibroso e sintéticos Não recebe emendas (correia sem-fim). o viscose. Tem por material base o algodão. própria para forças sem oscilações.9 11. para polia de pequeno diâmetro.5-Transmissão por correia em V A correia em V é inteiriça (sem-fim) fabricada com secção transversal em forma de trapézio.4 .

novaPDF. Menor carga sobre os mancais que a correia plana. diminuindo um dos valores abaixo e transformando o resultado em polegadas. por aproximação. D e E. Elimina os ruídos e os choques. 11. Emprego de até doze correias numa mesma polia.     Partida com menor tensão prévia que a correia plana. Os perfis são normalizados e denominam-se formato A.11 Para especificação de correias.Perfil e designação das correias em V A designação é feita por uma letra que representa o formato e por um número que é o perímetro médio da correia em polegada. suas dimensões são mostradas na figura a seguir. típicos da correia emendada com grampos. Figura 11.6. A pressão nos flancos. pode-se encontrar. B.Perfil dos canais das polias As polias em V têm suas dimensões normalizadas e são feitas com ângulos diferentes conforme o tamanho. o número que vai ao lado da letra. em consequência do efeito de cunha.7.1. C. 11.1. Dimensões normalizadas para polias em V: Educação Profissional 137 Created with novaPDF Printer (www.com) . medindo o comprimento externo da correia. triplica em relação à correia plana.

12 O perfil dos canais das polias em V deve ter as medidas corretas para que haja um alojamento adequado da correia no canal. a relação de transmissão está em função dos diâmetros das polias.com) .Relação de transmissão (i) para correias e polias em V Uma vez que a velocidade (V) da correia é constante. 138 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.8. A correia não deve ultrapassar a linha do diâmetro externo da polia e nem tocar no fundo do canal. o que anularia o efeito de cunha.novaPDF. 11.1.Figura 11.

15 O perfil dos dentes pode ser trapezoidal ou semicircular. A força se transmite através dos flancos dos dentes e pode chegar a 400N/cm2. são feitos com módulos 6 ou 10. As correias de qualidade têm no seu interior vários cordonéis helicoidais de aço ou de fibra de vidro que suportam a carga e impedem o alongamento. O diâmetro nominal calcula-se pela fórmula: Figura 11.novaPDF.’ Figura 11. deve-se tomar o diâmetro nominal médio da polia (Dm) para os cálculos. deve-se mencionar o comprimento da correia ou o número de sulcos da polia.com) .9-Transmissão por correia dentada A correia dentada em união com a roda dentada correspondente permite uma transmissão de força sem deslizamento.1.Figura 11. o passo dos dentes e a largura. metal leve ou ferro fundido em areia especial para precisão nas medidas em bom acabamento superficial. Para a especificação das polias e correias dentadas. geralmente.13 Para as correias em V. A relação de transmissão (i) é dada por: Educação Profissional 139 Created with novaPDF Printer (www. As polias são fabricadas de metal sinterizado.14 11.

temos uma correia corretamente assentada no canal da polia. Polias desalinhadas danificam rapidamente as correias e forçam os eixos aumentando o desgaste dos mancais e os próprios eixos. Figura 11. óleo ou tinta e corretamente dimensionados para receber as correias. para funcionarem adequadamente. conforme mostra a figura. Nesse último caso. À direita.17 11. oxidadas ou com porosidade. Observe as ilustrações seguintes.11 . exigem os seguintes cuidados:    Não apresentar desgastes nos canais. Note que a correia não ultrapassa a linha do diâmetro externo da polia nem toca no fundo do canal.com) . Educação Profissional 140 Created with novaPDF Printer (www. amassadas.1.Alinhamento de polias Além dos cuidados citados anteriormente.16 A verificação do dimensionamento dos canais das polias deve ser feita com o auxílio de um gabarito contendo o ângulo dos canais. Não apresentar as bordas trincadas.novaPDF.1. para fazer um bom alinhamento. Figura 11.Cuidados exigidos com polias em V As polias. É recomendável.10 . Apresentar os canais livres de graxa. a polia deverá ser substituída para que a correia não venha a sofrer desgastes prematuros. as polias em “V” exigem alinhamento.11. À esquerda. usar uma régua paralela fazendo-a tocar toda a superfície lateral das polias. por causa do desgaste sofrido pelo canal. a correia assenta-se no fundo.

novaPDF. sobrecarregam as novas. para que não provoquem danos nos mancais e eixos. Esse cuidado é necessário porque correias de marcas diferentes apresentam desempenhos diferentes.com) . provoca a perda de velocidade e de eficiência da máquina.  Tomar cuidado para que o protetor das correias nunca seja removido enquanto a máquina estiver em operação. até que se possa trocar todo o jogo. se necessário. Influência dos defeitos das polias na posição de montagem do conjunto de transmissão.18 11. As polias devem ter uma construção rigorosa quanto à concentricidade dos diâmetros externos e do furo.Procedimentos em manutenção com correias e polias A correia é importante para a máquina.  Se uma correia do jogo romper. quanto à perpendicularidade entre as faces de apoio e os eixos dos flancos.1. por estarem lasseadas. A primeira recomendação para a manutenção das correias em “V” é mantê-las sempre limpas. quando esticada demais. verificar a tensão. e quanto ao balanceamento. Além disso.  Nunca tentar remendar uma correia em “V” estragada.12. Os defeitos construtivos das polias também influem negativamente na posição de montagem do conjunto de transmissão. é preferível trabalhar com uma correia a menos do que trocá-la por outra. verificar constantemente a tensão e ajustá-la. o desgaste que elas sofreram e o desgaste das polias.Figura 11.  Nas revisões de 100 horas. Educação Profissional 141 Created with novaPDF Printer (www. há quebra dos eixos ou desgaste rápido dos mancais. pois nesse período as correias sofrem maiores esticamentos.  Jogos de correias deverão ser montados com correias de uma mesma marca. As velhas. Quando mal aplicada ou frouxa. variando de fabricante para fabricante. Não é aconselhável usar correias novas junto às velhas. devem ser observados os seguintes requisitos:  Nas primeiras 50 horas de serviço.

novaPDF. Após montar as correias nos respectivos canais das polias e.Colocação de correias Para colocar uma correia vinculando uma polia fixa a uma móvel.com) . antes de tensioná-las.11. Não se recomenda colocar correias forçando-as contra a lateral da polia ou usar qualquer tipo de ferramenta para forçá-la a entrar nos canais da polia. Esses procedimentos podem causar o rompimento das lonas e cordonéis das correias. pois se estiverem em lados opostos o tensionamento posterior não será uniforme.13. Educação Profissional 142 Created with novaPDF Printer (www. Esse procedimento facilitará a colocação da correia sem perigos de danificá-la. deve-se girálas manualmente para que seus lados frouxos fiquem sempre para cima ou para baixo. deve-se recuar a polia móvel aproximando-a da fixa.1.

21 11. de modo tal que ela se flexione aproximadamente entre 10 mm e 20 mm conforme ilustrado a seguir. Figura 11.  Tensão baixa: provoca deslizamento e.19 Figura 11. conseqüentemente. Aconselha-se a colocação de telas ou grades de aço para essas proteções.novaPDF. bastará empurrá-la com o polegar.15.Figura 11.20 11. produção de calor excessivo nas correias. mesmo com picos de carga. Na prática. Deve-se verificar periodicamente se as malhas das telas estão limpas e se as telas não estão em contato direto com o sistema.  Tensão alta: reduz a vida útil das correias e dos rolamentos dos eixos das polias. sem que ocorra deslizamento. para verificar se uma correia está corretamente tensionada. Figura 11.14 . ocasionando danos prematuros.1.com) .22 Educação Profissional 143 Created with novaPDF Printer (www. Os tipos de proteção mais adequados são aqueles que permitem a passagem do ar para uma boa ventilação e dissipação do calor.1.Tensionamento de correias O tensionamento de correias exige a verificação dos seguintes parâmetros:  Tensão ideal: deve ser a mais baixa possível.Proteção de sistemas Todo sistema que trabalha com transmissão de correias deve ser devidamente protegido para evitar acidentes.

substituindo trens de engrenagens intermediárias. encurta-se a vida útil das correias.2 Educação Profissional 144 Created with novaPDF Printer (www. Figura 12.com) . vapores.11.CORRENTES Um ou vários eixos podem ser acionados através de corrente.novaPDF. A transmissão de potência é feita através do engrenamento entre os dentes da engrenagem e os elos da corrente. de muita utilidade para transmissões entre eixos próximos.1. É necessário para o funcionamento desse conjunto de transmissão que as engrenagens estejam em um mesmo plano e os eixos paralelos entre si. ainda. É.Adição de cargas Um sistema de transmissão por correias deve ser calculado adequadamente. etc.16. Figura 11. Figura 12. Quando se adiciona carga ao sistema já existente. não ocorre o deslizamento. conforme comentários mostrados na ilustração. óleo.23 12.1 A transmissão por corrente normalmente é utilizada quando não se podem usar correias por causa da umidade.

colocados rolos.TIPOS DE CORRENTES 12.Corrente de dentes Nesse tipo de corrente há. Educação Profissional 145 Created with novaPDF Printer (www. formando corrente múltipla. podem ser montadas até 8 correntes em paralelo. Figura 12.5 Várias correntes podem ser ligadas em paralelo. sobre as buchas são. várias talas dispostas uma ao lado da outra.2.com) . em movimentação e sustentação de contrapeso e.12.3 Figura 12. é fabricada em tipo standard. sobre cada pino articulado. ainda.novaPDF.1. Esta corrente é aplicada em transmissões.Corrente de rolos É composta por elementos internos e externos. Figura 12. com abas de adaptação.4 Figura 12. onde cada segunda tala pertence ao próximo elo da corrente.6 12.1. em transportadores.1 .1 . onde as talas são permanentemente ligadas através de pinos e buchas. médio e pesado.

de elo a elo vizinho.11 Educação Profissional 146 Created with novaPDF Printer (www. em alguns casos.8 Figura 12.9 Dessa maneira. É conhecida como corrente silenciosa (“silent chain”). mesmo com o desgaste.Figura 12.com) . igual.1. Sua característica principal é a facilidade de retirar-se qualquer elo. o passo fica. Além disso.10 Figura 12. pois entre eles não há diferença.3.7 Figura 12.novaPDF. É conhecida por “link chain”. pode ser usada em transmissões.Corrente de elos livres Esta é uma corrente especial usada para transportadores e. 12. Esta corrente permite transmitir rotações superiores às permitidas nas correntes de rolos. podem ser construídas correntes bem largas e muito resistentes. sendo apenas necessário suspendê-lo. Figura 12.

podendo ter um vergalhão transversal para esforço. Figura 12. Educação Profissional 147 Created with novaPDF Printer (www.13 12. cada par de rolos.1.14 O passo é igual à corda medida sobre o diâmetro primitivo desde o centro de um vão ao centro do vão consecutivo. transportadores e em uma infinidade de aplicações.5. o passo (p) e o diâmetro (d).1. É usada nos transportadores e os blocos formam base de apoio para os dispositivos usados para transporte.12 12. Figura 12.com) . separadamente. É usada em talhas manuais.Fabricação das correntes As talas são estampadas de fitas de aço. os pinos são cortados de arames de aço.novaPDF. possui os elos formados de vergalhões redondos soldados. os rolos e as buchas são repuxados de chapas de aço ou enrolados de fitas de aço. Figura 12. porque a corrente se aplica sobre a roda em forma poligonal.Corrente comum Conhecida também por cadeia de elos.Corrente de blocos É uma corrente parecida com a corrente de rolos.1. Engrenagens para correntes As engrenagens para correntes têm como medidas principais o número de dentes (Z). forma um sólido (bloco). As peças prontas são.4 . mas. com seus elos.12. beneficiadas ou temperadas para aproximadamente 60 rockwell.6.

instalação ou manutenção podem fazer com que as correntes apresentem vários defeitos.Danos típicos das correntes Os erros de especificação. Figura 12.1.7. Educação Profissional 148 Created with novaPDF Printer (www.com) . Os dentes são formados de tal modo que os rolos colocados entre eles tenham folga no flanco da frente e no flanco de trás.Figura 12. O quadro a seguir mostra os principais defeitos apresentados pelas correntes e suas causas.15 O perfil dos dentes corresponde ao diâmetro dos rolos da corrente e para que haja facilidade no engrenamento.novaPDF. as laterais dos dentes são afiladas e 10% mais estreitas que a corrente.17 12.16 Algumas rodas possuem o perfil modificado para compensar o alargamento produzido pelo desgaste. Figura 12.

Manutenção das correntes Para a perfeita manutenção das correntes. lavá-la com querosene.8.com) .novaPDF. de vez em quando.1. os seguintes cuidados deverão ser tomados:           Lubrificar as correntes com óleo. deixando escorrer o excesso. Inverter a corrente.CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS A maioria dos eixos é construída em aço com baixo e médio teor de carbono. para prolongar sua vida útil. pois estarão em contato permanente com buchas. Medir ocasionalmente o aumento do passo causado pelo desgaste de pinos e buchas. rolamentos materiais de vedação. altamente resistentes. Os eixos com médio teor de carbono exigem um tratamento térmico superficial. os eixos transmitem potência por meio movimento de rotação. Não usar corrente nova em rodas dentadas velhas. Existem eixos fabricados com aços-liga. banho ou jato. Verificar periodicamente o alinhamento. Enxugar a corrente e mergulhá-la em óleo. Armazenar a corrente coberta com uma camada de graxa e embrulhada em papel. Para efetuar a limpeza da corrente. Quando móveis. por meio de gotas. 13 .12. Educação Profissional 149 Created with novaPDF Printer (www. Nunca colocar um elo novo no meio dos gastos.EIXOS Eixos são elementos mecânicos utilizados para articular um ou mais elementos de máquinas.1 . Medir o desgaste das rodas dentadas. 13.

com) . os eixos são circulares e podem ser maciços. Figura 13.2 .1 . Educação Profissional 150 Created with novaPDF Printer (www. roscados. 13. Figura 13.4 .2.3 .1 13. A parte ajustável tem formato cônico e é firmemente fixada por meio de uma porca.2.novaPDF. Suas extremidades são chanfradas para evitar o rebarbamento e suas arestas internas são arredondadas para evitar a concentração de esforços localizados. com degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles.Eixos roscados Possuem algumas partes roscadas que podem receber porcas capazes de prenderem outros componentes ao conjunto. Uma chaveta é utilizada para evitar a rotação relativa. Figura 13.Eixos maciços Apresentam a seção transversal circular e maciça. cônicos.2 13.2 .CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS Quanto à seção transversal.3 13. vazados. ranhurados ou flexíveis.13. como os motores de aviões.2.2.Eixos vazados São mais resistentes aos esforços de torção e flexão que os maciços. Empregam-se esses eixos quando há necessidade de sistemas mais leves e resistentes.Eixos cônicos Devem ser ajustados num componente que possua furo de encaixe cônico.

O conjunto é protegido por meio de um tubo flexível. na face do eixo.2. Verificar se existe.Eixos flexíveis Consistem em uma série de camadas de arame de aço enrolado alternadamente em sentidos opostos e apertado fortemente. Figura 13.6.Figura 13. Os eixos ranhurados são utilizados quando é necessário transmitir grandes esforços.7-Desmontagem de eixos A desmontagem de eixos é aparentemente simples e fácil.Eixos ranhurados Apresentam uma série de ranhuras longitudinais em torno de sua circunferência. As ranhuras engrenam-se com os sulcos correspondentes das peças a serem montadas neles. um furo com rosca.5 13.com) . porém exige os seguintes cuidados: Verificar a existência de elementos de fixação (anéis elásticos. Educação Profissional 151 Created with novaPDF Printer (www.4 13. parafusos.novaPDF. pinos de posicionamento e chavetas) e retirá-los antes de sacar o eixo. 13.2.2. O furo é construído para facilitar a desmontagem do eixo por meio de um dispositivo para sacá-lo. pinos cônicos.5 . Os eixos flexíveis são empregados para transmitir movimento a ferramentas portáteis que operam com grandes velocidades e com esforços não muito intensos. e a união com o motor é feita com uma braçadeira especial munida de rosca.

Educação Profissional 152 Created with novaPDF Printer (www.  Não permitir a presença de nenhum arranhão no eixo para não comprometer seu funcionamento e não provocar danos no mancal. retificadora cilíndrica e fresadora) entre pontas. especialmente se o eixo for muito comprido.2. 13.6 Nunca bater com martelo na face do eixo.  Pré-lubrificar todas as peças para que elas não sofram desgastes até o instante da chegada do lubrificante quando a máquina for posta para funcionar.  Colocar os retentores cuidadosamente para não provocar desgastes no eixo e vazamentos de lubrificante.Figura 13.8. o eixo deverá ser guardado em local seguro para não sofrer empenamentos ou outros danos.  Não permitir a presença de nenhuma rebarba no eixo. os seguintes cuidados deverão ser observados:  Efetuar limpeza absoluta do conjunto e do eixo para diminuir o desgaste por abrasão. além de produzir danos no furo de centro.7 Se realmente for necessário bater no eixo para sacá-lo.com) . onde seria fixado à máquina (torno. Danos no furo de centro impedem posteriores usinagens. Figura 13. Após a desmontagem. recomenda-se usar um material protetor e macio como o cobre para receber as pancadas.  Verificar se as tolerâncias das medidas do eixo estão corretas usando paquímetro ou micrômetro. As pancadas provocam encabeçamento.Montagem de eixos A montagem de eixos exige atenção. organização e limpeza rigorosa. Além desses fatores.novaPDF. cuidando para não bater nas bordas do eixo. não deixando que o eixo passe pelo mancal.

13.2.9- Danos típicos sofridos pelos eixos Os eixos sofrem dois tipos de danos: quebra e desgaste. A quebra é causada por sobrecarga ou fadiga. A sobrecarga é o resultado de um trabalho realizado além da capacidade de resistência do eixo. A fadiga é a perda de resistência sofrida pelo material do eixo, devido às solicitações no decorrer do tempo. O desgaste de um eixo é causado pelos seguintes fatores:      Engripamento do rolamento; Óleo lubrificante contaminado; Excesso de tensão na correia, no caso de eixos-árvore acionados por correias; Perda de dureza por superaquecimento; Falta de lubrificante.

14 -TRAVAS
As uniões roscadas são submetidas a vibrações e podem soltar-se por essa razão. Para evitar isso, colocam-se travas e arruelas nas porcas ou parafusos. Existem dois tipos de travas:  Trava por fechamento de forma - é a mais segura e impede o afrouxamento da união.

Figura 14.1

Figura 14.2

Figura 14.3 Educação Profissional 153

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 Trava por fechamento de forças - esta trava estabelece uma força de compressão entre as peças, o que aumenta o atrito e dificulta o afrouxamento da união, mas não impede totalmente a soltura.

Figura 14.4

Figura 14.5

Figura 14.6

Figura 14.7

Figura 14.8

Figura 14.9

14.1 - CHAVETAS Chaveta é um corpo prismático que pode ter faces paralelas ou inclinadas, em função da grandeza do esforço e tipo de movimento que deve transmitir. É construída normalmente de aço. A união por chaveta é um tipo de união desmontável, que permite às árvores transmitirem seus movimentos a outros órgãos, tais como engrenagens e polias.

14.1.1- Classificação e características Chaveta de cunha (ABNT-PB-121) Empregada para unir elementos de máquinas que devem girar. Pode ser com cabeça ou sem cabeça, para facilitar sua montagem e desmontagem. Sua inclinação é de 1:100, o que permite um ajuste firme entre as partes.

Figura 14.10 Educação Profissional 154

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Figura 14.11

O princípio da transmissão é pela força de atrito entre as faces da chaveta e o fundo do rasgo dos elementos, devendo haver uma pequena folga nas laterais.

Figura 14.12 Havendo folga entre os diâmetros da árvore e do elemento movido, a inclinação da chaveta provocará na montagem uma determinada excentricidade, não sendo, portanto aconselhado o seu emprego em montagens precisas ou de alta rotação.

Figura 14.13 A figura a seguir mostra o modo de sacar a chaveta com cabeça.:

Figura 14.14 Educação Profissional 155

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14.1.2- Chaveta encaixada (DIN 141, 490 e 6883) É a chaveta mais comum e sua forma corresponde ao tipo mais simples de chaveta de cunha. Para facilitar seu emprego, o rasgo da árvore é sempre mais comprido que a chaveta. A mínimo = 2 . comprimento da chaveta

Figura 14.15

14.1.3 - Chaveta meia-cana (DIN 143 e 492) Sua base é côncava (com o mesmo raio do eixo). Sua inclinação é de 1:100, com ou sem cabeça. Não é necessário rasgo na árvore, pois transmite o movimento por efeito do atrito, de forma que, quando o esforço no elemento conduzido é muito grande, a chaveta desliza sobre a árvore.

Figura 14.16

14.1.4 - Chaveta plana (DIN 142 e 491) É similar a chaveta encaixada, tendo, porém, no lugar de um rasgo na árvore, um rebaixo plano. Sua inclinação é de 1:100 com ou sem cabeça. Seu emprego é reduzido, pois serve somente para a transmissão de pequenas forças.

Figura 14.17 14.1.5 - Chaveta tangencial (DIN 268 e 271) É formada por um par de cunhas com inclinação de 1:60 a 1:100 em cada rasgo. São sempre utilizadas duas chavetas e os rasgos são posicionados a 120º. Educação Profissional 156

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A designação tangencial é devido a sua posição em relação ao eixo. Por isso, e pelo posicionamento (uma contra a outra), é muito comum o seu emprego para transmissão de grandes forças, e nos casos em que o sentido de rotação se alterna.

Figura 14.17

Figura 14.18

14.1.6- Chaveta transversal Aplicada em uniões de órgãos que transmitem movimentos não só rotativos como também retilíneos alternativos. Quando é empregada em uniões permanentes, sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50. Se a união necessita de montagens e desmontagens frequentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15. Dupla (inclinação nos dois lados) Simples (inclinação em um lado)

Figura 14.19 14.1.7 - Chaveta paralela (DIN 269) É normalmente embutida e suas faces são paralelas, sem qualquer conicidade. O rasgo para o seu alojamento tem o seu comprimento. As chavetas embutidas nunca têm cabeça e sua precisão de ajuste é nas laterais, havendo uma pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e o fundo do rasgo elemento conduzido.

Figura 14.20 Educação Profissional 157

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A transmissão do movimento e das forças é feita pelo ajuste de suas faces laterais com as do rasgo da chaveta. A chaveta paralela varia quanto à forma de seus extremos (retos ou arredondados) e quanto à quantidade de elementos de fixação à árvore. Pelo fato de a chaveta paralela proporcionar um ajuste preciso na árvore não ocorre excentricidade, podendo, então, ser utilizada para rotações mais elevadas. É bastante usada nos casos em que o elemento conduzido é móvel.

Figura 14.21 14.1.8- Chaveta de disco ou meia-lua tipo woodruff (DIN 496 e 6888) É uma variante da chaveta paralela, porém recebe esse nome porque sua forma corresponde a um segmento circular. É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a montagem e se adaptar a conicidade do fundo do rasgo do elemento externo.

Figura 14.22

14.2 - ANEL ELÁSTICO É um elemento usado para impedir o deslocamento axial, posicionar ou limitar o curso de uma peça deslizante sobre um eixo. Conhecido também por anel de retenção, de trava ou de segurança. Deslocamento axial é o movimento no sentido longitudinal do eixo. Fabricado de aço para molas, tem a forma de anel incompleto, que se aloja em um canal circular construído conforme normalização.

14.2.1 - Tipos de anéis elásticos e aplicações Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 1000mm. Trabalha externamente - DIN 471.

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Figura 14. Trabalha externamente .25 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 390mm para rolamentos.24 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 8 e 24mm.5 e 1000mm.23 Aplicação: para furos com diâmetro entre 9. Trabalha internamente .DIN 6799.novaPDF. Figura 14. Figura 14.26 Educação Profissional 159 Created with novaPDF Printer (www.Figura 14.com) .DIN 472.

tolerâncias dimensionais. Figura 14.com) .PINOS É uma peça geralmente cilíndrica ou cônica.30 Os alojamentos para pinos devem ser calibrados com alargador que deve ser passado de uma só vez pelas suas peças a serem montadas. fixação e transmissão de potência. acabamento superficial. Figura 14. oca ou maciça que serve para alinhamento.para pequenos esforços axiais.29 Os pinos se diferenciam por suas características de utilização. forma.28 Figura 14.3 . 160 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.27 14. material e tratamento térmico.Anéis de secção circular . Figura 14.novaPDF.

revenido e retificado. de modo geral.33 14. geralmente associado a parafusos e prisioneiros.com) .novaPDF. Figura 14. Figura 14. Por isso os pinos com função de alinhar ou centrar devem estar a maior distância possível entre si. Educação Profissional 161 Created with novaPDF Printer (www. Pode resistir a grandes esforços transversais e é usado em diversas montagens. maior o risco de cisalhamento e menor a precisão no ajuste.31 Esta calibragem é dispensada quando se usa pino estriado ou pino tubular partido (elástico).Pino cilíndrico paralelo Pino de ajuste (guia) temperado É feito de aço-prata ou similar e é temperado. Quanto menor proximidade entre os pinos.1.Figura 14.3.32 O principal esforço a que os pinos. para diminuir os esforços de corte. estão sujeitos é o de cisalhamento.

14. 14.com) . Figura 14. com cabeça e furo para cupilha. em caso de sobrecarga esse pino se rompe para que não quebre um componente de maior importância.Pino de união Tem funções secundárias como em dobradiças para caixas metálicas e móveis. é temperado ou não e retificado. m6 ou h8.3. liso com furo para cupilha. Figura 14. isto é.Figura 14. Tem por diâmetro nominal o diâmetro menor. cabos. polias.37 Existem pinos cônicos com extremidade roscada a fim de mantê-los fixos em casos de vibrações ou sacá-los em furos cegos.3.2.36 14. com cabeça provida de ressalto para evitar o giro.3.4.34 Pode ser liso. Figura 14. Educação Profissional 162 Created with novaPDF Printer (www. etc. com ponta roscada e cabeça.Pino de segurança É usado principalmente em máquinas-ferramentas como pino de cisalhamento.35 Todos os pinos que apresentam furo ou rosca são usados como eixo para articulações ou para suportar rodas.3. A precisão destes pinos é j6. para que se use a broca com essa medida antes de calibrar com alargador.Pino cônico Feito geralmente de aço-prata.novaPDF.

42 14. é fabricado de fita de aço para mola enrolada. Seu uso dispensa o furo alargado. Figura 14.Pino estriado A superfície externa do pino estriado apresenta três entalhes e respectivos rebordos. A forma e o comprimento do entalhes determinam os tipos de pinos. Quando introduzido.3.Figura 14.5.com) .40 O pino cônico tem largo emprego na construção de máquinas. pino de ajuste e pino de segurança.Pino tubular fendido Também conhecido como pino elástico. Educação Profissional 163 Created with novaPDF Printer (www.41 Figura 14.novaPDF. 14.3.6. O uso destes pinos dispensa o acabamento e a precisão do furo alargado. pois permite muitas desmontagens sem prejudicar o alinhamento dos componentes. Este elemento tem grande emprego como pino de fixação.38 Figura 14. a fenda permanece aberta e elástica gerando o aperto.39 Figura 14. além do que é possível compensar eventual desgaste ou alargamento do furo.

Isto proporciona uma força de ajuste maior em relação ao pino elástico comum.46 14.44 Figura 14.43 Figura 14. tratamento e acabamento. 15 .Cupilha ou contrapino Trata-se de um arame de secção semicircular dobrado de tal forma a obter-se um corpo cilíndrico e uma cabeça. Seu funcionamento baseia-se no principio do atrito de deslizamento ou de rolamento.47 Nota:Um pino qualquer ao se quebrar deve ser substituído por outro com as mesmas características de forma.7.com) . com fenda ondulada cujos cantos estão opostos entre si. material. Figura 14.MANCAIS São elementos de máquinas destinados a apoiar e condicionar o movimento de eixos e outros componentes. A tabela 1 demonstra as vantagens dos mancais de rolamentos sobre os de deslizamento.Figura 14. Figura 14.novaPDF.45 Há um pino elástico especial chamado Connex.3. A cupilha é usada principalmente para travar porcas-castelo.1 – Vantagens dos rolamentos sobre os mancais de deslizamento Educação Profissional 164 Created with novaPDF Printer (www. Tabela 15.

1.2 – Rolamento rígido de esferas Educação Profissional 165 Created with novaPDF Printer (www.não podem ser submetidos a cargas radiais. Os rolamentos são simplesmente rolamentos de máquinas constituídos por dois anéis de aço separados por uma ou mais fileiras de esferas ou rolos (Figura 15. Sua capacidade de ajustagem angular é limitada.1 – Estrutura de um rolamento de esferas Essas esferas ou rolos são mantidos eqüidistantes por meio do separador ou gaiola a fim de distribuir os esforços e manter concêntricos os anéis.1 .1 .Rolamento rígido de uma carreira de esferas: É o mais comum dos rolamentos.15. 15. encontrados nos mancais de deslizamento.2). os rolamentos podem ser: a) Radiais .1.Classificação dos rolamentos Quanto ao tipo de carga que suportam. chegaram-se-se aos mancais de rolamento ou simplesmente rolamentos. é necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa (Figura 15. Figura 15. c) Mistos .Tipos de rolamentos Diversos tipos de rolamentos foram desenvolvidos ao longo dos anos agregando várias tecnologias. por conseguinte. Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas.novaPDF. destacamos alguns tipos: .suportam tanto carga axial quanto radial.1). O anel externo (capa) é fixado na peça ou na caixa e o anel interno é fixado diretamente ao eixo.suportam cargas radiais e leves cargas axiais. b) Axiais .2 . Figura 15.MANCAIS DE ROLAMENTO Quando se buscou diminuir sensivelmente os problemas de atrito de resistência à alta velocidade.com) . 15.

o que facilita a montagem e desmontagem (Figura 15.novaPDF.4). Figura 15.com) ..6).Rolamento autocompensador de esferas: É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no anel externo. ou seja. Figura 15.3). deve sempre ser montado contraposto a um outro rolamento que possa receber a carga axial no sentido contrário (Figura 15.6 – Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos Educação Profissional 166 Created with novaPDF Printer (www.3 – Rolamento de esferas de contato angular .5 – Rolamento de rola cilíndrico .5).Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas: Admite cargas axiais somente em um sentido.Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos: Seu emprego é particularmente indicado para construções em que se exige uma grande capacidade de suportar carga radial e a compensação de falhas de alinhamento (Figura 15. compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15. o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular. Figura 15.Rolamento de rolo cilíndrico: É apropriado para cargas radiais elevadas e seus componentes são separáveis. Figura 15.4 – Rolamento autocompensador de esferas . portanto.

Os anéis são separáveis.7). os rolamentos de rolos cônicos também suportam cargas axiais em um sentido.novaPDF. Para que as esferas sejam guiadas firmemente em suas pistas. de modo geral torna-se necessário montar os anéis aos pares.. porém. Figura 15. um contra o outro (Figura 15. Devido ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas.9).9 – Rolamento axial de esfera Educação Profissional 167 Created with novaPDF Printer (www. não podem ser submetidos a cargas radiais.com) . Os rolos são de grande diâmetro e comprimento.Rolamento de rolos cônicos: Além de cargas radiais. existe uma distribuição uniforme de carga (Figura 15.Rolamento axial de esfera: Ambos os tipos de rolamento axial de esfera (escora simples e escora dupla) admitem elevadas cargas axiais.8 – Rolamento de rolos cônicos . Como só admitem cargas axiais em um sentido. Figura 15. é necessária a atuação permanente de uma determinada carga axial mínima (Figura 15. O anel interno e o externo podem ser montados separadamente.7 – Rolamento autocompensador de rolos .8).Rolamento autocompensador com duas carreiras de rolos: É um rolamento para os mais pesados serviços. Figura 15.

conforme se observa no resumo apresentado abaixo:  0 < d < 10 mm – Série de rolamentos pouco usada. Figura 15. em comparação com os rolamentos de rolos comuns. É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado (Figura 15. também pode suportar consideráveis cargas radiais. 10  d < 20 mm .com) .3 . geralmente em máquinas pequenas. d  500 mm . 20  d < 500 mm . A Norma mais utilizada é a ISO.11). em função do pequeno diâmetro interno.11 – Rolamento de agulhas 15.10 – Rolamento axial autocompensador de rolos . devido à disposição inclinada dos rolos.Série de rolamentos mais usada industrialmente esta é a série de maior importância prática.10).novaPDF.Série de rolamentos que é razoavelmente usada industrialmente. Figura 15. sempre em maquinaria pesada. Por esta norma. a designação é construída de acordo com a variação do diâmetro interno do rolamento (d).Série de rolamentos razoavelmente usada industrialmente. compensando possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15.1.    Educação Profissional 168 Created with novaPDF Printer (www.Designação dos rolamentos Os mancais de rolamentos têm designações alfanuméricas que auxiliam na sua identificação e padronização.. A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento a propriedade de alinhamento angular.Rolamento de agulhas: Possui uma secção transversal muito fina.Rolamento axial autocompensador de rolos: Possui grande capacidade de carga axial e.

. H – altura de rol. d – diâmetro interno.novaPDF.diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. axiais.com) . B – largura de rolamentos radiais.Tipos de Rolamentos e Suas Dimensões Padronizadas D – diâmetro externo. Radial Cônico Axiais Esquema comum de designações para rolamentos Variação do diâmetro interno [d] Esquema de Designação (Norma ISO) X X X / Y 0 < d < 10 mm Onde: XXX – série do rolamento Y . T – largura de rol. YY YY … = 04  d = 20 mm = 05  d = 25 mm = 06  d = 30 mm = 50  d = 250 mm = 51  d = 255 mm YY YY YY YY = 00 = 01 = 02 = 03     d = 10 mm d = 12 mm d = 15 mm d = 17 mm Valores para o diâmetro interno [d] Y = 1  d = 1 mm Y = 2  d = 2 mm Y = 3  d = 3 mm ..d/5 YY YY YY . Y = 8  d = 8 mm Y = 9  d = 9 mm 10  d < 20 mm 20  d < 500 mm Educação Profissional 169 Created with novaPDF Printer (www. este apresenta o seguinte esquema XXY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY .diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. cônicos... este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY .

externo 8 9 0 2 3 4 3 3 2 1 0 0 9 8 0 2 2 3 3 4 2 2 3 3 4 2 2 170 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com) . ..diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. Principais séries de rolamentos para indústria Tipo de Rolamento Série YY = 95  d = 475 mm YY = 96  d = 480 mm YYY = 500  d = 500 mm YYY = 643  d = 643 mm YYY = 750  d = 750 mm … YYYY = 1000  d = 1000 mm YYYY = 1500  d = 1500 mm Série do tipo 6 6 6 6 6 6 6 6 6 16 6 16 6 6 NU NU NU NU NU NU NJ NJ NJ NJ NJ NUP NUP Série de Largura (1) (1) (1) (0) (0) (0) 2 (0) 2 (0) 3 (0) 1 1 1 (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 Rolamentos rígidos ou fixos de uma carreira de esferas Rolamentos de uma carreira de rolos cilíndricos 68 69 60 62 63 64 623 63 622 161 630 160 619 618 NU10 NU2 NU22 NU3 NU23 NU4 NJ2 NJ22 NJ3 NJ23 NJ4 NUP2 NUP22 Série do diam.. d  500 mm Onde: XXX – série do rolamento YYY. este apresenta o seguinte esquema XX/YYY. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X / YYY..Observação 1: d/5 = diâmetro interno dividido por 5.. Observação 2: Quando algum número é omitido na série do rolamento..

NUP3 NUP23 NUP4 N10 N2 N3 N4 NF2 NF3 NF4

NUP NUP NUP N N N N NF NF NF

(0) 2 (0) 1 (0) (0) (0) (0) (0) (0)

3 3 4 0 2 3 4 2 3 4

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo NA NA NA NA HK BK 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 2

Série de Largura 4 4 5 6 não há não há 2 2 3 3 0 2 3 0 2 3 3 4 3 4 2 3 1 2 1 1 1 1 2 2 2 3 3 3 9

Rolamentos radiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

NA48(NSK) NA49(NSK) NA59(NSK) NA69(NSK) HK(SKF) BK(SKF) 329 320 330 331 302 322 332 303 323 230 239 240 231 241 222 232 213 223 511 512 513 514 522 523 524 532 533 534 292

Série do diam. externo 8 9 9 9 não há não há 9 0 0 1 2 2 2 3 3 0 9 0 1 1 2 2 3 3 1 2 3 4 2 3 4 2 3 4 2 171

Rolamentos de rolos cônicos

Rolamentos autocompensadores de rolos

Rolamentos axiais de esferas ou escora simples

Rolamentos axiais

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autocompensadores de rolos

Rolamentos autocompensadores de esferas

293 294 10 12 13 22 23 112

2 2 1 1 1 2 2 1

9 9 (1) (0) (0) (2) (2) 1

3 4 0 2 3 2 3 2

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo 7 7 7 7 (0) (0) 4 4 5 5 5 5 5 5 QJ QJ NNU NNU AXK

Série de Largura (1) (1) (0) (0) 3 3 (2) (2) 4 2 4 2 4 2 (0) (0) 4 3 Não há

Rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular

Rolamentos de duas carreiras de esferas de contato angular Rolamentos rígidos ou fixos de duas carreiras de esferas Rolamentos axiais de duas carreiras de esferas ou escora dupla

Rolamentos de Rolamentos de quatro pontos de contato Rolamentos de duas carreiras de rolos cilíndricos Rolamentos axiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

79 70 72 73 33 32 43 42 544 524 543 523 542 522 QJ3 QJ2 NNU49 NN30 AXK

Série do diam. externo 9 0 2 3 3 2 3 2 4 4 3 3 2 2 3 2 9 0 Não há

OBSERVAÇÕES: há alguns casos particulares em que a norma ISO não é aplicada por algum fabricante Tipo de Rolamento Esquema de Designação Z X X Y Y Rolamento radial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rol. de agulhas, se for igual a HK é um rolamento sem fundo, se for BK é um rolamento com fundo; Educação Profissional Exemplo Designação - BK 1012 Rolamento radial de agulhas, com fundo, diâmetro interno de 10 mm e largura 12 mm.

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XX - diâmetro interno YY - largura do rolamento.

Z X X Y Y Rolamento axial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rolamento, neste caso AXK. XX - diâmetro interno YY - diâmetro externo.

Designação - AXK 1730 Rolamento axial de agulhas, diâmetro interno de 17 mm e diâmetro externo 30 mm.

15.2 - MANCAIS DE DESLIZAMENTO São conjuntos destinados a suportar as solicitações de peso e rotação de eixos e árvores. Os mancais estão submetidos ao atrito de deslizamento que é o principal fator a considerar para sua utilização.

15.2.1 - Classificação dos mancais Pelo sentido das forças que suportam, os mancais classificam-se em: axiais (Figura 15.12), radiais (Figura 15.13) e mistos (Figura 15.14).

Figura 15.12 – Mancal axial

Figura 15.13 – Mancal radial

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2. em sua maioria. são constituídos por uma carcaça e uma bucha.Mancal axial: Feito de ferro fundido ou aço tem como fator principal à forma da superfície que deve permitir uma excelente lubrificação.15 – Detalhes construtivos de um mancal axial .15). Suporta esforços radiais (Figura 15. Figura 15.2.3 – Tipos de mancais de deslizamento . Figura 15. 15.novaPDF.16).com) .Mancal inteiriço: Feito geralmente de ferro fundido e empregado como mancal auxiliar embuchado ou não.16 – Detalhes construtivos de um mancal radial inteiriço Educação Profissional 174 Created with novaPDF Printer (www.Figura 15. A bucha pode ser dispensada em casos de pequena solicitação.Formas construtivas dos mancais Os mancais. sendo importante em sua consecução os entalhes para lubrificação (Figura 15.2 .14 – Mancal misto 15. Podem ser construídos para girar em sentido único ou em duplo sentido.

. Os sinterizados são autolubrificantes por serem mergulhados em óleo quente após sua fabricação. Educação Profissional 175 Created with novaPDF Printer (www.18). para evitar defeitos e cortes na superfície.Mancal ajustável: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado. Este processo faz com que o óleo fique retido na porosidade do material e com o calor do trabalho venha à superfície cumprir sua função. Empregado para exigências médias (Figura 15.novaPDF. metal antifricção.2. para facilitar o alisamento da superfície. ligas de cobre sinterizado com adição de chumbo ou estanho ou grafite em pó. g) Coeficiente de dilatação semelhante ao do aço.4 .com) .Mancal reto bipartido: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado com buchas de bronze ou casquilhos de metal antifricção. para facilitar a acomodação à forma do eixo. Empregado geralmente em tornos e máquinas que devem funcionar com folga constante (Figura 15. b) Baixa resistência ao cisalhamento. f) Boa condutibilidade térmica. c) Baixa soldabilidade ao aço. latão. materiais plásticos como o náilon e o politetrafluretileno (teflon). para efeito de limpar a película lubrificante. Os materiais mais usados são: bronze fosforoso. Figura 15.Materiais para buchas Os materiais para buchas devem ter as seguintes propriedades: a) Baixo módulo de elasticidade. d) Boa capacidade de absorver corpos estranhos. à fadiga. e) Resistência à compressão.17). A bucha tem sempre forma que permite reajuste radial. ligas de alumínio.18 – Detalhes construtivos de um mancal radial bipartido 15. à temperatura de trabalho e à corrosão.17 – Detalhes construtivos de um mancal radial ajustável . bronze ao chumbo. Figura 15.

a pressão. a calor.Classificação dos elementos de vedação a) Vedação estática. b) Vedação dinâmica.2 – Exemplo de vedação dinâmica 16. Juntas: Exercem a vedação de forma estática nas máquinas e equipamentos. São genericamente conhecidas como juntas.1 – VEDADORES São elementos destinados a proteger máquinas ou equipamentos contra a saída de líquidos e gases. e a entrada de sujeira ou pó. O desempenho do elemento de vedação depende de sua capacidade de preencher os espaços entre as peças envolvidas. a) Vedação estática: Não existe movimento considerado entre as parte envolvidas (Figura 16.1). a desgaste e a envelhecimento.1.com) .1 – Exemplo de vedação estática b) Vedação dinâmica: Existe movimento de qualquer das partes com o elemento de vedação (Figura 16.novaPDF.ELEMENTOS DE VEDAÇÃO 16. As partes a serem vedadas podem estar em repouso ou movimento. retentores. Figura 16.1. São fabricadas a partir de vários materiais escolhidos de acordo com o produto a ser vedado e o meio externo de Educação Profissional 176 Created with novaPDF Printer (www.16 . gaxetas e guarnições. Em função da solicitação as vedações são feitas em diversos formatos e diferentes materiais. Além disso.1 . possuem uma enorme gama de medidas para cada tipo de vedador.2 – Tipos de vedadores Existe uma grande variedade de vedadores. Figura 16. uma vez que são desenvolvidos para atender aos mais variados projetos de máquinas.2). 16. Uma vedação deve resistir a meios químicos.

4). Figura 16. Figura 16. especialmente em aplicações sob altas temperaturas. além de outros fatores como pressão interna do produto a vedar. A ordem de aperto dos parafusos tem de ser respeitada para uniformizar a massa (Figura 16.4 – Exemplo de juntas de borracha Juntas de plástico: Especialmente os polímeros do tipo Nylon.3 – Junta de papelão hidráulico Juntas de borracha: Fabricadas em borracha natural ou sintética (Figura 16. Figura 16. Empregados. acabamento das superfícies a vedar.novaPDF. alumínio cobre latão ou ligas são muito utilizadas na mecânica.trabalho. entre outros.3). Educação Profissional 177 Created with novaPDF Printer (www. Teflon.6). Exemplos de juntas: Papelão hidráulico: Fabricado a partir de amianto ou não amianto com borrachas e ligantes (Figura 16. e tipos semi-sectivos que mantêm a elasticidade para compensar a dilatação.são produtos químicos em pasta usados em superfícies rústicas ou irregulares.5 – Exemplos de juntas de plástico (Teflon) Juntas metálicas: Fabricadas em aço.  Junta plástica ou veda junta . Existem tipos que se erigissem e são usados para alta pressão.com) . como auxiliares nas vedações com guarnições de papelão ou cortiça. Poliuretano estão sendo cada vez mais utilizados pela sua capacidade de vedação e resistência à deterioração (Figura 16.5). também.

É um dos elementos de vedação mais comum.7 – Exemplos de aplicações dos anéis tipo “O” Figura 16.9). motores de combustão interna. tais como vedações em componentes hidráulicos e pneumáticos.7).6 – Aplicação de junta plástica Anel tipo “0” de borracha e secção circular .8 – Exemplos de tipos anel “O” Retentor .usados em diversas aplicações. Alguns tipos possuem uma carcaça metálica para ajuste no alojamento.Figura 16. Podem ser usados para vedação elástica ou dinâmica (Figura 16.9 – Exemplos de vedação com retentores Educação Profissional 178 Created with novaPDF Printer (www.com) . entre outras (Figura 16. também apresentam um anel de arame ou mola helicoidal para manter a tensão ao vedar (Figura 16. Figura 16.é feito de borracha ou couro.novaPDF. válvulas em geral.8). tem perfil labial e veda principalmente peças móveis. Figura 16.

10 – Aplicação da gaxeta Figura 16. Figura 16. Educação Profissional 179 Created with novaPDF Printer (www.com) . ou em anéis já prontos para a montagem (Figura 16.10).11 – Confecção das gaxetas Selo mecânico: É um vedador de precisão que utiliza princípios hidráulicos para reter os fluídos. São utilizadas principalmente em bombas centrífugas e válvulas (Figura 16. para serem recortadas. A vedação exercida pelo selo mecânico se processa em dois momentos: a vedação principal e a secundária (Figura 16.novaPDF.11). As gaxetas são fabricadas em forma de corda.Gaxetas: São conhecidos por gaxeta os elementos vedantes que permitem ajustes à medida que a eficácia da vedação vai diminuindo.12).

Figura 16. e) Reduz o tempo de manutenção.12 – Aplicação do selo mecânico Vantagens do selo mecânico: a) Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de vedação. c) Buna Nitrílica. f) Carvão. indústria de bebidas (fabricação de cerveja). Os principais fatores que prejudicam o bom funcionamento do selo são a alta temperatura e os abrasivos. com a finalidade de penetrar por entre as faces seladoras e mantê-las afastadas uma da outra. em que o líquido tem a função de lubrificar e refrigerar o selo. Funcionamento do selo mecânico: A grande quantidade de calor gerada nas faces seladoras devido ao atrito entre as superfícies pode dar origem à falhas e desgastes do selo. e) Kalrez. d) Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão normais do eixo rotativo. Os materiais empregados na fabricação dos componentes de um selo mecânico são: a) Viton. construção naval (bomba principal de refrigeração por água do mar).com) . b) Teflon. f) Permite operar com segurança fluídos tóxicos.novaPDF. indústria têxtil (bombas de tintura). indústria da construção (bomba de submersão). isto é. usinas termoelétricas e nucleares. tratamento de água e esgoto (bombas de lama bruta). conseqüentemente. reduz a perda de potência da bomba. A alta temperatura deve ser mantida dentro de uma faixa tolerável e os abrasivos Educação Profissional 180 Created with novaPDF Printer (www. energia (bombas de climatização de caldeira). d) Grafoil. b) Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha. indústria química (bombas padronizadas). O selo mecânico é usado em equipamentos de grande importância como aqueles usados em refinarias (bombas de transporte). faz-se circular um líquido adequado pela caixa de gaxeta. para evitar que isso aconteça. c) A vazão ou fuga do produto em operação é mínima ou invisível. corrosivos ou inflamáveis. substitui-se o atrito sólido pelo atrito fluído.

Figura 17. 181 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. sextavada.com) .devem ficar afastados da película lubrificante formada entre as faces seladoras. f) Abafamento. b) Refrigeração da sede do selo. quadrada ou redonda (Figura 17. tratamento térmico. ou seja: material. PORCAS E ARRUELAS. porcas e arruelas são peças metálicas de vital importância na união e fixação dos mais diversos elementos de máquina. a especificação completa de um parafuso e sua porca engloba os mesmos itens cobertos pelo projeto de um elemento de máquina.PARAFUSOS O parafuso é formado por um corpo cilíndrico roscado e por uma cabeça que pode ser hexagonal. d) Lavagem ou circulação. dimensionamento.novaPDF. tolerâncias.1 – Parafusos com cabeça sextavada e quadrada 17. h) Suspiro e dreno. Comprimento do corpo. c) Lubrificação das faces seladoras. Altura da cabeça.1 . Isto é conseguido por meio de “sistemas auxiliares”. afastamentos e acabamento.1). 17 .Dimensão dos parafusos As dimensões principais dos parafusos são:     Diâmetro externo ou maior da rosca. Por sua importância. Comprimento da rosca.1.PARAFUSOS.1 . 17. Parafusos. g) Selo duplo. Os sistemas auxiliares mais usados para diminuir ou evitar os problemas de funcionamento do selo são: a) Refrigeração da caixa de selagem. e) Recirculação com anel bombeador.

5 – Fixação parafuso com porca Figura 17. A união dá-se através da passagem do parafuso por um furo passante na primeira peça e rosqueamento no furo com rosca da segunda peça (Figura 17.Parafuso sem porca: Nos casos onde não há espaço para acomodar uma porca. O comprimento do parafuso refere-se ao comprimento do corpo.novaPDF. esta pode ser substituída por um furo com rosca em uma das peças.5 e 17.Parafuso com porca: Às vezes.2 .2). Nesse caso. De ponta atuante.1. Com porca. Os parafusos podem ter rosca (Figura 17.6).3) ou total ou parcial (Figura 17. Consiste numa barra de seção circular com roscas nas duas extremidades (Figura 17. 17.com) .7 e 17. Distância do hexágono entre planos e arestas.Tipos de parafusos Os parafusos podem ser:      Sem porca. .4 – Parafuso com rosca total .2 – fixação com parafuso Figura 17. Figura 17.Parafuso prisioneiro: O parafuso prisioneiro é empregado quando se necessita montar e desmontar parafuso sem porca a intervalos freqüentes. Figura 17. Educação Profissional 182 Created with novaPDF Printer (www. o parafuso com porca é chamado passante (Figura 17. Prisioneiro.8). a união entre as peças é feita com o auxílio de porcas e arruelas. Allen.3 – Parafuso com rosca parcial Figura 17.6 – Exemplos de parafusos com porcas .4).

quadradas ou redondas e servem para dar aperto nas uniões de peças ou. Figura 17. que é geralmente cilíndrica e recartilhada. sextavadas.1 . Possui um furo hexagonal de aperto na cabeça. Figura 17.10 – Exemplo de parafuso de ponta atuante 17. Possui fenda ou sextavado interno (Figura 17. Borboleta. Para o aperto. Castelo. Educação Profissional 183 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.Tipos de porcas São os seguintes os tipos de porcas:     Sextavada.7 – Exemplo de parafuso prisioneiro Figura 17. utilizasse uma chave especial: a chave Allen (Figura 17.9).2 – PORCAS Porcas são peças de forma prismática ou cilíndrica. em alguns casos. providas de um furo roscado onde são atarraxadas ao parafuso. para auxiliar na regulagem.Parafuso Ponta Atuante: O parafuso de ponta atuante não tem cabeça e serve para fixar peças em eixos.com) .10). São hexagonais.Figura 17.2.Parafuso Allen: O parafuso Allen é fabricado com aço de alta resistência à tração e submetido a um tratamento térmico após a conformação. 17.8 – Fixação por parafuso prisioneiro .9 – Fixação por parafuso allen . Cega (ou remate).

11).11 – Exemplos de porcas sextavadas . Geralmente fabricada em aço ou latão.14).12 – Exemplo de porca castelo .Porca castelo: A porca castelo é uma porca hexagonal com seis entalhes radiais. Figura 17.Porca sextavada: A porca sextavada é o tipo mais comum.novaPDF.14 – Exemplo de porca borboleta Educação Profissional 184 Created with novaPDF Printer (www.com) . que se alinham com um furo no parafuso.12).Porca cega (ou remate): Nesse tipo de porca. É geralmente cromada e possibilita um acabamento de boa aparência (Figura 17. de modo que uma cupilha possa ser passada para travar a porca (Figura 17. esse tipo de porca é empregado quando a montagem e a desmontagem das peças são necessárias e freqüentes (Figura 17. Figura 17. usada para fixar os parafusos nas peças (Figura 17. podendo ser feita de aço ou latão.13). coincidentes dois a dois.Porca borboleta: Possui saliências parecidas com asas para proporcionar o aperto manual. Figura 17. Figura 17. Contraporcas. .13 – Exemplos de porcas cegas . ocultando a ponta do parafuso. uma das extremidades do furo rosqueado é encoberta.

Tipos de arruelas Os três tipos de arruela mais usados são:    Arruela lisa. . e para sua travação são necessárias duas chaves de boca (Figura 17. Evitar deformações nas superfícies de contato. mas o latão também é empregado. Arruela de pressão.16 – Exemplos de arruelas lisas 185 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Suprimir folgas axiais (isto é. Evitar que a porca afrouxe.3.. As arruelas de cobre. Um dos meios de travar uma porca é através do aperto de outra porca contra a primeira.1 . Arruela estrelada. mais baratas. no sentido do eixo) na montagem das peças.16) Figura 17. com um furo no centro. o que pode causar danos às máquinas.15). são furadas a partir de chapas brutas. mas as de melhor qualidade são usinadas e têm a borda chanfrada como acabamento (Figura 17. Figura 17. As arruelas servem basicamente para:      Proteger a superfície das peças. A maioria das arruelas é fabricada em aço. pelo qual passa o corpo do parafuso. alumínio. Evitar desgaste da cabeça do parafuso ou da porca. neste caso. são utilizadas com porcas e parafusos de latão. 15.Contraporcas: As porcas sujeitas a cargas de impacto e vibração apresentam tendência a afrouxar. Por medida de economia utiliza-se uma porca mais fina. fibra e couro são extensivamente usadas na vedação de fluidos.com) . de pouca espessura.novaPDF.15 – Travamento por contraporca 17.Arruela lisa (ou plana): Geralmente é feita de aço e é usada sob uma porca para evitar danos à superfície e distribuir a força do aperto. As arruelas de qualidade inferior.3 – ARRUELAS São peças cilíndricas.

Figura 17.17).18).novaPDF.1).18 – Exemplos de arruelas estreladas 18 – ENGRENAGENS São conjuntos (um par no mínimo) de rodas dentadas destinadas à transmissão de movimento e potência. Os dentes são torcidos e formam pontas aguçadas. feita de aço de mola de seção retangular.Arruela de pressão: A arruela de pressão consiste em uma ou mais espiras de mola helicoidal.Arruela estrelada (ou arruela de pressão serrilhada): é de dentes de aço de molas e consiste em um disco anular provido de dentes ao longo do diâmetro interno ou diâmetro externo. No par de rodas dentadas. Coroa Pinhão Figura 18. modificando a velocidade e permitindo a transmissão de potências elevadas. Sua finalidade é transmitir o movimento de rotação de um eixo para outro.1 – Exemplo de par de engrenagens Educação Profissional 186 Created with novaPDF Printer (www. pois as engrenagens ou rodas dentadas nada mais são do que rodetes dispondo de saliências e reentrâncias que se conduzem mutuamente e dão origem aos chamados dentes de engrenagens. as próprias rodas dentadas são chamadas de engrenagens (Figura 18.. Quando a porca é apertada. A teoria das engrenagens baseia-se nos rodetes. A arruela estrelada com dentes externos é empregada em conjunto com parafusos de cabeça chanfrada (Figura 17. Quando a porca é apertada. Figura 17. a arruela se comprime. Na linguagem corrente. a de menor número de dentes é chamada de pinhão. enquanto a maior é a coroa. gerando uma grande força de tração entre a porca e a superfície (Figura 17.com) .17 – Exemplo de arruela de pressão . As engrenagens são órgãos de contato direto e movimento misto: deslizamento e rolamento. os dentes se aplainam penetrando nas superfícies da porca e da peça em contato.

é importante reconhecer a denominação atribuída aos seus elementos básicos (Figura 18.novaPDF.18.2). É usada em transmissão que requer mudança de posição das engrenagens em serviço. pois é fácil de engatar. É mais empregada na transmissão de baixa rotação do que na de alta rotação. Figura 18.1 . por causa do ruído que produz (Figura 18.2 .com) .3 – Engrenagens cilíndricas de dentes retos Educação Profissional 187 Created with novaPDF Printer (www.Engrenagem cilíndrica de dentes retos Os dentes são dispostos paralelamente entre si e em relação ao eixo.TIPOS DE ENGRENAGENS 18.2. Figura 18. É o tipo mais comum de engrenagem e o de mais baixo custo.2 – Nomenclatura dos principais elementos de uma engrenagem 18.1 – NOMENCLATURA Considerando a forma construtiva das engrenagens.3).

As duas rodas do mesmo conjunto giram no mesmo sentido (Figura 18.5).3 .5 – Engrenagem cilíndrica com dentes internos 18.6 – Engrenagem cilíndrica com cremalheira Educação Profissional 188 Created with novaPDF Printer (www.com) .2 . Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e também para eixos que formam um ângulo qualquer entre si (Figura 18.4 .2.Engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais Os dentes são dispostos transversalmente em forma de hélice em relação ao eixo. Figura 18.Engrenagem cilíndrica com cremalheira A cremalheira pode ser considerada como uma coroa dentada com diâmetro primitivo infinitamente grande.novaPDF. Figura 18.Engrenagem cilíndrica com dentes internos É usada em transmissões planetárias e comandos finais de máquinas pesadas. É usada em transmissão fixa de rotações elevadas por ser silenciosa devido a seus dentes estarem em componente axial de força que deve ser compensada pelo mancal ou rolamento.4). É usada para transformar movimento giratório em longitudinal (Figura 18. permitindo uma economia de espaço e distribuição uniforme da força.4 – Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais 18.2.18. Figura 18.2.6).

Possui dentado helicoidal duplo com uma hélice à direita e outra à esquerda. o que dificulta sua fabricação.5 . Para que cada parte receba metade da carga.8). o ângulo de interseção é geralmente 90º. Isso permite a compensação da força axial na própria engrenagem.18. eliminando a necessidade de compensar esta força nos mancais. Neste último caso só é admissível o sentido de giro no qual as forças axiais são dirigidas uma contra a outra (Figura 18.Engrenagem cilíndrica com dentes em “V” ou bi-helicoidais Conhecida também como engrenagem espinha de peixe. Os dentes das rodas cônicas têm um formato também cônico. podendo ser menor ou maior.Engrenagem cônica com dentes helicoidais Empregada quando o par de rodas cônicas deve transmitir grandes potências e girar suavemente.9). Educação Profissional 189 Created with novaPDF Printer (www. Pode ser fabricada em peça única ou em duas metades unidas por parafusos ou solda.2. Figura 18.8 – Engrenagem bi-helicoidais 18. em baixas velocidades (Figura 18.com) .7 – Engrenagem cônica com dentes retos 18.7).2. Figura 18.Engrenagem cônica com dentes retos É empregada quando as árvores se cruzam. Usam-se grandes inclinações de hélice.7 .2. A engrenagem cônica é usada para mudar a rotação e direção da força.6 . a engrenagem em espinha de peixe deve ser montada com precisão e uma das árvores deve ser montada de modo que flutue no sentido axial. diminui a precisão e requer uma montagem precisa para o funcionamento adequado. geralmente de 30 a 45º. pois com este formato de dentes consegue-se o engrenamento simultâneo de dois dentes (Figura 18.novaPDF.

8 .73 47. como nas engrenagens helicoidais.08 65.76 48.10 – Sem-fim coroa ANEXO Tabela de conversão de torques Newton. Figura 18.22 30 3.59 40.16 18.m) 4.49 34.10).Figura 18.m) 1 N. aparecem forças axiais que devem ser absorvidas pelos mancais.20 20 204 12.77 49.18 19.87 45.51 36. A fim de manter o desgaste e a geração de calor dentro dos limites.24 22.32 80 8.47 25.com) . devendo o conjunto funcionar em banho de óleo (Figura 18.79 50.34 90 9.35 28.22 21.61 41.10 14.91 57.43 32.20 20.06 13.85 54.37 29.00 62.02 63.9 – Engrenagem cônica com dentes helicoidais 18.30 70 7.93 58.novaPDF. adequam-se os materiais do sem-fim (aço) e da coroa (ferro fundido ou bronze).31 26. São usados quando se precisa obter grande redução de velocidade e conseqüente aumento de momento torsor.28 15.30 24.26 23.Parafuso sem-fim e engrenagem côncava (coroa) O parafuso sem-fim é uma engrenagem helicoidal com pequeno número (até 6) de dentes (filetes).14 69.04 64.m Nm 0 100 200 300 400 500 600 0 0.99 61.16 70.63 42.24 50 (Kgf.08 5.12 68.89 55.00 10.81 52.m) em Kilograma-força.39 30.02 11.67 35. O sem-fim e a coroa servem para transmissão entre dois eixos perpendiculares entre si.28 40 60 6.97 60.69 44.36 Educação Profissional 190 Created with novaPDF Printer (www.06 50.10 67.71 46.55 38.2.65 43.41 31.10197 Kgf.m = 0.14 17.95 59.45 33.26 66.12 16.33 27. metro (N.83 53. metro (Kgf.57 39.18 10 1.63 37. Entre o sem-fim e a coroa produz-se um grande atrito de deslizamento. Nos engrenamentos sem-fim.

73 69.77 39.54 46.11 136.68 73.01 100 1 1.0723 7.m Kgf.m 0.21 9.37 70.30 65.197 0.pé = N.95 41.23 47.43 98.56 27.cm N.70 115.46 61.m 0.52 67.82 62.807 0.18 143.71 18.80 1 0.54 89.53 65.45 25.64 45.18 57.92 58.68 54.17 12.26 37.58 = N.97 8 5.28 20.pé) 2.92 28.88 30.79 102.23 7 5.69 10.82 142.m = 0.09 63.14 21.75 77.97 51.38 75.59 78.63 76.78 67.52 36.99 112.63 31.84 123.12 120.00 38.14 29.01 74.10197 0.cm = Kgf.80 81.12 15.0833 1 Educação Profissional 191 Created with novaPDF Printer (www.pé 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 13.41 117.24 147.09 78.90 75.67 4 (Nm) 5.04 35.pé = 12 Lbf.94 72.04 135.35 31.16 82.13825 = Lbf.73 99.40 82.07 17.01 5 (Lbf.59 47.76 39.71 16.35 62.77 101.02 21.07 49.50 103.99 73.86 16.38 8.11 76.81 104.47 70.85 24.90 47.92 108.26 128.61 55.49 53.60 69.00 93.42 42.54 50.cm Kgf.94 89.89 108.75 58.54 19.78 100.72 96.pé Nm 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 7.10197 1 0.0885 8.53 145.83 43.31 71.70 97.41 37.01152 13.57 33.71 98.32 52.17 63.05 36.16 74.69 42.52 88.04 55.61 50.11298 1.47 33.83 64.91 109.39 56.11 46.95 111.06 80.34 113.00 62.46 85.59 70.74 8.metro (N.44 80.42 83.85 108.58 88.42 18.40 136.01 1 0.pé) 1 N.40 28.28 3 2.10 25.com) .09807 9.88 66.74 9.33 11.20 25.356 Nm) Lbf.48 8.34 33.90 13.77 119.81 19.pé 0.pé em Newton.09 10.93 27.28 109.40 59.89 146.73756 Lbf.54 2 1.15 Libra força.14 60.85 40.66 28.97 54.68 96.22 86.26 48.3558 Unidade de medição = Kgf.64 14.58 91.96 2 2.51 84.07 17.700 800 900 1000 71.07 77.44 84.93 110.868 86.152 0.66 73.49 4 6 4.36 94.45 56.87 85.298 135.24 67.48 42.56 64.pol 0.27 29.83 105.50 87.98 32.05 76.19 124.m Lbf.62 93.63 111.807 980.55 126.10 59.71 56.12 40.44 Fator de cálculos de torque Unidade conhecida N.97 131.59 16.02 6.25 68.80 50.60 92.16 43.38 81.02 74.02 52.48 86.97 24.31 3 4.04 66.70 35.19 26.87 107.95 3.75 100.78 20.70 9 6.28 51.31 34.33 132.metro (1 Lbf.851 0.83 32.pol Lbf.66 95.21 39.06 116.novaPDF.7 11.76 22.43 11.90 127.60 1 1.pé = 1.11 79.825 0.21 105.42 73.62 31.68 134.78 36.233 0.03 75.48 122.07 97.7376 0.85 104.14 101.45 12.66 59.33 48.76 53.56 107.87 61.21 71.00102 10.m) em libra-força.80 5 6 7 8 9 1 Lbf.29 90.38 45.24 23.13 80.85 78.56 90.pol Newton.38 14.19 44.pé (Lbf.09 78.65 92.00738 0.796 1 12 = Lbf.64 94.75 138.46 141.cm 1 100 9.49 23.90 44.32 79.62 130.73 77.36 14.97 72.50 22.

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