Curso Técnico em Mecânica

Módulo I – Mecânico Industrial

MANUTENÇÃO MECÂNICA I

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SUMÁRIO

1 – ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1.1 – INTRODUÇÃO 2 – HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO 2.1 – CONCEITOS E OBJETIVOS 2.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS 3 – A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 3.1 – TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO 3.2 – ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA 4 – ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO 4.1 – MANUTENÇÃO CORRETIVA 4.2 – MANUTENÇÃO PREVENTIVA 5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5.1 – INTRODUÇÃO 5.2 – CHAVE DE BOCA E ESTRELA 5.3 – CHAVES DE FENDA E PHILIPS 5.4 – CHAVE EXAGONAL ALLEN 5.5 – CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU INGLESA 5.6 - SACA POLIAS 5.7 - TALHADEIRA E BEDAME 5.8 - SACA PINOS CÔNICO E PARALELO 5.9 - CHAVE PARA TUBOS 5.10 - ESPÁTULAS 5.11 - VERIFICADORES E CALIBRADORES 5.12 - TORQUÍMETRO 5.13 - MULTIPLICADORES DE TORQUE 6 – FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO 6.2 – TIPOS 6.3 – CUIDADOS GERAIS 7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.1 – INTRODUÇÃO 7.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS

04 04 05 06 07 09 10 14

17 17 22 36 36 38 41 42 43 44 45 46 46 47 47 48 57 62 62 63 64 65 65 65

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8 – MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8.1 – INTRODUÇÃO 8.2 – SEGURANÇA 8.3 - COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR 8.4 - SINAIS VISUAIS 8.5 - ACESSÓRIOS DO MOVIMENTADOR 8.6 - ISPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS 9 - ELEMENTOS MECÂNICOS 9.1 - ACOPLAMENTOS 9.2 - CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9.3 - TIPOS DE ACOPLAMENTOS FEXÍVEIS 9.4 - EMBREAGENS 10 - FREIOS 10.1- FREIOS DE DUAS SAPATAS 10.2- FREIO DE DISCO 10.3- FREIO DE SAPATA E TAMBOR 10.4- FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR 10.5- FREIO MULTIDISCO 10.6- FREIO CENTRÍFUGO 11 - POLIAS E CORREIAS 11.1- RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO 11.2 - POLIAS 12 - CORRENTES 12.1- TIPOS DE CORRENTES 13 - EIXOS 13.1-CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS 13.2- CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS 14 - TRAVAS 14.1 - CHAVETAS 14.2 - ANEL ELÁSTICO 14.3 - PINOS 15- MANCAIS DE ROLAMENTO E DE DESLIZAMENTO 15.1 – MANCAIS DE ROLAMENTO 15.2 – MANCAIS DE DESLIZAMENTO 16- ELEMENTOS DE VEDAÇÃO

80 80 80 83 84 88 116 121 121 121 123 126 130 130 131 131 131 132 132 132 133 133 144 145 149 149 150 153 154 158 160 164 165 173 176

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novaPDF.17.PARAFUSOS.2 – PORCAS 17.EMBREAGEM 18. PORCAS E ARRUELAS 17.1 – NOMENCLATURA 18.com) .1 – PARAFUSOS 17.2 –TIPOS DE ENGRENAGENS ANEXO I BIBLIOGRAFIA 181 181 183 185 186 187 187 190 192 Educação Profissional 3 Created with novaPDF Printer (www.3 – ARRUELAS 18.

ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1. Obter produtos de qualidade. Insatisfação dos clientes. pois máquinas com defeitos ou quebradas causarão: Diminuição ou interrupção da produção. Rolamentos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação.O que a manutenção tem a ver com a qualidade total? Disponibilidade de máquina. . De fato. Diminuir os custos de produção. planos de expansão. para que eu venha a manter meus clientes e conquistar outros.1 . a busca da qualidade total em serviços. Conquistar novos clientes. Aumentar a competitividade. Se eu não tiver um bom programa de manutenção. tecnologia de ponta. precisarei tirar o máximo rendimento de minhas máquinas para oferecer rolamentos com defeito zero e preço competitivos. Competir em igualdade de condições no mercado interno e externo.com) . Perda de mercado. Educação Profissional 4 Created with novaPDF Printer (www.Não entendi! Vamos comparar.Estou começando a compreender. satisfação dos clientes. A manutenção mecânica é a alma dos setores produtivos empresariais. Deverei. Aumentos dos custos. produtos e gerenciamento ambiental passaram a ser a meta de todas as empresas. Perdas financeiras. Pois bem. Imagine que eu seja um fabricante de rolamentos e que tenha concorrentes no mercado. aumento da competitividade. . preços competitivos.1 – INTRODUÇÃO Não basta uma empresa ter máquinas modernas. produtos de qualidade. .novaPDF.. os prejuízos serão inevitáveis. Reduzir as perdas de matéria-prima e energia. Atrasos nas entregas. Manter a fidelidade dos clientes. Imagine você que eu não faça manutenção de minhas máquinas. Com a globalização da economia.. mercado cativo. aumento da lucratividade.. também. ótimos funcionários e programa de qualidade se ela não contar com um eficiente programa de manutenção mecânica. produtos com defeito zero. estabelecer um rigoroso cronograma de fabricação e de entrega de meus rolamentos.. sem a manutenção mecânica das máquinas e equipamentos não será possível: Cumprir os cronogramas de fabricação.

a manutenção foi intensificada.2 . não passando ainda. Inglaterra. Com a mecanização da indústria. sempre existiu. de meros consertos.HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO A manutenção embora despercebida. na Segunda Guerra Mundial. que dependiam do estado operacional de seus barcos para obterem sucesso em suas incursões marítimas. marcada pela linha de montagem. considerando a primeira geração da manutenção tivemos: Equipamentos simples. O grande impulso da manutenção organizada e científica deu-se. (preventiva) Evolução dos procedimentos administrativos – sistemas de planejamento. juntamente com o surgimento do relógio mecânico. com a 2ª guerra mundial. Começou a ser conhecida com o nome de manutenção por volta do século XVI na Europa Central. No princípio da reconstrução pós-guerra. Uma das primeiras ações que poderíamos chamar de “manutenção organizada” foi desenvolvida pelos Vickings. que culminou com o desenvolvimento tecnológico acelerado e a necessidade de se manter tudo funcionando perfeitamente. Novos métodos foram introduzidos. Essa fase ficou denominada como 2ª geração da manutenção e vigorou até início dos anos 70. Exigências como: produtividade. Tais características geraram conseqüências como: Maior preocupação com as falhas e paradas de produção. novas pesquisas. os prazos de entrega dos produtos passaram a ser relevantes para todas as empresas. onde a quantidade e a qualidade dos equipamentos bélicos eram fundamentais para a vitória desejada. Custos elevados. Alemanha. Máquinas mais complexas. Até esse momento. qualidade.com) . Educação Profissional 5 Created with novaPDF Printer (www. A partir de meados dos anos 70. quando surgiram os primeiros técnicos em montagem e assistência. superdimensionados. redução de cursos e meio ambiente. onde os barcos (de até 15 toneladas) eram postos a seco e reparados com ferramentas especiais ao retorno da viagem. na Escandinávia. Novas técnicas de manutenção e gerenciamento da manutenção foram introduzidas para que se obtenha maior disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos. intensa concorrência. Para tanto. mesmo nas épocas mais remotas. organização e controle geral da manutenção. uma série de diques.novaPDF. novas técnicas e expectativas criaram a 3ª geração da manutenção. possuíam em suas aldeias. porém. segurança. A manutenção teve outro incremento com a 2ª revolução industrial. Tomou corpo ao longo da Revolução Industrial e firmou-se como necessidade absoluta. confiáveis e de fácil reparação. Os efeitos da guerra puderam ser sentidos muitos anos depois com uma nova ordem mundial que pode ser caracterizada por: Elevado consumo / aumento da produção. Manutenção executada somente após a quebra – (corretiva). tornando a manutenção inerente ao processo produtivo. onde a produção programada impedia as paradas freqüentes para reparos. Itália e principalmente o Japão alicerçaram seu desempenho industrial nas bases da engenharia e manutenção. principalmente. que marcou a 1ª revolução industrial.

Em suma. a manutenção em uma empresa tem como objetivos: manter equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos.Com isso.CONCEITOS E OBJETIVOS Definição da Manutenção: Segundo norma NBR 5462. a substituição e a prevenção. quando mantemos as engrenagens lubrificadas. De modo geral. Por exemplo. A manutenção pode incluir uma modificação de um item. Para facilitar o entendimento da Norma podemos entender manutenção como o conjunto de cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de máquinas. ferramentas e instalações. Se estivermos trocando o plugue de um cabo elétrico. estaremos restaurando-a. Alcançar esses objetivos requer manutenção diária em serviços de rotina e de reparos periódicos programados. Se estivermos retificando uma mesa de desempeno.combinação de todas as ações técnicas e administrativas. Essa motivação deu origem à manutenção preventiva. estaremos substituindo-o. a restauração. A manutenção ideal de uma máquina é a que permite alta disponibilidade para a produção durante todo o tempo que ela estiver em serviço e a um custo adequado. destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida. equipamentos.com) . a adequação. 2. Tabela 1. incluindo as de supervisão. surgiu a motivação para se prevenir contra as falhas de máquinas e equipamentos. estamos conservando-as.1 EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MANUTENÇÃO PERÍODOS ATÉ DÉCADA DE DECÁDA DE 1950 1950 Manutenção Corretiva Manutenção Preventiva DÉCADA DE 1960 DÉCADA DE 1980 Estágio Conceitos Manutenção Sistema Produção do Manutenção de Produtiva (TPM) Total Reparo Corretivo Gestão Mecânica da Manutenção Manutenções Preventivas X X X X X X X X X X 6 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas. nos últimos vinte anos á que tem havido preocupação de técnicos e empresários para o desenvolvimento de técnicas específicas para melhorar o complexo sistema Homem / Máquina / Serviço.1 .novaPDF. Esses cuidados envolvem a conservação.

Reparos não programados também ocorrem e estão inseridos na categoria conhecida pelo nome de manutenção corretiva. ou durante o planejamento de novo serviço ou. mas também de todos os operadores de máquinas. se necessário. O acompanhamento e o registro do estado da máquina. Testar os componentes elétricos. A detecção e a identificação de pequenos defeitos dos elementos das máquinas. após exame. As partes danificadas. Os serviços periódicos de manutenção consistem de vários procedimentos que visam manter a máquina e os equipamentos em perfeito estado de funcionamento. em qualquer programa de manutenção. o programa de prevenção.com) .novaPDF. se uma furadeira de bancada estiver em funcionamento e a correia partir. são testadas para assegurar a qualidade exigida em seu desempenho. bem como dos reparos feitos. ela deverá ser substituída de imediato. também.Visão Sistemática Manutenção Corretiva com incorporação de Melhorias Prevenção Manutenção Manutenção Preditiva Abordagem Participativa Manutenção Autônoma de X X X X X X X X X 2. Salientemos que há. a verificação dos sistemas de lubrificação e a constatação de falhas de ajustes são exemplos dos serviços da manutenção de rotina dentro da manutenção. Exame dos componentes antes do término de suas garantias. para que a máquina não fique parada. etc. Por exemplo. que será estudada logo adiante. são fatores importantes. Ajustar ou trocar componentes em períodos predeterminados. Esses procedimentos envolvem várias operações.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS Os serviços de rotina constam de inspeção e verificação das condições técnicas das unidades das máquinas. no horário de mudança de turno. como:      Monitorar as partes da máquina sujeitas a maiores desgastes. Educação Profissional 7 Created with novaPDF Printer (www. Replanejar. ainda. manutenção de emergência ou corretiva. Os serviços periódicos de manutenção podem ser feitos durante paradas longas das máquinas por motivos de quebra de peças (o que deve ser evitado) ou outras falhas. A responsabilidade pelos serviços de rotina não é somente do pessoal da manutenção. As paradas programadas visam a desmontagem completa da máquina para exame de suas partes e conjuntos.

Qualquer desvio de uma característica de um item em relação aos seus requisitos. fornecimento de materiais e construção FMEA .Associação Brasileira de Consultores de Engenharia CDMEC .Centro Capixaba de desenvolvimento Metalmecânico CEQUAL . dispositivo. MANTENABILIDADE . supondo que os recursos externos requeridos estejam assegurados.Failure Mode and Effect Analysis .novaPDF. PANE . componente.Capacidade de um item estar em condições de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo tempo determinado.Capacidade de um item desempenhar uma função requerida sob condições específicas.Centro de Certificação da Mão-de-Obra Especializado dos Setores Mecânico e Elétrico CIPA .Equipamento de Proteção Individual EPC . levando-se em conta os aspectos combinados de sua confiabilidade.Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRAMAN .   LISTA DE SIGLAS ABNT . Procurement and Construction . DISPONIBILIDADE .Análise do Modo e Efeito da Falha MASP .Estado de um item caracterizado pela incapacidade de desempenhar sua função requerida. CONFIABILIDADE .Qualquer parte.Engineering. durante um dado intervalo de tempo. quando a manutenção é executada sob condições determinadas e mediante procedimentos e meios prescritos.Capacidade de um item ser mantido ou recolocado em condições de executar suas funções requeridas. subsistema. unidade funcional.com) .Associação Brasileira de Manutenção ABCE .Para um melhor entendimento da manutenção é necessário que alguns termos e definições estejam bem claras: Definições básicas de alguns termos usados na “linguagem” da manutenção.Organização Mundial de Saúde 8 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Término da capacidade de um item desempenhar a função requerida.Comissão Interna para Prevenção de Acidentes DDS .Método de Análise e Solução de Problemas OMS . FALHA .Contrato pelo qual uma empresa assume a responsabilidade pelos serviços de engenharia. mantenabilidade e suporte de manutenção.Diálogo Direto de Segurança EPI . sob condições de uso especificadas. (Conforme ABNT NBR 5462/94)      ITEM . equipamento ou sistema que possa ser considerado individualmente DEFEITO .

etc. como estender a flexibilidade da equipe.PCMSO .Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PPCM . disponibilidade e sobressalentes. principalmente a força de trabalho. informações) para a execução das suas atividades. a quem se destinará a responsabilidade da informação da manutenção e dos sobressalentes).Análise da Causa Raiz da Falha RCM . função e logística dos recursos de manutenção. cada decisão será influenciada por muitos outros fatores. Mecânicas e Material Elétrico SPC . desta forma. ferramentas. com personalidade jurídica própria.Tempo Médio Entre Reparos 3 . possa ser atingida. Estrutura administrativa: a definição das responsabilidades gerenciais e inter-relacionais.Root Cause Failure Analysis . sobressalentes.A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO A tarefa principal da organização da manutenção é associar recursos (humanos. Estas decisões serão classificadas. Plano de trabalho a longo e curto prazo e o controle das atividades: custo da manutenção. ferramentas e informação.SPE (Sociedade de Propósito Específico) é a configuração legal mais comumente utilizada em uma sociedade comercial constituída para abrigar um empreendimento.Special Purpose Company . segundo Kelly.Programa de Prevenção contra Riscos Ambientais PPT . O projeto de uma organização da manutenção. é: . e eficiência do plano de trabalho) seja maximizada.Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas.Sindicato da Indústria de Construção Civil SINDIMETAL .Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho MTBF .Tempo Médio Entre Falhas TPM . por se constituir em exigência por parte das instituições financiadoras do projeto (são empresas formalmente constituídas para a execução especifica daquele empreendimento. em quantidade e qualidade de saída. Programação e Controle da Manutenção PPRA .Planejamento. envolve muitas decisões inter-relacionadas (onde se localizará a força de trabalho. Educação Profissional 9 Created with novaPDF Printer (www. de acordo com os principais elementos da organização listados a seguir:    Estrutura de recursos: localização.Sustentar a custo total mínimo. a organização precisa ser projetada para que a performance das equipes (em função da sua utilização e motivação. tecnológicos.com) .novaPDF.Reliability Centered Maintenance (Manutenção Centrada na Confiabilidade) SINDCON .Permissão Para Trabalho RCFA . sendo os parceiros seus sócios ou acionistas) SIPAT .Manutenção Produtiva Total MTTR. a planta para que a capacidade de produção desejada. Com o objetivo de alcançar isto. o objetivo da manutenção. tamanho. entretanto.

O último ponto introdutório é que a organização deve ser dinâmica. MODELO DE ORGANIZAÇÃO Figura 3. Kelly apresenta uma forma de visualizar isto. Esta influência interna (do nível operacional para o gerencial) no projeto da organização freqüentemente é acompanhado por influências externas (do nível gerencial para o operacional). também em função da sua concepção física. Todas estas posições na estrutura têm o seu papel. na maioria dos casos.Modelo da Organização É importante entender como a inter-relação dos elementos permite a organização funcionar. adoção de times auto – gerenciáveis. Escolha Do Tipo De Organização A decisão da escolha entre um tipo ou outro é evidente. as pequenas empresas (dono à frente de tudo) o tipo de organização da manutenção mais usada é a centralizada.1 – Modelo da Organização Figura 1Modelo da Organização No projeto ou na modificação da organização da manutenção é necessário entender que a carga de trabalho tem uma maior influência no recurso da estrutura. As médias empresas utilizam a centralizada ou a mista de acordo com o lay-out fabril. Cada mudança pode ser uma revolução ou. divergindo até entre duas empresas “irmãs” de um mesmo grupo financeiro. Educação Profissional 10 Created with novaPDF Printer (www. envolvendo vários problemas como a integração manutenção – operação. administrativas e da concepção física de cada empresa e que são totalmente particulares. etc.TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO  Centralizada. através da pirâmide – Recursos da Estrutura – e o gerenciamento que permite isto sobreviver – Estrutura Administrativa. detalharemos os tipos e as formas de organizações em que a manutenção pode estar inserida: 3. De uma maneira geral. em função das condições operacionais. A organização toda é muito maior que o somatório das suas partes elementares devido a sinergia. e para isso precisa estar sintonizado com as mudanças (internas e externas) do cenário.1 .com) . A seguir. As grandes empresas adotam a estrutura descentralizada ou mista. influencia os sistemas e a estrutura administrativa.novaPDF. uma evolução. que por sua vez. gerenciamento de recursos humanos. O planejamento das atividades pode ser representado como uma informação e um sistema de tomada de decisão funcionando através da estrutura.

2 VANTAGENS:       Otimização dos recursos.1 . Há maior dificuldade para o atendimento imediato em todas as áreas de produção. DESVANTAGENS:     Diminui o entrosamento entre produção e manutenção. Os recursos humanos são agrupados por especialidade atendendo as solicitações de todas as áreas de produção. assim como as oficinas. confiabilidade. A organização e controle são centralizados. mantendo condições próprias de organização e controle. programas de qualidade. equipamentos.. almoxarifado. 11 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Por terceiros. 3.. com melhor controle das despesas. Maior distanciamento entre a oficina e o local de intervenção. Maior tempo para deslocamento de pessoal. etc.Centralizada Todas as atividades de manutenção são executadas por um órgão central autônomo em sua especialidade. ferramentas. Maior flexibilidade no remanejamento de mão-de-obra.novaPDF. dificultando a comunicação. entre outros). depósitos.1. Estoque de peças sobressalentes mais reduzido. depósito. Toda área possui sua mini-oficina. Mista. etc.   Descentralizada. Controle e aumento técnico-administrativo mais uniforme e imediato. totalmente independente das unidades de produção.com) .1. etc. Facilita a implantação e gerenciamento de métodos de organização da manutenção (planejamento. ferramentas. em casos de emergência ou de grandes obras prolongadas. ferramentas e pessoal.2 – Descentralizada Cada área de produção possui sua equipe de manutenção diretamente subordinada ao chefe imediato de produção da própria área. Figura 3. 3. almoxarifados. equipamentos. Maior profissionalização e especialização com o pessoal podendo conhecer todos os equipamentos das diversas áreas de produção. dificultando o estabelecimento de prioridades (principalmente nas grandes empresa).

com agrupamentos específicos de manutenção.). distribuídos pelas áreas de produção.1.3 VANTAGENS:     Comunicação entre entrosamento. almoxarifado. etc. Necessidades de um maior número de especialistas ou poliespecialistas (mecânica + elétrica + hidráulica + instrumentação. melhorando o Equipes conhecendo melhor os equipamentos da área. Educação Profissional 12 Created with novaPDF Printer (www.Mista Organização e controle centralizados.3 . oficina. manutenção e produção mais eficiente.    3.com) . Dificuldade de remanejamento de pessoal. Maior quantidade de ferramentas. instrumentos e equipamentos. Rapidez e flexibilidade no atendimento. ferramentaria.Figura 3. em casos de emergência ou grandes obras programadas (difícil coordenação entre as áreas) ou ainda. DESVANTAGENS:     Maior efetivo de pessoal de manutenção necessário. Os órgãos de apoio como depósitos. Controle das despesas de manutenção mais difícil. Controle e orientação técnico-administrativa mais difícil e não uniforme entre as áreas. são centralizados. Áreas sobrecarregadas e outras ociosas. serviços em área de interferência. sem contudo estarem subordinados diretamente ao chefe de produção da área. podendo ser confundidos com as de produção. existindo nas áreas pequenas oficinas para pequenos e rápidos reparos. etc. gerando dificuldade na implantação e execução de métodos gerais e novas técnicas gerenciais. Localização ideal do grupo de manutenção em relação à área de atuação.novaPDF.

Por Terceiros As atividades de manutenção são executadas. etc. alimentação. Diminuem consideravelmente os custos com administração de pessoal. não contínuos como a manutenção de equipamentos de controle e medição.4 . Educação Profissional 13     Created with novaPDF Printer (www. porém tendo as orientações técnicas e gerenciais repassadas pela chefia central de manutenção (coordenadores. fundações civis.com) . tais como: transporte. rádio-comunicações.1. abonos. ficando os serviços mais especializados e de grande porte realizados pela equipe central. montagens mecânicas e elétricas.4 Há uma somatória de vantagens e desvantagens vistas no sistema centralizado e descentralizado. 3. radiografia industrial. Os problemas relacionados à falta de entrosamento entre as áreas de produção e manutenção são menores. As equipes de área estão ligadas hierarquicamente à produção. As equipes de área executam os serviços de rotina. por firmas externas contratadas. Melhor aproveitamento de mão-de-obra própria em serviços que visam melhorias operacionais.Figura 3. assistência médica. engenheiros). etc. total ou parcialmente. Redução dos custos com a diminuição do efetivo próprio. rescisões contratuais.novaPDF. treinamento. porém com algumas melhorias. que exigem a utilização de aparelhos e instrumentos especiais (caros) é mais vantajosa a contratação de firmas externas. férias. VANTAGENS:  Serviços especializados. Garantia dos serviços contratados por um período determinado após execução dos mesmos.

3 . o cadastro dos equipamentos acompanhado de um relatório com o histórico de intervenções de manutenção já é suficiente.) de tal forma que agrupados convenientemente. estes determinarão diferentes níveis de organização da manutenção. tendo sua decodificação oportuna. Essas informações tramitam por um sistema de fichas que devem ser compactas.Código do equipamento Para efeito de correlação das posições operacionais dos equipamentos com os respectivos registros históricos. composto de várias partes. setor. áreas de produção (ex: fundição. pedidos de compra. predominância da manutenção preventiva. alfabéticos ou alfanuméricos a cada um dos elementos constituintes de um cadastro (unidade industrial.). Seria muito mais fácil utilizar um código para referência ao item mencionado. e associa cada Equipamento aos Sistemas Operacional e Produtivo aos quais está ligado. maior número de efetivos de manutenção. A execução da manutenção de forma preventiva exige programação. é comum. entendendo-se por Sistema Produtivo a Educação Profissional 14 Created with novaPDF Printer (www. porém. Exemplo de um item e sua localização: . com vantagens no preenchimento das fichas de inspeção. entre outros.Rolamento 6205. 3. que estabelecerá o que fazer. todos localizados em um mesmo ambiente.Codificação É a atribuição de códigos numéricos. devidamente apontados em fichário próprio. substituem com vantagens os nomes originais de um item e seus constituintes. 3. relatórios.DESVANTAGENS:   Controle e orientação técnico-administrativo mais difícil.2. quando fazer.novaPDF. como fazer um determinado serviço de manutenção ou ainda uma inspeção. Lado da frente do eixo do motor elétrico de acionamento do eixo portaferramenta e mesa porta-peça da geradora de engrenagens do tipo renânia localizada no setor de fresagem do curso de mecânica do CEDTEC. 3. a utilização do conceito de CÓDIGO DE EQUIPAMENTO.. porte do equipamento. na medida do aumento do porte das empresas.2. etc.2 . já que o grupo adicional externo não possui a mesma motivação que o interno. Para uma micro-empresa que exerce apenas a manutenção corretiva. controle de qualidade. que será identificado como “células”. usinagem. 3.com) .1 . acabamento. de fácil entendimento e preenchimento pelo executor do serviço.2. equipamento.2 . pois.Cadastramento dos Equipamentos Para qualquer nível de organização da manutenção em uma empresa o essencial é um bom cadastro geral dos equipamentos com dados importantes sobre tais. A manutenção de um grupo adicional externo pode ser antieconômico se a programação das atividades não contemplar a totalidade da mão-de-obra disponível. etc.ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA. ordens de serviço. outros complicadores aparecerão. até a localização de um determinado item se torna difícil. tais como: número maior de equipamentos (inclusive repetidos). e que possui poucos equipamentos. embalagem. etc.

como exemplo: Código de avarias . a Localização Física do equipamento em relação ao Sistema Operacional ou sua Posição Geográfica na área de produção.). e por Sistema Operacional.5 Além do Código de Equipamento poderão ser atribuídos códigos para componentes (peças de reposição).). Figura 3.). soldagem. etc. fábrica ou qualquer outro tipo de instalação industrial ou de serviços.com) . etc. outras alfabético. que possibilite a obtenção e relatórios em diversos níveis gerenciais. o código pode também conter. Código de serviço . reparo periódico. etc. Pode-se.Indica a origem ou a causa da avaria (especificação errada. urgente.indica o tipo de serviço (troca de rolamento. planta. composto de sete células com critério misto de identificação. anormal. não programado. Visando permitir uma seqüência hierárquica do código do equipamento. A figura a seguir ilustra um exemplo de código de equipamentos. montagem incorreta.). ou conjunto de equipamentos que realizam uma função de uma instalação. quando se desejar isolar o histórico desses componentes dos respectivos equipamentos. natureza do serviço (acidente de operação. ruptura. com as características acima assinaladas. programado turno a turno. em função das características do sistema produtivo. uma vez que algumas células usam sistema numérico de identificação. etc.estação. troca de redutor. o código de equipamentos pode caracterizar também os subsistemas.novaPDF. Para as instalações que ocupam vasta área. desalinhamento. para os Sistemas Operacionais de grande porte e Componentes de alguns de seus equipamentos prioritários. outras alfanumérico. recomendamos que tenha a seguinte composição: 15 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. desgaste. construção. etc. em uma de suas células. deformação. normal) causa do serviço (avaria normal. mudanças. alterações. curto-circuito. ainda atribuir códigos para: prioridade de serviço (emergência. Eventualmente. código para manutenção.

1) Sistema Produtivo 2) Sistema Operacional 3) Equipamento 4) Classe Observa-se que nessa seqüência incluímos a CLASSE do equipamento no Código. pois a incidência de ocorrências em equipamentos com maior grau de classificação. porém sua parada por algum tempo não interrompe a produção e assim. sua programação de manutenção preventiva deve ser executada dentro de uma determinada faixa de tempo.Equipamento que não interfere no processo produtivo e.Equipamento cuja parada interrompe o processo produtivo e por esta razão sua programação de manutenção preventiva deve ser rigorosamente cumprida. podendo servir também como elemento orientativo de formatação de relatórios para análise de ocorrências.). A identificação das CLASSES. Classe C. visando facilitar a seleção analítica dos resultados (listagens ou telas) e.com) . se impactarem nos custos previstos da manutenção (mão-de-obra. em conseqüência sua programação preventiva pode deixar de ser executada. facilita o estabelecimento de prioridades de execução da manutenção e serve como referência à análise de listagens históricas. deverá receber atenção especial do analista de controle e da supervisão de execução de manutenção em relação aos de menor classificação. etc. ALGORITMO DE CLASSIFICAÇÃO Figura 3. Por essa razão é recomendável evitar o desmembramento excessivo das CLASSES.6 Educação Profissional 16 Created with novaPDF Printer (www.Equipamento que participa do processo produtivo.novaPDF. que irá indicar sua importância operacional no processo produtivo. Classe B. materiais. como sugestão são apresentadas as seguintes caracterizações: Classe A.

O tempo para reparação é geralmente longo. impensáveis soluções que poderão determinar um dano ainda maior à máquina ou instalação. Não existe filosofia. não há indústrias que possam dispensá-lo. a manutenção corretiva deverá entrar em ação.com) . destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida. o que é manutenção corretiva? É a manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane. Mesmo que venham a contar com o pessoal de manutenção em quantidade suficiente.MANUTENÇÃO CORRETIVA Consideremos uma linha de produção de uma fábrica de calçados e que a máquina que faz as costuras no solado pare de funcionar por um motivo qualquer. tentativas frustrantes de acerto. manutenção conserta imediatamente”. pois não se tem definido o problema. a “correria” para reparação de um equipamento vital à produção da empresa traz improvisações.novaPDF. já que os equipamentos não possuem confiabilidade total contra quebras. Se as providências não forem tomadas imediatamente. Esse tipo de manutenção baseia-se na seguinte filosofia: “equipamento parou. seja um método dispendioso de execução da manutenção. Embora. não se sabe da existência de peças de reposição e. pois nunca haverá pessoal de manutenção suficiente para atender às solicitações. além disso. Mas. não saberão o que fazer com os mantenedores em época em que tudo caminha tranqüilamente. Por esse motivo. as empresas que não têm essa manutenção programada e bem administrada convivem com o caos. linhas de produção que possuam equipamentos de reserva (tipo stand by) a manutenção corretiva é a mais econômica e viável.ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO   CORRETIVA PREVENTIVA  TRADICIONAL PREDITIVA  PERIÓDICA MONITORAMENTO 4. pois nunca se sabe quando alguém vai ser solicitado para atender aos eventos que requerem a presença dos mantenedores. toda a produção de calçados com costura no solado ficará comprometida. para equipamentos não vitais à produção de uma empresa. Diante de situações como esta.S Q P F M LEGENDA Segurança Qualidade Produção Falha Manutenabilidade (custos e tempos) 4 . Nos dias atuais. Não se sabe o número exato de pessoal necessário ao reparo. ou ainda. teoria ou fórmula para dimensionar uma equipe de manutenção corretiva. (NBR 5462/94). com a possibilidade de ocorrência de acidentes de trabalho. Educação Profissional 17 Created with novaPDF Printer (www.1 .

.. porém................................................. Nas empresas que convivem com emergências que podem redundar em desastres......................................................................... Inspeção .................................. por motivos econômicos............................... Causa de ......................... deve haver uma equipe muito especial de manutenção................................ atualmente são utilizados softwares de manutenção......... parou às ... Trabalho a realizar ...... Trabalho realizado ..... todavia algumas empresas ainda utilizam fichários conforme modelo a seguir: Equipamento .................... sempre haverá necessidade de uma equipe para esses atendimentos........... Exemplo: empresas aéreas. Prevista Realizada Parada de Produção............................................. Natureza de ......... pois há ocasiões em que terá de decidir se atente às emergências ou continua montando o que estava programado. verifica o que deve ser feito e emite uma ficha de execução para sanar o problema................ mesmo porque.com) .... horas do dia ...................... deixá-lo para resolver o problema por atendimento de emergência............. normalmente................................................. Um analista de equipe de manutenção corretiva atende ao chamado......................................1 VERSO Educação Profissional 18 Created with novaPDF Printer (www.. Elimine a causa e você não terá novamente a mesma emergência”....É por esse motivo que.............. Visto Figura 4..................... Um modelo de ficha de execução é dado a seguir....... ele deverá emitir um documento................................... FRENTE Ficha de Execução Unidade......................... Atendimento A equipe de manutenção corretiva deve estar sempre em um local específico para ser encontrada facilmente e atender à produção de imediato...... Parada de ......... Subconjunto ..................................................................... Conjunto ............. Avaria ................................................... são causadas.............................................. Mesmo em empresas que não podem ter emergências.............................................................. cuja função é eliminar ou minimizar essas emergências...................................... A filosofia que deve ser adotada é: “Emergências não ocorrem............ da seção ............. às vezes elas ocorrem com resultados geralmente catastróficos.... para os efeitos de registro e estatística.............. Produção ........................................... não se deve se ter 100% de manutenção preventiva............................. às vezes é mais conveniente... Data .................... Dependendo do equipamento.....novaPDF.. Como as ocorrências de emergências são inevitáveis....... Avaria ............................. a manutenção aceita serviços de montagem para executar e nunca cumprem os prazos estabelecidos.. o usuário com problemas deverá solicitar o atendimento por telefone..................... Como a equipe não sabe o local onde vai atuar......................... Equipamento....................................

1 e 4...2 O preenchimento da frente da ficha de execução deve seguir os passos:         Preencher o campo unidade ou área onde o equipamento está localizado. Preencher o campo equipamento citando o nome do equipamento.. Preencher o campo data.Figura 4. Preencher o campo trabalho a realizar especificando exatamente o que fazer e onde fazer. Preencher os campos conjunto e subconjunto. Preencher o campo natureza da avaria e causas da avaria citado nas tabelas 4. Preencher o campo trabalho realizado.novaPDF. Preencher o campo parada da produção colocando o código 00 quando for emergência (serviço não programado) e código 11 quando for preventiva (serviços programados).2: Tabela 4.2 NATUREZA DA AVARIA Deslocamento do equipamento Ruptura Cisalhamento Trinca Esmagamento Entalhe Perfuração Corrosão Erosão Oxidação Engripamento Estrangulamento Entupimento Descarrilhamento Aquecimento Desregulagem Desaperto Curto-circuito Colamento CÓDIGO 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 30 31 19 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.com) .

2 e 4.Perda de Perda de Perda de Perda de propriedades físicas propriedades químicas propriedades térmicas propriedades elétricas 32 33 34 35 Tabela 4. Exemplo: desgaste de um eixo.3 CAUSAS DA AVARIA Introdução de líquidos gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de líquidos não gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de pó químico na máquina Incrustação Introdução de corpo sólido exterior à máquina Falta de filtragem Introdução de ar no sistema Introdução de líquidos gordurosos procedentes da máquina Introdução de líquidos não gordurosos procedentes da máquina Introdução de pó procedente da máquina Introdução de corpo sólido Influência da umidade Influência de temperatura baixa Influência de temperatura elevada Atmosfera corrosiva Desgaste excessivo Falta de isolamento térmico Abaixamento do solo Modificações geométricas dos suportes Ligação errada Defeito de material Erro de fabricação Peça de reposição não adequada Erro de concepção Defeito de montagem Má ajustagem Manobra errada da operação Falta de limpeza Excesso de carga Desaperto Falta de lubrificação Choques Vibração anormal Atrito CÓDIGO 11 12 15 16 17 18 19 21 22 25 27 31 32 33 35 41 42 43 44 49 50 51 52 53 54 55 56 60 61 62 72 73 74 75 As relações de natureza e causas das tabelas 4. para se colocar o código de natureza e causa de avaria é necessário analisar profundamente o problema. pois existe sempre uma causa para outro tipo de natureza que varia.3 não são definitivas. 20 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.com) .novaPDF. Salientemos que. Elas podem e devem ser ampliadas.

............................. Quando o trabalho tiver sido executado..... de acordo com o desenvolvimento do trabalho.. Nesse relatório o analista pode e deve sugerir alguma providência ou modificação no projeto da máquina para que o tipo de avaria ocorrida – e solucionada – não venha a se repetir............................................. Os campos ‘data’........................................................................ dias) para o campo ‘realizada’....................................................................... porém........ Preencher o campo equipamento com nome e código.......................................................... Educação Profissional 21 Created with novaPDF Printer (www.. Natureza da Avaria ... evidentemente............................................................ deverá eliminar as emergências................ o que causou a falta de lubrificação? O preenchimento do verso da ficha de execução deve seguir os passos:    Preencher o campo chapa com a identificação do funcionário.. ......... A equipe de manutenção. Preencher o campo início...................... Conjunto ...... porém........................................... ’término’ e ‘duração’ do trabalho na primeira linha do verso apresentarão apenas eventos previstos.......................................................................................... de acordo com seu projeto de fabricação............... .... RELATÓRIO DE AVARIA Unidade ......... Após o conserto e a liberação do equipamento para a produção.............................................. Causa da Avaria.... Sugestão........................................... temos como natureza.... Figura 4.... ............ Preencher o campo data...... o analista de manutenção corretiva é obrigado a enviar para o setor de Engenharia da Manutenção um relatório de avaria................................................................................novaPDF......................................................................................com) .......Nesse exemplo.................................. Preencher o campo subconjunto com código...................................9 O preenchimento do relatório de avaria deve seguir os passos:    Preencher o campo unidade com nome e código de onde o equipamento está localizado..... pede-se para a chefia colocar o visto no respectivo campo para liberação do equipamento.................................................................................... ................ Modelo de relatório de avaria Abaixo será apresentado um modelo de relatório de avaria e onde será mostrado como preenchêlo........................................................ ............................. Data ................................... sempre se preocupando em deixar o equipamento trabalhando dentro de suas características originais....................................... existente na frente da ficha.................................................................. Subconjunto ........ .. Equipamento .................................. o desgaste do eixo e como causa do desgaste a falta de lubrificação..................... término e duração do trabalho. fecha-se a coluna ‘duração’ e transfere-se o resultado obtido (horas................................................................ início’.................... Após isso..... ..... .................................. .................................................................... Somente a partir da segunda linha é que apresentarão eventos realizados...............................................................................

2) e relatar a ocorrência.2 . 4.com) . a) Redução de custos – Em sua grande maioria. Educação Profissional 22 Created with novaPDF Printer (www. Não há. d) Efeitos no meio ambiente – Em determinadas empresas. A manutenção preventiva pode colaborar atuando nas peças sobressalentes. aplicando o mínimo necessário. bem como os códigos de natureza da avaria e suas causas. Para atingir a meta qualidade do produto. poluição X ambiente normal. Preencher o campo causa da varia com código (tabela 1.MANUTENÇÃO PREVENTIVA Considere um motor de automóvel. Preencher o campo sugestão indicando alguma providência ou modificação no projeto. as empresas buscam reduzir os custos incidentes nos produtos que fabricam. deverá estar voltada para os equipamentos antipoluição. ou seja. Objetivos Os principais objetivos das empresas são. Muitas vezes ele ganha com um produto de melhor qualidade. aumento de produção. De tempos em tempos o usuário deverá trocar o óleo do cárter. Observação: É conveniente ressaltar que os modelos de ficha de execução e os modelos de relatório de avaria mudam de empresa para empresa. ou seja: máquinas deficientes X máquinas eficientes. como primeiro passo. nas paradas de emergência etc. mantendo os prazos de entrega dos produtos em dia. estaria correndo o risco de danificar os elementos que constituem o motor. c) Aumento de produção – O aumento de produção de uma empresa se resume em atender à demanda crescente do mercado. baseado nela. equipamentos sem acompanhamento X equipamentos revisados. infelizmente. material novo X material recuperado. redução de custos.3) e relatar a causa fundamental. A manutenção preventiva colabora para o alcance desta meta atuando no binômio produção atrasada X produção em dia. b) Qualidade do produto – A concorrência no mercado nem sempre ganha com o menor custo. horas ociosas X horas planejadas. Se a meta da empresa for a diminuição ou eliminação da poluição. uma norma a respeito do assunto. o usuário deverá acompanhar a quilometragem do carro e. Essa previsão nada mais é do que uma simples manutenção preventiva. a manutenção preventiva deverá ser aplicada com maior rigor. fazer a previsão da troca do óleo. Não realizando essa operação periódica. normalmente. Como o usuário faria para poder controlar essa troca periódica do óleo do motor? Para realizar esse controle. sobressalente X compra direta. qualidade do produto. o ponto mais crítico é a poluição causada pelo processo industrial. preservação do meio ambiente.    Preencher o campo data com a data da ocorrência. É preciso manter a fidelidade dos clientes já cadastrados e conquistar outros. Preencher o campo natureza da avaria com código (tabela 1. a manutenção preventiva. ou seja. abastecimento deficiente X abastecimento otimizado. aumento da vida útil dos equipamentos e redução de acidentes do trabalho.novaPDF..

f) Apresentar o plano para aprovação da gerência e da diretoria. Se essa indústria desejar adotar a manutenção preventiva. A manutenção preventiva. e) Enumerar os recursos humanos e materiais que serão necessários à instalação da manutenção preventiva. b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento de todos os equipamentos que serão escolhidos para iniciar a instalação da manutenção preventiva (plano piloto). Esse fator. c) Redigir o histórico dos equipamentos. A manutenção preventiva pode colaborar para a melhoria dos programas de segurança e prevenção de acidentes. lucro cessante nas emergências). f) Redução de acidentes de trabalho – Não são raros os casos de empresas cujo maior problema é a grande quantidade de acidentes. Desenvolvimento Considere uma indústria ainda sem nenhuma manutenção preventiva. contribui para o aumento da vida útil dos equipamentos. atuando nesses itens. d) Elaborar os manuais de procedimentos para manutenção preventiva. materiais e. na maioria das vezes.novaPDF. onde não haja controle de custos e nem registros ou dados históricos dos equipamentos. geralmente. indicando as freqüências de inspeção com máquinas operando. Qualidade do produto. deve-se percorrer as seguintes fases iniciais do desenvolvimento: a) Decidir qual o tipo de equipamento que deverá marcar a instalação da manutenção preventiva com base no “feeling” da supervisão de manutenção e de operação. Os acidentes no trabalho causam:      Aumento de custos. Diminuição da vida útil dos equipamentos. é conseqüência de:     Redução de custos. Efeitos prejudiciais ao meio ambiente. g) Treinar e preparar a equipe de manutenção. Diminuição de produção. Educação Profissional 23 Created with novaPDF Printer (www. relacionando os custos de manutenção (mão-deobra. causas das falhas etc. se possível. Efeitos do meio ambiente.e) Aumento da vida útil dos equipamentos – O aumento da vida útil dos equipamentos é um fator que. tempo de parada para os diverso tipos de manutenção.com) . Aumento de produção. com máquinas paradas e as intervenções. não pode ser considerado de forma isolada. tempo de disponibilidade dos equipamentos para produzirem. Diminuição do fator qualidade.

b) Controle da manutenção – Em manutenção preventiva é preciso manter o controle de todas as máquinas com o auxílio de fichas individuais. essa empresa estará perdendo tempo no mercado. porém. com material sobressalente adequado e racionalizado. É por meio das fichas individuais que se faz o registro da inspeção mecânica da máquina e.novaPDF. com bom ferramental e instrumental e não tiver quem saiba manuseá-los. com bons recursos humanos. Esquematicamente: Figura 4. Quanto à forma de operação do controle. mais importante é o treinamento da equipe que irá utilizá-los. e a intervenção corretiva obedece ao controle manual.com) . há quatro sistemas: manual.Execução da manutenção preventiva a) Ferramenta e pessoal – Se uma empresa contar com um modelo organizacional ótimo. A escolha do ferramental e instrumental é importante. semi-automatizado. a programação de sua manutenção. com base nessas informações.10 Controle semi-automatizado – É o sistema no qual a intervenção preventiva é controlada com o auxílio do computador. Esquematicamente: Educação Profissional 24 Created with novaPDF Printer (www. automatizado e por microcomputador. Controle manual – É o sistema no qual a manutenção preventiva e corretiva são controladas e analisadas por meio de formulários e mapas. preenchidos manualmente e guardados em pastas de arquivo.

incluindo as rotinas de inspeção e execução.11 A fonte de dados desse sistema deve fornecer todas as informações necessárias para serem feitas as requisições de serviço. Os serviços realizados.12 Educação Profissional 25 Created with novaPDF Printer (www. Os serviços reprogramados (adiados).novaPDF. Esses dados são fundamentais para a tomada de providências por parte da supervisão. Esquematicamente: Figura 4. Controle automatizado – É o sistema em que todas as intervenções da manutenção têm seus dados armazenados pelo computador. conforme a necessidade e conveniência dos vários setores da manutenção. O principal relatório emitido pelo computador deve conter. gráficos e tabelas para análise e tomada de decisões. Os serviços cancelados. para que se tenha listagens. no mínimo:     O tempo previsto e gasto.com) .Figura 4.

O método preventivo proporciona um determinado ritmo de trabalho. Como conseqüência. que estabelece paradas periódicas com a finalidade de permitir a troca de peças gastas por novas. 26 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. a sobrecarga provocará a diminuição da vida útil das demais peças do conjunto. os industriais foram se conscientizando de que a máquina que funcionava ininterruptamente até quebrar acarretava vários problemas que poderiam ser evitados com simples paradas preventivas para lubrificação. ela estabelecerá.com) . O problema só pode ser resolvido com a troca da peça problemática. Uma das metas a que se propõe o órgão de manutenção preventiva é a diminuição sensível dos estoques. Com o auxílio dos relatórios escritos sobre os trabalhos realizados. troca de peças gastas e ajustes. Isso evita a difícil tarefa de trocas rápidas de máquinas e improvisações que causam o desespero do pessoal da manutenção corretiva. assegurando o equilíbrio necessário ao bom andamento das atividades.13 A manutenção preventiva obedece a um padrão previamente esquematizado. a improvisação é um dos focos de prejuízo.Controle por microcomputador – É o sistema no qual todos os dados sobre as intervenções da manutenção ficam armazenados no microcomputador. fatalmente. Assim. O planejamento e a organização. A aplicação de métodos preventivos assegura um trabalho uniforme e seguro. são uma garantia aos homens da produção que podem controlar. são suprimidas as inconveniências das quebras inesperadas. ajustam-se os investimentos para o setor.novaPDF. dentro de uma faixa de erro mínimo. Se uma peça de conjunto que constitui em mecanismo estiver executando seu trabalho de forma irregular. Isso se consegue com a organização dos prazos para reposição de peças. É verdade que quando se improvisa pode-se evitar a paralisação da produção. Os controles das peças de reposição é um problema que atinge todos os tipos de indústria. para preservar as demais peças. com antecedência. fornecidos pelo método preventivo. A improvisação pode e deve ser evitada por meio de métodos preventivos estabelecidos pelos técnicos de manutenção preventiva. mas perde-se em eficiência. Com o tempo. Esses dados são de rápido acesso através de monitor de vídeo ou impressora. a entrada de novas encomendas. Esquematicamente: Figura 4. assegurando assim o funcionamento perfeito da máquina por um período predeterminado. Em qualquer sistema industrial. uma sobrecarga nas demais peças que estão interagindo com ela.

também. um plano para sua própria melhoria. pela maioria das grandes empresas industriais. é necessário estabelecer qual deverá ser o sistema de informações empregado e os procedimentos adotados. A manutenção preventiva deve. também. ser sistematizada para que o fluxo dos trabalhos se processem de modo correto e rápido.Manutenção Preventiva Tradicional A Manutenção Preventiva Tradicional. também. Ela inclui.1 . por ter um alcance externo e profundo. é fundamental para o bom funcionamento do sistema preventivo. Estes deverão relatar. é necessário dispor de um período de tempo relativamente longo para contar com o concurso dos técnicos e dos dirigentes de alto gabarito. pois a instalação do método de manutenção preventiva. organizando-se estudos que tomem por base os relatórios preenchidos por técnicos da manutenção. de modo tal que. Essa liberdade. deve ser organizada. Educação Profissional 27 Created with novaPDF Printer (www. O fluxo das informações deverá fluir rapidamente entre todos os envolvidos na manutenção preventiva. pois abrange desde uma simples revisão – com paradas que não obedecem a uma rotina – até a utilização de sistemas de alto índice técnico. ela provocará desordens e confusões. levantamento que visam facilitar sua própria introdução em futuras ampliações do corpo da fábrica. O desenvolvimento de um sistema de informações deve apresentar definições claras e objetivas e conter a delegação das responsabilidades de todos os elementos participantes. A manutenção preventiva abrange cronogramas nas quais são traçados planos e revisões periódicas completas para todos os tipos de materiais utilizados nas oficinas. é a manutenção efetuada em intervalos pré-determinados ou de acordo com critérios prescritos.2. O aparecimento de focos que ocasionam descontinuidade no programa deve ser encarado de maneira séria. das técnicas de manutenção e da elevação dos níveis de controle. Finalmente. desde os operários à presidência. 4. é a prova concreta da pouca eficiência do método de manutenção corretiva. O sistema deve abranger todos os setores da indústria para garantir um perfeito entrosamento entre eles. A manutenção preventiva. A aplicação do sistema de manutenção preventiva não deve se restringir a setores.A manutenção preventiva é um método aprovado e adotado atualmente em todos os setores industriais. as providências independam de qualquer outra regra que por ventura venha a existir em uma oficina. Por outro lado. destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item. apesar dela ditar algumas regras de conduta a serem seguidas pelo pessoal da fábrica. Se a organização da manutenção preventiva carecer da devida solidez. À manutenção preventiva cabe apenas o lugar de apoio ao sistema fabril. execução e verificação dos trabalhos que são indicadores para se buscar a melhoria dos métodos de manutenção. Sob esse aspecto. Isto é conseguido por meio do planejamento. Isso vale a pena. em linguagem simples e clara. dentro da indústria. A manutenção preventiva nunca deverá ser confundida com o órgão de comando. todos os detalhes do problema em questão.com) . de acordo com a NBR 5462/94. A manutenção preventiva exige. ao se constatar uma anomalia. Esta é a dinâmica de uma instalação industrial.novaPDF. para se efetivar a manutenção preventiva e alcançar os objetivos pretendidos com sua adoção. máquinas ou equipamentos. a capacidade e o espírito de cooperação dos técnicos são fatores importantes para a manutenção preventiva. O segredo para o sucesso da manutenção preventiva está na perfeita compreensão de seus conceitos por parte de todo o pessoal da fábrica.

determinar o que deve ser substituído. utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de amostragem para reduzir ao mínimo a manutenção preventiva e diminuir a manutenção corretiva. foram durante muitos anos os principais instrumentos para a inspeção. previamente estabelecidas. durante a manutenção. é de custo elevado. Manutenção Preventiva Preditiva. quilômetros rodados.novaPDF. baseando-se na vida útil estimada. como também. já que são necessários aparelhos e instrumentos confiáveis. a troca de certos itens pode ser prematura. A manutenção preditiva exige investimentos iniciais elevados. as paradas de produção são mais freqüentes. apontar falhas ainda controláveis e. Atualmente somam-se os antigos “instrumentos” aos novos aparelhos condicionados a uma prévia programação e teremos uma inspeção mais criteriosa com condições de analisar as causas e os efeitos dos problemas funcionais dos equipamentos. porém. Na Europa. A execução da manutenção preditiva baseia-se nas inspeções1 periódicas (visual ou com aparelhos) do funcionamento dos equipamentos. pois o estoque de sobressalentes é grande e variado. olfato.com) . 1 Inspeção: São verificações. maior disponibilidade do equipamento para a produção. Tais investimentos poderão ser diluídos com um menor estoque de peças sobressalentes. A idéia principal é a de manter o funcionamento do componente até o limite operacional (vida útil total). Os sentidos humanos como: audição. evitando ociosidades ou acúmulo de serviços. testado. Educação Profissional 28 Created with novaPDF Printer (www. É um método que traz bons resultados quando bem programado.). do estado em que se encontram as peças ou componentes dos equipamentos. é a manutenção que permite garantir uma qualidade de serviço desejada. etc.Manutenção Preventiva Preditiva De acordo com a NBR 5462/94. mantenedores e até visitantes). A manutenção preventiva tradicional centraliza suas ações na substituição programada de itens (componentes) de equipamentos.A manutenção preventiva funciona por programação. com base na aplicação sistemática de técnicas de análise.2. fornecimento de dados mais precisos sobre a qualidade das peças e componentes. em qualquer tempo de nossa história e por qualquer pessoa ligada direta ou indiretamente àquela máquina (operadores. a qualidade dos serviços executados pelas equipes de manutenção. com isso evita os atropelos da corretiva. pessoal (inspetores) qualificados. 4. distribuem melhor a mão-de-obra existente. assim como. bem como.2 . reparado. tato e visão. Inspeções para verificação do estado funcional sempre foram realizadas em qualquer equipamento. isto é: detectar defeitos antes que se concretizem. aliados às experiências de determinadas pessoas com o funcionamento dos equipamentos. a manutenção preditiva é conhecida pelo nome de manutenção condicional e nos Estados Unidos recebe o nome de preditiva ou previsional. Trata-se da manutenção que prediz tempo de vida útil dos componentes das máquinas e equipamentos e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado. Conceito de manutenção preditiva Manutenção preditiva é aquela que indica as condições reais de funcionamento das máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou processo de degradação. tomando-se como parâmetro: horas trabalhadas. milhões de rotações. supervisores.

etc. Nível e pressão do óleo. Faiscamentos de escovas. Alinhamento de acoplamentos. Limpeza.A inspeção poderá ser realizada das seguintes maneiras:  Com o equipamento funcionando poderão ser verificados:           Vazamentos de óleo. etc.  Com o equipamento parado e desmontagem parcial (retiradas tampas de proteção e tampas de visita). Verificação de contadores. parcial ou totalmente. Reduzir o trabalho de emergência não planejado. poderão ser inspecionados:        Desgastes internos. sem desmontagem. Parafusos soltos. antecipadamente. graxa ou produto do processo. a necessidade de serviços de manutenção numa peça específica de um equipamento.2. Aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos.1 . etc. Vibrações.com) . 4. Estado das chavetas. Deficiência de ventiladores. Impedir o aumento dos danos. Desgaste (com medição). Trincas superficiais.Objetivos da manutenção preditiva Os objetivos da manutenção preditiva são:      Determinar. Estado geral de peças. Vazamentos. Ruídos estranhos. Trincas. Educação Profissional 29 Created with novaPDF Printer (www. Teste de isolamento de motores elétricos. o que poderá ocorrer em caso de paradas programadas.novaPDF. Limpeza. Corrosão. Lubrificação. Funcionamento de lâmpadas de sinalização.2. Temperatura. Fixação de peças. NOTA: A inspeção poderá ser realizada com o equipamento desmontado. poderão ser verificados:         Apertos de parafusos e porcas.  Com equipamento parado. Eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção.

   Aproveitar a vida útil total dos componentes e de um equipamento. com antecedência. tais como:      Vibrações das máquinas. capazes de registrar vários fenômenos.Execução da manutenção preditiva Para ser executada.com) .Diagnóstico Detectada a irregularidade.2. torna-se possível indicar.novaPDF. após a análise do fenômeno. a manutenção preditiva exige a utilização de aparelhos adequados. Pressão. Temperatura. na medida do possível. Este diagnóstico deve ser feito antes de se programar o reparo.2.2. Educação Profissional 30 Created with novaPDF Printer (www. Determinar previamente as interrupções de fabricação para cuidar dos equipamentos que precisam de manutenção. Desempenho. Figura 4.2 . Por meio desses objetivos. Com base no conhecimento e análise dos fenômenos.14 A manutenção preditiva. eventuais defeitos ou falhas nas máquinas e equipamentos.3 . Aceleração. 4. um diagnóstico referente à origem e à gravidade do defeito constatado. Aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha de produção. adota dois procedimentos para atacar os problemas detectados: estabelece um diagnóstico e efetua uma análise de tendências. 4.2. o responsável terá o encargo de estabelecer. pode-se deduzir que eles estão direcionados a uma finalidade maior e importante: redução de custos de manutenção e aumento da produtividade.

Graficamente temos: Figura 4.4 . por meio de aparelhos que exercem vigilância constante predizendo a necessidade do reparo. resume o que foi discutido até o momento.novaPDF.2.com) .4.16 Educação Profissional 31 Created with novaPDF Printer (www.2.Análise da tendência da falha A análise consiste em prever com antecedência a avaria ou a quebra.15 O esquema a seguir. Figura 4.

Folga excessiva em buchas.com) . Acoplamentos desalinhados. um operador usando um analisador de vibrações portátil e. Cavitação. análise dos óleos.Estudo das vibrações Todas as máquinas em funcionamento produzem vibrações que. Problemas hidráulicos. O aparelho empregado para análise de vibrações é conhecido como analisador de vibrações. Eixos deformados. Essa deteriorização é caracterizada por uma modificação da distribuição de energia vibratória pelo conjunto dos elementos que constituem a máquina. No mercado há vários modelos de analisadores de vibrações. Engrenagens defeituosas. geralmente. O registro das vibrações e sua análise permitem identificar a origem dos esforços presentes em uma máquina operando.2. a presença de falhas que devem ser corrigidas:             Rolamentos deteriorados. 4. eles captarão as vibrações recebidas por toda a estrutura. o aparelho. Problemas aerodinâmicos. Rotores desbalanceados. Se captadores de vibrações forem colocados em pontos definidos da máquina. Educação Profissional 32 Created with novaPDF Printer (www. análise do estado das superfícies e análises estruturais de peças.A manutenção preditiva.5 . Observando a evolução do nível de vibrações. dos mais simples aos mais complexos. aos poucos.Métodos de investigação da Manutenção Preditiva . Falta de rigidez. Vínculos desajustados. com antecipação. dos portáteis – que podem ser transportados manualmente de um lado para outro – até aqueles que são instalados definitivamente nas máquinas com a missão de executar monitoração constante. é possível obter informações sobre o estado da máquina.novaPDF.2. adota vários métodos de investigação para poder intervir nas máquinas e equipamentos. levam-nas a um processo de deteriorização. Por meio da medição e análise das vibrações de uma máquina em serviço normal de produção detecta-se. O princípio de análise das vibrações baseia-se na idéia de que a estrutura das máquinas excitadas pelos esforços dinâmicos (ação de forças) dão sinais vibratórios. cuja freqüência é igual à freqüência dos agentes excitadores. em destaque. Entre os vários métodos destacam-se os seguintes: estudo das vibrações. Abaixo. Lubrificação deficiente.

espectrômetros. também. O laboratorista usando técnicas adequadas.novaPDF. Educação Profissional 33 Created with novaPDF Printer (www. reagentes. tanto em componentes mecânicos quanto hidráulicos. identificar os primeiros sintomas de desgaste de um componente. A identificação é feita a partir do estudo das partículas sólidas que ficam misturadas com os óleos. Partículas metálicas. Essa regulagem permite a otimização dos intervalos das trocas. como no estudo das vibrações.Análise dos óleos Figura 4. Água.Figura 4. Ponto de fulgor. Em termos de contaminação dos óleos. A análise dos óleos é feita por meio de técnicas laboratoriais que envolvem vidrarias. peagômetros.17 . Índice de acidez. a análise dos óleos é muito importante na manutenção preditiva. Tais partículas sólidas são geradas pelo atrito dinâmico entre peças em contato. As principais propriedades dos óleos que interessam em uma análise são:      Índice de viscosidade. Índice de alcalinidade. etc. É por meio das análises que o serviço de manutenção pode determinar o momento adequado para sua troca ou renovação. Assim. fotômetros de chama. Ponto de congelamento. Os modernos equipamentos permitem análises exatas e rápidas dos óleos utilizados em máquinas.com) . A economia é obtida regulando-se o grau de degradação ou de contaminação dos óleos. determina as propriedades dos óleos e o grau de contaminantes neles presentes. É a análise que vai dizer se o óleo de uma máquina ou equipamento precisa ou não ser substituído e quando isso deverá ser feito. microscópios.18 Os objetivos da análise dos óleos são dois: economizar lubrificantes e sanar os defeitos. centrífugas. instrumentos e equipamentos. Entre os instrumentos e equipamentos utilizados temos viscosímetros. interessa saber quanto existe de:    Resíduos de carbono. A análise dos óleos permite.

6 . Em uniões soldadas. É por meio da análise estrutural que se detecta. As informações recolhidas são registradas numa ficha. a análise estrutural é de extrema importância..2. . Holografia. A análise superficial abrange. 4. Infiltração com líquidos penetrantes. Gamagrafia (raios gama). Ultra-sonografia. Magnetoscopia. Educação Profissional 34 Created with novaPDF Printer (www. A periodicidade dos controles é determinada de acordo com os seguintes fatores:      Número de máquinas a serem controladas. Número de pontos de medição estabelecidos. As técnicas utilizadas na análise estrutural são:         Interferometria holográfica. Radiografia (raios X). também é importante para se controlar o grau de deteriorização das máquinas e equipamentos.novaPDF. Caráter “estratégico” das máquinas instaladas. por exemplo. Meios materiais colocados à disposição para a execução dos serviços. Ecografia. Estroboscopia. além do simples exame visual – com ou sem lupa – várias técnicas analíticas. trincas e bolhas nas peças das máquinas e equipamentos.Análise estrutural A análise estrutural de peças que compõem as máquinas e equipamentos também é importante para a manutenção preditiva. Correntes de Foucault. A tabela a seguir. sujeitas aos desgastes provocados pelo atrito.Periodicidade dos controles A coleta de dados é efetuada periodicamente por um técnico que utiliza sistemas portáteis de monitoramento. tais como:     Endoscopia. Duração da utilização da instalação. a existência de fissuras. possibilitando ao responsável pela manutenção preditiva tê-las em mãos para as providências cabíveis.com) . Molde e impressão.Análise do estado das superfícies A análise das superfícies das peças. mostra um exemplo de um programa básico de vigilância de acordo com a experiência e histórico de uma determinada máquina.2.

Tabela 4.com) .novaPDF.4 Métodos Utilizados Medição de vibração PROGRAMA BÁSICO DE VIGILÂNCIA Equipamentos Vigiados Equipamentos Necessários Todas as máquinas Medidor de vibração giratórias de potência média ou máxima e / ou Analisador equipamentos críticos:  motores.) e melhor gerenciamento. Todos os rolamentos Medidor especial ou analisador Todos os lugares onde se quiser estudar um movimento. 35 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.  bombas. Diminuição dos estoques de produção.000 a 1. etc. Controle dos materiais (peças. Sistemas de vigilância  redutores. controlar a velocidade ou medir os planos  Redutores e circuitos hidráulicos  Motores  Equipamentos de alta-tensão  Distribuição de baixa-tensão  Componentes eletrônicos  Equipamentos com componentes refratários  Cilindros de compressores  Aletas  Engrenagens danificadas Estroboscópio do analisador de vibrações Periodicidade da Verificação 3.500 horas Medição das falhas de rolamentos Análise estroboscópica 500 horas Segundo a necessidade Análise dos óleos Feita pelo fabricante 6 meses Termografia Subcontratação (“terceirização”) 12 meses Exame endoscópico Endoscopia + fotos Todos os meses As vantagens da manutenção preditiva são:       Aumento da vida útil do equipamento. partes. Diminuição dos custos nos reparos. Melhoria da produtividade da empresa. Limitação da quantidade de peças de reposição. permanente  compressores.  ventiladores. componentes.

laser.com) . conduzindo à métodos de medidas direta.2. Boa imagem do serviço após a venda. indireta ou a distância. Temperatura – Termômetros. Trincas superficiais – Líquidos penetrantes. 4.7 . os carros são monitorados dos boxes. Desbalanceamento – Balanceadores. num grau de inspeção máximo ou seja. Vibração – Medidores de vibração.2. por um termômetro de mercúrio. lupas. tendo parâmetros principais do funcionamento do motor avaliado constantemente. Educação Profissional 36 Created with novaPDF Printer (www. da sua periculosidade e acessibilidade. A aplicação do instrumento / aparelho correto depende de vários fatores inerentes ao equipamento que se deseja controlar. fotografia com películas sensíveis à raios infravermelhos. e outros. levam-se em conta o conhecimento técnico e científico envolvido. tintas de coloração variáveis. bem como o preparo ou treinamento de inspetor / analista. assegurando o renome do fornecedor. Para cada um dos métodos e instrumentos aparelhos usados. É um método de acompanhamento de custo elevado e que só tem uma boa relação custo x benefício em equipamentos vitais para a produção de uma empresa. pirômetros. Exemplo de alguns parâmetros a serem inspecionados e os aparelhos / instrumentos utilizados: Dimensão – Paquímetro / Micrômetro. por um termômetro digital sem contato.3 . por termopares.50°C). por termômetro digital de contato. Viscosidade – Viscosímetros. Dureza superficial – Durômetros. o que determinará a escolha de métodos e aparelhos / instrumentos com elevados graus de sofisticação e resolução. Trincas internas – Ultra-som. Credibilidade do serviço oferecido.Monitoramento É uma ramificação preditiva. Cada um dos parâmetros a ser inspecionado pode ter critérios diferentes. Densidade – Densímetros. do seu funcionamento. Motivação do pessoal de manutenção.2. Exemplo: A temperatura pode ser verificada pelo tato do inspetor (até +.Limites técnicos da manutenção preditiva A eficácia da manutenção preditiva está subordinada à eficácia e à confiabilidade dos parâmetros de medida que a caracterizam. termovisão. Ruídos – Decibelímetro.novaPDF. um acompanhamento constante da situação funcional do equipamento através de aparelhos / instrumentos. 4. A exemplo da fórmula 1.    Melhoria da segurança. Desalinhamento – Relógio comparador.

Devem ser apanhadas somente as ferramentas estritamente necessárias. etc. Inspecionadas. Inicialmente. as tipicamente de bolso.1 – INTRODUÇÃO Pode-se considerar como extensão das mãos que multiplicam sua força e habilidade sendo empregadas nos mais variados campos de atividade. Ao subir ou descer escadas verticais. Traçagem. Cada ferramenta deve ser guardada nos locais que lhe são determinadas. serão apresentadas as ferramentas mais comuns e utilizadas nas oficinas mecânicas. Força. A seguir. As ferramentas de corte de precisão devem ser guardadas com os cortes protegidos. O transporte deve ser feito de preferência em caixas adequadas. Para isso foi relacionado. As ferramentas devem ser dispostas em lugares seguros.com) . Sejam limpas. em o que se pode chamar de famílias. onde não possam cair e ferir alguém. deve-se ter o cuidado de não derrubá-las sobre outras pessoas. Especial cuidado deve ser tomado com as ferramentas pontiagudas e cortantes. você irá agrupar ferramentas de seu conhecimento.  Ao serem transportadas. aplicação e os meios corretos de como utilizá-las. Quando transportadas em cinto porta-ferramentas.  Antes de serem guardadas. os cuidados de rotina para com as ferramentas:  Ao serem apanhadas. sua especificação. Verificação . Não colocar sobre peitoris. a não ser. primeiramente.        Medição. Sujeição. Deve ser evitado o transporte no bolso. Não colocar sobre parte móveis de máquinas ou estruturas sujeitas a vibrações. etc. Lubrificadas quando tiverem partes móveis. chaves inglesas. Impacto. nunca se levam ferramentas na mão. corrimão. como alicates. Corte. mesmo que você não as tenha utilizado. especialmente cabos e partes submetidas a esforços.  Durante o trabalho.novaPDF.5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5. segundo sua aplicação e que apresentem o mesmo risco. 37 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.  Ao serem guardadas.

Figura 5.3 Figura 5.5.  Chave de boca fixa 1 1/16” x 1 1/4" – Tem boca inclinada em 15°. A de estrias é mais usada para “quebrar” o aperto e a de boca para extrair por completo a porca ou parafuso. evitando escoriações nos dedos. Educação Profissional 38 Created with novaPDF Printer (www. b) Tipos. tais como: de uma boca e de duas bocas. que facilita o trabalho tornando-o mais seguro. sendo necessário um setor livre com ângulo maior de 30°.CHAVES DE BOCA E ESTRELA a) Material: geralmente forjadas em aço cromo-vanádio. A elevação da haste em um ângulo de 45° permite que a mão passe livre sobre pequenos obstáculos.  Chave combinada – Neste modelo combina-se os dois tipos básicos existentes: de boca e de estrias.com) . Figura 5.1 Figura 5. pois é mais difícil a porca ou a cabeça do parafuso escapar.2 A chave de boca fixa simples compreende dois tipos. sendo aplicadas sobre as porcas ou cabeças de parafusos a fim de aperta-las ou soltá-los. especificação e aplicação:  Chave estrela 45° de 21 x 23mm – São leve e resistentes e possuem a qualidade de múltiplo posicionamento.novaPDF.4 Utiliza o princípio da alavanca para apertar ou desapertar parafusos e porcas.2.

tanto sob o ponto de vista técnico como de segurança. é prejudicial à chave.novaPDF.7 Figura 5.com) . Figura 5.8 Se o esforço deve ser grande não convém aumentar o braço da alavanca para exercer maior torque.9 Exercer esforço com o peso do corpo é outro erro. Boca folgada não permite bom aperto. Figura 5.10 Educação Profissional 39 Created with novaPDF Printer (www. podendo escapar. as chaves devem ser forçadas somente com a força dos braços. não há controle do esforço e é perigoso. Figura 5.Figura 5. Figura 5.6 Usar calços para compensar a folga é outra coisa condenável.5 c) Utilização e cuidados: A boca deve ser justa à porca e bem encaixada para que o trabalho seja seguro.

novaPDF. Figura 5.14 Figura 5. Usar chaves como alavanca ou martelo é tão condenável que dispensa ilustração.com) .15 Educação Profissional 40 Created with novaPDF Printer (www.11 Ao empurrar.De preferência deve-se puxar a chave.13 Cuidado especial deve-se ter em lugares altos: o escape da chave poderá acarretar o desequilíbrio e queda do usuário. a mão irá contra o obstáculo que estiver na frente. escapar ou se quebrar o parafuso. Valendo ressaltar que não devem ser atingidas por martelos. Em casos especiais deve-se empurrá-la com a mão espalmada. Figura 5. Figura 5. se a chave se quebrar.12 Figura 5. a fim de prevenir qualquer surpresa desagradável.

1/2” – é uma variação da chave comum. Figura 5. Figura 5.18 Educação Profissional 41 Created with novaPDF Printer (www. devendo preencher toda a fenda atingindo. sendo inclusive mais seguros e eficientes.17  Chave de Fenda . Figura 5.A chave de parafuso de fenda é uma ferramenta de aperto constituída de uma haste cilíndrica de aço carbono. onde acopla-se um cabo de madeira ou plástico. inclusive o fundo. especificação e aplicação:   Chave de fenda 1/4" x 8” – utilizada para girar parafusos com fenda de aproximadamente 1/4". É empregada para apertar e desapertar parafusos cujas cabeças tenham fendas ou ranhuras que permitam a entrada da cunha.5.com) . tenda esta uma forma cruzada. com uma de suas extremidades forjada em forma de cunha e a outra em forma de espiga prismática ou cilíndrica estriada.CHAVES DE FENDA E PHILLIPS.16 b) Tipos.3 . o que oferece mais segurança proporcionando trabalhos mais satisfatórios.novaPDF. pois só a ponta que varia. a) Material: sua haste é feita em aço carbono e seu cabo em resina ou plástico. Chave phillips cotoco de 1/4" x 1. especialmente quanto à isolação.

c) Utilização e cuidados: Pode ser considerada um tipo especial de chave de fenda. 3. Figura 5.c) Utilização e cuidados: Figura 5.250” – Utilizada em parafusos com encaixe interno sextavado de 3/8”. pois.375” x 4. Educação Profissional 42 Created with novaPDF Printer (www.19 1. desde que se introduza na fenda hexagonal da cabeça do parafuso. Merece.Como alavanca é um erro prejudicial.20 2.21 5.CHAVE HEXAGONAL ALLEN a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave hexagonal 3/8” x 1.Pressionando-a contra a mão é um erro perigoso. se exerce esforço através do braço de alavanca da haste o que dá certa semelhança com as chaves de boca. cuidados semelhantes aos das chaves de boca e de fenda. É encontrada em jogo de seis ou sete chaves.com) .novaPDF.Como talhadeira é um erro imperdoável.4 . Figura 5.

novaPDF. A boca deve ser sempre regulada. Sendo estas chaves mais versáteis. Figura 5. Figura 5.CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU CHAVE INGLESA. exigem mais cuidados. Existem dois tipos: chave inglesa e chave de grifo. por meio de um parafuso regulador ou porca.Figura 5.25 Educação Profissional 43 Created with novaPDF Printer (www. ao tamanho da porca.22 5. O esforço deve ser feito somente no sentido de forçar contra a parte fixa da chave.5 . Permite abrir ou fechar a mandíbula móvel da chave. A limpeza e lubrificação são fatores importantes para conservação dessas ferramentas e para segurança de seus usuários. bem justa.23 a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave de boca regulável de 12”x 1 5/16” – Utilizada em porcas ou cabeças de parafusos para aperta-los ou soltá-los.24 Figura 5.com) .

Figura 5. material. abertura máxima. engrenagens. acoplamentos sobre eixos. acabamento. rolamentos. Dados para especificação: Características gerais.SACA POLIAS a) Material: Geralmente em aço carbono. especificação e aplicações.29 São utilizados em tarefas de desmontagem de polias.30 Educação Profissional Figura 5.com) . profundidade máxima.  Três Garras Fixas Articuladas Figura 5. b) Tipos.28 Figura 5.novaPDF.27 Figura 5.6 .  Duas Garras: Fixas Articuladas Garra deslizante Figura 5.31 44 Created with novaPDF Printer (www.26 5.

em serviços um pouco mais pesados. c) Utilização em cuidados Durante ou após o seu uso deve-se ter alguns cuidados: Evitar esforço desnecessário de danificação dos filetes de rosca do parafuso (tirante) principal. com um extremo forjado.novaPDF. Certificar-se que as garras estão bem fixadas.Aço b) Tipos. Em alguns casos.Mesmas condições de utilização de saca-polias de duas garras. Educação Profissional 45 Created with novaPDF Printer (www. Figura 5. porém.33 Figura 5.7 . será necessário utilizar dispositivos a quente (chuveiros). 5. Estes centralizam melhor.A Talhadeira e o Bedame são ferramentas de corte feitas de um corpo de aço. temperada e afiada convenientemente. provido de cunha.com) . retangular.TALHADEIRA E BEDAME a) Material . apoiadas na peça a ser removida. dilatação. especificação e aplicação . hexagonal ou octogonal. para aquecer a peça a ser retificada através do processo de aquecimento. Deve ser verificado a capacidade de torque do saca polias antes de sua utilização para evitar sua quebra. para evitar possíveis acidentes e garantir uma agilidade na tarefa. de secção circular. e outro chanfrado denominado cabeça. retirar excesso de material e abrir rasgos.34 Utilização Servem para cortar chapas. Dados para especificação: Os mesmos da saca-polias de duas garras.32 Figura 5.

As ferramentas de talhar devem ter ângulos de cunha convenientes. O bisel da cunha é simétrico ou assimétrico 2. A aresta de corte deve ser convexa e o ângulo de cunha Varia com o material a ser talhado.com) . para que cortem bem.9 .1 CUNHA 50° 60° 65° 70° 3.37 Educação Profissional 46 Created with novaPDF Printer (www. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. Os tamanhos são entre 150 e 180mm 4. A cabeça do bedame e da talhadeira é chanfrada e temperada brandamente para evitar formação de rebarbas ou quebras.CHAVES PARA TUBOS Figura 5. tabela abaixo: Tabela 5.8 . MATERIAL Cobre Aço Doce Aço Duro Ferro fundido e bronze fundido duro 5.novaPDF. em geral. em geral.SACA PINOS CÔNICO E PARALELO a) Material . Paralelo: Figura 5. conforme.Características 1.Aço cromo vanadium fosfatizado Figura 5.36 São utilizados para retirar pinos. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. estar bem temperadas e afiadas. 5.35 b) Tipos e especificações .São utilizados para retirar pinos ou fixar peças mecânicas. A cabeça é chanfrada e temperada.

ângulos. diâmetros e espessuras.11. comprimento. temperado ou não. flanges. especificação e aplicação .VERIFICADORES E CALIBRADORES São instrumentos geralmente fabricados de aço. comprimento. material.39 a) Material – Fabricado em aço fundido niquelado.Verificador de raio Serve para verificar raios internos e externos.Características gerais.11 . Os verificadores e calibradores classificam-se em vários tipos: 5.Verificador de ângulos Figura 5. que estejam sujeitos a apertos leves. 5.a) Material – Cabo e cabeça fabricados em aço cromo vanadium. folgas.capacidade de abertura ou diâmetro do tubo (máximo).ESPÁTULAS Figura 5. Suas dimensões variam.São utilizados em aperto de tubulação rosqueadas. acabamento.com) .40 5.Características gerais.11. rotores. b) Tipos.10 . material. de 1 a 15mm ou de 1/32” a 1/2”. É utilizado para verificar e controlar raios.1 .38 Figura 5.São utilizadas para remoção de tampas. b) Tipos. 5. acabamento.novaPDF.2 . geralmente. Figura 5. Apresentam formas e perfis variados. roscas. especificação e aplicação . c) Utilização e cuidados . c) Utilização e cuidados .41 Educação Profissional 47 Created with novaPDF Printer (www. Em cada lâminas é estampada a medida do raio. etc.

sendo fabricado em vários tipos. Em cada lâmina vem gravada sua medida. F = força e L = comprimento da alavanca.11. TORQUE A importância de controlar o aperto aplicado em um parafuso O que é torque? De uma forma bem simplificada.Calibrador de folgas (Apalpador) Usa-se na verificação de folgas.12 .2000”. Figura 5.42 5.11.0015” a 0. Figura 5.novaPDF.43 5.Verificador de rosca Usa-se para verificar roscas em todos os sistemas.04 a 5mm.com) .44 TORQUE (T) = FORÇA (F) X DISTÂNCIA (L) Educação Profissional 48 Created with novaPDF Printer (www. torque é a resultante de uma força aplicada em um determinado braço de alavanca. Figura 5.3 . necessário de faz termos bem definido o conceito de torque.TORQUÍMETRO Para um melhor entendimento sobre torquímetro. Sua fórmula é: (T = F X L) sendo. T = torque.5. ou de 0.4 . que varia de 0. Em suas lâminas está gravado o número de fios por polegada ou o passo da rosca em milímetros.

Acabamento superficial. assim. A que tensão podemos sujeitar um parafuso? Vários fatores são levados em consideração na fabricação de um parafuso. aço inoxidável. Empenar um conjunto fixado por parafusos. conforme normas internacionais. 5. dentro dos limites seguros de tensão para dado parafuso. o que provoca o vazamento de gases e líquidos entre componentes de máquinas. conseqüentemente. M (Kigrama força metro) Lbf. pondo em risco vidas humanas e patrimônio. Trincar o parafuso. São eles: 1. Fazer cair o parafuso devido a vibrações da máquina ou do equipamento. provocando assim vazamento de gases e líquidos. Porque devemos controlar o torque a ser aplicado num parafuso? O torque quando excessivo pode: 1. Quebrar o parafuso. 49 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. conjuntos. Veja abaixo o exemplo para um parafuso sextavado M10 conforme DIN 267. A elasticidade do material do parafuso faz com que esse pretenda voltar a sua forma original fixado. Todos estes fatores irão determinar a classificação de resistência a que pertence o parafuso. Tipo e passo da rosca. alumínio. 2. 2. Coeficiente de atrito. revenimento. impedindo seu funcionamento normal. Tratamento térmico aplicado no parafuso.novaPDF. Esmagar juntas ou gaxetas. Fl (libra força pé) Onde se aplica o torque? Em parafusos e prisioneiros que fixam peças. conforme especificação do projeto.Unidades de torques mais usadas:    N. 4. Matéria prima (latão. fazendo-o falhar mais tarde. aço ligado. 3. componentes. O torque quando insuficiente pode: 1. Espanar os fios de rosca do parafuso. Classes de Qualidade Conforme DIN 267 Nominal Sextavado Como determinar o tamanho do parafuso a ser utilizado? O tamanho do parafuso deve ser determinado pelo total de tensão necessária para fixar o conjunto de peças. Exemplo: têmpera. 3. etc.com) . Que efeito produz o torque num parafuso? A aplicação de torque no parafuso produz uma tensão linear (esticamento) e.). 5. Alterar a vedação (junta). aço carbono. etc. um alongamento do mesmo (deformação elástica).m (Newton metro) Kgf. etc. o conjunto. 4. 2.

Essas cargas. Cada torquímetro foi desenvolvido para uma diferente aplicação.novaPDF. JUNTA MECÂNICA Figura 5.3. compressão. facilidade e qualidade para seu trabalho. rapidez. A escolha correta da ferramenta para aperto significa segurança. Segue alguns tipos de torquímetros: torquímetro de estalo com escala / sem escala. Somente através de uma ferramenta denominada “torquímetro” é que conseguiremos aplicar o torque especificado. Causar acidentes e danos ao patrimônio. Os torquímetros devem ser construídos conforme prescrições rigorosas de usinagem e montagem. a) A qualidade mais importante da junta é a sua resistência às cargas de trabalho (tração.46 Uma junta mecânica roscada oferece a vantagem de desmontagem rápida para inspeção ou reparo de componentes: fixadores podem ser reutilizados. 4.45 Figura 5. devem ser absorvidas pela força de fixação induzida na junta durante a 50 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. transdutores de torque estáticos e rotativos. torquímetro de escape ou giro livre. Comprometer o desempenho da máquina ou equipamento em função da falta de alinhamento e suporte dos seus componentes entre si. torquímetro pneumático.com) . torquímetros para tampas de embalagens. Inspeções e reparos podem ser efetuados no campo com um mínimo de ferramentas. cisalhamento e vibração). FORÇA DE FIXAÇÃO Figura 5.48 A força de fixação é obtida pelo tensionamento do parafuso e a conseqüente compressão dos componentes da junta roscada. torquímetro axial.47 Figura 5. torquímetros especiais para áreas médicas (esterelizáveis). torquímetro de relógio. torquímetro com cabeça intercambiável. torquímetro de vareta. torquímetro digital. São fabricados com maquinário específico e mão-de-obra especializada que asseguram a qualidade do instrumento. que tendem a provocar a soltura dos componentes da junta. torquímetro tipo “T”. torquímetro de relógio com ponteiro de arraste.

pode-se espanar a rosca do fixador. pois dificulta o movimento dos componentes entre si.novaPDF. Só é possível. condições estas que prejudicariam o bom desempenho do produto. resultando numa falha catastrófica. os componentes da junta podem começar a soltar-se debaixo das cargas de trabalho. é proibitivo na maioria dos processos de montagem.sua montagem. pois estes são os meios mais confiáveis. quando se utiliza parafuso com porca. O aperto também aumenta a fricção entre os componentes. Educação Profissional 51 Created with novaPDF Printer (www.50 b) Como gerar força de fixação nos componentes da junta? Apertando os componentes da junta uns contra os outros por meio de fixadores roscados. A força de fixação deve ser maior do que a soma das cargas de trabalho que agem sobre ela. que em muitas outras aplicações nos “rouba’’ parte do nosso esforço”. gerando uma tensão que ultrapassa o limite de resistência do fixador ou envergar os componentes da junta. aparece aqui como coadjuvante. fazendo com que o conjunto se comporte como uma única peça. a fricção.49 Figura 5. – Pode-se recorrer à medição do alongamento do fixador que está intimamente ligado a précarga nele aplicada. Após aperto da junta não é possível remover os sensores. Na junta. permitindo acesso às duas extremidades do parafuso. por isso. tornando-se assim um processo impraticável. Se aplicar um aperto em excesso. evitando a soltura. Além de ser um processo demorado. Figura 5. utilizando transdutores de pressão ou sensores de pressão instalados na própria junta. vale dizer ainda que os equipamentos necessários para fazer a medição são muito caros. GERANDO FORÇA DE FIXAÇÃO PELO TORQUE Qual é a solução que resta para aplicar a precarga correta a um fixador? É controlar o torque que se aplica ao fixador utilizando um TORQUÍMETRO ou uma apertadeira motorizada com CONTROLE DE TORQUE. que assim resiste melhor a cisalhamento e vibração. a força de fixação da junta é muito importante para assegurar um perfeito funcionamento do produto em que se encontra instalada. Se aplicar um aperto pequeno demais. d) Há meios práticos de medir a pré-carga num fixador? Não. resistindo a tração e compressão. Poderíamos tentar medir a compressão a que sujeitamos os componentes da junta.com) . Esta medição seria feita por meio de extensômetros ou ondas de ultra-som. c) Como se vê.

Folga do furo. Formato da cabeça. Se a junta não falhar e nem se soltar.novaPDF. Depois nada melhor que um ‘teste de campo‘ sob as condições reais de cargas de trabalho e cargas externas. O operador deve parar de aplicar força tão logo atinja o torque recomendado. Os ensaios devem sempre ser feitos nas condições mais próximas à realidade da montagem. É muito importante.com) . Tratamento térmico. que torques apurados em ensaios sejam respeitados no ‘chão de fábrica’. AUDITORIA DE TORQUE ‘Auditoria de torque’ pretendendo encontrar o torque aplicado a minutos. Após definição da força de fixação necessária em determinada junta e do relaxamento que deve ocorrer pode-se especificar o torque a aplicar ao fixador. Tolerâncias da rosca do fixador / parafuso. gaxetas e o tempo que passou entre a aplicação de torque e a tentativa de medir a força de fixação residual. Perpendicularidade ou paralelismo dos fixadores e componentes da junta. dureza de diferentes tipos de materiais. que devido ao relaxamento dos componentes da junta pode ser bem diferente da ‘fricção dinâmica’ que existia no momento do aperto. sim! Educação Profissional 52 Created with novaPDF Printer (www. Acabamento e lubrificação de faces contactantes. Local de aplicação de torque (porca ou cabeça do parafuso). Componentes de material diferente. pois quando se tenta reiniciar a rotação da porca ou fixador tem-se que vencer a ‘fricção estática’. Tipo de rosca (rosca grossa ou rosca fina). O conceito '‘um pouco mais não pode fazer mal’ não é aceitável. porque pode fazer mal. Muitos fatores contribuem para alterar a tensão residual do fixador e com isso a força de fixação existente na junta: estado de lubricidade. horas ou dias atrás é um processo duvidoso. a escolha dos componentes da junta e o processo de montagem com os torques utilizados foram perfeitos. Esta correlação depende de vários fatores como:            Tipo de junta: junta elástica ou junta rígida.AS VARIÁVEIS NA RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO (Força de fixação) Na época da elaboração do projeto do produto é necessário estabelecer empiricamente uma relação entre um torque aplicado e a precarga resultante no fixador e a força de fixação obtida na junta. Para garantir a segurança na aplicação do torque correto em linhas de montagem de alta produção são utillizadas apertadeiras motorizadas que indicam o torque dinâmico sendo gerado e permitem imprimir o torque máximo aplicado através de impressora para gerar um ‘hardcopy’ para comprovação do torque aplicado para um cliente ou para utilização futura em caso de litígio. Existência de arruelas lisas ou de pressão.

Torquímetros de sinalização de torque (estalo). Este procedimento muitas vezes é utilizado na montagem de juntas críticas (ex.RELAXAMENTO Na prática ocorre uma gradual perda da força de fixação em quase todas as juntas roscadas porque as faces da junta em contato aos poucos sofrem um ‘nivelamento’ das irregularidades de superfície que diminui a força de fixação existente. Outro fator que pode afetar substancialmente o relaxamento da força de fixação numa junta é o emprego de arruelas debaixo da cabeça do parafuso. uma barra no modelo ‘vareta’ ou relógio. ou seja: 5. Figura 5. mantendo o padrão de ‘seqüência cruzada’ ou ‘espiral’.12. ou num padrão espiral.com) . quando dotados de catraca ou de outro implemento. Educação Profissional 53 Created with novaPDF Printer (www. pois apertos repetidos reduzem a fricção entre partes contactantes.: 30% 70% . Para diminuir este inconveniente executa-se o aperto dos fixadores numa ‘seqüência cruzada’. ou para sinalizar que um torque pré-selecionado foi alcançado. TORQUE: é o movimento torçor. Provavelmente. Para dar tempo para a gaxeta se acomodar. cujo pino quadrado desloca o ponto de rotação (A) do soquete para frente do ponto de articulação do torquímetro (B) exigem que a mão do operador aplique a força no centro da empunhadura para gerar o torque desejado. um outro fixador. O diâmetro do furo da arruela. a causa de relaxamento mais conhecida é o emprego de gaxetas de vedação entre dois componentes da junta. perde a sua força de fixação.1 . Quando se deve montar uma junta com múltiplos fixadores.São ferramentas destinadas ao aperto de parafusos e porcas com torque controlado a partir de um valor pré-estabelecido em projeto.Princípios do funcionamento do torquímetro Para executar o seu trabalho o torquímetro sempre utiliza um corpo elástico calibrado.100% do torque especificado). Um outro procedimento é apertar os fixadores em vários ‘passos’ (ex.novaPDF.51 a) Material: (Falta material) b) Tipos. A prática de aperto em vários ‘passos’ ou ‘passadas’ ajuda a eliminar uma das causas do baixo aproveitamento de torque para gerar tensão e força de fixação no fixador e na junta. especificação e aplicação . acabamento da face de contato e dureza da arruela influenciam o relaxamento da força de fixação na junta e a tensão no parafuso. mola helicoidal no modelo ‘estalo’ e de ‘giro livre’ e extensômetro (strain gage) no modelo ‘digital’. já instalado. é aconselhável apertar os parafusos mais uma vez para compensar a força de fixação perdida.: aeronáutica e veículos). para indicar o torque sendo aplicado. porque a mudança das condições de tensão na junta provoca um relaxamento localizado.e encontra-se um problema de relaxamento peculiar: enquanto apertar-se um fixador.

AXIAL COM ESCALA        Ideal para aplicação de torques baixos. digitais e de estalo (sinalização de torque) com escala externa devem ser aferidos em 20% .Torquímetro de "giro-livre" impede que o operador aplique um torque maior do que aquele selecionado.Neste tipo de torquímetro NÃO podemos usar extensões no cabo do torquímetro. AFERIÇÃO DE TORQUÍMETRO A fim de tornar possível a aplicação de torques consistentes na linha de montagem é necessário aferir os torquímetros em intervalos estabelecidos em Norma Brasileira. etc) que impedem que o eixo-propulsor do torquímetro transmita torques superiores aqueles préselecionados. os torquímetros de vareta. devem ser aferidos no ’torque de trabalho’. de relógio. sem escala externa (preset). fricções. A Norma estabelece que torquímetros devem ser aferidos: Educação Profissional 54 Created with novaPDF Printer (www. Para aplicar torques relativamente baixos são utilizados torquímetros ‘de giro livre’ que possuem mola helicoidal e dispositivos limitadores de transmissão de força (cames. que é mantida inalterada devido a uma trava durante todo ciclo de trabalho. . Neste tipo de torquímetro pode-se aplicar força fora do centro da empunhadura e PODE-SE USAR EXTENSÕES no cabo do torquímetro.Quando o torque-alvo é atingido o corpo do torquímetro gira em falso e soquete ou ponta engajada no parafuso não se mexem mais. Excede a Norma Federal Americana n° GGG-W-00686c. É mesmo à prova de teimosia e descuido. Quando o ponto de rotação (A) do soquete coincide com o ponto de articulação do torquímetro (B). pois isso NÃO ALTERA o torque aplicado. Leve.A escala micrométrica permite regulagem precisa.novaPDF.com) . TORQUÍMETRO DE GIRO-LEVE (Torquímetro de limitação de torque) .80% e 100% da capacidade máxima do torquímetro. Alta sensibilidade e baixo coeficiente de fricção do mecanismo de desligamento garantem precisão do torque aplicado. a posição da mão do operador não influi no torque gerado. Operação bi-direcional. Torquímetros de estalo. . De acordo com a Norma Brasileira NB-1231. ANSI/ASME B107-14M-1985 e ISO 6789 e Norma Brasileira NB-1231. Precisão: _ 3% do valor indicado. -O torquímetro de "giro-livre" rearma automaticamente Torquímetro de giro-livre é o preferido nas indústrias da eletrônica e informática.40%-60% . pois isso alteraria o torque aplicado. de fácil manejo. Formato axial facilita o trabalho em áreas de difícil acesso.

A) Torquímetros de indicação de torque. 15 Nm e 75 Nm) seria preferível comprar um torquímetro com capacidade de 0 a 100 Nm para atender a todas as tarefas. giro livre) entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. A precisão indicada pelo fabricante do torquímetro só se aplica às faixas acima de modo que não existe nenhum torquímetro que comece de zero! É fácil entender que. Educação Profissional 55 Created with novaPDF Printer (www. B) Torquímetros de sinalização de torque. cuidando que os valores de torque a serem aplicados situem-se entre 20% a 100% da capacidade máxima. A solução então.novaPDF. Os fabricantes garantem a precisão somente entre 20% a 100% da capacidade máxima para torquímetros analógicos e entre 10% a 100% para torquímetros digitais. A ESCOLHA DO TORQUÍMETRO EM FUNÇÃO DA CAPACIDADE Da Faixa de Utilização dos Torquímetros Para os torquímetros analógicos (estalo. relógio. Após quedas ou choques violentos sofridos pelo torquímetro. possibilitando a documentação do torque aplicado (hard copy). relógio. Mas não há nenhum torquímetro com esta capacidade que tenha ‘garantia de precisão’ para toda esta faixa. A2) Tipo ‘relógio’ .000 ciclos de trabalho para torquímetros de sinalização de torque (estalo) e ’de limitação de torque’ (giro livre).com) . A ESCOLHA DE TORQUÍMETROS EM FUNÇÃO DO TIPO Para obter o melhor resultado na aplicação de torque o tipo de funcionamento do torquímetro escolhido é fundamental. vareta.para reparos e manutenção automotiva. médios e grandes (exemplo: 5 Nm. digital). é comprar mais de um torquímetro. (Exemplo: capacidade máxima de 20 Nm que atende a aplicação dos torques de 5 Nm e 15 Nm e outro de capacidade máxima de 100 Nm que atende o torque especificado de 75 Nm) NOTA: Existe um projeto de norma que vai proibir os fabricantes de marcar divisões abaixo dos 20% da capacidade máxima nos torquímetros de estalo e relógio. A cada 10. Quando ocorrer dúvida nos resultados obtidos.para reparos e manutenção de equipamentos que têm juntas críticas. Após reparos efetuados no torquímetro. A cada 5. A3) Tipo ‘digital’ . exigindo menor dispersão de torque. A1) Tipo ‘vareta’ . quando se tem que aplicar / controlar torques pequenos. Após sobrecargas.       A cada seis meses. Para os torquímetros digitais entre 10% a 100% da capacidade máxima do torquímetro.para juntas com prescrição de torque mínimo e máximo.000 ciclos de trabalho para torquímetros de ‘indicação de torque’ (vareta.

utiliza-se o modelo ‘Pre-Set’. que obriga o fabricante a garantir uma precisão de ± 4% sobre o valor de torque indicado ou aplicado entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. com limite inferior de 14 Nm e com limite superior de 17 Nm. Nm. Educação Profissional 56 Created with novaPDF Printer (www. Para facilitar o trabalho com torquímetros compridos ou para executar testes destrutivos existe o relógio de ‘ponteiro duplo’ ou ‘de memória’. devemos observar alguns detalhes importantes: A) Torque a aplicar: no caso ideal o torque a aplicar deve situar-se próximo à metade da capacidade máxima do torquímetro. pode ser usado como ponto de referência. B) Tolerância do torque a aplicar: o torquímetro deve ter uma resolução boa. INDICAÇÃO DE TORQUE SISTEMAS DE INDICAÇÃO DE TORQUE O torquímetro de indicação de torque mais usado é o torquímetro de relógio. mas somente as características (A – D). Para torques muito baixos – abaixo de 1 Nm . O sistema mais simples possui um relógio com um único ponteiro que. com aplicação repetida de um mesmo torque. Estes calibres de torque operam com escalas em Nmm. C1) Tipo ‘giro livre’ . D) Formato do torquímetro: deve levar em consideração as condições de acesso ao fixador e o espaço disponível para a aplicação de força ao torquímetro. Quando devemos comprar um torquímetro para uma aplicação nova. cmgf. O segundo ponteiro.são utilizados ‘calibres de torque’ (torque watches) indicados para ajuste de micro mecanismos de potenciômetros e ‘trim pots’.para aplicação de torques relativamente baixos.B1) Tipo ‘estalo’ . volta a zero. C) Precisão do torquímetro: deve obedecer à Norma Brasileira 1231. pré-selecionado. Um torquímetro com graduação de 5 em 5 Nm não serve ! O espaçamento das divisões de qualquer torquímetro deve ser grande o suficiente para permitir fácil identificação dos limites inferiores e superiores. então. que permita identificar claramente onde ficam os limites inferiores e superiores do torque a aplicar. cujo ajuste é feito em departamento de Garantia de Qualidade.novaPDF. recomenda-se a compra de um igual ou equivalente. pouca visibilidade. Ncm. percorre a escala e. onça-polegada e librapolegada.com) . Caso já esteja sendo utilizado um torquímetro que satisfaz as condições acima.para montagens automotivas e industriais em ambientes hósteis (sujeira. mão de obra não-especializada). ajustável manualmente. eliminando o julgamento do operador. Se nossa especificação é torque nominal (alvo) 16 Nm. C) Torquímetros de limitação de torque. Ao comprar um torquímetro permitindo a participação de um maior número de fornecedores na cotação não indique a capacidade do torquímetro que pretende substituir. ele registra o torque máximo atingido. durante a aplicação de força. acima citadas. Quando o trabalho é feito numa linha de montagem. ao cessar a força.

intercambiáveis. pode-se optar por torquímetros com sinal de luz ou sinal sonoro. sendo acionado por um torquímetro de cabo curto. Obstáculos laterais são vencidos por torquímetros radiais com catraca.13 . existem vários tipos de torquímetros para suplantar obstáculos frontais. Obstáculos verticais são sub plantados com torquímetros de bocas dianteiras. Multiplicadores de torque podem ser ‘agrupados’ (ganging) para aumentar sua capacidade de torque. o encaixe de saída é macho e sempre maior que o encaixe de entrada. PROBLEMAS DE ACESSO Como o local da aplicação de torque pode estar obstruído. dando assim um apoio inestimável ao operador. exigindo um torquímetro de cabo muito longo.MULTIPLICADORES DE TORQUE Aplicação de Torques Altos Como a força física do operador constitui um limite para qualquer operação de torque. TORQUÍMETROS DE LIMITES DE TORQUE PROGRAMÁVEIS Existe o torquímetro digital (exemplo: COMPUTORQ II da CARLSONS) que possibilita a programação de ‘limite inferior’. conforme explicado abaixo.com) . pode-se optar pelo uso de um multiplicador de torque. existem vários modelos de multiplicadores de torque com capacidade até 81.Quando se deve aplicar torque em áreas escuras ou inacessíveis à visão direta. que é avisado por sinal luminoso e sonoro no momento em que alcança qualquer um destes pontos. Em ambos os casos o ponto em que deve ocorrer o sinal é previamente selecionado. porém o torque final aplicável sempre é limitado pela capacidade máxima de torque na saída do último multiplicador. Quando é necessário utilizar uma boca dianteira de comprimento especial devemos fazer um cálculo de compensação do aumento efetivo do torquímetro.500 Nm. 5. ‘data loggers’ e computadores pessoais para facilitar a documentação dos torques aplicados (hard copy) e a elaboração de estatísticas. Multiplicadores de torque são também indicados quando o espaço para aplicação de torque é limitado. ‘torque alvo’ (nominal) e ‘limite superior’ de torque. Vale lembrar que torque é força aplicada x comprimento da alavanca. DOCUMENTAÇÃO DO TORQUE APLICADO Os torquímetros digitais podem ser conectados a impressoras. Quando o torque a aplicar é grande. Educação Profissional 57 Created with novaPDF Printer (www. de tamanho reduzido. A escolha de um multiplicador sempre deve orientar-se pela ‘capacidade máxima de Saída’. Enquanto o encaixe de entrada de um multiplicador é fêmea. laterais e verticais. Obstáculos frontais são sub plantados por torquímetros radiais com extensão e torquímetros axiais.novaPDF.

que permitem o uso de pontas.2 lb-pé ± 1.1/2”. pois. 58 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. kgf. Torquímetros axiais de baixa capacidade possuem pinças para colocação de lâminas. bem como suportes para pontas de corpo sextavado de ¼” e 5/16”. de metal ou de plástico.4 Nm ± 0. permitem medir o torque de fechamento bem como o torque de abertura.14 mkgf A IMPORTÂNCIA DA CLAREZA DA COMUNICAÇÃO Como as unidades de torque sempre têm dois componentes – força (N. lâminas e uma infinidade de dispositivos especiais. boca estrela aberta e boca estrela com catraca. A comunicação clara na consulta a um fornecedor poderá evitar perda de tempo e de dinheiro pela aquisição de torquímetros inadequados ao serviço.novaPDF.DOS ENCAIXES DO TORQUÍMETRO (Sistemas de acoplamento de acessórios). Normalmente. pé. boca estrela. Calibres de torque vêm equipados com mandris. “torque de 15 libras” . Para tal. ¾”. observe abaixo. A escala combinada indica os torques em Nm e lb-pol. polegada) deve-se desconfiar de um possível erro quando um destes componentes está faltando: “torque de 12 kg” – é mkgf ou cmkgf ? mkgf é 100 vezes maior que cmkgf.é lbf-pé ou lbf-pol ? lbf-pé é 12 vezes maior que lbf-pol. 1” e 1. existem tabelas completas de conversão de torque. os torquímetros são usados com soquetes de encaixe quadrado. Também torquímetros com colar retangular. quem lida freqüentemente com torque. AFERIDOR DE TORQUE DE TAMPA DE ROSCA Existem também equipamentos para conferir torque aplicado por máquinas de engarrafamento e fechamento automático de garrafas e frascos em tampas roscadas de vasilhames de vidro.lbf) e comprimento da alavanca (cm. fêmea. m. CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE Conversão de Unidades de Torque Enquanto. Torquímetros axiais podem possuir pino quadrado de ¼” e 3/8”.1 mkgf ± 10 Nm 12 lb-pol 16 oz-pol ± 0. de 9 x 12 mm e 14 x 18 mm para receber bocas dianteiras. ½”. intercambiáveis nos tipos: boca fixa. apertando ou desroscando a tampa.com) .3/8”. há torquímetros com pino quadrado de ¼”.7 lb-pé ± 7. são disponibilizados aferidores de mesas giratórias com pinos de fixação do vasilhame que. deveria memorizar algumas equivalências: 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pol 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pé = = = = = = = = ± 0.

Devido a este princípio os torques que podem ser atingidos com certa repetibilidade são relativamente baixos. Existem 2 modelos básicos: o tipo ‘axial’ que se assemelha a uma chave de fenda e o tipo ‘modular’ que é encaixado entre soquete e vários cabos de acionamento. um sistema de embreagem que transmite a força ao pino-propulsor. exige a posterior rotação do fixador por um determinado ângulo. maior que planejada. pois em ambos os casos a junta roscada do nosso produto falhará. etc. porém todos funcionam reagindo à fricção existente entre mola e embreagem. Assim.com) . Estes torquímetros são calibrados num aferidor de torque por profissionais e depois é vedado o acesso ao sistema de ajuste. acabamento de superfície. Estes torquímetros possuem. procedimento este que levará o fixador próximo a sua região de escoamento. onde a especificação. grau de dureza de faces contactantes. é aconselhável certificar-se da unidade correta de torque antes de empregar o torquímetro para determinada aplicação. impedindo que mais força seja transmitida ao pino-propulsor. TORQUÍMETROS DE LIMITAÇÃO DE TORQUE (Torque limiting wrenches) No intuito de tornar o aperto mais seguro e menos dependente do juízo do operador de linha. além da mola helicoidal calibrada. (O ‘sonho’ de todo projetista). TORQUE E ÂNGULO (Torque / angle) Como na montagem de uma junta roscada há muitas variáveis. Educação Profissional 59 Created with novaPDF Printer (www.Clareza na comunicação é ‘meio caminho andado’. além de indicar um torque de aperto. Qualquer operador vai aplicar o torque prescrito na especificação sem ter que se preocupar com a escala. bem como com pinos quadrados para encaixe de soquetes e.. que todas afetam a força de fixação obtida. esta começa a deslizar (girar livremente). Há vários sistemas de embreagem. evita-se torques baixos demais e torques em excesso. existe o perigo que uma parcela. quando uma junta é considerada ‘crítica’ para o bom funcionamento do produto. existe uma linha de torquímetros de ‘limitação de torque’ ou de ‘giro livre’. no mesmo produto. TORQUE PRÉ-SELECIONADO (Pre-set torque) No chão de fábrica haverá provavelmente postos de trabalho onde um operador sempre aplica o mesmo torque. Para diminuir a possibilidade de erro humano (na leitura da escala externa. com suportes para pontas. utiliza-se o processo ‘torque e ângulo’. Estes torquímetros são dispostos nos modelos com colar de encaixe para bocas intercambiáveis dianteiras. Quando a força gerada pelo operador excede a tensão da mola sobre a embreagem. Por isso. ou no ajuste do torque especificado) existem torquímetros de sinalização de torque (estalo) que não possuem escala externa e nem acesso fácil ao sistema (interno) de ajuste de torque. Da mesma forma. É só parar de aplicar força ao ouvir e sentir o sinal de ‘torque atingido’. etc. nos modelos axiais. da força gerada durante o aperto seja absorvida por estes fatores de difícil quantificação. tais como: lubrificação.novaPDF. garantindo assim que foi gerada força de fixação suficiente para resistir a todas as cargas de trabalho. fricção. a unidade de torque.

RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO Como já foi apresentado há muitas variáveis que podem influenciar a força de fixação. fazer um teste que nos permita ver como a tensão (força de fixação) muda em função do torque aplicado. Pode. e um conseqüente estalo.novaPDF.com) . Figura 5. Classificação:    Tipos:  Torquímetros de Vareta: seu funcionamento baseia-se na flexão da haste. A leitura do torque é feita diretamente na escala. pois isso eliminaria muita ‘incógnitas’ e causas de falhas posteriores do produto. Se pudesse medir esta tensão enquanto se monta a junta com um torquímetro seria ideal. relógio) Torquímetros com limitação de torque.Para poder executar este processo a CARLSONS oferece dispositivos para controle de torque / ângulo que permitem medir o ângulo de rotação percorrido após a aplicação do torque. porém. Para tal deve simular a nossa junta com os mesmos componentes utilizados na linha de produção e instalá-la num testador hidráulico de torque / tensão que indica a cada instante a tensão obtida.53  Torquímetro de Estalo: seu funcionamento é baseado num sistema de alavancas interpostas que provocam um esforço sobre uma mola. (Estalo) Figura 5. (Giro-livre) Torquímetros com sinalização de torque. Utilizando um torquímetro de relógio com ponteiro ‘de máxima’ poderá ver como a tensão cresce em função do torque aplicado. (tensão) gerada pelo torque na junta. Torquímetros com indicação de torque. A simulação também deve replicar a maneira de aplicação de torque pelo operador.52  Torquímetro com Relógio: seu funcionamento é baseado na torção da cabeça do quadrado de encaixe. (Vareta. Educação Profissional 60 Created with novaPDF Printer (www.

54  Torquímetro Digital: possui precisão de ± 1% do torque indicado.55 ACESSÓRIOS PARA TORQUÍMETROS  Catraca: Figura 5.Figura 5. indicação com sinal acústico e luminoso ao alcançar o torque programado. Figura 5.56  Multiplicador de Torque: são utilizados para valores de torque elevados.novaPDF.com) . O suporte do conjunto absolve a força contrária. 25 vezes ou 125 vezes. Figura 5.58 Educação Profissional 61 Created with novaPDF Printer (www.57  Instrumento de medição angular: são adaptados ao torquímetro (quadrado de encaixe) para torques de aperto em ângulos. Figura 5. podendo o torque estabelecido no torquímetro ser multiplicado 5 vezes. sendo este fixado em alguma parte da máquina.

Após o uso guarde-o em local apropriado. Evite choques ou quedas. Os filtros das unidades de conservação conseguem reter uma pequena parte dessa umidade. Utilize os torquímetros para apertar. calcular a relação custo-benefício para cada caso. Na instalação das ferramentas pneumáticas. Utilize os torquímetros na faixa intermediária da escala que permitirá um menor desvio.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO São ferramentas que funcionam pelo ar comprimido. a partir de uma rede de ar comprimido utiliza-se para cada ponto ou ferramenta uma unidade de conservação (filtro-regulador-lubrificador) que garantirá relativa proteção ao conjunto.novaPDF. A maioria dos problemas funcionais das ferramentas pneumáticas estão relacionados com a umidade do ar comprimido. Nunca para afrouxar os parafusos. O ar proveniente de um compressor deve ser limpo e desumificado.c) Utilização e cuidados      Aplicar o torque de forma lenta e progressiva sem golpes ou pancadas. com pressão estabilizada e misturado com óleo para lubrificação das partes internas da maioria das ferramentas. portanto.com) . Exemplo de instalação: Figura 6. A instalação de um secador de ar requer investimentos maiores e deve-se. 6 . tendo como solução definitiva a instalação de um secador de ar na saída do compressor.1 Educação Profissional 62 Created with novaPDF Printer (www.FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6.

3 Figura 6.novaPDF. Estabilizar a pressão entre 6 e 7 kg/cm².4 Esmerilhadeiras Figura 6.2 – TIPOS Chave de impacto: são utilizadas para aperto de parafusos e porcas com grande velocidade e torque.com) . Figura 6.6 Figura 6.Recomenda-se:    Verificar o consumo de ar de cada ferramenta para adequação de vazão da rede. 6.2 Figura 6. Regular o lubrificador para misturar de 5 a 7 gotas por minuto de óleo (grau de viscosidade ISO 32).5 Figura 6.7 Educação Profissional 63 Created with novaPDF Printer (www. possuindo um sistema auxiliar de aperto (impacto) que aumenta sua performance.

Avaliar as condições de funcionamento e torque de cada ferramenta. Utilizar soquetes apropriados para as chaves de impacto.11 Figura 6.12 6. recomenda-se em serviços criteriosos o uso do torquímetro. Embora as chaves de impacto oferecerem um bom torque. Educação Profissional 64 Created with novaPDF Printer (www. O aperto final com uma chave de impacto não deve ultrapassar a 5 segundos.com) . Antes do início da operação verificar a pressão de trabalho.9 Furadeiras Figura 6. como aperto final.8 Figura 6.10 Figura 6.3 – CUIDADOS GERAIS       Escolher corretamente a capacidade de cada ferramenta em função da exigência do serviço. drenar os pontos de condensação de água e verificar o sistema de lubrificação.novaPDF. como forma de aumentar a durabilidade da ferramenta.Lixadeiras Figura 6.

1 Figura 7.7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7. Talhas de alavanca – O levantamento da carga é realizado pelo movimento da alavanca que possui sistema de catraca.3 Figura 7. acoplamentos.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS 7. 7. O abaixamento da carga também é realizado pela mesma alavanca em sentido Educação Profissional 65 Created with novaPDF Printer (www.1 – Talhas Manuais Talha de alavanca Talha de corrente Figura 7. arraste de máquinas. rolamentos. evitando assim o embaraçamento das correntes. em geral.1 – INTRODUÇÃO Algumas atividades de manutenção como levantamento e posicionamento de conjuntos.com) . proporcionam a retenção de carga em qualquer ponto do percurso e ainda permitir uma descida suave. desmontagem e montagem de conjuntos (polias.5 à 30 toneladas.2 Figura 7. Operação Talhas de corrente – O levantamento ou abaixamento da carga é feito pelo giro do volante frontal para o sentido horário ou anti-horário realizado pela corrente de acionamento. engrenagens. dentro dos limites de carga pré-estabelecidos. Com exceção das talhas de alavanca que também podem ser utilizadas em operação de arraste. alinhadas à carga.) e na movimentação de cargas. etc. médias e pesadas podendo com diferentes modelos atender a uma faixa de 0. As talhas possuem um sistema de freio que. as demais talhas manuais foram projetadas para trabalhos em posição vertical.2.4 São utilizadas no manejo de cargas leves. exigem utilização de equipamentos auxiliares.novaPDF.

novaPDF.6  Lubrificar periodicamente o trem de engrenagens localizado na parte traseira da talha (retirar tampa). Graxa indicada: consistência NLGI 2.7 Educação Profissional 66 Created with novaPDF Printer (www.5 Cuidados gerais com as talhas Figura 7. a corrente deverá estar segura com a mão e a roseta (peça localizada à frente da talha) gira da no sentido conforme a figura 7. procedimento que visa o bom funcionamento do freio e ainda torna-se conveniente à lubrificação da corrente de carga quando as condições de trabalho permitem.de giro inverso. Nota: Evitar a entrada de lubrificantes nos discos de fibra do freio. Para bloquear o freio (corrente para tracionar). porém. ainda. As talhas de alavanca possuem. Nota: Não se deve forças a roseta tentando girá-la quando a talha estiver tencionada pela carga. Figura 7. poderá haver uma aproximação rápida da corrente em relação à carga.6 até ouvir o ruído do gatilho do freio na catraca. sem atuação do sistema de catraca. Figura 7. A seleção da manobra é feita por um gatilho localizado junto à alavanca. girar a roseta com a mão no sentido indicado na figura 7.com) . ou seja. A alavanca deverá ser colocada na posição neutra a partir do posicionamento do gatilho (encaixe no entalhe menor).  Nunca levantar a carga acima da capacidade da talha. A rosca do volante (ou coroa) retirando-se a tampa dianteira ou a roseta e alavanca no caso das talhas de alavanca. a possibilidade da corrente de carga girar livre. até a mola se encaixar na cava existente na arruela do pinhão central.5.

Figura 7.novaPDF.9 Figura 7. Figura 7.14  Não amarrar a carga com a corrente da talha. Figura 7.8  Observar se durante o içamento da carga não haja qualquer obstrução.  Fixar o gancho da talha com segurança (manilha.10 Figura 7.12 Figura 7. Não torcer ou dobrar as correntes da carga.13  Não dar volta com o moitão entre as correntes.11 Figura 7. Figura 7.com) .15 Educação Profissional 67 Created with novaPDF Printer (www. laço ou olhal devem ser posicionados no meio do gancho) e nunca na ponta do gancho.

mas limpe os materiais estranhos.novaPDF.16  Evitar maus tratos com o equipamento. O mau uso do equipamento que poderá danificá-lo representa um risco à segurança.  Não lubrifique as arruelas de fibra do freio. Na utilização de amarras. Figura 7. corrente. Educação Profissional 68 Created with novaPDF Printer (www.  Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga.17  Limpe o equipamento e guarde em local protegido. Figura 7. e como se trata de manuseio de cargas poderá gerar graves acidentes de trabalho.  Inspecionar periodicamente o equipamento (ganchos. observar que o ângulo máximo de trabalho não ultrapasse 45º.com) . Figura 7.18 Cuidados gerais com a segurança das talhas Todos os itens relacionados acima correspondem a segurança operacional das talhas. etc).  Não suspender a carga com inclinação excessiva da corrente.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com a talha carregada.

dobras. perna.2 – Tralha Guincho (TIRFOR) São equipamentos utilizados para levantar. Funciona com cabo de aço. *As alavancas 4 e 5 devem estar voltadas para trás.19 Operação O cabo de aço é introduzido no tirfor pelo orifício 1 sendo liberados os mordentes pela alavanca 2 e trava da alavanca 3.  Certificar-se do diâmetro do cabo a ser utilizado para cada modelo do tirfor. com a ponta do cabo ultrapassando a parte frontal do tirfor solta-se a alavanca e efetiva-se o travamento. 69 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.  Observar durante a operação da carga.7. Figura 7. obstruções não previstas.) que além da segurança operacional. assim quanto maior a ação da carga maior será a condição de aperto. Limpe e guarde em local protegido. torção.com) .2. olhais na parte central dos ganchos do tirfor e do cabo de aço.  Limpar e lubrificar periodicamente seu mecanismo interno. Cuidados gerais com a segurança operacional do Tirfor Todos os itens relacionados acima se não seguidos rigorosamente comprometem as condições do equipamento e poderão causar acidentes durante a operação. dois jogos de mordentes que se abrem e fecham alternadamente como duas mãos que puxam o cabo na subida e seguram na descida. enrolando-o adequadamente.novaPDF. abaixar ou arrastar cargas em geral em qualquer direção. Os mordentes são levados a fecharem-se pela ação da carga.  Verificar o estado geral do cabo de aço (arame.  Evitar pancadas ou quedas do equipamento. Cuidados gerais com o Tirfor  Não utilizá-lo além da capacidade estabelecida pelo fabricante. A alavanca 4 destina-se ao avanço do cabo e alavanca 5 ao retorno do cabo. manilhas. com qualquer distância e com precisão milimétrica de manobra.  Posicionar laços. poderá travar e danificar o mecanismo interno do tirfor.  Após o uso retire o cabo. etc.

Cilindros Hidráulicos: É constituído de cilindro (tubo). desde sua invenção. sendo:  Tipo de avanço (retorno por peso ou por mola) Figura 7. Os modelos de cilindros podem variar de acordo com a forma de atuação. assim chamados. são conjuntos formados por cilindros e bombas.3 – Macacos Hidráulicos Os mais usados nas indústrias.20 O cilindro hidráulico transforma a energia hidráulica em energia mecânica. 7. Figura 7.22 Figura 7. mesmo em pequenas distâncias.2.23  Tipo de retorno Figura 7.com) .novaPDF. êmbolo ou pistão. o óleo proveniente da bomba atua sobre a área do embolo que impulsiona a haste. Os macacos hidráulicos. ou seja.24 Figura 25 Figura 26 70 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com um tirfor carregado.21  Tipo de avanço e retorno Figura 7. Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga. haste. são equipamentos utilizados para levantamento e posicionamento de cargas.

em um tempo préestabelecido. Educação Profissional 71 Created with novaPDF Printer (www. como exemplo. Seleção dos cilindros Para escolha do cilindro ideal para execução de um determinado trabalho é necessário um bom conhecimento da carga (tonelagem) e do deslocamento máximo que a carga poderá sofrer na operação. Bombas Manuais: São conjuntos constituídos de reservatórios de óleo. A tabela a seguir mostra. bomba e válvula de segurança. Previsíveis desvios laterais da carga durante sua movimentação também devem servir de parâmetro para escolha dos cilindros. A ligação entre a bomba e o cilindro. Figura 7. já que sua haste poderia flexionar e danificar o conjunto. é feita por uma mangueira hidráulica com engates rápidos. Seleção de bombas e cilindros Use esta tabela para determinar se a capacidade de óleo de sua bomba é suficiente para distender completamente os cilindros. Algumas possuem manômetro instalado no próprio corpo.Os cilindros hidráulicos são também especificados pela sua capacidade de carga (toneladas) e seu curso de atuação.27 As bombas transferem o óleo do reservatório para o cilindro que ao atuar sob a carga gerará uma pressão tendo um valor máximo estabelecido por uma válvula de segurança. a escolha das bombas e cilindros da marca ENERPAC.com) .novaPDF. Seleção das bombas manuais A partir da escolha do cilindro escolhe-se a bomba ideal que será àquela capaz de preencher com óleo o volume máximo gerado no cilindro no deslocamento de sua haste.

Após o posicionamento no local de trabalho. fecha-se a válvula de alivio (tipo borboleta) e inicia-se o bombeamento de óleo para alavanca. Cuidados gerais com o conjunto cilindro / bomba  Não exceda a pressão estabelecida ou a capacidade de força do equipamento.novaPDF.com) .Tamanho do Cilindro Operação A operação do conjunto cilindro / bomba é simples. Educação Profissional 72 Created with novaPDF Printer (www.

Figura 7.com) .novaPDF. Figura 7.Figura 7.29  Não levantar cargas sujeitas a deslocamento lateral durante a operação.30  Não deixe objetos pesados ou pontiagudos caírem sobre a mangueira. verificar se as mangueiras não estão dobradas. Educação Profissional 73 Created with novaPDF Printer (www.28  Antes do bombeamento.

Figura 7.novaPDF. etc.com) . Figura 7.31  Não carregue o equipamento segurando pela mangueira.33  Verifique periodicamente o estado geral do conjunto (vazamentos. mangueiras. 74 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Figura 7. amassamentos.).32  Não tente exceder o curso máximo do cilindro evitando assim danos às vedações com esforço desnecessário. manômetro.

pois o trabalho envolve cargas que poderão originar acidentes graves.  Não confie na válvula localizada na bomba para sustentação de uma carga. Existe equipamento projetado para condições de temperatura superior.34  Não se posicione sobre a alavanca da bomba. Cuidados gerais com a segurança operacional com os macacos hidráulicos Os cuidados gerais com o equipamento refletem na segurança operacional. recolha a haste do cilindro e guarde o equipamento em lugar protegido. limpe. Antes da utilização verifique o nível de óleo do reservatório.35  Não trabalhe sob a carga apoiada pelos cilindros hidráulicos.  Após o uso.novaPDF.  Não bater no cilindro para posicioná-lo sob a carga.  Não exponha o equipamento a temperaturas superior a 70°C. Figura 7. Educação Profissional 75 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7.com) . Use válvulas apropriadas para manter o cilindro pressurizado.

38  Lembre-se que os macacos hidráulicos trabalham sob alta pressão (700 kg/cm²) com capacidade de força elevadíssima. Educação Profissional 76 Created with novaPDF Printer (www.com) .novaPDF.37  Providencie apoio adequado para a carga. Figura 7. Figura 7.Figura 7.36  Providencie uma base sólida antes de iniciar o levantamento da carga.

com) .7. o que culmina no melhor posicionamento na prensa como também na força aplicada.novaPDF. As prensas são caracterizadas por uma estrutura reforçada com um suporte fixo onde se encontra instalado o cilindro hidráulico e uma mesa móvel suportada por batentes e regulada por cabos de aço onde apoiará o conjunto a ser trabalhado. O sistema hidráulico é semelhante ao dos macacos hidráulicos. sendo o acionamento executado por movimentos de uma alavanca após o fechamento da válvula de retorno. As mais usadas são prensas hidráulicas. Educação Profissional 77 Created with novaPDF Printer (www. etc.  Certifique da existência de vazamentos do sistema hidráulico e verifique o nível de óleo do reservatório. flanges. acoplamentos.  Após a regulagem de altura da mesa móvel. certifique-se de que os cabos de aço não estejam tensionados.  Os conjuntos a serem prensados não podem sofrer desvios laterais durante a prensagem. Figura 7.  As prensas normalmente possuem um parafuso na cabeça da haste do cilindro hidráulico para uma aproximação rápida. engrenagens. além de outras aplicações. rolamentos.2.) como também para desempenar ou dobrar eixos. Cuidados gerais com as prensas  Não ultrapassar a capacidade especificada para cada modelo. A carga aplicada é acompanhada por um manômetro com leitura em toneladas. Cuidados gerais com a segurança operacional das prensas. Observe o curso tolerável deste parafuso para que não danifique durante a prensagem.4 – Prensas São equipamentos destinados à montagem e desmontagem de conjuntos mecânicos (polias. São especificadas pela sua capacidade de carga em toneladas e suas dimensões estruturais.39 Operação A operação envolve um bom conhecimento técnico do conjunto a ser desmontado ou montado. embora tenham pequena variação entre os fabricantes. podendo ter acionamento manual ou motorizado.

2. Educação Profissional 78 Created with novaPDF Printer (www. tendo os principais cuidados correspondentes aos mencionados nos outros equipamentos que transportam cargas.novaPDF. sempre observando as relações do componente e do equipamento. Figura 7.Observe os itens de segurança relacionados com o equipamento. semelhante aos macacos hidráulicos.  Posicione da forma mais segura possível diante da prensa.  Inicie a operação de prensagem de forma gradual.40 Sua operação é simples. abra a válvula de retorno. 7. Crie dispositivos seguros se necessário.com) .  Reflita cuidadosamente sobre o melhor posicionamento do conjunto a ser prensado no equipamento. Na grande maioria dos casos.5 – Guincho hidráulico para oficinas São equipamentos utilizados para movimentação de cargas. São especificadas pela capacidade de carga em toneladas e pelas dimensões estruturais. Possui rodas para manobras e travamento. 7. em geral dentro de oficinas mecânicas. como também são os responsáveis pela amarração e posicionamentos. pois.  Ao sinal de qualquer anormalidade. pense na situação e reinicie a prensagem. Possuem um sistema hidráulico de acionamento manual para levantamento da lança que pode ser telescópica.6 – Cuidados na movimentação de cargas Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação e movimentação de cargas a partir do solo ou em operações ligadas à desmontagem e montagem de conjuntos em equipamentos ou instalações. Um bom exemplo de aplicação é a retirada e a recolocação de motores de automóveis e caminhões. o pessoal de produção ou manutenção são também os operadores dos equipamentos para movimentação de cargas. evitando ser atingido por partes metálicas provenientes de uma quebra acidental de um componente mecânico.2.  Certifique-se das condições de carga para desmontagem ou montagem do conjunto e compare com a capacidade do equipamento. sem contudo estarem devidamente preparados para essa tarefa. estes comprometem a segurança operacional.

    Capacete. 9 – Se a carga pender mais para um lado. 15 – Prender os ganchos da Linga no elo de sustentação. 2 – Informar ao operador o peso da carga. Luvas de raspa. Botinas com biqueira de aço. Preparar o local de destino com caibros e cunhas se necessário. Procedimentos para uma movimentação 1 – Preparação. 11 – No transporte de cargas assimétricas ou onde haja influência de ventos deve-se usar um cabo de condução que seja longo o suficiente para que se fique fora da área de risco. 4 – Acoplar a Linga à carga.com) . abaixá-la para prendê-la corretamente. 12 – Abaixar a carga conforme a indicação do movimentador. 16 – Ao levantar a Linga verificar se ela não pode se prender a nada. 6 – Avisar a todos os envolvidos no processo de movimentação e a todos que estiverem nas áreas de risco. Se a carga está nivelada ou corretamente suspensa. A sinalização deve ser feita por uma única pessoa. acoplá-la ao elo de sustentação para que não possa se prender a outros objetos ou cargas.Proteção individual Utilizar em qualquer operação de movimentação de cargas.    Se a carga não se ganchou ou prendeu. 3 – Colocar o gancho do meio de elevação perpendicularmente sobre o centro de gravidade da carga. 7 – Sinalizar ao operador.    Conhecer o peso e o centro de gravidade de carga. Educação Profissional 79 Created with novaPDF Printer (www. Se não for utilizar uma das pernas da Linga. 5 – Sair da área de risco. 14 – Desacoplar a Linga. Se as pernas têm uma carga semelhante. 8 – Ao iniciar a movimentação devemos verificar.novaPDF. Quando necessário. pegar a Linga por fora e deixar esticar lentamente. 10 – Movimentação da carga. 13 – Certificar-se de que a carga não pode se espalhar ou tombar. Determinar qual linga e se necessário preparar proteção para os cantos vivos. Tabelas de cargas.

SEGURANÇA 8. é necessário que se use sapatos com palmilha de aço revestida. como talhas. ou seja. apesar do alto grau de automatização. O homem ao lado da carga que é o movimentador forma uma equipe com o operador do meio de elevação. guindastes. cargas em movimentação ou mesmo objetos parados. por meio destes podem reduzir muito nosso trabalho braçal.com) . c) Proteção das Mãos Arames soltos em cabos de aço sempre têm machucado mãos de movimentadores. A facilidade com que os meios de elevação movimentam a carga engana quanto as situações de perigo. é indispensável o uso de luvas. deve-se usar mais a “cabeça”. b) Proteção dos Pés Os pés correm perigo constante. 8.equipamentos de proteção individual a) Proteção da Cabeça Devido ao risco de se bater à cabeça em ganchos. No setor de transportes. O perigo é que tanto o pessoal da produção quanto o pessoal da manutenção operam e movimentam. pois a qualquer instante podem cair objetos sobre os mesmos. assim como farpas de madeiras das cunhas e caibros e cantos vivos de cargas. ainda existe um grande percentual de trabalho manual.8 . facilitam a movimentação de cargas.MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8. ele é responsável pelas duas funções.1 – INTRODUÇÃO Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação com operação a partir do solo (controle remoto). porém. d) Tabelas de Cargas As tabelas de carga para os diversos tipos de Lingas que são utilizadas completam nosso equipamento de segurança. Pela demonstração de condições de acidentes típicos é preciso que elas sejam conhecidas e conseqüentemente evitadas. Meios de elevação. Educação Profissional 80 Created with novaPDF Printer (www. com isso exercem uma atividade a qual não estão acostumados ou mesmo preparados.1 . que poderiam perfurar a sola. A atuação do movimentador é fundamental para a execução de uma movimentação com segurança.2. ao operador e outras coisas que o cercam ele está sujeito a bater o pé em objetos pontiagudos e machucá-los e é por isso que é necessário o uso de sapatos com biqueira de aço. que de agora em diante serão chamados de meios de elevação. onde o movimentador é também operador. o capacete é indispensável em qualquer lugar onde exista a possibilidade de se machucar a cabeça.2 . portanto. etc.novaPDF. Onde existem pregos e outros objetos pontiagudos. Capacetes devem estar à disposição e tem de ser utilizados. especialmente na movimentação de cargas por meio de talhas. Quando o movimentador está prestando atenção à carga.

devemos sempre passar o gancho de dentro para fora. Colocar os ganchos de dentro para fora. ou mesmo o gancho da Linga. Figura 8. nesses casos. A Linga pode se soltar do gancho do meio de elevação. Por isso é necessário que. Quando a corrente não está tracionada os ganchos se soltam. a carga se soltar do gancho ou de o anel de sustentação da Linga se soltar do gancho do meio de elevação.como se assegurar que a carga não se solte Possibilidades de acidentes nunca podem ser descartadas. sejam utilizados ganchos com travas de segurança.2 . pode se soltar da carga.2.1 8.com) .2 . Figura 8. Educação Profissional 81 Created with novaPDF Printer (www. Os ganchos devem ser passados pelos olhais ou pontos de amarração da carga de modo que não possam se soltar mesmo quando a Linga estiver frouxa. se possível usar ganchos com travas. Para isso. Quando se usar garras especiais. Uma trava de segurança se faz necessária sempre que exista possibilidade de acontecer que a carga se solte involuntariamente.Com elas podem-se definir facilmente qual Linga e de que forma deve utilizá-las. existe a possibilidade de com uma oscilação.Travas adequadas nos ganchos do meio de elevação e do Travessão impedem que a carga possa se soltar. ganchos especiais ou mesmo laços de cabo de aço curtos e rijos.novaPDF. e) Segurança no uso de laços Normas internacionais de segurança exigem que os laços de cabos de aço sejam confeccionados com olhal trançado e prensado com presilha de aço.

para movimentar fardos. 82 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. É aconselhável a instalação de pontos de amarração especiais em peças ou máquinas que são continuamente movimentadas.Enganchar amarrações de arame é risco de vida. Eles devem estar livres dentro do olhal para que o tensionamento não seja feito em sua ponta pois desta forma ele abriria e escaparia do olhal.Gancho para correntes com trava em ponto de amarração. são as soluções correta.4 . Pontos de amarração são fabricados em diversas dimensões e podem ser aparafusáveis ou soldáveis.novaPDF. Os ganchos não podem ser passados por olhais muito estreitos. para que se tenha sempre um bom ponto de fixação. devem utilizar ganchos específicos ou pequenos estropos de cabo de aço.Ganchos especiais para fardos ou laços (estropos) como estes.3 .Figura 8. Estas amarrações são muito utilizadas em fardos de telas de arame e etc.5 . Figura 8.com) . É terminantemente proibido usar amarrações de arame como ponta de amarração.

Comunicação verbal (somente quando o operador estiver próximo e possa ouvi-lo). porem com diferentes intenções. Peças soltas com 5 a 6 kg a mais de 4 metros de altura é risco de vida.com) . é um trabalho de equipe. 8.COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR A movimentação de carga é normalmente uma operação que envolve mais de uma pessoa.novaPDF.6 Este é o procedimento correto. Grampos pega-chapas devem sempre estar travados e trabalhando dentro de sua capacidade.No tratamento de semi-acabados enfardados deve-se verificar se não existem peças mais curtas sobre ou entre a carga que possam se soltar e cair. Ambos os movimentadores sinalizam ao operador.3 . Ele será responsável pela operação e somente ele pode sinalizar após verificar se os outros movimentadores deixaram a área de risco e se a Linga está bem colocada. um deles deverá ser eleito para sinalizar ao operador. Apenas aquele escolhido antes do processo de movimentação em conjunto com o operador.7 A comunicação entre operador e movimentador pode ser feita através de:     Sinalização com as mãos. Educação Profissional 83 Created with novaPDF Printer (www. Para evitar acidentes deve ter certeza de que a sinalização utilizada pelo movimentador é também a que o operador entende. Neste caso. Quando se tem mais de um movimentador. Rádio-comunicação. Sinalização ótica ou sonora. o que é inadmissível. que está envolvido no processo de movimentação. o operador não deve fazer nada. apenas um movimentador sinaliza ao operador. ou seja. Figura 8. Figura 8.

Pode-se ter variações destes sem problemas contanto que a linguagem utilizada seja compreendida pelos envolvidos.9 O sinaleiro ficará de frente para a cabine do operador e indicará o lado para o qual deseja a translação do equipamento. Com o braço esquerdo junto ao corpo. 2. saúda o operador.Movimento do Carrinho (Troley) Figura 8. e o braço direito com a mão aberta.8 O sinaleiro se identifica para o operador como o responsável pela emissão de sinais. desembarque e movimentação de cargas. 8.10 O sinaleiro ficará de frente para o Norte e a direita do mar.Translação do Guindaste (pórtico) Figura 8.4 .SINAIS VISUAIS São usados entre o sinaleiro e o operador para comandos dos diversos movimentos necessários para o embarque.Para a sinalização manual os sinais visuais a seguir tem se mostrado muito eficientes. SINAL: Com o braço esquerdo junto ao corpo e antebraço direito na horizontal. 3. em posição de “continência”.novaPDF. esticada na horizontal indica a direção.com) . Atenção: Sempre deixar a área de risco antes de sinalizar ao operador. Educação Profissional 84 Created with novaPDF Printer (www. com o dedo indicador mostrará a direção. conforme a seguir: 1.Início de Operação Figura 8. Com o braço esquerdo junto ao corpo e o braço direito esticado na horizontal. com a palma da mão virada para o operador.

12 Indica a descida simultânea dos dois ganchos.4.Subir os Ganchos Figura 8. 6.14 Com o braço esquerdo erguido. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho nº 2. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho n° 2. os dedos indicadores girando sempre no sentido horário. com o dedo indicador girando sempre no sentido anti-horário. e o braço direito para baixo. com o braço direito para cima.Subir o Gancho nº 2 Figura 8.Abaixar os Ganchos Figura 8. Educação Profissional 85 Created with novaPDF Printer (www. com o dedo indicador fazendo pequenos movimentos circulares no sentido horário.com) .11 Indica a subida simultânea dos dois ganchos.Abaixar o Gancho nº 2 Figura 13 Com o braço esquerdo erguido. 7. Com os braços para baixo e os dedos indicadores girando sempre no sentido anti-horário.novaPDF. 5. Com os braços erguidos.

determinando o abaixamento. direção. arriamento. imitando o movimento de abrir e fechar. com o dedo indicador apontado para baixo. com o dedo indicador apontado para cima. com o dedo indicador apontado para cima e efetuando pequenos movimentos circulares no sentido horário. indicando o gancho nº 1. realizando pequenos movimentos circulares. determina o gancho nº 1.Subir o Gancho nº 1 Figura 8. com o dedo indicador apontado para cima.novaPDF. 9. aproximação. indicador e polegar direitos. O braço direito para cima. determina a elevação.Abaixar o Gancho nº 1 Figura 8.com) . 10. etc. Com os dois dedos.Movimentos Lentos Figura 8. aproxima-os. içamentos. elevação. O braço direito para baixo. Educação Profissional 86 Created with novaPDF Printer (www.16 A mão esquerda levantada.17 Pequenos movimentos deverão ser antecipados por este sinal nas atividades de translação.15 A mão direita levantada.8.

12. Qualquer pessoa pode fazer este sinal.novaPDF. A pessoa deverá cruzar os antebraços. determina o fechamento.19 Este sinal é de parada e espera sem nenhum movimento com o equipamento a não ser com autorização do sinaleiro. Com os dois antebraços erguidos para frente. O sinaleiro cruza os braços. com o polegar esquerdo indicando para a esquerda e com o polegar direito indicando para a direita.Sinal de Espera Figura 8. 13.com) .Fechar a Lança do CG Figura 8. com as mãos fechadas. Não pode ser feito nenhum movimento com o equipamento.21 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança.18 Este sinal é de parada de emergência. com as mãos abertas à altura do rosto. mesmo sem autorização do sinaleiro. e com o polegar direito indicando para a esquerda. à altura da cintura.11.Parada de Emergência Figura 8. 14.Abrir a lança CG Figura 8.20 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança. Com os dois antebraços erguidos para frente. Educação Profissional 87 Created with novaPDF Printer (www. com o polegar esquerdo indicando para a direita. com as mãos abertas.

médio. por meio de acessórios como ganchos e engates ou cabos.1 .Término da Tarefa Figura 8.Finalização da movimentação O movimentador só pode sinalizar. para que tenhamos uma base que facilite a retirada da Linga por baixo da carga. ela tem uma energia potencial tão grande que. com o polegar erguido. As fibras de madeira devem estar no sentido longitudinal da cunha para que elas não possam se quebrar e para que possam ser pregadas quando necessário. não podemos ficar ela e obstáculos fixos.23 Este sinal é de término das tarefas. 8. Acidentes sempre acontecem quando o movimentador tenta rapidamente. utilizando caibros. Se a carga ao ser depositada deve ser ajeitada manualmente.novaPDF.5 – ACESÓRIOS DO MOVIMENTADOR Cunha: Devem evitar que a carga escorregue ou se espalhe. deve-se assegurar que ele não possa rolar. Quando temos que ajeitar a carga ou estabilizá-la. anular e mínimo fechados. enquanto a carga desce. mas sim.22 Com o braço esquerdo junto do corpo. com os dedos indicador. para que a carga seja depositada. pois mesmo quando movimentada com a mão.4. não devemos fazê-lo com as mãos. por exemplo. não podemos pará-la com nossa força. e acaba tendo o dedo esmagado ou pior. Educação Profissional 88 Created with novaPDF Printer (www. o sinaleiro os move horizontalmente. Ao depositar a carga devemos observar. indica o sentido de giro com meia volta do dedo ao redor do próprio corpo. com o antebraço direito erguido para frente. preparar ou limpar a área de destino. com as palmas das mãos voltadas para baixo. 16.15. Com os braços caídos. depois de movimentada. após ter verificado se todos os envolvidos (ou não) estejam fora da área de risco. Se o material for redondo.com) .Giro da Coluna do CG Figura 8. 8.

Ao empilhar vigas e chapas grandes. existem 4 possibilidades:  Conhecer. Derruba a pilha. Num estalo. os caibros devem ser grandes o suficiente para que a Linga possa passar livre por baixo da carga e para suportar o peso sobre eles depositado.5.24 8. por exemplo. Com o gancho de engate pode-se. Por estes motivos. é normatizado que peças acima de uma tonelada tenham seu peso indicado. Figura 8. na posição 2. para que a Linga possa ser passada por baixo novamente.1 – A carga: peso e controle de gravidade Qual o peso da carga a ser elevada? Para responder a esta pergunta. O ideal é quando a peça tem seu peso indicado (pintura ou plaqueta) para peças prontas e em estaleiros.25 Educação Profissional 89 Created with novaPDF Printer (www. Prejudica a Linga. jamais devemos usar caibros com menos de 8x8cm. pesar. pedaços de caibros trincados podem ter a velocidade de uma bala e sempre ocasionam acidentes. calcular e supor.com) . puxá-la até um determinado ponto. Figura 8. Para evitar prender os dedos devemos pegar os caibros pela lateral. Gancho de engate: Fabricado a partir de arame dobrado e com punho possibilita ao movimentador manter suas mãos fora de perigo.novaPDF. Puxar a Linga por baixo da carga sem caibros:    Prejudica a carga.Caibros: Tem a finalidade de manter um vão livre entre a carga e o solo para que a Linga possa ser retirada por baixo da carga e em caso de nova movimentação.

assim como laços de cabo de aço com ganchos para aplicação nos olhais da carga. Cintas e Laços Sintéticos: para cantos vivos e cargas em altas temperaturas. cilindros de calandragem.novaPDF. como tubos. oleosa ou escorregadia. peças de aquecimento e refrigeração ou outras peças passíveis de amassamento.Balanças digitais à bateria são fáceis de transporte e de fácil leitura. de baixo peso. Figura 8. Outra possibilidade de se encontrar o peso são os borderôs ou ordens de fabricação que deveriam indicar o peso. Para o transporte de chapas na perpendicular deve-se usar grampos pega-chapa. ou mesmo talhas com balança embutida com mostrador digital no comando.26 . eixos. Cintas e Laços Sintéticos: para cargas com superfícies extremamente escorregadias ou sensíveis. Combinação Cabo e Corrente: para o transporte de perfis e trefilados.com) . Não aplicáveis são:    Cabos de Aço: para materiais com cantos vivos ou em altas temperaturas. Para o transporte de chapas deve-se usar sempre dois grampos que tenham uma peça compatível com a espessura da chapa. Lingas de corrente com gancho podem ser acoplados aos olhais da carga. Correntes: para cargas com superfície lisa ou escorregadia. Neste caso a corrente deve ficar na área de desgaste onde possivelmente existam cantos vivos e o cabo fica nas extremidades exercendo função de suporte e facilitando a passagem da Linga por baixo das cargas. Cordas de Sisal e Sintéticas: para cargas com superfície sensível. Aplicáveis são:      Cabos de Aço: para cargas com superfície lisa. Os dois grampos são necessários para que se garanta a estabilidade da Educação Profissional 90 Created with novaPDF Printer (www. como por exemplo. Quando tivermos que pesar uma carga o ideal é que tenhamos uma balança de talhas. A pega (abertura) do grampo deve ser indicada na própria peça. Desde abril de 1979 é obrigatório que estes ganchos tenham uma trava. Comando com indicação digital da carga.Esta norma deveria ser praxe em qualquer indústria. de preferência com leitura digital para facilitar a leitura. peças prontas e pintadas. Fabricantes de máquinas e peças têm se empenhado muito em indicar o peso em suas peças (e cargas). Correntes: para materiais em altas temperaturas e cargas que não tenham chapas ou perfis.

suportes para eletroímãs. correntes. deve-se usar grampos com trava. menor a capacidade de carga do guindaste. sempre travar os grampos.2 – Estiga QUAL A LINGA PARA QUAL APLICAÇÃO? Para movimentar cargas com meios de elevação são utilizados lingas e dispositivos de movimentação. Estes dispositivos são projetados para cargas específicas e só devem ser usados para as quais foram construídos. os quais nem sempre são dotados de travas que permitam que a carga se solte.carga. O limitador de carga da máquina não deve ser usado por erros de cálculos do operador. A capacidade de um guindaste de lança depende de quanto se avança a lança. 8. etc. cintas e laços sintéticos. quem tem de escolher é o próprio movimentador. 91 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. mas em máquinas e peças assimétricas onde o centro de gravidade é deslocado.27 O cabo é passado por baixo da carga e a corrente a suporta com menor desgaste. Dispositivos de movimentação são aqueles que fazem um acoplamento direto ou mesmo através de uma Linga à carga. Chutar é a pior alternativa. pois chapas finas tendem a se dobrar o que pode fazer com que se soltem dos grampos e caiam.5. pois somente com muita experiência em peças semelhantes é que se tem a possibilidade de chegar a um resultado satisfatório. A escolha da Linga deveria ser feita pela engenharia de produção ou pelo planejamento. Quanto mais distante a carga estiver. peça ou mesmo embalagem. Por meio delas é que se faz o acoplamento da carga ao meio de elevação. o ideal seria que houvesse uma indicação na máquina. travessões. ainda mais é a definição do centro de gravidade. Se a definição do peso é importante.com) . as ranhuras da garra desgastam rapidamente. por exemplo: cabos. Figura 8. As Lingas são. Antes de movimentar. se a chapa balança. Quando essas possibilidades não existem não resta outra alternativa se não calcular ou pedir à supervisão que calcule o peso. pois. mais na maioria das vezes. Também para movimentar as chapas na horizontal. Para o transporte de perfis existem diversos tipos de dispositivos de movimentação. Nas peças simétricas esta definição é fácil. São considerados dispositivos de movimentação: ganchos e garras especiais. podendo se quebrar nos cantos.novaPDF. Se o centro de gravidade é desconhecido não se sabe onde alinhar o gancho de elevação.

............. trevira e outros...... LEITURA – Exemplo: cabo 6 x 19 O primeiro número (6) representa a quantidade de pernas de que é constituído................. Por normalização internacional as cores que identificam as fibras são: Cânhamo ............... as fibras que se utilizavam na fabricação de cordas eram fibras naturais como Sisal ou Cânhamo........................... Marrom A cor verde.....28 92 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www...........Cordas As cordas são o mais antigo tipo de Linga. ......................... mas..novaPDF....... são muito finas e não devem ser utilizadas para movimentação... cordas abaixo de 16mm de diâmetro.. Verde Sisal ..... para cânhamo e poliamida......... Em cordas a partir de 16mm deveria haver identificação do fabricante e do ano de fabricação...........com) ........... Um cabo é feito com diversas pernas em redor de um núcleo ou alma.. Figura 8..... ALMA – É o núcleo do cabo de aço............. Antigamente.............. a partir de 3mm de diâmetro deve-se ter uma filaça de uma determinada cor para identificar a fibra.......Cabos de Aço a) Terminologia PERNA – É o agrupamento de arames torcidos de um cabo. diolen.. não é passível de ser confundida uma vez que o cânhamo tem um acabamento rústico e a poliamida um acabamento muito liso................. Portanto...... Em cordas..... ou seja.. Como diferenciar as diversas fibras? Uma vez que existem diversos tipos de fibras com diferentes capacidades...... Preto Poliamida .......................... Elas são produzidas a partir de fibras que são torcidas.............. que se conhece.................................... Vermelho Cânhamo de Manilha ........ o cabo 6 x 19 tem 6 pernas............. Hoje estas fibras são substituídas por fibras sintéticas como Poliamida............ Poliéster ou Polipropileno que às vezes são comercializadas com nomes comerciais como nylon... que se saiba qual é a fibra para se conhecer sua capacidade de carga...................... tendo cada uma delas 19 fios............. trançadas ou encapadas.. é necessário. Verde Poliéster . um total de 114 fios......... O segundo número (19) especifica a quantidade de arame que compõe cada perna.. Azul Polipropileno ......

AA – Alma de Aço – maior resistência à tração. Com aplicação de carga no cabo é feita uma alteração no seu volume.b) Classificação quanto a Alma AF – Alma de fibra (cânhamo) maior flexibilidade.31 Figura 8. A torção LANG tem por característica o aumento da resistência à abrasão e da flexibilidade do cabo. Figura 8. Figura 8. com isso o diâmetro do cabo é reduzido.com) .29 Figura 8. o que se explica pela acomodação das pernas sobre a alma. O arame individual fica numa helicoidal dupla. Educação Profissional 93 Created with novaPDF Printer (www. Nota: Os cabos AA (Alma de Aço) tem 7. Torção LANG: quando os fios e as pernas são torcidas na mesma direção (paralelo).30 Torção REGULAR: quando os fios de cada perna são torcidos em sentido oposto à torção das próprias pernas (em cruz). Torção à ESQUERDA: quando as pernas são torcidas da direita para a esquerda.novaPDF. AACI – Alma de Aço com Cabo Independente – combinação de flexibilidade com resistência à tração. Arames individuais são trançados primeiramente para formar uma perna e estas pernas por sua vez são trançadas para formar o cabo de aço. sendo a primeira na perna e a segunda na torcedura do cabo. Torção Torção à DIREITA: quando as pernas são torcidas da esquerda para a direita.5% de resistência à tração a mais de 10% no peso em relação aos AF (Alma de Fibra).32 Cabos de aço com alta capacidade de carga são construídos a partir de arames trefilados a frio com uma resistência de 1770 mm². Maior estabilidade.

Figura 8.Tabela de carga para cabos Educação Profissional 94 Created with novaPDF Printer (www. é aplicável para diversas finalidades. mas funciona também como reservatório de óleo. A alma não tem somente função de apoio. Somente quando se tem vários arames rompidos é que a capacidade de carga diminui. Por isso deve-se periodicamente lubrificar os cabos externamente com óleo adequado.novaPDF.com) . Um único arame rompido é de pouca importância. Ele nunca se rompe sem que antes vários arames se rompam. guindastes ou talhas. fica demonstrada uma boa característica do cabo de aço.33 Cabos velhos onde o óleo já foi consumido e cabos que trabalham em temperatura que já perderam seu óleo por evaporação ainda não perderam resistência mas. Ele tem uma boa deformidade e. com isso o atrito dentro do cabo é reduzido. pois logo a frente estará prensado entre outros e ainda contribuindo para a capacidade de carga. as pernas comprimem a alma que libera o óleo.Para apoio das pernas existe. portanto. perderam vida útil. Aqui. no interior do cabo.34 . uma alma que pode ser feita a partir de fibras naturais. habitualmente. sintéticas ou de aço. é composto de seis pernas e da alma que retém o lubrificante. O cabo de aço. Figura 8. O cabo assim composto é utilizado para Lingas. Quando o cabo é solicitado.

6 x 21.38 Educação Profissional 95 Created with novaPDF Printer (www. É um termo intermediário entre a flexibilidade e resistência ao desgaste.novaPDF. Figura 8. d) Tipos WARRINGTON – Pernas do cabo construídas com duas bitolas de arames. dos outros tipos acima. 6 x 61. pois tem uma estrutura muito rígida e são feitos apenas para tensionamento. 6 x 25. c) Flexibilidade A flexibilidade está condicionada ao número de arames que o compõem.35 Figura 8.Cabos de aço fabricados em espiral (cordoalhas) ou uma perna simples. c) Extra flexível: construção 6 x 31. 6 x 43. porém mais resistente ao desgaste à abrasão. a cordoalha tenha uma maior capacidade de carga que o cabo. O tipo mais flexível é o cabo de aço que é composto de diversas pernas e alma. SEALE – Pernas do cabo construídas com três bitolas de arame.36 Figura 8. FILLER – Pernas do cabo construídas com vinte e cinco arames (seis de enchimento) apresentando boa flexibilidade. 6 x 41. COMUM – As pernas do cabo são construídas por um só tipo de arame.37 Figura 8. b) Flexíveis: construção 6 x 19. bastante flexível e menos resistente ao desgaste. A alma no interior e a diferença de área metálica fazem com que um mesmo diâmetro. não devem ser utilizados para movimentação. 6 x 7. São os cabos classificados em: a) Pequena flexibilidade: construção 3 x 7. 1 x 7 (cordoalha). 18 x 7. 6 x 37. sendo o cabo menos flexível da série.com) . 8 x 19. pois os arames mais finos encontram-se na periferia. 6 x 47.

..... 6 x 25 .................. 43 ......................................... 8x19................................ Figura 8................................. resistência efetiva 96% da teórica 94% da teórica 85% da teórica 80% da teórica 72% da teórica A carga de trabalho de um cabo em movimento é 1/5 (um quinto) de sua carga de ruptura mínima... Cabos já utilizados em guindastes ou outros meios de elevação não podem ser utilizados novamente numa composição de Linga............. resistência efetiva b) Cordoalhas 19 fios........... 6 x 19 ................ Ele pode ter um grande desgaste interno que não é visível externamente................................ resistência efetiva c) Cabos 6x7.............. 6x43............................. Tabela de Diâmetros Ideais de Tambores e Polias Seguem os diâmetros ideais das polias ou tambores conforme a formação do cabo: Diâmetro do Tambor ou Polia Tipo de Cabo 6 x 7 ..........com) ................................ Mínimo 42 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 18 vezes o Ø do cabo 21 vezes o Ø do cabo 34 vezes o Ø do cabo Recomendado 72 vezes 51 vezes 45 vezes 27 vezes 31 vezes 51 vezes Resistências dos Cabos de Aço A resistência teórica dos cabos se determina somando-se a resistência dos arames que compõe. conforme demonstrado na figura abaixo...........40 Medição do cabo de aço. quer sejam de aço ou de fibra.............................. 6x25..... resistência efetiva e) Cabos 6x42............... 6x41..... 18 x 7 ... resistência efetiva d) Cabos 6x37....novaPDF............Para definir a carga de trabalho de cabo pelo seu diâmetro deve-se medi-lo............. 6x61............ incluindo-se as almas dos mesmos.. Educação Profissional 96 Created with novaPDF Printer (www..... 8 x 19 ... 6x47.........39 Figura 8........ A carga de ruptura efetiva diminui conforme aumenta o número de arames: Exemplos: a) Cordoalhas 3 a 7 fios........... 6 x 37............. 41.................

e) O não desenrolamento das extremidades cortadas.. talhas elétricas. e) Elevadores baixa velocidade. Figura 8. . As pernas dos cabos pré-formados se acomodam na posição Helicoidal que ocupam no conjunto.novaPDF.Laços Um cabo de aço é tão bom quanto o laço que é feito com ele.41 Educação Profissional 97 Created with novaPDF Printer (www. c) Cabos para guinchos e terraplan.O fator de segurança é a relação entre a carga de ruptura mínima e a carga aplicada. utilizados na fabricação de cabos de aço. não se desfiando. Presilhas de alumínio devem deixar a ponta à mostra para controle e devem ter a marca da firma que executou a prensagem. d) Pontes rolantes.com) . São as seguintes as vantagens apresentadas pelos cabos pré-formados: a) Aumento à flexibilidade. que normalmente é composta por duas letras. d) Manutenção na sua posição original dos arames que se quebram. c) Eliminação das tensões internas. fator 3 a 4 fator 4 a 5 fator 5 fator 6 a 8 fator 8 a 10 fator 10 a 16 Pré-formação: É processo de fabricação cuja finalidade é a de eliminar as tensões internas e torções inerentes aos arames de alto carbono. Laços para formação de olhais são feitos por trançamento ou prensagem. b) Maior resistência à fadiga de flexão. b) Cabos tração horizontal. Exemplo: a) Cordoalhas e cabos estáticos. f) Elevadores alta velocidade.

Olhal Flamengo com sapatilha protetora Figura 8.47 Mesmo antes de ser colocada a presilha de aço.46 .Olhal Flamengo Figura 8. Principais vantagens do olhal Flamengo: 1 Olhal mais resistente e seguro 2 Carga centrada Figura 8.45 . separando-se as pernas 3 a 3. Educação Profissional 98 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. A presilha é de aço especialmente ensaiado e aprovado conforme rigorosa especificação.novaPDF. Uma metade é curvada para formar um olhal.Olhal Flamengo com estribo protetor Figura 8.com) .Laço sem fim O olhal Flamengo é feito abrindo-se a ponta do cabo em duas metades.43 . o olhal já é capaz de suportar uma carga superior à carga de trabalho do laço.42 .48 3 Presilha de aço de pequenas dimensões e de superfície lisa.Laço Trançado a Mão Figura 8.Laços Figura 8. e em seguida a outra metade é entrelaçada no espaço vazio da primeira.44 .

49 Figura 8. Tabela 8. as cintas têm uma capacidade de carga e não prejudicam a sua superfície.1 DIÂMETRO DO CABO EM POL.5 15 30 45 65 65 95 130 225 225 225 360 360 360 430 590 750 750 cabo de aço. Educação Profissional 99 Created with novaPDF Printer (www.1/4” 6 1.3/4” 7 2” 8 2.3/8” 7 1.1/2” 7 1.A norma DIN 1142 prescreve que somente grampos com porcas auto-travantes e uma grande área de apoio podem ser utilizados.m 10 20 41 61 88 88 129 176 305 305 305 488 488 488 583 800 1. NÚMERO MÍNIMO DE GRAMPOS ESPAÇAMENTOS ENTRE GRAMPOS EM MM 29 38 48 57 67 76 95 114 133 152 172 191 210 229 248 267 305 343 o início de uso do TORQUE ib. Todos os grampos devem ser montados de forma que o mordente se prenda a perna portante. não são mais normalizados e não devem ser utilizados para movimentação. Com relação ao seu próprio peso.novaPDF. N. No mínimo 3 grampos são necessários (grampo pesado) para se fazer um laço com cabo de aço fino.1/8” 6 1.Cintas As cintas de movimentação são fabricadas a partir de fibras sintéticas.50 Pronto para usar. devendo ser desfeitos logo após a utilização. Grampos construídos conforme DIN 741 (grampos leves) com porcas simples e pequena área de apoio.020 kg.ft 7. Laços feitos com grampos devem ser usados apenas para uma única aplicação.com) .5/8” 7 1.020 1.1/4” 8 Nota: Os grampos deverão ser reapertados opôs . Todos os mordentes estão no cabo portante. Figura 8. Quanto maior o diâmetro do cabo mais grampos são necessários. para que não sejam utilizadas erroneamente.m 1 2 4 6 9 9 13 18 31 31 31 50 50 50 59 82 104 104 3/16” 3 1/4" 3 5/16” 3 3/8” 3 7/16” 3 1/2" 3 5/8” 3 3/4" 4 7/8” 4 1” 5 1.

51 As cintas de poliéster devem ter uma etiqueta azul para que sejam reconhecidas.com) . As cintas de poliamida devem ter uma etiqueta verde de identificação e são resistentes à bases. o que faz com que seja o tipo de cinta mais utilizada. levando-se em conta seu peso próprio. a data de fabricação das cintas deve estar na etiqueta. O NYLON é a mais forte das fibras sintéticas e apresenta uma alta capacidade de absorção de força. A desvantagem das cintas de poliamida está no fato de que elas absorvem muita água em ambientes úmidos o que reduz sua capacidade. Ela só não resiste à base e por isso não deve ser lavada com sabão. e são pouco flexíveis. Para reduzir o atrito e para evitar cortes nas cintas podemos usar revestimentos com materiais sintéticos resistentes. No caso de terminais metálicos. Esta acumulação de água pode também fazer com que em dias muito frios ela possa se enrijecer (congelar) e ficar quebradiça. Para utilização de cintas em banhos químicos. Educação Profissional 100 Created with novaPDF Printer (www. Devido ao envelhecimento das fibras. em especial de poliuretano. As formas mais comuns de cintas são:     Cesto sem fim. Normalmente estes de perfis são ajustáveis à cinta. o fabricante deveria ser consultado para maiores esclarecimentos.novaPDF. Com terminais metálicos. Elas têm também uma boa elasticidade. eles devem ser feitos de forma que seja possível passar um pelo outro para que se possa fazer uma laçada. além de excepcional resistência a sucessivos carregamentos. Mas elas têm uma boa resistência química e são utilizadas em casos especiais. Com olhais reforçados. Elas têm uma boa resistência quanto á luz e calor e também ácidos solventes. Cintas de movimentação feitas de polipropileno (etiqueta marrom) tem uma baixa capacidade de carga.Figura 8. Com olhais sem reforço. em especial quando usadas ao ar livre ou em banhos químicos.

b) 10 itens para um levantamento seguro.52 Para utilização de cintas existem algumas regras especiais:       Quando se eleva uma carga. designada para esta inspeção. quando usadas em levantamentos gerais de diferentes tipos de cargas. Para utilizar diversas cintas num travessão todas devem estar numa perna perpendicular para não haver esforço maior numa das pernas. Após utilização em banhos químicos. além de evitar desgaste do equipamento e acidentes.Examine os dois lados da cinta.novaPDF.Coloque a cinta em uma superfície plana com área apropriada. 3º . o ângulo de abertura entre as pontas da cinta não deve ultrapassar 120°. 4º .Cintas tipo Anel devem ser examinadas em todo seu comprimento e perímetro. Educação Profissional 101 Created with novaPDF Printer (www.Não exceder às especificações do fabricante. 1. nas limitações de peso e estabilidade. 2. Não se pode dar nó nas cintas. 5º .Todo equipamento deve ser examinado somente por uma pessoa. as cintas devem ser neutralizadas e enxaguadas para que não haja concentração química.Figura 8. 3.com) . As cargas não podem ser depositadas sobre as cintas para que não sejam danificadas. 2º . Somente cintas com olhais reforçados podem ser utilizadas em laço. 1º .Uma operação suave e balanceada rende muito mais.As alças dos olhais devem ser examinadas particular e cuidadosamente.Nunca aplique uma sobrecarga no equipamento de elevação. a) Segurança também requer Inspeção As cintas devem ser examinadas em intervalos não superiores a duas semanas.

quando aplicadas em ângulos retos. de seção lisa e redonda. Esta regra se explica pelo fato de que correntes assim construídas. para propiciar uma fácil remoção.novaPDF. são realizados testes de tração e ruptura.53 Figura 8. 8.56 .Não posicione a cintas em cantos agudos ou cortantes. evitando assim que a corrente se dobre. Somente corrente que tenham elos com passo igual a 3 vezes o seu diâmetro podem ser utilizadas para movimentação e amarração de cargas. 6. Calibradas (Especiais para Talhas) Educação Profissional 102 Created with novaPDF Printer (www. Coloque calços ao descarregá-la para melhor poder elevá-la. 10. O passo de um elo é o seu comprimento interno. no mesmo gancho. 5. Figura 8. os elos se apóiam nos elos vizinhos.Não deixe a carga em contato direto com o piso.Utilize ganchos com um raio de apoio nunca inferior a “1”.54 Figura 8. b) Correntes Soldadas Comuns. Posteriormente.Lingas de Correntes a) Correntes para lingas Correntes são fabricadas em diversas formas e qualidades.Posicionar a cinta corretamente na carga.Quando elevar uma carga pesada com mais de uma cinta.4.55 Figura 8. após o uso. Diversos testes são feitos durante e após a fabricação para que as correntes sejam certificadas.com) .Nunca use cintas avariadas. alguns elos são dobrados em diversos sentidos para verificar a solda e após a produção e tratamento térmico. Algumas cintas são especificamente designadas para serem utilizadas em somente um tipo de levantamento. 7. Durante a produção. verifique se o total do peso está bem distribuído na tensão dos vértices da cinta.Evite a colocação de mais de 1 par de cintas. 9. é feito o tratamento térmico (correntes de grau) e ensaio de tração. Galvanizadas. Primeiramente os elos são dobrados e depois soldados. c) Formas de Levantamento As cintas elevam e movimentam sua carga em qualquer uma das quatro formas diferentes de levantamento ilustrado.

0 9. Segue tabela de cargas de trabalho Lingas de Correntes Tipo A Tipo B Tipo C Tipo D Tipo E 103 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.5 5. são testadas em máquinas de provas de acordo com a tabela acima e com o coeficiente 2.3 3.2 .240 0.Tabela de Medidas e Pesos Aproximados Diâmetro em mm 2.050 1. empreiteiros de construção e para todos os trabalhos onde se tornam necessários guindastes para remoção de material.000 10.600 0.0 8. dos Elos em mm.57 .490 0.0 9.800 1.500 1.310 0.350 0.000 1.0 22. pontes rolantes. 100% da carga admissível (carga de segurança) Lingas simples – em aço forjado usadas em fundições.0 6.com) .novaPDF. ou seja.5 6.0 3.Figura 8.550 3.200 Carga de segurança em kg -100 120 180 200 280 330 380 480 550 800 900 1.5 4.850 2.5 19.5 7.800 2.5 11.500 5.0 5. p/m Elos curtos kg 0.0 15.500 4.680 0.000 As correntes calibradas têm as medidas exatas. aprox.Corrente de Aço Forjado e Amarras até 3” c) Correntes Forjadas Tabela 8. como cargas e descargas de navios e caminhões.5 14.660 1.160 0.500 4.000 2.113 0.500 8.0 12.0 4.0 Medidas ext.300 1.000 5. 13 x 17 -14 x 21 16 x 28 17 x 26 16 x 31 17 x 28 18 x 31 18 x 28 19 x 32 20 x 31 25 x 46 24 x 36 25 x 47 25 x 39 26 x 46 27 x 42 27 x 48 28 x 44 29 x 48 33 x 50 32 x 58 34 x 49 36 x 61 38 x 54 38 x 61 39 x 59 43 x 66 50 x 74 53 x 82 68 x 102 75 x 112 Peso aprox. p/ as Correntes comuns Custos Comp.

200 19.1/4” 26.9 5/8” 2.2 7/8” 12..600 20.1/4” 9.900 8.700 31.4 1’ 15.4 Quadro de Cargas de Trabalho Lingas Duplas Bitolas da Corrente Cargas de Trabalho mm Polegadas Âng 45° Âng.8 1.2 7/8” 4. em Corrente de Aço forjado testadas.5 3/8” 2.650 7.59 Figura 8.6 1.4 1” 5.100 24.800 11.com) .700 6.000 9. etc.600 25.250 2.400 22. 120° kg 700 1.800 3. 90° kg kg kg 8 5/16” 1.1/8” 20.100 15.700 9.1/8” 7.300 Dimensões Aproximadas Âng.350 5.700 5.500 Educação Profissional 104 Created with novaPDF Printer (www. 60° Âng.8 1.400 11.200 19 3/4" 9.600 25. Quádruplas.Quadro de Cargas de Trabalho Bitola da Corrente Carga de Trabalho mm poleg.500 15.200 14. Figura 8.200 2.150 8.7 1/2" 4.Tabela 8.60 Tabela 8.150 1.100 6.3 .350 1.900 15. Kg 8 5/16” 500 9.7 1/2" 1. Triplas.000 3.100 15.000 12.670 Lingas Duplas.900 28.6 1.5 3/8” 850 12.100 22.250 1.novaPDF.200 3.750 12.500 31.500 19 3/4" 3.300 28.9 5/8” 6.58 Figura 8.

por exemplo. portanto. Fora à possibilidade de ajuste no comprimento da Linga usando garras de encurtamento.LINGAS COMBINADAS Para a movimentação de cargas temos alternativas para melhorar a durabilidade. facilitar o manuseio e também poupar a carga. maior a Linga a ser utilizada. Se a carga será transportada por duas ou mais pernas em ângulo. a) Cabo – corrente – cabo: Usa-se o cabo para passar por baixo da carga. Para definir a carga aplicada na Linga deve-se saber:   Se a carga será transportada por uma ou mais pernas perpendiculares. Princípios básicos:     Quando a carga á aplicada em uma ou mais pernas perpendiculares e a carga é aplicada de forma igual sobre as pernas. Quanto maior a angulação. Com essa combinação tem-se a vantagem da durabilidade da corrente e da facilidade de substituir a cinta quando necessário. Nunca considerar a carga pelo dimensional da corrente.com) . A carga deve ser transportada sem que a Linga seja sobrecarregada. A parte que envolve a carga é uma corrente de grau 8 o que. pois nestes casos normalmente ela está super dimensionada com relação aos outros materiais aplicados. tabela ou etiqueta define a massa que pode ser elevada com a Linga. b) Corrente com encurtador – cabo: Quando o cabo é necessário para que se envolva a carga e precisa-se também de ajuste no comprimento da Linga. Educação Profissional 105 Created with novaPDF Printer (www. o laço sintético pode ser conjugado com a corrente e seus acessórios e manter a boa característica do laço que é a de poupar a carga de danos superficiais. Quando a carga não é aplicada igualmente sobre as pernas. no transporte de trefilados garante uma boa durabilidade e bons custos. Podemos conseguir isso combinando diversos materiais. Em Lingas combinadas devemos atentar para que a plaqueta de identificação seja feita de acordo com a parte mais frágil da Linga. d) Corrente – laço sintético Assim como a cinta. c) Corrente – cintas: As cintas são utilizadas principalmente no transporte de peças acabadas ou semi-acabadas onde a superfície não pode ser danificada. CAPACIDADE DE CARGAS DAS LINGAS Após definir qual tipo de Linga que será utilizada (cabo. pode-se somar as capacidades das mesmas. corrente.novaPDF. cinta e combinada) deve-se também definir o dimensional das mesmas. menor a capacidade e. deve-se contar com a capacidade de apenas duas. usa-se esta combinação. Quando a Linga forma um ângulo diminui a capacidade de cada perna. A capacidade inscrita na plaqueta.

62 ERRADO Ângulo de trabalho não permissível. Portanto. Quando uma carga é assimétrica seu centro de gravidade está deslocado e portanto uma perna é mais solicitada que a outra.63 A carga pende para um lado por isso a angulação de trabalho das pernas é diferenciada. Com a utilização da tabelas de carga e o conhecimento dos ângulos pode-se sempre escolher a Linga correta.: Ângulos acima de 60° não são permitidos.61 Com ângulos de trabalho acima de 60° a força aplicada em uma única perna. Educação Profissional 106 Created with novaPDF Printer (www. entende-se o ângulo que se forma numa perpendicular a lateral da carga e linga.Figura 8.com) . Como ângulo de trabalho. Obs. Ângulo maior que 60° Figura 8. excede o peso da carga em si.novaPDF. nesses casos deve-se usar uma Linga onde uma perna suportaria toda a carga. Figura 8.

CABO 6 x 25 FILLER + AF “CIMAX” FATOR DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) As cargas de trabalho dos Olhais Flamengo dobrados são baseados em diâmetros de curvatura mínimos de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo. 2) Para dimensões diferentes dos olhais e outros diâmetros consultar o Fabricante. Se esse diâmetro for menor.64 Cargas de Trabalho do Olhal Flamengo Tipo C Tabela 8. Cargas de Trabalhos dos Laços com Olhais Trançados Tipo T Figura 8.5 .novaPDF.com) .65 Educação Profissional 107 Created with novaPDF Printer (www. deve-se aumentar o fator de segurança.Exemplo de Tabela Figura 8.

66 .P.Sapatilhas compactas Normalmente utilizadas na fixação de cabos de aço de pontes rolantes ou guindastes.0mm.Tabela 8.com) .novaPDF. 8.5. Figura 8. de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo. Figura 8. 2) As cargas de trabalho dos laços dobrados são baseadas em diâmetros de curvatura mínimos nos pontos de contato das cargas.67 Educação Profissional 108 Created with novaPDF Printer (www.3 – Outros acessórios .Sapatilhas protetoras tipo pesado Especialmente dimensionadas para evitar a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.S.6 .) COEFICIENTE DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) Normalmente são fabricados laços com olhais trançados com cabos de diâmetro acima de 38.CABO 6 X 47 AF (I.

71 109 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.69 . podendo ainda ser reaproveitados na troca do superlaço.Anéis tipo pêra Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho. Podem ser aplicados em quaisquer dos conjuntos apresentados. Figura 8.Estribos protetores especiais Fabricados com materiais de alta resistência. Evitam a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.68 .Anelões Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho.70 .: Podem ser encontrados com trava de segurança..novaPDF. Dimensionados para entrar diretamente no gancho da ponte rolante ou guindaste.Ganchos forjados com olhal Forjados em aço carbono. Figura 8.com) . Figura 8. Figura 8. garantindo máxima segurança na sua utilização. Submetidos a uma carga de prova superior em 50% à sua carga de trabalho. Proporcionam proteção de olhais padrões ou de dimensões especiais. para maior segurança. Obs.

novaPDF.Soquetes abertos Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetivado cabo de aço.com) . Podem ser fornecidas com pino rosqueado ou contrapinado. Ideais para fixação dos cabos de aço ou formação de olhais em cabos de aço para içamento de cargas. Figura 8. Figura 8. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho. Fixam a carga evitando a deformação e o desgaste do cabo.72 . Figura 8..Ganchos corrediços Forjados em aço de alta resistência.Manilhas forjadas Forjadas em aço carbono.74 .73 .Grampos pesados Grampos pesados.75 110 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Fácil colocação nos olhais dos superlaços ou fixação nas cargas a serem içadas. Figura 8. tendo um canal redondo para o cabo poder deslizar.

80 Gancho – Gancho Educação Profissional 111 Created with novaPDF Printer (www.81 Figura 8. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.76 .80 Figura 8.novaPDF.Soquetes de cunha Utilizados para fixação de cabos de aço.77 .79 Olhal – Olhal Figura 8.82 Figura 8. Figura 8.78 Gancho – Olhal Figura 8. Figura 8.Soquetes fechados Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetiva do cabo de aço.Esticadores forjados Figura 8.78 Figura 8. permitindo posterior regulagem do comprimento.79 Figura 8..com) .

Figura 8. sempre Lingas que comportam 1000Kg por perna.Figura 8.82 Manilha – Manilha 8.4 .com) . A movimentação com Lingas de duas pernas. como exemplo.84 Educação Profissional 112 Created with novaPDF Printer (www. Quanto maior a angulação menor a capacidade de carga da Linga.      Corrente 10mm grau 2 Cabo de aço 12mm Corda de polipropileno 24mm Corrente 8mm grau 5 Corrente 6mm grau 8 Devemos demonstrar com isto o quanto a carga pode pesar em cada modo de operação.Modos de movimentação Para efeito de cálculos usa-se. pois as forças resultantes são crescentes. Figura 8.83 A movimentação com Lingas de uma perna é mais simples.5.81 Manilha – Olhal Figura 8.85 Figura 8.novaPDF. A carga pode ser igual a capacidade de carga da perna.

88 Figura 8. Só pode ser usada quando não houver risco da carga escorregar. a menos que se tenha certeza de que as quatro pernas estejam igualmente carregadas. Deve-se contar com apenas 80% da capacidade da carga. Dois laços com angulação: a carga está depositada em duas pernas.89 Cesto duplo com angulação: por causa da angulação não podemos contar com a capacidade de 4 pernas individuais (4x700kg). portanto. Figura 8.Figura 8.novaPDF. Mas isso somente se o diâmetro da peça for grande o suficiente e não houver cantos vivos.com) . por causa da força aplicada no lançamento. Deve-se consultar a tabela e ver qual o diâmetro e qual a angulação que se tem e posteriormente descontar 20% da capacidade de carga por causa do lançamento.86 Figura 8. Dois laços em perpendicular. Quando temos Lingas de quatro pernas podemos apenas contar como se fossem três pernas.87 Linga em cesto perpendicular à carga pode ter o peso igual a capacidade de quatro pernas independentes somadas. Educação Profissional 113 Created with novaPDF Printer (www.

93 Se utilizarmos uma Linga sem fim em laço.90 Se utilizarmos uma Linga em cesto onde as extremidades estão presas a um único ele de sustentação onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva.com) .novaPDF. Devemos contar com 80% da capacidade da carga de suas pernas uma vez que ela trabalha dobrada sobre o gancho. devemos contar também com apenas 80% da capacidade de suas pernas uma vez que ela sofre dobramentos no laço e no gancho. Podemos calcular com a capacidade de cada perna como cheia. Figura 8. Educação Profissional 114 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8.Figura 8.91 Se utilizarmos uma Linga em cesto ou em laço devemos contar com apenas 80% de sua capacidade de carga por causa da dobra que é feita no laçamento. Figura 8.92 Se utilizarmos uma Linga em cesto sem fim onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva.

pois quanto maior seu peso menor o peso que poderemos transportar.98 . Educação Profissional 115 Created with novaPDF Printer (www. se a carga só estará sendo suportada em uma das fixações superiores do Travessão. Movimentação com angulação invertida. evitando total ou parcialmente a angulação das pernas.novaPDF. Figura 8.96 Figura 8.A carga está no centro. As cargas abaixo do Travessão devem ser presas de tal forma que não possam se dobrar e cair (carga ou peças individuais).94 Se utilizar Travessões e a carga não for alinhada em seu centro a carga pende e pode escorregar e cair.95 Figura 8.97 .Movimentação com Travessões Com travessões pode-se fazer movimentações mesmo com pouca altura de elevação. devido a limitação do meio de elevação..com) . as duas fixações superiores estão igualmente carregadas. as Lingas podem escorregar por baixo da carga.Em Travessões com dois pontos de fixação superior. Figura 8. Figura 8. Deve-se considerar como única desvantagem do Travessão o seu próprio peso.

8. até a próxima inspeção. Corrosão. Gaiola de passarinho.Avaliação da inspeção Em função dos resultados obtidos na inspeção deve ser decidido se o cabo apresenta ou não a possibilidade de falha e sua taxa de deterioração é tal que permita a sua utilização.Arames Partidos Deve-se substituir um cabo em serviço quando o número visível de arames rompidos. estiver acima dos limites.6. com segurança. 8. Educação Profissional 116 Created with novaPDF Printer (www.6 . Recomenda-se que o período sem inspeção não ultrapasse 25% da vida útil prevista para o cabo. Algumas irregularidades que pode ser encontrada nos cabos de aço são:            Arames partidos ou desgastados. Pernas esmagadas ou mordidas. qualquer indício de deterioração que implique na perda da resistência original do cabo deve motivar uma inspeção do mesmo.3 .6. 8. Quando não se possuir um histórico da vida útil. Desgastes localizados. no trecho mais danificado. em função das condições de uso do cabo. as empresas e instituições procuram desenvolver métodos de controle das condições destes componentes com o objetivo de garantir uma operação segura para não haja danos materiais e acidentes de trabalho em uma atividade de transporte e içamento de cargas. para uma avaliação das condições operacionais do cabo. A avaliação da condição do cabo deve ser feita no trecho que apresenta a máxima deterioração e estendida a todo cabo. Formação de saca rolhas.6.Periodicidade das inspeções A periodicidade das inspeções deve ser determinada. Independentemente da periodicidade fixada.8.2 .novaPDF.Condições específicas . Redução no diâmetro dos cabos. Dobra.1 . o órgão de inspeção deve determinar este dado e utilizar a freqüência acima recomendada. Protuberância da alma.INSPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS Devido à grande preocupação que é depositada em função da performance e confiabilidade dos cabos de aço e acessórios.com) . Destrançamento da perna. pelo órgão de inspeção responsável. Costuras inadequadas ou avariadas.

.Quando houver um ou mais arames partidos em uma distância de 5 X D (diâmetro externo do cabo) de um acessório instalado (presilhas.Inspeção das costuras A seção costurada do cabo deve ser eliminada e uma nova costura deve ser realizada se forem encontrados partidos ou gastos. Figura 8.com) . deve ser adotado o critério fixado pela norma da empresa onde está instalado o equipamento. É importante observar que não se admite costuras em cabos de aço para guindastes. Quando o valor da deformação em relação ao eixo do cabo for superior a 1/3 o seu diâmetro nominal. corrosão. Após um longo tempo de serviço. dobras puxadas para fora.6. acessórios danificados ou com desgaste excessivo. este defeito pode implicar em um aumento no desgaste e ruptura de arames. O diâmetro deve ser medido como indica na figura abaixo: . pernas soltas.novaPDF. 8. corrosão com ruptura de outros arames não visíveis com facilidade. forração folgada e outros defeitos. esta deformação se for severa pode transmitir uma oscilação durante a movimentação do cabo. mordidas ou com folgas excessivas. É necessário então realizar o procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. Esta deformação deve ser medida sem carga. Apesar de não implicar a perda de resistência do cabo. Qualquer evidência de arames partidos no interior do cabo indica uma condição anormal possivelmente devido à fadiga. achatadas. baleeiras e outros equipamentos que envolvem riscos operacionais.4 . Caso seja observado destrançamento da perna.99 .Redução no diâmetro do cabo O cabo deve ser substituído quando houver uma redução de 10% no valor de seu diâmetro nominal devido a alterações estruturais tais como ruptura da alma de aço ou deterioração da alma de fibra ou desgaste abrasivo externo ou corrosão externa.Inspeção das Pernas O cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade refeita sempre que forem encontradas pernas esmagadas. o cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade deve ser refeita para reajuste do passo.Deformação do tipo saca-rolha Na deforma tipo saca-rolha o eixo do cabo assume a forma helicoidal. soquete ou outro acessório). Educação Profissional 117 Created with novaPDF Printer (www. esta região deve ser monitorada para avaliação de aumento de desgaste e ruptura de arames. no trecho de maior deformação.

104 Figura 8. desgastes localizados e avarias por calor (queima por maçarico ou arco elétrico).8 . É necessário verificar o estado de lubrificação do cabo.Lubrificação dos cabos. Figura 8. através de ensaio radiográfico. Como alternativa o cabo pode ser mantido em serviço desde que seja removido o trecho comprometido do mesmo.101 Figura 8.novaPDF. A graxa de uso geral em cabos de aço deve ser de base asfáltica.Extremidade dos cabos Na inspeção das extremidades dos cabos que possuem terminais (soquetes abertos ou fechados. Antes de ser efetuada a lubrificação.6. presilhas e forjados) recomenda-se prever periodicamente.8.100 Figura 8. Corrosão severa determina a substituição do cabo.Outros defeitos É necessário substituir o cabo quando forem detectados os seguintes defeitos: gaiolas de passarinho.5.6 – Corrosão Outra importante verificação é em relação ao estado de corrosão do cabo. Figura 8.com) .102 8.105 8. avaliação do estado de corrosão internado cabo no soquete. aplicar nova película. deve ser realizada correta limpeza na superfície do cabo evitando o uso de produtos que contenham enxofre. e caso a película de lubrificante não esteja uniforme e contínua. Para efetuar a inspeção correta é necessário utilizar procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. protuberâncias no cabo ou na alma. dobras.7 . 8.5. 118 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.5.5 .103 Figura 8.

5.Inspeção em Manilhas Quaisquer deformações visuais apresentadas pela manilha ou pelo cavirão são causais para substituições.5.desgaste ou abrasão (internos e externos) superior a 10% da seção original ou apresentarem um número de arames rompidos que ultrapassem ou limites estabelecidos.com) .110 .novaPDF.Figura 8.10 . 8.106 Figura 8. Educação Profissional 119 Created with novaPDF Printer (www.Inspeção eletromagnética Os cabos submetidos à inspeção eletromagnética devem ser substituídos quando apresentarem redução de seção reta metálica devido corrosão. desgaste no cavirão e/ou no corpo igual ou superior a 10% do diâmetro do projeto devem ser substituídas.108 8.109 Figura 8.Inspeções de Ganchos Os ganchos devem ser substituídos quando forem detectados um ou mais dos seguintes defeitos: Torção maior do que 10º Abertura de garganta 15% maior do que a abertura original Trincas Desgaste acentuado (maior que 10%) Nota: Para ganchos com haste deve ser verificada a liberdade de giro através do esforço manual.9 . Manilhas apresentando trincas. Figura 8.107 Figura 8.Inspeção em acessórios .

Figura 8.114 Figura 8. Liberdade de giro da polia.novaPDF. trincas e deformações em qualquer região detectáveis por inspeção visual ou com líquido penetrante. Verificar se há marca no canal provocadas pelo cabo de aço.111 Inspeção de Anéis Pêra Figura 1.Figura 8.115 Educação Profissional Figura 8. Verificar também a existência de desgaste ou corrosão severa no conjunto. Existência de trincas especialmente nos canais. Deve ser verificada a fixação das placas laterais bem como deformações visíveis nas mesmas.112 Os anéis devem ser substituídos quando forem detectados os seguintes defeitos: desgaste acima de 10% da sua dimensão original. As polias dos moitões e cadernais devem ser inspecionadas quanto aos seguintes itens:      Desgaste e/ou deformações no canal do flange. Figura 8.116 120 Created with novaPDF Printer (www. Caso ocorram estas marcas a polia deve ser usinada ou substituída por outra de maior dureza.113 .com) . Folga existente entre a polia e eixo.Inspeção de Moitões e Cadernais Deve ser verificada a ferragem da cabeça do moitão e/ou cadernal (quando giratório) quando seu giro for por esforço manual.

e assim.1). reversão e sobrecargas operacionais. mudança de rotação.2. Esses mecanismos recebem os nomes de embreagens e de freios. isto é.Compensar desalinhamentos: Para maioria das aplicações os acoplamentos devem ser capazes de tolerar certos valores de desalinhamentos entre eixos ligados.2.ACOPLAMENTOS 9. antes de uma ruptura de um componente de maior valor agregado. 9. além de atenuar os efeitos de vibrações geradas nas transmissões.novaPDF.1. Acoplamento Motor Máquina Figura 9.Unir dois eixos: Pode significar a união entre motor e máquina movida ou a união de eixos de grande comprimento. anular os efeitos deste sobre os componentes da transmissão.9 .1 – Exemplo de aplicação do acoplamento NOTA: Os acoplamentos que operam por atrito são chamados de embreagem (fricção) ou freios.1. .1– Definição São elementos de máquinas destinados a unir dois eixos e transmitir torque e rotação.Acoplamentos comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada poderá ser interrompida. Empregam-se os acoplamentos quando se deseja transmitir um momento de rotação (movimento de rotação e forças) de um eixo motor a outro elemento de máquina movido situado coaxialmente a ele (Figura 9. obedecendo a um comando. 9.Atuar como fusível da transmissão: Em casos de problemas operacionais que gerem cargas adicionais sobre a transmissão.CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9. .2. causando a parada da máquina.1. os acoplamentos podem romper-se. Subdividem-se em: Acoplamentos comandáveis transmitem força e movimento somente quando acionados.Absorver choques e vibrações: Os acoplamentos modernos devem possuir a capacidade de absorver choques provocados pela partida.ELEMENTOS MECÂNICOS 9.Funções dos acoplamentos São as principais funções de um acoplamento: . Educação Profissional 121 Created with novaPDF Printer (www. .com) .1. São mecanismos que operam segundo o princípio de atrito.

Elas mantêm as árvores. Subdividem-se em: Não-comandáveis Rígidos Flexíveis Torcionalmente Rígidos Torcionalmente Elásticos De engrenagem De lamelas 122 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Os freios têm as funções de regular. motriz e comandada.novaPDF.2. Segundo o tipo de comando. também chamadas fricções. eletromagnéticos. pneumáticos e os diretamente comandados pela máquina de trabalho. Comandáveis Comandados pela força aplicada Comandados pelo momento de torção Comandados pelo sentido de rotação Comandados mecanicamente Comandados hidráulica ou pneumaticamente 9. hidráulicos. reduzir ou parar o movimento dos corpos. à mesma velocidade angular.Acoplamentos não-comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada é permanente.2 .com) . fazem a conexão entre árvores. existem os acoplamentos comandáveis manuais.As embreagens.

3. axial e angular.1 .Acoplamentos permanentes rígidos Os mais empregados são os flanges e luvas de união que devem ser construídas de modo que não apresentem saliências ou que estas estejam totalmente cobertas. pois estes elementos não conseguem compensar eventuais desalinhamentos ou flutuações. O ajuste dos alojamentos dos parafusos deve ser feito com as partes montadas para obter o melhor alinhamento possível. absorvem choques e vibrações protegendo as máquinas acopladas e não requerem lubrificação. .com) . 9. Figura 9. para evitar acidentes (Figura 9.4)..Acoplamentos permanentes flexíveis Esses elementos são empregados para tornar mais suave à transmissão do movimento em árvores que tenham movimentos bruscos e quando não se pode garantir um perfeito alinhamento entre as árvores (Figura 128). são torcionalmente rígidos. Educação Profissional 123 Created with novaPDF Printer (www.Acoplamento elástico de pinos Os elementos transmissores são pinos de aço com mangas de borracha (Figura 9. são torcionalmente elásticos.3 – TIPOS DE ACOPLAMENTOS FLEXÍVEIS 9. Não possuem qualquer flexibilidade. Figura 9. não absorvem choques e vibrações e não admitem desalinhamento radial.2 – Exemplo de acoplamento rígido Os eixos dos acoplamentos rígidos devem ser alinhados precisamente.novaPDF.3 – Tipos de desalinhamento Os acoplamentos flexíveis são construídos em forma articulada.2). Compensam desalinhamento radial. axial e angular. em forma elástica ou em forma articulada e elástica.

3 .6). Figura 9. O conjunto está alojado em duas tampas providas de junta de encosto e de retentor junto ao cubo. constituídas por tacos de borracha.5 – Acoplamentos perflex 9.2 .Acoplamento elástico de grade ou gaiola de aço Consiste de dois cubos providos de flanges ranhuradas onde está montada uma grade metálica elástica que liga os cubos.Acoplamento elástico de garras As garras.Figura 9.6 – Acoplamento elástico de garras 9.5).4 – Acoplamento elástico de pinos 9.3. encaixam-se nas aberturas do contradisco e transmitem o momento de rotação (Figura 9.3. Figura 9.7 – Acoplamentos elásticos de grade Educação Profissional 124 Created with novaPDF Printer (www. Figura 9.4 . Todo o espaço entre os cubos e as tampas é preenchido com graxa (Figura 9.7).3.Acoplamento elástico perflex Os discos de acoplamento são unidos perifericamente por uma ligação de borracha apertada por anéis de pressão (Figura 9.novaPDF.com) .

3.8 – Exemplos de acoplamentos de engrenagens e suas características 9. Para inclinações até 25º.Junta de articulação (não elástico) É usada para transmissão de momentos de torção em casos de árvores que formarão ângulo fixo ou variável durante o movimento. Essa posição do plano de contato é que possibilita a transmissão constante da velocidade (Figura 9. sempre.6 . O anel dentado (peça transmissora do movimento) possui duas carreiras de dentes que são separadas por uma saliência central (Figura 9. o que permite até 3º de desalinhamento angular. Com apenas uma junta universal o ângulo entre as árvores não deve exceder a 15º. as árvores devem ser bem alinhadas no ato de sua instalação para que não provoquem vibrações excessivas em serviços.3. O formato dessas calhas permite que o plano de contato entre as esferas e as calhas divida.10).Acoplamento de engrenagens (não elástico) Os dentes possuem a forma ligeiramente curvada no sentido axial.5 .8). 9. A junta de articulação mais conhecida é a junta universal (ou junta cardan) empregada para transmitir grandes forças.7 .9).3. São classificados como não elásticos.9 – Junta cardan ou universal 9. o ângulo das árvores em duas partes iguais.Apesar de este acoplamento ser flexível. Figura 9. Figura 9. usam-se duas juntas (Figura 9.com) . Educação Profissional 125 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.Junta universal de velocidade constante (homocinética) Transmite velocidade constante e tem comando através de esferas de aço que se alojam em calhas.

12 A capacidade de torque de uma embreagem cônica é maior que a de uma embreagem de disco de mesmo diâmetro. 9.4.Embreagem de disco Consiste em anéis planos apertados contra um disco feito de material com alto coeficiente de atrito.1 . Esse ângulo não deve ser inferior a 8º para evitar o emperramento. Figura 9.4 . Figura 9.3 . Educação Profissional 126 Created with novaPDF Printer (www.Embreagem centrífuga É utilizada quando o engate de uma árvore motora deve ocorrer progressivamente e a uma rotação predeterminada.4.11 Normalmente a força é fornecida por uma ou mais molas e a embreagem é desengatada por uma alavanca. Sua capacidade de torque aumenta com o decréscimo do ângulo entre o cone e o eixo.novaPDF. para evitar o escorregamento quando a potência é transmitida.4. uma das quais pode ser revestida com um material de alto coeficiente de atrito.10 – Junta homocinética 9.2 .Figura 9. 9.EMBREAGENS 9.com) .Embreagem cônica Possui duas superfícies de fricção cônicas.

empurram as sapatas que.Figura 9.com) .4. por ação da força centrífuga. completam a transmissão do torque.14 O disco de atrito é comprimido axialmente através do disco de compressão por meio das molas sobre o volante.5 .13 Os pesos. descomprime o disco através dos pinos. 9.4. 9. Com o deslocamento do anel de grafite para a esquerda. por sua vez.4 . Figura 9. revestida com asbesto em ambos os lados. que se apoia sobre a cantoneira.Embreagem de disco para máquinas A cobertura e o cubo têm rasgos para a adaptação das lamelas de aço temperadas. o acoplamento é aliviado e a alavanca.novaPDF. Educação Profissional 127 Created with novaPDF Printer (www. A ponta de árvore é centrada por uma bucha de deslizamento. presa entre duas placas de aço quando a embreagem está acionada.Embreagem de disco para auto-veículos Consiste em uma placa.

novaPDF.6 .16 Essa escoras estão dispostas de forma tal que. assim. entrelaçam-se transmitindo o torque. como granalhas de aço. Figura 9. o pacote de lamelas. são compactadas sob a ação de força centrífuga produzida pela rotação.Embreagem de escoras Pequenas escoras estão situadas no interior do acoplamento fazendo a ligação entre as árvores.Figura 9. 9. Educação Profissional 128 Created with novaPDF Printer (www. O ajuste posterior da força de atrito é feito através da regulagem do cubo posterior de apoio.Embreagem seca É um tipo de embreagem centrífuga em que partículas de metal. 9.15 A compressão é feita pelo deslocamento da guia de engate. e as alavancas angulares comprimem. A separação das lamelas é feita com o recuo da guia de engate por meio do molejo próprio das lamelas opostas e onduladas.7 . em um sentido de giro.4. No outro sentido.com) . as escoras se inclinam e a transmissão cessa.4.

Figura 9.17 As partículas estão contidas em um componente propulsor oco, dentro do qual está também um disco, ligado ao eixo acionado. A força centrífuga comprime as partículas contra o disco, acionando o conjunto.

9.4.8 - Embreagem de roda-livre ou unidirecional Cada rolete está localizado em um espaço em forma de cunha, entre as árvores interna e externa.

Figura 9.18 Em um sentido de giro, os roletes avançam e travam o conjunto impulsionando a árvore conduzida. No outro sentido, os roletes repousam na base da rampa e nenhum movimento é transmitido. A embreagem unidirecional é aplicada em transportadores inclinados como conexão para árvores, para travar o carro a fim de evitar um movimento indesejado para trás.

9.4.9 - Embreagem eletromagnética Neste tipo de embreagem, a árvore conduzida possui um flange com revestimento de atrito.

Figura 9.19 Uma armadura, em forma de disco, é impulsionada pela árvore motora e pode mover-se axialmente contra molas. Educação Profissional 129

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Uma bobina de campo, fixa ou livre para girar com a árvore conduzida, é energizada produzindo um campo magnético que aciona a embreagem. Uma característica importante da embreagem eletromagnética é poder ser comandada a distância por meio de cabo.

9.4.10 - Embreagem hidráulica Neste caso, as árvores, motora e movida, carregam impulsores com pás radiais.

Figura 9.20 Os espaços entre as pás são preenchidos com óleo, que circula nas pás quando a árvore motora gira. A roda na árvore motora atua como uma bomba, e a roda na árvore movida atua como uma turbina, de forma que a potência é transmitida, havendo sempre uma perda de velocidade devido ao escorregamento. A embreagem hidráulica tem aplicação em caixas de transmissão automática em veículos.

10 - FREIOS
São mecanismos que, para interromper um movimento, transformam energia cinética em calor. Podem ter acionamento manual, hidráulico, pneumático, eletromagnético ou automático. A seguir serão apresentados os principais tipos de freios.

10.1 - FREIO DE DUAS SAPATAS Neste caso, duas sapatas são mantidas em contato com o tambor através da ação de uma mola que o impede de rodar. Para liberar o tambor, aciona-se a alavanca de comando, que pode ser operada manualmente, por um solenóide ou por um cilindro pneumático. Esse tipo de freio é utilizado em elevadores.

Figura 10.1 130

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10.2 - FREIO A DISCO É um freio em que um ou dois blocos segmentares, de material de fricção, são forçados contra a superfície de um disco giratório.

Figura 10.2 Em automóveis, os blocos segmentares (ou pastilhas) são operados por pistões hidráulicos. Os freios a disco são menos propensos à fadiga (queda de eficiência operacional em função do tempo de utilização) que os freios a tambor.

10.3 - FREIO DE SAPATA E TAMBOR O detalhe característico deste freio é uma sapata (ou parte de uma alavanca), revestida com material de alto coeficiente de Mola Alavanca Sapatas blocos Disco giratório atrito, comprimida contra uma roda giratória (ou tambor) ligada ao órgão a frear.

Figura 10.3

10.4 - FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR É um freio em que duas sapatas curvas são forçadas para fora, contra o interior da borda de um tambor giratório.

Figura 10.4 Educação Profissional 131

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As transmissões por correias e polias apresentam as seguintes vantagens: Educação Profissional 132 Created with novaPDF Printer (www. 10.novaPDF. 11 .5 . Figura 10. O freio atua por compressão axial dos discos. alguns dos elementos mais antigos e mais usados são as correias e as polias.POLIAS E CORREIAS Para transmitir potência de uma árvore à outra. 10. rebitado ou colado em sua superfície externa.As sapatas são revestidas com material de atrito.6 A tensão da mola determina o instante de ação do freio.5 Os discos de aço giram em um eixo entalhado e os discos de atrito são fixados por pinos. conhecido como lona de freio.FREIO MULTIDISCO Compõe-se de vários discos de atrito intercalados com disco de aço.FREIO CENTRÍFUGO É um freio onde as sapatas (revestidas com asbesto) atuam.6. Figura 10. na parte interna de um tambor. pela ação da força centrífuga contra a ação de mola lamelares.com) .

para funcionar.com) .1 – RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO (I) É a relação entre o número de voltas das polias (n) numa unidade de tempo e os seus diâmetros. com ou sem canais periféricos. As polias. necessitam da presença de vínculos chamados correias. São flexíveis. Quando em funcionamento.1 11.POLIAS Polias são elementos mecânicos circulares. Onde: D1 = da polia menor D2 = da polia maior n1 = número de voltas por minuto (rpm) da polia menor n2 = rpm da polia maior Logo: 11. elásticas e adequadas para grandes distâncias entre centros. Sempre haverá transferência de força. Figura 11.2 . As polias são classificadas em dois grupos: planas e trapezoidais. as polias e correias podem transferir e/ou transformar movimentos de um ponto para outro da máquina.  Possuem baixo custo inicial. Educação Profissional 133 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. elevada resistência ao desgaste e funcionamento silencioso. acoplados a eixos motores e movidos por máquinas e equipamentos. alto coeficiente de atrito. As polias trapezoidais são conhecidas pelo nome de polias em “V” e são as mais utilizadas em máquinas. A velocidade periférica (V) é a mesma para as duas rodas.

a polia motora e a movida giram no mesmo sentido. Figura 11.4 Educação Profissional 134 Created with novaPDF Printer (www.3 A correia plana permite ainda a transmissão entre árvores não paralelas.2 A velocidade periférica da polia movida é. porém o desgaste da correia é maior. sempre menor que a da polia motora.Transmissão por correia plana Essa maneira de transmissão de potência se dá por meio do atrito que pode ser simples.2 (D1 + D2). desliza e portanto não transmite integralmente a potência.novaPDF. do tamanho da superfície de atrito e do material da correia e das polias.1. Figura 11. O tamanho da superfície de atrito é determinado pela largura da correia e pelo ângulo de abraçamento ou contato ( ) (figura acima) que deve ser o maior possível e calcula-se pela seguinte fórmula: Para obter um bom ângulo de abraçamento é necessário que:  a relação de transmissão i não ultrapasse 6:1. No acionamento cruzado as polias giram em sentidos contrários e permitem ângulo de abraçamento maiores. quando existem polias intermediárias com diâmetros diferentes.  a distância entre eixos não seja menor que 1. ou múltiplo. No acionamento simples.11. da velocidade periférica. O deslizamento depende da carga. Figura 11.1. na prática. quando existe somente uma polia motora e uma polia movida (como na figura abaixo). quando em serviço.com) . A correia plana.

com) . a superfície de contato da polia plana pode ser plana ou abaulada. é necessário aumentar o ângulo de abraçamento da polia menor.6 11.novaPDF.2.Formato da polia plana Segundo norma DIN 111. O acabamento superficial deve ficar entre quatro e dez milésimos de milímetro (4 10 m). acionado por mola ou por peso.Tensionador ou esticador Quando a relação de transmissão supera 6:1.5 Figura 11. Para isso. A polia com superfície plana conserva melhor as correias e a polia com superfície abaulada guia melhor as correias. usa-se o rolo tensionador ou esticador. Educação Profissional 135 Created with novaPDF Printer (www.1.1. Figura 11.7 A tensão da correia pode ser controlada também pelo deslocamento do motor sobre guias ou por sistema basculante. Quando a velocidade da correia supera 25m/s é necessário equilibrar estática e dinamicamente as polias (balanceamento).3.11. Figura 11.

9 11. 11.10 O emprego da correia em V é preferível ao da correia plana e possui as seguintes características:   Praticamente não tem deslizamento. Figura 11. o pêlo de camelo.com) .Materiais para correia plana  Couro de boi Recebe emendas.novaPDF.Figura 11. para polia de pequeno diâmetro.  Permite uma boa proximidade entre eixos. Tem por material base o algodão. própria para forças sem oscilações. suporta bem os esforços e é bastante elásticas. capas de transmitir grandes potências.  Material fibroso e sintéticos Não recebe emendas (correia sem-fim). o perlon e o nylon.4 .1.8 Figura 11. O limite é dado por p = D + 3/2h (D = diâmetro da polia maior e h = altura da correia). Educação Profissional 136 Created with novaPDF Printer (www. Essa combinação produz uma correia com excelente flexibilidade.  Material combinado. É feita de borracha revestida por lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para absorver as forças.5-Transmissão por correia em V A correia em V é inteiriça (sem-fim) fabricada com secção transversal em forma de trapézio. couro e sintéticos Essa correia possui a face interna feita de couro curtido ao cromo e a externa de material sintético (perlon). o viscose.1. Relação de transmissão até 10:1.

medindo o comprimento externo da correia. Menor carga sobre os mancais que a correia plana.novaPDF.     Partida com menor tensão prévia que a correia plana. A pressão nos flancos. em consequência do efeito de cunha. Os perfis são normalizados e denominam-se formato A. C. B. diminuindo um dos valores abaixo e transformando o resultado em polegadas.11 Para especificação de correias. 11. suas dimensões são mostradas na figura a seguir.1. 11. Figura 11. por aproximação.1.Perfil dos canais das polias As polias em V têm suas dimensões normalizadas e são feitas com ângulos diferentes conforme o tamanho. pode-se encontrar. Emprego de até doze correias numa mesma polia. triplica em relação à correia plana. Dimensões normalizadas para polias em V: Educação Profissional 137 Created with novaPDF Printer (www. típicos da correia emendada com grampos.Perfil e designação das correias em V A designação é feita por uma letra que representa o formato e por um número que é o perímetro médio da correia em polegada. Elimina os ruídos e os choques.7.com) . o número que vai ao lado da letra.6. D e E.

novaPDF. A correia não deve ultrapassar a linha do diâmetro externo da polia e nem tocar no fundo do canal.12 O perfil dos canais das polias em V deve ter as medidas corretas para que haja um alojamento adequado da correia no canal. 11.Relação de transmissão (i) para correias e polias em V Uma vez que a velocidade (V) da correia é constante.Figura 11. o que anularia o efeito de cunha.com) . a relação de transmissão está em função dos diâmetros das polias.8.1. 138 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

novaPDF.15 O perfil dos dentes pode ser trapezoidal ou semicircular. o passo dos dentes e a largura. deve-se tomar o diâmetro nominal médio da polia (Dm) para os cálculos. deve-se mencionar o comprimento da correia ou o número de sulcos da polia. geralmente. O diâmetro nominal calcula-se pela fórmula: Figura 11. A força se transmite através dos flancos dos dentes e pode chegar a 400N/cm2.9-Transmissão por correia dentada A correia dentada em união com a roda dentada correspondente permite uma transmissão de força sem deslizamento.14 11.’ Figura 11. são feitos com módulos 6 ou 10.1. A relação de transmissão (i) é dada por: Educação Profissional 139 Created with novaPDF Printer (www. As correias de qualidade têm no seu interior vários cordonéis helicoidais de aço ou de fibra de vidro que suportam a carga e impedem o alongamento. metal leve ou ferro fundido em areia especial para precisão nas medidas em bom acabamento superficial. Para a especificação das polias e correias dentadas.13 Para as correias em V.Figura 11. As polias são fabricadas de metal sinterizado.com) .

1. a polia deverá ser substituída para que a correia não venha a sofrer desgastes prematuros. Não apresentar as bordas trincadas.16 A verificação do dimensionamento dos canais das polias deve ser feita com o auxílio de um gabarito contendo o ângulo dos canais. Observe as ilustrações seguintes. À esquerda. Note que a correia não ultrapassa a linha do diâmetro externo da polia nem toca no fundo do canal.novaPDF.1.10 . oxidadas ou com porosidade. a correia assenta-se no fundo.11 . É recomendável.11. Figura 11. conforme mostra a figura.Cuidados exigidos com polias em V As polias. usar uma régua paralela fazendo-a tocar toda a superfície lateral das polias. Apresentar os canais livres de graxa.com) . as polias em “V” exigem alinhamento. para fazer um bom alinhamento. óleo ou tinta e corretamente dimensionados para receber as correias. exigem os seguintes cuidados:    Não apresentar desgastes nos canais. Nesse último caso. Polias desalinhadas danificam rapidamente as correias e forçam os eixos aumentando o desgaste dos mancais e os próprios eixos. por causa do desgaste sofrido pelo canal. para funcionarem adequadamente. amassadas.17 11. À direita. Educação Profissional 140 Created with novaPDF Printer (www. Figura 11.Alinhamento de polias Além dos cuidados citados anteriormente. temos uma correia corretamente assentada no canal da polia.

quanto à perpendicularidade entre as faces de apoio e os eixos dos flancos. Esse cuidado é necessário porque correias de marcas diferentes apresentam desempenhos diferentes. devem ser observados os seguintes requisitos:  Nas primeiras 50 horas de serviço. até que se possa trocar todo o jogo. As polias devem ter uma construção rigorosa quanto à concentricidade dos diâmetros externos e do furo.1. verificar constantemente a tensão e ajustá-la.Procedimentos em manutenção com correias e polias A correia é importante para a máquina. As velhas.12. Quando mal aplicada ou frouxa. Os defeitos construtivos das polias também influem negativamente na posição de montagem do conjunto de transmissão. se necessário. Influência dos defeitos das polias na posição de montagem do conjunto de transmissão. variando de fabricante para fabricante. Não é aconselhável usar correias novas junto às velhas.  Nas revisões de 100 horas.  Tomar cuidado para que o protetor das correias nunca seja removido enquanto a máquina estiver em operação. verificar a tensão.novaPDF.Figura 11. A primeira recomendação para a manutenção das correias em “V” é mantê-las sempre limpas.  Nunca tentar remendar uma correia em “V” estragada. provoca a perda de velocidade e de eficiência da máquina. é preferível trabalhar com uma correia a menos do que trocá-la por outra.  Se uma correia do jogo romper. Educação Profissional 141 Created with novaPDF Printer (www. para que não provoquem danos nos mancais e eixos. Além disso. o desgaste que elas sofreram e o desgaste das polias. sobrecarregam as novas.18 11. por estarem lasseadas.com) . quando esticada demais. pois nesse período as correias sofrem maiores esticamentos.  Jogos de correias deverão ser montados com correias de uma mesma marca. e quanto ao balanceamento. há quebra dos eixos ou desgaste rápido dos mancais.

antes de tensioná-las. Esses procedimentos podem causar o rompimento das lonas e cordonéis das correias. pois se estiverem em lados opostos o tensionamento posterior não será uniforme. deve-se girálas manualmente para que seus lados frouxos fiquem sempre para cima ou para baixo. Após montar as correias nos respectivos canais das polias e.11. Não se recomenda colocar correias forçando-as contra a lateral da polia ou usar qualquer tipo de ferramenta para forçá-la a entrar nos canais da polia. Educação Profissional 142 Created with novaPDF Printer (www.Colocação de correias Para colocar uma correia vinculando uma polia fixa a uma móvel.com) . deve-se recuar a polia móvel aproximando-a da fixa. Esse procedimento facilitará a colocação da correia sem perigos de danificá-la.1.novaPDF.13.

sem que ocorra deslizamento.novaPDF. Os tipos de proteção mais adequados são aqueles que permitem a passagem do ar para uma boa ventilação e dissipação do calor. Na prática. Aconselha-se a colocação de telas ou grades de aço para essas proteções.  Tensão baixa: provoca deslizamento e.1.Figura 11. ocasionando danos prematuros. bastará empurrá-la com o polegar.  Tensão alta: reduz a vida útil das correias e dos rolamentos dos eixos das polias.Proteção de sistemas Todo sistema que trabalha com transmissão de correias deve ser devidamente protegido para evitar acidentes.19 Figura 11. conseqüentemente. Deve-se verificar periodicamente se as malhas das telas estão limpas e se as telas não estão em contato direto com o sistema.Tensionamento de correias O tensionamento de correias exige a verificação dos seguintes parâmetros:  Tensão ideal: deve ser a mais baixa possível. mesmo com picos de carga. para verificar se uma correia está corretamente tensionada.15.21 11. produção de calor excessivo nas correias. Figura 11.20 11.14 .22 Educação Profissional 143 Created with novaPDF Printer (www.1.com) . de modo tal que ela se flexione aproximadamente entre 10 mm e 20 mm conforme ilustrado a seguir. Figura 11.

óleo.novaPDF. É necessário para o funcionamento desse conjunto de transmissão que as engrenagens estejam em um mesmo plano e os eixos paralelos entre si. Figura 12.com) .23 12. vapores. Figura 11. encurta-se a vida útil das correias.Adição de cargas Um sistema de transmissão por correias deve ser calculado adequadamente. de muita utilidade para transmissões entre eixos próximos.1 A transmissão por corrente normalmente é utilizada quando não se podem usar correias por causa da umidade.2 Educação Profissional 144 Created with novaPDF Printer (www. não ocorre o deslizamento. A transmissão de potência é feita através do engrenamento entre os dentes da engrenagem e os elos da corrente. Quando se adiciona carga ao sistema já existente. É. etc. conforme comentários mostrados na ilustração.1. ainda.CORRENTES Um ou vários eixos podem ser acionados através de corrente. substituindo trens de engrenagens intermediárias.16.11. Figura 12.

é fabricada em tipo standard. médio e pesado. Figura 12.com) . onde as talas são permanentemente ligadas através de pinos e buchas. formando corrente múltipla.1. colocados rolos.Corrente de dentes Nesse tipo de corrente há. sobre cada pino articulado.1. em movimentação e sustentação de contrapeso e. ainda.TIPOS DE CORRENTES 12. onde cada segunda tala pertence ao próximo elo da corrente. em transportadores. Esta corrente é aplicada em transmissões.4 Figura 12.novaPDF.Corrente de rolos É composta por elementos internos e externos. podem ser montadas até 8 correntes em paralelo.5 Várias correntes podem ser ligadas em paralelo.12.3 Figura 12.6 12.2. com abas de adaptação. várias talas dispostas uma ao lado da outra.1 . Educação Profissional 145 Created with novaPDF Printer (www. sobre as buchas são. Figura 12.1 .

Sua característica principal é a facilidade de retirar-se qualquer elo. 12. pode ser usada em transmissões. igual. de elo a elo vizinho. É conhecida como corrente silenciosa (“silent chain”).3. mesmo com o desgaste.7 Figura 12. podem ser construídas correntes bem largas e muito resistentes.9 Dessa maneira.com) . É conhecida por “link chain”.Corrente de elos livres Esta é uma corrente especial usada para transportadores e. Esta corrente permite transmitir rotações superiores às permitidas nas correntes de rolos. pois entre eles não há diferença. sendo apenas necessário suspendê-lo. Além disso.novaPDF.11 Educação Profissional 146 Created with novaPDF Printer (www.8 Figura 12. em alguns casos.1. o passo fica.10 Figura 12. Figura 12.Figura 12.

possui os elos formados de vergalhões redondos soldados.Corrente de blocos É uma corrente parecida com a corrente de rolos. É usada nos transportadores e os blocos formam base de apoio para os dispositivos usados para transporte. Figura 12.1. Engrenagens para correntes As engrenagens para correntes têm como medidas principais o número de dentes (Z).Fabricação das correntes As talas são estampadas de fitas de aço. os rolos e as buchas são repuxados de chapas de aço ou enrolados de fitas de aço. Figura 12. podendo ter um vergalhão transversal para esforço.4 .com) . separadamente. cada par de rolos. os pinos são cortados de arames de aço. mas. Figura 12. com seus elos. porque a corrente se aplica sobre a roda em forma poligonal.12 12. o passo (p) e o diâmetro (d).1.14 O passo é igual à corda medida sobre o diâmetro primitivo desde o centro de um vão ao centro do vão consecutivo.13 12.Corrente comum Conhecida também por cadeia de elos. beneficiadas ou temperadas para aproximadamente 60 rockwell. É usada em talhas manuais.1.6. As peças prontas são.5. forma um sólido (bloco).12. Educação Profissional 147 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. transportadores e em uma infinidade de aplicações.

as laterais dos dentes são afiladas e 10% mais estreitas que a corrente.Figura 12. O quadro a seguir mostra os principais defeitos apresentados pelas correntes e suas causas.novaPDF.15 O perfil dos dentes corresponde ao diâmetro dos rolos da corrente e para que haja facilidade no engrenamento.Danos típicos das correntes Os erros de especificação. Educação Profissional 148 Created with novaPDF Printer (www. Figura 12.7.16 Algumas rodas possuem o perfil modificado para compensar o alargamento produzido pelo desgaste. Figura 12. Os dentes são formados de tal modo que os rolos colocados entre eles tenham folga no flanco da frente e no flanco de trás.1. instalação ou manutenção podem fazer com que as correntes apresentem vários defeitos.com) .17 12.

Existem eixos fabricados com aços-liga.Manutenção das correntes Para a perfeita manutenção das correntes. lavá-la com querosene. Verificar periodicamente o alinhamento. de vez em quando. Educação Profissional 149 Created with novaPDF Printer (www. 13.12. Quando móveis. Medir o desgaste das rodas dentadas.CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS A maioria dos eixos é construída em aço com baixo e médio teor de carbono. Para efetuar a limpeza da corrente. Os eixos com médio teor de carbono exigem um tratamento térmico superficial. Enxugar a corrente e mergulhá-la em óleo. Medir ocasionalmente o aumento do passo causado pelo desgaste de pinos e buchas. Armazenar a corrente coberta com uma camada de graxa e embrulhada em papel. para prolongar sua vida útil. deixando escorrer o excesso. por meio de gotas.1 . banho ou jato. pois estarão em contato permanente com buchas. altamente resistentes.EIXOS Eixos são elementos mecânicos utilizados para articular um ou mais elementos de máquinas. Nunca colocar um elo novo no meio dos gastos. os eixos transmitem potência por meio movimento de rotação.novaPDF. 13 .com) . rolamentos materiais de vedação.1. Não usar corrente nova em rodas dentadas velhas. os seguintes cuidados deverão ser tomados:           Lubrificar as correntes com óleo.8. Inverter a corrente.

13.com) .1 . como os motores de aviões.13.CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS Quanto à seção transversal. com degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles.1 13. A parte ajustável tem formato cônico e é firmemente fixada por meio de uma porca. Suas extremidades são chanfradas para evitar o rebarbamento e suas arestas internas são arredondadas para evitar a concentração de esforços localizados. ranhurados ou flexíveis.2. os eixos são circulares e podem ser maciços.3 .novaPDF. Figura 13. Empregam-se esses eixos quando há necessidade de sistemas mais leves e resistentes.Eixos cônicos Devem ser ajustados num componente que possua furo de encaixe cônico.Eixos vazados São mais resistentes aos esforços de torção e flexão que os maciços. Educação Profissional 150 Created with novaPDF Printer (www. cônicos.2. roscados.Eixos roscados Possuem algumas partes roscadas que podem receber porcas capazes de prenderem outros componentes ao conjunto.2.2.Eixos maciços Apresentam a seção transversal circular e maciça. vazados.2 .2 13. Uma chaveta é utilizada para evitar a rotação relativa.3 13. Figura 13.2 .4 . Figura 13.

na face do eixo.5 .4 13.2. Os eixos ranhurados são utilizados quando é necessário transmitir grandes esforços. Os eixos flexíveis são empregados para transmitir movimento a ferramentas portáteis que operam com grandes velocidades e com esforços não muito intensos.Figura 13.5 13.6.novaPDF. um furo com rosca. porém exige os seguintes cuidados: Verificar a existência de elementos de fixação (anéis elásticos. 13. Educação Profissional 151 Created with novaPDF Printer (www. pinos cônicos.Eixos ranhurados Apresentam uma série de ranhuras longitudinais em torno de sua circunferência. O conjunto é protegido por meio de um tubo flexível.com) .7-Desmontagem de eixos A desmontagem de eixos é aparentemente simples e fácil. As ranhuras engrenam-se com os sulcos correspondentes das peças a serem montadas neles.Eixos flexíveis Consistem em uma série de camadas de arame de aço enrolado alternadamente em sentidos opostos e apertado fortemente. parafusos. O furo é construído para facilitar a desmontagem do eixo por meio de um dispositivo para sacá-lo. pinos de posicionamento e chavetas) e retirá-los antes de sacar o eixo. Figura 13.2. Verificar se existe.2. e a união com o motor é feita com uma braçadeira especial munida de rosca.

8. As pancadas provocam encabeçamento. Figura 13.com) . Após a desmontagem. Educação Profissional 152 Created with novaPDF Printer (www. o eixo deverá ser guardado em local seguro para não sofrer empenamentos ou outros danos.novaPDF. organização e limpeza rigorosa. 13. os seguintes cuidados deverão ser observados:  Efetuar limpeza absoluta do conjunto e do eixo para diminuir o desgaste por abrasão. além de produzir danos no furo de centro. Danos no furo de centro impedem posteriores usinagens.  Verificar se as tolerâncias das medidas do eixo estão corretas usando paquímetro ou micrômetro. não deixando que o eixo passe pelo mancal.Figura 13.  Não permitir a presença de nenhum arranhão no eixo para não comprometer seu funcionamento e não provocar danos no mancal.  Colocar os retentores cuidadosamente para não provocar desgastes no eixo e vazamentos de lubrificante. recomenda-se usar um material protetor e macio como o cobre para receber as pancadas. onde seria fixado à máquina (torno. cuidando para não bater nas bordas do eixo.  Não permitir a presença de nenhuma rebarba no eixo.Montagem de eixos A montagem de eixos exige atenção.  Pré-lubrificar todas as peças para que elas não sofram desgastes até o instante da chegada do lubrificante quando a máquina for posta para funcionar.2. Além desses fatores. retificadora cilíndrica e fresadora) entre pontas. especialmente se o eixo for muito comprido.7 Se realmente for necessário bater no eixo para sacá-lo.6 Nunca bater com martelo na face do eixo.

13.2.9- Danos típicos sofridos pelos eixos Os eixos sofrem dois tipos de danos: quebra e desgaste. A quebra é causada por sobrecarga ou fadiga. A sobrecarga é o resultado de um trabalho realizado além da capacidade de resistência do eixo. A fadiga é a perda de resistência sofrida pelo material do eixo, devido às solicitações no decorrer do tempo. O desgaste de um eixo é causado pelos seguintes fatores:      Engripamento do rolamento; Óleo lubrificante contaminado; Excesso de tensão na correia, no caso de eixos-árvore acionados por correias; Perda de dureza por superaquecimento; Falta de lubrificante.

14 -TRAVAS
As uniões roscadas são submetidas a vibrações e podem soltar-se por essa razão. Para evitar isso, colocam-se travas e arruelas nas porcas ou parafusos. Existem dois tipos de travas:  Trava por fechamento de forma - é a mais segura e impede o afrouxamento da união.

Figura 14.1

Figura 14.2

Figura 14.3 Educação Profissional 153

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 Trava por fechamento de forças - esta trava estabelece uma força de compressão entre as peças, o que aumenta o atrito e dificulta o afrouxamento da união, mas não impede totalmente a soltura.

Figura 14.4

Figura 14.5

Figura 14.6

Figura 14.7

Figura 14.8

Figura 14.9

14.1 - CHAVETAS Chaveta é um corpo prismático que pode ter faces paralelas ou inclinadas, em função da grandeza do esforço e tipo de movimento que deve transmitir. É construída normalmente de aço. A união por chaveta é um tipo de união desmontável, que permite às árvores transmitirem seus movimentos a outros órgãos, tais como engrenagens e polias.

14.1.1- Classificação e características Chaveta de cunha (ABNT-PB-121) Empregada para unir elementos de máquinas que devem girar. Pode ser com cabeça ou sem cabeça, para facilitar sua montagem e desmontagem. Sua inclinação é de 1:100, o que permite um ajuste firme entre as partes.

Figura 14.10 Educação Profissional 154

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Figura 14.11

O princípio da transmissão é pela força de atrito entre as faces da chaveta e o fundo do rasgo dos elementos, devendo haver uma pequena folga nas laterais.

Figura 14.12 Havendo folga entre os diâmetros da árvore e do elemento movido, a inclinação da chaveta provocará na montagem uma determinada excentricidade, não sendo, portanto aconselhado o seu emprego em montagens precisas ou de alta rotação.

Figura 14.13 A figura a seguir mostra o modo de sacar a chaveta com cabeça.:

Figura 14.14 Educação Profissional 155

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14.1.2- Chaveta encaixada (DIN 141, 490 e 6883) É a chaveta mais comum e sua forma corresponde ao tipo mais simples de chaveta de cunha. Para facilitar seu emprego, o rasgo da árvore é sempre mais comprido que a chaveta. A mínimo = 2 . comprimento da chaveta

Figura 14.15

14.1.3 - Chaveta meia-cana (DIN 143 e 492) Sua base é côncava (com o mesmo raio do eixo). Sua inclinação é de 1:100, com ou sem cabeça. Não é necessário rasgo na árvore, pois transmite o movimento por efeito do atrito, de forma que, quando o esforço no elemento conduzido é muito grande, a chaveta desliza sobre a árvore.

Figura 14.16

14.1.4 - Chaveta plana (DIN 142 e 491) É similar a chaveta encaixada, tendo, porém, no lugar de um rasgo na árvore, um rebaixo plano. Sua inclinação é de 1:100 com ou sem cabeça. Seu emprego é reduzido, pois serve somente para a transmissão de pequenas forças.

Figura 14.17 14.1.5 - Chaveta tangencial (DIN 268 e 271) É formada por um par de cunhas com inclinação de 1:60 a 1:100 em cada rasgo. São sempre utilizadas duas chavetas e os rasgos são posicionados a 120º. Educação Profissional 156

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A designação tangencial é devido a sua posição em relação ao eixo. Por isso, e pelo posicionamento (uma contra a outra), é muito comum o seu emprego para transmissão de grandes forças, e nos casos em que o sentido de rotação se alterna.

Figura 14.17

Figura 14.18

14.1.6- Chaveta transversal Aplicada em uniões de órgãos que transmitem movimentos não só rotativos como também retilíneos alternativos. Quando é empregada em uniões permanentes, sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50. Se a união necessita de montagens e desmontagens frequentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15. Dupla (inclinação nos dois lados) Simples (inclinação em um lado)

Figura 14.19 14.1.7 - Chaveta paralela (DIN 269) É normalmente embutida e suas faces são paralelas, sem qualquer conicidade. O rasgo para o seu alojamento tem o seu comprimento. As chavetas embutidas nunca têm cabeça e sua precisão de ajuste é nas laterais, havendo uma pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e o fundo do rasgo elemento conduzido.

Figura 14.20 Educação Profissional 157

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A transmissão do movimento e das forças é feita pelo ajuste de suas faces laterais com as do rasgo da chaveta. A chaveta paralela varia quanto à forma de seus extremos (retos ou arredondados) e quanto à quantidade de elementos de fixação à árvore. Pelo fato de a chaveta paralela proporcionar um ajuste preciso na árvore não ocorre excentricidade, podendo, então, ser utilizada para rotações mais elevadas. É bastante usada nos casos em que o elemento conduzido é móvel.

Figura 14.21 14.1.8- Chaveta de disco ou meia-lua tipo woodruff (DIN 496 e 6888) É uma variante da chaveta paralela, porém recebe esse nome porque sua forma corresponde a um segmento circular. É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a montagem e se adaptar a conicidade do fundo do rasgo do elemento externo.

Figura 14.22

14.2 - ANEL ELÁSTICO É um elemento usado para impedir o deslocamento axial, posicionar ou limitar o curso de uma peça deslizante sobre um eixo. Conhecido também por anel de retenção, de trava ou de segurança. Deslocamento axial é o movimento no sentido longitudinal do eixo. Fabricado de aço para molas, tem a forma de anel incompleto, que se aloja em um canal circular construído conforme normalização.

14.2.1 - Tipos de anéis elásticos e aplicações Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 1000mm. Trabalha externamente - DIN 471.

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23 Aplicação: para furos com diâmetro entre 9.26 Educação Profissional 159 Created with novaPDF Printer (www. Figura 14. Figura 14.com) . Trabalha externamente . Trabalha internamente .25 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 390mm para rolamentos.DIN 6799.DIN 472.novaPDF. Figura 14.5 e 1000mm.Figura 14.24 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 8 e 24mm.

27 14. Figura 14. forma. oca ou maciça que serve para alinhamento.28 Figura 14. fixação e transmissão de potência.PINOS É uma peça geralmente cilíndrica ou cônica.30 Os alojamentos para pinos devem ser calibrados com alargador que deve ser passado de uma só vez pelas suas peças a serem montadas. Figura 14. material e tratamento térmico.Anéis de secção circular .29 Os pinos se diferenciam por suas características de utilização.novaPDF.para pequenos esforços axiais. 160 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Figura 14. acabamento superficial.com) .3 . tolerâncias dimensionais.

Por isso os pinos com função de alinhar ou centrar devem estar a maior distância possível entre si. geralmente associado a parafusos e prisioneiros.32 O principal esforço a que os pinos.Figura 14.novaPDF.3. Figura 14. de modo geral.Pino cilíndrico paralelo Pino de ajuste (guia) temperado É feito de aço-prata ou similar e é temperado.1. Figura 14. estão sujeitos é o de cisalhamento. maior o risco de cisalhamento e menor a precisão no ajuste.com) . Educação Profissional 161 Created with novaPDF Printer (www. revenido e retificado. Pode resistir a grandes esforços transversais e é usado em diversas montagens.33 14. para diminuir os esforços de corte.31 Esta calibragem é dispensada quando se usa pino estriado ou pino tubular partido (elástico). Quanto menor proximidade entre os pinos.

Tem por diâmetro nominal o diâmetro menor.Pino de união Tem funções secundárias como em dobradiças para caixas metálicas e móveis. A precisão destes pinos é j6. polias.Pino cônico Feito geralmente de aço-prata.4.novaPDF. para que se use a broca com essa medida antes de calibrar com alargador. com ponta roscada e cabeça. Educação Profissional 162 Created with novaPDF Printer (www. Figura 14.Pino de segurança É usado principalmente em máquinas-ferramentas como pino de cisalhamento.3.3.34 Pode ser liso. Figura 14. com cabeça provida de ressalto para evitar o giro. em caso de sobrecarga esse pino se rompe para que não quebre um componente de maior importância. 14.3.35 Todos os pinos que apresentam furo ou rosca são usados como eixo para articulações ou para suportar rodas.37 Existem pinos cônicos com extremidade roscada a fim de mantê-los fixos em casos de vibrações ou sacá-los em furos cegos.Figura 14.3. 14.com) . com cabeça e furo para cupilha. cabos. liso com furo para cupilha.36 14. etc. é temperado ou não e retificado. m6 ou h8.2. Figura 14. isto é.

a fenda permanece aberta e elástica gerando o aperto.42 14. Seu uso dispensa o furo alargado. Educação Profissional 163 Created with novaPDF Printer (www.41 Figura 14.Figura 14.6. Quando introduzido. pino de ajuste e pino de segurança. pois permite muitas desmontagens sem prejudicar o alinhamento dos componentes.3.Pino estriado A superfície externa do pino estriado apresenta três entalhes e respectivos rebordos.novaPDF. A forma e o comprimento do entalhes determinam os tipos de pinos. é fabricado de fita de aço para mola enrolada.Pino tubular fendido Também conhecido como pino elástico.3. O uso destes pinos dispensa o acabamento e a precisão do furo alargado. além do que é possível compensar eventual desgaste ou alargamento do furo. 14.40 O pino cônico tem largo emprego na construção de máquinas. Figura 14.com) .5.39 Figura 14. Este elemento tem grande emprego como pino de fixação.38 Figura 14.

Seu funcionamento baseia-se no principio do atrito de deslizamento ou de rolamento. A tabela 1 demonstra as vantagens dos mancais de rolamentos sobre os de deslizamento.3. Isto proporciona uma força de ajuste maior em relação ao pino elástico comum. tratamento e acabamento.7.46 14.45 Há um pino elástico especial chamado Connex. A cupilha é usada principalmente para travar porcas-castelo. 15 .com) . Tabela 15. material.novaPDF. Figura 14.44 Figura 14. com fenda ondulada cujos cantos estão opostos entre si.43 Figura 14.1 – Vantagens dos rolamentos sobre os mancais de deslizamento Educação Profissional 164 Created with novaPDF Printer (www.MANCAIS São elementos de máquinas destinados a apoiar e condicionar o movimento de eixos e outros componentes.47 Nota:Um pino qualquer ao se quebrar deve ser substituído por outro com as mesmas características de forma.Figura 14.Cupilha ou contrapino Trata-se de um arame de secção semicircular dobrado de tal forma a obter-se um corpo cilíndrico e uma cabeça. Figura 14.

chegaram-se-se aos mancais de rolamento ou simplesmente rolamentos. encontrados nos mancais de deslizamento.suportam cargas radiais e leves cargas axiais.1 . Sua capacidade de ajustagem angular é limitada.15. Figura 15. destacamos alguns tipos: . O anel externo (capa) é fixado na peça ou na caixa e o anel interno é fixado diretamente ao eixo. c) Mistos .não podem ser submetidos a cargas radiais. Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas.1 – Estrutura de um rolamento de esferas Essas esferas ou rolos são mantidos eqüidistantes por meio do separador ou gaiola a fim de distribuir os esforços e manter concêntricos os anéis.1).MANCAIS DE ROLAMENTO Quando se buscou diminuir sensivelmente os problemas de atrito de resistência à alta velocidade. Figura 15.Tipos de rolamentos Diversos tipos de rolamentos foram desenvolvidos ao longo dos anos agregando várias tecnologias.1.Classificação dos rolamentos Quanto ao tipo de carga que suportam.2).novaPDF.suportam tanto carga axial quanto radial. b) Axiais .2 – Rolamento rígido de esferas Educação Profissional 165 Created with novaPDF Printer (www. é necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa (Figura 15. os rolamentos podem ser: a) Radiais .Rolamento rígido de uma carreira de esferas: É o mais comum dos rolamentos. 15. 15.1 . por conseguinte.2 .com) . Os rolamentos são simplesmente rolamentos de máquinas constituídos por dois anéis de aço separados por uma ou mais fileiras de esferas ou rolos (Figura 15.1.

portanto.5 – Rolamento de rola cilíndrico .3). Figura 15.Rolamento autocompensador de esferas: É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no anel externo. Figura 15.6 – Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos Educação Profissional 166 Created with novaPDF Printer (www.3 – Rolamento de esferas de contato angular .4 – Rolamento autocompensador de esferas . Figura 15.com) .Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas: Admite cargas axiais somente em um sentido.Rolamento de rolo cilíndrico: É apropriado para cargas radiais elevadas e seus componentes são separáveis. ou seja. Figura 15.novaPDF.5). compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15..4).6).Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos: Seu emprego é particularmente indicado para construções em que se exige uma grande capacidade de suportar carga radial e a compensação de falhas de alinhamento (Figura 15. o que facilita a montagem e desmontagem (Figura 15. o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular. deve sempre ser montado contraposto a um outro rolamento que possa receber a carga axial no sentido contrário (Figura 15.

8). porém. existe uma distribuição uniforme de carga (Figura 15. O anel interno e o externo podem ser montados separadamente.. Figura 15. um contra o outro (Figura 15. Figura 15.9 – Rolamento axial de esfera Educação Profissional 167 Created with novaPDF Printer (www. Como só admitem cargas axiais em um sentido.7).Rolamento autocompensador com duas carreiras de rolos: É um rolamento para os mais pesados serviços. os rolamentos de rolos cônicos também suportam cargas axiais em um sentido.novaPDF. Figura 15.7 – Rolamento autocompensador de rolos . Devido ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas. Os rolos são de grande diâmetro e comprimento.8 – Rolamento de rolos cônicos .Rolamento axial de esfera: Ambos os tipos de rolamento axial de esfera (escora simples e escora dupla) admitem elevadas cargas axiais. não podem ser submetidos a cargas radiais. de modo geral torna-se necessário montar os anéis aos pares. Para que as esferas sejam guiadas firmemente em suas pistas.9).Rolamento de rolos cônicos: Além de cargas radiais.com) . Os anéis são separáveis. é necessária a atuação permanente de uma determinada carga axial mínima (Figura 15.

a designação é construída de acordo com a variação do diâmetro interno do rolamento (d).Designação dos rolamentos Os mancais de rolamentos têm designações alfanuméricas que auxiliam na sua identificação e padronização. devido à disposição inclinada dos rolos. Por esta norma. 20  d < 500 mm .10).Série de rolamentos que é razoavelmente usada industrialmente.com) .11 – Rolamento de agulhas 15.11). Figura 15. d  500 mm . 10  d < 20 mm . sempre em maquinaria pesada. Figura 15.Série de rolamentos mais usada industrialmente esta é a série de maior importância prática.. compensando possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15.Rolamento axial autocompensador de rolos: Possui grande capacidade de carga axial e. em comparação com os rolamentos de rolos comuns. geralmente em máquinas pequenas. A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento a propriedade de alinhamento angular. em função do pequeno diâmetro interno. A Norma mais utilizada é a ISO.novaPDF. É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado (Figura 15.Rolamento de agulhas: Possui uma secção transversal muito fina. conforme se observa no resumo apresentado abaixo:  0 < d < 10 mm – Série de rolamentos pouco usada.Série de rolamentos razoavelmente usada industrialmente.10 – Rolamento axial autocompensador de rolos . também pode suportar consideráveis cargas radiais.1.3 .    Educação Profissional 168 Created with novaPDF Printer (www.

YY YY … = 04  d = 20 mm = 05  d = 25 mm = 06  d = 30 mm = 50  d = 250 mm = 51  d = 255 mm YY YY YY YY = 00 = 01 = 02 = 03     d = 10 mm d = 12 mm d = 15 mm d = 17 mm Valores para o diâmetro interno [d] Y = 1  d = 1 mm Y = 2  d = 2 mm Y = 3  d = 3 mm .diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY .diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento.Tipos de Rolamentos e Suas Dimensões Padronizadas D – diâmetro externo. H – altura de rol..com) ..novaPDF. B – largura de rolamentos radiais.. este apresenta o seguinte esquema XXY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY . T – largura de rol. axiais. Y = 8  d = 8 mm Y = 9  d = 9 mm 10  d < 20 mm 20  d < 500 mm Educação Profissional 169 Created with novaPDF Printer (www.d/5 YY YY YY .. cônicos. Radial Cônico Axiais Esquema comum de designações para rolamentos Variação do diâmetro interno [d] Esquema de Designação (Norma ISO) X X X / Y 0 < d < 10 mm Onde: XXX – série do rolamento Y . d – diâmetro interno.

com) .. . d  500 mm Onde: XXX – série do rolamento YYY.novaPDF.diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento.Observação 1: d/5 = diâmetro interno dividido por 5.. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X / YYY... este apresenta o seguinte esquema XX/YYY.. Observação 2: Quando algum número é omitido na série do rolamento. externo 8 9 0 2 3 4 3 3 2 1 0 0 9 8 0 2 2 3 3 4 2 2 3 3 4 2 2 170 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Principais séries de rolamentos para indústria Tipo de Rolamento Série YY = 95  d = 475 mm YY = 96  d = 480 mm YYY = 500  d = 500 mm YYY = 643  d = 643 mm YYY = 750  d = 750 mm … YYYY = 1000  d = 1000 mm YYYY = 1500  d = 1500 mm Série do tipo 6 6 6 6 6 6 6 6 6 16 6 16 6 6 NU NU NU NU NU NU NJ NJ NJ NJ NJ NUP NUP Série de Largura (1) (1) (1) (0) (0) (0) 2 (0) 2 (0) 3 (0) 1 1 1 (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 Rolamentos rígidos ou fixos de uma carreira de esferas Rolamentos de uma carreira de rolos cilíndricos 68 69 60 62 63 64 623 63 622 161 630 160 619 618 NU10 NU2 NU22 NU3 NU23 NU4 NJ2 NJ22 NJ3 NJ23 NJ4 NUP2 NUP22 Série do diam.

NUP3 NUP23 NUP4 N10 N2 N3 N4 NF2 NF3 NF4

NUP NUP NUP N N N N NF NF NF

(0) 2 (0) 1 (0) (0) (0) (0) (0) (0)

3 3 4 0 2 3 4 2 3 4

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo NA NA NA NA HK BK 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 2

Série de Largura 4 4 5 6 não há não há 2 2 3 3 0 2 3 0 2 3 3 4 3 4 2 3 1 2 1 1 1 1 2 2 2 3 3 3 9

Rolamentos radiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

NA48(NSK) NA49(NSK) NA59(NSK) NA69(NSK) HK(SKF) BK(SKF) 329 320 330 331 302 322 332 303 323 230 239 240 231 241 222 232 213 223 511 512 513 514 522 523 524 532 533 534 292

Série do diam. externo 8 9 9 9 não há não há 9 0 0 1 2 2 2 3 3 0 9 0 1 1 2 2 3 3 1 2 3 4 2 3 4 2 3 4 2 171

Rolamentos de rolos cônicos

Rolamentos autocompensadores de rolos

Rolamentos axiais de esferas ou escora simples

Rolamentos axiais

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autocompensadores de rolos

Rolamentos autocompensadores de esferas

293 294 10 12 13 22 23 112

2 2 1 1 1 2 2 1

9 9 (1) (0) (0) (2) (2) 1

3 4 0 2 3 2 3 2

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo 7 7 7 7 (0) (0) 4 4 5 5 5 5 5 5 QJ QJ NNU NNU AXK

Série de Largura (1) (1) (0) (0) 3 3 (2) (2) 4 2 4 2 4 2 (0) (0) 4 3 Não há

Rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular

Rolamentos de duas carreiras de esferas de contato angular Rolamentos rígidos ou fixos de duas carreiras de esferas Rolamentos axiais de duas carreiras de esferas ou escora dupla

Rolamentos de Rolamentos de quatro pontos de contato Rolamentos de duas carreiras de rolos cilíndricos Rolamentos axiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

79 70 72 73 33 32 43 42 544 524 543 523 542 522 QJ3 QJ2 NNU49 NN30 AXK

Série do diam. externo 9 0 2 3 3 2 3 2 4 4 3 3 2 2 3 2 9 0 Não há

OBSERVAÇÕES: há alguns casos particulares em que a norma ISO não é aplicada por algum fabricante Tipo de Rolamento Esquema de Designação Z X X Y Y Rolamento radial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rol. de agulhas, se for igual a HK é um rolamento sem fundo, se for BK é um rolamento com fundo; Educação Profissional Exemplo Designação - BK 1012 Rolamento radial de agulhas, com fundo, diâmetro interno de 10 mm e largura 12 mm.

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XX - diâmetro interno YY - largura do rolamento.

Z X X Y Y Rolamento axial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rolamento, neste caso AXK. XX - diâmetro interno YY - diâmetro externo.

Designação - AXK 1730 Rolamento axial de agulhas, diâmetro interno de 17 mm e diâmetro externo 30 mm.

15.2 - MANCAIS DE DESLIZAMENTO São conjuntos destinados a suportar as solicitações de peso e rotação de eixos e árvores. Os mancais estão submetidos ao atrito de deslizamento que é o principal fator a considerar para sua utilização.

15.2.1 - Classificação dos mancais Pelo sentido das forças que suportam, os mancais classificam-se em: axiais (Figura 15.12), radiais (Figura 15.13) e mistos (Figura 15.14).

Figura 15.12 – Mancal axial

Figura 15.13 – Mancal radial

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Figura 15.15).16).Formas construtivas dos mancais Os mancais. Figura 15. A bucha pode ser dispensada em casos de pequena solicitação. em sua maioria. são constituídos por uma carcaça e uma bucha. Figura 15.16 – Detalhes construtivos de um mancal radial inteiriço Educação Profissional 174 Created with novaPDF Printer (www. 15. sendo importante em sua consecução os entalhes para lubrificação (Figura 15.2.2.14 – Mancal misto 15.15 – Detalhes construtivos de um mancal axial .2 .com) .3 – Tipos de mancais de deslizamento .Mancal axial: Feito de ferro fundido ou aço tem como fator principal à forma da superfície que deve permitir uma excelente lubrificação. Suporta esforços radiais (Figura 15.novaPDF. Podem ser construídos para girar em sentido único ou em duplo sentido.Mancal inteiriço: Feito geralmente de ferro fundido e empregado como mancal auxiliar embuchado ou não.

17 – Detalhes construtivos de um mancal radial ajustável .17). à fadiga. Figura 15.Materiais para buchas Os materiais para buchas devem ter as seguintes propriedades: a) Baixo módulo de elasticidade. A bucha tem sempre forma que permite reajuste radial. ligas de cobre sinterizado com adição de chumbo ou estanho ou grafite em pó. f) Boa condutibilidade térmica. bronze ao chumbo.18). Educação Profissional 175 Created with novaPDF Printer (www. Os materiais mais usados são: bronze fosforoso. ligas de alumínio.novaPDF. e) Resistência à compressão. metal antifricção.4 . para facilitar a acomodação à forma do eixo. latão. para facilitar o alisamento da superfície. para efeito de limpar a película lubrificante. à temperatura de trabalho e à corrosão. Figura 15. g) Coeficiente de dilatação semelhante ao do aço. c) Baixa soldabilidade ao aço.2.. Os sinterizados são autolubrificantes por serem mergulhados em óleo quente após sua fabricação. Empregado geralmente em tornos e máquinas que devem funcionar com folga constante (Figura 15. d) Boa capacidade de absorver corpos estranhos.Mancal ajustável: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado. para evitar defeitos e cortes na superfície.com) . materiais plásticos como o náilon e o politetrafluretileno (teflon). Empregado para exigências médias (Figura 15.Mancal reto bipartido: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado com buchas de bronze ou casquilhos de metal antifricção. Este processo faz com que o óleo fique retido na porosidade do material e com o calor do trabalho venha à superfície cumprir sua função.18 – Detalhes construtivos de um mancal radial bipartido 15. b) Baixa resistência ao cisalhamento.

Uma vedação deve resistir a meios químicos. e a entrada de sujeira ou pó.ELEMENTOS DE VEDAÇÃO 16.16 . Figura 16.1. retentores.1 . a) Vedação estática: Não existe movimento considerado entre as parte envolvidas (Figura 16.1.1 – Exemplo de vedação estática b) Vedação dinâmica: Existe movimento de qualquer das partes com o elemento de vedação (Figura 16.2).com) . gaxetas e guarnições. Juntas: Exercem a vedação de forma estática nas máquinas e equipamentos. a desgaste e a envelhecimento. b) Vedação dinâmica. a pressão. Além disso.novaPDF. O desempenho do elemento de vedação depende de sua capacidade de preencher os espaços entre as peças envolvidas.1 – VEDADORES São elementos destinados a proteger máquinas ou equipamentos contra a saída de líquidos e gases. São genericamente conhecidas como juntas. Em função da solicitação as vedações são feitas em diversos formatos e diferentes materiais. 16. São fabricadas a partir de vários materiais escolhidos de acordo com o produto a ser vedado e o meio externo de Educação Profissional 176 Created with novaPDF Printer (www. Figura 16.Classificação dos elementos de vedação a) Vedação estática. a calor. possuem uma enorme gama de medidas para cada tipo de vedador. uma vez que são desenvolvidos para atender aos mais variados projetos de máquinas. As partes a serem vedadas podem estar em repouso ou movimento.2 – Exemplo de vedação dinâmica 16.1).2 – Tipos de vedadores Existe uma grande variedade de vedadores.

Poliuretano estão sendo cada vez mais utilizados pela sua capacidade de vedação e resistência à deterioração (Figura 16. Teflon.  Junta plástica ou veda junta . como auxiliares nas vedações com guarnições de papelão ou cortiça. acabamento das superfícies a vedar. além de outros fatores como pressão interna do produto a vedar.com) . também. Figura 16.6).5 – Exemplos de juntas de plástico (Teflon) Juntas metálicas: Fabricadas em aço. e tipos semi-sectivos que mantêm a elasticidade para compensar a dilatação. Existem tipos que se erigissem e são usados para alta pressão.novaPDF.4).3). alumínio cobre latão ou ligas são muito utilizadas na mecânica. Educação Profissional 177 Created with novaPDF Printer (www. A ordem de aperto dos parafusos tem de ser respeitada para uniformizar a massa (Figura 16. Figura 16.5).4 – Exemplo de juntas de borracha Juntas de plástico: Especialmente os polímeros do tipo Nylon. especialmente em aplicações sob altas temperaturas. entre outros.são produtos químicos em pasta usados em superfícies rústicas ou irregulares. Empregados.trabalho. Exemplos de juntas: Papelão hidráulico: Fabricado a partir de amianto ou não amianto com borrachas e ligantes (Figura 16.3 – Junta de papelão hidráulico Juntas de borracha: Fabricadas em borracha natural ou sintética (Figura 16. Figura 16.

também apresentam um anel de arame ou mola helicoidal para manter a tensão ao vedar (Figura 16. Figura 16.8 – Exemplos de tipos anel “O” Retentor . Alguns tipos possuem uma carcaça metálica para ajuste no alojamento. É um dos elementos de vedação mais comum.Figura 16. motores de combustão interna.usados em diversas aplicações. tem perfil labial e veda principalmente peças móveis.é feito de borracha ou couro.9 – Exemplos de vedação com retentores Educação Profissional 178 Created with novaPDF Printer (www.7 – Exemplos de aplicações dos anéis tipo “O” Figura 16.com) . Figura 16. tais como vedações em componentes hidráulicos e pneumáticos. válvulas em geral. Podem ser usados para vedação elástica ou dinâmica (Figura 16. entre outras (Figura 16.6 – Aplicação de junta plástica Anel tipo “0” de borracha e secção circular .8).novaPDF.7).9).

Gaxetas: São conhecidos por gaxeta os elementos vedantes que permitem ajustes à medida que a eficácia da vedação vai diminuindo. São utilizadas principalmente em bombas centrífugas e válvulas (Figura 16. Figura 16. A vedação exercida pelo selo mecânico se processa em dois momentos: a vedação principal e a secundária (Figura 16. As gaxetas são fabricadas em forma de corda.10).11).11 – Confecção das gaxetas Selo mecânico: É um vedador de precisão que utiliza princípios hidráulicos para reter os fluídos. ou em anéis já prontos para a montagem (Figura 16. Educação Profissional 179 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.12).com) . para serem recortadas.10 – Aplicação da gaxeta Figura 16.

b) Teflon. indústria de bebidas (fabricação de cerveja).novaPDF.com) . corrosivos ou inflamáveis. Funcionamento do selo mecânico: A grande quantidade de calor gerada nas faces seladoras devido ao atrito entre as superfícies pode dar origem à falhas e desgastes do selo. Os materiais empregados na fabricação dos componentes de um selo mecânico são: a) Viton. usinas termoelétricas e nucleares. c) Buna Nitrílica. indústria química (bombas padronizadas). reduz a perda de potência da bomba. indústria da construção (bomba de submersão). conseqüentemente. A alta temperatura deve ser mantida dentro de uma faixa tolerável e os abrasivos Educação Profissional 180 Created with novaPDF Printer (www. d) Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão normais do eixo rotativo. faz-se circular um líquido adequado pela caixa de gaxeta. d) Grafoil. energia (bombas de climatização de caldeira). c) A vazão ou fuga do produto em operação é mínima ou invisível.Figura 16.12 – Aplicação do selo mecânico Vantagens do selo mecânico: a) Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de vedação. indústria têxtil (bombas de tintura). f) Permite operar com segurança fluídos tóxicos. isto é. construção naval (bomba principal de refrigeração por água do mar). tratamento de água e esgoto (bombas de lama bruta). f) Carvão. substitui-se o atrito sólido pelo atrito fluído. para evitar que isso aconteça. b) Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha. O selo mecânico é usado em equipamentos de grande importância como aqueles usados em refinarias (bombas de transporte). e) Reduz o tempo de manutenção. em que o líquido tem a função de lubrificar e refrigerar o selo. com a finalidade de penetrar por entre as faces seladoras e mantê-las afastadas uma da outra. Os principais fatores que prejudicam o bom funcionamento do selo são a alta temperatura e os abrasivos. e) Kalrez.

dimensionamento.1).PARAFUSOS. Altura da cabeça. 17. d) Lavagem ou circulação. 181 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. g) Selo duplo.1 . Comprimento do corpo.1 . tratamento térmico. e) Recirculação com anel bombeador.com) . f) Abafamento. Figura 17. PORCAS E ARRUELAS. a especificação completa de um parafuso e sua porca engloba os mesmos itens cobertos pelo projeto de um elemento de máquina.1. Parafusos. ou seja: material. 17 .Dimensão dos parafusos As dimensões principais dos parafusos são:     Diâmetro externo ou maior da rosca. afastamentos e acabamento.novaPDF. Os sistemas auxiliares mais usados para diminuir ou evitar os problemas de funcionamento do selo são: a) Refrigeração da caixa de selagem.PARAFUSOS O parafuso é formado por um corpo cilíndrico roscado e por uma cabeça que pode ser hexagonal. porcas e arruelas são peças metálicas de vital importância na união e fixação dos mais diversos elementos de máquina. sextavada.1 – Parafusos com cabeça sextavada e quadrada 17.devem ficar afastados da película lubrificante formada entre as faces seladoras. Isto é conseguido por meio de “sistemas auxiliares”. tolerâncias. Comprimento da rosca. h) Suspiro e dreno. Por sua importância. b) Refrigeração da sede do selo. c) Lubrificação das faces seladoras. quadrada ou redonda (Figura 17.

Parafuso sem porca: Nos casos onde não há espaço para acomodar uma porca. Distância do hexágono entre planos e arestas.5 e 17. De ponta atuante. Educação Profissional 182 Created with novaPDF Printer (www.6 – Exemplos de parafusos com porcas . Allen. A união dá-se através da passagem do parafuso por um furo passante na primeira peça e rosqueamento no furo com rosca da segunda peça (Figura 17.Parafuso com porca: Às vezes.4). Com porca. Os parafusos podem ter rosca (Figura 17.4 – Parafuso com rosca total . esta pode ser substituída por um furo com rosca em uma das peças.2 – fixação com parafuso Figura 17.Parafuso prisioneiro: O parafuso prisioneiro é empregado quando se necessita montar e desmontar parafuso sem porca a intervalos freqüentes. a união entre as peças é feita com o auxílio de porcas e arruelas. 17. Nesse caso.novaPDF. . Prisioneiro. Figura 17. Figura 17. Consiste numa barra de seção circular com roscas nas duas extremidades (Figura 17.1.3) ou total ou parcial (Figura 17.2).Tipos de parafusos Os parafusos podem ser:      Sem porca.7 e 17.3 – Parafuso com rosca parcial Figura 17.6).8).com) .5 – Fixação parafuso com porca Figura 17. O comprimento do parafuso refere-se ao comprimento do corpo.2 . o parafuso com porca é chamado passante (Figura 17.

quadradas ou redondas e servem para dar aperto nas uniões de peças ou.novaPDF.Parafuso Allen: O parafuso Allen é fabricado com aço de alta resistência à tração e submetido a um tratamento térmico após a conformação. para auxiliar na regulagem.1 . providas de um furo roscado onde são atarraxadas ao parafuso.9 – Fixação por parafuso allen . Borboleta.2 – PORCAS Porcas são peças de forma prismática ou cilíndrica. em alguns casos. Possui um furo hexagonal de aperto na cabeça.com) . Educação Profissional 183 Created with novaPDF Printer (www.10 – Exemplo de parafuso de ponta atuante 17. Figura 17. São hexagonais. Castelo. Figura 17. sextavadas.2.9).Parafuso Ponta Atuante: O parafuso de ponta atuante não tem cabeça e serve para fixar peças em eixos.Tipos de porcas São os seguintes os tipos de porcas:     Sextavada.8 – Fixação por parafuso prisioneiro . Cega (ou remate). Possui fenda ou sextavado interno (Figura 17. que é geralmente cilíndrica e recartilhada.10).Figura 17.7 – Exemplo de parafuso prisioneiro Figura 17. Para o aperto. 17. utilizasse uma chave especial: a chave Allen (Figura 17.

14 – Exemplo de porca borboleta Educação Profissional 184 Created with novaPDF Printer (www. Contraporcas.13 – Exemplos de porcas cegas .14).Porca sextavada: A porca sextavada é o tipo mais comum.com) . de modo que uma cupilha possa ser passada para travar a porca (Figura 17. ocultando a ponta do parafuso. coincidentes dois a dois.11).Porca cega (ou remate): Nesse tipo de porca. Figura 17.novaPDF. É geralmente cromada e possibilita um acabamento de boa aparência (Figura 17. usada para fixar os parafusos nas peças (Figura 17.Porca borboleta: Possui saliências parecidas com asas para proporcionar o aperto manual. Figura 17. .11 – Exemplos de porcas sextavadas .13). que se alinham com um furo no parafuso.Porca castelo: A porca castelo é uma porca hexagonal com seis entalhes radiais. Figura 17.12 – Exemplo de porca castelo . uma das extremidades do furo rosqueado é encoberta. Figura 17. esse tipo de porca é empregado quando a montagem e a desmontagem das peças são necessárias e freqüentes (Figura 17.12). Geralmente fabricada em aço ou latão. podendo ser feita de aço ou latão.

com) . Figura 17. As arruelas de qualidade inferior. mas o latão também é empregado.Arruela lisa (ou plana): Geralmente é feita de aço e é usada sob uma porca para evitar danos à superfície e distribuir a força do aperto. são furadas a partir de chapas brutas. fibra e couro são extensivamente usadas na vedação de fluidos. Um dos meios de travar uma porca é através do aperto de outra porca contra a primeira. Evitar deformações nas superfícies de contato. com um furo no centro.15).Contraporcas: As porcas sujeitas a cargas de impacto e vibração apresentam tendência a afrouxar.1 . e para sua travação são necessárias duas chaves de boca (Figura 17. mais baratas. de pouca espessura..Tipos de arruelas Os três tipos de arruela mais usados são:    Arruela lisa. mas as de melhor qualidade são usinadas e têm a borda chanfrada como acabamento (Figura 17. alumínio.3 – ARRUELAS São peças cilíndricas.16) Figura 17. 15. Arruela de pressão. Por medida de economia utiliza-se uma porca mais fina. pelo qual passa o corpo do parafuso. são utilizadas com porcas e parafusos de latão. Arruela estrelada. As arruelas de cobre. Evitar desgaste da cabeça do parafuso ou da porca. neste caso. . Suprimir folgas axiais (isto é. no sentido do eixo) na montagem das peças. Evitar que a porca afrouxe.15 – Travamento por contraporca 17.16 – Exemplos de arruelas lisas 185 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. A maioria das arruelas é fabricada em aço. o que pode causar danos às máquinas. As arruelas servem basicamente para:      Proteger a superfície das peças.novaPDF.3.

17 – Exemplo de arruela de pressão .com) .. pois as engrenagens ou rodas dentadas nada mais são do que rodetes dispondo de saliências e reentrâncias que se conduzem mutuamente e dão origem aos chamados dentes de engrenagens. gerando uma grande força de tração entre a porca e a superfície (Figura 17. a de menor número de dentes é chamada de pinhão. As engrenagens são órgãos de contato direto e movimento misto: deslizamento e rolamento. Na linguagem corrente.18).17).1).18 – Exemplos de arruelas estreladas 18 – ENGRENAGENS São conjuntos (um par no mínimo) de rodas dentadas destinadas à transmissão de movimento e potência. as próprias rodas dentadas são chamadas de engrenagens (Figura 18. No par de rodas dentadas. Quando a porca é apertada. modificando a velocidade e permitindo a transmissão de potências elevadas. Sua finalidade é transmitir o movimento de rotação de um eixo para outro.novaPDF. A arruela estrelada com dentes externos é empregada em conjunto com parafusos de cabeça chanfrada (Figura 17. a arruela se comprime. Figura 17.1 – Exemplo de par de engrenagens Educação Profissional 186 Created with novaPDF Printer (www. Coroa Pinhão Figura 18. os dentes se aplainam penetrando nas superfícies da porca e da peça em contato.Arruela estrelada (ou arruela de pressão serrilhada): é de dentes de aço de molas e consiste em um disco anular provido de dentes ao longo do diâmetro interno ou diâmetro externo. Os dentes são torcidos e formam pontas aguçadas. Quando a porca é apertada.Arruela de pressão: A arruela de pressão consiste em uma ou mais espiras de mola helicoidal. A teoria das engrenagens baseia-se nos rodetes. Figura 17. enquanto a maior é a coroa. feita de aço de mola de seção retangular.

1 – NOMENCLATURA Considerando a forma construtiva das engrenagens.Engrenagem cilíndrica de dentes retos Os dentes são dispostos paralelamente entre si e em relação ao eixo.2.com) . Figura 18. é importante reconhecer a denominação atribuída aos seus elementos básicos (Figura 18.novaPDF.2 .2 – Nomenclatura dos principais elementos de uma engrenagem 18.3 – Engrenagens cilíndricas de dentes retos Educação Profissional 187 Created with novaPDF Printer (www.3). É o tipo mais comum de engrenagem e o de mais baixo custo. É usada em transmissão que requer mudança de posição das engrenagens em serviço.18. por causa do ruído que produz (Figura 18.TIPOS DE ENGRENAGENS 18.2). Figura 18. É mais empregada na transmissão de baixa rotação do que na de alta rotação. pois é fácil de engatar.1 .

4).5). Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e também para eixos que formam um ângulo qualquer entre si (Figura 18.5 – Engrenagem cilíndrica com dentes internos 18.novaPDF. É usada em transmissão fixa de rotações elevadas por ser silenciosa devido a seus dentes estarem em componente axial de força que deve ser compensada pelo mancal ou rolamento. Figura 18.4 .6 – Engrenagem cilíndrica com cremalheira Educação Profissional 188 Created with novaPDF Printer (www. permitindo uma economia de espaço e distribuição uniforme da força.com) .Engrenagem cilíndrica com dentes internos É usada em transmissões planetárias e comandos finais de máquinas pesadas.2 . Figura 18.3 .18.4 – Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais 18.Engrenagem cilíndrica com cremalheira A cremalheira pode ser considerada como uma coroa dentada com diâmetro primitivo infinitamente grande.6).2. É usada para transformar movimento giratório em longitudinal (Figura 18.Engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais Os dentes são dispostos transversalmente em forma de hélice em relação ao eixo. As duas rodas do mesmo conjunto giram no mesmo sentido (Figura 18.2.2. Figura 18.

diminui a precisão e requer uma montagem precisa para o funcionamento adequado. Usam-se grandes inclinações de hélice. o que dificulta sua fabricação.Engrenagem cilíndrica com dentes em “V” ou bi-helicoidais Conhecida também como engrenagem espinha de peixe. em baixas velocidades (Figura 18.Engrenagem cônica com dentes helicoidais Empregada quando o par de rodas cônicas deve transmitir grandes potências e girar suavemente. Figura 18.novaPDF.7 – Engrenagem cônica com dentes retos 18.8 – Engrenagem bi-helicoidais 18.8).9). Isso permite a compensação da força axial na própria engrenagem. geralmente de 30 a 45º.7 . Para que cada parte receba metade da carga.2.com) . Figura 18. Pode ser fabricada em peça única ou em duas metades unidas por parafusos ou solda. podendo ser menor ou maior.18. o ângulo de interseção é geralmente 90º. eliminando a necessidade de compensar esta força nos mancais.6 . A engrenagem cônica é usada para mudar a rotação e direção da força.Engrenagem cônica com dentes retos É empregada quando as árvores se cruzam. Possui dentado helicoidal duplo com uma hélice à direita e outra à esquerda. Educação Profissional 189 Created with novaPDF Printer (www. Neste último caso só é admissível o sentido de giro no qual as forças axiais são dirigidas uma contra a outra (Figura 18.2.7). pois com este formato de dentes consegue-se o engrenamento simultâneo de dois dentes (Figura 18.5 . a engrenagem em espinha de peixe deve ser montada com precisão e uma das árvores deve ser montada de modo que flutue no sentido axial. Os dentes das rodas cônicas têm um formato também cônico.2.

m) 1 N.m) 4.10 – Sem-fim coroa ANEXO Tabela de conversão de torques Newton.10 14.26 66.34 90 9.Parafuso sem-fim e engrenagem côncava (coroa) O parafuso sem-fim é uma engrenagem helicoidal com pequeno número (até 6) de dentes (filetes).67 35.28 15. metro (N.69 44.61 41.12 68.32 80 8.18 10 1.18 19.14 69.26 23.08 65.45 33. São usados quando se precisa obter grande redução de velocidade e conseqüente aumento de momento torsor.77 49. adequam-se os materiais do sem-fim (aço) e da coroa (ferro fundido ou bronze).m = 0.14 17.02 63.81 52.35 28.93 58. O sem-fim e a coroa servem para transmissão entre dois eixos perpendiculares entre si.51 36.10).89 55.76 48.28 40 60 6.10197 Kgf. como nas engrenagens helicoidais.39 30.24 22.55 38.06 13. metro (Kgf.63 42. Figura 18.95 59.71 46.novaPDF.02 11.00 10.20 20 204 12.9 – Engrenagem cônica com dentes helicoidais 18.m Nm 0 100 200 300 400 500 600 0 0.97 60.79 50.47 25. aparecem forças axiais que devem ser absorvidas pelos mancais.99 61.59 40.m) em Kilograma-força.49 34.8 .63 37.16 70.91 57.24 50 (Kgf.37 29.57 39. A fim de manter o desgaste e a geração de calor dentro dos limites.41 31.30 70 7.65 43. devendo o conjunto funcionar em banho de óleo (Figura 18. Nos engrenamentos sem-fim.12 16.22 30 3.31 26.22 21.08 5.com) .20 20. Entre o sem-fim e a coroa produz-se um grande atrito de deslizamento.83 53.10 67.16 18.Figura 18.06 50.87 45.2.85 54.33 27.04 64.30 24.00 62.43 32.36 Educação Profissional 190 Created with novaPDF Printer (www.73 47.

55 126.m Kgf.00102 10.83 64.metro (N.83 43.94 89.71 56.cm = Kgf.54 89.87 107.92 58.32 79.56 90.78 36.01 5 (Lbf.50 22.06 80.34 113.97 54.74 8.26 128.09 78.68 134.pé em Newton.92 28.m 0.14 29.13 80.80 1 0.233 0.77 101.09 10.796 1 12 = Lbf.69 10.44 84.15 Libra força.75 77.93 27.21 39.83 32.0885 8.84 123.11 76.02 74.01152 13.12 40.868 86.10 25.45 56.65 92.91 109.40 82.75 138.31 3 4.00738 0.48 122.66 95.26 48.298 135.825 0.63 31.66 28.14 60.60 69.pé) 1 N.85 104.33 11.16 74.02 6.62 31.28 51.77 119.56 64.00 93.m = 0.98 32.48 42.64 45.90 127.85 78.40 59.07 49.61 55.45 25.04 55.34 33.95 3.46 85.68 96.87 61.75 58.38 81.11 136.38 14.0833 1 Educação Profissional 191 Created with novaPDF Printer (www.26 37.28 109.52 88.14 101.73 99.39 56.23 47.356 Nm) Lbf.93 110.12 120.novaPDF.54 19.83 105.700 800 900 1000 71.10197 0.38 8.70 97.41 117.03 75.77 39.07 17.96 2 2.57 33.43 11.70 115.25 68.06 116.07 17.88 66.95 111.35 62.00 38.807 980.80 5 6 7 8 9 1 Lbf.89 108.58 91.82 62.00 62.com) .66 59.29 90.21 105.54 2 1.85 40.46 141.71 98.59 47.59 78.10 59.76 39.pé = 1.cm Kgf.18 57.04 35.72 96.851 0.07 97.807 0.33 48.71 16.52 36.59 16.17 12.64 94.01 1 0.12 15.02 21.49 4 6 4.63 111.73 69.05 76.m 0.pé = 12 Lbf.01 100 1 1.24 67.67 4 (Nm) 5.95 41.0723 7.38 45.63 76.10197 1 0.68 73.pol 0.18 143.58 = N.48 86.3558 Unidade de medição = Kgf.81 19.49 53.92 108.42 18.42 83.m Lbf.24 23.pé = N.99 112.71 18.76 53.04 135.metro (1 Lbf.7376 0.19 44.40 28.69 42.38 75.11 79.73 77.64 14.90 47.75 100.pé 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 13.43 98.24 147.85 108.58 88.50 87.80 81.97 72.60 92.09 63.90 44.44 Fator de cálculos de torque Unidade conhecida N.97 51.36 94.23 7 5.152 0.52 67.04 66.76 22.53 145.07 77.cm 1 100 9.41 37.01 74.pol Newton.05 36.74 9.66 73.cm N.99 73.81 104.78 67.14 21.37 70.42 42.54 50.47 33.79 102.87 85.46 61.82 142.32 52.80 50.pol Lbf.45 12.89 146.02 52.70 9 6.09807 9.40 136.pé (Lbf.53 65.90 75.97 8 5.pé 0.78 100.49 23.21 9.7 11.68 54.56 27.20 25.16 43.94 72.56 107.60 1 1.27 29.44 80.42 73.48 8.36 14.pé Nm 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 7.31 34.97 131.59 70.11 46.13825 = Lbf.22 86.35 31.m) em libra-força.19 26.51 84.88 30.pé) 2.78 20.97 24.16 82.90 13.62 93.19 124.33 132.47 70.62 130.54 46.28 3 2.09 78.31 71.85 24.197 0.70 35.61 50.30 65.28 20.21 71.86 16.50 103.17 63.73756 Lbf.11298 1.

SANTOS. Manutenção: Combate aos custos da nãoeficácia. 2002. São Paulo: Ícone editora. Valdir Aparecido dos. Victor. SENAI. NETO. Josino Ferreira de. Rio de Janeiro: Qualitymark: Abraman. Equipamentos.novaPDF. Sinalização e Movimentação de Cargas.s/ ano. Alan. CEFETES. Mecânica: Procedimento de Segurança e Higiene do Trabalho. 2002. Mecânica: Manutenção. 1996. ULIANA. Gestão estratégica e técnicas preditivas. ROCCA. 1999. Máquinas GEDORE. Espírito Santo: SENAI/CST. 2002. SENAI.BIBLIOGRAFIA AMORIM. Organização da Manutenção. Gestão estratégica e Manutenção Autônoma. 2003. Alan. OLMEDO. Educação Profissional 192 Created with novaPDF Printer (www. MIRSHAWKA. Renilton Operatrizes I – Ferramentaria. Ferramentas. Mecânica: Noções Básicas de Amarração. KARDEC. CRUZ. ETFES. Ronaldo Neves. Napoleão Lupes. KARDEC. 1995. José Nunes. Jairo Estevão. 1996. Robison Orlando.com) . Espírito Santo: SENAI/CST. Rio de Janeiro: Qualitymark: Abraman. GOMES. Carlos. Makron Books. Editora Globo. TELECURSO2002. Manual prático da manutenção industrial. 2003. Catalogo de Ferramentas – O seu parceiro em ferramentas profissionais.

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