Curso Técnico em Mecânica

Módulo I – Mecânico Industrial

MANUTENÇÃO MECÂNICA I

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SUMÁRIO

1 – ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1.1 – INTRODUÇÃO 2 – HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO 2.1 – CONCEITOS E OBJETIVOS 2.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS 3 – A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 3.1 – TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO 3.2 – ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA 4 – ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO 4.1 – MANUTENÇÃO CORRETIVA 4.2 – MANUTENÇÃO PREVENTIVA 5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5.1 – INTRODUÇÃO 5.2 – CHAVE DE BOCA E ESTRELA 5.3 – CHAVES DE FENDA E PHILIPS 5.4 – CHAVE EXAGONAL ALLEN 5.5 – CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU INGLESA 5.6 - SACA POLIAS 5.7 - TALHADEIRA E BEDAME 5.8 - SACA PINOS CÔNICO E PARALELO 5.9 - CHAVE PARA TUBOS 5.10 - ESPÁTULAS 5.11 - VERIFICADORES E CALIBRADORES 5.12 - TORQUÍMETRO 5.13 - MULTIPLICADORES DE TORQUE 6 – FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO 6.2 – TIPOS 6.3 – CUIDADOS GERAIS 7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.1 – INTRODUÇÃO 7.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS

04 04 05 06 07 09 10 14

17 17 22 36 36 38 41 42 43 44 45 46 46 47 47 48 57 62 62 63 64 65 65 65

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8 – MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8.1 – INTRODUÇÃO 8.2 – SEGURANÇA 8.3 - COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR 8.4 - SINAIS VISUAIS 8.5 - ACESSÓRIOS DO MOVIMENTADOR 8.6 - ISPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS 9 - ELEMENTOS MECÂNICOS 9.1 - ACOPLAMENTOS 9.2 - CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9.3 - TIPOS DE ACOPLAMENTOS FEXÍVEIS 9.4 - EMBREAGENS 10 - FREIOS 10.1- FREIOS DE DUAS SAPATAS 10.2- FREIO DE DISCO 10.3- FREIO DE SAPATA E TAMBOR 10.4- FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR 10.5- FREIO MULTIDISCO 10.6- FREIO CENTRÍFUGO 11 - POLIAS E CORREIAS 11.1- RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO 11.2 - POLIAS 12 - CORRENTES 12.1- TIPOS DE CORRENTES 13 - EIXOS 13.1-CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS 13.2- CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS 14 - TRAVAS 14.1 - CHAVETAS 14.2 - ANEL ELÁSTICO 14.3 - PINOS 15- MANCAIS DE ROLAMENTO E DE DESLIZAMENTO 15.1 – MANCAIS DE ROLAMENTO 15.2 – MANCAIS DE DESLIZAMENTO 16- ELEMENTOS DE VEDAÇÃO

80 80 80 83 84 88 116 121 121 121 123 126 130 130 131 131 131 132 132 132 133 133 144 145 149 149 150 153 154 158 160 164 165 173 176

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2 – PORCAS 17.novaPDF.EMBREAGEM 18.3 – ARRUELAS 18.17.1 – PARAFUSOS 17.1 – NOMENCLATURA 18.com) .2 –TIPOS DE ENGRENAGENS ANEXO I BIBLIOGRAFIA 181 181 183 185 186 187 187 190 192 Educação Profissional 3 Created with novaPDF Printer (www.PARAFUSOS. PORCAS E ARRUELAS 17.

preços competitivos. Educação Profissional 4 Created with novaPDF Printer (www. Obter produtos de qualidade. produtos de qualidade. A manutenção mecânica é a alma dos setores produtivos empresariais. Atrasos nas entregas. para que eu venha a manter meus clientes e conquistar outros..1 . . Reduzir as perdas de matéria-prima e energia. os prejuízos serão inevitáveis. Com a globalização da economia. aumento da competitividade. Competir em igualdade de condições no mercado interno e externo. pois máquinas com defeitos ou quebradas causarão: Diminuição ou interrupção da produção. ótimos funcionários e programa de qualidade se ela não contar com um eficiente programa de manutenção mecânica. produtos e gerenciamento ambiental passaram a ser a meta de todas as empresas. Rolamentos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação.Não entendi! Vamos comparar. aumento da lucratividade. mercado cativo. estabelecer um rigoroso cronograma de fabricação e de entrega de meus rolamentos. tecnologia de ponta. a busca da qualidade total em serviços. planos de expansão.. Se eu não tiver um bom programa de manutenção. Aumentos dos custos. Perdas financeiras. Pois bem. Perda de mercado. . . Manter a fidelidade dos clientes. Deverei. Imagine você que eu não faça manutenção de minhas máquinas. sem a manutenção mecânica das máquinas e equipamentos não será possível: Cumprir os cronogramas de fabricação. produtos com defeito zero. De fato..O que a manutenção tem a ver com a qualidade total? Disponibilidade de máquina.ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1. Diminuir os custos de produção. satisfação dos clientes. precisarei tirar o máximo rendimento de minhas máquinas para oferecer rolamentos com defeito zero e preço competitivos. Conquistar novos clientes. também.. Aumentar a competitividade.Estou começando a compreender.com) .1 – INTRODUÇÃO Não basta uma empresa ter máquinas modernas.novaPDF. Insatisfação dos clientes. Imagine que eu seja um fabricante de rolamentos e que tenha concorrentes no mercado.

Para tanto. novas técnicas e expectativas criaram a 3ª geração da manutenção. quando surgiram os primeiros técnicos em montagem e assistência. de meros consertos. A partir de meados dos anos 70. Manutenção executada somente após a quebra – (corretiva). superdimensionados. O grande impulso da manutenção organizada e científica deu-se. segurança. que marcou a 1ª revolução industrial. Tomou corpo ao longo da Revolução Industrial e firmou-se como necessidade absoluta. No princípio da reconstrução pós-guerra.com) .HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO A manutenção embora despercebida. não passando ainda. redução de cursos e meio ambiente. possuíam em suas aldeias. Alemanha. Essa fase ficou denominada como 2ª geração da manutenção e vigorou até início dos anos 70. Inglaterra. considerando a primeira geração da manutenção tivemos: Equipamentos simples. confiáveis e de fácil reparação. A manutenção teve outro incremento com a 2ª revolução industrial. Novas técnicas de manutenção e gerenciamento da manutenção foram introduzidas para que se obtenha maior disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos. marcada pela linha de montagem. com a 2ª guerra mundial. Até esse momento. Novos métodos foram introduzidos. porém. que culminou com o desenvolvimento tecnológico acelerado e a necessidade de se manter tudo funcionando perfeitamente. na Escandinávia. os prazos de entrega dos produtos passaram a ser relevantes para todas as empresas. sempre existiu. (preventiva) Evolução dos procedimentos administrativos – sistemas de planejamento.novaPDF. Os efeitos da guerra puderam ser sentidos muitos anos depois com uma nova ordem mundial que pode ser caracterizada por: Elevado consumo / aumento da produção. onde a quantidade e a qualidade dos equipamentos bélicos eram fundamentais para a vitória desejada. uma série de diques. Educação Profissional 5 Created with novaPDF Printer (www. principalmente. qualidade. Tais características geraram conseqüências como: Maior preocupação com as falhas e paradas de produção. que dependiam do estado operacional de seus barcos para obterem sucesso em suas incursões marítimas. tornando a manutenção inerente ao processo produtivo. a manutenção foi intensificada. Uma das primeiras ações que poderíamos chamar de “manutenção organizada” foi desenvolvida pelos Vickings. mesmo nas épocas mais remotas. intensa concorrência. onde a produção programada impedia as paradas freqüentes para reparos. Começou a ser conhecida com o nome de manutenção por volta do século XVI na Europa Central. onde os barcos (de até 15 toneladas) eram postos a seco e reparados com ferramentas especiais ao retorno da viagem.2 . organização e controle geral da manutenção. Com a mecanização da indústria. Máquinas mais complexas. juntamente com o surgimento do relógio mecânico. Exigências como: produtividade. Custos elevados. Itália e principalmente o Japão alicerçaram seu desempenho industrial nas bases da engenharia e manutenção. novas pesquisas. na Segunda Guerra Mundial.

a adequação. Se estivermos trocando o plugue de um cabo elétrico. equipamentos.1 EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MANUTENÇÃO PERÍODOS ATÉ DÉCADA DE DECÁDA DE 1950 1950 Manutenção Corretiva Manutenção Preventiva DÉCADA DE 1960 DÉCADA DE 1980 Estágio Conceitos Manutenção Sistema Produção do Manutenção de Produtiva (TPM) Total Reparo Corretivo Gestão Mecânica da Manutenção Manutenções Preventivas X X X X X X X X X X 6 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. estaremos substituindo-o. Essa motivação deu origem à manutenção preventiva.CONCEITOS E OBJETIVOS Definição da Manutenção: Segundo norma NBR 5462. incluindo as de supervisão. estamos conservando-as. destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida. A manutenção pode incluir uma modificação de um item. Tabela 1. a substituição e a prevenção. Por exemplo. De modo geral. nos últimos vinte anos á que tem havido preocupação de técnicos e empresários para o desenvolvimento de técnicas específicas para melhorar o complexo sistema Homem / Máquina / Serviço. A manutenção ideal de uma máquina é a que permite alta disponibilidade para a produção durante todo o tempo que ela estiver em serviço e a um custo adequado. Alcançar esses objetivos requer manutenção diária em serviços de rotina e de reparos periódicos programados. estaremos restaurando-a. quando mantemos as engrenagens lubrificadas. Em suma.novaPDF. Para facilitar o entendimento da Norma podemos entender manutenção como o conjunto de cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de máquinas. a manutenção em uma empresa tem como objetivos: manter equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos. Esses cuidados envolvem a conservação. surgiu a motivação para se prevenir contra as falhas de máquinas e equipamentos. 2. a restauração. ferramentas e instalações.1 .combinação de todas as ações técnicas e administrativas. prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas.Com isso. Se estivermos retificando uma mesa de desempeno.com) .

Exame dos componentes antes do término de suas garantias. manutenção de emergência ou corretiva. o programa de prevenção.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS Os serviços de rotina constam de inspeção e verificação das condições técnicas das unidades das máquinas. As partes danificadas. se uma furadeira de bancada estiver em funcionamento e a correia partir. etc. A responsabilidade pelos serviços de rotina não é somente do pessoal da manutenção. após exame. Ajustar ou trocar componentes em períodos predeterminados. ela deverá ser substituída de imediato. são fatores importantes. Educação Profissional 7 Created with novaPDF Printer (www. ou durante o planejamento de novo serviço ou. Reparos não programados também ocorrem e estão inseridos na categoria conhecida pelo nome de manutenção corretiva. Por exemplo. Os serviços periódicos de manutenção consistem de vários procedimentos que visam manter a máquina e os equipamentos em perfeito estado de funcionamento. a verificação dos sistemas de lubrificação e a constatação de falhas de ajustes são exemplos dos serviços da manutenção de rotina dentro da manutenção. Testar os componentes elétricos. Salientemos que há. que será estudada logo adiante. Os serviços periódicos de manutenção podem ser feitos durante paradas longas das máquinas por motivos de quebra de peças (o que deve ser evitado) ou outras falhas. mas também de todos os operadores de máquinas. As paradas programadas visam a desmontagem completa da máquina para exame de suas partes e conjuntos. Replanejar. A detecção e a identificação de pequenos defeitos dos elementos das máquinas. bem como dos reparos feitos. O acompanhamento e o registro do estado da máquina. como:      Monitorar as partes da máquina sujeitas a maiores desgastes. ainda. para que a máquina não fique parada. são testadas para assegurar a qualidade exigida em seu desempenho. também.Visão Sistemática Manutenção Corretiva com incorporação de Melhorias Prevenção Manutenção Manutenção Preditiva Abordagem Participativa Manutenção Autônoma de X X X X X X X X X 2.com) . no horário de mudança de turno.novaPDF. se necessário. Esses procedimentos envolvem várias operações. em qualquer programa de manutenção.

Comissão Interna para Prevenção de Acidentes DDS .Contrato pelo qual uma empresa assume a responsabilidade pelos serviços de engenharia. MANTENABILIDADE .Equipamento de Proteção Individual EPC .Capacidade de um item desempenhar uma função requerida sob condições específicas. fornecimento de materiais e construção FMEA . dispositivo.Qualquer parte.Término da capacidade de um item desempenhar a função requerida.Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRAMAN . FALHA .Estado de um item caracterizado pela incapacidade de desempenhar sua função requerida. (Conforme ABNT NBR 5462/94)      ITEM . unidade funcional. Procurement and Construction . supondo que os recursos externos requeridos estejam assegurados.Qualquer desvio de uma característica de um item em relação aos seus requisitos.Análise do Modo e Efeito da Falha MASP .Associação Brasileira de Consultores de Engenharia CDMEC .Engineering.Centro Capixaba de desenvolvimento Metalmecânico CEQUAL .Método de Análise e Solução de Problemas OMS . equipamento ou sistema que possa ser considerado individualmente DEFEITO . quando a manutenção é executada sob condições determinadas e mediante procedimentos e meios prescritos.   LISTA DE SIGLAS ABNT .Diálogo Direto de Segurança EPI .Capacidade de um item ser mantido ou recolocado em condições de executar suas funções requeridas. subsistema. CONFIABILIDADE . DISPONIBILIDADE . sob condições de uso especificadas. componente. durante um dado intervalo de tempo. mantenabilidade e suporte de manutenção. PANE .Failure Mode and Effect Analysis . levando-se em conta os aspectos combinados de sua confiabilidade.Capacidade de um item estar em condições de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo tempo determinado.Organização Mundial de Saúde 8 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Centro de Certificação da Mão-de-Obra Especializado dos Setores Mecânico e Elétrico CIPA .novaPDF.com) .Para um melhor entendimento da manutenção é necessário que alguns termos e definições estejam bem claras: Definições básicas de alguns termos usados na “linguagem” da manutenção.Associação Brasileira de Manutenção ABCE .

Tempo Médio Entre Falhas TPM . principalmente a força de trabalho.PCMSO . Programação e Controle da Manutenção PPRA . ferramentas.Tempo Médio Entre Reparos 3 . etc.Root Cause Failure Analysis .Sustentar a custo total mínimo. possa ser atingida. a organização precisa ser projetada para que a performance das equipes (em função da sua utilização e motivação.com) . sendo os parceiros seus sócios ou acionistas) SIPAT . envolve muitas decisões inter-relacionadas (onde se localizará a força de trabalho.Sindicato da Indústria de Construção Civil SINDIMETAL . Plano de trabalho a longo e curto prazo e o controle das atividades: custo da manutenção.Programa de Prevenção contra Riscos Ambientais PPT . tecnológicos.novaPDF. sobressalentes. segundo Kelly. como estender a flexibilidade da equipe. Mecânicas e Material Elétrico SPC .Permissão Para Trabalho RCFA . em quantidade e qualidade de saída. e eficiência do plano de trabalho) seja maximizada.Planejamento.Special Purpose Company . Estrutura administrativa: a definição das responsabilidades gerenciais e inter-relacionais. desta forma. cada decisão será influenciada por muitos outros fatores. entretanto.Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho MTBF . ferramentas e informação. a planta para que a capacidade de produção desejada. informações) para a execução das suas atividades.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PPCM .SPE (Sociedade de Propósito Específico) é a configuração legal mais comumente utilizada em uma sociedade comercial constituída para abrigar um empreendimento. a quem se destinará a responsabilidade da informação da manutenção e dos sobressalentes). com personalidade jurídica própria. o objetivo da manutenção. por se constituir em exigência por parte das instituições financiadoras do projeto (são empresas formalmente constituídas para a execução especifica daquele empreendimento.Reliability Centered Maintenance (Manutenção Centrada na Confiabilidade) SINDCON . função e logística dos recursos de manutenção. Com o objetivo de alcançar isto. é: . tamanho. de acordo com os principais elementos da organização listados a seguir:    Estrutura de recursos: localização.Análise da Causa Raiz da Falha RCM .Manutenção Produtiva Total MTTR. Educação Profissional 9 Created with novaPDF Printer (www.A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO A tarefa principal da organização da manutenção é associar recursos (humanos.Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas. Estas decisões serão classificadas. O projeto de uma organização da manutenção. disponibilidade e sobressalentes.

1 – Modelo da Organização Figura 1Modelo da Organização No projeto ou na modificação da organização da manutenção é necessário entender que a carga de trabalho tem uma maior influência no recurso da estrutura. MODELO DE ORGANIZAÇÃO Figura 3. detalharemos os tipos e as formas de organizações em que a manutenção pode estar inserida: 3. A seguir. Escolha Do Tipo De Organização A decisão da escolha entre um tipo ou outro é evidente.novaPDF. divergindo até entre duas empresas “irmãs” de um mesmo grupo financeiro.com) . Esta influência interna (do nível operacional para o gerencial) no projeto da organização freqüentemente é acompanhado por influências externas (do nível gerencial para o operacional). na maioria dos casos.TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO  Centralizada. De uma maneira geral. Todas estas posições na estrutura têm o seu papel. As médias empresas utilizam a centralizada ou a mista de acordo com o lay-out fabril. em função das condições operacionais. O planejamento das atividades pode ser representado como uma informação e um sistema de tomada de decisão funcionando através da estrutura. etc. As grandes empresas adotam a estrutura descentralizada ou mista. através da pirâmide – Recursos da Estrutura – e o gerenciamento que permite isto sobreviver – Estrutura Administrativa. Kelly apresenta uma forma de visualizar isto. também em função da sua concepção física. Cada mudança pode ser uma revolução ou. Educação Profissional 10 Created with novaPDF Printer (www. uma evolução. e para isso precisa estar sintonizado com as mudanças (internas e externas) do cenário. O último ponto introdutório é que a organização deve ser dinâmica. administrativas e da concepção física de cada empresa e que são totalmente particulares. influencia os sistemas e a estrutura administrativa.1 . as pequenas empresas (dono à frente de tudo) o tipo de organização da manutenção mais usada é a centralizada. A organização toda é muito maior que o somatório das suas partes elementares devido a sinergia. adoção de times auto – gerenciáveis. envolvendo vários problemas como a integração manutenção – operação.Modelo da Organização É importante entender como a inter-relação dos elementos permite a organização funcionar. gerenciamento de recursos humanos. que por sua vez.

dificultando o estabelecimento de prioridades (principalmente nas grandes empresa).1. etc. Maior profissionalização e especialização com o pessoal podendo conhecer todos os equipamentos das diversas áreas de produção. com melhor controle das despesas. Maior distanciamento entre a oficina e o local de intervenção. Há maior dificuldade para o atendimento imediato em todas as áreas de produção. Por terceiros. assim como as oficinas. dificultando a comunicação.2 VANTAGENS:       Otimização dos recursos. equipamentos. confiabilidade. totalmente independente das unidades de produção.   Descentralizada. ferramentas. Figura 3. A organização e controle são centralizados. Controle e aumento técnico-administrativo mais uniforme e imediato. mantendo condições próprias de organização e controle. 3. almoxarifados. Toda área possui sua mini-oficina.com) . almoxarifado.. programas de qualidade. Maior flexibilidade no remanejamento de mão-de-obra.novaPDF. ferramentas.. equipamentos.1. depósitos. Mista. 3.1 . 11 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Os recursos humanos são agrupados por especialidade atendendo as solicitações de todas as áreas de produção. Estoque de peças sobressalentes mais reduzido. depósito. Maior tempo para deslocamento de pessoal. DESVANTAGENS:     Diminui o entrosamento entre produção e manutenção. etc.2 – Descentralizada Cada área de produção possui sua equipe de manutenção diretamente subordinada ao chefe imediato de produção da própria área. ferramentas e pessoal. entre outros). Facilita a implantação e gerenciamento de métodos de organização da manutenção (planejamento. em casos de emergência ou de grandes obras prolongadas. etc.Centralizada Todas as atividades de manutenção são executadas por um órgão central autônomo em sua especialidade.

novaPDF. serviços em área de interferência. ferramentaria. Educação Profissional 12 Created with novaPDF Printer (www. manutenção e produção mais eficiente. sem contudo estarem subordinados diretamente ao chefe de produção da área.1. Rapidez e flexibilidade no atendimento.Figura 3. Controle e orientação técnico-administrativa mais difícil e não uniforme entre as áreas. etc. etc. Maior quantidade de ferramentas. DESVANTAGENS:     Maior efetivo de pessoal de manutenção necessário. almoxarifado. em casos de emergência ou grandes obras programadas (difícil coordenação entre as áreas) ou ainda. melhorando o Equipes conhecendo melhor os equipamentos da área. com agrupamentos específicos de manutenção.com) .3 VANTAGENS:     Comunicação entre entrosamento. distribuídos pelas áreas de produção. são centralizados. Necessidades de um maior número de especialistas ou poliespecialistas (mecânica + elétrica + hidráulica + instrumentação. existindo nas áreas pequenas oficinas para pequenos e rápidos reparos. Os órgãos de apoio como depósitos. instrumentos e equipamentos.    3.).Mista Organização e controle centralizados. Áreas sobrecarregadas e outras ociosas. podendo ser confundidos com as de produção. gerando dificuldade na implantação e execução de métodos gerais e novas técnicas gerenciais.3 . oficina. Localização ideal do grupo de manutenção em relação à área de atuação. Dificuldade de remanejamento de pessoal. Controle das despesas de manutenção mais difícil.

Garantia dos serviços contratados por um período determinado após execução dos mesmos. As equipes de área estão ligadas hierarquicamente à produção. engenheiros). tais como: transporte. Redução dos custos com a diminuição do efetivo próprio. rádio-comunicações. VANTAGENS:  Serviços especializados. treinamento. rescisões contratuais. fundações civis. ficando os serviços mais especializados e de grande porte realizados pela equipe central. porém com algumas melhorias. Diminuem consideravelmente os custos com administração de pessoal.4 . que exigem a utilização de aparelhos e instrumentos especiais (caros) é mais vantajosa a contratação de firmas externas.1.novaPDF. alimentação. total ou parcialmente.Figura 3. abonos. As equipes de área executam os serviços de rotina. montagens mecânicas e elétricas. Educação Profissional 13     Created with novaPDF Printer (www. radiografia industrial. etc. porém tendo as orientações técnicas e gerenciais repassadas pela chefia central de manutenção (coordenadores. assistência médica. férias.4 Há uma somatória de vantagens e desvantagens vistas no sistema centralizado e descentralizado. 3. etc. por firmas externas contratadas. não contínuos como a manutenção de equipamentos de controle e medição.Por Terceiros As atividades de manutenção são executadas.com) . Os problemas relacionados à falta de entrosamento entre as áreas de produção e manutenção são menores. Melhor aproveitamento de mão-de-obra própria em serviços que visam melhorias operacionais.

Seria muito mais fácil utilizar um código para referência ao item mencionado. etc.Codificação É a atribuição de códigos numéricos. e que possui poucos equipamentos. Para uma micro-empresa que exerce apenas a manutenção corretiva. equipamento. porém. A execução da manutenção de forma preventiva exige programação. todos localizados em um mesmo ambiente.). setor. embalagem. substituem com vantagens os nomes originais de um item e seus constituintes. relatórios. etc. entendendo-se por Sistema Produtivo a Educação Profissional 14 Created with novaPDF Printer (www. que estabelecerá o que fazer. maior número de efetivos de manutenção.ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA. até a localização de um determinado item se torna difícil. Lado da frente do eixo do motor elétrico de acionamento do eixo portaferramenta e mesa porta-peça da geradora de engrenagens do tipo renânia localizada no setor de fresagem do curso de mecânica do CEDTEC. usinagem.2 . a utilização do conceito de CÓDIGO DE EQUIPAMENTO.1 . é comum. controle de qualidade. na medida do aumento do porte das empresas. 3. acabamento. Essas informações tramitam por um sistema de fichas que devem ser compactas. pois. devidamente apontados em fichário próprio. 3.com) .2.Rolamento 6205. Exemplo de um item e sua localização: . porte do equipamento.) de tal forma que agrupados convenientemente.2. já que o grupo adicional externo não possui a mesma motivação que o interno.2. tendo sua decodificação oportuna.. A manutenção de um grupo adicional externo pode ser antieconômico se a programação das atividades não contemplar a totalidade da mão-de-obra disponível. quando fazer. composto de várias partes. etc.3 . como fazer um determinado serviço de manutenção ou ainda uma inspeção. de fácil entendimento e preenchimento pelo executor do serviço.novaPDF. 3. e associa cada Equipamento aos Sistemas Operacional e Produtivo aos quais está ligado.2 . pedidos de compra. predominância da manutenção preventiva.Código do equipamento Para efeito de correlação das posições operacionais dos equipamentos com os respectivos registros históricos. com vantagens no preenchimento das fichas de inspeção. alfabéticos ou alfanuméricos a cada um dos elementos constituintes de um cadastro (unidade industrial. o cadastro dos equipamentos acompanhado de um relatório com o histórico de intervenções de manutenção já é suficiente. 3. que será identificado como “células”. entre outros. tais como: número maior de equipamentos (inclusive repetidos).Cadastramento dos Equipamentos Para qualquer nível de organização da manutenção em uma empresa o essencial é um bom cadastro geral dos equipamentos com dados importantes sobre tais.DESVANTAGENS:   Controle e orientação técnico-administrativo mais difícil. ordens de serviço. áreas de produção (ex: fundição. outros complicadores aparecerão. estes determinarão diferentes níveis de organização da manutenção.

novaPDF.5 Além do Código de Equipamento poderão ser atribuídos códigos para componentes (peças de reposição).). etc. normal) causa do serviço (avaria normal. Eventualmente. mudanças. A figura a seguir ilustra um exemplo de código de equipamentos. Figura 3. planta. em função das características do sistema produtivo. a Localização Física do equipamento em relação ao Sistema Operacional ou sua Posição Geográfica na área de produção. ruptura.indica o tipo de serviço (troca de rolamento. programado turno a turno. reparo periódico.). recomendamos que tenha a seguinte composição: 15 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. não programado. com as características acima assinaladas. Pode-se. etc. para os Sistemas Operacionais de grande porte e Componentes de alguns de seus equipamentos prioritários. outras alfabético.com) . ainda atribuir códigos para: prioridade de serviço (emergência. curto-circuito. construção. urgente. etc. anormal.). ou conjunto de equipamentos que realizam uma função de uma instalação. uma vez que algumas células usam sistema numérico de identificação.Indica a origem ou a causa da avaria (especificação errada. desalinhamento. outras alfanumérico. Visando permitir uma seqüência hierárquica do código do equipamento.estação. montagem incorreta. como exemplo: Código de avarias . o código de equipamentos pode caracterizar também os subsistemas. desgaste. em uma de suas células. e por Sistema Operacional. fábrica ou qualquer outro tipo de instalação industrial ou de serviços. código para manutenção. Código de serviço . natureza do serviço (acidente de operação. troca de redutor. o código pode também conter. etc. composto de sete células com critério misto de identificação. que possibilite a obtenção e relatórios em diversos níveis gerenciais. deformação.). soldagem. alterações. Para as instalações que ocupam vasta área. quando se desejar isolar o histórico desses componentes dos respectivos equipamentos. etc.

1) Sistema Produtivo 2) Sistema Operacional 3) Equipamento 4) Classe Observa-se que nessa seqüência incluímos a CLASSE do equipamento no Código. Por essa razão é recomendável evitar o desmembramento excessivo das CLASSES. deverá receber atenção especial do analista de controle e da supervisão de execução de manutenção em relação aos de menor classificação.6 Educação Profissional 16 Created with novaPDF Printer (www.com) . visando facilitar a seleção analítica dos resultados (listagens ou telas) e. como sugestão são apresentadas as seguintes caracterizações: Classe A. se impactarem nos custos previstos da manutenção (mão-de-obra.).Equipamento cuja parada interrompe o processo produtivo e por esta razão sua programação de manutenção preventiva deve ser rigorosamente cumprida. podendo servir também como elemento orientativo de formatação de relatórios para análise de ocorrências. em conseqüência sua programação preventiva pode deixar de ser executada. Classe C. que irá indicar sua importância operacional no processo produtivo. pois a incidência de ocorrências em equipamentos com maior grau de classificação. porém sua parada por algum tempo não interrompe a produção e assim. facilita o estabelecimento de prioridades de execução da manutenção e serve como referência à análise de listagens históricas.novaPDF.Equipamento que participa do processo produtivo. A identificação das CLASSES. materiais.Equipamento que não interfere no processo produtivo e. ALGORITMO DE CLASSIFICAÇÃO Figura 3. sua programação de manutenção preventiva deve ser executada dentro de uma determinada faixa de tempo. etc. Classe B.

Se as providências não forem tomadas imediatamente. destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida.com) .1 . Não existe filosofia. tentativas frustrantes de acerto. Embora. não se sabe da existência de peças de reposição e. Não se sabe o número exato de pessoal necessário ao reparo.S Q P F M LEGENDA Segurança Qualidade Produção Falha Manutenabilidade (custos e tempos) 4 .novaPDF. Diante de situações como esta. pois não se tem definido o problema. manutenção conserta imediatamente”. Mas. as empresas que não têm essa manutenção programada e bem administrada convivem com o caos. ou ainda. pois nunca haverá pessoal de manutenção suficiente para atender às solicitações. a manutenção corretiva deverá entrar em ação. Mesmo que venham a contar com o pessoal de manutenção em quantidade suficiente. Esse tipo de manutenção baseia-se na seguinte filosofia: “equipamento parou. Nos dias atuais. O tempo para reparação é geralmente longo. seja um método dispendioso de execução da manutenção.MANUTENÇÃO CORRETIVA Consideremos uma linha de produção de uma fábrica de calçados e que a máquina que faz as costuras no solado pare de funcionar por um motivo qualquer. teoria ou fórmula para dimensionar uma equipe de manutenção corretiva. além disso. para equipamentos não vitais à produção de uma empresa. toda a produção de calçados com costura no solado ficará comprometida. Educação Profissional 17 Created with novaPDF Printer (www. linhas de produção que possuam equipamentos de reserva (tipo stand by) a manutenção corretiva é a mais econômica e viável. pois nunca se sabe quando alguém vai ser solicitado para atender aos eventos que requerem a presença dos mantenedores. já que os equipamentos não possuem confiabilidade total contra quebras. não há indústrias que possam dispensá-lo. o que é manutenção corretiva? É a manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane. com a possibilidade de ocorrência de acidentes de trabalho. Por esse motivo.ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO   CORRETIVA PREVENTIVA  TRADICIONAL PREDITIVA  PERIÓDICA MONITORAMENTO 4. impensáveis soluções que poderão determinar um dano ainda maior à máquina ou instalação. a “correria” para reparação de um equipamento vital à produção da empresa traz improvisações. não saberão o que fazer com os mantenedores em época em que tudo caminha tranqüilamente. (NBR 5462/94).

....... Prevista Realizada Parada de Produção................ Como as ocorrências de emergências são inevitáveis.... Conjunto ... o usuário com problemas deverá solicitar o atendimento por telefone........... A filosofia que deve ser adotada é: “Emergências não ocorrem.................................... Trabalho realizado .................................................. Como a equipe não sabe o local onde vai atuar... sempre haverá necessidade de uma equipe para esses atendimentos.......................................................... parou às ..... da seção .................................. cuja função é eliminar ou minimizar essas emergências...... verifica o que deve ser feito e emite uma ficha de execução para sanar o problema............. mesmo porque................................. Elimine a causa e você não terá novamente a mesma emergência”............... Parada de .........................novaPDF............................ Natureza de .. Causa de .......... atualmente são utilizados softwares de manutenção.... horas do dia .....É por esse motivo que........................... deve haver uma equipe muito especial de manutenção...... Dependendo do equipamento................................................ Trabalho a realizar ..................... Equipamento...................................... para os efeitos de registro e estatística......... deixá-lo para resolver o problema por atendimento de emergência......................... Exemplo: empresas aéreas........... Mesmo em empresas que não podem ter emergências........................................ ele deverá emitir um documento................ Atendimento A equipe de manutenção corretiva deve estar sempre em um local específico para ser encontrada facilmente e atender à produção de imediato.............................com) ....1 VERSO Educação Profissional 18 Created with novaPDF Printer (www............................................................ Avaria ....... às vezes elas ocorrem com resultados geralmente catastróficos. Um modelo de ficha de execução é dado a seguir.......................... Produção .................................................................................... todavia algumas empresas ainda utilizam fichários conforme modelo a seguir: Equipamento ........................................................ por motivos econômicos.................. a manutenção aceita serviços de montagem para executar e nunca cumprem os prazos estabelecidos.... Subconjunto .......................... pois há ocasiões em que terá de decidir se atente às emergências ou continua montando o que estava programado..................................................... Visto Figura 4............... Data ................... FRENTE Ficha de Execução Unidade.... Inspeção ......................................... não se deve se ter 100% de manutenção preventiva......... Um analista de equipe de manutenção corretiva atende ao chamado........ Nas empresas que convivem com emergências que podem redundar em desastres.... normalmente....................... são causadas.................. às vezes é mais conveniente............................................. porém.. Avaria .

Preencher o campo trabalho realizado. Preencher o campo natureza da avaria e causas da avaria citado nas tabelas 4.2 O preenchimento da frente da ficha de execução deve seguir os passos:         Preencher o campo unidade ou área onde o equipamento está localizado. Preencher o campo equipamento citando o nome do equipamento.1 e 4.2 NATUREZA DA AVARIA Deslocamento do equipamento Ruptura Cisalhamento Trinca Esmagamento Entalhe Perfuração Corrosão Erosão Oxidação Engripamento Estrangulamento Entupimento Descarrilhamento Aquecimento Desregulagem Desaperto Curto-circuito Colamento CÓDIGO 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 30 31 19 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Preencher o campo data.. Preencher os campos conjunto e subconjunto. Preencher o campo parada da produção colocando o código 00 quando for emergência (serviço não programado) e código 11 quando for preventiva (serviços programados). Preencher o campo trabalho a realizar especificando exatamente o que fazer e onde fazer.Figura 4.2: Tabela 4.com) ...novaPDF.

Salientemos que.2 e 4. para se colocar o código de natureza e causa de avaria é necessário analisar profundamente o problema.novaPDF. 20 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.3 CAUSAS DA AVARIA Introdução de líquidos gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de líquidos não gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de pó químico na máquina Incrustação Introdução de corpo sólido exterior à máquina Falta de filtragem Introdução de ar no sistema Introdução de líquidos gordurosos procedentes da máquina Introdução de líquidos não gordurosos procedentes da máquina Introdução de pó procedente da máquina Introdução de corpo sólido Influência da umidade Influência de temperatura baixa Influência de temperatura elevada Atmosfera corrosiva Desgaste excessivo Falta de isolamento térmico Abaixamento do solo Modificações geométricas dos suportes Ligação errada Defeito de material Erro de fabricação Peça de reposição não adequada Erro de concepção Defeito de montagem Má ajustagem Manobra errada da operação Falta de limpeza Excesso de carga Desaperto Falta de lubrificação Choques Vibração anormal Atrito CÓDIGO 11 12 15 16 17 18 19 21 22 25 27 31 32 33 35 41 42 43 44 49 50 51 52 53 54 55 56 60 61 62 72 73 74 75 As relações de natureza e causas das tabelas 4.Perda de Perda de Perda de Perda de propriedades físicas propriedades químicas propriedades térmicas propriedades elétricas 32 33 34 35 Tabela 4.3 não são definitivas. pois existe sempre uma causa para outro tipo de natureza que varia. Elas podem e devem ser ampliadas. Exemplo: desgaste de um eixo.com) .

................................. dias) para o campo ‘realizada’.............................. término e duração do trabalho......................................... Nesse relatório o analista pode e deve sugerir alguma providência ou modificação no projeto da máquina para que o tipo de avaria ocorrida – e solucionada – não venha a se repetir................ Educação Profissional 21 Created with novaPDF Printer (www................................................................9 O preenchimento do relatório de avaria deve seguir os passos:    Preencher o campo unidade com nome e código de onde o equipamento está localizado................ ’término’ e ‘duração’ do trabalho na primeira linha do verso apresentarão apenas eventos previstos..novaPDF. Somente a partir da segunda linha é que apresentarão eventos realizados... Causa da Avaria................. Após isso........... porém..... Figura 4..com) ........ Após o conserto e a liberação do equipamento para a produção................................ ...... Sugestão............. .............................. ........ ... porém................................................................... ....... .................................................................. de acordo com o desenvolvimento do trabalho......................................................................... sempre se preocupando em deixar o equipamento trabalhando dentro de suas características originais............................................. deverá eliminar as emergências................................................................ fecha-se a coluna ‘duração’ e transfere-se o resultado obtido (horas.......... início’....................................................................................... Preencher o campo equipamento com nome e código................................................ RELATÓRIO DE AVARIA Unidade ..................... Natureza da Avaria ...... ....... existente na frente da ficha............ Quando o trabalho tiver sido executado......................... Conjunto .............................................. o analista de manutenção corretiva é obrigado a enviar para o setor de Engenharia da Manutenção um relatório de avaria............................................................ Preencher o campo subconjunto com código............................................................................ o desgaste do eixo e como causa do desgaste a falta de lubrificação.................................................... Equipamento ...... .......... evidentemente............... ............. Modelo de relatório de avaria Abaixo será apresentado um modelo de relatório de avaria e onde será mostrado como preenchêlo...................................................... Data . o que causou a falta de lubrificação? O preenchimento do verso da ficha de execução deve seguir os passos:    Preencher o campo chapa com a identificação do funcionário............... de acordo com seu projeto de fabricação..................................................................................................................... A equipe de manutenção..........................................................................Nesse exemplo............................................... Preencher o campo data............................................ pede-se para a chefia colocar o visto no respectivo campo para liberação do equipamento............ Preencher o campo início.... Subconjunto ........................... Os campos ‘data’......................................... temos como natureza...........

Como o usuário faria para poder controlar essa troca periódica do óleo do motor? Para realizar esse controle. equipamentos sem acompanhamento X equipamentos revisados. deverá estar voltada para os equipamentos antipoluição. b) Qualidade do produto – A concorrência no mercado nem sempre ganha com o menor custo. Para atingir a meta qualidade do produto. material novo X material recuperado. Se a meta da empresa for a diminuição ou eliminação da poluição.com) . a manutenção preventiva deverá ser aplicada com maior rigor.    Preencher o campo data com a data da ocorrência. sobressalente X compra direta. horas ociosas X horas planejadas.2 . 4. De tempos em tempos o usuário deverá trocar o óleo do cárter. como primeiro passo. c) Aumento de produção – O aumento de produção de uma empresa se resume em atender à demanda crescente do mercado. uma norma a respeito do assunto. a manutenção preventiva. o ponto mais crítico é a poluição causada pelo processo industrial. É preciso manter a fidelidade dos clientes já cadastrados e conquistar outros. normalmente. Educação Profissional 22 Created with novaPDF Printer (www. A manutenção preventiva pode colaborar atuando nas peças sobressalentes.. Preencher o campo natureza da avaria com código (tabela 1. Não realizando essa operação periódica. fazer a previsão da troca do óleo. abastecimento deficiente X abastecimento otimizado. Observação: É conveniente ressaltar que os modelos de ficha de execução e os modelos de relatório de avaria mudam de empresa para empresa. infelizmente. redução de custos. poluição X ambiente normal. Preencher o campo sugestão indicando alguma providência ou modificação no projeto. Não há. mantendo os prazos de entrega dos produtos em dia. Preencher o campo causa da varia com código (tabela 1. ou seja. as empresas buscam reduzir os custos incidentes nos produtos que fabricam.2) e relatar a ocorrência. Essa previsão nada mais é do que uma simples manutenção preventiva. d) Efeitos no meio ambiente – Em determinadas empresas. qualidade do produto.novaPDF. aumento de produção. bem como os códigos de natureza da avaria e suas causas. baseado nela. A manutenção preventiva colabora para o alcance desta meta atuando no binômio produção atrasada X produção em dia. o usuário deverá acompanhar a quilometragem do carro e.3) e relatar a causa fundamental. aumento da vida útil dos equipamentos e redução de acidentes do trabalho. ou seja.MANUTENÇÃO PREVENTIVA Considere um motor de automóvel. a) Redução de custos – Em sua grande maioria. Muitas vezes ele ganha com um produto de melhor qualidade. nas paradas de emergência etc. estaria correndo o risco de danificar os elementos que constituem o motor. preservação do meio ambiente. Objetivos Os principais objetivos das empresas são. ou seja: máquinas deficientes X máquinas eficientes. aplicando o mínimo necessário.

se possível. Se essa indústria desejar adotar a manutenção preventiva. não pode ser considerado de forma isolada. f) Apresentar o plano para aprovação da gerência e da diretoria. Efeitos prejudiciais ao meio ambiente. materiais e. tempo de parada para os diverso tipos de manutenção. deve-se percorrer as seguintes fases iniciais do desenvolvimento: a) Decidir qual o tipo de equipamento que deverá marcar a instalação da manutenção preventiva com base no “feeling” da supervisão de manutenção e de operação. Educação Profissional 23 Created with novaPDF Printer (www. geralmente. Diminuição do fator qualidade. onde não haja controle de custos e nem registros ou dados históricos dos equipamentos. é conseqüência de:     Redução de custos. causas das falhas etc. tempo de disponibilidade dos equipamentos para produzirem.novaPDF. indicando as freqüências de inspeção com máquinas operando. g) Treinar e preparar a equipe de manutenção. Efeitos do meio ambiente. d) Elaborar os manuais de procedimentos para manutenção preventiva. Desenvolvimento Considere uma indústria ainda sem nenhuma manutenção preventiva. A manutenção preventiva pode colaborar para a melhoria dos programas de segurança e prevenção de acidentes. Os acidentes no trabalho causam:      Aumento de custos. f) Redução de acidentes de trabalho – Não são raros os casos de empresas cujo maior problema é a grande quantidade de acidentes.com) . relacionando os custos de manutenção (mão-deobra. A manutenção preventiva. Aumento de produção. contribui para o aumento da vida útil dos equipamentos.e) Aumento da vida útil dos equipamentos – O aumento da vida útil dos equipamentos é um fator que. Esse fator. lucro cessante nas emergências). e) Enumerar os recursos humanos e materiais que serão necessários à instalação da manutenção preventiva. atuando nesses itens. na maioria das vezes. b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento de todos os equipamentos que serão escolhidos para iniciar a instalação da manutenção preventiva (plano piloto). c) Redigir o histórico dos equipamentos. Diminuição da vida útil dos equipamentos. Diminuição de produção. Qualidade do produto. com máquinas paradas e as intervenções.

semi-automatizado. essa empresa estará perdendo tempo no mercado. Controle manual – É o sistema no qual a manutenção preventiva e corretiva são controladas e analisadas por meio de formulários e mapas. É por meio das fichas individuais que se faz o registro da inspeção mecânica da máquina e.Execução da manutenção preventiva a) Ferramenta e pessoal – Se uma empresa contar com um modelo organizacional ótimo. há quatro sistemas: manual. preenchidos manualmente e guardados em pastas de arquivo. a programação de sua manutenção. b) Controle da manutenção – Em manutenção preventiva é preciso manter o controle de todas as máquinas com o auxílio de fichas individuais. porém.com) . mais importante é o treinamento da equipe que irá utilizá-los. com material sobressalente adequado e racionalizado. com bom ferramental e instrumental e não tiver quem saiba manuseá-los.10 Controle semi-automatizado – É o sistema no qual a intervenção preventiva é controlada com o auxílio do computador.novaPDF. Esquematicamente: Figura 4. Quanto à forma de operação do controle. e a intervenção corretiva obedece ao controle manual. com base nessas informações. A escolha do ferramental e instrumental é importante. Esquematicamente: Educação Profissional 24 Created with novaPDF Printer (www. automatizado e por microcomputador. com bons recursos humanos.

conforme a necessidade e conveniência dos vários setores da manutenção.Figura 4. Controle automatizado – É o sistema em que todas as intervenções da manutenção têm seus dados armazenados pelo computador. O principal relatório emitido pelo computador deve conter. incluindo as rotinas de inspeção e execução. no mínimo:     O tempo previsto e gasto.11 A fonte de dados desse sistema deve fornecer todas as informações necessárias para serem feitas as requisições de serviço. gráficos e tabelas para análise e tomada de decisões.novaPDF. Os serviços cancelados. Os serviços reprogramados (adiados).12 Educação Profissional 25 Created with novaPDF Printer (www. Esses dados são fundamentais para a tomada de providências por parte da supervisão. para que se tenha listagens. Esquematicamente: Figura 4. Os serviços realizados.com) .

Isso evita a difícil tarefa de trocas rápidas de máquinas e improvisações que causam o desespero do pessoal da manutenção corretiva. Com o tempo. A improvisação pode e deve ser evitada por meio de métodos preventivos estabelecidos pelos técnicos de manutenção preventiva.13 A manutenção preventiva obedece a um padrão previamente esquematizado. Assim. É verdade que quando se improvisa pode-se evitar a paralisação da produção. que estabelece paradas periódicas com a finalidade de permitir a troca de peças gastas por novas. Esses dados são de rápido acesso através de monitor de vídeo ou impressora. são suprimidas as inconveniências das quebras inesperadas. A aplicação de métodos preventivos assegura um trabalho uniforme e seguro. Como conseqüência. Esquematicamente: Figura 4.Controle por microcomputador – É o sistema no qual todos os dados sobre as intervenções da manutenção ficam armazenados no microcomputador. dentro de uma faixa de erro mínimo. assegurando assim o funcionamento perfeito da máquina por um período predeterminado. com antecedência. a improvisação é um dos focos de prejuízo. Isso se consegue com a organização dos prazos para reposição de peças. fornecidos pelo método preventivo. O planejamento e a organização. a sobrecarga provocará a diminuição da vida útil das demais peças do conjunto. Com o auxílio dos relatórios escritos sobre os trabalhos realizados. 26 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Se uma peça de conjunto que constitui em mecanismo estiver executando seu trabalho de forma irregular. Em qualquer sistema industrial. troca de peças gastas e ajustes. mas perde-se em eficiência. os industriais foram se conscientizando de que a máquina que funcionava ininterruptamente até quebrar acarretava vários problemas que poderiam ser evitados com simples paradas preventivas para lubrificação. ela estabelecerá. são uma garantia aos homens da produção que podem controlar. O método preventivo proporciona um determinado ritmo de trabalho. fatalmente. assegurando o equilíbrio necessário ao bom andamento das atividades. ajustam-se os investimentos para o setor.novaPDF. Os controles das peças de reposição é um problema que atinge todos os tipos de indústria.com) . para preservar as demais peças. a entrada de novas encomendas. uma sobrecarga nas demais peças que estão interagindo com ela. O problema só pode ser resolvido com a troca da peça problemática. Uma das metas a que se propõe o órgão de manutenção preventiva é a diminuição sensível dos estoques.

Isto é conseguido por meio do planejamento. A manutenção preventiva exige. O sistema deve abranger todos os setores da indústria para garantir um perfeito entrosamento entre eles. deve ser organizada. levantamento que visam facilitar sua própria introdução em futuras ampliações do corpo da fábrica. Isso vale a pena. Por outro lado. dentro da indústria. de modo tal que. A manutenção preventiva nunca deverá ser confundida com o órgão de comando. ser sistematizada para que o fluxo dos trabalhos se processem de modo correto e rápido. também. as providências independam de qualquer outra regra que por ventura venha a existir em uma oficina. é fundamental para o bom funcionamento do sistema preventivo. máquinas ou equipamentos. a capacidade e o espírito de cooperação dos técnicos são fatores importantes para a manutenção preventiva. também. em linguagem simples e clara. é necessário estabelecer qual deverá ser o sistema de informações empregado e os procedimentos adotados. um plano para sua própria melhoria. Essa liberdade. organizando-se estudos que tomem por base os relatórios preenchidos por técnicos da manutenção. A manutenção preventiva. A aplicação do sistema de manutenção preventiva não deve se restringir a setores. ao se constatar uma anomalia.Manutenção Preventiva Tradicional A Manutenção Preventiva Tradicional. A manutenção preventiva deve.2. O aparecimento de focos que ocasionam descontinuidade no programa deve ser encarado de maneira séria. pois abrange desde uma simples revisão – com paradas que não obedecem a uma rotina – até a utilização de sistemas de alto índice técnico. Finalmente. é necessário dispor de um período de tempo relativamente longo para contar com o concurso dos técnicos e dos dirigentes de alto gabarito. O fluxo das informações deverá fluir rapidamente entre todos os envolvidos na manutenção preventiva. das técnicas de manutenção e da elevação dos níveis de controle. Esta é a dinâmica de uma instalação industrial. Educação Profissional 27 Created with novaPDF Printer (www. Estes deverão relatar. À manutenção preventiva cabe apenas o lugar de apoio ao sistema fabril.novaPDF.com) . O segredo para o sucesso da manutenção preventiva está na perfeita compreensão de seus conceitos por parte de todo o pessoal da fábrica. pela maioria das grandes empresas industriais. por ter um alcance externo e profundo. destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item. 4. apesar dela ditar algumas regras de conduta a serem seguidas pelo pessoal da fábrica.1 . O desenvolvimento de um sistema de informações deve apresentar definições claras e objetivas e conter a delegação das responsabilidades de todos os elementos participantes. é a manutenção efetuada em intervalos pré-determinados ou de acordo com critérios prescritos. execução e verificação dos trabalhos que são indicadores para se buscar a melhoria dos métodos de manutenção. Ela inclui. também. para se efetivar a manutenção preventiva e alcançar os objetivos pretendidos com sua adoção.A manutenção preventiva é um método aprovado e adotado atualmente em todos os setores industriais. pois a instalação do método de manutenção preventiva. ela provocará desordens e confusões. de acordo com a NBR 5462/94. A manutenção preventiva abrange cronogramas nas quais são traçados planos e revisões periódicas completas para todos os tipos de materiais utilizados nas oficinas. Se a organização da manutenção preventiva carecer da devida solidez. é a prova concreta da pouca eficiência do método de manutenção corretiva. todos os detalhes do problema em questão. desde os operários à presidência. Sob esse aspecto.

4. mantenedores e até visitantes). olfato. evitando ociosidades ou acúmulo de serviços. reparado. com isso evita os atropelos da corretiva.com) . A idéia principal é a de manter o funcionamento do componente até o limite operacional (vida útil total). supervisores. Os sentidos humanos como: audição. Inspeções para verificação do estado funcional sempre foram realizadas em qualquer equipamento. aliados às experiências de determinadas pessoas com o funcionamento dos equipamentos. baseando-se na vida útil estimada. tomando-se como parâmetro: horas trabalhadas. as paradas de produção são mais freqüentes. tato e visão. a manutenção preditiva é conhecida pelo nome de manutenção condicional e nos Estados Unidos recebe o nome de preditiva ou previsional. A execução da manutenção preditiva baseia-se nas inspeções1 periódicas (visual ou com aparelhos) do funcionamento dos equipamentos. etc. Tais investimentos poderão ser diluídos com um menor estoque de peças sobressalentes. do estado em que se encontram as peças ou componentes dos equipamentos. foram durante muitos anos os principais instrumentos para a inspeção. A manutenção preventiva tradicional centraliza suas ações na substituição programada de itens (componentes) de equipamentos.A manutenção preventiva funciona por programação. isto é: detectar defeitos antes que se concretizem. fornecimento de dados mais precisos sobre a qualidade das peças e componentes. 1 Inspeção: São verificações. já que são necessários aparelhos e instrumentos confiáveis. bem como. é a manutenção que permite garantir uma qualidade de serviço desejada. milhões de rotações. a troca de certos itens pode ser prematura.). pois o estoque de sobressalentes é grande e variado. distribuem melhor a mão-de-obra existente. porém. Trata-se da manutenção que prediz tempo de vida útil dos componentes das máquinas e equipamentos e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado. previamente estabelecidas. Na Europa. testado. determinar o que deve ser substituído.2. como também. Atualmente somam-se os antigos “instrumentos” aos novos aparelhos condicionados a uma prévia programação e teremos uma inspeção mais criteriosa com condições de analisar as causas e os efeitos dos problemas funcionais dos equipamentos. em qualquer tempo de nossa história e por qualquer pessoa ligada direta ou indiretamente àquela máquina (operadores. a qualidade dos serviços executados pelas equipes de manutenção. Educação Profissional 28 Created with novaPDF Printer (www. Conceito de manutenção preditiva Manutenção preditiva é aquela que indica as condições reais de funcionamento das máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou processo de degradação. maior disponibilidade do equipamento para a produção. assim como. É um método que traz bons resultados quando bem programado.Manutenção Preventiva Preditiva De acordo com a NBR 5462/94. A manutenção preditiva exige investimentos iniciais elevados. quilômetros rodados. apontar falhas ainda controláveis e. com base na aplicação sistemática de técnicas de análise. utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de amostragem para reduzir ao mínimo a manutenção preventiva e diminuir a manutenção corretiva. pessoal (inspetores) qualificados. é de custo elevado. Manutenção Preventiva Preditiva.novaPDF.2 . durante a manutenção.

poderão ser verificados:         Apertos de parafusos e porcas. Funcionamento de lâmpadas de sinalização. Faiscamentos de escovas. Trincas. Parafusos soltos.novaPDF. Deficiência de ventiladores. poderão ser inspecionados:        Desgastes internos. Eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção. etc. Reduzir o trabalho de emergência não planejado. Ruídos estranhos.1 .com) .  Com o equipamento parado e desmontagem parcial (retiradas tampas de proteção e tampas de visita). Alinhamento de acoplamentos. Limpeza.A inspeção poderá ser realizada das seguintes maneiras:  Com o equipamento funcionando poderão ser verificados:           Vazamentos de óleo. Teste de isolamento de motores elétricos.  Com equipamento parado. Nível e pressão do óleo. Educação Profissional 29 Created with novaPDF Printer (www. Limpeza.2. Desgaste (com medição). Aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos. Verificação de contadores. Lubrificação. sem desmontagem. Estado geral de peças. o que poderá ocorrer em caso de paradas programadas. 4. etc. Vazamentos.Objetivos da manutenção preditiva Os objetivos da manutenção preditiva são:      Determinar. a necessidade de serviços de manutenção numa peça específica de um equipamento. etc. Impedir o aumento dos danos. NOTA: A inspeção poderá ser realizada com o equipamento desmontado. Trincas superficiais. Corrosão. antecipadamente. parcial ou totalmente.2. Fixação de peças. Temperatura. graxa ou produto do processo. Estado das chavetas. Vibrações.

14 A manutenção preditiva. Educação Profissional 30 Created with novaPDF Printer (www. Aceleração. capazes de registrar vários fenômenos.2. eventuais defeitos ou falhas nas máquinas e equipamentos.Execução da manutenção preditiva Para ser executada.2.Diagnóstico Detectada a irregularidade. Por meio desses objetivos. torna-se possível indicar. tais como:      Vibrações das máquinas. um diagnóstico referente à origem e à gravidade do defeito constatado. Aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha de produção.3 .2. na medida do possível. pode-se deduzir que eles estão direcionados a uma finalidade maior e importante: redução de custos de manutenção e aumento da produtividade. com antecedência. Desempenho.2. Este diagnóstico deve ser feito antes de se programar o reparo. Com base no conhecimento e análise dos fenômenos. Determinar previamente as interrupções de fabricação para cuidar dos equipamentos que precisam de manutenção. após a análise do fenômeno. adota dois procedimentos para atacar os problemas detectados: estabelece um diagnóstico e efetua uma análise de tendências. o responsável terá o encargo de estabelecer.com) . Figura 4.   Aproveitar a vida útil total dos componentes e de um equipamento.novaPDF. Pressão. Temperatura. 4.2 . 4. a manutenção preditiva exige a utilização de aparelhos adequados.

resume o que foi discutido até o momento.2.15 O esquema a seguir.4.novaPDF.16 Educação Profissional 31 Created with novaPDF Printer (www.Análise da tendência da falha A análise consiste em prever com antecedência a avaria ou a quebra. por meio de aparelhos que exercem vigilância constante predizendo a necessidade do reparo. Figura 4. Graficamente temos: Figura 4.4 .com) .2.

Educação Profissional 32 Created with novaPDF Printer (www. Problemas aerodinâmicos. Abaixo.A manutenção preditiva. Se captadores de vibrações forem colocados em pontos definidos da máquina. Rotores desbalanceados. aos poucos. O registro das vibrações e sua análise permitem identificar a origem dos esforços presentes em uma máquina operando. geralmente.5 . Entre os vários métodos destacam-se os seguintes: estudo das vibrações.2. levam-nas a um processo de deteriorização. análise dos óleos. Acoplamentos desalinhados. O aparelho empregado para análise de vibrações é conhecido como analisador de vibrações. um operador usando um analisador de vibrações portátil e. No mercado há vários modelos de analisadores de vibrações.com) . Observando a evolução do nível de vibrações. Engrenagens defeituosas. Falta de rigidez. Lubrificação deficiente. cuja freqüência é igual à freqüência dos agentes excitadores. com antecipação. o aparelho. análise do estado das superfícies e análises estruturais de peças. dos portáteis – que podem ser transportados manualmente de um lado para outro – até aqueles que são instalados definitivamente nas máquinas com a missão de executar monitoração constante. Vínculos desajustados. em destaque. é possível obter informações sobre o estado da máquina. Folga excessiva em buchas. O princípio de análise das vibrações baseia-se na idéia de que a estrutura das máquinas excitadas pelos esforços dinâmicos (ação de forças) dão sinais vibratórios.Métodos de investigação da Manutenção Preditiva .2. Por meio da medição e análise das vibrações de uma máquina em serviço normal de produção detecta-se. adota vários métodos de investigação para poder intervir nas máquinas e equipamentos. eles captarão as vibrações recebidas por toda a estrutura. dos mais simples aos mais complexos. a presença de falhas que devem ser corrigidas:             Rolamentos deteriorados. 4.Estudo das vibrações Todas as máquinas em funcionamento produzem vibrações que. Essa deteriorização é caracterizada por uma modificação da distribuição de energia vibratória pelo conjunto dos elementos que constituem a máquina. Problemas hidráulicos. Eixos deformados.novaPDF. Cavitação.

Partículas metálicas.novaPDF. como no estudo das vibrações. Água. Assim. Índice de alcalinidade. peagômetros. identificar os primeiros sintomas de desgaste de um componente. A economia é obtida regulando-se o grau de degradação ou de contaminação dos óleos. Educação Profissional 33 Created with novaPDF Printer (www. determina as propriedades dos óleos e o grau de contaminantes neles presentes. a análise dos óleos é muito importante na manutenção preditiva. Os modernos equipamentos permitem análises exatas e rápidas dos óleos utilizados em máquinas. Em termos de contaminação dos óleos. Essa regulagem permite a otimização dos intervalos das trocas. tanto em componentes mecânicos quanto hidráulicos.com) . espectrômetros.Figura 4. Ponto de fulgor. Entre os instrumentos e equipamentos utilizados temos viscosímetros. centrífugas. microscópios. fotômetros de chama. interessa saber quanto existe de:    Resíduos de carbono. reagentes. É a análise que vai dizer se o óleo de uma máquina ou equipamento precisa ou não ser substituído e quando isso deverá ser feito. A análise dos óleos permite. As principais propriedades dos óleos que interessam em uma análise são:      Índice de viscosidade. Tais partículas sólidas são geradas pelo atrito dinâmico entre peças em contato. A identificação é feita a partir do estudo das partículas sólidas que ficam misturadas com os óleos. É por meio das análises que o serviço de manutenção pode determinar o momento adequado para sua troca ou renovação. também. O laboratorista usando técnicas adequadas. Índice de acidez. A análise dos óleos é feita por meio de técnicas laboratoriais que envolvem vidrarias.18 Os objetivos da análise dos óleos são dois: economizar lubrificantes e sanar os defeitos. instrumentos e equipamentos. Ponto de congelamento. etc.Análise dos óleos Figura 4.17 .

Holografia.6 . tais como:     Endoscopia. a análise estrutural é de extrema importância. Infiltração com líquidos penetrantes. Correntes de Foucault. além do simples exame visual – com ou sem lupa – várias técnicas analíticas. 4. trincas e bolhas nas peças das máquinas e equipamentos. mostra um exemplo de um programa básico de vigilância de acordo com a experiência e histórico de uma determinada máquina.novaPDF. Número de pontos de medição estabelecidos. As informações recolhidas são registradas numa ficha. A periodicidade dos controles é determinada de acordo com os seguintes fatores:      Número de máquinas a serem controladas.. As técnicas utilizadas na análise estrutural são:         Interferometria holográfica. . Em uniões soldadas. Radiografia (raios X). Gamagrafia (raios gama). Educação Profissional 34 Created with novaPDF Printer (www. Ultra-sonografia. Estroboscopia. É por meio da análise estrutural que se detecta. Meios materiais colocados à disposição para a execução dos serviços.Análise do estado das superfícies A análise das superfícies das peças. Magnetoscopia. possibilitando ao responsável pela manutenção preditiva tê-las em mãos para as providências cabíveis.2. sujeitas aos desgastes provocados pelo atrito. também é importante para se controlar o grau de deteriorização das máquinas e equipamentos.Análise estrutural A análise estrutural de peças que compõem as máquinas e equipamentos também é importante para a manutenção preditiva. a existência de fissuras. Caráter “estratégico” das máquinas instaladas. A tabela a seguir.com) . Molde e impressão.Periodicidade dos controles A coleta de dados é efetuada periodicamente por um técnico que utiliza sistemas portáteis de monitoramento. Duração da utilização da instalação. A análise superficial abrange.2. Ecografia. por exemplo.

com) .000 a 1. etc.4 Métodos Utilizados Medição de vibração PROGRAMA BÁSICO DE VIGILÂNCIA Equipamentos Vigiados Equipamentos Necessários Todas as máquinas Medidor de vibração giratórias de potência média ou máxima e / ou Analisador equipamentos críticos:  motores.Tabela 4. controlar a velocidade ou medir os planos  Redutores e circuitos hidráulicos  Motores  Equipamentos de alta-tensão  Distribuição de baixa-tensão  Componentes eletrônicos  Equipamentos com componentes refratários  Cilindros de compressores  Aletas  Engrenagens danificadas Estroboscópio do analisador de vibrações Periodicidade da Verificação 3.novaPDF. partes. permanente  compressores.) e melhor gerenciamento.  bombas. Diminuição dos custos nos reparos.500 horas Medição das falhas de rolamentos Análise estroboscópica 500 horas Segundo a necessidade Análise dos óleos Feita pelo fabricante 6 meses Termografia Subcontratação (“terceirização”) 12 meses Exame endoscópico Endoscopia + fotos Todos os meses As vantagens da manutenção preditiva são:       Aumento da vida útil do equipamento. Controle dos materiais (peças. Limitação da quantidade de peças de reposição.  ventiladores. Diminuição dos estoques de produção. componentes. Sistemas de vigilância  redutores. 35 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Todos os rolamentos Medidor especial ou analisador Todos os lugares onde se quiser estudar um movimento. Melhoria da produtividade da empresa.

pirômetros. Credibilidade do serviço oferecido. Ruídos – Decibelímetro. lupas. Trincas internas – Ultra-som. laser.    Melhoria da segurança. por um termômetro de mercúrio.3 . indireta ou a distância. Trincas superficiais – Líquidos penetrantes. Dureza superficial – Durômetros. da sua periculosidade e acessibilidade. A aplicação do instrumento / aparelho correto depende de vários fatores inerentes ao equipamento que se deseja controlar. 4. fotografia com películas sensíveis à raios infravermelhos. Educação Profissional 36 Created with novaPDF Printer (www. A exemplo da fórmula 1. Boa imagem do serviço após a venda. por um termômetro digital sem contato. Desalinhamento – Relógio comparador. os carros são monitorados dos boxes.Monitoramento É uma ramificação preditiva. tintas de coloração variáveis. 4.2. Vibração – Medidores de vibração.2.novaPDF. assegurando o renome do fornecedor. Exemplo de alguns parâmetros a serem inspecionados e os aparelhos / instrumentos utilizados: Dimensão – Paquímetro / Micrômetro. do seu funcionamento. um acompanhamento constante da situação funcional do equipamento através de aparelhos / instrumentos. Para cada um dos métodos e instrumentos aparelhos usados.2.com) . Densidade – Densímetros. bem como o preparo ou treinamento de inspetor / analista. Temperatura – Termômetros. Exemplo: A temperatura pode ser verificada pelo tato do inspetor (até +. Viscosidade – Viscosímetros. por termômetro digital de contato. por termopares.Limites técnicos da manutenção preditiva A eficácia da manutenção preditiva está subordinada à eficácia e à confiabilidade dos parâmetros de medida que a caracterizam. num grau de inspeção máximo ou seja. Motivação do pessoal de manutenção. É um método de acompanhamento de custo elevado e que só tem uma boa relação custo x benefício em equipamentos vitais para a produção de uma empresa.50°C). termovisão. conduzindo à métodos de medidas direta.7 . o que determinará a escolha de métodos e aparelhos / instrumentos com elevados graus de sofisticação e resolução. Desbalanceamento – Balanceadores. Cada um dos parâmetros a ser inspecionado pode ter critérios diferentes. levam-se em conta o conhecimento técnico e científico envolvido. e outros. tendo parâmetros principais do funcionamento do motor avaliado constantemente.

Corte. Sujeição. Para isso foi relacionado. etc. Lubrificadas quando tiverem partes móveis. etc. a não ser. A seguir. nunca se levam ferramentas na mão. Sejam limpas. em o que se pode chamar de famílias. como alicates. primeiramente. Inspecionadas. Verificação . Devem ser apanhadas somente as ferramentas estritamente necessárias. O transporte deve ser feito de preferência em caixas adequadas.  Durante o trabalho. especialmente cabos e partes submetidas a esforços. Traçagem. chaves inglesas. Cada ferramenta deve ser guardada nos locais que lhe são determinadas. Quando transportadas em cinto porta-ferramentas.        Medição. deve-se ter o cuidado de não derrubá-las sobre outras pessoas. Impacto. serão apresentadas as ferramentas mais comuns e utilizadas nas oficinas mecânicas. Força. Ao subir ou descer escadas verticais. segundo sua aplicação e que apresentem o mesmo risco. corrimão.5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5. Não colocar sobre peitoris.novaPDF. Não colocar sobre parte móveis de máquinas ou estruturas sujeitas a vibrações. aplicação e os meios corretos de como utilizá-las. onde não possam cair e ferir alguém.  Ao serem guardadas.com) . 37 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Inicialmente.1 – INTRODUÇÃO Pode-se considerar como extensão das mãos que multiplicam sua força e habilidade sendo empregadas nos mais variados campos de atividade. os cuidados de rotina para com as ferramentas:  Ao serem apanhadas.  Ao serem transportadas. Deve ser evitado o transporte no bolso. As ferramentas devem ser dispostas em lugares seguros.  Antes de serem guardadas. As ferramentas de corte de precisão devem ser guardadas com os cortes protegidos. Especial cuidado deve ser tomado com as ferramentas pontiagudas e cortantes. sua especificação. você irá agrupar ferramentas de seu conhecimento. as tipicamente de bolso. mesmo que você não as tenha utilizado.

A de estrias é mais usada para “quebrar” o aperto e a de boca para extrair por completo a porca ou parafuso. sendo aplicadas sobre as porcas ou cabeças de parafusos a fim de aperta-las ou soltá-los. evitando escoriações nos dedos. Educação Profissional 38 Created with novaPDF Printer (www. especificação e aplicação:  Chave estrela 45° de 21 x 23mm – São leve e resistentes e possuem a qualidade de múltiplo posicionamento. sendo necessário um setor livre com ângulo maior de 30°.2 A chave de boca fixa simples compreende dois tipos.com) .  Chave de boca fixa 1 1/16” x 1 1/4" – Tem boca inclinada em 15°. A elevação da haste em um ângulo de 45° permite que a mão passe livre sobre pequenos obstáculos. Figura 5.novaPDF.  Chave combinada – Neste modelo combina-se os dois tipos básicos existentes: de boca e de estrias.2. Figura 5.CHAVES DE BOCA E ESTRELA a) Material: geralmente forjadas em aço cromo-vanádio. pois é mais difícil a porca ou a cabeça do parafuso escapar.4 Utiliza o princípio da alavanca para apertar ou desapertar parafusos e porcas.3 Figura 5.1 Figura 5. b) Tipos. tais como: de uma boca e de duas bocas. que facilita o trabalho tornando-o mais seguro.5.

as chaves devem ser forçadas somente com a força dos braços.Figura 5. tanto sob o ponto de vista técnico como de segurança. Boca folgada não permite bom aperto. podendo escapar.com) .novaPDF.10 Educação Profissional 39 Created with novaPDF Printer (www.9 Exercer esforço com o peso do corpo é outro erro.5 c) Utilização e cuidados: A boca deve ser justa à porca e bem encaixada para que o trabalho seja seguro.7 Figura 5. Figura 5. Figura 5.8 Se o esforço deve ser grande não convém aumentar o braço da alavanca para exercer maior torque.6 Usar calços para compensar a folga é outra coisa condenável. Figura 5. não há controle do esforço e é perigoso. é prejudicial à chave. Figura 5.

13 Cuidado especial deve-se ter em lugares altos: o escape da chave poderá acarretar o desequilíbrio e queda do usuário. Figura 5. Usar chaves como alavanca ou martelo é tão condenável que dispensa ilustração.com) . se a chave se quebrar.15 Educação Profissional 40 Created with novaPDF Printer (www.12 Figura 5. Valendo ressaltar que não devem ser atingidas por martelos. Em casos especiais deve-se empurrá-la com a mão espalmada.De preferência deve-se puxar a chave.14 Figura 5. escapar ou se quebrar o parafuso. a fim de prevenir qualquer surpresa desagradável. a mão irá contra o obstáculo que estiver na frente. Figura 5.novaPDF. Figura 5.11 Ao empurrar.

com uma de suas extremidades forjada em forma de cunha e a outra em forma de espiga prismática ou cilíndrica estriada. a) Material: sua haste é feita em aço carbono e seu cabo em resina ou plástico. inclusive o fundo. Figura 5.17  Chave de Fenda . tenda esta uma forma cruzada.1/2” – é uma variação da chave comum.A chave de parafuso de fenda é uma ferramenta de aperto constituída de uma haste cilíndrica de aço carbono.novaPDF. devendo preencher toda a fenda atingindo. onde acopla-se um cabo de madeira ou plástico. especialmente quanto à isolação.3 .18 Educação Profissional 41 Created with novaPDF Printer (www. especificação e aplicação:   Chave de fenda 1/4" x 8” – utilizada para girar parafusos com fenda de aproximadamente 1/4".16 b) Tipos. Chave phillips cotoco de 1/4" x 1.5. o que oferece mais segurança proporcionando trabalhos mais satisfatórios. É empregada para apertar e desapertar parafusos cujas cabeças tenham fendas ou ranhuras que permitam a entrada da cunha. pois só a ponta que varia.CHAVES DE FENDA E PHILLIPS.com) . sendo inclusive mais seguros e eficientes. Figura 5. Figura 5.

desde que se introduza na fenda hexagonal da cabeça do parafuso. c) Utilização e cuidados: Pode ser considerada um tipo especial de chave de fenda. Figura 5. se exerce esforço através do braço de alavanca da haste o que dá certa semelhança com as chaves de boca. É encontrada em jogo de seis ou sete chaves.Pressionando-a contra a mão é um erro perigoso. pois. cuidados semelhantes aos das chaves de boca e de fenda. Figura 5.250” – Utilizada em parafusos com encaixe interno sextavado de 3/8”.Como talhadeira é um erro imperdoável. Educação Profissional 42 Created with novaPDF Printer (www.19 1.com) .Como alavanca é um erro prejudicial.CHAVE HEXAGONAL ALLEN a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave hexagonal 3/8” x 1.4 .c) Utilização e cuidados: Figura 5. Merece.375” x 4.21 5.novaPDF. 3.20 2.

Figura 5.novaPDF. O esforço deve ser feito somente no sentido de forçar contra a parte fixa da chave. ao tamanho da porca. Figura 5. por meio de um parafuso regulador ou porca. A limpeza e lubrificação são fatores importantes para conservação dessas ferramentas e para segurança de seus usuários.CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU CHAVE INGLESA. Permite abrir ou fechar a mandíbula móvel da chave.5 .24 Figura 5. bem justa. exigem mais cuidados. Existem dois tipos: chave inglesa e chave de grifo.22 5. Sendo estas chaves mais versáteis.Figura 5. A boca deve ser sempre regulada.25 Educação Profissional 43 Created with novaPDF Printer (www.com) .23 a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave de boca regulável de 12”x 1 5/16” – Utilizada em porcas ou cabeças de parafusos para aperta-los ou soltá-los.

6 . rolamentos.SACA POLIAS a) Material: Geralmente em aço carbono.26 5.com) .  Três Garras Fixas Articuladas Figura 5. Dados para especificação: Características gerais.31 44 Created with novaPDF Printer (www.30 Educação Profissional Figura 5. acabamento. profundidade máxima.Figura 5.27 Figura 5.28 Figura 5.novaPDF. b) Tipos. especificação e aplicações. acoplamentos sobre eixos.29 São utilizados em tarefas de desmontagem de polias.  Duas Garras: Fixas Articuladas Garra deslizante Figura 5. abertura máxima. engrenagens. material.

para aquecer a peça a ser retificada através do processo de aquecimento. com um extremo forjado. em serviços um pouco mais pesados.7 . de secção circular.Mesmas condições de utilização de saca-polias de duas garras. Deve ser verificado a capacidade de torque do saca polias antes de sua utilização para evitar sua quebra.novaPDF. porém. para evitar possíveis acidentes e garantir uma agilidade na tarefa.34 Utilização Servem para cortar chapas.A Talhadeira e o Bedame são ferramentas de corte feitas de um corpo de aço. Estes centralizam melhor. e outro chanfrado denominado cabeça. provido de cunha.TALHADEIRA E BEDAME a) Material . Em alguns casos. Dados para especificação: Os mesmos da saca-polias de duas garras. Educação Profissional 45 Created with novaPDF Printer (www. Figura 5. retirar excesso de material e abrir rasgos. especificação e aplicação . temperada e afiada convenientemente.33 Figura 5. dilatação. 5. Certificar-se que as garras estão bem fixadas. apoiadas na peça a ser removida. c) Utilização em cuidados Durante ou após o seu uso deve-se ter alguns cuidados: Evitar esforço desnecessário de danificação dos filetes de rosca do parafuso (tirante) principal. retangular.Aço b) Tipos. será necessário utilizar dispositivos a quente (chuveiros).com) .32 Figura 5. hexagonal ou octogonal.

9 . Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. A aresta de corte deve ser convexa e o ângulo de cunha Varia com o material a ser talhado.35 b) Tipos e especificações . O bisel da cunha é simétrico ou assimétrico 2. tabela abaixo: Tabela 5. para que cortem bem.8 . Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. MATERIAL Cobre Aço Doce Aço Duro Ferro fundido e bronze fundido duro 5.36 São utilizados para retirar pinos.Características 1.37 Educação Profissional 46 Created with novaPDF Printer (www.Aço cromo vanadium fosfatizado Figura 5.novaPDF.SACA PINOS CÔNICO E PARALELO a) Material . A cabeça do bedame e da talhadeira é chanfrada e temperada brandamente para evitar formação de rebarbas ou quebras. A cabeça é chanfrada e temperada. conforme.CHAVES PARA TUBOS Figura 5. 5. Paralelo: Figura 5. Os tamanhos são entre 150 e 180mm 4. estar bem temperadas e afiadas.1 CUNHA 50° 60° 65° 70° 3. em geral. As ferramentas de talhar devem ter ângulos de cunha convenientes.com) .São utilizados para retirar pinos ou fixar peças mecânicas. em geral.

São utilizados em aperto de tubulação rosqueadas. Apresentam formas e perfis variados. c) Utilização e cuidados . comprimento. especificação e aplicação .11.Verificador de ângulos Figura 5.Verificador de raio Serve para verificar raios internos e externos.10 .ESPÁTULAS Figura 5.38 Figura 5. rotores. diâmetros e espessuras. ângulos. material.39 a) Material – Fabricado em aço fundido niquelado. b) Tipos. comprimento.VERIFICADORES E CALIBRADORES São instrumentos geralmente fabricados de aço. 5.41 Educação Profissional 47 Created with novaPDF Printer (www.40 5. É utilizado para verificar e controlar raios. c) Utilização e cuidados . acabamento. Em cada lâminas é estampada a medida do raio.1 .Características gerais. 5. Os verificadores e calibradores classificam-se em vários tipos: 5. temperado ou não. flanges.novaPDF.São utilizadas para remoção de tampas.11. de 1 a 15mm ou de 1/32” a 1/2”. acabamento.a) Material – Cabo e cabeça fabricados em aço cromo vanadium.11 . geralmente.2 . Suas dimensões variam.Características gerais.capacidade de abertura ou diâmetro do tubo (máximo). especificação e aplicação . material.com) . Figura 5. folgas. roscas. b) Tipos. etc. que estejam sujeitos a apertos leves.

11.Calibrador de folgas (Apalpador) Usa-se na verificação de folgas. Figura 5.2000”. sendo fabricado em vários tipos. que varia de 0. F = força e L = comprimento da alavanca. Sua fórmula é: (T = F X L) sendo. Em cada lâmina vem gravada sua medida.43 5.4 .42 5. torque é a resultante de uma força aplicada em um determinado braço de alavanca. Figura 5. T = torque. necessário de faz termos bem definido o conceito de torque.12 .04 a 5mm.3 . Figura 5.novaPDF. Em suas lâminas está gravado o número de fios por polegada ou o passo da rosca em milímetros.44 TORQUE (T) = FORÇA (F) X DISTÂNCIA (L) Educação Profissional 48 Created with novaPDF Printer (www. TORQUE A importância de controlar o aperto aplicado em um parafuso O que é torque? De uma forma bem simplificada.Verificador de rosca Usa-se para verificar roscas em todos os sistemas.11.com) .5.TORQUÍMETRO Para um melhor entendimento sobre torquímetro.0015” a 0. ou de 0.

Tratamento térmico aplicado no parafuso.com) . 3. Exemplo: têmpera. Espanar os fios de rosca do parafuso. 3. Fl (libra força pé) Onde se aplica o torque? Em parafusos e prisioneiros que fixam peças. impedindo seu funcionamento normal. Porque devemos controlar o torque a ser aplicado num parafuso? O torque quando excessivo pode: 1. revenimento. 49 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. o que provoca o vazamento de gases e líquidos entre componentes de máquinas. Coeficiente de atrito. O torque quando insuficiente pode: 1. 2. 2. aço carbono. conjuntos. Matéria prima (latão. conforme especificação do projeto. etc. 2. Quebrar o parafuso.m (Newton metro) Kgf. dentro dos limites seguros de tensão para dado parafuso. Classes de Qualidade Conforme DIN 267 Nominal Sextavado Como determinar o tamanho do parafuso a ser utilizado? O tamanho do parafuso deve ser determinado pelo total de tensão necessária para fixar o conjunto de peças. Acabamento superficial. A elasticidade do material do parafuso faz com que esse pretenda voltar a sua forma original fixado. aço ligado. Fazer cair o parafuso devido a vibrações da máquina ou do equipamento. um alongamento do mesmo (deformação elástica).novaPDF. assim. Que efeito produz o torque num parafuso? A aplicação de torque no parafuso produz uma tensão linear (esticamento) e. Todos estes fatores irão determinar a classificação de resistência a que pertence o parafuso. o conjunto. aço inoxidável. pondo em risco vidas humanas e patrimônio. componentes. Veja abaixo o exemplo para um parafuso sextavado M10 conforme DIN 267. conseqüentemente. etc. Trincar o parafuso. provocando assim vazamento de gases e líquidos. 5. fazendo-o falhar mais tarde. Empenar um conjunto fixado por parafusos. A que tensão podemos sujeitar um parafuso? Vários fatores são levados em consideração na fabricação de um parafuso. alumínio. São eles: 1. Esmagar juntas ou gaxetas. Alterar a vedação (junta). M (Kigrama força metro) Lbf. etc.). 4. conforme normas internacionais.Unidades de torques mais usadas:    N. 5. Tipo e passo da rosca. 4.

torquímetro com cabeça intercambiável. torquímetro de relógio. compressão. Comprometer o desempenho da máquina ou equipamento em função da falta de alinhamento e suporte dos seus componentes entre si. JUNTA MECÂNICA Figura 5. Inspeções e reparos podem ser efetuados no campo com um mínimo de ferramentas. Cada torquímetro foi desenvolvido para uma diferente aplicação. torquímetro de relógio com ponteiro de arraste. torquímetros especiais para áreas médicas (esterelizáveis). torquímetro de escape ou giro livre. transdutores de torque estáticos e rotativos. Segue alguns tipos de torquímetros: torquímetro de estalo com escala / sem escala. torquímetro digital. Causar acidentes e danos ao patrimônio. torquímetro pneumático. torquímetros para tampas de embalagens. cisalhamento e vibração).novaPDF. FORÇA DE FIXAÇÃO Figura 5. São fabricados com maquinário específico e mão-de-obra especializada que asseguram a qualidade do instrumento. 4.45 Figura 5. rapidez. A escolha correta da ferramenta para aperto significa segurança. devem ser absorvidas pela força de fixação induzida na junta durante a 50 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Essas cargas. torquímetro de vareta. torquímetro axial. facilidade e qualidade para seu trabalho. que tendem a provocar a soltura dos componentes da junta.47 Figura 5.3. Os torquímetros devem ser construídos conforme prescrições rigorosas de usinagem e montagem.com) . a) A qualidade mais importante da junta é a sua resistência às cargas de trabalho (tração.46 Uma junta mecânica roscada oferece a vantagem de desmontagem rápida para inspeção ou reparo de componentes: fixadores podem ser reutilizados. torquímetro tipo “T”.48 A força de fixação é obtida pelo tensionamento do parafuso e a conseqüente compressão dos componentes da junta roscada. Somente através de uma ferramenta denominada “torquímetro” é que conseguiremos aplicar o torque especificado.

tornando-se assim um processo impraticável. resistindo a tração e compressão. c) Como se vê.sua montagem. é proibitivo na maioria dos processos de montagem.50 b) Como gerar força de fixação nos componentes da junta? Apertando os componentes da junta uns contra os outros por meio de fixadores roscados. gerando uma tensão que ultrapassa o limite de resistência do fixador ou envergar os componentes da junta. Educação Profissional 51 Created with novaPDF Printer (www. evitando a soltura. permitindo acesso às duas extremidades do parafuso. aparece aqui como coadjuvante. fazendo com que o conjunto se comporte como uma única peça. resultando numa falha catastrófica. utilizando transdutores de pressão ou sensores de pressão instalados na própria junta. pode-se espanar a rosca do fixador. Figura 5. O aperto também aumenta a fricção entre os componentes. a fricção. condições estas que prejudicariam o bom desempenho do produto. quando se utiliza parafuso com porca. Só é possível. GERANDO FORÇA DE FIXAÇÃO PELO TORQUE Qual é a solução que resta para aplicar a precarga correta a um fixador? É controlar o torque que se aplica ao fixador utilizando um TORQUÍMETRO ou uma apertadeira motorizada com CONTROLE DE TORQUE. Se aplicar um aperto pequeno demais. Além de ser um processo demorado. – Pode-se recorrer à medição do alongamento do fixador que está intimamente ligado a précarga nele aplicada.49 Figura 5. Esta medição seria feita por meio de extensômetros ou ondas de ultra-som. d) Há meios práticos de medir a pré-carga num fixador? Não. pois estes são os meios mais confiáveis. vale dizer ainda que os equipamentos necessários para fazer a medição são muito caros.novaPDF. a força de fixação da junta é muito importante para assegurar um perfeito funcionamento do produto em que se encontra instalada. Após aperto da junta não é possível remover os sensores. que assim resiste melhor a cisalhamento e vibração. pois dificulta o movimento dos componentes entre si. Poderíamos tentar medir a compressão a que sujeitamos os componentes da junta. os componentes da junta podem começar a soltar-se debaixo das cargas de trabalho. por isso. Se aplicar um aperto em excesso. A força de fixação deve ser maior do que a soma das cargas de trabalho que agem sobre ela. que em muitas outras aplicações nos “rouba’’ parte do nosso esforço”. Na junta.com) .

Local de aplicação de torque (porca ou cabeça do parafuso). dureza de diferentes tipos de materiais. Para garantir a segurança na aplicação do torque correto em linhas de montagem de alta produção são utillizadas apertadeiras motorizadas que indicam o torque dinâmico sendo gerado e permitem imprimir o torque máximo aplicado através de impressora para gerar um ‘hardcopy’ para comprovação do torque aplicado para um cliente ou para utilização futura em caso de litígio. Tipo de rosca (rosca grossa ou rosca fina). que devido ao relaxamento dos componentes da junta pode ser bem diferente da ‘fricção dinâmica’ que existia no momento do aperto. sim! Educação Profissional 52 Created with novaPDF Printer (www. Existência de arruelas lisas ou de pressão. horas ou dias atrás é um processo duvidoso. a escolha dos componentes da junta e o processo de montagem com os torques utilizados foram perfeitos. Acabamento e lubrificação de faces contactantes. Muitos fatores contribuem para alterar a tensão residual do fixador e com isso a força de fixação existente na junta: estado de lubricidade. Após definição da força de fixação necessária em determinada junta e do relaxamento que deve ocorrer pode-se especificar o torque a aplicar ao fixador. Tolerâncias da rosca do fixador / parafuso.com) . gaxetas e o tempo que passou entre a aplicação de torque e a tentativa de medir a força de fixação residual. O conceito '‘um pouco mais não pode fazer mal’ não é aceitável. O operador deve parar de aplicar força tão logo atinja o torque recomendado. que torques apurados em ensaios sejam respeitados no ‘chão de fábrica’. Tratamento térmico. Componentes de material diferente.novaPDF. Os ensaios devem sempre ser feitos nas condições mais próximas à realidade da montagem. Folga do furo. AUDITORIA DE TORQUE ‘Auditoria de torque’ pretendendo encontrar o torque aplicado a minutos. pois quando se tenta reiniciar a rotação da porca ou fixador tem-se que vencer a ‘fricção estática’. É muito importante. Depois nada melhor que um ‘teste de campo‘ sob as condições reais de cargas de trabalho e cargas externas. Se a junta não falhar e nem se soltar. Esta correlação depende de vários fatores como:            Tipo de junta: junta elástica ou junta rígida.AS VARIÁVEIS NA RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO (Força de fixação) Na época da elaboração do projeto do produto é necessário estabelecer empiricamente uma relação entre um torque aplicado e a precarga resultante no fixador e a força de fixação obtida na junta. Formato da cabeça. Perpendicularidade ou paralelismo dos fixadores e componentes da junta. porque pode fazer mal.

TORQUE: é o movimento torçor. quando dotados de catraca ou de outro implemento.com) . pois apertos repetidos reduzem a fricção entre partes contactantes. Para dar tempo para a gaxeta se acomodar. Provavelmente. porque a mudança das condições de tensão na junta provoca um relaxamento localizado. Para diminuir este inconveniente executa-se o aperto dos fixadores numa ‘seqüência cruzada’. Educação Profissional 53 Created with novaPDF Printer (www. Quando se deve montar uma junta com múltiplos fixadores.Princípios do funcionamento do torquímetro Para executar o seu trabalho o torquímetro sempre utiliza um corpo elástico calibrado.: aeronáutica e veículos).e encontra-se um problema de relaxamento peculiar: enquanto apertar-se um fixador. Um outro procedimento é apertar os fixadores em vários ‘passos’ (ex.RELAXAMENTO Na prática ocorre uma gradual perda da força de fixação em quase todas as juntas roscadas porque as faces da junta em contato aos poucos sofrem um ‘nivelamento’ das irregularidades de superfície que diminui a força de fixação existente. mola helicoidal no modelo ‘estalo’ e de ‘giro livre’ e extensômetro (strain gage) no modelo ‘digital’. uma barra no modelo ‘vareta’ ou relógio.12.51 a) Material: (Falta material) b) Tipos. é aconselhável apertar os parafusos mais uma vez para compensar a força de fixação perdida. mantendo o padrão de ‘seqüência cruzada’ ou ‘espiral’. para indicar o torque sendo aplicado. ou para sinalizar que um torque pré-selecionado foi alcançado. Outro fator que pode afetar substancialmente o relaxamento da força de fixação numa junta é o emprego de arruelas debaixo da cabeça do parafuso.São ferramentas destinadas ao aperto de parafusos e porcas com torque controlado a partir de um valor pré-estabelecido em projeto. O diâmetro do furo da arruela. ou num padrão espiral.100% do torque especificado). a causa de relaxamento mais conhecida é o emprego de gaxetas de vedação entre dois componentes da junta. perde a sua força de fixação. A prática de aperto em vários ‘passos’ ou ‘passadas’ ajuda a eliminar uma das causas do baixo aproveitamento de torque para gerar tensão e força de fixação no fixador e na junta. já instalado. um outro fixador. especificação e aplicação . Torquímetros de sinalização de torque (estalo). Figura 5. Este procedimento muitas vezes é utilizado na montagem de juntas críticas (ex.1 . ou seja: 5. cujo pino quadrado desloca o ponto de rotação (A) do soquete para frente do ponto de articulação do torquímetro (B) exigem que a mão do operador aplique a força no centro da empunhadura para gerar o torque desejado. acabamento da face de contato e dureza da arruela influenciam o relaxamento da força de fixação na junta e a tensão no parafuso.: 30% 70% .novaPDF.

Quando o ponto de rotação (A) do soquete coincide com o ponto de articulação do torquímetro (B). digitais e de estalo (sinalização de torque) com escala externa devem ser aferidos em 20% . fricções.80% e 100% da capacidade máxima do torquímetro. AXIAL COM ESCALA        Ideal para aplicação de torques baixos. Neste tipo de torquímetro pode-se aplicar força fora do centro da empunhadura e PODE-SE USAR EXTENSÕES no cabo do torquímetro.A escala micrométrica permite regulagem precisa.novaPDF. pois isso NÃO ALTERA o torque aplicado. A Norma estabelece que torquímetros devem ser aferidos: Educação Profissional 54 Created with novaPDF Printer (www. Torquímetros de estalo.Quando o torque-alvo é atingido o corpo do torquímetro gira em falso e soquete ou ponta engajada no parafuso não se mexem mais. ANSI/ASME B107-14M-1985 e ISO 6789 e Norma Brasileira NB-1231. a posição da mão do operador não influi no torque gerado. Alta sensibilidade e baixo coeficiente de fricção do mecanismo de desligamento garantem precisão do torque aplicado.Torquímetro de "giro-livre" impede que o operador aplique um torque maior do que aquele selecionado. etc) que impedem que o eixo-propulsor do torquímetro transmita torques superiores aqueles préselecionados. Para aplicar torques relativamente baixos são utilizados torquímetros ‘de giro livre’ que possuem mola helicoidal e dispositivos limitadores de transmissão de força (cames. Formato axial facilita o trabalho em áreas de difícil acesso. de relógio. Precisão: _ 3% do valor indicado.Neste tipo de torquímetro NÃO podemos usar extensões no cabo do torquímetro.com) .40%-60% . sem escala externa (preset). Excede a Norma Federal Americana n° GGG-W-00686c. AFERIÇÃO DE TORQUÍMETRO A fim de tornar possível a aplicação de torques consistentes na linha de montagem é necessário aferir os torquímetros em intervalos estabelecidos em Norma Brasileira. É mesmo à prova de teimosia e descuido. TORQUÍMETRO DE GIRO-LEVE (Torquímetro de limitação de torque) . -O torquímetro de "giro-livre" rearma automaticamente Torquímetro de giro-livre é o preferido nas indústrias da eletrônica e informática. De acordo com a Norma Brasileira NB-1231. Leve. os torquímetros de vareta. Operação bi-direcional. que é mantida inalterada devido a uma trava durante todo ciclo de trabalho. pois isso alteraria o torque aplicado. devem ser aferidos no ’torque de trabalho’. de fácil manejo. . .

possibilitando a documentação do torque aplicado (hard copy). Para os torquímetros digitais entre 10% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. cuidando que os valores de torque a serem aplicados situem-se entre 20% a 100% da capacidade máxima. Quando ocorrer dúvida nos resultados obtidos. A ESCOLHA DO TORQUÍMETRO EM FUNÇÃO DA CAPACIDADE Da Faixa de Utilização dos Torquímetros Para os torquímetros analógicos (estalo.000 ciclos de trabalho para torquímetros de ‘indicação de torque’ (vareta. (Exemplo: capacidade máxima de 20 Nm que atende a aplicação dos torques de 5 Nm e 15 Nm e outro de capacidade máxima de 100 Nm que atende o torque especificado de 75 Nm) NOTA: Existe um projeto de norma que vai proibir os fabricantes de marcar divisões abaixo dos 20% da capacidade máxima nos torquímetros de estalo e relógio. A3) Tipo ‘digital’ . médios e grandes (exemplo: 5 Nm. A) Torquímetros de indicação de torque. A solução então. B) Torquímetros de sinalização de torque. A ESCOLHA DE TORQUÍMETROS EM FUNÇÃO DO TIPO Para obter o melhor resultado na aplicação de torque o tipo de funcionamento do torquímetro escolhido é fundamental. vareta. A1) Tipo ‘vareta’ .para reparos e manutenção de equipamentos que têm juntas críticas. Mas não há nenhum torquímetro com esta capacidade que tenha ‘garantia de precisão’ para toda esta faixa. é comprar mais de um torquímetro.novaPDF. 15 Nm e 75 Nm) seria preferível comprar um torquímetro com capacidade de 0 a 100 Nm para atender a todas as tarefas. A precisão indicada pelo fabricante do torquímetro só se aplica às faixas acima de modo que não existe nenhum torquímetro que comece de zero! É fácil entender que. A2) Tipo ‘relógio’ . Após quedas ou choques violentos sofridos pelo torquímetro. A cada 10. A cada 5. Após reparos efetuados no torquímetro. exigindo menor dispersão de torque. giro livre) entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. Os fabricantes garantem a precisão somente entre 20% a 100% da capacidade máxima para torquímetros analógicos e entre 10% a 100% para torquímetros digitais. digital). quando se tem que aplicar / controlar torques pequenos.       A cada seis meses. Educação Profissional 55 Created with novaPDF Printer (www.para juntas com prescrição de torque mínimo e máximo. relógio.para reparos e manutenção automotiva. relógio.000 ciclos de trabalho para torquímetros de sinalização de torque (estalo) e ’de limitação de torque’ (giro livre).com) . Após sobrecargas.

Se nossa especificação é torque nominal (alvo) 16 Nm. com aplicação repetida de um mesmo torque. pouca visibilidade. Ao comprar um torquímetro permitindo a participação de um maior número de fornecedores na cotação não indique a capacidade do torquímetro que pretende substituir. B) Tolerância do torque a aplicar: o torquímetro deve ter uma resolução boa. D) Formato do torquímetro: deve levar em consideração as condições de acesso ao fixador e o espaço disponível para a aplicação de força ao torquímetro. Quando devemos comprar um torquímetro para uma aplicação nova. mas somente as características (A – D).B1) Tipo ‘estalo’ . durante a aplicação de força. onça-polegada e librapolegada.para montagens automotivas e industriais em ambientes hósteis (sujeira. Para facilitar o trabalho com torquímetros compridos ou para executar testes destrutivos existe o relógio de ‘ponteiro duplo’ ou ‘de memória’. devemos observar alguns detalhes importantes: A) Torque a aplicar: no caso ideal o torque a aplicar deve situar-se próximo à metade da capacidade máxima do torquímetro. eliminando o julgamento do operador. Um torquímetro com graduação de 5 em 5 Nm não serve ! O espaçamento das divisões de qualquer torquímetro deve ser grande o suficiente para permitir fácil identificação dos limites inferiores e superiores. C) Precisão do torquímetro: deve obedecer à Norma Brasileira 1231. que obriga o fabricante a garantir uma precisão de ± 4% sobre o valor de torque indicado ou aplicado entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. ele registra o torque máximo atingido. INDICAÇÃO DE TORQUE SISTEMAS DE INDICAÇÃO DE TORQUE O torquímetro de indicação de torque mais usado é o torquímetro de relógio. Caso já esteja sendo utilizado um torquímetro que satisfaz as condições acima. percorre a escala e.com) . mão de obra não-especializada). O sistema mais simples possui um relógio com um único ponteiro que. O segundo ponteiro. Educação Profissional 56 Created with novaPDF Printer (www. ajustável manualmente. com limite inferior de 14 Nm e com limite superior de 17 Nm.são utilizados ‘calibres de torque’ (torque watches) indicados para ajuste de micro mecanismos de potenciômetros e ‘trim pots’. cujo ajuste é feito em departamento de Garantia de Qualidade. pode ser usado como ponto de referência. utiliza-se o modelo ‘Pre-Set’. Nm. Estes calibres de torque operam com escalas em Nmm. C) Torquímetros de limitação de torque.para aplicação de torques relativamente baixos. Para torques muito baixos – abaixo de 1 Nm . C1) Tipo ‘giro livre’ . então. recomenda-se a compra de um igual ou equivalente. pré-selecionado. que permita identificar claramente onde ficam os limites inferiores e superiores do torque a aplicar. cmgf. acima citadas. Ncm. Quando o trabalho é feito numa linha de montagem. ao cessar a força. volta a zero.novaPDF.

PROBLEMAS DE ACESSO Como o local da aplicação de torque pode estar obstruído. ‘torque alvo’ (nominal) e ‘limite superior’ de torque. exigindo um torquímetro de cabo muito longo. Quando o torque a aplicar é grande. TORQUÍMETROS DE LIMITES DE TORQUE PROGRAMÁVEIS Existe o torquímetro digital (exemplo: COMPUTORQ II da CARLSONS) que possibilita a programação de ‘limite inferior’. 5.13 . Multiplicadores de torque são também indicados quando o espaço para aplicação de torque é limitado. laterais e verticais. de tamanho reduzido. pode-se optar por torquímetros com sinal de luz ou sinal sonoro. existem vários tipos de torquímetros para suplantar obstáculos frontais. Enquanto o encaixe de entrada de um multiplicador é fêmea. Multiplicadores de torque podem ser ‘agrupados’ (ganging) para aumentar sua capacidade de torque. que é avisado por sinal luminoso e sonoro no momento em que alcança qualquer um destes pontos. A escolha de um multiplicador sempre deve orientar-se pela ‘capacidade máxima de Saída’. o encaixe de saída é macho e sempre maior que o encaixe de entrada. porém o torque final aplicável sempre é limitado pela capacidade máxima de torque na saída do último multiplicador. Obstáculos verticais são sub plantados com torquímetros de bocas dianteiras. ‘data loggers’ e computadores pessoais para facilitar a documentação dos torques aplicados (hard copy) e a elaboração de estatísticas. Em ambos os casos o ponto em que deve ocorrer o sinal é previamente selecionado. intercambiáveis. Obstáculos laterais são vencidos por torquímetros radiais com catraca. DOCUMENTAÇÃO DO TORQUE APLICADO Os torquímetros digitais podem ser conectados a impressoras. Quando é necessário utilizar uma boca dianteira de comprimento especial devemos fazer um cálculo de compensação do aumento efetivo do torquímetro. pode-se optar pelo uso de um multiplicador de torque. conforme explicado abaixo. existem vários modelos de multiplicadores de torque com capacidade até 81. dando assim um apoio inestimável ao operador.com) . Vale lembrar que torque é força aplicada x comprimento da alavanca. sendo acionado por um torquímetro de cabo curto.500 Nm.MULTIPLICADORES DE TORQUE Aplicação de Torques Altos Como a força física do operador constitui um limite para qualquer operação de torque. Obstáculos frontais são sub plantados por torquímetros radiais com extensão e torquímetros axiais.Quando se deve aplicar torque em áreas escuras ou inacessíveis à visão direta. Educação Profissional 57 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.

Calibres de torque vêm equipados com mandris. que permitem o uso de pontas. 1” e 1. Para tal. são disponibilizados aferidores de mesas giratórias com pinos de fixação do vasilhame que. os torquímetros são usados com soquetes de encaixe quadrado.novaPDF. boca estrela.1 mkgf ± 10 Nm 12 lb-pol 16 oz-pol ± 0. permitem medir o torque de fechamento bem como o torque de abertura. de 9 x 12 mm e 14 x 18 mm para receber bocas dianteiras. há torquímetros com pino quadrado de ¼”. apertando ou desroscando a tampa. bem como suportes para pontas de corpo sextavado de ¼” e 5/16”. pois. deveria memorizar algumas equivalências: 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pol 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pé = = = = = = = = ± 0.DOS ENCAIXES DO TORQUÍMETRO (Sistemas de acoplamento de acessórios). 58 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. A comunicação clara na consulta a um fornecedor poderá evitar perda de tempo e de dinheiro pela aquisição de torquímetros inadequados ao serviço. de metal ou de plástico. kgf. Normalmente.com) . AFERIDOR DE TORQUE DE TAMPA DE ROSCA Existem também equipamentos para conferir torque aplicado por máquinas de engarrafamento e fechamento automático de garrafas e frascos em tampas roscadas de vasilhames de vidro. boca estrela aberta e boca estrela com catraca.2 lb-pé ± 1. CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE Conversão de Unidades de Torque Enquanto. existem tabelas completas de conversão de torque. Torquímetros axiais podem possuir pino quadrado de ¼” e 3/8”.1/2”. m.é lbf-pé ou lbf-pol ? lbf-pé é 12 vezes maior que lbf-pol. pé. Também torquímetros com colar retangular. fêmea.7 lb-pé ± 7.lbf) e comprimento da alavanca (cm. ¾”. A escala combinada indica os torques em Nm e lb-pol. intercambiáveis nos tipos: boca fixa. observe abaixo. ½”. polegada) deve-se desconfiar de um possível erro quando um destes componentes está faltando: “torque de 12 kg” – é mkgf ou cmkgf ? mkgf é 100 vezes maior que cmkgf.3/8”. lâminas e uma infinidade de dispositivos especiais.4 Nm ± 0. quem lida freqüentemente com torque. Torquímetros axiais de baixa capacidade possuem pinças para colocação de lâminas.14 mkgf A IMPORTÂNCIA DA CLAREZA DA COMUNICAÇÃO Como as unidades de torque sempre têm dois componentes – força (N. “torque de 15 libras” .

a unidade de torque. é aconselhável certificar-se da unidade correta de torque antes de empregar o torquímetro para determinada aplicação. TORQUE E ÂNGULO (Torque / angle) Como na montagem de uma junta roscada há muitas variáveis. Estes torquímetros possuem. Estes torquímetros são dispostos nos modelos com colar de encaixe para bocas intercambiáveis dianteiras. evita-se torques baixos demais e torques em excesso. além de indicar um torque de aperto. procedimento este que levará o fixador próximo a sua região de escoamento.. exige a posterior rotação do fixador por um determinado ângulo. Para diminuir a possibilidade de erro humano (na leitura da escala externa.Clareza na comunicação é ‘meio caminho andado’. garantindo assim que foi gerada força de fixação suficiente para resistir a todas as cargas de trabalho. fricção. Da mesma forma. ou no ajuste do torque especificado) existem torquímetros de sinalização de torque (estalo) que não possuem escala externa e nem acesso fácil ao sistema (interno) de ajuste de torque. um sistema de embreagem que transmite a força ao pino-propulsor. além da mola helicoidal calibrada. etc. utiliza-se o processo ‘torque e ângulo’. tais como: lubrificação.com) . É só parar de aplicar força ao ouvir e sentir o sinal de ‘torque atingido’.novaPDF. Devido a este princípio os torques que podem ser atingidos com certa repetibilidade são relativamente baixos. esta começa a deslizar (girar livremente). etc. Estes torquímetros são calibrados num aferidor de torque por profissionais e depois é vedado o acesso ao sistema de ajuste. bem como com pinos quadrados para encaixe de soquetes e. maior que planejada. Por isso. com suportes para pontas. da força gerada durante o aperto seja absorvida por estes fatores de difícil quantificação. Qualquer operador vai aplicar o torque prescrito na especificação sem ter que se preocupar com a escala. (O ‘sonho’ de todo projetista). TORQUE PRÉ-SELECIONADO (Pre-set torque) No chão de fábrica haverá provavelmente postos de trabalho onde um operador sempre aplica o mesmo torque. nos modelos axiais. Quando a força gerada pelo operador excede a tensão da mola sobre a embreagem. grau de dureza de faces contactantes. Há vários sistemas de embreagem. Existem 2 modelos básicos: o tipo ‘axial’ que se assemelha a uma chave de fenda e o tipo ‘modular’ que é encaixado entre soquete e vários cabos de acionamento. Educação Profissional 59 Created with novaPDF Printer (www. quando uma junta é considerada ‘crítica’ para o bom funcionamento do produto. Assim. porém todos funcionam reagindo à fricção existente entre mola e embreagem. impedindo que mais força seja transmitida ao pino-propulsor. pois em ambos os casos a junta roscada do nosso produto falhará. onde a especificação. TORQUÍMETROS DE LIMITAÇÃO DE TORQUE (Torque limiting wrenches) No intuito de tornar o aperto mais seguro e menos dependente do juízo do operador de linha. no mesmo produto. existe o perigo que uma parcela. acabamento de superfície. existe uma linha de torquímetros de ‘limitação de torque’ ou de ‘giro livre’. que todas afetam a força de fixação obtida.

(Giro-livre) Torquímetros com sinalização de torque. Classificação:    Tipos:  Torquímetros de Vareta: seu funcionamento baseia-se na flexão da haste.novaPDF. relógio) Torquímetros com limitação de torque. fazer um teste que nos permita ver como a tensão (força de fixação) muda em função do torque aplicado. RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO Como já foi apresentado há muitas variáveis que podem influenciar a força de fixação. A simulação também deve replicar a maneira de aplicação de torque pelo operador. Figura 5.com) . Se pudesse medir esta tensão enquanto se monta a junta com um torquímetro seria ideal. porém.Para poder executar este processo a CARLSONS oferece dispositivos para controle de torque / ângulo que permitem medir o ângulo de rotação percorrido após a aplicação do torque. e um conseqüente estalo.53  Torquímetro de Estalo: seu funcionamento é baseado num sistema de alavancas interpostas que provocam um esforço sobre uma mola. Utilizando um torquímetro de relógio com ponteiro ‘de máxima’ poderá ver como a tensão cresce em função do torque aplicado.52  Torquímetro com Relógio: seu funcionamento é baseado na torção da cabeça do quadrado de encaixe. Educação Profissional 60 Created with novaPDF Printer (www. (tensão) gerada pelo torque na junta. Pode. (Estalo) Figura 5. Torquímetros com indicação de torque. A leitura do torque é feita diretamente na escala. (Vareta. Para tal deve simular a nossa junta com os mesmos componentes utilizados na linha de produção e instalá-la num testador hidráulico de torque / tensão que indica a cada instante a tensão obtida. pois isso eliminaria muita ‘incógnitas’ e causas de falhas posteriores do produto.

57  Instrumento de medição angular: são adaptados ao torquímetro (quadrado de encaixe) para torques de aperto em ângulos.novaPDF. 25 vezes ou 125 vezes. podendo o torque estabelecido no torquímetro ser multiplicado 5 vezes. O suporte do conjunto absolve a força contrária. Figura 5.Figura 5.com) . indicação com sinal acústico e luminoso ao alcançar o torque programado. Figura 5.58 Educação Profissional 61 Created with novaPDF Printer (www. sendo este fixado em alguma parte da máquina.56  Multiplicador de Torque: são utilizados para valores de torque elevados. Figura 5.55 ACESSÓRIOS PARA TORQUÍMETROS  Catraca: Figura 5.54  Torquímetro Digital: possui precisão de ± 1% do torque indicado.

com pressão estabilizada e misturado com óleo para lubrificação das partes internas da maioria das ferramentas. 6 . Após o uso guarde-o em local apropriado.1 Educação Profissional 62 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. Utilize os torquímetros para apertar. Na instalação das ferramentas pneumáticas. Utilize os torquímetros na faixa intermediária da escala que permitirá um menor desvio. A instalação de um secador de ar requer investimentos maiores e deve-se. portanto.com) . O ar proveniente de um compressor deve ser limpo e desumificado.c) Utilização e cuidados      Aplicar o torque de forma lenta e progressiva sem golpes ou pancadas. Nunca para afrouxar os parafusos. A maioria dos problemas funcionais das ferramentas pneumáticas estão relacionados com a umidade do ar comprimido. Evite choques ou quedas. Os filtros das unidades de conservação conseguem reter uma pequena parte dessa umidade. tendo como solução definitiva a instalação de um secador de ar na saída do compressor.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO São ferramentas que funcionam pelo ar comprimido. Exemplo de instalação: Figura 6. calcular a relação custo-benefício para cada caso. a partir de uma rede de ar comprimido utiliza-se para cada ponto ou ferramenta uma unidade de conservação (filtro-regulador-lubrificador) que garantirá relativa proteção ao conjunto.FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6.

3 Figura 6. 6.2 – TIPOS Chave de impacto: são utilizadas para aperto de parafusos e porcas com grande velocidade e torque.7 Educação Profissional 63 Created with novaPDF Printer (www.2 Figura 6. Estabilizar a pressão entre 6 e 7 kg/cm².6 Figura 6.com) . possuindo um sistema auxiliar de aperto (impacto) que aumenta sua performance.Recomenda-se:    Verificar o consumo de ar de cada ferramenta para adequação de vazão da rede. Regular o lubrificador para misturar de 5 a 7 gotas por minuto de óleo (grau de viscosidade ISO 32).novaPDF. Figura 6.4 Esmerilhadeiras Figura 6.5 Figura 6.

como forma de aumentar a durabilidade da ferramenta. Antes do início da operação verificar a pressão de trabalho.11 Figura 6.10 Figura 6.Lixadeiras Figura 6. recomenda-se em serviços criteriosos o uso do torquímetro. Embora as chaves de impacto oferecerem um bom torque. como aperto final.8 Figura 6. drenar os pontos de condensação de água e verificar o sistema de lubrificação. Avaliar as condições de funcionamento e torque de cada ferramenta.12 6. O aperto final com uma chave de impacto não deve ultrapassar a 5 segundos.com) .3 – CUIDADOS GERAIS       Escolher corretamente a capacidade de cada ferramenta em função da exigência do serviço.9 Furadeiras Figura 6. Utilizar soquetes apropriados para as chaves de impacto. Educação Profissional 64 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.

5 à 30 toneladas.novaPDF. proporcionam a retenção de carga em qualquer ponto do percurso e ainda permitir uma descida suave.7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.1 – INTRODUÇÃO Algumas atividades de manutenção como levantamento e posicionamento de conjuntos.3 Figura 7. desmontagem e montagem de conjuntos (polias. arraste de máquinas. engrenagens. 7.1 Figura 7. alinhadas à carga. em geral. Talhas de alavanca – O levantamento da carga é realizado pelo movimento da alavanca que possui sistema de catraca. etc. Operação Talhas de corrente – O levantamento ou abaixamento da carga é feito pelo giro do volante frontal para o sentido horário ou anti-horário realizado pela corrente de acionamento. médias e pesadas podendo com diferentes modelos atender a uma faixa de 0. As talhas possuem um sistema de freio que.2. dentro dos limites de carga pré-estabelecidos. Com exceção das talhas de alavanca que também podem ser utilizadas em operação de arraste. as demais talhas manuais foram projetadas para trabalhos em posição vertical. rolamentos.com) .2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS 7.2 Figura 7. acoplamentos.1 – Talhas Manuais Talha de alavanca Talha de corrente Figura 7. O abaixamento da carga também é realizado pela mesma alavanca em sentido Educação Profissional 65 Created with novaPDF Printer (www.4 São utilizadas no manejo de cargas leves. exigem utilização de equipamentos auxiliares. evitando assim o embaraçamento das correntes.) e na movimentação de cargas.

até a mola se encaixar na cava existente na arruela do pinhão central. Para bloquear o freio (corrente para tracionar). Figura 7. Graxa indicada: consistência NLGI 2. sem atuação do sistema de catraca. a possibilidade da corrente de carga girar livre. As talhas de alavanca possuem. girar a roseta com a mão no sentido indicado na figura 7.7 Educação Profissional 66 Created with novaPDF Printer (www. a corrente deverá estar segura com a mão e a roseta (peça localizada à frente da talha) gira da no sentido conforme a figura 7. poderá haver uma aproximação rápida da corrente em relação à carga.5. A rosca do volante (ou coroa) retirando-se a tampa dianteira ou a roseta e alavanca no caso das talhas de alavanca. A seleção da manobra é feita por um gatilho localizado junto à alavanca. A alavanca deverá ser colocada na posição neutra a partir do posicionamento do gatilho (encaixe no entalhe menor).5 Cuidados gerais com as talhas Figura 7.  Nunca levantar a carga acima da capacidade da talha.novaPDF. Nota: Não se deve forças a roseta tentando girá-la quando a talha estiver tencionada pela carga.6  Lubrificar periodicamente o trem de engrenagens localizado na parte traseira da talha (retirar tampa).com) . Figura 7. porém. procedimento que visa o bom funcionamento do freio e ainda torna-se conveniente à lubrificação da corrente de carga quando as condições de trabalho permitem.de giro inverso. ou seja.6 até ouvir o ruído do gatilho do freio na catraca. ainda. Nota: Evitar a entrada de lubrificantes nos discos de fibra do freio.

Figura 7.13  Não dar volta com o moitão entre as correntes. laço ou olhal devem ser posicionados no meio do gancho) e nunca na ponta do gancho. Figura 7.12 Figura 7.com) . Não torcer ou dobrar as correntes da carga. Figura 7.15 Educação Profissional 67 Created with novaPDF Printer (www.11 Figura 7.9 Figura 7.8  Observar se durante o içamento da carga não haja qualquer obstrução.14  Não amarrar a carga com a corrente da talha.  Fixar o gancho da talha com segurança (manilha. Figura 7.novaPDF.10 Figura 7.

Figura 7.18 Cuidados gerais com a segurança das talhas Todos os itens relacionados acima correspondem a segurança operacional das talhas. Figura 7. corrente.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com a talha carregada. observar que o ângulo máximo de trabalho não ultrapasse 45º. Figura 7. e como se trata de manuseio de cargas poderá gerar graves acidentes de trabalho.16  Evitar maus tratos com o equipamento. etc). Educação Profissional 68 Created with novaPDF Printer (www.  Não lubrifique as arruelas de fibra do freio. Na utilização de amarras.novaPDF.17  Limpe o equipamento e guarde em local protegido.  Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga. mas limpe os materiais estranhos. O mau uso do equipamento que poderá danificá-lo representa um risco à segurança.  Não suspender a carga com inclinação excessiva da corrente.  Inspecionar periodicamente o equipamento (ganchos.com) .

Os mordentes são levados a fecharem-se pela ação da carga. enrolando-o adequadamente. obstruções não previstas. com a ponta do cabo ultrapassando a parte frontal do tirfor solta-se a alavanca e efetiva-se o travamento. olhais na parte central dos ganchos do tirfor e do cabo de aço.  Limpar e lubrificar periodicamente seu mecanismo interno. manilhas.  Posicionar laços.  Certificar-se do diâmetro do cabo a ser utilizado para cada modelo do tirfor.2 – Tralha Guincho (TIRFOR) São equipamentos utilizados para levantar.) que além da segurança operacional. Cuidados gerais com o Tirfor  Não utilizá-lo além da capacidade estabelecida pelo fabricante.  Verificar o estado geral do cabo de aço (arame. Funciona com cabo de aço.2.7. torção. dois jogos de mordentes que se abrem e fecham alternadamente como duas mãos que puxam o cabo na subida e seguram na descida.  Evitar pancadas ou quedas do equipamento. Figura 7. poderá travar e danificar o mecanismo interno do tirfor. *As alavancas 4 e 5 devem estar voltadas para trás. A alavanca 4 destina-se ao avanço do cabo e alavanca 5 ao retorno do cabo.  Observar durante a operação da carga. 69 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Cuidados gerais com a segurança operacional do Tirfor Todos os itens relacionados acima se não seguidos rigorosamente comprometem as condições do equipamento e poderão causar acidentes durante a operação.19 Operação O cabo de aço é introduzido no tirfor pelo orifício 1 sendo liberados os mordentes pela alavanca 2 e trava da alavanca 3. perna. com qualquer distância e com precisão milimétrica de manobra. abaixar ou arrastar cargas em geral em qualquer direção.  Após o uso retire o cabo. assim quanto maior a ação da carga maior será a condição de aperto. Limpe e guarde em local protegido.com) . dobras.novaPDF. etc.

7.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com um tirfor carregado. mesmo em pequenas distâncias. são equipamentos utilizados para levantamento e posicionamento de cargas.21  Tipo de avanço e retorno Figura 7. êmbolo ou pistão.24 Figura 25 Figura 26 70 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.2. são conjuntos formados por cilindros e bombas.novaPDF.23  Tipo de retorno Figura 7. Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga.3 – Macacos Hidráulicos Os mais usados nas indústrias. Os modelos de cilindros podem variar de acordo com a forma de atuação.com) . Cilindros Hidráulicos: É constituído de cilindro (tubo). ou seja. Os macacos hidráulicos. o óleo proveniente da bomba atua sobre a área do embolo que impulsiona a haste. haste.22 Figura 7. Figura 7.20 O cilindro hidráulico transforma a energia hidráulica em energia mecânica. sendo:  Tipo de avanço (retorno por peso ou por mola) Figura 7. assim chamados. desde sua invenção.

Seleção das bombas manuais A partir da escolha do cilindro escolhe-se a bomba ideal que será àquela capaz de preencher com óleo o volume máximo gerado no cilindro no deslocamento de sua haste. bomba e válvula de segurança. Seleção dos cilindros Para escolha do cilindro ideal para execução de um determinado trabalho é necessário um bom conhecimento da carga (tonelagem) e do deslocamento máximo que a carga poderá sofrer na operação. Algumas possuem manômetro instalado no próprio corpo.com) . Previsíveis desvios laterais da carga durante sua movimentação também devem servir de parâmetro para escolha dos cilindros. a escolha das bombas e cilindros da marca ENERPAC. já que sua haste poderia flexionar e danificar o conjunto. Educação Profissional 71 Created with novaPDF Printer (www. em um tempo préestabelecido.Os cilindros hidráulicos são também especificados pela sua capacidade de carga (toneladas) e seu curso de atuação. é feita por uma mangueira hidráulica com engates rápidos. Bombas Manuais: São conjuntos constituídos de reservatórios de óleo.novaPDF. A ligação entre a bomba e o cilindro. Figura 7. A tabela a seguir mostra.27 As bombas transferem o óleo do reservatório para o cilindro que ao atuar sob a carga gerará uma pressão tendo um valor máximo estabelecido por uma válvula de segurança. como exemplo. Seleção de bombas e cilindros Use esta tabela para determinar se a capacidade de óleo de sua bomba é suficiente para distender completamente os cilindros.

com) . Educação Profissional 72 Created with novaPDF Printer (www.Tamanho do Cilindro Operação A operação do conjunto cilindro / bomba é simples. Após o posicionamento no local de trabalho. Cuidados gerais com o conjunto cilindro / bomba  Não exceda a pressão estabelecida ou a capacidade de força do equipamento.novaPDF. fecha-se a válvula de alivio (tipo borboleta) e inicia-se o bombeamento de óleo para alavanca.

Figura 7.29  Não levantar cargas sujeitas a deslocamento lateral durante a operação.30  Não deixe objetos pesados ou pontiagudos caírem sobre a mangueira.com) . Educação Profissional 73 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.Figura 7. verificar se as mangueiras não estão dobradas. Figura 7.28  Antes do bombeamento.

31  Não carregue o equipamento segurando pela mangueira.novaPDF.com) . Figura 7.). Figura 7. amassamentos. mangueiras. etc. 74 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.32  Não tente exceder o curso máximo do cilindro evitando assim danos às vedações com esforço desnecessário.33  Verifique periodicamente o estado geral do conjunto (vazamentos.Figura 7. manômetro.

novaPDF.  Não confie na válvula localizada na bomba para sustentação de uma carga.35  Não trabalhe sob a carga apoiada pelos cilindros hidráulicos. Antes da utilização verifique o nível de óleo do reservatório. limpe.  Não bater no cilindro para posicioná-lo sob a carga.  Não exponha o equipamento a temperaturas superior a 70°C. Existe equipamento projetado para condições de temperatura superior. Figura 7. Cuidados gerais com a segurança operacional com os macacos hidráulicos Os cuidados gerais com o equipamento refletem na segurança operacional. pois o trabalho envolve cargas que poderão originar acidentes graves.34  Não se posicione sobre a alavanca da bomba. recolha a haste do cilindro e guarde o equipamento em lugar protegido. Figura 7.com) .  Após o uso. Educação Profissional 75 Created with novaPDF Printer (www. Use válvulas apropriadas para manter o cilindro pressurizado.

com) .36  Providencie uma base sólida antes de iniciar o levantamento da carga.38  Lembre-se que os macacos hidráulicos trabalham sob alta pressão (700 kg/cm²) com capacidade de força elevadíssima.novaPDF. Educação Profissional 76 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7. Figura 7.37  Providencie apoio adequado para a carga.Figura 7.

rolamentos.  Após a regulagem de altura da mesa móvel. Figura 7. As prensas são caracterizadas por uma estrutura reforçada com um suporte fixo onde se encontra instalado o cilindro hidráulico e uma mesa móvel suportada por batentes e regulada por cabos de aço onde apoiará o conjunto a ser trabalhado. O sistema hidráulico é semelhante ao dos macacos hidráulicos. A carga aplicada é acompanhada por um manômetro com leitura em toneladas. sendo o acionamento executado por movimentos de uma alavanca após o fechamento da válvula de retorno. podendo ter acionamento manual ou motorizado.2. Cuidados gerais com a segurança operacional das prensas.  Certifique da existência de vazamentos do sistema hidráulico e verifique o nível de óleo do reservatório. além de outras aplicações. Cuidados gerais com as prensas  Não ultrapassar a capacidade especificada para cada modelo. o que culmina no melhor posicionamento na prensa como também na força aplicada. Educação Profissional 77 Created with novaPDF Printer (www.com) .) como também para desempenar ou dobrar eixos.  As prensas normalmente possuem um parafuso na cabeça da haste do cilindro hidráulico para uma aproximação rápida. embora tenham pequena variação entre os fabricantes.novaPDF.7. São especificadas pela sua capacidade de carga em toneladas e suas dimensões estruturais. flanges.  Os conjuntos a serem prensados não podem sofrer desvios laterais durante a prensagem. engrenagens. etc. acoplamentos. Observe o curso tolerável deste parafuso para que não danifique durante a prensagem.39 Operação A operação envolve um bom conhecimento técnico do conjunto a ser desmontado ou montado. As mais usadas são prensas hidráulicas. certifique-se de que os cabos de aço não estejam tensionados.4 – Prensas São equipamentos destinados à montagem e desmontagem de conjuntos mecânicos (polias.

novaPDF.com) .2. São especificadas pela capacidade de carga em toneladas e pelas dimensões estruturais. sempre observando as relações do componente e do equipamento. pois.2. abra a válvula de retorno. pense na situação e reinicie a prensagem. evitando ser atingido por partes metálicas provenientes de uma quebra acidental de um componente mecânico.Observe os itens de segurança relacionados com o equipamento.  Inicie a operação de prensagem de forma gradual. Possuem um sistema hidráulico de acionamento manual para levantamento da lança que pode ser telescópica.5 – Guincho hidráulico para oficinas São equipamentos utilizados para movimentação de cargas. Figura 7.40 Sua operação é simples. tendo os principais cuidados correspondentes aos mencionados nos outros equipamentos que transportam cargas. Educação Profissional 78 Created with novaPDF Printer (www. 7.  Reflita cuidadosamente sobre o melhor posicionamento do conjunto a ser prensado no equipamento. como também são os responsáveis pela amarração e posicionamentos. em geral dentro de oficinas mecânicas. semelhante aos macacos hidráulicos. estes comprometem a segurança operacional. o pessoal de produção ou manutenção são também os operadores dos equipamentos para movimentação de cargas. Possui rodas para manobras e travamento. sem contudo estarem devidamente preparados para essa tarefa. Na grande maioria dos casos.  Posicione da forma mais segura possível diante da prensa. Crie dispositivos seguros se necessário. 7.  Ao sinal de qualquer anormalidade.6 – Cuidados na movimentação de cargas Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação e movimentação de cargas a partir do solo ou em operações ligadas à desmontagem e montagem de conjuntos em equipamentos ou instalações. Um bom exemplo de aplicação é a retirada e a recolocação de motores de automóveis e caminhões.  Certifique-se das condições de carga para desmontagem ou montagem do conjunto e compare com a capacidade do equipamento.

Se a carga está nivelada ou corretamente suspensa. 4 – Acoplar a Linga à carga.com) . abaixá-la para prendê-la corretamente. A sinalização deve ser feita por uma única pessoa. Tabelas de cargas.novaPDF. Botinas com biqueira de aço. 5 – Sair da área de risco. Procedimentos para uma movimentação 1 – Preparação. Preparar o local de destino com caibros e cunhas se necessário. 14 – Desacoplar a Linga. 9 – Se a carga pender mais para um lado. 15 – Prender os ganchos da Linga no elo de sustentação. 10 – Movimentação da carga. 13 – Certificar-se de que a carga não pode se espalhar ou tombar.     Capacete. 12 – Abaixar a carga conforme a indicação do movimentador. Se não for utilizar uma das pernas da Linga. 8 – Ao iniciar a movimentação devemos verificar.Proteção individual Utilizar em qualquer operação de movimentação de cargas. pegar a Linga por fora e deixar esticar lentamente. Determinar qual linga e se necessário preparar proteção para os cantos vivos. 16 – Ao levantar a Linga verificar se ela não pode se prender a nada.    Conhecer o peso e o centro de gravidade de carga.    Se a carga não se ganchou ou prendeu. 11 – No transporte de cargas assimétricas ou onde haja influência de ventos deve-se usar um cabo de condução que seja longo o suficiente para que se fique fora da área de risco. 2 – Informar ao operador o peso da carga. Educação Profissional 79 Created with novaPDF Printer (www. Quando necessário. 3 – Colocar o gancho do meio de elevação perpendicularmente sobre o centro de gravidade da carga. Se as pernas têm uma carga semelhante. acoplá-la ao elo de sustentação para que não possa se prender a outros objetos ou cargas. 7 – Sinalizar ao operador. 6 – Avisar a todos os envolvidos no processo de movimentação e a todos que estiverem nas áreas de risco. Luvas de raspa.

que de agora em diante serão chamados de meios de elevação. é necessário que se use sapatos com palmilha de aço revestida. ao operador e outras coisas que o cercam ele está sujeito a bater o pé em objetos pontiagudos e machucá-los e é por isso que é necessário o uso de sapatos com biqueira de aço. A facilidade com que os meios de elevação movimentam a carga engana quanto as situações de perigo. é indispensável o uso de luvas. c) Proteção das Mãos Arames soltos em cabos de aço sempre têm machucado mãos de movimentadores. 8.MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8. ou seja. pois a qualquer instante podem cair objetos sobre os mesmos. especialmente na movimentação de cargas por meio de talhas. assim como farpas de madeiras das cunhas e caibros e cantos vivos de cargas. que poderiam perfurar a sola. etc. com isso exercem uma atividade a qual não estão acostumados ou mesmo preparados.novaPDF.SEGURANÇA 8. como talhas. apesar do alto grau de automatização. guindastes. Quando o movimentador está prestando atenção à carga.2 .1 – INTRODUÇÃO Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação com operação a partir do solo (controle remoto). b) Proteção dos Pés Os pés correm perigo constante.1 . o capacete é indispensável em qualquer lugar onde exista a possibilidade de se machucar a cabeça.com) . ainda existe um grande percentual de trabalho manual. O homem ao lado da carga que é o movimentador forma uma equipe com o operador do meio de elevação. porém. cargas em movimentação ou mesmo objetos parados.2. Pela demonstração de condições de acidentes típicos é preciso que elas sejam conhecidas e conseqüentemente evitadas. portanto. A atuação do movimentador é fundamental para a execução de uma movimentação com segurança.8 . O perigo é que tanto o pessoal da produção quanto o pessoal da manutenção operam e movimentam.equipamentos de proteção individual a) Proteção da Cabeça Devido ao risco de se bater à cabeça em ganchos. Onde existem pregos e outros objetos pontiagudos. Educação Profissional 80 Created with novaPDF Printer (www. No setor de transportes. ele é responsável pelas duas funções. deve-se usar mais a “cabeça”. Meios de elevação. por meio destes podem reduzir muito nosso trabalho braçal. facilitam a movimentação de cargas. d) Tabelas de Cargas As tabelas de carga para os diversos tipos de Lingas que são utilizadas completam nosso equipamento de segurança. Capacetes devem estar à disposição e tem de ser utilizados. onde o movimentador é também operador.

se possível usar ganchos com travas. Para isso.2 . A Linga pode se soltar do gancho do meio de elevação. Uma trava de segurança se faz necessária sempre que exista possibilidade de acontecer que a carga se solte involuntariamente. pode se soltar da carga. sejam utilizados ganchos com travas de segurança. devemos sempre passar o gancho de dentro para fora. Figura 8. Educação Profissional 81 Created with novaPDF Printer (www.2 . nesses casos. a carga se soltar do gancho ou de o anel de sustentação da Linga se soltar do gancho do meio de elevação. Figura 8.2. Os ganchos devem ser passados pelos olhais ou pontos de amarração da carga de modo que não possam se soltar mesmo quando a Linga estiver frouxa.Com elas podem-se definir facilmente qual Linga e de que forma deve utilizá-las. Por isso é necessário que. ou mesmo o gancho da Linga. existe a possibilidade de com uma oscilação.com) . e) Segurança no uso de laços Normas internacionais de segurança exigem que os laços de cabos de aço sejam confeccionados com olhal trançado e prensado com presilha de aço.Travas adequadas nos ganchos do meio de elevação e do Travessão impedem que a carga possa se soltar.como se assegurar que a carga não se solte Possibilidades de acidentes nunca podem ser descartadas. ganchos especiais ou mesmo laços de cabo de aço curtos e rijos. Quando a corrente não está tracionada os ganchos se soltam. Colocar os ganchos de dentro para fora.novaPDF. Quando se usar garras especiais.1 8.

4 . Figura 8. Eles devem estar livres dentro do olhal para que o tensionamento não seja feito em sua ponta pois desta forma ele abriria e escaparia do olhal. É terminantemente proibido usar amarrações de arame como ponta de amarração. devem utilizar ganchos específicos ou pequenos estropos de cabo de aço. Estas amarrações são muito utilizadas em fardos de telas de arame e etc.3 .com) . Figura 8.Figura 8.5 .Enganchar amarrações de arame é risco de vida. 82 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Pontos de amarração são fabricados em diversas dimensões e podem ser aparafusáveis ou soldáveis. são as soluções correta.Gancho para correntes com trava em ponto de amarração. para movimentar fardos.novaPDF. para que se tenha sempre um bom ponto de fixação. Os ganchos não podem ser passados por olhais muito estreitos.Ganchos especiais para fardos ou laços (estropos) como estes. É aconselhável a instalação de pontos de amarração especiais em peças ou máquinas que são continuamente movimentadas.

Neste caso. Educação Profissional 83 Created with novaPDF Printer (www. ou seja. Rádio-comunicação. apenas um movimentador sinaliza ao operador. o operador não deve fazer nada. Figura 8. é um trabalho de equipe. Grampos pega-chapas devem sempre estar travados e trabalhando dentro de sua capacidade. Comunicação verbal (somente quando o operador estiver próximo e possa ouvi-lo). Sinalização ótica ou sonora.No tratamento de semi-acabados enfardados deve-se verificar se não existem peças mais curtas sobre ou entre a carga que possam se soltar e cair.6 Este é o procedimento correto. Quando se tem mais de um movimentador. Peças soltas com 5 a 6 kg a mais de 4 metros de altura é risco de vida. porem com diferentes intenções.3 . Ambos os movimentadores sinalizam ao operador. Figura 8. Ele será responsável pela operação e somente ele pode sinalizar após verificar se os outros movimentadores deixaram a área de risco e se a Linga está bem colocada.novaPDF.COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR A movimentação de carga é normalmente uma operação que envolve mais de uma pessoa. o que é inadmissível.com) . 8.7 A comunicação entre operador e movimentador pode ser feita através de:     Sinalização com as mãos. um deles deverá ser eleito para sinalizar ao operador. que está envolvido no processo de movimentação. Apenas aquele escolhido antes do processo de movimentação em conjunto com o operador. Para evitar acidentes deve ter certeza de que a sinalização utilizada pelo movimentador é também a que o operador entende.

novaPDF. 2.4 . Com o braço esquerdo junto ao corpo.Translação do Guindaste (pórtico) Figura 8.Para a sinalização manual os sinais visuais a seguir tem se mostrado muito eficientes.Movimento do Carrinho (Troley) Figura 8.com) .Início de Operação Figura 8. 3. Atenção: Sempre deixar a área de risco antes de sinalizar ao operador.8 O sinaleiro se identifica para o operador como o responsável pela emissão de sinais. desembarque e movimentação de cargas. esticada na horizontal indica a direção. com o dedo indicador mostrará a direção. e o braço direito com a mão aberta. Com o braço esquerdo junto ao corpo e o braço direito esticado na horizontal. SINAL: Com o braço esquerdo junto ao corpo e antebraço direito na horizontal. com a palma da mão virada para o operador. Pode-se ter variações destes sem problemas contanto que a linguagem utilizada seja compreendida pelos envolvidos. Educação Profissional 84 Created with novaPDF Printer (www.SINAIS VISUAIS São usados entre o sinaleiro e o operador para comandos dos diversos movimentos necessários para o embarque. em posição de “continência”.9 O sinaleiro ficará de frente para a cabine do operador e indicará o lado para o qual deseja a translação do equipamento. conforme a seguir: 1. 8.10 O sinaleiro ficará de frente para o Norte e a direita do mar. saúda o operador.

com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho nº 2.Subir os Ganchos Figura 8.novaPDF.4.12 Indica a descida simultânea dos dois ganchos. 6. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho n° 2. com o dedo indicador girando sempre no sentido anti-horário.Subir o Gancho nº 2 Figura 8. e o braço direito para baixo.com) .Abaixar os Ganchos Figura 8. os dedos indicadores girando sempre no sentido horário.Abaixar o Gancho nº 2 Figura 13 Com o braço esquerdo erguido. 7.11 Indica a subida simultânea dos dois ganchos. Com os braços para baixo e os dedos indicadores girando sempre no sentido anti-horário. com o braço direito para cima. 5. Com os braços erguidos. Educação Profissional 85 Created with novaPDF Printer (www. com o dedo indicador fazendo pequenos movimentos circulares no sentido horário.14 Com o braço esquerdo erguido.

aproxima-os. indicador e polegar direitos. O braço direito para baixo.16 A mão esquerda levantada.Subir o Gancho nº 1 Figura 8. com o dedo indicador apontado para cima. içamentos. determina a elevação.Movimentos Lentos Figura 8. O braço direito para cima. com o dedo indicador apontado para cima e efetuando pequenos movimentos circulares no sentido horário. imitando o movimento de abrir e fechar. realizando pequenos movimentos circulares. 10. direção. determina o gancho nº 1.17 Pequenos movimentos deverão ser antecipados por este sinal nas atividades de translação. arriamento. elevação. com o dedo indicador apontado para cima. com o dedo indicador apontado para baixo. aproximação.15 A mão direita levantada. indicando o gancho nº 1.com) .novaPDF. 9.Abaixar o Gancho nº 1 Figura 8. Educação Profissional 86 Created with novaPDF Printer (www.8. determinando o abaixamento. Com os dois dedos. etc.

O sinaleiro cruza os braços. 14. com as mãos abertas.11.novaPDF. A pessoa deverá cruzar os antebraços. Com os dois antebraços erguidos para frente. determina o fechamento. mesmo sem autorização do sinaleiro.Sinal de Espera Figura 8. Com os dois antebraços erguidos para frente.Parada de Emergência Figura 8. Não pode ser feito nenhum movimento com o equipamento. 13.20 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança. com o polegar esquerdo indicando para a esquerda e com o polegar direito indicando para a direita. com as mãos abertas à altura do rosto. com o polegar esquerdo indicando para a direita. com as mãos fechadas.18 Este sinal é de parada de emergência.19 Este sinal é de parada e espera sem nenhum movimento com o equipamento a não ser com autorização do sinaleiro. à altura da cintura. Educação Profissional 87 Created with novaPDF Printer (www.21 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança.com) .Fechar a Lança do CG Figura 8.Abrir a lança CG Figura 8. 12. e com o polegar direito indicando para a esquerda. Qualquer pessoa pode fazer este sinal.

Com os braços caídos.novaPDF.com) . não podemos ficar ela e obstáculos fixos. Quando temos que ajeitar a carga ou estabilizá-la. e acaba tendo o dedo esmagado ou pior. enquanto a carga desce. Ao depositar a carga devemos observar. por meio de acessórios como ganchos e engates ou cabos. indica o sentido de giro com meia volta do dedo ao redor do próprio corpo. utilizando caibros. para que tenhamos uma base que facilite a retirada da Linga por baixo da carga. preparar ou limpar a área de destino. 16. pois mesmo quando movimentada com a mão. 8. médio. com os dedos indicador. Acidentes sempre acontecem quando o movimentador tenta rapidamente. ela tem uma energia potencial tão grande que. 8. depois de movimentada. deve-se assegurar que ele não possa rolar.23 Este sinal é de término das tarefas. não devemos fazê-lo com as mãos. Educação Profissional 88 Created with novaPDF Printer (www. As fibras de madeira devem estar no sentido longitudinal da cunha para que elas não possam se quebrar e para que possam ser pregadas quando necessário. mas sim.Término da Tarefa Figura 8. Se o material for redondo. para que a carga seja depositada.Giro da Coluna do CG Figura 8.Finalização da movimentação O movimentador só pode sinalizar. anular e mínimo fechados.5 – ACESÓRIOS DO MOVIMENTADOR Cunha: Devem evitar que a carga escorregue ou se espalhe. o sinaleiro os move horizontalmente. com as palmas das mãos voltadas para baixo. com o antebraço direito erguido para frente. não podemos pará-la com nossa força.1 . com o polegar erguido.22 Com o braço esquerdo junto do corpo.4. Se a carga ao ser depositada deve ser ajeitada manualmente.15. após ter verificado se todos os envolvidos (ou não) estejam fora da área de risco. por exemplo.

Por estes motivos. Para evitar prender os dedos devemos pegar os caibros pela lateral. por exemplo.com) .1 – A carga: peso e controle de gravidade Qual o peso da carga a ser elevada? Para responder a esta pergunta. pedaços de caibros trincados podem ter a velocidade de uma bala e sempre ocasionam acidentes. calcular e supor. O ideal é quando a peça tem seu peso indicado (pintura ou plaqueta) para peças prontas e em estaleiros. Puxar a Linga por baixo da carga sem caibros:    Prejudica a carga. Com o gancho de engate pode-se. Gancho de engate: Fabricado a partir de arame dobrado e com punho possibilita ao movimentador manter suas mãos fora de perigo. os caibros devem ser grandes o suficiente para que a Linga possa passar livre por baixo da carga e para suportar o peso sobre eles depositado. Prejudica a Linga.24 8. jamais devemos usar caibros com menos de 8x8cm.25 Educação Profissional 89 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. na posição 2. Derruba a pilha. puxá-la até um determinado ponto. Num estalo. pesar. Ao empilhar vigas e chapas grandes.novaPDF. é normatizado que peças acima de uma tonelada tenham seu peso indicado. Figura 8.5.Caibros: Tem a finalidade de manter um vão livre entre a carga e o solo para que a Linga possa ser retirada por baixo da carga e em caso de nova movimentação. para que a Linga possa ser passada por baixo novamente. existem 4 possibilidades:  Conhecer.

Correntes: para materiais em altas temperaturas e cargas que não tenham chapas ou perfis. Para o transporte de chapas na perpendicular deve-se usar grampos pega-chapa. Outra possibilidade de se encontrar o peso são os borderôs ou ordens de fabricação que deveriam indicar o peso. Cordas de Sisal e Sintéticas: para cargas com superfície sensível. como tubos. Quando tivermos que pesar uma carga o ideal é que tenhamos uma balança de talhas. Cintas e Laços Sintéticos: para cargas com superfícies extremamente escorregadias ou sensíveis. assim como laços de cabo de aço com ganchos para aplicação nos olhais da carga. peças de aquecimento e refrigeração ou outras peças passíveis de amassamento.Esta norma deveria ser praxe em qualquer indústria. Não aplicáveis são:    Cabos de Aço: para materiais com cantos vivos ou em altas temperaturas. Aplicáveis são:      Cabos de Aço: para cargas com superfície lisa. A pega (abertura) do grampo deve ser indicada na própria peça. Comando com indicação digital da carga. Neste caso a corrente deve ficar na área de desgaste onde possivelmente existam cantos vivos e o cabo fica nas extremidades exercendo função de suporte e facilitando a passagem da Linga por baixo das cargas. Para o transporte de chapas deve-se usar sempre dois grampos que tenham uma peça compatível com a espessura da chapa. como por exemplo. Correntes: para cargas com superfície lisa ou escorregadia. cilindros de calandragem. de baixo peso. Cintas e Laços Sintéticos: para cantos vivos e cargas em altas temperaturas. peças prontas e pintadas. Os dois grampos são necessários para que se garanta a estabilidade da Educação Profissional 90 Created with novaPDF Printer (www.Balanças digitais à bateria são fáceis de transporte e de fácil leitura.26 . ou mesmo talhas com balança embutida com mostrador digital no comando. Desde abril de 1979 é obrigatório que estes ganchos tenham uma trava. Combinação Cabo e Corrente: para o transporte de perfis e trefilados. eixos.com) . Figura 8. Fabricantes de máquinas e peças têm se empenhado muito em indicar o peso em suas peças (e cargas). Lingas de corrente com gancho podem ser acoplados aos olhais da carga. de preferência com leitura digital para facilitar a leitura.novaPDF. oleosa ou escorregadia.

pois chapas finas tendem a se dobrar o que pode fazer com que se soltem dos grampos e caiam. As Lingas são. os quais nem sempre são dotados de travas que permitam que a carga se solte. A capacidade de um guindaste de lança depende de quanto se avança a lança. peça ou mesmo embalagem. Se o centro de gravidade é desconhecido não se sabe onde alinhar o gancho de elevação. quem tem de escolher é o próprio movimentador. Se a definição do peso é importante. Antes de movimentar. travessões. Também para movimentar as chapas na horizontal.2 – Estiga QUAL A LINGA PARA QUAL APLICAÇÃO? Para movimentar cargas com meios de elevação são utilizados lingas e dispositivos de movimentação. sempre travar os grampos. Chutar é a pior alternativa. Quando essas possibilidades não existem não resta outra alternativa se não calcular ou pedir à supervisão que calcule o peso. Estes dispositivos são projetados para cargas específicas e só devem ser usados para as quais foram construídos. as ranhuras da garra desgastam rapidamente. 91 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.com) . deve-se usar grampos com trava. Dispositivos de movimentação são aqueles que fazem um acoplamento direto ou mesmo através de uma Linga à carga. Para o transporte de perfis existem diversos tipos de dispositivos de movimentação. por exemplo: cabos.5. cintas e laços sintéticos. se a chapa balança. Por meio delas é que se faz o acoplamento da carga ao meio de elevação. ainda mais é a definição do centro de gravidade.27 O cabo é passado por baixo da carga e a corrente a suporta com menor desgaste.novaPDF. Nas peças simétricas esta definição é fácil. pois. etc. correntes. podendo se quebrar nos cantos. suportes para eletroímãs.carga. O limitador de carga da máquina não deve ser usado por erros de cálculos do operador. mais na maioria das vezes. o ideal seria que houvesse uma indicação na máquina. pois somente com muita experiência em peças semelhantes é que se tem a possibilidade de chegar a um resultado satisfatório. Figura 8. São considerados dispositivos de movimentação: ganchos e garras especiais. A escolha da Linga deveria ser feita pela engenharia de produção ou pelo planejamento. menor a capacidade de carga do guindaste. Quanto mais distante a carga estiver. 8. mas em máquinas e peças assimétricas onde o centro de gravidade é deslocado.

................. Verde Poliéster ............................. trançadas ou encapadas....... Vermelho Cânhamo de Manilha ....Cabos de Aço a) Terminologia PERNA – É o agrupamento de arames torcidos de um cabo.............. Hoje estas fibras são substituídas por fibras sintéticas como Poliamida......... ALMA – É o núcleo do cabo de aço.... Em cordas...... diolen...com) .......... trevira e outros... são muito finas e não devem ser utilizadas para movimentação........... não é passível de ser confundida uma vez que o cânhamo tem um acabamento rústico e a poliamida um acabamento muito liso..................... Figura 8..... Como diferenciar as diversas fibras? Uma vez que existem diversos tipos de fibras com diferentes capacidades...... Elas são produzidas a partir de fibras que são torcidas..................... ................. mas.............. o cabo 6 x 19 tem 6 pernas...... Antigamente..Cordas As cordas são o mais antigo tipo de Linga........... Portanto............ um total de 114 fios......... é necessário................... ou seja................. Verde Sisal ............... Poliéster ou Polipropileno que às vezes são comercializadas com nomes comerciais como nylon.. as fibras que se utilizavam na fabricação de cordas eram fibras naturais como Sisal ou Cânhamo........ LEITURA – Exemplo: cabo 6 x 19 O primeiro número (6) representa a quantidade de pernas de que é constituído.................. que se conhece.............................. Em cordas a partir de 16mm deveria haver identificação do fabricante e do ano de fabricação...... Preto Poliamida ... cordas abaixo de 16mm de diâmetro.........novaPDF... que se saiba qual é a fibra para se conhecer sua capacidade de carga..28 92 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.... para cânhamo e poliamida. tendo cada uma delas 19 fios... O segundo número (19) especifica a quantidade de arame que compõe cada perna........... Marrom A cor verde............ a partir de 3mm de diâmetro deve-se ter uma filaça de uma determinada cor para identificar a fibra.. Azul Polipropileno ..... Um cabo é feito com diversas pernas em redor de um núcleo ou alma... Por normalização internacional as cores que identificam as fibras são: Cânhamo ....

29 Figura 8. AACI – Alma de Aço com Cabo Independente – combinação de flexibilidade com resistência à tração. A torção LANG tem por característica o aumento da resistência à abrasão e da flexibilidade do cabo. Com aplicação de carga no cabo é feita uma alteração no seu volume.b) Classificação quanto a Alma AF – Alma de fibra (cânhamo) maior flexibilidade. O arame individual fica numa helicoidal dupla.31 Figura 8. Figura 8. sendo a primeira na perna e a segunda na torcedura do cabo. AA – Alma de Aço – maior resistência à tração. Torção Torção à DIREITA: quando as pernas são torcidas da esquerda para a direita. o que se explica pela acomodação das pernas sobre a alma. com isso o diâmetro do cabo é reduzido. Figura 8. Educação Profissional 93 Created with novaPDF Printer (www. Nota: Os cabos AA (Alma de Aço) tem 7. Torção LANG: quando os fios e as pernas são torcidas na mesma direção (paralelo). Maior estabilidade.30 Torção REGULAR: quando os fios de cada perna são torcidos em sentido oposto à torção das próprias pernas (em cruz). Torção à ESQUERDA: quando as pernas são torcidas da direita para a esquerda.novaPDF. Arames individuais são trançados primeiramente para formar uma perna e estas pernas por sua vez são trançadas para formar o cabo de aço.32 Cabos de aço com alta capacidade de carga são construídos a partir de arames trefilados a frio com uma resistência de 1770 mm².com) .5% de resistência à tração a mais de 10% no peso em relação aos AF (Alma de Fibra).

é aplicável para diversas finalidades.33 Cabos velhos onde o óleo já foi consumido e cabos que trabalham em temperatura que já perderam seu óleo por evaporação ainda não perderam resistência mas. uma alma que pode ser feita a partir de fibras naturais. Aqui. fica demonstrada uma boa característica do cabo de aço. pois logo a frente estará prensado entre outros e ainda contribuindo para a capacidade de carga. habitualmente. Um único arame rompido é de pouca importância. mas funciona também como reservatório de óleo. Ele nunca se rompe sem que antes vários arames se rompam. portanto. O cabo assim composto é utilizado para Lingas. com isso o atrito dentro do cabo é reduzido. perderam vida útil.Para apoio das pernas existe. as pernas comprimem a alma que libera o óleo. A alma não tem somente função de apoio.novaPDF. Figura 8. Somente quando se tem vários arames rompidos é que a capacidade de carga diminui.com) . Quando o cabo é solicitado. Figura 8. O cabo de aço. é composto de seis pernas e da alma que retém o lubrificante. Por isso deve-se periodicamente lubrificar os cabos externamente com óleo adequado.Tabela de carga para cabos Educação Profissional 94 Created with novaPDF Printer (www. sintéticas ou de aço. no interior do cabo.34 . guindastes ou talhas. Ele tem uma boa deformidade e.

18 x 7.36 Figura 8. d) Tipos WARRINGTON – Pernas do cabo construídas com duas bitolas de arames. c) Extra flexível: construção 6 x 31.37 Figura 8. não devem ser utilizados para movimentação. sendo o cabo menos flexível da série. dos outros tipos acima. 6 x 43. COMUM – As pernas do cabo são construídas por um só tipo de arame. 6 x 21. É um termo intermediário entre a flexibilidade e resistência ao desgaste. 6 x 61. SEALE – Pernas do cabo construídas com três bitolas de arame. bastante flexível e menos resistente ao desgaste. 6 x 25. A alma no interior e a diferença de área metálica fazem com que um mesmo diâmetro. pois os arames mais finos encontram-se na periferia.38 Educação Profissional 95 Created with novaPDF Printer (www. b) Flexíveis: construção 6 x 19. porém mais resistente ao desgaste à abrasão.35 Figura 8.novaPDF. 6 x 37. 1 x 7 (cordoalha). 8 x 19. pois tem uma estrutura muito rígida e são feitos apenas para tensionamento. 6 x 7. São os cabos classificados em: a) Pequena flexibilidade: construção 3 x 7. O tipo mais flexível é o cabo de aço que é composto de diversas pernas e alma. 6 x 41. c) Flexibilidade A flexibilidade está condicionada ao número de arames que o compõem.Cabos de aço fabricados em espiral (cordoalhas) ou uma perna simples.com) . Figura 8. FILLER – Pernas do cabo construídas com vinte e cinco arames (seis de enchimento) apresentando boa flexibilidade. 6 x 47. a cordoalha tenha uma maior capacidade de carga que o cabo.

............... 43 ...... 6x47................. incluindo-se as almas dos mesmos......................... Ele pode ter um grande desgaste interno que não é visível externamente......... resistência efetiva b) Cordoalhas 19 fios.. 6x25................... 41........... Tabela de Diâmetros Ideais de Tambores e Polias Seguem os diâmetros ideais das polias ou tambores conforme a formação do cabo: Diâmetro do Tambor ou Polia Tipo de Cabo 6 x 7 ............. 8x19. 6x41..............com) ............. conforme demonstrado na figura abaixo...................... 6x43...... 6x61............ 18 x 7 .novaPDF....................................... resistência efetiva c) Cabos 6x7..... 8 x 19 ....................... 6 x 19 ... A carga de ruptura efetiva diminui conforme aumenta o número de arames: Exemplos: a) Cordoalhas 3 a 7 fios...................... resistência efetiva d) Cabos 6x37...... 6 x 37.......40 Medição do cabo de aço....................................... quer sejam de aço ou de fibra............ 6 x 25 .... resistência efetiva e) Cabos 6x42............Para definir a carga de trabalho de cabo pelo seu diâmetro deve-se medi-lo................... Figura 8... Educação Profissional 96 Created with novaPDF Printer (www... Cabos já utilizados em guindastes ou outros meios de elevação não podem ser utilizados novamente numa composição de Linga... Mínimo 42 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 18 vezes o Ø do cabo 21 vezes o Ø do cabo 34 vezes o Ø do cabo Recomendado 72 vezes 51 vezes 45 vezes 27 vezes 31 vezes 51 vezes Resistências dos Cabos de Aço A resistência teórica dos cabos se determina somando-se a resistência dos arames que compõe..... resistência efetiva 96% da teórica 94% da teórica 85% da teórica 80% da teórica 72% da teórica A carga de trabalho de um cabo em movimento é 1/5 (um quinto) de sua carga de ruptura mínima......................................................................39 Figura 8........

talhas elétricas. Laços para formação de olhais são feitos por trançamento ou prensagem. b) Cabos tração horizontal. não se desfiando. fator 3 a 4 fator 4 a 5 fator 5 fator 6 a 8 fator 8 a 10 fator 10 a 16 Pré-formação: É processo de fabricação cuja finalidade é a de eliminar as tensões internas e torções inerentes aos arames de alto carbono. utilizados na fabricação de cabos de aço.. c) Cabos para guinchos e terraplan. e) Elevadores baixa velocidade. b) Maior resistência à fadiga de flexão.com) . Presilhas de alumínio devem deixar a ponta à mostra para controle e devem ter a marca da firma que executou a prensagem.Laços Um cabo de aço é tão bom quanto o laço que é feito com ele. As pernas dos cabos pré-formados se acomodam na posição Helicoidal que ocupam no conjunto. c) Eliminação das tensões internas. f) Elevadores alta velocidade. Exemplo: a) Cordoalhas e cabos estáticos.41 Educação Profissional 97 Created with novaPDF Printer (www. d) Pontes rolantes. e) O não desenrolamento das extremidades cortadas. São as seguintes as vantagens apresentadas pelos cabos pré-formados: a) Aumento à flexibilidade. d) Manutenção na sua posição original dos arames que se quebram. Figura 8. .novaPDF.O fator de segurança é a relação entre a carga de ruptura mínima e a carga aplicada. que normalmente é composta por duas letras.

Principais vantagens do olhal Flamengo: 1 Olhal mais resistente e seguro 2 Carga centrada Figura 8.45 .Laço sem fim O olhal Flamengo é feito abrindo-se a ponta do cabo em duas metades. Figura 8.48 3 Presilha de aço de pequenas dimensões e de superfície lisa.43 .Olhal Flamengo com estribo protetor Figura 8.Olhal Flamengo Figura 8.46 . separando-se as pernas 3 a 3.42 . Educação Profissional 98 Created with novaPDF Printer (www.Olhal Flamengo com sapatilha protetora Figura 8. Uma metade é curvada para formar um olhal. A presilha é de aço especialmente ensaiado e aprovado conforme rigorosa especificação.com) .Laços Figura 8.Laço Trançado a Mão Figura 8. o olhal já é capaz de suportar uma carga superior à carga de trabalho do laço. e em seguida a outra metade é entrelaçada no espaço vazio da primeira.47 Mesmo antes de ser colocada a presilha de aço.44 .novaPDF.

Quanto maior o diâmetro do cabo mais grampos são necessários.m 1 2 4 6 9 9 13 18 31 31 31 50 50 50 59 82 104 104 3/16” 3 1/4" 3 5/16” 3 3/8” 3 7/16” 3 1/2" 3 5/8” 3 3/4" 4 7/8” 4 1” 5 1.1/2” 7 1. Laços feitos com grampos devem ser usados apenas para uma única aplicação. Tabela 8.020 kg.1/4” 6 1.50 Pronto para usar.3/4” 7 2” 8 2.020 1.49 Figura 8.Cintas As cintas de movimentação são fabricadas a partir de fibras sintéticas. NÚMERO MÍNIMO DE GRAMPOS ESPAÇAMENTOS ENTRE GRAMPOS EM MM 29 38 48 57 67 76 95 114 133 152 172 191 210 229 248 267 305 343 o início de uso do TORQUE ib. Grampos construídos conforme DIN 741 (grampos leves) com porcas simples e pequena área de apoio.5 15 30 45 65 65 95 130 225 225 225 360 360 360 430 590 750 750 cabo de aço. não são mais normalizados e não devem ser utilizados para movimentação. devendo ser desfeitos logo após a utilização. No mínimo 3 grampos são necessários (grampo pesado) para se fazer um laço com cabo de aço fino. N.A norma DIN 1142 prescreve que somente grampos com porcas auto-travantes e uma grande área de apoio podem ser utilizados.3/8” 7 1.1/4” 8 Nota: Os grampos deverão ser reapertados opôs .1/8” 6 1. Todos os mordentes estão no cabo portante. Com relação ao seu próprio peso.ft 7. as cintas têm uma capacidade de carga e não prejudicam a sua superfície.com) . para que não sejam utilizadas erroneamente. Todos os grampos devem ser montados de forma que o mordente se prenda a perna portante. Educação Profissional 99 Created with novaPDF Printer (www.5/8” 7 1. Figura 8.m 10 20 41 61 88 88 129 176 305 305 305 488 488 488 583 800 1.1 DIÂMETRO DO CABO EM POL.novaPDF.

Devido ao envelhecimento das fibras. Para reduzir o atrito e para evitar cortes nas cintas podemos usar revestimentos com materiais sintéticos resistentes. o que faz com que seja o tipo de cinta mais utilizada. Normalmente estes de perfis são ajustáveis à cinta. em especial quando usadas ao ar livre ou em banhos químicos. além de excepcional resistência a sucessivos carregamentos. levando-se em conta seu peso próprio.Figura 8.51 As cintas de poliéster devem ter uma etiqueta azul para que sejam reconhecidas. Para utilização de cintas em banhos químicos. Com terminais metálicos. o fabricante deveria ser consultado para maiores esclarecimentos. Elas têm também uma boa elasticidade. As formas mais comuns de cintas são:     Cesto sem fim. As cintas de poliamida devem ter uma etiqueta verde de identificação e são resistentes à bases. Elas têm uma boa resistência quanto á luz e calor e também ácidos solventes. A desvantagem das cintas de poliamida está no fato de que elas absorvem muita água em ambientes úmidos o que reduz sua capacidade. Cintas de movimentação feitas de polipropileno (etiqueta marrom) tem uma baixa capacidade de carga. Com olhais reforçados. Com olhais sem reforço.com) . Mas elas têm uma boa resistência química e são utilizadas em casos especiais.novaPDF. a data de fabricação das cintas deve estar na etiqueta. em especial de poliuretano. Ela só não resiste à base e por isso não deve ser lavada com sabão. Esta acumulação de água pode também fazer com que em dias muito frios ela possa se enrijecer (congelar) e ficar quebradiça. No caso de terminais metálicos. eles devem ser feitos de forma que seja possível passar um pelo outro para que se possa fazer uma laçada. e são pouco flexíveis. Educação Profissional 100 Created with novaPDF Printer (www. O NYLON é a mais forte das fibras sintéticas e apresenta uma alta capacidade de absorção de força.

4º . Para utilizar diversas cintas num travessão todas devem estar numa perna perpendicular para não haver esforço maior numa das pernas. as cintas devem ser neutralizadas e enxaguadas para que não haja concentração química. Somente cintas com olhais reforçados podem ser utilizadas em laço. a) Segurança também requer Inspeção As cintas devem ser examinadas em intervalos não superiores a duas semanas.Nunca aplique uma sobrecarga no equipamento de elevação. Após utilização em banhos químicos. As cargas não podem ser depositadas sobre as cintas para que não sejam danificadas.com) . o ângulo de abertura entre as pontas da cinta não deve ultrapassar 120°. 3.Não exceder às especificações do fabricante. designada para esta inspeção.52 Para utilização de cintas existem algumas regras especiais:       Quando se eleva uma carga.Cintas tipo Anel devem ser examinadas em todo seu comprimento e perímetro.Examine os dois lados da cinta. 2.Todo equipamento deve ser examinado somente por uma pessoa. 5º . nas limitações de peso e estabilidade. além de evitar desgaste do equipamento e acidentes.Coloque a cinta em uma superfície plana com área apropriada.Uma operação suave e balanceada rende muito mais. 3º . 1. 1º . Não se pode dar nó nas cintas.As alças dos olhais devem ser examinadas particular e cuidadosamente. b) 10 itens para um levantamento seguro. Educação Profissional 101 Created with novaPDF Printer (www. 2º . quando usadas em levantamentos gerais de diferentes tipos de cargas.novaPDF.Figura 8.

Utilize ganchos com um raio de apoio nunca inferior a “1”. Durante a produção.Nunca use cintas avariadas.Quando elevar uma carga pesada com mais de uma cinta. verifique se o total do peso está bem distribuído na tensão dos vértices da cinta. no mesmo gancho. O passo de um elo é o seu comprimento interno. Posteriormente. evitando assim que a corrente se dobre. 10. b) Correntes Soldadas Comuns. Coloque calços ao descarregá-la para melhor poder elevá-la.Posicionar a cinta corretamente na carga.55 Figura 8. Diversos testes são feitos durante e após a fabricação para que as correntes sejam certificadas. c) Formas de Levantamento As cintas elevam e movimentam sua carga em qualquer uma das quatro formas diferentes de levantamento ilustrado. 5.Evite a colocação de mais de 1 par de cintas. quando aplicadas em ângulos retos. 7. são realizados testes de tração e ruptura. Calibradas (Especiais para Talhas) Educação Profissional 102 Created with novaPDF Printer (www.Lingas de Correntes a) Correntes para lingas Correntes são fabricadas em diversas formas e qualidades.4. Algumas cintas são especificamente designadas para serem utilizadas em somente um tipo de levantamento. para propiciar uma fácil remoção. 8. Galvanizadas. Somente corrente que tenham elos com passo igual a 3 vezes o seu diâmetro podem ser utilizadas para movimentação e amarração de cargas.novaPDF.54 Figura 8. Primeiramente os elos são dobrados e depois soldados. alguns elos são dobrados em diversos sentidos para verificar a solda e após a produção e tratamento térmico. é feito o tratamento térmico (correntes de grau) e ensaio de tração. de seção lisa e redonda. os elos se apóiam nos elos vizinhos.56 .com) .Não posicione a cintas em cantos agudos ou cortantes.Não deixe a carga em contato direto com o piso. após o uso.53 Figura 8. 6. Figura 8. Esta regra se explica pelo fato de que correntes assim construídas. 9.

5 5.800 2.160 0.0 5.050 1.2 .000 5.com) .0 Medidas ext.Figura 8.5 4.500 1.0 4.5 11. como cargas e descargas de navios e caminhões.57 .0 6.0 8.240 0.Tabela de Medidas e Pesos Aproximados Diâmetro em mm 2.350 0.0 9.500 5.5 19.113 0.500 4. p/ as Correntes comuns Custos Comp.500 8.0 9.660 1. dos Elos em mm. pontes rolantes.Corrente de Aço Forjado e Amarras até 3” c) Correntes Forjadas Tabela 8.5 14. aprox. 100% da carga admissível (carga de segurança) Lingas simples – em aço forjado usadas em fundições. são testadas em máquinas de provas de acordo com a tabela acima e com o coeficiente 2. 13 x 17 -14 x 21 16 x 28 17 x 26 16 x 31 17 x 28 18 x 31 18 x 28 19 x 32 20 x 31 25 x 46 24 x 36 25 x 47 25 x 39 26 x 46 27 x 42 27 x 48 28 x 44 29 x 48 33 x 50 32 x 58 34 x 49 36 x 61 38 x 54 38 x 61 39 x 59 43 x 66 50 x 74 53 x 82 68 x 102 75 x 112 Peso aprox.0 12.0 3.000 As correntes calibradas têm as medidas exatas.200 Carga de segurança em kg -100 120 180 200 280 330 380 480 550 800 900 1.490 0.novaPDF. Segue tabela de cargas de trabalho Lingas de Correntes Tipo A Tipo B Tipo C Tipo D Tipo E 103 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.600 0.0 22.850 2. ou seja.550 3.680 0.3 3.0 15.5 6.310 0.500 4.300 1.000 1.800 1.5 7. p/m Elos curtos kg 0.000 10.000 2. empreiteiros de construção e para todos os trabalhos onde se tornam necessários guindastes para remoção de material.

250 2.500 15.350 5.900 8.900 15.2 7/8” 4.Tabela 8.700 6. em Corrente de Aço forjado testadas.100 15.300 Dimensões Aproximadas Âng.650 7.7 1/2" 4.4 1” 5.1/4” 9.6 1.700 31.4 Quadro de Cargas de Trabalho Lingas Duplas Bitolas da Corrente Cargas de Trabalho mm Polegadas Âng 45° Âng..100 6.700 9.300 28.60 Tabela 8.5 3/8” 2.1/8” 7.1/4” 26.350 1.novaPDF.4 1’ 15.8 1.3 .500 19 3/4" 3. 90° kg kg kg 8 5/16” 1.150 8.000 12.100 15.100 24.100 22.800 11.200 14.1/8” 20.9 5/8” 6.59 Figura 8.000 3.Quadro de Cargas de Trabalho Bitola da Corrente Carga de Trabalho mm poleg.000 9. 120° kg 700 1.200 19.150 1. 60° Âng.400 22.500 Educação Profissional 104 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. Triplas.58 Figura 8.200 19 3/4" 9.500 31.2 7/8” 12.600 25. etc.6 1. Kg 8 5/16” 500 9.800 3.7 1/2" 1.600 25.8 1.750 12.com) .5 3/8” 850 12. Quádruplas.670 Lingas Duplas.600 20.200 3.250 1.700 5.400 11.200 2.900 28.9 5/8” 2.

pode-se somar as capacidades das mesmas. Quanto maior a angulação.novaPDF. Podemos conseguir isso combinando diversos materiais. cinta e combinada) deve-se também definir o dimensional das mesmas. tabela ou etiqueta define a massa que pode ser elevada com a Linga. c) Corrente – cintas: As cintas são utilizadas principalmente no transporte de peças acabadas ou semi-acabadas onde a superfície não pode ser danificada. A capacidade inscrita na plaqueta. Nunca considerar a carga pelo dimensional da corrente. por exemplo. facilitar o manuseio e também poupar a carga. corrente. maior a Linga a ser utilizada. Se a carga será transportada por duas ou mais pernas em ângulo. Educação Profissional 105 Created with novaPDF Printer (www. menor a capacidade e. portanto. Com essa combinação tem-se a vantagem da durabilidade da corrente e da facilidade de substituir a cinta quando necessário. no transporte de trefilados garante uma boa durabilidade e bons custos. Para definir a carga aplicada na Linga deve-se saber:   Se a carga será transportada por uma ou mais pernas perpendiculares. a) Cabo – corrente – cabo: Usa-se o cabo para passar por baixo da carga. deve-se contar com a capacidade de apenas duas. o laço sintético pode ser conjugado com a corrente e seus acessórios e manter a boa característica do laço que é a de poupar a carga de danos superficiais. A parte que envolve a carga é uma corrente de grau 8 o que. Em Lingas combinadas devemos atentar para que a plaqueta de identificação seja feita de acordo com a parte mais frágil da Linga.LINGAS COMBINADAS Para a movimentação de cargas temos alternativas para melhorar a durabilidade. b) Corrente com encurtador – cabo: Quando o cabo é necessário para que se envolva a carga e precisa-se também de ajuste no comprimento da Linga. d) Corrente – laço sintético Assim como a cinta. Quando a carga não é aplicada igualmente sobre as pernas. pois nestes casos normalmente ela está super dimensionada com relação aos outros materiais aplicados. CAPACIDADE DE CARGAS DAS LINGAS Após definir qual tipo de Linga que será utilizada (cabo. A carga deve ser transportada sem que a Linga seja sobrecarregada. usa-se esta combinação. Princípios básicos:     Quando a carga á aplicada em uma ou mais pernas perpendiculares e a carga é aplicada de forma igual sobre as pernas. Fora à possibilidade de ajuste no comprimento da Linga usando garras de encurtamento. Quando a Linga forma um ângulo diminui a capacidade de cada perna.com) .

Ângulo maior que 60° Figura 8. Portanto. nesses casos deve-se usar uma Linga onde uma perna suportaria toda a carga. excede o peso da carga em si. entende-se o ângulo que se forma numa perpendicular a lateral da carga e linga.Figura 8. Como ângulo de trabalho.62 ERRADO Ângulo de trabalho não permissível.com) .63 A carga pende para um lado por isso a angulação de trabalho das pernas é diferenciada. Figura 8. Quando uma carga é assimétrica seu centro de gravidade está deslocado e portanto uma perna é mais solicitada que a outra. Com a utilização da tabelas de carga e o conhecimento dos ângulos pode-se sempre escolher a Linga correta.novaPDF. Educação Profissional 106 Created with novaPDF Printer (www.: Ângulos acima de 60° não são permitidos.61 Com ângulos de trabalho acima de 60° a força aplicada em uma única perna. Obs.

Se esse diâmetro for menor. 2) Para dimensões diferentes dos olhais e outros diâmetros consultar o Fabricante.5 .Exemplo de Tabela Figura 8.novaPDF. deve-se aumentar o fator de segurança.65 Educação Profissional 107 Created with novaPDF Printer (www.CABO 6 x 25 FILLER + AF “CIMAX” FATOR DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) As cargas de trabalho dos Olhais Flamengo dobrados são baseados em diâmetros de curvatura mínimos de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo.64 Cargas de Trabalho do Olhal Flamengo Tipo C Tabela 8.com) . Cargas de Trabalhos dos Laços com Olhais Trançados Tipo T Figura 8.

67 Educação Profissional 108 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8.Tabela 8.S. Figura 8. 8. 2) As cargas de trabalho dos laços dobrados são baseadas em diâmetros de curvatura mínimos nos pontos de contato das cargas.CABO 6 X 47 AF (I.) COEFICIENTE DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) Normalmente são fabricados laços com olhais trançados com cabos de diâmetro acima de 38.P.66 .Sapatilhas protetoras tipo pesado Especialmente dimensionadas para evitar a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço. de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo.3 – Outros acessórios .6 .0mm.com) .Sapatilhas compactas Normalmente utilizadas na fixação de cabos de aço de pontes rolantes ou guindastes.5.novaPDF.

Estribos protetores especiais Fabricados com materiais de alta resistência.70 .Ganchos forjados com olhal Forjados em aço carbono..Anelões Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho. Figura 8.68 .71 109 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. garantindo máxima segurança na sua utilização.: Podem ser encontrados com trava de segurança. Obs.69 . Figura 8.novaPDF. Dimensionados para entrar diretamente no gancho da ponte rolante ou guindaste. Figura 8. Figura 8.Anéis tipo pêra Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho. Submetidos a uma carga de prova superior em 50% à sua carga de trabalho. Podem ser aplicados em quaisquer dos conjuntos apresentados. podendo ainda ser reaproveitados na troca do superlaço. para maior segurança.com) . Evitam a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço. Proporcionam proteção de olhais padrões ou de dimensões especiais.

tendo um canal redondo para o cabo poder deslizar.Ganchos corrediços Forjados em aço de alta resistência.com) .. Fácil colocação nos olhais dos superlaços ou fixação nas cargas a serem içadas.Manilhas forjadas Forjadas em aço carbono. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.72 . Figura 8.74 . Figura 8.novaPDF.Grampos pesados Grampos pesados. Podem ser fornecidas com pino rosqueado ou contrapinado. Ideais para fixação dos cabos de aço ou formação de olhais em cabos de aço para içamento de cargas.75 110 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.73 . Fixam a carga evitando a deformação e o desgaste do cabo.Soquetes abertos Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetivado cabo de aço. Figura 8. Figura 8.

com) .Esticadores forjados Figura 8. permitindo posterior regulagem do comprimento.78 Gancho – Olhal Figura 8. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.novaPDF.82 Figura 8.81 Figura 8.76 .77 .Soquetes de cunha Utilizados para fixação de cabos de aço. Figura 8.78 Figura 8.Soquetes fechados Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetiva do cabo de aço.79 Figura 8.80 Figura 8. Figura 8.80 Gancho – Gancho Educação Profissional 111 Created with novaPDF Printer (www.79 Olhal – Olhal Figura 8..

Modos de movimentação Para efeito de cálculos usa-se. pois as forças resultantes são crescentes. sempre Lingas que comportam 1000Kg por perna. A movimentação com Lingas de duas pernas.com) .5. A carga pode ser igual a capacidade de carga da perna. como exemplo.84 Educação Profissional 112 Created with novaPDF Printer (www.81 Manilha – Olhal Figura 8.85 Figura 8. Figura 8. Figura 8. Quanto maior a angulação menor a capacidade de carga da Linga.novaPDF.4 .      Corrente 10mm grau 2 Cabo de aço 12mm Corda de polipropileno 24mm Corrente 8mm grau 5 Corrente 6mm grau 8 Devemos demonstrar com isto o quanto a carga pode pesar em cada modo de operação.83 A movimentação com Lingas de uma perna é mais simples.82 Manilha – Manilha 8.Figura 8.

Educação Profissional 113 Created with novaPDF Printer (www.com) .87 Linga em cesto perpendicular à carga pode ter o peso igual a capacidade de quatro pernas independentes somadas. Mas isso somente se o diâmetro da peça for grande o suficiente e não houver cantos vivos.88 Figura 8. Só pode ser usada quando não houver risco da carga escorregar.Figura 8.89 Cesto duplo com angulação: por causa da angulação não podemos contar com a capacidade de 4 pernas individuais (4x700kg). Deve-se contar com apenas 80% da capacidade da carga.novaPDF. por causa da força aplicada no lançamento. a menos que se tenha certeza de que as quatro pernas estejam igualmente carregadas. Dois laços com angulação: a carga está depositada em duas pernas. Deve-se consultar a tabela e ver qual o diâmetro e qual a angulação que se tem e posteriormente descontar 20% da capacidade de carga por causa do lançamento.86 Figura 8. Dois laços em perpendicular. Figura 8. Quando temos Lingas de quatro pernas podemos apenas contar como se fossem três pernas. portanto.

devemos contar também com apenas 80% da capacidade de suas pernas uma vez que ela sofre dobramentos no laço e no gancho.Figura 8.92 Se utilizarmos uma Linga em cesto sem fim onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. Figura 8.novaPDF.91 Se utilizarmos uma Linga em cesto ou em laço devemos contar com apenas 80% de sua capacidade de carga por causa da dobra que é feita no laçamento.90 Se utilizarmos uma Linga em cesto onde as extremidades estão presas a um único ele de sustentação onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. Educação Profissional 114 Created with novaPDF Printer (www.com) . Figura 8.93 Se utilizarmos uma Linga sem fim em laço. Podemos calcular com a capacidade de cada perna como cheia. Figura 8. Devemos contar com 80% da capacidade da carga de suas pernas uma vez que ela trabalha dobrada sobre o gancho.

se a carga só estará sendo suportada em uma das fixações superiores do Travessão..novaPDF.A carga está no centro.Em Travessões com dois pontos de fixação superior. Educação Profissional 115 Created with novaPDF Printer (www.95 Figura 8. Figura 8. Movimentação com angulação invertida. Figura 8.94 Se utilizar Travessões e a carga não for alinhada em seu centro a carga pende e pode escorregar e cair. devido a limitação do meio de elevação. pois quanto maior seu peso menor o peso que poderemos transportar. as Lingas podem escorregar por baixo da carga. Deve-se considerar como única desvantagem do Travessão o seu próprio peso.com) . evitando total ou parcialmente a angulação das pernas.96 Figura 8.97 . Figura 8. As cargas abaixo do Travessão devem ser presas de tal forma que não possam se dobrar e cair (carga ou peças individuais).98 . as duas fixações superiores estão igualmente carregadas.Movimentação com Travessões Com travessões pode-se fazer movimentações mesmo com pouca altura de elevação.

6. Formação de saca rolhas. Independentemente da periodicidade fixada. Desgastes localizados. Redução no diâmetro dos cabos. Destrançamento da perna. no trecho mais danificado. as empresas e instituições procuram desenvolver métodos de controle das condições destes componentes com o objetivo de garantir uma operação segura para não haja danos materiais e acidentes de trabalho em uma atividade de transporte e içamento de cargas.6.3 .novaPDF.6. Pernas esmagadas ou mordidas. para uma avaliação das condições operacionais do cabo.Condições específicas . Protuberância da alma.Periodicidade das inspeções A periodicidade das inspeções deve ser determinada. Educação Profissional 116 Created with novaPDF Printer (www. com segurança. A avaliação da condição do cabo deve ser feita no trecho que apresenta a máxima deterioração e estendida a todo cabo.com) . Quando não se possuir um histórico da vida útil. estiver acima dos limites. até a próxima inspeção.8. Costuras inadequadas ou avariadas. Recomenda-se que o período sem inspeção não ultrapasse 25% da vida útil prevista para o cabo. 8. Corrosão.2 . Algumas irregularidades que pode ser encontrada nos cabos de aço são:            Arames partidos ou desgastados. Gaiola de passarinho.1 . Dobra. 8.Avaliação da inspeção Em função dos resultados obtidos na inspeção deve ser decidido se o cabo apresenta ou não a possibilidade de falha e sua taxa de deterioração é tal que permita a sua utilização. em função das condições de uso do cabo.Arames Partidos Deve-se substituir um cabo em serviço quando o número visível de arames rompidos. qualquer indício de deterioração que implique na perda da resistência original do cabo deve motivar uma inspeção do mesmo.INSPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS Devido à grande preocupação que é depositada em função da performance e confiabilidade dos cabos de aço e acessórios. pelo órgão de inspeção responsável.6 . 8. o órgão de inspeção deve determinar este dado e utilizar a freqüência acima recomendada.

4 .Deformação do tipo saca-rolha Na deforma tipo saca-rolha o eixo do cabo assume a forma helicoidal.Inspeção das costuras A seção costurada do cabo deve ser eliminada e uma nova costura deve ser realizada se forem encontrados partidos ou gastos. Apesar de não implicar a perda de resistência do cabo.99 . Qualquer evidência de arames partidos no interior do cabo indica uma condição anormal possivelmente devido à fadiga. este defeito pode implicar em um aumento no desgaste e ruptura de arames. deve ser adotado o critério fixado pela norma da empresa onde está instalado o equipamento. Educação Profissional 117 Created with novaPDF Printer (www. esta deformação se for severa pode transmitir uma oscilação durante a movimentação do cabo. mordidas ou com folgas excessivas. 8. baleeiras e outros equipamentos que envolvem riscos operacionais. corrosão. soquete ou outro acessório). dobras puxadas para fora. pernas soltas. achatadas. Caso seja observado destrançamento da perna. . Esta deformação deve ser medida sem carga. Figura 8.Quando houver um ou mais arames partidos em uma distância de 5 X D (diâmetro externo do cabo) de um acessório instalado (presilhas. corrosão com ruptura de outros arames não visíveis com facilidade. Após um longo tempo de serviço.com) . no trecho de maior deformação.novaPDF.6. acessórios danificados ou com desgaste excessivo. Quando o valor da deformação em relação ao eixo do cabo for superior a 1/3 o seu diâmetro nominal. forração folgada e outros defeitos. o cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade deve ser refeita para reajuste do passo. O diâmetro deve ser medido como indica na figura abaixo: . É necessário então realizar o procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. esta região deve ser monitorada para avaliação de aumento de desgaste e ruptura de arames. É importante observar que não se admite costuras em cabos de aço para guindastes.Redução no diâmetro do cabo O cabo deve ser substituído quando houver uma redução de 10% no valor de seu diâmetro nominal devido a alterações estruturais tais como ruptura da alma de aço ou deterioração da alma de fibra ou desgaste abrasivo externo ou corrosão externa.Inspeção das Pernas O cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade refeita sempre que forem encontradas pernas esmagadas.

5.Lubrificação dos cabos. É necessário verificar o estado de lubrificação do cabo.8. A graxa de uso geral em cabos de aço deve ser de base asfáltica.com) . Corrosão severa determina a substituição do cabo. Como alternativa o cabo pode ser mantido em serviço desde que seja removido o trecho comprometido do mesmo. 8.5. Antes de ser efetuada a lubrificação.103 Figura 8.101 Figura 8. e caso a película de lubrificante não esteja uniforme e contínua.105 8. presilhas e forjados) recomenda-se prever periodicamente.novaPDF. dobras. avaliação do estado de corrosão internado cabo no soquete.6 – Corrosão Outra importante verificação é em relação ao estado de corrosão do cabo. deve ser realizada correta limpeza na superfície do cabo evitando o uso de produtos que contenham enxofre.8 .7 . protuberâncias no cabo ou na alma. através de ensaio radiográfico.5 .104 Figura 8.6.Extremidade dos cabos Na inspeção das extremidades dos cabos que possuem terminais (soquetes abertos ou fechados.Outros defeitos É necessário substituir o cabo quando forem detectados os seguintes defeitos: gaiolas de passarinho. Figura 8. aplicar nova película.5.102 8. Para efetuar a inspeção correta é necessário utilizar procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. desgastes localizados e avarias por calor (queima por maçarico ou arco elétrico). 118 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Figura 8.100 Figura 8.

110 . desgaste no cavirão e/ou no corpo igual ou superior a 10% do diâmetro do projeto devem ser substituídas.9 .desgaste ou abrasão (internos e externos) superior a 10% da seção original ou apresentarem um número de arames rompidos que ultrapassem ou limites estabelecidos. Figura 8.novaPDF.108 8.Inspeção em acessórios .Inspeção em Manilhas Quaisquer deformações visuais apresentadas pela manilha ou pelo cavirão são causais para substituições. Educação Profissional 119 Created with novaPDF Printer (www.10 .Figura 8.Inspeções de Ganchos Os ganchos devem ser substituídos quando forem detectados um ou mais dos seguintes defeitos: Torção maior do que 10º Abertura de garganta 15% maior do que a abertura original Trincas Desgaste acentuado (maior que 10%) Nota: Para ganchos com haste deve ser verificada a liberdade de giro através do esforço manual.com) .106 Figura 8.109 Figura 8.5.107 Figura 8.5. Manilhas apresentando trincas. 8.Inspeção eletromagnética Os cabos submetidos à inspeção eletromagnética devem ser substituídos quando apresentarem redução de seção reta metálica devido corrosão.

Inspeção de Moitões e Cadernais Deve ser verificada a ferragem da cabeça do moitão e/ou cadernal (quando giratório) quando seu giro for por esforço manual.112 Os anéis devem ser substituídos quando forem detectados os seguintes defeitos: desgaste acima de 10% da sua dimensão original. trincas e deformações em qualquer região detectáveis por inspeção visual ou com líquido penetrante.Figura 8. Liberdade de giro da polia. Verificar se há marca no canal provocadas pelo cabo de aço. Caso ocorram estas marcas a polia deve ser usinada ou substituída por outra de maior dureza.novaPDF.com) . Deve ser verificada a fixação das placas laterais bem como deformações visíveis nas mesmas. As polias dos moitões e cadernais devem ser inspecionadas quanto aos seguintes itens:      Desgaste e/ou deformações no canal do flange.111 Inspeção de Anéis Pêra Figura 1.115 Educação Profissional Figura 8.113 . Figura 8.114 Figura 8. Figura 8. Existência de trincas especialmente nos canais. Verificar também a existência de desgaste ou corrosão severa no conjunto.116 120 Created with novaPDF Printer (www. Folga existente entre a polia e eixo.

os acoplamentos podem romper-se.1 – Exemplo de aplicação do acoplamento NOTA: Os acoplamentos que operam por atrito são chamados de embreagem (fricção) ou freios.com) .Compensar desalinhamentos: Para maioria das aplicações os acoplamentos devem ser capazes de tolerar certos valores de desalinhamentos entre eixos ligados.CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9. Acoplamento Motor Máquina Figura 9.1.1.Acoplamentos comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada poderá ser interrompida.novaPDF.Absorver choques e vibrações: Os acoplamentos modernos devem possuir a capacidade de absorver choques provocados pela partida. além de atenuar os efeitos de vibrações geradas nas transmissões. Subdividem-se em: Acoplamentos comandáveis transmitem força e movimento somente quando acionados.ELEMENTOS MECÂNICOS 9.Unir dois eixos: Pode significar a união entre motor e máquina movida ou a união de eixos de grande comprimento.9 . São mecanismos que operam segundo o princípio de atrito.ACOPLAMENTOS 9. Esses mecanismos recebem os nomes de embreagens e de freios. obedecendo a um comando. mudança de rotação. Empregam-se os acoplamentos quando se deseja transmitir um momento de rotação (movimento de rotação e forças) de um eixo motor a outro elemento de máquina movido situado coaxialmente a ele (Figura 9.1– Definição São elementos de máquinas destinados a unir dois eixos e transmitir torque e rotação.2.Funções dos acoplamentos São as principais funções de um acoplamento: . .2. Educação Profissional 121 Created with novaPDF Printer (www. reversão e sobrecargas operacionais. 9.Atuar como fusível da transmissão: Em casos de problemas operacionais que gerem cargas adicionais sobre a transmissão.1. causando a parada da máquina. . isto é.2. 9. . anular os efeitos deste sobre os componentes da transmissão.1).1. e assim. antes de uma ruptura de um componente de maior valor agregado.

com) . Os freios têm as funções de regular. fazem a conexão entre árvores. eletromagnéticos. motriz e comandada. também chamadas fricções. reduzir ou parar o movimento dos corpos. à mesma velocidade angular. Comandáveis Comandados pela força aplicada Comandados pelo momento de torção Comandados pelo sentido de rotação Comandados mecanicamente Comandados hidráulica ou pneumaticamente 9.As embreagens. pneumáticos e os diretamente comandados pela máquina de trabalho. hidráulicos. Segundo o tipo de comando. existem os acoplamentos comandáveis manuais.novaPDF. Elas mantêm as árvores. Subdividem-se em: Não-comandáveis Rígidos Flexíveis Torcionalmente Rígidos Torcionalmente Elásticos De engrenagem De lamelas 122 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.2.2 .Acoplamentos não-comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada é permanente.

O ajuste dos alojamentos dos parafusos deve ser feito com as partes montadas para obter o melhor alinhamento possível. para evitar acidentes (Figura 9.Acoplamentos permanentes rígidos Os mais empregados são os flanges e luvas de união que devem ser construídas de modo que não apresentem saliências ou que estas estejam totalmente cobertas. axial e angular.2 – Exemplo de acoplamento rígido Os eixos dos acoplamentos rígidos devem ser alinhados precisamente. são torcionalmente rígidos.3 – Tipos de desalinhamento Os acoplamentos flexíveis são construídos em forma articulada.2).com) . pois estes elementos não conseguem compensar eventuais desalinhamentos ou flutuações. absorvem choques e vibrações protegendo as máquinas acopladas e não requerem lubrificação. não absorvem choques e vibrações e não admitem desalinhamento radial.4). .3. 9.Acoplamentos permanentes flexíveis Esses elementos são empregados para tornar mais suave à transmissão do movimento em árvores que tenham movimentos bruscos e quando não se pode garantir um perfeito alinhamento entre as árvores (Figura 128). em forma elástica ou em forma articulada e elástica. Não possuem qualquer flexibilidade.1 .3 – TIPOS DE ACOPLAMENTOS FLEXÍVEIS 9.Acoplamento elástico de pinos Os elementos transmissores são pinos de aço com mangas de borracha (Figura 9. Educação Profissional 123 Created with novaPDF Printer (www. Figura 9.novaPDF. são torcionalmente elásticos. axial e angular. Figura 9. Compensam desalinhamento radial..

Figura 9.3. O conjunto está alojado em duas tampas providas de junta de encosto e de retentor junto ao cubo.4 – Acoplamento elástico de pinos 9.novaPDF.5).Figura 9. Figura 9.Acoplamento elástico perflex Os discos de acoplamento são unidos perifericamente por uma ligação de borracha apertada por anéis de pressão (Figura 9.3.6). constituídas por tacos de borracha.Acoplamento elástico de garras As garras.3 .6 – Acoplamento elástico de garras 9.5 – Acoplamentos perflex 9. Todo o espaço entre os cubos e as tampas é preenchido com graxa (Figura 9.3. Figura 9.com) .4 .2 .7).7 – Acoplamentos elásticos de grade Educação Profissional 124 Created with novaPDF Printer (www. encaixam-se nas aberturas do contradisco e transmitem o momento de rotação (Figura 9.Acoplamento elástico de grade ou gaiola de aço Consiste de dois cubos providos de flanges ranhuradas onde está montada uma grade metálica elástica que liga os cubos.

Com apenas uma junta universal o ângulo entre as árvores não deve exceder a 15º. O formato dessas calhas permite que o plano de contato entre as esferas e as calhas divida.10). Figura 9. o que permite até 3º de desalinhamento angular. A junta de articulação mais conhecida é a junta universal (ou junta cardan) empregada para transmitir grandes forças. as árvores devem ser bem alinhadas no ato de sua instalação para que não provoquem vibrações excessivas em serviços. Figura 9.8 – Exemplos de acoplamentos de engrenagens e suas características 9.8). O anel dentado (peça transmissora do movimento) possui duas carreiras de dentes que são separadas por uma saliência central (Figura 9.5 . Para inclinações até 25º. Essa posição do plano de contato é que possibilita a transmissão constante da velocidade (Figura 9. sempre. usam-se duas juntas (Figura 9.3.9 – Junta cardan ou universal 9. 9.9).Acoplamento de engrenagens (não elástico) Os dentes possuem a forma ligeiramente curvada no sentido axial.3.Junta de articulação (não elástico) É usada para transmissão de momentos de torção em casos de árvores que formarão ângulo fixo ou variável durante o movimento.6 . o ângulo das árvores em duas partes iguais.com) .Junta universal de velocidade constante (homocinética) Transmite velocidade constante e tem comando através de esferas de aço que se alojam em calhas. Educação Profissional 125 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.7 . São classificados como não elásticos.Apesar de este acoplamento ser flexível.3.

EMBREAGENS 9.2 .com) . para evitar o escorregamento quando a potência é transmitida.4 .10 – Junta homocinética 9. uma das quais pode ser revestida com um material de alto coeficiente de atrito. Educação Profissional 126 Created with novaPDF Printer (www.4. Figura 9. 9.11 Normalmente a força é fornecida por uma ou mais molas e a embreagem é desengatada por uma alavanca.Figura 9.Embreagem centrífuga É utilizada quando o engate de uma árvore motora deve ocorrer progressivamente e a uma rotação predeterminada.12 A capacidade de torque de uma embreagem cônica é maior que a de uma embreagem de disco de mesmo diâmetro.Embreagem cônica Possui duas superfícies de fricção cônicas. Esse ângulo não deve ser inferior a 8º para evitar o emperramento.4.4.Embreagem de disco Consiste em anéis planos apertados contra um disco feito de material com alto coeficiente de atrito. Sua capacidade de torque aumenta com o decréscimo do ângulo entre o cone e o eixo.novaPDF. 9.1 .3 . Figura 9.

4 . revestida com asbesto em ambos os lados. 9. Educação Profissional 127 Created with novaPDF Printer (www.Embreagem de disco para auto-veículos Consiste em uma placa.Figura 9. por sua vez. que se apoia sobre a cantoneira. 9. o acoplamento é aliviado e a alavanca. por ação da força centrífuga.4. Figura 9. empurram as sapatas que. Com o deslocamento do anel de grafite para a esquerda.14 O disco de atrito é comprimido axialmente através do disco de compressão por meio das molas sobre o volante.13 Os pesos.com) .5 .4. descomprime o disco através dos pinos. A ponta de árvore é centrada por uma bucha de deslizamento.Embreagem de disco para máquinas A cobertura e o cubo têm rasgos para a adaptação das lamelas de aço temperadas.novaPDF. completam a transmissão do torque. presa entre duas placas de aço quando a embreagem está acionada.

15 A compressão é feita pelo deslocamento da guia de engate. 9. No outro sentido. A separação das lamelas é feita com o recuo da guia de engate por meio do molejo próprio das lamelas opostas e onduladas. como granalhas de aço.4.16 Essa escoras estão dispostas de forma tal que. O ajuste posterior da força de atrito é feito através da regulagem do cubo posterior de apoio. Educação Profissional 128 Created with novaPDF Printer (www. o pacote de lamelas.com) . as escoras se inclinam e a transmissão cessa.novaPDF.6 . Figura 9. são compactadas sob a ação de força centrífuga produzida pela rotação. assim.7 .Embreagem seca É um tipo de embreagem centrífuga em que partículas de metal.4. 9.Figura 9. em um sentido de giro. e as alavancas angulares comprimem.Embreagem de escoras Pequenas escoras estão situadas no interior do acoplamento fazendo a ligação entre as árvores. entrelaçam-se transmitindo o torque.

Figura 9.17 As partículas estão contidas em um componente propulsor oco, dentro do qual está também um disco, ligado ao eixo acionado. A força centrífuga comprime as partículas contra o disco, acionando o conjunto.

9.4.8 - Embreagem de roda-livre ou unidirecional Cada rolete está localizado em um espaço em forma de cunha, entre as árvores interna e externa.

Figura 9.18 Em um sentido de giro, os roletes avançam e travam o conjunto impulsionando a árvore conduzida. No outro sentido, os roletes repousam na base da rampa e nenhum movimento é transmitido. A embreagem unidirecional é aplicada em transportadores inclinados como conexão para árvores, para travar o carro a fim de evitar um movimento indesejado para trás.

9.4.9 - Embreagem eletromagnética Neste tipo de embreagem, a árvore conduzida possui um flange com revestimento de atrito.

Figura 9.19 Uma armadura, em forma de disco, é impulsionada pela árvore motora e pode mover-se axialmente contra molas. Educação Profissional 129

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Uma bobina de campo, fixa ou livre para girar com a árvore conduzida, é energizada produzindo um campo magnético que aciona a embreagem. Uma característica importante da embreagem eletromagnética é poder ser comandada a distância por meio de cabo.

9.4.10 - Embreagem hidráulica Neste caso, as árvores, motora e movida, carregam impulsores com pás radiais.

Figura 9.20 Os espaços entre as pás são preenchidos com óleo, que circula nas pás quando a árvore motora gira. A roda na árvore motora atua como uma bomba, e a roda na árvore movida atua como uma turbina, de forma que a potência é transmitida, havendo sempre uma perda de velocidade devido ao escorregamento. A embreagem hidráulica tem aplicação em caixas de transmissão automática em veículos.

10 - FREIOS
São mecanismos que, para interromper um movimento, transformam energia cinética em calor. Podem ter acionamento manual, hidráulico, pneumático, eletromagnético ou automático. A seguir serão apresentados os principais tipos de freios.

10.1 - FREIO DE DUAS SAPATAS Neste caso, duas sapatas são mantidas em contato com o tambor através da ação de uma mola que o impede de rodar. Para liberar o tambor, aciona-se a alavanca de comando, que pode ser operada manualmente, por um solenóide ou por um cilindro pneumático. Esse tipo de freio é utilizado em elevadores.

Figura 10.1 130

Educação Profissional

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10.2 - FREIO A DISCO É um freio em que um ou dois blocos segmentares, de material de fricção, são forçados contra a superfície de um disco giratório.

Figura 10.2 Em automóveis, os blocos segmentares (ou pastilhas) são operados por pistões hidráulicos. Os freios a disco são menos propensos à fadiga (queda de eficiência operacional em função do tempo de utilização) que os freios a tambor.

10.3 - FREIO DE SAPATA E TAMBOR O detalhe característico deste freio é uma sapata (ou parte de uma alavanca), revestida com material de alto coeficiente de Mola Alavanca Sapatas blocos Disco giratório atrito, comprimida contra uma roda giratória (ou tambor) ligada ao órgão a frear.

Figura 10.3

10.4 - FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR É um freio em que duas sapatas curvas são forçadas para fora, contra o interior da borda de um tambor giratório.

Figura 10.4 Educação Profissional 131

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5 . 11 .FREIO CENTRÍFUGO É um freio onde as sapatas (revestidas com asbesto) atuam. 10.POLIAS E CORREIAS Para transmitir potência de uma árvore à outra.com) . As transmissões por correias e polias apresentam as seguintes vantagens: Educação Profissional 132 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. alguns dos elementos mais antigos e mais usados são as correias e as polias. Figura 10.FREIO MULTIDISCO Compõe-se de vários discos de atrito intercalados com disco de aço. conhecido como lona de freio. Figura 10. pela ação da força centrífuga contra a ação de mola lamelares. rebitado ou colado em sua superfície externa.6 A tensão da mola determina o instante de ação do freio. O freio atua por compressão axial dos discos.As sapatas são revestidas com material de atrito.5 Os discos de aço giram em um eixo entalhado e os discos de atrito são fixados por pinos. 10.6. na parte interna de um tambor.

A velocidade periférica (V) é a mesma para as duas rodas. com ou sem canais periféricos.2 .1 – RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO (I) É a relação entre o número de voltas das polias (n) numa unidade de tempo e os seus diâmetros.1 11. elevada resistência ao desgaste e funcionamento silencioso. Onde: D1 = da polia menor D2 = da polia maior n1 = número de voltas por minuto (rpm) da polia menor n2 = rpm da polia maior Logo: 11. alto coeficiente de atrito. acoplados a eixos motores e movidos por máquinas e equipamentos. As polias. Sempre haverá transferência de força. As polias trapezoidais são conhecidas pelo nome de polias em “V” e são as mais utilizadas em máquinas. São flexíveis. As polias são classificadas em dois grupos: planas e trapezoidais.com) . para funcionar. Figura 11. as polias e correias podem transferir e/ou transformar movimentos de um ponto para outro da máquina. Educação Profissional 133 Created with novaPDF Printer (www. elásticas e adequadas para grandes distâncias entre centros. necessitam da presença de vínculos chamados correias.POLIAS Polias são elementos mecânicos circulares.  Possuem baixo custo inicial. Quando em funcionamento.novaPDF.

ou múltiplo. No acionamento cruzado as polias giram em sentidos contrários e permitem ângulo de abraçamento maiores. A correia plana. O tamanho da superfície de atrito é determinado pela largura da correia e pelo ângulo de abraçamento ou contato ( ) (figura acima) que deve ser o maior possível e calcula-se pela seguinte fórmula: Para obter um bom ângulo de abraçamento é necessário que:  a relação de transmissão i não ultrapasse 6:1. sempre menor que a da polia motora. O deslizamento depende da carga.novaPDF. desliza e portanto não transmite integralmente a potência.2 (D1 + D2). No acionamento simples.  a distância entre eixos não seja menor que 1. Figura 11. quando existe somente uma polia motora e uma polia movida (como na figura abaixo). quando em serviço.com) . Figura 11. da velocidade periférica.Transmissão por correia plana Essa maneira de transmissão de potência se dá por meio do atrito que pode ser simples.1.2 A velocidade periférica da polia movida é. Figura 11. na prática. quando existem polias intermediárias com diâmetros diferentes. porém o desgaste da correia é maior.11. a polia motora e a movida giram no mesmo sentido.3 A correia plana permite ainda a transmissão entre árvores não paralelas. do tamanho da superfície de atrito e do material da correia e das polias.4 Educação Profissional 134 Created with novaPDF Printer (www.1.

11.Formato da polia plana Segundo norma DIN 111.Tensionador ou esticador Quando a relação de transmissão supera 6:1. Educação Profissional 135 Created with novaPDF Printer (www. Figura 11. O acabamento superficial deve ficar entre quatro e dez milésimos de milímetro (4 10 m).2.6 11. usa-se o rolo tensionador ou esticador.5 Figura 11. Figura 11.1.novaPDF. Para isso.3.1. acionado por mola ou por peso. A polia com superfície plana conserva melhor as correias e a polia com superfície abaulada guia melhor as correias. é necessário aumentar o ângulo de abraçamento da polia menor.7 A tensão da correia pode ser controlada também pelo deslocamento do motor sobre guias ou por sistema basculante.com) . Quando a velocidade da correia supera 25m/s é necessário equilibrar estática e dinamicamente as polias (balanceamento). a superfície de contato da polia plana pode ser plana ou abaulada.

Essa combinação produz uma correia com excelente flexibilidade. o perlon e o nylon. É feita de borracha revestida por lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para absorver as forças. suporta bem os esforços e é bastante elásticas.Materiais para correia plana  Couro de boi Recebe emendas. 11.  Material combinado.com) .9 11. própria para forças sem oscilações.  Material fibroso e sintéticos Não recebe emendas (correia sem-fim).novaPDF. o pêlo de camelo.Figura 11.1. Relação de transmissão até 10:1. capas de transmitir grandes potências. Educação Profissional 136 Created with novaPDF Printer (www. para polia de pequeno diâmetro.1.10 O emprego da correia em V é preferível ao da correia plana e possui as seguintes características:   Praticamente não tem deslizamento.4 . O limite é dado por p = D + 3/2h (D = diâmetro da polia maior e h = altura da correia).8 Figura 11. o viscose. Tem por material base o algodão. Figura 11.5-Transmissão por correia em V A correia em V é inteiriça (sem-fim) fabricada com secção transversal em forma de trapézio. couro e sintéticos Essa correia possui a face interna feita de couro curtido ao cromo e a externa de material sintético (perlon).  Permite uma boa proximidade entre eixos.

D e E.     Partida com menor tensão prévia que a correia plana. típicos da correia emendada com grampos. Figura 11. Menor carga sobre os mancais que a correia plana.7. suas dimensões são mostradas na figura a seguir. medindo o comprimento externo da correia.11 Para especificação de correias. por aproximação.Perfil e designação das correias em V A designação é feita por uma letra que representa o formato e por um número que é o perímetro médio da correia em polegada. diminuindo um dos valores abaixo e transformando o resultado em polegadas. 11. Emprego de até doze correias numa mesma polia.com) . Dimensões normalizadas para polias em V: Educação Profissional 137 Created with novaPDF Printer (www.1.novaPDF. C. em consequência do efeito de cunha.1. Os perfis são normalizados e denominam-se formato A. B.Perfil dos canais das polias As polias em V têm suas dimensões normalizadas e são feitas com ângulos diferentes conforme o tamanho. A pressão nos flancos. triplica em relação à correia plana. Elimina os ruídos e os choques. 11.6. o número que vai ao lado da letra. pode-se encontrar.

o que anularia o efeito de cunha. a relação de transmissão está em função dos diâmetros das polias.com) . 138 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.Figura 11.12 O perfil dos canais das polias em V deve ter as medidas corretas para que haja um alojamento adequado da correia no canal.Relação de transmissão (i) para correias e polias em V Uma vez que a velocidade (V) da correia é constante. 11. A correia não deve ultrapassar a linha do diâmetro externo da polia e nem tocar no fundo do canal.8.1.

As polias são fabricadas de metal sinterizado. As correias de qualidade têm no seu interior vários cordonéis helicoidais de aço ou de fibra de vidro que suportam a carga e impedem o alongamento.com) .14 11.13 Para as correias em V. deve-se tomar o diâmetro nominal médio da polia (Dm) para os cálculos.9-Transmissão por correia dentada A correia dentada em união com a roda dentada correspondente permite uma transmissão de força sem deslizamento. deve-se mencionar o comprimento da correia ou o número de sulcos da polia. o passo dos dentes e a largura.’ Figura 11.1. são feitos com módulos 6 ou 10. geralmente. O diâmetro nominal calcula-se pela fórmula: Figura 11. A força se transmite através dos flancos dos dentes e pode chegar a 400N/cm2.15 O perfil dos dentes pode ser trapezoidal ou semicircular. A relação de transmissão (i) é dada por: Educação Profissional 139 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. metal leve ou ferro fundido em areia especial para precisão nas medidas em bom acabamento superficial. Para a especificação das polias e correias dentadas.Figura 11.

16 A verificação do dimensionamento dos canais das polias deve ser feita com o auxílio de um gabarito contendo o ângulo dos canais. Note que a correia não ultrapassa a linha do diâmetro externo da polia nem toca no fundo do canal. conforme mostra a figura. temos uma correia corretamente assentada no canal da polia. Observe as ilustrações seguintes. para fazer um bom alinhamento. as polias em “V” exigem alinhamento. óleo ou tinta e corretamente dimensionados para receber as correias.10 .11.17 11. É recomendável.Alinhamento de polias Além dos cuidados citados anteriormente. por causa do desgaste sofrido pelo canal.novaPDF. oxidadas ou com porosidade. Figura 11. À esquerda. À direita. para funcionarem adequadamente. Apresentar os canais livres de graxa. Figura 11.com) . Polias desalinhadas danificam rapidamente as correias e forçam os eixos aumentando o desgaste dos mancais e os próprios eixos.1. Não apresentar as bordas trincadas.11 .Cuidados exigidos com polias em V As polias. a polia deverá ser substituída para que a correia não venha a sofrer desgastes prematuros. exigem os seguintes cuidados:    Não apresentar desgastes nos canais. Nesse último caso.1. a correia assenta-se no fundo. usar uma régua paralela fazendo-a tocar toda a superfície lateral das polias. amassadas. Educação Profissional 140 Created with novaPDF Printer (www.

A primeira recomendação para a manutenção das correias em “V” é mantê-las sempre limpas.Figura 11. Não é aconselhável usar correias novas junto às velhas.  Tomar cuidado para que o protetor das correias nunca seja removido enquanto a máquina estiver em operação. o desgaste que elas sofreram e o desgaste das polias. pois nesse período as correias sofrem maiores esticamentos. por estarem lasseadas. e quanto ao balanceamento. se necessário.  Nas revisões de 100 horas. variando de fabricante para fabricante.Procedimentos em manutenção com correias e polias A correia é importante para a máquina. Os defeitos construtivos das polias também influem negativamente na posição de montagem do conjunto de transmissão. Quando mal aplicada ou frouxa. provoca a perda de velocidade e de eficiência da máquina. As polias devem ter uma construção rigorosa quanto à concentricidade dos diâmetros externos e do furo. Educação Profissional 141 Created with novaPDF Printer (www. Esse cuidado é necessário porque correias de marcas diferentes apresentam desempenhos diferentes. As velhas. é preferível trabalhar com uma correia a menos do que trocá-la por outra. Influência dos defeitos das polias na posição de montagem do conjunto de transmissão. Além disso.18 11. verificar constantemente a tensão e ajustá-la.12.  Jogos de correias deverão ser montados com correias de uma mesma marca.  Nunca tentar remendar uma correia em “V” estragada. até que se possa trocar todo o jogo.com) . sobrecarregam as novas. há quebra dos eixos ou desgaste rápido dos mancais. para que não provoquem danos nos mancais e eixos. devem ser observados os seguintes requisitos:  Nas primeiras 50 horas de serviço. verificar a tensão.  Se uma correia do jogo romper. quanto à perpendicularidade entre as faces de apoio e os eixos dos flancos.1.novaPDF. quando esticada demais.

deve-se recuar a polia móvel aproximando-a da fixa.13. Esse procedimento facilitará a colocação da correia sem perigos de danificá-la. antes de tensioná-las. Após montar as correias nos respectivos canais das polias e. deve-se girálas manualmente para que seus lados frouxos fiquem sempre para cima ou para baixo. pois se estiverem em lados opostos o tensionamento posterior não será uniforme.novaPDF.1.Colocação de correias Para colocar uma correia vinculando uma polia fixa a uma móvel.com) . Educação Profissional 142 Created with novaPDF Printer (www. Não se recomenda colocar correias forçando-as contra a lateral da polia ou usar qualquer tipo de ferramenta para forçá-la a entrar nos canais da polia.11. Esses procedimentos podem causar o rompimento das lonas e cordonéis das correias.

mesmo com picos de carga. bastará empurrá-la com o polegar. sem que ocorra deslizamento.novaPDF. para verificar se uma correia está corretamente tensionada. Os tipos de proteção mais adequados são aqueles que permitem a passagem do ar para uma boa ventilação e dissipação do calor. de modo tal que ela se flexione aproximadamente entre 10 mm e 20 mm conforme ilustrado a seguir. produção de calor excessivo nas correias. Figura 11. conseqüentemente.19 Figura 11.Tensionamento de correias O tensionamento de correias exige a verificação dos seguintes parâmetros:  Tensão ideal: deve ser a mais baixa possível. ocasionando danos prematuros. Na prática.1.com) .15.22 Educação Profissional 143 Created with novaPDF Printer (www.20 11.  Tensão alta: reduz a vida útil das correias e dos rolamentos dos eixos das polias. Deve-se verificar periodicamente se as malhas das telas estão limpas e se as telas não estão em contato direto com o sistema.14 .21 11.  Tensão baixa: provoca deslizamento e.1.Proteção de sistemas Todo sistema que trabalha com transmissão de correias deve ser devidamente protegido para evitar acidentes. Aconselha-se a colocação de telas ou grades de aço para essas proteções. Figura 11.Figura 11.

substituindo trens de engrenagens intermediárias.23 12.2 Educação Profissional 144 Created with novaPDF Printer (www. Figura 12. É. Quando se adiciona carga ao sistema já existente.1. Figura 12. ainda. vapores. É necessário para o funcionamento desse conjunto de transmissão que as engrenagens estejam em um mesmo plano e os eixos paralelos entre si.1 A transmissão por corrente normalmente é utilizada quando não se podem usar correias por causa da umidade.com) . conforme comentários mostrados na ilustração.Adição de cargas Um sistema de transmissão por correias deve ser calculado adequadamente. de muita utilidade para transmissões entre eixos próximos.CORRENTES Um ou vários eixos podem ser acionados através de corrente. A transmissão de potência é feita através do engrenamento entre os dentes da engrenagem e os elos da corrente. Figura 11.novaPDF.11. etc.16. encurta-se a vida útil das correias. não ocorre o deslizamento. óleo.

1. várias talas dispostas uma ao lado da outra.2.4 Figura 12.6 12. onde as talas são permanentemente ligadas através de pinos e buchas. Esta corrente é aplicada em transmissões. médio e pesado.3 Figura 12. em movimentação e sustentação de contrapeso e. é fabricada em tipo standard. em transportadores. Figura 12.5 Várias correntes podem ser ligadas em paralelo.Corrente de rolos É composta por elementos internos e externos.Corrente de dentes Nesse tipo de corrente há. ainda.1 . com abas de adaptação.TIPOS DE CORRENTES 12. Figura 12.1 . onde cada segunda tala pertence ao próximo elo da corrente. Educação Profissional 145 Created with novaPDF Printer (www.com) .novaPDF. sobre as buchas são.1. podem ser montadas até 8 correntes em paralelo. formando corrente múltipla. colocados rolos.12. sobre cada pino articulado.

1.Figura 12.8 Figura 12. É conhecida por “link chain”. pois entre eles não há diferença. Além disso.10 Figura 12. Esta corrente permite transmitir rotações superiores às permitidas nas correntes de rolos.Corrente de elos livres Esta é uma corrente especial usada para transportadores e. sendo apenas necessário suspendê-lo. 12. Figura 12.7 Figura 12. em alguns casos. o passo fica. mesmo com o desgaste. É conhecida como corrente silenciosa (“silent chain”). igual.novaPDF. de elo a elo vizinho. Sua característica principal é a facilidade de retirar-se qualquer elo.11 Educação Profissional 146 Created with novaPDF Printer (www. podem ser construídas correntes bem largas e muito resistentes.9 Dessa maneira.com) .3. pode ser usada em transmissões.

os rolos e as buchas são repuxados de chapas de aço ou enrolados de fitas de aço. possui os elos formados de vergalhões redondos soldados. Figura 12. o passo (p) e o diâmetro (d). cada par de rolos. transportadores e em uma infinidade de aplicações. forma um sólido (bloco). beneficiadas ou temperadas para aproximadamente 60 rockwell. com seus elos. É usada em talhas manuais.Fabricação das correntes As talas são estampadas de fitas de aço.5. mas.13 12.1.Corrente comum Conhecida também por cadeia de elos.Corrente de blocos É uma corrente parecida com a corrente de rolos.6. separadamente. os pinos são cortados de arames de aço. Figura 12.4 . porque a corrente se aplica sobre a roda em forma poligonal.1. As peças prontas são.12.com) .novaPDF. Engrenagens para correntes As engrenagens para correntes têm como medidas principais o número de dentes (Z). É usada nos transportadores e os blocos formam base de apoio para os dispositivos usados para transporte. Figura 12. Educação Profissional 147 Created with novaPDF Printer (www.12 12. podendo ter um vergalhão transversal para esforço.14 O passo é igual à corda medida sobre o diâmetro primitivo desde o centro de um vão ao centro do vão consecutivo.1.

16 Algumas rodas possuem o perfil modificado para compensar o alargamento produzido pelo desgaste. O quadro a seguir mostra os principais defeitos apresentados pelas correntes e suas causas.Figura 12.17 12.com) . instalação ou manutenção podem fazer com que as correntes apresentem vários defeitos. Figura 12.novaPDF. as laterais dos dentes são afiladas e 10% mais estreitas que a corrente.Danos típicos das correntes Os erros de especificação.1. Figura 12.7.15 O perfil dos dentes corresponde ao diâmetro dos rolos da corrente e para que haja facilidade no engrenamento. Educação Profissional 148 Created with novaPDF Printer (www. Os dentes são formados de tal modo que os rolos colocados entre eles tenham folga no flanco da frente e no flanco de trás.

13.1. Educação Profissional 149 Created with novaPDF Printer (www. os seguintes cuidados deverão ser tomados:           Lubrificar as correntes com óleo. altamente resistentes. Para efetuar a limpeza da corrente. Armazenar a corrente coberta com uma camada de graxa e embrulhada em papel. Existem eixos fabricados com aços-liga. para prolongar sua vida útil.Manutenção das correntes Para a perfeita manutenção das correntes. Nunca colocar um elo novo no meio dos gastos. por meio de gotas. deixando escorrer o excesso. Enxugar a corrente e mergulhá-la em óleo.8.com) . Os eixos com médio teor de carbono exigem um tratamento térmico superficial. Verificar periodicamente o alinhamento.CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS A maioria dos eixos é construída em aço com baixo e médio teor de carbono. Inverter a corrente. 13 . Não usar corrente nova em rodas dentadas velhas.1 . Medir ocasionalmente o aumento do passo causado pelo desgaste de pinos e buchas. os eixos transmitem potência por meio movimento de rotação. de vez em quando. Quando móveis. pois estarão em contato permanente com buchas. banho ou jato.12. Medir o desgaste das rodas dentadas. rolamentos materiais de vedação.novaPDF. lavá-la com querosene.EIXOS Eixos são elementos mecânicos utilizados para articular um ou mais elementos de máquinas.

2. vazados. Uma chaveta é utilizada para evitar a rotação relativa. Figura 13. cônicos. A parte ajustável tem formato cônico e é firmemente fixada por meio de uma porca. 13.1 13.Eixos vazados São mais resistentes aos esforços de torção e flexão que os maciços.2 13. Figura 13.CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS Quanto à seção transversal.2 . Suas extremidades são chanfradas para evitar o rebarbamento e suas arestas internas são arredondadas para evitar a concentração de esforços localizados.1 . roscados.4 . Empregam-se esses eixos quando há necessidade de sistemas mais leves e resistentes.novaPDF.2. com degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles.3 13.Eixos roscados Possuem algumas partes roscadas que podem receber porcas capazes de prenderem outros componentes ao conjunto.Eixos maciços Apresentam a seção transversal circular e maciça.2. Figura 13.com) . ranhurados ou flexíveis.13. como os motores de aviões. os eixos são circulares e podem ser maciços.2.3 .2 .Eixos cônicos Devem ser ajustados num componente que possua furo de encaixe cônico. Educação Profissional 150 Created with novaPDF Printer (www.

4 13.5 . parafusos.Eixos flexíveis Consistem em uma série de camadas de arame de aço enrolado alternadamente em sentidos opostos e apertado fortemente. Figura 13. Os eixos flexíveis são empregados para transmitir movimento a ferramentas portáteis que operam com grandes velocidades e com esforços não muito intensos.6. Verificar se existe. pinos de posicionamento e chavetas) e retirá-los antes de sacar o eixo.novaPDF.com) .Eixos ranhurados Apresentam uma série de ranhuras longitudinais em torno de sua circunferência. pinos cônicos. Os eixos ranhurados são utilizados quando é necessário transmitir grandes esforços.2.7-Desmontagem de eixos A desmontagem de eixos é aparentemente simples e fácil. um furo com rosca. porém exige os seguintes cuidados: Verificar a existência de elementos de fixação (anéis elásticos. O furo é construído para facilitar a desmontagem do eixo por meio de um dispositivo para sacá-lo.2.2. e a união com o motor é feita com uma braçadeira especial munida de rosca. na face do eixo. O conjunto é protegido por meio de um tubo flexível. As ranhuras engrenam-se com os sulcos correspondentes das peças a serem montadas neles. Educação Profissional 151 Created with novaPDF Printer (www.5 13. 13.Figura 13.

recomenda-se usar um material protetor e macio como o cobre para receber as pancadas.8. além de produzir danos no furo de centro. especialmente se o eixo for muito comprido.  Colocar os retentores cuidadosamente para não provocar desgastes no eixo e vazamentos de lubrificante. 13. o eixo deverá ser guardado em local seguro para não sofrer empenamentos ou outros danos. os seguintes cuidados deverão ser observados:  Efetuar limpeza absoluta do conjunto e do eixo para diminuir o desgaste por abrasão. As pancadas provocam encabeçamento. Educação Profissional 152 Created with novaPDF Printer (www.com) . cuidando para não bater nas bordas do eixo. onde seria fixado à máquina (torno. Danos no furo de centro impedem posteriores usinagens.  Não permitir a presença de nenhuma rebarba no eixo. organização e limpeza rigorosa.  Verificar se as tolerâncias das medidas do eixo estão corretas usando paquímetro ou micrômetro.2.Figura 13. Figura 13. Após a desmontagem.6 Nunca bater com martelo na face do eixo. Além desses fatores.  Não permitir a presença de nenhum arranhão no eixo para não comprometer seu funcionamento e não provocar danos no mancal. retificadora cilíndrica e fresadora) entre pontas.7 Se realmente for necessário bater no eixo para sacá-lo.novaPDF.Montagem de eixos A montagem de eixos exige atenção.  Pré-lubrificar todas as peças para que elas não sofram desgastes até o instante da chegada do lubrificante quando a máquina for posta para funcionar. não deixando que o eixo passe pelo mancal.

13.2.9- Danos típicos sofridos pelos eixos Os eixos sofrem dois tipos de danos: quebra e desgaste. A quebra é causada por sobrecarga ou fadiga. A sobrecarga é o resultado de um trabalho realizado além da capacidade de resistência do eixo. A fadiga é a perda de resistência sofrida pelo material do eixo, devido às solicitações no decorrer do tempo. O desgaste de um eixo é causado pelos seguintes fatores:      Engripamento do rolamento; Óleo lubrificante contaminado; Excesso de tensão na correia, no caso de eixos-árvore acionados por correias; Perda de dureza por superaquecimento; Falta de lubrificante.

14 -TRAVAS
As uniões roscadas são submetidas a vibrações e podem soltar-se por essa razão. Para evitar isso, colocam-se travas e arruelas nas porcas ou parafusos. Existem dois tipos de travas:  Trava por fechamento de forma - é a mais segura e impede o afrouxamento da união.

Figura 14.1

Figura 14.2

Figura 14.3 Educação Profissional 153

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 Trava por fechamento de forças - esta trava estabelece uma força de compressão entre as peças, o que aumenta o atrito e dificulta o afrouxamento da união, mas não impede totalmente a soltura.

Figura 14.4

Figura 14.5

Figura 14.6

Figura 14.7

Figura 14.8

Figura 14.9

14.1 - CHAVETAS Chaveta é um corpo prismático que pode ter faces paralelas ou inclinadas, em função da grandeza do esforço e tipo de movimento que deve transmitir. É construída normalmente de aço. A união por chaveta é um tipo de união desmontável, que permite às árvores transmitirem seus movimentos a outros órgãos, tais como engrenagens e polias.

14.1.1- Classificação e características Chaveta de cunha (ABNT-PB-121) Empregada para unir elementos de máquinas que devem girar. Pode ser com cabeça ou sem cabeça, para facilitar sua montagem e desmontagem. Sua inclinação é de 1:100, o que permite um ajuste firme entre as partes.

Figura 14.10 Educação Profissional 154

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Figura 14.11

O princípio da transmissão é pela força de atrito entre as faces da chaveta e o fundo do rasgo dos elementos, devendo haver uma pequena folga nas laterais.

Figura 14.12 Havendo folga entre os diâmetros da árvore e do elemento movido, a inclinação da chaveta provocará na montagem uma determinada excentricidade, não sendo, portanto aconselhado o seu emprego em montagens precisas ou de alta rotação.

Figura 14.13 A figura a seguir mostra o modo de sacar a chaveta com cabeça.:

Figura 14.14 Educação Profissional 155

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14.1.2- Chaveta encaixada (DIN 141, 490 e 6883) É a chaveta mais comum e sua forma corresponde ao tipo mais simples de chaveta de cunha. Para facilitar seu emprego, o rasgo da árvore é sempre mais comprido que a chaveta. A mínimo = 2 . comprimento da chaveta

Figura 14.15

14.1.3 - Chaveta meia-cana (DIN 143 e 492) Sua base é côncava (com o mesmo raio do eixo). Sua inclinação é de 1:100, com ou sem cabeça. Não é necessário rasgo na árvore, pois transmite o movimento por efeito do atrito, de forma que, quando o esforço no elemento conduzido é muito grande, a chaveta desliza sobre a árvore.

Figura 14.16

14.1.4 - Chaveta plana (DIN 142 e 491) É similar a chaveta encaixada, tendo, porém, no lugar de um rasgo na árvore, um rebaixo plano. Sua inclinação é de 1:100 com ou sem cabeça. Seu emprego é reduzido, pois serve somente para a transmissão de pequenas forças.

Figura 14.17 14.1.5 - Chaveta tangencial (DIN 268 e 271) É formada por um par de cunhas com inclinação de 1:60 a 1:100 em cada rasgo. São sempre utilizadas duas chavetas e os rasgos são posicionados a 120º. Educação Profissional 156

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A designação tangencial é devido a sua posição em relação ao eixo. Por isso, e pelo posicionamento (uma contra a outra), é muito comum o seu emprego para transmissão de grandes forças, e nos casos em que o sentido de rotação se alterna.

Figura 14.17

Figura 14.18

14.1.6- Chaveta transversal Aplicada em uniões de órgãos que transmitem movimentos não só rotativos como também retilíneos alternativos. Quando é empregada em uniões permanentes, sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50. Se a união necessita de montagens e desmontagens frequentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15. Dupla (inclinação nos dois lados) Simples (inclinação em um lado)

Figura 14.19 14.1.7 - Chaveta paralela (DIN 269) É normalmente embutida e suas faces são paralelas, sem qualquer conicidade. O rasgo para o seu alojamento tem o seu comprimento. As chavetas embutidas nunca têm cabeça e sua precisão de ajuste é nas laterais, havendo uma pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e o fundo do rasgo elemento conduzido.

Figura 14.20 Educação Profissional 157

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A transmissão do movimento e das forças é feita pelo ajuste de suas faces laterais com as do rasgo da chaveta. A chaveta paralela varia quanto à forma de seus extremos (retos ou arredondados) e quanto à quantidade de elementos de fixação à árvore. Pelo fato de a chaveta paralela proporcionar um ajuste preciso na árvore não ocorre excentricidade, podendo, então, ser utilizada para rotações mais elevadas. É bastante usada nos casos em que o elemento conduzido é móvel.

Figura 14.21 14.1.8- Chaveta de disco ou meia-lua tipo woodruff (DIN 496 e 6888) É uma variante da chaveta paralela, porém recebe esse nome porque sua forma corresponde a um segmento circular. É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a montagem e se adaptar a conicidade do fundo do rasgo do elemento externo.

Figura 14.22

14.2 - ANEL ELÁSTICO É um elemento usado para impedir o deslocamento axial, posicionar ou limitar o curso de uma peça deslizante sobre um eixo. Conhecido também por anel de retenção, de trava ou de segurança. Deslocamento axial é o movimento no sentido longitudinal do eixo. Fabricado de aço para molas, tem a forma de anel incompleto, que se aloja em um canal circular construído conforme normalização.

14.2.1 - Tipos de anéis elásticos e aplicações Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 1000mm. Trabalha externamente - DIN 471.

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DIN 472. Trabalha externamente . Figura 14.Figura 14.26 Educação Profissional 159 Created with novaPDF Printer (www.com) . Figura 14.24 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 8 e 24mm. Trabalha internamente .DIN 6799.5 e 1000mm.novaPDF.25 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 390mm para rolamentos.23 Aplicação: para furos com diâmetro entre 9. Figura 14.

28 Figura 14.para pequenos esforços axiais. fixação e transmissão de potência. oca ou maciça que serve para alinhamento. Figura 14.novaPDF.27 14.30 Os alojamentos para pinos devem ser calibrados com alargador que deve ser passado de uma só vez pelas suas peças a serem montadas. 160 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. acabamento superficial. tolerâncias dimensionais. material e tratamento térmico. Figura 14.Anéis de secção circular .3 .29 Os pinos se diferenciam por suas características de utilização.com) . forma.PINOS É uma peça geralmente cilíndrica ou cônica. Figura 14.

novaPDF. Figura 14.Figura 14.com) . estão sujeitos é o de cisalhamento. para diminuir os esforços de corte. Pode resistir a grandes esforços transversais e é usado em diversas montagens.33 14.Pino cilíndrico paralelo Pino de ajuste (guia) temperado É feito de aço-prata ou similar e é temperado. revenido e retificado.31 Esta calibragem é dispensada quando se usa pino estriado ou pino tubular partido (elástico). geralmente associado a parafusos e prisioneiros. de modo geral. Por isso os pinos com função de alinhar ou centrar devem estar a maior distância possível entre si. Quanto menor proximidade entre os pinos. Educação Profissional 161 Created with novaPDF Printer (www.32 O principal esforço a que os pinos.1. Figura 14. maior o risco de cisalhamento e menor a precisão no ajuste.3.

4.Pino de segurança É usado principalmente em máquinas-ferramentas como pino de cisalhamento. 14.3.36 14.Figura 14. cabos. Figura 14.Pino de união Tem funções secundárias como em dobradiças para caixas metálicas e móveis.2. A precisão destes pinos é j6. Figura 14. Tem por diâmetro nominal o diâmetro menor.34 Pode ser liso.35 Todos os pinos que apresentam furo ou rosca são usados como eixo para articulações ou para suportar rodas. polias. com ponta roscada e cabeça.novaPDF. em caso de sobrecarga esse pino se rompe para que não quebre um componente de maior importância.Pino cônico Feito geralmente de aço-prata.3. com cabeça provida de ressalto para evitar o giro. Educação Profissional 162 Created with novaPDF Printer (www. m6 ou h8. para que se use a broca com essa medida antes de calibrar com alargador. isto é. é temperado ou não e retificado. etc. 14.37 Existem pinos cônicos com extremidade roscada a fim de mantê-los fixos em casos de vibrações ou sacá-los em furos cegos. liso com furo para cupilha.com) . Figura 14.3.3. com cabeça e furo para cupilha.

a fenda permanece aberta e elástica gerando o aperto.Figura 14.41 Figura 14. pino de ajuste e pino de segurança. A forma e o comprimento do entalhes determinam os tipos de pinos. Este elemento tem grande emprego como pino de fixação.40 O pino cônico tem largo emprego na construção de máquinas. é fabricado de fita de aço para mola enrolada. 14.Pino tubular fendido Também conhecido como pino elástico.42 14. pois permite muitas desmontagens sem prejudicar o alinhamento dos componentes.Pino estriado A superfície externa do pino estriado apresenta três entalhes e respectivos rebordos. O uso destes pinos dispensa o acabamento e a precisão do furo alargado.39 Figura 14. Educação Profissional 163 Created with novaPDF Printer (www.3.com) . além do que é possível compensar eventual desgaste ou alargamento do furo.novaPDF. Quando introduzido.38 Figura 14. Figura 14.5.3. Seu uso dispensa o furo alargado.6.

novaPDF.43 Figura 14. tratamento e acabamento.44 Figura 14.3. Tabela 15. Figura 14. Isto proporciona uma força de ajuste maior em relação ao pino elástico comum.7.com) .Cupilha ou contrapino Trata-se de um arame de secção semicircular dobrado de tal forma a obter-se um corpo cilíndrico e uma cabeça. A cupilha é usada principalmente para travar porcas-castelo. material. A tabela 1 demonstra as vantagens dos mancais de rolamentos sobre os de deslizamento.Figura 14.1 – Vantagens dos rolamentos sobre os mancais de deslizamento Educação Profissional 164 Created with novaPDF Printer (www.46 14.MANCAIS São elementos de máquinas destinados a apoiar e condicionar o movimento de eixos e outros componentes.47 Nota:Um pino qualquer ao se quebrar deve ser substituído por outro com as mesmas características de forma. 15 . Figura 14.45 Há um pino elástico especial chamado Connex. Seu funcionamento baseia-se no principio do atrito de deslizamento ou de rolamento. com fenda ondulada cujos cantos estão opostos entre si.

os rolamentos podem ser: a) Radiais .não podem ser submetidos a cargas radiais.2 .suportam cargas radiais e leves cargas axiais.1 .1.1).2 – Rolamento rígido de esferas Educação Profissional 165 Created with novaPDF Printer (www. encontrados nos mancais de deslizamento. destacamos alguns tipos: . Figura 15. é necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa (Figura 15.novaPDF.15.MANCAIS DE ROLAMENTO Quando se buscou diminuir sensivelmente os problemas de atrito de resistência à alta velocidade. Sua capacidade de ajustagem angular é limitada. b) Axiais .1.2).suportam tanto carga axial quanto radial. por conseguinte. Figura 15.Rolamento rígido de uma carreira de esferas: É o mais comum dos rolamentos. O anel externo (capa) é fixado na peça ou na caixa e o anel interno é fixado diretamente ao eixo. c) Mistos . Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas. chegaram-se-se aos mancais de rolamento ou simplesmente rolamentos.Classificação dos rolamentos Quanto ao tipo de carga que suportam.Tipos de rolamentos Diversos tipos de rolamentos foram desenvolvidos ao longo dos anos agregando várias tecnologias. 15.1 .com) . Os rolamentos são simplesmente rolamentos de máquinas constituídos por dois anéis de aço separados por uma ou mais fileiras de esferas ou rolos (Figura 15.1 – Estrutura de um rolamento de esferas Essas esferas ou rolos são mantidos eqüidistantes por meio do separador ou gaiola a fim de distribuir os esforços e manter concêntricos os anéis. 15.

Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas: Admite cargas axiais somente em um sentido. ou seja. Figura 15..Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos: Seu emprego é particularmente indicado para construções em que se exige uma grande capacidade de suportar carga radial e a compensação de falhas de alinhamento (Figura 15.3). deve sempre ser montado contraposto a um outro rolamento que possa receber a carga axial no sentido contrário (Figura 15.4 – Rolamento autocompensador de esferas .com) . compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15.4). Figura 15.5 – Rolamento de rola cilíndrico .5). o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular.3 – Rolamento de esferas de contato angular .Rolamento de rolo cilíndrico: É apropriado para cargas radiais elevadas e seus componentes são separáveis.novaPDF.Rolamento autocompensador de esferas: É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no anel externo. Figura 15.6). o que facilita a montagem e desmontagem (Figura 15. portanto.6 – Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos Educação Profissional 166 Created with novaPDF Printer (www. Figura 15.

8). O anel interno e o externo podem ser montados separadamente.Rolamento axial de esfera: Ambos os tipos de rolamento axial de esfera (escora simples e escora dupla) admitem elevadas cargas axiais. Os rolos são de grande diâmetro e comprimento.7 – Rolamento autocompensador de rolos . Devido ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas.Rolamento de rolos cônicos: Além de cargas radiais.novaPDF. Para que as esferas sejam guiadas firmemente em suas pistas.com) . Figura 15. um contra o outro (Figura 15. Como só admitem cargas axiais em um sentido.9).8 – Rolamento de rolos cônicos . é necessária a atuação permanente de uma determinada carga axial mínima (Figura 15. Os anéis são separáveis..Rolamento autocompensador com duas carreiras de rolos: É um rolamento para os mais pesados serviços. não podem ser submetidos a cargas radiais.7).9 – Rolamento axial de esfera Educação Profissional 167 Created with novaPDF Printer (www. Figura 15. Figura 15. de modo geral torna-se necessário montar os anéis aos pares. os rolamentos de rolos cônicos também suportam cargas axiais em um sentido. porém. existe uma distribuição uniforme de carga (Figura 15.

devido à disposição inclinada dos rolos. em comparação com os rolamentos de rolos comuns.3 .Designação dos rolamentos Os mancais de rolamentos têm designações alfanuméricas que auxiliam na sua identificação e padronização.novaPDF. geralmente em máquinas pequenas.Série de rolamentos que é razoavelmente usada industrialmente. 20  d < 500 mm .Rolamento axial autocompensador de rolos: Possui grande capacidade de carga axial e.Série de rolamentos mais usada industrialmente esta é a série de maior importância prática.11). compensando possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15.1. A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento a propriedade de alinhamento angular.com) .    Educação Profissional 168 Created with novaPDF Printer (www.Rolamento de agulhas: Possui uma secção transversal muito fina. Por esta norma.10).11 – Rolamento de agulhas 15.10 – Rolamento axial autocompensador de rolos . a designação é construída de acordo com a variação do diâmetro interno do rolamento (d). Figura 15.. d  500 mm . É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado (Figura 15. também pode suportar consideráveis cargas radiais. conforme se observa no resumo apresentado abaixo:  0 < d < 10 mm – Série de rolamentos pouco usada.Série de rolamentos razoavelmente usada industrialmente. 10  d < 20 mm . em função do pequeno diâmetro interno. A Norma mais utilizada é a ISO. sempre em maquinaria pesada. Figura 15.

d – diâmetro interno.d/5 YY YY YY . cônicos..novaPDF. B – largura de rolamentos radiais. T – largura de rol.diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento.. este apresenta o seguinte esquema XXY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY . axiais. Radial Cônico Axiais Esquema comum de designações para rolamentos Variação do diâmetro interno [d] Esquema de Designação (Norma ISO) X X X / Y 0 < d < 10 mm Onde: XXX – série do rolamento Y . YY YY … = 04  d = 20 mm = 05  d = 25 mm = 06  d = 30 mm = 50  d = 250 mm = 51  d = 255 mm YY YY YY YY = 00 = 01 = 02 = 03     d = 10 mm d = 12 mm d = 15 mm d = 17 mm Valores para o diâmetro interno [d] Y = 1  d = 1 mm Y = 2  d = 2 mm Y = 3  d = 3 mm .com) . H – altura de rol.Tipos de Rolamentos e Suas Dimensões Padronizadas D – diâmetro externo..diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento.. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY . Y = 8  d = 8 mm Y = 9  d = 9 mm 10  d < 20 mm 20  d < 500 mm Educação Profissional 169 Created with novaPDF Printer (www.

externo 8 9 0 2 3 4 3 3 2 1 0 0 9 8 0 2 2 3 3 4 2 2 3 3 4 2 2 170 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www..novaPDF.com) . .Observação 1: d/5 = diâmetro interno dividido por 5.. este apresenta o seguinte esquema XX/YYY. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X / YYY... Principais séries de rolamentos para indústria Tipo de Rolamento Série YY = 95  d = 475 mm YY = 96  d = 480 mm YYY = 500  d = 500 mm YYY = 643  d = 643 mm YYY = 750  d = 750 mm … YYYY = 1000  d = 1000 mm YYYY = 1500  d = 1500 mm Série do tipo 6 6 6 6 6 6 6 6 6 16 6 16 6 6 NU NU NU NU NU NU NJ NJ NJ NJ NJ NUP NUP Série de Largura (1) (1) (1) (0) (0) (0) 2 (0) 2 (0) 3 (0) 1 1 1 (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 Rolamentos rígidos ou fixos de uma carreira de esferas Rolamentos de uma carreira de rolos cilíndricos 68 69 60 62 63 64 623 63 622 161 630 160 619 618 NU10 NU2 NU22 NU3 NU23 NU4 NJ2 NJ22 NJ3 NJ23 NJ4 NUP2 NUP22 Série do diam. d  500 mm Onde: XXX – série do rolamento YYY. Observação 2: Quando algum número é omitido na série do rolamento..diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento.

NUP3 NUP23 NUP4 N10 N2 N3 N4 NF2 NF3 NF4

NUP NUP NUP N N N N NF NF NF

(0) 2 (0) 1 (0) (0) (0) (0) (0) (0)

3 3 4 0 2 3 4 2 3 4

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo NA NA NA NA HK BK 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 2

Série de Largura 4 4 5 6 não há não há 2 2 3 3 0 2 3 0 2 3 3 4 3 4 2 3 1 2 1 1 1 1 2 2 2 3 3 3 9

Rolamentos radiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

NA48(NSK) NA49(NSK) NA59(NSK) NA69(NSK) HK(SKF) BK(SKF) 329 320 330 331 302 322 332 303 323 230 239 240 231 241 222 232 213 223 511 512 513 514 522 523 524 532 533 534 292

Série do diam. externo 8 9 9 9 não há não há 9 0 0 1 2 2 2 3 3 0 9 0 1 1 2 2 3 3 1 2 3 4 2 3 4 2 3 4 2 171

Rolamentos de rolos cônicos

Rolamentos autocompensadores de rolos

Rolamentos axiais de esferas ou escora simples

Rolamentos axiais

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autocompensadores de rolos

Rolamentos autocompensadores de esferas

293 294 10 12 13 22 23 112

2 2 1 1 1 2 2 1

9 9 (1) (0) (0) (2) (2) 1

3 4 0 2 3 2 3 2

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo 7 7 7 7 (0) (0) 4 4 5 5 5 5 5 5 QJ QJ NNU NNU AXK

Série de Largura (1) (1) (0) (0) 3 3 (2) (2) 4 2 4 2 4 2 (0) (0) 4 3 Não há

Rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular

Rolamentos de duas carreiras de esferas de contato angular Rolamentos rígidos ou fixos de duas carreiras de esferas Rolamentos axiais de duas carreiras de esferas ou escora dupla

Rolamentos de Rolamentos de quatro pontos de contato Rolamentos de duas carreiras de rolos cilíndricos Rolamentos axiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

79 70 72 73 33 32 43 42 544 524 543 523 542 522 QJ3 QJ2 NNU49 NN30 AXK

Série do diam. externo 9 0 2 3 3 2 3 2 4 4 3 3 2 2 3 2 9 0 Não há

OBSERVAÇÕES: há alguns casos particulares em que a norma ISO não é aplicada por algum fabricante Tipo de Rolamento Esquema de Designação Z X X Y Y Rolamento radial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rol. de agulhas, se for igual a HK é um rolamento sem fundo, se for BK é um rolamento com fundo; Educação Profissional Exemplo Designação - BK 1012 Rolamento radial de agulhas, com fundo, diâmetro interno de 10 mm e largura 12 mm.

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XX - diâmetro interno YY - largura do rolamento.

Z X X Y Y Rolamento axial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rolamento, neste caso AXK. XX - diâmetro interno YY - diâmetro externo.

Designação - AXK 1730 Rolamento axial de agulhas, diâmetro interno de 17 mm e diâmetro externo 30 mm.

15.2 - MANCAIS DE DESLIZAMENTO São conjuntos destinados a suportar as solicitações de peso e rotação de eixos e árvores. Os mancais estão submetidos ao atrito de deslizamento que é o principal fator a considerar para sua utilização.

15.2.1 - Classificação dos mancais Pelo sentido das forças que suportam, os mancais classificam-se em: axiais (Figura 15.12), radiais (Figura 15.13) e mistos (Figura 15.14).

Figura 15.12 – Mancal axial

Figura 15.13 – Mancal radial

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14 – Mancal misto 15.16 – Detalhes construtivos de um mancal radial inteiriço Educação Profissional 174 Created with novaPDF Printer (www. Suporta esforços radiais (Figura 15.Figura 15.Formas construtivas dos mancais Os mancais.15). 15. sendo importante em sua consecução os entalhes para lubrificação (Figura 15.com) .Mancal inteiriço: Feito geralmente de ferro fundido e empregado como mancal auxiliar embuchado ou não. A bucha pode ser dispensada em casos de pequena solicitação.2.novaPDF.16). Figura 15.2 .2. são constituídos por uma carcaça e uma bucha.15 – Detalhes construtivos de um mancal axial . Figura 15.3 – Tipos de mancais de deslizamento . Podem ser construídos para girar em sentido único ou em duplo sentido. em sua maioria.Mancal axial: Feito de ferro fundido ou aço tem como fator principal à forma da superfície que deve permitir uma excelente lubrificação.

Figura 15.18). g) Coeficiente de dilatação semelhante ao do aço. Este processo faz com que o óleo fique retido na porosidade do material e com o calor do trabalho venha à superfície cumprir sua função. à fadiga. latão.2. Os materiais mais usados são: bronze fosforoso. c) Baixa soldabilidade ao aço. metal antifricção. para facilitar o alisamento da superfície.com) .4 . bronze ao chumbo.17). Empregado geralmente em tornos e máquinas que devem funcionar com folga constante (Figura 15.18 – Detalhes construtivos de um mancal radial bipartido 15. b) Baixa resistência ao cisalhamento. d) Boa capacidade de absorver corpos estranhos.Materiais para buchas Os materiais para buchas devem ter as seguintes propriedades: a) Baixo módulo de elasticidade.17 – Detalhes construtivos de um mancal radial ajustável . para facilitar a acomodação à forma do eixo.novaPDF.. ligas de alumínio. Figura 15. f) Boa condutibilidade térmica.Mancal reto bipartido: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado com buchas de bronze ou casquilhos de metal antifricção. A bucha tem sempre forma que permite reajuste radial. para efeito de limpar a película lubrificante. ligas de cobre sinterizado com adição de chumbo ou estanho ou grafite em pó. para evitar defeitos e cortes na superfície. e) Resistência à compressão. Educação Profissional 175 Created with novaPDF Printer (www. Empregado para exigências médias (Figura 15.Mancal ajustável: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado. materiais plásticos como o náilon e o politetrafluretileno (teflon). à temperatura de trabalho e à corrosão. Os sinterizados são autolubrificantes por serem mergulhados em óleo quente após sua fabricação.

com) . Juntas: Exercem a vedação de forma estática nas máquinas e equipamentos.1. a desgaste e a envelhecimento. a calor. São fabricadas a partir de vários materiais escolhidos de acordo com o produto a ser vedado e o meio externo de Educação Profissional 176 Created with novaPDF Printer (www.1 . Além disso. a pressão. gaxetas e guarnições. e a entrada de sujeira ou pó.novaPDF. São genericamente conhecidas como juntas. 16. Figura 16.ELEMENTOS DE VEDAÇÃO 16. b) Vedação dinâmica.1 – VEDADORES São elementos destinados a proteger máquinas ou equipamentos contra a saída de líquidos e gases.2 – Tipos de vedadores Existe uma grande variedade de vedadores. Em função da solicitação as vedações são feitas em diversos formatos e diferentes materiais.Classificação dos elementos de vedação a) Vedação estática. Figura 16. a) Vedação estática: Não existe movimento considerado entre as parte envolvidas (Figura 16. retentores.16 . possuem uma enorme gama de medidas para cada tipo de vedador.1. Uma vedação deve resistir a meios químicos.2 – Exemplo de vedação dinâmica 16.1). As partes a serem vedadas podem estar em repouso ou movimento. uma vez que são desenvolvidos para atender aos mais variados projetos de máquinas. O desempenho do elemento de vedação depende de sua capacidade de preencher os espaços entre as peças envolvidas.1 – Exemplo de vedação estática b) Vedação dinâmica: Existe movimento de qualquer das partes com o elemento de vedação (Figura 16.2).

A ordem de aperto dos parafusos tem de ser respeitada para uniformizar a massa (Figura 16.trabalho.com) .  Junta plástica ou veda junta . Empregados. acabamento das superfícies a vedar. Educação Profissional 177 Created with novaPDF Printer (www. Figura 16. Teflon. especialmente em aplicações sob altas temperaturas. além de outros fatores como pressão interna do produto a vedar. alumínio cobre latão ou ligas são muito utilizadas na mecânica. Figura 16.5 – Exemplos de juntas de plástico (Teflon) Juntas metálicas: Fabricadas em aço. Existem tipos que se erigissem e são usados para alta pressão. Poliuretano estão sendo cada vez mais utilizados pela sua capacidade de vedação e resistência à deterioração (Figura 16. Exemplos de juntas: Papelão hidráulico: Fabricado a partir de amianto ou não amianto com borrachas e ligantes (Figura 16.são produtos químicos em pasta usados em superfícies rústicas ou irregulares.3). Figura 16.novaPDF. e tipos semi-sectivos que mantêm a elasticidade para compensar a dilatação.4 – Exemplo de juntas de borracha Juntas de plástico: Especialmente os polímeros do tipo Nylon. entre outros. também.3 – Junta de papelão hidráulico Juntas de borracha: Fabricadas em borracha natural ou sintética (Figura 16. como auxiliares nas vedações com guarnições de papelão ou cortiça.6).4).5).

8). Alguns tipos possuem uma carcaça metálica para ajuste no alojamento. válvulas em geral.9 – Exemplos de vedação com retentores Educação Profissional 178 Created with novaPDF Printer (www. motores de combustão interna.é feito de borracha ou couro. É um dos elementos de vedação mais comum.com) .7).8 – Exemplos de tipos anel “O” Retentor . tem perfil labial e veda principalmente peças móveis.6 – Aplicação de junta plástica Anel tipo “0” de borracha e secção circular . também apresentam um anel de arame ou mola helicoidal para manter a tensão ao vedar (Figura 16. Podem ser usados para vedação elástica ou dinâmica (Figura 16. Figura 16. tais como vedações em componentes hidráulicos e pneumáticos.9).usados em diversas aplicações.7 – Exemplos de aplicações dos anéis tipo “O” Figura 16.novaPDF.Figura 16. entre outras (Figura 16. Figura 16.

ou em anéis já prontos para a montagem (Figura 16. para serem recortadas.11). As gaxetas são fabricadas em forma de corda.novaPDF.Gaxetas: São conhecidos por gaxeta os elementos vedantes que permitem ajustes à medida que a eficácia da vedação vai diminuindo.10). São utilizadas principalmente em bombas centrífugas e válvulas (Figura 16.11 – Confecção das gaxetas Selo mecânico: É um vedador de precisão que utiliza princípios hidráulicos para reter os fluídos.com) . A vedação exercida pelo selo mecânico se processa em dois momentos: a vedação principal e a secundária (Figura 16.10 – Aplicação da gaxeta Figura 16.12). Educação Profissional 179 Created with novaPDF Printer (www. Figura 16.

reduz a perda de potência da bomba.novaPDF. Os materiais empregados na fabricação dos componentes de um selo mecânico são: a) Viton. Funcionamento do selo mecânico: A grande quantidade de calor gerada nas faces seladoras devido ao atrito entre as superfícies pode dar origem à falhas e desgastes do selo. com a finalidade de penetrar por entre as faces seladoras e mantê-las afastadas uma da outra. indústria química (bombas padronizadas). tratamento de água e esgoto (bombas de lama bruta). conseqüentemente. construção naval (bomba principal de refrigeração por água do mar). b) Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha. d) Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão normais do eixo rotativo. substitui-se o atrito sólido pelo atrito fluído. faz-se circular um líquido adequado pela caixa de gaxeta. energia (bombas de climatização de caldeira). b) Teflon. para evitar que isso aconteça. corrosivos ou inflamáveis. f) Permite operar com segurança fluídos tóxicos. indústria de bebidas (fabricação de cerveja). isto é. indústria têxtil (bombas de tintura). f) Carvão. O selo mecânico é usado em equipamentos de grande importância como aqueles usados em refinarias (bombas de transporte). e) Reduz o tempo de manutenção.com) . usinas termoelétricas e nucleares. c) Buna Nitrílica. Os principais fatores que prejudicam o bom funcionamento do selo são a alta temperatura e os abrasivos.Figura 16.12 – Aplicação do selo mecânico Vantagens do selo mecânico: a) Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de vedação. A alta temperatura deve ser mantida dentro de uma faixa tolerável e os abrasivos Educação Profissional 180 Created with novaPDF Printer (www. c) A vazão ou fuga do produto em operação é mínima ou invisível. indústria da construção (bomba de submersão). e) Kalrez. d) Grafoil. em que o líquido tem a função de lubrificar e refrigerar o selo.

a especificação completa de um parafuso e sua porca engloba os mesmos itens cobertos pelo projeto de um elemento de máquina. d) Lavagem ou circulação. 181 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. h) Suspiro e dreno.com) .PARAFUSOS. Os sistemas auxiliares mais usados para diminuir ou evitar os problemas de funcionamento do selo são: a) Refrigeração da caixa de selagem.devem ficar afastados da película lubrificante formada entre as faces seladoras. porcas e arruelas são peças metálicas de vital importância na união e fixação dos mais diversos elementos de máquina. afastamentos e acabamento. Por sua importância. b) Refrigeração da sede do selo. dimensionamento. f) Abafamento. 17.1.1 . Comprimento da rosca.1 – Parafusos com cabeça sextavada e quadrada 17. e) Recirculação com anel bombeador.PARAFUSOS O parafuso é formado por um corpo cilíndrico roscado e por uma cabeça que pode ser hexagonal.1 .Dimensão dos parafusos As dimensões principais dos parafusos são:     Diâmetro externo ou maior da rosca. sextavada. 17 . quadrada ou redonda (Figura 17. Figura 17. tolerâncias. Comprimento do corpo. tratamento térmico. ou seja: material.1). Isto é conseguido por meio de “sistemas auxiliares”. c) Lubrificação das faces seladoras. g) Selo duplo. Altura da cabeça. PORCAS E ARRUELAS.novaPDF. Parafusos.

4).2 – fixação com parafuso Figura 17. Prisioneiro. Nesse caso.Parafuso com porca: Às vezes. Consiste numa barra de seção circular com roscas nas duas extremidades (Figura 17. O comprimento do parafuso refere-se ao comprimento do corpo. Os parafusos podem ter rosca (Figura 17.novaPDF. De ponta atuante. o parafuso com porca é chamado passante (Figura 17. Allen.Parafuso prisioneiro: O parafuso prisioneiro é empregado quando se necessita montar e desmontar parafuso sem porca a intervalos freqüentes.8).2). esta pode ser substituída por um furo com rosca em uma das peças. 17.5 – Fixação parafuso com porca Figura 17.Tipos de parafusos Os parafusos podem ser:      Sem porca. .1.7 e 17.4 – Parafuso com rosca total . A união dá-se através da passagem do parafuso por um furo passante na primeira peça e rosqueamento no furo com rosca da segunda peça (Figura 17. a união entre as peças é feita com o auxílio de porcas e arruelas. Figura 17.3) ou total ou parcial (Figura 17.6).Parafuso sem porca: Nos casos onde não há espaço para acomodar uma porca.com) . Com porca.5 e 17.2 . Figura 17.6 – Exemplos de parafusos com porcas . Distância do hexágono entre planos e arestas.3 – Parafuso com rosca parcial Figura 17. Educação Profissional 182 Created with novaPDF Printer (www.

sextavadas.10 – Exemplo de parafuso de ponta atuante 17. em alguns casos. Possui um furo hexagonal de aperto na cabeça. Figura 17.10).8 – Fixação por parafuso prisioneiro . São hexagonais. 17.Figura 17.9).com) .2 – PORCAS Porcas são peças de forma prismática ou cilíndrica. Educação Profissional 183 Created with novaPDF Printer (www.Parafuso Ponta Atuante: O parafuso de ponta atuante não tem cabeça e serve para fixar peças em eixos.Tipos de porcas São os seguintes os tipos de porcas:     Sextavada. Possui fenda ou sextavado interno (Figura 17. Cega (ou remate).9 – Fixação por parafuso allen .2. providas de um furo roscado onde são atarraxadas ao parafuso. Borboleta.Parafuso Allen: O parafuso Allen é fabricado com aço de alta resistência à tração e submetido a um tratamento térmico após a conformação.7 – Exemplo de parafuso prisioneiro Figura 17. para auxiliar na regulagem. Castelo. Figura 17. quadradas ou redondas e servem para dar aperto nas uniões de peças ou. Para o aperto. utilizasse uma chave especial: a chave Allen (Figura 17.novaPDF. que é geralmente cilíndrica e recartilhada.1 .

coincidentes dois a dois.14). Contraporcas.12). usada para fixar os parafusos nas peças (Figura 17.13).com) . esse tipo de porca é empregado quando a montagem e a desmontagem das peças são necessárias e freqüentes (Figura 17. Figura 17. Figura 17. ocultando a ponta do parafuso.11 – Exemplos de porcas sextavadas .novaPDF.Porca borboleta: Possui saliências parecidas com asas para proporcionar o aperto manual. podendo ser feita de aço ou latão.Porca sextavada: A porca sextavada é o tipo mais comum. que se alinham com um furo no parafuso. de modo que uma cupilha possa ser passada para travar a porca (Figura 17. É geralmente cromada e possibilita um acabamento de boa aparência (Figura 17.11).13 – Exemplos de porcas cegas .14 – Exemplo de porca borboleta Educação Profissional 184 Created with novaPDF Printer (www. Figura 17. Geralmente fabricada em aço ou latão.12 – Exemplo de porca castelo .Porca cega (ou remate): Nesse tipo de porca.Porca castelo: A porca castelo é uma porca hexagonal com seis entalhes radiais. . uma das extremidades do furo rosqueado é encoberta. Figura 17.

Por medida de economia utiliza-se uma porca mais fina.Arruela lisa (ou plana): Geralmente é feita de aço e é usada sob uma porca para evitar danos à superfície e distribuir a força do aperto. . mas o latão também é empregado. são utilizadas com porcas e parafusos de latão. pelo qual passa o corpo do parafuso. fibra e couro são extensivamente usadas na vedação de fluidos. e para sua travação são necessárias duas chaves de boca (Figura 17. Evitar deformações nas superfícies de contato.Contraporcas: As porcas sujeitas a cargas de impacto e vibração apresentam tendência a afrouxar. Evitar que a porca afrouxe. As arruelas de qualidade inferior.15 – Travamento por contraporca 17.16) Figura 17. 15. As arruelas servem basicamente para:      Proteger a superfície das peças. Arruela estrelada. Um dos meios de travar uma porca é através do aperto de outra porca contra a primeira. o que pode causar danos às máquinas.3 – ARRUELAS São peças cilíndricas. neste caso.15)..novaPDF. Evitar desgaste da cabeça do parafuso ou da porca.Tipos de arruelas Os três tipos de arruela mais usados são:    Arruela lisa. A maioria das arruelas é fabricada em aço. de pouca espessura.com) .16 – Exemplos de arruelas lisas 185 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. mas as de melhor qualidade são usinadas e têm a borda chanfrada como acabamento (Figura 17. com um furo no centro. Figura 17. mais baratas.3. Suprimir folgas axiais (isto é. no sentido do eixo) na montagem das peças. são furadas a partir de chapas brutas. Arruela de pressão. alumínio.1 . As arruelas de cobre.

No par de rodas dentadas. feita de aço de mola de seção retangular.1 – Exemplo de par de engrenagens Educação Profissional 186 Created with novaPDF Printer (www. as próprias rodas dentadas são chamadas de engrenagens (Figura 18.com) .novaPDF. Coroa Pinhão Figura 18. As engrenagens são órgãos de contato direto e movimento misto: deslizamento e rolamento. os dentes se aplainam penetrando nas superfícies da porca e da peça em contato. Na linguagem corrente. Quando a porca é apertada. Quando a porca é apertada.18). pois as engrenagens ou rodas dentadas nada mais são do que rodetes dispondo de saliências e reentrâncias que se conduzem mutuamente e dão origem aos chamados dentes de engrenagens. enquanto a maior é a coroa. Figura 17. a arruela se comprime.17 – Exemplo de arruela de pressão . modificando a velocidade e permitindo a transmissão de potências elevadas..1). a de menor número de dentes é chamada de pinhão. Figura 17. Sua finalidade é transmitir o movimento de rotação de um eixo para outro. Os dentes são torcidos e formam pontas aguçadas. A teoria das engrenagens baseia-se nos rodetes.Arruela de pressão: A arruela de pressão consiste em uma ou mais espiras de mola helicoidal.Arruela estrelada (ou arruela de pressão serrilhada): é de dentes de aço de molas e consiste em um disco anular provido de dentes ao longo do diâmetro interno ou diâmetro externo. A arruela estrelada com dentes externos é empregada em conjunto com parafusos de cabeça chanfrada (Figura 17. gerando uma grande força de tração entre a porca e a superfície (Figura 17.18 – Exemplos de arruelas estreladas 18 – ENGRENAGENS São conjuntos (um par no mínimo) de rodas dentadas destinadas à transmissão de movimento e potência.17).

por causa do ruído que produz (Figura 18. É mais empregada na transmissão de baixa rotação do que na de alta rotação.1 .Engrenagem cilíndrica de dentes retos Os dentes são dispostos paralelamente entre si e em relação ao eixo.2 . É usada em transmissão que requer mudança de posição das engrenagens em serviço.3).1 – NOMENCLATURA Considerando a forma construtiva das engrenagens.2 – Nomenclatura dos principais elementos de uma engrenagem 18. Figura 18.3 – Engrenagens cilíndricas de dentes retos Educação Profissional 187 Created with novaPDF Printer (www. é importante reconhecer a denominação atribuída aos seus elementos básicos (Figura 18. É o tipo mais comum de engrenagem e o de mais baixo custo.novaPDF.2). Figura 18.2.18. pois é fácil de engatar.TIPOS DE ENGRENAGENS 18.com) .

2. Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e também para eixos que formam um ângulo qualquer entre si (Figura 18.2.Engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais Os dentes são dispostos transversalmente em forma de hélice em relação ao eixo. É usada em transmissão fixa de rotações elevadas por ser silenciosa devido a seus dentes estarem em componente axial de força que deve ser compensada pelo mancal ou rolamento.com) . Figura 18. As duas rodas do mesmo conjunto giram no mesmo sentido (Figura 18.2.4 .2 .5).4 – Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais 18.5 – Engrenagem cilíndrica com dentes internos 18.4). permitindo uma economia de espaço e distribuição uniforme da força.6).novaPDF.6 – Engrenagem cilíndrica com cremalheira Educação Profissional 188 Created with novaPDF Printer (www. Figura 18.3 .Engrenagem cilíndrica com cremalheira A cremalheira pode ser considerada como uma coroa dentada com diâmetro primitivo infinitamente grande. É usada para transformar movimento giratório em longitudinal (Figura 18. Figura 18.18.Engrenagem cilíndrica com dentes internos É usada em transmissões planetárias e comandos finais de máquinas pesadas.

em baixas velocidades (Figura 18.2. Usam-se grandes inclinações de hélice.Engrenagem cônica com dentes helicoidais Empregada quando o par de rodas cônicas deve transmitir grandes potências e girar suavemente. o ângulo de interseção é geralmente 90º.9).18.2. diminui a precisão e requer uma montagem precisa para o funcionamento adequado. o que dificulta sua fabricação. Os dentes das rodas cônicas têm um formato também cônico. Figura 18. Pode ser fabricada em peça única ou em duas metades unidas por parafusos ou solda. Figura 18.8 – Engrenagem bi-helicoidais 18. geralmente de 30 a 45º.7). Isso permite a compensação da força axial na própria engrenagem. Para que cada parte receba metade da carga.7 – Engrenagem cônica com dentes retos 18. A engrenagem cônica é usada para mudar a rotação e direção da força.2. Educação Profissional 189 Created with novaPDF Printer (www.6 . Neste último caso só é admissível o sentido de giro no qual as forças axiais são dirigidas uma contra a outra (Figura 18.8).Engrenagem cilíndrica com dentes em “V” ou bi-helicoidais Conhecida também como engrenagem espinha de peixe. a engrenagem em espinha de peixe deve ser montada com precisão e uma das árvores deve ser montada de modo que flutue no sentido axial.Engrenagem cônica com dentes retos É empregada quando as árvores se cruzam.novaPDF. Possui dentado helicoidal duplo com uma hélice à direita e outra à esquerda.7 .com) .5 . pois com este formato de dentes consegue-se o engrenamento simultâneo de dois dentes (Figura 18. eliminando a necessidade de compensar esta força nos mancais. podendo ser menor ou maior.

aparecem forças axiais que devem ser absorvidas pelos mancais.39 30.43 32.20 20.16 70.89 55.m) 1 N.9 – Engrenagem cônica com dentes helicoidais 18.95 59. São usados quando se precisa obter grande redução de velocidade e conseqüente aumento de momento torsor.91 57.10 14.55 38.10 – Sem-fim coroa ANEXO Tabela de conversão de torques Newton.93 58.04 64.novaPDF.63 37.08 5.m) em Kilograma-força.87 45.59 40.02 11.28 40 60 6.47 25.06 50.18 10 1.24 22.16 18.02 63.24 50 (Kgf.08 65.97 60.22 21.22 30 3.com) .63 42. adequam-se os materiais do sem-fim (aço) e da coroa (ferro fundido ou bronze).30 24.10).14 69.32 80 8.34 90 9.12 16. Nos engrenamentos sem-fim.2.06 13.12 68.37 29. Entre o sem-fim e a coroa produz-se um grande atrito de deslizamento.76 48.51 36.Parafuso sem-fim e engrenagem côncava (coroa) O parafuso sem-fim é uma engrenagem helicoidal com pequeno número (até 6) de dentes (filetes).57 39.83 53.20 20 204 12.85 54.99 61.45 33.69 44.m Nm 0 100 200 300 400 500 600 0 0. A fim de manter o desgaste e a geração de calor dentro dos limites.00 62.65 43. metro (Kgf.10 67.30 70 7. devendo o conjunto funcionar em banho de óleo (Figura 18.71 46.26 66. metro (N.18 19. O sem-fim e a coroa servem para transmissão entre dois eixos perpendiculares entre si.m) 4.67 35.14 17.26 23.81 52. como nas engrenagens helicoidais.73 47.8 .33 27.35 28.28 15.00 10.79 50.36 Educação Profissional 190 Created with novaPDF Printer (www. Figura 18.77 49.m = 0.49 34.Figura 18.10197 Kgf.41 31.31 26.61 41.

82 142.56 90.48 122.novaPDF.53 65.80 5 6 7 8 9 1 Lbf.54 89.88 66.96 2 2.02 21.92 28.89 146.21 9.50 22.11 136.13 80.85 78.97 131.04 66.11 79.16 82.pé = 12 Lbf.69 10.10 59.0885 8.40 59.76 53.07 17.52 36.75 58.197 0.14 101.75 138.32 79.89 108.95 3.21 71.00 38.35 31.71 98.98 32.cm = Kgf.99 112.68 96.90 44.71 56.52 88.298 135.m 0.45 12.68 54.0833 1 Educação Profissional 191 Created with novaPDF Printer (www.82 62.93 110.95 41.17 12.metro (1 Lbf.63 111.60 69.01 1 0.78 100.48 8.m 0.32 52.09 78.41 117.78 36.84 123.70 97.87 107.13825 = Lbf.52 67.46 141.42 18.m = 0.78 20.62 93.49 4 6 4.70 35.09807 9.pé = 1.11 76.24 67.02 6.76 39.10197 1 0.75 100.42 42.63 76.21 39.73756 Lbf.87 85.45 56.71 16.02 74.97 72.31 71.33 132.pé = N.54 2 1.49 53.28 51.807 980.80 50.64 45.pol Lbf.95 111.97 51.pé 0.83 43.85 24.24 23.81 104.90 47.56 64.796 1 12 = Lbf.pé em Newton.54 50.60 92.90 13.88 30.70 9 6.0723 7.34 113.46 85.09 63.00 93.38 81.80 1 0.79 102.50 103.06 80.14 21.12 120.86 16.09 10.25 68.42 73.00 62.868 86.28 20.pé) 2.43 11.23 7 5.807 0.94 72.40 136.62 31.pol Newton.04 135.10197 0.38 14.34 33.83 105.24 147.36 94.700 800 900 1000 71.01 74.12 40.59 16.92 108.72 96.59 78.pé 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 13.38 8.04 55.54 46.metro (N.97 24.31 34.05 76.93 27.m Kgf.73 77.pé Nm 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 7.3558 Unidade de medição = Kgf.66 28.58 = N.85 108.33 11.00102 10.15 Libra força.80 81.66 59.m) em libra-força.64 94.11298 1.07 97.68 73.54 19.58 88.41 37.47 33.36 14.59 70.70 115.48 86.33 48.m Lbf.61 55.45 25.46 61.19 44.11 46.66 73.26 48.7376 0.55 126.47 70.152 0.77 119.49 23.16 43.05 36.40 28.cm N.85 40.42 83.44 84.74 8.17 63.83 32.38 75.19 124.27 29.29 90.73 69.18 57.68 134.56 27.02 52.53 145.18 143.51 84.40 82.81 19.71 18.67 4 (Nm) 5.09 78.73 99.14 29.37 70.28 3 2.44 Fator de cálculos de torque Unidade conhecida N.00738 0.39 56.58 91.pol 0.01 100 1 1.10 25.76 22.61 50.77 39.233 0.7 11.16 74.01152 13.28 109.97 54.83 64.26 37.03 75.26 128.91 109.07 77.50 87.cm 1 100 9.85 104.cm Kgf.35 62.44 80.com) .65 92.64 14.pé (Lbf.62 130.21 105.94 89.90 75.04 35.78 67.43 98.97 8 5.60 1 1.92 58.38 45.pé) 1 N.31 3 4.59 47.20 25.356 Nm) Lbf.01 5 (Lbf.22 86.63 31.90 127.75 77.851 0.48 42.87 61.99 73.19 26.74 9.66 95.23 47.57 33.07 49.69 42.30 65.77 101.14 60.825 0.12 15.07 17.06 116.56 107.

ULIANA. Robison Orlando. Catalogo de Ferramentas – O seu parceiro em ferramentas profissionais. Jairo Estevão. Espírito Santo: SENAI/CST. 2002. Alan. Alan. Manual prático da manutenção industrial. 1996. José Nunes. Educação Profissional 192 Created with novaPDF Printer (www. Mecânica: Manutenção. Makron Books. Gestão estratégica e Manutenção Autônoma. Ferramentas. Gestão estratégica e técnicas preditivas. ETFES.s/ ano. Manutenção: Combate aos custos da nãoeficácia. 1995. Victor. ROCCA. SENAI. Napoleão Lupes. MIRSHAWKA. 2002. KARDEC. OLMEDO. NETO. Renilton Operatrizes I – Ferramentaria. Rio de Janeiro: Qualitymark: Abraman. Espírito Santo: SENAI/CST. Organização da Manutenção. Mecânica: Noções Básicas de Amarração. 1996. Carlos. São Paulo: Ícone editora. Ronaldo Neves. CEFETES. Rio de Janeiro: Qualitymark: Abraman. GOMES. Equipamentos. Editora Globo.novaPDF. Sinalização e Movimentação de Cargas. 1999. 2002. 2003. Máquinas GEDORE. Josino Ferreira de. Mecânica: Procedimento de Segurança e Higiene do Trabalho.com) .BIBLIOGRAFIA AMORIM. Valdir Aparecido dos. CRUZ. TELECURSO2002. SENAI. KARDEC. SANTOS. 2003.

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