Curso Técnico em Mecânica

Módulo I – Mecânico Industrial

MANUTENÇÃO MECÂNICA I

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SUMÁRIO

1 – ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1.1 – INTRODUÇÃO 2 – HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO 2.1 – CONCEITOS E OBJETIVOS 2.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS 3 – A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 3.1 – TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO 3.2 – ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA 4 – ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO 4.1 – MANUTENÇÃO CORRETIVA 4.2 – MANUTENÇÃO PREVENTIVA 5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5.1 – INTRODUÇÃO 5.2 – CHAVE DE BOCA E ESTRELA 5.3 – CHAVES DE FENDA E PHILIPS 5.4 – CHAVE EXAGONAL ALLEN 5.5 – CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU INGLESA 5.6 - SACA POLIAS 5.7 - TALHADEIRA E BEDAME 5.8 - SACA PINOS CÔNICO E PARALELO 5.9 - CHAVE PARA TUBOS 5.10 - ESPÁTULAS 5.11 - VERIFICADORES E CALIBRADORES 5.12 - TORQUÍMETRO 5.13 - MULTIPLICADORES DE TORQUE 6 – FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO 6.2 – TIPOS 6.3 – CUIDADOS GERAIS 7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.1 – INTRODUÇÃO 7.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS

04 04 05 06 07 09 10 14

17 17 22 36 36 38 41 42 43 44 45 46 46 47 47 48 57 62 62 63 64 65 65 65

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8 – MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8.1 – INTRODUÇÃO 8.2 – SEGURANÇA 8.3 - COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR 8.4 - SINAIS VISUAIS 8.5 - ACESSÓRIOS DO MOVIMENTADOR 8.6 - ISPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS 9 - ELEMENTOS MECÂNICOS 9.1 - ACOPLAMENTOS 9.2 - CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9.3 - TIPOS DE ACOPLAMENTOS FEXÍVEIS 9.4 - EMBREAGENS 10 - FREIOS 10.1- FREIOS DE DUAS SAPATAS 10.2- FREIO DE DISCO 10.3- FREIO DE SAPATA E TAMBOR 10.4- FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR 10.5- FREIO MULTIDISCO 10.6- FREIO CENTRÍFUGO 11 - POLIAS E CORREIAS 11.1- RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO 11.2 - POLIAS 12 - CORRENTES 12.1- TIPOS DE CORRENTES 13 - EIXOS 13.1-CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS 13.2- CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS 14 - TRAVAS 14.1 - CHAVETAS 14.2 - ANEL ELÁSTICO 14.3 - PINOS 15- MANCAIS DE ROLAMENTO E DE DESLIZAMENTO 15.1 – MANCAIS DE ROLAMENTO 15.2 – MANCAIS DE DESLIZAMENTO 16- ELEMENTOS DE VEDAÇÃO

80 80 80 83 84 88 116 121 121 121 123 126 130 130 131 131 131 132 132 132 133 133 144 145 149 149 150 153 154 158 160 164 165 173 176

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1 – NOMENCLATURA 18.novaPDF. PORCAS E ARRUELAS 17.17.2 –TIPOS DE ENGRENAGENS ANEXO I BIBLIOGRAFIA 181 181 183 185 186 187 187 190 192 Educação Profissional 3 Created with novaPDF Printer (www.2 – PORCAS 17.PARAFUSOS.1 – PARAFUSOS 17.EMBREAGEM 18.com) .3 – ARRUELAS 18.

aumento da competitividade. Perdas financeiras.Não entendi! Vamos comparar.com) .Estou começando a compreender. também.. Imagine que eu seja um fabricante de rolamentos e que tenha concorrentes no mercado. a busca da qualidade total em serviços. Rolamentos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação. Perda de mercado. Diminuir os custos de produção.1 – INTRODUÇÃO Não basta uma empresa ter máquinas modernas. Educação Profissional 4 Created with novaPDF Printer (www. Reduzir as perdas de matéria-prima e energia. sem a manutenção mecânica das máquinas e equipamentos não será possível: Cumprir os cronogramas de fabricação.. estabelecer um rigoroso cronograma de fabricação e de entrega de meus rolamentos. produtos de qualidade. aumento da lucratividade. preços competitivos. precisarei tirar o máximo rendimento de minhas máquinas para oferecer rolamentos com defeito zero e preço competitivos. Aumentos dos custos. Insatisfação dos clientes. Obter produtos de qualidade. tecnologia de ponta. A manutenção mecânica é a alma dos setores produtivos empresariais...1 .O que a manutenção tem a ver com a qualidade total? Disponibilidade de máquina. produtos e gerenciamento ambiental passaram a ser a meta de todas as empresas. planos de expansão. para que eu venha a manter meus clientes e conquistar outros. Imagine você que eu não faça manutenção de minhas máquinas. pois máquinas com defeitos ou quebradas causarão: Diminuição ou interrupção da produção.ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1. produtos com defeito zero. Atrasos nas entregas. os prejuízos serão inevitáveis. Manter a fidelidade dos clientes. Conquistar novos clientes. Aumentar a competitividade. ótimos funcionários e programa de qualidade se ela não contar com um eficiente programa de manutenção mecânica. . . satisfação dos clientes. . Competir em igualdade de condições no mercado interno e externo.novaPDF. Se eu não tiver um bom programa de manutenção. mercado cativo. De fato. Deverei. Pois bem. Com a globalização da economia.

Tais características geraram conseqüências como: Maior preocupação com as falhas e paradas de produção. a manutenção foi intensificada. de meros consertos. Itália e principalmente o Japão alicerçaram seu desempenho industrial nas bases da engenharia e manutenção. redução de cursos e meio ambiente. Para tanto. com a 2ª guerra mundial. onde os barcos (de até 15 toneladas) eram postos a seco e reparados com ferramentas especiais ao retorno da viagem. novas pesquisas. (preventiva) Evolução dos procedimentos administrativos – sistemas de planejamento. Novos métodos foram introduzidos. não passando ainda. Exigências como: produtividade. confiáveis e de fácil reparação. novas técnicas e expectativas criaram a 3ª geração da manutenção. na Segunda Guerra Mundial. Novas técnicas de manutenção e gerenciamento da manutenção foram introduzidas para que se obtenha maior disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos. onde a quantidade e a qualidade dos equipamentos bélicos eram fundamentais para a vitória desejada. qualidade. Tomou corpo ao longo da Revolução Industrial e firmou-se como necessidade absoluta. porém.novaPDF. Custos elevados. Máquinas mais complexas. tornando a manutenção inerente ao processo produtivo. considerando a primeira geração da manutenção tivemos: Equipamentos simples. Os efeitos da guerra puderam ser sentidos muitos anos depois com uma nova ordem mundial que pode ser caracterizada por: Elevado consumo / aumento da produção. principalmente. juntamente com o surgimento do relógio mecânico. possuíam em suas aldeias. segurança. Começou a ser conhecida com o nome de manutenção por volta do século XVI na Europa Central. A partir de meados dos anos 70. Até esse momento.com) . intensa concorrência. Inglaterra. A manutenção teve outro incremento com a 2ª revolução industrial. uma série de diques. No princípio da reconstrução pós-guerra. Com a mecanização da indústria. Uma das primeiras ações que poderíamos chamar de “manutenção organizada” foi desenvolvida pelos Vickings.2 . sempre existiu. marcada pela linha de montagem. que culminou com o desenvolvimento tecnológico acelerado e a necessidade de se manter tudo funcionando perfeitamente. que dependiam do estado operacional de seus barcos para obterem sucesso em suas incursões marítimas. superdimensionados. Educação Profissional 5 Created with novaPDF Printer (www. os prazos de entrega dos produtos passaram a ser relevantes para todas as empresas.HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO A manutenção embora despercebida. O grande impulso da manutenção organizada e científica deu-se. onde a produção programada impedia as paradas freqüentes para reparos. mesmo nas épocas mais remotas. que marcou a 1ª revolução industrial. Essa fase ficou denominada como 2ª geração da manutenção e vigorou até início dos anos 70. quando surgiram os primeiros técnicos em montagem e assistência. na Escandinávia. Manutenção executada somente após a quebra – (corretiva). Alemanha. organização e controle geral da manutenção.

prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas. a adequação. a substituição e a prevenção. incluindo as de supervisão. destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida. estamos conservando-as.com) . surgiu a motivação para se prevenir contra as falhas de máquinas e equipamentos. Se estivermos retificando uma mesa de desempeno. Se estivermos trocando o plugue de um cabo elétrico. ferramentas e instalações. A manutenção pode incluir uma modificação de um item. estaremos substituindo-o. Essa motivação deu origem à manutenção preventiva. Em suma.novaPDF.Com isso. equipamentos. Esses cuidados envolvem a conservação. Para facilitar o entendimento da Norma podemos entender manutenção como o conjunto de cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de máquinas.CONCEITOS E OBJETIVOS Definição da Manutenção: Segundo norma NBR 5462. De modo geral. nos últimos vinte anos á que tem havido preocupação de técnicos e empresários para o desenvolvimento de técnicas específicas para melhorar o complexo sistema Homem / Máquina / Serviço. 2. A manutenção ideal de uma máquina é a que permite alta disponibilidade para a produção durante todo o tempo que ela estiver em serviço e a um custo adequado.1 . Alcançar esses objetivos requer manutenção diária em serviços de rotina e de reparos periódicos programados. quando mantemos as engrenagens lubrificadas.1 EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MANUTENÇÃO PERÍODOS ATÉ DÉCADA DE DECÁDA DE 1950 1950 Manutenção Corretiva Manutenção Preventiva DÉCADA DE 1960 DÉCADA DE 1980 Estágio Conceitos Manutenção Sistema Produção do Manutenção de Produtiva (TPM) Total Reparo Corretivo Gestão Mecânica da Manutenção Manutenções Preventivas X X X X X X X X X X 6 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. estaremos restaurando-a. Tabela 1. Por exemplo.combinação de todas as ações técnicas e administrativas. a manutenção em uma empresa tem como objetivos: manter equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos. a restauração.

em qualquer programa de manutenção. manutenção de emergência ou corretiva. Por exemplo. após exame. mas também de todos os operadores de máquinas. ainda.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS Os serviços de rotina constam de inspeção e verificação das condições técnicas das unidades das máquinas. são testadas para assegurar a qualidade exigida em seu desempenho.novaPDF. etc.com) . também. Os serviços periódicos de manutenção podem ser feitos durante paradas longas das máquinas por motivos de quebra de peças (o que deve ser evitado) ou outras falhas. As partes danificadas. O acompanhamento e o registro do estado da máquina. A detecção e a identificação de pequenos defeitos dos elementos das máquinas. se necessário. a verificação dos sistemas de lubrificação e a constatação de falhas de ajustes são exemplos dos serviços da manutenção de rotina dentro da manutenção. ela deverá ser substituída de imediato. Replanejar. como:      Monitorar as partes da máquina sujeitas a maiores desgastes. Testar os componentes elétricos. ou durante o planejamento de novo serviço ou. são fatores importantes.Visão Sistemática Manutenção Corretiva com incorporação de Melhorias Prevenção Manutenção Manutenção Preditiva Abordagem Participativa Manutenção Autônoma de X X X X X X X X X 2. Os serviços periódicos de manutenção consistem de vários procedimentos que visam manter a máquina e os equipamentos em perfeito estado de funcionamento. se uma furadeira de bancada estiver em funcionamento e a correia partir. o programa de prevenção. que será estudada logo adiante. Exame dos componentes antes do término de suas garantias. Reparos não programados também ocorrem e estão inseridos na categoria conhecida pelo nome de manutenção corretiva. As paradas programadas visam a desmontagem completa da máquina para exame de suas partes e conjuntos. para que a máquina não fique parada. A responsabilidade pelos serviços de rotina não é somente do pessoal da manutenção. bem como dos reparos feitos. Educação Profissional 7 Created with novaPDF Printer (www. Salientemos que há. Esses procedimentos envolvem várias operações. no horário de mudança de turno. Ajustar ou trocar componentes em períodos predeterminados.

com) .Centro Capixaba de desenvolvimento Metalmecânico CEQUAL .Engineering.Associação Brasileira de Consultores de Engenharia CDMEC .Qualquer desvio de uma característica de um item em relação aos seus requisitos.Análise do Modo e Efeito da Falha MASP .Capacidade de um item estar em condições de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo tempo determinado.Método de Análise e Solução de Problemas OMS . quando a manutenção é executada sob condições determinadas e mediante procedimentos e meios prescritos. PANE .Contrato pelo qual uma empresa assume a responsabilidade pelos serviços de engenharia. Procurement and Construction .Failure Mode and Effect Analysis .Centro de Certificação da Mão-de-Obra Especializado dos Setores Mecânico e Elétrico CIPA .Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRAMAN . supondo que os recursos externos requeridos estejam assegurados. DISPONIBILIDADE .Associação Brasileira de Manutenção ABCE . MANTENABILIDADE . subsistema. unidade funcional. levando-se em conta os aspectos combinados de sua confiabilidade.Término da capacidade de um item desempenhar a função requerida.Comissão Interna para Prevenção de Acidentes DDS .novaPDF. fornecimento de materiais e construção FMEA . sob condições de uso especificadas.   LISTA DE SIGLAS ABNT . (Conforme ABNT NBR 5462/94)      ITEM .Capacidade de um item desempenhar uma função requerida sob condições específicas. CONFIABILIDADE .Organização Mundial de Saúde 8 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Para um melhor entendimento da manutenção é necessário que alguns termos e definições estejam bem claras: Definições básicas de alguns termos usados na “linguagem” da manutenção. componente. mantenabilidade e suporte de manutenção.Equipamento de Proteção Individual EPC . dispositivo.Diálogo Direto de Segurança EPI . equipamento ou sistema que possa ser considerado individualmente DEFEITO . durante um dado intervalo de tempo.Estado de um item caracterizado pela incapacidade de desempenhar sua função requerida. FALHA .Qualquer parte.Capacidade de um item ser mantido ou recolocado em condições de executar suas funções requeridas.

Planejamento.Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho MTBF .Reliability Centered Maintenance (Manutenção Centrada na Confiabilidade) SINDCON . sendo os parceiros seus sócios ou acionistas) SIPAT . Educação Profissional 9 Created with novaPDF Printer (www. o objetivo da manutenção. é: . segundo Kelly.Sustentar a custo total mínimo.PCMSO . desta forma.Tempo Médio Entre Falhas TPM . Mecânicas e Material Elétrico SPC . a quem se destinará a responsabilidade da informação da manutenção e dos sobressalentes).novaPDF. Com o objetivo de alcançar isto.Programa de Prevenção contra Riscos Ambientais PPT . tamanho.Análise da Causa Raiz da Falha RCM . O projeto de uma organização da manutenção.Permissão Para Trabalho RCFA . como estender a flexibilidade da equipe. cada decisão será influenciada por muitos outros fatores. disponibilidade e sobressalentes. entretanto. a organização precisa ser projetada para que a performance das equipes (em função da sua utilização e motivação.A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO A tarefa principal da organização da manutenção é associar recursos (humanos. possa ser atingida.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PPCM . Programação e Controle da Manutenção PPRA .Special Purpose Company . Estas decisões serão classificadas. envolve muitas decisões inter-relacionadas (onde se localizará a força de trabalho. função e logística dos recursos de manutenção. ferramentas. com personalidade jurídica própria.Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas. informações) para a execução das suas atividades. em quantidade e qualidade de saída. Plano de trabalho a longo e curto prazo e o controle das atividades: custo da manutenção. tecnológicos. ferramentas e informação.SPE (Sociedade de Propósito Específico) é a configuração legal mais comumente utilizada em uma sociedade comercial constituída para abrigar um empreendimento.Tempo Médio Entre Reparos 3 .Root Cause Failure Analysis . de acordo com os principais elementos da organização listados a seguir:    Estrutura de recursos: localização. etc. por se constituir em exigência por parte das instituições financiadoras do projeto (são empresas formalmente constituídas para a execução especifica daquele empreendimento. e eficiência do plano de trabalho) seja maximizada. Estrutura administrativa: a definição das responsabilidades gerenciais e inter-relacionais.Manutenção Produtiva Total MTTR.com) . a planta para que a capacidade de produção desejada.Sindicato da Indústria de Construção Civil SINDIMETAL . principalmente a força de trabalho. sobressalentes.

envolvendo vários problemas como a integração manutenção – operação. As médias empresas utilizam a centralizada ou a mista de acordo com o lay-out fabril. também em função da sua concepção física. e para isso precisa estar sintonizado com as mudanças (internas e externas) do cenário. etc. gerenciamento de recursos humanos. influencia os sistemas e a estrutura administrativa. As grandes empresas adotam a estrutura descentralizada ou mista. De uma maneira geral.1 . MODELO DE ORGANIZAÇÃO Figura 1 – Modelo da Organização Figura 3. em função das condições operacionais. O último ponto introdutório é que a organização deve ser dinâmica. A organização toda é muito maior que o somatório das suas partes elementares devido a sinergia. adoção de times auto – gerenciáveis. Educação Profissional 10 Created with novaPDF Printer (www.com) . Kelly apresenta uma forma de visualizar isto. divergindo até entre duas empresas “irmãs” de um mesmo grupo financeiro.TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO  Centralizada.1 . na maioria dos casos.novaPDF.Modelo da Organização No projeto ou na modificação da organização da manutenção é necessário entender que a carga de trabalho tem uma maior influência no recurso da estrutura. as pequenas empresas (dono à frente de tudo) o tipo de organização da manutenção mais usada é a centralizada. A seguir. Todas estas posições na estrutura têm o seu papel. O planejamento das atividades pode ser representado como uma informação e um sistema de tomada de decisão funcionando através da estrutura. administrativas e da concepção física de cada empresa e que são totalmente particulares. Escolha Do Tipo De Organização A decisão da escolha entre um tipo ou outro é evidente. uma evolução. Esta influência interna (do nível operacional para o gerencial) no projeto da organização freqüentemente é acompanhado por influências externas (do nível gerencial para o operacional). através da pirâmide – Recursos da Estrutura – e o gerenciamento que permite isto sobreviver – Estrutura Administrativa. que por sua vez.Modelo da Organização É importante entender como a inter-relação dos elementos permite a organização funcionar. Cada mudança pode ser uma revolução ou. detalharemos os tipos e as formas de organizações em que a manutenção pode estar inserida: 3.

totalmente independente das unidades de produção. etc.2 VANTAGENS:       Otimização dos recursos. Figura 3. dificultando o estabelecimento de prioridades (principalmente nas grandes empresa).1.1 . confiabilidade. Estoque de peças sobressalentes mais reduzido. Toda área possui sua mini-oficina. com melhor controle das despesas.   Descentralizada. A organização e controle são centralizados. ferramentas e pessoal. 3.. Maior distanciamento entre a oficina e o local de intervenção.Centralizada Todas as atividades de manutenção são executadas por um órgão central autônomo em sua especialidade. ferramentas. etc. Maior flexibilidade no remanejamento de mão-de-obra. Controle e aumento técnico-administrativo mais uniforme e imediato. Por terceiros. Maior profissionalização e especialização com o pessoal podendo conhecer todos os equipamentos das diversas áreas de produção.com) . Facilita a implantação e gerenciamento de métodos de organização da manutenção (planejamento. Maior tempo para deslocamento de pessoal.2 – Descentralizada Cada área de produção possui sua equipe de manutenção diretamente subordinada ao chefe imediato de produção da própria área.. em casos de emergência ou de grandes obras prolongadas. DESVANTAGENS:     Diminui o entrosamento entre produção e manutenção. assim como as oficinas. Os recursos humanos são agrupados por especialidade atendendo as solicitações de todas as áreas de produção. 11 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Mista. almoxarifados. programas de qualidade. entre outros). etc. equipamentos. Há maior dificuldade para o atendimento imediato em todas as áreas de produção. ferramentas. almoxarifado.novaPDF. mantendo condições próprias de organização e controle. depósitos. equipamentos. 3. dificultando a comunicação.1. depósito.

em casos de emergência ou grandes obras programadas (difícil coordenação entre as áreas) ou ainda.3 . Controle e orientação técnico-administrativa mais difícil e não uniforme entre as áreas. gerando dificuldade na implantação e execução de métodos gerais e novas técnicas gerenciais. etc. sem contudo estarem subordinados diretamente ao chefe de produção da área.novaPDF.Mista Organização e controle centralizados. Dificuldade de remanejamento de pessoal. podendo ser confundidos com as de produção. melhorando o Equipes conhecendo melhor os equipamentos da área. serviços em área de interferência. Maior quantidade de ferramentas. Os órgãos de apoio como depósitos. Localização ideal do grupo de manutenção em relação à área de atuação.3 VANTAGENS:     Comunicação entre entrosamento. Educação Profissional 12 Created with novaPDF Printer (www. almoxarifado. etc. existindo nas áreas pequenas oficinas para pequenos e rápidos reparos. oficina. ferramentaria. DESVANTAGENS:     Maior efetivo de pessoal de manutenção necessário. distribuídos pelas áreas de produção. Controle das despesas de manutenção mais difícil.Figura 3.com) . instrumentos e equipamentos. Áreas sobrecarregadas e outras ociosas. Rapidez e flexibilidade no atendimento. manutenção e produção mais eficiente.).    3.1. Necessidades de um maior número de especialistas ou poliespecialistas (mecânica + elétrica + hidráulica + instrumentação. com agrupamentos específicos de manutenção. são centralizados.

rádio-comunicações. que exigem a utilização de aparelhos e instrumentos especiais (caros) é mais vantajosa a contratação de firmas externas. montagens mecânicas e elétricas. radiografia industrial. Garantia dos serviços contratados por um período determinado após execução dos mesmos. abonos. Educação Profissional 13     Created with novaPDF Printer (www. Melhor aproveitamento de mão-de-obra própria em serviços que visam melhorias operacionais.Figura 3. fundações civis. As equipes de área estão ligadas hierarquicamente à produção. não contínuos como a manutenção de equipamentos de controle e medição. VANTAGENS:  Serviços especializados. etc. tais como: transporte. ficando os serviços mais especializados e de grande porte realizados pela equipe central. total ou parcialmente. treinamento. As equipes de área executam os serviços de rotina.4 .Por Terceiros As atividades de manutenção são executadas.1.novaPDF. alimentação. Diminuem consideravelmente os custos com administração de pessoal.4 Há uma somatória de vantagens e desvantagens vistas no sistema centralizado e descentralizado.com) . engenheiros). Os problemas relacionados à falta de entrosamento entre as áreas de produção e manutenção são menores. porém com algumas melhorias. rescisões contratuais. assistência médica. porém tendo as orientações técnicas e gerenciais repassadas pela chefia central de manutenção (coordenadores. Redução dos custos com a diminuição do efetivo próprio. férias. etc. 3. por firmas externas contratadas.

como fazer um determinado serviço de manutenção ou ainda uma inspeção. tais como: número maior de equipamentos (inclusive repetidos). relatórios. substituem com vantagens os nomes originais de um item e seus constituintes. Seria muito mais fácil utilizar um código para referência ao item mencionado. quando fazer. na medida do aumento do porte das empresas. todos localizados em um mesmo ambiente.ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA. até a localização de um determinado item se torna difícil. porém.2 .Cadastramento dos Equipamentos Para qualquer nível de organização da manutenção em uma empresa o essencial é um bom cadastro geral dos equipamentos com dados importantes sobre tais. 3. A execução da manutenção de forma preventiva exige programação. Para uma micro-empresa que exerce apenas a manutenção corretiva. outros complicadores aparecerão. devidamente apontados em fichário próprio.3 . maior número de efetivos de manutenção. que será identificado como “células”. e associa cada Equipamento aos Sistemas Operacional e Produtivo aos quais está ligado. A manutenção de um grupo adicional externo pode ser antieconômico se a programação das atividades não contemplar a totalidade da mão-de-obra disponível. 3. usinagem. composto de várias partes. 3.Rolamento 6205.2. é comum.1 . acabamento. predominância da manutenção preventiva.novaPDF. etc. embalagem. Lado da frente do eixo do motor elétrico de acionamento do eixo portaferramenta e mesa porta-peça da geradora de engrenagens do tipo renânia localizada no setor de fresagem do curso de mecânica do CEDTEC. 3. setor. pedidos de compra. estes determinarão diferentes níveis de organização da manutenção.Código do equipamento Para efeito de correlação das posições operacionais dos equipamentos com os respectivos registros históricos. entendendo-se por Sistema Produtivo a Educação Profissional 14 Created with novaPDF Printer (www. com vantagens no preenchimento das fichas de inspeção. Exemplo de um item e sua localização: . e que possui poucos equipamentos.). ordens de serviço. áreas de produção (ex: fundição. já que o grupo adicional externo não possui a mesma motivação que o interno. tendo sua decodificação oportuna. etc..2. a utilização do conceito de CÓDIGO DE EQUIPAMENTO. de fácil entendimento e preenchimento pelo executor do serviço.Codificação É a atribuição de códigos numéricos.com) . equipamento.DESVANTAGENS:   Controle e orientação técnico-administrativo mais difícil.2 . Essas informações tramitam por um sistema de fichas que devem ser compactas. o cadastro dos equipamentos acompanhado de um relatório com o histórico de intervenções de manutenção já é suficiente. controle de qualidade.2. porte do equipamento. pois. etc. alfabéticos ou alfanuméricos a cada um dos elementos constituintes de um cadastro (unidade industrial. entre outros. que estabelecerá o que fazer.) de tal forma que agrupados convenientemente.

curto-circuito. troca de redutor. etc. como exemplo: Código de avarias . planta. e por Sistema Operacional. desgaste. ainda atribuir códigos para: prioridade de serviço (emergência.). Visando permitir uma seqüência hierárquica do código do equipamento. mudanças.Indica a origem ou a causa da avaria (especificação errada. outras alfabético.estação. etc. ruptura. a Localização Física do equipamento em relação ao Sistema Operacional ou sua Posição Geográfica na área de produção. o código pode também conter. Código de serviço . que possibilite a obtenção e relatórios em diversos níveis gerenciais. etc. em função das características do sistema produtivo. recomendamos que tenha a seguinte composição: 15 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.).com) . natureza do serviço (acidente de operação. para os Sistemas Operacionais de grande porte e Componentes de alguns de seus equipamentos prioritários. deformação. normal) causa do serviço (avaria normal.).). reparo periódico. composto de sete células com critério misto de identificação.indica o tipo de serviço (troca de rolamento. fábrica ou qualquer outro tipo de instalação industrial ou de serviços. em uma de suas células. A figura a seguir ilustra um exemplo de código de equipamentos.novaPDF. com as características acima assinaladas. não programado. etc. anormal. Eventualmente. Para as instalações que ocupam vasta área. urgente.5 Além do Código de Equipamento poderão ser atribuídos códigos para componentes (peças de reposição). código para manutenção. Pode-se. ou conjunto de equipamentos que realizam uma função de uma instalação. soldagem. quando se desejar isolar o histórico desses componentes dos respectivos equipamentos. montagem incorreta. desalinhamento. o código de equipamentos pode caracterizar também os subsistemas. uma vez que algumas células usam sistema numérico de identificação. construção. Figura 3. alterações. outras alfanumérico. programado turno a turno. etc.

deverá receber atenção especial do analista de controle e da supervisão de execução de manutenção em relação aos de menor classificação.Equipamento que não interfere no processo produtivo e. pois a incidência de ocorrências em equipamentos com maior grau de classificação. se impactarem nos custos previstos da manutenção (mão-de-obra. Classe C.). A identificação das CLASSES. ALGORITMO DE CLASSIFICAÇÃO Figura 3. facilita o estabelecimento de prioridades de execução da manutenção e serve como referência à análise de listagens históricas. porém sua parada por algum tempo não interrompe a produção e assim.6 Educação Profissional 16 Created with novaPDF Printer (www. visando facilitar a seleção analítica dos resultados (listagens ou telas) e.Equipamento que participa do processo produtivo.1) Sistema Produtivo 2) Sistema Operacional 3) Equipamento 4) Classe Observa-se que nessa seqüência incluímos a CLASSE do equipamento no Código. podendo servir também como elemento orientativo de formatação de relatórios para análise de ocorrências. Por essa razão é recomendável evitar o desmembramento excessivo das CLASSES. em conseqüência sua programação preventiva pode deixar de ser executada.novaPDF.Equipamento cuja parada interrompe o processo produtivo e por esta razão sua programação de manutenção preventiva deve ser rigorosamente cumprida. etc.com) . Classe B. sua programação de manutenção preventiva deve ser executada dentro de uma determinada faixa de tempo. materiais. que irá indicar sua importância operacional no processo produtivo. como sugestão são apresentadas as seguintes caracterizações: Classe A.

impensáveis soluções que poderão determinar um dano ainda maior à máquina ou instalação. Educação Profissional 17 Created with novaPDF Printer (www. o que é manutenção corretiva? É a manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane. manutenção conserta imediatamente”.1 . Esse tipo de manutenção baseia-se na seguinte filosofia: “equipamento parou. teoria ou fórmula para dimensionar uma equipe de manutenção corretiva. destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida. pois nunca se sabe quando alguém vai ser solicitado para atender aos eventos que requerem a presença dos mantenedores. não há indústrias que possam dispensá-lo. Não existe filosofia. além disso. linhas de produção que possuam equipamentos de reserva (tipo stand by) a manutenção corretiva é a mais econômica e viável. não saberão o que fazer com os mantenedores em época em que tudo caminha tranqüilamente. não se sabe da existência de peças de reposição e.MANUTENÇÃO CORRETIVA Consideremos uma linha de produção de uma fábrica de calçados e que a máquina que faz as costuras no solado pare de funcionar por um motivo qualquer. O tempo para reparação é geralmente longo. toda a produção de calçados com costura no solado ficará comprometida. seja um método dispendioso de execução da manutenção.com) . tentativas frustrantes de acerto. as empresas que não têm essa manutenção programada e bem administrada convivem com o caos. a manutenção corretiva deverá entrar em ação. com a possibilidade de ocorrência de acidentes de trabalho. Embora. Se as providências não forem tomadas imediatamente. ou ainda. Não se sabe o número exato de pessoal necessário ao reparo.novaPDF.S Q P F M LEGENDA Segurança Qualidade Produção Falha Manutenabilidade (custos e tempos) 4 . pois não se tem definido o problema. Mas. Nos dias atuais. para equipamentos não vitais à produção de uma empresa. Por esse motivo. já que os equipamentos não possuem confiabilidade total contra quebras. pois nunca haverá pessoal de manutenção suficiente para atender às solicitações. (NBR 5462/94).ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO   CORRETIVA PREVENTIVA  TRADICIONAL PREDITIVA  PERIÓDICA MONITORAMENTO 4. Mesmo que venham a contar com o pessoal de manutenção em quantidade suficiente. Diante de situações como esta. a “correria” para reparação de um equipamento vital à produção da empresa traz improvisações.

.. Subconjunto ................................ às vezes é mais conveniente.......... pois há ocasiões em que terá de decidir se atente às emergências ou continua montando o que estava programado......... horas do dia .......................... a manutenção aceita serviços de montagem para executar e nunca cumprem os prazos estabelecidos............................ Visto Figura 4. para os efeitos de registro e estatística.................................................... por motivos econômicos...................... Atendimento A equipe de manutenção corretiva deve estar sempre em um local específico para ser encontrada facilmente e atender à produção de imediato.............................novaPDF.............................. Prevista Realizada Parada de Produção....................... Equipamento.... Natureza de ................... Nas empresas que convivem com emergências que podem redundar em desastres....................................... Trabalho realizado ............ A filosofia que deve ser adotada é: “Emergências não ocorrem................ cuja função é eliminar ou minimizar essas emergências.. normalmente.... Trabalho a realizar ............................................... Um analista de equipe de manutenção corretiva atende ao chamado....................... Avaria ...... FRENTE Ficha de Execução Unidade.................................... o usuário com problemas deverá solicitar o atendimento por telefone........................................................................................................ atualmente são utilizados softwares de manutenção.......... Um modelo de ficha de execução é dado a seguir....... porém......... Causa de .... verifica o que deve ser feito e emite uma ficha de execução para sanar o problema.................. mesmo porque.......... parou às ..... da seção ................................................. Exemplo: empresas aéreas................................... deixá-lo para resolver o problema por atendimento de emergência.......... às vezes elas ocorrem com resultados geralmente catastróficos......... Mesmo em empresas que não podem ter emergências........................... são causadas.............................................................. Como a equipe não sabe o local onde vai atuar................................. Conjunto ...................................... deve haver uma equipe muito especial de manutenção. Produção .. Inspeção . Avaria ...................... ele deverá emitir um documento.... sempre haverá necessidade de uma equipe para esses atendimentos..................................................................... Elimine a causa e você não terá novamente a mesma emergência”............. todavia algumas empresas ainda utilizam fichários conforme modelo a seguir: Equipamento .................É por esse motivo que........... Dependendo do equipamento.............com) ................... Parada de ......................................... não se deve se ter 100% de manutenção preventiva.. Data .1 VERSO Educação Profissional 18 Created with novaPDF Printer (www........................................ Como as ocorrências de emergências são inevitáveis........

novaPDF. Preencher o campo trabalho a realizar especificando exatamente o que fazer e onde fazer.2: Tabela 4. Preencher o campo data.1 e 4. Preencher o campo trabalho realizado..com) .Figura 4. Preencher o campo parada da produção colocando o código 00 quando for emergência (serviço não programado) e código 11 quando for preventiva (serviços programados).2 NATUREZA DA AVARIA Deslocamento do equipamento Ruptura Cisalhamento Trinca Esmagamento Entalhe Perfuração Corrosão Erosão Oxidação Engripamento Estrangulamento Entupimento Descarrilhamento Aquecimento Desregulagem Desaperto Curto-circuito Colamento CÓDIGO 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 30 31 19 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www..2 O preenchimento da frente da ficha de execução deve seguir os passos:         Preencher o campo unidade ou área onde o equipamento está localizado. Preencher os campos conjunto e subconjunto. Preencher o campo natureza da avaria e causas da avaria citado nas tabelas 4. Preencher o campo equipamento citando o nome do equipamento..

3 CAUSAS DA AVARIA Introdução de líquidos gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de líquidos não gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de pó químico na máquina Incrustação Introdução de corpo sólido exterior à máquina Falta de filtragem Introdução de ar no sistema Introdução de líquidos gordurosos procedentes da máquina Introdução de líquidos não gordurosos procedentes da máquina Introdução de pó procedente da máquina Introdução de corpo sólido Influência da umidade Influência de temperatura baixa Influência de temperatura elevada Atmosfera corrosiva Desgaste excessivo Falta de isolamento térmico Abaixamento do solo Modificações geométricas dos suportes Ligação errada Defeito de material Erro de fabricação Peça de reposição não adequada Erro de concepção Defeito de montagem Má ajustagem Manobra errada da operação Falta de limpeza Excesso de carga Desaperto Falta de lubrificação Choques Vibração anormal Atrito CÓDIGO 11 12 15 16 17 18 19 21 22 25 27 31 32 33 35 41 42 43 44 49 50 51 52 53 54 55 56 60 61 62 72 73 74 75 As relações de natureza e causas das tabelas 4.2 e 4. Salientemos que.Perda de Perda de Perda de Perda de propriedades físicas propriedades químicas propriedades térmicas propriedades elétricas 32 33 34 35 Tabela 4.3 não são definitivas.novaPDF. para se colocar o código de natureza e causa de avaria é necessário analisar profundamente o problema. Elas podem e devem ser ampliadas. Exemplo: desgaste de um eixo.com) . pois existe sempre uma causa para outro tipo de natureza que varia. 20 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

.. RELATÓRIO DE AVARIA Unidade ....................................................... temos como natureza....................... Subconjunto ................... ’término’ e ‘duração’ do trabalho na primeira linha do verso apresentarão apenas eventos previstos.....................................novaPDF.......................................................................... deverá eliminar as emergências........... Natureza da Avaria .................................... Educação Profissional 21 Created with novaPDF Printer (www.................................. porém.......... o desgaste do eixo e como causa do desgaste a falta de lubrificação... Após o conserto e a liberação do equipamento para a produção............................. o que causou a falta de lubrificação? O preenchimento do verso da ficha de execução deve seguir os passos:    Preencher o campo chapa com a identificação do funcionário......................................... Nesse relatório o analista pode e deve sugerir alguma providência ou modificação no projeto da máquina para que o tipo de avaria ocorrida – e solucionada – não venha a se repetir.. Preencher o campo equipamento com nome e código......... porém.......................... .. ................................................................................................................................................................... ...... ..... término e duração do trabalho.................... Causa da Avaria......... Modelo de relatório de avaria Abaixo será apresentado um modelo de relatório de avaria e onde será mostrado como preenchêlo........................................... ............................. o analista de manutenção corretiva é obrigado a enviar para o setor de Engenharia da Manutenção um relatório de avaria..................................................... pede-se para a chefia colocar o visto no respectivo campo para liberação do equipamento................................................................................ Conjunto ............... sempre se preocupando em deixar o equipamento trabalhando dentro de suas características originais..... . de acordo com o desenvolvimento do trabalho...... Equipamento .......................... ................................................................................................... Quando o trabalho tiver sido executado.. Preencher o campo data.............................................................................................................................................. existente na frente da ficha................... .................................................. dias) para o campo ‘realizada’...............................Nesse exemplo....... Data ........................................................ Após isso.................................. Sugestão......... Figura 4............................ Preencher o campo subconjunto com código............ ............com) ..... evidentemente............................................................................ Os campos ‘data’................... Somente a partir da segunda linha é que apresentarão eventos realizados..................... de acordo com seu projeto de fabricação.. fecha-se a coluna ‘duração’ e transfere-se o resultado obtido (horas................................................ Preencher o campo início.................... início’.....................9 O preenchimento do relatório de avaria deve seguir os passos:    Preencher o campo unidade com nome e código de onde o equipamento está localizado...... A equipe de manutenção...........

aumento de produção. c) Aumento de produção – O aumento de produção de uma empresa se resume em atender à demanda crescente do mercado.novaPDF. Como o usuário faria para poder controlar essa troca periódica do óleo do motor? Para realizar esse controle. como primeiro passo. ou seja. as empresas buscam reduzir os custos incidentes nos produtos que fabricam. A manutenção preventiva colabora para o alcance desta meta atuando no binômio produção atrasada X produção em dia. De tempos em tempos o usuário deverá trocar o óleo do cárter. aumento da vida útil dos equipamentos e redução de acidentes do trabalho. a manutenção preventiva deverá ser aplicada com maior rigor. bem como os códigos de natureza da avaria e suas causas. equipamentos sem acompanhamento X equipamentos revisados. ou seja. redução de custos. estaria correndo o risco de danificar os elementos que constituem o motor. sobressalente X compra direta. Preencher o campo sugestão indicando alguma providência ou modificação no projeto. poluição X ambiente normal. Educação Profissional 22 Created with novaPDF Printer (www. 4. normalmente. Não realizando essa operação periódica. preservação do meio ambiente. ou seja: máquinas deficientes X máquinas eficientes. b) Qualidade do produto – A concorrência no mercado nem sempre ganha com o menor custo. Não há. material novo X material recuperado.MANUTENÇÃO PREVENTIVA Considere um motor de automóvel. qualidade do produto. fazer a previsão da troca do óleo. o usuário deverá acompanhar a quilometragem do carro e. o ponto mais crítico é a poluição causada pelo processo industrial. Essa previsão nada mais é do que uma simples manutenção preventiva. abastecimento deficiente X abastecimento otimizado.2 . Preencher o campo causa da varia com código (tabela 1. Muitas vezes ele ganha com um produto de melhor qualidade. É preciso manter a fidelidade dos clientes já cadastrados e conquistar outros. baseado nela. Para atingir a meta qualidade do produto. Se a meta da empresa for a diminuição ou eliminação da poluição. mantendo os prazos de entrega dos produtos em dia. aplicando o mínimo necessário.2) e relatar a ocorrência. uma norma a respeito do assunto. Preencher o campo natureza da avaria com código (tabela 1. nas paradas de emergência etc. deverá estar voltada para os equipamentos antipoluição. Observação: É conveniente ressaltar que os modelos de ficha de execução e os modelos de relatório de avaria mudam de empresa para empresa. horas ociosas X horas planejadas. d) Efeitos no meio ambiente – Em determinadas empresas.com) .    Preencher o campo data com a data da ocorrência. infelizmente. a manutenção preventiva. A manutenção preventiva pode colaborar atuando nas peças sobressalentes. Objetivos Os principais objetivos das empresas são.. a) Redução de custos – Em sua grande maioria.3) e relatar a causa fundamental.

onde não haja controle de custos e nem registros ou dados históricos dos equipamentos. tempo de disponibilidade dos equipamentos para produzirem. se possível. c) Redigir o histórico dos equipamentos. lucro cessante nas emergências). f) Apresentar o plano para aprovação da gerência e da diretoria. Educação Profissional 23 Created with novaPDF Printer (www. causas das falhas etc. e) Enumerar os recursos humanos e materiais que serão necessários à instalação da manutenção preventiva. Desenvolvimento Considere uma indústria ainda sem nenhuma manutenção preventiva. g) Treinar e preparar a equipe de manutenção. b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento de todos os equipamentos que serão escolhidos para iniciar a instalação da manutenção preventiva (plano piloto). Qualidade do produto. Diminuição de produção. Aumento de produção. Diminuição do fator qualidade. A manutenção preventiva pode colaborar para a melhoria dos programas de segurança e prevenção de acidentes.e) Aumento da vida útil dos equipamentos – O aumento da vida útil dos equipamentos é um fator que. é conseqüência de:     Redução de custos. Se essa indústria desejar adotar a manutenção preventiva. deve-se percorrer as seguintes fases iniciais do desenvolvimento: a) Decidir qual o tipo de equipamento que deverá marcar a instalação da manutenção preventiva com base no “feeling” da supervisão de manutenção e de operação. materiais e. tempo de parada para os diverso tipos de manutenção. Efeitos prejudiciais ao meio ambiente. d) Elaborar os manuais de procedimentos para manutenção preventiva. Os acidentes no trabalho causam:      Aumento de custos.com) . Efeitos do meio ambiente. na maioria das vezes. Esse fator. com máquinas paradas e as intervenções. Diminuição da vida útil dos equipamentos. f) Redução de acidentes de trabalho – Não são raros os casos de empresas cujo maior problema é a grande quantidade de acidentes.novaPDF. atuando nesses itens. A manutenção preventiva. relacionando os custos de manutenção (mão-deobra. não pode ser considerado de forma isolada. indicando as freqüências de inspeção com máquinas operando. contribui para o aumento da vida útil dos equipamentos. geralmente.

10 Controle semi-automatizado – É o sistema no qual a intervenção preventiva é controlada com o auxílio do computador. mais importante é o treinamento da equipe que irá utilizá-los. porém. Quanto à forma de operação do controle. essa empresa estará perdendo tempo no mercado. É por meio das fichas individuais que se faz o registro da inspeção mecânica da máquina e. automatizado e por microcomputador. com bom ferramental e instrumental e não tiver quem saiba manuseá-los. Esquematicamente: Educação Profissional 24 Created with novaPDF Printer (www. semi-automatizado. com material sobressalente adequado e racionalizado. e a intervenção corretiva obedece ao controle manual. com bons recursos humanos. A escolha do ferramental e instrumental é importante. com base nessas informações. b) Controle da manutenção – Em manutenção preventiva é preciso manter o controle de todas as máquinas com o auxílio de fichas individuais.com) . há quatro sistemas: manual. a programação de sua manutenção. Esquematicamente: Figura 4. preenchidos manualmente e guardados em pastas de arquivo. Controle manual – É o sistema no qual a manutenção preventiva e corretiva são controladas e analisadas por meio de formulários e mapas.novaPDF.Execução da manutenção preventiva a) Ferramenta e pessoal – Se uma empresa contar com um modelo organizacional ótimo.

O principal relatório emitido pelo computador deve conter.Figura 4.11 A fonte de dados desse sistema deve fornecer todas as informações necessárias para serem feitas as requisições de serviço. incluindo as rotinas de inspeção e execução. Esquematicamente: Figura 4. conforme a necessidade e conveniência dos vários setores da manutenção. para que se tenha listagens. Controle automatizado – É o sistema em que todas as intervenções da manutenção têm seus dados armazenados pelo computador. Os serviços cancelados.com) . Os serviços reprogramados (adiados). no mínimo:     O tempo previsto e gasto.novaPDF.12 Educação Profissional 25 Created with novaPDF Printer (www. Esses dados são fundamentais para a tomada de providências por parte da supervisão. Os serviços realizados. gráficos e tabelas para análise e tomada de decisões.

a improvisação é um dos focos de prejuízo. assegurando assim o funcionamento perfeito da máquina por um período predeterminado. fornecidos pelo método preventivo. a sobrecarga provocará a diminuição da vida útil das demais peças do conjunto.13 A manutenção preventiva obedece a um padrão previamente esquematizado. Se uma peça de conjunto que constitui em mecanismo estiver executando seu trabalho de forma irregular. Com o tempo. a entrada de novas encomendas. Em qualquer sistema industrial. Isso evita a difícil tarefa de trocas rápidas de máquinas e improvisações que causam o desespero do pessoal da manutenção corretiva. troca de peças gastas e ajustes. os industriais foram se conscientizando de que a máquina que funcionava ininterruptamente até quebrar acarretava vários problemas que poderiam ser evitados com simples paradas preventivas para lubrificação. dentro de uma faixa de erro mínimo. A aplicação de métodos preventivos assegura um trabalho uniforme e seguro. com antecedência. É verdade que quando se improvisa pode-se evitar a paralisação da produção. ela estabelecerá. Como conseqüência. Com o auxílio dos relatórios escritos sobre os trabalhos realizados.novaPDF. uma sobrecarga nas demais peças que estão interagindo com ela. assegurando o equilíbrio necessário ao bom andamento das atividades.Controle por microcomputador – É o sistema no qual todos os dados sobre as intervenções da manutenção ficam armazenados no microcomputador. são uma garantia aos homens da produção que podem controlar. para preservar as demais peças. Esquematicamente: Figura 4. O problema só pode ser resolvido com a troca da peça problemática. que estabelece paradas periódicas com a finalidade de permitir a troca de peças gastas por novas. Isso se consegue com a organização dos prazos para reposição de peças. Os controles das peças de reposição é um problema que atinge todos os tipos de indústria. Assim.com) . O método preventivo proporciona um determinado ritmo de trabalho. O planejamento e a organização. são suprimidas as inconveniências das quebras inesperadas. 26 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. ajustam-se os investimentos para o setor. mas perde-se em eficiência. Esses dados são de rápido acesso através de monitor de vídeo ou impressora. fatalmente. A improvisação pode e deve ser evitada por meio de métodos preventivos estabelecidos pelos técnicos de manutenção preventiva. Uma das metas a que se propõe o órgão de manutenção preventiva é a diminuição sensível dos estoques.

Manutenção Preventiva Tradicional A Manutenção Preventiva Tradicional. é fundamental para o bom funcionamento do sistema preventivo. Estes deverão relatar. pela maioria das grandes empresas industriais.1 . é necessário estabelecer qual deverá ser o sistema de informações empregado e os procedimentos adotados. Se a organização da manutenção preventiva carecer da devida solidez. A aplicação do sistema de manutenção preventiva não deve se restringir a setores. O fluxo das informações deverá fluir rapidamente entre todos os envolvidos na manutenção preventiva. ao se constatar uma anomalia. ser sistematizada para que o fluxo dos trabalhos se processem de modo correto e rápido. 4. é a prova concreta da pouca eficiência do método de manutenção corretiva. O aparecimento de focos que ocasionam descontinuidade no programa deve ser encarado de maneira séria. A manutenção preventiva.2. destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item. O sistema deve abranger todos os setores da indústria para garantir um perfeito entrosamento entre eles. Esta é a dinâmica de uma instalação industrial. para se efetivar a manutenção preventiva e alcançar os objetivos pretendidos com sua adoção. Ela inclui. das técnicas de manutenção e da elevação dos níveis de controle. Por outro lado. um plano para sua própria melhoria.com) . de modo tal que. Essa liberdade. também. em linguagem simples e clara. À manutenção preventiva cabe apenas o lugar de apoio ao sistema fabril. A manutenção preventiva abrange cronogramas nas quais são traçados planos e revisões periódicas completas para todos os tipos de materiais utilizados nas oficinas. por ter um alcance externo e profundo.novaPDF. Sob esse aspecto. as providências independam de qualquer outra regra que por ventura venha a existir em uma oficina. levantamento que visam facilitar sua própria introdução em futuras ampliações do corpo da fábrica. Isto é conseguido por meio do planejamento. também.A manutenção preventiva é um método aprovado e adotado atualmente em todos os setores industriais. pois a instalação do método de manutenção preventiva. a capacidade e o espírito de cooperação dos técnicos são fatores importantes para a manutenção preventiva. A manutenção preventiva nunca deverá ser confundida com o órgão de comando. ela provocará desordens e confusões. O desenvolvimento de um sistema de informações deve apresentar definições claras e objetivas e conter a delegação das responsabilidades de todos os elementos participantes. é a manutenção efetuada em intervalos pré-determinados ou de acordo com critérios prescritos. deve ser organizada. dentro da indústria. O segredo para o sucesso da manutenção preventiva está na perfeita compreensão de seus conceitos por parte de todo o pessoal da fábrica. é necessário dispor de um período de tempo relativamente longo para contar com o concurso dos técnicos e dos dirigentes de alto gabarito. organizando-se estudos que tomem por base os relatórios preenchidos por técnicos da manutenção. desde os operários à presidência. A manutenção preventiva deve. execução e verificação dos trabalhos que são indicadores para se buscar a melhoria dos métodos de manutenção. apesar dela ditar algumas regras de conduta a serem seguidas pelo pessoal da fábrica. pois abrange desde uma simples revisão – com paradas que não obedecem a uma rotina – até a utilização de sistemas de alto índice técnico. máquinas ou equipamentos. A manutenção preventiva exige. de acordo com a NBR 5462/94. Educação Profissional 27 Created with novaPDF Printer (www. Isso vale a pena. também. todos os detalhes do problema em questão. Finalmente.

porém.A manutenção preventiva funciona por programação. A manutenção preditiva exige investimentos iniciais elevados. com isso evita os atropelos da corretiva. evitando ociosidades ou acúmulo de serviços. como também. tato e visão. olfato. milhões de rotações. assim como. distribuem melhor a mão-de-obra existente. Na Europa. maior disponibilidade do equipamento para a produção. Os sentidos humanos como: audição. já que são necessários aparelhos e instrumentos confiáveis. 4. foram durante muitos anos os principais instrumentos para a inspeção. a troca de certos itens pode ser prematura. fornecimento de dados mais precisos sobre a qualidade das peças e componentes. reparado.).Manutenção Preventiva Preditiva De acordo com a NBR 5462/94. supervisores. etc. quilômetros rodados. com base na aplicação sistemática de técnicas de análise. as paradas de produção são mais freqüentes. em qualquer tempo de nossa história e por qualquer pessoa ligada direta ou indiretamente àquela máquina (operadores.com) . 1 Inspeção: São verificações. testado. Inspeções para verificação do estado funcional sempre foram realizadas em qualquer equipamento. a qualidade dos serviços executados pelas equipes de manutenção. tomando-se como parâmetro: horas trabalhadas. É um método que traz bons resultados quando bem programado. Conceito de manutenção preditiva Manutenção preditiva é aquela que indica as condições reais de funcionamento das máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou processo de degradação. bem como. a manutenção preditiva é conhecida pelo nome de manutenção condicional e nos Estados Unidos recebe o nome de preditiva ou previsional.novaPDF. durante a manutenção. A execução da manutenção preditiva baseia-se nas inspeções1 periódicas (visual ou com aparelhos) do funcionamento dos equipamentos. Trata-se da manutenção que prediz tempo de vida útil dos componentes das máquinas e equipamentos e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado. determinar o que deve ser substituído. A idéia principal é a de manter o funcionamento do componente até o limite operacional (vida útil total). Educação Profissional 28 Created with novaPDF Printer (www. isto é: detectar defeitos antes que se concretizem.2. baseando-se na vida útil estimada. do estado em que se encontram as peças ou componentes dos equipamentos. apontar falhas ainda controláveis e. utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de amostragem para reduzir ao mínimo a manutenção preventiva e diminuir a manutenção corretiva. previamente estabelecidas. Manutenção Preventiva Preditiva. Atualmente somam-se os antigos “instrumentos” aos novos aparelhos condicionados a uma prévia programação e teremos uma inspeção mais criteriosa com condições de analisar as causas e os efeitos dos problemas funcionais dos equipamentos. pessoal (inspetores) qualificados. aliados às experiências de determinadas pessoas com o funcionamento dos equipamentos. A manutenção preventiva tradicional centraliza suas ações na substituição programada de itens (componentes) de equipamentos. mantenedores e até visitantes). Tais investimentos poderão ser diluídos com um menor estoque de peças sobressalentes. pois o estoque de sobressalentes é grande e variado. é de custo elevado.2 . é a manutenção que permite garantir uma qualidade de serviço desejada.

novaPDF.com) . NOTA: A inspeção poderá ser realizada com o equipamento desmontado. graxa ou produto do processo. Teste de isolamento de motores elétricos. Parafusos soltos. Funcionamento de lâmpadas de sinalização. a necessidade de serviços de manutenção numa peça específica de um equipamento. Trincas superficiais. etc. Lubrificação. Deficiência de ventiladores. Limpeza. Alinhamento de acoplamentos. Fixação de peças.  Com equipamento parado. etc. Eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção. Estado geral de peças. parcial ou totalmente.A inspeção poderá ser realizada das seguintes maneiras:  Com o equipamento funcionando poderão ser verificados:           Vazamentos de óleo. Nível e pressão do óleo. Desgaste (com medição). Vibrações.1 .  Com o equipamento parado e desmontagem parcial (retiradas tampas de proteção e tampas de visita). sem desmontagem. Reduzir o trabalho de emergência não planejado. 4. Aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos. etc. Limpeza. Ruídos estranhos. Corrosão. poderão ser verificados:         Apertos de parafusos e porcas. antecipadamente.2.2. o que poderá ocorrer em caso de paradas programadas. Educação Profissional 29 Created with novaPDF Printer (www. Faiscamentos de escovas. Vazamentos. poderão ser inspecionados:        Desgastes internos.Objetivos da manutenção preditiva Os objetivos da manutenção preditiva são:      Determinar. Estado das chavetas. Temperatura. Verificação de contadores. Impedir o aumento dos danos. Trincas.

após a análise do fenômeno.Execução da manutenção preditiva Para ser executada. adota dois procedimentos para atacar os problemas detectados: estabelece um diagnóstico e efetua uma análise de tendências. 4. o responsável terá o encargo de estabelecer.com) . na medida do possível. Determinar previamente as interrupções de fabricação para cuidar dos equipamentos que precisam de manutenção. Aceleração.2 . tais como:      Vibrações das máquinas.Diagnóstico Detectada a irregularidade.2. eventuais defeitos ou falhas nas máquinas e equipamentos. capazes de registrar vários fenômenos.2. Figura 4. Com base no conhecimento e análise dos fenômenos.   Aproveitar a vida útil total dos componentes e de um equipamento.2. Este diagnóstico deve ser feito antes de se programar o reparo. Educação Profissional 30 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. Por meio desses objetivos. torna-se possível indicar.3 . Temperatura. pode-se deduzir que eles estão direcionados a uma finalidade maior e importante: redução de custos de manutenção e aumento da produtividade. um diagnóstico referente à origem e à gravidade do defeito constatado.2. com antecedência. Aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha de produção. a manutenção preditiva exige a utilização de aparelhos adequados. Desempenho. Pressão.14 A manutenção preditiva. 4.

Figura 4.4. resume o que foi discutido até o momento.4 .Análise da tendência da falha A análise consiste em prever com antecedência a avaria ou a quebra.2. por meio de aparelhos que exercem vigilância constante predizendo a necessidade do reparo.16 Educação Profissional 31 Created with novaPDF Printer (www. Graficamente temos: Figura 4.novaPDF.2.15 O esquema a seguir.com) .

Se captadores de vibrações forem colocados em pontos definidos da máquina. em destaque. geralmente.Estudo das vibrações Todas as máquinas em funcionamento produzem vibrações que. O princípio de análise das vibrações baseia-se na idéia de que a estrutura das máquinas excitadas pelos esforços dinâmicos (ação de forças) dão sinais vibratórios. análise dos óleos. Engrenagens defeituosas. Essa deteriorização é caracterizada por uma modificação da distribuição de energia vibratória pelo conjunto dos elementos que constituem a máquina.A manutenção preditiva. Cavitação. Falta de rigidez. Folga excessiva em buchas. adota vários métodos de investigação para poder intervir nas máquinas e equipamentos. Vínculos desajustados. 4. análise do estado das superfícies e análises estruturais de peças. dos mais simples aos mais complexos. O registro das vibrações e sua análise permitem identificar a origem dos esforços presentes em uma máquina operando.novaPDF. Abaixo. o aparelho. Por meio da medição e análise das vibrações de uma máquina em serviço normal de produção detecta-se. Rotores desbalanceados. com antecipação. dos portáteis – que podem ser transportados manualmente de um lado para outro – até aqueles que são instalados definitivamente nas máquinas com a missão de executar monitoração constante. levam-nas a um processo de deteriorização. um operador usando um analisador de vibrações portátil e. O aparelho empregado para análise de vibrações é conhecido como analisador de vibrações.2. aos poucos.com) . Observando a evolução do nível de vibrações. é possível obter informações sobre o estado da máquina. Problemas aerodinâmicos. cuja freqüência é igual à freqüência dos agentes excitadores. a presença de falhas que devem ser corrigidas:             Rolamentos deteriorados. Eixos deformados.Métodos de investigação da Manutenção Preditiva . Lubrificação deficiente. Acoplamentos desalinhados. Educação Profissional 32 Created with novaPDF Printer (www. Entre os vários métodos destacam-se os seguintes: estudo das vibrações. eles captarão as vibrações recebidas por toda a estrutura. Problemas hidráulicos.2. No mercado há vários modelos de analisadores de vibrações.5 .

novaPDF. A análise dos óleos é feita por meio de técnicas laboratoriais que envolvem vidrarias. centrífugas. Partículas metálicas. fotômetros de chama. determina as propriedades dos óleos e o grau de contaminantes neles presentes. Índice de acidez.Figura 4. Índice de alcalinidade. Tais partículas sólidas são geradas pelo atrito dinâmico entre peças em contato. instrumentos e equipamentos. O laboratorista usando técnicas adequadas. A análise dos óleos permite. tanto em componentes mecânicos quanto hidráulicos. A identificação é feita a partir do estudo das partículas sólidas que ficam misturadas com os óleos. Essa regulagem permite a otimização dos intervalos das trocas. microscópios.18 Os objetivos da análise dos óleos são dois: economizar lubrificantes e sanar os defeitos. como no estudo das vibrações. Água. É a análise que vai dizer se o óleo de uma máquina ou equipamento precisa ou não ser substituído e quando isso deverá ser feito.com) . A economia é obtida regulando-se o grau de degradação ou de contaminação dos óleos. As principais propriedades dos óleos que interessam em uma análise são:      Índice de viscosidade. É por meio das análises que o serviço de manutenção pode determinar o momento adequado para sua troca ou renovação. peagômetros. espectrômetros.17 . Educação Profissional 33 Created with novaPDF Printer (www. Ponto de congelamento. Os modernos equipamentos permitem análises exatas e rápidas dos óleos utilizados em máquinas. também. interessa saber quanto existe de:    Resíduos de carbono.Análise dos óleos Figura 4. a análise dos óleos é muito importante na manutenção preditiva. identificar os primeiros sintomas de desgaste de um componente. Assim. Ponto de fulgor. reagentes. Entre os instrumentos e equipamentos utilizados temos viscosímetros. etc. Em termos de contaminação dos óleos.

possibilitando ao responsável pela manutenção preditiva tê-las em mãos para as providências cabíveis. sujeitas aos desgastes provocados pelo atrito.2.6 .Periodicidade dos controles A coleta de dados é efetuada periodicamente por um técnico que utiliza sistemas portáteis de monitoramento. Magnetoscopia. A tabela a seguir. Ultra-sonografia. Duração da utilização da instalação. a análise estrutural é de extrema importância. Caráter “estratégico” das máquinas instaladas. a existência de fissuras.2. Ecografia.Análise do estado das superfícies A análise das superfícies das peças. tais como:     Endoscopia. É por meio da análise estrutural que se detecta. Molde e impressão. além do simples exame visual – com ou sem lupa – várias técnicas analíticas. Estroboscopia. Radiografia (raios X). mostra um exemplo de um programa básico de vigilância de acordo com a experiência e histórico de uma determinada máquina. também é importante para se controlar o grau de deteriorização das máquinas e equipamentos.Análise estrutural A análise estrutural de peças que compõem as máquinas e equipamentos também é importante para a manutenção preditiva. Holografia. A análise superficial abrange..com) . 4. trincas e bolhas nas peças das máquinas e equipamentos. Educação Profissional 34 Created with novaPDF Printer (www. Em uniões soldadas. Correntes de Foucault. As técnicas utilizadas na análise estrutural são:         Interferometria holográfica. As informações recolhidas são registradas numa ficha. . Meios materiais colocados à disposição para a execução dos serviços. por exemplo. A periodicidade dos controles é determinada de acordo com os seguintes fatores:      Número de máquinas a serem controladas. Número de pontos de medição estabelecidos. Infiltração com líquidos penetrantes.novaPDF. Gamagrafia (raios gama).

etc.  ventiladores.com) . Controle dos materiais (peças.Tabela 4. Melhoria da produtividade da empresa. partes. componentes. permanente  compressores. Diminuição dos custos nos reparos. Sistemas de vigilância  redutores. Limitação da quantidade de peças de reposição.) e melhor gerenciamento. 35 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.000 a 1.4 Métodos Utilizados Medição de vibração PROGRAMA BÁSICO DE VIGILÂNCIA Equipamentos Vigiados Equipamentos Necessários Todas as máquinas Medidor de vibração giratórias de potência média ou máxima e / ou Analisador equipamentos críticos:  motores. Diminuição dos estoques de produção.novaPDF. controlar a velocidade ou medir os planos  Redutores e circuitos hidráulicos  Motores  Equipamentos de alta-tensão  Distribuição de baixa-tensão  Componentes eletrônicos  Equipamentos com componentes refratários  Cilindros de compressores  Aletas  Engrenagens danificadas Estroboscópio do analisador de vibrações Periodicidade da Verificação 3. Todos os rolamentos Medidor especial ou analisador Todos os lugares onde se quiser estudar um movimento.500 horas Medição das falhas de rolamentos Análise estroboscópica 500 horas Segundo a necessidade Análise dos óleos Feita pelo fabricante 6 meses Termografia Subcontratação (“terceirização”) 12 meses Exame endoscópico Endoscopia + fotos Todos os meses As vantagens da manutenção preditiva são:       Aumento da vida útil do equipamento.  bombas.

Desbalanceamento – Balanceadores. fotografia com películas sensíveis à raios infravermelhos.novaPDF. Educação Profissional 36 Created with novaPDF Printer (www. da sua periculosidade e acessibilidade. o que determinará a escolha de métodos e aparelhos / instrumentos com elevados graus de sofisticação e resolução. Motivação do pessoal de manutenção. os carros são monitorados dos boxes.3 . por termopares.Limites técnicos da manutenção preditiva A eficácia da manutenção preditiva está subordinada à eficácia e à confiabilidade dos parâmetros de medida que a caracterizam. Trincas internas – Ultra-som. Exemplo: A temperatura pode ser verificada pelo tato do inspetor (até +. pirômetros. Densidade – Densímetros.Monitoramento É uma ramificação preditiva. É um método de acompanhamento de custo elevado e que só tem uma boa relação custo x benefício em equipamentos vitais para a produção de uma empresa. um acompanhamento constante da situação funcional do equipamento através de aparelhos / instrumentos. Temperatura – Termômetros. por um termômetro de mercúrio. 4. por termômetro digital de contato. Exemplo de alguns parâmetros a serem inspecionados e os aparelhos / instrumentos utilizados: Dimensão – Paquímetro / Micrômetro. conduzindo à métodos de medidas direta. num grau de inspeção máximo ou seja. bem como o preparo ou treinamento de inspetor / analista. termovisão. e outros.2. A aplicação do instrumento / aparelho correto depende de vários fatores inerentes ao equipamento que se deseja controlar. Cada um dos parâmetros a ser inspecionado pode ter critérios diferentes. lupas. Ruídos – Decibelímetro. tendo parâmetros principais do funcionamento do motor avaliado constantemente.2. Trincas superficiais – Líquidos penetrantes. Dureza superficial – Durômetros.50°C).    Melhoria da segurança. A exemplo da fórmula 1.7 . Credibilidade do serviço oferecido. tintas de coloração variáveis. levam-se em conta o conhecimento técnico e científico envolvido. Para cada um dos métodos e instrumentos aparelhos usados. Vibração – Medidores de vibração. Viscosidade – Viscosímetros. do seu funcionamento. 4. Boa imagem do serviço após a venda.2.com) . Desalinhamento – Relógio comparador. assegurando o renome do fornecedor. laser. por um termômetro digital sem contato. indireta ou a distância.

O transporte deve ser feito de preferência em caixas adequadas. etc. Para isso foi relacionado. onde não possam cair e ferir alguém. especialmente cabos e partes submetidas a esforços. deve-se ter o cuidado de não derrubá-las sobre outras pessoas.  Durante o trabalho. Não colocar sobre parte móveis de máquinas ou estruturas sujeitas a vibrações. primeiramente. A seguir. Devem ser apanhadas somente as ferramentas estritamente necessárias.novaPDF. Corte.        Medição. etc. segundo sua aplicação e que apresentem o mesmo risco. a não ser. sua especificação. corrimão. As ferramentas devem ser dispostas em lugares seguros. Deve ser evitado o transporte no bolso. aplicação e os meios corretos de como utilizá-las. Cada ferramenta deve ser guardada nos locais que lhe são determinadas. Sujeição.  Ao serem transportadas.  Ao serem guardadas. Especial cuidado deve ser tomado com as ferramentas pontiagudas e cortantes. os cuidados de rotina para com as ferramentas:  Ao serem apanhadas. As ferramentas de corte de precisão devem ser guardadas com os cortes protegidos. 37 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Sejam limpas. Traçagem. as tipicamente de bolso. mesmo que você não as tenha utilizado. Ao subir ou descer escadas verticais.1 – INTRODUÇÃO Pode-se considerar como extensão das mãos que multiplicam sua força e habilidade sendo empregadas nos mais variados campos de atividade. nunca se levam ferramentas na mão.  Antes de serem guardadas.5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5. Força. em o que se pode chamar de famílias. Impacto. serão apresentadas as ferramentas mais comuns e utilizadas nas oficinas mecânicas. Inicialmente. como alicates. Verificação . você irá agrupar ferramentas de seu conhecimento. Quando transportadas em cinto porta-ferramentas. Inspecionadas. Lubrificadas quando tiverem partes móveis.com) . chaves inglesas. Não colocar sobre peitoris.

sendo aplicadas sobre as porcas ou cabeças de parafusos a fim de aperta-las ou soltá-los. sendo necessário um setor livre com ângulo maior de 30°.  Chave combinada – Neste modelo combina-se os dois tipos básicos existentes: de boca e de estrias.3 Figura 5. A elevação da haste em um ângulo de 45° permite que a mão passe livre sobre pequenos obstáculos.5.2. tais como: de uma boca e de duas bocas.com) . Figura 5.CHAVES DE BOCA E ESTRELA a) Material: geralmente forjadas em aço cromo-vanádio. pois é mais difícil a porca ou a cabeça do parafuso escapar. evitando escoriações nos dedos.novaPDF. que facilita o trabalho tornando-o mais seguro. Educação Profissional 38 Created with novaPDF Printer (www.  Chave de boca fixa 1 1/16” x 1 1/4" – Tem boca inclinada em 15°.1 Figura 5.4 Utiliza o princípio da alavanca para apertar ou desapertar parafusos e porcas. b) Tipos. A de estrias é mais usada para “quebrar” o aperto e a de boca para extrair por completo a porca ou parafuso. especificação e aplicação:  Chave estrela 45° de 21 x 23mm – São leve e resistentes e possuem a qualidade de múltiplo posicionamento. Figura 5.2 A chave de boca fixa simples compreende dois tipos.

Figura 5.novaPDF. não há controle do esforço e é perigoso.com) .10 Educação Profissional 39 Created with novaPDF Printer (www.7 Figura 5. as chaves devem ser forçadas somente com a força dos braços. é prejudicial à chave.6 Usar calços para compensar a folga é outra coisa condenável.9 Exercer esforço com o peso do corpo é outro erro. tanto sob o ponto de vista técnico como de segurança. Boca folgada não permite bom aperto. Figura 5. podendo escapar.Figura 5.8 Se o esforço deve ser grande não convém aumentar o braço da alavanca para exercer maior torque. Figura 5.5 c) Utilização e cuidados: A boca deve ser justa à porca e bem encaixada para que o trabalho seja seguro. Figura 5.

De preferência deve-se puxar a chave.13 Cuidado especial deve-se ter em lugares altos: o escape da chave poderá acarretar o desequilíbrio e queda do usuário.15 Educação Profissional 40 Created with novaPDF Printer (www. Valendo ressaltar que não devem ser atingidas por martelos. a mão irá contra o obstáculo que estiver na frente.novaPDF. Figura 5. se a chave se quebrar.12 Figura 5. Figura 5. Usar chaves como alavanca ou martelo é tão condenável que dispensa ilustração. escapar ou se quebrar o parafuso. Em casos especiais deve-se empurrá-la com a mão espalmada.11 Ao empurrar.14 Figura 5. Figura 5.com) . a fim de prevenir qualquer surpresa desagradável.

especificação e aplicação:   Chave de fenda 1/4" x 8” – utilizada para girar parafusos com fenda de aproximadamente 1/4".novaPDF.3 .CHAVES DE FENDA E PHILLIPS. com uma de suas extremidades forjada em forma de cunha e a outra em forma de espiga prismática ou cilíndrica estriada.17  Chave de Fenda . Figura 5. pois só a ponta que varia.18 Educação Profissional 41 Created with novaPDF Printer (www.16 b) Tipos. sendo inclusive mais seguros e eficientes. devendo preencher toda a fenda atingindo. É empregada para apertar e desapertar parafusos cujas cabeças tenham fendas ou ranhuras que permitam a entrada da cunha.1/2” – é uma variação da chave comum. Chave phillips cotoco de 1/4" x 1. a) Material: sua haste é feita em aço carbono e seu cabo em resina ou plástico.A chave de parafuso de fenda é uma ferramenta de aperto constituída de uma haste cilíndrica de aço carbono. Figura 5. o que oferece mais segurança proporcionando trabalhos mais satisfatórios.com) . especialmente quanto à isolação.5. Figura 5. inclusive o fundo. onde acopla-se um cabo de madeira ou plástico. tenda esta uma forma cruzada.

c) Utilização e cuidados: Pode ser considerada um tipo especial de chave de fenda.21 5. É encontrada em jogo de seis ou sete chaves.novaPDF.375” x 4. Figura 5.20 2.250” – Utilizada em parafusos com encaixe interno sextavado de 3/8”. pois.Pressionando-a contra a mão é um erro perigoso. Educação Profissional 42 Created with novaPDF Printer (www. se exerce esforço através do braço de alavanca da haste o que dá certa semelhança com as chaves de boca.19 1.c) Utilização e cuidados: Figura 5. Merece.Como talhadeira é um erro imperdoável. cuidados semelhantes aos das chaves de boca e de fenda.4 . 3. Figura 5.Como alavanca é um erro prejudicial.CHAVE HEXAGONAL ALLEN a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave hexagonal 3/8” x 1.com) . desde que se introduza na fenda hexagonal da cabeça do parafuso.

O esforço deve ser feito somente no sentido de forçar contra a parte fixa da chave.23 a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave de boca regulável de 12”x 1 5/16” – Utilizada em porcas ou cabeças de parafusos para aperta-los ou soltá-los. bem justa. Figura 5.Figura 5.CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU CHAVE INGLESA. A boca deve ser sempre regulada.com) . por meio de um parafuso regulador ou porca.novaPDF. Existem dois tipos: chave inglesa e chave de grifo. A limpeza e lubrificação são fatores importantes para conservação dessas ferramentas e para segurança de seus usuários.22 5. ao tamanho da porca. Sendo estas chaves mais versáteis. exigem mais cuidados.25 Educação Profissional 43 Created with novaPDF Printer (www. Figura 5.5 .24 Figura 5. Permite abrir ou fechar a mandíbula móvel da chave.

novaPDF. acabamento. b) Tipos. rolamentos. Dados para especificação: Características gerais.SACA POLIAS a) Material: Geralmente em aço carbono. especificação e aplicações.Figura 5. material.31 44 Created with novaPDF Printer (www.  Duas Garras: Fixas Articuladas Garra deslizante Figura 5. acoplamentos sobre eixos. profundidade máxima.28 Figura 5. abertura máxima.com) .6 . engrenagens.30 Educação Profissional Figura 5.26 5.  Três Garras Fixas Articuladas Figura 5.27 Figura 5.29 São utilizados em tarefas de desmontagem de polias.

dilatação.A Talhadeira e o Bedame são ferramentas de corte feitas de um corpo de aço.com) .novaPDF. especificação e aplicação . Estes centralizam melhor. retirar excesso de material e abrir rasgos. retangular. em serviços um pouco mais pesados. Figura 5.Aço b) Tipos. com um extremo forjado. 5.TALHADEIRA E BEDAME a) Material . de secção circular. Em alguns casos.7 . Dados para especificação: Os mesmos da saca-polias de duas garras. Educação Profissional 45 Created with novaPDF Printer (www.32 Figura 5. Deve ser verificado a capacidade de torque do saca polias antes de sua utilização para evitar sua quebra. será necessário utilizar dispositivos a quente (chuveiros). para aquecer a peça a ser retificada através do processo de aquecimento.34 Utilização Servem para cortar chapas. temperada e afiada convenientemente.33 Figura 5. hexagonal ou octogonal. Certificar-se que as garras estão bem fixadas. provido de cunha. apoiadas na peça a ser removida.Mesmas condições de utilização de saca-polias de duas garras. para evitar possíveis acidentes e garantir uma agilidade na tarefa. e outro chanfrado denominado cabeça. porém. c) Utilização em cuidados Durante ou após o seu uso deve-se ter alguns cuidados: Evitar esforço desnecessário de danificação dos filetes de rosca do parafuso (tirante) principal.

estar bem temperadas e afiadas. em geral.Aço cromo vanadium fosfatizado Figura 5.Características 1. em geral. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. MATERIAL Cobre Aço Doce Aço Duro Ferro fundido e bronze fundido duro 5.SACA PINOS CÔNICO E PARALELO a) Material .CHAVES PARA TUBOS Figura 5. tabela abaixo: Tabela 5.36 São utilizados para retirar pinos.novaPDF. As ferramentas de talhar devem ter ângulos de cunha convenientes. O bisel da cunha é simétrico ou assimétrico 2. Paralelo: Figura 5. para que cortem bem. A cabeça é chanfrada e temperada.São utilizados para retirar pinos ou fixar peças mecânicas. conforme.9 .37 Educação Profissional 46 Created with novaPDF Printer (www. A aresta de corte deve ser convexa e o ângulo de cunha Varia com o material a ser talhado. 5.1 CUNHA 50° 60° 65° 70° 3. A cabeça do bedame e da talhadeira é chanfrada e temperada brandamente para evitar formação de rebarbas ou quebras.com) . Os tamanhos são entre 150 e 180mm 4.8 .35 b) Tipos e especificações .

capacidade de abertura ou diâmetro do tubo (máximo).São utilizados em aperto de tubulação rosqueadas. comprimento.Verificador de ângulos Figura 5.1 .São utilizadas para remoção de tampas. 5.11. b) Tipos.11 .Características gerais. ângulos. acabamento.2 . especificação e aplicação . c) Utilização e cuidados . Figura 5. Suas dimensões variam. de 1 a 15mm ou de 1/32” a 1/2”. comprimento. flanges. diâmetros e espessuras. etc. Apresentam formas e perfis variados.VERIFICADORES E CALIBRADORES São instrumentos geralmente fabricados de aço. Em cada lâminas é estampada a medida do raio. b) Tipos. roscas.com) . c) Utilização e cuidados . 5.a) Material – Cabo e cabeça fabricados em aço cromo vanadium. especificação e aplicação . que estejam sujeitos a apertos leves.Verificador de raio Serve para verificar raios internos e externos. material.40 5.11.novaPDF.ESPÁTULAS Figura 5.10 .39 a) Material – Fabricado em aço fundido niquelado. geralmente. material. folgas.41 Educação Profissional 47 Created with novaPDF Printer (www. rotores.Características gerais. acabamento. Os verificadores e calibradores classificam-se em vários tipos: 5.38 Figura 5. temperado ou não. É utilizado para verificar e controlar raios.

3 .Calibrador de folgas (Apalpador) Usa-se na verificação de folgas. Figura 5. Sua fórmula é: (T = F X L) sendo. torque é a resultante de uma força aplicada em um determinado braço de alavanca.44 TORQUE (T) = FORÇA (F) X DISTÂNCIA (L) Educação Profissional 48 Created with novaPDF Printer (www. Figura 5. F = força e L = comprimento da alavanca. necessário de faz termos bem definido o conceito de torque. sendo fabricado em vários tipos.12 .Verificador de rosca Usa-se para verificar roscas em todos os sistemas.11.novaPDF.5. TORQUE A importância de controlar o aperto aplicado em um parafuso O que é torque? De uma forma bem simplificada. Figura 5.42 5.11. ou de 0. Em cada lâmina vem gravada sua medida. que varia de 0.2000”. Em suas lâminas está gravado o número de fios por polegada ou o passo da rosca em milímetros.4 .43 5.TORQUÍMETRO Para um melhor entendimento sobre torquímetro.com) . T = torque.0015” a 0.04 a 5mm.

Quebrar o parafuso. etc. o conjunto. aço inoxidável. etc. conjuntos. aço carbono. 2. Classes de Qualidade Conforme DIN 267 Nominal Sextavado Como determinar o tamanho do parafuso a ser utilizado? O tamanho do parafuso deve ser determinado pelo total de tensão necessária para fixar o conjunto de peças. Espanar os fios de rosca do parafuso. Trincar o parafuso. Matéria prima (latão. pondo em risco vidas humanas e patrimônio. provocando assim vazamento de gases e líquidos. aço ligado. Todos estes fatores irão determinar a classificação de resistência a que pertence o parafuso. São eles: 1. impedindo seu funcionamento normal.novaPDF. A elasticidade do material do parafuso faz com que esse pretenda voltar a sua forma original fixado. Alterar a vedação (junta). 5. Exemplo: têmpera. 2. o que provoca o vazamento de gases e líquidos entre componentes de máquinas. Porque devemos controlar o torque a ser aplicado num parafuso? O torque quando excessivo pode: 1. revenimento. alumínio.Unidades de torques mais usadas:    N. A que tensão podemos sujeitar um parafuso? Vários fatores são levados em consideração na fabricação de um parafuso. Veja abaixo o exemplo para um parafuso sextavado M10 conforme DIN 267. 3. Que efeito produz o torque num parafuso? A aplicação de torque no parafuso produz uma tensão linear (esticamento) e.com) . um alongamento do mesmo (deformação elástica). Esmagar juntas ou gaxetas. 4. etc. Coeficiente de atrito.). M (Kigrama força metro) Lbf. Tipo e passo da rosca. 2. componentes. Tratamento térmico aplicado no parafuso. Fl (libra força pé) Onde se aplica o torque? Em parafusos e prisioneiros que fixam peças. conseqüentemente. O torque quando insuficiente pode: 1. 5. 3. assim. conforme especificação do projeto. dentro dos limites seguros de tensão para dado parafuso. Acabamento superficial. fazendo-o falhar mais tarde. conforme normas internacionais.m (Newton metro) Kgf. Empenar um conjunto fixado por parafusos. Fazer cair o parafuso devido a vibrações da máquina ou do equipamento. 49 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. 4.

Cada torquímetro foi desenvolvido para uma diferente aplicação. FORÇA DE FIXAÇÃO Figura 5. Comprometer o desempenho da máquina ou equipamento em função da falta de alinhamento e suporte dos seus componentes entre si.47 Figura 5. torquímetro tipo “T”. torquímetro de vareta. Os torquímetros devem ser construídos conforme prescrições rigorosas de usinagem e montagem.48 A força de fixação é obtida pelo tensionamento do parafuso e a conseqüente compressão dos componentes da junta roscada.novaPDF. transdutores de torque estáticos e rotativos. que tendem a provocar a soltura dos componentes da junta. torquímetro de escape ou giro livre. 4. rapidez. A escolha correta da ferramenta para aperto significa segurança. Inspeções e reparos podem ser efetuados no campo com um mínimo de ferramentas. Causar acidentes e danos ao patrimônio. JUNTA MECÂNICA Figura 5. torquímetros especiais para áreas médicas (esterelizáveis). torquímetro digital. torquímetro axial. torquímetro de relógio.3. facilidade e qualidade para seu trabalho. devem ser absorvidas pela força de fixação induzida na junta durante a 50 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. a) A qualidade mais importante da junta é a sua resistência às cargas de trabalho (tração. torquímetro com cabeça intercambiável.46 Uma junta mecânica roscada oferece a vantagem de desmontagem rápida para inspeção ou reparo de componentes: fixadores podem ser reutilizados. compressão. torquímetro de relógio com ponteiro de arraste.com) . São fabricados com maquinário específico e mão-de-obra especializada que asseguram a qualidade do instrumento. Essas cargas. Somente através de uma ferramenta denominada “torquímetro” é que conseguiremos aplicar o torque especificado. Segue alguns tipos de torquímetros: torquímetro de estalo com escala / sem escala.45 Figura 5. torquímetros para tampas de embalagens. cisalhamento e vibração). torquímetro pneumático.

pois dificulta o movimento dos componentes entre si. Além de ser um processo demorado. evitando a soltura. pois estes são os meios mais confiáveis. permitindo acesso às duas extremidades do parafuso. tornando-se assim um processo impraticável. utilizando transdutores de pressão ou sensores de pressão instalados na própria junta. Se aplicar um aperto pequeno demais. GERANDO FORÇA DE FIXAÇÃO PELO TORQUE Qual é a solução que resta para aplicar a precarga correta a um fixador? É controlar o torque que se aplica ao fixador utilizando um TORQUÍMETRO ou uma apertadeira motorizada com CONTROLE DE TORQUE. Esta medição seria feita por meio de extensômetros ou ondas de ultra-som. pode-se espanar a rosca do fixador.novaPDF.50 b) Como gerar força de fixação nos componentes da junta? Apertando os componentes da junta uns contra os outros por meio de fixadores roscados. Se aplicar um aperto em excesso. por isso. Na junta. Só é possível. a força de fixação da junta é muito importante para assegurar um perfeito funcionamento do produto em que se encontra instalada.com) . Educação Profissional 51 Created with novaPDF Printer (www. – Pode-se recorrer à medição do alongamento do fixador que está intimamente ligado a précarga nele aplicada. resultando numa falha catastrófica. resistindo a tração e compressão. que assim resiste melhor a cisalhamento e vibração. Após aperto da junta não é possível remover os sensores. c) Como se vê.49 Figura 5. fazendo com que o conjunto se comporte como uma única peça. Poderíamos tentar medir a compressão a que sujeitamos os componentes da junta. O aperto também aumenta a fricção entre os componentes. aparece aqui como coadjuvante. condições estas que prejudicariam o bom desempenho do produto. a fricção. A força de fixação deve ser maior do que a soma das cargas de trabalho que agem sobre ela. vale dizer ainda que os equipamentos necessários para fazer a medição são muito caros. gerando uma tensão que ultrapassa o limite de resistência do fixador ou envergar os componentes da junta. d) Há meios práticos de medir a pré-carga num fixador? Não. que em muitas outras aplicações nos “rouba’’ parte do nosso esforço”. quando se utiliza parafuso com porca. Figura 5.sua montagem. é proibitivo na maioria dos processos de montagem. os componentes da junta podem começar a soltar-se debaixo das cargas de trabalho.

O conceito '‘um pouco mais não pode fazer mal’ não é aceitável. Existência de arruelas lisas ou de pressão.com) . Folga do furo. horas ou dias atrás é um processo duvidoso. Após definição da força de fixação necessária em determinada junta e do relaxamento que deve ocorrer pode-se especificar o torque a aplicar ao fixador. dureza de diferentes tipos de materiais. que torques apurados em ensaios sejam respeitados no ‘chão de fábrica’. Depois nada melhor que um ‘teste de campo‘ sob as condições reais de cargas de trabalho e cargas externas. Os ensaios devem sempre ser feitos nas condições mais próximas à realidade da montagem. Perpendicularidade ou paralelismo dos fixadores e componentes da junta. O operador deve parar de aplicar força tão logo atinja o torque recomendado. Acabamento e lubrificação de faces contactantes. Se a junta não falhar e nem se soltar. Componentes de material diferente. Tipo de rosca (rosca grossa ou rosca fina). gaxetas e o tempo que passou entre a aplicação de torque e a tentativa de medir a força de fixação residual. Tolerâncias da rosca do fixador / parafuso. Tratamento térmico. que devido ao relaxamento dos componentes da junta pode ser bem diferente da ‘fricção dinâmica’ que existia no momento do aperto. Local de aplicação de torque (porca ou cabeça do parafuso). Esta correlação depende de vários fatores como:            Tipo de junta: junta elástica ou junta rígida. Muitos fatores contribuem para alterar a tensão residual do fixador e com isso a força de fixação existente na junta: estado de lubricidade. sim! Educação Profissional 52 Created with novaPDF Printer (www. AUDITORIA DE TORQUE ‘Auditoria de torque’ pretendendo encontrar o torque aplicado a minutos. É muito importante. a escolha dos componentes da junta e o processo de montagem com os torques utilizados foram perfeitos. Para garantir a segurança na aplicação do torque correto em linhas de montagem de alta produção são utillizadas apertadeiras motorizadas que indicam o torque dinâmico sendo gerado e permitem imprimir o torque máximo aplicado através de impressora para gerar um ‘hardcopy’ para comprovação do torque aplicado para um cliente ou para utilização futura em caso de litígio.novaPDF.AS VARIÁVEIS NA RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO (Força de fixação) Na época da elaboração do projeto do produto é necessário estabelecer empiricamente uma relação entre um torque aplicado e a precarga resultante no fixador e a força de fixação obtida na junta. Formato da cabeça. porque pode fazer mal. pois quando se tenta reiniciar a rotação da porca ou fixador tem-se que vencer a ‘fricção estática’.

com) .Princípios do funcionamento do torquímetro Para executar o seu trabalho o torquímetro sempre utiliza um corpo elástico calibrado. quando dotados de catraca ou de outro implemento. acabamento da face de contato e dureza da arruela influenciam o relaxamento da força de fixação na junta e a tensão no parafuso. a causa de relaxamento mais conhecida é o emprego de gaxetas de vedação entre dois componentes da junta. Para diminuir este inconveniente executa-se o aperto dos fixadores numa ‘seqüência cruzada’.novaPDF.51 a) Material: (Falta material) b) Tipos. Figura 5. Quando se deve montar uma junta com múltiplos fixadores. perde a sua força de fixação. é aconselhável apertar os parafusos mais uma vez para compensar a força de fixação perdida. Para dar tempo para a gaxeta se acomodar. mantendo o padrão de ‘seqüência cruzada’ ou ‘espiral’. especificação e aplicação . ou para sinalizar que um torque pré-selecionado foi alcançado.São ferramentas destinadas ao aperto de parafusos e porcas com torque controlado a partir de um valor pré-estabelecido em projeto. uma barra no modelo ‘vareta’ ou relógio. TORQUE: é o movimento torçor. porque a mudança das condições de tensão na junta provoca um relaxamento localizado. mola helicoidal no modelo ‘estalo’ e de ‘giro livre’ e extensômetro (strain gage) no modelo ‘digital’.: aeronáutica e veículos). Um outro procedimento é apertar os fixadores em vários ‘passos’ (ex.100% do torque especificado). Este procedimento muitas vezes é utilizado na montagem de juntas críticas (ex. O diâmetro do furo da arruela. Outro fator que pode afetar substancialmente o relaxamento da força de fixação numa junta é o emprego de arruelas debaixo da cabeça do parafuso. ou num padrão espiral. Educação Profissional 53 Created with novaPDF Printer (www.e encontra-se um problema de relaxamento peculiar: enquanto apertar-se um fixador. ou seja: 5. já instalado.RELAXAMENTO Na prática ocorre uma gradual perda da força de fixação em quase todas as juntas roscadas porque as faces da junta em contato aos poucos sofrem um ‘nivelamento’ das irregularidades de superfície que diminui a força de fixação existente.: 30% 70% . Torquímetros de sinalização de torque (estalo). pois apertos repetidos reduzem a fricção entre partes contactantes. um outro fixador.1 .12. para indicar o torque sendo aplicado. cujo pino quadrado desloca o ponto de rotação (A) do soquete para frente do ponto de articulação do torquímetro (B) exigem que a mão do operador aplique a força no centro da empunhadura para gerar o torque desejado. Provavelmente. A prática de aperto em vários ‘passos’ ou ‘passadas’ ajuda a eliminar uma das causas do baixo aproveitamento de torque para gerar tensão e força de fixação no fixador e na junta.

a posição da mão do operador não influi no torque gerado. os torquímetros de vareta.Quando o torque-alvo é atingido o corpo do torquímetro gira em falso e soquete ou ponta engajada no parafuso não se mexem mais. AFERIÇÃO DE TORQUÍMETRO A fim de tornar possível a aplicação de torques consistentes na linha de montagem é necessário aferir os torquímetros em intervalos estabelecidos em Norma Brasileira.A escala micrométrica permite regulagem precisa. pois isso NÃO ALTERA o torque aplicado. pois isso alteraria o torque aplicado. ANSI/ASME B107-14M-1985 e ISO 6789 e Norma Brasileira NB-1231. De acordo com a Norma Brasileira NB-1231. A Norma estabelece que torquímetros devem ser aferidos: Educação Profissional 54 Created with novaPDF Printer (www. Excede a Norma Federal Americana n° GGG-W-00686c.novaPDF. de relógio. Operação bi-direcional. Alta sensibilidade e baixo coeficiente de fricção do mecanismo de desligamento garantem precisão do torque aplicado. digitais e de estalo (sinalização de torque) com escala externa devem ser aferidos em 20% . Precisão: _ 3% do valor indicado.80% e 100% da capacidade máxima do torquímetro. fricções. sem escala externa (preset).com) . devem ser aferidos no ’torque de trabalho’. Quando o ponto de rotação (A) do soquete coincide com o ponto de articulação do torquímetro (B). . Para aplicar torques relativamente baixos são utilizados torquímetros ‘de giro livre’ que possuem mola helicoidal e dispositivos limitadores de transmissão de força (cames.Neste tipo de torquímetro NÃO podemos usar extensões no cabo do torquímetro. Formato axial facilita o trabalho em áreas de difícil acesso. TORQUÍMETRO DE GIRO-LEVE (Torquímetro de limitação de torque) . Leve. AXIAL COM ESCALA        Ideal para aplicação de torques baixos.40%-60% . . Torquímetros de estalo. de fácil manejo. É mesmo à prova de teimosia e descuido.Torquímetro de "giro-livre" impede que o operador aplique um torque maior do que aquele selecionado. Neste tipo de torquímetro pode-se aplicar força fora do centro da empunhadura e PODE-SE USAR EXTENSÕES no cabo do torquímetro. etc) que impedem que o eixo-propulsor do torquímetro transmita torques superiores aqueles préselecionados. -O torquímetro de "giro-livre" rearma automaticamente Torquímetro de giro-livre é o preferido nas indústrias da eletrônica e informática. que é mantida inalterada devido a uma trava durante todo ciclo de trabalho.

A) Torquímetros de indicação de torque. Educação Profissional 55 Created with novaPDF Printer (www. A3) Tipo ‘digital’ . possibilitando a documentação do torque aplicado (hard copy). Após reparos efetuados no torquímetro. B) Torquímetros de sinalização de torque. Quando ocorrer dúvida nos resultados obtidos. Para os torquímetros digitais entre 10% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. médios e grandes (exemplo: 5 Nm.000 ciclos de trabalho para torquímetros de ‘indicação de torque’ (vareta. digital). A cada 10. A1) Tipo ‘vareta’ . Após sobrecargas. cuidando que os valores de torque a serem aplicados situem-se entre 20% a 100% da capacidade máxima.para reparos e manutenção de equipamentos que têm juntas críticas. Após quedas ou choques violentos sofridos pelo torquímetro. A ESCOLHA DE TORQUÍMETROS EM FUNÇÃO DO TIPO Para obter o melhor resultado na aplicação de torque o tipo de funcionamento do torquímetro escolhido é fundamental. exigindo menor dispersão de torque. Mas não há nenhum torquímetro com esta capacidade que tenha ‘garantia de precisão’ para toda esta faixa.para juntas com prescrição de torque mínimo e máximo.para reparos e manutenção automotiva. A ESCOLHA DO TORQUÍMETRO EM FUNÇÃO DA CAPACIDADE Da Faixa de Utilização dos Torquímetros Para os torquímetros analógicos (estalo.com) . é comprar mais de um torquímetro. vareta. Os fabricantes garantem a precisão somente entre 20% a 100% da capacidade máxima para torquímetros analógicos e entre 10% a 100% para torquímetros digitais. giro livre) entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. quando se tem que aplicar / controlar torques pequenos. (Exemplo: capacidade máxima de 20 Nm que atende a aplicação dos torques de 5 Nm e 15 Nm e outro de capacidade máxima de 100 Nm que atende o torque especificado de 75 Nm) NOTA: Existe um projeto de norma que vai proibir os fabricantes de marcar divisões abaixo dos 20% da capacidade máxima nos torquímetros de estalo e relógio. A precisão indicada pelo fabricante do torquímetro só se aplica às faixas acima de modo que não existe nenhum torquímetro que comece de zero! É fácil entender que. 15 Nm e 75 Nm) seria preferível comprar um torquímetro com capacidade de 0 a 100 Nm para atender a todas as tarefas. A solução então.000 ciclos de trabalho para torquímetros de sinalização de torque (estalo) e ’de limitação de torque’ (giro livre). relógio. relógio.       A cada seis meses. A cada 5.novaPDF. A2) Tipo ‘relógio’ .

são utilizados ‘calibres de torque’ (torque watches) indicados para ajuste de micro mecanismos de potenciômetros e ‘trim pots’.com) . acima citadas. Ao comprar um torquímetro permitindo a participação de um maior número de fornecedores na cotação não indique a capacidade do torquímetro que pretende substituir. volta a zero. mão de obra não-especializada). Educação Profissional 56 Created with novaPDF Printer (www. ele registra o torque máximo atingido. Para facilitar o trabalho com torquímetros compridos ou para executar testes destrutivos existe o relógio de ‘ponteiro duplo’ ou ‘de memória’. onça-polegada e librapolegada. ajustável manualmente. C) Torquímetros de limitação de torque.para aplicação de torques relativamente baixos. utiliza-se o modelo ‘Pre-Set’. Para torques muito baixos – abaixo de 1 Nm . devemos observar alguns detalhes importantes: A) Torque a aplicar: no caso ideal o torque a aplicar deve situar-se próximo à metade da capacidade máxima do torquímetro. que obriga o fabricante a garantir uma precisão de ± 4% sobre o valor de torque indicado ou aplicado entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. D) Formato do torquímetro: deve levar em consideração as condições de acesso ao fixador e o espaço disponível para a aplicação de força ao torquímetro. pré-selecionado. eliminando o julgamento do operador. C) Precisão do torquímetro: deve obedecer à Norma Brasileira 1231. recomenda-se a compra de um igual ou equivalente. C1) Tipo ‘giro livre’ . que permita identificar claramente onde ficam os limites inferiores e superiores do torque a aplicar. O segundo ponteiro. Se nossa especificação é torque nominal (alvo) 16 Nm.B1) Tipo ‘estalo’ . pouca visibilidade. percorre a escala e. durante a aplicação de força.para montagens automotivas e industriais em ambientes hósteis (sujeira. Estes calibres de torque operam com escalas em Nmm. Ncm. cmgf. pode ser usado como ponto de referência. mas somente as características (A – D). B) Tolerância do torque a aplicar: o torquímetro deve ter uma resolução boa. Caso já esteja sendo utilizado um torquímetro que satisfaz as condições acima. ao cessar a força. Quando devemos comprar um torquímetro para uma aplicação nova. com aplicação repetida de um mesmo torque. então. Quando o trabalho é feito numa linha de montagem. O sistema mais simples possui um relógio com um único ponteiro que. Um torquímetro com graduação de 5 em 5 Nm não serve ! O espaçamento das divisões de qualquer torquímetro deve ser grande o suficiente para permitir fácil identificação dos limites inferiores e superiores. INDICAÇÃO DE TORQUE SISTEMAS DE INDICAÇÃO DE TORQUE O torquímetro de indicação de torque mais usado é o torquímetro de relógio. com limite inferior de 14 Nm e com limite superior de 17 Nm. cujo ajuste é feito em departamento de Garantia de Qualidade.novaPDF. Nm.

Quando se deve aplicar torque em áreas escuras ou inacessíveis à visão direta.500 Nm. Multiplicadores de torque podem ser ‘agrupados’ (ganging) para aumentar sua capacidade de torque. de tamanho reduzido.com) . Multiplicadores de torque são também indicados quando o espaço para aplicação de torque é limitado. sendo acionado por um torquímetro de cabo curto. Em ambos os casos o ponto em que deve ocorrer o sinal é previamente selecionado. Obstáculos verticais são sub plantados com torquímetros de bocas dianteiras. Obstáculos laterais são vencidos por torquímetros radiais com catraca. conforme explicado abaixo. intercambiáveis. existem vários modelos de multiplicadores de torque com capacidade até 81.novaPDF. DOCUMENTAÇÃO DO TORQUE APLICADO Os torquímetros digitais podem ser conectados a impressoras. Quando o torque a aplicar é grande. o encaixe de saída é macho e sempre maior que o encaixe de entrada. porém o torque final aplicável sempre é limitado pela capacidade máxima de torque na saída do último multiplicador. Quando é necessário utilizar uma boca dianteira de comprimento especial devemos fazer um cálculo de compensação do aumento efetivo do torquímetro. Enquanto o encaixe de entrada de um multiplicador é fêmea. laterais e verticais.13 . existem vários tipos de torquímetros para suplantar obstáculos frontais. exigindo um torquímetro de cabo muito longo. 5. Vale lembrar que torque é força aplicada x comprimento da alavanca. pode-se optar por torquímetros com sinal de luz ou sinal sonoro. Educação Profissional 57 Created with novaPDF Printer (www. dando assim um apoio inestimável ao operador. pode-se optar pelo uso de um multiplicador de torque. ‘data loggers’ e computadores pessoais para facilitar a documentação dos torques aplicados (hard copy) e a elaboração de estatísticas. A escolha de um multiplicador sempre deve orientar-se pela ‘capacidade máxima de Saída’. TORQUÍMETROS DE LIMITES DE TORQUE PROGRAMÁVEIS Existe o torquímetro digital (exemplo: COMPUTORQ II da CARLSONS) que possibilita a programação de ‘limite inferior’. ‘torque alvo’ (nominal) e ‘limite superior’ de torque. que é avisado por sinal luminoso e sonoro no momento em que alcança qualquer um destes pontos. Obstáculos frontais são sub plantados por torquímetros radiais com extensão e torquímetros axiais.MULTIPLICADORES DE TORQUE Aplicação de Torques Altos Como a força física do operador constitui um limite para qualquer operação de torque. PROBLEMAS DE ACESSO Como o local da aplicação de torque pode estar obstruído.

1 mkgf ± 10 Nm 12 lb-pol 16 oz-pol ± 0.3/8”. de 9 x 12 mm e 14 x 18 mm para receber bocas dianteiras. observe abaixo. Torquímetros axiais de baixa capacidade possuem pinças para colocação de lâminas. deveria memorizar algumas equivalências: 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pol 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pé = = = = = = = = ± 0. os torquímetros são usados com soquetes de encaixe quadrado. quem lida freqüentemente com torque. AFERIDOR DE TORQUE DE TAMPA DE ROSCA Existem também equipamentos para conferir torque aplicado por máquinas de engarrafamento e fechamento automático de garrafas e frascos em tampas roscadas de vasilhames de vidro. 1” e 1. Também torquímetros com colar retangular. Torquímetros axiais podem possuir pino quadrado de ¼” e 3/8”. Normalmente. boca estrela aberta e boca estrela com catraca. 58 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. são disponibilizados aferidores de mesas giratórias com pinos de fixação do vasilhame que.14 mkgf A IMPORTÂNCIA DA CLAREZA DA COMUNICAÇÃO Como as unidades de torque sempre têm dois componentes – força (N. “torque de 15 libras” .é lbf-pé ou lbf-pol ? lbf-pé é 12 vezes maior que lbf-pol. CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE Conversão de Unidades de Torque Enquanto. ½”. pois.com) . ¾”. polegada) deve-se desconfiar de um possível erro quando um destes componentes está faltando: “torque de 12 kg” – é mkgf ou cmkgf ? mkgf é 100 vezes maior que cmkgf. permitem medir o torque de fechamento bem como o torque de abertura. de metal ou de plástico. boca estrela. apertando ou desroscando a tampa. existem tabelas completas de conversão de torque. m.7 lb-pé ± 7.1/2”. há torquímetros com pino quadrado de ¼”.DOS ENCAIXES DO TORQUÍMETRO (Sistemas de acoplamento de acessórios). Para tal. kgf.2 lb-pé ± 1. pé. A comunicação clara na consulta a um fornecedor poderá evitar perda de tempo e de dinheiro pela aquisição de torquímetros inadequados ao serviço. Calibres de torque vêm equipados com mandris.lbf) e comprimento da alavanca (cm.novaPDF. que permitem o uso de pontas. fêmea.4 Nm ± 0. bem como suportes para pontas de corpo sextavado de ¼” e 5/16”. A escala combinada indica os torques em Nm e lb-pol. lâminas e uma infinidade de dispositivos especiais. intercambiáveis nos tipos: boca fixa.

é aconselhável certificar-se da unidade correta de torque antes de empregar o torquímetro para determinada aplicação. existe o perigo que uma parcela. existe uma linha de torquímetros de ‘limitação de torque’ ou de ‘giro livre’. TORQUE PRÉ-SELECIONADO (Pre-set torque) No chão de fábrica haverá provavelmente postos de trabalho onde um operador sempre aplica o mesmo torque. Há vários sistemas de embreagem. TORQUE E ÂNGULO (Torque / angle) Como na montagem de uma junta roscada há muitas variáveis. (O ‘sonho’ de todo projetista). maior que planejada.com) . nos modelos axiais. da força gerada durante o aperto seja absorvida por estes fatores de difícil quantificação.novaPDF. Estes torquímetros são dispostos nos modelos com colar de encaixe para bocas intercambiáveis dianteiras. tais como: lubrificação. um sistema de embreagem que transmite a força ao pino-propulsor. garantindo assim que foi gerada força de fixação suficiente para resistir a todas as cargas de trabalho. além da mola helicoidal calibrada. exige a posterior rotação do fixador por um determinado ângulo. no mesmo produto. fricção. Por isso. Qualquer operador vai aplicar o torque prescrito na especificação sem ter que se preocupar com a escala. grau de dureza de faces contactantes. pois em ambos os casos a junta roscada do nosso produto falhará. ou no ajuste do torque especificado) existem torquímetros de sinalização de torque (estalo) que não possuem escala externa e nem acesso fácil ao sistema (interno) de ajuste de torque. Devido a este princípio os torques que podem ser atingidos com certa repetibilidade são relativamente baixos. TORQUÍMETROS DE LIMITAÇÃO DE TORQUE (Torque limiting wrenches) No intuito de tornar o aperto mais seguro e menos dependente do juízo do operador de linha. Estes torquímetros são calibrados num aferidor de torque por profissionais e depois é vedado o acesso ao sistema de ajuste. Estes torquímetros possuem. Para diminuir a possibilidade de erro humano (na leitura da escala externa. quando uma junta é considerada ‘crítica’ para o bom funcionamento do produto. utiliza-se o processo ‘torque e ângulo’. bem como com pinos quadrados para encaixe de soquetes e. etc. impedindo que mais força seja transmitida ao pino-propulsor. com suportes para pontas. esta começa a deslizar (girar livremente). a unidade de torque. procedimento este que levará o fixador próximo a sua região de escoamento. Da mesma forma. Quando a força gerada pelo operador excede a tensão da mola sobre a embreagem. É só parar de aplicar força ao ouvir e sentir o sinal de ‘torque atingido’. que todas afetam a força de fixação obtida. Existem 2 modelos básicos: o tipo ‘axial’ que se assemelha a uma chave de fenda e o tipo ‘modular’ que é encaixado entre soquete e vários cabos de acionamento.Clareza na comunicação é ‘meio caminho andado’. Assim. além de indicar um torque de aperto. porém todos funcionam reagindo à fricção existente entre mola e embreagem. onde a especificação. acabamento de superfície. etc. evita-se torques baixos demais e torques em excesso.. Educação Profissional 59 Created with novaPDF Printer (www.

RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO Como já foi apresentado há muitas variáveis que podem influenciar a força de fixação. relógio) Torquímetros com limitação de torque. (Vareta. Para tal deve simular a nossa junta com os mesmos componentes utilizados na linha de produção e instalá-la num testador hidráulico de torque / tensão que indica a cada instante a tensão obtida.53  Torquímetro de Estalo: seu funcionamento é baseado num sistema de alavancas interpostas que provocam um esforço sobre uma mola. Figura 5.com) . (Giro-livre) Torquímetros com sinalização de torque.52  Torquímetro com Relógio: seu funcionamento é baseado na torção da cabeça do quadrado de encaixe. e um conseqüente estalo. Educação Profissional 60 Created with novaPDF Printer (www. porém. Pode. Se pudesse medir esta tensão enquanto se monta a junta com um torquímetro seria ideal. fazer um teste que nos permita ver como a tensão (força de fixação) muda em função do torque aplicado.Para poder executar este processo a CARLSONS oferece dispositivos para controle de torque / ângulo que permitem medir o ângulo de rotação percorrido após a aplicação do torque. A simulação também deve replicar a maneira de aplicação de torque pelo operador. (Estalo) Figura 5. (tensão) gerada pelo torque na junta. Torquímetros com indicação de torque. pois isso eliminaria muita ‘incógnitas’ e causas de falhas posteriores do produto. Utilizando um torquímetro de relógio com ponteiro ‘de máxima’ poderá ver como a tensão cresce em função do torque aplicado. A leitura do torque é feita diretamente na escala. Classificação:    Tipos:  Torquímetros de Vareta: seu funcionamento baseia-se na flexão da haste.novaPDF.

25 vezes ou 125 vezes. sendo este fixado em alguma parte da máquina.58 Educação Profissional 61 Created with novaPDF Printer (www.57  Instrumento de medição angular: são adaptados ao torquímetro (quadrado de encaixe) para torques de aperto em ângulos. O suporte do conjunto absolve a força contrária.com) . indicação com sinal acústico e luminoso ao alcançar o torque programado. Figura 5. Figura 5.54  Torquímetro Digital: possui precisão de ± 1% do torque indicado. Figura 5.56  Multiplicador de Torque: são utilizados para valores de torque elevados. podendo o torque estabelecido no torquímetro ser multiplicado 5 vezes.novaPDF.Figura 5.55 ACESSÓRIOS PARA TORQUÍMETROS  Catraca: Figura 5.

c) Utilização e cuidados      Aplicar o torque de forma lenta e progressiva sem golpes ou pancadas. com pressão estabilizada e misturado com óleo para lubrificação das partes internas da maioria das ferramentas.com) . Nunca para afrouxar os parafusos. portanto. tendo como solução definitiva a instalação de um secador de ar na saída do compressor. Exemplo de instalação: Figura 6. A instalação de um secador de ar requer investimentos maiores e deve-se. Os filtros das unidades de conservação conseguem reter uma pequena parte dessa umidade. A maioria dos problemas funcionais das ferramentas pneumáticas estão relacionados com a umidade do ar comprimido. a partir de uma rede de ar comprimido utiliza-se para cada ponto ou ferramenta uma unidade de conservação (filtro-regulador-lubrificador) que garantirá relativa proteção ao conjunto. Após o uso guarde-o em local apropriado. Evite choques ou quedas. 6 . O ar proveniente de um compressor deve ser limpo e desumificado.FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6.1 Educação Profissional 62 Created with novaPDF Printer (www. calcular a relação custo-benefício para cada caso.novaPDF.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO São ferramentas que funcionam pelo ar comprimido. Utilize os torquímetros para apertar. Na instalação das ferramentas pneumáticas. Utilize os torquímetros na faixa intermediária da escala que permitirá um menor desvio.

possuindo um sistema auxiliar de aperto (impacto) que aumenta sua performance. Figura 6.7 Educação Profissional 63 Created with novaPDF Printer (www.com) . Estabilizar a pressão entre 6 e 7 kg/cm². 6.novaPDF.2 – TIPOS Chave de impacto: são utilizadas para aperto de parafusos e porcas com grande velocidade e torque. Regular o lubrificador para misturar de 5 a 7 gotas por minuto de óleo (grau de viscosidade ISO 32).6 Figura 6.3 Figura 6.Recomenda-se:    Verificar o consumo de ar de cada ferramenta para adequação de vazão da rede.5 Figura 6.2 Figura 6.4 Esmerilhadeiras Figura 6.

com) .novaPDF.8 Figura 6.3 – CUIDADOS GERAIS       Escolher corretamente a capacidade de cada ferramenta em função da exigência do serviço. drenar os pontos de condensação de água e verificar o sistema de lubrificação. O aperto final com uma chave de impacto não deve ultrapassar a 5 segundos. Antes do início da operação verificar a pressão de trabalho. Utilizar soquetes apropriados para as chaves de impacto. Embora as chaves de impacto oferecerem um bom torque.11 Figura 6.10 Figura 6. recomenda-se em serviços criteriosos o uso do torquímetro. Educação Profissional 64 Created with novaPDF Printer (www.9 Furadeiras Figura 6. como forma de aumentar a durabilidade da ferramenta.12 6. como aperto final. Avaliar as condições de funcionamento e torque de cada ferramenta.Lixadeiras Figura 6.

exigem utilização de equipamentos auxiliares. desmontagem e montagem de conjuntos (polias. Com exceção das talhas de alavanca que também podem ser utilizadas em operação de arraste. As talhas possuem um sistema de freio que. acoplamentos. arraste de máquinas.2 Figura 7.novaPDF. rolamentos. dentro dos limites de carga pré-estabelecidos.1 Figura 7. proporcionam a retenção de carga em qualquer ponto do percurso e ainda permitir uma descida suave. médias e pesadas podendo com diferentes modelos atender a uma faixa de 0. Operação Talhas de corrente – O levantamento ou abaixamento da carga é feito pelo giro do volante frontal para o sentido horário ou anti-horário realizado pela corrente de acionamento. engrenagens. etc.5 à 30 toneladas. O abaixamento da carga também é realizado pela mesma alavanca em sentido Educação Profissional 65 Created with novaPDF Printer (www.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS 7. em geral.7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.4 São utilizadas no manejo de cargas leves.3 Figura 7. evitando assim o embaraçamento das correntes.com) . as demais talhas manuais foram projetadas para trabalhos em posição vertical. 7. alinhadas à carga.) e na movimentação de cargas.2.1 – Talhas Manuais Talha de alavanca Talha de corrente Figura 7. Talhas de alavanca – O levantamento da carga é realizado pelo movimento da alavanca que possui sistema de catraca.1 – INTRODUÇÃO Algumas atividades de manutenção como levantamento e posicionamento de conjuntos.

sem atuação do sistema de catraca. A alavanca deverá ser colocada na posição neutra a partir do posicionamento do gatilho (encaixe no entalhe menor). Nota: Evitar a entrada de lubrificantes nos discos de fibra do freio.de giro inverso. a corrente deverá estar segura com a mão e a roseta (peça localizada à frente da talha) gira da no sentido conforme a figura 7. Figura 7. procedimento que visa o bom funcionamento do freio e ainda torna-se conveniente à lubrificação da corrente de carga quando as condições de trabalho permitem. porém.6  Lubrificar periodicamente o trem de engrenagens localizado na parte traseira da talha (retirar tampa). ou seja.  Nunca levantar a carga acima da capacidade da talha. ainda. A seleção da manobra é feita por um gatilho localizado junto à alavanca. As talhas de alavanca possuem.5 Cuidados gerais com as talhas Figura 7.7 Educação Profissional 66 Created with novaPDF Printer (www. poderá haver uma aproximação rápida da corrente em relação à carga. girar a roseta com a mão no sentido indicado na figura 7. Figura 7. A rosca do volante (ou coroa) retirando-se a tampa dianteira ou a roseta e alavanca no caso das talhas de alavanca.com) .novaPDF. Nota: Não se deve forças a roseta tentando girá-la quando a talha estiver tencionada pela carga. a possibilidade da corrente de carga girar livre. até a mola se encaixar na cava existente na arruela do pinhão central.6 até ouvir o ruído do gatilho do freio na catraca. Graxa indicada: consistência NLGI 2.5. Para bloquear o freio (corrente para tracionar).

11 Figura 7. Figura 7.com) .9 Figura 7. Não torcer ou dobrar as correntes da carga.12 Figura 7.10 Figura 7.novaPDF.  Fixar o gancho da talha com segurança (manilha. Figura 7. Figura 7.14  Não amarrar a carga com a corrente da talha.13  Não dar volta com o moitão entre as correntes.15 Educação Profissional 67 Created with novaPDF Printer (www.8  Observar se durante o içamento da carga não haja qualquer obstrução. Figura 7. laço ou olhal devem ser posicionados no meio do gancho) e nunca na ponta do gancho.

novaPDF. e como se trata de manuseio de cargas poderá gerar graves acidentes de trabalho. Na utilização de amarras.17  Limpe o equipamento e guarde em local protegido.18 Cuidados gerais com a segurança das talhas Todos os itens relacionados acima correspondem a segurança operacional das talhas. etc).  Não lubrifique as arruelas de fibra do freio.com) .  Não suspender a carga com inclinação excessiva da corrente.  Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga. Figura 7.16  Evitar maus tratos com o equipamento. corrente.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com a talha carregada. observar que o ângulo máximo de trabalho não ultrapasse 45º. Figura 7. Educação Profissional 68 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7. O mau uso do equipamento que poderá danificá-lo representa um risco à segurança. mas limpe os materiais estranhos.  Inspecionar periodicamente o equipamento (ganchos.

 Após o uso retire o cabo. Os mordentes são levados a fecharem-se pela ação da carga. torção.19 Operação O cabo de aço é introduzido no tirfor pelo orifício 1 sendo liberados os mordentes pela alavanca 2 e trava da alavanca 3. poderá travar e danificar o mecanismo interno do tirfor. assim quanto maior a ação da carga maior será a condição de aperto. Cuidados gerais com o Tirfor  Não utilizá-lo além da capacidade estabelecida pelo fabricante.novaPDF. Funciona com cabo de aço. com a ponta do cabo ultrapassando a parte frontal do tirfor solta-se a alavanca e efetiva-se o travamento. abaixar ou arrastar cargas em geral em qualquer direção. enrolando-o adequadamente. A alavanca 4 destina-se ao avanço do cabo e alavanca 5 ao retorno do cabo. dois jogos de mordentes que se abrem e fecham alternadamente como duas mãos que puxam o cabo na subida e seguram na descida. 69 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. *As alavancas 4 e 5 devem estar voltadas para trás. dobras.  Posicionar laços.  Verificar o estado geral do cabo de aço (arame.  Evitar pancadas ou quedas do equipamento.2. manilhas. perna. Limpe e guarde em local protegido.com) .  Limpar e lubrificar periodicamente seu mecanismo interno. Cuidados gerais com a segurança operacional do Tirfor Todos os itens relacionados acima se não seguidos rigorosamente comprometem as condições do equipamento e poderão causar acidentes durante a operação.) que além da segurança operacional. etc. obstruções não previstas.  Certificar-se do diâmetro do cabo a ser utilizado para cada modelo do tirfor. com qualquer distância e com precisão milimétrica de manobra.2 – Tralha Guincho (TIRFOR) São equipamentos utilizados para levantar. olhais na parte central dos ganchos do tirfor e do cabo de aço.  Observar durante a operação da carga. Figura 7.7.

7. haste.23  Tipo de retorno Figura 7. Figura 7.2. Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga.20 O cilindro hidráulico transforma a energia hidráulica em energia mecânica. êmbolo ou pistão.novaPDF. são equipamentos utilizados para levantamento e posicionamento de cargas.3 – Macacos Hidráulicos Os mais usados nas indústrias. desde sua invenção. Os modelos de cilindros podem variar de acordo com a forma de atuação.com) . o óleo proveniente da bomba atua sobre a área do embolo que impulsiona a haste. Cilindros Hidráulicos: É constituído de cilindro (tubo). assim chamados. mesmo em pequenas distâncias. sendo:  Tipo de avanço (retorno por peso ou por mola) Figura 7.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com um tirfor carregado.22 Figura 7.21  Tipo de avanço e retorno Figura 7. Os macacos hidráulicos. são conjuntos formados por cilindros e bombas. ou seja.24 Figura 25 Figura 26 70 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

A ligação entre a bomba e o cilindro. A tabela a seguir mostra. Seleção dos cilindros Para escolha do cilindro ideal para execução de um determinado trabalho é necessário um bom conhecimento da carga (tonelagem) e do deslocamento máximo que a carga poderá sofrer na operação. Educação Profissional 71 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7.27 As bombas transferem o óleo do reservatório para o cilindro que ao atuar sob a carga gerará uma pressão tendo um valor máximo estabelecido por uma válvula de segurança.com) . é feita por uma mangueira hidráulica com engates rápidos. bomba e válvula de segurança. Algumas possuem manômetro instalado no próprio corpo. como exemplo. em um tempo préestabelecido.novaPDF.Os cilindros hidráulicos são também especificados pela sua capacidade de carga (toneladas) e seu curso de atuação. Previsíveis desvios laterais da carga durante sua movimentação também devem servir de parâmetro para escolha dos cilindros. Seleção de bombas e cilindros Use esta tabela para determinar se a capacidade de óleo de sua bomba é suficiente para distender completamente os cilindros. já que sua haste poderia flexionar e danificar o conjunto. Bombas Manuais: São conjuntos constituídos de reservatórios de óleo. a escolha das bombas e cilindros da marca ENERPAC. Seleção das bombas manuais A partir da escolha do cilindro escolhe-se a bomba ideal que será àquela capaz de preencher com óleo o volume máximo gerado no cilindro no deslocamento de sua haste.

novaPDF. Após o posicionamento no local de trabalho. Cuidados gerais com o conjunto cilindro / bomba  Não exceda a pressão estabelecida ou a capacidade de força do equipamento.com) .Tamanho do Cilindro Operação A operação do conjunto cilindro / bomba é simples. Educação Profissional 72 Created with novaPDF Printer (www. fecha-se a válvula de alivio (tipo borboleta) e inicia-se o bombeamento de óleo para alavanca.

29  Não levantar cargas sujeitas a deslocamento lateral durante a operação. Figura 7.Figura 7.30  Não deixe objetos pesados ou pontiagudos caírem sobre a mangueira.com) . Figura 7.28  Antes do bombeamento. verificar se as mangueiras não estão dobradas.novaPDF. Educação Profissional 73 Created with novaPDF Printer (www.

Figura 7.31  Não carregue o equipamento segurando pela mangueira. Figura 7.).32  Não tente exceder o curso máximo do cilindro evitando assim danos às vedações com esforço desnecessário. etc.com) . mangueiras.novaPDF. manômetro. amassamentos.33  Verifique periodicamente o estado geral do conjunto (vazamentos.Figura 7. 74 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

Figura 7. Educação Profissional 75 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7.  Não exponha o equipamento a temperaturas superior a 70°C. recolha a haste do cilindro e guarde o equipamento em lugar protegido.34  Não se posicione sobre a alavanca da bomba. Cuidados gerais com a segurança operacional com os macacos hidráulicos Os cuidados gerais com o equipamento refletem na segurança operacional.novaPDF. pois o trabalho envolve cargas que poderão originar acidentes graves.  Não bater no cilindro para posicioná-lo sob a carga.com) .  Após o uso. Use válvulas apropriadas para manter o cilindro pressurizado. Existe equipamento projetado para condições de temperatura superior. Antes da utilização verifique o nível de óleo do reservatório. limpe.35  Não trabalhe sob a carga apoiada pelos cilindros hidráulicos.  Não confie na válvula localizada na bomba para sustentação de uma carga.

com) .38  Lembre-se que os macacos hidráulicos trabalham sob alta pressão (700 kg/cm²) com capacidade de força elevadíssima. Educação Profissional 76 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7.novaPDF.37  Providencie apoio adequado para a carga.36  Providencie uma base sólida antes de iniciar o levantamento da carga.Figura 7. Figura 7.

As mais usadas são prensas hidráulicas. certifique-se de que os cabos de aço não estejam tensionados.  Os conjuntos a serem prensados não podem sofrer desvios laterais durante a prensagem. Cuidados gerais com as prensas  Não ultrapassar a capacidade especificada para cada modelo.7. o que culmina no melhor posicionamento na prensa como também na força aplicada. engrenagens. O sistema hidráulico é semelhante ao dos macacos hidráulicos.com) . Observe o curso tolerável deste parafuso para que não danifique durante a prensagem. flanges. embora tenham pequena variação entre os fabricantes. sendo o acionamento executado por movimentos de uma alavanca após o fechamento da válvula de retorno. podendo ter acionamento manual ou motorizado. Figura 7. A carga aplicada é acompanhada por um manômetro com leitura em toneladas. Cuidados gerais com a segurança operacional das prensas.  Certifique da existência de vazamentos do sistema hidráulico e verifique o nível de óleo do reservatório. São especificadas pela sua capacidade de carga em toneladas e suas dimensões estruturais. etc. acoplamentos.  Após a regulagem de altura da mesa móvel.2. rolamentos.) como também para desempenar ou dobrar eixos.  As prensas normalmente possuem um parafuso na cabeça da haste do cilindro hidráulico para uma aproximação rápida.novaPDF. além de outras aplicações. As prensas são caracterizadas por uma estrutura reforçada com um suporte fixo onde se encontra instalado o cilindro hidráulico e uma mesa móvel suportada por batentes e regulada por cabos de aço onde apoiará o conjunto a ser trabalhado. Educação Profissional 77 Created with novaPDF Printer (www.4 – Prensas São equipamentos destinados à montagem e desmontagem de conjuntos mecânicos (polias.39 Operação A operação envolve um bom conhecimento técnico do conjunto a ser desmontado ou montado.

Possuem um sistema hidráulico de acionamento manual para levantamento da lança que pode ser telescópica. sempre observando as relações do componente e do equipamento.6 – Cuidados na movimentação de cargas Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação e movimentação de cargas a partir do solo ou em operações ligadas à desmontagem e montagem de conjuntos em equipamentos ou instalações.  Posicione da forma mais segura possível diante da prensa. em geral dentro de oficinas mecânicas. Um bom exemplo de aplicação é a retirada e a recolocação de motores de automóveis e caminhões.2. o pessoal de produção ou manutenção são também os operadores dos equipamentos para movimentação de cargas. 7. 7. Figura 7. Possui rodas para manobras e travamento. Crie dispositivos seguros se necessário. abra a válvula de retorno.  Ao sinal de qualquer anormalidade.  Reflita cuidadosamente sobre o melhor posicionamento do conjunto a ser prensado no equipamento.  Inicie a operação de prensagem de forma gradual.5 – Guincho hidráulico para oficinas São equipamentos utilizados para movimentação de cargas. São especificadas pela capacidade de carga em toneladas e pelas dimensões estruturais.40 Sua operação é simples.com) . semelhante aos macacos hidráulicos. Na grande maioria dos casos. pense na situação e reinicie a prensagem. sem contudo estarem devidamente preparados para essa tarefa. como também são os responsáveis pela amarração e posicionamentos.  Certifique-se das condições de carga para desmontagem ou montagem do conjunto e compare com a capacidade do equipamento. Educação Profissional 78 Created with novaPDF Printer (www.2. estes comprometem a segurança operacional. evitando ser atingido por partes metálicas provenientes de uma quebra acidental de um componente mecânico. tendo os principais cuidados correspondentes aos mencionados nos outros equipamentos que transportam cargas.Observe os itens de segurança relacionados com o equipamento. pois.novaPDF.

Preparar o local de destino com caibros e cunhas se necessário. 3 – Colocar o gancho do meio de elevação perpendicularmente sobre o centro de gravidade da carga. 13 – Certificar-se de que a carga não pode se espalhar ou tombar. 11 – No transporte de cargas assimétricas ou onde haja influência de ventos deve-se usar um cabo de condução que seja longo o suficiente para que se fique fora da área de risco. 9 – Se a carga pender mais para um lado. pegar a Linga por fora e deixar esticar lentamente. Luvas de raspa. Se a carga está nivelada ou corretamente suspensa.com) . 6 – Avisar a todos os envolvidos no processo de movimentação e a todos que estiverem nas áreas de risco. 7 – Sinalizar ao operador. Botinas com biqueira de aço.novaPDF. 16 – Ao levantar a Linga verificar se ela não pode se prender a nada. 12 – Abaixar a carga conforme a indicação do movimentador.     Capacete.Proteção individual Utilizar em qualquer operação de movimentação de cargas.    Se a carga não se ganchou ou prendeu. Se as pernas têm uma carga semelhante. 2 – Informar ao operador o peso da carga. 4 – Acoplar a Linga à carga. 5 – Sair da área de risco. A sinalização deve ser feita por uma única pessoa. 14 – Desacoplar a Linga. Tabelas de cargas. acoplá-la ao elo de sustentação para que não possa se prender a outros objetos ou cargas. 10 – Movimentação da carga. Educação Profissional 79 Created with novaPDF Printer (www. Determinar qual linga e se necessário preparar proteção para os cantos vivos. 15 – Prender os ganchos da Linga no elo de sustentação. Procedimentos para uma movimentação 1 – Preparação. 8 – Ao iniciar a movimentação devemos verificar.    Conhecer o peso e o centro de gravidade de carga. Quando necessário. Se não for utilizar uma das pernas da Linga. abaixá-la para prendê-la corretamente.

onde o movimentador é também operador. apesar do alto grau de automatização. Capacetes devem estar à disposição e tem de ser utilizados.1 – INTRODUÇÃO Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação com operação a partir do solo (controle remoto). Pela demonstração de condições de acidentes típicos é preciso que elas sejam conhecidas e conseqüentemente evitadas. ou seja. c) Proteção das Mãos Arames soltos em cabos de aço sempre têm machucado mãos de movimentadores. O perigo é que tanto o pessoal da produção quanto o pessoal da manutenção operam e movimentam. No setor de transportes. Quando o movimentador está prestando atenção à carga. facilitam a movimentação de cargas. ele é responsável pelas duas funções. guindastes. ao operador e outras coisas que o cercam ele está sujeito a bater o pé em objetos pontiagudos e machucá-los e é por isso que é necessário o uso de sapatos com biqueira de aço. porém. portanto.MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8. o capacete é indispensável em qualquer lugar onde exista a possibilidade de se machucar a cabeça. que de agora em diante serão chamados de meios de elevação.2 . por meio destes podem reduzir muito nosso trabalho braçal.2.1 . que poderiam perfurar a sola. é indispensável o uso de luvas.com) . etc. deve-se usar mais a “cabeça”.equipamentos de proteção individual a) Proteção da Cabeça Devido ao risco de se bater à cabeça em ganchos. Educação Profissional 80 Created with novaPDF Printer (www. 8. como talhas. é necessário que se use sapatos com palmilha de aço revestida. ainda existe um grande percentual de trabalho manual. A facilidade com que os meios de elevação movimentam a carga engana quanto as situações de perigo.SEGURANÇA 8. assim como farpas de madeiras das cunhas e caibros e cantos vivos de cargas. A atuação do movimentador é fundamental para a execução de uma movimentação com segurança. pois a qualquer instante podem cair objetos sobre os mesmos. O homem ao lado da carga que é o movimentador forma uma equipe com o operador do meio de elevação. b) Proteção dos Pés Os pés correm perigo constante. com isso exercem uma atividade a qual não estão acostumados ou mesmo preparados. Meios de elevação.novaPDF. cargas em movimentação ou mesmo objetos parados. d) Tabelas de Cargas As tabelas de carga para os diversos tipos de Lingas que são utilizadas completam nosso equipamento de segurança.8 . Onde existem pregos e outros objetos pontiagudos. especialmente na movimentação de cargas por meio de talhas.

novaPDF. Educação Profissional 81 Created with novaPDF Printer (www. nesses casos. Quando se usar garras especiais. Figura 8. Os ganchos devem ser passados pelos olhais ou pontos de amarração da carga de modo que não possam se soltar mesmo quando a Linga estiver frouxa. existe a possibilidade de com uma oscilação. Por isso é necessário que. devemos sempre passar o gancho de dentro para fora.2. e) Segurança no uso de laços Normas internacionais de segurança exigem que os laços de cabos de aço sejam confeccionados com olhal trançado e prensado com presilha de aço. Colocar os ganchos de dentro para fora.como se assegurar que a carga não se solte Possibilidades de acidentes nunca podem ser descartadas. sejam utilizados ganchos com travas de segurança.Com elas podem-se definir facilmente qual Linga e de que forma deve utilizá-las. Quando a corrente não está tracionada os ganchos se soltam.com) . Uma trava de segurança se faz necessária sempre que exista possibilidade de acontecer que a carga se solte involuntariamente. A Linga pode se soltar do gancho do meio de elevação. a carga se soltar do gancho ou de o anel de sustentação da Linga se soltar do gancho do meio de elevação.2 . ou mesmo o gancho da Linga. se possível usar ganchos com travas. ganchos especiais ou mesmo laços de cabo de aço curtos e rijos.Travas adequadas nos ganchos do meio de elevação e do Travessão impedem que a carga possa se soltar.1 8.2 . Figura 8. pode se soltar da carga. Para isso.

Enganchar amarrações de arame é risco de vida. Estas amarrações são muito utilizadas em fardos de telas de arame e etc. É terminantemente proibido usar amarrações de arame como ponta de amarração. 82 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Eles devem estar livres dentro do olhal para que o tensionamento não seja feito em sua ponta pois desta forma ele abriria e escaparia do olhal. são as soluções correta.4 . devem utilizar ganchos específicos ou pequenos estropos de cabo de aço.Gancho para correntes com trava em ponto de amarração.novaPDF. para movimentar fardos.com) . Figura 8. Os ganchos não podem ser passados por olhais muito estreitos. É aconselhável a instalação de pontos de amarração especiais em peças ou máquinas que são continuamente movimentadas. Pontos de amarração são fabricados em diversas dimensões e podem ser aparafusáveis ou soldáveis. Figura 8.5 .Ganchos especiais para fardos ou laços (estropos) como estes. para que se tenha sempre um bom ponto de fixação.Figura 8.3 .

No tratamento de semi-acabados enfardados deve-se verificar se não existem peças mais curtas sobre ou entre a carga que possam se soltar e cair. ou seja. 8. o operador não deve fazer nada. Rádio-comunicação. Quando se tem mais de um movimentador.3 .novaPDF.com) . porem com diferentes intenções.7 A comunicação entre operador e movimentador pode ser feita através de:     Sinalização com as mãos.COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR A movimentação de carga é normalmente uma operação que envolve mais de uma pessoa. Educação Profissional 83 Created with novaPDF Printer (www. Grampos pega-chapas devem sempre estar travados e trabalhando dentro de sua capacidade. Figura 8. o que é inadmissível.6 Este é o procedimento correto. Ele será responsável pela operação e somente ele pode sinalizar após verificar se os outros movimentadores deixaram a área de risco e se a Linga está bem colocada. que está envolvido no processo de movimentação. Para evitar acidentes deve ter certeza de que a sinalização utilizada pelo movimentador é também a que o operador entende. é um trabalho de equipe. Neste caso. Peças soltas com 5 a 6 kg a mais de 4 metros de altura é risco de vida. Ambos os movimentadores sinalizam ao operador. Figura 8. Comunicação verbal (somente quando o operador estiver próximo e possa ouvi-lo). Apenas aquele escolhido antes do processo de movimentação em conjunto com o operador. apenas um movimentador sinaliza ao operador. um deles deverá ser eleito para sinalizar ao operador. Sinalização ótica ou sonora.

Movimento do Carrinho (Troley) Figura 8.com) .Translação do Guindaste (pórtico) Figura 8.4 . com o dedo indicador mostrará a direção.SINAIS VISUAIS São usados entre o sinaleiro e o operador para comandos dos diversos movimentos necessários para o embarque. Atenção: Sempre deixar a área de risco antes de sinalizar ao operador. e o braço direito com a mão aberta.Início de Operação Figura 8.9 O sinaleiro ficará de frente para a cabine do operador e indicará o lado para o qual deseja a translação do equipamento. Pode-se ter variações destes sem problemas contanto que a linguagem utilizada seja compreendida pelos envolvidos.8 O sinaleiro se identifica para o operador como o responsável pela emissão de sinais. Com o braço esquerdo junto ao corpo.Para a sinalização manual os sinais visuais a seguir tem se mostrado muito eficientes. saúda o operador. 3. esticada na horizontal indica a direção. em posição de “continência”.novaPDF. desembarque e movimentação de cargas.10 O sinaleiro ficará de frente para o Norte e a direita do mar. Com o braço esquerdo junto ao corpo e o braço direito esticado na horizontal. conforme a seguir: 1. com a palma da mão virada para o operador. 8. SINAL: Com o braço esquerdo junto ao corpo e antebraço direito na horizontal. Educação Profissional 84 Created with novaPDF Printer (www. 2.

Subir o Gancho nº 2 Figura 8. e o braço direito para baixo. Com os braços para baixo e os dedos indicadores girando sempre no sentido anti-horário.11 Indica a subida simultânea dos dois ganchos. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho nº 2. com o dedo indicador fazendo pequenos movimentos circulares no sentido horário. 5. 7.Subir os Ganchos Figura 8. Educação Profissional 85 Created with novaPDF Printer (www. 6. com o dedo indicador girando sempre no sentido anti-horário.Abaixar os Ganchos Figura 8.4.novaPDF.com) . os dedos indicadores girando sempre no sentido horário. com o braço direito para cima.12 Indica a descida simultânea dos dois ganchos.Abaixar o Gancho nº 2 Figura 13 Com o braço esquerdo erguido.14 Com o braço esquerdo erguido. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho n° 2. Com os braços erguidos.

8.novaPDF. indicando o gancho nº 1. indicador e polegar direitos. imitando o movimento de abrir e fechar.com) . determina a elevação.Abaixar o Gancho nº 1 Figura 8. aproximação. etc. determinando o abaixamento. O braço direito para cima. aproxima-os. direção.Subir o Gancho nº 1 Figura 8. Educação Profissional 86 Created with novaPDF Printer (www. com o dedo indicador apontado para cima e efetuando pequenos movimentos circulares no sentido horário.Movimentos Lentos Figura 8. determina o gancho nº 1.16 A mão esquerda levantada. içamentos.15 A mão direita levantada. com o dedo indicador apontado para baixo. com o dedo indicador apontado para cima. O braço direito para baixo.17 Pequenos movimentos deverão ser antecipados por este sinal nas atividades de translação. 9. elevação. arriamento. realizando pequenos movimentos circulares. Com os dois dedos. 10. com o dedo indicador apontado para cima.

A pessoa deverá cruzar os antebraços.com) . Qualquer pessoa pode fazer este sinal. com as mãos abertas. Com os dois antebraços erguidos para frente. 13. com as mãos fechadas.Sinal de Espera Figura 8. 14.Fechar a Lança do CG Figura 8. à altura da cintura. determina o fechamento.18 Este sinal é de parada de emergência.Parada de Emergência Figura 8.11. mesmo sem autorização do sinaleiro. Não pode ser feito nenhum movimento com o equipamento. com o polegar esquerdo indicando para a direita.novaPDF.Abrir a lança CG Figura 8.20 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança. Educação Profissional 87 Created with novaPDF Printer (www. com o polegar esquerdo indicando para a esquerda e com o polegar direito indicando para a direita. Com os dois antebraços erguidos para frente. O sinaleiro cruza os braços. e com o polegar direito indicando para a esquerda.19 Este sinal é de parada e espera sem nenhum movimento com o equipamento a não ser com autorização do sinaleiro. com as mãos abertas à altura do rosto. 12.21 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança.

As fibras de madeira devem estar no sentido longitudinal da cunha para que elas não possam se quebrar e para que possam ser pregadas quando necessário. 8. 8.Término da Tarefa Figura 8.Giro da Coluna do CG Figura 8. com o polegar erguido. não devemos fazê-lo com as mãos. não podemos pará-la com nossa força. médio. por exemplo.Finalização da movimentação O movimentador só pode sinalizar. não podemos ficar ela e obstáculos fixos.23 Este sinal é de término das tarefas. ela tem uma energia potencial tão grande que. com o antebraço direito erguido para frente.com) . com as palmas das mãos voltadas para baixo. Quando temos que ajeitar a carga ou estabilizá-la. indica o sentido de giro com meia volta do dedo ao redor do próprio corpo. depois de movimentada. mas sim. para que a carga seja depositada. com os dedos indicador.1 . deve-se assegurar que ele não possa rolar. por meio de acessórios como ganchos e engates ou cabos. Educação Profissional 88 Created with novaPDF Printer (www. enquanto a carga desce. anular e mínimo fechados. Com os braços caídos. Se a carga ao ser depositada deve ser ajeitada manualmente. para que tenhamos uma base que facilite a retirada da Linga por baixo da carga. utilizando caibros. Se o material for redondo. o sinaleiro os move horizontalmente. 16.15.novaPDF.5 – ACESÓRIOS DO MOVIMENTADOR Cunha: Devem evitar que a carga escorregue ou se espalhe. Ao depositar a carga devemos observar. pois mesmo quando movimentada com a mão. após ter verificado se todos os envolvidos (ou não) estejam fora da área de risco.4. Acidentes sempre acontecem quando o movimentador tenta rapidamente.22 Com o braço esquerdo junto do corpo. preparar ou limpar a área de destino. e acaba tendo o dedo esmagado ou pior.

novaPDF.5.24 8. existem 4 possibilidades:  Conhecer. Figura 8. calcular e supor. Derruba a pilha.com) . Com o gancho de engate pode-se. jamais devemos usar caibros com menos de 8x8cm.25 Educação Profissional 89 Created with novaPDF Printer (www.1 – A carga: peso e controle de gravidade Qual o peso da carga a ser elevada? Para responder a esta pergunta. Figura 8. é normatizado que peças acima de uma tonelada tenham seu peso indicado. na posição 2.Caibros: Tem a finalidade de manter um vão livre entre a carga e o solo para que a Linga possa ser retirada por baixo da carga e em caso de nova movimentação. por exemplo. Num estalo. Puxar a Linga por baixo da carga sem caibros:    Prejudica a carga. O ideal é quando a peça tem seu peso indicado (pintura ou plaqueta) para peças prontas e em estaleiros. Prejudica a Linga. puxá-la até um determinado ponto. pedaços de caibros trincados podem ter a velocidade de uma bala e sempre ocasionam acidentes. Para evitar prender os dedos devemos pegar os caibros pela lateral. para que a Linga possa ser passada por baixo novamente. Gancho de engate: Fabricado a partir de arame dobrado e com punho possibilita ao movimentador manter suas mãos fora de perigo. os caibros devem ser grandes o suficiente para que a Linga possa passar livre por baixo da carga e para suportar o peso sobre eles depositado. Ao empilhar vigas e chapas grandes. Por estes motivos. pesar.

com) . Quando tivermos que pesar uma carga o ideal é que tenhamos uma balança de talhas. Não aplicáveis são:    Cabos de Aço: para materiais com cantos vivos ou em altas temperaturas. Cintas e Laços Sintéticos: para cargas com superfícies extremamente escorregadias ou sensíveis. assim como laços de cabo de aço com ganchos para aplicação nos olhais da carga. A pega (abertura) do grampo deve ser indicada na própria peça. Figura 8. Comando com indicação digital da carga. Lingas de corrente com gancho podem ser acoplados aos olhais da carga. Combinação Cabo e Corrente: para o transporte de perfis e trefilados. oleosa ou escorregadia. Correntes: para cargas com superfície lisa ou escorregadia. Os dois grampos são necessários para que se garanta a estabilidade da Educação Profissional 90 Created with novaPDF Printer (www. Outra possibilidade de se encontrar o peso são os borderôs ou ordens de fabricação que deveriam indicar o peso. peças prontas e pintadas. como por exemplo. Neste caso a corrente deve ficar na área de desgaste onde possivelmente existam cantos vivos e o cabo fica nas extremidades exercendo função de suporte e facilitando a passagem da Linga por baixo das cargas. de baixo peso. como tubos. Para o transporte de chapas deve-se usar sempre dois grampos que tenham uma peça compatível com a espessura da chapa. Desde abril de 1979 é obrigatório que estes ganchos tenham uma trava. Fabricantes de máquinas e peças têm se empenhado muito em indicar o peso em suas peças (e cargas). peças de aquecimento e refrigeração ou outras peças passíveis de amassamento.26 .novaPDF. ou mesmo talhas com balança embutida com mostrador digital no comando.Esta norma deveria ser praxe em qualquer indústria. Cordas de Sisal e Sintéticas: para cargas com superfície sensível. Cintas e Laços Sintéticos: para cantos vivos e cargas em altas temperaturas. eixos. Correntes: para materiais em altas temperaturas e cargas que não tenham chapas ou perfis. Para o transporte de chapas na perpendicular deve-se usar grampos pega-chapa. de preferência com leitura digital para facilitar a leitura. cilindros de calandragem.Balanças digitais à bateria são fáceis de transporte e de fácil leitura. Aplicáveis são:      Cabos de Aço: para cargas com superfície lisa.

91 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. suportes para eletroímãs.27 O cabo é passado por baixo da carga e a corrente a suporta com menor desgaste. Antes de movimentar. Também para movimentar as chapas na horizontal. por exemplo: cabos. o ideal seria que houvesse uma indicação na máquina. A capacidade de um guindaste de lança depende de quanto se avança a lança. São considerados dispositivos de movimentação: ganchos e garras especiais. Quando essas possibilidades não existem não resta outra alternativa se não calcular ou pedir à supervisão que calcule o peso. Chutar é a pior alternativa.com) . Estes dispositivos são projetados para cargas específicas e só devem ser usados para as quais foram construídos. os quais nem sempre são dotados de travas que permitam que a carga se solte. Se a definição do peso é importante. correntes. Por meio delas é que se faz o acoplamento da carga ao meio de elevação.2 – Estiga QUAL A LINGA PARA QUAL APLICAÇÃO? Para movimentar cargas com meios de elevação são utilizados lingas e dispositivos de movimentação. Se o centro de gravidade é desconhecido não se sabe onde alinhar o gancho de elevação. mais na maioria das vezes. cintas e laços sintéticos. pois somente com muita experiência em peças semelhantes é que se tem a possibilidade de chegar a um resultado satisfatório. se a chapa balança. menor a capacidade de carga do guindaste. deve-se usar grampos com trava. as ranhuras da garra desgastam rapidamente. pois. quem tem de escolher é o próprio movimentador. Para o transporte de perfis existem diversos tipos de dispositivos de movimentação. podendo se quebrar nos cantos.novaPDF. etc. pois chapas finas tendem a se dobrar o que pode fazer com que se soltem dos grampos e caiam.carga. O limitador de carga da máquina não deve ser usado por erros de cálculos do operador. Figura 8. As Lingas são. mas em máquinas e peças assimétricas onde o centro de gravidade é deslocado. sempre travar os grampos. peça ou mesmo embalagem. A escolha da Linga deveria ser feita pela engenharia de produção ou pelo planejamento. travessões. Nas peças simétricas esta definição é fácil.5. Quanto mais distante a carga estiver. Dispositivos de movimentação são aqueles que fazem um acoplamento direto ou mesmo através de uma Linga à carga. 8. ainda mais é a definição do centro de gravidade.

........ cordas abaixo de 16mm de diâmetro.......... trevira e outros.... para cânhamo e poliamida......Cordas As cordas são o mais antigo tipo de Linga................... ............... Verde Poliéster ............ Em cordas a partir de 16mm deveria haver identificação do fabricante e do ano de fabricação.. O segundo número (19) especifica a quantidade de arame que compõe cada perna...... um total de 114 fios............. Por normalização internacional as cores que identificam as fibras são: Cânhamo ...................... mas. Poliéster ou Polipropileno que às vezes são comercializadas com nomes comerciais como nylon................ ou seja... Preto Poliamida ...... que se saiba qual é a fibra para se conhecer sua capacidade de carga.......................... não é passível de ser confundida uma vez que o cânhamo tem um acabamento rústico e a poliamida um acabamento muito liso........... Como diferenciar as diversas fibras? Uma vez que existem diversos tipos de fibras com diferentes capacidades........... LEITURA – Exemplo: cabo 6 x 19 O primeiro número (6) representa a quantidade de pernas de que é constituído........com) . Vermelho Cânhamo de Manilha ............... as fibras que se utilizavam na fabricação de cordas eram fibras naturais como Sisal ou Cânhamo.... Azul Polipropileno ............. tendo cada uma delas 19 fios........ o cabo 6 x 19 tem 6 pernas.... a partir de 3mm de diâmetro deve-se ter uma filaça de uma determinada cor para identificar a fibra.....28 92 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. diolen......................... trançadas ou encapadas. Marrom A cor verde...... Portanto.. Um cabo é feito com diversas pernas em redor de um núcleo ou alma....novaPDF..... Verde Sisal ............ Em cordas.... são muito finas e não devem ser utilizadas para movimentação.. Figura 8........ Hoje estas fibras são substituídas por fibras sintéticas como Poliamida........ que se conhece..Cabos de Aço a) Terminologia PERNA – É o agrupamento de arames torcidos de um cabo........ ALMA – É o núcleo do cabo de aço........................................ Elas são produzidas a partir de fibras que são torcidas................. é necessário........ Antigamente................

o que se explica pela acomodação das pernas sobre a alma.30 Torção REGULAR: quando os fios de cada perna são torcidos em sentido oposto à torção das próprias pernas (em cruz). com isso o diâmetro do cabo é reduzido. Figura 8. Maior estabilidade. Com aplicação de carga no cabo é feita uma alteração no seu volume. Torção LANG: quando os fios e as pernas são torcidas na mesma direção (paralelo). Arames individuais são trançados primeiramente para formar uma perna e estas pernas por sua vez são trançadas para formar o cabo de aço. O arame individual fica numa helicoidal dupla. Nota: Os cabos AA (Alma de Aço) tem 7. Figura 8.5% de resistência à tração a mais de 10% no peso em relação aos AF (Alma de Fibra).com) . A torção LANG tem por característica o aumento da resistência à abrasão e da flexibilidade do cabo.b) Classificação quanto a Alma AF – Alma de fibra (cânhamo) maior flexibilidade. sendo a primeira na perna e a segunda na torcedura do cabo. Educação Profissional 93 Created with novaPDF Printer (www.29 Figura 8. AA – Alma de Aço – maior resistência à tração.32 Cabos de aço com alta capacidade de carga são construídos a partir de arames trefilados a frio com uma resistência de 1770 mm². Torção à ESQUERDA: quando as pernas são torcidas da direita para a esquerda.novaPDF. AACI – Alma de Aço com Cabo Independente – combinação de flexibilidade com resistência à tração. Torção Torção à DIREITA: quando as pernas são torcidas da esquerda para a direita.31 Figura 8.

O cabo de aço. portanto. habitualmente. com isso o atrito dentro do cabo é reduzido.33 Cabos velhos onde o óleo já foi consumido e cabos que trabalham em temperatura que já perderam seu óleo por evaporação ainda não perderam resistência mas. Figura 8. Ele nunca se rompe sem que antes vários arames se rompam. fica demonstrada uma boa característica do cabo de aço. pois logo a frente estará prensado entre outros e ainda contribuindo para a capacidade de carga.Tabela de carga para cabos Educação Profissional 94 Created with novaPDF Printer (www. Ele tem uma boa deformidade e. Um único arame rompido é de pouca importância.34 . Somente quando se tem vários arames rompidos é que a capacidade de carga diminui. Por isso deve-se periodicamente lubrificar os cabos externamente com óleo adequado. Aqui. no interior do cabo.novaPDF. mas funciona também como reservatório de óleo. A alma não tem somente função de apoio. perderam vida útil. Quando o cabo é solicitado. sintéticas ou de aço. uma alma que pode ser feita a partir de fibras naturais. Figura 8. as pernas comprimem a alma que libera o óleo. O cabo assim composto é utilizado para Lingas. é aplicável para diversas finalidades. é composto de seis pernas e da alma que retém o lubrificante.Para apoio das pernas existe.com) . guindastes ou talhas.

6 x 37. c) Flexibilidade A flexibilidade está condicionada ao número de arames que o compõem. 18 x 7. a cordoalha tenha uma maior capacidade de carga que o cabo.novaPDF.36 Figura 8. 1 x 7 (cordoalha).38 Educação Profissional 95 Created with novaPDF Printer (www. não devem ser utilizados para movimentação. b) Flexíveis: construção 6 x 19. O tipo mais flexível é o cabo de aço que é composto de diversas pernas e alma. SEALE – Pernas do cabo construídas com três bitolas de arame. 6 x 61. d) Tipos WARRINGTON – Pernas do cabo construídas com duas bitolas de arames. FILLER – Pernas do cabo construídas com vinte e cinco arames (seis de enchimento) apresentando boa flexibilidade. dos outros tipos acima. bastante flexível e menos resistente ao desgaste.37 Figura 8. 6 x 47. 6 x 7. 8 x 19.com) . A alma no interior e a diferença de área metálica fazem com que um mesmo diâmetro. pois tem uma estrutura muito rígida e são feitos apenas para tensionamento. São os cabos classificados em: a) Pequena flexibilidade: construção 3 x 7. 6 x 25.35 Figura 8. sendo o cabo menos flexível da série. Figura 8. 6 x 21. COMUM – As pernas do cabo são construídas por um só tipo de arame. É um termo intermediário entre a flexibilidade e resistência ao desgaste. 6 x 43.Cabos de aço fabricados em espiral (cordoalhas) ou uma perna simples. porém mais resistente ao desgaste à abrasão. 6 x 41. pois os arames mais finos encontram-se na periferia. c) Extra flexível: construção 6 x 31.

. resistência efetiva d) Cabos 6x37........................ resistência efetiva c) Cabos 6x7........... 18 x 7 .......... 41................................. 8x19........ conforme demonstrado na figura abaixo........Para definir a carga de trabalho de cabo pelo seu diâmetro deve-se medi-lo................. 6 x 19 ............................................... 6x25.................. 6x41........... resistência efetiva 96% da teórica 94% da teórica 85% da teórica 80% da teórica 72% da teórica A carga de trabalho de um cabo em movimento é 1/5 (um quinto) de sua carga de ruptura mínima....... 6x47..39 Figura 8................... Ele pode ter um grande desgaste interno que não é visível externamente....................................................... A carga de ruptura efetiva diminui conforme aumenta o número de arames: Exemplos: a) Cordoalhas 3 a 7 fios.......... 6x43................ 6 x 37........... 8 x 19 ............ Cabos já utilizados em guindastes ou outros meios de elevação não podem ser utilizados novamente numa composição de Linga................. resistência efetiva b) Cordoalhas 19 fios..... 6x61.......... resistência efetiva e) Cabos 6x42.....com) ... 6 x 25 .... incluindo-se as almas dos mesmos........................40 Medição do cabo de aço........ Tabela de Diâmetros Ideais de Tambores e Polias Seguem os diâmetros ideais das polias ou tambores conforme a formação do cabo: Diâmetro do Tambor ou Polia Tipo de Cabo 6 x 7 ...................... Educação Profissional 96 Created with novaPDF Printer (www.... 43 ........ quer sejam de aço ou de fibra...............novaPDF............. Figura 8...... Mínimo 42 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 18 vezes o Ø do cabo 21 vezes o Ø do cabo 34 vezes o Ø do cabo Recomendado 72 vezes 51 vezes 45 vezes 27 vezes 31 vezes 51 vezes Resistências dos Cabos de Aço A resistência teórica dos cabos se determina somando-se a resistência dos arames que compõe.....

As pernas dos cabos pré-formados se acomodam na posição Helicoidal que ocupam no conjunto. Laços para formação de olhais são feitos por trançamento ou prensagem. d) Manutenção na sua posição original dos arames que se quebram.41 Educação Profissional 97 Created with novaPDF Printer (www. utilizados na fabricação de cabos de aço.com) . . f) Elevadores alta velocidade.novaPDF. c) Cabos para guinchos e terraplan.. não se desfiando. Presilhas de alumínio devem deixar a ponta à mostra para controle e devem ter a marca da firma que executou a prensagem. Exemplo: a) Cordoalhas e cabos estáticos. que normalmente é composta por duas letras. b) Maior resistência à fadiga de flexão. São as seguintes as vantagens apresentadas pelos cabos pré-formados: a) Aumento à flexibilidade.O fator de segurança é a relação entre a carga de ruptura mínima e a carga aplicada. talhas elétricas. d) Pontes rolantes. e) Elevadores baixa velocidade. fator 3 a 4 fator 4 a 5 fator 5 fator 6 a 8 fator 8 a 10 fator 10 a 16 Pré-formação: É processo de fabricação cuja finalidade é a de eliminar as tensões internas e torções inerentes aos arames de alto carbono. b) Cabos tração horizontal. Figura 8. e) O não desenrolamento das extremidades cortadas.Laços Um cabo de aço é tão bom quanto o laço que é feito com ele. c) Eliminação das tensões internas.

Figura 8. e em seguida a outra metade é entrelaçada no espaço vazio da primeira. o olhal já é capaz de suportar uma carga superior à carga de trabalho do laço.Laço sem fim O olhal Flamengo é feito abrindo-se a ponta do cabo em duas metades.47 Mesmo antes de ser colocada a presilha de aço.46 .45 . A presilha é de aço especialmente ensaiado e aprovado conforme rigorosa especificação.Laço Trançado a Mão Figura 8. Principais vantagens do olhal Flamengo: 1 Olhal mais resistente e seguro 2 Carga centrada Figura 8.Olhal Flamengo Figura 8.com) . Uma metade é curvada para formar um olhal.novaPDF.Olhal Flamengo com sapatilha protetora Figura 8.43 .Olhal Flamengo com estribo protetor Figura 8.48 3 Presilha de aço de pequenas dimensões e de superfície lisa. separando-se as pernas 3 a 3.44 .Laços Figura 8.42 . Educação Profissional 98 Created with novaPDF Printer (www.

m 1 2 4 6 9 9 13 18 31 31 31 50 50 50 59 82 104 104 3/16” 3 1/4" 3 5/16” 3 3/8” 3 7/16” 3 1/2" 3 5/8” 3 3/4" 4 7/8” 4 1” 5 1.1 DIÂMETRO DO CABO EM POL. Quanto maior o diâmetro do cabo mais grampos são necessários. devendo ser desfeitos logo após a utilização.Cintas As cintas de movimentação são fabricadas a partir de fibras sintéticas. Grampos construídos conforme DIN 741 (grampos leves) com porcas simples e pequena área de apoio. as cintas têm uma capacidade de carga e não prejudicam a sua superfície.5/8” 7 1.1/8” 6 1. Todos os grampos devem ser montados de forma que o mordente se prenda a perna portante.020 1. Laços feitos com grampos devem ser usados apenas para uma única aplicação.m 10 20 41 61 88 88 129 176 305 305 305 488 488 488 583 800 1. N.49 Figura 8. Tabela 8.novaPDF.5 15 30 45 65 65 95 130 225 225 225 360 360 360 430 590 750 750 cabo de aço.3/4” 7 2” 8 2. Educação Profissional 99 Created with novaPDF Printer (www.A norma DIN 1142 prescreve que somente grampos com porcas auto-travantes e uma grande área de apoio podem ser utilizados. Todos os mordentes estão no cabo portante. Com relação ao seu próprio peso.com) . para que não sejam utilizadas erroneamente.1/4” 6 1. não são mais normalizados e não devem ser utilizados para movimentação.3/8” 7 1.1/2” 7 1. Figura 8.1/4” 8 Nota: Os grampos deverão ser reapertados opôs . NÚMERO MÍNIMO DE GRAMPOS ESPAÇAMENTOS ENTRE GRAMPOS EM MM 29 38 48 57 67 76 95 114 133 152 172 191 210 229 248 267 305 343 o início de uso do TORQUE ib.020 kg. No mínimo 3 grampos são necessários (grampo pesado) para se fazer um laço com cabo de aço fino.50 Pronto para usar.ft 7.

No caso de terminais metálicos. Para reduzir o atrito e para evitar cortes nas cintas podemos usar revestimentos com materiais sintéticos resistentes. Devido ao envelhecimento das fibras. e são pouco flexíveis.Figura 8. Mas elas têm uma boa resistência química e são utilizadas em casos especiais. Elas têm uma boa resistência quanto á luz e calor e também ácidos solventes. Elas têm também uma boa elasticidade. O NYLON é a mais forte das fibras sintéticas e apresenta uma alta capacidade de absorção de força. o que faz com que seja o tipo de cinta mais utilizada.novaPDF. Ela só não resiste à base e por isso não deve ser lavada com sabão. levando-se em conta seu peso próprio. Normalmente estes de perfis são ajustáveis à cinta. As formas mais comuns de cintas são:     Cesto sem fim. eles devem ser feitos de forma que seja possível passar um pelo outro para que se possa fazer uma laçada. Educação Profissional 100 Created with novaPDF Printer (www. o fabricante deveria ser consultado para maiores esclarecimentos. Com olhais reforçados. Para utilização de cintas em banhos químicos. A desvantagem das cintas de poliamida está no fato de que elas absorvem muita água em ambientes úmidos o que reduz sua capacidade. em especial de poliuretano. a data de fabricação das cintas deve estar na etiqueta. Com terminais metálicos. Esta acumulação de água pode também fazer com que em dias muito frios ela possa se enrijecer (congelar) e ficar quebradiça. em especial quando usadas ao ar livre ou em banhos químicos. As cintas de poliamida devem ter uma etiqueta verde de identificação e são resistentes à bases.51 As cintas de poliéster devem ter uma etiqueta azul para que sejam reconhecidas. Cintas de movimentação feitas de polipropileno (etiqueta marrom) tem uma baixa capacidade de carga. além de excepcional resistência a sucessivos carregamentos.com) . Com olhais sem reforço.

Não exceder às especificações do fabricante. Para utilizar diversas cintas num travessão todas devem estar numa perna perpendicular para não haver esforço maior numa das pernas. o ângulo de abertura entre as pontas da cinta não deve ultrapassar 120°. Somente cintas com olhais reforçados podem ser utilizadas em laço. designada para esta inspeção. Educação Profissional 101 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. Após utilização em banhos químicos. b) 10 itens para um levantamento seguro. As cargas não podem ser depositadas sobre as cintas para que não sejam danificadas.Nunca aplique uma sobrecarga no equipamento de elevação. nas limitações de peso e estabilidade. 1. 2º .As alças dos olhais devem ser examinadas particular e cuidadosamente. a) Segurança também requer Inspeção As cintas devem ser examinadas em intervalos não superiores a duas semanas.Todo equipamento deve ser examinado somente por uma pessoa.Coloque a cinta em uma superfície plana com área apropriada. 5º .Uma operação suave e balanceada rende muito mais.Cintas tipo Anel devem ser examinadas em todo seu comprimento e perímetro. além de evitar desgaste do equipamento e acidentes. 2.Figura 8. as cintas devem ser neutralizadas e enxaguadas para que não haja concentração química.Examine os dois lados da cinta. 3. 4º . quando usadas em levantamentos gerais de diferentes tipos de cargas.com) .52 Para utilização de cintas existem algumas regras especiais:       Quando se eleva uma carga. 3º . 1º . Não se pode dar nó nas cintas.

no mesmo gancho. c) Formas de Levantamento As cintas elevam e movimentam sua carga em qualquer uma das quatro formas diferentes de levantamento ilustrado.Nunca use cintas avariadas.55 Figura 8. Coloque calços ao descarregá-la para melhor poder elevá-la.53 Figura 8. Posteriormente. são realizados testes de tração e ruptura.Lingas de Correntes a) Correntes para lingas Correntes são fabricadas em diversas formas e qualidades. quando aplicadas em ângulos retos. Primeiramente os elos são dobrados e depois soldados.Posicionar a cinta corretamente na carga. os elos se apóiam nos elos vizinhos. Diversos testes são feitos durante e após a fabricação para que as correntes sejam certificadas.4. Galvanizadas. Durante a produção. 9. 7. Figura 8.54 Figura 8. de seção lisa e redonda. alguns elos são dobrados em diversos sentidos para verificar a solda e após a produção e tratamento térmico. 5. 6.novaPDF.Utilize ganchos com um raio de apoio nunca inferior a “1”. 10.com) .Não deixe a carga em contato direto com o piso. Somente corrente que tenham elos com passo igual a 3 vezes o seu diâmetro podem ser utilizadas para movimentação e amarração de cargas. para propiciar uma fácil remoção. é feito o tratamento térmico (correntes de grau) e ensaio de tração. Esta regra se explica pelo fato de que correntes assim construídas. 8. verifique se o total do peso está bem distribuído na tensão dos vértices da cinta.56 . Calibradas (Especiais para Talhas) Educação Profissional 102 Created with novaPDF Printer (www. O passo de um elo é o seu comprimento interno.Evite a colocação de mais de 1 par de cintas.Não posicione a cintas em cantos agudos ou cortantes. b) Correntes Soldadas Comuns. evitando assim que a corrente se dobre.Quando elevar uma carga pesada com mais de uma cinta. Algumas cintas são especificamente designadas para serem utilizadas em somente um tipo de levantamento. após o uso.

310 0.novaPDF.Corrente de Aço Forjado e Amarras até 3” c) Correntes Forjadas Tabela 8. dos Elos em mm. Segue tabela de cargas de trabalho Lingas de Correntes Tipo A Tipo B Tipo C Tipo D Tipo E 103 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. 13 x 17 -14 x 21 16 x 28 17 x 26 16 x 31 17 x 28 18 x 31 18 x 28 19 x 32 20 x 31 25 x 46 24 x 36 25 x 47 25 x 39 26 x 46 27 x 42 27 x 48 28 x 44 29 x 48 33 x 50 32 x 58 34 x 49 36 x 61 38 x 54 38 x 61 39 x 59 43 x 66 50 x 74 53 x 82 68 x 102 75 x 112 Peso aprox.0 Medidas ext.160 0.500 1.5 14.5 7.550 3.Tabela de Medidas e Pesos Aproximados Diâmetro em mm 2.5 6.600 0.500 4.850 2.Figura 8.500 4.800 1. pontes rolantes.500 8.490 0. são testadas em máquinas de provas de acordo com a tabela acima e com o coeficiente 2.0 8.2 .000 5.0 22. empreiteiros de construção e para todos os trabalhos onde se tornam necessários guindastes para remoção de material. p/ as Correntes comuns Custos Comp.240 0. p/m Elos curtos kg 0.300 1.com) .0 3.0 5.5 11.0 4.0 15.680 0.3 3. como cargas e descargas de navios e caminhões.57 .000 1.800 2.113 0.350 0.000 As correntes calibradas têm as medidas exatas.0 9.0 12.5 19.500 5.5 4.000 2.0 9.5 5.200 Carga de segurança em kg -100 120 180 200 280 330 380 480 550 800 900 1.050 1.0 6. 100% da carga admissível (carga de segurança) Lingas simples – em aço forjado usadas em fundições.000 10. ou seja. aprox.660 1.

000 9.300 28.200 19 3/4" 9.1/8” 7.800 11.200 19.700 5.1/4” 9.novaPDF.com) .500 Educação Profissional 104 Created with novaPDF Printer (www.100 24.250 1.700 9.670 Lingas Duplas.60 Tabela 8.5 3/8” 2.4 1’ 15.1/8” 20. Kg 8 5/16” 500 9.500 15.4 1” 5. etc.700 6.5 3/8” 850 12. em Corrente de Aço forjado testadas.600 25.800 3.250 2.600 25.100 6.150 8.. 60° Âng.59 Figura 8.2 7/8” 4. 120° kg 700 1.400 22.Tabela 8.3 .8 1.000 12.750 12.7 1/2" 1.58 Figura 8.350 1.100 15. Quádruplas.900 8.650 7.200 3.8 1.7 1/2" 4.900 28.150 1.100 15.6 1.350 5.200 14. 90° kg kg kg 8 5/16” 1.600 20.9 5/8” 2.700 31.2 7/8” 12.100 22. Figura 8.500 31.400 11.900 15.200 2.300 Dimensões Aproximadas Âng.Quadro de Cargas de Trabalho Bitola da Corrente Carga de Trabalho mm poleg.9 5/8” 6. Triplas.4 Quadro de Cargas de Trabalho Lingas Duplas Bitolas da Corrente Cargas de Trabalho mm Polegadas Âng 45° Âng.6 1.000 3.1/4” 26.500 19 3/4" 3.

menor a capacidade e. d) Corrente – laço sintético Assim como a cinta. Nunca considerar a carga pelo dimensional da corrente. a) Cabo – corrente – cabo: Usa-se o cabo para passar por baixo da carga. A parte que envolve a carga é uma corrente de grau 8 o que. corrente. A capacidade inscrita na plaqueta. Se a carga será transportada por duas ou mais pernas em ângulo. cinta e combinada) deve-se também definir o dimensional das mesmas. Educação Profissional 105 Created with novaPDF Printer (www. facilitar o manuseio e também poupar a carga. usa-se esta combinação. Em Lingas combinadas devemos atentar para que a plaqueta de identificação seja feita de acordo com a parte mais frágil da Linga. maior a Linga a ser utilizada. Podemos conseguir isso combinando diversos materiais.novaPDF. Com essa combinação tem-se a vantagem da durabilidade da corrente e da facilidade de substituir a cinta quando necessário. Quanto maior a angulação.com) . por exemplo.LINGAS COMBINADAS Para a movimentação de cargas temos alternativas para melhorar a durabilidade. pois nestes casos normalmente ela está super dimensionada com relação aos outros materiais aplicados. A carga deve ser transportada sem que a Linga seja sobrecarregada. b) Corrente com encurtador – cabo: Quando o cabo é necessário para que se envolva a carga e precisa-se também de ajuste no comprimento da Linga. Princípios básicos:     Quando a carga á aplicada em uma ou mais pernas perpendiculares e a carga é aplicada de forma igual sobre as pernas. no transporte de trefilados garante uma boa durabilidade e bons custos. deve-se contar com a capacidade de apenas duas. tabela ou etiqueta define a massa que pode ser elevada com a Linga. Fora à possibilidade de ajuste no comprimento da Linga usando garras de encurtamento. Quando a Linga forma um ângulo diminui a capacidade de cada perna. o laço sintético pode ser conjugado com a corrente e seus acessórios e manter a boa característica do laço que é a de poupar a carga de danos superficiais. pode-se somar as capacidades das mesmas. Para definir a carga aplicada na Linga deve-se saber:   Se a carga será transportada por uma ou mais pernas perpendiculares. portanto. CAPACIDADE DE CARGAS DAS LINGAS Após definir qual tipo de Linga que será utilizada (cabo. c) Corrente – cintas: As cintas são utilizadas principalmente no transporte de peças acabadas ou semi-acabadas onde a superfície não pode ser danificada. Quando a carga não é aplicada igualmente sobre as pernas.

novaPDF.Figura 8. Portanto.62 ERRADO Ângulo de trabalho não permissível. Com a utilização da tabelas de carga e o conhecimento dos ângulos pode-se sempre escolher a Linga correta. Como ângulo de trabalho.com) . Figura 8.: Ângulos acima de 60° não são permitidos. Educação Profissional 106 Created with novaPDF Printer (www. nesses casos deve-se usar uma Linga onde uma perna suportaria toda a carga.61 Com ângulos de trabalho acima de 60° a força aplicada em uma única perna. entende-se o ângulo que se forma numa perpendicular a lateral da carga e linga. Ângulo maior que 60° Figura 8. excede o peso da carga em si. Obs. Quando uma carga é assimétrica seu centro de gravidade está deslocado e portanto uma perna é mais solicitada que a outra.63 A carga pende para um lado por isso a angulação de trabalho das pernas é diferenciada.

Se esse diâmetro for menor.novaPDF.65 Educação Profissional 107 Created with novaPDF Printer (www. 2) Para dimensões diferentes dos olhais e outros diâmetros consultar o Fabricante.com) .5 .CABO 6 x 25 FILLER + AF “CIMAX” FATOR DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) As cargas de trabalho dos Olhais Flamengo dobrados são baseados em diâmetros de curvatura mínimos de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo. Cargas de Trabalhos dos Laços com Olhais Trançados Tipo T Figura 8.64 Cargas de Trabalho do Olhal Flamengo Tipo C Tabela 8.Exemplo de Tabela Figura 8. deve-se aumentar o fator de segurança.

Tabela 8.0mm. Figura 8. Figura 8.Sapatilhas protetoras tipo pesado Especialmente dimensionadas para evitar a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.P.novaPDF.Sapatilhas compactas Normalmente utilizadas na fixação de cabos de aço de pontes rolantes ou guindastes.3 – Outros acessórios .com) .67 Educação Profissional 108 Created with novaPDF Printer (www.CABO 6 X 47 AF (I. 2) As cargas de trabalho dos laços dobrados são baseadas em diâmetros de curvatura mínimos nos pontos de contato das cargas.S.5.66 . de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo.) COEFICIENTE DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) Normalmente são fabricados laços com olhais trançados com cabos de diâmetro acima de 38.6 . 8.

Obs.Anéis tipo pêra Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho.com) .Anelões Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho. Proporcionam proteção de olhais padrões ou de dimensões especiais. Evitam a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.Estribos protetores especiais Fabricados com materiais de alta resistência.70 . garantindo máxima segurança na sua utilização. Figura 8. Figura 8. Submetidos a uma carga de prova superior em 50% à sua carga de trabalho. Dimensionados para entrar diretamente no gancho da ponte rolante ou guindaste. para maior segurança. Podem ser aplicados em quaisquer dos conjuntos apresentados.: Podem ser encontrados com trava de segurança.69 .Ganchos forjados com olhal Forjados em aço carbono.68 . Figura 8.novaPDF.. podendo ainda ser reaproveitados na troca do superlaço. Figura 8.71 109 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

Figura 8. Fixam a carga evitando a deformação e o desgaste do cabo.72 .com) .75 110 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.74 .Ganchos corrediços Forjados em aço de alta resistência.Soquetes abertos Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetivado cabo de aço.novaPDF.73 . Figura 8.Manilhas forjadas Forjadas em aço carbono. Figura 8. Ideais para fixação dos cabos de aço ou formação de olhais em cabos de aço para içamento de cargas. Podem ser fornecidas com pino rosqueado ou contrapinado. tendo um canal redondo para o cabo poder deslizar.Grampos pesados Grampos pesados.. Fácil colocação nos olhais dos superlaços ou fixação nas cargas a serem içadas. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho. Figura 8.

79 Figura 8.Soquetes fechados Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetiva do cabo de aço.77 . Figura 8.com) .80 Figura 8.novaPDF.76 . permitindo posterior regulagem do comprimento.78 Figura 8. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.81 Figura 8.79 Olhal – Olhal Figura 8.78 Gancho – Olhal Figura 8. Figura 8.80 Gancho – Gancho Educação Profissional 111 Created with novaPDF Printer (www.82 Figura 8.Soquetes de cunha Utilizados para fixação de cabos de aço..Esticadores forjados Figura 8.

81 Manilha – Olhal Figura 8.85 Figura 8. Quanto maior a angulação menor a capacidade de carga da Linga.82 Manilha – Manilha 8.5. sempre Lingas que comportam 1000Kg por perna.84 Educação Profissional 112 Created with novaPDF Printer (www. pois as forças resultantes são crescentes.      Corrente 10mm grau 2 Cabo de aço 12mm Corda de polipropileno 24mm Corrente 8mm grau 5 Corrente 6mm grau 8 Devemos demonstrar com isto o quanto a carga pode pesar em cada modo de operação.Modos de movimentação Para efeito de cálculos usa-se.4 . Figura 8.Figura 8. A carga pode ser igual a capacidade de carga da perna.com) . como exemplo. Figura 8.83 A movimentação com Lingas de uma perna é mais simples. A movimentação com Lingas de duas pernas.novaPDF.

87 Linga em cesto perpendicular à carga pode ter o peso igual a capacidade de quatro pernas independentes somadas. Só pode ser usada quando não houver risco da carga escorregar.com) . Deve-se consultar a tabela e ver qual o diâmetro e qual a angulação que se tem e posteriormente descontar 20% da capacidade de carga por causa do lançamento. por causa da força aplicada no lançamento.Figura 8.novaPDF. Mas isso somente se o diâmetro da peça for grande o suficiente e não houver cantos vivos. Dois laços em perpendicular. Deve-se contar com apenas 80% da capacidade da carga.88 Figura 8. Educação Profissional 113 Created with novaPDF Printer (www.89 Cesto duplo com angulação: por causa da angulação não podemos contar com a capacidade de 4 pernas individuais (4x700kg).86 Figura 8. a menos que se tenha certeza de que as quatro pernas estejam igualmente carregadas. portanto. Figura 8. Quando temos Lingas de quatro pernas podemos apenas contar como se fossem três pernas. Dois laços com angulação: a carga está depositada em duas pernas.

com) .92 Se utilizarmos uma Linga em cesto sem fim onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva.93 Se utilizarmos uma Linga sem fim em laço.91 Se utilizarmos uma Linga em cesto ou em laço devemos contar com apenas 80% de sua capacidade de carga por causa da dobra que é feita no laçamento. Figura 8.90 Se utilizarmos uma Linga em cesto onde as extremidades estão presas a um único ele de sustentação onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. Figura 8. Figura 8. Devemos contar com 80% da capacidade da carga de suas pernas uma vez que ela trabalha dobrada sobre o gancho. devemos contar também com apenas 80% da capacidade de suas pernas uma vez que ela sofre dobramentos no laço e no gancho. Podemos calcular com a capacidade de cada perna como cheia. Educação Profissional 114 Created with novaPDF Printer (www.Figura 8.novaPDF.

97 . Figura 8.96 Figura 8. as Lingas podem escorregar por baixo da carga.Movimentação com Travessões Com travessões pode-se fazer movimentações mesmo com pouca altura de elevação.98 .Em Travessões com dois pontos de fixação superior. Deve-se considerar como única desvantagem do Travessão o seu próprio peso.95 Figura 8. devido a limitação do meio de elevação.novaPDF.94 Se utilizar Travessões e a carga não for alinhada em seu centro a carga pende e pode escorregar e cair. As cargas abaixo do Travessão devem ser presas de tal forma que não possam se dobrar e cair (carga ou peças individuais). pois quanto maior seu peso menor o peso que poderemos transportar.. se a carga só estará sendo suportada em uma das fixações superiores do Travessão.com) . evitando total ou parcialmente a angulação das pernas.A carga está no centro. Figura 8. as duas fixações superiores estão igualmente carregadas. Educação Profissional 115 Created with novaPDF Printer (www. Movimentação com angulação invertida. Figura 8.

6.Avaliação da inspeção Em função dos resultados obtidos na inspeção deve ser decidido se o cabo apresenta ou não a possibilidade de falha e sua taxa de deterioração é tal que permita a sua utilização. Educação Profissional 116 Created with novaPDF Printer (www.Periodicidade das inspeções A periodicidade das inspeções deve ser determinada. Formação de saca rolhas. Recomenda-se que o período sem inspeção não ultrapasse 25% da vida útil prevista para o cabo.novaPDF. Protuberância da alma.Arames Partidos Deve-se substituir um cabo em serviço quando o número visível de arames rompidos. Independentemente da periodicidade fixada. estiver acima dos limites.com) .6. para uma avaliação das condições operacionais do cabo. 8.3 . até a próxima inspeção. as empresas e instituições procuram desenvolver métodos de controle das condições destes componentes com o objetivo de garantir uma operação segura para não haja danos materiais e acidentes de trabalho em uma atividade de transporte e içamento de cargas. qualquer indício de deterioração que implique na perda da resistência original do cabo deve motivar uma inspeção do mesmo. A avaliação da condição do cabo deve ser feita no trecho que apresenta a máxima deterioração e estendida a todo cabo.6 .8. Quando não se possuir um histórico da vida útil. 8.INSPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS Devido à grande preocupação que é depositada em função da performance e confiabilidade dos cabos de aço e acessórios. com segurança. Algumas irregularidades que pode ser encontrada nos cabos de aço são:            Arames partidos ou desgastados. Desgastes localizados.6. Destrançamento da perna.Condições específicas . Corrosão. em função das condições de uso do cabo.2 .1 . o órgão de inspeção deve determinar este dado e utilizar a freqüência acima recomendada. Pernas esmagadas ou mordidas. Dobra. Gaiola de passarinho. no trecho mais danificado. Redução no diâmetro dos cabos. 8. pelo órgão de inspeção responsável. Costuras inadequadas ou avariadas.

este defeito pode implicar em um aumento no desgaste e ruptura de arames.6. O diâmetro deve ser medido como indica na figura abaixo: . forração folgada e outros defeitos.com) . Educação Profissional 117 Created with novaPDF Printer (www. esta região deve ser monitorada para avaliação de aumento de desgaste e ruptura de arames. Figura 8. corrosão. Quando o valor da deformação em relação ao eixo do cabo for superior a 1/3 o seu diâmetro nominal. Esta deformação deve ser medida sem carga. baleeiras e outros equipamentos que envolvem riscos operacionais. no trecho de maior deformação.Quando houver um ou mais arames partidos em uma distância de 5 X D (diâmetro externo do cabo) de um acessório instalado (presilhas.Inspeção das Pernas O cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade refeita sempre que forem encontradas pernas esmagadas. Apesar de não implicar a perda de resistência do cabo.Inspeção das costuras A seção costurada do cabo deve ser eliminada e uma nova costura deve ser realizada se forem encontrados partidos ou gastos. Após um longo tempo de serviço. acessórios danificados ou com desgaste excessivo. pernas soltas. . É necessário então realizar o procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. corrosão com ruptura de outros arames não visíveis com facilidade. mordidas ou com folgas excessivas. Qualquer evidência de arames partidos no interior do cabo indica uma condição anormal possivelmente devido à fadiga. dobras puxadas para fora.4 .novaPDF.Redução no diâmetro do cabo O cabo deve ser substituído quando houver uma redução de 10% no valor de seu diâmetro nominal devido a alterações estruturais tais como ruptura da alma de aço ou deterioração da alma de fibra ou desgaste abrasivo externo ou corrosão externa. esta deformação se for severa pode transmitir uma oscilação durante a movimentação do cabo. deve ser adotado o critério fixado pela norma da empresa onde está instalado o equipamento.99 . achatadas. É importante observar que não se admite costuras em cabos de aço para guindastes. Caso seja observado destrançamento da perna. o cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade deve ser refeita para reajuste do passo.Deformação do tipo saca-rolha Na deforma tipo saca-rolha o eixo do cabo assume a forma helicoidal. soquete ou outro acessório). 8.

com) .5 .5. A graxa de uso geral em cabos de aço deve ser de base asfáltica.102 8. desgastes localizados e avarias por calor (queima por maçarico ou arco elétrico). 118 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. 8. deve ser realizada correta limpeza na superfície do cabo evitando o uso de produtos que contenham enxofre. Corrosão severa determina a substituição do cabo.100 Figura 8.103 Figura 8. protuberâncias no cabo ou na alma.101 Figura 8.104 Figura 8.7 . aplicar nova película.Lubrificação dos cabos.6 – Corrosão Outra importante verificação é em relação ao estado de corrosão do cabo. Como alternativa o cabo pode ser mantido em serviço desde que seja removido o trecho comprometido do mesmo. É necessário verificar o estado de lubrificação do cabo. Para efetuar a inspeção correta é necessário utilizar procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. dobras. e caso a película de lubrificante não esteja uniforme e contínua.5. através de ensaio radiográfico. avaliação do estado de corrosão internado cabo no soquete. Figura 8.8 .105 8.Extremidade dos cabos Na inspeção das extremidades dos cabos que possuem terminais (soquetes abertos ou fechados. Figura 8.novaPDF.Outros defeitos É necessário substituir o cabo quando forem detectados os seguintes defeitos: gaiolas de passarinho.5. presilhas e forjados) recomenda-se prever periodicamente.8. Antes de ser efetuada a lubrificação.6.

Educação Profissional 119 Created with novaPDF Printer (www. desgaste no cavirão e/ou no corpo igual ou superior a 10% do diâmetro do projeto devem ser substituídas.Inspeção em acessórios .com) .10 .5.Inspeção eletromagnética Os cabos submetidos à inspeção eletromagnética devem ser substituídos quando apresentarem redução de seção reta metálica devido corrosão. Manilhas apresentando trincas.109 Figura 8.desgaste ou abrasão (internos e externos) superior a 10% da seção original ou apresentarem um número de arames rompidos que ultrapassem ou limites estabelecidos.novaPDF.Figura 8.Inspeções de Ganchos Os ganchos devem ser substituídos quando forem detectados um ou mais dos seguintes defeitos: Torção maior do que 10º Abertura de garganta 15% maior do que a abertura original Trincas Desgaste acentuado (maior que 10%) Nota: Para ganchos com haste deve ser verificada a liberdade de giro através do esforço manual.108 8.5.110 .106 Figura 8.9 . 8.107 Figura 8. Figura 8.Inspeção em Manilhas Quaisquer deformações visuais apresentadas pela manilha ou pelo cavirão são causais para substituições.

116 120 Created with novaPDF Printer (www. Folga existente entre a polia e eixo. Verificar também a existência de desgaste ou corrosão severa no conjunto. Caso ocorram estas marcas a polia deve ser usinada ou substituída por outra de maior dureza.112 Os anéis devem ser substituídos quando forem detectados os seguintes defeitos: desgaste acima de 10% da sua dimensão original. Verificar se há marca no canal provocadas pelo cabo de aço.Figura 8. Liberdade de giro da polia.111 Inspeção de Anéis Pêra Figura 1. Deve ser verificada a fixação das placas laterais bem como deformações visíveis nas mesmas.com) . trincas e deformações em qualquer região detectáveis por inspeção visual ou com líquido penetrante. Existência de trincas especialmente nos canais.novaPDF. Figura 8.113 .114 Figura 8. As polias dos moitões e cadernais devem ser inspecionadas quanto aos seguintes itens:      Desgaste e/ou deformações no canal do flange.115 Educação Profissional Figura 8.Inspeção de Moitões e Cadernais Deve ser verificada a ferragem da cabeça do moitão e/ou cadernal (quando giratório) quando seu giro for por esforço manual. Figura 8.

1.1. e assim.Unir dois eixos: Pode significar a união entre motor e máquina movida ou a união de eixos de grande comprimento. Empregam-se os acoplamentos quando se deseja transmitir um momento de rotação (movimento de rotação e forças) de um eixo motor a outro elemento de máquina movido situado coaxialmente a ele (Figura 9. Esses mecanismos recebem os nomes de embreagens e de freios. isto é.com) .Compensar desalinhamentos: Para maioria das aplicações os acoplamentos devem ser capazes de tolerar certos valores de desalinhamentos entre eixos ligados.Acoplamentos comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada poderá ser interrompida. anular os efeitos deste sobre os componentes da transmissão. mudança de rotação.CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9. causando a parada da máquina.Atuar como fusível da transmissão: Em casos de problemas operacionais que gerem cargas adicionais sobre a transmissão.1). .2.ACOPLAMENTOS 9. São mecanismos que operam segundo o princípio de atrito. .2.novaPDF.1. antes de uma ruptura de um componente de maior valor agregado.9 .Funções dos acoplamentos São as principais funções de um acoplamento: . 9. além de atenuar os efeitos de vibrações geradas nas transmissões. os acoplamentos podem romper-se.Absorver choques e vibrações: Os acoplamentos modernos devem possuir a capacidade de absorver choques provocados pela partida. 9. Subdividem-se em: Acoplamentos comandáveis transmitem força e movimento somente quando acionados. . reversão e sobrecargas operacionais. Acoplamento Motor Máquina Figura 9.2. Educação Profissional 121 Created with novaPDF Printer (www.1.ELEMENTOS MECÂNICOS 9.1– Definição São elementos de máquinas destinados a unir dois eixos e transmitir torque e rotação. obedecendo a um comando.1 – Exemplo de aplicação do acoplamento NOTA: Os acoplamentos que operam por atrito são chamados de embreagem (fricção) ou freios.

2. eletromagnéticos. pneumáticos e os diretamente comandados pela máquina de trabalho.2 . Subdividem-se em: Não-comandáveis Rígidos Flexíveis Torcionalmente Rígidos Torcionalmente Elásticos De engrenagem De lamelas 122 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. existem os acoplamentos comandáveis manuais.As embreagens.Acoplamentos não-comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada é permanente. Segundo o tipo de comando. também chamadas fricções. Os freios têm as funções de regular. motriz e comandada. à mesma velocidade angular. fazem a conexão entre árvores.novaPDF. hidráulicos. Comandáveis Comandados pela força aplicada Comandados pelo momento de torção Comandados pelo sentido de rotação Comandados mecanicamente Comandados hidráulica ou pneumaticamente 9. Elas mantêm as árvores. reduzir ou parar o movimento dos corpos.com) .

Não possuem qualquer flexibilidade.1 .Acoplamentos permanentes flexíveis Esses elementos são empregados para tornar mais suave à transmissão do movimento em árvores que tenham movimentos bruscos e quando não se pode garantir um perfeito alinhamento entre as árvores (Figura 128). em forma elástica ou em forma articulada e elástica.2 – Exemplo de acoplamento rígido Os eixos dos acoplamentos rígidos devem ser alinhados precisamente. O ajuste dos alojamentos dos parafusos deve ser feito com as partes montadas para obter o melhor alinhamento possível.3 – Tipos de desalinhamento Os acoplamentos flexíveis são construídos em forma articulada. 9.com) .2). Figura 9. Educação Profissional 123 Created with novaPDF Printer (www.. para evitar acidentes (Figura 9. axial e angular. Figura 9.3 – TIPOS DE ACOPLAMENTOS FLEXÍVEIS 9. absorvem choques e vibrações protegendo as máquinas acopladas e não requerem lubrificação.4).Acoplamento elástico de pinos Os elementos transmissores são pinos de aço com mangas de borracha (Figura 9.3. são torcionalmente rígidos. . são torcionalmente elásticos. Compensam desalinhamento radial.Acoplamentos permanentes rígidos Os mais empregados são os flanges e luvas de união que devem ser construídas de modo que não apresentem saliências ou que estas estejam totalmente cobertas. não absorvem choques e vibrações e não admitem desalinhamento radial.novaPDF. axial e angular. pois estes elementos não conseguem compensar eventuais desalinhamentos ou flutuações.

Figura 9. encaixam-se nas aberturas do contradisco e transmitem o momento de rotação (Figura 9.6).Figura 9. O conjunto está alojado em duas tampas providas de junta de encosto e de retentor junto ao cubo. constituídas por tacos de borracha.3.4 .Acoplamento elástico perflex Os discos de acoplamento são unidos perifericamente por uma ligação de borracha apertada por anéis de pressão (Figura 9.6 – Acoplamento elástico de garras 9.com) .Acoplamento elástico de garras As garras.5 – Acoplamentos perflex 9.3.7). Figura 9.7 – Acoplamentos elásticos de grade Educação Profissional 124 Created with novaPDF Printer (www.3.Acoplamento elástico de grade ou gaiola de aço Consiste de dois cubos providos de flanges ranhuradas onde está montada uma grade metálica elástica que liga os cubos.5).2 .3 .novaPDF.4 – Acoplamento elástico de pinos 9. Figura 9. Todo o espaço entre os cubos e as tampas é preenchido com graxa (Figura 9.

A junta de articulação mais conhecida é a junta universal (ou junta cardan) empregada para transmitir grandes forças. Com apenas uma junta universal o ângulo entre as árvores não deve exceder a 15º.8 – Exemplos de acoplamentos de engrenagens e suas características 9.9 – Junta cardan ou universal 9.Acoplamento de engrenagens (não elástico) Os dentes possuem a forma ligeiramente curvada no sentido axial.3. as árvores devem ser bem alinhadas no ato de sua instalação para que não provoquem vibrações excessivas em serviços.Junta de articulação (não elástico) É usada para transmissão de momentos de torção em casos de árvores que formarão ângulo fixo ou variável durante o movimento.7 .9). o ângulo das árvores em duas partes iguais.novaPDF. O anel dentado (peça transmissora do movimento) possui duas carreiras de dentes que são separadas por uma saliência central (Figura 9. Essa posição do plano de contato é que possibilita a transmissão constante da velocidade (Figura 9.3. usam-se duas juntas (Figura 9.3.6 . sempre. Figura 9.com) . Para inclinações até 25º.10). O formato dessas calhas permite que o plano de contato entre as esferas e as calhas divida. 9.Junta universal de velocidade constante (homocinética) Transmite velocidade constante e tem comando através de esferas de aço que se alojam em calhas. Educação Profissional 125 Created with novaPDF Printer (www.8).5 .Apesar de este acoplamento ser flexível. o que permite até 3º de desalinhamento angular. São classificados como não elásticos. Figura 9.

EMBREAGENS 9.novaPDF.Embreagem centrífuga É utilizada quando o engate de uma árvore motora deve ocorrer progressivamente e a uma rotação predeterminada.11 Normalmente a força é fornecida por uma ou mais molas e a embreagem é desengatada por uma alavanca.Embreagem de disco Consiste em anéis planos apertados contra um disco feito de material com alto coeficiente de atrito.1 . para evitar o escorregamento quando a potência é transmitida.10 – Junta homocinética 9.3 . Educação Profissional 126 Created with novaPDF Printer (www.4. uma das quais pode ser revestida com um material de alto coeficiente de atrito. Figura 9. Figura 9.4.Embreagem cônica Possui duas superfícies de fricção cônicas.com) . 9.2 . Esse ângulo não deve ser inferior a 8º para evitar o emperramento.4 . 9. Sua capacidade de torque aumenta com o decréscimo do ângulo entre o cone e o eixo.12 A capacidade de torque de uma embreagem cônica é maior que a de uma embreagem de disco de mesmo diâmetro.4.Figura 9.

descomprime o disco através dos pinos. revestida com asbesto em ambos os lados. presa entre duas placas de aço quando a embreagem está acionada.14 O disco de atrito é comprimido axialmente através do disco de compressão por meio das molas sobre o volante. empurram as sapatas que.com) . 9. que se apoia sobre a cantoneira.Embreagem de disco para auto-veículos Consiste em uma placa.Figura 9.13 Os pesos.5 . A ponta de árvore é centrada por uma bucha de deslizamento. o acoplamento é aliviado e a alavanca.4 . Figura 9. completam a transmissão do torque. Educação Profissional 127 Created with novaPDF Printer (www.Embreagem de disco para máquinas A cobertura e o cubo têm rasgos para a adaptação das lamelas de aço temperadas.4. Com o deslocamento do anel de grafite para a esquerda. por sua vez. por ação da força centrífuga. 9.4.novaPDF.

são compactadas sob a ação de força centrífuga produzida pela rotação. assim. Educação Profissional 128 Created with novaPDF Printer (www.Embreagem de escoras Pequenas escoras estão situadas no interior do acoplamento fazendo a ligação entre as árvores. e as alavancas angulares comprimem.4. Figura 9.Embreagem seca É um tipo de embreagem centrífuga em que partículas de metal. A separação das lamelas é feita com o recuo da guia de engate por meio do molejo próprio das lamelas opostas e onduladas.6 .com) . as escoras se inclinam e a transmissão cessa.7 .4. O ajuste posterior da força de atrito é feito através da regulagem do cubo posterior de apoio.Figura 9. No outro sentido.16 Essa escoras estão dispostas de forma tal que.15 A compressão é feita pelo deslocamento da guia de engate. entrelaçam-se transmitindo o torque.novaPDF. o pacote de lamelas. 9. como granalhas de aço. em um sentido de giro. 9.

Figura 9.17 As partículas estão contidas em um componente propulsor oco, dentro do qual está também um disco, ligado ao eixo acionado. A força centrífuga comprime as partículas contra o disco, acionando o conjunto.

9.4.8 - Embreagem de roda-livre ou unidirecional Cada rolete está localizado em um espaço em forma de cunha, entre as árvores interna e externa.

Figura 9.18 Em um sentido de giro, os roletes avançam e travam o conjunto impulsionando a árvore conduzida. No outro sentido, os roletes repousam na base da rampa e nenhum movimento é transmitido. A embreagem unidirecional é aplicada em transportadores inclinados como conexão para árvores, para travar o carro a fim de evitar um movimento indesejado para trás.

9.4.9 - Embreagem eletromagnética Neste tipo de embreagem, a árvore conduzida possui um flange com revestimento de atrito.

Figura 9.19 Uma armadura, em forma de disco, é impulsionada pela árvore motora e pode mover-se axialmente contra molas. Educação Profissional 129

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Uma bobina de campo, fixa ou livre para girar com a árvore conduzida, é energizada produzindo um campo magnético que aciona a embreagem. Uma característica importante da embreagem eletromagnética é poder ser comandada a distância por meio de cabo.

9.4.10 - Embreagem hidráulica Neste caso, as árvores, motora e movida, carregam impulsores com pás radiais.

Figura 9.20 Os espaços entre as pás são preenchidos com óleo, que circula nas pás quando a árvore motora gira. A roda na árvore motora atua como uma bomba, e a roda na árvore movida atua como uma turbina, de forma que a potência é transmitida, havendo sempre uma perda de velocidade devido ao escorregamento. A embreagem hidráulica tem aplicação em caixas de transmissão automática em veículos.

10 - FREIOS
São mecanismos que, para interromper um movimento, transformam energia cinética em calor. Podem ter acionamento manual, hidráulico, pneumático, eletromagnético ou automático. A seguir serão apresentados os principais tipos de freios.

10.1 - FREIO DE DUAS SAPATAS Neste caso, duas sapatas são mantidas em contato com o tambor através da ação de uma mola que o impede de rodar. Para liberar o tambor, aciona-se a alavanca de comando, que pode ser operada manualmente, por um solenóide ou por um cilindro pneumático. Esse tipo de freio é utilizado em elevadores.

Figura 10.1 130

Educação Profissional

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10.2 - FREIO A DISCO É um freio em que um ou dois blocos segmentares, de material de fricção, são forçados contra a superfície de um disco giratório.

Figura 10.2 Em automóveis, os blocos segmentares (ou pastilhas) são operados por pistões hidráulicos. Os freios a disco são menos propensos à fadiga (queda de eficiência operacional em função do tempo de utilização) que os freios a tambor.

10.3 - FREIO DE SAPATA E TAMBOR O detalhe característico deste freio é uma sapata (ou parte de uma alavanca), revestida com material de alto coeficiente de Mola Alavanca Sapatas blocos Disco giratório atrito, comprimida contra uma roda giratória (ou tambor) ligada ao órgão a frear.

Figura 10.3

10.4 - FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR É um freio em que duas sapatas curvas são forçadas para fora, contra o interior da borda de um tambor giratório.

Figura 10.4 Educação Profissional 131

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O freio atua por compressão axial dos discos. Figura 10. 10. alguns dos elementos mais antigos e mais usados são as correias e as polias. pela ação da força centrífuga contra a ação de mola lamelares. 10. Figura 10. rebitado ou colado em sua superfície externa.6 A tensão da mola determina o instante de ação do freio. As transmissões por correias e polias apresentam as seguintes vantagens: Educação Profissional 132 Created with novaPDF Printer (www.FREIO MULTIDISCO Compõe-se de vários discos de atrito intercalados com disco de aço.6. conhecido como lona de freio.com) .FREIO CENTRÍFUGO É um freio onde as sapatas (revestidas com asbesto) atuam.5 Os discos de aço giram em um eixo entalhado e os discos de atrito são fixados por pinos. na parte interna de um tambor.As sapatas são revestidas com material de atrito. 11 .POLIAS E CORREIAS Para transmitir potência de uma árvore à outra.5 .novaPDF.

acoplados a eixos motores e movidos por máquinas e equipamentos. elásticas e adequadas para grandes distâncias entre centros. As polias. Onde: D1 = da polia menor D2 = da polia maior n1 = número de voltas por minuto (rpm) da polia menor n2 = rpm da polia maior Logo: 11. São flexíveis. Sempre haverá transferência de força. As polias trapezoidais são conhecidas pelo nome de polias em “V” e são as mais utilizadas em máquinas. Quando em funcionamento. elevada resistência ao desgaste e funcionamento silencioso.2 . para funcionar.com) . com ou sem canais periféricos. necessitam da presença de vínculos chamados correias.novaPDF. Figura 11.1 11.POLIAS Polias são elementos mecânicos circulares. alto coeficiente de atrito. Educação Profissional 133 Created with novaPDF Printer (www. A velocidade periférica (V) é a mesma para as duas rodas. As polias são classificadas em dois grupos: planas e trapezoidais. as polias e correias podem transferir e/ou transformar movimentos de um ponto para outro da máquina.  Possuem baixo custo inicial.1 – RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO (I) É a relação entre o número de voltas das polias (n) numa unidade de tempo e os seus diâmetros.

Transmissão por correia plana Essa maneira de transmissão de potência se dá por meio do atrito que pode ser simples. ou múltiplo. quando em serviço. O tamanho da superfície de atrito é determinado pela largura da correia e pelo ângulo de abraçamento ou contato ( ) (figura acima) que deve ser o maior possível e calcula-se pela seguinte fórmula: Para obter um bom ângulo de abraçamento é necessário que:  a relação de transmissão i não ultrapasse 6:1.2 (D1 + D2). Figura 11.  a distância entre eixos não seja menor que 1. A correia plana. quando existem polias intermediárias com diâmetros diferentes.1. sempre menor que a da polia motora.1. porém o desgaste da correia é maior. da velocidade periférica. quando existe somente uma polia motora e uma polia movida (como na figura abaixo).4 Educação Profissional 134 Created with novaPDF Printer (www. a polia motora e a movida giram no mesmo sentido. Figura 11.11. No acionamento simples. No acionamento cruzado as polias giram em sentidos contrários e permitem ângulo de abraçamento maiores. O deslizamento depende da carga.novaPDF.3 A correia plana permite ainda a transmissão entre árvores não paralelas. desliza e portanto não transmite integralmente a potência.com) . na prática. do tamanho da superfície de atrito e do material da correia e das polias. Figura 11.2 A velocidade periférica da polia movida é.

é necessário aumentar o ângulo de abraçamento da polia menor.1. A polia com superfície plana conserva melhor as correias e a polia com superfície abaulada guia melhor as correias.6 11.novaPDF.7 A tensão da correia pode ser controlada também pelo deslocamento do motor sobre guias ou por sistema basculante.com) . Educação Profissional 135 Created with novaPDF Printer (www.3. O acabamento superficial deve ficar entre quatro e dez milésimos de milímetro (4 10 m). a superfície de contato da polia plana pode ser plana ou abaulada.Tensionador ou esticador Quando a relação de transmissão supera 6:1.Formato da polia plana Segundo norma DIN 111. Figura 11. Para isso.2.1. acionado por mola ou por peso.5 Figura 11. Quando a velocidade da correia supera 25m/s é necessário equilibrar estática e dinamicamente as polias (balanceamento). usa-se o rolo tensionador ou esticador.11. Figura 11.

11. Tem por material base o algodão. Educação Profissional 136 Created with novaPDF Printer (www. o viscose. o perlon e o nylon.4 . capas de transmitir grandes potências.  Material fibroso e sintéticos Não recebe emendas (correia sem-fim).9 11. Figura 11. O limite é dado por p = D + 3/2h (D = diâmetro da polia maior e h = altura da correia). É feita de borracha revestida por lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para absorver as forças.1. para polia de pequeno diâmetro. suporta bem os esforços e é bastante elásticas.5-Transmissão por correia em V A correia em V é inteiriça (sem-fim) fabricada com secção transversal em forma de trapézio.10 O emprego da correia em V é preferível ao da correia plana e possui as seguintes características:   Praticamente não tem deslizamento. Essa combinação produz uma correia com excelente flexibilidade.  Material combinado.  Permite uma boa proximidade entre eixos. própria para forças sem oscilações.novaPDF.Figura 11.com) .Materiais para correia plana  Couro de boi Recebe emendas. Relação de transmissão até 10:1.1.8 Figura 11. o pêlo de camelo. couro e sintéticos Essa correia possui a face interna feita de couro curtido ao cromo e a externa de material sintético (perlon).

Perfil e designação das correias em V A designação é feita por uma letra que representa o formato e por um número que é o perímetro médio da correia em polegada. suas dimensões são mostradas na figura a seguir.     Partida com menor tensão prévia que a correia plana.Perfil dos canais das polias As polias em V têm suas dimensões normalizadas e são feitas com ângulos diferentes conforme o tamanho. Elimina os ruídos e os choques. D e E. por aproximação. em consequência do efeito de cunha. típicos da correia emendada com grampos. Figura 11. C. Menor carga sobre os mancais que a correia plana.1. 11. Emprego de até doze correias numa mesma polia. triplica em relação à correia plana. Os perfis são normalizados e denominam-se formato A.novaPDF. 11.com) . pode-se encontrar.1.6. Dimensões normalizadas para polias em V: Educação Profissional 137 Created with novaPDF Printer (www. medindo o comprimento externo da correia.7. A pressão nos flancos. B. diminuindo um dos valores abaixo e transformando o resultado em polegadas. o número que vai ao lado da letra.11 Para especificação de correias.

Figura 11.1.Relação de transmissão (i) para correias e polias em V Uma vez que a velocidade (V) da correia é constante.8. 138 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. A correia não deve ultrapassar a linha do diâmetro externo da polia e nem tocar no fundo do canal.com) . 11.12 O perfil dos canais das polias em V deve ter as medidas corretas para que haja um alojamento adequado da correia no canal. o que anularia o efeito de cunha.novaPDF. a relação de transmissão está em função dos diâmetros das polias.

com) .novaPDF. metal leve ou ferro fundido em areia especial para precisão nas medidas em bom acabamento superficial.13 Para as correias em V. Para a especificação das polias e correias dentadas.15 O perfil dos dentes pode ser trapezoidal ou semicircular. geralmente.9-Transmissão por correia dentada A correia dentada em união com a roda dentada correspondente permite uma transmissão de força sem deslizamento. deve-se mencionar o comprimento da correia ou o número de sulcos da polia.14 11. As polias são fabricadas de metal sinterizado. o passo dos dentes e a largura. O diâmetro nominal calcula-se pela fórmula: Figura 11.1.’ Figura 11. A relação de transmissão (i) é dada por: Educação Profissional 139 Created with novaPDF Printer (www. A força se transmite através dos flancos dos dentes e pode chegar a 400N/cm2. deve-se tomar o diâmetro nominal médio da polia (Dm) para os cálculos. são feitos com módulos 6 ou 10.Figura 11. As correias de qualidade têm no seu interior vários cordonéis helicoidais de aço ou de fibra de vidro que suportam a carga e impedem o alongamento.

Note que a correia não ultrapassa a linha do diâmetro externo da polia nem toca no fundo do canal. Nesse último caso.Cuidados exigidos com polias em V As polias.11 . por causa do desgaste sofrido pelo canal. para fazer um bom alinhamento. exigem os seguintes cuidados:    Não apresentar desgastes nos canais.17 11.11. a polia deverá ser substituída para que a correia não venha a sofrer desgastes prematuros. amassadas.1. Educação Profissional 140 Created with novaPDF Printer (www. as polias em “V” exigem alinhamento.com) . para funcionarem adequadamente. Observe as ilustrações seguintes. À esquerda. É recomendável. usar uma régua paralela fazendo-a tocar toda a superfície lateral das polias. Apresentar os canais livres de graxa.10 .Alinhamento de polias Além dos cuidados citados anteriormente. conforme mostra a figura. óleo ou tinta e corretamente dimensionados para receber as correias. temos uma correia corretamente assentada no canal da polia. Figura 11. oxidadas ou com porosidade.1.novaPDF. À direita.16 A verificação do dimensionamento dos canais das polias deve ser feita com o auxílio de um gabarito contendo o ângulo dos canais. a correia assenta-se no fundo. Polias desalinhadas danificam rapidamente as correias e forçam os eixos aumentando o desgaste dos mancais e os próprios eixos. Figura 11. Não apresentar as bordas trincadas.

 Nunca tentar remendar uma correia em “V” estragada.  Tomar cuidado para que o protetor das correias nunca seja removido enquanto a máquina estiver em operação. para que não provoquem danos nos mancais e eixos. até que se possa trocar todo o jogo. se necessário. provoca a perda de velocidade e de eficiência da máquina. Além disso.novaPDF. Não é aconselhável usar correias novas junto às velhas.12. pois nesse período as correias sofrem maiores esticamentos. o desgaste que elas sofreram e o desgaste das polias. quando esticada demais. verificar a tensão. Influência dos defeitos das polias na posição de montagem do conjunto de transmissão. Quando mal aplicada ou frouxa.Figura 11. é preferível trabalhar com uma correia a menos do que trocá-la por outra. quanto à perpendicularidade entre as faces de apoio e os eixos dos flancos. Educação Profissional 141 Created with novaPDF Printer (www. sobrecarregam as novas. verificar constantemente a tensão e ajustá-la. há quebra dos eixos ou desgaste rápido dos mancais. Esse cuidado é necessário porque correias de marcas diferentes apresentam desempenhos diferentes. variando de fabricante para fabricante.  Se uma correia do jogo romper. Os defeitos construtivos das polias também influem negativamente na posição de montagem do conjunto de transmissão. e quanto ao balanceamento. A primeira recomendação para a manutenção das correias em “V” é mantê-las sempre limpas. devem ser observados os seguintes requisitos:  Nas primeiras 50 horas de serviço.18 11. As velhas.  Nas revisões de 100 horas.1. As polias devem ter uma construção rigorosa quanto à concentricidade dos diâmetros externos e do furo.  Jogos de correias deverão ser montados com correias de uma mesma marca.Procedimentos em manutenção com correias e polias A correia é importante para a máquina. por estarem lasseadas.com) .

Esse procedimento facilitará a colocação da correia sem perigos de danificá-la. Esses procedimentos podem causar o rompimento das lonas e cordonéis das correias. Não se recomenda colocar correias forçando-as contra a lateral da polia ou usar qualquer tipo de ferramenta para forçá-la a entrar nos canais da polia.Colocação de correias Para colocar uma correia vinculando uma polia fixa a uma móvel. Após montar as correias nos respectivos canais das polias e. deve-se girálas manualmente para que seus lados frouxos fiquem sempre para cima ou para baixo.novaPDF. antes de tensioná-las. pois se estiverem em lados opostos o tensionamento posterior não será uniforme.com) .1.13. Educação Profissional 142 Created with novaPDF Printer (www.11. deve-se recuar a polia móvel aproximando-a da fixa.

Os tipos de proteção mais adequados são aqueles que permitem a passagem do ar para uma boa ventilação e dissipação do calor. para verificar se uma correia está corretamente tensionada. Deve-se verificar periodicamente se as malhas das telas estão limpas e se as telas não estão em contato direto com o sistema. conseqüentemente.  Tensão baixa: provoca deslizamento e.1. bastará empurrá-la com o polegar.Figura 11.1. ocasionando danos prematuros.20 11. Figura 11. sem que ocorra deslizamento.22 Educação Profissional 143 Created with novaPDF Printer (www.14 .21 11.Tensionamento de correias O tensionamento de correias exige a verificação dos seguintes parâmetros:  Tensão ideal: deve ser a mais baixa possível.novaPDF. Aconselha-se a colocação de telas ou grades de aço para essas proteções.Proteção de sistemas Todo sistema que trabalha com transmissão de correias deve ser devidamente protegido para evitar acidentes. mesmo com picos de carga.19 Figura 11. de modo tal que ela se flexione aproximadamente entre 10 mm e 20 mm conforme ilustrado a seguir. produção de calor excessivo nas correias. Figura 11.15.com) . Na prática.  Tensão alta: reduz a vida útil das correias e dos rolamentos dos eixos das polias.

de muita utilidade para transmissões entre eixos próximos. É necessário para o funcionamento desse conjunto de transmissão que as engrenagens estejam em um mesmo plano e os eixos paralelos entre si. substituindo trens de engrenagens intermediárias. É. ainda.16.novaPDF.11. etc. óleo. Figura 12. não ocorre o deslizamento.com) . Quando se adiciona carga ao sistema já existente.2 Educação Profissional 144 Created with novaPDF Printer (www.23 12.CORRENTES Um ou vários eixos podem ser acionados através de corrente. Figura 12.Adição de cargas Um sistema de transmissão por correias deve ser calculado adequadamente. encurta-se a vida útil das correias.1.1 A transmissão por corrente normalmente é utilizada quando não se podem usar correias por causa da umidade. A transmissão de potência é feita através do engrenamento entre os dentes da engrenagem e os elos da corrente. conforme comentários mostrados na ilustração. vapores. Figura 11.

1. com abas de adaptação.6 12. é fabricada em tipo standard. Figura 12.12. onde as talas são permanentemente ligadas através de pinos e buchas. várias talas dispostas uma ao lado da outra.5 Várias correntes podem ser ligadas em paralelo. ainda. Esta corrente é aplicada em transmissões.1 . em movimentação e sustentação de contrapeso e. colocados rolos. sobre cada pino articulado. onde cada segunda tala pertence ao próximo elo da corrente.Corrente de dentes Nesse tipo de corrente há.2. Figura 12. em transportadores. médio e pesado. Educação Profissional 145 Created with novaPDF Printer (www. sobre as buchas são.TIPOS DE CORRENTES 12.Corrente de rolos É composta por elementos internos e externos.com) .1 . podem ser montadas até 8 correntes em paralelo.3 Figura 12. formando corrente múltipla.1.4 Figura 12.novaPDF.

pois entre eles não há diferença. Além disso. Sua característica principal é a facilidade de retirar-se qualquer elo. em alguns casos.novaPDF.9 Dessa maneira.10 Figura 12. mesmo com o desgaste.11 Educação Profissional 146 Created with novaPDF Printer (www.Figura 12. sendo apenas necessário suspendê-lo. pode ser usada em transmissões.Corrente de elos livres Esta é uma corrente especial usada para transportadores e.8 Figura 12. É conhecida por “link chain”. podem ser construídas correntes bem largas e muito resistentes. É conhecida como corrente silenciosa (“silent chain”). igual. Figura 12. o passo fica. de elo a elo vizinho.7 Figura 12.1. Esta corrente permite transmitir rotações superiores às permitidas nas correntes de rolos.3.com) . 12.

12 12.Fabricação das correntes As talas são estampadas de fitas de aço. forma um sólido (bloco).14 O passo é igual à corda medida sobre o diâmetro primitivo desde o centro de um vão ao centro do vão consecutivo. Figura 12.novaPDF.1. Figura 12. Figura 12. É usada em talhas manuais. porque a corrente se aplica sobre a roda em forma poligonal.Corrente de blocos É uma corrente parecida com a corrente de rolos. transportadores e em uma infinidade de aplicações. os rolos e as buchas são repuxados de chapas de aço ou enrolados de fitas de aço. Engrenagens para correntes As engrenagens para correntes têm como medidas principais o número de dentes (Z). o passo (p) e o diâmetro (d).4 .5. Educação Profissional 147 Created with novaPDF Printer (www.1. podendo ter um vergalhão transversal para esforço. os pinos são cortados de arames de aço. possui os elos formados de vergalhões redondos soldados.1. cada par de rolos. É usada nos transportadores e os blocos formam base de apoio para os dispositivos usados para transporte. com seus elos.com) .13 12.Corrente comum Conhecida também por cadeia de elos. beneficiadas ou temperadas para aproximadamente 60 rockwell. separadamente. mas.6. As peças prontas são.12.

Figura 12.Danos típicos das correntes Os erros de especificação.16 Algumas rodas possuem o perfil modificado para compensar o alargamento produzido pelo desgaste.15 O perfil dos dentes corresponde ao diâmetro dos rolos da corrente e para que haja facilidade no engrenamento.com) . Os dentes são formados de tal modo que os rolos colocados entre eles tenham folga no flanco da frente e no flanco de trás. as laterais dos dentes são afiladas e 10% mais estreitas que a corrente.1. O quadro a seguir mostra os principais defeitos apresentados pelas correntes e suas causas. instalação ou manutenção podem fazer com que as correntes apresentem vários defeitos.7. Figura 12.Figura 12.novaPDF.17 12. Educação Profissional 148 Created with novaPDF Printer (www.

novaPDF. 13.8. Educação Profissional 149 Created with novaPDF Printer (www. Medir o desgaste das rodas dentadas.Manutenção das correntes Para a perfeita manutenção das correntes. deixando escorrer o excesso. rolamentos materiais de vedação. para prolongar sua vida útil. Armazenar a corrente coberta com uma camada de graxa e embrulhada em papel. os seguintes cuidados deverão ser tomados:           Lubrificar as correntes com óleo.1.12. lavá-la com querosene. Existem eixos fabricados com aços-liga. Para efetuar a limpeza da corrente. Enxugar a corrente e mergulhá-la em óleo. Inverter a corrente. altamente resistentes. pois estarão em contato permanente com buchas. Não usar corrente nova em rodas dentadas velhas.com) .1 . Os eixos com médio teor de carbono exigem um tratamento térmico superficial. Quando móveis. os eixos transmitem potência por meio movimento de rotação. por meio de gotas.CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS A maioria dos eixos é construída em aço com baixo e médio teor de carbono. Verificar periodicamente o alinhamento. Nunca colocar um elo novo no meio dos gastos. Medir ocasionalmente o aumento do passo causado pelo desgaste de pinos e buchas. banho ou jato.EIXOS Eixos são elementos mecânicos utilizados para articular um ou mais elementos de máquinas. 13 . de vez em quando.

3 .Eixos roscados Possuem algumas partes roscadas que podem receber porcas capazes de prenderem outros componentes ao conjunto.2. A parte ajustável tem formato cônico e é firmemente fixada por meio de uma porca. Suas extremidades são chanfradas para evitar o rebarbamento e suas arestas internas são arredondadas para evitar a concentração de esforços localizados.2. Figura 13. cônicos. 13.Eixos vazados São mais resistentes aos esforços de torção e flexão que os maciços. Figura 13.Eixos cônicos Devem ser ajustados num componente que possua furo de encaixe cônico. os eixos são circulares e podem ser maciços.2. Empregam-se esses eixos quando há necessidade de sistemas mais leves e resistentes. vazados. com degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles.4 .2 .2.13.com) . ranhurados ou flexíveis.1 13. como os motores de aviões.1 .novaPDF.3 13. Uma chaveta é utilizada para evitar a rotação relativa.Eixos maciços Apresentam a seção transversal circular e maciça. Figura 13.2 .2 13. roscados.CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS Quanto à seção transversal. Educação Profissional 150 Created with novaPDF Printer (www.

2. e a união com o motor é feita com uma braçadeira especial munida de rosca. Os eixos ranhurados são utilizados quando é necessário transmitir grandes esforços. um furo com rosca. parafusos. Figura 13.Eixos ranhurados Apresentam uma série de ranhuras longitudinais em torno de sua circunferência.5 . Verificar se existe.4 13.Eixos flexíveis Consistem em uma série de camadas de arame de aço enrolado alternadamente em sentidos opostos e apertado fortemente.2.6.Figura 13. As ranhuras engrenam-se com os sulcos correspondentes das peças a serem montadas neles. Os eixos flexíveis são empregados para transmitir movimento a ferramentas portáteis que operam com grandes velocidades e com esforços não muito intensos. 13.7-Desmontagem de eixos A desmontagem de eixos é aparentemente simples e fácil. O furo é construído para facilitar a desmontagem do eixo por meio de um dispositivo para sacá-lo. na face do eixo.2.5 13. O conjunto é protegido por meio de um tubo flexível.novaPDF. Educação Profissional 151 Created with novaPDF Printer (www.com) . porém exige os seguintes cuidados: Verificar a existência de elementos de fixação (anéis elásticos. pinos de posicionamento e chavetas) e retirá-los antes de sacar o eixo. pinos cônicos.

 Não permitir a presença de nenhuma rebarba no eixo.2.  Verificar se as tolerâncias das medidas do eixo estão corretas usando paquímetro ou micrômetro.com) . Figura 13. Educação Profissional 152 Created with novaPDF Printer (www. o eixo deverá ser guardado em local seguro para não sofrer empenamentos ou outros danos.  Colocar os retentores cuidadosamente para não provocar desgastes no eixo e vazamentos de lubrificante. Após a desmontagem.8. recomenda-se usar um material protetor e macio como o cobre para receber as pancadas.7 Se realmente for necessário bater no eixo para sacá-lo. retificadora cilíndrica e fresadora) entre pontas. não deixando que o eixo passe pelo mancal.  Pré-lubrificar todas as peças para que elas não sofram desgastes até o instante da chegada do lubrificante quando a máquina for posta para funcionar. 13. cuidando para não bater nas bordas do eixo.novaPDF. especialmente se o eixo for muito comprido. além de produzir danos no furo de centro. os seguintes cuidados deverão ser observados:  Efetuar limpeza absoluta do conjunto e do eixo para diminuir o desgaste por abrasão. Danos no furo de centro impedem posteriores usinagens.6 Nunca bater com martelo na face do eixo. Além desses fatores.Montagem de eixos A montagem de eixos exige atenção. organização e limpeza rigorosa. As pancadas provocam encabeçamento.Figura 13.  Não permitir a presença de nenhum arranhão no eixo para não comprometer seu funcionamento e não provocar danos no mancal. onde seria fixado à máquina (torno.

13.2.9- Danos típicos sofridos pelos eixos Os eixos sofrem dois tipos de danos: quebra e desgaste. A quebra é causada por sobrecarga ou fadiga. A sobrecarga é o resultado de um trabalho realizado além da capacidade de resistência do eixo. A fadiga é a perda de resistência sofrida pelo material do eixo, devido às solicitações no decorrer do tempo. O desgaste de um eixo é causado pelos seguintes fatores:      Engripamento do rolamento; Óleo lubrificante contaminado; Excesso de tensão na correia, no caso de eixos-árvore acionados por correias; Perda de dureza por superaquecimento; Falta de lubrificante.

14 -TRAVAS
As uniões roscadas são submetidas a vibrações e podem soltar-se por essa razão. Para evitar isso, colocam-se travas e arruelas nas porcas ou parafusos. Existem dois tipos de travas:  Trava por fechamento de forma - é a mais segura e impede o afrouxamento da união.

Figura 14.1

Figura 14.2

Figura 14.3 Educação Profissional 153

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 Trava por fechamento de forças - esta trava estabelece uma força de compressão entre as peças, o que aumenta o atrito e dificulta o afrouxamento da união, mas não impede totalmente a soltura.

Figura 14.4

Figura 14.5

Figura 14.6

Figura 14.7

Figura 14.8

Figura 14.9

14.1 - CHAVETAS Chaveta é um corpo prismático que pode ter faces paralelas ou inclinadas, em função da grandeza do esforço e tipo de movimento que deve transmitir. É construída normalmente de aço. A união por chaveta é um tipo de união desmontável, que permite às árvores transmitirem seus movimentos a outros órgãos, tais como engrenagens e polias.

14.1.1- Classificação e características Chaveta de cunha (ABNT-PB-121) Empregada para unir elementos de máquinas que devem girar. Pode ser com cabeça ou sem cabeça, para facilitar sua montagem e desmontagem. Sua inclinação é de 1:100, o que permite um ajuste firme entre as partes.

Figura 14.10 Educação Profissional 154

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Figura 14.11

O princípio da transmissão é pela força de atrito entre as faces da chaveta e o fundo do rasgo dos elementos, devendo haver uma pequena folga nas laterais.

Figura 14.12 Havendo folga entre os diâmetros da árvore e do elemento movido, a inclinação da chaveta provocará na montagem uma determinada excentricidade, não sendo, portanto aconselhado o seu emprego em montagens precisas ou de alta rotação.

Figura 14.13 A figura a seguir mostra o modo de sacar a chaveta com cabeça.:

Figura 14.14 Educação Profissional 155

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14.1.2- Chaveta encaixada (DIN 141, 490 e 6883) É a chaveta mais comum e sua forma corresponde ao tipo mais simples de chaveta de cunha. Para facilitar seu emprego, o rasgo da árvore é sempre mais comprido que a chaveta. A mínimo = 2 . comprimento da chaveta

Figura 14.15

14.1.3 - Chaveta meia-cana (DIN 143 e 492) Sua base é côncava (com o mesmo raio do eixo). Sua inclinação é de 1:100, com ou sem cabeça. Não é necessário rasgo na árvore, pois transmite o movimento por efeito do atrito, de forma que, quando o esforço no elemento conduzido é muito grande, a chaveta desliza sobre a árvore.

Figura 14.16

14.1.4 - Chaveta plana (DIN 142 e 491) É similar a chaveta encaixada, tendo, porém, no lugar de um rasgo na árvore, um rebaixo plano. Sua inclinação é de 1:100 com ou sem cabeça. Seu emprego é reduzido, pois serve somente para a transmissão de pequenas forças.

Figura 14.17 14.1.5 - Chaveta tangencial (DIN 268 e 271) É formada por um par de cunhas com inclinação de 1:60 a 1:100 em cada rasgo. São sempre utilizadas duas chavetas e os rasgos são posicionados a 120º. Educação Profissional 156

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A designação tangencial é devido a sua posição em relação ao eixo. Por isso, e pelo posicionamento (uma contra a outra), é muito comum o seu emprego para transmissão de grandes forças, e nos casos em que o sentido de rotação se alterna.

Figura 14.17

Figura 14.18

14.1.6- Chaveta transversal Aplicada em uniões de órgãos que transmitem movimentos não só rotativos como também retilíneos alternativos. Quando é empregada em uniões permanentes, sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50. Se a união necessita de montagens e desmontagens frequentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15. Dupla (inclinação nos dois lados) Simples (inclinação em um lado)

Figura 14.19 14.1.7 - Chaveta paralela (DIN 269) É normalmente embutida e suas faces são paralelas, sem qualquer conicidade. O rasgo para o seu alojamento tem o seu comprimento. As chavetas embutidas nunca têm cabeça e sua precisão de ajuste é nas laterais, havendo uma pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e o fundo do rasgo elemento conduzido.

Figura 14.20 Educação Profissional 157

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A transmissão do movimento e das forças é feita pelo ajuste de suas faces laterais com as do rasgo da chaveta. A chaveta paralela varia quanto à forma de seus extremos (retos ou arredondados) e quanto à quantidade de elementos de fixação à árvore. Pelo fato de a chaveta paralela proporcionar um ajuste preciso na árvore não ocorre excentricidade, podendo, então, ser utilizada para rotações mais elevadas. É bastante usada nos casos em que o elemento conduzido é móvel.

Figura 14.21 14.1.8- Chaveta de disco ou meia-lua tipo woodruff (DIN 496 e 6888) É uma variante da chaveta paralela, porém recebe esse nome porque sua forma corresponde a um segmento circular. É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a montagem e se adaptar a conicidade do fundo do rasgo do elemento externo.

Figura 14.22

14.2 - ANEL ELÁSTICO É um elemento usado para impedir o deslocamento axial, posicionar ou limitar o curso de uma peça deslizante sobre um eixo. Conhecido também por anel de retenção, de trava ou de segurança. Deslocamento axial é o movimento no sentido longitudinal do eixo. Fabricado de aço para molas, tem a forma de anel incompleto, que se aloja em um canal circular construído conforme normalização.

14.2.1 - Tipos de anéis elásticos e aplicações Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 1000mm. Trabalha externamente - DIN 471.

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Figura 14.Figura 14.5 e 1000mm.24 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 8 e 24mm. Figura 14.novaPDF.DIN 472.com) .23 Aplicação: para furos com diâmetro entre 9.25 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 390mm para rolamentos. Trabalha externamente .26 Educação Profissional 159 Created with novaPDF Printer (www. Figura 14. Trabalha internamente .DIN 6799.

novaPDF. Figura 14.30 Os alojamentos para pinos devem ser calibrados com alargador que deve ser passado de uma só vez pelas suas peças a serem montadas.28 Figura 14. Figura 14. acabamento superficial. oca ou maciça que serve para alinhamento.Anéis de secção circular .29 Os pinos se diferenciam por suas características de utilização.para pequenos esforços axiais.3 . forma.com) . tolerâncias dimensionais. Figura 14. fixação e transmissão de potência. material e tratamento térmico.PINOS É uma peça geralmente cilíndrica ou cônica.27 14. 160 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

32 O principal esforço a que os pinos. Figura 14.Figura 14.novaPDF.33 14.1.31 Esta calibragem é dispensada quando se usa pino estriado ou pino tubular partido (elástico). revenido e retificado. geralmente associado a parafusos e prisioneiros.3. Quanto menor proximidade entre os pinos. para diminuir os esforços de corte.com) . Pode resistir a grandes esforços transversais e é usado em diversas montagens. estão sujeitos é o de cisalhamento.Pino cilíndrico paralelo Pino de ajuste (guia) temperado É feito de aço-prata ou similar e é temperado. maior o risco de cisalhamento e menor a precisão no ajuste. de modo geral. Figura 14. Por isso os pinos com função de alinhar ou centrar devem estar a maior distância possível entre si. Educação Profissional 161 Created with novaPDF Printer (www.

35 Todos os pinos que apresentam furo ou rosca são usados como eixo para articulações ou para suportar rodas.Pino cônico Feito geralmente de aço-prata.37 Existem pinos cônicos com extremidade roscada a fim de mantê-los fixos em casos de vibrações ou sacá-los em furos cegos. Figura 14. Educação Profissional 162 Created with novaPDF Printer (www.com) . com ponta roscada e cabeça.2. 14. 14. para que se use a broca com essa medida antes de calibrar com alargador. Figura 14.3. cabos. liso com furo para cupilha. com cabeça provida de ressalto para evitar o giro.Pino de união Tem funções secundárias como em dobradiças para caixas metálicas e móveis. é temperado ou não e retificado.3.4.novaPDF. etc. em caso de sobrecarga esse pino se rompe para que não quebre um componente de maior importância.34 Pode ser liso. A precisão destes pinos é j6.3.Figura 14.3. polias. com cabeça e furo para cupilha. Figura 14. Tem por diâmetro nominal o diâmetro menor.Pino de segurança É usado principalmente em máquinas-ferramentas como pino de cisalhamento. m6 ou h8.36 14. isto é.

Seu uso dispensa o furo alargado. O uso destes pinos dispensa o acabamento e a precisão do furo alargado. pois permite muitas desmontagens sem prejudicar o alinhamento dos componentes. Este elemento tem grande emprego como pino de fixação.42 14. Educação Profissional 163 Created with novaPDF Printer (www. Quando introduzido.39 Figura 14. A forma e o comprimento do entalhes determinam os tipos de pinos.Pino tubular fendido Também conhecido como pino elástico.Pino estriado A superfície externa do pino estriado apresenta três entalhes e respectivos rebordos.3.Figura 14.40 O pino cônico tem largo emprego na construção de máquinas.38 Figura 14. a fenda permanece aberta e elástica gerando o aperto.3.6.41 Figura 14. 14.5.com) . Figura 14. é fabricado de fita de aço para mola enrolada. além do que é possível compensar eventual desgaste ou alargamento do furo.novaPDF. pino de ajuste e pino de segurança.

tratamento e acabamento.46 14.1 – Vantagens dos rolamentos sobre os mancais de deslizamento Educação Profissional 164 Created with novaPDF Printer (www. Tabela 15. com fenda ondulada cujos cantos estão opostos entre si. Figura 14.MANCAIS São elementos de máquinas destinados a apoiar e condicionar o movimento de eixos e outros componentes.com) .47 Nota:Um pino qualquer ao se quebrar deve ser substituído por outro com as mesmas características de forma.3. Isto proporciona uma força de ajuste maior em relação ao pino elástico comum. Figura 14. Seu funcionamento baseia-se no principio do atrito de deslizamento ou de rolamento. 15 .44 Figura 14.43 Figura 14.7.Figura 14. A tabela 1 demonstra as vantagens dos mancais de rolamentos sobre os de deslizamento.novaPDF.45 Há um pino elástico especial chamado Connex. A cupilha é usada principalmente para travar porcas-castelo.Cupilha ou contrapino Trata-se de um arame de secção semicircular dobrado de tal forma a obter-se um corpo cilíndrico e uma cabeça. material.

Figura 15. é necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa (Figura 15. encontrados nos mancais de deslizamento.2 – Rolamento rígido de esferas Educação Profissional 165 Created with novaPDF Printer (www.suportam cargas radiais e leves cargas axiais.Rolamento rígido de uma carreira de esferas: É o mais comum dos rolamentos.1). destacamos alguns tipos: . c) Mistos .1 .1 – Estrutura de um rolamento de esferas Essas esferas ou rolos são mantidos eqüidistantes por meio do separador ou gaiola a fim de distribuir os esforços e manter concêntricos os anéis. por conseguinte. b) Axiais .com) . O anel externo (capa) é fixado na peça ou na caixa e o anel interno é fixado diretamente ao eixo. Figura 15.15.suportam tanto carga axial quanto radial.não podem ser submetidos a cargas radiais.1. 15. os rolamentos podem ser: a) Radiais .Classificação dos rolamentos Quanto ao tipo de carga que suportam.2). 15. chegaram-se-se aos mancais de rolamento ou simplesmente rolamentos.MANCAIS DE ROLAMENTO Quando se buscou diminuir sensivelmente os problemas de atrito de resistência à alta velocidade. Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas.1. Sua capacidade de ajustagem angular é limitada.novaPDF.1 .Tipos de rolamentos Diversos tipos de rolamentos foram desenvolvidos ao longo dos anos agregando várias tecnologias.2 . Os rolamentos são simplesmente rolamentos de máquinas constituídos por dois anéis de aço separados por uma ou mais fileiras de esferas ou rolos (Figura 15.

6). Figura 15.3 – Rolamento de esferas de contato angular . ou seja.5).Rolamento autocompensador de esferas: É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no anel externo. deve sempre ser montado contraposto a um outro rolamento que possa receber a carga axial no sentido contrário (Figura 15.3).Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas: Admite cargas axiais somente em um sentido. Figura 15.Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos: Seu emprego é particularmente indicado para construções em que se exige uma grande capacidade de suportar carga radial e a compensação de falhas de alinhamento (Figura 15..5 – Rolamento de rola cilíndrico .novaPDF.Rolamento de rolo cilíndrico: É apropriado para cargas radiais elevadas e seus componentes são separáveis.6 – Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos Educação Profissional 166 Created with novaPDF Printer (www.4 – Rolamento autocompensador de esferas . Figura 15. Figura 15. compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15. o que facilita a montagem e desmontagem (Figura 15. o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular.4).com) . portanto.

7 – Rolamento autocompensador de rolos . um contra o outro (Figura 15. Para que as esferas sejam guiadas firmemente em suas pistas. Devido ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas.8 – Rolamento de rolos cônicos . O anel interno e o externo podem ser montados separadamente.7). os rolamentos de rolos cônicos também suportam cargas axiais em um sentido. Figura 15. existe uma distribuição uniforme de carga (Figura 15. de modo geral torna-se necessário montar os anéis aos pares. Os anéis são separáveis.9 – Rolamento axial de esfera Educação Profissional 167 Created with novaPDF Printer (www.com) . Os rolos são de grande diâmetro e comprimento. porém.Rolamento de rolos cônicos: Além de cargas radiais. é necessária a atuação permanente de uma determinada carga axial mínima (Figura 15.9).Rolamento axial de esfera: Ambos os tipos de rolamento axial de esfera (escora simples e escora dupla) admitem elevadas cargas axiais. não podem ser submetidos a cargas radiais. Como só admitem cargas axiais em um sentido.novaPDF. Figura 15.Rolamento autocompensador com duas carreiras de rolos: É um rolamento para os mais pesados serviços. Figura 15.8)..

10 – Rolamento axial autocompensador de rolos . devido à disposição inclinada dos rolos.3 . A Norma mais utilizada é a ISO. 10  d < 20 mm . sempre em maquinaria pesada.Série de rolamentos que é razoavelmente usada industrialmente. a designação é construída de acordo com a variação do diâmetro interno do rolamento (d). 20  d < 500 mm .Rolamento axial autocompensador de rolos: Possui grande capacidade de carga axial e. Figura 15.. em comparação com os rolamentos de rolos comuns.11).Série de rolamentos razoavelmente usada industrialmente.com) . também pode suportar consideráveis cargas radiais. Figura 15. A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento a propriedade de alinhamento angular. em função do pequeno diâmetro interno.Designação dos rolamentos Os mancais de rolamentos têm designações alfanuméricas que auxiliam na sua identificação e padronização.Rolamento de agulhas: Possui uma secção transversal muito fina. conforme se observa no resumo apresentado abaixo:  0 < d < 10 mm – Série de rolamentos pouco usada.10).Série de rolamentos mais usada industrialmente esta é a série de maior importância prática. Por esta norma.    Educação Profissional 168 Created with novaPDF Printer (www. compensando possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15. É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado (Figura 15. d  500 mm .1.11 – Rolamento de agulhas 15. geralmente em máquinas pequenas.novaPDF.

Y = 8  d = 8 mm Y = 9  d = 9 mm 10  d < 20 mm 20  d < 500 mm Educação Profissional 169 Created with novaPDF Printer (www..novaPDF.diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento.d/5 YY YY YY .diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. este apresenta o seguinte esquema XXY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY . B – largura de rolamentos radiais..Tipos de Rolamentos e Suas Dimensões Padronizadas D – diâmetro externo.com) . Radial Cônico Axiais Esquema comum de designações para rolamentos Variação do diâmetro interno [d] Esquema de Designação (Norma ISO) X X X / Y 0 < d < 10 mm Onde: XXX – série do rolamento Y .. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY . axiais. H – altura de rol. cônicos. d – diâmetro interno. YY YY … = 04  d = 20 mm = 05  d = 25 mm = 06  d = 30 mm = 50  d = 250 mm = 51  d = 255 mm YY YY YY YY = 00 = 01 = 02 = 03     d = 10 mm d = 12 mm d = 15 mm d = 17 mm Valores para o diâmetro interno [d] Y = 1  d = 1 mm Y = 2  d = 2 mm Y = 3  d = 3 mm . T – largura de rol..

novaPDF. d  500 mm Onde: XXX – série do rolamento YYY.Observação 1: d/5 = diâmetro interno dividido por 5... externo 8 9 0 2 3 4 3 3 2 1 0 0 9 8 0 2 2 3 3 4 2 2 3 3 4 2 2 170 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.. Principais séries de rolamentos para indústria Tipo de Rolamento Série YY = 95  d = 475 mm YY = 96  d = 480 mm YYY = 500  d = 500 mm YYY = 643  d = 643 mm YYY = 750  d = 750 mm … YYYY = 1000  d = 1000 mm YYYY = 1500  d = 1500 mm Série do tipo 6 6 6 6 6 6 6 6 6 16 6 16 6 6 NU NU NU NU NU NU NJ NJ NJ NJ NJ NUP NUP Série de Largura (1) (1) (1) (0) (0) (0) 2 (0) 2 (0) 3 (0) 1 1 1 (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 Rolamentos rígidos ou fixos de uma carreira de esferas Rolamentos de uma carreira de rolos cilíndricos 68 69 60 62 63 64 623 63 622 161 630 160 619 618 NU10 NU2 NU22 NU3 NU23 NU4 NJ2 NJ22 NJ3 NJ23 NJ4 NUP2 NUP22 Série do diam..com) . Observação 2: Quando algum número é omitido na série do rolamento.. . este apresenta o seguinte esquema XX/YYY. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X / YYY.diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento.

NUP3 NUP23 NUP4 N10 N2 N3 N4 NF2 NF3 NF4

NUP NUP NUP N N N N NF NF NF

(0) 2 (0) 1 (0) (0) (0) (0) (0) (0)

3 3 4 0 2 3 4 2 3 4

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo NA NA NA NA HK BK 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 2

Série de Largura 4 4 5 6 não há não há 2 2 3 3 0 2 3 0 2 3 3 4 3 4 2 3 1 2 1 1 1 1 2 2 2 3 3 3 9

Rolamentos radiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

NA48(NSK) NA49(NSK) NA59(NSK) NA69(NSK) HK(SKF) BK(SKF) 329 320 330 331 302 322 332 303 323 230 239 240 231 241 222 232 213 223 511 512 513 514 522 523 524 532 533 534 292

Série do diam. externo 8 9 9 9 não há não há 9 0 0 1 2 2 2 3 3 0 9 0 1 1 2 2 3 3 1 2 3 4 2 3 4 2 3 4 2 171

Rolamentos de rolos cônicos

Rolamentos autocompensadores de rolos

Rolamentos axiais de esferas ou escora simples

Rolamentos axiais

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autocompensadores de rolos

Rolamentos autocompensadores de esferas

293 294 10 12 13 22 23 112

2 2 1 1 1 2 2 1

9 9 (1) (0) (0) (2) (2) 1

3 4 0 2 3 2 3 2

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo 7 7 7 7 (0) (0) 4 4 5 5 5 5 5 5 QJ QJ NNU NNU AXK

Série de Largura (1) (1) (0) (0) 3 3 (2) (2) 4 2 4 2 4 2 (0) (0) 4 3 Não há

Rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular

Rolamentos de duas carreiras de esferas de contato angular Rolamentos rígidos ou fixos de duas carreiras de esferas Rolamentos axiais de duas carreiras de esferas ou escora dupla

Rolamentos de Rolamentos de quatro pontos de contato Rolamentos de duas carreiras de rolos cilíndricos Rolamentos axiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

79 70 72 73 33 32 43 42 544 524 543 523 542 522 QJ3 QJ2 NNU49 NN30 AXK

Série do diam. externo 9 0 2 3 3 2 3 2 4 4 3 3 2 2 3 2 9 0 Não há

OBSERVAÇÕES: há alguns casos particulares em que a norma ISO não é aplicada por algum fabricante Tipo de Rolamento Esquema de Designação Z X X Y Y Rolamento radial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rol. de agulhas, se for igual a HK é um rolamento sem fundo, se for BK é um rolamento com fundo; Educação Profissional Exemplo Designação - BK 1012 Rolamento radial de agulhas, com fundo, diâmetro interno de 10 mm e largura 12 mm.

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XX - diâmetro interno YY - largura do rolamento.

Z X X Y Y Rolamento axial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rolamento, neste caso AXK. XX - diâmetro interno YY - diâmetro externo.

Designação - AXK 1730 Rolamento axial de agulhas, diâmetro interno de 17 mm e diâmetro externo 30 mm.

15.2 - MANCAIS DE DESLIZAMENTO São conjuntos destinados a suportar as solicitações de peso e rotação de eixos e árvores. Os mancais estão submetidos ao atrito de deslizamento que é o principal fator a considerar para sua utilização.

15.2.1 - Classificação dos mancais Pelo sentido das forças que suportam, os mancais classificam-se em: axiais (Figura 15.12), radiais (Figura 15.13) e mistos (Figura 15.14).

Figura 15.12 – Mancal axial

Figura 15.13 – Mancal radial

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Figura 15.3 – Tipos de mancais de deslizamento .2.14 – Mancal misto 15.Mancal inteiriço: Feito geralmente de ferro fundido e empregado como mancal auxiliar embuchado ou não. Figura 15. A bucha pode ser dispensada em casos de pequena solicitação.2.16 – Detalhes construtivos de um mancal radial inteiriço Educação Profissional 174 Created with novaPDF Printer (www. 15. Suporta esforços radiais (Figura 15. em sua maioria. são constituídos por uma carcaça e uma bucha. Podem ser construídos para girar em sentido único ou em duplo sentido.com) .16). sendo importante em sua consecução os entalhes para lubrificação (Figura 15.Mancal axial: Feito de ferro fundido ou aço tem como fator principal à forma da superfície que deve permitir uma excelente lubrificação.15). Figura 15.15 – Detalhes construtivos de um mancal axial .2 .Formas construtivas dos mancais Os mancais.novaPDF.

4 . g) Coeficiente de dilatação semelhante ao do aço. e) Resistência à compressão. bronze ao chumbo.2. ligas de cobre sinterizado com adição de chumbo ou estanho ou grafite em pó. Os materiais mais usados são: bronze fosforoso. materiais plásticos como o náilon e o politetrafluretileno (teflon).Mancal ajustável: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado. à fadiga. Os sinterizados são autolubrificantes por serem mergulhados em óleo quente após sua fabricação. para efeito de limpar a película lubrificante. b) Baixa resistência ao cisalhamento.Mancal reto bipartido: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado com buchas de bronze ou casquilhos de metal antifricção. latão. A bucha tem sempre forma que permite reajuste radial. para evitar defeitos e cortes na superfície. Empregado geralmente em tornos e máquinas que devem funcionar com folga constante (Figura 15.Materiais para buchas Os materiais para buchas devem ter as seguintes propriedades: a) Baixo módulo de elasticidade.com) .17 – Detalhes construtivos de um mancal radial ajustável . Empregado para exigências médias (Figura 15. Figura 15. c) Baixa soldabilidade ao aço. para facilitar o alisamento da superfície. f) Boa condutibilidade térmica. para facilitar a acomodação à forma do eixo.novaPDF.18 – Detalhes construtivos de um mancal radial bipartido 15. Figura 15..18). Educação Profissional 175 Created with novaPDF Printer (www. d) Boa capacidade de absorver corpos estranhos. metal antifricção. à temperatura de trabalho e à corrosão. ligas de alumínio. Este processo faz com que o óleo fique retido na porosidade do material e com o calor do trabalho venha à superfície cumprir sua função.17).

1.novaPDF. São fabricadas a partir de vários materiais escolhidos de acordo com o produto a ser vedado e o meio externo de Educação Profissional 176 Created with novaPDF Printer (www.com) . a pressão. a calor.2 – Exemplo de vedação dinâmica 16. uma vez que são desenvolvidos para atender aos mais variados projetos de máquinas. 16. a) Vedação estática: Não existe movimento considerado entre as parte envolvidas (Figura 16. O desempenho do elemento de vedação depende de sua capacidade de preencher os espaços entre as peças envolvidas. b) Vedação dinâmica. Em função da solicitação as vedações são feitas em diversos formatos e diferentes materiais.Classificação dos elementos de vedação a) Vedação estática.1 – Exemplo de vedação estática b) Vedação dinâmica: Existe movimento de qualquer das partes com o elemento de vedação (Figura 16. As partes a serem vedadas podem estar em repouso ou movimento. Figura 16.2 – Tipos de vedadores Existe uma grande variedade de vedadores. Além disso. gaxetas e guarnições. Uma vedação deve resistir a meios químicos. Juntas: Exercem a vedação de forma estática nas máquinas e equipamentos. São genericamente conhecidas como juntas. possuem uma enorme gama de medidas para cada tipo de vedador. Figura 16. retentores.16 .2). e a entrada de sujeira ou pó.1 – VEDADORES São elementos destinados a proteger máquinas ou equipamentos contra a saída de líquidos e gases.1.1 .1). a desgaste e a envelhecimento.ELEMENTOS DE VEDAÇÃO 16.

Figura 16.5 – Exemplos de juntas de plástico (Teflon) Juntas metálicas: Fabricadas em aço.3).com) . acabamento das superfícies a vedar. Educação Profissional 177 Created with novaPDF Printer (www. Figura 16.4 – Exemplo de juntas de borracha Juntas de plástico: Especialmente os polímeros do tipo Nylon. Figura 16.4). entre outros. como auxiliares nas vedações com guarnições de papelão ou cortiça. Existem tipos que se erigissem e são usados para alta pressão.trabalho. Exemplos de juntas: Papelão hidráulico: Fabricado a partir de amianto ou não amianto com borrachas e ligantes (Figura 16. Teflon. especialmente em aplicações sob altas temperaturas.5).  Junta plástica ou veda junta . Empregados.novaPDF. Poliuretano estão sendo cada vez mais utilizados pela sua capacidade de vedação e resistência à deterioração (Figura 16.são produtos químicos em pasta usados em superfícies rústicas ou irregulares. alumínio cobre latão ou ligas são muito utilizadas na mecânica. além de outros fatores como pressão interna do produto a vedar. e tipos semi-sectivos que mantêm a elasticidade para compensar a dilatação. A ordem de aperto dos parafusos tem de ser respeitada para uniformizar a massa (Figura 16.3 – Junta de papelão hidráulico Juntas de borracha: Fabricadas em borracha natural ou sintética (Figura 16.6). também.

válvulas em geral. motores de combustão interna.com) . tais como vedações em componentes hidráulicos e pneumáticos.7).é feito de borracha ou couro.8).usados em diversas aplicações.7 – Exemplos de aplicações dos anéis tipo “O” Figura 16.9).8 – Exemplos de tipos anel “O” Retentor .9 – Exemplos de vedação com retentores Educação Profissional 178 Created with novaPDF Printer (www. Podem ser usados para vedação elástica ou dinâmica (Figura 16.Figura 16. tem perfil labial e veda principalmente peças móveis. É um dos elementos de vedação mais comum.6 – Aplicação de junta plástica Anel tipo “0” de borracha e secção circular . Figura 16. Figura 16. Alguns tipos possuem uma carcaça metálica para ajuste no alojamento.novaPDF. entre outras (Figura 16. também apresentam um anel de arame ou mola helicoidal para manter a tensão ao vedar (Figura 16.

ou em anéis já prontos para a montagem (Figura 16.11).12).Gaxetas: São conhecidos por gaxeta os elementos vedantes que permitem ajustes à medida que a eficácia da vedação vai diminuindo.10 – Aplicação da gaxeta Figura 16. As gaxetas são fabricadas em forma de corda. Figura 16. São utilizadas principalmente em bombas centrífugas e válvulas (Figura 16.11 – Confecção das gaxetas Selo mecânico: É um vedador de precisão que utiliza princípios hidráulicos para reter os fluídos.10). A vedação exercida pelo selo mecânico se processa em dois momentos: a vedação principal e a secundária (Figura 16. Educação Profissional 179 Created with novaPDF Printer (www. para serem recortadas.com) .novaPDF.

f) Carvão. isto é. com a finalidade de penetrar por entre as faces seladoras e mantê-las afastadas uma da outra. para evitar que isso aconteça. O selo mecânico é usado em equipamentos de grande importância como aqueles usados em refinarias (bombas de transporte). faz-se circular um líquido adequado pela caixa de gaxeta. c) A vazão ou fuga do produto em operação é mínima ou invisível. usinas termoelétricas e nucleares. tratamento de água e esgoto (bombas de lama bruta). em que o líquido tem a função de lubrificar e refrigerar o selo. indústria de bebidas (fabricação de cerveja). e) Kalrez. f) Permite operar com segurança fluídos tóxicos. Os principais fatores que prejudicam o bom funcionamento do selo são a alta temperatura e os abrasivos. indústria química (bombas padronizadas). Funcionamento do selo mecânico: A grande quantidade de calor gerada nas faces seladoras devido ao atrito entre as superfícies pode dar origem à falhas e desgastes do selo.com) .Figura 16. indústria têxtil (bombas de tintura). reduz a perda de potência da bomba.12 – Aplicação do selo mecânico Vantagens do selo mecânico: a) Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de vedação. corrosivos ou inflamáveis. substitui-se o atrito sólido pelo atrito fluído. energia (bombas de climatização de caldeira). b) Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha. Os materiais empregados na fabricação dos componentes de um selo mecânico são: a) Viton. e) Reduz o tempo de manutenção. d) Grafoil. construção naval (bomba principal de refrigeração por água do mar). indústria da construção (bomba de submersão).novaPDF. c) Buna Nitrílica. A alta temperatura deve ser mantida dentro de uma faixa tolerável e os abrasivos Educação Profissional 180 Created with novaPDF Printer (www. conseqüentemente. d) Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão normais do eixo rotativo. b) Teflon.

Comprimento do corpo. tratamento térmico. Parafusos. Isto é conseguido por meio de “sistemas auxiliares”. Por sua importância. ou seja: material.devem ficar afastados da película lubrificante formada entre as faces seladoras. porcas e arruelas são peças metálicas de vital importância na união e fixação dos mais diversos elementos de máquina. Figura 17. dimensionamento.com) . 181 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. afastamentos e acabamento.1). sextavada. Os sistemas auxiliares mais usados para diminuir ou evitar os problemas de funcionamento do selo são: a) Refrigeração da caixa de selagem. tolerâncias. Altura da cabeça. 17 . 17.novaPDF.1 . a especificação completa de um parafuso e sua porca engloba os mesmos itens cobertos pelo projeto de um elemento de máquina. b) Refrigeração da sede do selo. h) Suspiro e dreno. d) Lavagem ou circulação.1 .1 – Parafusos com cabeça sextavada e quadrada 17.PARAFUSOS. g) Selo duplo.1. PORCAS E ARRUELAS. c) Lubrificação das faces seladoras.PARAFUSOS O parafuso é formado por um corpo cilíndrico roscado e por uma cabeça que pode ser hexagonal.Dimensão dos parafusos As dimensões principais dos parafusos são:     Diâmetro externo ou maior da rosca. quadrada ou redonda (Figura 17. f) Abafamento. Comprimento da rosca. e) Recirculação com anel bombeador.

Educação Profissional 182 Created with novaPDF Printer (www.com) .3 – Parafuso com rosca parcial Figura 17. A união dá-se através da passagem do parafuso por um furo passante na primeira peça e rosqueamento no furo com rosca da segunda peça (Figura 17.6 – Exemplos de parafusos com porcas . Com porca.novaPDF.3) ou total ou parcial (Figura 17. Nesse caso.Parafuso prisioneiro: O parafuso prisioneiro é empregado quando se necessita montar e desmontar parafuso sem porca a intervalos freqüentes.Parafuso sem porca: Nos casos onde não há espaço para acomodar uma porca.2 . De ponta atuante. 17.Parafuso com porca: Às vezes.2). O comprimento do parafuso refere-se ao comprimento do corpo.4 – Parafuso com rosca total . Distância do hexágono entre planos e arestas.8). .7 e 17.5 e 17. Os parafusos podem ter rosca (Figura 17. Allen. Consiste numa barra de seção circular com roscas nas duas extremidades (Figura 17. Prisioneiro. a união entre as peças é feita com o auxílio de porcas e arruelas.4). Figura 17.5 – Fixação parafuso com porca Figura 17.1.6). o parafuso com porca é chamado passante (Figura 17. esta pode ser substituída por um furo com rosca em uma das peças.2 – fixação com parafuso Figura 17.Tipos de parafusos Os parafusos podem ser:      Sem porca. Figura 17.

Figura 17. quadradas ou redondas e servem para dar aperto nas uniões de peças ou.novaPDF. em alguns casos. Borboleta. Possui fenda ou sextavado interno (Figura 17.2 – PORCAS Porcas são peças de forma prismática ou cilíndrica.8 – Fixação por parafuso prisioneiro . para auxiliar na regulagem. sextavadas. 17.Tipos de porcas São os seguintes os tipos de porcas:     Sextavada.9).7 – Exemplo de parafuso prisioneiro Figura 17.1 . utilizasse uma chave especial: a chave Allen (Figura 17.9 – Fixação por parafuso allen . Possui um furo hexagonal de aperto na cabeça. Educação Profissional 183 Created with novaPDF Printer (www. Para o aperto.Parafuso Ponta Atuante: O parafuso de ponta atuante não tem cabeça e serve para fixar peças em eixos. São hexagonais.com) .2.Parafuso Allen: O parafuso Allen é fabricado com aço de alta resistência à tração e submetido a um tratamento térmico após a conformação.10). Castelo. Cega (ou remate).10 – Exemplo de parafuso de ponta atuante 17. providas de um furo roscado onde são atarraxadas ao parafuso. Figura 17. que é geralmente cilíndrica e recartilhada.Figura 17.

13).12 – Exemplo de porca castelo . usada para fixar os parafusos nas peças (Figura 17.12).13 – Exemplos de porcas cegas . podendo ser feita de aço ou latão. uma das extremidades do furo rosqueado é encoberta. .com) .11).Porca sextavada: A porca sextavada é o tipo mais comum.Porca cega (ou remate): Nesse tipo de porca. É geralmente cromada e possibilita um acabamento de boa aparência (Figura 17. Geralmente fabricada em aço ou latão. Contraporcas.14). de modo que uma cupilha possa ser passada para travar a porca (Figura 17.14 – Exemplo de porca borboleta Educação Profissional 184 Created with novaPDF Printer (www. Figura 17.novaPDF. esse tipo de porca é empregado quando a montagem e a desmontagem das peças são necessárias e freqüentes (Figura 17. que se alinham com um furo no parafuso. Figura 17.11 – Exemplos de porcas sextavadas . ocultando a ponta do parafuso. coincidentes dois a dois.Porca castelo: A porca castelo é uma porca hexagonal com seis entalhes radiais.Porca borboleta: Possui saliências parecidas com asas para proporcionar o aperto manual. Figura 17. Figura 17.

Evitar que a porca afrouxe. Um dos meios de travar uma porca é através do aperto de outra porca contra a primeira.Arruela lisa (ou plana): Geralmente é feita de aço e é usada sob uma porca para evitar danos à superfície e distribuir a força do aperto.3. . de pouca espessura. Arruela estrelada. com um furo no centro. mas o latão também é empregado. Evitar desgaste da cabeça do parafuso ou da porca.16 – Exemplos de arruelas lisas 185 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Suprimir folgas axiais (isto é.15 – Travamento por contraporca 17. neste caso. o que pode causar danos às máquinas.. mais baratas. alumínio. As arruelas servem basicamente para:      Proteger a superfície das peças. As arruelas de qualidade inferior. no sentido do eixo) na montagem das peças. fibra e couro são extensivamente usadas na vedação de fluidos. 15.Contraporcas: As porcas sujeitas a cargas de impacto e vibração apresentam tendência a afrouxar. pelo qual passa o corpo do parafuso. são utilizadas com porcas e parafusos de latão. Figura 17. Por medida de economia utiliza-se uma porca mais fina. As arruelas de cobre. mas as de melhor qualidade são usinadas e têm a borda chanfrada como acabamento (Figura 17. Evitar deformações nas superfícies de contato.novaPDF. A maioria das arruelas é fabricada em aço. e para sua travação são necessárias duas chaves de boca (Figura 17.Tipos de arruelas Os três tipos de arruela mais usados são:    Arruela lisa.3 – ARRUELAS São peças cilíndricas.1 .com) . são furadas a partir de chapas brutas. Arruela de pressão.16) Figura 17.15).

Arruela estrelada (ou arruela de pressão serrilhada): é de dentes de aço de molas e consiste em um disco anular provido de dentes ao longo do diâmetro interno ou diâmetro externo. Figura 17.18).. as próprias rodas dentadas são chamadas de engrenagens (Figura 18.1 – Exemplo de par de engrenagens Educação Profissional 186 Created with novaPDF Printer (www. A teoria das engrenagens baseia-se nos rodetes. a de menor número de dentes é chamada de pinhão. gerando uma grande força de tração entre a porca e a superfície (Figura 17. Quando a porca é apertada.novaPDF.1). enquanto a maior é a coroa.Arruela de pressão: A arruela de pressão consiste em uma ou mais espiras de mola helicoidal. As engrenagens são órgãos de contato direto e movimento misto: deslizamento e rolamento. modificando a velocidade e permitindo a transmissão de potências elevadas. Sua finalidade é transmitir o movimento de rotação de um eixo para outro. A arruela estrelada com dentes externos é empregada em conjunto com parafusos de cabeça chanfrada (Figura 17.17). Na linguagem corrente. No par de rodas dentadas. Quando a porca é apertada. Os dentes são torcidos e formam pontas aguçadas.17 – Exemplo de arruela de pressão . Figura 17. os dentes se aplainam penetrando nas superfícies da porca e da peça em contato. feita de aço de mola de seção retangular. pois as engrenagens ou rodas dentadas nada mais são do que rodetes dispondo de saliências e reentrâncias que se conduzem mutuamente e dão origem aos chamados dentes de engrenagens.18 – Exemplos de arruelas estreladas 18 – ENGRENAGENS São conjuntos (um par no mínimo) de rodas dentadas destinadas à transmissão de movimento e potência.com) . Coroa Pinhão Figura 18. a arruela se comprime.

2 .2 – Nomenclatura dos principais elementos de uma engrenagem 18. É mais empregada na transmissão de baixa rotação do que na de alta rotação. pois é fácil de engatar.2). Figura 18.TIPOS DE ENGRENAGENS 18. É usada em transmissão que requer mudança de posição das engrenagens em serviço.3 – Engrenagens cilíndricas de dentes retos Educação Profissional 187 Created with novaPDF Printer (www.1 .novaPDF.Engrenagem cilíndrica de dentes retos Os dentes são dispostos paralelamente entre si e em relação ao eixo.18.1 – NOMENCLATURA Considerando a forma construtiva das engrenagens.2.3). por causa do ruído que produz (Figura 18.com) . Figura 18. É o tipo mais comum de engrenagem e o de mais baixo custo. é importante reconhecer a denominação atribuída aos seus elementos básicos (Figura 18.

2.5). Figura 18.18.2 .2. Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e também para eixos que formam um ângulo qualquer entre si (Figura 18.4). Figura 18.4 – Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais 18.novaPDF.Engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais Os dentes são dispostos transversalmente em forma de hélice em relação ao eixo. As duas rodas do mesmo conjunto giram no mesmo sentido (Figura 18.2.com) . É usada para transformar movimento giratório em longitudinal (Figura 18.3 .4 .Engrenagem cilíndrica com cremalheira A cremalheira pode ser considerada como uma coroa dentada com diâmetro primitivo infinitamente grande.6). permitindo uma economia de espaço e distribuição uniforme da força.Engrenagem cilíndrica com dentes internos É usada em transmissões planetárias e comandos finais de máquinas pesadas.6 – Engrenagem cilíndrica com cremalheira Educação Profissional 188 Created with novaPDF Printer (www.5 – Engrenagem cilíndrica com dentes internos 18. Figura 18. É usada em transmissão fixa de rotações elevadas por ser silenciosa devido a seus dentes estarem em componente axial de força que deve ser compensada pelo mancal ou rolamento.

Figura 18. Figura 18.7 – Engrenagem cônica com dentes retos 18.2.novaPDF.6 . Os dentes das rodas cônicas têm um formato também cônico. diminui a precisão e requer uma montagem precisa para o funcionamento adequado. Possui dentado helicoidal duplo com uma hélice à direita e outra à esquerda. Para que cada parte receba metade da carga.Engrenagem cônica com dentes retos É empregada quando as árvores se cruzam. em baixas velocidades (Figura 18. Educação Profissional 189 Created with novaPDF Printer (www. Neste último caso só é admissível o sentido de giro no qual as forças axiais são dirigidas uma contra a outra (Figura 18.9). o que dificulta sua fabricação. geralmente de 30 a 45º.18. a engrenagem em espinha de peixe deve ser montada com precisão e uma das árvores deve ser montada de modo que flutue no sentido axial.com) .7). eliminando a necessidade de compensar esta força nos mancais.Engrenagem cilíndrica com dentes em “V” ou bi-helicoidais Conhecida também como engrenagem espinha de peixe. A engrenagem cônica é usada para mudar a rotação e direção da força.7 . pois com este formato de dentes consegue-se o engrenamento simultâneo de dois dentes (Figura 18.Engrenagem cônica com dentes helicoidais Empregada quando o par de rodas cônicas deve transmitir grandes potências e girar suavemente. Usam-se grandes inclinações de hélice. podendo ser menor ou maior. Pode ser fabricada em peça única ou em duas metades unidas por parafusos ou solda.8 – Engrenagem bi-helicoidais 18.2.8). Isso permite a compensação da força axial na própria engrenagem.5 .2. o ângulo de interseção é geralmente 90º.

99 61.m) 1 N.45 33.26 23.41 31.63 42.08 65.00 10.83 53.85 54. Figura 18.com) .55 38.47 25.24 22.43 32.61 41.10197 Kgf. A fim de manter o desgaste e a geração de calor dentro dos limites.22 21.95 59.76 48.18 19.67 35.49 34.91 57. São usados quando se precisa obter grande redução de velocidade e conseqüente aumento de momento torsor.10 67.28 40 60 6.89 55.79 50.51 36.30 24.20 20.63 37.m) 4.73 47.24 50 (Kgf.16 18.12 68.10 14.00 62. aparecem forças axiais que devem ser absorvidas pelos mancais.Parafuso sem-fim e engrenagem côncava (coroa) O parafuso sem-fim é uma engrenagem helicoidal com pequeno número (até 6) de dentes (filetes).10). O sem-fim e a coroa servem para transmissão entre dois eixos perpendiculares entre si.69 44.81 52. como nas engrenagens helicoidais.35 28.16 70.20 20 204 12.28 15.12 16. Entre o sem-fim e a coroa produz-se um grande atrito de deslizamento.m = 0. devendo o conjunto funcionar em banho de óleo (Figura 18.novaPDF.18 10 1.77 49.06 50.10 – Sem-fim coroa ANEXO Tabela de conversão de torques Newton. metro (N.65 43.93 58.8 .59 40.14 69.31 26.36 Educação Profissional 190 Created with novaPDF Printer (www.2.87 45.30 70 7.m) em Kilograma-força.34 90 9.02 63. Nos engrenamentos sem-fim.32 80 8.71 46.33 27. metro (Kgf.57 39.22 30 3.97 60.06 13.9 – Engrenagem cônica com dentes helicoidais 18.08 5.26 66.37 29.02 11.m Nm 0 100 200 300 400 500 600 0 0.39 30.Figura 18. adequam-se os materiais do sem-fim (aço) e da coroa (ferro fundido ou bronze).14 17.04 64.

09 78.62 31.17 63.11 79.54 89.78 67.10197 0.74 8.20 25.34 113.16 74.41 117.868 86.38 8.75 58.79 102.298 135.50 22.64 45.28 3 2.27 29.74 9.21 105.52 36.68 96.34 33.pé 0.59 70.98 32.m Lbf.97 24.40 82.93 27.796 1 12 = Lbf.13 80.63 76.40 136.11298 1.23 7 5.35 31.97 72.56 27.80 5 6 7 8 9 1 Lbf.807 980.42 18.01152 13.38 45.46 85.71 56.44 84.80 81.73 99.69 10.m 0.44 80.cm = Kgf.06 116.28 20.46 141.77 119.05 36.00 38.70 9 6.42 42.75 138.75 77.85 104.cm Kgf.77 101.17 12.novaPDF.78 100.07 97.21 9.65 92.64 14.15 Libra força.07 77.61 50.97 8 5.35 62.46 61.com) .33 48.82 142.24 67.16 43.14 101.09807 9.13825 = Lbf.83 32.40 28.56 90.11 136.0723 7.197 0.32 79.09 78.18 143.21 39.90 47.95 41.60 1 1.10197 1 0.12 120.04 135.70 115.04 35.75 100.71 98.50 87.01 5 (Lbf.51 84.01 1 0.26 48.152 0.02 52.04 66.07 49.0885 8.95 3.83 105.85 24.pé (Lbf.85 108.06 80.31 34.54 2 1.30 65.45 56.01 100 1 1.28 51.11 76.38 81.91 109.63 111.76 22.24 23.43 98.77 39.66 59.81 104.24 147.71 18.851 0.04 55.60 92.56 107.71 16.41 37.53 65.m) em libra-força.66 28.33 11.31 3 4.58 88.22 86.73 77.89 108.58 = N.61 55.73 69.00 93.7376 0.44 Fator de cálculos de torque Unidade conhecida N.56 64.48 42.83 64.29 90.47 70.70 35.81 19.49 4 6 4.85 40.825 0.67 4 (Nm) 5.19 26.57 33.07 17.97 131.88 66.pol Lbf.45 12.92 58.94 72.32 52.95 111.37 70.26 37.69 42.02 74.pé 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 13.31 71.42 73.66 73.3558 Unidade de medição = Kgf.62 130.50 103.m = 0.39 56.19 44.97 54.99 112.pé Nm 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 7.87 107.45 25.356 Nm) Lbf.03 75.09 10.10 25.09 63.21 71.19 124.49 23.80 1 0.11 46.26 128.7 11.68 134.pé = 1.93 110.94 89.87 85.00 62.02 6.82 62.25 68.70 97.23 47.metro (1 Lbf.52 67.40 59.66 95.pé em Newton.metro (N.78 20.16 82.28 109.84 123.m Kgf.97 51.pol 0.12 40.233 0.0833 1 Educação Profissional 191 Created with novaPDF Printer (www.42 83.m 0.89 146.48 86.48 122.49 53.02 21.63 31.62 93.48 8.59 16.58 91.72 96.76 53.pé) 2.55 126.36 14.07 17.90 13.73756 Lbf.38 14.78 36.59 78.59 47.90 75.00738 0.92 108.36 94.88 30.01 74.80 50.76 39.12 15.96 2 2.47 33.pé) 1 N.83 43.86 16.87 61.cm 1 100 9.14 60.54 50.cm N.33 132.85 78.00102 10.38 75.700 800 900 1000 71.64 94.18 57.99 73.pol Newton.68 73.52 88.60 69.92 28.68 54.90 44.14 29.90 127.43 11.54 19.10 59.53 145.pé = N.14 21.05 76.807 0.54 46.pé = 12 Lbf.

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