Curso Técnico em Mecânica

Módulo I – Mecânico Industrial

MANUTENÇÃO MECÂNICA I

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SUMÁRIO

1 – ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1.1 – INTRODUÇÃO 2 – HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO 2.1 – CONCEITOS E OBJETIVOS 2.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS 3 – A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 3.1 – TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO 3.2 – ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA 4 – ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO 4.1 – MANUTENÇÃO CORRETIVA 4.2 – MANUTENÇÃO PREVENTIVA 5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5.1 – INTRODUÇÃO 5.2 – CHAVE DE BOCA E ESTRELA 5.3 – CHAVES DE FENDA E PHILIPS 5.4 – CHAVE EXAGONAL ALLEN 5.5 – CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU INGLESA 5.6 - SACA POLIAS 5.7 - TALHADEIRA E BEDAME 5.8 - SACA PINOS CÔNICO E PARALELO 5.9 - CHAVE PARA TUBOS 5.10 - ESPÁTULAS 5.11 - VERIFICADORES E CALIBRADORES 5.12 - TORQUÍMETRO 5.13 - MULTIPLICADORES DE TORQUE 6 – FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO 6.2 – TIPOS 6.3 – CUIDADOS GERAIS 7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.1 – INTRODUÇÃO 7.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS

04 04 05 06 07 09 10 14

17 17 22 36 36 38 41 42 43 44 45 46 46 47 47 48 57 62 62 63 64 65 65 65

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8 – MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8.1 – INTRODUÇÃO 8.2 – SEGURANÇA 8.3 - COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR 8.4 - SINAIS VISUAIS 8.5 - ACESSÓRIOS DO MOVIMENTADOR 8.6 - ISPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS 9 - ELEMENTOS MECÂNICOS 9.1 - ACOPLAMENTOS 9.2 - CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9.3 - TIPOS DE ACOPLAMENTOS FEXÍVEIS 9.4 - EMBREAGENS 10 - FREIOS 10.1- FREIOS DE DUAS SAPATAS 10.2- FREIO DE DISCO 10.3- FREIO DE SAPATA E TAMBOR 10.4- FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR 10.5- FREIO MULTIDISCO 10.6- FREIO CENTRÍFUGO 11 - POLIAS E CORREIAS 11.1- RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO 11.2 - POLIAS 12 - CORRENTES 12.1- TIPOS DE CORRENTES 13 - EIXOS 13.1-CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS 13.2- CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS 14 - TRAVAS 14.1 - CHAVETAS 14.2 - ANEL ELÁSTICO 14.3 - PINOS 15- MANCAIS DE ROLAMENTO E DE DESLIZAMENTO 15.1 – MANCAIS DE ROLAMENTO 15.2 – MANCAIS DE DESLIZAMENTO 16- ELEMENTOS DE VEDAÇÃO

80 80 80 83 84 88 116 121 121 121 123 126 130 130 131 131 131 132 132 132 133 133 144 145 149 149 150 153 154 158 160 164 165 173 176

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2 –TIPOS DE ENGRENAGENS ANEXO I BIBLIOGRAFIA 181 181 183 185 186 187 187 190 192 Educação Profissional 3 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. PORCAS E ARRUELAS 17.2 – PORCAS 17.1 – NOMENCLATURA 18.3 – ARRUELAS 18.PARAFUSOS.EMBREAGEM 18.1 – PARAFUSOS 17.com) .17.

mercado cativo. a busca da qualidade total em serviços.O que a manutenção tem a ver com a qualidade total? Disponibilidade de máquina. pois máquinas com defeitos ou quebradas causarão: Diminuição ou interrupção da produção. preços competitivos..1 – INTRODUÇÃO Não basta uma empresa ter máquinas modernas. Perda de mercado. precisarei tirar o máximo rendimento de minhas máquinas para oferecer rolamentos com defeito zero e preço competitivos. os prejuízos serão inevitáveis. Imagine que eu seja um fabricante de rolamentos e que tenha concorrentes no mercado. Perdas financeiras. . . planos de expansão. para que eu venha a manter meus clientes e conquistar outros. Imagine você que eu não faça manutenção de minhas máquinas.. Aumentos dos custos. . Insatisfação dos clientes. Diminuir os custos de produção. também. De fato.Não entendi! Vamos comparar. produtos e gerenciamento ambiental passaram a ser a meta de todas as empresas. Se eu não tiver um bom programa de manutenção.. Manter a fidelidade dos clientes. Pois bem. Competir em igualdade de condições no mercado interno e externo. Deverei.1 . Aumentar a competitividade. Atrasos nas entregas. Conquistar novos clientes.ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1. Com a globalização da economia.com) . satisfação dos clientes.novaPDF. Obter produtos de qualidade. sem a manutenção mecânica das máquinas e equipamentos não será possível: Cumprir os cronogramas de fabricação. estabelecer um rigoroso cronograma de fabricação e de entrega de meus rolamentos. produtos com defeito zero. aumento da competitividade. A manutenção mecânica é a alma dos setores produtivos empresariais.. Rolamentos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação. aumento da lucratividade. Reduzir as perdas de matéria-prima e energia. tecnologia de ponta. Educação Profissional 4 Created with novaPDF Printer (www.Estou começando a compreender. ótimos funcionários e programa de qualidade se ela não contar com um eficiente programa de manutenção mecânica. produtos de qualidade.

Novos métodos foram introduzidos. na Segunda Guerra Mundial. que dependiam do estado operacional de seus barcos para obterem sucesso em suas incursões marítimas. tornando a manutenção inerente ao processo produtivo. A partir de meados dos anos 70. redução de cursos e meio ambiente. Para tanto. uma série de diques. Exigências como: produtividade. segurança. Tomou corpo ao longo da Revolução Industrial e firmou-se como necessidade absoluta. A manutenção teve outro incremento com a 2ª revolução industrial. com a 2ª guerra mundial. os prazos de entrega dos produtos passaram a ser relevantes para todas as empresas. onde os barcos (de até 15 toneladas) eram postos a seco e reparados com ferramentas especiais ao retorno da viagem. Com a mecanização da indústria. Começou a ser conhecida com o nome de manutenção por volta do século XVI na Europa Central. novas técnicas e expectativas criaram a 3ª geração da manutenção. quando surgiram os primeiros técnicos em montagem e assistência. não passando ainda.com) . Tais características geraram conseqüências como: Maior preocupação com as falhas e paradas de produção. que marcou a 1ª revolução industrial.novaPDF. na Escandinávia. possuíam em suas aldeias. novas pesquisas. intensa concorrência. principalmente. porém. onde a produção programada impedia as paradas freqüentes para reparos. sempre existiu. Novas técnicas de manutenção e gerenciamento da manutenção foram introduzidas para que se obtenha maior disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos. Manutenção executada somente após a quebra – (corretiva). Custos elevados. O grande impulso da manutenção organizada e científica deu-se. onde a quantidade e a qualidade dos equipamentos bélicos eram fundamentais para a vitória desejada. a manutenção foi intensificada. confiáveis e de fácil reparação. marcada pela linha de montagem. Essa fase ficou denominada como 2ª geração da manutenção e vigorou até início dos anos 70. considerando a primeira geração da manutenção tivemos: Equipamentos simples.2 . Educação Profissional 5 Created with novaPDF Printer (www. Até esse momento. (preventiva) Evolução dos procedimentos administrativos – sistemas de planejamento. mesmo nas épocas mais remotas. qualidade. Itália e principalmente o Japão alicerçaram seu desempenho industrial nas bases da engenharia e manutenção. No princípio da reconstrução pós-guerra. Inglaterra. organização e controle geral da manutenção. juntamente com o surgimento do relógio mecânico. Uma das primeiras ações que poderíamos chamar de “manutenção organizada” foi desenvolvida pelos Vickings. que culminou com o desenvolvimento tecnológico acelerado e a necessidade de se manter tudo funcionando perfeitamente. de meros consertos. Os efeitos da guerra puderam ser sentidos muitos anos depois com uma nova ordem mundial que pode ser caracterizada por: Elevado consumo / aumento da produção.HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO A manutenção embora despercebida. Máquinas mais complexas. superdimensionados. Alemanha.

estamos conservando-as.novaPDF. destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida. quando mantemos as engrenagens lubrificadas. Esses cuidados envolvem a conservação. Para facilitar o entendimento da Norma podemos entender manutenção como o conjunto de cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de máquinas. a adequação. De modo geral. equipamentos. estaremos restaurando-a.com) . prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas.1 EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MANUTENÇÃO PERÍODOS ATÉ DÉCADA DE DECÁDA DE 1950 1950 Manutenção Corretiva Manutenção Preventiva DÉCADA DE 1960 DÉCADA DE 1980 Estágio Conceitos Manutenção Sistema Produção do Manutenção de Produtiva (TPM) Total Reparo Corretivo Gestão Mecânica da Manutenção Manutenções Preventivas X X X X X X X X X X 6 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Em suma.Com isso. A manutenção pode incluir uma modificação de um item. Se estivermos trocando o plugue de um cabo elétrico. Por exemplo.1 . Tabela 1. a manutenção em uma empresa tem como objetivos: manter equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos. nos últimos vinte anos á que tem havido preocupação de técnicos e empresários para o desenvolvimento de técnicas específicas para melhorar o complexo sistema Homem / Máquina / Serviço.combinação de todas as ações técnicas e administrativas. 2. ferramentas e instalações. a restauração. surgiu a motivação para se prevenir contra as falhas de máquinas e equipamentos. estaremos substituindo-o. a substituição e a prevenção.CONCEITOS E OBJETIVOS Definição da Manutenção: Segundo norma NBR 5462. Alcançar esses objetivos requer manutenção diária em serviços de rotina e de reparos periódicos programados. Essa motivação deu origem à manutenção preventiva. incluindo as de supervisão. Se estivermos retificando uma mesa de desempeno. A manutenção ideal de uma máquina é a que permite alta disponibilidade para a produção durante todo o tempo que ela estiver em serviço e a um custo adequado.

Educação Profissional 7 Created with novaPDF Printer (www.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS Os serviços de rotina constam de inspeção e verificação das condições técnicas das unidades das máquinas. o programa de prevenção. também. são testadas para assegurar a qualidade exigida em seu desempenho. A detecção e a identificação de pequenos defeitos dos elementos das máquinas. após exame. se uma furadeira de bancada estiver em funcionamento e a correia partir. Os serviços periódicos de manutenção consistem de vários procedimentos que visam manter a máquina e os equipamentos em perfeito estado de funcionamento. manutenção de emergência ou corretiva. em qualquer programa de manutenção. Testar os componentes elétricos.com) . mas também de todos os operadores de máquinas. a verificação dos sistemas de lubrificação e a constatação de falhas de ajustes são exemplos dos serviços da manutenção de rotina dentro da manutenção. O acompanhamento e o registro do estado da máquina. que será estudada logo adiante. Reparos não programados também ocorrem e estão inseridos na categoria conhecida pelo nome de manutenção corretiva. Replanejar. ainda. bem como dos reparos feitos. ou durante o planejamento de novo serviço ou. As partes danificadas.Visão Sistemática Manutenção Corretiva com incorporação de Melhorias Prevenção Manutenção Manutenção Preditiva Abordagem Participativa Manutenção Autônoma de X X X X X X X X X 2. Os serviços periódicos de manutenção podem ser feitos durante paradas longas das máquinas por motivos de quebra de peças (o que deve ser evitado) ou outras falhas. como:      Monitorar as partes da máquina sujeitas a maiores desgastes. Esses procedimentos envolvem várias operações. se necessário. Ajustar ou trocar componentes em períodos predeterminados. As paradas programadas visam a desmontagem completa da máquina para exame de suas partes e conjuntos. são fatores importantes. ela deverá ser substituída de imediato. no horário de mudança de turno. para que a máquina não fique parada. Salientemos que há. etc. Exame dos componentes antes do término de suas garantias. A responsabilidade pelos serviços de rotina não é somente do pessoal da manutenção.novaPDF. Por exemplo.

Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRAMAN .Capacidade de um item ser mantido ou recolocado em condições de executar suas funções requeridas.Associação Brasileira de Manutenção ABCE .Associação Brasileira de Consultores de Engenharia CDMEC .Centro de Certificação da Mão-de-Obra Especializado dos Setores Mecânico e Elétrico CIPA .Failure Mode and Effect Analysis .Equipamento de Proteção Individual EPC .Para um melhor entendimento da manutenção é necessário que alguns termos e definições estejam bem claras: Definições básicas de alguns termos usados na “linguagem” da manutenção.Qualquer desvio de uma característica de um item em relação aos seus requisitos.Centro Capixaba de desenvolvimento Metalmecânico CEQUAL . subsistema. dispositivo.Término da capacidade de um item desempenhar a função requerida. mantenabilidade e suporte de manutenção. unidade funcional. PANE .Método de Análise e Solução de Problemas OMS . componente. CONFIABILIDADE .Análise do Modo e Efeito da Falha MASP . fornecimento de materiais e construção FMEA .Organização Mundial de Saúde 8 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Procurement and Construction .Estado de um item caracterizado pela incapacidade de desempenhar sua função requerida.novaPDF.Comissão Interna para Prevenção de Acidentes DDS .Capacidade de um item estar em condições de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo tempo determinado. levando-se em conta os aspectos combinados de sua confiabilidade.Diálogo Direto de Segurança EPI .   LISTA DE SIGLAS ABNT . sob condições de uso especificadas. quando a manutenção é executada sob condições determinadas e mediante procedimentos e meios prescritos. DISPONIBILIDADE .Engineering. FALHA .Qualquer parte.Capacidade de um item desempenhar uma função requerida sob condições específicas. MANTENABILIDADE .Contrato pelo qual uma empresa assume a responsabilidade pelos serviços de engenharia. durante um dado intervalo de tempo. equipamento ou sistema que possa ser considerado individualmente DEFEITO .com) . supondo que os recursos externos requeridos estejam assegurados. (Conforme ABNT NBR 5462/94)      ITEM .

Plano de trabalho a longo e curto prazo e o controle das atividades: custo da manutenção. Educação Profissional 9 Created with novaPDF Printer (www. e eficiência do plano de trabalho) seja maximizada. segundo Kelly.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PPCM . tecnológicos. etc. tamanho.Manutenção Produtiva Total MTTR. com personalidade jurídica própria.Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas. é: . a planta para que a capacidade de produção desejada. Com o objetivo de alcançar isto. desta forma.PCMSO . possa ser atingida. sobressalentes.Planejamento. envolve muitas decisões inter-relacionadas (onde se localizará a força de trabalho. principalmente a força de trabalho.A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO A tarefa principal da organização da manutenção é associar recursos (humanos. cada decisão será influenciada por muitos outros fatores.Tempo Médio Entre Reparos 3 .Reliability Centered Maintenance (Manutenção Centrada na Confiabilidade) SINDCON . o objetivo da manutenção. ferramentas e informação.Permissão Para Trabalho RCFA . disponibilidade e sobressalentes. de acordo com os principais elementos da organização listados a seguir:    Estrutura de recursos: localização. Estrutura administrativa: a definição das responsabilidades gerenciais e inter-relacionais. em quantidade e qualidade de saída. a organização precisa ser projetada para que a performance das equipes (em função da sua utilização e motivação.Sustentar a custo total mínimo.Sindicato da Indústria de Construção Civil SINDIMETAL .Programa de Prevenção contra Riscos Ambientais PPT . Estas decisões serão classificadas.Tempo Médio Entre Falhas TPM . a quem se destinará a responsabilidade da informação da manutenção e dos sobressalentes). Mecânicas e Material Elétrico SPC . por se constituir em exigência por parte das instituições financiadoras do projeto (são empresas formalmente constituídas para a execução especifica daquele empreendimento. ferramentas.Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho MTBF .Special Purpose Company . entretanto. O projeto de uma organização da manutenção. informações) para a execução das suas atividades.Root Cause Failure Analysis .Análise da Causa Raiz da Falha RCM . sendo os parceiros seus sócios ou acionistas) SIPAT .novaPDF.SPE (Sociedade de Propósito Específico) é a configuração legal mais comumente utilizada em uma sociedade comercial constituída para abrigar um empreendimento. Programação e Controle da Manutenção PPRA .com) . como estender a flexibilidade da equipe. função e logística dos recursos de manutenção.

com) . A organização toda é muito maior que o somatório das suas partes elementares devido a sinergia. Cada mudança pode ser uma revolução ou.1 . detalharemos os tipos e as formas de organizações em que a manutenção pode estar inserida: 3. A seguir. As médias empresas utilizam a centralizada ou a mista de acordo com o lay-out fabril. Todas estas posições na estrutura têm o seu papel. Escolha Do Tipo De Organização A decisão da escolha entre um tipo ou outro é evidente. Kelly apresenta uma forma de visualizar isto. através da pirâmide – Recursos da Estrutura – e o gerenciamento que permite isto sobreviver – Estrutura Administrativa. adoção de times auto – gerenciáveis. divergindo até entre duas empresas “irmãs” de um mesmo grupo financeiro. influencia os sistemas e a estrutura administrativa.Modelo da Organização É importante entender como a inter-relação dos elementos permite a organização funcionar. também em função da sua concepção física. administrativas e da concepção física de cada empresa e que são totalmente particulares.Modelo da Organização No projeto ou na modificação da organização da manutenção é necessário entender que a carga de trabalho tem uma maior influência no recurso da estrutura. em função das condições operacionais. gerenciamento de recursos humanos.novaPDF. envolvendo vários problemas como a integração manutenção – operação. Esta influência interna (do nível operacional para o gerencial) no projeto da organização freqüentemente é acompanhado por influências externas (do nível gerencial para o operacional). O último ponto introdutório é que a organização deve ser dinâmica.TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO  Centralizada. na maioria dos casos. As grandes empresas adotam a estrutura descentralizada ou mista. uma evolução. etc. MODELO DE ORGANIZAÇÃO Figura 1 – Modelo da Organização Figura 3. De uma maneira geral. que por sua vez. as pequenas empresas (dono à frente de tudo) o tipo de organização da manutenção mais usada é a centralizada. e para isso precisa estar sintonizado com as mudanças (internas e externas) do cenário. Educação Profissional 10 Created with novaPDF Printer (www. O planejamento das atividades pode ser representado como uma informação e um sistema de tomada de decisão funcionando através da estrutura.1 .

programas de qualidade. etc. almoxarifado.   Descentralizada. 11 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. equipamentos..Centralizada Todas as atividades de manutenção são executadas por um órgão central autônomo em sua especialidade. Por terceiros. etc. mantendo condições próprias de organização e controle. equipamentos. Os recursos humanos são agrupados por especialidade atendendo as solicitações de todas as áreas de produção. ferramentas e pessoal.1 . assim como as oficinas.. Controle e aumento técnico-administrativo mais uniforme e imediato. ferramentas.novaPDF. Figura 3. ferramentas. Maior flexibilidade no remanejamento de mão-de-obra. confiabilidade. depósitos. Maior distanciamento entre a oficina e o local de intervenção. A organização e controle são centralizados. Maior profissionalização e especialização com o pessoal podendo conhecer todos os equipamentos das diversas áreas de produção. Há maior dificuldade para o atendimento imediato em todas as áreas de produção. almoxarifados. com melhor controle das despesas. Facilita a implantação e gerenciamento de métodos de organização da manutenção (planejamento.com) . 3. entre outros).2 – Descentralizada Cada área de produção possui sua equipe de manutenção diretamente subordinada ao chefe imediato de produção da própria área. depósito. Mista. Toda área possui sua mini-oficina. DESVANTAGENS:     Diminui o entrosamento entre produção e manutenção. dificultando a comunicação. em casos de emergência ou de grandes obras prolongadas. dificultando o estabelecimento de prioridades (principalmente nas grandes empresa). Maior tempo para deslocamento de pessoal. Estoque de peças sobressalentes mais reduzido.1. totalmente independente das unidades de produção.1. etc. 3.2 VANTAGENS:       Otimização dos recursos.

DESVANTAGENS:     Maior efetivo de pessoal de manutenção necessário. distribuídos pelas áreas de produção.3 . serviços em área de interferência. Maior quantidade de ferramentas. sem contudo estarem subordinados diretamente ao chefe de produção da área.1.com) .). com agrupamentos específicos de manutenção. podendo ser confundidos com as de produção. Controle e orientação técnico-administrativa mais difícil e não uniforme entre as áreas. Educação Profissional 12 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. existindo nas áreas pequenas oficinas para pequenos e rápidos reparos. almoxarifado. Dificuldade de remanejamento de pessoal. são centralizados. Localização ideal do grupo de manutenção em relação à área de atuação.Figura 3. etc.Mista Organização e controle centralizados. etc.3 VANTAGENS:     Comunicação entre entrosamento. Rapidez e flexibilidade no atendimento. instrumentos e equipamentos. Áreas sobrecarregadas e outras ociosas. manutenção e produção mais eficiente.    3. melhorando o Equipes conhecendo melhor os equipamentos da área. Necessidades de um maior número de especialistas ou poliespecialistas (mecânica + elétrica + hidráulica + instrumentação. em casos de emergência ou grandes obras programadas (difícil coordenação entre as áreas) ou ainda. ferramentaria. gerando dificuldade na implantação e execução de métodos gerais e novas técnicas gerenciais. oficina. Controle das despesas de manutenção mais difícil. Os órgãos de apoio como depósitos.

que exigem a utilização de aparelhos e instrumentos especiais (caros) é mais vantajosa a contratação de firmas externas. tais como: transporte.Figura 3. porém tendo as orientações técnicas e gerenciais repassadas pela chefia central de manutenção (coordenadores. Os problemas relacionados à falta de entrosamento entre as áreas de produção e manutenção são menores. porém com algumas melhorias. total ou parcialmente. ficando os serviços mais especializados e de grande porte realizados pela equipe central. treinamento. férias.4 .com) . VANTAGENS:  Serviços especializados. As equipes de área estão ligadas hierarquicamente à produção. alimentação. não contínuos como a manutenção de equipamentos de controle e medição. Educação Profissional 13     Created with novaPDF Printer (www. engenheiros). rescisões contratuais. assistência médica. etc. Melhor aproveitamento de mão-de-obra própria em serviços que visam melhorias operacionais. fundações civis. rádio-comunicações. etc. 3. Diminuem consideravelmente os custos com administração de pessoal. Garantia dos serviços contratados por um período determinado após execução dos mesmos. abonos.4 Há uma somatória de vantagens e desvantagens vistas no sistema centralizado e descentralizado. As equipes de área executam os serviços de rotina.novaPDF. radiografia industrial. montagens mecânicas e elétricas.1. Redução dos custos com a diminuição do efetivo próprio. por firmas externas contratadas.Por Terceiros As atividades de manutenção são executadas.

Lado da frente do eixo do motor elétrico de acionamento do eixo portaferramenta e mesa porta-peça da geradora de engrenagens do tipo renânia localizada no setor de fresagem do curso de mecânica do CEDTEC. áreas de produção (ex: fundição. e que possui poucos equipamentos. etc. que será identificado como “células”. quando fazer.. devidamente apontados em fichário próprio.3 .1 . acabamento. todos localizados em um mesmo ambiente. já que o grupo adicional externo não possui a mesma motivação que o interno.Codificação É a atribuição de códigos numéricos. é comum. setor. A manutenção de um grupo adicional externo pode ser antieconômico se a programação das atividades não contemplar a totalidade da mão-de-obra disponível.2. estes determinarão diferentes níveis de organização da manutenção. Essas informações tramitam por um sistema de fichas que devem ser compactas. tendo sua decodificação oportuna.2 .2 . predominância da manutenção preventiva. 3. embalagem.Rolamento 6205. equipamento.novaPDF. etc. 3. tais como: número maior de equipamentos (inclusive repetidos). 3. ordens de serviço. usinagem. Exemplo de um item e sua localização: .Código do equipamento Para efeito de correlação das posições operacionais dos equipamentos com os respectivos registros históricos. relatórios. outros complicadores aparecerão.DESVANTAGENS:   Controle e orientação técnico-administrativo mais difícil. alfabéticos ou alfanuméricos a cada um dos elementos constituintes de um cadastro (unidade industrial. porte do equipamento. controle de qualidade. 3.com) . com vantagens no preenchimento das fichas de inspeção. pois. A execução da manutenção de forma preventiva exige programação. pedidos de compra. porém. o cadastro dos equipamentos acompanhado de um relatório com o histórico de intervenções de manutenção já é suficiente. substituem com vantagens os nomes originais de um item e seus constituintes. Para uma micro-empresa que exerce apenas a manutenção corretiva. que estabelecerá o que fazer. Seria muito mais fácil utilizar um código para referência ao item mencionado.) de tal forma que agrupados convenientemente. composto de várias partes. etc. até a localização de um determinado item se torna difícil. entre outros.2. entendendo-se por Sistema Produtivo a Educação Profissional 14 Created with novaPDF Printer (www.2.Cadastramento dos Equipamentos Para qualquer nível de organização da manutenção em uma empresa o essencial é um bom cadastro geral dos equipamentos com dados importantes sobre tais. de fácil entendimento e preenchimento pelo executor do serviço. a utilização do conceito de CÓDIGO DE EQUIPAMENTO.).ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA. na medida do aumento do porte das empresas. maior número de efetivos de manutenção. como fazer um determinado serviço de manutenção ou ainda uma inspeção. e associa cada Equipamento aos Sistemas Operacional e Produtivo aos quais está ligado.

etc. uma vez que algumas células usam sistema numérico de identificação. código para manutenção. em uma de suas células. a Localização Física do equipamento em relação ao Sistema Operacional ou sua Posição Geográfica na área de produção. composto de sete células com critério misto de identificação. Figura 3. programado turno a turno. montagem incorreta.). Visando permitir uma seqüência hierárquica do código do equipamento. fábrica ou qualquer outro tipo de instalação industrial ou de serviços.). reparo periódico. alterações. curto-circuito. troca de redutor. em função das características do sistema produtivo. soldagem.5 Além do Código de Equipamento poderão ser atribuídos códigos para componentes (peças de reposição). com as características acima assinaladas. ou conjunto de equipamentos que realizam uma função de uma instalação.Indica a origem ou a causa da avaria (especificação errada. planta. outras alfanumérico. natureza do serviço (acidente de operação. Código de serviço .indica o tipo de serviço (troca de rolamento. ruptura. deformação.). A figura a seguir ilustra um exemplo de código de equipamentos.estação. urgente. Eventualmente.com) . e por Sistema Operacional. recomendamos que tenha a seguinte composição: 15 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. construção. desgaste. para os Sistemas Operacionais de grande porte e Componentes de alguns de seus equipamentos prioritários. outras alfabético. etc. desalinhamento. etc. mudanças. como exemplo: Código de avarias . o código pode também conter. não programado. Para as instalações que ocupam vasta área. etc.). o código de equipamentos pode caracterizar também os subsistemas. que possibilite a obtenção e relatórios em diversos níveis gerenciais. ainda atribuir códigos para: prioridade de serviço (emergência. normal) causa do serviço (avaria normal. etc. anormal. quando se desejar isolar o histórico desses componentes dos respectivos equipamentos.novaPDF. Pode-se.

sua programação de manutenção preventiva deve ser executada dentro de uma determinada faixa de tempo.Equipamento que participa do processo produtivo. pois a incidência de ocorrências em equipamentos com maior grau de classificação.Equipamento que não interfere no processo produtivo e. como sugestão são apresentadas as seguintes caracterizações: Classe A.).1) Sistema Produtivo 2) Sistema Operacional 3) Equipamento 4) Classe Observa-se que nessa seqüência incluímos a CLASSE do equipamento no Código.Equipamento cuja parada interrompe o processo produtivo e por esta razão sua programação de manutenção preventiva deve ser rigorosamente cumprida. materiais. Por essa razão é recomendável evitar o desmembramento excessivo das CLASSES. Classe C. Classe B. porém sua parada por algum tempo não interrompe a produção e assim.6 Educação Profissional 16 Created with novaPDF Printer (www. deverá receber atenção especial do analista de controle e da supervisão de execução de manutenção em relação aos de menor classificação. podendo servir também como elemento orientativo de formatação de relatórios para análise de ocorrências. em conseqüência sua programação preventiva pode deixar de ser executada. visando facilitar a seleção analítica dos resultados (listagens ou telas) e. A identificação das CLASSES. facilita o estabelecimento de prioridades de execução da manutenção e serve como referência à análise de listagens históricas. se impactarem nos custos previstos da manutenção (mão-de-obra. etc.com) . ALGORITMO DE CLASSIFICAÇÃO Figura 3. que irá indicar sua importância operacional no processo produtivo.novaPDF.

pois não se tem definido o problema.novaPDF. Não existe filosofia. Nos dias atuais. Por esse motivo. Se as providências não forem tomadas imediatamente. Diante de situações como esta. a manutenção corretiva deverá entrar em ação. destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida. além disso. para equipamentos não vitais à produção de uma empresa.ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO   CORRETIVA PREVENTIVA  TRADICIONAL PREDITIVA  PERIÓDICA MONITORAMENTO 4. Embora. Não se sabe o número exato de pessoal necessário ao reparo.1 . Mesmo que venham a contar com o pessoal de manutenção em quantidade suficiente. Educação Profissional 17 Created with novaPDF Printer (www. manutenção conserta imediatamente”. (NBR 5462/94).S Q P F M LEGENDA Segurança Qualidade Produção Falha Manutenabilidade (custos e tempos) 4 . pois nunca haverá pessoal de manutenção suficiente para atender às solicitações. não há indústrias que possam dispensá-lo. Mas. impensáveis soluções que poderão determinar um dano ainda maior à máquina ou instalação. seja um método dispendioso de execução da manutenção. toda a produção de calçados com costura no solado ficará comprometida. teoria ou fórmula para dimensionar uma equipe de manutenção corretiva. ou ainda. as empresas que não têm essa manutenção programada e bem administrada convivem com o caos. não saberão o que fazer com os mantenedores em época em que tudo caminha tranqüilamente. tentativas frustrantes de acerto. a “correria” para reparação de um equipamento vital à produção da empresa traz improvisações.MANUTENÇÃO CORRETIVA Consideremos uma linha de produção de uma fábrica de calçados e que a máquina que faz as costuras no solado pare de funcionar por um motivo qualquer. Esse tipo de manutenção baseia-se na seguinte filosofia: “equipamento parou. não se sabe da existência de peças de reposição e. pois nunca se sabe quando alguém vai ser solicitado para atender aos eventos que requerem a presença dos mantenedores.com) . o que é manutenção corretiva? É a manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane. linhas de produção que possuam equipamentos de reserva (tipo stand by) a manutenção corretiva é a mais econômica e viável. já que os equipamentos não possuem confiabilidade total contra quebras. O tempo para reparação é geralmente longo. com a possibilidade de ocorrência de acidentes de trabalho.

......................................................... Causa de ........... deve haver uma equipe muito especial de manutenção...............................................................novaPDF................ Inspeção ............ Como as ocorrências de emergências são inevitáveis. cuja função é eliminar ou minimizar essas emergências................................................................. Um analista de equipe de manutenção corretiva atende ao chamado..........................1 VERSO Educação Profissional 18 Created with novaPDF Printer (www................................................. Atendimento A equipe de manutenção corretiva deve estar sempre em um local específico para ser encontrada facilmente e atender à produção de imediato.......................................................................... por motivos econômicos. Produção .............. Conjunto ................... da seção ......................................... Trabalho a realizar ................. horas do dia ...com) .............. parou às .................................... a manutenção aceita serviços de montagem para executar e nunca cumprem os prazos estabelecidos.................. para os efeitos de registro e estatística.......... todavia algumas empresas ainda utilizam fichários conforme modelo a seguir: Equipamento . mesmo porque........ atualmente são utilizados softwares de manutenção. são causadas........................ Nas empresas que convivem com emergências que podem redundar em desastres....... Dependendo do equipamento................................................... A filosofia que deve ser adotada é: “Emergências não ocorrem... deixá-lo para resolver o problema por atendimento de emergência...... não se deve se ter 100% de manutenção preventiva.. Exemplo: empresas aéreas. Elimine a causa e você não terá novamente a mesma emergência”.......... Mesmo em empresas que não podem ter emergências..... Trabalho realizado .......... verifica o que deve ser feito e emite uma ficha de execução para sanar o problema...... Equipamento.... Avaria .................É por esse motivo que... Prevista Realizada Parada de Produção....................... FRENTE Ficha de Execução Unidade........ normalmente.... às vezes é mais conveniente.................................... Subconjunto .... ele deverá emitir um documento.......... sempre haverá necessidade de uma equipe para esses atendimentos........................................................ o usuário com problemas deverá solicitar o atendimento por telefone..... Natureza de ..... Avaria ...................... porém...... Como a equipe não sabe o local onde vai atuar.......................................................................................................................... pois há ocasiões em que terá de decidir se atente às emergências ou continua montando o que estava programado................... Visto Figura 4......................... Data .................................................. Um modelo de ficha de execução é dado a seguir..... Parada de ........... às vezes elas ocorrem com resultados geralmente catastróficos.................................................

Preencher os campos conjunto e subconjunto...com) . Preencher o campo trabalho realizado.novaPDF. Preencher o campo equipamento citando o nome do equipamento.1 e 4. Preencher o campo parada da produção colocando o código 00 quando for emergência (serviço não programado) e código 11 quando for preventiva (serviços programados).2 O preenchimento da frente da ficha de execução deve seguir os passos:         Preencher o campo unidade ou área onde o equipamento está localizado.Figura 4.2: Tabela 4. Preencher o campo trabalho a realizar especificando exatamente o que fazer e onde fazer.. Preencher o campo data. Preencher o campo natureza da avaria e causas da avaria citado nas tabelas 4.2 NATUREZA DA AVARIA Deslocamento do equipamento Ruptura Cisalhamento Trinca Esmagamento Entalhe Perfuração Corrosão Erosão Oxidação Engripamento Estrangulamento Entupimento Descarrilhamento Aquecimento Desregulagem Desaperto Curto-circuito Colamento CÓDIGO 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 30 31 19 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

Salientemos que.novaPDF. Exemplo: desgaste de um eixo.com) . pois existe sempre uma causa para outro tipo de natureza que varia.3 CAUSAS DA AVARIA Introdução de líquidos gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de líquidos não gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de pó químico na máquina Incrustação Introdução de corpo sólido exterior à máquina Falta de filtragem Introdução de ar no sistema Introdução de líquidos gordurosos procedentes da máquina Introdução de líquidos não gordurosos procedentes da máquina Introdução de pó procedente da máquina Introdução de corpo sólido Influência da umidade Influência de temperatura baixa Influência de temperatura elevada Atmosfera corrosiva Desgaste excessivo Falta de isolamento térmico Abaixamento do solo Modificações geométricas dos suportes Ligação errada Defeito de material Erro de fabricação Peça de reposição não adequada Erro de concepção Defeito de montagem Má ajustagem Manobra errada da operação Falta de limpeza Excesso de carga Desaperto Falta de lubrificação Choques Vibração anormal Atrito CÓDIGO 11 12 15 16 17 18 19 21 22 25 27 31 32 33 35 41 42 43 44 49 50 51 52 53 54 55 56 60 61 62 72 73 74 75 As relações de natureza e causas das tabelas 4. 20 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. para se colocar o código de natureza e causa de avaria é necessário analisar profundamente o problema.3 não são definitivas. Elas podem e devem ser ampliadas.Perda de Perda de Perda de Perda de propriedades físicas propriedades químicas propriedades térmicas propriedades elétricas 32 33 34 35 Tabela 4.2 e 4.

.. temos como natureza.. Preencher o campo início............. Após o conserto e a liberação do equipamento para a produção.............. término e duração do trabalho..... Data ........................................... .... ...... Sugestão... Causa da Avaria...................................... Educação Profissional 21 Created with novaPDF Printer (www................................. sempre se preocupando em deixar o equipamento trabalhando dentro de suas características originais.............. ......................................................................................................................................... Após isso................................................................ o que causou a falta de lubrificação? O preenchimento do verso da ficha de execução deve seguir os passos:    Preencher o campo chapa com a identificação do funcionário............ início’......... de acordo com o desenvolvimento do trabalho.......... existente na frente da ficha. Conjunto ......................................... ............................. de acordo com seu projeto de fabricação............... .......................... porém......... dias) para o campo ‘realizada’........................................................................................................ Quando o trabalho tiver sido executado........................................................................... Natureza da Avaria ........... Nesse relatório o analista pode e deve sugerir alguma providência ou modificação no projeto da máquina para que o tipo de avaria ocorrida – e solucionada – não venha a se repetir..................com) . Preencher o campo data.................. RELATÓRIO DE AVARIA Unidade .................... porém. ... ........... Preencher o campo subconjunto com código...................................... Modelo de relatório de avaria Abaixo será apresentado um modelo de relatório de avaria e onde será mostrado como preenchêlo........... ............................................................................................................................. fecha-se a coluna ‘duração’ e transfere-se o resultado obtido (horas.....................................................................................novaPDF.... Somente a partir da segunda linha é que apresentarão eventos realizados................................. ’término’ e ‘duração’ do trabalho na primeira linha do verso apresentarão apenas eventos previstos............... Figura 4..... evidentemente................................................... o analista de manutenção corretiva é obrigado a enviar para o setor de Engenharia da Manutenção um relatório de avaria.................................................................................................................... Equipamento ......... A equipe de manutenção..................... o desgaste do eixo e como causa do desgaste a falta de lubrificação................... pede-se para a chefia colocar o visto no respectivo campo para liberação do equipamento........... deverá eliminar as emergências................... Subconjunto ............................................ ..... Os campos ‘data’...................... Preencher o campo equipamento com nome e código............................................................................................................................9 O preenchimento do relatório de avaria deve seguir os passos:    Preencher o campo unidade com nome e código de onde o equipamento está localizado.....................Nesse exemplo..................................

b) Qualidade do produto – A concorrência no mercado nem sempre ganha com o menor custo. aumento da vida útil dos equipamentos e redução de acidentes do trabalho. 4. as empresas buscam reduzir os custos incidentes nos produtos que fabricam.com) . poluição X ambiente normal. preservação do meio ambiente. d) Efeitos no meio ambiente – Em determinadas empresas.MANUTENÇÃO PREVENTIVA Considere um motor de automóvel. mantendo os prazos de entrega dos produtos em dia.3) e relatar a causa fundamental. sobressalente X compra direta. equipamentos sem acompanhamento X equipamentos revisados. estaria correndo o risco de danificar os elementos que constituem o motor. De tempos em tempos o usuário deverá trocar o óleo do cárter. Observação: É conveniente ressaltar que os modelos de ficha de execução e os modelos de relatório de avaria mudam de empresa para empresa. infelizmente. A manutenção preventiva pode colaborar atuando nas peças sobressalentes. Preencher o campo causa da varia com código (tabela 1.novaPDF. Se a meta da empresa for a diminuição ou eliminação da poluição. Como o usuário faria para poder controlar essa troca periódica do óleo do motor? Para realizar esse controle. aplicando o mínimo necessário. a) Redução de custos – Em sua grande maioria. Para atingir a meta qualidade do produto. Essa previsão nada mais é do que uma simples manutenção preventiva. o ponto mais crítico é a poluição causada pelo processo industrial. como primeiro passo. É preciso manter a fidelidade dos clientes já cadastrados e conquistar outros. A manutenção preventiva colabora para o alcance desta meta atuando no binômio produção atrasada X produção em dia. qualidade do produto. material novo X material recuperado. Não realizando essa operação periódica. Muitas vezes ele ganha com um produto de melhor qualidade. aumento de produção. a manutenção preventiva. bem como os códigos de natureza da avaria e suas causas. Não há. ou seja: máquinas deficientes X máquinas eficientes. o usuário deverá acompanhar a quilometragem do carro e. Preencher o campo sugestão indicando alguma providência ou modificação no projeto.2) e relatar a ocorrência.    Preencher o campo data com a data da ocorrência..2 . normalmente. baseado nela. horas ociosas X horas planejadas. a manutenção preventiva deverá ser aplicada com maior rigor. abastecimento deficiente X abastecimento otimizado. Preencher o campo natureza da avaria com código (tabela 1. uma norma a respeito do assunto. deverá estar voltada para os equipamentos antipoluição. nas paradas de emergência etc. ou seja. redução de custos. c) Aumento de produção – O aumento de produção de uma empresa se resume em atender à demanda crescente do mercado. Objetivos Os principais objetivos das empresas são. fazer a previsão da troca do óleo. Educação Profissional 22 Created with novaPDF Printer (www. ou seja.

Diminuição do fator qualidade. f) Redução de acidentes de trabalho – Não são raros os casos de empresas cujo maior problema é a grande quantidade de acidentes. na maioria das vezes. b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento de todos os equipamentos que serão escolhidos para iniciar a instalação da manutenção preventiva (plano piloto). g) Treinar e preparar a equipe de manutenção. não pode ser considerado de forma isolada. Educação Profissional 23 Created with novaPDF Printer (www. f) Apresentar o plano para aprovação da gerência e da diretoria. lucro cessante nas emergências). Diminuição da vida útil dos equipamentos. é conseqüência de:     Redução de custos. deve-se percorrer as seguintes fases iniciais do desenvolvimento: a) Decidir qual o tipo de equipamento que deverá marcar a instalação da manutenção preventiva com base no “feeling” da supervisão de manutenção e de operação. Os acidentes no trabalho causam:      Aumento de custos. A manutenção preventiva. atuando nesses itens. A manutenção preventiva pode colaborar para a melhoria dos programas de segurança e prevenção de acidentes. d) Elaborar os manuais de procedimentos para manutenção preventiva. e) Enumerar os recursos humanos e materiais que serão necessários à instalação da manutenção preventiva. geralmente.com) . Efeitos prejudiciais ao meio ambiente.novaPDF. Desenvolvimento Considere uma indústria ainda sem nenhuma manutenção preventiva. com máquinas paradas e as intervenções. onde não haja controle de custos e nem registros ou dados históricos dos equipamentos. Efeitos do meio ambiente. indicando as freqüências de inspeção com máquinas operando. Diminuição de produção. Aumento de produção. tempo de disponibilidade dos equipamentos para produzirem.e) Aumento da vida útil dos equipamentos – O aumento da vida útil dos equipamentos é um fator que. contribui para o aumento da vida útil dos equipamentos. causas das falhas etc. Qualidade do produto. tempo de parada para os diverso tipos de manutenção. materiais e. Se essa indústria desejar adotar a manutenção preventiva. relacionando os custos de manutenção (mão-deobra. c) Redigir o histórico dos equipamentos. se possível. Esse fator.

Esquematicamente: Figura 4. com bom ferramental e instrumental e não tiver quem saiba manuseá-los. com base nessas informações. b) Controle da manutenção – Em manutenção preventiva é preciso manter o controle de todas as máquinas com o auxílio de fichas individuais. A escolha do ferramental e instrumental é importante. essa empresa estará perdendo tempo no mercado. semi-automatizado. Quanto à forma de operação do controle. há quatro sistemas: manual. Controle manual – É o sistema no qual a manutenção preventiva e corretiva são controladas e analisadas por meio de formulários e mapas. automatizado e por microcomputador.Execução da manutenção preventiva a) Ferramenta e pessoal – Se uma empresa contar com um modelo organizacional ótimo. com bons recursos humanos.10 Controle semi-automatizado – É o sistema no qual a intervenção preventiva é controlada com o auxílio do computador. a programação de sua manutenção. preenchidos manualmente e guardados em pastas de arquivo. Esquematicamente: Educação Profissional 24 Created with novaPDF Printer (www. com material sobressalente adequado e racionalizado. mais importante é o treinamento da equipe que irá utilizá-los. É por meio das fichas individuais que se faz o registro da inspeção mecânica da máquina e. e a intervenção corretiva obedece ao controle manual.novaPDF.com) . porém.

11 A fonte de dados desse sistema deve fornecer todas as informações necessárias para serem feitas as requisições de serviço. Esses dados são fundamentais para a tomada de providências por parte da supervisão. Esquematicamente: Figura 4.com) . Os serviços reprogramados (adiados).novaPDF. para que se tenha listagens.12 Educação Profissional 25 Created with novaPDF Printer (www. Controle automatizado – É o sistema em que todas as intervenções da manutenção têm seus dados armazenados pelo computador. Os serviços realizados. conforme a necessidade e conveniência dos vários setores da manutenção. gráficos e tabelas para análise e tomada de decisões. incluindo as rotinas de inspeção e execução. O principal relatório emitido pelo computador deve conter. no mínimo:     O tempo previsto e gasto.Figura 4. Os serviços cancelados.

os industriais foram se conscientizando de que a máquina que funcionava ininterruptamente até quebrar acarretava vários problemas que poderiam ser evitados com simples paradas preventivas para lubrificação. Os controles das peças de reposição é um problema que atinge todos os tipos de indústria. são uma garantia aos homens da produção que podem controlar. com antecedência.13 A manutenção preventiva obedece a um padrão previamente esquematizado. Em qualquer sistema industrial. Se uma peça de conjunto que constitui em mecanismo estiver executando seu trabalho de forma irregular. ajustam-se os investimentos para o setor. assegurando o equilíbrio necessário ao bom andamento das atividades. O método preventivo proporciona um determinado ritmo de trabalho.com) . ela estabelecerá. Esses dados são de rápido acesso através de monitor de vídeo ou impressora. 26 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Isso se consegue com a organização dos prazos para reposição de peças. A improvisação pode e deve ser evitada por meio de métodos preventivos estabelecidos pelos técnicos de manutenção preventiva. fornecidos pelo método preventivo. são suprimidas as inconveniências das quebras inesperadas. uma sobrecarga nas demais peças que estão interagindo com ela. para preservar as demais peças.Controle por microcomputador – É o sistema no qual todos os dados sobre as intervenções da manutenção ficam armazenados no microcomputador. A aplicação de métodos preventivos assegura um trabalho uniforme e seguro. a improvisação é um dos focos de prejuízo. O planejamento e a organização. Como conseqüência. assegurando assim o funcionamento perfeito da máquina por um período predeterminado. troca de peças gastas e ajustes. Uma das metas a que se propõe o órgão de manutenção preventiva é a diminuição sensível dos estoques. O problema só pode ser resolvido com a troca da peça problemática. que estabelece paradas periódicas com a finalidade de permitir a troca de peças gastas por novas. a sobrecarga provocará a diminuição da vida útil das demais peças do conjunto. fatalmente. Esquematicamente: Figura 4. dentro de uma faixa de erro mínimo. Assim. mas perde-se em eficiência. a entrada de novas encomendas.novaPDF. Com o auxílio dos relatórios escritos sobre os trabalhos realizados. Isso evita a difícil tarefa de trocas rápidas de máquinas e improvisações que causam o desespero do pessoal da manutenção corretiva. Com o tempo. É verdade que quando se improvisa pode-se evitar a paralisação da produção.

Manutenção Preventiva Tradicional A Manutenção Preventiva Tradicional. A manutenção preventiva deve. organizando-se estudos que tomem por base os relatórios preenchidos por técnicos da manutenção. A manutenção preventiva nunca deverá ser confundida com o órgão de comando. dentro da indústria. é a prova concreta da pouca eficiência do método de manutenção corretiva. Por outro lado. também.com) . Ela inclui.2. Essa liberdade. O desenvolvimento de um sistema de informações deve apresentar definições claras e objetivas e conter a delegação das responsabilidades de todos os elementos participantes. todos os detalhes do problema em questão. levantamento que visam facilitar sua própria introdução em futuras ampliações do corpo da fábrica. é a manutenção efetuada em intervalos pré-determinados ou de acordo com critérios prescritos. em linguagem simples e clara. Isto é conseguido por meio do planejamento. Sob esse aspecto. O fluxo das informações deverá fluir rapidamente entre todos os envolvidos na manutenção preventiva. ser sistematizada para que o fluxo dos trabalhos se processem de modo correto e rápido. Estes deverão relatar. a capacidade e o espírito de cooperação dos técnicos são fatores importantes para a manutenção preventiva. para se efetivar a manutenção preventiva e alcançar os objetivos pretendidos com sua adoção. ao se constatar uma anomalia. de acordo com a NBR 5462/94. O segredo para o sucesso da manutenção preventiva está na perfeita compreensão de seus conceitos por parte de todo o pessoal da fábrica. é necessário estabelecer qual deverá ser o sistema de informações empregado e os procedimentos adotados. O aparecimento de focos que ocasionam descontinuidade no programa deve ser encarado de maneira séria. Isso vale a pena. as providências independam de qualquer outra regra que por ventura venha a existir em uma oficina. é fundamental para o bom funcionamento do sistema preventivo. A manutenção preventiva. Esta é a dinâmica de uma instalação industrial. A manutenção preventiva abrange cronogramas nas quais são traçados planos e revisões periódicas completas para todos os tipos de materiais utilizados nas oficinas. de modo tal que. máquinas ou equipamentos. por ter um alcance externo e profundo. pois abrange desde uma simples revisão – com paradas que não obedecem a uma rotina – até a utilização de sistemas de alto índice técnico. Educação Profissional 27 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. A aplicação do sistema de manutenção preventiva não deve se restringir a setores. A manutenção preventiva exige. é necessário dispor de um período de tempo relativamente longo para contar com o concurso dos técnicos e dos dirigentes de alto gabarito. deve ser organizada. O sistema deve abranger todos os setores da indústria para garantir um perfeito entrosamento entre eles.1 . um plano para sua própria melhoria.A manutenção preventiva é um método aprovado e adotado atualmente em todos os setores industriais. também. À manutenção preventiva cabe apenas o lugar de apoio ao sistema fabril. Finalmente. 4. execução e verificação dos trabalhos que são indicadores para se buscar a melhoria dos métodos de manutenção. apesar dela ditar algumas regras de conduta a serem seguidas pelo pessoal da fábrica. desde os operários à presidência. destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item. das técnicas de manutenção e da elevação dos níveis de controle. Se a organização da manutenção preventiva carecer da devida solidez. ela provocará desordens e confusões. também. pela maioria das grandes empresas industriais. pois a instalação do método de manutenção preventiva.

etc. aliados às experiências de determinadas pessoas com o funcionamento dos equipamentos. baseando-se na vida útil estimada. quilômetros rodados. durante a manutenção. as paradas de produção são mais freqüentes. A manutenção preventiva tradicional centraliza suas ações na substituição programada de itens (componentes) de equipamentos. tomando-se como parâmetro: horas trabalhadas.2. como também. Inspeções para verificação do estado funcional sempre foram realizadas em qualquer equipamento.com) . é de custo elevado. olfato. A manutenção preditiva exige investimentos iniciais elevados. a qualidade dos serviços executados pelas equipes de manutenção. Atualmente somam-se os antigos “instrumentos” aos novos aparelhos condicionados a uma prévia programação e teremos uma inspeção mais criteriosa com condições de analisar as causas e os efeitos dos problemas funcionais dos equipamentos.novaPDF. Manutenção Preventiva Preditiva. do estado em que se encontram as peças ou componentes dos equipamentos. mantenedores e até visitantes). Conceito de manutenção preditiva Manutenção preditiva é aquela que indica as condições reais de funcionamento das máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou processo de degradação. testado. Trata-se da manutenção que prediz tempo de vida útil dos componentes das máquinas e equipamentos e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado.A manutenção preventiva funciona por programação. 4. reparado.Manutenção Preventiva Preditiva De acordo com a NBR 5462/94. 1 Inspeção: São verificações. a troca de certos itens pode ser prematura. já que são necessários aparelhos e instrumentos confiáveis. pessoal (inspetores) qualificados. evitando ociosidades ou acúmulo de serviços. Educação Profissional 28 Created with novaPDF Printer (www. pois o estoque de sobressalentes é grande e variado. com base na aplicação sistemática de técnicas de análise. porém. fornecimento de dados mais precisos sobre a qualidade das peças e componentes. utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de amostragem para reduzir ao mínimo a manutenção preventiva e diminuir a manutenção corretiva. supervisores. assim como. distribuem melhor a mão-de-obra existente. Na Europa. milhões de rotações. em qualquer tempo de nossa história e por qualquer pessoa ligada direta ou indiretamente àquela máquina (operadores. bem como. isto é: detectar defeitos antes que se concretizem. É um método que traz bons resultados quando bem programado. determinar o que deve ser substituído. foram durante muitos anos os principais instrumentos para a inspeção. maior disponibilidade do equipamento para a produção. apontar falhas ainda controláveis e. A execução da manutenção preditiva baseia-se nas inspeções1 periódicas (visual ou com aparelhos) do funcionamento dos equipamentos. tato e visão. a manutenção preditiva é conhecida pelo nome de manutenção condicional e nos Estados Unidos recebe o nome de preditiva ou previsional. é a manutenção que permite garantir uma qualidade de serviço desejada.). previamente estabelecidas. A idéia principal é a de manter o funcionamento do componente até o limite operacional (vida útil total).2 . Tais investimentos poderão ser diluídos com um menor estoque de peças sobressalentes. com isso evita os atropelos da corretiva. Os sentidos humanos como: audição.

Parafusos soltos. graxa ou produto do processo. Temperatura. etc. Deficiência de ventiladores. Estado das chavetas. antecipadamente.2. Alinhamento de acoplamentos. Limpeza.Objetivos da manutenção preditiva Os objetivos da manutenção preditiva são:      Determinar. Funcionamento de lâmpadas de sinalização. NOTA: A inspeção poderá ser realizada com o equipamento desmontado. etc. sem desmontagem. Desgaste (com medição). Reduzir o trabalho de emergência não planejado. Corrosão. Nível e pressão do óleo. Limpeza. Verificação de contadores. Teste de isolamento de motores elétricos. etc. 4. Trincas.com) .2. poderão ser inspecionados:        Desgastes internos. poderão ser verificados:         Apertos de parafusos e porcas. Ruídos estranhos.  Com equipamento parado. a necessidade de serviços de manutenção numa peça específica de um equipamento. Faiscamentos de escovas. Vibrações. Aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos. Educação Profissional 29 Created with novaPDF Printer (www.A inspeção poderá ser realizada das seguintes maneiras:  Com o equipamento funcionando poderão ser verificados:           Vazamentos de óleo. Impedir o aumento dos danos.novaPDF. Vazamentos.1 .  Com o equipamento parado e desmontagem parcial (retiradas tampas de proteção e tampas de visita). o que poderá ocorrer em caso de paradas programadas. Estado geral de peças. Trincas superficiais. Eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção. Fixação de peças. parcial ou totalmente. Lubrificação.

2. com antecedência. capazes de registrar vários fenômenos.novaPDF.   Aproveitar a vida útil total dos componentes e de um equipamento. adota dois procedimentos para atacar os problemas detectados: estabelece um diagnóstico e efetua uma análise de tendências.Execução da manutenção preditiva Para ser executada. eventuais defeitos ou falhas nas máquinas e equipamentos. Determinar previamente as interrupções de fabricação para cuidar dos equipamentos que precisam de manutenção. na medida do possível.2. Pressão. 4. o responsável terá o encargo de estabelecer. Este diagnóstico deve ser feito antes de se programar o reparo. Figura 4. Por meio desses objetivos. torna-se possível indicar. a manutenção preditiva exige a utilização de aparelhos adequados.2. Com base no conhecimento e análise dos fenômenos. após a análise do fenômeno. tais como:      Vibrações das máquinas.com) . Temperatura. Aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha de produção. um diagnóstico referente à origem e à gravidade do defeito constatado.3 . Educação Profissional 30 Created with novaPDF Printer (www.2.14 A manutenção preditiva. Desempenho.Diagnóstico Detectada a irregularidade. 4. pode-se deduzir que eles estão direcionados a uma finalidade maior e importante: redução de custos de manutenção e aumento da produtividade.2 . Aceleração.

16 Educação Profissional 31 Created with novaPDF Printer (www. por meio de aparelhos que exercem vigilância constante predizendo a necessidade do reparo. resume o que foi discutido até o momento.15 O esquema a seguir.com) .2. Figura 4.2.novaPDF. Graficamente temos: Figura 4.4 .Análise da tendência da falha A análise consiste em prever com antecedência a avaria ou a quebra.4.

Cavitação.novaPDF. Por meio da medição e análise das vibrações de uma máquina em serviço normal de produção detecta-se. Abaixo. a presença de falhas que devem ser corrigidas:             Rolamentos deteriorados.com) . adota vários métodos de investigação para poder intervir nas máquinas e equipamentos.5 . Essa deteriorização é caracterizada por uma modificação da distribuição de energia vibratória pelo conjunto dos elementos que constituem a máquina. com antecipação. Engrenagens defeituosas. um operador usando um analisador de vibrações portátil e. análise dos óleos. Se captadores de vibrações forem colocados em pontos definidos da máquina. Eixos deformados.Estudo das vibrações Todas as máquinas em funcionamento produzem vibrações que. O princípio de análise das vibrações baseia-se na idéia de que a estrutura das máquinas excitadas pelos esforços dinâmicos (ação de forças) dão sinais vibratórios. Vínculos desajustados. 4.2. Rotores desbalanceados. geralmente. o aparelho. Educação Profissional 32 Created with novaPDF Printer (www. O aparelho empregado para análise de vibrações é conhecido como analisador de vibrações. Entre os vários métodos destacam-se os seguintes: estudo das vibrações. Problemas aerodinâmicos.A manutenção preditiva. cuja freqüência é igual à freqüência dos agentes excitadores. No mercado há vários modelos de analisadores de vibrações.2. Folga excessiva em buchas. Acoplamentos desalinhados. Observando a evolução do nível de vibrações. é possível obter informações sobre o estado da máquina. em destaque. Lubrificação deficiente. análise do estado das superfícies e análises estruturais de peças. dos portáteis – que podem ser transportados manualmente de um lado para outro – até aqueles que são instalados definitivamente nas máquinas com a missão de executar monitoração constante.Métodos de investigação da Manutenção Preditiva . Problemas hidráulicos. Falta de rigidez. dos mais simples aos mais complexos. eles captarão as vibrações recebidas por toda a estrutura. levam-nas a um processo de deteriorização. O registro das vibrações e sua análise permitem identificar a origem dos esforços presentes em uma máquina operando. aos poucos.

com) . tanto em componentes mecânicos quanto hidráulicos. fotômetros de chama. A análise dos óleos é feita por meio de técnicas laboratoriais que envolvem vidrarias. Entre os instrumentos e equipamentos utilizados temos viscosímetros. Índice de acidez. espectrômetros. microscópios.Figura 4. Partículas metálicas. Água. também. etc. Educação Profissional 33 Created with novaPDF Printer (www. peagômetros. A identificação é feita a partir do estudo das partículas sólidas que ficam misturadas com os óleos. Em termos de contaminação dos óleos. É por meio das análises que o serviço de manutenção pode determinar o momento adequado para sua troca ou renovação. Índice de alcalinidade. O laboratorista usando técnicas adequadas. a análise dos óleos é muito importante na manutenção preditiva.novaPDF.17 . interessa saber quanto existe de:    Resíduos de carbono. identificar os primeiros sintomas de desgaste de um componente. É a análise que vai dizer se o óleo de uma máquina ou equipamento precisa ou não ser substituído e quando isso deverá ser feito. Assim.18 Os objetivos da análise dos óleos são dois: economizar lubrificantes e sanar os defeitos. Tais partículas sólidas são geradas pelo atrito dinâmico entre peças em contato. Ponto de congelamento. A análise dos óleos permite. Os modernos equipamentos permitem análises exatas e rápidas dos óleos utilizados em máquinas. centrífugas.Análise dos óleos Figura 4. determina as propriedades dos óleos e o grau de contaminantes neles presentes. reagentes. como no estudo das vibrações. Essa regulagem permite a otimização dos intervalos das trocas. As principais propriedades dos óleos que interessam em uma análise são:      Índice de viscosidade. A economia é obtida regulando-se o grau de degradação ou de contaminação dos óleos. Ponto de fulgor. instrumentos e equipamentos.

Radiografia (raios X). mostra um exemplo de um programa básico de vigilância de acordo com a experiência e histórico de uma determinada máquina. trincas e bolhas nas peças das máquinas e equipamentos. . sujeitas aos desgastes provocados pelo atrito. As técnicas utilizadas na análise estrutural são:         Interferometria holográfica. também é importante para se controlar o grau de deteriorização das máquinas e equipamentos. É por meio da análise estrutural que se detecta.6 . A tabela a seguir. Infiltração com líquidos penetrantes. A periodicidade dos controles é determinada de acordo com os seguintes fatores:      Número de máquinas a serem controladas. por exemplo.novaPDF. A análise superficial abrange. Ecografia. Duração da utilização da instalação.Periodicidade dos controles A coleta de dados é efetuada periodicamente por um técnico que utiliza sistemas portáteis de monitoramento. As informações recolhidas são registradas numa ficha. a existência de fissuras.Análise estrutural A análise estrutural de peças que compõem as máquinas e equipamentos também é importante para a manutenção preditiva. Holografia.2.Análise do estado das superfícies A análise das superfícies das peças.2. Meios materiais colocados à disposição para a execução dos serviços. possibilitando ao responsável pela manutenção preditiva tê-las em mãos para as providências cabíveis. Molde e impressão. Caráter “estratégico” das máquinas instaladas. Ultra-sonografia.com) . Educação Profissional 34 Created with novaPDF Printer (www. além do simples exame visual – com ou sem lupa – várias técnicas analíticas. Em uniões soldadas. Gamagrafia (raios gama). Correntes de Foucault. Estroboscopia. tais como:     Endoscopia. 4. a análise estrutural é de extrema importância. Número de pontos de medição estabelecidos. Magnetoscopia..

Diminuição dos custos nos reparos. Todos os rolamentos Medidor especial ou analisador Todos os lugares onde se quiser estudar um movimento.) e melhor gerenciamento. Diminuição dos estoques de produção.com) .novaPDF.  ventiladores.500 horas Medição das falhas de rolamentos Análise estroboscópica 500 horas Segundo a necessidade Análise dos óleos Feita pelo fabricante 6 meses Termografia Subcontratação (“terceirização”) 12 meses Exame endoscópico Endoscopia + fotos Todos os meses As vantagens da manutenção preditiva são:       Aumento da vida útil do equipamento.Tabela 4. 35 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.  bombas.4 Métodos Utilizados Medição de vibração PROGRAMA BÁSICO DE VIGILÂNCIA Equipamentos Vigiados Equipamentos Necessários Todas as máquinas Medidor de vibração giratórias de potência média ou máxima e / ou Analisador equipamentos críticos:  motores. Limitação da quantidade de peças de reposição. partes. Melhoria da produtividade da empresa. controlar a velocidade ou medir os planos  Redutores e circuitos hidráulicos  Motores  Equipamentos de alta-tensão  Distribuição de baixa-tensão  Componentes eletrônicos  Equipamentos com componentes refratários  Cilindros de compressores  Aletas  Engrenagens danificadas Estroboscópio do analisador de vibrações Periodicidade da Verificação 3. Sistemas de vigilância  redutores. etc. componentes.000 a 1. Controle dos materiais (peças. permanente  compressores.

fotografia com películas sensíveis à raios infravermelhos.7 .com) . conduzindo à métodos de medidas direta. Temperatura – Termômetros. Boa imagem do serviço após a venda. laser. Motivação do pessoal de manutenção. por termômetro digital de contato. um acompanhamento constante da situação funcional do equipamento através de aparelhos / instrumentos.2. indireta ou a distância. os carros são monitorados dos boxes. do seu funcionamento. Trincas superficiais – Líquidos penetrantes. Ruídos – Decibelímetro. levam-se em conta o conhecimento técnico e científico envolvido. e outros. Vibração – Medidores de vibração. 4. Cada um dos parâmetros a ser inspecionado pode ter critérios diferentes. Exemplo de alguns parâmetros a serem inspecionados e os aparelhos / instrumentos utilizados: Dimensão – Paquímetro / Micrômetro.    Melhoria da segurança. lupas.novaPDF. Exemplo: A temperatura pode ser verificada pelo tato do inspetor (até +. 4.Limites técnicos da manutenção preditiva A eficácia da manutenção preditiva está subordinada à eficácia e à confiabilidade dos parâmetros de medida que a caracterizam.Monitoramento É uma ramificação preditiva. Viscosidade – Viscosímetros. bem como o preparo ou treinamento de inspetor / analista. por um termômetro digital sem contato. tendo parâmetros principais do funcionamento do motor avaliado constantemente. num grau de inspeção máximo ou seja. por um termômetro de mercúrio. da sua periculosidade e acessibilidade. Trincas internas – Ultra-som. Desalinhamento – Relógio comparador. termovisão. Para cada um dos métodos e instrumentos aparelhos usados. Desbalanceamento – Balanceadores.2.50°C). Credibilidade do serviço oferecido. Densidade – Densímetros. É um método de acompanhamento de custo elevado e que só tem uma boa relação custo x benefício em equipamentos vitais para a produção de uma empresa. o que determinará a escolha de métodos e aparelhos / instrumentos com elevados graus de sofisticação e resolução. assegurando o renome do fornecedor.2. A aplicação do instrumento / aparelho correto depende de vários fatores inerentes ao equipamento que se deseja controlar. por termopares. tintas de coloração variáveis. Educação Profissional 36 Created with novaPDF Printer (www.3 . A exemplo da fórmula 1. Dureza superficial – Durômetros. pirômetros.

Inicialmente. Deve ser evitado o transporte no bolso. serão apresentadas as ferramentas mais comuns e utilizadas nas oficinas mecânicas. Corte.  Ao serem guardadas. onde não possam cair e ferir alguém. A seguir.  Antes de serem guardadas.  Durante o trabalho. segundo sua aplicação e que apresentem o mesmo risco. como alicates. Devem ser apanhadas somente as ferramentas estritamente necessárias. especialmente cabos e partes submetidas a esforços. primeiramente. Traçagem.        Medição. 37 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Verificação . corrimão. Para isso foi relacionado. mesmo que você não as tenha utilizado.1 – INTRODUÇÃO Pode-se considerar como extensão das mãos que multiplicam sua força e habilidade sendo empregadas nos mais variados campos de atividade. Quando transportadas em cinto porta-ferramentas. em o que se pode chamar de famílias. etc. Força. você irá agrupar ferramentas de seu conhecimento.com) . sua especificação. Sujeição. Ao subir ou descer escadas verticais. Impacto. os cuidados de rotina para com as ferramentas:  Ao serem apanhadas.5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5. chaves inglesas. As ferramentas de corte de precisão devem ser guardadas com os cortes protegidos. Não colocar sobre peitoris. a não ser. Cada ferramenta deve ser guardada nos locais que lhe são determinadas. etc.  Ao serem transportadas. deve-se ter o cuidado de não derrubá-las sobre outras pessoas. Lubrificadas quando tiverem partes móveis. aplicação e os meios corretos de como utilizá-las. nunca se levam ferramentas na mão. as tipicamente de bolso. Sejam limpas. Especial cuidado deve ser tomado com as ferramentas pontiagudas e cortantes. As ferramentas devem ser dispostas em lugares seguros. Inspecionadas. O transporte deve ser feito de preferência em caixas adequadas. Não colocar sobre parte móveis de máquinas ou estruturas sujeitas a vibrações.novaPDF.

especificação e aplicação:  Chave estrela 45° de 21 x 23mm – São leve e resistentes e possuem a qualidade de múltiplo posicionamento. A elevação da haste em um ângulo de 45° permite que a mão passe livre sobre pequenos obstáculos.CHAVES DE BOCA E ESTRELA a) Material: geralmente forjadas em aço cromo-vanádio.1 Figura 5. Figura 5.  Chave combinada – Neste modelo combina-se os dois tipos básicos existentes: de boca e de estrias. A de estrias é mais usada para “quebrar” o aperto e a de boca para extrair por completo a porca ou parafuso.2. pois é mais difícil a porca ou a cabeça do parafuso escapar.3 Figura 5.novaPDF. tais como: de uma boca e de duas bocas.com) . sendo aplicadas sobre as porcas ou cabeças de parafusos a fim de aperta-las ou soltá-los.2 A chave de boca fixa simples compreende dois tipos.  Chave de boca fixa 1 1/16” x 1 1/4" – Tem boca inclinada em 15°. b) Tipos. Figura 5.5.4 Utiliza o princípio da alavanca para apertar ou desapertar parafusos e porcas. evitando escoriações nos dedos. Educação Profissional 38 Created with novaPDF Printer (www. que facilita o trabalho tornando-o mais seguro. sendo necessário um setor livre com ângulo maior de 30°.

novaPDF.8 Se o esforço deve ser grande não convém aumentar o braço da alavanca para exercer maior torque. Figura 5. tanto sob o ponto de vista técnico como de segurança.6 Usar calços para compensar a folga é outra coisa condenável. podendo escapar. Figura 5. Boca folgada não permite bom aperto.10 Educação Profissional 39 Created with novaPDF Printer (www.Figura 5.9 Exercer esforço com o peso do corpo é outro erro.com) .7 Figura 5.5 c) Utilização e cuidados: A boca deve ser justa à porca e bem encaixada para que o trabalho seja seguro. as chaves devem ser forçadas somente com a força dos braços. não há controle do esforço e é perigoso. Figura 5. Figura 5. é prejudicial à chave.

Figura 5. a fim de prevenir qualquer surpresa desagradável.12 Figura 5.De preferência deve-se puxar a chave. se a chave se quebrar. Figura 5. Valendo ressaltar que não devem ser atingidas por martelos. Figura 5. Em casos especiais deve-se empurrá-la com a mão espalmada.13 Cuidado especial deve-se ter em lugares altos: o escape da chave poderá acarretar o desequilíbrio e queda do usuário. escapar ou se quebrar o parafuso. Usar chaves como alavanca ou martelo é tão condenável que dispensa ilustração.11 Ao empurrar. a mão irá contra o obstáculo que estiver na frente.com) .novaPDF.14 Figura 5.15 Educação Profissional 40 Created with novaPDF Printer (www.

pois só a ponta que varia.1/2” – é uma variação da chave comum. especialmente quanto à isolação. inclusive o fundo.CHAVES DE FENDA E PHILLIPS. É empregada para apertar e desapertar parafusos cujas cabeças tenham fendas ou ranhuras que permitam a entrada da cunha.com) .17  Chave de Fenda . sendo inclusive mais seguros e eficientes. com uma de suas extremidades forjada em forma de cunha e a outra em forma de espiga prismática ou cilíndrica estriada. devendo preencher toda a fenda atingindo. Figura 5. Figura 5. onde acopla-se um cabo de madeira ou plástico.3 .5.A chave de parafuso de fenda é uma ferramenta de aperto constituída de uma haste cilíndrica de aço carbono.novaPDF.18 Educação Profissional 41 Created with novaPDF Printer (www. Chave phillips cotoco de 1/4" x 1. especificação e aplicação:   Chave de fenda 1/4" x 8” – utilizada para girar parafusos com fenda de aproximadamente 1/4". Figura 5. tenda esta uma forma cruzada.16 b) Tipos. a) Material: sua haste é feita em aço carbono e seu cabo em resina ou plástico. o que oferece mais segurança proporcionando trabalhos mais satisfatórios.

Figura 5. 3.19 1.375” x 4. pois.novaPDF.21 5.Pressionando-a contra a mão é um erro perigoso.com) . É encontrada em jogo de seis ou sete chaves. Educação Profissional 42 Created with novaPDF Printer (www.4 .c) Utilização e cuidados: Figura 5.CHAVE HEXAGONAL ALLEN a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave hexagonal 3/8” x 1.Como talhadeira é um erro imperdoável. se exerce esforço através do braço de alavanca da haste o que dá certa semelhança com as chaves de boca. cuidados semelhantes aos das chaves de boca e de fenda.20 2.250” – Utilizada em parafusos com encaixe interno sextavado de 3/8”. Figura 5. Merece. c) Utilização e cuidados: Pode ser considerada um tipo especial de chave de fenda. desde que se introduza na fenda hexagonal da cabeça do parafuso.Como alavanca é um erro prejudicial.

exigem mais cuidados. A boca deve ser sempre regulada.novaPDF. O esforço deve ser feito somente no sentido de forçar contra a parte fixa da chave. bem justa. Permite abrir ou fechar a mandíbula móvel da chave.24 Figura 5.5 .25 Educação Profissional 43 Created with novaPDF Printer (www. Figura 5.CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU CHAVE INGLESA.Figura 5. Sendo estas chaves mais versáteis. A limpeza e lubrificação são fatores importantes para conservação dessas ferramentas e para segurança de seus usuários. Existem dois tipos: chave inglesa e chave de grifo. ao tamanho da porca. Figura 5. por meio de um parafuso regulador ou porca.22 5.com) .23 a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave de boca regulável de 12”x 1 5/16” – Utilizada em porcas ou cabeças de parafusos para aperta-los ou soltá-los.

6 . material.31 44 Created with novaPDF Printer (www. acoplamentos sobre eixos. engrenagens. b) Tipos.  Três Garras Fixas Articuladas Figura 5.com) .30 Educação Profissional Figura 5. acabamento.Figura 5.27 Figura 5. rolamentos. profundidade máxima.26 5.  Duas Garras: Fixas Articuladas Garra deslizante Figura 5.novaPDF. Dados para especificação: Características gerais. especificação e aplicações.29 São utilizados em tarefas de desmontagem de polias. abertura máxima.SACA POLIAS a) Material: Geralmente em aço carbono.28 Figura 5.

novaPDF. retangular.Aço b) Tipos. será necessário utilizar dispositivos a quente (chuveiros). com um extremo forjado. hexagonal ou octogonal.A Talhadeira e o Bedame são ferramentas de corte feitas de um corpo de aço. 5.com) . Figura 5. em serviços um pouco mais pesados. de secção circular. porém.TALHADEIRA E BEDAME a) Material .33 Figura 5. retirar excesso de material e abrir rasgos. Em alguns casos. para aquecer a peça a ser retificada através do processo de aquecimento.32 Figura 5. provido de cunha. apoiadas na peça a ser removida. e outro chanfrado denominado cabeça. dilatação. para evitar possíveis acidentes e garantir uma agilidade na tarefa.7 . Educação Profissional 45 Created with novaPDF Printer (www. especificação e aplicação .Mesmas condições de utilização de saca-polias de duas garras. Certificar-se que as garras estão bem fixadas. Deve ser verificado a capacidade de torque do saca polias antes de sua utilização para evitar sua quebra.34 Utilização Servem para cortar chapas. c) Utilização em cuidados Durante ou após o seu uso deve-se ter alguns cuidados: Evitar esforço desnecessário de danificação dos filetes de rosca do parafuso (tirante) principal. temperada e afiada convenientemente. Dados para especificação: Os mesmos da saca-polias de duas garras. Estes centralizam melhor.

Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro.SACA PINOS CÔNICO E PARALELO a) Material . para que cortem bem. O bisel da cunha é simétrico ou assimétrico 2.36 São utilizados para retirar pinos.CHAVES PARA TUBOS Figura 5.São utilizados para retirar pinos ou fixar peças mecânicas.37 Educação Profissional 46 Created with novaPDF Printer (www. Paralelo: Figura 5. em geral. tabela abaixo: Tabela 5.35 b) Tipos e especificações . em geral.Características 1. estar bem temperadas e afiadas. A cabeça do bedame e da talhadeira é chanfrada e temperada brandamente para evitar formação de rebarbas ou quebras.Aço cromo vanadium fosfatizado Figura 5. As ferramentas de talhar devem ter ângulos de cunha convenientes.com) .novaPDF. A cabeça é chanfrada e temperada. A aresta de corte deve ser convexa e o ângulo de cunha Varia com o material a ser talhado. Os tamanhos são entre 150 e 180mm 4. MATERIAL Cobre Aço Doce Aço Duro Ferro fundido e bronze fundido duro 5. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro.1 CUNHA 50° 60° 65° 70° 3. conforme.9 . 5.8 .

geralmente. acabamento. Em cada lâminas é estampada a medida do raio.ESPÁTULAS Figura 5.Verificador de raio Serve para verificar raios internos e externos.São utilizadas para remoção de tampas. Figura 5.11. flanges. ângulos.Características gerais.11 . material.11. É utilizado para verificar e controlar raios. de 1 a 15mm ou de 1/32” a 1/2”. que estejam sujeitos a apertos leves. 5.capacidade de abertura ou diâmetro do tubo (máximo).Características gerais. especificação e aplicação .VERIFICADORES E CALIBRADORES São instrumentos geralmente fabricados de aço. comprimento.Verificador de ângulos Figura 5. material. etc.São utilizados em aperto de tubulação rosqueadas.novaPDF.40 5.2 . especificação e aplicação .a) Material – Cabo e cabeça fabricados em aço cromo vanadium. b) Tipos. diâmetros e espessuras. Apresentam formas e perfis variados. 5.41 Educação Profissional 47 Created with novaPDF Printer (www. folgas.1 . b) Tipos. c) Utilização e cuidados . Os verificadores e calibradores classificam-se em vários tipos: 5. acabamento.com) .10 . comprimento.38 Figura 5. roscas. temperado ou não. rotores. c) Utilização e cuidados .39 a) Material – Fabricado em aço fundido niquelado. Suas dimensões variam.

0015” a 0.12 .Verificador de rosca Usa-se para verificar roscas em todos os sistemas. TORQUE A importância de controlar o aperto aplicado em um parafuso O que é torque? De uma forma bem simplificada.43 5. Em cada lâmina vem gravada sua medida. que varia de 0. torque é a resultante de uma força aplicada em um determinado braço de alavanca. F = força e L = comprimento da alavanca. Figura 5. T = torque.Calibrador de folgas (Apalpador) Usa-se na verificação de folgas.5. Figura 5.novaPDF. Sua fórmula é: (T = F X L) sendo.42 5. ou de 0.com) .44 TORQUE (T) = FORÇA (F) X DISTÂNCIA (L) Educação Profissional 48 Created with novaPDF Printer (www. Figura 5.11.11.3 . necessário de faz termos bem definido o conceito de torque.04 a 5mm.4 .TORQUÍMETRO Para um melhor entendimento sobre torquímetro. Em suas lâminas está gravado o número de fios por polegada ou o passo da rosca em milímetros.2000”. sendo fabricado em vários tipos.

Quebrar o parafuso. o que provoca o vazamento de gases e líquidos entre componentes de máquinas. Alterar a vedação (junta). 2. Que efeito produz o torque num parafuso? A aplicação de torque no parafuso produz uma tensão linear (esticamento) e. aço carbono. Coeficiente de atrito. A que tensão podemos sujeitar um parafuso? Vários fatores são levados em consideração na fabricação de um parafuso. M (Kigrama força metro) Lbf. 5. fazendo-o falhar mais tarde. aço ligado. Exemplo: têmpera. conjuntos. Fl (libra força pé) Onde se aplica o torque? Em parafusos e prisioneiros que fixam peças. componentes. 3. conseqüentemente. 2. Classes de Qualidade Conforme DIN 267 Nominal Sextavado Como determinar o tamanho do parafuso a ser utilizado? O tamanho do parafuso deve ser determinado pelo total de tensão necessária para fixar o conjunto de peças. dentro dos limites seguros de tensão para dado parafuso. Tratamento térmico aplicado no parafuso. assim.novaPDF. São eles: 1. alumínio. A elasticidade do material do parafuso faz com que esse pretenda voltar a sua forma original fixado. etc. 49 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. revenimento.com) . Matéria prima (latão. Tipo e passo da rosca. Trincar o parafuso. conforme especificação do projeto. Veja abaixo o exemplo para um parafuso sextavado M10 conforme DIN 267.m (Newton metro) Kgf. etc. Todos estes fatores irão determinar a classificação de resistência a que pertence o parafuso. 4. 3.Unidades de torques mais usadas:    N. Porque devemos controlar o torque a ser aplicado num parafuso? O torque quando excessivo pode: 1. 5. O torque quando insuficiente pode: 1. Espanar os fios de rosca do parafuso. Empenar um conjunto fixado por parafusos. conforme normas internacionais.). Acabamento superficial. 4. o conjunto. etc. aço inoxidável. 2. impedindo seu funcionamento normal. Fazer cair o parafuso devido a vibrações da máquina ou do equipamento. Esmagar juntas ou gaxetas. provocando assim vazamento de gases e líquidos. um alongamento do mesmo (deformação elástica). pondo em risco vidas humanas e patrimônio.

torquímetros para tampas de embalagens. A escolha correta da ferramenta para aperto significa segurança. São fabricados com maquinário específico e mão-de-obra especializada que asseguram a qualidade do instrumento. a) A qualidade mais importante da junta é a sua resistência às cargas de trabalho (tração. torquímetro digital. torquímetro pneumático. Os torquímetros devem ser construídos conforme prescrições rigorosas de usinagem e montagem. Causar acidentes e danos ao patrimônio. torquímetro axial. torquímetro de vareta. cisalhamento e vibração). FORÇA DE FIXAÇÃO Figura 5. Segue alguns tipos de torquímetros: torquímetro de estalo com escala / sem escala. facilidade e qualidade para seu trabalho. Inspeções e reparos podem ser efetuados no campo com um mínimo de ferramentas. compressão. Cada torquímetro foi desenvolvido para uma diferente aplicação. torquímetros especiais para áreas médicas (esterelizáveis).com) .46 Uma junta mecânica roscada oferece a vantagem de desmontagem rápida para inspeção ou reparo de componentes: fixadores podem ser reutilizados.45 Figura 5. devem ser absorvidas pela força de fixação induzida na junta durante a 50 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. JUNTA MECÂNICA Figura 5. torquímetro de relógio com ponteiro de arraste. torquímetro de escape ou giro livre.novaPDF. Somente através de uma ferramenta denominada “torquímetro” é que conseguiremos aplicar o torque especificado. que tendem a provocar a soltura dos componentes da junta. torquímetro com cabeça intercambiável.47 Figura 5. rapidez.3. transdutores de torque estáticos e rotativos. torquímetro tipo “T”. torquímetro de relógio.48 A força de fixação é obtida pelo tensionamento do parafuso e a conseqüente compressão dos componentes da junta roscada. Comprometer o desempenho da máquina ou equipamento em função da falta de alinhamento e suporte dos seus componentes entre si. 4. Essas cargas.

a fricção. a força de fixação da junta é muito importante para assegurar um perfeito funcionamento do produto em que se encontra instalada. quando se utiliza parafuso com porca. Se aplicar um aperto pequeno demais. Se aplicar um aperto em excesso. GERANDO FORÇA DE FIXAÇÃO PELO TORQUE Qual é a solução que resta para aplicar a precarga correta a um fixador? É controlar o torque que se aplica ao fixador utilizando um TORQUÍMETRO ou uma apertadeira motorizada com CONTROLE DE TORQUE. condições estas que prejudicariam o bom desempenho do produto.com) . Na junta. aparece aqui como coadjuvante. Poderíamos tentar medir a compressão a que sujeitamos os componentes da junta. resultando numa falha catastrófica. O aperto também aumenta a fricção entre os componentes. pois dificulta o movimento dos componentes entre si. que assim resiste melhor a cisalhamento e vibração. que em muitas outras aplicações nos “rouba’’ parte do nosso esforço”. Só é possível. pode-se espanar a rosca do fixador. pois estes são os meios mais confiáveis. d) Há meios práticos de medir a pré-carga num fixador? Não. evitando a soltura.sua montagem. fazendo com que o conjunto se comporte como uma única peça. Após aperto da junta não é possível remover os sensores. é proibitivo na maioria dos processos de montagem. por isso. A força de fixação deve ser maior do que a soma das cargas de trabalho que agem sobre ela.49 Figura 5. tornando-se assim um processo impraticável. resistindo a tração e compressão. c) Como se vê. Além de ser um processo demorado.50 b) Como gerar força de fixação nos componentes da junta? Apertando os componentes da junta uns contra os outros por meio de fixadores roscados. Figura 5.novaPDF. Educação Profissional 51 Created with novaPDF Printer (www. utilizando transdutores de pressão ou sensores de pressão instalados na própria junta. – Pode-se recorrer à medição do alongamento do fixador que está intimamente ligado a précarga nele aplicada. vale dizer ainda que os equipamentos necessários para fazer a medição são muito caros. Esta medição seria feita por meio de extensômetros ou ondas de ultra-som. permitindo acesso às duas extremidades do parafuso. gerando uma tensão que ultrapassa o limite de resistência do fixador ou envergar os componentes da junta. os componentes da junta podem começar a soltar-se debaixo das cargas de trabalho.

Local de aplicação de torque (porca ou cabeça do parafuso). AUDITORIA DE TORQUE ‘Auditoria de torque’ pretendendo encontrar o torque aplicado a minutos. Acabamento e lubrificação de faces contactantes. Folga do furo. horas ou dias atrás é um processo duvidoso. Os ensaios devem sempre ser feitos nas condições mais próximas à realidade da montagem. Muitos fatores contribuem para alterar a tensão residual do fixador e com isso a força de fixação existente na junta: estado de lubricidade. Perpendicularidade ou paralelismo dos fixadores e componentes da junta. Se a junta não falhar e nem se soltar.novaPDF. a escolha dos componentes da junta e o processo de montagem com os torques utilizados foram perfeitos. gaxetas e o tempo que passou entre a aplicação de torque e a tentativa de medir a força de fixação residual. Tratamento térmico. O conceito '‘um pouco mais não pode fazer mal’ não é aceitável. Esta correlação depende de vários fatores como:            Tipo de junta: junta elástica ou junta rígida. que torques apurados em ensaios sejam respeitados no ‘chão de fábrica’. Componentes de material diferente. Depois nada melhor que um ‘teste de campo‘ sob as condições reais de cargas de trabalho e cargas externas. dureza de diferentes tipos de materiais. Para garantir a segurança na aplicação do torque correto em linhas de montagem de alta produção são utillizadas apertadeiras motorizadas que indicam o torque dinâmico sendo gerado e permitem imprimir o torque máximo aplicado através de impressora para gerar um ‘hardcopy’ para comprovação do torque aplicado para um cliente ou para utilização futura em caso de litígio. que devido ao relaxamento dos componentes da junta pode ser bem diferente da ‘fricção dinâmica’ que existia no momento do aperto. sim! Educação Profissional 52 Created with novaPDF Printer (www. Existência de arruelas lisas ou de pressão. Tolerâncias da rosca do fixador / parafuso. Tipo de rosca (rosca grossa ou rosca fina). É muito importante. Formato da cabeça. O operador deve parar de aplicar força tão logo atinja o torque recomendado.AS VARIÁVEIS NA RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO (Força de fixação) Na época da elaboração do projeto do produto é necessário estabelecer empiricamente uma relação entre um torque aplicado e a precarga resultante no fixador e a força de fixação obtida na junta.com) . pois quando se tenta reiniciar a rotação da porca ou fixador tem-se que vencer a ‘fricção estática’. porque pode fazer mal. Após definição da força de fixação necessária em determinada junta e do relaxamento que deve ocorrer pode-se especificar o torque a aplicar ao fixador.

Quando se deve montar uma junta com múltiplos fixadores. acabamento da face de contato e dureza da arruela influenciam o relaxamento da força de fixação na junta e a tensão no parafuso. para indicar o torque sendo aplicado. mola helicoidal no modelo ‘estalo’ e de ‘giro livre’ e extensômetro (strain gage) no modelo ‘digital’. Provavelmente. mantendo o padrão de ‘seqüência cruzada’ ou ‘espiral’.RELAXAMENTO Na prática ocorre uma gradual perda da força de fixação em quase todas as juntas roscadas porque as faces da junta em contato aos poucos sofrem um ‘nivelamento’ das irregularidades de superfície que diminui a força de fixação existente. a causa de relaxamento mais conhecida é o emprego de gaxetas de vedação entre dois componentes da junta.São ferramentas destinadas ao aperto de parafusos e porcas com torque controlado a partir de um valor pré-estabelecido em projeto.: 30% 70% . Para diminuir este inconveniente executa-se o aperto dos fixadores numa ‘seqüência cruzada’. um outro fixador. quando dotados de catraca ou de outro implemento. A prática de aperto em vários ‘passos’ ou ‘passadas’ ajuda a eliminar uma das causas do baixo aproveitamento de torque para gerar tensão e força de fixação no fixador e na junta. cujo pino quadrado desloca o ponto de rotação (A) do soquete para frente do ponto de articulação do torquímetro (B) exigem que a mão do operador aplique a força no centro da empunhadura para gerar o torque desejado. especificação e aplicação .12. O diâmetro do furo da arruela. Torquímetros de sinalização de torque (estalo).51 a) Material: (Falta material) b) Tipos. ou seja: 5. Outro fator que pode afetar substancialmente o relaxamento da força de fixação numa junta é o emprego de arruelas debaixo da cabeça do parafuso.1 . Um outro procedimento é apertar os fixadores em vários ‘passos’ (ex. ou para sinalizar que um torque pré-selecionado foi alcançado. ou num padrão espiral. perde a sua força de fixação. é aconselhável apertar os parafusos mais uma vez para compensar a força de fixação perdida.: aeronáutica e veículos).Princípios do funcionamento do torquímetro Para executar o seu trabalho o torquímetro sempre utiliza um corpo elástico calibrado. Figura 5.novaPDF. Educação Profissional 53 Created with novaPDF Printer (www. pois apertos repetidos reduzem a fricção entre partes contactantes. porque a mudança das condições de tensão na junta provoca um relaxamento localizado.e encontra-se um problema de relaxamento peculiar: enquanto apertar-se um fixador.100% do torque especificado). uma barra no modelo ‘vareta’ ou relógio. Este procedimento muitas vezes é utilizado na montagem de juntas críticas (ex. Para dar tempo para a gaxeta se acomodar. já instalado. TORQUE: é o movimento torçor.com) .

ANSI/ASME B107-14M-1985 e ISO 6789 e Norma Brasileira NB-1231. sem escala externa (preset). TORQUÍMETRO DE GIRO-LEVE (Torquímetro de limitação de torque) . pois isso NÃO ALTERA o torque aplicado. pois isso alteraria o torque aplicado. De acordo com a Norma Brasileira NB-1231. Leve. digitais e de estalo (sinalização de torque) com escala externa devem ser aferidos em 20% . -O torquímetro de "giro-livre" rearma automaticamente Torquímetro de giro-livre é o preferido nas indústrias da eletrônica e informática.com) .Neste tipo de torquímetro NÃO podemos usar extensões no cabo do torquímetro. de relógio.40%-60% . Quando o ponto de rotação (A) do soquete coincide com o ponto de articulação do torquímetro (B). A Norma estabelece que torquímetros devem ser aferidos: Educação Profissional 54 Created with novaPDF Printer (www.80% e 100% da capacidade máxima do torquímetro. Para aplicar torques relativamente baixos são utilizados torquímetros ‘de giro livre’ que possuem mola helicoidal e dispositivos limitadores de transmissão de força (cames. os torquímetros de vareta. Precisão: _ 3% do valor indicado.Quando o torque-alvo é atingido o corpo do torquímetro gira em falso e soquete ou ponta engajada no parafuso não se mexem mais. Torquímetros de estalo. Neste tipo de torquímetro pode-se aplicar força fora do centro da empunhadura e PODE-SE USAR EXTENSÕES no cabo do torquímetro. fricções. etc) que impedem que o eixo-propulsor do torquímetro transmita torques superiores aqueles préselecionados. Operação bi-direcional. AFERIÇÃO DE TORQUÍMETRO A fim de tornar possível a aplicação de torques consistentes na linha de montagem é necessário aferir os torquímetros em intervalos estabelecidos em Norma Brasileira. .Torquímetro de "giro-livre" impede que o operador aplique um torque maior do que aquele selecionado. AXIAL COM ESCALA        Ideal para aplicação de torques baixos. Formato axial facilita o trabalho em áreas de difícil acesso. de fácil manejo. Alta sensibilidade e baixo coeficiente de fricção do mecanismo de desligamento garantem precisão do torque aplicado. a posição da mão do operador não influi no torque gerado. Excede a Norma Federal Americana n° GGG-W-00686c.novaPDF. É mesmo à prova de teimosia e descuido. devem ser aferidos no ’torque de trabalho’.A escala micrométrica permite regulagem precisa. . que é mantida inalterada devido a uma trava durante todo ciclo de trabalho.

A ESCOLHA DO TORQUÍMETRO EM FUNÇÃO DA CAPACIDADE Da Faixa de Utilização dos Torquímetros Para os torquímetros analógicos (estalo. vareta. A1) Tipo ‘vareta’ . exigindo menor dispersão de torque. A ESCOLHA DE TORQUÍMETROS EM FUNÇÃO DO TIPO Para obter o melhor resultado na aplicação de torque o tipo de funcionamento do torquímetro escolhido é fundamental.       A cada seis meses. B) Torquímetros de sinalização de torque.000 ciclos de trabalho para torquímetros de ‘indicação de torque’ (vareta. A cada 10. A2) Tipo ‘relógio’ .com) . Após quedas ou choques violentos sofridos pelo torquímetro. Quando ocorrer dúvida nos resultados obtidos. A3) Tipo ‘digital’ . médios e grandes (exemplo: 5 Nm. Educação Profissional 55 Created with novaPDF Printer (www. quando se tem que aplicar / controlar torques pequenos. (Exemplo: capacidade máxima de 20 Nm que atende a aplicação dos torques de 5 Nm e 15 Nm e outro de capacidade máxima de 100 Nm que atende o torque especificado de 75 Nm) NOTA: Existe um projeto de norma que vai proibir os fabricantes de marcar divisões abaixo dos 20% da capacidade máxima nos torquímetros de estalo e relógio.para reparos e manutenção de equipamentos que têm juntas críticas. Mas não há nenhum torquímetro com esta capacidade que tenha ‘garantia de precisão’ para toda esta faixa. A cada 5. A solução então. A precisão indicada pelo fabricante do torquímetro só se aplica às faixas acima de modo que não existe nenhum torquímetro que comece de zero! É fácil entender que. possibilitando a documentação do torque aplicado (hard copy). Após sobrecargas. cuidando que os valores de torque a serem aplicados situem-se entre 20% a 100% da capacidade máxima. relógio. relógio. A) Torquímetros de indicação de torque. digital).novaPDF.000 ciclos de trabalho para torquímetros de sinalização de torque (estalo) e ’de limitação de torque’ (giro livre). giro livre) entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. é comprar mais de um torquímetro.para juntas com prescrição de torque mínimo e máximo.para reparos e manutenção automotiva. 15 Nm e 75 Nm) seria preferível comprar um torquímetro com capacidade de 0 a 100 Nm para atender a todas as tarefas. Os fabricantes garantem a precisão somente entre 20% a 100% da capacidade máxima para torquímetros analógicos e entre 10% a 100% para torquímetros digitais. Após reparos efetuados no torquímetro. Para os torquímetros digitais entre 10% a 100% da capacidade máxima do torquímetro.

com aplicação repetida de um mesmo torque.para aplicação de torques relativamente baixos. Ncm. Quando o trabalho é feito numa linha de montagem.B1) Tipo ‘estalo’ . Para torques muito baixos – abaixo de 1 Nm . Caso já esteja sendo utilizado um torquímetro que satisfaz as condições acima. C) Torquímetros de limitação de torque. cujo ajuste é feito em departamento de Garantia de Qualidade. INDICAÇÃO DE TORQUE SISTEMAS DE INDICAÇÃO DE TORQUE O torquímetro de indicação de torque mais usado é o torquímetro de relógio. O sistema mais simples possui um relógio com um único ponteiro que. Para facilitar o trabalho com torquímetros compridos ou para executar testes destrutivos existe o relógio de ‘ponteiro duplo’ ou ‘de memória’. pouca visibilidade. então. pré-selecionado. cmgf. eliminando o julgamento do operador. ele registra o torque máximo atingido. Ao comprar um torquímetro permitindo a participação de um maior número de fornecedores na cotação não indique a capacidade do torquímetro que pretende substituir. ajustável manualmente. recomenda-se a compra de um igual ou equivalente. percorre a escala e. Quando devemos comprar um torquímetro para uma aplicação nova. volta a zero. C1) Tipo ‘giro livre’ . Educação Profissional 56 Created with novaPDF Printer (www. durante a aplicação de força. Estes calibres de torque operam com escalas em Nmm. C) Precisão do torquímetro: deve obedecer à Norma Brasileira 1231. ao cessar a força. D) Formato do torquímetro: deve levar em consideração as condições de acesso ao fixador e o espaço disponível para a aplicação de força ao torquímetro.com) .novaPDF. acima citadas. O segundo ponteiro. mas somente as características (A – D). utiliza-se o modelo ‘Pre-Set’. mão de obra não-especializada). B) Tolerância do torque a aplicar: o torquímetro deve ter uma resolução boa.para montagens automotivas e industriais em ambientes hósteis (sujeira. Um torquímetro com graduação de 5 em 5 Nm não serve ! O espaçamento das divisões de qualquer torquímetro deve ser grande o suficiente para permitir fácil identificação dos limites inferiores e superiores. Nm. onça-polegada e librapolegada.são utilizados ‘calibres de torque’ (torque watches) indicados para ajuste de micro mecanismos de potenciômetros e ‘trim pots’. com limite inferior de 14 Nm e com limite superior de 17 Nm. que permita identificar claramente onde ficam os limites inferiores e superiores do torque a aplicar. devemos observar alguns detalhes importantes: A) Torque a aplicar: no caso ideal o torque a aplicar deve situar-se próximo à metade da capacidade máxima do torquímetro. pode ser usado como ponto de referência. Se nossa especificação é torque nominal (alvo) 16 Nm. que obriga o fabricante a garantir uma precisão de ± 4% sobre o valor de torque indicado ou aplicado entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro.

Educação Profissional 57 Created with novaPDF Printer (www. sendo acionado por um torquímetro de cabo curto.500 Nm. Quando o torque a aplicar é grande. Multiplicadores de torque são também indicados quando o espaço para aplicação de torque é limitado.com) . Obstáculos frontais são sub plantados por torquímetros radiais com extensão e torquímetros axiais. ‘data loggers’ e computadores pessoais para facilitar a documentação dos torques aplicados (hard copy) e a elaboração de estatísticas. existem vários modelos de multiplicadores de torque com capacidade até 81. A escolha de um multiplicador sempre deve orientar-se pela ‘capacidade máxima de Saída’. dando assim um apoio inestimável ao operador. Vale lembrar que torque é força aplicada x comprimento da alavanca. Quando é necessário utilizar uma boca dianteira de comprimento especial devemos fazer um cálculo de compensação do aumento efetivo do torquímetro. pode-se optar por torquímetros com sinal de luz ou sinal sonoro. exigindo um torquímetro de cabo muito longo. conforme explicado abaixo.13 .MULTIPLICADORES DE TORQUE Aplicação de Torques Altos Como a força física do operador constitui um limite para qualquer operação de torque. laterais e verticais. intercambiáveis. Obstáculos laterais são vencidos por torquímetros radiais com catraca. 5. TORQUÍMETROS DE LIMITES DE TORQUE PROGRAMÁVEIS Existe o torquímetro digital (exemplo: COMPUTORQ II da CARLSONS) que possibilita a programação de ‘limite inferior’. Obstáculos verticais são sub plantados com torquímetros de bocas dianteiras.novaPDF. porém o torque final aplicável sempre é limitado pela capacidade máxima de torque na saída do último multiplicador.Quando se deve aplicar torque em áreas escuras ou inacessíveis à visão direta. Multiplicadores de torque podem ser ‘agrupados’ (ganging) para aumentar sua capacidade de torque. existem vários tipos de torquímetros para suplantar obstáculos frontais. DOCUMENTAÇÃO DO TORQUE APLICADO Os torquímetros digitais podem ser conectados a impressoras. o encaixe de saída é macho e sempre maior que o encaixe de entrada. pode-se optar pelo uso de um multiplicador de torque. que é avisado por sinal luminoso e sonoro no momento em que alcança qualquer um destes pontos. Enquanto o encaixe de entrada de um multiplicador é fêmea. PROBLEMAS DE ACESSO Como o local da aplicação de torque pode estar obstruído. Em ambos os casos o ponto em que deve ocorrer o sinal é previamente selecionado. ‘torque alvo’ (nominal) e ‘limite superior’ de torque. de tamanho reduzido.

os torquímetros são usados com soquetes de encaixe quadrado. A escala combinada indica os torques em Nm e lb-pol. apertando ou desroscando a tampa. A comunicação clara na consulta a um fornecedor poderá evitar perda de tempo e de dinheiro pela aquisição de torquímetros inadequados ao serviço.1/2”. boca estrela. de metal ou de plástico. boca estrela aberta e boca estrela com catraca.DOS ENCAIXES DO TORQUÍMETRO (Sistemas de acoplamento de acessórios). m.com) .lbf) e comprimento da alavanca (cm. fêmea. Torquímetros axiais podem possuir pino quadrado de ¼” e 3/8”. há torquímetros com pino quadrado de ¼”.4 Nm ± 0. existem tabelas completas de conversão de torque. deveria memorizar algumas equivalências: 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pol 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pé = = = = = = = = ± 0. bem como suportes para pontas de corpo sextavado de ¼” e 5/16”. 1” e 1. CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE Conversão de Unidades de Torque Enquanto. permitem medir o torque de fechamento bem como o torque de abertura. quem lida freqüentemente com torque. Torquímetros axiais de baixa capacidade possuem pinças para colocação de lâminas.1 mkgf ± 10 Nm 12 lb-pol 16 oz-pol ± 0. ½”. Normalmente. pé. polegada) deve-se desconfiar de um possível erro quando um destes componentes está faltando: “torque de 12 kg” – é mkgf ou cmkgf ? mkgf é 100 vezes maior que cmkgf. são disponibilizados aferidores de mesas giratórias com pinos de fixação do vasilhame que. pois.2 lb-pé ± 1.é lbf-pé ou lbf-pol ? lbf-pé é 12 vezes maior que lbf-pol. Também torquímetros com colar retangular. 58 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.3/8”.7 lb-pé ± 7. Para tal. AFERIDOR DE TORQUE DE TAMPA DE ROSCA Existem também equipamentos para conferir torque aplicado por máquinas de engarrafamento e fechamento automático de garrafas e frascos em tampas roscadas de vasilhames de vidro. ¾”.14 mkgf A IMPORTÂNCIA DA CLAREZA DA COMUNICAÇÃO Como as unidades de torque sempre têm dois componentes – força (N. que permitem o uso de pontas. kgf. de 9 x 12 mm e 14 x 18 mm para receber bocas dianteiras. intercambiáveis nos tipos: boca fixa. Calibres de torque vêm equipados com mandris. “torque de 15 libras” . lâminas e uma infinidade de dispositivos especiais. observe abaixo.

Estes torquímetros são dispostos nos modelos com colar de encaixe para bocas intercambiáveis dianteiras. da força gerada durante o aperto seja absorvida por estes fatores de difícil quantificação. que todas afetam a força de fixação obtida. Qualquer operador vai aplicar o torque prescrito na especificação sem ter que se preocupar com a escala. Educação Profissional 59 Created with novaPDF Printer (www. Para diminuir a possibilidade de erro humano (na leitura da escala externa.com) . TORQUE E ÂNGULO (Torque / angle) Como na montagem de uma junta roscada há muitas variáveis. impedindo que mais força seja transmitida ao pino-propulsor. Há vários sistemas de embreagem. bem como com pinos quadrados para encaixe de soquetes e. onde a especificação. Existem 2 modelos básicos: o tipo ‘axial’ que se assemelha a uma chave de fenda e o tipo ‘modular’ que é encaixado entre soquete e vários cabos de acionamento. no mesmo produto. etc. acabamento de superfície.novaPDF. nos modelos axiais. (O ‘sonho’ de todo projetista). além da mola helicoidal calibrada. tais como: lubrificação. evita-se torques baixos demais e torques em excesso. etc. é aconselhável certificar-se da unidade correta de torque antes de empregar o torquímetro para determinada aplicação. existe o perigo que uma parcela. grau de dureza de faces contactantes. TORQUE PRÉ-SELECIONADO (Pre-set torque) No chão de fábrica haverá provavelmente postos de trabalho onde um operador sempre aplica o mesmo torque. Quando a força gerada pelo operador excede a tensão da mola sobre a embreagem. além de indicar um torque de aperto. esta começa a deslizar (girar livremente).. Assim. a unidade de torque. porém todos funcionam reagindo à fricção existente entre mola e embreagem. um sistema de embreagem que transmite a força ao pino-propulsor. Da mesma forma. garantindo assim que foi gerada força de fixação suficiente para resistir a todas as cargas de trabalho. Por isso. TORQUÍMETROS DE LIMITAÇÃO DE TORQUE (Torque limiting wrenches) No intuito de tornar o aperto mais seguro e menos dependente do juízo do operador de linha. quando uma junta é considerada ‘crítica’ para o bom funcionamento do produto. fricção. com suportes para pontas. utiliza-se o processo ‘torque e ângulo’. Estes torquímetros possuem. existe uma linha de torquímetros de ‘limitação de torque’ ou de ‘giro livre’. É só parar de aplicar força ao ouvir e sentir o sinal de ‘torque atingido’. maior que planejada. Devido a este princípio os torques que podem ser atingidos com certa repetibilidade são relativamente baixos. procedimento este que levará o fixador próximo a sua região de escoamento. ou no ajuste do torque especificado) existem torquímetros de sinalização de torque (estalo) que não possuem escala externa e nem acesso fácil ao sistema (interno) de ajuste de torque. exige a posterior rotação do fixador por um determinado ângulo. Estes torquímetros são calibrados num aferidor de torque por profissionais e depois é vedado o acesso ao sistema de ajuste. pois em ambos os casos a junta roscada do nosso produto falhará.Clareza na comunicação é ‘meio caminho andado’.

53  Torquímetro de Estalo: seu funcionamento é baseado num sistema de alavancas interpostas que provocam um esforço sobre uma mola. A leitura do torque é feita diretamente na escala. Classificação:    Tipos:  Torquímetros de Vareta: seu funcionamento baseia-se na flexão da haste.novaPDF.52  Torquímetro com Relógio: seu funcionamento é baseado na torção da cabeça do quadrado de encaixe. Se pudesse medir esta tensão enquanto se monta a junta com um torquímetro seria ideal. (Giro-livre) Torquímetros com sinalização de torque. A simulação também deve replicar a maneira de aplicação de torque pelo operador. Figura 5. Torquímetros com indicação de torque. e um conseqüente estalo. (Estalo) Figura 5. Educação Profissional 60 Created with novaPDF Printer (www. Utilizando um torquímetro de relógio com ponteiro ‘de máxima’ poderá ver como a tensão cresce em função do torque aplicado. fazer um teste que nos permita ver como a tensão (força de fixação) muda em função do torque aplicado. relógio) Torquímetros com limitação de torque.com) . porém.Para poder executar este processo a CARLSONS oferece dispositivos para controle de torque / ângulo que permitem medir o ângulo de rotação percorrido após a aplicação do torque. RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO Como já foi apresentado há muitas variáveis que podem influenciar a força de fixação. Pode. (tensão) gerada pelo torque na junta. pois isso eliminaria muita ‘incógnitas’ e causas de falhas posteriores do produto. (Vareta. Para tal deve simular a nossa junta com os mesmos componentes utilizados na linha de produção e instalá-la num testador hidráulico de torque / tensão que indica a cada instante a tensão obtida.

Figura 5. O suporte do conjunto absolve a força contrária. sendo este fixado em alguma parte da máquina. indicação com sinal acústico e luminoso ao alcançar o torque programado.54  Torquímetro Digital: possui precisão de ± 1% do torque indicado. Figura 5. Figura 5.com) .57  Instrumento de medição angular: são adaptados ao torquímetro (quadrado de encaixe) para torques de aperto em ângulos.Figura 5.55 ACESSÓRIOS PARA TORQUÍMETROS  Catraca: Figura 5. 25 vezes ou 125 vezes. podendo o torque estabelecido no torquímetro ser multiplicado 5 vezes.novaPDF.56  Multiplicador de Torque: são utilizados para valores de torque elevados.58 Educação Profissional 61 Created with novaPDF Printer (www.

c) Utilização e cuidados      Aplicar o torque de forma lenta e progressiva sem golpes ou pancadas. Na instalação das ferramentas pneumáticas. Utilize os torquímetros na faixa intermediária da escala que permitirá um menor desvio. A instalação de um secador de ar requer investimentos maiores e deve-se. A maioria dos problemas funcionais das ferramentas pneumáticas estão relacionados com a umidade do ar comprimido. Utilize os torquímetros para apertar.com) . Evite choques ou quedas. 6 . com pressão estabilizada e misturado com óleo para lubrificação das partes internas da maioria das ferramentas. portanto. Nunca para afrouxar os parafusos.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO São ferramentas que funcionam pelo ar comprimido. tendo como solução definitiva a instalação de um secador de ar na saída do compressor.FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6. a partir de uma rede de ar comprimido utiliza-se para cada ponto ou ferramenta uma unidade de conservação (filtro-regulador-lubrificador) que garantirá relativa proteção ao conjunto. O ar proveniente de um compressor deve ser limpo e desumificado. Os filtros das unidades de conservação conseguem reter uma pequena parte dessa umidade. calcular a relação custo-benefício para cada caso. Após o uso guarde-o em local apropriado.1 Educação Profissional 62 Created with novaPDF Printer (www. Exemplo de instalação: Figura 6.novaPDF.

6.novaPDF.2 – TIPOS Chave de impacto: são utilizadas para aperto de parafusos e porcas com grande velocidade e torque.Recomenda-se:    Verificar o consumo de ar de cada ferramenta para adequação de vazão da rede. Estabilizar a pressão entre 6 e 7 kg/cm². Regular o lubrificador para misturar de 5 a 7 gotas por minuto de óleo (grau de viscosidade ISO 32).2 Figura 6. Figura 6.com) .6 Figura 6.4 Esmerilhadeiras Figura 6.5 Figura 6.7 Educação Profissional 63 Created with novaPDF Printer (www.3 Figura 6. possuindo um sistema auxiliar de aperto (impacto) que aumenta sua performance.

Utilizar soquetes apropriados para as chaves de impacto.9 Furadeiras Figura 6. como forma de aumentar a durabilidade da ferramenta. recomenda-se em serviços criteriosos o uso do torquímetro. Avaliar as condições de funcionamento e torque de cada ferramenta. como aperto final.novaPDF.11 Figura 6. Embora as chaves de impacto oferecerem um bom torque. drenar os pontos de condensação de água e verificar o sistema de lubrificação.12 6. Antes do início da operação verificar a pressão de trabalho.Lixadeiras Figura 6. O aperto final com uma chave de impacto não deve ultrapassar a 5 segundos.com) .3 – CUIDADOS GERAIS       Escolher corretamente a capacidade de cada ferramenta em função da exigência do serviço.8 Figura 6. Educação Profissional 64 Created with novaPDF Printer (www.10 Figura 6.

1 – INTRODUÇÃO Algumas atividades de manutenção como levantamento e posicionamento de conjuntos. 7.1 Figura 7. Com exceção das talhas de alavanca que também podem ser utilizadas em operação de arraste.4 São utilizadas no manejo de cargas leves. em geral. alinhadas à carga. Operação Talhas de corrente – O levantamento ou abaixamento da carga é feito pelo giro do volante frontal para o sentido horário ou anti-horário realizado pela corrente de acionamento. acoplamentos.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS 7. evitando assim o embaraçamento das correntes. arraste de máquinas. Talhas de alavanca – O levantamento da carga é realizado pelo movimento da alavanca que possui sistema de catraca.2. engrenagens.novaPDF. desmontagem e montagem de conjuntos (polias. proporcionam a retenção de carga em qualquer ponto do percurso e ainda permitir uma descida suave. as demais talhas manuais foram projetadas para trabalhos em posição vertical. As talhas possuem um sistema de freio que.5 à 30 toneladas.7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7. dentro dos limites de carga pré-estabelecidos. rolamentos.com) .2 Figura 7. O abaixamento da carga também é realizado pela mesma alavanca em sentido Educação Profissional 65 Created with novaPDF Printer (www. médias e pesadas podendo com diferentes modelos atender a uma faixa de 0.) e na movimentação de cargas.1 – Talhas Manuais Talha de alavanca Talha de corrente Figura 7. etc. exigem utilização de equipamentos auxiliares.3 Figura 7.

Figura 7. Nota: Evitar a entrada de lubrificantes nos discos de fibra do freio. a possibilidade da corrente de carga girar livre. A seleção da manobra é feita por um gatilho localizado junto à alavanca. procedimento que visa o bom funcionamento do freio e ainda torna-se conveniente à lubrificação da corrente de carga quando as condições de trabalho permitem. ainda.6 até ouvir o ruído do gatilho do freio na catraca.novaPDF.6  Lubrificar periodicamente o trem de engrenagens localizado na parte traseira da talha (retirar tampa). Para bloquear o freio (corrente para tracionar).de giro inverso. sem atuação do sistema de catraca. ou seja. Nota: Não se deve forças a roseta tentando girá-la quando a talha estiver tencionada pela carga. Figura 7. As talhas de alavanca possuem. poderá haver uma aproximação rápida da corrente em relação à carga. a corrente deverá estar segura com a mão e a roseta (peça localizada à frente da talha) gira da no sentido conforme a figura 7.7 Educação Profissional 66 Created with novaPDF Printer (www. Graxa indicada: consistência NLGI 2. A alavanca deverá ser colocada na posição neutra a partir do posicionamento do gatilho (encaixe no entalhe menor).5 Cuidados gerais com as talhas Figura 7. até a mola se encaixar na cava existente na arruela do pinhão central. girar a roseta com a mão no sentido indicado na figura 7. porém.  Nunca levantar a carga acima da capacidade da talha.com) .5. A rosca do volante (ou coroa) retirando-se a tampa dianteira ou a roseta e alavanca no caso das talhas de alavanca.

Figura 7. Não torcer ou dobrar as correntes da carga.com) . Figura 7.11 Figura 7.  Fixar o gancho da talha com segurança (manilha.8  Observar se durante o içamento da carga não haja qualquer obstrução.12 Figura 7. laço ou olhal devem ser posicionados no meio do gancho) e nunca na ponta do gancho. Figura 7.novaPDF.9 Figura 7.10 Figura 7.13  Não dar volta com o moitão entre as correntes. Figura 7.14  Não amarrar a carga com a corrente da talha.15 Educação Profissional 67 Created with novaPDF Printer (www.

16  Evitar maus tratos com o equipamento. Figura 7. e como se trata de manuseio de cargas poderá gerar graves acidentes de trabalho. observar que o ângulo máximo de trabalho não ultrapasse 45º.  Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com a talha carregada. O mau uso do equipamento que poderá danificá-lo representa um risco à segurança.novaPDF. Educação Profissional 68 Created with novaPDF Printer (www. corrente.18 Cuidados gerais com a segurança das talhas Todos os itens relacionados acima correspondem a segurança operacional das talhas.  Inspecionar periodicamente o equipamento (ganchos.com) .  Não lubrifique as arruelas de fibra do freio. Na utilização de amarras. Figura 7.17  Limpe o equipamento e guarde em local protegido.  Não suspender a carga com inclinação excessiva da corrente. etc). Figura 7. mas limpe os materiais estranhos.

 Evitar pancadas ou quedas do equipamento. com a ponta do cabo ultrapassando a parte frontal do tirfor solta-se a alavanca e efetiva-se o travamento. perna.  Observar durante a operação da carga.  Limpar e lubrificar periodicamente seu mecanismo interno. olhais na parte central dos ganchos do tirfor e do cabo de aço.7. Os mordentes são levados a fecharem-se pela ação da carga.  Verificar o estado geral do cabo de aço (arame. assim quanto maior a ação da carga maior será a condição de aperto. Cuidados gerais com a segurança operacional do Tirfor Todos os itens relacionados acima se não seguidos rigorosamente comprometem as condições do equipamento e poderão causar acidentes durante a operação.novaPDF.com) . Cuidados gerais com o Tirfor  Não utilizá-lo além da capacidade estabelecida pelo fabricante. Figura 7.  Certificar-se do diâmetro do cabo a ser utilizado para cada modelo do tirfor. *As alavancas 4 e 5 devem estar voltadas para trás. torção. manilhas.) que além da segurança operacional. A alavanca 4 destina-se ao avanço do cabo e alavanca 5 ao retorno do cabo. obstruções não previstas.19 Operação O cabo de aço é introduzido no tirfor pelo orifício 1 sendo liberados os mordentes pela alavanca 2 e trava da alavanca 3. dobras.  Posicionar laços. enrolando-o adequadamente. dois jogos de mordentes que se abrem e fecham alternadamente como duas mãos que puxam o cabo na subida e seguram na descida. etc. Limpe e guarde em local protegido.2 – Tralha Guincho (TIRFOR) São equipamentos utilizados para levantar. Funciona com cabo de aço. com qualquer distância e com precisão milimétrica de manobra.2. abaixar ou arrastar cargas em geral em qualquer direção.  Após o uso retire o cabo. poderá travar e danificar o mecanismo interno do tirfor. 69 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

7. Os macacos hidráulicos.24 Figura 25 Figura 26 70 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. assim chamados.22 Figura 7.com) .3 – Macacos Hidráulicos Os mais usados nas indústrias. são equipamentos utilizados para levantamento e posicionamento de cargas. haste. Os modelos de cilindros podem variar de acordo com a forma de atuação. ou seja.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com um tirfor carregado.23  Tipo de retorno Figura 7.21  Tipo de avanço e retorno Figura 7. êmbolo ou pistão. o óleo proveniente da bomba atua sobre a área do embolo que impulsiona a haste. Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga. mesmo em pequenas distâncias.20 O cilindro hidráulico transforma a energia hidráulica em energia mecânica. Cilindros Hidráulicos: É constituído de cilindro (tubo). Figura 7. sendo:  Tipo de avanço (retorno por peso ou por mola) Figura 7.2. desde sua invenção. são conjuntos formados por cilindros e bombas.novaPDF.

novaPDF. A tabela a seguir mostra. como exemplo. bomba e válvula de segurança. Previsíveis desvios laterais da carga durante sua movimentação também devem servir de parâmetro para escolha dos cilindros. é feita por uma mangueira hidráulica com engates rápidos.27 As bombas transferem o óleo do reservatório para o cilindro que ao atuar sob a carga gerará uma pressão tendo um valor máximo estabelecido por uma válvula de segurança.com) .Os cilindros hidráulicos são também especificados pela sua capacidade de carga (toneladas) e seu curso de atuação. Seleção dos cilindros Para escolha do cilindro ideal para execução de um determinado trabalho é necessário um bom conhecimento da carga (tonelagem) e do deslocamento máximo que a carga poderá sofrer na operação. Seleção das bombas manuais A partir da escolha do cilindro escolhe-se a bomba ideal que será àquela capaz de preencher com óleo o volume máximo gerado no cilindro no deslocamento de sua haste. Seleção de bombas e cilindros Use esta tabela para determinar se a capacidade de óleo de sua bomba é suficiente para distender completamente os cilindros. Educação Profissional 71 Created with novaPDF Printer (www. Algumas possuem manômetro instalado no próprio corpo. Figura 7. em um tempo préestabelecido. a escolha das bombas e cilindros da marca ENERPAC. já que sua haste poderia flexionar e danificar o conjunto. A ligação entre a bomba e o cilindro. Bombas Manuais: São conjuntos constituídos de reservatórios de óleo.

novaPDF. Após o posicionamento no local de trabalho.Tamanho do Cilindro Operação A operação do conjunto cilindro / bomba é simples.com) . Educação Profissional 72 Created with novaPDF Printer (www. Cuidados gerais com o conjunto cilindro / bomba  Não exceda a pressão estabelecida ou a capacidade de força do equipamento. fecha-se a válvula de alivio (tipo borboleta) e inicia-se o bombeamento de óleo para alavanca.

verificar se as mangueiras não estão dobradas.29  Não levantar cargas sujeitas a deslocamento lateral durante a operação. Educação Profissional 73 Created with novaPDF Printer (www.30  Não deixe objetos pesados ou pontiagudos caírem sobre a mangueira.novaPDF.com) .28  Antes do bombeamento.Figura 7. Figura 7. Figura 7.

31  Não carregue o equipamento segurando pela mangueira. amassamentos. 74 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.33  Verifique periodicamente o estado geral do conjunto (vazamentos. Figura 7.Figura 7.com) . Figura 7. manômetro. mangueiras.32  Não tente exceder o curso máximo do cilindro evitando assim danos às vedações com esforço desnecessário.novaPDF.). etc.

com) . Cuidados gerais com a segurança operacional com os macacos hidráulicos Os cuidados gerais com o equipamento refletem na segurança operacional.  Não bater no cilindro para posicioná-lo sob a carga.  Não exponha o equipamento a temperaturas superior a 70°C. Existe equipamento projetado para condições de temperatura superior. recolha a haste do cilindro e guarde o equipamento em lugar protegido.34  Não se posicione sobre a alavanca da bomba.  Não confie na válvula localizada na bomba para sustentação de uma carga. Antes da utilização verifique o nível de óleo do reservatório. Educação Profissional 75 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7. Use válvulas apropriadas para manter o cilindro pressurizado. pois o trabalho envolve cargas que poderão originar acidentes graves.novaPDF.35  Não trabalhe sob a carga apoiada pelos cilindros hidráulicos. limpe.  Após o uso. Figura 7.

novaPDF. Educação Profissional 76 Created with novaPDF Printer (www.38  Lembre-se que os macacos hidráulicos trabalham sob alta pressão (700 kg/cm²) com capacidade de força elevadíssima.36  Providencie uma base sólida antes de iniciar o levantamento da carga.37  Providencie apoio adequado para a carga.com) . Figura 7. Figura 7.Figura 7.

o que culmina no melhor posicionamento na prensa como também na força aplicada. acoplamentos. podendo ter acionamento manual ou motorizado. São especificadas pela sua capacidade de carga em toneladas e suas dimensões estruturais. Cuidados gerais com a segurança operacional das prensas.novaPDF. Observe o curso tolerável deste parafuso para que não danifique durante a prensagem.com) .2. O sistema hidráulico é semelhante ao dos macacos hidráulicos.) como também para desempenar ou dobrar eixos.4 – Prensas São equipamentos destinados à montagem e desmontagem de conjuntos mecânicos (polias.39 Operação A operação envolve um bom conhecimento técnico do conjunto a ser desmontado ou montado. Figura 7. As mais usadas são prensas hidráulicas. etc.  Após a regulagem de altura da mesa móvel.  Os conjuntos a serem prensados não podem sofrer desvios laterais durante a prensagem. As prensas são caracterizadas por uma estrutura reforçada com um suporte fixo onde se encontra instalado o cilindro hidráulico e uma mesa móvel suportada por batentes e regulada por cabos de aço onde apoiará o conjunto a ser trabalhado. rolamentos.  As prensas normalmente possuem um parafuso na cabeça da haste do cilindro hidráulico para uma aproximação rápida. engrenagens. Cuidados gerais com as prensas  Não ultrapassar a capacidade especificada para cada modelo. além de outras aplicações. Educação Profissional 77 Created with novaPDF Printer (www. certifique-se de que os cabos de aço não estejam tensionados. sendo o acionamento executado por movimentos de uma alavanca após o fechamento da válvula de retorno. embora tenham pequena variação entre os fabricantes.  Certifique da existência de vazamentos do sistema hidráulico e verifique o nível de óleo do reservatório. A carga aplicada é acompanhada por um manômetro com leitura em toneladas.7. flanges.

 Certifique-se das condições de carga para desmontagem ou montagem do conjunto e compare com a capacidade do equipamento. Possui rodas para manobras e travamento. o pessoal de produção ou manutenção são também os operadores dos equipamentos para movimentação de cargas. semelhante aos macacos hidráulicos.novaPDF. Na grande maioria dos casos. Figura 7. sem contudo estarem devidamente preparados para essa tarefa.Observe os itens de segurança relacionados com o equipamento. 7. abra a válvula de retorno. São especificadas pela capacidade de carga em toneladas e pelas dimensões estruturais. 7. evitando ser atingido por partes metálicas provenientes de uma quebra acidental de um componente mecânico. Educação Profissional 78 Created with novaPDF Printer (www.2. pense na situação e reinicie a prensagem.  Reflita cuidadosamente sobre o melhor posicionamento do conjunto a ser prensado no equipamento. Crie dispositivos seguros se necessário.40 Sua operação é simples. em geral dentro de oficinas mecânicas.5 – Guincho hidráulico para oficinas São equipamentos utilizados para movimentação de cargas.com) . como também são os responsáveis pela amarração e posicionamentos. tendo os principais cuidados correspondentes aos mencionados nos outros equipamentos que transportam cargas. pois.2. Possuem um sistema hidráulico de acionamento manual para levantamento da lança que pode ser telescópica.  Ao sinal de qualquer anormalidade. sempre observando as relações do componente e do equipamento. Um bom exemplo de aplicação é a retirada e a recolocação de motores de automóveis e caminhões. estes comprometem a segurança operacional.  Inicie a operação de prensagem de forma gradual.  Posicione da forma mais segura possível diante da prensa.6 – Cuidados na movimentação de cargas Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação e movimentação de cargas a partir do solo ou em operações ligadas à desmontagem e montagem de conjuntos em equipamentos ou instalações.

Luvas de raspa. 2 – Informar ao operador o peso da carga. 4 – Acoplar a Linga à carga.     Capacete.com) . acoplá-la ao elo de sustentação para que não possa se prender a outros objetos ou cargas. Tabelas de cargas. Botinas com biqueira de aço. 5 – Sair da área de risco. Se a carga está nivelada ou corretamente suspensa. 11 – No transporte de cargas assimétricas ou onde haja influência de ventos deve-se usar um cabo de condução que seja longo o suficiente para que se fique fora da área de risco.novaPDF. 6 – Avisar a todos os envolvidos no processo de movimentação e a todos que estiverem nas áreas de risco. 13 – Certificar-se de que a carga não pode se espalhar ou tombar.Proteção individual Utilizar em qualquer operação de movimentação de cargas. 14 – Desacoplar a Linga. Educação Profissional 79 Created with novaPDF Printer (www. Preparar o local de destino com caibros e cunhas se necessário. Quando necessário. pegar a Linga por fora e deixar esticar lentamente. 12 – Abaixar a carga conforme a indicação do movimentador. Procedimentos para uma movimentação 1 – Preparação. Se as pernas têm uma carga semelhante. 3 – Colocar o gancho do meio de elevação perpendicularmente sobre o centro de gravidade da carga. 9 – Se a carga pender mais para um lado. Se não for utilizar uma das pernas da Linga. 15 – Prender os ganchos da Linga no elo de sustentação. A sinalização deve ser feita por uma única pessoa. 10 – Movimentação da carga. abaixá-la para prendê-la corretamente. 16 – Ao levantar a Linga verificar se ela não pode se prender a nada.    Se a carga não se ganchou ou prendeu.    Conhecer o peso e o centro de gravidade de carga. 7 – Sinalizar ao operador. Determinar qual linga e se necessário preparar proteção para os cantos vivos. 8 – Ao iniciar a movimentação devemos verificar.

portanto. é necessário que se use sapatos com palmilha de aço revestida. O perigo é que tanto o pessoal da produção quanto o pessoal da manutenção operam e movimentam. apesar do alto grau de automatização. ao operador e outras coisas que o cercam ele está sujeito a bater o pé em objetos pontiagudos e machucá-los e é por isso que é necessário o uso de sapatos com biqueira de aço. Pela demonstração de condições de acidentes típicos é preciso que elas sejam conhecidas e conseqüentemente evitadas. No setor de transportes.2. é indispensável o uso de luvas.1 . Quando o movimentador está prestando atenção à carga. o capacete é indispensável em qualquer lugar onde exista a possibilidade de se machucar a cabeça. 8. etc. como talhas. Capacetes devem estar à disposição e tem de ser utilizados.com) . c) Proteção das Mãos Arames soltos em cabos de aço sempre têm machucado mãos de movimentadores. d) Tabelas de Cargas As tabelas de carga para os diversos tipos de Lingas que são utilizadas completam nosso equipamento de segurança.2 . Meios de elevação. cargas em movimentação ou mesmo objetos parados.1 – INTRODUÇÃO Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação com operação a partir do solo (controle remoto). Onde existem pregos e outros objetos pontiagudos. por meio destes podem reduzir muito nosso trabalho braçal. deve-se usar mais a “cabeça”.novaPDF.MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8. Educação Profissional 80 Created with novaPDF Printer (www. ainda existe um grande percentual de trabalho manual. ele é responsável pelas duas funções. guindastes.SEGURANÇA 8. O homem ao lado da carga que é o movimentador forma uma equipe com o operador do meio de elevação. ou seja.equipamentos de proteção individual a) Proteção da Cabeça Devido ao risco de se bater à cabeça em ganchos. A atuação do movimentador é fundamental para a execução de uma movimentação com segurança. facilitam a movimentação de cargas. que de agora em diante serão chamados de meios de elevação. b) Proteção dos Pés Os pés correm perigo constante. com isso exercem uma atividade a qual não estão acostumados ou mesmo preparados.8 . que poderiam perfurar a sola. pois a qualquer instante podem cair objetos sobre os mesmos. especialmente na movimentação de cargas por meio de talhas. A facilidade com que os meios de elevação movimentam a carga engana quanto as situações de perigo. porém. assim como farpas de madeiras das cunhas e caibros e cantos vivos de cargas. onde o movimentador é também operador.

Figura 8. se possível usar ganchos com travas. Quando se usar garras especiais. Quando a corrente não está tracionada os ganchos se soltam. sejam utilizados ganchos com travas de segurança. Os ganchos devem ser passados pelos olhais ou pontos de amarração da carga de modo que não possam se soltar mesmo quando a Linga estiver frouxa.Com elas podem-se definir facilmente qual Linga e de que forma deve utilizá-las. Uma trava de segurança se faz necessária sempre que exista possibilidade de acontecer que a carga se solte involuntariamente.novaPDF. a carga se soltar do gancho ou de o anel de sustentação da Linga se soltar do gancho do meio de elevação.Travas adequadas nos ganchos do meio de elevação e do Travessão impedem que a carga possa se soltar. nesses casos. pode se soltar da carga. ou mesmo o gancho da Linga. e) Segurança no uso de laços Normas internacionais de segurança exigem que os laços de cabos de aço sejam confeccionados com olhal trançado e prensado com presilha de aço.2 . Colocar os ganchos de dentro para fora.como se assegurar que a carga não se solte Possibilidades de acidentes nunca podem ser descartadas.2.2 .com) . ganchos especiais ou mesmo laços de cabo de aço curtos e rijos. A Linga pode se soltar do gancho do meio de elevação. Por isso é necessário que. Figura 8. Para isso.1 8. Educação Profissional 81 Created with novaPDF Printer (www. devemos sempre passar o gancho de dentro para fora. existe a possibilidade de com uma oscilação.

com) .3 .5 . Figura 8.4 . devem utilizar ganchos específicos ou pequenos estropos de cabo de aço. são as soluções correta.Gancho para correntes com trava em ponto de amarração.Ganchos especiais para fardos ou laços (estropos) como estes. Estas amarrações são muito utilizadas em fardos de telas de arame e etc. Pontos de amarração são fabricados em diversas dimensões e podem ser aparafusáveis ou soldáveis.novaPDF. É aconselhável a instalação de pontos de amarração especiais em peças ou máquinas que são continuamente movimentadas.Figura 8. Eles devem estar livres dentro do olhal para que o tensionamento não seja feito em sua ponta pois desta forma ele abriria e escaparia do olhal. É terminantemente proibido usar amarrações de arame como ponta de amarração. 82 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. Os ganchos não podem ser passados por olhais muito estreitos.Enganchar amarrações de arame é risco de vida. para que se tenha sempre um bom ponto de fixação. para movimentar fardos.

Apenas aquele escolhido antes do processo de movimentação em conjunto com o operador.com) . apenas um movimentador sinaliza ao operador. porem com diferentes intenções. 8. Figura 8.COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR A movimentação de carga é normalmente uma operação que envolve mais de uma pessoa. é um trabalho de equipe. Ele será responsável pela operação e somente ele pode sinalizar após verificar se os outros movimentadores deixaram a área de risco e se a Linga está bem colocada. um deles deverá ser eleito para sinalizar ao operador. Rádio-comunicação. Quando se tem mais de um movimentador. Educação Profissional 83 Created with novaPDF Printer (www. Peças soltas com 5 a 6 kg a mais de 4 metros de altura é risco de vida. ou seja. Sinalização ótica ou sonora.3 . Ambos os movimentadores sinalizam ao operador. Figura 8. Comunicação verbal (somente quando o operador estiver próximo e possa ouvi-lo). que está envolvido no processo de movimentação. Neste caso. Grampos pega-chapas devem sempre estar travados e trabalhando dentro de sua capacidade.novaPDF. Para evitar acidentes deve ter certeza de que a sinalização utilizada pelo movimentador é também a que o operador entende.7 A comunicação entre operador e movimentador pode ser feita através de:     Sinalização com as mãos.6 Este é o procedimento correto.No tratamento de semi-acabados enfardados deve-se verificar se não existem peças mais curtas sobre ou entre a carga que possam se soltar e cair. o que é inadmissível. o operador não deve fazer nada.

Para a sinalização manual os sinais visuais a seguir tem se mostrado muito eficientes.com) . com a palma da mão virada para o operador. 8.8 O sinaleiro se identifica para o operador como o responsável pela emissão de sinais. Educação Profissional 84 Created with novaPDF Printer (www.Translação do Guindaste (pórtico) Figura 8. SINAL: Com o braço esquerdo junto ao corpo e antebraço direito na horizontal. Atenção: Sempre deixar a área de risco antes de sinalizar ao operador.9 O sinaleiro ficará de frente para a cabine do operador e indicará o lado para o qual deseja a translação do equipamento. 2.10 O sinaleiro ficará de frente para o Norte e a direita do mar. Com o braço esquerdo junto ao corpo.4 . com o dedo indicador mostrará a direção.Movimento do Carrinho (Troley) Figura 8.SINAIS VISUAIS São usados entre o sinaleiro e o operador para comandos dos diversos movimentos necessários para o embarque. e o braço direito com a mão aberta. 3. conforme a seguir: 1. em posição de “continência”.novaPDF.Início de Operação Figura 8. Com o braço esquerdo junto ao corpo e o braço direito esticado na horizontal. desembarque e movimentação de cargas. Pode-se ter variações destes sem problemas contanto que a linguagem utilizada seja compreendida pelos envolvidos. saúda o operador. esticada na horizontal indica a direção.

6. 7.Subir os Ganchos Figura 8. com o dedo indicador girando sempre no sentido anti-horário. Educação Profissional 85 Created with novaPDF Printer (www. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho n° 2.Abaixar o Gancho nº 2 Figura 13 Com o braço esquerdo erguido.Subir o Gancho nº 2 Figura 8. 5. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho nº 2.com) .4.Abaixar os Ganchos Figura 8.11 Indica a subida simultânea dos dois ganchos.14 Com o braço esquerdo erguido. Com os braços erguidos.novaPDF.12 Indica a descida simultânea dos dois ganchos. com o braço direito para cima. e o braço direito para baixo. com o dedo indicador fazendo pequenos movimentos circulares no sentido horário. os dedos indicadores girando sempre no sentido horário. Com os braços para baixo e os dedos indicadores girando sempre no sentido anti-horário.

Educação Profissional 86 Created with novaPDF Printer (www. içamentos. O braço direito para baixo. Com os dois dedos.15 A mão direita levantada. com o dedo indicador apontado para baixo. etc. O braço direito para cima. indicando o gancho nº 1.8. aproximação. aproxima-os. realizando pequenos movimentos circulares. 9.16 A mão esquerda levantada. indicador e polegar direitos.Movimentos Lentos Figura 8. imitando o movimento de abrir e fechar. 10.Subir o Gancho nº 1 Figura 8.17 Pequenos movimentos deverão ser antecipados por este sinal nas atividades de translação. com o dedo indicador apontado para cima e efetuando pequenos movimentos circulares no sentido horário.Abaixar o Gancho nº 1 Figura 8.com) .novaPDF. determina a elevação. determina o gancho nº 1. elevação. direção. determinando o abaixamento. com o dedo indicador apontado para cima. com o dedo indicador apontado para cima. arriamento.

com) . A pessoa deverá cruzar os antebraços. com o polegar esquerdo indicando para a direita. com as mãos abertas. 12. 14.11.21 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança. determina o fechamento.19 Este sinal é de parada e espera sem nenhum movimento com o equipamento a não ser com autorização do sinaleiro.novaPDF. Qualquer pessoa pode fazer este sinal. com as mãos abertas à altura do rosto.Parada de Emergência Figura 8. Educação Profissional 87 Created with novaPDF Printer (www. mesmo sem autorização do sinaleiro. Não pode ser feito nenhum movimento com o equipamento. Com os dois antebraços erguidos para frente.Fechar a Lança do CG Figura 8. O sinaleiro cruza os braços. e com o polegar direito indicando para a esquerda.Sinal de Espera Figura 8. com as mãos fechadas. 13.20 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança.Abrir a lança CG Figura 8. com o polegar esquerdo indicando para a esquerda e com o polegar direito indicando para a direita. à altura da cintura.18 Este sinal é de parada de emergência. Com os dois antebraços erguidos para frente.

mas sim. o sinaleiro os move horizontalmente. pois mesmo quando movimentada com a mão.15. deve-se assegurar que ele não possa rolar. para que a carga seja depositada. não devemos fazê-lo com as mãos. Acidentes sempre acontecem quando o movimentador tenta rapidamente. Quando temos que ajeitar a carga ou estabilizá-la. depois de movimentada.4. Educação Profissional 88 Created with novaPDF Printer (www. não podemos pará-la com nossa força.Finalização da movimentação O movimentador só pode sinalizar. após ter verificado se todos os envolvidos (ou não) estejam fora da área de risco. preparar ou limpar a área de destino. para que tenhamos uma base que facilite a retirada da Linga por baixo da carga. com as palmas das mãos voltadas para baixo.novaPDF. 8.com) . com o antebraço direito erguido para frente. indica o sentido de giro com meia volta do dedo ao redor do próprio corpo. anular e mínimo fechados. com os dedos indicador. Com os braços caídos.Término da Tarefa Figura 8. As fibras de madeira devem estar no sentido longitudinal da cunha para que elas não possam se quebrar e para que possam ser pregadas quando necessário. por meio de acessórios como ganchos e engates ou cabos. por exemplo.1 . utilizando caibros. e acaba tendo o dedo esmagado ou pior.5 – ACESÓRIOS DO MOVIMENTADOR Cunha: Devem evitar que a carga escorregue ou se espalhe. não podemos ficar ela e obstáculos fixos. enquanto a carga desce. médio. ela tem uma energia potencial tão grande que.Giro da Coluna do CG Figura 8. 16. Se a carga ao ser depositada deve ser ajeitada manualmente. Ao depositar a carga devemos observar.22 Com o braço esquerdo junto do corpo. Se o material for redondo. 8. com o polegar erguido.23 Este sinal é de término das tarefas.

pedaços de caibros trincados podem ter a velocidade de uma bala e sempre ocasionam acidentes.com) .24 8. para que a Linga possa ser passada por baixo novamente. Figura 8. Ao empilhar vigas e chapas grandes. Puxar a Linga por baixo da carga sem caibros:    Prejudica a carga. jamais devemos usar caibros com menos de 8x8cm. Gancho de engate: Fabricado a partir de arame dobrado e com punho possibilita ao movimentador manter suas mãos fora de perigo. Com o gancho de engate pode-se. é normatizado que peças acima de uma tonelada tenham seu peso indicado. puxá-la até um determinado ponto.1 – A carga: peso e controle de gravidade Qual o peso da carga a ser elevada? Para responder a esta pergunta.25 Educação Profissional 89 Created with novaPDF Printer (www. O ideal é quando a peça tem seu peso indicado (pintura ou plaqueta) para peças prontas e em estaleiros. os caibros devem ser grandes o suficiente para que a Linga possa passar livre por baixo da carga e para suportar o peso sobre eles depositado. Para evitar prender os dedos devemos pegar os caibros pela lateral. Prejudica a Linga. Figura 8. Derruba a pilha. calcular e supor.novaPDF. por exemplo. existem 4 possibilidades:  Conhecer.5. Num estalo. pesar.Caibros: Tem a finalidade de manter um vão livre entre a carga e o solo para que a Linga possa ser retirada por baixo da carga e em caso de nova movimentação. na posição 2. Por estes motivos.

Para o transporte de chapas na perpendicular deve-se usar grampos pega-chapa.com) .Balanças digitais à bateria são fáceis de transporte e de fácil leitura. Cordas de Sisal e Sintéticas: para cargas com superfície sensível. Para o transporte de chapas deve-se usar sempre dois grampos que tenham uma peça compatível com a espessura da chapa. Figura 8. Quando tivermos que pesar uma carga o ideal é que tenhamos uma balança de talhas. de preferência com leitura digital para facilitar a leitura. peças prontas e pintadas. cilindros de calandragem. Não aplicáveis são:    Cabos de Aço: para materiais com cantos vivos ou em altas temperaturas. A pega (abertura) do grampo deve ser indicada na própria peça.Esta norma deveria ser praxe em qualquer indústria. Lingas de corrente com gancho podem ser acoplados aos olhais da carga. Correntes: para materiais em altas temperaturas e cargas que não tenham chapas ou perfis. Comando com indicação digital da carga. Cintas e Laços Sintéticos: para cargas com superfícies extremamente escorregadias ou sensíveis. Cintas e Laços Sintéticos: para cantos vivos e cargas em altas temperaturas. ou mesmo talhas com balança embutida com mostrador digital no comando. peças de aquecimento e refrigeração ou outras peças passíveis de amassamento. assim como laços de cabo de aço com ganchos para aplicação nos olhais da carga. Desde abril de 1979 é obrigatório que estes ganchos tenham uma trava.26 . Fabricantes de máquinas e peças têm se empenhado muito em indicar o peso em suas peças (e cargas). Neste caso a corrente deve ficar na área de desgaste onde possivelmente existam cantos vivos e o cabo fica nas extremidades exercendo função de suporte e facilitando a passagem da Linga por baixo das cargas. eixos. Aplicáveis são:      Cabos de Aço: para cargas com superfície lisa.novaPDF. Combinação Cabo e Corrente: para o transporte de perfis e trefilados. como tubos. Os dois grampos são necessários para que se garanta a estabilidade da Educação Profissional 90 Created with novaPDF Printer (www. como por exemplo. Correntes: para cargas com superfície lisa ou escorregadia. Outra possibilidade de se encontrar o peso são os borderôs ou ordens de fabricação que deveriam indicar o peso. de baixo peso. oleosa ou escorregadia.

Por meio delas é que se faz o acoplamento da carga ao meio de elevação. Chutar é a pior alternativa. suportes para eletroímãs.carga. as ranhuras da garra desgastam rapidamente. cintas e laços sintéticos. Nas peças simétricas esta definição é fácil. As Lingas são. Para o transporte de perfis existem diversos tipos de dispositivos de movimentação.2 – Estiga QUAL A LINGA PARA QUAL APLICAÇÃO? Para movimentar cargas com meios de elevação são utilizados lingas e dispositivos de movimentação. pois.5. o ideal seria que houvesse uma indicação na máquina. Se a definição do peso é importante. travessões. peça ou mesmo embalagem. se a chapa balança.novaPDF. menor a capacidade de carga do guindaste. Também para movimentar as chapas na horizontal. mais na maioria das vezes. os quais nem sempre são dotados de travas que permitam que a carga se solte. mas em máquinas e peças assimétricas onde o centro de gravidade é deslocado. sempre travar os grampos. por exemplo: cabos. Se o centro de gravidade é desconhecido não se sabe onde alinhar o gancho de elevação. quem tem de escolher é o próprio movimentador. Estes dispositivos são projetados para cargas específicas e só devem ser usados para as quais foram construídos. A capacidade de um guindaste de lança depende de quanto se avança a lança.com) . 91 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. deve-se usar grampos com trava.27 O cabo é passado por baixo da carga e a corrente a suporta com menor desgaste. São considerados dispositivos de movimentação: ganchos e garras especiais. ainda mais é a definição do centro de gravidade. 8. correntes. podendo se quebrar nos cantos. pois somente com muita experiência em peças semelhantes é que se tem a possibilidade de chegar a um resultado satisfatório. Antes de movimentar. Quanto mais distante a carga estiver. Quando essas possibilidades não existem não resta outra alternativa se não calcular ou pedir à supervisão que calcule o peso. pois chapas finas tendem a se dobrar o que pode fazer com que se soltem dos grampos e caiam. etc. A escolha da Linga deveria ser feita pela engenharia de produção ou pelo planejamento. O limitador de carga da máquina não deve ser usado por erros de cálculos do operador. Dispositivos de movimentação são aqueles que fazem um acoplamento direto ou mesmo através de uma Linga à carga.

.. as fibras que se utilizavam na fabricação de cordas eram fibras naturais como Sisal ou Cânhamo. .. mas............... LEITURA – Exemplo: cabo 6 x 19 O primeiro número (6) representa a quantidade de pernas de que é constituído....... que se conhece................ o cabo 6 x 19 tem 6 pernas.....Cordas As cordas são o mais antigo tipo de Linga. Portanto. Elas são produzidas a partir de fibras que são torcidas. Verde Sisal .............. ALMA – É o núcleo do cabo de aço.. tendo cada uma delas 19 fios..... Por normalização internacional as cores que identificam as fibras são: Cânhamo .......... Azul Polipropileno ... Hoje estas fibras são substituídas por fibras sintéticas como Poliamida.................. diolen......Cabos de Aço a) Terminologia PERNA – É o agrupamento de arames torcidos de um cabo............ não é passível de ser confundida uma vez que o cânhamo tem um acabamento rústico e a poliamida um acabamento muito liso.................... Preto Poliamida . cordas abaixo de 16mm de diâmetro................................28 92 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www........................ trevira e outros.. é necessário. Em cordas...... são muito finas e não devem ser utilizadas para movimentação..... a partir de 3mm de diâmetro deve-se ter uma filaça de uma determinada cor para identificar a fibra........................ trançadas ou encapadas................... um total de 114 fios....................... Verde Poliéster .............. Como diferenciar as diversas fibras? Uma vez que existem diversos tipos de fibras com diferentes capacidades. ou seja.... Antigamente.............. Figura 8........... para cânhamo e poliamida........................... Vermelho Cânhamo de Manilha ....... Poliéster ou Polipropileno que às vezes são comercializadas com nomes comerciais como nylon.................. Em cordas a partir de 16mm deveria haver identificação do fabricante e do ano de fabricação.. que se saiba qual é a fibra para se conhecer sua capacidade de carga.. Um cabo é feito com diversas pernas em redor de um núcleo ou alma....com) ............ Marrom A cor verde.......novaPDF........ O segundo número (19) especifica a quantidade de arame que compõe cada perna.........

Educação Profissional 93 Created with novaPDF Printer (www.30 Torção REGULAR: quando os fios de cada perna são torcidos em sentido oposto à torção das próprias pernas (em cruz).b) Classificação quanto a Alma AF – Alma de fibra (cânhamo) maior flexibilidade.novaPDF. o que se explica pela acomodação das pernas sobre a alma. A torção LANG tem por característica o aumento da resistência à abrasão e da flexibilidade do cabo. Arames individuais são trançados primeiramente para formar uma perna e estas pernas por sua vez são trançadas para formar o cabo de aço. Figura 8. Torção à ESQUERDA: quando as pernas são torcidas da direita para a esquerda. AA – Alma de Aço – maior resistência à tração. sendo a primeira na perna e a segunda na torcedura do cabo. Com aplicação de carga no cabo é feita uma alteração no seu volume. Maior estabilidade. AACI – Alma de Aço com Cabo Independente – combinação de flexibilidade com resistência à tração. O arame individual fica numa helicoidal dupla. Figura 8. Torção LANG: quando os fios e as pernas são torcidas na mesma direção (paralelo).31 Figura 8. com isso o diâmetro do cabo é reduzido.32 Cabos de aço com alta capacidade de carga são construídos a partir de arames trefilados a frio com uma resistência de 1770 mm².com) . Nota: Os cabos AA (Alma de Aço) tem 7.29 Figura 8.5% de resistência à tração a mais de 10% no peso em relação aos AF (Alma de Fibra). Torção Torção à DIREITA: quando as pernas são torcidas da esquerda para a direita.

com) . portanto. é aplicável para diversas finalidades.33 Cabos velhos onde o óleo já foi consumido e cabos que trabalham em temperatura que já perderam seu óleo por evaporação ainda não perderam resistência mas.novaPDF. perderam vida útil.34 . fica demonstrada uma boa característica do cabo de aço. sintéticas ou de aço. no interior do cabo. Ele nunca se rompe sem que antes vários arames se rompam. as pernas comprimem a alma que libera o óleo. O cabo de aço. Figura 8. uma alma que pode ser feita a partir de fibras naturais. Um único arame rompido é de pouca importância. Figura 8. habitualmente. Aqui. A alma não tem somente função de apoio. Por isso deve-se periodicamente lubrificar os cabos externamente com óleo adequado. O cabo assim composto é utilizado para Lingas. Quando o cabo é solicitado. pois logo a frente estará prensado entre outros e ainda contribuindo para a capacidade de carga. é composto de seis pernas e da alma que retém o lubrificante. Ele tem uma boa deformidade e. com isso o atrito dentro do cabo é reduzido. Somente quando se tem vários arames rompidos é que a capacidade de carga diminui. guindastes ou talhas. mas funciona também como reservatório de óleo.Tabela de carga para cabos Educação Profissional 94 Created with novaPDF Printer (www.Para apoio das pernas existe.

8 x 19.novaPDF. São os cabos classificados em: a) Pequena flexibilidade: construção 3 x 7. 18 x 7. 6 x 7. b) Flexíveis: construção 6 x 19. não devem ser utilizados para movimentação. É um termo intermediário entre a flexibilidade e resistência ao desgaste. COMUM – As pernas do cabo são construídas por um só tipo de arame. 1 x 7 (cordoalha). A alma no interior e a diferença de área metálica fazem com que um mesmo diâmetro.36 Figura 8. pois os arames mais finos encontram-se na periferia. FILLER – Pernas do cabo construídas com vinte e cinco arames (seis de enchimento) apresentando boa flexibilidade. sendo o cabo menos flexível da série.37 Figura 8. d) Tipos WARRINGTON – Pernas do cabo construídas com duas bitolas de arames. 6 x 61.com) . O tipo mais flexível é o cabo de aço que é composto de diversas pernas e alma.Cabos de aço fabricados em espiral (cordoalhas) ou uma perna simples. 6 x 25. bastante flexível e menos resistente ao desgaste. 6 x 47. SEALE – Pernas do cabo construídas com três bitolas de arame. 6 x 21. pois tem uma estrutura muito rígida e são feitos apenas para tensionamento. porém mais resistente ao desgaste à abrasão. 6 x 43.38 Educação Profissional 95 Created with novaPDF Printer (www.35 Figura 8. c) Extra flexível: construção 6 x 31. 6 x 37. 6 x 41. dos outros tipos acima. a cordoalha tenha uma maior capacidade de carga que o cabo. c) Flexibilidade A flexibilidade está condicionada ao número de arames que o compõem. Figura 8.

...com) ........... 8 x 19 .......... Mínimo 42 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 18 vezes o Ø do cabo 21 vezes o Ø do cabo 34 vezes o Ø do cabo Recomendado 72 vezes 51 vezes 45 vezes 27 vezes 31 vezes 51 vezes Resistências dos Cabos de Aço A resistência teórica dos cabos se determina somando-se a resistência dos arames que compõe... Cabos já utilizados em guindastes ou outros meios de elevação não podem ser utilizados novamente numa composição de Linga. 6 x 25 ............ 8x19... Ele pode ter um grande desgaste interno que não é visível externamente.. Tabela de Diâmetros Ideais de Tambores e Polias Seguem os diâmetros ideais das polias ou tambores conforme a formação do cabo: Diâmetro do Tambor ou Polia Tipo de Cabo 6 x 7 ..... 6x43...... 6 x 37.................................. incluindo-se as almas dos mesmos......................... resistência efetiva c) Cabos 6x7.... resistência efetiva e) Cabos 6x42........... 6x61......................39 Figura 8...... A carga de ruptura efetiva diminui conforme aumenta o número de arames: Exemplos: a) Cordoalhas 3 a 7 fios................................. Educação Profissional 96 Created with novaPDF Printer (www.............Para definir a carga de trabalho de cabo pelo seu diâmetro deve-se medi-lo................................................ 6x41................ resistência efetiva 96% da teórica 94% da teórica 85% da teórica 80% da teórica 72% da teórica A carga de trabalho de um cabo em movimento é 1/5 (um quinto) de sua carga de ruptura mínima..................novaPDF............................... 41...... 18 x 7 ............... Figura 8................ resistência efetiva b) Cordoalhas 19 fios...............................40 Medição do cabo de aço................... 6x25...... conforme demonstrado na figura abaixo................. 6 x 19 ....... resistência efetiva d) Cabos 6x37...... 43 . quer sejam de aço ou de fibra......... 6x47...................

d) Manutenção na sua posição original dos arames que se quebram. e) Elevadores baixa velocidade. f) Elevadores alta velocidade.com) . fator 3 a 4 fator 4 a 5 fator 5 fator 6 a 8 fator 8 a 10 fator 10 a 16 Pré-formação: É processo de fabricação cuja finalidade é a de eliminar as tensões internas e torções inerentes aos arames de alto carbono. c) Cabos para guinchos e terraplan.O fator de segurança é a relação entre a carga de ruptura mínima e a carga aplicada. Exemplo: a) Cordoalhas e cabos estáticos.. talhas elétricas.novaPDF. . Presilhas de alumínio devem deixar a ponta à mostra para controle e devem ter a marca da firma que executou a prensagem. Laços para formação de olhais são feitos por trançamento ou prensagem. não se desfiando. b) Maior resistência à fadiga de flexão. b) Cabos tração horizontal.Laços Um cabo de aço é tão bom quanto o laço que é feito com ele. e) O não desenrolamento das extremidades cortadas.41 Educação Profissional 97 Created with novaPDF Printer (www. que normalmente é composta por duas letras. utilizados na fabricação de cabos de aço. São as seguintes as vantagens apresentadas pelos cabos pré-formados: a) Aumento à flexibilidade. d) Pontes rolantes. Figura 8. c) Eliminação das tensões internas. As pernas dos cabos pré-formados se acomodam na posição Helicoidal que ocupam no conjunto.

Laço sem fim O olhal Flamengo é feito abrindo-se a ponta do cabo em duas metades. Educação Profissional 98 Created with novaPDF Printer (www.44 .45 .Olhal Flamengo Figura 8.47 Mesmo antes de ser colocada a presilha de aço. o olhal já é capaz de suportar uma carga superior à carga de trabalho do laço.Olhal Flamengo com sapatilha protetora Figura 8.48 3 Presilha de aço de pequenas dimensões e de superfície lisa. Figura 8. e em seguida a outra metade é entrelaçada no espaço vazio da primeira.Laço Trançado a Mão Figura 8.42 .novaPDF.46 . A presilha é de aço especialmente ensaiado e aprovado conforme rigorosa especificação.com) . Uma metade é curvada para formar um olhal.Olhal Flamengo com estribo protetor Figura 8.Laços Figura 8. separando-se as pernas 3 a 3. Principais vantagens do olhal Flamengo: 1 Olhal mais resistente e seguro 2 Carga centrada Figura 8.43 .

com) . Tabela 8.5 15 30 45 65 65 95 130 225 225 225 360 360 360 430 590 750 750 cabo de aço.1/2” 7 1. No mínimo 3 grampos são necessários (grampo pesado) para se fazer um laço com cabo de aço fino. Todos os mordentes estão no cabo portante. N. devendo ser desfeitos logo após a utilização. Quanto maior o diâmetro do cabo mais grampos são necessários.3/4” 7 2” 8 2.A norma DIN 1142 prescreve que somente grampos com porcas auto-travantes e uma grande área de apoio podem ser utilizados. NÚMERO MÍNIMO DE GRAMPOS ESPAÇAMENTOS ENTRE GRAMPOS EM MM 29 38 48 57 67 76 95 114 133 152 172 191 210 229 248 267 305 343 o início de uso do TORQUE ib.1/4” 6 1.ft 7. Todos os grampos devem ser montados de forma que o mordente se prenda a perna portante.50 Pronto para usar.1/4” 8 Nota: Os grampos deverão ser reapertados opôs .Cintas As cintas de movimentação são fabricadas a partir de fibras sintéticas. Grampos construídos conforme DIN 741 (grampos leves) com porcas simples e pequena área de apoio.020 kg. Com relação ao seu próprio peso.m 10 20 41 61 88 88 129 176 305 305 305 488 488 488 583 800 1.1 DIÂMETRO DO CABO EM POL. Figura 8.3/8” 7 1. para que não sejam utilizadas erroneamente. as cintas têm uma capacidade de carga e não prejudicam a sua superfície.49 Figura 8.novaPDF.020 1.5/8” 7 1.m 1 2 4 6 9 9 13 18 31 31 31 50 50 50 59 82 104 104 3/16” 3 1/4" 3 5/16” 3 3/8” 3 7/16” 3 1/2" 3 5/8” 3 3/4" 4 7/8” 4 1” 5 1. não são mais normalizados e não devem ser utilizados para movimentação. Laços feitos com grampos devem ser usados apenas para uma única aplicação. Educação Profissional 99 Created with novaPDF Printer (www.1/8” 6 1.

Para utilização de cintas em banhos químicos. Esta acumulação de água pode também fazer com que em dias muito frios ela possa se enrijecer (congelar) e ficar quebradiça. e são pouco flexíveis. eles devem ser feitos de forma que seja possível passar um pelo outro para que se possa fazer uma laçada. Mas elas têm uma boa resistência química e são utilizadas em casos especiais. As cintas de poliamida devem ter uma etiqueta verde de identificação e são resistentes à bases. Educação Profissional 100 Created with novaPDF Printer (www.51 As cintas de poliéster devem ter uma etiqueta azul para que sejam reconhecidas. Cintas de movimentação feitas de polipropileno (etiqueta marrom) tem uma baixa capacidade de carga. Elas têm uma boa resistência quanto á luz e calor e também ácidos solventes.com) . Devido ao envelhecimento das fibras. Ela só não resiste à base e por isso não deve ser lavada com sabão. em especial quando usadas ao ar livre ou em banhos químicos. O NYLON é a mais forte das fibras sintéticas e apresenta uma alta capacidade de absorção de força. além de excepcional resistência a sucessivos carregamentos.Figura 8. em especial de poliuretano. No caso de terminais metálicos. A desvantagem das cintas de poliamida está no fato de que elas absorvem muita água em ambientes úmidos o que reduz sua capacidade. levando-se em conta seu peso próprio. Para reduzir o atrito e para evitar cortes nas cintas podemos usar revestimentos com materiais sintéticos resistentes. Elas têm também uma boa elasticidade. Com olhais sem reforço. a data de fabricação das cintas deve estar na etiqueta. As formas mais comuns de cintas são:     Cesto sem fim.novaPDF. Normalmente estes de perfis são ajustáveis à cinta. Com olhais reforçados. o que faz com que seja o tipo de cinta mais utilizada. Com terminais metálicos. o fabricante deveria ser consultado para maiores esclarecimentos.

Somente cintas com olhais reforçados podem ser utilizadas em laço. 2º .novaPDF. Após utilização em banhos químicos.Todo equipamento deve ser examinado somente por uma pessoa.Não exceder às especificações do fabricante. b) 10 itens para um levantamento seguro. 3.Coloque a cinta em uma superfície plana com área apropriada. 1. Para utilizar diversas cintas num travessão todas devem estar numa perna perpendicular para não haver esforço maior numa das pernas. a) Segurança também requer Inspeção As cintas devem ser examinadas em intervalos não superiores a duas semanas. designada para esta inspeção. Educação Profissional 101 Created with novaPDF Printer (www.com) .Cintas tipo Anel devem ser examinadas em todo seu comprimento e perímetro. As cargas não podem ser depositadas sobre as cintas para que não sejam danificadas. quando usadas em levantamentos gerais de diferentes tipos de cargas. 1º . 2.Nunca aplique uma sobrecarga no equipamento de elevação. 3º .Uma operação suave e balanceada rende muito mais.As alças dos olhais devem ser examinadas particular e cuidadosamente. nas limitações de peso e estabilidade.Figura 8. além de evitar desgaste do equipamento e acidentes. 4º . 5º . o ângulo de abertura entre as pontas da cinta não deve ultrapassar 120°.Examine os dois lados da cinta.52 Para utilização de cintas existem algumas regras especiais:       Quando se eleva uma carga. as cintas devem ser neutralizadas e enxaguadas para que não haja concentração química. Não se pode dar nó nas cintas.

4. Somente corrente que tenham elos com passo igual a 3 vezes o seu diâmetro podem ser utilizadas para movimentação e amarração de cargas. quando aplicadas em ângulos retos. 6. 8.Posicionar a cinta corretamente na carga. 9. Calibradas (Especiais para Talhas) Educação Profissional 102 Created with novaPDF Printer (www. Posteriormente.Não posicione a cintas em cantos agudos ou cortantes. de seção lisa e redonda. Algumas cintas são especificamente designadas para serem utilizadas em somente um tipo de levantamento.54 Figura 8. para propiciar uma fácil remoção. Esta regra se explica pelo fato de que correntes assim construídas. são realizados testes de tração e ruptura. O passo de um elo é o seu comprimento interno. Figura 8. Durante a produção. no mesmo gancho. 7.55 Figura 8. b) Correntes Soldadas Comuns. 10.Evite a colocação de mais de 1 par de cintas. Coloque calços ao descarregá-la para melhor poder elevá-la.com) . Galvanizadas.Nunca use cintas avariadas. é feito o tratamento térmico (correntes de grau) e ensaio de tração.Utilize ganchos com um raio de apoio nunca inferior a “1”. 5.Não deixe a carga em contato direto com o piso.53 Figura 8.Quando elevar uma carga pesada com mais de uma cinta. Diversos testes são feitos durante e após a fabricação para que as correntes sejam certificadas.Lingas de Correntes a) Correntes para lingas Correntes são fabricadas em diversas formas e qualidades.56 . evitando assim que a corrente se dobre. verifique se o total do peso está bem distribuído na tensão dos vértices da cinta.novaPDF. os elos se apóiam nos elos vizinhos. c) Formas de Levantamento As cintas elevam e movimentam sua carga em qualquer uma das quatro formas diferentes de levantamento ilustrado. após o uso. Primeiramente os elos são dobrados e depois soldados. alguns elos são dobrados em diversos sentidos para verificar a solda e após a produção e tratamento térmico.

5 4.5 6. são testadas em máquinas de provas de acordo com a tabela acima e com o coeficiente 2.0 15.600 0.240 0.500 4.113 0.5 7.5 14.310 0.5 5.Corrente de Aço Forjado e Amarras até 3” c) Correntes Forjadas Tabela 8.300 1.680 0.3 3. p/ as Correntes comuns Custos Comp. 100% da carga admissível (carga de segurança) Lingas simples – em aço forjado usadas em fundições.0 4.0 9.57 . Segue tabela de cargas de trabalho Lingas de Correntes Tipo A Tipo B Tipo C Tipo D Tipo E 103 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.550 3.000 2.490 0. aprox. empreiteiros de construção e para todos os trabalhos onde se tornam necessários guindastes para remoção de material.050 1.500 5.000 10.0 22.0 6.0 8.500 4.5 11. p/m Elos curtos kg 0.800 2.0 5. 13 x 17 -14 x 21 16 x 28 17 x 26 16 x 31 17 x 28 18 x 31 18 x 28 19 x 32 20 x 31 25 x 46 24 x 36 25 x 47 25 x 39 26 x 46 27 x 42 27 x 48 28 x 44 29 x 48 33 x 50 32 x 58 34 x 49 36 x 61 38 x 54 38 x 61 39 x 59 43 x 66 50 x 74 53 x 82 68 x 102 75 x 112 Peso aprox.500 8.500 1.660 1.2 .000 5.000 As correntes calibradas têm as medidas exatas.850 2.0 3.5 19.000 1.200 Carga de segurança em kg -100 120 180 200 280 330 380 480 550 800 900 1. pontes rolantes.160 0. dos Elos em mm.0 Medidas ext.Tabela de Medidas e Pesos Aproximados Diâmetro em mm 2.0 9.350 0.800 1.novaPDF. como cargas e descargas de navios e caminhões.0 12.com) .Figura 8. ou seja.

250 2.900 28.novaPDF.100 22. Kg 8 5/16” 500 9.350 5.900 8.60 Tabela 8.100 15.5 3/8” 850 12.6 1.6 1.670 Lingas Duplas.4 Quadro de Cargas de Trabalho Lingas Duplas Bitolas da Corrente Cargas de Trabalho mm Polegadas Âng 45° Âng.400 11.400 22.250 1.4 1” 5.500 15.2 7/8” 12.150 1. em Corrente de Aço forjado testadas.2 7/8” 4.1/4” 9. etc.58 Figura 8.000 12.350 1. Triplas.1/8” 20.150 8.8 1. 120° kg 700 1.700 6.300 28.59 Figura 8.3 .600 20.200 19 3/4" 9. 60° Âng..com) .700 5.5 3/8” 2.800 3.600 25.100 24.200 14.800 11. 90° kg kg kg 8 5/16” 1.700 31.8 1.7 1/2" 1.Quadro de Cargas de Trabalho Bitola da Corrente Carga de Trabalho mm poleg.9 5/8” 6.200 19. Figura 8.650 7.7 1/2" 4.100 6.900 15.500 Educação Profissional 104 Created with novaPDF Printer (www.300 Dimensões Aproximadas Âng.700 9.000 3.500 19 3/4" 3.200 2.1/4” 26.200 3. Quádruplas.4 1’ 15.9 5/8” 2.Tabela 8.100 15.500 31.1/8” 7.000 9.750 12.600 25.

LINGAS COMBINADAS Para a movimentação de cargas temos alternativas para melhorar a durabilidade. o laço sintético pode ser conjugado com a corrente e seus acessórios e manter a boa característica do laço que é a de poupar a carga de danos superficiais. Nunca considerar a carga pelo dimensional da corrente. a) Cabo – corrente – cabo: Usa-se o cabo para passar por baixo da carga. tabela ou etiqueta define a massa que pode ser elevada com a Linga. facilitar o manuseio e também poupar a carga. portanto. Podemos conseguir isso combinando diversos materiais. menor a capacidade e. pois nestes casos normalmente ela está super dimensionada com relação aos outros materiais aplicados. Em Lingas combinadas devemos atentar para que a plaqueta de identificação seja feita de acordo com a parte mais frágil da Linga. A carga deve ser transportada sem que a Linga seja sobrecarregada. usa-se esta combinação. A parte que envolve a carga é uma corrente de grau 8 o que. A capacidade inscrita na plaqueta. Quando a Linga forma um ângulo diminui a capacidade de cada perna.novaPDF. deve-se contar com a capacidade de apenas duas. corrente. Princípios básicos:     Quando a carga á aplicada em uma ou mais pernas perpendiculares e a carga é aplicada de forma igual sobre as pernas. Quanto maior a angulação.com) . Quando a carga não é aplicada igualmente sobre as pernas. CAPACIDADE DE CARGAS DAS LINGAS Após definir qual tipo de Linga que será utilizada (cabo. pode-se somar as capacidades das mesmas. no transporte de trefilados garante uma boa durabilidade e bons custos. Para definir a carga aplicada na Linga deve-se saber:   Se a carga será transportada por uma ou mais pernas perpendiculares. cinta e combinada) deve-se também definir o dimensional das mesmas. maior a Linga a ser utilizada. b) Corrente com encurtador – cabo: Quando o cabo é necessário para que se envolva a carga e precisa-se também de ajuste no comprimento da Linga. Se a carga será transportada por duas ou mais pernas em ângulo. c) Corrente – cintas: As cintas são utilizadas principalmente no transporte de peças acabadas ou semi-acabadas onde a superfície não pode ser danificada. Com essa combinação tem-se a vantagem da durabilidade da corrente e da facilidade de substituir a cinta quando necessário. por exemplo. Educação Profissional 105 Created with novaPDF Printer (www. Fora à possibilidade de ajuste no comprimento da Linga usando garras de encurtamento. d) Corrente – laço sintético Assim como a cinta.

Obs.: Ângulos acima de 60° não são permitidos.61 Com ângulos de trabalho acima de 60° a força aplicada em uma única perna. Com a utilização da tabelas de carga e o conhecimento dos ângulos pode-se sempre escolher a Linga correta. Como ângulo de trabalho.com) . Educação Profissional 106 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. entende-se o ângulo que se forma numa perpendicular a lateral da carga e linga. nesses casos deve-se usar uma Linga onde uma perna suportaria toda a carga.63 A carga pende para um lado por isso a angulação de trabalho das pernas é diferenciada. Figura 8. Quando uma carga é assimétrica seu centro de gravidade está deslocado e portanto uma perna é mais solicitada que a outra. excede o peso da carga em si.62 ERRADO Ângulo de trabalho não permissível. Ângulo maior que 60° Figura 8.Figura 8. Portanto.

CABO 6 x 25 FILLER + AF “CIMAX” FATOR DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) As cargas de trabalho dos Olhais Flamengo dobrados são baseados em diâmetros de curvatura mínimos de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo. 2) Para dimensões diferentes dos olhais e outros diâmetros consultar o Fabricante. Cargas de Trabalhos dos Laços com Olhais Trançados Tipo T Figura 8.64 Cargas de Trabalho do Olhal Flamengo Tipo C Tabela 8.65 Educação Profissional 107 Created with novaPDF Printer (www.Exemplo de Tabela Figura 8.5 .novaPDF. Se esse diâmetro for menor.com) . deve-se aumentar o fator de segurança.

Sapatilhas protetoras tipo pesado Especialmente dimensionadas para evitar a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.Sapatilhas compactas Normalmente utilizadas na fixação de cabos de aço de pontes rolantes ou guindastes.66 .6 . 8. Figura 8.novaPDF.0mm.) COEFICIENTE DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) Normalmente são fabricados laços com olhais trançados com cabos de diâmetro acima de 38.67 Educação Profissional 108 Created with novaPDF Printer (www.Tabela 8. 2) As cargas de trabalho dos laços dobrados são baseadas em diâmetros de curvatura mínimos nos pontos de contato das cargas.S.5. de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo.com) . Figura 8.P.CABO 6 X 47 AF (I.3 – Outros acessórios .

para maior segurança. Figura 8.. Figura 8.70 . Figura 8. Figura 8.68 .71 109 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. garantindo máxima segurança na sua utilização. podendo ainda ser reaproveitados na troca do superlaço. Obs.Estribos protetores especiais Fabricados com materiais de alta resistência.com) . Dimensionados para entrar diretamente no gancho da ponte rolante ou guindaste.: Podem ser encontrados com trava de segurança. Evitam a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.Ganchos forjados com olhal Forjados em aço carbono. Submetidos a uma carga de prova superior em 50% à sua carga de trabalho.Anéis tipo pêra Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho. Podem ser aplicados em quaisquer dos conjuntos apresentados.Anelões Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho.69 . Proporcionam proteção de olhais padrões ou de dimensões especiais.

72 .com) . tendo um canal redondo para o cabo poder deslizar. Figura 8. Fixam a carga evitando a deformação e o desgaste do cabo.Grampos pesados Grampos pesados.73 . Figura 8. Fácil colocação nos olhais dos superlaços ou fixação nas cargas a serem içadas. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.74 .75 110 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Ideais para fixação dos cabos de aço ou formação de olhais em cabos de aço para içamento de cargas.novaPDF. Figura 8.. Figura 8.Soquetes abertos Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetivado cabo de aço. Podem ser fornecidas com pino rosqueado ou contrapinado.Ganchos corrediços Forjados em aço de alta resistência.Manilhas forjadas Forjadas em aço carbono.

com) .78 Figura 8.78 Gancho – Olhal Figura 8.Esticadores forjados Figura 8. permitindo posterior regulagem do comprimento.79 Olhal – Olhal Figura 8. Figura 8. Figura 8.novaPDF.81 Figura 8.Soquetes de cunha Utilizados para fixação de cabos de aço.79 Figura 8.80 Gancho – Gancho Educação Profissional 111 Created with novaPDF Printer (www.80 Figura 8.77 .Soquetes fechados Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetiva do cabo de aço..82 Figura 8. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.76 .

A carga pode ser igual a capacidade de carga da perna. Figura 8.83 A movimentação com Lingas de uma perna é mais simples.85 Figura 8. pois as forças resultantes são crescentes.com) . Figura 8.82 Manilha – Manilha 8.Figura 8.81 Manilha – Olhal Figura 8.5.4 .84 Educação Profissional 112 Created with novaPDF Printer (www. como exemplo. A movimentação com Lingas de duas pernas. sempre Lingas que comportam 1000Kg por perna.      Corrente 10mm grau 2 Cabo de aço 12mm Corda de polipropileno 24mm Corrente 8mm grau 5 Corrente 6mm grau 8 Devemos demonstrar com isto o quanto a carga pode pesar em cada modo de operação.novaPDF. Quanto maior a angulação menor a capacidade de carga da Linga.Modos de movimentação Para efeito de cálculos usa-se.

Figura 8.86 Figura 8. Quando temos Lingas de quatro pernas podemos apenas contar como se fossem três pernas. por causa da força aplicada no lançamento.89 Cesto duplo com angulação: por causa da angulação não podemos contar com a capacidade de 4 pernas individuais (4x700kg).com) .88 Figura 8. Dois laços em perpendicular. Educação Profissional 113 Created with novaPDF Printer (www.87 Linga em cesto perpendicular à carga pode ter o peso igual a capacidade de quatro pernas independentes somadas. Mas isso somente se o diâmetro da peça for grande o suficiente e não houver cantos vivos. a menos que se tenha certeza de que as quatro pernas estejam igualmente carregadas. portanto.novaPDF.Figura 8. Dois laços com angulação: a carga está depositada em duas pernas. Só pode ser usada quando não houver risco da carga escorregar. Deve-se consultar a tabela e ver qual o diâmetro e qual a angulação que se tem e posteriormente descontar 20% da capacidade de carga por causa do lançamento. Deve-se contar com apenas 80% da capacidade da carga.

Podemos calcular com a capacidade de cada perna como cheia. Educação Profissional 114 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.92 Se utilizarmos uma Linga em cesto sem fim onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. Figura 8.Figura 8. Figura 8.91 Se utilizarmos uma Linga em cesto ou em laço devemos contar com apenas 80% de sua capacidade de carga por causa da dobra que é feita no laçamento. Devemos contar com 80% da capacidade da carga de suas pernas uma vez que ela trabalha dobrada sobre o gancho.93 Se utilizarmos uma Linga sem fim em laço.90 Se utilizarmos uma Linga em cesto onde as extremidades estão presas a um único ele de sustentação onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. devemos contar também com apenas 80% da capacidade de suas pernas uma vez que ela sofre dobramentos no laço e no gancho.com) . Figura 8.

96 Figura 8.A carga está no centro. Educação Profissional 115 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. evitando total ou parcialmente a angulação das pernas. as Lingas podem escorregar por baixo da carga.com) .95 Figura 8. Figura 8. Figura 8.. devido a limitação do meio de elevação. pois quanto maior seu peso menor o peso que poderemos transportar. As cargas abaixo do Travessão devem ser presas de tal forma que não possam se dobrar e cair (carga ou peças individuais).98 . se a carga só estará sendo suportada em uma das fixações superiores do Travessão.97 . as duas fixações superiores estão igualmente carregadas.Em Travessões com dois pontos de fixação superior.94 Se utilizar Travessões e a carga não for alinhada em seu centro a carga pende e pode escorregar e cair.novaPDF.Movimentação com Travessões Com travessões pode-se fazer movimentações mesmo com pouca altura de elevação. Movimentação com angulação invertida. Deve-se considerar como única desvantagem do Travessão o seu próprio peso.

pelo órgão de inspeção responsável. Destrançamento da perna. Formação de saca rolhas. Quando não se possuir um histórico da vida útil. 8.com) . Redução no diâmetro dos cabos. Protuberância da alma.6.Periodicidade das inspeções A periodicidade das inspeções deve ser determinada.INSPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS Devido à grande preocupação que é depositada em função da performance e confiabilidade dos cabos de aço e acessórios. Recomenda-se que o período sem inspeção não ultrapasse 25% da vida útil prevista para o cabo. Educação Profissional 116 Created with novaPDF Printer (www. estiver acima dos limites. no trecho mais danificado. A avaliação da condição do cabo deve ser feita no trecho que apresenta a máxima deterioração e estendida a todo cabo.8. Desgastes localizados.3 .1 . Dobra. Independentemente da periodicidade fixada. o órgão de inspeção deve determinar este dado e utilizar a freqüência acima recomendada. Corrosão. as empresas e instituições procuram desenvolver métodos de controle das condições destes componentes com o objetivo de garantir uma operação segura para não haja danos materiais e acidentes de trabalho em uma atividade de transporte e içamento de cargas.6.6 . 8. Pernas esmagadas ou mordidas. qualquer indício de deterioração que implique na perda da resistência original do cabo deve motivar uma inspeção do mesmo. Algumas irregularidades que pode ser encontrada nos cabos de aço são:            Arames partidos ou desgastados. em função das condições de uso do cabo.novaPDF. Gaiola de passarinho. 8.Avaliação da inspeção Em função dos resultados obtidos na inspeção deve ser decidido se o cabo apresenta ou não a possibilidade de falha e sua taxa de deterioração é tal que permita a sua utilização. com segurança.2 . até a próxima inspeção. Costuras inadequadas ou avariadas. para uma avaliação das condições operacionais do cabo.Condições específicas .Arames Partidos Deve-se substituir um cabo em serviço quando o número visível de arames rompidos.6.

8. esta deformação se for severa pode transmitir uma oscilação durante a movimentação do cabo. corrosão com ruptura de outros arames não visíveis com facilidade. baleeiras e outros equipamentos que envolvem riscos operacionais. Caso seja observado destrançamento da perna.Redução no diâmetro do cabo O cabo deve ser substituído quando houver uma redução de 10% no valor de seu diâmetro nominal devido a alterações estruturais tais como ruptura da alma de aço ou deterioração da alma de fibra ou desgaste abrasivo externo ou corrosão externa. Educação Profissional 117 Created with novaPDF Printer (www. esta região deve ser monitorada para avaliação de aumento de desgaste e ruptura de arames. Após um longo tempo de serviço. forração folgada e outros defeitos.novaPDF. achatadas.Deformação do tipo saca-rolha Na deforma tipo saca-rolha o eixo do cabo assume a forma helicoidal. Figura 8.Quando houver um ou mais arames partidos em uma distância de 5 X D (diâmetro externo do cabo) de um acessório instalado (presilhas.99 . no trecho de maior deformação.Inspeção das Pernas O cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade refeita sempre que forem encontradas pernas esmagadas.com) . É importante observar que não se admite costuras em cabos de aço para guindastes. É necessário então realizar o procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. mordidas ou com folgas excessivas. soquete ou outro acessório). pernas soltas. dobras puxadas para fora. Esta deformação deve ser medida sem carga. Qualquer evidência de arames partidos no interior do cabo indica uma condição anormal possivelmente devido à fadiga. . este defeito pode implicar em um aumento no desgaste e ruptura de arames. Quando o valor da deformação em relação ao eixo do cabo for superior a 1/3 o seu diâmetro nominal. acessórios danificados ou com desgaste excessivo. corrosão. Apesar de não implicar a perda de resistência do cabo. o cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade deve ser refeita para reajuste do passo. O diâmetro deve ser medido como indica na figura abaixo: .6. deve ser adotado o critério fixado pela norma da empresa onde está instalado o equipamento.Inspeção das costuras A seção costurada do cabo deve ser eliminada e uma nova costura deve ser realizada se forem encontrados partidos ou gastos.4 .

A graxa de uso geral em cabos de aço deve ser de base asfáltica. 8. presilhas e forjados) recomenda-se prever periodicamente.105 8.Lubrificação dos cabos.103 Figura 8. e caso a película de lubrificante não esteja uniforme e contínua.6.8 .101 Figura 8.5 . Para efetuar a inspeção correta é necessário utilizar procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. através de ensaio radiográfico.Outros defeitos É necessário substituir o cabo quando forem detectados os seguintes defeitos: gaiolas de passarinho. É necessário verificar o estado de lubrificação do cabo. deve ser realizada correta limpeza na superfície do cabo evitando o uso de produtos que contenham enxofre.104 Figura 8.com) .novaPDF. protuberâncias no cabo ou na alma. Como alternativa o cabo pode ser mantido em serviço desde que seja removido o trecho comprometido do mesmo.7 . aplicar nova película. Antes de ser efetuada a lubrificação.5.100 Figura 8.Extremidade dos cabos Na inspeção das extremidades dos cabos que possuem terminais (soquetes abertos ou fechados.5.5. desgastes localizados e avarias por calor (queima por maçarico ou arco elétrico). Corrosão severa determina a substituição do cabo. dobras. Figura 8.6 – Corrosão Outra importante verificação é em relação ao estado de corrosão do cabo. avaliação do estado de corrosão internado cabo no soquete.8. 118 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.102 8. Figura 8.

10 .novaPDF.Inspeção eletromagnética Os cabos submetidos à inspeção eletromagnética devem ser substituídos quando apresentarem redução de seção reta metálica devido corrosão.Inspeção em Manilhas Quaisquer deformações visuais apresentadas pela manilha ou pelo cavirão são causais para substituições.5.109 Figura 8.9 .108 8.Inspeções de Ganchos Os ganchos devem ser substituídos quando forem detectados um ou mais dos seguintes defeitos: Torção maior do que 10º Abertura de garganta 15% maior do que a abertura original Trincas Desgaste acentuado (maior que 10%) Nota: Para ganchos com haste deve ser verificada a liberdade de giro através do esforço manual. Manilhas apresentando trincas.110 . 8.106 Figura 8.107 Figura 8.Figura 8.desgaste ou abrasão (internos e externos) superior a 10% da seção original ou apresentarem um número de arames rompidos que ultrapassem ou limites estabelecidos.com) .Inspeção em acessórios . Educação Profissional 119 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8.5. desgaste no cavirão e/ou no corpo igual ou superior a 10% do diâmetro do projeto devem ser substituídas.

trincas e deformações em qualquer região detectáveis por inspeção visual ou com líquido penetrante.com) .Figura 8.116 120 Created with novaPDF Printer (www.115 Educação Profissional Figura 8. Liberdade de giro da polia. Existência de trincas especialmente nos canais. Folga existente entre a polia e eixo. Deve ser verificada a fixação das placas laterais bem como deformações visíveis nas mesmas.112 Os anéis devem ser substituídos quando forem detectados os seguintes defeitos: desgaste acima de 10% da sua dimensão original. As polias dos moitões e cadernais devem ser inspecionadas quanto aos seguintes itens:      Desgaste e/ou deformações no canal do flange. Figura 8.114 Figura 8. Caso ocorram estas marcas a polia deve ser usinada ou substituída por outra de maior dureza.Inspeção de Moitões e Cadernais Deve ser verificada a ferragem da cabeça do moitão e/ou cadernal (quando giratório) quando seu giro for por esforço manual. Figura 8.novaPDF. Verificar também a existência de desgaste ou corrosão severa no conjunto.111 Inspeção de Anéis Pêra Figura 1.113 . Verificar se há marca no canal provocadas pelo cabo de aço.

antes de uma ruptura de um componente de maior valor agregado.1. reversão e sobrecargas operacionais.2.1 – Exemplo de aplicação do acoplamento NOTA: Os acoplamentos que operam por atrito são chamados de embreagem (fricção) ou freios.com) . obedecendo a um comando. os acoplamentos podem romper-se. Acoplamento Motor Máquina Figura 9. causando a parada da máquina. Educação Profissional 121 Created with novaPDF Printer (www.1.novaPDF.2.Unir dois eixos: Pode significar a união entre motor e máquina movida ou a união de eixos de grande comprimento. .CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9.ELEMENTOS MECÂNICOS 9. e assim.ACOPLAMENTOS 9.2. 9. 9. Subdividem-se em: Acoplamentos comandáveis transmitem força e movimento somente quando acionados.Atuar como fusível da transmissão: Em casos de problemas operacionais que gerem cargas adicionais sobre a transmissão.1).1– Definição São elementos de máquinas destinados a unir dois eixos e transmitir torque e rotação. Esses mecanismos recebem os nomes de embreagens e de freios. Empregam-se os acoplamentos quando se deseja transmitir um momento de rotação (movimento de rotação e forças) de um eixo motor a outro elemento de máquina movido situado coaxialmente a ele (Figura 9. além de atenuar os efeitos de vibrações geradas nas transmissões. anular os efeitos deste sobre os componentes da transmissão.9 .Absorver choques e vibrações: Os acoplamentos modernos devem possuir a capacidade de absorver choques provocados pela partida.1. . isto é.Compensar desalinhamentos: Para maioria das aplicações os acoplamentos devem ser capazes de tolerar certos valores de desalinhamentos entre eixos ligados. mudança de rotação. São mecanismos que operam segundo o princípio de atrito.Funções dos acoplamentos São as principais funções de um acoplamento: .1.Acoplamentos comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada poderá ser interrompida. .

à mesma velocidade angular. eletromagnéticos.2 . pneumáticos e os diretamente comandados pela máquina de trabalho. Segundo o tipo de comando. existem os acoplamentos comandáveis manuais.com) .2. motriz e comandada. fazem a conexão entre árvores. Comandáveis Comandados pela força aplicada Comandados pelo momento de torção Comandados pelo sentido de rotação Comandados mecanicamente Comandados hidráulica ou pneumaticamente 9.As embreagens.novaPDF. Subdividem-se em: Não-comandáveis Rígidos Flexíveis Torcionalmente Rígidos Torcionalmente Elásticos De engrenagem De lamelas 122 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. hidráulicos. Elas mantêm as árvores. Os freios têm as funções de regular.Acoplamentos não-comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada é permanente. reduzir ou parar o movimento dos corpos. também chamadas fricções.

9.com) .Acoplamentos permanentes flexíveis Esses elementos são empregados para tornar mais suave à transmissão do movimento em árvores que tenham movimentos bruscos e quando não se pode garantir um perfeito alinhamento entre as árvores (Figura 128). são torcionalmente rígidos. Educação Profissional 123 Created with novaPDF Printer (www. Não possuem qualquer flexibilidade. para evitar acidentes (Figura 9.3 – Tipos de desalinhamento Os acoplamentos flexíveis são construídos em forma articulada. Figura 9.3.. não absorvem choques e vibrações e não admitem desalinhamento radial.Acoplamento elástico de pinos Os elementos transmissores são pinos de aço com mangas de borracha (Figura 9.novaPDF. Figura 9. Compensam desalinhamento radial.3 – TIPOS DE ACOPLAMENTOS FLEXÍVEIS 9.2).Acoplamentos permanentes rígidos Os mais empregados são os flanges e luvas de união que devem ser construídas de modo que não apresentem saliências ou que estas estejam totalmente cobertas. O ajuste dos alojamentos dos parafusos deve ser feito com as partes montadas para obter o melhor alinhamento possível. .4).1 . absorvem choques e vibrações protegendo as máquinas acopladas e não requerem lubrificação. são torcionalmente elásticos. em forma elástica ou em forma articulada e elástica.2 – Exemplo de acoplamento rígido Os eixos dos acoplamentos rígidos devem ser alinhados precisamente. pois estes elementos não conseguem compensar eventuais desalinhamentos ou flutuações. axial e angular. axial e angular.

Acoplamento elástico perflex Os discos de acoplamento são unidos perifericamente por uma ligação de borracha apertada por anéis de pressão (Figura 9. Figura 9.4 – Acoplamento elástico de pinos 9. constituídas por tacos de borracha.Acoplamento elástico de garras As garras.com) .Figura 9. encaixam-se nas aberturas do contradisco e transmitem o momento de rotação (Figura 9.6 – Acoplamento elástico de garras 9.7). Todo o espaço entre os cubos e as tampas é preenchido com graxa (Figura 9.3. Figura 9.Acoplamento elástico de grade ou gaiola de aço Consiste de dois cubos providos de flanges ranhuradas onde está montada uma grade metálica elástica que liga os cubos.5).4 .3.7 – Acoplamentos elásticos de grade Educação Profissional 124 Created with novaPDF Printer (www.2 .5 – Acoplamentos perflex 9.6). Figura 9.novaPDF.3 .3. O conjunto está alojado em duas tampas providas de junta de encosto e de retentor junto ao cubo.

Junta universal de velocidade constante (homocinética) Transmite velocidade constante e tem comando através de esferas de aço que se alojam em calhas. Essa posição do plano de contato é que possibilita a transmissão constante da velocidade (Figura 9.Junta de articulação (não elástico) É usada para transmissão de momentos de torção em casos de árvores que formarão ângulo fixo ou variável durante o movimento.6 .3.novaPDF.9 – Junta cardan ou universal 9.8). Figura 9.3. São classificados como não elásticos. usam-se duas juntas (Figura 9.10). as árvores devem ser bem alinhadas no ato de sua instalação para que não provoquem vibrações excessivas em serviços. O anel dentado (peça transmissora do movimento) possui duas carreiras de dentes que são separadas por uma saliência central (Figura 9. A junta de articulação mais conhecida é a junta universal (ou junta cardan) empregada para transmitir grandes forças.3. 9. Para inclinações até 25º. o ângulo das árvores em duas partes iguais. o que permite até 3º de desalinhamento angular. Figura 9.7 .9).Acoplamento de engrenagens (não elástico) Os dentes possuem a forma ligeiramente curvada no sentido axial. sempre. O formato dessas calhas permite que o plano de contato entre as esferas e as calhas divida. Com apenas uma junta universal o ângulo entre as árvores não deve exceder a 15º. Educação Profissional 125 Created with novaPDF Printer (www.8 – Exemplos de acoplamentos de engrenagens e suas características 9.com) .Apesar de este acoplamento ser flexível.5 .

4.Figura 9.4. uma das quais pode ser revestida com um material de alto coeficiente de atrito.12 A capacidade de torque de uma embreagem cônica é maior que a de uma embreagem de disco de mesmo diâmetro.com) . Figura 9. 9. Educação Profissional 126 Created with novaPDF Printer (www.11 Normalmente a força é fornecida por uma ou mais molas e a embreagem é desengatada por uma alavanca.1 .2 . Figura 9.10 – Junta homocinética 9.EMBREAGENS 9. 9. para evitar o escorregamento quando a potência é transmitida.3 .4.novaPDF.Embreagem cônica Possui duas superfícies de fricção cônicas. Sua capacidade de torque aumenta com o decréscimo do ângulo entre o cone e o eixo.Embreagem centrífuga É utilizada quando o engate de uma árvore motora deve ocorrer progressivamente e a uma rotação predeterminada. Esse ângulo não deve ser inferior a 8º para evitar o emperramento.4 .Embreagem de disco Consiste em anéis planos apertados contra um disco feito de material com alto coeficiente de atrito.

4. Educação Profissional 127 Created with novaPDF Printer (www.13 Os pesos. 9. que se apoia sobre a cantoneira.novaPDF.14 O disco de atrito é comprimido axialmente através do disco de compressão por meio das molas sobre o volante. A ponta de árvore é centrada por uma bucha de deslizamento.Figura 9.Embreagem de disco para auto-veículos Consiste em uma placa.4. o acoplamento é aliviado e a alavanca. empurram as sapatas que. por ação da força centrífuga.4 . presa entre duas placas de aço quando a embreagem está acionada.com) . Com o deslocamento do anel de grafite para a esquerda. completam a transmissão do torque.5 .Embreagem de disco para máquinas A cobertura e o cubo têm rasgos para a adaptação das lamelas de aço temperadas. 9. revestida com asbesto em ambos os lados. Figura 9. descomprime o disco através dos pinos. por sua vez.

como granalhas de aço. Figura 9.15 A compressão é feita pelo deslocamento da guia de engate. A separação das lamelas é feita com o recuo da guia de engate por meio do molejo próprio das lamelas opostas e onduladas. Educação Profissional 128 Created with novaPDF Printer (www. as escoras se inclinam e a transmissão cessa.Embreagem de escoras Pequenas escoras estão situadas no interior do acoplamento fazendo a ligação entre as árvores.6 .4.Embreagem seca É um tipo de embreagem centrífuga em que partículas de metal. entrelaçam-se transmitindo o torque. o pacote de lamelas. No outro sentido.16 Essa escoras estão dispostas de forma tal que. 9. 9.com) .7 .novaPDF.4. são compactadas sob a ação de força centrífuga produzida pela rotação. assim. O ajuste posterior da força de atrito é feito através da regulagem do cubo posterior de apoio. em um sentido de giro.Figura 9. e as alavancas angulares comprimem.

Figura 9.17 As partículas estão contidas em um componente propulsor oco, dentro do qual está também um disco, ligado ao eixo acionado. A força centrífuga comprime as partículas contra o disco, acionando o conjunto.

9.4.8 - Embreagem de roda-livre ou unidirecional Cada rolete está localizado em um espaço em forma de cunha, entre as árvores interna e externa.

Figura 9.18 Em um sentido de giro, os roletes avançam e travam o conjunto impulsionando a árvore conduzida. No outro sentido, os roletes repousam na base da rampa e nenhum movimento é transmitido. A embreagem unidirecional é aplicada em transportadores inclinados como conexão para árvores, para travar o carro a fim de evitar um movimento indesejado para trás.

9.4.9 - Embreagem eletromagnética Neste tipo de embreagem, a árvore conduzida possui um flange com revestimento de atrito.

Figura 9.19 Uma armadura, em forma de disco, é impulsionada pela árvore motora e pode mover-se axialmente contra molas. Educação Profissional 129

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Uma bobina de campo, fixa ou livre para girar com a árvore conduzida, é energizada produzindo um campo magnético que aciona a embreagem. Uma característica importante da embreagem eletromagnética é poder ser comandada a distância por meio de cabo.

9.4.10 - Embreagem hidráulica Neste caso, as árvores, motora e movida, carregam impulsores com pás radiais.

Figura 9.20 Os espaços entre as pás são preenchidos com óleo, que circula nas pás quando a árvore motora gira. A roda na árvore motora atua como uma bomba, e a roda na árvore movida atua como uma turbina, de forma que a potência é transmitida, havendo sempre uma perda de velocidade devido ao escorregamento. A embreagem hidráulica tem aplicação em caixas de transmissão automática em veículos.

10 - FREIOS
São mecanismos que, para interromper um movimento, transformam energia cinética em calor. Podem ter acionamento manual, hidráulico, pneumático, eletromagnético ou automático. A seguir serão apresentados os principais tipos de freios.

10.1 - FREIO DE DUAS SAPATAS Neste caso, duas sapatas são mantidas em contato com o tambor através da ação de uma mola que o impede de rodar. Para liberar o tambor, aciona-se a alavanca de comando, que pode ser operada manualmente, por um solenóide ou por um cilindro pneumático. Esse tipo de freio é utilizado em elevadores.

Figura 10.1 130

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10.2 - FREIO A DISCO É um freio em que um ou dois blocos segmentares, de material de fricção, são forçados contra a superfície de um disco giratório.

Figura 10.2 Em automóveis, os blocos segmentares (ou pastilhas) são operados por pistões hidráulicos. Os freios a disco são menos propensos à fadiga (queda de eficiência operacional em função do tempo de utilização) que os freios a tambor.

10.3 - FREIO DE SAPATA E TAMBOR O detalhe característico deste freio é uma sapata (ou parte de uma alavanca), revestida com material de alto coeficiente de Mola Alavanca Sapatas blocos Disco giratório atrito, comprimida contra uma roda giratória (ou tambor) ligada ao órgão a frear.

Figura 10.3

10.4 - FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR É um freio em que duas sapatas curvas são forçadas para fora, contra o interior da borda de um tambor giratório.

Figura 10.4 Educação Profissional 131

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POLIAS E CORREIAS Para transmitir potência de uma árvore à outra.FREIO CENTRÍFUGO É um freio onde as sapatas (revestidas com asbesto) atuam.6 A tensão da mola determina o instante de ação do freio.As sapatas são revestidas com material de atrito. 10. na parte interna de um tambor.6. Figura 10. O freio atua por compressão axial dos discos.com) . 10.FREIO MULTIDISCO Compõe-se de vários discos de atrito intercalados com disco de aço.5 Os discos de aço giram em um eixo entalhado e os discos de atrito são fixados por pinos. alguns dos elementos mais antigos e mais usados são as correias e as polias. 11 .novaPDF. pela ação da força centrífuga contra a ação de mola lamelares. conhecido como lona de freio. As transmissões por correias e polias apresentam as seguintes vantagens: Educação Profissional 132 Created with novaPDF Printer (www.5 . Figura 10. rebitado ou colado em sua superfície externa.

Figura 11. As polias são classificadas em dois grupos: planas e trapezoidais.novaPDF. Onde: D1 = da polia menor D2 = da polia maior n1 = número de voltas por minuto (rpm) da polia menor n2 = rpm da polia maior Logo: 11. alto coeficiente de atrito. As polias. São flexíveis.POLIAS Polias são elementos mecânicos circulares. Educação Profissional 133 Created with novaPDF Printer (www. elevada resistência ao desgaste e funcionamento silencioso. Sempre haverá transferência de força. acoplados a eixos motores e movidos por máquinas e equipamentos. As polias trapezoidais são conhecidas pelo nome de polias em “V” e são as mais utilizadas em máquinas.1 – RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO (I) É a relação entre o número de voltas das polias (n) numa unidade de tempo e os seus diâmetros. com ou sem canais periféricos. Quando em funcionamento.2 .1 11.  Possuem baixo custo inicial. necessitam da presença de vínculos chamados correias. para funcionar. elásticas e adequadas para grandes distâncias entre centros. as polias e correias podem transferir e/ou transformar movimentos de um ponto para outro da máquina.com) . A velocidade periférica (V) é a mesma para as duas rodas.

novaPDF. na prática. O deslizamento depende da carga. Figura 11. quando existe somente uma polia motora e uma polia movida (como na figura abaixo).2 A velocidade periférica da polia movida é.3 A correia plana permite ainda a transmissão entre árvores não paralelas.1. do tamanho da superfície de atrito e do material da correia e das polias. A correia plana. quando existem polias intermediárias com diâmetros diferentes. sempre menor que a da polia motora. porém o desgaste da correia é maior. da velocidade periférica.2 (D1 + D2). quando em serviço.  a distância entre eixos não seja menor que 1. desliza e portanto não transmite integralmente a potência.1. Figura 11.4 Educação Profissional 134 Created with novaPDF Printer (www.com) . No acionamento cruzado as polias giram em sentidos contrários e permitem ângulo de abraçamento maiores. a polia motora e a movida giram no mesmo sentido. O tamanho da superfície de atrito é determinado pela largura da correia e pelo ângulo de abraçamento ou contato ( ) (figura acima) que deve ser o maior possível e calcula-se pela seguinte fórmula: Para obter um bom ângulo de abraçamento é necessário que:  a relação de transmissão i não ultrapasse 6:1. Figura 11. ou múltiplo. No acionamento simples.Transmissão por correia plana Essa maneira de transmissão de potência se dá por meio do atrito que pode ser simples.11.

1. usa-se o rolo tensionador ou esticador. a superfície de contato da polia plana pode ser plana ou abaulada.Formato da polia plana Segundo norma DIN 111. Figura 11.2. Quando a velocidade da correia supera 25m/s é necessário equilibrar estática e dinamicamente as polias (balanceamento). A polia com superfície plana conserva melhor as correias e a polia com superfície abaulada guia melhor as correias.1. Educação Profissional 135 Created with novaPDF Printer (www. Para isso. O acabamento superficial deve ficar entre quatro e dez milésimos de milímetro (4 10 m).3.Tensionador ou esticador Quando a relação de transmissão supera 6:1.7 A tensão da correia pode ser controlada também pelo deslocamento do motor sobre guias ou por sistema basculante.novaPDF. acionado por mola ou por peso.6 11.5 Figura 11.11.com) . Figura 11. é necessário aumentar o ângulo de abraçamento da polia menor.

Materiais para correia plana  Couro de boi Recebe emendas.1. É feita de borracha revestida por lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para absorver as forças. o perlon e o nylon. 11.com) . Tem por material base o algodão.  Material combinado.8 Figura 11.Figura 11. couro e sintéticos Essa correia possui a face interna feita de couro curtido ao cromo e a externa de material sintético (perlon). Essa combinação produz uma correia com excelente flexibilidade. capas de transmitir grandes potências. O limite é dado por p = D + 3/2h (D = diâmetro da polia maior e h = altura da correia). o pêlo de camelo.4 . Educação Profissional 136 Created with novaPDF Printer (www.5-Transmissão por correia em V A correia em V é inteiriça (sem-fim) fabricada com secção transversal em forma de trapézio. própria para forças sem oscilações. Relação de transmissão até 10:1. para polia de pequeno diâmetro. o viscose.novaPDF.10 O emprego da correia em V é preferível ao da correia plana e possui as seguintes características:   Praticamente não tem deslizamento. suporta bem os esforços e é bastante elásticas. Figura 11.  Permite uma boa proximidade entre eixos.  Material fibroso e sintéticos Não recebe emendas (correia sem-fim).1.9 11.

1. B.     Partida com menor tensão prévia que a correia plana. Menor carga sobre os mancais que a correia plana.Perfil dos canais das polias As polias em V têm suas dimensões normalizadas e são feitas com ângulos diferentes conforme o tamanho. Emprego de até doze correias numa mesma polia. A pressão nos flancos.11 Para especificação de correias. típicos da correia emendada com grampos. Elimina os ruídos e os choques. triplica em relação à correia plana. C.novaPDF. o número que vai ao lado da letra. Figura 11.Perfil e designação das correias em V A designação é feita por uma letra que representa o formato e por um número que é o perímetro médio da correia em polegada.com) . Os perfis são normalizados e denominam-se formato A. Dimensões normalizadas para polias em V: Educação Profissional 137 Created with novaPDF Printer (www. 11. 11. medindo o comprimento externo da correia. suas dimensões são mostradas na figura a seguir.7. em consequência do efeito de cunha.1. por aproximação. pode-se encontrar.6. D e E. diminuindo um dos valores abaixo e transformando o resultado em polegadas.

8. 138 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.1. o que anularia o efeito de cunha.Figura 11. a relação de transmissão está em função dos diâmetros das polias. A correia não deve ultrapassar a linha do diâmetro externo da polia e nem tocar no fundo do canal. 11.com) .Relação de transmissão (i) para correias e polias em V Uma vez que a velocidade (V) da correia é constante.12 O perfil dos canais das polias em V deve ter as medidas corretas para que haja um alojamento adequado da correia no canal.

9-Transmissão por correia dentada A correia dentada em união com a roda dentada correspondente permite uma transmissão de força sem deslizamento.com) .13 Para as correias em V. geralmente. Para a especificação das polias e correias dentadas. o passo dos dentes e a largura.novaPDF.’ Figura 11.Figura 11. deve-se mencionar o comprimento da correia ou o número de sulcos da polia.15 O perfil dos dentes pode ser trapezoidal ou semicircular. metal leve ou ferro fundido em areia especial para precisão nas medidas em bom acabamento superficial. A relação de transmissão (i) é dada por: Educação Profissional 139 Created with novaPDF Printer (www. A força se transmite através dos flancos dos dentes e pode chegar a 400N/cm2. O diâmetro nominal calcula-se pela fórmula: Figura 11.1. deve-se tomar o diâmetro nominal médio da polia (Dm) para os cálculos. As correias de qualidade têm no seu interior vários cordonéis helicoidais de aço ou de fibra de vidro que suportam a carga e impedem o alongamento. As polias são fabricadas de metal sinterizado. são feitos com módulos 6 ou 10.14 11.

À direita.Alinhamento de polias Além dos cuidados citados anteriormente. por causa do desgaste sofrido pelo canal. À esquerda. as polias em “V” exigem alinhamento.11. para funcionarem adequadamente. óleo ou tinta e corretamente dimensionados para receber as correias. exigem os seguintes cuidados:    Não apresentar desgastes nos canais. Observe as ilustrações seguintes. É recomendável. oxidadas ou com porosidade. Apresentar os canais livres de graxa. usar uma régua paralela fazendo-a tocar toda a superfície lateral das polias.com) .11 . Note que a correia não ultrapassa a linha do diâmetro externo da polia nem toca no fundo do canal. a correia assenta-se no fundo. conforme mostra a figura. Nesse último caso.Cuidados exigidos com polias em V As polias.10 . Polias desalinhadas danificam rapidamente as correias e forçam os eixos aumentando o desgaste dos mancais e os próprios eixos. a polia deverá ser substituída para que a correia não venha a sofrer desgastes prematuros. Figura 11. para fazer um bom alinhamento. Não apresentar as bordas trincadas.novaPDF. amassadas.1.1. Figura 11. temos uma correia corretamente assentada no canal da polia. Educação Profissional 140 Created with novaPDF Printer (www.17 11.16 A verificação do dimensionamento dos canais das polias deve ser feita com o auxílio de um gabarito contendo o ângulo dos canais.

provoca a perda de velocidade e de eficiência da máquina.12. devem ser observados os seguintes requisitos:  Nas primeiras 50 horas de serviço. As velhas.1.18 11. verificar constantemente a tensão e ajustá-la. A primeira recomendação para a manutenção das correias em “V” é mantê-las sempre limpas. Educação Profissional 141 Created with novaPDF Printer (www. sobrecarregam as novas. há quebra dos eixos ou desgaste rápido dos mancais. e quanto ao balanceamento. Além disso. quanto à perpendicularidade entre as faces de apoio e os eixos dos flancos. se necessário. quando esticada demais.  Nunca tentar remendar uma correia em “V” estragada. é preferível trabalhar com uma correia a menos do que trocá-la por outra.  Tomar cuidado para que o protetor das correias nunca seja removido enquanto a máquina estiver em operação. verificar a tensão. Não é aconselhável usar correias novas junto às velhas. para que não provoquem danos nos mancais e eixos. o desgaste que elas sofreram e o desgaste das polias. por estarem lasseadas. Influência dos defeitos das polias na posição de montagem do conjunto de transmissão.  Jogos de correias deverão ser montados com correias de uma mesma marca.novaPDF. Os defeitos construtivos das polias também influem negativamente na posição de montagem do conjunto de transmissão. Esse cuidado é necessário porque correias de marcas diferentes apresentam desempenhos diferentes.Procedimentos em manutenção com correias e polias A correia é importante para a máquina. pois nesse período as correias sofrem maiores esticamentos. Quando mal aplicada ou frouxa. variando de fabricante para fabricante. até que se possa trocar todo o jogo.Figura 11.com) . As polias devem ter uma construção rigorosa quanto à concentricidade dos diâmetros externos e do furo.  Nas revisões de 100 horas.  Se uma correia do jogo romper.

Colocação de correias Para colocar uma correia vinculando uma polia fixa a uma móvel. deve-se recuar a polia móvel aproximando-a da fixa.novaPDF. Após montar as correias nos respectivos canais das polias e. pois se estiverem em lados opostos o tensionamento posterior não será uniforme.1.11. deve-se girálas manualmente para que seus lados frouxos fiquem sempre para cima ou para baixo. Educação Profissional 142 Created with novaPDF Printer (www. Esse procedimento facilitará a colocação da correia sem perigos de danificá-la.com) . Não se recomenda colocar correias forçando-as contra a lateral da polia ou usar qualquer tipo de ferramenta para forçá-la a entrar nos canais da polia.13. antes de tensioná-las. Esses procedimentos podem causar o rompimento das lonas e cordonéis das correias.

conseqüentemente. Figura 11. Deve-se verificar periodicamente se as malhas das telas estão limpas e se as telas não estão em contato direto com o sistema. sem que ocorra deslizamento.15. Os tipos de proteção mais adequados são aqueles que permitem a passagem do ar para uma boa ventilação e dissipação do calor.Figura 11.22 Educação Profissional 143 Created with novaPDF Printer (www.  Tensão alta: reduz a vida útil das correias e dos rolamentos dos eixos das polias.com) .14 .Tensionamento de correias O tensionamento de correias exige a verificação dos seguintes parâmetros:  Tensão ideal: deve ser a mais baixa possível.novaPDF. de modo tal que ela se flexione aproximadamente entre 10 mm e 20 mm conforme ilustrado a seguir.21 11. mesmo com picos de carga. Na prática.1. produção de calor excessivo nas correias.Proteção de sistemas Todo sistema que trabalha com transmissão de correias deve ser devidamente protegido para evitar acidentes. bastará empurrá-la com o polegar.1.20 11.  Tensão baixa: provoca deslizamento e. para verificar se uma correia está corretamente tensionada. Aconselha-se a colocação de telas ou grades de aço para essas proteções. Figura 11. ocasionando danos prematuros.19 Figura 11.

Figura 12.1. encurta-se a vida útil das correias.11.16.Adição de cargas Um sistema de transmissão por correias deve ser calculado adequadamente.CORRENTES Um ou vários eixos podem ser acionados através de corrente. substituindo trens de engrenagens intermediárias. Quando se adiciona carga ao sistema já existente. A transmissão de potência é feita através do engrenamento entre os dentes da engrenagem e os elos da corrente. É necessário para o funcionamento desse conjunto de transmissão que as engrenagens estejam em um mesmo plano e os eixos paralelos entre si.novaPDF. É. ainda.23 12.1 A transmissão por corrente normalmente é utilizada quando não se podem usar correias por causa da umidade.com) . vapores. não ocorre o deslizamento. etc.2 Educação Profissional 144 Created with novaPDF Printer (www. óleo. Figura 12. conforme comentários mostrados na ilustração. Figura 11. de muita utilidade para transmissões entre eixos próximos.

é fabricada em tipo standard.1. colocados rolos. Figura 12. ainda. sobre as buchas são.2. onde cada segunda tala pertence ao próximo elo da corrente.Corrente de dentes Nesse tipo de corrente há.com) . médio e pesado. Figura 12. sobre cada pino articulado. em transportadores.4 Figura 12.Corrente de rolos É composta por elementos internos e externos.6 12. em movimentação e sustentação de contrapeso e.1 .5 Várias correntes podem ser ligadas em paralelo.novaPDF. Educação Profissional 145 Created with novaPDF Printer (www. várias talas dispostas uma ao lado da outra.TIPOS DE CORRENTES 12.1 . onde as talas são permanentemente ligadas através de pinos e buchas. Esta corrente é aplicada em transmissões.3 Figura 12. com abas de adaptação.1.12. formando corrente múltipla. podem ser montadas até 8 correntes em paralelo.

1.9 Dessa maneira.Corrente de elos livres Esta é uma corrente especial usada para transportadores e. pois entre eles não há diferença.7 Figura 12.Figura 12. É conhecida por “link chain”. 12.8 Figura 12.3. de elo a elo vizinho. Sua característica principal é a facilidade de retirar-se qualquer elo. em alguns casos. É conhecida como corrente silenciosa (“silent chain”).com) . mesmo com o desgaste.10 Figura 12.11 Educação Profissional 146 Created with novaPDF Printer (www. o passo fica. podem ser construídas correntes bem largas e muito resistentes. sendo apenas necessário suspendê-lo.novaPDF. pode ser usada em transmissões. Além disso. igual. Figura 12. Esta corrente permite transmitir rotações superiores às permitidas nas correntes de rolos.

Engrenagens para correntes As engrenagens para correntes têm como medidas principais o número de dentes (Z). Figura 12.Corrente comum Conhecida também por cadeia de elos.12 12.13 12. forma um sólido (bloco). possui os elos formados de vergalhões redondos soldados.novaPDF.12. os pinos são cortados de arames de aço. transportadores e em uma infinidade de aplicações. mas. o passo (p) e o diâmetro (d). Figura 12.4 . cada par de rolos. beneficiadas ou temperadas para aproximadamente 60 rockwell.Fabricação das correntes As talas são estampadas de fitas de aço. porque a corrente se aplica sobre a roda em forma poligonal.1. É usada nos transportadores e os blocos formam base de apoio para os dispositivos usados para transporte. os rolos e as buchas são repuxados de chapas de aço ou enrolados de fitas de aço. As peças prontas são.1. Figura 12.com) .5.1.Corrente de blocos É uma corrente parecida com a corrente de rolos. podendo ter um vergalhão transversal para esforço.14 O passo é igual à corda medida sobre o diâmetro primitivo desde o centro de um vão ao centro do vão consecutivo. Educação Profissional 147 Created with novaPDF Printer (www.6. É usada em talhas manuais. separadamente. com seus elos.

instalação ou manutenção podem fazer com que as correntes apresentem vários defeitos. Os dentes são formados de tal modo que os rolos colocados entre eles tenham folga no flanco da frente e no flanco de trás. as laterais dos dentes são afiladas e 10% mais estreitas que a corrente. Figura 12.17 12.novaPDF.Danos típicos das correntes Os erros de especificação. Educação Profissional 148 Created with novaPDF Printer (www. O quadro a seguir mostra os principais defeitos apresentados pelas correntes e suas causas.com) .16 Algumas rodas possuem o perfil modificado para compensar o alargamento produzido pelo desgaste.15 O perfil dos dentes corresponde ao diâmetro dos rolos da corrente e para que haja facilidade no engrenamento.1.Figura 12. Figura 12.7.

12.novaPDF. Quando móveis. de vez em quando. Medir o desgaste das rodas dentadas. lavá-la com querosene. Nunca colocar um elo novo no meio dos gastos. Os eixos com médio teor de carbono exigem um tratamento térmico superficial. 13 . os eixos transmitem potência por meio movimento de rotação. Inverter a corrente. por meio de gotas.CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS A maioria dos eixos é construída em aço com baixo e médio teor de carbono.1. deixando escorrer o excesso. rolamentos materiais de vedação. pois estarão em contato permanente com buchas. Existem eixos fabricados com aços-liga.EIXOS Eixos são elementos mecânicos utilizados para articular um ou mais elementos de máquinas. 13.8. Educação Profissional 149 Created with novaPDF Printer (www. os seguintes cuidados deverão ser tomados:           Lubrificar as correntes com óleo. Medir ocasionalmente o aumento do passo causado pelo desgaste de pinos e buchas. Enxugar a corrente e mergulhá-la em óleo. altamente resistentes.1 . para prolongar sua vida útil.Manutenção das correntes Para a perfeita manutenção das correntes.com) . Verificar periodicamente o alinhamento. Armazenar a corrente coberta com uma camada de graxa e embrulhada em papel. banho ou jato. Para efetuar a limpeza da corrente. Não usar corrente nova em rodas dentadas velhas.

2 . A parte ajustável tem formato cônico e é firmemente fixada por meio de uma porca.13.3 13. Figura 13. 13.3 .1 .2 .novaPDF.4 . com degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles.CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS Quanto à seção transversal. vazados. Uma chaveta é utilizada para evitar a rotação relativa. roscados. os eixos são circulares e podem ser maciços.2.2. Figura 13.Eixos maciços Apresentam a seção transversal circular e maciça.1 13.com) . cônicos.Eixos vazados São mais resistentes aos esforços de torção e flexão que os maciços. ranhurados ou flexíveis.Eixos roscados Possuem algumas partes roscadas que podem receber porcas capazes de prenderem outros componentes ao conjunto. Suas extremidades são chanfradas para evitar o rebarbamento e suas arestas internas são arredondadas para evitar a concentração de esforços localizados.2.Eixos cônicos Devem ser ajustados num componente que possua furo de encaixe cônico. Educação Profissional 150 Created with novaPDF Printer (www. Figura 13. como os motores de aviões.2. Empregam-se esses eixos quando há necessidade de sistemas mais leves e resistentes.2 13.

O furo é construído para facilitar a desmontagem do eixo por meio de um dispositivo para sacá-lo. 13.Eixos ranhurados Apresentam uma série de ranhuras longitudinais em torno de sua circunferência. pinos cônicos. e a união com o motor é feita com uma braçadeira especial munida de rosca.6.5 . Verificar se existe. Educação Profissional 151 Created with novaPDF Printer (www.2. na face do eixo.5 13. porém exige os seguintes cuidados: Verificar a existência de elementos de fixação (anéis elásticos.4 13. Os eixos ranhurados são utilizados quando é necessário transmitir grandes esforços. pinos de posicionamento e chavetas) e retirá-los antes de sacar o eixo. um furo com rosca. O conjunto é protegido por meio de um tubo flexível. As ranhuras engrenam-se com os sulcos correspondentes das peças a serem montadas neles. parafusos. Os eixos flexíveis são empregados para transmitir movimento a ferramentas portáteis que operam com grandes velocidades e com esforços não muito intensos.Eixos flexíveis Consistem em uma série de camadas de arame de aço enrolado alternadamente em sentidos opostos e apertado fortemente. Figura 13.com) .7-Desmontagem de eixos A desmontagem de eixos é aparentemente simples e fácil.Figura 13.2.novaPDF.2.

Além desses fatores.  Pré-lubrificar todas as peças para que elas não sofram desgastes até o instante da chegada do lubrificante quando a máquina for posta para funcionar. o eixo deverá ser guardado em local seguro para não sofrer empenamentos ou outros danos.2. não deixando que o eixo passe pelo mancal.Montagem de eixos A montagem de eixos exige atenção.  Não permitir a presença de nenhum arranhão no eixo para não comprometer seu funcionamento e não provocar danos no mancal.  Não permitir a presença de nenhuma rebarba no eixo.8. 13. retificadora cilíndrica e fresadora) entre pontas. os seguintes cuidados deverão ser observados:  Efetuar limpeza absoluta do conjunto e do eixo para diminuir o desgaste por abrasão. cuidando para não bater nas bordas do eixo. onde seria fixado à máquina (torno.com) .  Verificar se as tolerâncias das medidas do eixo estão corretas usando paquímetro ou micrômetro. Após a desmontagem.6 Nunca bater com martelo na face do eixo. Danos no furo de centro impedem posteriores usinagens. Figura 13. recomenda-se usar um material protetor e macio como o cobre para receber as pancadas. Educação Profissional 152 Created with novaPDF Printer (www. As pancadas provocam encabeçamento.7 Se realmente for necessário bater no eixo para sacá-lo. especialmente se o eixo for muito comprido.novaPDF.Figura 13. além de produzir danos no furo de centro.  Colocar os retentores cuidadosamente para não provocar desgastes no eixo e vazamentos de lubrificante. organização e limpeza rigorosa.

13.2.9- Danos típicos sofridos pelos eixos Os eixos sofrem dois tipos de danos: quebra e desgaste. A quebra é causada por sobrecarga ou fadiga. A sobrecarga é o resultado de um trabalho realizado além da capacidade de resistência do eixo. A fadiga é a perda de resistência sofrida pelo material do eixo, devido às solicitações no decorrer do tempo. O desgaste de um eixo é causado pelos seguintes fatores:      Engripamento do rolamento; Óleo lubrificante contaminado; Excesso de tensão na correia, no caso de eixos-árvore acionados por correias; Perda de dureza por superaquecimento; Falta de lubrificante.

14 -TRAVAS
As uniões roscadas são submetidas a vibrações e podem soltar-se por essa razão. Para evitar isso, colocam-se travas e arruelas nas porcas ou parafusos. Existem dois tipos de travas:  Trava por fechamento de forma - é a mais segura e impede o afrouxamento da união.

Figura 14.1

Figura 14.2

Figura 14.3 Educação Profissional 153

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 Trava por fechamento de forças - esta trava estabelece uma força de compressão entre as peças, o que aumenta o atrito e dificulta o afrouxamento da união, mas não impede totalmente a soltura.

Figura 14.4

Figura 14.5

Figura 14.6

Figura 14.7

Figura 14.8

Figura 14.9

14.1 - CHAVETAS Chaveta é um corpo prismático que pode ter faces paralelas ou inclinadas, em função da grandeza do esforço e tipo de movimento que deve transmitir. É construída normalmente de aço. A união por chaveta é um tipo de união desmontável, que permite às árvores transmitirem seus movimentos a outros órgãos, tais como engrenagens e polias.

14.1.1- Classificação e características Chaveta de cunha (ABNT-PB-121) Empregada para unir elementos de máquinas que devem girar. Pode ser com cabeça ou sem cabeça, para facilitar sua montagem e desmontagem. Sua inclinação é de 1:100, o que permite um ajuste firme entre as partes.

Figura 14.10 Educação Profissional 154

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Figura 14.11

O princípio da transmissão é pela força de atrito entre as faces da chaveta e o fundo do rasgo dos elementos, devendo haver uma pequena folga nas laterais.

Figura 14.12 Havendo folga entre os diâmetros da árvore e do elemento movido, a inclinação da chaveta provocará na montagem uma determinada excentricidade, não sendo, portanto aconselhado o seu emprego em montagens precisas ou de alta rotação.

Figura 14.13 A figura a seguir mostra o modo de sacar a chaveta com cabeça.:

Figura 14.14 Educação Profissional 155

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14.1.2- Chaveta encaixada (DIN 141, 490 e 6883) É a chaveta mais comum e sua forma corresponde ao tipo mais simples de chaveta de cunha. Para facilitar seu emprego, o rasgo da árvore é sempre mais comprido que a chaveta. A mínimo = 2 . comprimento da chaveta

Figura 14.15

14.1.3 - Chaveta meia-cana (DIN 143 e 492) Sua base é côncava (com o mesmo raio do eixo). Sua inclinação é de 1:100, com ou sem cabeça. Não é necessário rasgo na árvore, pois transmite o movimento por efeito do atrito, de forma que, quando o esforço no elemento conduzido é muito grande, a chaveta desliza sobre a árvore.

Figura 14.16

14.1.4 - Chaveta plana (DIN 142 e 491) É similar a chaveta encaixada, tendo, porém, no lugar de um rasgo na árvore, um rebaixo plano. Sua inclinação é de 1:100 com ou sem cabeça. Seu emprego é reduzido, pois serve somente para a transmissão de pequenas forças.

Figura 14.17 14.1.5 - Chaveta tangencial (DIN 268 e 271) É formada por um par de cunhas com inclinação de 1:60 a 1:100 em cada rasgo. São sempre utilizadas duas chavetas e os rasgos são posicionados a 120º. Educação Profissional 156

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A designação tangencial é devido a sua posição em relação ao eixo. Por isso, e pelo posicionamento (uma contra a outra), é muito comum o seu emprego para transmissão de grandes forças, e nos casos em que o sentido de rotação se alterna.

Figura 14.17

Figura 14.18

14.1.6- Chaveta transversal Aplicada em uniões de órgãos que transmitem movimentos não só rotativos como também retilíneos alternativos. Quando é empregada em uniões permanentes, sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50. Se a união necessita de montagens e desmontagens frequentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15. Dupla (inclinação nos dois lados) Simples (inclinação em um lado)

Figura 14.19 14.1.7 - Chaveta paralela (DIN 269) É normalmente embutida e suas faces são paralelas, sem qualquer conicidade. O rasgo para o seu alojamento tem o seu comprimento. As chavetas embutidas nunca têm cabeça e sua precisão de ajuste é nas laterais, havendo uma pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e o fundo do rasgo elemento conduzido.

Figura 14.20 Educação Profissional 157

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A transmissão do movimento e das forças é feita pelo ajuste de suas faces laterais com as do rasgo da chaveta. A chaveta paralela varia quanto à forma de seus extremos (retos ou arredondados) e quanto à quantidade de elementos de fixação à árvore. Pelo fato de a chaveta paralela proporcionar um ajuste preciso na árvore não ocorre excentricidade, podendo, então, ser utilizada para rotações mais elevadas. É bastante usada nos casos em que o elemento conduzido é móvel.

Figura 14.21 14.1.8- Chaveta de disco ou meia-lua tipo woodruff (DIN 496 e 6888) É uma variante da chaveta paralela, porém recebe esse nome porque sua forma corresponde a um segmento circular. É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a montagem e se adaptar a conicidade do fundo do rasgo do elemento externo.

Figura 14.22

14.2 - ANEL ELÁSTICO É um elemento usado para impedir o deslocamento axial, posicionar ou limitar o curso de uma peça deslizante sobre um eixo. Conhecido também por anel de retenção, de trava ou de segurança. Deslocamento axial é o movimento no sentido longitudinal do eixo. Fabricado de aço para molas, tem a forma de anel incompleto, que se aloja em um canal circular construído conforme normalização.

14.2.1 - Tipos de anéis elásticos e aplicações Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 1000mm. Trabalha externamente - DIN 471.

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Figura 14.23 Aplicação: para furos com diâmetro entre 9.DIN 472. Figura 14.com) .26 Educação Profissional 159 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.DIN 6799.24 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 8 e 24mm.Figura 14. Trabalha internamente .5 e 1000mm. Figura 14.25 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 390mm para rolamentos. Trabalha externamente .

Figura 14. tolerâncias dimensionais.3 . forma. Figura 14.27 14. 160 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.30 Os alojamentos para pinos devem ser calibrados com alargador que deve ser passado de uma só vez pelas suas peças a serem montadas.28 Figura 14. Figura 14. fixação e transmissão de potência.para pequenos esforços axiais.com) . material e tratamento térmico.29 Os pinos se diferenciam por suas características de utilização.Anéis de secção circular .PINOS É uma peça geralmente cilíndrica ou cônica. acabamento superficial.novaPDF. oca ou maciça que serve para alinhamento.

Por isso os pinos com função de alinhar ou centrar devem estar a maior distância possível entre si. revenido e retificado.32 O principal esforço a que os pinos. geralmente associado a parafusos e prisioneiros. para diminuir os esforços de corte.33 14. Educação Profissional 161 Created with novaPDF Printer (www.Pino cilíndrico paralelo Pino de ajuste (guia) temperado É feito de aço-prata ou similar e é temperado. Figura 14. estão sujeitos é o de cisalhamento. Pode resistir a grandes esforços transversais e é usado em diversas montagens. de modo geral.com) . Quanto menor proximidade entre os pinos.novaPDF.1.3.Figura 14. Figura 14. maior o risco de cisalhamento e menor a precisão no ajuste.31 Esta calibragem é dispensada quando se usa pino estriado ou pino tubular partido (elástico).

4. Tem por diâmetro nominal o diâmetro menor. é temperado ou não e retificado.35 Todos os pinos que apresentam furo ou rosca são usados como eixo para articulações ou para suportar rodas. 14.36 14. com cabeça provida de ressalto para evitar o giro.37 Existem pinos cônicos com extremidade roscada a fim de mantê-los fixos em casos de vibrações ou sacá-los em furos cegos.Figura 14. Educação Profissional 162 Created with novaPDF Printer (www.3.3.Pino cônico Feito geralmente de aço-prata. etc. Figura 14. polias. m6 ou h8. A precisão destes pinos é j6. liso com furo para cupilha. com cabeça e furo para cupilha. com ponta roscada e cabeça. 14.Pino de união Tem funções secundárias como em dobradiças para caixas metálicas e móveis.3. isto é.novaPDF. Figura 14. em caso de sobrecarga esse pino se rompe para que não quebre um componente de maior importância.3.2.Pino de segurança É usado principalmente em máquinas-ferramentas como pino de cisalhamento. Figura 14.34 Pode ser liso.com) . para que se use a broca com essa medida antes de calibrar com alargador. cabos.

Educação Profissional 163 Created with novaPDF Printer (www. é fabricado de fita de aço para mola enrolada.3. pois permite muitas desmontagens sem prejudicar o alinhamento dos componentes.novaPDF. A forma e o comprimento do entalhes determinam os tipos de pinos. pino de ajuste e pino de segurança. Quando introduzido. Seu uso dispensa o furo alargado. 14.42 14. a fenda permanece aberta e elástica gerando o aperto. Este elemento tem grande emprego como pino de fixação.6.Pino estriado A superfície externa do pino estriado apresenta três entalhes e respectivos rebordos. O uso destes pinos dispensa o acabamento e a precisão do furo alargado.Figura 14.Pino tubular fendido Também conhecido como pino elástico.com) .5.41 Figura 14.39 Figura 14. além do que é possível compensar eventual desgaste ou alargamento do furo.3.38 Figura 14. Figura 14.40 O pino cônico tem largo emprego na construção de máquinas.

Isto proporciona uma força de ajuste maior em relação ao pino elástico comum.MANCAIS São elementos de máquinas destinados a apoiar e condicionar o movimento de eixos e outros componentes.Figura 14. A cupilha é usada principalmente para travar porcas-castelo.43 Figura 14.Cupilha ou contrapino Trata-se de um arame de secção semicircular dobrado de tal forma a obter-se um corpo cilíndrico e uma cabeça. material. Figura 14. Figura 14.3.45 Há um pino elástico especial chamado Connex. Seu funcionamento baseia-se no principio do atrito de deslizamento ou de rolamento.7. A tabela 1 demonstra as vantagens dos mancais de rolamentos sobre os de deslizamento. 15 . Tabela 15.46 14.com) . com fenda ondulada cujos cantos estão opostos entre si.44 Figura 14.47 Nota:Um pino qualquer ao se quebrar deve ser substituído por outro com as mesmas características de forma.1 – Vantagens dos rolamentos sobre os mancais de deslizamento Educação Profissional 164 Created with novaPDF Printer (www. tratamento e acabamento.novaPDF.

1.com) .15.2 . b) Axiais .2).suportam tanto carga axial quanto radial.1 .não podem ser submetidos a cargas radiais. os rolamentos podem ser: a) Radiais . é necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa (Figura 15.2 – Rolamento rígido de esferas Educação Profissional 165 Created with novaPDF Printer (www. c) Mistos . Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas.suportam cargas radiais e leves cargas axiais. O anel externo (capa) é fixado na peça ou na caixa e o anel interno é fixado diretamente ao eixo. encontrados nos mancais de deslizamento. Figura 15.novaPDF. chegaram-se-se aos mancais de rolamento ou simplesmente rolamentos.MANCAIS DE ROLAMENTO Quando se buscou diminuir sensivelmente os problemas de atrito de resistência à alta velocidade. destacamos alguns tipos: . 15.1 . 15.1. por conseguinte.1). Sua capacidade de ajustagem angular é limitada.1 – Estrutura de um rolamento de esferas Essas esferas ou rolos são mantidos eqüidistantes por meio do separador ou gaiola a fim de distribuir os esforços e manter concêntricos os anéis. Figura 15.Tipos de rolamentos Diversos tipos de rolamentos foram desenvolvidos ao longo dos anos agregando várias tecnologias.Classificação dos rolamentos Quanto ao tipo de carga que suportam.Rolamento rígido de uma carreira de esferas: É o mais comum dos rolamentos. Os rolamentos são simplesmente rolamentos de máquinas constituídos por dois anéis de aço separados por uma ou mais fileiras de esferas ou rolos (Figura 15.

Figura 15.4 – Rolamento autocompensador de esferas ..Rolamento autocompensador de esferas: É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no anel externo.5 – Rolamento de rola cilíndrico . o que facilita a montagem e desmontagem (Figura 15.Rolamento de rolo cilíndrico: É apropriado para cargas radiais elevadas e seus componentes são separáveis.Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas: Admite cargas axiais somente em um sentido. ou seja.Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos: Seu emprego é particularmente indicado para construções em que se exige uma grande capacidade de suportar carga radial e a compensação de falhas de alinhamento (Figura 15.6 – Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos Educação Profissional 166 Created with novaPDF Printer (www. portanto.com) . compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15.6).novaPDF.3 – Rolamento de esferas de contato angular . Figura 15. deve sempre ser montado contraposto a um outro rolamento que possa receber a carga axial no sentido contrário (Figura 15.3). Figura 15.5). o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular. Figura 15.4).

7 – Rolamento autocompensador de rolos . Figura 15.Rolamento autocompensador com duas carreiras de rolos: É um rolamento para os mais pesados serviços. Devido ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas. um contra o outro (Figura 15.Rolamento axial de esfera: Ambos os tipos de rolamento axial de esfera (escora simples e escora dupla) admitem elevadas cargas axiais..9 – Rolamento axial de esfera Educação Profissional 167 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.9). é necessária a atuação permanente de uma determinada carga axial mínima (Figura 15.Rolamento de rolos cônicos: Além de cargas radiais. Figura 15. Figura 15. não podem ser submetidos a cargas radiais. Os rolos são de grande diâmetro e comprimento. Para que as esferas sejam guiadas firmemente em suas pistas. os rolamentos de rolos cônicos também suportam cargas axiais em um sentido. existe uma distribuição uniforme de carga (Figura 15.7). Como só admitem cargas axiais em um sentido.8 – Rolamento de rolos cônicos . Os anéis são separáveis. porém. de modo geral torna-se necessário montar os anéis aos pares.8).com) . O anel interno e o externo podem ser montados separadamente.

3 .Designação dos rolamentos Os mancais de rolamentos têm designações alfanuméricas que auxiliam na sua identificação e padronização.11). 20  d < 500 mm .11 – Rolamento de agulhas 15.Série de rolamentos razoavelmente usada industrialmente. sempre em maquinaria pesada. Figura 15. Por esta norma. em comparação com os rolamentos de rolos comuns. também pode suportar consideráveis cargas radiais.Série de rolamentos que é razoavelmente usada industrialmente. conforme se observa no resumo apresentado abaixo:  0 < d < 10 mm – Série de rolamentos pouco usada. compensando possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15. A Norma mais utilizada é a ISO. d  500 mm . É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado (Figura 15. devido à disposição inclinada dos rolos.com) . em função do pequeno diâmetro interno. 10  d < 20 mm . a designação é construída de acordo com a variação do diâmetro interno do rolamento (d). A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento a propriedade de alinhamento angular. geralmente em máquinas pequenas.10 – Rolamento axial autocompensador de rolos .novaPDF.Rolamento de agulhas: Possui uma secção transversal muito fina.. Figura 15.    Educação Profissional 168 Created with novaPDF Printer (www.Rolamento axial autocompensador de rolos: Possui grande capacidade de carga axial e.Série de rolamentos mais usada industrialmente esta é a série de maior importância prática.10).1.

d – diâmetro interno. Radial Cônico Axiais Esquema comum de designações para rolamentos Variação do diâmetro interno [d] Esquema de Designação (Norma ISO) X X X / Y 0 < d < 10 mm Onde: XXX – série do rolamento Y .diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. B – largura de rolamentos radiais....d/5 YY YY YY . axiais. T – largura de rol. Y = 8  d = 8 mm Y = 9  d = 9 mm 10  d < 20 mm 20  d < 500 mm Educação Profissional 169 Created with novaPDF Printer (www. este apresenta o seguinte esquema XXY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY . H – altura de rol. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY .Tipos de Rolamentos e Suas Dimensões Padronizadas D – diâmetro externo.com) .diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. YY YY … = 04  d = 20 mm = 05  d = 25 mm = 06  d = 30 mm = 50  d = 250 mm = 51  d = 255 mm YY YY YY YY = 00 = 01 = 02 = 03     d = 10 mm d = 12 mm d = 15 mm d = 17 mm Valores para o diâmetro interno [d] Y = 1  d = 1 mm Y = 2  d = 2 mm Y = 3  d = 3 mm .novaPDF.. cônicos.

Observação 1: d/5 = diâmetro interno dividido por 5.. Principais séries de rolamentos para indústria Tipo de Rolamento Série YY = 95  d = 475 mm YY = 96  d = 480 mm YYY = 500  d = 500 mm YYY = 643  d = 643 mm YYY = 750  d = 750 mm … YYYY = 1000  d = 1000 mm YYYY = 1500  d = 1500 mm Série do tipo 6 6 6 6 6 6 6 6 6 16 6 16 6 6 NU NU NU NU NU NU NJ NJ NJ NJ NJ NUP NUP Série de Largura (1) (1) (1) (0) (0) (0) 2 (0) 2 (0) 3 (0) 1 1 1 (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 Rolamentos rígidos ou fixos de uma carreira de esferas Rolamentos de uma carreira de rolos cilíndricos 68 69 60 62 63 64 623 63 622 161 630 160 619 618 NU10 NU2 NU22 NU3 NU23 NU4 NJ2 NJ22 NJ3 NJ23 NJ4 NUP2 NUP22 Série do diam.com) .diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento.. Observação 2: Quando algum número é omitido na série do rolamento.novaPDF. externo 8 9 0 2 3 4 3 3 2 1 0 0 9 8 0 2 2 3 3 4 2 2 3 3 4 2 2 170 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.. . este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X / YYY.. d  500 mm Onde: XXX – série do rolamento YYY. este apresenta o seguinte esquema XX/YYY..

NUP3 NUP23 NUP4 N10 N2 N3 N4 NF2 NF3 NF4

NUP NUP NUP N N N N NF NF NF

(0) 2 (0) 1 (0) (0) (0) (0) (0) (0)

3 3 4 0 2 3 4 2 3 4

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo NA NA NA NA HK BK 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 2

Série de Largura 4 4 5 6 não há não há 2 2 3 3 0 2 3 0 2 3 3 4 3 4 2 3 1 2 1 1 1 1 2 2 2 3 3 3 9

Rolamentos radiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

NA48(NSK) NA49(NSK) NA59(NSK) NA69(NSK) HK(SKF) BK(SKF) 329 320 330 331 302 322 332 303 323 230 239 240 231 241 222 232 213 223 511 512 513 514 522 523 524 532 533 534 292

Série do diam. externo 8 9 9 9 não há não há 9 0 0 1 2 2 2 3 3 0 9 0 1 1 2 2 3 3 1 2 3 4 2 3 4 2 3 4 2 171

Rolamentos de rolos cônicos

Rolamentos autocompensadores de rolos

Rolamentos axiais de esferas ou escora simples

Rolamentos axiais

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autocompensadores de rolos

Rolamentos autocompensadores de esferas

293 294 10 12 13 22 23 112

2 2 1 1 1 2 2 1

9 9 (1) (0) (0) (2) (2) 1

3 4 0 2 3 2 3 2

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo 7 7 7 7 (0) (0) 4 4 5 5 5 5 5 5 QJ QJ NNU NNU AXK

Série de Largura (1) (1) (0) (0) 3 3 (2) (2) 4 2 4 2 4 2 (0) (0) 4 3 Não há

Rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular

Rolamentos de duas carreiras de esferas de contato angular Rolamentos rígidos ou fixos de duas carreiras de esferas Rolamentos axiais de duas carreiras de esferas ou escora dupla

Rolamentos de Rolamentos de quatro pontos de contato Rolamentos de duas carreiras de rolos cilíndricos Rolamentos axiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

79 70 72 73 33 32 43 42 544 524 543 523 542 522 QJ3 QJ2 NNU49 NN30 AXK

Série do diam. externo 9 0 2 3 3 2 3 2 4 4 3 3 2 2 3 2 9 0 Não há

OBSERVAÇÕES: há alguns casos particulares em que a norma ISO não é aplicada por algum fabricante Tipo de Rolamento Esquema de Designação Z X X Y Y Rolamento radial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rol. de agulhas, se for igual a HK é um rolamento sem fundo, se for BK é um rolamento com fundo; Educação Profissional Exemplo Designação - BK 1012 Rolamento radial de agulhas, com fundo, diâmetro interno de 10 mm e largura 12 mm.

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XX - diâmetro interno YY - largura do rolamento.

Z X X Y Y Rolamento axial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rolamento, neste caso AXK. XX - diâmetro interno YY - diâmetro externo.

Designação - AXK 1730 Rolamento axial de agulhas, diâmetro interno de 17 mm e diâmetro externo 30 mm.

15.2 - MANCAIS DE DESLIZAMENTO São conjuntos destinados a suportar as solicitações de peso e rotação de eixos e árvores. Os mancais estão submetidos ao atrito de deslizamento que é o principal fator a considerar para sua utilização.

15.2.1 - Classificação dos mancais Pelo sentido das forças que suportam, os mancais classificam-se em: axiais (Figura 15.12), radiais (Figura 15.13) e mistos (Figura 15.14).

Figura 15.12 – Mancal axial

Figura 15.13 – Mancal radial

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Mancal inteiriço: Feito geralmente de ferro fundido e empregado como mancal auxiliar embuchado ou não.16 – Detalhes construtivos de um mancal radial inteiriço Educação Profissional 174 Created with novaPDF Printer (www.Formas construtivas dos mancais Os mancais.2 .Mancal axial: Feito de ferro fundido ou aço tem como fator principal à forma da superfície que deve permitir uma excelente lubrificação. sendo importante em sua consecução os entalhes para lubrificação (Figura 15. Figura 15.com) .14 – Mancal misto 15.15).2. A bucha pode ser dispensada em casos de pequena solicitação.2. em sua maioria.novaPDF.3 – Tipos de mancais de deslizamento . 15. são constituídos por uma carcaça e uma bucha. Podem ser construídos para girar em sentido único ou em duplo sentido. Suporta esforços radiais (Figura 15.16).Figura 15.15 – Detalhes construtivos de um mancal axial . Figura 15.

Empregado geralmente em tornos e máquinas que devem funcionar com folga constante (Figura 15. metal antifricção. b) Baixa resistência ao cisalhamento.Mancal reto bipartido: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado com buchas de bronze ou casquilhos de metal antifricção.novaPDF. A bucha tem sempre forma que permite reajuste radial. para efeito de limpar a película lubrificante. à fadiga.18). c) Baixa soldabilidade ao aço.4 . e) Resistência à compressão. g) Coeficiente de dilatação semelhante ao do aço. para evitar defeitos e cortes na superfície.Mancal ajustável: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado. Figura 15. Os sinterizados são autolubrificantes por serem mergulhados em óleo quente após sua fabricação. à temperatura de trabalho e à corrosão.2. Educação Profissional 175 Created with novaPDF Printer (www. Empregado para exigências médias (Figura 15. Este processo faz com que o óleo fique retido na porosidade do material e com o calor do trabalho venha à superfície cumprir sua função. Os materiais mais usados são: bronze fosforoso.18 – Detalhes construtivos de um mancal radial bipartido 15. para facilitar o alisamento da superfície.17). f) Boa condutibilidade térmica.17 – Detalhes construtivos de um mancal radial ajustável .. ligas de cobre sinterizado com adição de chumbo ou estanho ou grafite em pó. latão. bronze ao chumbo.Materiais para buchas Os materiais para buchas devem ter as seguintes propriedades: a) Baixo módulo de elasticidade. materiais plásticos como o náilon e o politetrafluretileno (teflon). para facilitar a acomodação à forma do eixo.com) . Figura 15. d) Boa capacidade de absorver corpos estranhos. ligas de alumínio.

a desgaste e a envelhecimento.2).com) . São genericamente conhecidas como juntas. Além disso. O desempenho do elemento de vedação depende de sua capacidade de preencher os espaços entre as peças envolvidas.2 – Tipos de vedadores Existe uma grande variedade de vedadores. gaxetas e guarnições. a pressão.Classificação dos elementos de vedação a) Vedação estática. uma vez que são desenvolvidos para atender aos mais variados projetos de máquinas. Em função da solicitação as vedações são feitas em diversos formatos e diferentes materiais. a calor. 16.1). retentores. Figura 16.16 . As partes a serem vedadas podem estar em repouso ou movimento.novaPDF.ELEMENTOS DE VEDAÇÃO 16. Uma vedação deve resistir a meios químicos. b) Vedação dinâmica.1.2 – Exemplo de vedação dinâmica 16. possuem uma enorme gama de medidas para cada tipo de vedador. a) Vedação estática: Não existe movimento considerado entre as parte envolvidas (Figura 16.1 – VEDADORES São elementos destinados a proteger máquinas ou equipamentos contra a saída de líquidos e gases. e a entrada de sujeira ou pó.1 . Juntas: Exercem a vedação de forma estática nas máquinas e equipamentos.1 – Exemplo de vedação estática b) Vedação dinâmica: Existe movimento de qualquer das partes com o elemento de vedação (Figura 16.1. São fabricadas a partir de vários materiais escolhidos de acordo com o produto a ser vedado e o meio externo de Educação Profissional 176 Created with novaPDF Printer (www. Figura 16.

6).5 – Exemplos de juntas de plástico (Teflon) Juntas metálicas: Fabricadas em aço. Figura 16.4 – Exemplo de juntas de borracha Juntas de plástico: Especialmente os polímeros do tipo Nylon. entre outros.trabalho. Figura 16.3). como auxiliares nas vedações com guarnições de papelão ou cortiça.3 – Junta de papelão hidráulico Juntas de borracha: Fabricadas em borracha natural ou sintética (Figura 16. Exemplos de juntas: Papelão hidráulico: Fabricado a partir de amianto ou não amianto com borrachas e ligantes (Figura 16. e tipos semi-sectivos que mantêm a elasticidade para compensar a dilatação. Empregados. especialmente em aplicações sob altas temperaturas. Teflon. Existem tipos que se erigissem e são usados para alta pressão.com) . alumínio cobre latão ou ligas são muito utilizadas na mecânica.novaPDF. A ordem de aperto dos parafusos tem de ser respeitada para uniformizar a massa (Figura 16. Poliuretano estão sendo cada vez mais utilizados pela sua capacidade de vedação e resistência à deterioração (Figura 16. acabamento das superfícies a vedar.4).5). além de outros fatores como pressão interna do produto a vedar.  Junta plástica ou veda junta .são produtos químicos em pasta usados em superfícies rústicas ou irregulares. também. Figura 16. Educação Profissional 177 Created with novaPDF Printer (www.

entre outras (Figura 16.6 – Aplicação de junta plástica Anel tipo “0” de borracha e secção circular .novaPDF.Figura 16.7). tem perfil labial e veda principalmente peças móveis. Figura 16. também apresentam um anel de arame ou mola helicoidal para manter a tensão ao vedar (Figura 16. válvulas em geral. Podem ser usados para vedação elástica ou dinâmica (Figura 16.usados em diversas aplicações. É um dos elementos de vedação mais comum.9 – Exemplos de vedação com retentores Educação Profissional 178 Created with novaPDF Printer (www.8 – Exemplos de tipos anel “O” Retentor .7 – Exemplos de aplicações dos anéis tipo “O” Figura 16.é feito de borracha ou couro. tais como vedações em componentes hidráulicos e pneumáticos. Alguns tipos possuem uma carcaça metálica para ajuste no alojamento.8). motores de combustão interna.com) . Figura 16.9).

Gaxetas: São conhecidos por gaxeta os elementos vedantes que permitem ajustes à medida que a eficácia da vedação vai diminuindo. São utilizadas principalmente em bombas centrífugas e válvulas (Figura 16.11). para serem recortadas.11 – Confecção das gaxetas Selo mecânico: É um vedador de precisão que utiliza princípios hidráulicos para reter os fluídos.novaPDF. ou em anéis já prontos para a montagem (Figura 16.com) .10 – Aplicação da gaxeta Figura 16.10).12). Figura 16. A vedação exercida pelo selo mecânico se processa em dois momentos: a vedação principal e a secundária (Figura 16. As gaxetas são fabricadas em forma de corda. Educação Profissional 179 Created with novaPDF Printer (www.

b) Teflon.Figura 16. conseqüentemente. indústria de bebidas (fabricação de cerveja). tratamento de água e esgoto (bombas de lama bruta). d) Grafoil. com a finalidade de penetrar por entre as faces seladoras e mantê-las afastadas uma da outra. f) Carvão. indústria da construção (bomba de submersão).12 – Aplicação do selo mecânico Vantagens do selo mecânico: a) Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de vedação. faz-se circular um líquido adequado pela caixa de gaxeta. c) Buna Nitrílica. b) Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha. d) Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão normais do eixo rotativo. c) A vazão ou fuga do produto em operação é mínima ou invisível. para evitar que isso aconteça. reduz a perda de potência da bomba. Os principais fatores que prejudicam o bom funcionamento do selo são a alta temperatura e os abrasivos. Os materiais empregados na fabricação dos componentes de um selo mecânico são: a) Viton. e) Reduz o tempo de manutenção. energia (bombas de climatização de caldeira). corrosivos ou inflamáveis. em que o líquido tem a função de lubrificar e refrigerar o selo. construção naval (bomba principal de refrigeração por água do mar).com) . A alta temperatura deve ser mantida dentro de uma faixa tolerável e os abrasivos Educação Profissional 180 Created with novaPDF Printer (www. O selo mecânico é usado em equipamentos de grande importância como aqueles usados em refinarias (bombas de transporte). indústria química (bombas padronizadas). f) Permite operar com segurança fluídos tóxicos. e) Kalrez. isto é. usinas termoelétricas e nucleares. indústria têxtil (bombas de tintura).novaPDF. Funcionamento do selo mecânico: A grande quantidade de calor gerada nas faces seladoras devido ao atrito entre as superfícies pode dar origem à falhas e desgastes do selo. substitui-se o atrito sólido pelo atrito fluído.

17 . Altura da cabeça. porcas e arruelas são peças metálicas de vital importância na união e fixação dos mais diversos elementos de máquina. ou seja: material. Comprimento do corpo.PARAFUSOS O parafuso é formado por um corpo cilíndrico roscado e por uma cabeça que pode ser hexagonal.com) . b) Refrigeração da sede do selo. Comprimento da rosca. sextavada. c) Lubrificação das faces seladoras. f) Abafamento. Figura 17.Dimensão dos parafusos As dimensões principais dos parafusos são:     Diâmetro externo ou maior da rosca. quadrada ou redonda (Figura 17.1 .novaPDF.1.PARAFUSOS. h) Suspiro e dreno. Parafusos. Os sistemas auxiliares mais usados para diminuir ou evitar os problemas de funcionamento do selo são: a) Refrigeração da caixa de selagem. Isto é conseguido por meio de “sistemas auxiliares”.1 . g) Selo duplo. a especificação completa de um parafuso e sua porca engloba os mesmos itens cobertos pelo projeto de um elemento de máquina. afastamentos e acabamento. tolerâncias. Por sua importância.devem ficar afastados da película lubrificante formada entre as faces seladoras.1). dimensionamento. d) Lavagem ou circulação. PORCAS E ARRUELAS. 17. 181 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. tratamento térmico. e) Recirculação com anel bombeador.1 – Parafusos com cabeça sextavada e quadrada 17.

1.3 – Parafuso com rosca parcial Figura 17.Tipos de parafusos Os parafusos podem ser:      Sem porca.4). Os parafusos podem ter rosca (Figura 17.6).4 – Parafuso com rosca total . Prisioneiro. Nesse caso. Distância do hexágono entre planos e arestas.5 e 17.2 – fixação com parafuso Figura 17. Consiste numa barra de seção circular com roscas nas duas extremidades (Figura 17. Figura 17. De ponta atuante.7 e 17. Educação Profissional 182 Created with novaPDF Printer (www. O comprimento do parafuso refere-se ao comprimento do corpo.2 . esta pode ser substituída por um furo com rosca em uma das peças. Com porca. Figura 17.novaPDF.3) ou total ou parcial (Figura 17. .Parafuso prisioneiro: O parafuso prisioneiro é empregado quando se necessita montar e desmontar parafuso sem porca a intervalos freqüentes. 17.com) .8).6 – Exemplos de parafusos com porcas .Parafuso com porca: Às vezes.Parafuso sem porca: Nos casos onde não há espaço para acomodar uma porca. Allen.2).5 – Fixação parafuso com porca Figura 17. A união dá-se através da passagem do parafuso por um furo passante na primeira peça e rosqueamento no furo com rosca da segunda peça (Figura 17. o parafuso com porca é chamado passante (Figura 17. a união entre as peças é feita com o auxílio de porcas e arruelas.

que é geralmente cilíndrica e recartilhada. Figura 17. Borboleta. sextavadas. Possui fenda ou sextavado interno (Figura 17.novaPDF. quadradas ou redondas e servem para dar aperto nas uniões de peças ou. Educação Profissional 183 Created with novaPDF Printer (www. Para o aperto.10). Castelo.Figura 17.7 – Exemplo de parafuso prisioneiro Figura 17.Parafuso Allen: O parafuso Allen é fabricado com aço de alta resistência à tração e submetido a um tratamento térmico após a conformação. Figura 17. para auxiliar na regulagem.Tipos de porcas São os seguintes os tipos de porcas:     Sextavada.10 – Exemplo de parafuso de ponta atuante 17.2. utilizasse uma chave especial: a chave Allen (Figura 17.com) . Cega (ou remate). providas de um furo roscado onde são atarraxadas ao parafuso. 17.9 – Fixação por parafuso allen .1 .9).Parafuso Ponta Atuante: O parafuso de ponta atuante não tem cabeça e serve para fixar peças em eixos.8 – Fixação por parafuso prisioneiro . Possui um furo hexagonal de aperto na cabeça. São hexagonais.2 – PORCAS Porcas são peças de forma prismática ou cilíndrica. em alguns casos.

Figura 17.12). usada para fixar os parafusos nas peças (Figura 17.13). uma das extremidades do furo rosqueado é encoberta.12 – Exemplo de porca castelo . Figura 17. esse tipo de porca é empregado quando a montagem e a desmontagem das peças são necessárias e freqüentes (Figura 17.13 – Exemplos de porcas cegas .Porca castelo: A porca castelo é uma porca hexagonal com seis entalhes radiais.11).14).com) .11 – Exemplos de porcas sextavadas .Porca sextavada: A porca sextavada é o tipo mais comum. Figura 17. . coincidentes dois a dois. de modo que uma cupilha possa ser passada para travar a porca (Figura 17.14 – Exemplo de porca borboleta Educação Profissional 184 Created with novaPDF Printer (www.Porca cega (ou remate): Nesse tipo de porca. que se alinham com um furo no parafuso. ocultando a ponta do parafuso. Contraporcas.Porca borboleta: Possui saliências parecidas com asas para proporcionar o aperto manual. É geralmente cromada e possibilita um acabamento de boa aparência (Figura 17.novaPDF. Geralmente fabricada em aço ou latão. Figura 17. podendo ser feita de aço ou latão.

novaPDF. são utilizadas com porcas e parafusos de latão. Evitar deformações nas superfícies de contato. com um furo no centro. no sentido do eixo) na montagem das peças. . Evitar que a porca afrouxe. Arruela de pressão. Figura 17.16) Figura 17.Arruela lisa (ou plana): Geralmente é feita de aço e é usada sob uma porca para evitar danos à superfície e distribuir a força do aperto. e para sua travação são necessárias duas chaves de boca (Figura 17. o que pode causar danos às máquinas. Evitar desgaste da cabeça do parafuso ou da porca. mais baratas. Suprimir folgas axiais (isto é. alumínio. fibra e couro são extensivamente usadas na vedação de fluidos.Tipos de arruelas Os três tipos de arruela mais usados são:    Arruela lisa.15). 15. mas as de melhor qualidade são usinadas e têm a borda chanfrada como acabamento (Figura 17.Contraporcas: As porcas sujeitas a cargas de impacto e vibração apresentam tendência a afrouxar. A maioria das arruelas é fabricada em aço. As arruelas de qualidade inferior..15 – Travamento por contraporca 17. mas o latão também é empregado. Arruela estrelada.16 – Exemplos de arruelas lisas 185 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.3. As arruelas servem basicamente para:      Proteger a superfície das peças. Um dos meios de travar uma porca é através do aperto de outra porca contra a primeira. pelo qual passa o corpo do parafuso. são furadas a partir de chapas brutas. de pouca espessura.com) .1 .3 – ARRUELAS São peças cilíndricas. neste caso. Por medida de economia utiliza-se uma porca mais fina. As arruelas de cobre.

enquanto a maior é a coroa.novaPDF. gerando uma grande força de tração entre a porca e a superfície (Figura 17. feita de aço de mola de seção retangular.Arruela estrelada (ou arruela de pressão serrilhada): é de dentes de aço de molas e consiste em um disco anular provido de dentes ao longo do diâmetro interno ou diâmetro externo. A teoria das engrenagens baseia-se nos rodetes.Arruela de pressão: A arruela de pressão consiste em uma ou mais espiras de mola helicoidal. as próprias rodas dentadas são chamadas de engrenagens (Figura 18. Na linguagem corrente. Quando a porca é apertada.17). Figura 17. a de menor número de dentes é chamada de pinhão. Figura 17.17 – Exemplo de arruela de pressão . No par de rodas dentadas.18 – Exemplos de arruelas estreladas 18 – ENGRENAGENS São conjuntos (um par no mínimo) de rodas dentadas destinadas à transmissão de movimento e potência.18). Sua finalidade é transmitir o movimento de rotação de um eixo para outro.com) .. Quando a porca é apertada.1 – Exemplo de par de engrenagens Educação Profissional 186 Created with novaPDF Printer (www. A arruela estrelada com dentes externos é empregada em conjunto com parafusos de cabeça chanfrada (Figura 17. As engrenagens são órgãos de contato direto e movimento misto: deslizamento e rolamento. Os dentes são torcidos e formam pontas aguçadas. modificando a velocidade e permitindo a transmissão de potências elevadas. a arruela se comprime.1). Coroa Pinhão Figura 18. os dentes se aplainam penetrando nas superfícies da porca e da peça em contato. pois as engrenagens ou rodas dentadas nada mais são do que rodetes dispondo de saliências e reentrâncias que se conduzem mutuamente e dão origem aos chamados dentes de engrenagens.

com) . é importante reconhecer a denominação atribuída aos seus elementos básicos (Figura 18.1 – NOMENCLATURA Considerando a forma construtiva das engrenagens.3 – Engrenagens cilíndricas de dentes retos Educação Profissional 187 Created with novaPDF Printer (www. É usada em transmissão que requer mudança de posição das engrenagens em serviço. por causa do ruído que produz (Figura 18.TIPOS DE ENGRENAGENS 18.1 . pois é fácil de engatar.2 – Nomenclatura dos principais elementos de uma engrenagem 18. Figura 18. É mais empregada na transmissão de baixa rotação do que na de alta rotação. Figura 18.2).18.Engrenagem cilíndrica de dentes retos Os dentes são dispostos paralelamente entre si e em relação ao eixo.3).2 . É o tipo mais comum de engrenagem e o de mais baixo custo.2.novaPDF.

3 .6).2.2.5 – Engrenagem cilíndrica com dentes internos 18. É usada em transmissão fixa de rotações elevadas por ser silenciosa devido a seus dentes estarem em componente axial de força que deve ser compensada pelo mancal ou rolamento. Figura 18. É usada para transformar movimento giratório em longitudinal (Figura 18. Figura 18.2 .4 .18.5). permitindo uma economia de espaço e distribuição uniforme da força.com) .novaPDF.Engrenagem cilíndrica com dentes internos É usada em transmissões planetárias e comandos finais de máquinas pesadas.6 – Engrenagem cilíndrica com cremalheira Educação Profissional 188 Created with novaPDF Printer (www.Engrenagem cilíndrica com cremalheira A cremalheira pode ser considerada como uma coroa dentada com diâmetro primitivo infinitamente grande.4). Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e também para eixos que formam um ângulo qualquer entre si (Figura 18. Figura 18.2.Engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais Os dentes são dispostos transversalmente em forma de hélice em relação ao eixo.4 – Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais 18. As duas rodas do mesmo conjunto giram no mesmo sentido (Figura 18.

A engrenagem cônica é usada para mudar a rotação e direção da força.7).2.6 .2.2.7 .novaPDF.18.Engrenagem cônica com dentes helicoidais Empregada quando o par de rodas cônicas deve transmitir grandes potências e girar suavemente. Isso permite a compensação da força axial na própria engrenagem. Educação Profissional 189 Created with novaPDF Printer (www. em baixas velocidades (Figura 18. Pode ser fabricada em peça única ou em duas metades unidas por parafusos ou solda.Engrenagem cônica com dentes retos É empregada quando as árvores se cruzam.5 .Engrenagem cilíndrica com dentes em “V” ou bi-helicoidais Conhecida também como engrenagem espinha de peixe. podendo ser menor ou maior. geralmente de 30 a 45º. eliminando a necessidade de compensar esta força nos mancais. Usam-se grandes inclinações de hélice. a engrenagem em espinha de peixe deve ser montada com precisão e uma das árvores deve ser montada de modo que flutue no sentido axial.8). o que dificulta sua fabricação. Para que cada parte receba metade da carga.com) .8 – Engrenagem bi-helicoidais 18. Possui dentado helicoidal duplo com uma hélice à direita e outra à esquerda.9). Neste último caso só é admissível o sentido de giro no qual as forças axiais são dirigidas uma contra a outra (Figura 18. pois com este formato de dentes consegue-se o engrenamento simultâneo de dois dentes (Figura 18. diminui a precisão e requer uma montagem precisa para o funcionamento adequado. Figura 18. Os dentes das rodas cônicas têm um formato também cônico. Figura 18. o ângulo de interseção é geralmente 90º.7 – Engrenagem cônica com dentes retos 18.

31 26.22 21.Figura 18. como nas engrenagens helicoidais.45 33.02 63.85 54.35 28.67 35.36 Educação Profissional 190 Created with novaPDF Printer (www. São usados quando se precisa obter grande redução de velocidade e conseqüente aumento de momento torsor. A fim de manter o desgaste e a geração de calor dentro dos limites.00 10.89 55.28 40 60 6.51 36.novaPDF.26 66.10197 Kgf.30 24.04 64.59 40.43 32. adequam-se os materiais do sem-fim (aço) e da coroa (ferro fundido ou bronze).16 18.30 70 7.m) em Kilograma-força.73 47.71 46.65 43.69 44.93 58.77 49.37 29. Figura 18.18 19.14 69.49 34.06 13.61 41.2. Entre o sem-fim e a coroa produz-se um grande atrito de deslizamento.99 61.10 14. O sem-fim e a coroa servem para transmissão entre dois eixos perpendiculares entre si.12 16.08 5.20 20 204 12.39 30.95 59. metro (Kgf.91 57.24 50 (Kgf.63 42.12 68.Parafuso sem-fim e engrenagem côncava (coroa) O parafuso sem-fim é uma engrenagem helicoidal com pequeno número (até 6) de dentes (filetes).79 50.87 45.32 80 8.22 30 3.63 37.00 62. devendo o conjunto funcionar em banho de óleo (Figura 18.10).16 70.18 10 1.55 38.10 67.24 22.14 17.28 15.47 25.20 20.10 – Sem-fim coroa ANEXO Tabela de conversão de torques Newton.57 39.com) .8 . Nos engrenamentos sem-fim.83 53.76 48. metro (N.m) 4.m = 0.08 65.34 90 9.26 23. aparecem forças axiais que devem ser absorvidas pelos mancais.02 11.m) 1 N.41 31.m Nm 0 100 200 300 400 500 600 0 0.81 52.06 50.9 – Engrenagem cônica com dentes helicoidais 18.97 60.33 27.

90 13.pé (Lbf.24 67.68 54.53 65.77 39.49 53.97 24.24 147.07 17.66 95.63 111.60 69.99 73.38 14.80 50.28 51.99 112.04 55.76 53.76 39.71 56.298 135.64 94.28 109.61 50.0885 8.07 77.46 141.35 31.47 70.02 74.75 138.48 122.92 28.55 126.0723 7.42 42.14 60.02 21.97 51.52 36.85 24.78 20.19 44.36 14.40 136.59 78.49 23.83 105.71 98.pé) 2.cm Kgf.11 79.01 74.pol 0.70 35.53 145.73 99.58 = N.11298 1.07 49.23 7 5.56 64.40 28.pé) 1 N.pé Nm 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 7.0833 1 Educação Profissional 191 Created with novaPDF Printer (www.44 Fator de cálculos de torque Unidade conhecida N.56 27.00 38.70 97.83 32.31 3 4.21 71.93 110.16 82.59 70.05 36.93 27.700 800 900 1000 71.50 87.42 83.7376 0.81 19.88 66.18 143.40 82.m) em libra-força.72 96.11 46.54 46.m Kgf.82 62.03 75.84 123.75 58.35 62.41 37.09 63.17 63.45 25.04 135.31 71.91 109.04 66.62 130.7 11.97 72.07 17.92 58.06 80.92 108.90 47.58 91.21 9.62 31.34 33.cm N.80 5 6 7 8 9 1 Lbf.01 1 0.78 36.48 8.pé = N.87 85.32 79.04 35.73 77.24 23.19 124.01 100 1 1.77 119.76 22.95 3.94 89.75 77.m 0.32 52.34 113.14 29.33 11.00738 0.77 101.26 48.29 90.11 76.152 0.37 70.05 76.pé = 12 Lbf.09 10.43 11.85 104.63 31.807 0.825 0.46 61.33 132.36 94.44 84.28 3 2.48 42.45 56.78 100.71 16.868 86.31 34.38 8.851 0.m Lbf.metro (N.87 61.62 93.13825 = Lbf.16 43.cm = Kgf.70 9 6.66 59.00 93.21 105.97 131.60 92.89 146.85 78.41 117.356 Nm) Lbf.94 72.89 108.09807 9.88 30.64 14.22 86.18 57.46 85.00102 10.12 40.14 101.pol Newton.02 52.66 73.50 22.83 43.38 75.68 134.54 50.cm 1 100 9.50 103.59 16.25 68.26 128.197 0.30 65.67 4 (Nm) 5.44 80.09 78.90 44.69 42.73756 Lbf.49 4 6 4.28 20.pé em Newton.17 12.02 6.42 73.80 81.71 18.09 78.19 26.57 33.81 104.68 96.m = 0.98 32.10197 0.87 107.metro (1 Lbf.97 54.20 25.01 5 (Lbf.pé = 1.33 48.40 59.06 116.64 45.11 136.45 12.10197 1 0.74 8.85 108.00 62.10 25.61 55.47 33.12 15.80 1 0.83 64.39 56.70 115.82 142.27 29.26 37.52 67.75 100.233 0.pol Lbf.21 39.796 1 12 = Lbf.54 2 1.51 84.54 19.95 111.novaPDF.60 1 1.38 81.73 69.56 90.14 21.16 74.65 92.15 Libra força.07 97.85 40.79 102.58 88.96 2 2.01152 13.59 47.pé 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 13.43 98.23 47.63 76.10 59.56 107.3558 Unidade de medição = Kgf.90 127.52 88.95 41.807 980.42 18.66 28.com) .38 45.97 8 5.54 89.48 86.86 16.69 10.m 0.90 75.78 67.pé 0.12 120.13 80.68 73.74 9.

Ferramentas. Rio de Janeiro: Qualitymark: Abraman. CRUZ. 2003.com) . Rio de Janeiro: Qualitymark: Abraman.novaPDF. Mecânica: Noções Básicas de Amarração. Mecânica: Procedimento de Segurança e Higiene do Trabalho. Gestão estratégica e técnicas preditivas. Alan. José Nunes. Espírito Santo: SENAI/CST. KARDEC. SENAI.s/ ano. Organização da Manutenção. Napoleão Lupes. GOMES. Educação Profissional 192 Created with novaPDF Printer (www. SANTOS. Sinalização e Movimentação de Cargas. Manual prático da manutenção industrial. TELECURSO2002. Editora Globo. Mecânica: Manutenção. Máquinas GEDORE. SENAI. CEFETES. Equipamentos. 2002. 2002. Jairo Estevão. 1999. ULIANA. Espírito Santo: SENAI/CST. Valdir Aparecido dos. OLMEDO. ETFES. KARDEC. Josino Ferreira de. 2003. 2002. 1996. MIRSHAWKA. ROCCA. Catalogo de Ferramentas – O seu parceiro em ferramentas profissionais. Robison Orlando.BIBLIOGRAFIA AMORIM. Gestão estratégica e Manutenção Autônoma. Carlos. NETO. 1995. Ronaldo Neves. São Paulo: Ícone editora. Renilton Operatrizes I – Ferramentaria. 1996. Victor. Manutenção: Combate aos custos da nãoeficácia. Alan. Makron Books.

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