Curso Técnico em Mecânica

Módulo I – Mecânico Industrial

MANUTENÇÃO MECÂNICA I

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SUMÁRIO

1 – ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1.1 – INTRODUÇÃO 2 – HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO 2.1 – CONCEITOS E OBJETIVOS 2.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS 3 – A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 3.1 – TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO 3.2 – ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA 4 – ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO 4.1 – MANUTENÇÃO CORRETIVA 4.2 – MANUTENÇÃO PREVENTIVA 5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5.1 – INTRODUÇÃO 5.2 – CHAVE DE BOCA E ESTRELA 5.3 – CHAVES DE FENDA E PHILIPS 5.4 – CHAVE EXAGONAL ALLEN 5.5 – CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU INGLESA 5.6 - SACA POLIAS 5.7 - TALHADEIRA E BEDAME 5.8 - SACA PINOS CÔNICO E PARALELO 5.9 - CHAVE PARA TUBOS 5.10 - ESPÁTULAS 5.11 - VERIFICADORES E CALIBRADORES 5.12 - TORQUÍMETRO 5.13 - MULTIPLICADORES DE TORQUE 6 – FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO 6.2 – TIPOS 6.3 – CUIDADOS GERAIS 7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.1 – INTRODUÇÃO 7.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS

04 04 05 06 07 09 10 14

17 17 22 36 36 38 41 42 43 44 45 46 46 47 47 48 57 62 62 63 64 65 65 65

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8 – MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8.1 – INTRODUÇÃO 8.2 – SEGURANÇA 8.3 - COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR 8.4 - SINAIS VISUAIS 8.5 - ACESSÓRIOS DO MOVIMENTADOR 8.6 - ISPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS 9 - ELEMENTOS MECÂNICOS 9.1 - ACOPLAMENTOS 9.2 - CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9.3 - TIPOS DE ACOPLAMENTOS FEXÍVEIS 9.4 - EMBREAGENS 10 - FREIOS 10.1- FREIOS DE DUAS SAPATAS 10.2- FREIO DE DISCO 10.3- FREIO DE SAPATA E TAMBOR 10.4- FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR 10.5- FREIO MULTIDISCO 10.6- FREIO CENTRÍFUGO 11 - POLIAS E CORREIAS 11.1- RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO 11.2 - POLIAS 12 - CORRENTES 12.1- TIPOS DE CORRENTES 13 - EIXOS 13.1-CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS 13.2- CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS 14 - TRAVAS 14.1 - CHAVETAS 14.2 - ANEL ELÁSTICO 14.3 - PINOS 15- MANCAIS DE ROLAMENTO E DE DESLIZAMENTO 15.1 – MANCAIS DE ROLAMENTO 15.2 – MANCAIS DE DESLIZAMENTO 16- ELEMENTOS DE VEDAÇÃO

80 80 80 83 84 88 116 121 121 121 123 126 130 130 131 131 131 132 132 132 133 133 144 145 149 149 150 153 154 158 160 164 165 173 176

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com) .EMBREAGEM 18.novaPDF.17.PARAFUSOS.1 – PARAFUSOS 17.2 –TIPOS DE ENGRENAGENS ANEXO I BIBLIOGRAFIA 181 181 183 185 186 187 187 190 192 Educação Profissional 3 Created with novaPDF Printer (www.3 – ARRUELAS 18.2 – PORCAS 17. PORCAS E ARRUELAS 17.1 – NOMENCLATURA 18.

produtos e gerenciamento ambiental passaram a ser a meta de todas as empresas. Educação Profissional 4 Created with novaPDF Printer (www. Imagine que eu seja um fabricante de rolamentos e que tenha concorrentes no mercado. Se eu não tiver um bom programa de manutenção. também. Conquistar novos clientes. Diminuir os custos de produção. para que eu venha a manter meus clientes e conquistar outros. De fato. ótimos funcionários e programa de qualidade se ela não contar com um eficiente programa de manutenção mecânica. estabelecer um rigoroso cronograma de fabricação e de entrega de meus rolamentos...novaPDF. Pois bem. planos de expansão. mercado cativo. .. . produtos com defeito zero. Com a globalização da economia. aumento da lucratividade.Estou começando a compreender. pois máquinas com defeitos ou quebradas causarão: Diminuição ou interrupção da produção.. Rolamentos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação. satisfação dos clientes. tecnologia de ponta. Atrasos nas entregas. Manter a fidelidade dos clientes. sem a manutenção mecânica das máquinas e equipamentos não será possível: Cumprir os cronogramas de fabricação.com) .ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1. Aumentar a competitividade. . a busca da qualidade total em serviços. precisarei tirar o máximo rendimento de minhas máquinas para oferecer rolamentos com defeito zero e preço competitivos. Imagine você que eu não faça manutenção de minhas máquinas. preços competitivos. Aumentos dos custos. Competir em igualdade de condições no mercado interno e externo. os prejuízos serão inevitáveis.Não entendi! Vamos comparar.1 – INTRODUÇÃO Não basta uma empresa ter máquinas modernas. Obter produtos de qualidade. aumento da competitividade. Insatisfação dos clientes.1 . Perda de mercado.O que a manutenção tem a ver com a qualidade total? Disponibilidade de máquina. Reduzir as perdas de matéria-prima e energia. Perdas financeiras. A manutenção mecânica é a alma dos setores produtivos empresariais. Deverei. produtos de qualidade.

Educação Profissional 5 Created with novaPDF Printer (www. Inglaterra. qualidade. Tais características geraram conseqüências como: Maior preocupação com as falhas e paradas de produção. Essa fase ficou denominada como 2ª geração da manutenção e vigorou até início dos anos 70. onde a quantidade e a qualidade dos equipamentos bélicos eram fundamentais para a vitória desejada. Com a mecanização da indústria. juntamente com o surgimento do relógio mecânico. principalmente.HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO A manutenção embora despercebida. mesmo nas épocas mais remotas. os prazos de entrega dos produtos passaram a ser relevantes para todas as empresas. na Segunda Guerra Mundial. (preventiva) Evolução dos procedimentos administrativos – sistemas de planejamento. Tomou corpo ao longo da Revolução Industrial e firmou-se como necessidade absoluta. que marcou a 1ª revolução industrial. na Escandinávia. que culminou com o desenvolvimento tecnológico acelerado e a necessidade de se manter tudo funcionando perfeitamente. novas pesquisas. Uma das primeiras ações que poderíamos chamar de “manutenção organizada” foi desenvolvida pelos Vickings. A partir de meados dos anos 70. Novas técnicas de manutenção e gerenciamento da manutenção foram introduzidas para que se obtenha maior disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos. uma série de diques. Custos elevados.novaPDF. quando surgiram os primeiros técnicos em montagem e assistência. Começou a ser conhecida com o nome de manutenção por volta do século XVI na Europa Central. considerando a primeira geração da manutenção tivemos: Equipamentos simples. Até esse momento. segurança. onde a produção programada impedia as paradas freqüentes para reparos. a manutenção foi intensificada. intensa concorrência. Máquinas mais complexas. de meros consertos. Manutenção executada somente após a quebra – (corretiva). sempre existiu. O grande impulso da manutenção organizada e científica deu-se.com) . onde os barcos (de até 15 toneladas) eram postos a seco e reparados com ferramentas especiais ao retorno da viagem. Exigências como: produtividade. superdimensionados. redução de cursos e meio ambiente. Os efeitos da guerra puderam ser sentidos muitos anos depois com uma nova ordem mundial que pode ser caracterizada por: Elevado consumo / aumento da produção. marcada pela linha de montagem. que dependiam do estado operacional de seus barcos para obterem sucesso em suas incursões marítimas. porém. confiáveis e de fácil reparação. novas técnicas e expectativas criaram a 3ª geração da manutenção. Alemanha. com a 2ª guerra mundial. possuíam em suas aldeias. Novos métodos foram introduzidos. A manutenção teve outro incremento com a 2ª revolução industrial. tornando a manutenção inerente ao processo produtivo. No princípio da reconstrução pós-guerra. não passando ainda. Itália e principalmente o Japão alicerçaram seu desempenho industrial nas bases da engenharia e manutenção. Para tanto.2 . organização e controle geral da manutenção.

incluindo as de supervisão. estamos conservando-as. prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas.novaPDF. De modo geral. 2. Em suma. ferramentas e instalações. nos últimos vinte anos á que tem havido preocupação de técnicos e empresários para o desenvolvimento de técnicas específicas para melhorar o complexo sistema Homem / Máquina / Serviço.1 . Esses cuidados envolvem a conservação. Se estivermos trocando o plugue de um cabo elétrico. Se estivermos retificando uma mesa de desempeno. Essa motivação deu origem à manutenção preventiva. quando mantemos as engrenagens lubrificadas.CONCEITOS E OBJETIVOS Definição da Manutenção: Segundo norma NBR 5462. equipamentos. a adequação. destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida. estaremos restaurando-a.1 EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MANUTENÇÃO PERÍODOS ATÉ DÉCADA DE DECÁDA DE 1950 1950 Manutenção Corretiva Manutenção Preventiva DÉCADA DE 1960 DÉCADA DE 1980 Estágio Conceitos Manutenção Sistema Produção do Manutenção de Produtiva (TPM) Total Reparo Corretivo Gestão Mecânica da Manutenção Manutenções Preventivas X X X X X X X X X X 6 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Para facilitar o entendimento da Norma podemos entender manutenção como o conjunto de cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de máquinas. A manutenção pode incluir uma modificação de um item.Com isso. Tabela 1. a substituição e a prevenção.combinação de todas as ações técnicas e administrativas. surgiu a motivação para se prevenir contra as falhas de máquinas e equipamentos. Por exemplo. a restauração.com) . estaremos substituindo-o. a manutenção em uma empresa tem como objetivos: manter equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos. Alcançar esses objetivos requer manutenção diária em serviços de rotina e de reparos periódicos programados. A manutenção ideal de uma máquina é a que permite alta disponibilidade para a produção durante todo o tempo que ela estiver em serviço e a um custo adequado.

As paradas programadas visam a desmontagem completa da máquina para exame de suas partes e conjuntos. Salientemos que há. se necessário. ainda. Por exemplo. no horário de mudança de turno. manutenção de emergência ou corretiva. ela deverá ser substituída de imediato. Os serviços periódicos de manutenção podem ser feitos durante paradas longas das máquinas por motivos de quebra de peças (o que deve ser evitado) ou outras falhas. As partes danificadas. Replanejar. Os serviços periódicos de manutenção consistem de vários procedimentos que visam manter a máquina e os equipamentos em perfeito estado de funcionamento. ou durante o planejamento de novo serviço ou. Exame dos componentes antes do término de suas garantias. bem como dos reparos feitos. Esses procedimentos envolvem várias operações.novaPDF. Ajustar ou trocar componentes em períodos predeterminados. que será estudada logo adiante. mas também de todos os operadores de máquinas.Visão Sistemática Manutenção Corretiva com incorporação de Melhorias Prevenção Manutenção Manutenção Preditiva Abordagem Participativa Manutenção Autônoma de X X X X X X X X X 2.com) . Testar os componentes elétricos. são testadas para assegurar a qualidade exigida em seu desempenho. como:      Monitorar as partes da máquina sujeitas a maiores desgastes. em qualquer programa de manutenção. O acompanhamento e o registro do estado da máquina. A detecção e a identificação de pequenos defeitos dos elementos das máquinas. o programa de prevenção. também. se uma furadeira de bancada estiver em funcionamento e a correia partir.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS Os serviços de rotina constam de inspeção e verificação das condições técnicas das unidades das máquinas. após exame. Educação Profissional 7 Created with novaPDF Printer (www. Reparos não programados também ocorrem e estão inseridos na categoria conhecida pelo nome de manutenção corretiva. a verificação dos sistemas de lubrificação e a constatação de falhas de ajustes são exemplos dos serviços da manutenção de rotina dentro da manutenção. são fatores importantes. A responsabilidade pelos serviços de rotina não é somente do pessoal da manutenção. para que a máquina não fique parada. etc.

quando a manutenção é executada sob condições determinadas e mediante procedimentos e meios prescritos. FALHA .Qualquer desvio de uma característica de um item em relação aos seus requisitos.Capacidade de um item ser mantido ou recolocado em condições de executar suas funções requeridas. PANE .Associação Brasileira de Consultores de Engenharia CDMEC .Análise do Modo e Efeito da Falha MASP . fornecimento de materiais e construção FMEA . (Conforme ABNT NBR 5462/94)      ITEM . subsistema.Capacidade de um item desempenhar uma função requerida sob condições específicas. dispositivo. supondo que os recursos externos requeridos estejam assegurados.Qualquer parte.Estado de um item caracterizado pela incapacidade de desempenhar sua função requerida. levando-se em conta os aspectos combinados de sua confiabilidade.Comissão Interna para Prevenção de Acidentes DDS . durante um dado intervalo de tempo.Para um melhor entendimento da manutenção é necessário que alguns termos e definições estejam bem claras: Definições básicas de alguns termos usados na “linguagem” da manutenção.Centro Capixaba de desenvolvimento Metalmecânico CEQUAL .Failure Mode and Effect Analysis .Contrato pelo qual uma empresa assume a responsabilidade pelos serviços de engenharia.Centro de Certificação da Mão-de-Obra Especializado dos Setores Mecânico e Elétrico CIPA . componente. mantenabilidade e suporte de manutenção. unidade funcional.   LISTA DE SIGLAS ABNT .Equipamento de Proteção Individual EPC .novaPDF.com) .Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRAMAN . MANTENABILIDADE .Método de Análise e Solução de Problemas OMS .Engineering. Procurement and Construction .Término da capacidade de um item desempenhar a função requerida.Capacidade de um item estar em condições de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo tempo determinado.Organização Mundial de Saúde 8 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. DISPONIBILIDADE . CONFIABILIDADE . equipamento ou sistema que possa ser considerado individualmente DEFEITO . sob condições de uso especificadas.Diálogo Direto de Segurança EPI .Associação Brasileira de Manutenção ABCE .

PCMSO . informações) para a execução das suas atividades. ferramentas.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PPCM .com) .Tempo Médio Entre Falhas TPM . como estender a flexibilidade da equipe. por se constituir em exigência por parte das instituições financiadoras do projeto (são empresas formalmente constituídas para a execução especifica daquele empreendimento. Estas decisões serão classificadas. O projeto de uma organização da manutenção. principalmente a força de trabalho. desta forma. tecnológicos. em quantidade e qualidade de saída. entretanto. Estrutura administrativa: a definição das responsabilidades gerenciais e inter-relacionais.Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho MTBF . com personalidade jurídica própria.Sindicato da Indústria de Construção Civil SINDIMETAL . envolve muitas decisões inter-relacionadas (onde se localizará a força de trabalho. tamanho. Plano de trabalho a longo e curto prazo e o controle das atividades: custo da manutenção.A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO A tarefa principal da organização da manutenção é associar recursos (humanos. cada decisão será influenciada por muitos outros fatores. Com o objetivo de alcançar isto.SPE (Sociedade de Propósito Específico) é a configuração legal mais comumente utilizada em uma sociedade comercial constituída para abrigar um empreendimento.Sustentar a custo total mínimo.Análise da Causa Raiz da Falha RCM . sendo os parceiros seus sócios ou acionistas) SIPAT . e eficiência do plano de trabalho) seja maximizada.Reliability Centered Maintenance (Manutenção Centrada na Confiabilidade) SINDCON . etc.Root Cause Failure Analysis . possa ser atingida. a quem se destinará a responsabilidade da informação da manutenção e dos sobressalentes). segundo Kelly.novaPDF. a planta para que a capacidade de produção desejada. de acordo com os principais elementos da organização listados a seguir:    Estrutura de recursos: localização. é: .Permissão Para Trabalho RCFA .Special Purpose Company . Educação Profissional 9 Created with novaPDF Printer (www.Planejamento. a organização precisa ser projetada para que a performance das equipes (em função da sua utilização e motivação. disponibilidade e sobressalentes.Tempo Médio Entre Reparos 3 . Mecânicas e Material Elétrico SPC . sobressalentes. função e logística dos recursos de manutenção.Programa de Prevenção contra Riscos Ambientais PPT . o objetivo da manutenção.Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas. ferramentas e informação.Manutenção Produtiva Total MTTR. Programação e Controle da Manutenção PPRA .

A organização toda é muito maior que o somatório das suas partes elementares devido a sinergia. As médias empresas utilizam a centralizada ou a mista de acordo com o lay-out fabril. Esta influência interna (do nível operacional para o gerencial) no projeto da organização freqüentemente é acompanhado por influências externas (do nível gerencial para o operacional).Modelo da Organização É importante entender como a inter-relação dos elementos permite a organização funcionar. Todas estas posições na estrutura têm o seu papel. Kelly apresenta uma forma de visualizar isto. O último ponto introdutório é que a organização deve ser dinâmica.TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO  Centralizada. O planejamento das atividades pode ser representado como uma informação e um sistema de tomada de decisão funcionando através da estrutura. administrativas e da concepção física de cada empresa e que são totalmente particulares. que por sua vez. na maioria dos casos. uma evolução.com) . através da pirâmide – Recursos da Estrutura – e o gerenciamento que permite isto sobreviver – Estrutura Administrativa. envolvendo vários problemas como a integração manutenção – operação. as pequenas empresas (dono à frente de tudo) o tipo de organização da manutenção mais usada é a centralizada. As grandes empresas adotam a estrutura descentralizada ou mista. gerenciamento de recursos humanos.novaPDF. Educação Profissional 10 Created with novaPDF Printer (www. A seguir. também em função da sua concepção física. etc. Cada mudança pode ser uma revolução ou.Modelo da Organização No projeto ou na modificação da organização da manutenção é necessário entender que a carga de trabalho tem uma maior influência no recurso da estrutura. MODELO DE ORGANIZAÇÃO Figura 1 – Modelo da Organização Figura 3. e para isso precisa estar sintonizado com as mudanças (internas e externas) do cenário.1 . influencia os sistemas e a estrutura administrativa. De uma maneira geral. Escolha Do Tipo De Organização A decisão da escolha entre um tipo ou outro é evidente. adoção de times auto – gerenciáveis. divergindo até entre duas empresas “irmãs” de um mesmo grupo financeiro. em função das condições operacionais. detalharemos os tipos e as formas de organizações em que a manutenção pode estar inserida: 3.1 .

em casos de emergência ou de grandes obras prolongadas. com melhor controle das despesas. almoxarifados. almoxarifado. Estoque de peças sobressalentes mais reduzido. depósito. equipamentos. Há maior dificuldade para o atendimento imediato em todas as áreas de produção. dificultando a comunicação. Facilita a implantação e gerenciamento de métodos de organização da manutenção (planejamento.2 VANTAGENS:       Otimização dos recursos.1.2 – Descentralizada Cada área de produção possui sua equipe de manutenção diretamente subordinada ao chefe imediato de produção da própria área. A organização e controle são centralizados. 3. etc.Centralizada Todas as atividades de manutenção são executadas por um órgão central autônomo em sua especialidade. Por terceiros.   Descentralizada. entre outros). Mista. etc.novaPDF.. totalmente independente das unidades de produção. dificultando o estabelecimento de prioridades (principalmente nas grandes empresa).com) . etc. ferramentas e pessoal. DESVANTAGENS:     Diminui o entrosamento entre produção e manutenção. Maior distanciamento entre a oficina e o local de intervenção. Figura 3. Controle e aumento técnico-administrativo mais uniforme e imediato. Maior profissionalização e especialização com o pessoal podendo conhecer todos os equipamentos das diversas áreas de produção. mantendo condições próprias de organização e controle. Maior flexibilidade no remanejamento de mão-de-obra.1. Maior tempo para deslocamento de pessoal. depósitos. ferramentas.. Os recursos humanos são agrupados por especialidade atendendo as solicitações de todas as áreas de produção. ferramentas. programas de qualidade. confiabilidade. Toda área possui sua mini-oficina. 3. assim como as oficinas. equipamentos.1 . 11 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

DESVANTAGENS:     Maior efetivo de pessoal de manutenção necessário. Rapidez e flexibilidade no atendimento. oficina. gerando dificuldade na implantação e execução de métodos gerais e novas técnicas gerenciais. etc. em casos de emergência ou grandes obras programadas (difícil coordenação entre as áreas) ou ainda. Controle e orientação técnico-administrativa mais difícil e não uniforme entre as áreas.Mista Organização e controle centralizados. ferramentaria.    3. Educação Profissional 12 Created with novaPDF Printer (www. Os órgãos de apoio como depósitos.3 . Localização ideal do grupo de manutenção em relação à área de atuação. podendo ser confundidos com as de produção. manutenção e produção mais eficiente. Áreas sobrecarregadas e outras ociosas. com agrupamentos específicos de manutenção. almoxarifado. instrumentos e equipamentos.Figura 3. melhorando o Equipes conhecendo melhor os equipamentos da área. são centralizados. Necessidades de um maior número de especialistas ou poliespecialistas (mecânica + elétrica + hidráulica + instrumentação. Dificuldade de remanejamento de pessoal.novaPDF. Controle das despesas de manutenção mais difícil. distribuídos pelas áreas de produção. etc. sem contudo estarem subordinados diretamente ao chefe de produção da área. Maior quantidade de ferramentas.com) .). existindo nas áreas pequenas oficinas para pequenos e rápidos reparos. serviços em área de interferência.3 VANTAGENS:     Comunicação entre entrosamento.1.

rádio-comunicações. 3.Por Terceiros As atividades de manutenção são executadas. etc. engenheiros). radiografia industrial.novaPDF. porém com algumas melhorias. abonos. montagens mecânicas e elétricas. porém tendo as orientações técnicas e gerenciais repassadas pela chefia central de manutenção (coordenadores.1. total ou parcialmente. As equipes de área executam os serviços de rotina.4 . fundações civis. VANTAGENS:  Serviços especializados. alimentação. que exigem a utilização de aparelhos e instrumentos especiais (caros) é mais vantajosa a contratação de firmas externas. férias. treinamento. etc. Melhor aproveitamento de mão-de-obra própria em serviços que visam melhorias operacionais. Redução dos custos com a diminuição do efetivo próprio.com) . Diminuem consideravelmente os custos com administração de pessoal. Educação Profissional 13     Created with novaPDF Printer (www. por firmas externas contratadas.Figura 3.4 Há uma somatória de vantagens e desvantagens vistas no sistema centralizado e descentralizado. não contínuos como a manutenção de equipamentos de controle e medição. tais como: transporte. assistência médica. ficando os serviços mais especializados e de grande porte realizados pela equipe central. Os problemas relacionados à falta de entrosamento entre as áreas de produção e manutenção são menores. rescisões contratuais. Garantia dos serviços contratados por um período determinado após execução dos mesmos. As equipes de área estão ligadas hierarquicamente à produção.

3. que será identificado como “células”. etc. a utilização do conceito de CÓDIGO DE EQUIPAMENTO. A manutenção de um grupo adicional externo pode ser antieconômico se a programação das atividades não contemplar a totalidade da mão-de-obra disponível.3 . 3.2 . Exemplo de um item e sua localização: . acabamento.ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA. áreas de produção (ex: fundição. 3. A execução da manutenção de forma preventiva exige programação. predominância da manutenção preventiva. Essas informações tramitam por um sistema de fichas que devem ser compactas.2. ordens de serviço. na medida do aumento do porte das empresas.Código do equipamento Para efeito de correlação das posições operacionais dos equipamentos com os respectivos registros históricos. Lado da frente do eixo do motor elétrico de acionamento do eixo portaferramenta e mesa porta-peça da geradora de engrenagens do tipo renânia localizada no setor de fresagem do curso de mecânica do CEDTEC. entre outros. tendo sua decodificação oportuna. substituem com vantagens os nomes originais de um item e seus constituintes.Rolamento 6205. outros complicadores aparecerão. o cadastro dos equipamentos acompanhado de um relatório com o histórico de intervenções de manutenção já é suficiente. maior número de efetivos de manutenção.novaPDF. relatórios. com vantagens no preenchimento das fichas de inspeção. já que o grupo adicional externo não possui a mesma motivação que o interno. de fácil entendimento e preenchimento pelo executor do serviço. porém. alfabéticos ou alfanuméricos a cada um dos elementos constituintes de um cadastro (unidade industrial.Codificação É a atribuição de códigos numéricos. pedidos de compra. tais como: número maior de equipamentos (inclusive repetidos). controle de qualidade. até a localização de um determinado item se torna difícil.DESVANTAGENS:   Controle e orientação técnico-administrativo mais difícil.2 . quando fazer..2. equipamento. que estabelecerá o que fazer. etc. devidamente apontados em fichário próprio. porte do equipamento. composto de várias partes. todos localizados em um mesmo ambiente.com) .Cadastramento dos Equipamentos Para qualquer nível de organização da manutenção em uma empresa o essencial é um bom cadastro geral dos equipamentos com dados importantes sobre tais. etc. como fazer um determinado serviço de manutenção ou ainda uma inspeção. setor. estes determinarão diferentes níveis de organização da manutenção.2. Seria muito mais fácil utilizar um código para referência ao item mencionado. é comum. 3.). embalagem.) de tal forma que agrupados convenientemente. usinagem. e que possui poucos equipamentos.1 . e associa cada Equipamento aos Sistemas Operacional e Produtivo aos quais está ligado. Para uma micro-empresa que exerce apenas a manutenção corretiva. pois. entendendo-se por Sistema Produtivo a Educação Profissional 14 Created with novaPDF Printer (www.

quando se desejar isolar o histórico desses componentes dos respectivos equipamentos.). Para as instalações que ocupam vasta área. composto de sete células com critério misto de identificação. Eventualmente. deformação. desgaste. normal) causa do serviço (avaria normal. outras alfanumérico.com) . para os Sistemas Operacionais de grande porte e Componentes de alguns de seus equipamentos prioritários. recomendamos que tenha a seguinte composição: 15 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. etc. natureza do serviço (acidente de operação. ainda atribuir códigos para: prioridade de serviço (emergência. uma vez que algumas células usam sistema numérico de identificação. Código de serviço .). alterações. fábrica ou qualquer outro tipo de instalação industrial ou de serviços. mudanças. que possibilite a obtenção e relatórios em diversos níveis gerenciais. em uma de suas células. A figura a seguir ilustra um exemplo de código de equipamentos.Indica a origem ou a causa da avaria (especificação errada. com as características acima assinaladas. o código de equipamentos pode caracterizar também os subsistemas. como exemplo: Código de avarias . e por Sistema Operacional. etc. não programado. curto-circuito.estação. Figura 3.). Visando permitir uma seqüência hierárquica do código do equipamento.). soldagem. etc. reparo periódico. ruptura. etc. código para manutenção. a Localização Física do equipamento em relação ao Sistema Operacional ou sua Posição Geográfica na área de produção. programado turno a turno. em função das características do sistema produtivo.5 Além do Código de Equipamento poderão ser atribuídos códigos para componentes (peças de reposição). planta.novaPDF. outras alfabético. urgente. ou conjunto de equipamentos que realizam uma função de uma instalação. troca de redutor.indica o tipo de serviço (troca de rolamento. anormal. montagem incorreta. desalinhamento. etc. Pode-se. construção. o código pode também conter.

6 Educação Profissional 16 Created with novaPDF Printer (www.com) . ALGORITMO DE CLASSIFICAÇÃO Figura 3. como sugestão são apresentadas as seguintes caracterizações: Classe A. Classe B. A identificação das CLASSES. porém sua parada por algum tempo não interrompe a produção e assim.novaPDF. visando facilitar a seleção analítica dos resultados (listagens ou telas) e.1) Sistema Produtivo 2) Sistema Operacional 3) Equipamento 4) Classe Observa-se que nessa seqüência incluímos a CLASSE do equipamento no Código.Equipamento que não interfere no processo produtivo e.). facilita o estabelecimento de prioridades de execução da manutenção e serve como referência à análise de listagens históricas. etc. Por essa razão é recomendável evitar o desmembramento excessivo das CLASSES. sua programação de manutenção preventiva deve ser executada dentro de uma determinada faixa de tempo.Equipamento cuja parada interrompe o processo produtivo e por esta razão sua programação de manutenção preventiva deve ser rigorosamente cumprida. em conseqüência sua programação preventiva pode deixar de ser executada. Classe C.Equipamento que participa do processo produtivo. materiais. que irá indicar sua importância operacional no processo produtivo. podendo servir também como elemento orientativo de formatação de relatórios para análise de ocorrências. deverá receber atenção especial do analista de controle e da supervisão de execução de manutenção em relação aos de menor classificação. se impactarem nos custos previstos da manutenção (mão-de-obra. pois a incidência de ocorrências em equipamentos com maior grau de classificação.

tentativas frustrantes de acerto. ou ainda. Embora.com) . (NBR 5462/94). toda a produção de calçados com costura no solado ficará comprometida.novaPDF. seja um método dispendioso de execução da manutenção. não há indústrias que possam dispensá-lo. manutenção conserta imediatamente”.1 . Mas. Não existe filosofia. teoria ou fórmula para dimensionar uma equipe de manutenção corretiva. já que os equipamentos não possuem confiabilidade total contra quebras. Nos dias atuais. pois não se tem definido o problema.ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO   CORRETIVA PREVENTIVA  TRADICIONAL PREDITIVA  PERIÓDICA MONITORAMENTO 4. pois nunca se sabe quando alguém vai ser solicitado para atender aos eventos que requerem a presença dos mantenedores. Por esse motivo. além disso. não se sabe da existência de peças de reposição e. Esse tipo de manutenção baseia-se na seguinte filosofia: “equipamento parou. para equipamentos não vitais à produção de uma empresa. Diante de situações como esta. Não se sabe o número exato de pessoal necessário ao reparo. Educação Profissional 17 Created with novaPDF Printer (www. a manutenção corretiva deverá entrar em ação. Se as providências não forem tomadas imediatamente. O tempo para reparação é geralmente longo. Mesmo que venham a contar com o pessoal de manutenção em quantidade suficiente. com a possibilidade de ocorrência de acidentes de trabalho. não saberão o que fazer com os mantenedores em época em que tudo caminha tranqüilamente. o que é manutenção corretiva? É a manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane. as empresas que não têm essa manutenção programada e bem administrada convivem com o caos. destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida. impensáveis soluções que poderão determinar um dano ainda maior à máquina ou instalação.MANUTENÇÃO CORRETIVA Consideremos uma linha de produção de uma fábrica de calçados e que a máquina que faz as costuras no solado pare de funcionar por um motivo qualquer. linhas de produção que possuam equipamentos de reserva (tipo stand by) a manutenção corretiva é a mais econômica e viável. a “correria” para reparação de um equipamento vital à produção da empresa traz improvisações.S Q P F M LEGENDA Segurança Qualidade Produção Falha Manutenabilidade (custos e tempos) 4 . pois nunca haverá pessoal de manutenção suficiente para atender às solicitações.

................ Trabalho a realizar .................... o usuário com problemas deverá solicitar o atendimento por telefone...1 VERSO Educação Profissional 18 Created with novaPDF Printer (www................................................. a manutenção aceita serviços de montagem para executar e nunca cumprem os prazos estabelecidos...... normalmente. mesmo porque.......................... atualmente são utilizados softwares de manutenção............................... são causadas.......... Trabalho realizado .....................com) .É por esse motivo que.................................... Exemplo: empresas aéreas............................ Equipamento.. FRENTE Ficha de Execução Unidade............................................. Natureza de .. cuja função é eliminar ou minimizar essas emergências....... verifica o que deve ser feito e emite uma ficha de execução para sanar o problema............................ Avaria ................................... não se deve se ter 100% de manutenção preventiva....... Visto Figura 4. Um analista de equipe de manutenção corretiva atende ao chamado................. Um modelo de ficha de execução é dado a seguir..... Subconjunto ...... Como as ocorrências de emergências são inevitáveis............. Parada de ........ Avaria ........................................novaPDF............................................. Produção ............... ele deverá emitir um documento.......... às vezes elas ocorrem com resultados geralmente catastróficos.......................................................... Como a equipe não sabe o local onde vai atuar............................... da seção .. sempre haverá necessidade de uma equipe para esses atendimentos.................................. Dependendo do equipamento.... Inspeção .......................................... parou às .... Mesmo em empresas que não podem ter emergências..... por motivos econômicos....................... para os efeitos de registro e estatística................................................................................................................. Elimine a causa e você não terá novamente a mesma emergência”.................... Atendimento A equipe de manutenção corretiva deve estar sempre em um local específico para ser encontrada facilmente e atender à produção de imediato................... Conjunto ............... Causa de ......................................... horas do dia ......................... deixá-lo para resolver o problema por atendimento de emergência.. deve haver uma equipe muito especial de manutenção.. Prevista Realizada Parada de Produção.................................................. pois há ocasiões em que terá de decidir se atente às emergências ou continua montando o que estava programado.......................................... todavia algumas empresas ainda utilizam fichários conforme modelo a seguir: Equipamento ........ às vezes é mais conveniente.... A filosofia que deve ser adotada é: “Emergências não ocorrem................................. Nas empresas que convivem com emergências que podem redundar em desastres.. Data ......................................... porém............

novaPDF.com) . Preencher o campo parada da produção colocando o código 00 quando for emergência (serviço não programado) e código 11 quando for preventiva (serviços programados).2: Tabela 4. Preencher o campo data. Preencher o campo trabalho realizado. Preencher o campo trabalho a realizar especificando exatamente o que fazer e onde fazer..1 e 4.. Preencher os campos conjunto e subconjunto.2 NATUREZA DA AVARIA Deslocamento do equipamento Ruptura Cisalhamento Trinca Esmagamento Entalhe Perfuração Corrosão Erosão Oxidação Engripamento Estrangulamento Entupimento Descarrilhamento Aquecimento Desregulagem Desaperto Curto-circuito Colamento CÓDIGO 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 30 31 19 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.2 O preenchimento da frente da ficha de execução deve seguir os passos:         Preencher o campo unidade ou área onde o equipamento está localizado.. Preencher o campo natureza da avaria e causas da avaria citado nas tabelas 4. Preencher o campo equipamento citando o nome do equipamento.Figura 4.

2 e 4. pois existe sempre uma causa para outro tipo de natureza que varia.3 CAUSAS DA AVARIA Introdução de líquidos gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de líquidos não gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de pó químico na máquina Incrustação Introdução de corpo sólido exterior à máquina Falta de filtragem Introdução de ar no sistema Introdução de líquidos gordurosos procedentes da máquina Introdução de líquidos não gordurosos procedentes da máquina Introdução de pó procedente da máquina Introdução de corpo sólido Influência da umidade Influência de temperatura baixa Influência de temperatura elevada Atmosfera corrosiva Desgaste excessivo Falta de isolamento térmico Abaixamento do solo Modificações geométricas dos suportes Ligação errada Defeito de material Erro de fabricação Peça de reposição não adequada Erro de concepção Defeito de montagem Má ajustagem Manobra errada da operação Falta de limpeza Excesso de carga Desaperto Falta de lubrificação Choques Vibração anormal Atrito CÓDIGO 11 12 15 16 17 18 19 21 22 25 27 31 32 33 35 41 42 43 44 49 50 51 52 53 54 55 56 60 61 62 72 73 74 75 As relações de natureza e causas das tabelas 4.3 não são definitivas.novaPDF.Perda de Perda de Perda de Perda de propriedades físicas propriedades químicas propriedades térmicas propriedades elétricas 32 33 34 35 Tabela 4. Elas podem e devem ser ampliadas. 20 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. para se colocar o código de natureza e causa de avaria é necessário analisar profundamente o problema. Exemplo: desgaste de um eixo. Salientemos que.com) .

Causa da Avaria................ deverá eliminar as emergências..................... Educação Profissional 21 Created with novaPDF Printer (www............. ............................................. porém.......................................................Nesse exemplo................. ................................................................................ Conjunto ........................................... Equipamento ............. Após isso...................................................................... Preencher o campo data................................ Após o conserto e a liberação do equipamento para a produção.... A equipe de manutenção................................ Subconjunto .................... ..................................................................... Quando o trabalho tiver sido executado........................................................ ........................................................... o desgaste do eixo e como causa do desgaste a falta de lubrificação......... Figura 4..................... ’término’ e ‘duração’ do trabalho na primeira linha do verso apresentarão apenas eventos previstos............ Preencher o campo equipamento com nome e código............... Nesse relatório o analista pode e deve sugerir alguma providência ou modificação no projeto da máquina para que o tipo de avaria ocorrida – e solucionada – não venha a se repetir....... término e duração do trabalho........................................................... Natureza da Avaria ............................................. ..........................novaPDF.................................................. Os campos ‘data’............... de acordo com o desenvolvimento do trabalho.......... fecha-se a coluna ‘duração’ e transfere-se o resultado obtido (horas.................... ....................................................... RELATÓRIO DE AVARIA Unidade ............... de acordo com seu projeto de fabricação............ Preencher o campo subconjunto com código..... pede-se para a chefia colocar o visto no respectivo campo para liberação do equipamento................................................ ......... existente na frente da ficha............... .......................................................................... o que causou a falta de lubrificação? O preenchimento do verso da ficha de execução deve seguir os passos:    Preencher o campo chapa com a identificação do funcionário.............................................................................................. Sugestão...... Data ........................................... o analista de manutenção corretiva é obrigado a enviar para o setor de Engenharia da Manutenção um relatório de avaria...........................9 O preenchimento do relatório de avaria deve seguir os passos:    Preencher o campo unidade com nome e código de onde o equipamento está localizado............... sempre se preocupando em deixar o equipamento trabalhando dentro de suas características originais.......................................................................... porém.................... evidentemente..... Modelo de relatório de avaria Abaixo será apresentado um modelo de relatório de avaria e onde será mostrado como preenchêlo..................... .................................... Preencher o campo início...com) ..... dias) para o campo ‘realizada’.................................... início’....... Somente a partir da segunda linha é que apresentarão eventos realizados............................ temos como natureza.................

baseado nela. Não há. preservação do meio ambiente. as empresas buscam reduzir os custos incidentes nos produtos que fabricam. qualidade do produto. ou seja: máquinas deficientes X máquinas eficientes. Observação: É conveniente ressaltar que os modelos de ficha de execução e os modelos de relatório de avaria mudam de empresa para empresa. aplicando o mínimo necessário. De tempos em tempos o usuário deverá trocar o óleo do cárter. normalmente. a manutenção preventiva deverá ser aplicada com maior rigor. nas paradas de emergência etc. bem como os códigos de natureza da avaria e suas causas. Essa previsão nada mais é do que uma simples manutenção preventiva. c) Aumento de produção – O aumento de produção de uma empresa se resume em atender à demanda crescente do mercado. Muitas vezes ele ganha com um produto de melhor qualidade. a) Redução de custos – Em sua grande maioria.MANUTENÇÃO PREVENTIVA Considere um motor de automóvel.3) e relatar a causa fundamental. poluição X ambiente normal. mantendo os prazos de entrega dos produtos em dia.    Preencher o campo data com a data da ocorrência. horas ociosas X horas planejadas.novaPDF.com) . redução de custos. aumento da vida útil dos equipamentos e redução de acidentes do trabalho. como primeiro passo. deverá estar voltada para os equipamentos antipoluição. Como o usuário faria para poder controlar essa troca periódica do óleo do motor? Para realizar esse controle. Para atingir a meta qualidade do produto. a manutenção preventiva. b) Qualidade do produto – A concorrência no mercado nem sempre ganha com o menor custo.2 . uma norma a respeito do assunto. A manutenção preventiva colabora para o alcance desta meta atuando no binômio produção atrasada X produção em dia. o ponto mais crítico é a poluição causada pelo processo industrial. abastecimento deficiente X abastecimento otimizado. Não realizando essa operação periódica. d) Efeitos no meio ambiente – Em determinadas empresas. equipamentos sem acompanhamento X equipamentos revisados. Preencher o campo sugestão indicando alguma providência ou modificação no projeto. o usuário deverá acompanhar a quilometragem do carro e. material novo X material recuperado. aumento de produção. estaria correndo o risco de danificar os elementos que constituem o motor. 4. Educação Profissional 22 Created with novaPDF Printer (www. Se a meta da empresa for a diminuição ou eliminação da poluição. ou seja. Objetivos Os principais objetivos das empresas são.2) e relatar a ocorrência. ou seja. É preciso manter a fidelidade dos clientes já cadastrados e conquistar outros. Preencher o campo natureza da avaria com código (tabela 1. infelizmente. A manutenção preventiva pode colaborar atuando nas peças sobressalentes. sobressalente X compra direta. fazer a previsão da troca do óleo. Preencher o campo causa da varia com código (tabela 1..

c) Redigir o histórico dos equipamentos. materiais e. Desenvolvimento Considere uma indústria ainda sem nenhuma manutenção preventiva. não pode ser considerado de forma isolada. indicando as freqüências de inspeção com máquinas operando. Diminuição da vida útil dos equipamentos. Diminuição do fator qualidade. relacionando os custos de manutenção (mão-deobra. com máquinas paradas e as intervenções. na maioria das vezes. deve-se percorrer as seguintes fases iniciais do desenvolvimento: a) Decidir qual o tipo de equipamento que deverá marcar a instalação da manutenção preventiva com base no “feeling” da supervisão de manutenção e de operação. f) Redução de acidentes de trabalho – Não são raros os casos de empresas cujo maior problema é a grande quantidade de acidentes. Efeitos prejudiciais ao meio ambiente. atuando nesses itens. f) Apresentar o plano para aprovação da gerência e da diretoria. Os acidentes no trabalho causam:      Aumento de custos. g) Treinar e preparar a equipe de manutenção. geralmente. A manutenção preventiva. e) Enumerar os recursos humanos e materiais que serão necessários à instalação da manutenção preventiva. Diminuição de produção.e) Aumento da vida útil dos equipamentos – O aumento da vida útil dos equipamentos é um fator que. Esse fator. b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento de todos os equipamentos que serão escolhidos para iniciar a instalação da manutenção preventiva (plano piloto). Efeitos do meio ambiente. é conseqüência de:     Redução de custos. Se essa indústria desejar adotar a manutenção preventiva. A manutenção preventiva pode colaborar para a melhoria dos programas de segurança e prevenção de acidentes. lucro cessante nas emergências).novaPDF. Qualidade do produto.com) . contribui para o aumento da vida útil dos equipamentos. onde não haja controle de custos e nem registros ou dados históricos dos equipamentos. causas das falhas etc. tempo de disponibilidade dos equipamentos para produzirem. d) Elaborar os manuais de procedimentos para manutenção preventiva. Educação Profissional 23 Created with novaPDF Printer (www. tempo de parada para os diverso tipos de manutenção. se possível. Aumento de produção.

com base nessas informações. Esquematicamente: Figura 4. mais importante é o treinamento da equipe que irá utilizá-los. preenchidos manualmente e guardados em pastas de arquivo.Execução da manutenção preventiva a) Ferramenta e pessoal – Se uma empresa contar com um modelo organizacional ótimo. a programação de sua manutenção. com bons recursos humanos.10 Controle semi-automatizado – É o sistema no qual a intervenção preventiva é controlada com o auxílio do computador. essa empresa estará perdendo tempo no mercado. b) Controle da manutenção – Em manutenção preventiva é preciso manter o controle de todas as máquinas com o auxílio de fichas individuais.com) . A escolha do ferramental e instrumental é importante. automatizado e por microcomputador. semi-automatizado. Esquematicamente: Educação Profissional 24 Created with novaPDF Printer (www. Quanto à forma de operação do controle. há quatro sistemas: manual. porém. e a intervenção corretiva obedece ao controle manual. É por meio das fichas individuais que se faz o registro da inspeção mecânica da máquina e. com bom ferramental e instrumental e não tiver quem saiba manuseá-los. Controle manual – É o sistema no qual a manutenção preventiva e corretiva são controladas e analisadas por meio de formulários e mapas.novaPDF. com material sobressalente adequado e racionalizado.

novaPDF. Os serviços realizados. no mínimo:     O tempo previsto e gasto. Os serviços reprogramados (adiados). Esses dados são fundamentais para a tomada de providências por parte da supervisão. gráficos e tabelas para análise e tomada de decisões.12 Educação Profissional 25 Created with novaPDF Printer (www. conforme a necessidade e conveniência dos vários setores da manutenção. O principal relatório emitido pelo computador deve conter. Esquematicamente: Figura 4. Controle automatizado – É o sistema em que todas as intervenções da manutenção têm seus dados armazenados pelo computador.Figura 4. Os serviços cancelados.11 A fonte de dados desse sistema deve fornecer todas as informações necessárias para serem feitas as requisições de serviço.com) . para que se tenha listagens. incluindo as rotinas de inspeção e execução.

ajustam-se os investimentos para o setor. Assim. Isso se consegue com a organização dos prazos para reposição de peças. troca de peças gastas e ajustes. A aplicação de métodos preventivos assegura um trabalho uniforme e seguro. O método preventivo proporciona um determinado ritmo de trabalho. uma sobrecarga nas demais peças que estão interagindo com ela. ela estabelecerá. Isso evita a difícil tarefa de trocas rápidas de máquinas e improvisações que causam o desespero do pessoal da manutenção corretiva.novaPDF. O problema só pode ser resolvido com a troca da peça problemática. Os controles das peças de reposição é um problema que atinge todos os tipos de indústria. Esquematicamente: Figura 4. Uma das metas a que se propõe o órgão de manutenção preventiva é a diminuição sensível dos estoques. para preservar as demais peças. Esses dados são de rápido acesso através de monitor de vídeo ou impressora. 26 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. com antecedência.com) . Com o tempo. dentro de uma faixa de erro mínimo. a entrada de novas encomendas. Em qualquer sistema industrial. os industriais foram se conscientizando de que a máquina que funcionava ininterruptamente até quebrar acarretava vários problemas que poderiam ser evitados com simples paradas preventivas para lubrificação. assegurando o equilíbrio necessário ao bom andamento das atividades. Com o auxílio dos relatórios escritos sobre os trabalhos realizados. mas perde-se em eficiência. fatalmente.13 A manutenção preventiva obedece a um padrão previamente esquematizado. assegurando assim o funcionamento perfeito da máquina por um período predeterminado. Como conseqüência.Controle por microcomputador – É o sistema no qual todos os dados sobre as intervenções da manutenção ficam armazenados no microcomputador. É verdade que quando se improvisa pode-se evitar a paralisação da produção. O planejamento e a organização. fornecidos pelo método preventivo. A improvisação pode e deve ser evitada por meio de métodos preventivos estabelecidos pelos técnicos de manutenção preventiva. a sobrecarga provocará a diminuição da vida útil das demais peças do conjunto. são uma garantia aos homens da produção que podem controlar. Se uma peça de conjunto que constitui em mecanismo estiver executando seu trabalho de forma irregular. são suprimidas as inconveniências das quebras inesperadas. que estabelece paradas periódicas com a finalidade de permitir a troca de peças gastas por novas. a improvisação é um dos focos de prejuízo.

Esta é a dinâmica de uma instalação industrial. organizando-se estudos que tomem por base os relatórios preenchidos por técnicos da manutenção. pela maioria das grandes empresas industriais. também. apesar dela ditar algumas regras de conduta a serem seguidas pelo pessoal da fábrica. Isso vale a pena. para se efetivar a manutenção preventiva e alcançar os objetivos pretendidos com sua adoção. O sistema deve abranger todos os setores da indústria para garantir um perfeito entrosamento entre eles. pois abrange desde uma simples revisão – com paradas que não obedecem a uma rotina – até a utilização de sistemas de alto índice técnico. desde os operários à presidência. de acordo com a NBR 5462/94. é fundamental para o bom funcionamento do sistema preventivo. A manutenção preventiva. das técnicas de manutenção e da elevação dos níveis de controle. O aparecimento de focos que ocasionam descontinuidade no programa deve ser encarado de maneira séria. O fluxo das informações deverá fluir rapidamente entre todos os envolvidos na manutenção preventiva. em linguagem simples e clara. é a manutenção efetuada em intervalos pré-determinados ou de acordo com critérios prescritos. Educação Profissional 27 Created with novaPDF Printer (www. deve ser organizada. Isto é conseguido por meio do planejamento. ser sistematizada para que o fluxo dos trabalhos se processem de modo correto e rápido. execução e verificação dos trabalhos que são indicadores para se buscar a melhoria dos métodos de manutenção. A manutenção preventiva nunca deverá ser confundida com o órgão de comando. máquinas ou equipamentos. A aplicação do sistema de manutenção preventiva não deve se restringir a setores. Essa liberdade. Se a organização da manutenção preventiva carecer da devida solidez. é necessário dispor de um período de tempo relativamente longo para contar com o concurso dos técnicos e dos dirigentes de alto gabarito. Por outro lado. ao se constatar uma anomalia. A manutenção preventiva exige.com) .novaPDF. A manutenção preventiva deve. de modo tal que. Estes deverão relatar. é a prova concreta da pouca eficiência do método de manutenção corretiva.2. O segredo para o sucesso da manutenção preventiva está na perfeita compreensão de seus conceitos por parte de todo o pessoal da fábrica. destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item. Sob esse aspecto. um plano para sua própria melhoria. levantamento que visam facilitar sua própria introdução em futuras ampliações do corpo da fábrica. O desenvolvimento de um sistema de informações deve apresentar definições claras e objetivas e conter a delegação das responsabilidades de todos os elementos participantes. Finalmente. ela provocará desordens e confusões. À manutenção preventiva cabe apenas o lugar de apoio ao sistema fabril. dentro da indústria. pois a instalação do método de manutenção preventiva.A manutenção preventiva é um método aprovado e adotado atualmente em todos os setores industriais. 4. A manutenção preventiva abrange cronogramas nas quais são traçados planos e revisões periódicas completas para todos os tipos de materiais utilizados nas oficinas. as providências independam de qualquer outra regra que por ventura venha a existir em uma oficina. Ela inclui. a capacidade e o espírito de cooperação dos técnicos são fatores importantes para a manutenção preventiva.Manutenção Preventiva Tradicional A Manutenção Preventiva Tradicional. todos os detalhes do problema em questão. é necessário estabelecer qual deverá ser o sistema de informações empregado e os procedimentos adotados. por ter um alcance externo e profundo.1 . também. também.

fornecimento de dados mais precisos sobre a qualidade das peças e componentes.novaPDF.com) . em qualquer tempo de nossa história e por qualquer pessoa ligada direta ou indiretamente àquela máquina (operadores. é de custo elevado. Manutenção Preventiva Preditiva. assim como. com base na aplicação sistemática de técnicas de análise. utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de amostragem para reduzir ao mínimo a manutenção preventiva e diminuir a manutenção corretiva. tato e visão. já que são necessários aparelhos e instrumentos confiáveis. do estado em que se encontram as peças ou componentes dos equipamentos. supervisores. determinar o que deve ser substituído. como também.A manutenção preventiva funciona por programação. é a manutenção que permite garantir uma qualidade de serviço desejada. pois o estoque de sobressalentes é grande e variado. apontar falhas ainda controláveis e. testado. a manutenção preditiva é conhecida pelo nome de manutenção condicional e nos Estados Unidos recebe o nome de preditiva ou previsional. É um método que traz bons resultados quando bem programado. milhões de rotações. Atualmente somam-se os antigos “instrumentos” aos novos aparelhos condicionados a uma prévia programação e teremos uma inspeção mais criteriosa com condições de analisar as causas e os efeitos dos problemas funcionais dos equipamentos. evitando ociosidades ou acúmulo de serviços. reparado. tomando-se como parâmetro: horas trabalhadas. Educação Profissional 28 Created with novaPDF Printer (www. bem como. Trata-se da manutenção que prediz tempo de vida útil dos componentes das máquinas e equipamentos e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado. etc. 1 Inspeção: São verificações. distribuem melhor a mão-de-obra existente.). aliados às experiências de determinadas pessoas com o funcionamento dos equipamentos. foram durante muitos anos os principais instrumentos para a inspeção. A idéia principal é a de manter o funcionamento do componente até o limite operacional (vida útil total). Na Europa. A manutenção preditiva exige investimentos iniciais elevados. maior disponibilidade do equipamento para a produção. A manutenção preventiva tradicional centraliza suas ações na substituição programada de itens (componentes) de equipamentos. durante a manutenção. pessoal (inspetores) qualificados. Conceito de manutenção preditiva Manutenção preditiva é aquela que indica as condições reais de funcionamento das máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou processo de degradação. a troca de certos itens pode ser prematura. Tais investimentos poderão ser diluídos com um menor estoque de peças sobressalentes. A execução da manutenção preditiva baseia-se nas inspeções1 periódicas (visual ou com aparelhos) do funcionamento dos equipamentos. porém.2 . com isso evita os atropelos da corretiva. mantenedores e até visitantes).2. olfato. Inspeções para verificação do estado funcional sempre foram realizadas em qualquer equipamento. isto é: detectar defeitos antes que se concretizem. 4. previamente estabelecidas. a qualidade dos serviços executados pelas equipes de manutenção.Manutenção Preventiva Preditiva De acordo com a NBR 5462/94. baseando-se na vida útil estimada. as paradas de produção são mais freqüentes. Os sentidos humanos como: audição. quilômetros rodados.

4. Eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção. sem desmontagem.2. Limpeza. Verificação de contadores. Trincas superficiais. Faiscamentos de escovas. Teste de isolamento de motores elétricos. Funcionamento de lâmpadas de sinalização. Corrosão.1 . Fixação de peças. Estado geral de peças. Trincas. Alinhamento de acoplamentos. etc. NOTA: A inspeção poderá ser realizada com o equipamento desmontado. graxa ou produto do processo. Deficiência de ventiladores.Objetivos da manutenção preditiva Os objetivos da manutenção preditiva são:      Determinar. Aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos. etc. etc. Impedir o aumento dos danos. Desgaste (com medição).novaPDF. Vazamentos. Temperatura. Parafusos soltos. poderão ser inspecionados:        Desgastes internos.2.com) . Limpeza. Ruídos estranhos. Vibrações. Nível e pressão do óleo. Reduzir o trabalho de emergência não planejado. parcial ou totalmente.A inspeção poderá ser realizada das seguintes maneiras:  Com o equipamento funcionando poderão ser verificados:           Vazamentos de óleo. Lubrificação. Estado das chavetas. o que poderá ocorrer em caso de paradas programadas. poderão ser verificados:         Apertos de parafusos e porcas.  Com o equipamento parado e desmontagem parcial (retiradas tampas de proteção e tampas de visita). antecipadamente. a necessidade de serviços de manutenção numa peça específica de um equipamento.  Com equipamento parado. Educação Profissional 29 Created with novaPDF Printer (www.

com) . Este diagnóstico deve ser feito antes de se programar o reparo.14 A manutenção preditiva. Pressão.2 .2. 4.2. Desempenho.novaPDF. Temperatura. adota dois procedimentos para atacar os problemas detectados: estabelece um diagnóstico e efetua uma análise de tendências. eventuais defeitos ou falhas nas máquinas e equipamentos. a manutenção preditiva exige a utilização de aparelhos adequados. na medida do possível.Diagnóstico Detectada a irregularidade. o responsável terá o encargo de estabelecer. Com base no conhecimento e análise dos fenômenos.3 . Aceleração. Por meio desses objetivos. com antecedência.2. capazes de registrar vários fenômenos. um diagnóstico referente à origem e à gravidade do defeito constatado.   Aproveitar a vida útil total dos componentes e de um equipamento. Figura 4. tais como:      Vibrações das máquinas. Aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha de produção. 4. Determinar previamente as interrupções de fabricação para cuidar dos equipamentos que precisam de manutenção. Educação Profissional 30 Created with novaPDF Printer (www.2. torna-se possível indicar. após a análise do fenômeno.Execução da manutenção preditiva Para ser executada. pode-se deduzir que eles estão direcionados a uma finalidade maior e importante: redução de custos de manutenção e aumento da produtividade.

2. por meio de aparelhos que exercem vigilância constante predizendo a necessidade do reparo.Análise da tendência da falha A análise consiste em prever com antecedência a avaria ou a quebra.4. resume o que foi discutido até o momento. Figura 4. Graficamente temos: Figura 4.2.16 Educação Profissional 31 Created with novaPDF Printer (www.com) .novaPDF.4 .15 O esquema a seguir.

Observando a evolução do nível de vibrações. Problemas hidráulicos. a presença de falhas que devem ser corrigidas:             Rolamentos deteriorados. Por meio da medição e análise das vibrações de uma máquina em serviço normal de produção detecta-se. Falta de rigidez. geralmente. levam-nas a um processo de deteriorização.novaPDF. Lubrificação deficiente. Folga excessiva em buchas. dos mais simples aos mais complexos.2. Problemas aerodinâmicos.5 . cuja freqüência é igual à freqüência dos agentes excitadores. Engrenagens defeituosas. O registro das vibrações e sua análise permitem identificar a origem dos esforços presentes em uma máquina operando.2. Entre os vários métodos destacam-se os seguintes: estudo das vibrações. No mercado há vários modelos de analisadores de vibrações. Acoplamentos desalinhados. análise do estado das superfícies e análises estruturais de peças. dos portáteis – que podem ser transportados manualmente de um lado para outro – até aqueles que são instalados definitivamente nas máquinas com a missão de executar monitoração constante. Essa deteriorização é caracterizada por uma modificação da distribuição de energia vibratória pelo conjunto dos elementos que constituem a máquina. com antecipação. Rotores desbalanceados.A manutenção preditiva. Abaixo.Métodos de investigação da Manutenção Preditiva . é possível obter informações sobre o estado da máquina. 4. aos poucos. o aparelho. análise dos óleos.Estudo das vibrações Todas as máquinas em funcionamento produzem vibrações que. em destaque. eles captarão as vibrações recebidas por toda a estrutura. Eixos deformados. O princípio de análise das vibrações baseia-se na idéia de que a estrutura das máquinas excitadas pelos esforços dinâmicos (ação de forças) dão sinais vibratórios.com) . Cavitação. um operador usando um analisador de vibrações portátil e. adota vários métodos de investigação para poder intervir nas máquinas e equipamentos. Vínculos desajustados. Se captadores de vibrações forem colocados em pontos definidos da máquina. Educação Profissional 32 Created with novaPDF Printer (www. O aparelho empregado para análise de vibrações é conhecido como analisador de vibrações.

Ponto de congelamento.novaPDF. Assim. É por meio das análises que o serviço de manutenção pode determinar o momento adequado para sua troca ou renovação. Ponto de fulgor. reagentes. determina as propriedades dos óleos e o grau de contaminantes neles presentes. Entre os instrumentos e equipamentos utilizados temos viscosímetros. Índice de alcalinidade. A economia é obtida regulando-se o grau de degradação ou de contaminação dos óleos. também. A análise dos óleos é feita por meio de técnicas laboratoriais que envolvem vidrarias. instrumentos e equipamentos. Partículas metálicas. Índice de acidez. Água.18 Os objetivos da análise dos óleos são dois: economizar lubrificantes e sanar os defeitos. Educação Profissional 33 Created with novaPDF Printer (www. A análise dos óleos permite.com) . etc. A identificação é feita a partir do estudo das partículas sólidas que ficam misturadas com os óleos. Em termos de contaminação dos óleos. identificar os primeiros sintomas de desgaste de um componente. espectrômetros.17 . Essa regulagem permite a otimização dos intervalos das trocas. centrífugas.Análise dos óleos Figura 4. interessa saber quanto existe de:    Resíduos de carbono.Figura 4. como no estudo das vibrações. Tais partículas sólidas são geradas pelo atrito dinâmico entre peças em contato. microscópios. a análise dos óleos é muito importante na manutenção preditiva. Os modernos equipamentos permitem análises exatas e rápidas dos óleos utilizados em máquinas. As principais propriedades dos óleos que interessam em uma análise são:      Índice de viscosidade. O laboratorista usando técnicas adequadas. peagômetros. fotômetros de chama. É a análise que vai dizer se o óleo de uma máquina ou equipamento precisa ou não ser substituído e quando isso deverá ser feito. tanto em componentes mecânicos quanto hidráulicos.

possibilitando ao responsável pela manutenção preditiva tê-las em mãos para as providências cabíveis. Estroboscopia. Em uniões soldadas. A tabela a seguir..com) .2. também é importante para se controlar o grau de deteriorização das máquinas e equipamentos. mostra um exemplo de um programa básico de vigilância de acordo com a experiência e histórico de uma determinada máquina. É por meio da análise estrutural que se detecta. além do simples exame visual – com ou sem lupa – várias técnicas analíticas. Meios materiais colocados à disposição para a execução dos serviços. Ultra-sonografia. Radiografia (raios X). a análise estrutural é de extrema importância. As técnicas utilizadas na análise estrutural são:         Interferometria holográfica. . trincas e bolhas nas peças das máquinas e equipamentos. Magnetoscopia.6 . Educação Profissional 34 Created with novaPDF Printer (www. Molde e impressão. a existência de fissuras. Ecografia.Análise do estado das superfícies A análise das superfícies das peças. Número de pontos de medição estabelecidos. por exemplo. Duração da utilização da instalação. sujeitas aos desgastes provocados pelo atrito.2. Correntes de Foucault. As informações recolhidas são registradas numa ficha. tais como:     Endoscopia. Holografia. Gamagrafia (raios gama). A análise superficial abrange.Análise estrutural A análise estrutural de peças que compõem as máquinas e equipamentos também é importante para a manutenção preditiva.Periodicidade dos controles A coleta de dados é efetuada periodicamente por um técnico que utiliza sistemas portáteis de monitoramento. 4. Infiltração com líquidos penetrantes. Caráter “estratégico” das máquinas instaladas. A periodicidade dos controles é determinada de acordo com os seguintes fatores:      Número de máquinas a serem controladas.novaPDF.

 ventiladores. 35 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Limitação da quantidade de peças de reposição. controlar a velocidade ou medir os planos  Redutores e circuitos hidráulicos  Motores  Equipamentos de alta-tensão  Distribuição de baixa-tensão  Componentes eletrônicos  Equipamentos com componentes refratários  Cilindros de compressores  Aletas  Engrenagens danificadas Estroboscópio do analisador de vibrações Periodicidade da Verificação 3.500 horas Medição das falhas de rolamentos Análise estroboscópica 500 horas Segundo a necessidade Análise dos óleos Feita pelo fabricante 6 meses Termografia Subcontratação (“terceirização”) 12 meses Exame endoscópico Endoscopia + fotos Todos os meses As vantagens da manutenção preditiva são:       Aumento da vida útil do equipamento. etc. Melhoria da produtividade da empresa.com) . permanente  compressores.) e melhor gerenciamento. Todos os rolamentos Medidor especial ou analisador Todos os lugares onde se quiser estudar um movimento. componentes.Tabela 4.  bombas. partes. Controle dos materiais (peças.4 Métodos Utilizados Medição de vibração PROGRAMA BÁSICO DE VIGILÂNCIA Equipamentos Vigiados Equipamentos Necessários Todas as máquinas Medidor de vibração giratórias de potência média ou máxima e / ou Analisador equipamentos críticos:  motores. Sistemas de vigilância  redutores.novaPDF.000 a 1. Diminuição dos custos nos reparos. Diminuição dos estoques de produção.

4. Educação Profissional 36 Created with novaPDF Printer (www. por termômetro digital de contato.Limites técnicos da manutenção preditiva A eficácia da manutenção preditiva está subordinada à eficácia e à confiabilidade dos parâmetros de medida que a caracterizam. Desbalanceamento – Balanceadores.com) . por um termômetro digital sem contato. do seu funcionamento.3 . o que determinará a escolha de métodos e aparelhos / instrumentos com elevados graus de sofisticação e resolução. Dureza superficial – Durômetros. Cada um dos parâmetros a ser inspecionado pode ter critérios diferentes. os carros são monitorados dos boxes. por um termômetro de mercúrio. Credibilidade do serviço oferecido. Densidade – Densímetros. Exemplo: A temperatura pode ser verificada pelo tato do inspetor (até +. tintas de coloração variáveis. indireta ou a distância. Exemplo de alguns parâmetros a serem inspecionados e os aparelhos / instrumentos utilizados: Dimensão – Paquímetro / Micrômetro. É um método de acompanhamento de custo elevado e que só tem uma boa relação custo x benefício em equipamentos vitais para a produção de uma empresa. A aplicação do instrumento / aparelho correto depende de vários fatores inerentes ao equipamento que se deseja controlar.50°C). da sua periculosidade e acessibilidade. Vibração – Medidores de vibração.Monitoramento É uma ramificação preditiva. tendo parâmetros principais do funcionamento do motor avaliado constantemente.    Melhoria da segurança. fotografia com películas sensíveis à raios infravermelhos. levam-se em conta o conhecimento técnico e científico envolvido.2. Motivação do pessoal de manutenção. por termopares. bem como o preparo ou treinamento de inspetor / analista. Temperatura – Termômetros.2.2.7 . Ruídos – Decibelímetro. A exemplo da fórmula 1. um acompanhamento constante da situação funcional do equipamento através de aparelhos / instrumentos. num grau de inspeção máximo ou seja. Trincas superficiais – Líquidos penetrantes.novaPDF. assegurando o renome do fornecedor. Para cada um dos métodos e instrumentos aparelhos usados. Trincas internas – Ultra-som. lupas. termovisão. Viscosidade – Viscosímetros. pirômetros. Desalinhamento – Relógio comparador. laser. e outros. conduzindo à métodos de medidas direta. 4. Boa imagem do serviço após a venda.

como alicates. sua especificação. deve-se ter o cuidado de não derrubá-las sobre outras pessoas. especialmente cabos e partes submetidas a esforços. 37 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. As ferramentas de corte de precisão devem ser guardadas com os cortes protegidos. Sejam limpas. etc. Inicialmente. você irá agrupar ferramentas de seu conhecimento. Impacto. Não colocar sobre peitoris. Cada ferramenta deve ser guardada nos locais que lhe são determinadas. corrimão. As ferramentas devem ser dispostas em lugares seguros.  Ao serem guardadas. segundo sua aplicação e que apresentem o mesmo risco. aplicação e os meios corretos de como utilizá-las. chaves inglesas. etc. nunca se levam ferramentas na mão. Ao subir ou descer escadas verticais.5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5. Especial cuidado deve ser tomado com as ferramentas pontiagudas e cortantes. em o que se pode chamar de famílias. mesmo que você não as tenha utilizado. os cuidados de rotina para com as ferramentas:  Ao serem apanhadas. Corte. Sujeição.1 – INTRODUÇÃO Pode-se considerar como extensão das mãos que multiplicam sua força e habilidade sendo empregadas nos mais variados campos de atividade. A seguir.  Ao serem transportadas. Deve ser evitado o transporte no bolso.com) . serão apresentadas as ferramentas mais comuns e utilizadas nas oficinas mecânicas. onde não possam cair e ferir alguém. primeiramente. Lubrificadas quando tiverem partes móveis. a não ser. Traçagem. Não colocar sobre parte móveis de máquinas ou estruturas sujeitas a vibrações.  Durante o trabalho. as tipicamente de bolso. Devem ser apanhadas somente as ferramentas estritamente necessárias.  Antes de serem guardadas. Verificação . Para isso foi relacionado. O transporte deve ser feito de preferência em caixas adequadas.        Medição. Quando transportadas em cinto porta-ferramentas.novaPDF. Inspecionadas. Força.

evitando escoriações nos dedos. pois é mais difícil a porca ou a cabeça do parafuso escapar. especificação e aplicação:  Chave estrela 45° de 21 x 23mm – São leve e resistentes e possuem a qualidade de múltiplo posicionamento.  Chave de boca fixa 1 1/16” x 1 1/4" – Tem boca inclinada em 15°. sendo necessário um setor livre com ângulo maior de 30°. Educação Profissional 38 Created with novaPDF Printer (www.com) . Figura 5. tais como: de uma boca e de duas bocas. A de estrias é mais usada para “quebrar” o aperto e a de boca para extrair por completo a porca ou parafuso. Figura 5.2 A chave de boca fixa simples compreende dois tipos. b) Tipos.5.novaPDF.2.3 Figura 5. que facilita o trabalho tornando-o mais seguro. A elevação da haste em um ângulo de 45° permite que a mão passe livre sobre pequenos obstáculos.CHAVES DE BOCA E ESTRELA a) Material: geralmente forjadas em aço cromo-vanádio. sendo aplicadas sobre as porcas ou cabeças de parafusos a fim de aperta-las ou soltá-los.4 Utiliza o princípio da alavanca para apertar ou desapertar parafusos e porcas.1 Figura 5.  Chave combinada – Neste modelo combina-se os dois tipos básicos existentes: de boca e de estrias.

não há controle do esforço e é perigoso. Figura 5. Figura 5.8 Se o esforço deve ser grande não convém aumentar o braço da alavanca para exercer maior torque. podendo escapar.com) . as chaves devem ser forçadas somente com a força dos braços.9 Exercer esforço com o peso do corpo é outro erro. Figura 5. Boca folgada não permite bom aperto. tanto sob o ponto de vista técnico como de segurança. é prejudicial à chave.5 c) Utilização e cuidados: A boca deve ser justa à porca e bem encaixada para que o trabalho seja seguro.10 Educação Profissional 39 Created with novaPDF Printer (www.Figura 5.7 Figura 5.novaPDF. Figura 5.6 Usar calços para compensar a folga é outra coisa condenável.

Em casos especiais deve-se empurrá-la com a mão espalmada.13 Cuidado especial deve-se ter em lugares altos: o escape da chave poderá acarretar o desequilíbrio e queda do usuário. Valendo ressaltar que não devem ser atingidas por martelos. Figura 5. Figura 5.com) . Figura 5.11 Ao empurrar. escapar ou se quebrar o parafuso. a mão irá contra o obstáculo que estiver na frente. se a chave se quebrar.14 Figura 5.novaPDF.12 Figura 5.De preferência deve-se puxar a chave.15 Educação Profissional 40 Created with novaPDF Printer (www. a fim de prevenir qualquer surpresa desagradável. Usar chaves como alavanca ou martelo é tão condenável que dispensa ilustração.

com uma de suas extremidades forjada em forma de cunha e a outra em forma de espiga prismática ou cilíndrica estriada. especialmente quanto à isolação. inclusive o fundo.3 . Figura 5.17  Chave de Fenda .18 Educação Profissional 41 Created with novaPDF Printer (www.A chave de parafuso de fenda é uma ferramenta de aperto constituída de uma haste cilíndrica de aço carbono. a) Material: sua haste é feita em aço carbono e seu cabo em resina ou plástico. É empregada para apertar e desapertar parafusos cujas cabeças tenham fendas ou ranhuras que permitam a entrada da cunha. Figura 5.CHAVES DE FENDA E PHILLIPS. Chave phillips cotoco de 1/4" x 1.1/2” – é uma variação da chave comum. especificação e aplicação:   Chave de fenda 1/4" x 8” – utilizada para girar parafusos com fenda de aproximadamente 1/4". onde acopla-se um cabo de madeira ou plástico. Figura 5. tenda esta uma forma cruzada.16 b) Tipos. o que oferece mais segurança proporcionando trabalhos mais satisfatórios.novaPDF. devendo preencher toda a fenda atingindo.com) .5. pois só a ponta que varia. sendo inclusive mais seguros e eficientes.

20 2.com) .375” x 4.Como alavanca é um erro prejudicial.21 5.Pressionando-a contra a mão é um erro perigoso. Figura 5.4 .250” – Utilizada em parafusos com encaixe interno sextavado de 3/8”.Como talhadeira é um erro imperdoável. Figura 5. 3. Educação Profissional 42 Created with novaPDF Printer (www. desde que se introduza na fenda hexagonal da cabeça do parafuso. pois. cuidados semelhantes aos das chaves de boca e de fenda.CHAVE HEXAGONAL ALLEN a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave hexagonal 3/8” x 1. É encontrada em jogo de seis ou sete chaves.c) Utilização e cuidados: Figura 5. se exerce esforço através do braço de alavanca da haste o que dá certa semelhança com as chaves de boca.19 1. Merece. c) Utilização e cuidados: Pode ser considerada um tipo especial de chave de fenda.novaPDF.

O esforço deve ser feito somente no sentido de forçar contra a parte fixa da chave. bem justa. Permite abrir ou fechar a mandíbula móvel da chave. exigem mais cuidados. por meio de um parafuso regulador ou porca. Figura 5. Existem dois tipos: chave inglesa e chave de grifo.Figura 5. A boca deve ser sempre regulada. A limpeza e lubrificação são fatores importantes para conservação dessas ferramentas e para segurança de seus usuários.22 5.novaPDF. Sendo estas chaves mais versáteis.com) . Figura 5.CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU CHAVE INGLESA.23 a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave de boca regulável de 12”x 1 5/16” – Utilizada em porcas ou cabeças de parafusos para aperta-los ou soltá-los.25 Educação Profissional 43 Created with novaPDF Printer (www.24 Figura 5. ao tamanho da porca.5 .

abertura máxima. acabamento.Figura 5.28 Figura 5. b) Tipos.  Três Garras Fixas Articuladas Figura 5. engrenagens.31 44 Created with novaPDF Printer (www.  Duas Garras: Fixas Articuladas Garra deslizante Figura 5.com) .26 5. rolamentos. Dados para especificação: Características gerais.27 Figura 5.29 São utilizados em tarefas de desmontagem de polias. profundidade máxima.SACA POLIAS a) Material: Geralmente em aço carbono.6 . especificação e aplicações. material. acoplamentos sobre eixos.novaPDF.30 Educação Profissional Figura 5.

5.Mesmas condições de utilização de saca-polias de duas garras.novaPDF. será necessário utilizar dispositivos a quente (chuveiros). dilatação. retirar excesso de material e abrir rasgos. hexagonal ou octogonal. provido de cunha. para evitar possíveis acidentes e garantir uma agilidade na tarefa. Dados para especificação: Os mesmos da saca-polias de duas garras. porém. especificação e aplicação . Deve ser verificado a capacidade de torque do saca polias antes de sua utilização para evitar sua quebra. Figura 5. para aquecer a peça a ser retificada através do processo de aquecimento. c) Utilização em cuidados Durante ou após o seu uso deve-se ter alguns cuidados: Evitar esforço desnecessário de danificação dos filetes de rosca do parafuso (tirante) principal.32 Figura 5. e outro chanfrado denominado cabeça.com) . em serviços um pouco mais pesados.7 .33 Figura 5.A Talhadeira e o Bedame são ferramentas de corte feitas de um corpo de aço. Certificar-se que as garras estão bem fixadas. retangular. de secção circular. temperada e afiada convenientemente.TALHADEIRA E BEDAME a) Material . Em alguns casos.Aço b) Tipos. Estes centralizam melhor. apoiadas na peça a ser removida. Educação Profissional 45 Created with novaPDF Printer (www.34 Utilização Servem para cortar chapas. com um extremo forjado.

novaPDF.35 b) Tipos e especificações .36 São utilizados para retirar pinos. A cabeça do bedame e da talhadeira é chanfrada e temperada brandamente para evitar formação de rebarbas ou quebras.1 CUNHA 50° 60° 65° 70° 3.37 Educação Profissional 46 Created with novaPDF Printer (www.Características 1. 5. O bisel da cunha é simétrico ou assimétrico 2. para que cortem bem.8 .CHAVES PARA TUBOS Figura 5. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. em geral. Paralelo: Figura 5. Os tamanhos são entre 150 e 180mm 4. estar bem temperadas e afiadas. A cabeça é chanfrada e temperada. As ferramentas de talhar devem ter ângulos de cunha convenientes. tabela abaixo: Tabela 5. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. conforme.Aço cromo vanadium fosfatizado Figura 5.São utilizados para retirar pinos ou fixar peças mecânicas. MATERIAL Cobre Aço Doce Aço Duro Ferro fundido e bronze fundido duro 5.com) .SACA PINOS CÔNICO E PARALELO a) Material .9 . em geral. A aresta de corte deve ser convexa e o ângulo de cunha Varia com o material a ser talhado.

temperado ou não. comprimento. b) Tipos. especificação e aplicação .1 . rotores. Figura 5. acabamento. geralmente. material. c) Utilização e cuidados . folgas. b) Tipos.11. 5.Verificador de ângulos Figura 5. de 1 a 15mm ou de 1/32” a 1/2”.Características gerais.40 5. Apresentam formas e perfis variados. 5. Em cada lâminas é estampada a medida do raio. Os verificadores e calibradores classificam-se em vários tipos: 5.2 . diâmetros e espessuras. etc.Verificador de raio Serve para verificar raios internos e externos.São utilizados em aperto de tubulação rosqueadas.39 a) Material – Fabricado em aço fundido niquelado.ESPÁTULAS Figura 5.novaPDF.com) .11. roscas. que estejam sujeitos a apertos leves. comprimento. É utilizado para verificar e controlar raios.11 .Características gerais.VERIFICADORES E CALIBRADORES São instrumentos geralmente fabricados de aço.10 . c) Utilização e cuidados . especificação e aplicação . acabamento.a) Material – Cabo e cabeça fabricados em aço cromo vanadium. material. flanges. Suas dimensões variam.38 Figura 5.41 Educação Profissional 47 Created with novaPDF Printer (www. ângulos.capacidade de abertura ou diâmetro do tubo (máximo).São utilizadas para remoção de tampas.

novaPDF. T = torque. Sua fórmula é: (T = F X L) sendo. TORQUE A importância de controlar o aperto aplicado em um parafuso O que é torque? De uma forma bem simplificada.TORQUÍMETRO Para um melhor entendimento sobre torquímetro.0015” a 0.43 5. Figura 5. F = força e L = comprimento da alavanca. Em suas lâminas está gravado o número de fios por polegada ou o passo da rosca em milímetros.12 .44 TORQUE (T) = FORÇA (F) X DISTÂNCIA (L) Educação Profissional 48 Created with novaPDF Printer (www.04 a 5mm.Calibrador de folgas (Apalpador) Usa-se na verificação de folgas.11.11. Figura 5.3 . ou de 0. torque é a resultante de uma força aplicada em um determinado braço de alavanca. sendo fabricado em vários tipos.4 .42 5. necessário de faz termos bem definido o conceito de torque. Figura 5.Verificador de rosca Usa-se para verificar roscas em todos os sistemas.com) .2000”. Em cada lâmina vem gravada sua medida. que varia de 0.5.

Esmagar juntas ou gaxetas. Veja abaixo o exemplo para um parafuso sextavado M10 conforme DIN 267. 4. Tratamento térmico aplicado no parafuso. 5. Matéria prima (latão. componentes. aço inoxidável. São eles: 1. conforme especificação do projeto. A que tensão podemos sujeitar um parafuso? Vários fatores são levados em consideração na fabricação de um parafuso.Unidades de torques mais usadas:    N. A elasticidade do material do parafuso faz com que esse pretenda voltar a sua forma original fixado. Exemplo: têmpera.m (Newton metro) Kgf. 2. Porque devemos controlar o torque a ser aplicado num parafuso? O torque quando excessivo pode: 1. impedindo seu funcionamento normal. o conjunto. etc. provocando assim vazamento de gases e líquidos. revenimento. 2. Empenar um conjunto fixado por parafusos. Que efeito produz o torque num parafuso? A aplicação de torque no parafuso produz uma tensão linear (esticamento) e. Todos estes fatores irão determinar a classificação de resistência a que pertence o parafuso. 2. o que provoca o vazamento de gases e líquidos entre componentes de máquinas. 3. M (Kigrama força metro) Lbf. alumínio. Fazer cair o parafuso devido a vibrações da máquina ou do equipamento. Espanar os fios de rosca do parafuso. um alongamento do mesmo (deformação elástica). aço ligado. aço carbono. assim. Alterar a vedação (junta). conjuntos. 49 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. 3. Acabamento superficial. etc. Fl (libra força pé) Onde se aplica o torque? Em parafusos e prisioneiros que fixam peças. conseqüentemente. fazendo-o falhar mais tarde. pondo em risco vidas humanas e patrimônio.com) . 4. dentro dos limites seguros de tensão para dado parafuso. conforme normas internacionais. 5. Coeficiente de atrito. Trincar o parafuso.novaPDF. Quebrar o parafuso. Classes de Qualidade Conforme DIN 267 Nominal Sextavado Como determinar o tamanho do parafuso a ser utilizado? O tamanho do parafuso deve ser determinado pelo total de tensão necessária para fixar o conjunto de peças. etc.). O torque quando insuficiente pode: 1. Tipo e passo da rosca.

46 Uma junta mecânica roscada oferece a vantagem de desmontagem rápida para inspeção ou reparo de componentes: fixadores podem ser reutilizados. Somente através de uma ferramenta denominada “torquímetro” é que conseguiremos aplicar o torque especificado. FORÇA DE FIXAÇÃO Figura 5.45 Figura 5.3. Causar acidentes e danos ao patrimônio. torquímetro com cabeça intercambiável. Comprometer o desempenho da máquina ou equipamento em função da falta de alinhamento e suporte dos seus componentes entre si. que tendem a provocar a soltura dos componentes da junta. cisalhamento e vibração). JUNTA MECÂNICA Figura 5.novaPDF. São fabricados com maquinário específico e mão-de-obra especializada que asseguram a qualidade do instrumento. rapidez. torquímetros para tampas de embalagens. devem ser absorvidas pela força de fixação induzida na junta durante a 50 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. torquímetro digital. facilidade e qualidade para seu trabalho. torquímetro axial. Os torquímetros devem ser construídos conforme prescrições rigorosas de usinagem e montagem.47 Figura 5. 4. Essas cargas. torquímetro de relógio com ponteiro de arraste. A escolha correta da ferramenta para aperto significa segurança. torquímetros especiais para áreas médicas (esterelizáveis). torquímetro tipo “T”. transdutores de torque estáticos e rotativos.com) .48 A força de fixação é obtida pelo tensionamento do parafuso e a conseqüente compressão dos componentes da junta roscada. torquímetro de escape ou giro livre. Segue alguns tipos de torquímetros: torquímetro de estalo com escala / sem escala. compressão. Cada torquímetro foi desenvolvido para uma diferente aplicação. a) A qualidade mais importante da junta é a sua resistência às cargas de trabalho (tração. torquímetro de relógio. torquímetro de vareta. Inspeções e reparos podem ser efetuados no campo com um mínimo de ferramentas. torquímetro pneumático.

condições estas que prejudicariam o bom desempenho do produto.50 b) Como gerar força de fixação nos componentes da junta? Apertando os componentes da junta uns contra os outros por meio de fixadores roscados. resistindo a tração e compressão.novaPDF.sua montagem. a fricção. Na junta. fazendo com que o conjunto se comporte como uma única peça.com) . utilizando transdutores de pressão ou sensores de pressão instalados na própria junta. a força de fixação da junta é muito importante para assegurar um perfeito funcionamento do produto em que se encontra instalada. pois dificulta o movimento dos componentes entre si. GERANDO FORÇA DE FIXAÇÃO PELO TORQUE Qual é a solução que resta para aplicar a precarga correta a um fixador? É controlar o torque que se aplica ao fixador utilizando um TORQUÍMETRO ou uma apertadeira motorizada com CONTROLE DE TORQUE. resultando numa falha catastrófica. evitando a soltura. por isso. Só é possível. gerando uma tensão que ultrapassa o limite de resistência do fixador ou envergar os componentes da junta. que assim resiste melhor a cisalhamento e vibração. c) Como se vê. aparece aqui como coadjuvante. Se aplicar um aperto pequeno demais. Além de ser um processo demorado. quando se utiliza parafuso com porca. Poderíamos tentar medir a compressão a que sujeitamos os componentes da junta. que em muitas outras aplicações nos “rouba’’ parte do nosso esforço”. Se aplicar um aperto em excesso. – Pode-se recorrer à medição do alongamento do fixador que está intimamente ligado a précarga nele aplicada. pois estes são os meios mais confiáveis. Esta medição seria feita por meio de extensômetros ou ondas de ultra-som.49 Figura 5. A força de fixação deve ser maior do que a soma das cargas de trabalho que agem sobre ela. vale dizer ainda que os equipamentos necessários para fazer a medição são muito caros. pode-se espanar a rosca do fixador. Figura 5. permitindo acesso às duas extremidades do parafuso. d) Há meios práticos de medir a pré-carga num fixador? Não. Educação Profissional 51 Created with novaPDF Printer (www. tornando-se assim um processo impraticável. é proibitivo na maioria dos processos de montagem. O aperto também aumenta a fricção entre os componentes. os componentes da junta podem começar a soltar-se debaixo das cargas de trabalho. Após aperto da junta não é possível remover os sensores.

Formato da cabeça. que devido ao relaxamento dos componentes da junta pode ser bem diferente da ‘fricção dinâmica’ que existia no momento do aperto. que torques apurados em ensaios sejam respeitados no ‘chão de fábrica’. AUDITORIA DE TORQUE ‘Auditoria de torque’ pretendendo encontrar o torque aplicado a minutos. dureza de diferentes tipos de materiais. Acabamento e lubrificação de faces contactantes. É muito importante. Esta correlação depende de vários fatores como:            Tipo de junta: junta elástica ou junta rígida.com) .novaPDF. Para garantir a segurança na aplicação do torque correto em linhas de montagem de alta produção são utillizadas apertadeiras motorizadas que indicam o torque dinâmico sendo gerado e permitem imprimir o torque máximo aplicado através de impressora para gerar um ‘hardcopy’ para comprovação do torque aplicado para um cliente ou para utilização futura em caso de litígio. O operador deve parar de aplicar força tão logo atinja o torque recomendado. Folga do furo. pois quando se tenta reiniciar a rotação da porca ou fixador tem-se que vencer a ‘fricção estática’. Tipo de rosca (rosca grossa ou rosca fina). Se a junta não falhar e nem se soltar. Tratamento térmico. horas ou dias atrás é um processo duvidoso. sim! Educação Profissional 52 Created with novaPDF Printer (www. a escolha dos componentes da junta e o processo de montagem com os torques utilizados foram perfeitos. Tolerâncias da rosca do fixador / parafuso. Os ensaios devem sempre ser feitos nas condições mais próximas à realidade da montagem. Depois nada melhor que um ‘teste de campo‘ sob as condições reais de cargas de trabalho e cargas externas. Existência de arruelas lisas ou de pressão. Local de aplicação de torque (porca ou cabeça do parafuso). Componentes de material diferente. O conceito '‘um pouco mais não pode fazer mal’ não é aceitável. porque pode fazer mal. Após definição da força de fixação necessária em determinada junta e do relaxamento que deve ocorrer pode-se especificar o torque a aplicar ao fixador. Perpendicularidade ou paralelismo dos fixadores e componentes da junta. Muitos fatores contribuem para alterar a tensão residual do fixador e com isso a força de fixação existente na junta: estado de lubricidade.AS VARIÁVEIS NA RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO (Força de fixação) Na época da elaboração do projeto do produto é necessário estabelecer empiricamente uma relação entre um torque aplicado e a precarga resultante no fixador e a força de fixação obtida na junta. gaxetas e o tempo que passou entre a aplicação de torque e a tentativa de medir a força de fixação residual.

A prática de aperto em vários ‘passos’ ou ‘passadas’ ajuda a eliminar uma das causas do baixo aproveitamento de torque para gerar tensão e força de fixação no fixador e na junta. Figura 5.12. Torquímetros de sinalização de torque (estalo).Princípios do funcionamento do torquímetro Para executar o seu trabalho o torquímetro sempre utiliza um corpo elástico calibrado.: 30% 70% .1 . O diâmetro do furo da arruela. Quando se deve montar uma junta com múltiplos fixadores.100% do torque especificado). mantendo o padrão de ‘seqüência cruzada’ ou ‘espiral’. é aconselhável apertar os parafusos mais uma vez para compensar a força de fixação perdida. ou num padrão espiral. Outro fator que pode afetar substancialmente o relaxamento da força de fixação numa junta é o emprego de arruelas debaixo da cabeça do parafuso. acabamento da face de contato e dureza da arruela influenciam o relaxamento da força de fixação na junta e a tensão no parafuso. a causa de relaxamento mais conhecida é o emprego de gaxetas de vedação entre dois componentes da junta.51 a) Material: (Falta material) b) Tipos. para indicar o torque sendo aplicado. perde a sua força de fixação. Este procedimento muitas vezes é utilizado na montagem de juntas críticas (ex. já instalado.: aeronáutica e veículos). cujo pino quadrado desloca o ponto de rotação (A) do soquete para frente do ponto de articulação do torquímetro (B) exigem que a mão do operador aplique a força no centro da empunhadura para gerar o torque desejado. Educação Profissional 53 Created with novaPDF Printer (www. ou para sinalizar que um torque pré-selecionado foi alcançado. Para dar tempo para a gaxeta se acomodar.RELAXAMENTO Na prática ocorre uma gradual perda da força de fixação em quase todas as juntas roscadas porque as faces da junta em contato aos poucos sofrem um ‘nivelamento’ das irregularidades de superfície que diminui a força de fixação existente. especificação e aplicação . pois apertos repetidos reduzem a fricção entre partes contactantes. Provavelmente. um outro fixador. Para diminuir este inconveniente executa-se o aperto dos fixadores numa ‘seqüência cruzada’. quando dotados de catraca ou de outro implemento.com) . Um outro procedimento é apertar os fixadores em vários ‘passos’ (ex.novaPDF. ou seja: 5. porque a mudança das condições de tensão na junta provoca um relaxamento localizado. uma barra no modelo ‘vareta’ ou relógio. mola helicoidal no modelo ‘estalo’ e de ‘giro livre’ e extensômetro (strain gage) no modelo ‘digital’.e encontra-se um problema de relaxamento peculiar: enquanto apertar-se um fixador.São ferramentas destinadas ao aperto de parafusos e porcas com torque controlado a partir de um valor pré-estabelecido em projeto. TORQUE: é o movimento torçor.

com) . pois isso alteraria o torque aplicado. fricções. de relógio.40%-60% . AFERIÇÃO DE TORQUÍMETRO A fim de tornar possível a aplicação de torques consistentes na linha de montagem é necessário aferir os torquímetros em intervalos estabelecidos em Norma Brasileira.A escala micrométrica permite regulagem precisa. A Norma estabelece que torquímetros devem ser aferidos: Educação Profissional 54 Created with novaPDF Printer (www.Neste tipo de torquímetro NÃO podemos usar extensões no cabo do torquímetro. pois isso NÃO ALTERA o torque aplicado. Operação bi-direcional. os torquímetros de vareta. que é mantida inalterada devido a uma trava durante todo ciclo de trabalho. Para aplicar torques relativamente baixos são utilizados torquímetros ‘de giro livre’ que possuem mola helicoidal e dispositivos limitadores de transmissão de força (cames. a posição da mão do operador não influi no torque gerado. -O torquímetro de "giro-livre" rearma automaticamente Torquímetro de giro-livre é o preferido nas indústrias da eletrônica e informática. ANSI/ASME B107-14M-1985 e ISO 6789 e Norma Brasileira NB-1231. digitais e de estalo (sinalização de torque) com escala externa devem ser aferidos em 20% . De acordo com a Norma Brasileira NB-1231. Neste tipo de torquímetro pode-se aplicar força fora do centro da empunhadura e PODE-SE USAR EXTENSÕES no cabo do torquímetro. Alta sensibilidade e baixo coeficiente de fricção do mecanismo de desligamento garantem precisão do torque aplicado.novaPDF. sem escala externa (preset). TORQUÍMETRO DE GIRO-LEVE (Torquímetro de limitação de torque) . Leve. etc) que impedem que o eixo-propulsor do torquímetro transmita torques superiores aqueles préselecionados.80% e 100% da capacidade máxima do torquímetro. devem ser aferidos no ’torque de trabalho’. Precisão: _ 3% do valor indicado.Torquímetro de "giro-livre" impede que o operador aplique um torque maior do que aquele selecionado. Formato axial facilita o trabalho em áreas de difícil acesso. É mesmo à prova de teimosia e descuido. . Torquímetros de estalo. de fácil manejo. Quando o ponto de rotação (A) do soquete coincide com o ponto de articulação do torquímetro (B).Quando o torque-alvo é atingido o corpo do torquímetro gira em falso e soquete ou ponta engajada no parafuso não se mexem mais. AXIAL COM ESCALA        Ideal para aplicação de torques baixos. Excede a Norma Federal Americana n° GGG-W-00686c. .

       A cada seis meses. possibilitando a documentação do torque aplicado (hard copy). A1) Tipo ‘vareta’ . A) Torquímetros de indicação de torque. digital). médios e grandes (exemplo: 5 Nm. exigindo menor dispersão de torque. relógio.novaPDF. A2) Tipo ‘relógio’ . Quando ocorrer dúvida nos resultados obtidos. 15 Nm e 75 Nm) seria preferível comprar um torquímetro com capacidade de 0 a 100 Nm para atender a todas as tarefas. A solução então. A ESCOLHA DO TORQUÍMETRO EM FUNÇÃO DA CAPACIDADE Da Faixa de Utilização dos Torquímetros Para os torquímetros analógicos (estalo. é comprar mais de um torquímetro. A cada 10. Mas não há nenhum torquímetro com esta capacidade que tenha ‘garantia de precisão’ para toda esta faixa. A precisão indicada pelo fabricante do torquímetro só se aplica às faixas acima de modo que não existe nenhum torquímetro que comece de zero! É fácil entender que.para juntas com prescrição de torque mínimo e máximo.com) . A3) Tipo ‘digital’ .000 ciclos de trabalho para torquímetros de sinalização de torque (estalo) e ’de limitação de torque’ (giro livre). relógio.000 ciclos de trabalho para torquímetros de ‘indicação de torque’ (vareta.para reparos e manutenção automotiva. Após sobrecargas. A ESCOLHA DE TORQUÍMETROS EM FUNÇÃO DO TIPO Para obter o melhor resultado na aplicação de torque o tipo de funcionamento do torquímetro escolhido é fundamental. giro livre) entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. Para os torquímetros digitais entre 10% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. Após reparos efetuados no torquímetro. B) Torquímetros de sinalização de torque. quando se tem que aplicar / controlar torques pequenos. (Exemplo: capacidade máxima de 20 Nm que atende a aplicação dos torques de 5 Nm e 15 Nm e outro de capacidade máxima de 100 Nm que atende o torque especificado de 75 Nm) NOTA: Existe um projeto de norma que vai proibir os fabricantes de marcar divisões abaixo dos 20% da capacidade máxima nos torquímetros de estalo e relógio.para reparos e manutenção de equipamentos que têm juntas críticas. A cada 5. Os fabricantes garantem a precisão somente entre 20% a 100% da capacidade máxima para torquímetros analógicos e entre 10% a 100% para torquímetros digitais. vareta. Após quedas ou choques violentos sofridos pelo torquímetro. Educação Profissional 55 Created with novaPDF Printer (www. cuidando que os valores de torque a serem aplicados situem-se entre 20% a 100% da capacidade máxima.

então. percorre a escala e. O segundo ponteiro. Caso já esteja sendo utilizado um torquímetro que satisfaz as condições acima.novaPDF. com limite inferior de 14 Nm e com limite superior de 17 Nm. que obriga o fabricante a garantir uma precisão de ± 4% sobre o valor de torque indicado ou aplicado entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. Ncm. mão de obra não-especializada). com aplicação repetida de um mesmo torque. ao cessar a força. pré-selecionado. mas somente as características (A – D). que permita identificar claramente onde ficam os limites inferiores e superiores do torque a aplicar. Nm. Se nossa especificação é torque nominal (alvo) 16 Nm. C) Precisão do torquímetro: deve obedecer à Norma Brasileira 1231.para aplicação de torques relativamente baixos. Educação Profissional 56 Created with novaPDF Printer (www. onça-polegada e librapolegada. O sistema mais simples possui um relógio com um único ponteiro que. cujo ajuste é feito em departamento de Garantia de Qualidade. volta a zero.para montagens automotivas e industriais em ambientes hósteis (sujeira. cmgf. durante a aplicação de força. acima citadas. Estes calibres de torque operam com escalas em Nmm. devemos observar alguns detalhes importantes: A) Torque a aplicar: no caso ideal o torque a aplicar deve situar-se próximo à metade da capacidade máxima do torquímetro. C) Torquímetros de limitação de torque. B) Tolerância do torque a aplicar: o torquímetro deve ter uma resolução boa. D) Formato do torquímetro: deve levar em consideração as condições de acesso ao fixador e o espaço disponível para a aplicação de força ao torquímetro. Ao comprar um torquímetro permitindo a participação de um maior número de fornecedores na cotação não indique a capacidade do torquímetro que pretende substituir. Um torquímetro com graduação de 5 em 5 Nm não serve ! O espaçamento das divisões de qualquer torquímetro deve ser grande o suficiente para permitir fácil identificação dos limites inferiores e superiores. eliminando o julgamento do operador. ajustável manualmente.são utilizados ‘calibres de torque’ (torque watches) indicados para ajuste de micro mecanismos de potenciômetros e ‘trim pots’. utiliza-se o modelo ‘Pre-Set’. C1) Tipo ‘giro livre’ . recomenda-se a compra de um igual ou equivalente. pouca visibilidade. Para torques muito baixos – abaixo de 1 Nm . ele registra o torque máximo atingido. Para facilitar o trabalho com torquímetros compridos ou para executar testes destrutivos existe o relógio de ‘ponteiro duplo’ ou ‘de memória’.B1) Tipo ‘estalo’ .com) . INDICAÇÃO DE TORQUE SISTEMAS DE INDICAÇÃO DE TORQUE O torquímetro de indicação de torque mais usado é o torquímetro de relógio. pode ser usado como ponto de referência. Quando o trabalho é feito numa linha de montagem. Quando devemos comprar um torquímetro para uma aplicação nova.

existem vários tipos de torquímetros para suplantar obstáculos frontais. laterais e verticais. DOCUMENTAÇÃO DO TORQUE APLICADO Os torquímetros digitais podem ser conectados a impressoras. dando assim um apoio inestimável ao operador.Quando se deve aplicar torque em áreas escuras ou inacessíveis à visão direta. Obstáculos verticais são sub plantados com torquímetros de bocas dianteiras. 5. Vale lembrar que torque é força aplicada x comprimento da alavanca. ‘torque alvo’ (nominal) e ‘limite superior’ de torque. Em ambos os casos o ponto em que deve ocorrer o sinal é previamente selecionado. Multiplicadores de torque são também indicados quando o espaço para aplicação de torque é limitado. existem vários modelos de multiplicadores de torque com capacidade até 81. Quando o torque a aplicar é grande. exigindo um torquímetro de cabo muito longo. ‘data loggers’ e computadores pessoais para facilitar a documentação dos torques aplicados (hard copy) e a elaboração de estatísticas. porém o torque final aplicável sempre é limitado pela capacidade máxima de torque na saída do último multiplicador.13 . sendo acionado por um torquímetro de cabo curto. pode-se optar por torquímetros com sinal de luz ou sinal sonoro.novaPDF. PROBLEMAS DE ACESSO Como o local da aplicação de torque pode estar obstruído. A escolha de um multiplicador sempre deve orientar-se pela ‘capacidade máxima de Saída’.MULTIPLICADORES DE TORQUE Aplicação de Torques Altos Como a força física do operador constitui um limite para qualquer operação de torque. TORQUÍMETROS DE LIMITES DE TORQUE PROGRAMÁVEIS Existe o torquímetro digital (exemplo: COMPUTORQ II da CARLSONS) que possibilita a programação de ‘limite inferior’. de tamanho reduzido. que é avisado por sinal luminoso e sonoro no momento em que alcança qualquer um destes pontos. Enquanto o encaixe de entrada de um multiplicador é fêmea. conforme explicado abaixo. Obstáculos laterais são vencidos por torquímetros radiais com catraca.com) . Quando é necessário utilizar uma boca dianteira de comprimento especial devemos fazer um cálculo de compensação do aumento efetivo do torquímetro. intercambiáveis.500 Nm. pode-se optar pelo uso de um multiplicador de torque. Educação Profissional 57 Created with novaPDF Printer (www. Multiplicadores de torque podem ser ‘agrupados’ (ganging) para aumentar sua capacidade de torque. Obstáculos frontais são sub plantados por torquímetros radiais com extensão e torquímetros axiais. o encaixe de saída é macho e sempre maior que o encaixe de entrada.

com) . Para tal. kgf. Torquímetros axiais podem possuir pino quadrado de ¼” e 3/8”. 1” e 1. Torquímetros axiais de baixa capacidade possuem pinças para colocação de lâminas. Normalmente.2 lb-pé ± 1.DOS ENCAIXES DO TORQUÍMETRO (Sistemas de acoplamento de acessórios).14 mkgf A IMPORTÂNCIA DA CLAREZA DA COMUNICAÇÃO Como as unidades de torque sempre têm dois componentes – força (N. intercambiáveis nos tipos: boca fixa. deveria memorizar algumas equivalências: 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pol 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pé = = = = = = = = ± 0. AFERIDOR DE TORQUE DE TAMPA DE ROSCA Existem também equipamentos para conferir torque aplicado por máquinas de engarrafamento e fechamento automático de garrafas e frascos em tampas roscadas de vasilhames de vidro. pois. fêmea.7 lb-pé ± 7. lâminas e uma infinidade de dispositivos especiais.1 mkgf ± 10 Nm 12 lb-pol 16 oz-pol ± 0. Calibres de torque vêm equipados com mandris. m. 58 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. boca estrela aberta e boca estrela com catraca.1/2”.novaPDF. quem lida freqüentemente com torque. são disponibilizados aferidores de mesas giratórias com pinos de fixação do vasilhame que. permitem medir o torque de fechamento bem como o torque de abertura. ¾”. “torque de 15 libras” . Também torquímetros com colar retangular. bem como suportes para pontas de corpo sextavado de ¼” e 5/16”. apertando ou desroscando a tampa. de metal ou de plástico. polegada) deve-se desconfiar de um possível erro quando um destes componentes está faltando: “torque de 12 kg” – é mkgf ou cmkgf ? mkgf é 100 vezes maior que cmkgf. A comunicação clara na consulta a um fornecedor poderá evitar perda de tempo e de dinheiro pela aquisição de torquímetros inadequados ao serviço. os torquímetros são usados com soquetes de encaixe quadrado. pé. há torquímetros com pino quadrado de ¼”. existem tabelas completas de conversão de torque.lbf) e comprimento da alavanca (cm. CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE Conversão de Unidades de Torque Enquanto. que permitem o uso de pontas.é lbf-pé ou lbf-pol ? lbf-pé é 12 vezes maior que lbf-pol.4 Nm ± 0. observe abaixo. A escala combinada indica os torques em Nm e lb-pol. de 9 x 12 mm e 14 x 18 mm para receber bocas dianteiras. ½”.3/8”. boca estrela.

evita-se torques baixos demais e torques em excesso. acabamento de superfície. Estes torquímetros possuem. TORQUE E ÂNGULO (Torque / angle) Como na montagem de uma junta roscada há muitas variáveis. Estes torquímetros são dispostos nos modelos com colar de encaixe para bocas intercambiáveis dianteiras. onde a especificação. Estes torquímetros são calibrados num aferidor de torque por profissionais e depois é vedado o acesso ao sistema de ajuste. existe o perigo que uma parcela. Há vários sistemas de embreagem. Quando a força gerada pelo operador excede a tensão da mola sobre a embreagem. além da mola helicoidal calibrada. quando uma junta é considerada ‘crítica’ para o bom funcionamento do produto. impedindo que mais força seja transmitida ao pino-propulsor. Qualquer operador vai aplicar o torque prescrito na especificação sem ter que se preocupar com a escala. procedimento este que levará o fixador próximo a sua região de escoamento. TORQUE PRÉ-SELECIONADO (Pre-set torque) No chão de fábrica haverá provavelmente postos de trabalho onde um operador sempre aplica o mesmo torque. tais como: lubrificação.. grau de dureza de faces contactantes. TORQUÍMETROS DE LIMITAÇÃO DE TORQUE (Torque limiting wrenches) No intuito de tornar o aperto mais seguro e menos dependente do juízo do operador de linha. existe uma linha de torquímetros de ‘limitação de torque’ ou de ‘giro livre’. bem como com pinos quadrados para encaixe de soquetes e. Por isso. ou no ajuste do torque especificado) existem torquímetros de sinalização de torque (estalo) que não possuem escala externa e nem acesso fácil ao sistema (interno) de ajuste de torque. um sistema de embreagem que transmite a força ao pino-propulsor. garantindo assim que foi gerada força de fixação suficiente para resistir a todas as cargas de trabalho. esta começa a deslizar (girar livremente). utiliza-se o processo ‘torque e ângulo’. Educação Profissional 59 Created with novaPDF Printer (www. a unidade de torque. além de indicar um torque de aperto.novaPDF. Assim. com suportes para pontas. que todas afetam a força de fixação obtida.Clareza na comunicação é ‘meio caminho andado’. nos modelos axiais. pois em ambos os casos a junta roscada do nosso produto falhará. etc. maior que planejada. etc. Para diminuir a possibilidade de erro humano (na leitura da escala externa. Devido a este princípio os torques que podem ser atingidos com certa repetibilidade são relativamente baixos. (O ‘sonho’ de todo projetista). no mesmo produto. da força gerada durante o aperto seja absorvida por estes fatores de difícil quantificação. fricção. Da mesma forma. porém todos funcionam reagindo à fricção existente entre mola e embreagem. exige a posterior rotação do fixador por um determinado ângulo. é aconselhável certificar-se da unidade correta de torque antes de empregar o torquímetro para determinada aplicação. É só parar de aplicar força ao ouvir e sentir o sinal de ‘torque atingido’.com) . Existem 2 modelos básicos: o tipo ‘axial’ que se assemelha a uma chave de fenda e o tipo ‘modular’ que é encaixado entre soquete e vários cabos de acionamento.

(tensão) gerada pelo torque na junta. (Vareta.novaPDF. Torquímetros com indicação de torque. fazer um teste que nos permita ver como a tensão (força de fixação) muda em função do torque aplicado.Para poder executar este processo a CARLSONS oferece dispositivos para controle de torque / ângulo que permitem medir o ângulo de rotação percorrido após a aplicação do torque.com) . Figura 5.53  Torquímetro de Estalo: seu funcionamento é baseado num sistema de alavancas interpostas que provocam um esforço sobre uma mola. RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO Como já foi apresentado há muitas variáveis que podem influenciar a força de fixação. e um conseqüente estalo. relógio) Torquímetros com limitação de torque. A leitura do torque é feita diretamente na escala. Se pudesse medir esta tensão enquanto se monta a junta com um torquímetro seria ideal. Educação Profissional 60 Created with novaPDF Printer (www. porém. Classificação:    Tipos:  Torquímetros de Vareta: seu funcionamento baseia-se na flexão da haste. (Estalo) Figura 5. (Giro-livre) Torquímetros com sinalização de torque.52  Torquímetro com Relógio: seu funcionamento é baseado na torção da cabeça do quadrado de encaixe. Utilizando um torquímetro de relógio com ponteiro ‘de máxima’ poderá ver como a tensão cresce em função do torque aplicado. A simulação também deve replicar a maneira de aplicação de torque pelo operador. pois isso eliminaria muita ‘incógnitas’ e causas de falhas posteriores do produto. Para tal deve simular a nossa junta com os mesmos componentes utilizados na linha de produção e instalá-la num testador hidráulico de torque / tensão que indica a cada instante a tensão obtida. Pode.

sendo este fixado em alguma parte da máquina. Figura 5.Figura 5.com) .55 ACESSÓRIOS PARA TORQUÍMETROS  Catraca: Figura 5. 25 vezes ou 125 vezes.novaPDF. O suporte do conjunto absolve a força contrária. Figura 5.54  Torquímetro Digital: possui precisão de ± 1% do torque indicado. indicação com sinal acústico e luminoso ao alcançar o torque programado.56  Multiplicador de Torque: são utilizados para valores de torque elevados. Figura 5. podendo o torque estabelecido no torquímetro ser multiplicado 5 vezes.58 Educação Profissional 61 Created with novaPDF Printer (www.57  Instrumento de medição angular: são adaptados ao torquímetro (quadrado de encaixe) para torques de aperto em ângulos.

O ar proveniente de um compressor deve ser limpo e desumificado. portanto. Utilize os torquímetros para apertar. calcular a relação custo-benefício para cada caso. A maioria dos problemas funcionais das ferramentas pneumáticas estão relacionados com a umidade do ar comprimido.1 Educação Profissional 62 Created with novaPDF Printer (www. Nunca para afrouxar os parafusos.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO São ferramentas que funcionam pelo ar comprimido. Os filtros das unidades de conservação conseguem reter uma pequena parte dessa umidade. Após o uso guarde-o em local apropriado. 6 . a partir de uma rede de ar comprimido utiliza-se para cada ponto ou ferramenta uma unidade de conservação (filtro-regulador-lubrificador) que garantirá relativa proteção ao conjunto.com) . tendo como solução definitiva a instalação de um secador de ar na saída do compressor. com pressão estabilizada e misturado com óleo para lubrificação das partes internas da maioria das ferramentas. A instalação de um secador de ar requer investimentos maiores e deve-se. Exemplo de instalação: Figura 6. Na instalação das ferramentas pneumáticas. Utilize os torquímetros na faixa intermediária da escala que permitirá um menor desvio.novaPDF.c) Utilização e cuidados      Aplicar o torque de forma lenta e progressiva sem golpes ou pancadas.FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6. Evite choques ou quedas.

6 Figura 6.Recomenda-se:    Verificar o consumo de ar de cada ferramenta para adequação de vazão da rede.5 Figura 6. Regular o lubrificador para misturar de 5 a 7 gotas por minuto de óleo (grau de viscosidade ISO 32).com) .novaPDF. Estabilizar a pressão entre 6 e 7 kg/cm².7 Educação Profissional 63 Created with novaPDF Printer (www.2 – TIPOS Chave de impacto: são utilizadas para aperto de parafusos e porcas com grande velocidade e torque.4 Esmerilhadeiras Figura 6.3 Figura 6. Figura 6. possuindo um sistema auxiliar de aperto (impacto) que aumenta sua performance.2 Figura 6. 6.

9 Furadeiras Figura 6. Educação Profissional 64 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. Utilizar soquetes apropriados para as chaves de impacto. Embora as chaves de impacto oferecerem um bom torque.8 Figura 6. Antes do início da operação verificar a pressão de trabalho. como forma de aumentar a durabilidade da ferramenta.Lixadeiras Figura 6.10 Figura 6. Avaliar as condições de funcionamento e torque de cada ferramenta.12 6. como aperto final. drenar os pontos de condensação de água e verificar o sistema de lubrificação.3 – CUIDADOS GERAIS       Escolher corretamente a capacidade de cada ferramenta em função da exigência do serviço.11 Figura 6. recomenda-se em serviços criteriosos o uso do torquímetro.com) . O aperto final com uma chave de impacto não deve ultrapassar a 5 segundos.

7. engrenagens.1 – INTRODUÇÃO Algumas atividades de manutenção como levantamento e posicionamento de conjuntos. desmontagem e montagem de conjuntos (polias. alinhadas à carga. dentro dos limites de carga pré-estabelecidos.1 Figura 7. médias e pesadas podendo com diferentes modelos atender a uma faixa de 0.2.) e na movimentação de cargas. arraste de máquinas.4 São utilizadas no manejo de cargas leves. evitando assim o embaraçamento das correntes.com) .2 Figura 7.7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7. O abaixamento da carga também é realizado pela mesma alavanca em sentido Educação Profissional 65 Created with novaPDF Printer (www. rolamentos.3 Figura 7.novaPDF. as demais talhas manuais foram projetadas para trabalhos em posição vertical.1 – Talhas Manuais Talha de alavanca Talha de corrente Figura 7. proporcionam a retenção de carga em qualquer ponto do percurso e ainda permitir uma descida suave.5 à 30 toneladas. Com exceção das talhas de alavanca que também podem ser utilizadas em operação de arraste. As talhas possuem um sistema de freio que. etc. acoplamentos. Operação Talhas de corrente – O levantamento ou abaixamento da carga é feito pelo giro do volante frontal para o sentido horário ou anti-horário realizado pela corrente de acionamento.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS 7. em geral. Talhas de alavanca – O levantamento da carga é realizado pelo movimento da alavanca que possui sistema de catraca. exigem utilização de equipamentos auxiliares.

a corrente deverá estar segura com a mão e a roseta (peça localizada à frente da talha) gira da no sentido conforme a figura 7. Figura 7. procedimento que visa o bom funcionamento do freio e ainda torna-se conveniente à lubrificação da corrente de carga quando as condições de trabalho permitem.5 Cuidados gerais com as talhas Figura 7.novaPDF.de giro inverso. Figura 7. girar a roseta com a mão no sentido indicado na figura 7.6 até ouvir o ruído do gatilho do freio na catraca.com) . As talhas de alavanca possuem. Nota: Evitar a entrada de lubrificantes nos discos de fibra do freio. Graxa indicada: consistência NLGI 2.  Nunca levantar a carga acima da capacidade da talha. A rosca do volante (ou coroa) retirando-se a tampa dianteira ou a roseta e alavanca no caso das talhas de alavanca. A alavanca deverá ser colocada na posição neutra a partir do posicionamento do gatilho (encaixe no entalhe menor). até a mola se encaixar na cava existente na arruela do pinhão central. porém. Para bloquear o freio (corrente para tracionar).5. A seleção da manobra é feita por um gatilho localizado junto à alavanca. sem atuação do sistema de catraca. Nota: Não se deve forças a roseta tentando girá-la quando a talha estiver tencionada pela carga. ou seja. ainda.6  Lubrificar periodicamente o trem de engrenagens localizado na parte traseira da talha (retirar tampa). a possibilidade da corrente de carga girar livre. poderá haver uma aproximação rápida da corrente em relação à carga.7 Educação Profissional 66 Created with novaPDF Printer (www.

8  Observar se durante o içamento da carga não haja qualquer obstrução.11 Figura 7.9 Figura 7.com) .12 Figura 7. Não torcer ou dobrar as correntes da carga. Figura 7.14  Não amarrar a carga com a corrente da talha. Figura 7. laço ou olhal devem ser posicionados no meio do gancho) e nunca na ponta do gancho.10 Figura 7. Figura 7.  Fixar o gancho da talha com segurança (manilha. Figura 7.novaPDF.15 Educação Profissional 67 Created with novaPDF Printer (www.13  Não dar volta com o moitão entre as correntes.

Figura 7.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com a talha carregada. e como se trata de manuseio de cargas poderá gerar graves acidentes de trabalho.novaPDF.17  Limpe o equipamento e guarde em local protegido.18 Cuidados gerais com a segurança das talhas Todos os itens relacionados acima correspondem a segurança operacional das talhas.  Não lubrifique as arruelas de fibra do freio.16  Evitar maus tratos com o equipamento.  Inspecionar periodicamente o equipamento (ganchos. Figura 7. observar que o ângulo máximo de trabalho não ultrapasse 45º. Na utilização de amarras.  Não suspender a carga com inclinação excessiva da corrente.com) . mas limpe os materiais estranhos. etc). corrente. Figura 7.  Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga. Educação Profissional 68 Created with novaPDF Printer (www. O mau uso do equipamento que poderá danificá-lo representa um risco à segurança.

Cuidados gerais com o Tirfor  Não utilizá-lo além da capacidade estabelecida pelo fabricante.) que além da segurança operacional. manilhas. enrolando-o adequadamente.7. torção. 69 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.  Certificar-se do diâmetro do cabo a ser utilizado para cada modelo do tirfor. Cuidados gerais com a segurança operacional do Tirfor Todos os itens relacionados acima se não seguidos rigorosamente comprometem as condições do equipamento e poderão causar acidentes durante a operação. assim quanto maior a ação da carga maior será a condição de aperto.  Após o uso retire o cabo. *As alavancas 4 e 5 devem estar voltadas para trás. etc. com a ponta do cabo ultrapassando a parte frontal do tirfor solta-se a alavanca e efetiva-se o travamento. obstruções não previstas. abaixar ou arrastar cargas em geral em qualquer direção.novaPDF.2. Os mordentes são levados a fecharem-se pela ação da carga. olhais na parte central dos ganchos do tirfor e do cabo de aço.  Observar durante a operação da carga. perna. Funciona com cabo de aço.2 – Tralha Guincho (TIRFOR) São equipamentos utilizados para levantar.  Evitar pancadas ou quedas do equipamento. poderá travar e danificar o mecanismo interno do tirfor. A alavanca 4 destina-se ao avanço do cabo e alavanca 5 ao retorno do cabo. Figura 7. dobras. dois jogos de mordentes que se abrem e fecham alternadamente como duas mãos que puxam o cabo na subida e seguram na descida.  Verificar o estado geral do cabo de aço (arame.  Limpar e lubrificar periodicamente seu mecanismo interno. Limpe e guarde em local protegido.19 Operação O cabo de aço é introduzido no tirfor pelo orifício 1 sendo liberados os mordentes pela alavanca 2 e trava da alavanca 3.com) .  Posicionar laços. com qualquer distância e com precisão milimétrica de manobra.

são equipamentos utilizados para levantamento e posicionamento de cargas. êmbolo ou pistão.20 O cilindro hidráulico transforma a energia hidráulica em energia mecânica. sendo:  Tipo de avanço (retorno por peso ou por mola) Figura 7. Figura 7. haste. são conjuntos formados por cilindros e bombas. ou seja.23  Tipo de retorno Figura 7.24 Figura 25 Figura 26 70 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.com) . Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga. o óleo proveniente da bomba atua sobre a área do embolo que impulsiona a haste. Os modelos de cilindros podem variar de acordo com a forma de atuação. desde sua invenção. Os macacos hidráulicos. Cilindros Hidráulicos: É constituído de cilindro (tubo).2. 7.21  Tipo de avanço e retorno Figura 7.22 Figura 7.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com um tirfor carregado. assim chamados.novaPDF. mesmo em pequenas distâncias.3 – Macacos Hidráulicos Os mais usados nas indústrias.

em um tempo préestabelecido.com) . já que sua haste poderia flexionar e danificar o conjunto.novaPDF. Figura 7.Os cilindros hidráulicos são também especificados pela sua capacidade de carga (toneladas) e seu curso de atuação. a escolha das bombas e cilindros da marca ENERPAC. Previsíveis desvios laterais da carga durante sua movimentação também devem servir de parâmetro para escolha dos cilindros. como exemplo. bomba e válvula de segurança. A ligação entre a bomba e o cilindro. é feita por uma mangueira hidráulica com engates rápidos.27 As bombas transferem o óleo do reservatório para o cilindro que ao atuar sob a carga gerará uma pressão tendo um valor máximo estabelecido por uma válvula de segurança. Seleção de bombas e cilindros Use esta tabela para determinar se a capacidade de óleo de sua bomba é suficiente para distender completamente os cilindros. Seleção dos cilindros Para escolha do cilindro ideal para execução de um determinado trabalho é necessário um bom conhecimento da carga (tonelagem) e do deslocamento máximo que a carga poderá sofrer na operação. Seleção das bombas manuais A partir da escolha do cilindro escolhe-se a bomba ideal que será àquela capaz de preencher com óleo o volume máximo gerado no cilindro no deslocamento de sua haste. Educação Profissional 71 Created with novaPDF Printer (www. Algumas possuem manômetro instalado no próprio corpo. A tabela a seguir mostra. Bombas Manuais: São conjuntos constituídos de reservatórios de óleo.

com) . fecha-se a válvula de alivio (tipo borboleta) e inicia-se o bombeamento de óleo para alavanca. Educação Profissional 72 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. Cuidados gerais com o conjunto cilindro / bomba  Não exceda a pressão estabelecida ou a capacidade de força do equipamento.Tamanho do Cilindro Operação A operação do conjunto cilindro / bomba é simples. Após o posicionamento no local de trabalho.

Educação Profissional 73 Created with novaPDF Printer (www.com) .Figura 7. Figura 7. Figura 7.29  Não levantar cargas sujeitas a deslocamento lateral durante a operação.novaPDF. verificar se as mangueiras não estão dobradas.28  Antes do bombeamento.30  Não deixe objetos pesados ou pontiagudos caírem sobre a mangueira.

amassamentos.Figura 7.).novaPDF. etc. manômetro. Figura 7.com) .33  Verifique periodicamente o estado geral do conjunto (vazamentos. 74 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.31  Não carregue o equipamento segurando pela mangueira. mangueiras. Figura 7.32  Não tente exceder o curso máximo do cilindro evitando assim danos às vedações com esforço desnecessário.

 Antes da utilização verifique o nível de óleo do reservatório.35  Não trabalhe sob a carga apoiada pelos cilindros hidráulicos. Existe equipamento projetado para condições de temperatura superior. recolha a haste do cilindro e guarde o equipamento em lugar protegido.com) . Cuidados gerais com a segurança operacional com os macacos hidráulicos Os cuidados gerais com o equipamento refletem na segurança operacional.  Não bater no cilindro para posicioná-lo sob a carga.  Não confie na válvula localizada na bomba para sustentação de uma carga.34  Não se posicione sobre a alavanca da bomba.  Após o uso. Figura 7. Use válvulas apropriadas para manter o cilindro pressurizado.novaPDF. limpe. pois o trabalho envolve cargas que poderão originar acidentes graves.  Não exponha o equipamento a temperaturas superior a 70°C. Educação Profissional 75 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7.

38  Lembre-se que os macacos hidráulicos trabalham sob alta pressão (700 kg/cm²) com capacidade de força elevadíssima.novaPDF.36  Providencie uma base sólida antes de iniciar o levantamento da carga. Educação Profissional 76 Created with novaPDF Printer (www.37  Providencie apoio adequado para a carga. Figura 7.com) . Figura 7.Figura 7.

novaPDF. As prensas são caracterizadas por uma estrutura reforçada com um suporte fixo onde se encontra instalado o cilindro hidráulico e uma mesa móvel suportada por batentes e regulada por cabos de aço onde apoiará o conjunto a ser trabalhado.) como também para desempenar ou dobrar eixos. O sistema hidráulico é semelhante ao dos macacos hidráulicos. Cuidados gerais com as prensas  Não ultrapassar a capacidade especificada para cada modelo. Educação Profissional 77 Created with novaPDF Printer (www. certifique-se de que os cabos de aço não estejam tensionados. Figura 7. engrenagens. flanges. A carga aplicada é acompanhada por um manômetro com leitura em toneladas. sendo o acionamento executado por movimentos de uma alavanca após o fechamento da válvula de retorno. Cuidados gerais com a segurança operacional das prensas. acoplamentos. São especificadas pela sua capacidade de carga em toneladas e suas dimensões estruturais. etc. o que culmina no melhor posicionamento na prensa como também na força aplicada.39 Operação A operação envolve um bom conhecimento técnico do conjunto a ser desmontado ou montado.4 – Prensas São equipamentos destinados à montagem e desmontagem de conjuntos mecânicos (polias.  Os conjuntos a serem prensados não podem sofrer desvios laterais durante a prensagem. As mais usadas são prensas hidráulicas. rolamentos.  Após a regulagem de altura da mesa móvel. podendo ter acionamento manual ou motorizado.  As prensas normalmente possuem um parafuso na cabeça da haste do cilindro hidráulico para uma aproximação rápida.  Certifique da existência de vazamentos do sistema hidráulico e verifique o nível de óleo do reservatório.com) .2.7. embora tenham pequena variação entre os fabricantes. além de outras aplicações. Observe o curso tolerável deste parafuso para que não danifique durante a prensagem.

semelhante aos macacos hidráulicos. tendo os principais cuidados correspondentes aos mencionados nos outros equipamentos que transportam cargas. 7. São especificadas pela capacidade de carga em toneladas e pelas dimensões estruturais.  Ao sinal de qualquer anormalidade. evitando ser atingido por partes metálicas provenientes de uma quebra acidental de um componente mecânico. estes comprometem a segurança operacional. Crie dispositivos seguros se necessário. 7. Educação Profissional 78 Created with novaPDF Printer (www. Um bom exemplo de aplicação é a retirada e a recolocação de motores de automóveis e caminhões.novaPDF.  Reflita cuidadosamente sobre o melhor posicionamento do conjunto a ser prensado no equipamento. Figura 7.2. abra a válvula de retorno.5 – Guincho hidráulico para oficinas São equipamentos utilizados para movimentação de cargas.40 Sua operação é simples. em geral dentro de oficinas mecânicas.6 – Cuidados na movimentação de cargas Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação e movimentação de cargas a partir do solo ou em operações ligadas à desmontagem e montagem de conjuntos em equipamentos ou instalações. sem contudo estarem devidamente preparados para essa tarefa. o pessoal de produção ou manutenção são também os operadores dos equipamentos para movimentação de cargas. Na grande maioria dos casos.  Certifique-se das condições de carga para desmontagem ou montagem do conjunto e compare com a capacidade do equipamento.  Inicie a operação de prensagem de forma gradual.com) . Possuem um sistema hidráulico de acionamento manual para levantamento da lança que pode ser telescópica. como também são os responsáveis pela amarração e posicionamentos. Possui rodas para manobras e travamento.Observe os itens de segurança relacionados com o equipamento. sempre observando as relações do componente e do equipamento. pense na situação e reinicie a prensagem. pois.  Posicione da forma mais segura possível diante da prensa.2.

8 – Ao iniciar a movimentação devemos verificar.novaPDF. acoplá-la ao elo de sustentação para que não possa se prender a outros objetos ou cargas. Luvas de raspa. 11 – No transporte de cargas assimétricas ou onde haja influência de ventos deve-se usar um cabo de condução que seja longo o suficiente para que se fique fora da área de risco.    Se a carga não se ganchou ou prendeu. 9 – Se a carga pender mais para um lado. 13 – Certificar-se de que a carga não pode se espalhar ou tombar. pegar a Linga por fora e deixar esticar lentamente. 12 – Abaixar a carga conforme a indicação do movimentador.Proteção individual Utilizar em qualquer operação de movimentação de cargas. 3 – Colocar o gancho do meio de elevação perpendicularmente sobre o centro de gravidade da carga. 5 – Sair da área de risco. Preparar o local de destino com caibros e cunhas se necessário. Tabelas de cargas. Quando necessário. 4 – Acoplar a Linga à carga.    Conhecer o peso e o centro de gravidade de carga. 7 – Sinalizar ao operador. abaixá-la para prendê-la corretamente. Se as pernas têm uma carga semelhante. 16 – Ao levantar a Linga verificar se ela não pode se prender a nada. Botinas com biqueira de aço. 10 – Movimentação da carga. A sinalização deve ser feita por uma única pessoa.com) . 2 – Informar ao operador o peso da carga.     Capacete. Se não for utilizar uma das pernas da Linga. Procedimentos para uma movimentação 1 – Preparação. 15 – Prender os ganchos da Linga no elo de sustentação. Educação Profissional 79 Created with novaPDF Printer (www. Se a carga está nivelada ou corretamente suspensa. Determinar qual linga e se necessário preparar proteção para os cantos vivos. 6 – Avisar a todos os envolvidos no processo de movimentação e a todos que estiverem nas áreas de risco. 14 – Desacoplar a Linga.

guindastes. como talhas. Onde existem pregos e outros objetos pontiagudos. com isso exercem uma atividade a qual não estão acostumados ou mesmo preparados.1 .novaPDF.MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8. assim como farpas de madeiras das cunhas e caibros e cantos vivos de cargas.equipamentos de proteção individual a) Proteção da Cabeça Devido ao risco de se bater à cabeça em ganchos.8 .com) . c) Proteção das Mãos Arames soltos em cabos de aço sempre têm machucado mãos de movimentadores. portanto. No setor de transportes. é necessário que se use sapatos com palmilha de aço revestida. Pela demonstração de condições de acidentes típicos é preciso que elas sejam conhecidas e conseqüentemente evitadas. ele é responsável pelas duas funções. deve-se usar mais a “cabeça”. porém. o capacete é indispensável em qualquer lugar onde exista a possibilidade de se machucar a cabeça. etc. A atuação do movimentador é fundamental para a execução de uma movimentação com segurança. b) Proteção dos Pés Os pés correm perigo constante.2 . d) Tabelas de Cargas As tabelas de carga para os diversos tipos de Lingas que são utilizadas completam nosso equipamento de segurança. que poderiam perfurar a sola. facilitam a movimentação de cargas. ou seja. Capacetes devem estar à disposição e tem de ser utilizados. cargas em movimentação ou mesmo objetos parados. pois a qualquer instante podem cair objetos sobre os mesmos. especialmente na movimentação de cargas por meio de talhas.2. ainda existe um grande percentual de trabalho manual. onde o movimentador é também operador.1 – INTRODUÇÃO Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação com operação a partir do solo (controle remoto). O perigo é que tanto o pessoal da produção quanto o pessoal da manutenção operam e movimentam. ao operador e outras coisas que o cercam ele está sujeito a bater o pé em objetos pontiagudos e machucá-los e é por isso que é necessário o uso de sapatos com biqueira de aço. apesar do alto grau de automatização. O homem ao lado da carga que é o movimentador forma uma equipe com o operador do meio de elevação. A facilidade com que os meios de elevação movimentam a carga engana quanto as situações de perigo. por meio destes podem reduzir muito nosso trabalho braçal. é indispensável o uso de luvas. Quando o movimentador está prestando atenção à carga. 8.SEGURANÇA 8. que de agora em diante serão chamados de meios de elevação. Meios de elevação. Educação Profissional 80 Created with novaPDF Printer (www.

se possível usar ganchos com travas. pode se soltar da carga.2 . Uma trava de segurança se faz necessária sempre que exista possibilidade de acontecer que a carga se solte involuntariamente. A Linga pode se soltar do gancho do meio de elevação. Quando se usar garras especiais. Figura 8. Colocar os ganchos de dentro para fora.2 . ganchos especiais ou mesmo laços de cabo de aço curtos e rijos. Para isso.2.Travas adequadas nos ganchos do meio de elevação e do Travessão impedem que a carga possa se soltar.novaPDF.Com elas podem-se definir facilmente qual Linga e de que forma deve utilizá-las. Figura 8. e) Segurança no uso de laços Normas internacionais de segurança exigem que os laços de cabos de aço sejam confeccionados com olhal trançado e prensado com presilha de aço.como se assegurar que a carga não se solte Possibilidades de acidentes nunca podem ser descartadas. Quando a corrente não está tracionada os ganchos se soltam. existe a possibilidade de com uma oscilação. Educação Profissional 81 Created with novaPDF Printer (www. nesses casos.1 8. Por isso é necessário que. a carga se soltar do gancho ou de o anel de sustentação da Linga se soltar do gancho do meio de elevação. ou mesmo o gancho da Linga.com) . Os ganchos devem ser passados pelos olhais ou pontos de amarração da carga de modo que não possam se soltar mesmo quando a Linga estiver frouxa. devemos sempre passar o gancho de dentro para fora. sejam utilizados ganchos com travas de segurança.

novaPDF.Gancho para correntes com trava em ponto de amarração.5 . Estas amarrações são muito utilizadas em fardos de telas de arame e etc. Figura 8.3 .Figura 8. Figura 8.Enganchar amarrações de arame é risco de vida. 82 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. são as soluções correta.Ganchos especiais para fardos ou laços (estropos) como estes. para movimentar fardos. devem utilizar ganchos específicos ou pequenos estropos de cabo de aço. Pontos de amarração são fabricados em diversas dimensões e podem ser aparafusáveis ou soldáveis. É aconselhável a instalação de pontos de amarração especiais em peças ou máquinas que são continuamente movimentadas. Eles devem estar livres dentro do olhal para que o tensionamento não seja feito em sua ponta pois desta forma ele abriria e escaparia do olhal.4 . Os ganchos não podem ser passados por olhais muito estreitos.com) . para que se tenha sempre um bom ponto de fixação. É terminantemente proibido usar amarrações de arame como ponta de amarração.

Ele será responsável pela operação e somente ele pode sinalizar após verificar se os outros movimentadores deixaram a área de risco e se a Linga está bem colocada. o operador não deve fazer nada. Peças soltas com 5 a 6 kg a mais de 4 metros de altura é risco de vida. 8. Ambos os movimentadores sinalizam ao operador. Figura 8.6 Este é o procedimento correto. Comunicação verbal (somente quando o operador estiver próximo e possa ouvi-lo). Sinalização ótica ou sonora. Para evitar acidentes deve ter certeza de que a sinalização utilizada pelo movimentador é também a que o operador entende. Apenas aquele escolhido antes do processo de movimentação em conjunto com o operador. Rádio-comunicação. é um trabalho de equipe. porem com diferentes intenções. Figura 8.3 .com) .novaPDF.No tratamento de semi-acabados enfardados deve-se verificar se não existem peças mais curtas sobre ou entre a carga que possam se soltar e cair. Grampos pega-chapas devem sempre estar travados e trabalhando dentro de sua capacidade. Neste caso.7 A comunicação entre operador e movimentador pode ser feita através de:     Sinalização com as mãos. ou seja. Educação Profissional 83 Created with novaPDF Printer (www. apenas um movimentador sinaliza ao operador. o que é inadmissível. Quando se tem mais de um movimentador.COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR A movimentação de carga é normalmente uma operação que envolve mais de uma pessoa. um deles deverá ser eleito para sinalizar ao operador. que está envolvido no processo de movimentação.

8 O sinaleiro se identifica para o operador como o responsável pela emissão de sinais. 8.com) .Para a sinalização manual os sinais visuais a seguir tem se mostrado muito eficientes.novaPDF. Pode-se ter variações destes sem problemas contanto que a linguagem utilizada seja compreendida pelos envolvidos. com o dedo indicador mostrará a direção.10 O sinaleiro ficará de frente para o Norte e a direita do mar.Movimento do Carrinho (Troley) Figura 8. esticada na horizontal indica a direção. 2. SINAL: Com o braço esquerdo junto ao corpo e antebraço direito na horizontal. Com o braço esquerdo junto ao corpo e o braço direito esticado na horizontal. conforme a seguir: 1. saúda o operador. com a palma da mão virada para o operador. Educação Profissional 84 Created with novaPDF Printer (www. Com o braço esquerdo junto ao corpo.4 . 3.SINAIS VISUAIS São usados entre o sinaleiro e o operador para comandos dos diversos movimentos necessários para o embarque. desembarque e movimentação de cargas. e o braço direito com a mão aberta.Início de Operação Figura 8.Translação do Guindaste (pórtico) Figura 8.9 O sinaleiro ficará de frente para a cabine do operador e indicará o lado para o qual deseja a translação do equipamento. em posição de “continência”. Atenção: Sempre deixar a área de risco antes de sinalizar ao operador.

5. com o braço direito para cima. Com os braços erguidos.14 Com o braço esquerdo erguido.Abaixar os Ganchos Figura 8. e o braço direito para baixo.novaPDF.Subir o Gancho nº 2 Figura 8. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho n° 2. 6. com o dedo indicador fazendo pequenos movimentos circulares no sentido horário. 7.4. Educação Profissional 85 Created with novaPDF Printer (www.com) .Subir os Ganchos Figura 8. com o dedo indicador girando sempre no sentido anti-horário.11 Indica a subida simultânea dos dois ganchos. Com os braços para baixo e os dedos indicadores girando sempre no sentido anti-horário. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho nº 2.12 Indica a descida simultânea dos dois ganchos.Abaixar o Gancho nº 2 Figura 13 Com o braço esquerdo erguido. os dedos indicadores girando sempre no sentido horário.

determinando o abaixamento.17 Pequenos movimentos deverão ser antecipados por este sinal nas atividades de translação.Subir o Gancho nº 1 Figura 8.16 A mão esquerda levantada.novaPDF.8. Educação Profissional 86 Created with novaPDF Printer (www. etc. indicador e polegar direitos.Movimentos Lentos Figura 8. com o dedo indicador apontado para cima. com o dedo indicador apontado para cima e efetuando pequenos movimentos circulares no sentido horário. aproximação. determina a elevação. içamentos. imitando o movimento de abrir e fechar.Abaixar o Gancho nº 1 Figura 8. com o dedo indicador apontado para baixo. arriamento. O braço direito para cima.15 A mão direita levantada. 9.com) . determina o gancho nº 1. aproxima-os. Com os dois dedos. direção. realizando pequenos movimentos circulares. indicando o gancho nº 1. 10. elevação. com o dedo indicador apontado para cima. O braço direito para baixo.

18 Este sinal é de parada de emergência. Com os dois antebraços erguidos para frente.Abrir a lança CG Figura 8.21 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança. 14.novaPDF. Qualquer pessoa pode fazer este sinal. O sinaleiro cruza os braços. com o polegar esquerdo indicando para a direita.19 Este sinal é de parada e espera sem nenhum movimento com o equipamento a não ser com autorização do sinaleiro. com as mãos abertas.Parada de Emergência Figura 8. mesmo sem autorização do sinaleiro. e com o polegar direito indicando para a esquerda.Fechar a Lança do CG Figura 8.11. Não pode ser feito nenhum movimento com o equipamento. Educação Profissional 87 Created with novaPDF Printer (www. 12. com as mãos abertas à altura do rosto. A pessoa deverá cruzar os antebraços. 13. à altura da cintura. com o polegar esquerdo indicando para a esquerda e com o polegar direito indicando para a direita.Sinal de Espera Figura 8. com as mãos fechadas.com) . determina o fechamento.20 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança. Com os dois antebraços erguidos para frente.

Acidentes sempre acontecem quando o movimentador tenta rapidamente. 8. e acaba tendo o dedo esmagado ou pior. o sinaleiro os move horizontalmente. 8. Com os braços caídos. mas sim. anular e mínimo fechados. com as palmas das mãos voltadas para baixo. por meio de acessórios como ganchos e engates ou cabos. para que a carga seja depositada. médio. não podemos ficar ela e obstáculos fixos. 16. depois de movimentada.Término da Tarefa Figura 8. Ao depositar a carga devemos observar. não devemos fazê-lo com as mãos.com) .4. com o antebraço direito erguido para frente. indica o sentido de giro com meia volta do dedo ao redor do próprio corpo.Giro da Coluna do CG Figura 8. utilizando caibros.15.23 Este sinal é de término das tarefas.Finalização da movimentação O movimentador só pode sinalizar. pois mesmo quando movimentada com a mão. Educação Profissional 88 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. não podemos pará-la com nossa força.22 Com o braço esquerdo junto do corpo. deve-se assegurar que ele não possa rolar. por exemplo. As fibras de madeira devem estar no sentido longitudinal da cunha para que elas não possam se quebrar e para que possam ser pregadas quando necessário.5 – ACESÓRIOS DO MOVIMENTADOR Cunha: Devem evitar que a carga escorregue ou se espalhe. Se a carga ao ser depositada deve ser ajeitada manualmente. preparar ou limpar a área de destino. ela tem uma energia potencial tão grande que. com o polegar erguido. para que tenhamos uma base que facilite a retirada da Linga por baixo da carga. após ter verificado se todos os envolvidos (ou não) estejam fora da área de risco. com os dedos indicador. Se o material for redondo. Quando temos que ajeitar a carga ou estabilizá-la. enquanto a carga desce.1 .

os caibros devem ser grandes o suficiente para que a Linga possa passar livre por baixo da carga e para suportar o peso sobre eles depositado. é normatizado que peças acima de uma tonelada tenham seu peso indicado.25 Educação Profissional 89 Created with novaPDF Printer (www. pesar. pedaços de caibros trincados podem ter a velocidade de uma bala e sempre ocasionam acidentes. puxá-la até um determinado ponto. Derruba a pilha. Figura 8. Gancho de engate: Fabricado a partir de arame dobrado e com punho possibilita ao movimentador manter suas mãos fora de perigo. por exemplo.Caibros: Tem a finalidade de manter um vão livre entre a carga e o solo para que a Linga possa ser retirada por baixo da carga e em caso de nova movimentação. Prejudica a Linga. Ao empilhar vigas e chapas grandes. jamais devemos usar caibros com menos de 8x8cm.5. Puxar a Linga por baixo da carga sem caibros:    Prejudica a carga. Figura 8. Por estes motivos. Com o gancho de engate pode-se. na posição 2. Para evitar prender os dedos devemos pegar os caibros pela lateral.24 8. existem 4 possibilidades:  Conhecer. O ideal é quando a peça tem seu peso indicado (pintura ou plaqueta) para peças prontas e em estaleiros.novaPDF.1 – A carga: peso e controle de gravidade Qual o peso da carga a ser elevada? Para responder a esta pergunta. para que a Linga possa ser passada por baixo novamente. calcular e supor. Num estalo.com) .

de preferência com leitura digital para facilitar a leitura.Esta norma deveria ser praxe em qualquer indústria. Cordas de Sisal e Sintéticas: para cargas com superfície sensível.com) . Desde abril de 1979 é obrigatório que estes ganchos tenham uma trava. como por exemplo. Lingas de corrente com gancho podem ser acoplados aos olhais da carga. assim como laços de cabo de aço com ganchos para aplicação nos olhais da carga. peças de aquecimento e refrigeração ou outras peças passíveis de amassamento. ou mesmo talhas com balança embutida com mostrador digital no comando.novaPDF.26 . de baixo peso. oleosa ou escorregadia. Outra possibilidade de se encontrar o peso são os borderôs ou ordens de fabricação que deveriam indicar o peso. Figura 8. Para o transporte de chapas na perpendicular deve-se usar grampos pega-chapa. eixos. Correntes: para materiais em altas temperaturas e cargas que não tenham chapas ou perfis. Cintas e Laços Sintéticos: para cargas com superfícies extremamente escorregadias ou sensíveis. cilindros de calandragem. Aplicáveis são:      Cabos de Aço: para cargas com superfície lisa. A pega (abertura) do grampo deve ser indicada na própria peça. Comando com indicação digital da carga. Os dois grampos são necessários para que se garanta a estabilidade da Educação Profissional 90 Created with novaPDF Printer (www. Fabricantes de máquinas e peças têm se empenhado muito em indicar o peso em suas peças (e cargas). como tubos. Neste caso a corrente deve ficar na área de desgaste onde possivelmente existam cantos vivos e o cabo fica nas extremidades exercendo função de suporte e facilitando a passagem da Linga por baixo das cargas. peças prontas e pintadas. Para o transporte de chapas deve-se usar sempre dois grampos que tenham uma peça compatível com a espessura da chapa.Balanças digitais à bateria são fáceis de transporte e de fácil leitura. Combinação Cabo e Corrente: para o transporte de perfis e trefilados. Correntes: para cargas com superfície lisa ou escorregadia. Não aplicáveis são:    Cabos de Aço: para materiais com cantos vivos ou em altas temperaturas. Cintas e Laços Sintéticos: para cantos vivos e cargas em altas temperaturas. Quando tivermos que pesar uma carga o ideal é que tenhamos uma balança de talhas.

por exemplo: cabos. O limitador de carga da máquina não deve ser usado por erros de cálculos do operador. Figura 8. deve-se usar grampos com trava. A capacidade de um guindaste de lança depende de quanto se avança a lança. Quanto mais distante a carga estiver. quem tem de escolher é o próprio movimentador. As Lingas são. podendo se quebrar nos cantos. cintas e laços sintéticos. Dispositivos de movimentação são aqueles que fazem um acoplamento direto ou mesmo através de uma Linga à carga. suportes para eletroímãs. menor a capacidade de carga do guindaste. sempre travar os grampos. Por meio delas é que se faz o acoplamento da carga ao meio de elevação.27 O cabo é passado por baixo da carga e a corrente a suporta com menor desgaste. Também para movimentar as chapas na horizontal. Nas peças simétricas esta definição é fácil. mais na maioria das vezes. A escolha da Linga deveria ser feita pela engenharia de produção ou pelo planejamento. pois somente com muita experiência em peças semelhantes é que se tem a possibilidade de chegar a um resultado satisfatório. Chutar é a pior alternativa.2 – Estiga QUAL A LINGA PARA QUAL APLICAÇÃO? Para movimentar cargas com meios de elevação são utilizados lingas e dispositivos de movimentação. pois chapas finas tendem a se dobrar o que pode fazer com que se soltem dos grampos e caiam.5. 8. peça ou mesmo embalagem. o ideal seria que houvesse uma indicação na máquina. São considerados dispositivos de movimentação: ganchos e garras especiais.novaPDF.carga. Antes de movimentar. Se a definição do peso é importante. correntes. Quando essas possibilidades não existem não resta outra alternativa se não calcular ou pedir à supervisão que calcule o peso. Se o centro de gravidade é desconhecido não se sabe onde alinhar o gancho de elevação. Estes dispositivos são projetados para cargas específicas e só devem ser usados para as quais foram construídos.com) . se a chapa balança. 91 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. mas em máquinas e peças assimétricas onde o centro de gravidade é deslocado. os quais nem sempre são dotados de travas que permitam que a carga se solte. ainda mais é a definição do centro de gravidade. Para o transporte de perfis existem diversos tipos de dispositivos de movimentação. as ranhuras da garra desgastam rapidamente. pois. travessões. etc.

...................Cordas As cordas são o mais antigo tipo de Linga......... a partir de 3mm de diâmetro deve-se ter uma filaça de uma determinada cor para identificar a fibra...... o cabo 6 x 19 tem 6 pernas........... Em cordas............... Como diferenciar as diversas fibras? Uma vez que existem diversos tipos de fibras com diferentes capacidades...................... é necessário................... Vermelho Cânhamo de Manilha ...... trançadas ou encapadas........ tendo cada uma delas 19 fios...com) .........Cabos de Aço a) Terminologia PERNA – É o agrupamento de arames torcidos de um cabo............ são muito finas e não devem ser utilizadas para movimentação...................................... Verde Poliéster .............. Azul Polipropileno ..... que se conhece.................. que se saiba qual é a fibra para se conhecer sua capacidade de carga.. cordas abaixo de 16mm de diâmetro... mas... Antigamente.. ALMA – É o núcleo do cabo de aço..... Preto Poliamida .........28 92 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Portanto................ Um cabo é feito com diversas pernas em redor de um núcleo ou alma.... LEITURA – Exemplo: cabo 6 x 19 O primeiro número (6) representa a quantidade de pernas de que é constituído. não é passível de ser confundida uma vez que o cânhamo tem um acabamento rústico e a poliamida um acabamento muito liso........ Em cordas a partir de 16mm deveria haver identificação do fabricante e do ano de fabricação. um total de 114 fios................ O segundo número (19) especifica a quantidade de arame que compõe cada perna...... ou seja... Por normalização internacional as cores que identificam as fibras são: Cânhamo .... trevira e outros.......... diolen..... Verde Sisal .................. Elas são produzidas a partir de fibras que são torcidas.novaPDF.. Poliéster ou Polipropileno que às vezes são comercializadas com nomes comerciais como nylon............................. para cânhamo e poliamida....... as fibras que se utilizavam na fabricação de cordas eram fibras naturais como Sisal ou Cânhamo.............. Hoje estas fibras são substituídas por fibras sintéticas como Poliamida...... .. Figura 8..................... Marrom A cor verde.....

com isso o diâmetro do cabo é reduzido.32 Cabos de aço com alta capacidade de carga são construídos a partir de arames trefilados a frio com uma resistência de 1770 mm². AACI – Alma de Aço com Cabo Independente – combinação de flexibilidade com resistência à tração. Com aplicação de carga no cabo é feita uma alteração no seu volume. Maior estabilidade. o que se explica pela acomodação das pernas sobre a alma. Figura 8. sendo a primeira na perna e a segunda na torcedura do cabo. Nota: Os cabos AA (Alma de Aço) tem 7.5% de resistência à tração a mais de 10% no peso em relação aos AF (Alma de Fibra).31 Figura 8. Torção Torção à DIREITA: quando as pernas são torcidas da esquerda para a direita. Torção à ESQUERDA: quando as pernas são torcidas da direita para a esquerda.30 Torção REGULAR: quando os fios de cada perna são torcidos em sentido oposto à torção das próprias pernas (em cruz).b) Classificação quanto a Alma AF – Alma de fibra (cânhamo) maior flexibilidade.29 Figura 8. Torção LANG: quando os fios e as pernas são torcidas na mesma direção (paralelo). Educação Profissional 93 Created with novaPDF Printer (www. Arames individuais são trançados primeiramente para formar uma perna e estas pernas por sua vez são trançadas para formar o cabo de aço. Figura 8. AA – Alma de Aço – maior resistência à tração. O arame individual fica numa helicoidal dupla.novaPDF.com) . A torção LANG tem por característica o aumento da resistência à abrasão e da flexibilidade do cabo.

Figura 8. A alma não tem somente função de apoio. pois logo a frente estará prensado entre outros e ainda contribuindo para a capacidade de carga. Somente quando se tem vários arames rompidos é que a capacidade de carga diminui.Para apoio das pernas existe. Figura 8. portanto. Ele tem uma boa deformidade e. Quando o cabo é solicitado. Aqui. O cabo assim composto é utilizado para Lingas.Tabela de carga para cabos Educação Profissional 94 Created with novaPDF Printer (www. no interior do cabo. mas funciona também como reservatório de óleo. uma alma que pode ser feita a partir de fibras naturais. as pernas comprimem a alma que libera o óleo. Ele nunca se rompe sem que antes vários arames se rompam. Um único arame rompido é de pouca importância.com) . sintéticas ou de aço. Por isso deve-se periodicamente lubrificar os cabos externamente com óleo adequado. O cabo de aço.34 . fica demonstrada uma boa característica do cabo de aço.novaPDF. perderam vida útil. habitualmente. com isso o atrito dentro do cabo é reduzido. é aplicável para diversas finalidades. é composto de seis pernas e da alma que retém o lubrificante. guindastes ou talhas.33 Cabos velhos onde o óleo já foi consumido e cabos que trabalham em temperatura que já perderam seu óleo por evaporação ainda não perderam resistência mas.

É um termo intermediário entre a flexibilidade e resistência ao desgaste. porém mais resistente ao desgaste à abrasão. SEALE – Pernas do cabo construídas com três bitolas de arame. O tipo mais flexível é o cabo de aço que é composto de diversas pernas e alma. pois tem uma estrutura muito rígida e são feitos apenas para tensionamento. bastante flexível e menos resistente ao desgaste.novaPDF. 8 x 19.38 Educação Profissional 95 Created with novaPDF Printer (www. c) Extra flexível: construção 6 x 31. 6 x 47. FILLER – Pernas do cabo construídas com vinte e cinco arames (seis de enchimento) apresentando boa flexibilidade. 6 x 21. 18 x 7. 1 x 7 (cordoalha). dos outros tipos acima.37 Figura 8. Figura 8.com) . b) Flexíveis: construção 6 x 19.Cabos de aço fabricados em espiral (cordoalhas) ou uma perna simples. a cordoalha tenha uma maior capacidade de carga que o cabo.35 Figura 8. c) Flexibilidade A flexibilidade está condicionada ao número de arames que o compõem. São os cabos classificados em: a) Pequena flexibilidade: construção 3 x 7. 6 x 61.36 Figura 8. pois os arames mais finos encontram-se na periferia. não devem ser utilizados para movimentação. 6 x 7. 6 x 25. COMUM – As pernas do cabo são construídas por um só tipo de arame. sendo o cabo menos flexível da série. d) Tipos WARRINGTON – Pernas do cabo construídas com duas bitolas de arames. 6 x 41. A alma no interior e a diferença de área metálica fazem com que um mesmo diâmetro. 6 x 43. 6 x 37.

.. A carga de ruptura efetiva diminui conforme aumenta o número de arames: Exemplos: a) Cordoalhas 3 a 7 fios... 18 x 7 .. resistência efetiva 96% da teórica 94% da teórica 85% da teórica 80% da teórica 72% da teórica A carga de trabalho de um cabo em movimento é 1/5 (um quinto) de sua carga de ruptura mínima.................................. Tabela de Diâmetros Ideais de Tambores e Polias Seguem os diâmetros ideais das polias ou tambores conforme a formação do cabo: Diâmetro do Tambor ou Polia Tipo de Cabo 6 x 7 .. 6 x 25 ..... resistência efetiva e) Cabos 6x42.................................... 6x25.... 6 x 37............. Educação Profissional 96 Created with novaPDF Printer (www............................. 6x61............. 6x41........................................ 6x47............. Figura 8.......................novaPDF............................................ resistência efetiva b) Cordoalhas 19 fios...Para definir a carga de trabalho de cabo pelo seu diâmetro deve-se medi-lo.............. 8 x 19 ............................ incluindo-se as almas dos mesmos... Ele pode ter um grande desgaste interno que não é visível externamente.... Cabos já utilizados em guindastes ou outros meios de elevação não podem ser utilizados novamente numa composição de Linga....40 Medição do cabo de aço............... Mínimo 42 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 18 vezes o Ø do cabo 21 vezes o Ø do cabo 34 vezes o Ø do cabo Recomendado 72 vezes 51 vezes 45 vezes 27 vezes 31 vezes 51 vezes Resistências dos Cabos de Aço A resistência teórica dos cabos se determina somando-se a resistência dos arames que compõe........... 41.....................com) .... 6 x 19 ......... resistência efetiva d) Cabos 6x37.. quer sejam de aço ou de fibra..... conforme demonstrado na figura abaixo....... resistência efetiva c) Cabos 6x7........................ 8x19............................ 43 .....39 Figura 8...... 6x43.............

com) .novaPDF. utilizados na fabricação de cabos de aço. b) Maior resistência à fadiga de flexão. c) Eliminação das tensões internas. b) Cabos tração horizontal. Laços para formação de olhais são feitos por trançamento ou prensagem. Exemplo: a) Cordoalhas e cabos estáticos. São as seguintes as vantagens apresentadas pelos cabos pré-formados: a) Aumento à flexibilidade. não se desfiando. talhas elétricas. d) Pontes rolantes.41 Educação Profissional 97 Created with novaPDF Printer (www. e) O não desenrolamento das extremidades cortadas. f) Elevadores alta velocidade. c) Cabos para guinchos e terraplan.O fator de segurança é a relação entre a carga de ruptura mínima e a carga aplicada. e) Elevadores baixa velocidade.Laços Um cabo de aço é tão bom quanto o laço que é feito com ele. que normalmente é composta por duas letras. Presilhas de alumínio devem deixar a ponta à mostra para controle e devem ter a marca da firma que executou a prensagem. fator 3 a 4 fator 4 a 5 fator 5 fator 6 a 8 fator 8 a 10 fator 10 a 16 Pré-formação: É processo de fabricação cuja finalidade é a de eliminar as tensões internas e torções inerentes aos arames de alto carbono. d) Manutenção na sua posição original dos arames que se quebram. Figura 8. . As pernas dos cabos pré-formados se acomodam na posição Helicoidal que ocupam no conjunto..

Olhal Flamengo com sapatilha protetora Figura 8.45 .novaPDF.com) .44 .43 .48 3 Presilha de aço de pequenas dimensões e de superfície lisa.46 . e em seguida a outra metade é entrelaçada no espaço vazio da primeira. Principais vantagens do olhal Flamengo: 1 Olhal mais resistente e seguro 2 Carga centrada Figura 8.42 . separando-se as pernas 3 a 3.47 Mesmo antes de ser colocada a presilha de aço.Laço Trançado a Mão Figura 8. A presilha é de aço especialmente ensaiado e aprovado conforme rigorosa especificação.Laço sem fim O olhal Flamengo é feito abrindo-se a ponta do cabo em duas metades.Olhal Flamengo com estribo protetor Figura 8. o olhal já é capaz de suportar uma carga superior à carga de trabalho do laço.Olhal Flamengo Figura 8. Educação Profissional 98 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. Uma metade é curvada para formar um olhal.Laços Figura 8.

ft 7. Tabela 8. devendo ser desfeitos logo após a utilização. Laços feitos com grampos devem ser usados apenas para uma única aplicação. para que não sejam utilizadas erroneamente.3/8” 7 1.1/4” 6 1. Educação Profissional 99 Created with novaPDF Printer (www.50 Pronto para usar.5 15 30 45 65 65 95 130 225 225 225 360 360 360 430 590 750 750 cabo de aço.3/4” 7 2” 8 2.com) .m 1 2 4 6 9 9 13 18 31 31 31 50 50 50 59 82 104 104 3/16” 3 1/4" 3 5/16” 3 3/8” 3 7/16” 3 1/2" 3 5/8” 3 3/4" 4 7/8” 4 1” 5 1.m 10 20 41 61 88 88 129 176 305 305 305 488 488 488 583 800 1. Todos os grampos devem ser montados de forma que o mordente se prenda a perna portante. Figura 8.A norma DIN 1142 prescreve que somente grampos com porcas auto-travantes e uma grande área de apoio podem ser utilizados. NÚMERO MÍNIMO DE GRAMPOS ESPAÇAMENTOS ENTRE GRAMPOS EM MM 29 38 48 57 67 76 95 114 133 152 172 191 210 229 248 267 305 343 o início de uso do TORQUE ib.1 DIÂMETRO DO CABO EM POL. Quanto maior o diâmetro do cabo mais grampos são necessários.1/4” 8 Nota: Os grampos deverão ser reapertados opôs .1/2” 7 1.1/8” 6 1. Todos os mordentes estão no cabo portante.49 Figura 8. as cintas têm uma capacidade de carga e não prejudicam a sua superfície.Cintas As cintas de movimentação são fabricadas a partir de fibras sintéticas.020 1. N. não são mais normalizados e não devem ser utilizados para movimentação. Grampos construídos conforme DIN 741 (grampos leves) com porcas simples e pequena área de apoio. No mínimo 3 grampos são necessários (grampo pesado) para se fazer um laço com cabo de aço fino. Com relação ao seu próprio peso.5/8” 7 1.novaPDF.020 kg.

e são pouco flexíveis. Esta acumulação de água pode também fazer com que em dias muito frios ela possa se enrijecer (congelar) e ficar quebradiça.novaPDF. Ela só não resiste à base e por isso não deve ser lavada com sabão. Com olhais sem reforço. Normalmente estes de perfis são ajustáveis à cinta. A desvantagem das cintas de poliamida está no fato de que elas absorvem muita água em ambientes úmidos o que reduz sua capacidade. As cintas de poliamida devem ter uma etiqueta verde de identificação e são resistentes à bases. Devido ao envelhecimento das fibras.51 As cintas de poliéster devem ter uma etiqueta azul para que sejam reconhecidas. Com terminais metálicos. o fabricante deveria ser consultado para maiores esclarecimentos. além de excepcional resistência a sucessivos carregamentos. Para utilização de cintas em banhos químicos. o que faz com que seja o tipo de cinta mais utilizada. Cintas de movimentação feitas de polipropileno (etiqueta marrom) tem uma baixa capacidade de carga. Mas elas têm uma boa resistência química e são utilizadas em casos especiais. Elas têm uma boa resistência quanto á luz e calor e também ácidos solventes. levando-se em conta seu peso próprio. em especial quando usadas ao ar livre ou em banhos químicos. Para reduzir o atrito e para evitar cortes nas cintas podemos usar revestimentos com materiais sintéticos resistentes. No caso de terminais metálicos.Figura 8. Educação Profissional 100 Created with novaPDF Printer (www. Com olhais reforçados. As formas mais comuns de cintas são:     Cesto sem fim.com) . em especial de poliuretano. eles devem ser feitos de forma que seja possível passar um pelo outro para que se possa fazer uma laçada. O NYLON é a mais forte das fibras sintéticas e apresenta uma alta capacidade de absorção de força. a data de fabricação das cintas deve estar na etiqueta. Elas têm também uma boa elasticidade.

novaPDF.Nunca aplique uma sobrecarga no equipamento de elevação. a) Segurança também requer Inspeção As cintas devem ser examinadas em intervalos não superiores a duas semanas.Uma operação suave e balanceada rende muito mais. 3. as cintas devem ser neutralizadas e enxaguadas para que não haja concentração química.As alças dos olhais devem ser examinadas particular e cuidadosamente.Examine os dois lados da cinta. nas limitações de peso e estabilidade. Para utilizar diversas cintas num travessão todas devem estar numa perna perpendicular para não haver esforço maior numa das pernas. o ângulo de abertura entre as pontas da cinta não deve ultrapassar 120°.Cintas tipo Anel devem ser examinadas em todo seu comprimento e perímetro. 1º . Educação Profissional 101 Created with novaPDF Printer (www. As cargas não podem ser depositadas sobre as cintas para que não sejam danificadas. designada para esta inspeção.Coloque a cinta em uma superfície plana com área apropriada. Somente cintas com olhais reforçados podem ser utilizadas em laço.Todo equipamento deve ser examinado somente por uma pessoa.com) . 4º . além de evitar desgaste do equipamento e acidentes. Não se pode dar nó nas cintas. 3º .Não exceder às especificações do fabricante. Após utilização em banhos químicos. 2º . quando usadas em levantamentos gerais de diferentes tipos de cargas. 2. 1. 5º .52 Para utilização de cintas existem algumas regras especiais:       Quando se eleva uma carga.Figura 8. b) 10 itens para um levantamento seguro.

após o uso. são realizados testes de tração e ruptura.4. Figura 8. Esta regra se explica pelo fato de que correntes assim construídas.Evite a colocação de mais de 1 par de cintas.Lingas de Correntes a) Correntes para lingas Correntes são fabricadas em diversas formas e qualidades. Algumas cintas são especificamente designadas para serem utilizadas em somente um tipo de levantamento.Quando elevar uma carga pesada com mais de uma cinta. verifique se o total do peso está bem distribuído na tensão dos vértices da cinta. Coloque calços ao descarregá-la para melhor poder elevá-la.55 Figura 8. 7. 6. alguns elos são dobrados em diversos sentidos para verificar a solda e após a produção e tratamento térmico.novaPDF. os elos se apóiam nos elos vizinhos. de seção lisa e redonda. Calibradas (Especiais para Talhas) Educação Profissional 102 Created with novaPDF Printer (www. Posteriormente. no mesmo gancho. 5. 10. c) Formas de Levantamento As cintas elevam e movimentam sua carga em qualquer uma das quatro formas diferentes de levantamento ilustrado. Primeiramente os elos são dobrados e depois soldados. Galvanizadas. é feito o tratamento térmico (correntes de grau) e ensaio de tração.Nunca use cintas avariadas.54 Figura 8.53 Figura 8. O passo de um elo é o seu comprimento interno.Utilize ganchos com um raio de apoio nunca inferior a “1”. quando aplicadas em ângulos retos.56 . Diversos testes são feitos durante e após a fabricação para que as correntes sejam certificadas. Durante a produção. b) Correntes Soldadas Comuns.com) . evitando assim que a corrente se dobre. 8.Não deixe a carga em contato direto com o piso. para propiciar uma fácil remoção. Somente corrente que tenham elos com passo igual a 3 vezes o seu diâmetro podem ser utilizadas para movimentação e amarração de cargas.Não posicione a cintas em cantos agudos ou cortantes.Posicionar a cinta corretamente na carga. 9.

113 0. p/m Elos curtos kg 0.300 1.500 1.800 1.0 3.000 10.3 3.000 2.5 14.600 0.Figura 8.0 Medidas ext. dos Elos em mm.550 3.0 8.5 19.680 0.5 4.000 5.5 5.000 1. são testadas em máquinas de provas de acordo com a tabela acima e com o coeficiente 2.200 Carga de segurança em kg -100 120 180 200 280 330 380 480 550 800 900 1.57 . 13 x 17 -14 x 21 16 x 28 17 x 26 16 x 31 17 x 28 18 x 31 18 x 28 19 x 32 20 x 31 25 x 46 24 x 36 25 x 47 25 x 39 26 x 46 27 x 42 27 x 48 28 x 44 29 x 48 33 x 50 32 x 58 34 x 49 36 x 61 38 x 54 38 x 61 39 x 59 43 x 66 50 x 74 53 x 82 68 x 102 75 x 112 Peso aprox.0 6.850 2.5 6. pontes rolantes.660 1.490 0.500 8.0 9.Corrente de Aço Forjado e Amarras até 3” c) Correntes Forjadas Tabela 8.2 . como cargas e descargas de navios e caminhões.350 0.500 4.160 0. Segue tabela de cargas de trabalho Lingas de Correntes Tipo A Tipo B Tipo C Tipo D Tipo E 103 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.0 22. p/ as Correntes comuns Custos Comp.5 11. ou seja.0 12.0 4.0 15.Tabela de Medidas e Pesos Aproximados Diâmetro em mm 2.5 7.310 0.500 5.novaPDF.0 9. empreiteiros de construção e para todos os trabalhos onde se tornam necessários guindastes para remoção de material.050 1. 100% da carga admissível (carga de segurança) Lingas simples – em aço forjado usadas em fundições.800 2.0 5.000 As correntes calibradas têm as medidas exatas.com) . aprox.500 4.240 0.

Figura 8.5 3/8” 850 12.000 3.670 Lingas Duplas.1/4” 26.1/8” 20. Kg 8 5/16” 500 9.9 5/8” 2. etc.350 5.000 9.250 1. 90° kg kg kg 8 5/16” 1.000 12.350 1.com) .400 22.Quadro de Cargas de Trabalho Bitola da Corrente Carga de Trabalho mm poleg.200 3.200 2.900 15.3 .500 19 3/4" 3.500 15.750 12.100 15.6 1.100 6.300 28.700 5. Triplas.500 31.300 Dimensões Aproximadas Âng.700 6. em Corrente de Aço forjado testadas.150 1.200 19.58 Figura 8.600 20.650 7.4 1’ 15.8 1.800 3.5 3/8” 2.9 5/8” 6.700 9.150 8.4 Quadro de Cargas de Trabalho Lingas Duplas Bitolas da Corrente Cargas de Trabalho mm Polegadas Âng 45° Âng.600 25.500 Educação Profissional 104 Created with novaPDF Printer (www.100 15. 60° Âng.Tabela 8. Quádruplas.800 11.250 2.7 1/2" 1.100 22.700 31.6 1.900 8.59 Figura 8.100 24.600 25.900 28.8 1.2 7/8” 12.novaPDF.4 1” 5.7 1/2" 4.1/8” 7. 120° kg 700 1..1/4” 9.2 7/8” 4.200 19 3/4" 9.60 Tabela 8.400 11.200 14.

portanto. menor a capacidade e. Fora à possibilidade de ajuste no comprimento da Linga usando garras de encurtamento. tabela ou etiqueta define a massa que pode ser elevada com a Linga. Quando a Linga forma um ângulo diminui a capacidade de cada perna. facilitar o manuseio e também poupar a carga. CAPACIDADE DE CARGAS DAS LINGAS Após definir qual tipo de Linga que será utilizada (cabo. Princípios básicos:     Quando a carga á aplicada em uma ou mais pernas perpendiculares e a carga é aplicada de forma igual sobre as pernas. Nunca considerar a carga pelo dimensional da corrente. por exemplo. A parte que envolve a carga é uma corrente de grau 8 o que. Se a carga será transportada por duas ou mais pernas em ângulo. pode-se somar as capacidades das mesmas. c) Corrente – cintas: As cintas são utilizadas principalmente no transporte de peças acabadas ou semi-acabadas onde a superfície não pode ser danificada. A capacidade inscrita na plaqueta.LINGAS COMBINADAS Para a movimentação de cargas temos alternativas para melhorar a durabilidade. Com essa combinação tem-se a vantagem da durabilidade da corrente e da facilidade de substituir a cinta quando necessário. Quando a carga não é aplicada igualmente sobre as pernas.novaPDF. A carga deve ser transportada sem que a Linga seja sobrecarregada. usa-se esta combinação. corrente. Quanto maior a angulação. no transporte de trefilados garante uma boa durabilidade e bons custos. Em Lingas combinadas devemos atentar para que a plaqueta de identificação seja feita de acordo com a parte mais frágil da Linga. cinta e combinada) deve-se também definir o dimensional das mesmas. Para definir a carga aplicada na Linga deve-se saber:   Se a carga será transportada por uma ou mais pernas perpendiculares. a) Cabo – corrente – cabo: Usa-se o cabo para passar por baixo da carga. d) Corrente – laço sintético Assim como a cinta. b) Corrente com encurtador – cabo: Quando o cabo é necessário para que se envolva a carga e precisa-se também de ajuste no comprimento da Linga. deve-se contar com a capacidade de apenas duas. Podemos conseguir isso combinando diversos materiais. o laço sintético pode ser conjugado com a corrente e seus acessórios e manter a boa característica do laço que é a de poupar a carga de danos superficiais.com) . pois nestes casos normalmente ela está super dimensionada com relação aos outros materiais aplicados. maior a Linga a ser utilizada. Educação Profissional 105 Created with novaPDF Printer (www.

Como ângulo de trabalho. excede o peso da carga em si. Quando uma carga é assimétrica seu centro de gravidade está deslocado e portanto uma perna é mais solicitada que a outra.62 ERRADO Ângulo de trabalho não permissível. nesses casos deve-se usar uma Linga onde uma perna suportaria toda a carga.com) .novaPDF.63 A carga pende para um lado por isso a angulação de trabalho das pernas é diferenciada.: Ângulos acima de 60° não são permitidos. Com a utilização da tabelas de carga e o conhecimento dos ângulos pode-se sempre escolher a Linga correta. Portanto. Obs. Ângulo maior que 60° Figura 8.Figura 8. entende-se o ângulo que se forma numa perpendicular a lateral da carga e linga. Educação Profissional 106 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8.61 Com ângulos de trabalho acima de 60° a força aplicada em uma única perna.

2) Para dimensões diferentes dos olhais e outros diâmetros consultar o Fabricante. deve-se aumentar o fator de segurança.65 Educação Profissional 107 Created with novaPDF Printer (www.5 .novaPDF. Cargas de Trabalhos dos Laços com Olhais Trançados Tipo T Figura 8.com) .64 Cargas de Trabalho do Olhal Flamengo Tipo C Tabela 8.CABO 6 x 25 FILLER + AF “CIMAX” FATOR DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) As cargas de trabalho dos Olhais Flamengo dobrados são baseados em diâmetros de curvatura mínimos de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo. Se esse diâmetro for menor.Exemplo de Tabela Figura 8.

5.S.Tabela 8.) COEFICIENTE DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) Normalmente são fabricados laços com olhais trançados com cabos de diâmetro acima de 38.novaPDF.com) .3 – Outros acessórios . Figura 8.Sapatilhas compactas Normalmente utilizadas na fixação de cabos de aço de pontes rolantes ou guindastes. 8. Figura 8. 2) As cargas de trabalho dos laços dobrados são baseadas em diâmetros de curvatura mínimos nos pontos de contato das cargas.Sapatilhas protetoras tipo pesado Especialmente dimensionadas para evitar a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.0mm.6 .66 .CABO 6 X 47 AF (I.P.67 Educação Profissional 108 Created with novaPDF Printer (www. de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo.

Obs.Ganchos forjados com olhal Forjados em aço carbono.Anelões Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho.Anéis tipo pêra Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho.novaPDF.Estribos protetores especiais Fabricados com materiais de alta resistência..com) .68 . Figura 8.70 . Submetidos a uma carga de prova superior em 50% à sua carga de trabalho.: Podem ser encontrados com trava de segurança. para maior segurança. Podem ser aplicados em quaisquer dos conjuntos apresentados. Proporcionam proteção de olhais padrões ou de dimensões especiais. Figura 8.69 . Evitam a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.71 109 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. podendo ainda ser reaproveitados na troca do superlaço. garantindo máxima segurança na sua utilização. Dimensionados para entrar diretamente no gancho da ponte rolante ou guindaste. Figura 8. Figura 8.

Ganchos corrediços Forjados em aço de alta resistência.Grampos pesados Grampos pesados.73 . tendo um canal redondo para o cabo poder deslizar. Ideais para fixação dos cabos de aço ou formação de olhais em cabos de aço para içamento de cargas.Soquetes abertos Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetivado cabo de aço.. Fixam a carga evitando a deformação e o desgaste do cabo.novaPDF.Manilhas forjadas Forjadas em aço carbono.72 . Figura 8. Figura 8. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho. Figura 8.com) . Figura 8.75 110 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Fácil colocação nos olhais dos superlaços ou fixação nas cargas a serem içadas. Podem ser fornecidas com pino rosqueado ou contrapinado.74 .

81 Figura 8. Figura 8. Figura 8.78 Gancho – Olhal Figura 8. permitindo posterior regulagem do comprimento.78 Figura 8.novaPDF.82 Figura 8..com) .Soquetes de cunha Utilizados para fixação de cabos de aço.Esticadores forjados Figura 8. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.80 Gancho – Gancho Educação Profissional 111 Created with novaPDF Printer (www.77 .76 .80 Figura 8.Soquetes fechados Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetiva do cabo de aço.79 Figura 8.79 Olhal – Olhal Figura 8.

     Corrente 10mm grau 2 Cabo de aço 12mm Corda de polipropileno 24mm Corrente 8mm grau 5 Corrente 6mm grau 8 Devemos demonstrar com isto o quanto a carga pode pesar em cada modo de operação.82 Manilha – Manilha 8. Figura 8. como exemplo. pois as forças resultantes são crescentes. Quanto maior a angulação menor a capacidade de carga da Linga.4 . A carga pode ser igual a capacidade de carga da perna.Figura 8. A movimentação com Lingas de duas pernas.84 Educação Profissional 112 Created with novaPDF Printer (www.com) .novaPDF. sempre Lingas que comportam 1000Kg por perna.83 A movimentação com Lingas de uma perna é mais simples.5. Figura 8.Modos de movimentação Para efeito de cálculos usa-se.81 Manilha – Olhal Figura 8.85 Figura 8.

88 Figura 8. Educação Profissional 113 Created with novaPDF Printer (www. Mas isso somente se o diâmetro da peça for grande o suficiente e não houver cantos vivos.89 Cesto duplo com angulação: por causa da angulação não podemos contar com a capacidade de 4 pernas individuais (4x700kg). Dois laços com angulação: a carga está depositada em duas pernas. a menos que se tenha certeza de que as quatro pernas estejam igualmente carregadas. portanto. Quando temos Lingas de quatro pernas podemos apenas contar como se fossem três pernas.com) . Deve-se contar com apenas 80% da capacidade da carga.86 Figura 8. Só pode ser usada quando não houver risco da carga escorregar.novaPDF. por causa da força aplicada no lançamento.87 Linga em cesto perpendicular à carga pode ter o peso igual a capacidade de quatro pernas independentes somadas. Figura 8.Figura 8. Deve-se consultar a tabela e ver qual o diâmetro e qual a angulação que se tem e posteriormente descontar 20% da capacidade de carga por causa do lançamento. Dois laços em perpendicular.

Educação Profissional 114 Created with novaPDF Printer (www.90 Se utilizarmos uma Linga em cesto onde as extremidades estão presas a um único ele de sustentação onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva.novaPDF. Figura 8.Figura 8. Podemos calcular com a capacidade de cada perna como cheia. Figura 8. devemos contar também com apenas 80% da capacidade de suas pernas uma vez que ela sofre dobramentos no laço e no gancho.91 Se utilizarmos uma Linga em cesto ou em laço devemos contar com apenas 80% de sua capacidade de carga por causa da dobra que é feita no laçamento.93 Se utilizarmos uma Linga sem fim em laço. Figura 8.92 Se utilizarmos uma Linga em cesto sem fim onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. Devemos contar com 80% da capacidade da carga de suas pernas uma vez que ela trabalha dobrada sobre o gancho.com) .

96 Figura 8. devido a limitação do meio de elevação.97 .95 Figura 8.94 Se utilizar Travessões e a carga não for alinhada em seu centro a carga pende e pode escorregar e cair. as Lingas podem escorregar por baixo da carga. Figura 8. evitando total ou parcialmente a angulação das pernas.Movimentação com Travessões Com travessões pode-se fazer movimentações mesmo com pouca altura de elevação.. se a carga só estará sendo suportada em uma das fixações superiores do Travessão. Figura 8.novaPDF.com) . as duas fixações superiores estão igualmente carregadas. Movimentação com angulação invertida. As cargas abaixo do Travessão devem ser presas de tal forma que não possam se dobrar e cair (carga ou peças individuais).A carga está no centro.Em Travessões com dois pontos de fixação superior. Deve-se considerar como única desvantagem do Travessão o seu próprio peso. Educação Profissional 115 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8.98 . pois quanto maior seu peso menor o peso que poderemos transportar.

Gaiola de passarinho. Quando não se possuir um histórico da vida útil. Educação Profissional 116 Created with novaPDF Printer (www.3 .Condições específicas .Arames Partidos Deve-se substituir um cabo em serviço quando o número visível de arames rompidos.novaPDF. Destrançamento da perna. Redução no diâmetro dos cabos. Corrosão.Periodicidade das inspeções A periodicidade das inspeções deve ser determinada.INSPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS Devido à grande preocupação que é depositada em função da performance e confiabilidade dos cabos de aço e acessórios. 8. Algumas irregularidades que pode ser encontrada nos cabos de aço são:            Arames partidos ou desgastados. no trecho mais danificado. Dobra. as empresas e instituições procuram desenvolver métodos de controle das condições destes componentes com o objetivo de garantir uma operação segura para não haja danos materiais e acidentes de trabalho em uma atividade de transporte e içamento de cargas. Protuberância da alma. estiver acima dos limites. em função das condições de uso do cabo. pelo órgão de inspeção responsável. para uma avaliação das condições operacionais do cabo.6 . 8. Recomenda-se que o período sem inspeção não ultrapasse 25% da vida útil prevista para o cabo. até a próxima inspeção. Costuras inadequadas ou avariadas. A avaliação da condição do cabo deve ser feita no trecho que apresenta a máxima deterioração e estendida a todo cabo. com segurança.com) .8.6. qualquer indício de deterioração que implique na perda da resistência original do cabo deve motivar uma inspeção do mesmo. Desgastes localizados.2 .1 .6. 8. o órgão de inspeção deve determinar este dado e utilizar a freqüência acima recomendada. Pernas esmagadas ou mordidas.Avaliação da inspeção Em função dos resultados obtidos na inspeção deve ser decidido se o cabo apresenta ou não a possibilidade de falha e sua taxa de deterioração é tal que permita a sua utilização. Formação de saca rolhas.6. Independentemente da periodicidade fixada.

soquete ou outro acessório). deve ser adotado o critério fixado pela norma da empresa onde está instalado o equipamento.Inspeção das Pernas O cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade refeita sempre que forem encontradas pernas esmagadas. mordidas ou com folgas excessivas. acessórios danificados ou com desgaste excessivo.6.Quando houver um ou mais arames partidos em uma distância de 5 X D (diâmetro externo do cabo) de um acessório instalado (presilhas.com) . É importante observar que não se admite costuras em cabos de aço para guindastes. no trecho de maior deformação.4 .novaPDF. Qualquer evidência de arames partidos no interior do cabo indica uma condição anormal possivelmente devido à fadiga. corrosão com ruptura de outros arames não visíveis com facilidade. corrosão. este defeito pode implicar em um aumento no desgaste e ruptura de arames. forração folgada e outros defeitos. Quando o valor da deformação em relação ao eixo do cabo for superior a 1/3 o seu diâmetro nominal. achatadas. Apesar de não implicar a perda de resistência do cabo.Deformação do tipo saca-rolha Na deforma tipo saca-rolha o eixo do cabo assume a forma helicoidal. Caso seja observado destrançamento da perna. dobras puxadas para fora. esta região deve ser monitorada para avaliação de aumento de desgaste e ruptura de arames.Inspeção das costuras A seção costurada do cabo deve ser eliminada e uma nova costura deve ser realizada se forem encontrados partidos ou gastos. É necessário então realizar o procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. .Redução no diâmetro do cabo O cabo deve ser substituído quando houver uma redução de 10% no valor de seu diâmetro nominal devido a alterações estruturais tais como ruptura da alma de aço ou deterioração da alma de fibra ou desgaste abrasivo externo ou corrosão externa. Educação Profissional 117 Created with novaPDF Printer (www. o cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade deve ser refeita para reajuste do passo.99 . Esta deformação deve ser medida sem carga. Após um longo tempo de serviço. Figura 8. baleeiras e outros equipamentos que envolvem riscos operacionais. esta deformação se for severa pode transmitir uma oscilação durante a movimentação do cabo. O diâmetro deve ser medido como indica na figura abaixo: . pernas soltas. 8.

deve ser realizada correta limpeza na superfície do cabo evitando o uso de produtos que contenham enxofre.Outros defeitos É necessário substituir o cabo quando forem detectados os seguintes defeitos: gaiolas de passarinho. e caso a película de lubrificante não esteja uniforme e contínua.5. Corrosão severa determina a substituição do cabo. Para efetuar a inspeção correta é necessário utilizar procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos.104 Figura 8. Figura 8.Lubrificação dos cabos. protuberâncias no cabo ou na alma.Extremidade dos cabos Na inspeção das extremidades dos cabos que possuem terminais (soquetes abertos ou fechados.5.7 . presilhas e forjados) recomenda-se prever periodicamente.105 8. Antes de ser efetuada a lubrificação. Como alternativa o cabo pode ser mantido em serviço desde que seja removido o trecho comprometido do mesmo.101 Figura 8.com) .6.5. dobras. através de ensaio radiográfico. aplicar nova película. avaliação do estado de corrosão internado cabo no soquete.novaPDF. É necessário verificar o estado de lubrificação do cabo.102 8. desgastes localizados e avarias por calor (queima por maçarico ou arco elétrico). 118 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.100 Figura 8. 8.8.5 . Figura 8.103 Figura 8.8 .6 – Corrosão Outra importante verificação é em relação ao estado de corrosão do cabo. A graxa de uso geral em cabos de aço deve ser de base asfáltica.

desgaste no cavirão e/ou no corpo igual ou superior a 10% do diâmetro do projeto devem ser substituídas. 8. Manilhas apresentando trincas.com) .106 Figura 8.Inspeção em Manilhas Quaisquer deformações visuais apresentadas pela manilha ou pelo cavirão são causais para substituições.107 Figura 8.108 8.Inspeção eletromagnética Os cabos submetidos à inspeção eletromagnética devem ser substituídos quando apresentarem redução de seção reta metálica devido corrosão.Figura 8.110 .Inspeção em acessórios .5. Educação Profissional 119 Created with novaPDF Printer (www.5.109 Figura 8.desgaste ou abrasão (internos e externos) superior a 10% da seção original ou apresentarem um número de arames rompidos que ultrapassem ou limites estabelecidos.novaPDF.9 .10 . Figura 8.Inspeções de Ganchos Os ganchos devem ser substituídos quando forem detectados um ou mais dos seguintes defeitos: Torção maior do que 10º Abertura de garganta 15% maior do que a abertura original Trincas Desgaste acentuado (maior que 10%) Nota: Para ganchos com haste deve ser verificada a liberdade de giro através do esforço manual.

Figura 8.114 Figura 8. Verificar se há marca no canal provocadas pelo cabo de aço. As polias dos moitões e cadernais devem ser inspecionadas quanto aos seguintes itens:      Desgaste e/ou deformações no canal do flange.116 120 Created with novaPDF Printer (www. Existência de trincas especialmente nos canais. Figura 8.com) . trincas e deformações em qualquer região detectáveis por inspeção visual ou com líquido penetrante. Caso ocorram estas marcas a polia deve ser usinada ou substituída por outra de maior dureza. Verificar também a existência de desgaste ou corrosão severa no conjunto.115 Educação Profissional Figura 8.111 Inspeção de Anéis Pêra Figura 1. Liberdade de giro da polia.novaPDF. Figura 8. Folga existente entre a polia e eixo.Inspeção de Moitões e Cadernais Deve ser verificada a ferragem da cabeça do moitão e/ou cadernal (quando giratório) quando seu giro for por esforço manual. Deve ser verificada a fixação das placas laterais bem como deformações visíveis nas mesmas.112 Os anéis devem ser substituídos quando forem detectados os seguintes defeitos: desgaste acima de 10% da sua dimensão original.113 .

São mecanismos que operam segundo o princípio de atrito. anular os efeitos deste sobre os componentes da transmissão.2. Subdividem-se em: Acoplamentos comandáveis transmitem força e movimento somente quando acionados.Funções dos acoplamentos São as principais funções de um acoplamento: .1).1. .1 – Exemplo de aplicação do acoplamento NOTA: Os acoplamentos que operam por atrito são chamados de embreagem (fricção) ou freios.9 .1– Definição São elementos de máquinas destinados a unir dois eixos e transmitir torque e rotação.Atuar como fusível da transmissão: Em casos de problemas operacionais que gerem cargas adicionais sobre a transmissão. . os acoplamentos podem romper-se.Acoplamentos comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada poderá ser interrompida.ACOPLAMENTOS 9. obedecendo a um comando. além de atenuar os efeitos de vibrações geradas nas transmissões.com) .ELEMENTOS MECÂNICOS 9.novaPDF.Absorver choques e vibrações: Os acoplamentos modernos devem possuir a capacidade de absorver choques provocados pela partida. 9. Acoplamento Motor Máquina Figura 9. Educação Profissional 121 Created with novaPDF Printer (www. causando a parada da máquina.CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9. isto é. Esses mecanismos recebem os nomes de embreagens e de freios. antes de uma ruptura de um componente de maior valor agregado.1.Compensar desalinhamentos: Para maioria das aplicações os acoplamentos devem ser capazes de tolerar certos valores de desalinhamentos entre eixos ligados.1.1. e assim.2. 9. reversão e sobrecargas operacionais. mudança de rotação.2. .Unir dois eixos: Pode significar a união entre motor e máquina movida ou a união de eixos de grande comprimento. Empregam-se os acoplamentos quando se deseja transmitir um momento de rotação (movimento de rotação e forças) de um eixo motor a outro elemento de máquina movido situado coaxialmente a ele (Figura 9.

2. Comandáveis Comandados pela força aplicada Comandados pelo momento de torção Comandados pelo sentido de rotação Comandados mecanicamente Comandados hidráulica ou pneumaticamente 9.Acoplamentos não-comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada é permanente. Subdividem-se em: Não-comandáveis Rígidos Flexíveis Torcionalmente Rígidos Torcionalmente Elásticos De engrenagem De lamelas 122 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. existem os acoplamentos comandáveis manuais. eletromagnéticos. Segundo o tipo de comando. pneumáticos e os diretamente comandados pela máquina de trabalho. fazem a conexão entre árvores. à mesma velocidade angular.2 .As embreagens. motriz e comandada. também chamadas fricções.com) . hidráulicos.novaPDF. Elas mantêm as árvores. reduzir ou parar o movimento dos corpos. Os freios têm as funções de regular.

Compensam desalinhamento radial. Educação Profissional 123 Created with novaPDF Printer (www.3 – Tipos de desalinhamento Os acoplamentos flexíveis são construídos em forma articulada.Acoplamentos permanentes flexíveis Esses elementos são empregados para tornar mais suave à transmissão do movimento em árvores que tenham movimentos bruscos e quando não se pode garantir um perfeito alinhamento entre as árvores (Figura 128).Acoplamentos permanentes rígidos Os mais empregados são os flanges e luvas de união que devem ser construídas de modo que não apresentem saliências ou que estas estejam totalmente cobertas. Figura 9. são torcionalmente rígidos.1 .Acoplamento elástico de pinos Os elementos transmissores são pinos de aço com mangas de borracha (Figura 9.2). não absorvem choques e vibrações e não admitem desalinhamento radial. para evitar acidentes (Figura 9. pois estes elementos não conseguem compensar eventuais desalinhamentos ou flutuações. absorvem choques e vibrações protegendo as máquinas acopladas e não requerem lubrificação. em forma elástica ou em forma articulada e elástica.3. Figura 9.2 – Exemplo de acoplamento rígido Os eixos dos acoplamentos rígidos devem ser alinhados precisamente. axial e angular. axial e angular. 9. O ajuste dos alojamentos dos parafusos deve ser feito com as partes montadas para obter o melhor alinhamento possível.3 – TIPOS DE ACOPLAMENTOS FLEXÍVEIS 9.com) .4). Não possuem qualquer flexibilidade.novaPDF.. . são torcionalmente elásticos.

constituídas por tacos de borracha.Acoplamento elástico perflex Os discos de acoplamento são unidos perifericamente por uma ligação de borracha apertada por anéis de pressão (Figura 9.4 .5 – Acoplamentos perflex 9.6 – Acoplamento elástico de garras 9.6). encaixam-se nas aberturas do contradisco e transmitem o momento de rotação (Figura 9.7).com) . Todo o espaço entre os cubos e as tampas é preenchido com graxa (Figura 9.2 .novaPDF.5).3.4 – Acoplamento elástico de pinos 9.Figura 9.7 – Acoplamentos elásticos de grade Educação Profissional 124 Created with novaPDF Printer (www.Acoplamento elástico de grade ou gaiola de aço Consiste de dois cubos providos de flanges ranhuradas onde está montada uma grade metálica elástica que liga os cubos. Figura 9.3 .Acoplamento elástico de garras As garras.3. O conjunto está alojado em duas tampas providas de junta de encosto e de retentor junto ao cubo. Figura 9. Figura 9.3.

O formato dessas calhas permite que o plano de contato entre as esferas e as calhas divida. sempre. Educação Profissional 125 Created with novaPDF Printer (www.5 .3.9 – Junta cardan ou universal 9.novaPDF. o que permite até 3º de desalinhamento angular.9). 9. usam-se duas juntas (Figura 9. Com apenas uma junta universal o ângulo entre as árvores não deve exceder a 15º. A junta de articulação mais conhecida é a junta universal (ou junta cardan) empregada para transmitir grandes forças. as árvores devem ser bem alinhadas no ato de sua instalação para que não provoquem vibrações excessivas em serviços.7 .com) .Apesar de este acoplamento ser flexível.Acoplamento de engrenagens (não elástico) Os dentes possuem a forma ligeiramente curvada no sentido axial. Figura 9.6 .3. Essa posição do plano de contato é que possibilita a transmissão constante da velocidade (Figura 9.Junta de articulação (não elástico) É usada para transmissão de momentos de torção em casos de árvores que formarão ângulo fixo ou variável durante o movimento.10).8).Junta universal de velocidade constante (homocinética) Transmite velocidade constante e tem comando através de esferas de aço que se alojam em calhas. Figura 9.8 – Exemplos de acoplamentos de engrenagens e suas características 9. O anel dentado (peça transmissora do movimento) possui duas carreiras de dentes que são separadas por uma saliência central (Figura 9. São classificados como não elásticos. Para inclinações até 25º. o ângulo das árvores em duas partes iguais.3.

Embreagem cônica Possui duas superfícies de fricção cônicas. Figura 9.4 . uma das quais pode ser revestida com um material de alto coeficiente de atrito.1 . Sua capacidade de torque aumenta com o decréscimo do ângulo entre o cone e o eixo. Figura 9.com) .4.Embreagem centrífuga É utilizada quando o engate de uma árvore motora deve ocorrer progressivamente e a uma rotação predeterminada.4.EMBREAGENS 9. para evitar o escorregamento quando a potência é transmitida.Figura 9. Educação Profissional 126 Created with novaPDF Printer (www. 9. 9.novaPDF.11 Normalmente a força é fornecida por uma ou mais molas e a embreagem é desengatada por uma alavanca.Embreagem de disco Consiste em anéis planos apertados contra um disco feito de material com alto coeficiente de atrito.2 .3 .10 – Junta homocinética 9.12 A capacidade de torque de uma embreagem cônica é maior que a de uma embreagem de disco de mesmo diâmetro. Esse ângulo não deve ser inferior a 8º para evitar o emperramento.4.

Figura 9.novaPDF.Embreagem de disco para máquinas A cobertura e o cubo têm rasgos para a adaptação das lamelas de aço temperadas. 9.4.14 O disco de atrito é comprimido axialmente através do disco de compressão por meio das molas sobre o volante.Figura 9. Com o deslocamento do anel de grafite para a esquerda. presa entre duas placas de aço quando a embreagem está acionada. completam a transmissão do torque. Educação Profissional 127 Created with novaPDF Printer (www.Embreagem de disco para auto-veículos Consiste em uma placa. revestida com asbesto em ambos os lados. descomprime o disco através dos pinos. empurram as sapatas que. o acoplamento é aliviado e a alavanca.4 .5 . A ponta de árvore é centrada por uma bucha de deslizamento. 9.4. que se apoia sobre a cantoneira.com) .13 Os pesos. por sua vez. por ação da força centrífuga.

novaPDF. Figura 9.Figura 9. 9. o pacote de lamelas. as escoras se inclinam e a transmissão cessa. entrelaçam-se transmitindo o torque.4.15 A compressão é feita pelo deslocamento da guia de engate. são compactadas sob a ação de força centrífuga produzida pela rotação. A separação das lamelas é feita com o recuo da guia de engate por meio do molejo próprio das lamelas opostas e onduladas.7 .6 .16 Essa escoras estão dispostas de forma tal que. Educação Profissional 128 Created with novaPDF Printer (www. No outro sentido. como granalhas de aço. assim.Embreagem seca É um tipo de embreagem centrífuga em que partículas de metal.com) . 9.4. O ajuste posterior da força de atrito é feito através da regulagem do cubo posterior de apoio.Embreagem de escoras Pequenas escoras estão situadas no interior do acoplamento fazendo a ligação entre as árvores. em um sentido de giro. e as alavancas angulares comprimem.

Figura 9.17 As partículas estão contidas em um componente propulsor oco, dentro do qual está também um disco, ligado ao eixo acionado. A força centrífuga comprime as partículas contra o disco, acionando o conjunto.

9.4.8 - Embreagem de roda-livre ou unidirecional Cada rolete está localizado em um espaço em forma de cunha, entre as árvores interna e externa.

Figura 9.18 Em um sentido de giro, os roletes avançam e travam o conjunto impulsionando a árvore conduzida. No outro sentido, os roletes repousam na base da rampa e nenhum movimento é transmitido. A embreagem unidirecional é aplicada em transportadores inclinados como conexão para árvores, para travar o carro a fim de evitar um movimento indesejado para trás.

9.4.9 - Embreagem eletromagnética Neste tipo de embreagem, a árvore conduzida possui um flange com revestimento de atrito.

Figura 9.19 Uma armadura, em forma de disco, é impulsionada pela árvore motora e pode mover-se axialmente contra molas. Educação Profissional 129

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Uma bobina de campo, fixa ou livre para girar com a árvore conduzida, é energizada produzindo um campo magnético que aciona a embreagem. Uma característica importante da embreagem eletromagnética é poder ser comandada a distância por meio de cabo.

9.4.10 - Embreagem hidráulica Neste caso, as árvores, motora e movida, carregam impulsores com pás radiais.

Figura 9.20 Os espaços entre as pás são preenchidos com óleo, que circula nas pás quando a árvore motora gira. A roda na árvore motora atua como uma bomba, e a roda na árvore movida atua como uma turbina, de forma que a potência é transmitida, havendo sempre uma perda de velocidade devido ao escorregamento. A embreagem hidráulica tem aplicação em caixas de transmissão automática em veículos.

10 - FREIOS
São mecanismos que, para interromper um movimento, transformam energia cinética em calor. Podem ter acionamento manual, hidráulico, pneumático, eletromagnético ou automático. A seguir serão apresentados os principais tipos de freios.

10.1 - FREIO DE DUAS SAPATAS Neste caso, duas sapatas são mantidas em contato com o tambor através da ação de uma mola que o impede de rodar. Para liberar o tambor, aciona-se a alavanca de comando, que pode ser operada manualmente, por um solenóide ou por um cilindro pneumático. Esse tipo de freio é utilizado em elevadores.

Figura 10.1 130

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10.2 - FREIO A DISCO É um freio em que um ou dois blocos segmentares, de material de fricção, são forçados contra a superfície de um disco giratório.

Figura 10.2 Em automóveis, os blocos segmentares (ou pastilhas) são operados por pistões hidráulicos. Os freios a disco são menos propensos à fadiga (queda de eficiência operacional em função do tempo de utilização) que os freios a tambor.

10.3 - FREIO DE SAPATA E TAMBOR O detalhe característico deste freio é uma sapata (ou parte de uma alavanca), revestida com material de alto coeficiente de Mola Alavanca Sapatas blocos Disco giratório atrito, comprimida contra uma roda giratória (ou tambor) ligada ao órgão a frear.

Figura 10.3

10.4 - FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR É um freio em que duas sapatas curvas são forçadas para fora, contra o interior da borda de um tambor giratório.

Figura 10.4 Educação Profissional 131

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POLIAS E CORREIAS Para transmitir potência de uma árvore à outra.com) .6.novaPDF. 10. alguns dos elementos mais antigos e mais usados são as correias e as polias. pela ação da força centrífuga contra a ação de mola lamelares. conhecido como lona de freio. 10. rebitado ou colado em sua superfície externa.As sapatas são revestidas com material de atrito.5 .5 Os discos de aço giram em um eixo entalhado e os discos de atrito são fixados por pinos. O freio atua por compressão axial dos discos. Figura 10. 11 .FREIO CENTRÍFUGO É um freio onde as sapatas (revestidas com asbesto) atuam.6 A tensão da mola determina o instante de ação do freio. Figura 10. na parte interna de um tambor.FREIO MULTIDISCO Compõe-se de vários discos de atrito intercalados com disco de aço. As transmissões por correias e polias apresentam as seguintes vantagens: Educação Profissional 132 Created with novaPDF Printer (www.

elevada resistência ao desgaste e funcionamento silencioso.1 – RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO (I) É a relação entre o número de voltas das polias (n) numa unidade de tempo e os seus diâmetros. As polias são classificadas em dois grupos: planas e trapezoidais. elásticas e adequadas para grandes distâncias entre centros. alto coeficiente de atrito. A velocidade periférica (V) é a mesma para as duas rodas. As polias trapezoidais são conhecidas pelo nome de polias em “V” e são as mais utilizadas em máquinas.com) . Sempre haverá transferência de força.1 11. com ou sem canais periféricos. Onde: D1 = da polia menor D2 = da polia maior n1 = número de voltas por minuto (rpm) da polia menor n2 = rpm da polia maior Logo: 11. As polias.  Possuem baixo custo inicial. acoplados a eixos motores e movidos por máquinas e equipamentos. necessitam da presença de vínculos chamados correias. as polias e correias podem transferir e/ou transformar movimentos de um ponto para outro da máquina. Quando em funcionamento. Figura 11.POLIAS Polias são elementos mecânicos circulares. para funcionar. Educação Profissional 133 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.2 . São flexíveis.

O tamanho da superfície de atrito é determinado pela largura da correia e pelo ângulo de abraçamento ou contato ( ) (figura acima) que deve ser o maior possível e calcula-se pela seguinte fórmula: Para obter um bom ângulo de abraçamento é necessário que:  a relação de transmissão i não ultrapasse 6:1. quando em serviço.11. do tamanho da superfície de atrito e do material da correia e das polias. Figura 11. quando existe somente uma polia motora e uma polia movida (como na figura abaixo). na prática. Figura 11.com) .4 Educação Profissional 134 Created with novaPDF Printer (www.1.3 A correia plana permite ainda a transmissão entre árvores não paralelas. a polia motora e a movida giram no mesmo sentido. Figura 11. desliza e portanto não transmite integralmente a potência.Transmissão por correia plana Essa maneira de transmissão de potência se dá por meio do atrito que pode ser simples.2 A velocidade periférica da polia movida é. da velocidade periférica.2 (D1 + D2).  a distância entre eixos não seja menor que 1. quando existem polias intermediárias com diâmetros diferentes. porém o desgaste da correia é maior.novaPDF. No acionamento simples. O deslizamento depende da carga.1. No acionamento cruzado as polias giram em sentidos contrários e permitem ângulo de abraçamento maiores. ou múltiplo. sempre menor que a da polia motora. A correia plana.

1. usa-se o rolo tensionador ou esticador. é necessário aumentar o ângulo de abraçamento da polia menor.11. Educação Profissional 135 Created with novaPDF Printer (www. acionado por mola ou por peso.5 Figura 11. Para isso.2.Formato da polia plana Segundo norma DIN 111.1. Figura 11.7 A tensão da correia pode ser controlada também pelo deslocamento do motor sobre guias ou por sistema basculante.Tensionador ou esticador Quando a relação de transmissão supera 6:1. Quando a velocidade da correia supera 25m/s é necessário equilibrar estática e dinamicamente as polias (balanceamento). Figura 11.com) .6 11. A polia com superfície plana conserva melhor as correias e a polia com superfície abaulada guia melhor as correias. O acabamento superficial deve ficar entre quatro e dez milésimos de milímetro (4 10 m).3.novaPDF. a superfície de contato da polia plana pode ser plana ou abaulada.

novaPDF.com) .  Material fibroso e sintéticos Não recebe emendas (correia sem-fim). o pêlo de camelo. Educação Profissional 136 Created with novaPDF Printer (www.Figura 11. o viscose.5-Transmissão por correia em V A correia em V é inteiriça (sem-fim) fabricada com secção transversal em forma de trapézio. suporta bem os esforços e é bastante elásticas. É feita de borracha revestida por lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para absorver as forças. Essa combinação produz uma correia com excelente flexibilidade.9 11.  Permite uma boa proximidade entre eixos. Relação de transmissão até 10:1.10 O emprego da correia em V é preferível ao da correia plana e possui as seguintes características:   Praticamente não tem deslizamento.4 . couro e sintéticos Essa correia possui a face interna feita de couro curtido ao cromo e a externa de material sintético (perlon). 11. Figura 11. capas de transmitir grandes potências. para polia de pequeno diâmetro. o perlon e o nylon.  Material combinado. própria para forças sem oscilações. O limite é dado por p = D + 3/2h (D = diâmetro da polia maior e h = altura da correia).1. Tem por material base o algodão.8 Figura 11.1.Materiais para correia plana  Couro de boi Recebe emendas.

11.com) . suas dimensões são mostradas na figura a seguir. A pressão nos flancos. triplica em relação à correia plana. B. típicos da correia emendada com grampos.7. Os perfis são normalizados e denominam-se formato A. Menor carga sobre os mancais que a correia plana.     Partida com menor tensão prévia que a correia plana. 11.1. Figura 11. por aproximação. D e E. Emprego de até doze correias numa mesma polia.1.6. diminuindo um dos valores abaixo e transformando o resultado em polegadas. medindo o comprimento externo da correia.Perfil dos canais das polias As polias em V têm suas dimensões normalizadas e são feitas com ângulos diferentes conforme o tamanho. Dimensões normalizadas para polias em V: Educação Profissional 137 Created with novaPDF Printer (www. em consequência do efeito de cunha.novaPDF.Perfil e designação das correias em V A designação é feita por uma letra que representa o formato e por um número que é o perímetro médio da correia em polegada. C. o número que vai ao lado da letra.11 Para especificação de correias. Elimina os ruídos e os choques. pode-se encontrar.

8. o que anularia o efeito de cunha. 11. a relação de transmissão está em função dos diâmetros das polias.com) .Relação de transmissão (i) para correias e polias em V Uma vez que a velocidade (V) da correia é constante.1.novaPDF. A correia não deve ultrapassar a linha do diâmetro externo da polia e nem tocar no fundo do canal.Figura 11.12 O perfil dos canais das polias em V deve ter as medidas corretas para que haja um alojamento adequado da correia no canal. 138 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

metal leve ou ferro fundido em areia especial para precisão nas medidas em bom acabamento superficial. são feitos com módulos 6 ou 10.’ Figura 11. As correias de qualidade têm no seu interior vários cordonéis helicoidais de aço ou de fibra de vidro que suportam a carga e impedem o alongamento.14 11. geralmente.com) . deve-se mencionar o comprimento da correia ou o número de sulcos da polia. O diâmetro nominal calcula-se pela fórmula: Figura 11. A força se transmite através dos flancos dos dentes e pode chegar a 400N/cm2.Figura 11. A relação de transmissão (i) é dada por: Educação Profissional 139 Created with novaPDF Printer (www. o passo dos dentes e a largura. deve-se tomar o diâmetro nominal médio da polia (Dm) para os cálculos.13 Para as correias em V. Para a especificação das polias e correias dentadas. As polias são fabricadas de metal sinterizado.9-Transmissão por correia dentada A correia dentada em união com a roda dentada correspondente permite uma transmissão de força sem deslizamento.1.novaPDF.15 O perfil dos dentes pode ser trapezoidal ou semicircular.

por causa do desgaste sofrido pelo canal. para funcionarem adequadamente.com) . Apresentar os canais livres de graxa. óleo ou tinta e corretamente dimensionados para receber as correias.11. exigem os seguintes cuidados:    Não apresentar desgastes nos canais. as polias em “V” exigem alinhamento. É recomendável. À direita. para fazer um bom alinhamento. Note que a correia não ultrapassa a linha do diâmetro externo da polia nem toca no fundo do canal. Não apresentar as bordas trincadas. a polia deverá ser substituída para que a correia não venha a sofrer desgastes prematuros. Polias desalinhadas danificam rapidamente as correias e forçam os eixos aumentando o desgaste dos mancais e os próprios eixos.10 . conforme mostra a figura. usar uma régua paralela fazendo-a tocar toda a superfície lateral das polias.1. oxidadas ou com porosidade.1. À esquerda. Observe as ilustrações seguintes.novaPDF. temos uma correia corretamente assentada no canal da polia. a correia assenta-se no fundo. amassadas. Nesse último caso. Figura 11.11 . Educação Profissional 140 Created with novaPDF Printer (www. Figura 11.17 11.Cuidados exigidos com polias em V As polias.Alinhamento de polias Além dos cuidados citados anteriormente.16 A verificação do dimensionamento dos canais das polias deve ser feita com o auxílio de um gabarito contendo o ângulo dos canais.

novaPDF. sobrecarregam as novas.12. quando esticada demais.Procedimentos em manutenção com correias e polias A correia é importante para a máquina. devem ser observados os seguintes requisitos:  Nas primeiras 50 horas de serviço. há quebra dos eixos ou desgaste rápido dos mancais. quanto à perpendicularidade entre as faces de apoio e os eixos dos flancos. Educação Profissional 141 Created with novaPDF Printer (www. e quanto ao balanceamento. se necessário.  Nas revisões de 100 horas. é preferível trabalhar com uma correia a menos do que trocá-la por outra. o desgaste que elas sofreram e o desgaste das polias.1.  Nunca tentar remendar uma correia em “V” estragada.Figura 11. variando de fabricante para fabricante. As velhas. As polias devem ter uma construção rigorosa quanto à concentricidade dos diâmetros externos e do furo.18 11.  Tomar cuidado para que o protetor das correias nunca seja removido enquanto a máquina estiver em operação. por estarem lasseadas. A primeira recomendação para a manutenção das correias em “V” é mantê-las sempre limpas. até que se possa trocar todo o jogo. Além disso. Os defeitos construtivos das polias também influem negativamente na posição de montagem do conjunto de transmissão. Quando mal aplicada ou frouxa. para que não provoquem danos nos mancais e eixos. verificar constantemente a tensão e ajustá-la.com) . Esse cuidado é necessário porque correias de marcas diferentes apresentam desempenhos diferentes.  Se uma correia do jogo romper. verificar a tensão.  Jogos de correias deverão ser montados com correias de uma mesma marca. Influência dos defeitos das polias na posição de montagem do conjunto de transmissão. Não é aconselhável usar correias novas junto às velhas. pois nesse período as correias sofrem maiores esticamentos. provoca a perda de velocidade e de eficiência da máquina.

novaPDF. pois se estiverem em lados opostos o tensionamento posterior não será uniforme. Não se recomenda colocar correias forçando-as contra a lateral da polia ou usar qualquer tipo de ferramenta para forçá-la a entrar nos canais da polia. deve-se girálas manualmente para que seus lados frouxos fiquem sempre para cima ou para baixo. Esses procedimentos podem causar o rompimento das lonas e cordonéis das correias.com) .Colocação de correias Para colocar uma correia vinculando uma polia fixa a uma móvel. Esse procedimento facilitará a colocação da correia sem perigos de danificá-la.13. deve-se recuar a polia móvel aproximando-a da fixa. Educação Profissional 142 Created with novaPDF Printer (www.1. Após montar as correias nos respectivos canais das polias e.11. antes de tensioná-las.

Proteção de sistemas Todo sistema que trabalha com transmissão de correias deve ser devidamente protegido para evitar acidentes.1. Na prática.Figura 11.14 . Os tipos de proteção mais adequados são aqueles que permitem a passagem do ar para uma boa ventilação e dissipação do calor. Deve-se verificar periodicamente se as malhas das telas estão limpas e se as telas não estão em contato direto com o sistema. ocasionando danos prematuros. mesmo com picos de carga. produção de calor excessivo nas correias.  Tensão alta: reduz a vida útil das correias e dos rolamentos dos eixos das polias.1.19 Figura 11.Tensionamento de correias O tensionamento de correias exige a verificação dos seguintes parâmetros:  Tensão ideal: deve ser a mais baixa possível.com) .15. Figura 11. Aconselha-se a colocação de telas ou grades de aço para essas proteções. Figura 11.novaPDF.  Tensão baixa: provoca deslizamento e.21 11. conseqüentemente.22 Educação Profissional 143 Created with novaPDF Printer (www. bastará empurrá-la com o polegar. para verificar se uma correia está corretamente tensionada.20 11. de modo tal que ela se flexione aproximadamente entre 10 mm e 20 mm conforme ilustrado a seguir. sem que ocorra deslizamento.

1 A transmissão por corrente normalmente é utilizada quando não se podem usar correias por causa da umidade.2 Educação Profissional 144 Created with novaPDF Printer (www. conforme comentários mostrados na ilustração. vapores. não ocorre o deslizamento.com) . É. de muita utilidade para transmissões entre eixos próximos.23 12.CORRENTES Um ou vários eixos podem ser acionados através de corrente. óleo.Adição de cargas Um sistema de transmissão por correias deve ser calculado adequadamente. substituindo trens de engrenagens intermediárias. ainda. É necessário para o funcionamento desse conjunto de transmissão que as engrenagens estejam em um mesmo plano e os eixos paralelos entre si.1. encurta-se a vida útil das correias. Figura 12.novaPDF. Quando se adiciona carga ao sistema já existente. Figura 11. A transmissão de potência é feita através do engrenamento entre os dentes da engrenagem e os elos da corrente.11. Figura 12. etc.16.

1 . formando corrente múltipla. onde as talas são permanentemente ligadas através de pinos e buchas.Corrente de rolos É composta por elementos internos e externos.TIPOS DE CORRENTES 12.12. é fabricada em tipo standard.1. Educação Profissional 145 Created with novaPDF Printer (www.2.4 Figura 12.1. Figura 12.novaPDF. médio e pesado. sobre cada pino articulado. Esta corrente é aplicada em transmissões.5 Várias correntes podem ser ligadas em paralelo. com abas de adaptação. podem ser montadas até 8 correntes em paralelo.6 12. em transportadores. onde cada segunda tala pertence ao próximo elo da corrente. Figura 12.Corrente de dentes Nesse tipo de corrente há. em movimentação e sustentação de contrapeso e.3 Figura 12.com) .1 . ainda. várias talas dispostas uma ao lado da outra. sobre as buchas são. colocados rolos.

pois entre eles não há diferença.Corrente de elos livres Esta é uma corrente especial usada para transportadores e. de elo a elo vizinho.com) .9 Dessa maneira. sendo apenas necessário suspendê-lo. pode ser usada em transmissões. Figura 12.1. Sua característica principal é a facilidade de retirar-se qualquer elo. o passo fica. É conhecida por “link chain”.11 Educação Profissional 146 Created with novaPDF Printer (www. Esta corrente permite transmitir rotações superiores às permitidas nas correntes de rolos.Figura 12.10 Figura 12.8 Figura 12.novaPDF. podem ser construídas correntes bem largas e muito resistentes. É conhecida como corrente silenciosa (“silent chain”). mesmo com o desgaste. em alguns casos. igual. Além disso.3. 12.7 Figura 12.

Fabricação das correntes As talas são estampadas de fitas de aço.com) . beneficiadas ou temperadas para aproximadamente 60 rockwell. Figura 12.5. separadamente. mas. porque a corrente se aplica sobre a roda em forma poligonal.Corrente de blocos É uma corrente parecida com a corrente de rolos.12 12. o passo (p) e o diâmetro (d).1.novaPDF.6. forma um sólido (bloco). Educação Profissional 147 Created with novaPDF Printer (www.12.13 12. Engrenagens para correntes As engrenagens para correntes têm como medidas principais o número de dentes (Z).Corrente comum Conhecida também por cadeia de elos. possui os elos formados de vergalhões redondos soldados. transportadores e em uma infinidade de aplicações. É usada nos transportadores e os blocos formam base de apoio para os dispositivos usados para transporte. As peças prontas são. É usada em talhas manuais. cada par de rolos. Figura 12.1. os rolos e as buchas são repuxados de chapas de aço ou enrolados de fitas de aço.14 O passo é igual à corda medida sobre o diâmetro primitivo desde o centro de um vão ao centro do vão consecutivo. podendo ter um vergalhão transversal para esforço. com seus elos.1. os pinos são cortados de arames de aço. Figura 12.4 .

novaPDF. as laterais dos dentes são afiladas e 10% mais estreitas que a corrente.16 Algumas rodas possuem o perfil modificado para compensar o alargamento produzido pelo desgaste. Educação Profissional 148 Created with novaPDF Printer (www.1.7.Figura 12. Figura 12. Os dentes são formados de tal modo que os rolos colocados entre eles tenham folga no flanco da frente e no flanco de trás.com) .Danos típicos das correntes Os erros de especificação.17 12. instalação ou manutenção podem fazer com que as correntes apresentem vários defeitos. O quadro a seguir mostra os principais defeitos apresentados pelas correntes e suas causas.15 O perfil dos dentes corresponde ao diâmetro dos rolos da corrente e para que haja facilidade no engrenamento. Figura 12.

Existem eixos fabricados com aços-liga.com) . Medir o desgaste das rodas dentadas. Para efetuar a limpeza da corrente. Verificar periodicamente o alinhamento.novaPDF.1. os seguintes cuidados deverão ser tomados:           Lubrificar as correntes com óleo.12. Nunca colocar um elo novo no meio dos gastos. Não usar corrente nova em rodas dentadas velhas. por meio de gotas. Armazenar a corrente coberta com uma camada de graxa e embrulhada em papel.1 . 13. Os eixos com médio teor de carbono exigem um tratamento térmico superficial. deixando escorrer o excesso. os eixos transmitem potência por meio movimento de rotação. 13 . Educação Profissional 149 Created with novaPDF Printer (www.EIXOS Eixos são elementos mecânicos utilizados para articular um ou mais elementos de máquinas. Inverter a corrente. lavá-la com querosene. para prolongar sua vida útil.Manutenção das correntes Para a perfeita manutenção das correntes. altamente resistentes. rolamentos materiais de vedação.8. banho ou jato. Quando móveis. Enxugar a corrente e mergulhá-la em óleo. pois estarão em contato permanente com buchas. de vez em quando. Medir ocasionalmente o aumento do passo causado pelo desgaste de pinos e buchas.CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS A maioria dos eixos é construída em aço com baixo e médio teor de carbono.

Figura 13. Suas extremidades são chanfradas para evitar o rebarbamento e suas arestas internas são arredondadas para evitar a concentração de esforços localizados. com degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles.Eixos maciços Apresentam a seção transversal circular e maciça.novaPDF.Eixos cônicos Devem ser ajustados num componente que possua furo de encaixe cônico. os eixos são circulares e podem ser maciços.2 .4 . ranhurados ou flexíveis. como os motores de aviões.2.Eixos vazados São mais resistentes aos esforços de torção e flexão que os maciços.2.3 .2 .Eixos roscados Possuem algumas partes roscadas que podem receber porcas capazes de prenderem outros componentes ao conjunto. Uma chaveta é utilizada para evitar a rotação relativa. roscados.13. Figura 13.com) . Empregam-se esses eixos quando há necessidade de sistemas mais leves e resistentes. Figura 13.3 13.1 13. Educação Profissional 150 Created with novaPDF Printer (www. vazados.1 .2.CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS Quanto à seção transversal. A parte ajustável tem formato cônico e é firmemente fixada por meio de uma porca.2 13.2. 13. cônicos.

Educação Profissional 151 Created with novaPDF Printer (www. porém exige os seguintes cuidados: Verificar a existência de elementos de fixação (anéis elásticos.4 13. Verificar se existe.5 .2. pinos de posicionamento e chavetas) e retirá-los antes de sacar o eixo. Os eixos ranhurados são utilizados quando é necessário transmitir grandes esforços.Eixos flexíveis Consistem em uma série de camadas de arame de aço enrolado alternadamente em sentidos opostos e apertado fortemente.novaPDF.7-Desmontagem de eixos A desmontagem de eixos é aparentemente simples e fácil. um furo com rosca.Eixos ranhurados Apresentam uma série de ranhuras longitudinais em torno de sua circunferência. Figura 13. O furo é construído para facilitar a desmontagem do eixo por meio de um dispositivo para sacá-lo.Figura 13. O conjunto é protegido por meio de um tubo flexível.5 13.6. As ranhuras engrenam-se com os sulcos correspondentes das peças a serem montadas neles. na face do eixo. e a união com o motor é feita com uma braçadeira especial munida de rosca.com) .2. Os eixos flexíveis são empregados para transmitir movimento a ferramentas portáteis que operam com grandes velocidades e com esforços não muito intensos. pinos cônicos. parafusos. 13.2.

organização e limpeza rigorosa.com) . não deixando que o eixo passe pelo mancal. Após a desmontagem.novaPDF.  Não permitir a presença de nenhuma rebarba no eixo.7 Se realmente for necessário bater no eixo para sacá-lo.8. Educação Profissional 152 Created with novaPDF Printer (www.2. Figura 13. onde seria fixado à máquina (torno. além de produzir danos no furo de centro. os seguintes cuidados deverão ser observados:  Efetuar limpeza absoluta do conjunto e do eixo para diminuir o desgaste por abrasão. especialmente se o eixo for muito comprido. 13.Figura 13.  Não permitir a presença de nenhum arranhão no eixo para não comprometer seu funcionamento e não provocar danos no mancal.6 Nunca bater com martelo na face do eixo.Montagem de eixos A montagem de eixos exige atenção.  Pré-lubrificar todas as peças para que elas não sofram desgastes até o instante da chegada do lubrificante quando a máquina for posta para funcionar.  Verificar se as tolerâncias das medidas do eixo estão corretas usando paquímetro ou micrômetro. retificadora cilíndrica e fresadora) entre pontas. As pancadas provocam encabeçamento. recomenda-se usar um material protetor e macio como o cobre para receber as pancadas. o eixo deverá ser guardado em local seguro para não sofrer empenamentos ou outros danos. Além desses fatores. Danos no furo de centro impedem posteriores usinagens.  Colocar os retentores cuidadosamente para não provocar desgastes no eixo e vazamentos de lubrificante. cuidando para não bater nas bordas do eixo.

13.2.9- Danos típicos sofridos pelos eixos Os eixos sofrem dois tipos de danos: quebra e desgaste. A quebra é causada por sobrecarga ou fadiga. A sobrecarga é o resultado de um trabalho realizado além da capacidade de resistência do eixo. A fadiga é a perda de resistência sofrida pelo material do eixo, devido às solicitações no decorrer do tempo. O desgaste de um eixo é causado pelos seguintes fatores:      Engripamento do rolamento; Óleo lubrificante contaminado; Excesso de tensão na correia, no caso de eixos-árvore acionados por correias; Perda de dureza por superaquecimento; Falta de lubrificante.

14 -TRAVAS
As uniões roscadas são submetidas a vibrações e podem soltar-se por essa razão. Para evitar isso, colocam-se travas e arruelas nas porcas ou parafusos. Existem dois tipos de travas:  Trava por fechamento de forma - é a mais segura e impede o afrouxamento da união.

Figura 14.1

Figura 14.2

Figura 14.3 Educação Profissional 153

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 Trava por fechamento de forças - esta trava estabelece uma força de compressão entre as peças, o que aumenta o atrito e dificulta o afrouxamento da união, mas não impede totalmente a soltura.

Figura 14.4

Figura 14.5

Figura 14.6

Figura 14.7

Figura 14.8

Figura 14.9

14.1 - CHAVETAS Chaveta é um corpo prismático que pode ter faces paralelas ou inclinadas, em função da grandeza do esforço e tipo de movimento que deve transmitir. É construída normalmente de aço. A união por chaveta é um tipo de união desmontável, que permite às árvores transmitirem seus movimentos a outros órgãos, tais como engrenagens e polias.

14.1.1- Classificação e características Chaveta de cunha (ABNT-PB-121) Empregada para unir elementos de máquinas que devem girar. Pode ser com cabeça ou sem cabeça, para facilitar sua montagem e desmontagem. Sua inclinação é de 1:100, o que permite um ajuste firme entre as partes.

Figura 14.10 Educação Profissional 154

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Figura 14.11

O princípio da transmissão é pela força de atrito entre as faces da chaveta e o fundo do rasgo dos elementos, devendo haver uma pequena folga nas laterais.

Figura 14.12 Havendo folga entre os diâmetros da árvore e do elemento movido, a inclinação da chaveta provocará na montagem uma determinada excentricidade, não sendo, portanto aconselhado o seu emprego em montagens precisas ou de alta rotação.

Figura 14.13 A figura a seguir mostra o modo de sacar a chaveta com cabeça.:

Figura 14.14 Educação Profissional 155

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14.1.2- Chaveta encaixada (DIN 141, 490 e 6883) É a chaveta mais comum e sua forma corresponde ao tipo mais simples de chaveta de cunha. Para facilitar seu emprego, o rasgo da árvore é sempre mais comprido que a chaveta. A mínimo = 2 . comprimento da chaveta

Figura 14.15

14.1.3 - Chaveta meia-cana (DIN 143 e 492) Sua base é côncava (com o mesmo raio do eixo). Sua inclinação é de 1:100, com ou sem cabeça. Não é necessário rasgo na árvore, pois transmite o movimento por efeito do atrito, de forma que, quando o esforço no elemento conduzido é muito grande, a chaveta desliza sobre a árvore.

Figura 14.16

14.1.4 - Chaveta plana (DIN 142 e 491) É similar a chaveta encaixada, tendo, porém, no lugar de um rasgo na árvore, um rebaixo plano. Sua inclinação é de 1:100 com ou sem cabeça. Seu emprego é reduzido, pois serve somente para a transmissão de pequenas forças.

Figura 14.17 14.1.5 - Chaveta tangencial (DIN 268 e 271) É formada por um par de cunhas com inclinação de 1:60 a 1:100 em cada rasgo. São sempre utilizadas duas chavetas e os rasgos são posicionados a 120º. Educação Profissional 156

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A designação tangencial é devido a sua posição em relação ao eixo. Por isso, e pelo posicionamento (uma contra a outra), é muito comum o seu emprego para transmissão de grandes forças, e nos casos em que o sentido de rotação se alterna.

Figura 14.17

Figura 14.18

14.1.6- Chaveta transversal Aplicada em uniões de órgãos que transmitem movimentos não só rotativos como também retilíneos alternativos. Quando é empregada em uniões permanentes, sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50. Se a união necessita de montagens e desmontagens frequentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15. Dupla (inclinação nos dois lados) Simples (inclinação em um lado)

Figura 14.19 14.1.7 - Chaveta paralela (DIN 269) É normalmente embutida e suas faces são paralelas, sem qualquer conicidade. O rasgo para o seu alojamento tem o seu comprimento. As chavetas embutidas nunca têm cabeça e sua precisão de ajuste é nas laterais, havendo uma pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e o fundo do rasgo elemento conduzido.

Figura 14.20 Educação Profissional 157

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A transmissão do movimento e das forças é feita pelo ajuste de suas faces laterais com as do rasgo da chaveta. A chaveta paralela varia quanto à forma de seus extremos (retos ou arredondados) e quanto à quantidade de elementos de fixação à árvore. Pelo fato de a chaveta paralela proporcionar um ajuste preciso na árvore não ocorre excentricidade, podendo, então, ser utilizada para rotações mais elevadas. É bastante usada nos casos em que o elemento conduzido é móvel.

Figura 14.21 14.1.8- Chaveta de disco ou meia-lua tipo woodruff (DIN 496 e 6888) É uma variante da chaveta paralela, porém recebe esse nome porque sua forma corresponde a um segmento circular. É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a montagem e se adaptar a conicidade do fundo do rasgo do elemento externo.

Figura 14.22

14.2 - ANEL ELÁSTICO É um elemento usado para impedir o deslocamento axial, posicionar ou limitar o curso de uma peça deslizante sobre um eixo. Conhecido também por anel de retenção, de trava ou de segurança. Deslocamento axial é o movimento no sentido longitudinal do eixo. Fabricado de aço para molas, tem a forma de anel incompleto, que se aloja em um canal circular construído conforme normalização.

14.2.1 - Tipos de anéis elásticos e aplicações Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 1000mm. Trabalha externamente - DIN 471.

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Figura 14.23 Aplicação: para furos com diâmetro entre 9. Trabalha externamente . Figura 14.DIN 472.novaPDF. Figura 14.DIN 6799.24 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 8 e 24mm.Figura 14.5 e 1000mm. Trabalha internamente .26 Educação Profissional 159 Created with novaPDF Printer (www.25 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 390mm para rolamentos.com) .

oca ou maciça que serve para alinhamento. 160 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.28 Figura 14. Figura 14. forma. Figura 14. tolerâncias dimensionais.30 Os alojamentos para pinos devem ser calibrados com alargador que deve ser passado de uma só vez pelas suas peças a serem montadas. fixação e transmissão de potência.novaPDF.3 .Anéis de secção circular . material e tratamento térmico.com) . acabamento superficial. Figura 14.27 14.PINOS É uma peça geralmente cilíndrica ou cônica.para pequenos esforços axiais.29 Os pinos se diferenciam por suas características de utilização.

geralmente associado a parafusos e prisioneiros.novaPDF.Figura 14.32 O principal esforço a que os pinos. Educação Profissional 161 Created with novaPDF Printer (www. Figura 14. de modo geral. Por isso os pinos com função de alinhar ou centrar devem estar a maior distância possível entre si. revenido e retificado.Pino cilíndrico paralelo Pino de ajuste (guia) temperado É feito de aço-prata ou similar e é temperado. maior o risco de cisalhamento e menor a precisão no ajuste. para diminuir os esforços de corte.1.31 Esta calibragem é dispensada quando se usa pino estriado ou pino tubular partido (elástico).com) .33 14. Pode resistir a grandes esforços transversais e é usado em diversas montagens. Figura 14.3. Quanto menor proximidade entre os pinos. estão sujeitos é o de cisalhamento.

em caso de sobrecarga esse pino se rompe para que não quebre um componente de maior importância. m6 ou h8. é temperado ou não e retificado.3.Pino cônico Feito geralmente de aço-prata. 14. cabos.novaPDF. Figura 14.Pino de segurança É usado principalmente em máquinas-ferramentas como pino de cisalhamento. liso com furo para cupilha. Tem por diâmetro nominal o diâmetro menor. polias. A precisão destes pinos é j6. com ponta roscada e cabeça.Pino de união Tem funções secundárias como em dobradiças para caixas metálicas e móveis.35 Todos os pinos que apresentam furo ou rosca são usados como eixo para articulações ou para suportar rodas. isto é.34 Pode ser liso. Figura 14.37 Existem pinos cônicos com extremidade roscada a fim de mantê-los fixos em casos de vibrações ou sacá-los em furos cegos. 14. com cabeça provida de ressalto para evitar o giro.4. etc.3. com cabeça e furo para cupilha.Figura 14.36 14. Educação Profissional 162 Created with novaPDF Printer (www.3. para que se use a broca com essa medida antes de calibrar com alargador.com) .3. Figura 14.2.

42 14. é fabricado de fita de aço para mola enrolada.5.com) .38 Figura 14. O uso destes pinos dispensa o acabamento e a precisão do furo alargado. Este elemento tem grande emprego como pino de fixação.41 Figura 14.6.novaPDF. Seu uso dispensa o furo alargado. Educação Profissional 163 Created with novaPDF Printer (www. pino de ajuste e pino de segurança.Figura 14. 14.3. A forma e o comprimento do entalhes determinam os tipos de pinos.40 O pino cônico tem largo emprego na construção de máquinas. além do que é possível compensar eventual desgaste ou alargamento do furo. pois permite muitas desmontagens sem prejudicar o alinhamento dos componentes.Pino tubular fendido Também conhecido como pino elástico.3. a fenda permanece aberta e elástica gerando o aperto. Quando introduzido.Pino estriado A superfície externa do pino estriado apresenta três entalhes e respectivos rebordos.39 Figura 14. Figura 14.

47 Nota:Um pino qualquer ao se quebrar deve ser substituído por outro com as mesmas características de forma. Figura 14. Seu funcionamento baseia-se no principio do atrito de deslizamento ou de rolamento.45 Há um pino elástico especial chamado Connex. com fenda ondulada cujos cantos estão opostos entre si.7.com) .MANCAIS São elementos de máquinas destinados a apoiar e condicionar o movimento de eixos e outros componentes.43 Figura 14.novaPDF.Cupilha ou contrapino Trata-se de um arame de secção semicircular dobrado de tal forma a obter-se um corpo cilíndrico e uma cabeça. Isto proporciona uma força de ajuste maior em relação ao pino elástico comum. A tabela 1 demonstra as vantagens dos mancais de rolamentos sobre os de deslizamento. tratamento e acabamento.46 14.3. Figura 14. material.1 – Vantagens dos rolamentos sobre os mancais de deslizamento Educação Profissional 164 Created with novaPDF Printer (www. 15 .44 Figura 14.Figura 14. A cupilha é usada principalmente para travar porcas-castelo. Tabela 15.

Figura 15.suportam tanto carga axial quanto radial. 15. os rolamentos podem ser: a) Radiais .1. destacamos alguns tipos: .2 .2 – Rolamento rígido de esferas Educação Profissional 165 Created with novaPDF Printer (www.1 .novaPDF.2).15.Rolamento rígido de uma carreira de esferas: É o mais comum dos rolamentos.1). 15.não podem ser submetidos a cargas radiais. é necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa (Figura 15.1. Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas. O anel externo (capa) é fixado na peça ou na caixa e o anel interno é fixado diretamente ao eixo. b) Axiais .1 .1 – Estrutura de um rolamento de esferas Essas esferas ou rolos são mantidos eqüidistantes por meio do separador ou gaiola a fim de distribuir os esforços e manter concêntricos os anéis.MANCAIS DE ROLAMENTO Quando se buscou diminuir sensivelmente os problemas de atrito de resistência à alta velocidade. por conseguinte. Figura 15.Classificação dos rolamentos Quanto ao tipo de carga que suportam. Os rolamentos são simplesmente rolamentos de máquinas constituídos por dois anéis de aço separados por uma ou mais fileiras de esferas ou rolos (Figura 15. encontrados nos mancais de deslizamento. Sua capacidade de ajustagem angular é limitada.Tipos de rolamentos Diversos tipos de rolamentos foram desenvolvidos ao longo dos anos agregando várias tecnologias. chegaram-se-se aos mancais de rolamento ou simplesmente rolamentos.com) .suportam cargas radiais e leves cargas axiais. c) Mistos .

6). ou seja.5 – Rolamento de rola cilíndrico .novaPDF.Rolamento autocompensador de esferas: É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no anel externo. compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15. Figura 15. Figura 15. o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular.4).Rolamento de rolo cilíndrico: É apropriado para cargas radiais elevadas e seus componentes são separáveis. Figura 15.Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos: Seu emprego é particularmente indicado para construções em que se exige uma grande capacidade de suportar carga radial e a compensação de falhas de alinhamento (Figura 15. o que facilita a montagem e desmontagem (Figura 15.. deve sempre ser montado contraposto a um outro rolamento que possa receber a carga axial no sentido contrário (Figura 15.com) .5). portanto.Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas: Admite cargas axiais somente em um sentido.4 – Rolamento autocompensador de esferas .3 – Rolamento de esferas de contato angular .6 – Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos Educação Profissional 166 Created with novaPDF Printer (www. Figura 15.3).

de modo geral torna-se necessário montar os anéis aos pares. Devido ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas.Rolamento de rolos cônicos: Além de cargas radiais.. Figura 15.Rolamento axial de esfera: Ambos os tipos de rolamento axial de esfera (escora simples e escora dupla) admitem elevadas cargas axiais. Para que as esferas sejam guiadas firmemente em suas pistas. O anel interno e o externo podem ser montados separadamente.8 – Rolamento de rolos cônicos .9 – Rolamento axial de esfera Educação Profissional 167 Created with novaPDF Printer (www.Rolamento autocompensador com duas carreiras de rolos: É um rolamento para os mais pesados serviços. um contra o outro (Figura 15. Os rolos são de grande diâmetro e comprimento.novaPDF.com) .7 – Rolamento autocompensador de rolos . Figura 15. é necessária a atuação permanente de uma determinada carga axial mínima (Figura 15. porém.7).8).9). Figura 15. Como só admitem cargas axiais em um sentido. não podem ser submetidos a cargas radiais. os rolamentos de rolos cônicos também suportam cargas axiais em um sentido. existe uma distribuição uniforme de carga (Figura 15. Os anéis são separáveis.

em comparação com os rolamentos de rolos comuns.Série de rolamentos que é razoavelmente usada industrialmente. sempre em maquinaria pesada. 20  d < 500 mm . devido à disposição inclinada dos rolos.1.Série de rolamentos razoavelmente usada industrialmente. geralmente em máquinas pequenas. A Norma mais utilizada é a ISO. 10  d < 20 mm . também pode suportar consideráveis cargas radiais.10 – Rolamento axial autocompensador de rolos .. Figura 15.10).3 .novaPDF. d  500 mm . a designação é construída de acordo com a variação do diâmetro interno do rolamento (d). Por esta norma.11). Figura 15.Série de rolamentos mais usada industrialmente esta é a série de maior importância prática. A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento a propriedade de alinhamento angular. conforme se observa no resumo apresentado abaixo:  0 < d < 10 mm – Série de rolamentos pouco usada. É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado (Figura 15.    Educação Profissional 168 Created with novaPDF Printer (www. compensando possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15.Rolamento de agulhas: Possui uma secção transversal muito fina.Designação dos rolamentos Os mancais de rolamentos têm designações alfanuméricas que auxiliam na sua identificação e padronização.com) . em função do pequeno diâmetro interno.Rolamento axial autocompensador de rolos: Possui grande capacidade de carga axial e.11 – Rolamento de agulhas 15.

d – diâmetro interno.d/5 YY YY YY . B – largura de rolamentos radiais. H – altura de rol...novaPDF. Y = 8  d = 8 mm Y = 9  d = 9 mm 10  d < 20 mm 20  d < 500 mm Educação Profissional 169 Created with novaPDF Printer (www.diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. axiais. Radial Cônico Axiais Esquema comum de designações para rolamentos Variação do diâmetro interno [d] Esquema de Designação (Norma ISO) X X X / Y 0 < d < 10 mm Onde: XXX – série do rolamento Y .. este apresenta o seguinte esquema XXY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY . este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY . T – largura de rol.Tipos de Rolamentos e Suas Dimensões Padronizadas D – diâmetro externo.com) .. cônicos.diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. YY YY … = 04  d = 20 mm = 05  d = 25 mm = 06  d = 30 mm = 50  d = 250 mm = 51  d = 255 mm YY YY YY YY = 00 = 01 = 02 = 03     d = 10 mm d = 12 mm d = 15 mm d = 17 mm Valores para o diâmetro interno [d] Y = 1  d = 1 mm Y = 2  d = 2 mm Y = 3  d = 3 mm .

.Observação 1: d/5 = diâmetro interno dividido por 5.. Observação 2: Quando algum número é omitido na série do rolamento. Principais séries de rolamentos para indústria Tipo de Rolamento Série YY = 95  d = 475 mm YY = 96  d = 480 mm YYY = 500  d = 500 mm YYY = 643  d = 643 mm YYY = 750  d = 750 mm … YYYY = 1000  d = 1000 mm YYYY = 1500  d = 1500 mm Série do tipo 6 6 6 6 6 6 6 6 6 16 6 16 6 6 NU NU NU NU NU NU NJ NJ NJ NJ NJ NUP NUP Série de Largura (1) (1) (1) (0) (0) (0) 2 (0) 2 (0) 3 (0) 1 1 1 (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 Rolamentos rígidos ou fixos de uma carreira de esferas Rolamentos de uma carreira de rolos cilíndricos 68 69 60 62 63 64 623 63 622 161 630 160 619 618 NU10 NU2 NU22 NU3 NU23 NU4 NJ2 NJ22 NJ3 NJ23 NJ4 NUP2 NUP22 Série do diam.. este apresenta o seguinte esquema XX/YYY. d  500 mm Onde: XXX – série do rolamento YYY.. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X / YYY. externo 8 9 0 2 3 4 3 3 2 1 0 0 9 8 0 2 2 3 3 4 2 2 3 3 4 2 2 170 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www..com) .novaPDF. .diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento.

NUP3 NUP23 NUP4 N10 N2 N3 N4 NF2 NF3 NF4

NUP NUP NUP N N N N NF NF NF

(0) 2 (0) 1 (0) (0) (0) (0) (0) (0)

3 3 4 0 2 3 4 2 3 4

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo NA NA NA NA HK BK 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 2

Série de Largura 4 4 5 6 não há não há 2 2 3 3 0 2 3 0 2 3 3 4 3 4 2 3 1 2 1 1 1 1 2 2 2 3 3 3 9

Rolamentos radiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

NA48(NSK) NA49(NSK) NA59(NSK) NA69(NSK) HK(SKF) BK(SKF) 329 320 330 331 302 322 332 303 323 230 239 240 231 241 222 232 213 223 511 512 513 514 522 523 524 532 533 534 292

Série do diam. externo 8 9 9 9 não há não há 9 0 0 1 2 2 2 3 3 0 9 0 1 1 2 2 3 3 1 2 3 4 2 3 4 2 3 4 2 171

Rolamentos de rolos cônicos

Rolamentos autocompensadores de rolos

Rolamentos axiais de esferas ou escora simples

Rolamentos axiais

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autocompensadores de rolos

Rolamentos autocompensadores de esferas

293 294 10 12 13 22 23 112

2 2 1 1 1 2 2 1

9 9 (1) (0) (0) (2) (2) 1

3 4 0 2 3 2 3 2

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo 7 7 7 7 (0) (0) 4 4 5 5 5 5 5 5 QJ QJ NNU NNU AXK

Série de Largura (1) (1) (0) (0) 3 3 (2) (2) 4 2 4 2 4 2 (0) (0) 4 3 Não há

Rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular

Rolamentos de duas carreiras de esferas de contato angular Rolamentos rígidos ou fixos de duas carreiras de esferas Rolamentos axiais de duas carreiras de esferas ou escora dupla

Rolamentos de Rolamentos de quatro pontos de contato Rolamentos de duas carreiras de rolos cilíndricos Rolamentos axiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

79 70 72 73 33 32 43 42 544 524 543 523 542 522 QJ3 QJ2 NNU49 NN30 AXK

Série do diam. externo 9 0 2 3 3 2 3 2 4 4 3 3 2 2 3 2 9 0 Não há

OBSERVAÇÕES: há alguns casos particulares em que a norma ISO não é aplicada por algum fabricante Tipo de Rolamento Esquema de Designação Z X X Y Y Rolamento radial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rol. de agulhas, se for igual a HK é um rolamento sem fundo, se for BK é um rolamento com fundo; Educação Profissional Exemplo Designação - BK 1012 Rolamento radial de agulhas, com fundo, diâmetro interno de 10 mm e largura 12 mm.

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XX - diâmetro interno YY - largura do rolamento.

Z X X Y Y Rolamento axial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rolamento, neste caso AXK. XX - diâmetro interno YY - diâmetro externo.

Designação - AXK 1730 Rolamento axial de agulhas, diâmetro interno de 17 mm e diâmetro externo 30 mm.

15.2 - MANCAIS DE DESLIZAMENTO São conjuntos destinados a suportar as solicitações de peso e rotação de eixos e árvores. Os mancais estão submetidos ao atrito de deslizamento que é o principal fator a considerar para sua utilização.

15.2.1 - Classificação dos mancais Pelo sentido das forças que suportam, os mancais classificam-se em: axiais (Figura 15.12), radiais (Figura 15.13) e mistos (Figura 15.14).

Figura 15.12 – Mancal axial

Figura 15.13 – Mancal radial

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2 .15 – Detalhes construtivos de um mancal axial .novaPDF.15).Mancal inteiriço: Feito geralmente de ferro fundido e empregado como mancal auxiliar embuchado ou não.14 – Mancal misto 15. Suporta esforços radiais (Figura 15. são constituídos por uma carcaça e uma bucha.2. 15.Mancal axial: Feito de ferro fundido ou aço tem como fator principal à forma da superfície que deve permitir uma excelente lubrificação. em sua maioria.2. Figura 15. Podem ser construídos para girar em sentido único ou em duplo sentido.16).com) . Figura 15.3 – Tipos de mancais de deslizamento . A bucha pode ser dispensada em casos de pequena solicitação. sendo importante em sua consecução os entalhes para lubrificação (Figura 15.Formas construtivas dos mancais Os mancais.16 – Detalhes construtivos de um mancal radial inteiriço Educação Profissional 174 Created with novaPDF Printer (www.Figura 15.

. para facilitar a acomodação à forma do eixo. para evitar defeitos e cortes na superfície. f) Boa condutibilidade térmica. b) Baixa resistência ao cisalhamento. c) Baixa soldabilidade ao aço. Os sinterizados são autolubrificantes por serem mergulhados em óleo quente após sua fabricação.17 – Detalhes construtivos de um mancal radial ajustável . g) Coeficiente de dilatação semelhante ao do aço. à fadiga. para efeito de limpar a película lubrificante. e) Resistência à compressão. d) Boa capacidade de absorver corpos estranhos.Mancal reto bipartido: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado com buchas de bronze ou casquilhos de metal antifricção.Mancal ajustável: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado.novaPDF. latão.4 . Figura 15.Materiais para buchas Os materiais para buchas devem ter as seguintes propriedades: a) Baixo módulo de elasticidade. A bucha tem sempre forma que permite reajuste radial.18).com) . Figura 15. ligas de cobre sinterizado com adição de chumbo ou estanho ou grafite em pó.2. à temperatura de trabalho e à corrosão. materiais plásticos como o náilon e o politetrafluretileno (teflon). Empregado para exigências médias (Figura 15. Empregado geralmente em tornos e máquinas que devem funcionar com folga constante (Figura 15. bronze ao chumbo. Educação Profissional 175 Created with novaPDF Printer (www. para facilitar o alisamento da superfície. ligas de alumínio.18 – Detalhes construtivos de um mancal radial bipartido 15. Este processo faz com que o óleo fique retido na porosidade do material e com o calor do trabalho venha à superfície cumprir sua função.17). Os materiais mais usados são: bronze fosforoso. metal antifricção.

b) Vedação dinâmica.Classificação dos elementos de vedação a) Vedação estática.1. Figura 16.1).1 .com) .novaPDF.16 . São fabricadas a partir de vários materiais escolhidos de acordo com o produto a ser vedado e o meio externo de Educação Profissional 176 Created with novaPDF Printer (www. retentores. possuem uma enorme gama de medidas para cada tipo de vedador.1 – Exemplo de vedação estática b) Vedação dinâmica: Existe movimento de qualquer das partes com o elemento de vedação (Figura 16. As partes a serem vedadas podem estar em repouso ou movimento. Juntas: Exercem a vedação de forma estática nas máquinas e equipamentos. gaxetas e guarnições. 16. a calor. O desempenho do elemento de vedação depende de sua capacidade de preencher os espaços entre as peças envolvidas.1 – VEDADORES São elementos destinados a proteger máquinas ou equipamentos contra a saída de líquidos e gases. e a entrada de sujeira ou pó. uma vez que são desenvolvidos para atender aos mais variados projetos de máquinas.2). Uma vedação deve resistir a meios químicos.ELEMENTOS DE VEDAÇÃO 16.2 – Tipos de vedadores Existe uma grande variedade de vedadores. a desgaste e a envelhecimento. a) Vedação estática: Não existe movimento considerado entre as parte envolvidas (Figura 16.1. Em função da solicitação as vedações são feitas em diversos formatos e diferentes materiais. São genericamente conhecidas como juntas.2 – Exemplo de vedação dinâmica 16. Figura 16. Além disso. a pressão.

 Junta plástica ou veda junta . A ordem de aperto dos parafusos tem de ser respeitada para uniformizar a massa (Figura 16.5 – Exemplos de juntas de plástico (Teflon) Juntas metálicas: Fabricadas em aço. e tipos semi-sectivos que mantêm a elasticidade para compensar a dilatação.4 – Exemplo de juntas de borracha Juntas de plástico: Especialmente os polímeros do tipo Nylon. também.3 – Junta de papelão hidráulico Juntas de borracha: Fabricadas em borracha natural ou sintética (Figura 16.6). especialmente em aplicações sob altas temperaturas.novaPDF.são produtos químicos em pasta usados em superfícies rústicas ou irregulares. Figura 16. acabamento das superfícies a vedar. entre outros. como auxiliares nas vedações com guarnições de papelão ou cortiça.4). Teflon.5). Existem tipos que se erigissem e são usados para alta pressão. Figura 16. alumínio cobre latão ou ligas são muito utilizadas na mecânica. Exemplos de juntas: Papelão hidráulico: Fabricado a partir de amianto ou não amianto com borrachas e ligantes (Figura 16. Poliuretano estão sendo cada vez mais utilizados pela sua capacidade de vedação e resistência à deterioração (Figura 16. Figura 16.com) . Empregados.trabalho.3). Educação Profissional 177 Created with novaPDF Printer (www. além de outros fatores como pressão interna do produto a vedar.

é feito de borracha ou couro. tem perfil labial e veda principalmente peças móveis. Figura 16.usados em diversas aplicações.7).novaPDF. Podem ser usados para vedação elástica ou dinâmica (Figura 16.9 – Exemplos de vedação com retentores Educação Profissional 178 Created with novaPDF Printer (www. também apresentam um anel de arame ou mola helicoidal para manter a tensão ao vedar (Figura 16. É um dos elementos de vedação mais comum.com) .8).6 – Aplicação de junta plástica Anel tipo “0” de borracha e secção circular . válvulas em geral. Alguns tipos possuem uma carcaça metálica para ajuste no alojamento. tais como vedações em componentes hidráulicos e pneumáticos.Figura 16.9). Figura 16. entre outras (Figura 16.8 – Exemplos de tipos anel “O” Retentor .7 – Exemplos de aplicações dos anéis tipo “O” Figura 16. motores de combustão interna.

11 – Confecção das gaxetas Selo mecânico: É um vedador de precisão que utiliza princípios hidráulicos para reter os fluídos.Gaxetas: São conhecidos por gaxeta os elementos vedantes que permitem ajustes à medida que a eficácia da vedação vai diminuindo. As gaxetas são fabricadas em forma de corda. para serem recortadas. ou em anéis já prontos para a montagem (Figura 16. São utilizadas principalmente em bombas centrífugas e válvulas (Figura 16. Figura 16. A vedação exercida pelo selo mecânico se processa em dois momentos: a vedação principal e a secundária (Figura 16.10). Educação Profissional 179 Created with novaPDF Printer (www.com) .10 – Aplicação da gaxeta Figura 16.11).novaPDF.12).

usinas termoelétricas e nucleares.Figura 16. e) Kalrez. substitui-se o atrito sólido pelo atrito fluído. f) Carvão. indústria de bebidas (fabricação de cerveja). f) Permite operar com segurança fluídos tóxicos. em que o líquido tem a função de lubrificar e refrigerar o selo. c) A vazão ou fuga do produto em operação é mínima ou invisível. Os principais fatores que prejudicam o bom funcionamento do selo são a alta temperatura e os abrasivos. Funcionamento do selo mecânico: A grande quantidade de calor gerada nas faces seladoras devido ao atrito entre as superfícies pode dar origem à falhas e desgastes do selo. indústria da construção (bomba de submersão). isto é. d) Grafoil. reduz a perda de potência da bomba. b) Teflon. para evitar que isso aconteça.12 – Aplicação do selo mecânico Vantagens do selo mecânico: a) Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de vedação.novaPDF. c) Buna Nitrílica. d) Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão normais do eixo rotativo. b) Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha. energia (bombas de climatização de caldeira). conseqüentemente. com a finalidade de penetrar por entre as faces seladoras e mantê-las afastadas uma da outra. corrosivos ou inflamáveis. O selo mecânico é usado em equipamentos de grande importância como aqueles usados em refinarias (bombas de transporte). Os materiais empregados na fabricação dos componentes de um selo mecânico são: a) Viton.com) . tratamento de água e esgoto (bombas de lama bruta). A alta temperatura deve ser mantida dentro de uma faixa tolerável e os abrasivos Educação Profissional 180 Created with novaPDF Printer (www. indústria têxtil (bombas de tintura). construção naval (bomba principal de refrigeração por água do mar). indústria química (bombas padronizadas). faz-se circular um líquido adequado pela caixa de gaxeta. e) Reduz o tempo de manutenção.

devem ficar afastados da película lubrificante formada entre as faces seladoras. Parafusos.com) .1).PARAFUSOS O parafuso é formado por um corpo cilíndrico roscado e por uma cabeça que pode ser hexagonal. tolerâncias.1 . 17 . Comprimento da rosca. quadrada ou redonda (Figura 17.1. f) Abafamento.novaPDF. 181 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. a especificação completa de um parafuso e sua porca engloba os mesmos itens cobertos pelo projeto de um elemento de máquina.1 .Dimensão dos parafusos As dimensões principais dos parafusos são:     Diâmetro externo ou maior da rosca. Comprimento do corpo. Altura da cabeça. tratamento térmico. h) Suspiro e dreno. ou seja: material. afastamentos e acabamento. e) Recirculação com anel bombeador. sextavada. 17.PARAFUSOS. porcas e arruelas são peças metálicas de vital importância na união e fixação dos mais diversos elementos de máquina. b) Refrigeração da sede do selo. g) Selo duplo. Figura 17. dimensionamento. c) Lubrificação das faces seladoras.1 – Parafusos com cabeça sextavada e quadrada 17. Os sistemas auxiliares mais usados para diminuir ou evitar os problemas de funcionamento do selo são: a) Refrigeração da caixa de selagem. Isto é conseguido por meio de “sistemas auxiliares”. Por sua importância. PORCAS E ARRUELAS. d) Lavagem ou circulação.

Prisioneiro.Parafuso com porca: Às vezes.2 – fixação com parafuso Figura 17. Os parafusos podem ter rosca (Figura 17. Consiste numa barra de seção circular com roscas nas duas extremidades (Figura 17.Tipos de parafusos Os parafusos podem ser:      Sem porca. A união dá-se através da passagem do parafuso por um furo passante na primeira peça e rosqueamento no furo com rosca da segunda peça (Figura 17. a união entre as peças é feita com o auxílio de porcas e arruelas. Educação Profissional 182 Created with novaPDF Printer (www. Allen.5 – Fixação parafuso com porca Figura 17.7 e 17. O comprimento do parafuso refere-se ao comprimento do corpo.3) ou total ou parcial (Figura 17.2 .8).4 – Parafuso com rosca total . Distância do hexágono entre planos e arestas. o parafuso com porca é chamado passante (Figura 17. Nesse caso. Com porca. esta pode ser substituída por um furo com rosca em uma das peças. 17.6 – Exemplos de parafusos com porcas .5 e 17.novaPDF.Parafuso sem porca: Nos casos onde não há espaço para acomodar uma porca. .6). De ponta atuante.2).Parafuso prisioneiro: O parafuso prisioneiro é empregado quando se necessita montar e desmontar parafuso sem porca a intervalos freqüentes.1.4). Figura 17.3 – Parafuso com rosca parcial Figura 17. Figura 17.com) .

São hexagonais.Parafuso Allen: O parafuso Allen é fabricado com aço de alta resistência à tração e submetido a um tratamento térmico após a conformação.8 – Fixação por parafuso prisioneiro .2 – PORCAS Porcas são peças de forma prismática ou cilíndrica. Educação Profissional 183 Created with novaPDF Printer (www.9 – Fixação por parafuso allen . que é geralmente cilíndrica e recartilhada. Possui um furo hexagonal de aperto na cabeça.9).Figura 17.Tipos de porcas São os seguintes os tipos de porcas:     Sextavada.1 . providas de um furo roscado onde são atarraxadas ao parafuso. em alguns casos. Possui fenda ou sextavado interno (Figura 17. 17. Cega (ou remate). Figura 17.2. Borboleta. Figura 17. Para o aperto. utilizasse uma chave especial: a chave Allen (Figura 17. quadradas ou redondas e servem para dar aperto nas uniões de peças ou.10 – Exemplo de parafuso de ponta atuante 17.novaPDF.Parafuso Ponta Atuante: O parafuso de ponta atuante não tem cabeça e serve para fixar peças em eixos.com) . sextavadas.7 – Exemplo de parafuso prisioneiro Figura 17.10). Castelo. para auxiliar na regulagem.

14 – Exemplo de porca borboleta Educação Profissional 184 Created with novaPDF Printer (www.13 – Exemplos de porcas cegas . coincidentes dois a dois.Porca sextavada: A porca sextavada é o tipo mais comum. Figura 17.com) . uma das extremidades do furo rosqueado é encoberta. Figura 17. É geralmente cromada e possibilita um acabamento de boa aparência (Figura 17. ocultando a ponta do parafuso.11). podendo ser feita de aço ou latão.Porca castelo: A porca castelo é uma porca hexagonal com seis entalhes radiais. esse tipo de porca é empregado quando a montagem e a desmontagem das peças são necessárias e freqüentes (Figura 17. de modo que uma cupilha possa ser passada para travar a porca (Figura 17. Figura 17.12 – Exemplo de porca castelo .novaPDF.11 – Exemplos de porcas sextavadas . Contraporcas. .Porca cega (ou remate): Nesse tipo de porca.13).Porca borboleta: Possui saliências parecidas com asas para proporcionar o aperto manual. Figura 17. que se alinham com um furo no parafuso. usada para fixar os parafusos nas peças (Figura 17. Geralmente fabricada em aço ou latão.12).14).

15 – Travamento por contraporca 17. As arruelas servem basicamente para:      Proteger a superfície das peças. Evitar deformações nas superfícies de contato.3 – ARRUELAS São peças cilíndricas. e para sua travação são necessárias duas chaves de boca (Figura 17. As arruelas de cobre. Um dos meios de travar uma porca é através do aperto de outra porca contra a primeira.16 – Exemplos de arruelas lisas 185 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. mas o latão também é empregado.Tipos de arruelas Os três tipos de arruela mais usados são:    Arruela lisa. neste caso.3. pelo qual passa o corpo do parafuso. A maioria das arruelas é fabricada em aço. são furadas a partir de chapas brutas. alumínio.. mais baratas. Evitar desgaste da cabeça do parafuso ou da porca. com um furo no centro.15). o que pode causar danos às máquinas. 15. fibra e couro são extensivamente usadas na vedação de fluidos. Arruela estrelada.novaPDF.1 . são utilizadas com porcas e parafusos de latão. Por medida de economia utiliza-se uma porca mais fina. Arruela de pressão. mas as de melhor qualidade são usinadas e têm a borda chanfrada como acabamento (Figura 17.com) .Arruela lisa (ou plana): Geralmente é feita de aço e é usada sob uma porca para evitar danos à superfície e distribuir a força do aperto. .16) Figura 17. no sentido do eixo) na montagem das peças. Figura 17. As arruelas de qualidade inferior. Evitar que a porca afrouxe. Suprimir folgas axiais (isto é.Contraporcas: As porcas sujeitas a cargas de impacto e vibração apresentam tendência a afrouxar. de pouca espessura.

A teoria das engrenagens baseia-se nos rodetes. Coroa Pinhão Figura 18. os dentes se aplainam penetrando nas superfícies da porca e da peça em contato. Quando a porca é apertada. As engrenagens são órgãos de contato direto e movimento misto: deslizamento e rolamento.novaPDF. a de menor número de dentes é chamada de pinhão.1).18 – Exemplos de arruelas estreladas 18 – ENGRENAGENS São conjuntos (um par no mínimo) de rodas dentadas destinadas à transmissão de movimento e potência.18). a arruela se comprime..com) . modificando a velocidade e permitindo a transmissão de potências elevadas. enquanto a maior é a coroa. A arruela estrelada com dentes externos é empregada em conjunto com parafusos de cabeça chanfrada (Figura 17. as próprias rodas dentadas são chamadas de engrenagens (Figura 18.17). Figura 17.Arruela estrelada (ou arruela de pressão serrilhada): é de dentes de aço de molas e consiste em um disco anular provido de dentes ao longo do diâmetro interno ou diâmetro externo. No par de rodas dentadas. Os dentes são torcidos e formam pontas aguçadas.17 – Exemplo de arruela de pressão . gerando uma grande força de tração entre a porca e a superfície (Figura 17.Arruela de pressão: A arruela de pressão consiste em uma ou mais espiras de mola helicoidal. feita de aço de mola de seção retangular. Quando a porca é apertada. Figura 17. pois as engrenagens ou rodas dentadas nada mais são do que rodetes dispondo de saliências e reentrâncias que se conduzem mutuamente e dão origem aos chamados dentes de engrenagens.1 – Exemplo de par de engrenagens Educação Profissional 186 Created with novaPDF Printer (www. Na linguagem corrente. Sua finalidade é transmitir o movimento de rotação de um eixo para outro.

É mais empregada na transmissão de baixa rotação do que na de alta rotação. pois é fácil de engatar. É o tipo mais comum de engrenagem e o de mais baixo custo.2 . é importante reconhecer a denominação atribuída aos seus elementos básicos (Figura 18.novaPDF. Figura 18.1 – NOMENCLATURA Considerando a forma construtiva das engrenagens.2 – Nomenclatura dos principais elementos de uma engrenagem 18. É usada em transmissão que requer mudança de posição das engrenagens em serviço.1 . Figura 18.com) .2).18.TIPOS DE ENGRENAGENS 18.Engrenagem cilíndrica de dentes retos Os dentes são dispostos paralelamente entre si e em relação ao eixo.3 – Engrenagens cilíndricas de dentes retos Educação Profissional 187 Created with novaPDF Printer (www.2. por causa do ruído que produz (Figura 18.3).

6 – Engrenagem cilíndrica com cremalheira Educação Profissional 188 Created with novaPDF Printer (www. Figura 18. É usada para transformar movimento giratório em longitudinal (Figura 18.4 – Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais 18.2.com) .6). permitindo uma economia de espaço e distribuição uniforme da força.Engrenagem cilíndrica com cremalheira A cremalheira pode ser considerada como uma coroa dentada com diâmetro primitivo infinitamente grande. Figura 18.2 .novaPDF. É usada em transmissão fixa de rotações elevadas por ser silenciosa devido a seus dentes estarem em componente axial de força que deve ser compensada pelo mancal ou rolamento.4 .4).5). As duas rodas do mesmo conjunto giram no mesmo sentido (Figura 18.Engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais Os dentes são dispostos transversalmente em forma de hélice em relação ao eixo.5 – Engrenagem cilíndrica com dentes internos 18.2.18.3 .Engrenagem cilíndrica com dentes internos É usada em transmissões planetárias e comandos finais de máquinas pesadas. Figura 18.2. Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e também para eixos que formam um ângulo qualquer entre si (Figura 18.

Usam-se grandes inclinações de hélice.7 – Engrenagem cônica com dentes retos 18. Para que cada parte receba metade da carga.8).7). o que dificulta sua fabricação.7 .5 .2.2. Educação Profissional 189 Created with novaPDF Printer (www. pois com este formato de dentes consegue-se o engrenamento simultâneo de dois dentes (Figura 18. Isso permite a compensação da força axial na própria engrenagem.9).Engrenagem cônica com dentes helicoidais Empregada quando o par de rodas cônicas deve transmitir grandes potências e girar suavemente.2. Pode ser fabricada em peça única ou em duas metades unidas por parafusos ou solda. geralmente de 30 a 45º. Figura 18.8 – Engrenagem bi-helicoidais 18.Engrenagem cônica com dentes retos É empregada quando as árvores se cruzam. a engrenagem em espinha de peixe deve ser montada com precisão e uma das árvores deve ser montada de modo que flutue no sentido axial. Neste último caso só é admissível o sentido de giro no qual as forças axiais são dirigidas uma contra a outra (Figura 18.Engrenagem cilíndrica com dentes em “V” ou bi-helicoidais Conhecida também como engrenagem espinha de peixe.com) . Figura 18.18. em baixas velocidades (Figura 18. podendo ser menor ou maior. eliminando a necessidade de compensar esta força nos mancais. Os dentes das rodas cônicas têm um formato também cônico. Possui dentado helicoidal duplo com uma hélice à direita e outra à esquerda. A engrenagem cônica é usada para mudar a rotação e direção da força. diminui a precisão e requer uma montagem precisa para o funcionamento adequado.6 . o ângulo de interseção é geralmente 90º.novaPDF.

9 – Engrenagem cônica com dentes helicoidais 18.59 40.47 25.28 40 60 6. metro (N.10197 Kgf.m) 4. Nos engrenamentos sem-fim.49 34.22 21.8 .95 59.08 65.com) .Parafuso sem-fim e engrenagem côncava (coroa) O parafuso sem-fim é uma engrenagem helicoidal com pequeno número (até 6) de dentes (filetes).71 46.24 50 (Kgf.57 39.16 70.93 58. A fim de manter o desgaste e a geração de calor dentro dos limites.14 69.87 45.79 50.20 20.04 64.06 50.81 52. adequam-se os materiais do sem-fim (aço) e da coroa (ferro fundido ou bronze).31 26.16 18.24 22.m) 1 N.69 44. como nas engrenagens helicoidais.12 16.00 62.20 20 204 12.35 28. Entre o sem-fim e a coroa produz-se um grande atrito de deslizamento.65 43.18 10 1.10 14. devendo o conjunto funcionar em banho de óleo (Figura 18.26 66.32 80 8.10 67. metro (Kgf.97 60.10).76 48.63 42.67 35.85 54.30 24.41 31.36 Educação Profissional 190 Created with novaPDF Printer (www.14 17.55 38.novaPDF.45 33.99 61.91 57.02 63.89 55. aparecem forças axiais que devem ser absorvidas pelos mancais. O sem-fim e a coroa servem para transmissão entre dois eixos perpendiculares entre si.22 30 3.10 – Sem-fim coroa ANEXO Tabela de conversão de torques Newton. Figura 18.37 29.m) em Kilograma-força.39 30.18 19.26 23.73 47.43 32.83 53.77 49.33 27.51 36.34 90 9.Figura 18.m Nm 0 100 200 300 400 500 600 0 0.2.02 11.61 41.28 15.12 68.m = 0.00 10. São usados quando se precisa obter grande redução de velocidade e conseqüente aumento de momento torsor.08 5.30 70 7.06 13.63 37.

95 111.83 43.46 85.16 74.27 29.05 76.10 25.49 23.28 3 2.48 122.52 88.73 99.59 16.38 81.95 41.80 1 0.58 91.807 0.43 11.61 50.85 24.75 100.76 53.26 37.56 107.47 33.76 22.02 21.54 2 1.11 79.67 4 (Nm) 5.54 89.48 8.14 60.54 46.62 31.07 97.49 53.63 31.62 93.03 75.57 33.99 112.56 64.50 22.85 108.29 90.64 94.89 146.09 78.12 15.53 145.356 Nm) Lbf.21 9.15 Libra força.71 56.45 25.84 123.cm = Kgf.09 63.00 62.28 20.68 96.91 109.04 35.pé 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 13.95 3.32 79.63 76.70 97.10 59.48 86.33 11.18 143.46 61.60 1 1.80 50.52 36.14 29.97 8 5.36 14.807 980.52 67.m 0.05 36.04 66.62 130.19 124.93 110.31 34.73 77.50 103.cm 1 100 9.73 69.metro (N.m 0.24 147.69 10.59 78.58 = N.74 8.83 105.77 39.69 42.24 67.pé = 12 Lbf.m Kgf.11 76.m = 0.64 45.7376 0.76 39.58 88.42 73.00 93.0723 7.59 47.17 12.68 54.com) .88 66.38 75.pé) 1 N.34 113.81 104.83 32.53 65.28 109.02 52.43 98.00102 10.56 27.7 11.21 71.55 126.04 55.3558 Unidade de medição = Kgf.64 14.pol Lbf.0833 1 Educação Profissional 191 Created with novaPDF Printer (www.32 52.07 77.90 75.868 86.50 87.87 107.pé = N.16 43.152 0.75 77.cm N.19 26.90 44.70 35.97 131.42 83.71 98.novaPDF.79 102.80 5 6 7 8 9 1 Lbf.44 Fator de cálculos de torque Unidade conhecida N.56 90.85 78.60 92.87 85.99 73.90 47.70 9 6.42 18.40 82.92 108.20 25.02 6.16 82.78 67.13 80.97 51.94 72.metro (1 Lbf.825 0.39 56.07 17.09 10.87 61.11298 1.01 74.85 40.86 16.68 73.61 55.31 71.01152 13.23 7 5.02 74.m Lbf.40 136.14 21.49 4 6 4.98 32.36 94.33 48.01 100 1 1.44 80.92 58.42 42.80 81.40 59.35 62.34 33.21 39.cm Kgf.73756 Lbf.88 30.54 50.97 72.51 84.pol 0.25 68.12 120.m) em libra-força.37 70.97 54.pé (Lbf.77 101.28 51.97 24.47 70.40 28.38 8.pé = 1.45 12.26 48.89 108.01 5 (Lbf.07 17.71 18.59 70.07 49.41 37.90 127.06 80.82 142.pé Nm 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 7.19 44.10197 0.45 56.93 27.68 134.75 58.pé 0.22 86.13825 = Lbf.75 138.0885 8.33 132.pé em Newton.65 92.90 13.17 63.pol Newton.38 14.92 28.30 65.35 31.66 59.41 117.83 64.00 38.81 19.54 19.44 84.851 0.60 69.46 141.85 104.24 23.96 2 2.94 89.11 136.04 135.06 116.11 46.09 78.197 0.66 95.74 9.78 20.31 3 4.71 16.77 119.00738 0.82 62.21 105.233 0.796 1 12 = Lbf.63 111.26 128.10197 1 0.09807 9.pé) 2.78 36.298 135.700 800 900 1000 71.23 47.38 45.66 73.72 96.18 57.14 101.78 100.01 1 0.12 40.66 28.48 42.70 115.

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