Curso Técnico em Mecânica

Módulo I – Mecânico Industrial

MANUTENÇÃO MECÂNICA I

Educação Profissional

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

SUMÁRIO

1 – ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1.1 – INTRODUÇÃO 2 – HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO 2.1 – CONCEITOS E OBJETIVOS 2.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS 3 – A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 3.1 – TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO 3.2 – ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA 4 – ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO 4.1 – MANUTENÇÃO CORRETIVA 4.2 – MANUTENÇÃO PREVENTIVA 5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5.1 – INTRODUÇÃO 5.2 – CHAVE DE BOCA E ESTRELA 5.3 – CHAVES DE FENDA E PHILIPS 5.4 – CHAVE EXAGONAL ALLEN 5.5 – CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU INGLESA 5.6 - SACA POLIAS 5.7 - TALHADEIRA E BEDAME 5.8 - SACA PINOS CÔNICO E PARALELO 5.9 - CHAVE PARA TUBOS 5.10 - ESPÁTULAS 5.11 - VERIFICADORES E CALIBRADORES 5.12 - TORQUÍMETRO 5.13 - MULTIPLICADORES DE TORQUE 6 – FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO 6.2 – TIPOS 6.3 – CUIDADOS GERAIS 7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.1 – INTRODUÇÃO 7.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS

04 04 05 06 07 09 10 14

17 17 22 36 36 38 41 42 43 44 45 46 46 47 47 48 57 62 62 63 64 65 65 65

Educação Profissional

1

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

8 – MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8.1 – INTRODUÇÃO 8.2 – SEGURANÇA 8.3 - COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR 8.4 - SINAIS VISUAIS 8.5 - ACESSÓRIOS DO MOVIMENTADOR 8.6 - ISPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS 9 - ELEMENTOS MECÂNICOS 9.1 - ACOPLAMENTOS 9.2 - CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9.3 - TIPOS DE ACOPLAMENTOS FEXÍVEIS 9.4 - EMBREAGENS 10 - FREIOS 10.1- FREIOS DE DUAS SAPATAS 10.2- FREIO DE DISCO 10.3- FREIO DE SAPATA E TAMBOR 10.4- FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR 10.5- FREIO MULTIDISCO 10.6- FREIO CENTRÍFUGO 11 - POLIAS E CORREIAS 11.1- RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO 11.2 - POLIAS 12 - CORRENTES 12.1- TIPOS DE CORRENTES 13 - EIXOS 13.1-CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS 13.2- CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS 14 - TRAVAS 14.1 - CHAVETAS 14.2 - ANEL ELÁSTICO 14.3 - PINOS 15- MANCAIS DE ROLAMENTO E DE DESLIZAMENTO 15.1 – MANCAIS DE ROLAMENTO 15.2 – MANCAIS DE DESLIZAMENTO 16- ELEMENTOS DE VEDAÇÃO

80 80 80 83 84 88 116 121 121 121 123 126 130 130 131 131 131 132 132 132 133 133 144 145 149 149 150 153 154 158 160 164 165 173 176

Educação Profissional

2

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

PARAFUSOS.2 –TIPOS DE ENGRENAGENS ANEXO I BIBLIOGRAFIA 181 181 183 185 186 187 187 190 192 Educação Profissional 3 Created with novaPDF Printer (www.2 – PORCAS 17.3 – ARRUELAS 18.1 – NOMENCLATURA 18.17.com) . PORCAS E ARRUELAS 17.novaPDF.1 – PARAFUSOS 17.EMBREAGEM 18.

. . De fato.Estou começando a compreender.1 . Com a globalização da economia. pois máquinas com defeitos ou quebradas causarão: Diminuição ou interrupção da produção.novaPDF. ótimos funcionários e programa de qualidade se ela não contar com um eficiente programa de manutenção mecânica.ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1. produtos e gerenciamento ambiental passaram a ser a meta de todas as empresas. Imagine que eu seja um fabricante de rolamentos e que tenha concorrentes no mercado. Competir em igualdade de condições no mercado interno e externo. Atrasos nas entregas. .. Obter produtos de qualidade. Se eu não tiver um bom programa de manutenção. a busca da qualidade total em serviços. precisarei tirar o máximo rendimento de minhas máquinas para oferecer rolamentos com defeito zero e preço competitivos.1 – INTRODUÇÃO Não basta uma empresa ter máquinas modernas. Aumentos dos custos. Conquistar novos clientes. sem a manutenção mecânica das máquinas e equipamentos não será possível: Cumprir os cronogramas de fabricação. também. Imagine você que eu não faça manutenção de minhas máquinas. tecnologia de ponta. Diminuir os custos de produção. aumento da lucratividade. Rolamentos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação. Reduzir as perdas de matéria-prima e energia. . A manutenção mecânica é a alma dos setores produtivos empresariais. planos de expansão. Perda de mercado. produtos com defeito zero. Insatisfação dos clientes. Deverei. satisfação dos clientes. preços competitivos. Educação Profissional 4 Created with novaPDF Printer (www. para que eu venha a manter meus clientes e conquistar outros.com) .O que a manutenção tem a ver com a qualidade total? Disponibilidade de máquina. os prejuízos serão inevitáveis. mercado cativo. Pois bem.Não entendi! Vamos comparar. aumento da competitividade. Perdas financeiras... produtos de qualidade. estabelecer um rigoroso cronograma de fabricação e de entrega de meus rolamentos. Aumentar a competitividade. Manter a fidelidade dos clientes.

intensa concorrência. novas técnicas e expectativas criaram a 3ª geração da manutenção. Inglaterra. Manutenção executada somente após a quebra – (corretiva). onde a produção programada impedia as paradas freqüentes para reparos. organização e controle geral da manutenção. onde a quantidade e a qualidade dos equipamentos bélicos eram fundamentais para a vitória desejada. que marcou a 1ª revolução industrial. Essa fase ficou denominada como 2ª geração da manutenção e vigorou até início dos anos 70. que dependiam do estado operacional de seus barcos para obterem sucesso em suas incursões marítimas. Começou a ser conhecida com o nome de manutenção por volta do século XVI na Europa Central. não passando ainda. na Segunda Guerra Mundial. segurança. Novos métodos foram introduzidos. Educação Profissional 5 Created with novaPDF Printer (www. que culminou com o desenvolvimento tecnológico acelerado e a necessidade de se manter tudo funcionando perfeitamente. Máquinas mais complexas. onde os barcos (de até 15 toneladas) eram postos a seco e reparados com ferramentas especiais ao retorno da viagem. sempre existiu.com) .HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO A manutenção embora despercebida. superdimensionados. Até esse momento. mesmo nas épocas mais remotas. de meros consertos. Tais características geraram conseqüências como: Maior preocupação com as falhas e paradas de produção. A partir de meados dos anos 70. Novas técnicas de manutenção e gerenciamento da manutenção foram introduzidas para que se obtenha maior disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos. os prazos de entrega dos produtos passaram a ser relevantes para todas as empresas. novas pesquisas. No princípio da reconstrução pós-guerra. juntamente com o surgimento do relógio mecânico. Com a mecanização da indústria. tornando a manutenção inerente ao processo produtivo. O grande impulso da manutenção organizada e científica deu-se. com a 2ª guerra mundial. Os efeitos da guerra puderam ser sentidos muitos anos depois com uma nova ordem mundial que pode ser caracterizada por: Elevado consumo / aumento da produção. Exigências como: produtividade. redução de cursos e meio ambiente. marcada pela linha de montagem. Custos elevados. principalmente. confiáveis e de fácil reparação. (preventiva) Evolução dos procedimentos administrativos – sistemas de planejamento. uma série de diques. Uma das primeiras ações que poderíamos chamar de “manutenção organizada” foi desenvolvida pelos Vickings. Itália e principalmente o Japão alicerçaram seu desempenho industrial nas bases da engenharia e manutenção. a manutenção foi intensificada. A manutenção teve outro incremento com a 2ª revolução industrial. quando surgiram os primeiros técnicos em montagem e assistência. Tomou corpo ao longo da Revolução Industrial e firmou-se como necessidade absoluta. porém.novaPDF. considerando a primeira geração da manutenção tivemos: Equipamentos simples. na Escandinávia. qualidade. Para tanto.2 . Alemanha. possuíam em suas aldeias.

Com isso. estaremos restaurando-a.combinação de todas as ações técnicas e administrativas. Essa motivação deu origem à manutenção preventiva. Por exemplo. prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas. Esses cuidados envolvem a conservação. Se estivermos trocando o plugue de um cabo elétrico.1 .CONCEITOS E OBJETIVOS Definição da Manutenção: Segundo norma NBR 5462. equipamentos. quando mantemos as engrenagens lubrificadas. a substituição e a prevenção. estaremos substituindo-o.novaPDF. Em suma. Tabela 1.1 EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MANUTENÇÃO PERÍODOS ATÉ DÉCADA DE DECÁDA DE 1950 1950 Manutenção Corretiva Manutenção Preventiva DÉCADA DE 1960 DÉCADA DE 1980 Estágio Conceitos Manutenção Sistema Produção do Manutenção de Produtiva (TPM) Total Reparo Corretivo Gestão Mecânica da Manutenção Manutenções Preventivas X X X X X X X X X X 6 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. a manutenção em uma empresa tem como objetivos: manter equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos. a adequação. A manutenção ideal de uma máquina é a que permite alta disponibilidade para a produção durante todo o tempo que ela estiver em serviço e a um custo adequado. ferramentas e instalações.com) . Alcançar esses objetivos requer manutenção diária em serviços de rotina e de reparos periódicos programados. surgiu a motivação para se prevenir contra as falhas de máquinas e equipamentos. 2. Se estivermos retificando uma mesa de desempeno. estamos conservando-as. A manutenção pode incluir uma modificação de um item. De modo geral. destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida. a restauração. nos últimos vinte anos á que tem havido preocupação de técnicos e empresários para o desenvolvimento de técnicas específicas para melhorar o complexo sistema Homem / Máquina / Serviço. Para facilitar o entendimento da Norma podemos entender manutenção como o conjunto de cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de máquinas. incluindo as de supervisão.

Visão Sistemática Manutenção Corretiva com incorporação de Melhorias Prevenção Manutenção Manutenção Preditiva Abordagem Participativa Manutenção Autônoma de X X X X X X X X X 2. após exame.novaPDF. também. Esses procedimentos envolvem várias operações. As paradas programadas visam a desmontagem completa da máquina para exame de suas partes e conjuntos. bem como dos reparos feitos. mas também de todos os operadores de máquinas. o programa de prevenção.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS Os serviços de rotina constam de inspeção e verificação das condições técnicas das unidades das máquinas. Ajustar ou trocar componentes em períodos predeterminados. em qualquer programa de manutenção. para que a máquina não fique parada. Salientemos que há. ou durante o planejamento de novo serviço ou. Replanejar. se necessário. Os serviços periódicos de manutenção consistem de vários procedimentos que visam manter a máquina e os equipamentos em perfeito estado de funcionamento. a verificação dos sistemas de lubrificação e a constatação de falhas de ajustes são exemplos dos serviços da manutenção de rotina dentro da manutenção. se uma furadeira de bancada estiver em funcionamento e a correia partir.com) . Os serviços periódicos de manutenção podem ser feitos durante paradas longas das máquinas por motivos de quebra de peças (o que deve ser evitado) ou outras falhas. são testadas para assegurar a qualidade exigida em seu desempenho. ainda. Por exemplo. Testar os componentes elétricos. Reparos não programados também ocorrem e estão inseridos na categoria conhecida pelo nome de manutenção corretiva. A detecção e a identificação de pequenos defeitos dos elementos das máquinas. são fatores importantes. Educação Profissional 7 Created with novaPDF Printer (www. A responsabilidade pelos serviços de rotina não é somente do pessoal da manutenção. que será estudada logo adiante. manutenção de emergência ou corretiva. etc. As partes danificadas. O acompanhamento e o registro do estado da máquina. no horário de mudança de turno. ela deverá ser substituída de imediato. Exame dos componentes antes do término de suas garantias. como:      Monitorar as partes da máquina sujeitas a maiores desgastes.

levando-se em conta os aspectos combinados de sua confiabilidade.Qualquer parte.Engineering. PANE .Capacidade de um item desempenhar uma função requerida sob condições específicas. componente.Associação Brasileira de Manutenção ABCE . quando a manutenção é executada sob condições determinadas e mediante procedimentos e meios prescritos.novaPDF.Organização Mundial de Saúde 8 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Análise do Modo e Efeito da Falha MASP . FALHA .Failure Mode and Effect Analysis .Centro de Certificação da Mão-de-Obra Especializado dos Setores Mecânico e Elétrico CIPA .Capacidade de um item estar em condições de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo tempo determinado.Contrato pelo qual uma empresa assume a responsabilidade pelos serviços de engenharia. durante um dado intervalo de tempo. fornecimento de materiais e construção FMEA . mantenabilidade e suporte de manutenção. subsistema.Método de Análise e Solução de Problemas OMS .Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRAMAN . supondo que os recursos externos requeridos estejam assegurados.Para um melhor entendimento da manutenção é necessário que alguns termos e definições estejam bem claras: Definições básicas de alguns termos usados na “linguagem” da manutenção. equipamento ou sistema que possa ser considerado individualmente DEFEITO .Equipamento de Proteção Individual EPC .com) .Término da capacidade de um item desempenhar a função requerida.Estado de um item caracterizado pela incapacidade de desempenhar sua função requerida.Centro Capixaba de desenvolvimento Metalmecânico CEQUAL .   LISTA DE SIGLAS ABNT . CONFIABILIDADE .Comissão Interna para Prevenção de Acidentes DDS . DISPONIBILIDADE .Associação Brasileira de Consultores de Engenharia CDMEC . unidade funcional. (Conforme ABNT NBR 5462/94)      ITEM . Procurement and Construction . MANTENABILIDADE .Diálogo Direto de Segurança EPI . dispositivo.Qualquer desvio de uma característica de um item em relação aos seus requisitos.Capacidade de um item ser mantido ou recolocado em condições de executar suas funções requeridas. sob condições de uso especificadas.

Tempo Médio Entre Reparos 3 . em quantidade e qualidade de saída. por se constituir em exigência por parte das instituições financiadoras do projeto (são empresas formalmente constituídas para a execução especifica daquele empreendimento. tamanho. disponibilidade e sobressalentes. Programação e Controle da Manutenção PPRA .Special Purpose Company .Planejamento. Mecânicas e Material Elétrico SPC . Estas decisões serão classificadas. Educação Profissional 9 Created with novaPDF Printer (www. Plano de trabalho a longo e curto prazo e o controle das atividades: custo da manutenção.Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho MTBF .Sustentar a custo total mínimo.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PPCM . etc. é: . a quem se destinará a responsabilidade da informação da manutenção e dos sobressalentes).Reliability Centered Maintenance (Manutenção Centrada na Confiabilidade) SINDCON . com personalidade jurídica própria. Com o objetivo de alcançar isto.PCMSO .Root Cause Failure Analysis .Análise da Causa Raiz da Falha RCM . e eficiência do plano de trabalho) seja maximizada.Permissão Para Trabalho RCFA . desta forma. tecnológicos. segundo Kelly. como estender a flexibilidade da equipe.A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO A tarefa principal da organização da manutenção é associar recursos (humanos. ferramentas e informação.Sindicato da Indústria de Construção Civil SINDIMETAL . Estrutura administrativa: a definição das responsabilidades gerenciais e inter-relacionais.SPE (Sociedade de Propósito Específico) é a configuração legal mais comumente utilizada em uma sociedade comercial constituída para abrigar um empreendimento. informações) para a execução das suas atividades. a organização precisa ser projetada para que a performance das equipes (em função da sua utilização e motivação. ferramentas.Programa de Prevenção contra Riscos Ambientais PPT . possa ser atingida. O projeto de uma organização da manutenção. de acordo com os principais elementos da organização listados a seguir:    Estrutura de recursos: localização. sendo os parceiros seus sócios ou acionistas) SIPAT .Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas.novaPDF. cada decisão será influenciada por muitos outros fatores. entretanto.Tempo Médio Entre Falhas TPM .com) . função e logística dos recursos de manutenção. sobressalentes. principalmente a força de trabalho. o objetivo da manutenção.Manutenção Produtiva Total MTTR. a planta para que a capacidade de produção desejada. envolve muitas decisões inter-relacionadas (onde se localizará a força de trabalho.

divergindo até entre duas empresas “irmãs” de um mesmo grupo financeiro. detalharemos os tipos e as formas de organizações em que a manutenção pode estar inserida: 3.Modelo da Organização No projeto ou na modificação da organização da manutenção é necessário entender que a carga de trabalho tem uma maior influência no recurso da estrutura. administrativas e da concepção física de cada empresa e que são totalmente particulares.novaPDF. Kelly apresenta uma forma de visualizar isto. As grandes empresas adotam a estrutura descentralizada ou mista. O planejamento das atividades pode ser representado como uma informação e um sistema de tomada de decisão funcionando através da estrutura. em função das condições operacionais. O último ponto introdutório é que a organização deve ser dinâmica.com) .1 .Modelo da Organização É importante entender como a inter-relação dos elementos permite a organização funcionar. Esta influência interna (do nível operacional para o gerencial) no projeto da organização freqüentemente é acompanhado por influências externas (do nível gerencial para o operacional). Escolha Do Tipo De Organização A decisão da escolha entre um tipo ou outro é evidente. envolvendo vários problemas como a integração manutenção – operação. A organização toda é muito maior que o somatório das suas partes elementares devido a sinergia. influencia os sistemas e a estrutura administrativa. MODELO DE ORGANIZAÇÃO Figura 1 – Modelo da Organização Figura 3. e para isso precisa estar sintonizado com as mudanças (internas e externas) do cenário. Todas estas posições na estrutura têm o seu papel. adoção de times auto – gerenciáveis. Educação Profissional 10 Created with novaPDF Printer (www.TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO  Centralizada. Cada mudança pode ser uma revolução ou. etc. As médias empresas utilizam a centralizada ou a mista de acordo com o lay-out fabril. gerenciamento de recursos humanos. A seguir. na maioria dos casos. que por sua vez. De uma maneira geral. uma evolução. através da pirâmide – Recursos da Estrutura – e o gerenciamento que permite isto sobreviver – Estrutura Administrativa.1 . as pequenas empresas (dono à frente de tudo) o tipo de organização da manutenção mais usada é a centralizada. também em função da sua concepção física.

novaPDF. ferramentas. Maior tempo para deslocamento de pessoal. Toda área possui sua mini-oficina. ferramentas e pessoal. programas de qualidade.1. almoxarifados. dificultando a comunicação. Há maior dificuldade para o atendimento imediato em todas as áreas de produção.com) . Por terceiros. depósitos.1 . com melhor controle das despesas. A organização e controle são centralizados. Controle e aumento técnico-administrativo mais uniforme e imediato. Maior distanciamento entre a oficina e o local de intervenção.1. DESVANTAGENS:     Diminui o entrosamento entre produção e manutenção. almoxarifado..2 VANTAGENS:       Otimização dos recursos.Centralizada Todas as atividades de manutenção são executadas por um órgão central autônomo em sua especialidade. confiabilidade. Maior profissionalização e especialização com o pessoal podendo conhecer todos os equipamentos das diversas áreas de produção. etc. Maior flexibilidade no remanejamento de mão-de-obra. etc. Mista. mantendo condições próprias de organização e controle. 11 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.   Descentralizada. Estoque de peças sobressalentes mais reduzido. totalmente independente das unidades de produção. 3. equipamentos. ferramentas. em casos de emergência ou de grandes obras prolongadas. Os recursos humanos são agrupados por especialidade atendendo as solicitações de todas as áreas de produção. Facilita a implantação e gerenciamento de métodos de organização da manutenção (planejamento. equipamentos. etc. dificultando o estabelecimento de prioridades (principalmente nas grandes empresa). 3. entre outros).2 – Descentralizada Cada área de produção possui sua equipe de manutenção diretamente subordinada ao chefe imediato de produção da própria área. depósito. Figura 3. assim como as oficinas..

manutenção e produção mais eficiente. Os órgãos de apoio como depósitos. Maior quantidade de ferramentas.com) . etc. Rapidez e flexibilidade no atendimento. Localização ideal do grupo de manutenção em relação à área de atuação. melhorando o Equipes conhecendo melhor os equipamentos da área. em casos de emergência ou grandes obras programadas (difícil coordenação entre as áreas) ou ainda. Controle e orientação técnico-administrativa mais difícil e não uniforme entre as áreas.Figura 3. Áreas sobrecarregadas e outras ociosas. Controle das despesas de manutenção mais difícil. serviços em área de interferência. distribuídos pelas áreas de produção. existindo nas áreas pequenas oficinas para pequenos e rápidos reparos. oficina. são centralizados.3 . com agrupamentos específicos de manutenção. podendo ser confundidos com as de produção.3 VANTAGENS:     Comunicação entre entrosamento. almoxarifado.Mista Organização e controle centralizados. DESVANTAGENS:     Maior efetivo de pessoal de manutenção necessário. Necessidades de um maior número de especialistas ou poliespecialistas (mecânica + elétrica + hidráulica + instrumentação. instrumentos e equipamentos.1. ferramentaria. gerando dificuldade na implantação e execução de métodos gerais e novas técnicas gerenciais. etc. Educação Profissional 12 Created with novaPDF Printer (www.).novaPDF. Dificuldade de remanejamento de pessoal. sem contudo estarem subordinados diretamente ao chefe de produção da área.    3.

porém tendo as orientações técnicas e gerenciais repassadas pela chefia central de manutenção (coordenadores. rescisões contratuais. ficando os serviços mais especializados e de grande porte realizados pela equipe central. Os problemas relacionados à falta de entrosamento entre as áreas de produção e manutenção são menores. por firmas externas contratadas. rádio-comunicações.1.Por Terceiros As atividades de manutenção são executadas. As equipes de área executam os serviços de rotina. Redução dos custos com a diminuição do efetivo próprio. etc. etc. Educação Profissional 13     Created with novaPDF Printer (www. montagens mecânicas e elétricas.novaPDF. assistência médica.Figura 3. alimentação. engenheiros).com) .4 Há uma somatória de vantagens e desvantagens vistas no sistema centralizado e descentralizado. treinamento. Melhor aproveitamento de mão-de-obra própria em serviços que visam melhorias operacionais. férias. 3. Diminuem consideravelmente os custos com administração de pessoal. radiografia industrial. abonos. que exigem a utilização de aparelhos e instrumentos especiais (caros) é mais vantajosa a contratação de firmas externas. não contínuos como a manutenção de equipamentos de controle e medição. fundações civis.4 . As equipes de área estão ligadas hierarquicamente à produção. Garantia dos serviços contratados por um período determinado após execução dos mesmos. total ou parcialmente. VANTAGENS:  Serviços especializados. porém com algumas melhorias. tais como: transporte.

quando fazer. estes determinarão diferentes níveis de organização da manutenção. pedidos de compra. substituem com vantagens os nomes originais de um item e seus constituintes. A execução da manutenção de forma preventiva exige programação. controle de qualidade. entre outros. pois. acabamento.novaPDF.com) . alfabéticos ou alfanuméricos a cada um dos elementos constituintes de um cadastro (unidade industrial.DESVANTAGENS:   Controle e orientação técnico-administrativo mais difícil. composto de várias partes.2. A manutenção de um grupo adicional externo pode ser antieconômico se a programação das atividades não contemplar a totalidade da mão-de-obra disponível. setor. áreas de produção (ex: fundição.). Lado da frente do eixo do motor elétrico de acionamento do eixo portaferramenta e mesa porta-peça da geradora de engrenagens do tipo renânia localizada no setor de fresagem do curso de mecânica do CEDTEC. etc. já que o grupo adicional externo não possui a mesma motivação que o interno. Para uma micro-empresa que exerce apenas a manutenção corretiva. etc.) de tal forma que agrupados convenientemente. é comum. equipamento. outros complicadores aparecerão. embalagem.Rolamento 6205. de fácil entendimento e preenchimento pelo executor do serviço.3 .Cadastramento dos Equipamentos Para qualquer nível de organização da manutenção em uma empresa o essencial é um bom cadastro geral dos equipamentos com dados importantes sobre tais. usinagem. relatórios.1 .2 . porte do equipamento. maior número de efetivos de manutenção. etc. Seria muito mais fácil utilizar um código para referência ao item mencionado. entendendo-se por Sistema Produtivo a Educação Profissional 14 Created with novaPDF Printer (www.ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA.2. predominância da manutenção preventiva.Codificação É a atribuição de códigos numéricos. 3. na medida do aumento do porte das empresas. e associa cada Equipamento aos Sistemas Operacional e Produtivo aos quais está ligado. porém. 3.Código do equipamento Para efeito de correlação das posições operacionais dos equipamentos com os respectivos registros históricos. tais como: número maior de equipamentos (inclusive repetidos).2 . todos localizados em um mesmo ambiente. como fazer um determinado serviço de manutenção ou ainda uma inspeção.2. com vantagens no preenchimento das fichas de inspeção. que será identificado como “células”. Exemplo de um item e sua localização: . Essas informações tramitam por um sistema de fichas que devem ser compactas. ordens de serviço. que estabelecerá o que fazer. até a localização de um determinado item se torna difícil. o cadastro dos equipamentos acompanhado de um relatório com o histórico de intervenções de manutenção já é suficiente. tendo sua decodificação oportuna. e que possui poucos equipamentos.. a utilização do conceito de CÓDIGO DE EQUIPAMENTO. 3. devidamente apontados em fichário próprio. 3.

com) . a Localização Física do equipamento em relação ao Sistema Operacional ou sua Posição Geográfica na área de produção. desgaste. etc. anormal.).Indica a origem ou a causa da avaria (especificação errada. Código de serviço . composto de sete células com critério misto de identificação.). etc. e por Sistema Operacional. urgente. em uma de suas células. alterações.estação. em função das características do sistema produtivo. soldagem. desalinhamento. etc. como exemplo: Código de avarias . com as características acima assinaladas. ainda atribuir códigos para: prioridade de serviço (emergência. construção. quando se desejar isolar o histórico desses componentes dos respectivos equipamentos. Pode-se. curto-circuito.indica o tipo de serviço (troca de rolamento. planta. reparo periódico. não programado. o código de equipamentos pode caracterizar também os subsistemas. programado turno a turno. outras alfanumérico. ou conjunto de equipamentos que realizam uma função de uma instalação. recomendamos que tenha a seguinte composição: 15 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. montagem incorreta.novaPDF. para os Sistemas Operacionais de grande porte e Componentes de alguns de seus equipamentos prioritários.5 Além do Código de Equipamento poderão ser atribuídos códigos para componentes (peças de reposição).). uma vez que algumas células usam sistema numérico de identificação. etc. Eventualmente. Para as instalações que ocupam vasta área.). deformação. troca de redutor. Visando permitir uma seqüência hierárquica do código do equipamento. etc. A figura a seguir ilustra um exemplo de código de equipamentos. o código pode também conter. normal) causa do serviço (avaria normal. fábrica ou qualquer outro tipo de instalação industrial ou de serviços. mudanças. natureza do serviço (acidente de operação. que possibilite a obtenção e relatórios em diversos níveis gerenciais. outras alfabético. Figura 3. ruptura. código para manutenção.

porém sua parada por algum tempo não interrompe a produção e assim. Classe B. facilita o estabelecimento de prioridades de execução da manutenção e serve como referência à análise de listagens históricas. ALGORITMO DE CLASSIFICAÇÃO Figura 3. como sugestão são apresentadas as seguintes caracterizações: Classe A.1) Sistema Produtivo 2) Sistema Operacional 3) Equipamento 4) Classe Observa-se que nessa seqüência incluímos a CLASSE do equipamento no Código. Classe C.Equipamento que não interfere no processo produtivo e. pois a incidência de ocorrências em equipamentos com maior grau de classificação.novaPDF.Equipamento cuja parada interrompe o processo produtivo e por esta razão sua programação de manutenção preventiva deve ser rigorosamente cumprida. deverá receber atenção especial do analista de controle e da supervisão de execução de manutenção em relação aos de menor classificação.).6 Educação Profissional 16 Created with novaPDF Printer (www. sua programação de manutenção preventiva deve ser executada dentro de uma determinada faixa de tempo. A identificação das CLASSES. se impactarem nos custos previstos da manutenção (mão-de-obra.Equipamento que participa do processo produtivo. Por essa razão é recomendável evitar o desmembramento excessivo das CLASSES. visando facilitar a seleção analítica dos resultados (listagens ou telas) e. materiais. que irá indicar sua importância operacional no processo produtivo. podendo servir também como elemento orientativo de formatação de relatórios para análise de ocorrências. em conseqüência sua programação preventiva pode deixar de ser executada. etc.com) .

MANUTENÇÃO CORRETIVA Consideremos uma linha de produção de uma fábrica de calçados e que a máquina que faz as costuras no solado pare de funcionar por um motivo qualquer. Educação Profissional 17 Created with novaPDF Printer (www. pois nunca se sabe quando alguém vai ser solicitado para atender aos eventos que requerem a presença dos mantenedores. a “correria” para reparação de um equipamento vital à produção da empresa traz improvisações. pois não se tem definido o problema. não há indústrias que possam dispensá-lo.1 .com) . Se as providências não forem tomadas imediatamente. além disso. Esse tipo de manutenção baseia-se na seguinte filosofia: “equipamento parou. ou ainda.novaPDF. Diante de situações como esta. impensáveis soluções que poderão determinar um dano ainda maior à máquina ou instalação.ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO   CORRETIVA PREVENTIVA  TRADICIONAL PREDITIVA  PERIÓDICA MONITORAMENTO 4. com a possibilidade de ocorrência de acidentes de trabalho. Não se sabe o número exato de pessoal necessário ao reparo. para equipamentos não vitais à produção de uma empresa. já que os equipamentos não possuem confiabilidade total contra quebras. linhas de produção que possuam equipamentos de reserva (tipo stand by) a manutenção corretiva é a mais econômica e viável. tentativas frustrantes de acerto. Não existe filosofia. (NBR 5462/94). não se sabe da existência de peças de reposição e. não saberão o que fazer com os mantenedores em época em que tudo caminha tranqüilamente. o que é manutenção corretiva? É a manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane.S Q P F M LEGENDA Segurança Qualidade Produção Falha Manutenabilidade (custos e tempos) 4 . toda a produção de calçados com costura no solado ficará comprometida. Por esse motivo. manutenção conserta imediatamente”. seja um método dispendioso de execução da manutenção. Mas. Mesmo que venham a contar com o pessoal de manutenção em quantidade suficiente. as empresas que não têm essa manutenção programada e bem administrada convivem com o caos. teoria ou fórmula para dimensionar uma equipe de manutenção corretiva. O tempo para reparação é geralmente longo. destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida. Embora. a manutenção corretiva deverá entrar em ação. Nos dias atuais. pois nunca haverá pessoal de manutenção suficiente para atender às solicitações.

........................É por esse motivo que................... Visto Figura 4............. Prevista Realizada Parada de Produção....................... Um modelo de ficha de execução é dado a seguir................................ Como a equipe não sabe o local onde vai atuar. ele deverá emitir um documento.............................. Conjunto .................. Natureza de .................... mesmo porque.................. horas do dia ....... todavia algumas empresas ainda utilizam fichários conforme modelo a seguir: Equipamento .......................................... deve haver uma equipe muito especial de manutenção........... Atendimento A equipe de manutenção corretiva deve estar sempre em um local específico para ser encontrada facilmente e atender à produção de imediato..... FRENTE Ficha de Execução Unidade............................... deixá-lo para resolver o problema por atendimento de emergência.................................... A filosofia que deve ser adotada é: “Emergências não ocorrem... Data ........................ para os efeitos de registro e estatística..........................1 VERSO Educação Profissional 18 Created with novaPDF Printer (www............... da seção ........................com) ............... Equipamento...................................... parou às ............ Avaria ............. cuja função é eliminar ou minimizar essas emergências............................................................ Nas empresas que convivem com emergências que podem redundar em desastres......... Produção . Dependendo do equipamento................. Trabalho a realizar ................... às vezes é mais conveniente............... Como as ocorrências de emergências são inevitáveis................................................ Mesmo em empresas que não podem ter emergências................ são causadas.......................... normalmente....... Parada de ................... Subconjunto ... Avaria .................................... às vezes elas ocorrem com resultados geralmente catastróficos.. Causa de ........... porém.... atualmente são utilizados softwares de manutenção......................................... Um analista de equipe de manutenção corretiva atende ao chamado......................................... Inspeção ............................................................. por motivos econômicos.............. a manutenção aceita serviços de montagem para executar e nunca cumprem os prazos estabelecidos.............................. Trabalho realizado ........... verifica o que deve ser feito e emite uma ficha de execução para sanar o problema........................................ sempre haverá necessidade de uma equipe para esses atendimentos.........................novaPDF..... Elimine a causa e você não terá novamente a mesma emergência”............... Exemplo: empresas aéreas...................... o usuário com problemas deverá solicitar o atendimento por telefone....................................................... não se deve se ter 100% de manutenção preventiva......... pois há ocasiões em que terá de decidir se atente às emergências ou continua montando o que estava programado....

novaPDF.2: Tabela 4..Figura 4.1 e 4.. Preencher o campo natureza da avaria e causas da avaria citado nas tabelas 4.. Preencher o campo equipamento citando o nome do equipamento. Preencher os campos conjunto e subconjunto. Preencher o campo trabalho realizado.2 NATUREZA DA AVARIA Deslocamento do equipamento Ruptura Cisalhamento Trinca Esmagamento Entalhe Perfuração Corrosão Erosão Oxidação Engripamento Estrangulamento Entupimento Descarrilhamento Aquecimento Desregulagem Desaperto Curto-circuito Colamento CÓDIGO 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 30 31 19 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.com) . Preencher o campo trabalho a realizar especificando exatamente o que fazer e onde fazer. Preencher o campo parada da produção colocando o código 00 quando for emergência (serviço não programado) e código 11 quando for preventiva (serviços programados).2 O preenchimento da frente da ficha de execução deve seguir os passos:         Preencher o campo unidade ou área onde o equipamento está localizado. Preencher o campo data.

3 não são definitivas.3 CAUSAS DA AVARIA Introdução de líquidos gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de líquidos não gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de pó químico na máquina Incrustação Introdução de corpo sólido exterior à máquina Falta de filtragem Introdução de ar no sistema Introdução de líquidos gordurosos procedentes da máquina Introdução de líquidos não gordurosos procedentes da máquina Introdução de pó procedente da máquina Introdução de corpo sólido Influência da umidade Influência de temperatura baixa Influência de temperatura elevada Atmosfera corrosiva Desgaste excessivo Falta de isolamento térmico Abaixamento do solo Modificações geométricas dos suportes Ligação errada Defeito de material Erro de fabricação Peça de reposição não adequada Erro de concepção Defeito de montagem Má ajustagem Manobra errada da operação Falta de limpeza Excesso de carga Desaperto Falta de lubrificação Choques Vibração anormal Atrito CÓDIGO 11 12 15 16 17 18 19 21 22 25 27 31 32 33 35 41 42 43 44 49 50 51 52 53 54 55 56 60 61 62 72 73 74 75 As relações de natureza e causas das tabelas 4. pois existe sempre uma causa para outro tipo de natureza que varia. Salientemos que.novaPDF. Elas podem e devem ser ampliadas. 20 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Perda de Perda de Perda de Perda de propriedades físicas propriedades químicas propriedades térmicas propriedades elétricas 32 33 34 35 Tabela 4.2 e 4. para se colocar o código de natureza e causa de avaria é necessário analisar profundamente o problema. Exemplo: desgaste de um eixo.com) .

... ..................... Sugestão....................... Somente a partir da segunda linha é que apresentarão eventos realizados.......................................... Após isso.... ................................................................ ........... o analista de manutenção corretiva é obrigado a enviar para o setor de Engenharia da Manutenção um relatório de avaria...................................................................................................... ............................................................................................ Educação Profissional 21 Created with novaPDF Printer (www............................................................... Conjunto ................................................9 O preenchimento do relatório de avaria deve seguir os passos:    Preencher o campo unidade com nome e código de onde o equipamento está localizado..................................................................................................... Preencher o campo equipamento com nome e código............................. ’término’ e ‘duração’ do trabalho na primeira linha do verso apresentarão apenas eventos previstos.......... o que causou a falta de lubrificação? O preenchimento do verso da ficha de execução deve seguir os passos:    Preencher o campo chapa com a identificação do funcionário........ ................................................................. Figura 4................... porém..................................... porém..............................novaPDF.... evidentemente... Após o conserto e a liberação do equipamento para a produção.................................. .............................................. Nesse relatório o analista pode e deve sugerir alguma providência ou modificação no projeto da máquina para que o tipo de avaria ocorrida – e solucionada – não venha a se repetir. de acordo com seu projeto de fabricação.................................................................. A equipe de manutenção................. Preencher o campo data.............................................. de acordo com o desenvolvimento do trabalho..... Preencher o campo subconjunto com código............................................................................... Equipamento ....... Preencher o campo início............................ RELATÓRIO DE AVARIA Unidade ..... Subconjunto ............................................. temos como natureza....... dias) para o campo ‘realizada’..Nesse exemplo....................... existente na frente da ficha................................................ fecha-se a coluna ‘duração’ e transfere-se o resultado obtido (horas..... Quando o trabalho tiver sido executado..............................com) ................ Os campos ‘data’...... Natureza da Avaria .... Causa da Avaria....... deverá eliminar as emergências.................. início’............................. Modelo de relatório de avaria Abaixo será apresentado um modelo de relatório de avaria e onde será mostrado como preenchêlo.... ............................................ pede-se para a chefia colocar o visto no respectivo campo para liberação do equipamento......................................................................... ...................................... sempre se preocupando em deixar o equipamento trabalhando dentro de suas características originais........ .................................................. término e duração do trabalho.................... Data .......... o desgaste do eixo e como causa do desgaste a falta de lubrificação....

Como o usuário faria para poder controlar essa troca periódica do óleo do motor? Para realizar esse controle. aumento da vida útil dos equipamentos e redução de acidentes do trabalho. d) Efeitos no meio ambiente – Em determinadas empresas. material novo X material recuperado. ou seja. Objetivos Os principais objetivos das empresas são.. uma norma a respeito do assunto. normalmente. qualidade do produto. aumento de produção. A manutenção preventiva pode colaborar atuando nas peças sobressalentes. a manutenção preventiva deverá ser aplicada com maior rigor.com) .2 . É preciso manter a fidelidade dos clientes já cadastrados e conquistar outros. como primeiro passo. Para atingir a meta qualidade do produto.MANUTENÇÃO PREVENTIVA Considere um motor de automóvel. ou seja.2) e relatar a ocorrência.3) e relatar a causa fundamental. horas ociosas X horas planejadas. Observação: É conveniente ressaltar que os modelos de ficha de execução e os modelos de relatório de avaria mudam de empresa para empresa. Educação Profissional 22 Created with novaPDF Printer (www. Preencher o campo natureza da avaria com código (tabela 1. bem como os códigos de natureza da avaria e suas causas.    Preencher o campo data com a data da ocorrência. estaria correndo o risco de danificar os elementos que constituem o motor. as empresas buscam reduzir os custos incidentes nos produtos que fabricam. abastecimento deficiente X abastecimento otimizado.novaPDF. infelizmente. aplicando o mínimo necessário. Essa previsão nada mais é do que uma simples manutenção preventiva. sobressalente X compra direta. equipamentos sem acompanhamento X equipamentos revisados. b) Qualidade do produto – A concorrência no mercado nem sempre ganha com o menor custo. Se a meta da empresa for a diminuição ou eliminação da poluição. c) Aumento de produção – O aumento de produção de uma empresa se resume em atender à demanda crescente do mercado. fazer a previsão da troca do óleo. redução de custos. ou seja: máquinas deficientes X máquinas eficientes. Não há. a) Redução de custos – Em sua grande maioria. poluição X ambiente normal. a manutenção preventiva. mantendo os prazos de entrega dos produtos em dia. o ponto mais crítico é a poluição causada pelo processo industrial. Preencher o campo causa da varia com código (tabela 1. 4. De tempos em tempos o usuário deverá trocar o óleo do cárter. Não realizando essa operação periódica. preservação do meio ambiente. Preencher o campo sugestão indicando alguma providência ou modificação no projeto. nas paradas de emergência etc. Muitas vezes ele ganha com um produto de melhor qualidade. baseado nela. deverá estar voltada para os equipamentos antipoluição. A manutenção preventiva colabora para o alcance desta meta atuando no binômio produção atrasada X produção em dia. o usuário deverá acompanhar a quilometragem do carro e.

d) Elaborar os manuais de procedimentos para manutenção preventiva. e) Enumerar os recursos humanos e materiais que serão necessários à instalação da manutenção preventiva. materiais e. Efeitos prejudiciais ao meio ambiente. Esse fator. causas das falhas etc. Educação Profissional 23 Created with novaPDF Printer (www.e) Aumento da vida útil dos equipamentos – O aumento da vida útil dos equipamentos é um fator que. geralmente. na maioria das vezes. se possível. atuando nesses itens. b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento de todos os equipamentos que serão escolhidos para iniciar a instalação da manutenção preventiva (plano piloto). é conseqüência de:     Redução de custos. Aumento de produção. lucro cessante nas emergências). Qualidade do produto. A manutenção preventiva pode colaborar para a melhoria dos programas de segurança e prevenção de acidentes. contribui para o aumento da vida útil dos equipamentos. Diminuição de produção. g) Treinar e preparar a equipe de manutenção. deve-se percorrer as seguintes fases iniciais do desenvolvimento: a) Decidir qual o tipo de equipamento que deverá marcar a instalação da manutenção preventiva com base no “feeling” da supervisão de manutenção e de operação. Diminuição do fator qualidade. onde não haja controle de custos e nem registros ou dados históricos dos equipamentos. indicando as freqüências de inspeção com máquinas operando. Se essa indústria desejar adotar a manutenção preventiva. tempo de disponibilidade dos equipamentos para produzirem. não pode ser considerado de forma isolada. f) Apresentar o plano para aprovação da gerência e da diretoria. Efeitos do meio ambiente. com máquinas paradas e as intervenções. f) Redução de acidentes de trabalho – Não são raros os casos de empresas cujo maior problema é a grande quantidade de acidentes. A manutenção preventiva. relacionando os custos de manutenção (mão-deobra.novaPDF. Desenvolvimento Considere uma indústria ainda sem nenhuma manutenção preventiva. Diminuição da vida útil dos equipamentos.com) . Os acidentes no trabalho causam:      Aumento de custos. c) Redigir o histórico dos equipamentos. tempo de parada para os diverso tipos de manutenção.

mais importante é o treinamento da equipe que irá utilizá-los. com material sobressalente adequado e racionalizado. semi-automatizado. essa empresa estará perdendo tempo no mercado. com base nessas informações. com bom ferramental e instrumental e não tiver quem saiba manuseá-los. e a intervenção corretiva obedece ao controle manual.Execução da manutenção preventiva a) Ferramenta e pessoal – Se uma empresa contar com um modelo organizacional ótimo. Esquematicamente: Figura 4.10 Controle semi-automatizado – É o sistema no qual a intervenção preventiva é controlada com o auxílio do computador.novaPDF. automatizado e por microcomputador. há quatro sistemas: manual. É por meio das fichas individuais que se faz o registro da inspeção mecânica da máquina e. Quanto à forma de operação do controle. preenchidos manualmente e guardados em pastas de arquivo. A escolha do ferramental e instrumental é importante. porém. com bons recursos humanos. b) Controle da manutenção – Em manutenção preventiva é preciso manter o controle de todas as máquinas com o auxílio de fichas individuais. Controle manual – É o sistema no qual a manutenção preventiva e corretiva são controladas e analisadas por meio de formulários e mapas. Esquematicamente: Educação Profissional 24 Created with novaPDF Printer (www. a programação de sua manutenção.com) .

O principal relatório emitido pelo computador deve conter.12 Educação Profissional 25 Created with novaPDF Printer (www. Esses dados são fundamentais para a tomada de providências por parte da supervisão. para que se tenha listagens.novaPDF. Os serviços reprogramados (adiados). Controle automatizado – É o sistema em que todas as intervenções da manutenção têm seus dados armazenados pelo computador.Figura 4.11 A fonte de dados desse sistema deve fornecer todas as informações necessárias para serem feitas as requisições de serviço.com) . Esquematicamente: Figura 4. gráficos e tabelas para análise e tomada de decisões. no mínimo:     O tempo previsto e gasto. Os serviços realizados. incluindo as rotinas de inspeção e execução. conforme a necessidade e conveniência dos vários setores da manutenção. Os serviços cancelados.

Isso se consegue com a organização dos prazos para reposição de peças. É verdade que quando se improvisa pode-se evitar a paralisação da produção.novaPDF. 26 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. ajustam-se os investimentos para o setor. O método preventivo proporciona um determinado ritmo de trabalho. Como conseqüência. com antecedência. a sobrecarga provocará a diminuição da vida útil das demais peças do conjunto. ela estabelecerá. Uma das metas a que se propõe o órgão de manutenção preventiva é a diminuição sensível dos estoques. Se uma peça de conjunto que constitui em mecanismo estiver executando seu trabalho de forma irregular. são uma garantia aos homens da produção que podem controlar. fatalmente. uma sobrecarga nas demais peças que estão interagindo com ela. Os controles das peças de reposição é um problema que atinge todos os tipos de indústria. a entrada de novas encomendas. Isso evita a difícil tarefa de trocas rápidas de máquinas e improvisações que causam o desespero do pessoal da manutenção corretiva. Com o tempo. O planejamento e a organização. Com o auxílio dos relatórios escritos sobre os trabalhos realizados. fornecidos pelo método preventivo. que estabelece paradas periódicas com a finalidade de permitir a troca de peças gastas por novas. Esses dados são de rápido acesso através de monitor de vídeo ou impressora. dentro de uma faixa de erro mínimo. assegurando o equilíbrio necessário ao bom andamento das atividades. para preservar as demais peças. Esquematicamente: Figura 4. são suprimidas as inconveniências das quebras inesperadas. A aplicação de métodos preventivos assegura um trabalho uniforme e seguro. A improvisação pode e deve ser evitada por meio de métodos preventivos estabelecidos pelos técnicos de manutenção preventiva. a improvisação é um dos focos de prejuízo.13 A manutenção preventiva obedece a um padrão previamente esquematizado. troca de peças gastas e ajustes. os industriais foram se conscientizando de que a máquina que funcionava ininterruptamente até quebrar acarretava vários problemas que poderiam ser evitados com simples paradas preventivas para lubrificação.Controle por microcomputador – É o sistema no qual todos os dados sobre as intervenções da manutenção ficam armazenados no microcomputador. O problema só pode ser resolvido com a troca da peça problemática.com) . Assim. mas perde-se em eficiência. Em qualquer sistema industrial. assegurando assim o funcionamento perfeito da máquina por um período predeterminado.

A manutenção preventiva. Educação Profissional 27 Created with novaPDF Printer (www.1 . Esta é a dinâmica de uma instalação industrial. de acordo com a NBR 5462/94. O desenvolvimento de um sistema de informações deve apresentar definições claras e objetivas e conter a delegação das responsabilidades de todos os elementos participantes. Finalmente. A manutenção preventiva exige. um plano para sua própria melhoria. pois a instalação do método de manutenção preventiva. deve ser organizada. as providências independam de qualquer outra regra que por ventura venha a existir em uma oficina. levantamento que visam facilitar sua própria introdução em futuras ampliações do corpo da fábrica. A manutenção preventiva nunca deverá ser confundida com o órgão de comando. para se efetivar a manutenção preventiva e alcançar os objetivos pretendidos com sua adoção. desde os operários à presidência. Se a organização da manutenção preventiva carecer da devida solidez. A manutenção preventiva abrange cronogramas nas quais são traçados planos e revisões periódicas completas para todos os tipos de materiais utilizados nas oficinas. organizando-se estudos que tomem por base os relatórios preenchidos por técnicos da manutenção. é a prova concreta da pouca eficiência do método de manutenção corretiva. também. O aparecimento de focos que ocasionam descontinuidade no programa deve ser encarado de maneira séria. O segredo para o sucesso da manutenção preventiva está na perfeita compreensão de seus conceitos por parte de todo o pessoal da fábrica. Isso vale a pena. Essa liberdade. por ter um alcance externo e profundo. A manutenção preventiva deve. Por outro lado. ser sistematizada para que o fluxo dos trabalhos se processem de modo correto e rápido.Manutenção Preventiva Tradicional A Manutenção Preventiva Tradicional. À manutenção preventiva cabe apenas o lugar de apoio ao sistema fabril. Estes deverão relatar.A manutenção preventiva é um método aprovado e adotado atualmente em todos os setores industriais. O sistema deve abranger todos os setores da indústria para garantir um perfeito entrosamento entre eles.2.novaPDF. pela maioria das grandes empresas industriais. das técnicas de manutenção e da elevação dos níveis de controle. é necessário estabelecer qual deverá ser o sistema de informações empregado e os procedimentos adotados. apesar dela ditar algumas regras de conduta a serem seguidas pelo pessoal da fábrica. todos os detalhes do problema em questão. de modo tal que. 4. Isto é conseguido por meio do planejamento. Ela inclui. a capacidade e o espírito de cooperação dos técnicos são fatores importantes para a manutenção preventiva. destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item. em linguagem simples e clara. A aplicação do sistema de manutenção preventiva não deve se restringir a setores. execução e verificação dos trabalhos que são indicadores para se buscar a melhoria dos métodos de manutenção. ela provocará desordens e confusões. é fundamental para o bom funcionamento do sistema preventivo. também. é a manutenção efetuada em intervalos pré-determinados ou de acordo com critérios prescritos. pois abrange desde uma simples revisão – com paradas que não obedecem a uma rotina – até a utilização de sistemas de alto índice técnico. Sob esse aspecto. ao se constatar uma anomalia. também. O fluxo das informações deverá fluir rapidamente entre todos os envolvidos na manutenção preventiva.com) . dentro da indústria. máquinas ou equipamentos. é necessário dispor de um período de tempo relativamente longo para contar com o concurso dos técnicos e dos dirigentes de alto gabarito.

Inspeções para verificação do estado funcional sempre foram realizadas em qualquer equipamento. Tais investimentos poderão ser diluídos com um menor estoque de peças sobressalentes. evitando ociosidades ou acúmulo de serviços. Conceito de manutenção preditiva Manutenção preditiva é aquela que indica as condições reais de funcionamento das máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou processo de degradação. Atualmente somam-se os antigos “instrumentos” aos novos aparelhos condicionados a uma prévia programação e teremos uma inspeção mais criteriosa com condições de analisar as causas e os efeitos dos problemas funcionais dos equipamentos. baseando-se na vida útil estimada. durante a manutenção. assim como. determinar o que deve ser substituído.). 1 Inspeção: São verificações. Os sentidos humanos como: audição.novaPDF. tomando-se como parâmetro: horas trabalhadas. isto é: detectar defeitos antes que se concretizem. maior disponibilidade do equipamento para a produção. a qualidade dos serviços executados pelas equipes de manutenção. supervisores. foram durante muitos anos os principais instrumentos para a inspeção. A manutenção preventiva tradicional centraliza suas ações na substituição programada de itens (componentes) de equipamentos. com base na aplicação sistemática de técnicas de análise. quilômetros rodados.com) . A manutenção preditiva exige investimentos iniciais elevados. utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de amostragem para reduzir ao mínimo a manutenção preventiva e diminuir a manutenção corretiva. pois o estoque de sobressalentes é grande e variado. testado. previamente estabelecidas. olfato. reparado. é de custo elevado.Manutenção Preventiva Preditiva De acordo com a NBR 5462/94. 4. é a manutenção que permite garantir uma qualidade de serviço desejada. do estado em que se encontram as peças ou componentes dos equipamentos. milhões de rotações. etc. a manutenção preditiva é conhecida pelo nome de manutenção condicional e nos Estados Unidos recebe o nome de preditiva ou previsional. É um método que traz bons resultados quando bem programado. A idéia principal é a de manter o funcionamento do componente até o limite operacional (vida útil total). pessoal (inspetores) qualificados.2. Na Europa. em qualquer tempo de nossa história e por qualquer pessoa ligada direta ou indiretamente àquela máquina (operadores. distribuem melhor a mão-de-obra existente. A execução da manutenção preditiva baseia-se nas inspeções1 periódicas (visual ou com aparelhos) do funcionamento dos equipamentos. já que são necessários aparelhos e instrumentos confiáveis. Educação Profissional 28 Created with novaPDF Printer (www. Manutenção Preventiva Preditiva. Trata-se da manutenção que prediz tempo de vida útil dos componentes das máquinas e equipamentos e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado. aliados às experiências de determinadas pessoas com o funcionamento dos equipamentos. apontar falhas ainda controláveis e. tato e visão. mantenedores e até visitantes). as paradas de produção são mais freqüentes. como também. a troca de certos itens pode ser prematura.2 .A manutenção preventiva funciona por programação. porém. bem como. com isso evita os atropelos da corretiva. fornecimento de dados mais precisos sobre a qualidade das peças e componentes.

Temperatura. Limpeza. Lubrificação. poderão ser verificados:         Apertos de parafusos e porcas.  Com equipamento parado. Vibrações. Parafusos soltos.1 . Alinhamento de acoplamentos.com) . a necessidade de serviços de manutenção numa peça específica de um equipamento. Corrosão. Eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção. Ruídos estranhos. etc. Verificação de contadores. poderão ser inspecionados:        Desgastes internos. Nível e pressão do óleo.2. Funcionamento de lâmpadas de sinalização. antecipadamente. Trincas. Reduzir o trabalho de emergência não planejado. Estado geral de peças. etc. 4. Desgaste (com medição). Deficiência de ventiladores. o que poderá ocorrer em caso de paradas programadas. NOTA: A inspeção poderá ser realizada com o equipamento desmontado. parcial ou totalmente. Estado das chavetas. Faiscamentos de escovas. Educação Profissional 29 Created with novaPDF Printer (www. Teste de isolamento de motores elétricos. sem desmontagem.  Com o equipamento parado e desmontagem parcial (retiradas tampas de proteção e tampas de visita). etc.novaPDF. Fixação de peças. Vazamentos.Objetivos da manutenção preditiva Os objetivos da manutenção preditiva são:      Determinar. Limpeza.A inspeção poderá ser realizada das seguintes maneiras:  Com o equipamento funcionando poderão ser verificados:           Vazamentos de óleo.2. graxa ou produto do processo. Trincas superficiais. Impedir o aumento dos danos. Aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos.

Desempenho. pode-se deduzir que eles estão direcionados a uma finalidade maior e importante: redução de custos de manutenção e aumento da produtividade. Este diagnóstico deve ser feito antes de se programar o reparo. eventuais defeitos ou falhas nas máquinas e equipamentos. tais como:      Vibrações das máquinas.novaPDF. adota dois procedimentos para atacar os problemas detectados: estabelece um diagnóstico e efetua uma análise de tendências.Diagnóstico Detectada a irregularidade. um diagnóstico referente à origem e à gravidade do defeito constatado. com antecedência. Figura 4. Aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha de produção.2.2.2. Temperatura. Por meio desses objetivos. na medida do possível.2 .3 .2.   Aproveitar a vida útil total dos componentes e de um equipamento. 4. Com base no conhecimento e análise dos fenômenos.com) . Pressão. Determinar previamente as interrupções de fabricação para cuidar dos equipamentos que precisam de manutenção. a manutenção preditiva exige a utilização de aparelhos adequados. torna-se possível indicar. após a análise do fenômeno. Aceleração. capazes de registrar vários fenômenos. o responsável terá o encargo de estabelecer. Educação Profissional 30 Created with novaPDF Printer (www.Execução da manutenção preditiva Para ser executada.14 A manutenção preditiva. 4.

2.4.Análise da tendência da falha A análise consiste em prever com antecedência a avaria ou a quebra. resume o que foi discutido até o momento. por meio de aparelhos que exercem vigilância constante predizendo a necessidade do reparo.15 O esquema a seguir. Figura 4. Graficamente temos: Figura 4.novaPDF.4 .2.com) .16 Educação Profissional 31 Created with novaPDF Printer (www.

Educação Profissional 32 Created with novaPDF Printer (www. dos portáteis – que podem ser transportados manualmente de um lado para outro – até aqueles que são instalados definitivamente nas máquinas com a missão de executar monitoração constante. O princípio de análise das vibrações baseia-se na idéia de que a estrutura das máquinas excitadas pelos esforços dinâmicos (ação de forças) dão sinais vibratórios. com antecipação. Vínculos desajustados. eles captarão as vibrações recebidas por toda a estrutura. geralmente. Observando a evolução do nível de vibrações. aos poucos. Acoplamentos desalinhados. um operador usando um analisador de vibrações portátil e. adota vários métodos de investigação para poder intervir nas máquinas e equipamentos. o aparelho. Entre os vários métodos destacam-se os seguintes: estudo das vibrações.2. análise dos óleos.Métodos de investigação da Manutenção Preditiva .A manutenção preditiva. Falta de rigidez. Folga excessiva em buchas. O aparelho empregado para análise de vibrações é conhecido como analisador de vibrações. análise do estado das superfícies e análises estruturais de peças.5 . No mercado há vários modelos de analisadores de vibrações. Lubrificação deficiente.Estudo das vibrações Todas as máquinas em funcionamento produzem vibrações que. Engrenagens defeituosas. Essa deteriorização é caracterizada por uma modificação da distribuição de energia vibratória pelo conjunto dos elementos que constituem a máquina. em destaque. Rotores desbalanceados. a presença de falhas que devem ser corrigidas:             Rolamentos deteriorados. levam-nas a um processo de deteriorização. Problemas hidráulicos. Abaixo. 4. O registro das vibrações e sua análise permitem identificar a origem dos esforços presentes em uma máquina operando. Problemas aerodinâmicos.2. Se captadores de vibrações forem colocados em pontos definidos da máquina. Por meio da medição e análise das vibrações de uma máquina em serviço normal de produção detecta-se. Cavitação. dos mais simples aos mais complexos.com) . cuja freqüência é igual à freqüência dos agentes excitadores. Eixos deformados.novaPDF. é possível obter informações sobre o estado da máquina.

A análise dos óleos é feita por meio de técnicas laboratoriais que envolvem vidrarias.18 Os objetivos da análise dos óleos são dois: economizar lubrificantes e sanar os defeitos. Em termos de contaminação dos óleos. A identificação é feita a partir do estudo das partículas sólidas que ficam misturadas com os óleos. Ponto de congelamento. microscópios. É a análise que vai dizer se o óleo de uma máquina ou equipamento precisa ou não ser substituído e quando isso deverá ser feito. Ponto de fulgor. tanto em componentes mecânicos quanto hidráulicos. identificar os primeiros sintomas de desgaste de um componente. determina as propriedades dos óleos e o grau de contaminantes neles presentes.com) .17 . interessa saber quanto existe de:    Resíduos de carbono. centrífugas. reagentes.Figura 4. como no estudo das vibrações. Índice de alcalinidade. Água. Índice de acidez. também. As principais propriedades dos óleos que interessam em uma análise são:      Índice de viscosidade. Os modernos equipamentos permitem análises exatas e rápidas dos óleos utilizados em máquinas. espectrômetros. instrumentos e equipamentos.Análise dos óleos Figura 4. Partículas metálicas. Assim. etc. Essa regulagem permite a otimização dos intervalos das trocas. Entre os instrumentos e equipamentos utilizados temos viscosímetros. A análise dos óleos permite. a análise dos óleos é muito importante na manutenção preditiva. fotômetros de chama. A economia é obtida regulando-se o grau de degradação ou de contaminação dos óleos. Tais partículas sólidas são geradas pelo atrito dinâmico entre peças em contato.novaPDF. peagômetros. É por meio das análises que o serviço de manutenção pode determinar o momento adequado para sua troca ou renovação. O laboratorista usando técnicas adequadas. Educação Profissional 33 Created with novaPDF Printer (www.

novaPDF. Estroboscopia. Radiografia (raios X). Meios materiais colocados à disposição para a execução dos serviços.com) .Análise do estado das superfícies A análise das superfícies das peças. Em uniões soldadas. Duração da utilização da instalação. Caráter “estratégico” das máquinas instaladas. A análise superficial abrange. A tabela a seguir. Número de pontos de medição estabelecidos. 4. possibilitando ao responsável pela manutenção preditiva tê-las em mãos para as providências cabíveis. além do simples exame visual – com ou sem lupa – várias técnicas analíticas.Periodicidade dos controles A coleta de dados é efetuada periodicamente por um técnico que utiliza sistemas portáteis de monitoramento. As informações recolhidas são registradas numa ficha. As técnicas utilizadas na análise estrutural são:         Interferometria holográfica.. É por meio da análise estrutural que se detecta.Análise estrutural A análise estrutural de peças que compõem as máquinas e equipamentos também é importante para a manutenção preditiva.2. por exemplo. . também é importante para se controlar o grau de deteriorização das máquinas e equipamentos. A periodicidade dos controles é determinada de acordo com os seguintes fatores:      Número de máquinas a serem controladas. a análise estrutural é de extrema importância. Molde e impressão. Magnetoscopia. Gamagrafia (raios gama). Educação Profissional 34 Created with novaPDF Printer (www. Ecografia. trincas e bolhas nas peças das máquinas e equipamentos.2. mostra um exemplo de um programa básico de vigilância de acordo com a experiência e histórico de uma determinada máquina. sujeitas aos desgastes provocados pelo atrito. Infiltração com líquidos penetrantes. Ultra-sonografia. tais como:     Endoscopia. Correntes de Foucault. Holografia. a existência de fissuras.6 .

500 horas Medição das falhas de rolamentos Análise estroboscópica 500 horas Segundo a necessidade Análise dos óleos Feita pelo fabricante 6 meses Termografia Subcontratação (“terceirização”) 12 meses Exame endoscópico Endoscopia + fotos Todos os meses As vantagens da manutenção preditiva são:       Aumento da vida útil do equipamento. Controle dos materiais (peças.) e melhor gerenciamento.com) . Diminuição dos custos nos reparos. Limitação da quantidade de peças de reposição. Sistemas de vigilância  redutores.000 a 1. componentes.novaPDF. Melhoria da produtividade da empresa. etc.  bombas. Diminuição dos estoques de produção. permanente  compressores. partes.Tabela 4. 35 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.4 Métodos Utilizados Medição de vibração PROGRAMA BÁSICO DE VIGILÂNCIA Equipamentos Vigiados Equipamentos Necessários Todas as máquinas Medidor de vibração giratórias de potência média ou máxima e / ou Analisador equipamentos críticos:  motores.  ventiladores. controlar a velocidade ou medir os planos  Redutores e circuitos hidráulicos  Motores  Equipamentos de alta-tensão  Distribuição de baixa-tensão  Componentes eletrônicos  Equipamentos com componentes refratários  Cilindros de compressores  Aletas  Engrenagens danificadas Estroboscópio do analisador de vibrações Periodicidade da Verificação 3. Todos os rolamentos Medidor especial ou analisador Todos os lugares onde se quiser estudar um movimento.

Exemplo de alguns parâmetros a serem inspecionados e os aparelhos / instrumentos utilizados: Dimensão – Paquímetro / Micrômetro. Boa imagem do serviço após a venda. Educação Profissional 36 Created with novaPDF Printer (www. por um termômetro de mercúrio. 4. Desbalanceamento – Balanceadores. num grau de inspeção máximo ou seja. tendo parâmetros principais do funcionamento do motor avaliado constantemente. Desalinhamento – Relógio comparador. Ruídos – Decibelímetro.7 . Exemplo: A temperatura pode ser verificada pelo tato do inspetor (até +.Limites técnicos da manutenção preditiva A eficácia da manutenção preditiva está subordinada à eficácia e à confiabilidade dos parâmetros de medida que a caracterizam. Cada um dos parâmetros a ser inspecionado pode ter critérios diferentes. bem como o preparo ou treinamento de inspetor / analista. termovisão. Densidade – Densímetros. Credibilidade do serviço oferecido. É um método de acompanhamento de custo elevado e que só tem uma boa relação custo x benefício em equipamentos vitais para a produção de uma empresa.2. 4.Monitoramento É uma ramificação preditiva. os carros são monitorados dos boxes. por um termômetro digital sem contato. indireta ou a distância. laser. lupas. A exemplo da fórmula 1.3 .novaPDF. do seu funcionamento. pirômetros.    Melhoria da segurança. levam-se em conta o conhecimento técnico e científico envolvido. conduzindo à métodos de medidas direta. tintas de coloração variáveis. da sua periculosidade e acessibilidade. por termopares. Vibração – Medidores de vibração. Viscosidade – Viscosímetros. e outros. Para cada um dos métodos e instrumentos aparelhos usados.com) . Temperatura – Termômetros. assegurando o renome do fornecedor. Motivação do pessoal de manutenção. A aplicação do instrumento / aparelho correto depende de vários fatores inerentes ao equipamento que se deseja controlar. Trincas superficiais – Líquidos penetrantes. Trincas internas – Ultra-som. o que determinará a escolha de métodos e aparelhos / instrumentos com elevados graus de sofisticação e resolução.2. um acompanhamento constante da situação funcional do equipamento através de aparelhos / instrumentos. fotografia com películas sensíveis à raios infravermelhos. por termômetro digital de contato. Dureza superficial – Durômetros.2.50°C).

Quando transportadas em cinto porta-ferramentas.5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5. Deve ser evitado o transporte no bolso. corrimão.1 – INTRODUÇÃO Pode-se considerar como extensão das mãos que multiplicam sua força e habilidade sendo empregadas nos mais variados campos de atividade. primeiramente. etc. especialmente cabos e partes submetidas a esforços. em o que se pode chamar de famílias. Ao subir ou descer escadas verticais. Impacto.  Antes de serem guardadas. sua especificação. Corte. Inicialmente.  Durante o trabalho. Sujeição.  Ao serem transportadas. etc. chaves inglesas. como alicates. Para isso foi relacionado. Traçagem. O transporte deve ser feito de preferência em caixas adequadas. serão apresentadas as ferramentas mais comuns e utilizadas nas oficinas mecânicas.com) . Especial cuidado deve ser tomado com as ferramentas pontiagudas e cortantes. Verificação . mesmo que você não as tenha utilizado. os cuidados de rotina para com as ferramentas:  Ao serem apanhadas. aplicação e os meios corretos de como utilizá-las. A seguir.  Ao serem guardadas. Não colocar sobre peitoris. nunca se levam ferramentas na mão. 37 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. a não ser. Inspecionadas. você irá agrupar ferramentas de seu conhecimento. As ferramentas de corte de precisão devem ser guardadas com os cortes protegidos. Cada ferramenta deve ser guardada nos locais que lhe são determinadas. Lubrificadas quando tiverem partes móveis. as tipicamente de bolso. deve-se ter o cuidado de não derrubá-las sobre outras pessoas.        Medição. Devem ser apanhadas somente as ferramentas estritamente necessárias. Não colocar sobre parte móveis de máquinas ou estruturas sujeitas a vibrações. As ferramentas devem ser dispostas em lugares seguros. onde não possam cair e ferir alguém. Sejam limpas. Força.novaPDF. segundo sua aplicação e que apresentem o mesmo risco.

sendo necessário um setor livre com ângulo maior de 30°. tais como: de uma boca e de duas bocas. b) Tipos. sendo aplicadas sobre as porcas ou cabeças de parafusos a fim de aperta-las ou soltá-los.com) . Figura 5. Educação Profissional 38 Created with novaPDF Printer (www. que facilita o trabalho tornando-o mais seguro.3 Figura 5.novaPDF.  Chave combinada – Neste modelo combina-se os dois tipos básicos existentes: de boca e de estrias.1 Figura 5. evitando escoriações nos dedos.CHAVES DE BOCA E ESTRELA a) Material: geralmente forjadas em aço cromo-vanádio. A de estrias é mais usada para “quebrar” o aperto e a de boca para extrair por completo a porca ou parafuso.2 A chave de boca fixa simples compreende dois tipos. Figura 5. A elevação da haste em um ângulo de 45° permite que a mão passe livre sobre pequenos obstáculos.4 Utiliza o princípio da alavanca para apertar ou desapertar parafusos e porcas. pois é mais difícil a porca ou a cabeça do parafuso escapar. especificação e aplicação:  Chave estrela 45° de 21 x 23mm – São leve e resistentes e possuem a qualidade de múltiplo posicionamento.  Chave de boca fixa 1 1/16” x 1 1/4" – Tem boca inclinada em 15°.5.2.

Figura 5.5 c) Utilização e cuidados: A boca deve ser justa à porca e bem encaixada para que o trabalho seja seguro.novaPDF. é prejudicial à chave.7 Figura 5.Figura 5. Boca folgada não permite bom aperto. Figura 5. Figura 5. as chaves devem ser forçadas somente com a força dos braços.9 Exercer esforço com o peso do corpo é outro erro. podendo escapar.6 Usar calços para compensar a folga é outra coisa condenável.10 Educação Profissional 39 Created with novaPDF Printer (www. tanto sob o ponto de vista técnico como de segurança.com) . Figura 5. não há controle do esforço e é perigoso.8 Se o esforço deve ser grande não convém aumentar o braço da alavanca para exercer maior torque.

Usar chaves como alavanca ou martelo é tão condenável que dispensa ilustração. a mão irá contra o obstáculo que estiver na frente.11 Ao empurrar.14 Figura 5. Valendo ressaltar que não devem ser atingidas por martelos.com) . a fim de prevenir qualquer surpresa desagradável.De preferência deve-se puxar a chave.12 Figura 5. Figura 5.novaPDF.13 Cuidado especial deve-se ter em lugares altos: o escape da chave poderá acarretar o desequilíbrio e queda do usuário. Em casos especiais deve-se empurrá-la com a mão espalmada. se a chave se quebrar. Figura 5. Figura 5. escapar ou se quebrar o parafuso.15 Educação Profissional 40 Created with novaPDF Printer (www.

Figura 5. especialmente quanto à isolação.CHAVES DE FENDA E PHILLIPS.A chave de parafuso de fenda é uma ferramenta de aperto constituída de uma haste cilíndrica de aço carbono.5. Chave phillips cotoco de 1/4" x 1. inclusive o fundo.novaPDF.1/2” – é uma variação da chave comum. Figura 5. especificação e aplicação:   Chave de fenda 1/4" x 8” – utilizada para girar parafusos com fenda de aproximadamente 1/4". tenda esta uma forma cruzada.com) .18 Educação Profissional 41 Created with novaPDF Printer (www. sendo inclusive mais seguros e eficientes. onde acopla-se um cabo de madeira ou plástico. Figura 5. com uma de suas extremidades forjada em forma de cunha e a outra em forma de espiga prismática ou cilíndrica estriada. a) Material: sua haste é feita em aço carbono e seu cabo em resina ou plástico. o que oferece mais segurança proporcionando trabalhos mais satisfatórios. devendo preencher toda a fenda atingindo. pois só a ponta que varia. É empregada para apertar e desapertar parafusos cujas cabeças tenham fendas ou ranhuras que permitam a entrada da cunha.16 b) Tipos.3 .17  Chave de Fenda .

c) Utilização e cuidados: Figura 5. desde que se introduza na fenda hexagonal da cabeça do parafuso. c) Utilização e cuidados: Pode ser considerada um tipo especial de chave de fenda. pois. 3.novaPDF. Figura 5. cuidados semelhantes aos das chaves de boca e de fenda.CHAVE HEXAGONAL ALLEN a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave hexagonal 3/8” x 1.19 1.21 5.Como talhadeira é um erro imperdoável.20 2.375” x 4.Como alavanca é um erro prejudicial. Merece.Pressionando-a contra a mão é um erro perigoso.com) . Figura 5. se exerce esforço através do braço de alavanca da haste o que dá certa semelhança com as chaves de boca.250” – Utilizada em parafusos com encaixe interno sextavado de 3/8”. É encontrada em jogo de seis ou sete chaves. Educação Profissional 42 Created with novaPDF Printer (www.4 .

Figura 5.24 Figura 5.Figura 5. A boca deve ser sempre regulada. Sendo estas chaves mais versáteis. Existem dois tipos: chave inglesa e chave de grifo. ao tamanho da porca.5 . O esforço deve ser feito somente no sentido de forçar contra a parte fixa da chave.23 a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave de boca regulável de 12”x 1 5/16” – Utilizada em porcas ou cabeças de parafusos para aperta-los ou soltá-los. Figura 5.novaPDF.25 Educação Profissional 43 Created with novaPDF Printer (www. bem justa.com) . Permite abrir ou fechar a mandíbula móvel da chave. A limpeza e lubrificação são fatores importantes para conservação dessas ferramentas e para segurança de seus usuários. exigem mais cuidados.CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU CHAVE INGLESA. por meio de um parafuso regulador ou porca.22 5.

especificação e aplicações. profundidade máxima.28 Figura 5.31 44 Created with novaPDF Printer (www. abertura máxima. acabamento.  Três Garras Fixas Articuladas Figura 5. material. rolamentos.27 Figura 5.Figura 5.novaPDF.  Duas Garras: Fixas Articuladas Garra deslizante Figura 5.26 5. acoplamentos sobre eixos.com) .6 . Dados para especificação: Características gerais. b) Tipos.30 Educação Profissional Figura 5. engrenagens.29 São utilizados em tarefas de desmontagem de polias.SACA POLIAS a) Material: Geralmente em aço carbono.

Educação Profissional 45 Created with novaPDF Printer (www. Figura 5. 5. retangular. para aquecer a peça a ser retificada através do processo de aquecimento. para evitar possíveis acidentes e garantir uma agilidade na tarefa.com) .33 Figura 5. provido de cunha. Deve ser verificado a capacidade de torque do saca polias antes de sua utilização para evitar sua quebra. apoiadas na peça a ser removida. Estes centralizam melhor. temperada e afiada convenientemente. será necessário utilizar dispositivos a quente (chuveiros). c) Utilização em cuidados Durante ou após o seu uso deve-se ter alguns cuidados: Evitar esforço desnecessário de danificação dos filetes de rosca do parafuso (tirante) principal.Aço b) Tipos.34 Utilização Servem para cortar chapas.32 Figura 5. especificação e aplicação . em serviços um pouco mais pesados. Dados para especificação: Os mesmos da saca-polias de duas garras. dilatação.A Talhadeira e o Bedame são ferramentas de corte feitas de um corpo de aço.7 . Em alguns casos. hexagonal ou octogonal.novaPDF.Mesmas condições de utilização de saca-polias de duas garras.TALHADEIRA E BEDAME a) Material . Certificar-se que as garras estão bem fixadas. porém. retirar excesso de material e abrir rasgos. de secção circular. com um extremo forjado. e outro chanfrado denominado cabeça.

em geral. Os tamanhos são entre 150 e 180mm 4. Paralelo: Figura 5. As ferramentas de talhar devem ter ângulos de cunha convenientes. A cabeça é chanfrada e temperada. conforme.36 São utilizados para retirar pinos.37 Educação Profissional 46 Created with novaPDF Printer (www. A cabeça do bedame e da talhadeira é chanfrada e temperada brandamente para evitar formação de rebarbas ou quebras.9 .novaPDF.SACA PINOS CÔNICO E PARALELO a) Material . Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro.São utilizados para retirar pinos ou fixar peças mecânicas. para que cortem bem. 5. O bisel da cunha é simétrico ou assimétrico 2.8 . em geral. tabela abaixo: Tabela 5.Características 1. MATERIAL Cobre Aço Doce Aço Duro Ferro fundido e bronze fundido duro 5.1 CUNHA 50° 60° 65° 70° 3. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro.35 b) Tipos e especificações . estar bem temperadas e afiadas.CHAVES PARA TUBOS Figura 5. A aresta de corte deve ser convexa e o ângulo de cunha Varia com o material a ser talhado.Aço cromo vanadium fosfatizado Figura 5.com) .

c) Utilização e cuidados . Em cada lâminas é estampada a medida do raio.Características gerais. acabamento.40 5. rotores.Verificador de ângulos Figura 5.1 .a) Material – Cabo e cabeça fabricados em aço cromo vanadium. 5. flanges. etc.11.39 a) Material – Fabricado em aço fundido niquelado. c) Utilização e cuidados .Características gerais. folgas. material.Verificador de raio Serve para verificar raios internos e externos.ESPÁTULAS Figura 5. geralmente. 5. que estejam sujeitos a apertos leves.2 . b) Tipos. material.11. Apresentam formas e perfis variados.São utilizadas para remoção de tampas. Figura 5. acabamento. É utilizado para verificar e controlar raios. comprimento. especificação e aplicação . especificação e aplicação .São utilizados em aperto de tubulação rosqueadas.41 Educação Profissional 47 Created with novaPDF Printer (www. comprimento.10 . Suas dimensões variam. diâmetros e espessuras.capacidade de abertura ou diâmetro do tubo (máximo).novaPDF. de 1 a 15mm ou de 1/32” a 1/2”.11 .38 Figura 5. Os verificadores e calibradores classificam-se em vários tipos: 5. temperado ou não. roscas.VERIFICADORES E CALIBRADORES São instrumentos geralmente fabricados de aço.com) . b) Tipos. ângulos.

ou de 0.11.0015” a 0. necessário de faz termos bem definido o conceito de torque. torque é a resultante de uma força aplicada em um determinado braço de alavanca.Verificador de rosca Usa-se para verificar roscas em todos os sistemas.com) .43 5.Calibrador de folgas (Apalpador) Usa-se na verificação de folgas. Em suas lâminas está gravado o número de fios por polegada ou o passo da rosca em milímetros.11.5.12 .2000”. que varia de 0. Sua fórmula é: (T = F X L) sendo.44 TORQUE (T) = FORÇA (F) X DISTÂNCIA (L) Educação Profissional 48 Created with novaPDF Printer (www.4 .42 5.04 a 5mm.novaPDF. Figura 5. Figura 5. Em cada lâmina vem gravada sua medida. sendo fabricado em vários tipos. F = força e L = comprimento da alavanca.TORQUÍMETRO Para um melhor entendimento sobre torquímetro. T = torque. TORQUE A importância de controlar o aperto aplicado em um parafuso O que é torque? De uma forma bem simplificada. Figura 5.3 .

Classes de Qualidade Conforme DIN 267 Nominal Sextavado Como determinar o tamanho do parafuso a ser utilizado? O tamanho do parafuso deve ser determinado pelo total de tensão necessária para fixar o conjunto de peças. Tratamento térmico aplicado no parafuso. componentes. Coeficiente de atrito. Espanar os fios de rosca do parafuso.novaPDF. Matéria prima (latão. um alongamento do mesmo (deformação elástica). 4.Unidades de torques mais usadas:    N. São eles: 1. etc. Quebrar o parafuso. A que tensão podemos sujeitar um parafuso? Vários fatores são levados em consideração na fabricação de um parafuso. 5. 3. Fl (libra força pé) Onde se aplica o torque? Em parafusos e prisioneiros que fixam peças. M (Kigrama força metro) Lbf. impedindo seu funcionamento normal. fazendo-o falhar mais tarde. Todos estes fatores irão determinar a classificação de resistência a que pertence o parafuso. Veja abaixo o exemplo para um parafuso sextavado M10 conforme DIN 267. O torque quando insuficiente pode: 1. pondo em risco vidas humanas e patrimônio. Porque devemos controlar o torque a ser aplicado num parafuso? O torque quando excessivo pode: 1. revenimento. Acabamento superficial. 4.). 5. etc. dentro dos limites seguros de tensão para dado parafuso. 3. Trincar o parafuso. Fazer cair o parafuso devido a vibrações da máquina ou do equipamento. 2. assim. conforme especificação do projeto. provocando assim vazamento de gases e líquidos. conforme normas internacionais.m (Newton metro) Kgf. Exemplo: têmpera. alumínio. 2. Alterar a vedação (junta). Tipo e passo da rosca. aço ligado. conjuntos. A elasticidade do material do parafuso faz com que esse pretenda voltar a sua forma original fixado. conseqüentemente. etc. o conjunto. Esmagar juntas ou gaxetas. o que provoca o vazamento de gases e líquidos entre componentes de máquinas. 2. aço inoxidável.com) . Empenar um conjunto fixado por parafusos. Que efeito produz o torque num parafuso? A aplicação de torque no parafuso produz uma tensão linear (esticamento) e. aço carbono. 49 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

3. torquímetro de relógio. devem ser absorvidas pela força de fixação induzida na junta durante a 50 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Cada torquímetro foi desenvolvido para uma diferente aplicação.47 Figura 5. A escolha correta da ferramenta para aperto significa segurança. torquímetro de relógio com ponteiro de arraste. torquímetro de vareta.48 A força de fixação é obtida pelo tensionamento do parafuso e a conseqüente compressão dos componentes da junta roscada. torquímetro tipo “T”.45 Figura 5. torquímetros para tampas de embalagens. Causar acidentes e danos ao patrimônio. FORÇA DE FIXAÇÃO Figura 5.46 Uma junta mecânica roscada oferece a vantagem de desmontagem rápida para inspeção ou reparo de componentes: fixadores podem ser reutilizados. rapidez. compressão.com) . Os torquímetros devem ser construídos conforme prescrições rigorosas de usinagem e montagem. torquímetro pneumático. 4. Inspeções e reparos podem ser efetuados no campo com um mínimo de ferramentas. torquímetro de escape ou giro livre. que tendem a provocar a soltura dos componentes da junta. Segue alguns tipos de torquímetros: torquímetro de estalo com escala / sem escala. Essas cargas. torquímetro digital. a) A qualidade mais importante da junta é a sua resistência às cargas de trabalho (tração. torquímetro axial. São fabricados com maquinário específico e mão-de-obra especializada que asseguram a qualidade do instrumento. Comprometer o desempenho da máquina ou equipamento em função da falta de alinhamento e suporte dos seus componentes entre si. torquímetro com cabeça intercambiável. facilidade e qualidade para seu trabalho. JUNTA MECÂNICA Figura 5. torquímetros especiais para áreas médicas (esterelizáveis). cisalhamento e vibração). transdutores de torque estáticos e rotativos. Somente através de uma ferramenta denominada “torquímetro” é que conseguiremos aplicar o torque especificado.novaPDF.

Esta medição seria feita por meio de extensômetros ou ondas de ultra-som. aparece aqui como coadjuvante. resultando numa falha catastrófica. evitando a soltura. GERANDO FORÇA DE FIXAÇÃO PELO TORQUE Qual é a solução que resta para aplicar a precarga correta a um fixador? É controlar o torque que se aplica ao fixador utilizando um TORQUÍMETRO ou uma apertadeira motorizada com CONTROLE DE TORQUE. pois dificulta o movimento dos componentes entre si. Se aplicar um aperto pequeno demais. Poderíamos tentar medir a compressão a que sujeitamos os componentes da junta. Além de ser um processo demorado. d) Há meios práticos de medir a pré-carga num fixador? Não. quando se utiliza parafuso com porca. Só é possível. A força de fixação deve ser maior do que a soma das cargas de trabalho que agem sobre ela. que em muitas outras aplicações nos “rouba’’ parte do nosso esforço”. Após aperto da junta não é possível remover os sensores. O aperto também aumenta a fricção entre os componentes. a fricção. Na junta. Se aplicar um aperto em excesso. por isso. utilizando transdutores de pressão ou sensores de pressão instalados na própria junta. a força de fixação da junta é muito importante para assegurar um perfeito funcionamento do produto em que se encontra instalada. gerando uma tensão que ultrapassa o limite de resistência do fixador ou envergar os componentes da junta.50 b) Como gerar força de fixação nos componentes da junta? Apertando os componentes da junta uns contra os outros por meio de fixadores roscados. c) Como se vê.novaPDF. que assim resiste melhor a cisalhamento e vibração. é proibitivo na maioria dos processos de montagem.com) . permitindo acesso às duas extremidades do parafuso. resistindo a tração e compressão. pois estes são os meios mais confiáveis. fazendo com que o conjunto se comporte como uma única peça. Figura 5. os componentes da junta podem começar a soltar-se debaixo das cargas de trabalho. tornando-se assim um processo impraticável.49 Figura 5. Educação Profissional 51 Created with novaPDF Printer (www. condições estas que prejudicariam o bom desempenho do produto. – Pode-se recorrer à medição do alongamento do fixador que está intimamente ligado a précarga nele aplicada. vale dizer ainda que os equipamentos necessários para fazer a medição são muito caros.sua montagem. pode-se espanar a rosca do fixador.

Tratamento térmico. É muito importante. Acabamento e lubrificação de faces contactantes. que devido ao relaxamento dos componentes da junta pode ser bem diferente da ‘fricção dinâmica’ que existia no momento do aperto. Se a junta não falhar e nem se soltar. Existência de arruelas lisas ou de pressão. Folga do furo. Os ensaios devem sempre ser feitos nas condições mais próximas à realidade da montagem. horas ou dias atrás é um processo duvidoso. Formato da cabeça. Depois nada melhor que um ‘teste de campo‘ sob as condições reais de cargas de trabalho e cargas externas. gaxetas e o tempo que passou entre a aplicação de torque e a tentativa de medir a força de fixação residual. Esta correlação depende de vários fatores como:            Tipo de junta: junta elástica ou junta rígida. sim! Educação Profissional 52 Created with novaPDF Printer (www. Local de aplicação de torque (porca ou cabeça do parafuso). Tolerâncias da rosca do fixador / parafuso. pois quando se tenta reiniciar a rotação da porca ou fixador tem-se que vencer a ‘fricção estática’. O operador deve parar de aplicar força tão logo atinja o torque recomendado. a escolha dos componentes da junta e o processo de montagem com os torques utilizados foram perfeitos. Perpendicularidade ou paralelismo dos fixadores e componentes da junta. Componentes de material diferente. Tipo de rosca (rosca grossa ou rosca fina). que torques apurados em ensaios sejam respeitados no ‘chão de fábrica’. Após definição da força de fixação necessária em determinada junta e do relaxamento que deve ocorrer pode-se especificar o torque a aplicar ao fixador.com) . AUDITORIA DE TORQUE ‘Auditoria de torque’ pretendendo encontrar o torque aplicado a minutos. O conceito '‘um pouco mais não pode fazer mal’ não é aceitável.novaPDF. porque pode fazer mal.AS VARIÁVEIS NA RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO (Força de fixação) Na época da elaboração do projeto do produto é necessário estabelecer empiricamente uma relação entre um torque aplicado e a precarga resultante no fixador e a força de fixação obtida na junta. Para garantir a segurança na aplicação do torque correto em linhas de montagem de alta produção são utillizadas apertadeiras motorizadas que indicam o torque dinâmico sendo gerado e permitem imprimir o torque máximo aplicado através de impressora para gerar um ‘hardcopy’ para comprovação do torque aplicado para um cliente ou para utilização futura em caso de litígio. dureza de diferentes tipos de materiais. Muitos fatores contribuem para alterar a tensão residual do fixador e com isso a força de fixação existente na junta: estado de lubricidade.

é aconselhável apertar os parafusos mais uma vez para compensar a força de fixação perdida.com) .1 . uma barra no modelo ‘vareta’ ou relógio. perde a sua força de fixação.novaPDF. ou para sinalizar que um torque pré-selecionado foi alcançado. quando dotados de catraca ou de outro implemento. já instalado. pois apertos repetidos reduzem a fricção entre partes contactantes. a causa de relaxamento mais conhecida é o emprego de gaxetas de vedação entre dois componentes da junta.: aeronáutica e veículos). Para dar tempo para a gaxeta se acomodar. mola helicoidal no modelo ‘estalo’ e de ‘giro livre’ e extensômetro (strain gage) no modelo ‘digital’. para indicar o torque sendo aplicado.12. Este procedimento muitas vezes é utilizado na montagem de juntas críticas (ex.e encontra-se um problema de relaxamento peculiar: enquanto apertar-se um fixador. cujo pino quadrado desloca o ponto de rotação (A) do soquete para frente do ponto de articulação do torquímetro (B) exigem que a mão do operador aplique a força no centro da empunhadura para gerar o torque desejado. um outro fixador.Princípios do funcionamento do torquímetro Para executar o seu trabalho o torquímetro sempre utiliza um corpo elástico calibrado. Figura 5. A prática de aperto em vários ‘passos’ ou ‘passadas’ ajuda a eliminar uma das causas do baixo aproveitamento de torque para gerar tensão e força de fixação no fixador e na junta. O diâmetro do furo da arruela. Outro fator que pode afetar substancialmente o relaxamento da força de fixação numa junta é o emprego de arruelas debaixo da cabeça do parafuso. especificação e aplicação . ou num padrão espiral. mantendo o padrão de ‘seqüência cruzada’ ou ‘espiral’. acabamento da face de contato e dureza da arruela influenciam o relaxamento da força de fixação na junta e a tensão no parafuso.RELAXAMENTO Na prática ocorre uma gradual perda da força de fixação em quase todas as juntas roscadas porque as faces da junta em contato aos poucos sofrem um ‘nivelamento’ das irregularidades de superfície que diminui a força de fixação existente. Provavelmente.São ferramentas destinadas ao aperto de parafusos e porcas com torque controlado a partir de um valor pré-estabelecido em projeto. TORQUE: é o movimento torçor. ou seja: 5. Quando se deve montar uma junta com múltiplos fixadores. Para diminuir este inconveniente executa-se o aperto dos fixadores numa ‘seqüência cruzada’.100% do torque especificado).: 30% 70% . porque a mudança das condições de tensão na junta provoca um relaxamento localizado. Educação Profissional 53 Created with novaPDF Printer (www. Um outro procedimento é apertar os fixadores em vários ‘passos’ (ex.51 a) Material: (Falta material) b) Tipos. Torquímetros de sinalização de torque (estalo).

os torquímetros de vareta.Quando o torque-alvo é atingido o corpo do torquímetro gira em falso e soquete ou ponta engajada no parafuso não se mexem mais. ANSI/ASME B107-14M-1985 e ISO 6789 e Norma Brasileira NB-1231. De acordo com a Norma Brasileira NB-1231.Neste tipo de torquímetro NÃO podemos usar extensões no cabo do torquímetro. Formato axial facilita o trabalho em áreas de difícil acesso.80% e 100% da capacidade máxima do torquímetro. a posição da mão do operador não influi no torque gerado. Precisão: _ 3% do valor indicado. Leve. É mesmo à prova de teimosia e descuido. Torquímetros de estalo. de fácil manejo. Neste tipo de torquímetro pode-se aplicar força fora do centro da empunhadura e PODE-SE USAR EXTENSÕES no cabo do torquímetro.40%-60% . .com) . Para aplicar torques relativamente baixos são utilizados torquímetros ‘de giro livre’ que possuem mola helicoidal e dispositivos limitadores de transmissão de força (cames. etc) que impedem que o eixo-propulsor do torquímetro transmita torques superiores aqueles préselecionados. digitais e de estalo (sinalização de torque) com escala externa devem ser aferidos em 20% . pois isso NÃO ALTERA o torque aplicado. Alta sensibilidade e baixo coeficiente de fricção do mecanismo de desligamento garantem precisão do torque aplicado. A Norma estabelece que torquímetros devem ser aferidos: Educação Profissional 54 Created with novaPDF Printer (www. Excede a Norma Federal Americana n° GGG-W-00686c. Operação bi-direcional. sem escala externa (preset). AFERIÇÃO DE TORQUÍMETRO A fim de tornar possível a aplicação de torques consistentes na linha de montagem é necessário aferir os torquímetros em intervalos estabelecidos em Norma Brasileira.Torquímetro de "giro-livre" impede que o operador aplique um torque maior do que aquele selecionado. . -O torquímetro de "giro-livre" rearma automaticamente Torquímetro de giro-livre é o preferido nas indústrias da eletrônica e informática. Quando o ponto de rotação (A) do soquete coincide com o ponto de articulação do torquímetro (B). devem ser aferidos no ’torque de trabalho’. AXIAL COM ESCALA        Ideal para aplicação de torques baixos. pois isso alteraria o torque aplicado.A escala micrométrica permite regulagem precisa.novaPDF. TORQUÍMETRO DE GIRO-LEVE (Torquímetro de limitação de torque) . que é mantida inalterada devido a uma trava durante todo ciclo de trabalho. fricções. de relógio.

B) Torquímetros de sinalização de torque. A2) Tipo ‘relógio’ . Após quedas ou choques violentos sofridos pelo torquímetro. Após reparos efetuados no torquímetro. Após sobrecargas. possibilitando a documentação do torque aplicado (hard copy). A1) Tipo ‘vareta’ . A) Torquímetros de indicação de torque. Quando ocorrer dúvida nos resultados obtidos.para juntas com prescrição de torque mínimo e máximo.000 ciclos de trabalho para torquímetros de sinalização de torque (estalo) e ’de limitação de torque’ (giro livre).novaPDF.com) . A3) Tipo ‘digital’ . A cada 10. A ESCOLHA DO TORQUÍMETRO EM FUNÇÃO DA CAPACIDADE Da Faixa de Utilização dos Torquímetros Para os torquímetros analógicos (estalo. (Exemplo: capacidade máxima de 20 Nm que atende a aplicação dos torques de 5 Nm e 15 Nm e outro de capacidade máxima de 100 Nm que atende o torque especificado de 75 Nm) NOTA: Existe um projeto de norma que vai proibir os fabricantes de marcar divisões abaixo dos 20% da capacidade máxima nos torquímetros de estalo e relógio. Educação Profissional 55 Created with novaPDF Printer (www. exigindo menor dispersão de torque. giro livre) entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. vareta. Para os torquímetros digitais entre 10% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. A cada 5. Os fabricantes garantem a precisão somente entre 20% a 100% da capacidade máxima para torquímetros analógicos e entre 10% a 100% para torquímetros digitais.para reparos e manutenção de equipamentos que têm juntas críticas. é comprar mais de um torquímetro. Mas não há nenhum torquímetro com esta capacidade que tenha ‘garantia de precisão’ para toda esta faixa.para reparos e manutenção automotiva. A ESCOLHA DE TORQUÍMETROS EM FUNÇÃO DO TIPO Para obter o melhor resultado na aplicação de torque o tipo de funcionamento do torquímetro escolhido é fundamental. médios e grandes (exemplo: 5 Nm.000 ciclos de trabalho para torquímetros de ‘indicação de torque’ (vareta. 15 Nm e 75 Nm) seria preferível comprar um torquímetro com capacidade de 0 a 100 Nm para atender a todas as tarefas. quando se tem que aplicar / controlar torques pequenos. relógio. digital). relógio. A precisão indicada pelo fabricante do torquímetro só se aplica às faixas acima de modo que não existe nenhum torquímetro que comece de zero! É fácil entender que. cuidando que os valores de torque a serem aplicados situem-se entre 20% a 100% da capacidade máxima. A solução então.       A cada seis meses.

C) Torquímetros de limitação de torque. que permita identificar claramente onde ficam os limites inferiores e superiores do torque a aplicar.B1) Tipo ‘estalo’ . que obriga o fabricante a garantir uma precisão de ± 4% sobre o valor de torque indicado ou aplicado entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. ele registra o torque máximo atingido. Educação Profissional 56 Created with novaPDF Printer (www. Quando o trabalho é feito numa linha de montagem. durante a aplicação de força. mão de obra não-especializada). C) Precisão do torquímetro: deve obedecer à Norma Brasileira 1231. Estes calibres de torque operam com escalas em Nmm. percorre a escala e. ao cessar a força. Para facilitar o trabalho com torquímetros compridos ou para executar testes destrutivos existe o relógio de ‘ponteiro duplo’ ou ‘de memória’. com aplicação repetida de um mesmo torque. com limite inferior de 14 Nm e com limite superior de 17 Nm. Para torques muito baixos – abaixo de 1 Nm . pré-selecionado. então. C1) Tipo ‘giro livre’ . devemos observar alguns detalhes importantes: A) Torque a aplicar: no caso ideal o torque a aplicar deve situar-se próximo à metade da capacidade máxima do torquímetro.com) . B) Tolerância do torque a aplicar: o torquímetro deve ter uma resolução boa. Se nossa especificação é torque nominal (alvo) 16 Nm. INDICAÇÃO DE TORQUE SISTEMAS DE INDICAÇÃO DE TORQUE O torquímetro de indicação de torque mais usado é o torquímetro de relógio. eliminando o julgamento do operador. Nm. utiliza-se o modelo ‘Pre-Set’. cujo ajuste é feito em departamento de Garantia de Qualidade. Ao comprar um torquímetro permitindo a participação de um maior número de fornecedores na cotação não indique a capacidade do torquímetro que pretende substituir.para aplicação de torques relativamente baixos.são utilizados ‘calibres de torque’ (torque watches) indicados para ajuste de micro mecanismos de potenciômetros e ‘trim pots’. Caso já esteja sendo utilizado um torquímetro que satisfaz as condições acima. mas somente as características (A – D). Um torquímetro com graduação de 5 em 5 Nm não serve ! O espaçamento das divisões de qualquer torquímetro deve ser grande o suficiente para permitir fácil identificação dos limites inferiores e superiores. acima citadas. O segundo ponteiro. Ncm. O sistema mais simples possui um relógio com um único ponteiro que. pode ser usado como ponto de referência. Quando devemos comprar um torquímetro para uma aplicação nova. recomenda-se a compra de um igual ou equivalente.para montagens automotivas e industriais em ambientes hósteis (sujeira. volta a zero. pouca visibilidade. D) Formato do torquímetro: deve levar em consideração as condições de acesso ao fixador e o espaço disponível para a aplicação de força ao torquímetro. ajustável manualmente. cmgf.novaPDF. onça-polegada e librapolegada.

DOCUMENTAÇÃO DO TORQUE APLICADO Os torquímetros digitais podem ser conectados a impressoras. conforme explicado abaixo. laterais e verticais.13 . que é avisado por sinal luminoso e sonoro no momento em que alcança qualquer um destes pontos. Multiplicadores de torque são também indicados quando o espaço para aplicação de torque é limitado. sendo acionado por um torquímetro de cabo curto.Quando se deve aplicar torque em áreas escuras ou inacessíveis à visão direta. Multiplicadores de torque podem ser ‘agrupados’ (ganging) para aumentar sua capacidade de torque. Vale lembrar que torque é força aplicada x comprimento da alavanca. ‘torque alvo’ (nominal) e ‘limite superior’ de torque. pode-se optar pelo uso de um multiplicador de torque. de tamanho reduzido. exigindo um torquímetro de cabo muito longo.novaPDF. o encaixe de saída é macho e sempre maior que o encaixe de entrada. TORQUÍMETROS DE LIMITES DE TORQUE PROGRAMÁVEIS Existe o torquímetro digital (exemplo: COMPUTORQ II da CARLSONS) que possibilita a programação de ‘limite inferior’. existem vários tipos de torquímetros para suplantar obstáculos frontais. Obstáculos frontais são sub plantados por torquímetros radiais com extensão e torquímetros axiais. intercambiáveis. pode-se optar por torquímetros com sinal de luz ou sinal sonoro.500 Nm.com) . Quando o torque a aplicar é grande. Quando é necessário utilizar uma boca dianteira de comprimento especial devemos fazer um cálculo de compensação do aumento efetivo do torquímetro. existem vários modelos de multiplicadores de torque com capacidade até 81. 5.MULTIPLICADORES DE TORQUE Aplicação de Torques Altos Como a força física do operador constitui um limite para qualquer operação de torque. A escolha de um multiplicador sempre deve orientar-se pela ‘capacidade máxima de Saída’. Obstáculos verticais são sub plantados com torquímetros de bocas dianteiras. ‘data loggers’ e computadores pessoais para facilitar a documentação dos torques aplicados (hard copy) e a elaboração de estatísticas. PROBLEMAS DE ACESSO Como o local da aplicação de torque pode estar obstruído. porém o torque final aplicável sempre é limitado pela capacidade máxima de torque na saída do último multiplicador. Educação Profissional 57 Created with novaPDF Printer (www. dando assim um apoio inestimável ao operador. Em ambos os casos o ponto em que deve ocorrer o sinal é previamente selecionado. Obstáculos laterais são vencidos por torquímetros radiais com catraca. Enquanto o encaixe de entrada de um multiplicador é fêmea.

os torquímetros são usados com soquetes de encaixe quadrado. que permitem o uso de pontas.3/8”. Também torquímetros com colar retangular.com) . A escala combinada indica os torques em Nm e lb-pol. A comunicação clara na consulta a um fornecedor poderá evitar perda de tempo e de dinheiro pela aquisição de torquímetros inadequados ao serviço.2 lb-pé ± 1. kgf. Torquímetros axiais de baixa capacidade possuem pinças para colocação de lâminas.é lbf-pé ou lbf-pol ? lbf-pé é 12 vezes maior que lbf-pol. apertando ou desroscando a tampa.7 lb-pé ± 7. Torquímetros axiais podem possuir pino quadrado de ¼” e 3/8”.novaPDF. existem tabelas completas de conversão de torque. bem como suportes para pontas de corpo sextavado de ¼” e 5/16”. pé.1 mkgf ± 10 Nm 12 lb-pol 16 oz-pol ± 0.DOS ENCAIXES DO TORQUÍMETRO (Sistemas de acoplamento de acessórios). “torque de 15 libras” . intercambiáveis nos tipos: boca fixa.14 mkgf A IMPORTÂNCIA DA CLAREZA DA COMUNICAÇÃO Como as unidades de torque sempre têm dois componentes – força (N. ½”. AFERIDOR DE TORQUE DE TAMPA DE ROSCA Existem também equipamentos para conferir torque aplicado por máquinas de engarrafamento e fechamento automático de garrafas e frascos em tampas roscadas de vasilhames de vidro.4 Nm ± 0. de metal ou de plástico. são disponibilizados aferidores de mesas giratórias com pinos de fixação do vasilhame que. Calibres de torque vêm equipados com mandris. m. CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE Conversão de Unidades de Torque Enquanto. observe abaixo. lâminas e uma infinidade de dispositivos especiais. quem lida freqüentemente com torque.lbf) e comprimento da alavanca (cm. 58 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. permitem medir o torque de fechamento bem como o torque de abertura. boca estrela aberta e boca estrela com catraca. ¾”. boca estrela. deveria memorizar algumas equivalências: 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pol 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pé = = = = = = = = ± 0. há torquímetros com pino quadrado de ¼”. 1” e 1. Para tal. fêmea. polegada) deve-se desconfiar de um possível erro quando um destes componentes está faltando: “torque de 12 kg” – é mkgf ou cmkgf ? mkgf é 100 vezes maior que cmkgf. de 9 x 12 mm e 14 x 18 mm para receber bocas dianteiras. Normalmente.1/2”. pois.

que todas afetam a força de fixação obtida. TORQUÍMETROS DE LIMITAÇÃO DE TORQUE (Torque limiting wrenches) No intuito de tornar o aperto mais seguro e menos dependente do juízo do operador de linha. exige a posterior rotação do fixador por um determinado ângulo. ou no ajuste do torque especificado) existem torquímetros de sinalização de torque (estalo) que não possuem escala externa e nem acesso fácil ao sistema (interno) de ajuste de torque. Há vários sistemas de embreagem. a unidade de torque. É só parar de aplicar força ao ouvir e sentir o sinal de ‘torque atingido’. existe uma linha de torquímetros de ‘limitação de torque’ ou de ‘giro livre’. Para diminuir a possibilidade de erro humano (na leitura da escala externa. é aconselhável certificar-se da unidade correta de torque antes de empregar o torquímetro para determinada aplicação. porém todos funcionam reagindo à fricção existente entre mola e embreagem. maior que planejada. Por isso. existe o perigo que uma parcela. Da mesma forma. da força gerada durante o aperto seja absorvida por estes fatores de difícil quantificação. além de indicar um torque de aperto. Qualquer operador vai aplicar o torque prescrito na especificação sem ter que se preocupar com a escala. quando uma junta é considerada ‘crítica’ para o bom funcionamento do produto. Estes torquímetros são dispostos nos modelos com colar de encaixe para bocas intercambiáveis dianteiras. Existem 2 modelos básicos: o tipo ‘axial’ que se assemelha a uma chave de fenda e o tipo ‘modular’ que é encaixado entre soquete e vários cabos de acionamento. Estes torquímetros possuem. TORQUE PRÉ-SELECIONADO (Pre-set torque) No chão de fábrica haverá provavelmente postos de trabalho onde um operador sempre aplica o mesmo torque. grau de dureza de faces contactantes. (O ‘sonho’ de todo projetista).. nos modelos axiais. Estes torquímetros são calibrados num aferidor de torque por profissionais e depois é vedado o acesso ao sistema de ajuste. evita-se torques baixos demais e torques em excesso. fricção. Quando a força gerada pelo operador excede a tensão da mola sobre a embreagem.com) .novaPDF. impedindo que mais força seja transmitida ao pino-propulsor. com suportes para pontas. pois em ambos os casos a junta roscada do nosso produto falhará. TORQUE E ÂNGULO (Torque / angle) Como na montagem de uma junta roscada há muitas variáveis.Clareza na comunicação é ‘meio caminho andado’. garantindo assim que foi gerada força de fixação suficiente para resistir a todas as cargas de trabalho. esta começa a deslizar (girar livremente). além da mola helicoidal calibrada. bem como com pinos quadrados para encaixe de soquetes e. utiliza-se o processo ‘torque e ângulo’. um sistema de embreagem que transmite a força ao pino-propulsor. Devido a este princípio os torques que podem ser atingidos com certa repetibilidade são relativamente baixos. onde a especificação. Educação Profissional 59 Created with novaPDF Printer (www. etc. procedimento este que levará o fixador próximo a sua região de escoamento. no mesmo produto. Assim. etc. acabamento de superfície. tais como: lubrificação.

Se pudesse medir esta tensão enquanto se monta a junta com um torquímetro seria ideal. A leitura do torque é feita diretamente na escala.novaPDF. Pode. e um conseqüente estalo.52  Torquímetro com Relógio: seu funcionamento é baseado na torção da cabeça do quadrado de encaixe. pois isso eliminaria muita ‘incógnitas’ e causas de falhas posteriores do produto. RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO Como já foi apresentado há muitas variáveis que podem influenciar a força de fixação. fazer um teste que nos permita ver como a tensão (força de fixação) muda em função do torque aplicado. (tensão) gerada pelo torque na junta. Utilizando um torquímetro de relógio com ponteiro ‘de máxima’ poderá ver como a tensão cresce em função do torque aplicado. Classificação:    Tipos:  Torquímetros de Vareta: seu funcionamento baseia-se na flexão da haste. Torquímetros com indicação de torque. relógio) Torquímetros com limitação de torque.Para poder executar este processo a CARLSONS oferece dispositivos para controle de torque / ângulo que permitem medir o ângulo de rotação percorrido após a aplicação do torque. Figura 5.53  Torquímetro de Estalo: seu funcionamento é baseado num sistema de alavancas interpostas que provocam um esforço sobre uma mola.com) . (Giro-livre) Torquímetros com sinalização de torque. Para tal deve simular a nossa junta com os mesmos componentes utilizados na linha de produção e instalá-la num testador hidráulico de torque / tensão que indica a cada instante a tensão obtida. porém. (Estalo) Figura 5. A simulação também deve replicar a maneira de aplicação de torque pelo operador. (Vareta. Educação Profissional 60 Created with novaPDF Printer (www.

57  Instrumento de medição angular: são adaptados ao torquímetro (quadrado de encaixe) para torques de aperto em ângulos. indicação com sinal acústico e luminoso ao alcançar o torque programado.54  Torquímetro Digital: possui precisão de ± 1% do torque indicado. Figura 5.56  Multiplicador de Torque: são utilizados para valores de torque elevados. Figura 5.58 Educação Profissional 61 Created with novaPDF Printer (www.com) . Figura 5. 25 vezes ou 125 vezes.Figura 5. podendo o torque estabelecido no torquímetro ser multiplicado 5 vezes. O suporte do conjunto absolve a força contrária.novaPDF. sendo este fixado em alguma parte da máquina.55 ACESSÓRIOS PARA TORQUÍMETROS  Catraca: Figura 5.

tendo como solução definitiva a instalação de um secador de ar na saída do compressor.novaPDF. A maioria dos problemas funcionais das ferramentas pneumáticas estão relacionados com a umidade do ar comprimido. com pressão estabilizada e misturado com óleo para lubrificação das partes internas da maioria das ferramentas. O ar proveniente de um compressor deve ser limpo e desumificado. Evite choques ou quedas. Exemplo de instalação: Figura 6. Nunca para afrouxar os parafusos.FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6. a partir de uma rede de ar comprimido utiliza-se para cada ponto ou ferramenta uma unidade de conservação (filtro-regulador-lubrificador) que garantirá relativa proteção ao conjunto. A instalação de um secador de ar requer investimentos maiores e deve-se. 6 . Os filtros das unidades de conservação conseguem reter uma pequena parte dessa umidade. calcular a relação custo-benefício para cada caso.c) Utilização e cuidados      Aplicar o torque de forma lenta e progressiva sem golpes ou pancadas. Na instalação das ferramentas pneumáticas.1 Educação Profissional 62 Created with novaPDF Printer (www. Utilize os torquímetros para apertar. portanto. Após o uso guarde-o em local apropriado.com) . Utilize os torquímetros na faixa intermediária da escala que permitirá um menor desvio.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO São ferramentas que funcionam pelo ar comprimido.

6.4 Esmerilhadeiras Figura 6. Estabilizar a pressão entre 6 e 7 kg/cm².3 Figura 6. possuindo um sistema auxiliar de aperto (impacto) que aumenta sua performance.com) .7 Educação Profissional 63 Created with novaPDF Printer (www.Recomenda-se:    Verificar o consumo de ar de cada ferramenta para adequação de vazão da rede.2 – TIPOS Chave de impacto: são utilizadas para aperto de parafusos e porcas com grande velocidade e torque.novaPDF. Regular o lubrificador para misturar de 5 a 7 gotas por minuto de óleo (grau de viscosidade ISO 32). Figura 6.2 Figura 6.5 Figura 6.6 Figura 6.

Educação Profissional 64 Created with novaPDF Printer (www.com) .3 – CUIDADOS GERAIS       Escolher corretamente a capacidade de cada ferramenta em função da exigência do serviço. como aperto final. recomenda-se em serviços criteriosos o uso do torquímetro. O aperto final com uma chave de impacto não deve ultrapassar a 5 segundos. Utilizar soquetes apropriados para as chaves de impacto. Avaliar as condições de funcionamento e torque de cada ferramenta.8 Figura 6. como forma de aumentar a durabilidade da ferramenta.novaPDF. drenar os pontos de condensação de água e verificar o sistema de lubrificação. Embora as chaves de impacto oferecerem um bom torque. Antes do início da operação verificar a pressão de trabalho.10 Figura 6.12 6.Lixadeiras Figura 6.9 Furadeiras Figura 6.11 Figura 6.

engrenagens. evitando assim o embaraçamento das correntes.3 Figura 7. acoplamentos.4 São utilizadas no manejo de cargas leves. proporcionam a retenção de carga em qualquer ponto do percurso e ainda permitir uma descida suave.5 à 30 toneladas.2. Talhas de alavanca – O levantamento da carga é realizado pelo movimento da alavanca que possui sistema de catraca. As talhas possuem um sistema de freio que.1 Figura 7. as demais talhas manuais foram projetadas para trabalhos em posição vertical. em geral. rolamentos.com) . desmontagem e montagem de conjuntos (polias. médias e pesadas podendo com diferentes modelos atender a uma faixa de 0. dentro dos limites de carga pré-estabelecidos. Operação Talhas de corrente – O levantamento ou abaixamento da carga é feito pelo giro do volante frontal para o sentido horário ou anti-horário realizado pela corrente de acionamento. arraste de máquinas.2 Figura 7. etc.1 – Talhas Manuais Talha de alavanca Talha de corrente Figura 7. alinhadas à carga. 7.1 – INTRODUÇÃO Algumas atividades de manutenção como levantamento e posicionamento de conjuntos. Com exceção das talhas de alavanca que também podem ser utilizadas em operação de arraste.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS 7.novaPDF.7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.) e na movimentação de cargas. O abaixamento da carga também é realizado pela mesma alavanca em sentido Educação Profissional 65 Created with novaPDF Printer (www. exigem utilização de equipamentos auxiliares.

7 Educação Profissional 66 Created with novaPDF Printer (www. A rosca do volante (ou coroa) retirando-se a tampa dianteira ou a roseta e alavanca no caso das talhas de alavanca. ainda. poderá haver uma aproximação rápida da corrente em relação à carga. a corrente deverá estar segura com a mão e a roseta (peça localizada à frente da talha) gira da no sentido conforme a figura 7. procedimento que visa o bom funcionamento do freio e ainda torna-se conveniente à lubrificação da corrente de carga quando as condições de trabalho permitem. Nota: Não se deve forças a roseta tentando girá-la quando a talha estiver tencionada pela carga. a possibilidade da corrente de carga girar livre. até a mola se encaixar na cava existente na arruela do pinhão central. Figura 7. Figura 7. As talhas de alavanca possuem. Nota: Evitar a entrada de lubrificantes nos discos de fibra do freio.de giro inverso.com) .novaPDF.  Nunca levantar a carga acima da capacidade da talha. ou seja. sem atuação do sistema de catraca. girar a roseta com a mão no sentido indicado na figura 7. A alavanca deverá ser colocada na posição neutra a partir do posicionamento do gatilho (encaixe no entalhe menor).6  Lubrificar periodicamente o trem de engrenagens localizado na parte traseira da talha (retirar tampa). Para bloquear o freio (corrente para tracionar). Graxa indicada: consistência NLGI 2. porém.5 Cuidados gerais com as talhas Figura 7.6 até ouvir o ruído do gatilho do freio na catraca. A seleção da manobra é feita por um gatilho localizado junto à alavanca.5.

laço ou olhal devem ser posicionados no meio do gancho) e nunca na ponta do gancho. Figura 7.11 Figura 7.  Fixar o gancho da talha com segurança (manilha.14  Não amarrar a carga com a corrente da talha.10 Figura 7.13  Não dar volta com o moitão entre as correntes. Figura 7. Não torcer ou dobrar as correntes da carga.8  Observar se durante o içamento da carga não haja qualquer obstrução. Figura 7.novaPDF.com) .9 Figura 7.12 Figura 7. Figura 7.15 Educação Profissional 67 Created with novaPDF Printer (www.

 Não lubrifique as arruelas de fibra do freio. Figura 7.18 Cuidados gerais com a segurança das talhas Todos os itens relacionados acima correspondem a segurança operacional das talhas. e como se trata de manuseio de cargas poderá gerar graves acidentes de trabalho. etc). mas limpe os materiais estranhos. Educação Profissional 68 Created with novaPDF Printer (www.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com a talha carregada. observar que o ângulo máximo de trabalho não ultrapasse 45º. O mau uso do equipamento que poderá danificá-lo representa um risco à segurança. corrente.  Não suspender a carga com inclinação excessiva da corrente.novaPDF.com) . Na utilização de amarras.16  Evitar maus tratos com o equipamento.17  Limpe o equipamento e guarde em local protegido. Figura 7.  Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga.  Inspecionar periodicamente o equipamento (ganchos. Figura 7.

dobras.  Certificar-se do diâmetro do cabo a ser utilizado para cada modelo do tirfor. Cuidados gerais com o Tirfor  Não utilizá-lo além da capacidade estabelecida pelo fabricante.2. obstruções não previstas. poderá travar e danificar o mecanismo interno do tirfor. Os mordentes são levados a fecharem-se pela ação da carga. A alavanca 4 destina-se ao avanço do cabo e alavanca 5 ao retorno do cabo. abaixar ou arrastar cargas em geral em qualquer direção.19 Operação O cabo de aço é introduzido no tirfor pelo orifício 1 sendo liberados os mordentes pela alavanca 2 e trava da alavanca 3. olhais na parte central dos ganchos do tirfor e do cabo de aço. Limpe e guarde em local protegido.  Após o uso retire o cabo. 69 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.7. com qualquer distância e com precisão milimétrica de manobra. dois jogos de mordentes que se abrem e fecham alternadamente como duas mãos que puxam o cabo na subida e seguram na descida.  Observar durante a operação da carga.2 – Tralha Guincho (TIRFOR) São equipamentos utilizados para levantar. com a ponta do cabo ultrapassando a parte frontal do tirfor solta-se a alavanca e efetiva-se o travamento.com) . assim quanto maior a ação da carga maior será a condição de aperto. perna. Figura 7.novaPDF.  Posicionar laços. etc. torção.  Verificar o estado geral do cabo de aço (arame. Funciona com cabo de aço.  Evitar pancadas ou quedas do equipamento. enrolando-o adequadamente. *As alavancas 4 e 5 devem estar voltadas para trás. Cuidados gerais com a segurança operacional do Tirfor Todos os itens relacionados acima se não seguidos rigorosamente comprometem as condições do equipamento e poderão causar acidentes durante a operação.  Limpar e lubrificar periodicamente seu mecanismo interno. manilhas.) que além da segurança operacional.

ou seja. êmbolo ou pistão. são conjuntos formados por cilindros e bombas. Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga.24 Figura 25 Figura 26 70 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Os modelos de cilindros podem variar de acordo com a forma de atuação.com) . mesmo em pequenas distâncias.20 O cilindro hidráulico transforma a energia hidráulica em energia mecânica. 7.23  Tipo de retorno Figura 7.21  Tipo de avanço e retorno Figura 7. haste. Cilindros Hidráulicos: É constituído de cilindro (tubo). desde sua invenção. o óleo proveniente da bomba atua sobre a área do embolo que impulsiona a haste.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com um tirfor carregado. assim chamados.3 – Macacos Hidráulicos Os mais usados nas indústrias. sendo:  Tipo de avanço (retorno por peso ou por mola) Figura 7.novaPDF. Os macacos hidráulicos. Figura 7.2.22 Figura 7. são equipamentos utilizados para levantamento e posicionamento de cargas.

Seleção de bombas e cilindros Use esta tabela para determinar se a capacidade de óleo de sua bomba é suficiente para distender completamente os cilindros. como exemplo. em um tempo préestabelecido. Seleção das bombas manuais A partir da escolha do cilindro escolhe-se a bomba ideal que será àquela capaz de preencher com óleo o volume máximo gerado no cilindro no deslocamento de sua haste. A ligação entre a bomba e o cilindro. Bombas Manuais: São conjuntos constituídos de reservatórios de óleo. A tabela a seguir mostra. Educação Profissional 71 Created with novaPDF Printer (www. é feita por uma mangueira hidráulica com engates rápidos. já que sua haste poderia flexionar e danificar o conjunto.27 As bombas transferem o óleo do reservatório para o cilindro que ao atuar sob a carga gerará uma pressão tendo um valor máximo estabelecido por uma válvula de segurança. a escolha das bombas e cilindros da marca ENERPAC. bomba e válvula de segurança. Previsíveis desvios laterais da carga durante sua movimentação também devem servir de parâmetro para escolha dos cilindros. Algumas possuem manômetro instalado no próprio corpo. Seleção dos cilindros Para escolha do cilindro ideal para execução de um determinado trabalho é necessário um bom conhecimento da carga (tonelagem) e do deslocamento máximo que a carga poderá sofrer na operação.novaPDF.Os cilindros hidráulicos são também especificados pela sua capacidade de carga (toneladas) e seu curso de atuação. Figura 7.com) .

fecha-se a válvula de alivio (tipo borboleta) e inicia-se o bombeamento de óleo para alavanca. Educação Profissional 72 Created with novaPDF Printer (www. Após o posicionamento no local de trabalho. Cuidados gerais com o conjunto cilindro / bomba  Não exceda a pressão estabelecida ou a capacidade de força do equipamento.Tamanho do Cilindro Operação A operação do conjunto cilindro / bomba é simples.novaPDF.com) .

Figura 7.28  Antes do bombeamento. Educação Profissional 73 Created with novaPDF Printer (www.30  Não deixe objetos pesados ou pontiagudos caírem sobre a mangueira. Figura 7.com) .novaPDF.29  Não levantar cargas sujeitas a deslocamento lateral durante a operação.Figura 7. verificar se as mangueiras não estão dobradas.

Figura 7.novaPDF. 74 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.33  Verifique periodicamente o estado geral do conjunto (vazamentos.Figura 7. amassamentos. Figura 7.com) .32  Não tente exceder o curso máximo do cilindro evitando assim danos às vedações com esforço desnecessário. mangueiras. etc.31  Não carregue o equipamento segurando pela mangueira. manômetro.).

 Não bater no cilindro para posicioná-lo sob a carga. Cuidados gerais com a segurança operacional com os macacos hidráulicos Os cuidados gerais com o equipamento refletem na segurança operacional. Figura 7. Antes da utilização verifique o nível de óleo do reservatório. Use válvulas apropriadas para manter o cilindro pressurizado. recolha a haste do cilindro e guarde o equipamento em lugar protegido. limpe.novaPDF.34  Não se posicione sobre a alavanca da bomba.35  Não trabalhe sob a carga apoiada pelos cilindros hidráulicos.  Não exponha o equipamento a temperaturas superior a 70°C. Educação Profissional 75 Created with novaPDF Printer (www. pois o trabalho envolve cargas que poderão originar acidentes graves. Existe equipamento projetado para condições de temperatura superior.com) .  Não confie na válvula localizada na bomba para sustentação de uma carga. Figura 7.  Após o uso.

novaPDF. Figura 7. Figura 7.37  Providencie apoio adequado para a carga.com) . Educação Profissional 76 Created with novaPDF Printer (www.38  Lembre-se que os macacos hidráulicos trabalham sob alta pressão (700 kg/cm²) com capacidade de força elevadíssima.36  Providencie uma base sólida antes de iniciar o levantamento da carga.Figura 7.

flanges. embora tenham pequena variação entre os fabricantes. Educação Profissional 77 Created with novaPDF Printer (www. Observe o curso tolerável deste parafuso para que não danifique durante a prensagem. São especificadas pela sua capacidade de carga em toneladas e suas dimensões estruturais. A carga aplicada é acompanhada por um manômetro com leitura em toneladas. Cuidados gerais com as prensas  Não ultrapassar a capacidade especificada para cada modelo.  Após a regulagem de altura da mesa móvel. o que culmina no melhor posicionamento na prensa como também na força aplicada.  Certifique da existência de vazamentos do sistema hidráulico e verifique o nível de óleo do reservatório. Cuidados gerais com a segurança operacional das prensas. além de outras aplicações. engrenagens.2.novaPDF. podendo ter acionamento manual ou motorizado. rolamentos.  Os conjuntos a serem prensados não podem sofrer desvios laterais durante a prensagem.  As prensas normalmente possuem um parafuso na cabeça da haste do cilindro hidráulico para uma aproximação rápida.7.com) . acoplamentos. As prensas são caracterizadas por uma estrutura reforçada com um suporte fixo onde se encontra instalado o cilindro hidráulico e uma mesa móvel suportada por batentes e regulada por cabos de aço onde apoiará o conjunto a ser trabalhado.) como também para desempenar ou dobrar eixos. As mais usadas são prensas hidráulicas. Figura 7. certifique-se de que os cabos de aço não estejam tensionados.4 – Prensas São equipamentos destinados à montagem e desmontagem de conjuntos mecânicos (polias. O sistema hidráulico é semelhante ao dos macacos hidráulicos. sendo o acionamento executado por movimentos de uma alavanca após o fechamento da válvula de retorno.39 Operação A operação envolve um bom conhecimento técnico do conjunto a ser desmontado ou montado. etc.

o pessoal de produção ou manutenção são também os operadores dos equipamentos para movimentação de cargas.  Posicione da forma mais segura possível diante da prensa. tendo os principais cuidados correspondentes aos mencionados nos outros equipamentos que transportam cargas. abra a válvula de retorno. pense na situação e reinicie a prensagem. sem contudo estarem devidamente preparados para essa tarefa. sempre observando as relações do componente e do equipamento. em geral dentro de oficinas mecânicas.com) .Observe os itens de segurança relacionados com o equipamento. como também são os responsáveis pela amarração e posicionamentos. semelhante aos macacos hidráulicos. Possui rodas para manobras e travamento. Educação Profissional 78 Created with novaPDF Printer (www. Um bom exemplo de aplicação é a retirada e a recolocação de motores de automóveis e caminhões.  Reflita cuidadosamente sobre o melhor posicionamento do conjunto a ser prensado no equipamento. 7.  Ao sinal de qualquer anormalidade. evitando ser atingido por partes metálicas provenientes de uma quebra acidental de um componente mecânico.40 Sua operação é simples. Figura 7. 7.2.  Certifique-se das condições de carga para desmontagem ou montagem do conjunto e compare com a capacidade do equipamento.6 – Cuidados na movimentação de cargas Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação e movimentação de cargas a partir do solo ou em operações ligadas à desmontagem e montagem de conjuntos em equipamentos ou instalações.5 – Guincho hidráulico para oficinas São equipamentos utilizados para movimentação de cargas.2.  Inicie a operação de prensagem de forma gradual. pois. Possuem um sistema hidráulico de acionamento manual para levantamento da lança que pode ser telescópica. estes comprometem a segurança operacional. São especificadas pela capacidade de carga em toneladas e pelas dimensões estruturais. Na grande maioria dos casos.novaPDF. Crie dispositivos seguros se necessário.

Luvas de raspa. 10 – Movimentação da carga. 3 – Colocar o gancho do meio de elevação perpendicularmente sobre o centro de gravidade da carga. acoplá-la ao elo de sustentação para que não possa se prender a outros objetos ou cargas. 15 – Prender os ganchos da Linga no elo de sustentação. 6 – Avisar a todos os envolvidos no processo de movimentação e a todos que estiverem nas áreas de risco. Quando necessário. Determinar qual linga e se necessário preparar proteção para os cantos vivos. 7 – Sinalizar ao operador. 5 – Sair da área de risco. 2 – Informar ao operador o peso da carga. 14 – Desacoplar a Linga.     Capacete. Botinas com biqueira de aço.Proteção individual Utilizar em qualquer operação de movimentação de cargas.    Se a carga não se ganchou ou prendeu. 11 – No transporte de cargas assimétricas ou onde haja influência de ventos deve-se usar um cabo de condução que seja longo o suficiente para que se fique fora da área de risco. Procedimentos para uma movimentação 1 – Preparação. 12 – Abaixar a carga conforme a indicação do movimentador. 13 – Certificar-se de que a carga não pode se espalhar ou tombar. Se a carga está nivelada ou corretamente suspensa. pegar a Linga por fora e deixar esticar lentamente. A sinalização deve ser feita por uma única pessoa. Se não for utilizar uma das pernas da Linga.    Conhecer o peso e o centro de gravidade de carga. Preparar o local de destino com caibros e cunhas se necessário. abaixá-la para prendê-la corretamente. Tabelas de cargas. 16 – Ao levantar a Linga verificar se ela não pode se prender a nada.com) . 4 – Acoplar a Linga à carga. Educação Profissional 79 Created with novaPDF Printer (www. 8 – Ao iniciar a movimentação devemos verificar.novaPDF. 9 – Se a carga pender mais para um lado. Se as pernas têm uma carga semelhante.

onde o movimentador é também operador. c) Proteção das Mãos Arames soltos em cabos de aço sempre têm machucado mãos de movimentadores.com) . que poderiam perfurar a sola. b) Proteção dos Pés Os pés correm perigo constante. d) Tabelas de Cargas As tabelas de carga para os diversos tipos de Lingas que são utilizadas completam nosso equipamento de segurança.2 . apesar do alto grau de automatização. ainda existe um grande percentual de trabalho manual. Pela demonstração de condições de acidentes típicos é preciso que elas sejam conhecidas e conseqüentemente evitadas. O perigo é que tanto o pessoal da produção quanto o pessoal da manutenção operam e movimentam. por meio destes podem reduzir muito nosso trabalho braçal.2. etc. ou seja. No setor de transportes. A atuação do movimentador é fundamental para a execução de uma movimentação com segurança.MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8. especialmente na movimentação de cargas por meio de talhas. deve-se usar mais a “cabeça”. com isso exercem uma atividade a qual não estão acostumados ou mesmo preparados. Onde existem pregos e outros objetos pontiagudos. 8.SEGURANÇA 8. Educação Profissional 80 Created with novaPDF Printer (www. pois a qualquer instante podem cair objetos sobre os mesmos. Quando o movimentador está prestando atenção à carga. Meios de elevação. Capacetes devem estar à disposição e tem de ser utilizados.novaPDF. porém.equipamentos de proteção individual a) Proteção da Cabeça Devido ao risco de se bater à cabeça em ganchos. guindastes. O homem ao lado da carga que é o movimentador forma uma equipe com o operador do meio de elevação. cargas em movimentação ou mesmo objetos parados. o capacete é indispensável em qualquer lugar onde exista a possibilidade de se machucar a cabeça. como talhas. que de agora em diante serão chamados de meios de elevação.1 . portanto.8 . assim como farpas de madeiras das cunhas e caibros e cantos vivos de cargas. A facilidade com que os meios de elevação movimentam a carga engana quanto as situações de perigo. facilitam a movimentação de cargas.1 – INTRODUÇÃO Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação com operação a partir do solo (controle remoto). é necessário que se use sapatos com palmilha de aço revestida. ele é responsável pelas duas funções. ao operador e outras coisas que o cercam ele está sujeito a bater o pé em objetos pontiagudos e machucá-los e é por isso que é necessário o uso de sapatos com biqueira de aço. é indispensável o uso de luvas.

a carga se soltar do gancho ou de o anel de sustentação da Linga se soltar do gancho do meio de elevação. A Linga pode se soltar do gancho do meio de elevação.1 8. Educação Profissional 81 Created with novaPDF Printer (www. Por isso é necessário que.2 . sejam utilizados ganchos com travas de segurança. Uma trava de segurança se faz necessária sempre que exista possibilidade de acontecer que a carga se solte involuntariamente. devemos sempre passar o gancho de dentro para fora. pode se soltar da carga. Quando a corrente não está tracionada os ganchos se soltam. e) Segurança no uso de laços Normas internacionais de segurança exigem que os laços de cabos de aço sejam confeccionados com olhal trançado e prensado com presilha de aço. ganchos especiais ou mesmo laços de cabo de aço curtos e rijos. existe a possibilidade de com uma oscilação.Travas adequadas nos ganchos do meio de elevação e do Travessão impedem que a carga possa se soltar. Os ganchos devem ser passados pelos olhais ou pontos de amarração da carga de modo que não possam se soltar mesmo quando a Linga estiver frouxa. se possível usar ganchos com travas. Figura 8.2 . Para isso.com) . nesses casos. Colocar os ganchos de dentro para fora. Quando se usar garras especiais. Figura 8.como se assegurar que a carga não se solte Possibilidades de acidentes nunca podem ser descartadas.novaPDF.Com elas podem-se definir facilmente qual Linga e de que forma deve utilizá-las.2. ou mesmo o gancho da Linga.

Figura 8. Os ganchos não podem ser passados por olhais muito estreitos.Figura 8. para que se tenha sempre um bom ponto de fixação.4 . para movimentar fardos.com) . devem utilizar ganchos específicos ou pequenos estropos de cabo de aço. Estas amarrações são muito utilizadas em fardos de telas de arame e etc.novaPDF.Enganchar amarrações de arame é risco de vida. Eles devem estar livres dentro do olhal para que o tensionamento não seja feito em sua ponta pois desta forma ele abriria e escaparia do olhal. 82 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.3 . Pontos de amarração são fabricados em diversas dimensões e podem ser aparafusáveis ou soldáveis. Figura 8.5 .Gancho para correntes com trava em ponto de amarração. É terminantemente proibido usar amarrações de arame como ponta de amarração.Ganchos especiais para fardos ou laços (estropos) como estes. são as soluções correta. É aconselhável a instalação de pontos de amarração especiais em peças ou máquinas que são continuamente movimentadas.

Sinalização ótica ou sonora. ou seja. o que é inadmissível.3 . 8.6 Este é o procedimento correto. Educação Profissional 83 Created with novaPDF Printer (www. Para evitar acidentes deve ter certeza de que a sinalização utilizada pelo movimentador é também a que o operador entende.No tratamento de semi-acabados enfardados deve-se verificar se não existem peças mais curtas sobre ou entre a carga que possam se soltar e cair. Comunicação verbal (somente quando o operador estiver próximo e possa ouvi-lo). apenas um movimentador sinaliza ao operador. o operador não deve fazer nada. Ambos os movimentadores sinalizam ao operador.novaPDF. Neste caso. Ele será responsável pela operação e somente ele pode sinalizar após verificar se os outros movimentadores deixaram a área de risco e se a Linga está bem colocada. Figura 8. Peças soltas com 5 a 6 kg a mais de 4 metros de altura é risco de vida. Quando se tem mais de um movimentador. é um trabalho de equipe. Rádio-comunicação. um deles deverá ser eleito para sinalizar ao operador.COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR A movimentação de carga é normalmente uma operação que envolve mais de uma pessoa. porem com diferentes intenções.com) . Figura 8. Grampos pega-chapas devem sempre estar travados e trabalhando dentro de sua capacidade.7 A comunicação entre operador e movimentador pode ser feita através de:     Sinalização com as mãos. que está envolvido no processo de movimentação. Apenas aquele escolhido antes do processo de movimentação em conjunto com o operador.

desembarque e movimentação de cargas.SINAIS VISUAIS São usados entre o sinaleiro e o operador para comandos dos diversos movimentos necessários para o embarque.Início de Operação Figura 8. Atenção: Sempre deixar a área de risco antes de sinalizar ao operador.4 .10 O sinaleiro ficará de frente para o Norte e a direita do mar. 8. Com o braço esquerdo junto ao corpo. SINAL: Com o braço esquerdo junto ao corpo e antebraço direito na horizontal.Movimento do Carrinho (Troley) Figura 8.novaPDF. 2. Educação Profissional 84 Created with novaPDF Printer (www.8 O sinaleiro se identifica para o operador como o responsável pela emissão de sinais. Pode-se ter variações destes sem problemas contanto que a linguagem utilizada seja compreendida pelos envolvidos. em posição de “continência”.Para a sinalização manual os sinais visuais a seguir tem se mostrado muito eficientes. conforme a seguir: 1. Com o braço esquerdo junto ao corpo e o braço direito esticado na horizontal. com o dedo indicador mostrará a direção. e o braço direito com a mão aberta. esticada na horizontal indica a direção. saúda o operador. 3. com a palma da mão virada para o operador.9 O sinaleiro ficará de frente para a cabine do operador e indicará o lado para o qual deseja a translação do equipamento.com) .Translação do Guindaste (pórtico) Figura 8.

com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho n° 2. 6. 5. Com os braços erguidos. os dedos indicadores girando sempre no sentido horário.14 Com o braço esquerdo erguido.4.novaPDF. com o dedo indicador fazendo pequenos movimentos circulares no sentido horário.Subir os Ganchos Figura 8.12 Indica a descida simultânea dos dois ganchos. e o braço direito para baixo. 7.Abaixar os Ganchos Figura 8. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho nº 2. com o dedo indicador girando sempre no sentido anti-horário. Educação Profissional 85 Created with novaPDF Printer (www. com o braço direito para cima. Com os braços para baixo e os dedos indicadores girando sempre no sentido anti-horário.com) .Subir o Gancho nº 2 Figura 8.11 Indica a subida simultânea dos dois ganchos.Abaixar o Gancho nº 2 Figura 13 Com o braço esquerdo erguido.

arriamento. com o dedo indicador apontado para cima e efetuando pequenos movimentos circulares no sentido horário.com) .novaPDF. imitando o movimento de abrir e fechar.15 A mão direita levantada. com o dedo indicador apontado para cima. indicador e polegar direitos. Com os dois dedos. Educação Profissional 86 Created with novaPDF Printer (www.17 Pequenos movimentos deverão ser antecipados por este sinal nas atividades de translação. determina o gancho nº 1. indicando o gancho nº 1.Subir o Gancho nº 1 Figura 8. com o dedo indicador apontado para baixo. aproxima-os. O braço direito para cima. realizando pequenos movimentos circulares.Abaixar o Gancho nº 1 Figura 8. aproximação. determinando o abaixamento. etc. direção. com o dedo indicador apontado para cima. 10.Movimentos Lentos Figura 8. 9. içamentos. determina a elevação. O braço direito para baixo.16 A mão esquerda levantada.8. elevação.

com) . 14. e com o polegar direito indicando para a esquerda. 13. Não pode ser feito nenhum movimento com o equipamento. com o polegar esquerdo indicando para a direita. à altura da cintura. com o polegar esquerdo indicando para a esquerda e com o polegar direito indicando para a direita. com as mãos abertas.Abrir a lança CG Figura 8. 12.novaPDF.Sinal de Espera Figura 8. com as mãos abertas à altura do rosto.Fechar a Lança do CG Figura 8. com as mãos fechadas.20 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança. O sinaleiro cruza os braços. mesmo sem autorização do sinaleiro. A pessoa deverá cruzar os antebraços.18 Este sinal é de parada de emergência. Qualquer pessoa pode fazer este sinal.11. Com os dois antebraços erguidos para frente.19 Este sinal é de parada e espera sem nenhum movimento com o equipamento a não ser com autorização do sinaleiro. Com os dois antebraços erguidos para frente.21 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança. determina o fechamento. Educação Profissional 87 Created with novaPDF Printer (www.Parada de Emergência Figura 8.

Educação Profissional 88 Created with novaPDF Printer (www. após ter verificado se todos os envolvidos (ou não) estejam fora da área de risco. e acaba tendo o dedo esmagado ou pior. anular e mínimo fechados.15. para que tenhamos uma base que facilite a retirada da Linga por baixo da carga. deve-se assegurar que ele não possa rolar. Com os braços caídos. com o polegar erguido. por exemplo.22 Com o braço esquerdo junto do corpo. o sinaleiro os move horizontalmente. indica o sentido de giro com meia volta do dedo ao redor do próprio corpo. não podemos ficar ela e obstáculos fixos.novaPDF. 8. enquanto a carga desce. para que a carga seja depositada. Quando temos que ajeitar a carga ou estabilizá-la.Giro da Coluna do CG Figura 8. com o antebraço direito erguido para frente. ela tem uma energia potencial tão grande que.com) .5 – ACESÓRIOS DO MOVIMENTADOR Cunha: Devem evitar que a carga escorregue ou se espalhe. 16. utilizando caibros.Finalização da movimentação O movimentador só pode sinalizar. 8. não devemos fazê-lo com as mãos. com as palmas das mãos voltadas para baixo. depois de movimentada. Ao depositar a carga devemos observar. médio. Se o material for redondo. preparar ou limpar a área de destino. por meio de acessórios como ganchos e engates ou cabos.4.1 . pois mesmo quando movimentada com a mão. As fibras de madeira devem estar no sentido longitudinal da cunha para que elas não possam se quebrar e para que possam ser pregadas quando necessário. Se a carga ao ser depositada deve ser ajeitada manualmente. não podemos pará-la com nossa força.Término da Tarefa Figura 8. mas sim.23 Este sinal é de término das tarefas. com os dedos indicador. Acidentes sempre acontecem quando o movimentador tenta rapidamente.

por exemplo. existem 4 possibilidades:  Conhecer. Com o gancho de engate pode-se. pedaços de caibros trincados podem ter a velocidade de uma bala e sempre ocasionam acidentes. Figura 8. calcular e supor. Para evitar prender os dedos devemos pegar os caibros pela lateral.5. Prejudica a Linga. na posição 2. puxá-la até um determinado ponto. os caibros devem ser grandes o suficiente para que a Linga possa passar livre por baixo da carga e para suportar o peso sobre eles depositado. Figura 8.25 Educação Profissional 89 Created with novaPDF Printer (www.Caibros: Tem a finalidade de manter um vão livre entre a carga e o solo para que a Linga possa ser retirada por baixo da carga e em caso de nova movimentação. Ao empilhar vigas e chapas grandes.com) .24 8. é normatizado que peças acima de uma tonelada tenham seu peso indicado. para que a Linga possa ser passada por baixo novamente. O ideal é quando a peça tem seu peso indicado (pintura ou plaqueta) para peças prontas e em estaleiros. Derruba a pilha.novaPDF.1 – A carga: peso e controle de gravidade Qual o peso da carga a ser elevada? Para responder a esta pergunta. jamais devemos usar caibros com menos de 8x8cm. Num estalo. Por estes motivos. pesar. Puxar a Linga por baixo da carga sem caibros:    Prejudica a carga. Gancho de engate: Fabricado a partir de arame dobrado e com punho possibilita ao movimentador manter suas mãos fora de perigo.

A pega (abertura) do grampo deve ser indicada na própria peça. peças de aquecimento e refrigeração ou outras peças passíveis de amassamento. Outra possibilidade de se encontrar o peso são os borderôs ou ordens de fabricação que deveriam indicar o peso. Figura 8. Para o transporte de chapas na perpendicular deve-se usar grampos pega-chapa. assim como laços de cabo de aço com ganchos para aplicação nos olhais da carga. como por exemplo. Desde abril de 1979 é obrigatório que estes ganchos tenham uma trava.novaPDF. eixos. Correntes: para cargas com superfície lisa ou escorregadia. Para o transporte de chapas deve-se usar sempre dois grampos que tenham uma peça compatível com a espessura da chapa.Balanças digitais à bateria são fáceis de transporte e de fácil leitura. de preferência com leitura digital para facilitar a leitura. Não aplicáveis são:    Cabos de Aço: para materiais com cantos vivos ou em altas temperaturas. Cintas e Laços Sintéticos: para cargas com superfícies extremamente escorregadias ou sensíveis. cilindros de calandragem. Cordas de Sisal e Sintéticas: para cargas com superfície sensível. Os dois grampos são necessários para que se garanta a estabilidade da Educação Profissional 90 Created with novaPDF Printer (www. Correntes: para materiais em altas temperaturas e cargas que não tenham chapas ou perfis. oleosa ou escorregadia. Neste caso a corrente deve ficar na área de desgaste onde possivelmente existam cantos vivos e o cabo fica nas extremidades exercendo função de suporte e facilitando a passagem da Linga por baixo das cargas. Lingas de corrente com gancho podem ser acoplados aos olhais da carga. como tubos.Esta norma deveria ser praxe em qualquer indústria.com) . de baixo peso. Comando com indicação digital da carga. peças prontas e pintadas. Fabricantes de máquinas e peças têm se empenhado muito em indicar o peso em suas peças (e cargas). Cintas e Laços Sintéticos: para cantos vivos e cargas em altas temperaturas. Aplicáveis são:      Cabos de Aço: para cargas com superfície lisa. ou mesmo talhas com balança embutida com mostrador digital no comando. Combinação Cabo e Corrente: para o transporte de perfis e trefilados. Quando tivermos que pesar uma carga o ideal é que tenhamos uma balança de talhas.26 .

Quando essas possibilidades não existem não resta outra alternativa se não calcular ou pedir à supervisão que calcule o peso. pois. mais na maioria das vezes. deve-se usar grampos com trava. Chutar é a pior alternativa. Dispositivos de movimentação são aqueles que fazem um acoplamento direto ou mesmo através de uma Linga à carga. se a chapa balança. 8. Quanto mais distante a carga estiver. A escolha da Linga deveria ser feita pela engenharia de produção ou pelo planejamento. Figura 8. suportes para eletroímãs. peça ou mesmo embalagem. Também para movimentar as chapas na horizontal. 91 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Se o centro de gravidade é desconhecido não se sabe onde alinhar o gancho de elevação. Estes dispositivos são projetados para cargas específicas e só devem ser usados para as quais foram construídos. o ideal seria que houvesse uma indicação na máquina. Para o transporte de perfis existem diversos tipos de dispositivos de movimentação. Por meio delas é que se faz o acoplamento da carga ao meio de elevação. São considerados dispositivos de movimentação: ganchos e garras especiais. mas em máquinas e peças assimétricas onde o centro de gravidade é deslocado. por exemplo: cabos. Se a definição do peso é importante.5.carga. Nas peças simétricas esta definição é fácil. quem tem de escolher é o próprio movimentador. O limitador de carga da máquina não deve ser usado por erros de cálculos do operador.novaPDF. os quais nem sempre são dotados de travas que permitam que a carga se solte. pois chapas finas tendem a se dobrar o que pode fazer com que se soltem dos grampos e caiam. A capacidade de um guindaste de lança depende de quanto se avança a lança. ainda mais é a definição do centro de gravidade. sempre travar os grampos. Antes de movimentar.com) . correntes. as ranhuras da garra desgastam rapidamente. pois somente com muita experiência em peças semelhantes é que se tem a possibilidade de chegar a um resultado satisfatório. etc.2 – Estiga QUAL A LINGA PARA QUAL APLICAÇÃO? Para movimentar cargas com meios de elevação são utilizados lingas e dispositivos de movimentação.27 O cabo é passado por baixo da carga e a corrente a suporta com menor desgaste. cintas e laços sintéticos. As Lingas são. travessões. podendo se quebrar nos cantos. menor a capacidade de carga do guindaste.

.............. trançadas ou encapadas... não é passível de ser confundida uma vez que o cânhamo tem um acabamento rústico e a poliamida um acabamento muito liso............ Portanto.................. cordas abaixo de 16mm de diâmetro.................28 92 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www................................................... O segundo número (19) especifica a quantidade de arame que compõe cada perna...... Figura 8...... trevira e outros..... Preto Poliamida ........com) ......... Poliéster ou Polipropileno que às vezes são comercializadas com nomes comerciais como nylon..... Como diferenciar as diversas fibras? Uma vez que existem diversos tipos de fibras com diferentes capacidades...................... para cânhamo e poliamida.........Cabos de Aço a) Terminologia PERNA – É o agrupamento de arames torcidos de um cabo..... Por normalização internacional as cores que identificam as fibras são: Cânhamo .......... .......... que se saiba qual é a fibra para se conhecer sua capacidade de carga.. a partir de 3mm de diâmetro deve-se ter uma filaça de uma determinada cor para identificar a fibra........Cordas As cordas são o mais antigo tipo de Linga.............. é necessário........ Azul Polipropileno ... ALMA – É o núcleo do cabo de aço........................ Um cabo é feito com diversas pernas em redor de um núcleo ou alma.... um total de 114 fios. tendo cada uma delas 19 fios.... Em cordas..... Elas são produzidas a partir de fibras que são torcidas.................... ou seja.. diolen........................... Em cordas a partir de 16mm deveria haver identificação do fabricante e do ano de fabricação.......... são muito finas e não devem ser utilizadas para movimentação.............novaPDF... LEITURA – Exemplo: cabo 6 x 19 O primeiro número (6) representa a quantidade de pernas de que é constituído...... Verde Poliéster ...... Vermelho Cânhamo de Manilha . as fibras que se utilizavam na fabricação de cordas eram fibras naturais como Sisal ou Cânhamo..... Hoje estas fibras são substituídas por fibras sintéticas como Poliamida.... Marrom A cor verde.... Verde Sisal ........ que se conhece....... Antigamente... mas.. o cabo 6 x 19 tem 6 pernas..............

O arame individual fica numa helicoidal dupla.5% de resistência à tração a mais de 10% no peso em relação aos AF (Alma de Fibra). Figura 8.com) .31 Figura 8. AACI – Alma de Aço com Cabo Independente – combinação de flexibilidade com resistência à tração. AA – Alma de Aço – maior resistência à tração.29 Figura 8. A torção LANG tem por característica o aumento da resistência à abrasão e da flexibilidade do cabo. sendo a primeira na perna e a segunda na torcedura do cabo. com isso o diâmetro do cabo é reduzido. Arames individuais são trançados primeiramente para formar uma perna e estas pernas por sua vez são trançadas para formar o cabo de aço.novaPDF.30 Torção REGULAR: quando os fios de cada perna são torcidos em sentido oposto à torção das próprias pernas (em cruz).32 Cabos de aço com alta capacidade de carga são construídos a partir de arames trefilados a frio com uma resistência de 1770 mm². Torção LANG: quando os fios e as pernas são torcidas na mesma direção (paralelo). Com aplicação de carga no cabo é feita uma alteração no seu volume. Educação Profissional 93 Created with novaPDF Printer (www. Maior estabilidade. Torção à ESQUERDA: quando as pernas são torcidas da direita para a esquerda. Torção Torção à DIREITA: quando as pernas são torcidas da esquerda para a direita. o que se explica pela acomodação das pernas sobre a alma.b) Classificação quanto a Alma AF – Alma de fibra (cânhamo) maior flexibilidade. Figura 8. Nota: Os cabos AA (Alma de Aço) tem 7.

mas funciona também como reservatório de óleo. as pernas comprimem a alma que libera o óleo. é composto de seis pernas e da alma que retém o lubrificante.Tabela de carga para cabos Educação Profissional 94 Created with novaPDF Printer (www. Quando o cabo é solicitado. Aqui.33 Cabos velhos onde o óleo já foi consumido e cabos que trabalham em temperatura que já perderam seu óleo por evaporação ainda não perderam resistência mas. com isso o atrito dentro do cabo é reduzido. Ele nunca se rompe sem que antes vários arames se rompam. Figura 8. uma alma que pode ser feita a partir de fibras naturais. Por isso deve-se periodicamente lubrificar os cabos externamente com óleo adequado.Para apoio das pernas existe. é aplicável para diversas finalidades. O cabo assim composto é utilizado para Lingas. Um único arame rompido é de pouca importância.com) . Ele tem uma boa deformidade e. guindastes ou talhas. sintéticas ou de aço. Somente quando se tem vários arames rompidos é que a capacidade de carga diminui.novaPDF. O cabo de aço. A alma não tem somente função de apoio. no interior do cabo. portanto. perderam vida útil. habitualmente.34 . fica demonstrada uma boa característica do cabo de aço. Figura 8. pois logo a frente estará prensado entre outros e ainda contribuindo para a capacidade de carga.

A alma no interior e a diferença de área metálica fazem com que um mesmo diâmetro. O tipo mais flexível é o cabo de aço que é composto de diversas pernas e alma. 6 x 47. sendo o cabo menos flexível da série. 18 x 7. porém mais resistente ao desgaste à abrasão. c) Extra flexível: construção 6 x 31.37 Figura 8.novaPDF. 8 x 19. c) Flexibilidade A flexibilidade está condicionada ao número de arames que o compõem. 6 x 7. 6 x 43. 1 x 7 (cordoalha).com) .38 Educação Profissional 95 Created with novaPDF Printer (www. pois tem uma estrutura muito rígida e são feitos apenas para tensionamento. b) Flexíveis: construção 6 x 19. Figura 8. 6 x 61. SEALE – Pernas do cabo construídas com três bitolas de arame. 6 x 37. 6 x 41. São os cabos classificados em: a) Pequena flexibilidade: construção 3 x 7.35 Figura 8. pois os arames mais finos encontram-se na periferia. a cordoalha tenha uma maior capacidade de carga que o cabo. dos outros tipos acima. não devem ser utilizados para movimentação. 6 x 21. bastante flexível e menos resistente ao desgaste. d) Tipos WARRINGTON – Pernas do cabo construídas com duas bitolas de arames. FILLER – Pernas do cabo construídas com vinte e cinco arames (seis de enchimento) apresentando boa flexibilidade. 6 x 25.Cabos de aço fabricados em espiral (cordoalhas) ou uma perna simples.36 Figura 8. É um termo intermediário entre a flexibilidade e resistência ao desgaste. COMUM – As pernas do cabo são construídas por um só tipo de arame.

........Para definir a carga de trabalho de cabo pelo seu diâmetro deve-se medi-lo................. 6x25............com) ..................... quer sejam de aço ou de fibra. resistência efetiva e) Cabos 6x42............ 6 x 25 ...................................... 6 x 19 .....40 Medição do cabo de aço.. 6x41........... resistência efetiva c) Cabos 6x7.... 6x61............. 18 x 7 ........novaPDF..... 43 ............... 8x19. 8 x 19 ...... A carga de ruptura efetiva diminui conforme aumenta o número de arames: Exemplos: a) Cordoalhas 3 a 7 fios............................................................. Figura 8............................................................................... Mínimo 42 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 18 vezes o Ø do cabo 21 vezes o Ø do cabo 34 vezes o Ø do cabo Recomendado 72 vezes 51 vezes 45 vezes 27 vezes 31 vezes 51 vezes Resistências dos Cabos de Aço A resistência teórica dos cabos se determina somando-se a resistência dos arames que compõe.............. conforme demonstrado na figura abaixo.............. 6 x 37................ Cabos já utilizados em guindastes ou outros meios de elevação não podem ser utilizados novamente numa composição de Linga........... Ele pode ter um grande desgaste interno que não é visível externamente......39 Figura 8. incluindo-se as almas dos mesmos... 6x47..... Educação Profissional 96 Created with novaPDF Printer (www................ resistência efetiva b) Cordoalhas 19 fios....... resistência efetiva d) Cabos 6x37..... 6x43.... Tabela de Diâmetros Ideais de Tambores e Polias Seguem os diâmetros ideais das polias ou tambores conforme a formação do cabo: Diâmetro do Tambor ou Polia Tipo de Cabo 6 x 7 ......................... resistência efetiva 96% da teórica 94% da teórica 85% da teórica 80% da teórica 72% da teórica A carga de trabalho de um cabo em movimento é 1/5 (um quinto) de sua carga de ruptura mínima........ 41...............

Laços para formação de olhais são feitos por trançamento ou prensagem. e) Elevadores baixa velocidade. . As pernas dos cabos pré-formados se acomodam na posição Helicoidal que ocupam no conjunto.O fator de segurança é a relação entre a carga de ruptura mínima e a carga aplicada.41 Educação Profissional 97 Created with novaPDF Printer (www. b) Maior resistência à fadiga de flexão. São as seguintes as vantagens apresentadas pelos cabos pré-formados: a) Aumento à flexibilidade. d) Manutenção na sua posição original dos arames que se quebram.. c) Cabos para guinchos e terraplan. não se desfiando. que normalmente é composta por duas letras. e) O não desenrolamento das extremidades cortadas. fator 3 a 4 fator 4 a 5 fator 5 fator 6 a 8 fator 8 a 10 fator 10 a 16 Pré-formação: É processo de fabricação cuja finalidade é a de eliminar as tensões internas e torções inerentes aos arames de alto carbono. Presilhas de alumínio devem deixar a ponta à mostra para controle e devem ter a marca da firma que executou a prensagem. f) Elevadores alta velocidade.Laços Um cabo de aço é tão bom quanto o laço que é feito com ele. c) Eliminação das tensões internas. Exemplo: a) Cordoalhas e cabos estáticos. utilizados na fabricação de cabos de aço. d) Pontes rolantes. talhas elétricas.com) .novaPDF. b) Cabos tração horizontal. Figura 8.

42 .46 .Olhal Flamengo Figura 8. Figura 8.43 .48 3 Presilha de aço de pequenas dimensões e de superfície lisa.45 .47 Mesmo antes de ser colocada a presilha de aço. A presilha é de aço especialmente ensaiado e aprovado conforme rigorosa especificação. Principais vantagens do olhal Flamengo: 1 Olhal mais resistente e seguro 2 Carga centrada Figura 8.novaPDF.Olhal Flamengo com sapatilha protetora Figura 8. separando-se as pernas 3 a 3.com) .44 . Uma metade é curvada para formar um olhal. o olhal já é capaz de suportar uma carga superior à carga de trabalho do laço. e em seguida a outra metade é entrelaçada no espaço vazio da primeira.Laços Figura 8.Olhal Flamengo com estribo protetor Figura 8.Laço Trançado a Mão Figura 8. Educação Profissional 98 Created with novaPDF Printer (www.Laço sem fim O olhal Flamengo é feito abrindo-se a ponta do cabo em duas metades.

3/4” 7 2” 8 2. não são mais normalizados e não devem ser utilizados para movimentação. Todos os grampos devem ser montados de forma que o mordente se prenda a perna portante.1/4” 6 1.020 1. para que não sejam utilizadas erroneamente. devendo ser desfeitos logo após a utilização.ft 7.m 1 2 4 6 9 9 13 18 31 31 31 50 50 50 59 82 104 104 3/16” 3 1/4" 3 5/16” 3 3/8” 3 7/16” 3 1/2" 3 5/8” 3 3/4" 4 7/8” 4 1” 5 1. Todos os mordentes estão no cabo portante.1 DIÂMETRO DO CABO EM POL.com) . Educação Profissional 99 Created with novaPDF Printer (www. Grampos construídos conforme DIN 741 (grampos leves) com porcas simples e pequena área de apoio.3/8” 7 1. No mínimo 3 grampos são necessários (grampo pesado) para se fazer um laço com cabo de aço fino.49 Figura 8.1/2” 7 1. as cintas têm uma capacidade de carga e não prejudicam a sua superfície.m 10 20 41 61 88 88 129 176 305 305 305 488 488 488 583 800 1.1/8” 6 1.5/8” 7 1. Quanto maior o diâmetro do cabo mais grampos são necessários.Cintas As cintas de movimentação são fabricadas a partir de fibras sintéticas.020 kg.5 15 30 45 65 65 95 130 225 225 225 360 360 360 430 590 750 750 cabo de aço. Laços feitos com grampos devem ser usados apenas para uma única aplicação. Figura 8.A norma DIN 1142 prescreve que somente grampos com porcas auto-travantes e uma grande área de apoio podem ser utilizados. Com relação ao seu próprio peso.50 Pronto para usar. N.1/4” 8 Nota: Os grampos deverão ser reapertados opôs . NÚMERO MÍNIMO DE GRAMPOS ESPAÇAMENTOS ENTRE GRAMPOS EM MM 29 38 48 57 67 76 95 114 133 152 172 191 210 229 248 267 305 343 o início de uso do TORQUE ib. Tabela 8.novaPDF.

Com terminais metálicos. Mas elas têm uma boa resistência química e são utilizadas em casos especiais. Para reduzir o atrito e para evitar cortes nas cintas podemos usar revestimentos com materiais sintéticos resistentes. o fabricante deveria ser consultado para maiores esclarecimentos. Normalmente estes de perfis são ajustáveis à cinta. Elas têm também uma boa elasticidade. e são pouco flexíveis. As cintas de poliamida devem ter uma etiqueta verde de identificação e são resistentes à bases. O NYLON é a mais forte das fibras sintéticas e apresenta uma alta capacidade de absorção de força. levando-se em conta seu peso próprio. Com olhais reforçados.com) . Para utilização de cintas em banhos químicos. o que faz com que seja o tipo de cinta mais utilizada. em especial quando usadas ao ar livre ou em banhos químicos. a data de fabricação das cintas deve estar na etiqueta.novaPDF. Ela só não resiste à base e por isso não deve ser lavada com sabão. além de excepcional resistência a sucessivos carregamentos. eles devem ser feitos de forma que seja possível passar um pelo outro para que se possa fazer uma laçada.Figura 8. Esta acumulação de água pode também fazer com que em dias muito frios ela possa se enrijecer (congelar) e ficar quebradiça. em especial de poliuretano. No caso de terminais metálicos. As formas mais comuns de cintas são:     Cesto sem fim. Devido ao envelhecimento das fibras. Com olhais sem reforço. Elas têm uma boa resistência quanto á luz e calor e também ácidos solventes. Educação Profissional 100 Created with novaPDF Printer (www.51 As cintas de poliéster devem ter uma etiqueta azul para que sejam reconhecidas. Cintas de movimentação feitas de polipropileno (etiqueta marrom) tem uma baixa capacidade de carga. A desvantagem das cintas de poliamida está no fato de que elas absorvem muita água em ambientes úmidos o que reduz sua capacidade.

Educação Profissional 101 Created with novaPDF Printer (www. nas limitações de peso e estabilidade.Todo equipamento deve ser examinado somente por uma pessoa.Figura 8.Coloque a cinta em uma superfície plana com área apropriada. 1º .Cintas tipo Anel devem ser examinadas em todo seu comprimento e perímetro. b) 10 itens para um levantamento seguro.Nunca aplique uma sobrecarga no equipamento de elevação. a) Segurança também requer Inspeção As cintas devem ser examinadas em intervalos não superiores a duas semanas. designada para esta inspeção. Para utilizar diversas cintas num travessão todas devem estar numa perna perpendicular para não haver esforço maior numa das pernas.Uma operação suave e balanceada rende muito mais.52 Para utilização de cintas existem algumas regras especiais:       Quando se eleva uma carga.com) .Examine os dois lados da cinta.Não exceder às especificações do fabricante. 2º . o ângulo de abertura entre as pontas da cinta não deve ultrapassar 120°. além de evitar desgaste do equipamento e acidentes. Após utilização em banhos químicos. 3º . quando usadas em levantamentos gerais de diferentes tipos de cargas. 5º . 4º . as cintas devem ser neutralizadas e enxaguadas para que não haja concentração química. Não se pode dar nó nas cintas. 1.novaPDF. As cargas não podem ser depositadas sobre as cintas para que não sejam danificadas. 2. 3. Somente cintas com olhais reforçados podem ser utilizadas em laço.As alças dos olhais devem ser examinadas particular e cuidadosamente.

Esta regra se explica pelo fato de que correntes assim construídas. Posteriormente. Galvanizadas. Calibradas (Especiais para Talhas) Educação Profissional 102 Created with novaPDF Printer (www. 5. b) Correntes Soldadas Comuns.Quando elevar uma carga pesada com mais de uma cinta.novaPDF. alguns elos são dobrados em diversos sentidos para verificar a solda e após a produção e tratamento térmico.55 Figura 8. Figura 8. Algumas cintas são especificamente designadas para serem utilizadas em somente um tipo de levantamento.Posicionar a cinta corretamente na carga.Não deixe a carga em contato direto com o piso. Primeiramente os elos são dobrados e depois soldados. 9. após o uso. verifique se o total do peso está bem distribuído na tensão dos vértices da cinta. Somente corrente que tenham elos com passo igual a 3 vezes o seu diâmetro podem ser utilizadas para movimentação e amarração de cargas. Diversos testes são feitos durante e após a fabricação para que as correntes sejam certificadas. os elos se apóiam nos elos vizinhos.Não posicione a cintas em cantos agudos ou cortantes.Evite a colocação de mais de 1 par de cintas. no mesmo gancho.Lingas de Correntes a) Correntes para lingas Correntes são fabricadas em diversas formas e qualidades. para propiciar uma fácil remoção.54 Figura 8.53 Figura 8.Nunca use cintas avariadas. é feito o tratamento térmico (correntes de grau) e ensaio de tração. de seção lisa e redonda.Utilize ganchos com um raio de apoio nunca inferior a “1”. 10. 7. são realizados testes de tração e ruptura. quando aplicadas em ângulos retos. c) Formas de Levantamento As cintas elevam e movimentam sua carga em qualquer uma das quatro formas diferentes de levantamento ilustrado. 6.56 . 8. Durante a produção.4. evitando assim que a corrente se dobre.com) . Coloque calços ao descarregá-la para melhor poder elevá-la. O passo de um elo é o seu comprimento interno.

pontes rolantes.Figura 8.000 As correntes calibradas têm as medidas exatas.5 14. empreiteiros de construção e para todos os trabalhos onde se tornam necessários guindastes para remoção de material.200 Carga de segurança em kg -100 120 180 200 280 330 380 480 550 800 900 1.57 .500 5.5 19. p/ as Correntes comuns Custos Comp.Tabela de Medidas e Pesos Aproximados Diâmetro em mm 2.160 0.0 9.500 4.240 0.2 .0 22.000 2. como cargas e descargas de navios e caminhões.850 2. 13 x 17 -14 x 21 16 x 28 17 x 26 16 x 31 17 x 28 18 x 31 18 x 28 19 x 32 20 x 31 25 x 46 24 x 36 25 x 47 25 x 39 26 x 46 27 x 42 27 x 48 28 x 44 29 x 48 33 x 50 32 x 58 34 x 49 36 x 61 38 x 54 38 x 61 39 x 59 43 x 66 50 x 74 53 x 82 68 x 102 75 x 112 Peso aprox.490 0.0 3. 100% da carga admissível (carga de segurança) Lingas simples – em aço forjado usadas em fundições.com) .350 0.3 3.500 1.0 Medidas ext.0 5.113 0.0 4.000 1.0 9.800 2. p/m Elos curtos kg 0.5 5.5 4.000 5.660 1.novaPDF.800 1.500 8.050 1.500 4.0 15.0 6.5 7.0 12. Segue tabela de cargas de trabalho Lingas de Correntes Tipo A Tipo B Tipo C Tipo D Tipo E 103 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.550 3.5 6. são testadas em máquinas de provas de acordo com a tabela acima e com o coeficiente 2.000 10.310 0.0 8.600 0. dos Elos em mm. aprox.300 1.680 0.5 11. ou seja.Corrente de Aço Forjado e Amarras até 3” c) Correntes Forjadas Tabela 8.

com) .400 22.600 25.59 Figura 8.600 20.7 1/2" 4.1/8” 7.9 5/8” 6.400 11.200 19 3/4" 9.7 1/2" 1. Quádruplas.3 .100 15.5 3/8” 2.100 15.800 3.670 Lingas Duplas.6 1.6 1.500 31.000 12.500 19 3/4" 3.4 Quadro de Cargas de Trabalho Lingas Duplas Bitolas da Corrente Cargas de Trabalho mm Polegadas Âng 45° Âng.900 8.700 6.8 1.700 31.2 7/8” 4.60 Tabela 8.350 1.700 5. Kg 8 5/16” 500 9.200 3.750 12.500 Educação Profissional 104 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.4 1” 5. 120° kg 700 1.58 Figura 8.900 15.700 9.9 5/8” 2.8 1.800 11. 60° Âng.200 14.000 9. 90° kg kg kg 8 5/16” 1..100 6.1/8” 20.1/4” 9.250 2.5 3/8” 850 12.100 24.4 1’ 15.600 25.1/4” 26.200 2.350 5.150 8.2 7/8” 12.200 19. em Corrente de Aço forjado testadas.500 15.150 1. etc. Triplas.300 28.900 28.Quadro de Cargas de Trabalho Bitola da Corrente Carga de Trabalho mm poleg.250 1.650 7.Tabela 8.000 3. Figura 8.100 22.300 Dimensões Aproximadas Âng.

Em Lingas combinadas devemos atentar para que a plaqueta de identificação seja feita de acordo com a parte mais frágil da Linga. A carga deve ser transportada sem que a Linga seja sobrecarregada. pode-se somar as capacidades das mesmas. corrente. Nunca considerar a carga pelo dimensional da corrente.com) . CAPACIDADE DE CARGAS DAS LINGAS Após definir qual tipo de Linga que será utilizada (cabo. Se a carga será transportada por duas ou mais pernas em ângulo. d) Corrente – laço sintético Assim como a cinta. cinta e combinada) deve-se também definir o dimensional das mesmas. c) Corrente – cintas: As cintas são utilizadas principalmente no transporte de peças acabadas ou semi-acabadas onde a superfície não pode ser danificada. a) Cabo – corrente – cabo: Usa-se o cabo para passar por baixo da carga. menor a capacidade e. usa-se esta combinação. Quando a carga não é aplicada igualmente sobre as pernas. Para definir a carga aplicada na Linga deve-se saber:   Se a carga será transportada por uma ou mais pernas perpendiculares. Educação Profissional 105 Created with novaPDF Printer (www. por exemplo. maior a Linga a ser utilizada. Quanto maior a angulação. facilitar o manuseio e também poupar a carga. Princípios básicos:     Quando a carga á aplicada em uma ou mais pernas perpendiculares e a carga é aplicada de forma igual sobre as pernas. pois nestes casos normalmente ela está super dimensionada com relação aos outros materiais aplicados. portanto. deve-se contar com a capacidade de apenas duas.LINGAS COMBINADAS Para a movimentação de cargas temos alternativas para melhorar a durabilidade. no transporte de trefilados garante uma boa durabilidade e bons custos.novaPDF. Podemos conseguir isso combinando diversos materiais. A capacidade inscrita na plaqueta. b) Corrente com encurtador – cabo: Quando o cabo é necessário para que se envolva a carga e precisa-se também de ajuste no comprimento da Linga. A parte que envolve a carga é uma corrente de grau 8 o que. Quando a Linga forma um ângulo diminui a capacidade de cada perna. o laço sintético pode ser conjugado com a corrente e seus acessórios e manter a boa característica do laço que é a de poupar a carga de danos superficiais. Com essa combinação tem-se a vantagem da durabilidade da corrente e da facilidade de substituir a cinta quando necessário. tabela ou etiqueta define a massa que pode ser elevada com a Linga. Fora à possibilidade de ajuste no comprimento da Linga usando garras de encurtamento.

Com a utilização da tabelas de carga e o conhecimento dos ângulos pode-se sempre escolher a Linga correta. entende-se o ângulo que se forma numa perpendicular a lateral da carga e linga. Figura 8.62 ERRADO Ângulo de trabalho não permissível.novaPDF.Figura 8.61 Com ângulos de trabalho acima de 60° a força aplicada em uma única perna. Ângulo maior que 60° Figura 8.: Ângulos acima de 60° não são permitidos. Como ângulo de trabalho. nesses casos deve-se usar uma Linga onde uma perna suportaria toda a carga. Quando uma carga é assimétrica seu centro de gravidade está deslocado e portanto uma perna é mais solicitada que a outra. Portanto. excede o peso da carga em si. Obs.63 A carga pende para um lado por isso a angulação de trabalho das pernas é diferenciada.com) . Educação Profissional 106 Created with novaPDF Printer (www.

novaPDF.65 Educação Profissional 107 Created with novaPDF Printer (www. deve-se aumentar o fator de segurança.CABO 6 x 25 FILLER + AF “CIMAX” FATOR DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) As cargas de trabalho dos Olhais Flamengo dobrados são baseados em diâmetros de curvatura mínimos de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo.64 Cargas de Trabalho do Olhal Flamengo Tipo C Tabela 8. 2) Para dimensões diferentes dos olhais e outros diâmetros consultar o Fabricante.5 .com) . Se esse diâmetro for menor. Cargas de Trabalhos dos Laços com Olhais Trançados Tipo T Figura 8.Exemplo de Tabela Figura 8.

8.Sapatilhas protetoras tipo pesado Especialmente dimensionadas para evitar a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.6 .com) .CABO 6 X 47 AF (I.66 . Figura 8.novaPDF.3 – Outros acessórios . 2) As cargas de trabalho dos laços dobrados são baseadas em diâmetros de curvatura mínimos nos pontos de contato das cargas.Tabela 8.Sapatilhas compactas Normalmente utilizadas na fixação de cabos de aço de pontes rolantes ou guindastes.5. Figura 8.P.S.0mm.67 Educação Profissional 108 Created with novaPDF Printer (www.) COEFICIENTE DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) Normalmente são fabricados laços com olhais trançados com cabos de diâmetro acima de 38. de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo.

Obs. Figura 8.69 .68 ..70 .Anéis tipo pêra Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho.Estribos protetores especiais Fabricados com materiais de alta resistência. para maior segurança.novaPDF. Submetidos a uma carga de prova superior em 50% à sua carga de trabalho. podendo ainda ser reaproveitados na troca do superlaço.: Podem ser encontrados com trava de segurança. Evitam a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço. Podem ser aplicados em quaisquer dos conjuntos apresentados. Figura 8.71 109 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. garantindo máxima segurança na sua utilização. Figura 8.Anelões Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho. Figura 8. Dimensionados para entrar diretamente no gancho da ponte rolante ou guindaste.com) . Proporcionam proteção de olhais padrões ou de dimensões especiais.Ganchos forjados com olhal Forjados em aço carbono.

Manilhas forjadas Forjadas em aço carbono. Ideais para fixação dos cabos de aço ou formação de olhais em cabos de aço para içamento de cargas. Fácil colocação nos olhais dos superlaços ou fixação nas cargas a serem içadas. tendo um canal redondo para o cabo poder deslizar. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.74 .72 .Ganchos corrediços Forjados em aço de alta resistência.. Fixam a carga evitando a deformação e o desgaste do cabo. Figura 8.Grampos pesados Grampos pesados.Soquetes abertos Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetivado cabo de aço.novaPDF.com) . Figura 8. Figura 8. Figura 8. Podem ser fornecidas com pino rosqueado ou contrapinado.73 .75 110 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

78 Gancho – Olhal Figura 8.81 Figura 8.Soquetes fechados Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetiva do cabo de aço. Figura 8.80 Gancho – Gancho Educação Profissional 111 Created with novaPDF Printer (www.76 . Figura 8.79 Olhal – Olhal Figura 8.77 ..78 Figura 8.79 Figura 8.Soquetes de cunha Utilizados para fixação de cabos de aço.Esticadores forjados Figura 8.82 Figura 8. permitindo posterior regulagem do comprimento.80 Figura 8.novaPDF. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.com) .

como exemplo.83 A movimentação com Lingas de uma perna é mais simples.5. A movimentação com Lingas de duas pernas.81 Manilha – Olhal Figura 8. A carga pode ser igual a capacidade de carga da perna.82 Manilha – Manilha 8. Figura 8. Quanto maior a angulação menor a capacidade de carga da Linga.      Corrente 10mm grau 2 Cabo de aço 12mm Corda de polipropileno 24mm Corrente 8mm grau 5 Corrente 6mm grau 8 Devemos demonstrar com isto o quanto a carga pode pesar em cada modo de operação.com) .4 .85 Figura 8. sempre Lingas que comportam 1000Kg por perna.novaPDF. pois as forças resultantes são crescentes.84 Educação Profissional 112 Created with novaPDF Printer (www.Modos de movimentação Para efeito de cálculos usa-se.Figura 8. Figura 8.

87 Linga em cesto perpendicular à carga pode ter o peso igual a capacidade de quatro pernas independentes somadas. Figura 8.com) . por causa da força aplicada no lançamento.novaPDF. Deve-se contar com apenas 80% da capacidade da carga.88 Figura 8. a menos que se tenha certeza de que as quatro pernas estejam igualmente carregadas. Mas isso somente se o diâmetro da peça for grande o suficiente e não houver cantos vivos.86 Figura 8. Dois laços em perpendicular. Só pode ser usada quando não houver risco da carga escorregar. Educação Profissional 113 Created with novaPDF Printer (www.Figura 8. Dois laços com angulação: a carga está depositada em duas pernas. portanto. Quando temos Lingas de quatro pernas podemos apenas contar como se fossem três pernas.89 Cesto duplo com angulação: por causa da angulação não podemos contar com a capacidade de 4 pernas individuais (4x700kg). Deve-se consultar a tabela e ver qual o diâmetro e qual a angulação que se tem e posteriormente descontar 20% da capacidade de carga por causa do lançamento.

novaPDF. Educação Profissional 114 Created with novaPDF Printer (www.90 Se utilizarmos uma Linga em cesto onde as extremidades estão presas a um único ele de sustentação onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. Figura 8.com) .92 Se utilizarmos uma Linga em cesto sem fim onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. devemos contar também com apenas 80% da capacidade de suas pernas uma vez que ela sofre dobramentos no laço e no gancho.91 Se utilizarmos uma Linga em cesto ou em laço devemos contar com apenas 80% de sua capacidade de carga por causa da dobra que é feita no laçamento. Figura 8. Podemos calcular com a capacidade de cada perna como cheia.Figura 8. Figura 8.93 Se utilizarmos uma Linga sem fim em laço. Devemos contar com 80% da capacidade da carga de suas pernas uma vez que ela trabalha dobrada sobre o gancho.

Movimentação com Travessões Com travessões pode-se fazer movimentações mesmo com pouca altura de elevação.98 .96 Figura 8. Movimentação com angulação invertida. devido a limitação do meio de elevação. pois quanto maior seu peso menor o peso que poderemos transportar. Figura 8. As cargas abaixo do Travessão devem ser presas de tal forma que não possam se dobrar e cair (carga ou peças individuais). Figura 8. Deve-se considerar como única desvantagem do Travessão o seu próprio peso.A carga está no centro.97 . as Lingas podem escorregar por baixo da carga.com) .Em Travessões com dois pontos de fixação superior.94 Se utilizar Travessões e a carga não for alinhada em seu centro a carga pende e pode escorregar e cair. evitando total ou parcialmente a angulação das pernas. Educação Profissional 115 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. as duas fixações superiores estão igualmente carregadas.novaPDF.. se a carga só estará sendo suportada em uma das fixações superiores do Travessão.95 Figura 8.

8. 8.com) .novaPDF. 8. Costuras inadequadas ou avariadas. Destrançamento da perna.Avaliação da inspeção Em função dos resultados obtidos na inspeção deve ser decidido se o cabo apresenta ou não a possibilidade de falha e sua taxa de deterioração é tal que permita a sua utilização. Educação Profissional 116 Created with novaPDF Printer (www.6.Periodicidade das inspeções A periodicidade das inspeções deve ser determinada.6. Formação de saca rolhas.Arames Partidos Deve-se substituir um cabo em serviço quando o número visível de arames rompidos. Dobra. qualquer indício de deterioração que implique na perda da resistência original do cabo deve motivar uma inspeção do mesmo. até a próxima inspeção.1 . Quando não se possuir um histórico da vida útil.6. 8.INSPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS Devido à grande preocupação que é depositada em função da performance e confiabilidade dos cabos de aço e acessórios. no trecho mais danificado. pelo órgão de inspeção responsável. em função das condições de uso do cabo. Independentemente da periodicidade fixada. A avaliação da condição do cabo deve ser feita no trecho que apresenta a máxima deterioração e estendida a todo cabo. as empresas e instituições procuram desenvolver métodos de controle das condições destes componentes com o objetivo de garantir uma operação segura para não haja danos materiais e acidentes de trabalho em uma atividade de transporte e içamento de cargas. com segurança. Desgastes localizados.6 . Corrosão. Recomenda-se que o período sem inspeção não ultrapasse 25% da vida útil prevista para o cabo. Redução no diâmetro dos cabos.2 . Gaiola de passarinho. Pernas esmagadas ou mordidas.3 . Protuberância da alma. Algumas irregularidades que pode ser encontrada nos cabos de aço são:            Arames partidos ou desgastados. estiver acima dos limites.Condições específicas . o órgão de inspeção deve determinar este dado e utilizar a freqüência acima recomendada. para uma avaliação das condições operacionais do cabo.

Qualquer evidência de arames partidos no interior do cabo indica uma condição anormal possivelmente devido à fadiga.Inspeção das costuras A seção costurada do cabo deve ser eliminada e uma nova costura deve ser realizada se forem encontrados partidos ou gastos. Após um longo tempo de serviço. no trecho de maior deformação.Redução no diâmetro do cabo O cabo deve ser substituído quando houver uma redução de 10% no valor de seu diâmetro nominal devido a alterações estruturais tais como ruptura da alma de aço ou deterioração da alma de fibra ou desgaste abrasivo externo ou corrosão externa. este defeito pode implicar em um aumento no desgaste e ruptura de arames. pernas soltas. mordidas ou com folgas excessivas. corrosão. esta região deve ser monitorada para avaliação de aumento de desgaste e ruptura de arames.Inspeção das Pernas O cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade refeita sempre que forem encontradas pernas esmagadas. o cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade deve ser refeita para reajuste do passo. dobras puxadas para fora.Deformação do tipo saca-rolha Na deforma tipo saca-rolha o eixo do cabo assume a forma helicoidal. baleeiras e outros equipamentos que envolvem riscos operacionais. Esta deformação deve ser medida sem carga. . O diâmetro deve ser medido como indica na figura abaixo: .6. corrosão com ruptura de outros arames não visíveis com facilidade.Quando houver um ou mais arames partidos em uma distância de 5 X D (diâmetro externo do cabo) de um acessório instalado (presilhas. Quando o valor da deformação em relação ao eixo do cabo for superior a 1/3 o seu diâmetro nominal.99 . É necessário então realizar o procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. É importante observar que não se admite costuras em cabos de aço para guindastes. Caso seja observado destrançamento da perna. deve ser adotado o critério fixado pela norma da empresa onde está instalado o equipamento. esta deformação se for severa pode transmitir uma oscilação durante a movimentação do cabo. acessórios danificados ou com desgaste excessivo. 8. achatadas. Apesar de não implicar a perda de resistência do cabo.com) . forração folgada e outros defeitos. Figura 8. Educação Profissional 117 Created with novaPDF Printer (www. soquete ou outro acessório).novaPDF.4 .

Figura 8.104 Figura 8.6 – Corrosão Outra importante verificação é em relação ao estado de corrosão do cabo. presilhas e forjados) recomenda-se prever periodicamente.103 Figura 8. A graxa de uso geral em cabos de aço deve ser de base asfáltica. deve ser realizada correta limpeza na superfície do cabo evitando o uso de produtos que contenham enxofre. 8. através de ensaio radiográfico.Extremidade dos cabos Na inspeção das extremidades dos cabos que possuem terminais (soquetes abertos ou fechados. desgastes localizados e avarias por calor (queima por maçarico ou arco elétrico). Para efetuar a inspeção correta é necessário utilizar procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. Como alternativa o cabo pode ser mantido em serviço desde que seja removido o trecho comprometido do mesmo.8 .5.5 .Outros defeitos É necessário substituir o cabo quando forem detectados os seguintes defeitos: gaiolas de passarinho. e caso a película de lubrificante não esteja uniforme e contínua. É necessário verificar o estado de lubrificação do cabo.6. Antes de ser efetuada a lubrificação.Lubrificação dos cabos.100 Figura 8. dobras.com) .105 8. avaliação do estado de corrosão internado cabo no soquete. Corrosão severa determina a substituição do cabo. 118 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.5. Figura 8.101 Figura 8.5. protuberâncias no cabo ou na alma.102 8.8. aplicar nova película.7 .novaPDF.

Figura 8.10 .109 Figura 8. Educação Profissional 119 Created with novaPDF Printer (www.106 Figura 8.Inspeção em acessórios .110 .novaPDF.desgaste ou abrasão (internos e externos) superior a 10% da seção original ou apresentarem um número de arames rompidos que ultrapassem ou limites estabelecidos.Inspeções de Ganchos Os ganchos devem ser substituídos quando forem detectados um ou mais dos seguintes defeitos: Torção maior do que 10º Abertura de garganta 15% maior do que a abertura original Trincas Desgaste acentuado (maior que 10%) Nota: Para ganchos com haste deve ser verificada a liberdade de giro através do esforço manual.108 8. desgaste no cavirão e/ou no corpo igual ou superior a 10% do diâmetro do projeto devem ser substituídas. 8. Figura 8.com) .107 Figura 8.5.Inspeção em Manilhas Quaisquer deformações visuais apresentadas pela manilha ou pelo cavirão são causais para substituições. Manilhas apresentando trincas.Inspeção eletromagnética Os cabos submetidos à inspeção eletromagnética devem ser substituídos quando apresentarem redução de seção reta metálica devido corrosão.5.9 .

Inspeção de Moitões e Cadernais Deve ser verificada a ferragem da cabeça do moitão e/ou cadernal (quando giratório) quando seu giro for por esforço manual. Existência de trincas especialmente nos canais.112 Os anéis devem ser substituídos quando forem detectados os seguintes defeitos: desgaste acima de 10% da sua dimensão original.111 Inspeção de Anéis Pêra Figura 1. Figura 8. Figura 8.116 120 Created with novaPDF Printer (www. Verificar se há marca no canal provocadas pelo cabo de aço.114 Figura 8.113 .Figura 8. Caso ocorram estas marcas a polia deve ser usinada ou substituída por outra de maior dureza.novaPDF.com) . trincas e deformações em qualquer região detectáveis por inspeção visual ou com líquido penetrante. Folga existente entre a polia e eixo. Deve ser verificada a fixação das placas laterais bem como deformações visíveis nas mesmas. As polias dos moitões e cadernais devem ser inspecionadas quanto aos seguintes itens:      Desgaste e/ou deformações no canal do flange. Verificar também a existência de desgaste ou corrosão severa no conjunto. Liberdade de giro da polia.115 Educação Profissional Figura 8.

Unir dois eixos: Pode significar a união entre motor e máquina movida ou a união de eixos de grande comprimento.1– Definição São elementos de máquinas destinados a unir dois eixos e transmitir torque e rotação. anular os efeitos deste sobre os componentes da transmissão. causando a parada da máquina.ACOPLAMENTOS 9. Subdividem-se em: Acoplamentos comandáveis transmitem força e movimento somente quando acionados.Compensar desalinhamentos: Para maioria das aplicações os acoplamentos devem ser capazes de tolerar certos valores de desalinhamentos entre eixos ligados.9 . além de atenuar os efeitos de vibrações geradas nas transmissões.Absorver choques e vibrações: Os acoplamentos modernos devem possuir a capacidade de absorver choques provocados pela partida.com) . Empregam-se os acoplamentos quando se deseja transmitir um momento de rotação (movimento de rotação e forças) de um eixo motor a outro elemento de máquina movido situado coaxialmente a ele (Figura 9.1 – Exemplo de aplicação do acoplamento NOTA: Os acoplamentos que operam por atrito são chamados de embreagem (fricção) ou freios. 9. isto é. obedecendo a um comando. 9. Educação Profissional 121 Created with novaPDF Printer (www. . antes de uma ruptura de um componente de maior valor agregado.2. os acoplamentos podem romper-se.novaPDF.Atuar como fusível da transmissão: Em casos de problemas operacionais que gerem cargas adicionais sobre a transmissão.2.Acoplamentos comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada poderá ser interrompida.2.1. Acoplamento Motor Máquina Figura 9.1. .CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9. São mecanismos que operam segundo o princípio de atrito.1). Esses mecanismos recebem os nomes de embreagens e de freios. reversão e sobrecargas operacionais. mudança de rotação.ELEMENTOS MECÂNICOS 9.1. .Funções dos acoplamentos São as principais funções de um acoplamento: . e assim.1.

pneumáticos e os diretamente comandados pela máquina de trabalho. fazem a conexão entre árvores.Acoplamentos não-comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada é permanente.novaPDF. existem os acoplamentos comandáveis manuais. Comandáveis Comandados pela força aplicada Comandados pelo momento de torção Comandados pelo sentido de rotação Comandados mecanicamente Comandados hidráulica ou pneumaticamente 9. eletromagnéticos.2. Os freios têm as funções de regular. motriz e comandada. Segundo o tipo de comando. hidráulicos.As embreagens. à mesma velocidade angular. reduzir ou parar o movimento dos corpos.com) . Elas mantêm as árvores. também chamadas fricções. Subdividem-se em: Não-comandáveis Rígidos Flexíveis Torcionalmente Rígidos Torcionalmente Elásticos De engrenagem De lamelas 122 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.2 .

.2). não absorvem choques e vibrações e não admitem desalinhamento radial.novaPDF. pois estes elementos não conseguem compensar eventuais desalinhamentos ou flutuações.2 – Exemplo de acoplamento rígido Os eixos dos acoplamentos rígidos devem ser alinhados precisamente. axial e angular. Figura 9. absorvem choques e vibrações protegendo as máquinas acopladas e não requerem lubrificação. são torcionalmente elásticos.3 – Tipos de desalinhamento Os acoplamentos flexíveis são construídos em forma articulada..com) . Educação Profissional 123 Created with novaPDF Printer (www. Figura 9. O ajuste dos alojamentos dos parafusos deve ser feito com as partes montadas para obter o melhor alinhamento possível. para evitar acidentes (Figura 9. axial e angular. 9. Compensam desalinhamento radial.Acoplamentos permanentes flexíveis Esses elementos são empregados para tornar mais suave à transmissão do movimento em árvores que tenham movimentos bruscos e quando não se pode garantir um perfeito alinhamento entre as árvores (Figura 128).3.1 . em forma elástica ou em forma articulada e elástica.3 – TIPOS DE ACOPLAMENTOS FLEXÍVEIS 9.Acoplamento elástico de pinos Os elementos transmissores são pinos de aço com mangas de borracha (Figura 9. são torcionalmente rígidos.4). Não possuem qualquer flexibilidade.Acoplamentos permanentes rígidos Os mais empregados são os flanges e luvas de união que devem ser construídas de modo que não apresentem saliências ou que estas estejam totalmente cobertas.

6).6 – Acoplamento elástico de garras 9. O conjunto está alojado em duas tampas providas de junta de encosto e de retentor junto ao cubo.7). Todo o espaço entre os cubos e as tampas é preenchido com graxa (Figura 9.7 – Acoplamentos elásticos de grade Educação Profissional 124 Created with novaPDF Printer (www.Figura 9.Acoplamento elástico perflex Os discos de acoplamento são unidos perifericamente por uma ligação de borracha apertada por anéis de pressão (Figura 9.novaPDF.Acoplamento elástico de garras As garras.4 – Acoplamento elástico de pinos 9. Figura 9.2 . Figura 9. constituídas por tacos de borracha. Figura 9.Acoplamento elástico de grade ou gaiola de aço Consiste de dois cubos providos de flanges ranhuradas onde está montada uma grade metálica elástica que liga os cubos.com) . encaixam-se nas aberturas do contradisco e transmitem o momento de rotação (Figura 9.5 – Acoplamentos perflex 9.3.5).3.3 .3.4 .

5 .3. O formato dessas calhas permite que o plano de contato entre as esferas e as calhas divida. A junta de articulação mais conhecida é a junta universal (ou junta cardan) empregada para transmitir grandes forças.3. Essa posição do plano de contato é que possibilita a transmissão constante da velocidade (Figura 9. Educação Profissional 125 Created with novaPDF Printer (www. São classificados como não elásticos.10). o que permite até 3º de desalinhamento angular.9 – Junta cardan ou universal 9.9).com) . usam-se duas juntas (Figura 9.novaPDF. sempre.Acoplamento de engrenagens (não elástico) Os dentes possuem a forma ligeiramente curvada no sentido axial.Apesar de este acoplamento ser flexível. as árvores devem ser bem alinhadas no ato de sua instalação para que não provoquem vibrações excessivas em serviços. Para inclinações até 25º.8 – Exemplos de acoplamentos de engrenagens e suas características 9.3. Com apenas uma junta universal o ângulo entre as árvores não deve exceder a 15º. Figura 9. Figura 9. o ângulo das árvores em duas partes iguais. O anel dentado (peça transmissora do movimento) possui duas carreiras de dentes que são separadas por uma saliência central (Figura 9.8). 9.Junta universal de velocidade constante (homocinética) Transmite velocidade constante e tem comando através de esferas de aço que se alojam em calhas.6 .Junta de articulação (não elástico) É usada para transmissão de momentos de torção em casos de árvores que formarão ângulo fixo ou variável durante o movimento.7 .

Embreagem cônica Possui duas superfícies de fricção cônicas.4.Figura 9.4 .3 .12 A capacidade de torque de uma embreagem cônica é maior que a de uma embreagem de disco de mesmo diâmetro. 9. para evitar o escorregamento quando a potência é transmitida.novaPDF.Embreagem de disco Consiste em anéis planos apertados contra um disco feito de material com alto coeficiente de atrito. Esse ângulo não deve ser inferior a 8º para evitar o emperramento.com) . Sua capacidade de torque aumenta com o decréscimo do ângulo entre o cone e o eixo.10 – Junta homocinética 9.2 . Figura 9. 9.Embreagem centrífuga É utilizada quando o engate de uma árvore motora deve ocorrer progressivamente e a uma rotação predeterminada.4. uma das quais pode ser revestida com um material de alto coeficiente de atrito. Figura 9.EMBREAGENS 9.1 .4. Educação Profissional 126 Created with novaPDF Printer (www.11 Normalmente a força é fornecida por uma ou mais molas e a embreagem é desengatada por uma alavanca.

o acoplamento é aliviado e a alavanca. revestida com asbesto em ambos os lados. empurram as sapatas que. por ação da força centrífuga. Figura 9.14 O disco de atrito é comprimido axialmente através do disco de compressão por meio das molas sobre o volante.novaPDF. descomprime o disco através dos pinos.4 . completam a transmissão do torque. por sua vez.Figura 9.Embreagem de disco para auto-veículos Consiste em uma placa. presa entre duas placas de aço quando a embreagem está acionada.4.4. A ponta de árvore é centrada por uma bucha de deslizamento.Embreagem de disco para máquinas A cobertura e o cubo têm rasgos para a adaptação das lamelas de aço temperadas. 9. Com o deslocamento do anel de grafite para a esquerda. que se apoia sobre a cantoneira. Educação Profissional 127 Created with novaPDF Printer (www.com) .5 .13 Os pesos. 9.

como granalhas de aço.7 . No outro sentido. assim.6 . entrelaçam-se transmitindo o torque. 9. em um sentido de giro.com) . as escoras se inclinam e a transmissão cessa. e as alavancas angulares comprimem. Educação Profissional 128 Created with novaPDF Printer (www.Figura 9.4.4. são compactadas sob a ação de força centrífuga produzida pela rotação. O ajuste posterior da força de atrito é feito através da regulagem do cubo posterior de apoio. o pacote de lamelas.Embreagem seca É um tipo de embreagem centrífuga em que partículas de metal. A separação das lamelas é feita com o recuo da guia de engate por meio do molejo próprio das lamelas opostas e onduladas.16 Essa escoras estão dispostas de forma tal que.novaPDF. Figura 9.Embreagem de escoras Pequenas escoras estão situadas no interior do acoplamento fazendo a ligação entre as árvores. 9.15 A compressão é feita pelo deslocamento da guia de engate.

Figura 9.17 As partículas estão contidas em um componente propulsor oco, dentro do qual está também um disco, ligado ao eixo acionado. A força centrífuga comprime as partículas contra o disco, acionando o conjunto.

9.4.8 - Embreagem de roda-livre ou unidirecional Cada rolete está localizado em um espaço em forma de cunha, entre as árvores interna e externa.

Figura 9.18 Em um sentido de giro, os roletes avançam e travam o conjunto impulsionando a árvore conduzida. No outro sentido, os roletes repousam na base da rampa e nenhum movimento é transmitido. A embreagem unidirecional é aplicada em transportadores inclinados como conexão para árvores, para travar o carro a fim de evitar um movimento indesejado para trás.

9.4.9 - Embreagem eletromagnética Neste tipo de embreagem, a árvore conduzida possui um flange com revestimento de atrito.

Figura 9.19 Uma armadura, em forma de disco, é impulsionada pela árvore motora e pode mover-se axialmente contra molas. Educação Profissional 129

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

Uma bobina de campo, fixa ou livre para girar com a árvore conduzida, é energizada produzindo um campo magnético que aciona a embreagem. Uma característica importante da embreagem eletromagnética é poder ser comandada a distância por meio de cabo.

9.4.10 - Embreagem hidráulica Neste caso, as árvores, motora e movida, carregam impulsores com pás radiais.

Figura 9.20 Os espaços entre as pás são preenchidos com óleo, que circula nas pás quando a árvore motora gira. A roda na árvore motora atua como uma bomba, e a roda na árvore movida atua como uma turbina, de forma que a potência é transmitida, havendo sempre uma perda de velocidade devido ao escorregamento. A embreagem hidráulica tem aplicação em caixas de transmissão automática em veículos.

10 - FREIOS
São mecanismos que, para interromper um movimento, transformam energia cinética em calor. Podem ter acionamento manual, hidráulico, pneumático, eletromagnético ou automático. A seguir serão apresentados os principais tipos de freios.

10.1 - FREIO DE DUAS SAPATAS Neste caso, duas sapatas são mantidas em contato com o tambor através da ação de uma mola que o impede de rodar. Para liberar o tambor, aciona-se a alavanca de comando, que pode ser operada manualmente, por um solenóide ou por um cilindro pneumático. Esse tipo de freio é utilizado em elevadores.

Figura 10.1 130

Educação Profissional

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

10.2 - FREIO A DISCO É um freio em que um ou dois blocos segmentares, de material de fricção, são forçados contra a superfície de um disco giratório.

Figura 10.2 Em automóveis, os blocos segmentares (ou pastilhas) são operados por pistões hidráulicos. Os freios a disco são menos propensos à fadiga (queda de eficiência operacional em função do tempo de utilização) que os freios a tambor.

10.3 - FREIO DE SAPATA E TAMBOR O detalhe característico deste freio é uma sapata (ou parte de uma alavanca), revestida com material de alto coeficiente de Mola Alavanca Sapatas blocos Disco giratório atrito, comprimida contra uma roda giratória (ou tambor) ligada ao órgão a frear.

Figura 10.3

10.4 - FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR É um freio em que duas sapatas curvas são forçadas para fora, contra o interior da borda de um tambor giratório.

Figura 10.4 Educação Profissional 131

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

na parte interna de um tambor. Figura 10.POLIAS E CORREIAS Para transmitir potência de uma árvore à outra. pela ação da força centrífuga contra a ação de mola lamelares. Figura 10.FREIO CENTRÍFUGO É um freio onde as sapatas (revestidas com asbesto) atuam.As sapatas são revestidas com material de atrito. conhecido como lona de freio. 11 .5 Os discos de aço giram em um eixo entalhado e os discos de atrito são fixados por pinos. O freio atua por compressão axial dos discos. 10. alguns dos elementos mais antigos e mais usados são as correias e as polias. rebitado ou colado em sua superfície externa.5 . 10.novaPDF.6.com) .FREIO MULTIDISCO Compõe-se de vários discos de atrito intercalados com disco de aço.6 A tensão da mola determina o instante de ação do freio. As transmissões por correias e polias apresentam as seguintes vantagens: Educação Profissional 132 Created with novaPDF Printer (www.

Figura 11. A velocidade periférica (V) é a mesma para as duas rodas.novaPDF. Educação Profissional 133 Created with novaPDF Printer (www.1 – RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO (I) É a relação entre o número de voltas das polias (n) numa unidade de tempo e os seus diâmetros.POLIAS Polias são elementos mecânicos circulares. As polias trapezoidais são conhecidas pelo nome de polias em “V” e são as mais utilizadas em máquinas. necessitam da presença de vínculos chamados correias. elevada resistência ao desgaste e funcionamento silencioso. acoplados a eixos motores e movidos por máquinas e equipamentos. Quando em funcionamento. As polias. As polias são classificadas em dois grupos: planas e trapezoidais.com) . para funcionar. Sempre haverá transferência de força. as polias e correias podem transferir e/ou transformar movimentos de um ponto para outro da máquina. com ou sem canais periféricos.2 . elásticas e adequadas para grandes distâncias entre centros.  Possuem baixo custo inicial.1 11. São flexíveis. Onde: D1 = da polia menor D2 = da polia maior n1 = número de voltas por minuto (rpm) da polia menor n2 = rpm da polia maior Logo: 11. alto coeficiente de atrito.

Figura 11. No acionamento simples. O tamanho da superfície de atrito é determinado pela largura da correia e pelo ângulo de abraçamento ou contato ( ) (figura acima) que deve ser o maior possível e calcula-se pela seguinte fórmula: Para obter um bom ângulo de abraçamento é necessário que:  a relação de transmissão i não ultrapasse 6:1. quando existe somente uma polia motora e uma polia movida (como na figura abaixo).1.  a distância entre eixos não seja menor que 1. quando existem polias intermediárias com diâmetros diferentes.1. porém o desgaste da correia é maior. A correia plana.3 A correia plana permite ainda a transmissão entre árvores não paralelas. na prática. da velocidade periférica. desliza e portanto não transmite integralmente a potência. sempre menor que a da polia motora.novaPDF. a polia motora e a movida giram no mesmo sentido. quando em serviço.com) .4 Educação Profissional 134 Created with novaPDF Printer (www. Figura 11. do tamanho da superfície de atrito e do material da correia e das polias.Transmissão por correia plana Essa maneira de transmissão de potência se dá por meio do atrito que pode ser simples. O deslizamento depende da carga. No acionamento cruzado as polias giram em sentidos contrários e permitem ângulo de abraçamento maiores.11.2 A velocidade periférica da polia movida é. ou múltiplo.2 (D1 + D2). Figura 11.

1.Tensionador ou esticador Quando a relação de transmissão supera 6:1. a superfície de contato da polia plana pode ser plana ou abaulada.1. O acabamento superficial deve ficar entre quatro e dez milésimos de milímetro (4 10 m).11. usa-se o rolo tensionador ou esticador. Para isso.novaPDF.2.7 A tensão da correia pode ser controlada também pelo deslocamento do motor sobre guias ou por sistema basculante.3. A polia com superfície plana conserva melhor as correias e a polia com superfície abaulada guia melhor as correias. Quando a velocidade da correia supera 25m/s é necessário equilibrar estática e dinamicamente as polias (balanceamento).5 Figura 11. é necessário aumentar o ângulo de abraçamento da polia menor. Figura 11.6 11. acionado por mola ou por peso. Figura 11. Educação Profissional 135 Created with novaPDF Printer (www.Formato da polia plana Segundo norma DIN 111.com) .

o perlon e o nylon. Educação Profissional 136 Created with novaPDF Printer (www.4 . É feita de borracha revestida por lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para absorver as forças.Materiais para correia plana  Couro de boi Recebe emendas.  Material fibroso e sintéticos Não recebe emendas (correia sem-fim).1. 11.5-Transmissão por correia em V A correia em V é inteiriça (sem-fim) fabricada com secção transversal em forma de trapézio. o pêlo de camelo.com) .novaPDF.  Material combinado. O limite é dado por p = D + 3/2h (D = diâmetro da polia maior e h = altura da correia). o viscose. Figura 11.1. Essa combinação produz uma correia com excelente flexibilidade.Figura 11.10 O emprego da correia em V é preferível ao da correia plana e possui as seguintes características:   Praticamente não tem deslizamento.  Permite uma boa proximidade entre eixos. couro e sintéticos Essa correia possui a face interna feita de couro curtido ao cromo e a externa de material sintético (perlon). suporta bem os esforços e é bastante elásticas. Relação de transmissão até 10:1. própria para forças sem oscilações. para polia de pequeno diâmetro. capas de transmitir grandes potências.8 Figura 11.9 11. Tem por material base o algodão.

 A pressão nos flancos. Elimina os ruídos e os choques.6. Dimensões normalizadas para polias em V: Educação Profissional 137 Created with novaPDF Printer (www. 11.     Partida com menor tensão prévia que a correia plana.Perfil e designação das correias em V A designação é feita por uma letra que representa o formato e por um número que é o perímetro médio da correia em polegada. em consequência do efeito de cunha.1. B. medindo o comprimento externo da correia. 11. por aproximação.7. diminuindo um dos valores abaixo e transformando o resultado em polegadas. Os perfis são normalizados e denominam-se formato A. D e E.com) .1. triplica em relação à correia plana. Figura 11. Menor carga sobre os mancais que a correia plana.11 Para especificação de correias. suas dimensões são mostradas na figura a seguir. típicos da correia emendada com grampos. C.Perfil dos canais das polias As polias em V têm suas dimensões normalizadas e são feitas com ângulos diferentes conforme o tamanho. pode-se encontrar. o número que vai ao lado da letra.novaPDF. Emprego de até doze correias numa mesma polia.

11. 138 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. A correia não deve ultrapassar a linha do diâmetro externo da polia e nem tocar no fundo do canal.Figura 11.novaPDF.1.12 O perfil dos canais das polias em V deve ter as medidas corretas para que haja um alojamento adequado da correia no canal.Relação de transmissão (i) para correias e polias em V Uma vez que a velocidade (V) da correia é constante. a relação de transmissão está em função dos diâmetros das polias.com) . o que anularia o efeito de cunha.8.

Para a especificação das polias e correias dentadas. deve-se mencionar o comprimento da correia ou o número de sulcos da polia. geralmente. deve-se tomar o diâmetro nominal médio da polia (Dm) para os cálculos.9-Transmissão por correia dentada A correia dentada em união com a roda dentada correspondente permite uma transmissão de força sem deslizamento. metal leve ou ferro fundido em areia especial para precisão nas medidas em bom acabamento superficial.14 11.1.novaPDF. são feitos com módulos 6 ou 10. O diâmetro nominal calcula-se pela fórmula: Figura 11. A força se transmite através dos flancos dos dentes e pode chegar a 400N/cm2.Figura 11.com) . As polias são fabricadas de metal sinterizado. As correias de qualidade têm no seu interior vários cordonéis helicoidais de aço ou de fibra de vidro que suportam a carga e impedem o alongamento.’ Figura 11. A relação de transmissão (i) é dada por: Educação Profissional 139 Created with novaPDF Printer (www.15 O perfil dos dentes pode ser trapezoidal ou semicircular. o passo dos dentes e a largura.13 Para as correias em V.

Polias desalinhadas danificam rapidamente as correias e forçam os eixos aumentando o desgaste dos mancais e os próprios eixos.17 11. Note que a correia não ultrapassa a linha do diâmetro externo da polia nem toca no fundo do canal. conforme mostra a figura.com) . Figura 11.11. amassadas. Não apresentar as bordas trincadas. À esquerda. por causa do desgaste sofrido pelo canal.1.novaPDF. a correia assenta-se no fundo. À direita. as polias em “V” exigem alinhamento.11 . Apresentar os canais livres de graxa.16 A verificação do dimensionamento dos canais das polias deve ser feita com o auxílio de um gabarito contendo o ângulo dos canais. para fazer um bom alinhamento. Nesse último caso. Educação Profissional 140 Created with novaPDF Printer (www. para funcionarem adequadamente.Alinhamento de polias Além dos cuidados citados anteriormente. óleo ou tinta e corretamente dimensionados para receber as correias.1.Cuidados exigidos com polias em V As polias. oxidadas ou com porosidade. É recomendável. temos uma correia corretamente assentada no canal da polia. Figura 11.10 . a polia deverá ser substituída para que a correia não venha a sofrer desgastes prematuros. exigem os seguintes cuidados:    Não apresentar desgastes nos canais. usar uma régua paralela fazendo-a tocar toda a superfície lateral das polias. Observe as ilustrações seguintes.

 Nas revisões de 100 horas.Procedimentos em manutenção com correias e polias A correia é importante para a máquina.novaPDF. As velhas.Figura 11. variando de fabricante para fabricante. quando esticada demais. pois nesse período as correias sofrem maiores esticamentos. é preferível trabalhar com uma correia a menos do que trocá-la por outra. há quebra dos eixos ou desgaste rápido dos mancais. Além disso. As polias devem ter uma construção rigorosa quanto à concentricidade dos diâmetros externos e do furo. Os defeitos construtivos das polias também influem negativamente na posição de montagem do conjunto de transmissão.  Se uma correia do jogo romper. Esse cuidado é necessário porque correias de marcas diferentes apresentam desempenhos diferentes. verificar a tensão.1. A primeira recomendação para a manutenção das correias em “V” é mantê-las sempre limpas. Não é aconselhável usar correias novas junto às velhas. por estarem lasseadas. Quando mal aplicada ou frouxa. devem ser observados os seguintes requisitos:  Nas primeiras 50 horas de serviço. Educação Profissional 141 Created with novaPDF Printer (www. e quanto ao balanceamento.com) .  Nunca tentar remendar uma correia em “V” estragada. o desgaste que elas sofreram e o desgaste das polias.  Jogos de correias deverão ser montados com correias de uma mesma marca.  Tomar cuidado para que o protetor das correias nunca seja removido enquanto a máquina estiver em operação. quanto à perpendicularidade entre as faces de apoio e os eixos dos flancos. sobrecarregam as novas. verificar constantemente a tensão e ajustá-la. se necessário.18 11. provoca a perda de velocidade e de eficiência da máquina. até que se possa trocar todo o jogo. Influência dos defeitos das polias na posição de montagem do conjunto de transmissão.12. para que não provoquem danos nos mancais e eixos.

Após montar as correias nos respectivos canais das polias e. pois se estiverem em lados opostos o tensionamento posterior não será uniforme.Colocação de correias Para colocar uma correia vinculando uma polia fixa a uma móvel. antes de tensioná-las. Não se recomenda colocar correias forçando-as contra a lateral da polia ou usar qualquer tipo de ferramenta para forçá-la a entrar nos canais da polia. Educação Profissional 142 Created with novaPDF Printer (www. deve-se girálas manualmente para que seus lados frouxos fiquem sempre para cima ou para baixo.1.novaPDF. deve-se recuar a polia móvel aproximando-a da fixa. Esse procedimento facilitará a colocação da correia sem perigos de danificá-la.13. Esses procedimentos podem causar o rompimento das lonas e cordonéis das correias.11.com) .

22 Educação Profissional 143 Created with novaPDF Printer (www.1. sem que ocorra deslizamento.novaPDF. Os tipos de proteção mais adequados são aqueles que permitem a passagem do ar para uma boa ventilação e dissipação do calor. produção de calor excessivo nas correias.Figura 11.14 . bastará empurrá-la com o polegar. Na prática. ocasionando danos prematuros. mesmo com picos de carga.20 11.1.15. Aconselha-se a colocação de telas ou grades de aço para essas proteções. conseqüentemente.Proteção de sistemas Todo sistema que trabalha com transmissão de correias deve ser devidamente protegido para evitar acidentes. Figura 11.  Tensão alta: reduz a vida útil das correias e dos rolamentos dos eixos das polias. para verificar se uma correia está corretamente tensionada. Deve-se verificar periodicamente se as malhas das telas estão limpas e se as telas não estão em contato direto com o sistema.Tensionamento de correias O tensionamento de correias exige a verificação dos seguintes parâmetros:  Tensão ideal: deve ser a mais baixa possível.21 11. de modo tal que ela se flexione aproximadamente entre 10 mm e 20 mm conforme ilustrado a seguir.  Tensão baixa: provoca deslizamento e. Figura 11.19 Figura 11.com) .

não ocorre o deslizamento. etc.novaPDF. É. de muita utilidade para transmissões entre eixos próximos. A transmissão de potência é feita através do engrenamento entre os dentes da engrenagem e os elos da corrente.com) . vapores.2 Educação Profissional 144 Created with novaPDF Printer (www. Figura 12. ainda. Figura 12.16. óleo. Quando se adiciona carga ao sistema já existente.23 12. substituindo trens de engrenagens intermediárias. É necessário para o funcionamento desse conjunto de transmissão que as engrenagens estejam em um mesmo plano e os eixos paralelos entre si. encurta-se a vida útil das correias. conforme comentários mostrados na ilustração. Figura 11.1 A transmissão por corrente normalmente é utilizada quando não se podem usar correias por causa da umidade.Adição de cargas Um sistema de transmissão por correias deve ser calculado adequadamente.1.CORRENTES Um ou vários eixos podem ser acionados através de corrente.11.

sobre cada pino articulado.6 12. várias talas dispostas uma ao lado da outra. com abas de adaptação. onde as talas são permanentemente ligadas através de pinos e buchas. onde cada segunda tala pertence ao próximo elo da corrente.12.1.5 Várias correntes podem ser ligadas em paralelo. Figura 12.Corrente de rolos É composta por elementos internos e externos.2.TIPOS DE CORRENTES 12.Corrente de dentes Nesse tipo de corrente há.3 Figura 12. sobre as buchas são. podem ser montadas até 8 correntes em paralelo.1 . médio e pesado.4 Figura 12. em transportadores.novaPDF. em movimentação e sustentação de contrapeso e.1. colocados rolos.com) . Educação Profissional 145 Created with novaPDF Printer (www. Esta corrente é aplicada em transmissões. ainda. formando corrente múltipla. é fabricada em tipo standard. Figura 12.1 .

Figura 12. em alguns casos. Sua característica principal é a facilidade de retirar-se qualquer elo.novaPDF.3.8 Figura 12. Além disso. o passo fica. de elo a elo vizinho.1. pois entre eles não há diferença. sendo apenas necessário suspendê-lo. igual.7 Figura 12. É conhecida por “link chain”.com) . pode ser usada em transmissões. É conhecida como corrente silenciosa (“silent chain”).Figura 12. mesmo com o desgaste. Esta corrente permite transmitir rotações superiores às permitidas nas correntes de rolos.9 Dessa maneira. podem ser construídas correntes bem largas e muito resistentes.11 Educação Profissional 146 Created with novaPDF Printer (www. 12.10 Figura 12.Corrente de elos livres Esta é uma corrente especial usada para transportadores e.

1. os pinos são cortados de arames de aço.com) . É usada nos transportadores e os blocos formam base de apoio para os dispositivos usados para transporte. É usada em talhas manuais. os rolos e as buchas são repuxados de chapas de aço ou enrolados de fitas de aço. separadamente.14 O passo é igual à corda medida sobre o diâmetro primitivo desde o centro de um vão ao centro do vão consecutivo. cada par de rolos.1. Engrenagens para correntes As engrenagens para correntes têm como medidas principais o número de dentes (Z).Corrente comum Conhecida também por cadeia de elos.12 12. o passo (p) e o diâmetro (d). As peças prontas são. com seus elos.Fabricação das correntes As talas são estampadas de fitas de aço.Corrente de blocos É uma corrente parecida com a corrente de rolos.4 . mas.novaPDF. Figura 12.6. transportadores e em uma infinidade de aplicações. Figura 12.12. beneficiadas ou temperadas para aproximadamente 60 rockwell. podendo ter um vergalhão transversal para esforço.1.5. porque a corrente se aplica sobre a roda em forma poligonal. possui os elos formados de vergalhões redondos soldados. forma um sólido (bloco). Figura 12.13 12. Educação Profissional 147 Created with novaPDF Printer (www.

as laterais dos dentes são afiladas e 10% mais estreitas que a corrente.17 12.15 O perfil dos dentes corresponde ao diâmetro dos rolos da corrente e para que haja facilidade no engrenamento. instalação ou manutenção podem fazer com que as correntes apresentem vários defeitos. Educação Profissional 148 Created with novaPDF Printer (www. Figura 12.novaPDF.16 Algumas rodas possuem o perfil modificado para compensar o alargamento produzido pelo desgaste.Figura 12.com) .7.Danos típicos das correntes Os erros de especificação. O quadro a seguir mostra os principais defeitos apresentados pelas correntes e suas causas. Os dentes são formados de tal modo que os rolos colocados entre eles tenham folga no flanco da frente e no flanco de trás.1. Figura 12.

Os eixos com médio teor de carbono exigem um tratamento térmico superficial. os eixos transmitem potência por meio movimento de rotação. lavá-la com querosene.EIXOS Eixos são elementos mecânicos utilizados para articular um ou mais elementos de máquinas. Armazenar a corrente coberta com uma camada de graxa e embrulhada em papel.novaPDF. Enxugar a corrente e mergulhá-la em óleo. 13 . rolamentos materiais de vedação. Não usar corrente nova em rodas dentadas velhas. Educação Profissional 149 Created with novaPDF Printer (www.com) . Medir o desgaste das rodas dentadas.1. Existem eixos fabricados com aços-liga. altamente resistentes.12. Quando móveis. os seguintes cuidados deverão ser tomados:           Lubrificar as correntes com óleo. de vez em quando. 13. pois estarão em contato permanente com buchas. deixando escorrer o excesso.Manutenção das correntes Para a perfeita manutenção das correntes. Medir ocasionalmente o aumento do passo causado pelo desgaste de pinos e buchas. Para efetuar a limpeza da corrente.CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS A maioria dos eixos é construída em aço com baixo e médio teor de carbono. Nunca colocar um elo novo no meio dos gastos.8. por meio de gotas. banho ou jato.1 . para prolongar sua vida útil. Verificar periodicamente o alinhamento. Inverter a corrente.

cônicos.1 13. Figura 13.Eixos cônicos Devem ser ajustados num componente que possua furo de encaixe cônico.2.2 13.2. Suas extremidades são chanfradas para evitar o rebarbamento e suas arestas internas são arredondadas para evitar a concentração de esforços localizados. com degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles. 13. Uma chaveta é utilizada para evitar a rotação relativa.1 .2.3 . como os motores de aviões.13. Figura 13.Eixos vazados São mais resistentes aos esforços de torção e flexão que os maciços.4 .CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS Quanto à seção transversal. os eixos são circulares e podem ser maciços. Educação Profissional 150 Created with novaPDF Printer (www. roscados. Empregam-se esses eixos quando há necessidade de sistemas mais leves e resistentes. vazados.Eixos maciços Apresentam a seção transversal circular e maciça.3 13. ranhurados ou flexíveis.2.Eixos roscados Possuem algumas partes roscadas que podem receber porcas capazes de prenderem outros componentes ao conjunto.2 . Figura 13.novaPDF. A parte ajustável tem formato cônico e é firmemente fixada por meio de uma porca.com) .2 .

Os eixos ranhurados são utilizados quando é necessário transmitir grandes esforços.6.5 . Educação Profissional 151 Created with novaPDF Printer (www. parafusos.Figura 13.4 13. na face do eixo.2. As ranhuras engrenam-se com os sulcos correspondentes das peças a serem montadas neles.novaPDF. Verificar se existe.2. O furo é construído para facilitar a desmontagem do eixo por meio de um dispositivo para sacá-lo. pinos cônicos. Os eixos flexíveis são empregados para transmitir movimento a ferramentas portáteis que operam com grandes velocidades e com esforços não muito intensos.Eixos ranhurados Apresentam uma série de ranhuras longitudinais em torno de sua circunferência. um furo com rosca. O conjunto é protegido por meio de um tubo flexível. porém exige os seguintes cuidados: Verificar a existência de elementos de fixação (anéis elásticos.2.Eixos flexíveis Consistem em uma série de camadas de arame de aço enrolado alternadamente em sentidos opostos e apertado fortemente. e a união com o motor é feita com uma braçadeira especial munida de rosca. 13.5 13.com) . pinos de posicionamento e chavetas) e retirá-los antes de sacar o eixo.7-Desmontagem de eixos A desmontagem de eixos é aparentemente simples e fácil. Figura 13.

retificadora cilíndrica e fresadora) entre pontas. organização e limpeza rigorosa.Montagem de eixos A montagem de eixos exige atenção. não deixando que o eixo passe pelo mancal. cuidando para não bater nas bordas do eixo. o eixo deverá ser guardado em local seguro para não sofrer empenamentos ou outros danos.  Verificar se as tolerâncias das medidas do eixo estão corretas usando paquímetro ou micrômetro. especialmente se o eixo for muito comprido. onde seria fixado à máquina (torno.2.  Não permitir a presença de nenhum arranhão no eixo para não comprometer seu funcionamento e não provocar danos no mancal. Danos no furo de centro impedem posteriores usinagens.8. os seguintes cuidados deverão ser observados:  Efetuar limpeza absoluta do conjunto e do eixo para diminuir o desgaste por abrasão. além de produzir danos no furo de centro.7 Se realmente for necessário bater no eixo para sacá-lo.novaPDF.6 Nunca bater com martelo na face do eixo. Educação Profissional 152 Created with novaPDF Printer (www. recomenda-se usar um material protetor e macio como o cobre para receber as pancadas.  Pré-lubrificar todas as peças para que elas não sofram desgastes até o instante da chegada do lubrificante quando a máquina for posta para funcionar. Após a desmontagem. 13. As pancadas provocam encabeçamento.Figura 13. Figura 13. Além desses fatores.  Não permitir a presença de nenhuma rebarba no eixo.  Colocar os retentores cuidadosamente para não provocar desgastes no eixo e vazamentos de lubrificante.com) .

13.2.9- Danos típicos sofridos pelos eixos Os eixos sofrem dois tipos de danos: quebra e desgaste. A quebra é causada por sobrecarga ou fadiga. A sobrecarga é o resultado de um trabalho realizado além da capacidade de resistência do eixo. A fadiga é a perda de resistência sofrida pelo material do eixo, devido às solicitações no decorrer do tempo. O desgaste de um eixo é causado pelos seguintes fatores:      Engripamento do rolamento; Óleo lubrificante contaminado; Excesso de tensão na correia, no caso de eixos-árvore acionados por correias; Perda de dureza por superaquecimento; Falta de lubrificante.

14 -TRAVAS
As uniões roscadas são submetidas a vibrações e podem soltar-se por essa razão. Para evitar isso, colocam-se travas e arruelas nas porcas ou parafusos. Existem dois tipos de travas:  Trava por fechamento de forma - é a mais segura e impede o afrouxamento da união.

Figura 14.1

Figura 14.2

Figura 14.3 Educação Profissional 153

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

 Trava por fechamento de forças - esta trava estabelece uma força de compressão entre as peças, o que aumenta o atrito e dificulta o afrouxamento da união, mas não impede totalmente a soltura.

Figura 14.4

Figura 14.5

Figura 14.6

Figura 14.7

Figura 14.8

Figura 14.9

14.1 - CHAVETAS Chaveta é um corpo prismático que pode ter faces paralelas ou inclinadas, em função da grandeza do esforço e tipo de movimento que deve transmitir. É construída normalmente de aço. A união por chaveta é um tipo de união desmontável, que permite às árvores transmitirem seus movimentos a outros órgãos, tais como engrenagens e polias.

14.1.1- Classificação e características Chaveta de cunha (ABNT-PB-121) Empregada para unir elementos de máquinas que devem girar. Pode ser com cabeça ou sem cabeça, para facilitar sua montagem e desmontagem. Sua inclinação é de 1:100, o que permite um ajuste firme entre as partes.

Figura 14.10 Educação Profissional 154

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

Figura 14.11

O princípio da transmissão é pela força de atrito entre as faces da chaveta e o fundo do rasgo dos elementos, devendo haver uma pequena folga nas laterais.

Figura 14.12 Havendo folga entre os diâmetros da árvore e do elemento movido, a inclinação da chaveta provocará na montagem uma determinada excentricidade, não sendo, portanto aconselhado o seu emprego em montagens precisas ou de alta rotação.

Figura 14.13 A figura a seguir mostra o modo de sacar a chaveta com cabeça.:

Figura 14.14 Educação Profissional 155

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

14.1.2- Chaveta encaixada (DIN 141, 490 e 6883) É a chaveta mais comum e sua forma corresponde ao tipo mais simples de chaveta de cunha. Para facilitar seu emprego, o rasgo da árvore é sempre mais comprido que a chaveta. A mínimo = 2 . comprimento da chaveta

Figura 14.15

14.1.3 - Chaveta meia-cana (DIN 143 e 492) Sua base é côncava (com o mesmo raio do eixo). Sua inclinação é de 1:100, com ou sem cabeça. Não é necessário rasgo na árvore, pois transmite o movimento por efeito do atrito, de forma que, quando o esforço no elemento conduzido é muito grande, a chaveta desliza sobre a árvore.

Figura 14.16

14.1.4 - Chaveta plana (DIN 142 e 491) É similar a chaveta encaixada, tendo, porém, no lugar de um rasgo na árvore, um rebaixo plano. Sua inclinação é de 1:100 com ou sem cabeça. Seu emprego é reduzido, pois serve somente para a transmissão de pequenas forças.

Figura 14.17 14.1.5 - Chaveta tangencial (DIN 268 e 271) É formada por um par de cunhas com inclinação de 1:60 a 1:100 em cada rasgo. São sempre utilizadas duas chavetas e os rasgos são posicionados a 120º. Educação Profissional 156

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

A designação tangencial é devido a sua posição em relação ao eixo. Por isso, e pelo posicionamento (uma contra a outra), é muito comum o seu emprego para transmissão de grandes forças, e nos casos em que o sentido de rotação se alterna.

Figura 14.17

Figura 14.18

14.1.6- Chaveta transversal Aplicada em uniões de órgãos que transmitem movimentos não só rotativos como também retilíneos alternativos. Quando é empregada em uniões permanentes, sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50. Se a união necessita de montagens e desmontagens frequentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15. Dupla (inclinação nos dois lados) Simples (inclinação em um lado)

Figura 14.19 14.1.7 - Chaveta paralela (DIN 269) É normalmente embutida e suas faces são paralelas, sem qualquer conicidade. O rasgo para o seu alojamento tem o seu comprimento. As chavetas embutidas nunca têm cabeça e sua precisão de ajuste é nas laterais, havendo uma pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e o fundo do rasgo elemento conduzido.

Figura 14.20 Educação Profissional 157

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

A transmissão do movimento e das forças é feita pelo ajuste de suas faces laterais com as do rasgo da chaveta. A chaveta paralela varia quanto à forma de seus extremos (retos ou arredondados) e quanto à quantidade de elementos de fixação à árvore. Pelo fato de a chaveta paralela proporcionar um ajuste preciso na árvore não ocorre excentricidade, podendo, então, ser utilizada para rotações mais elevadas. É bastante usada nos casos em que o elemento conduzido é móvel.

Figura 14.21 14.1.8- Chaveta de disco ou meia-lua tipo woodruff (DIN 496 e 6888) É uma variante da chaveta paralela, porém recebe esse nome porque sua forma corresponde a um segmento circular. É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a montagem e se adaptar a conicidade do fundo do rasgo do elemento externo.

Figura 14.22

14.2 - ANEL ELÁSTICO É um elemento usado para impedir o deslocamento axial, posicionar ou limitar o curso de uma peça deslizante sobre um eixo. Conhecido também por anel de retenção, de trava ou de segurança. Deslocamento axial é o movimento no sentido longitudinal do eixo. Fabricado de aço para molas, tem a forma de anel incompleto, que se aloja em um canal circular construído conforme normalização.

14.2.1 - Tipos de anéis elásticos e aplicações Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 1000mm. Trabalha externamente - DIN 471.

Educação Profissional

158

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

Figura 14. Figura 14.DIN 472. Trabalha externamente .DIN 6799.26 Educação Profissional 159 Created with novaPDF Printer (www.Figura 14.com) . Figura 14. Trabalha internamente .novaPDF.25 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 390mm para rolamentos.5 e 1000mm.23 Aplicação: para furos com diâmetro entre 9.24 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 8 e 24mm.

27 14. tolerâncias dimensionais.para pequenos esforços axiais. material e tratamento térmico.PINOS É uma peça geralmente cilíndrica ou cônica. Figura 14. Figura 14. oca ou maciça que serve para alinhamento.Anéis de secção circular . Figura 14. 160 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.3 .com) . acabamento superficial.29 Os pinos se diferenciam por suas características de utilização. forma.30 Os alojamentos para pinos devem ser calibrados com alargador que deve ser passado de uma só vez pelas suas peças a serem montadas. fixação e transmissão de potência.novaPDF.28 Figura 14.

Quanto menor proximidade entre os pinos. estão sujeitos é o de cisalhamento. Educação Profissional 161 Created with novaPDF Printer (www.Figura 14. de modo geral.com) .31 Esta calibragem é dispensada quando se usa pino estriado ou pino tubular partido (elástico).novaPDF.3. Figura 14.Pino cilíndrico paralelo Pino de ajuste (guia) temperado É feito de aço-prata ou similar e é temperado. Por isso os pinos com função de alinhar ou centrar devem estar a maior distância possível entre si. Figura 14. maior o risco de cisalhamento e menor a precisão no ajuste.33 14.1. para diminuir os esforços de corte. geralmente associado a parafusos e prisioneiros. revenido e retificado. Pode resistir a grandes esforços transversais e é usado em diversas montagens.32 O principal esforço a que os pinos.

Pino de segurança É usado principalmente em máquinas-ferramentas como pino de cisalhamento. cabos.novaPDF.35 Todos os pinos que apresentam furo ou rosca são usados como eixo para articulações ou para suportar rodas. é temperado ou não e retificado.34 Pode ser liso.Figura 14. Figura 14.37 Existem pinos cônicos com extremidade roscada a fim de mantê-los fixos em casos de vibrações ou sacá-los em furos cegos.3. Figura 14. em caso de sobrecarga esse pino se rompe para que não quebre um componente de maior importância.com) .36 14. liso com furo para cupilha.2.4. Educação Profissional 162 Created with novaPDF Printer (www.3. com ponta roscada e cabeça. com cabeça provida de ressalto para evitar o giro. 14. m6 ou h8.Pino cônico Feito geralmente de aço-prata.3.Pino de união Tem funções secundárias como em dobradiças para caixas metálicas e móveis. isto é. etc. para que se use a broca com essa medida antes de calibrar com alargador. 14. Tem por diâmetro nominal o diâmetro menor. Figura 14.3. polias. A precisão destes pinos é j6. com cabeça e furo para cupilha.

pois permite muitas desmontagens sem prejudicar o alinhamento dos componentes.38 Figura 14.com) .42 14.41 Figura 14.3. além do que é possível compensar eventual desgaste ou alargamento do furo. Figura 14.Figura 14.novaPDF. é fabricado de fita de aço para mola enrolada. a fenda permanece aberta e elástica gerando o aperto. Seu uso dispensa o furo alargado. 14.6. A forma e o comprimento do entalhes determinam os tipos de pinos.40 O pino cônico tem largo emprego na construção de máquinas. O uso destes pinos dispensa o acabamento e a precisão do furo alargado. Quando introduzido. pino de ajuste e pino de segurança.Pino tubular fendido Também conhecido como pino elástico.3.5. Educação Profissional 163 Created with novaPDF Printer (www.Pino estriado A superfície externa do pino estriado apresenta três entalhes e respectivos rebordos. Este elemento tem grande emprego como pino de fixação.39 Figura 14.

novaPDF. 15 .MANCAIS São elementos de máquinas destinados a apoiar e condicionar o movimento de eixos e outros componentes. Figura 14.45 Há um pino elástico especial chamado Connex. Isto proporciona uma força de ajuste maior em relação ao pino elástico comum. Tabela 15. com fenda ondulada cujos cantos estão opostos entre si.46 14. A cupilha é usada principalmente para travar porcas-castelo. tratamento e acabamento.47 Nota:Um pino qualquer ao se quebrar deve ser substituído por outro com as mesmas características de forma.Figura 14.3.7. A tabela 1 demonstra as vantagens dos mancais de rolamentos sobre os de deslizamento.44 Figura 14. material.1 – Vantagens dos rolamentos sobre os mancais de deslizamento Educação Profissional 164 Created with novaPDF Printer (www.43 Figura 14. Figura 14.com) .Cupilha ou contrapino Trata-se de um arame de secção semicircular dobrado de tal forma a obter-se um corpo cilíndrico e uma cabeça. Seu funcionamento baseia-se no principio do atrito de deslizamento ou de rolamento.

Figura 15. destacamos alguns tipos: . b) Axiais .2 – Rolamento rígido de esferas Educação Profissional 165 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.2). os rolamentos podem ser: a) Radiais . chegaram-se-se aos mancais de rolamento ou simplesmente rolamentos. O anel externo (capa) é fixado na peça ou na caixa e o anel interno é fixado diretamente ao eixo.Classificação dos rolamentos Quanto ao tipo de carga que suportam. Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas. Os rolamentos são simplesmente rolamentos de máquinas constituídos por dois anéis de aço separados por uma ou mais fileiras de esferas ou rolos (Figura 15. 15. 15. encontrados nos mancais de deslizamento.1.MANCAIS DE ROLAMENTO Quando se buscou diminuir sensivelmente os problemas de atrito de resistência à alta velocidade. por conseguinte.Tipos de rolamentos Diversos tipos de rolamentos foram desenvolvidos ao longo dos anos agregando várias tecnologias. Sua capacidade de ajustagem angular é limitada.1 .com) . Figura 15.1.1).não podem ser submetidos a cargas radiais.Rolamento rígido de uma carreira de esferas: É o mais comum dos rolamentos. c) Mistos .1 – Estrutura de um rolamento de esferas Essas esferas ou rolos são mantidos eqüidistantes por meio do separador ou gaiola a fim de distribuir os esforços e manter concêntricos os anéis. é necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa (Figura 15.15.suportam cargas radiais e leves cargas axiais.suportam tanto carga axial quanto radial.2 .1 .

compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15. Figura 15.5 – Rolamento de rola cilíndrico .novaPDF. Figura 15. o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular.com) . portanto. deve sempre ser montado contraposto a um outro rolamento que possa receber a carga axial no sentido contrário (Figura 15.5).Rolamento de rolo cilíndrico: É apropriado para cargas radiais elevadas e seus componentes são separáveis..4).3).Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas: Admite cargas axiais somente em um sentido.4 – Rolamento autocompensador de esferas .Rolamento autocompensador de esferas: É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no anel externo.3 – Rolamento de esferas de contato angular .6).6 – Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos Educação Profissional 166 Created with novaPDF Printer (www. Figura 15. Figura 15.Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos: Seu emprego é particularmente indicado para construções em que se exige uma grande capacidade de suportar carga radial e a compensação de falhas de alinhamento (Figura 15. o que facilita a montagem e desmontagem (Figura 15. ou seja.

novaPDF. de modo geral torna-se necessário montar os anéis aos pares. Figura 15. Os rolos são de grande diâmetro e comprimento.9 – Rolamento axial de esfera Educação Profissional 167 Created with novaPDF Printer (www.. porém.7 – Rolamento autocompensador de rolos . um contra o outro (Figura 15. Os anéis são separáveis. Devido ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas. O anel interno e o externo podem ser montados separadamente. Como só admitem cargas axiais em um sentido. é necessária a atuação permanente de uma determinada carga axial mínima (Figura 15.com) . Figura 15. Figura 15. os rolamentos de rolos cônicos também suportam cargas axiais em um sentido. Para que as esferas sejam guiadas firmemente em suas pistas. existe uma distribuição uniforme de carga (Figura 15.Rolamento autocompensador com duas carreiras de rolos: É um rolamento para os mais pesados serviços.8 – Rolamento de rolos cônicos . não podem ser submetidos a cargas radiais.Rolamento axial de esfera: Ambos os tipos de rolamento axial de esfera (escora simples e escora dupla) admitem elevadas cargas axiais.Rolamento de rolos cônicos: Além de cargas radiais.9).8).7).

Figura 15. conforme se observa no resumo apresentado abaixo:  0 < d < 10 mm – Série de rolamentos pouco usada.Série de rolamentos mais usada industrialmente esta é a série de maior importância prática.10). A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento a propriedade de alinhamento angular.Rolamento axial autocompensador de rolos: Possui grande capacidade de carga axial e. devido à disposição inclinada dos rolos.Designação dos rolamentos Os mancais de rolamentos têm designações alfanuméricas que auxiliam na sua identificação e padronização.    Educação Profissional 168 Created with novaPDF Printer (www. sempre em maquinaria pesada.com) . em comparação com os rolamentos de rolos comuns. em função do pequeno diâmetro interno.1. É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado (Figura 15. d  500 mm . Figura 15..Série de rolamentos razoavelmente usada industrialmente. compensando possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15. Por esta norma. a designação é construída de acordo com a variação do diâmetro interno do rolamento (d).Rolamento de agulhas: Possui uma secção transversal muito fina.10 – Rolamento axial autocompensador de rolos .3 . 20  d < 500 mm . geralmente em máquinas pequenas. 10  d < 20 mm . também pode suportar consideráveis cargas radiais.novaPDF. A Norma mais utilizada é a ISO.11 – Rolamento de agulhas 15.11).Série de rolamentos que é razoavelmente usada industrialmente.

YY YY … = 04  d = 20 mm = 05  d = 25 mm = 06  d = 30 mm = 50  d = 250 mm = 51  d = 255 mm YY YY YY YY = 00 = 01 = 02 = 03     d = 10 mm d = 12 mm d = 15 mm d = 17 mm Valores para o diâmetro interno [d] Y = 1  d = 1 mm Y = 2  d = 2 mm Y = 3  d = 3 mm . cônicos. axiais. d – diâmetro interno.. Y = 8  d = 8 mm Y = 9  d = 9 mm 10  d < 20 mm 20  d < 500 mm Educação Profissional 169 Created with novaPDF Printer (www.d/5 YY YY YY . este apresenta o seguinte esquema XXY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY .com) . Radial Cônico Axiais Esquema comum de designações para rolamentos Variação do diâmetro interno [d] Esquema de Designação (Norma ISO) X X X / Y 0 < d < 10 mm Onde: XXX – série do rolamento Y .Tipos de Rolamentos e Suas Dimensões Padronizadas D – diâmetro externo.. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY . B – largura de rolamentos radiais. T – largura de rol. H – altura de rol.novaPDF...diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento.diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento.

Observação 1: d/5 = diâmetro interno dividido por 5.. d  500 mm Onde: XXX – série do rolamento YYY.novaPDF.com) . externo 8 9 0 2 3 4 3 3 2 1 0 0 9 8 0 2 2 3 3 4 2 2 3 3 4 2 2 170 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Observação 2: Quando algum número é omitido na série do rolamento..diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento... este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X / YYY. Principais séries de rolamentos para indústria Tipo de Rolamento Série YY = 95  d = 475 mm YY = 96  d = 480 mm YYY = 500  d = 500 mm YYY = 643  d = 643 mm YYY = 750  d = 750 mm … YYYY = 1000  d = 1000 mm YYYY = 1500  d = 1500 mm Série do tipo 6 6 6 6 6 6 6 6 6 16 6 16 6 6 NU NU NU NU NU NU NJ NJ NJ NJ NJ NUP NUP Série de Largura (1) (1) (1) (0) (0) (0) 2 (0) 2 (0) 3 (0) 1 1 1 (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 Rolamentos rígidos ou fixos de uma carreira de esferas Rolamentos de uma carreira de rolos cilíndricos 68 69 60 62 63 64 623 63 622 161 630 160 619 618 NU10 NU2 NU22 NU3 NU23 NU4 NJ2 NJ22 NJ3 NJ23 NJ4 NUP2 NUP22 Série do diam.. este apresenta o seguinte esquema XX/YYY. .

NUP3 NUP23 NUP4 N10 N2 N3 N4 NF2 NF3 NF4

NUP NUP NUP N N N N NF NF NF

(0) 2 (0) 1 (0) (0) (0) (0) (0) (0)

3 3 4 0 2 3 4 2 3 4

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo NA NA NA NA HK BK 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 2

Série de Largura 4 4 5 6 não há não há 2 2 3 3 0 2 3 0 2 3 3 4 3 4 2 3 1 2 1 1 1 1 2 2 2 3 3 3 9

Rolamentos radiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

NA48(NSK) NA49(NSK) NA59(NSK) NA69(NSK) HK(SKF) BK(SKF) 329 320 330 331 302 322 332 303 323 230 239 240 231 241 222 232 213 223 511 512 513 514 522 523 524 532 533 534 292

Série do diam. externo 8 9 9 9 não há não há 9 0 0 1 2 2 2 3 3 0 9 0 1 1 2 2 3 3 1 2 3 4 2 3 4 2 3 4 2 171

Rolamentos de rolos cônicos

Rolamentos autocompensadores de rolos

Rolamentos axiais de esferas ou escora simples

Rolamentos axiais

Educação Profissional

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

autocompensadores de rolos

Rolamentos autocompensadores de esferas

293 294 10 12 13 22 23 112

2 2 1 1 1 2 2 1

9 9 (1) (0) (0) (2) (2) 1

3 4 0 2 3 2 3 2

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo 7 7 7 7 (0) (0) 4 4 5 5 5 5 5 5 QJ QJ NNU NNU AXK

Série de Largura (1) (1) (0) (0) 3 3 (2) (2) 4 2 4 2 4 2 (0) (0) 4 3 Não há

Rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular

Rolamentos de duas carreiras de esferas de contato angular Rolamentos rígidos ou fixos de duas carreiras de esferas Rolamentos axiais de duas carreiras de esferas ou escora dupla

Rolamentos de Rolamentos de quatro pontos de contato Rolamentos de duas carreiras de rolos cilíndricos Rolamentos axiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

79 70 72 73 33 32 43 42 544 524 543 523 542 522 QJ3 QJ2 NNU49 NN30 AXK

Série do diam. externo 9 0 2 3 3 2 3 2 4 4 3 3 2 2 3 2 9 0 Não há

OBSERVAÇÕES: há alguns casos particulares em que a norma ISO não é aplicada por algum fabricante Tipo de Rolamento Esquema de Designação Z X X Y Y Rolamento radial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rol. de agulhas, se for igual a HK é um rolamento sem fundo, se for BK é um rolamento com fundo; Educação Profissional Exemplo Designação - BK 1012 Rolamento radial de agulhas, com fundo, diâmetro interno de 10 mm e largura 12 mm.

172

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

XX - diâmetro interno YY - largura do rolamento.

Z X X Y Y Rolamento axial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rolamento, neste caso AXK. XX - diâmetro interno YY - diâmetro externo.

Designação - AXK 1730 Rolamento axial de agulhas, diâmetro interno de 17 mm e diâmetro externo 30 mm.

15.2 - MANCAIS DE DESLIZAMENTO São conjuntos destinados a suportar as solicitações de peso e rotação de eixos e árvores. Os mancais estão submetidos ao atrito de deslizamento que é o principal fator a considerar para sua utilização.

15.2.1 - Classificação dos mancais Pelo sentido das forças que suportam, os mancais classificam-se em: axiais (Figura 15.12), radiais (Figura 15.13) e mistos (Figura 15.14).

Figura 15.12 – Mancal axial

Figura 15.13 – Mancal radial

Educação Profissional

173

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

14 – Mancal misto 15. são constituídos por uma carcaça e uma bucha.Mancal axial: Feito de ferro fundido ou aço tem como fator principal à forma da superfície que deve permitir uma excelente lubrificação. A bucha pode ser dispensada em casos de pequena solicitação.Figura 15.16 – Detalhes construtivos de um mancal radial inteiriço Educação Profissional 174 Created with novaPDF Printer (www.16).2.2 .2. sendo importante em sua consecução os entalhes para lubrificação (Figura 15.15 – Detalhes construtivos de um mancal axial . Podem ser construídos para girar em sentido único ou em duplo sentido.novaPDF. em sua maioria.com) . 15.15).Formas construtivas dos mancais Os mancais.Mancal inteiriço: Feito geralmente de ferro fundido e empregado como mancal auxiliar embuchado ou não.3 – Tipos de mancais de deslizamento . Figura 15. Suporta esforços radiais (Figura 15. Figura 15.

bronze ao chumbo. Os sinterizados são autolubrificantes por serem mergulhados em óleo quente após sua fabricação.Mancal ajustável: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado. g) Coeficiente de dilatação semelhante ao do aço.Materiais para buchas Os materiais para buchas devem ter as seguintes propriedades: a) Baixo módulo de elasticidade. Este processo faz com que o óleo fique retido na porosidade do material e com o calor do trabalho venha à superfície cumprir sua função. Empregado para exigências médias (Figura 15. para facilitar a acomodação à forma do eixo. para facilitar o alisamento da superfície. e) Resistência à compressão. materiais plásticos como o náilon e o politetrafluretileno (teflon).4 . latão. à fadiga. d) Boa capacidade de absorver corpos estranhos. c) Baixa soldabilidade ao aço. à temperatura de trabalho e à corrosão. para evitar defeitos e cortes na superfície.novaPDF.17 – Detalhes construtivos de um mancal radial ajustável ..17). ligas de alumínio.com) . ligas de cobre sinterizado com adição de chumbo ou estanho ou grafite em pó.Mancal reto bipartido: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado com buchas de bronze ou casquilhos de metal antifricção. metal antifricção.18 – Detalhes construtivos de um mancal radial bipartido 15. Figura 15. b) Baixa resistência ao cisalhamento. para efeito de limpar a película lubrificante.2. Empregado geralmente em tornos e máquinas que devem funcionar com folga constante (Figura 15. A bucha tem sempre forma que permite reajuste radial. f) Boa condutibilidade térmica.18). Os materiais mais usados são: bronze fosforoso. Educação Profissional 175 Created with novaPDF Printer (www. Figura 15.

1.2 – Tipos de vedadores Existe uma grande variedade de vedadores.1). b) Vedação dinâmica. Juntas: Exercem a vedação de forma estática nas máquinas e equipamentos. São fabricadas a partir de vários materiais escolhidos de acordo com o produto a ser vedado e o meio externo de Educação Profissional 176 Created with novaPDF Printer (www. Em função da solicitação as vedações são feitas em diversos formatos e diferentes materiais.com) . uma vez que são desenvolvidos para atender aos mais variados projetos de máquinas. a pressão. As partes a serem vedadas podem estar em repouso ou movimento. O desempenho do elemento de vedação depende de sua capacidade de preencher os espaços entre as peças envolvidas.1 .novaPDF. Figura 16. Uma vedação deve resistir a meios químicos. 16.ELEMENTOS DE VEDAÇÃO 16. Figura 16. a) Vedação estática: Não existe movimento considerado entre as parte envolvidas (Figura 16.Classificação dos elementos de vedação a) Vedação estática.16 . possuem uma enorme gama de medidas para cada tipo de vedador. retentores. a calor. São genericamente conhecidas como juntas.1 – Exemplo de vedação estática b) Vedação dinâmica: Existe movimento de qualquer das partes com o elemento de vedação (Figura 16. gaxetas e guarnições.2). a desgaste e a envelhecimento.1 – VEDADORES São elementos destinados a proteger máquinas ou equipamentos contra a saída de líquidos e gases. e a entrada de sujeira ou pó.1. Além disso.2 – Exemplo de vedação dinâmica 16.

3). acabamento das superfícies a vedar. e tipos semi-sectivos que mantêm a elasticidade para compensar a dilatação.6).4 – Exemplo de juntas de borracha Juntas de plástico: Especialmente os polímeros do tipo Nylon. Figura 16. como auxiliares nas vedações com guarnições de papelão ou cortiça.4). Figura 16. Existem tipos que se erigissem e são usados para alta pressão.3 – Junta de papelão hidráulico Juntas de borracha: Fabricadas em borracha natural ou sintética (Figura 16. Empregados.trabalho.5 – Exemplos de juntas de plástico (Teflon) Juntas metálicas: Fabricadas em aço.5). Educação Profissional 177 Created with novaPDF Printer (www. além de outros fatores como pressão interna do produto a vedar. também.são produtos químicos em pasta usados em superfícies rústicas ou irregulares. Teflon. especialmente em aplicações sob altas temperaturas. alumínio cobre latão ou ligas são muito utilizadas na mecânica. A ordem de aperto dos parafusos tem de ser respeitada para uniformizar a massa (Figura 16.com) . Figura 16. Exemplos de juntas: Papelão hidráulico: Fabricado a partir de amianto ou não amianto com borrachas e ligantes (Figura 16. entre outros. Poliuretano estão sendo cada vez mais utilizados pela sua capacidade de vedação e resistência à deterioração (Figura 16.novaPDF.  Junta plástica ou veda junta .

8).com) .9). motores de combustão interna. tem perfil labial e veda principalmente peças móveis.usados em diversas aplicações. válvulas em geral.novaPDF. também apresentam um anel de arame ou mola helicoidal para manter a tensão ao vedar (Figura 16. Podem ser usados para vedação elástica ou dinâmica (Figura 16. entre outras (Figura 16.6 – Aplicação de junta plástica Anel tipo “0” de borracha e secção circular .9 – Exemplos de vedação com retentores Educação Profissional 178 Created with novaPDF Printer (www.é feito de borracha ou couro. tais como vedações em componentes hidráulicos e pneumáticos.7). Figura 16. É um dos elementos de vedação mais comum. Figura 16.8 – Exemplos de tipos anel “O” Retentor . Alguns tipos possuem uma carcaça metálica para ajuste no alojamento.Figura 16.7 – Exemplos de aplicações dos anéis tipo “O” Figura 16.

As gaxetas são fabricadas em forma de corda. São utilizadas principalmente em bombas centrífugas e válvulas (Figura 16. ou em anéis já prontos para a montagem (Figura 16.10 – Aplicação da gaxeta Figura 16.com) . Figura 16. Educação Profissional 179 Created with novaPDF Printer (www.Gaxetas: São conhecidos por gaxeta os elementos vedantes que permitem ajustes à medida que a eficácia da vedação vai diminuindo. A vedação exercida pelo selo mecânico se processa em dois momentos: a vedação principal e a secundária (Figura 16.novaPDF.11 – Confecção das gaxetas Selo mecânico: É um vedador de precisão que utiliza princípios hidráulicos para reter os fluídos.11). para serem recortadas.12).10).

indústria química (bombas padronizadas). e) Reduz o tempo de manutenção. com a finalidade de penetrar por entre as faces seladoras e mantê-las afastadas uma da outra. d) Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão normais do eixo rotativo. energia (bombas de climatização de caldeira). b) Teflon. indústria têxtil (bombas de tintura). tratamento de água e esgoto (bombas de lama bruta). substitui-se o atrito sólido pelo atrito fluído. reduz a perda de potência da bomba.12 – Aplicação do selo mecânico Vantagens do selo mecânico: a) Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de vedação. d) Grafoil. Os materiais empregados na fabricação dos componentes de um selo mecânico são: a) Viton. para evitar que isso aconteça. f) Permite operar com segurança fluídos tóxicos. em que o líquido tem a função de lubrificar e refrigerar o selo. conseqüentemente. b) Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha. construção naval (bomba principal de refrigeração por água do mar). isto é. A alta temperatura deve ser mantida dentro de uma faixa tolerável e os abrasivos Educação Profissional 180 Created with novaPDF Printer (www. indústria da construção (bomba de submersão). Os principais fatores que prejudicam o bom funcionamento do selo são a alta temperatura e os abrasivos. O selo mecânico é usado em equipamentos de grande importância como aqueles usados em refinarias (bombas de transporte).com) . c) Buna Nitrílica. corrosivos ou inflamáveis. e) Kalrez. f) Carvão. indústria de bebidas (fabricação de cerveja). usinas termoelétricas e nucleares. faz-se circular um líquido adequado pela caixa de gaxeta.novaPDF.Figura 16. c) A vazão ou fuga do produto em operação é mínima ou invisível. Funcionamento do selo mecânico: A grande quantidade de calor gerada nas faces seladoras devido ao atrito entre as superfícies pode dar origem à falhas e desgastes do selo.

c) Lubrificação das faces seladoras. g) Selo duplo.1 – Parafusos com cabeça sextavada e quadrada 17.devem ficar afastados da película lubrificante formada entre as faces seladoras. h) Suspiro e dreno. e) Recirculação com anel bombeador.1. sextavada. Figura 17. tolerâncias.novaPDF.1 . f) Abafamento. Parafusos. Comprimento da rosca.Dimensão dos parafusos As dimensões principais dos parafusos são:     Diâmetro externo ou maior da rosca.1 . d) Lavagem ou circulação.PARAFUSOS O parafuso é formado por um corpo cilíndrico roscado e por uma cabeça que pode ser hexagonal. ou seja: material.PARAFUSOS. 17 . PORCAS E ARRUELAS.com) . Isto é conseguido por meio de “sistemas auxiliares”. dimensionamento. quadrada ou redonda (Figura 17. afastamentos e acabamento. 181 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.1). Altura da cabeça. a especificação completa de um parafuso e sua porca engloba os mesmos itens cobertos pelo projeto de um elemento de máquina. tratamento térmico. Os sistemas auxiliares mais usados para diminuir ou evitar os problemas de funcionamento do selo são: a) Refrigeração da caixa de selagem. Por sua importância. Comprimento do corpo. 17. porcas e arruelas são peças metálicas de vital importância na união e fixação dos mais diversos elementos de máquina. b) Refrigeração da sede do selo.

De ponta atuante. Nesse caso.novaPDF.Parafuso prisioneiro: O parafuso prisioneiro é empregado quando se necessita montar e desmontar parafuso sem porca a intervalos freqüentes. Educação Profissional 182 Created with novaPDF Printer (www. .4 – Parafuso com rosca total .3 – Parafuso com rosca parcial Figura 17. a união entre as peças é feita com o auxílio de porcas e arruelas. Distância do hexágono entre planos e arestas.5 e 17.com) . Consiste numa barra de seção circular com roscas nas duas extremidades (Figura 17.Tipos de parafusos Os parafusos podem ser:      Sem porca.2 – fixação com parafuso Figura 17.1. Figura 17.Parafuso sem porca: Nos casos onde não há espaço para acomodar uma porca.2).8). Prisioneiro. Allen. O comprimento do parafuso refere-se ao comprimento do corpo.5 – Fixação parafuso com porca Figura 17.6).Parafuso com porca: Às vezes. o parafuso com porca é chamado passante (Figura 17. Figura 17.7 e 17.4). esta pode ser substituída por um furo com rosca em uma das peças.2 . A união dá-se através da passagem do parafuso por um furo passante na primeira peça e rosqueamento no furo com rosca da segunda peça (Figura 17. Com porca.3) ou total ou parcial (Figura 17.6 – Exemplos de parafusos com porcas . Os parafusos podem ter rosca (Figura 17. 17.

São hexagonais. Figura 17.2. Castelo.Parafuso Ponta Atuante: O parafuso de ponta atuante não tem cabeça e serve para fixar peças em eixos.8 – Fixação por parafuso prisioneiro . quadradas ou redondas e servem para dar aperto nas uniões de peças ou. providas de um furo roscado onde são atarraxadas ao parafuso. Educação Profissional 183 Created with novaPDF Printer (www.7 – Exemplo de parafuso prisioneiro Figura 17. que é geralmente cilíndrica e recartilhada. em alguns casos. utilizasse uma chave especial: a chave Allen (Figura 17.com) . Figura 17.10 – Exemplo de parafuso de ponta atuante 17.9 – Fixação por parafuso allen . Borboleta.9).10). Para o aperto. Cega (ou remate). sextavadas.2 – PORCAS Porcas são peças de forma prismática ou cilíndrica.Parafuso Allen: O parafuso Allen é fabricado com aço de alta resistência à tração e submetido a um tratamento térmico após a conformação. Possui um furo hexagonal de aperto na cabeça.Figura 17. Possui fenda ou sextavado interno (Figura 17. para auxiliar na regulagem.novaPDF. 17.Tipos de porcas São os seguintes os tipos de porcas:     Sextavada.1 .

11 – Exemplos de porcas sextavadas .novaPDF. que se alinham com um furo no parafuso. . Figura 17. É geralmente cromada e possibilita um acabamento de boa aparência (Figura 17. Figura 17.Porca cega (ou remate): Nesse tipo de porca.Porca sextavada: A porca sextavada é o tipo mais comum. uma das extremidades do furo rosqueado é encoberta. Figura 17. de modo que uma cupilha possa ser passada para travar a porca (Figura 17. esse tipo de porca é empregado quando a montagem e a desmontagem das peças são necessárias e freqüentes (Figura 17.14 – Exemplo de porca borboleta Educação Profissional 184 Created with novaPDF Printer (www. Contraporcas.11). ocultando a ponta do parafuso.13 – Exemplos de porcas cegas .13).Porca borboleta: Possui saliências parecidas com asas para proporcionar o aperto manual. podendo ser feita de aço ou latão. coincidentes dois a dois.12 – Exemplo de porca castelo . usada para fixar os parafusos nas peças (Figura 17. Geralmente fabricada em aço ou latão.14).Porca castelo: A porca castelo é uma porca hexagonal com seis entalhes radiais.12).com) . Figura 17.

As arruelas de cobre. são furadas a partir de chapas brutas. com um furo no centro. A maioria das arruelas é fabricada em aço.3.. As arruelas servem basicamente para:      Proteger a superfície das peças. alumínio. Por medida de economia utiliza-se uma porca mais fina. Evitar que a porca afrouxe. no sentido do eixo) na montagem das peças. mas o latão também é empregado. Figura 17.com) . mas as de melhor qualidade são usinadas e têm a borda chanfrada como acabamento (Figura 17. neste caso.15 – Travamento por contraporca 17. 15. e para sua travação são necessárias duas chaves de boca (Figura 17. são utilizadas com porcas e parafusos de latão. fibra e couro são extensivamente usadas na vedação de fluidos.15). As arruelas de qualidade inferior.novaPDF. o que pode causar danos às máquinas. Arruela de pressão.1 .16) Figura 17. mais baratas. Arruela estrelada. Suprimir folgas axiais (isto é.Tipos de arruelas Os três tipos de arruela mais usados são:    Arruela lisa.Arruela lisa (ou plana): Geralmente é feita de aço e é usada sob uma porca para evitar danos à superfície e distribuir a força do aperto.16 – Exemplos de arruelas lisas 185 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Contraporcas: As porcas sujeitas a cargas de impacto e vibração apresentam tendência a afrouxar. . pelo qual passa o corpo do parafuso.3 – ARRUELAS São peças cilíndricas. Evitar desgaste da cabeça do parafuso ou da porca. Evitar deformações nas superfícies de contato. de pouca espessura. Um dos meios de travar uma porca é através do aperto de outra porca contra a primeira.

Figura 17. enquanto a maior é a coroa. As engrenagens são órgãos de contato direto e movimento misto: deslizamento e rolamento. Coroa Pinhão Figura 18. Na linguagem corrente. feita de aço de mola de seção retangular. Figura 17. a arruela se comprime.Arruela estrelada (ou arruela de pressão serrilhada): é de dentes de aço de molas e consiste em um disco anular provido de dentes ao longo do diâmetro interno ou diâmetro externo.novaPDF. gerando uma grande força de tração entre a porca e a superfície (Figura 17. Os dentes são torcidos e formam pontas aguçadas..Arruela de pressão: A arruela de pressão consiste em uma ou mais espiras de mola helicoidal.1).18). as próprias rodas dentadas são chamadas de engrenagens (Figura 18. A arruela estrelada com dentes externos é empregada em conjunto com parafusos de cabeça chanfrada (Figura 17. Sua finalidade é transmitir o movimento de rotação de um eixo para outro. No par de rodas dentadas. Quando a porca é apertada. pois as engrenagens ou rodas dentadas nada mais são do que rodetes dispondo de saliências e reentrâncias que se conduzem mutuamente e dão origem aos chamados dentes de engrenagens.1 – Exemplo de par de engrenagens Educação Profissional 186 Created with novaPDF Printer (www.17).17 – Exemplo de arruela de pressão . Quando a porca é apertada. os dentes se aplainam penetrando nas superfícies da porca e da peça em contato. A teoria das engrenagens baseia-se nos rodetes. modificando a velocidade e permitindo a transmissão de potências elevadas. a de menor número de dentes é chamada de pinhão.18 – Exemplos de arruelas estreladas 18 – ENGRENAGENS São conjuntos (um par no mínimo) de rodas dentadas destinadas à transmissão de movimento e potência.com) .

18. É o tipo mais comum de engrenagem e o de mais baixo custo.TIPOS DE ENGRENAGENS 18.2).1 – NOMENCLATURA Considerando a forma construtiva das engrenagens. É mais empregada na transmissão de baixa rotação do que na de alta rotação. pois é fácil de engatar. por causa do ruído que produz (Figura 18.1 .3). Figura 18.2 .com) .3 – Engrenagens cilíndricas de dentes retos Educação Profissional 187 Created with novaPDF Printer (www.2. é importante reconhecer a denominação atribuída aos seus elementos básicos (Figura 18.Engrenagem cilíndrica de dentes retos Os dentes são dispostos paralelamente entre si e em relação ao eixo.novaPDF. Figura 18. É usada em transmissão que requer mudança de posição das engrenagens em serviço.2 – Nomenclatura dos principais elementos de uma engrenagem 18.

Engrenagem cilíndrica com cremalheira A cremalheira pode ser considerada como uma coroa dentada com diâmetro primitivo infinitamente grande. É usada em transmissão fixa de rotações elevadas por ser silenciosa devido a seus dentes estarem em componente axial de força que deve ser compensada pelo mancal ou rolamento.4 – Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais 18.4).4 . Figura 18.3 . Figura 18. É usada para transformar movimento giratório em longitudinal (Figura 18. As duas rodas do mesmo conjunto giram no mesmo sentido (Figura 18.6 – Engrenagem cilíndrica com cremalheira Educação Profissional 188 Created with novaPDF Printer (www.com) .2 .5 – Engrenagem cilíndrica com dentes internos 18.novaPDF.5).6). Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e também para eixos que formam um ângulo qualquer entre si (Figura 18. Figura 18.2.Engrenagem cilíndrica com dentes internos É usada em transmissões planetárias e comandos finais de máquinas pesadas.2. permitindo uma economia de espaço e distribuição uniforme da força.Engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais Os dentes são dispostos transversalmente em forma de hélice em relação ao eixo.2.18.

7 . Usam-se grandes inclinações de hélice.2. A engrenagem cônica é usada para mudar a rotação e direção da força. diminui a precisão e requer uma montagem precisa para o funcionamento adequado.18. a engrenagem em espinha de peixe deve ser montada com precisão e uma das árvores deve ser montada de modo que flutue no sentido axial.7 – Engrenagem cônica com dentes retos 18. Figura 18. Educação Profissional 189 Created with novaPDF Printer (www.7). eliminando a necessidade de compensar esta força nos mancais. podendo ser menor ou maior.2.6 .8). o ângulo de interseção é geralmente 90º. em baixas velocidades (Figura 18.novaPDF. o que dificulta sua fabricação. Figura 18. geralmente de 30 a 45º.9).5 .2. Neste último caso só é admissível o sentido de giro no qual as forças axiais são dirigidas uma contra a outra (Figura 18. Para que cada parte receba metade da carga. Pode ser fabricada em peça única ou em duas metades unidas por parafusos ou solda.8 – Engrenagem bi-helicoidais 18.Engrenagem cônica com dentes helicoidais Empregada quando o par de rodas cônicas deve transmitir grandes potências e girar suavemente.Engrenagem cilíndrica com dentes em “V” ou bi-helicoidais Conhecida também como engrenagem espinha de peixe. Os dentes das rodas cônicas têm um formato também cônico.Engrenagem cônica com dentes retos É empregada quando as árvores se cruzam. Possui dentado helicoidal duplo com uma hélice à direita e outra à esquerda. pois com este formato de dentes consegue-se o engrenamento simultâneo de dois dentes (Figura 18. Isso permite a compensação da força axial na própria engrenagem.com) .

m) 4.47 25.83 53.39 30.m) em Kilograma-força.36 Educação Profissional 190 Created with novaPDF Printer (www.49 34.73 47.8 .10197 Kgf.22 30 3.02 63.2.30 70 7.m Nm 0 100 200 300 400 500 600 0 0.00 10.m = 0. Nos engrenamentos sem-fim.31 26.22 21. adequam-se os materiais do sem-fim (aço) e da coroa (ferro fundido ou bronze).45 33.m) 1 N. Figura 18.33 27.Parafuso sem-fim e engrenagem côncava (coroa) O parafuso sem-fim é uma engrenagem helicoidal com pequeno número (até 6) de dentes (filetes).00 62.28 40 60 6.43 32.71 46.63 42.08 65.10 – Sem-fim coroa ANEXO Tabela de conversão de torques Newton.81 52. devendo o conjunto funcionar em banho de óleo (Figura 18.55 38.16 70.89 55.87 45.20 20 204 12.67 35.Figura 18.10).69 44.18 19.97 60. São usados quando se precisa obter grande redução de velocidade e conseqüente aumento de momento torsor.26 66.79 50.14 69.24 50 (Kgf.37 29.76 48. O sem-fim e a coroa servem para transmissão entre dois eixos perpendiculares entre si.12 68.93 58.57 39.85 54.95 59.61 41.novaPDF.10 67. Entre o sem-fim e a coroa produz-se um grande atrito de deslizamento.06 13.77 49.59 40. aparecem forças axiais que devem ser absorvidas pelos mancais.32 80 8.16 18. metro (N.10 14.20 20. metro (Kgf.14 17.com) . como nas engrenagens helicoidais.02 11.9 – Engrenagem cônica com dentes helicoidais 18.06 50.30 24.51 36.12 16.24 22.04 64. A fim de manter o desgaste e a geração de calor dentro dos limites.41 31.65 43.26 23.99 61.18 10 1.63 37.08 5.35 28.28 15.34 90 9.91 57.

12 40.90 75.25 68.73 77.09 63.17 12.16 43.42 18.85 104.40 28.16 82.37 70.40 136.42 73.76 39.796 1 12 = Lbf.01 1 0.28 3 2.10 25.356 Nm) Lbf.69 42.59 78.cm = Kgf.metro (1 Lbf.807 0.05 76.43 11.pol 0.75 100.54 50.42 42.30 65.83 43.26 48.51 84.61 50.04 66.01152 13.07 77.35 62.85 40.80 81.00 62.76 53.11 46.64 14.pé em Newton.18 57.29 90.63 111.05 36.74 8.38 14.77 39.09 78.85 24.807 980.868 86.pé 0.31 3 4.93 110.pé = 1.94 72.31 34.21 105.73 99.3558 Unidade de medição = Kgf.76 22.53 145.12 120.90 47.m 0.69 10.54 89.10197 0.28 51.46 85.58 91.46 61.10 59.02 6.50 22.87 85.96 2 2.91 109.44 84.68 54.15 Libra força.93 27.10197 1 0.14 29.00102 10.48 42.81 104.80 50.64 94.73 69.03 75.50 87.54 46.61 55.34 113.45 56.36 94.19 44.31 71.49 53.58 = N.62 31.44 Fator de cálculos de torque Unidade conhecida N.12 15.13 80.21 39.17 63.24 67.77 101.97 51.m Kgf.27 29.50 103.59 47.197 0.42 83.pé = 12 Lbf.48 86.79 102.cm Kgf.26 37.48 122.81 19.56 64.825 0.04 135.71 18.cm N.11 79.38 75.66 59.75 77.85 108.67 4 (Nm) 5.00 38.77 119.46 141.11 136.70 97.14 60.04 35.56 27.09807 9.41 117.71 16.97 72.40 82.83 64.07 97.m 0.89 108.pé) 1 N.38 81.90 127.68 134.70 35.63 76.59 70.19 124.152 0.07 49.75 58.com) .70 9 6.52 88.92 58.55 126.23 7 5.00738 0.pé 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 13.99 73.97 131.07 17.m = 0.66 73.65 92.49 23.71 56.52 36.16 74.52 67.60 92.58 88.82 62.57 33.87 107.94 89.66 95.33 132.38 8.95 41.40 59.39 56.0885 8.06 116.68 96.m) em libra-força.23 47.68 73.53 65.74 9.78 36.01 100 1 1.22 86.36 14.87 61.pé Nm 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 7.34 33.38 45.20 25.33 48.97 54.14 21.60 69.18 143.cm 1 100 9.02 21.54 19.60 1 1.92 28.75 138.95 3.metro (N.06 80.85 78.pé (Lbf.54 2 1.m Lbf.19 26.28 20.66 28.02 74.63 31.62 93.90 13.21 9.70 115.80 5 6 7 8 9 1 Lbf.97 8 5.11 76.7 11.78 20.90 44.56 107.32 79.11298 1.26 128.98 32.0723 7.64 45.99 112.80 1 0.00 93.45 25.84 123.13825 = Lbf.86 16.0833 1 Educação Profissional 191 Created with novaPDF Printer (www.02 52.pol Newton.233 0.72 96.24 147.35 31.07 17.43 98.pé) 2.62 130.73756 Lbf.83 32.88 66.700 800 900 1000 71.pé = N.48 8.21 71.88 30.47 70.97 24.41 37.56 90.59 16.01 5 (Lbf.82 142.09 78.32 52.33 11.71 98.04 55.83 105.01 74.851 0.78 100.45 12.28 109.novaPDF.49 4 6 4.7376 0.pol Lbf.78 67.95 111.92 108.47 33.89 146.44 80.14 101.24 23.298 135.09 10.

ULIANA. SENAI. ROCCA. CEFETES. Educação Profissional 192 Created with novaPDF Printer (www. 2003. Renilton Operatrizes I – Ferramentaria. GOMES. Rio de Janeiro: Qualitymark: Abraman. Mecânica: Manutenção. 1999. Victor. Napoleão Lupes. 2002. KARDEC. Mecânica: Noções Básicas de Amarração. Alan. Gestão estratégica e Manutenção Autônoma. SANTOS. ETFES. Ferramentas. CRUZ. Espírito Santo: SENAI/CST. 1996. OLMEDO. Espírito Santo: SENAI/CST. 1996. Organização da Manutenção. Ronaldo Neves. Jairo Estevão. São Paulo: Ícone editora. NETO. Valdir Aparecido dos. Mecânica: Procedimento de Segurança e Higiene do Trabalho. 2003. Sinalização e Movimentação de Cargas. Alan. Manual prático da manutenção industrial. KARDEC.s/ ano. TELECURSO2002.novaPDF.BIBLIOGRAFIA AMORIM. Robison Orlando.com) . Gestão estratégica e técnicas preditivas. 2002. José Nunes. Makron Books. Josino Ferreira de. 1995. Máquinas GEDORE. Catalogo de Ferramentas – O seu parceiro em ferramentas profissionais. 2002. Equipamentos. MIRSHAWKA. Rio de Janeiro: Qualitymark: Abraman. SENAI. Carlos. Manutenção: Combate aos custos da nãoeficácia. Editora Globo.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful