Curso Técnico em Mecânica

Módulo I – Mecânico Industrial

MANUTENÇÃO MECÂNICA I

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SUMÁRIO

1 – ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1.1 – INTRODUÇÃO 2 – HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO 2.1 – CONCEITOS E OBJETIVOS 2.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS 3 – A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 3.1 – TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO 3.2 – ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA 4 – ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO 4.1 – MANUTENÇÃO CORRETIVA 4.2 – MANUTENÇÃO PREVENTIVA 5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5.1 – INTRODUÇÃO 5.2 – CHAVE DE BOCA E ESTRELA 5.3 – CHAVES DE FENDA E PHILIPS 5.4 – CHAVE EXAGONAL ALLEN 5.5 – CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU INGLESA 5.6 - SACA POLIAS 5.7 - TALHADEIRA E BEDAME 5.8 - SACA PINOS CÔNICO E PARALELO 5.9 - CHAVE PARA TUBOS 5.10 - ESPÁTULAS 5.11 - VERIFICADORES E CALIBRADORES 5.12 - TORQUÍMETRO 5.13 - MULTIPLICADORES DE TORQUE 6 – FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO 6.2 – TIPOS 6.3 – CUIDADOS GERAIS 7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.1 – INTRODUÇÃO 7.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS

04 04 05 06 07 09 10 14

17 17 22 36 36 38 41 42 43 44 45 46 46 47 47 48 57 62 62 63 64 65 65 65

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8 – MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8.1 – INTRODUÇÃO 8.2 – SEGURANÇA 8.3 - COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR 8.4 - SINAIS VISUAIS 8.5 - ACESSÓRIOS DO MOVIMENTADOR 8.6 - ISPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS 9 - ELEMENTOS MECÂNICOS 9.1 - ACOPLAMENTOS 9.2 - CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9.3 - TIPOS DE ACOPLAMENTOS FEXÍVEIS 9.4 - EMBREAGENS 10 - FREIOS 10.1- FREIOS DE DUAS SAPATAS 10.2- FREIO DE DISCO 10.3- FREIO DE SAPATA E TAMBOR 10.4- FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR 10.5- FREIO MULTIDISCO 10.6- FREIO CENTRÍFUGO 11 - POLIAS E CORREIAS 11.1- RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO 11.2 - POLIAS 12 - CORRENTES 12.1- TIPOS DE CORRENTES 13 - EIXOS 13.1-CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS 13.2- CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS 14 - TRAVAS 14.1 - CHAVETAS 14.2 - ANEL ELÁSTICO 14.3 - PINOS 15- MANCAIS DE ROLAMENTO E DE DESLIZAMENTO 15.1 – MANCAIS DE ROLAMENTO 15.2 – MANCAIS DE DESLIZAMENTO 16- ELEMENTOS DE VEDAÇÃO

80 80 80 83 84 88 116 121 121 121 123 126 130 130 131 131 131 132 132 132 133 133 144 145 149 149 150 153 154 158 160 164 165 173 176

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PORCAS E ARRUELAS 17.com) .17.1 – NOMENCLATURA 18.PARAFUSOS.EMBREAGEM 18.novaPDF.1 – PARAFUSOS 17.2 –TIPOS DE ENGRENAGENS ANEXO I BIBLIOGRAFIA 181 181 183 185 186 187 187 190 192 Educação Profissional 3 Created with novaPDF Printer (www.3 – ARRUELAS 18.2 – PORCAS 17.

Educação Profissional 4 Created with novaPDF Printer (www.ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1. satisfação dos clientes.. aumento da competitividade. Obter produtos de qualidade. estabelecer um rigoroso cronograma de fabricação e de entrega de meus rolamentos. preços competitivos. produtos de qualidade. também. aumento da lucratividade.O que a manutenção tem a ver com a qualidade total? Disponibilidade de máquina. precisarei tirar o máximo rendimento de minhas máquinas para oferecer rolamentos com defeito zero e preço competitivos. .. Deverei. a busca da qualidade total em serviços. Perda de mercado.Não entendi! Vamos comparar. Pois bem. para que eu venha a manter meus clientes e conquistar outros.com) . Se eu não tiver um bom programa de manutenção. . Perdas financeiras. sem a manutenção mecânica das máquinas e equipamentos não será possível: Cumprir os cronogramas de fabricação. Reduzir as perdas de matéria-prima e energia. Com a globalização da economia. . planos de expansão.1 – INTRODUÇÃO Não basta uma empresa ter máquinas modernas.novaPDF. Conquistar novos clientes. Imagine você que eu não faça manutenção de minhas máquinas. produtos e gerenciamento ambiental passaram a ser a meta de todas as empresas.. produtos com defeito zero.Estou começando a compreender. De fato. Imagine que eu seja um fabricante de rolamentos e que tenha concorrentes no mercado. Competir em igualdade de condições no mercado interno e externo. pois máquinas com defeitos ou quebradas causarão: Diminuição ou interrupção da produção. Atrasos nas entregas. Rolamentos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação. ótimos funcionários e programa de qualidade se ela não contar com um eficiente programa de manutenção mecânica. A manutenção mecânica é a alma dos setores produtivos empresariais. os prejuízos serão inevitáveis.1 . mercado cativo. tecnologia de ponta. Diminuir os custos de produção. Manter a fidelidade dos clientes. Insatisfação dos clientes. Aumentos dos custos.. Aumentar a competitividade.

considerando a primeira geração da manutenção tivemos: Equipamentos simples. principalmente. Manutenção executada somente após a quebra – (corretiva). que dependiam do estado operacional de seus barcos para obterem sucesso em suas incursões marítimas. onde os barcos (de até 15 toneladas) eram postos a seco e reparados com ferramentas especiais ao retorno da viagem.HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO A manutenção embora despercebida. Começou a ser conhecida com o nome de manutenção por volta do século XVI na Europa Central. que culminou com o desenvolvimento tecnológico acelerado e a necessidade de se manter tudo funcionando perfeitamente. tornando a manutenção inerente ao processo produtivo. novas pesquisas. confiáveis e de fácil reparação. Educação Profissional 5 Created with novaPDF Printer (www. (preventiva) Evolução dos procedimentos administrativos – sistemas de planejamento. de meros consertos. qualidade.2 . marcada pela linha de montagem. uma série de diques. superdimensionados. redução de cursos e meio ambiente. possuíam em suas aldeias. Uma das primeiras ações que poderíamos chamar de “manutenção organizada” foi desenvolvida pelos Vickings. que marcou a 1ª revolução industrial. segurança.novaPDF. Novos métodos foram introduzidos. sempre existiu. porém. Para tanto. onde a quantidade e a qualidade dos equipamentos bélicos eram fundamentais para a vitória desejada. Novas técnicas de manutenção e gerenciamento da manutenção foram introduzidas para que se obtenha maior disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos. Com a mecanização da indústria. Inglaterra. não passando ainda. Até esse momento. juntamente com o surgimento do relógio mecânico. os prazos de entrega dos produtos passaram a ser relevantes para todas as empresas. Alemanha. na Segunda Guerra Mundial. Exigências como: produtividade. Tomou corpo ao longo da Revolução Industrial e firmou-se como necessidade absoluta. novas técnicas e expectativas criaram a 3ª geração da manutenção. onde a produção programada impedia as paradas freqüentes para reparos.com) . No princípio da reconstrução pós-guerra. Custos elevados. A partir de meados dos anos 70. O grande impulso da manutenção organizada e científica deu-se. A manutenção teve outro incremento com a 2ª revolução industrial. Itália e principalmente o Japão alicerçaram seu desempenho industrial nas bases da engenharia e manutenção. Os efeitos da guerra puderam ser sentidos muitos anos depois com uma nova ordem mundial que pode ser caracterizada por: Elevado consumo / aumento da produção. organização e controle geral da manutenção. mesmo nas épocas mais remotas. quando surgiram os primeiros técnicos em montagem e assistência. Tais características geraram conseqüências como: Maior preocupação com as falhas e paradas de produção. com a 2ª guerra mundial. Máquinas mais complexas. Essa fase ficou denominada como 2ª geração da manutenção e vigorou até início dos anos 70. a manutenção foi intensificada. na Escandinávia. intensa concorrência.

estamos conservando-as. A manutenção pode incluir uma modificação de um item. incluindo as de supervisão. prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas. destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida. estaremos restaurando-a. A manutenção ideal de uma máquina é a que permite alta disponibilidade para a produção durante todo o tempo que ela estiver em serviço e a um custo adequado. Alcançar esses objetivos requer manutenção diária em serviços de rotina e de reparos periódicos programados. Esses cuidados envolvem a conservação. ferramentas e instalações.com) . De modo geral.Com isso. quando mantemos as engrenagens lubrificadas. Por exemplo. Essa motivação deu origem à manutenção preventiva. Se estivermos trocando o plugue de um cabo elétrico. estaremos substituindo-o. Se estivermos retificando uma mesa de desempeno.novaPDF.CONCEITOS E OBJETIVOS Definição da Manutenção: Segundo norma NBR 5462. a restauração. nos últimos vinte anos á que tem havido preocupação de técnicos e empresários para o desenvolvimento de técnicas específicas para melhorar o complexo sistema Homem / Máquina / Serviço. a manutenção em uma empresa tem como objetivos: manter equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos. Tabela 1. a substituição e a prevenção.1 EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MANUTENÇÃO PERÍODOS ATÉ DÉCADA DE DECÁDA DE 1950 1950 Manutenção Corretiva Manutenção Preventiva DÉCADA DE 1960 DÉCADA DE 1980 Estágio Conceitos Manutenção Sistema Produção do Manutenção de Produtiva (TPM) Total Reparo Corretivo Gestão Mecânica da Manutenção Manutenções Preventivas X X X X X X X X X X 6 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. a adequação.1 . Em suma.combinação de todas as ações técnicas e administrativas. Para facilitar o entendimento da Norma podemos entender manutenção como o conjunto de cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de máquinas. surgiu a motivação para se prevenir contra as falhas de máquinas e equipamentos. 2. equipamentos.

Reparos não programados também ocorrem e estão inseridos na categoria conhecida pelo nome de manutenção corretiva. como:      Monitorar as partes da máquina sujeitas a maiores desgastes. a verificação dos sistemas de lubrificação e a constatação de falhas de ajustes são exemplos dos serviços da manutenção de rotina dentro da manutenção. Replanejar. no horário de mudança de turno. O acompanhamento e o registro do estado da máquina. Esses procedimentos envolvem várias operações. o programa de prevenção.novaPDF. bem como dos reparos feitos. Ajustar ou trocar componentes em períodos predeterminados. que será estudada logo adiante. Educação Profissional 7 Created with novaPDF Printer (www. são testadas para assegurar a qualidade exigida em seu desempenho. se necessário. Testar os componentes elétricos. em qualquer programa de manutenção.com) . são fatores importantes. ainda. Por exemplo. ou durante o planejamento de novo serviço ou. ela deverá ser substituída de imediato. após exame.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS Os serviços de rotina constam de inspeção e verificação das condições técnicas das unidades das máquinas. Exame dos componentes antes do término de suas garantias. Os serviços periódicos de manutenção consistem de vários procedimentos que visam manter a máquina e os equipamentos em perfeito estado de funcionamento.Visão Sistemática Manutenção Corretiva com incorporação de Melhorias Prevenção Manutenção Manutenção Preditiva Abordagem Participativa Manutenção Autônoma de X X X X X X X X X 2. se uma furadeira de bancada estiver em funcionamento e a correia partir. para que a máquina não fique parada. também. A responsabilidade pelos serviços de rotina não é somente do pessoal da manutenção. A detecção e a identificação de pequenos defeitos dos elementos das máquinas. Salientemos que há. mas também de todos os operadores de máquinas. As paradas programadas visam a desmontagem completa da máquina para exame de suas partes e conjuntos. manutenção de emergência ou corretiva. etc. Os serviços periódicos de manutenção podem ser feitos durante paradas longas das máquinas por motivos de quebra de peças (o que deve ser evitado) ou outras falhas. As partes danificadas.

FALHA . durante um dado intervalo de tempo. levando-se em conta os aspectos combinados de sua confiabilidade.Análise do Modo e Efeito da Falha MASP . fornecimento de materiais e construção FMEA . (Conforme ABNT NBR 5462/94)      ITEM . DISPONIBILIDADE .Centro Capixaba de desenvolvimento Metalmecânico CEQUAL .Equipamento de Proteção Individual EPC . Procurement and Construction .Término da capacidade de um item desempenhar a função requerida.com) . mantenabilidade e suporte de manutenção.Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRAMAN .Para um melhor entendimento da manutenção é necessário que alguns termos e definições estejam bem claras: Definições básicas de alguns termos usados na “linguagem” da manutenção.novaPDF. unidade funcional.Engineering. sob condições de uso especificadas.   LISTA DE SIGLAS ABNT . dispositivo.Centro de Certificação da Mão-de-Obra Especializado dos Setores Mecânico e Elétrico CIPA .Método de Análise e Solução de Problemas OMS .Associação Brasileira de Manutenção ABCE . CONFIABILIDADE .Qualquer desvio de uma característica de um item em relação aos seus requisitos. subsistema. MANTENABILIDADE .Associação Brasileira de Consultores de Engenharia CDMEC .Capacidade de um item estar em condições de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo tempo determinado.Diálogo Direto de Segurança EPI . equipamento ou sistema que possa ser considerado individualmente DEFEITO .Comissão Interna para Prevenção de Acidentes DDS .Failure Mode and Effect Analysis .Estado de um item caracterizado pela incapacidade de desempenhar sua função requerida.Capacidade de um item ser mantido ou recolocado em condições de executar suas funções requeridas. quando a manutenção é executada sob condições determinadas e mediante procedimentos e meios prescritos.Contrato pelo qual uma empresa assume a responsabilidade pelos serviços de engenharia. componente.Qualquer parte. PANE . supondo que os recursos externos requeridos estejam assegurados.Capacidade de um item desempenhar uma função requerida sob condições específicas.Organização Mundial de Saúde 8 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.

PCMSO .Análise da Causa Raiz da Falha RCM .Planejamento.novaPDF.Tempo Médio Entre Falhas TPM . Estas decisões serão classificadas. cada decisão será influenciada por muitos outros fatores. como estender a flexibilidade da equipe. Estrutura administrativa: a definição das responsabilidades gerenciais e inter-relacionais. principalmente a força de trabalho. etc. e eficiência do plano de trabalho) seja maximizada. informações) para a execução das suas atividades. função e logística dos recursos de manutenção.Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas. a organização precisa ser projetada para que a performance das equipes (em função da sua utilização e motivação.Root Cause Failure Analysis .com) .Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PPCM . de acordo com os principais elementos da organização listados a seguir:    Estrutura de recursos: localização.Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho MTBF . por se constituir em exigência por parte das instituições financiadoras do projeto (são empresas formalmente constituídas para a execução especifica daquele empreendimento.Programa de Prevenção contra Riscos Ambientais PPT . ferramentas e informação. tecnológicos. a planta para que a capacidade de produção desejada. a quem se destinará a responsabilidade da informação da manutenção e dos sobressalentes). em quantidade e qualidade de saída. sendo os parceiros seus sócios ou acionistas) SIPAT .Manutenção Produtiva Total MTTR. disponibilidade e sobressalentes. com personalidade jurídica própria. envolve muitas decisões inter-relacionadas (onde se localizará a força de trabalho. Com o objetivo de alcançar isto. Plano de trabalho a longo e curto prazo e o controle das atividades: custo da manutenção. é: . entretanto. ferramentas. O projeto de uma organização da manutenção. o objetivo da manutenção. sobressalentes. desta forma.Sindicato da Indústria de Construção Civil SINDIMETAL .Permissão Para Trabalho RCFA .Tempo Médio Entre Reparos 3 . tamanho. segundo Kelly. Mecânicas e Material Elétrico SPC .Reliability Centered Maintenance (Manutenção Centrada na Confiabilidade) SINDCON .A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO A tarefa principal da organização da manutenção é associar recursos (humanos. possa ser atingida.Special Purpose Company .Sustentar a custo total mínimo. Programação e Controle da Manutenção PPRA . Educação Profissional 9 Created with novaPDF Printer (www.SPE (Sociedade de Propósito Específico) é a configuração legal mais comumente utilizada em uma sociedade comercial constituída para abrigar um empreendimento.

Modelo da Organização No projeto ou na modificação da organização da manutenção é necessário entender que a carga de trabalho tem uma maior influência no recurso da estrutura. gerenciamento de recursos humanos.TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO  Centralizada. etc. adoção de times auto – gerenciáveis. O último ponto introdutório é que a organização deve ser dinâmica. Todas estas posições na estrutura têm o seu papel.novaPDF. As grandes empresas adotam a estrutura descentralizada ou mista. O planejamento das atividades pode ser representado como uma informação e um sistema de tomada de decisão funcionando através da estrutura. divergindo até entre duas empresas “irmãs” de um mesmo grupo financeiro. Esta influência interna (do nível operacional para o gerencial) no projeto da organização freqüentemente é acompanhado por influências externas (do nível gerencial para o operacional). na maioria dos casos. A organização toda é muito maior que o somatório das suas partes elementares devido a sinergia. A seguir. Cada mudança pode ser uma revolução ou. As médias empresas utilizam a centralizada ou a mista de acordo com o lay-out fabril. Educação Profissional 10 Created with novaPDF Printer (www. influencia os sistemas e a estrutura administrativa.1 . também em função da sua concepção física. De uma maneira geral. que por sua vez. e para isso precisa estar sintonizado com as mudanças (internas e externas) do cenário. em função das condições operacionais. administrativas e da concepção física de cada empresa e que são totalmente particulares.com) . as pequenas empresas (dono à frente de tudo) o tipo de organização da manutenção mais usada é a centralizada. Kelly apresenta uma forma de visualizar isto. detalharemos os tipos e as formas de organizações em que a manutenção pode estar inserida: 3. através da pirâmide – Recursos da Estrutura – e o gerenciamento que permite isto sobreviver – Estrutura Administrativa. MODELO DE ORGANIZAÇÃO Figura 1 – Modelo da Organização Figura 3.1 . uma evolução.Modelo da Organização É importante entender como a inter-relação dos elementos permite a organização funcionar. envolvendo vários problemas como a integração manutenção – operação. Escolha Do Tipo De Organização A decisão da escolha entre um tipo ou outro é evidente.

Toda área possui sua mini-oficina. Facilita a implantação e gerenciamento de métodos de organização da manutenção (planejamento. entre outros). mantendo condições próprias de organização e controle. Os recursos humanos são agrupados por especialidade atendendo as solicitações de todas as áreas de produção. equipamentos.1. etc. 11 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.. depósitos.Centralizada Todas as atividades de manutenção são executadas por um órgão central autônomo em sua especialidade. Maior profissionalização e especialização com o pessoal podendo conhecer todos os equipamentos das diversas áreas de produção. equipamentos. Maior flexibilidade no remanejamento de mão-de-obra. etc. programas de qualidade. Controle e aumento técnico-administrativo mais uniforme e imediato.1 . dificultando o estabelecimento de prioridades (principalmente nas grandes empresa). Figura 3. Maior tempo para deslocamento de pessoal.1. A organização e controle são centralizados. etc. assim como as oficinas. dificultando a comunicação. depósito. ferramentas. 3. em casos de emergência ou de grandes obras prolongadas. DESVANTAGENS:     Diminui o entrosamento entre produção e manutenção.com) . confiabilidade.2 VANTAGENS:       Otimização dos recursos. Há maior dificuldade para o atendimento imediato em todas as áreas de produção. almoxarifado.. Mista. Por terceiros. totalmente independente das unidades de produção. ferramentas e pessoal. Maior distanciamento entre a oficina e o local de intervenção. ferramentas.2 – Descentralizada Cada área de produção possui sua equipe de manutenção diretamente subordinada ao chefe imediato de produção da própria área. Estoque de peças sobressalentes mais reduzido. com melhor controle das despesas. almoxarifados.   Descentralizada. 3.

novaPDF. Rapidez e flexibilidade no atendimento. Controle das despesas de manutenção mais difícil.Figura 3.3 . melhorando o Equipes conhecendo melhor os equipamentos da área. manutenção e produção mais eficiente. Educação Profissional 12 Created with novaPDF Printer (www. com agrupamentos específicos de manutenção. etc.Mista Organização e controle centralizados. sem contudo estarem subordinados diretamente ao chefe de produção da área.    3.1.com) . almoxarifado. Maior quantidade de ferramentas. Localização ideal do grupo de manutenção em relação à área de atuação. serviços em área de interferência. DESVANTAGENS:     Maior efetivo de pessoal de manutenção necessário. instrumentos e equipamentos. são centralizados. Necessidades de um maior número de especialistas ou poliespecialistas (mecânica + elétrica + hidráulica + instrumentação.). Dificuldade de remanejamento de pessoal. distribuídos pelas áreas de produção. em casos de emergência ou grandes obras programadas (difícil coordenação entre as áreas) ou ainda. oficina. Áreas sobrecarregadas e outras ociosas. Os órgãos de apoio como depósitos.3 VANTAGENS:     Comunicação entre entrosamento. podendo ser confundidos com as de produção. Controle e orientação técnico-administrativa mais difícil e não uniforme entre as áreas. ferramentaria. gerando dificuldade na implantação e execução de métodos gerais e novas técnicas gerenciais. etc. existindo nas áreas pequenas oficinas para pequenos e rápidos reparos.

assistência médica. por firmas externas contratadas. rádio-comunicações. ficando os serviços mais especializados e de grande porte realizados pela equipe central. etc. Os problemas relacionados à falta de entrosamento entre as áreas de produção e manutenção são menores. abonos. engenheiros). Garantia dos serviços contratados por um período determinado após execução dos mesmos. montagens mecânicas e elétricas. tais como: transporte. porém tendo as orientações técnicas e gerenciais repassadas pela chefia central de manutenção (coordenadores.com) . Educação Profissional 13     Created with novaPDF Printer (www.1.Figura 3. Diminuem consideravelmente os custos com administração de pessoal. porém com algumas melhorias. VANTAGENS:  Serviços especializados. Redução dos custos com a diminuição do efetivo próprio. treinamento. não contínuos como a manutenção de equipamentos de controle e medição.Por Terceiros As atividades de manutenção são executadas.4 . que exigem a utilização de aparelhos e instrumentos especiais (caros) é mais vantajosa a contratação de firmas externas. etc. total ou parcialmente.4 Há uma somatória de vantagens e desvantagens vistas no sistema centralizado e descentralizado. Melhor aproveitamento de mão-de-obra própria em serviços que visam melhorias operacionais. radiografia industrial. 3. rescisões contratuais.novaPDF. férias. As equipes de área estão ligadas hierarquicamente à produção. fundações civis. alimentação. As equipes de área executam os serviços de rotina.

embalagem. estes determinarão diferentes níveis de organização da manutenção.Cadastramento dos Equipamentos Para qualquer nível de organização da manutenção em uma empresa o essencial é um bom cadastro geral dos equipamentos com dados importantes sobre tais. a utilização do conceito de CÓDIGO DE EQUIPAMENTO.Rolamento 6205. 3. predominância da manutenção preventiva. tais como: número maior de equipamentos (inclusive repetidos). e que possui poucos equipamentos. 3. etc. que estabelecerá o que fazer.) de tal forma que agrupados convenientemente. até a localização de um determinado item se torna difícil. controle de qualidade. etc. 3. todos localizados em um mesmo ambiente. pois. na medida do aumento do porte das empresas. Exemplo de um item e sua localização: . equipamento. porte do equipamento.).2. setor. outros complicadores aparecerão.1 . porém. alfabéticos ou alfanuméricos a cada um dos elementos constituintes de um cadastro (unidade industrial.novaPDF. já que o grupo adicional externo não possui a mesma motivação que o interno. de fácil entendimento e preenchimento pelo executor do serviço.ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA.. devidamente apontados em fichário próprio. substituem com vantagens os nomes originais de um item e seus constituintes. que será identificado como “células”.com) . etc. pedidos de compra. é comum.Código do equipamento Para efeito de correlação das posições operacionais dos equipamentos com os respectivos registros históricos.2 . como fazer um determinado serviço de manutenção ou ainda uma inspeção.3 . usinagem. A execução da manutenção de forma preventiva exige programação. Para uma micro-empresa que exerce apenas a manutenção corretiva. e associa cada Equipamento aos Sistemas Operacional e Produtivo aos quais está ligado. A manutenção de um grupo adicional externo pode ser antieconômico se a programação das atividades não contemplar a totalidade da mão-de-obra disponível. Lado da frente do eixo do motor elétrico de acionamento do eixo portaferramenta e mesa porta-peça da geradora de engrenagens do tipo renânia localizada no setor de fresagem do curso de mecânica do CEDTEC. áreas de produção (ex: fundição. ordens de serviço. com vantagens no preenchimento das fichas de inspeção. Seria muito mais fácil utilizar um código para referência ao item mencionado.2 . relatórios. tendo sua decodificação oportuna.DESVANTAGENS:   Controle e orientação técnico-administrativo mais difícil. o cadastro dos equipamentos acompanhado de um relatório com o histórico de intervenções de manutenção já é suficiente.2. entre outros. composto de várias partes. Essas informações tramitam por um sistema de fichas que devem ser compactas. entendendo-se por Sistema Produtivo a Educação Profissional 14 Created with novaPDF Printer (www. quando fazer.Codificação É a atribuição de códigos numéricos. acabamento. maior número de efetivos de manutenção.2. 3.

Pode-se.). não programado.indica o tipo de serviço (troca de rolamento. etc.com) .). o código de equipamentos pode caracterizar também os subsistemas. outras alfanumérico. ruptura. fábrica ou qualquer outro tipo de instalação industrial ou de serviços. curto-circuito. etc. código para manutenção. normal) causa do serviço (avaria normal. o código pode também conter. como exemplo: Código de avarias . outras alfabético. desgaste. etc. soldagem. natureza do serviço (acidente de operação. a Localização Física do equipamento em relação ao Sistema Operacional ou sua Posição Geográfica na área de produção. anormal. Para as instalações que ocupam vasta área.estação. construção. e por Sistema Operacional. para os Sistemas Operacionais de grande porte e Componentes de alguns de seus equipamentos prioritários. montagem incorreta.). que possibilite a obtenção e relatórios em diversos níveis gerenciais. desalinhamento.5 Além do Código de Equipamento poderão ser atribuídos códigos para componentes (peças de reposição). ou conjunto de equipamentos que realizam uma função de uma instalação. em uma de suas células. Visando permitir uma seqüência hierárquica do código do equipamento. ainda atribuir códigos para: prioridade de serviço (emergência. recomendamos que tenha a seguinte composição: 15 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. com as características acima assinaladas. em função das características do sistema produtivo. alterações.novaPDF. urgente. programado turno a turno.Indica a origem ou a causa da avaria (especificação errada. uma vez que algumas células usam sistema numérico de identificação. troca de redutor. etc. etc. mudanças. composto de sete células com critério misto de identificação. planta. reparo periódico. Figura 3. Eventualmente.). Código de serviço . deformação. quando se desejar isolar o histórico desses componentes dos respectivos equipamentos. A figura a seguir ilustra um exemplo de código de equipamentos.

Classe B.Equipamento que participa do processo produtivo. porém sua parada por algum tempo não interrompe a produção e assim. Classe C. se impactarem nos custos previstos da manutenção (mão-de-obra. etc. pois a incidência de ocorrências em equipamentos com maior grau de classificação. Por essa razão é recomendável evitar o desmembramento excessivo das CLASSES. deverá receber atenção especial do analista de controle e da supervisão de execução de manutenção em relação aos de menor classificação.Equipamento cuja parada interrompe o processo produtivo e por esta razão sua programação de manutenção preventiva deve ser rigorosamente cumprida. que irá indicar sua importância operacional no processo produtivo.6 Educação Profissional 16 Created with novaPDF Printer (www. A identificação das CLASSES. podendo servir também como elemento orientativo de formatação de relatórios para análise de ocorrências.Equipamento que não interfere no processo produtivo e. facilita o estabelecimento de prioridades de execução da manutenção e serve como referência à análise de listagens históricas. ALGORITMO DE CLASSIFICAÇÃO Figura 3.com) . como sugestão são apresentadas as seguintes caracterizações: Classe A. em conseqüência sua programação preventiva pode deixar de ser executada.novaPDF. materiais. sua programação de manutenção preventiva deve ser executada dentro de uma determinada faixa de tempo.1) Sistema Produtivo 2) Sistema Operacional 3) Equipamento 4) Classe Observa-se que nessa seqüência incluímos a CLASSE do equipamento no Código.). visando facilitar a seleção analítica dos resultados (listagens ou telas) e.

linhas de produção que possuam equipamentos de reserva (tipo stand by) a manutenção corretiva é a mais econômica e viável. com a possibilidade de ocorrência de acidentes de trabalho. Por esse motivo. não saberão o que fazer com os mantenedores em época em que tudo caminha tranqüilamente. Educação Profissional 17 Created with novaPDF Printer (www. destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida. Diante de situações como esta. ou ainda. a manutenção corretiva deverá entrar em ação. para equipamentos não vitais à produção de uma empresa.MANUTENÇÃO CORRETIVA Consideremos uma linha de produção de uma fábrica de calçados e que a máquina que faz as costuras no solado pare de funcionar por um motivo qualquer. Nos dias atuais.1 . já que os equipamentos não possuem confiabilidade total contra quebras. seja um método dispendioso de execução da manutenção. o que é manutenção corretiva? É a manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane. Não existe filosofia.ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO   CORRETIVA PREVENTIVA  TRADICIONAL PREDITIVA  PERIÓDICA MONITORAMENTO 4. as empresas que não têm essa manutenção programada e bem administrada convivem com o caos. (NBR 5462/94). pois não se tem definido o problema. teoria ou fórmula para dimensionar uma equipe de manutenção corretiva. manutenção conserta imediatamente”. Embora. impensáveis soluções que poderão determinar um dano ainda maior à máquina ou instalação. a “correria” para reparação de um equipamento vital à produção da empresa traz improvisações. Mas.novaPDF. além disso. pois nunca haverá pessoal de manutenção suficiente para atender às solicitações. O tempo para reparação é geralmente longo. Mesmo que venham a contar com o pessoal de manutenção em quantidade suficiente. tentativas frustrantes de acerto.com) . Esse tipo de manutenção baseia-se na seguinte filosofia: “equipamento parou. Não se sabe o número exato de pessoal necessário ao reparo. não há indústrias que possam dispensá-lo.S Q P F M LEGENDA Segurança Qualidade Produção Falha Manutenabilidade (custos e tempos) 4 . não se sabe da existência de peças de reposição e. Se as providências não forem tomadas imediatamente. toda a produção de calçados com costura no solado ficará comprometida. pois nunca se sabe quando alguém vai ser solicitado para atender aos eventos que requerem a presença dos mantenedores.

. Prevista Realizada Parada de Produção........... não se deve se ter 100% de manutenção preventiva........... Avaria ............................... da seção ....... Trabalho realizado ................ FRENTE Ficha de Execução Unidade. parou às ........... porém... sempre haverá necessidade de uma equipe para esses atendimentos................. Nas empresas que convivem com emergências que podem redundar em desastres.. Exemplo: empresas aéreas.....................É por esse motivo que........ Natureza de ....................................... ele deverá emitir um documento. Causa de ................................................................... mesmo porque...................................................... às vezes é mais conveniente............. Um analista de equipe de manutenção corretiva atende ao chamado......................................................... todavia algumas empresas ainda utilizam fichários conforme modelo a seguir: Equipamento .............................................................................................. deve haver uma equipe muito especial de manutenção............................................................. Dependendo do equipamento............................ verifica o que deve ser feito e emite uma ficha de execução para sanar o problema. para os efeitos de registro e estatística............1 VERSO Educação Profissional 18 Created with novaPDF Printer (www................. Como as ocorrências de emergências são inevitáveis............. A filosofia que deve ser adotada é: “Emergências não ocorrem. Mesmo em empresas que não podem ter emergências..... cuja função é eliminar ou minimizar essas emergências....... são causadas.. por motivos econômicos.......................... Avaria ................ horas do dia ............. Inspeção .......... a manutenção aceita serviços de montagem para executar e nunca cumprem os prazos estabelecidos... Visto Figura 4. o usuário com problemas deverá solicitar o atendimento por telefone............ normalmente........... Elimine a causa e você não terá novamente a mesma emergência”...novaPDF. Trabalho a realizar ......... deixá-lo para resolver o problema por atendimento de emergência..................................... Atendimento A equipe de manutenção corretiva deve estar sempre em um local específico para ser encontrada facilmente e atender à produção de imediato......... Produção ........................................ atualmente são utilizados softwares de manutenção...... Parada de ................................. Equipamento................................. Como a equipe não sabe o local onde vai atuar................... Data .................. Subconjunto .................................................... pois há ocasiões em que terá de decidir se atente às emergências ou continua montando o que estava programado............................................com) ............. Conjunto .. Um modelo de ficha de execução é dado a seguir.............................................................................................................................................. às vezes elas ocorrem com resultados geralmente catastróficos.

1 e 4.Figura 4. Preencher o campo parada da produção colocando o código 00 quando for emergência (serviço não programado) e código 11 quando for preventiva (serviços programados). Preencher o campo equipamento citando o nome do equipamento.. Preencher os campos conjunto e subconjunto.2: Tabela 4. Preencher o campo trabalho realizado.2 O preenchimento da frente da ficha de execução deve seguir os passos:         Preencher o campo unidade ou área onde o equipamento está localizado.2 NATUREZA DA AVARIA Deslocamento do equipamento Ruptura Cisalhamento Trinca Esmagamento Entalhe Perfuração Corrosão Erosão Oxidação Engripamento Estrangulamento Entupimento Descarrilhamento Aquecimento Desregulagem Desaperto Curto-circuito Colamento CÓDIGO 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 30 31 19 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.. Preencher o campo trabalho a realizar especificando exatamente o que fazer e onde fazer.. Preencher o campo natureza da avaria e causas da avaria citado nas tabelas 4.novaPDF.com) . Preencher o campo data.

3 CAUSAS DA AVARIA Introdução de líquidos gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de líquidos não gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de pó químico na máquina Incrustação Introdução de corpo sólido exterior à máquina Falta de filtragem Introdução de ar no sistema Introdução de líquidos gordurosos procedentes da máquina Introdução de líquidos não gordurosos procedentes da máquina Introdução de pó procedente da máquina Introdução de corpo sólido Influência da umidade Influência de temperatura baixa Influência de temperatura elevada Atmosfera corrosiva Desgaste excessivo Falta de isolamento térmico Abaixamento do solo Modificações geométricas dos suportes Ligação errada Defeito de material Erro de fabricação Peça de reposição não adequada Erro de concepção Defeito de montagem Má ajustagem Manobra errada da operação Falta de limpeza Excesso de carga Desaperto Falta de lubrificação Choques Vibração anormal Atrito CÓDIGO 11 12 15 16 17 18 19 21 22 25 27 31 32 33 35 41 42 43 44 49 50 51 52 53 54 55 56 60 61 62 72 73 74 75 As relações de natureza e causas das tabelas 4. 20 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.3 não são definitivas. pois existe sempre uma causa para outro tipo de natureza que varia. Exemplo: desgaste de um eixo.Perda de Perda de Perda de Perda de propriedades físicas propriedades químicas propriedades térmicas propriedades elétricas 32 33 34 35 Tabela 4. Salientemos que. para se colocar o código de natureza e causa de avaria é necessário analisar profundamente o problema.2 e 4.novaPDF.com) . Elas podem e devem ser ampliadas.

............................................... sempre se preocupando em deixar o equipamento trabalhando dentro de suas características originais...................... ...................... A equipe de manutenção..................................... Conjunto ................................novaPDF........................................................ o desgaste do eixo e como causa do desgaste a falta de lubrificação............................................ Preencher o campo início....................................................... Quando o trabalho tiver sido executado.............. fecha-se a coluna ‘duração’ e transfere-se o resultado obtido (horas................. evidentemente............ ’término’ e ‘duração’ do trabalho na primeira linha do verso apresentarão apenas eventos previstos.......... Após o conserto e a liberação do equipamento para a produção........................................................... Equipamento .... de acordo com o desenvolvimento do trabalho............................. Preencher o campo equipamento com nome e código......................... Data .................................. Nesse relatório o analista pode e deve sugerir alguma providência ou modificação no projeto da máquina para que o tipo de avaria ocorrida – e solucionada – não venha a se repetir................................................................... Preencher o campo subconjunto com código....................................com) ............ ..................................................... pede-se para a chefia colocar o visto no respectivo campo para liberação do equipamento...................... RELATÓRIO DE AVARIA Unidade ................................................ Preencher o campo data............................... dias) para o campo ‘realizada’.. o analista de manutenção corretiva é obrigado a enviar para o setor de Engenharia da Manutenção um relatório de avaria............ ............ o que causou a falta de lubrificação? O preenchimento do verso da ficha de execução deve seguir os passos:    Preencher o campo chapa com a identificação do funcionário....... Causa da Avaria................. de acordo com seu projeto de fabricação..................................... Subconjunto ........................... .................................................................................................... deverá eliminar as emergências................... Figura 4......... início’.......................................................................................................9 O preenchimento do relatório de avaria deve seguir os passos:    Preencher o campo unidade com nome e código de onde o equipamento está localizado.................................. Modelo de relatório de avaria Abaixo será apresentado um modelo de relatório de avaria e onde será mostrado como preenchêlo............ término e duração do trabalho.................... Somente a partir da segunda linha é que apresentarão eventos realizados............................... porém.. Após isso.... ................ Os campos ‘data’.................. porém......... ............................................................ ............................ temos como natureza...... Sugestão................Nesse exemplo.... Natureza da Avaria .......................................................................... existente na frente da ficha................................................... Educação Profissional 21 Created with novaPDF Printer (www........ ....................................... .......................................

o ponto mais crítico é a poluição causada pelo processo industrial. Muitas vezes ele ganha com um produto de melhor qualidade. Essa previsão nada mais é do que uma simples manutenção preventiva. fazer a previsão da troca do óleo. d) Efeitos no meio ambiente – Em determinadas empresas. aumento da vida útil dos equipamentos e redução de acidentes do trabalho. baseado nela. mantendo os prazos de entrega dos produtos em dia. aumento de produção. qualidade do produto. normalmente. A manutenção preventiva pode colaborar atuando nas peças sobressalentes. c) Aumento de produção – O aumento de produção de uma empresa se resume em atender à demanda crescente do mercado. Não há. horas ociosas X horas planejadas. Não realizando essa operação periódica. poluição X ambiente normal. aplicando o mínimo necessário. a manutenção preventiva. Educação Profissional 22 Created with novaPDF Printer (www. deverá estar voltada para os equipamentos antipoluição. 4. Preencher o campo causa da varia com código (tabela 1. abastecimento deficiente X abastecimento otimizado. Observação: É conveniente ressaltar que os modelos de ficha de execução e os modelos de relatório de avaria mudam de empresa para empresa. estaria correndo o risco de danificar os elementos que constituem o motor. De tempos em tempos o usuário deverá trocar o óleo do cárter. sobressalente X compra direta. a manutenção preventiva deverá ser aplicada com maior rigor.novaPDF.2 . ou seja. bem como os códigos de natureza da avaria e suas causas. infelizmente. redução de custos. as empresas buscam reduzir os custos incidentes nos produtos que fabricam.. material novo X material recuperado. nas paradas de emergência etc. Preencher o campo sugestão indicando alguma providência ou modificação no projeto. Para atingir a meta qualidade do produto. como primeiro passo. b) Qualidade do produto – A concorrência no mercado nem sempre ganha com o menor custo.MANUTENÇÃO PREVENTIVA Considere um motor de automóvel. o usuário deverá acompanhar a quilometragem do carro e. preservação do meio ambiente.3) e relatar a causa fundamental. É preciso manter a fidelidade dos clientes já cadastrados e conquistar outros. a) Redução de custos – Em sua grande maioria. ou seja: máquinas deficientes X máquinas eficientes. Se a meta da empresa for a diminuição ou eliminação da poluição. Objetivos Os principais objetivos das empresas são. ou seja.2) e relatar a ocorrência. uma norma a respeito do assunto. A manutenção preventiva colabora para o alcance desta meta atuando no binômio produção atrasada X produção em dia.    Preencher o campo data com a data da ocorrência.com) . Preencher o campo natureza da avaria com código (tabela 1. equipamentos sem acompanhamento X equipamentos revisados. Como o usuário faria para poder controlar essa troca periódica do óleo do motor? Para realizar esse controle.

causas das falhas etc. Desenvolvimento Considere uma indústria ainda sem nenhuma manutenção preventiva. A manutenção preventiva.novaPDF. com máquinas paradas e as intervenções. onde não haja controle de custos e nem registros ou dados históricos dos equipamentos. materiais e. relacionando os custos de manutenção (mão-deobra. Efeitos prejudiciais ao meio ambiente. Diminuição de produção. b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento de todos os equipamentos que serão escolhidos para iniciar a instalação da manutenção preventiva (plano piloto). atuando nesses itens. deve-se percorrer as seguintes fases iniciais do desenvolvimento: a) Decidir qual o tipo de equipamento que deverá marcar a instalação da manutenção preventiva com base no “feeling” da supervisão de manutenção e de operação. Se essa indústria desejar adotar a manutenção preventiva. Aumento de produção. lucro cessante nas emergências). tempo de disponibilidade dos equipamentos para produzirem.com) . d) Elaborar os manuais de procedimentos para manutenção preventiva. Diminuição da vida útil dos equipamentos. é conseqüência de:     Redução de custos. Esse fator. indicando as freqüências de inspeção com máquinas operando. Educação Profissional 23 Created with novaPDF Printer (www. geralmente. contribui para o aumento da vida útil dos equipamentos. não pode ser considerado de forma isolada. e) Enumerar os recursos humanos e materiais que serão necessários à instalação da manutenção preventiva. f) Redução de acidentes de trabalho – Não são raros os casos de empresas cujo maior problema é a grande quantidade de acidentes.e) Aumento da vida útil dos equipamentos – O aumento da vida útil dos equipamentos é um fator que. na maioria das vezes. Os acidentes no trabalho causam:      Aumento de custos. g) Treinar e preparar a equipe de manutenção. A manutenção preventiva pode colaborar para a melhoria dos programas de segurança e prevenção de acidentes. Qualidade do produto. se possível. Efeitos do meio ambiente. c) Redigir o histórico dos equipamentos. f) Apresentar o plano para aprovação da gerência e da diretoria. Diminuição do fator qualidade. tempo de parada para os diverso tipos de manutenção.

mais importante é o treinamento da equipe que irá utilizá-los. essa empresa estará perdendo tempo no mercado. com bons recursos humanos. a programação de sua manutenção. e a intervenção corretiva obedece ao controle manual. preenchidos manualmente e guardados em pastas de arquivo. É por meio das fichas individuais que se faz o registro da inspeção mecânica da máquina e. A escolha do ferramental e instrumental é importante. Esquematicamente: Educação Profissional 24 Created with novaPDF Printer (www. Controle manual – É o sistema no qual a manutenção preventiva e corretiva são controladas e analisadas por meio de formulários e mapas. porém. automatizado e por microcomputador. com base nessas informações. Quanto à forma de operação do controle. há quatro sistemas: manual. b) Controle da manutenção – Em manutenção preventiva é preciso manter o controle de todas as máquinas com o auxílio de fichas individuais. Esquematicamente: Figura 4. semi-automatizado.com) . com material sobressalente adequado e racionalizado.Execução da manutenção preventiva a) Ferramenta e pessoal – Se uma empresa contar com um modelo organizacional ótimo.novaPDF. com bom ferramental e instrumental e não tiver quem saiba manuseá-los.10 Controle semi-automatizado – É o sistema no qual a intervenção preventiva é controlada com o auxílio do computador.

12 Educação Profissional 25 Created with novaPDF Printer (www. Controle automatizado – É o sistema em que todas as intervenções da manutenção têm seus dados armazenados pelo computador. no mínimo:     O tempo previsto e gasto. O principal relatório emitido pelo computador deve conter. incluindo as rotinas de inspeção e execução. Os serviços realizados. Esquematicamente: Figura 4.com) . gráficos e tabelas para análise e tomada de decisões. Esses dados são fundamentais para a tomada de providências por parte da supervisão.11 A fonte de dados desse sistema deve fornecer todas as informações necessárias para serem feitas as requisições de serviço. para que se tenha listagens. Os serviços cancelados.Figura 4. conforme a necessidade e conveniência dos vários setores da manutenção. Os serviços reprogramados (adiados).novaPDF.

uma sobrecarga nas demais peças que estão interagindo com ela. Como conseqüência. Esquematicamente: Figura 4. a sobrecarga provocará a diminuição da vida útil das demais peças do conjunto. Uma das metas a que se propõe o órgão de manutenção preventiva é a diminuição sensível dos estoques.com) . Isso evita a difícil tarefa de trocas rápidas de máquinas e improvisações que causam o desespero do pessoal da manutenção corretiva. O planejamento e a organização. são uma garantia aos homens da produção que podem controlar. Em qualquer sistema industrial. mas perde-se em eficiência. Com o tempo. ela estabelecerá.Controle por microcomputador – É o sistema no qual todos os dados sobre as intervenções da manutenção ficam armazenados no microcomputador.novaPDF. com antecedência. os industriais foram se conscientizando de que a máquina que funcionava ininterruptamente até quebrar acarretava vários problemas que poderiam ser evitados com simples paradas preventivas para lubrificação. a entrada de novas encomendas. Com o auxílio dos relatórios escritos sobre os trabalhos realizados. ajustam-se os investimentos para o setor. Isso se consegue com a organização dos prazos para reposição de peças. A aplicação de métodos preventivos assegura um trabalho uniforme e seguro. fornecidos pelo método preventivo. Os controles das peças de reposição é um problema que atinge todos os tipos de indústria. dentro de uma faixa de erro mínimo. 26 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. troca de peças gastas e ajustes.13 A manutenção preventiva obedece a um padrão previamente esquematizado. assegurando assim o funcionamento perfeito da máquina por um período predeterminado. É verdade que quando se improvisa pode-se evitar a paralisação da produção. Esses dados são de rápido acesso através de monitor de vídeo ou impressora. a improvisação é um dos focos de prejuízo. para preservar as demais peças. O método preventivo proporciona um determinado ritmo de trabalho. fatalmente. são suprimidas as inconveniências das quebras inesperadas. Se uma peça de conjunto que constitui em mecanismo estiver executando seu trabalho de forma irregular. O problema só pode ser resolvido com a troca da peça problemática. A improvisação pode e deve ser evitada por meio de métodos preventivos estabelecidos pelos técnicos de manutenção preventiva. assegurando o equilíbrio necessário ao bom andamento das atividades. que estabelece paradas periódicas com a finalidade de permitir a troca de peças gastas por novas. Assim.

pois a instalação do método de manutenção preventiva. desde os operários à presidência. Essa liberdade. dentro da indústria. máquinas ou equipamentos. também. Isto é conseguido por meio do planejamento. execução e verificação dos trabalhos que são indicadores para se buscar a melhoria dos métodos de manutenção. Se a organização da manutenção preventiva carecer da devida solidez. A manutenção preventiva abrange cronogramas nas quais são traçados planos e revisões periódicas completas para todos os tipos de materiais utilizados nas oficinas. das técnicas de manutenção e da elevação dos níveis de controle. Ela inclui. Estes deverão relatar.1 . destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item. Sob esse aspecto.A manutenção preventiva é um método aprovado e adotado atualmente em todos os setores industriais. O desenvolvimento de um sistema de informações deve apresentar definições claras e objetivas e conter a delegação das responsabilidades de todos os elementos participantes. A manutenção preventiva deve. em linguagem simples e clara. organizando-se estudos que tomem por base os relatórios preenchidos por técnicos da manutenção. Isso vale a pena. O fluxo das informações deverá fluir rapidamente entre todos os envolvidos na manutenção preventiva. é a manutenção efetuada em intervalos pré-determinados ou de acordo com critérios prescritos. todos os detalhes do problema em questão. também. Por outro lado. 4.novaPDF.Manutenção Preventiva Tradicional A Manutenção Preventiva Tradicional. levantamento que visam facilitar sua própria introdução em futuras ampliações do corpo da fábrica. O aparecimento de focos que ocasionam descontinuidade no programa deve ser encarado de maneira séria. é a prova concreta da pouca eficiência do método de manutenção corretiva. ela provocará desordens e confusões. é necessário dispor de um período de tempo relativamente longo para contar com o concurso dos técnicos e dos dirigentes de alto gabarito. as providências independam de qualquer outra regra que por ventura venha a existir em uma oficina. À manutenção preventiva cabe apenas o lugar de apoio ao sistema fabril. para se efetivar a manutenção preventiva e alcançar os objetivos pretendidos com sua adoção. O segredo para o sucesso da manutenção preventiva está na perfeita compreensão de seus conceitos por parte de todo o pessoal da fábrica. um plano para sua própria melhoria. pois abrange desde uma simples revisão – com paradas que não obedecem a uma rotina – até a utilização de sistemas de alto índice técnico.com) . Esta é a dinâmica de uma instalação industrial. deve ser organizada. de modo tal que. a capacidade e o espírito de cooperação dos técnicos são fatores importantes para a manutenção preventiva. Educação Profissional 27 Created with novaPDF Printer (www. Finalmente. apesar dela ditar algumas regras de conduta a serem seguidas pelo pessoal da fábrica. A manutenção preventiva. ao se constatar uma anomalia. é fundamental para o bom funcionamento do sistema preventivo. é necessário estabelecer qual deverá ser o sistema de informações empregado e os procedimentos adotados. pela maioria das grandes empresas industriais. A manutenção preventiva nunca deverá ser confundida com o órgão de comando. ser sistematizada para que o fluxo dos trabalhos se processem de modo correto e rápido. de acordo com a NBR 5462/94. A manutenção preventiva exige. O sistema deve abranger todos os setores da indústria para garantir um perfeito entrosamento entre eles.2. A aplicação do sistema de manutenção preventiva não deve se restringir a setores. também. por ter um alcance externo e profundo.

Na Europa. utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de amostragem para reduzir ao mínimo a manutenção preventiva e diminuir a manutenção corretiva. É um método que traz bons resultados quando bem programado. A idéia principal é a de manter o funcionamento do componente até o limite operacional (vida útil total). baseando-se na vida útil estimada. Trata-se da manutenção que prediz tempo de vida útil dos componentes das máquinas e equipamentos e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado. Manutenção Preventiva Preditiva. em qualquer tempo de nossa história e por qualquer pessoa ligada direta ou indiretamente àquela máquina (operadores. Atualmente somam-se os antigos “instrumentos” aos novos aparelhos condicionados a uma prévia programação e teremos uma inspeção mais criteriosa com condições de analisar as causas e os efeitos dos problemas funcionais dos equipamentos. Inspeções para verificação do estado funcional sempre foram realizadas em qualquer equipamento. Os sentidos humanos como: audição. olfato. fornecimento de dados mais precisos sobre a qualidade das peças e componentes. milhões de rotações.Manutenção Preventiva Preditiva De acordo com a NBR 5462/94.2 . a troca de certos itens pode ser prematura. Educação Profissional 28 Created with novaPDF Printer (www. é de custo elevado. foram durante muitos anos os principais instrumentos para a inspeção.). A execução da manutenção preditiva baseia-se nas inspeções1 periódicas (visual ou com aparelhos) do funcionamento dos equipamentos. tomando-se como parâmetro: horas trabalhadas. maior disponibilidade do equipamento para a produção. previamente estabelecidas. porém. pois o estoque de sobressalentes é grande e variado.com) . com base na aplicação sistemática de técnicas de análise.novaPDF. durante a manutenção. a qualidade dos serviços executados pelas equipes de manutenção. já que são necessários aparelhos e instrumentos confiáveis. Conceito de manutenção preditiva Manutenção preditiva é aquela que indica as condições reais de funcionamento das máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou processo de degradação. isto é: detectar defeitos antes que se concretizem.A manutenção preventiva funciona por programação. é a manutenção que permite garantir uma qualidade de serviço desejada. como também. as paradas de produção são mais freqüentes. Tais investimentos poderão ser diluídos com um menor estoque de peças sobressalentes. assim como. testado. distribuem melhor a mão-de-obra existente. A manutenção preditiva exige investimentos iniciais elevados. aliados às experiências de determinadas pessoas com o funcionamento dos equipamentos. etc. 1 Inspeção: São verificações. bem como.2. supervisores. A manutenção preventiva tradicional centraliza suas ações na substituição programada de itens (componentes) de equipamentos. apontar falhas ainda controláveis e. pessoal (inspetores) qualificados. 4. evitando ociosidades ou acúmulo de serviços. mantenedores e até visitantes). com isso evita os atropelos da corretiva. reparado. quilômetros rodados. determinar o que deve ser substituído. a manutenção preditiva é conhecida pelo nome de manutenção condicional e nos Estados Unidos recebe o nome de preditiva ou previsional. do estado em que se encontram as peças ou componentes dos equipamentos. tato e visão.

Trincas. parcial ou totalmente. Limpeza. Funcionamento de lâmpadas de sinalização. Trincas superficiais. Corrosão.2. Limpeza.2. Alinhamento de acoplamentos. Estado das chavetas. Vazamentos. poderão ser verificados:         Apertos de parafusos e porcas. Lubrificação. Verificação de contadores.1 . 4.com) . etc.novaPDF. Fixação de peças. Aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos. o que poderá ocorrer em caso de paradas programadas. Teste de isolamento de motores elétricos. Eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção. Reduzir o trabalho de emergência não planejado. Deficiência de ventiladores.A inspeção poderá ser realizada das seguintes maneiras:  Com o equipamento funcionando poderão ser verificados:           Vazamentos de óleo. etc. Ruídos estranhos. graxa ou produto do processo. Temperatura. a necessidade de serviços de manutenção numa peça específica de um equipamento. Faiscamentos de escovas. Parafusos soltos.  Com o equipamento parado e desmontagem parcial (retiradas tampas de proteção e tampas de visita). Impedir o aumento dos danos. sem desmontagem. Nível e pressão do óleo. antecipadamente. NOTA: A inspeção poderá ser realizada com o equipamento desmontado.  Com equipamento parado. Desgaste (com medição). poderão ser inspecionados:        Desgastes internos. Vibrações. Estado geral de peças. etc. Educação Profissional 29 Created with novaPDF Printer (www.Objetivos da manutenção preditiva Os objetivos da manutenção preditiva são:      Determinar.

Execução da manutenção preditiva Para ser executada.2. Por meio desses objetivos. tais como:      Vibrações das máquinas. Aceleração.2. Determinar previamente as interrupções de fabricação para cuidar dos equipamentos que precisam de manutenção. Temperatura. na medida do possível. Pressão.2 . 4. após a análise do fenômeno. Desempenho.novaPDF.com) . Aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha de produção. Com base no conhecimento e análise dos fenômenos.2. com antecedência. a manutenção preditiva exige a utilização de aparelhos adequados. o responsável terá o encargo de estabelecer.   Aproveitar a vida útil total dos componentes e de um equipamento. um diagnóstico referente à origem e à gravidade do defeito constatado. 4. Educação Profissional 30 Created with novaPDF Printer (www. adota dois procedimentos para atacar os problemas detectados: estabelece um diagnóstico e efetua uma análise de tendências.2. capazes de registrar vários fenômenos. eventuais defeitos ou falhas nas máquinas e equipamentos.Diagnóstico Detectada a irregularidade. Figura 4. pode-se deduzir que eles estão direcionados a uma finalidade maior e importante: redução de custos de manutenção e aumento da produtividade.14 A manutenção preditiva. Este diagnóstico deve ser feito antes de se programar o reparo.3 . torna-se possível indicar.

Figura 4.4 .2.15 O esquema a seguir. Graficamente temos: Figura 4.2.16 Educação Profissional 31 Created with novaPDF Printer (www. resume o que foi discutido até o momento.com) .Análise da tendência da falha A análise consiste em prever com antecedência a avaria ou a quebra.novaPDF. por meio de aparelhos que exercem vigilância constante predizendo a necessidade do reparo.4.

Abaixo. Rotores desbalanceados. adota vários métodos de investigação para poder intervir nas máquinas e equipamentos. dos mais simples aos mais complexos. cuja freqüência é igual à freqüência dos agentes excitadores. O princípio de análise das vibrações baseia-se na idéia de que a estrutura das máquinas excitadas pelos esforços dinâmicos (ação de forças) dão sinais vibratórios.A manutenção preditiva. a presença de falhas que devem ser corrigidas:             Rolamentos deteriorados. é possível obter informações sobre o estado da máquina. o aparelho. Lubrificação deficiente.novaPDF.2. dos portáteis – que podem ser transportados manualmente de um lado para outro – até aqueles que são instalados definitivamente nas máquinas com a missão de executar monitoração constante. com antecipação.com) . análise dos óleos. aos poucos. Essa deteriorização é caracterizada por uma modificação da distribuição de energia vibratória pelo conjunto dos elementos que constituem a máquina. Falta de rigidez. um operador usando um analisador de vibrações portátil e. Problemas hidráulicos.Estudo das vibrações Todas as máquinas em funcionamento produzem vibrações que. análise do estado das superfícies e análises estruturais de peças. O aparelho empregado para análise de vibrações é conhecido como analisador de vibrações. geralmente. Eixos deformados. Vínculos desajustados. eles captarão as vibrações recebidas por toda a estrutura. levam-nas a um processo de deteriorização. Acoplamentos desalinhados. Educação Profissional 32 Created with novaPDF Printer (www. Cavitação.Métodos de investigação da Manutenção Preditiva .5 . Por meio da medição e análise das vibrações de uma máquina em serviço normal de produção detecta-se. Engrenagens defeituosas. Se captadores de vibrações forem colocados em pontos definidos da máquina.2. Folga excessiva em buchas. Entre os vários métodos destacam-se os seguintes: estudo das vibrações. 4. em destaque. Observando a evolução do nível de vibrações. O registro das vibrações e sua análise permitem identificar a origem dos esforços presentes em uma máquina operando. Problemas aerodinâmicos. No mercado há vários modelos de analisadores de vibrações.

Tais partículas sólidas são geradas pelo atrito dinâmico entre peças em contato. determina as propriedades dos óleos e o grau de contaminantes neles presentes. microscópios. espectrômetros. a análise dos óleos é muito importante na manutenção preditiva. Partículas metálicas. reagentes. também.Análise dos óleos Figura 4. Essa regulagem permite a otimização dos intervalos das trocas. Assim. Os modernos equipamentos permitem análises exatas e rápidas dos óleos utilizados em máquinas. É por meio das análises que o serviço de manutenção pode determinar o momento adequado para sua troca ou renovação. Ponto de congelamento.Figura 4. interessa saber quanto existe de:    Resíduos de carbono. centrífugas. identificar os primeiros sintomas de desgaste de um componente. O laboratorista usando técnicas adequadas. Entre os instrumentos e equipamentos utilizados temos viscosímetros. Água.novaPDF. fotômetros de chama. A economia é obtida regulando-se o grau de degradação ou de contaminação dos óleos.com) .17 . É a análise que vai dizer se o óleo de uma máquina ou equipamento precisa ou não ser substituído e quando isso deverá ser feito. Índice de acidez. etc. Índice de alcalinidade. como no estudo das vibrações. Ponto de fulgor. A análise dos óleos permite. As principais propriedades dos óleos que interessam em uma análise são:      Índice de viscosidade. A análise dos óleos é feita por meio de técnicas laboratoriais que envolvem vidrarias. tanto em componentes mecânicos quanto hidráulicos. Em termos de contaminação dos óleos. A identificação é feita a partir do estudo das partículas sólidas que ficam misturadas com os óleos. Educação Profissional 33 Created with novaPDF Printer (www. peagômetros.18 Os objetivos da análise dos óleos são dois: economizar lubrificantes e sanar os defeitos. instrumentos e equipamentos.

Infiltração com líquidos penetrantes. Educação Profissional 34 Created with novaPDF Printer (www. além do simples exame visual – com ou sem lupa – várias técnicas analíticas. As informações recolhidas são registradas numa ficha. Holografia. a existência de fissuras. É por meio da análise estrutural que se detecta.2.2.. Molde e impressão. Estroboscopia. Correntes de Foucault.com) . tais como:     Endoscopia. A tabela a seguir. Ecografia. A periodicidade dos controles é determinada de acordo com os seguintes fatores:      Número de máquinas a serem controladas. mostra um exemplo de um programa básico de vigilância de acordo com a experiência e histórico de uma determinada máquina. Gamagrafia (raios gama). 4. Meios materiais colocados à disposição para a execução dos serviços. Em uniões soldadas. por exemplo. possibilitando ao responsável pela manutenção preditiva tê-las em mãos para as providências cabíveis.6 . sujeitas aos desgastes provocados pelo atrito. também é importante para se controlar o grau de deteriorização das máquinas e equipamentos. Radiografia (raios X). Magnetoscopia. As técnicas utilizadas na análise estrutural são:         Interferometria holográfica.novaPDF.Análise do estado das superfícies A análise das superfícies das peças. trincas e bolhas nas peças das máquinas e equipamentos. Número de pontos de medição estabelecidos. Duração da utilização da instalação. Ultra-sonografia. Caráter “estratégico” das máquinas instaladas. . a análise estrutural é de extrema importância.Análise estrutural A análise estrutural de peças que compõem as máquinas e equipamentos também é importante para a manutenção preditiva.Periodicidade dos controles A coleta de dados é efetuada periodicamente por um técnico que utiliza sistemas portáteis de monitoramento. A análise superficial abrange.

Limitação da quantidade de peças de reposição.  bombas.com) . partes. Diminuição dos custos nos reparos. Melhoria da produtividade da empresa. controlar a velocidade ou medir os planos  Redutores e circuitos hidráulicos  Motores  Equipamentos de alta-tensão  Distribuição de baixa-tensão  Componentes eletrônicos  Equipamentos com componentes refratários  Cilindros de compressores  Aletas  Engrenagens danificadas Estroboscópio do analisador de vibrações Periodicidade da Verificação 3. Sistemas de vigilância  redutores.  ventiladores.novaPDF.500 horas Medição das falhas de rolamentos Análise estroboscópica 500 horas Segundo a necessidade Análise dos óleos Feita pelo fabricante 6 meses Termografia Subcontratação (“terceirização”) 12 meses Exame endoscópico Endoscopia + fotos Todos os meses As vantagens da manutenção preditiva são:       Aumento da vida útil do equipamento. 35 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. permanente  compressores. Controle dos materiais (peças. componentes.000 a 1. Diminuição dos estoques de produção. etc. Todos os rolamentos Medidor especial ou analisador Todos os lugares onde se quiser estudar um movimento.4 Métodos Utilizados Medição de vibração PROGRAMA BÁSICO DE VIGILÂNCIA Equipamentos Vigiados Equipamentos Necessários Todas as máquinas Medidor de vibração giratórias de potência média ou máxima e / ou Analisador equipamentos críticos:  motores.Tabela 4.) e melhor gerenciamento.

conduzindo à métodos de medidas direta. Vibração – Medidores de vibração. lupas. Densidade – Densímetros. Boa imagem do serviço após a venda. um acompanhamento constante da situação funcional do equipamento através de aparelhos / instrumentos. tintas de coloração variáveis. o que determinará a escolha de métodos e aparelhos / instrumentos com elevados graus de sofisticação e resolução. e outros.novaPDF.    Melhoria da segurança. Exemplo: A temperatura pode ser verificada pelo tato do inspetor (até +. por termopares.2. fotografia com películas sensíveis à raios infravermelhos.com) .3 . num grau de inspeção máximo ou seja. Temperatura – Termômetros.7 . bem como o preparo ou treinamento de inspetor / analista. Viscosidade – Viscosímetros. 4. assegurando o renome do fornecedor. Motivação do pessoal de manutenção. da sua periculosidade e acessibilidade. termovisão. Cada um dos parâmetros a ser inspecionado pode ter critérios diferentes. pirômetros. A exemplo da fórmula 1. Trincas superficiais – Líquidos penetrantes.2. Desalinhamento – Relógio comparador. laser. por um termômetro de mercúrio. por um termômetro digital sem contato.Limites técnicos da manutenção preditiva A eficácia da manutenção preditiva está subordinada à eficácia e à confiabilidade dos parâmetros de medida que a caracterizam. levam-se em conta o conhecimento técnico e científico envolvido.50°C). Trincas internas – Ultra-som. Dureza superficial – Durômetros. Exemplo de alguns parâmetros a serem inspecionados e os aparelhos / instrumentos utilizados: Dimensão – Paquímetro / Micrômetro. tendo parâmetros principais do funcionamento do motor avaliado constantemente.2.Monitoramento É uma ramificação preditiva. A aplicação do instrumento / aparelho correto depende de vários fatores inerentes ao equipamento que se deseja controlar. do seu funcionamento. Educação Profissional 36 Created with novaPDF Printer (www. 4. Ruídos – Decibelímetro. É um método de acompanhamento de custo elevado e que só tem uma boa relação custo x benefício em equipamentos vitais para a produção de uma empresa. os carros são monitorados dos boxes. por termômetro digital de contato. Credibilidade do serviço oferecido. Desbalanceamento – Balanceadores. Para cada um dos métodos e instrumentos aparelhos usados. indireta ou a distância.

em o que se pode chamar de famílias. Deve ser evitado o transporte no bolso. As ferramentas de corte de precisão devem ser guardadas com os cortes protegidos. chaves inglesas. O transporte deve ser feito de preferência em caixas adequadas. Sujeição. onde não possam cair e ferir alguém.  Ao serem guardadas. A seguir. Verificação .5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5. primeiramente.        Medição. serão apresentadas as ferramentas mais comuns e utilizadas nas oficinas mecânicas. os cuidados de rotina para com as ferramentas:  Ao serem apanhadas.novaPDF.  Antes de serem guardadas. Cada ferramenta deve ser guardada nos locais que lhe são determinadas. As ferramentas devem ser dispostas em lugares seguros. aplicação e os meios corretos de como utilizá-las. Inspecionadas. Lubrificadas quando tiverem partes móveis.  Ao serem transportadas. Força. segundo sua aplicação e que apresentem o mesmo risco. Especial cuidado deve ser tomado com as ferramentas pontiagudas e cortantes. etc. você irá agrupar ferramentas de seu conhecimento. Inicialmente. especialmente cabos e partes submetidas a esforços. corrimão. deve-se ter o cuidado de não derrubá-las sobre outras pessoas. as tipicamente de bolso. Quando transportadas em cinto porta-ferramentas. Sejam limpas.com) . a não ser.  Durante o trabalho. nunca se levam ferramentas na mão. 37 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Corte. Não colocar sobre peitoris. Devem ser apanhadas somente as ferramentas estritamente necessárias. mesmo que você não as tenha utilizado. sua especificação. como alicates. etc. Não colocar sobre parte móveis de máquinas ou estruturas sujeitas a vibrações. Traçagem. Para isso foi relacionado. Ao subir ou descer escadas verticais.1 – INTRODUÇÃO Pode-se considerar como extensão das mãos que multiplicam sua força e habilidade sendo empregadas nos mais variados campos de atividade. Impacto.

b) Tipos.2.  Chave de boca fixa 1 1/16” x 1 1/4" – Tem boca inclinada em 15°. Figura 5.3 Figura 5. tais como: de uma boca e de duas bocas.2 A chave de boca fixa simples compreende dois tipos. evitando escoriações nos dedos. especificação e aplicação:  Chave estrela 45° de 21 x 23mm – São leve e resistentes e possuem a qualidade de múltiplo posicionamento. A de estrias é mais usada para “quebrar” o aperto e a de boca para extrair por completo a porca ou parafuso.CHAVES DE BOCA E ESTRELA a) Material: geralmente forjadas em aço cromo-vanádio.  Chave combinada – Neste modelo combina-se os dois tipos básicos existentes: de boca e de estrias. Figura 5. pois é mais difícil a porca ou a cabeça do parafuso escapar. que facilita o trabalho tornando-o mais seguro. A elevação da haste em um ângulo de 45° permite que a mão passe livre sobre pequenos obstáculos.1 Figura 5.4 Utiliza o princípio da alavanca para apertar ou desapertar parafusos e porcas. sendo aplicadas sobre as porcas ou cabeças de parafusos a fim de aperta-las ou soltá-los.com) . Educação Profissional 38 Created with novaPDF Printer (www.5.novaPDF. sendo necessário um setor livre com ângulo maior de 30°.

6 Usar calços para compensar a folga é outra coisa condenável. é prejudicial à chave. Figura 5. podendo escapar.7 Figura 5.Figura 5.novaPDF.10 Educação Profissional 39 Created with novaPDF Printer (www. Boca folgada não permite bom aperto. tanto sob o ponto de vista técnico como de segurança.9 Exercer esforço com o peso do corpo é outro erro. Figura 5. as chaves devem ser forçadas somente com a força dos braços. não há controle do esforço e é perigoso. Figura 5.com) .5 c) Utilização e cuidados: A boca deve ser justa à porca e bem encaixada para que o trabalho seja seguro. Figura 5.8 Se o esforço deve ser grande não convém aumentar o braço da alavanca para exercer maior torque.

15 Educação Profissional 40 Created with novaPDF Printer (www. Figura 5. Figura 5.14 Figura 5.De preferência deve-se puxar a chave. se a chave se quebrar. Em casos especiais deve-se empurrá-la com a mão espalmada. escapar ou se quebrar o parafuso. Figura 5. Valendo ressaltar que não devem ser atingidas por martelos.13 Cuidado especial deve-se ter em lugares altos: o escape da chave poderá acarretar o desequilíbrio e queda do usuário.novaPDF. a fim de prevenir qualquer surpresa desagradável. a mão irá contra o obstáculo que estiver na frente.12 Figura 5. Usar chaves como alavanca ou martelo é tão condenável que dispensa ilustração.com) .11 Ao empurrar.

onde acopla-se um cabo de madeira ou plástico.novaPDF. o que oferece mais segurança proporcionando trabalhos mais satisfatórios. a) Material: sua haste é feita em aço carbono e seu cabo em resina ou plástico. com uma de suas extremidades forjada em forma de cunha e a outra em forma de espiga prismática ou cilíndrica estriada. Figura 5. Figura 5. especificação e aplicação:   Chave de fenda 1/4" x 8” – utilizada para girar parafusos com fenda de aproximadamente 1/4".3 . inclusive o fundo. É empregada para apertar e desapertar parafusos cujas cabeças tenham fendas ou ranhuras que permitam a entrada da cunha. tenda esta uma forma cruzada. sendo inclusive mais seguros e eficientes.18 Educação Profissional 41 Created with novaPDF Printer (www. Chave phillips cotoco de 1/4" x 1.A chave de parafuso de fenda é uma ferramenta de aperto constituída de uma haste cilíndrica de aço carbono.16 b) Tipos. Figura 5.CHAVES DE FENDA E PHILLIPS. devendo preencher toda a fenda atingindo.17  Chave de Fenda . especialmente quanto à isolação.com) .1/2” – é uma variação da chave comum. pois só a ponta que varia.5.

cuidados semelhantes aos das chaves de boca e de fenda.19 1.21 5.250” – Utilizada em parafusos com encaixe interno sextavado de 3/8”.CHAVE HEXAGONAL ALLEN a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave hexagonal 3/8” x 1. Figura 5. Educação Profissional 42 Created with novaPDF Printer (www.4 .20 2.Como alavanca é um erro prejudicial.novaPDF. 3.c) Utilização e cuidados: Figura 5. se exerce esforço através do braço de alavanca da haste o que dá certa semelhança com as chaves de boca. pois. desde que se introduza na fenda hexagonal da cabeça do parafuso.com) .Pressionando-a contra a mão é um erro perigoso. Merece.Como talhadeira é um erro imperdoável. Figura 5.375” x 4. c) Utilização e cuidados: Pode ser considerada um tipo especial de chave de fenda. É encontrada em jogo de seis ou sete chaves.

CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU CHAVE INGLESA.Figura 5. Figura 5.22 5. A boca deve ser sempre regulada. Existem dois tipos: chave inglesa e chave de grifo. Figura 5. por meio de um parafuso regulador ou porca.23 a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave de boca regulável de 12”x 1 5/16” – Utilizada em porcas ou cabeças de parafusos para aperta-los ou soltá-los.24 Figura 5. ao tamanho da porca. O esforço deve ser feito somente no sentido de forçar contra a parte fixa da chave. bem justa.5 . Sendo estas chaves mais versáteis. Permite abrir ou fechar a mandíbula móvel da chave.com) .25 Educação Profissional 43 Created with novaPDF Printer (www. exigem mais cuidados. A limpeza e lubrificação são fatores importantes para conservação dessas ferramentas e para segurança de seus usuários.novaPDF.

 Três Garras Fixas Articuladas Figura 5.Figura 5.30 Educação Profissional Figura 5. abertura máxima.28 Figura 5. especificação e aplicações.SACA POLIAS a) Material: Geralmente em aço carbono.26 5. acabamento.31 44 Created with novaPDF Printer (www. Dados para especificação: Características gerais.novaPDF.6 . rolamentos.com) .  Duas Garras: Fixas Articuladas Garra deslizante Figura 5. b) Tipos.27 Figura 5. material. engrenagens.29 São utilizados em tarefas de desmontagem de polias. acoplamentos sobre eixos. profundidade máxima.

c) Utilização em cuidados Durante ou após o seu uso deve-se ter alguns cuidados: Evitar esforço desnecessário de danificação dos filetes de rosca do parafuso (tirante) principal. Educação Profissional 45 Created with novaPDF Printer (www. retirar excesso de material e abrir rasgos. retangular. hexagonal ou octogonal. para aquecer a peça a ser retificada através do processo de aquecimento. Dados para especificação: Os mesmos da saca-polias de duas garras. Deve ser verificado a capacidade de torque do saca polias antes de sua utilização para evitar sua quebra. com um extremo forjado. Estes centralizam melhor. porém. de secção circular.Mesmas condições de utilização de saca-polias de duas garras. Figura 5.Aço b) Tipos. especificação e aplicação .7 . e outro chanfrado denominado cabeça.novaPDF. Em alguns casos.TALHADEIRA E BEDAME a) Material . 5.33 Figura 5.34 Utilização Servem para cortar chapas.A Talhadeira e o Bedame são ferramentas de corte feitas de um corpo de aço. apoiadas na peça a ser removida. será necessário utilizar dispositivos a quente (chuveiros). provido de cunha. dilatação.32 Figura 5. temperada e afiada convenientemente. em serviços um pouco mais pesados. Certificar-se que as garras estão bem fixadas. para evitar possíveis acidentes e garantir uma agilidade na tarefa.com) .

CHAVES PARA TUBOS Figura 5.Características 1. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. conforme. A cabeça é chanfrada e temperada. em geral. MATERIAL Cobre Aço Doce Aço Duro Ferro fundido e bronze fundido duro 5. Paralelo: Figura 5. O bisel da cunha é simétrico ou assimétrico 2. A aresta de corte deve ser convexa e o ângulo de cunha Varia com o material a ser talhado.novaPDF.com) . Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. 5. tabela abaixo: Tabela 5.8 .São utilizados para retirar pinos ou fixar peças mecânicas. As ferramentas de talhar devem ter ângulos de cunha convenientes. para que cortem bem.35 b) Tipos e especificações .9 . A cabeça do bedame e da talhadeira é chanfrada e temperada brandamente para evitar formação de rebarbas ou quebras.SACA PINOS CÔNICO E PARALELO a) Material .37 Educação Profissional 46 Created with novaPDF Printer (www. estar bem temperadas e afiadas. Os tamanhos são entre 150 e 180mm 4. em geral.Aço cromo vanadium fosfatizado Figura 5.36 São utilizados para retirar pinos.1 CUNHA 50° 60° 65° 70° 3.

geralmente. b) Tipos. ângulos. material. temperado ou não.com) .38 Figura 5.Características gerais.capacidade de abertura ou diâmetro do tubo (máximo). É utilizado para verificar e controlar raios.1 .Verificador de raio Serve para verificar raios internos e externos. acabamento.11 .40 5.Características gerais. c) Utilização e cuidados .São utilizados em aperto de tubulação rosqueadas.2 . Apresentam formas e perfis variados.ESPÁTULAS Figura 5. roscas. etc. Os verificadores e calibradores classificam-se em vários tipos: 5.VERIFICADORES E CALIBRADORES São instrumentos geralmente fabricados de aço. que estejam sujeitos a apertos leves. Suas dimensões variam. flanges. rotores.41 Educação Profissional 47 Created with novaPDF Printer (www. de 1 a 15mm ou de 1/32” a 1/2”. acabamento. 5. Em cada lâminas é estampada a medida do raio.Verificador de ângulos Figura 5. comprimento.39 a) Material – Fabricado em aço fundido niquelado. b) Tipos. Figura 5. c) Utilização e cuidados . material. folgas. diâmetros e espessuras. 5.11.10 .a) Material – Cabo e cabeça fabricados em aço cromo vanadium.novaPDF. especificação e aplicação . especificação e aplicação . comprimento.São utilizadas para remoção de tampas.11.

torque é a resultante de uma força aplicada em um determinado braço de alavanca.Verificador de rosca Usa-se para verificar roscas em todos os sistemas. TORQUE A importância de controlar o aperto aplicado em um parafuso O que é torque? De uma forma bem simplificada. ou de 0. Sua fórmula é: (T = F X L) sendo.12 .3 .11. necessário de faz termos bem definido o conceito de torque. T = torque. Em cada lâmina vem gravada sua medida.04 a 5mm. F = força e L = comprimento da alavanca.11.43 5. Figura 5.5. que varia de 0.42 5.novaPDF. sendo fabricado em vários tipos. Figura 5.Calibrador de folgas (Apalpador) Usa-se na verificação de folgas.44 TORQUE (T) = FORÇA (F) X DISTÂNCIA (L) Educação Profissional 48 Created with novaPDF Printer (www.com) .2000”. Em suas lâminas está gravado o número de fios por polegada ou o passo da rosca em milímetros.0015” a 0.TORQUÍMETRO Para um melhor entendimento sobre torquímetro.4 . Figura 5.

Que efeito produz o torque num parafuso? A aplicação de torque no parafuso produz uma tensão linear (esticamento) e. Esmagar juntas ou gaxetas. Porque devemos controlar o torque a ser aplicado num parafuso? O torque quando excessivo pode: 1. Empenar um conjunto fixado por parafusos. etc. alumínio. etc. o que provoca o vazamento de gases e líquidos entre componentes de máquinas. 2. M (Kigrama força metro) Lbf. revenimento. componentes. aço ligado. Matéria prima (latão.). conforme especificação do projeto. fazendo-o falhar mais tarde. 2. 3. Trincar o parafuso. conforme normas internacionais. aço inoxidável. 5. o conjunto. conseqüentemente. 3.m (Newton metro) Kgf. conjuntos. Tratamento térmico aplicado no parafuso. Fl (libra força pé) Onde se aplica o torque? Em parafusos e prisioneiros que fixam peças. Classes de Qualidade Conforme DIN 267 Nominal Sextavado Como determinar o tamanho do parafuso a ser utilizado? O tamanho do parafuso deve ser determinado pelo total de tensão necessária para fixar o conjunto de peças. dentro dos limites seguros de tensão para dado parafuso. provocando assim vazamento de gases e líquidos. A que tensão podemos sujeitar um parafuso? Vários fatores são levados em consideração na fabricação de um parafuso. Espanar os fios de rosca do parafuso. Tipo e passo da rosca. Quebrar o parafuso. 4.novaPDF. 4. etc. Exemplo: têmpera. Alterar a vedação (junta). A elasticidade do material do parafuso faz com que esse pretenda voltar a sua forma original fixado. Veja abaixo o exemplo para um parafuso sextavado M10 conforme DIN 267.Unidades de torques mais usadas:    N. Todos estes fatores irão determinar a classificação de resistência a que pertence o parafuso. aço carbono. São eles: 1. Acabamento superficial. Coeficiente de atrito. 5. 2.com) . um alongamento do mesmo (deformação elástica). O torque quando insuficiente pode: 1. impedindo seu funcionamento normal. Fazer cair o parafuso devido a vibrações da máquina ou do equipamento. 49 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. pondo em risco vidas humanas e patrimônio. assim.

3. torquímetro axial. torquímetro de relógio com ponteiro de arraste. torquímetros para tampas de embalagens. transdutores de torque estáticos e rotativos. São fabricados com maquinário específico e mão-de-obra especializada que asseguram a qualidade do instrumento. Comprometer o desempenho da máquina ou equipamento em função da falta de alinhamento e suporte dos seus componentes entre si. facilidade e qualidade para seu trabalho.novaPDF. torquímetro de vareta. FORÇA DE FIXAÇÃO Figura 5. Essas cargas. torquímetro de escape ou giro livre. rapidez.47 Figura 5. devem ser absorvidas pela força de fixação induzida na junta durante a 50 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. a) A qualidade mais importante da junta é a sua resistência às cargas de trabalho (tração. torquímetro de relógio. Inspeções e reparos podem ser efetuados no campo com um mínimo de ferramentas. JUNTA MECÂNICA Figura 5. Os torquímetros devem ser construídos conforme prescrições rigorosas de usinagem e montagem. Cada torquímetro foi desenvolvido para uma diferente aplicação. que tendem a provocar a soltura dos componentes da junta. torquímetros especiais para áreas médicas (esterelizáveis). torquímetro com cabeça intercambiável.com) . torquímetro tipo “T”. Somente através de uma ferramenta denominada “torquímetro” é que conseguiremos aplicar o torque especificado. compressão.46 Uma junta mecânica roscada oferece a vantagem de desmontagem rápida para inspeção ou reparo de componentes: fixadores podem ser reutilizados.48 A força de fixação é obtida pelo tensionamento do parafuso e a conseqüente compressão dos componentes da junta roscada. 4. torquímetro pneumático. Causar acidentes e danos ao patrimônio.45 Figura 5. torquímetro digital. Segue alguns tipos de torquímetros: torquímetro de estalo com escala / sem escala. cisalhamento e vibração). A escolha correta da ferramenta para aperto significa segurança.

resistindo a tração e compressão. O aperto também aumenta a fricção entre os componentes. vale dizer ainda que os equipamentos necessários para fazer a medição são muito caros. a fricção. fazendo com que o conjunto se comporte como uma única peça. c) Como se vê. permitindo acesso às duas extremidades do parafuso. – Pode-se recorrer à medição do alongamento do fixador que está intimamente ligado a précarga nele aplicada. Se aplicar um aperto em excesso. tornando-se assim um processo impraticável. Esta medição seria feita por meio de extensômetros ou ondas de ultra-som.50 b) Como gerar força de fixação nos componentes da junta? Apertando os componentes da junta uns contra os outros por meio de fixadores roscados. aparece aqui como coadjuvante. pois dificulta o movimento dos componentes entre si. Educação Profissional 51 Created with novaPDF Printer (www.sua montagem. pode-se espanar a rosca do fixador. condições estas que prejudicariam o bom desempenho do produto. d) Há meios práticos de medir a pré-carga num fixador? Não. Figura 5. por isso. GERANDO FORÇA DE FIXAÇÃO PELO TORQUE Qual é a solução que resta para aplicar a precarga correta a um fixador? É controlar o torque que se aplica ao fixador utilizando um TORQUÍMETRO ou uma apertadeira motorizada com CONTROLE DE TORQUE. quando se utiliza parafuso com porca. gerando uma tensão que ultrapassa o limite de resistência do fixador ou envergar os componentes da junta. os componentes da junta podem começar a soltar-se debaixo das cargas de trabalho. que assim resiste melhor a cisalhamento e vibração. Só é possível. resultando numa falha catastrófica.49 Figura 5. Poderíamos tentar medir a compressão a que sujeitamos os componentes da junta. Além de ser um processo demorado.com) . pois estes são os meios mais confiáveis. Na junta. Se aplicar um aperto pequeno demais. Após aperto da junta não é possível remover os sensores. utilizando transdutores de pressão ou sensores de pressão instalados na própria junta. evitando a soltura. que em muitas outras aplicações nos “rouba’’ parte do nosso esforço”.novaPDF. a força de fixação da junta é muito importante para assegurar um perfeito funcionamento do produto em que se encontra instalada. A força de fixação deve ser maior do que a soma das cargas de trabalho que agem sobre ela. é proibitivo na maioria dos processos de montagem.

que torques apurados em ensaios sejam respeitados no ‘chão de fábrica’.AS VARIÁVEIS NA RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO (Força de fixação) Na época da elaboração do projeto do produto é necessário estabelecer empiricamente uma relação entre um torque aplicado e a precarga resultante no fixador e a força de fixação obtida na junta. Os ensaios devem sempre ser feitos nas condições mais próximas à realidade da montagem. Para garantir a segurança na aplicação do torque correto em linhas de montagem de alta produção são utillizadas apertadeiras motorizadas que indicam o torque dinâmico sendo gerado e permitem imprimir o torque máximo aplicado através de impressora para gerar um ‘hardcopy’ para comprovação do torque aplicado para um cliente ou para utilização futura em caso de litígio. O operador deve parar de aplicar força tão logo atinja o torque recomendado. a escolha dos componentes da junta e o processo de montagem com os torques utilizados foram perfeitos. Esta correlação depende de vários fatores como:            Tipo de junta: junta elástica ou junta rígida. pois quando se tenta reiniciar a rotação da porca ou fixador tem-se que vencer a ‘fricção estática’. AUDITORIA DE TORQUE ‘Auditoria de torque’ pretendendo encontrar o torque aplicado a minutos. É muito importante. horas ou dias atrás é um processo duvidoso.com) . porque pode fazer mal. Depois nada melhor que um ‘teste de campo‘ sob as condições reais de cargas de trabalho e cargas externas. gaxetas e o tempo que passou entre a aplicação de torque e a tentativa de medir a força de fixação residual. Após definição da força de fixação necessária em determinada junta e do relaxamento que deve ocorrer pode-se especificar o torque a aplicar ao fixador. Se a junta não falhar e nem se soltar. Acabamento e lubrificação de faces contactantes.novaPDF. Formato da cabeça. dureza de diferentes tipos de materiais. Perpendicularidade ou paralelismo dos fixadores e componentes da junta. Tolerâncias da rosca do fixador / parafuso. sim! Educação Profissional 52 Created with novaPDF Printer (www. Componentes de material diferente. O conceito '‘um pouco mais não pode fazer mal’ não é aceitável. Tipo de rosca (rosca grossa ou rosca fina). Folga do furo. Local de aplicação de torque (porca ou cabeça do parafuso). Existência de arruelas lisas ou de pressão. Muitos fatores contribuem para alterar a tensão residual do fixador e com isso a força de fixação existente na junta: estado de lubricidade. que devido ao relaxamento dos componentes da junta pode ser bem diferente da ‘fricção dinâmica’ que existia no momento do aperto. Tratamento térmico.

já instalado. O diâmetro do furo da arruela.51 a) Material: (Falta material) b) Tipos.12. mola helicoidal no modelo ‘estalo’ e de ‘giro livre’ e extensômetro (strain gage) no modelo ‘digital’.: aeronáutica e veículos).Princípios do funcionamento do torquímetro Para executar o seu trabalho o torquímetro sempre utiliza um corpo elástico calibrado. Figura 5. ou seja: 5. ou para sinalizar que um torque pré-selecionado foi alcançado. a causa de relaxamento mais conhecida é o emprego de gaxetas de vedação entre dois componentes da junta. acabamento da face de contato e dureza da arruela influenciam o relaxamento da força de fixação na junta e a tensão no parafuso. Outro fator que pode afetar substancialmente o relaxamento da força de fixação numa junta é o emprego de arruelas debaixo da cabeça do parafuso. Quando se deve montar uma junta com múltiplos fixadores. perde a sua força de fixação.e encontra-se um problema de relaxamento peculiar: enquanto apertar-se um fixador. quando dotados de catraca ou de outro implemento. Educação Profissional 53 Created with novaPDF Printer (www. A prática de aperto em vários ‘passos’ ou ‘passadas’ ajuda a eliminar uma das causas do baixo aproveitamento de torque para gerar tensão e força de fixação no fixador e na junta. uma barra no modelo ‘vareta’ ou relógio. Torquímetros de sinalização de torque (estalo). Um outro procedimento é apertar os fixadores em vários ‘passos’ (ex. mantendo o padrão de ‘seqüência cruzada’ ou ‘espiral’. é aconselhável apertar os parafusos mais uma vez para compensar a força de fixação perdida.1 .100% do torque especificado). Este procedimento muitas vezes é utilizado na montagem de juntas críticas (ex.novaPDF. um outro fixador.São ferramentas destinadas ao aperto de parafusos e porcas com torque controlado a partir de um valor pré-estabelecido em projeto. Para dar tempo para a gaxeta se acomodar. Provavelmente. pois apertos repetidos reduzem a fricção entre partes contactantes. porque a mudança das condições de tensão na junta provoca um relaxamento localizado. para indicar o torque sendo aplicado.RELAXAMENTO Na prática ocorre uma gradual perda da força de fixação em quase todas as juntas roscadas porque as faces da junta em contato aos poucos sofrem um ‘nivelamento’ das irregularidades de superfície que diminui a força de fixação existente. TORQUE: é o movimento torçor.com) . cujo pino quadrado desloca o ponto de rotação (A) do soquete para frente do ponto de articulação do torquímetro (B) exigem que a mão do operador aplique a força no centro da empunhadura para gerar o torque desejado.: 30% 70% . especificação e aplicação . Para diminuir este inconveniente executa-se o aperto dos fixadores numa ‘seqüência cruzada’. ou num padrão espiral.

ANSI/ASME B107-14M-1985 e ISO 6789 e Norma Brasileira NB-1231. A Norma estabelece que torquímetros devem ser aferidos: Educação Profissional 54 Created with novaPDF Printer (www.Torquímetro de "giro-livre" impede que o operador aplique um torque maior do que aquele selecionado. -O torquímetro de "giro-livre" rearma automaticamente Torquímetro de giro-livre é o preferido nas indústrias da eletrônica e informática. digitais e de estalo (sinalização de torque) com escala externa devem ser aferidos em 20% .A escala micrométrica permite regulagem precisa. que é mantida inalterada devido a uma trava durante todo ciclo de trabalho. de relógio. TORQUÍMETRO DE GIRO-LEVE (Torquímetro de limitação de torque) . AFERIÇÃO DE TORQUÍMETRO A fim de tornar possível a aplicação de torques consistentes na linha de montagem é necessário aferir os torquímetros em intervalos estabelecidos em Norma Brasileira.40%-60% . É mesmo à prova de teimosia e descuido. Alta sensibilidade e baixo coeficiente de fricção do mecanismo de desligamento garantem precisão do torque aplicado.Quando o torque-alvo é atingido o corpo do torquímetro gira em falso e soquete ou ponta engajada no parafuso não se mexem mais. de fácil manejo.novaPDF. Operação bi-direcional. sem escala externa (preset). Quando o ponto de rotação (A) do soquete coincide com o ponto de articulação do torquímetro (B). Excede a Norma Federal Americana n° GGG-W-00686c. Torquímetros de estalo.com) . Precisão: _ 3% do valor indicado. pois isso alteraria o torque aplicado. Formato axial facilita o trabalho em áreas de difícil acesso.80% e 100% da capacidade máxima do torquímetro. Neste tipo de torquímetro pode-se aplicar força fora do centro da empunhadura e PODE-SE USAR EXTENSÕES no cabo do torquímetro. AXIAL COM ESCALA        Ideal para aplicação de torques baixos. a posição da mão do operador não influi no torque gerado.Neste tipo de torquímetro NÃO podemos usar extensões no cabo do torquímetro. os torquímetros de vareta. . fricções. . Leve. devem ser aferidos no ’torque de trabalho’. Para aplicar torques relativamente baixos são utilizados torquímetros ‘de giro livre’ que possuem mola helicoidal e dispositivos limitadores de transmissão de força (cames. etc) que impedem que o eixo-propulsor do torquímetro transmita torques superiores aqueles préselecionados. pois isso NÃO ALTERA o torque aplicado. De acordo com a Norma Brasileira NB-1231.

A ESCOLHA DO TORQUÍMETRO EM FUNÇÃO DA CAPACIDADE Da Faixa de Utilização dos Torquímetros Para os torquímetros analógicos (estalo. médios e grandes (exemplo: 5 Nm.para juntas com prescrição de torque mínimo e máximo. Mas não há nenhum torquímetro com esta capacidade que tenha ‘garantia de precisão’ para toda esta faixa. é comprar mais de um torquímetro.000 ciclos de trabalho para torquímetros de ‘indicação de torque’ (vareta. Após reparos efetuados no torquímetro. Educação Profissional 55 Created with novaPDF Printer (www. Os fabricantes garantem a precisão somente entre 20% a 100% da capacidade máxima para torquímetros analógicos e entre 10% a 100% para torquímetros digitais. possibilitando a documentação do torque aplicado (hard copy). Após quedas ou choques violentos sofridos pelo torquímetro. A precisão indicada pelo fabricante do torquímetro só se aplica às faixas acima de modo que não existe nenhum torquímetro que comece de zero! É fácil entender que. A solução então. Quando ocorrer dúvida nos resultados obtidos. digital).para reparos e manutenção automotiva. giro livre) entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro.000 ciclos de trabalho para torquímetros de sinalização de torque (estalo) e ’de limitação de torque’ (giro livre). (Exemplo: capacidade máxima de 20 Nm que atende a aplicação dos torques de 5 Nm e 15 Nm e outro de capacidade máxima de 100 Nm que atende o torque especificado de 75 Nm) NOTA: Existe um projeto de norma que vai proibir os fabricantes de marcar divisões abaixo dos 20% da capacidade máxima nos torquímetros de estalo e relógio. 15 Nm e 75 Nm) seria preferível comprar um torquímetro com capacidade de 0 a 100 Nm para atender a todas as tarefas.para reparos e manutenção de equipamentos que têm juntas críticas. A cada 5. A1) Tipo ‘vareta’ . Após sobrecargas.       A cada seis meses. relógio. vareta.com) . exigindo menor dispersão de torque. quando se tem que aplicar / controlar torques pequenos. A) Torquímetros de indicação de torque. Para os torquímetros digitais entre 10% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. A2) Tipo ‘relógio’ . B) Torquímetros de sinalização de torque. relógio.novaPDF. A cada 10. A ESCOLHA DE TORQUÍMETROS EM FUNÇÃO DO TIPO Para obter o melhor resultado na aplicação de torque o tipo de funcionamento do torquímetro escolhido é fundamental. A3) Tipo ‘digital’ . cuidando que os valores de torque a serem aplicados situem-se entre 20% a 100% da capacidade máxima.

que obriga o fabricante a garantir uma precisão de ± 4% sobre o valor de torque indicado ou aplicado entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. C) Precisão do torquímetro: deve obedecer à Norma Brasileira 1231. Caso já esteja sendo utilizado um torquímetro que satisfaz as condições acima. O sistema mais simples possui um relógio com um único ponteiro que. C) Torquímetros de limitação de torque.para montagens automotivas e industriais em ambientes hósteis (sujeira.B1) Tipo ‘estalo’ . durante a aplicação de força. Estes calibres de torque operam com escalas em Nmm. recomenda-se a compra de um igual ou equivalente. Para facilitar o trabalho com torquímetros compridos ou para executar testes destrutivos existe o relógio de ‘ponteiro duplo’ ou ‘de memória’. então. Para torques muito baixos – abaixo de 1 Nm . mão de obra não-especializada).são utilizados ‘calibres de torque’ (torque watches) indicados para ajuste de micro mecanismos de potenciômetros e ‘trim pots’. Educação Profissional 56 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. cujo ajuste é feito em departamento de Garantia de Qualidade. B) Tolerância do torque a aplicar: o torquímetro deve ter uma resolução boa. pode ser usado como ponto de referência.com) . Quando devemos comprar um torquímetro para uma aplicação nova. Nm. pouca visibilidade. onça-polegada e librapolegada. cmgf. volta a zero. mas somente as características (A – D). com aplicação repetida de um mesmo torque. ele registra o torque máximo atingido. ao cessar a força. acima citadas. D) Formato do torquímetro: deve levar em consideração as condições de acesso ao fixador e o espaço disponível para a aplicação de força ao torquímetro. Quando o trabalho é feito numa linha de montagem. Se nossa especificação é torque nominal (alvo) 16 Nm. ajustável manualmente. pré-selecionado. eliminando o julgamento do operador. Ncm. Um torquímetro com graduação de 5 em 5 Nm não serve ! O espaçamento das divisões de qualquer torquímetro deve ser grande o suficiente para permitir fácil identificação dos limites inferiores e superiores. utiliza-se o modelo ‘Pre-Set’. INDICAÇÃO DE TORQUE SISTEMAS DE INDICAÇÃO DE TORQUE O torquímetro de indicação de torque mais usado é o torquímetro de relógio. percorre a escala e. com limite inferior de 14 Nm e com limite superior de 17 Nm. C1) Tipo ‘giro livre’ . devemos observar alguns detalhes importantes: A) Torque a aplicar: no caso ideal o torque a aplicar deve situar-se próximo à metade da capacidade máxima do torquímetro. O segundo ponteiro. Ao comprar um torquímetro permitindo a participação de um maior número de fornecedores na cotação não indique a capacidade do torquímetro que pretende substituir.para aplicação de torques relativamente baixos. que permita identificar claramente onde ficam os limites inferiores e superiores do torque a aplicar.

A escolha de um multiplicador sempre deve orientar-se pela ‘capacidade máxima de Saída’. dando assim um apoio inestimável ao operador. Quando o torque a aplicar é grande. existem vários modelos de multiplicadores de torque com capacidade até 81.13 . intercambiáveis. exigindo um torquímetro de cabo muito longo. Vale lembrar que torque é força aplicada x comprimento da alavanca. conforme explicado abaixo. DOCUMENTAÇÃO DO TORQUE APLICADO Os torquímetros digitais podem ser conectados a impressoras. TORQUÍMETROS DE LIMITES DE TORQUE PROGRAMÁVEIS Existe o torquímetro digital (exemplo: COMPUTORQ II da CARLSONS) que possibilita a programação de ‘limite inferior’. pode-se optar por torquímetros com sinal de luz ou sinal sonoro. Obstáculos laterais são vencidos por torquímetros radiais com catraca. sendo acionado por um torquímetro de cabo curto. existem vários tipos de torquímetros para suplantar obstáculos frontais. pode-se optar pelo uso de um multiplicador de torque. Quando é necessário utilizar uma boca dianteira de comprimento especial devemos fazer um cálculo de compensação do aumento efetivo do torquímetro. de tamanho reduzido. Em ambos os casos o ponto em que deve ocorrer o sinal é previamente selecionado. PROBLEMAS DE ACESSO Como o local da aplicação de torque pode estar obstruído.500 Nm. porém o torque final aplicável sempre é limitado pela capacidade máxima de torque na saída do último multiplicador.com) . 5.MULTIPLICADORES DE TORQUE Aplicação de Torques Altos Como a força física do operador constitui um limite para qualquer operação de torque.Quando se deve aplicar torque em áreas escuras ou inacessíveis à visão direta. laterais e verticais. Multiplicadores de torque podem ser ‘agrupados’ (ganging) para aumentar sua capacidade de torque. Enquanto o encaixe de entrada de um multiplicador é fêmea.novaPDF. Educação Profissional 57 Created with novaPDF Printer (www. ‘torque alvo’ (nominal) e ‘limite superior’ de torque. ‘data loggers’ e computadores pessoais para facilitar a documentação dos torques aplicados (hard copy) e a elaboração de estatísticas. Obstáculos frontais são sub plantados por torquímetros radiais com extensão e torquímetros axiais. Multiplicadores de torque são também indicados quando o espaço para aplicação de torque é limitado. Obstáculos verticais são sub plantados com torquímetros de bocas dianteiras. o encaixe de saída é macho e sempre maior que o encaixe de entrada. que é avisado por sinal luminoso e sonoro no momento em que alcança qualquer um destes pontos.

14 mkgf A IMPORTÂNCIA DA CLAREZA DA COMUNICAÇÃO Como as unidades de torque sempre têm dois componentes – força (N. A escala combinada indica os torques em Nm e lb-pol. boca estrela.é lbf-pé ou lbf-pol ? lbf-pé é 12 vezes maior que lbf-pol.1 mkgf ± 10 Nm 12 lb-pol 16 oz-pol ± 0. observe abaixo. permitem medir o torque de fechamento bem como o torque de abertura.DOS ENCAIXES DO TORQUÍMETRO (Sistemas de acoplamento de acessórios). lâminas e uma infinidade de dispositivos especiais. de metal ou de plástico. deveria memorizar algumas equivalências: 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pol 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pé = = = = = = = = ± 0.1/2”. pé. boca estrela aberta e boca estrela com catraca. kgf. pois. Para tal.lbf) e comprimento da alavanca (cm.com) . quem lida freqüentemente com torque. Torquímetros axiais podem possuir pino quadrado de ¼” e 3/8”. que permitem o uso de pontas. ¾”. fêmea. polegada) deve-se desconfiar de um possível erro quando um destes componentes está faltando: “torque de 12 kg” – é mkgf ou cmkgf ? mkgf é 100 vezes maior que cmkgf. os torquímetros são usados com soquetes de encaixe quadrado.3/8”. Calibres de torque vêm equipados com mandris. Torquímetros axiais de baixa capacidade possuem pinças para colocação de lâminas. 1” e 1. intercambiáveis nos tipos: boca fixa. ½”. apertando ou desroscando a tampa. existem tabelas completas de conversão de torque. m. bem como suportes para pontas de corpo sextavado de ¼” e 5/16”. “torque de 15 libras” . A comunicação clara na consulta a um fornecedor poderá evitar perda de tempo e de dinheiro pela aquisição de torquímetros inadequados ao serviço. são disponibilizados aferidores de mesas giratórias com pinos de fixação do vasilhame que. AFERIDOR DE TORQUE DE TAMPA DE ROSCA Existem também equipamentos para conferir torque aplicado por máquinas de engarrafamento e fechamento automático de garrafas e frascos em tampas roscadas de vasilhames de vidro.4 Nm ± 0. CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE Conversão de Unidades de Torque Enquanto. 58 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. de 9 x 12 mm e 14 x 18 mm para receber bocas dianteiras. há torquímetros com pino quadrado de ¼”. Também torquímetros com colar retangular.7 lb-pé ± 7.novaPDF. Normalmente.2 lb-pé ± 1.

Há vários sistemas de embreagem. garantindo assim que foi gerada força de fixação suficiente para resistir a todas as cargas de trabalho. grau de dureza de faces contactantes. Quando a força gerada pelo operador excede a tensão da mola sobre a embreagem. Estes torquímetros são dispostos nos modelos com colar de encaixe para bocas intercambiáveis dianteiras. Da mesma forma. etc. no mesmo produto. onde a especificação. existe uma linha de torquímetros de ‘limitação de torque’ ou de ‘giro livre’. TORQUE PRÉ-SELECIONADO (Pre-set torque) No chão de fábrica haverá provavelmente postos de trabalho onde um operador sempre aplica o mesmo torque. esta começa a deslizar (girar livremente). (O ‘sonho’ de todo projetista).novaPDF. Para diminuir a possibilidade de erro humano (na leitura da escala externa. acabamento de superfície. existe o perigo que uma parcela.. além da mola helicoidal calibrada. Estes torquímetros possuem. É só parar de aplicar força ao ouvir e sentir o sinal de ‘torque atingido’. quando uma junta é considerada ‘crítica’ para o bom funcionamento do produto. utiliza-se o processo ‘torque e ângulo’. procedimento este que levará o fixador próximo a sua região de escoamento. exige a posterior rotação do fixador por um determinado ângulo. impedindo que mais força seja transmitida ao pino-propulsor. um sistema de embreagem que transmite a força ao pino-propulsor. Assim. a unidade de torque. que todas afetam a força de fixação obtida. tais como: lubrificação. ou no ajuste do torque especificado) existem torquímetros de sinalização de torque (estalo) que não possuem escala externa e nem acesso fácil ao sistema (interno) de ajuste de torque. maior que planejada. evita-se torques baixos demais e torques em excesso. Devido a este princípio os torques que podem ser atingidos com certa repetibilidade são relativamente baixos. Estes torquímetros são calibrados num aferidor de torque por profissionais e depois é vedado o acesso ao sistema de ajuste. Educação Profissional 59 Created with novaPDF Printer (www. TORQUE E ÂNGULO (Torque / angle) Como na montagem de uma junta roscada há muitas variáveis. bem como com pinos quadrados para encaixe de soquetes e. nos modelos axiais. Qualquer operador vai aplicar o torque prescrito na especificação sem ter que se preocupar com a escala. Existem 2 modelos básicos: o tipo ‘axial’ que se assemelha a uma chave de fenda e o tipo ‘modular’ que é encaixado entre soquete e vários cabos de acionamento. TORQUÍMETROS DE LIMITAÇÃO DE TORQUE (Torque limiting wrenches) No intuito de tornar o aperto mais seguro e menos dependente do juízo do operador de linha. Por isso. é aconselhável certificar-se da unidade correta de torque antes de empregar o torquímetro para determinada aplicação. da força gerada durante o aperto seja absorvida por estes fatores de difícil quantificação.com) .Clareza na comunicação é ‘meio caminho andado’. com suportes para pontas. pois em ambos os casos a junta roscada do nosso produto falhará. porém todos funcionam reagindo à fricção existente entre mola e embreagem. etc. fricção. além de indicar um torque de aperto.

Torquímetros com indicação de torque. (tensão) gerada pelo torque na junta.Para poder executar este processo a CARLSONS oferece dispositivos para controle de torque / ângulo que permitem medir o ângulo de rotação percorrido após a aplicação do torque. porém. Pode. Educação Profissional 60 Created with novaPDF Printer (www.53  Torquímetro de Estalo: seu funcionamento é baseado num sistema de alavancas interpostas que provocam um esforço sobre uma mola. RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO Como já foi apresentado há muitas variáveis que podem influenciar a força de fixação. Utilizando um torquímetro de relógio com ponteiro ‘de máxima’ poderá ver como a tensão cresce em função do torque aplicado. A leitura do torque é feita diretamente na escala. Se pudesse medir esta tensão enquanto se monta a junta com um torquímetro seria ideal. (Vareta. pois isso eliminaria muita ‘incógnitas’ e causas de falhas posteriores do produto. Para tal deve simular a nossa junta com os mesmos componentes utilizados na linha de produção e instalá-la num testador hidráulico de torque / tensão que indica a cada instante a tensão obtida. (Estalo) Figura 5. Classificação:    Tipos:  Torquímetros de Vareta: seu funcionamento baseia-se na flexão da haste. A simulação também deve replicar a maneira de aplicação de torque pelo operador.novaPDF. (Giro-livre) Torquímetros com sinalização de torque.com) .52  Torquímetro com Relógio: seu funcionamento é baseado na torção da cabeça do quadrado de encaixe. e um conseqüente estalo. Figura 5. relógio) Torquímetros com limitação de torque. fazer um teste que nos permita ver como a tensão (força de fixação) muda em função do torque aplicado.

novaPDF.Figura 5. Figura 5. podendo o torque estabelecido no torquímetro ser multiplicado 5 vezes. indicação com sinal acústico e luminoso ao alcançar o torque programado. Figura 5.54  Torquímetro Digital: possui precisão de ± 1% do torque indicado.com) . O suporte do conjunto absolve a força contrária. Figura 5.57  Instrumento de medição angular: são adaptados ao torquímetro (quadrado de encaixe) para torques de aperto em ângulos.56  Multiplicador de Torque: são utilizados para valores de torque elevados. sendo este fixado em alguma parte da máquina.58 Educação Profissional 61 Created with novaPDF Printer (www. 25 vezes ou 125 vezes.55 ACESSÓRIOS PARA TORQUÍMETROS  Catraca: Figura 5.

portanto. Utilize os torquímetros para apertar. calcular a relação custo-benefício para cada caso. a partir de uma rede de ar comprimido utiliza-se para cada ponto ou ferramenta uma unidade de conservação (filtro-regulador-lubrificador) que garantirá relativa proteção ao conjunto. 6 . Após o uso guarde-o em local apropriado.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO São ferramentas que funcionam pelo ar comprimido. Utilize os torquímetros na faixa intermediária da escala que permitirá um menor desvio. Os filtros das unidades de conservação conseguem reter uma pequena parte dessa umidade.1 Educação Profissional 62 Created with novaPDF Printer (www. Na instalação das ferramentas pneumáticas.novaPDF. A maioria dos problemas funcionais das ferramentas pneumáticas estão relacionados com a umidade do ar comprimido. Exemplo de instalação: Figura 6. A instalação de um secador de ar requer investimentos maiores e deve-se.com) . Nunca para afrouxar os parafusos. O ar proveniente de um compressor deve ser limpo e desumificado. tendo como solução definitiva a instalação de um secador de ar na saída do compressor. Evite choques ou quedas. com pressão estabilizada e misturado com óleo para lubrificação das partes internas da maioria das ferramentas.FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6.c) Utilização e cuidados      Aplicar o torque de forma lenta e progressiva sem golpes ou pancadas.

Figura 6.7 Educação Profissional 63 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.2 Figura 6.5 Figura 6. Regular o lubrificador para misturar de 5 a 7 gotas por minuto de óleo (grau de viscosidade ISO 32).com) . Estabilizar a pressão entre 6 e 7 kg/cm².6 Figura 6. possuindo um sistema auxiliar de aperto (impacto) que aumenta sua performance.Recomenda-se:    Verificar o consumo de ar de cada ferramenta para adequação de vazão da rede.2 – TIPOS Chave de impacto: são utilizadas para aperto de parafusos e porcas com grande velocidade e torque.4 Esmerilhadeiras Figura 6.3 Figura 6. 6.

como aperto final. Avaliar as condições de funcionamento e torque de cada ferramenta.11 Figura 6. Antes do início da operação verificar a pressão de trabalho. drenar os pontos de condensação de água e verificar o sistema de lubrificação. Embora as chaves de impacto oferecerem um bom torque. recomenda-se em serviços criteriosos o uso do torquímetro.com) . como forma de aumentar a durabilidade da ferramenta.novaPDF.8 Figura 6.3 – CUIDADOS GERAIS       Escolher corretamente a capacidade de cada ferramenta em função da exigência do serviço.12 6.10 Figura 6. O aperto final com uma chave de impacto não deve ultrapassar a 5 segundos. Utilizar soquetes apropriados para as chaves de impacto.9 Furadeiras Figura 6. Educação Profissional 64 Created with novaPDF Printer (www.Lixadeiras Figura 6.

dentro dos limites de carga pré-estabelecidos.1 – INTRODUÇÃO Algumas atividades de manutenção como levantamento e posicionamento de conjuntos. As talhas possuem um sistema de freio que. 7. Com exceção das talhas de alavanca que também podem ser utilizadas em operação de arraste. em geral. médias e pesadas podendo com diferentes modelos atender a uma faixa de 0. rolamentos.5 à 30 toneladas. proporcionam a retenção de carga em qualquer ponto do percurso e ainda permitir uma descida suave.7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.2 Figura 7.1 – Talhas Manuais Talha de alavanca Talha de corrente Figura 7.com) . Operação Talhas de corrente – O levantamento ou abaixamento da carga é feito pelo giro do volante frontal para o sentido horário ou anti-horário realizado pela corrente de acionamento.1 Figura 7. Talhas de alavanca – O levantamento da carga é realizado pelo movimento da alavanca que possui sistema de catraca.) e na movimentação de cargas. alinhadas à carga.novaPDF.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS 7. O abaixamento da carga também é realizado pela mesma alavanca em sentido Educação Profissional 65 Created with novaPDF Printer (www. evitando assim o embaraçamento das correntes.3 Figura 7. etc. as demais talhas manuais foram projetadas para trabalhos em posição vertical. acoplamentos. exigem utilização de equipamentos auxiliares.2. arraste de máquinas.4 São utilizadas no manejo de cargas leves. engrenagens. desmontagem e montagem de conjuntos (polias.

7 Educação Profissional 66 Created with novaPDF Printer (www. ainda. Graxa indicada: consistência NLGI 2.novaPDF. sem atuação do sistema de catraca.  Nunca levantar a carga acima da capacidade da talha.6 até ouvir o ruído do gatilho do freio na catraca. girar a roseta com a mão no sentido indicado na figura 7.de giro inverso. ou seja. A rosca do volante (ou coroa) retirando-se a tampa dianteira ou a roseta e alavanca no caso das talhas de alavanca.com) . até a mola se encaixar na cava existente na arruela do pinhão central. A alavanca deverá ser colocada na posição neutra a partir do posicionamento do gatilho (encaixe no entalhe menor). poderá haver uma aproximação rápida da corrente em relação à carga. Para bloquear o freio (corrente para tracionar). A seleção da manobra é feita por um gatilho localizado junto à alavanca. Figura 7. Figura 7. Nota: Não se deve forças a roseta tentando girá-la quando a talha estiver tencionada pela carga. porém. a corrente deverá estar segura com a mão e a roseta (peça localizada à frente da talha) gira da no sentido conforme a figura 7.6  Lubrificar periodicamente o trem de engrenagens localizado na parte traseira da talha (retirar tampa). a possibilidade da corrente de carga girar livre.5.5 Cuidados gerais com as talhas Figura 7. As talhas de alavanca possuem. procedimento que visa o bom funcionamento do freio e ainda torna-se conveniente à lubrificação da corrente de carga quando as condições de trabalho permitem. Nota: Evitar a entrada de lubrificantes nos discos de fibra do freio.

Figura 7.12 Figura 7.9 Figura 7. Figura 7. laço ou olhal devem ser posicionados no meio do gancho) e nunca na ponta do gancho.  Fixar o gancho da talha com segurança (manilha.8  Observar se durante o içamento da carga não haja qualquer obstrução. Figura 7. Figura 7.com) . Não torcer ou dobrar as correntes da carga.novaPDF.14  Não amarrar a carga com a corrente da talha.11 Figura 7.13  Não dar volta com o moitão entre as correntes.10 Figura 7.15 Educação Profissional 67 Created with novaPDF Printer (www.

e como se trata de manuseio de cargas poderá gerar graves acidentes de trabalho. Figura 7.18 Cuidados gerais com a segurança das talhas Todos os itens relacionados acima correspondem a segurança operacional das talhas. corrente. etc).16  Evitar maus tratos com o equipamento.com) .  Não suspender a carga com inclinação excessiva da corrente. Educação Profissional 68 Created with novaPDF Printer (www. Na utilização de amarras.  Não lubrifique as arruelas de fibra do freio. observar que o ângulo máximo de trabalho não ultrapasse 45º. Figura 7. O mau uso do equipamento que poderá danificá-lo representa um risco à segurança.17  Limpe o equipamento e guarde em local protegido.novaPDF.  Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga. mas limpe os materiais estranhos.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com a talha carregada. Figura 7.  Inspecionar periodicamente o equipamento (ganchos.

A alavanca 4 destina-se ao avanço do cabo e alavanca 5 ao retorno do cabo. olhais na parte central dos ganchos do tirfor e do cabo de aço.  Limpar e lubrificar periodicamente seu mecanismo interno. Cuidados gerais com o Tirfor  Não utilizá-lo além da capacidade estabelecida pelo fabricante. dois jogos de mordentes que se abrem e fecham alternadamente como duas mãos que puxam o cabo na subida e seguram na descida. Os mordentes são levados a fecharem-se pela ação da carga.19 Operação O cabo de aço é introduzido no tirfor pelo orifício 1 sendo liberados os mordentes pela alavanca 2 e trava da alavanca 3. Cuidados gerais com a segurança operacional do Tirfor Todos os itens relacionados acima se não seguidos rigorosamente comprometem as condições do equipamento e poderão causar acidentes durante a operação. poderá travar e danificar o mecanismo interno do tirfor. Figura 7. abaixar ou arrastar cargas em geral em qualquer direção. etc.  Após o uso retire o cabo. dobras. assim quanto maior a ação da carga maior será a condição de aperto.  Certificar-se do diâmetro do cabo a ser utilizado para cada modelo do tirfor.  Posicionar laços.  Verificar o estado geral do cabo de aço (arame. manilhas. Limpe e guarde em local protegido.novaPDF.2.7.  Observar durante a operação da carga.com) . com qualquer distância e com precisão milimétrica de manobra. obstruções não previstas.  Evitar pancadas ou quedas do equipamento. Funciona com cabo de aço.) que além da segurança operacional.2 – Tralha Guincho (TIRFOR) São equipamentos utilizados para levantar. torção. perna. com a ponta do cabo ultrapassando a parte frontal do tirfor solta-se a alavanca e efetiva-se o travamento. *As alavancas 4 e 5 devem estar voltadas para trás. 69 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. enrolando-o adequadamente.

mesmo em pequenas distâncias. Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga.com) . haste.22 Figura 7. o óleo proveniente da bomba atua sobre a área do embolo que impulsiona a haste.24 Figura 25 Figura 26 70 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.2. são equipamentos utilizados para levantamento e posicionamento de cargas. sendo:  Tipo de avanço (retorno por peso ou por mola) Figura 7. êmbolo ou pistão. Cilindros Hidráulicos: É constituído de cilindro (tubo). Figura 7.23  Tipo de retorno Figura 7. desde sua invenção.21  Tipo de avanço e retorno Figura 7. 7. assim chamados.novaPDF. Os macacos hidráulicos.3 – Macacos Hidráulicos Os mais usados nas indústrias.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com um tirfor carregado.20 O cilindro hidráulico transforma a energia hidráulica em energia mecânica. são conjuntos formados por cilindros e bombas. ou seja. Os modelos de cilindros podem variar de acordo com a forma de atuação.

como exemplo.novaPDF. Figura 7.Os cilindros hidráulicos são também especificados pela sua capacidade de carga (toneladas) e seu curso de atuação. bomba e válvula de segurança. já que sua haste poderia flexionar e danificar o conjunto. Algumas possuem manômetro instalado no próprio corpo. A ligação entre a bomba e o cilindro. Seleção das bombas manuais A partir da escolha do cilindro escolhe-se a bomba ideal que será àquela capaz de preencher com óleo o volume máximo gerado no cilindro no deslocamento de sua haste. é feita por uma mangueira hidráulica com engates rápidos.com) . Bombas Manuais: São conjuntos constituídos de reservatórios de óleo. Previsíveis desvios laterais da carga durante sua movimentação também devem servir de parâmetro para escolha dos cilindros. Educação Profissional 71 Created with novaPDF Printer (www. a escolha das bombas e cilindros da marca ENERPAC. em um tempo préestabelecido. A tabela a seguir mostra.27 As bombas transferem o óleo do reservatório para o cilindro que ao atuar sob a carga gerará uma pressão tendo um valor máximo estabelecido por uma válvula de segurança. Seleção dos cilindros Para escolha do cilindro ideal para execução de um determinado trabalho é necessário um bom conhecimento da carga (tonelagem) e do deslocamento máximo que a carga poderá sofrer na operação. Seleção de bombas e cilindros Use esta tabela para determinar se a capacidade de óleo de sua bomba é suficiente para distender completamente os cilindros.

Tamanho do Cilindro Operação A operação do conjunto cilindro / bomba é simples.novaPDF. Educação Profissional 72 Created with novaPDF Printer (www.com) . Cuidados gerais com o conjunto cilindro / bomba  Não exceda a pressão estabelecida ou a capacidade de força do equipamento. fecha-se a válvula de alivio (tipo borboleta) e inicia-se o bombeamento de óleo para alavanca. Após o posicionamento no local de trabalho.

verificar se as mangueiras não estão dobradas.novaPDF. Figura 7.com) .29  Não levantar cargas sujeitas a deslocamento lateral durante a operação.30  Não deixe objetos pesados ou pontiagudos caírem sobre a mangueira.Figura 7. Figura 7.28  Antes do bombeamento. Educação Profissional 73 Created with novaPDF Printer (www.

). etc. Figura 7.Figura 7. manômetro.novaPDF. amassamentos.33  Verifique periodicamente o estado geral do conjunto (vazamentos. mangueiras. Figura 7.com) . 74 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.32  Não tente exceder o curso máximo do cilindro evitando assim danos às vedações com esforço desnecessário.31  Não carregue o equipamento segurando pela mangueira.

recolha a haste do cilindro e guarde o equipamento em lugar protegido.  Não exponha o equipamento a temperaturas superior a 70°C. limpe.com) .  Não bater no cilindro para posicioná-lo sob a carga. Cuidados gerais com a segurança operacional com os macacos hidráulicos Os cuidados gerais com o equipamento refletem na segurança operacional. Figura 7.novaPDF.  Após o uso. Antes da utilização verifique o nível de óleo do reservatório. pois o trabalho envolve cargas que poderão originar acidentes graves. Figura 7. Existe equipamento projetado para condições de temperatura superior.34  Não se posicione sobre a alavanca da bomba.  Não confie na válvula localizada na bomba para sustentação de uma carga. Educação Profissional 75 Created with novaPDF Printer (www.35  Não trabalhe sob a carga apoiada pelos cilindros hidráulicos. Use válvulas apropriadas para manter o cilindro pressurizado.

Figura 7.36  Providencie uma base sólida antes de iniciar o levantamento da carga. Educação Profissional 76 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.38  Lembre-se que os macacos hidráulicos trabalham sob alta pressão (700 kg/cm²) com capacidade de força elevadíssima. Figura 7.com) .37  Providencie apoio adequado para a carga. Figura 7.

São especificadas pela sua capacidade de carga em toneladas e suas dimensões estruturais. Cuidados gerais com a segurança operacional das prensas. As mais usadas são prensas hidráulicas. As prensas são caracterizadas por uma estrutura reforçada com um suporte fixo onde se encontra instalado o cilindro hidráulico e uma mesa móvel suportada por batentes e regulada por cabos de aço onde apoiará o conjunto a ser trabalhado.4 – Prensas São equipamentos destinados à montagem e desmontagem de conjuntos mecânicos (polias. Educação Profissional 77 Created with novaPDF Printer (www. engrenagens.com) .) como também para desempenar ou dobrar eixos. O sistema hidráulico é semelhante ao dos macacos hidráulicos.  Os conjuntos a serem prensados não podem sofrer desvios laterais durante a prensagem. podendo ter acionamento manual ou motorizado. certifique-se de que os cabos de aço não estejam tensionados. embora tenham pequena variação entre os fabricantes. Figura 7.2. A carga aplicada é acompanhada por um manômetro com leitura em toneladas. acoplamentos. rolamentos.  Após a regulagem de altura da mesa móvel. o que culmina no melhor posicionamento na prensa como também na força aplicada. sendo o acionamento executado por movimentos de uma alavanca após o fechamento da válvula de retorno.  As prensas normalmente possuem um parafuso na cabeça da haste do cilindro hidráulico para uma aproximação rápida. flanges. Cuidados gerais com as prensas  Não ultrapassar a capacidade especificada para cada modelo.7. Observe o curso tolerável deste parafuso para que não danifique durante a prensagem. além de outras aplicações.novaPDF. etc.  Certifique da existência de vazamentos do sistema hidráulico e verifique o nível de óleo do reservatório.39 Operação A operação envolve um bom conhecimento técnico do conjunto a ser desmontado ou montado.

Possui rodas para manobras e travamento. São especificadas pela capacidade de carga em toneladas e pelas dimensões estruturais. como também são os responsáveis pela amarração e posicionamentos. sem contudo estarem devidamente preparados para essa tarefa.6 – Cuidados na movimentação de cargas Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação e movimentação de cargas a partir do solo ou em operações ligadas à desmontagem e montagem de conjuntos em equipamentos ou instalações. estes comprometem a segurança operacional.  Certifique-se das condições de carga para desmontagem ou montagem do conjunto e compare com a capacidade do equipamento. evitando ser atingido por partes metálicas provenientes de uma quebra acidental de um componente mecânico. pois. Figura 7.Observe os itens de segurança relacionados com o equipamento.2.  Posicione da forma mais segura possível diante da prensa.  Reflita cuidadosamente sobre o melhor posicionamento do conjunto a ser prensado no equipamento.40 Sua operação é simples. sempre observando as relações do componente e do equipamento. tendo os principais cuidados correspondentes aos mencionados nos outros equipamentos que transportam cargas.com) .  Ao sinal de qualquer anormalidade. Educação Profissional 78 Created with novaPDF Printer (www. Possuem um sistema hidráulico de acionamento manual para levantamento da lança que pode ser telescópica. semelhante aos macacos hidráulicos. o pessoal de produção ou manutenção são também os operadores dos equipamentos para movimentação de cargas. em geral dentro de oficinas mecânicas.5 – Guincho hidráulico para oficinas São equipamentos utilizados para movimentação de cargas. 7. pense na situação e reinicie a prensagem.  Inicie a operação de prensagem de forma gradual. abra a válvula de retorno.2. 7.novaPDF. Na grande maioria dos casos. Crie dispositivos seguros se necessário. Um bom exemplo de aplicação é a retirada e a recolocação de motores de automóveis e caminhões.

com) . 15 – Prender os ganchos da Linga no elo de sustentação. 10 – Movimentação da carga. Procedimentos para uma movimentação 1 – Preparação. 6 – Avisar a todos os envolvidos no processo de movimentação e a todos que estiverem nas áreas de risco. Luvas de raspa. 14 – Desacoplar a Linga.    Se a carga não se ganchou ou prendeu. 12 – Abaixar a carga conforme a indicação do movimentador. Tabelas de cargas. A sinalização deve ser feita por uma única pessoa. 8 – Ao iniciar a movimentação devemos verificar. pegar a Linga por fora e deixar esticar lentamente. Preparar o local de destino com caibros e cunhas se necessário. 5 – Sair da área de risco.Proteção individual Utilizar em qualquer operação de movimentação de cargas.     Capacete. Determinar qual linga e se necessário preparar proteção para os cantos vivos. Botinas com biqueira de aço. 9 – Se a carga pender mais para um lado. 2 – Informar ao operador o peso da carga. Se a carga está nivelada ou corretamente suspensa. 13 – Certificar-se de que a carga não pode se espalhar ou tombar. Se não for utilizar uma das pernas da Linga. 16 – Ao levantar a Linga verificar se ela não pode se prender a nada.novaPDF. 4 – Acoplar a Linga à carga. 7 – Sinalizar ao operador. Educação Profissional 79 Created with novaPDF Printer (www. abaixá-la para prendê-la corretamente. 3 – Colocar o gancho do meio de elevação perpendicularmente sobre o centro de gravidade da carga. Se as pernas têm uma carga semelhante. Quando necessário. 11 – No transporte de cargas assimétricas ou onde haja influência de ventos deve-se usar um cabo de condução que seja longo o suficiente para que se fique fora da área de risco.    Conhecer o peso e o centro de gravidade de carga. acoplá-la ao elo de sustentação para que não possa se prender a outros objetos ou cargas.

portanto. ainda existe um grande percentual de trabalho manual. o capacete é indispensável em qualquer lugar onde exista a possibilidade de se machucar a cabeça. é necessário que se use sapatos com palmilha de aço revestida. 8.MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8. deve-se usar mais a “cabeça”. como talhas. O homem ao lado da carga que é o movimentador forma uma equipe com o operador do meio de elevação.com) . No setor de transportes. b) Proteção dos Pés Os pés correm perigo constante. facilitam a movimentação de cargas. cargas em movimentação ou mesmo objetos parados. guindastes. por meio destes podem reduzir muito nosso trabalho braçal. c) Proteção das Mãos Arames soltos em cabos de aço sempre têm machucado mãos de movimentadores. Educação Profissional 80 Created with novaPDF Printer (www. etc. Quando o movimentador está prestando atenção à carga. assim como farpas de madeiras das cunhas e caibros e cantos vivos de cargas. com isso exercem uma atividade a qual não estão acostumados ou mesmo preparados.novaPDF. Meios de elevação. que poderiam perfurar a sola. ele é responsável pelas duas funções. ou seja.2. Capacetes devem estar à disposição e tem de ser utilizados. A facilidade com que os meios de elevação movimentam a carga engana quanto as situações de perigo. onde o movimentador é também operador. especialmente na movimentação de cargas por meio de talhas. A atuação do movimentador é fundamental para a execução de uma movimentação com segurança.2 . porém.1 .SEGURANÇA 8. O perigo é que tanto o pessoal da produção quanto o pessoal da manutenção operam e movimentam.8 . d) Tabelas de Cargas As tabelas de carga para os diversos tipos de Lingas que são utilizadas completam nosso equipamento de segurança. Onde existem pregos e outros objetos pontiagudos. Pela demonstração de condições de acidentes típicos é preciso que elas sejam conhecidas e conseqüentemente evitadas. apesar do alto grau de automatização.equipamentos de proteção individual a) Proteção da Cabeça Devido ao risco de se bater à cabeça em ganchos. ao operador e outras coisas que o cercam ele está sujeito a bater o pé em objetos pontiagudos e machucá-los e é por isso que é necessário o uso de sapatos com biqueira de aço. que de agora em diante serão chamados de meios de elevação. pois a qualquer instante podem cair objetos sobre os mesmos. é indispensável o uso de luvas.1 – INTRODUÇÃO Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação com operação a partir do solo (controle remoto).

2. Figura 8.Com elas podem-se definir facilmente qual Linga e de que forma deve utilizá-las. Os ganchos devem ser passados pelos olhais ou pontos de amarração da carga de modo que não possam se soltar mesmo quando a Linga estiver frouxa. Quando a corrente não está tracionada os ganchos se soltam. Figura 8. devemos sempre passar o gancho de dentro para fora. e) Segurança no uso de laços Normas internacionais de segurança exigem que os laços de cabos de aço sejam confeccionados com olhal trançado e prensado com presilha de aço.2 .2 .com) . Uma trava de segurança se faz necessária sempre que exista possibilidade de acontecer que a carga se solte involuntariamente. existe a possibilidade de com uma oscilação. Para isso. Educação Profissional 81 Created with novaPDF Printer (www. Colocar os ganchos de dentro para fora. Quando se usar garras especiais. A Linga pode se soltar do gancho do meio de elevação. a carga se soltar do gancho ou de o anel de sustentação da Linga se soltar do gancho do meio de elevação. ou mesmo o gancho da Linga.Travas adequadas nos ganchos do meio de elevação e do Travessão impedem que a carga possa se soltar. sejam utilizados ganchos com travas de segurança.1 8. nesses casos. Por isso é necessário que. ganchos especiais ou mesmo laços de cabo de aço curtos e rijos. pode se soltar da carga.como se assegurar que a carga não se solte Possibilidades de acidentes nunca podem ser descartadas. se possível usar ganchos com travas.novaPDF.

Eles devem estar livres dentro do olhal para que o tensionamento não seja feito em sua ponta pois desta forma ele abriria e escaparia do olhal. 82 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Enganchar amarrações de arame é risco de vida.Ganchos especiais para fardos ou laços (estropos) como estes.Gancho para correntes com trava em ponto de amarração.3 . para que se tenha sempre um bom ponto de fixação. É terminantemente proibido usar amarrações de arame como ponta de amarração.4 .Figura 8.5 .com) . Figura 8. Os ganchos não podem ser passados por olhais muito estreitos. Figura 8. são as soluções correta. Pontos de amarração são fabricados em diversas dimensões e podem ser aparafusáveis ou soldáveis. É aconselhável a instalação de pontos de amarração especiais em peças ou máquinas que são continuamente movimentadas. devem utilizar ganchos específicos ou pequenos estropos de cabo de aço. para movimentar fardos.novaPDF. Estas amarrações são muito utilizadas em fardos de telas de arame e etc.

ou seja.No tratamento de semi-acabados enfardados deve-se verificar se não existem peças mais curtas sobre ou entre a carga que possam se soltar e cair. um deles deverá ser eleito para sinalizar ao operador. que está envolvido no processo de movimentação. 8. Figura 8.COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR A movimentação de carga é normalmente uma operação que envolve mais de uma pessoa.7 A comunicação entre operador e movimentador pode ser feita através de:     Sinalização com as mãos. é um trabalho de equipe. Neste caso. apenas um movimentador sinaliza ao operador. Comunicação verbal (somente quando o operador estiver próximo e possa ouvi-lo). Sinalização ótica ou sonora. Ambos os movimentadores sinalizam ao operador. Ele será responsável pela operação e somente ele pode sinalizar após verificar se os outros movimentadores deixaram a área de risco e se a Linga está bem colocada.novaPDF. Figura 8. Rádio-comunicação. Peças soltas com 5 a 6 kg a mais de 4 metros de altura é risco de vida. Quando se tem mais de um movimentador. porem com diferentes intenções.com) . o que é inadmissível. Grampos pega-chapas devem sempre estar travados e trabalhando dentro de sua capacidade. Apenas aquele escolhido antes do processo de movimentação em conjunto com o operador.3 . Para evitar acidentes deve ter certeza de que a sinalização utilizada pelo movimentador é também a que o operador entende.6 Este é o procedimento correto. Educação Profissional 83 Created with novaPDF Printer (www. o operador não deve fazer nada.

SINAIS VISUAIS São usados entre o sinaleiro e o operador para comandos dos diversos movimentos necessários para o embarque. com a palma da mão virada para o operador. com o dedo indicador mostrará a direção. SINAL: Com o braço esquerdo junto ao corpo e antebraço direito na horizontal.10 O sinaleiro ficará de frente para o Norte e a direita do mar.Início de Operação Figura 8. Com o braço esquerdo junto ao corpo e o braço direito esticado na horizontal. Atenção: Sempre deixar a área de risco antes de sinalizar ao operador. 3.novaPDF.9 O sinaleiro ficará de frente para a cabine do operador e indicará o lado para o qual deseja a translação do equipamento. Pode-se ter variações destes sem problemas contanto que a linguagem utilizada seja compreendida pelos envolvidos. Educação Profissional 84 Created with novaPDF Printer (www. desembarque e movimentação de cargas.Movimento do Carrinho (Troley) Figura 8. conforme a seguir: 1. 8.Para a sinalização manual os sinais visuais a seguir tem se mostrado muito eficientes. 2.8 O sinaleiro se identifica para o operador como o responsável pela emissão de sinais.4 .Translação do Guindaste (pórtico) Figura 8. saúda o operador. esticada na horizontal indica a direção. em posição de “continência”. e o braço direito com a mão aberta. Com o braço esquerdo junto ao corpo.com) .

Abaixar os Ganchos Figura 8. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho nº 2. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho n° 2. 5. Com os braços para baixo e os dedos indicadores girando sempre no sentido anti-horário.Abaixar o Gancho nº 2 Figura 13 Com o braço esquerdo erguido.11 Indica a subida simultânea dos dois ganchos. e o braço direito para baixo. 7. com o dedo indicador fazendo pequenos movimentos circulares no sentido horário.12 Indica a descida simultânea dos dois ganchos.novaPDF.14 Com o braço esquerdo erguido. Educação Profissional 85 Created with novaPDF Printer (www. com o braço direito para cima. 6.4. os dedos indicadores girando sempre no sentido horário.Subir o Gancho nº 2 Figura 8.Subir os Ganchos Figura 8. Com os braços erguidos. com o dedo indicador girando sempre no sentido anti-horário.com) .

indicando o gancho nº 1. içamentos. etc.Abaixar o Gancho nº 1 Figura 8.15 A mão direita levantada. determina o gancho nº 1. arriamento.16 A mão esquerda levantada. com o dedo indicador apontado para cima e efetuando pequenos movimentos circulares no sentido horário.novaPDF. com o dedo indicador apontado para cima.8. Com os dois dedos. 10. com o dedo indicador apontado para cima. elevação. direção.Movimentos Lentos Figura 8. O braço direito para baixo. aproximação. 9. realizando pequenos movimentos circulares. indicador e polegar direitos. O braço direito para cima. Educação Profissional 86 Created with novaPDF Printer (www. imitando o movimento de abrir e fechar.com) . determinando o abaixamento. com o dedo indicador apontado para baixo. determina a elevação. aproxima-os.17 Pequenos movimentos deverão ser antecipados por este sinal nas atividades de translação.Subir o Gancho nº 1 Figura 8.

Com os dois antebraços erguidos para frente. 12. determina o fechamento. Educação Profissional 87 Created with novaPDF Printer (www. Não pode ser feito nenhum movimento com o equipamento. 13. Qualquer pessoa pode fazer este sinal.19 Este sinal é de parada e espera sem nenhum movimento com o equipamento a não ser com autorização do sinaleiro.novaPDF.Abrir a lança CG Figura 8. Com os dois antebraços erguidos para frente.21 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança.Sinal de Espera Figura 8.20 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança. mesmo sem autorização do sinaleiro. com as mãos fechadas. à altura da cintura.18 Este sinal é de parada de emergência. O sinaleiro cruza os braços.11. com as mãos abertas à altura do rosto. e com o polegar direito indicando para a esquerda.Parada de Emergência Figura 8. A pessoa deverá cruzar os antebraços. com o polegar esquerdo indicando para a direita. 14.Fechar a Lança do CG Figura 8.com) . com as mãos abertas. com o polegar esquerdo indicando para a esquerda e com o polegar direito indicando para a direita.

5 – ACESÓRIOS DO MOVIMENTADOR Cunha: Devem evitar que a carga escorregue ou se espalhe. o sinaleiro os move horizontalmente.23 Este sinal é de término das tarefas. preparar ou limpar a área de destino. utilizando caibros. não podemos pará-la com nossa força.Finalização da movimentação O movimentador só pode sinalizar. ela tem uma energia potencial tão grande que.novaPDF. e acaba tendo o dedo esmagado ou pior. Se o material for redondo. indica o sentido de giro com meia volta do dedo ao redor do próprio corpo.1 .15. 16. não devemos fazê-lo com as mãos. com as palmas das mãos voltadas para baixo. Educação Profissional 88 Created with novaPDF Printer (www. depois de movimentada.Término da Tarefa Figura 8.Giro da Coluna do CG Figura 8. Com os braços caídos. por meio de acessórios como ganchos e engates ou cabos. As fibras de madeira devem estar no sentido longitudinal da cunha para que elas não possam se quebrar e para que possam ser pregadas quando necessário.4. com o antebraço direito erguido para frente. com os dedos indicador.com) .22 Com o braço esquerdo junto do corpo. Se a carga ao ser depositada deve ser ajeitada manualmente. após ter verificado se todos os envolvidos (ou não) estejam fora da área de risco. anular e mínimo fechados. 8. com o polegar erguido. enquanto a carga desce. 8. deve-se assegurar que ele não possa rolar. para que a carga seja depositada. mas sim. para que tenhamos uma base que facilite a retirada da Linga por baixo da carga. não podemos ficar ela e obstáculos fixos. Acidentes sempre acontecem quando o movimentador tenta rapidamente. médio. pois mesmo quando movimentada com a mão. Ao depositar a carga devemos observar. por exemplo. Quando temos que ajeitar a carga ou estabilizá-la.

por exemplo. Ao empilhar vigas e chapas grandes. puxá-la até um determinado ponto. pedaços de caibros trincados podem ter a velocidade de uma bala e sempre ocasionam acidentes.novaPDF. Para evitar prender os dedos devemos pegar os caibros pela lateral.com) . jamais devemos usar caibros com menos de 8x8cm. Com o gancho de engate pode-se. na posição 2. O ideal é quando a peça tem seu peso indicado (pintura ou plaqueta) para peças prontas e em estaleiros. Figura 8. pesar.Caibros: Tem a finalidade de manter um vão livre entre a carga e o solo para que a Linga possa ser retirada por baixo da carga e em caso de nova movimentação. Por estes motivos. Prejudica a Linga. calcular e supor. Num estalo. Puxar a Linga por baixo da carga sem caibros:    Prejudica a carga.1 – A carga: peso e controle de gravidade Qual o peso da carga a ser elevada? Para responder a esta pergunta. Figura 8. Gancho de engate: Fabricado a partir de arame dobrado e com punho possibilita ao movimentador manter suas mãos fora de perigo. existem 4 possibilidades:  Conhecer.5. Derruba a pilha.25 Educação Profissional 89 Created with novaPDF Printer (www. para que a Linga possa ser passada por baixo novamente. os caibros devem ser grandes o suficiente para que a Linga possa passar livre por baixo da carga e para suportar o peso sobre eles depositado.24 8. é normatizado que peças acima de uma tonelada tenham seu peso indicado.

Quando tivermos que pesar uma carga o ideal é que tenhamos uma balança de talhas. peças prontas e pintadas. de baixo peso. Aplicáveis são:      Cabos de Aço: para cargas com superfície lisa. Para o transporte de chapas deve-se usar sempre dois grampos que tenham uma peça compatível com a espessura da chapa. Correntes: para materiais em altas temperaturas e cargas que não tenham chapas ou perfis. oleosa ou escorregadia. Outra possibilidade de se encontrar o peso são os borderôs ou ordens de fabricação que deveriam indicar o peso. como por exemplo.26 . Não aplicáveis são:    Cabos de Aço: para materiais com cantos vivos ou em altas temperaturas. peças de aquecimento e refrigeração ou outras peças passíveis de amassamento.novaPDF. Comando com indicação digital da carga. Cintas e Laços Sintéticos: para cantos vivos e cargas em altas temperaturas. Desde abril de 1979 é obrigatório que estes ganchos tenham uma trava.Balanças digitais à bateria são fáceis de transporte e de fácil leitura. Figura 8. A pega (abertura) do grampo deve ser indicada na própria peça. eixos.Esta norma deveria ser praxe em qualquer indústria. Fabricantes de máquinas e peças têm se empenhado muito em indicar o peso em suas peças (e cargas). assim como laços de cabo de aço com ganchos para aplicação nos olhais da carga. Combinação Cabo e Corrente: para o transporte de perfis e trefilados. Lingas de corrente com gancho podem ser acoplados aos olhais da carga. Para o transporte de chapas na perpendicular deve-se usar grampos pega-chapa. como tubos. Cordas de Sisal e Sintéticas: para cargas com superfície sensível. Correntes: para cargas com superfície lisa ou escorregadia. cilindros de calandragem. Neste caso a corrente deve ficar na área de desgaste onde possivelmente existam cantos vivos e o cabo fica nas extremidades exercendo função de suporte e facilitando a passagem da Linga por baixo das cargas. de preferência com leitura digital para facilitar a leitura. ou mesmo talhas com balança embutida com mostrador digital no comando. Cintas e Laços Sintéticos: para cargas com superfícies extremamente escorregadias ou sensíveis. Os dois grampos são necessários para que se garanta a estabilidade da Educação Profissional 90 Created with novaPDF Printer (www.com) .

sempre travar os grampos. travessões. mais na maioria das vezes. São considerados dispositivos de movimentação: ganchos e garras especiais. suportes para eletroímãs.5. Se o centro de gravidade é desconhecido não se sabe onde alinhar o gancho de elevação. Quanto mais distante a carga estiver. correntes. Também para movimentar as chapas na horizontal. pois. deve-se usar grampos com trava. Chutar é a pior alternativa. O limitador de carga da máquina não deve ser usado por erros de cálculos do operador. pois chapas finas tendem a se dobrar o que pode fazer com que se soltem dos grampos e caiam. A capacidade de um guindaste de lança depende de quanto se avança a lança. Se a definição do peso é importante. A escolha da Linga deveria ser feita pela engenharia de produção ou pelo planejamento. cintas e laços sintéticos. Estes dispositivos são projetados para cargas específicas e só devem ser usados para as quais foram construídos. o ideal seria que houvesse uma indicação na máquina. Quando essas possibilidades não existem não resta outra alternativa se não calcular ou pedir à supervisão que calcule o peso. mas em máquinas e peças assimétricas onde o centro de gravidade é deslocado.carga. Por meio delas é que se faz o acoplamento da carga ao meio de elevação.com) . etc. se a chapa balança. 8. podendo se quebrar nos cantos.27 O cabo é passado por baixo da carga e a corrente a suporta com menor desgaste. pois somente com muita experiência em peças semelhantes é que se tem a possibilidade de chegar a um resultado satisfatório. Figura 8.2 – Estiga QUAL A LINGA PARA QUAL APLICAÇÃO? Para movimentar cargas com meios de elevação são utilizados lingas e dispositivos de movimentação. Dispositivos de movimentação são aqueles que fazem um acoplamento direto ou mesmo através de uma Linga à carga. 91 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. ainda mais é a definição do centro de gravidade. por exemplo: cabos. Antes de movimentar. menor a capacidade de carga do guindaste. Para o transporte de perfis existem diversos tipos de dispositivos de movimentação.novaPDF. Nas peças simétricas esta definição é fácil. peça ou mesmo embalagem. os quais nem sempre são dotados de travas que permitam que a carga se solte. as ranhuras da garra desgastam rapidamente. As Lingas são. quem tem de escolher é o próprio movimentador.

...............novaPDF.......... Antigamente. cordas abaixo de 16mm de diâmetro..... Como diferenciar as diversas fibras? Uma vez que existem diversos tipos de fibras com diferentes capacidades....... um total de 114 fios... tendo cada uma delas 19 fios..... mas....... Por normalização internacional as cores que identificam as fibras são: Cânhamo ..... Marrom A cor verde................ Vermelho Cânhamo de Manilha ....... ALMA – É o núcleo do cabo de aço......... diolen.............. que se saiba qual é a fibra para se conhecer sua capacidade de carga.............. Um cabo é feito com diversas pernas em redor de um núcleo ou alma...28 92 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www............ Verde Poliéster ....... Elas são produzidas a partir de fibras que são torcidas........... O segundo número (19) especifica a quantidade de arame que compõe cada perna. o cabo 6 x 19 tem 6 pernas... Azul Polipropileno ................ que se conhece.... Verde Sisal ........................................... Figura 8............. para cânhamo e poliamida.... não é passível de ser confundida uma vez que o cânhamo tem um acabamento rústico e a poliamida um acabamento muito liso... ou seja...... é necessário...........................com) .................................Cabos de Aço a) Terminologia PERNA – É o agrupamento de arames torcidos de um cabo...... ...Cordas As cordas são o mais antigo tipo de Linga............. trançadas ou encapadas.... Em cordas a partir de 16mm deveria haver identificação do fabricante e do ano de fabricação......... Em cordas...... são muito finas e não devem ser utilizadas para movimentação....... as fibras que se utilizavam na fabricação de cordas eram fibras naturais como Sisal ou Cânhamo...................... trevira e outros. a partir de 3mm de diâmetro deve-se ter uma filaça de uma determinada cor para identificar a fibra..... Poliéster ou Polipropileno que às vezes são comercializadas com nomes comerciais como nylon........ Preto Poliamida ........ Hoje estas fibras são substituídas por fibras sintéticas como Poliamida.. Portanto... LEITURA – Exemplo: cabo 6 x 19 O primeiro número (6) representa a quantidade de pernas de que é constituído.................

AA – Alma de Aço – maior resistência à tração. Figura 8.novaPDF.31 Figura 8. AACI – Alma de Aço com Cabo Independente – combinação de flexibilidade com resistência à tração.32 Cabos de aço com alta capacidade de carga são construídos a partir de arames trefilados a frio com uma resistência de 1770 mm². Torção LANG: quando os fios e as pernas são torcidas na mesma direção (paralelo).29 Figura 8. Com aplicação de carga no cabo é feita uma alteração no seu volume. Torção Torção à DIREITA: quando as pernas são torcidas da esquerda para a direita. A torção LANG tem por característica o aumento da resistência à abrasão e da flexibilidade do cabo.b) Classificação quanto a Alma AF – Alma de fibra (cânhamo) maior flexibilidade. O arame individual fica numa helicoidal dupla. Nota: Os cabos AA (Alma de Aço) tem 7. o que se explica pela acomodação das pernas sobre a alma. Arames individuais são trançados primeiramente para formar uma perna e estas pernas por sua vez são trançadas para formar o cabo de aço. Maior estabilidade. Educação Profissional 93 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8.com) .5% de resistência à tração a mais de 10% no peso em relação aos AF (Alma de Fibra). Torção à ESQUERDA: quando as pernas são torcidas da direita para a esquerda.30 Torção REGULAR: quando os fios de cada perna são torcidos em sentido oposto à torção das próprias pernas (em cruz). sendo a primeira na perna e a segunda na torcedura do cabo. com isso o diâmetro do cabo é reduzido.

O cabo de aço. Ele nunca se rompe sem que antes vários arames se rompam. Quando o cabo é solicitado. pois logo a frente estará prensado entre outros e ainda contribuindo para a capacidade de carga.Tabela de carga para cabos Educação Profissional 94 Created with novaPDF Printer (www. Aqui. uma alma que pode ser feita a partir de fibras naturais. habitualmente. Por isso deve-se periodicamente lubrificar os cabos externamente com óleo adequado. Figura 8. Ele tem uma boa deformidade e. Figura 8. A alma não tem somente função de apoio. com isso o atrito dentro do cabo é reduzido. guindastes ou talhas. é composto de seis pernas e da alma que retém o lubrificante.com) . Um único arame rompido é de pouca importância. é aplicável para diversas finalidades. Somente quando se tem vários arames rompidos é que a capacidade de carga diminui. mas funciona também como reservatório de óleo. perderam vida útil. as pernas comprimem a alma que libera o óleo.Para apoio das pernas existe.33 Cabos velhos onde o óleo já foi consumido e cabos que trabalham em temperatura que já perderam seu óleo por evaporação ainda não perderam resistência mas.novaPDF. portanto.34 . fica demonstrada uma boa característica do cabo de aço. no interior do cabo. sintéticas ou de aço. O cabo assim composto é utilizado para Lingas.

6 x 7. 1 x 7 (cordoalha). É um termo intermediário entre a flexibilidade e resistência ao desgaste. 6 x 21. Figura 8. COMUM – As pernas do cabo são construídas por um só tipo de arame. d) Tipos WARRINGTON – Pernas do cabo construídas com duas bitolas de arames. SEALE – Pernas do cabo construídas com três bitolas de arame. pois tem uma estrutura muito rígida e são feitos apenas para tensionamento. não devem ser utilizados para movimentação. FILLER – Pernas do cabo construídas com vinte e cinco arames (seis de enchimento) apresentando boa flexibilidade. 6 x 47. a cordoalha tenha uma maior capacidade de carga que o cabo. 6 x 61. 6 x 25. pois os arames mais finos encontram-se na periferia. dos outros tipos acima.35 Figura 8. c) Extra flexível: construção 6 x 31.novaPDF. sendo o cabo menos flexível da série. O tipo mais flexível é o cabo de aço que é composto de diversas pernas e alma. porém mais resistente ao desgaste à abrasão. São os cabos classificados em: a) Pequena flexibilidade: construção 3 x 7. 8 x 19.37 Figura 8.com) .38 Educação Profissional 95 Created with novaPDF Printer (www. b) Flexíveis: construção 6 x 19.36 Figura 8. c) Flexibilidade A flexibilidade está condicionada ao número de arames que o compõem. A alma no interior e a diferença de área metálica fazem com que um mesmo diâmetro. 18 x 7. bastante flexível e menos resistente ao desgaste. 6 x 43.Cabos de aço fabricados em espiral (cordoalhas) ou uma perna simples. 6 x 37. 6 x 41.

.... 41............................................ 6x61..........................................com) ........... 6x41.......... 43 .. Ele pode ter um grande desgaste interno que não é visível externamente....................40 Medição do cabo de aço..... 6 x 25 ...... 8x19............... Mínimo 42 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 18 vezes o Ø do cabo 21 vezes o Ø do cabo 34 vezes o Ø do cabo Recomendado 72 vezes 51 vezes 45 vezes 27 vezes 31 vezes 51 vezes Resistências dos Cabos de Aço A resistência teórica dos cabos se determina somando-se a resistência dos arames que compõe.......................Para definir a carga de trabalho de cabo pelo seu diâmetro deve-se medi-lo. Cabos já utilizados em guindastes ou outros meios de elevação não podem ser utilizados novamente numa composição de Linga.................................... resistência efetiva e) Cabos 6x42.......... 6 x 37.......39 Figura 8..................................... 8 x 19 ....... Figura 8...... 6x25......novaPDF.. 6 x 19 ........... Educação Profissional 96 Created with novaPDF Printer (www......................................... 6x47............. resistência efetiva d) Cabos 6x37... Tabela de Diâmetros Ideais de Tambores e Polias Seguem os diâmetros ideais das polias ou tambores conforme a formação do cabo: Diâmetro do Tambor ou Polia Tipo de Cabo 6 x 7 .................... resistência efetiva b) Cordoalhas 19 fios. 6x43........ A carga de ruptura efetiva diminui conforme aumenta o número de arames: Exemplos: a) Cordoalhas 3 a 7 fios.. incluindo-se as almas dos mesmos................. conforme demonstrado na figura abaixo.......... 18 x 7 ................... resistência efetiva c) Cabos 6x7.............. quer sejam de aço ou de fibra........ resistência efetiva 96% da teórica 94% da teórica 85% da teórica 80% da teórica 72% da teórica A carga de trabalho de um cabo em movimento é 1/5 (um quinto) de sua carga de ruptura mínima........

que normalmente é composta por duas letras. e) O não desenrolamento das extremidades cortadas.novaPDF. Exemplo: a) Cordoalhas e cabos estáticos. f) Elevadores alta velocidade. Figura 8.O fator de segurança é a relação entre a carga de ruptura mínima e a carga aplicada. d) Pontes rolantes. utilizados na fabricação de cabos de aço. d) Manutenção na sua posição original dos arames que se quebram. Laços para formação de olhais são feitos por trançamento ou prensagem.41 Educação Profissional 97 Created with novaPDF Printer (www. e) Elevadores baixa velocidade. São as seguintes as vantagens apresentadas pelos cabos pré-formados: a) Aumento à flexibilidade. . b) Maior resistência à fadiga de flexão. talhas elétricas.Laços Um cabo de aço é tão bom quanto o laço que é feito com ele. c) Cabos para guinchos e terraplan. c) Eliminação das tensões internas..com) . Presilhas de alumínio devem deixar a ponta à mostra para controle e devem ter a marca da firma que executou a prensagem. As pernas dos cabos pré-formados se acomodam na posição Helicoidal que ocupam no conjunto. não se desfiando. fator 3 a 4 fator 4 a 5 fator 5 fator 6 a 8 fator 8 a 10 fator 10 a 16 Pré-formação: É processo de fabricação cuja finalidade é a de eliminar as tensões internas e torções inerentes aos arames de alto carbono. b) Cabos tração horizontal.

Educação Profissional 98 Created with novaPDF Printer (www.46 . A presilha é de aço especialmente ensaiado e aprovado conforme rigorosa especificação. o olhal já é capaz de suportar uma carga superior à carga de trabalho do laço.42 . Uma metade é curvada para formar um olhal.Laço sem fim O olhal Flamengo é feito abrindo-se a ponta do cabo em duas metades. Principais vantagens do olhal Flamengo: 1 Olhal mais resistente e seguro 2 Carga centrada Figura 8.Olhal Flamengo com sapatilha protetora Figura 8.com) .Olhal Flamengo Figura 8.45 .Olhal Flamengo com estribo protetor Figura 8.Laço Trançado a Mão Figura 8.43 . e em seguida a outra metade é entrelaçada no espaço vazio da primeira.novaPDF. separando-se as pernas 3 a 3.48 3 Presilha de aço de pequenas dimensões e de superfície lisa. Figura 8.44 .47 Mesmo antes de ser colocada a presilha de aço.Laços Figura 8.

m 10 20 41 61 88 88 129 176 305 305 305 488 488 488 583 800 1.1/4” 6 1.3/8” 7 1.com) . Tabela 8.020 kg. Todos os mordentes estão no cabo portante. Com relação ao seu próprio peso.1 DIÂMETRO DO CABO EM POL.49 Figura 8.3/4” 7 2” 8 2. Grampos construídos conforme DIN 741 (grampos leves) com porcas simples e pequena área de apoio.1/4” 8 Nota: Os grampos deverão ser reapertados opôs . para que não sejam utilizadas erroneamente.A norma DIN 1142 prescreve que somente grampos com porcas auto-travantes e uma grande área de apoio podem ser utilizados. Figura 8.020 1.1/8” 6 1.novaPDF. No mínimo 3 grampos são necessários (grampo pesado) para se fazer um laço com cabo de aço fino. Laços feitos com grampos devem ser usados apenas para uma única aplicação. Educação Profissional 99 Created with novaPDF Printer (www. não são mais normalizados e não devem ser utilizados para movimentação.5/8” 7 1.Cintas As cintas de movimentação são fabricadas a partir de fibras sintéticas. Quanto maior o diâmetro do cabo mais grampos são necessários. devendo ser desfeitos logo após a utilização.5 15 30 45 65 65 95 130 225 225 225 360 360 360 430 590 750 750 cabo de aço. N. as cintas têm uma capacidade de carga e não prejudicam a sua superfície.1/2” 7 1.ft 7.m 1 2 4 6 9 9 13 18 31 31 31 50 50 50 59 82 104 104 3/16” 3 1/4" 3 5/16” 3 3/8” 3 7/16” 3 1/2" 3 5/8” 3 3/4" 4 7/8” 4 1” 5 1.50 Pronto para usar. NÚMERO MÍNIMO DE GRAMPOS ESPAÇAMENTOS ENTRE GRAMPOS EM MM 29 38 48 57 67 76 95 114 133 152 172 191 210 229 248 267 305 343 o início de uso do TORQUE ib. Todos os grampos devem ser montados de forma que o mordente se prenda a perna portante.

Devido ao envelhecimento das fibras. Elas têm uma boa resistência quanto á luz e calor e também ácidos solventes. além de excepcional resistência a sucessivos carregamentos. Esta acumulação de água pode também fazer com que em dias muito frios ela possa se enrijecer (congelar) e ficar quebradiça. As formas mais comuns de cintas são:     Cesto sem fim. Para reduzir o atrito e para evitar cortes nas cintas podemos usar revestimentos com materiais sintéticos resistentes.51 As cintas de poliéster devem ter uma etiqueta azul para que sejam reconhecidas. O NYLON é a mais forte das fibras sintéticas e apresenta uma alta capacidade de absorção de força. Para utilização de cintas em banhos químicos. Educação Profissional 100 Created with novaPDF Printer (www. e são pouco flexíveis. o que faz com que seja o tipo de cinta mais utilizada. As cintas de poliamida devem ter uma etiqueta verde de identificação e são resistentes à bases. levando-se em conta seu peso próprio. em especial de poliuretano. a data de fabricação das cintas deve estar na etiqueta. Com olhais sem reforço. Ela só não resiste à base e por isso não deve ser lavada com sabão. o fabricante deveria ser consultado para maiores esclarecimentos.Figura 8.com) . Mas elas têm uma boa resistência química e são utilizadas em casos especiais. A desvantagem das cintas de poliamida está no fato de que elas absorvem muita água em ambientes úmidos o que reduz sua capacidade. Cintas de movimentação feitas de polipropileno (etiqueta marrom) tem uma baixa capacidade de carga. Com olhais reforçados. eles devem ser feitos de forma que seja possível passar um pelo outro para que se possa fazer uma laçada. Elas têm também uma boa elasticidade. em especial quando usadas ao ar livre ou em banhos químicos.novaPDF. Normalmente estes de perfis são ajustáveis à cinta. No caso de terminais metálicos. Com terminais metálicos.

Não exceder às especificações do fabricante.Nunca aplique uma sobrecarga no equipamento de elevação. Não se pode dar nó nas cintas. o ângulo de abertura entre as pontas da cinta não deve ultrapassar 120°.com) . 2. As cargas não podem ser depositadas sobre as cintas para que não sejam danificadas.As alças dos olhais devem ser examinadas particular e cuidadosamente.Uma operação suave e balanceada rende muito mais. 3º .Examine os dois lados da cinta. além de evitar desgaste do equipamento e acidentes.52 Para utilização de cintas existem algumas regras especiais:       Quando se eleva uma carga. as cintas devem ser neutralizadas e enxaguadas para que não haja concentração química. Educação Profissional 101 Created with novaPDF Printer (www. a) Segurança também requer Inspeção As cintas devem ser examinadas em intervalos não superiores a duas semanas. quando usadas em levantamentos gerais de diferentes tipos de cargas. b) 10 itens para um levantamento seguro.novaPDF. designada para esta inspeção. 5º . 3. 1.Figura 8. Para utilizar diversas cintas num travessão todas devem estar numa perna perpendicular para não haver esforço maior numa das pernas. 4º . nas limitações de peso e estabilidade.Coloque a cinta em uma superfície plana com área apropriada. Somente cintas com olhais reforçados podem ser utilizadas em laço. 2º . 1º . Após utilização em banhos químicos.Todo equipamento deve ser examinado somente por uma pessoa.Cintas tipo Anel devem ser examinadas em todo seu comprimento e perímetro.

Primeiramente os elos são dobrados e depois soldados. Somente corrente que tenham elos com passo igual a 3 vezes o seu diâmetro podem ser utilizadas para movimentação e amarração de cargas.com) . Diversos testes são feitos durante e após a fabricação para que as correntes sejam certificadas.55 Figura 8. Posteriormente. de seção lisa e redonda.Evite a colocação de mais de 1 par de cintas.novaPDF. O passo de um elo é o seu comprimento interno. os elos se apóiam nos elos vizinhos. Figura 8. Durante a produção. 9. alguns elos são dobrados em diversos sentidos para verificar a solda e após a produção e tratamento térmico. 6. é feito o tratamento térmico (correntes de grau) e ensaio de tração. são realizados testes de tração e ruptura. após o uso. verifique se o total do peso está bem distribuído na tensão dos vértices da cinta. c) Formas de Levantamento As cintas elevam e movimentam sua carga em qualquer uma das quatro formas diferentes de levantamento ilustrado. Coloque calços ao descarregá-la para melhor poder elevá-la. 5.Nunca use cintas avariadas. 10. 7. quando aplicadas em ângulos retos.Não posicione a cintas em cantos agudos ou cortantes. evitando assim que a corrente se dobre. no mesmo gancho. b) Correntes Soldadas Comuns.Não deixe a carga em contato direto com o piso. 8. Algumas cintas são especificamente designadas para serem utilizadas em somente um tipo de levantamento. Esta regra se explica pelo fato de que correntes assim construídas. Calibradas (Especiais para Talhas) Educação Profissional 102 Created with novaPDF Printer (www.Quando elevar uma carga pesada com mais de uma cinta.56 .4.Lingas de Correntes a) Correntes para lingas Correntes são fabricadas em diversas formas e qualidades. para propiciar uma fácil remoção.53 Figura 8. Galvanizadas.54 Figura 8.Utilize ganchos com um raio de apoio nunca inferior a “1”.Posicionar a cinta corretamente na carga.

490 0.0 3. 100% da carga admissível (carga de segurança) Lingas simples – em aço forjado usadas em fundições.500 1.57 .850 2.5 19. 13 x 17 -14 x 21 16 x 28 17 x 26 16 x 31 17 x 28 18 x 31 18 x 28 19 x 32 20 x 31 25 x 46 24 x 36 25 x 47 25 x 39 26 x 46 27 x 42 27 x 48 28 x 44 29 x 48 33 x 50 32 x 58 34 x 49 36 x 61 38 x 54 38 x 61 39 x 59 43 x 66 50 x 74 53 x 82 68 x 102 75 x 112 Peso aprox.000 1. pontes rolantes.500 4.5 11.0 12.300 1.Corrente de Aço Forjado e Amarras até 3” c) Correntes Forjadas Tabela 8.0 8. como cargas e descargas de navios e caminhões.113 0. são testadas em máquinas de provas de acordo com a tabela acima e com o coeficiente 2.0 5.0 9.000 5. aprox. p/ as Correntes comuns Custos Comp. empreiteiros de construção e para todos os trabalhos onde se tornam necessários guindastes para remoção de material. dos Elos em mm.240 0. p/m Elos curtos kg 0.5 6.550 3.660 1.Figura 8.Tabela de Medidas e Pesos Aproximados Diâmetro em mm 2.000 As correntes calibradas têm as medidas exatas.160 0.500 5.680 0.000 2.novaPDF.0 4.050 1.0 Medidas ext.000 10.800 1.0 6.600 0.5 14.350 0.5 7.800 2. Segue tabela de cargas de trabalho Lingas de Correntes Tipo A Tipo B Tipo C Tipo D Tipo E 103 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.com) . ou seja.500 8.0 22.5 5.2 .200 Carga de segurança em kg -100 120 180 200 280 330 380 480 550 800 900 1.3 3.310 0.500 4.5 4.0 9.0 15.

750 12. Triplas.novaPDF.300 Dimensões Aproximadas Âng.000 3.200 19 3/4" 9.650 7. 120° kg 700 1. Kg 8 5/16” 500 9.6 1.60 Tabela 8.700 31. em Corrente de Aço forjado testadas.500 Educação Profissional 104 Created with novaPDF Printer (www.5 3/8” 850 12.Tabela 8.1/8” 20.100 6.200 2.8 1.2 7/8” 4.100 24.300 28.700 9.5 3/8” 2.200 14.900 8.000 12.7 1/2" 1. 60° Âng.7 1/2" 4.250 2.600 20.670 Lingas Duplas.700 6.700 5.9 5/8” 2.1/4” 26.400 11.1/8” 7.6 1.4 1’ 15.000 9.600 25.9 5/8” 6. Figura 8.800 11.58 Figura 8.com) .150 1.600 25.250 1.500 19 3/4" 3.2 7/8” 12.100 15.400 22.350 5.900 28.59 Figura 8.800 3.150 8.4 1” 5.1/4” 9.350 1.100 22..8 1. 90° kg kg kg 8 5/16” 1.4 Quadro de Cargas de Trabalho Lingas Duplas Bitolas da Corrente Cargas de Trabalho mm Polegadas Âng 45° Âng.500 15.Quadro de Cargas de Trabalho Bitola da Corrente Carga de Trabalho mm poleg. Quádruplas.100 15.900 15.3 . etc.500 31.200 19.200 3.

Com essa combinação tem-se a vantagem da durabilidade da corrente e da facilidade de substituir a cinta quando necessário. c) Corrente – cintas: As cintas são utilizadas principalmente no transporte de peças acabadas ou semi-acabadas onde a superfície não pode ser danificada. b) Corrente com encurtador – cabo: Quando o cabo é necessário para que se envolva a carga e precisa-se também de ajuste no comprimento da Linga. Fora à possibilidade de ajuste no comprimento da Linga usando garras de encurtamento. Se a carga será transportada por duas ou mais pernas em ângulo. facilitar o manuseio e também poupar a carga.com) . d) Corrente – laço sintético Assim como a cinta. deve-se contar com a capacidade de apenas duas. Para definir a carga aplicada na Linga deve-se saber:   Se a carga será transportada por uma ou mais pernas perpendiculares. Quando a carga não é aplicada igualmente sobre as pernas. maior a Linga a ser utilizada. menor a capacidade e. cinta e combinada) deve-se também definir o dimensional das mesmas. a) Cabo – corrente – cabo: Usa-se o cabo para passar por baixo da carga. CAPACIDADE DE CARGAS DAS LINGAS Após definir qual tipo de Linga que será utilizada (cabo. Quanto maior a angulação. pode-se somar as capacidades das mesmas. Educação Profissional 105 Created with novaPDF Printer (www. Quando a Linga forma um ângulo diminui a capacidade de cada perna. corrente. tabela ou etiqueta define a massa que pode ser elevada com a Linga. Princípios básicos:     Quando a carga á aplicada em uma ou mais pernas perpendiculares e a carga é aplicada de forma igual sobre as pernas. A carga deve ser transportada sem que a Linga seja sobrecarregada.novaPDF. A parte que envolve a carga é uma corrente de grau 8 o que. Em Lingas combinadas devemos atentar para que a plaqueta de identificação seja feita de acordo com a parte mais frágil da Linga. portanto. o laço sintético pode ser conjugado com a corrente e seus acessórios e manter a boa característica do laço que é a de poupar a carga de danos superficiais.LINGAS COMBINADAS Para a movimentação de cargas temos alternativas para melhorar a durabilidade. pois nestes casos normalmente ela está super dimensionada com relação aos outros materiais aplicados. usa-se esta combinação. no transporte de trefilados garante uma boa durabilidade e bons custos. Nunca considerar a carga pelo dimensional da corrente. A capacidade inscrita na plaqueta. Podemos conseguir isso combinando diversos materiais. por exemplo.

: Ângulos acima de 60° não são permitidos. nesses casos deve-se usar uma Linga onde uma perna suportaria toda a carga.novaPDF. entende-se o ângulo que se forma numa perpendicular a lateral da carga e linga. Quando uma carga é assimétrica seu centro de gravidade está deslocado e portanto uma perna é mais solicitada que a outra. Portanto.61 Com ângulos de trabalho acima de 60° a força aplicada em uma única perna. Ângulo maior que 60° Figura 8.com) .63 A carga pende para um lado por isso a angulação de trabalho das pernas é diferenciada. Com a utilização da tabelas de carga e o conhecimento dos ângulos pode-se sempre escolher a Linga correta. Educação Profissional 106 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8.Figura 8. Obs.62 ERRADO Ângulo de trabalho não permissível. excede o peso da carga em si. Como ângulo de trabalho.

5 . Cargas de Trabalhos dos Laços com Olhais Trançados Tipo T Figura 8.65 Educação Profissional 107 Created with novaPDF Printer (www. 2) Para dimensões diferentes dos olhais e outros diâmetros consultar o Fabricante.com) .CABO 6 x 25 FILLER + AF “CIMAX” FATOR DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) As cargas de trabalho dos Olhais Flamengo dobrados são baseados em diâmetros de curvatura mínimos de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo.64 Cargas de Trabalho do Olhal Flamengo Tipo C Tabela 8.Exemplo de Tabela Figura 8.novaPDF. deve-se aumentar o fator de segurança. Se esse diâmetro for menor.

3 – Outros acessórios .S.67 Educação Profissional 108 Created with novaPDF Printer (www. 2) As cargas de trabalho dos laços dobrados são baseadas em diâmetros de curvatura mínimos nos pontos de contato das cargas. Figura 8.6 .Tabela 8.CABO 6 X 47 AF (I.5.66 .0mm.com) .Sapatilhas protetoras tipo pesado Especialmente dimensionadas para evitar a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço. 8.novaPDF.P. Figura 8. de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo.) COEFICIENTE DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) Normalmente são fabricados laços com olhais trançados com cabos de diâmetro acima de 38.Sapatilhas compactas Normalmente utilizadas na fixação de cabos de aço de pontes rolantes ou guindastes.

: Podem ser encontrados com trava de segurança.novaPDF.. Podem ser aplicados em quaisquer dos conjuntos apresentados.Anéis tipo pêra Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho.70 . Evitam a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço. garantindo máxima segurança na sua utilização. Dimensionados para entrar diretamente no gancho da ponte rolante ou guindaste. Submetidos a uma carga de prova superior em 50% à sua carga de trabalho.68 .com) . Obs.71 109 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. Figura 8.69 . Proporcionam proteção de olhais padrões ou de dimensões especiais.Estribos protetores especiais Fabricados com materiais de alta resistência. podendo ainda ser reaproveitados na troca do superlaço. para maior segurança. Figura 8.Ganchos forjados com olhal Forjados em aço carbono. Figura 8.Anelões Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho.

Soquetes abertos Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetivado cabo de aço. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho. Ideais para fixação dos cabos de aço ou formação de olhais em cabos de aço para içamento de cargas. Podem ser fornecidas com pino rosqueado ou contrapinado.novaPDF.com) . Figura 8.75 110 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. tendo um canal redondo para o cabo poder deslizar. Figura 8.73 .72 .74 . Fácil colocação nos olhais dos superlaços ou fixação nas cargas a serem içadas. Figura 8.Ganchos corrediços Forjados em aço de alta resistência.Grampos pesados Grampos pesados. Figura 8. Fixam a carga evitando a deformação e o desgaste do cabo..Manilhas forjadas Forjadas em aço carbono.

novaPDF. Figura 8. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.80 Gancho – Gancho Educação Profissional 111 Created with novaPDF Printer (www.76 .78 Figura 8.Soquetes de cunha Utilizados para fixação de cabos de aço.79 Figura 8.79 Olhal – Olhal Figura 8.80 Figura 8. permitindo posterior regulagem do comprimento. Figura 8.Esticadores forjados Figura 8.81 Figura 8.77 .78 Gancho – Olhal Figura 8..Soquetes fechados Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetiva do cabo de aço.com) .82 Figura 8.

como exemplo.com) . sempre Lingas que comportam 1000Kg por perna.novaPDF. Quanto maior a angulação menor a capacidade de carga da Linga.81 Manilha – Olhal Figura 8.5.4 . A carga pode ser igual a capacidade de carga da perna. Figura 8. pois as forças resultantes são crescentes.82 Manilha – Manilha 8.Figura 8.83 A movimentação com Lingas de uma perna é mais simples.84 Educação Profissional 112 Created with novaPDF Printer (www.      Corrente 10mm grau 2 Cabo de aço 12mm Corda de polipropileno 24mm Corrente 8mm grau 5 Corrente 6mm grau 8 Devemos demonstrar com isto o quanto a carga pode pesar em cada modo de operação. A movimentação com Lingas de duas pernas.85 Figura 8.Modos de movimentação Para efeito de cálculos usa-se. Figura 8.

87 Linga em cesto perpendicular à carga pode ter o peso igual a capacidade de quatro pernas independentes somadas. Só pode ser usada quando não houver risco da carga escorregar. Deve-se consultar a tabela e ver qual o diâmetro e qual a angulação que se tem e posteriormente descontar 20% da capacidade de carga por causa do lançamento. por causa da força aplicada no lançamento.Figura 8. a menos que se tenha certeza de que as quatro pernas estejam igualmente carregadas. Mas isso somente se o diâmetro da peça for grande o suficiente e não houver cantos vivos.86 Figura 8. Figura 8. Dois laços em perpendicular.com) . portanto. Deve-se contar com apenas 80% da capacidade da carga. Educação Profissional 113 Created with novaPDF Printer (www.89 Cesto duplo com angulação: por causa da angulação não podemos contar com a capacidade de 4 pernas individuais (4x700kg). Quando temos Lingas de quatro pernas podemos apenas contar como se fossem três pernas.novaPDF.88 Figura 8. Dois laços com angulação: a carga está depositada em duas pernas.

90 Se utilizarmos uma Linga em cesto onde as extremidades estão presas a um único ele de sustentação onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. Educação Profissional 114 Created with novaPDF Printer (www. Devemos contar com 80% da capacidade da carga de suas pernas uma vez que ela trabalha dobrada sobre o gancho.novaPDF.com) .Figura 8. devemos contar também com apenas 80% da capacidade de suas pernas uma vez que ela sofre dobramentos no laço e no gancho. Podemos calcular com a capacidade de cada perna como cheia. Figura 8.91 Se utilizarmos uma Linga em cesto ou em laço devemos contar com apenas 80% de sua capacidade de carga por causa da dobra que é feita no laçamento. Figura 8. Figura 8.92 Se utilizarmos uma Linga em cesto sem fim onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva.93 Se utilizarmos uma Linga sem fim em laço.

se a carga só estará sendo suportada em uma das fixações superiores do Travessão..96 Figura 8. As cargas abaixo do Travessão devem ser presas de tal forma que não possam se dobrar e cair (carga ou peças individuais). pois quanto maior seu peso menor o peso que poderemos transportar.Em Travessões com dois pontos de fixação superior.95 Figura 8.97 . devido a limitação do meio de elevação. Educação Profissional 115 Created with novaPDF Printer (www.com) .novaPDF.94 Se utilizar Travessões e a carga não for alinhada em seu centro a carga pende e pode escorregar e cair. Figura 8.Movimentação com Travessões Com travessões pode-se fazer movimentações mesmo com pouca altura de elevação. Figura 8. as duas fixações superiores estão igualmente carregadas. evitando total ou parcialmente a angulação das pernas. as Lingas podem escorregar por baixo da carga. Figura 8. Movimentação com angulação invertida. Deve-se considerar como única desvantagem do Travessão o seu próprio peso.A carga está no centro.98 .

com segurança. Redução no diâmetro dos cabos. Desgastes localizados.INSPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS Devido à grande preocupação que é depositada em função da performance e confiabilidade dos cabos de aço e acessórios. Formação de saca rolhas. qualquer indício de deterioração que implique na perda da resistência original do cabo deve motivar uma inspeção do mesmo. Pernas esmagadas ou mordidas. Algumas irregularidades que pode ser encontrada nos cabos de aço são:            Arames partidos ou desgastados. estiver acima dos limites.com) .6 . Costuras inadequadas ou avariadas. Protuberância da alma. Educação Profissional 116 Created with novaPDF Printer (www. em função das condições de uso do cabo.3 .novaPDF.6. 8. Corrosão. Gaiola de passarinho. Quando não se possuir um histórico da vida útil. A avaliação da condição do cabo deve ser feita no trecho que apresenta a máxima deterioração e estendida a todo cabo. para uma avaliação das condições operacionais do cabo. 8. pelo órgão de inspeção responsável. Destrançamento da perna. Independentemente da periodicidade fixada. no trecho mais danificado.1 . Recomenda-se que o período sem inspeção não ultrapasse 25% da vida útil prevista para o cabo. as empresas e instituições procuram desenvolver métodos de controle das condições destes componentes com o objetivo de garantir uma operação segura para não haja danos materiais e acidentes de trabalho em uma atividade de transporte e içamento de cargas. 8.6.2 .Avaliação da inspeção Em função dos resultados obtidos na inspeção deve ser decidido se o cabo apresenta ou não a possibilidade de falha e sua taxa de deterioração é tal que permita a sua utilização. Dobra.Arames Partidos Deve-se substituir um cabo em serviço quando o número visível de arames rompidos.Periodicidade das inspeções A periodicidade das inspeções deve ser determinada.8. até a próxima inspeção.Condições específicas . o órgão de inspeção deve determinar este dado e utilizar a freqüência acima recomendada.6.

É necessário então realizar o procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. esta deformação se for severa pode transmitir uma oscilação durante a movimentação do cabo.Redução no diâmetro do cabo O cabo deve ser substituído quando houver uma redução de 10% no valor de seu diâmetro nominal devido a alterações estruturais tais como ruptura da alma de aço ou deterioração da alma de fibra ou desgaste abrasivo externo ou corrosão externa. esta região deve ser monitorada para avaliação de aumento de desgaste e ruptura de arames.Deformação do tipo saca-rolha Na deforma tipo saca-rolha o eixo do cabo assume a forma helicoidal. Apesar de não implicar a perda de resistência do cabo. É importante observar que não se admite costuras em cabos de aço para guindastes. deve ser adotado o critério fixado pela norma da empresa onde está instalado o equipamento. este defeito pode implicar em um aumento no desgaste e ruptura de arames. dobras puxadas para fora.99 . Esta deformação deve ser medida sem carga. . Caso seja observado destrançamento da perna.Quando houver um ou mais arames partidos em uma distância de 5 X D (diâmetro externo do cabo) de um acessório instalado (presilhas. Quando o valor da deformação em relação ao eixo do cabo for superior a 1/3 o seu diâmetro nominal. o cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade deve ser refeita para reajuste do passo. Educação Profissional 117 Created with novaPDF Printer (www.Inspeção das costuras A seção costurada do cabo deve ser eliminada e uma nova costura deve ser realizada se forem encontrados partidos ou gastos. pernas soltas. mordidas ou com folgas excessivas. corrosão com ruptura de outros arames não visíveis com facilidade.6. baleeiras e outros equipamentos que envolvem riscos operacionais.Inspeção das Pernas O cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade refeita sempre que forem encontradas pernas esmagadas. soquete ou outro acessório).novaPDF. achatadas. corrosão.4 . Qualquer evidência de arames partidos no interior do cabo indica uma condição anormal possivelmente devido à fadiga. acessórios danificados ou com desgaste excessivo. Após um longo tempo de serviço. no trecho de maior deformação. Figura 8. forração folgada e outros defeitos.com) . 8. O diâmetro deve ser medido como indica na figura abaixo: .

Outros defeitos É necessário substituir o cabo quando forem detectados os seguintes defeitos: gaiolas de passarinho. Como alternativa o cabo pode ser mantido em serviço desde que seja removido o trecho comprometido do mesmo. 118 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Antes de ser efetuada a lubrificação. através de ensaio radiográfico.Extremidade dos cabos Na inspeção das extremidades dos cabos que possuem terminais (soquetes abertos ou fechados.com) . presilhas e forjados) recomenda-se prever periodicamente. Corrosão severa determina a substituição do cabo. desgastes localizados e avarias por calor (queima por maçarico ou arco elétrico). A graxa de uso geral em cabos de aço deve ser de base asfáltica. dobras. 8.Lubrificação dos cabos.8 . Figura 8.5 .7 . protuberâncias no cabo ou na alma. avaliação do estado de corrosão internado cabo no soquete. aplicar nova película.5.6.104 Figura 8.5. deve ser realizada correta limpeza na superfície do cabo evitando o uso de produtos que contenham enxofre.novaPDF. É necessário verificar o estado de lubrificação do cabo. Para efetuar a inspeção correta é necessário utilizar procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos.101 Figura 8.105 8.103 Figura 8.6 – Corrosão Outra importante verificação é em relação ao estado de corrosão do cabo.100 Figura 8.5.8. Figura 8.102 8. e caso a película de lubrificante não esteja uniforme e contínua.

107 Figura 8.10 .5.Inspeções de Ganchos Os ganchos devem ser substituídos quando forem detectados um ou mais dos seguintes defeitos: Torção maior do que 10º Abertura de garganta 15% maior do que a abertura original Trincas Desgaste acentuado (maior que 10%) Nota: Para ganchos com haste deve ser verificada a liberdade de giro através do esforço manual.110 .desgaste ou abrasão (internos e externos) superior a 10% da seção original ou apresentarem um número de arames rompidos que ultrapassem ou limites estabelecidos.Inspeção em Manilhas Quaisquer deformações visuais apresentadas pela manilha ou pelo cavirão são causais para substituições.106 Figura 8.Inspeção eletromagnética Os cabos submetidos à inspeção eletromagnética devem ser substituídos quando apresentarem redução de seção reta metálica devido corrosão.109 Figura 8.Figura 8.9 .5. desgaste no cavirão e/ou no corpo igual ou superior a 10% do diâmetro do projeto devem ser substituídas. Educação Profissional 119 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. Figura 8.com) . 8.108 8.Inspeção em acessórios . Manilhas apresentando trincas.

trincas e deformações em qualquer região detectáveis por inspeção visual ou com líquido penetrante.111 Inspeção de Anéis Pêra Figura 1. Verificar também a existência de desgaste ou corrosão severa no conjunto.112 Os anéis devem ser substituídos quando forem detectados os seguintes defeitos: desgaste acima de 10% da sua dimensão original.113 .115 Educação Profissional Figura 8. Existência de trincas especialmente nos canais.novaPDF. Verificar se há marca no canal provocadas pelo cabo de aço. Figura 8. Folga existente entre a polia e eixo.114 Figura 8.Figura 8. Figura 8. As polias dos moitões e cadernais devem ser inspecionadas quanto aos seguintes itens:      Desgaste e/ou deformações no canal do flange. Caso ocorram estas marcas a polia deve ser usinada ou substituída por outra de maior dureza.116 120 Created with novaPDF Printer (www. Liberdade de giro da polia.com) . Deve ser verificada a fixação das placas laterais bem como deformações visíveis nas mesmas.Inspeção de Moitões e Cadernais Deve ser verificada a ferragem da cabeça do moitão e/ou cadernal (quando giratório) quando seu giro for por esforço manual.

antes de uma ruptura de um componente de maior valor agregado.1).1 – Exemplo de aplicação do acoplamento NOTA: Os acoplamentos que operam por atrito são chamados de embreagem (fricção) ou freios. mudança de rotação.1.2. 9.com) . Esses mecanismos recebem os nomes de embreagens e de freios. Subdividem-se em: Acoplamentos comandáveis transmitem força e movimento somente quando acionados. São mecanismos que operam segundo o princípio de atrito.1.9 .novaPDF.Funções dos acoplamentos São as principais funções de um acoplamento: .Compensar desalinhamentos: Para maioria das aplicações os acoplamentos devem ser capazes de tolerar certos valores de desalinhamentos entre eixos ligados. causando a parada da máquina. 9.1. Acoplamento Motor Máquina Figura 9.Acoplamentos comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada poderá ser interrompida. obedecendo a um comando. anular os efeitos deste sobre os componentes da transmissão.1– Definição São elementos de máquinas destinados a unir dois eixos e transmitir torque e rotação.CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9.1. Educação Profissional 121 Created with novaPDF Printer (www.Atuar como fusível da transmissão: Em casos de problemas operacionais que gerem cargas adicionais sobre a transmissão. .2. e assim. reversão e sobrecargas operacionais. isto é.2. além de atenuar os efeitos de vibrações geradas nas transmissões.ACOPLAMENTOS 9. .Unir dois eixos: Pode significar a união entre motor e máquina movida ou a união de eixos de grande comprimento. . Empregam-se os acoplamentos quando se deseja transmitir um momento de rotação (movimento de rotação e forças) de um eixo motor a outro elemento de máquina movido situado coaxialmente a ele (Figura 9. os acoplamentos podem romper-se.ELEMENTOS MECÂNICOS 9.Absorver choques e vibrações: Os acoplamentos modernos devem possuir a capacidade de absorver choques provocados pela partida.

motriz e comandada. Subdividem-se em: Não-comandáveis Rígidos Flexíveis Torcionalmente Rígidos Torcionalmente Elásticos De engrenagem De lamelas 122 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Comandáveis Comandados pela força aplicada Comandados pelo momento de torção Comandados pelo sentido de rotação Comandados mecanicamente Comandados hidráulica ou pneumaticamente 9. fazem a conexão entre árvores.novaPDF.As embreagens.Acoplamentos não-comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada é permanente. eletromagnéticos.2 . Elas mantêm as árvores. Os freios têm as funções de regular. hidráulicos. à mesma velocidade angular. existem os acoplamentos comandáveis manuais. também chamadas fricções. pneumáticos e os diretamente comandados pela máquina de trabalho.2. Segundo o tipo de comando.com) . reduzir ou parar o movimento dos corpos.

com) .2 – Exemplo de acoplamento rígido Os eixos dos acoplamentos rígidos devem ser alinhados precisamente. para evitar acidentes (Figura 9. Figura 9.2).Acoplamentos permanentes flexíveis Esses elementos são empregados para tornar mais suave à transmissão do movimento em árvores que tenham movimentos bruscos e quando não se pode garantir um perfeito alinhamento entre as árvores (Figura 128).. 9.3.1 . em forma elástica ou em forma articulada e elástica. axial e angular. pois estes elementos não conseguem compensar eventuais desalinhamentos ou flutuações.3 – Tipos de desalinhamento Os acoplamentos flexíveis são construídos em forma articulada.novaPDF. O ajuste dos alojamentos dos parafusos deve ser feito com as partes montadas para obter o melhor alinhamento possível. são torcionalmente elásticos. Não possuem qualquer flexibilidade.Acoplamento elástico de pinos Os elementos transmissores são pinos de aço com mangas de borracha (Figura 9. Educação Profissional 123 Created with novaPDF Printer (www.3 – TIPOS DE ACOPLAMENTOS FLEXÍVEIS 9.4). absorvem choques e vibrações protegendo as máquinas acopladas e não requerem lubrificação. . não absorvem choques e vibrações e não admitem desalinhamento radial.Acoplamentos permanentes rígidos Os mais empregados são os flanges e luvas de união que devem ser construídas de modo que não apresentem saliências ou que estas estejam totalmente cobertas. Figura 9. Compensam desalinhamento radial. axial e angular. são torcionalmente rígidos.

O conjunto está alojado em duas tampas providas de junta de encosto e de retentor junto ao cubo.7 – Acoplamentos elásticos de grade Educação Profissional 124 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.Figura 9.2 .3.5).7).4 .3.Acoplamento elástico de garras As garras. encaixam-se nas aberturas do contradisco e transmitem o momento de rotação (Figura 9.6 – Acoplamento elástico de garras 9.5 – Acoplamentos perflex 9.Acoplamento elástico de grade ou gaiola de aço Consiste de dois cubos providos de flanges ranhuradas onde está montada uma grade metálica elástica que liga os cubos. Figura 9.6).com) .3. Figura 9.4 – Acoplamento elástico de pinos 9. Figura 9.3 . constituídas por tacos de borracha.Acoplamento elástico perflex Os discos de acoplamento são unidos perifericamente por uma ligação de borracha apertada por anéis de pressão (Figura 9. Todo o espaço entre os cubos e as tampas é preenchido com graxa (Figura 9.

O formato dessas calhas permite que o plano de contato entre as esferas e as calhas divida.5 . o ângulo das árvores em duas partes iguais.8).10). 9.7 . A junta de articulação mais conhecida é a junta universal (ou junta cardan) empregada para transmitir grandes forças. usam-se duas juntas (Figura 9.Junta de articulação (não elástico) É usada para transmissão de momentos de torção em casos de árvores que formarão ângulo fixo ou variável durante o movimento. o que permite até 3º de desalinhamento angular.3.novaPDF. Para inclinações até 25º.Apesar de este acoplamento ser flexível.com) .3. sempre. São classificados como não elásticos. Educação Profissional 125 Created with novaPDF Printer (www.9).6 . Figura 9. Com apenas uma junta universal o ângulo entre as árvores não deve exceder a 15º. O anel dentado (peça transmissora do movimento) possui duas carreiras de dentes que são separadas por uma saliência central (Figura 9. Figura 9. as árvores devem ser bem alinhadas no ato de sua instalação para que não provoquem vibrações excessivas em serviços.Junta universal de velocidade constante (homocinética) Transmite velocidade constante e tem comando através de esferas de aço que se alojam em calhas.8 – Exemplos de acoplamentos de engrenagens e suas características 9.Acoplamento de engrenagens (não elástico) Os dentes possuem a forma ligeiramente curvada no sentido axial.9 – Junta cardan ou universal 9. Essa posição do plano de contato é que possibilita a transmissão constante da velocidade (Figura 9.3.

Sua capacidade de torque aumenta com o decréscimo do ângulo entre o cone e o eixo. 9.4 . 9.Embreagem cônica Possui duas superfícies de fricção cônicas. uma das quais pode ser revestida com um material de alto coeficiente de atrito.com) .Embreagem centrífuga É utilizada quando o engate de uma árvore motora deve ocorrer progressivamente e a uma rotação predeterminada.3 .4.Figura 9.1 .2 . Educação Profissional 126 Created with novaPDF Printer (www. Figura 9.11 Normalmente a força é fornecida por uma ou mais molas e a embreagem é desengatada por uma alavanca.12 A capacidade de torque de uma embreagem cônica é maior que a de uma embreagem de disco de mesmo diâmetro.4.novaPDF. Esse ângulo não deve ser inferior a 8º para evitar o emperramento.4.10 – Junta homocinética 9.Embreagem de disco Consiste em anéis planos apertados contra um disco feito de material com alto coeficiente de atrito. para evitar o escorregamento quando a potência é transmitida.EMBREAGENS 9. Figura 9.

4. Figura 9.Figura 9.4 . o acoplamento é aliviado e a alavanca. 9. presa entre duas placas de aço quando a embreagem está acionada. A ponta de árvore é centrada por uma bucha de deslizamento.13 Os pesos. por ação da força centrífuga.14 O disco de atrito é comprimido axialmente através do disco de compressão por meio das molas sobre o volante.5 . Com o deslocamento do anel de grafite para a esquerda. 9.com) . empurram as sapatas que.Embreagem de disco para auto-veículos Consiste em uma placa. completam a transmissão do torque. por sua vez. descomprime o disco através dos pinos. Educação Profissional 127 Created with novaPDF Printer (www.4.novaPDF. revestida com asbesto em ambos os lados. que se apoia sobre a cantoneira.Embreagem de disco para máquinas A cobertura e o cubo têm rasgos para a adaptação das lamelas de aço temperadas.

como granalhas de aço.16 Essa escoras estão dispostas de forma tal que.15 A compressão é feita pelo deslocamento da guia de engate.Figura 9. entrelaçam-se transmitindo o torque. No outro sentido. 9.4. Figura 9. em um sentido de giro.Embreagem seca É um tipo de embreagem centrífuga em que partículas de metal.7 .com) . A separação das lamelas é feita com o recuo da guia de engate por meio do molejo próprio das lamelas opostas e onduladas. Educação Profissional 128 Created with novaPDF Printer (www. são compactadas sob a ação de força centrífuga produzida pela rotação.novaPDF. as escoras se inclinam e a transmissão cessa. o pacote de lamelas.Embreagem de escoras Pequenas escoras estão situadas no interior do acoplamento fazendo a ligação entre as árvores. O ajuste posterior da força de atrito é feito através da regulagem do cubo posterior de apoio. assim. e as alavancas angulares comprimem.4.6 . 9.

Figura 9.17 As partículas estão contidas em um componente propulsor oco, dentro do qual está também um disco, ligado ao eixo acionado. A força centrífuga comprime as partículas contra o disco, acionando o conjunto.

9.4.8 - Embreagem de roda-livre ou unidirecional Cada rolete está localizado em um espaço em forma de cunha, entre as árvores interna e externa.

Figura 9.18 Em um sentido de giro, os roletes avançam e travam o conjunto impulsionando a árvore conduzida. No outro sentido, os roletes repousam na base da rampa e nenhum movimento é transmitido. A embreagem unidirecional é aplicada em transportadores inclinados como conexão para árvores, para travar o carro a fim de evitar um movimento indesejado para trás.

9.4.9 - Embreagem eletromagnética Neste tipo de embreagem, a árvore conduzida possui um flange com revestimento de atrito.

Figura 9.19 Uma armadura, em forma de disco, é impulsionada pela árvore motora e pode mover-se axialmente contra molas. Educação Profissional 129

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Uma bobina de campo, fixa ou livre para girar com a árvore conduzida, é energizada produzindo um campo magnético que aciona a embreagem. Uma característica importante da embreagem eletromagnética é poder ser comandada a distância por meio de cabo.

9.4.10 - Embreagem hidráulica Neste caso, as árvores, motora e movida, carregam impulsores com pás radiais.

Figura 9.20 Os espaços entre as pás são preenchidos com óleo, que circula nas pás quando a árvore motora gira. A roda na árvore motora atua como uma bomba, e a roda na árvore movida atua como uma turbina, de forma que a potência é transmitida, havendo sempre uma perda de velocidade devido ao escorregamento. A embreagem hidráulica tem aplicação em caixas de transmissão automática em veículos.

10 - FREIOS
São mecanismos que, para interromper um movimento, transformam energia cinética em calor. Podem ter acionamento manual, hidráulico, pneumático, eletromagnético ou automático. A seguir serão apresentados os principais tipos de freios.

10.1 - FREIO DE DUAS SAPATAS Neste caso, duas sapatas são mantidas em contato com o tambor através da ação de uma mola que o impede de rodar. Para liberar o tambor, aciona-se a alavanca de comando, que pode ser operada manualmente, por um solenóide ou por um cilindro pneumático. Esse tipo de freio é utilizado em elevadores.

Figura 10.1 130

Educação Profissional

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10.2 - FREIO A DISCO É um freio em que um ou dois blocos segmentares, de material de fricção, são forçados contra a superfície de um disco giratório.

Figura 10.2 Em automóveis, os blocos segmentares (ou pastilhas) são operados por pistões hidráulicos. Os freios a disco são menos propensos à fadiga (queda de eficiência operacional em função do tempo de utilização) que os freios a tambor.

10.3 - FREIO DE SAPATA E TAMBOR O detalhe característico deste freio é uma sapata (ou parte de uma alavanca), revestida com material de alto coeficiente de Mola Alavanca Sapatas blocos Disco giratório atrito, comprimida contra uma roda giratória (ou tambor) ligada ao órgão a frear.

Figura 10.3

10.4 - FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR É um freio em que duas sapatas curvas são forçadas para fora, contra o interior da borda de um tambor giratório.

Figura 10.4 Educação Profissional 131

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alguns dos elementos mais antigos e mais usados são as correias e as polias. pela ação da força centrífuga contra a ação de mola lamelares. As transmissões por correias e polias apresentam as seguintes vantagens: Educação Profissional 132 Created with novaPDF Printer (www. O freio atua por compressão axial dos discos.As sapatas são revestidas com material de atrito.6.POLIAS E CORREIAS Para transmitir potência de uma árvore à outra. Figura 10.5 .novaPDF. na parte interna de um tambor.com) . conhecido como lona de freio. 10. Figura 10.5 Os discos de aço giram em um eixo entalhado e os discos de atrito são fixados por pinos.FREIO CENTRÍFUGO É um freio onde as sapatas (revestidas com asbesto) atuam.FREIO MULTIDISCO Compõe-se de vários discos de atrito intercalados com disco de aço.6 A tensão da mola determina o instante de ação do freio. rebitado ou colado em sua superfície externa. 11 . 10.

com) . As polias. Educação Profissional 133 Created with novaPDF Printer (www.1 11. São flexíveis. com ou sem canais periféricos.1 – RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO (I) É a relação entre o número de voltas das polias (n) numa unidade de tempo e os seus diâmetros. As polias trapezoidais são conhecidas pelo nome de polias em “V” e são as mais utilizadas em máquinas. as polias e correias podem transferir e/ou transformar movimentos de um ponto para outro da máquina. As polias são classificadas em dois grupos: planas e trapezoidais. Quando em funcionamento. elevada resistência ao desgaste e funcionamento silencioso. Sempre haverá transferência de força. elásticas e adequadas para grandes distâncias entre centros. Onde: D1 = da polia menor D2 = da polia maior n1 = número de voltas por minuto (rpm) da polia menor n2 = rpm da polia maior Logo: 11. para funcionar.novaPDF. alto coeficiente de atrito. A velocidade periférica (V) é a mesma para as duas rodas.2 . Figura 11.  Possuem baixo custo inicial. acoplados a eixos motores e movidos por máquinas e equipamentos.POLIAS Polias são elementos mecânicos circulares. necessitam da presença de vínculos chamados correias.

quando em serviço.4 Educação Profissional 134 Created with novaPDF Printer (www. porém o desgaste da correia é maior.Transmissão por correia plana Essa maneira de transmissão de potência se dá por meio do atrito que pode ser simples.1. Figura 11. Figura 11.11. O deslizamento depende da carga.2 (D1 + D2). da velocidade periférica.3 A correia plana permite ainda a transmissão entre árvores não paralelas. ou múltiplo.2 A velocidade periférica da polia movida é.com) . do tamanho da superfície de atrito e do material da correia e das polias. na prática. No acionamento simples. A correia plana. quando existem polias intermediárias com diâmetros diferentes. a polia motora e a movida giram no mesmo sentido. desliza e portanto não transmite integralmente a potência.novaPDF. No acionamento cruzado as polias giram em sentidos contrários e permitem ângulo de abraçamento maiores.  a distância entre eixos não seja menor que 1. Figura 11. O tamanho da superfície de atrito é determinado pela largura da correia e pelo ângulo de abraçamento ou contato ( ) (figura acima) que deve ser o maior possível e calcula-se pela seguinte fórmula: Para obter um bom ângulo de abraçamento é necessário que:  a relação de transmissão i não ultrapasse 6:1. quando existe somente uma polia motora e uma polia movida (como na figura abaixo). sempre menor que a da polia motora.1.

A polia com superfície plana conserva melhor as correias e a polia com superfície abaulada guia melhor as correias.1.11.1. Educação Profissional 135 Created with novaPDF Printer (www.3.Formato da polia plana Segundo norma DIN 111.novaPDF. Quando a velocidade da correia supera 25m/s é necessário equilibrar estática e dinamicamente as polias (balanceamento). Figura 11.2.5 Figura 11.7 A tensão da correia pode ser controlada também pelo deslocamento do motor sobre guias ou por sistema basculante. Figura 11. é necessário aumentar o ângulo de abraçamento da polia menor.Tensionador ou esticador Quando a relação de transmissão supera 6:1.com) . Para isso. usa-se o rolo tensionador ou esticador. a superfície de contato da polia plana pode ser plana ou abaulada.6 11. O acabamento superficial deve ficar entre quatro e dez milésimos de milímetro (4 10 m). acionado por mola ou por peso.

11.1. Essa combinação produz uma correia com excelente flexibilidade. Figura 11. o pêlo de camelo.10 O emprego da correia em V é preferível ao da correia plana e possui as seguintes características:   Praticamente não tem deslizamento.Materiais para correia plana  Couro de boi Recebe emendas.8 Figura 11. Educação Profissional 136 Created with novaPDF Printer (www. o viscose. Tem por material base o algodão.  Permite uma boa proximidade entre eixos.  Material fibroso e sintéticos Não recebe emendas (correia sem-fim).com) .Figura 11. o perlon e o nylon. para polia de pequeno diâmetro. capas de transmitir grandes potências.  Material combinado. suporta bem os esforços e é bastante elásticas.9 11.4 . O limite é dado por p = D + 3/2h (D = diâmetro da polia maior e h = altura da correia). É feita de borracha revestida por lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para absorver as forças.5-Transmissão por correia em V A correia em V é inteiriça (sem-fim) fabricada com secção transversal em forma de trapézio.novaPDF. Relação de transmissão até 10:1.1. couro e sintéticos Essa correia possui a face interna feita de couro curtido ao cromo e a externa de material sintético (perlon). própria para forças sem oscilações.

diminuindo um dos valores abaixo e transformando o resultado em polegadas. típicos da correia emendada com grampos. por aproximação. Os perfis são normalizados e denominam-se formato A.6. triplica em relação à correia plana. B. A pressão nos flancos.11 Para especificação de correias.com) . medindo o comprimento externo da correia. C.     Partida com menor tensão prévia que a correia plana. 11. pode-se encontrar.1.Perfil e designação das correias em V A designação é feita por uma letra que representa o formato e por um número que é o perímetro médio da correia em polegada. D e E. 11.novaPDF. o número que vai ao lado da letra. Emprego de até doze correias numa mesma polia. Figura 11. Menor carga sobre os mancais que a correia plana. Elimina os ruídos e os choques.Perfil dos canais das polias As polias em V têm suas dimensões normalizadas e são feitas com ângulos diferentes conforme o tamanho. em consequência do efeito de cunha.1.7. suas dimensões são mostradas na figura a seguir. Dimensões normalizadas para polias em V: Educação Profissional 137 Created with novaPDF Printer (www.

o que anularia o efeito de cunha.8.1.novaPDF. A correia não deve ultrapassar a linha do diâmetro externo da polia e nem tocar no fundo do canal. 138 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. 11.Relação de transmissão (i) para correias e polias em V Uma vez que a velocidade (V) da correia é constante. a relação de transmissão está em função dos diâmetros das polias.com) .Figura 11.12 O perfil dos canais das polias em V deve ter as medidas corretas para que haja um alojamento adequado da correia no canal.

Figura 11.15 O perfil dos dentes pode ser trapezoidal ou semicircular.novaPDF. Para a especificação das polias e correias dentadas. O diâmetro nominal calcula-se pela fórmula: Figura 11. deve-se mencionar o comprimento da correia ou o número de sulcos da polia.’ Figura 11. são feitos com módulos 6 ou 10. A força se transmite através dos flancos dos dentes e pode chegar a 400N/cm2. metal leve ou ferro fundido em areia especial para precisão nas medidas em bom acabamento superficial.1. o passo dos dentes e a largura.com) . deve-se tomar o diâmetro nominal médio da polia (Dm) para os cálculos. As polias são fabricadas de metal sinterizado.9-Transmissão por correia dentada A correia dentada em união com a roda dentada correspondente permite uma transmissão de força sem deslizamento.14 11.13 Para as correias em V. As correias de qualidade têm no seu interior vários cordonéis helicoidais de aço ou de fibra de vidro que suportam a carga e impedem o alongamento. A relação de transmissão (i) é dada por: Educação Profissional 139 Created with novaPDF Printer (www. geralmente.

Não apresentar as bordas trincadas.1. Figura 11. Educação Profissional 140 Created with novaPDF Printer (www. Apresentar os canais livres de graxa. a polia deverá ser substituída para que a correia não venha a sofrer desgastes prematuros.Cuidados exigidos com polias em V As polias. exigem os seguintes cuidados:    Não apresentar desgastes nos canais.11. Nesse último caso.1.16 A verificação do dimensionamento dos canais das polias deve ser feita com o auxílio de um gabarito contendo o ângulo dos canais. Note que a correia não ultrapassa a linha do diâmetro externo da polia nem toca no fundo do canal. para fazer um bom alinhamento. À direita.Alinhamento de polias Além dos cuidados citados anteriormente. óleo ou tinta e corretamente dimensionados para receber as correias. para funcionarem adequadamente. É recomendável. À esquerda.17 11.com) .novaPDF. temos uma correia corretamente assentada no canal da polia.10 . as polias em “V” exigem alinhamento. Polias desalinhadas danificam rapidamente as correias e forçam os eixos aumentando o desgaste dos mancais e os próprios eixos. por causa do desgaste sofrido pelo canal. Observe as ilustrações seguintes. amassadas. Figura 11.11 . conforme mostra a figura. usar uma régua paralela fazendo-a tocar toda a superfície lateral das polias. a correia assenta-se no fundo. oxidadas ou com porosidade.

há quebra dos eixos ou desgaste rápido dos mancais. Além disso. A primeira recomendação para a manutenção das correias em “V” é mantê-las sempre limpas. por estarem lasseadas. Educação Profissional 141 Created with novaPDF Printer (www.18 11. até que se possa trocar todo o jogo. para que não provoquem danos nos mancais e eixos. As polias devem ter uma construção rigorosa quanto à concentricidade dos diâmetros externos e do furo. verificar a tensão. variando de fabricante para fabricante. Esse cuidado é necessário porque correias de marcas diferentes apresentam desempenhos diferentes.  Se uma correia do jogo romper. se necessário. e quanto ao balanceamento. pois nesse período as correias sofrem maiores esticamentos.com) . quando esticada demais.  Jogos de correias deverão ser montados com correias de uma mesma marca.Procedimentos em manutenção com correias e polias A correia é importante para a máquina. provoca a perda de velocidade e de eficiência da máquina. quanto à perpendicularidade entre as faces de apoio e os eixos dos flancos. Não é aconselhável usar correias novas junto às velhas. Os defeitos construtivos das polias também influem negativamente na posição de montagem do conjunto de transmissão.  Nas revisões de 100 horas. Influência dos defeitos das polias na posição de montagem do conjunto de transmissão. As velhas.  Nunca tentar remendar uma correia em “V” estragada.12. o desgaste que elas sofreram e o desgaste das polias. sobrecarregam as novas. Quando mal aplicada ou frouxa.Figura 11.  Tomar cuidado para que o protetor das correias nunca seja removido enquanto a máquina estiver em operação.1.novaPDF. devem ser observados os seguintes requisitos:  Nas primeiras 50 horas de serviço. é preferível trabalhar com uma correia a menos do que trocá-la por outra. verificar constantemente a tensão e ajustá-la.

deve-se recuar a polia móvel aproximando-a da fixa. Não se recomenda colocar correias forçando-as contra a lateral da polia ou usar qualquer tipo de ferramenta para forçá-la a entrar nos canais da polia. Esse procedimento facilitará a colocação da correia sem perigos de danificá-la.13.com) . pois se estiverem em lados opostos o tensionamento posterior não será uniforme. antes de tensioná-las.novaPDF.1.Colocação de correias Para colocar uma correia vinculando uma polia fixa a uma móvel. Esses procedimentos podem causar o rompimento das lonas e cordonéis das correias. deve-se girálas manualmente para que seus lados frouxos fiquem sempre para cima ou para baixo. Após montar as correias nos respectivos canais das polias e.11. Educação Profissional 142 Created with novaPDF Printer (www.

 Tensão alta: reduz a vida útil das correias e dos rolamentos dos eixos das polias.20 11. para verificar se uma correia está corretamente tensionada. Na prática.1.Figura 11.novaPDF.14 . sem que ocorra deslizamento. Figura 11.Proteção de sistemas Todo sistema que trabalha com transmissão de correias deve ser devidamente protegido para evitar acidentes.19 Figura 11. mesmo com picos de carga. ocasionando danos prematuros. Figura 11. bastará empurrá-la com o polegar.  Tensão baixa: provoca deslizamento e.21 11.1. conseqüentemente.15. produção de calor excessivo nas correias. Os tipos de proteção mais adequados são aqueles que permitem a passagem do ar para uma boa ventilação e dissipação do calor. Aconselha-se a colocação de telas ou grades de aço para essas proteções.Tensionamento de correias O tensionamento de correias exige a verificação dos seguintes parâmetros:  Tensão ideal: deve ser a mais baixa possível. de modo tal que ela se flexione aproximadamente entre 10 mm e 20 mm conforme ilustrado a seguir. Deve-se verificar periodicamente se as malhas das telas estão limpas e se as telas não estão em contato direto com o sistema.com) .22 Educação Profissional 143 Created with novaPDF Printer (www.

É. encurta-se a vida útil das correias. etc. substituindo trens de engrenagens intermediárias.11.1.com) . Figura 12. conforme comentários mostrados na ilustração. A transmissão de potência é feita através do engrenamento entre os dentes da engrenagem e os elos da corrente.novaPDF. Figura 12. óleo.16.Adição de cargas Um sistema de transmissão por correias deve ser calculado adequadamente.CORRENTES Um ou vários eixos podem ser acionados através de corrente. vapores. É necessário para o funcionamento desse conjunto de transmissão que as engrenagens estejam em um mesmo plano e os eixos paralelos entre si. não ocorre o deslizamento.1 A transmissão por corrente normalmente é utilizada quando não se podem usar correias por causa da umidade. Quando se adiciona carga ao sistema já existente.23 12. ainda. de muita utilidade para transmissões entre eixos próximos.2 Educação Profissional 144 Created with novaPDF Printer (www. Figura 11.

12. onde cada segunda tala pertence ao próximo elo da corrente.novaPDF.2.6 12.com) .1 . sobre cada pino articulado.1. formando corrente múltipla.TIPOS DE CORRENTES 12. em movimentação e sustentação de contrapeso e.Corrente de rolos É composta por elementos internos e externos. médio e pesado. podem ser montadas até 8 correntes em paralelo. Figura 12. sobre as buchas são.1 . Figura 12. várias talas dispostas uma ao lado da outra. é fabricada em tipo standard.4 Figura 12.5 Várias correntes podem ser ligadas em paralelo. Esta corrente é aplicada em transmissões. Educação Profissional 145 Created with novaPDF Printer (www. em transportadores.3 Figura 12. ainda.1. colocados rolos.Corrente de dentes Nesse tipo de corrente há. onde as talas são permanentemente ligadas através de pinos e buchas. com abas de adaptação.

É conhecida por “link chain”.3.com) . Figura 12.7 Figura 12.9 Dessa maneira. de elo a elo vizinho.1.Figura 12.10 Figura 12. É conhecida como corrente silenciosa (“silent chain”). Além disso. Esta corrente permite transmitir rotações superiores às permitidas nas correntes de rolos. pode ser usada em transmissões. o passo fica.novaPDF. mesmo com o desgaste.8 Figura 12. 12.11 Educação Profissional 146 Created with novaPDF Printer (www. podem ser construídas correntes bem largas e muito resistentes.Corrente de elos livres Esta é uma corrente especial usada para transportadores e. sendo apenas necessário suspendê-lo. Sua característica principal é a facilidade de retirar-se qualquer elo. igual. pois entre eles não há diferença. em alguns casos.

podendo ter um vergalhão transversal para esforço.1. os rolos e as buchas são repuxados de chapas de aço ou enrolados de fitas de aço.Corrente comum Conhecida também por cadeia de elos.14 O passo é igual à corda medida sobre o diâmetro primitivo desde o centro de um vão ao centro do vão consecutivo.13 12. Figura 12. Figura 12.4 . forma um sólido (bloco). transportadores e em uma infinidade de aplicações. o passo (p) e o diâmetro (d). separadamente. É usada em talhas manuais.12. Figura 12.Corrente de blocos É uma corrente parecida com a corrente de rolos. com seus elos. mas.novaPDF. cada par de rolos.5. possui os elos formados de vergalhões redondos soldados.1. É usada nos transportadores e os blocos formam base de apoio para os dispositivos usados para transporte.1.com) . porque a corrente se aplica sobre a roda em forma poligonal. Educação Profissional 147 Created with novaPDF Printer (www. os pinos são cortados de arames de aço.12 12. beneficiadas ou temperadas para aproximadamente 60 rockwell. Engrenagens para correntes As engrenagens para correntes têm como medidas principais o número de dentes (Z).6.Fabricação das correntes As talas são estampadas de fitas de aço. As peças prontas são.

instalação ou manutenção podem fazer com que as correntes apresentem vários defeitos. Educação Profissional 148 Created with novaPDF Printer (www.17 12.com) . O quadro a seguir mostra os principais defeitos apresentados pelas correntes e suas causas. as laterais dos dentes são afiladas e 10% mais estreitas que a corrente.novaPDF.15 O perfil dos dentes corresponde ao diâmetro dos rolos da corrente e para que haja facilidade no engrenamento. Figura 12.1.Figura 12. Os dentes são formados de tal modo que os rolos colocados entre eles tenham folga no flanco da frente e no flanco de trás.16 Algumas rodas possuem o perfil modificado para compensar o alargamento produzido pelo desgaste. Figura 12.Danos típicos das correntes Os erros de especificação.7.

Enxugar a corrente e mergulhá-la em óleo. 13. Inverter a corrente.12.EIXOS Eixos são elementos mecânicos utilizados para articular um ou mais elementos de máquinas. Medir o desgaste das rodas dentadas. Nunca colocar um elo novo no meio dos gastos. Medir ocasionalmente o aumento do passo causado pelo desgaste de pinos e buchas. os seguintes cuidados deverão ser tomados:           Lubrificar as correntes com óleo.1. Educação Profissional 149 Created with novaPDF Printer (www.CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS A maioria dos eixos é construída em aço com baixo e médio teor de carbono. Quando móveis. Armazenar a corrente coberta com uma camada de graxa e embrulhada em papel. banho ou jato.novaPDF. os eixos transmitem potência por meio movimento de rotação. Verificar periodicamente o alinhamento. lavá-la com querosene.Manutenção das correntes Para a perfeita manutenção das correntes. rolamentos materiais de vedação. Os eixos com médio teor de carbono exigem um tratamento térmico superficial. deixando escorrer o excesso. Para efetuar a limpeza da corrente. Não usar corrente nova em rodas dentadas velhas.1 . pois estarão em contato permanente com buchas. 13 . Existem eixos fabricados com aços-liga. por meio de gotas. altamente resistentes. para prolongar sua vida útil.8. de vez em quando.com) .

3 .Eixos cônicos Devem ser ajustados num componente que possua furo de encaixe cônico. Uma chaveta é utilizada para evitar a rotação relativa. A parte ajustável tem formato cônico e é firmemente fixada por meio de uma porca. Educação Profissional 150 Created with novaPDF Printer (www.Eixos maciços Apresentam a seção transversal circular e maciça.novaPDF. Figura 13. Figura 13. Figura 13.2 .1 . com degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles.2 13.CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS Quanto à seção transversal. roscados.2.com) . cônicos. vazados.13.2.3 13.1 13. 13.Eixos roscados Possuem algumas partes roscadas que podem receber porcas capazes de prenderem outros componentes ao conjunto. como os motores de aviões.2 . os eixos são circulares e podem ser maciços.4 .2.2.Eixos vazados São mais resistentes aos esforços de torção e flexão que os maciços. Suas extremidades são chanfradas para evitar o rebarbamento e suas arestas internas são arredondadas para evitar a concentração de esforços localizados. ranhurados ou flexíveis. Empregam-se esses eixos quando há necessidade de sistemas mais leves e resistentes.

2.5 13.7-Desmontagem de eixos A desmontagem de eixos é aparentemente simples e fácil.Eixos flexíveis Consistem em uma série de camadas de arame de aço enrolado alternadamente em sentidos opostos e apertado fortemente. parafusos.2.6.Figura 13. As ranhuras engrenam-se com os sulcos correspondentes das peças a serem montadas neles. 13.com) . e a união com o motor é feita com uma braçadeira especial munida de rosca.novaPDF. porém exige os seguintes cuidados: Verificar a existência de elementos de fixação (anéis elásticos. pinos de posicionamento e chavetas) e retirá-los antes de sacar o eixo.2. Educação Profissional 151 Created with novaPDF Printer (www. Figura 13.5 . Os eixos flexíveis são empregados para transmitir movimento a ferramentas portáteis que operam com grandes velocidades e com esforços não muito intensos.Eixos ranhurados Apresentam uma série de ranhuras longitudinais em torno de sua circunferência. O furo é construído para facilitar a desmontagem do eixo por meio de um dispositivo para sacá-lo. Verificar se existe. Os eixos ranhurados são utilizados quando é necessário transmitir grandes esforços. pinos cônicos. na face do eixo. O conjunto é protegido por meio de um tubo flexível.4 13. um furo com rosca.

 Pré-lubrificar todas as peças para que elas não sofram desgastes até o instante da chegada do lubrificante quando a máquina for posta para funcionar.6 Nunca bater com martelo na face do eixo.2. além de produzir danos no furo de centro. 13. Além desses fatores. especialmente se o eixo for muito comprido. Educação Profissional 152 Created with novaPDF Printer (www.  Colocar os retentores cuidadosamente para não provocar desgastes no eixo e vazamentos de lubrificante. As pancadas provocam encabeçamento. não deixando que o eixo passe pelo mancal.  Não permitir a presença de nenhum arranhão no eixo para não comprometer seu funcionamento e não provocar danos no mancal. retificadora cilíndrica e fresadora) entre pontas.com) . Figura 13. os seguintes cuidados deverão ser observados:  Efetuar limpeza absoluta do conjunto e do eixo para diminuir o desgaste por abrasão.novaPDF. Danos no furo de centro impedem posteriores usinagens. cuidando para não bater nas bordas do eixo. o eixo deverá ser guardado em local seguro para não sofrer empenamentos ou outros danos.Montagem de eixos A montagem de eixos exige atenção. onde seria fixado à máquina (torno.  Verificar se as tolerâncias das medidas do eixo estão corretas usando paquímetro ou micrômetro. recomenda-se usar um material protetor e macio como o cobre para receber as pancadas.  Não permitir a presença de nenhuma rebarba no eixo. organização e limpeza rigorosa.8.7 Se realmente for necessário bater no eixo para sacá-lo. Após a desmontagem.Figura 13.

13.2.9- Danos típicos sofridos pelos eixos Os eixos sofrem dois tipos de danos: quebra e desgaste. A quebra é causada por sobrecarga ou fadiga. A sobrecarga é o resultado de um trabalho realizado além da capacidade de resistência do eixo. A fadiga é a perda de resistência sofrida pelo material do eixo, devido às solicitações no decorrer do tempo. O desgaste de um eixo é causado pelos seguintes fatores:      Engripamento do rolamento; Óleo lubrificante contaminado; Excesso de tensão na correia, no caso de eixos-árvore acionados por correias; Perda de dureza por superaquecimento; Falta de lubrificante.

14 -TRAVAS
As uniões roscadas são submetidas a vibrações e podem soltar-se por essa razão. Para evitar isso, colocam-se travas e arruelas nas porcas ou parafusos. Existem dois tipos de travas:  Trava por fechamento de forma - é a mais segura e impede o afrouxamento da união.

Figura 14.1

Figura 14.2

Figura 14.3 Educação Profissional 153

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 Trava por fechamento de forças - esta trava estabelece uma força de compressão entre as peças, o que aumenta o atrito e dificulta o afrouxamento da união, mas não impede totalmente a soltura.

Figura 14.4

Figura 14.5

Figura 14.6

Figura 14.7

Figura 14.8

Figura 14.9

14.1 - CHAVETAS Chaveta é um corpo prismático que pode ter faces paralelas ou inclinadas, em função da grandeza do esforço e tipo de movimento que deve transmitir. É construída normalmente de aço. A união por chaveta é um tipo de união desmontável, que permite às árvores transmitirem seus movimentos a outros órgãos, tais como engrenagens e polias.

14.1.1- Classificação e características Chaveta de cunha (ABNT-PB-121) Empregada para unir elementos de máquinas que devem girar. Pode ser com cabeça ou sem cabeça, para facilitar sua montagem e desmontagem. Sua inclinação é de 1:100, o que permite um ajuste firme entre as partes.

Figura 14.10 Educação Profissional 154

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Figura 14.11

O princípio da transmissão é pela força de atrito entre as faces da chaveta e o fundo do rasgo dos elementos, devendo haver uma pequena folga nas laterais.

Figura 14.12 Havendo folga entre os diâmetros da árvore e do elemento movido, a inclinação da chaveta provocará na montagem uma determinada excentricidade, não sendo, portanto aconselhado o seu emprego em montagens precisas ou de alta rotação.

Figura 14.13 A figura a seguir mostra o modo de sacar a chaveta com cabeça.:

Figura 14.14 Educação Profissional 155

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14.1.2- Chaveta encaixada (DIN 141, 490 e 6883) É a chaveta mais comum e sua forma corresponde ao tipo mais simples de chaveta de cunha. Para facilitar seu emprego, o rasgo da árvore é sempre mais comprido que a chaveta. A mínimo = 2 . comprimento da chaveta

Figura 14.15

14.1.3 - Chaveta meia-cana (DIN 143 e 492) Sua base é côncava (com o mesmo raio do eixo). Sua inclinação é de 1:100, com ou sem cabeça. Não é necessário rasgo na árvore, pois transmite o movimento por efeito do atrito, de forma que, quando o esforço no elemento conduzido é muito grande, a chaveta desliza sobre a árvore.

Figura 14.16

14.1.4 - Chaveta plana (DIN 142 e 491) É similar a chaveta encaixada, tendo, porém, no lugar de um rasgo na árvore, um rebaixo plano. Sua inclinação é de 1:100 com ou sem cabeça. Seu emprego é reduzido, pois serve somente para a transmissão de pequenas forças.

Figura 14.17 14.1.5 - Chaveta tangencial (DIN 268 e 271) É formada por um par de cunhas com inclinação de 1:60 a 1:100 em cada rasgo. São sempre utilizadas duas chavetas e os rasgos são posicionados a 120º. Educação Profissional 156

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A designação tangencial é devido a sua posição em relação ao eixo. Por isso, e pelo posicionamento (uma contra a outra), é muito comum o seu emprego para transmissão de grandes forças, e nos casos em que o sentido de rotação se alterna.

Figura 14.17

Figura 14.18

14.1.6- Chaveta transversal Aplicada em uniões de órgãos que transmitem movimentos não só rotativos como também retilíneos alternativos. Quando é empregada em uniões permanentes, sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50. Se a união necessita de montagens e desmontagens frequentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15. Dupla (inclinação nos dois lados) Simples (inclinação em um lado)

Figura 14.19 14.1.7 - Chaveta paralela (DIN 269) É normalmente embutida e suas faces são paralelas, sem qualquer conicidade. O rasgo para o seu alojamento tem o seu comprimento. As chavetas embutidas nunca têm cabeça e sua precisão de ajuste é nas laterais, havendo uma pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e o fundo do rasgo elemento conduzido.

Figura 14.20 Educação Profissional 157

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A transmissão do movimento e das forças é feita pelo ajuste de suas faces laterais com as do rasgo da chaveta. A chaveta paralela varia quanto à forma de seus extremos (retos ou arredondados) e quanto à quantidade de elementos de fixação à árvore. Pelo fato de a chaveta paralela proporcionar um ajuste preciso na árvore não ocorre excentricidade, podendo, então, ser utilizada para rotações mais elevadas. É bastante usada nos casos em que o elemento conduzido é móvel.

Figura 14.21 14.1.8- Chaveta de disco ou meia-lua tipo woodruff (DIN 496 e 6888) É uma variante da chaveta paralela, porém recebe esse nome porque sua forma corresponde a um segmento circular. É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a montagem e se adaptar a conicidade do fundo do rasgo do elemento externo.

Figura 14.22

14.2 - ANEL ELÁSTICO É um elemento usado para impedir o deslocamento axial, posicionar ou limitar o curso de uma peça deslizante sobre um eixo. Conhecido também por anel de retenção, de trava ou de segurança. Deslocamento axial é o movimento no sentido longitudinal do eixo. Fabricado de aço para molas, tem a forma de anel incompleto, que se aloja em um canal circular construído conforme normalização.

14.2.1 - Tipos de anéis elásticos e aplicações Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 1000mm. Trabalha externamente - DIN 471.

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23 Aplicação: para furos com diâmetro entre 9.5 e 1000mm.novaPDF.com) . Trabalha externamente .26 Educação Profissional 159 Created with novaPDF Printer (www. Figura 14.DIN 6799.25 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 390mm para rolamentos. Figura 14.24 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 8 e 24mm. Trabalha internamente .Figura 14. Figura 14.DIN 472.

30 Os alojamentos para pinos devem ser calibrados com alargador que deve ser passado de uma só vez pelas suas peças a serem montadas.Anéis de secção circular . tolerâncias dimensionais. Figura 14.para pequenos esforços axiais. forma.28 Figura 14. oca ou maciça que serve para alinhamento.29 Os pinos se diferenciam por suas características de utilização. Figura 14.27 14. acabamento superficial. material e tratamento térmico.3 . 160 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Figura 14.PINOS É uma peça geralmente cilíndrica ou cônica. fixação e transmissão de potência.novaPDF.com) .

Figura 14. geralmente associado a parafusos e prisioneiros.3. revenido e retificado. estão sujeitos é o de cisalhamento. Quanto menor proximidade entre os pinos. Por isso os pinos com função de alinhar ou centrar devem estar a maior distância possível entre si.Pino cilíndrico paralelo Pino de ajuste (guia) temperado É feito de aço-prata ou similar e é temperado.novaPDF. para diminuir os esforços de corte. de modo geral.32 O principal esforço a que os pinos. Pode resistir a grandes esforços transversais e é usado em diversas montagens.com) . Educação Profissional 161 Created with novaPDF Printer (www. Figura 14.31 Esta calibragem é dispensada quando se usa pino estriado ou pino tubular partido (elástico).Figura 14.33 14.1. maior o risco de cisalhamento e menor a precisão no ajuste.

polias. com cabeça provida de ressalto para evitar o giro.3.Pino de união Tem funções secundárias como em dobradiças para caixas metálicas e móveis.35 Todos os pinos que apresentam furo ou rosca são usados como eixo para articulações ou para suportar rodas. 14. Figura 14. é temperado ou não e retificado. Figura 14.36 14.Pino de segurança É usado principalmente em máquinas-ferramentas como pino de cisalhamento. 14.3. com ponta roscada e cabeça. para que se use a broca com essa medida antes de calibrar com alargador. A precisão destes pinos é j6. liso com furo para cupilha.3.Figura 14.2.com) . m6 ou h8.novaPDF.Pino cônico Feito geralmente de aço-prata.3. isto é. Tem por diâmetro nominal o diâmetro menor.34 Pode ser liso. em caso de sobrecarga esse pino se rompe para que não quebre um componente de maior importância. com cabeça e furo para cupilha.4. Figura 14.37 Existem pinos cônicos com extremidade roscada a fim de mantê-los fixos em casos de vibrações ou sacá-los em furos cegos. etc. cabos. Educação Profissional 162 Created with novaPDF Printer (www.

5. a fenda permanece aberta e elástica gerando o aperto. Este elemento tem grande emprego como pino de fixação.Pino estriado A superfície externa do pino estriado apresenta três entalhes e respectivos rebordos.3.com) .39 Figura 14. Seu uso dispensa o furo alargado.38 Figura 14.novaPDF.Pino tubular fendido Também conhecido como pino elástico. O uso destes pinos dispensa o acabamento e a precisão do furo alargado.42 14. Quando introduzido. além do que é possível compensar eventual desgaste ou alargamento do furo.41 Figura 14. Figura 14. Educação Profissional 163 Created with novaPDF Printer (www. 14.3. é fabricado de fita de aço para mola enrolada.40 O pino cônico tem largo emprego na construção de máquinas. pois permite muitas desmontagens sem prejudicar o alinhamento dos componentes. A forma e o comprimento do entalhes determinam os tipos de pinos.6. pino de ajuste e pino de segurança.Figura 14.

com) . com fenda ondulada cujos cantos estão opostos entre si. Isto proporciona uma força de ajuste maior em relação ao pino elástico comum. A tabela 1 demonstra as vantagens dos mancais de rolamentos sobre os de deslizamento.novaPDF. Tabela 15.Figura 14.44 Figura 14. tratamento e acabamento.1 – Vantagens dos rolamentos sobre os mancais de deslizamento Educação Profissional 164 Created with novaPDF Printer (www.47 Nota:Um pino qualquer ao se quebrar deve ser substituído por outro com as mesmas características de forma.45 Há um pino elástico especial chamado Connex. Figura 14. material.3.46 14. A cupilha é usada principalmente para travar porcas-castelo.43 Figura 14. Seu funcionamento baseia-se no principio do atrito de deslizamento ou de rolamento. Figura 14.Cupilha ou contrapino Trata-se de um arame de secção semicircular dobrado de tal forma a obter-se um corpo cilíndrico e uma cabeça.7. 15 .MANCAIS São elementos de máquinas destinados a apoiar e condicionar o movimento de eixos e outros componentes.

b) Axiais .2). os rolamentos podem ser: a) Radiais . é necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa (Figura 15. Sua capacidade de ajustagem angular é limitada. 15. 15. O anel externo (capa) é fixado na peça ou na caixa e o anel interno é fixado diretamente ao eixo. Figura 15. encontrados nos mancais de deslizamento.1).Tipos de rolamentos Diversos tipos de rolamentos foram desenvolvidos ao longo dos anos agregando várias tecnologias.1.MANCAIS DE ROLAMENTO Quando se buscou diminuir sensivelmente os problemas de atrito de resistência à alta velocidade. por conseguinte.2 .não podem ser submetidos a cargas radiais. Os rolamentos são simplesmente rolamentos de máquinas constituídos por dois anéis de aço separados por uma ou mais fileiras de esferas ou rolos (Figura 15.suportam tanto carga axial quanto radial. chegaram-se-se aos mancais de rolamento ou simplesmente rolamentos.2 – Rolamento rígido de esferas Educação Profissional 165 Created with novaPDF Printer (www.1 .1 .15.1.Classificação dos rolamentos Quanto ao tipo de carga que suportam. Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas.1 – Estrutura de um rolamento de esferas Essas esferas ou rolos são mantidos eqüidistantes por meio do separador ou gaiola a fim de distribuir os esforços e manter concêntricos os anéis. c) Mistos .com) . destacamos alguns tipos: . Figura 15.suportam cargas radiais e leves cargas axiais.novaPDF.Rolamento rígido de uma carreira de esferas: É o mais comum dos rolamentos.

6 – Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos Educação Profissional 166 Created with novaPDF Printer (www.Rolamento autocompensador de esferas: É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no anel externo. portanto. Figura 15. ou seja. compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15.com) .novaPDF. deve sempre ser montado contraposto a um outro rolamento que possa receber a carga axial no sentido contrário (Figura 15.Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas: Admite cargas axiais somente em um sentido. Figura 15.3).Rolamento de rolo cilíndrico: É apropriado para cargas radiais elevadas e seus componentes são separáveis. Figura 15.4).5).Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos: Seu emprego é particularmente indicado para construções em que se exige uma grande capacidade de suportar carga radial e a compensação de falhas de alinhamento (Figura 15.6).5 – Rolamento de rola cilíndrico ..3 – Rolamento de esferas de contato angular . o que facilita a montagem e desmontagem (Figura 15.4 – Rolamento autocompensador de esferas . Figura 15. o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular.

não podem ser submetidos a cargas radiais.9 – Rolamento axial de esfera Educação Profissional 167 Created with novaPDF Printer (www.8 – Rolamento de rolos cônicos .Rolamento de rolos cônicos: Além de cargas radiais.. Os rolos são de grande diâmetro e comprimento. O anel interno e o externo podem ser montados separadamente. Para que as esferas sejam guiadas firmemente em suas pistas. de modo geral torna-se necessário montar os anéis aos pares.Rolamento axial de esfera: Ambos os tipos de rolamento axial de esfera (escora simples e escora dupla) admitem elevadas cargas axiais. Figura 15. os rolamentos de rolos cônicos também suportam cargas axiais em um sentido. Figura 15. existe uma distribuição uniforme de carga (Figura 15.novaPDF.8).9).7 – Rolamento autocompensador de rolos . porém. é necessária a atuação permanente de uma determinada carga axial mínima (Figura 15. Como só admitem cargas axiais em um sentido.com) . Figura 15. um contra o outro (Figura 15.Rolamento autocompensador com duas carreiras de rolos: É um rolamento para os mais pesados serviços. Os anéis são separáveis. Devido ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas.7).

sempre em maquinaria pesada.com) . geralmente em máquinas pequenas. compensando possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15.Série de rolamentos que é razoavelmente usada industrialmente.Designação dos rolamentos Os mancais de rolamentos têm designações alfanuméricas que auxiliam na sua identificação e padronização.1.. Por esta norma.novaPDF.Série de rolamentos mais usada industrialmente esta é a série de maior importância prática. A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento a propriedade de alinhamento angular.11 – Rolamento de agulhas 15.Rolamento axial autocompensador de rolos: Possui grande capacidade de carga axial e.    Educação Profissional 168 Created with novaPDF Printer (www. d  500 mm . Figura 15.Rolamento de agulhas: Possui uma secção transversal muito fina. também pode suportar consideráveis cargas radiais. A Norma mais utilizada é a ISO.11).10 – Rolamento axial autocompensador de rolos . em função do pequeno diâmetro interno.3 . 10  d < 20 mm . em comparação com os rolamentos de rolos comuns. 20  d < 500 mm .Série de rolamentos razoavelmente usada industrialmente.10). Figura 15. conforme se observa no resumo apresentado abaixo:  0 < d < 10 mm – Série de rolamentos pouco usada. É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado (Figura 15. a designação é construída de acordo com a variação do diâmetro interno do rolamento (d). devido à disposição inclinada dos rolos.

.diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. axiais. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY . H – altura de rol.. este apresenta o seguinte esquema XXY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY . cônicos. YY YY … = 04  d = 20 mm = 05  d = 25 mm = 06  d = 30 mm = 50  d = 250 mm = 51  d = 255 mm YY YY YY YY = 00 = 01 = 02 = 03     d = 10 mm d = 12 mm d = 15 mm d = 17 mm Valores para o diâmetro interno [d] Y = 1  d = 1 mm Y = 2  d = 2 mm Y = 3  d = 3 mm .Tipos de Rolamentos e Suas Dimensões Padronizadas D – diâmetro externo. d – diâmetro interno.diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. T – largura de rol.novaPDF. B – largura de rolamentos radiais.. Y = 8  d = 8 mm Y = 9  d = 9 mm 10  d < 20 mm 20  d < 500 mm Educação Profissional 169 Created with novaPDF Printer (www. Radial Cônico Axiais Esquema comum de designações para rolamentos Variação do diâmetro interno [d] Esquema de Designação (Norma ISO) X X X / Y 0 < d < 10 mm Onde: XXX – série do rolamento Y .d/5 YY YY YY ..com) .

Observação 2: Quando algum número é omitido na série do rolamento. Principais séries de rolamentos para indústria Tipo de Rolamento Série YY = 95  d = 475 mm YY = 96  d = 480 mm YYY = 500  d = 500 mm YYY = 643  d = 643 mm YYY = 750  d = 750 mm … YYYY = 1000  d = 1000 mm YYYY = 1500  d = 1500 mm Série do tipo 6 6 6 6 6 6 6 6 6 16 6 16 6 6 NU NU NU NU NU NU NJ NJ NJ NJ NJ NUP NUP Série de Largura (1) (1) (1) (0) (0) (0) 2 (0) 2 (0) 3 (0) 1 1 1 (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 Rolamentos rígidos ou fixos de uma carreira de esferas Rolamentos de uma carreira de rolos cilíndricos 68 69 60 62 63 64 623 63 622 161 630 160 619 618 NU10 NU2 NU22 NU3 NU23 NU4 NJ2 NJ22 NJ3 NJ23 NJ4 NUP2 NUP22 Série do diam. externo 8 9 0 2 3 4 3 3 2 1 0 0 9 8 0 2 2 3 3 4 2 2 3 3 4 2 2 170 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.. d  500 mm Onde: XXX – série do rolamento YYY.novaPDF.....diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X / YYY. .com) .Observação 1: d/5 = diâmetro interno dividido por 5. este apresenta o seguinte esquema XX/YYY.

NUP3 NUP23 NUP4 N10 N2 N3 N4 NF2 NF3 NF4

NUP NUP NUP N N N N NF NF NF

(0) 2 (0) 1 (0) (0) (0) (0) (0) (0)

3 3 4 0 2 3 4 2 3 4

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo NA NA NA NA HK BK 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 2

Série de Largura 4 4 5 6 não há não há 2 2 3 3 0 2 3 0 2 3 3 4 3 4 2 3 1 2 1 1 1 1 2 2 2 3 3 3 9

Rolamentos radiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

NA48(NSK) NA49(NSK) NA59(NSK) NA69(NSK) HK(SKF) BK(SKF) 329 320 330 331 302 322 332 303 323 230 239 240 231 241 222 232 213 223 511 512 513 514 522 523 524 532 533 534 292

Série do diam. externo 8 9 9 9 não há não há 9 0 0 1 2 2 2 3 3 0 9 0 1 1 2 2 3 3 1 2 3 4 2 3 4 2 3 4 2 171

Rolamentos de rolos cônicos

Rolamentos autocompensadores de rolos

Rolamentos axiais de esferas ou escora simples

Rolamentos axiais

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autocompensadores de rolos

Rolamentos autocompensadores de esferas

293 294 10 12 13 22 23 112

2 2 1 1 1 2 2 1

9 9 (1) (0) (0) (2) (2) 1

3 4 0 2 3 2 3 2

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo 7 7 7 7 (0) (0) 4 4 5 5 5 5 5 5 QJ QJ NNU NNU AXK

Série de Largura (1) (1) (0) (0) 3 3 (2) (2) 4 2 4 2 4 2 (0) (0) 4 3 Não há

Rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular

Rolamentos de duas carreiras de esferas de contato angular Rolamentos rígidos ou fixos de duas carreiras de esferas Rolamentos axiais de duas carreiras de esferas ou escora dupla

Rolamentos de Rolamentos de quatro pontos de contato Rolamentos de duas carreiras de rolos cilíndricos Rolamentos axiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

79 70 72 73 33 32 43 42 544 524 543 523 542 522 QJ3 QJ2 NNU49 NN30 AXK

Série do diam. externo 9 0 2 3 3 2 3 2 4 4 3 3 2 2 3 2 9 0 Não há

OBSERVAÇÕES: há alguns casos particulares em que a norma ISO não é aplicada por algum fabricante Tipo de Rolamento Esquema de Designação Z X X Y Y Rolamento radial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rol. de agulhas, se for igual a HK é um rolamento sem fundo, se for BK é um rolamento com fundo; Educação Profissional Exemplo Designação - BK 1012 Rolamento radial de agulhas, com fundo, diâmetro interno de 10 mm e largura 12 mm.

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XX - diâmetro interno YY - largura do rolamento.

Z X X Y Y Rolamento axial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rolamento, neste caso AXK. XX - diâmetro interno YY - diâmetro externo.

Designação - AXK 1730 Rolamento axial de agulhas, diâmetro interno de 17 mm e diâmetro externo 30 mm.

15.2 - MANCAIS DE DESLIZAMENTO São conjuntos destinados a suportar as solicitações de peso e rotação de eixos e árvores. Os mancais estão submetidos ao atrito de deslizamento que é o principal fator a considerar para sua utilização.

15.2.1 - Classificação dos mancais Pelo sentido das forças que suportam, os mancais classificam-se em: axiais (Figura 15.12), radiais (Figura 15.13) e mistos (Figura 15.14).

Figura 15.12 – Mancal axial

Figura 15.13 – Mancal radial

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2. Suporta esforços radiais (Figura 15. A bucha pode ser dispensada em casos de pequena solicitação.2. em sua maioria.15 – Detalhes construtivos de um mancal axial . sendo importante em sua consecução os entalhes para lubrificação (Figura 15.3 – Tipos de mancais de deslizamento . Figura 15.14 – Mancal misto 15.16 – Detalhes construtivos de um mancal radial inteiriço Educação Profissional 174 Created with novaPDF Printer (www.Figura 15.15). são constituídos por uma carcaça e uma bucha.Mancal axial: Feito de ferro fundido ou aço tem como fator principal à forma da superfície que deve permitir uma excelente lubrificação. Podem ser construídos para girar em sentido único ou em duplo sentido.16).Mancal inteiriço: Feito geralmente de ferro fundido e empregado como mancal auxiliar embuchado ou não.novaPDF. 15.Formas construtivas dos mancais Os mancais.com) . Figura 15.2 .

2. ligas de alumínio. A bucha tem sempre forma que permite reajuste radial. Os sinterizados são autolubrificantes por serem mergulhados em óleo quente após sua fabricação. para facilitar a acomodação à forma do eixo.4 .novaPDF. e) Resistência à compressão. b) Baixa resistência ao cisalhamento. Empregado para exigências médias (Figura 15.17). f) Boa condutibilidade térmica.18). g) Coeficiente de dilatação semelhante ao do aço.17 – Detalhes construtivos de um mancal radial ajustável . à fadiga. para facilitar o alisamento da superfície. metal antifricção. Figura 15. Figura 15. bronze ao chumbo.. Este processo faz com que o óleo fique retido na porosidade do material e com o calor do trabalho venha à superfície cumprir sua função.Materiais para buchas Os materiais para buchas devem ter as seguintes propriedades: a) Baixo módulo de elasticidade. Os materiais mais usados são: bronze fosforoso. c) Baixa soldabilidade ao aço. para efeito de limpar a película lubrificante.com) . para evitar defeitos e cortes na superfície. Educação Profissional 175 Created with novaPDF Printer (www.18 – Detalhes construtivos de um mancal radial bipartido 15. materiais plásticos como o náilon e o politetrafluretileno (teflon).Mancal ajustável: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado. ligas de cobre sinterizado com adição de chumbo ou estanho ou grafite em pó. Empregado geralmente em tornos e máquinas que devem funcionar com folga constante (Figura 15.Mancal reto bipartido: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado com buchas de bronze ou casquilhos de metal antifricção. à temperatura de trabalho e à corrosão. d) Boa capacidade de absorver corpos estranhos. latão.

possuem uma enorme gama de medidas para cada tipo de vedador. a desgaste e a envelhecimento.2 – Tipos de vedadores Existe uma grande variedade de vedadores. O desempenho do elemento de vedação depende de sua capacidade de preencher os espaços entre as peças envolvidas. Em função da solicitação as vedações são feitas em diversos formatos e diferentes materiais.1.ELEMENTOS DE VEDAÇÃO 16. b) Vedação dinâmica.16 . a calor.1). As partes a serem vedadas podem estar em repouso ou movimento. e a entrada de sujeira ou pó. a) Vedação estática: Não existe movimento considerado entre as parte envolvidas (Figura 16. uma vez que são desenvolvidos para atender aos mais variados projetos de máquinas.1 . Figura 16.2). Uma vedação deve resistir a meios químicos. São fabricadas a partir de vários materiais escolhidos de acordo com o produto a ser vedado e o meio externo de Educação Profissional 176 Created with novaPDF Printer (www. 16.1 – Exemplo de vedação estática b) Vedação dinâmica: Existe movimento de qualquer das partes com o elemento de vedação (Figura 16.Classificação dos elementos de vedação a) Vedação estática. Além disso. a pressão. São genericamente conhecidas como juntas.2 – Exemplo de vedação dinâmica 16. retentores.1 – VEDADORES São elementos destinados a proteger máquinas ou equipamentos contra a saída de líquidos e gases.1. gaxetas e guarnições.novaPDF. Figura 16. Juntas: Exercem a vedação de forma estática nas máquinas e equipamentos.com) .

como auxiliares nas vedações com guarnições de papelão ou cortiça. Educação Profissional 177 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. e tipos semi-sectivos que mantêm a elasticidade para compensar a dilatação. acabamento das superfícies a vedar. Teflon. Poliuretano estão sendo cada vez mais utilizados pela sua capacidade de vedação e resistência à deterioração (Figura 16. Existem tipos que se erigissem e são usados para alta pressão.3 – Junta de papelão hidráulico Juntas de borracha: Fabricadas em borracha natural ou sintética (Figura 16. alumínio cobre latão ou ligas são muito utilizadas na mecânica.6).4).5).trabalho.com) .5 – Exemplos de juntas de plástico (Teflon) Juntas metálicas: Fabricadas em aço.4 – Exemplo de juntas de borracha Juntas de plástico: Especialmente os polímeros do tipo Nylon. especialmente em aplicações sob altas temperaturas. também.3). Empregados. A ordem de aperto dos parafusos tem de ser respeitada para uniformizar a massa (Figura 16. além de outros fatores como pressão interna do produto a vedar. entre outros.  Junta plástica ou veda junta .são produtos químicos em pasta usados em superfícies rústicas ou irregulares. Figura 16. Figura 16. Figura 16. Exemplos de juntas: Papelão hidráulico: Fabricado a partir de amianto ou não amianto com borrachas e ligantes (Figura 16.

novaPDF.Figura 16. também apresentam um anel de arame ou mola helicoidal para manter a tensão ao vedar (Figura 16.6 – Aplicação de junta plástica Anel tipo “0” de borracha e secção circular .8 – Exemplos de tipos anel “O” Retentor .8). tem perfil labial e veda principalmente peças móveis. motores de combustão interna. entre outras (Figura 16. Figura 16. Figura 16.com) . tais como vedações em componentes hidráulicos e pneumáticos.9 – Exemplos de vedação com retentores Educação Profissional 178 Created with novaPDF Printer (www. Podem ser usados para vedação elástica ou dinâmica (Figura 16. Alguns tipos possuem uma carcaça metálica para ajuste no alojamento.9). É um dos elementos de vedação mais comum.7 – Exemplos de aplicações dos anéis tipo “O” Figura 16.usados em diversas aplicações. válvulas em geral.é feito de borracha ou couro.7).

10 – Aplicação da gaxeta Figura 16. As gaxetas são fabricadas em forma de corda.11 – Confecção das gaxetas Selo mecânico: É um vedador de precisão que utiliza princípios hidráulicos para reter os fluídos.12). Figura 16.11). para serem recortadas. A vedação exercida pelo selo mecânico se processa em dois momentos: a vedação principal e a secundária (Figura 16.10).novaPDF. ou em anéis já prontos para a montagem (Figura 16.com) . São utilizadas principalmente em bombas centrífugas e válvulas (Figura 16.Gaxetas: São conhecidos por gaxeta os elementos vedantes que permitem ajustes à medida que a eficácia da vedação vai diminuindo. Educação Profissional 179 Created with novaPDF Printer (www.

indústria da construção (bomba de submersão). f) Carvão. usinas termoelétricas e nucleares. isto é. indústria têxtil (bombas de tintura). indústria de bebidas (fabricação de cerveja). e) Kalrez. Os principais fatores que prejudicam o bom funcionamento do selo são a alta temperatura e os abrasivos. construção naval (bomba principal de refrigeração por água do mar). substitui-se o atrito sólido pelo atrito fluído. O selo mecânico é usado em equipamentos de grande importância como aqueles usados em refinarias (bombas de transporte). indústria química (bombas padronizadas). b) Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha. para evitar que isso aconteça. f) Permite operar com segurança fluídos tóxicos. Os materiais empregados na fabricação dos componentes de um selo mecânico são: a) Viton.12 – Aplicação do selo mecânico Vantagens do selo mecânico: a) Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de vedação.Figura 16. c) A vazão ou fuga do produto em operação é mínima ou invisível. d) Grafoil. com a finalidade de penetrar por entre as faces seladoras e mantê-las afastadas uma da outra. reduz a perda de potência da bomba. tratamento de água e esgoto (bombas de lama bruta). b) Teflon.com) . d) Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão normais do eixo rotativo. em que o líquido tem a função de lubrificar e refrigerar o selo.novaPDF. faz-se circular um líquido adequado pela caixa de gaxeta. conseqüentemente. A alta temperatura deve ser mantida dentro de uma faixa tolerável e os abrasivos Educação Profissional 180 Created with novaPDF Printer (www. e) Reduz o tempo de manutenção. c) Buna Nitrílica. Funcionamento do selo mecânico: A grande quantidade de calor gerada nas faces seladoras devido ao atrito entre as superfícies pode dar origem à falhas e desgastes do selo. corrosivos ou inflamáveis. energia (bombas de climatização de caldeira).

a especificação completa de um parafuso e sua porca engloba os mesmos itens cobertos pelo projeto de um elemento de máquina. b) Refrigeração da sede do selo. Figura 17. sextavada. g) Selo duplo. 181 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.com) . PORCAS E ARRUELAS. Por sua importância. c) Lubrificação das faces seladoras. quadrada ou redonda (Figura 17.Dimensão dos parafusos As dimensões principais dos parafusos são:     Diâmetro externo ou maior da rosca.PARAFUSOS O parafuso é formado por um corpo cilíndrico roscado e por uma cabeça que pode ser hexagonal.novaPDF. tolerâncias. d) Lavagem ou circulação. tratamento térmico. 17 . afastamentos e acabamento. Os sistemas auxiliares mais usados para diminuir ou evitar os problemas de funcionamento do selo são: a) Refrigeração da caixa de selagem. Isto é conseguido por meio de “sistemas auxiliares”. 17. ou seja: material. porcas e arruelas são peças metálicas de vital importância na união e fixação dos mais diversos elementos de máquina.1 . e) Recirculação com anel bombeador. Comprimento do corpo. h) Suspiro e dreno.1.PARAFUSOS.1 . dimensionamento.1 – Parafusos com cabeça sextavada e quadrada 17.1). f) Abafamento. Parafusos.devem ficar afastados da película lubrificante formada entre as faces seladoras. Comprimento da rosca. Altura da cabeça.

esta pode ser substituída por um furo com rosca em uma das peças. Educação Profissional 182 Created with novaPDF Printer (www. Prisioneiro.com) .7 e 17.2 – fixação com parafuso Figura 17. . o parafuso com porca é chamado passante (Figura 17. O comprimento do parafuso refere-se ao comprimento do corpo. Nesse caso.novaPDF. a união entre as peças é feita com o auxílio de porcas e arruelas. Os parafusos podem ter rosca (Figura 17.Tipos de parafusos Os parafusos podem ser:      Sem porca. A união dá-se através da passagem do parafuso por um furo passante na primeira peça e rosqueamento no furo com rosca da segunda peça (Figura 17.Parafuso prisioneiro: O parafuso prisioneiro é empregado quando se necessita montar e desmontar parafuso sem porca a intervalos freqüentes.Parafuso com porca: Às vezes.1. Distância do hexágono entre planos e arestas. De ponta atuante.3 – Parafuso com rosca parcial Figura 17.4). Com porca.2 .5 – Fixação parafuso com porca Figura 17. Consiste numa barra de seção circular com roscas nas duas extremidades (Figura 17.6 – Exemplos de parafusos com porcas .Parafuso sem porca: Nos casos onde não há espaço para acomodar uma porca. Figura 17. Figura 17. 17.6).8).3) ou total ou parcial (Figura 17. Allen.5 e 17.4 – Parafuso com rosca total .2).

Figura 17.10 – Exemplo de parafuso de ponta atuante 17. que é geralmente cilíndrica e recartilhada. para auxiliar na regulagem.2 – PORCAS Porcas são peças de forma prismática ou cilíndrica.2.1 . quadradas ou redondas e servem para dar aperto nas uniões de peças ou. utilizasse uma chave especial: a chave Allen (Figura 17.7 – Exemplo de parafuso prisioneiro Figura 17.novaPDF. 17. Borboleta. sextavadas. Possui um furo hexagonal de aperto na cabeça. Possui fenda ou sextavado interno (Figura 17. em alguns casos.Figura 17. São hexagonais.9). Castelo.8 – Fixação por parafuso prisioneiro .Parafuso Ponta Atuante: O parafuso de ponta atuante não tem cabeça e serve para fixar peças em eixos.Parafuso Allen: O parafuso Allen é fabricado com aço de alta resistência à tração e submetido a um tratamento térmico após a conformação. Para o aperto.9 – Fixação por parafuso allen .10). Cega (ou remate). providas de um furo roscado onde são atarraxadas ao parafuso. Figura 17. Educação Profissional 183 Created with novaPDF Printer (www.Tipos de porcas São os seguintes os tipos de porcas:     Sextavada.com) .

com) . usada para fixar os parafusos nas peças (Figura 17.Porca sextavada: A porca sextavada é o tipo mais comum. É geralmente cromada e possibilita um acabamento de boa aparência (Figura 17.13).12). Figura 17.11 – Exemplos de porcas sextavadas . podendo ser feita de aço ou latão. Figura 17. de modo que uma cupilha possa ser passada para travar a porca (Figura 17. Geralmente fabricada em aço ou latão.Porca cega (ou remate): Nesse tipo de porca.novaPDF. esse tipo de porca é empregado quando a montagem e a desmontagem das peças são necessárias e freqüentes (Figura 17. uma das extremidades do furo rosqueado é encoberta. ocultando a ponta do parafuso.Porca castelo: A porca castelo é uma porca hexagonal com seis entalhes radiais.13 – Exemplos de porcas cegas . coincidentes dois a dois. Figura 17.14). que se alinham com um furo no parafuso.Porca borboleta: Possui saliências parecidas com asas para proporcionar o aperto manual.14 – Exemplo de porca borboleta Educação Profissional 184 Created with novaPDF Printer (www. . Contraporcas. Figura 17.11).12 – Exemplo de porca castelo .

com um furo no centro. As arruelas de qualidade inferior. As arruelas de cobre. Evitar deformações nas superfícies de contato. Figura 17. Suprimir folgas axiais (isto é.3 – ARRUELAS São peças cilíndricas. mas o latão também é empregado. . As arruelas servem basicamente para:      Proteger a superfície das peças. fibra e couro são extensivamente usadas na vedação de fluidos.com) . de pouca espessura.Tipos de arruelas Os três tipos de arruela mais usados são:    Arruela lisa. no sentido do eixo) na montagem das peças.. neste caso. o que pode causar danos às máquinas.16 – Exemplos de arruelas lisas 185 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Arruela estrelada.1 .15). Evitar desgaste da cabeça do parafuso ou da porca. Um dos meios de travar uma porca é através do aperto de outra porca contra a primeira.novaPDF. Por medida de economia utiliza-se uma porca mais fina.16) Figura 17. alumínio.Arruela lisa (ou plana): Geralmente é feita de aço e é usada sob uma porca para evitar danos à superfície e distribuir a força do aperto.15 – Travamento por contraporca 17. A maioria das arruelas é fabricada em aço. mais baratas. e para sua travação são necessárias duas chaves de boca (Figura 17. 15.Contraporcas: As porcas sujeitas a cargas de impacto e vibração apresentam tendência a afrouxar. Evitar que a porca afrouxe. mas as de melhor qualidade são usinadas e têm a borda chanfrada como acabamento (Figura 17. pelo qual passa o corpo do parafuso. são utilizadas com porcas e parafusos de latão.3. Arruela de pressão. são furadas a partir de chapas brutas.

A teoria das engrenagens baseia-se nos rodetes. enquanto a maior é a coroa. Na linguagem corrente. Coroa Pinhão Figura 18. Sua finalidade é transmitir o movimento de rotação de um eixo para outro. No par de rodas dentadas.novaPDF.17 – Exemplo de arruela de pressão . feita de aço de mola de seção retangular. as próprias rodas dentadas são chamadas de engrenagens (Figura 18. gerando uma grande força de tração entre a porca e a superfície (Figura 17. a arruela se comprime.1 – Exemplo de par de engrenagens Educação Profissional 186 Created with novaPDF Printer (www.1). Figura 17. A arruela estrelada com dentes externos é empregada em conjunto com parafusos de cabeça chanfrada (Figura 17.18 – Exemplos de arruelas estreladas 18 – ENGRENAGENS São conjuntos (um par no mínimo) de rodas dentadas destinadas à transmissão de movimento e potência.com) . Quando a porca é apertada.. os dentes se aplainam penetrando nas superfícies da porca e da peça em contato.18). pois as engrenagens ou rodas dentadas nada mais são do que rodetes dispondo de saliências e reentrâncias que se conduzem mutuamente e dão origem aos chamados dentes de engrenagens.Arruela estrelada (ou arruela de pressão serrilhada): é de dentes de aço de molas e consiste em um disco anular provido de dentes ao longo do diâmetro interno ou diâmetro externo. Os dentes são torcidos e formam pontas aguçadas. Figura 17. modificando a velocidade e permitindo a transmissão de potências elevadas.Arruela de pressão: A arruela de pressão consiste em uma ou mais espiras de mola helicoidal. As engrenagens são órgãos de contato direto e movimento misto: deslizamento e rolamento. Quando a porca é apertada.17). a de menor número de dentes é chamada de pinhão.

18. É mais empregada na transmissão de baixa rotação do que na de alta rotação. É usada em transmissão que requer mudança de posição das engrenagens em serviço. É o tipo mais comum de engrenagem e o de mais baixo custo.3).2). Figura 18.2. Figura 18. pois é fácil de engatar.novaPDF.com) .2 . por causa do ruído que produz (Figura 18.TIPOS DE ENGRENAGENS 18. é importante reconhecer a denominação atribuída aos seus elementos básicos (Figura 18.1 .2 – Nomenclatura dos principais elementos de uma engrenagem 18.1 – NOMENCLATURA Considerando a forma construtiva das engrenagens.Engrenagem cilíndrica de dentes retos Os dentes são dispostos paralelamente entre si e em relação ao eixo.3 – Engrenagens cilíndricas de dentes retos Educação Profissional 187 Created with novaPDF Printer (www.

com) .2.5).5 – Engrenagem cilíndrica com dentes internos 18.2.6 – Engrenagem cilíndrica com cremalheira Educação Profissional 188 Created with novaPDF Printer (www.4 .Engrenagem cilíndrica com dentes internos É usada em transmissões planetárias e comandos finais de máquinas pesadas.4).6).novaPDF.Engrenagem cilíndrica com cremalheira A cremalheira pode ser considerada como uma coroa dentada com diâmetro primitivo infinitamente grande. As duas rodas do mesmo conjunto giram no mesmo sentido (Figura 18.2. Figura 18.4 – Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais 18.3 .Engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais Os dentes são dispostos transversalmente em forma de hélice em relação ao eixo.2 . Figura 18.18. permitindo uma economia de espaço e distribuição uniforme da força. É usada em transmissão fixa de rotações elevadas por ser silenciosa devido a seus dentes estarem em componente axial de força que deve ser compensada pelo mancal ou rolamento. Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e também para eixos que formam um ângulo qualquer entre si (Figura 18. É usada para transformar movimento giratório em longitudinal (Figura 18. Figura 18.

Educação Profissional 189 Created with novaPDF Printer (www. pois com este formato de dentes consegue-se o engrenamento simultâneo de dois dentes (Figura 18. Neste último caso só é admissível o sentido de giro no qual as forças axiais são dirigidas uma contra a outra (Figura 18.9).Engrenagem cônica com dentes helicoidais Empregada quando o par de rodas cônicas deve transmitir grandes potências e girar suavemente. o ângulo de interseção é geralmente 90º. Figura 18.novaPDF. A engrenagem cônica é usada para mudar a rotação e direção da força.6 .5 .7 – Engrenagem cônica com dentes retos 18. eliminando a necessidade de compensar esta força nos mancais. Isso permite a compensação da força axial na própria engrenagem.7 . Para que cada parte receba metade da carga. diminui a precisão e requer uma montagem precisa para o funcionamento adequado.Engrenagem cônica com dentes retos É empregada quando as árvores se cruzam. o que dificulta sua fabricação. em baixas velocidades (Figura 18.com) .8).7). Os dentes das rodas cônicas têm um formato também cônico.2.2.8 – Engrenagem bi-helicoidais 18. podendo ser menor ou maior. Pode ser fabricada em peça única ou em duas metades unidas por parafusos ou solda. Usam-se grandes inclinações de hélice.Engrenagem cilíndrica com dentes em “V” ou bi-helicoidais Conhecida também como engrenagem espinha de peixe.18. Possui dentado helicoidal duplo com uma hélice à direita e outra à esquerda.2. a engrenagem em espinha de peixe deve ser montada com precisão e uma das árvores deve ser montada de modo que flutue no sentido axial. Figura 18. geralmente de 30 a 45º.

57 39.93 58.31 26.99 61.95 59.34 90 9.91 57.35 28.77 49.28 15.37 29.00 10.59 40.63 37.36 Educação Profissional 190 Created with novaPDF Printer (www.2.30 24.8 .83 53. metro (Kgf.20 20.16 70.30 70 7.26 66.61 41.novaPDF.76 48.m) 4.89 55.55 38.22 30 3. metro (N.02 11.20 20 204 12.06 13. aparecem forças axiais que devem ser absorvidas pelos mancais. São usados quando se precisa obter grande redução de velocidade e conseqüente aumento de momento torsor.m = 0.73 47.Parafuso sem-fim e engrenagem côncava (coroa) O parafuso sem-fim é uma engrenagem helicoidal com pequeno número (até 6) de dentes (filetes).com) . Nos engrenamentos sem-fim.22 21.16 18.43 32.39 30.10).Figura 18.02 63.12 16. adequam-se os materiais do sem-fim (aço) e da coroa (ferro fundido ou bronze).m) 1 N.10 14.18 10 1.24 50 (Kgf.67 35.26 23.08 65.24 22.08 5. O sem-fim e a coroa servem para transmissão entre dois eixos perpendiculares entre si.45 33. A fim de manter o desgaste e a geração de calor dentro dos limites.10197 Kgf.14 17.32 80 8. como nas engrenagens helicoidais.10 – Sem-fim coroa ANEXO Tabela de conversão de torques Newton.33 27.12 68.87 45.97 60.m Nm 0 100 200 300 400 500 600 0 0.79 50. devendo o conjunto funcionar em banho de óleo (Figura 18.47 25.9 – Engrenagem cônica com dentes helicoidais 18.85 54.63 42.49 34.69 44.18 19.06 50.65 43.41 31.14 69.00 62.71 46. Entre o sem-fim e a coroa produz-se um grande atrito de deslizamento.04 64.81 52.10 67.51 36.28 40 60 6. Figura 18.m) em Kilograma-força.

31 3 4.17 63.06 116.21 39.01 5 (Lbf.65 92.cm 1 100 9.02 52.74 8.80 81.09 10.03 75.metro (1 Lbf.50 87.07 97.32 79.m 0.69 42.38 75.38 45.10 59.19 44.28 3 2.78 67.75 58.metro (N.pé em Newton.09807 9.m Lbf.49 4 6 4.31 34.85 78.43 98.95 41.38 81.70 97.3558 Unidade de medição = Kgf.66 28.60 92.58 88.42 42.70 35.09 63.851 0.89 146.23 7 5.83 32.89 108.97 72.92 28.cm Kgf.73 69.05 36.90 127.77 119.64 94.05 76.298 135.35 62.01 74.868 86.38 14.45 56.52 88.17 12.83 105.10 25.56 107.13825 = Lbf.63 111.53 145.28 20.47 70.61 55.36 94.10197 1 0.11 136.07 17.54 2 1.40 59.15 Libra força.97 8 5.pol Lbf.77 101.94 72.04 135.38 8.95 3.26 37.796 1 12 = Lbf.85 24.84 123.13 80.71 98.32 52.53 65.87 85.81 104.50 103.28 109.197 0.80 1 0.75 100.37 70.79 102.62 93.24 147.pé = N.80 50.29 90.pé) 1 N.90 44.02 74.pé 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 13.93 110.pé = 12 Lbf.04 55.82 142.11 46.00102 10.75 138.60 1 1.48 42.0723 7.54 19.04 35.34 113.00 93.19 124.67 4 (Nm) 5.49 23.pé (Lbf.30 65.95 111.24 23.00 38.93 27.78 100.m Kgf.60 69.51 84.07 77.71 16.14 29.90 13.42 83.21 71.91 109.m = 0.45 12.356 Nm) Lbf.pé Nm 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 7.62 31.59 78.75 77.66 73.68 96.20 25.152 0.48 86.21 105.42 73.46 141.59 70.97 24.88 66.98 32.73 99.77 39.44 Fator de cálculos de torque Unidade conhecida N.59 16.86 16.21 9.50 22.92 58.27 29.99 112.48 122.66 95.11 76.76 22.7 11.7376 0.40 28.44 80.35 31.42 18.68 134.34 33.01152 13.25 68.83 43.31 71.18 143.23 47.233 0.pé) 2.99 73.41 37.73756 Lbf.24 67.54 46.58 = N.46 61.68 73.56 64.14 101.07 49.66 59.40 136.78 20.m) em libra-força.01 100 1 1.63 76.09 78.63 31.54 89.cm = Kgf.72 96.12 40.pé = 1.825 0.46 85.85 40.16 82.61 50.96 2 2.41 117.56 27.12 15.97 51.40 82.68 54.26 48.71 56.87 107.m 0.pé 0.02 6.58 91.76 39.85 104.16 74.71 18.52 67.64 14.807 980.26 128.55 126.69 10.com) .11 79.82 62.14 21.14 60.0833 1 Educação Profissional 191 Created with novaPDF Printer (www.807 0.49 53.18 57.700 800 900 1000 71.70 115.97 54.33 132.80 5 6 7 8 9 1 Lbf.73 77.novaPDF.70 9 6.00 62.87 61.57 33.76 53.97 131.88 30.33 11.54 50.0885 8.62 130.43 11.pol 0.59 47.cm N.10197 0.47 33.09 78.78 36.16 43.90 47.83 64.48 8.44 84.12 120.36 14.07 17.64 45.02 21.01 1 0.94 89.11298 1.33 48.74 9.45 25.39 56.92 108.06 80.90 75.28 51.00738 0.52 36.85 108.22 86.04 66.pol Newton.81 19.56 90.19 26.

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