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APOSTILA DE MANUTENÇÃO MECÂNICA I

APOSTILA DE MANUTENÇÃO MECÂNICA I

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  • 1 - ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO
  • 2 - HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO
  • 2.1 - CONCEITOS E OBJETIVOS
  • 3 - A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO
  • 4 - ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO
  • 5.5 - CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU CHAVE INGLESA
  • 5.10 - ESPÁTULAS
  • 5.13 - MULTIPLICADORES DE TORQUE
  • 6 - FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS
  • 6.3 – CUIDADOS GERAIS
  • 7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
  • 7.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS
  • 8 - MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
  • 8.4 - SINAIS VISUAIS
  • 9 - ELEMENTOS MECÂNICOS
  • 9.1- ACOPLAMENTOS
  • 9.2- CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS
  • 9.3 – TIPOS DE ACOPLAMENTOS FLEXÍVEIS
  • 9.4 - EMBREAGENS
  • 10 - FREIOS
  • 10.1 - FREIO DE DUAS SAPATAS
  • 10.4 - FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR
  • 10.5 - FREIO MULTIDISCO
  • 10.6- FREIO CENTRÍFUGO
  • 11 - POLIAS E CORREIAS
  • 12- CORRENTES
  • 12.1 - TIPOS DE CORRENTES
  • 13 - EIXOS
  • 16 - ELEMENTOS DE VEDAÇÃO

Curso Técnico em Mecânica

Módulo I – Mecânico Industrial

MANUTENÇÃO MECÂNICA I

Educação Profissional

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SUMÁRIO

1 – ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1.1 – INTRODUÇÃO 2 – HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO 2.1 – CONCEITOS E OBJETIVOS 2.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS 3 – A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 3.1 – TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO 3.2 – ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA 4 – ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO 4.1 – MANUTENÇÃO CORRETIVA 4.2 – MANUTENÇÃO PREVENTIVA 5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5.1 – INTRODUÇÃO 5.2 – CHAVE DE BOCA E ESTRELA 5.3 – CHAVES DE FENDA E PHILIPS 5.4 – CHAVE EXAGONAL ALLEN 5.5 – CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU INGLESA 5.6 - SACA POLIAS 5.7 - TALHADEIRA E BEDAME 5.8 - SACA PINOS CÔNICO E PARALELO 5.9 - CHAVE PARA TUBOS 5.10 - ESPÁTULAS 5.11 - VERIFICADORES E CALIBRADORES 5.12 - TORQUÍMETRO 5.13 - MULTIPLICADORES DE TORQUE 6 – FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO 6.2 – TIPOS 6.3 – CUIDADOS GERAIS 7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.1 – INTRODUÇÃO 7.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS

04 04 05 06 07 09 10 14

17 17 22 36 36 38 41 42 43 44 45 46 46 47 47 48 57 62 62 63 64 65 65 65

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8 – MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8.1 – INTRODUÇÃO 8.2 – SEGURANÇA 8.3 - COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR 8.4 - SINAIS VISUAIS 8.5 - ACESSÓRIOS DO MOVIMENTADOR 8.6 - ISPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS 9 - ELEMENTOS MECÂNICOS 9.1 - ACOPLAMENTOS 9.2 - CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9.3 - TIPOS DE ACOPLAMENTOS FEXÍVEIS 9.4 - EMBREAGENS 10 - FREIOS 10.1- FREIOS DE DUAS SAPATAS 10.2- FREIO DE DISCO 10.3- FREIO DE SAPATA E TAMBOR 10.4- FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR 10.5- FREIO MULTIDISCO 10.6- FREIO CENTRÍFUGO 11 - POLIAS E CORREIAS 11.1- RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO 11.2 - POLIAS 12 - CORRENTES 12.1- TIPOS DE CORRENTES 13 - EIXOS 13.1-CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS 13.2- CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS 14 - TRAVAS 14.1 - CHAVETAS 14.2 - ANEL ELÁSTICO 14.3 - PINOS 15- MANCAIS DE ROLAMENTO E DE DESLIZAMENTO 15.1 – MANCAIS DE ROLAMENTO 15.2 – MANCAIS DE DESLIZAMENTO 16- ELEMENTOS DE VEDAÇÃO

80 80 80 83 84 88 116 121 121 121 123 126 130 130 131 131 131 132 132 132 133 133 144 145 149 149 150 153 154 158 160 164 165 173 176

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PARAFUSOS.1 – NOMENCLATURA 18.novaPDF.3 – ARRUELAS 18.EMBREAGEM 18.com) .17.1 – PARAFUSOS 17.2 – PORCAS 17.2 –TIPOS DE ENGRENAGENS ANEXO I BIBLIOGRAFIA 181 181 183 185 186 187 187 190 192 Educação Profissional 3 Created with novaPDF Printer (www. PORCAS E ARRUELAS 17.

Imagine você que eu não faça manutenção de minhas máquinas. Aumentar a competitividade. De fato. Insatisfação dos clientes. Atrasos nas entregas.. Perda de mercado.O que a manutenção tem a ver com a qualidade total? Disponibilidade de máquina. aumento da competitividade. também. Conquistar novos clientes. produtos e gerenciamento ambiental passaram a ser a meta de todas as empresas. . a busca da qualidade total em serviços. . Manter a fidelidade dos clientes.novaPDF.ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1. estabelecer um rigoroso cronograma de fabricação e de entrega de meus rolamentos. preços competitivos. Educação Profissional 4 Created with novaPDF Printer (www. Rolamentos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação. os prejuízos serão inevitáveis. Deverei. Competir em igualdade de condições no mercado interno e externo. Pois bem. Perdas financeiras. Obter produtos de qualidade. . satisfação dos clientes. Imagine que eu seja um fabricante de rolamentos e que tenha concorrentes no mercado. produtos de qualidade..Não entendi! Vamos comparar.1 . sem a manutenção mecânica das máquinas e equipamentos não será possível: Cumprir os cronogramas de fabricação. Reduzir as perdas de matéria-prima e energia..1 – INTRODUÇÃO Não basta uma empresa ter máquinas modernas. Com a globalização da economia. planos de expansão.. para que eu venha a manter meus clientes e conquistar outros.com) . produtos com defeito zero. Diminuir os custos de produção. Aumentos dos custos. tecnologia de ponta. aumento da lucratividade. A manutenção mecânica é a alma dos setores produtivos empresariais. pois máquinas com defeitos ou quebradas causarão: Diminuição ou interrupção da produção. precisarei tirar o máximo rendimento de minhas máquinas para oferecer rolamentos com defeito zero e preço competitivos. mercado cativo.Estou começando a compreender. Se eu não tiver um bom programa de manutenção. ótimos funcionários e programa de qualidade se ela não contar com um eficiente programa de manutenção mecânica.

O grande impulso da manutenção organizada e científica deu-se. de meros consertos. onde a produção programada impedia as paradas freqüentes para reparos. na Escandinávia. na Segunda Guerra Mundial. Manutenção executada somente após a quebra – (corretiva). Custos elevados. Com a mecanização da indústria. A partir de meados dos anos 70.HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO A manutenção embora despercebida. novas pesquisas. qualidade. não passando ainda. que marcou a 1ª revolução industrial. Essa fase ficou denominada como 2ª geração da manutenção e vigorou até início dos anos 70. com a 2ª guerra mundial. onde a quantidade e a qualidade dos equipamentos bélicos eram fundamentais para a vitória desejada. Máquinas mais complexas. que dependiam do estado operacional de seus barcos para obterem sucesso em suas incursões marítimas. A manutenção teve outro incremento com a 2ª revolução industrial. Novos métodos foram introduzidos. novas técnicas e expectativas criaram a 3ª geração da manutenção. Inglaterra. mesmo nas épocas mais remotas. Educação Profissional 5 Created with novaPDF Printer (www. quando surgiram os primeiros técnicos em montagem e assistência. Exigências como: produtividade. porém. marcada pela linha de montagem. segurança. juntamente com o surgimento do relógio mecânico.2 . Alemanha. intensa concorrência. No princípio da reconstrução pós-guerra. Começou a ser conhecida com o nome de manutenção por volta do século XVI na Europa Central. redução de cursos e meio ambiente. sempre existiu. Novas técnicas de manutenção e gerenciamento da manutenção foram introduzidas para que se obtenha maior disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos. tornando a manutenção inerente ao processo produtivo. principalmente. considerando a primeira geração da manutenção tivemos: Equipamentos simples. (preventiva) Evolução dos procedimentos administrativos – sistemas de planejamento.novaPDF.com) . Os efeitos da guerra puderam ser sentidos muitos anos depois com uma nova ordem mundial que pode ser caracterizada por: Elevado consumo / aumento da produção. Até esse momento. possuíam em suas aldeias. uma série de diques. Tais características geraram conseqüências como: Maior preocupação com as falhas e paradas de produção. Uma das primeiras ações que poderíamos chamar de “manutenção organizada” foi desenvolvida pelos Vickings. Tomou corpo ao longo da Revolução Industrial e firmou-se como necessidade absoluta. organização e controle geral da manutenção. que culminou com o desenvolvimento tecnológico acelerado e a necessidade de se manter tudo funcionando perfeitamente. confiáveis e de fácil reparação. superdimensionados. a manutenção foi intensificada. Itália e principalmente o Japão alicerçaram seu desempenho industrial nas bases da engenharia e manutenção. os prazos de entrega dos produtos passaram a ser relevantes para todas as empresas. onde os barcos (de até 15 toneladas) eram postos a seco e reparados com ferramentas especiais ao retorno da viagem. Para tanto.

surgiu a motivação para se prevenir contra as falhas de máquinas e equipamentos. destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida.novaPDF.1 EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MANUTENÇÃO PERÍODOS ATÉ DÉCADA DE DECÁDA DE 1950 1950 Manutenção Corretiva Manutenção Preventiva DÉCADA DE 1960 DÉCADA DE 1980 Estágio Conceitos Manutenção Sistema Produção do Manutenção de Produtiva (TPM) Total Reparo Corretivo Gestão Mecânica da Manutenção Manutenções Preventivas X X X X X X X X X X 6 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Com isso. ferramentas e instalações. Alcançar esses objetivos requer manutenção diária em serviços de rotina e de reparos periódicos programados. Essa motivação deu origem à manutenção preventiva. estaremos substituindo-o. prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas. De modo geral. a manutenção em uma empresa tem como objetivos: manter equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos. a adequação. a substituição e a prevenção. estaremos restaurando-a.combinação de todas as ações técnicas e administrativas. Esses cuidados envolvem a conservação. quando mantemos as engrenagens lubrificadas. A manutenção ideal de uma máquina é a que permite alta disponibilidade para a produção durante todo o tempo que ela estiver em serviço e a um custo adequado. Se estivermos trocando o plugue de um cabo elétrico. Por exemplo. nos últimos vinte anos á que tem havido preocupação de técnicos e empresários para o desenvolvimento de técnicas específicas para melhorar o complexo sistema Homem / Máquina / Serviço.1 . a restauração. incluindo as de supervisão.com) . equipamentos. Para facilitar o entendimento da Norma podemos entender manutenção como o conjunto de cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de máquinas. 2. Se estivermos retificando uma mesa de desempeno. Em suma. Tabela 1. estamos conservando-as. A manutenção pode incluir uma modificação de um item.CONCEITOS E OBJETIVOS Definição da Manutenção: Segundo norma NBR 5462.

também. bem como dos reparos feitos.Visão Sistemática Manutenção Corretiva com incorporação de Melhorias Prevenção Manutenção Manutenção Preditiva Abordagem Participativa Manutenção Autônoma de X X X X X X X X X 2. Ajustar ou trocar componentes em períodos predeterminados. se necessário. após exame. Testar os componentes elétricos. se uma furadeira de bancada estiver em funcionamento e a correia partir. manutenção de emergência ou corretiva. a verificação dos sistemas de lubrificação e a constatação de falhas de ajustes são exemplos dos serviços da manutenção de rotina dentro da manutenção. como:      Monitorar as partes da máquina sujeitas a maiores desgastes. ela deverá ser substituída de imediato. que será estudada logo adiante. Salientemos que há. no horário de mudança de turno. Esses procedimentos envolvem várias operações. mas também de todos os operadores de máquinas. As paradas programadas visam a desmontagem completa da máquina para exame de suas partes e conjuntos. em qualquer programa de manutenção. Os serviços periódicos de manutenção consistem de vários procedimentos que visam manter a máquina e os equipamentos em perfeito estado de funcionamento. Por exemplo. A detecção e a identificação de pequenos defeitos dos elementos das máquinas. As partes danificadas.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS Os serviços de rotina constam de inspeção e verificação das condições técnicas das unidades das máquinas. A responsabilidade pelos serviços de rotina não é somente do pessoal da manutenção. ainda. Replanejar. o programa de prevenção. Reparos não programados também ocorrem e estão inseridos na categoria conhecida pelo nome de manutenção corretiva. são testadas para assegurar a qualidade exigida em seu desempenho. Educação Profissional 7 Created with novaPDF Printer (www. O acompanhamento e o registro do estado da máquina. etc.novaPDF. Os serviços periódicos de manutenção podem ser feitos durante paradas longas das máquinas por motivos de quebra de peças (o que deve ser evitado) ou outras falhas. para que a máquina não fique parada. Exame dos componentes antes do término de suas garantias.com) . ou durante o planejamento de novo serviço ou. são fatores importantes.

Capacidade de um item ser mantido ou recolocado em condições de executar suas funções requeridas. dispositivo. subsistema.Capacidade de um item desempenhar uma função requerida sob condições específicas. sob condições de uso especificadas. componente.Qualquer desvio de uma característica de um item em relação aos seus requisitos. mantenabilidade e suporte de manutenção.Término da capacidade de um item desempenhar a função requerida.Engineering. supondo que os recursos externos requeridos estejam assegurados. CONFIABILIDADE .Centro Capixaba de desenvolvimento Metalmecânico CEQUAL .Associação Brasileira de Manutenção ABCE . MANTENABILIDADE . PANE .Equipamento de Proteção Individual EPC . (Conforme ABNT NBR 5462/94)      ITEM .Contrato pelo qual uma empresa assume a responsabilidade pelos serviços de engenharia.Qualquer parte.Método de Análise e Solução de Problemas OMS .Failure Mode and Effect Analysis .Associação Brasileira de Consultores de Engenharia CDMEC . quando a manutenção é executada sob condições determinadas e mediante procedimentos e meios prescritos.Para um melhor entendimento da manutenção é necessário que alguns termos e definições estejam bem claras: Definições básicas de alguns termos usados na “linguagem” da manutenção. FALHA .Diálogo Direto de Segurança EPI . levando-se em conta os aspectos combinados de sua confiabilidade.Análise do Modo e Efeito da Falha MASP .Capacidade de um item estar em condições de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo tempo determinado. Procurement and Construction .Comissão Interna para Prevenção de Acidentes DDS . DISPONIBILIDADE . equipamento ou sistema que possa ser considerado individualmente DEFEITO .Organização Mundial de Saúde 8 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. durante um dado intervalo de tempo.Centro de Certificação da Mão-de-Obra Especializado dos Setores Mecânico e Elétrico CIPA .com) . unidade funcional.novaPDF. fornecimento de materiais e construção FMEA .Estado de um item caracterizado pela incapacidade de desempenhar sua função requerida.Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRAMAN .   LISTA DE SIGLAS ABNT .

possa ser atingida. entretanto. a planta para que a capacidade de produção desejada.Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho MTBF . tecnológicos.Special Purpose Company .Manutenção Produtiva Total MTTR. a quem se destinará a responsabilidade da informação da manutenção e dos sobressalentes).Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas. segundo Kelly. sobressalentes. como estender a flexibilidade da equipe.Tempo Médio Entre Falhas TPM . Programação e Controle da Manutenção PPRA . ferramentas e informação.novaPDF.Root Cause Failure Analysis . desta forma. principalmente a força de trabalho. Estas decisões serão classificadas. tamanho.PCMSO .com) . envolve muitas decisões inter-relacionadas (onde se localizará a força de trabalho. a organização precisa ser projetada para que a performance das equipes (em função da sua utilização e motivação. Estrutura administrativa: a definição das responsabilidades gerenciais e inter-relacionais.A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO A tarefa principal da organização da manutenção é associar recursos (humanos. Mecânicas e Material Elétrico SPC . Educação Profissional 9 Created with novaPDF Printer (www. Plano de trabalho a longo e curto prazo e o controle das atividades: custo da manutenção. com personalidade jurídica própria. sendo os parceiros seus sócios ou acionistas) SIPAT . o objetivo da manutenção. cada decisão será influenciada por muitos outros fatores. etc.Análise da Causa Raiz da Falha RCM .Tempo Médio Entre Reparos 3 .SPE (Sociedade de Propósito Específico) é a configuração legal mais comumente utilizada em uma sociedade comercial constituída para abrigar um empreendimento. Com o objetivo de alcançar isto.Permissão Para Trabalho RCFA . em quantidade e qualidade de saída. é: . por se constituir em exigência por parte das instituições financiadoras do projeto (são empresas formalmente constituídas para a execução especifica daquele empreendimento. e eficiência do plano de trabalho) seja maximizada. disponibilidade e sobressalentes. de acordo com os principais elementos da organização listados a seguir:    Estrutura de recursos: localização.Reliability Centered Maintenance (Manutenção Centrada na Confiabilidade) SINDCON .Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PPCM . ferramentas.Programa de Prevenção contra Riscos Ambientais PPT .Planejamento.Sindicato da Indústria de Construção Civil SINDIMETAL .Sustentar a custo total mínimo. informações) para a execução das suas atividades. O projeto de uma organização da manutenção. função e logística dos recursos de manutenção.

Todas estas posições na estrutura têm o seu papel. gerenciamento de recursos humanos. envolvendo vários problemas como a integração manutenção – operação. Esta influência interna (do nível operacional para o gerencial) no projeto da organização freqüentemente é acompanhado por influências externas (do nível gerencial para o operacional). influencia os sistemas e a estrutura administrativa. etc. O último ponto introdutório é que a organização deve ser dinâmica.Modelo da Organização É importante entender como a inter-relação dos elementos permite a organização funcionar. O planejamento das atividades pode ser representado como uma informação e um sistema de tomada de decisão funcionando através da estrutura. MODELO DE ORGANIZAÇÃO Figura 1 – Modelo da Organização Figura 3. na maioria dos casos.novaPDF. As grandes empresas adotam a estrutura descentralizada ou mista. Escolha Do Tipo De Organização A decisão da escolha entre um tipo ou outro é evidente. que por sua vez.1 . Educação Profissional 10 Created with novaPDF Printer (www. Cada mudança pode ser uma revolução ou. A seguir. detalharemos os tipos e as formas de organizações em que a manutenção pode estar inserida: 3. as pequenas empresas (dono à frente de tudo) o tipo de organização da manutenção mais usada é a centralizada. adoção de times auto – gerenciáveis.TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO  Centralizada.1 . Kelly apresenta uma forma de visualizar isto. As médias empresas utilizam a centralizada ou a mista de acordo com o lay-out fabril. A organização toda é muito maior que o somatório das suas partes elementares devido a sinergia. divergindo até entre duas empresas “irmãs” de um mesmo grupo financeiro. também em função da sua concepção física.com) . uma evolução. em função das condições operacionais.Modelo da Organização No projeto ou na modificação da organização da manutenção é necessário entender que a carga de trabalho tem uma maior influência no recurso da estrutura. através da pirâmide – Recursos da Estrutura – e o gerenciamento que permite isto sobreviver – Estrutura Administrativa. e para isso precisa estar sintonizado com as mudanças (internas e externas) do cenário. De uma maneira geral. administrativas e da concepção física de cada empresa e que são totalmente particulares.

equipamentos.1 . mantendo condições próprias de organização e controle. 3. totalmente independente das unidades de produção. Facilita a implantação e gerenciamento de métodos de organização da manutenção (planejamento. A organização e controle são centralizados. DESVANTAGENS:     Diminui o entrosamento entre produção e manutenção.1. ferramentas e pessoal.2 VANTAGENS:       Otimização dos recursos. etc. Maior tempo para deslocamento de pessoal. ferramentas. Figura 3. 3. Estoque de peças sobressalentes mais reduzido. assim como as oficinas.. 11 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.2 – Descentralizada Cada área de produção possui sua equipe de manutenção diretamente subordinada ao chefe imediato de produção da própria área. equipamentos. confiabilidade.com) . Maior flexibilidade no remanejamento de mão-de-obra. etc.novaPDF.   Descentralizada. Controle e aumento técnico-administrativo mais uniforme e imediato. dificultando a comunicação. Maior profissionalização e especialização com o pessoal podendo conhecer todos os equipamentos das diversas áreas de produção. Os recursos humanos são agrupados por especialidade atendendo as solicitações de todas as áreas de produção. etc.. almoxarifados. dificultando o estabelecimento de prioridades (principalmente nas grandes empresa). Toda área possui sua mini-oficina. Há maior dificuldade para o atendimento imediato em todas as áreas de produção. almoxarifado. Maior distanciamento entre a oficina e o local de intervenção. depósito.Centralizada Todas as atividades de manutenção são executadas por um órgão central autônomo em sua especialidade.1. programas de qualidade. com melhor controle das despesas. depósitos. entre outros). Por terceiros. Mista. em casos de emergência ou de grandes obras prolongadas. ferramentas.

podendo ser confundidos com as de produção. almoxarifado. ferramentaria. Maior quantidade de ferramentas. Necessidades de um maior número de especialistas ou poliespecialistas (mecânica + elétrica + hidráulica + instrumentação. DESVANTAGENS:     Maior efetivo de pessoal de manutenção necessário. em casos de emergência ou grandes obras programadas (difícil coordenação entre as áreas) ou ainda.    3. Dificuldade de remanejamento de pessoal. com agrupamentos específicos de manutenção.1. Áreas sobrecarregadas e outras ociosas. Rapidez e flexibilidade no atendimento. sem contudo estarem subordinados diretamente ao chefe de produção da área. instrumentos e equipamentos. Educação Profissional 12 Created with novaPDF Printer (www.3 .3 VANTAGENS:     Comunicação entre entrosamento.). Os órgãos de apoio como depósitos. melhorando o Equipes conhecendo melhor os equipamentos da área. existindo nas áreas pequenas oficinas para pequenos e rápidos reparos. etc. etc. distribuídos pelas áreas de produção. Controle e orientação técnico-administrativa mais difícil e não uniforme entre as áreas. manutenção e produção mais eficiente. serviços em área de interferência. são centralizados.novaPDF.com) .Figura 3. gerando dificuldade na implantação e execução de métodos gerais e novas técnicas gerenciais.Mista Organização e controle centralizados. Controle das despesas de manutenção mais difícil. Localização ideal do grupo de manutenção em relação à área de atuação. oficina.

Os problemas relacionados à falta de entrosamento entre as áreas de produção e manutenção são menores. treinamento. etc.Por Terceiros As atividades de manutenção são executadas. As equipes de área executam os serviços de rotina.4 . alimentação. rádio-comunicações. VANTAGENS:  Serviços especializados.com) . rescisões contratuais. As equipes de área estão ligadas hierarquicamente à produção. por firmas externas contratadas.4 Há uma somatória de vantagens e desvantagens vistas no sistema centralizado e descentralizado. ficando os serviços mais especializados e de grande porte realizados pela equipe central. Educação Profissional 13     Created with novaPDF Printer (www. Melhor aproveitamento de mão-de-obra própria em serviços que visam melhorias operacionais. radiografia industrial. fundações civis.novaPDF. 3. Redução dos custos com a diminuição do efetivo próprio. tais como: transporte. não contínuos como a manutenção de equipamentos de controle e medição. que exigem a utilização de aparelhos e instrumentos especiais (caros) é mais vantajosa a contratação de firmas externas. engenheiros). etc. abonos. porém tendo as orientações técnicas e gerenciais repassadas pela chefia central de manutenção (coordenadores.Figura 3. porém com algumas melhorias. férias. montagens mecânicas e elétricas. Diminuem consideravelmente os custos com administração de pessoal. total ou parcialmente. assistência médica.1. Garantia dos serviços contratados por um período determinado após execução dos mesmos.

controle de qualidade. Essas informações tramitam por um sistema de fichas que devem ser compactas. e que possui poucos equipamentos.ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA.2.1 . Para uma micro-empresa que exerce apenas a manutenção corretiva. áreas de produção (ex: fundição.2. acabamento.DESVANTAGENS:   Controle e orientação técnico-administrativo mais difícil. A manutenção de um grupo adicional externo pode ser antieconômico se a programação das atividades não contemplar a totalidade da mão-de-obra disponível. etc. e associa cada Equipamento aos Sistemas Operacional e Produtivo aos quais está ligado. predominância da manutenção preventiva. substituem com vantagens os nomes originais de um item e seus constituintes. porém.com) .Cadastramento dos Equipamentos Para qualquer nível de organização da manutenção em uma empresa o essencial é um bom cadastro geral dos equipamentos com dados importantes sobre tais.3 . porte do equipamento. equipamento. alfabéticos ou alfanuméricos a cada um dos elementos constituintes de um cadastro (unidade industrial. maior número de efetivos de manutenção. Exemplo de um item e sua localização: . que estabelecerá o que fazer.) de tal forma que agrupados convenientemente.2 .Codificação É a atribuição de códigos numéricos.2. na medida do aumento do porte das empresas. Seria muito mais fácil utilizar um código para referência ao item mencionado. pois. etc.). relatórios. de fácil entendimento e preenchimento pelo executor do serviço. 3. já que o grupo adicional externo não possui a mesma motivação que o interno. tendo sua decodificação oportuna. devidamente apontados em fichário próprio. até a localização de um determinado item se torna difícil. que será identificado como “células”. usinagem.Código do equipamento Para efeito de correlação das posições operacionais dos equipamentos com os respectivos registros históricos. Lado da frente do eixo do motor elétrico de acionamento do eixo portaferramenta e mesa porta-peça da geradora de engrenagens do tipo renânia localizada no setor de fresagem do curso de mecânica do CEDTEC. 3. ordens de serviço. entendendo-se por Sistema Produtivo a Educação Profissional 14 Created with novaPDF Printer (www.2 . é comum. com vantagens no preenchimento das fichas de inspeção. quando fazer. embalagem.Rolamento 6205. 3. A execução da manutenção de forma preventiva exige programação. o cadastro dos equipamentos acompanhado de um relatório com o histórico de intervenções de manutenção já é suficiente. estes determinarão diferentes níveis de organização da manutenção..novaPDF. entre outros. a utilização do conceito de CÓDIGO DE EQUIPAMENTO. setor. composto de várias partes. outros complicadores aparecerão. tais como: número maior de equipamentos (inclusive repetidos). etc. todos localizados em um mesmo ambiente. 3. pedidos de compra. como fazer um determinado serviço de manutenção ou ainda uma inspeção.

com as características acima assinaladas.indica o tipo de serviço (troca de rolamento. soldagem. a Localização Física do equipamento em relação ao Sistema Operacional ou sua Posição Geográfica na área de produção. ruptura. alterações. outras alfanumérico. etc. ou conjunto de equipamentos que realizam uma função de uma instalação. para os Sistemas Operacionais de grande porte e Componentes de alguns de seus equipamentos prioritários. Para as instalações que ocupam vasta área.). não programado. desgaste. outras alfabético.novaPDF. composto de sete células com critério misto de identificação. deformação. curto-circuito. e por Sistema Operacional. o código de equipamentos pode caracterizar também os subsistemas. etc.). troca de redutor. ainda atribuir códigos para: prioridade de serviço (emergência. planta. mudanças.). uma vez que algumas células usam sistema numérico de identificação.estação. etc. A figura a seguir ilustra um exemplo de código de equipamentos. etc. que possibilite a obtenção e relatórios em diversos níveis gerenciais.Indica a origem ou a causa da avaria (especificação errada.5 Além do Código de Equipamento poderão ser atribuídos códigos para componentes (peças de reposição).com) . programado turno a turno. reparo periódico. Visando permitir uma seqüência hierárquica do código do equipamento. normal) causa do serviço (avaria normal. construção. o código pode também conter. código para manutenção. montagem incorreta. urgente. Pode-se. em uma de suas células. Eventualmente. Código de serviço .). quando se desejar isolar o histórico desses componentes dos respectivos equipamentos. etc. recomendamos que tenha a seguinte composição: 15 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Figura 3. anormal. natureza do serviço (acidente de operação. como exemplo: Código de avarias . desalinhamento. em função das características do sistema produtivo. fábrica ou qualquer outro tipo de instalação industrial ou de serviços.

deverá receber atenção especial do analista de controle e da supervisão de execução de manutenção em relação aos de menor classificação. ALGORITMO DE CLASSIFICAÇÃO Figura 3.Equipamento que participa do processo produtivo. Classe B. porém sua parada por algum tempo não interrompe a produção e assim. como sugestão são apresentadas as seguintes caracterizações: Classe A. em conseqüência sua programação preventiva pode deixar de ser executada. Por essa razão é recomendável evitar o desmembramento excessivo das CLASSES. que irá indicar sua importância operacional no processo produtivo. A identificação das CLASSES.novaPDF.Equipamento cuja parada interrompe o processo produtivo e por esta razão sua programação de manutenção preventiva deve ser rigorosamente cumprida. sua programação de manutenção preventiva deve ser executada dentro de uma determinada faixa de tempo. pois a incidência de ocorrências em equipamentos com maior grau de classificação. Classe C. etc.com) . podendo servir também como elemento orientativo de formatação de relatórios para análise de ocorrências.1) Sistema Produtivo 2) Sistema Operacional 3) Equipamento 4) Classe Observa-se que nessa seqüência incluímos a CLASSE do equipamento no Código. visando facilitar a seleção analítica dos resultados (listagens ou telas) e.). materiais. facilita o estabelecimento de prioridades de execução da manutenção e serve como referência à análise de listagens históricas.6 Educação Profissional 16 Created with novaPDF Printer (www. se impactarem nos custos previstos da manutenção (mão-de-obra.Equipamento que não interfere no processo produtivo e.

seja um método dispendioso de execução da manutenção. além disso. Não se sabe o número exato de pessoal necessário ao reparo. destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida. Por esse motivo.novaPDF. Esse tipo de manutenção baseia-se na seguinte filosofia: “equipamento parou. Mesmo que venham a contar com o pessoal de manutenção em quantidade suficiente. (NBR 5462/94).S Q P F M LEGENDA Segurança Qualidade Produção Falha Manutenabilidade (custos e tempos) 4 .ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO   CORRETIVA PREVENTIVA  TRADICIONAL PREDITIVA  PERIÓDICA MONITORAMENTO 4. Se as providências não forem tomadas imediatamente.com) . toda a produção de calçados com costura no solado ficará comprometida. pois nunca haverá pessoal de manutenção suficiente para atender às solicitações. manutenção conserta imediatamente”. O tempo para reparação é geralmente longo.MANUTENÇÃO CORRETIVA Consideremos uma linha de produção de uma fábrica de calçados e que a máquina que faz as costuras no solado pare de funcionar por um motivo qualquer. Não existe filosofia. já que os equipamentos não possuem confiabilidade total contra quebras. teoria ou fórmula para dimensionar uma equipe de manutenção corretiva. para equipamentos não vitais à produção de uma empresa. Mas. não há indústrias que possam dispensá-lo. com a possibilidade de ocorrência de acidentes de trabalho. Diante de situações como esta. tentativas frustrantes de acerto. pois não se tem definido o problema.1 . Nos dias atuais. pois nunca se sabe quando alguém vai ser solicitado para atender aos eventos que requerem a presença dos mantenedores. não saberão o que fazer com os mantenedores em época em que tudo caminha tranqüilamente. linhas de produção que possuam equipamentos de reserva (tipo stand by) a manutenção corretiva é a mais econômica e viável. Embora. ou ainda. a “correria” para reparação de um equipamento vital à produção da empresa traz improvisações. as empresas que não têm essa manutenção programada e bem administrada convivem com o caos. impensáveis soluções que poderão determinar um dano ainda maior à máquina ou instalação. Educação Profissional 17 Created with novaPDF Printer (www. não se sabe da existência de peças de reposição e. a manutenção corretiva deverá entrar em ação. o que é manutenção corretiva? É a manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane.

.................... parou às ..... horas do dia ............................................................. Um modelo de ficha de execução é dado a seguir.. por motivos econômicos. Inspeção ............. o usuário com problemas deverá solicitar o atendimento por telefone.. Visto Figura 4............... Equipamento.............................................. Atendimento A equipe de manutenção corretiva deve estar sempre em um local específico para ser encontrada facilmente e atender à produção de imediato... Avaria ........ normalmente......................... da seção ..................................... Causa de .... às vezes elas ocorrem com resultados geralmente catastróficos... A filosofia que deve ser adotada é: “Emergências não ocorrem........................................................ Trabalho a realizar .............................................. cuja função é eliminar ou minimizar essas emergências.................. a manutenção aceita serviços de montagem para executar e nunca cumprem os prazos estabelecidos............................... Como a equipe não sabe o local onde vai atuar.......................................................... Prevista Realizada Parada de Produção.................................................................................................. pois há ocasiões em que terá de decidir se atente às emergências ou continua montando o que estava programado... para os efeitos de registro e estatística........ porém............1 VERSO Educação Profissional 18 Created with novaPDF Printer (www................... Data ............................... Parada de ......... Um analista de equipe de manutenção corretiva atende ao chamado......... sempre haverá necessidade de uma equipe para esses atendimentos................. Avaria ............ às vezes é mais conveniente............com) ......................................................... Natureza de ........... atualmente são utilizados softwares de manutenção............... Nas empresas que convivem com emergências que podem redundar em desastres. todavia algumas empresas ainda utilizam fichários conforme modelo a seguir: Equipamento ... mesmo porque.......................................................... deve haver uma equipe muito especial de manutenção..................................... são causadas...........novaPDF....................... Mesmo em empresas que não podem ter emergências.... Conjunto .......................... Como as ocorrências de emergências são inevitáveis....... ele deverá emitir um documento.. Exemplo: empresas aéreas....................................................................................... verifica o que deve ser feito e emite uma ficha de execução para sanar o problema......É por esse motivo que............ Elimine a causa e você não terá novamente a mesma emergência”....... Produção ......... FRENTE Ficha de Execução Unidade............ Trabalho realizado ............. não se deve se ter 100% de manutenção preventiva........ Dependendo do equipamento.................... Subconjunto ...................... deixá-lo para resolver o problema por atendimento de emergência...............................

novaPDF. Preencher o campo trabalho realizado.Figura 4.2 NATUREZA DA AVARIA Deslocamento do equipamento Ruptura Cisalhamento Trinca Esmagamento Entalhe Perfuração Corrosão Erosão Oxidação Engripamento Estrangulamento Entupimento Descarrilhamento Aquecimento Desregulagem Desaperto Curto-circuito Colamento CÓDIGO 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 30 31 19 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Preencher os campos conjunto e subconjunto. Preencher o campo data.2: Tabela 4.com) . Preencher o campo trabalho a realizar especificando exatamente o que fazer e onde fazer...1 e 4.. Preencher o campo equipamento citando o nome do equipamento. Preencher o campo natureza da avaria e causas da avaria citado nas tabelas 4.2 O preenchimento da frente da ficha de execução deve seguir os passos:         Preencher o campo unidade ou área onde o equipamento está localizado. Preencher o campo parada da produção colocando o código 00 quando for emergência (serviço não programado) e código 11 quando for preventiva (serviços programados).

Salientemos que.com) . Elas podem e devem ser ampliadas.Perda de Perda de Perda de Perda de propriedades físicas propriedades químicas propriedades térmicas propriedades elétricas 32 33 34 35 Tabela 4.3 CAUSAS DA AVARIA Introdução de líquidos gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de líquidos não gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de pó químico na máquina Incrustação Introdução de corpo sólido exterior à máquina Falta de filtragem Introdução de ar no sistema Introdução de líquidos gordurosos procedentes da máquina Introdução de líquidos não gordurosos procedentes da máquina Introdução de pó procedente da máquina Introdução de corpo sólido Influência da umidade Influência de temperatura baixa Influência de temperatura elevada Atmosfera corrosiva Desgaste excessivo Falta de isolamento térmico Abaixamento do solo Modificações geométricas dos suportes Ligação errada Defeito de material Erro de fabricação Peça de reposição não adequada Erro de concepção Defeito de montagem Má ajustagem Manobra errada da operação Falta de limpeza Excesso de carga Desaperto Falta de lubrificação Choques Vibração anormal Atrito CÓDIGO 11 12 15 16 17 18 19 21 22 25 27 31 32 33 35 41 42 43 44 49 50 51 52 53 54 55 56 60 61 62 72 73 74 75 As relações de natureza e causas das tabelas 4.novaPDF. 20 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Exemplo: desgaste de um eixo. para se colocar o código de natureza e causa de avaria é necessário analisar profundamente o problema.2 e 4. pois existe sempre uma causa para outro tipo de natureza que varia.3 não são definitivas.

................................................................... RELATÓRIO DE AVARIA Unidade ........................... ............................... evidentemente.............. existente na frente da ficha..................................... Natureza da Avaria ... A equipe de manutenção.................................................... Educação Profissional 21 Created with novaPDF Printer (www. deverá eliminar as emergências.................................................. Somente a partir da segunda linha é que apresentarão eventos realizados....................... porém..... de acordo com o desenvolvimento do trabalho..... .......... o analista de manutenção corretiva é obrigado a enviar para o setor de Engenharia da Manutenção um relatório de avaria................. .............................. Modelo de relatório de avaria Abaixo será apresentado um modelo de relatório de avaria e onde será mostrado como preenchêlo............ .................................... Figura 4.............................................................................................9 O preenchimento do relatório de avaria deve seguir os passos:    Preencher o campo unidade com nome e código de onde o equipamento está localizado. porém............... o desgaste do eixo e como causa do desgaste a falta de lubrificação..................com) .............................................................. .............................. ........novaPDF.................... Preencher o campo início.................... temos como natureza................... fecha-se a coluna ‘duração’ e transfere-se o resultado obtido (horas............................... término e duração do trabalho.............. Após o conserto e a liberação do equipamento para a produção. ’término’ e ‘duração’ do trabalho na primeira linha do verso apresentarão apenas eventos previstos................... Data .............. pede-se para a chefia colocar o visto no respectivo campo para liberação do equipamento......................................... Preencher o campo equipamento com nome e código............................................ Subconjunto .............................................................................................. Os campos ‘data’.......... início’...... o que causou a falta de lubrificação? O preenchimento do verso da ficha de execução deve seguir os passos:    Preencher o campo chapa com a identificação do funcionário............................ ...................................................... Preencher o campo data......... ... sempre se preocupando em deixar o equipamento trabalhando dentro de suas características originais........................................ Sugestão............................................. Conjunto ......................................................................................................................Nesse exemplo.................................. Após isso............................................... ............ Nesse relatório o analista pode e deve sugerir alguma providência ou modificação no projeto da máquina para que o tipo de avaria ocorrida – e solucionada – não venha a se repetir........................................ Equipamento .................................................................... Causa da Avaria...................... dias) para o campo ‘realizada’................................. de acordo com seu projeto de fabricação.... Quando o trabalho tiver sido executado............................................................. Preencher o campo subconjunto com código......

Preencher o campo causa da varia com código (tabela 1.com) . Educação Profissional 22 Created with novaPDF Printer (www. equipamentos sem acompanhamento X equipamentos revisados. a manutenção preventiva deverá ser aplicada com maior rigor. bem como os códigos de natureza da avaria e suas causas. Não há.2 . aplicando o mínimo necessário. o usuário deverá acompanhar a quilometragem do carro e. A manutenção preventiva colabora para o alcance desta meta atuando no binômio produção atrasada X produção em dia. nas paradas de emergência etc. Para atingir a meta qualidade do produto. uma norma a respeito do assunto. Preencher o campo natureza da avaria com código (tabela 1. como primeiro passo.novaPDF. Não realizando essa operação periódica. Muitas vezes ele ganha com um produto de melhor qualidade. qualidade do produto. Como o usuário faria para poder controlar essa troca periódica do óleo do motor? Para realizar esse controle. Observação: É conveniente ressaltar que os modelos de ficha de execução e os modelos de relatório de avaria mudam de empresa para empresa. abastecimento deficiente X abastecimento otimizado. redução de custos. Objetivos Os principais objetivos das empresas são. as empresas buscam reduzir os custos incidentes nos produtos que fabricam.3) e relatar a causa fundamental. sobressalente X compra direta.MANUTENÇÃO PREVENTIVA Considere um motor de automóvel. Preencher o campo sugestão indicando alguma providência ou modificação no projeto. A manutenção preventiva pode colaborar atuando nas peças sobressalentes. infelizmente. 4. b) Qualidade do produto – A concorrência no mercado nem sempre ganha com o menor custo. normalmente. c) Aumento de produção – O aumento de produção de uma empresa se resume em atender à demanda crescente do mercado. o ponto mais crítico é a poluição causada pelo processo industrial.. a) Redução de custos – Em sua grande maioria. De tempos em tempos o usuário deverá trocar o óleo do cárter. poluição X ambiente normal. ou seja: máquinas deficientes X máquinas eficientes. ou seja. É preciso manter a fidelidade dos clientes já cadastrados e conquistar outros. baseado nela. fazer a previsão da troca do óleo.2) e relatar a ocorrência. Se a meta da empresa for a diminuição ou eliminação da poluição. deverá estar voltada para os equipamentos antipoluição. ou seja. aumento de produção. mantendo os prazos de entrega dos produtos em dia. d) Efeitos no meio ambiente – Em determinadas empresas. aumento da vida útil dos equipamentos e redução de acidentes do trabalho.    Preencher o campo data com a data da ocorrência. preservação do meio ambiente. Essa previsão nada mais é do que uma simples manutenção preventiva. material novo X material recuperado. horas ociosas X horas planejadas. estaria correndo o risco de danificar os elementos que constituem o motor. a manutenção preventiva.

f) Apresentar o plano para aprovação da gerência e da diretoria. Aumento de produção. d) Elaborar os manuais de procedimentos para manutenção preventiva. e) Enumerar os recursos humanos e materiais que serão necessários à instalação da manutenção preventiva. tempo de parada para os diverso tipos de manutenção. relacionando os custos de manutenção (mão-deobra. c) Redigir o histórico dos equipamentos. Efeitos prejudiciais ao meio ambiente. contribui para o aumento da vida útil dos equipamentos. lucro cessante nas emergências).novaPDF. é conseqüência de:     Redução de custos. se possível. Os acidentes no trabalho causam:      Aumento de custos. f) Redução de acidentes de trabalho – Não são raros os casos de empresas cujo maior problema é a grande quantidade de acidentes. com máquinas paradas e as intervenções. deve-se percorrer as seguintes fases iniciais do desenvolvimento: a) Decidir qual o tipo de equipamento que deverá marcar a instalação da manutenção preventiva com base no “feeling” da supervisão de manutenção e de operação. Diminuição de produção. geralmente. causas das falhas etc.e) Aumento da vida útil dos equipamentos – O aumento da vida útil dos equipamentos é um fator que. Diminuição da vida útil dos equipamentos. na maioria das vezes. Se essa indústria desejar adotar a manutenção preventiva. Diminuição do fator qualidade. Desenvolvimento Considere uma indústria ainda sem nenhuma manutenção preventiva. atuando nesses itens. Esse fator. não pode ser considerado de forma isolada. Efeitos do meio ambiente. A manutenção preventiva. g) Treinar e preparar a equipe de manutenção. b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento de todos os equipamentos que serão escolhidos para iniciar a instalação da manutenção preventiva (plano piloto). materiais e. A manutenção preventiva pode colaborar para a melhoria dos programas de segurança e prevenção de acidentes. tempo de disponibilidade dos equipamentos para produzirem. indicando as freqüências de inspeção com máquinas operando. Qualidade do produto. Educação Profissional 23 Created with novaPDF Printer (www. onde não haja controle de custos e nem registros ou dados históricos dos equipamentos.com) .

É por meio das fichas individuais que se faz o registro da inspeção mecânica da máquina e.Execução da manutenção preventiva a) Ferramenta e pessoal – Se uma empresa contar com um modelo organizacional ótimo. há quatro sistemas: manual. com material sobressalente adequado e racionalizado. A escolha do ferramental e instrumental é importante. Quanto à forma de operação do controle. automatizado e por microcomputador. porém. Controle manual – É o sistema no qual a manutenção preventiva e corretiva são controladas e analisadas por meio de formulários e mapas.com) . semi-automatizado. b) Controle da manutenção – Em manutenção preventiva é preciso manter o controle de todas as máquinas com o auxílio de fichas individuais. Esquematicamente: Educação Profissional 24 Created with novaPDF Printer (www. com bom ferramental e instrumental e não tiver quem saiba manuseá-los.10 Controle semi-automatizado – É o sistema no qual a intervenção preventiva é controlada com o auxílio do computador. Esquematicamente: Figura 4. mais importante é o treinamento da equipe que irá utilizá-los. a programação de sua manutenção. essa empresa estará perdendo tempo no mercado. com base nessas informações. e a intervenção corretiva obedece ao controle manual.novaPDF. com bons recursos humanos. preenchidos manualmente e guardados em pastas de arquivo.

Esses dados são fundamentais para a tomada de providências por parte da supervisão.Figura 4. Os serviços reprogramados (adiados). gráficos e tabelas para análise e tomada de decisões. Esquematicamente: Figura 4.12 Educação Profissional 25 Created with novaPDF Printer (www. conforme a necessidade e conveniência dos vários setores da manutenção. para que se tenha listagens. incluindo as rotinas de inspeção e execução. O principal relatório emitido pelo computador deve conter.novaPDF. no mínimo:     O tempo previsto e gasto. Os serviços realizados.11 A fonte de dados desse sistema deve fornecer todas as informações necessárias para serem feitas as requisições de serviço.com) . Os serviços cancelados. Controle automatizado – É o sistema em que todas as intervenções da manutenção têm seus dados armazenados pelo computador.

Como conseqüência. Esquematicamente: Figura 4. 26 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. a entrada de novas encomendas. são uma garantia aos homens da produção que podem controlar. Isso se consegue com a organização dos prazos para reposição de peças. O planejamento e a organização. Se uma peça de conjunto que constitui em mecanismo estiver executando seu trabalho de forma irregular. A aplicação de métodos preventivos assegura um trabalho uniforme e seguro. fatalmente. O problema só pode ser resolvido com a troca da peça problemática. são suprimidas as inconveniências das quebras inesperadas. Em qualquer sistema industrial.13 A manutenção preventiva obedece a um padrão previamente esquematizado. ajustam-se os investimentos para o setor. a sobrecarga provocará a diminuição da vida útil das demais peças do conjunto. assegurando assim o funcionamento perfeito da máquina por um período predeterminado. fornecidos pelo método preventivo. A improvisação pode e deve ser evitada por meio de métodos preventivos estabelecidos pelos técnicos de manutenção preventiva. para preservar as demais peças. Uma das metas a que se propõe o órgão de manutenção preventiva é a diminuição sensível dos estoques. Esses dados são de rápido acesso através de monitor de vídeo ou impressora. uma sobrecarga nas demais peças que estão interagindo com ela. Com o tempo.Controle por microcomputador – É o sistema no qual todos os dados sobre as intervenções da manutenção ficam armazenados no microcomputador. dentro de uma faixa de erro mínimo.novaPDF. mas perde-se em eficiência. com antecedência.com) . Os controles das peças de reposição é um problema que atinge todos os tipos de indústria. Com o auxílio dos relatórios escritos sobre os trabalhos realizados. os industriais foram se conscientizando de que a máquina que funcionava ininterruptamente até quebrar acarretava vários problemas que poderiam ser evitados com simples paradas preventivas para lubrificação. que estabelece paradas periódicas com a finalidade de permitir a troca de peças gastas por novas. Isso evita a difícil tarefa de trocas rápidas de máquinas e improvisações que causam o desespero do pessoal da manutenção corretiva. Assim. O método preventivo proporciona um determinado ritmo de trabalho. ela estabelecerá. troca de peças gastas e ajustes. a improvisação é um dos focos de prejuízo. assegurando o equilíbrio necessário ao bom andamento das atividades. É verdade que quando se improvisa pode-se evitar a paralisação da produção.

novaPDF. é necessário estabelecer qual deverá ser o sistema de informações empregado e os procedimentos adotados. também.Manutenção Preventiva Tradicional A Manutenção Preventiva Tradicional. por ter um alcance externo e profundo. em linguagem simples e clara. Essa liberdade. pois abrange desde uma simples revisão – com paradas que não obedecem a uma rotina – até a utilização de sistemas de alto índice técnico. todos os detalhes do problema em questão. apesar dela ditar algumas regras de conduta a serem seguidas pelo pessoal da fábrica.com) . Educação Profissional 27 Created with novaPDF Printer (www. O desenvolvimento de um sistema de informações deve apresentar definições claras e objetivas e conter a delegação das responsabilidades de todos os elementos participantes. A aplicação do sistema de manutenção preventiva não deve se restringir a setores. Ela inclui. Esta é a dinâmica de uma instalação industrial.1 . Finalmente. deve ser organizada. execução e verificação dos trabalhos que são indicadores para se buscar a melhoria dos métodos de manutenção. O fluxo das informações deverá fluir rapidamente entre todos os envolvidos na manutenção preventiva. O aparecimento de focos que ocasionam descontinuidade no programa deve ser encarado de maneira séria. Estes deverão relatar. A manutenção preventiva. é a prova concreta da pouca eficiência do método de manutenção corretiva. A manutenção preventiva abrange cronogramas nas quais são traçados planos e revisões periódicas completas para todos os tipos de materiais utilizados nas oficinas. também. de acordo com a NBR 5462/94. A manutenção preventiva nunca deverá ser confundida com o órgão de comando. organizando-se estudos que tomem por base os relatórios preenchidos por técnicos da manutenção. ser sistematizada para que o fluxo dos trabalhos se processem de modo correto e rápido. de modo tal que. ela provocará desordens e confusões. O segredo para o sucesso da manutenção preventiva está na perfeita compreensão de seus conceitos por parte de todo o pessoal da fábrica. À manutenção preventiva cabe apenas o lugar de apoio ao sistema fabril. pois a instalação do método de manutenção preventiva. a capacidade e o espírito de cooperação dos técnicos são fatores importantes para a manutenção preventiva. máquinas ou equipamentos. ao se constatar uma anomalia. Isso vale a pena. Isto é conseguido por meio do planejamento.A manutenção preventiva é um método aprovado e adotado atualmente em todos os setores industriais. das técnicas de manutenção e da elevação dos níveis de controle. um plano para sua própria melhoria. também. é fundamental para o bom funcionamento do sistema preventivo. Se a organização da manutenção preventiva carecer da devida solidez. A manutenção preventiva deve.2. pela maioria das grandes empresas industriais. Sob esse aspecto. é necessário dispor de um período de tempo relativamente longo para contar com o concurso dos técnicos e dos dirigentes de alto gabarito. levantamento que visam facilitar sua própria introdução em futuras ampliações do corpo da fábrica. A manutenção preventiva exige. para se efetivar a manutenção preventiva e alcançar os objetivos pretendidos com sua adoção. as providências independam de qualquer outra regra que por ventura venha a existir em uma oficina. destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item. desde os operários à presidência. Por outro lado. O sistema deve abranger todos os setores da indústria para garantir um perfeito entrosamento entre eles. 4. dentro da indústria. é a manutenção efetuada em intervalos pré-determinados ou de acordo com critérios prescritos.

pois o estoque de sobressalentes é grande e variado. com base na aplicação sistemática de técnicas de análise. Trata-se da manutenção que prediz tempo de vida útil dos componentes das máquinas e equipamentos e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado. tato e visão.novaPDF. assim como. reparado. A manutenção preventiva tradicional centraliza suas ações na substituição programada de itens (componentes) de equipamentos. baseando-se na vida útil estimada. determinar o que deve ser substituído. Os sentidos humanos como: audição.A manutenção preventiva funciona por programação. em qualquer tempo de nossa história e por qualquer pessoa ligada direta ou indiretamente àquela máquina (operadores. maior disponibilidade do equipamento para a produção. A idéia principal é a de manter o funcionamento do componente até o limite operacional (vida útil total).2. bem como. a qualidade dos serviços executados pelas equipes de manutenção. etc. como também. 4. Na Europa. pessoal (inspetores) qualificados. quilômetros rodados.). Educação Profissional 28 Created with novaPDF Printer (www. Manutenção Preventiva Preditiva. a manutenção preditiva é conhecida pelo nome de manutenção condicional e nos Estados Unidos recebe o nome de preditiva ou previsional. A execução da manutenção preditiva baseia-se nas inspeções1 periódicas (visual ou com aparelhos) do funcionamento dos equipamentos. mantenedores e até visitantes). distribuem melhor a mão-de-obra existente. Atualmente somam-se os antigos “instrumentos” aos novos aparelhos condicionados a uma prévia programação e teremos uma inspeção mais criteriosa com condições de analisar as causas e os efeitos dos problemas funcionais dos equipamentos. do estado em que se encontram as peças ou componentes dos equipamentos. tomando-se como parâmetro: horas trabalhadas. Tais investimentos poderão ser diluídos com um menor estoque de peças sobressalentes. milhões de rotações. é de custo elevado. Conceito de manutenção preditiva Manutenção preditiva é aquela que indica as condições reais de funcionamento das máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou processo de degradação. fornecimento de dados mais precisos sobre a qualidade das peças e componentes. as paradas de produção são mais freqüentes. Inspeções para verificação do estado funcional sempre foram realizadas em qualquer equipamento. A manutenção preditiva exige investimentos iniciais elevados. durante a manutenção. foram durante muitos anos os principais instrumentos para a inspeção. isto é: detectar defeitos antes que se concretizem. testado. supervisores. é a manutenção que permite garantir uma qualidade de serviço desejada. 1 Inspeção: São verificações. com isso evita os atropelos da corretiva. evitando ociosidades ou acúmulo de serviços.2 .Manutenção Preventiva Preditiva De acordo com a NBR 5462/94. olfato. utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de amostragem para reduzir ao mínimo a manutenção preventiva e diminuir a manutenção corretiva. aliados às experiências de determinadas pessoas com o funcionamento dos equipamentos. porém. apontar falhas ainda controláveis e. previamente estabelecidas. É um método que traz bons resultados quando bem programado.com) . a troca de certos itens pode ser prematura. já que são necessários aparelhos e instrumentos confiáveis.

Corrosão.novaPDF. etc. Estado das chavetas. NOTA: A inspeção poderá ser realizada com o equipamento desmontado. Trincas. Vibrações. etc. Vazamentos. o que poderá ocorrer em caso de paradas programadas. Aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos. Educação Profissional 29 Created with novaPDF Printer (www. Teste de isolamento de motores elétricos. Lubrificação. Fixação de peças. a necessidade de serviços de manutenção numa peça específica de um equipamento. Limpeza. Nível e pressão do óleo.  Com o equipamento parado e desmontagem parcial (retiradas tampas de proteção e tampas de visita). Alinhamento de acoplamentos. Verificação de contadores. Deficiência de ventiladores. Parafusos soltos. poderão ser verificados:         Apertos de parafusos e porcas.com) . Trincas superficiais.2. etc. antecipadamente. Temperatura. Eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção. poderão ser inspecionados:        Desgastes internos.Objetivos da manutenção preditiva Os objetivos da manutenção preditiva são:      Determinar.1 .2. Desgaste (com medição). 4. Impedir o aumento dos danos. Funcionamento de lâmpadas de sinalização. Estado geral de peças.  Com equipamento parado. graxa ou produto do processo. Limpeza. Ruídos estranhos. Reduzir o trabalho de emergência não planejado.A inspeção poderá ser realizada das seguintes maneiras:  Com o equipamento funcionando poderão ser verificados:           Vazamentos de óleo. sem desmontagem. Faiscamentos de escovas. parcial ou totalmente.

Com base no conhecimento e análise dos fenômenos. capazes de registrar vários fenômenos.Execução da manutenção preditiva Para ser executada. após a análise do fenômeno.2. Educação Profissional 30 Created with novaPDF Printer (www. Aceleração. na medida do possível. 4.3 . com antecedência. um diagnóstico referente à origem e à gravidade do defeito constatado. torna-se possível indicar.2. Temperatura. Por meio desses objetivos. Este diagnóstico deve ser feito antes de se programar o reparo.2 . eventuais defeitos ou falhas nas máquinas e equipamentos.2. a manutenção preditiva exige a utilização de aparelhos adequados.   Aproveitar a vida útil total dos componentes e de um equipamento.com) . Figura 4. 4.Diagnóstico Detectada a irregularidade. Aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha de produção. Pressão. Determinar previamente as interrupções de fabricação para cuidar dos equipamentos que precisam de manutenção. adota dois procedimentos para atacar os problemas detectados: estabelece um diagnóstico e efetua uma análise de tendências.novaPDF. tais como:      Vibrações das máquinas. Desempenho. pode-se deduzir que eles estão direcionados a uma finalidade maior e importante: redução de custos de manutenção e aumento da produtividade. o responsável terá o encargo de estabelecer.14 A manutenção preditiva.2.

novaPDF.2.com) .4 .4.2. Graficamente temos: Figura 4. por meio de aparelhos que exercem vigilância constante predizendo a necessidade do reparo. resume o que foi discutido até o momento.16 Educação Profissional 31 Created with novaPDF Printer (www. Figura 4.15 O esquema a seguir.Análise da tendência da falha A análise consiste em prever com antecedência a avaria ou a quebra.

geralmente. cuja freqüência é igual à freqüência dos agentes excitadores. a presença de falhas que devem ser corrigidas:             Rolamentos deteriorados. aos poucos. análise dos óleos. Vínculos desajustados. Educação Profissional 32 Created with novaPDF Printer (www. análise do estado das superfícies e análises estruturais de peças.5 .Estudo das vibrações Todas as máquinas em funcionamento produzem vibrações que. Por meio da medição e análise das vibrações de uma máquina em serviço normal de produção detecta-se. Falta de rigidez. Problemas aerodinâmicos. é possível obter informações sobre o estado da máquina. em destaque. Cavitação. Acoplamentos desalinhados. o aparelho. um operador usando um analisador de vibrações portátil e. Observando a evolução do nível de vibrações. Eixos deformados. Entre os vários métodos destacam-se os seguintes: estudo das vibrações. Essa deteriorização é caracterizada por uma modificação da distribuição de energia vibratória pelo conjunto dos elementos que constituem a máquina. Abaixo. Se captadores de vibrações forem colocados em pontos definidos da máquina.com) .novaPDF. dos portáteis – que podem ser transportados manualmente de um lado para outro – até aqueles que são instalados definitivamente nas máquinas com a missão de executar monitoração constante. Problemas hidráulicos.2. levam-nas a um processo de deteriorização.A manutenção preditiva. eles captarão as vibrações recebidas por toda a estrutura. Folga excessiva em buchas. 4. No mercado há vários modelos de analisadores de vibrações. O princípio de análise das vibrações baseia-se na idéia de que a estrutura das máquinas excitadas pelos esforços dinâmicos (ação de forças) dão sinais vibratórios. Rotores desbalanceados. Engrenagens defeituosas.2. O registro das vibrações e sua análise permitem identificar a origem dos esforços presentes em uma máquina operando. Lubrificação deficiente. dos mais simples aos mais complexos. O aparelho empregado para análise de vibrações é conhecido como analisador de vibrações. adota vários métodos de investigação para poder intervir nas máquinas e equipamentos.Métodos de investigação da Manutenção Preditiva . com antecipação.

Água. Índice de alcalinidade. As principais propriedades dos óleos que interessam em uma análise são:      Índice de viscosidade. microscópios.Figura 4. espectrômetros. também. Ponto de congelamento. interessa saber quanto existe de:    Resíduos de carbono. fotômetros de chama. a análise dos óleos é muito importante na manutenção preditiva.17 . Ponto de fulgor. A identificação é feita a partir do estudo das partículas sólidas que ficam misturadas com os óleos. Índice de acidez. A análise dos óleos é feita por meio de técnicas laboratoriais que envolvem vidrarias.Análise dos óleos Figura 4. tanto em componentes mecânicos quanto hidráulicos. determina as propriedades dos óleos e o grau de contaminantes neles presentes. Assim. A economia é obtida regulando-se o grau de degradação ou de contaminação dos óleos. etc. Partículas metálicas.18 Os objetivos da análise dos óleos são dois: economizar lubrificantes e sanar os defeitos. É por meio das análises que o serviço de manutenção pode determinar o momento adequado para sua troca ou renovação. Em termos de contaminação dos óleos.com) . Tais partículas sólidas são geradas pelo atrito dinâmico entre peças em contato. Entre os instrumentos e equipamentos utilizados temos viscosímetros. Essa regulagem permite a otimização dos intervalos das trocas. reagentes. A análise dos óleos permite. O laboratorista usando técnicas adequadas. identificar os primeiros sintomas de desgaste de um componente. centrífugas.novaPDF. como no estudo das vibrações. É a análise que vai dizer se o óleo de uma máquina ou equipamento precisa ou não ser substituído e quando isso deverá ser feito. Educação Profissional 33 Created with novaPDF Printer (www. instrumentos e equipamentos. Os modernos equipamentos permitem análises exatas e rápidas dos óleos utilizados em máquinas. peagômetros.

2. Duração da utilização da instalação. É por meio da análise estrutural que se detecta. Meios materiais colocados à disposição para a execução dos serviços. possibilitando ao responsável pela manutenção preditiva tê-las em mãos para as providências cabíveis. tais como:     Endoscopia.com) . mostra um exemplo de um programa básico de vigilância de acordo com a experiência e histórico de uma determinada máquina. Molde e impressão. Radiografia (raios X).Análise do estado das superfícies A análise das superfícies das peças. As técnicas utilizadas na análise estrutural são:         Interferometria holográfica. por exemplo. Gamagrafia (raios gama). a existência de fissuras.6 . As informações recolhidas são registradas numa ficha. Estroboscopia. Caráter “estratégico” das máquinas instaladas. sujeitas aos desgastes provocados pelo atrito. Infiltração com líquidos penetrantes.. Número de pontos de medição estabelecidos. 4.2.novaPDF. A periodicidade dos controles é determinada de acordo com os seguintes fatores:      Número de máquinas a serem controladas. também é importante para se controlar o grau de deteriorização das máquinas e equipamentos. trincas e bolhas nas peças das máquinas e equipamentos. Ecografia.Periodicidade dos controles A coleta de dados é efetuada periodicamente por um técnico que utiliza sistemas portáteis de monitoramento. Educação Profissional 34 Created with novaPDF Printer (www. A tabela a seguir. Em uniões soldadas. Holografia. Correntes de Foucault. a análise estrutural é de extrema importância. além do simples exame visual – com ou sem lupa – várias técnicas analíticas.Análise estrutural A análise estrutural de peças que compõem as máquinas e equipamentos também é importante para a manutenção preditiva. . A análise superficial abrange. Ultra-sonografia. Magnetoscopia.

partes.) e melhor gerenciamento.com) . Diminuição dos estoques de produção.500 horas Medição das falhas de rolamentos Análise estroboscópica 500 horas Segundo a necessidade Análise dos óleos Feita pelo fabricante 6 meses Termografia Subcontratação (“terceirização”) 12 meses Exame endoscópico Endoscopia + fotos Todos os meses As vantagens da manutenção preditiva são:       Aumento da vida útil do equipamento. componentes. Diminuição dos custos nos reparos. Limitação da quantidade de peças de reposição.4 Métodos Utilizados Medição de vibração PROGRAMA BÁSICO DE VIGILÂNCIA Equipamentos Vigiados Equipamentos Necessários Todas as máquinas Medidor de vibração giratórias de potência média ou máxima e / ou Analisador equipamentos críticos:  motores.Tabela 4.000 a 1. permanente  compressores. Sistemas de vigilância  redutores. controlar a velocidade ou medir os planos  Redutores e circuitos hidráulicos  Motores  Equipamentos de alta-tensão  Distribuição de baixa-tensão  Componentes eletrônicos  Equipamentos com componentes refratários  Cilindros de compressores  Aletas  Engrenagens danificadas Estroboscópio do analisador de vibrações Periodicidade da Verificação 3. etc. Todos os rolamentos Medidor especial ou analisador Todos os lugares onde se quiser estudar um movimento.novaPDF. Controle dos materiais (peças. 35 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.  bombas. Melhoria da produtividade da empresa.  ventiladores.

Para cada um dos métodos e instrumentos aparelhos usados. A exemplo da fórmula 1.50°C). por um termômetro de mercúrio. num grau de inspeção máximo ou seja. termovisão.    Melhoria da segurança. bem como o preparo ou treinamento de inspetor / analista. Credibilidade do serviço oferecido. tendo parâmetros principais do funcionamento do motor avaliado constantemente.2. um acompanhamento constante da situação funcional do equipamento através de aparelhos / instrumentos. levam-se em conta o conhecimento técnico e científico envolvido.novaPDF. conduzindo à métodos de medidas direta. Educação Profissional 36 Created with novaPDF Printer (www. os carros são monitorados dos boxes. Trincas superficiais – Líquidos penetrantes. do seu funcionamento. e outros. lupas. fotografia com películas sensíveis à raios infravermelhos. da sua periculosidade e acessibilidade. Desbalanceamento – Balanceadores. Vibração – Medidores de vibração. Boa imagem do serviço após a venda. Densidade – Densímetros. É um método de acompanhamento de custo elevado e que só tem uma boa relação custo x benefício em equipamentos vitais para a produção de uma empresa. pirômetros.com) . por termômetro digital de contato.2. 4. assegurando o renome do fornecedor. o que determinará a escolha de métodos e aparelhos / instrumentos com elevados graus de sofisticação e resolução.Monitoramento É uma ramificação preditiva. Motivação do pessoal de manutenção. por termopares.3 . laser. tintas de coloração variáveis.2. Exemplo de alguns parâmetros a serem inspecionados e os aparelhos / instrumentos utilizados: Dimensão – Paquímetro / Micrômetro. indireta ou a distância. 4. Ruídos – Decibelímetro. por um termômetro digital sem contato. Cada um dos parâmetros a ser inspecionado pode ter critérios diferentes. A aplicação do instrumento / aparelho correto depende de vários fatores inerentes ao equipamento que se deseja controlar.Limites técnicos da manutenção preditiva A eficácia da manutenção preditiva está subordinada à eficácia e à confiabilidade dos parâmetros de medida que a caracterizam. Trincas internas – Ultra-som.7 . Exemplo: A temperatura pode ser verificada pelo tato do inspetor (até +. Temperatura – Termômetros. Desalinhamento – Relógio comparador. Viscosidade – Viscosímetros. Dureza superficial – Durômetros.

Traçagem. As ferramentas devem ser dispostas em lugares seguros. Devem ser apanhadas somente as ferramentas estritamente necessárias. Não colocar sobre parte móveis de máquinas ou estruturas sujeitas a vibrações. serão apresentadas as ferramentas mais comuns e utilizadas nas oficinas mecânicas. As ferramentas de corte de precisão devem ser guardadas com os cortes protegidos. Corte. os cuidados de rotina para com as ferramentas:  Ao serem apanhadas.        Medição. Verificação . aplicação e os meios corretos de como utilizá-las. deve-se ter o cuidado de não derrubá-las sobre outras pessoas. Inicialmente. primeiramente.  Ao serem transportadas.1 – INTRODUÇÃO Pode-se considerar como extensão das mãos que multiplicam sua força e habilidade sendo empregadas nos mais variados campos de atividade. onde não possam cair e ferir alguém. em o que se pode chamar de famílias. Força. Para isso foi relacionado.  Antes de serem guardadas. a não ser.novaPDF. Sujeição. Inspecionadas. Lubrificadas quando tiverem partes móveis. 37 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. chaves inglesas. sua especificação. Ao subir ou descer escadas verticais. Não colocar sobre peitoris. Deve ser evitado o transporte no bolso.  Durante o trabalho. Quando transportadas em cinto porta-ferramentas. Impacto. Cada ferramenta deve ser guardada nos locais que lhe são determinadas. O transporte deve ser feito de preferência em caixas adequadas. corrimão. etc. você irá agrupar ferramentas de seu conhecimento. as tipicamente de bolso. nunca se levam ferramentas na mão. mesmo que você não as tenha utilizado. segundo sua aplicação e que apresentem o mesmo risco.5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5. como alicates.  Ao serem guardadas. especialmente cabos e partes submetidas a esforços. etc. A seguir. Sejam limpas.com) . Especial cuidado deve ser tomado com as ferramentas pontiagudas e cortantes.

Educação Profissional 38 Created with novaPDF Printer (www.2 A chave de boca fixa simples compreende dois tipos.com) .CHAVES DE BOCA E ESTRELA a) Material: geralmente forjadas em aço cromo-vanádio. sendo necessário um setor livre com ângulo maior de 30°.2. que facilita o trabalho tornando-o mais seguro. A elevação da haste em um ângulo de 45° permite que a mão passe livre sobre pequenos obstáculos. evitando escoriações nos dedos. A de estrias é mais usada para “quebrar” o aperto e a de boca para extrair por completo a porca ou parafuso.1 Figura 5.3 Figura 5.  Chave combinada – Neste modelo combina-se os dois tipos básicos existentes: de boca e de estrias. pois é mais difícil a porca ou a cabeça do parafuso escapar.5. especificação e aplicação:  Chave estrela 45° de 21 x 23mm – São leve e resistentes e possuem a qualidade de múltiplo posicionamento. Figura 5. tais como: de uma boca e de duas bocas.4 Utiliza o princípio da alavanca para apertar ou desapertar parafusos e porcas. sendo aplicadas sobre as porcas ou cabeças de parafusos a fim de aperta-las ou soltá-los. Figura 5.  Chave de boca fixa 1 1/16” x 1 1/4" – Tem boca inclinada em 15°.novaPDF. b) Tipos.

Figura 5. Figura 5.Figura 5.novaPDF.6 Usar calços para compensar a folga é outra coisa condenável. Figura 5.10 Educação Profissional 39 Created with novaPDF Printer (www.9 Exercer esforço com o peso do corpo é outro erro. podendo escapar. Boca folgada não permite bom aperto. Figura 5.8 Se o esforço deve ser grande não convém aumentar o braço da alavanca para exercer maior torque. as chaves devem ser forçadas somente com a força dos braços.5 c) Utilização e cuidados: A boca deve ser justa à porca e bem encaixada para que o trabalho seja seguro. é prejudicial à chave.com) . não há controle do esforço e é perigoso. tanto sob o ponto de vista técnico como de segurança.7 Figura 5.

a fim de prevenir qualquer surpresa desagradável.15 Educação Profissional 40 Created with novaPDF Printer (www.12 Figura 5. Figura 5. Em casos especiais deve-se empurrá-la com a mão espalmada. Figura 5.com) .11 Ao empurrar. se a chave se quebrar.De preferência deve-se puxar a chave. Valendo ressaltar que não devem ser atingidas por martelos. Figura 5.13 Cuidado especial deve-se ter em lugares altos: o escape da chave poderá acarretar o desequilíbrio e queda do usuário.novaPDF. Usar chaves como alavanca ou martelo é tão condenável que dispensa ilustração.14 Figura 5. a mão irá contra o obstáculo que estiver na frente. escapar ou se quebrar o parafuso.

tenda esta uma forma cruzada. Chave phillips cotoco de 1/4" x 1. Figura 5. inclusive o fundo. especialmente quanto à isolação. sendo inclusive mais seguros e eficientes.5.1/2” – é uma variação da chave comum. a) Material: sua haste é feita em aço carbono e seu cabo em resina ou plástico.16 b) Tipos. especificação e aplicação:   Chave de fenda 1/4" x 8” – utilizada para girar parafusos com fenda de aproximadamente 1/4".A chave de parafuso de fenda é uma ferramenta de aperto constituída de uma haste cilíndrica de aço carbono.3 . o que oferece mais segurança proporcionando trabalhos mais satisfatórios. Figura 5. devendo preencher toda a fenda atingindo. É empregada para apertar e desapertar parafusos cujas cabeças tenham fendas ou ranhuras que permitam a entrada da cunha.17  Chave de Fenda .novaPDF. pois só a ponta que varia.18 Educação Profissional 41 Created with novaPDF Printer (www.com) . onde acopla-se um cabo de madeira ou plástico.CHAVES DE FENDA E PHILLIPS. com uma de suas extremidades forjada em forma de cunha e a outra em forma de espiga prismática ou cilíndrica estriada. Figura 5.

Figura 5. se exerce esforço através do braço de alavanca da haste o que dá certa semelhança com as chaves de boca.20 2. 3. Educação Profissional 42 Created with novaPDF Printer (www. c) Utilização e cuidados: Pode ser considerada um tipo especial de chave de fenda. cuidados semelhantes aos das chaves de boca e de fenda.250” – Utilizada em parafusos com encaixe interno sextavado de 3/8”.com) .Pressionando-a contra a mão é um erro perigoso.Como alavanca é um erro prejudicial. Merece.c) Utilização e cuidados: Figura 5.375” x 4. Figura 5.Como talhadeira é um erro imperdoável.CHAVE HEXAGONAL ALLEN a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave hexagonal 3/8” x 1. É encontrada em jogo de seis ou sete chaves.19 1. pois.4 .21 5.novaPDF. desde que se introduza na fenda hexagonal da cabeça do parafuso.

22 5.24 Figura 5. ao tamanho da porca. Permite abrir ou fechar a mandíbula móvel da chave. exigem mais cuidados.CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU CHAVE INGLESA.Figura 5. Existem dois tipos: chave inglesa e chave de grifo. bem justa. O esforço deve ser feito somente no sentido de forçar contra a parte fixa da chave. A boca deve ser sempre regulada.5 . Figura 5. Sendo estas chaves mais versáteis. Figura 5. por meio de um parafuso regulador ou porca.com) .novaPDF. A limpeza e lubrificação são fatores importantes para conservação dessas ferramentas e para segurança de seus usuários.25 Educação Profissional 43 Created with novaPDF Printer (www.23 a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave de boca regulável de 12”x 1 5/16” – Utilizada em porcas ou cabeças de parafusos para aperta-los ou soltá-los.

b) Tipos.6 .  Três Garras Fixas Articuladas Figura 5.novaPDF.30 Educação Profissional Figura 5. Dados para especificação: Características gerais.26 5.28 Figura 5. material. abertura máxima.  Duas Garras: Fixas Articuladas Garra deslizante Figura 5. especificação e aplicações. profundidade máxima.29 São utilizados em tarefas de desmontagem de polias.com) .Figura 5. acoplamentos sobre eixos.31 44 Created with novaPDF Printer (www. rolamentos.27 Figura 5.SACA POLIAS a) Material: Geralmente em aço carbono. acabamento. engrenagens.

7 . Estes centralizam melhor. especificação e aplicação .Mesmas condições de utilização de saca-polias de duas garras. temperada e afiada convenientemente.novaPDF. Deve ser verificado a capacidade de torque do saca polias antes de sua utilização para evitar sua quebra. Dados para especificação: Os mesmos da saca-polias de duas garras. retirar excesso de material e abrir rasgos.com) .33 Figura 5. apoiadas na peça a ser removida. 5. com um extremo forjado.Aço b) Tipos. para aquecer a peça a ser retificada através do processo de aquecimento.A Talhadeira e o Bedame são ferramentas de corte feitas de um corpo de aço. Certificar-se que as garras estão bem fixadas. em serviços um pouco mais pesados. Figura 5. provido de cunha. c) Utilização em cuidados Durante ou após o seu uso deve-se ter alguns cuidados: Evitar esforço desnecessário de danificação dos filetes de rosca do parafuso (tirante) principal. Educação Profissional 45 Created with novaPDF Printer (www. hexagonal ou octogonal. e outro chanfrado denominado cabeça. será necessário utilizar dispositivos a quente (chuveiros).TALHADEIRA E BEDAME a) Material . dilatação. para evitar possíveis acidentes e garantir uma agilidade na tarefa.32 Figura 5. de secção circular. retangular. porém. Em alguns casos.34 Utilização Servem para cortar chapas.

MATERIAL Cobre Aço Doce Aço Duro Ferro fundido e bronze fundido duro 5.novaPDF. A cabeça do bedame e da talhadeira é chanfrada e temperada brandamente para evitar formação de rebarbas ou quebras. A aresta de corte deve ser convexa e o ângulo de cunha Varia com o material a ser talhado. 5. A cabeça é chanfrada e temperada. estar bem temperadas e afiadas. O bisel da cunha é simétrico ou assimétrico 2. para que cortem bem.Aço cromo vanadium fosfatizado Figura 5. em geral.37 Educação Profissional 46 Created with novaPDF Printer (www. conforme.com) . tabela abaixo: Tabela 5. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. Paralelo: Figura 5.SACA PINOS CÔNICO E PARALELO a) Material . em geral.35 b) Tipos e especificações .CHAVES PARA TUBOS Figura 5. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro.8 .São utilizados para retirar pinos ou fixar peças mecânicas. As ferramentas de talhar devem ter ângulos de cunha convenientes.36 São utilizados para retirar pinos.1 CUNHA 50° 60° 65° 70° 3. Os tamanhos são entre 150 e 180mm 4.9 .Características 1.

11.Características gerais.a) Material – Cabo e cabeça fabricados em aço cromo vanadium. comprimento. temperado ou não. flanges.ESPÁTULAS Figura 5. Suas dimensões variam.novaPDF. Em cada lâminas é estampada a medida do raio. acabamento.2 .Verificador de ângulos Figura 5.Características gerais. geralmente.39 a) Material – Fabricado em aço fundido niquelado.VERIFICADORES E CALIBRADORES São instrumentos geralmente fabricados de aço.1 .com) . material. É utilizado para verificar e controlar raios. b) Tipos. que estejam sujeitos a apertos leves. especificação e aplicação .11. acabamento. diâmetros e espessuras.Verificador de raio Serve para verificar raios internos e externos. folgas. roscas. rotores. de 1 a 15mm ou de 1/32” a 1/2”. etc. ângulos. b) Tipos. especificação e aplicação . 5. Apresentam formas e perfis variados.capacidade de abertura ou diâmetro do tubo (máximo). c) Utilização e cuidados .41 Educação Profissional 47 Created with novaPDF Printer (www. Os verificadores e calibradores classificam-se em vários tipos: 5.40 5. material. Figura 5.São utilizados em aperto de tubulação rosqueadas. comprimento. c) Utilização e cuidados .10 .São utilizadas para remoção de tampas.11 . 5.38 Figura 5.

Em cada lâmina vem gravada sua medida.44 TORQUE (T) = FORÇA (F) X DISTÂNCIA (L) Educação Profissional 48 Created with novaPDF Printer (www.5. torque é a resultante de uma força aplicada em um determinado braço de alavanca.com) . Figura 5. que varia de 0.0015” a 0.Verificador de rosca Usa-se para verificar roscas em todos os sistemas. TORQUE A importância de controlar o aperto aplicado em um parafuso O que é torque? De uma forma bem simplificada. necessário de faz termos bem definido o conceito de torque.4 . Figura 5.TORQUÍMETRO Para um melhor entendimento sobre torquímetro. ou de 0.11. F = força e L = comprimento da alavanca. Em suas lâminas está gravado o número de fios por polegada ou o passo da rosca em milímetros. T = torque.42 5. Figura 5.2000”.11.novaPDF.04 a 5mm.12 . Sua fórmula é: (T = F X L) sendo. sendo fabricado em vários tipos.43 5.Calibrador de folgas (Apalpador) Usa-se na verificação de folgas.3 .

2. Todos estes fatores irão determinar a classificação de resistência a que pertence o parafuso.).novaPDF. Tipo e passo da rosca. Esmagar juntas ou gaxetas. aço inoxidável. conforme normas internacionais. 5. conjuntos. 3. Veja abaixo o exemplo para um parafuso sextavado M10 conforme DIN 267. conseqüentemente. 4. conforme especificação do projeto. Tratamento térmico aplicado no parafuso. 2.m (Newton metro) Kgf. aço carbono. provocando assim vazamento de gases e líquidos. Trincar o parafuso. Matéria prima (latão. o conjunto. Acabamento superficial. A elasticidade do material do parafuso faz com que esse pretenda voltar a sua forma original fixado. componentes. Quebrar o parafuso. fazendo-o falhar mais tarde. Alterar a vedação (junta). A que tensão podemos sujeitar um parafuso? Vários fatores são levados em consideração na fabricação de um parafuso. 5. pondo em risco vidas humanas e patrimônio. São eles: 1. Fl (libra força pé) Onde se aplica o torque? Em parafusos e prisioneiros que fixam peças. Empenar um conjunto fixado por parafusos. Fazer cair o parafuso devido a vibrações da máquina ou do equipamento. 2. M (Kigrama força metro) Lbf. etc. aço ligado. 49 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Porque devemos controlar o torque a ser aplicado num parafuso? O torque quando excessivo pode: 1. assim. 3. dentro dos limites seguros de tensão para dado parafuso. impedindo seu funcionamento normal.Unidades de torques mais usadas:    N. um alongamento do mesmo (deformação elástica). Classes de Qualidade Conforme DIN 267 Nominal Sextavado Como determinar o tamanho do parafuso a ser utilizado? O tamanho do parafuso deve ser determinado pelo total de tensão necessária para fixar o conjunto de peças. Que efeito produz o torque num parafuso? A aplicação de torque no parafuso produz uma tensão linear (esticamento) e. etc. o que provoca o vazamento de gases e líquidos entre componentes de máquinas. Espanar os fios de rosca do parafuso. revenimento. 4. etc. alumínio.com) . Exemplo: têmpera. Coeficiente de atrito. O torque quando insuficiente pode: 1.

47 Figura 5. FORÇA DE FIXAÇÃO Figura 5. 4. Somente através de uma ferramenta denominada “torquímetro” é que conseguiremos aplicar o torque especificado. Os torquímetros devem ser construídos conforme prescrições rigorosas de usinagem e montagem. Cada torquímetro foi desenvolvido para uma diferente aplicação. torquímetro de vareta. torquímetro de relógio com ponteiro de arraste. Causar acidentes e danos ao patrimônio.46 Uma junta mecânica roscada oferece a vantagem de desmontagem rápida para inspeção ou reparo de componentes: fixadores podem ser reutilizados. transdutores de torque estáticos e rotativos. torquímetro tipo “T”. torquímetro digital.com) . a) A qualidade mais importante da junta é a sua resistência às cargas de trabalho (tração. rapidez. Inspeções e reparos podem ser efetuados no campo com um mínimo de ferramentas. JUNTA MECÂNICA Figura 5. que tendem a provocar a soltura dos componentes da junta. torquímetro com cabeça intercambiável.45 Figura 5. torquímetro de escape ou giro livre.3. Essas cargas. A escolha correta da ferramenta para aperto significa segurança. devem ser absorvidas pela força de fixação induzida na junta durante a 50 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. torquímetros para tampas de embalagens. torquímetro pneumático. São fabricados com maquinário específico e mão-de-obra especializada que asseguram a qualidade do instrumento. Comprometer o desempenho da máquina ou equipamento em função da falta de alinhamento e suporte dos seus componentes entre si. cisalhamento e vibração). torquímetros especiais para áreas médicas (esterelizáveis).48 A força de fixação é obtida pelo tensionamento do parafuso e a conseqüente compressão dos componentes da junta roscada. compressão. Segue alguns tipos de torquímetros: torquímetro de estalo com escala / sem escala. facilidade e qualidade para seu trabalho. torquímetro axial. torquímetro de relógio.novaPDF.

A força de fixação deve ser maior do que a soma das cargas de trabalho que agem sobre ela. que em muitas outras aplicações nos “rouba’’ parte do nosso esforço”. a fricção. a força de fixação da junta é muito importante para assegurar um perfeito funcionamento do produto em que se encontra instalada. c) Como se vê. Figura 5. quando se utiliza parafuso com porca.com) . Esta medição seria feita por meio de extensômetros ou ondas de ultra-som.49 Figura 5. por isso. os componentes da junta podem começar a soltar-se debaixo das cargas de trabalho.sua montagem. Educação Profissional 51 Created with novaPDF Printer (www. Na junta. resultando numa falha catastrófica. Poderíamos tentar medir a compressão a que sujeitamos os componentes da junta.50 b) Como gerar força de fixação nos componentes da junta? Apertando os componentes da junta uns contra os outros por meio de fixadores roscados. é proibitivo na maioria dos processos de montagem. resistindo a tração e compressão. O aperto também aumenta a fricção entre os componentes. evitando a soltura. condições estas que prejudicariam o bom desempenho do produto. pois estes são os meios mais confiáveis. Se aplicar um aperto em excesso. Só é possível. permitindo acesso às duas extremidades do parafuso. pois dificulta o movimento dos componentes entre si. Após aperto da junta não é possível remover os sensores. Se aplicar um aperto pequeno demais. GERANDO FORÇA DE FIXAÇÃO PELO TORQUE Qual é a solução que resta para aplicar a precarga correta a um fixador? É controlar o torque que se aplica ao fixador utilizando um TORQUÍMETRO ou uma apertadeira motorizada com CONTROLE DE TORQUE. que assim resiste melhor a cisalhamento e vibração. aparece aqui como coadjuvante. utilizando transdutores de pressão ou sensores de pressão instalados na própria junta. Além de ser um processo demorado. d) Há meios práticos de medir a pré-carga num fixador? Não. – Pode-se recorrer à medição do alongamento do fixador que está intimamente ligado a précarga nele aplicada. tornando-se assim um processo impraticável. pode-se espanar a rosca do fixador. vale dizer ainda que os equipamentos necessários para fazer a medição são muito caros. fazendo com que o conjunto se comporte como uma única peça. gerando uma tensão que ultrapassa o limite de resistência do fixador ou envergar os componentes da junta.novaPDF.

Tratamento térmico. Depois nada melhor que um ‘teste de campo‘ sob as condições reais de cargas de trabalho e cargas externas. Para garantir a segurança na aplicação do torque correto em linhas de montagem de alta produção são utillizadas apertadeiras motorizadas que indicam o torque dinâmico sendo gerado e permitem imprimir o torque máximo aplicado através de impressora para gerar um ‘hardcopy’ para comprovação do torque aplicado para um cliente ou para utilização futura em caso de litígio. Perpendicularidade ou paralelismo dos fixadores e componentes da junta. O conceito '‘um pouco mais não pode fazer mal’ não é aceitável. horas ou dias atrás é um processo duvidoso. Os ensaios devem sempre ser feitos nas condições mais próximas à realidade da montagem. Formato da cabeça. Muitos fatores contribuem para alterar a tensão residual do fixador e com isso a força de fixação existente na junta: estado de lubricidade. Local de aplicação de torque (porca ou cabeça do parafuso). Tipo de rosca (rosca grossa ou rosca fina). O operador deve parar de aplicar força tão logo atinja o torque recomendado. gaxetas e o tempo que passou entre a aplicação de torque e a tentativa de medir a força de fixação residual. pois quando se tenta reiniciar a rotação da porca ou fixador tem-se que vencer a ‘fricção estática’. sim! Educação Profissional 52 Created with novaPDF Printer (www. Existência de arruelas lisas ou de pressão. que devido ao relaxamento dos componentes da junta pode ser bem diferente da ‘fricção dinâmica’ que existia no momento do aperto. Folga do furo. que torques apurados em ensaios sejam respeitados no ‘chão de fábrica’. Se a junta não falhar e nem se soltar. Esta correlação depende de vários fatores como:            Tipo de junta: junta elástica ou junta rígida. porque pode fazer mal. Após definição da força de fixação necessária em determinada junta e do relaxamento que deve ocorrer pode-se especificar o torque a aplicar ao fixador.AS VARIÁVEIS NA RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO (Força de fixação) Na época da elaboração do projeto do produto é necessário estabelecer empiricamente uma relação entre um torque aplicado e a precarga resultante no fixador e a força de fixação obtida na junta.novaPDF. dureza de diferentes tipos de materiais. Componentes de material diferente. Acabamento e lubrificação de faces contactantes. É muito importante. AUDITORIA DE TORQUE ‘Auditoria de torque’ pretendendo encontrar o torque aplicado a minutos.com) . Tolerâncias da rosca do fixador / parafuso. a escolha dos componentes da junta e o processo de montagem com os torques utilizados foram perfeitos.

já instalado.Princípios do funcionamento do torquímetro Para executar o seu trabalho o torquímetro sempre utiliza um corpo elástico calibrado.: aeronáutica e veículos). ou para sinalizar que um torque pré-selecionado foi alcançado. perde a sua força de fixação.1 . é aconselhável apertar os parafusos mais uma vez para compensar a força de fixação perdida.100% do torque especificado).RELAXAMENTO Na prática ocorre uma gradual perda da força de fixação em quase todas as juntas roscadas porque as faces da junta em contato aos poucos sofrem um ‘nivelamento’ das irregularidades de superfície que diminui a força de fixação existente. uma barra no modelo ‘vareta’ ou relógio.51 a) Material: (Falta material) b) Tipos. quando dotados de catraca ou de outro implemento. Figura 5.: 30% 70% . A prática de aperto em vários ‘passos’ ou ‘passadas’ ajuda a eliminar uma das causas do baixo aproveitamento de torque para gerar tensão e força de fixação no fixador e na junta. especificação e aplicação . mantendo o padrão de ‘seqüência cruzada’ ou ‘espiral’.12. cujo pino quadrado desloca o ponto de rotação (A) do soquete para frente do ponto de articulação do torquímetro (B) exigem que a mão do operador aplique a força no centro da empunhadura para gerar o torque desejado. ou num padrão espiral.novaPDF.com) . Para diminuir este inconveniente executa-se o aperto dos fixadores numa ‘seqüência cruzada’. Quando se deve montar uma junta com múltiplos fixadores.e encontra-se um problema de relaxamento peculiar: enquanto apertar-se um fixador. acabamento da face de contato e dureza da arruela influenciam o relaxamento da força de fixação na junta e a tensão no parafuso. Provavelmente. Outro fator que pode afetar substancialmente o relaxamento da força de fixação numa junta é o emprego de arruelas debaixo da cabeça do parafuso. Este procedimento muitas vezes é utilizado na montagem de juntas críticas (ex. Torquímetros de sinalização de torque (estalo). O diâmetro do furo da arruela. Para dar tempo para a gaxeta se acomodar. para indicar o torque sendo aplicado. pois apertos repetidos reduzem a fricção entre partes contactantes. mola helicoidal no modelo ‘estalo’ e de ‘giro livre’ e extensômetro (strain gage) no modelo ‘digital’. porque a mudança das condições de tensão na junta provoca um relaxamento localizado. TORQUE: é o movimento torçor. Um outro procedimento é apertar os fixadores em vários ‘passos’ (ex. a causa de relaxamento mais conhecida é o emprego de gaxetas de vedação entre dois componentes da junta. ou seja: 5. um outro fixador. Educação Profissional 53 Created with novaPDF Printer (www.São ferramentas destinadas ao aperto de parafusos e porcas com torque controlado a partir de um valor pré-estabelecido em projeto.

80% e 100% da capacidade máxima do torquímetro.40%-60% .Neste tipo de torquímetro NÃO podemos usar extensões no cabo do torquímetro.com) .Torquímetro de "giro-livre" impede que o operador aplique um torque maior do que aquele selecionado. AXIAL COM ESCALA        Ideal para aplicação de torques baixos. pois isso NÃO ALTERA o torque aplicado. De acordo com a Norma Brasileira NB-1231. fricções. . Operação bi-direcional. de relógio. Formato axial facilita o trabalho em áreas de difícil acesso. Torquímetros de estalo.A escala micrométrica permite regulagem precisa. de fácil manejo. etc) que impedem que o eixo-propulsor do torquímetro transmita torques superiores aqueles préselecionados. Neste tipo de torquímetro pode-se aplicar força fora do centro da empunhadura e PODE-SE USAR EXTENSÕES no cabo do torquímetro. os torquímetros de vareta.novaPDF.Quando o torque-alvo é atingido o corpo do torquímetro gira em falso e soquete ou ponta engajada no parafuso não se mexem mais. que é mantida inalterada devido a uma trava durante todo ciclo de trabalho. . Alta sensibilidade e baixo coeficiente de fricção do mecanismo de desligamento garantem precisão do torque aplicado. Quando o ponto de rotação (A) do soquete coincide com o ponto de articulação do torquímetro (B). a posição da mão do operador não influi no torque gerado. É mesmo à prova de teimosia e descuido. -O torquímetro de "giro-livre" rearma automaticamente Torquímetro de giro-livre é o preferido nas indústrias da eletrônica e informática. Leve. pois isso alteraria o torque aplicado. Para aplicar torques relativamente baixos são utilizados torquímetros ‘de giro livre’ que possuem mola helicoidal e dispositivos limitadores de transmissão de força (cames. devem ser aferidos no ’torque de trabalho’. A Norma estabelece que torquímetros devem ser aferidos: Educação Profissional 54 Created with novaPDF Printer (www. ANSI/ASME B107-14M-1985 e ISO 6789 e Norma Brasileira NB-1231. Precisão: _ 3% do valor indicado. sem escala externa (preset). AFERIÇÃO DE TORQUÍMETRO A fim de tornar possível a aplicação de torques consistentes na linha de montagem é necessário aferir os torquímetros em intervalos estabelecidos em Norma Brasileira. Excede a Norma Federal Americana n° GGG-W-00686c. digitais e de estalo (sinalização de torque) com escala externa devem ser aferidos em 20% . TORQUÍMETRO DE GIRO-LEVE (Torquímetro de limitação de torque) .

novaPDF. A cada 10. relógio. relógio. Os fabricantes garantem a precisão somente entre 20% a 100% da capacidade máxima para torquímetros analógicos e entre 10% a 100% para torquímetros digitais. A precisão indicada pelo fabricante do torquímetro só se aplica às faixas acima de modo que não existe nenhum torquímetro que comece de zero! É fácil entender que. A) Torquímetros de indicação de torque. A ESCOLHA DO TORQUÍMETRO EM FUNÇÃO DA CAPACIDADE Da Faixa de Utilização dos Torquímetros Para os torquímetros analógicos (estalo. 15 Nm e 75 Nm) seria preferível comprar um torquímetro com capacidade de 0 a 100 Nm para atender a todas as tarefas. (Exemplo: capacidade máxima de 20 Nm que atende a aplicação dos torques de 5 Nm e 15 Nm e outro de capacidade máxima de 100 Nm que atende o torque especificado de 75 Nm) NOTA: Existe um projeto de norma que vai proibir os fabricantes de marcar divisões abaixo dos 20% da capacidade máxima nos torquímetros de estalo e relógio.para reparos e manutenção automotiva.000 ciclos de trabalho para torquímetros de ‘indicação de torque’ (vareta. é comprar mais de um torquímetro. possibilitando a documentação do torque aplicado (hard copy). digital). giro livre) entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro.para reparos e manutenção de equipamentos que têm juntas críticas. Após sobrecargas. Quando ocorrer dúvida nos resultados obtidos.       A cada seis meses. A ESCOLHA DE TORQUÍMETROS EM FUNÇÃO DO TIPO Para obter o melhor resultado na aplicação de torque o tipo de funcionamento do torquímetro escolhido é fundamental. Após quedas ou choques violentos sofridos pelo torquímetro. A solução então. A cada 5.para juntas com prescrição de torque mínimo e máximo. A2) Tipo ‘relógio’ . cuidando que os valores de torque a serem aplicados situem-se entre 20% a 100% da capacidade máxima. A3) Tipo ‘digital’ .com) . exigindo menor dispersão de torque. Para os torquímetros digitais entre 10% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. A1) Tipo ‘vareta’ . vareta. médios e grandes (exemplo: 5 Nm.000 ciclos de trabalho para torquímetros de sinalização de torque (estalo) e ’de limitação de torque’ (giro livre). Mas não há nenhum torquímetro com esta capacidade que tenha ‘garantia de precisão’ para toda esta faixa. Após reparos efetuados no torquímetro. quando se tem que aplicar / controlar torques pequenos. Educação Profissional 55 Created with novaPDF Printer (www. B) Torquímetros de sinalização de torque.

ajustável manualmente. C1) Tipo ‘giro livre’ . B) Tolerância do torque a aplicar: o torquímetro deve ter uma resolução boa. ele registra o torque máximo atingido. Se nossa especificação é torque nominal (alvo) 16 Nm. durante a aplicação de força.são utilizados ‘calibres de torque’ (torque watches) indicados para ajuste de micro mecanismos de potenciômetros e ‘trim pots’.para montagens automotivas e industriais em ambientes hósteis (sujeira.para aplicação de torques relativamente baixos. D) Formato do torquímetro: deve levar em consideração as condições de acesso ao fixador e o espaço disponível para a aplicação de força ao torquímetro. eliminando o julgamento do operador. que obriga o fabricante a garantir uma precisão de ± 4% sobre o valor de torque indicado ou aplicado entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. INDICAÇÃO DE TORQUE SISTEMAS DE INDICAÇÃO DE TORQUE O torquímetro de indicação de torque mais usado é o torquímetro de relógio. mão de obra não-especializada). pré-selecionado. Nm. Ncm. Estes calibres de torque operam com escalas em Nmm. Para facilitar o trabalho com torquímetros compridos ou para executar testes destrutivos existe o relógio de ‘ponteiro duplo’ ou ‘de memória’. volta a zero. Para torques muito baixos – abaixo de 1 Nm . cmgf. percorre a escala e. onça-polegada e librapolegada. com aplicação repetida de um mesmo torque. pode ser usado como ponto de referência. O sistema mais simples possui um relógio com um único ponteiro que. C) Precisão do torquímetro: deve obedecer à Norma Brasileira 1231. acima citadas. então. Educação Profissional 56 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. ao cessar a força. mas somente as características (A – D). Quando o trabalho é feito numa linha de montagem. C) Torquímetros de limitação de torque.B1) Tipo ‘estalo’ . Um torquímetro com graduação de 5 em 5 Nm não serve ! O espaçamento das divisões de qualquer torquímetro deve ser grande o suficiente para permitir fácil identificação dos limites inferiores e superiores. com limite inferior de 14 Nm e com limite superior de 17 Nm. O segundo ponteiro. devemos observar alguns detalhes importantes: A) Torque a aplicar: no caso ideal o torque a aplicar deve situar-se próximo à metade da capacidade máxima do torquímetro. recomenda-se a compra de um igual ou equivalente. Caso já esteja sendo utilizado um torquímetro que satisfaz as condições acima. Ao comprar um torquímetro permitindo a participação de um maior número de fornecedores na cotação não indique a capacidade do torquímetro que pretende substituir. utiliza-se o modelo ‘Pre-Set’. que permita identificar claramente onde ficam os limites inferiores e superiores do torque a aplicar. cujo ajuste é feito em departamento de Garantia de Qualidade.com) . pouca visibilidade. Quando devemos comprar um torquímetro para uma aplicação nova.

Obstáculos frontais são sub plantados por torquímetros radiais com extensão e torquímetros axiais. sendo acionado por um torquímetro de cabo curto. porém o torque final aplicável sempre é limitado pela capacidade máxima de torque na saída do último multiplicador. dando assim um apoio inestimável ao operador.13 . PROBLEMAS DE ACESSO Como o local da aplicação de torque pode estar obstruído. laterais e verticais. existem vários modelos de multiplicadores de torque com capacidade até 81. pode-se optar por torquímetros com sinal de luz ou sinal sonoro. intercambiáveis. ‘data loggers’ e computadores pessoais para facilitar a documentação dos torques aplicados (hard copy) e a elaboração de estatísticas. existem vários tipos de torquímetros para suplantar obstáculos frontais. conforme explicado abaixo.com) . exigindo um torquímetro de cabo muito longo. Obstáculos verticais são sub plantados com torquímetros de bocas dianteiras. Vale lembrar que torque é força aplicada x comprimento da alavanca. TORQUÍMETROS DE LIMITES DE TORQUE PROGRAMÁVEIS Existe o torquímetro digital (exemplo: COMPUTORQ II da CARLSONS) que possibilita a programação de ‘limite inferior’. Multiplicadores de torque são também indicados quando o espaço para aplicação de torque é limitado. Em ambos os casos o ponto em que deve ocorrer o sinal é previamente selecionado. ‘torque alvo’ (nominal) e ‘limite superior’ de torque.MULTIPLICADORES DE TORQUE Aplicação de Torques Altos Como a força física do operador constitui um limite para qualquer operação de torque.novaPDF. de tamanho reduzido. 5.500 Nm.Quando se deve aplicar torque em áreas escuras ou inacessíveis à visão direta. A escolha de um multiplicador sempre deve orientar-se pela ‘capacidade máxima de Saída’. Obstáculos laterais são vencidos por torquímetros radiais com catraca. Quando o torque a aplicar é grande. Educação Profissional 57 Created with novaPDF Printer (www. Enquanto o encaixe de entrada de um multiplicador é fêmea. pode-se optar pelo uso de um multiplicador de torque. DOCUMENTAÇÃO DO TORQUE APLICADO Os torquímetros digitais podem ser conectados a impressoras. Quando é necessário utilizar uma boca dianteira de comprimento especial devemos fazer um cálculo de compensação do aumento efetivo do torquímetro. que é avisado por sinal luminoso e sonoro no momento em que alcança qualquer um destes pontos. o encaixe de saída é macho e sempre maior que o encaixe de entrada. Multiplicadores de torque podem ser ‘agrupados’ (ganging) para aumentar sua capacidade de torque.

quem lida freqüentemente com torque. Torquímetros axiais podem possuir pino quadrado de ¼” e 3/8”. A escala combinada indica os torques em Nm e lb-pol. kgf.é lbf-pé ou lbf-pol ? lbf-pé é 12 vezes maior que lbf-pol.1/2”.3/8”. são disponibilizados aferidores de mesas giratórias com pinos de fixação do vasilhame que.2 lb-pé ± 1. 58 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. ½”. apertando ou desroscando a tampa. há torquímetros com pino quadrado de ¼”. m. Torquímetros axiais de baixa capacidade possuem pinças para colocação de lâminas. de metal ou de plástico.DOS ENCAIXES DO TORQUÍMETRO (Sistemas de acoplamento de acessórios). lâminas e uma infinidade de dispositivos especiais. observe abaixo. pois. ¾”. CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE Conversão de Unidades de Torque Enquanto. AFERIDOR DE TORQUE DE TAMPA DE ROSCA Existem também equipamentos para conferir torque aplicado por máquinas de engarrafamento e fechamento automático de garrafas e frascos em tampas roscadas de vasilhames de vidro. Normalmente. os torquímetros são usados com soquetes de encaixe quadrado. “torque de 15 libras” . Calibres de torque vêm equipados com mandris. intercambiáveis nos tipos: boca fixa. boca estrela aberta e boca estrela com catraca. existem tabelas completas de conversão de torque.4 Nm ± 0.novaPDF. boca estrela.lbf) e comprimento da alavanca (cm. pé. bem como suportes para pontas de corpo sextavado de ¼” e 5/16”. Também torquímetros com colar retangular. 1” e 1. deveria memorizar algumas equivalências: 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pol 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pé = = = = = = = = ± 0.14 mkgf A IMPORTÂNCIA DA CLAREZA DA COMUNICAÇÃO Como as unidades de torque sempre têm dois componentes – força (N. permitem medir o torque de fechamento bem como o torque de abertura. polegada) deve-se desconfiar de um possível erro quando um destes componentes está faltando: “torque de 12 kg” – é mkgf ou cmkgf ? mkgf é 100 vezes maior que cmkgf. Para tal.7 lb-pé ± 7. que permitem o uso de pontas. de 9 x 12 mm e 14 x 18 mm para receber bocas dianteiras.com) . fêmea. A comunicação clara na consulta a um fornecedor poderá evitar perda de tempo e de dinheiro pela aquisição de torquímetros inadequados ao serviço.1 mkgf ± 10 Nm 12 lb-pol 16 oz-pol ± 0.

pois em ambos os casos a junta roscada do nosso produto falhará. existe uma linha de torquímetros de ‘limitação de torque’ ou de ‘giro livre’. TORQUE PRÉ-SELECIONADO (Pre-set torque) No chão de fábrica haverá provavelmente postos de trabalho onde um operador sempre aplica o mesmo torque. impedindo que mais força seja transmitida ao pino-propulsor. Qualquer operador vai aplicar o torque prescrito na especificação sem ter que se preocupar com a escala. Há vários sistemas de embreagem. Estes torquímetros possuem. que todas afetam a força de fixação obtida. Estes torquímetros são calibrados num aferidor de torque por profissionais e depois é vedado o acesso ao sistema de ajuste. um sistema de embreagem que transmite a força ao pino-propulsor. utiliza-se o processo ‘torque e ângulo’. Educação Profissional 59 Created with novaPDF Printer (www. Devido a este princípio os torques que podem ser atingidos com certa repetibilidade são relativamente baixos. no mesmo produto. ou no ajuste do torque especificado) existem torquímetros de sinalização de torque (estalo) que não possuem escala externa e nem acesso fácil ao sistema (interno) de ajuste de torque. além de indicar um torque de aperto. tais como: lubrificação. garantindo assim que foi gerada força de fixação suficiente para resistir a todas as cargas de trabalho. da força gerada durante o aperto seja absorvida por estes fatores de difícil quantificação.Clareza na comunicação é ‘meio caminho andado’. esta começa a deslizar (girar livremente). quando uma junta é considerada ‘crítica’ para o bom funcionamento do produto.novaPDF. TORQUÍMETROS DE LIMITAÇÃO DE TORQUE (Torque limiting wrenches) No intuito de tornar o aperto mais seguro e menos dependente do juízo do operador de linha. é aconselhável certificar-se da unidade correta de torque antes de empregar o torquímetro para determinada aplicação. Quando a força gerada pelo operador excede a tensão da mola sobre a embreagem. etc. É só parar de aplicar força ao ouvir e sentir o sinal de ‘torque atingido’. Para diminuir a possibilidade de erro humano (na leitura da escala externa. com suportes para pontas. além da mola helicoidal calibrada. existe o perigo que uma parcela. grau de dureza de faces contactantes. bem como com pinos quadrados para encaixe de soquetes e. Por isso. evita-se torques baixos demais e torques em excesso. procedimento este que levará o fixador próximo a sua região de escoamento. Estes torquímetros são dispostos nos modelos com colar de encaixe para bocas intercambiáveis dianteiras. maior que planejada. Da mesma forma. onde a especificação. (O ‘sonho’ de todo projetista). fricção. acabamento de superfície. exige a posterior rotação do fixador por um determinado ângulo.. porém todos funcionam reagindo à fricção existente entre mola e embreagem. Assim. TORQUE E ÂNGULO (Torque / angle) Como na montagem de uma junta roscada há muitas variáveis. etc. nos modelos axiais. Existem 2 modelos básicos: o tipo ‘axial’ que se assemelha a uma chave de fenda e o tipo ‘modular’ que é encaixado entre soquete e vários cabos de acionamento. a unidade de torque.com) .

novaPDF. RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO Como já foi apresentado há muitas variáveis que podem influenciar a força de fixação. fazer um teste que nos permita ver como a tensão (força de fixação) muda em função do torque aplicado.Para poder executar este processo a CARLSONS oferece dispositivos para controle de torque / ângulo que permitem medir o ângulo de rotação percorrido após a aplicação do torque. Pode.53  Torquímetro de Estalo: seu funcionamento é baseado num sistema de alavancas interpostas que provocam um esforço sobre uma mola. pois isso eliminaria muita ‘incógnitas’ e causas de falhas posteriores do produto. e um conseqüente estalo.52  Torquímetro com Relógio: seu funcionamento é baseado na torção da cabeça do quadrado de encaixe. Classificação:    Tipos:  Torquímetros de Vareta: seu funcionamento baseia-se na flexão da haste. Torquímetros com indicação de torque. Para tal deve simular a nossa junta com os mesmos componentes utilizados na linha de produção e instalá-la num testador hidráulico de torque / tensão que indica a cada instante a tensão obtida. Utilizando um torquímetro de relógio com ponteiro ‘de máxima’ poderá ver como a tensão cresce em função do torque aplicado. Figura 5. (tensão) gerada pelo torque na junta. (Estalo) Figura 5. (Vareta. A leitura do torque é feita diretamente na escala. Educação Profissional 60 Created with novaPDF Printer (www. porém. Se pudesse medir esta tensão enquanto se monta a junta com um torquímetro seria ideal. A simulação também deve replicar a maneira de aplicação de torque pelo operador.com) . relógio) Torquímetros com limitação de torque. (Giro-livre) Torquímetros com sinalização de torque.

sendo este fixado em alguma parte da máquina. Figura 5.56  Multiplicador de Torque: são utilizados para valores de torque elevados.novaPDF.com) . indicação com sinal acústico e luminoso ao alcançar o torque programado. Figura 5.57  Instrumento de medição angular: são adaptados ao torquímetro (quadrado de encaixe) para torques de aperto em ângulos. 25 vezes ou 125 vezes.55 ACESSÓRIOS PARA TORQUÍMETROS  Catraca: Figura 5.58 Educação Profissional 61 Created with novaPDF Printer (www. podendo o torque estabelecido no torquímetro ser multiplicado 5 vezes.Figura 5.54  Torquímetro Digital: possui precisão de ± 1% do torque indicado. Figura 5. O suporte do conjunto absolve a força contrária.

Nunca para afrouxar os parafusos. Na instalação das ferramentas pneumáticas. portanto. Evite choques ou quedas. Exemplo de instalação: Figura 6. calcular a relação custo-benefício para cada caso. Utilize os torquímetros na faixa intermediária da escala que permitirá um menor desvio. a partir de uma rede de ar comprimido utiliza-se para cada ponto ou ferramenta uma unidade de conservação (filtro-regulador-lubrificador) que garantirá relativa proteção ao conjunto. com pressão estabilizada e misturado com óleo para lubrificação das partes internas da maioria das ferramentas. A maioria dos problemas funcionais das ferramentas pneumáticas estão relacionados com a umidade do ar comprimido. O ar proveniente de um compressor deve ser limpo e desumificado.novaPDF. Os filtros das unidades de conservação conseguem reter uma pequena parte dessa umidade. tendo como solução definitiva a instalação de um secador de ar na saída do compressor.1 Educação Profissional 62 Created with novaPDF Printer (www.com) .c) Utilização e cuidados      Aplicar o torque de forma lenta e progressiva sem golpes ou pancadas. 6 . A instalação de um secador de ar requer investimentos maiores e deve-se.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO São ferramentas que funcionam pelo ar comprimido. Utilize os torquímetros para apertar.FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6. Após o uso guarde-o em local apropriado.

6.6 Figura 6.7 Educação Profissional 63 Created with novaPDF Printer (www.3 Figura 6. Figura 6.novaPDF.2 Figura 6. possuindo um sistema auxiliar de aperto (impacto) que aumenta sua performance.4 Esmerilhadeiras Figura 6.2 – TIPOS Chave de impacto: são utilizadas para aperto de parafusos e porcas com grande velocidade e torque. Estabilizar a pressão entre 6 e 7 kg/cm².Recomenda-se:    Verificar o consumo de ar de cada ferramenta para adequação de vazão da rede.com) . Regular o lubrificador para misturar de 5 a 7 gotas por minuto de óleo (grau de viscosidade ISO 32).5 Figura 6.

Antes do início da operação verificar a pressão de trabalho. drenar os pontos de condensação de água e verificar o sistema de lubrificação. como forma de aumentar a durabilidade da ferramenta. como aperto final.10 Figura 6.9 Furadeiras Figura 6.11 Figura 6. Educação Profissional 64 Created with novaPDF Printer (www.com) .Lixadeiras Figura 6. recomenda-se em serviços criteriosos o uso do torquímetro.novaPDF. Avaliar as condições de funcionamento e torque de cada ferramenta.3 – CUIDADOS GERAIS       Escolher corretamente a capacidade de cada ferramenta em função da exigência do serviço. Embora as chaves de impacto oferecerem um bom torque.12 6. Utilizar soquetes apropriados para as chaves de impacto.8 Figura 6. O aperto final com uma chave de impacto não deve ultrapassar a 5 segundos.

dentro dos limites de carga pré-estabelecidos.1 – INTRODUÇÃO Algumas atividades de manutenção como levantamento e posicionamento de conjuntos. Operação Talhas de corrente – O levantamento ou abaixamento da carga é feito pelo giro do volante frontal para o sentido horário ou anti-horário realizado pela corrente de acionamento.4 São utilizadas no manejo de cargas leves. engrenagens. desmontagem e montagem de conjuntos (polias.1 Figura 7.novaPDF. arraste de máquinas.3 Figura 7. Talhas de alavanca – O levantamento da carga é realizado pelo movimento da alavanca que possui sistema de catraca. O abaixamento da carga também é realizado pela mesma alavanca em sentido Educação Profissional 65 Created with novaPDF Printer (www. em geral.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS 7.7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7. As talhas possuem um sistema de freio que.1 – Talhas Manuais Talha de alavanca Talha de corrente Figura 7.5 à 30 toneladas. etc. evitando assim o embaraçamento das correntes.) e na movimentação de cargas. médias e pesadas podendo com diferentes modelos atender a uma faixa de 0. rolamentos. Com exceção das talhas de alavanca que também podem ser utilizadas em operação de arraste. 7.com) . as demais talhas manuais foram projetadas para trabalhos em posição vertical.2 Figura 7. exigem utilização de equipamentos auxiliares. proporcionam a retenção de carga em qualquer ponto do percurso e ainda permitir uma descida suave.2. alinhadas à carga. acoplamentos.

7 Educação Profissional 66 Created with novaPDF Printer (www. Nota: Não se deve forças a roseta tentando girá-la quando a talha estiver tencionada pela carga. As talhas de alavanca possuem.de giro inverso.6  Lubrificar periodicamente o trem de engrenagens localizado na parte traseira da talha (retirar tampa).com) .5 Cuidados gerais com as talhas Figura 7. girar a roseta com a mão no sentido indicado na figura 7. Figura 7. porém. procedimento que visa o bom funcionamento do freio e ainda torna-se conveniente à lubrificação da corrente de carga quando as condições de trabalho permitem. A rosca do volante (ou coroa) retirando-se a tampa dianteira ou a roseta e alavanca no caso das talhas de alavanca. A seleção da manobra é feita por um gatilho localizado junto à alavanca. a corrente deverá estar segura com a mão e a roseta (peça localizada à frente da talha) gira da no sentido conforme a figura 7.6 até ouvir o ruído do gatilho do freio na catraca. Graxa indicada: consistência NLGI 2. Figura 7.5. sem atuação do sistema de catraca. a possibilidade da corrente de carga girar livre. ou seja. até a mola se encaixar na cava existente na arruela do pinhão central. A alavanca deverá ser colocada na posição neutra a partir do posicionamento do gatilho (encaixe no entalhe menor). ainda.novaPDF. Para bloquear o freio (corrente para tracionar).  Nunca levantar a carga acima da capacidade da talha. poderá haver uma aproximação rápida da corrente em relação à carga. Nota: Evitar a entrada de lubrificantes nos discos de fibra do freio.

Figura 7.  Fixar o gancho da talha com segurança (manilha.com) .8  Observar se durante o içamento da carga não haja qualquer obstrução.12 Figura 7.15 Educação Profissional 67 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7.novaPDF. laço ou olhal devem ser posicionados no meio do gancho) e nunca na ponta do gancho.13  Não dar volta com o moitão entre as correntes.14  Não amarrar a carga com a corrente da talha. Figura 7.11 Figura 7.9 Figura 7. Figura 7.10 Figura 7. Não torcer ou dobrar as correntes da carga.

18 Cuidados gerais com a segurança das talhas Todos os itens relacionados acima correspondem a segurança operacional das talhas.  Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga. Figura 7. Educação Profissional 68 Created with novaPDF Printer (www. O mau uso do equipamento que poderá danificá-lo representa um risco à segurança. corrente. Figura 7.novaPDF.17  Limpe o equipamento e guarde em local protegido. etc). mas limpe os materiais estranhos.com) . observar que o ângulo máximo de trabalho não ultrapasse 45º. e como se trata de manuseio de cargas poderá gerar graves acidentes de trabalho. Na utilização de amarras.16  Evitar maus tratos com o equipamento.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com a talha carregada.  Inspecionar periodicamente o equipamento (ganchos.  Não suspender a carga com inclinação excessiva da corrente. Figura 7.  Não lubrifique as arruelas de fibra do freio.

7. *As alavancas 4 e 5 devem estar voltadas para trás. obstruções não previstas. Os mordentes são levados a fecharem-se pela ação da carga. 69 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. manilhas. Cuidados gerais com o Tirfor  Não utilizá-lo além da capacidade estabelecida pelo fabricante. perna. torção. assim quanto maior a ação da carga maior será a condição de aperto. enrolando-o adequadamente.  Evitar pancadas ou quedas do equipamento.novaPDF.2 – Tralha Guincho (TIRFOR) São equipamentos utilizados para levantar.  Limpar e lubrificar periodicamente seu mecanismo interno. Cuidados gerais com a segurança operacional do Tirfor Todos os itens relacionados acima se não seguidos rigorosamente comprometem as condições do equipamento e poderão causar acidentes durante a operação. Funciona com cabo de aço. Limpe e guarde em local protegido. com a ponta do cabo ultrapassando a parte frontal do tirfor solta-se a alavanca e efetiva-se o travamento.  Após o uso retire o cabo. poderá travar e danificar o mecanismo interno do tirfor. dobras.  Certificar-se do diâmetro do cabo a ser utilizado para cada modelo do tirfor.) que além da segurança operacional.com) .  Posicionar laços. A alavanca 4 destina-se ao avanço do cabo e alavanca 5 ao retorno do cabo. etc.  Verificar o estado geral do cabo de aço (arame. abaixar ou arrastar cargas em geral em qualquer direção.19 Operação O cabo de aço é introduzido no tirfor pelo orifício 1 sendo liberados os mordentes pela alavanca 2 e trava da alavanca 3. Figura 7. com qualquer distância e com precisão milimétrica de manobra.2. olhais na parte central dos ganchos do tirfor e do cabo de aço.  Observar durante a operação da carga. dois jogos de mordentes que se abrem e fecham alternadamente como duas mãos que puxam o cabo na subida e seguram na descida.

sendo:  Tipo de avanço (retorno por peso ou por mola) Figura 7.24 Figura 25 Figura 26 70 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. são equipamentos utilizados para levantamento e posicionamento de cargas. haste. 7. Cilindros Hidráulicos: É constituído de cilindro (tubo). o óleo proveniente da bomba atua sobre a área do embolo que impulsiona a haste.3 – Macacos Hidráulicos Os mais usados nas indústrias.21  Tipo de avanço e retorno Figura 7. desde sua invenção.com) .22 Figura 7. Os modelos de cilindros podem variar de acordo com a forma de atuação. êmbolo ou pistão. assim chamados. Figura 7.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com um tirfor carregado. são conjuntos formados por cilindros e bombas.23  Tipo de retorno Figura 7. Os macacos hidráulicos. Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga.20 O cilindro hidráulico transforma a energia hidráulica em energia mecânica. mesmo em pequenas distâncias.2. ou seja.

Figura 7. Previsíveis desvios laterais da carga durante sua movimentação também devem servir de parâmetro para escolha dos cilindros. Seleção das bombas manuais A partir da escolha do cilindro escolhe-se a bomba ideal que será àquela capaz de preencher com óleo o volume máximo gerado no cilindro no deslocamento de sua haste. A tabela a seguir mostra. a escolha das bombas e cilindros da marca ENERPAC.27 As bombas transferem o óleo do reservatório para o cilindro que ao atuar sob a carga gerará uma pressão tendo um valor máximo estabelecido por uma válvula de segurança. Educação Profissional 71 Created with novaPDF Printer (www.com) . bomba e válvula de segurança. como exemplo. é feita por uma mangueira hidráulica com engates rápidos. Algumas possuem manômetro instalado no próprio corpo.Os cilindros hidráulicos são também especificados pela sua capacidade de carga (toneladas) e seu curso de atuação. Seleção dos cilindros Para escolha do cilindro ideal para execução de um determinado trabalho é necessário um bom conhecimento da carga (tonelagem) e do deslocamento máximo que a carga poderá sofrer na operação. A ligação entre a bomba e o cilindro. Seleção de bombas e cilindros Use esta tabela para determinar se a capacidade de óleo de sua bomba é suficiente para distender completamente os cilindros. Bombas Manuais: São conjuntos constituídos de reservatórios de óleo. em um tempo préestabelecido.novaPDF. já que sua haste poderia flexionar e danificar o conjunto.

Após o posicionamento no local de trabalho.Tamanho do Cilindro Operação A operação do conjunto cilindro / bomba é simples.novaPDF. Cuidados gerais com o conjunto cilindro / bomba  Não exceda a pressão estabelecida ou a capacidade de força do equipamento.com) . Educação Profissional 72 Created with novaPDF Printer (www. fecha-se a válvula de alivio (tipo borboleta) e inicia-se o bombeamento de óleo para alavanca.

28  Antes do bombeamento. Educação Profissional 73 Created with novaPDF Printer (www.30  Não deixe objetos pesados ou pontiagudos caírem sobre a mangueira.com) . verificar se as mangueiras não estão dobradas. Figura 7.Figura 7.29  Não levantar cargas sujeitas a deslocamento lateral durante a operação.novaPDF. Figura 7.

Figura 7. etc. manômetro.33  Verifique periodicamente o estado geral do conjunto (vazamentos.).Figura 7. mangueiras. amassamentos.32  Não tente exceder o curso máximo do cilindro evitando assim danos às vedações com esforço desnecessário. Figura 7.novaPDF.com) . 74 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.31  Não carregue o equipamento segurando pela mangueira.

34  Não se posicione sobre a alavanca da bomba.  Após o uso. Figura 7.novaPDF. recolha a haste do cilindro e guarde o equipamento em lugar protegido. Use válvulas apropriadas para manter o cilindro pressurizado. limpe. Cuidados gerais com a segurança operacional com os macacos hidráulicos Os cuidados gerais com o equipamento refletem na segurança operacional. Figura 7.com) .35  Não trabalhe sob a carga apoiada pelos cilindros hidráulicos. Educação Profissional 75 Created with novaPDF Printer (www.  Não confie na válvula localizada na bomba para sustentação de uma carga. Antes da utilização verifique o nível de óleo do reservatório.  Não exponha o equipamento a temperaturas superior a 70°C. pois o trabalho envolve cargas que poderão originar acidentes graves. Existe equipamento projetado para condições de temperatura superior.  Não bater no cilindro para posicioná-lo sob a carga.

Figura 7.com) . Figura 7.Figura 7. Educação Profissional 76 Created with novaPDF Printer (www.38  Lembre-se que os macacos hidráulicos trabalham sob alta pressão (700 kg/cm²) com capacidade de força elevadíssima.novaPDF.36  Providencie uma base sólida antes de iniciar o levantamento da carga.37  Providencie apoio adequado para a carga.

rolamentos. sendo o acionamento executado por movimentos de uma alavanca após o fechamento da válvula de retorno.39 Operação A operação envolve um bom conhecimento técnico do conjunto a ser desmontado ou montado. podendo ter acionamento manual ou motorizado. o que culmina no melhor posicionamento na prensa como também na força aplicada. certifique-se de que os cabos de aço não estejam tensionados. O sistema hidráulico é semelhante ao dos macacos hidráulicos. etc. Cuidados gerais com as prensas  Não ultrapassar a capacidade especificada para cada modelo. engrenagens.  Certifique da existência de vazamentos do sistema hidráulico e verifique o nível de óleo do reservatório.novaPDF. Observe o curso tolerável deste parafuso para que não danifique durante a prensagem. As prensas são caracterizadas por uma estrutura reforçada com um suporte fixo onde se encontra instalado o cilindro hidráulico e uma mesa móvel suportada por batentes e regulada por cabos de aço onde apoiará o conjunto a ser trabalhado.4 – Prensas São equipamentos destinados à montagem e desmontagem de conjuntos mecânicos (polias. flanges.) como também para desempenar ou dobrar eixos. acoplamentos.  Os conjuntos a serem prensados não podem sofrer desvios laterais durante a prensagem.7. além de outras aplicações. Educação Profissional 77 Created with novaPDF Printer (www. As mais usadas são prensas hidráulicas. São especificadas pela sua capacidade de carga em toneladas e suas dimensões estruturais. Cuidados gerais com a segurança operacional das prensas. A carga aplicada é acompanhada por um manômetro com leitura em toneladas.com) . embora tenham pequena variação entre os fabricantes.  As prensas normalmente possuem um parafuso na cabeça da haste do cilindro hidráulico para uma aproximação rápida.  Após a regulagem de altura da mesa móvel.2. Figura 7.

 Inicie a operação de prensagem de forma gradual. como também são os responsáveis pela amarração e posicionamentos. 7.40 Sua operação é simples. estes comprometem a segurança operacional. Na grande maioria dos casos.  Certifique-se das condições de carga para desmontagem ou montagem do conjunto e compare com a capacidade do equipamento.2.Observe os itens de segurança relacionados com o equipamento.  Ao sinal de qualquer anormalidade. abra a válvula de retorno. evitando ser atingido por partes metálicas provenientes de uma quebra acidental de um componente mecânico. sempre observando as relações do componente e do equipamento. Um bom exemplo de aplicação é a retirada e a recolocação de motores de automóveis e caminhões.5 – Guincho hidráulico para oficinas São equipamentos utilizados para movimentação de cargas. sem contudo estarem devidamente preparados para essa tarefa. tendo os principais cuidados correspondentes aos mencionados nos outros equipamentos que transportam cargas.com) .  Reflita cuidadosamente sobre o melhor posicionamento do conjunto a ser prensado no equipamento.2. São especificadas pela capacidade de carga em toneladas e pelas dimensões estruturais. o pessoal de produção ou manutenção são também os operadores dos equipamentos para movimentação de cargas.  Posicione da forma mais segura possível diante da prensa. semelhante aos macacos hidráulicos. em geral dentro de oficinas mecânicas. pense na situação e reinicie a prensagem. Figura 7. Crie dispositivos seguros se necessário. pois.novaPDF. Possuem um sistema hidráulico de acionamento manual para levantamento da lança que pode ser telescópica.6 – Cuidados na movimentação de cargas Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação e movimentação de cargas a partir do solo ou em operações ligadas à desmontagem e montagem de conjuntos em equipamentos ou instalações. Educação Profissional 78 Created with novaPDF Printer (www. Possui rodas para manobras e travamento. 7.

9 – Se a carga pender mais para um lado. Educação Profissional 79 Created with novaPDF Printer (www. 4 – Acoplar a Linga à carga. Se a carga está nivelada ou corretamente suspensa. 16 – Ao levantar a Linga verificar se ela não pode se prender a nada.novaPDF. 11 – No transporte de cargas assimétricas ou onde haja influência de ventos deve-se usar um cabo de condução que seja longo o suficiente para que se fique fora da área de risco. 8 – Ao iniciar a movimentação devemos verificar. 5 – Sair da área de risco. Tabelas de cargas. Luvas de raspa. Se as pernas têm uma carga semelhante. 13 – Certificar-se de que a carga não pode se espalhar ou tombar. Preparar o local de destino com caibros e cunhas se necessário.    Conhecer o peso e o centro de gravidade de carga. 10 – Movimentação da carga. Quando necessário.    Se a carga não se ganchou ou prendeu. abaixá-la para prendê-la corretamente. 3 – Colocar o gancho do meio de elevação perpendicularmente sobre o centro de gravidade da carga. acoplá-la ao elo de sustentação para que não possa se prender a outros objetos ou cargas. 15 – Prender os ganchos da Linga no elo de sustentação. 6 – Avisar a todos os envolvidos no processo de movimentação e a todos que estiverem nas áreas de risco. 14 – Desacoplar a Linga. Se não for utilizar uma das pernas da Linga. Procedimentos para uma movimentação 1 – Preparação. A sinalização deve ser feita por uma única pessoa.com) . 7 – Sinalizar ao operador. pegar a Linga por fora e deixar esticar lentamente. Determinar qual linga e se necessário preparar proteção para os cantos vivos.Proteção individual Utilizar em qualquer operação de movimentação de cargas.     Capacete. Botinas com biqueira de aço. 12 – Abaixar a carga conforme a indicação do movimentador. 2 – Informar ao operador o peso da carga.

porém. ao operador e outras coisas que o cercam ele está sujeito a bater o pé em objetos pontiagudos e machucá-los e é por isso que é necessário o uso de sapatos com biqueira de aço. Quando o movimentador está prestando atenção à carga. cargas em movimentação ou mesmo objetos parados.1 . guindastes. d) Tabelas de Cargas As tabelas de carga para os diversos tipos de Lingas que são utilizadas completam nosso equipamento de segurança. O perigo é que tanto o pessoal da produção quanto o pessoal da manutenção operam e movimentam. A facilidade com que os meios de elevação movimentam a carga engana quanto as situações de perigo. ele é responsável pelas duas funções. b) Proteção dos Pés Os pés correm perigo constante. portanto. assim como farpas de madeiras das cunhas e caibros e cantos vivos de cargas. onde o movimentador é também operador. Meios de elevação. etc. No setor de transportes. c) Proteção das Mãos Arames soltos em cabos de aço sempre têm machucado mãos de movimentadores. Onde existem pregos e outros objetos pontiagudos. Pela demonstração de condições de acidentes típicos é preciso que elas sejam conhecidas e conseqüentemente evitadas. deve-se usar mais a “cabeça”.equipamentos de proteção individual a) Proteção da Cabeça Devido ao risco de se bater à cabeça em ganchos. ainda existe um grande percentual de trabalho manual. que poderiam perfurar a sola.MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8. pois a qualquer instante podem cair objetos sobre os mesmos. O homem ao lado da carga que é o movimentador forma uma equipe com o operador do meio de elevação. que de agora em diante serão chamados de meios de elevação.com) . especialmente na movimentação de cargas por meio de talhas. o capacete é indispensável em qualquer lugar onde exista a possibilidade de se machucar a cabeça. por meio destes podem reduzir muito nosso trabalho braçal.2 .SEGURANÇA 8. é indispensável o uso de luvas.novaPDF.2. Capacetes devem estar à disposição e tem de ser utilizados. Educação Profissional 80 Created with novaPDF Printer (www. facilitam a movimentação de cargas. ou seja. como talhas. apesar do alto grau de automatização.1 – INTRODUÇÃO Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação com operação a partir do solo (controle remoto). A atuação do movimentador é fundamental para a execução de uma movimentação com segurança. é necessário que se use sapatos com palmilha de aço revestida. com isso exercem uma atividade a qual não estão acostumados ou mesmo preparados. 8.8 .

Travas adequadas nos ganchos do meio de elevação e do Travessão impedem que a carga possa se soltar. Para isso. existe a possibilidade de com uma oscilação. Uma trava de segurança se faz necessária sempre que exista possibilidade de acontecer que a carga se solte involuntariamente.como se assegurar que a carga não se solte Possibilidades de acidentes nunca podem ser descartadas.2.Com elas podem-se definir facilmente qual Linga e de que forma deve utilizá-las. e) Segurança no uso de laços Normas internacionais de segurança exigem que os laços de cabos de aço sejam confeccionados com olhal trançado e prensado com presilha de aço. devemos sempre passar o gancho de dentro para fora. Educação Profissional 81 Created with novaPDF Printer (www. ganchos especiais ou mesmo laços de cabo de aço curtos e rijos. nesses casos.1 8. A Linga pode se soltar do gancho do meio de elevação. Os ganchos devem ser passados pelos olhais ou pontos de amarração da carga de modo que não possam se soltar mesmo quando a Linga estiver frouxa.2 . se possível usar ganchos com travas. Quando a corrente não está tracionada os ganchos se soltam. ou mesmo o gancho da Linga. Colocar os ganchos de dentro para fora. Quando se usar garras especiais. a carga se soltar do gancho ou de o anel de sustentação da Linga se soltar do gancho do meio de elevação. Figura 8. Figura 8. Por isso é necessário que. sejam utilizados ganchos com travas de segurança. pode se soltar da carga.novaPDF.com) .2 .

82 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.com) . Os ganchos não podem ser passados por olhais muito estreitos. Figura 8.Enganchar amarrações de arame é risco de vida. Figura 8.4 .Gancho para correntes com trava em ponto de amarração.Ganchos especiais para fardos ou laços (estropos) como estes. É aconselhável a instalação de pontos de amarração especiais em peças ou máquinas que são continuamente movimentadas. Estas amarrações são muito utilizadas em fardos de telas de arame e etc.5 . para movimentar fardos. devem utilizar ganchos específicos ou pequenos estropos de cabo de aço. para que se tenha sempre um bom ponto de fixação.Figura 8. Pontos de amarração são fabricados em diversas dimensões e podem ser aparafusáveis ou soldáveis. É terminantemente proibido usar amarrações de arame como ponta de amarração. Eles devem estar livres dentro do olhal para que o tensionamento não seja feito em sua ponta pois desta forma ele abriria e escaparia do olhal.novaPDF.3 . são as soluções correta.

ou seja. é um trabalho de equipe. apenas um movimentador sinaliza ao operador. Figura 8.com) .6 Este é o procedimento correto. Peças soltas com 5 a 6 kg a mais de 4 metros de altura é risco de vida.3 . Comunicação verbal (somente quando o operador estiver próximo e possa ouvi-lo). Neste caso.7 A comunicação entre operador e movimentador pode ser feita através de:     Sinalização com as mãos. Figura 8. Ele será responsável pela operação e somente ele pode sinalizar após verificar se os outros movimentadores deixaram a área de risco e se a Linga está bem colocada. porem com diferentes intenções. Rádio-comunicação. Grampos pega-chapas devem sempre estar travados e trabalhando dentro de sua capacidade.No tratamento de semi-acabados enfardados deve-se verificar se não existem peças mais curtas sobre ou entre a carga que possam se soltar e cair. Educação Profissional 83 Created with novaPDF Printer (www. 8. Ambos os movimentadores sinalizam ao operador. um deles deverá ser eleito para sinalizar ao operador.novaPDF. o operador não deve fazer nada. Quando se tem mais de um movimentador. que está envolvido no processo de movimentação. o que é inadmissível. Apenas aquele escolhido antes do processo de movimentação em conjunto com o operador. Para evitar acidentes deve ter certeza de que a sinalização utilizada pelo movimentador é também a que o operador entende. Sinalização ótica ou sonora.COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR A movimentação de carga é normalmente uma operação que envolve mais de uma pessoa.

novaPDF.SINAIS VISUAIS São usados entre o sinaleiro e o operador para comandos dos diversos movimentos necessários para o embarque. conforme a seguir: 1. Com o braço esquerdo junto ao corpo e o braço direito esticado na horizontal.Translação do Guindaste (pórtico) Figura 8. Com o braço esquerdo junto ao corpo. com o dedo indicador mostrará a direção. em posição de “continência”. com a palma da mão virada para o operador. Atenção: Sempre deixar a área de risco antes de sinalizar ao operador. SINAL: Com o braço esquerdo junto ao corpo e antebraço direito na horizontal.com) .Movimento do Carrinho (Troley) Figura 8. e o braço direito com a mão aberta.Para a sinalização manual os sinais visuais a seguir tem se mostrado muito eficientes. saúda o operador.Início de Operação Figura 8.10 O sinaleiro ficará de frente para o Norte e a direita do mar. desembarque e movimentação de cargas. esticada na horizontal indica a direção.4 .8 O sinaleiro se identifica para o operador como o responsável pela emissão de sinais.9 O sinaleiro ficará de frente para a cabine do operador e indicará o lado para o qual deseja a translação do equipamento. 3. 2. Educação Profissional 84 Created with novaPDF Printer (www. 8. Pode-se ter variações destes sem problemas contanto que a linguagem utilizada seja compreendida pelos envolvidos.

7.11 Indica a subida simultânea dos dois ganchos.12 Indica a descida simultânea dos dois ganchos. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho nº 2. Educação Profissional 85 Created with novaPDF Printer (www. com o dedo indicador fazendo pequenos movimentos circulares no sentido horário.Abaixar os Ganchos Figura 8.com) . e o braço direito para baixo. Com os braços erguidos. 6.Subir o Gancho nº 2 Figura 8. com o dedo indicador girando sempre no sentido anti-horário.Subir os Ganchos Figura 8.4. Com os braços para baixo e os dedos indicadores girando sempre no sentido anti-horário. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho n° 2. com o braço direito para cima.14 Com o braço esquerdo erguido.novaPDF. 5.Abaixar o Gancho nº 2 Figura 13 Com o braço esquerdo erguido. os dedos indicadores girando sempre no sentido horário.

determina a elevação. 10.com) . indicador e polegar direitos. elevação. Educação Profissional 86 Created with novaPDF Printer (www. etc. com o dedo indicador apontado para baixo.Abaixar o Gancho nº 1 Figura 8.8. com o dedo indicador apontado para cima. O braço direito para cima.15 A mão direita levantada. 9.16 A mão esquerda levantada. O braço direito para baixo. imitando o movimento de abrir e fechar. indicando o gancho nº 1.Movimentos Lentos Figura 8. içamentos. aproximação. com o dedo indicador apontado para cima e efetuando pequenos movimentos circulares no sentido horário. aproxima-os.Subir o Gancho nº 1 Figura 8. direção. arriamento.17 Pequenos movimentos deverão ser antecipados por este sinal nas atividades de translação. realizando pequenos movimentos circulares. com o dedo indicador apontado para cima. determinando o abaixamento. Com os dois dedos. determina o gancho nº 1.novaPDF.

A pessoa deverá cruzar os antebraços.novaPDF. 14. Qualquer pessoa pode fazer este sinal. 12.21 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança.Sinal de Espera Figura 8. Com os dois antebraços erguidos para frente.Abrir a lança CG Figura 8.11.20 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança. e com o polegar direito indicando para a esquerda.19 Este sinal é de parada e espera sem nenhum movimento com o equipamento a não ser com autorização do sinaleiro.Fechar a Lança do CG Figura 8. O sinaleiro cruza os braços. Educação Profissional 87 Created with novaPDF Printer (www. determina o fechamento. Não pode ser feito nenhum movimento com o equipamento. com as mãos fechadas. 13. mesmo sem autorização do sinaleiro. Com os dois antebraços erguidos para frente. à altura da cintura. com o polegar esquerdo indicando para a direita. com as mãos abertas.Parada de Emergência Figura 8.com) . com o polegar esquerdo indicando para a esquerda e com o polegar direito indicando para a direita. com as mãos abertas à altura do rosto.18 Este sinal é de parada de emergência.

e acaba tendo o dedo esmagado ou pior. Acidentes sempre acontecem quando o movimentador tenta rapidamente.15. com as palmas das mãos voltadas para baixo. com o polegar erguido. com o antebraço direito erguido para frente. Ao depositar a carga devemos observar.23 Este sinal é de término das tarefas. não podemos pará-la com nossa força. não devemos fazê-lo com as mãos. Com os braços caídos. 16. ela tem uma energia potencial tão grande que. deve-se assegurar que ele não possa rolar.com) .22 Com o braço esquerdo junto do corpo. com os dedos indicador. 8.Finalização da movimentação O movimentador só pode sinalizar.Término da Tarefa Figura 8.5 – ACESÓRIOS DO MOVIMENTADOR Cunha: Devem evitar que a carga escorregue ou se espalhe. anular e mínimo fechados. utilizando caibros. o sinaleiro os move horizontalmente. As fibras de madeira devem estar no sentido longitudinal da cunha para que elas não possam se quebrar e para que possam ser pregadas quando necessário. para que a carga seja depositada. após ter verificado se todos os envolvidos (ou não) estejam fora da área de risco. Se o material for redondo.4. preparar ou limpar a área de destino. mas sim.1 . Se a carga ao ser depositada deve ser ajeitada manualmente. enquanto a carga desce.Giro da Coluna do CG Figura 8.novaPDF. por meio de acessórios como ganchos e engates ou cabos. Quando temos que ajeitar a carga ou estabilizá-la. pois mesmo quando movimentada com a mão. Educação Profissional 88 Created with novaPDF Printer (www. 8. não podemos ficar ela e obstáculos fixos. depois de movimentada. médio. por exemplo. indica o sentido de giro com meia volta do dedo ao redor do próprio corpo. para que tenhamos uma base que facilite a retirada da Linga por baixo da carga.

5. os caibros devem ser grandes o suficiente para que a Linga possa passar livre por baixo da carga e para suportar o peso sobre eles depositado.24 8. pesar.novaPDF. Com o gancho de engate pode-se. na posição 2. para que a Linga possa ser passada por baixo novamente.25 Educação Profissional 89 Created with novaPDF Printer (www. Gancho de engate: Fabricado a partir de arame dobrado e com punho possibilita ao movimentador manter suas mãos fora de perigo.1 – A carga: peso e controle de gravidade Qual o peso da carga a ser elevada? Para responder a esta pergunta. Por estes motivos. pedaços de caibros trincados podem ter a velocidade de uma bala e sempre ocasionam acidentes. Num estalo. Para evitar prender os dedos devemos pegar os caibros pela lateral. Derruba a pilha.Caibros: Tem a finalidade de manter um vão livre entre a carga e o solo para que a Linga possa ser retirada por baixo da carga e em caso de nova movimentação. existem 4 possibilidades:  Conhecer. calcular e supor. O ideal é quando a peça tem seu peso indicado (pintura ou plaqueta) para peças prontas e em estaleiros. jamais devemos usar caibros com menos de 8x8cm. é normatizado que peças acima de uma tonelada tenham seu peso indicado. Figura 8. Prejudica a Linga. Ao empilhar vigas e chapas grandes. por exemplo. puxá-la até um determinado ponto. Puxar a Linga por baixo da carga sem caibros:    Prejudica a carga.com) . Figura 8.

peças de aquecimento e refrigeração ou outras peças passíveis de amassamento.Esta norma deveria ser praxe em qualquer indústria. Outra possibilidade de se encontrar o peso são os borderôs ou ordens de fabricação que deveriam indicar o peso. ou mesmo talhas com balança embutida com mostrador digital no comando. Correntes: para materiais em altas temperaturas e cargas que não tenham chapas ou perfis. Figura 8. de baixo peso. Lingas de corrente com gancho podem ser acoplados aos olhais da carga. Desde abril de 1979 é obrigatório que estes ganchos tenham uma trava. Aplicáveis são:      Cabos de Aço: para cargas com superfície lisa. Para o transporte de chapas na perpendicular deve-se usar grampos pega-chapa. de preferência com leitura digital para facilitar a leitura. peças prontas e pintadas. A pega (abertura) do grampo deve ser indicada na própria peça. como tubos.novaPDF.Balanças digitais à bateria são fáceis de transporte e de fácil leitura. Cordas de Sisal e Sintéticas: para cargas com superfície sensível. Os dois grampos são necessários para que se garanta a estabilidade da Educação Profissional 90 Created with novaPDF Printer (www. Não aplicáveis são:    Cabos de Aço: para materiais com cantos vivos ou em altas temperaturas. cilindros de calandragem. Cintas e Laços Sintéticos: para cargas com superfícies extremamente escorregadias ou sensíveis. Correntes: para cargas com superfície lisa ou escorregadia. Cintas e Laços Sintéticos: para cantos vivos e cargas em altas temperaturas. oleosa ou escorregadia. Quando tivermos que pesar uma carga o ideal é que tenhamos uma balança de talhas. assim como laços de cabo de aço com ganchos para aplicação nos olhais da carga. como por exemplo. Para o transporte de chapas deve-se usar sempre dois grampos que tenham uma peça compatível com a espessura da chapa. Fabricantes de máquinas e peças têm se empenhado muito em indicar o peso em suas peças (e cargas). Neste caso a corrente deve ficar na área de desgaste onde possivelmente existam cantos vivos e o cabo fica nas extremidades exercendo função de suporte e facilitando a passagem da Linga por baixo das cargas.26 . Comando com indicação digital da carga. eixos. Combinação Cabo e Corrente: para o transporte de perfis e trefilados.com) .

ainda mais é a definição do centro de gravidade. Estes dispositivos são projetados para cargas específicas e só devem ser usados para as quais foram construídos. Nas peças simétricas esta definição é fácil. deve-se usar grampos com trava. Se a definição do peso é importante. Chutar é a pior alternativa. 8. Quando essas possibilidades não existem não resta outra alternativa se não calcular ou pedir à supervisão que calcule o peso.2 – Estiga QUAL A LINGA PARA QUAL APLICAÇÃO? Para movimentar cargas com meios de elevação são utilizados lingas e dispositivos de movimentação. Também para movimentar as chapas na horizontal. Figura 8. As Lingas são.com) .carga.5. travessões. Se o centro de gravidade é desconhecido não se sabe onde alinhar o gancho de elevação. menor a capacidade de carga do guindaste. mais na maioria das vezes. sempre travar os grampos. os quais nem sempre são dotados de travas que permitam que a carga se solte. A capacidade de um guindaste de lança depende de quanto se avança a lança. se a chapa balança. etc. mas em máquinas e peças assimétricas onde o centro de gravidade é deslocado.novaPDF. pois. peça ou mesmo embalagem. A escolha da Linga deveria ser feita pela engenharia de produção ou pelo planejamento. cintas e laços sintéticos. Para o transporte de perfis existem diversos tipos de dispositivos de movimentação. o ideal seria que houvesse uma indicação na máquina. pois chapas finas tendem a se dobrar o que pode fazer com que se soltem dos grampos e caiam. São considerados dispositivos de movimentação: ganchos e garras especiais. Por meio delas é que se faz o acoplamento da carga ao meio de elevação. podendo se quebrar nos cantos. 91 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. quem tem de escolher é o próprio movimentador.27 O cabo é passado por baixo da carga e a corrente a suporta com menor desgaste. por exemplo: cabos. suportes para eletroímãs. Quanto mais distante a carga estiver. correntes. as ranhuras da garra desgastam rapidamente. pois somente com muita experiência em peças semelhantes é que se tem a possibilidade de chegar a um resultado satisfatório. O limitador de carga da máquina não deve ser usado por erros de cálculos do operador. Antes de movimentar. Dispositivos de movimentação são aqueles que fazem um acoplamento direto ou mesmo através de uma Linga à carga.

.. Portanto............ Preto Poliamida ....Cordas As cordas são o mais antigo tipo de Linga.. Vermelho Cânhamo de Manilha ...... um total de 114 fios...................... Verde Sisal . trançadas ou encapadas....... Um cabo é feito com diversas pernas em redor de um núcleo ou alma....... Por normalização internacional as cores que identificam as fibras são: Cânhamo ............. Verde Poliéster ................... que se saiba qual é a fibra para se conhecer sua capacidade de carga..28 92 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.................... Antigamente................ ALMA – É o núcleo do cabo de aço.............. Azul Polipropileno ..................com) .. Figura 8. LEITURA – Exemplo: cabo 6 x 19 O primeiro número (6) representa a quantidade de pernas de que é constituído. para cânhamo e poliamida.........Cabos de Aço a) Terminologia PERNA – É o agrupamento de arames torcidos de um cabo.. O segundo número (19) especifica a quantidade de arame que compõe cada perna.... é necessário.... Em cordas.. são muito finas e não devem ser utilizadas para movimentação......... Em cordas a partir de 16mm deveria haver identificação do fabricante e do ano de fabricação.. Elas são produzidas a partir de fibras que são torcidas........... trevira e outros............. mas.. Poliéster ou Polipropileno que às vezes são comercializadas com nomes comerciais como nylon. Como diferenciar as diversas fibras? Uma vez que existem diversos tipos de fibras com diferentes capacidades.... ......... não é passível de ser confundida uma vez que o cânhamo tem um acabamento rústico e a poliamida um acabamento muito liso...... a partir de 3mm de diâmetro deve-se ter uma filaça de uma determinada cor para identificar a fibra....... Marrom A cor verde......................................... diolen................... tendo cada uma delas 19 fios............................. ou seja..... que se conhece...................novaPDF................. o cabo 6 x 19 tem 6 pernas. Hoje estas fibras são substituídas por fibras sintéticas como Poliamida... cordas abaixo de 16mm de diâmetro.................... as fibras que se utilizavam na fabricação de cordas eram fibras naturais como Sisal ou Cânhamo..........

AACI – Alma de Aço com Cabo Independente – combinação de flexibilidade com resistência à tração. com isso o diâmetro do cabo é reduzido.b) Classificação quanto a Alma AF – Alma de fibra (cânhamo) maior flexibilidade. Torção Torção à DIREITA: quando as pernas são torcidas da esquerda para a direita. Figura 8. Torção à ESQUERDA: quando as pernas são torcidas da direita para a esquerda.31 Figura 8. sendo a primeira na perna e a segunda na torcedura do cabo. AA – Alma de Aço – maior resistência à tração. Educação Profissional 93 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.32 Cabos de aço com alta capacidade de carga são construídos a partir de arames trefilados a frio com uma resistência de 1770 mm².30 Torção REGULAR: quando os fios de cada perna são torcidos em sentido oposto à torção das próprias pernas (em cruz). o que se explica pela acomodação das pernas sobre a alma. O arame individual fica numa helicoidal dupla. Nota: Os cabos AA (Alma de Aço) tem 7. Com aplicação de carga no cabo é feita uma alteração no seu volume. Arames individuais são trançados primeiramente para formar uma perna e estas pernas por sua vez são trançadas para formar o cabo de aço. Torção LANG: quando os fios e as pernas são torcidas na mesma direção (paralelo).com) . Figura 8.29 Figura 8. Maior estabilidade. A torção LANG tem por característica o aumento da resistência à abrasão e da flexibilidade do cabo.5% de resistência à tração a mais de 10% no peso em relação aos AF (Alma de Fibra).

33 Cabos velhos onde o óleo já foi consumido e cabos que trabalham em temperatura que já perderam seu óleo por evaporação ainda não perderam resistência mas.novaPDF. Por isso deve-se periodicamente lubrificar os cabos externamente com óleo adequado. Somente quando se tem vários arames rompidos é que a capacidade de carga diminui. A alma não tem somente função de apoio.34 . é aplicável para diversas finalidades. habitualmente. mas funciona também como reservatório de óleo. uma alma que pode ser feita a partir de fibras naturais. Aqui. portanto. Figura 8. é composto de seis pernas e da alma que retém o lubrificante.com) . guindastes ou talhas. sintéticas ou de aço. pois logo a frente estará prensado entre outros e ainda contribuindo para a capacidade de carga. O cabo assim composto é utilizado para Lingas. as pernas comprimem a alma que libera o óleo. Ele nunca se rompe sem que antes vários arames se rompam. O cabo de aço. no interior do cabo. Um único arame rompido é de pouca importância. perderam vida útil. Ele tem uma boa deformidade e.Para apoio das pernas existe. Quando o cabo é solicitado.Tabela de carga para cabos Educação Profissional 94 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. com isso o atrito dentro do cabo é reduzido. fica demonstrada uma boa característica do cabo de aço.

dos outros tipos acima. c) Extra flexível: construção 6 x 31. 6 x 43.37 Figura 8. d) Tipos WARRINGTON – Pernas do cabo construídas com duas bitolas de arames. 18 x 7. sendo o cabo menos flexível da série. a cordoalha tenha uma maior capacidade de carga que o cabo. São os cabos classificados em: a) Pequena flexibilidade: construção 3 x 7. O tipo mais flexível é o cabo de aço que é composto de diversas pernas e alma. b) Flexíveis: construção 6 x 19. A alma no interior e a diferença de área metálica fazem com que um mesmo diâmetro. não devem ser utilizados para movimentação.35 Figura 8. SEALE – Pernas do cabo construídas com três bitolas de arame. 6 x 61. 1 x 7 (cordoalha). pois os arames mais finos encontram-se na periferia.Cabos de aço fabricados em espiral (cordoalhas) ou uma perna simples. 6 x 7. É um termo intermediário entre a flexibilidade e resistência ao desgaste.38 Educação Profissional 95 Created with novaPDF Printer (www. 6 x 25. 6 x 21.com) .novaPDF. c) Flexibilidade A flexibilidade está condicionada ao número de arames que o compõem. Figura 8. pois tem uma estrutura muito rígida e são feitos apenas para tensionamento. 6 x 37.36 Figura 8. COMUM – As pernas do cabo são construídas por um só tipo de arame. porém mais resistente ao desgaste à abrasão. bastante flexível e menos resistente ao desgaste. 6 x 41. FILLER – Pernas do cabo construídas com vinte e cinco arames (seis de enchimento) apresentando boa flexibilidade. 8 x 19. 6 x 47.

40 Medição do cabo de aço.................................. Figura 8.. Mínimo 42 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 18 vezes o Ø do cabo 21 vezes o Ø do cabo 34 vezes o Ø do cabo Recomendado 72 vezes 51 vezes 45 vezes 27 vezes 31 vezes 51 vezes Resistências dos Cabos de Aço A resistência teórica dos cabos se determina somando-se a resistência dos arames que compõe......... resistência efetiva d) Cabos 6x37...... resistência efetiva c) Cabos 6x7............ 8 x 19 ............................... Educação Profissional 96 Created with novaPDF Printer (www. 6x47.............................................................................................. 6 x 37............................. 6x25... 6x61.... Cabos já utilizados em guindastes ou outros meios de elevação não podem ser utilizados novamente numa composição de Linga........... resistência efetiva 96% da teórica 94% da teórica 85% da teórica 80% da teórica 72% da teórica A carga de trabalho de um cabo em movimento é 1/5 (um quinto) de sua carga de ruptura mínima......................................... 8x19.novaPDF.............. 43 .......... incluindo-se as almas dos mesmos..com) ............................ quer sejam de aço ou de fibra. resistência efetiva e) Cabos 6x42............39 Figura 8........... resistência efetiva b) Cordoalhas 19 fios......... conforme demonstrado na figura abaixo............ Tabela de Diâmetros Ideais de Tambores e Polias Seguem os diâmetros ideais das polias ou tambores conforme a formação do cabo: Diâmetro do Tambor ou Polia Tipo de Cabo 6 x 7 ... 41............ 6 x 19 . 6x41...Para definir a carga de trabalho de cabo pelo seu diâmetro deve-se medi-lo. Ele pode ter um grande desgaste interno que não é visível externamente............ 18 x 7 ............. 6x43... 6 x 25 .............................. A carga de ruptura efetiva diminui conforme aumenta o número de arames: Exemplos: a) Cordoalhas 3 a 7 fios..............

que normalmente é composta por duas letras. Presilhas de alumínio devem deixar a ponta à mostra para controle e devem ter a marca da firma que executou a prensagem.com) .novaPDF. b) Cabos tração horizontal.Laços Um cabo de aço é tão bom quanto o laço que é feito com ele. d) Manutenção na sua posição original dos arames que se quebram. e) Elevadores baixa velocidade.. talhas elétricas. fator 3 a 4 fator 4 a 5 fator 5 fator 6 a 8 fator 8 a 10 fator 10 a 16 Pré-formação: É processo de fabricação cuja finalidade é a de eliminar as tensões internas e torções inerentes aos arames de alto carbono. c) Cabos para guinchos e terraplan. b) Maior resistência à fadiga de flexão. Exemplo: a) Cordoalhas e cabos estáticos. São as seguintes as vantagens apresentadas pelos cabos pré-formados: a) Aumento à flexibilidade. c) Eliminação das tensões internas. f) Elevadores alta velocidade. As pernas dos cabos pré-formados se acomodam na posição Helicoidal que ocupam no conjunto. Laços para formação de olhais são feitos por trançamento ou prensagem.41 Educação Profissional 97 Created with novaPDF Printer (www. e) O não desenrolamento das extremidades cortadas. não se desfiando. utilizados na fabricação de cabos de aço. . d) Pontes rolantes.O fator de segurança é a relação entre a carga de ruptura mínima e a carga aplicada. Figura 8.

Laço Trançado a Mão Figura 8.43 .46 . Educação Profissional 98 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8.Olhal Flamengo Figura 8.47 Mesmo antes de ser colocada a presilha de aço.Olhal Flamengo com sapatilha protetora Figura 8.novaPDF.Laços Figura 8.45 . e em seguida a outra metade é entrelaçada no espaço vazio da primeira.Olhal Flamengo com estribo protetor Figura 8. separando-se as pernas 3 a 3. A presilha é de aço especialmente ensaiado e aprovado conforme rigorosa especificação. o olhal já é capaz de suportar uma carga superior à carga de trabalho do laço. Principais vantagens do olhal Flamengo: 1 Olhal mais resistente e seguro 2 Carga centrada Figura 8.42 .Laço sem fim O olhal Flamengo é feito abrindo-se a ponta do cabo em duas metades. Uma metade é curvada para formar um olhal.48 3 Presilha de aço de pequenas dimensões e de superfície lisa.com) .44 .

não são mais normalizados e não devem ser utilizados para movimentação.m 10 20 41 61 88 88 129 176 305 305 305 488 488 488 583 800 1. Tabela 8. Laços feitos com grampos devem ser usados apenas para uma única aplicação.020 kg.5/8” 7 1. NÚMERO MÍNIMO DE GRAMPOS ESPAÇAMENTOS ENTRE GRAMPOS EM MM 29 38 48 57 67 76 95 114 133 152 172 191 210 229 248 267 305 343 o início de uso do TORQUE ib. Educação Profissional 99 Created with novaPDF Printer (www. Todos os mordentes estão no cabo portante. Grampos construídos conforme DIN 741 (grampos leves) com porcas simples e pequena área de apoio.1/2” 7 1.3/4” 7 2” 8 2.3/8” 7 1.49 Figura 8.50 Pronto para usar.com) .1 DIÂMETRO DO CABO EM POL.A norma DIN 1142 prescreve que somente grampos com porcas auto-travantes e uma grande área de apoio podem ser utilizados.1/4” 8 Nota: Os grampos deverão ser reapertados opôs . Figura 8.Cintas As cintas de movimentação são fabricadas a partir de fibras sintéticas.1/4” 6 1. Todos os grampos devem ser montados de forma que o mordente se prenda a perna portante. N. para que não sejam utilizadas erroneamente.5 15 30 45 65 65 95 130 225 225 225 360 360 360 430 590 750 750 cabo de aço. Com relação ao seu próprio peso.020 1.ft 7.1/8” 6 1.novaPDF. devendo ser desfeitos logo após a utilização.m 1 2 4 6 9 9 13 18 31 31 31 50 50 50 59 82 104 104 3/16” 3 1/4" 3 5/16” 3 3/8” 3 7/16” 3 1/2" 3 5/8” 3 3/4" 4 7/8” 4 1” 5 1. Quanto maior o diâmetro do cabo mais grampos são necessários. as cintas têm uma capacidade de carga e não prejudicam a sua superfície. No mínimo 3 grampos são necessários (grampo pesado) para se fazer um laço com cabo de aço fino.

Esta acumulação de água pode também fazer com que em dias muito frios ela possa se enrijecer (congelar) e ficar quebradiça. e são pouco flexíveis. Elas têm uma boa resistência quanto á luz e calor e também ácidos solventes. Com terminais metálicos. Com olhais reforçados. eles devem ser feitos de forma que seja possível passar um pelo outro para que se possa fazer uma laçada.Figura 8. A desvantagem das cintas de poliamida está no fato de que elas absorvem muita água em ambientes úmidos o que reduz sua capacidade. As cintas de poliamida devem ter uma etiqueta verde de identificação e são resistentes à bases. além de excepcional resistência a sucessivos carregamentos. levando-se em conta seu peso próprio.51 As cintas de poliéster devem ter uma etiqueta azul para que sejam reconhecidas. o fabricante deveria ser consultado para maiores esclarecimentos. o que faz com que seja o tipo de cinta mais utilizada. Para reduzir o atrito e para evitar cortes nas cintas podemos usar revestimentos com materiais sintéticos resistentes. Com olhais sem reforço. Cintas de movimentação feitas de polipropileno (etiqueta marrom) tem uma baixa capacidade de carga. Para utilização de cintas em banhos químicos. Educação Profissional 100 Created with novaPDF Printer (www. Ela só não resiste à base e por isso não deve ser lavada com sabão. Devido ao envelhecimento das fibras. Mas elas têm uma boa resistência química e são utilizadas em casos especiais. a data de fabricação das cintas deve estar na etiqueta. Normalmente estes de perfis são ajustáveis à cinta. em especial de poliuretano. O NYLON é a mais forte das fibras sintéticas e apresenta uma alta capacidade de absorção de força.novaPDF. No caso de terminais metálicos. Elas têm também uma boa elasticidade. em especial quando usadas ao ar livre ou em banhos químicos. As formas mais comuns de cintas são:     Cesto sem fim.com) .

Cintas tipo Anel devem ser examinadas em todo seu comprimento e perímetro. a) Segurança também requer Inspeção As cintas devem ser examinadas em intervalos não superiores a duas semanas.52 Para utilização de cintas existem algumas regras especiais:       Quando se eleva uma carga. Após utilização em banhos químicos.Nunca aplique uma sobrecarga no equipamento de elevação.Examine os dois lados da cinta. 2.Todo equipamento deve ser examinado somente por uma pessoa. 4º . 1º .com) .Uma operação suave e balanceada rende muito mais. 3º . as cintas devem ser neutralizadas e enxaguadas para que não haja concentração química. quando usadas em levantamentos gerais de diferentes tipos de cargas. o ângulo de abertura entre as pontas da cinta não deve ultrapassar 120°. b) 10 itens para um levantamento seguro. Educação Profissional 101 Created with novaPDF Printer (www. As cargas não podem ser depositadas sobre as cintas para que não sejam danificadas.novaPDF. nas limitações de peso e estabilidade. Somente cintas com olhais reforçados podem ser utilizadas em laço.Coloque a cinta em uma superfície plana com área apropriada. 1. além de evitar desgaste do equipamento e acidentes. designada para esta inspeção. 5º . Para utilizar diversas cintas num travessão todas devem estar numa perna perpendicular para não haver esforço maior numa das pernas. Não se pode dar nó nas cintas. 2º .As alças dos olhais devem ser examinadas particular e cuidadosamente.Figura 8. 3.Não exceder às especificações do fabricante.

Somente corrente que tenham elos com passo igual a 3 vezes o seu diâmetro podem ser utilizadas para movimentação e amarração de cargas.Lingas de Correntes a) Correntes para lingas Correntes são fabricadas em diversas formas e qualidades. Primeiramente os elos são dobrados e depois soldados. evitando assim que a corrente se dobre. c) Formas de Levantamento As cintas elevam e movimentam sua carga em qualquer uma das quatro formas diferentes de levantamento ilustrado. Diversos testes são feitos durante e após a fabricação para que as correntes sejam certificadas.54 Figura 8. Durante a produção.Não deixe a carga em contato direto com o piso. Coloque calços ao descarregá-la para melhor poder elevá-la.Utilize ganchos com um raio de apoio nunca inferior a “1”. são realizados testes de tração e ruptura. 10.Nunca use cintas avariadas. alguns elos são dobrados em diversos sentidos para verificar a solda e após a produção e tratamento térmico.Posicionar a cinta corretamente na carga. quando aplicadas em ângulos retos. Esta regra se explica pelo fato de que correntes assim construídas. Galvanizadas. 9. Posteriormente. é feito o tratamento térmico (correntes de grau) e ensaio de tração. O passo de um elo é o seu comprimento interno. 7. 6. verifique se o total do peso está bem distribuído na tensão dos vértices da cinta. 5.Não posicione a cintas em cantos agudos ou cortantes.4. de seção lisa e redonda.56 . Calibradas (Especiais para Talhas) Educação Profissional 102 Created with novaPDF Printer (www. Algumas cintas são especificamente designadas para serem utilizadas em somente um tipo de levantamento. 8.Quando elevar uma carga pesada com mais de uma cinta. após o uso.Evite a colocação de mais de 1 par de cintas. b) Correntes Soldadas Comuns. para propiciar uma fácil remoção. no mesmo gancho.55 Figura 8. os elos se apóiam nos elos vizinhos.novaPDF. Figura 8.53 Figura 8.com) .

ou seja.5 14.550 3.660 1.0 8.2 .240 0.5 7.800 1.000 As correntes calibradas têm as medidas exatas.Figura 8. 100% da carga admissível (carga de segurança) Lingas simples – em aço forjado usadas em fundições.57 .Corrente de Aço Forjado e Amarras até 3” c) Correntes Forjadas Tabela 8.0 5.0 3.0 15.310 0.0 22.500 8.0 9.novaPDF.0 4.0 12.500 4.5 11. 13 x 17 -14 x 21 16 x 28 17 x 26 16 x 31 17 x 28 18 x 31 18 x 28 19 x 32 20 x 31 25 x 46 24 x 36 25 x 47 25 x 39 26 x 46 27 x 42 27 x 48 28 x 44 29 x 48 33 x 50 32 x 58 34 x 49 36 x 61 38 x 54 38 x 61 39 x 59 43 x 66 50 x 74 53 x 82 68 x 102 75 x 112 Peso aprox.500 4.800 2. empreiteiros de construção e para todos os trabalhos onde se tornam necessários guindastes para remoção de material. como cargas e descargas de navios e caminhões.com) .680 0.500 5.000 10.5 19. aprox.3 3.0 9. pontes rolantes.000 5.200 Carga de segurança em kg -100 120 180 200 280 330 380 480 550 800 900 1.Tabela de Medidas e Pesos Aproximados Diâmetro em mm 2.113 0. p/m Elos curtos kg 0.5 4.0 6.000 1.5 5.850 2.000 2.5 6. Segue tabela de cargas de trabalho Lingas de Correntes Tipo A Tipo B Tipo C Tipo D Tipo E 103 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.350 0. são testadas em máquinas de provas de acordo com a tabela acima e com o coeficiente 2.050 1.160 0. p/ as Correntes comuns Custos Comp.300 1.600 0.500 1. dos Elos em mm.0 Medidas ext.490 0.

7 1/2" 4.300 Dimensões Aproximadas Âng.4 Quadro de Cargas de Trabalho Lingas Duplas Bitolas da Corrente Cargas de Trabalho mm Polegadas Âng 45° Âng.60 Tabela 8.650 7.700 9. Kg 8 5/16” 500 9.000 12.100 15.750 12.200 3.200 2.000 3.100 22.800 11.300 28.670 Lingas Duplas. 60° Âng.600 20.700 6.400 22.100 24.600 25.2 7/8” 4. Quádruplas.1/4” 26.150 8.250 1.novaPDF.400 11.000 9..250 2.4 1” 5.2 7/8” 12.8 1.6 1. 120° kg 700 1.7 1/2" 1.800 3.58 Figura 8.3 .150 1.200 19.com) .350 1.1/4” 9.6 1.500 19 3/4" 3. Figura 8.9 5/8” 6.900 15.350 5.59 Figura 8.9 5/8” 2.600 25.1/8” 20.4 1’ 15. 90° kg kg kg 8 5/16” 1.Tabela 8.500 15.8 1.5 3/8” 2.900 8.200 14.900 28. Triplas.500 Educação Profissional 104 Created with novaPDF Printer (www. em Corrente de Aço forjado testadas.200 19 3/4" 9.1/8” 7.700 5. etc.500 31.5 3/8” 850 12.Quadro de Cargas de Trabalho Bitola da Corrente Carga de Trabalho mm poleg.100 15.100 6.700 31.

d) Corrente – laço sintético Assim como a cinta. a) Cabo – corrente – cabo: Usa-se o cabo para passar por baixo da carga. A carga deve ser transportada sem que a Linga seja sobrecarregada. A parte que envolve a carga é uma corrente de grau 8 o que. Princípios básicos:     Quando a carga á aplicada em uma ou mais pernas perpendiculares e a carga é aplicada de forma igual sobre as pernas. b) Corrente com encurtador – cabo: Quando o cabo é necessário para que se envolva a carga e precisa-se também de ajuste no comprimento da Linga. tabela ou etiqueta define a massa que pode ser elevada com a Linga. cinta e combinada) deve-se também definir o dimensional das mesmas. Com essa combinação tem-se a vantagem da durabilidade da corrente e da facilidade de substituir a cinta quando necessário. Nunca considerar a carga pelo dimensional da corrente. Para definir a carga aplicada na Linga deve-se saber:   Se a carga será transportada por uma ou mais pernas perpendiculares. maior a Linga a ser utilizada. Quanto maior a angulação.com) . pois nestes casos normalmente ela está super dimensionada com relação aos outros materiais aplicados. Fora à possibilidade de ajuste no comprimento da Linga usando garras de encurtamento. facilitar o manuseio e também poupar a carga.LINGAS COMBINADAS Para a movimentação de cargas temos alternativas para melhorar a durabilidade. por exemplo. Se a carga será transportada por duas ou mais pernas em ângulo.novaPDF. o laço sintético pode ser conjugado com a corrente e seus acessórios e manter a boa característica do laço que é a de poupar a carga de danos superficiais. usa-se esta combinação. Educação Profissional 105 Created with novaPDF Printer (www. CAPACIDADE DE CARGAS DAS LINGAS Após definir qual tipo de Linga que será utilizada (cabo. corrente. menor a capacidade e. A capacidade inscrita na plaqueta. c) Corrente – cintas: As cintas são utilizadas principalmente no transporte de peças acabadas ou semi-acabadas onde a superfície não pode ser danificada. Quando a Linga forma um ângulo diminui a capacidade de cada perna. portanto. pode-se somar as capacidades das mesmas. deve-se contar com a capacidade de apenas duas. Em Lingas combinadas devemos atentar para que a plaqueta de identificação seja feita de acordo com a parte mais frágil da Linga. Quando a carga não é aplicada igualmente sobre as pernas. Podemos conseguir isso combinando diversos materiais. no transporte de trefilados garante uma boa durabilidade e bons custos.

nesses casos deve-se usar uma Linga onde uma perna suportaria toda a carga. Quando uma carga é assimétrica seu centro de gravidade está deslocado e portanto uma perna é mais solicitada que a outra.: Ângulos acima de 60° não são permitidos. Como ângulo de trabalho.63 A carga pende para um lado por isso a angulação de trabalho das pernas é diferenciada.61 Com ângulos de trabalho acima de 60° a força aplicada em uma única perna. Educação Profissional 106 Created with novaPDF Printer (www.62 ERRADO Ângulo de trabalho não permissível.com) .Figura 8. Obs. Ângulo maior que 60° Figura 8. Portanto. Com a utilização da tabelas de carga e o conhecimento dos ângulos pode-se sempre escolher a Linga correta. entende-se o ângulo que se forma numa perpendicular a lateral da carga e linga.novaPDF. excede o peso da carga em si. Figura 8.

deve-se aumentar o fator de segurança.com) .5 .65 Educação Profissional 107 Created with novaPDF Printer (www. Se esse diâmetro for menor.Exemplo de Tabela Figura 8.CABO 6 x 25 FILLER + AF “CIMAX” FATOR DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) As cargas de trabalho dos Olhais Flamengo dobrados são baseados em diâmetros de curvatura mínimos de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo. 2) Para dimensões diferentes dos olhais e outros diâmetros consultar o Fabricante. Cargas de Trabalhos dos Laços com Olhais Trançados Tipo T Figura 8.64 Cargas de Trabalho do Olhal Flamengo Tipo C Tabela 8.novaPDF.

5.com) .Tabela 8. 8. Figura 8.Sapatilhas protetoras tipo pesado Especialmente dimensionadas para evitar a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.CABO 6 X 47 AF (I.0mm.67 Educação Profissional 108 Created with novaPDF Printer (www.3 – Outros acessórios .) COEFICIENTE DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) Normalmente são fabricados laços com olhais trançados com cabos de diâmetro acima de 38. de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo. 2) As cargas de trabalho dos laços dobrados são baseadas em diâmetros de curvatura mínimos nos pontos de contato das cargas. Figura 8.novaPDF.P.S.66 .Sapatilhas compactas Normalmente utilizadas na fixação de cabos de aço de pontes rolantes ou guindastes.6 .

Ganchos forjados com olhal Forjados em aço carbono.71 109 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. para maior segurança.68 .com) . Submetidos a uma carga de prova superior em 50% à sua carga de trabalho. podendo ainda ser reaproveitados na troca do superlaço.70 . Obs. Figura 8. Proporcionam proteção de olhais padrões ou de dimensões especiais. Figura 8.novaPDF. garantindo máxima segurança na sua utilização.Anéis tipo pêra Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho. Dimensionados para entrar diretamente no gancho da ponte rolante ou guindaste.. Evitam a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.Anelões Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho.: Podem ser encontrados com trava de segurança.69 .Estribos protetores especiais Fabricados com materiais de alta resistência. Figura 8. Podem ser aplicados em quaisquer dos conjuntos apresentados.

que corresponde a duas vezes a carga de trabalho. Podem ser fornecidas com pino rosqueado ou contrapinado. Figura 8.74 . tendo um canal redondo para o cabo poder deslizar.72 .com) .Ganchos corrediços Forjados em aço de alta resistência.Soquetes abertos Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetivado cabo de aço.Manilhas forjadas Forjadas em aço carbono.Grampos pesados Grampos pesados. Ideais para fixação dos cabos de aço ou formação de olhais em cabos de aço para içamento de cargas.. Figura 8.novaPDF. Figura 8. Figura 8.73 .75 110 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Fácil colocação nos olhais dos superlaços ou fixação nas cargas a serem içadas. Fixam a carga evitando a deformação e o desgaste do cabo.

82 Figura 8.76 ..79 Olhal – Olhal Figura 8.80 Gancho – Gancho Educação Profissional 111 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com) .Esticadores forjados Figura 8. Figura 8. Figura 8.Soquetes de cunha Utilizados para fixação de cabos de aço.Soquetes fechados Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetiva do cabo de aço.81 Figura 8.78 Gancho – Olhal Figura 8.80 Figura 8. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.78 Figura 8. permitindo posterior regulagem do comprimento.79 Figura 8.77 .

pois as forças resultantes são crescentes.      Corrente 10mm grau 2 Cabo de aço 12mm Corda de polipropileno 24mm Corrente 8mm grau 5 Corrente 6mm grau 8 Devemos demonstrar com isto o quanto a carga pode pesar em cada modo de operação. como exemplo. sempre Lingas que comportam 1000Kg por perna.84 Educação Profissional 112 Created with novaPDF Printer (www.81 Manilha – Olhal Figura 8.com) .Modos de movimentação Para efeito de cálculos usa-se.82 Manilha – Manilha 8. A carga pode ser igual a capacidade de carga da perna.85 Figura 8.Figura 8. A movimentação com Lingas de duas pernas.5. Figura 8.4 . Figura 8.novaPDF.83 A movimentação com Lingas de uma perna é mais simples. Quanto maior a angulação menor a capacidade de carga da Linga.

Dois laços com angulação: a carga está depositada em duas pernas.com) .87 Linga em cesto perpendicular à carga pode ter o peso igual a capacidade de quatro pernas independentes somadas. Só pode ser usada quando não houver risco da carga escorregar. Quando temos Lingas de quatro pernas podemos apenas contar como se fossem três pernas. Mas isso somente se o diâmetro da peça for grande o suficiente e não houver cantos vivos.86 Figura 8. portanto. Dois laços em perpendicular.Figura 8. Figura 8.89 Cesto duplo com angulação: por causa da angulação não podemos contar com a capacidade de 4 pernas individuais (4x700kg). Educação Profissional 113 Created with novaPDF Printer (www. Deve-se contar com apenas 80% da capacidade da carga. por causa da força aplicada no lançamento.88 Figura 8.novaPDF. Deve-se consultar a tabela e ver qual o diâmetro e qual a angulação que se tem e posteriormente descontar 20% da capacidade de carga por causa do lançamento. a menos que se tenha certeza de que as quatro pernas estejam igualmente carregadas.

devemos contar também com apenas 80% da capacidade de suas pernas uma vez que ela sofre dobramentos no laço e no gancho.92 Se utilizarmos uma Linga em cesto sem fim onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. Figura 8.Figura 8. Devemos contar com 80% da capacidade da carga de suas pernas uma vez que ela trabalha dobrada sobre o gancho. Figura 8.com) . Educação Profissional 114 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8. Podemos calcular com a capacidade de cada perna como cheia.novaPDF.93 Se utilizarmos uma Linga sem fim em laço.91 Se utilizarmos uma Linga em cesto ou em laço devemos contar com apenas 80% de sua capacidade de carga por causa da dobra que é feita no laçamento.90 Se utilizarmos uma Linga em cesto onde as extremidades estão presas a um único ele de sustentação onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva.

As cargas abaixo do Travessão devem ser presas de tal forma que não possam se dobrar e cair (carga ou peças individuais)..98 . Educação Profissional 115 Created with novaPDF Printer (www. Deve-se considerar como única desvantagem do Travessão o seu próprio peso.A carga está no centro. as duas fixações superiores estão igualmente carregadas. Figura 8. se a carga só estará sendo suportada em uma das fixações superiores do Travessão. evitando total ou parcialmente a angulação das pernas. pois quanto maior seu peso menor o peso que poderemos transportar.Movimentação com Travessões Com travessões pode-se fazer movimentações mesmo com pouca altura de elevação. Figura 8.com) .Em Travessões com dois pontos de fixação superior.novaPDF.94 Se utilizar Travessões e a carga não for alinhada em seu centro a carga pende e pode escorregar e cair. Movimentação com angulação invertida.97 . as Lingas podem escorregar por baixo da carga.96 Figura 8.95 Figura 8. devido a limitação do meio de elevação. Figura 8.

8. Protuberância da alma.6 . Desgastes localizados.Condições específicas .Periodicidade das inspeções A periodicidade das inspeções deve ser determinada. Formação de saca rolhas.3 . Recomenda-se que o período sem inspeção não ultrapasse 25% da vida útil prevista para o cabo. qualquer indício de deterioração que implique na perda da resistência original do cabo deve motivar uma inspeção do mesmo. as empresas e instituições procuram desenvolver métodos de controle das condições destes componentes com o objetivo de garantir uma operação segura para não haja danos materiais e acidentes de trabalho em uma atividade de transporte e içamento de cargas. o órgão de inspeção deve determinar este dado e utilizar a freqüência acima recomendada. Pernas esmagadas ou mordidas. estiver acima dos limites.6.Avaliação da inspeção Em função dos resultados obtidos na inspeção deve ser decidido se o cabo apresenta ou não a possibilidade de falha e sua taxa de deterioração é tal que permita a sua utilização.6.com) . no trecho mais danificado. A avaliação da condição do cabo deve ser feita no trecho que apresenta a máxima deterioração e estendida a todo cabo. Quando não se possuir um histórico da vida útil. com segurança.INSPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS Devido à grande preocupação que é depositada em função da performance e confiabilidade dos cabos de aço e acessórios. Independentemente da periodicidade fixada. Dobra. Algumas irregularidades que pode ser encontrada nos cabos de aço são:            Arames partidos ou desgastados. Gaiola de passarinho. para uma avaliação das condições operacionais do cabo. Corrosão.Arames Partidos Deve-se substituir um cabo em serviço quando o número visível de arames rompidos. 8. Educação Profissional 116 Created with novaPDF Printer (www. 8. Destrançamento da perna. em função das condições de uso do cabo. 8.6. Redução no diâmetro dos cabos.1 . pelo órgão de inspeção responsável. Costuras inadequadas ou avariadas.2 . até a próxima inspeção.novaPDF.

Apesar de não implicar a perda de resistência do cabo. Figura 8. . achatadas. dobras puxadas para fora. esta deformação se for severa pode transmitir uma oscilação durante a movimentação do cabo.Quando houver um ou mais arames partidos em uma distância de 5 X D (diâmetro externo do cabo) de um acessório instalado (presilhas. Educação Profissional 117 Created with novaPDF Printer (www.Redução no diâmetro do cabo O cabo deve ser substituído quando houver uma redução de 10% no valor de seu diâmetro nominal devido a alterações estruturais tais como ruptura da alma de aço ou deterioração da alma de fibra ou desgaste abrasivo externo ou corrosão externa. É necessário então realizar o procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. 8. Esta deformação deve ser medida sem carga. este defeito pode implicar em um aumento no desgaste e ruptura de arames. Qualquer evidência de arames partidos no interior do cabo indica uma condição anormal possivelmente devido à fadiga.novaPDF.com) . corrosão. o cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade deve ser refeita para reajuste do passo. acessórios danificados ou com desgaste excessivo. Quando o valor da deformação em relação ao eixo do cabo for superior a 1/3 o seu diâmetro nominal. deve ser adotado o critério fixado pela norma da empresa onde está instalado o equipamento. corrosão com ruptura de outros arames não visíveis com facilidade. Após um longo tempo de serviço. no trecho de maior deformação.Inspeção das Pernas O cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade refeita sempre que forem encontradas pernas esmagadas. soquete ou outro acessório). Caso seja observado destrançamento da perna. É importante observar que não se admite costuras em cabos de aço para guindastes.4 .6. O diâmetro deve ser medido como indica na figura abaixo: . esta região deve ser monitorada para avaliação de aumento de desgaste e ruptura de arames. baleeiras e outros equipamentos que envolvem riscos operacionais. forração folgada e outros defeitos. pernas soltas.Deformação do tipo saca-rolha Na deforma tipo saca-rolha o eixo do cabo assume a forma helicoidal. mordidas ou com folgas excessivas.Inspeção das costuras A seção costurada do cabo deve ser eliminada e uma nova costura deve ser realizada se forem encontrados partidos ou gastos.99 .

Como alternativa o cabo pode ser mantido em serviço desde que seja removido o trecho comprometido do mesmo.102 8.101 Figura 8.7 .8. É necessário verificar o estado de lubrificação do cabo. Figura 8.6. 8.Extremidade dos cabos Na inspeção das extremidades dos cabos que possuem terminais (soquetes abertos ou fechados.6 – Corrosão Outra importante verificação é em relação ao estado de corrosão do cabo.Lubrificação dos cabos. presilhas e forjados) recomenda-se prever periodicamente.5.105 8. e caso a película de lubrificante não esteja uniforme e contínua. Para efetuar a inspeção correta é necessário utilizar procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. protuberâncias no cabo ou na alma.Outros defeitos É necessário substituir o cabo quando forem detectados os seguintes defeitos: gaiolas de passarinho. Figura 8. A graxa de uso geral em cabos de aço deve ser de base asfáltica. 118 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. aplicar nova película.5.5. desgastes localizados e avarias por calor (queima por maçarico ou arco elétrico). dobras. deve ser realizada correta limpeza na superfície do cabo evitando o uso de produtos que contenham enxofre.8 .com) . avaliação do estado de corrosão internado cabo no soquete.103 Figura 8.100 Figura 8. Corrosão severa determina a substituição do cabo.104 Figura 8. através de ensaio radiográfico.5 . Antes de ser efetuada a lubrificação.novaPDF.

108 8.110 .novaPDF.Figura 8.10 .109 Figura 8. Figura 8.Inspeção em acessórios . desgaste no cavirão e/ou no corpo igual ou superior a 10% do diâmetro do projeto devem ser substituídas.Inspeções de Ganchos Os ganchos devem ser substituídos quando forem detectados um ou mais dos seguintes defeitos: Torção maior do que 10º Abertura de garganta 15% maior do que a abertura original Trincas Desgaste acentuado (maior que 10%) Nota: Para ganchos com haste deve ser verificada a liberdade de giro através do esforço manual. 8.Inspeção em Manilhas Quaisquer deformações visuais apresentadas pela manilha ou pelo cavirão são causais para substituições.5.107 Figura 8.com) .106 Figura 8.5.Inspeção eletromagnética Os cabos submetidos à inspeção eletromagnética devem ser substituídos quando apresentarem redução de seção reta metálica devido corrosão. Educação Profissional 119 Created with novaPDF Printer (www. Manilhas apresentando trincas.9 .desgaste ou abrasão (internos e externos) superior a 10% da seção original ou apresentarem um número de arames rompidos que ultrapassem ou limites estabelecidos.

114 Figura 8. Figura 8.112 Os anéis devem ser substituídos quando forem detectados os seguintes defeitos: desgaste acima de 10% da sua dimensão original.novaPDF. Liberdade de giro da polia. trincas e deformações em qualquer região detectáveis por inspeção visual ou com líquido penetrante. Existência de trincas especialmente nos canais. As polias dos moitões e cadernais devem ser inspecionadas quanto aos seguintes itens:      Desgaste e/ou deformações no canal do flange.116 120 Created with novaPDF Printer (www.Inspeção de Moitões e Cadernais Deve ser verificada a ferragem da cabeça do moitão e/ou cadernal (quando giratório) quando seu giro for por esforço manual.115 Educação Profissional Figura 8. Folga existente entre a polia e eixo. Deve ser verificada a fixação das placas laterais bem como deformações visíveis nas mesmas.111 Inspeção de Anéis Pêra Figura 1.Figura 8. Verificar se há marca no canal provocadas pelo cabo de aço.113 .com) . Caso ocorram estas marcas a polia deve ser usinada ou substituída por outra de maior dureza. Verificar também a existência de desgaste ou corrosão severa no conjunto. Figura 8.

Educação Profissional 121 Created with novaPDF Printer (www.Unir dois eixos: Pode significar a união entre motor e máquina movida ou a união de eixos de grande comprimento. São mecanismos que operam segundo o princípio de atrito.1– Definição São elementos de máquinas destinados a unir dois eixos e transmitir torque e rotação.1 – Exemplo de aplicação do acoplamento NOTA: Os acoplamentos que operam por atrito são chamados de embreagem (fricção) ou freios.9 . Subdividem-se em: Acoplamentos comandáveis transmitem força e movimento somente quando acionados.2.ACOPLAMENTOS 9. e assim.1. Empregam-se os acoplamentos quando se deseja transmitir um momento de rotação (movimento de rotação e forças) de um eixo motor a outro elemento de máquina movido situado coaxialmente a ele (Figura 9. antes de uma ruptura de um componente de maior valor agregado. mudança de rotação.1). 9. .Compensar desalinhamentos: Para maioria das aplicações os acoplamentos devem ser capazes de tolerar certos valores de desalinhamentos entre eixos ligados.CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9. isto é.Absorver choques e vibrações: Os acoplamentos modernos devem possuir a capacidade de absorver choques provocados pela partida. reversão e sobrecargas operacionais.Acoplamentos comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada poderá ser interrompida.2. os acoplamentos podem romper-se. causando a parada da máquina. Esses mecanismos recebem os nomes de embreagens e de freios.com) . anular os efeitos deste sobre os componentes da transmissão. além de atenuar os efeitos de vibrações geradas nas transmissões. obedecendo a um comando. . . Acoplamento Motor Máquina Figura 9.1.1.ELEMENTOS MECÂNICOS 9.Funções dos acoplamentos São as principais funções de um acoplamento: . 9.Atuar como fusível da transmissão: Em casos de problemas operacionais que gerem cargas adicionais sobre a transmissão.1.2.novaPDF.

Acoplamentos não-comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada é permanente.novaPDF. pneumáticos e os diretamente comandados pela máquina de trabalho.2. Subdividem-se em: Não-comandáveis Rígidos Flexíveis Torcionalmente Rígidos Torcionalmente Elásticos De engrenagem De lamelas 122 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Segundo o tipo de comando. também chamadas fricções. à mesma velocidade angular. Elas mantêm as árvores. fazem a conexão entre árvores. Comandáveis Comandados pela força aplicada Comandados pelo momento de torção Comandados pelo sentido de rotação Comandados mecanicamente Comandados hidráulica ou pneumaticamente 9.com) .As embreagens. Os freios têm as funções de regular. existem os acoplamentos comandáveis manuais. motriz e comandada.2 . reduzir ou parar o movimento dos corpos. hidráulicos. eletromagnéticos.

3. Educação Profissional 123 Created with novaPDF Printer (www. são torcionalmente rígidos.2). axial e angular. 9. Compensam desalinhamento radial. axial e angular. ..Acoplamento elástico de pinos Os elementos transmissores são pinos de aço com mangas de borracha (Figura 9.1 . Figura 9.2 – Exemplo de acoplamento rígido Os eixos dos acoplamentos rígidos devem ser alinhados precisamente. O ajuste dos alojamentos dos parafusos deve ser feito com as partes montadas para obter o melhor alinhamento possível. para evitar acidentes (Figura 9. em forma elástica ou em forma articulada e elástica.com) .3 – TIPOS DE ACOPLAMENTOS FLEXÍVEIS 9. são torcionalmente elásticos. absorvem choques e vibrações protegendo as máquinas acopladas e não requerem lubrificação. Figura 9.4).Acoplamentos permanentes flexíveis Esses elementos são empregados para tornar mais suave à transmissão do movimento em árvores que tenham movimentos bruscos e quando não se pode garantir um perfeito alinhamento entre as árvores (Figura 128).Acoplamentos permanentes rígidos Os mais empregados são os flanges e luvas de união que devem ser construídas de modo que não apresentem saliências ou que estas estejam totalmente cobertas. Não possuem qualquer flexibilidade.3 – Tipos de desalinhamento Os acoplamentos flexíveis são construídos em forma articulada.novaPDF. pois estes elementos não conseguem compensar eventuais desalinhamentos ou flutuações. não absorvem choques e vibrações e não admitem desalinhamento radial.

Figura 9. Todo o espaço entre os cubos e as tampas é preenchido com graxa (Figura 9.5). encaixam-se nas aberturas do contradisco e transmitem o momento de rotação (Figura 9.Acoplamento elástico de garras As garras.7).6). Figura 9. O conjunto está alojado em duas tampas providas de junta de encosto e de retentor junto ao cubo.6 – Acoplamento elástico de garras 9. constituídas por tacos de borracha.4 – Acoplamento elástico de pinos 9.Acoplamento elástico de grade ou gaiola de aço Consiste de dois cubos providos de flanges ranhuradas onde está montada uma grade metálica elástica que liga os cubos.com) .3.3 .4 .3.3.Acoplamento elástico perflex Os discos de acoplamento são unidos perifericamente por uma ligação de borracha apertada por anéis de pressão (Figura 9. Figura 9.7 – Acoplamentos elásticos de grade Educação Profissional 124 Created with novaPDF Printer (www.5 – Acoplamentos perflex 9.novaPDF. Figura 9.2 .

A junta de articulação mais conhecida é a junta universal (ou junta cardan) empregada para transmitir grandes forças. sempre.9 – Junta cardan ou universal 9.3. Educação Profissional 125 Created with novaPDF Printer (www. O formato dessas calhas permite que o plano de contato entre as esferas e as calhas divida. O anel dentado (peça transmissora do movimento) possui duas carreiras de dentes que são separadas por uma saliência central (Figura 9. 9. as árvores devem ser bem alinhadas no ato de sua instalação para que não provoquem vibrações excessivas em serviços.10).3.9).Junta de articulação (não elástico) É usada para transmissão de momentos de torção em casos de árvores que formarão ângulo fixo ou variável durante o movimento. Essa posição do plano de contato é que possibilita a transmissão constante da velocidade (Figura 9. São classificados como não elásticos.7 .Junta universal de velocidade constante (homocinética) Transmite velocidade constante e tem comando através de esferas de aço que se alojam em calhas.3. o ângulo das árvores em duas partes iguais. Figura 9.8 – Exemplos de acoplamentos de engrenagens e suas características 9. usam-se duas juntas (Figura 9.6 .novaPDF. Com apenas uma junta universal o ângulo entre as árvores não deve exceder a 15º.8). Figura 9.Apesar de este acoplamento ser flexível.Acoplamento de engrenagens (não elástico) Os dentes possuem a forma ligeiramente curvada no sentido axial. o que permite até 3º de desalinhamento angular.com) . Para inclinações até 25º.5 .

1 .4. Figura 9.com) .Figura 9.Embreagem centrífuga É utilizada quando o engate de uma árvore motora deve ocorrer progressivamente e a uma rotação predeterminada. Educação Profissional 126 Created with novaPDF Printer (www. Sua capacidade de torque aumenta com o decréscimo do ângulo entre o cone e o eixo.Embreagem de disco Consiste em anéis planos apertados contra um disco feito de material com alto coeficiente de atrito.3 .11 Normalmente a força é fornecida por uma ou mais molas e a embreagem é desengatada por uma alavanca.novaPDF. 9. Esse ângulo não deve ser inferior a 8º para evitar o emperramento.EMBREAGENS 9.2 .10 – Junta homocinética 9.Embreagem cônica Possui duas superfícies de fricção cônicas. Figura 9. 9.4.4 . para evitar o escorregamento quando a potência é transmitida.12 A capacidade de torque de uma embreagem cônica é maior que a de uma embreagem de disco de mesmo diâmetro. uma das quais pode ser revestida com um material de alto coeficiente de atrito.4.

novaPDF. o acoplamento é aliviado e a alavanca.com) .13 Os pesos. completam a transmissão do torque.4 . empurram as sapatas que.4.14 O disco de atrito é comprimido axialmente através do disco de compressão por meio das molas sobre o volante. 9.Figura 9.Embreagem de disco para auto-veículos Consiste em uma placa. 9. Com o deslocamento do anel de grafite para a esquerda. A ponta de árvore é centrada por uma bucha de deslizamento.4. Educação Profissional 127 Created with novaPDF Printer (www. por sua vez. presa entre duas placas de aço quando a embreagem está acionada. que se apoia sobre a cantoneira. por ação da força centrífuga. descomprime o disco através dos pinos.5 . revestida com asbesto em ambos os lados. Figura 9.Embreagem de disco para máquinas A cobertura e o cubo têm rasgos para a adaptação das lamelas de aço temperadas.

No outro sentido. assim.15 A compressão é feita pelo deslocamento da guia de engate. como granalhas de aço.4. Figura 9. A separação das lamelas é feita com o recuo da guia de engate por meio do molejo próprio das lamelas opostas e onduladas. entrelaçam-se transmitindo o torque.Embreagem seca É um tipo de embreagem centrífuga em que partículas de metal. O ajuste posterior da força de atrito é feito através da regulagem do cubo posterior de apoio. as escoras se inclinam e a transmissão cessa.Figura 9.4.com) .16 Essa escoras estão dispostas de forma tal que.7 . são compactadas sob a ação de força centrífuga produzida pela rotação. o pacote de lamelas. Educação Profissional 128 Created with novaPDF Printer (www.6 . 9. em um sentido de giro.Embreagem de escoras Pequenas escoras estão situadas no interior do acoplamento fazendo a ligação entre as árvores.novaPDF. e as alavancas angulares comprimem. 9.

Figura 9.17 As partículas estão contidas em um componente propulsor oco, dentro do qual está também um disco, ligado ao eixo acionado. A força centrífuga comprime as partículas contra o disco, acionando o conjunto.

9.4.8 - Embreagem de roda-livre ou unidirecional Cada rolete está localizado em um espaço em forma de cunha, entre as árvores interna e externa.

Figura 9.18 Em um sentido de giro, os roletes avançam e travam o conjunto impulsionando a árvore conduzida. No outro sentido, os roletes repousam na base da rampa e nenhum movimento é transmitido. A embreagem unidirecional é aplicada em transportadores inclinados como conexão para árvores, para travar o carro a fim de evitar um movimento indesejado para trás.

9.4.9 - Embreagem eletromagnética Neste tipo de embreagem, a árvore conduzida possui um flange com revestimento de atrito.

Figura 9.19 Uma armadura, em forma de disco, é impulsionada pela árvore motora e pode mover-se axialmente contra molas. Educação Profissional 129

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Uma bobina de campo, fixa ou livre para girar com a árvore conduzida, é energizada produzindo um campo magnético que aciona a embreagem. Uma característica importante da embreagem eletromagnética é poder ser comandada a distância por meio de cabo.

9.4.10 - Embreagem hidráulica Neste caso, as árvores, motora e movida, carregam impulsores com pás radiais.

Figura 9.20 Os espaços entre as pás são preenchidos com óleo, que circula nas pás quando a árvore motora gira. A roda na árvore motora atua como uma bomba, e a roda na árvore movida atua como uma turbina, de forma que a potência é transmitida, havendo sempre uma perda de velocidade devido ao escorregamento. A embreagem hidráulica tem aplicação em caixas de transmissão automática em veículos.

10 - FREIOS
São mecanismos que, para interromper um movimento, transformam energia cinética em calor. Podem ter acionamento manual, hidráulico, pneumático, eletromagnético ou automático. A seguir serão apresentados os principais tipos de freios.

10.1 - FREIO DE DUAS SAPATAS Neste caso, duas sapatas são mantidas em contato com o tambor através da ação de uma mola que o impede de rodar. Para liberar o tambor, aciona-se a alavanca de comando, que pode ser operada manualmente, por um solenóide ou por um cilindro pneumático. Esse tipo de freio é utilizado em elevadores.

Figura 10.1 130

Educação Profissional

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10.2 - FREIO A DISCO É um freio em que um ou dois blocos segmentares, de material de fricção, são forçados contra a superfície de um disco giratório.

Figura 10.2 Em automóveis, os blocos segmentares (ou pastilhas) são operados por pistões hidráulicos. Os freios a disco são menos propensos à fadiga (queda de eficiência operacional em função do tempo de utilização) que os freios a tambor.

10.3 - FREIO DE SAPATA E TAMBOR O detalhe característico deste freio é uma sapata (ou parte de uma alavanca), revestida com material de alto coeficiente de Mola Alavanca Sapatas blocos Disco giratório atrito, comprimida contra uma roda giratória (ou tambor) ligada ao órgão a frear.

Figura 10.3

10.4 - FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR É um freio em que duas sapatas curvas são forçadas para fora, contra o interior da borda de um tambor giratório.

Figura 10.4 Educação Profissional 131

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rebitado ou colado em sua superfície externa. conhecido como lona de freio. O freio atua por compressão axial dos discos. alguns dos elementos mais antigos e mais usados são as correias e as polias. Figura 10. 11 . As transmissões por correias e polias apresentam as seguintes vantagens: Educação Profissional 132 Created with novaPDF Printer (www. 10.5 .6.com) .FREIO MULTIDISCO Compõe-se de vários discos de atrito intercalados com disco de aço. pela ação da força centrífuga contra a ação de mola lamelares.6 A tensão da mola determina o instante de ação do freio. 10. na parte interna de um tambor.POLIAS E CORREIAS Para transmitir potência de uma árvore à outra.novaPDF.As sapatas são revestidas com material de atrito. Figura 10.5 Os discos de aço giram em um eixo entalhado e os discos de atrito são fixados por pinos.FREIO CENTRÍFUGO É um freio onde as sapatas (revestidas com asbesto) atuam.

Quando em funcionamento.POLIAS Polias são elementos mecânicos circulares. As polias.1 – RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO (I) É a relação entre o número de voltas das polias (n) numa unidade de tempo e os seus diâmetros. Figura 11. São flexíveis. elevada resistência ao desgaste e funcionamento silencioso. alto coeficiente de atrito. Sempre haverá transferência de força.1 11. As polias trapezoidais são conhecidas pelo nome de polias em “V” e são as mais utilizadas em máquinas. elásticas e adequadas para grandes distâncias entre centros. As polias são classificadas em dois grupos: planas e trapezoidais. necessitam da presença de vínculos chamados correias. A velocidade periférica (V) é a mesma para as duas rodas. com ou sem canais periféricos.2 . para funcionar. acoplados a eixos motores e movidos por máquinas e equipamentos. as polias e correias podem transferir e/ou transformar movimentos de um ponto para outro da máquina.  Possuem baixo custo inicial. Educação Profissional 133 Created with novaPDF Printer (www.com) . Onde: D1 = da polia menor D2 = da polia maior n1 = número de voltas por minuto (rpm) da polia menor n2 = rpm da polia maior Logo: 11.novaPDF.

do tamanho da superfície de atrito e do material da correia e das polias. quando existem polias intermediárias com diâmetros diferentes. No acionamento simples. A correia plana. Figura 11. desliza e portanto não transmite integralmente a potência.11. quando em serviço.4 Educação Profissional 134 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.1. Figura 11. Figura 11. O tamanho da superfície de atrito é determinado pela largura da correia e pelo ângulo de abraçamento ou contato ( ) (figura acima) que deve ser o maior possível e calcula-se pela seguinte fórmula: Para obter um bom ângulo de abraçamento é necessário que:  a relação de transmissão i não ultrapasse 6:1.2 A velocidade periférica da polia movida é. porém o desgaste da correia é maior. quando existe somente uma polia motora e uma polia movida (como na figura abaixo). No acionamento cruzado as polias giram em sentidos contrários e permitem ângulo de abraçamento maiores.1. a polia motora e a movida giram no mesmo sentido. ou múltiplo. O deslizamento depende da carga.2 (D1 + D2).Transmissão por correia plana Essa maneira de transmissão de potência se dá por meio do atrito que pode ser simples.  a distância entre eixos não seja menor que 1. sempre menor que a da polia motora.com) .3 A correia plana permite ainda a transmissão entre árvores não paralelas. da velocidade periférica. na prática.

11. Figura 11. a superfície de contato da polia plana pode ser plana ou abaulada. Quando a velocidade da correia supera 25m/s é necessário equilibrar estática e dinamicamente as polias (balanceamento). Para isso. usa-se o rolo tensionador ou esticador.2.novaPDF. Figura 11.com) . A polia com superfície plana conserva melhor as correias e a polia com superfície abaulada guia melhor as correias.7 A tensão da correia pode ser controlada também pelo deslocamento do motor sobre guias ou por sistema basculante. é necessário aumentar o ângulo de abraçamento da polia menor.1.1. Educação Profissional 135 Created with novaPDF Printer (www.Formato da polia plana Segundo norma DIN 111.6 11.5 Figura 11.Tensionador ou esticador Quando a relação de transmissão supera 6:1.3. acionado por mola ou por peso. O acabamento superficial deve ficar entre quatro e dez milésimos de milímetro (4 10 m).

Figura 11.  Permite uma boa proximidade entre eixos. O limite é dado por p = D + 3/2h (D = diâmetro da polia maior e h = altura da correia). Relação de transmissão até 10:1. capas de transmitir grandes potências.novaPDF.9 11. o pêlo de camelo. Essa combinação produz uma correia com excelente flexibilidade.1.10 O emprego da correia em V é preferível ao da correia plana e possui as seguintes características:   Praticamente não tem deslizamento. o perlon e o nylon.8 Figura 11.5-Transmissão por correia em V A correia em V é inteiriça (sem-fim) fabricada com secção transversal em forma de trapézio. o viscose.1.Figura 11. É feita de borracha revestida por lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para absorver as forças. Educação Profissional 136 Created with novaPDF Printer (www.  Material fibroso e sintéticos Não recebe emendas (correia sem-fim).com) . 11. couro e sintéticos Essa correia possui a face interna feita de couro curtido ao cromo e a externa de material sintético (perlon).Materiais para correia plana  Couro de boi Recebe emendas. própria para forças sem oscilações. Tem por material base o algodão. suporta bem os esforços e é bastante elásticas.  Material combinado. para polia de pequeno diâmetro.4 .

Os perfis são normalizados e denominam-se formato A. suas dimensões são mostradas na figura a seguir. Menor carga sobre os mancais que a correia plana. por aproximação. C.1. 11. em consequência do efeito de cunha. típicos da correia emendada com grampos.com) .novaPDF.Perfil dos canais das polias As polias em V têm suas dimensões normalizadas e são feitas com ângulos diferentes conforme o tamanho.1. 11. Dimensões normalizadas para polias em V: Educação Profissional 137 Created with novaPDF Printer (www. A pressão nos flancos.6. B. medindo o comprimento externo da correia.7. Figura 11. diminuindo um dos valores abaixo e transformando o resultado em polegadas.Perfil e designação das correias em V A designação é feita por uma letra que representa o formato e por um número que é o perímetro médio da correia em polegada.11 Para especificação de correias. triplica em relação à correia plana. pode-se encontrar. D e E. o número que vai ao lado da letra. Elimina os ruídos e os choques.     Partida com menor tensão prévia que a correia plana. Emprego de até doze correias numa mesma polia.

11. o que anularia o efeito de cunha. a relação de transmissão está em função dos diâmetros das polias.8.Relação de transmissão (i) para correias e polias em V Uma vez que a velocidade (V) da correia é constante.com) .12 O perfil dos canais das polias em V deve ter as medidas corretas para que haja um alojamento adequado da correia no canal.1. A correia não deve ultrapassar a linha do diâmetro externo da polia e nem tocar no fundo do canal.novaPDF. 138 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.Figura 11.

novaPDF.15 O perfil dos dentes pode ser trapezoidal ou semicircular.14 11.’ Figura 11.com) . Para a especificação das polias e correias dentadas. O diâmetro nominal calcula-se pela fórmula: Figura 11.Figura 11. A relação de transmissão (i) é dada por: Educação Profissional 139 Created with novaPDF Printer (www. A força se transmite através dos flancos dos dentes e pode chegar a 400N/cm2.13 Para as correias em V.9-Transmissão por correia dentada A correia dentada em união com a roda dentada correspondente permite uma transmissão de força sem deslizamento. metal leve ou ferro fundido em areia especial para precisão nas medidas em bom acabamento superficial. são feitos com módulos 6 ou 10. o passo dos dentes e a largura.1. geralmente. As correias de qualidade têm no seu interior vários cordonéis helicoidais de aço ou de fibra de vidro que suportam a carga e impedem o alongamento. deve-se mencionar o comprimento da correia ou o número de sulcos da polia. As polias são fabricadas de metal sinterizado. deve-se tomar o diâmetro nominal médio da polia (Dm) para os cálculos.

Não apresentar as bordas trincadas. Apresentar os canais livres de graxa.11 . temos uma correia corretamente assentada no canal da polia.11.10 . exigem os seguintes cuidados:    Não apresentar desgastes nos canais. Nesse último caso.1.17 11.Alinhamento de polias Além dos cuidados citados anteriormente. Observe as ilustrações seguintes. por causa do desgaste sofrido pelo canal. as polias em “V” exigem alinhamento. usar uma régua paralela fazendo-a tocar toda a superfície lateral das polias. À direita.16 A verificação do dimensionamento dos canais das polias deve ser feita com o auxílio de um gabarito contendo o ângulo dos canais.Cuidados exigidos com polias em V As polias. para fazer um bom alinhamento. óleo ou tinta e corretamente dimensionados para receber as correias. Figura 11.novaPDF. Note que a correia não ultrapassa a linha do diâmetro externo da polia nem toca no fundo do canal. À esquerda. conforme mostra a figura. a polia deverá ser substituída para que a correia não venha a sofrer desgastes prematuros.1.com) . amassadas. a correia assenta-se no fundo. para funcionarem adequadamente. Figura 11. É recomendável. Polias desalinhadas danificam rapidamente as correias e forçam os eixos aumentando o desgaste dos mancais e os próprios eixos. Educação Profissional 140 Created with novaPDF Printer (www. oxidadas ou com porosidade.

é preferível trabalhar com uma correia a menos do que trocá-la por outra. por estarem lasseadas.Procedimentos em manutenção com correias e polias A correia é importante para a máquina.  Nunca tentar remendar uma correia em “V” estragada. Quando mal aplicada ou frouxa.novaPDF.  Tomar cuidado para que o protetor das correias nunca seja removido enquanto a máquina estiver em operação. para que não provoquem danos nos mancais e eixos. pois nesse período as correias sofrem maiores esticamentos. se necessário. A primeira recomendação para a manutenção das correias em “V” é mantê-las sempre limpas. Educação Profissional 141 Created with novaPDF Printer (www. Influência dos defeitos das polias na posição de montagem do conjunto de transmissão.  Nas revisões de 100 horas. sobrecarregam as novas. há quebra dos eixos ou desgaste rápido dos mancais. o desgaste que elas sofreram e o desgaste das polias. até que se possa trocar todo o jogo. devem ser observados os seguintes requisitos:  Nas primeiras 50 horas de serviço.18 11.  Se uma correia do jogo romper. provoca a perda de velocidade e de eficiência da máquina. Os defeitos construtivos das polias também influem negativamente na posição de montagem do conjunto de transmissão. As velhas. As polias devem ter uma construção rigorosa quanto à concentricidade dos diâmetros externos e do furo. Além disso. e quanto ao balanceamento. verificar constantemente a tensão e ajustá-la. Esse cuidado é necessário porque correias de marcas diferentes apresentam desempenhos diferentes. variando de fabricante para fabricante. quando esticada demais. Não é aconselhável usar correias novas junto às velhas.Figura 11. quanto à perpendicularidade entre as faces de apoio e os eixos dos flancos.1.com) .12. verificar a tensão.  Jogos de correias deverão ser montados com correias de uma mesma marca.

Não se recomenda colocar correias forçando-as contra a lateral da polia ou usar qualquer tipo de ferramenta para forçá-la a entrar nos canais da polia. deve-se recuar a polia móvel aproximando-a da fixa.1.13. Esses procedimentos podem causar o rompimento das lonas e cordonéis das correias. antes de tensioná-las.com) . Após montar as correias nos respectivos canais das polias e.novaPDF. pois se estiverem em lados opostos o tensionamento posterior não será uniforme. deve-se girálas manualmente para que seus lados frouxos fiquem sempre para cima ou para baixo.11.Colocação de correias Para colocar uma correia vinculando uma polia fixa a uma móvel. Educação Profissional 142 Created with novaPDF Printer (www. Esse procedimento facilitará a colocação da correia sem perigos de danificá-la.

1. ocasionando danos prematuros.1.14 . Figura 11.Figura 11.20 11.21 11. sem que ocorra deslizamento.19 Figura 11. Figura 11. bastará empurrá-la com o polegar. Aconselha-se a colocação de telas ou grades de aço para essas proteções. para verificar se uma correia está corretamente tensionada. Na prática.15. Os tipos de proteção mais adequados são aqueles que permitem a passagem do ar para uma boa ventilação e dissipação do calor.  Tensão alta: reduz a vida útil das correias e dos rolamentos dos eixos das polias.Tensionamento de correias O tensionamento de correias exige a verificação dos seguintes parâmetros:  Tensão ideal: deve ser a mais baixa possível.22 Educação Profissional 143 Created with novaPDF Printer (www. Deve-se verificar periodicamente se as malhas das telas estão limpas e se as telas não estão em contato direto com o sistema.Proteção de sistemas Todo sistema que trabalha com transmissão de correias deve ser devidamente protegido para evitar acidentes.  Tensão baixa: provoca deslizamento e. mesmo com picos de carga. produção de calor excessivo nas correias.novaPDF. de modo tal que ela se flexione aproximadamente entre 10 mm e 20 mm conforme ilustrado a seguir.com) . conseqüentemente.

ainda. encurta-se a vida útil das correias.11. etc. de muita utilidade para transmissões entre eixos próximos. óleo. Figura 11.com) . É necessário para o funcionamento desse conjunto de transmissão que as engrenagens estejam em um mesmo plano e os eixos paralelos entre si. É. substituindo trens de engrenagens intermediárias.16.CORRENTES Um ou vários eixos podem ser acionados através de corrente. Quando se adiciona carga ao sistema já existente.1 A transmissão por corrente normalmente é utilizada quando não se podem usar correias por causa da umidade.Adição de cargas Um sistema de transmissão por correias deve ser calculado adequadamente. vapores.2 Educação Profissional 144 Created with novaPDF Printer (www.1.23 12. Figura 12. não ocorre o deslizamento. Figura 12. conforme comentários mostrados na ilustração.novaPDF. A transmissão de potência é feita através do engrenamento entre os dentes da engrenagem e os elos da corrente.

1 .6 12. onde as talas são permanentemente ligadas através de pinos e buchas. ainda. Educação Profissional 145 Created with novaPDF Printer (www.12.2. com abas de adaptação. sobre as buchas são. podem ser montadas até 8 correntes em paralelo. Esta corrente é aplicada em transmissões.3 Figura 12. colocados rolos. Figura 12. várias talas dispostas uma ao lado da outra.4 Figura 12.TIPOS DE CORRENTES 12. formando corrente múltipla.novaPDF. sobre cada pino articulado.Corrente de dentes Nesse tipo de corrente há. é fabricada em tipo standard. Figura 12. onde cada segunda tala pertence ao próximo elo da corrente. médio e pesado.Corrente de rolos É composta por elementos internos e externos. em movimentação e sustentação de contrapeso e.com) .1.5 Várias correntes podem ser ligadas em paralelo.1.1 . em transportadores.

9 Dessa maneira. Sua característica principal é a facilidade de retirar-se qualquer elo. É conhecida por “link chain”.1.7 Figura 12. Esta corrente permite transmitir rotações superiores às permitidas nas correntes de rolos.Figura 12. em alguns casos.com) .3. pode ser usada em transmissões.Corrente de elos livres Esta é uma corrente especial usada para transportadores e. Além disso.11 Educação Profissional 146 Created with novaPDF Printer (www. o passo fica. podem ser construídas correntes bem largas e muito resistentes. Figura 12. É conhecida como corrente silenciosa (“silent chain”). pois entre eles não há diferença. igual.novaPDF.10 Figura 12. de elo a elo vizinho.8 Figura 12. 12. mesmo com o desgaste. sendo apenas necessário suspendê-lo.

Educação Profissional 147 Created with novaPDF Printer (www. Engrenagens para correntes As engrenagens para correntes têm como medidas principais o número de dentes (Z). É usada em talhas manuais. o passo (p) e o diâmetro (d).13 12.1. os rolos e as buchas são repuxados de chapas de aço ou enrolados de fitas de aço. possui os elos formados de vergalhões redondos soldados.14 O passo é igual à corda medida sobre o diâmetro primitivo desde o centro de um vão ao centro do vão consecutivo. os pinos são cortados de arames de aço.4 . com seus elos.1. mas. As peças prontas são. Figura 12. porque a corrente se aplica sobre a roda em forma poligonal.Corrente de blocos É uma corrente parecida com a corrente de rolos. podendo ter um vergalhão transversal para esforço. beneficiadas ou temperadas para aproximadamente 60 rockwell.Fabricação das correntes As talas são estampadas de fitas de aço.6. transportadores e em uma infinidade de aplicações.com) .novaPDF. É usada nos transportadores e os blocos formam base de apoio para os dispositivos usados para transporte. Figura 12. separadamente.12.12 12. cada par de rolos. Figura 12.1. forma um sólido (bloco).Corrente comum Conhecida também por cadeia de elos.5.

Figura 12. Figura 12.1.7.novaPDF.com) . O quadro a seguir mostra os principais defeitos apresentados pelas correntes e suas causas.15 O perfil dos dentes corresponde ao diâmetro dos rolos da corrente e para que haja facilidade no engrenamento.Danos típicos das correntes Os erros de especificação.16 Algumas rodas possuem o perfil modificado para compensar o alargamento produzido pelo desgaste. instalação ou manutenção podem fazer com que as correntes apresentem vários defeitos. Figura 12. as laterais dos dentes são afiladas e 10% mais estreitas que a corrente.17 12. Educação Profissional 148 Created with novaPDF Printer (www. Os dentes são formados de tal modo que os rolos colocados entre eles tenham folga no flanco da frente e no flanco de trás.

13 . Medir ocasionalmente o aumento do passo causado pelo desgaste de pinos e buchas.1 . Verificar periodicamente o alinhamento. deixando escorrer o excesso. por meio de gotas. Armazenar a corrente coberta com uma camada de graxa e embrulhada em papel.12. Quando móveis. Inverter a corrente.1.EIXOS Eixos são elementos mecânicos utilizados para articular um ou mais elementos de máquinas.CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS A maioria dos eixos é construída em aço com baixo e médio teor de carbono. Medir o desgaste das rodas dentadas. Nunca colocar um elo novo no meio dos gastos.8. Educação Profissional 149 Created with novaPDF Printer (www. Os eixos com médio teor de carbono exigem um tratamento térmico superficial.Manutenção das correntes Para a perfeita manutenção das correntes. de vez em quando. banho ou jato. 13. pois estarão em contato permanente com buchas.novaPDF. Não usar corrente nova em rodas dentadas velhas. os seguintes cuidados deverão ser tomados:           Lubrificar as correntes com óleo. Existem eixos fabricados com aços-liga. para prolongar sua vida útil. lavá-la com querosene. Enxugar a corrente e mergulhá-la em óleo.com) . altamente resistentes. Para efetuar a limpeza da corrente. rolamentos materiais de vedação. os eixos transmitem potência por meio movimento de rotação.

Eixos cônicos Devem ser ajustados num componente que possua furo de encaixe cônico.3 . 13.2 13. Figura 13. Educação Profissional 150 Created with novaPDF Printer (www.1 .CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS Quanto à seção transversal.Eixos maciços Apresentam a seção transversal circular e maciça. os eixos são circulares e podem ser maciços. como os motores de aviões. cônicos.2 .novaPDF.2 . vazados.2.1 13.Eixos vazados São mais resistentes aos esforços de torção e flexão que os maciços. A parte ajustável tem formato cônico e é firmemente fixada por meio de uma porca.4 . Figura 13.Eixos roscados Possuem algumas partes roscadas que podem receber porcas capazes de prenderem outros componentes ao conjunto. roscados.2. Figura 13. ranhurados ou flexíveis. Uma chaveta é utilizada para evitar a rotação relativa.2. Suas extremidades são chanfradas para evitar o rebarbamento e suas arestas internas são arredondadas para evitar a concentração de esforços localizados.com) . com degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles.13.3 13. Empregam-se esses eixos quando há necessidade de sistemas mais leves e resistentes.2.

Educação Profissional 151 Created with novaPDF Printer (www. um furo com rosca. pinos cônicos. Figura 13. 13.2.5 13. Os eixos ranhurados são utilizados quando é necessário transmitir grandes esforços. Verificar se existe.7-Desmontagem de eixos A desmontagem de eixos é aparentemente simples e fácil.2.novaPDF.Figura 13.Eixos flexíveis Consistem em uma série de camadas de arame de aço enrolado alternadamente em sentidos opostos e apertado fortemente.4 13.com) . parafusos. O furo é construído para facilitar a desmontagem do eixo por meio de um dispositivo para sacá-lo.2.6. e a união com o motor é feita com uma braçadeira especial munida de rosca. na face do eixo. O conjunto é protegido por meio de um tubo flexível.Eixos ranhurados Apresentam uma série de ranhuras longitudinais em torno de sua circunferência.5 . pinos de posicionamento e chavetas) e retirá-los antes de sacar o eixo. porém exige os seguintes cuidados: Verificar a existência de elementos de fixação (anéis elásticos. Os eixos flexíveis são empregados para transmitir movimento a ferramentas portáteis que operam com grandes velocidades e com esforços não muito intensos. As ranhuras engrenam-se com os sulcos correspondentes das peças a serem montadas neles.

com) . Educação Profissional 152 Created with novaPDF Printer (www.6 Nunca bater com martelo na face do eixo. cuidando para não bater nas bordas do eixo.novaPDF.  Não permitir a presença de nenhum arranhão no eixo para não comprometer seu funcionamento e não provocar danos no mancal. Danos no furo de centro impedem posteriores usinagens. além de produzir danos no furo de centro. os seguintes cuidados deverão ser observados:  Efetuar limpeza absoluta do conjunto e do eixo para diminuir o desgaste por abrasão. Além desses fatores.  Pré-lubrificar todas as peças para que elas não sofram desgastes até o instante da chegada do lubrificante quando a máquina for posta para funcionar.  Verificar se as tolerâncias das medidas do eixo estão corretas usando paquímetro ou micrômetro. As pancadas provocam encabeçamento.8. organização e limpeza rigorosa.2. especialmente se o eixo for muito comprido.Figura 13.  Não permitir a presença de nenhuma rebarba no eixo.  Colocar os retentores cuidadosamente para não provocar desgastes no eixo e vazamentos de lubrificante. o eixo deverá ser guardado em local seguro para não sofrer empenamentos ou outros danos.7 Se realmente for necessário bater no eixo para sacá-lo. onde seria fixado à máquina (torno. Figura 13. recomenda-se usar um material protetor e macio como o cobre para receber as pancadas. 13. Após a desmontagem. retificadora cilíndrica e fresadora) entre pontas.Montagem de eixos A montagem de eixos exige atenção. não deixando que o eixo passe pelo mancal.

13.2.9- Danos típicos sofridos pelos eixos Os eixos sofrem dois tipos de danos: quebra e desgaste. A quebra é causada por sobrecarga ou fadiga. A sobrecarga é o resultado de um trabalho realizado além da capacidade de resistência do eixo. A fadiga é a perda de resistência sofrida pelo material do eixo, devido às solicitações no decorrer do tempo. O desgaste de um eixo é causado pelos seguintes fatores:      Engripamento do rolamento; Óleo lubrificante contaminado; Excesso de tensão na correia, no caso de eixos-árvore acionados por correias; Perda de dureza por superaquecimento; Falta de lubrificante.

14 -TRAVAS
As uniões roscadas são submetidas a vibrações e podem soltar-se por essa razão. Para evitar isso, colocam-se travas e arruelas nas porcas ou parafusos. Existem dois tipos de travas:  Trava por fechamento de forma - é a mais segura e impede o afrouxamento da união.

Figura 14.1

Figura 14.2

Figura 14.3 Educação Profissional 153

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 Trava por fechamento de forças - esta trava estabelece uma força de compressão entre as peças, o que aumenta o atrito e dificulta o afrouxamento da união, mas não impede totalmente a soltura.

Figura 14.4

Figura 14.5

Figura 14.6

Figura 14.7

Figura 14.8

Figura 14.9

14.1 - CHAVETAS Chaveta é um corpo prismático que pode ter faces paralelas ou inclinadas, em função da grandeza do esforço e tipo de movimento que deve transmitir. É construída normalmente de aço. A união por chaveta é um tipo de união desmontável, que permite às árvores transmitirem seus movimentos a outros órgãos, tais como engrenagens e polias.

14.1.1- Classificação e características Chaveta de cunha (ABNT-PB-121) Empregada para unir elementos de máquinas que devem girar. Pode ser com cabeça ou sem cabeça, para facilitar sua montagem e desmontagem. Sua inclinação é de 1:100, o que permite um ajuste firme entre as partes.

Figura 14.10 Educação Profissional 154

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Figura 14.11

O princípio da transmissão é pela força de atrito entre as faces da chaveta e o fundo do rasgo dos elementos, devendo haver uma pequena folga nas laterais.

Figura 14.12 Havendo folga entre os diâmetros da árvore e do elemento movido, a inclinação da chaveta provocará na montagem uma determinada excentricidade, não sendo, portanto aconselhado o seu emprego em montagens precisas ou de alta rotação.

Figura 14.13 A figura a seguir mostra o modo de sacar a chaveta com cabeça.:

Figura 14.14 Educação Profissional 155

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14.1.2- Chaveta encaixada (DIN 141, 490 e 6883) É a chaveta mais comum e sua forma corresponde ao tipo mais simples de chaveta de cunha. Para facilitar seu emprego, o rasgo da árvore é sempre mais comprido que a chaveta. A mínimo = 2 . comprimento da chaveta

Figura 14.15

14.1.3 - Chaveta meia-cana (DIN 143 e 492) Sua base é côncava (com o mesmo raio do eixo). Sua inclinação é de 1:100, com ou sem cabeça. Não é necessário rasgo na árvore, pois transmite o movimento por efeito do atrito, de forma que, quando o esforço no elemento conduzido é muito grande, a chaveta desliza sobre a árvore.

Figura 14.16

14.1.4 - Chaveta plana (DIN 142 e 491) É similar a chaveta encaixada, tendo, porém, no lugar de um rasgo na árvore, um rebaixo plano. Sua inclinação é de 1:100 com ou sem cabeça. Seu emprego é reduzido, pois serve somente para a transmissão de pequenas forças.

Figura 14.17 14.1.5 - Chaveta tangencial (DIN 268 e 271) É formada por um par de cunhas com inclinação de 1:60 a 1:100 em cada rasgo. São sempre utilizadas duas chavetas e os rasgos são posicionados a 120º. Educação Profissional 156

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A designação tangencial é devido a sua posição em relação ao eixo. Por isso, e pelo posicionamento (uma contra a outra), é muito comum o seu emprego para transmissão de grandes forças, e nos casos em que o sentido de rotação se alterna.

Figura 14.17

Figura 14.18

14.1.6- Chaveta transversal Aplicada em uniões de órgãos que transmitem movimentos não só rotativos como também retilíneos alternativos. Quando é empregada em uniões permanentes, sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50. Se a união necessita de montagens e desmontagens frequentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15. Dupla (inclinação nos dois lados) Simples (inclinação em um lado)

Figura 14.19 14.1.7 - Chaveta paralela (DIN 269) É normalmente embutida e suas faces são paralelas, sem qualquer conicidade. O rasgo para o seu alojamento tem o seu comprimento. As chavetas embutidas nunca têm cabeça e sua precisão de ajuste é nas laterais, havendo uma pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e o fundo do rasgo elemento conduzido.

Figura 14.20 Educação Profissional 157

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A transmissão do movimento e das forças é feita pelo ajuste de suas faces laterais com as do rasgo da chaveta. A chaveta paralela varia quanto à forma de seus extremos (retos ou arredondados) e quanto à quantidade de elementos de fixação à árvore. Pelo fato de a chaveta paralela proporcionar um ajuste preciso na árvore não ocorre excentricidade, podendo, então, ser utilizada para rotações mais elevadas. É bastante usada nos casos em que o elemento conduzido é móvel.

Figura 14.21 14.1.8- Chaveta de disco ou meia-lua tipo woodruff (DIN 496 e 6888) É uma variante da chaveta paralela, porém recebe esse nome porque sua forma corresponde a um segmento circular. É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a montagem e se adaptar a conicidade do fundo do rasgo do elemento externo.

Figura 14.22

14.2 - ANEL ELÁSTICO É um elemento usado para impedir o deslocamento axial, posicionar ou limitar o curso de uma peça deslizante sobre um eixo. Conhecido também por anel de retenção, de trava ou de segurança. Deslocamento axial é o movimento no sentido longitudinal do eixo. Fabricado de aço para molas, tem a forma de anel incompleto, que se aloja em um canal circular construído conforme normalização.

14.2.1 - Tipos de anéis elásticos e aplicações Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 1000mm. Trabalha externamente - DIN 471.

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25 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 390mm para rolamentos.26 Educação Profissional 159 Created with novaPDF Printer (www.DIN 472.5 e 1000mm. Figura 14. Trabalha externamente .Figura 14.DIN 6799. Figura 14.24 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 8 e 24mm.novaPDF. Figura 14. Trabalha internamente .com) .23 Aplicação: para furos com diâmetro entre 9.

acabamento superficial. fixação e transmissão de potência. Figura 14. material e tratamento térmico.para pequenos esforços axiais. tolerâncias dimensionais.novaPDF.Anéis de secção circular .29 Os pinos se diferenciam por suas características de utilização. Figura 14. oca ou maciça que serve para alinhamento.28 Figura 14. 160 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Figura 14. forma.30 Os alojamentos para pinos devem ser calibrados com alargador que deve ser passado de uma só vez pelas suas peças a serem montadas.27 14.com) .PINOS É uma peça geralmente cilíndrica ou cônica.3 .

novaPDF.Figura 14. para diminuir os esforços de corte. de modo geral. Figura 14.33 14. Quanto menor proximidade entre os pinos. Figura 14. maior o risco de cisalhamento e menor a precisão no ajuste. Educação Profissional 161 Created with novaPDF Printer (www.Pino cilíndrico paralelo Pino de ajuste (guia) temperado É feito de aço-prata ou similar e é temperado. Por isso os pinos com função de alinhar ou centrar devem estar a maior distância possível entre si. geralmente associado a parafusos e prisioneiros.3.32 O principal esforço a que os pinos.31 Esta calibragem é dispensada quando se usa pino estriado ou pino tubular partido (elástico).com) . revenido e retificado. estão sujeitos é o de cisalhamento. Pode resistir a grandes esforços transversais e é usado em diversas montagens.1.

Figura 14. é temperado ou não e retificado.3.novaPDF. com cabeça e furo para cupilha. m6 ou h8.Pino de união Tem funções secundárias como em dobradiças para caixas metálicas e móveis.Figura 14. liso com furo para cupilha. 14. com ponta roscada e cabeça. Figura 14. Tem por diâmetro nominal o diâmetro menor.36 14.com) . 14.4.3. Figura 14.35 Todos os pinos que apresentam furo ou rosca são usados como eixo para articulações ou para suportar rodas. cabos.34 Pode ser liso.Pino cônico Feito geralmente de aço-prata.Pino de segurança É usado principalmente em máquinas-ferramentas como pino de cisalhamento.3. etc. isto é. para que se use a broca com essa medida antes de calibrar com alargador. Educação Profissional 162 Created with novaPDF Printer (www.3. em caso de sobrecarga esse pino se rompe para que não quebre um componente de maior importância.37 Existem pinos cônicos com extremidade roscada a fim de mantê-los fixos em casos de vibrações ou sacá-los em furos cegos.2. polias. A precisão destes pinos é j6. com cabeça provida de ressalto para evitar o giro.

Este elemento tem grande emprego como pino de fixação.Figura 14.38 Figura 14.com) . O uso destes pinos dispensa o acabamento e a precisão do furo alargado. Educação Profissional 163 Created with novaPDF Printer (www.6.3. a fenda permanece aberta e elástica gerando o aperto. 14. é fabricado de fita de aço para mola enrolada. Quando introduzido. pino de ajuste e pino de segurança.Pino estriado A superfície externa do pino estriado apresenta três entalhes e respectivos rebordos.5. pois permite muitas desmontagens sem prejudicar o alinhamento dos componentes.40 O pino cônico tem largo emprego na construção de máquinas. Seu uso dispensa o furo alargado.3. Figura 14.42 14.41 Figura 14.39 Figura 14. além do que é possível compensar eventual desgaste ou alargamento do furo. A forma e o comprimento do entalhes determinam os tipos de pinos.Pino tubular fendido Também conhecido como pino elástico.novaPDF.

novaPDF. 15 .47 Nota:Um pino qualquer ao se quebrar deve ser substituído por outro com as mesmas características de forma. Figura 14. Figura 14.Cupilha ou contrapino Trata-se de um arame de secção semicircular dobrado de tal forma a obter-se um corpo cilíndrico e uma cabeça.7. Seu funcionamento baseia-se no principio do atrito de deslizamento ou de rolamento. tratamento e acabamento. com fenda ondulada cujos cantos estão opostos entre si. Isto proporciona uma força de ajuste maior em relação ao pino elástico comum.45 Há um pino elástico especial chamado Connex.46 14. A tabela 1 demonstra as vantagens dos mancais de rolamentos sobre os de deslizamento.MANCAIS São elementos de máquinas destinados a apoiar e condicionar o movimento de eixos e outros componentes.1 – Vantagens dos rolamentos sobre os mancais de deslizamento Educação Profissional 164 Created with novaPDF Printer (www.3. Tabela 15. A cupilha é usada principalmente para travar porcas-castelo.44 Figura 14.com) . material.43 Figura 14.Figura 14.

destacamos alguns tipos: . O anel externo (capa) é fixado na peça ou na caixa e o anel interno é fixado diretamente ao eixo.Rolamento rígido de uma carreira de esferas: É o mais comum dos rolamentos.Classificação dos rolamentos Quanto ao tipo de carga que suportam.1.1 . 15.1).15.2). 15. os rolamentos podem ser: a) Radiais . c) Mistos .Tipos de rolamentos Diversos tipos de rolamentos foram desenvolvidos ao longo dos anos agregando várias tecnologias. chegaram-se-se aos mancais de rolamento ou simplesmente rolamentos.1.novaPDF.com) .1 – Estrutura de um rolamento de esferas Essas esferas ou rolos são mantidos eqüidistantes por meio do separador ou gaiola a fim de distribuir os esforços e manter concêntricos os anéis. b) Axiais .2 – Rolamento rígido de esferas Educação Profissional 165 Created with novaPDF Printer (www. Figura 15. é necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa (Figura 15. Sua capacidade de ajustagem angular é limitada.suportam tanto carga axial quanto radial.não podem ser submetidos a cargas radiais. Os rolamentos são simplesmente rolamentos de máquinas constituídos por dois anéis de aço separados por uma ou mais fileiras de esferas ou rolos (Figura 15. encontrados nos mancais de deslizamento. Figura 15. Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas.MANCAIS DE ROLAMENTO Quando se buscou diminuir sensivelmente os problemas de atrito de resistência à alta velocidade.1 .suportam cargas radiais e leves cargas axiais. por conseguinte.2 .

Figura 15.5 – Rolamento de rola cilíndrico .6). ou seja. Figura 15. Figura 15. deve sempre ser montado contraposto a um outro rolamento que possa receber a carga axial no sentido contrário (Figura 15.Rolamento autocompensador de esferas: É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no anel externo.Rolamento de rolo cilíndrico: É apropriado para cargas radiais elevadas e seus componentes são separáveis.4).3). portanto.com) .novaPDF.Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos: Seu emprego é particularmente indicado para construções em que se exige uma grande capacidade de suportar carga radial e a compensação de falhas de alinhamento (Figura 15.6 – Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos Educação Profissional 166 Created with novaPDF Printer (www.3 – Rolamento de esferas de contato angular . o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular.4 – Rolamento autocompensador de esferas . o que facilita a montagem e desmontagem (Figura 15.Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas: Admite cargas axiais somente em um sentido.. compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15. Figura 15.5).

Os anéis são separáveis.8 – Rolamento de rolos cônicos . existe uma distribuição uniforme de carga (Figura 15. O anel interno e o externo podem ser montados separadamente. um contra o outro (Figura 15.Rolamento de rolos cônicos: Além de cargas radiais.9 – Rolamento axial de esfera Educação Profissional 167 Created with novaPDF Printer (www. Devido ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas.com) . Figura 15. os rolamentos de rolos cônicos também suportam cargas axiais em um sentido. de modo geral torna-se necessário montar os anéis aos pares.. porém.7). é necessária a atuação permanente de uma determinada carga axial mínima (Figura 15. Figura 15. Os rolos são de grande diâmetro e comprimento.Rolamento axial de esfera: Ambos os tipos de rolamento axial de esfera (escora simples e escora dupla) admitem elevadas cargas axiais. Como só admitem cargas axiais em um sentido.7 – Rolamento autocompensador de rolos .Rolamento autocompensador com duas carreiras de rolos: É um rolamento para os mais pesados serviços. Para que as esferas sejam guiadas firmemente em suas pistas.9).novaPDF. não podem ser submetidos a cargas radiais. Figura 15.8).

Rolamento axial autocompensador de rolos: Possui grande capacidade de carga axial e.    Educação Profissional 168 Created with novaPDF Printer (www.10 – Rolamento axial autocompensador de rolos . em comparação com os rolamentos de rolos comuns. em função do pequeno diâmetro interno. a designação é construída de acordo com a variação do diâmetro interno do rolamento (d).10). Por esta norma.Rolamento de agulhas: Possui uma secção transversal muito fina.3 . Figura 15.Série de rolamentos que é razoavelmente usada industrialmente. 20  d < 500 mm . sempre em maquinaria pesada.1. conforme se observa no resumo apresentado abaixo:  0 < d < 10 mm – Série de rolamentos pouco usada.Série de rolamentos mais usada industrialmente esta é a série de maior importância prática.Designação dos rolamentos Os mancais de rolamentos têm designações alfanuméricas que auxiliam na sua identificação e padronização. É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado (Figura 15.11 – Rolamento de agulhas 15. também pode suportar consideráveis cargas radiais. compensando possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15.. d  500 mm . geralmente em máquinas pequenas.novaPDF.Série de rolamentos razoavelmente usada industrialmente. A Norma mais utilizada é a ISO. devido à disposição inclinada dos rolos. 10  d < 20 mm . Figura 15. A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento a propriedade de alinhamento angular.11).com) .

cônicos. d – diâmetro interno. axiais. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY .diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento..diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. B – largura de rolamentos radiais..Tipos de Rolamentos e Suas Dimensões Padronizadas D – diâmetro externo.d/5 YY YY YY . Radial Cônico Axiais Esquema comum de designações para rolamentos Variação do diâmetro interno [d] Esquema de Designação (Norma ISO) X X X / Y 0 < d < 10 mm Onde: XXX – série do rolamento Y . H – altura de rol.. este apresenta o seguinte esquema XXY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY . T – largura de rol..novaPDF. YY YY … = 04  d = 20 mm = 05  d = 25 mm = 06  d = 30 mm = 50  d = 250 mm = 51  d = 255 mm YY YY YY YY = 00 = 01 = 02 = 03     d = 10 mm d = 12 mm d = 15 mm d = 17 mm Valores para o diâmetro interno [d] Y = 1  d = 1 mm Y = 2  d = 2 mm Y = 3  d = 3 mm . Y = 8  d = 8 mm Y = 9  d = 9 mm 10  d < 20 mm 20  d < 500 mm Educação Profissional 169 Created with novaPDF Printer (www.com) .

novaPDF. Observação 2: Quando algum número é omitido na série do rolamento. este apresenta o seguinte esquema XX/YYY.Observação 1: d/5 = diâmetro interno dividido por 5. externo 8 9 0 2 3 4 3 3 2 1 0 0 9 8 0 2 2 3 3 4 2 2 3 3 4 2 2 170 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.. d  500 mm Onde: XXX – série do rolamento YYY. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X / YYY.diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento.. ..com) .. Principais séries de rolamentos para indústria Tipo de Rolamento Série YY = 95  d = 475 mm YY = 96  d = 480 mm YYY = 500  d = 500 mm YYY = 643  d = 643 mm YYY = 750  d = 750 mm … YYYY = 1000  d = 1000 mm YYYY = 1500  d = 1500 mm Série do tipo 6 6 6 6 6 6 6 6 6 16 6 16 6 6 NU NU NU NU NU NU NJ NJ NJ NJ NJ NUP NUP Série de Largura (1) (1) (1) (0) (0) (0) 2 (0) 2 (0) 3 (0) 1 1 1 (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 Rolamentos rígidos ou fixos de uma carreira de esferas Rolamentos de uma carreira de rolos cilíndricos 68 69 60 62 63 64 623 63 622 161 630 160 619 618 NU10 NU2 NU22 NU3 NU23 NU4 NJ2 NJ22 NJ3 NJ23 NJ4 NUP2 NUP22 Série do diam..

NUP3 NUP23 NUP4 N10 N2 N3 N4 NF2 NF3 NF4

NUP NUP NUP N N N N NF NF NF

(0) 2 (0) 1 (0) (0) (0) (0) (0) (0)

3 3 4 0 2 3 4 2 3 4

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo NA NA NA NA HK BK 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 2

Série de Largura 4 4 5 6 não há não há 2 2 3 3 0 2 3 0 2 3 3 4 3 4 2 3 1 2 1 1 1 1 2 2 2 3 3 3 9

Rolamentos radiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

NA48(NSK) NA49(NSK) NA59(NSK) NA69(NSK) HK(SKF) BK(SKF) 329 320 330 331 302 322 332 303 323 230 239 240 231 241 222 232 213 223 511 512 513 514 522 523 524 532 533 534 292

Série do diam. externo 8 9 9 9 não há não há 9 0 0 1 2 2 2 3 3 0 9 0 1 1 2 2 3 3 1 2 3 4 2 3 4 2 3 4 2 171

Rolamentos de rolos cônicos

Rolamentos autocompensadores de rolos

Rolamentos axiais de esferas ou escora simples

Rolamentos axiais

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autocompensadores de rolos

Rolamentos autocompensadores de esferas

293 294 10 12 13 22 23 112

2 2 1 1 1 2 2 1

9 9 (1) (0) (0) (2) (2) 1

3 4 0 2 3 2 3 2

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo 7 7 7 7 (0) (0) 4 4 5 5 5 5 5 5 QJ QJ NNU NNU AXK

Série de Largura (1) (1) (0) (0) 3 3 (2) (2) 4 2 4 2 4 2 (0) (0) 4 3 Não há

Rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular

Rolamentos de duas carreiras de esferas de contato angular Rolamentos rígidos ou fixos de duas carreiras de esferas Rolamentos axiais de duas carreiras de esferas ou escora dupla

Rolamentos de Rolamentos de quatro pontos de contato Rolamentos de duas carreiras de rolos cilíndricos Rolamentos axiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

79 70 72 73 33 32 43 42 544 524 543 523 542 522 QJ3 QJ2 NNU49 NN30 AXK

Série do diam. externo 9 0 2 3 3 2 3 2 4 4 3 3 2 2 3 2 9 0 Não há

OBSERVAÇÕES: há alguns casos particulares em que a norma ISO não é aplicada por algum fabricante Tipo de Rolamento Esquema de Designação Z X X Y Y Rolamento radial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rol. de agulhas, se for igual a HK é um rolamento sem fundo, se for BK é um rolamento com fundo; Educação Profissional Exemplo Designação - BK 1012 Rolamento radial de agulhas, com fundo, diâmetro interno de 10 mm e largura 12 mm.

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XX - diâmetro interno YY - largura do rolamento.

Z X X Y Y Rolamento axial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rolamento, neste caso AXK. XX - diâmetro interno YY - diâmetro externo.

Designação - AXK 1730 Rolamento axial de agulhas, diâmetro interno de 17 mm e diâmetro externo 30 mm.

15.2 - MANCAIS DE DESLIZAMENTO São conjuntos destinados a suportar as solicitações de peso e rotação de eixos e árvores. Os mancais estão submetidos ao atrito de deslizamento que é o principal fator a considerar para sua utilização.

15.2.1 - Classificação dos mancais Pelo sentido das forças que suportam, os mancais classificam-se em: axiais (Figura 15.12), radiais (Figura 15.13) e mistos (Figura 15.14).

Figura 15.12 – Mancal axial

Figura 15.13 – Mancal radial

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em sua maioria. Suporta esforços radiais (Figura 15.Formas construtivas dos mancais Os mancais.2.16).14 – Mancal misto 15. são constituídos por uma carcaça e uma bucha.novaPDF. 15.15 – Detalhes construtivos de um mancal axial .Figura 15.2 . A bucha pode ser dispensada em casos de pequena solicitação.com) .15). Figura 15.3 – Tipos de mancais de deslizamento . sendo importante em sua consecução os entalhes para lubrificação (Figura 15.Mancal axial: Feito de ferro fundido ou aço tem como fator principal à forma da superfície que deve permitir uma excelente lubrificação.2.Mancal inteiriço: Feito geralmente de ferro fundido e empregado como mancal auxiliar embuchado ou não. Podem ser construídos para girar em sentido único ou em duplo sentido.16 – Detalhes construtivos de um mancal radial inteiriço Educação Profissional 174 Created with novaPDF Printer (www. Figura 15.

latão. para facilitar a acomodação à forma do eixo. à temperatura de trabalho e à corrosão. Figura 15. d) Boa capacidade de absorver corpos estranhos.novaPDF.Materiais para buchas Os materiais para buchas devem ter as seguintes propriedades: a) Baixo módulo de elasticidade.Mancal reto bipartido: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado com buchas de bronze ou casquilhos de metal antifricção. Os materiais mais usados são: bronze fosforoso. Este processo faz com que o óleo fique retido na porosidade do material e com o calor do trabalho venha à superfície cumprir sua função. bronze ao chumbo. Figura 15. Os sinterizados são autolubrificantes por serem mergulhados em óleo quente após sua fabricação.com) . à fadiga.18 – Detalhes construtivos de um mancal radial bipartido 15. b) Baixa resistência ao cisalhamento. Empregado para exigências médias (Figura 15. f) Boa condutibilidade térmica. ligas de cobre sinterizado com adição de chumbo ou estanho ou grafite em pó. para evitar defeitos e cortes na superfície.17). Empregado geralmente em tornos e máquinas que devem funcionar com folga constante (Figura 15.Mancal ajustável: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado. para efeito de limpar a película lubrificante..4 .18). para facilitar o alisamento da superfície. g) Coeficiente de dilatação semelhante ao do aço. Educação Profissional 175 Created with novaPDF Printer (www. A bucha tem sempre forma que permite reajuste radial. ligas de alumínio. materiais plásticos como o náilon e o politetrafluretileno (teflon). metal antifricção.17 – Detalhes construtivos de um mancal radial ajustável . e) Resistência à compressão. c) Baixa soldabilidade ao aço.2.

2).1 – VEDADORES São elementos destinados a proteger máquinas ou equipamentos contra a saída de líquidos e gases. 16.1. a pressão. possuem uma enorme gama de medidas para cada tipo de vedador.1).1 – Exemplo de vedação estática b) Vedação dinâmica: Existe movimento de qualquer das partes com o elemento de vedação (Figura 16. As partes a serem vedadas podem estar em repouso ou movimento. São genericamente conhecidas como juntas. a calor. a desgaste e a envelhecimento. a) Vedação estática: Não existe movimento considerado entre as parte envolvidas (Figura 16. Além disso.com) .16 . retentores. b) Vedação dinâmica.Classificação dos elementos de vedação a) Vedação estática. Figura 16.1 . uma vez que são desenvolvidos para atender aos mais variados projetos de máquinas. Juntas: Exercem a vedação de forma estática nas máquinas e equipamentos. gaxetas e guarnições. Figura 16. São fabricadas a partir de vários materiais escolhidos de acordo com o produto a ser vedado e o meio externo de Educação Profissional 176 Created with novaPDF Printer (www.ELEMENTOS DE VEDAÇÃO 16.novaPDF.2 – Tipos de vedadores Existe uma grande variedade de vedadores. e a entrada de sujeira ou pó. Em função da solicitação as vedações são feitas em diversos formatos e diferentes materiais. Uma vedação deve resistir a meios químicos.1. O desempenho do elemento de vedação depende de sua capacidade de preencher os espaços entre as peças envolvidas.2 – Exemplo de vedação dinâmica 16.

Existem tipos que se erigissem e são usados para alta pressão.6). e tipos semi-sectivos que mantêm a elasticidade para compensar a dilatação. acabamento das superfícies a vedar. Figura 16. Educação Profissional 177 Created with novaPDF Printer (www.4 – Exemplo de juntas de borracha Juntas de plástico: Especialmente os polímeros do tipo Nylon.3 – Junta de papelão hidráulico Juntas de borracha: Fabricadas em borracha natural ou sintética (Figura 16.  Junta plástica ou veda junta . Figura 16.3).5 – Exemplos de juntas de plástico (Teflon) Juntas metálicas: Fabricadas em aço. A ordem de aperto dos parafusos tem de ser respeitada para uniformizar a massa (Figura 16.trabalho. Teflon. Poliuretano estão sendo cada vez mais utilizados pela sua capacidade de vedação e resistência à deterioração (Figura 16.com) . Empregados.4). alumínio cobre latão ou ligas são muito utilizadas na mecânica. também. entre outros. especialmente em aplicações sob altas temperaturas. Figura 16.são produtos químicos em pasta usados em superfícies rústicas ou irregulares.novaPDF. além de outros fatores como pressão interna do produto a vedar.5). Exemplos de juntas: Papelão hidráulico: Fabricado a partir de amianto ou não amianto com borrachas e ligantes (Figura 16. como auxiliares nas vedações com guarnições de papelão ou cortiça.

6 – Aplicação de junta plástica Anel tipo “0” de borracha e secção circular . tais como vedações em componentes hidráulicos e pneumáticos. tem perfil labial e veda principalmente peças móveis.usados em diversas aplicações. Podem ser usados para vedação elástica ou dinâmica (Figura 16. Alguns tipos possuem uma carcaça metálica para ajuste no alojamento. motores de combustão interna.9). Figura 16.novaPDF.7).é feito de borracha ou couro. válvulas em geral.7 – Exemplos de aplicações dos anéis tipo “O” Figura 16.8). também apresentam um anel de arame ou mola helicoidal para manter a tensão ao vedar (Figura 16.Figura 16. entre outras (Figura 16.com) . Figura 16.9 – Exemplos de vedação com retentores Educação Profissional 178 Created with novaPDF Printer (www.8 – Exemplos de tipos anel “O” Retentor . É um dos elementos de vedação mais comum.

Educação Profissional 179 Created with novaPDF Printer (www.11 – Confecção das gaxetas Selo mecânico: É um vedador de precisão que utiliza princípios hidráulicos para reter os fluídos. A vedação exercida pelo selo mecânico se processa em dois momentos: a vedação principal e a secundária (Figura 16.12).Gaxetas: São conhecidos por gaxeta os elementos vedantes que permitem ajustes à medida que a eficácia da vedação vai diminuindo.10). São utilizadas principalmente em bombas centrífugas e válvulas (Figura 16. ou em anéis já prontos para a montagem (Figura 16.com) .novaPDF.10 – Aplicação da gaxeta Figura 16. As gaxetas são fabricadas em forma de corda. para serem recortadas. Figura 16.11).

com) . c) A vazão ou fuga do produto em operação é mínima ou invisível. Os principais fatores que prejudicam o bom funcionamento do selo são a alta temperatura e os abrasivos. Funcionamento do selo mecânico: A grande quantidade de calor gerada nas faces seladoras devido ao atrito entre as superfícies pode dar origem à falhas e desgastes do selo. indústria química (bombas padronizadas). e) Kalrez. f) Carvão. em que o líquido tem a função de lubrificar e refrigerar o selo.Figura 16. c) Buna Nitrílica. indústria da construção (bomba de submersão). corrosivos ou inflamáveis. indústria têxtil (bombas de tintura). O selo mecânico é usado em equipamentos de grande importância como aqueles usados em refinarias (bombas de transporte). isto é. com a finalidade de penetrar por entre as faces seladoras e mantê-las afastadas uma da outra.novaPDF. d) Grafoil. indústria de bebidas (fabricação de cerveja). b) Teflon. e) Reduz o tempo de manutenção. energia (bombas de climatização de caldeira). d) Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão normais do eixo rotativo. faz-se circular um líquido adequado pela caixa de gaxeta. f) Permite operar com segurança fluídos tóxicos. reduz a perda de potência da bomba. tratamento de água e esgoto (bombas de lama bruta). substitui-se o atrito sólido pelo atrito fluído. construção naval (bomba principal de refrigeração por água do mar). A alta temperatura deve ser mantida dentro de uma faixa tolerável e os abrasivos Educação Profissional 180 Created with novaPDF Printer (www. conseqüentemente. para evitar que isso aconteça. Os materiais empregados na fabricação dos componentes de um selo mecânico são: a) Viton.12 – Aplicação do selo mecânico Vantagens do selo mecânico: a) Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de vedação. b) Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha. usinas termoelétricas e nucleares.

1 – Parafusos com cabeça sextavada e quadrada 17.1 . a especificação completa de um parafuso e sua porca engloba os mesmos itens cobertos pelo projeto de um elemento de máquina. porcas e arruelas são peças metálicas de vital importância na união e fixação dos mais diversos elementos de máquina. PORCAS E ARRUELAS. Altura da cabeça.com) . Isto é conseguido por meio de “sistemas auxiliares”. c) Lubrificação das faces seladoras.1 .PARAFUSOS O parafuso é formado por um corpo cilíndrico roscado e por uma cabeça que pode ser hexagonal.PARAFUSOS. g) Selo duplo. quadrada ou redonda (Figura 17. d) Lavagem ou circulação. Figura 17.novaPDF. afastamentos e acabamento. 181 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. sextavada. tratamento térmico. Parafusos.1). b) Refrigeração da sede do selo. Os sistemas auxiliares mais usados para diminuir ou evitar os problemas de funcionamento do selo são: a) Refrigeração da caixa de selagem.Dimensão dos parafusos As dimensões principais dos parafusos são:     Diâmetro externo ou maior da rosca. 17. Comprimento da rosca. ou seja: material. h) Suspiro e dreno.devem ficar afastados da película lubrificante formada entre as faces seladoras.1. tolerâncias. 17 . Por sua importância. f) Abafamento. dimensionamento. e) Recirculação com anel bombeador. Comprimento do corpo.

17.Tipos de parafusos Os parafusos podem ser:      Sem porca.8). O comprimento do parafuso refere-se ao comprimento do corpo.Parafuso com porca: Às vezes. Com porca. Educação Profissional 182 Created with novaPDF Printer (www.4 – Parafuso com rosca total . Consiste numa barra de seção circular com roscas nas duas extremidades (Figura 17.2 . . Nesse caso. Os parafusos podem ter rosca (Figura 17. a união entre as peças é feita com o auxílio de porcas e arruelas. Allen. Figura 17. De ponta atuante.3 – Parafuso com rosca parcial Figura 17. Figura 17.5 – Fixação parafuso com porca Figura 17.6).4).7 e 17. Prisioneiro. o parafuso com porca é chamado passante (Figura 17.3) ou total ou parcial (Figura 17.6 – Exemplos de parafusos com porcas . Distância do hexágono entre planos e arestas. esta pode ser substituída por um furo com rosca em uma das peças.5 e 17.2).com) .1.Parafuso prisioneiro: O parafuso prisioneiro é empregado quando se necessita montar e desmontar parafuso sem porca a intervalos freqüentes.novaPDF.2 – fixação com parafuso Figura 17. A união dá-se através da passagem do parafuso por um furo passante na primeira peça e rosqueamento no furo com rosca da segunda peça (Figura 17.Parafuso sem porca: Nos casos onde não há espaço para acomodar uma porca.

1 .Tipos de porcas São os seguintes os tipos de porcas:     Sextavada. Cega (ou remate).2. Figura 17. em alguns casos.Parafuso Ponta Atuante: O parafuso de ponta atuante não tem cabeça e serve para fixar peças em eixos. que é geralmente cilíndrica e recartilhada. Educação Profissional 183 Created with novaPDF Printer (www. Para o aperto. sextavadas. para auxiliar na regulagem.novaPDF. providas de um furo roscado onde são atarraxadas ao parafuso. Possui um furo hexagonal de aperto na cabeça. quadradas ou redondas e servem para dar aperto nas uniões de peças ou.10 – Exemplo de parafuso de ponta atuante 17.9).Figura 17.9 – Fixação por parafuso allen . Possui fenda ou sextavado interno (Figura 17. Borboleta. utilizasse uma chave especial: a chave Allen (Figura 17.Parafuso Allen: O parafuso Allen é fabricado com aço de alta resistência à tração e submetido a um tratamento térmico após a conformação.7 – Exemplo de parafuso prisioneiro Figura 17.8 – Fixação por parafuso prisioneiro .10). 17. São hexagonais. Figura 17.com) . Castelo.2 – PORCAS Porcas são peças de forma prismática ou cilíndrica.

novaPDF. Figura 17. esse tipo de porca é empregado quando a montagem e a desmontagem das peças são necessárias e freqüentes (Figura 17.12).Porca sextavada: A porca sextavada é o tipo mais comum. Contraporcas.13). de modo que uma cupilha possa ser passada para travar a porca (Figura 17. uma das extremidades do furo rosqueado é encoberta. podendo ser feita de aço ou latão. É geralmente cromada e possibilita um acabamento de boa aparência (Figura 17.14 – Exemplo de porca borboleta Educação Profissional 184 Created with novaPDF Printer (www.14). Figura 17.13 – Exemplos de porcas cegas .Porca borboleta: Possui saliências parecidas com asas para proporcionar o aperto manual. Figura 17.11).11 – Exemplos de porcas sextavadas .Porca cega (ou remate): Nesse tipo de porca. coincidentes dois a dois. usada para fixar os parafusos nas peças (Figura 17.Porca castelo: A porca castelo é uma porca hexagonal com seis entalhes radiais. Figura 17. que se alinham com um furo no parafuso.12 – Exemplo de porca castelo . ocultando a ponta do parafuso. Geralmente fabricada em aço ou latão.com) . .

Arruela lisa (ou plana): Geralmente é feita de aço e é usada sob uma porca para evitar danos à superfície e distribuir a força do aperto. Evitar deformações nas superfícies de contato. Arruela de pressão. Figura 17. alumínio. mas o latão também é empregado.3.3 – ARRUELAS São peças cilíndricas. Arruela estrelada. são utilizadas com porcas e parafusos de latão. Evitar desgaste da cabeça do parafuso ou da porca.15). mas as de melhor qualidade são usinadas e têm a borda chanfrada como acabamento (Figura 17.novaPDF. 15. fibra e couro são extensivamente usadas na vedação de fluidos. no sentido do eixo) na montagem das peças. A maioria das arruelas é fabricada em aço. são furadas a partir de chapas brutas. o que pode causar danos às máquinas. .16 – Exemplos de arruelas lisas 185 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Por medida de economia utiliza-se uma porca mais fina. As arruelas de cobre. de pouca espessura. Suprimir folgas axiais (isto é.com) . e para sua travação são necessárias duas chaves de boca (Figura 17.. com um furo no centro.Tipos de arruelas Os três tipos de arruela mais usados são:    Arruela lisa.1 . As arruelas de qualidade inferior.16) Figura 17. pelo qual passa o corpo do parafuso. As arruelas servem basicamente para:      Proteger a superfície das peças. neste caso.Contraporcas: As porcas sujeitas a cargas de impacto e vibração apresentam tendência a afrouxar. Evitar que a porca afrouxe. Um dos meios de travar uma porca é através do aperto de outra porca contra a primeira. mais baratas.15 – Travamento por contraporca 17.

17 – Exemplo de arruela de pressão . feita de aço de mola de seção retangular. As engrenagens são órgãos de contato direto e movimento misto: deslizamento e rolamento. Sua finalidade é transmitir o movimento de rotação de um eixo para outro.novaPDF. A teoria das engrenagens baseia-se nos rodetes.17). Figura 17.1 – Exemplo de par de engrenagens Educação Profissional 186 Created with novaPDF Printer (www. a de menor número de dentes é chamada de pinhão. a arruela se comprime. os dentes se aplainam penetrando nas superfícies da porca e da peça em contato. Os dentes são torcidos e formam pontas aguçadas. A arruela estrelada com dentes externos é empregada em conjunto com parafusos de cabeça chanfrada (Figura 17..Arruela de pressão: A arruela de pressão consiste em uma ou mais espiras de mola helicoidal. modificando a velocidade e permitindo a transmissão de potências elevadas.1). gerando uma grande força de tração entre a porca e a superfície (Figura 17. Na linguagem corrente. pois as engrenagens ou rodas dentadas nada mais são do que rodetes dispondo de saliências e reentrâncias que se conduzem mutuamente e dão origem aos chamados dentes de engrenagens. Quando a porca é apertada.com) . as próprias rodas dentadas são chamadas de engrenagens (Figura 18. Figura 17. No par de rodas dentadas.18). Quando a porca é apertada.Arruela estrelada (ou arruela de pressão serrilhada): é de dentes de aço de molas e consiste em um disco anular provido de dentes ao longo do diâmetro interno ou diâmetro externo.18 – Exemplos de arruelas estreladas 18 – ENGRENAGENS São conjuntos (um par no mínimo) de rodas dentadas destinadas à transmissão de movimento e potência. Coroa Pinhão Figura 18. enquanto a maior é a coroa.

TIPOS DE ENGRENAGENS 18.18. é importante reconhecer a denominação atribuída aos seus elementos básicos (Figura 18. por causa do ruído que produz (Figura 18. É o tipo mais comum de engrenagem e o de mais baixo custo. É mais empregada na transmissão de baixa rotação do que na de alta rotação.2 – Nomenclatura dos principais elementos de uma engrenagem 18. Figura 18.2.1 – NOMENCLATURA Considerando a forma construtiva das engrenagens. É usada em transmissão que requer mudança de posição das engrenagens em serviço.Engrenagem cilíndrica de dentes retos Os dentes são dispostos paralelamente entre si e em relação ao eixo.com) . Figura 18.2 .3).1 .2).3 – Engrenagens cilíndricas de dentes retos Educação Profissional 187 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. pois é fácil de engatar.

permitindo uma economia de espaço e distribuição uniforme da força.novaPDF.5 – Engrenagem cilíndrica com dentes internos 18.2.6 – Engrenagem cilíndrica com cremalheira Educação Profissional 188 Created with novaPDF Printer (www. Figura 18.2 .Engrenagem cilíndrica com cremalheira A cremalheira pode ser considerada como uma coroa dentada com diâmetro primitivo infinitamente grande.18.com) . Figura 18. Figura 18.2.4 .6). É usada para transformar movimento giratório em longitudinal (Figura 18.4 – Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais 18. As duas rodas do mesmo conjunto giram no mesmo sentido (Figura 18.3 .5).Engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais Os dentes são dispostos transversalmente em forma de hélice em relação ao eixo.4).Engrenagem cilíndrica com dentes internos É usada em transmissões planetárias e comandos finais de máquinas pesadas. Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e também para eixos que formam um ângulo qualquer entre si (Figura 18. É usada em transmissão fixa de rotações elevadas por ser silenciosa devido a seus dentes estarem em componente axial de força que deve ser compensada pelo mancal ou rolamento.2.

diminui a precisão e requer uma montagem precisa para o funcionamento adequado. Possui dentado helicoidal duplo com uma hélice à direita e outra à esquerda.Engrenagem cônica com dentes retos É empregada quando as árvores se cruzam. eliminando a necessidade de compensar esta força nos mancais.Engrenagem cônica com dentes helicoidais Empregada quando o par de rodas cônicas deve transmitir grandes potências e girar suavemente. Pode ser fabricada em peça única ou em duas metades unidas por parafusos ou solda. Usam-se grandes inclinações de hélice.novaPDF. Educação Profissional 189 Created with novaPDF Printer (www. em baixas velocidades (Figura 18. Os dentes das rodas cônicas têm um formato também cônico. Neste último caso só é admissível o sentido de giro no qual as forças axiais são dirigidas uma contra a outra (Figura 18. pois com este formato de dentes consegue-se o engrenamento simultâneo de dois dentes (Figura 18.2.Engrenagem cilíndrica com dentes em “V” ou bi-helicoidais Conhecida também como engrenagem espinha de peixe. Figura 18.6 .18.2.com) . o que dificulta sua fabricação.7).5 .8 – Engrenagem bi-helicoidais 18. geralmente de 30 a 45º. Para que cada parte receba metade da carga. Figura 18. podendo ser menor ou maior.9). a engrenagem em espinha de peixe deve ser montada com precisão e uma das árvores deve ser montada de modo que flutue no sentido axial.7 – Engrenagem cônica com dentes retos 18.2.7 .8). Isso permite a compensação da força axial na própria engrenagem. A engrenagem cônica é usada para mudar a rotação e direção da força. o ângulo de interseção é geralmente 90º.

34 90 9.08 5.novaPDF.55 38. metro (N.9 – Engrenagem cônica com dentes helicoidais 18.95 59.69 44.32 80 8.76 48.22 30 3.97 60. adequam-se os materiais do sem-fim (aço) e da coroa (ferro fundido ou bronze).87 45.m Nm 0 100 200 300 400 500 600 0 0. metro (Kgf.47 25.12 68.43 32.com) .02 63.06 13.20 20 204 12.28 40 60 6.24 50 (Kgf.83 53.16 70. Nos engrenamentos sem-fim.m) 1 N.73 47.77 49.00 10.37 29.49 34.41 31.59 40. Figura 18.16 18.14 69.30 24.28 15.35 28.04 64. O sem-fim e a coroa servem para transmissão entre dois eixos perpendiculares entre si.18 19.51 36.8 .33 27.m) em Kilograma-força.Figura 18.2.67 35.63 37.26 23.12 16.79 50.10 14. devendo o conjunto funcionar em banho de óleo (Figura 18.39 30. como nas engrenagens helicoidais.02 11. aparecem forças axiais que devem ser absorvidas pelos mancais.93 58.30 70 7.14 17.85 54. São usados quando se precisa obter grande redução de velocidade e conseqüente aumento de momento torsor. Entre o sem-fim e a coroa produz-se um grande atrito de deslizamento.45 33.65 43.10 – Sem-fim coroa ANEXO Tabela de conversão de torques Newton.91 57.31 26.57 39.00 62.18 10 1.08 65.24 22.81 52.10 67.89 55.10).06 50.61 41.63 42.71 46.Parafuso sem-fim e engrenagem côncava (coroa) O parafuso sem-fim é uma engrenagem helicoidal com pequeno número (até 6) de dentes (filetes).m = 0.36 Educação Profissional 190 Created with novaPDF Printer (www.m) 4.10197 Kgf.99 61.20 20.22 21. A fim de manter o desgaste e a geração de calor dentro dos limites.26 66.

49 23.45 56.298 135.77 101.11 76.44 Fator de cálculos de torque Unidade conhecida N.52 67.11298 1.01 1 0.49 53.06 116.807 980.80 5 6 7 8 9 1 Lbf.55 126.44 80.metro (N.38 45.68 54.26 128.38 75.48 42.59 16.56 90.m) em libra-força.99 112.23 47.92 58.12 120.04 135.88 66.05 36.80 81.25 68.62 31.63 31.66 28.66 95.01 74.69 42.77 119.32 79.cm = Kgf.pé Nm 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 7.42 73.pé 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 13.66 59.95 111.66 73.62 130.41 117.64 94.12 40.700 800 900 1000 71.49 4 6 4.95 41.88 30.pé = 1.07 97.pé 0.79 102.19 44.10197 1 0.01 5 (Lbf.54 2 1.825 0.58 = N.56 64.novaPDF.11 136.70 9 6.09 78.71 18.92 28.07 49.76 53.82 142.83 64.83 105.36 14.73 69.91 109.42 42.47 70.85 40.52 36.39 56.59 47.43 98.com) .90 47.85 104.14 101.87 107.02 21.58 91.34 113.40 82.60 69.20 25.pé = N.45 25.48 86.70 97.56 107.28 51.17 63.97 24.16 82.cm Kgf.74 9.76 39.01 100 1 1.42 18.pé = 12 Lbf.26 37.87 61.pé) 1 N.54 89.58 88.64 14.21 39.01152 13.80 50.m 0.03 75.38 8.metro (1 Lbf.07 17.33 132.21 105.59 70.00738 0.cm 1 100 9.97 8 5.73 99.197 0.78 67.48 122.35 31.59 78.30 65.796 1 12 = Lbf.94 89.57 33.78 20.87 85.10197 0.60 1 1.10 25.m Kgf.42 83.98 32.19 26.24 67.47 33.70 115.73756 Lbf.152 0.05 76.16 43.90 127.07 17.26 48.62 93.99 73.68 73.54 46.65 92.31 34.67 4 (Nm) 5.73 77.43 11.21 9.37 70.51 84.71 16.97 51.14 21.04 66.32 52.29 90.93 27.81 104.97 54.0885 8.00 38.02 6.69 10.31 71.53 145.233 0.78 100.96 2 2.75 138.18 57.60 92.89 146.86 16.90 75.45 12.28 20.94 72.13825 = Lbf.50 103.95 3.7376 0.28 109.84 123.14 60.m Lbf.38 14.17 12.40 28.11 46.50 87.56 27.50 22.22 86.74 8.52 88.10 59.38 81.00 62.16 74.09807 9.04 35.cm N.46 85.09 10.77 39.04 55.41 37.85 78.pé em Newton.14 29.93 110.23 7 5.61 50.06 80.63 76.92 108.44 84.81 19.68 96.24 147.33 48.35 62.19 124.85 108.54 50.63 111.75 58.15 Libra força.m 0.7 11.72 96.0833 1 Educação Profissional 191 Created with novaPDF Printer (www.31 3 4.54 19.48 8.3558 Unidade de medição = Kgf.11 79.40 136.75 100.pé (Lbf.pé) 2.09 78.80 1 0.53 65.83 32.0723 7.356 Nm) Lbf.90 13.m = 0.83 43.46 141.27 29.pol Newton.33 11.807 0.36 94.12 15.02 52.851 0.24 23.00102 10.00 93.75 77.02 74.28 3 2.85 24.97 72.34 33.78 36.09 63.71 98.97 131.07 77.46 61.868 86.61 55.90 44.82 62.21 71.89 108.40 59.pol Lbf.76 22.pol 0.71 56.13 80.64 45.68 134.18 143.70 35.

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