Curso Técnico em Mecânica

Módulo I – Mecânico Industrial

MANUTENÇÃO MECÂNICA I

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SUMÁRIO

1 – ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1.1 – INTRODUÇÃO 2 – HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO 2.1 – CONCEITOS E OBJETIVOS 2.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS 3 – A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 3.1 – TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO 3.2 – ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA 4 – ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO 4.1 – MANUTENÇÃO CORRETIVA 4.2 – MANUTENÇÃO PREVENTIVA 5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5.1 – INTRODUÇÃO 5.2 – CHAVE DE BOCA E ESTRELA 5.3 – CHAVES DE FENDA E PHILIPS 5.4 – CHAVE EXAGONAL ALLEN 5.5 – CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU INGLESA 5.6 - SACA POLIAS 5.7 - TALHADEIRA E BEDAME 5.8 - SACA PINOS CÔNICO E PARALELO 5.9 - CHAVE PARA TUBOS 5.10 - ESPÁTULAS 5.11 - VERIFICADORES E CALIBRADORES 5.12 - TORQUÍMETRO 5.13 - MULTIPLICADORES DE TORQUE 6 – FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6.1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO 6.2 – TIPOS 6.3 – CUIDADOS GERAIS 7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7.1 – INTRODUÇÃO 7.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS

04 04 05 06 07 09 10 14

17 17 22 36 36 38 41 42 43 44 45 46 46 47 47 48 57 62 62 63 64 65 65 65

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8 – MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8.1 – INTRODUÇÃO 8.2 – SEGURANÇA 8.3 - COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR 8.4 - SINAIS VISUAIS 8.5 - ACESSÓRIOS DO MOVIMENTADOR 8.6 - ISPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS 9 - ELEMENTOS MECÂNICOS 9.1 - ACOPLAMENTOS 9.2 - CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9.3 - TIPOS DE ACOPLAMENTOS FEXÍVEIS 9.4 - EMBREAGENS 10 - FREIOS 10.1- FREIOS DE DUAS SAPATAS 10.2- FREIO DE DISCO 10.3- FREIO DE SAPATA E TAMBOR 10.4- FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR 10.5- FREIO MULTIDISCO 10.6- FREIO CENTRÍFUGO 11 - POLIAS E CORREIAS 11.1- RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO 11.2 - POLIAS 12 - CORRENTES 12.1- TIPOS DE CORRENTES 13 - EIXOS 13.1-CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS 13.2- CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS 14 - TRAVAS 14.1 - CHAVETAS 14.2 - ANEL ELÁSTICO 14.3 - PINOS 15- MANCAIS DE ROLAMENTO E DE DESLIZAMENTO 15.1 – MANCAIS DE ROLAMENTO 15.2 – MANCAIS DE DESLIZAMENTO 16- ELEMENTOS DE VEDAÇÃO

80 80 80 83 84 88 116 121 121 121 123 126 130 130 131 131 131 132 132 132 133 133 144 145 149 149 150 153 154 158 160 164 165 173 176

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PARAFUSOS.novaPDF. PORCAS E ARRUELAS 17.2 –TIPOS DE ENGRENAGENS ANEXO I BIBLIOGRAFIA 181 181 183 185 186 187 187 190 192 Educação Profissional 3 Created with novaPDF Printer (www.3 – ARRUELAS 18.com) .1 – NOMENCLATURA 18.EMBREAGEM 18.17.1 – PARAFUSOS 17.2 – PORCAS 17.

preços competitivos. .O que a manutenção tem a ver com a qualidade total? Disponibilidade de máquina. De fato.1 . Se eu não tiver um bom programa de manutenção.. Aumentos dos custos. produtos com defeito zero. também.com) .1 – INTRODUÇÃO Não basta uma empresa ter máquinas modernas. pois máquinas com defeitos ou quebradas causarão: Diminuição ou interrupção da produção. Imagine você que eu não faça manutenção de minhas máquinas. ótimos funcionários e programa de qualidade se ela não contar com um eficiente programa de manutenção mecânica. Perdas financeiras. Imagine que eu seja um fabricante de rolamentos e que tenha concorrentes no mercado. precisarei tirar o máximo rendimento de minhas máquinas para oferecer rolamentos com defeito zero e preço competitivos. Competir em igualdade de condições no mercado interno e externo. Educação Profissional 4 Created with novaPDF Printer (www... Insatisfação dos clientes. estabelecer um rigoroso cronograma de fabricação e de entrega de meus rolamentos. os prejuízos serão inevitáveis.novaPDF. produtos e gerenciamento ambiental passaram a ser a meta de todas as empresas. Deverei. Reduzir as perdas de matéria-prima e energia.. Atrasos nas entregas.Estou começando a compreender. Aumentar a competitividade. A manutenção mecânica é a alma dos setores produtivos empresariais. a busca da qualidade total em serviços. Manter a fidelidade dos clientes. aumento da competitividade. Rolamentos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação. mercado cativo. Pois bem. satisfação dos clientes. Conquistar novos clientes.ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO 1.Não entendi! Vamos comparar. . Obter produtos de qualidade. Diminuir os custos de produção. Com a globalização da economia. para que eu venha a manter meus clientes e conquistar outros. Perda de mercado. sem a manutenção mecânica das máquinas e equipamentos não será possível: Cumprir os cronogramas de fabricação. planos de expansão. . tecnologia de ponta. produtos de qualidade. aumento da lucratividade.

que marcou a 1ª revolução industrial. No princípio da reconstrução pós-guerra. novas pesquisas. quando surgiram os primeiros técnicos em montagem e assistência. considerando a primeira geração da manutenção tivemos: Equipamentos simples. onde a quantidade e a qualidade dos equipamentos bélicos eram fundamentais para a vitória desejada. O grande impulso da manutenção organizada e científica deu-se. sempre existiu. intensa concorrência. confiáveis e de fácil reparação. qualidade. na Segunda Guerra Mundial. uma série de diques. Custos elevados. que dependiam do estado operacional de seus barcos para obterem sucesso em suas incursões marítimas. superdimensionados. porém. os prazos de entrega dos produtos passaram a ser relevantes para todas as empresas. Os efeitos da guerra puderam ser sentidos muitos anos depois com uma nova ordem mundial que pode ser caracterizada por: Elevado consumo / aumento da produção. que culminou com o desenvolvimento tecnológico acelerado e a necessidade de se manter tudo funcionando perfeitamente. de meros consertos. Manutenção executada somente após a quebra – (corretiva). Uma das primeiras ações que poderíamos chamar de “manutenção organizada” foi desenvolvida pelos Vickings.2 . Novos métodos foram introduzidos. marcada pela linha de montagem. Começou a ser conhecida com o nome de manutenção por volta do século XVI na Europa Central. redução de cursos e meio ambiente. Exigências como: produtividade. a manutenção foi intensificada. principalmente. segurança. onde a produção programada impedia as paradas freqüentes para reparos.com) . novas técnicas e expectativas criaram a 3ª geração da manutenção. Inglaterra. Até esse momento. possuíam em suas aldeias. (preventiva) Evolução dos procedimentos administrativos – sistemas de planejamento.novaPDF. Com a mecanização da indústria. Tomou corpo ao longo da Revolução Industrial e firmou-se como necessidade absoluta. Tais características geraram conseqüências como: Maior preocupação com as falhas e paradas de produção. Para tanto. com a 2ª guerra mundial. organização e controle geral da manutenção. Novas técnicas de manutenção e gerenciamento da manutenção foram introduzidas para que se obtenha maior disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos. Itália e principalmente o Japão alicerçaram seu desempenho industrial nas bases da engenharia e manutenção.HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO A manutenção embora despercebida. onde os barcos (de até 15 toneladas) eram postos a seco e reparados com ferramentas especiais ao retorno da viagem. tornando a manutenção inerente ao processo produtivo. não passando ainda. na Escandinávia. A manutenção teve outro incremento com a 2ª revolução industrial. Alemanha. Máquinas mais complexas. mesmo nas épocas mais remotas. juntamente com o surgimento do relógio mecânico. A partir de meados dos anos 70. Educação Profissional 5 Created with novaPDF Printer (www. Essa fase ficou denominada como 2ª geração da manutenção e vigorou até início dos anos 70.

surgiu a motivação para se prevenir contra as falhas de máquinas e equipamentos. ferramentas e instalações. estaremos restaurando-a. Tabela 1. Esses cuidados envolvem a conservação. estaremos substituindo-o. De modo geral. nos últimos vinte anos á que tem havido preocupação de técnicos e empresários para o desenvolvimento de técnicas específicas para melhorar o complexo sistema Homem / Máquina / Serviço. equipamentos. a manutenção em uma empresa tem como objetivos: manter equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos. Para facilitar o entendimento da Norma podemos entender manutenção como o conjunto de cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de máquinas. estamos conservando-as.combinação de todas as ações técnicas e administrativas. Se estivermos trocando o plugue de um cabo elétrico.Com isso. A manutenção ideal de uma máquina é a que permite alta disponibilidade para a produção durante todo o tempo que ela estiver em serviço e a um custo adequado. destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida. incluindo as de supervisão.novaPDF. a substituição e a prevenção. Em suma. 2. Por exemplo.1 EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MANUTENÇÃO PERÍODOS ATÉ DÉCADA DE DECÁDA DE 1950 1950 Manutenção Corretiva Manutenção Preventiva DÉCADA DE 1960 DÉCADA DE 1980 Estágio Conceitos Manutenção Sistema Produção do Manutenção de Produtiva (TPM) Total Reparo Corretivo Gestão Mecânica da Manutenção Manutenções Preventivas X X X X X X X X X X 6 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.com) .1 . a restauração. A manutenção pode incluir uma modificação de um item.CONCEITOS E OBJETIVOS Definição da Manutenção: Segundo norma NBR 5462. Alcançar esses objetivos requer manutenção diária em serviços de rotina e de reparos periódicos programados. a adequação. Se estivermos retificando uma mesa de desempeno. Essa motivação deu origem à manutenção preventiva. quando mantemos as engrenagens lubrificadas. prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas.

novaPDF. Esses procedimentos envolvem várias operações. em qualquer programa de manutenção. A responsabilidade pelos serviços de rotina não é somente do pessoal da manutenção. são testadas para assegurar a qualidade exigida em seu desempenho. no horário de mudança de turno. A detecção e a identificação de pequenos defeitos dos elementos das máquinas. Educação Profissional 7 Created with novaPDF Printer (www. Salientemos que há. são fatores importantes. Os serviços periódicos de manutenção consistem de vários procedimentos que visam manter a máquina e os equipamentos em perfeito estado de funcionamento. se uma furadeira de bancada estiver em funcionamento e a correia partir. etc. Os serviços periódicos de manutenção podem ser feitos durante paradas longas das máquinas por motivos de quebra de peças (o que deve ser evitado) ou outras falhas. o programa de prevenção. após exame. O acompanhamento e o registro do estado da máquina. ela deverá ser substituída de imediato. Exame dos componentes antes do término de suas garantias. ainda. Reparos não programados também ocorrem e estão inseridos na categoria conhecida pelo nome de manutenção corretiva. Replanejar. Por exemplo. bem como dos reparos feitos.Visão Sistemática Manutenção Corretiva com incorporação de Melhorias Prevenção Manutenção Manutenção Preditiva Abordagem Participativa Manutenção Autônoma de X X X X X X X X X 2. mas também de todos os operadores de máquinas. ou durante o planejamento de novo serviço ou. Ajustar ou trocar componentes em períodos predeterminados.2 – SERVIÇOS DE ROTINA E SERVIÇOS PERIÓDICOS Os serviços de rotina constam de inspeção e verificação das condições técnicas das unidades das máquinas. manutenção de emergência ou corretiva. As partes danificadas.com) . para que a máquina não fique parada. As paradas programadas visam a desmontagem completa da máquina para exame de suas partes e conjuntos. se necessário. que será estudada logo adiante. a verificação dos sistemas de lubrificação e a constatação de falhas de ajustes são exemplos dos serviços da manutenção de rotina dentro da manutenção. como:      Monitorar as partes da máquina sujeitas a maiores desgastes. Testar os componentes elétricos. também.

Equipamento de Proteção Individual EPC .Centro de Certificação da Mão-de-Obra Especializado dos Setores Mecânico e Elétrico CIPA .Estado de um item caracterizado pela incapacidade de desempenhar sua função requerida.Engineering.Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRAMAN .Capacidade de um item estar em condições de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo tempo determinado.Diálogo Direto de Segurança EPI .Qualquer parte.Centro Capixaba de desenvolvimento Metalmecânico CEQUAL . CONFIABILIDADE .Associação Brasileira de Manutenção ABCE . quando a manutenção é executada sob condições determinadas e mediante procedimentos e meios prescritos. PANE .Análise do Modo e Efeito da Falha MASP .Comissão Interna para Prevenção de Acidentes DDS . durante um dado intervalo de tempo.Failure Mode and Effect Analysis .Método de Análise e Solução de Problemas OMS . Procurement and Construction .Término da capacidade de um item desempenhar a função requerida.Capacidade de um item ser mantido ou recolocado em condições de executar suas funções requeridas. DISPONIBILIDADE . FALHA . mantenabilidade e suporte de manutenção. unidade funcional.Associação Brasileira de Consultores de Engenharia CDMEC .Para um melhor entendimento da manutenção é necessário que alguns termos e definições estejam bem claras: Definições básicas de alguns termos usados na “linguagem” da manutenção. dispositivo.Contrato pelo qual uma empresa assume a responsabilidade pelos serviços de engenharia. sob condições de uso especificadas.Organização Mundial de Saúde 8 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. equipamento ou sistema que possa ser considerado individualmente DEFEITO . (Conforme ABNT NBR 5462/94)      ITEM .com) .   LISTA DE SIGLAS ABNT .Capacidade de um item desempenhar uma função requerida sob condições específicas. MANTENABILIDADE . componente.novaPDF. fornecimento de materiais e construção FMEA . subsistema. supondo que os recursos externos requeridos estejam assegurados.Qualquer desvio de uma característica de um item em relação aos seus requisitos. levando-se em conta os aspectos combinados de sua confiabilidade.

a quem se destinará a responsabilidade da informação da manutenção e dos sobressalentes). Estrutura administrativa: a definição das responsabilidades gerenciais e inter-relacionais. tecnológicos. Programação e Controle da Manutenção PPRA . o objetivo da manutenção. sobressalentes. principalmente a força de trabalho.Sustentar a custo total mínimo. em quantidade e qualidade de saída. cada decisão será influenciada por muitos outros fatores. por se constituir em exigência por parte das instituições financiadoras do projeto (são empresas formalmente constituídas para a execução especifica daquele empreendimento.novaPDF.Análise da Causa Raiz da Falha RCM .Planejamento. sendo os parceiros seus sócios ou acionistas) SIPAT .Root Cause Failure Analysis . O projeto de uma organização da manutenção. desta forma. de acordo com os principais elementos da organização listados a seguir:    Estrutura de recursos: localização.Special Purpose Company .Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PPCM .Manutenção Produtiva Total MTTR. Estas decisões serão classificadas.A ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO A tarefa principal da organização da manutenção é associar recursos (humanos. a planta para que a capacidade de produção desejada.Tempo Médio Entre Reparos 3 .Sindicato da Indústria de Construção Civil SINDIMETAL .Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho MTBF .Permissão Para Trabalho RCFA . segundo Kelly. função e logística dos recursos de manutenção. como estender a flexibilidade da equipe. ferramentas. e eficiência do plano de trabalho) seja maximizada.Programa de Prevenção contra Riscos Ambientais PPT . Com o objetivo de alcançar isto. tamanho.Reliability Centered Maintenance (Manutenção Centrada na Confiabilidade) SINDCON . Educação Profissional 9 Created with novaPDF Printer (www. com personalidade jurídica própria.PCMSO . informações) para a execução das suas atividades. possa ser atingida.SPE (Sociedade de Propósito Específico) é a configuração legal mais comumente utilizada em uma sociedade comercial constituída para abrigar um empreendimento. entretanto. a organização precisa ser projetada para que a performance das equipes (em função da sua utilização e motivação. etc. Mecânicas e Material Elétrico SPC .Tempo Médio Entre Falhas TPM . ferramentas e informação.com) . disponibilidade e sobressalentes. Plano de trabalho a longo e curto prazo e o controle das atividades: custo da manutenção. é: . envolve muitas decisões inter-relacionadas (onde se localizará a força de trabalho.Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas.

O planejamento das atividades pode ser representado como uma informação e um sistema de tomada de decisão funcionando através da estrutura. MODELO DE ORGANIZAÇÃO Figura 1 – Modelo da Organização Figura 3. As grandes empresas adotam a estrutura descentralizada ou mista. as pequenas empresas (dono à frente de tudo) o tipo de organização da manutenção mais usada é a centralizada.novaPDF. através da pirâmide – Recursos da Estrutura – e o gerenciamento que permite isto sobreviver – Estrutura Administrativa. De uma maneira geral. Esta influência interna (do nível operacional para o gerencial) no projeto da organização freqüentemente é acompanhado por influências externas (do nível gerencial para o operacional). A seguir.Modelo da Organização É importante entender como a inter-relação dos elementos permite a organização funcionar. na maioria dos casos. Escolha Do Tipo De Organização A decisão da escolha entre um tipo ou outro é evidente. Educação Profissional 10 Created with novaPDF Printer (www.com) . gerenciamento de recursos humanos. uma evolução. em função das condições operacionais. detalharemos os tipos e as formas de organizações em que a manutenção pode estar inserida: 3. divergindo até entre duas empresas “irmãs” de um mesmo grupo financeiro. administrativas e da concepção física de cada empresa e que são totalmente particulares. etc.1 . Kelly apresenta uma forma de visualizar isto.TIPOS DE ORGANIZAÇÕES DA MANUTENÇÃO  Centralizada. envolvendo vários problemas como a integração manutenção – operação.1 . Todas estas posições na estrutura têm o seu papel. Cada mudança pode ser uma revolução ou. influencia os sistemas e a estrutura administrativa. também em função da sua concepção física. e para isso precisa estar sintonizado com as mudanças (internas e externas) do cenário. O último ponto introdutório é que a organização deve ser dinâmica.Modelo da Organização No projeto ou na modificação da organização da manutenção é necessário entender que a carga de trabalho tem uma maior influência no recurso da estrutura. A organização toda é muito maior que o somatório das suas partes elementares devido a sinergia. adoção de times auto – gerenciáveis. que por sua vez. As médias empresas utilizam a centralizada ou a mista de acordo com o lay-out fabril.

Maior flexibilidade no remanejamento de mão-de-obra. 3. programas de qualidade. ferramentas.Centralizada Todas as atividades de manutenção são executadas por um órgão central autônomo em sua especialidade. almoxarifados. Toda área possui sua mini-oficina. 3. ferramentas e pessoal. Maior tempo para deslocamento de pessoal. Controle e aumento técnico-administrativo mais uniforme e imediato. Os recursos humanos são agrupados por especialidade atendendo as solicitações de todas as áreas de produção. A organização e controle são centralizados.1. equipamentos. depósito.2 VANTAGENS:       Otimização dos recursos.1 . assim como as oficinas. dificultando a comunicação. depósitos. dificultando o estabelecimento de prioridades (principalmente nas grandes empresa). Facilita a implantação e gerenciamento de métodos de organização da manutenção (planejamento.novaPDF. mantendo condições próprias de organização e controle.2 – Descentralizada Cada área de produção possui sua equipe de manutenção diretamente subordinada ao chefe imediato de produção da própria área. Por terceiros. com melhor controle das despesas. almoxarifado.   Descentralizada. Figura 3. etc. Maior distanciamento entre a oficina e o local de intervenção. ferramentas.. Estoque de peças sobressalentes mais reduzido. Há maior dificuldade para o atendimento imediato em todas as áreas de produção. confiabilidade. entre outros). em casos de emergência ou de grandes obras prolongadas.. 11 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. etc.1. equipamentos. totalmente independente das unidades de produção. etc. Maior profissionalização e especialização com o pessoal podendo conhecer todos os equipamentos das diversas áreas de produção. DESVANTAGENS:     Diminui o entrosamento entre produção e manutenção. Mista.com) .

em casos de emergência ou grandes obras programadas (difícil coordenação entre as áreas) ou ainda.novaPDF. Os órgãos de apoio como depósitos. Controle das despesas de manutenção mais difícil.). gerando dificuldade na implantação e execução de métodos gerais e novas técnicas gerenciais. melhorando o Equipes conhecendo melhor os equipamentos da área. Localização ideal do grupo de manutenção em relação à área de atuação.3 . Necessidades de um maior número de especialistas ou poliespecialistas (mecânica + elétrica + hidráulica + instrumentação.3 VANTAGENS:     Comunicação entre entrosamento. serviços em área de interferência. Áreas sobrecarregadas e outras ociosas. Dificuldade de remanejamento de pessoal. oficina. podendo ser confundidos com as de produção. sem contudo estarem subordinados diretamente ao chefe de produção da área. DESVANTAGENS:     Maior efetivo de pessoal de manutenção necessário. distribuídos pelas áreas de produção. Rapidez e flexibilidade no atendimento. com agrupamentos específicos de manutenção. Maior quantidade de ferramentas.Mista Organização e controle centralizados.    3.1. Educação Profissional 12 Created with novaPDF Printer (www. almoxarifado. instrumentos e equipamentos.com) . ferramentaria. manutenção e produção mais eficiente. Controle e orientação técnico-administrativa mais difícil e não uniforme entre as áreas.Figura 3. etc. etc. existindo nas áreas pequenas oficinas para pequenos e rápidos reparos. são centralizados.

Figura 3. porém com algumas melhorias. abonos. Melhor aproveitamento de mão-de-obra própria em serviços que visam melhorias operacionais. 3. que exigem a utilização de aparelhos e instrumentos especiais (caros) é mais vantajosa a contratação de firmas externas. As equipes de área executam os serviços de rotina.4 .com) . etc. Garantia dos serviços contratados por um período determinado após execução dos mesmos. Redução dos custos com a diminuição do efetivo próprio. As equipes de área estão ligadas hierarquicamente à produção.novaPDF.1.4 Há uma somatória de vantagens e desvantagens vistas no sistema centralizado e descentralizado. por firmas externas contratadas. Diminuem consideravelmente os custos com administração de pessoal. VANTAGENS:  Serviços especializados. não contínuos como a manutenção de equipamentos de controle e medição. rescisões contratuais. tais como: transporte. treinamento. assistência médica.Por Terceiros As atividades de manutenção são executadas. Educação Profissional 13     Created with novaPDF Printer (www. etc. férias. ficando os serviços mais especializados e de grande porte realizados pela equipe central. total ou parcialmente. rádio-comunicações. Os problemas relacionados à falta de entrosamento entre as áreas de produção e manutenção são menores. montagens mecânicas e elétricas. fundações civis. radiografia industrial. porém tendo as orientações técnicas e gerenciais repassadas pela chefia central de manutenção (coordenadores. engenheiros). alimentação.

Exemplo de um item e sua localização: . como fazer um determinado serviço de manutenção ou ainda uma inspeção. que será identificado como “células”.Código do equipamento Para efeito de correlação das posições operacionais dos equipamentos com os respectivos registros históricos.2. Essas informações tramitam por um sistema de fichas que devem ser compactas. pois. composto de várias partes. áreas de produção (ex: fundição. acabamento. setor.ETAPAS INICIAIS PARA ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO EM UMA EMPRESA. quando fazer. etc. o cadastro dos equipamentos acompanhado de um relatório com o histórico de intervenções de manutenção já é suficiente.. relatórios. substituem com vantagens os nomes originais de um item e seus constituintes.1 . etc.) de tal forma que agrupados convenientemente.3 .DESVANTAGENS:   Controle e orientação técnico-administrativo mais difícil.2. 3.novaPDF. tendo sua decodificação oportuna.com) .Rolamento 6205. é comum. já que o grupo adicional externo não possui a mesma motivação que o interno. ordens de serviço.Cadastramento dos Equipamentos Para qualquer nível de organização da manutenção em uma empresa o essencial é um bom cadastro geral dos equipamentos com dados importantes sobre tais. que estabelecerá o que fazer. 3. A execução da manutenção de forma preventiva exige programação. entre outros. pedidos de compra. e que possui poucos equipamentos. todos localizados em um mesmo ambiente. tais como: número maior de equipamentos (inclusive repetidos). alfabéticos ou alfanuméricos a cada um dos elementos constituintes de um cadastro (unidade industrial.). e associa cada Equipamento aos Sistemas Operacional e Produtivo aos quais está ligado.2. controle de qualidade. estes determinarão diferentes níveis de organização da manutenção. outros complicadores aparecerão. usinagem. devidamente apontados em fichário próprio. 3. Lado da frente do eixo do motor elétrico de acionamento do eixo portaferramenta e mesa porta-peça da geradora de engrenagens do tipo renânia localizada no setor de fresagem do curso de mecânica do CEDTEC.2 . maior número de efetivos de manutenção. porte do equipamento. predominância da manutenção preventiva. 3. A manutenção de um grupo adicional externo pode ser antieconômico se a programação das atividades não contemplar a totalidade da mão-de-obra disponível.2 . com vantagens no preenchimento das fichas de inspeção. Seria muito mais fácil utilizar um código para referência ao item mencionado. etc. Para uma micro-empresa que exerce apenas a manutenção corretiva. de fácil entendimento e preenchimento pelo executor do serviço. a utilização do conceito de CÓDIGO DE EQUIPAMENTO. até a localização de um determinado item se torna difícil. entendendo-se por Sistema Produtivo a Educação Profissional 14 Created with novaPDF Printer (www. embalagem.Codificação É a atribuição de códigos numéricos. porém. equipamento. na medida do aumento do porte das empresas.

composto de sete células com critério misto de identificação. código para manutenção.). planta. programado turno a turno. curto-circuito. Eventualmente.). etc. deformação. o código de equipamentos pode caracterizar também os subsistemas. em uma de suas células. reparo periódico. mudanças. desalinhamento. uma vez que algumas células usam sistema numérico de identificação. quando se desejar isolar o histórico desses componentes dos respectivos equipamentos. com as características acima assinaladas. como exemplo: Código de avarias .com) .). Visando permitir uma seqüência hierárquica do código do equipamento.novaPDF.Indica a origem ou a causa da avaria (especificação errada. etc. etc. alterações. Figura 3. ruptura. e por Sistema Operacional. soldagem. que possibilite a obtenção e relatórios em diversos níveis gerenciais. Para as instalações que ocupam vasta área. construção. urgente. Pode-se. fábrica ou qualquer outro tipo de instalação industrial ou de serviços. etc. natureza do serviço (acidente de operação.). Código de serviço . etc. A figura a seguir ilustra um exemplo de código de equipamentos. ou conjunto de equipamentos que realizam uma função de uma instalação. recomendamos que tenha a seguinte composição: 15 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. outras alfanumérico.estação. a Localização Física do equipamento em relação ao Sistema Operacional ou sua Posição Geográfica na área de produção.indica o tipo de serviço (troca de rolamento. troca de redutor. não programado. montagem incorreta. o código pode também conter. anormal. em função das características do sistema produtivo. normal) causa do serviço (avaria normal.5 Além do Código de Equipamento poderão ser atribuídos códigos para componentes (peças de reposição). ainda atribuir códigos para: prioridade de serviço (emergência. para os Sistemas Operacionais de grande porte e Componentes de alguns de seus equipamentos prioritários. desgaste. outras alfabético.

como sugestão são apresentadas as seguintes caracterizações: Classe A.novaPDF. que irá indicar sua importância operacional no processo produtivo. porém sua parada por algum tempo não interrompe a produção e assim.Equipamento que não interfere no processo produtivo e. Classe B. pois a incidência de ocorrências em equipamentos com maior grau de classificação. em conseqüência sua programação preventiva pode deixar de ser executada.1) Sistema Produtivo 2) Sistema Operacional 3) Equipamento 4) Classe Observa-se que nessa seqüência incluímos a CLASSE do equipamento no Código. podendo servir também como elemento orientativo de formatação de relatórios para análise de ocorrências.Equipamento cuja parada interrompe o processo produtivo e por esta razão sua programação de manutenção preventiva deve ser rigorosamente cumprida. A identificação das CLASSES. ALGORITMO DE CLASSIFICAÇÃO Figura 3.Equipamento que participa do processo produtivo. sua programação de manutenção preventiva deve ser executada dentro de uma determinada faixa de tempo. Classe C.6 Educação Profissional 16 Created with novaPDF Printer (www. materiais. se impactarem nos custos previstos da manutenção (mão-de-obra. visando facilitar a seleção analítica dos resultados (listagens ou telas) e.). Por essa razão é recomendável evitar o desmembramento excessivo das CLASSES.com) . etc. deverá receber atenção especial do analista de controle e da supervisão de execução de manutenção em relação aos de menor classificação. facilita o estabelecimento de prioridades de execução da manutenção e serve como referência à análise de listagens históricas.

Esse tipo de manutenção baseia-se na seguinte filosofia: “equipamento parou. tentativas frustrantes de acerto. para equipamentos não vitais à produção de uma empresa.MANUTENÇÃO CORRETIVA Consideremos uma linha de produção de uma fábrica de calçados e que a máquina que faz as costuras no solado pare de funcionar por um motivo qualquer. Embora. Mesmo que venham a contar com o pessoal de manutenção em quantidade suficiente.S Q P F M LEGENDA Segurança Qualidade Produção Falha Manutenabilidade (custos e tempos) 4 . Diante de situações como esta. pois não se tem definido o problema. Mas. pois nunca haverá pessoal de manutenção suficiente para atender às solicitações. impensáveis soluções que poderão determinar um dano ainda maior à máquina ou instalação. O tempo para reparação é geralmente longo.ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO   CORRETIVA PREVENTIVA  TRADICIONAL PREDITIVA  PERIÓDICA MONITORAMENTO 4. a manutenção corretiva deverá entrar em ação. seja um método dispendioso de execução da manutenção. não há indústrias que possam dispensá-lo. além disso. teoria ou fórmula para dimensionar uma equipe de manutenção corretiva. destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida. não se sabe da existência de peças de reposição e. Nos dias atuais. o que é manutenção corretiva? É a manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane. toda a produção de calçados com costura no solado ficará comprometida. pois nunca se sabe quando alguém vai ser solicitado para atender aos eventos que requerem a presença dos mantenedores. Não se sabe o número exato de pessoal necessário ao reparo. as empresas que não têm essa manutenção programada e bem administrada convivem com o caos. manutenção conserta imediatamente”. Não existe filosofia.com) . ou ainda. (NBR 5462/94).1 . Se as providências não forem tomadas imediatamente. a “correria” para reparação de um equipamento vital à produção da empresa traz improvisações. já que os equipamentos não possuem confiabilidade total contra quebras. não saberão o que fazer com os mantenedores em época em que tudo caminha tranqüilamente.novaPDF. Educação Profissional 17 Created with novaPDF Printer (www. com a possibilidade de ocorrência de acidentes de trabalho. Por esse motivo. linhas de produção que possuam equipamentos de reserva (tipo stand by) a manutenção corretiva é a mais econômica e viável.

........................... às vezes é mais conveniente..... Causa de ....................................... Prevista Realizada Parada de Produção..................... ele deverá emitir um documento........ o usuário com problemas deverá solicitar o atendimento por telefone............................................................................................. Elimine a causa e você não terá novamente a mesma emergência”... Um analista de equipe de manutenção corretiva atende ao chamado.................... normalmente.................................... Natureza de ............................................... Produção ....... Nas empresas que convivem com emergências que podem redundar em desastres................................ a manutenção aceita serviços de montagem para executar e nunca cumprem os prazos estabelecidos... Dependendo do equipamento............... porém. Como a equipe não sabe o local onde vai atuar....... Como as ocorrências de emergências são inevitáveis..... às vezes elas ocorrem com resultados geralmente catastróficos......................................... por motivos econômicos....... mesmo porque....com) ......... Data ............................................ da seção ... verifica o que deve ser feito e emite uma ficha de execução para sanar o problema.................................. Exemplo: empresas aéreas.............. sempre haverá necessidade de uma equipe para esses atendimentos............................. para os efeitos de registro e estatística......... FRENTE Ficha de Execução Unidade.......... cuja função é eliminar ou minimizar essas emergências. Equipamento..... Avaria ........................................... Trabalho realizado .................novaPDF................................................... Um modelo de ficha de execução é dado a seguir.. Atendimento A equipe de manutenção corretiva deve estar sempre em um local específico para ser encontrada facilmente e atender à produção de imediato..................... A filosofia que deve ser adotada é: “Emergências não ocorrem............. não se deve se ter 100% de manutenção preventiva....................... Parada de .............. Mesmo em empresas que não podem ter emergências.................................. Conjunto . deve haver uma equipe muito especial de manutenção................. atualmente são utilizados softwares de manutenção.......... Inspeção .................. todavia algumas empresas ainda utilizam fichários conforme modelo a seguir: Equipamento ... Subconjunto ............... parou às ........................... Avaria ........ horas do dia ......................................................................É por esse motivo que..................................... Trabalho a realizar ...................................................... pois há ocasiões em que terá de decidir se atente às emergências ou continua montando o que estava programado.......................... são causadas.....1 VERSO Educação Profissional 18 Created with novaPDF Printer (www..................... Visto Figura 4............................................. deixá-lo para resolver o problema por atendimento de emergência............

com) ...2 NATUREZA DA AVARIA Deslocamento do equipamento Ruptura Cisalhamento Trinca Esmagamento Entalhe Perfuração Corrosão Erosão Oxidação Engripamento Estrangulamento Entupimento Descarrilhamento Aquecimento Desregulagem Desaperto Curto-circuito Colamento CÓDIGO 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 30 31 19 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Preencher o campo data. Preencher o campo trabalho realizado. Preencher os campos conjunto e subconjunto. Preencher o campo natureza da avaria e causas da avaria citado nas tabelas 4.2 O preenchimento da frente da ficha de execução deve seguir os passos:         Preencher o campo unidade ou área onde o equipamento está localizado.novaPDF. Preencher o campo parada da produção colocando o código 00 quando for emergência (serviço não programado) e código 11 quando for preventiva (serviços programados).Figura 4. Preencher o campo equipamento citando o nome do equipamento..1 e 4. Preencher o campo trabalho a realizar especificando exatamente o que fazer e onde fazer.2: Tabela 4.

pois existe sempre uma causa para outro tipo de natureza que varia. 20 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.com) . Exemplo: desgaste de um eixo.3 CAUSAS DA AVARIA Introdução de líquidos gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de líquidos não gordurosos exteriores ao equipamento Introdução de pó químico na máquina Incrustação Introdução de corpo sólido exterior à máquina Falta de filtragem Introdução de ar no sistema Introdução de líquidos gordurosos procedentes da máquina Introdução de líquidos não gordurosos procedentes da máquina Introdução de pó procedente da máquina Introdução de corpo sólido Influência da umidade Influência de temperatura baixa Influência de temperatura elevada Atmosfera corrosiva Desgaste excessivo Falta de isolamento térmico Abaixamento do solo Modificações geométricas dos suportes Ligação errada Defeito de material Erro de fabricação Peça de reposição não adequada Erro de concepção Defeito de montagem Má ajustagem Manobra errada da operação Falta de limpeza Excesso de carga Desaperto Falta de lubrificação Choques Vibração anormal Atrito CÓDIGO 11 12 15 16 17 18 19 21 22 25 27 31 32 33 35 41 42 43 44 49 50 51 52 53 54 55 56 60 61 62 72 73 74 75 As relações de natureza e causas das tabelas 4.novaPDF. Salientemos que.3 não são definitivas.Perda de Perda de Perda de Perda de propriedades físicas propriedades químicas propriedades térmicas propriedades elétricas 32 33 34 35 Tabela 4.2 e 4. Elas podem e devem ser ampliadas. para se colocar o código de natureza e causa de avaria é necessário analisar profundamente o problema.

................................................................ Após o conserto e a liberação do equipamento para a produção...... de acordo com seu projeto de fabricação... ................................................................................. ’término’ e ‘duração’ do trabalho na primeira linha do verso apresentarão apenas eventos previstos........................................novaPDF...................................... Preencher o campo início....... fecha-se a coluna ‘duração’ e transfere-se o resultado obtido (horas.......................................................................... evidentemente................................................................... Sugestão.............Nesse exemplo.................. Preencher o campo equipamento com nome e código.... Figura 4. deverá eliminar as emergências.................. porém................. Causa da Avaria.................... ......... A equipe de manutenção...com) ............. início’.... Quando o trabalho tiver sido executado...... Natureza da Avaria ...............9 O preenchimento do relatório de avaria deve seguir os passos:    Preencher o campo unidade com nome e código de onde o equipamento está localizado................................................................................................................ ..... pede-se para a chefia colocar o visto no respectivo campo para liberação do equipamento.. dias) para o campo ‘realizada’............................................................................... Data .................. Conjunto ....................... .................................................. sempre se preocupando em deixar o equipamento trabalhando dentro de suas características originais...................... Equipamento ........ o que causou a falta de lubrificação? O preenchimento do verso da ficha de execução deve seguir os passos:    Preencher o campo chapa com a identificação do funcionário............................................................................................................ Os campos ‘data’................. porém......................................... .................................................. Preencher o campo data............................ Educação Profissional 21 Created with novaPDF Printer (www. .................................................... Somente a partir da segunda linha é que apresentarão eventos realizados........................................................ de acordo com o desenvolvimento do trabalho.................................................................................. Após isso............... Subconjunto ........... RELATÓRIO DE AVARIA Unidade ................. o desgaste do eixo e como causa do desgaste a falta de lubrificação................................... Modelo de relatório de avaria Abaixo será apresentado um modelo de relatório de avaria e onde será mostrado como preenchêlo......... existente na frente da ficha............................ ............... ....................................... o analista de manutenção corretiva é obrigado a enviar para o setor de Engenharia da Manutenção um relatório de avaria............... ....... Preencher o campo subconjunto com código.............................................. temos como natureza.... término e duração do trabalho................................................................................. Nesse relatório o analista pode e deve sugerir alguma providência ou modificação no projeto da máquina para que o tipo de avaria ocorrida – e solucionada – não venha a se repetir.......

MANUTENÇÃO PREVENTIVA Considere um motor de automóvel. como primeiro passo. Como o usuário faria para poder controlar essa troca periódica do óleo do motor? Para realizar esse controle. a manutenção preventiva deverá ser aplicada com maior rigor. nas paradas de emergência etc.2 . qualidade do produto. De tempos em tempos o usuário deverá trocar o óleo do cárter.novaPDF. Educação Profissional 22 Created with novaPDF Printer (www. o usuário deverá acompanhar a quilometragem do carro e. bem como os códigos de natureza da avaria e suas causas. deverá estar voltada para os equipamentos antipoluição.3) e relatar a causa fundamental. Muitas vezes ele ganha com um produto de melhor qualidade. Essa previsão nada mais é do que uma simples manutenção preventiva. abastecimento deficiente X abastecimento otimizado. b) Qualidade do produto – A concorrência no mercado nem sempre ganha com o menor custo. A manutenção preventiva pode colaborar atuando nas peças sobressalentes. Observação: É conveniente ressaltar que os modelos de ficha de execução e os modelos de relatório de avaria mudam de empresa para empresa. poluição X ambiente normal. estaria correndo o risco de danificar os elementos que constituem o motor. A manutenção preventiva colabora para o alcance desta meta atuando no binômio produção atrasada X produção em dia. preservação do meio ambiente. baseado nela. sobressalente X compra direta. 4. aumento de produção. Objetivos Os principais objetivos das empresas são. É preciso manter a fidelidade dos clientes já cadastrados e conquistar outros. aumento da vida útil dos equipamentos e redução de acidentes do trabalho. Não realizando essa operação periódica. normalmente. aplicando o mínimo necessário. mantendo os prazos de entrega dos produtos em dia. horas ociosas X horas planejadas. Preencher o campo natureza da avaria com código (tabela 1.. fazer a previsão da troca do óleo. ou seja. material novo X material recuperado. Se a meta da empresa for a diminuição ou eliminação da poluição. redução de custos. a) Redução de custos – Em sua grande maioria. a manutenção preventiva. o ponto mais crítico é a poluição causada pelo processo industrial. Preencher o campo causa da varia com código (tabela 1. c) Aumento de produção – O aumento de produção de uma empresa se resume em atender à demanda crescente do mercado.    Preencher o campo data com a data da ocorrência. ou seja: máquinas deficientes X máquinas eficientes. equipamentos sem acompanhamento X equipamentos revisados.2) e relatar a ocorrência.com) . Preencher o campo sugestão indicando alguma providência ou modificação no projeto. uma norma a respeito do assunto. Não há. Para atingir a meta qualidade do produto. d) Efeitos no meio ambiente – Em determinadas empresas. as empresas buscam reduzir os custos incidentes nos produtos que fabricam. ou seja. infelizmente.

onde não haja controle de custos e nem registros ou dados históricos dos equipamentos. Os acidentes no trabalho causam:      Aumento de custos. Se essa indústria desejar adotar a manutenção preventiva. geralmente. Efeitos prejudiciais ao meio ambiente. Educação Profissional 23 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. Qualidade do produto. relacionando os custos de manutenção (mão-deobra.com) . tempo de disponibilidade dos equipamentos para produzirem. materiais e. na maioria das vezes. deve-se percorrer as seguintes fases iniciais do desenvolvimento: a) Decidir qual o tipo de equipamento que deverá marcar a instalação da manutenção preventiva com base no “feeling” da supervisão de manutenção e de operação. Desenvolvimento Considere uma indústria ainda sem nenhuma manutenção preventiva. tempo de parada para os diverso tipos de manutenção. Diminuição da vida útil dos equipamentos. se possível. e) Enumerar os recursos humanos e materiais que serão necessários à instalação da manutenção preventiva. atuando nesses itens. Aumento de produção. b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento de todos os equipamentos que serão escolhidos para iniciar a instalação da manutenção preventiva (plano piloto). com máquinas paradas e as intervenções.e) Aumento da vida útil dos equipamentos – O aumento da vida útil dos equipamentos é um fator que. contribui para o aumento da vida útil dos equipamentos. A manutenção preventiva. f) Apresentar o plano para aprovação da gerência e da diretoria. é conseqüência de:     Redução de custos. Esse fator. Efeitos do meio ambiente. Diminuição do fator qualidade. Diminuição de produção. c) Redigir o histórico dos equipamentos. d) Elaborar os manuais de procedimentos para manutenção preventiva. g) Treinar e preparar a equipe de manutenção. não pode ser considerado de forma isolada. indicando as freqüências de inspeção com máquinas operando. A manutenção preventiva pode colaborar para a melhoria dos programas de segurança e prevenção de acidentes. causas das falhas etc. f) Redução de acidentes de trabalho – Não são raros os casos de empresas cujo maior problema é a grande quantidade de acidentes. lucro cessante nas emergências).

10 Controle semi-automatizado – É o sistema no qual a intervenção preventiva é controlada com o auxílio do computador. com bons recursos humanos. Esquematicamente: Figura 4.com) . mais importante é o treinamento da equipe que irá utilizá-los. É por meio das fichas individuais que se faz o registro da inspeção mecânica da máquina e. Controle manual – É o sistema no qual a manutenção preventiva e corretiva são controladas e analisadas por meio de formulários e mapas. A escolha do ferramental e instrumental é importante. preenchidos manualmente e guardados em pastas de arquivo.novaPDF. essa empresa estará perdendo tempo no mercado. automatizado e por microcomputador. a programação de sua manutenção.Execução da manutenção preventiva a) Ferramenta e pessoal – Se uma empresa contar com um modelo organizacional ótimo. com base nessas informações. porém. com material sobressalente adequado e racionalizado. e a intervenção corretiva obedece ao controle manual. Quanto à forma de operação do controle. b) Controle da manutenção – Em manutenção preventiva é preciso manter o controle de todas as máquinas com o auxílio de fichas individuais. semi-automatizado. há quatro sistemas: manual. Esquematicamente: Educação Profissional 24 Created with novaPDF Printer (www. com bom ferramental e instrumental e não tiver quem saiba manuseá-los.

12 Educação Profissional 25 Created with novaPDF Printer (www. incluindo as rotinas de inspeção e execução. no mínimo:     O tempo previsto e gasto. Os serviços reprogramados (adiados). gráficos e tabelas para análise e tomada de decisões.Figura 4. conforme a necessidade e conveniência dos vários setores da manutenção. Controle automatizado – É o sistema em que todas as intervenções da manutenção têm seus dados armazenados pelo computador. Esses dados são fundamentais para a tomada de providências por parte da supervisão.11 A fonte de dados desse sistema deve fornecer todas as informações necessárias para serem feitas as requisições de serviço.com) . O principal relatório emitido pelo computador deve conter. para que se tenha listagens. Os serviços cancelados. Esquematicamente: Figura 4.novaPDF. Os serviços realizados.

uma sobrecarga nas demais peças que estão interagindo com ela. Isso evita a difícil tarefa de trocas rápidas de máquinas e improvisações que causam o desespero do pessoal da manutenção corretiva. Se uma peça de conjunto que constitui em mecanismo estiver executando seu trabalho de forma irregular. Como conseqüência. troca de peças gastas e ajustes. assegurando o equilíbrio necessário ao bom andamento das atividades. são uma garantia aos homens da produção que podem controlar. fatalmente. Esquematicamente: Figura 4. são suprimidas as inconveniências das quebras inesperadas. 26 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. assegurando assim o funcionamento perfeito da máquina por um período predeterminado. Com o auxílio dos relatórios escritos sobre os trabalhos realizados. dentro de uma faixa de erro mínimo. Assim. ela estabelecerá. para preservar as demais peças. Em qualquer sistema industrial.com) . que estabelece paradas periódicas com a finalidade de permitir a troca de peças gastas por novas. fornecidos pelo método preventivo. os industriais foram se conscientizando de que a máquina que funcionava ininterruptamente até quebrar acarretava vários problemas que poderiam ser evitados com simples paradas preventivas para lubrificação. O problema só pode ser resolvido com a troca da peça problemática. a sobrecarga provocará a diminuição da vida útil das demais peças do conjunto. O planejamento e a organização. a improvisação é um dos focos de prejuízo. a entrada de novas encomendas. com antecedência.Controle por microcomputador – É o sistema no qual todos os dados sobre as intervenções da manutenção ficam armazenados no microcomputador. ajustam-se os investimentos para o setor. É verdade que quando se improvisa pode-se evitar a paralisação da produção. mas perde-se em eficiência. Esses dados são de rápido acesso através de monitor de vídeo ou impressora. Uma das metas a que se propõe o órgão de manutenção preventiva é a diminuição sensível dos estoques.13 A manutenção preventiva obedece a um padrão previamente esquematizado.novaPDF. A aplicação de métodos preventivos assegura um trabalho uniforme e seguro. O método preventivo proporciona um determinado ritmo de trabalho. Isso se consegue com a organização dos prazos para reposição de peças. Os controles das peças de reposição é um problema que atinge todos os tipos de indústria. Com o tempo. A improvisação pode e deve ser evitada por meio de métodos preventivos estabelecidos pelos técnicos de manutenção preventiva.

Esta é a dinâmica de uma instalação industrial. levantamento que visam facilitar sua própria introdução em futuras ampliações do corpo da fábrica.A manutenção preventiva é um método aprovado e adotado atualmente em todos os setores industriais. um plano para sua própria melhoria. Estes deverão relatar.1 . 4. a capacidade e o espírito de cooperação dos técnicos são fatores importantes para a manutenção preventiva. Por outro lado. das técnicas de manutenção e da elevação dos níveis de controle. O segredo para o sucesso da manutenção preventiva está na perfeita compreensão de seus conceitos por parte de todo o pessoal da fábrica. por ter um alcance externo e profundo. A manutenção preventiva exige. Essa liberdade. também. de acordo com a NBR 5462/94. Sob esse aspecto. todos os detalhes do problema em questão. ela provocará desordens e confusões.com) . é fundamental para o bom funcionamento do sistema preventivo. ser sistematizada para que o fluxo dos trabalhos se processem de modo correto e rápido. é necessário dispor de um período de tempo relativamente longo para contar com o concurso dos técnicos e dos dirigentes de alto gabarito. também. deve ser organizada. Ela inclui. Finalmente. Isto é conseguido por meio do planejamento. é a prova concreta da pouca eficiência do método de manutenção corretiva. destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item.Manutenção Preventiva Tradicional A Manutenção Preventiva Tradicional. A aplicação do sistema de manutenção preventiva não deve se restringir a setores. Educação Profissional 27 Created with novaPDF Printer (www. O fluxo das informações deverá fluir rapidamente entre todos os envolvidos na manutenção preventiva. as providências independam de qualquer outra regra que por ventura venha a existir em uma oficina. também.2. é a manutenção efetuada em intervalos pré-determinados ou de acordo com critérios prescritos. A manutenção preventiva deve. A manutenção preventiva. desde os operários à presidência. pela maioria das grandes empresas industriais. para se efetivar a manutenção preventiva e alcançar os objetivos pretendidos com sua adoção. dentro da indústria. O sistema deve abranger todos os setores da indústria para garantir um perfeito entrosamento entre eles. pois a instalação do método de manutenção preventiva. À manutenção preventiva cabe apenas o lugar de apoio ao sistema fabril. em linguagem simples e clara. A manutenção preventiva abrange cronogramas nas quais são traçados planos e revisões periódicas completas para todos os tipos de materiais utilizados nas oficinas. organizando-se estudos que tomem por base os relatórios preenchidos por técnicos da manutenção.novaPDF. A manutenção preventiva nunca deverá ser confundida com o órgão de comando. ao se constatar uma anomalia. O desenvolvimento de um sistema de informações deve apresentar definições claras e objetivas e conter a delegação das responsabilidades de todos os elementos participantes. pois abrange desde uma simples revisão – com paradas que não obedecem a uma rotina – até a utilização de sistemas de alto índice técnico. apesar dela ditar algumas regras de conduta a serem seguidas pelo pessoal da fábrica. Isso vale a pena. é necessário estabelecer qual deverá ser o sistema de informações empregado e os procedimentos adotados. máquinas ou equipamentos. de modo tal que. O aparecimento de focos que ocasionam descontinuidade no programa deve ser encarado de maneira séria. Se a organização da manutenção preventiva carecer da devida solidez. execução e verificação dos trabalhos que são indicadores para se buscar a melhoria dos métodos de manutenção.

A execução da manutenção preditiva baseia-se nas inspeções1 periódicas (visual ou com aparelhos) do funcionamento dos equipamentos. É um método que traz bons resultados quando bem programado. com base na aplicação sistemática de técnicas de análise. A manutenção preditiva exige investimentos iniciais elevados. foram durante muitos anos os principais instrumentos para a inspeção. 1 Inspeção: São verificações. com isso evita os atropelos da corretiva. Educação Profissional 28 Created with novaPDF Printer (www. testado. já que são necessários aparelhos e instrumentos confiáveis. Na Europa.com) . supervisores. a qualidade dos serviços executados pelas equipes de manutenção. assim como. porém. é a manutenção que permite garantir uma qualidade de serviço desejada. reparado. a troca de certos itens pode ser prematura. do estado em que se encontram as peças ou componentes dos equipamentos. Os sentidos humanos como: audição. durante a manutenção. A manutenção preventiva tradicional centraliza suas ações na substituição programada de itens (componentes) de equipamentos. tato e visão. Inspeções para verificação do estado funcional sempre foram realizadas em qualquer equipamento. Tais investimentos poderão ser diluídos com um menor estoque de peças sobressalentes. maior disponibilidade do equipamento para a produção. fornecimento de dados mais precisos sobre a qualidade das peças e componentes.). mantenedores e até visitantes). etc. utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de amostragem para reduzir ao mínimo a manutenção preventiva e diminuir a manutenção corretiva. apontar falhas ainda controláveis e. determinar o que deve ser substituído. quilômetros rodados. milhões de rotações.Manutenção Preventiva Preditiva De acordo com a NBR 5462/94.2. pessoal (inspetores) qualificados. Trata-se da manutenção que prediz tempo de vida útil dos componentes das máquinas e equipamentos e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado. Manutenção Preventiva Preditiva. Conceito de manutenção preditiva Manutenção preditiva é aquela que indica as condições reais de funcionamento das máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou processo de degradação. é de custo elevado. olfato. A idéia principal é a de manter o funcionamento do componente até o limite operacional (vida útil total). distribuem melhor a mão-de-obra existente. como também.novaPDF.2 . aliados às experiências de determinadas pessoas com o funcionamento dos equipamentos. 4. isto é: detectar defeitos antes que se concretizem. bem como. a manutenção preditiva é conhecida pelo nome de manutenção condicional e nos Estados Unidos recebe o nome de preditiva ou previsional. as paradas de produção são mais freqüentes. previamente estabelecidas. evitando ociosidades ou acúmulo de serviços. tomando-se como parâmetro: horas trabalhadas. Atualmente somam-se os antigos “instrumentos” aos novos aparelhos condicionados a uma prévia programação e teremos uma inspeção mais criteriosa com condições de analisar as causas e os efeitos dos problemas funcionais dos equipamentos. em qualquer tempo de nossa história e por qualquer pessoa ligada direta ou indiretamente àquela máquina (operadores. pois o estoque de sobressalentes é grande e variado.A manutenção preventiva funciona por programação. baseando-se na vida útil estimada.

etc. NOTA: A inspeção poderá ser realizada com o equipamento desmontado. poderão ser verificados:         Apertos de parafusos e porcas. Trincas.novaPDF. Parafusos soltos. Estado das chavetas. poderão ser inspecionados:        Desgastes internos. Educação Profissional 29 Created with novaPDF Printer (www. Deficiência de ventiladores.2. Teste de isolamento de motores elétricos. Impedir o aumento dos danos.A inspeção poderá ser realizada das seguintes maneiras:  Com o equipamento funcionando poderão ser verificados:           Vazamentos de óleo. Reduzir o trabalho de emergência não planejado.2. Trincas superficiais. Fixação de peças. Faiscamentos de escovas. Limpeza. Verificação de contadores. 4. Vazamentos. Alinhamento de acoplamentos.com) . Estado geral de peças.  Com o equipamento parado e desmontagem parcial (retiradas tampas de proteção e tampas de visita). Lubrificação. etc. Vibrações. Aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos. parcial ou totalmente. Nível e pressão do óleo. graxa ou produto do processo. Temperatura. etc. Limpeza. Desgaste (com medição). Ruídos estranhos. Eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção. o que poderá ocorrer em caso de paradas programadas. Corrosão.1 . Funcionamento de lâmpadas de sinalização.Objetivos da manutenção preditiva Os objetivos da manutenção preditiva são:      Determinar. sem desmontagem. antecipadamente.  Com equipamento parado. a necessidade de serviços de manutenção numa peça específica de um equipamento.

Diagnóstico Detectada a irregularidade.2. Educação Profissional 30 Created with novaPDF Printer (www. o responsável terá o encargo de estabelecer.14 A manutenção preditiva. Desempenho. 4. Temperatura. com antecedência. Por meio desses objetivos. Aceleração.Execução da manutenção preditiva Para ser executada. adota dois procedimentos para atacar os problemas detectados: estabelece um diagnóstico e efetua uma análise de tendências.2. eventuais defeitos ou falhas nas máquinas e equipamentos. 4. Este diagnóstico deve ser feito antes de se programar o reparo. Figura 4. torna-se possível indicar.   Aproveitar a vida útil total dos componentes e de um equipamento. a manutenção preditiva exige a utilização de aparelhos adequados.2. capazes de registrar vários fenômenos. tais como:      Vibrações das máquinas. Pressão.novaPDF. um diagnóstico referente à origem e à gravidade do defeito constatado.3 . Com base no conhecimento e análise dos fenômenos.com) .2. após a análise do fenômeno. Aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha de produção. Determinar previamente as interrupções de fabricação para cuidar dos equipamentos que precisam de manutenção. na medida do possível.2 . pode-se deduzir que eles estão direcionados a uma finalidade maior e importante: redução de custos de manutenção e aumento da produtividade.

resume o que foi discutido até o momento. por meio de aparelhos que exercem vigilância constante predizendo a necessidade do reparo. Graficamente temos: Figura 4.Análise da tendência da falha A análise consiste em prever com antecedência a avaria ou a quebra.15 O esquema a seguir.16 Educação Profissional 31 Created with novaPDF Printer (www.2. Figura 4.2.4.novaPDF.com) .4 .

dos portáteis – que podem ser transportados manualmente de um lado para outro – até aqueles que são instalados definitivamente nas máquinas com a missão de executar monitoração constante. Se captadores de vibrações forem colocados em pontos definidos da máquina. dos mais simples aos mais complexos. análise do estado das superfícies e análises estruturais de peças. análise dos óleos. o aparelho. Rotores desbalanceados. Engrenagens defeituosas.com) . é possível obter informações sobre o estado da máquina. um operador usando um analisador de vibrações portátil e.5 . Entre os vários métodos destacam-se os seguintes: estudo das vibrações.2. em destaque.A manutenção preditiva. levam-nas a um processo de deteriorização. Observando a evolução do nível de vibrações. O registro das vibrações e sua análise permitem identificar a origem dos esforços presentes em uma máquina operando. Essa deteriorização é caracterizada por uma modificação da distribuição de energia vibratória pelo conjunto dos elementos que constituem a máquina. 4. eles captarão as vibrações recebidas por toda a estrutura. Por meio da medição e análise das vibrações de uma máquina em serviço normal de produção detecta-se. Problemas hidráulicos. Acoplamentos desalinhados.Estudo das vibrações Todas as máquinas em funcionamento produzem vibrações que. Lubrificação deficiente. O aparelho empregado para análise de vibrações é conhecido como analisador de vibrações. geralmente. Educação Profissional 32 Created with novaPDF Printer (www. com antecipação. Cavitação. adota vários métodos de investigação para poder intervir nas máquinas e equipamentos. Folga excessiva em buchas. Vínculos desajustados. Problemas aerodinâmicos. a presença de falhas que devem ser corrigidas:             Rolamentos deteriorados. aos poucos. Abaixo. Eixos deformados.2.Métodos de investigação da Manutenção Preditiva . cuja freqüência é igual à freqüência dos agentes excitadores. Falta de rigidez. No mercado há vários modelos de analisadores de vibrações. O princípio de análise das vibrações baseia-se na idéia de que a estrutura das máquinas excitadas pelos esforços dinâmicos (ação de forças) dão sinais vibratórios.novaPDF.

instrumentos e equipamentos. reagentes. É por meio das análises que o serviço de manutenção pode determinar o momento adequado para sua troca ou renovação. peagômetros.17 . É a análise que vai dizer se o óleo de uma máquina ou equipamento precisa ou não ser substituído e quando isso deverá ser feito. também. Educação Profissional 33 Created with novaPDF Printer (www. Essa regulagem permite a otimização dos intervalos das trocas. Índice de acidez. determina as propriedades dos óleos e o grau de contaminantes neles presentes. tanto em componentes mecânicos quanto hidráulicos.com) . Ponto de fulgor. interessa saber quanto existe de:    Resíduos de carbono. A identificação é feita a partir do estudo das partículas sólidas que ficam misturadas com os óleos. Partículas metálicas.Figura 4. Ponto de congelamento. Os modernos equipamentos permitem análises exatas e rápidas dos óleos utilizados em máquinas. A economia é obtida regulando-se o grau de degradação ou de contaminação dos óleos. Tais partículas sólidas são geradas pelo atrito dinâmico entre peças em contato. como no estudo das vibrações. identificar os primeiros sintomas de desgaste de um componente. A análise dos óleos permite.novaPDF. As principais propriedades dos óleos que interessam em uma análise são:      Índice de viscosidade. a análise dos óleos é muito importante na manutenção preditiva. Água. fotômetros de chama. Índice de alcalinidade.Análise dos óleos Figura 4. espectrômetros. A análise dos óleos é feita por meio de técnicas laboratoriais que envolvem vidrarias. O laboratorista usando técnicas adequadas.18 Os objetivos da análise dos óleos são dois: economizar lubrificantes e sanar os defeitos. microscópios. etc. centrífugas. Em termos de contaminação dos óleos. Assim. Entre os instrumentos e equipamentos utilizados temos viscosímetros.

A análise superficial abrange. 4. A periodicidade dos controles é determinada de acordo com os seguintes fatores:      Número de máquinas a serem controladas. Radiografia (raios X). tais como:     Endoscopia. Ecografia. As informações recolhidas são registradas numa ficha. . As técnicas utilizadas na análise estrutural são:         Interferometria holográfica. possibilitando ao responsável pela manutenção preditiva tê-las em mãos para as providências cabíveis. Holografia. a existência de fissuras. Infiltração com líquidos penetrantes. Educação Profissional 34 Created with novaPDF Printer (www. A tabela a seguir. a análise estrutural é de extrema importância. Caráter “estratégico” das máquinas instaladas. trincas e bolhas nas peças das máquinas e equipamentos. Meios materiais colocados à disposição para a execução dos serviços. além do simples exame visual – com ou sem lupa – várias técnicas analíticas. Duração da utilização da instalação. Molde e impressão.com) . Ultra-sonografia.6 . mostra um exemplo de um programa básico de vigilância de acordo com a experiência e histórico de uma determinada máquina. Número de pontos de medição estabelecidos. sujeitas aos desgastes provocados pelo atrito. Em uniões soldadas. Gamagrafia (raios gama). Magnetoscopia. Correntes de Foucault. também é importante para se controlar o grau de deteriorização das máquinas e equipamentos. É por meio da análise estrutural que se detecta.Periodicidade dos controles A coleta de dados é efetuada periodicamente por um técnico que utiliza sistemas portáteis de monitoramento.Análise estrutural A análise estrutural de peças que compõem as máquinas e equipamentos também é importante para a manutenção preditiva.novaPDF.2. Estroboscopia..2.Análise do estado das superfícies A análise das superfícies das peças. por exemplo.

Diminuição dos estoques de produção. etc.4 Métodos Utilizados Medição de vibração PROGRAMA BÁSICO DE VIGILÂNCIA Equipamentos Vigiados Equipamentos Necessários Todas as máquinas Medidor de vibração giratórias de potência média ou máxima e / ou Analisador equipamentos críticos:  motores. partes.  bombas.000 a 1.500 horas Medição das falhas de rolamentos Análise estroboscópica 500 horas Segundo a necessidade Análise dos óleos Feita pelo fabricante 6 meses Termografia Subcontratação (“terceirização”) 12 meses Exame endoscópico Endoscopia + fotos Todos os meses As vantagens da manutenção preditiva são:       Aumento da vida útil do equipamento. Controle dos materiais (peças.  ventiladores. Melhoria da produtividade da empresa. Sistemas de vigilância  redutores. componentes. Limitação da quantidade de peças de reposição. Todos os rolamentos Medidor especial ou analisador Todos os lugares onde se quiser estudar um movimento.com) .) e melhor gerenciamento. permanente  compressores.Tabela 4. controlar a velocidade ou medir os planos  Redutores e circuitos hidráulicos  Motores  Equipamentos de alta-tensão  Distribuição de baixa-tensão  Componentes eletrônicos  Equipamentos com componentes refratários  Cilindros de compressores  Aletas  Engrenagens danificadas Estroboscópio do analisador de vibrações Periodicidade da Verificação 3. Diminuição dos custos nos reparos. 35 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.

Motivação do pessoal de manutenção. um acompanhamento constante da situação funcional do equipamento através de aparelhos / instrumentos.    Melhoria da segurança. Ruídos – Decibelímetro. Temperatura – Termômetros. por um termômetro de mercúrio. Boa imagem do serviço após a venda.Monitoramento É uma ramificação preditiva. 4.7 . assegurando o renome do fornecedor. bem como o preparo ou treinamento de inspetor / analista. pirômetros. termovisão. lupas. tendo parâmetros principais do funcionamento do motor avaliado constantemente. o que determinará a escolha de métodos e aparelhos / instrumentos com elevados graus de sofisticação e resolução.2. Para cada um dos métodos e instrumentos aparelhos usados.com) . A aplicação do instrumento / aparelho correto depende de vários fatores inerentes ao equipamento que se deseja controlar.novaPDF. Educação Profissional 36 Created with novaPDF Printer (www. Trincas superficiais – Líquidos penetrantes. Dureza superficial – Durômetros. tintas de coloração variáveis.2.Limites técnicos da manutenção preditiva A eficácia da manutenção preditiva está subordinada à eficácia e à confiabilidade dos parâmetros de medida que a caracterizam. indireta ou a distância.3 . Exemplo: A temperatura pode ser verificada pelo tato do inspetor (até +. 4. Desbalanceamento – Balanceadores. levam-se em conta o conhecimento técnico e científico envolvido. Densidade – Densímetros. por termômetro digital de contato.2. laser. Cada um dos parâmetros a ser inspecionado pode ter critérios diferentes. da sua periculosidade e acessibilidade.50°C). Exemplo de alguns parâmetros a serem inspecionados e os aparelhos / instrumentos utilizados: Dimensão – Paquímetro / Micrômetro. fotografia com películas sensíveis à raios infravermelhos. do seu funcionamento. É um método de acompanhamento de custo elevado e que só tem uma boa relação custo x benefício em equipamentos vitais para a produção de uma empresa. por termopares. Desalinhamento – Relógio comparador. Viscosidade – Viscosímetros. por um termômetro digital sem contato. A exemplo da fórmula 1. e outros. num grau de inspeção máximo ou seja. Vibração – Medidores de vibração. Credibilidade do serviço oferecido. conduzindo à métodos de medidas direta. Trincas internas – Ultra-som. os carros são monitorados dos boxes.

5 – FERRAMENTAS MANUAIS 5. As ferramentas de corte de precisão devem ser guardadas com os cortes protegidos. segundo sua aplicação e que apresentem o mesmo risco. chaves inglesas.com) .  Antes de serem guardadas.  Ao serem transportadas. onde não possam cair e ferir alguém. O transporte deve ser feito de preferência em caixas adequadas. Sejam limpas. Verificação . em o que se pode chamar de famílias. Corte. Deve ser evitado o transporte no bolso. Cada ferramenta deve ser guardada nos locais que lhe são determinadas. Impacto. Quando transportadas em cinto porta-ferramentas. sua especificação. Especial cuidado deve ser tomado com as ferramentas pontiagudas e cortantes.1 – INTRODUÇÃO Pode-se considerar como extensão das mãos que multiplicam sua força e habilidade sendo empregadas nos mais variados campos de atividade.  Durante o trabalho. As ferramentas devem ser dispostas em lugares seguros. 37 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. deve-se ter o cuidado de não derrubá-las sobre outras pessoas. os cuidados de rotina para com as ferramentas:  Ao serem apanhadas. etc. Ao subir ou descer escadas verticais. mesmo que você não as tenha utilizado. nunca se levam ferramentas na mão. aplicação e os meios corretos de como utilizá-las. Não colocar sobre peitoris. A seguir. Não colocar sobre parte móveis de máquinas ou estruturas sujeitas a vibrações. Lubrificadas quando tiverem partes móveis. você irá agrupar ferramentas de seu conhecimento. como alicates.        Medição. primeiramente. Para isso foi relacionado. Força. serão apresentadas as ferramentas mais comuns e utilizadas nas oficinas mecânicas. especialmente cabos e partes submetidas a esforços. corrimão. Sujeição.novaPDF.  Ao serem guardadas. Devem ser apanhadas somente as ferramentas estritamente necessárias. Traçagem. etc. a não ser. as tipicamente de bolso. Inspecionadas. Inicialmente.

Figura 5.2 A chave de boca fixa simples compreende dois tipos. b) Tipos. pois é mais difícil a porca ou a cabeça do parafuso escapar.CHAVES DE BOCA E ESTRELA a) Material: geralmente forjadas em aço cromo-vanádio. que facilita o trabalho tornando-o mais seguro.2. Educação Profissional 38 Created with novaPDF Printer (www. especificação e aplicação:  Chave estrela 45° de 21 x 23mm – São leve e resistentes e possuem a qualidade de múltiplo posicionamento. Figura 5. sendo necessário um setor livre com ângulo maior de 30°.1 Figura 5.5.  Chave de boca fixa 1 1/16” x 1 1/4" – Tem boca inclinada em 15°.novaPDF. A elevação da haste em um ângulo de 45° permite que a mão passe livre sobre pequenos obstáculos.com) . sendo aplicadas sobre as porcas ou cabeças de parafusos a fim de aperta-las ou soltá-los.  Chave combinada – Neste modelo combina-se os dois tipos básicos existentes: de boca e de estrias. tais como: de uma boca e de duas bocas.4 Utiliza o princípio da alavanca para apertar ou desapertar parafusos e porcas. evitando escoriações nos dedos. A de estrias é mais usada para “quebrar” o aperto e a de boca para extrair por completo a porca ou parafuso.3 Figura 5.

10 Educação Profissional 39 Created with novaPDF Printer (www.6 Usar calços para compensar a folga é outra coisa condenável. não há controle do esforço e é perigoso.8 Se o esforço deve ser grande não convém aumentar o braço da alavanca para exercer maior torque. Figura 5.Figura 5. tanto sob o ponto de vista técnico como de segurança.5 c) Utilização e cuidados: A boca deve ser justa à porca e bem encaixada para que o trabalho seja seguro.novaPDF. as chaves devem ser forçadas somente com a força dos braços.com) . Figura 5.7 Figura 5. é prejudicial à chave. Figura 5. Boca folgada não permite bom aperto. Figura 5. podendo escapar.9 Exercer esforço com o peso do corpo é outro erro.

De preferência deve-se puxar a chave. se a chave se quebrar.13 Cuidado especial deve-se ter em lugares altos: o escape da chave poderá acarretar o desequilíbrio e queda do usuário. escapar ou se quebrar o parafuso. Figura 5.12 Figura 5. Usar chaves como alavanca ou martelo é tão condenável que dispensa ilustração.com) . a mão irá contra o obstáculo que estiver na frente. Figura 5. Valendo ressaltar que não devem ser atingidas por martelos. Em casos especiais deve-se empurrá-la com a mão espalmada.15 Educação Profissional 40 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.14 Figura 5. Figura 5. a fim de prevenir qualquer surpresa desagradável.11 Ao empurrar.

Figura 5. onde acopla-se um cabo de madeira ou plástico. Chave phillips cotoco de 1/4" x 1. especialmente quanto à isolação.com) . especificação e aplicação:   Chave de fenda 1/4" x 8” – utilizada para girar parafusos com fenda de aproximadamente 1/4".18 Educação Profissional 41 Created with novaPDF Printer (www. inclusive o fundo.16 b) Tipos. É empregada para apertar e desapertar parafusos cujas cabeças tenham fendas ou ranhuras que permitam a entrada da cunha. Figura 5. tenda esta uma forma cruzada.3 .novaPDF.1/2” – é uma variação da chave comum.A chave de parafuso de fenda é uma ferramenta de aperto constituída de uma haste cilíndrica de aço carbono.CHAVES DE FENDA E PHILLIPS.5. a) Material: sua haste é feita em aço carbono e seu cabo em resina ou plástico.17  Chave de Fenda . Figura 5. o que oferece mais segurança proporcionando trabalhos mais satisfatórios. sendo inclusive mais seguros e eficientes. pois só a ponta que varia. com uma de suas extremidades forjada em forma de cunha e a outra em forma de espiga prismática ou cilíndrica estriada. devendo preencher toda a fenda atingindo.

Educação Profissional 42 Created with novaPDF Printer (www.20 2.c) Utilização e cuidados: Figura 5. 3.19 1. Merece. desde que se introduza na fenda hexagonal da cabeça do parafuso.Pressionando-a contra a mão é um erro perigoso.com) .CHAVE HEXAGONAL ALLEN a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave hexagonal 3/8” x 1. pois.21 5.375” x 4. É encontrada em jogo de seis ou sete chaves.Como alavanca é um erro prejudicial.Como talhadeira é um erro imperdoável.250” – Utilizada em parafusos com encaixe interno sextavado de 3/8”.4 . cuidados semelhantes aos das chaves de boca e de fenda.novaPDF. c) Utilização e cuidados: Pode ser considerada um tipo especial de chave de fenda. Figura 5. Figura 5. se exerce esforço através do braço de alavanca da haste o que dá certa semelhança com as chaves de boca.

22 5. Sendo estas chaves mais versáteis. Figura 5.24 Figura 5. exigem mais cuidados. por meio de um parafuso regulador ou porca. bem justa. ao tamanho da porca.CHAVE DE BOCA REGULÁVEL OU CHAVE INGLESA. A boca deve ser sempre regulada. Figura 5.novaPDF.5 .com) . A limpeza e lubrificação são fatores importantes para conservação dessas ferramentas e para segurança de seus usuários. Existem dois tipos: chave inglesa e chave de grifo. O esforço deve ser feito somente no sentido de forçar contra a parte fixa da chave.25 Educação Profissional 43 Created with novaPDF Printer (www. Permite abrir ou fechar a mandíbula móvel da chave.23 a) Material: Aço carbono b) Especificação e aplicação:  Chave de boca regulável de 12”x 1 5/16” – Utilizada em porcas ou cabeças de parafusos para aperta-los ou soltá-los.Figura 5.

29 São utilizados em tarefas de desmontagem de polias. material. Dados para especificação: Características gerais.novaPDF. especificação e aplicações. engrenagens. profundidade máxima. abertura máxima.6 . acoplamentos sobre eixos. b) Tipos. acabamento.31 44 Created with novaPDF Printer (www. rolamentos.27 Figura 5.26 5.Figura 5.SACA POLIAS a) Material: Geralmente em aço carbono.  Três Garras Fixas Articuladas Figura 5.com) .  Duas Garras: Fixas Articuladas Garra deslizante Figura 5.30 Educação Profissional Figura 5.28 Figura 5.

com um extremo forjado. Educação Profissional 45 Created with novaPDF Printer (www.TALHADEIRA E BEDAME a) Material . provido de cunha.A Talhadeira e o Bedame são ferramentas de corte feitas de um corpo de aço. Dados para especificação: Os mesmos da saca-polias de duas garras. dilatação. retirar excesso de material e abrir rasgos.novaPDF. Em alguns casos. Estes centralizam melhor.34 Utilização Servem para cortar chapas. especificação e aplicação .Mesmas condições de utilização de saca-polias de duas garras. hexagonal ou octogonal. será necessário utilizar dispositivos a quente (chuveiros). temperada e afiada convenientemente. Deve ser verificado a capacidade de torque do saca polias antes de sua utilização para evitar sua quebra.33 Figura 5. de secção circular.com) . c) Utilização em cuidados Durante ou após o seu uso deve-se ter alguns cuidados: Evitar esforço desnecessário de danificação dos filetes de rosca do parafuso (tirante) principal.32 Figura 5.7 . 5. apoiadas na peça a ser removida.Aço b) Tipos. para aquecer a peça a ser retificada através do processo de aquecimento. retangular. em serviços um pouco mais pesados. para evitar possíveis acidentes e garantir uma agilidade na tarefa. Certificar-se que as garras estão bem fixadas. Figura 5. porém. e outro chanfrado denominado cabeça.

CHAVES PARA TUBOS Figura 5.com) . para que cortem bem.São utilizados para retirar pinos ou fixar peças mecânicas. Os tamanhos são entre 150 e 180mm 4.37 Educação Profissional 46 Created with novaPDF Printer (www.36 São utilizados para retirar pinos. A cabeça do bedame e da talhadeira é chanfrada e temperada brandamente para evitar formação de rebarbas ou quebras.8 . A cabeça é chanfrada e temperada.9 . MATERIAL Cobre Aço Doce Aço Duro Ferro fundido e bronze fundido duro 5.Aço cromo vanadium fosfatizado Figura 5. em geral. O bisel da cunha é simétrico ou assimétrico 2.SACA PINOS CÔNICO E PARALELO a) Material . A aresta de corte deve ser convexa e o ângulo de cunha Varia com o material a ser talhado.novaPDF.35 b) Tipos e especificações . em geral. As ferramentas de talhar devem ter ângulos de cunha convenientes. Paralelo: Figura 5. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro. estar bem temperadas e afiadas. 5.1 CUNHA 50° 60° 65° 70° 3. tabela abaixo: Tabela 5. conforme.Características 1. Dados para especificação: Os mesmos do punção de centro.

11 . diâmetros e espessuras. 5. rotores. acabamento. Apresentam formas e perfis variados.São utilizadas para remoção de tampas.a) Material – Cabo e cabeça fabricados em aço cromo vanadium. É utilizado para verificar e controlar raios.ESPÁTULAS Figura 5.São utilizados em aperto de tubulação rosqueadas. flanges. comprimento.Verificador de raio Serve para verificar raios internos e externos.11. acabamento. que estejam sujeitos a apertos leves. ângulos. c) Utilização e cuidados .com) . Em cada lâminas é estampada a medida do raio.novaPDF. etc.40 5. roscas. geralmente. c) Utilização e cuidados . Figura 5. especificação e aplicação .VERIFICADORES E CALIBRADORES São instrumentos geralmente fabricados de aço.10 . material. 5.38 Figura 5. material. especificação e aplicação . de 1 a 15mm ou de 1/32” a 1/2”. temperado ou não. b) Tipos.41 Educação Profissional 47 Created with novaPDF Printer (www.capacidade de abertura ou diâmetro do tubo (máximo).11.Características gerais.2 . comprimento. b) Tipos.1 . Suas dimensões variam.Características gerais. Os verificadores e calibradores classificam-se em vários tipos: 5.Verificador de ângulos Figura 5.39 a) Material – Fabricado em aço fundido niquelado. folgas.

Sua fórmula é: (T = F X L) sendo.novaPDF.42 5.4 .44 TORQUE (T) = FORÇA (F) X DISTÂNCIA (L) Educação Profissional 48 Created with novaPDF Printer (www. Figura 5. que varia de 0. F = força e L = comprimento da alavanca. Figura 5. T = torque.04 a 5mm. Figura 5.Verificador de rosca Usa-se para verificar roscas em todos os sistemas. TORQUE A importância de controlar o aperto aplicado em um parafuso O que é torque? De uma forma bem simplificada. sendo fabricado em vários tipos.12 .11.com) . necessário de faz termos bem definido o conceito de torque. Em suas lâminas está gravado o número de fios por polegada ou o passo da rosca em milímetros.11. Em cada lâmina vem gravada sua medida.3 .43 5.Calibrador de folgas (Apalpador) Usa-se na verificação de folgas.0015” a 0. ou de 0. torque é a resultante de uma força aplicada em um determinado braço de alavanca.5.2000”.TORQUÍMETRO Para um melhor entendimento sobre torquímetro.

2. Esmagar juntas ou gaxetas. aço ligado. Veja abaixo o exemplo para um parafuso sextavado M10 conforme DIN 267. pondo em risco vidas humanas e patrimônio. conjuntos. Empenar um conjunto fixado por parafusos. Que efeito produz o torque num parafuso? A aplicação de torque no parafuso produz uma tensão linear (esticamento) e. impedindo seu funcionamento normal. Fazer cair o parafuso devido a vibrações da máquina ou do equipamento. Exemplo: têmpera. dentro dos limites seguros de tensão para dado parafuso.). Classes de Qualidade Conforme DIN 267 Nominal Sextavado Como determinar o tamanho do parafuso a ser utilizado? O tamanho do parafuso deve ser determinado pelo total de tensão necessária para fixar o conjunto de peças. 5. A elasticidade do material do parafuso faz com que esse pretenda voltar a sua forma original fixado. 4. Tratamento térmico aplicado no parafuso. M (Kigrama força metro) Lbf. Alterar a vedação (junta). Trincar o parafuso. Tipo e passo da rosca. aço carbono. 49 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. etc. Matéria prima (latão. fazendo-o falhar mais tarde. São eles: 1. conforme normas internacionais.Unidades de torques mais usadas:    N. Todos estes fatores irão determinar a classificação de resistência a que pertence o parafuso. etc. aço inoxidável. Fl (libra força pé) Onde se aplica o torque? Em parafusos e prisioneiros que fixam peças. Coeficiente de atrito. 2. 3. Espanar os fios de rosca do parafuso.com) .novaPDF. provocando assim vazamento de gases e líquidos. 2. um alongamento do mesmo (deformação elástica). Quebrar o parafuso. Acabamento superficial. revenimento. o que provoca o vazamento de gases e líquidos entre componentes de máquinas. A que tensão podemos sujeitar um parafuso? Vários fatores são levados em consideração na fabricação de um parafuso. componentes. alumínio. conforme especificação do projeto. conseqüentemente. 3. 4. Porque devemos controlar o torque a ser aplicado num parafuso? O torque quando excessivo pode: 1. assim. etc. O torque quando insuficiente pode: 1. o conjunto. 5.m (Newton metro) Kgf.

torquímetro de relógio com ponteiro de arraste. Causar acidentes e danos ao patrimônio. torquímetro tipo “T”. a) A qualidade mais importante da junta é a sua resistência às cargas de trabalho (tração. torquímetros especiais para áreas médicas (esterelizáveis). torquímetro de vareta. 4. Cada torquímetro foi desenvolvido para uma diferente aplicação. A escolha correta da ferramenta para aperto significa segurança. devem ser absorvidas pela força de fixação induzida na junta durante a 50 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. JUNTA MECÂNICA Figura 5. rapidez. torquímetro com cabeça intercambiável. Comprometer o desempenho da máquina ou equipamento em função da falta de alinhamento e suporte dos seus componentes entre si.46 Uma junta mecânica roscada oferece a vantagem de desmontagem rápida para inspeção ou reparo de componentes: fixadores podem ser reutilizados. Inspeções e reparos podem ser efetuados no campo com um mínimo de ferramentas. transdutores de torque estáticos e rotativos. torquímetro de relógio. Essas cargas.45 Figura 5. torquímetro de escape ou giro livre. Segue alguns tipos de torquímetros: torquímetro de estalo com escala / sem escala. torquímetro axial.47 Figura 5. torquímetro digital. FORÇA DE FIXAÇÃO Figura 5. compressão.48 A força de fixação é obtida pelo tensionamento do parafuso e a conseqüente compressão dos componentes da junta roscada.com) . São fabricados com maquinário específico e mão-de-obra especializada que asseguram a qualidade do instrumento. torquímetro pneumático. Somente através de uma ferramenta denominada “torquímetro” é que conseguiremos aplicar o torque especificado.novaPDF.3. torquímetros para tampas de embalagens. facilidade e qualidade para seu trabalho. Os torquímetros devem ser construídos conforme prescrições rigorosas de usinagem e montagem. que tendem a provocar a soltura dos componentes da junta. cisalhamento e vibração).

GERANDO FORÇA DE FIXAÇÃO PELO TORQUE Qual é a solução que resta para aplicar a precarga correta a um fixador? É controlar o torque que se aplica ao fixador utilizando um TORQUÍMETRO ou uma apertadeira motorizada com CONTROLE DE TORQUE. a força de fixação da junta é muito importante para assegurar um perfeito funcionamento do produto em que se encontra instalada. a fricção. tornando-se assim um processo impraticável.sua montagem. c) Como se vê.50 b) Como gerar força de fixação nos componentes da junta? Apertando os componentes da junta uns contra os outros por meio de fixadores roscados. que assim resiste melhor a cisalhamento e vibração. O aperto também aumenta a fricção entre os componentes. gerando uma tensão que ultrapassa o limite de resistência do fixador ou envergar os componentes da junta. Na junta. permitindo acesso às duas extremidades do parafuso. Após aperto da junta não é possível remover os sensores. Figura 5. aparece aqui como coadjuvante. fazendo com que o conjunto se comporte como uma única peça. resultando numa falha catastrófica. d) Há meios práticos de medir a pré-carga num fixador? Não.novaPDF. Educação Profissional 51 Created with novaPDF Printer (www. A força de fixação deve ser maior do que a soma das cargas de trabalho que agem sobre ela. os componentes da junta podem começar a soltar-se debaixo das cargas de trabalho. pode-se espanar a rosca do fixador. que em muitas outras aplicações nos “rouba’’ parte do nosso esforço”. evitando a soltura. Só é possível. condições estas que prejudicariam o bom desempenho do produto. resistindo a tração e compressão. pois estes são os meios mais confiáveis. Além de ser um processo demorado. é proibitivo na maioria dos processos de montagem. quando se utiliza parafuso com porca. por isso. – Pode-se recorrer à medição do alongamento do fixador que está intimamente ligado a précarga nele aplicada.49 Figura 5. vale dizer ainda que os equipamentos necessários para fazer a medição são muito caros. Se aplicar um aperto em excesso.com) . Esta medição seria feita por meio de extensômetros ou ondas de ultra-som. pois dificulta o movimento dos componentes entre si. Se aplicar um aperto pequeno demais. utilizando transdutores de pressão ou sensores de pressão instalados na própria junta. Poderíamos tentar medir a compressão a que sujeitamos os componentes da junta.

Local de aplicação de torque (porca ou cabeça do parafuso). Após definição da força de fixação necessária em determinada junta e do relaxamento que deve ocorrer pode-se especificar o torque a aplicar ao fixador. a escolha dos componentes da junta e o processo de montagem com os torques utilizados foram perfeitos. Os ensaios devem sempre ser feitos nas condições mais próximas à realidade da montagem. sim! Educação Profissional 52 Created with novaPDF Printer (www. Tratamento térmico. pois quando se tenta reiniciar a rotação da porca ou fixador tem-se que vencer a ‘fricção estática’. Para garantir a segurança na aplicação do torque correto em linhas de montagem de alta produção são utillizadas apertadeiras motorizadas que indicam o torque dinâmico sendo gerado e permitem imprimir o torque máximo aplicado através de impressora para gerar um ‘hardcopy’ para comprovação do torque aplicado para um cliente ou para utilização futura em caso de litígio. Tolerâncias da rosca do fixador / parafuso. dureza de diferentes tipos de materiais. Esta correlação depende de vários fatores como:            Tipo de junta: junta elástica ou junta rígida.com) . Muitos fatores contribuem para alterar a tensão residual do fixador e com isso a força de fixação existente na junta: estado de lubricidade.novaPDF. Componentes de material diferente. O conceito '‘um pouco mais não pode fazer mal’ não é aceitável.AS VARIÁVEIS NA RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO (Força de fixação) Na época da elaboração do projeto do produto é necessário estabelecer empiricamente uma relação entre um torque aplicado e a precarga resultante no fixador e a força de fixação obtida na junta. gaxetas e o tempo que passou entre a aplicação de torque e a tentativa de medir a força de fixação residual. Existência de arruelas lisas ou de pressão. Formato da cabeça. que devido ao relaxamento dos componentes da junta pode ser bem diferente da ‘fricção dinâmica’ que existia no momento do aperto. Folga do furo. horas ou dias atrás é um processo duvidoso. O operador deve parar de aplicar força tão logo atinja o torque recomendado. Acabamento e lubrificação de faces contactantes. AUDITORIA DE TORQUE ‘Auditoria de torque’ pretendendo encontrar o torque aplicado a minutos. Depois nada melhor que um ‘teste de campo‘ sob as condições reais de cargas de trabalho e cargas externas. É muito importante. Perpendicularidade ou paralelismo dos fixadores e componentes da junta. Se a junta não falhar e nem se soltar. Tipo de rosca (rosca grossa ou rosca fina). porque pode fazer mal. que torques apurados em ensaios sejam respeitados no ‘chão de fábrica’.

RELAXAMENTO Na prática ocorre uma gradual perda da força de fixação em quase todas as juntas roscadas porque as faces da junta em contato aos poucos sofrem um ‘nivelamento’ das irregularidades de superfície que diminui a força de fixação existente. ou para sinalizar que um torque pré-selecionado foi alcançado. porque a mudança das condições de tensão na junta provoca um relaxamento localizado.novaPDF. para indicar o torque sendo aplicado. A prática de aperto em vários ‘passos’ ou ‘passadas’ ajuda a eliminar uma das causas do baixo aproveitamento de torque para gerar tensão e força de fixação no fixador e na junta. Provavelmente.100% do torque especificado). perde a sua força de fixação.São ferramentas destinadas ao aperto de parafusos e porcas com torque controlado a partir de um valor pré-estabelecido em projeto.com) . Este procedimento muitas vezes é utilizado na montagem de juntas críticas (ex.e encontra-se um problema de relaxamento peculiar: enquanto apertar-se um fixador. Educação Profissional 53 Created with novaPDF Printer (www. mantendo o padrão de ‘seqüência cruzada’ ou ‘espiral’. TORQUE: é o movimento torçor. pois apertos repetidos reduzem a fricção entre partes contactantes.51 a) Material: (Falta material) b) Tipos. Para dar tempo para a gaxeta se acomodar. Outro fator que pode afetar substancialmente o relaxamento da força de fixação numa junta é o emprego de arruelas debaixo da cabeça do parafuso. Figura 5.12. Para diminuir este inconveniente executa-se o aperto dos fixadores numa ‘seqüência cruzada’. quando dotados de catraca ou de outro implemento. ou seja: 5. Quando se deve montar uma junta com múltiplos fixadores.1 . acabamento da face de contato e dureza da arruela influenciam o relaxamento da força de fixação na junta e a tensão no parafuso. Um outro procedimento é apertar os fixadores em vários ‘passos’ (ex. já instalado. cujo pino quadrado desloca o ponto de rotação (A) do soquete para frente do ponto de articulação do torquímetro (B) exigem que a mão do operador aplique a força no centro da empunhadura para gerar o torque desejado.: 30% 70% . O diâmetro do furo da arruela. ou num padrão espiral. especificação e aplicação . um outro fixador. uma barra no modelo ‘vareta’ ou relógio. é aconselhável apertar os parafusos mais uma vez para compensar a força de fixação perdida. mola helicoidal no modelo ‘estalo’ e de ‘giro livre’ e extensômetro (strain gage) no modelo ‘digital’. a causa de relaxamento mais conhecida é o emprego de gaxetas de vedação entre dois componentes da junta. Torquímetros de sinalização de torque (estalo).Princípios do funcionamento do torquímetro Para executar o seu trabalho o torquímetro sempre utiliza um corpo elástico calibrado.: aeronáutica e veículos).

Formato axial facilita o trabalho em áreas de difícil acesso. devem ser aferidos no ’torque de trabalho’. Leve. TORQUÍMETRO DE GIRO-LEVE (Torquímetro de limitação de torque) .80% e 100% da capacidade máxima do torquímetro.A escala micrométrica permite regulagem precisa. que é mantida inalterada devido a uma trava durante todo ciclo de trabalho. A Norma estabelece que torquímetros devem ser aferidos: Educação Profissional 54 Created with novaPDF Printer (www. AFERIÇÃO DE TORQUÍMETRO A fim de tornar possível a aplicação de torques consistentes na linha de montagem é necessário aferir os torquímetros em intervalos estabelecidos em Norma Brasileira.Quando o torque-alvo é atingido o corpo do torquímetro gira em falso e soquete ou ponta engajada no parafuso não se mexem mais. Torquímetros de estalo. AXIAL COM ESCALA        Ideal para aplicação de torques baixos. a posição da mão do operador não influi no torque gerado. É mesmo à prova de teimosia e descuido. Operação bi-direcional. digitais e de estalo (sinalização de torque) com escala externa devem ser aferidos em 20% .40%-60% . Quando o ponto de rotação (A) do soquete coincide com o ponto de articulação do torquímetro (B). -O torquímetro de "giro-livre" rearma automaticamente Torquímetro de giro-livre é o preferido nas indústrias da eletrônica e informática. de fácil manejo.Torquímetro de "giro-livre" impede que o operador aplique um torque maior do que aquele selecionado. ANSI/ASME B107-14M-1985 e ISO 6789 e Norma Brasileira NB-1231.com) . sem escala externa (preset). Excede a Norma Federal Americana n° GGG-W-00686c.novaPDF. Alta sensibilidade e baixo coeficiente de fricção do mecanismo de desligamento garantem precisão do torque aplicado. . Neste tipo de torquímetro pode-se aplicar força fora do centro da empunhadura e PODE-SE USAR EXTENSÕES no cabo do torquímetro. De acordo com a Norma Brasileira NB-1231. de relógio. os torquímetros de vareta.Neste tipo de torquímetro NÃO podemos usar extensões no cabo do torquímetro. etc) que impedem que o eixo-propulsor do torquímetro transmita torques superiores aqueles préselecionados. fricções. Para aplicar torques relativamente baixos são utilizados torquímetros ‘de giro livre’ que possuem mola helicoidal e dispositivos limitadores de transmissão de força (cames. Precisão: _ 3% do valor indicado. . pois isso alteraria o torque aplicado. pois isso NÃO ALTERA o torque aplicado.

A) Torquímetros de indicação de torque. possibilitando a documentação do torque aplicado (hard copy).para reparos e manutenção automotiva.com) . médios e grandes (exemplo: 5 Nm. A precisão indicada pelo fabricante do torquímetro só se aplica às faixas acima de modo que não existe nenhum torquímetro que comece de zero! É fácil entender que. é comprar mais de um torquímetro. A solução então. Educação Profissional 55 Created with novaPDF Printer (www. A ESCOLHA DE TORQUÍMETROS EM FUNÇÃO DO TIPO Para obter o melhor resultado na aplicação de torque o tipo de funcionamento do torquímetro escolhido é fundamental. relógio. giro livre) entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. Para os torquímetros digitais entre 10% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. quando se tem que aplicar / controlar torques pequenos. A3) Tipo ‘digital’ . Mas não há nenhum torquímetro com esta capacidade que tenha ‘garantia de precisão’ para toda esta faixa. exigindo menor dispersão de torque.para reparos e manutenção de equipamentos que têm juntas críticas. cuidando que os valores de torque a serem aplicados situem-se entre 20% a 100% da capacidade máxima. vareta. A2) Tipo ‘relógio’ . A1) Tipo ‘vareta’ .000 ciclos de trabalho para torquímetros de ‘indicação de torque’ (vareta. Quando ocorrer dúvida nos resultados obtidos. Após reparos efetuados no torquímetro. B) Torquímetros de sinalização de torque. 15 Nm e 75 Nm) seria preferível comprar um torquímetro com capacidade de 0 a 100 Nm para atender a todas as tarefas.para juntas com prescrição de torque mínimo e máximo. Os fabricantes garantem a precisão somente entre 20% a 100% da capacidade máxima para torquímetros analógicos e entre 10% a 100% para torquímetros digitais. Após quedas ou choques violentos sofridos pelo torquímetro. Após sobrecargas. A cada 5. relógio. A ESCOLHA DO TORQUÍMETRO EM FUNÇÃO DA CAPACIDADE Da Faixa de Utilização dos Torquímetros Para os torquímetros analógicos (estalo.       A cada seis meses.novaPDF. A cada 10.000 ciclos de trabalho para torquímetros de sinalização de torque (estalo) e ’de limitação de torque’ (giro livre). (Exemplo: capacidade máxima de 20 Nm que atende a aplicação dos torques de 5 Nm e 15 Nm e outro de capacidade máxima de 100 Nm que atende o torque especificado de 75 Nm) NOTA: Existe um projeto de norma que vai proibir os fabricantes de marcar divisões abaixo dos 20% da capacidade máxima nos torquímetros de estalo e relógio. digital).

pode ser usado como ponto de referência. ele registra o torque máximo atingido. percorre a escala e. eliminando o julgamento do operador.com) . O segundo ponteiro. Ncm. Para torques muito baixos – abaixo de 1 Nm . volta a zero. devemos observar alguns detalhes importantes: A) Torque a aplicar: no caso ideal o torque a aplicar deve situar-se próximo à metade da capacidade máxima do torquímetro.para montagens automotivas e industriais em ambientes hósteis (sujeira. acima citadas. pré-selecionado. INDICAÇÃO DE TORQUE SISTEMAS DE INDICAÇÃO DE TORQUE O torquímetro de indicação de torque mais usado é o torquímetro de relógio. mas somente as características (A – D). Estes calibres de torque operam com escalas em Nmm. então. Ao comprar um torquímetro permitindo a participação de um maior número de fornecedores na cotação não indique a capacidade do torquímetro que pretende substituir. Para facilitar o trabalho com torquímetros compridos ou para executar testes destrutivos existe o relógio de ‘ponteiro duplo’ ou ‘de memória’. onça-polegada e librapolegada. cmgf. ajustável manualmente. com aplicação repetida de um mesmo torque. que obriga o fabricante a garantir uma precisão de ± 4% sobre o valor de torque indicado ou aplicado entre 20% a 100% da capacidade máxima do torquímetro. C) Torquímetros de limitação de torque. Quando devemos comprar um torquímetro para uma aplicação nova. ao cessar a força.B1) Tipo ‘estalo’ . que permita identificar claramente onde ficam os limites inferiores e superiores do torque a aplicar. C1) Tipo ‘giro livre’ . Quando o trabalho é feito numa linha de montagem. Nm. B) Tolerância do torque a aplicar: o torquímetro deve ter uma resolução boa.para aplicação de torques relativamente baixos. Um torquímetro com graduação de 5 em 5 Nm não serve ! O espaçamento das divisões de qualquer torquímetro deve ser grande o suficiente para permitir fácil identificação dos limites inferiores e superiores. recomenda-se a compra de um igual ou equivalente. Se nossa especificação é torque nominal (alvo) 16 Nm. Caso já esteja sendo utilizado um torquímetro que satisfaz as condições acima. pouca visibilidade. D) Formato do torquímetro: deve levar em consideração as condições de acesso ao fixador e o espaço disponível para a aplicação de força ao torquímetro. mão de obra não-especializada). C) Precisão do torquímetro: deve obedecer à Norma Brasileira 1231. cujo ajuste é feito em departamento de Garantia de Qualidade. O sistema mais simples possui um relógio com um único ponteiro que.novaPDF. com limite inferior de 14 Nm e com limite superior de 17 Nm. utiliza-se o modelo ‘Pre-Set’.são utilizados ‘calibres de torque’ (torque watches) indicados para ajuste de micro mecanismos de potenciômetros e ‘trim pots’. Educação Profissional 56 Created with novaPDF Printer (www. durante a aplicação de força.

5. Obstáculos verticais são sub plantados com torquímetros de bocas dianteiras. intercambiáveis. Enquanto o encaixe de entrada de um multiplicador é fêmea. Multiplicadores de torque são também indicados quando o espaço para aplicação de torque é limitado. laterais e verticais.13 . ‘torque alvo’ (nominal) e ‘limite superior’ de torque. dando assim um apoio inestimável ao operador. Multiplicadores de torque podem ser ‘agrupados’ (ganging) para aumentar sua capacidade de torque. existem vários tipos de torquímetros para suplantar obstáculos frontais. ‘data loggers’ e computadores pessoais para facilitar a documentação dos torques aplicados (hard copy) e a elaboração de estatísticas. o encaixe de saída é macho e sempre maior que o encaixe de entrada. de tamanho reduzido.com) . pode-se optar por torquímetros com sinal de luz ou sinal sonoro.500 Nm. Obstáculos frontais são sub plantados por torquímetros radiais com extensão e torquímetros axiais. que é avisado por sinal luminoso e sonoro no momento em que alcança qualquer um destes pontos. pode-se optar pelo uso de um multiplicador de torque. Vale lembrar que torque é força aplicada x comprimento da alavanca. Obstáculos laterais são vencidos por torquímetros radiais com catraca. exigindo um torquímetro de cabo muito longo. porém o torque final aplicável sempre é limitado pela capacidade máxima de torque na saída do último multiplicador. Quando o torque a aplicar é grande. PROBLEMAS DE ACESSO Como o local da aplicação de torque pode estar obstruído. existem vários modelos de multiplicadores de torque com capacidade até 81. Educação Profissional 57 Created with novaPDF Printer (www. Em ambos os casos o ponto em que deve ocorrer o sinal é previamente selecionado.MULTIPLICADORES DE TORQUE Aplicação de Torques Altos Como a força física do operador constitui um limite para qualquer operação de torque. DOCUMENTAÇÃO DO TORQUE APLICADO Os torquímetros digitais podem ser conectados a impressoras. Quando é necessário utilizar uma boca dianteira de comprimento especial devemos fazer um cálculo de compensação do aumento efetivo do torquímetro. A escolha de um multiplicador sempre deve orientar-se pela ‘capacidade máxima de Saída’. conforme explicado abaixo.Quando se deve aplicar torque em áreas escuras ou inacessíveis à visão direta. sendo acionado por um torquímetro de cabo curto.novaPDF. TORQUÍMETROS DE LIMITES DE TORQUE PROGRAMÁVEIS Existe o torquímetro digital (exemplo: COMPUTORQ II da CARLSONS) que possibilita a programação de ‘limite inferior’.

¾”. bem como suportes para pontas de corpo sextavado de ¼” e 5/16”. ½”. boca estrela. Torquímetros axiais de baixa capacidade possuem pinças para colocação de lâminas. existem tabelas completas de conversão de torque. há torquímetros com pino quadrado de ¼”.4 Nm ± 0. observe abaixo.é lbf-pé ou lbf-pol ? lbf-pé é 12 vezes maior que lbf-pol. lâminas e uma infinidade de dispositivos especiais. Também torquímetros com colar retangular.2 lb-pé ± 1. intercambiáveis nos tipos: boca fixa. boca estrela aberta e boca estrela com catraca.novaPDF.1/2”.3/8”.DOS ENCAIXES DO TORQUÍMETRO (Sistemas de acoplamento de acessórios). 1” e 1. pé. fêmea. A escala combinada indica os torques em Nm e lb-pol. CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE Conversão de Unidades de Torque Enquanto. de 9 x 12 mm e 14 x 18 mm para receber bocas dianteiras.7 lb-pé ± 7. são disponibilizados aferidores de mesas giratórias com pinos de fixação do vasilhame que. polegada) deve-se desconfiar de um possível erro quando um destes componentes está faltando: “torque de 12 kg” – é mkgf ou cmkgf ? mkgf é 100 vezes maior que cmkgf. deveria memorizar algumas equivalências: 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pol 1 Nm 1 mkgf 1 lb-pé 1 lb-pé = = = = = = = = ± 0. A comunicação clara na consulta a um fornecedor poderá evitar perda de tempo e de dinheiro pela aquisição de torquímetros inadequados ao serviço. Normalmente.1 mkgf ± 10 Nm 12 lb-pol 16 oz-pol ± 0. que permitem o uso de pontas. pois.lbf) e comprimento da alavanca (cm. quem lida freqüentemente com torque. AFERIDOR DE TORQUE DE TAMPA DE ROSCA Existem também equipamentos para conferir torque aplicado por máquinas de engarrafamento e fechamento automático de garrafas e frascos em tampas roscadas de vasilhames de vidro. Para tal. Calibres de torque vêm equipados com mandris. kgf. m. permitem medir o torque de fechamento bem como o torque de abertura.com) . 58 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. “torque de 15 libras” . apertando ou desroscando a tampa. Torquímetros axiais podem possuir pino quadrado de ¼” e 3/8”. de metal ou de plástico. os torquímetros são usados com soquetes de encaixe quadrado.14 mkgf A IMPORTÂNCIA DA CLAREZA DA COMUNICAÇÃO Como as unidades de torque sempre têm dois componentes – força (N.

existe uma linha de torquímetros de ‘limitação de torque’ ou de ‘giro livre’. nos modelos axiais. porém todos funcionam reagindo à fricção existente entre mola e embreagem. é aconselhável certificar-se da unidade correta de torque antes de empregar o torquímetro para determinada aplicação. evita-se torques baixos demais e torques em excesso. garantindo assim que foi gerada força de fixação suficiente para resistir a todas as cargas de trabalho.Clareza na comunicação é ‘meio caminho andado’. um sistema de embreagem que transmite a força ao pino-propulsor. tais como: lubrificação.. a unidade de torque. Educação Profissional 59 Created with novaPDF Printer (www. Estes torquímetros são dispostos nos modelos com colar de encaixe para bocas intercambiáveis dianteiras. Qualquer operador vai aplicar o torque prescrito na especificação sem ter que se preocupar com a escala. TORQUE PRÉ-SELECIONADO (Pre-set torque) No chão de fábrica haverá provavelmente postos de trabalho onde um operador sempre aplica o mesmo torque. bem como com pinos quadrados para encaixe de soquetes e. ou no ajuste do torque especificado) existem torquímetros de sinalização de torque (estalo) que não possuem escala externa e nem acesso fácil ao sistema (interno) de ajuste de torque. grau de dureza de faces contactantes.novaPDF. acabamento de superfície. além de indicar um torque de aperto. que todas afetam a força de fixação obtida. Da mesma forma. É só parar de aplicar força ao ouvir e sentir o sinal de ‘torque atingido’. (O ‘sonho’ de todo projetista). Estes torquímetros são calibrados num aferidor de torque por profissionais e depois é vedado o acesso ao sistema de ajuste. existe o perigo que uma parcela. da força gerada durante o aperto seja absorvida por estes fatores de difícil quantificação. TORQUE E ÂNGULO (Torque / angle) Como na montagem de uma junta roscada há muitas variáveis. Para diminuir a possibilidade de erro humano (na leitura da escala externa. com suportes para pontas. exige a posterior rotação do fixador por um determinado ângulo. maior que planejada. Quando a força gerada pelo operador excede a tensão da mola sobre a embreagem. Há vários sistemas de embreagem. Por isso. onde a especificação. impedindo que mais força seja transmitida ao pino-propulsor. procedimento este que levará o fixador próximo a sua região de escoamento. Assim. Devido a este princípio os torques que podem ser atingidos com certa repetibilidade são relativamente baixos. etc. pois em ambos os casos a junta roscada do nosso produto falhará. no mesmo produto. etc. além da mola helicoidal calibrada. quando uma junta é considerada ‘crítica’ para o bom funcionamento do produto. TORQUÍMETROS DE LIMITAÇÃO DE TORQUE (Torque limiting wrenches) No intuito de tornar o aperto mais seguro e menos dependente do juízo do operador de linha. esta começa a deslizar (girar livremente).com) . Estes torquímetros possuem. Existem 2 modelos básicos: o tipo ‘axial’ que se assemelha a uma chave de fenda e o tipo ‘modular’ que é encaixado entre soquete e vários cabos de acionamento. fricção. utiliza-se o processo ‘torque e ângulo’.

Para poder executar este processo a CARLSONS oferece dispositivos para controle de torque / ângulo que permitem medir o ângulo de rotação percorrido após a aplicação do torque.52  Torquímetro com Relógio: seu funcionamento é baseado na torção da cabeça do quadrado de encaixe. Pode. porém. Se pudesse medir esta tensão enquanto se monta a junta com um torquímetro seria ideal. fazer um teste que nos permita ver como a tensão (força de fixação) muda em função do torque aplicado. Torquímetros com indicação de torque. (Vareta. Utilizando um torquímetro de relógio com ponteiro ‘de máxima’ poderá ver como a tensão cresce em função do torque aplicado. (tensão) gerada pelo torque na junta. (Estalo) Figura 5.novaPDF.53  Torquímetro de Estalo: seu funcionamento é baseado num sistema de alavancas interpostas que provocam um esforço sobre uma mola. Para tal deve simular a nossa junta com os mesmos componentes utilizados na linha de produção e instalá-la num testador hidráulico de torque / tensão que indica a cada instante a tensão obtida. e um conseqüente estalo. (Giro-livre) Torquímetros com sinalização de torque. RELAÇÃO TORQUE / TENSÃO Como já foi apresentado há muitas variáveis que podem influenciar a força de fixação. A leitura do torque é feita diretamente na escala. relógio) Torquímetros com limitação de torque. Classificação:    Tipos:  Torquímetros de Vareta: seu funcionamento baseia-se na flexão da haste.com) . Figura 5. A simulação também deve replicar a maneira de aplicação de torque pelo operador. Educação Profissional 60 Created with novaPDF Printer (www. pois isso eliminaria muita ‘incógnitas’ e causas de falhas posteriores do produto.

56  Multiplicador de Torque: são utilizados para valores de torque elevados.58 Educação Profissional 61 Created with novaPDF Printer (www.54  Torquímetro Digital: possui precisão de ± 1% do torque indicado. 25 vezes ou 125 vezes. O suporte do conjunto absolve a força contrária.55 ACESSÓRIOS PARA TORQUÍMETROS  Catraca: Figura 5. podendo o torque estabelecido no torquímetro ser multiplicado 5 vezes. sendo este fixado em alguma parte da máquina.57  Instrumento de medição angular: são adaptados ao torquímetro (quadrado de encaixe) para torques de aperto em ângulos. indicação com sinal acústico e luminoso ao alcançar o torque programado. Figura 5.novaPDF.com) .Figura 5. Figura 5. Figura 5.

1 Educação Profissional 62 Created with novaPDF Printer (www. a partir de uma rede de ar comprimido utiliza-se para cada ponto ou ferramenta uma unidade de conservação (filtro-regulador-lubrificador) que garantirá relativa proteção ao conjunto. com pressão estabilizada e misturado com óleo para lubrificação das partes internas da maioria das ferramentas.novaPDF. Evite choques ou quedas. O ar proveniente de um compressor deve ser limpo e desumificado. 6 .1 – DESCRIÇÃO E INSTALAÇÃO São ferramentas que funcionam pelo ar comprimido. Utilize os torquímetros para apertar. A instalação de um secador de ar requer investimentos maiores e deve-se. Nunca para afrouxar os parafusos.FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS 6. Exemplo de instalação: Figura 6. tendo como solução definitiva a instalação de um secador de ar na saída do compressor. A maioria dos problemas funcionais das ferramentas pneumáticas estão relacionados com a umidade do ar comprimido.c) Utilização e cuidados      Aplicar o torque de forma lenta e progressiva sem golpes ou pancadas. calcular a relação custo-benefício para cada caso. Os filtros das unidades de conservação conseguem reter uma pequena parte dessa umidade. portanto. Utilize os torquímetros na faixa intermediária da escala que permitirá um menor desvio. Após o uso guarde-o em local apropriado. Na instalação das ferramentas pneumáticas.com) .

Estabilizar a pressão entre 6 e 7 kg/cm².7 Educação Profissional 63 Created with novaPDF Printer (www.Recomenda-se:    Verificar o consumo de ar de cada ferramenta para adequação de vazão da rede.2 Figura 6.2 – TIPOS Chave de impacto: são utilizadas para aperto de parafusos e porcas com grande velocidade e torque.6 Figura 6.4 Esmerilhadeiras Figura 6.com) . possuindo um sistema auxiliar de aperto (impacto) que aumenta sua performance. 6.3 Figura 6. Figura 6. Regular o lubrificador para misturar de 5 a 7 gotas por minuto de óleo (grau de viscosidade ISO 32).5 Figura 6.novaPDF.

Antes do início da operação verificar a pressão de trabalho. O aperto final com uma chave de impacto não deve ultrapassar a 5 segundos. Educação Profissional 64 Created with novaPDF Printer (www. Utilizar soquetes apropriados para as chaves de impacto. como aperto final.10 Figura 6.9 Furadeiras Figura 6.Lixadeiras Figura 6. drenar os pontos de condensação de água e verificar o sistema de lubrificação. como forma de aumentar a durabilidade da ferramenta. recomenda-se em serviços criteriosos o uso do torquímetro.12 6.11 Figura 6.com) . Embora as chaves de impacto oferecerem um bom torque. Avaliar as condições de funcionamento e torque de cada ferramenta.8 Figura 6.novaPDF.3 – CUIDADOS GERAIS       Escolher corretamente a capacidade de cada ferramenta em função da exigência do serviço.

novaPDF. médias e pesadas podendo com diferentes modelos atender a uma faixa de 0. alinhadas à carga.com) .2 Figura 7. Operação Talhas de corrente – O levantamento ou abaixamento da carga é feito pelo giro do volante frontal para o sentido horário ou anti-horário realizado pela corrente de acionamento. evitando assim o embaraçamento das correntes. dentro dos limites de carga pré-estabelecidos. 7.3 Figura 7. Com exceção das talhas de alavanca que também podem ser utilizadas em operação de arraste. rolamentos.1 – INTRODUÇÃO Algumas atividades de manutenção como levantamento e posicionamento de conjuntos.2.2 – TIPOS DE EQUIPAMENTOS 7. etc. exigem utilização de equipamentos auxiliares.4 São utilizadas no manejo de cargas leves. proporcionam a retenção de carga em qualquer ponto do percurso e ainda permitir uma descida suave.5 à 30 toneladas. as demais talhas manuais foram projetadas para trabalhos em posição vertical. As talhas possuem um sistema de freio que. em geral.1 – Talhas Manuais Talha de alavanca Talha de corrente Figura 7.7 – EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7. arraste de máquinas. engrenagens. acoplamentos.1 Figura 7. O abaixamento da carga também é realizado pela mesma alavanca em sentido Educação Profissional 65 Created with novaPDF Printer (www. desmontagem e montagem de conjuntos (polias. Talhas de alavanca – O levantamento da carga é realizado pelo movimento da alavanca que possui sistema de catraca.) e na movimentação de cargas.

com) .6  Lubrificar periodicamente o trem de engrenagens localizado na parte traseira da talha (retirar tampa). a corrente deverá estar segura com a mão e a roseta (peça localizada à frente da talha) gira da no sentido conforme a figura 7. sem atuação do sistema de catraca. a possibilidade da corrente de carga girar livre. Graxa indicada: consistência NLGI 2. ou seja.5 Cuidados gerais com as talhas Figura 7. procedimento que visa o bom funcionamento do freio e ainda torna-se conveniente à lubrificação da corrente de carga quando as condições de trabalho permitem. Figura 7. girar a roseta com a mão no sentido indicado na figura 7. Nota: Evitar a entrada de lubrificantes nos discos de fibra do freio. Figura 7.6 até ouvir o ruído do gatilho do freio na catraca. Nota: Não se deve forças a roseta tentando girá-la quando a talha estiver tencionada pela carga. A seleção da manobra é feita por um gatilho localizado junto à alavanca.  Nunca levantar a carga acima da capacidade da talha.7 Educação Profissional 66 Created with novaPDF Printer (www. porém. poderá haver uma aproximação rápida da corrente em relação à carga. As talhas de alavanca possuem.5. A rosca do volante (ou coroa) retirando-se a tampa dianteira ou a roseta e alavanca no caso das talhas de alavanca. até a mola se encaixar na cava existente na arruela do pinhão central. Para bloquear o freio (corrente para tracionar). ainda.novaPDF.de giro inverso. A alavanca deverá ser colocada na posição neutra a partir do posicionamento do gatilho (encaixe no entalhe menor).

 Não torcer ou dobrar as correntes da carga. Figura 7. Figura 7.com) .10 Figura 7.11 Figura 7.15 Educação Profissional 67 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. laço ou olhal devem ser posicionados no meio do gancho) e nunca na ponta do gancho.  Fixar o gancho da talha com segurança (manilha.9 Figura 7. Figura 7.12 Figura 7.14  Não amarrar a carga com a corrente da talha.13  Não dar volta com o moitão entre as correntes.8  Observar se durante o içamento da carga não haja qualquer obstrução. Figura 7.

corrente. observar que o ângulo máximo de trabalho não ultrapasse 45º.  Inspecionar periodicamente o equipamento (ganchos.  Não lubrifique as arruelas de fibra do freio.com) . e como se trata de manuseio de cargas poderá gerar graves acidentes de trabalho. Figura 7. Figura 7.novaPDF.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com a talha carregada. Na utilização de amarras.17  Limpe o equipamento e guarde em local protegido.18 Cuidados gerais com a segurança das talhas Todos os itens relacionados acima correspondem a segurança operacional das talhas.  Não suspender a carga com inclinação excessiva da corrente. etc).16  Evitar maus tratos com o equipamento.  Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga. Educação Profissional 68 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7. mas limpe os materiais estranhos. O mau uso do equipamento que poderá danificá-lo representa um risco à segurança.

com qualquer distância e com precisão milimétrica de manobra. obstruções não previstas. dobras. manilhas. Limpe e guarde em local protegido. com a ponta do cabo ultrapassando a parte frontal do tirfor solta-se a alavanca e efetiva-se o travamento. Funciona com cabo de aço. enrolando-o adequadamente. perna.  Verificar o estado geral do cabo de aço (arame. torção. abaixar ou arrastar cargas em geral em qualquer direção. 69 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.19 Operação O cabo de aço é introduzido no tirfor pelo orifício 1 sendo liberados os mordentes pela alavanca 2 e trava da alavanca 3. Cuidados gerais com o Tirfor  Não utilizá-lo além da capacidade estabelecida pelo fabricante. Cuidados gerais com a segurança operacional do Tirfor Todos os itens relacionados acima se não seguidos rigorosamente comprometem as condições do equipamento e poderão causar acidentes durante a operação.) que além da segurança operacional.  Limpar e lubrificar periodicamente seu mecanismo interno. dois jogos de mordentes que se abrem e fecham alternadamente como duas mãos que puxam o cabo na subida e seguram na descida.novaPDF. A alavanca 4 destina-se ao avanço do cabo e alavanca 5 ao retorno do cabo. poderá travar e danificar o mecanismo interno do tirfor.com) .  Após o uso retire o cabo. olhais na parte central dos ganchos do tirfor e do cabo de aço. assim quanto maior a ação da carga maior será a condição de aperto.7. Figura 7.  Observar durante a operação da carga.  Posicionar laços. *As alavancas 4 e 5 devem estar voltadas para trás. Os mordentes são levados a fecharem-se pela ação da carga. etc.  Evitar pancadas ou quedas do equipamento.2 – Tralha Guincho (TIRFOR) São equipamentos utilizados para levantar.2.  Certificar-se do diâmetro do cabo a ser utilizado para cada modelo do tirfor.

com) . haste.novaPDF.24 Figura 25 Figura 26 70 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. assim chamados. Cilindros Hidráulicos: É constituído de cilindro (tubo). Não levantar ou abaixar excessivamente uma carga.3 – Macacos Hidráulicos Os mais usados nas indústrias.21  Tipo de avanço e retorno Figura 7. Figura 7. o óleo proveniente da bomba atua sobre a área do embolo que impulsiona a haste. sendo:  Tipo de avanço (retorno por peso ou por mola) Figura 7. são conjuntos formados por cilindros e bombas.  Não desmonte ou faça qualquer reparo com um tirfor carregado.2. êmbolo ou pistão. mesmo em pequenas distâncias. 7.20 O cilindro hidráulico transforma a energia hidráulica em energia mecânica. Os modelos de cilindros podem variar de acordo com a forma de atuação. são equipamentos utilizados para levantamento e posicionamento de cargas. Os macacos hidráulicos.23  Tipo de retorno Figura 7. desde sua invenção.22 Figura 7. ou seja.

é feita por uma mangueira hidráulica com engates rápidos.novaPDF. Seleção de bombas e cilindros Use esta tabela para determinar se a capacidade de óleo de sua bomba é suficiente para distender completamente os cilindros. Bombas Manuais: São conjuntos constituídos de reservatórios de óleo.com) . a escolha das bombas e cilindros da marca ENERPAC. A ligação entre a bomba e o cilindro. Educação Profissional 71 Created with novaPDF Printer (www.Os cilindros hidráulicos são também especificados pela sua capacidade de carga (toneladas) e seu curso de atuação. em um tempo préestabelecido. Seleção das bombas manuais A partir da escolha do cilindro escolhe-se a bomba ideal que será àquela capaz de preencher com óleo o volume máximo gerado no cilindro no deslocamento de sua haste. Algumas possuem manômetro instalado no próprio corpo.27 As bombas transferem o óleo do reservatório para o cilindro que ao atuar sob a carga gerará uma pressão tendo um valor máximo estabelecido por uma válvula de segurança. Previsíveis desvios laterais da carga durante sua movimentação também devem servir de parâmetro para escolha dos cilindros. como exemplo. já que sua haste poderia flexionar e danificar o conjunto. Seleção dos cilindros Para escolha do cilindro ideal para execução de um determinado trabalho é necessário um bom conhecimento da carga (tonelagem) e do deslocamento máximo que a carga poderá sofrer na operação. A tabela a seguir mostra. Figura 7. bomba e válvula de segurança.

com) . fecha-se a válvula de alivio (tipo borboleta) e inicia-se o bombeamento de óleo para alavanca.novaPDF.Tamanho do Cilindro Operação A operação do conjunto cilindro / bomba é simples. Educação Profissional 72 Created with novaPDF Printer (www. Cuidados gerais com o conjunto cilindro / bomba  Não exceda a pressão estabelecida ou a capacidade de força do equipamento. Após o posicionamento no local de trabalho.

29  Não levantar cargas sujeitas a deslocamento lateral durante a operação.30  Não deixe objetos pesados ou pontiagudos caírem sobre a mangueira. Figura 7.com) .novaPDF. Figura 7. verificar se as mangueiras não estão dobradas.28  Antes do bombeamento. Educação Profissional 73 Created with novaPDF Printer (www.Figura 7.

33  Verifique periodicamente o estado geral do conjunto (vazamentos. Figura 7.). Figura 7.32  Não tente exceder o curso máximo do cilindro evitando assim danos às vedações com esforço desnecessário.Figura 7. manômetro. etc.novaPDF.com) .31  Não carregue o equipamento segurando pela mangueira. mangueiras. 74 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. amassamentos.

Figura 7.34  Não se posicione sobre a alavanca da bomba. Existe equipamento projetado para condições de temperatura superior.  Não exponha o equipamento a temperaturas superior a 70°C. Use válvulas apropriadas para manter o cilindro pressurizado.  Não confie na válvula localizada na bomba para sustentação de uma carga. pois o trabalho envolve cargas que poderão originar acidentes graves.novaPDF.com) .35  Não trabalhe sob a carga apoiada pelos cilindros hidráulicos. Educação Profissional 75 Created with novaPDF Printer (www. Cuidados gerais com a segurança operacional com os macacos hidráulicos Os cuidados gerais com o equipamento refletem na segurança operacional.  Após o uso. limpe. recolha a haste do cilindro e guarde o equipamento em lugar protegido. Antes da utilização verifique o nível de óleo do reservatório. Figura 7.  Não bater no cilindro para posicioná-lo sob a carga.

Figura 7.com) .36  Providencie uma base sólida antes de iniciar o levantamento da carga. Educação Profissional 76 Created with novaPDF Printer (www. Figura 7. Figura 7.38  Lembre-se que os macacos hidráulicos trabalham sob alta pressão (700 kg/cm²) com capacidade de força elevadíssima.37  Providencie apoio adequado para a carga.novaPDF.

embora tenham pequena variação entre os fabricantes. Observe o curso tolerável deste parafuso para que não danifique durante a prensagem. o que culmina no melhor posicionamento na prensa como também na força aplicada. flanges.  Os conjuntos a serem prensados não podem sofrer desvios laterais durante a prensagem. rolamentos.7.4 – Prensas São equipamentos destinados à montagem e desmontagem de conjuntos mecânicos (polias.  As prensas normalmente possuem um parafuso na cabeça da haste do cilindro hidráulico para uma aproximação rápida. podendo ter acionamento manual ou motorizado.39 Operação A operação envolve um bom conhecimento técnico do conjunto a ser desmontado ou montado. As prensas são caracterizadas por uma estrutura reforçada com um suporte fixo onde se encontra instalado o cilindro hidráulico e uma mesa móvel suportada por batentes e regulada por cabos de aço onde apoiará o conjunto a ser trabalhado. certifique-se de que os cabos de aço não estejam tensionados.com) .2. etc.) como também para desempenar ou dobrar eixos. Educação Profissional 77 Created with novaPDF Printer (www. além de outras aplicações. Cuidados gerais com as prensas  Não ultrapassar a capacidade especificada para cada modelo. engrenagens. Figura 7. São especificadas pela sua capacidade de carga em toneladas e suas dimensões estruturais. acoplamentos. A carga aplicada é acompanhada por um manômetro com leitura em toneladas.  Após a regulagem de altura da mesa móvel. sendo o acionamento executado por movimentos de uma alavanca após o fechamento da válvula de retorno.novaPDF.  Certifique da existência de vazamentos do sistema hidráulico e verifique o nível de óleo do reservatório. As mais usadas são prensas hidráulicas. O sistema hidráulico é semelhante ao dos macacos hidráulicos. Cuidados gerais com a segurança operacional das prensas.

7.  Posicione da forma mais segura possível diante da prensa. 7.  Ao sinal de qualquer anormalidade. Crie dispositivos seguros se necessário.  Inicie a operação de prensagem de forma gradual. o pessoal de produção ou manutenção são também os operadores dos equipamentos para movimentação de cargas.6 – Cuidados na movimentação de cargas Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação e movimentação de cargas a partir do solo ou em operações ligadas à desmontagem e montagem de conjuntos em equipamentos ou instalações. estes comprometem a segurança operacional.  Reflita cuidadosamente sobre o melhor posicionamento do conjunto a ser prensado no equipamento. Possui rodas para manobras e travamento. evitando ser atingido por partes metálicas provenientes de uma quebra acidental de um componente mecânico. semelhante aos macacos hidráulicos. Na grande maioria dos casos.40 Sua operação é simples. pense na situação e reinicie a prensagem. pois. em geral dentro de oficinas mecânicas. São especificadas pela capacidade de carga em toneladas e pelas dimensões estruturais. sem contudo estarem devidamente preparados para essa tarefa. como também são os responsáveis pela amarração e posicionamentos. tendo os principais cuidados correspondentes aos mencionados nos outros equipamentos que transportam cargas. Um bom exemplo de aplicação é a retirada e a recolocação de motores de automóveis e caminhões.2.Observe os itens de segurança relacionados com o equipamento.com) . sempre observando as relações do componente e do equipamento.novaPDF.5 – Guincho hidráulico para oficinas São equipamentos utilizados para movimentação de cargas. abra a válvula de retorno. Figura 7. Possuem um sistema hidráulico de acionamento manual para levantamento da lança que pode ser telescópica. Educação Profissional 78 Created with novaPDF Printer (www.2.  Certifique-se das condições de carga para desmontagem ou montagem do conjunto e compare com a capacidade do equipamento.

Botinas com biqueira de aço. 10 – Movimentação da carga. 4 – Acoplar a Linga à carga. 5 – Sair da área de risco. 6 – Avisar a todos os envolvidos no processo de movimentação e a todos que estiverem nas áreas de risco.Proteção individual Utilizar em qualquer operação de movimentação de cargas. Se não for utilizar uma das pernas da Linga. 16 – Ao levantar a Linga verificar se ela não pode se prender a nada. 15 – Prender os ganchos da Linga no elo de sustentação.    Se a carga não se ganchou ou prendeu. 8 – Ao iniciar a movimentação devemos verificar. 2 – Informar ao operador o peso da carga. Quando necessário.novaPDF.    Conhecer o peso e o centro de gravidade de carga. Tabelas de cargas. Luvas de raspa. Preparar o local de destino com caibros e cunhas se necessário. abaixá-la para prendê-la corretamente. acoplá-la ao elo de sustentação para que não possa se prender a outros objetos ou cargas. 12 – Abaixar a carga conforme a indicação do movimentador. 9 – Se a carga pender mais para um lado. pegar a Linga por fora e deixar esticar lentamente. Educação Profissional 79 Created with novaPDF Printer (www. Procedimentos para uma movimentação 1 – Preparação. 3 – Colocar o gancho do meio de elevação perpendicularmente sobre o centro de gravidade da carga. 7 – Sinalizar ao operador. 14 – Desacoplar a Linga. 11 – No transporte de cargas assimétricas ou onde haja influência de ventos deve-se usar um cabo de condução que seja longo o suficiente para que se fique fora da área de risco. 13 – Certificar-se de que a carga não pode se espalhar ou tombar. Determinar qual linga e se necessário preparar proteção para os cantos vivos. Se as pernas têm uma carga semelhante.     Capacete.com) . Se a carga está nivelada ou corretamente suspensa. A sinalização deve ser feita por uma única pessoa.

que de agora em diante serão chamados de meios de elevação. o capacete é indispensável em qualquer lugar onde exista a possibilidade de se machucar a cabeça. que poderiam perfurar a sola. ao operador e outras coisas que o cercam ele está sujeito a bater o pé em objetos pontiagudos e machucá-los e é por isso que é necessário o uso de sapatos com biqueira de aço.1 .equipamentos de proteção individual a) Proteção da Cabeça Devido ao risco de se bater à cabeça em ganchos. Pela demonstração de condições de acidentes típicos é preciso que elas sejam conhecidas e conseqüentemente evitadas. assim como farpas de madeiras das cunhas e caibros e cantos vivos de cargas. Quando o movimentador está prestando atenção à carga. ou seja. apesar do alto grau de automatização. Onde existem pregos e outros objetos pontiagudos.novaPDF.MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8. especialmente na movimentação de cargas por meio de talhas. A atuação do movimentador é fundamental para a execução de uma movimentação com segurança. com isso exercem uma atividade a qual não estão acostumados ou mesmo preparados. Meios de elevação. é indispensável o uso de luvas.SEGURANÇA 8.com) . A facilidade com que os meios de elevação movimentam a carga engana quanto as situações de perigo. ele é responsável pelas duas funções. b) Proteção dos Pés Os pés correm perigo constante.2.8 . etc.1 – INTRODUÇÃO Nas indústrias é crescente a utilização de meios de elevação com operação a partir do solo (controle remoto). 8. pois a qualquer instante podem cair objetos sobre os mesmos. porém. No setor de transportes. O homem ao lado da carga que é o movimentador forma uma equipe com o operador do meio de elevação. portanto. onde o movimentador é também operador. como talhas.2 . ainda existe um grande percentual de trabalho manual. O perigo é que tanto o pessoal da produção quanto o pessoal da manutenção operam e movimentam. c) Proteção das Mãos Arames soltos em cabos de aço sempre têm machucado mãos de movimentadores. cargas em movimentação ou mesmo objetos parados. Educação Profissional 80 Created with novaPDF Printer (www. é necessário que se use sapatos com palmilha de aço revestida. Capacetes devem estar à disposição e tem de ser utilizados. deve-se usar mais a “cabeça”. d) Tabelas de Cargas As tabelas de carga para os diversos tipos de Lingas que são utilizadas completam nosso equipamento de segurança. facilitam a movimentação de cargas. guindastes. por meio destes podem reduzir muito nosso trabalho braçal.

existe a possibilidade de com uma oscilação. se possível usar ganchos com travas. Para isso.2 . Figura 8. Quando a corrente não está tracionada os ganchos se soltam. a carga se soltar do gancho ou de o anel de sustentação da Linga se soltar do gancho do meio de elevação. pode se soltar da carga. ganchos especiais ou mesmo laços de cabo de aço curtos e rijos.com) . Quando se usar garras especiais.2 . Os ganchos devem ser passados pelos olhais ou pontos de amarração da carga de modo que não possam se soltar mesmo quando a Linga estiver frouxa. Por isso é necessário que.2. sejam utilizados ganchos com travas de segurança. Educação Profissional 81 Created with novaPDF Printer (www. ou mesmo o gancho da Linga. e) Segurança no uso de laços Normas internacionais de segurança exigem que os laços de cabos de aço sejam confeccionados com olhal trançado e prensado com presilha de aço. Colocar os ganchos de dentro para fora. Uma trava de segurança se faz necessária sempre que exista possibilidade de acontecer que a carga se solte involuntariamente. devemos sempre passar o gancho de dentro para fora. Figura 8. nesses casos.novaPDF.1 8. A Linga pode se soltar do gancho do meio de elevação.como se assegurar que a carga não se solte Possibilidades de acidentes nunca podem ser descartadas.Com elas podem-se definir facilmente qual Linga e de que forma deve utilizá-las.Travas adequadas nos ganchos do meio de elevação e do Travessão impedem que a carga possa se soltar.

3 .com) . 82 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. Eles devem estar livres dentro do olhal para que o tensionamento não seja feito em sua ponta pois desta forma ele abriria e escaparia do olhal. Os ganchos não podem ser passados por olhais muito estreitos. são as soluções correta.Ganchos especiais para fardos ou laços (estropos) como estes. para que se tenha sempre um bom ponto de fixação. Figura 8.4 . É terminantemente proibido usar amarrações de arame como ponta de amarração.5 .Gancho para correntes com trava em ponto de amarração.Figura 8. devem utilizar ganchos específicos ou pequenos estropos de cabo de aço. para movimentar fardos. Estas amarrações são muito utilizadas em fardos de telas de arame e etc. Pontos de amarração são fabricados em diversas dimensões e podem ser aparafusáveis ou soldáveis. Figura 8.novaPDF. É aconselhável a instalação de pontos de amarração especiais em peças ou máquinas que são continuamente movimentadas.Enganchar amarrações de arame é risco de vida.

3 . Apenas aquele escolhido antes do processo de movimentação em conjunto com o operador. um deles deverá ser eleito para sinalizar ao operador.com) . o operador não deve fazer nada. Sinalização ótica ou sonora. Comunicação verbal (somente quando o operador estiver próximo e possa ouvi-lo).7 A comunicação entre operador e movimentador pode ser feita através de:     Sinalização com as mãos.No tratamento de semi-acabados enfardados deve-se verificar se não existem peças mais curtas sobre ou entre a carga que possam se soltar e cair. é um trabalho de equipe.novaPDF. o que é inadmissível. 8. Figura 8. Para evitar acidentes deve ter certeza de que a sinalização utilizada pelo movimentador é também a que o operador entende. porem com diferentes intenções. Figura 8.6 Este é o procedimento correto. Neste caso. Grampos pega-chapas devem sempre estar travados e trabalhando dentro de sua capacidade. Ambos os movimentadores sinalizam ao operador. apenas um movimentador sinaliza ao operador. que está envolvido no processo de movimentação. ou seja. Quando se tem mais de um movimentador. Peças soltas com 5 a 6 kg a mais de 4 metros de altura é risco de vida. Rádio-comunicação. Educação Profissional 83 Created with novaPDF Printer (www. Ele será responsável pela operação e somente ele pode sinalizar após verificar se os outros movimentadores deixaram a área de risco e se a Linga está bem colocada.COMUNICAÇÃO ENTRE OPERADOR E MOVIMENTADOR A movimentação de carga é normalmente uma operação que envolve mais de uma pessoa.

desembarque e movimentação de cargas.Para a sinalização manual os sinais visuais a seguir tem se mostrado muito eficientes. 2. conforme a seguir: 1. 3. 8.novaPDF. Pode-se ter variações destes sem problemas contanto que a linguagem utilizada seja compreendida pelos envolvidos. e o braço direito com a mão aberta.Translação do Guindaste (pórtico) Figura 8.10 O sinaleiro ficará de frente para o Norte e a direita do mar. Com o braço esquerdo junto ao corpo.8 O sinaleiro se identifica para o operador como o responsável pela emissão de sinais.SINAIS VISUAIS São usados entre o sinaleiro e o operador para comandos dos diversos movimentos necessários para o embarque. Educação Profissional 84 Created with novaPDF Printer (www. com o dedo indicador mostrará a direção.4 . Com o braço esquerdo junto ao corpo e o braço direito esticado na horizontal. em posição de “continência”. SINAL: Com o braço esquerdo junto ao corpo e antebraço direito na horizontal.Movimento do Carrinho (Troley) Figura 8. Atenção: Sempre deixar a área de risco antes de sinalizar ao operador.com) . esticada na horizontal indica a direção. com a palma da mão virada para o operador.9 O sinaleiro ficará de frente para a cabine do operador e indicará o lado para o qual deseja a translação do equipamento.Início de Operação Figura 8. saúda o operador.

novaPDF.Abaixar os Ganchos Figura 8.Subir o Gancho nº 2 Figura 8. com o braço direito para cima. 6. com o dedo indicador girando sempre no sentido anti-horário. Educação Profissional 85 Created with novaPDF Printer (www. Com os braços para baixo e os dedos indicadores girando sempre no sentido anti-horário. 5. e o braço direito para baixo.14 Com o braço esquerdo erguido.11 Indica a subida simultânea dos dois ganchos. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho n° 2. com os dois dedos (indicador e médio) determinando o gancho nº 2. os dedos indicadores girando sempre no sentido horário.Abaixar o Gancho nº 2 Figura 13 Com o braço esquerdo erguido.com) . Com os braços erguidos. 7.Subir os Ganchos Figura 8.12 Indica a descida simultânea dos dois ganchos.4. com o dedo indicador fazendo pequenos movimentos circulares no sentido horário.

O braço direito para baixo.17 Pequenos movimentos deverão ser antecipados por este sinal nas atividades de translação. Com os dois dedos. realizando pequenos movimentos circulares.8. aproximação.16 A mão esquerda levantada. aproxima-os.com) . imitando o movimento de abrir e fechar. determina o gancho nº 1. com o dedo indicador apontado para cima. com o dedo indicador apontado para baixo. direção. com o dedo indicador apontado para cima.Abaixar o Gancho nº 1 Figura 8.15 A mão direita levantada. arriamento. O braço direito para cima.Subir o Gancho nº 1 Figura 8. 9. 10. Educação Profissional 86 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. indicando o gancho nº 1. elevação. determinando o abaixamento. determina a elevação. com o dedo indicador apontado para cima e efetuando pequenos movimentos circulares no sentido horário. indicador e polegar direitos. içamentos. etc.Movimentos Lentos Figura 8.

A pessoa deverá cruzar os antebraços.Abrir a lança CG Figura 8.18 Este sinal é de parada de emergência. 13. 14. mesmo sem autorização do sinaleiro. com as mãos abertas à altura do rosto. Qualquer pessoa pode fazer este sinal.com) .19 Este sinal é de parada e espera sem nenhum movimento com o equipamento a não ser com autorização do sinaleiro.20 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança.11. Com os dois antebraços erguidos para frente.novaPDF. com as mãos fechadas.Sinal de Espera Figura 8.Fechar a Lança do CG Figura 8. determina o fechamento. à altura da cintura. com as mãos abertas. com o polegar esquerdo indicando para a esquerda e com o polegar direito indicando para a direita. 12. e com o polegar direito indicando para a esquerda. Com os dois antebraços erguidos para frente.21 O sinaleiro se posiciona com o lado direito no sentido de abertura da lança.Parada de Emergência Figura 8. Não pode ser feito nenhum movimento com o equipamento. com o polegar esquerdo indicando para a direita. Educação Profissional 87 Created with novaPDF Printer (www. O sinaleiro cruza os braços.

com) . 8. Quando temos que ajeitar a carga ou estabilizá-la. não devemos fazê-lo com as mãos. Ao depositar a carga devemos observar. o sinaleiro os move horizontalmente. não podemos ficar ela e obstáculos fixos. 16. com os dedos indicador. para que tenhamos uma base que facilite a retirada da Linga por baixo da carga.5 – ACESÓRIOS DO MOVIMENTADOR Cunha: Devem evitar que a carga escorregue ou se espalhe. para que a carga seja depositada. ela tem uma energia potencial tão grande que. por exemplo.15. Se a carga ao ser depositada deve ser ajeitada manualmente. por meio de acessórios como ganchos e engates ou cabos. depois de movimentada. 8. enquanto a carga desce. após ter verificado se todos os envolvidos (ou não) estejam fora da área de risco. Acidentes sempre acontecem quando o movimentador tenta rapidamente. indica o sentido de giro com meia volta do dedo ao redor do próprio corpo. Com os braços caídos.23 Este sinal é de término das tarefas. Educação Profissional 88 Created with novaPDF Printer (www. preparar ou limpar a área de destino.22 Com o braço esquerdo junto do corpo. As fibras de madeira devem estar no sentido longitudinal da cunha para que elas não possam se quebrar e para que possam ser pregadas quando necessário. pois mesmo quando movimentada com a mão. utilizando caibros.Finalização da movimentação O movimentador só pode sinalizar. Se o material for redondo.1 . com as palmas das mãos voltadas para baixo. com o polegar erguido. anular e mínimo fechados.novaPDF. deve-se assegurar que ele não possa rolar. não podemos pará-la com nossa força. com o antebraço direito erguido para frente. e acaba tendo o dedo esmagado ou pior.Término da Tarefa Figura 8.4. mas sim.Giro da Coluna do CG Figura 8. médio.

novaPDF. existem 4 possibilidades:  Conhecer. pesar. por exemplo. pedaços de caibros trincados podem ter a velocidade de uma bala e sempre ocasionam acidentes. Figura 8. Por estes motivos.25 Educação Profissional 89 Created with novaPDF Printer (www. na posição 2.24 8.5.com) .Caibros: Tem a finalidade de manter um vão livre entre a carga e o solo para que a Linga possa ser retirada por baixo da carga e em caso de nova movimentação. O ideal é quando a peça tem seu peso indicado (pintura ou plaqueta) para peças prontas e em estaleiros. os caibros devem ser grandes o suficiente para que a Linga possa passar livre por baixo da carga e para suportar o peso sobre eles depositado. Ao empilhar vigas e chapas grandes. Puxar a Linga por baixo da carga sem caibros:    Prejudica a carga. puxá-la até um determinado ponto. Com o gancho de engate pode-se. jamais devemos usar caibros com menos de 8x8cm.1 – A carga: peso e controle de gravidade Qual o peso da carga a ser elevada? Para responder a esta pergunta. Para evitar prender os dedos devemos pegar os caibros pela lateral. para que a Linga possa ser passada por baixo novamente. Figura 8. calcular e supor. Gancho de engate: Fabricado a partir de arame dobrado e com punho possibilita ao movimentador manter suas mãos fora de perigo. Num estalo. é normatizado que peças acima de uma tonelada tenham seu peso indicado. Prejudica a Linga. Derruba a pilha.

Aplicáveis são:      Cabos de Aço: para cargas com superfície lisa. Neste caso a corrente deve ficar na área de desgaste onde possivelmente existam cantos vivos e o cabo fica nas extremidades exercendo função de suporte e facilitando a passagem da Linga por baixo das cargas. Os dois grampos são necessários para que se garanta a estabilidade da Educação Profissional 90 Created with novaPDF Printer (www. ou mesmo talhas com balança embutida com mostrador digital no comando. Lingas de corrente com gancho podem ser acoplados aos olhais da carga. Comando com indicação digital da carga.Balanças digitais à bateria são fáceis de transporte e de fácil leitura. A pega (abertura) do grampo deve ser indicada na própria peça. eixos. Combinação Cabo e Corrente: para o transporte de perfis e trefilados. Não aplicáveis são:    Cabos de Aço: para materiais com cantos vivos ou em altas temperaturas. Para o transporte de chapas deve-se usar sempre dois grampos que tenham uma peça compatível com a espessura da chapa. peças de aquecimento e refrigeração ou outras peças passíveis de amassamento.26 . assim como laços de cabo de aço com ganchos para aplicação nos olhais da carga. Figura 8.com) . de baixo peso. Cintas e Laços Sintéticos: para cargas com superfícies extremamente escorregadias ou sensíveis. Desde abril de 1979 é obrigatório que estes ganchos tenham uma trava. como tubos. Outra possibilidade de se encontrar o peso são os borderôs ou ordens de fabricação que deveriam indicar o peso. oleosa ou escorregadia. de preferência com leitura digital para facilitar a leitura. Para o transporte de chapas na perpendicular deve-se usar grampos pega-chapa. Correntes: para cargas com superfície lisa ou escorregadia. Quando tivermos que pesar uma carga o ideal é que tenhamos uma balança de talhas.novaPDF.Esta norma deveria ser praxe em qualquer indústria. Cintas e Laços Sintéticos: para cantos vivos e cargas em altas temperaturas. como por exemplo. Correntes: para materiais em altas temperaturas e cargas que não tenham chapas ou perfis. Cordas de Sisal e Sintéticas: para cargas com superfície sensível. peças prontas e pintadas. cilindros de calandragem. Fabricantes de máquinas e peças têm se empenhado muito em indicar o peso em suas peças (e cargas).

Quanto mais distante a carga estiver. ainda mais é a definição do centro de gravidade. deve-se usar grampos com trava. Se a definição do peso é importante.5. menor a capacidade de carga do guindaste. Dispositivos de movimentação são aqueles que fazem um acoplamento direto ou mesmo através de uma Linga à carga. A escolha da Linga deveria ser feita pela engenharia de produção ou pelo planejamento. correntes. Para o transporte de perfis existem diversos tipos de dispositivos de movimentação. São considerados dispositivos de movimentação: ganchos e garras especiais. o ideal seria que houvesse uma indicação na máquina. 91 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. se a chapa balança. mas em máquinas e peças assimétricas onde o centro de gravidade é deslocado. 8. quem tem de escolher é o próprio movimentador. podendo se quebrar nos cantos. os quais nem sempre são dotados de travas que permitam que a carga se solte. Por meio delas é que se faz o acoplamento da carga ao meio de elevação. pois chapas finas tendem a se dobrar o que pode fazer com que se soltem dos grampos e caiam. travessões. pois. Chutar é a pior alternativa. Quando essas possibilidades não existem não resta outra alternativa se não calcular ou pedir à supervisão que calcule o peso. mais na maioria das vezes. O limitador de carga da máquina não deve ser usado por erros de cálculos do operador. Figura 8. Se o centro de gravidade é desconhecido não se sabe onde alinhar o gancho de elevação. As Lingas são. Nas peças simétricas esta definição é fácil. A capacidade de um guindaste de lança depende de quanto se avança a lança. as ranhuras da garra desgastam rapidamente.carga. Também para movimentar as chapas na horizontal.27 O cabo é passado por baixo da carga e a corrente a suporta com menor desgaste. pois somente com muita experiência em peças semelhantes é que se tem a possibilidade de chegar a um resultado satisfatório. sempre travar os grampos. Antes de movimentar.novaPDF. peça ou mesmo embalagem. etc. por exemplo: cabos. cintas e laços sintéticos. suportes para eletroímãs.com) . Estes dispositivos são projetados para cargas específicas e só devem ser usados para as quais foram construídos.2 – Estiga QUAL A LINGA PARA QUAL APLICAÇÃO? Para movimentar cargas com meios de elevação são utilizados lingas e dispositivos de movimentação.

........... diolen. um total de 114 fios.......... trançadas ou encapadas........ Em cordas....... ALMA – É o núcleo do cabo de aço................................................ Hoje estas fibras são substituídas por fibras sintéticas como Poliamida......... o cabo 6 x 19 tem 6 pernas.... Antigamente................................... Verde Sisal .................28 92 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.... Portanto.............. tendo cada uma delas 19 fios......... Como diferenciar as diversas fibras? Uma vez que existem diversos tipos de fibras com diferentes capacidades....... Em cordas a partir de 16mm deveria haver identificação do fabricante e do ano de fabricação............. não é passível de ser confundida uma vez que o cânhamo tem um acabamento rústico e a poliamida um acabamento muito liso.......Cabos de Aço a) Terminologia PERNA – É o agrupamento de arames torcidos de um cabo... Elas são produzidas a partir de fibras que são torcidas.......... cordas abaixo de 16mm de diâmetro.....com) ............. Um cabo é feito com diversas pernas em redor de um núcleo ou alma. O segundo número (19) especifica a quantidade de arame que compõe cada perna.. são muito finas e não devem ser utilizadas para movimentação................... mas........... a partir de 3mm de diâmetro deve-se ter uma filaça de uma determinada cor para identificar a fibra...... Poliéster ou Polipropileno que às vezes são comercializadas com nomes comerciais como nylon...................... Figura 8... Preto Poliamida ........ ou seja........ ......... Azul Polipropileno ... Marrom A cor verde... LEITURA – Exemplo: cabo 6 x 19 O primeiro número (6) representa a quantidade de pernas de que é constituído.... trevira e outros..Cordas As cordas são o mais antigo tipo de Linga..... é necessário........................ Por normalização internacional as cores que identificam as fibras são: Cânhamo .......... as fibras que se utilizavam na fabricação de cordas eram fibras naturais como Sisal ou Cânhamo. Vermelho Cânhamo de Manilha ............. que se saiba qual é a fibra para se conhecer sua capacidade de carga.... Verde Poliéster ....... que se conhece.. para cânhamo e poliamida........novaPDF........

com) . AACI – Alma de Aço com Cabo Independente – combinação de flexibilidade com resistência à tração. Torção LANG: quando os fios e as pernas são torcidas na mesma direção (paralelo). Torção à ESQUERDA: quando as pernas são torcidas da direita para a esquerda.5% de resistência à tração a mais de 10% no peso em relação aos AF (Alma de Fibra). Figura 8. com isso o diâmetro do cabo é reduzido. Figura 8. o que se explica pela acomodação das pernas sobre a alma.31 Figura 8. AA – Alma de Aço – maior resistência à tração. sendo a primeira na perna e a segunda na torcedura do cabo. Educação Profissional 93 Created with novaPDF Printer (www. Torção Torção à DIREITA: quando as pernas são torcidas da esquerda para a direita.novaPDF. Nota: Os cabos AA (Alma de Aço) tem 7. Com aplicação de carga no cabo é feita uma alteração no seu volume.30 Torção REGULAR: quando os fios de cada perna são torcidos em sentido oposto à torção das próprias pernas (em cruz). A torção LANG tem por característica o aumento da resistência à abrasão e da flexibilidade do cabo. Maior estabilidade.29 Figura 8. O arame individual fica numa helicoidal dupla.32 Cabos de aço com alta capacidade de carga são construídos a partir de arames trefilados a frio com uma resistência de 1770 mm². Arames individuais são trançados primeiramente para formar uma perna e estas pernas por sua vez são trançadas para formar o cabo de aço.b) Classificação quanto a Alma AF – Alma de fibra (cânhamo) maior flexibilidade.

Um único arame rompido é de pouca importância. Quando o cabo é solicitado. O cabo de aço. habitualmente. mas funciona também como reservatório de óleo. Figura 8. Aqui. uma alma que pode ser feita a partir de fibras naturais. Figura 8. Ele tem uma boa deformidade e. as pernas comprimem a alma que libera o óleo.novaPDF. é composto de seis pernas e da alma que retém o lubrificante. com isso o atrito dentro do cabo é reduzido.Tabela de carga para cabos Educação Profissional 94 Created with novaPDF Printer (www.Para apoio das pernas existe. fica demonstrada uma boa característica do cabo de aço. é aplicável para diversas finalidades. pois logo a frente estará prensado entre outros e ainda contribuindo para a capacidade de carga. perderam vida útil.33 Cabos velhos onde o óleo já foi consumido e cabos que trabalham em temperatura que já perderam seu óleo por evaporação ainda não perderam resistência mas. sintéticas ou de aço. Somente quando se tem vários arames rompidos é que a capacidade de carga diminui. A alma não tem somente função de apoio. no interior do cabo.com) . Por isso deve-se periodicamente lubrificar os cabos externamente com óleo adequado.34 . portanto. Ele nunca se rompe sem que antes vários arames se rompam. O cabo assim composto é utilizado para Lingas. guindastes ou talhas.

6 x 47. 1 x 7 (cordoalha). dos outros tipos acima. 6 x 7. Figura 8.38 Educação Profissional 95 Created with novaPDF Printer (www. A alma no interior e a diferença de área metálica fazem com que um mesmo diâmetro. O tipo mais flexível é o cabo de aço que é composto de diversas pernas e alma. b) Flexíveis: construção 6 x 19.36 Figura 8. c) Extra flexível: construção 6 x 31. 18 x 7. São os cabos classificados em: a) Pequena flexibilidade: construção 3 x 7. COMUM – As pernas do cabo são construídas por um só tipo de arame.35 Figura 8. 6 x 43. não devem ser utilizados para movimentação. É um termo intermediário entre a flexibilidade e resistência ao desgaste. FILLER – Pernas do cabo construídas com vinte e cinco arames (seis de enchimento) apresentando boa flexibilidade. a cordoalha tenha uma maior capacidade de carga que o cabo. 6 x 41. d) Tipos WARRINGTON – Pernas do cabo construídas com duas bitolas de arames. SEALE – Pernas do cabo construídas com três bitolas de arame. porém mais resistente ao desgaste à abrasão. sendo o cabo menos flexível da série. 6 x 61.Cabos de aço fabricados em espiral (cordoalhas) ou uma perna simples. c) Flexibilidade A flexibilidade está condicionada ao número de arames que o compõem. 6 x 37. pois tem uma estrutura muito rígida e são feitos apenas para tensionamento.com) .novaPDF. 8 x 19. 6 x 21.37 Figura 8. bastante flexível e menos resistente ao desgaste. pois os arames mais finos encontram-se na periferia. 6 x 25.

.... Figura 8...... resistência efetiva d) Cabos 6x37.. incluindo-se as almas dos mesmos................................................ 6x47.......... 18 x 7 ... resistência efetiva 96% da teórica 94% da teórica 85% da teórica 80% da teórica 72% da teórica A carga de trabalho de um cabo em movimento é 1/5 (um quinto) de sua carga de ruptura mínima............................... resistência efetiva b) Cordoalhas 19 fios.................. 6x43...........novaPDF. A carga de ruptura efetiva diminui conforme aumenta o número de arames: Exemplos: a) Cordoalhas 3 a 7 fios.....Para definir a carga de trabalho de cabo pelo seu diâmetro deve-se medi-lo......................... 6x25..40 Medição do cabo de aço... 6x41............... Cabos já utilizados em guindastes ou outros meios de elevação não podem ser utilizados novamente numa composição de Linga......... 8x19.............. resistência efetiva c) Cabos 6x7............................39 Figura 8.. Ele pode ter um grande desgaste interno que não é visível externamente... Educação Profissional 96 Created with novaPDF Printer (www....... 6 x 37......................... 6 x 25 .................... Mínimo 42 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 30 vezes o Ø do cabo 18 vezes o Ø do cabo 21 vezes o Ø do cabo 34 vezes o Ø do cabo Recomendado 72 vezes 51 vezes 45 vezes 27 vezes 31 vezes 51 vezes Resistências dos Cabos de Aço A resistência teórica dos cabos se determina somando-se a resistência dos arames que compõe....................... conforme demonstrado na figura abaixo.........com) ............................................................................... 43 ..... 8 x 19 ............ 6x61... Tabela de Diâmetros Ideais de Tambores e Polias Seguem os diâmetros ideais das polias ou tambores conforme a formação do cabo: Diâmetro do Tambor ou Polia Tipo de Cabo 6 x 7 ... resistência efetiva e) Cabos 6x42...... quer sejam de aço ou de fibra. 41..... 6 x 19 ...............................

b) Cabos tração horizontal. utilizados na fabricação de cabos de aço. Presilhas de alumínio devem deixar a ponta à mostra para controle e devem ter a marca da firma que executou a prensagem.com) . . que normalmente é composta por duas letras.O fator de segurança é a relação entre a carga de ruptura mínima e a carga aplicada. e) O não desenrolamento das extremidades cortadas. talhas elétricas.Laços Um cabo de aço é tão bom quanto o laço que é feito com ele. b) Maior resistência à fadiga de flexão. c) Cabos para guinchos e terraplan. Exemplo: a) Cordoalhas e cabos estáticos. e) Elevadores baixa velocidade. d) Pontes rolantes. c) Eliminação das tensões internas. d) Manutenção na sua posição original dos arames que se quebram.novaPDF. fator 3 a 4 fator 4 a 5 fator 5 fator 6 a 8 fator 8 a 10 fator 10 a 16 Pré-formação: É processo de fabricação cuja finalidade é a de eliminar as tensões internas e torções inerentes aos arames de alto carbono. Figura 8. São as seguintes as vantagens apresentadas pelos cabos pré-formados: a) Aumento à flexibilidade.41 Educação Profissional 97 Created with novaPDF Printer (www. Laços para formação de olhais são feitos por trançamento ou prensagem. f) Elevadores alta velocidade. não se desfiando.. As pernas dos cabos pré-formados se acomodam na posição Helicoidal que ocupam no conjunto.

Olhal Flamengo com sapatilha protetora Figura 8. separando-se as pernas 3 a 3.45 .42 .Olhal Flamengo Figura 8. Figura 8. e em seguida a outra metade é entrelaçada no espaço vazio da primeira.Laço sem fim O olhal Flamengo é feito abrindo-se a ponta do cabo em duas metades.Laço Trançado a Mão Figura 8.44 .43 . Uma metade é curvada para formar um olhal. Principais vantagens do olhal Flamengo: 1 Olhal mais resistente e seguro 2 Carga centrada Figura 8.48 3 Presilha de aço de pequenas dimensões e de superfície lisa.47 Mesmo antes de ser colocada a presilha de aço. o olhal já é capaz de suportar uma carga superior à carga de trabalho do laço.com) .Laços Figura 8. A presilha é de aço especialmente ensaiado e aprovado conforme rigorosa especificação.46 . Educação Profissional 98 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.Olhal Flamengo com estribo protetor Figura 8.

50 Pronto para usar.m 10 20 41 61 88 88 129 176 305 305 305 488 488 488 583 800 1. não são mais normalizados e não devem ser utilizados para movimentação. Todos os mordentes estão no cabo portante.com) .020 kg. Figura 8. NÚMERO MÍNIMO DE GRAMPOS ESPAÇAMENTOS ENTRE GRAMPOS EM MM 29 38 48 57 67 76 95 114 133 152 172 191 210 229 248 267 305 343 o início de uso do TORQUE ib. devendo ser desfeitos logo após a utilização.3/4” 7 2” 8 2. Grampos construídos conforme DIN 741 (grampos leves) com porcas simples e pequena área de apoio.novaPDF. as cintas têm uma capacidade de carga e não prejudicam a sua superfície. No mínimo 3 grampos são necessários (grampo pesado) para se fazer um laço com cabo de aço fino.1 DIÂMETRO DO CABO EM POL. Quanto maior o diâmetro do cabo mais grampos são necessários. Com relação ao seu próprio peso. Tabela 8.3/8” 7 1. para que não sejam utilizadas erroneamente. Laços feitos com grampos devem ser usados apenas para uma única aplicação.m 1 2 4 6 9 9 13 18 31 31 31 50 50 50 59 82 104 104 3/16” 3 1/4" 3 5/16” 3 3/8” 3 7/16” 3 1/2" 3 5/8” 3 3/4" 4 7/8” 4 1” 5 1.1/8” 6 1.020 1.49 Figura 8.ft 7. N.Cintas As cintas de movimentação são fabricadas a partir de fibras sintéticas. Educação Profissional 99 Created with novaPDF Printer (www.A norma DIN 1142 prescreve que somente grampos com porcas auto-travantes e uma grande área de apoio podem ser utilizados. Todos os grampos devem ser montados de forma que o mordente se prenda a perna portante.1/4” 6 1.1/2” 7 1.5 15 30 45 65 65 95 130 225 225 225 360 360 360 430 590 750 750 cabo de aço.1/4” 8 Nota: Os grampos deverão ser reapertados opôs .5/8” 7 1.

além de excepcional resistência a sucessivos carregamentos. Com olhais reforçados. Com terminais metálicos. levando-se em conta seu peso próprio. Ela só não resiste à base e por isso não deve ser lavada com sabão. em especial de poliuretano. Esta acumulação de água pode também fazer com que em dias muito frios ela possa se enrijecer (congelar) e ficar quebradiça.com) . O NYLON é a mais forte das fibras sintéticas e apresenta uma alta capacidade de absorção de força.novaPDF. A desvantagem das cintas de poliamida está no fato de que elas absorvem muita água em ambientes úmidos o que reduz sua capacidade. As cintas de poliamida devem ter uma etiqueta verde de identificação e são resistentes à bases. Com olhais sem reforço. As formas mais comuns de cintas são:     Cesto sem fim. No caso de terminais metálicos. Para reduzir o atrito e para evitar cortes nas cintas podemos usar revestimentos com materiais sintéticos resistentes.Figura 8. em especial quando usadas ao ar livre ou em banhos químicos. Elas têm uma boa resistência quanto á luz e calor e também ácidos solventes. Mas elas têm uma boa resistência química e são utilizadas em casos especiais. Para utilização de cintas em banhos químicos. e são pouco flexíveis. o fabricante deveria ser consultado para maiores esclarecimentos. o que faz com que seja o tipo de cinta mais utilizada. Educação Profissional 100 Created with novaPDF Printer (www. Devido ao envelhecimento das fibras. Cintas de movimentação feitas de polipropileno (etiqueta marrom) tem uma baixa capacidade de carga. Elas têm também uma boa elasticidade. eles devem ser feitos de forma que seja possível passar um pelo outro para que se possa fazer uma laçada.51 As cintas de poliéster devem ter uma etiqueta azul para que sejam reconhecidas. a data de fabricação das cintas deve estar na etiqueta. Normalmente estes de perfis são ajustáveis à cinta.

Somente cintas com olhais reforçados podem ser utilizadas em laço. 1. a) Segurança também requer Inspeção As cintas devem ser examinadas em intervalos não superiores a duas semanas. 1º . as cintas devem ser neutralizadas e enxaguadas para que não haja concentração química. 2º .com) .Examine os dois lados da cinta.As alças dos olhais devem ser examinadas particular e cuidadosamente.Não exceder às especificações do fabricante.Coloque a cinta em uma superfície plana com área apropriada.novaPDF. Após utilização em banhos químicos. 4º . 2.Uma operação suave e balanceada rende muito mais.Figura 8.52 Para utilização de cintas existem algumas regras especiais:       Quando se eleva uma carga. designada para esta inspeção. As cargas não podem ser depositadas sobre as cintas para que não sejam danificadas.Nunca aplique uma sobrecarga no equipamento de elevação. Não se pode dar nó nas cintas. b) 10 itens para um levantamento seguro. 3º . quando usadas em levantamentos gerais de diferentes tipos de cargas. além de evitar desgaste do equipamento e acidentes. 5º . nas limitações de peso e estabilidade. 3.Todo equipamento deve ser examinado somente por uma pessoa. o ângulo de abertura entre as pontas da cinta não deve ultrapassar 120°. Educação Profissional 101 Created with novaPDF Printer (www. Para utilizar diversas cintas num travessão todas devem estar numa perna perpendicular para não haver esforço maior numa das pernas.Cintas tipo Anel devem ser examinadas em todo seu comprimento e perímetro.

O passo de um elo é o seu comprimento interno.Quando elevar uma carga pesada com mais de uma cinta. 8. após o uso.Não posicione a cintas em cantos agudos ou cortantes.54 Figura 8. Figura 8.Evite a colocação de mais de 1 par de cintas. é feito o tratamento térmico (correntes de grau) e ensaio de tração. Coloque calços ao descarregá-la para melhor poder elevá-la.Utilize ganchos com um raio de apoio nunca inferior a “1”. de seção lisa e redonda.56 . 10. Posteriormente. verifique se o total do peso está bem distribuído na tensão dos vértices da cinta. Primeiramente os elos são dobrados e depois soldados.Nunca use cintas avariadas. alguns elos são dobrados em diversos sentidos para verificar a solda e após a produção e tratamento térmico. os elos se apóiam nos elos vizinhos. c) Formas de Levantamento As cintas elevam e movimentam sua carga em qualquer uma das quatro formas diferentes de levantamento ilustrado. no mesmo gancho. 6. Calibradas (Especiais para Talhas) Educação Profissional 102 Created with novaPDF Printer (www. para propiciar uma fácil remoção.55 Figura 8.Posicionar a cinta corretamente na carga. 5. Galvanizadas.53 Figura 8. Somente corrente que tenham elos com passo igual a 3 vezes o seu diâmetro podem ser utilizadas para movimentação e amarração de cargas.4. 7.Não deixe a carga em contato direto com o piso. Diversos testes são feitos durante e após a fabricação para que as correntes sejam certificadas. são realizados testes de tração e ruptura. Esta regra se explica pelo fato de que correntes assim construídas.Lingas de Correntes a) Correntes para lingas Correntes são fabricadas em diversas formas e qualidades. 9. evitando assim que a corrente se dobre.com) . quando aplicadas em ângulos retos. b) Correntes Soldadas Comuns.novaPDF. Durante a produção. Algumas cintas são especificamente designadas para serem utilizadas em somente um tipo de levantamento.

500 1.600 0.550 3. dos Elos em mm.2 .com) .0 22.5 4.660 1.500 5.0 5.800 1.490 0.350 0.800 2.200 Carga de segurança em kg -100 120 180 200 280 330 380 480 550 800 900 1.5 11. 13 x 17 -14 x 21 16 x 28 17 x 26 16 x 31 17 x 28 18 x 31 18 x 28 19 x 32 20 x 31 25 x 46 24 x 36 25 x 47 25 x 39 26 x 46 27 x 42 27 x 48 28 x 44 29 x 48 33 x 50 32 x 58 34 x 49 36 x 61 38 x 54 38 x 61 39 x 59 43 x 66 50 x 74 53 x 82 68 x 102 75 x 112 Peso aprox.3 3.0 Medidas ext.850 2. Segue tabela de cargas de trabalho Lingas de Correntes Tipo A Tipo B Tipo C Tipo D Tipo E 103 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.500 8.Corrente de Aço Forjado e Amarras até 3” c) Correntes Forjadas Tabela 8.680 0.500 4. p/ as Correntes comuns Custos Comp.5 6.240 0.050 1.0 8.0 9.0 12.000 As correntes calibradas têm as medidas exatas.0 3. 100% da carga admissível (carga de segurança) Lingas simples – em aço forjado usadas em fundições.300 1.5 5.Tabela de Medidas e Pesos Aproximados Diâmetro em mm 2.000 1.Figura 8. são testadas em máquinas de provas de acordo com a tabela acima e com o coeficiente 2.113 0.0 4. ou seja.000 5.0 9.5 14. p/m Elos curtos kg 0. empreiteiros de construção e para todos os trabalhos onde se tornam necessários guindastes para remoção de material.000 2.310 0.500 4.160 0.5 7.5 19. aprox.000 10.novaPDF.0 15. pontes rolantes.0 6. como cargas e descargas de navios e caminhões.57 .

750 12. 120° kg 700 1.600 20.1/4” 9.9 5/8” 6. Quádruplas.7 1/2" 4.700 5.1/4” 26.59 Figura 8.com) . Figura 8.900 28.100 6.000 12.600 25.700 31.200 14.900 8.000 9.100 22.4 Quadro de Cargas de Trabalho Lingas Duplas Bitolas da Corrente Cargas de Trabalho mm Polegadas Âng 45° Âng.4 1’ 15.60 Tabela 8.5 3/8” 2. em Corrente de Aço forjado testadas.400 22.1/8” 7.350 1.2 7/8” 4.500 15.6 1.3 .800 11.200 2.200 19.800 3.1/8” 20.6 1.350 5.Tabela 8.4 1” 5.650 7. Triplas.670 Lingas Duplas.500 Educação Profissional 104 Created with novaPDF Printer (www.200 3.250 2.500 31.700 9.700 6.150 1.2 7/8” 12.300 28. etc.9 5/8” 2.novaPDF.8 1.300 Dimensões Aproximadas Âng.100 15.000 3.150 8.58 Figura 8.250 1.400 11.100 15. Kg 8 5/16” 500 9..600 25.7 1/2" 1.5 3/8” 850 12. 90° kg kg kg 8 5/16” 1.900 15.200 19 3/4" 9.8 1.500 19 3/4" 3.100 24.Quadro de Cargas de Trabalho Bitola da Corrente Carga de Trabalho mm poleg. 60° Âng.

a) Cabo – corrente – cabo: Usa-se o cabo para passar por baixo da carga. A carga deve ser transportada sem que a Linga seja sobrecarregada. Com essa combinação tem-se a vantagem da durabilidade da corrente e da facilidade de substituir a cinta quando necessário. tabela ou etiqueta define a massa que pode ser elevada com a Linga. portanto. Educação Profissional 105 Created with novaPDF Printer (www.LINGAS COMBINADAS Para a movimentação de cargas temos alternativas para melhorar a durabilidade. cinta e combinada) deve-se também definir o dimensional das mesmas. Para definir a carga aplicada na Linga deve-se saber:   Se a carga será transportada por uma ou mais pernas perpendiculares. Princípios básicos:     Quando a carga á aplicada em uma ou mais pernas perpendiculares e a carga é aplicada de forma igual sobre as pernas. Fora à possibilidade de ajuste no comprimento da Linga usando garras de encurtamento. Nunca considerar a carga pelo dimensional da corrente. pois nestes casos normalmente ela está super dimensionada com relação aos outros materiais aplicados. Quando a carga não é aplicada igualmente sobre as pernas. o laço sintético pode ser conjugado com a corrente e seus acessórios e manter a boa característica do laço que é a de poupar a carga de danos superficiais. menor a capacidade e. CAPACIDADE DE CARGAS DAS LINGAS Após definir qual tipo de Linga que será utilizada (cabo. Podemos conseguir isso combinando diversos materiais. A parte que envolve a carga é uma corrente de grau 8 o que. facilitar o manuseio e também poupar a carga. A capacidade inscrita na plaqueta. d) Corrente – laço sintético Assim como a cinta. c) Corrente – cintas: As cintas são utilizadas principalmente no transporte de peças acabadas ou semi-acabadas onde a superfície não pode ser danificada. Em Lingas combinadas devemos atentar para que a plaqueta de identificação seja feita de acordo com a parte mais frágil da Linga. corrente.novaPDF. b) Corrente com encurtador – cabo: Quando o cabo é necessário para que se envolva a carga e precisa-se também de ajuste no comprimento da Linga. por exemplo. usa-se esta combinação.com) . no transporte de trefilados garante uma boa durabilidade e bons custos. Quanto maior a angulação. maior a Linga a ser utilizada. pode-se somar as capacidades das mesmas. deve-se contar com a capacidade de apenas duas. Quando a Linga forma um ângulo diminui a capacidade de cada perna. Se a carga será transportada por duas ou mais pernas em ângulo.

com) .novaPDF.62 ERRADO Ângulo de trabalho não permissível. Obs.63 A carga pende para um lado por isso a angulação de trabalho das pernas é diferenciada.61 Com ângulos de trabalho acima de 60° a força aplicada em uma única perna. Ângulo maior que 60° Figura 8. Figura 8.Figura 8. Com a utilização da tabelas de carga e o conhecimento dos ângulos pode-se sempre escolher a Linga correta. Quando uma carga é assimétrica seu centro de gravidade está deslocado e portanto uma perna é mais solicitada que a outra. Portanto. nesses casos deve-se usar uma Linga onde uma perna suportaria toda a carga. Como ângulo de trabalho.: Ângulos acima de 60° não são permitidos. Educação Profissional 106 Created with novaPDF Printer (www. entende-se o ângulo que se forma numa perpendicular a lateral da carga e linga. excede o peso da carga em si.

com) . 2) Para dimensões diferentes dos olhais e outros diâmetros consultar o Fabricante.novaPDF. Cargas de Trabalhos dos Laços com Olhais Trançados Tipo T Figura 8.Exemplo de Tabela Figura 8. deve-se aumentar o fator de segurança.65 Educação Profissional 107 Created with novaPDF Printer (www.64 Cargas de Trabalho do Olhal Flamengo Tipo C Tabela 8. Se esse diâmetro for menor.5 .CABO 6 x 25 FILLER + AF “CIMAX” FATOR DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) As cargas de trabalho dos Olhais Flamengo dobrados são baseados em diâmetros de curvatura mínimos de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo.

com) .3 – Outros acessórios .Tabela 8.5. Figura 8. 8.) COEFICIENTE DE SEGURANÇA 5:1 Observações: 1) Normalmente são fabricados laços com olhais trançados com cabos de diâmetro acima de 38. de 8 a 10 vezes o diâmetro do cabo. 2) As cargas de trabalho dos laços dobrados são baseadas em diâmetros de curvatura mínimos nos pontos de contato das cargas.P.Sapatilhas protetoras tipo pesado Especialmente dimensionadas para evitar a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço.CABO 6 X 47 AF (I.0mm.Sapatilhas compactas Normalmente utilizadas na fixação de cabos de aço de pontes rolantes ou guindastes.66 .S.67 Educação Profissional 108 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8.6 .novaPDF.

Anelões Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho.70 .novaPDF. Figura 8. Podem ser aplicados em quaisquer dos conjuntos apresentados. podendo ainda ser reaproveitados na troca do superlaço.68 . garantindo máxima segurança na sua utilização.com) . Evitam a deformação e o desgaste do cabo nos olhais do superlaço..Estribos protetores especiais Fabricados com materiais de alta resistência. Figura 8. Dimensionados para entrar diretamente no gancho da ponte rolante ou guindaste. Proporcionam proteção de olhais padrões ou de dimensões especiais. para maior segurança. Figura 8. Submetidos a uma carga de prova superior em 50% à sua carga de trabalho.71 109 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.69 . Figura 8.Ganchos forjados com olhal Forjados em aço carbono. Obs.: Podem ser encontrados com trava de segurança.Anéis tipo pêra Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova superior em 50% à respectiva carga de trabalho.

Manilhas forjadas Forjadas em aço carbono. Figura 8. Podem ser fornecidas com pino rosqueado ou contrapinado.Grampos pesados Grampos pesados. tendo um canal redondo para o cabo poder deslizar. Fixam a carga evitando a deformação e o desgaste do cabo. Figura 8.73 . Fácil colocação nos olhais dos superlaços ou fixação nas cargas a serem içadas.72 .74 . Figura 8.Soquetes abertos Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetivado cabo de aço. Figura 8.75 110 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho..novaPDF.com) . Ideais para fixação dos cabos de aço ou formação de olhais em cabos de aço para içamento de cargas.Ganchos corrediços Forjados em aço de alta resistência.

78 Gancho – Olhal Figura 8.79 Olhal – Olhal Figura 8. Figura 8.76 . Figura 8. que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.com) .79 Figura 8.Esticadores forjados Figura 8.Soquetes de cunha Utilizados para fixação de cabos de aço.80 Figura 8.80 Gancho – Gancho Educação Profissional 111 Created with novaPDF Printer (www. permitindo posterior regulagem do comprimento.82 Figura 8.78 Figura 8..novaPDF.Soquetes fechados Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de prova de 40% da carga de ruptura mínima efetiva do cabo de aço.81 Figura 8.77 .

Figura 8. Quanto maior a angulação menor a capacidade de carga da Linga.85 Figura 8. A movimentação com Lingas de duas pernas.com) .84 Educação Profissional 112 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.81 Manilha – Olhal Figura 8.Figura 8.      Corrente 10mm grau 2 Cabo de aço 12mm Corda de polipropileno 24mm Corrente 8mm grau 5 Corrente 6mm grau 8 Devemos demonstrar com isto o quanto a carga pode pesar em cada modo de operação. A carga pode ser igual a capacidade de carga da perna.5. Figura 8.4 .82 Manilha – Manilha 8. pois as forças resultantes são crescentes. como exemplo.83 A movimentação com Lingas de uma perna é mais simples.Modos de movimentação Para efeito de cálculos usa-se. sempre Lingas que comportam 1000Kg por perna.

Dois laços com angulação: a carga está depositada em duas pernas.87 Linga em cesto perpendicular à carga pode ter o peso igual a capacidade de quatro pernas independentes somadas. Só pode ser usada quando não houver risco da carga escorregar.Figura 8. Educação Profissional 113 Created with novaPDF Printer (www.89 Cesto duplo com angulação: por causa da angulação não podemos contar com a capacidade de 4 pernas individuais (4x700kg). Deve-se consultar a tabela e ver qual o diâmetro e qual a angulação que se tem e posteriormente descontar 20% da capacidade de carga por causa do lançamento. Quando temos Lingas de quatro pernas podemos apenas contar como se fossem três pernas. portanto.novaPDF. Figura 8. Deve-se contar com apenas 80% da capacidade da carga. por causa da força aplicada no lançamento. Mas isso somente se o diâmetro da peça for grande o suficiente e não houver cantos vivos. Dois laços em perpendicular.86 Figura 8.88 Figura 8. a menos que se tenha certeza de que as quatro pernas estejam igualmente carregadas.com) .

93 Se utilizarmos uma Linga sem fim em laço. Podemos calcular com a capacidade de cada perna como cheia.91 Se utilizarmos uma Linga em cesto ou em laço devemos contar com apenas 80% de sua capacidade de carga por causa da dobra que é feita no laçamento. Figura 8. Educação Profissional 114 Created with novaPDF Printer (www. Figura 8.Figura 8.novaPDF.90 Se utilizarmos uma Linga em cesto onde as extremidades estão presas a um único ele de sustentação onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. Figura 8.92 Se utilizarmos uma Linga em cesto sem fim onde a corrente trabalhe sem dobras ao redor da carga e com uma angulação inexpressiva. devemos contar também com apenas 80% da capacidade de suas pernas uma vez que ela sofre dobramentos no laço e no gancho. Devemos contar com 80% da capacidade da carga de suas pernas uma vez que ela trabalha dobrada sobre o gancho.com) .

as duas fixações superiores estão igualmente carregadas.97 .96 Figura 8. As cargas abaixo do Travessão devem ser presas de tal forma que não possam se dobrar e cair (carga ou peças individuais).com) . Movimentação com angulação invertida. Figura 8. Deve-se considerar como única desvantagem do Travessão o seu próprio peso. Figura 8. Educação Profissional 115 Created with novaPDF Printer (www.95 Figura 8.novaPDF. Figura 8. se a carga só estará sendo suportada em uma das fixações superiores do Travessão.94 Se utilizar Travessões e a carga não for alinhada em seu centro a carga pende e pode escorregar e cair.Movimentação com Travessões Com travessões pode-se fazer movimentações mesmo com pouca altura de elevação.. pois quanto maior seu peso menor o peso que poderemos transportar. evitando total ou parcialmente a angulação das pernas.Em Travessões com dois pontos de fixação superior. as Lingas podem escorregar por baixo da carga. devido a limitação do meio de elevação.A carga está no centro.98 .

Dobra. Independentemente da periodicidade fixada. Recomenda-se que o período sem inspeção não ultrapasse 25% da vida útil prevista para o cabo. Gaiola de passarinho. Corrosão. estiver acima dos limites.INSPEÇÃO EM CABOS DE AÇO E ACESSÓRIOS Devido à grande preocupação que é depositada em função da performance e confiabilidade dos cabos de aço e acessórios. Costuras inadequadas ou avariadas. Destrançamento da perna. Educação Profissional 116 Created with novaPDF Printer (www.Condições específicas . Algumas irregularidades que pode ser encontrada nos cabos de aço são:            Arames partidos ou desgastados.Periodicidade das inspeções A periodicidade das inspeções deve ser determinada. com segurança. 8.Arames Partidos Deve-se substituir um cabo em serviço quando o número visível de arames rompidos. Formação de saca rolhas.novaPDF.6 . no trecho mais danificado. as empresas e instituições procuram desenvolver métodos de controle das condições destes componentes com o objetivo de garantir uma operação segura para não haja danos materiais e acidentes de trabalho em uma atividade de transporte e içamento de cargas. 8. Quando não se possuir um histórico da vida útil.2 . até a próxima inspeção. Pernas esmagadas ou mordidas. Desgastes localizados.1 .8.6. pelo órgão de inspeção responsável.com) . A avaliação da condição do cabo deve ser feita no trecho que apresenta a máxima deterioração e estendida a todo cabo.6.Avaliação da inspeção Em função dos resultados obtidos na inspeção deve ser decidido se o cabo apresenta ou não a possibilidade de falha e sua taxa de deterioração é tal que permita a sua utilização. em função das condições de uso do cabo.6. Redução no diâmetro dos cabos. qualquer indício de deterioração que implique na perda da resistência original do cabo deve motivar uma inspeção do mesmo. o órgão de inspeção deve determinar este dado e utilizar a freqüência acima recomendada. para uma avaliação das condições operacionais do cabo. Protuberância da alma. 8.3 .

soquete ou outro acessório). pernas soltas. esta região deve ser monitorada para avaliação de aumento de desgaste e ruptura de arames. 8. dobras puxadas para fora. esta deformação se for severa pode transmitir uma oscilação durante a movimentação do cabo.Inspeção das costuras A seção costurada do cabo deve ser eliminada e uma nova costura deve ser realizada se forem encontrados partidos ou gastos.Redução no diâmetro do cabo O cabo deve ser substituído quando houver uma redução de 10% no valor de seu diâmetro nominal devido a alterações estruturais tais como ruptura da alma de aço ou deterioração da alma de fibra ou desgaste abrasivo externo ou corrosão externa. o cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade deve ser refeita para reajuste do passo. Qualquer evidência de arames partidos no interior do cabo indica uma condição anormal possivelmente devido à fadiga.6. Caso seja observado destrançamento da perna.Deformação do tipo saca-rolha Na deforma tipo saca-rolha o eixo do cabo assume a forma helicoidal. deve ser adotado o critério fixado pela norma da empresa onde está instalado o equipamento.4 . Figura 8. Após um longo tempo de serviço. achatadas.99 .com) . forração folgada e outros defeitos.novaPDF.Inspeção das Pernas O cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade refeita sempre que forem encontradas pernas esmagadas. baleeiras e outros equipamentos que envolvem riscos operacionais. corrosão. mordidas ou com folgas excessivas. É importante observar que não se admite costuras em cabos de aço para guindastes.Quando houver um ou mais arames partidos em uma distância de 5 X D (diâmetro externo do cabo) de um acessório instalado (presilhas. acessórios danificados ou com desgaste excessivo. Esta deformação deve ser medida sem carga. no trecho de maior deformação. É necessário então realizar o procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos. este defeito pode implicar em um aumento no desgaste e ruptura de arames. O diâmetro deve ser medido como indica na figura abaixo: . Quando o valor da deformação em relação ao eixo do cabo for superior a 1/3 o seu diâmetro nominal. Educação Profissional 117 Created with novaPDF Printer (www. corrosão com ruptura de outros arames não visíveis com facilidade. Apesar de não implicar a perda de resistência do cabo. .

Como alternativa o cabo pode ser mantido em serviço desde que seja removido o trecho comprometido do mesmo. presilhas e forjados) recomenda-se prever periodicamente. Corrosão severa determina a substituição do cabo. A graxa de uso geral em cabos de aço deve ser de base asfáltica.5.105 8. 8.com) . protuberâncias no cabo ou na alma. desgastes localizados e avarias por calor (queima por maçarico ou arco elétrico).Lubrificação dos cabos.100 Figura 8.104 Figura 8. dobras. Antes de ser efetuada a lubrificação. 118 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www.5.102 8.7 . Para efetuar a inspeção correta é necessário utilizar procedimento de inspeção visual utilizando dispositivos adequados para realizar análise interna do cabo ou inspeção eletromagnética para avaliar o número de cabos rompidos.8.8 . deve ser realizada correta limpeza na superfície do cabo evitando o uso de produtos que contenham enxofre. Figura 8. Figura 8.5. através de ensaio radiográfico.novaPDF. avaliação do estado de corrosão internado cabo no soquete.6. É necessário verificar o estado de lubrificação do cabo.6 – Corrosão Outra importante verificação é em relação ao estado de corrosão do cabo.Outros defeitos É necessário substituir o cabo quando forem detectados os seguintes defeitos: gaiolas de passarinho.5 .103 Figura 8. aplicar nova película.Extremidade dos cabos Na inspeção das extremidades dos cabos que possuem terminais (soquetes abertos ou fechados. e caso a película de lubrificante não esteja uniforme e contínua.101 Figura 8.

novaPDF. Educação Profissional 119 Created with novaPDF Printer (www.Inspeção em acessórios .106 Figura 8. Manilhas apresentando trincas.5.107 Figura 8.desgaste ou abrasão (internos e externos) superior a 10% da seção original ou apresentarem um número de arames rompidos que ultrapassem ou limites estabelecidos. Figura 8.9 .com) .Inspeção em Manilhas Quaisquer deformações visuais apresentadas pela manilha ou pelo cavirão são causais para substituições.Figura 8. desgaste no cavirão e/ou no corpo igual ou superior a 10% do diâmetro do projeto devem ser substituídas.109 Figura 8.Inspeção eletromagnética Os cabos submetidos à inspeção eletromagnética devem ser substituídos quando apresentarem redução de seção reta metálica devido corrosão. 8.108 8.110 .10 .Inspeções de Ganchos Os ganchos devem ser substituídos quando forem detectados um ou mais dos seguintes defeitos: Torção maior do que 10º Abertura de garganta 15% maior do que a abertura original Trincas Desgaste acentuado (maior que 10%) Nota: Para ganchos com haste deve ser verificada a liberdade de giro através do esforço manual.5.

novaPDF. Caso ocorram estas marcas a polia deve ser usinada ou substituída por outra de maior dureza.com) .116 120 Created with novaPDF Printer (www.111 Inspeção de Anéis Pêra Figura 1.114 Figura 8. Folga existente entre a polia e eixo.112 Os anéis devem ser substituídos quando forem detectados os seguintes defeitos: desgaste acima de 10% da sua dimensão original. As polias dos moitões e cadernais devem ser inspecionadas quanto aos seguintes itens:      Desgaste e/ou deformações no canal do flange. Verificar se há marca no canal provocadas pelo cabo de aço.Inspeção de Moitões e Cadernais Deve ser verificada a ferragem da cabeça do moitão e/ou cadernal (quando giratório) quando seu giro for por esforço manual.113 . Figura 8. Deve ser verificada a fixação das placas laterais bem como deformações visíveis nas mesmas. Existência de trincas especialmente nos canais. Verificar também a existência de desgaste ou corrosão severa no conjunto. Figura 8. trincas e deformações em qualquer região detectáveis por inspeção visual ou com líquido penetrante.Figura 8.115 Educação Profissional Figura 8. Liberdade de giro da polia.

Acoplamento Motor Máquina Figura 9. São mecanismos que operam segundo o princípio de atrito. obedecendo a um comando.1 – Exemplo de aplicação do acoplamento NOTA: Os acoplamentos que operam por atrito são chamados de embreagem (fricção) ou freios.Absorver choques e vibrações: Os acoplamentos modernos devem possuir a capacidade de absorver choques provocados pela partida.Funções dos acoplamentos São as principais funções de um acoplamento: .1). além de atenuar os efeitos de vibrações geradas nas transmissões. Educação Profissional 121 Created with novaPDF Printer (www.Unir dois eixos: Pode significar a união entre motor e máquina movida ou a união de eixos de grande comprimento.CLASSIFICAÇÃO DOS ACOPLAMENTOS 9. Empregam-se os acoplamentos quando se deseja transmitir um momento de rotação (movimento de rotação e forças) de um eixo motor a outro elemento de máquina movido situado coaxialmente a ele (Figura 9.2.Atuar como fusível da transmissão: Em casos de problemas operacionais que gerem cargas adicionais sobre a transmissão.ACOPLAMENTOS 9. reversão e sobrecargas operacionais. antes de uma ruptura de um componente de maior valor agregado.1.2.1. anular os efeitos deste sobre os componentes da transmissão.1. Subdividem-se em: Acoplamentos comandáveis transmitem força e movimento somente quando acionados.1.ELEMENTOS MECÂNICOS 9.novaPDF.9 . causando a parada da máquina. . 9. . e assim. mudança de rotação.com) .Acoplamentos comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada poderá ser interrompida.2. Esses mecanismos recebem os nomes de embreagens e de freios. os acoplamentos podem romper-se. 9.1– Definição São elementos de máquinas destinados a unir dois eixos e transmitir torque e rotação. isto é. .Compensar desalinhamentos: Para maioria das aplicações os acoplamentos devem ser capazes de tolerar certos valores de desalinhamentos entre eixos ligados.

também chamadas fricções. Os freios têm as funções de regular. reduzir ou parar o movimento dos corpos.Acoplamentos não-comandáveis Nestes acoplamentos a transmissão (de momento de torção e rotação) entre a máquina acionadora e acionada é permanente.2 . Subdividem-se em: Não-comandáveis Rígidos Flexíveis Torcionalmente Rígidos Torcionalmente Elásticos De engrenagem De lamelas 122 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. existem os acoplamentos comandáveis manuais. Comandáveis Comandados pela força aplicada Comandados pelo momento de torção Comandados pelo sentido de rotação Comandados mecanicamente Comandados hidráulica ou pneumaticamente 9. eletromagnéticos. hidráulicos.novaPDF. fazem a conexão entre árvores.com) .As embreagens. à mesma velocidade angular. pneumáticos e os diretamente comandados pela máquina de trabalho. Segundo o tipo de comando.2. Elas mantêm as árvores. motriz e comandada.

pois estes elementos não conseguem compensar eventuais desalinhamentos ou flutuações.1 ..3 – TIPOS DE ACOPLAMENTOS FLEXÍVEIS 9.3 – Tipos de desalinhamento Os acoplamentos flexíveis são construídos em forma articulada.Acoplamentos permanentes rígidos Os mais empregados são os flanges e luvas de união que devem ser construídas de modo que não apresentem saliências ou que estas estejam totalmente cobertas. absorvem choques e vibrações protegendo as máquinas acopladas e não requerem lubrificação. em forma elástica ou em forma articulada e elástica. não absorvem choques e vibrações e não admitem desalinhamento radial. são torcionalmente rígidos.2 – Exemplo de acoplamento rígido Os eixos dos acoplamentos rígidos devem ser alinhados precisamente.Acoplamentos permanentes flexíveis Esses elementos são empregados para tornar mais suave à transmissão do movimento em árvores que tenham movimentos bruscos e quando não se pode garantir um perfeito alinhamento entre as árvores (Figura 128). O ajuste dos alojamentos dos parafusos deve ser feito com as partes montadas para obter o melhor alinhamento possível. 9. Figura 9. axial e angular. axial e angular.2).novaPDF. Figura 9.Acoplamento elástico de pinos Os elementos transmissores são pinos de aço com mangas de borracha (Figura 9. são torcionalmente elásticos. Não possuem qualquer flexibilidade.com) . Educação Profissional 123 Created with novaPDF Printer (www. Compensam desalinhamento radial. para evitar acidentes (Figura 9.3.4). .

3.Acoplamento elástico de grade ou gaiola de aço Consiste de dois cubos providos de flanges ranhuradas onde está montada uma grade metálica elástica que liga os cubos.6).5 – Acoplamentos perflex 9.5).novaPDF. Todo o espaço entre os cubos e as tampas é preenchido com graxa (Figura 9. Figura 9.com) .6 – Acoplamento elástico de garras 9. Figura 9.7).Acoplamento elástico de garras As garras.4 .7 – Acoplamentos elásticos de grade Educação Profissional 124 Created with novaPDF Printer (www.Acoplamento elástico perflex Os discos de acoplamento são unidos perifericamente por uma ligação de borracha apertada por anéis de pressão (Figura 9.Figura 9.3 . O conjunto está alojado em duas tampas providas de junta de encosto e de retentor junto ao cubo.2 .3. constituídas por tacos de borracha.3. encaixam-se nas aberturas do contradisco e transmitem o momento de rotação (Figura 9. Figura 9.4 – Acoplamento elástico de pinos 9.

Apesar de este acoplamento ser flexível.3. Figura 9.novaPDF. Com apenas uma junta universal o ângulo entre as árvores não deve exceder a 15º.3. A junta de articulação mais conhecida é a junta universal (ou junta cardan) empregada para transmitir grandes forças.5 . Educação Profissional 125 Created with novaPDF Printer (www. O formato dessas calhas permite que o plano de contato entre as esferas e as calhas divida. sempre.8).Junta de articulação (não elástico) É usada para transmissão de momentos de torção em casos de árvores que formarão ângulo fixo ou variável durante o movimento. 9. Para inclinações até 25º.10).8 – Exemplos de acoplamentos de engrenagens e suas características 9. Figura 9.3. o ângulo das árvores em duas partes iguais. Essa posição do plano de contato é que possibilita a transmissão constante da velocidade (Figura 9. São classificados como não elásticos.com) . as árvores devem ser bem alinhadas no ato de sua instalação para que não provoquem vibrações excessivas em serviços. O anel dentado (peça transmissora do movimento) possui duas carreiras de dentes que são separadas por uma saliência central (Figura 9.Acoplamento de engrenagens (não elástico) Os dentes possuem a forma ligeiramente curvada no sentido axial.7 .9). usam-se duas juntas (Figura 9. o que permite até 3º de desalinhamento angular.9 – Junta cardan ou universal 9.6 .Junta universal de velocidade constante (homocinética) Transmite velocidade constante e tem comando através de esferas de aço que se alojam em calhas.

Embreagem de disco Consiste em anéis planos apertados contra um disco feito de material com alto coeficiente de atrito.com) . Educação Profissional 126 Created with novaPDF Printer (www.12 A capacidade de torque de uma embreagem cônica é maior que a de uma embreagem de disco de mesmo diâmetro.novaPDF. Esse ângulo não deve ser inferior a 8º para evitar o emperramento. Sua capacidade de torque aumenta com o decréscimo do ângulo entre o cone e o eixo.4. Figura 9. Figura 9.4 .1 .EMBREAGENS 9.3 .Figura 9.Embreagem cônica Possui duas superfícies de fricção cônicas. para evitar o escorregamento quando a potência é transmitida.10 – Junta homocinética 9. uma das quais pode ser revestida com um material de alto coeficiente de atrito.2 . 9.Embreagem centrífuga É utilizada quando o engate de uma árvore motora deve ocorrer progressivamente e a uma rotação predeterminada.4.4. 9.11 Normalmente a força é fornecida por uma ou mais molas e a embreagem é desengatada por uma alavanca.

o acoplamento é aliviado e a alavanca. por sua vez.Figura 9. por ação da força centrífuga.com) .Embreagem de disco para máquinas A cobertura e o cubo têm rasgos para a adaptação das lamelas de aço temperadas. Figura 9. presa entre duas placas de aço quando a embreagem está acionada. descomprime o disco através dos pinos. 9. completam a transmissão do torque.Embreagem de disco para auto-veículos Consiste em uma placa. A ponta de árvore é centrada por uma bucha de deslizamento.4. Educação Profissional 127 Created with novaPDF Printer (www. Com o deslocamento do anel de grafite para a esquerda.4 .13 Os pesos. empurram as sapatas que.4. 9.novaPDF.5 . revestida com asbesto em ambos os lados.14 O disco de atrito é comprimido axialmente através do disco de compressão por meio das molas sobre o volante. que se apoia sobre a cantoneira.

entrelaçam-se transmitindo o torque.6 .7 .4.Embreagem seca É um tipo de embreagem centrífuga em que partículas de metal. 9. como granalhas de aço.Figura 9. o pacote de lamelas. 9.4. e as alavancas angulares comprimem.15 A compressão é feita pelo deslocamento da guia de engate. são compactadas sob a ação de força centrífuga produzida pela rotação. O ajuste posterior da força de atrito é feito através da regulagem do cubo posterior de apoio. No outro sentido. em um sentido de giro.Embreagem de escoras Pequenas escoras estão situadas no interior do acoplamento fazendo a ligação entre as árvores. Educação Profissional 128 Created with novaPDF Printer (www. assim.16 Essa escoras estão dispostas de forma tal que.novaPDF. Figura 9. A separação das lamelas é feita com o recuo da guia de engate por meio do molejo próprio das lamelas opostas e onduladas.com) . as escoras se inclinam e a transmissão cessa.

Figura 9.17 As partículas estão contidas em um componente propulsor oco, dentro do qual está também um disco, ligado ao eixo acionado. A força centrífuga comprime as partículas contra o disco, acionando o conjunto.

9.4.8 - Embreagem de roda-livre ou unidirecional Cada rolete está localizado em um espaço em forma de cunha, entre as árvores interna e externa.

Figura 9.18 Em um sentido de giro, os roletes avançam e travam o conjunto impulsionando a árvore conduzida. No outro sentido, os roletes repousam na base da rampa e nenhum movimento é transmitido. A embreagem unidirecional é aplicada em transportadores inclinados como conexão para árvores, para travar o carro a fim de evitar um movimento indesejado para trás.

9.4.9 - Embreagem eletromagnética Neste tipo de embreagem, a árvore conduzida possui um flange com revestimento de atrito.

Figura 9.19 Uma armadura, em forma de disco, é impulsionada pela árvore motora e pode mover-se axialmente contra molas. Educação Profissional 129

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Uma bobina de campo, fixa ou livre para girar com a árvore conduzida, é energizada produzindo um campo magnético que aciona a embreagem. Uma característica importante da embreagem eletromagnética é poder ser comandada a distância por meio de cabo.

9.4.10 - Embreagem hidráulica Neste caso, as árvores, motora e movida, carregam impulsores com pás radiais.

Figura 9.20 Os espaços entre as pás são preenchidos com óleo, que circula nas pás quando a árvore motora gira. A roda na árvore motora atua como uma bomba, e a roda na árvore movida atua como uma turbina, de forma que a potência é transmitida, havendo sempre uma perda de velocidade devido ao escorregamento. A embreagem hidráulica tem aplicação em caixas de transmissão automática em veículos.

10 - FREIOS
São mecanismos que, para interromper um movimento, transformam energia cinética em calor. Podem ter acionamento manual, hidráulico, pneumático, eletromagnético ou automático. A seguir serão apresentados os principais tipos de freios.

10.1 - FREIO DE DUAS SAPATAS Neste caso, duas sapatas são mantidas em contato com o tambor através da ação de uma mola que o impede de rodar. Para liberar o tambor, aciona-se a alavanca de comando, que pode ser operada manualmente, por um solenóide ou por um cilindro pneumático. Esse tipo de freio é utilizado em elevadores.

Figura 10.1 130

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10.2 - FREIO A DISCO É um freio em que um ou dois blocos segmentares, de material de fricção, são forçados contra a superfície de um disco giratório.

Figura 10.2 Em automóveis, os blocos segmentares (ou pastilhas) são operados por pistões hidráulicos. Os freios a disco são menos propensos à fadiga (queda de eficiência operacional em função do tempo de utilização) que os freios a tambor.

10.3 - FREIO DE SAPATA E TAMBOR O detalhe característico deste freio é uma sapata (ou parte de uma alavanca), revestida com material de alto coeficiente de Mola Alavanca Sapatas blocos Disco giratório atrito, comprimida contra uma roda giratória (ou tambor) ligada ao órgão a frear.

Figura 10.3

10.4 - FREIO DE SAPATAS INTERNAS OU FREIO A TAMBOR É um freio em que duas sapatas curvas são forçadas para fora, contra o interior da borda de um tambor giratório.

Figura 10.4 Educação Profissional 131

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rebitado ou colado em sua superfície externa.POLIAS E CORREIAS Para transmitir potência de uma árvore à outra. 10. conhecido como lona de freio.6 A tensão da mola determina o instante de ação do freio. 11 . O freio atua por compressão axial dos discos. na parte interna de um tambor. Figura 10. 10.6. pela ação da força centrífuga contra a ação de mola lamelares. As transmissões por correias e polias apresentam as seguintes vantagens: Educação Profissional 132 Created with novaPDF Printer (www. Figura 10.FREIO CENTRÍFUGO É um freio onde as sapatas (revestidas com asbesto) atuam.com) .5 Os discos de aço giram em um eixo entalhado e os discos de atrito são fixados por pinos.novaPDF.FREIO MULTIDISCO Compõe-se de vários discos de atrito intercalados com disco de aço.5 . alguns dos elementos mais antigos e mais usados são as correias e as polias.As sapatas são revestidas com material de atrito.

Figura 11.  Possuem baixo custo inicial. As polias. As polias trapezoidais são conhecidas pelo nome de polias em “V” e são as mais utilizadas em máquinas. para funcionar. Educação Profissional 133 Created with novaPDF Printer (www.1 11. elásticas e adequadas para grandes distâncias entre centros. São flexíveis. alto coeficiente de atrito. As polias são classificadas em dois grupos: planas e trapezoidais. acoplados a eixos motores e movidos por máquinas e equipamentos.com) . Quando em funcionamento. A velocidade periférica (V) é a mesma para as duas rodas.novaPDF. as polias e correias podem transferir e/ou transformar movimentos de um ponto para outro da máquina.2 .1 – RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO (I) É a relação entre o número de voltas das polias (n) numa unidade de tempo e os seus diâmetros. elevada resistência ao desgaste e funcionamento silencioso.POLIAS Polias são elementos mecânicos circulares. com ou sem canais periféricos. Sempre haverá transferência de força. necessitam da presença de vínculos chamados correias. Onde: D1 = da polia menor D2 = da polia maior n1 = número de voltas por minuto (rpm) da polia menor n2 = rpm da polia maior Logo: 11.

 a distância entre eixos não seja menor que 1.4 Educação Profissional 134 Created with novaPDF Printer (www. da velocidade periférica. a polia motora e a movida giram no mesmo sentido.Transmissão por correia plana Essa maneira de transmissão de potência se dá por meio do atrito que pode ser simples. A correia plana. desliza e portanto não transmite integralmente a potência. quando existe somente uma polia motora e uma polia movida (como na figura abaixo). O tamanho da superfície de atrito é determinado pela largura da correia e pelo ângulo de abraçamento ou contato ( ) (figura acima) que deve ser o maior possível e calcula-se pela seguinte fórmula: Para obter um bom ângulo de abraçamento é necessário que:  a relação de transmissão i não ultrapasse 6:1. do tamanho da superfície de atrito e do material da correia e das polias. Figura 11.com) .11. No acionamento simples. sempre menor que a da polia motora.2 A velocidade periférica da polia movida é.novaPDF. Figura 11. No acionamento cruzado as polias giram em sentidos contrários e permitem ângulo de abraçamento maiores. quando existem polias intermediárias com diâmetros diferentes. porém o desgaste da correia é maior. na prática. quando em serviço.1.3 A correia plana permite ainda a transmissão entre árvores não paralelas.1. O deslizamento depende da carga.2 (D1 + D2). Figura 11. ou múltiplo.

é necessário aumentar o ângulo de abraçamento da polia menor.2. Educação Profissional 135 Created with novaPDF Printer (www. Quando a velocidade da correia supera 25m/s é necessário equilibrar estática e dinamicamente as polias (balanceamento).11.1.6 11. A polia com superfície plana conserva melhor as correias e a polia com superfície abaulada guia melhor as correias.novaPDF.com) . a superfície de contato da polia plana pode ser plana ou abaulada. Figura 11. Figura 11. O acabamento superficial deve ficar entre quatro e dez milésimos de milímetro (4 10 m).Formato da polia plana Segundo norma DIN 111.5 Figura 11.Tensionador ou esticador Quando a relação de transmissão supera 6:1. usa-se o rolo tensionador ou esticador.1.7 A tensão da correia pode ser controlada também pelo deslocamento do motor sobre guias ou por sistema basculante. acionado por mola ou por peso.3. Para isso.

Materiais para correia plana  Couro de boi Recebe emendas. Figura 11. 11.1. o pêlo de camelo.10 O emprego da correia em V é preferível ao da correia plana e possui as seguintes características:   Praticamente não tem deslizamento. Essa combinação produz uma correia com excelente flexibilidade. Tem por material base o algodão.9 11.novaPDF.1. couro e sintéticos Essa correia possui a face interna feita de couro curtido ao cromo e a externa de material sintético (perlon).  Material combinado.4 . para polia de pequeno diâmetro.5-Transmissão por correia em V A correia em V é inteiriça (sem-fim) fabricada com secção transversal em forma de trapézio. É feita de borracha revestida por lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para absorver as forças. O limite é dado por p = D + 3/2h (D = diâmetro da polia maior e h = altura da correia).  Material fibroso e sintéticos Não recebe emendas (correia sem-fim).Figura 11. própria para forças sem oscilações.  Permite uma boa proximidade entre eixos. o perlon e o nylon. Relação de transmissão até 10:1. capas de transmitir grandes potências.com) . o viscose.8 Figura 11. suporta bem os esforços e é bastante elásticas. Educação Profissional 136 Created with novaPDF Printer (www.

novaPDF.com) .     Partida com menor tensão prévia que a correia plana. Figura 11.6. C. o número que vai ao lado da letra. em consequência do efeito de cunha.Perfil e designação das correias em V A designação é feita por uma letra que representa o formato e por um número que é o perímetro médio da correia em polegada. pode-se encontrar. Dimensões normalizadas para polias em V: Educação Profissional 137 Created with novaPDF Printer (www. A pressão nos flancos.1. D e E. Emprego de até doze correias numa mesma polia. Elimina os ruídos e os choques. triplica em relação à correia plana. Os perfis são normalizados e denominam-se formato A. 11.Perfil dos canais das polias As polias em V têm suas dimensões normalizadas e são feitas com ângulos diferentes conforme o tamanho.11 Para especificação de correias.7.1. medindo o comprimento externo da correia. por aproximação. típicos da correia emendada com grampos. Menor carga sobre os mancais que a correia plana. 11. B. diminuindo um dos valores abaixo e transformando o resultado em polegadas. suas dimensões são mostradas na figura a seguir.

Relação de transmissão (i) para correias e polias em V Uma vez que a velocidade (V) da correia é constante. A correia não deve ultrapassar a linha do diâmetro externo da polia e nem tocar no fundo do canal.12 O perfil dos canais das polias em V deve ter as medidas corretas para que haja um alojamento adequado da correia no canal. a relação de transmissão está em função dos diâmetros das polias.8. 138 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. o que anularia o efeito de cunha.1.novaPDF. 11.Figura 11.com) .

geralmente. deve-se tomar o diâmetro nominal médio da polia (Dm) para os cálculos. deve-se mencionar o comprimento da correia ou o número de sulcos da polia.9-Transmissão por correia dentada A correia dentada em união com a roda dentada correspondente permite uma transmissão de força sem deslizamento. o passo dos dentes e a largura.’ Figura 11. A força se transmite através dos flancos dos dentes e pode chegar a 400N/cm2. metal leve ou ferro fundido em areia especial para precisão nas medidas em bom acabamento superficial. As correias de qualidade têm no seu interior vários cordonéis helicoidais de aço ou de fibra de vidro que suportam a carga e impedem o alongamento.1. As polias são fabricadas de metal sinterizado. O diâmetro nominal calcula-se pela fórmula: Figura 11.novaPDF. Para a especificação das polias e correias dentadas. A relação de transmissão (i) é dada por: Educação Profissional 139 Created with novaPDF Printer (www.15 O perfil dos dentes pode ser trapezoidal ou semicircular.13 Para as correias em V.14 11. são feitos com módulos 6 ou 10.Figura 11.com) .

a polia deverá ser substituída para que a correia não venha a sofrer desgastes prematuros.Cuidados exigidos com polias em V As polias. a correia assenta-se no fundo. temos uma correia corretamente assentada no canal da polia. para fazer um bom alinhamento. À direita. para funcionarem adequadamente.10 .1. conforme mostra a figura. por causa do desgaste sofrido pelo canal. Polias desalinhadas danificam rapidamente as correias e forçam os eixos aumentando o desgaste dos mancais e os próprios eixos.11 . usar uma régua paralela fazendo-a tocar toda a superfície lateral das polias.1. É recomendável. as polias em “V” exigem alinhamento. Note que a correia não ultrapassa a linha do diâmetro externo da polia nem toca no fundo do canal. amassadas. Figura 11.17 11.Alinhamento de polias Além dos cuidados citados anteriormente. Não apresentar as bordas trincadas. Apresentar os canais livres de graxa. À esquerda. Educação Profissional 140 Created with novaPDF Printer (www. exigem os seguintes cuidados:    Não apresentar desgastes nos canais.novaPDF. Observe as ilustrações seguintes. Nesse último caso.com) . oxidadas ou com porosidade. óleo ou tinta e corretamente dimensionados para receber as correias. Figura 11.16 A verificação do dimensionamento dos canais das polias deve ser feita com o auxílio de um gabarito contendo o ângulo dos canais.11.

para que não provoquem danos nos mancais e eixos.  Nunca tentar remendar uma correia em “V” estragada. As polias devem ter uma construção rigorosa quanto à concentricidade dos diâmetros externos e do furo. quanto à perpendicularidade entre as faces de apoio e os eixos dos flancos. até que se possa trocar todo o jogo.  Se uma correia do jogo romper.Procedimentos em manutenção com correias e polias A correia é importante para a máquina. Esse cuidado é necessário porque correias de marcas diferentes apresentam desempenhos diferentes. Educação Profissional 141 Created with novaPDF Printer (www. quando esticada demais.Figura 11.  Nas revisões de 100 horas. verificar constantemente a tensão e ajustá-la. A primeira recomendação para a manutenção das correias em “V” é mantê-las sempre limpas.  Tomar cuidado para que o protetor das correias nunca seja removido enquanto a máquina estiver em operação. Não é aconselhável usar correias novas junto às velhas. provoca a perda de velocidade e de eficiência da máquina. e quanto ao balanceamento. Quando mal aplicada ou frouxa.com) .12. verificar a tensão. Influência dos defeitos das polias na posição de montagem do conjunto de transmissão. pois nesse período as correias sofrem maiores esticamentos. devem ser observados os seguintes requisitos:  Nas primeiras 50 horas de serviço.1.  Jogos de correias deverão ser montados com correias de uma mesma marca. sobrecarregam as novas. Os defeitos construtivos das polias também influem negativamente na posição de montagem do conjunto de transmissão. variando de fabricante para fabricante.18 11. Além disso. é preferível trabalhar com uma correia a menos do que trocá-la por outra. se necessário.novaPDF. por estarem lasseadas. o desgaste que elas sofreram e o desgaste das polias. há quebra dos eixos ou desgaste rápido dos mancais. As velhas.

novaPDF. Após montar as correias nos respectivos canais das polias e. Esse procedimento facilitará a colocação da correia sem perigos de danificá-la. pois se estiverem em lados opostos o tensionamento posterior não será uniforme. deve-se girálas manualmente para que seus lados frouxos fiquem sempre para cima ou para baixo.1.Colocação de correias Para colocar uma correia vinculando uma polia fixa a uma móvel.11.13. antes de tensioná-las. deve-se recuar a polia móvel aproximando-a da fixa.com) . Não se recomenda colocar correias forçando-as contra a lateral da polia ou usar qualquer tipo de ferramenta para forçá-la a entrar nos canais da polia. Educação Profissional 142 Created with novaPDF Printer (www. Esses procedimentos podem causar o rompimento das lonas e cordonéis das correias.

Figura 11.19 Figura 11. bastará empurrá-la com o polegar. Aconselha-se a colocação de telas ou grades de aço para essas proteções. Os tipos de proteção mais adequados são aqueles que permitem a passagem do ar para uma boa ventilação e dissipação do calor. de modo tal que ela se flexione aproximadamente entre 10 mm e 20 mm conforme ilustrado a seguir. ocasionando danos prematuros.21 11.1. produção de calor excessivo nas correias.1.14 . conseqüentemente.com) . sem que ocorra deslizamento.20 11.15. para verificar se uma correia está corretamente tensionada. Na prática.Proteção de sistemas Todo sistema que trabalha com transmissão de correias deve ser devidamente protegido para evitar acidentes.novaPDF. Deve-se verificar periodicamente se as malhas das telas estão limpas e se as telas não estão em contato direto com o sistema. Figura 11.  Tensão baixa: provoca deslizamento e.  Tensão alta: reduz a vida útil das correias e dos rolamentos dos eixos das polias. mesmo com picos de carga.Figura 11.22 Educação Profissional 143 Created with novaPDF Printer (www.Tensionamento de correias O tensionamento de correias exige a verificação dos seguintes parâmetros:  Tensão ideal: deve ser a mais baixa possível.

11. encurta-se a vida útil das correias. óleo.1.16.1 A transmissão por corrente normalmente é utilizada quando não se podem usar correias por causa da umidade. Figura 12. não ocorre o deslizamento. etc. Figura 11.CORRENTES Um ou vários eixos podem ser acionados através de corrente.2 Educação Profissional 144 Created with novaPDF Printer (www. A transmissão de potência é feita através do engrenamento entre os dentes da engrenagem e os elos da corrente. de muita utilidade para transmissões entre eixos próximos.novaPDF. vapores. conforme comentários mostrados na ilustração.com) .Adição de cargas Um sistema de transmissão por correias deve ser calculado adequadamente. Quando se adiciona carga ao sistema já existente. substituindo trens de engrenagens intermediárias.23 12. Figura 12. ainda. É. É necessário para o funcionamento desse conjunto de transmissão que as engrenagens estejam em um mesmo plano e os eixos paralelos entre si.

Educação Profissional 145 Created with novaPDF Printer (www.2. colocados rolos. em movimentação e sustentação de contrapeso e.5 Várias correntes podem ser ligadas em paralelo. Figura 12.com) .1 .1. várias talas dispostas uma ao lado da outra. Figura 12.1. em transportadores. é fabricada em tipo standard.6 12.Corrente de dentes Nesse tipo de corrente há. sobre as buchas são. onde as talas são permanentemente ligadas através de pinos e buchas.1 .TIPOS DE CORRENTES 12. Esta corrente é aplicada em transmissões. podem ser montadas até 8 correntes em paralelo. formando corrente múltipla. onde cada segunda tala pertence ao próximo elo da corrente. médio e pesado.4 Figura 12. com abas de adaptação.12.Corrente de rolos É composta por elementos internos e externos.novaPDF. sobre cada pino articulado. ainda.3 Figura 12.

Figura 12. pode ser usada em transmissões. pois entre eles não há diferença. mesmo com o desgaste. em alguns casos. Esta corrente permite transmitir rotações superiores às permitidas nas correntes de rolos. o passo fica.1. É conhecida como corrente silenciosa (“silent chain”). podem ser construídas correntes bem largas e muito resistentes. É conhecida por “link chain”.9 Dessa maneira. igual. Sua característica principal é a facilidade de retirar-se qualquer elo. de elo a elo vizinho.Figura 12. sendo apenas necessário suspendê-lo.com) .3.7 Figura 12.11 Educação Profissional 146 Created with novaPDF Printer (www.8 Figura 12. 12. Além disso.10 Figura 12.novaPDF.Corrente de elos livres Esta é uma corrente especial usada para transportadores e.

12.12 12. beneficiadas ou temperadas para aproximadamente 60 rockwell.1. separadamente. Engrenagens para correntes As engrenagens para correntes têm como medidas principais o número de dentes (Z).1.Corrente de blocos É uma corrente parecida com a corrente de rolos. Figura 12. o passo (p) e o diâmetro (d). Educação Profissional 147 Created with novaPDF Printer (www. mas.6. podendo ter um vergalhão transversal para esforço. É usada em talhas manuais.novaPDF. com seus elos.5. Figura 12.com) .Corrente comum Conhecida também por cadeia de elos. os pinos são cortados de arames de aço. Figura 12.14 O passo é igual à corda medida sobre o diâmetro primitivo desde o centro de um vão ao centro do vão consecutivo.1. possui os elos formados de vergalhões redondos soldados. transportadores e em uma infinidade de aplicações.Fabricação das correntes As talas são estampadas de fitas de aço. porque a corrente se aplica sobre a roda em forma poligonal.13 12. forma um sólido (bloco).4 . cada par de rolos. os rolos e as buchas são repuxados de chapas de aço ou enrolados de fitas de aço. As peças prontas são. É usada nos transportadores e os blocos formam base de apoio para os dispositivos usados para transporte.

Danos típicos das correntes Os erros de especificação.17 12.com) .1. Os dentes são formados de tal modo que os rolos colocados entre eles tenham folga no flanco da frente e no flanco de trás. O quadro a seguir mostra os principais defeitos apresentados pelas correntes e suas causas. Educação Profissional 148 Created with novaPDF Printer (www.7. instalação ou manutenção podem fazer com que as correntes apresentem vários defeitos. Figura 12.16 Algumas rodas possuem o perfil modificado para compensar o alargamento produzido pelo desgaste. as laterais dos dentes são afiladas e 10% mais estreitas que a corrente.Figura 12.15 O perfil dos dentes corresponde ao diâmetro dos rolos da corrente e para que haja facilidade no engrenamento.novaPDF. Figura 12.

Enxugar a corrente e mergulhá-la em óleo. Quando móveis. banho ou jato. Não usar corrente nova em rodas dentadas velhas. Medir ocasionalmente o aumento do passo causado pelo desgaste de pinos e buchas. Os eixos com médio teor de carbono exigem um tratamento térmico superficial.1.EIXOS Eixos são elementos mecânicos utilizados para articular um ou mais elementos de máquinas. os seguintes cuidados deverão ser tomados:           Lubrificar as correntes com óleo. 13 . Verificar periodicamente o alinhamento. rolamentos materiais de vedação. altamente resistentes. Medir o desgaste das rodas dentadas.com) . Existem eixos fabricados com aços-liga.12. pois estarão em contato permanente com buchas. os eixos transmitem potência por meio movimento de rotação. Educação Profissional 149 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. por meio de gotas. 13. Nunca colocar um elo novo no meio dos gastos.Manutenção das correntes Para a perfeita manutenção das correntes. de vez em quando. lavá-la com querosene. Inverter a corrente. Armazenar a corrente coberta com uma camada de graxa e embrulhada em papel. para prolongar sua vida útil.1 . deixando escorrer o excesso.8. Para efetuar a limpeza da corrente.CONSTITUIÇÃO DOS EIXOS A maioria dos eixos é construída em aço com baixo e médio teor de carbono.

Figura 13.2 .2.novaPDF. os eixos são circulares e podem ser maciços. Figura 13.2.2 .Eixos vazados São mais resistentes aos esforços de torção e flexão que os maciços.Eixos maciços Apresentam a seção transversal circular e maciça. com degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles.com) .13.3 13.2 13.1 13.2.Eixos roscados Possuem algumas partes roscadas que podem receber porcas capazes de prenderem outros componentes ao conjunto. 13.1 . cônicos.3 .Eixos cônicos Devem ser ajustados num componente que possua furo de encaixe cônico. roscados. Suas extremidades são chanfradas para evitar o rebarbamento e suas arestas internas são arredondadas para evitar a concentração de esforços localizados. como os motores de aviões. Educação Profissional 150 Created with novaPDF Printer (www. Uma chaveta é utilizada para evitar a rotação relativa. A parte ajustável tem formato cônico e é firmemente fixada por meio de uma porca.2. Empregam-se esses eixos quando há necessidade de sistemas mais leves e resistentes. Figura 13. ranhurados ou flexíveis.CLASSIFICAÇÃO DOS EIXOS Quanto à seção transversal.4 . vazados.

2. e a união com o motor é feita com uma braçadeira especial munida de rosca. pinos de posicionamento e chavetas) e retirá-los antes de sacar o eixo.Eixos flexíveis Consistem em uma série de camadas de arame de aço enrolado alternadamente em sentidos opostos e apertado fortemente. na face do eixo.6.5 .Eixos ranhurados Apresentam uma série de ranhuras longitudinais em torno de sua circunferência.novaPDF.7-Desmontagem de eixos A desmontagem de eixos é aparentemente simples e fácil. Educação Profissional 151 Created with novaPDF Printer (www. O furo é construído para facilitar a desmontagem do eixo por meio de um dispositivo para sacá-lo. porém exige os seguintes cuidados: Verificar a existência de elementos de fixação (anéis elásticos.2. Os eixos ranhurados são utilizados quando é necessário transmitir grandes esforços.com) . um furo com rosca. pinos cônicos.2. Figura 13.5 13. parafusos.4 13. As ranhuras engrenam-se com os sulcos correspondentes das peças a serem montadas neles. 13. O conjunto é protegido por meio de um tubo flexível.Figura 13. Verificar se existe. Os eixos flexíveis são empregados para transmitir movimento a ferramentas portáteis que operam com grandes velocidades e com esforços não muito intensos.

Montagem de eixos A montagem de eixos exige atenção.7 Se realmente for necessário bater no eixo para sacá-lo. Educação Profissional 152 Created with novaPDF Printer (www. além de produzir danos no furo de centro.2.Figura 13. especialmente se o eixo for muito comprido. 13. onde seria fixado à máquina (torno. organização e limpeza rigorosa. os seguintes cuidados deverão ser observados:  Efetuar limpeza absoluta do conjunto e do eixo para diminuir o desgaste por abrasão. não deixando que o eixo passe pelo mancal.  Não permitir a presença de nenhuma rebarba no eixo. Além desses fatores. Após a desmontagem.  Verificar se as tolerâncias das medidas do eixo estão corretas usando paquímetro ou micrômetro.novaPDF. o eixo deverá ser guardado em local seguro para não sofrer empenamentos ou outros danos. recomenda-se usar um material protetor e macio como o cobre para receber as pancadas. Danos no furo de centro impedem posteriores usinagens.  Não permitir a presença de nenhum arranhão no eixo para não comprometer seu funcionamento e não provocar danos no mancal.8. Figura 13.  Colocar os retentores cuidadosamente para não provocar desgastes no eixo e vazamentos de lubrificante. retificadora cilíndrica e fresadora) entre pontas.com) . As pancadas provocam encabeçamento. cuidando para não bater nas bordas do eixo.6 Nunca bater com martelo na face do eixo.  Pré-lubrificar todas as peças para que elas não sofram desgastes até o instante da chegada do lubrificante quando a máquina for posta para funcionar.

13.2.9- Danos típicos sofridos pelos eixos Os eixos sofrem dois tipos de danos: quebra e desgaste. A quebra é causada por sobrecarga ou fadiga. A sobrecarga é o resultado de um trabalho realizado além da capacidade de resistência do eixo. A fadiga é a perda de resistência sofrida pelo material do eixo, devido às solicitações no decorrer do tempo. O desgaste de um eixo é causado pelos seguintes fatores:      Engripamento do rolamento; Óleo lubrificante contaminado; Excesso de tensão na correia, no caso de eixos-árvore acionados por correias; Perda de dureza por superaquecimento; Falta de lubrificante.

14 -TRAVAS
As uniões roscadas são submetidas a vibrações e podem soltar-se por essa razão. Para evitar isso, colocam-se travas e arruelas nas porcas ou parafusos. Existem dois tipos de travas:  Trava por fechamento de forma - é a mais segura e impede o afrouxamento da união.

Figura 14.1

Figura 14.2

Figura 14.3 Educação Profissional 153

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 Trava por fechamento de forças - esta trava estabelece uma força de compressão entre as peças, o que aumenta o atrito e dificulta o afrouxamento da união, mas não impede totalmente a soltura.

Figura 14.4

Figura 14.5

Figura 14.6

Figura 14.7

Figura 14.8

Figura 14.9

14.1 - CHAVETAS Chaveta é um corpo prismático que pode ter faces paralelas ou inclinadas, em função da grandeza do esforço e tipo de movimento que deve transmitir. É construída normalmente de aço. A união por chaveta é um tipo de união desmontável, que permite às árvores transmitirem seus movimentos a outros órgãos, tais como engrenagens e polias.

14.1.1- Classificação e características Chaveta de cunha (ABNT-PB-121) Empregada para unir elementos de máquinas que devem girar. Pode ser com cabeça ou sem cabeça, para facilitar sua montagem e desmontagem. Sua inclinação é de 1:100, o que permite um ajuste firme entre as partes.

Figura 14.10 Educação Profissional 154

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Figura 14.11

O princípio da transmissão é pela força de atrito entre as faces da chaveta e o fundo do rasgo dos elementos, devendo haver uma pequena folga nas laterais.

Figura 14.12 Havendo folga entre os diâmetros da árvore e do elemento movido, a inclinação da chaveta provocará na montagem uma determinada excentricidade, não sendo, portanto aconselhado o seu emprego em montagens precisas ou de alta rotação.

Figura 14.13 A figura a seguir mostra o modo de sacar a chaveta com cabeça.:

Figura 14.14 Educação Profissional 155

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14.1.2- Chaveta encaixada (DIN 141, 490 e 6883) É a chaveta mais comum e sua forma corresponde ao tipo mais simples de chaveta de cunha. Para facilitar seu emprego, o rasgo da árvore é sempre mais comprido que a chaveta. A mínimo = 2 . comprimento da chaveta

Figura 14.15

14.1.3 - Chaveta meia-cana (DIN 143 e 492) Sua base é côncava (com o mesmo raio do eixo). Sua inclinação é de 1:100, com ou sem cabeça. Não é necessário rasgo na árvore, pois transmite o movimento por efeito do atrito, de forma que, quando o esforço no elemento conduzido é muito grande, a chaveta desliza sobre a árvore.

Figura 14.16

14.1.4 - Chaveta plana (DIN 142 e 491) É similar a chaveta encaixada, tendo, porém, no lugar de um rasgo na árvore, um rebaixo plano. Sua inclinação é de 1:100 com ou sem cabeça. Seu emprego é reduzido, pois serve somente para a transmissão de pequenas forças.

Figura 14.17 14.1.5 - Chaveta tangencial (DIN 268 e 271) É formada por um par de cunhas com inclinação de 1:60 a 1:100 em cada rasgo. São sempre utilizadas duas chavetas e os rasgos são posicionados a 120º. Educação Profissional 156

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A designação tangencial é devido a sua posição em relação ao eixo. Por isso, e pelo posicionamento (uma contra a outra), é muito comum o seu emprego para transmissão de grandes forças, e nos casos em que o sentido de rotação se alterna.

Figura 14.17

Figura 14.18

14.1.6- Chaveta transversal Aplicada em uniões de órgãos que transmitem movimentos não só rotativos como também retilíneos alternativos. Quando é empregada em uniões permanentes, sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50. Se a união necessita de montagens e desmontagens frequentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15. Dupla (inclinação nos dois lados) Simples (inclinação em um lado)

Figura 14.19 14.1.7 - Chaveta paralela (DIN 269) É normalmente embutida e suas faces são paralelas, sem qualquer conicidade. O rasgo para o seu alojamento tem o seu comprimento. As chavetas embutidas nunca têm cabeça e sua precisão de ajuste é nas laterais, havendo uma pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e o fundo do rasgo elemento conduzido.

Figura 14.20 Educação Profissional 157

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A transmissão do movimento e das forças é feita pelo ajuste de suas faces laterais com as do rasgo da chaveta. A chaveta paralela varia quanto à forma de seus extremos (retos ou arredondados) e quanto à quantidade de elementos de fixação à árvore. Pelo fato de a chaveta paralela proporcionar um ajuste preciso na árvore não ocorre excentricidade, podendo, então, ser utilizada para rotações mais elevadas. É bastante usada nos casos em que o elemento conduzido é móvel.

Figura 14.21 14.1.8- Chaveta de disco ou meia-lua tipo woodruff (DIN 496 e 6888) É uma variante da chaveta paralela, porém recebe esse nome porque sua forma corresponde a um segmento circular. É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a montagem e se adaptar a conicidade do fundo do rasgo do elemento externo.

Figura 14.22

14.2 - ANEL ELÁSTICO É um elemento usado para impedir o deslocamento axial, posicionar ou limitar o curso de uma peça deslizante sobre um eixo. Conhecido também por anel de retenção, de trava ou de segurança. Deslocamento axial é o movimento no sentido longitudinal do eixo. Fabricado de aço para molas, tem a forma de anel incompleto, que se aloja em um canal circular construído conforme normalização.

14.2.1 - Tipos de anéis elásticos e aplicações Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 1000mm. Trabalha externamente - DIN 471.

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DIN 6799.25 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 390mm para rolamentos.26 Educação Profissional 159 Created with novaPDF Printer (www.Figura 14.5 e 1000mm.24 Aplicação: para eixos com diâmetro entre 8 e 24mm.com) . Figura 14. Trabalha externamente .DIN 472.23 Aplicação: para furos com diâmetro entre 9. Trabalha internamente . Figura 14. Figura 14.novaPDF.

Figura 14. oca ou maciça que serve para alinhamento. Figura 14.novaPDF. tolerâncias dimensionais.para pequenos esforços axiais. material e tratamento térmico.27 14. acabamento superficial.Anéis de secção circular .3 . fixação e transmissão de potência. 160 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. forma.28 Figura 14. Figura 14.PINOS É uma peça geralmente cilíndrica ou cônica.29 Os pinos se diferenciam por suas características de utilização.30 Os alojamentos para pinos devem ser calibrados com alargador que deve ser passado de uma só vez pelas suas peças a serem montadas.com) .

Pode resistir a grandes esforços transversais e é usado em diversas montagens. Figura 14.31 Esta calibragem é dispensada quando se usa pino estriado ou pino tubular partido (elástico).novaPDF.32 O principal esforço a que os pinos.3.com) . para diminuir os esforços de corte. revenido e retificado. Educação Profissional 161 Created with novaPDF Printer (www. maior o risco de cisalhamento e menor a precisão no ajuste. de modo geral.Figura 14. estão sujeitos é o de cisalhamento. geralmente associado a parafusos e prisioneiros. Por isso os pinos com função de alinhar ou centrar devem estar a maior distância possível entre si.1. Figura 14.Pino cilíndrico paralelo Pino de ajuste (guia) temperado É feito de aço-prata ou similar e é temperado.33 14. Quanto menor proximidade entre os pinos.

14.Pino de união Tem funções secundárias como em dobradiças para caixas metálicas e móveis. etc. para que se use a broca com essa medida antes de calibrar com alargador.com) . Tem por diâmetro nominal o diâmetro menor. Figura 14.2. com cabeça provida de ressalto para evitar o giro.35 Todos os pinos que apresentam furo ou rosca são usados como eixo para articulações ou para suportar rodas. A precisão destes pinos é j6. Figura 14.3. com cabeça e furo para cupilha. isto é. liso com furo para cupilha. m6 ou h8.3. 14. é temperado ou não e retificado.Pino cônico Feito geralmente de aço-prata.36 14. em caso de sobrecarga esse pino se rompe para que não quebre um componente de maior importância.Pino de segurança É usado principalmente em máquinas-ferramentas como pino de cisalhamento. com ponta roscada e cabeça.Figura 14. cabos.4. Figura 14.37 Existem pinos cônicos com extremidade roscada a fim de mantê-los fixos em casos de vibrações ou sacá-los em furos cegos. Educação Profissional 162 Created with novaPDF Printer (www.3.34 Pode ser liso.3.novaPDF. polias.

14.42 14. Educação Profissional 163 Created with novaPDF Printer (www. pino de ajuste e pino de segurança. A forma e o comprimento do entalhes determinam os tipos de pinos.novaPDF.Pino tubular fendido Também conhecido como pino elástico.39 Figura 14. é fabricado de fita de aço para mola enrolada. Quando introduzido. Figura 14. Este elemento tem grande emprego como pino de fixação. Seu uso dispensa o furo alargado. pois permite muitas desmontagens sem prejudicar o alinhamento dos componentes.3.Figura 14.6.41 Figura 14.40 O pino cônico tem largo emprego na construção de máquinas. além do que é possível compensar eventual desgaste ou alargamento do furo. O uso destes pinos dispensa o acabamento e a precisão do furo alargado. a fenda permanece aberta e elástica gerando o aperto.Pino estriado A superfície externa do pino estriado apresenta três entalhes e respectivos rebordos.5.3.com) .38 Figura 14.

Cupilha ou contrapino Trata-se de um arame de secção semicircular dobrado de tal forma a obter-se um corpo cilíndrico e uma cabeça. 15 . Seu funcionamento baseia-se no principio do atrito de deslizamento ou de rolamento. Figura 14. tratamento e acabamento. Tabela 15.Figura 14. A cupilha é usada principalmente para travar porcas-castelo.novaPDF. Figura 14.43 Figura 14.com) .47 Nota:Um pino qualquer ao se quebrar deve ser substituído por outro com as mesmas características de forma.1 – Vantagens dos rolamentos sobre os mancais de deslizamento Educação Profissional 164 Created with novaPDF Printer (www. A tabela 1 demonstra as vantagens dos mancais de rolamentos sobre os de deslizamento.44 Figura 14.MANCAIS São elementos de máquinas destinados a apoiar e condicionar o movimento de eixos e outros componentes. com fenda ondulada cujos cantos estão opostos entre si. Isto proporciona uma força de ajuste maior em relação ao pino elástico comum. material.3.46 14.7.45 Há um pino elástico especial chamado Connex.

por conseguinte. O anel externo (capa) é fixado na peça ou na caixa e o anel interno é fixado diretamente ao eixo.1 . 15. Os rolamentos são simplesmente rolamentos de máquinas constituídos por dois anéis de aço separados por uma ou mais fileiras de esferas ou rolos (Figura 15. chegaram-se-se aos mancais de rolamento ou simplesmente rolamentos. os rolamentos podem ser: a) Radiais . é necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa (Figura 15.1. Figura 15.2 – Rolamento rígido de esferas Educação Profissional 165 Created with novaPDF Printer (www. Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas. Figura 15. destacamos alguns tipos: .2).novaPDF. Sua capacidade de ajustagem angular é limitada.MANCAIS DE ROLAMENTO Quando se buscou diminuir sensivelmente os problemas de atrito de resistência à alta velocidade. encontrados nos mancais de deslizamento. c) Mistos .1.1 . 15.2 .15.1).Classificação dos rolamentos Quanto ao tipo de carga que suportam.suportam tanto carga axial quanto radial.Rolamento rígido de uma carreira de esferas: É o mais comum dos rolamentos. b) Axiais .com) .Tipos de rolamentos Diversos tipos de rolamentos foram desenvolvidos ao longo dos anos agregando várias tecnologias.1 – Estrutura de um rolamento de esferas Essas esferas ou rolos são mantidos eqüidistantes por meio do separador ou gaiola a fim de distribuir os esforços e manter concêntricos os anéis.suportam cargas radiais e leves cargas axiais.não podem ser submetidos a cargas radiais.

deve sempre ser montado contraposto a um outro rolamento que possa receber a carga axial no sentido contrário (Figura 15..Rolamento de rolo cilíndrico: É apropriado para cargas radiais elevadas e seus componentes são separáveis.6).novaPDF.Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos: Seu emprego é particularmente indicado para construções em que se exige uma grande capacidade de suportar carga radial e a compensação de falhas de alinhamento (Figura 15. o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular.4 – Rolamento autocompensador de esferas . portanto.3 – Rolamento de esferas de contato angular . o que facilita a montagem e desmontagem (Figura 15.5 – Rolamento de rola cilíndrico .4). Figura 15.6 – Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos Educação Profissional 166 Created with novaPDF Printer (www. Figura 15. compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15.5).Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas: Admite cargas axiais somente em um sentido.com) . Figura 15. ou seja.3). Figura 15.Rolamento autocompensador de esferas: É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no anel externo.

7 – Rolamento autocompensador de rolos . um contra o outro (Figura 15. existe uma distribuição uniforme de carga (Figura 15.com) . Os anéis são separáveis..9 – Rolamento axial de esfera Educação Profissional 167 Created with novaPDF Printer (www.9).7). Figura 15.novaPDF. Os rolos são de grande diâmetro e comprimento. porém. Figura 15.Rolamento de rolos cônicos: Além de cargas radiais. Para que as esferas sejam guiadas firmemente em suas pistas. não podem ser submetidos a cargas radiais. Devido ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas.8). de modo geral torna-se necessário montar os anéis aos pares. O anel interno e o externo podem ser montados separadamente.8 – Rolamento de rolos cônicos . os rolamentos de rolos cônicos também suportam cargas axiais em um sentido.Rolamento autocompensador com duas carreiras de rolos: É um rolamento para os mais pesados serviços. é necessária a atuação permanente de uma determinada carga axial mínima (Figura 15. Como só admitem cargas axiais em um sentido. Figura 15.Rolamento axial de esfera: Ambos os tipos de rolamento axial de esfera (escora simples e escora dupla) admitem elevadas cargas axiais.

10  d < 20 mm . em comparação com os rolamentos de rolos comuns. Figura 15.Série de rolamentos razoavelmente usada industrialmente.. d  500 mm . Figura 15.novaPDF. Por esta norma.com) . É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado (Figura 15.Rolamento axial autocompensador de rolos: Possui grande capacidade de carga axial e. sempre em maquinaria pesada.Série de rolamentos que é razoavelmente usada industrialmente.10 – Rolamento axial autocompensador de rolos .Série de rolamentos mais usada industrialmente esta é a série de maior importância prática.    Educação Profissional 168 Created with novaPDF Printer (www. 20  d < 500 mm . devido à disposição inclinada dos rolos.Designação dos rolamentos Os mancais de rolamentos têm designações alfanuméricas que auxiliam na sua identificação e padronização.11 – Rolamento de agulhas 15.11).3 . geralmente em máquinas pequenas. compensando possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo (Figura 15.1.Rolamento de agulhas: Possui uma secção transversal muito fina. A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento a propriedade de alinhamento angular. conforme se observa no resumo apresentado abaixo:  0 < d < 10 mm – Série de rolamentos pouco usada. também pode suportar consideráveis cargas radiais.10). em função do pequeno diâmetro interno. a designação é construída de acordo com a variação do diâmetro interno do rolamento (d). A Norma mais utilizada é a ISO.

.Tipos de Rolamentos e Suas Dimensões Padronizadas D – diâmetro externo.com) . este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY .d/5 YY YY YY .novaPDF..diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. axiais. B – largura de rolamentos radiais. este apresenta o seguinte esquema XXY X X X Y Y Onde: XXX – série do rolamento YY .. T – largura de rol. Radial Cônico Axiais Esquema comum de designações para rolamentos Variação do diâmetro interno [d] Esquema de Designação (Norma ISO) X X X / Y 0 < d < 10 mm Onde: XXX – série do rolamento Y .diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento. H – altura de rol.. cônicos. d – diâmetro interno. YY YY … = 04  d = 20 mm = 05  d = 25 mm = 06  d = 30 mm = 50  d = 250 mm = 51  d = 255 mm YY YY YY YY = 00 = 01 = 02 = 03     d = 10 mm d = 12 mm d = 15 mm d = 17 mm Valores para o diâmetro interno [d] Y = 1  d = 1 mm Y = 2  d = 2 mm Y = 3  d = 3 mm . Y = 8  d = 8 mm Y = 9  d = 9 mm 10  d < 20 mm 20  d < 500 mm Educação Profissional 169 Created with novaPDF Printer (www.

. Principais séries de rolamentos para indústria Tipo de Rolamento Série YY = 95  d = 475 mm YY = 96  d = 480 mm YYY = 500  d = 500 mm YYY = 643  d = 643 mm YYY = 750  d = 750 mm … YYYY = 1000  d = 1000 mm YYYY = 1500  d = 1500 mm Série do tipo 6 6 6 6 6 6 6 6 6 16 6 16 6 6 NU NU NU NU NU NU NJ NJ NJ NJ NJ NUP NUP Série de Largura (1) (1) (1) (0) (0) (0) 2 (0) 2 (0) 3 (0) 1 1 1 (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 (0) 2 (0) (0) 2 Rolamentos rígidos ou fixos de uma carreira de esferas Rolamentos de uma carreira de rolos cilíndricos 68 69 60 62 63 64 623 63 622 161 630 160 619 618 NU10 NU2 NU22 NU3 NU23 NU4 NJ2 NJ22 NJ3 NJ23 NJ4 NUP2 NUP22 Série do diam. externo 8 9 0 2 3 4 3 3 2 1 0 0 9 8 0 2 2 3 3 4 2 2 3 3 4 2 2 170 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www..diâmetro interno Observação: Quando algum número é omitido na série do rolamento..novaPDF. d  500 mm Onde: XXX – série do rolamento YYY. este apresenta o seguinte esquema XX/YYY.com) . .. Observação 2: Quando algum número é omitido na série do rolamento..Observação 1: d/5 = diâmetro interno dividido por 5. este apresenta o seguinte esquema XXYY X X X / YYY.

NUP3 NUP23 NUP4 N10 N2 N3 N4 NF2 NF3 NF4

NUP NUP NUP N N N N NF NF NF

(0) 2 (0) 1 (0) (0) (0) (0) (0) (0)

3 3 4 0 2 3 4 2 3 4

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo NA NA NA NA HK BK 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 2

Série de Largura 4 4 5 6 não há não há 2 2 3 3 0 2 3 0 2 3 3 4 3 4 2 3 1 2 1 1 1 1 2 2 2 3 3 3 9

Rolamentos radiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

NA48(NSK) NA49(NSK) NA59(NSK) NA69(NSK) HK(SKF) BK(SKF) 329 320 330 331 302 322 332 303 323 230 239 240 231 241 222 232 213 223 511 512 513 514 522 523 524 532 533 534 292

Série do diam. externo 8 9 9 9 não há não há 9 0 0 1 2 2 2 3 3 0 9 0 1 1 2 2 3 3 1 2 3 4 2 3 4 2 3 4 2 171

Rolamentos de rolos cônicos

Rolamentos autocompensadores de rolos

Rolamentos axiais de esferas ou escora simples

Rolamentos axiais

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autocompensadores de rolos

Rolamentos autocompensadores de esferas

293 294 10 12 13 22 23 112

2 2 1 1 1 2 2 1

9 9 (1) (0) (0) (2) (2) 1

3 4 0 2 3 2 3 2

Tipo de Rolamento

Série

Série do tipo 7 7 7 7 (0) (0) 4 4 5 5 5 5 5 5 QJ QJ NNU NNU AXK

Série de Largura (1) (1) (0) (0) 3 3 (2) (2) 4 2 4 2 4 2 (0) (0) 4 3 Não há

Rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular

Rolamentos de duas carreiras de esferas de contato angular Rolamentos rígidos ou fixos de duas carreiras de esferas Rolamentos axiais de duas carreiras de esferas ou escora dupla

Rolamentos de Rolamentos de quatro pontos de contato Rolamentos de duas carreiras de rolos cilíndricos Rolamentos axiais de agulhas Obs: os rolamentos SKF possuem designação diferente, veja as observações no final deste esquema.

79 70 72 73 33 32 43 42 544 524 543 523 542 522 QJ3 QJ2 NNU49 NN30 AXK

Série do diam. externo 9 0 2 3 3 2 3 2 4 4 3 3 2 2 3 2 9 0 Não há

OBSERVAÇÕES: há alguns casos particulares em que a norma ISO não é aplicada por algum fabricante Tipo de Rolamento Esquema de Designação Z X X Y Y Rolamento radial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rol. de agulhas, se for igual a HK é um rolamento sem fundo, se for BK é um rolamento com fundo; Educação Profissional Exemplo Designação - BK 1012 Rolamento radial de agulhas, com fundo, diâmetro interno de 10 mm e largura 12 mm.

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XX - diâmetro interno YY - largura do rolamento.

Z X X Y Y Rolamento axial de Agulhas da SKF Onde: Z – representa o tipo do rolamento, neste caso AXK. XX - diâmetro interno YY - diâmetro externo.

Designação - AXK 1730 Rolamento axial de agulhas, diâmetro interno de 17 mm e diâmetro externo 30 mm.

15.2 - MANCAIS DE DESLIZAMENTO São conjuntos destinados a suportar as solicitações de peso e rotação de eixos e árvores. Os mancais estão submetidos ao atrito de deslizamento que é o principal fator a considerar para sua utilização.

15.2.1 - Classificação dos mancais Pelo sentido das forças que suportam, os mancais classificam-se em: axiais (Figura 15.12), radiais (Figura 15.13) e mistos (Figura 15.14).

Figura 15.12 – Mancal axial

Figura 15.13 – Mancal radial

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14 – Mancal misto 15.15 – Detalhes construtivos de um mancal axial .15).com) . 15. Figura 15.16).3 – Tipos de mancais de deslizamento .novaPDF.2 .Formas construtivas dos mancais Os mancais.2. Podem ser construídos para girar em sentido único ou em duplo sentido.2.16 – Detalhes construtivos de um mancal radial inteiriço Educação Profissional 174 Created with novaPDF Printer (www.Mancal inteiriço: Feito geralmente de ferro fundido e empregado como mancal auxiliar embuchado ou não.Mancal axial: Feito de ferro fundido ou aço tem como fator principal à forma da superfície que deve permitir uma excelente lubrificação. em sua maioria. sendo importante em sua consecução os entalhes para lubrificação (Figura 15. Figura 15. Suporta esforços radiais (Figura 15.Figura 15. A bucha pode ser dispensada em casos de pequena solicitação. são constituídos por uma carcaça e uma bucha.

17 – Detalhes construtivos de um mancal radial ajustável . Empregado para exigências médias (Figura 15. Os sinterizados são autolubrificantes por serem mergulhados em óleo quente após sua fabricação. Os materiais mais usados são: bronze fosforoso. à temperatura de trabalho e à corrosão. Empregado geralmente em tornos e máquinas que devem funcionar com folga constante (Figura 15.Materiais para buchas Os materiais para buchas devem ter as seguintes propriedades: a) Baixo módulo de elasticidade.18).17). g) Coeficiente de dilatação semelhante ao do aço..18 – Detalhes construtivos de um mancal radial bipartido 15. Este processo faz com que o óleo fique retido na porosidade do material e com o calor do trabalho venha à superfície cumprir sua função. Educação Profissional 175 Created with novaPDF Printer (www. à fadiga. bronze ao chumbo. d) Boa capacidade de absorver corpos estranhos. Figura 15. ligas de alumínio. e) Resistência à compressão. b) Baixa resistência ao cisalhamento. para facilitar a acomodação à forma do eixo. A bucha tem sempre forma que permite reajuste radial. f) Boa condutibilidade térmica. c) Baixa soldabilidade ao aço. materiais plásticos como o náilon e o politetrafluretileno (teflon).Mancal reto bipartido: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado com buchas de bronze ou casquilhos de metal antifricção. para efeito de limpar a película lubrificante. para evitar defeitos e cortes na superfície. para facilitar o alisamento da superfície. latão. ligas de cobre sinterizado com adição de chumbo ou estanho ou grafite em pó. Figura 15. metal antifricção.novaPDF.4 .2.Mancal ajustável: Feito de ferro fundido ou aço e embuchado.com) .

1 .2 – Tipos de vedadores Existe uma grande variedade de vedadores.1 – VEDADORES São elementos destinados a proteger máquinas ou equipamentos contra a saída de líquidos e gases. São fabricadas a partir de vários materiais escolhidos de acordo com o produto a ser vedado e o meio externo de Educação Profissional 176 Created with novaPDF Printer (www. a desgaste e a envelhecimento.2). a calor. a) Vedação estática: Não existe movimento considerado entre as parte envolvidas (Figura 16. uma vez que são desenvolvidos para atender aos mais variados projetos de máquinas. O desempenho do elemento de vedação depende de sua capacidade de preencher os espaços entre as peças envolvidas.16 . Figura 16. 16. As partes a serem vedadas podem estar em repouso ou movimento. Além disso. Em função da solicitação as vedações são feitas em diversos formatos e diferentes materiais.1. São genericamente conhecidas como juntas.2 – Exemplo de vedação dinâmica 16. Juntas: Exercem a vedação de forma estática nas máquinas e equipamentos. Figura 16. retentores.1.1).com) .novaPDF.ELEMENTOS DE VEDAÇÃO 16.Classificação dos elementos de vedação a) Vedação estática. Uma vedação deve resistir a meios químicos. b) Vedação dinâmica. e a entrada de sujeira ou pó. a pressão. possuem uma enorme gama de medidas para cada tipo de vedador. gaxetas e guarnições.1 – Exemplo de vedação estática b) Vedação dinâmica: Existe movimento de qualquer das partes com o elemento de vedação (Figura 16.

Figura 16.novaPDF.4 – Exemplo de juntas de borracha Juntas de plástico: Especialmente os polímeros do tipo Nylon. além de outros fatores como pressão interna do produto a vedar. Figura 16. A ordem de aperto dos parafusos tem de ser respeitada para uniformizar a massa (Figura 16.  Junta plástica ou veda junta . e tipos semi-sectivos que mantêm a elasticidade para compensar a dilatação. também. Figura 16. Educação Profissional 177 Created with novaPDF Printer (www.6).4). entre outros. como auxiliares nas vedações com guarnições de papelão ou cortiça. alumínio cobre latão ou ligas são muito utilizadas na mecânica.com) .3 – Junta de papelão hidráulico Juntas de borracha: Fabricadas em borracha natural ou sintética (Figura 16.são produtos químicos em pasta usados em superfícies rústicas ou irregulares. especialmente em aplicações sob altas temperaturas. Empregados.5 – Exemplos de juntas de plástico (Teflon) Juntas metálicas: Fabricadas em aço. acabamento das superfícies a vedar. Teflon.3). Poliuretano estão sendo cada vez mais utilizados pela sua capacidade de vedação e resistência à deterioração (Figura 16.trabalho.5). Exemplos de juntas: Papelão hidráulico: Fabricado a partir de amianto ou não amianto com borrachas e ligantes (Figura 16. Existem tipos que se erigissem e são usados para alta pressão.

9).8).8 – Exemplos de tipos anel “O” Retentor .com) .9 – Exemplos de vedação com retentores Educação Profissional 178 Created with novaPDF Printer (www. Figura 16.novaPDF.é feito de borracha ou couro.Figura 16. Figura 16. Podem ser usados para vedação elástica ou dinâmica (Figura 16.7 – Exemplos de aplicações dos anéis tipo “O” Figura 16. entre outras (Figura 16. É um dos elementos de vedação mais comum. Alguns tipos possuem uma carcaça metálica para ajuste no alojamento. motores de combustão interna.usados em diversas aplicações.7).6 – Aplicação de junta plástica Anel tipo “0” de borracha e secção circular . também apresentam um anel de arame ou mola helicoidal para manter a tensão ao vedar (Figura 16. válvulas em geral. tem perfil labial e veda principalmente peças móveis. tais como vedações em componentes hidráulicos e pneumáticos.

10). ou em anéis já prontos para a montagem (Figura 16.11).12). São utilizadas principalmente em bombas centrífugas e válvulas (Figura 16. As gaxetas são fabricadas em forma de corda.10 – Aplicação da gaxeta Figura 16.com) .novaPDF. para serem recortadas.11 – Confecção das gaxetas Selo mecânico: É um vedador de precisão que utiliza princípios hidráulicos para reter os fluídos.Gaxetas: São conhecidos por gaxeta os elementos vedantes que permitem ajustes à medida que a eficácia da vedação vai diminuindo. Figura 16. A vedação exercida pelo selo mecânico se processa em dois momentos: a vedação principal e a secundária (Figura 16. Educação Profissional 179 Created with novaPDF Printer (www.

indústria têxtil (bombas de tintura). usinas termoelétricas e nucleares.Figura 16. b) Teflon. reduz a perda de potência da bomba. O selo mecânico é usado em equipamentos de grande importância como aqueles usados em refinarias (bombas de transporte). conseqüentemente. f) Permite operar com segurança fluídos tóxicos. indústria de bebidas (fabricação de cerveja). e) Reduz o tempo de manutenção. A alta temperatura deve ser mantida dentro de uma faixa tolerável e os abrasivos Educação Profissional 180 Created with novaPDF Printer (www. para evitar que isso aconteça. d) Grafoil. substitui-se o atrito sólido pelo atrito fluído. f) Carvão. energia (bombas de climatização de caldeira). Funcionamento do selo mecânico: A grande quantidade de calor gerada nas faces seladoras devido ao atrito entre as superfícies pode dar origem à falhas e desgastes do selo. com a finalidade de penetrar por entre as faces seladoras e mantê-las afastadas uma da outra. Os materiais empregados na fabricação dos componentes de um selo mecânico são: a) Viton. b) Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha.novaPDF.com) . em que o líquido tem a função de lubrificar e refrigerar o selo. indústria química (bombas padronizadas). d) Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão normais do eixo rotativo. faz-se circular um líquido adequado pela caixa de gaxeta. corrosivos ou inflamáveis. isto é.12 – Aplicação do selo mecânico Vantagens do selo mecânico: a) Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de vedação. tratamento de água e esgoto (bombas de lama bruta). construção naval (bomba principal de refrigeração por água do mar). c) Buna Nitrílica. indústria da construção (bomba de submersão). e) Kalrez. Os principais fatores que prejudicam o bom funcionamento do selo são a alta temperatura e os abrasivos. c) A vazão ou fuga do produto em operação é mínima ou invisível.

Altura da cabeça. porcas e arruelas são peças metálicas de vital importância na união e fixação dos mais diversos elementos de máquina. b) Refrigeração da sede do selo. c) Lubrificação das faces seladoras. Comprimento do corpo. 17.1 . Comprimento da rosca. afastamentos e acabamento. tratamento térmico. 181 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. e) Recirculação com anel bombeador.1). ou seja: material.novaPDF.Dimensão dos parafusos As dimensões principais dos parafusos são:     Diâmetro externo ou maior da rosca. d) Lavagem ou circulação. sextavada.com) . 17 . Por sua importância. quadrada ou redonda (Figura 17. PORCAS E ARRUELAS. g) Selo duplo. h) Suspiro e dreno.PARAFUSOS O parafuso é formado por um corpo cilíndrico roscado e por uma cabeça que pode ser hexagonal. Parafusos. Os sistemas auxiliares mais usados para diminuir ou evitar os problemas de funcionamento do selo são: a) Refrigeração da caixa de selagem.1.1 – Parafusos com cabeça sextavada e quadrada 17. a especificação completa de um parafuso e sua porca engloba os mesmos itens cobertos pelo projeto de um elemento de máquina. dimensionamento. tolerâncias.PARAFUSOS.devem ficar afastados da película lubrificante formada entre as faces seladoras. Figura 17. Isto é conseguido por meio de “sistemas auxiliares”. f) Abafamento.1 .

De ponta atuante. o parafuso com porca é chamado passante (Figura 17. Figura 17.7 e 17. Allen.1.4).3 – Parafuso com rosca parcial Figura 17.8).novaPDF. 17.4 – Parafuso com rosca total .6 – Exemplos de parafusos com porcas .Tipos de parafusos Os parafusos podem ser:      Sem porca.2 – fixação com parafuso Figura 17.2 . Nesse caso.2). esta pode ser substituída por um furo com rosca em uma das peças. Prisioneiro.5 – Fixação parafuso com porca Figura 17.Parafuso sem porca: Nos casos onde não há espaço para acomodar uma porca. Distância do hexágono entre planos e arestas.com) . Os parafusos podem ter rosca (Figura 17. a união entre as peças é feita com o auxílio de porcas e arruelas.Parafuso com porca: Às vezes.5 e 17.6). Educação Profissional 182 Created with novaPDF Printer (www. .3) ou total ou parcial (Figura 17. Figura 17. O comprimento do parafuso refere-se ao comprimento do corpo. Com porca. A união dá-se através da passagem do parafuso por um furo passante na primeira peça e rosqueamento no furo com rosca da segunda peça (Figura 17. Consiste numa barra de seção circular com roscas nas duas extremidades (Figura 17.Parafuso prisioneiro: O parafuso prisioneiro é empregado quando se necessita montar e desmontar parafuso sem porca a intervalos freqüentes.

São hexagonais. Possui fenda ou sextavado interno (Figura 17.8 – Fixação por parafuso prisioneiro . quadradas ou redondas e servem para dar aperto nas uniões de peças ou.9 – Fixação por parafuso allen .2 – PORCAS Porcas são peças de forma prismática ou cilíndrica. Castelo. que é geralmente cilíndrica e recartilhada. em alguns casos. Possui um furo hexagonal de aperto na cabeça.Figura 17.10). Borboleta. para auxiliar na regulagem.com) .1 .9).Parafuso Ponta Atuante: O parafuso de ponta atuante não tem cabeça e serve para fixar peças em eixos.7 – Exemplo de parafuso prisioneiro Figura 17.10 – Exemplo de parafuso de ponta atuante 17. Para o aperto. Figura 17. Educação Profissional 183 Created with novaPDF Printer (www. utilizasse uma chave especial: a chave Allen (Figura 17. sextavadas. providas de um furo roscado onde são atarraxadas ao parafuso.novaPDF.Tipos de porcas São os seguintes os tipos de porcas:     Sextavada.Parafuso Allen: O parafuso Allen é fabricado com aço de alta resistência à tração e submetido a um tratamento térmico após a conformação. 17.2. Cega (ou remate). Figura 17.

com) .12 – Exemplo de porca castelo .13).Porca castelo: A porca castelo é uma porca hexagonal com seis entalhes radiais. esse tipo de porca é empregado quando a montagem e a desmontagem das peças são necessárias e freqüentes (Figura 17. Geralmente fabricada em aço ou latão.novaPDF. Figura 17. de modo que uma cupilha possa ser passada para travar a porca (Figura 17.14). Figura 17. .11). que se alinham com um furo no parafuso.13 – Exemplos de porcas cegas . Figura 17. podendo ser feita de aço ou latão. ocultando a ponta do parafuso.Porca sextavada: A porca sextavada é o tipo mais comum. usada para fixar os parafusos nas peças (Figura 17. uma das extremidades do furo rosqueado é encoberta.12).14 – Exemplo de porca borboleta Educação Profissional 184 Created with novaPDF Printer (www. Contraporcas.Porca borboleta: Possui saliências parecidas com asas para proporcionar o aperto manual. É geralmente cromada e possibilita um acabamento de boa aparência (Figura 17. Figura 17. coincidentes dois a dois.Porca cega (ou remate): Nesse tipo de porca.11 – Exemplos de porcas sextavadas .

são furadas a partir de chapas brutas.15 – Travamento por contraporca 17. Suprimir folgas axiais (isto é. de pouca espessura.Contraporcas: As porcas sujeitas a cargas de impacto e vibração apresentam tendência a afrouxar. Evitar desgaste da cabeça do parafuso ou da porca. Evitar deformações nas superfícies de contato.. com um furo no centro.15). e para sua travação são necessárias duas chaves de boca (Figura 17. Arruela de pressão.novaPDF. fibra e couro são extensivamente usadas na vedação de fluidos. Por medida de economia utiliza-se uma porca mais fina. Arruela estrelada. Um dos meios de travar uma porca é através do aperto de outra porca contra a primeira. .com) .16 – Exemplos de arruelas lisas 185 Educação Profissional Created with novaPDF Printer (www. As arruelas servem basicamente para:      Proteger a superfície das peças. o que pode causar danos às máquinas.16) Figura 17. mais baratas.3. no sentido do eixo) na montagem das peças. Figura 17.Tipos de arruelas Os três tipos de arruela mais usados são:    Arruela lisa.Arruela lisa (ou plana): Geralmente é feita de aço e é usada sob uma porca para evitar danos à superfície e distribuir a força do aperto. Evitar que a porca afrouxe. pelo qual passa o corpo do parafuso. alumínio. neste caso. A maioria das arruelas é fabricada em aço. As arruelas de cobre. mas o latão também é empregado. mas as de melhor qualidade são usinadas e têm a borda chanfrada como acabamento (Figura 17.3 – ARRUELAS São peças cilíndricas. 15. são utilizadas com porcas e parafusos de latão.1 . As arruelas de qualidade inferior.

Arruela estrelada (ou arruela de pressão serrilhada): é de dentes de aço de molas e consiste em um disco anular provido de dentes ao longo do diâmetro interno ou diâmetro externo. Os dentes são torcidos e formam pontas aguçadas. feita de aço de mola de seção retangular.18). No par de rodas dentadas. a de menor número de dentes é chamada de pinhão. as próprias rodas dentadas são chamadas de engrenagens (Figura 18.com) . gerando uma grande força de tração entre a porca e a superfície (Figura 17. modificando a velocidade e permitindo a transmissão de potências elevadas.novaPDF. Figura 17. enquanto a maior é a coroa. Coroa Pinhão Figura 18.. os dentes se aplainam penetrando nas superfícies da porca e da peça em contato.1 – Exemplo de par de engrenagens Educação Profissional 186 Created with novaPDF Printer (www.17 – Exemplo de arruela de pressão . As engrenagens são órgãos de contato direto e movimento misto: deslizamento e rolamento.17).Arruela de pressão: A arruela de pressão consiste em uma ou mais espiras de mola helicoidal. Sua finalidade é transmitir o movimento de rotação de um eixo para outro. a arruela se comprime. A teoria das engrenagens baseia-se nos rodetes. Figura 17. pois as engrenagens ou rodas dentadas nada mais são do que rodetes dispondo de saliências e reentrâncias que se conduzem mutuamente e dão origem aos chamados dentes de engrenagens.18 – Exemplos de arruelas estreladas 18 – ENGRENAGENS São conjuntos (um par no mínimo) de rodas dentadas destinadas à transmissão de movimento e potência. Quando a porca é apertada. Quando a porca é apertada. Na linguagem corrente. A arruela estrelada com dentes externos é empregada em conjunto com parafusos de cabeça chanfrada (Figura 17.1).

TIPOS DE ENGRENAGENS 18. É usada em transmissão que requer mudança de posição das engrenagens em serviço.3). Figura 18. pois é fácil de engatar.18.3 – Engrenagens cilíndricas de dentes retos Educação Profissional 187 Created with novaPDF Printer (www.1 .Engrenagem cilíndrica de dentes retos Os dentes são dispostos paralelamente entre si e em relação ao eixo. por causa do ruído que produz (Figura 18. Figura 18. é importante reconhecer a denominação atribuída aos seus elementos básicos (Figura 18.1 – NOMENCLATURA Considerando a forma construtiva das engrenagens.2 – Nomenclatura dos principais elementos de uma engrenagem 18.2).com) .2. É o tipo mais comum de engrenagem e o de mais baixo custo.novaPDF.2 . É mais empregada na transmissão de baixa rotação do que na de alta rotação.

4 – Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais 18.5 – Engrenagem cilíndrica com dentes internos 18. Figura 18. permitindo uma economia de espaço e distribuição uniforme da força.4 . Figura 18. As duas rodas do mesmo conjunto giram no mesmo sentido (Figura 18.5).2.novaPDF.Engrenagem cilíndrica com dentes internos É usada em transmissões planetárias e comandos finais de máquinas pesadas.6 – Engrenagem cilíndrica com cremalheira Educação Profissional 188 Created with novaPDF Printer (www.2 .2.4).6).3 .18. É usada para transformar movimento giratório em longitudinal (Figura 18. Figura 18.Engrenagem cilíndrica com cremalheira A cremalheira pode ser considerada como uma coroa dentada com diâmetro primitivo infinitamente grande. Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e também para eixos que formam um ângulo qualquer entre si (Figura 18. É usada em transmissão fixa de rotações elevadas por ser silenciosa devido a seus dentes estarem em componente axial de força que deve ser compensada pelo mancal ou rolamento.com) .2.Engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais Os dentes são dispostos transversalmente em forma de hélice em relação ao eixo.

eliminando a necessidade de compensar esta força nos mancais. Educação Profissional 189 Created with novaPDF Printer (www. A engrenagem cônica é usada para mudar a rotação e direção da força.8 – Engrenagem bi-helicoidais 18. Pode ser fabricada em peça única ou em duas metades unidas por parafusos ou solda. Isso permite a compensação da força axial na própria engrenagem.2.8). Neste último caso só é admissível o sentido de giro no qual as forças axiais são dirigidas uma contra a outra (Figura 18. geralmente de 30 a 45º.2.7 .6 . Para que cada parte receba metade da carga.9).7 – Engrenagem cônica com dentes retos 18. diminui a precisão e requer uma montagem precisa para o funcionamento adequado. pois com este formato de dentes consegue-se o engrenamento simultâneo de dois dentes (Figura 18.18.com) . podendo ser menor ou maior.Engrenagem cilíndrica com dentes em “V” ou bi-helicoidais Conhecida também como engrenagem espinha de peixe. Os dentes das rodas cônicas têm um formato também cônico. o ângulo de interseção é geralmente 90º. a engrenagem em espinha de peixe deve ser montada com precisão e uma das árvores deve ser montada de modo que flutue no sentido axial. Possui dentado helicoidal duplo com uma hélice à direita e outra à esquerda.Engrenagem cônica com dentes helicoidais Empregada quando o par de rodas cônicas deve transmitir grandes potências e girar suavemente. em baixas velocidades (Figura 18.novaPDF. Usam-se grandes inclinações de hélice. Figura 18.Engrenagem cônica com dentes retos É empregada quando as árvores se cruzam. Figura 18.2. o que dificulta sua fabricação.5 .7).

61 41.10 14.08 5.m = 0.30 70 7.57 39.30 24.06 13.91 57.8 .22 21.69 44.Figura 18.02 63.9 – Engrenagem cônica com dentes helicoidais 18.24 50 (Kgf.novaPDF.12 16.89 55.04 64. O sem-fim e a coroa servem para transmissão entre dois eixos perpendiculares entre si.18 19.97 60.02 11.00 62. metro (N.37 29.49 34.39 30.79 50.10197 Kgf.33 27. devendo o conjunto funcionar em banho de óleo (Figura 18.87 45. São usados quando se precisa obter grande redução de velocidade e conseqüente aumento de momento torsor.com) .35 28.m) 4.Parafuso sem-fim e engrenagem côncava (coroa) O parafuso sem-fim é uma engrenagem helicoidal com pequeno número (até 6) de dentes (filetes).36 Educação Profissional 190 Created with novaPDF Printer (www.22 30 3.14 17.16 18.m Nm 0 100 200 300 400 500 600 0 0.76 48.93 58. Nos engrenamentos sem-fim.83 53. A fim de manter o desgaste e a geração de calor dentro dos limites. como nas engrenagens helicoidais.85 54. Entre o sem-fim e a coroa produz-se um grande atrito de deslizamento.81 52.31 26.77 49.20 20 204 12.24 22.26 66.59 40.26 23.47 25.10).99 61.16 70.41 31.95 59.34 90 9.10 – Sem-fim coroa ANEXO Tabela de conversão de torques Newton.20 20.14 69. Figura 18.m) 1 N.67 35.10 67.18 10 1.55 38.51 36.m) em Kilograma-força.73 47.63 42.12 68.28 15.2.32 80 8.65 43.08 65.00 10. adequam-se os materiais do sem-fim (aço) e da coroa (ferro fundido ou bronze).06 50.45 33.43 32.63 37.28 40 60 6.71 46. metro (Kgf. aparecem forças axiais que devem ser absorvidas pelos mancais.

m Lbf.868 86.04 35.73 99.38 14.89 108.68 134.77 101.96 2 2.70 115.54 19.38 8.66 28.02 52.56 107.50 87.cm 1 100 9.19 124.20 25.82 142.90 13.83 43.42 73.0723 7.88 66.90 47.86 16.00102 10.18 57.90 75.81 104.26 37.metro (N.11 46.45 56.25 68.14 29.78 20.94 72.83 64.02 21.56 90.24 147.38 81.22 86.m 0.80 1 0.42 42.07 17.10 25.77 119.356 Nm) Lbf.42 83.700 800 900 1000 71.00 93.49 23.24 23.75 138.00 62.71 18.75 58.68 54.53 145.09 78.54 2 1.49 4 6 4.pol Lbf.34 33.52 36.87 107.00738 0.45 25.01152 13.04 135.18 143.02 6.02 74.04 55.59 16.74 8.16 82.78 67.m 0.23 7 5.7 11.50 22.21 9.26 128.59 70.87 85.17 12.38 45.novaPDF.04 66.92 58.7376 0.46 141.38 75.42 18.32 52.76 53.61 50.73 77.01 1 0.62 93.40 28.58 91.pé em Newton.13 80.29 90.72 96.56 64.46 85.67 4 (Nm) 5.43 98.48 42.41 117.17 63.12 15.60 1 1.68 73.27 29.99 73.58 88.197 0.76 39.pé = 1.54 50.51 84.14 60.59 78.pé (Lbf.cm = Kgf.09 63.24 67.97 54.80 5 6 7 8 9 1 Lbf.11298 1.54 89.46 61.63 111.98 32.0885 8.79 102.97 24.87 61.07 97.41 37.11 76.75 77.93 110.75 100.71 56.pé) 1 N.65 92.43 11.99 112.62 130.233 0.64 14.44 84.49 53.807 980.85 104.47 70.80 50.23 47.31 34.71 98.95 41.pé Nm 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 7.88 30.64 94.57 33.01 100 1 1.62 31.76 22.55 126.53 65.298 135.61 55.94 89.33 132.14 101.16 74.796 1 12 = Lbf.63 76.152 0.85 24.11 79.84 123.48 8.66 73.19 44.37 70.pé) 2.851 0.33 11.28 109.85 40.92 28.16 43.60 69.01 5 (Lbf.05 36.56 27.12 40.92 108.10197 1 0.66 59.3558 Unidade de medição = Kgf.m = 0.07 77.01 74.85 78.35 31.58 = N.70 35.06 116.83 32.26 48.36 14.60 92.15 Libra força.33 48.44 80.64 45.44 Fator de cálculos de torque Unidade conhecida N.50 103.45 12.07 17.63 31.825 0.90 44.07 49.31 3 4.73 69.77 39.cm Kgf.21 71.78 100.81 19.14 21.09 78.28 51.28 3 2.83 105.66 95.95 3.59 47.85 108.97 51.pé = 12 Lbf.40 59.70 97.40 82.0833 1 Educação Profissional 191 Created with novaPDF Printer (www.cm N.35 62.05 76.47 33.36 94.91 109.73756 Lbf.10 59.metro (1 Lbf.09807 9.74 9.69 10.97 8 5.30 65.m Kgf.34 113.48 122.90 127.68 96.06 80.97 72.80 81.10197 0.31 71.pol Newton.39 56.40 136.70 9 6.82 62.13825 = Lbf.28 20.54 46.89 146.com) .807 0.69 42.pol 0.93 27.95 111.78 36.09 10.48 86.m) em libra-força.11 136.12 120.03 75.32 79.19 26.21 105.pé = N.21 39.97 131.52 67.pé 0.71 16.pé 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 0 13.52 88.00 38.

Josino Ferreira de. CEFETES. Mecânica: Manutenção. Rio de Janeiro: Qualitymark: Abraman. Gestão estratégica e técnicas preditivas. Manutenção: Combate aos custos da nãoeficácia. São Paulo: Ícone editora. ETFES. Espírito Santo: SENAI/CST. Organização da Manutenção. Alan. Equipamentos. Ronaldo Neves. Catalogo de Ferramentas – O seu parceiro em ferramentas profissionais. CRUZ. TELECURSO2002.novaPDF. Rio de Janeiro: Qualitymark: Abraman. Sinalização e Movimentação de Cargas. 2003.s/ ano. 1999. MIRSHAWKA. NETO. Ferramentas. Mecânica: Noções Básicas de Amarração. SENAI. Educação Profissional 192 Created with novaPDF Printer (www. Gestão estratégica e Manutenção Autônoma. 2002. Máquinas GEDORE. 2002. SENAI. 1995. Mecânica: Procedimento de Segurança e Higiene do Trabalho. Jairo Estevão. OLMEDO.com) .BIBLIOGRAFIA AMORIM. Robison Orlando. ROCCA. Renilton Operatrizes I – Ferramentaria. Carlos. Napoleão Lupes. GOMES. 1996. ULIANA. Makron Books. Victor. Espírito Santo: SENAI/CST. Valdir Aparecido dos. KARDEC. SANTOS. Alan. José Nunes. KARDEC. Manual prático da manutenção industrial. Editora Globo. 1996. 2002. 2003.

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