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Farmacotécnica - Vias de Administração de Fármacos - Via Endovenosa

Farmacotécnica - Vias de Administração de Fármacos - Via Endovenosa

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Trabalho da disciplina de Farmacotécnica, do 3º ano do curso de Farmácia e Bioquímica da Universidade Paulista (campus Araçatuba).

Trata da via endovenosa de administração de fármacos, descrevendo seu embasamento farmacocinético, as formas farmacêuticas relacionadas, aspectos da prática de aplicação de injetáveis, etc.

Tem por objetivo reunir e expor um apanhado geral, mas razoavelmente completo, de um dos sistemas de liberação de fármacos mais utilizado atualmente.
Trabalho da disciplina de Farmacotécnica, do 3º ano do curso de Farmácia e Bioquímica da Universidade Paulista (campus Araçatuba).

Trata da via endovenosa de administração de fármacos, descrevendo seu embasamento farmacocinético, as formas farmacêuticas relacionadas, aspectos da prática de aplicação de injetáveis, etc.

Tem por objetivo reunir e expor um apanhado geral, mas razoavelmente completo, de um dos sistemas de liberação de fármacos mais utilizado atualmente.

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Published by: Henrique Páros on May 18, 2009
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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP

André Luis, Helen, Henrique, Marilei, Raoni e Thaís.

TRABALHO VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE FÁRMACOS VIA ENDOVENOSA

Araçatuba 2007

Avaliação do Professor

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE FÁRMACOS VIA ENDOVENOSA 1. Conceito: A via de administração de fármacos conhecida como endovenosa é parte do grupo de vias de administração denominado de parenteral. O termo parenteral deriva do grego para, que significa “além” e enteron, que significa “intestino”, e juntos, indicam algo realizado fora do intestino e não através do sistema alimentar; ou seja, constitui uma operação que não utiliza a cavidade oral e nem o sistema gastrintestinal para ser realizado. Os fármacos administrados pela via parenteral são injetados com uma agulha fina no organismo, em vários locais e em várias profundidades. As principais vias de administração parenteral são endovenosa (conhecida também como intravenosa ou IV, e é aquela tratada ao longo deste trabalho), intramuscular (ou IM), intradérmica (também chamada ID e intracutânea) e subcutânea (cujos sinônimos são hipodérmica e “hipo”). 2. Vantagens e Desvantagens: A via endovenosa possui vantagens e desvantagens em sua utilização, assim como as demais vias de administração. Como vantagens podem-se citar:

• Não existe absorção do medicamento pelo organismo: os fatores relevantes para
absorção (encontrados em outras vias de administração, como a oral) são contornados pela injeção endovenosa de fármacos em solução aquosa, porque a biodisponibilidade é completa e rápida; resultando em um início de ação quase que imediato e tornando esta a via preferida em situações de emergência, onde a administração intravenosa de um medicamento pode ser responsável pela preservação de uma vida, devido à colocação do medicamento diretamente na circulação e à sua pronta ação;

• Possibilidade de liberação controlada do medicamento no organismo: pode ser
realizada a “titulação” da liberação do fármaco com uma acurácia e proximidade que não são possíveis por quaisquer outros meios. Por exemplo, na indução anestésica em cirurgias, a dose de um fármaco não é predeterminada, mas ajustada de acordo com a resposta do paciente;

• Permite a administração de fármacos irritantes: uma vez que as paredes dos vasos
sanguíneos são relativamente insensíveis e o fármaco, se injetado lentamente, é em grande parte diluído pelo sangue, existe uma possibilidade muito pequena de que ocorram reações à injeção de um medicamento que poderia causar irritação à mucosa gástrica, por exemplo;

• A administração é possível mesmo sem a cooperação do paciente: diferentemente de
outras vias de administração, a via endovenosa permite a medicação de um paciente mesmo sem sua colaboração. Como exemplo pode-se citar as situações de emergência, onde o paciente se encontra normalmente inconsciente, ou ocasiões onde o paciente se recusa a cooperar ou é incapaz de reter qualquer coisa administrada por via oral;

• Evita a ação do suco gástrico e o efeito de primeira passagem: a administração
endovenosa é mais adequada aos fármacos facilmente destruídos ou desativados no trato gastrintestinal ou ainda que sejam muito mal absorvidos. Além disso, a injeção endovenosa evita quase completamente que um fármaco passe pelo fígado, onde sofreria o efeito de

primeira passagem. Este efeito consiste essencialmente numa metabolização de parte do fármaco pelo fígado, que conseqüentemente incorreria em uma diminuição da biodisponibilidade do mesmo, exigindo que uma dose maior fosse utilizada para atingir o mesmo efeito terapêutico (fato que aumentaria a toxicidade do medicamento e que pode ser facilmente contornado pela administração intravenosa);

• Propicia meios para restaurar o equilíbrio ácido-base e o volume sanguíneo do
organismo, além de permitir a manutenção ou reposição das reservas orgânicas nutricionais e de água em pacientes incapazes de manter uma ingestão adequada: esta via de administração permite, através da injeção de soluções especificamente preparadas, o ajuste e manutenção do equilíbrio ácido-base do sangue. A via endovenosa também é utilizada na administração de transfusões sanguíneas, uma vez que, naturalmente, é possível inserir sangue no organismo do paciente receptor diretamente em seu sistema circulatório (repondo assim o volume sanguíneo). Por fim, nos últimos anos tem sido estudada a administração de grandes volumes de medicamentos por via endovenosa, procurando-se conseguir preparações que permitam a alimentação total do doente, quando a via oral está impedida por qualquer razão. Este tipo de administração tem o objetivo de manter e repor as reservas orgânicas de água, eletrólitos, vitaminas, proteínas, calorias e nitrogênio, e recebem o nome de nutrição parenteral total (NTP) ou alimentação parentérica total (APT). Entre as desvantagens da via intravenosa estão:

• Exige maior aptidão, conhecimento e prática para ser empregada: dentre as vias de
administração de fármacos existentes, a via endovenosa é a que mais exige daquele que a emprega; devido aos riscos que pode oferecer ao paciente;

• É necessário que se mantenha assepsia: rígidas precauções de assepsia devem ser
tomadas para evitar o risco de infecções, mesmo que o sangue tenha uma melhor capacidade de evitar a proliferação microbiana do que qualquer outro tecido (dada a defesa exercida pelos leucóticos e a grande diluição que impõe). Não só as soluções injetadas precisam ser estéreis, mas as seringas e agulhas empregadas também devem ser esterilizadas e o ponto de entrada do fármaco no organismo deve ser desinfetado para reduzir a possibilidade de transportar bactérias da pele para o sangue, através da agulha;

• Existe a possibilidade de a aplicação ser dolorosa: a dor ocasional resultante desta via
de administração pode às vezes tornar difícil para os pacientes aplicarem as injeções nos casos de necessidade de automedicação;

• Possui custo elevado: a via endovenosa, devido principalmente aos métodos de
esterilização envolvidos em sua prática, pode se tornar economicamente inviável pelos altos custos a ele embutidos;

• Não existe recuperação depois que o fármaco é injetado: esta via de administração não
permite que um medicamento que tenha sido injetado no organismo tenha sua aplicação revertida. Por exemplo, no caso de uma reação colateral ao medicamento, este não pode ser facilmente retirado da circulação como poderia ocorrer, por exemplo, pela indução de vômito após a administração oral do mesmo medicamento;

• Não aceita todos os tipos de medicamentos: os fármacos em veículos oleosos ou
aqueles que precipitam os constituintes do sangue ou provocam hemólise eritrocitária não devem ser administrados por essa via;

• Possibilidade dos fármacos sofrerem efeito de primeira passagem nos pulmões: os
fármacos administrados na circulação sistêmica por qualquer via, exceto a intra-arterial,

estão sujeitos a uma possível eliminação de primeira passagem no pulmão antes da distribuição para o resto do corpo. Os pulmões servem como local de armazenamento temporário para vários agentes, especialmente os fármacos que são bases fracas e predominantemente não-ionizados no pH do sangue, aparentemente por sua partição em lipídios. Os pulmões também servem de filtro para partículas que podem ser administradas por via intravenosa e, evidentemente, fornecem uma via de eliminação de substâncias voláteis;

• Existe a probabilidade de ocorrência de reações desfavoráveis: a via intravenosa pode,
se não tomados certos cuidados, desencadear alguns tipos de lesões e reações no organismo do paciente. Entre as possibilidades podemos citar a trombose (seguida algumas vezes de embolia), esclerose venosa e a gangrena; também temos as hipertermias pós-injeção resultantes da presença de pirogênios nos líquidos injetáveis ou de fármacos suscetíveis a originar alterações de temperatura; por fim, também ocorrem casos onde o paciente sofre de ondas de calor e formigamentos no corpo e na região de aplicação do medicamento. 3. Formas Farmacêuticas Relacionadas: Por esta via empregam-se preparações aquosas, sendo a sua quase totalidade sob a forma de solução. Secundariamente, esta via serve para administrar suspensões aquosas ou emulsões de óleo em água. Em qualquer destes dois últimos casos, é fundamental que as partículas suspensas ou emulsionadas apresentem diâmetros inferiores a 7µ (via de regra, entre 1 e 2µ), valor médio do diâmetro dos eritrócitos. Efetivamente, uma vez que cada partícula dispersa apresente um volume inferior ao do glóbulo vermelho, não existe muita razão para temer o aparecimento de fenômenos de embolia ou de trombose, que ocorreriam se esse grau de divisão não fosse respeitado. Apesar disto, só em casos extremos se utilizam tais preparações, com receio de que provoquem embolias pulmonares. A forma farmacêutica de um medicamento para uso parenteral depende da natureza do fármaco, com relação a suas características físicas e químicas, e também de determinadas considerações terapêuticas. De modo geral, se um fármaco for instável em solução, pode ser preparado como um pó seco que poderá ser reconstituído com o solvente adequado no momento da administração ou ser preparado como suspensão de partículas em veículo no qual o fármaco é insolúvel. Se o fármaco for instável na presença de água, esse solvente pode ser substituído em parte ou totalmente por outro, no qual o fármaco seja insolúvel. Se o fármaco for insolúvel em água, a injeção poderá ser preparada como suspensão aquosa ou como solução do medicamento em solvente não-aquoso, como um óleo vegetal. Assim, baseado nas informações acima, podemos citar quatro apresentações distintas para os medicamentos injetáveis: - Soluções prontas; - Pós ou liofilizados solúveis para reconstituir ou diluir com solventes; - Suspensões prontas, pós ou liofilizados insolúveis para reconstituir ou diluir com um veículo; - Emulsões e líquidos concentrados para serem diluídos antes da administração. Por fim, no que se refere ao acondicionamento das preparações injetáveis, temos que essas embalagens (incluindo suas tampas) não devem interagir física ou quimicamente com a preparação, para não alterar sua potência ou eficácia. Estes recipientes normalmente são compostos de vidro e, como tal, devem ser claros e incolores ou de cor âmbar claro, para permitir a inspeção de seu conteúdo. As injeções são acondicionadas em recipientes de dose única, de doses múltiplas ou, mais raramente, em seringas pré-cheias, com ou sem instrumentos especiais para administração. Os recipientes de dose única podem ser ampolas ou frascos-ampola, enquanto que os de doses múltiplas são normalmente frascos-ampola. As ampolas são lacradas pela fusão do

recipiente de vidro sob condições assépticas e feitas de maneira a ter uma parte mais estreita que pode ser facilmente separada do corpo do recipiente sem fragmentação do vidro. Após a abertura, o conteúdo da ampola pode ser passado para uma seringa com uma agulha hipodérmica. No entanto, depois de aberta, a ampola não pode ser fechada novamente e qualquer porção não utilizada não poderá ser conservada e utilizada em momento posterior, pois o conteúdo terá esterilidade duvidosa. Os frascos-ampola são fechados com tampas de borracha para permitir a penetração de seringas hipodérmicas sem remoção ou destruição da tampa. Após a retirada da agulha do recipiente, a tampa se lacra novamente e protege o conteúdo da contaminação trazida pelo ar. A agulha pode ser inserida para retirar uma parte do injetável líquido preparado ou para introduzir um solvente ou veículo em um pó seco destinado à injeção. Cabe lembrar que é recomendável limitar o número de penetrações realizadas na tampa e, assim, proteger o fármaco contra a perda de esterilidade.

Exemplos de formas farmacêuticas e apresentações de medicamentos injetáveis: - Liofilizado solúvel para reconstituir ou diluir em frasco-ampola; - Solução pronta em ampola; - Emulsão concentrada para diluir em frasco-ampola;

- Solução pronta em frasco-ampola; - Suspensão pronta para reconstituir ou diluir em ampola e frascoampola.

4. Métodos de Aplicação:

- Apresentação dos Materiais:

Seringas:

As seringas disponíveis no comércio são estéreis, atóxicas, livres de pirogênios e contém impresso na embalagem a data de validade, o volume e as medidas da agulha. São produtos descartáveis e de uso único. - Partes de uma seringa: êmbolo, corpo, manúbio e agulha. O espaço morto é o volume de líquido que permanece na seringa e na agulha após o êmbolo ser totalmente pressionado.

- Seringa padrão: este tipo de seringa está disponível no comércio em diversas marcas e nos tamanhos de 1, 3, 5, 10, 20, 25, 30, 35 e 50mL, e podem vir ou não com as respectivas agulhas. Apresentam algumas diversificações de modelo quanto ao êmbolo, que pode apresentar-se com a extremidade reta ou côncava, e a extremidade de conexão (manúbio) da agulha que pode ser em forma pontiaguda ou de rosca (luer-lok = marca registrada).

Bico (luer-lok) de rosca impede que a agulha se desconecte acidentalmente da seringa. Êmbolo não se desprende do cilindro devido ao especial anel de retenção.

Extremidade de conexão da agulha em forma pontiaguda. Extremidade de conexão da agulha centralizada. Extremidade de conexão da agulha lateral (este modelo é de mais fácil manejo para injeções endovenosas).

Agulhas Hipodérmicas:

O tipo e tamanho de agulha variam de acordo com o tipo de administração. Existem diversos tamanhos de agulhas quanto ao comprimento, diâmetro ou calibre e estilos de bisel.

Bisel da agulha é esta extremidade “tipo fatiada” em angulo de 30° para facilitar a penetração, confeccionada em aço cirúrgico inoxidável temperado.
- Identificação das agulhas:

• Garrote e Luvas:
O garrote é um acessório auxiliar de látex que permite reter um volume maior de sangue no vaso sangüíneo, ao laçar o braço, o pulso, ou perna, conforme a necessidade. O vaso fica mais firme, não deslizando lateralmente no momento da introdução da agulha. As luvas cirúrgicas são indispensáveis para qualquer tipo de procedimento ambulatorial, prevenindo possíveis contaminações quer para o profissional da área de saúde ou para o paciente.

• Álcool, Algodão e Micropore:
Para assepsia prévia ao procedimento de administração e curativo do local lesionado.

• Coletor de Material (Descarpack):
Caixa coletora para lixo contaminado, material descartável e objetos cortantes e perfurantes, com capacidade variada (3, 7, 13L). É confeccionada em papelão incinerável e resistente à perfuração, revestida internamente com produto impermeabilizante que evita umidade e vazamento, ou saco plástico interno. Apresenta alças externas para transporte, fixas ao coletor, e tampa também fixa ao coletor, bocal com abertura que facilita o descarte de material, uma linha que marca o limite máximo de enchimento, e tampa de segurança com trava dupla. O descarpack possui um sistema de abertura e fechamento prático e segurança ao manuseio. As instruções de uso e montagem estão impressas externamente. Fabricado de acordo com a norma IPT NEA 55 e as normas ABNT NBR 7500.

Descrição Técnica

Contentor de bolso para uso pessoal do médico, enfermeira ou socorrista. Para uso em ambulâncias, ou para colocação junto à cama do paciente, com tampa de fácil abertura por pressão que o mantém permanentemente fechado.

- Áreas de Aplicação Mais Comuns:

• • • • •

Dorso da Mão: através da veia basílica ou cefálica; Antebraço: aplicação na veia basílica, cefálica ou mediana; Face Interna do Cotovelo; Coxa ou Tornozelo: pelas veias safena ou grande safena; Pé: através das veias marginal e mediana.

- Procedimentos para Aplicação: • Procedimento Geral:

- Observar com cuidado a prescrição médica; - Verificar a coloração, clareza e a data de validade do medicamento; - Uso obrigatório de luvas cirúrgicas; - Todo o procedimento, incluindo técnica e equipamentos devem estar estéreis; - Após escolha da seringa apropriada, puxar o êmbolo, porque às vezes pode estar aderido ao corpo da seringa e dificultar a aspiração do medicamento; - A agulha adequada deverá ser adaptada na seringa, com o bisel voltado para cima, no mesmo sentido da graduação volumétrica da seringa, certificando-se que a mesma encontra-se perfeitamente ajustada, para evitar que no momento da administração ou retirada do tecido desconecte-se do corpo da seringa; - Homogeneizar as soluções por inversões do frasco, sem bruscas agitações, evitando formação de bolhas, e abrir de maneira adequada a ampola ou o frasco que contém o medicamento, não esquecendo de fazer a assepsia no diafragma de borracha. Utilizar uma agulha só para retirada do medicamento do frasco, se for para múltiplas administrações, evitando usar no paciente uma agulha romba que provoque o aumento da dor no momento da administração. Injetar no frasco um volume de ar e após isso aspirar o medicamento em quantidade levemente superior ao da dose a ser administrada, porque a solução deverá ocupar o espaço morto da seringa e da agulha. Trocar a agulha se for o caso e posicionar a seringa no sentido vertical mantendo a agulha para cima, promovendo leves pancadinhas na seringa com o dedo mediano ou indicador para desalojar as bolhas de ar do líquido e das paredes da seringa, injetando-o para fora e ajustando o volume da dose do medicamento. Encapsular a agulha com cuidado para não contaminar e descansar a seringa sobre a mesa auxiliar enquanto o paciente é preparado;

- O paciente deverá estar confortavelmente sentado, levemente reclinado para trás e com as costas apoiadas na cadeira, evitando que, no caso de sentir vertigens com possível desmaio, venha a cair durante a administração. O braço deverá estar em posição horizontal e completamente estendido sobre o apoio da mesa auxiliar. Ao garrotear o braço, já ter ao lado o algodão embebido em álcool para assepsia da pele, e a bandagem para curativo posterior; - Não administrar injeções em locais inflamados, edemasiados ou irritados, ou em locais com marcas ou manchas de nascença, tecido cicatricial ou outras lesões. Não administrar injeções dentro de um raio de 5cm de cicatriz ou equimose; - A assepsia com compressa de álcool deverá ser iniciada no centro do local, fazendo um movimento em espiral para fora, e deixando secar livremente; - No momento da introdução da agulha no local apropriado, observar a angulação sugerida entre a agulha e o local da administração, conforme o caso; - Não colocar o dedo sobre o êmbolo da seringa antes que a agulha já esteja introduzida no local adequado, pois poderá haver perda de medicamento; - Após administração fazer um curativo com micropore; - Descartar a seringa usada juntamente com a agulha desencapada no Descarpack. • Procedimento para Punção Venosa (Injeção Única):

- Observar os procedimentos gerais; - Monitorar cuidadosamente o local para a administração, normalmente é usada a veia basílica, por ser superficial, facilmente localizável e estar em ligação com outras grandes veias do braço; - Preparar o medicamento de acordo com a recomendação da prescrição ou do fabricante; - Com o braço garroteado e apoiado sobre mesa auxiliar, sentir pelo tato das pontas dos dedos a pulsação do vaso, de maneira a identificar a melhor veia para puncionar; - Estender a pele do braço do paciente com os dedos da mão não-dominante, segurando a seringa com os dedos polegar e indicador da mão dominante de maneira a ter os demais dedos sob a seringa e apoiados no braço do paciente para dar firmeza e segurança no momento de puncionar; - Com os dedos polegar e indicador movimentar a seringa posicionando num ângulo de 45° com o braço e no sentido longitudinal da localização da veia, introduzindo a agulha com firmeza e continuidade para perfurar o tecido até introduzir toda a ponta do bisel da agulha; - Descer a seringa para 30° e penetrar mais profundamente na veia; - Neste momento o sangue fluirá para a seringa, então com a mão não-dominante soltar o garrote e injetar o medicamento; - Retirar a seringa rápida e delicadamente, já tendo na mão não-dominante a compressa de álcool; - Pressionar o vaso perfurado por alguns segundos e colocar uma bandagem; - Descartar seringa com agulha desencapada no Descarpack.

Procedimento para Aspiração da Ampola:

- Com o material e medicamentos separados, mãos devidamente lavadas e conhecimento seguro da prescrição ou receita médica, abrir a embalagem da seringa;

- Empurrar o êmbolo no sentido do bico, para lubrificação da rolha de borracha, facilitando assim o controle de deslizamento da seringa; - Observar se a agulha está devidamente fixada e colocar a seringa sobre sua embalagem plástica; - Realizar a desinfecção do gargalo da ampola, usando algodão embebido com solução antiséptica e quebrar o gargalo com o auxílio dos dedos polegar e indicador, mantendo uma base firme na mão que segura o corpo da ampola; - Retirar o protetor da agulha, deixando-o sobre a embalagem plástica da seringa; - Segurar a ampola utilizando os dedos indicador e médio da mão esquerda e com os dedos polegar, anular e/ou mínimo, segurar a seringa; - Usando os dedos polegar, indicador e médio da outra mão, firmar a base do êmbolo e introduzir a agulha, aspirando o medicamento e evitando contato com a borda da ampola; - Retirar o ar aspirado juntamente com o medicamento e proteger a agulha reencapando-a; - Acondicionar a seringa em sua embalagem original.

Procedimento para Aspiração do Frasco-Ampola:

- Quebrar a ampola diluente seguindo a técnica anterior; - Retirar a parte removível da tampa metálica do frasco; - Introduzir a agulha no frasco e injetar o diluente; - Retirar a agulha e seringa do frasco e realizar a mistura do medicamento (pó) em forma circular, movimentando o frasco dentro das mãos; - Manter o frasco-ampola entre os dedos indicador e médio da mão esquerda, na posição vertical; - Aspirar uma quantidade de ar na seringa idêntica ao líquido a ser aspirado; - Introduzir a agulha no frasco e injetar o ar; - Com os dedos polegar e anular segure a seringa e aspire a quantidade prescrita do medicamento com os dedos polegar e indicador da outra mão; - Retirar a agulha e a seringa do frasco, desconectar a agulha e conectar outra agulha para a realização da administração.

5. Bibliografia: - GOODMAN & GILMAN. As bases farmacológicas da terapêutica. 10.ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2003; - PRISTA, L. Nogueira; ALVES, A. Correia; MORGADO, Rui. Tecnologia farmacêutica. 5.ed. v.1; - CASSIANI, Silvia Helena de Bortoli. Administração de medicamentos. São Paulo: EPU, 2000; - ANSEL, Howard C.; POPOVICH, Nicholas G.; ALLEN JR., Loyd V. Farmacotécnica: formas farmacêuticas & sistemas de liberação de fármacos. São Paulo: Editorial Premier, 2000.

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