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Geografia de Mato Grosso

Geografia de Mato Grosso

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GEOGRAFIA DE MATO GROSSO

GEOGRAFIA DE MATO GROSSO – PARTE 1
Mato Grosso é o terceiro maior Estado em área do Brasil, com área total de 906.807 km². Encontrase na região Centro-Oeste do país, centro do continente Sul-Americano.  Sua localização privilegiada – território fronteriço internacional e que faz parte da Amazônia brasileira – confere-lhe a condição de espaço estratégico, ao qual tem sido atribuido relevante papel nos planos de desenvolvimento nacional e de integração sul-americana.

GEOGRAFIA DE MATO GROSSO – PARTE 1  Aspectos Gerais
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Fuso Horário: -4 horas em relação a hora mundial GMT. Números de Municípios: 142 Fronteiras: Mato Grosso do Sul( ao Sul), Tocantins (ao Nordeste), Goiás(a leste), Pará(ao Norte), Amazonas (ao Norte/Noroeste) e Rondônia (Noroeste) e um país, a Bolívia(a oeste) . População: 2.857.642 hab. (2007) População Urbana: 76,6% Densidade demográfica: 3,2 hab/km2 (2007)

GEOGRAFIA DE MATO GROSSO – PARTE 1

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Coordenadas Geográficas: Situa-se entre as Paralelos 7°20’39’’ e 18°10’00’’ de latitude Sul; e os meridianos 50°13’48’’ e 61°31’00’’ a oeste de Greenwich Seus pontos extremos são: Norte: confluência dos rios Teles Pires e Jurema; Sul: cabeceira dos rios Furnas e Araguaia; Leste: extremo sul da Ilha do Bananal; Oeste: cabeceira do rio Madeirinha.

GEOGRAFIA DE MATO GROSSO – PARTE 1




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Aspectos Gerais – maiores (2007) Cuiabá - 530.831 hab. Várzea Grande - 230.307 hab Rondonópolis - 172.783 hab Sinop - 105.762 hab Cáceres – 84.175 hab Tangará da Serra – 76.657 hab Sorriso – 55.134 hab. Barra do Garças – 53.243 hab Alta Floresta – 49.140 hab Primavera do Leste – 44.729 hab

PROCESSO DE OCUPAÇÃO E FORMAÇÃO TERRITORIAL MATOGROSSENSE

A ocupação efetiva do espaço brasileiro no séc. XVI tem início com o estabelecimento das Capitanias Hereditárias, cujo principal objetivo era assegurar a Portugal a soberania da porção costeira.  Bandeirismo Apresador – aprisionamento de indios.  Bandeirismo prospector – descobrimento de ouro e pedras preciosas.

PROCESSO DE OCUPAÇÃO E FORMAÇÃO TERRITORIAL MATOGROSSENSE
Início do século XVIII – Paisagem natural de Mato Grosso intocada e inalterada.  Em 1718, Antonio Pires de Campos aporta as margens do Rio Coxipó.  Descoberta dos primeiros veios auríferos junto ao rio Coxipó pela bandeira de Pascoal Moreira Cabral Leme(1719) – Rio Mutuca e Coxipó. (Arraiá da Forquilha).  Em 1722, Miguel Sutil descobriu um dos mais importantes novos veios auríferos do Estado: As Lavras do Sutil, onde hoje situa-se a Igreja do Rosário em Cuiabá.

PROCESSO DE OCUPAÇÃO E FORMAÇÃO TERRITORIAL MATOGROSSENSE

Em 1748, é criada a Capitania de Mato Grosso, que é desmenbrada da Capitania de São Paulo.  Vila Bela da Santíssima Trindade é elevada a sede administrativa da nova província( para proteção de interesses geopolíticos), assim permanecendo até 1835, quando a capital é transferida para Cuiabá.

PROCESSO DE OCUPAÇÃO E FORMAÇÃO TERRITORIAL MATOGROSSENSE

O abastecimento das Minas de Ouro – as Monções – expedições de viajantes seguindo os rios da Bacia Platina(Tietê)onde a província de Mato Grosso era abastecida de alimentos e transportava o ouro extraído.  Introdução da pecuária em 1726.  Início da produção de cana de açúcar em Mato Grosso (1750) – Açúcar Mascavo – 19 engenhos.

PROCESSO DE OCUPAÇÃO E FORMAÇÃO TERRITORIAL MATOGROSSENSE
Novas descobertas de ouro em 1805 na região leste do Estado – Barra do Garças – estimulando processos imigratórios de Goias, Minas Gerais, Bahia e Maranhão.  No final do séc. XIX, novo surto de povoamento orientado pela extração da borracha, poaia e ervamate.  Erva-Mate( 1856 a 1882)  Poaia (1878 a 1890)  Borracha (1880 a 1920)

PROCESSO DE OCUPAÇÃO E FORMAÇÃO TERRITORIAL MATOGROSSENSE

2° Ciclo de exploração de diamantes no séc. XX – Rios Garças e Cassununga – Surgimentos de núcleos urbanos como Guiratinga, Poxoréo, Dom Aquino, Itiquira, Tesouro, Alto Garças, Pontal do Araguiaia, Alto Araguaia e Torixoreu.  A partir da década de 60, criação de projetos de desenvolvimento de Mato Grosso como:  PIN – Programa de Integração Nacional – Estradas e assentamento de 100 mil pessoas.

PROCESSO DE OCUPAÇÃO E FORMAÇÃO TERRITORIAL MATOGROSSENSE

Proterra – Programa de Distribuição de Terras e de Estímulo à Agroindústria do Norte e Nordeste. – Incentivar a produção de alimentos na Amazõnia Legal. Prodoeste – Programa de Desenvolvimento do CentroOeste – Integração da região. Probor – Programa de Incentivo á Produção de Borracha Vegetal – incentivar a produção de borracha. Metamat – Companhia Matogrossense de Mineração. Codemat – Companhia de desenvolvimento de MT

PROCESSO DE OCUPAÇÃO E FORMAÇÃO TERRITORIAL MATOGROSSENSE

Projetos coordenados pela Sudeco:  Polonoroeste / Polocentro / Prodiat / Poloamazônia / Promat / Prodei.  Após a década de 60, inicía-se uma nova fase de imigração em Mato Grosso: Os projetos particulares de colonização, executados por empresas particulares. Totalizaram acerca de 50 projetos, dentre os quais se destacavam:

PROCESSO DE OCUPAÇÃO E FORMAÇÃO TERRITORIAL MATOGROSSENSE
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Porto dos Gauchos (50/60) Colonizadora Conomalli. Canarana: (70) Cooperativa 31 de março; terras de índios xavantes. Água Boa: (70) Conagro, do Pastor Norberto Schwuantes. Vila Rica: (80) Colonização Vila Rica Nova Mutum: Mutum Agropecuária Sorriso: Colonizadora Sorriso Sinop e Vera: Colonizadora Sociedade Independente do Norte do Paraná. Alta Floresta/Paranaita/Apiacás: Colonizadora Indeco Colíder: Colonizadora Líder S.A. Terra Nova: Copercana/Cooperativa Canarana.

ECOSSISTEMAS DE MATO GROSSO
Ecossistema: Conjunto de elementos básicos (seres vivos) e Abióticos (não vivos, como clima, altitude, solo, etc) de uma determinada área, que trocam entre si influências notáveis com a transferência de matéria e energia, visando o equilíbrio estável. ( ODUM, 1988; Leite 1998)  Bioma: Conjunto de condições ecológicas de ordem climáticas e características de vegetação: o grande ecossitema com fauna, flora e clima próprios.

ECOSSISTEMAS DE MATO GROSSO
Dentre os diversos ecossistemas encontrados no Brasil, Mato Grosso, em sua totalidade, possui três (03) grandes domínios e uma (01) área de transição:  AMAZÔNIA  CERRADO  PANTANAL  Áreas de Transição entre ecossistemas.

ECOSSISTEMAS DE MATO GROSSO

ECOSSISTEMAS DE MATO GROSSO
CERRADO

Também denominado Savana, ocupava originalmente 38,29% da cobertura vegetal do Estado. É constituído de várias formações herbáceas graminosas contínuas, em geral lenhosas. Típica de clima tropical estacional, com estação chuvosa entre outubro e abril e precipitação média de 1.500mm anuais. Possui pequenas árvores com galhos retorcidos de até 15 metros de altura e abustos que em seu estrato superior misturam-se a vegetação rala e rasteira. O Cerrado está associado a solos com altas concentrações de Alumínio e pobres e nutrientes.

ECOSSISTEMAS DE MATO GROSSO
CERRADO O cerrado subdivíde-se em cinco (05) partes: - Campo Limpo - Campo Sujo - Campo Cerrado - Cerrado - Cerradão

ECOSSISTEMAS DE MATO GROSSO IMPACTOS AMBIENTAIS
Os impactos sobre o Cerrado em decorrência do processo ocupacional e de urbanização:
- Compactação do solo; - Erosão e perda do solo; - Assoreamento dos rios; - Contaminação das águas pelo uso de intensivo de agrotóxicos, vinhoto das usinas canavieiras e mercúrio dos garimpos; - desequilíbrios ecológicos provocados pelas queimadas e desmatamento, monocultura extensiva, provocando doenças e pragas; - Proliferação de insetos; - Invasão de terras indígenas; - Redução de biodiversidade;

ECOSSISTEMAS DE MATO GROSSO

AMAZÔNIA

A Amazônia representa a área dos maiores ecossistemas brasileiros. È a maior floresta do mundo, e avança sobre Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela, e equivale cerca de 35% das áreas florestais no planeta. A maior parte é composta de formação vegetal latifoliada ( de folhas largas), que apresenta as seguintes características:

ECOSSISTEMAS DE MATO GROSSO - AMAZÔNIA

É perene: permanentemente verde, nunca perde as folhas;  É heterogênia: Constituída de várias espécies;  É densa: Fechada;  É higrófila: várias espécies vivem em ambientes úmidos.  Subdivide-se em Mata de terra firme, Igapó e Mata de Várzea.

ECOSSISTEMAS DE MATO GROSSO - AMAZÔNIA

A Amazônia recobria originalmente 55% do território matogrossense. Possui clima quente e umido (equatorial) com temperaturas médias de 26° e pouco variação anual e precipitação pluviométrica acima de 2.000mm, com período de seca de 30 a 90 dias. As árvores formam uma densa cobertura, com alturas que podem fácil atingir 60 metros, regulando a penetração de luz. Seu solo é pobre. Sua produtividade primária dá-se ao alto grau de produção de matéria orgânica em decomposição, criando entre fugos e outros, uma cobertura natural que se transforma em adubo para floresta.

ECOSSISTEMAS DE MATO GROSSO - AMAZÔNIA


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Em relação a sua fauna, observa-se incontáveis espécies. Desde insetos (mais de 15.000 catalogados) a mamíferos, repteis e peixes, todos vivem em sintonia na natureza. Os principais impactos ambientais relacionados com o homem na amazônia são: Destruição da fauna e flora, com a eliminação dos habitat; A caça predatória ; A erosão do solo; Assoreamento dos rios; Empobrecimento do patrimônio genético; Alterações climáticas;

ECOSSISTEMAS DE MATO GROSSO - PANTANAL O Pantanal Matogrossense constitui-se em importante feição ecológica, formando a maior área inundável continua do planeta.  Ocupa 7,02% da área do Estado, e compreende uma área inundável na Planície e Pantanal do rio Paraguai, seu principal mantenedor.  Constitui uma área de convergência de quatro grandes ecossistemas brasileiros: Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado e Chaco Paraguaio.

ECOSSISTEMAS DE MATO GROSSO - PANTANAL

De modo geral, as formações dividem-se em 04 áreas:

Áreas permanentemente alagadas;  Áreas de solos alagadiços e não secam perene;  Áreas periodicamente inundáveis;  Áreas mais altas que não são inundáveis;

ECOSSISTEMAS DE MATO GROSSO - PANTANAL Em relação a Flora, foram catalogados cerca de 1.700 espécies.  Já a Fauna reúne acerca 262 espécies de peixes, 650 aves, 100 mamíferos, 50 répteis e mais de 1.000 espécies de borboletas. Só sua “população” de jacarés é estimada em 32 milhões de indivíduos.  A ocupação do Pantanal deu-se através de construções de pousadas para viajantes. Muitas guerras entre os índios Bororo, Paresi, Guarani e os colonos criadores de gado.

HIDROGRAFIA DE MATO GROSSO
A hidrografia de Mato Grosso tem como características gerais:  Apresenta densa e importante rede fluvial, com rios que pertencem a três das maiores bacias hidrográficas brasileiras: Bacia Amazônia, Platina e Araguaia-Tocantins.  Possui “aguas emendadas” – Encontros de bacias;

HIDROGRAFIA DE MATO GROSSO
Apresenta rios de planalto, com cachoeiras e corredeiras, principalmente ao norte do Estado.  Não possui grandes lagos, mais lagoas de erosão pluvial;  Padrão de drenagem exorréica – desague no mar.  Possui rios que se infiltram no subsolo;  Rios que trabalham com o regime anual de chuvas

HIDROGRAFIA DE MATO GROSSO
A Bacia do Rio Paraguai ruma do centro do Estado em direção ao Uruguai.  Seus principais afluentes: Rios Jauru, Sepotuba, e Cuiabá.  Podem ser dividido em dois treços: Paraguai Superior com 430 km de extensão e Alto Paraguai 1263 km.  È a principal mantenedora do Pantanal.

HIDROGRAFIA DE MATO GROSSO
O Rio Araguaia pertence à bacia do Tocantins. Constitui a divisa de Mato Grosso com Goiás e Tocantins.  Desenvolve longo curso d’água e subdivide-se nas seguintes seções:  Alto Araguaia; Médio Araguaia; Baixo Araguaia  Na região do Médio Araguaia encontra-se a Ilha do Bananal, considerada a maior ilha fluvial do mundo.

HIDROGRAFIA DE MATO GROSSO
A Bacia Amazônica drena 2/3 do território de Mato Grosso.  Subdivide-se em Sub-bacias do Guaporé; Aripuanã; Juruena-Arinos; Teles Pires; Xingu.  Rios como Roosevelt, Juruena, Teles Pires são grandes afluentes de rios que formam o grande Rio Amazonas, considerado o maior do mundo em extensão e volume d’agua.

CLIMA DE MATO GROSSO
Entende-se por sistema climático o conjunto das interações existentes entre a atmosfera, os oceanos, as massas de gelo e neve, as massas continentais e a vegetação, cujos vínculos físicos e químicos tem papel primordial no estabelecimento do clima mundial. Tempo e Clima Em Mato Grosso, vemos dois climas distintos: O Tropical e o Equatorial. Porém também usamos duas classificações científicas para definir o clima: a classificação de Köppen e a de Strahler.


CLIMA DE MATO GROSSO

O comportamento da temperatura do ar no território mato-grossense é influenciado principalmente por fatores geográficos, com continentalidade, latitude e altitude, e pela circulação atmosférica. A distância da costa brasileira impede a ação moderada dos oceanos, o que condiciona a região à ocorrência de altas temperaturas, enquanto que a altitude pode ser considerada com a principal responsável pelas temperaturas amenas verificadas nos trechos mais elevados de planalto.

CLIMA DE MATO GROSSO

Clima Tropical Chuvoso de Floresta: Clima tropical, com temperaturas médias superiores a 18°C em todos os meses. A precipitação anual é abundante e maior que a evaporação: ocorre em áreas de florestas. Em Mato Grosso, apresenta-se na porção setentrional, área de mata de transição e floresta tropical.

CLIMA DE MATO GROSSO

Clima de Savana: Clima Tropical, com estação seca no outono/inverno, e estação chuvosa, na primavera/verão. Ocorre na porção centro-sul do Estado de Mato Grosso e em trechos do Pantanal. Clima tropical de Altitude: Clima Chuvoso, com inverso seco, onde as temperaturas do mês mais quente estão acima de 22°C. Ocorre no extremo sul em áreas com altitudes de 800m e subdivide-se em: Quente úmido(3 meses secos) Subquente úmido( 3 meses secos) e Subquente semi-úmido( 4 a 5 meses secos).

CLIMA DE MATO GROSSO

CLIMA DE MATO GROSSO
Classificação de Strahler  Em síntese, a classificação de Strahler, que leva em conta as massas de ar dominantes e as chuvas identifica Mato Grosso assim:  Clima Equatorial Quente-Úmido: dominado pela massa equatorial continental, (1 a 3 meses secos) no extremo norte;

Clima Tropical Seco-Úmido: dominado pela massa tropical continental, no restante do Estado.

RELEVO DE MATO GROSSO

Considera-se relevo o conjunto de formas encontradas na superfície terrestre. Segundo classificação do geógrafo Jurandir Ross, elas podem ser: Planalto: Áreas planas e altas, com altitudes superiores a 250 metros. Planícies: Áreas planas e baixas, com altitudes inferiores a 200 metros. Depressões: Áreas rebaixadas em relação as que a circundam. Podem ser relativas (acima do nível do mar) e absolutas (abaixo do nível do mar).

RELEVO DE MATO GROSSO

O relevo matogrossense pode dividir-se assim:

Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná, com altitudes entre 900 e 1000 metros. Subdivide-se em: a) Chapada dos Guimarães; b) Planalto Casca; c) Planalto dos Alcantilados;
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Planalto e Chapada dos Parecis, ocupando o meio norte do Estado, com altitudes acima de 700 metros

RELEVO DE MATO GROSSO
Planaltos Residuais Sul - Amazônico, que são áreas que emergem das superfícies rebaixadas da depressão Sul Amazônica.  - Serras residuais do Alto Paraguai, com altitudes chegam a 800 metros, é constituída por rochas sedimentares muito antigas.  - Depressão Marginal Sul – Amazônica, uma superfície rebaixada, dividida por uma infinidade de rios, extrapolando os limites ao norte de Mato Grosso.

RELEVO DE MATO GROSSO
Depressão do Araguaia, localizada a leste do Estado com superfície plana entre 200 a 300 metros. Drenada pelos rios Araguaia e das Mortes  Depressão Cuiabana, apresenta rampeamento com inclinação ao norte, com altitudes variando de 200 a 450 metros

RELEVO DE MATO GROSSO

Planície e Pantanal do Guaporé, correspondente a áreas de acumulação de sedimentos, frequentemente sujeitas à inundações com altitudes variando entre 180 a 220 metros. Planícies e Pantanais Mato-Grossenses, que forma uma planície topográfica plana, com áreas sujeitas a inundações. Planícies do Rio Araguaia (Bananal), apresenta topografia plana de sedimentação recente sujeita a inundações periódicas, com altitudes entre 200 a 300 metros.

RELEVO DE MATO GROSSO

RELEVO DE MATO GROSSO
As maiores serras de Mato Grosso são:  Serra dos Parecis  Serra Formosa  Serra do Norte  Serra dos Caiabis;  Serra dos Apiacás, no norte  Serra do Roncador, no leste  Serra São Vicente  Serra da Petrovina

RELEVO DE MATO GROSSO

SOLO

O solo é a “camada superficial de terra arável possuidora de vida microblana e é o único ambiente onde se encontram reunidos em associação íntima os 4 elementos: litosfera (rochas) hidrosfera (água) atmosfera (ar) e biosfera (vida)” (Guerra, 1987). Por isso é importante conhecer as características do solo para que haja um planejamento do uso e manejo de técnicas adequadas às suas potencialidades, evitando assim sua depreciação e degradação.

SOLO

Segundo o PRODEAGRO, existem uma variedades de solos em Mato Grosso, indo desde os mais férteis até os muito pobres, tendo as seguintes denominações principais:

1 – Latossolo; 2 – Terra Roxa Estruturada; 3 – Brenizem Avermelhado; 4 – Podzóico Vermelho-amarelo; 5 – Cambissolo; 6 – Planossolo; 7 – Solonetz; 8 – Vertissolo; 9 - Areias Quaztosas; 10 – Solos Litólicos; 11 – Solos Aluviais.

SOLO

O Estado de Mato Grosso é produtor de importantes recursos minerais tais como ouro, diamante, calcário, água mineral, além de minerais empregados na construção civil com areia, argila, cascalho e brita.

SOLO

AGROPECUÁRIA EM MATO GROSSO
Características iniciais agricultura  Produção para exportação;  Monoculturas  Mecanização agrícola  Diversidade produtiva  Industrialização da agricultura  Venda em Commodities

AGROPECUÁRIA EM MATO GROSSO

Culturas predominantes são a Soja, o Milho, Algodão, o Arroz, a Cana-de-açúcar, que são o carro chefe da balança comercial do Estado. Outras culturas menores e menos produtivas como café, feijão e a mandioca estão presentes para subsistência do mercado interno. Também se pode ressaltar os cinturões verdes, onde pequenas produções de hortaliças e legumes atendem a demanda das cidades.

AGROPECUÁRIA EM MATO GROSSO - SOJA

A soja é planta originada na Manchúria, sudeste a Ásia, sendo cultivada pelos chineses a mais de 5 mil anos. Começou a ser explorada de modo racional desde 1898 pelos EUA. No Brasil, foi introduzida por imigrantes japoneses no início do século XX, sendo plantada indicialmete para consumo. A exploração da soja comercialmente iniciou-se em 1914, no Rio Grande do Sul, com o uso de técnicas dos EUA.

AGROPECUÁRIA EM MATO GROSSO

Começou a ser plantada comercialmente no final da década de 70 em municípios da região sudeste do Estado, como Rondonópolis, Alto Araguaia e Alto Garças. Posteriormente expandiu-se por todo o cerrado, respondendo aos incentivos fiscais. Hoje os maiores municípios produtores são Sorriso, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

AGROPECUÁRIA EM MATO GROSSO
A Soja produzida em Mato Grosso é vendida como:  Oléo de soja  Farelo (usado para ração animal)  Óleo Degomado  Soja Esmagada

AGROPECUÁRIA EM MATO GROSSO

O milho integrou-se ao complexo sojífero, onde expandiu e alcançou maiores índices de produção e produtividade. È cultivado associado a soja pelo sistema de rodízio e rotação de culturas, contribuindo para os efeitos degradativos do solo ocasionados pela monoculturas.

AGRICULTURA - ALGODÃO

Seu plantio era feito em terras consideradas férteis, por métodos manuais, exigindo a contratação de mão-de-obra temporária para colheita. A produção concentrava-se em Colíder (região norte), São José do Povo (região sudeste) Araputanga e Mirasol D’oeste na região sudoeste. Atualmente é encontrada em várias partes do cerrado matogrossense, mais hoje com cultivo mecanizado e em escala empresarial. Isso foi viabilizado por programas de incentivo do governo do estado apartir de 1997 e por pesquisas de desenvolvimento da Embrapa, em parcerias com a Fundação Mato Grosso e a Empaer.

AGRICULTURA - ALGODÃO

Ressalta-se que a cultura do algodão devido à sua suscetibilidade a diversas pragas, exige a aplicação de um grande volume e diferentes agrotóxicos, que, altamente poluidores, provocam diretamente a contaminação do solo, com conseqüente perda de produtividade e fertilidade.

AGRICULTURA - ARROZ

Mato Grosso é produtor de Arroz sequeiro, cultivado em áreas planas, não alagadas e irrigadas. Tradicionalmente seu plantio tem sido utilizado na abertura de novas terras de cultivo agrícola e de formação de pastagens, em razão dos baixos custos de produção. É uma cultura disseminada em todo Estado, tendo Sinop como seu principal pólo beneficiador.

AGRICULTURA – CANA-DE-ACÚCAR

A cana-de-açúcar é outra monocultura que se expandiu nos cerrados, apresentando altos índices crescentes de áreas plantadas e produção, mantendo uma produtividade relativamente estável. O plantio é feito nos meses de abril a maio e a colheita se setembro a dezembro. Embora grande parte da produção seja mecanizada, o trabalho braçal ainda é muito utilizado, sendo a maioria da mão-de-obra contratada temporariamente pelas empresas.

AGRICULTURA – CANA-DE-ACÚCAR

A produção é absorvida no próprio Estado, pelo setor industrial sucroalcooleiro, que produz açúcar, álcool hidratado e anidro. A produção está concentrada nos municípios de Barra do Bugres, Denise, Nova Olímpia, Diamantino, Jaciara e Juscimeira, Confresa dentre outros. Atualmente 9 usinas estão em funcionamento no Estado, destacando-se a Usina Itamarati.

PECUÁRIA

A pecuária, a criação de gado de corte foi à principal atividade econômica do Estado até meados da década de 1970, quando a agricultura passou a apresentar maior rendimento, embora ocupando menor extensão de terras que a pecuária. Tradicionalmente praticada de forma extensiva em todo Estado, principalmente no Pantanal, onde predomina esta forma de criação, a pecuária vem se modernizando, pressionada pelas exigências do mercado de exportação. O efetivo atual de cabeças de gado ultrapassa 25 milhões de cabeças de gado.

PECUÁRIA

Suinocultura e a avicultura vêm ganhando espaço no setor agropecuário em decorrência da implementação da agroindústria ligada à produção de soja. Em alguns municípios produtores de soja e milho, a criação de suínos e de aves é integrada como forma de diversificar a produção e agregar maior valor ao produto final, tendo maior aproveitamento do farelo de soja e do milho como ração.

TRANSPORTES
Por ser um grande exportador de matérias primas e importador de manufaturados, Mato Grosso precisa de uma infra-estrutura de transportes capaz de suportar a demanda crescente de veículos e de carga, que garanta a entrada de produtos e o escoamento da produção. Porém a malha viária matogrossense está muito aquém do necessário, sendo o principal fator pela perda da competitividade da produção em relação a outros estados produtores de grãos, como Paraná e Santa Catarina.

TRANSPORTES
Eixos Rodoviários Federais
BR 163 – Cuiabá-Santarém: Corta Mato Grosso no sentido sul/norte fazendo ligação com as regiões sudeste e sul. BR 364 – Cuiabá-Porto Velho: Cruza Mato Grosso no sentido sudoeste/oeste, a partir de Goiás. BR 070 – Cuiabá-Brasília: Liga Cuiabá a capital do país. BR 158 – Barra do Garças-Marabá: Segue em direção norte nordeste, cortando o vale do Araguaia. BR 080 – Rio Araguaia-Cachimbo: Faz a interligação entre as Brs 158 e 163, cortando o Parque Nacional do Xingu.

TRANSPORTES
PRINCIPAIS RODOVIAS ESTADUAIS MT 060 – Cuiabá – Porto Jofre (Transpantaneira) MT 100 – Alto Taquari - Luciara MT 130 – Rondonópolis - Paranatinga MT 140 – Campo Verde – Sinop MT 170 – Campo Novo dos Parecis – Cotriguaçu MT 208 – Terra Nova – Nova Brasilandia MT 220 – Sinop – Juína MT 338 – Lucas do Rio Verde - Juara

TRANSPORTES

Eixos rodomodal e hidroviários

Eixo Sul I: Interliga Mato Grosso ao porto de Santos através de ferrovia. Em Mato Grosso, existem terminais em funcionamento em Alto Taquari e Alto Araguaia. Está em construção o trecho que liga Alto Araguaia e Rondonópolis. Eixo Sul II: Hidrovia Paraguai-Paraná: Transporte aquático usando o Rio Paraguai (Cáceres) para exportação de minérios via Argentina/Uruguai.

TRANSPORTES
Eixo Leste-Norte: Hidrovia Rio das Mortes/Araguaia/Tocantins: Interligará Mato Grosso à ferrovia Carajás e ao porto de Itaqui, no Maranhão.  Eixo Oeste-Norte: Hidrovia Madeira/Amazonas: Implantado pelo Grupo Maggi, serve para escoar parte da soja plantada. Os graos segue por rodovia até Porto Velho, seguindo posteriormente em barcaças pelo Rio Madeira e Amazonas até Itacotiara, de onde segue rumo a Europa

MATO GROSSO - SETOR INDUSTRIAL

No contexto da expansão capitalista no Brasil e sua divisão regional do trabalho, Mato Grosso sempre teve sua economia baseada no setor primário, destacando-se como fornecedor de matéria-prima para os centros de produção industrial, localizados em sua maioria no sudeste brasileiro. Assim, é recente o processo de industrialização, pois o mesmo encontra-se integrado com o crescimento regional.

MATO GROSSO - SETOR INDUSTRIAL
A indústria madereira é o ramo de atividade com maior número de empresas em MT  No ramo industrial de alimentos, destaca-se o beneficiamento de grãos (soja, arroz, algodão) e a fabricação de bebidas (Cerveja, chopp, refrigerante, água natural e potável)  Modernas indústrias frigoríficas e laticínios  Indústrias de produção de alcool - usinas

TURISMO

O setor terciário vem assumindo crescente importância na economia brasileira, uma tendência da economia mundializada. Neste contexto, o turismo vem se destacando-se como um fenômeno econômico e social, sendo uma das atividades que mais cresce no mundo, gerando uma grande mobilização de recursos e geração de empregos.

TURISMO

Segundo o IEB – Instituto de Ecoturismo do Brasil, possuimos três polos em Mato Grosso:
- Pólo Pantanal do Norte - Pólo Chapada dos Guimarães - Pólo Amazônia Mato-grossense.

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TURISMO NO PANTANAL
O turismo no Pantanal tem como principais atrativos a observação de fauna e flora; passeios de barco e a cavalo; trilha na mata; safári fotográfico; pesca esportiva.  A Cavalhada e a Dança dos Mascarados no município de Poconé

TURISMO – CHAPADA DOS GUIMARÃES

Engloba áreas dos municípios de Chapada dos Guimarães e Cuiabá, com destaque para o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães e a Área de Proteção Ambiental no seu entorno e o lago de Manso, originário das águas represadas do rio Manso para implantação de usina hidrelétrica. Destaca-se o Terminal da Salgadeira, Véu da Noiva, Cachoeirinha e Mirante, Casa de Pedra e Córrego 7 de setembro.

TURISMO – CUIABÁ, SERRA SÃO VICENTE E NOBRES

Cuiabá é o portal de entrada para o Pantanal, Amazônia, Vale do Araguaia e Cerrado matogrossenses. Dispõe de infra-estrutura para a realização de eventos de todos os portes, com a Copa do Mundo de 2014. Com quase 300 anos, foi considerada por muitos anos com o Centro Geodésico da América do Sul, tem seu centro histórico tombado pelo IPHAN.

TURISMO – CUIABÁ, SERRA SÃO VICENTE E NOBRES

A Serra de São Vicente, que abrange os municípios de Jaciara, Juscimeira dispõe de complexos de águas termais e inúmeros rios e cachoeiras onde praticam-se esportes com rapel, rafting, canoagem, bóia-cross entre outros.  Nobres, região calcária com grande número de cavernas e nascentes de rios, possui beleza ímpar, como o Lago Azul.

ÍNDIOS EM MATO GROSSO
O termo índio foi uma denominação dada pelos conquistadores europeus aos habitantes de tempos imemoriais do território que compõe hoje o continente americano. Houve generalização do termo índio a todos os habitantes do território brasileiro. Os povos indígenas mato-grossenses se caracterizam por baixa densidade demográfica. Em compensação, muitos são os povos. Damos o nome de povo indígena, à língua por eles falada, à localização geográfica, aos nomes das aldeias. Ao indicarmos a língua, anotamos as variações dialetais identificadas. Ao indicar o nome do povo ou da aldeia, damos o nome em voga entre os não índios, com anexação do nome indígena, quando possível.

ÍNDIOS EM MATO GROSSO
Os estudos antropológicos demonstram que a cada povo indígena corresponde uma língua. A língua, por sua vez, expressa diversidade de pensamento, de filosofia de vida, de costumes, de organização social, de estrutura educativa, religião. Para se falar corretamente de índios, é necessário situar o índio num povo determinado. Não existe o índio genérico. Existe, sim, o Nambikwara, o Xavante, o Bororo. Cada tribo existe por si e é diferente de qualquer outra.

ÍNDIOS EM MATO GROSSO
Em Mato Grosso encontram-se ainda hoje os quatro troncos lingüísticos falados e mais línguas isoladas. Onze são as línguas faladas do tronco tupi: Apiaká, tapirapé, kamayurá, zoró, kayabí, auetí, mundurukú, juruna, arára, itogapúk e cinta-larga. Nove são as línguas e dialetos do grupo macro-jê: mentuktíre, kren-aka-rôre, txukarramãe, suyá, xavante, karajá, bororo, umutína e rikbaktsa. Cinco são do tronco linguístico arwák: paresi, salumã, wawrá, mehináku e yawalapiti. Troncos linguísticos ainda não denominados: bakairí, nahukuá, matipúhu, kalapálo, txikão, nambikwára do norte, nambikwára do sul e sabanê. Duas as línguas isoladas: trumái e iránxe.

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QUE DEUS VOS ACOMPANHEM.

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