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Modos literários e textos literários ou não- Ana Lopes 8ºA Nº4

Modos literários e textos literários ou não- Ana Lopes 8ºA Nº4

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Trabalho da aluna Ana Lopes 8ºA
Trabalho da aluna Ana Lopes 8ºA

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Published by: clara on Apr 16, 2008
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05/09/2014

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Disciplina: Língua Portuguesa Manual: SER EM PORTUGUÊS 8 Páginas apresentadas no trabalho: 22, 23,24,25

Texto literário – texto não literário
Podemos agora, sintetizar as principais características do texto não literário e do texto literário.
Paginas: 22 e 23

Texto não literário

Texto Literário

É, predominantemente, informativo. Sem deixar de ser informativo, abre espaço, abre espaço à ficção, à emoção, à Expressão dos sentimentos. É objectivo (cada palavra possui um só significado). Tem intenção mais imediata, utilitária. Usa uma linguagem impessoal (o emissor apaga-se para fazer ressaltar o conteúdo), isto é, fria e directa. O texto não literário diz, afirma, declara; é, por isso denotativo. Exemplos: textos da pagina 20 É subjectivo (aberto a várias interpretações); socorre-se de vários recursos expressivos. Tem uma intenção estética. Usa uma linguagem mais pessoal ( a subjectividade do emissor é importante na análise do conteúdo). O texto literário sugere, insinua, evoca, remete para, reenvia para; é, por isso, conotativo. Exemplo: texto da pagina 21

Exemplos
Texto literário Texto não literário

Texto não literário
S. Mateus, 10 de Setembro de 2002 Meu caro Hugulino:

Bem sei que é mais moderno enviar um e-mail, mas nem tu tens Internet, nem eu perdi a mania de escrever cartas. E, depois, tempo é o que não me falta. Indo directamente ao que interessa: a festa é no dia 5 de Outubro, na casa das tulipas como da outra vez. Presentes, entre outras vão estar a Pezinhos-de-lã, a Lô Proveta, a Sidónia dos caracóis e, claro está, aquela por quem tanto suspiras. É preciso enviar-te um convite? Há actividades surpresa, e eu hei-de descobrir onde o meu avô guarda a chave da despensa. O resto ficará, como sempre, dependente da imaginação de cada um. E pronto. Sei que não és de muitas leituras. Fico-me por aqui, embora isto pareça mais um telegrama do que uma carta.
Um grande abraço do sempre teu amigo, Joaquim Traz aquela tua vizinha morena.

P.S.:

Texto literário
Correio Chegam cartas. Chegam pedaços do meu país. Chegam vozes. Chega um silêncio que me diz as revoltas as lágrimas os cansaços. Chegam palavras que me apertam nos seus braços. Chegam notícias do meu país. ……… Chegam palavras com guitarras de Lisboa. Chegam palavras que me sentam a sua mesa para falar das nossas coisas: trigo e tristeza. Trevo e sal. Chegam palavras que me trazem vinho e boroa. Chegam palavras que me trazem Portugal. Manuel Alegre, O Canto e as Armas

Modos Literários
Paginas: 24, 25

Modo lírico
Emissor
Não tem narrador. A voz que fala é a do «sujeito poético» ou «eu poético»

Modo narrativo Modo dramático
Narrador da 1.ª ou de 3.ª pessoa. Geralmente não tem narrador. No palco, os actores encarnam directamente as personagens. As personagens são indispensáveis. Tempo dinâmico. A acção é fundamental. A narração não existe, a não ser, ocasionalmente, na fala das personagens. A descrição é substituída pelo texto didascálico; no palco, por roupas, cenário, iluminação, etc. O teatro é, essencialmente, diálogo.

Geralmente não tem personagens. Quando existem são apenas «pretexto». Tempo estático. Geralmente não tem acção. Quando existe, é apenas «pretexto».

As personagens são indispensáveis. Tempo dinâmico. A acção é fundamental. A narração é indispensável. A discrição geralmente existe.

Mensagem

A narração, quando existe, é pretexto para a confissão emocional do eu poético. A descrição, quando existe, é pretexto para a confissão emocional do eu poético. O diálogo, quando existe, é pretexto para a confissão emocional do eu poético.

O diálogo geralmente está presente.

Receptor

Tem acesso ao texto através da leitura.

Tem acesso ao texto através da leitura.

Tem acesso ao texto através da leitura ou, ao vivo, no teatro.

Exemplos
Modelos Literários

Modo Bela

Barca

Pescador da barca bela, Onde vais pescar com ela, Que é tão bela, Oh pescador? Não vês que a última estrela No céu nublado se vela? Colhe a Vela. Oh pescador! Deita o lanço com cautela, Que a sereia canta bela… Mas cautela, Oh pescador! Não se enrede a rede nela, Que perdido é remo e vela Só de vê-la, Oh pescador. Pescador da barca bela, Inda é tempo, foge dela, Foge dela, Oh pescador!

Garrett,

Almeida

Modo Sereias

No Mar das

Andaram, andaram por sobre ondas dias e dias. - Ulisses, vamos entrar no mar das sereias. Não te lembras do que Circe nos recomendou? Temos de cera nos nossos ouvidos, senão morremos todos! Ulisses revoltou-se contra tal ideia: - Cera nos ouvidos, eu??! Só se fosse doido! Eu não ponho cera nenhuma. Quero ouvir o canto das sereias. Dizem que elas encantam os marinheiros com a sua bela voz, e eu quero sentir este encantamento. - Não sejas louco, Ulisses! Vais morrer atraído por elas. Sabes bem como se sentem sós no fundo do mar, no meio da escuridão, e como precisam de companhia de quem por estas paragens passa... Quem as ouve tem de morrer! Meneres, Maria Alberta Ulisses

Modo Mar
Venha comer, meu pai.

Cena X RITA VALADÃO (como se a não tivesse ouvido)

Não volta. MARIANA Não digas isso nem a brincar! Olha que disparate! É rapaz, vocês escabrearam-no, e atirou-se ao mundo. Mas não demora muito que esteja aí. VALADÃO Não volta, ti Mariana. Tenho a certeza. A sereia andava sobre ele... Tornou a vê-la na véspera... Miguel Torga, Mar

Trabalho Elaborado Por:
Ana Sofia Costa Lopes 8ºA Nº4

Fim

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