Você está na página 1de 21

O ADMINISTRADOR RURAL NAS SUAS TOMADAS DE DECISõES

Atualmente a agricultura brasileira desempenha um grande papel social, produzindo


efeitos multiplicadores em toda sociedade com geração dos mais diversos produtos
agrícolas e pecuários, tendo a responsabilidade do abastecimento alimentar da
população do país.
Para que isso ocorra é necessário que exista uma harmonia entre as atividades que
acontecem dentro das propriedades rurais com aquelas existentes quando os produtos
atravessam as suas porteiras com destino aos centros de consumo. O administrador de
uma propriedade rural precisa conhecer profundamente esta interrelação para as suas
tomadas de decisões.
De acordo com Souza (1988) a administração é uma ciência e também uma arte.
Ciência porque possui um referencial teórico próprio, possível de ser tratado pelo
método cientifico e arte porque inclui, na resolução dos problemas que surgem na
condução das organizações, habilidade, sensibilidade e intuição. A administração rural é
considerada um dos ramos de ciência administrativa.
Conforme Lima (1982), a administração rural estuda os processos racionais das decisões
e ações administrativas em organizações rurais. E de acordo com Andrade (1985), ao
considerar a administração rural como um ramo da ciência administrativa, o
administrador deve utiliza as suas teorias, desde a abordagem clássica de Taylor e Fayol
à moderna teoria do desenvolvimento organizacional.
Assim, as áreas empresariais (produção, marketing, recursos humanos e finanças) e as
funções administrativas (planejamento, organização, direção e controle) deverão ser
igualmente consideradas e analisadas como um todo sistêmico em uma propriedade
rural.
Mas, o setor agrícola apresenta algumas características peculiares, que dificulta o
administrador na suas tomadas de decisões, e que o distingue dos demais setores da
economia:
a)dependência do clima: o clima condiciona a implantação e o manejo da maioria das
explorações agropecuárias. Determina épocas de plantio, tratos culturais, colheitas,
escolha de espécies, vegetais e animais;
b)tempo de produção maior que o tempo de trabalho: o processo produtivo agropecuário
se desenvolve, em algumas de suas fases, independentemente da existência do trabalho;
c)produtos perecíveis: diversos produtos agrícolas e pecuários são perecíveis, o que
condiciona a utilização de técnicas especificas de conservação e de planejamento da
produção e da distribuição;
d)dependência de condições biológicas: não se pode alterar a seqüência da produção,
como por exemplo interromper uma lavoura de milho para obter soja;
e)terra como participante da produção: a terra participa diretamente do ciclo produtivo,
é importante conhecê-la, analisá-la em suas condições químicas, físicas, biológicas e
topográficas;
f)estacionalidade da produção: a dependência do clima e as condições biológicas
determinam a estacionalidade da oferta, ou seja, épocas em que ocorrem excesso ou
falta de produtos;
g)trabalho disperso e ao ar livre: as atividades estão dispersas por toda a empresa,
podendo ocorrer em locais distantes um do outro;
h)incidência de risco: toda e qualquer atividade econômica está sujeita a risco, mas na
agropecuária os riscos são maiores, pois as explorações podem ser afetadas por
problemas causados pelo clima, pragas e flutuação dos preços dos produtos (riscos
climáticos, biológicos e econômicos); e
i)sistema de competição econômica: existência de um grande numero de produtores e
consumidores, com pequenas diferenças entre os produtores.
Podemos observar que os efeitos dessas características, isoladas ou em conjunto, é mais
prejudicial do que benéfico. O administrador rural deve assumir ações administrativas
eficazes para diminuir esses efeitos.
Para isso, é necessário conhecer claramente quais são os objetivos gerais e específicos
da empresa rural. Os objetivos gerais são definidos pelo proprietário e se referem à
empresa como um todo e os específicos se relacionam às diversas áreas funcionais da
empresa e devem ser integrados entre si.
Após conhecer claramente esses objetivos, o administrador rural precisa estabelecer
estratégias, mobilizando todos seus recursos, analisando e identificando as
oportunidades e ameaças do ambiente e os pontos fortes e fracos de sua propriedade
rural. É necessário planejar antes de agir.
Planejar é decidir antecipadamente o que deve ser feito, levando-se em conta as
condições da propriedade rural e do contexto da mesma. Todo planejamento deve ser
bastante flexível para atender às constantes mudanças que ocorrem, não somente nas
condições internas da empresa rural, como também, nos ambientes: geral e operacional.
O planejamento estratégico prevê a ação da empresa em face às variáveis do ambiente e
deve efetuar uma análise global que considere todas as explorações, atuais e futura, e as
possíveis interrelaçoes entre elas. O planejamento gerencial procura articular o
planejamento estratégico com a sua execução. E o planejamento operacional se volta as
condições internas da empresa, geralmente em curto prazo.
O administrador rural deve tomar decisões no sentido de fazer toda a propriedade rural
funcionar, visando alcançar seus objetivos e acima de tudo sobreviver e se desenvolver.
Quando ele alcança os objetivos propostos, consegue não somente visualizar os aspectos
internos da propriedade rural, como também, identificar e agir, quando possível, sobre
as variáveis do ambiente.
Atuando dessa forma, ele consegue resolver os problemas corriqueiros e os de grandes
repercussões. A solução dos problemas pode ser alcançada com a utilização das
habilidades que são a transformação de conhecimentos em ações.
De acordo com estudiosos sobre o assunto, essas habilidades não são necessariamente
inatas às pessoas, mas podem ser desenvolvidas. São divididas em três categorias:
a)habilidade técnica – é o conhecimento técnico especializado utilizado no processo
produtivo. Exemplos: preencher instrumentos de controle, colher e beneficiar produtos,
efetuar inseminação artificial e regular uma plantadeira;
b)habilidade humana – é a capacidade das pessoas trabalharem umas com as outras. É
facilitada pela comunicação clara e bilateral e pela descrição das tarefas; e
c)habilidade conceitual – é a capacidade que o administrador rural tem de visualizar a
sua propriedade como um sub-sistema, composto por partes que se interrelacionam
entre si, e também, com um sistema maior, os ambientes operacionais em geral. Essa
habilidade se apresenta quando o administrador rural percebe a hora de vender, o que
explorar e as tendências de mercado.
O administrador rural precisa colocar em prática as suas habilidades para facilitar no seu
processo decisório. A primeira exigência é a identificação do problema que podem
assumir várias formas.
Conforme Morais (1986), se os tipos de problemas são variados, assim serão também os
modos de resolve-los. Se complexos, exigem ser resolvidos por partes no processo de
tomada de decisões, avança-se passo a passo.
Os problemas e as decisões de uma propriedade rural podem ser divididos em:
a)estratégicos – são aqueles que envolvem a empresa como um todo: seus objetivos,
seus recursos de produção e outros mais;
b)gerenciais – são os referentes à definição da tecnologia, orçamento, locação de
benfeitorias e áreas de exploração, dentre outros; e
c)operacionais – são específicos, referindo-se, por exemplo, à quebra de uma
maquinário, à necessidade de compra ou de realização de determinado serviço.
A busca de alternativas para os problemas é a fase que exige mais tempo de um
administrador rural e a que mais contribuirá para uma decisão acertada. Elas devem ser
mais detalhadas possíveis e sempre com informações a respeito dos custos e benefícios
de cada uma.
Se o problema é estratégico as alternativas serão buscadas no ambiente da própria
propriedade rural, onde o administrador rural deverá identificar todas as oportunidades e
ameaças que poderão interferir ou influenciar no problema.
Se o problema é gerencial ou operacional as alternativas estão contidas basicamente na
tecnologia e na própria estrutura e recursos da propriedade rural (físicos, humanos e
materiais).
Tendo o administrador rural as alternativas de solução de um problema, é necessário
agora analisar qual delas será a melhor tomada de decisão. É interessante escrever cada
alternativa e fazer as análises econômicas, técnicas, financeiras, sociais, políticas e
legais de cada uma delas.
O administrador rural tem que ficar sempre atento com as variáveis ambientais que
podem influenciar na sua decisão. É preciso valer de todas as técnicas de decisão, de
programação e de avaliação existentes.
Depois de levantadas e analisadas todas as alternativas, é necessário escolher uma delas.
O processo é progressivo, passo a passo, mas chega um momento que é preciso escolher
entre as alternativas levantadas. Esse é o ponto-chave na tomada de decisão.
Depois de escolhida a alternativa e tomado a decisão, a preocupação agora é com as
medidas ou procedimentos que o administrador tem que tomar para sua execução. É
necessário um plano de ação, onde devem ser programadas todas as tarefas e operações
a executar, relacionando os responsáveis para cada uma, com prazo de início e término.
E para concluir, é importante o administrador rural, em todo esse processo, explicar para
todos os envolvidos na execução do trabalho porque foi escolhida aquela decisão e
porque tal linha de ação foi adotada. Assim, facilitará o apoio e conseqüentemente a
execução do trabalho. Cumprindo cada etapa aqui apresentada, o administrador rural
terá maior chance de alcançar o sucesso nas suas tomadas de decisões.
REFERÊNCIAS
SOUZA, R.;GUIMARÃES, J. M. P.; VIEIRA, G. MORAIS, V. A.; ANDRADE, J. G.
de. A administração da fazenda: coleção do agricultor – economia. Rio de Janeiro:
Globo, 1988.
ANDRADE, J. G. Administração Rural: um novo enfoque ao seu ensino. São Paulo:
Congresso Brasileiro de Economia e Sociologia Rural. Anais...,1985. v. 1.
LIMA, J. B. O objeto da administração rural. Belo Horizonte: Fundação JP Análise e
Conjuntura. v. 20, n. 9/10, set/out. 1982.
MORAIS, V. A. Marketing Rural. Belo Horizonte: Informe agropecuário, v. 12, n. 143,
nov. 1986.

ESTUDO DE MERCADO DO CAFé ESPECIAL (CAFé GOURMET)


1 CONTEXTUALIZAÇÃO
Existem várias lendas sobre o surgimento e do costume de saborear um café. A mais
contada é a que se passou nos meado do século XV, onde um pastor da Etiópia notou
que suas cabras, ao ingerirem os frutos de certo arbusto, se tornavam mais vivas, com
mais disposição. Assim, o pastor resolveu fazer uma infusão com os tais frutos e
experimentá-lo. Após beber, ele achou que sua disposição física tinha melhorado e
passou a beber e divulgar sobre a nova descoberta.
De acordo com Ormond (1999), o hábito de beber café correu o mundo. Seu nome tem
origem no termo turco kahué, que significa “força”. Para Ormond (1999), é possível que
os árabes já tomavam café no século XV, onde na península arábica agricultura e o
comércio de café de desenvolveram e se espalharam rapidamente pelo Egito, Síria,
Turquia e todo o Oriente.
Conforme Ormond (1999), em 1592 ocorreu a divulgação do café na Europa. No início
do século XVII navios da Companhia das Índias Orientais já faziam o transporte de uma
grande quantidade entre países mulçumanos do Oriente. Já em 1637, era hábito
consumir café na Alemanha e nos Países Baixos, sendo na Alemanha a origem do café
com leite.
Em 1645 aparecerem as primeiras casas de café na Itália, espalhando-se em seguida pela
península, tornando-se celebres os cafés venezianos, genoveses e romanos. Em 1657, na
França, a corte de Luís XIV já consumia o café, surgindo várias casas de café publico
em Londres e Paris, tornando-se pontos de encontros para debates e discussões,
principalmente sobre política a arte.
Conforme Ormond (1999), no final do século XVII, os holandeses levaram o café para
cultivo na Malásia, Java, Célebes, Timor e Sumatra. Depois levaram mudas da planta
para o Jardim Botânico de Amsterdã, onde se originaram os primeiros cafezais da
América. Existem indícios que o Suriname foi a primeira região onde praticaram a
cultura do café no início do século XVIII, indo em seguida para Guiana Francesa.
Já no século XVIII, o café deixou de ser um monopólio árabe para se tornar um produto
de grande importância econômica para o desenvolvimento de vários países da África,
Ásia e América Latina.
De acordo com o Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais – CCCMG
(2006), somente em 1727 o café chegou ao Brasil através do sargento-Mor Francisco de
Melo Palheta, que foi em missão oficial às Guianas. As primeiras lavouras começaram
em Belém do Pará e depois foi levado para o Amazonas e Maranhão. Já em 1767, o café
produzido no Amazonas era exportado para a Europa. Somente em 1770 é que o café foi
levado para o Rio de Janeiro pelo desembargador João Alberto Castelo Branco.
O Marquês do Lavradio foi um dos maiores incentivadores da cultura do café no Brasil,
dando isenção do serviço militar o lavrador que tivesse plantado um determinado
número de cafeeiros.
Conforme o CCCMG (2006), o café era plantado no Rio de janeiro em chácaras, sítios e
quintais. Era produzido para consumo interno, servindo de aprendizagem da cultura
para seu desenvolvimento após a independência. O próprio Rei D. João VI distribuía
sementes de café aos membros de sua corte, com a finalidade de aumentar o plantio da
rubiácea no Brasil.
A partir do ano de 1810, a cultura do café no Brasil teve um crescimento considerável,
tanto que em 1826 nossas exportações já representavam 20% da produção mundial. Em
1830, o Brasil ultrapassou Jawa, tornando-se o fornecedor de cerca de 40% do consumo
mundial e transformando-se no maior produtor de café do mundo.
Conforme o CCCMG (2006), os Estados Brasileiros que hoje produzem
comercialmente o café são: São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de
Janeiro, Bahia, Goiás, Pernambuco, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará e
Rondônia.
De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA (2006),
atualmente o Brasil é o maior produtor de café do mundo, produziu em 2005 uma safra
de 32,95 milhões de sacas, com uma produção que chega a 40% de todo o café do
mundo. No ano de 2005 o Brasil consumiu 15 milhões de sacas e exportou 26 milhões,
participando em 28% do mercado mundial.
Conforme o MAPA (2006), a safra de 2006/2007 é estimada em 40,6 milhões de sacas
de 60 quilos, com um aumento de produção de 23,3%, ou seja, 7,67 milhões de sacas.
Nos últimos cinco anos, na média a produção brasileira de café foi de 38 milhões de
sacas.
Atualmente o consumo mundial de café é de 119 milhões de sacas e nos próximos 10
anos são previstos um crescimento da demanda mundial para 146 milhões de sacas.
Assim, para atender a demanda mundial o Brasil precisa nesse tempo aumentar
gradativamente sua produção para 60 milhões de sacas por ano, ofertando 24 milhões de
sacas para o consumo interno e 36 milhões para as exportações.
Apesar do Brasil lidera a produção mundial de café, no panorama mundial o status do
produto brasileiro não é tão grande quanto o seu volume de exportações, falta qualidade.
O consumo de café é fortemente ligado ao prazer do consumo, às suas qualidades
nutricionais e a associação da bebida à cultura, classe e requinte.
O produtor de café no Brasil precisa criar valor ao seu produto, é possível melhorar a
qualidade do café por meio de mudanças de tecnologias, na colheita seletiva e no pós-
colheita, com cuidados no beneficiamento, na secagem e na separação para formar lotes
segregados.
Alguns produtores brasileiros acordaram para essa questão e resolveram investir em
uma lavoura de café com mais qualidade. Atualmente, um dos setores que mais crescem
no setor cafeeiro é o de produtos especiais, com alta qualidade, conhecidos pelos
europeus por cafés gourmet e pelos americanos por cafés especiais.
2 O QUE PRODUZIR?
O café especial é um tipo de café é de excelente qualidade, obtida por um conjunto de
pormenores que abrangem desde o cultivo da planta à forma de preparo da bebida,
possibilitando a obtenção de um café especial. Este produto tem maior valor de venda e
uma forte aceitação nos mercados nacional e internacional.
Os cafés especiais são os que têm nuances diferentes, que se destacam pelo sabor
diferenciado, pelo aroma mais acentuado. Por esta razão são considerados diferentes
comercialmente e tornam-se muito valorizados no mercado. Quem produz café de
qualidade, além da garantia de mercado, consegue remuneração melhor para o produto,
pois atualmente a qualidade é diferencial de preço. Em média a cotação chega a ser
superior de 30% a 100% do preço de uma saca do grão comercial.
Não existe ainda uma definição precisa para o conceito de café especial. Para isso são
necessários envolver parâmetros de qualidade da bebida (variedades, origens, tratos
culturais e pós-colheita) e outros valores difíceis de serem identificados.
Para o Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial PENSA (2001), a
qualidade do café está associada a características tangíveis, como propriedades físicas,
sensoriais e locacionais, e intangíveis representadas por qualquer atributo que diferencie
o produto diante do consumidor, como as condições tecnológicas, ambientais e sociais
da produção dos grãos de café.
Assim, o conceito de café especial engloba tanto um padrão de produto quanto de
processo. De acordo com o PENSA (2001):
O conceito de cafés especiais está intimamente ligado ao prazer proporcionado pela
bebida. Destacam-se por algum atributo específico associado ao produto, ao processo de
produção ou ao serviço a ele associado. Diferenciam-se por características como
qualidade superior da bebida, aspecto dos grãos, forma de colheita, tipo de preparo,
história, origem dos plantios, variedades raras e quantidades limitadas, entre outras.
Podem também incluir parâmetros de diferenciação que se relacionam à
sustentabilidade econômica, ambiental e social da produção, de modo a promover maior
eqüidade entre os elos da cadeia produtiva. Mudanças no processo industrial também
levam à diferenciação, com adição de substâncias, como os aromatizados, ou com sua
subtração, como os descafeinados. A rastreabilidade e a incorporação de serviços
também são fatores de diferenciação e, portanto, de agregação de valor.
Em alguns casos, o café especial pode chegar a valores extraordinários, como aconteceu
no Concurso Cup of Excellence 2005, organizado pela Alliance for Coffee Excellence,
onde a Fazenda Santa Inês, em Carmo de Minas – MG, leiloou um lote de 12 sacas de
café especial, recebendo o lance maior de R$ 16.288,00 por cada saca de 60 quilos,
pagos pela empresa Santo Grão Café & Bistro. Esse café chegará ao consumidor
brasileiro a R$ 9,00 a xícara.Por isso é chamado de café especial.
COMO PRODUZIR?
3.1 CONCEITOS
No Brasil os termos agribusiness, sistemas agroindustriais, cadeias produtivas e
complexos agroindustriais são, muitas vezes, usados indistintamente. Farina &
Zylbersztajn (1994) menciona essa questão e Batalha (1995) concorda com isso,
acrescentando que a literatura existente no Brasil tem feito grande confusão entre essas
expressões.
De acordo com o Grupo de Estudos e Pesquisas Agroindustrial – GEPAI (2001), o
conceito de agronegócio (agribusiness) surgiu, com base na teoria de sistemas, em fins
da década de 60, na Universidade de Harvard, através dos trabalhos de Davis e Goldber.
A teoria de sistemas permite considerar a finalidade da atividade agroindustrial, as inter-
relações entre os agentes, a estrutura do sistema, caracterizada pelas variáveis de
situação, as variáveis impostas e as variáveis de ação. Conforme Davis e Goldberg,
citados por GEPAI (2001):
Agronegócio é definido como sendo a soma das operações de produção e distribuição
de suprimentos agrícolas, das operações de produção nas unidades agrícolas, do
armazenamento, processamento e distribuição dos produtos agrícolas e itens produzidos
a partir deles.
Assim, podemos considerar que o agronegócio é um conjunto de atividades
agropecuárias, industriais e de serviços que mantêm sinergias de caráter tecnológico,
comercial e econômico, cuja matéria-prima principal venha do setor agropecuário ou
cujo produto final tenha naquele setor o seu mercado.
Esse conceito deve ser utilizado, portanto, quando se deseja ter uma visão sistêmica de
todas as atividades que, de alguma forma, estão relacionadas à produção agropecuária,
seus insumos e seus derivados, desenvolvidas em determinado país ou região.
Para os outros termos, que as vezes geram confusões, Batalha (1995) conceitua:
Sistema Agroindustrial pode ser considerado o conjunto de atividades que concorrem
para a produção de produtos agroindustriais, desde a produção dos insumos, (sementes,
adubos, maquinas agrícolas, etc) até a chegada do produto final (queijo, biscoito,
massas, etc) ao consumidor.
Complexo Agroindustrial tem como ponto de partida determinada matéria-prima de
base. Por exemplo, complexo de soja, complexo de leite, complexo de café, etc. a
arquitetura deste complexo agroindustrial seria ditada pela explosão de matéria-prima
principal que o originou, segundo os diferentes processos industriais e comerciais que
ela pode sofrer até se transformar em diferentes produtos finais.
Cadeia de Produção Agroindustrial é uma sucessão de operações de transformação
(comercialização, industrialização e produção de matérias-primas) dissociáveis, capazes
de ser separadas e ligadas entre si por um encadeamento técnico.
Já uma Cadeia Produtiva é definida por conforme Farina et tal (1993), como:
Uma seqüência de operações interdependentes que têm por objetivo produzir, modificar
e distribuir um produto. Ações correlatas às da cadeia do produto, tais como pesquisa,
serviços financeiros, serviços de transporte e de informação, são também importantes
para o estudo.
Quando se refere a cadeias produtivas agroindustriais, por exemplo, a expressão
engloba as atividades de apoio à produção agropecuária (fornecimento de insumos,
assistência técnica, pesquisa etc.), a produção agropecuária (dentro da fazenda), o
armazenamento do produto agropecuário, o beneficiamento ou a transformação
industrial e a distribuição (atacado e varejo) de um produto, “in natura” ou
transformado, até o consumidor final. Assim, a denominação cadeia produtiva é,
geralmente, aplicada em relação a um produto específico: “cadeia produtiva do
algodão”, “cadeia produtiva do frango” etc.
Conforme o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF
(2005), o conceito de agroindústria é o beneficiamento e/ou transformação de produtos
agrosilvopastoris, aqüicolas e extrativistas, abrangendo desde processos mais simples
até os mais complexos, incluindo o artesanato no meio rural.
3.2 PRODUÇÃO
O café especial está ocupando seu lugar neste mercado cada vez mais exigente. É
crescente a quantidade de pessoas que apreciam um bom café. Mas, para este café
especial ser produzido são necessários grandes desafios na cadeia produtiva do café
especial para oferecer ao consumidor o prazer da degustação.
Existem diversas dificuldades para se obter um café de qualidade, e a melhor maneira
de analisar esse ponto são fracionar a cadeia produtiva em produção e torrefação.
A produção abrange desde o plantio da lavoura até a armazenagem do café ainda verde.
O fruto maduro (cereja) do café arábica, ainda quando no pé possui uma ótima
qualidade, com um potencial para a produção de bebida mole para melhor. Porém,
quando o fruto é colhido, corre a depreciação do grão, pois seu conteúdo de açúcares
favorece a sua fermentação. É preciso separar os frutos cereja dos verdes e secos, com
uma colheita seletiva, isso requer investimento em tecnologia, encarecendo a produção.
Conforme o PENSA (2001), estima-se que as propriedades produtoras de cafés
especiais, apenas 40% a 50% da safra podem ser vendidas como tal.
A secagem do grão deve se iniciado logo após a colheita, assim evita início do processo
de fermentação, que interfere no sabor, qualidade e valor comercial do grão. A
utilização de secador deve ser bem controlada, a temperatura do ar circulante entre os
grãos não deve ultrapassar os 40oC, além do grão não dever ficar exposto a essas
condições por tempo superior a 5 dias.
Na torrefação é preciso se atentar para as variáveis: o tipo de café torrado, o grau de
torra e a granulometria da moagem. A torra clara de acentuada acidez suaviza o aroma e
sabor e é menos amargo. Já o de torra escura diminui a acidez, acentua o sabor amargo e
a bebida é mais escura. O grau de moagem depende da maneira de como vai ser
preparado o café.
4 PARA QUEM?
Os cafés especiais brasileiros são reconhecidos em boa parte dos países consumidores.
A exposição é feita através de dois grandes concursos realizados pela Associação
Brasileira de Cafés Especiais – BSCA, uma em Berna, na Suíça, durante a Feira de
Cafés Especiais da Europa e a outra no Brasil no Concurso de Qualidade Cafés do
Brasil – Cup of Excellente.
Nos meses de colheitas, junho a julho, a BSCA traz ao Brasil grupos de compradores do
Japão e Comunidade Européia. Outro grande comprador são os Estados Unidos, país
que mais consome café no mundo, batendo no ano de 2005 o refrigerante.
O Brasil vai produzir 1 milhão de sacas de cafés especiais em 2006. Desse total, cerca
de 60% são certificadas pela BSCA. O custo de produção de cafés especiais fica entre
10% e 20% acima do de cafés tradicionais. Enquanto o quilo do café comum fica entre
R$ 8 e R$ 11, o do café especial varia entre R$ 25 e R$ 32, praticamente o triplo.
O mercado interno hoje absorve apenas 3% das vendas de cafés especiais e já pode ser
encontrado em cafeterias, hotéis e restaurantes de freqüentadores de faixa de renda
elevada, principalmente na cidade de São Paulo, onde uma xícara pode chegar a custar
até R$ 9,00.
5 CONCORRENTES
De acordo com a BSCA (2006), na safra 2006/2007 é esperado uma colheita de 1
milhão de sacas de café especial no Brasil, um aumento de 25% e relação as 800 sacas
da safra passada. Ainda é um crescimento pouco expressivo, comparado a safra total de
café do Brasil. Os associados da BCSA participarão com 60% da produção de cafés
especiais no Brasil e para o ano de 2006 é esperado quadruplicar o faturamento em
conjunto e alcançar a cifra de US$ 80 milhões.
Ainda conforme a BSCA (2006), o consumo dos cafés tradicionais cresce 1,5% ao ano
enquanto que o consumo de café especial cresce a uma taxa de 10% ao ano. O consumo
mundial esperado para o ano de 2006 é de 8 milhões de sacas.
Os cafés especiais no Brasil são vendidos no mercado interno e externo em embalagens
que trazem um selo da BSCA, com número de série e número da certificação. Toda a
saca de café especial exportada pelos associados da ABSC traz uma etiqueta com
informações diversas que garantem ao comprador a rastreabilidade total do grão.
Apesar do café ser um comodities, o café especial tem algumas vantagens na sua
comercialização, que é a fixação de contratos de longo prazo com preços mais estáveis.
Vários produtores brasileiros estão conseguidos contratos de três a cinco anos com
preços predeterminados, na maioria das vezes com valores acima dos de mercado.
A maneira mais fácil de obter compradores é participando dos concursos mencionados.
Os cafés especiais vencedores desses concursos são vendidos em leilão eletrônico
internacional pelo qual chegam a alcançar preços estratosféricos. Há casos em que o
quilo do produto chegou a custar US$ 100. Os cafés são selecionados por um júri de
especialistas do Brasil e do exterior que são profissionais responsáveis pela compra de
café para grandes torrefadoras mundiais.
Em média, o café especial alcança um ganho de 35% a 40% sobre o valor do café
padrão, isso já descontado o aumento dos custos no processo de produção. Esse índice,
mesmo fora dos leilões, pode ser superado em muito. Para o consumidor, o quilo do
café especial sai pelo menos o dobro do preço do tradicional.
A venda do café especial é sujeita a um ritual bastante próprio, no qual a proximidade
entre produtor e cliente é muito importante; o comprador procura por algo sempre de
qualidade, mas também diferenciado.
Importadores visitam o Brasil para escolher a dedo o fazendeiro que vai produzir
especialmente para eles e, mais, da forma como eles determinarem. Se, ao final, o café
não estiver exatamente como ele pediu, não vale.
Mas, ainda são poucos os produtores brasileiros a produzirem esse tipo de café. De
acordo com uma pesquisa realizada pelo Projeto Conhecer da Confederação da
Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, 57% dos produtores consultados não investem
em café especial por causa de seus altos custos, conseqüentemente tendo uma menor
concorrência nesse mercado.
Para competir nesse mercado é preciso estar consciente das vantagens e das
dificuldades, porque as exigências são comparáveis aos melhores preços conquistados.
De acordo com Santos de Jesus et al (2003), no mercado de cafés especiais apresentam-
se dois tipos de concorrentes: os internacionais e os nacionais. Os concorrentes
nacionais, de acordo com a revista Cafeicultura (2003), estão espalhados na região
Mogiana de São Paulo, o Sul e Cerrado de Minas Gerais, além do Vale do
Jequetinhonha, o oeste da Bahia e região das chapadas baianas.
Mas, de 2003 em diante, novas áreas vão se firmando como produtoras de cafés
especiais. De acordo com a BSCA (2006), seus associados estão espalhados e todas as
áreas do país onde cafés Arábicas de alta qualidade são produzidos: Sul de Minas,
Matas de Minas, Cerrado, Chapadas de Minas, Mogiana, Bahia e Paraná. Cada região
dessa apresenta características particulares, o que não permite que o produto seja visto
de forma semelhante, mas que proporcione equiparações.
De acordo com Santos de Jesus et al (2003), na concorrência externa encontram-se
países da América Central e Colômbia. Para Ponciano (1995), a preferência por cafés de
qualidade, há tempo vem sendo trabalhada pela Colômbia, México e alguns países da
América Central que se especializaram em café arábica tipo suave. Os cafés mais
afamados do mundo são Colômbia, Costa Rica e El Salvador.
Já Andrade (1994) destaca que a Colômbia tem uma posição privilegiada devido ao
trabalho de marketing realizado pela Associação dos Cafeicultores da Colômbia, mas
Rincón (2002) considera que o café especial da Colômbia ainda é pouco explorado.
O Brasil tem uma vantagem competitiva neste mercado. O país tem investido na
identificação de mercado e preferências. A BSCA atua de maneira para resgatar
informações e firmar parcerias, sendo parceira de importadores e representantes dos
EUA, Reino Unido, Alemanha, Suíça, Itália, Espanha, e Japão.
Conforme Comercio Exterior (2000), são os consumidores de maior poder aquisitivo
que demandam este tipo de café na busca de diversidade e diferenciação. Para Santos de
Jesus et al (2003), nestes fatores o Brasil detém qualidades competitivas, não
encontradas em qualquer outro país produtor, o que eleva em muito o potencial
competitivo brasileiro.
Apesar do mercado de cafés especiais apresenta concorrência, é difícil identificar
similaridades profundas entre os concorrentes, porque o sabor varia de região para
região e de país para país.
6 - Referência
ANDRADE, Carlos Eduardo de. Análise dos excedentes econômicos pelos acordos
internacionais do café. Dissertação de Mestrado em Administração. Viçosa: UFV, 1995.
90 p.
BATALHA, M. O.; SILVA, A. L. Marketing & Agribusiness: um enfoque estratégico.
Revista de Administração de Empresas, São Paulo, V. 35, nº 5, 1995.
BSCA Associação Brasileira de Cafés Especiais. Disponível em [capturado em 21 mar
2006].
CCCMG Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais. História do café.
Disponível em [capturado em 21 mar 2006].
COMÉRCIO EXTERIOR. Informe BB. Entrevista: Marcus Vinícius Pratini de Moraes,
ministro da Agricultura e do Abastecimento. Brasília: Banco do Brasil, ed. 31, dez.
2000, 2-4.
FARINA, E.M.M.Q; ZYLBERSZTAJN, D. Competitividade e Organização das
Cadeias Agroindustriais. Costa Rica, Relatório IICA, 1994.
GEPAI Grupo de Estudos e Pesquisas Agroindustrial. Gestão agroindustrial. Editora
Atlas: São Paulo. 2º ed., 2001.
MAPA Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Disponível em [capturado
em 21 mar 2006].
ORMAND, José Geraldo Pacheco, et al. Café reconquista dos mercados. BNDS, Rio de
Janeiro, 1999.
PENSA Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial. Diagnóstico
sobre o sistema agroindustrial de cafés especiais e qualidade superior do estado de
Minas Gerais. São Paulo: SEBRAE, 2001.
PONCIANO, Niraldo J. Segmento exportador da cadeira agroindustrial do café
brasileiro. Dissertação de Mestrado em Administração. Viçosa: UFV, 1995. 128 p.
PRONAF Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. Conceito de
agroindústria. Disponível em [capturado em 12 set. 2005].
REVISTA CAFEICULTURA. O que é o café especial ou gourmet? Disponível em: .
[capturado em 25 mai 2006].
RINCÓN, Sérgio C Rojas. Sistemas de comercialização e o desenvolvimento de um
mercado futuro de produtos agrícolas: Três estudos de caso na Colômbia. Dissertação
de Mestrado em Administração. Lavras: UFLA, 2002.
SANTOS DE JESUS, José Carlos; RIBEIRO DE OLIVEIRA, Josmária. LINO DE
OLIVEIRA, Sidney. Análise da formação mercadológicos para a formação de preço do
café especial. VII SEMEAD. Trabalho científico agronegócios, 2003.

O Administrador Rural
Por NATÁLIA FERREIRA BARBOSA
O Administrador Rural

O Agronegócio é a maior indústria do Brasil e o administrador é o único profissional


capaz de apresentar um diagnóstico gerencial dos agentes sociais e econômicos que
compõem a sua cadeia produtiva.
Todas as pessoas que dirigem uma ou mais explorações agrícolas, são consideradas
como administradores, no entanto, nem todas são bons administradores, por falta de
conhecimento necessário à ciência administrativa (OLIVEIRA, 1969).
O administrador tem que despertar em todos os colaboradores o sentimento que só há
um crescimento individual com o crescimento da organização. Algumas empresas rurais
que são administradas por profissionais observaram que com a oferta de participação
nos lucros da empresa, viu-se um melhor aproveitamento de recursos produtivos, pois
quanto mais o colaborador produzir mais lucro a empresa terá e com isso ele também
ganhara. (SILVA, 2008)
Todo administrador de uma empresa rural deve estar a par dos processos da agricultura,
da zootecnia e das indústrias rurais (OLIVEIRA, 1969), por isso devem procurar se
munir de bons livros atualizados, revistas técnicas, boletins especializados em assuntos
rurais, etc.
O principal papel do administrador rural é planejar, controlar, decidir e avaliar
resultado, visando à maximização dos lucros, à permanente motivação e ao bem estar de
seus empregados (CALLADO, 2008).
Na administração rural é fundamental que o administrador trabalhe sempre pensando no
mercado futuro, produzindo o necessário para atender a demanda do mercado interno e
externo, e demonstrar que as empresas rurais dependem de outros elementos da cadeia
produtiva, apresentando soluções para os problemas que venha ocorre no futuro.
(SILVA, 2008)
Os administradores do futuro devem zelar pela tão nobre profissão, construindo seus
projetos com ousadia, sem esquecer a humildade e o espírito de liderança, pois só assim
conquistaram o sucesso profissional almejado (SILVA, 2008).

REFERÊNCIAS

CALLADO, Antonio André cunha. Agronegócio. São Paulo Atlas, 2008.

OLIVEIRA, Cantalicio de Preto de. Economia da Administração Rural. Porto Alegre:


Editora Sulina, 1969

SILVA, Adriano Aparecido da. A Importância do Administrador para o


Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro. Disponível em:
<http://www.administradores.com.br/artigos/a_importancia_do_administrador_para_o_
desenvolvimento_do_agronegocio_brasileiro/26313/>. Acesso em fevereiro de 2009.
A IMPORTÂNCIA DO
ADMINISTRADOR PARA O
DESENVOLVIMENTO DO
AGRONEGÓCIO BRASILEIRO
RESUMO
O estudo teve como objetivo analisar e fornecer dados do atual processo de
desenvolvimento do agronegócio brasileiro, que esta acontecendo num ritmo muito
acelerado devido ao emprego das mais modernas tecnologias voltadas para este setor,
tornando-o moderno e viável, fazendo com que o Brasil se torne uma das maiores
potencias mundiais deste seguimento. Não podendo deixar de ressaltar a importância do
administrador, pois no ramo do agronegócio é de fundamental importância que tenha
um profissional para gerenciar estas empresas, cabendo ao mesmo trabalhar sempre
pensando no futuro e nas necessidades da população, tendo condições de atender-lhes
da melhor e mais eficiente forma possível. “Cabe ao administrador conciliar a
construção dos valores humanos com a lógica dos resultados”. Dentro de uma empresa
cabe ao administrador conciliar o valor dos colaboradores com o desempenho e a
produtividade, pois quem faz a diferença em qualquer organização é o administrador
juntamente com seus colaboradores. Isso é o que vem ocorrendo em algumas empresas
rurais que resolveram aderir à profissionalização da administração, conseguindo obter
resultados palpáveis e transformando estas organizações em grandes empreendimentos,
assim ficando mais do que provado que um bom administrador à frente de qualquer
empresa a transformará. Deve-se fazer mais investimento neste setor diante de sua
grande importância para a economia do país, o agronegócio brasileiro no período de
janeiro a setembro de 2007 foi responsável por 90% (noventa por cento) das
exportações tornando-se assim a base da economia do Brasil. A uma expectativa que no
final do ano de 2007 as exportações de produtos provenientes do agronegócio bata o
recorde dos anos anteriores .
PALAVRA CHAVE: profissional, agronegócio, desenvolvimento.

INTRODUÇÃO
Este artigo e resultado de um estudo a respeito da importância do administrador para o
desenvolvimento do agronegócio brasileiro, o mesmo foi elaborado com base em
pesquisas literárias.
Procurou-se dar ênfase na importância econômica do setor agrícola do Brasil,
procurando conscientizar os empresários rurais de que se deve profissionalizar a
administração de suas propriedades, levando-se em consideração que o setor, nos dias
atuais é responsável por 90% das exportações do país.
O principal papel do administrador rural é planejar, controlar, decidir e avaliar os
resultados, visando maximização dos lucros, permanente motivação, ao bem estar social
de seus colaboradores, satisfação de seus clientes e a tomada de decisões de como,
quando e o que produzir. Para esta tomada de decisão, o administrador deve ter
conhecimento dos fatores externos e internos como:
a) Preços dos produtos;
b) Clima: histórico e tendência ;
c) Existência de mercado para o produto;
d) Disponibilidade de mão-de-obra na região;
e) Tamanho da empresa agropecuária;
f) Eficiência da mão-de-obra;
g) Condições pessoais do administrador etc.
O controle eficiente permite que os resultados globais sejam conhecidos através dos
resultados parciais, isto tudo consiste no campo de atuação do administrador rural.
Concluí-se que diante do desenvolvimento tecnológico atual é importante a formação de
profissionais competente para o gerenciamento desses negócios.

EMBASAMENTO TEÓRICO
“O crescimento do agronegócio brasileiro só foi possível graças à intensa incorporação
de tecnologia ao campo” (Carvalho 2004 p 49)
Segundo Carvalho em uma matéria publicada na Revista Brasileira de Administração,
só foi possível o crescimento do agronegócio com o emprego nas propriedades rurais do
que há de mais moderno em tecnologia voltada para o setor, melhorando sua
produtividade e gerando renda. Deve-se valorizar o homem do campo pela sua
importância socioeconômica, dando-lhe melhores condições para o desempenho de suas
atividades rurais.
Conforme Araújo (2005): O agronegócio é o seguimento mais importante da economia
mundial, e no Brasil vem contribuindo para baixar o índice de desemprego. Como
vemos hoje em dia nos meios de comunicação, notícias a respeito do bio-combustível
que vai alavancar o agronegócio no Brasil. O país oferece condições favoráveis para o
cultivo da cana-de-açúcar e outras culturas que servem de matéria prima para a
produção do bio-combustível, o que vai constituir um mercado fértil para o profissional
de administração rural. Sem contar que o setor contribui muito para a baixar o índice de
desemprego no país.
“O papel do administrador está juntamente em saber desapertar em todos e em cada um,
o sentimento de que o crescimento individual só será possível com o crescimento da
organização”.(Mendonça 2004 p 59)
O administrador tem que despertar em todos os colaboradores o sentimento que só há
um crescimento individual com o crescimento da organização. Algumas empresas rurais
que são administradas por profissionais observaram que com a oferta de participação
nos lucros da empresa, viu-se um melhor aproveitamento de recursos produtivos, pois
quanto mais o colaborador produzir mais lucro a empresa terá e com isso ele também
ganhara.
Visitando Crepaldi (1998): A tomada de decisões de como, o que e quanto produzir
constituiu o campo de atuação do administrador rural. Hoje em dia nas empresas rurais
é mais que necessário a presença de um profissional para tomar as decisões inerentes ao
que vai ser produzido e quanto é necessário para atender a capacidade produtiva da
propriedade e com isso baixar os custos operacionais.
Segundo Nardes (2006): O que é diferencial em um administrador é a questão de ter
uma visão global das coisas podendo tomar algumas decisões inerente ao setor e
antecipando-se ao futuro. Nos dias atuais, com desenvolvimento do agronegócio no
Brasil e no mundo é de suma importância que o administrador tenha uma visão global
do assunto, assim tomando decisões que futuramente vão gerar renda a esta
organização.
“o administrador deve ser sensível às necessidades dos outros, antecipar o futuro,
transformar suas visão num projeto, inovar na alocação dos recursos e assegurar
resultados tangíveis”(Olsen 2006 p 39)
Conforme Olsen relata em uma entrevista a Revista Brasileira de Administração o bom
administrador tem que entender e ver as necessidades dos outros antecipando-se ao
futuro, transformando suas idéias em projetos que vão trazer resultados palpáveis a
empresa. No ramo da agroindústria, é fundamental que o administrador trabalhe sempre
pensando no mercado futuro, produzindo o necessário para atender a demanda do
mercado interno e externo, e gerando renda para a empresa.
Conforme Santos (2002): Com a qualificação profissional dos colaboradores, aumenta
significativamente a produção de qualquer empresa, reduzindo os custos operacionais.
No agronegócio é muito importante que o empregador ofereça cursos
profissionalizantes aos seus colaboradores, os quais deverão aplicar o que lhes foi
ensinado, evitando, por exemplo, o desperdício de fertilizantes e sementes, cujo custo é
muito alto.Com todas essas economias deverá reduzir o custo de produção, podendo
assim oferecer um produto de qualidade com um preço mais acessível para o
consumidor final.

A IMPORTÂNCIA DO ADMINISTRADOR PARA O DESENVOLVIMENTO DO


AGRONEGÓCIO BRASILEIRO

O alto índice de desenvolvimento do agronegócio no Brasil abriu as portas para um


mercado de trabalho promissor para profissionais que atuam nesta área.
Isto só está sendo possível devido a fusão entre grandes empresas deste seguimento,
como foi o caso da compra da rede de frigoríficos norte americana Siwift pelo grupo
Friboi, assim tornando-se um dos maiores frigoríficos do mundo o que vai contribuir
muito para a exportação da carne brasileira para o mercado europeu.
O agronegócio brasileiro nos últimos anos vem se desenvolvendo numa velocidade
muito alta, em virtude da moderna tecnologia voltada para o setor. Esta atividade tomou
dimensão tão grande que vem caminhado para se tornar a principal atividade econômica
do pais.
Com esse desenvolvimento, o setor vem contribuindo para baixa a taxa de desemprego,
em conseqüência está havendo uma melhora nas condições de vida da população
conciliando o desenvolvimento econômico com o social.
Deve-se lembrar que o Brasil esta caminhado para se tornar uma das grandes potências
no agronegócio. Isso é resultado do trabalho dos profissionais que atuam na área de
administração rural.
De acordo com Olsen (2006): O bom administrador tem que entender e ver as
necessidades dos outros e antecipar-se ao futuro, transformando suas idéias em projetos
que vão trazer resultados palpáveis à empresa. No ramo da agroindústria é fundamental
que o administrador trabalhe sempre pensando no mercado futuro, produzindo o
necessário para atender a demanda do mercado interno e externo, e demonstrar que as
empresas rurais dependem de outros elementos da cadeia produtiva, apresentando
soluções para os problemas que venha ocorre no futuro.
Graças às tecnologias cada vez mais presentes no setor rural, surge a necessidade da
contratação de um administrador especialista na área. A tarefa de administrar começa
pelo conhecimento de tudo que constitui uma empresa rural, terra, pessoas, máquinas,
equipamentos, instalações, benfeitorias, fornecedores, clientes e recursos.
Pensando na modernização da administração rural, algumas instituições de ensino estão
investindo cada vez mais na formação de profissionais que possam atuar nesse mercado
tão promissor, trazendo uma gestão de qualidade para suas empresa. Um setor tão
importante para a economia do país não pode ser administrado por qualquer um, daí a
importância de um administrador profissional.
Dentro de uma empresa o administrador desenvolve um papel de suma importância,
portanto o mesmo tem que perceber o que esta acontecendo de errado e buscar o mais
rápido possível a melhor solução. Cabe também a ele fazer algumas mudanças no
ambiente de trabalho assim, melhorando as condições de serviços de seus
colaboradores. Os profissionais que atuam neste setor, estão conduzido-o para o
desenvolvimento, empregando todos os seus conhecimentos adquiridos durante o curso
de formação.
Os administradores do futuro devem zelar pela tão nobre profissão, construindo seus
projetos com ousadia, sem esquecer da humildade e do espírito de liderança, pois só
assim conquistaram o sucesso profissional almejado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante de todo esse desenvolvimento tecnológico e das megas fusões entre empresas do
seguimento rural que vem acontecendo no país, é de suma importância que haja bons
profissionais para gerenciar esses negócios.
A competência dos administradores rurais fez com que o agronegócio brasileiro
conquiste espaço entre os paises mais desenvolvidos do mundo, nos dias atuais já somos
lideres em exportação de alguns produtos agrícolas e em breve nos tornaremos uma das
maiores potências deste seguimento.
Devido ao alto nível de nossos administradores e do clima propício para
desenvolvimento de algumas culturas, o Brasil atrai investimentos estrangeiros,
principalmente dos norte americanos, que estão muito interessados na cultura da cana de
açúcar, pois a mesma é a meteria-prima para a produção do bio-combustível.
Nos dias atuais já nos tornamos líderes na exportação de alguns produtos agropecuários.
Em 2003, 42% das exportações totais do Brasil era de produtos provenientes do
agronegócio, já em 2007 esse índice praticamente dobrou, no período de janeiro a
setembro esse índice atinge 90% das exportações totais o que significa que houve um
aumento de 48% na participação do agronegócio nas exportações brasileiras.
As exportações de produtos agrícolas renderam neste ano ao Brasil 32 milhões de
dólares ate o mês de julho, tornando-se a principal atividade econômica do país.

Administrador de agribusiness
por Izabel Cristina
Quando traduzido ao pé-da-letra, agribusiness significa "o negócio da agricultura". Um
administrador de agrobusiness, ou agronegócios, é o profissional responsável pela
administração de fazendas e empresas ligadas ao ramo de agropecuária. Esse
gerenciador rural está ganhando espaço no mercado de trabalho, pois o agrobusiness é
um negócio complexo, de alto risco e que vai muito além das porteiras.
O administrador rural precisa entender de produção, tecnologia, marketing, finanças,
saber avaliar o mercado, ajustar o negócio agrícola às mudanças tecnológicas e usar
técnicas de análise de custos de produção, entre outras atividades. Ele planeja e
acompanha também as atividades de empresas como a Sadia, que possui áreas extensas
de terra integrada a sua indústria. Além disso, quem trabalha nessa área administra
ações negociadas na Bolsa de Valores.
Entre outras atividades, o profissional de agribusiness define os insumos e serviços
necessários às lavouras e à criação de rebanhos, o número de empregados, as horas de
trabalho e controla as rotinas de serviço. Também estuda e difunde as novas tecnologias
para melhorar a produção das plantações e otimizar a produtividade dos rebanhos. Pode
atuar nas indústrias, coordenando o beneficiamento, o armazenamento e a
comercialização de produtos agropecuários.

Segundo O Guia Oficial do Ensino Brasileiro, do prof. Wagner Horta, o agribusiness é


responsável atualmente por 35% do PIB (Produto Interno Bruto). Para os próximos
anos, estima-se que o setor de agronegócios receberá investimentos estrangeiros em
torno de 270 bilhões de dólares no Brasil.
Perfil
Para atuar em agronegócios, o profissional precisa ter uma formação generalista para
administrar os diversos processos dos agronegócios, além de capacidade para tomar
decisões na busca e seleção de alternativas para o negócio e para liderar e motivar
pessoas. Habilidades de liderança e do uso de sistemas adequados de motivação;
flexibilidade; capacidade de percepção ambiental que possibilite a implementação de
mudanças necessárias; criatividade; pró-atividade; capacidade de antecipar às
estratégias da concorrência. Além disso, o exercício da profissão exige formação
universitária em administração rural ou formação nas carreiras relacionadas -
administração de empresas, engenharia agrônoma, curso técnico em agropecuária,
veterinária, zootecnia - com curso de extensão em agronegócios.
Curso - as principais disciplinas que compõem o currículo são: Economia, direito,
matemática financeira, contabilidade, administração mercadológica, de produção,
recursos humanos, entre outras.
Atuação - o agrobusiness envolve desde atividades agropecuárias, passando pela
indústria de insumos e equipamentos, indústria de processamento, sistema de
armazenamento e distribuição, até o produto final que chega ao consumidor.

Carreiras relacionadas

• Administrador de cooperativas
• Administrador de empresas
• Engenheiro agrônomo
• Técnico agropecuário
• Trabalhador florestal
• Veterinário
• Zootecnista
SOFTWARE PERMITE AVALIAR COMPORTAMENTO DE INSETOS E
DIMINUIR USO DE PESTICIDAS NAS LAVOURAS
A demanda social pelo meio ambiente e alimentos livres de pesticidas, herbicidas e
reguladores do crescimento têm imposto à ciência um novo paradigma de exploração
dos recursos naturais à disposição da agricultura. A descoberta das substâncias que
intermediam as relações entre organismos, denominadas semioquímicos, associada a
estudos biológicos das espécies envolvidas, pode permitir o desenvolvimento de novos
produtos para uso no manejo integrado de pragas. Pesquisas com semioquímicos para o
controle biológico exigem não só a identificação e isolamento do semioquímicos, mas
também o estudo do comportamento dos insetos em relação a esses semioquímicos.
Testes demonstrando a atividade comportamental dos componentes químicos são
essenciais para a compreensão completa da sua função e dos mecanismos
comportamentais do inseto diante ao estímulo químico, permitindo avaliar a viabilidade
do uso destes semioquímicos no controle biológico. Para isto é necessário monitorar o
comportamento do inseto, o que, tradicionalmente, é feito através da observação visual
e registro manual pelo pesquisador.
Um sistema de alta eficiência para monitoramento do comportamento de insetos deve
seguir os movimentos do inseto em tempo real e armazenar todas as informações
possíveis como: tempo de residência em cada área da região monitorada, a velocidade, a
tortuosidade e linearidade com que o inseto caminha quando estimulado. Este tipo de
monitoramento é praticamente impossível de ser realizado por observação direta e
registro simultâneo, sem a utilização de nenhum aparelho específico.
A análise por computador através de imagens de vídeo de animais em movimento foi
desenvolvida e desde então uma série de pacotes e ferramentas vem sendo desenvolvida
para diferentes animais. O sistema desenvolvido pela Embrapa Instrumentação em
conjunto com a Embrapa Recursos Genéticos através de um projeto de software livre
financiado pela FINEP permite fazer a análise e monitoramento do comportamento de
insetos através de imagens, quando os mesmos estão expostos a estímulos de diferentes
naturezas (olfativos, visuais ou vibracionais).
O desenvolvimento de um software para trabalhar com os principais insetos-praga e
seus inimigos naturais presentes nas culturas brasileiras representa um grande avanço
para os pesquisadores brasileiros, que atualmente fazem bioensaios visuais e
manualmente.
O desenvolvimento no ambiente Windows, apesar de ser um sistema operacional que
não é livre, se justifica uma vez que a maior parte das faculdades, escolas e institutos de
pesquisa trabalham com esta plataforma. Isto não inviabiliza que o software tenha seu
código fonte livre e seja instalado e desinstalado a qualquer momento. O
desenvolvimento para Linux também será conduzido, numa segunda fase, levando em
consideração a grande expansão no uso deste sistema operacional nos últimos anos.
Com o desenvolvimento deste software espera-se que os pesquisadores brasileiros que
trabalham na área de comportamento de insetos tenham acesso a uma ferramenta, hoje
não disponível ou inaccessível pelo custo, de uso geral para estudos de diferentes
insetos e nas mais diversas situações.
O software desenvolvido está em fase de testes e ajustes na Embrapa Recursos
Genéticos e Biotecnologia e, no final de 2005, espera-se que já esteja disponível pela
internet.
SOFTWARE E TECNOLOGIA PARA AGRICULTURA
O agronegócio brasileiro provou em várias situações e contextos que é uma atividade
que merece respeito e incentivo, a tecnologia por sua vez pode contribuir e muito para a
melhoria de condições para o campo. Em recente pesquisa informal constatei que a área
tecnológica não dava tanta importância para o setor, tanto é que no mercado quando se
fala em software para o agronegócio fica muito a desejar, pois muitas das vezes não
encontramos softwares específicos para uma determinada área do ramo e quando
encontramos infelizmente estão incompletos. Em algumas cooperativas e associações
quando perguntamos sobre a necessidade dos produtores simplesmente eles não sabem
responder qual software o produtor precisa para ajudar no processo de tomadas de
decisões e no controle de sua atividade, motivo: “... as empresas de desenvolvimento
nunca nos procuraram para tratar sobre o assunto...” foi o que um diretor me respondeu.
Quando falamos de um software para o agronegócio não devemos pensar somente num
programa que controle o rebanho ou uma lavoura específica, devemos pensar num
software que ajude não somente a controlar uma determinada atividade, mas também
auxiliar no processo de tomada de decisão, um software capaz de ajudar o produtor a
tomar a melhor decisão em determinados assuntos ou num determinado momento do
processo de produção.
Os casos em que a tecnologia está envolvida no ambiente de produção já provou que
está pode ser de grande valia para a lida no campo e, neste processo em que a fazenda
deixou de ser uma atividade de fim de semana para se tornar uma empresa isso pode
fazer a diferença. A figura do computador está cada vez mais presente nos escritórios
das fazendas ou sítios seja para consulta ou para busca de informações. Basta olharmos
para a agricultura de precisão para termos uma noção do que a tecnologia pode fazer
para ajudar no processo de reestruturação do agronegócio brasileiro.
Nesse momento em que o agronegócio procura constantemente melhores índices de
produtividade a tecnologia pode ajudar e muito nesse processo.
Recentemente a EMBRAPA (Empresa Brasileira de pesquisa Agropecuária), com a
unidade voltada para a informática realizou estudos para identificar o potencial para
softwares voltados para o agronegócio é só aguardar a divulgação desta pesquisa e
torcer pelas empresas de desenvolvimento olhar com outros olhos para o agronegócio e
ver o potencial que o meio oferece.
Na verdade, o campo tem muito a ganhar com a chegada de softwares e tecnologias
avançadas, mas também o setor de tecnologia da informação também tem a ganhar e
muito, pois é um meio em constante crescimento e apresenta uma grande gama de
setores que ainda precisam ser tecnificados. A informática aplicada a serviço do campo
pode ser o diferencial para o país produzir cada vez mais, pois o país tem grandes
extensões para produzir se junto a isso a tecnologia ajudar na melhoria dos índices de
produtividades pode dar um grande salto na produção de alimentos e aumentar a mão de
obra qualificada no campo, pois não devemos pensar somente no desenvolvimento de
novos sistemas e tecnologia, mas também na qualificação do trabalhador rural, pois de
nada adianta ter uma ferramenta poderosa nas mãos se o trabalhador rural não souber
manipulá-la. Com isso abrimos paradigmas no campo, pois com a chegada da
tecnologia vamos abrir vários precedentes no campo tais como: alguns setores podem
diminuir sua mão de obra, em contra partida a mão de obra especializada terá cada vez
mais presença no campo, fazendo com que os trabalhadores rurais busquem se
qualificar para continuar a viver do campo. Terão que colocar seus filhos em escolas e
cursos para terem a chance de trabalhar em determinados setores do agronegócio. Mas,
no entanto a realidade do país mostra que o acesso a novas tecnologias pode ser uma
tarefa nada fácil para algumas classes sociais, por isso a chegada da tecnologia no
campo às vezes causa uma preocupação em determinados setores da economia, pois
com a chegada da mesma iremos ter uma grande demanda de mão de obra qualificada
no campo em contra partida não temos está mão de obra no campo. O campo terá que
buscar essa mão de obra em outros segmentos da economia. Mas pensemos por outro
lado, se as fazendas empresas tiverem incentivos para qualificar seus funcionários, se o
governo criar incentivo para que os trabalhadores se qualificarem, com essas medidas
poderemos ter um ganho na qualidade de vida no campo, pois os trabalhadores verão
sua renda dar uma melhoria significativa. Quando falarmos em informática aplicada ou
em tecnologia no campo, devemos pensar não somente em ter a tecnologia que funcione
ou um software poderoso, mas também na qualificação do trabalhador rural, pois ele
que terá que fazer a engrenagem andar. Pois devemos imaginar sempre a tecnologia
aliada com a mão de obra humana. Com isso o desenvolvimento de novas tecnologias
deve vir aliado a programas de capacitação dos trabalhadores rurais para que o
movimento do campo não seja atingido pelo falta de mão de obra qualificada.
O país tem muito a oferecer ao ramo da tecnologia da informação assim como o ramo
tecnologia da informação tem muito a oferecer ao país, com as dimensões que o país
possui o uso de novas tecnologias é muito importante e se faz necessário para o controle
de determinados setores e atividades assim como a melhoria dos índices de produção.
No entanto, o setor do agronegócio terá que acompanhar o desenvolvimento tecnológico
para continuar a ser uma atividade rentável, e promissora, o incentivo a pesquisa tem
um papel extremamente importante nesse processo, pois através dela teremos as
respostas que o agronegócio precisa para se adaptar a esse processo ao passo que o ramo
da tecnologia da informação terá as respostas de onde precisa investir nos setores do
agronegócio, pois potencial de crescimento nesse setor o Brasil tem e precisa explorar
melhor, afinal tecnologia e produção devem andar juntas.
Com a chegada da tecnologia no campo o produtor tem a seu alcance informações que
antes ele não tinha e suas decisões estão fundamentadas não em suposições, mas em
dados concretos, pois os preços e informações estão no seu computador e o seu alcance,
a venda de sua produção estará visível a todos. Antes os produtores estavam vulneráveis
a especulações hoje eles já possuem ferramentas que auxiliam no dia a dia ao seu
alcance num click. As compras ficaram mis simples com e-commerce e as lojas
especializadas em insumos terão que se adaptar a esse novo sistema; notemos que a
tecnificação do campo tem uma cadeia muito grande e envolve uma grande gama de
serviços que variam deste a infraestrutura de produção até o consumidor final. Essas
cadeias devem seguir o processo de tecnificação, pois se não ficaram para trás no
processo de desenvolvimento. Pois com a facilidade que o e-commerce traz para o
produtor fazer suas compras e muitas das vezes ele optara por fazer suas compras
online, pois o acesso a essas lojas especializadas tem difícil acesso devido à localização
e a má conservação das estradas. Com isso, as lojas especializadas terão que se adaptar
a esse novo sistema e isso envolve novos sistemas, logística e funcionários capacitados.
A tecnologia no agronegócio envolve uma adaptação de vários setores do mesmo é uma
tarefa complexa e oferece diversas oportunidades de trabalho, e de desenvolvimento de
novos sistemas, um ramo vasto e promissor.

Campos de Atuação do
Administrador
De acordo com os arts. 2º da Lei nº 4.769/65 e 3º do Regulamento aprovado pelo
Decreto nº 61.934/67, a atividade profissional de Administrador será exercida, como
profissão liberal ou não, mediante:
a) elaboração de pareceres, relatórios, planos, projetos, arbitragens e laudos, em que se
exija a aplicação de conhecimentos inerentes às técnicas de organização;
b) pesquisas, estudos, análises, interpretação, planejamento, implantação, coordenação e
controle dos trabalhos nos campos de administração geral, como administração e
seleção de pessoal, organização, análise, métodos e programas de trabalho, orçamento,
administração de material e financeira, administração mercadológica, administração de
produção, relações industriais, bem como outros campos em que estes se desdobrem ou
com os quais sejam conexos;
c) exercício de funções e cargos de Administrador do Serviço Público Federal, Estadual,
Municipal, Autárquico, Sociedades de Economia Mista, empresas estatais, paraestatais e
privadas, em que fique expresso e declarado o título do cargo abrangido;
d) o exercício de funções de chefia ou direção, intermediária ou superior,
assessoramento e consultoria em órgãos, ou seus compartimentos, da Administração
pública ou de entidades privadas, cujas atribuições envolvam principalmente, a
aplicação de conhecimentos inerentes às técnicas de administração;
e) magistério em matérias técnicas do campo da administração e organização.
Parágrafo único. A aplicação do disposto nas alíneas c, d e e não prejudicará a situação
dos atuais ocupantes de cargos, funções e empregos, inclusive de direção, chefia,
assessoramento e consultoria no Serviço Público e nas entidades privadas, enquanto os
exercerem.

TRF2 - EMBARGOS INFRINGENTES


NA APELAǦO CIVEL: EIAC 163941
98.02.08160-4
Relator(a): Desembargador Federal ARNALDO LIMA
Julgamento: 27/11/2003
Órgão Julgador: SEGUNDA SEÇÃO
Publicação: DJU - Data::15/12/2003
Administrativo. Conselho Regional de Administração. Lei Nº 4.769/65. Lei Nº
6.839/80. Fiscalização.
Multa. "holding".
Andamento do processo

Links Patrocinados

Ementa
ADMINISTRATIVO. CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO. LEI Nº
4.769/65. LEI Nº 6.839/80. FISCALIZAÇÃO. MULTA. "HOLDING".
I -O Estatuto Social da Embargante revela que seu objeto é "a participação como sócia
ou acionista em outras sociedades, bem como em empreendimentos industriais,
comerciais e agropecuários sob qualquer forma" -fl. 09. II - A Lei nº 6.839/80 dispõe
que "o registro de empresas e a anotação dos profissionais legalmente habilitados, delas
encarregados, serão obrigatórios nas entidades competentes para a fiscalização do
exercício das diversas profissões, em razão da atividade básica ou em relação àquela
pela qual prestem serviços a terceiros" -art. 1º. III - Dispõe a Lei nº 4.769/65, no art. 8º,
caput e letras "b" e "d", que os "Conselhos Regionais de Técnicos de Administração
(C.R.T.A.), com sede nas Capitais dos Estados e no Distrito Federal, terão por
finalidade: (...) b) fiscalizar, na área da respectiva jurisdição, o exercício da profissão de
Técnico de Administração (...) d) julgar as infrações e impor as penalidades referidas
nesta Lei", e no art. 16, caput e letra "a", que "Os Conselhos Regionais de Técnicos de
Administração aplicarão penalidades aos infratores dos dispositivos desta Lei, as quais
poderão ser; a) multa de 5% (cinco por cento) a 50% (cinqüenta por cento) do maior
salário-mínimo, vigente no País aos infratores de qualquer artigo(...)". IV - Em sua
contestação -fls. 24/26 -, o Embargado sustenta que empresa "holding" se enquadra
perfeitamente no art. 15, da Lei nº 4.769/65, enquanto esta eg. Corte possui, a propósito,
precedente julgado recentemente, no sentido de que "Administração de bens próprios e
participação de capital de outras empresas não se revelam atividades que imponham o
registro da empresa "holding" junto ao Conselho Regional de Administração". IV
-Embargos Infringentes conhecidos e providos, para, prevalecendo o r. voto vencido,
julgar procedentes os embargos à execução, nos termos do pedido -fl. 07
Resolução Normativa nº 343/2007 28/8/2007
RESOLUÇÃO NORMATIVA CFA Nº 343, DE 10 DE
AGOSTO DE 2007
DOU 28.08.2007

Aprova o Regulamento de Registro Profissional de Pessoas Físicas, Registro Cadastral


de Pessoas Jurídicas e dá outras providências.

O CONSELHO FEDERAL DE ADMINISTRAÇÃO, no uso da competência que lhe


conferem a Lei nº 4.769, de 9 de setembro de 1965, e o Regulamento aprovado pelo
Decreto nº 61.934, de 22 de dezembro de 1967;
CONSIDERANDO a necessidade de uniformização de procedimentos de registros nos
CRAs;
CONSIDERANDO que o reexame das diversas Resoluções Normativas do CFA,
resultou em várias alterações das normas relacionadas a registro;
CONSIDERANDO, a recomendação da 1ª Assembléia de Presidentes dos CRAs,
realizada em 23 de março de 2007, em Salvador/BA;
CONSIDERANDO, finalmente, a decisão do Plenário na 18ª reunião, realizada em
10/08/07, resolve:

Art. 1º Aprovar o Regulamento de Registro Profissional de Pessoas Físicas, Registro


Cadastral de Pessoas Jurídicas e dá outras providências.

Art. 2º Esta Resolução Normativa e o Regulamento por ela aprovado entram em vigor
nesta data, revogadas as disposições em contrário, especialmente, a Resolução
Normativa CFA nº 283, de 21 de agosto de 2003.

ROBERTO CARVALHO CARDOSO - Presidente do Conselho