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Historia e conceitos sobre o racismo e seus derivados - benedito de carvalho

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Historia e conceitos sobre o racismo e seus derivados Introdução As relações raciais são uns dos temas mais complexos

dos dias atuais, e o racismo, é um fenômeno relativamente solto nos tempo s primitivos, a discriminação baseava – se em fatores religiosos, políticos, nacionalidade e na linguagem, e não em diferenças biológicas. Era o “fiel” contra o “pagão”, o “cristão” como o “mulçumano”. Observe que o motivo era religioso, de nacionalidade, mas nunca racial. Analisar o passado para entender o presente O autor perguntou ao professor se ele já foi discriminado alguma vez, pela sua cor, etnia ou religião, por ser mulher, gordo, deficiente? Como se sentiu? Daí, tira – se a conclusão do que acontece com o aluno, quando sofre preconceito em sua sala de aula. O racismo é muito forte nos dias atuais, mas cresce o nível de consciência de que o racismo é maléfico e precisa ser combatido, denunciado e eliminado, e a critica do professor diante desta luta e denuncia é de fundamental importância. A mídia está anunciando a prisão desse (a) ou daquele (a) cidadão (ã) que discrimina o (a) outro (a). Muitas pessoas ainda não perceberam que existe uma lei severa, que protege a toda (s) e qualquer cidadão (ã) vitima da discriminação racial ou étnica ou de qualquer tipo de preconceito. Quando qualquer pessoa no Brasil fala em racismo, qual é imagem humana que geralmente lhe vem logo de casa à mente? Acertou: é a do negro por isso, tem gerado dor, tristeza, sofrimento e morte para milhões de seres humanos por causa da cor de sua pele ou devido à sua origem étnica. Por que isso acontece? Por que o negro é a vitima maior do racismo praticado neste imenso país? De acordo com o estudioso Ben Morais, essa sua obra Racismo e Sociedade declara que;

Há uma relação muito próxima entre o escravidão a que foram submetidos os negros e a recusa às pessoas de cor negra... ‘O estigma em relação aos negros tem sido reforçado pelos interesses econômicos e sociais que levaram os povos negros à escravidão’. Daí o negro ter se convertido em símbolo de sujeição e de inferioridade. E este conceito negativo sobre o negro foi forjado (RUIZ, 1989 p.100). De acordo com Marais, Quando os primeiros europeus desembarcaram na costa africana em meados do século XV, a organização política dos Estados Africanos já tinha atingidos um nível de aperfeiçoamento muito alto. As monarquias eram constituídas por um conselho popular no qual as diferentes camadas sociais eram representadas. A ordem social e moral equivalia à política. Em contrapartida, o desenvolvimento técnico, incluída a tecnologia de guerra, era menos acentuada. Isto pode ser explicado pelas condições ecologicamente, como queriam os falsos cientistas (Munanga, 1986 p.8). 2.1 Racismo no passado O racismo é a pior forma de discriminação porque o discriminado não pode mudar as características raciais que a natureza lhe deu. E iníqua equação aceita na época: cristianismo = civilização e paganismo = selvageria. Esta desonesta conjugação gerou dramáticas conseqüências coloniais e racistas, provocando saques às propriedades, estupros, assassinatos, muita dor e sofrimento em milhões de pessoas. 2.2 O Racismo no passado e alguns de seus mais importantes antecedentes. O racismo não surgiu de uma hora para outra. Ele é fruto de um longo processo de amadurecimento, objetivando usar a Mao – de – obra barata através da exploração dos povos colonizados,

gerando riqueza e poder, sem nenhum custo – extra para o branco colonizador e opressor. O racismo entre os seres humanos foi surgindo e se consolidando aos poucos. Vamos compartilhar alguns dados interessantes: 2.2.1 na Grécia antiga tinha – se como certo e definido que todos aqueles que não pertencessem à sua raça eram classificado como bárbaros. E é de Heródoto a afirmação que persas consideravam – se a si mesmos superiores ao resto da humanidade. Fundamentos “doutrinários” e “científicos” do racismo foi na Idade Média que se deu uma forte discussão a partir dos intelectuais ligados à Igreja Católica Romana a respeito da superioridade, de uma raça sobre a outra, lançado as fortes bases do racismo moderno. Muitas pessoas, devido ao equívoco doutrinário e teológico cometido por ideólogos e religiosos do passado, inadvertidamente, afirmam que há racismo na Bíblia, o que houve e ainda há são as falsas interpretações sobre os textos bíblicos. No tempo de Jesus já havia escravidão, mas a Bíblia é radicalmente contra a escravidão e o racismo. Desde o séculos XV, tentar – se provar a inferioridade do negro e do índio, diante do branco, supostamente a raça superior. O escocês John Major, declarou que “a própria da natureza explica o fato de que alguns homens sejam livres e outros escravos”. Já o teólogo Paracelso nega que os ameríndios fossem descendentes de Adão e Eva, chegando a um tal grau de confusão que o vaticano emitiu a Bula Papal sublimes Deus, reconhecendo o caráter humano dos Ameríndios a pedia para respeitar a sua liberdade e os seus bens, sendo ignoradas pelos conquistadores que continuaram considerando os ameríndios como escravos naturais. Como ponto de partida da discriminação racial os brancos não eram alvo, às vitimas era os negros e os indígenas dos colonizadores europeus racistas, que dominaram e destruíram as suas culturas e as economias. A raça branca, tida como superior, deveria civilizar as raças inferiores que eram o negro e o índio.

3. Fortalecimento do colonialismo racista O século XIX foi a da consolidação das doutrinas racistas – Inglaterra, França e Alemanha – nada se falou sobre o trafico via escravo, nem mesmo o representante do Papa, calou – se para não prejudicar os países majoritariamente católicos e praticantes da escravidão negra. 4.Católicos Romanos e protestantes mesma atitude racismo. diante do

Na realidade não há diferença substantiva entre a conduta de ideólogos e religiosos católicos e protestantes na defesa de conceitos que fortalecem o racismo no passado, propiciando a sua presença hoje, ainda forte no imaginário popular. Em meados do século xviii, os sinos das igrejas de Bristol, na Inglaterra Anglicana, o parlamentar Wilberforce não conseguiu aprovar uma lei que proibia o trafico de escravos, e eles tinham uma boa razão que proibia o trafico, já que metoclistas, batistas, moravos e anglicanos tinham escravos e eram defensores da escravidão. 5. Pesquisas revelam o tipo de discriminação na escola O racismo é uma pratica diária e difundida. Ele é onipresente e forte. Como este racismo se manifesta em nossos escolas? Quando falamos em discriminação étnica – racial nas escolas, envolvemos todo o universo composto de relações raciais pessoais entre os estudantes, professores, direção da escola, e também repassado através do livro didático. As pesquisas feitas por duas diferentes pesquisadoras, usando métodos diversos chegaram praticamente ao mesmo resultado, revelando o racismo ante – negro que está presente em todo país. A primeira pesquisa: estereótipos e Preconceitos em Relação ao Negro no Livro de Comunicação e Expressão do 1º grau. Dos 82 livros pesquisados, 16 deles se estereótipos e preconceitos. Nem o professor percebeu a presença do mesmos preconceitos.

Na segunda pesquisa verificou – se praticamente o mesmo conceito da pesquisa anterior, feita em três etapas com alunos da rede de ensino publico, estudantes brancos, pardos e negros. Nas entrevistas individuais pedia – se através de foto de pessoas brancas e negras, os entrevistados escolhessem seus amigos fictícios, disseram qual deles era o seu melhor amigo, qual o mais simpática, o mais feia bonito, etc. Constatou – se, nas respostas, que as qualidades socialmente positivas são atribuídas aos negros, também no que se refere à profissão, o branco ocupa um status ocupacional mais alto e o negro, mais baixo. A visão do professor Vera Moreira figueiras analisa a postura do professor por ser ele que transmitem os conceitos se serão absorvidos pelos alunos como conhecimento cientifico, conhecimentos verdadeiros. Foram entrevistados alguns professores, (nas áreas de matemática, historia e português) atuando em diversas series e graus, com o objetivo de avaliar o grau de conhecimento a respeito do negro. Feitas algumas perguntas para esses professores o mesmo reconhecem a existência do preconceito na escola, seja na sala de aula, entre alunos e professores, nas brincadeiras ou apelidos alusivos à cor, e ate mesmo na expectativa do professor quanto ao rendimento do aluno negro, quando comparado ao rendimento ao branco. Os professores não receberam orientação pedagógica sobre a questão racial no Brasil, quando da formação profissional ou na escola onde trabalha. Por isso, o professorado declara que não está capacitado para lidar com a questão racial. Livro Didático Foram detectados os seguintes dados interpretados como preconceituosos:

1) Ilustrações e textos: poucos aparecem, sendo representados em situação social inferior à do branca, estereotipados em seus traços físicos ou animalizados. 2) não existem ilustrações relativas à família negra 3) os textos induzem a criança a pensar que a raça branca é a mais inteligente. 4) Nos textos sobre a formação étnica do Brasil são destacados o índio e o negro; o branco não é mencionado. 5) Índios e negros são mencionados no passado, como se já não estivessem. 6) Os textos de historia e estudos sociais limitam – se a referencia sobre as contribuições tradicionais dos povos africanos. Nos livros didáticos o negro aparece sempre nas condições de subalternos, condenando – os ao despreso, a humilhação. O negro vive em um mundo branco, criado à imagem do branco e basicamente dominado pelo branco. 7) Algumas definições (conceituações básicas sobre o racismo e seus derivados) .

Racismo
“Racismo é uma ideologia que postula a existência de hierarquia entre os grupos humanos”. (PNDH – 1998, p.12). Ou pode ser definido também como: A teoria ou idéia de que existe uma relação de causa e efeito entre as características físicas e herdadas por uma pessoa e certo traços de sua personalidade, inteligência ou cultura. E, somador a isso, a noção de que certa raças são naturalmente inferiores e superiores a outras (BENTO, 1998, p.1).

Origem da palavra racismo
A palavra raça vem do italiano razza, que significa família ou grupo de pessoas e também vem do árabe rãs, que quer dizer origem ou descendência (DUNCAN, 1998, p.15).

Preconceito
Preconceito é uma opinião preestabelecida, que é imposta pelo meio, época e educação. E regula as relações de uma pessoa com a sociedade, ao regular, ele perneia toda a sociedade, tornando – se uma espécie de mediador de todas as relações humanas. Ele pode ser definido, também, como uma indisposição, um julgamento prévio, negativo, que se faz de pessoa estigmatizadas por estereótipos.

Discriminação
É o nome que se dá para conduta (ação ou comissão) que viola direitos das pessoas com base em critérios injustificados e injustos, tais como a raça, o sexo, a idade, a opção religiosa e outros. A discriminação é algo assim como a tradução pratica a exteriorização, a manifestação, a materialização do racismo, do preconceito e do estereotipo. Como o próprio nome diz, é uma ação “no sentido de fazer deixar faze algo” que resulta em violação dos direitos (PNDA, op. Cit. P.15)

Discriminação racial
Discriminação racial, segundo conceito estabelecido pelas nações unidas (convenção da ONU/1966, sobre a eliminação de todas as formas de discriminação Racial) significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferências baseadas em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tinha como objeto ou efeito anular ou restringir o reconhecimento, o gozo ou exercício, em condição de igualdade, os direitos humanos e liberdades fundamentais no domínio político, social ou cultural, ou em qualquer lugar outro domínio da vida publica (Idem, ibidem)

Gênero
Gênero é um conceito que se refere ao conjunto de atributos negativos ou positivos que se aplicavam diferencialmente a homens e mulheres, inclusive desde o momento do nascimento, e determina as funções, papeis, ocupações e as relações que homens e mulheres desempenham na sociedade e entre eles mesmos. Esses papeis e relações não são determinados pela biologia, mas sim pelo contexto social, cultural e político, religioso e econômico de cada organização humana, que são passados de uma geração e outra (Idem, ibidem, p.12)

Estereótipos
Estereótipos é “uma tendência à padronização com a eliminação das qualidades individuais e das diferenças, com a ausência total do espírito critico nas opiniões sustentadas”. (Idem, ibidem, p.2). Segundo Lise Dunningan o “estereotipo é um modelo rígido e anônimo, a partir do qual são produzidas, de maneira automática, imagens ou comportamentos” (Idem, ibidem, p. 2 – 3).

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