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Modulo_MTC_2011_Ivana_Schnitman

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Published by: Ivana Schnitman on Mar 07, 2011
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Objetivos:
Exploratória: Tem por finalidade a descoberta de práticas ou diretrizes que precisam ser
modificadas e obtenção de alternativas ao conhecimento científico existente. Tem por objetivo
principal a descoberta de novos princípios para substituírem as atuais teorias e leis científicas. É a
coleta de dados e informações sobre um fenômeno de interesse sem grande teorização sobre o
assunto, inspirando ou sugerindo uma hipótese explicativa; É a coleta de dados e informações
sobre um fenômeno de interesse sem grande teorização sobre o assunto, inspirando ou sugerindo
uma hipótese explicativa.

Descritiva: Tem por finalidade observar, registrar e analisar os fenômenos sem, entretanto,
entrar no mérito do seu conteúdo. Na pesquisa descritiva não há interferência do pesquisador, que
apenas procura descobrir, a freqüência com que o fenômeno acontece. Visa descrever
determinadas características de populações ou fenômenos ou o estabelecimento de relações entre
variáveis. Basicamente consiste na coleta de dados através de um levantamento.
Explicativa ou Hipotético-Dedutiva: Tem por objetivo ampliar generalizações, definir leis
mais amplas, estruturar sistemas e modelos teóricos, relacionar hipóteses numa visão mais unitária
do universo e gerar novas hipóteses por força de dedução lógica. Exige síntese e reflexão, visa
identificar os fatores que contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Explica o “porque das
coisas”. Nas ciências naturais exige a utilização de métodos experimentais e, nas ciências sociais o

método observacional.

METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO I

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Procedimentos:

Bibliográfica: É desenvolvida a partir de material já publicado, principalmente de livros,
artigos de periódicos e atualmente com material disponibilizado na Internet. Embora em quase
todos os estudos seja exigido algum tipo de trabalho desta natureza, há pesquisas desenvolvidas
exclusivamente a partir de fontes bibliográficas. Segundo Lakatos e Marconi (2003), sua finalidade
é colocar o pesquisador em contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre
determinado assunto, inclusive conferências seguidas de debates que tenham sido transcritos por
alguma forma, quer publicadas, quer gravadas. A bibliografia pertinente oferece meios para
definir, resolver, não somente problemas já conhecidos, como também explorar novas áreas nas
quais os problemas não se fixaram suficientemente. Tem como objetivo permitir ao pesquisador o
reforço paralelo na análise de suas pesquisas ou manipulação de suas informações. Assim, a
pesquisa bibliográfica não é apenas repetição do que foi publicado sobre determinado conteúdo,
mas propicia o exame de um tema sob nova abordagem, chegando a conclusões inusitadas.
Documental: Tem por finalidade conhecer os diversos tipos de documentos e provas
existentes sobre conhecimentos científicos. Estes documentos normalmente não receberam
tratamento prévio analítico, encontram-se muitas vezes nos seus locais de origem. É efetuada
essencialmente em centros de pesquisa, museus, acervos particulares e centros de documentação e
registro.

Experimental: Destina-se a obtenção por experimentação de novos sistemas, produtos ou
processo. Quando se determina um objeto de estudo, selecionam-se as variáveis que seriam
capazes de influenciá-lo, definem-se as formas de controle e observação dos efeitos que a variável
produz nos objetos em estudo.
Operacional: A finalidade é o desenvolvimento de métodos e técnicas para a solução de
problemas complexos e para a tomada de decisões. Utiliza o conhecimento matemático, através da
programação linear e não linear para a solução de problemas. A pesquisa operacional consiste na
construção de modelos do sistema físico real para serem aplicadas técnicas de simulação e
otimização.

Estudo de caso: Quando envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de
maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento. Este tipo de pesquisa,
normalmente, é realizada a partir de um caso em particular e, posteriormente é realizada uma
análise comparativa com outros casos, fenômenos ou padrões existentes. É amplamente utilizada
no levantamento das características e parâmetros de funcionamento ou operação de sistemas e
processos.

Pesquisa-Ação: Investigação realizada em estreita associação com uma ação ou com a
resolução de um problema coletivo, no qual os pesquisadores e os participantes representativos da
situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo. Ela tende a ser
vista em certos meios como desprovida da objetividade que deve caracterizar os procedimentos
científicos. A pesquisa-ação não é constituída apenas pela ação ou pela participação, e sim, de
discussão, fazendo avançar o debate das questões abordadas em uma dada pesquisa através dos
seus atores. Caso você se interesse em um artigo da autora Selma Garrido Pimenta, cujo título é
“Pesquisa-ação crítico-colaborativa”: construindo seu significado a partir de experiências com a
formação docente.

METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO I

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Pesquisa Participante: Segundo Demo (2000, p.21), a pesquisa prática “é ligada à práxis, ou
seja, á prática histórica em termos de usar conhecimento científico para fins explícitos de
intervenção; nesse sentido, não esconde sua ideologia, sem com isso necessariamente perder de
vista o rigor metodológico”. Confere-se a este tipo de pesquisa um componente político e social
que permite debater o processo de investigação a partir da concepção de intervenção na realidade
social. Esta pesquisa se desenvolve a partir da interação entre pesquisadores e membros das
situações investigadas. Conheça o histórico, a definição e a metodologia da pesquisa participante.
Expost-Facto: Quando o “experimento” se realiza após os fatos.

PARA SABER MAIS
Sobre pesquisa, acesse os sites:
http://giselacastr.vilabol.uol.com.br/pesquisapart.htm
http://www.scielo.br/pdf/ep/v31n3/a13v31n3.pdf
http://www.focca.com.br/cac/textocac/Estudo_Caso.htm

Abordagem:

Quantitativa: Parte do pressuposto de que tudo pode ser quantificável, o que significa
traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las. Requer o uso de
recursos e de técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão, coeficiente
de correlação, análise de regressão etc.). É aplicada quando se deseja conhecer a extensão do objeto
de estudo e aplicam-se nos casos em que se buscam identificar o grau de conhecimento, as
opiniões, impressões, seus hábitos, comportamentos, seja em relação a um produto, sua
comunicação, serviço ou instituição. Ou seja, o método quantitativo oferece informações de
natureza mais objetiva e aparente.
Seus resultados podem refletir as ocorrências do mercado como um todo ou de seus
segmentos, de acordo com a amostra com a qual se trabalha. O questionário, por exemplo, é o
instrumento de coleta de dados mais utilizado. Ele pode conter questões fechadas (alternativas
pré-definidas) e/ou abertas (sem alternativas e com resposta livre). Na pesquisa quantitativa, a fim
de comprovar as hipóteses, os recursos de estatística nos dirão se os resultados obtidos são
significativos ou descartáveis. Este tipo de pesquisa baseia-se em rígidos critérios estatísticos, que
servem de parâmetro para definição do universo a ser abordado pela pesquisa.
Como o nome já diz, o método quantitativo é útil para o dimensionamento de mercados,
levantamento de preferências por produtos e serviços de parcelas da população, opiniões sobre
temas políticos, econômicos, sociais, dentre outros aspectos. O desenvolvimento e aplicação do
método quantitativo têm início com a definição dos objetivos que o cliente pretende alcançar. Em
seguida faz-se o levantamento amostral do universo, ou seja, o número de entrevistas a ser
realizado; elaboração aplicação de pré-teste para validação do questionário e, posteriormente, a
pesquisa em campo; apuração, cruzamento e tabulação dos dados; e, por fim, elaboração de
relatórios para análise estratégica.

Qualitativa: Toma como princípio a existência de uma relação dinâmica entre o mundo real
e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que
não pode ser traduzido em números. A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados
são básicas no processo de pesquisa qualitativa. Não requer o uso de métodos e técnicas
estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o
instrumento-chave. É descritiva.

METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO I

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Os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente. O processo e seu significado
são os focos principais de abordagem. Este tipo de pesquisa se caracteriza por reunir ou abrigar
diferentes correntes de pesquisa. Essas correntes se fundamentam em alguns pressupostos
contrários ao modelo experimental e adotam métodos e técnicas de pesquisas diferentes dos
estudos experimentais. Os especialistas que partilham da abordagem qualitativa em pesquisa se
opõem, em geral, ao pressuposto experimental que defende um padrão único de pesquisa para
todas as ciências, calcado no modelo de estudo das ciências da natureza. Estes cientistas se
recusam a admitir que as ciências humanas e sociais devam-se conduzir pelo paradigma das
ciências da natureza e devam legitimar seus conhecimentos por processos quantificáveis que
venham a se transformar, por técnicas de mensuração, em leis e explicações gerais. A pesquisa
qualitativa se diferencia dos estudos experimentais também pela forma como apreende e legítima
os conhecimentos. A abordagem qualitativa parte do fundamento de que há uma relação dinâmica
entre o mundo real e o sujeito, uma interdependência viva entre o sujeito e o objeto, um vínculo
indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito. A produção do conhecimento
não se reduz aos dados isolados, conectados por uma teoria explicativa; o sujeito-observador é
parte integrante do processo de conhecimento e interpreta os fenômenos, atribuindo-lhes um
significado. O objeto não é um dado inerte e neutro; está possuído de significados e relações que
sujeitos concretos criam em suas ações. O que não significa dizer que as pesquisas qualitativas não
descartam a coleta de dados quantitativos, principalmente na etapa exploratória de campo ou nas
etapas em que estes dados podem mostrar uma relação mais extensa entre fenômenos particulares.

PARA SABER MAIS!
Aprofundar mais o conhecimento sobre as possibilidades e limitações da pesquisa
qualitativa e as relações entre a pesquisa qualitativa e quantitativa acesse.
http://www.ead.fea.usp.br/cad-pesq/arquivos/C03-art06.pdf
http://www.scielo.br/pdf/ptp/v22n2/a10v22n2.pdf

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