CÉLULA

A célula representa a menor porção de matéria viva. São as unidades estruturais e funcionais dos organismos vivos. O nível estrutural pode ser comparado aos tijolos de uma casa, a nível funcional podem ser comparadas aos aparelhos e eletrodomésticos que tornam uma casa habitável. Cada tijolo ou aparelho seria como uma célula. Alguns organismos, tais como as bactérias, são unicelulares (consistem em uma única célula). Outros organismos, tais como os seres humanos, são pluricelulares. O corpo humano é constituído por 10 trilhões (1013) de células mais 90 trilhões de células de microrganismos que vivem em simbiose com o nosso organismo; um tamanho de célula típico é o de 10 µm; uma massa típica da célula é um nanograma. Em 1837, antes de a teoria final da célula estar desenvolvida, um cientista tcheco de nome Jan Evangelista Purkyňe observou "pequenos grãos" ao olhar um tecido vegetal através de um microscópio. A teoria da célula, desenvolvida primeiramente em 1838 por Matthias Jakob Schleiden e por Theodor Schwann, indica que todos os organismos são compostos de uma ou mais células. Todas as células vêm de células preexistentes. As funções vitais de um organismo ocorrem dentro das células, e todas elas contêm informação genética necessária para funções de regulamento da célula, e para transmitir a informação para a geração seguinte de células. A palavra "célula" vem do latim: cellula (quarto pequeno). O nome descrito para a menor estrutura viva foi escolhido por Robert Hooke. Em um livro que publicou em 1665, ele comparou as células da cortiça com os pequenos quartos onde os monges viviam.

História
As células foram descobertas em 1665 pelo inglês Robert Hooke. Ao examinar em um microscópio rudimentar, uma fatia de cortiça, verificou que ela era constituída por cavidades poliédricas, às quais chamou de células (do latim "cella", pequena cavidade). Na realidade Hooke observou blocos hexagonais que eram as paredes de células vegetais mortas. Em 1838 Matthias Schleiden e Theodor Schwann, estabeleceram o que ficou conhecido como teoria celular: "todo o ser vivo é formado por células". As células são envolvidas pela membrana celular e preenchidas com uma solução aquosa concentrada de substâncias químicas, o citoplasma em que se encontram dispersos organelos (por vezes escrito organelas, organóides, orgânulos ou organitos). As formas mais simples de vida são organismos unicelulares que se propagam por cissiparidade. As células podem também constituir arranjos ordenados, os tecidos.

Estrutura

Estrutura típica de uma célula procarionte, representada por uma bactéria: 1. Cápsula, 2. Parede celular, 3. Membrana plasmática, 4. Citoplasma, 5. Ribossomos, 6.Mesossomos, 7. DNA (nucleóide), 8. Flagelo bacteriano.

Estrutura de uma célula vegetal típica: a. Plasmodesmos, b. Membrana plasmática, c. Parede celular, 1.Cloroplasto (d. Membrana tilacóide, e. granum), 2. Vacúolo (f.Vacúolo, g. Tonoplasto), h. Mitocôndria, i. Peroxissomo, j.Citoplasma, k. Pequenas vesículas membranosas, l. Retículo endoplasmático rugoso, 3. Núcleo (m. Poro nuclear, n. Envelope nuclear, o. Nucléolo), p. Ribossomos, q. Retículo endoplasmático liso, r. Vesículas de Golgi, s. Complexo de Golgi, t. Citoesqueleto filamentoso.

Estrutura de uma célula animal típica: 1.Nucléolo, 2. Núcleo celular, 3. Ribossomos, 4. Vesículas, 5.Ergastoplasma ou Retículo endoplasmático rugoso (RER), 6.Complexo de Golgi, 7. Microtúbulos, 8. Retículo endoplasmático liso (REL), 9. Mitocôndrias, 10. Vacúolo, 11. Citoplasma, 12.Lisossomas, 13. Centríolos.

De acordo com a organização estrutural, as células são divididas em:   Células Procariontes Células Eucariontes

Células Procariontes
As células procariontes (organismos unicelulares) ou procarióticas, também chamadas de protocélulas, são muito diferentes das eucariontes. A sua principal característica é a ausência da membrana carioteca individualizando o núcleo celular, pela ausência de alguns organelos e pelo pequeno tamanho que se acredita que se deve ao fato de não possuírem compartimentos membranosos originados por evaginação(uma projeção da membrana celular para fora da célula) ou invaginação (dobras da membrana celular para o interior da célula). Também possuem DNA na forma de um anel associado a proteínas básicas e não a histonas (como acontece nas células eucarióticas, nas quais o ADN se dispõe em filamentos espiralados e associados a histonas).[2] Estas células são desprovidas de mitocôndrias, plastídeos, complexo de Golgi, retículo endoplasmático e sobretudo cariomembrana o que faz com que o DNA fique disperso no citoplasma. A este grupo pertencem seres pubianoses ou peuvicos:    Bactérias Cianófitas (Cyanobacterias) PPLO ("pleuro-pneumonia like organisms")

Células incompletas

É altamente provável que estas células tenham surgido por um processo de aperfeiçoamento contínuo das células procariontes. Dali ela teria sofrido outros processos de dobramentos e originou outras estruturas intracelulares como o complexo de Golgi. e RNA. adquiriram complexidade crescente. a psitacose) e carrapatos (a febre maculosa. Possuem membrana nuclear individualizada e vários tipos de organelas. Estas bactérias são diferentes dos vírus por apresentarem:  Conjuntamente DNA e RNA (já foram encontrados vírus com DNA. sendo denominadas células incompletas por não apresentarem capacidade de autoduplicação independente da colaboração de outras células. Acredita-se que a célula "primitiva" tivesse sido bem pequena e para que sua fisiologia estivesse mais bem adequada à relação tamanho × funcionamento era necessário que crescesse. o que chamamos de Endossimbiose. Nesse grupo encontram-se: . vacúolos. segundo a qual um ser com uma célula maior possuía dentro de si uma célula menor mas com melhores características. Acredita-se que a membrana da célula "primitiva" tenha emitido internamente prolongamentos ou invaginações da sua superfície. Quanto aos cloroplastos (e outros plastídeos) e mitocôndrias. fornecendo um refúgio à menor e esta a capacidade de fotossintetizar ou de sintetizar proteínas com interesse para a outra. atualmente há uma corrente de cientistas que acreditam que a melhor teoria que explica a existência destes orgânulos é a Teoria da Endossimbiose. Células eucariontes As células eucariontes (com um núcleo celular rodeado por uma membrana (DNA compartimentado. mas é provável que tenha demorado muitos milhões de anos. são mais complexas que as procariontes. Diversas doenças de importância médica têm sido descritas para organismos destes grupos. pulgas. causada pela Rickettsia rickettsii). através da qual realizam as trocas com o meio envolvente. incluindo algumas vinculadas aos psitacídeos (papagaios e outras aves. no entanto são raros os vírus que possuem DNA e RNA simultaneamente). retrovírus. os quais se multiplicaram. conglomeraram-se ao redor do bloco inicial até o ponto de formarem a intrincada malha do retículo endoplasmático. Uma membrana celular semipermeável. só proliferarem no interior de outras células completas. também chamadas de eucélulas. parasitas intracelulares obrigatórios.   Parte incompleta da "máquina" de síntese celular necessária para reproduzirem-se. e piolhos. Não é possível avaliar com precisão quanto tempo a célula "primitiva" levou para sofrer aperfeiçoamentos na sua estrutura até originar o modelo que hoje se repete na imensa maioria das células. lisossomos e outras. portanto. sendo. adenovirus. isto é. Todos os animais e plantas são dotados deste tipo de células.As bactérias dos grupos das Rickettsias (um gênero de bactérias que são carregadas como parasitas por vários carrapatos. conseqüentemente separado do citoplasma) e com vários organelos) ou eucarióticas. e causam doenças tais como tifo e a febre escaronodular ou botonosa em seres humanos) e das clamídias (doença sexualmente transmissível) são muito pequenas.

o complexo de Golgi. os retículos endoplasmáticos liso e rugoso.1.0.5% Os componentes que dão vida à célula compreendem: a membrana citoplasmática.com a qual as células não podem mais crescer. as microfibrilas já se apresentam orientadas numa determinada direcção. os musgos e as algas verdes) é formada essencialmente por microfibrilas de celulose. Novas camadas de celulose depositadas dentro da parede primária geram espessamento da parede. fungos e vegetais. que mantém a sua elasticidade permitindo que a célula possa crescer. vários pequenos vacúolos) Outros componentes celulares         Cílios e Flagelos Cromossomo Proteínas . então.000 a 400. a visualização de estruturas celulares e também dos vírus puderam ser. Quando as células se dividem. sendo este último encontrado em bactérias. Parede celular das plantas verdes A parede celular das plantas verdes (incluindo as plantas vasculares. É uma estrutura que confere proteção à célula pela sua rigidez. As primeiras camadas formam a parede primária. Após a formação desta. as microfibrilas não apresentam uma direção definida e encontram-se ligadas por ligações hidrogênio. a qual propicia aumentos de 200.4 % Outros compostos inorgânicos . um grande vacúolo central)  Células Animais (sem cloroplastos e sem parede celular. têm de formar uma nova parede celular.7% Lípidos . inclusive com impregnação de lignina. os lisossomos. citoesqueleto e cloroplastos e parede celular. desvendados pela ciência. centríolos.000 vezes com resolução de objetos tão pequenos quanto 1 ångstron (1å =10-4 µm).0. as mitocôndrias. forma-se ao longo do eixo de divisão uma camada de microtúbulos. chamada fragmoplasto que ajuda à deposição das microfibrilhas de celulose. Na parede primária.2% Outros compostos orgânicos . o núcleo. normalmente. Uma diferença importante entre as células das algas verdes e . Células Vegetais (com cloroplastos e com parede celular.4% ARN (RNA) . algumas plantas podem formar a parede secundária . peroxissomos. nucléolo. Para isso. Com o advento da microscopia eletrônica. Parede celular A parede celular é uma estrutura extracelular que envolve células. apenas. o que torna a estrutura mais flexível.10% ADN (DNA) . conferindo maior rigidez à parede celular. sendo composta por diferentes substâncias dependendo do organismo.0. Na parede secundária.

sem uma verdadeira parede celular.ela é composta por fibras de quitina (polissacarídeo. Ágar e carragenina são as duas espécies de mucilagem típicas das algas vermelhas. Muitas espécies de dinoflagelados.com exceção das Charophyta .das restantes plantas verdes é que. Nas algas vermelhas as paredes celulares são formadas por um complexo de microfibrilhas dentro duma matriz mucilaginosa. nas primeiras . mas que podem ser de tipos diferentes da celulose. chamada lamela média é formada por fibras de celulose entrelaçadas por moléculas de pectinas e hemiceluloses. existe ainda uma camada gelatinosa entre as paredes celulares das células vizinhas que as mantém ligadas. apresentam células "nuas" . A parede celular das plantas verdes é normalmente permeável aos fluidos. polimerizada. em muitas outras espécies animais. os Microtúbulos alinham-se paralelamente ao plano da divisão celular formando o que se chama de ficoplasto . formadas de sílica opalina.os Microtúbulos alinham-se perpendicularmente ao eixo da divisão celular.) Parede celular das bactérias As paredes celulares das bactéria são tipicamente compostas por peptidioglicanos (polímeros de polissacarídeos ligados a proteínas como a mureína. nas primeiras (com exceção das Charophyta). nas plantas com crescimento secundário.e nas Plantas (e nas Charophyta) esse alinhamento é perpendicular ao plano da divisão celular . . exceto quando impregnada com lignina ou suberina. no meio das quais se encontra um complexo de vesículas achatadas que. a parede celular encontra-se normalmente presente e também formada por polissacarídeos. contêm placas de celulose.fragmoplasto. com menor importância. Para além destas ligações. Os dinoflagelados possuem um invólucro exterior (teca) formado por duas camadas membranosas. nas formas "tecadas". As diatomáceas têm as células protegidas por frústulas compostas por duas peças que se encaixam como os pratos duma caixa de Petri. Parede celular dos fungos A constituição da parede celular dos fungos é uma das características que levou à sua separação num reino separado entre os seres vivos . formando o que se chama deficoplasto. e está presente. essas pontuações são atravessadas por filamentos citoplasmáticos chamados Plasmodesmos. insolúvel e córneo formado por unidades de N-acetilglicosamina. que estabelecem condução entre o protoplasma dessas células adjacentes. Parede celular das algas Nos restantes grupos de seres vivos tradicionalmente considerados algas. O ácido algínico (ou alginato) juntamente com celulose são os componentes típicos da parede celular das algas castanhas. Células vizinhas comunicam entre si através de poros na parede celular chamados Pontuações. com funções protetoras). É o constituinte principal das carapaças dos artrópodes. Uma diferença importante entre as células das algas verdes e as das Plantas é que. Estas ligações explicam como as infecções ou outras doenças se espalham rapidamente por todos os tecidos das plantas. no entanto. Esta camada.

uma preparação conhecida como técnica de Gran . geralmente o glicerol. Lipídios Os lipídios presentes nas membranas celulares pertencem predominantemente ao grupo dos fosfolipídios. podendo causar morte no hóspede devido ao choque séptico. Outras bactérias possuem uma membrana externa. Estas moléculas são formadas pela união de três grupos de moléculas menores: um álcool."Gram-negativas". na forma de oligossacarídeos. que pode ser a matriz dos diversos tecidos. também conhecida por plasmalema. agem inibindo o processo de síntese da parede celular bacteriana durante a divisão binária.bactérias "gram-positivas". que se sobrepõe a uma fina camada de peptidioglicanos. que pode conter ou não uma segunda . lípidos e proteínas. Estas bactérias não tingem de púrpura com o corante de Gram . impedindo que alguns tipos de vírus ou bactérias se anexem à célula. é a estrutura que delimita todas as células vivas. a membrana plasmática apresenta uma camada rica em glicídios: o glicocálix ou glicocálice. Muitos antibióticos. e o meio extracelular. Exteriormente. A parede celular bacteriana contém em algumas espécies infecciosas a endotoxina lipopolissacarídeo (LPS) uma substância que leva a relação excessiva do sistema imunitário. a célula tinge de cor púrpura quando fixada com violetacristal. incluindo a penicilina e seus derivados. tanto asprocarióticas como as eucarióticas.Quando a parede exterior tem esta composição. Composição Química Açúcares Todas as membranas plasmáticas celulares são constituídas predominantemente por fosfolipídios e proteínas em proporções variáveis e uma pequena fração de açúcares. na grande maioria das células animais. Entre outros papeis. o citoplasma. o glicocálix tem a função de reconhecimento químico da célula para seu exterior e tem também função protetora. essa membrana externa é formada por carboidratos. Ela estabelece a fronteira entre o meio intracelular. MEMBRANA PLASMÁTICA Diagrama de uma membrana plasmática A membrana celular. duas moléculas de ácidos graxos e um grupo fosfato.

que é diferente do meio extracelular e pela recepção de nutrientes e sinais químicos do meio extracelular. Algumas destas proteínas formam conexões. ou ainda.molécula de álcool. Devido à membrana citoplasmática não ser muito forte. os fibronexos. de vedação do espaço intercelular e de comunicação entre as células. Outras. e as células vegetais possuem outros esteróis. bem como fatores HLA. as proteínas periféricas. que servem para regular o comportamento da célula e. que é mais resistente. nos organismos multicelulares. . Os grupos sangüíneos A-B-O. formando alguns dos seus organelos. A estrutura das membranas deve-se primariamente a essa camada dupla de fosfolipídios. não possuem esteróis. interrompendo sua continuidade. como hormônios. A maioria das proteínas da membrana celular está mergulhada na camada dupla dos fosfolipídios. nem um corpo rígido. esta membrana contém proteínas receptoras de moléculas específicas. Esses lipídios são moléculas longas com uma extremidade hidrofílica (tem afinidade com a água) e a cadeia hidrofóbica (não tem afinidade com a água). são antígenos da superfície externa da membrana. Sua estrutura só vagamente pode ser verificada com um microscópio de transmissão eletrônica. deve haver a seleção das substâncias que entram e o impedimento da entrada de partículas indesejáveis. Algumas proteínas atuam no transporte de substâncias para dentro ou para fora da célula. organizadas de forma a manter o potencial elétrico da célula e a controlar o que entra e sai da célula (permeabilidade seletiva da membrana). Muitas vezes. A membrana celular é uma camada fina e altamente estruturada de moléculas de lípidos e proteínas. as plantas possuem a parede celular. quanto maior a concentração de esteróis. importantes para o controle da fluidez das membranas. Por outro lado. nem homogêneo – é muitas vezes descrita como um fluido bidimensional e tem a capacidade de mudar de forma e invaginar-se para o interior da célula. As células procariontes. são as proteínas integrais. Entre estas. menos fluida será a membrana. a eliminação das que se encontram no citoplasma. a membrana celular não é. salvo algumas exceções. estão aderentes às extremidades de proteínas integrais. O grupo fosfato está situado nas lâminas externas da estrutura trilaminar. entre o citoplasma e macromoléculas da matriz extracelular. os Receptores de membrana. por exemplo). As membranas animais possuem ainda o colesterol. M-N e Rh. Proteínas As proteínas são os principais componentes funcionais das membranas celulares. Em certa temperatura. Por ser o componente celular mais externo e possuir receptores específicos. encontram-se glicoproteínas (proteínas ligadas a carboidratos). que tem uma função principalmente de proteção mecânica da célula. a sua organização em tecidos (ou em colônias). As membranas celulares possuem mecanismos de adesão. Os microvilos ou microvilosidades são muito freqüentes e aumentam a superfície celular. Principais características da membrana celular A membrana celular é responsável pela manutenção de uma substancia do meio intracelular. Para o funcionamento normal e regular das células. A parte situada entre as lâminas fosfatadas é composta pelas cadeias hidrofóbicas. a membrana tem a capacidade de reconhecer outras células e diversos tipos de moléculas. Não confundir a membrana celular com a parede celular (das células vegetais.

Outra enzima atua quando a concentração de cálcio sobe demasiadamente. as substâncias tendem a sair. Quando a concentração interna é maior. ou seja. Isto mostra que um íon pode ser transportado por diferentes enzimas. e as partículas tendem a entrar na célula. no entanto. tendo observado que a membrana celular apenas deixava passar algumas substâncias. é chamada difusão simples Quando a concentração externa de substâncias é menor que a interna. como a importante bomba de sódio e potássio. parte do líquido citoplasmático tende a sair fazendo com que a célula murche . em determinadas condições. o líquido do meio externo tende a entrar na célula. envolve permeases (transporte ativo e difusão facilitada). se a diferença de concentração for muito grande. Transporte ativo O transporte ativo através da membrana celular é primariamente realizado pelas enzimas ATPases. que não se encontram permanentemente ativas. O transporte através das membranas pode ainda ser classificado em mediado.A matriz fosfolipídica da membrana foi pela primeira vez postulada em 1825 por Gorter e Grendal. e não-mediado (difusão direta). . como as de plástico ou celulose. que tem função de manter o eletroquímico das células. a movimentação dá-se a favor do gradiente de concentração. há moléculas que as conseguem atravessar. Muitas células possuem uma ATPase do cálcio que opera as concentrações intracelulares baixas de cálcio e controla a concentração normal (ou de reserva) deste importante mensageiro secundário. a movimentação das substâncias dá-se contra o gradiente de concentração. então esse fato é chamado de Deplasmolise. no caso da célula viva.  Transporte ativo – quando o transporte das moléculas envolve a utilização de energia pelo sistema. As células que possuem vacúolos são mais resistentes à diferença de concentração. Quando a concentração interna é menor. O transporte passivo de substâncias na célula pode ser realizado através de difusão ou por osmose. o transporte através das membranas classifica-se em:  Transporte passivo – quando não envolve o consumo de energia do sistema. a energia utilizada é na forma de Adenosina tri-fosfato (ATP). Dependendo das propriedades da membrana e das moléculas (ou átomos ou íons) em presença. pode acontecer que a célula estoure. uma plasmólise inversa. Quando não há ação de enzimas. Neste caso. além de outras funções. agem retendo líquido. pois estas organelas. Charles Overton deu força a esta teoria. dilatando-a . Transporte através das membranas Mesmo nas membranas não biológicas.Turgência. A difusão se dá quando a concentração interna de certa substância é menor que a externa. A difusão pode ser auxiliada por enzimas permeases sendo classificada Difusão facilitada. entretanto existe ainda a situação em que a célula murcha e depois por motivos externos volta a obter sua quantidade normal de água. só em 1895. Transporte passivo O interior das células – o citoplasma – é basicamente uma solução aquosa de sais e substâncias orgânicas. todas lipossolúveis.plasmólise. sendo utilizada apenas a energia cinética das moléculas.

e a transporta para dentro. enquanto nos procariotos corresponde a totalidade da área intracelular. O hialoplasma pode ter uma maior ou menor consistência gelificada. passam para o complexo de golgi. onde são empacotadas e liberadas na forma de vesículas (lisossomos primários). O citoplasma é preenchido por uma matéria coloidal e semi-fluída denominada hialoplasma. No geral. É também o local de armazenamento de substâncias químicas indispensáveis à vida. peroxissomas. que depois expele o seu conteúdo. o citoplasma ocupa cerca de metade do volume da célula. composto por líquido em movimento. e neste fluido estão suspensos os organelos celulares. Função Desempenha um papel estrutural. sonny anderson Diferenças entre o citoplasma animal e vegetal Enquanto todas as células possuem citoplasma. CITOPLASMA O citoplasma é o espaço intracelular entre a membrana plasmática e o envoltório nuclear em seres eucariontes. enquanto em células vegetais ele ocupa menos espaço devido à presença de vacúolos. citoplasma é tudo o que compreende a célula menos o núcleo. ribossomas.Há ainda dois processos em que. As reações metabólicas vitais têm lugar neste compartimento celular: glicólise anaeróbia e a síntese proteica. carboidratos. cujo interior é formado por nucleoplasma. o citoplasma não inclui o núcleo celular. Normalmente as regiões marginais da célula são mais viscosas que o interior. vacúolos. Componentes do citoplasma O componente aquosa do citoplasma (cerca de 80%) é composta por íons e macromoléculas solúveis como enzimas. na forma duma vesícula.fagocitose ou pinocitose . cloroplastos. mantendo a consistência e a forma da célula. Este componente aquosa também é denominada de hialoplasma (ou citoplasma fundamental. proteínas e uma grande proporção de RNA. O componente não solúvel do citoplasma é constituído por organelos: mitocôndrias. Nas células animais. e  exocitose – em que uma vesícula contendo material que deve ser expelido se une à membrana celular. que está em desuso). Quando mais aquoso é denominado citosol. Quando uma . sais. não apenas moléculas específicas. citoesqueleto e outras estruturas membranares (Aparelho de Golgi e Retículo Endoplasmático). Quando mais viscoso é denominado citogel. lisossomas. mas a própria estrutura da membrana celular é envolvida no transporte de matéria (principalmente de grandes moléculas) para dentro e para fora da célula:  endocitose – em que a membrana celular envolve partículas ou fluido do exterior . As enzimas lisossômicas são produzidas no retículo endoplasmático rugoso. isso dependendo das condições do meio e da fase de atividade em que a célula se encontra. células de diferentes grupos biológicos podem divergir substancialmente nas características dos seus citoplasmas. Nos eucariontes. em oposição ao protoplasma.

A ação dos ribossomos na tradução se divide em: iniciação (AUG . armazenadas em vesículas que são transportadas para o complexo de golgi.Em alguns casos para desenvolvimento de um corpo. as subunidades se desprendem do RNAm e se separam. sendo a grande formada de 49 proteínas + 3 Na (Sódio) e a pequena por 33 proteínas + 1 trA. alongamento (fatores de alongamento) e finalização (códons de parada Stop). o que é chamado de apoptose (morte celular programada). são produzidas pelos ribossomos aderidos à parede do retículo endoplasmático. (A) Lisossomos e desenvolvimento . Já nas células procarióticas são encontradas livres no hialoplasma. aceleram o processo de degradação do material celular (autólise). elas são criadas a partir de proteínas e RNA ribossômico específicos. as células promovem autodigestão através do rompimento de seus lisossomos. Os ribossomos originam-se nas células eucarióticas e procarióticas do núcleo. As proteínas produzidas pelos polirribossomas geralmente permanecem dentro da célula para uso interno. presos uns aos outros por uma fita de RNAm formandopolissomas (também chamados de polirribossomas). como o caso do girinos. destrói regiões do pulmão. Tem uma grande e uma pequena subunidade. Após a construção de cada proteína. os lisossomos se rompem aos poucos.Devido a algumas doenças os lisossomos se rompem e matam as células como o caso da silicose. doença pulmonar causada por inalação regular de pó de sílica. simultaneamente à ação das bactérias da decomposição. As enzimas são inseridas dentro dele. através da circulação. (C) Lisossomos e morte celular . os ribossomosprocariontes constroem-se sozinhos a partir de seus componentes. estas.Assim que a célula morre. libertando suas enzimas. São produzidos no complexo de Golgi. que perde ao pouco sua capacidade respiratória. a enciclopédia livre.partícula de alimentos é englobada por endocitose. RIBOSSOMO Origem: Wikipédia. . forma-se um vacúolo alimentar. ou seja. e podem ser encontrados espalhados no citoplasma. onde tem sua origem. O material conseguido através da autodigestão é mandado. Na subunidade maior. assim forma-se o vacúolo digestivo e as moléculas provenientes da digestão se fundem no citoplasma. um ou mais lisossomos fundem-se no fagossomo despejando enzimas digestivas nele. para outras partes do corpo do animal onde é aproveitado para o desenvolvimento. ou retículo endoplasmático (formando assim o retículo endoplasmático rugoso ou granular). O vacúolo cheio de resíduos é chamado de vacúolo residual. existem duas regiões onde ocorre o contato direto com o RNAt: são chamadas Sítio A (Aminoacil) onde ocorre a chegada do RNAt e Sítio P (Peptidil) onde são formadas as ligações pela junção entre os aminoácidos de ambos os sítios. evidentemente. por um processo de autoconstrução. onde são "empacotadas" e enviadas para fora da célula. Neste tipo de célula. O ribossomo é funcional apenas quando suas subunidades estão unidas.códon de início). já as enzimas que serão expelidas. O ribossomo é formado principalmente (mais ou menos 60% da massa total) pelo flagelo ribossomático e cerca de 50 tipos diferentes de proteínas. (B) Lisossomo e doença .

com sua ponta de anticódon na primeira e sua ponta aminoacil (levando o aminoácido) na ultima. que está ligado ao Mesossomos (reentrância da membrana plasmática). quer no processo da alimentação. dando origem a duas células-filhas com a mesma bagagem hereditária da célula-mãe. com a forma de vesículas ou lamelas da membrana celular ligada à obtenção de energia nos seres procariontes. Recentemente. O sítio A (de Aminoacil) liga-se a um aminoácidos tRNA que chega cujo anticódon pareia com o códon no síto A da subunidade 30S. À medida que nos movemos no sentido 5' do RNA no sítio P (de peptidil) da subunidade 30S. É o nucleóide que determina as características da célula e comanda as suas atividades. a célula se divide. em forma de filamentos. e não está associado a proteínas. Sua função é produzir proteínas. FLAGELO Em biologia.flagelados) ou para promover o movimento da água ou outros fluidos no interior do organismo. Os resultados destes estudos elegantes mostraram claramente que ambos os centros são totalmente compostos de regiões de RNA. Em uma célula inicial. para traduzir a seqüências de aminoácidos de uma proteína. O RNA no sítio P contém a cadeia polipeptídica crescente.Características O ribossomo une outros componentes importantes na síntese de proteínas. . É uma molécula circular de DNA. As tríades de ácidos nucléicos(anticódons) do RNA são utilizadas pelo ribossomo para a geração de uma seqüência de aminoácidos. O centro decodificador na subunidade 30S garante que apenas os tRNA portadores de anticódons que se pareiam com o códon (chamados de RNA cognatos) serão aceitos no sítio A. que se encontra no citoplasma da célula. que servem para a sua locomoção (no caso de organismos unicelulares . Nucleoide O nucleóide (que significa similar ao núcleo) é a região de algumas células procarióticas onde se concentra o material genético. Também participa no facilitamento da divisão celular (pelo método binário). a estrutura dos ribossomos em associação aos RNA foi determinada em termos atômicos como uso de varias técnicas. O sítio E (de saída) contém um tRNA desacila (ele não leva mais um aminoácido) que está pronto para ser liberado pelo ribossomo. A formação da ligação peptídica é tida como sendo canalizada por um sítio ativo no RNA ribossômico e apenas ajudadas por proteínas ribossômicas. A célula começa a crescer e os Mesossomos afastam-se. parte da qual se ajusta a uma estrutura tipo túnel na subunidade 50S. Duas regiões do ribossomo são críticas para a síntese de proteínas. Os tRNA cognatos se associam ao centro de peptidil transferase na subunidade 50S onde é catalisada a formação da ligação peptídica. Existem três sítios de ligação para moléculas de RNA. incluindo cristalografia de raios X. chamam-se flagelos a apêndices das células vivas. levando consigo um cromossomo. Cada tRNA ligado comunica as subunidades 30S e 50S. O sítios de ligação para o RNA (no ribossomo) estão na sua subunidade menor. Mesossomos O Mesossomos é uma invaginação. Não está claro se as interações códon-anticódon também ocorrem entre o RNA e o RNA no sítio E. os contatos importantes nestes centros são de RNA-RNA. ocorre a duplicação do material hereditário. quer na excreção. as moléculas de RNA. Isto é. Logo após.

de forma helicoidal com uma dobra à saída da membrana celular chamada "gancho". composto pela proteína flagelina. uma vez que. O motor transporta prótons através da membrana. tanto a estrutura basal como o filamento têm um centro oco.Os diferentes reinos em que se dividem os organismos vivos têm diferentes tipos de flagelos:    o flagelo bacteriano. 2 na parede celular e 2 na membrana. o flagelo arqueano. através do qual as proteínas do flagelo se movem para as suas respectivas posições. O flagelo bacteriano é atirado por um “motor” rotativo composto de proteínas. Entre o gancho e a estrutura basal existe uma bainha que passa através de anéis de proteína na membrana celular. os componentes do flagelo podem organizar-se espontaneamente. que funcionam como “rolamentos”. com o filamento normalmente atinge apenas 200 a 1000 RPM. localizado no ponto da membrana interna onde o flagelo tem a sua origem. com 20 nanómetros de espessura. Os organismos Gram-positivos têm 2 anéis. Nas bactérias.000 RPM. e o flagelo eucariótico. que faz com que a hélice fique virada para o exterior da célula. que têm igualmente uma estrutura oca que se estende para fora da célula e pensase que o flagelo bacteriano pode ter sido o resultado da evolução destes poros. enquanto que os Gram-negativos têm 4 anéis. e é movido por um fluxo de protões. um na parede celular e outro na membrana. mas. Flagelo bacteriano Estrutura do flagelo de uma bactéria Gram-negativa. A estrutura basal tem muitas características em comum com certos tipos de poro secretor. causado por um gradiente de concentrações originado pelo metabolismo da célula (nas espécies de Vibrio o motor é uma bomba de sódio). . sendo atirado nesse processo e é capaz de operar a 6000 a 17. O flagelo bacteriano é um tubo oco.

B-Lofótricas. causando um "solavanco" que permite a reorientação da célula. Flagelo arqueano O flagelo arqueano é um organelo dos procariontes exclusivo dos Archaea superficialmente semelhante ao flagelo bacteriano. Flagelo Eucariótico O flagelo eucariótico. As lofótricas têm múltiplos flagelos localizados num único ponto da superfície da célula e movem-se em sincronia para impelir a bactéria numa determinada direção. há diferenças fundamentais entre o flagelo arqueano e o flagelo bacteriano:  O flagelo bacteriano é impulsionado por um fluxo de íons H+ (ou Na+). O movimento do flagelo é provocado por energia química. enquanto que o flagelo arqueano é demasiado estreito para permitir esta “migração. que rodam causando um movimento em forma de parafuso. CAnfítricas.  Enquanto que os flagelos bacterianos rodam independentemente uns dos outros. No entanto. com cerca de 500 nanómetros de comprimento. por dentro da membrana celular. empurrando a célula para uma direção. Mas a função é a mesma: criar movimento. O flagelo polar das bactérias monótricas roda geralmente no sentido inverso. existe um corpo basal oucinetossoma.Os diferentes esquemas de organizações dos flagelos nas bactérias: A-Monótricas. Estas diferenças parecem indicar que os flagelos bacteriano e arqueano são um caso de analogia biológica ou evolução convergente e não de homologia. permitindo à bactéria mudar de direção rapidamente.  As perítricas possuem flagelos em toda a superfície da célula. mas apenas um deles opera de cada vez. isto provém do fato dos flagelos bacterianos serem mais espessos que os arqueanos e terem um "tubo" por onde as unidades de flagelina podem chegar à extremidade. ficando o flagelo para trás. quer do fluido envolvente. É formado por um conjunto de nove pares de Microtúbulos que rodeiam dois outros Microtúbulos. Diferentes espécies de bactérias têm diferentes números e organização dos flagelos:   As bactérias monótricas possuem um único flagelo. tanto em estrutura como em origem evolucionária. operando um flagelo e parando o outro. As espiroquetas possuem ainda flagelos internos entre a membrana interna e a externa. o axonema. uma vez que ambos consistem em filamentos de flagelinas originados na membrana celular que rodam para movimentar a célula. . Na base do flagelo.  Os flagelos bacterianos crescem pela adição de unidades de flagelina na extremidade. os flagelos arqueanos são compostos de feixes de filamentos que rodam como uma unidade.  As anfítricas têm um flagelo em cada extremidade da célula. quando que os arquaeanos crescem pela adição daquelas unidades na base. enquanto que o arquaeano é impulsionado por ATP (a energia química das células vivas). quer da célula em si (nos organismos unicelulares). D-Perítricas. mas periodicamente o sentido da rotação é invertido. também chamado cílio ou ondulipódio ("pé ondulante") é completamente diferente do flagelo das bactérias.

Ao se encontrarem unidos. pigmento responsável pela sua cor verde. Cloroplasto é uma organela presente nas células das plantas e outros organismos fotossintetizadores. Os plasmodesmas formam-se ao final da divisão celular entre células irmãs. os lumens das células mortas e os espaços intercelulares que rodeiam o simplasto. que liga os Microtúbulos. que a célula transmite à proteína dineína. São formadas por conexões (6 moléculas de conexina) que permitem a passagem de íons e pequenas moléculas. formando também um contínuo. o movimento de substâncias nele é conhecido como transporte apoplástico. fazendo-os deslizar uns contra os outros. sendo os outros dois os cromoplastos e os leucoplastos. Os cloroplastos distinguem-se bem dos restantes organelos da célula. . quer pela cor. que são os verdadeiros cílios e que normalmente se movem em sincronia. Possui clorofila. CLOROPLASTO Esboço da estrutura de um cloroplasto. os protoplastos das células vivas por meio de plasmodesmas.na forma de ATP. PLASMODESMO Os plasmodesmas são interligações entre membranas de células vizinhas que criam pontes citoplasmáticas. Células vegetais apresentando cloroplastos. É um dos três tipos de plastos (organelos citoplasmáticos cuja fórmula varia de acordo com o tipo de organismo e célula em que se encontra). geralmente laminar. Ocorre somente em células vegetais. quer pela sua estrutura. podendo assim sintetizar proteínas e multiplicar-se. Os Microtúbulos membranosos atravessam as paredes celulares por poros em que não há nenhum tipo de material. organizados em filas compactas chamadas cinécias. DNA e ribossomos. constituem um simplasto único. possuem RNA. O movimento de substâncias através dos plasmodesmas se denomina transporte simplástico. Cloroplasto é a organela onde se realiza a fotossíntese. São a única via de translado de substâncias e estímulos (alimentação da célula) e são conexões citoplasmáticas que atravessam a parede celular entre células contíguas. como as algas e alguns protistas. As paredes celulares. se contrapõem sob o nome de apoplasto. Algumas células têm flagelos. geralmente menores. Flagelos são semelhantes a cílios mais só que maiores e em menor quantidade.

agrupados em grana. geradas pela própria célula ao criar uma membrana fechada que isola certo volume celular do resto do citoplasma. também chamada de fotólise da água. vacúolo pulsátil ou excretor. que servem como reserva energética.No seu interior apresenta um líquido semelhante ao que preenche as mitocôndrias. o estroma. o que é considerado como uma das evidências nas quais se baseia a teoria endossimbiótica de origem dos cloroplastos. MITOCÔNDRIA . tegumentar ao vacúolo das células vegetais. Na membrana interna dos cloroplastos estão os fotossistemas com várias moléculas de clorofila dispostas de maneira a formar uma espécie de antena com a finalidade de captar luz. enquanto a interna é composta por várias dobras voltadas para o interior do cloroplasto. caso em que tomam o nome de vacúolos de suco celular.p680: Nesse fotossistema ocorre a quebra da água. principalmente hidrolases) ou até mesmo pigmentos. podendo conter enzimas lisossômicas(enzimas hidrolíticas. como seus nomes indicam: vacúolo digestivo. Os fotossistemas possuem outras substâncias além da clorofila que também participam da fotossíntese. Essa teoria também é empregada para explicar a origem das mitocôndrias. ou ainda. armazenam produtos de nutrição ou de excreção. A membrana externa é lisa. VACÚOLO Os vacúolos (do latim "vaccuus" . Nas células animais os vacúolos são raros e não têm nenhum nome específico. Nos protozoários podem ter funções diversas. as células do tecido adiposo (os adipócitos) possuem vacúolos repletos de gordura. Contudo. os cloroplastos teriam se originado de uma cianobactéria ancestral vivendo em simbiose dentro da célula eucariótica precursora. O fotossistema I recebe elétrons provenientes da cadeia transportadora de elétrons e os direciona até a clorofila que absorve luz no comprimento de 700 nanômetros.vácuo csbr) são estruturas celulares. Cada molécula de água produz dois prótons H+ e dois elétrons não excitados que são direcionados para o centro de reação do fotossistema. muito abundantes nas células vegetais. formando os tilacoides. A fotossíntese típica dos cloroplastos também é realizada por algumas bactérias.  Fotossistema II .p700: É o responsável pela produção de NADPH. Segundo esta teoria. . Os fotossistemas são de dois tipos:  Fotossistema I . de forma mais ou menos esféricas ou ovalado. contidas no citoplasma da célula. TONOPLASTO Tonoplasto é uma membrana lipoprotéica. Seu conteúdo é fluido. reação de Hill. O sistema de membranas onde se encontra aclorofila encontra-se organizado em tilacóides. Estrutura Os cloroplastos possuem nas suas delimitações duas membranas lipoprotéicas. as cianobactérias.

apesar da análise genômica destes organismos indicarem que podem ter perdido as mitocôndrias ao longo da evolução. os índices de oxigénio na atmosfera começaram a aumentar e os de enxofre a diminuir. chamadas cristas. Foi descrita por Altmann. sendo proporcional à atividade metabólica de cada uma. A presença de material genético na mitocôndria. os organismos não toleravam nada bem o oxigénio sendo tóxico para os mesmos. indo de quinhentas a mil ou até dez mil dessas estruturas por célula. já que antes os índices de oxigénio eram residuais. A mitocôndria é um dos organelos celulares mais importantes. 1996). A palavra mitocôndria vem do Grego μίτος ou mitos. onde existem proteínas. A mitocôndria está presente na maioria dos eucariontes. Hoje em dia a maioria da comunidade científica acredita na teoria da endossimbiose. Esta apresenta duas membranas fosfolipídicas. uma externa lisa e outra interna que se dobra formando vilosidades. uma vez que estas apresentam uma necessidade maior de energia.Diagrama de mitocôndria humana. e é usada em reações bioquímicas que necessitem de dispêndio de energia. que devolve para a célula hospedeira. necessários para que a respiração celular ocorra. fio/linha + χονδρίον ou chondrion. ribossomos e DNA mitocondrial. A principal evidência disto é o fato de alguns genes codificadores de proteínas mitocondriais terem sido encontrados no genoma nuclear destes protistas (Bui & Bradley. grânulo. as quais processam e convertem em energia sob a forma de ATP. formaram-se as primeiras células que sobreviviam em poças lamas vulcânicas fervilhantes atestadas de enxofre que servia para estas células produzir energia. Sendo energia química que pode ser. Estas tinham a capacidade de usar a luz solar para fabricar energia. Estes são necessários no processo de produção de ATP. A região limitada pela membrana interna é conhecida como matriz mitocondrial. quem tinha melhor capacidade de sobrevivência eram os seres que aprenderam a viver com o oxigénio. exceto num grupo de protistas chamado Archezoa. sugerindo a sua relação com a oxidação celular. de forma circular. ou seja. de 2 rRNAs e 22 tRNAs. . É abastecida pela célula que a hospeda por substâncias orgânicas como oxigênio e glicose. Após a formação dos primeiros oceanos. fez emergir teorias sobre sua origem. O seu número varia entre as células. com libertação de oxigénio. Passados muitos anos. em 1894 (que as denominou "bioblastos"). fornecendo em troca: protecção e nutrientes. do coração e do sistema muscular. sendo extremamente relevante para respiração celular. A mitocôndria está presente em grande quantidade nas células: do sistema nervoso (na extremidade dos axônios). ainda por cima circular (DNA típico das bactérias). Portanto. ou porque aprenderam a usá-lo como fonte de energia. ou porque através de fagocitose ganharam uma relação simbiótica com seres que já tinham essa capacidade. Há milhões de anos atrás. que contém 37 genes codificadores de 13 proteínas. apareceram as primeiras células fotossintéticas. Nessa altura. Esta afirma que a mitocôndria é descendente de uma bactéria.

O DNA mitocondrial não se tem modificado muito desde seu princípio. Os Antropologistas aproveitam estas propriedades para examinar. o Ciclo de Krebs e a Cadeia respiratória. dado o DNA nuclear estar-se sempre a atrasar em relação ao mitocondrial que sofre mutações 10 vezes mais. Esta situação mostra-nos o elevado poder da recombinação genética. Descoberto por Sir Hans Adolf Krebs (1900-1981). em relação ao aumento de percentagem oxigénio no ar. A mitocôndria é responsável por muitos processos catabólicos fundamentais para a obtenção de energia para a célula. como a glicólise = outro processo de fermentação independente do oxigênio. as mitocôndrias masculinas ficam de fora. logo não se dá recombinação do seu DNA. e sendo cada vez mais próxima. nos últimos anos. e só. como o que entra na célula sexual feminina vindo do pai* é apenas. dado não haver maneira do mesmo sofrer recombinação como acontece quando o DNA do espermatozóide entra no núcleo do óvulo. como a β-oxidação de ácidos graxos. A sua função é vital para a célula. dando-se a recombinação quando metade do DNA de cada parente se junta. O organelo tem sido associado. mas sim parte de um. os nossos antepassados. portanto este fagocitaram os outros e ambos ganharam uma relação simbiótica que foi evoluindo. O resultado é só recebermos o DNA mitocondrial da mãe. a mitocôndria não ter núcleo organizado. o seu DNA nuclear. denominada rede mitocondrial. como as proteínas BCL2. Essa rede é constituída por subunidades mitocondriais que podem se fundir ou se dividir de acordo com as necessidades fisiológicas. pois a relação simbiótica levou-a a descartar-se do DNA que a possibilitava de viver por si só.Os seres celulares antepassados da mitocôndria evoluíram primeiro. resultante da eventual fagocitose. ao processo de morte celular denominado apoptose. através do DNA mitocondrial. ou zigoto. organismos anaeróbicos utilizam outro mecanismo. levando a poucas modificações deste ao longo dos tempos. apesar do seu elevado índice de mutações (10 vezes maior que o DNA nuclear). Agora não há razão para dizer que a mitocôndria é um ser vivo independente. formando o ovo. corresponde a uma série de reações químicas que ocorrem na vida da célula e no seu metabolismo. O ciclo é executado na mitocôndria dos eucariontes e no citoplasma dos procariontes. por exemplo. como por exemplo. O que acontece é que este DNA está apenas sujeito a modificações por mutação. Diversas proteínas mitocondriais encontram-se diretamente ligadas a apoptose. a mitocôndria ter uma dupla camada lipídica. ganha um enorme impulso de modificação na recombinação com outros DNAs. que os seres unicelulares mais complexos. dado só ter ficado como o DNA que codifica oligonucleótidos: house-keeping e que participam no processo de produção de ATP. sem a qual há morte celular. tornando-se cada vez mais tolerantes um com o outro. AIF e o Citocromo C. Ora. tornando-se num organelo de alto rendimento. A mitocôndria forma uma extensa rede. para além do descartar de DNA inutilizado. . Trata-se de uma parte do metabolismo dos organismos aeróbicos (utilizando oxigênio da respiração celular). Ciclo de Krebs O ciclo de Krebs. as relações de parentesco entre os grandes grupos de seres vivos. tricarboxílico ou do ácido cítrico. A prova evidente de que a mitocôndria é descendente de bactérias é: o seu próprio DNA ser muito parecido com o das bactérias de hoje em dia: é circular e não tem intrões.

uma de nucleosídeo trifosfato (ATP ou GTP). O alfa-cetoglutarato vai dar origem a outros compostos de quatro carbonos com formação de GTP. Os produtos a degradar são marcados pela pex5 e transportados ao peroxissomo. portanto. sobretudo em células animais. o ácido pirúvico. que se obtém da degradação de carboidratos. Nela está presente uma típica enzima chamada catalase que reparte o peróxido de hidrogênio em água (H2O) e oxigênio (O2) molecular. PEROXISSOMA Peroxissoma é um organito ou organela esférica. chamados CoA graxos. presente no citoplasma. ácidos graxos e aminoácidos a duas moléculas de CO2. O piruvato. de 0. transformando-os em compostos menos tóxicos. catabólica e anabólica. É as organelas responsáveis pelo armazenamento das enzimas diretamente relacionadas com o metabolismo do peróxido de hidrogênio. estas organelas foram consideradas sem importância até que Goldfischer descobriu a ausência das mesmas no fígado e no túbulo proximal renal em pacientes . envolvida por uma membrana vesicular. assim. carcinogénico (ou seja. Este ciclo inicia-se quando o piruvato que é sintetizado durante a glicólise é transformado em acetil CoA (coenzima A) por ação da enzima piruvato desidrogenase. e esses ácidos graxos. presentes em células eucarióticas. O citrato vai dar origem a um composto de cinco carbonos. que é extremamente perigoso para a célula. e de CO2. e algumas doenças respiratórias). uma de FADH2. O ciclo de Krebs tem 8 etapas 1° Formação do citrato 2° Formação do isocitrato via cis-aconitato 3° oxidação do isocitrato a a-cetoglurato e CO2 4° Oxidação do a-cetoglurato a succinil-CoA e CO2 5° Conversão do succinil-CoA em succinato 6° Oxidação do succinato a fumarato 7° Hidratação do fumarato produz malato 8° a oxidação do malato a oxalato A cada volta do ciclo de Krebs são produzidos três moléculas de NADH. pode provocar cancro. hanseníase. FADH2 e NADH e oxaloacetato. gerando assim o complexo acetil-coA. os ácidos graxos unem-se com as enzimas metabólicas. Em mamíferos. onde sofrem ação das catalases e oxidases. une-se ao complexo acetil-coA. A sua presença em grandes quantidades pode ser mutagénico. então. formando-se. Na mitocôndria. substância altamente tóxica para a célula. o alfa-cetoglutarato com libertação de NADH. são identificados pelo complexo protéico Carnitina e assim migram para dentro da mitocôndria.O ciclo de Krebs é uma rota anfibólica. Os peroxissomos são organelas de apenas uma membrana celular. Esta organela tem a capacidade de degradar compostos tóxicos para a célula.2 a 1 micrometros de diâmetro. β-oxidação de ácidos graxos É adicionada a coenzima A (coA) aos ácidos graxos de cadeia longa. enzimas que catalisam a sua transformação em peróxido de hidrogênio. substância potencialmente tóxica ao organismo por ser uma fonte de radicais livres). Após o ciclo de krebs ocorre outro processo denominado fosforilação. No metabolismo celular encontra-se o peróxido de hidrogênio (H2O2) (a água oxigenada. Este composto vai reagir com o oxaloacetato que é um produto do ciclo anterior formando-se citrato. com a finalidade de oxidar a acetil-CoA (acetil coenzima A).

12 + CmP => ECK Funções De uma forma geral. Os peroxissomas são pequenas vesículas membranares. levam a falhas metabólicas. fígado. Contudo a sua caracterização bioquímica ficou a dever-se a De Duve e colaboradores. assim como defeitos em suasenzimas. habitualmente.com síndrome de Zellweger (cérebro-hepatorenal). Nas células vegetais. salientando a existência simultânea de duas classes de enzimas: oxidases produtoras de peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e catalases. glândula adrenal. sendo então designados por "microbodies". muitas das quais estão relacionadas ao metabolismo dos lipídios. As investigações neste campo tem sido intensas nas últimas duas décadas. quando da germinação de sementes de oleaginosas. ossos e rins. os peroxissomas foram identificados em diversas células animais e vegetais. a beta-oxidação pode continuar no interior da mitocôndria. pela primeira vez. Biogênese A origem dos peroxissomas é controversa. Esta competência bioquímica dos peroxissomas é utilizada por diferentes tipos celulares com diversos objetivo. sabendo-se. se condensam em corpos de estrutura cristalina (cr). Nos animais. Quando a cadeia carbônica é reduzida a um tamanho igual a 22 átomos de carbonos. realizam a decomposição do peróxido de hidrogênio proveniente daquelas oxidações. descrita clinicamente pela primeira vez em 1964. freqüentemente. em seguida. Os peroxissomas (Px) formam-se a partir do retículo. Em 1966. oxidação do etanol. Encerram oxidades e catalases. etc. Em particular. síntese de colesterol). as quais. que os enzimas que os caracterizam não provêm do REG. que se realiza igualmente no fígado. os peroxissomas intervêm em segmentos catabólicos de purinas. contudo. a beta-oxidação de ácidos graxos de cadeia muito longa (VLCFA. com uma textura finamente granular e contendo um corpo denso no qual se reconhece uma estrutura cristalina. O cristalóide resultaria da cristalização progressiva da catalase ou oxidases existentes na matriz. Esta operação inclui a beta-oxidação dos ácidos gordos. que envolve o cérebro. por Rodhin (1954). É uma doença congênita. A falta dos peroxissomos causa doenças graves. Um dos modelos hipotéticos da biogénese dos peroxissomas considera que o compartimento peroxissómico é formado a partir do retículo e que as cadeias polipeptídicas dos enzimas (oxidades e catalases) são sintetizadas no citossol. no rim e em outros órgãos de mamíferos. muitas enzimas são conhecidas por estarem localizadas nos peroxissomos. Caracterização Os peroxissomas foram descritos. em polissomas livres. sendo posteriormente transferidos para a matriz dos referidos compartimentos: . esféricas ou ovóides. designado por cristalóide ou "core". De Duve propôs a designação de peroxissoma em substituição de "microbodies". os peroxissomas participam nafotorrespiração e promovem a conversão de lípidos em glucídios. ácidos graxos com 24 ou mais átomos de carbono) é realizada inicialmente no interior dos peroxissomos. em células de rato. Hoje. os peroxissomas participam na oxidação de substratos em presença de oxigénio molecular e. isto é. Posteriormente. A sua matriz apresenta-se. geralmente menores que as mitocôndrias.) e anabólicos (síntese de ácidos biliares.

na membrana dos peroxissomas. de transportadores específicos. a partir de polissomas livres (Pol). o que lhe confere aspecto granular. e também o caso das células caliciformes da parede do intestino. nos alvéolos pulmonares. que se comunica com o envoltório nuclear (carioteca). O retículo endoplasmático rugoso apresenta as seguintes funções: aumenta a superfície interna da célula. é formado por sistemas de vesículas achatadas com ribossomos aderidos à membrana. que secretam muco. RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO O retículo endoplasmático é uma organela exclusiva de células eucariontes. Participa da síntese de proteínas. Esse tipo de retículo é muito desenvolvido em células com função secretora. Conforme a posição das membranas. classificados de acordo com a presença ou ausência de ribossomos em sua superfície: rugoso ou liso. 2: as proteínas membranares concentram-se no REL. Formado a partir da invaginação da membrana plasmática. Foi descoberto em 1945 pelo citologista belga Albert Claude. e as células secretoras tipo II. que secretam enzimas digestivas. respectivamente. também chamado retículo endoplasmático granuloso ou ergastoplasma (do grego ergozomai. na desintoxicação celular e no transporte intracelular. O retículo endoplasmático está envolvido na síntese de proteínas e lipídios. proteínas membranares específicas do transporte das oxidases e catalases. Retículo endoplasmático rugoso O retículo endoplasmático rugoso (RER). 4: as cadeias polipeptídicas passam ao interior dos peroxissomas (Px) através das proteínas de transporte. o que amplia o campo de . Formação dos peroxissomas 1: no REG são sintetizadas. Estes seriam sintetizados no REG e incorporados na membrana do REL. das células do pâncreas. por exemplo. de um retículo de membranas lipoprotéicas que foi denominado retículo endoplasmático (RE). designadamente a existência. É o caso. que serão enviadas para o exterior das células. Existem dois tipos de retículos. que significa "elaborar". A microscopia eletrônica revelou a presença. a partir do qual se geram os compartimentos peroxissómicos em formação (CPF). "sintetizar"). é constituído por uma rede de túbulos e vesículas achatadas e interconectadas. podemos distinguir a existência de túbulos e sáculos ou vesículas achatadas. antes de se isolarem os compartimentos peroxissómicos. entre outras. no interior do citoplasma. que produzem lipoproteína surfactante. 3: a síntese das cadeias polipeptídicas dos enzimas peroxissómicos (EP) tem lugar no citossol. Enzimas (oxidases e catalases) + compartimentos (destacados do REG) = peroxissoma A transferência das cadeias polipeptídicas para o interior dos peroxissomas implica a existência de mecanismos de reconhecimento específico.

e armazenar as informações genéticas da célula. induzem a proliferação do retículo não-granuloso e de suas enzimas. Retículo endoplasmático liso O retículo endoplasmático liso (REL). Esse é um alerta importante para que possamos entender parte dos problemas decorrentes da excessiva ingestão de bebidas alcoólicas e do uso de medicamentos sem prescrição. atuando na degradação do etanol ingerido em bebidas alcoólicas. É dividido em dois setores: RERugoso -. Esse tipo de retículo é abundante principalmente em células do fígado. também chamado retículo endoplasmático agranular. a desintoxicação do organismo. o que significa que doses cada vez mais alta é necessárias para que ela possa fazer efeito. como o colágeno que é uma proteína produzida pelo RER do fibroblasto.com poliribossomas aderidos à face citosólica -. É delimitado pelo envoltório nuclear. como sedativos. O seu diâmetro pode variar de 11 a 22. . fosfolipídios e outros lipídios. Por isto ele e tão desenvolvido em células com intensa síntese protéica. é uma estrutura presente nas células eucariontes. apresenta diferente composição protéica e enzimática de sua membrana e conteúdo.25 μm. ou mesmo certas drogas. que contém o ADN (ou DNA) da célula. O REL tem. NÚCLEO CELULAR O núcleo celular. facilitando a ocorrência de reações químicas necessárias ao metabolismo celular. das gônadas e pâncreas. é formado por sistemas de túbulos cilíndricos e sem ribossomos aderidos à membrana. destinada à exportação ou a organelas com membrana. organelo primeiramente descrito por Franz Bauer. o RER também participa de modificações pós-traducionais protéicas: sulfatação. o reticulo endoplasmático rugoso atua na produção de certas proteínas celulares. pregueamento e glicosilação.e RELiso -. em 1802. síntese de proteínas (sua principal função) e armazenamento. Além disso.atividade das enzimas. que vai desde a membrana nuclear (a cisterna do RE é contínua com a cisterna perinuclear) até a membrana plasmática.que além de não possui polirribossomas aderidos. Isso aumenta a tolerância do organismo à droga. como é o caso de antibióticos. e controle médico. Esse aumento de tolerância a uma substância pode trazer como conseqüência o aumento da tolerância a outras substâncias úteis ao organismo. e se comunica com o citoplasma através dos poros nucleares. Graças aos ribossomos aderidos a suas membranas. Participa principalmente da síntese de esteróides. assim como a degradação de medicamentos ingeridos pelo organismo como antibióticos e barbitúricos (substâncias anestésicas). O núcleo possui duas funções básicas: regular as reações químicas que ocorrem dentro da célula. quando consumidos em excesso ou com freqüência. como uma de suas principais funções. Retículo endoplasmático e a tolerância ao gel O álcool. O retículo endoplasmático liso é composto por uma rede tridimensional de túbulos e cisternas interconectados. A ligação de polirribossomas à superfície citosólica do RER é feita através de proteínas integrais: Docking protein (partícula receptora de reconhecimento de sinal) Riboforinas I e II (proteínas receptoras do ribossomo) Proteína do Poro A presença de polirribossomas no RER possibilita sua função: síntese de proteínas.

A idéia de que as células podem ser geradas de novo. Hertwig confirmou as suas observações em outros grupos animais. pré-processamento do mRNA (RNA mensageiro). Nos eritrócitos dos mamíferos. Esta foi a primeira vez que era sugerido que um indivíduo se desenvolve a partir de uma única célula nucleada. em anfíbios e moluscos. porém. o núcleo também possui algumas proteínas com a função de regular a expressão gênica. Durante a divisão celular. História O núcleo celular foi o primeiro organelo a ser descoberto. similar ao citoplasma. fundindo-se com o seu núcleo. mostrando que o núcleo do espermatozóide entra no o ócito. incluindo a geração da primeira célula nucleada a partir de uma "Monerula". Brown estava a estudar orquídeas ao microscópio quando observou uma região opaca. No entanto. tendo já descrito células a multiplicar-se por divisão e acreditando que muitas células não teriam núcleo. proteínas e fatores de transcrição. acompanhando o formato da célula. O ADN presente no núcleo encontra-se geralmente organizado na forma de cromatina (que pode ser eucromatina ou heterocromatina). durante o período de interfase. Essa comunicação é realizada pelos poros nucleares que se formam da fusão entre a membrana interna e a externa do envoltório nuclear. Sua posição é geralmente central. O interior do núcleo é composto por uma matriz denominada de nucleoplasma. A necessidade de um núcleo espermático para a fertilização foi discutida por algum tempo. A função do núcleo permanecia. O envoltório nuclear é responsável tanto por separar as reações químicas que ocorrem dentro do citoplasma daquelas que ocorrem dentro do núcleo. Entre 1876 e 1878. contradizia os trabalhos de Robert Remak (1852) e Rudolf Virchow (1855). pelo "citoblasto". Matthias Schleiden propôs que o núcleo desempenhava um papel na geração de células. mas isso pode variar de uma para outra. que é responsável pela produção de subunidades dos ribossomos. Franz Meyen era um forte opositor a esta teoria. como por exemplo. Acreditou que tinha observado novas células a aparecerem à volta dos "citoblastos". Em 1838. quanto por permitir a comunicação entre esses dois ambientes. numa palestra na Sociedade Linneana de Londres. existentes nas células da camada exterior. que chamou de auréola ou núcleo. enzimas. em 1831. tendo introduzido o nome "citoblasto" (gerador de células). incluindo bases nitrogenadas. Dentro do núcleo ainda se encontra uma estrutura denominada nucléolo. que decisivamente propagaram o paradigma de que as células são geradas somente por outras células ("Omnis cellula e cellula").Além do material genético. o núcleo está ausente. Na altura não sugeriu nenhuma potencial função. que envolve processos complexos de transcrição. no entanto. cuja função ainda está sendo discutida. uma massa sem estrutura. que é um líquido de consistência gelatinosa. de muco primordial ("Urschleim"). pouco clara. em 1802. o material genético é organizado na forma de cromossomos. e o transporte do mRNA formado para o citoplasma. tendo sido primeiramente descrito por Franz Bauer. Oscar Hertwig publicou vários estudos sobre a fertilização em óvulos de ouriço-do-mar. de que a filogenia completa de uma espécie era repetida durante o desenvolvimento embrionário. Isto abriu o caminho para estabelecer o . Eduard Strasburger produziu os mesmos resultados em plantas (1884). Isto vinha em contradição com a teoria de Ernst Haeckel. Dentro dele estão presentes várias substâncias necessárias para o funcionamento do núcleo. em flores. Foi mais tarde descrito em mais detalhe pelo botânico escocês Robert Brown. Também existe uma rede de fibras dentro do nucleoplasma (chamada de matriz nuclear).

a teoria cromossômica da hereditariedade foi desenvolvida. Oito destes protofilamentos formam um arranjo lateral que é torcido de molde a formar uma estrutura semelhante a uma corda.núcleo como tendo um papel primordial na hereditariedade. O outro tipo. Durante a maior parte do ciclo celular estão organizados num complexo ADN-proteína conhecido como cromatina. Uma pequena fração dos genes da célula está localizada na mitocôndria. e é similar ao citoplasma encontrado no exterior do núcleo. no início do século XX. a heterocromatina. formando um tetrâmero denominado protofilamento. Ambos os sistemas dão o suporte estrutural para o envelope nuclear e atuam como pontos de ancoragem para os cromossomas e poros nucleares. Estes filamentos podem ser juntos ou separados de uma maneira dinâmica. Existem dois tipos de cromatina. duas redes de filamentos intermédios providenciam suporte estrutural ao núcleo: a lâmina nuclear forma uma rede organizada na face interna do envelope. embora se saiba que está excluída do nucléolo e está presente durante a interfase. enquanto que um tipo de suporte menos organizado é providenciado pela face citosólica do envelope. e durante a divisão celular a cromatina pode ser vista a formar os cromossomas bem definidos que são familiares de um cariótipo. Em células de mamíferos. apenas ficou clara mais tarde. formando uma estrutura dimérica denominada coiled-coil. Nessa altura. A eucromatina é a forma menos compacta de ADN. A função do núcleo. o diâmetro médio anda tipicamente à volta de 11 a 22μm e ocupa 10% do volume total. Citoesqueleto Nas células animais. onde formam uma estrutura regular que é visível com o auxílio de microscopia de fluorescência. Estrutura O núcleo é o maior organelo celular em animais. usados por dois monómeros para se enrolarem um no outro. duas destas estruturas diméricas colocam-se lado a lado. [10] Tal como os componentes de outros filamentos intermédios. August Weismann postulou a equivalência das células germinais paternais e maternas para a hereditariedade. o monómero de lamina contém um domínio em alfa-hélice. num arranjo antiparalelo. sob a forma de múltiplas moléculas lineares de ADN organizadas em estruturas denominadascromossomos. Cromossomas O núcleo celular contém a maioria do material genético da célula. O líquido viscoso dentro do núcleo denomina-se nucleoplasma. Então. A lâmina nuclear é essencialmente composta por proteínas denominadas laminas. e contém genes que são freqüentemente expressos pela célula. As estruturas de laminas que formam esta estrutura ligam-se à cromatina e rompendo a sua estrutura dá-se a inibição da transcrição de genes que codificam proteínas. e contém ADN que não é freqüentemente transcrito. significando que o comprimento do filamento depende das diferentes taxas de adição e remoção de filamento. Em 1873. onde são agregadas antes de serem incorporadas na rede existente de lâmina nuclear As laminas podem também ser encontradas dentro do nucleoplasma. Esta estrutura é ainda mais categorizada em . como transportador da informação genética. após a mitose ter sido descoberta e a hereditariedade mendeliana ter sido redescoberta. é a forma mais compacta. A função desta estrutura ainda não está totalmente estabelecida. as laminas são sintetizadas no citoplasma e depois transportadas para o interior do núcleo. Como todas as proteínas.

tal como o lúpus eritematoso sistêmico. Ligado a este anel existe uma estrutura em forma de cesto que se estende em direção ao nucleoplasma. hormonas esteróides como o cortisol e a aldosterona. O envelope nuclear envolve completamente o núcleo e separa o material genético da célula do citoplasma. no local onde as membranas interna e externa se fundem. com cada um deles contendo uma estrutura anelar. como os ácidos nucléicos e proteínas entrem ou saiam de maneira inapropriada. particularmente os nucleossomas. para o citoplasma. Os poros possuem 100 nm de diâmetro total. têm sido relacionados com um número de doenças auto-imune. a cromatina organiza-se em pequenos aglomerados individuais. denominados territórios cromossômicos. Anticorpos associados com certos tipos de organização da cromatina. O espaço entre as membranas nucleares é chamado de espaço perinuclear e tem continuidade com o lúmen do RER. estando igualmente recoberta de ribossomos. e a heterocromatina constitutiva. Envelope nuclear e poros nucleares O invólucro nuclear é composto por duas membranas celulares dispostas em paralelo (uma interior e outra exterior) e separadas por 10 a 50 nanómetros. na . envolvidas na sinalização intercelular. Estas moléculas maiores terão que ser transportadas para o interior do núcleo de maneira ativa. e uma série de extensões filamentosas que alcançam o citoplasma. apesar de algumas usarem proteínas adaptadoras. Estes são conhecidos como anticorpos antinucleares (AAN) e têm sido observados concertadamente com esclerose múltipla. onde se ligam a receptores nucleares que são transportados para o núcleo. A membrana nuclear externa é contínua com a membrana do retículo endoplasmático rugoso (RER). Durante a interfase. Os genes ativos. subunidades ribossomais e alguns ARN são transportados através dos complexos de poros num processo mediado por uma família de fatores de transporte denominadas carioferinas. no entanto. A maioria das proteínas. Os poros possuem cerca de 125 milhões de dalton de peso molecular e consistem em cerca de 50 (em leveduras) a 100 proteínas (em vertebrados). consistindo de genes que estão organizados como heterocromatina apenas em certos tipos de célula ou em certos estágios de desenvolvimento. devido à presença de sistemas de regulação no centro do poro. Ambas as estruturas servem para mediar à ligação a proteínas transportadoras nucleares. Os poros nucleares providenciam canais aquosos através do invólucro.heterocromatina facultativa. como parte de uma disfunção geral do sistema imunitário. A maioria das carioferinas interage diretamente com a sua carga. Estas carioferinas que medeiam o movimento para o núcleo também são chamadas de importinas. sendo compostos por múltiplas proteínas. que consiste em componente cromossômicos estruturais como os telómeros e os centrómeros. servem como fatores de transcrição quando juntos com o seu ligando. tal como outras pequenas soléculas lipossolúveis. de simetria octogonal. o espaço através do qual as substâncias difundem livremente tem apenas 9 nm de largura. que são normalmente encontrados na região da eucromatina. O núcleo de uma típica célula de mamífero tem cerca de 3000 a 4000 poros através de todo o seu envelope. coletivamente denominadas de nucleoporinas. tendem a estar localizados nas fronteiras deste territórios cromossômicos. Já no núcleo. Este tamanho permite a livre passagem de pequenas moléculas solúveis em água ao mesmo tempo em que impede que moléculas de maiores dimensões. enquanto que aquelas que medeiam o movimento para fora do núcleo são chamadas de exportinas. podem se difundir através da membrana celular. servindo como barreira à difusão livre de macromoléculas entre o nucleoplasma e o citoplasma.

As subunidades ribossomais já formadas são as estruturas de maior dimensão que passam pelos poros nucleares. Por vezes é classificado como suborganelo. algumas das quais derivado de splicing de intrões de genes codificantes de ARN mensageiro. dando origem a um pré-ARNr precursor. Estes corpos estão envolvidos em alguns papeis relacionados com o processamento do ARN. envolvendo a assemblagem de proteínas em subunidades ribossomais. A coesão estrutural do nucléolo depende da sua atividade. enquanto que os passos mais tardios. o núcleo contém um número de outros corpos não-membranares. A maior parte da clivagem e modificação do ARNr ocorre no componente fibrilar denso. Forma-se em volta de repetições de ADNr. efetuada por uma proteína chamada RNA polimerase I. O primeiro passo na formação do ribossomo é a transcrição do ADNr. cujo diâmetro é de 0. de grandes dimensões. ocorrem no nucléolo. Alguns deles são os corpos de Cajal. a maturação dos pequenos ARN nucleares (snRNA) e modificação do ARNm histónico. rodeada pelo componente fibrilar denso. Quando observado através do microscópio eletrônico. especificamente os pequenos ARN nucleolares (snoRNA).8S. Domínios PIKA. Apesar de pouco se saber sobre alguns destes domínios. Por exemplo. relacionados com funções ribossomais. estes são significantes pelo fato de mostrarem que o nucleoplasma não é uniforme. Estas regiões são denominadas regiões organizadoras de nucléolo. verifica-se a detecção de mais centros fibrilares. Outros corpos subnucleares Para além do nucléolo. ocorre no centro granular. e 28S do ARNr. não envolta por membrana. auxiliado por moléculas de ARN nucleolar pequeno (snoRNA.[24] Quando vistos ao microscópio eletrônico. Nucléolo O nucléolo é uma estrutura presente dentro do núcleo. Este é clivado nas subunidades 5.ausência do ligando. . agregados de grânulos intercromatínicos (speckles) e paraspeckles. 18S. assemelham-se a novelos e são densos focos de distribuição para a proteína denominada coilina. mas sim que contém vários subdomínios funcionais organizados. em inglês). Corpos de Cajal e gêmeos Um núcleo contém tipicamente entre uma a dez estruturas denominadas corpos de Cajal ou corpos enovelados. A transcrição. O papel principal do nucléolo é o de sintetizar ARNr e de formar os ribossomos. já que a formação de ribossomos resulta na associação temporária de componente nucleolares. que por sua vez é rodeado pelo componente granular. corpos PML. muitos receptores funcionam como desacetilases de histonas que reprimem a expressão genética. dependendo do tipo de célula e da espécie. facilitando assim mais formação de ribossomos e logo uma maior associação. ADN que codifica o ARN ribossomal (ARNr). em inglês). Este modelo é suportado por observações de que a inativação do ADNr resulta na mistura de componentes nucleolares. Quando a transcrição de ADNr é aumentada. Outras estruturas subnucleares aparecerem como parte de processos de doenças. foi já reportada a presença de pequenos bastões intranucleares em alguns casos de miopatia nemalínica. A transcrição do ADNr ocorre no centro fibrilar ou na fronteira entre o centro fibrilar e o componente fibrilar denso. o nucléolo pode ser visto como sendo constituído por três regiões distintas: uma região interior (centro fibrilar).2 µm e 2. o processamento pós-transcricional e a formação do ribossomo. os gêmeos de corpos enovelados (gemini of coiled bodies.0 µm.

em linhas celulares trnasformadas e em secções de tecidos. em 2002. os paraspeckles estão presentes durante a interfase e durante a toda a mitose. cuja função está relacionada com a biogénese das snRNP. apesar de também ter sido sugerido. CFI(m)68 e PSF) formam uma estrutura em forma de crescente. Também se conhece a sua ocorrência em células primárias humanas. São virtualmente indistinguíveis sob o microscópio eletrônico. de evidências microscópicas. polymorphic interphase karyosomal associations) foram primeiramente descobertos em estudos de microscopia no ano 1991. os gêmeos não possuem pequenas ribonucleoproteínas nucleares (snRNPs). p54nrb. Corpos PML Os corpos PML (do inglês. Durante o ciclo celular. Supõe-se que os gêmeos assistem os corpos enovelados na biogénese das snRNP.2 e 1. Agregados granulares intercromatínicos Os agregados granulares intercromatínicos ou speckles (speckles de clivagem) são ricos em snRNPs de clivagem e em outras proteínas necessárias para o processamento do pré-ARNm. São dependente de transcrição e em ausência de transcrição por ARN Pol II estas estruturas desaparecem e todos os seus componentes proteicos associados (PSP1.Similares aos corpos de Cajal são os gêmeos de corpos enovelados. corpos Kremer e domínios oncogénicos PML. apesar de não terem sido associados com replicação ativa de ADN. Este fenómeno é demonstrado durante o ciclo celular. Durante a telofase. não existe transcrição por ARN polimerase II.[35] Função A principal função do núcleo celular é controlar a expressão genética e mediar a replicação do ADN durante o ciclo celular. quer em forma quer em tamanho. em posição perinucleolar. promyelocytic leukaemia) são corpos esféricos que se encontram dispersos por todo o nucleoplasma. As suas funções eram e permanecem pouco claras. Domínios PIKA e PTF Os domínios PIKA (do inglês. com excepção da telofase. mas contêm uma proteína em inglês denominada survivor of motor neurons (SMN).0 µm. Os paraspeckles são estruturas dinâmicas que são alteradas em resposta a mudanças na atividade metabólica celular. de tal forma que os componentes proteicos formam uma cobertura perinucleolar. com a trasncrição e com o processamento do ARN. medindo entre 0. Outros nomes são: domínio nuclear 10. Porque a célula tem necessidades variáveis. que os corpos enovelados os gêmeos de corpos enovelados são diferentes manifestações da mesma estrutura. que está separado do local . PSP2. a composição e a localização destes corpos muda em função da transcrição do ARNm e da regulação via fosforilação de proteínas específicas. onde existem em número de 10 a 30 por núcleo. Em oposição aos corpos de Cajal. que promove a transcrição de snRNA. São muitas vezes vistos no núcleo em associação a corpos de Cajal e a corpos de clivagem. quando os dois núcleos-filho são formados. Paraspeckles Descobertos por Fox et al. Foi sugerido que desempenham um papel na regulação da transcrição. O núcleo providencia o local para a transcrição. Descobriu-se que se associavam com distintos domínios definidos por densas localizações do factor de transcrição PTF. os paraspeckles são compartimentos de forma irregular que ocorrem no espaço intercromatínico Foram documentados pela primeira vez em células HeLa.

Em alguns casos. como aquela que é iniciada pela molécula sinalizadora denominada TNF-α. separando-o do resto do citoplasma quando necessário. onde um processo citoplasmático necessita de ser restringido. onde forma onde complexo transcricional repressor juntamente com proteínas nucleares. Como os ribossomas se localizam fora do núcleo. onde interage com fatores de transcrição que regulam a produção de certas enzimas nas vias metabólicas. até que sejam activados por outras vias de sinalização. O mRNA eucariota contém intrões que devem ser removidos antes que ocorra a tradução e dêem origem a proteínas funcionais. o ARN produzido por este processo é o ARN mensageiro. No caso de genes que codificam proteínas. Ahexoquinase é uma enzima responsável pelo primeiro passo da glicólise. envolvidos na maioria das respostas inflamatórias. Este mecanismo regulador ocorre no caso da glicólise. a ARN-polimerase que sintetiza a molécula de ARN. para facilitar a acesso a ela. Uma vez que o núcleo é o local da transcrição. Estas proteínas incluem as helicases que desenrolam a dupla fita da molécula da ADN. no citoplasma. formando glucose-6-fosfato a partir da glucose. A compartimentação permite que a célula previna a tradução de mRNA que não sofreu splicing. Isto permite um nível de regulação genética que não está disponível nos procariotas.da tradução. Por exemplo. o ARNm produzido necessita de ser exportado. que se liga a um receptor na membrana celular. permite que seja transportada através do poro nuclear até ao núcleo. A altas concentrações de frutose-6-fosfato. onde estimula a transcrição dos genes-alvo. também contém uma variedade de proteínas que ou fazem a mediação directa da transcrição ou estão envolvidos em regular o processo. na qual o ADN é usado como modelo para a produção de ARN. Um sinal de localização nuclear na proteína NF-κB. de terem acesso ao ADN. responsáveis por regular a expressão genética. De maneira a controlar quais genes são transcritos. os ribossomos iriam traduzir o mRNA recentemente transcrito (não processado) em proteínas com malformações e não funcionais. a transcrição é induzida em resposta a uma via de sinalização. O splicing é efetuada dentro do núcleo antes de o mRNA poder ser acedido por ribossomos para se dar a tradução. um componente chave é removido para o núcleo. uma via metabólica que age para degradar a glucose para produzir energia. que depois necessita de ser traduzido pelos ribossomas para formação das proteínas. Expressão genética A expressão genética envolve a transcrição. Sem o núcleo. assim como uma grande variedade de factores de transcrição que regulam a expressão genética. Isto previne até mesmo níveis baixos de expressão genética inapropriada. resultando no recrutamento de proteínas sinalizadoras e eventualmente na activação do factor de transcrição NF-κB. Compartimentação celular O envelope nuclear permite que o núcleo controle o seu conteúdo. no caso de genes controlados por NF-κB. a topoisomerase que muda a quantidade de enrolamento no ADN. Isto é importante para o controlo dos processos de ambos os lados da membrana nuclear.[40] Processamento do pré-ARNm . a célula impede que alguns fatores. para reduzir a expressão de genes envolvidos na glicólise. uma proteína reguladora remove a hexoquinase para o núcleo.

A importação nuclear depende da importina se ligar à sua carga. e transportá-la através do poro nuclear até ao núcleo.[4] Muitos pré-ARNm. as exportinas requerem RanGTP para se poderem ligar à sua carga.As moléculas recém criadas de ARNm são conhecidas como transcritos primários. Enquanto que as importinas dependem de RanGTP para se dissociarem da sua carga.[41] macromoléculas como o ARN e proteínas requerem associação com carioferinasdenominadas importinas para entrar no núcleo e exportinas para sair. são removidas do pré-ARNm e o remanescente exão é reconectado numa molécula contínua. Dentro do núcleo. As três principais modificações são: inserção de uma capa na extremidade 5'. Este processo normalmente ocorre após a inserção da capa 5' e da poliadenilação 3'. A entrada e saída de grandes moléculas do núcleo está intimamente controlada pelos complexos de poros nucleares. o ARNm que aparece no núcleo sem estas modificações é degradado em vez de traduzido em proteínas. mas pode ter início antes da síntese estar completa em transcritos com muitos exões. Apesar de pequenas moléculas poderem entrar no núcleo sem regulação. Dinâmica e regulação Transporte nuclear Macromoléculas. é o processo pelo qual os intrões. Enquanto no núcleo. em complexos denominados partículas de ribonucleoproteínas heterogéneas (hnRPNs). produzindo diferentes ARMm maduros que codificam proteínas com diferentes estruturas primárias. levado a cabo por um complexo denominado spliceossoma. ou regiões do ADN que não codificam proteínas. A GTPase de maior importância envolvida no transporte nuclear denomina-se Ran. O splicing do ARN. Este processo é conhecido com splicing alternativo e permite a produção de uma grande variedade de proteínas a partir de uma quantidade limitada de ADN. no citoplasma. A cauda múltipla de adenina na extermidade 3' é apenas adicionada após a transcrição estar completa. enzimas que hidrolisam a molécula de guanosina trifosfato para libertar energia. que pode se ligar a GTP ou GDP. o pré-ARN está associado com uma variedade de proteínas. Proteínas de carga que têm que ser transferidas do citoplasma para o núcleo contêm sinais de localização nuclear ligadas pelas exportinas. A adição da capa 5 ´ocorre co-transcricionalmente e é o primeiro passo na modificação pós-transcricional]]. . poliadenilação na extremidade 3'. como o ARN e proteínas. podem sofrer splicing de variadas formas. Elas têm que sofrer modificação pós-transcricional no núcleo antes de serem exportadas para o citoplasma. num processo denominado ciclo Ran-GTP de transporte nuclear. são transportadas activamente através da membrana nuclear. dependendo se estiver localizada no núcleo ou citoplasma. incluindo aqueles que codificam anticorpos. e splicing de ARN. A habilidade das importinas e exportinas em transportar a sua carga é regulada por GTPases. a RanGTP actua para separar a carga da importina.

a célula divide-se para formar duas células. começando naprófase até cerca da prometafase. As mudanças associadas com a apoptose afectam directamente o núcleo e o seu conteúdo. fora do núcleo. que por sua vez estão ligados a diferentes centrossomas. Proteínas de exportação. cada uma das células resultantes deverá possuir um conjunto completo de genes. Este processo é acompanhado pela desagregação da lâmina da face nuclear da membrana interna. que fazem a clivagem das laminas. poderão ter efeitos negativos para a célula. Durante estes eventos. o centrossoma está localizado no citoplasma. denominadas caspases. A própria inibição da agregação das laminas é um indutor da apoptose. Alguns vírus requerem acesso a proteínas que existem dentro do núcleo de maneira a poderem-se replicar ou agregarem os seus componentes.[4] Agregação e desagregação Durante o seu ciclo de vida. Para que este processo seja possível. a lâmina nuclear também é desagregada através de um processo regulado por fosforilação das laminas. quer em resposta ao processo de divisão celular quer como consequência da apoptose. num processo facilitado pela RanGTP. uma forma de morte celular programada. após a modificação pós-transcripcional estar completa. a membrana nuclear é desmantelada. e pela mesma altura a lâmina nuclear também o é. uma expressão errada de uma proteína devido à incompleta excisão de intrões ou a incorrecta incomporação de aminoácidos. especializadas. Os cromatídeos irmãos podem então ser puxados para diferentes localizações na célula. um processo que requer a replicação dos cromossomas. o núcleo pode se desagregar. . Isto ocorre pelos cromossomas replicados. O envelope nuclear age como uma barreira que previne que vírus de ADN e ARN entrem no núcleo. sendo que a exportina liga-se à carga dentro do núcleo. A apoptose é um processo controlado. como o herpes-vírus. e os microtúbulos não podem ligar-se aos cromatídeos na presença de um envelope nuclear. sugerindo que as laminas desempenham um papel essencial no início dos eventos que levam à degradação do núcleo por apoptose. ligados aos microtúbulos. por exemplo. nos passos iniciais do ciclo celular. através da desfosforilação das laminas. o ARN modificado de maneira incompleta que chega ao citoplasma é degradado em vez de ser utilizado na tradução em proteínas. o envelope e a lâmina. os componentes estruturais do núcleo.permitindo que esta possa sair do núcleo para ser reutilizada. em ensaios de actividade precoce de apoptose. assim como a segregação em conjuntos separados. Este mecanismo de controlo de qualidade é importante devido ao papel central destas moléculas no processo de tradução das proteínas. saindo depois por evaginação através da membrana nuclear interna. comprometendo dessa forma a integridade estrutural do núcleo. replicam e agregam-se no núcleo celular. Durante o ciclo celular. os cromatídeos irmãos. A exportação nuclear é similar. em muitas células. A destruição da rede de laminas e controlada por proteases especializadas. separando depois da sua carga no citoplasma. são sistematicamente degradados. Os vírus de ADN. Células que expressam laminas resistentes a caspases são deficientes nas mudanças nucleares relacionadas com a apoptose. No entanto. resultando na morte da célula. Portanto. Para o fim do ciclo celular. através do qual os componentes estruturais da célula são destruídos. existem para efectuar a transferência de Arnm madura e ARNt para o citoplasma. A clivagem das laminas é por vezes usada como um indicador laboratorial da actividade de caspases. saindo depois através do poro nuclear. a membrana nuclear é novamente agregada. na condensação da cromatina e desintegração do envelope e lâmina nucleares. Durante o mesmo período.

A teoria conhecida como modelo sintrófico propõe que uma relação simbiótica entre as Archaea e as Bacteria terá criado a célula eucariótica portadora de núcleo. que se dá na medula óssea e onde perdem o núcleo. Isto pode ser derivado de processos normais. Os eritrócitos sofrem maturação através do processo denominado eritropoiese. O núcleo é expelido durante o processo de diferenciação de um eritroblasto em um reticulócito. . o precursor imediato dos eritrócitos maduros. Em humanos. Um segundo modelo propõe que células proto-eucarióticas evoluíram a partir de bactérias. As células anucleadas não possuem núcleo e portanto são incapazes de se dividirem para produção de descendência celular. que também carece de outros organelos como a mitocôndria e serve principalmente para o transporte de oxigénio dos pulmões para os tecidos celulares. em que uma das células-filhas não possui núcleo e a outra fica binucleada. conhecidas como células gigantes multinucleadas. por exemplo. invadiram e passaram a viver dentro de bactérias similares às actuais mixobactérias. denominadas miócitos. incluindo as histonas. por vezes acompanham reacções de inflamação e também estão envolvidas na formação de tumores. As observação que mostram as mixobactérias como organismos móveis. Esta teoria é análoga à teoria aceite sobre a origem da mitocôndria eucariótica e do cloroplasto. apesar de nenhuma ter até agora um apoio alargado. as células do músculo esquelético.. perto da periferia das células. ou ser resultado de divisões celulares mal sucedidas. células que derivam da fusão de monócitos e macrófagos. permite um máximo de espaço intracelular para as miofibrilhas. Células anucleadas também podem surgir de divisões celulares mal processadas. a origem evolutiva do núcleo tem sido alvo de muitas especulações. alguns tipos de células não possuem núcleo e outros possuem vários núcleos. tornam-se multinucleadas durante o seu desenvolvimento. suportam uma origem bacteriana da célula eucariótica. Este modelo é baseado na existência das bactérias do filo Planctomycetes. Um modelo similar propões que uma célula semelhante à eucariótica. que se pensa terem se desenvolvido a partir de uma similar relação endossimbiótica entre um proto-eucariotas e bactérias aeróbias. Evolução Sendo a principal característica que define uma célula eucariótica. Células multinucleadas também podem ser anormais em humanos. As células polinucleadas possuem múltiplos núcleos.Células anucleadas e polinucleadas Apesar de a maioria das células possuir um único núcleo. O tipo de célula anucleada mais conhecida é o eritrócito de mamíferos. . similares às actuais Archaea metanogénicas. sem estágios endossimbióticos. que possuem uma estrutura nuclear com poros primitivos e outras estruturas membranares compartimentadas.. o arranjo de núcleos resultante. A maioria das espécies de protozoário da classe Acantharea e alguns fungos em micorrizas possuem células polinucleadas. que podem formar complexos multicelulares e que possuem quinases e proteínas Gsimilares aos Eukarya. Formula-se que a simbiose se originou quando Archaea primitivas. o cronócito. Quatro grandes teorias foram propostas para explicar a existência do núcleo. organelos e ribossomas. A presença de um agente mutagénicos poderá induzir a libertação de alguns eritrócitos "micronucleados" imaturos. A origem do núcleo entre as Archaea é suportado por observações de que este grupo e os eucariotas possuem genes similares para determinadas proteínas. eventualmente formando um núcleo primordial. como o da maturação dos eritrócito de mamíferos.

O folheto externo é contínuo com o retículo endoplasmático rugoso. Esse transporte inclui RNA e ribossomosse movendo do núcleo para o citoplasma e proteínas (como a DNA polimerase e as laminas). tendo depois fagocitado membros das Archaea e Bacteria. denominado "hipótese exomembranar". cariomembrana oumembrana nuclear (este termo não é muito apropriado. A sugestão é suportada por similaridades entre eucariotas e vírus: fitas lineares de ADN e ligação forte a proteínas (analogia entre histonas e envelope viral). sugere que o núcleo se originou de uma única célula ancestral que formou uma segunda membrana celular externa. a membrana interior que envolvia a célula original tornar-se-ia na membrana nuclear. é uma estrutura que envolve o núcleo das células eucarióticas. conhecido como eucariogénese viral. infectados compoxvirus. Este modelo. Esses poros possuem forma poliédrica e medem cerca de 50 a 80 namômetros de diâmetro. com um espaço entre eles de 20 a 100 nm de espessura. carboidratos. Uma versão da proposta sugere que o núcleo evoluiu ao mesmo tempo em que a fagocitose. pois é formado na verdade por duas membranas). Envoltório nuclear O envoltório nuclear. . uma membrana dupla que existe ao redor donúcleo das células eucariontes. Esses poros nucleares são estruturas grandes e complexas. Os poros nucleares permitem o transporte de moléculas hidrossolúveis através do envoltório nuclear. gerando assim o núcleo e a célula eucariótica. O modelo mais controverso. Existem em média 2000 poros nucleares no envoltório nuclear de uma célula de um vertebrado. propõe que o núcleo composto de membranas. formando poros mais complexos ao longo do tempo.evoluiu primeiramente. estão presentes os chamados poros nucleares. mas esse número varia conforme a atividade da célula. No envoltório nuclear. Finalmente. Tem sido sugerido que a questão ainda não resolvida da evolução do sexo possa estar ligada à hipótese da eucariogénese viral. também conhecido como invólucro nuclear. Outra variante propõe que os eucariotas são originários de Archaea primitivos. sinalizadores celulares e lipídios se movendo para dentro do núcleo. envelope nuclear. formando um predador celular primitivo. muito diferentes de outras estruturas relacionadas ao transporte transmembrânico. baseada nas semelhanças entre a polimerase de ADN de modernos poxvirus e eucariotas. responsável por separar o conteúdo do núcleo celular (em particular o DNA) do citosol. As proteínas que formam esses poros são conhecidas como nucleoporinas. que facilitam e regulam a troca de material (como proteínas eRNAm) entre o núcleo e o citoplasma. como canais iônicos e outros transportadores de membranas. Poro nuclear Os poros nucleares são grandes complexos de proteínas que atravessam o envoltório nuclear. originaram-se a partir da infecção de um vírus. permitindo a passagem de componentes celulares sintetizados internamente como as subunidades ribossomais. carioteca. É formada por dois folhetos ou membranas (constituídos por uma bicamada lipídica). uma proposta recente sugere que variantes tradicionais da teoria da endossimbiose são insuficientemente robustas para explicar a origem do núcleo eucariótico. assim como outras estruturas eucarióticas. um interno e um externo.

Quanto maior o seu número e tamanho. (3) Retículo endoplasmático rugoso (RER). (4) Retículo endoplasmáticoliso (REL). que na divisão encontra-se nos satélites dos cromossomos acrocêntricos. é responsável pela desorganização do envoltório nuclear durante a prófase e sua reorganização durante a telófase. golgiossomo ou complexo golgiense é uma organela encontrada em quase todas as células eucarióticas. além de inúmeras proteínas associadas ou não a RNAr. uma vez que não possuem membrana envolvente. (5) Ribossoma no RER. o envoltório nuclear é novamente formado nos núcleos NUCLÉOLO Nucléolos são organóides presente em células eucarióticas. É formado por sacos achatados e vesículas. Funciona. Os ribossomos são formados a partir das proteínas ribossômicas. ocorre a desintegração do envoltório nuclear. A região organizadora do nucléolo é a cromatina associada ao nucléolo. maior é a síntese protéica da célula. Após a separação dos cromossomos. A porção granular é mais periférica e é formada por subunidades ribossômicas em formação. que são importadas do citoplasma e se associam com o RNAr. (12) Vesícula secretora. É responsável . COMPLEXO DE GOLGI Retículo endoplasmático e Aparelho de Golgi .(1) Membrana nuclear. atua como centro de armazenamento. O nome provém de Camilo Golgi. Neste período. quando os cromossomos começam a separar-se. (14) Proteína secretada.No folheto interno do envoltório nuclear existem proteínas que se associam a uma rede de filamentos intermediários feito de laminaque por sua vez está ligada a cromatina. o complexo de Golgi. sua função primordial é o processamento de proteínasribossomaticas e a sua distribuição por entre essas vesículas. A porção fibrilar densa é mais central e é formada por RNAr (RNA ribossômico) e proteínas ribossomais. aparelho de Golgi. Esta estrutura. (13) Membrana plasmática. São corpúsculos arredondados de aspecto esponjoso. Não é uma estrutura compacta. dictiossoma. mergulhados diretamente no nucleoplasma. (10) Transmembrana do AG. Durante a mitose. Em biologia celular. (2) Poro nuclear. (15) Citoplasma. pelo fato de conter trechos de DNA específicos. que foi quem o identificou. as proteínas laminares são fosforiladas e mantidas dentro de vesículas na forma de dímeros. como uma espécie de sistema central de distribuição na célula. (16) Espaço extracelular. conhecida como lâmina nuclear. O nucléolo tem por função a organização dos ribossomos. empacotamento e remessa de substâncias na célula. transformação. ligados principalmente à coordenação do processo reprodutivo das células (embora desapareça logo no início da divisão celular) e ao controle dos processos celulares básicos. (6) Proteínas que são transportadas. pois nota-se a invasão do nucleoplasma. (11) Cisterna do AG. portanto. que se inicia no período da prófase e está completo no período dametáfase. (7)Vesícula transportadora. (8) Aparelho de Golgi ou complexo lameloso (9) Cisterna do AG.

… Filamentos intermediários Os filamentos intermediários recebem esse nome porque seu diâmetro (10 nm) está entre o dos filamentos finos de actina e o dos filamentos grossos de miosina das células musculares lisas. ordenadas e enviadas na direcção dos seus destinos finais. Os microtubulos nascem a partir dos centrossoma. movimento de partículas na superfície da célula e pelo movimento intracelular.também pela formação dos lisossomos. onde foram identificados pela primeira vez. do glicocalix e está ligado à sintese de polissacarídeos. e também porque eles não podem aumentar ou diminuir de tamanho. Hipófise. que por sua vez se dividem em α (alfa) e β (beta). E quando varias tubulinas se ligam. CITOESQUELETO Microtúbulos Os microtúbulos são os mais espessos. e em duas subunidades. São responsáveis pelo movimento celular. Formam a base de cílios e flagelos. os mais grossos. quando se formam adquirem um tamanho e é desse tamanho que permanecerão. onde são modificadas. a parte alfa de uma com a parte beta da outra. formando um filamento. Esses dois pro filamentos se entrelaçam. São responsáveis também pelo movimento dos cromossomos na divisão celular e por manter a forma da célula. São formados por proteínas . São constituidos de monômeros globulares (actina G)que se polimerizam para formar filamentos (actina F)EX: Microvilosidades Constituem os microvilos. . da lamela média dos vegetais e do acrossomo doespermatozoide. os estereocilios e as miofibrilas. formam protofilamentos. as tubulinas. A principal função é atuar como uma espécie de um "andaime" celular! Filamentos de actina Filamentos de actina são mais finos porque possuem apenas dois profilamentos de proteína actina. que as direcionam para os locais da célula onde actuarão. são transportadas até ao complexo de Golgi.Tireóide. formam um microtúbulo. e treze desses protofilamentos unidos. então quando duas dessas subunidades se ligam formam uma tubulina. mas tende a ser mais proeminente nas células de órgãos responsáveis pela secreção de certas substâncias. O complexo de Golgi está presente na maior parte das células eucarióticas. Acredita-se. tais como: Pâncreas. tais como adicionar sinalizadores às proteínas. Ao contrario do microtúbulos e dos filamentos de actina. que quando necessário é aumentam e diminuem seu tamanho. que o complexo de Golgi seja responsável por alguns processos pós traducionais. A maior parte das vesículas transportadoras que saem do retículo endoplasmático.No núcleo estende por todo o citoplasma até chegar a Membrana Plasmática. etc. e em particular do retículo endoplasmático rugoso (RER). ainda.

Já as miosinas formam pequenos filamentos mas também dependem de outros para trabalhar. desmossomos e hemidesmossomos. A miosina utiliza. formando um tipo decilindro.O filamento intermediário possui uma estrutura em a-hélice central e domínios globulares em cada extremidade. Durante os processosmitótico e meiótico. Seção transversal do centríolo O mecanismo de separação e funcionamento do centríolo não está bem explicado até o momento. As cinesinas e dineínas se diferem em apenas um ponto. Más têm a mesma forma e função. tem função de absorver impáctos Proteínas motoras As proteínas motoras se dividem em tres grupos: as cinesinas e dineínas e as miosinas. O centríolo ajuda na separação das células esticando-se na hora da divisão então os cromossomos ficam ali em volta dos tubos do cetríolo e quando acaba a divisão celular os cromossomos e centríolos já estão em seus devidos lugares. As redes de filamentos intermediários formam a lâmina nuclear. elas interagem quimicamente com os microtúbulos. as ligações a outros filamentos e a sua função de sustentação dependem de proteínas associadas aos filamentos intermediários (IFAP). Têm origem comum com os centrossomos que dão origem aflagelos e cílios que efetuam o movimento em certos tipos celulares e organismos protistas. trabalham sempre sozinhas e sobre os microtúbulos. gimnospermas. Imagem de um centríolo cortado. Elas não formam filamentos. Tercina dos microtúbulos. Normalmente. que é de transportar estruturas de um lugar da célula para outro. ao longo da superfície interna da membrana nuclear. as células possuem um par de centríolos posicionados lado a lado ou posicionados perpendicularmente. esse outro filamento como um trem utiliza os trilhos para se mover. ou seja. Sabese que exerce função vital na divisão celular. angiospermas[1] e fungos[2]. assim como as dineínas e as cinesinas. a direção em que se locomovem. interagindo com eles. e estão firmemente ligados as junções celulares. no caso os filamentos de actina. ausentes em alguns protistas. Dois centríolos dispostos perpendicularmente formam um diplossomo. A organização desses filamentos. São constituídos por nove túbulos triplos ligados entre si. enquanto a outra extremidade prende-se . ou seja. feixes de microtúbulos e microfibrilas são sintetizados no citoplasma (e recebem o nome de ásteres) e posicionados de modo a uma de suas extremidades ficar ligada ao centríolo. CENTRÍOLO Centríolos ou centros celulares são feixes curtos de microtúbulos localizados no citoplasma dascélulas eucariontes. Tem como função: Ancorar as estruturas celulares e formar os desmossomos (junção intercelular). de forma que gastam atp’s para se locomover.

É através da tubulina que o fuso mitótico é destruído. puxando para si cada estrutura originada na reprodução celular. Acredita-se que haja outras funções para os centríolos durante a intérfase. e cada novo centríolo com os microtúbulos associados migra para uma extremidade da célula. Esta polarização e os microtúbulos associados são conhecidos como fuso mitótico. . O centríolo.ao centrômero do cromossomo. age como organizador das estruturas celulares durante sua reprodução. portanto. O próprio centríolo é duplicado.

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