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Derivadas e suas aplica__es

Derivadas e suas aplica__es

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  • 1. Introdução
  • 2.2 - Derivada de uma Função
  • 3.1. Derivada da Função Constante
  • 3.2. Derivada da Função Potência
  • 3.3. Derivada da Soma
  • 3.5. Derivada da Função Produto
  • 4. Derivada da função composta (Regra da Cadeia)
  • 5. Derivada da Função Inversa
  • 6.1. Derivada da Função Exponencial Composta
  • 6.2. Derivada da Função Exponencial Logarítmica
  • 7.1. Derivada da Função Seno
  • 7.2. Derivada da Função Cosseno
  • 7.3. Derivada da Função Tangente
  • 7.4. Derivada da Função Cotangente
  • 7.5. Derivada da Função Secante
  • 7.6. Derivada da Função Cossecante
  • 8.1. Derivada arc seno
  • 8.2. Derivada arc cosseno
  • 8.3. Derivada arc tangente
  • 8.4. Derivada arc cotangente
  • 3 −3 9+ ∙
  • 8.5. Derivada arc secante
  • 8.6 Derivada arc cossecante
  • 9. Derivadas Sucessivas ou de Ordem Superior
  • 10. Diferenciação Implícita
  • 11.1 - 1ª Regra de L`Hospital:
  • 11.2- 2ª Rregra de L`Hospital:
  • 12. Diferencial
  • 13. Taxa de Variação
  • 14.1 – Teorema
  • 14.2 – Interpretação geométrica
  • 15.1.1 – Máximo relativo
  • 15.1.2 – Máximo absoluto
  • 15.1.3 – Mínimo Relativo
  • 15.1.4 – Mínimo absoluto
  • 15.2 – Teorema de Weirstrass
  • 15.3.1 – Definição
  • 15.4 – Teorema (Critério da primeira derivada)
  • 15.5 – outro teste para o cálculo de máximos e mínimos
  • 15.6.1 – Interpretação geométrica do Teorema de Lagrange
  • 16. Concavidade e ponto de inflexão
  • 17.1 – Assíntotas Horizontais
  • 17.2 – Assíntotas Verticais
  • 17.3 – Assíntotas Oblíquas
  • 18. Esboço Gráfico de Funções
  • 19. Problemas de Otimização Envolvendo máximos e Mínimos

1

1. Introdução.

O conceito de função que hoje pode parecer simples é o resultado de uma lenta e longa
evolução histórica iniciada na Antiguidade quando, por exemplo, os matemáticos Babilônicos
utilizaram tabelas de quadrado e de raízes quadradas e cúbicas ou quando os Pitagóricos
tentaram relacionar a altura do som emitido por cordas submetidas à mesma tensão com seu
comprimento. Nesta época o conceito de função não estava claramente definido.
Só no séc. XVII, quando Descartes e Pierre Fermat introduziram as coordenadas
cartesianas, se tornou possível transformar problemas geométricos em problemas algébricos e
estudar analiticamente funções.
A Matemática recebe assim um grande impulso a partir de observações ou
experiências realizadas, a procurar e determinar a fórmula ou função que relaciona as
variáveis em estudo. Por outro lado, a introdução de coordenadas, além de facilitar o estudo
de curvas já conhecidas permitiu a “criação” de novas curvas, imagens geométricas de
funções já definidas por relações entre variáveis.
Fermat deu conta das limitações do conceito clássico de reta tangente a uma curva
como sendo aquela que encontrava a curva num único ponto, para determinar uma tangente a
uma curva num ponto P considerou outro ponto Q sobre a curva; considerou a reta PQ secante
à curva, obtendo deste modo retas PQ que se aproximavam duma reta t a que Fermat chamou
a reta tangente à curva no ponto P.
Estas idéias constituíram o embrião do conceito de derivada e levou Laplace a
considerar Fermat “o verdadeiro inventor do Cálculo Diferencial”. Contudo, Fermat não
dispunha de notação apropriada e o conceito de limite não estava ainda claramente definido.
Só no séc. XIX Cauchy introduzia formalmente o conceito de limite e o conceito de derivada,
a partir do séc. XVII, com Leibniz e Newton, o Cálculo Diferencial torna-se um instrumento
cada vez mais indispensável pela sua aplicabilidade aos mais diversos campos da ciência.

















2

2. A Reta Tangente e a Derivada.
2.1 – Reta Tangente.
Sejam f uma função e p um ponto de seu domínio. Limites do tipo

l i m
x→p
¡( x ) – ¡( p)
x − p


ocorrem de modo natural tanto na geometria como na física.
Consideremos, por exemplo, o problema de definir a reta tangente ao gráfico de f no
ponto (p, f(p)). Evidentemente, tal reta deve passar pelo ponto (p, f(p)); assim a reta tangente
fica determinada se dissermos qual deve ser seu coeficiente angular. Consideremos, então, a
reta s
x
que passa pelos pontos (p, f(p)) e (x, f(x), conforme figura 2.1.









Figura 2.1 – Reta Secante ao gráfico de ¡.

Coeficiente angular de s
x
=
]( x) -]( p)
x - p

Quando x tende a p, o coeficiente angular de s
x
tende a f’(p), onde
¡

( p) = l i m
x→p
¡( x) – ¡( p)
x − p

Observe que f’(p) (leia: f linha de p) é apenas uma notação para indicar o valor do
limite acima. Assim à medida que x vai se aproximando de p, a reta s
x
vai tendendo para a
posição da reta T da equação
y −¡( p) = ¡

( p) ( x −p) . (1)


f (x)
f(p)
f
sx
x - p
f(x) - f(p)
x
y
3





Figura 2.2 – Reta Tangente ao gráfico de ¡.

É natural, então, definir a reta tangente em (p, f(p)) como sendo a reta de equação (1).
Suponhamos, agora, que s=f(t) seja a equação horária do movimento de uma partícula
vinculada a uma reta orientada na qual se escolheu uma origem. Isto significa dizer que a
função f fornece a cada instante a abscissa ocupada pela partícula na reta. A velocidade média
da partícula entre os instantes t
0
e t é definida pelo quociente
]( t) - ]( t
0
)
t- t
0

A velocidade (instantânea) da partícula no instante t
0
é definida como sendo o limite
v ( t
0
) = l i m
t→t
0
¡( t ) – ¡( t
0
)
t −t
0

Esses exemplos são suficientes para levar-nos a estudar de modo puramente abstrato
as propriedades do limite
l i m
x→p
¡( x ) – ¡( p)
x − p

2.2 - Derivada de uma Função.
Sejam f uma função e p um ponto de seu domínio. O limite
l i m
x→p
¡( x ) – ¡( p)
x − p

quando existe e é finito, denomina-se derivada de f em p e indica-se por f’ (p) (leia: f linha de
p).

Assim,
¡

( p) = l i m
x→p
¡( x ) – ¡( p)
x −p

Se f admite derivada em p, então diremos que f é derivável ou diferenciável em p.
Dizemos que f é derivável ou diferenciável em A ⊂ Ð
]
se f for derivável em cada p ∈ A.
Diremos simplesmente, que f é uma função derivável ou diferenciável se f for derivável em
cada ponto de seu domínio.

f
x x
y
p
T
4

Observação: Segue das propriedades dos limites que
l i m
x→p
¡( x ) – ¡( p)
x −p
= l i m
h→0
¡( p + ℎ) − ¡( p)


Assim,
¡( p) = l i m
x→p
¡( x ) – ¡( p)
x −p
ou ¡

( p) = l i m
h→0
¡( p + ℎ) − ¡( p)


Conforme vimos na introdução a reta de equação y −¡( y) = ¡

( p) ( x −p) é, por
definição,a reta tangente ao gráfico de f no ponto (p, f(p)). Assim, a derivada de f em p, é o
coeficiente angular da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abscissa p.
Exemplos.
1 - Seja f(x) = x
2
. Calcule:
a) f’ (1)
b) f’ (x)
c) f’ (-3)
Solução:
a) f

( 1 ) = l i m
x→1
¡( x ) – ¡( 1)
x −1
= l i m
x→1
x
2
−1
x −1
= l i m
x→1
( x + 1 ) = 2 .

Assim,
f’(1) = 2.
(A derivada de f(x) = x
2
, em p=1, é igual a 2.).

b) ¡

( x) = l i m
h→0
¡( x + ℎ ) – ¡( x)

= l i m
h→0
( x + ℎ)
2
− x
2



Como
( x + ℎ)
2
− x
2

=
2 xℎ + ℎ
2

= 2x + ℎ, ℎ ≠ 0

Segue que
¡

( x) = l i m
h→0
( 2 x + ℎ) = 2 x.

Portanto,
f(x) = x
2
⟹ f’(x)=2x.
Observe que f’(x) = 2x é uma fórmula que nos fornece a derivada de f(x) = x
2
, em todo
x real.
¢) Segue de ( b) que
f’(-3) = 2 (-3) = -6.

5

2 - Seja f(x) = x
2
. Determine a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto:
a) (1, f(1)). b) (-1, f(-1)).
Solução:
a) A equação da reta tangente em (1, f(1)) é
y – f(1) = f’ (1) (x –1)

|
¡( 1) = 1
2
= 1
¡
i
( p) = 2 p( exempl o 1 , i t em b ) ⇒ ¡
i
( 1 ) = 2


Substituindo em (1), vem
y– 1 = 2(x – 1) ou y = 2x –1.
Assim y = 2x –1 é a equação da reta tangente ao gráfico de f(x) = x
2
, no ponto (1 ,
f(1)).
b) A equação da reta tangente em ( −1, f(−1)) é y – f(−1) = f’( −1) (x-(−1)) ou
y – f(−1 ) = f’(−1 ) (x+ 1)
f(−1) = ( −1 )
2
= 1
f’(p) = 2p ⟹f’ (−1) substituindo esses valores na equação vem
y − 1 = −2( x + 1) ou y = −2x −1 Que é a equação da reta tangente pedida.







Figura 2.3 – gráfico das retas tangentes de ¡ nos pontos (1, ¡( 1) ) e (−1, ( ¡( −1) ) .


y
x
(1, f(1))
y = 2x - 1
y = - 2x - 1
-1 1
6

3 - Seja f(x) = k uma função constante. Mostre que f’(x) = 0 para todo o x. (A derivada de uma
constante é zero).
Solução:
¡

( x) = l i m
h→0
¡( x + ℎ ) – ¡( x)

.
Como f(x) = k para todo x, resulta f (x + h) = k para todo x e todo h, assim
¡

( x) = l i m
h→0
k −k

= l i m
h→0
0 = 0.
4 – Calcule a derivada de f(x) = x
3
e use-a para determinar a inclinação da reta tangente à
curva y =x
3
no ponto x = -1. Qual é a equação da reta tangente nesse ponto?
Solução:
A inclinação da reta tangente à curva y = f(x) no ponto (c, f(x)) é dada por m
tun
= f’(c). De
acordo com a definição de derivada,
¡

( x) = l i m
h→0
¡( x + ℎ ) – ¡( x)

= l i m
h→0
( x + ℎ)
3
− x
3


¡

( x) = l i m
h→0
( x
3
+ 3 x
2
ℎ + 3 xℎ
2
+ ℎ
3
) −x
3

= l i m
h→0
( 3x
2
+ 3 xℎ + ℎ
2
)
¡( x) = 3x
2

Nesse caso, a inclinação da reta tangente à curva y =x
3
no ponto x = -1 é f’ (-1) =
3( −1)
2
= 3.
Para determinar a equação da reta tangente, precisamos também da coordenada y do
ponto de tangencia, y=( −1)
3
= -1. Assim, a reta tangente passa pelo ponto (-1, -1) com
inclinação três. Usando a forma ponto-inclinação da equação de uma reta, temos:
y −( −1) = 3 [ x − ( −1 ) ]
y =3x + 2.
tg =
¡( o + ℎ) − ¡( o)
( o + ℎ −o)
⇒ tgo =
¡( o + ℎ) − ¡( o)







7

5 - Encontre a equação da reta normal à curva y =√x −3 que seja paralela à reta 6x + 3y – 4
= 0.
Solução:
Seja a reta dada. Para encontrarmos a declividade de, escrevermos sua equação na forma
reduzida, que é y =− Joisx +
4
3
. Portanto, a declividade de ¡ é −2, e a declividade da reta
normal procurada também é −2, pois suas retas são paralelas.
Para encontrarmos a declividade da reta tangente à curva dada em qualquer ( x
1
, y
1
) ,
aplicamos a fórmula
n( x
1
) = l i m
Δx→0
¡( x
1
+ Δx) −¡( x
1
)
Δx

Com f(x) = √x − 3 obtemos
n( x
1
) = l i m
Δx→0
.x
1
+ Δx −3 −.x
1
− 3
Δx

Para calcularmos esse limite, racionalizamos o numerador.
n( x
1
) = l i m
Δx→0
(.x
1
+ Δx −3 − .x
1
−3 )( .x
1
+ Δx −3 + .x
1
− 3 )
Δx( .x
1
+ Δx −3 + .x
1
− 3)

n( x
1
) = l i m
Δx→0
Δx
Δx( .x
1
+ Δx − 3 + .x
1
−3

Dividindo numerador e denominador por Δx, desde Δx ≠ 0, obtemos
n( x
1
) = l i m
Δx→0
1
.x
1
+ Δx −3 + .x
1
− 3

n( x
1
) =
1
2.x
1
− 3

Conforme mostramos acima, a declividade da reta procurada é -2. Assim, resolvemos
a equação −2.x
1
− 3 = -2 resultando x
1
= 4. Portanto, A reta procurada é a reta que passa
pelo ponto (4, 1) sobre a curva e tem uma declividade –2. Usando a forma ponto-declividade
da equação da reta obtemos y –1 = −2 (x−4) ou 2x + y −9 = 0 .
Veja a figura 2.4, que mostra um esboço da curva junto com a reta normal PN em (4,
1) e a reta tangente PT em (4,1).


8







Figura 2.4 – Gráfico da Reta Normal a curva y = √x − 3.
6 - Calcule a derivada de ¡( x) = √x e use o resultado para determinar a equação da reta
tangente à curva y = √x no ponto x = 4.
Solução:
A derivada de y = √x em relação à x é dada por:
J
Jx
√x = l i m
h→0
¡( x + ℎ) − ¡( x)

= l i m
h→0
√x + ℎ −√x


J
Jx
√x = l i m
h→0
(√x + ℎ − √x)( √x + ℎ + √x)
ℎ( √x + ℎ + √x)

J
Jx
√x = l i m
h→0
x + ℎ − x
ℎ( √x + ℎ + √x)
= l i m
h→0

ℎ( √x + ℎ + √x)

J
Jx
√x = l i m
h→0
1
√x + ℎ + √x
=
1
2√x

Para x = 4, a coordenada correspondente y no gráfico de y = √x é y = √4 = 2; então,
o ponto de tangência é P(4, 2). Como f’(x) = 1/2√x, a inclinação da reta tangente à curva de
f(x) no ponto P (4, 2) é dado por f’(4) =
1
2√4
=
1
4
. Usando a forma ponto-inclinação da
equação de uma reta, descobrimos que a equação da reta tangente no ponto
P é y − 2 =
1
4
( x −4) ou y =
1
4
x + 1 .





90°
T
N
X
y
P(4,1)
9

7 - Seja ¡( x) = ¡( x) = √x. Calcule f’(2).
Solução:
¡

( 2) = l i m
x→2
¡( x ) – ¡( 2)
x −2
= l i m
x→2
√x −√2
x −2

Assim,
¡

( 2) = l i m
x→2
√x − √2
(√x −√2 )( √x + √2)
= l i m
x→2
1
√x + √2
=
1
2√2

Isto é,
¡

( 2) =
1
2√2



3. Regras de Derivação.
3.1. Derivada da Função Constante.
Se c é um número constante e ¡ é a função constante definida por ¡( x) = c, então f é
diferenciável para todo número x e ¡’ é a função definida por ¡’( x) = 0.
Prova:
¡

( x) = l i m
Δx→0
¡( x + Δx) −¡( x)
Δx
= l i m
Δx→0
c −c
Δx
= l i m
Δx→0
0 = 0.

Exemplos.
1 - Seja f uma função constante definida pela equação ¡’( x) = 5 + n. Calcule ¡’ .
Solução:
Pela regra da Constante, ¡’ é a função definida pela equação ¡’( x) = 0.

2 - Calcule Ð
t
(5 + √3 ).
Solução:
Pela regra da Constante, Ð
t
(5 + √3 ) = 0.
10

3.2. Derivada da Função Potência.
Seja n um número inteiro maior que 1 e seja f a função definida por ¡( x) = x’ ’. Então
f é diferenciável para todo número x e ¡’ é a função definida por
¡

( x) = nx
n-1
.
Prova:
A prova se processa por indução matemática, iniciando com n = 2. Para n = 2 temos, pelas
regras do produto e da identidade,
¡

( x) = Ð
x
( x
2
) = Ð
x
( x. x) = x. ( Ð
x
x) + ( Ð
x
x) x
¡

( x) = x + x = 2 x = 2x
2-1
;
Assim o teorema é válido quando n = 2. Agora, assumindo que n é maior que 2 e que
o teorema seja válido para expoentes menores que n, os Teoremas 4 e 2 implicam que
¡

( x) = Ð
x
( x
n
) = Ð
x
( x
n-1
. x) = x
n-1
. ( Ð
x
x) + ( Ð
x
x
n-1
) . x

¡

( x) = x
n-1
+ [ ( n −1) x
n-2
] . x = x
n-1
+ ( n −1) x
n-1

¡
i
( x) = nx
n-1
.

Exemplos.
1 - Seja ¡( x) = 4 √x
2
3
encontre ¡’ ( x) .
Solução:
¡( x) = 4x
2
3

¡
i
( x) = 4 .
2
3
|x
2
3
- 1
|
¡
i
( x) =
8
3
x
-
1
3
=
8
3 x
1
3
=
8
3 √x
3


2 - Seja ℎ( x) = √2x
3
−4 x + 5, encontre h’(x).
Solução:
ℎ( x) = ( 2x
3
−4 x + 5 )
1
2


i
( x) =
1
2
( 2x
3
−4 x + 5 )
-
1
2
( 6x
2
− 4 )

i
( x) =
3x
2
−2
√2 x
3
−4x + 5

11

3.3. Derivada da Soma.
Sejam f e g funções diferenciáveis em um número x, e seja h = f + g. Então h é
diferenciável em x
1
e

i
( x
1
) = ¡
i
( x
1
) + g
i
( x
1
) .
Prova:

i
( x
1
) = l i m
∆x→0
ℎ( x
1
+ ∆x ) – ℎ( x
1
)
∆x


i
( x
1
) = l i m
∆x→0
[ ¡( x
1
+ Δx) + g( x
1
+ Δx) ] −[ ¡( x
1
) + g( x
1
) ]
∆x


i
( x
1
) = l i m
∆x→0
¡( x
1
+ Δx) −¡( x
1
) + g( x
1
+ Δx) − g( x
1
)
∆x


i
( x
1
) = l i m
∆x→0
|
¡( x
1
+ Δx) − ¡( x
1
)
∆x
+
g( x
1
+ Δx) −g( x
1
)
Δx
|

i
( x
1
) = l i m
∆x→0
¡( x
1
+ Δx) −¡( x
1
)
Δx
+ l i m
Ax→0
g( x
1
+ Δx) − g( x
1
)
Δx


i
( x
1
) = ¡
i
( x
1
) + g
i
( x
1
) .


Exemplos.
1 - Seja ¡( x) = 3x
4
+8x+5. Calcule a derivada.
Solução:
¡
i
( x) = 3(4x
3
) + 8.1 + 0
¡
i
( x) = 12x
3
+ 8.


2 – Seja ¡( x) = 7x
4
−2 x
3
+ 8x + 5, cncontrc ¡
i
( x) .
Solução:
¡
i
( x) = Ð
x
( 7 x
4
− 2x
3
+ 8x + 5) = Ð
x
( 7 x
4
) + Ð
x
( −2x
3
) + Ð
x
( 8x) + Ð
x
( 5) =
= 28x
3
−6x
2
+ 8 .




12

3.5. Derivada da Função Produto.
Sejam f e g funções ambas diferenciáveis em um número x
1
, e seja ℎ = ¡ ∙ g. Então h
também é diferenciável em x
1
e

i
( x
1
) = ¡( x
1
) . g
i
( x
1
) + ¡
i
( x
1
) . g( x
1
) .
Prova:

i
( x
1
) = l i m
∆x→0
ℎ( x
1
+ ∆x) − ℎ( x
1
)
∆x



i
( x
1
) = l i m
∆x→0
¡( x
1
+ ∆x) . g( x
1
+ ∆x) − ¡( x
1
) . g( x
1
) .
∆x


Usaremos agora um curioso, mas eficiente artifício algébrico – a expressão
¡( x
1
+ ∆x) . g( x
1
) é subtraída do numerador e depois adicionada de novo (o que, é claro,
mantém o valor do numerador sem alteração).

O resultado é


i
( x
1
) =
= l i m
∆x→0
¡( x
1
+ ∆x ) . g( x
1
+ ∆x) −¡( x
1
+ ∆x) . g( x
1
) + ¡( x
1
+ ∆x) . g( x
1
) − ¡( x
1
) . g( x
1
)
∆x


i
( x
1
) = l i m
∆x→0
|
¡( x
1
+ Δx) . g( x
1
+ ∆x) −¡( x
1
+ ∆x) . g( x
1
)
∆x
+
f ( x
1
+ Δx) . g( x
1
) −f ( x
1
) . g( x
1
)
Δx
|

i
( x
1
) = l i m
x→0
|¡( x
1
+ ∆x)
g( x
1
+ Δx) − g( x
1
)
∆x
+
f ( x
1
+ Δx) − f ( x
1
)
Δx
g( x
1
) |

i
( x
1
) = | l i m
∆x→0
¡( x
1
+ ∆x) | ∙ | l i m
∆x→0
g( x
1
+ Δx) − g( x
1
)
Δx
| + | l i m
∆x→0
f ( x
1
+ ∆x) −f ( x
1
)
∆x
|
∙ | l i m
∆x→0
g( x
1
) |

i
( x
1
) = |l i m
x→0
¡( x
1
+ Δx) | . g
i
( x
1
) + ¡
i
( x
1
) | l i m
∆x→0
g( x
1
) | ∙



13

Desde que, f é diferenciável em x
1
ela é contínua em x
1
.
Assim,
l i m
∆x→0
¡( x
1
+ ∆x) = l i m
x→x
1
¡( x) = ¡( x
1
)
Também desde que g(x
1
) é uma constante,
l i m
∆x→0
g( x
1
) = g( x
1
)
Segue que,

i
( x
1
) = ¡( x
1
) . g
i
( x
1
) + f
i
( x
1
) . g( x
1
) .

Exemplos.
1 - Calcule Ð
x
[ ( 3 x
2
+ 1) ( 7x
3
+ x) ] pelo uso da regra da multiplicação.
Solução:
Ð
x
[ ( 3x
2
+ 1) ( 7x
3
+ x) ] = ( 3x
2
+ 1) [ Ð
x
( 7 x
3
+ x) ] + [ Ð
x
( 3x
2
+ 1 ) ] ( 7 x
3
+ x)

= ( 3 x
2
+ 1) ( 21 x
2
+ 1) + ( 6 x) ( 7 x
3
+ x)

= ( 6 3x
4
+ 2 4x
2
+ 1 ) + ( 42x
4
+ 6x
2
)

= 105 x
4
+ 30 x
2
+ 1.

2 - Suponha que f e g são funções diferenciáveis no número 2 e que f (2) = 1, g(2) = 10, f’(2)
=
1
2
e g’(2) = 3. Se h= f . g, calcule h’ (2).
Solução:

i
( x¡( x) . g
i
( x) + ¡
i
( x) . g( x)

Então:

i
( 2) = ¡( 2) . g
i
( 2) + ¡
i
( 2) . g( 2 )
Ou

i
( 2) = ( 1) ( 3) + I
1
2
] ( 1 0) = 8.




14

3.4. Derivada do Quociente.
Sejam f e g funções ambas diferenciáveis em um numero x
1
e suponha que g( x
1
) ≠ 0.
Então, se ℎ =
¡
g
] segue que h é diferenciável em x
1
e


i
( x
1
) =
g( x
1
) . ¡
i
( x
1
) − ¡( x
1
) . g
i
( x
1
)
g[ ( x
1
) ]
2


Prova:
Note que h = f(1/g); assim pelas regras do produto e da inversa aritmética,

i
( x
1
) = ¡( x
1
) .
−g
i
( x
1
)
[ g( x
1
) ]
2
+ ¡
i
( x
1
) .
1
g( x
1
)


i
( x
1
) =
−¡( x
1
) . g
i
( x
1
)
[ g( x
1
) ]
2
+
g( x
1
) . ¡
i
( x
1
)
[ g( x
1
) ]
2


i
( x
1
) =
g( x
1
) . ¡
i
( x
1
) − ¡( x
1
) . g
i
( x
1
)
[ g( x
1
) ]
2
.

Exemplos.
1 - Sendo ¡( x) =
2x
4
- 3
x
2
- 5x + 3
∙ Calcule ¡’( x) .
Solução:
¡
i
( x) =
( x
2
−5x + 3) . ( 2.4x
3
− 0 ) − ( 2 x
4
−3 ) ( 2x −5)
( x
2
− 5 x + 3 )
2

¡
i
( x) =
( x
2
−5x + 3) ( 8x
3
) − ( 2x
4
− 3) ( 2x −5)
( x
2
− 5x + 3)
2


2 - Calcule ¡’ ( x) da função ¡ =
x
2
3
3
+7

Solução:
¡
i
( x) =
( x
2
) ′( x
3
+ 7) − x
2
( x
3
+ 7) ′
( x
3
+ 7 )
2


¡
i
( x) =
2x( x
3
+ 7) −x
2
( 3x
2
)
( x
3
+ 7)
2


¡
i
( x) =
14x −x
4
( x
3
+ 7)
2

15

4. Derivada da função composta (Regra da Cadeia).
Suponhamos que y = ( x
2
+ 5x)
3
e que desejamos determinar dy/dx. Uma saída é
expandir (x
2
+ 5x)
3
e então diferenciarmos o polinômio resultante.
Assim,
y = ( x
2
+ 5 x)
3
= x
6
+ 15x
5
+ 75x
4
+ 125 x
3
, então
dy
dx
= 6 x
5
+ 75 x
4
+ 30 0x
3
+ 3 75x
2
.

Outro método é fazermos,
u = x
2
+ 5 x , tal que y = u
3
, dy/Du = 3u
2
, du/dx = 2 x + 5 .

Então,
Jy
Jx
=
Jy
Ju
Ju
Jx
= 3u
2
( 2x + 5) = 3( x
2
+ 5x)
2
( 2 x + 5 ) = 6x
5
+ 7 5x
4
+ 3 00x
3
+ 375 x
2
.
O último cálculo produziu a resposta certa, mas existe um detalhe nele. As expressões
dy
du
são apenas símbolos para as derivadas nas quais os “numeradores” e “denominadores”
ainda não tiveram nenhum significado quando vistos separadamente, logo não estávamos
realmente seguros em supor que
dy
dx
=
dy
du
du
dx
. De fato, a legitimidade desse cálculo é garantida
por uma das mais importantes regras de diferenciação em cálculo – a regra da cadeia.

4.1 - A regra da cadeia.
Se y é uma função diferenciável de u e se u é uma função diferençável de x, então y é
uma função diferenciável de x e
Jy
Jx
=
Jy
Ju
Ju
Jx

É claro, a regra da cadeia pode ser escrita na notação de operador como
Ð
x
y = ( Ð
u
y) ( Ð
x
u) .
Se fizermos y = f(u), onde u é uma função de x, faremos
Ð
x
¡( u) = ¡
i
( u) Ð
x
u.


16

Exemplos.
1 - Calcule Ð
x
( x
2
+ 5x)
100
.
Solução:
Aqui u = x
2
+ 5 x e n = 100, assim
Ð
x
( x
2
+ 5x)
100
= 1 00( x
2
+ 5 x)
99
Ð
x
( x
2
+ 5x) = 1 00( x
2
+ 5x)
99
( 2 x + 5 ) .

2 - Se ¡( x) =
1
( 3x-1)
4
, calcule ¡
i
( x) .
Solução:
Aqui ¡( x) = ( 3 x − 1)
-4
, então
¡
i
( x) = Ð
x
F( x) = Ð
x
( 3x − 1)
-4
= ( −4) ( 3X−1)
-4-1
Ð
x
( 3X − 1 )
¡
i
( x) = ( −4 ) ( 3x−1 )
-5
( 3 ) = −1 2( 3x −1)
-5
.

3 - Calcule Ð
x
I
3x
x
2
+7
]
10
.
Solução:
Ð
x
|
3x
x
2
+ 7
1
10
= 1 0 |
3 x
x
2
+ 7
1
9
Ð
x
|
3 x
x
2
+ 7
1
Ð
x
|
3x
x
2
+ 7
1
10
= 1 0 |
3 x
x
2
+ 7
1
9
|
( x
2
+ 7 ) ( 3) − ( 3 x) ( 2x)
( x
2
+ 7)
2
|
Ð
x
|
3x
x
2
+ 7
1
10
=
( 3x)
9
( 210 −3 0x
2
)
( x
2
+ 7)
11


4 - Calculeg g
i
( t) sc g( t) = ( 2 t
2
−5 t + 1)
-7
.
Solução:
g
i
( t) = −7( 2 t
2
− 5 t + 1)
-8
( 4t − 5 ) =
3 5 − 2 8t
( 2 t
2
− 5 t + 1)
8



17

5 - Calcule Ð
x
[ ( x
2
+ 6x)
10
( 1 − 3x)
4
] .
Solução:
Ð
x
[ ( x
2
+ 6 x)
10
( 1 −3x)
4
] = [ Ð
x
( x
2
+ 6x)
10
] ( 1 −3x)
4
+ ( x
2
+ 6x)
10
[ Ð
x
( 1 − 3x)
4
]
Ð
x
[ ( x
2
+ 6 x)
10
( 1 −3x)
4
] = [ 10 ( x
2
+ 6x)
9
( 2x + 6) ] ( 1 −3x)
4
+
+ ( x
2
+ 6x)
10
[ 4( 1 − 3x)
3
( −3) ]
Ð
x
[ ( x
2
+ 6 x)
10
( 1 −3x)
4
] = ( x
2
+ 6x)
9
( 1 −3x)
3
[ 10( 2x + 6 ) ( 1 − 3x) − 12( x
2
+ 6 x) ]
Ð
x
[ ( x
2
+ 6 x)
10
( 1 −3x)
4
] = ( x
2
+ 6x)
9
( 1 −3x)
3
( −7 2x
2
−2 32x + 60 ) .
No cálculo de derivadas algumas vezes é necessário usar a regra da cadeia
repetidamente. Por exemplo, se y é uma função de v, v é uma função de u, e u é função de x,

Então,
dy
dx
=
dy
du
du
dx
e
dy
du
=
dy


du
, e daí
dy
dx
=
dy


du
du
dx
.

6 - Seja y = ( .1 + x
2
)
3
. Use o fato de que
d
du
√u =
1
2√u
e a regra da cadeia para determinar
dy
dx
.
Solução:
Seja u = 1 + x
2
, : = √u c y = :
3
, tal que y = ( √u)
3
= ( 1 + x
2
)
3
.
Assim,
Jy
Jx
=
Jy
J:
J:
Ju
Ju
Jx
= ( 3:
2
) |
1
2√u
1 ( 2x) = 3( √u)
2
x
√u
= 3x√u = 3x.1 + x
2
.
7 - Calcule Ð
x
[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
7
.
Solução:
Usando a regra da cadeia repetidamente, temos
Ð
x
[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
7
= 7[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
6
Ð
x
[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
Ð
x
[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
7
= 7[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
6
[ 6( 1 + x
5
)
5
Ð
x
( 1 + x
5
) ]
Ð
x
[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
7
= 7[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
6
|6( 1 + x
5
)
5
( 5x
4)
!
Ð
x
[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
7
= 210 x
4
[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
6
( 1 + x
5
)
5
.
18

A regra da cadeia é realmente uma regra para a diferenciação da composta f ° g de
duas funções. Para ver isso, seja y = f(u) e u = g(x), tal que y = ¡( u) = ¡[ g( x) ] =
( ¡ ° g) ( x) .

Desta forma, pela regra da cadeia,
dy
dx
=
dy
du
du
dx
= ¡
i
( u) g
i
( x) = ¡′[ g( x) ] g
i
( x) .

Denotando a composta f ° g por h, podemos escrever a regra da cadeia como a seguir:

Se h = f ° g, então h’(x) = (f ° g)’(x) = f’[ g( x) ] g
i
( x) .

Aqui, é claro, estamos assumindo que g é diferenciável no número x e f é diferenciável
no número g(x).
8 - Seja g( x) =
1
4
4x
8

2
3
x
6
+ x − √2 , ¡( u) = u
4
. Calcule (f ° g)’ (x).
Solução:
¡
i
( u) = 4u
3
c g
i
( x) = 2 x
7
−4x
5
+ 1 ; assim, pela regra da cadeia
( ¡ ° g)
i
( x) = ¡
i
[ g( x) ] g′( x) = 4[ g( x) ]
3
g
i
( x)
( ¡ ° g)
i
( x) = 4 |
1
4
x
8

2
3
x
6
+ x − √21
3
.
5. Derivada da Função Inversa.
Sejay = ¡( x) uma função que admite inversa x = ¡
-1
( y) . Como ¡
-1
o ¡ = IJ, ou
seja,
¡
-1
o ¡( x) = x,
Aplicando a regra da cadeia, temos
( ¡
-1
)
i
( y) =
1
¡
i
( x)

Portanto,
( ¡
-1
)
i
( y) =
1
¡
i
( x)

Desde que ¡
i
( x) ≠ 0.
19

Exemplos.
1 – Seja y = ¡( x) = 5x
3
. Obtenha ( ¡
-1
)
i
( 40) ( o) invertendo a função, e ( b) utilizando a
regra da derivada inversa.
Solução:
(a) y = 5x
3
⟹ x = ¡
-1
( y) = ¹
y
5
3
= I
y
5
]
1
3
.
Logo,
( ¡
-1
)
i
( y) =
1
3
I
y
5
]
-
2
3
.
1
5
=
1
15
I
y
5
]
-
2
3
.

Portanto,
(b) y = 40 c y = 5 x
3
⟹ x = 2. Como ¡
i
( x) = 15x
2
, usando a regra da função teremos
( ¡
-1
)
i
( 4 0) =
1
¡
i
( 2)
=
1
60


2 – Seja ¡( x) = x
2
para x > 0. Determine ( ¡
-1
)
i
( x) .
Solução:
Já que ¡ é definida e diferenciavél no intervalo aberto (0, ∞) , e como ¡
i
( x) = 2 x ≠ 0
para todos os valores de x no intervalo, segue do teorema da função inversa que ¡ é
inversivél, ¡
-1
é diferenciável e
( ¡
-1
)
i
( x) =
1
¡
i
[ ¡
-1
( x)
=
1

-1
( x)

Válido para todo x no domínio de¡
-1
. Desde que ¡( x) = x
2
para x > 0, segue que
¡
-1
( x) = √x. Então ( ¡
-1
)
i
( x) =
1
2]
-1
( x)
simplismente significa que Ð
x
√x =
1
2√x
.






20

6. Derivada da Função Exponencial.
6.1. Derivada da Função Exponencial Composta.
Exemplos.
1 - Determine a derivada da função ¡( x) =
c
-3x
x
2
+1

Solução:
De acordo com a regra do quociente,
¡
i
( x) = ( x
2
+ 1) ( −3c
-3x
) − ( 2x) c
-3x
−( 2x) c
-3x

¡
i
( x) = c
-3x
|
−3 ( x
2
+ 1) − 2x
( x
2
−1)
2
| = c
-3x
|
−3x
2
−2x − 3
( x
2
+ 1)
2
| ∙

2 - Determine a derivada da função ¡( x) = c
x
2+1
.
Solução:
De acordo com a regra da cadeia, ¡
i
( x) = c
x
2
+1
|
d
dx
( x
2
+ 1) | = 2 xc
x
2
+1
.
3 - Determine a derivada da função ¡( x) = xc
2x
.
Solução:
De acordo com a regra do produto,
¡
i
( x) = x
d
dx
( c
2x
) + c
2x
d
dx
( x) = x( 2 c
2x
) + c
2x
( 1) = ( 2x + 1) c
2x
.

6.2. Derivada da Função Exponencial Logarítmica.
Exemplos.
1 - Determine a derivada da função ¡( x) = l n x.
Solução:
Combinando a regra do produto com a expressão da derivada de ln x, temos
¡
i
( x) = x |
1
2
1 + l n x = 1 + l n x.


21

2 - Determine a derivada da função.
¡( x) =
ln√x
2
3
x
4

Solução:
Como √x
2
3
= x
2
3
, temos, de acordo com a regra da potência para logaritmos
¡
i
( x) = |
ln√x
2
3
x
4
| =
lnx
2
3
x
4
=
2
3
lnx
x
4

Aplicando a regra do quociente para derivadas, obtemos:
¡
i
( x) =
3
2
|
x
4
( lnx)
i
− ( x
4
) ′
( x
4
)
2
|
¡
i
( x) =
2
3
|
x
4
I
1
x
] −4x
3
lnx
x
5
|
¡
i
( x) =
2
3
|
1 −4 lnx
x
5
| ∙

3 - Determine a derivada da função g( t) = ( t + l n t)
3
2
.
Solução:

A função tem forma g( t) = u
3
2
, onde u = t + ln t aplicando a regra da potência para
derivadas, obtemos:
g
i
( t) =
J
Jt
|u
3
2
1 =
3
2
u
1
2
Ju
Jt

g
i
( t) =
d
dt
Iu
3
2] =
3
2
( t + ln t) aplicando a regra da potência para derivadas, obtemos:
g
i
( t) =
J
Jt
|u
3
2
1 =
3
2
u
1
2
Ju
Jt

g
i
( t) =
3
2
( t + ln t)
1
2
J
Jt
( t + ln t)
g
i
( t) =
3
2
( t + ln t)
1
2
|1 +
1
t
1.
22

7. Derivada das Funções trigonométricas.
Antes de calcular as derivadas das funções trigonométricas, observemos que
l i m
x→0
cos x −1
x
= l i m
x→0
cos
2
x − 1
x( cos x + 1)

l i m
x→0
cos x −1
x
= l i m
x→0
−scn
2
x
x( cos x + 1)

l i m
x→0
cos x −1
x
= l i m
x→0

scn x
x

scnx
cos x + 1

l i m
x→0
cos x −1
x
= −1 ∙
0
1 + 1

l i m
x→0
cos x −1
x
= 0.
7.1. Derivada da Função Seno.
O quociente de Newton da função sen x é
scn( x + ℎ) − scn x


Para calcular seu limite, desenvolvemos sen (x+h) usando a fórmula do seno da soma
de dois arcos.
Então temos,
lim
ℎ → 0
scn( x + ℎ) −scn x

= l i m
h→0
scn x ∙ cos ℎ + scn ℎ . cos x −scn x


lim
ℎ → 0
scn( x + ℎ) −scn x

= l i m
h→0
scn x ∙ ( cos ℎ −1 ) + sen ℎ ∙ cos x


lim
ℎ → 0
scn( x + ℎ) −scn x

= l i m
h→0
|scn x
cos ℎ − 1

+
scn ℎ

∙ cos x|
lim
ℎ → 0
scn( x + ℎ) −scn x

= scn x ∙ 0 + 1 ∙ cosx
lim
ℎ → 0
scn( x + ℎ) −scn x

= cos x.

Logo,
( scn x)
i
= cos x.
23

Exemplos.
1 - Determine a derivada da função y = scn( x
2
) .
Solução:
dy
dx
=
dy
du
.
du
dx

y = scn u , u = x
2

y
i
= cos u. 2x
y
i
= 2 x . cos( x
2
) .

2 – Determine a derivada da função y =
x
3
scn ( x)
cos ( x)

Solução:
¡’( x) =
( x
3
scn )
i
cos x −x
3
scn x( cos x) ′
cos
2
x

¡’( x) =
( 3x
2
scn x + x
3
cos x) cos x + x
3
scn
2
x
cos
2
x

¡’( x) =
3x
2
scn x cos x + x
3
( cos
2
x + scn
2
x)
cos
2
x

¡’( x) =
3x
2
scnx cos x + x
3
cos
2
x


3 – Calcule a derivada da função h(x) = c
3x
∙ scn( 3x) .
h’(x )= ( c
3x
)
i
scn ( 3 x) + c
3x
[ scn( 3x) ] ′
h’(x) = 3c
3x
scn( 3x) + 3c
3x
cos( 3x)
h’(x) = 3c
3x
[ scn( 3x) + cos ( 3x) ] .
7.2. Derivada da Função Cosseno.
Se y = cos x, então y’ = − sen x.
Prova:
Seja y = cos x aplicando a definição
y
i
= l i m
∆x→0
cos( x + ∆x) − cos x
∆x

24

aplicaremos a fórmula trigonométrica:
Cos p – cos q = − 2 sen
p+q
2
. sen
p-q
2

Então,
y
i
= l i m
∆x→0
−2scn
x + ∆x + x
2
. scn
x + ∆x − x
2
∆x

y
i
= l i m
∆x→0
|−2scn
2 x + ∆x
2
1. l i m
∆x→0
scn
∆x/ 2
2.
∆x
2

y
i
= −2. scn x .
1
2
. 1
y
i
= −scn x.
Exemplos.
1 - Determinar a derivada da função y = cos (1/x).
Solução:
dy
dx
=
dy
du
.
du
dx

y= cos u, u = (1/x)
y’ = (− sen u ) . u’
y’ = [ −scn ( 1/ x) ] . −1/ x
2

y’ =
1
x
2
sen (1/x).

2 – Determinar a derivada da função y = cos (1/x).
Solução:
y= cos u, u = (1/x)
dy
dx
=
dy
du
.
du
dx

y’ = (− sen u ) . u’
y’ = [ −scn ( 1/ x) ] . −1/ x
2

y’ =
1
x
2
sen (1/x).


25

3 - Determine a derivada da função y = 2cos( x − c) . ℓn( x) , no ponto x
0
= c.
Solução:
¡( x) = 2 cos( x −c) . ℓn x ; x
0
= c
¡
i
( x) = 2[ ( cos ( x −c) )
i
. ℓn x + cos( x − c) . ( ℓn x) ′]
¡
i
( x) = 2 |−scn( x −c) . ℓn x + cos( x −c) .
1
x
|
¡
i
( c) = 2 |−ℓn x . scn( x −c) +
1
x
. cos ( x −c) |
¡
i
( c) = 2 |−ℓn c . scn( c − c) +
1
c
. cos ( c − c) |
¡
i
( c) = 2 |0 +
1
c
1 =
2
c

7.3. Derivada da Função Tangente.
Usando a relação t g x =
scn x
cos x
obtemos
( tg x) ’ = I
scn x
cos x
]
( tg x) ’ =
cos x . cos x − scn x . ( −scn x)
cos
2
x

( tg x) ’ =
cos
2
x + scn
2
x
cos
2
x

( tg x) ’ =
1
cos
2
x

( tg x) ’ = scc
2
x.
Logo,
( tg x) ’ = scc
2
x.






26

Exemplos.
1 – Calcule a derivada da função ¡( x) =
tg(x
S
-2x)
ℓn( x)

Solução:
¡
i
( x) =
scc
2
( x
5
−2 x) . ( 5x
4
− 2) . ℓn x −tg( x
5
− 2x) ∙
1
x
( ℓn x)
2

¡
i
( x) =
x( 5x
4
−2) ℓnx scc
2
( x
5
− 2x) − tg( x
5
− 2 x)
x( ℓn x)
2

2 – Calcule Jy/ Jx se y = tg
3
4x.
Solução:
Como y = tg
3
4 x = ( tg4x)
3
, a regra da potência dá
Jy
Jx
= 3 ( tg 4x)
2

J
Jx
tg 4x.
Pela fórmula (1) com u = 4x,
J
Jx
tg 4x = ( scc
2
4 x) ( 4) ,
E, juntando os vários pedaços, obtemos
Jy
Jx
= 1 2 tg
2
4 x scc
2
4x.
7.4. Derivada da Função Cotangente.
Usando a relação ctg x =
cos x
scnx

Obtemos,
( ctg x) ’ =
scn x . ( −scn x) −cos x . cos x
scn
2
x

( ctg x) ’ =
−scn
2
x −cos
2
x
scn
2
x

( ctg x) ’ =
−1
scn
2
x

( ctg x) ’ = −coscc
2
x.
Logo,
( ctg x) ’ = −coscc
2
x.
27

Exemplos.
1 - Calcule Jy Jx ⁄ sey = cotg( 1 − 3x) .
Solução:
Pela fórmula
J
Jx
cotg u = −coscc
2
u
Ju
Jx

com u = 1 − 3x,
Jy
Jx
= −coscc
2
( 1 − 3x) . ( −3) = 3 coscc
2
( 1 − 3 x) .
7.5. Derivada da Função Secante.
A partir de sec x =
1
cos x
obtemos
( scc x) ’ =
cos x . 0 −1 . ( −scn x)
cos
2
x

( scc x) ’ =
scn x
cos
2
x

( scc x) ’ =
scn x
cos x
.
1
cos x

( scc x) ’ = tg x . scc x.
Logo,
( scc x) ’ = tg x . scc x.
Exemplos.
1 - Determinar a derivada da função y = sec ( x
2
+ 3 x + 7 ) .
Solução:
y = scc u , u = x
2
+ 3x + 7
y’ = scc u . tg u . u’
y’ = [ scc( x
2
+ 3x + 7) . tg ( x
2
+ 3x + 7) ] . ( 2 x + 3)
y’ = ( 2x + 3) scc ( x
2
+ 3x + 7 ) . tg ( x
2
+ 3x + 7)


28

7.6. Derivada da Função Cossecante.
De coscc x =
1
scn x
vem,
( coscc x) ’ =
scn x .0 −1 . cos x
scn
2
x

( coscc x) ’ = −
cos x
scn
2
x

( coscc x) ’ = −
cos x
scn x
.
1
scn x

( coscc x) ’ = − ctg x . coscc x.
Logo,
( coscc x) ’ = −ctg x . coscc x.

Exemplos
1 - Dada a função y = coscc I
x+1
x-1
]. Calcule sua derivada.
Solução:
y = coscc u , u =
x + 1
x −1
.
y’ = − coscc u . cotg u . u’
y’ = |− coscc |
x + 1
x −1
1 . cotg |
x + 1
x −1
1| .
−2
( x − 1)
2

y’ =
2
( x − 1)
2
. coscc |
x + 1
x −1
1 . cotg |
x + 1
x − 1
1 .

2 – Dada y = 4 coscc( −6 x) . Calcule Jy Jx. ⁄
Solução:
y
i
= 4 . ( −cotg( −6 x) . coscc( −6x) . ( −6) )
y
i
= 2 4 cotg( −6x) . coscc( −6x) .


29

8. Derivada das Funções trigonométricas Inversas.
8.1. Derivada arc seno.
A função arc seno é, a inversa da função seno. Para que a função seno se tornasse
inversível, tomamos o intervalo |−
n
2
,
n
2
| para seu domínio e [−1 , 1] para contradomínio.
Assim a função arc seno x é a inversa da função f : |−
n
2
,
n
2
| → [ −1 , 1] dada por y = f (x) =
sen x.
Usemos então, a letra y para indicar a variável da inversa de f que é a função g(y) = arc
seno y.
Assim, desde que ¡’ ( x) = cos x ≠ 0 ,ou seja , x ∈ I−
n
2
,
n
2
] , temos
g
i
( y) =
1
¡
i
( x)

g
i
( y) =
1
cos x

Como y = scn x, temos cos x = ± .1 − y
2
. Sabendo que x ∈ I−
n
2
,
n
2
] ,
devemos ter cos x > 0 , o que exige cos x = .1 − y
2
. Conseqüentemente g’ ( y) =
1
.1-y
2

ou
( orc scno y) ’ =
1
.1-y
2
. Usando novamente a letra x para representar a variável da função
arco-seno, temos
( orco scno x) =
1
√x −x
2


Exemplos.
1 – Dada y = orc scn x
2
encontre Ð
x
y.
Solução:
Aplicando a fórmula Ð
x
( orc scn u) =
1
√1-u
2
Ð
x
u, obtemos
Ð
x
y =
1
.1 −( x
2
)
2
( 2x) =
2 x
√1 −x
4



30

8.2. Derivada arc cosseno.
Relembrando: a função f: [0, n]→ [ −1 , 1 ] dada por y = f(x) = cos x é a inversa da
função
g(y) = arc cos y.

Logo,
desde que f’(x) = −sem x ≠ 0 , ou seja , x ∈ (0 , n),

Temos,
g’( y) =
1
¡
i
( x)

g
i
( y) =
1
−scn x

Como y = cos x, temos scn x = ± .1 −y
2
, e sabendo que x ∈ [ 0 , n] , temos,
scn x = .1 −y
2
.
Assi m , g
i
( y) =
1
-.1-y
2
, ou (arc cos y)’= −
1
.1-y
2

E usando novamente a letra x para indicar a variável da função arc cos, temos
(arc cos x)’ = −
1
√1-x
2

Exemplos.
1 – Dada ¡( x) = orc cos√x, encontre Ð
x
y.
Solução:
¡( x) = orc cosx
1
2

Ð
x
y = −
1
√1 −x
.
1
2√x

= −
1
2√x. √1 −x

= −
1
2√x −x
2

31

8.3. Derivada arc tangente.
Como a função f:I−
n
2
,
n
2
] → ℝ dada por y = f(x) = tg x é a inversa de g(y) = acr tg y ,
temos,
g’( y) =
1
¡
i
( x)

g’( y) =
1
scc
2
x
. Como y = tg x,
Temos,
scc
2
x = 1 + tg
2
x
scc
2
x = 1 + y
2
.
Logo,
g’( y) =
1
1+y
2
, ou (orc tg x) ’ =
1
1+x
2
, ou , ainda ,(arc tg x) ’ =
1
1+x
2

Exemplos.
1 – Dada l n( x + y) = orc tgI
x
y
] encontre Ð
x
y.
Solução:
Derivando, implicitamente, os dois membros da equação dada em relação a x, obtemos

1
x + y
( 1 + Ð
x
y)
1
1 +
x
2
y
2

y − xÐ
x
y
y
2

Ou
1 + Ð
x
y
x + y
=
y − xÐ
x
y
y
2
+ x
2

Ou
y
2
+ x
2
+ ( y
2
+ x
2
) Ð
x
y = xy + y
2
− ( x
2
+ xy) Ð
x
y.
Ou
Ð
x
y =
xy −x
2
2
2
+ xy + y
2


32

8.4. Derivada arc cotangente.
A função ¡: ( 0 , n) → ℝ dada por y = ¡( x) = ctg x é a inversa de g( y) =
orc ctg y .

Logo,
g’( y) =
1
¡
i
( x)

g’( y) =
1
-coscc
2
x
∙ De y = ctg x, vem coscc
2
x = 1 + y
2
.
Portanto,
g’( y) = −
1
1+y
2
ou (orc ctg y) ’ = −
1
1+y
2
ou, ainda,
( orc ctg x) ’ = −
1
1 + x
2


Exemplos.
1 – Dada y = x
3
orc cotg
1
3
x encontreÐ
x
y.
Solução:
Ð
x
y = 3x
2
orc cotg
1
3
x + x
3

−1
1 +
1
9
x
2

1
3

Ð
x
y = 3x
2
orc cotg
1
3
x −
3x
3
9 + x
2


8.5. Derivada arc secante.
Como scc y =
1
cos y
, temos orc scc x = orc cos
1
x

Logo,
( orc scc x) ’ = |orc cos
1
x
1
( orc scc x) ’ = −
1
¹
1 −I
1
x
]
2
. |
1
x
1
33

( orc scc x) ’ = −
1
¹
1 −
1
x
2
. |−
1
x
2
1
( orc scc x) ’ =
1
x
2
¹
x
2
−1
x
2

( orc scc x) ’ =
1
x
2
√x
2
−1
| x|

( orc scc x) ’ =
1
| x| . √x
2
−1


8.6 Derivada arc cossecante.
Como coscc y =
1
scn y
, temos arc coscc x = orc scn
1
x

Assim,
( orc coscc x) ’ = |orc scn
1
x
1
( orc coscc x) ’ =
1
¹
1 −I
1
x
]
2
. |−
1
x
2
1
( orc coscc x) ’ = −
1
x
2
¹
x
2
− 1
x
2

( orc coscc x) ’ = −
1
x
2
√x
2
− 1
| x|

( orc coscc x) ’ = −
1
| x| . √x
2
− 1






34

9. Derivadas Sucessivas ou de Ordem Superior.
De um modo geral, se ¡ é uma função diferenciável em algum intervalo aberto, então a
derivada de ¡
i
é novamente uma função definida neste intervalo aberto e podemos perguntar
se ¡
i
é diferenciável no intervalo. Se o for, então sua derivada( ¡
i
)
i
é escrita, por simplicidade,
como ¡" (leia-se “¡ duas linhas”). Denominamos ¡" de derivada de segunda ordem, ou
simplesmente de derivada segunda da função ¡. Por exemplo, se uma partícula se move ao
longo de uma reta orientada de acordo com a lei de movimentos s = ¡( t) , então : c o são
representados na notação simplificada.
u = J
i
( t) , a = D
t
(J
i
( t) ) = J" ( t) .

Não existe nada que prove, ao se tomar, sucessivamente, derivadas de uma função
tantas vezes quantas forem necessárias, que as funções derivadas permaneçam diferenciáveis
em cada estagio. Desta forma, se ¡ e uma função e se ¡,¡
i
c ¡" são diferenciáveis num
intervalo aberto, nós podemos formar a derivada de terceira ordem, ou derivada terceira,¡
iii
=
( ¡
ii
)
i
; se, ¡
iii
tambem é diferenciável no intervalo, podemos obter a derivada de quarta
ordem, ou derivada qurta,¡
iiii
= ( ¡
iii
)
i
, e assim por diante. Se ¡ pode ser sucessivamente
diferenciavel n vezes desta forma, dizemos que ¡ é n vezes diferenciável.
Visto que ¡
( 4)
e uma função constante,todas as derivadas subseqüentes são nulas,
isto é,
¡
( n)
( x) = 0 para n ≥ 5.
Assim como para a derivada primeira, nós freqüentemente ignoramos deliberadamente
a distinção entre a função derivada de ordem n-ésima ¡
( n)
( x) e o valor desta função ¡
( n)
no
ponto x, e ambas são referidas como “a n-ésima derivada”.
A notação operacional para derivadas de ordem superior é auto-explicativa; sem
dúvida, Dx
n
¡( x) significa ¡
( n)
( x) . A correspondente notação de Leibniz é induzida como se
segue: Sey = ¡( x) tal que
dy
dx
= Ð
x
¡( x) = ¡
i
( x) ,
Então a segunda derivada é dada por
J |
Jy
Jx
1
Jx
= Ð
2
x¡( x) = ¡
ii
( x) .
O símbolo J I
dx
dy
] Jx ⁄ para a derivada segunda é incômodo. O tratamento algébrico
formal, como se fosse fração real, converte-se
dI
dV
dx
]
dx
em
d
2
y
( dx)
2
. Os parênteses do denominador
são, na prática, omitidos, e a derivada segunda é escrita como
d
2
y
dx
2
. Notação análoga é
empregada no das derivadas de ordem superior com se constata pela tabela 1.
35


Tabela 9.1 – Tabela de derivadas de ordem n.



Exemplos.
1 – encontre todas as derivadas de ordem superior da função polinomial ¡( x) = 15x
4

8x
3
+ 3 x
2
−2x + 4.
Solução:
¡
i
( x) = 60 x
3
− 24 x
2
+ 6x −2,
¡
ii
( x) = 1 80x
2
− 48x + 6,
¡
iii
( x) = 3 60x −4 8,
¡
iiii
( x) = ¡
ì¡
( x) = ¡
( 4)
( x) = 360 ,
¡
iiiii
( x) = ¡
¡
( x) = ¡
5
( x) = 0.


y = ¡( x) Notação simplificada Operador Leibniz
1. derivada
primeira
y
i
= ¡
i
( x) Ð
x
y = Ð
x
¡( x)
Jy
Jx
=
J
Jx
¡( x)
2. derivada
segunda
( y
i
)
i
= y
ii
= ¡
ii
( x) Ð
x
( Ð
x
y) = Ð
x
2
y = Ð
x
2
¡( x) J
2
y
Jx
2
=
J
2
Jx
2
¡( x)
3. derivada
terceira
( y
ii
)
i
= y
iii
= ¡
iii
( x)

( Ð
x
2
y) = Ð
x
3
y = Ð
x
3
¡( x) J
3
y
Jx
3
=
J
3
Jx
3
¡( x)


n.derivada
n-ésima
(y
( n-1)
)
i
= y
( n)
= ¡
( n)
( x)

Ð
x
( Ð
x
n-1
y) = Ð
x
n
y = Ð
x
n
¡( x)


J
n
y
Jx
n
=
J
n
Jx
n
¡( x)


36

2 – Se y = 2 x
2
+
1
x
2
, ache:
(a) Ð
x
y. (b) Ð
x
2
y. (c) Ð
x
3
y.
Solução:
(a) Ð
x
y = Ð
x
I2x
2
+
1
x
2
] = 4x −
2
x
3

(b) Ð
x
2
y = Ð
x
I4x −
2
x
3
] = 4 x +
6
x
4

(c) Ð
x
3
y = Ð
x
I4 +
6
x
4
] = −
24
x
S


3 – Seja ¡( x) =
2x-1
3x+2
. Ache:
(a) ¡
i
( 0) . (b) ¡
ii
( 1) .
Solução:
¡
i
( x) =
( 3x + 2) ( 2) − ( 2 x −1 ) ( 3 )
( 3 x + 2 )
2
=
7
( 3 x + 2)
2

e
¡
ii
( x) = Ð
x
|
7
( 3 x + 2 )
2
| = 7Ð
x
[ ( 3x + 2)
-2
] = −14 ( 3x + 2 )
-3
Ð
x
( 3x + 2) =
−42
( 3x + 2)
3


Portanto,
( o) ¡
i
( 0) =
7
[ 3( 0) + 2 ]
2
=
7
4

( b) ¡
ii
( 1) =
−4 2
[ 3( 1) + 2]
3
=
−4 2
1 25

( c) ¡
ii
( 0) =
−42
[ 3 ( 0 ) + 2]
3
=
−42
8
= −
21
4






37

10. Diferenciação Implícita.
Exemplos.
1 – Dada ( x + y)
2
−( x + y)
2
= x
4
+ y
4
encontre Ð
x
y.
Solução:
Diferenciando implicitamente em relação a x, temos 2 ( x + y) ( 2x + 2y) Ð
x
y − 2x + 2y +
( 2x −2y) Ð
x
y = 4x
3
+ 4y
3
∙ Ð
x
y do qual obtemos,
2x + 2y + ( 2x + 2y) Ð
x
y − 2 x + 2y + ( 2 x − 2 y) Ð
x
y = 4x
3
+ 4 y
3
Ð
x
y
Ð
x
y( 4 x − 4y
3
) = 4x
3
−4 y
Ð
x
y =
x
3
−y
x − y
3


2 – Encontre a equação da reta tangente à curva x
3
+ y
3
= 9 no ponto (1, 2).
Solução:
Diferenciando implicitamente em relação a x, obtemos 3x
2
+ 3y
2
∙ Ð
x
y = 0
Portando,
Ð
x
y = −
x
2
y
2

Portanto, no ponto (1, 2), Ð
x
y = −
1
4
. Então a equação da reta tangente é:
y −2 = −
1
4
( x −1 )

3 – Dada a equação x
2
+ y
2
= 9, encontre: (a) Ð
x
y por diferenciação implícita; (b) duas
funções definidas pela equação; (c) a derivada de cada uma das funções obtidas na parte (b)
por diferenciação implícita; (d) verifique se o resultado obtido na parte (a) concorda com os
resultados obtidos na parte (c).
Solução:
(1) Diferenciando implicitamente, encontramos 2 x + 2 yÐ
x
y = 0 e assim Ð
x
y = −
x
y


(2) Resolvendo a equação dada para y, obtemos
y = √9 −x
2
e y = −√9 − x
2
.
38

Seja ¡
1
a função para a qual
¡
1
( x) = .9 −x
2
.

c ¡
2
a função para a qual¡
2
( x) = −√9 − x
2
.

(3) Como ¡
1
( x) = ( 9 − x
2
)
1
2
usando a regra da cadeia obtemos

¡
i
1
( x) =
1
2
( 9 − x
2
)
-
1
2
( −2x) = −
x
√9 −x
2


Analogamente, obtemos
¡
i
2
( x) =
x
√9 − x
2


(4) Para y = ¡
1
( x) onde ¡
1
( x) = √9 −x
2
, temos da parte (3)
¡
i
1
( x) = −
x
√9 − x
2
= −
x
y


Que é coerente com a resposta n aparte (1). Para y = ¡
2
( x) , onde ¡
2
( x) = −√9 −x
2
, temos
da parte (3)
¡
i
2
( x) =
x
√9 −x
2
= −
x
−√9 −x
2
= −
x
y


Que também está de acordo com a resposta (1).





39

11. Teorema de L`Hospital.
As regras de L`Hospital, que vamos enunciar a seguir, aplicam-se a cálculos de limite
que apresentam indeterminações do tipo
0
0
e
«
«

11.1 - 1ª Regra de L`Hospital:
Sejam ¡ e g derivaveis em ]p - r , p[ e em ]p , p + r[ ( r > 0), com g`(x) ≠ 0 para 0 < I
x - p I < r. Nestas condições, se

l i m
x→p
¡( x) = 0, l i m
x→p
g( x) = 0.

c sc l i m
x→p
¡
i
( x)
g
i
( x)
exi st i r ( i ni t o ou i n i ni t o) , ent ão l i m
x→p
¡( x)
g( x)
exi st i r á e

l i m
x→p
¡( x)
g( x)
= l i m
x→p
¡′( x)
g′( x)


Observamos que a primeira regra de L`Hospital continua valida se substituirmos “ x
→ p
+
” ou “ x → p
-
“ ou “ x → ±∞” .
11.2- 2ª Rregra de L`Hospital:
Sejam¡ e g deriváveis em ] m, p [ , com g’ (x) ≠ 0 em ] m, p [ . Nestas condições, se

l i m
x→p
-
¡( x) = + ∞, l i m
x→p
-
g( x) = + ∞

c sc l i m
x→p
-

¡′( x)
g′( x)
exi st i r ( i n i t o ou i n i n i t o) en t ão l i m
x→p
-
¡( x)
g( x)
exi st i r á e

l i m
x→p
-
¡( x)
g( x)
= l i m
x→p
-
¡′( x)
g′( x)


Observamos que a 2ª regra de L`Hospital continua válida se substituirmos “x → p
-

por “x → p
+
” ou por “x→p ” ou por “x→± ∞” . A regra permanece válida se substituirmos
um dos símbolos +∞, ou -∞.
40

Exemplos.

1 − Cal cul e l i m
x→1
x
5
− 6x
3
+ 8x − 3
x
4
− 1

Solução:
l i m
x→1
x
5
− 6x
3
+ 8 x − 3
x
4
− 1
= |
0
0
|.
Temos,
l i m
x→1
( x
5
− 6x
3
+ 8 x − 3) ′
( x
4
– 1) ′
= l i m
x→1
5 x
4
− 18x
2
+ 8
4 x
3
=
−5
4


Pela 1ª regra de L`Hospital
l i m
x→1
x
5
− 6 x
3
+ 8x −3
x
4
−1
= l i m
x→1
( x
5
− 6 x
3
+ 8x − 3 ) ′
( x
4
– 1) ′
= −
5
4


Ou seja,
l i m
x→1
x
5
− 6 x
3
+ 8x −3
x
4
−1
= −
5
4



2 −cal cul e l i m
x→+«
c
x
x
= |


| .
Solução:
Pela 2ª regra de L`Hospital,
l i m
x→+«
c
x
x
= l i m
x→+«
( c
x
) ′
( x) ′
= l i m
x→+«
c
x
= + ∞ .
Assim,
l i m
x→+«
c
x
x
= + ∞ .



41

3 −Cal cu l e l i m
x→0
+
x l n x = [ 0 . ( −∞) ] .
Solução:
Note que é uma indeterminação que poderá ser colocada na forma
0
0
ou
«
«
∙ É mais
interessante aqui passá-la para a forma
«
«
, que nos permitirá eliminar o ln x.
l i m
x→0
+
x l n x = l i m
x→0
+
l n x
1
x
= |
−∞

| .
l i m
x→0
+
l n x
1
x
= l i m
x→0
+
( l n x) ′
I
1
x
] ′
= l i m
x→0
+
1
x

1
x
2
= l i m
x→0
+
( −x) = 0
Ou seja,
l i m
x→0
+
x l n x = 0 .

















42

12. Diferencial.
Até então, a derivada
dy
dx
de uma função real y = ¡( x) foi vista como uma simples
notação. Interpretaremos, a partir da definição de diferencial, a derivada como um quociente
de acréscimo.
12.1 - [Acréscimos e decrescimento] Um acréscimo (decréscimo) é feito a um valor x se
somarmos (subtrairmos) um valor ∆x ∈ ℝ

.
12.2 – [Diferencial da variável Independente] Seja y = ¡( x) uma função derivável. O
diferencial de x, denotado por Jx, é o valor do acréscimo ∆x, isto é, Jx = ∆x.
12.3 – [Diferencial de Variável Independente] O diferencial de y, denotado por Jy, é o
acréscimo na ordenada da régua tangente t, correspondente ao acréscimo Jx em x.

Figura 12.1 – Interpretação Geométrica da Derivada I
dy
dx
].
Considere t a reta tangente ao gráfico da função y = ¡( x) no ponto x. Seja o o ângulo
de inclinação de t.
De acordo com a figura 12.1, podemos observar que
dy
dx
= tg ( o) . Mas, ¡
i
( x) =
tg( o) , pois esta é a interpretação geométrica da derivada. Logo,
Jy
Jx
= ¡
i
( x) .
O acréscimo Jy pode ser visto como uma aproximação para ∆y. Esta aproximação é
tanto melhor quanto for o valor de Jx → 0, então ∆y − Jy →0 .
Segue que podemos considerar Jy ≈ ∆y se Jx for suficientemente pequeno. Como
∆y = ¡( x + Jx) − ¡( x) , poJcmos obtcr ¡( x + Jx) ≈ ¡
i
( x) ∙ Jx. Segue que
¡( x + Jx) ≈ ¡( x) + ¡
i
( x) ∙ Jx.
43

Exemplos.
1 – Encontre aproximadamente o volume de uma concha esférica cujo raio interior é 4 cm e
cuja espessura é
1
16
cm.
Solução:
Consideremos o volume da concha esférica como o incremento do volume de uma esfera.
Sejam,
r = Ao número de centímetros no raio de uma esfera;
I = Ao número de centímetros cúbicos no volume de uma esfera;
∆I = Ao número de centímetros cúbicos de uma concha esférica.
I =
4
3
nr
3
.
Logo,
JI = 4nr
2
Jr.
Substituindo r = 4 c Jr =
1
16
nas expressões anteriores, Obtemos
JI = 4 n( 4)
2
1
16
= 4n
Portanto,
∆V ≈ 4 π, e concl uímos q ue o vol ume da concha esfér i ca é apr oxi mad ament e 4 π cm
3
.
2 – o raio de uma esfera de aço mede 1,5 centímetros e sabe-se que o erro cometido na sua
medição não excede 0,1 centímetros. O volume da esfera e calculado a partir da medida de
seu raio usando-se a fórmula I =
4
3
] nr
3
. Estime o erro possível no calculo de seu volume.
Solução:
O valor real do raio é 1 ,5 + ∆r, onde ∆r é o erro de medida. Sabemos que | ∆r| ≤ 0,1 . o
valor verdadeiro o volume é
4
3
] n( 1 ,5 + ∆r)
3
, enquanto o valor do volume do raio calculado
medido é
4
3
] n( 1,5)
3
. A diferença∆I =
4
3
] n( 1,5 + ∆r)
3

4
3
] n( 1,5 )
3
, representa o erro
no cálculo do volume. Colocamos Jr = ∆r e estimamos ∆I por JI como se segue. Observe
que
JI
Jr
=
J
Jr
|
4
3
nr
3
1 = 4nr
2
.
Conseqüentemente,
44

∆I ≈ JI =
J:
Jr
Jr =
JI
Jr
∆r = 4nr
2
∆r = 4 n( 1,5 )
2
∆r = 9n∆r.
Portanto, | ∆I| ≈ | 9n∆r| = 9n| ∆r| ≤ 9 n( 0,1) = 0,9 n, e então o erro possível é
limitado em valor absoluto por cerca de 0 ,9n ≈ 2,8 cm
3
.
3 – Use diferenciais para achar o volume aproximado de uma camada cilíndrica circular de 6
cm de altura cujo raio interno mede 2 centímetros e cuja espessura e de
1
10
] ccntímctros.
Solução:
O volume de um cilindro circular reto é igual à sua altura vezes a sua área da base. Se V
denota o volume de um cilindro (sólido) de altura 6 centímetros e raio r, então I = 6nr
2.
. A
diferença∆I no volume desses dois cilindros é o volume procurado da camada. Fazemos
Jr =
1
10
e usamos a aproximação
∆I ≈ JI =
JI
Jr
Jr =
J
Jr
( 6nr
2
) Jr = 1 2nr = 12n( 2 ) (
1
10
] ) =
12
5
n.
Assim, o volume da camada é aproximadamente
12
5
n ≈ 7,5 cent ímet r os cúbicos.
13. Taxa de Variação.
Suponhamos que uma partícula se desloca sobre o eixo x com função posição
x = ¡( t) . Isto significa dizer que a função ¡ fornece a cada instante a posição ocupada pela
partícula na reta. A velocidade média da partícula entre os instantes t e t + ∆t é definida pelo
quociente entre
]( t+∆t) -]( t)
∆t
, onde ∆x = ¡( t + ∆t) − ¡( t) é o deslocamento da partícula no
instante t e t + ∆t. A velocidade da partícula no instante t é definida como sendo a derivada
(caso exista) de ¡ em t, isto é:
:( t) =
Jx
Jt
= ¡
i
( t) .
Assim, pela definição de derivada,
:( t) = l i m
∆t→0
¡( t + ∆t) −¡( t)
∆t

A aceleração no instante t é definida como sendo a derivada em t da função o( t) =

dt
=
d
2
x
dt
2

Pela definição de derivada,
o( t) = l i m
∆t→0
:( t + ∆t) − :( t)
∆t


O quociente
¡( t+∆t) -¡( t)
∆t
é a aceleração média entre os instantes t c t + ∆t.
45

Exemplos.

1 – Uma escada de 5 metros de altura está apoiada numa parede vertical. Se a base da escada
é arrastada horizontalmente da parede a 3 m/seg, a que velocidade desliza a parte superior da
escada ao longo da parede, quando a base se encontre a 3 m da parede?

Solução:
Seja,
t = Ao número de segundos transcorridos desde que a escada começou a deslizar na parede.
y = Ao número de metros desde o piso até a parte superior da escada em t seg.
x = Ao número de metros desde a base da escada à parede em t seg.
Como a base da escada é arrastada horizontalmente da parede a 3 m/seg. Ð
t
x = 3. Queremos
encontrar Ð
t
y quando x = 3.
Do teorema de Pitágoras, temos
y
2
= 25 −x
2
(1)
Como x c y são funções de t, derivamos ambos os membros da eq. (1) em relação a t
e obtemos
2yÐ
t
y = −2 xÐ
t
.
Dando-nos
Ð
t
y = −
x
y
Ð
t
x (2)
Quando x = 3, segue da eq. (1) que y = 4. Como Ð
t
x = 3, temos de (2)
Ð
t
y]
y=4
= −
3
4
∙ 3 = −
9
4


Portanto, a parte superior da escada está deslizando na parede à taxa de 2
1
4
m/seg,
quando a base está a 3 m da parede. ( O significado do sinal menos é que decresce quando t
cresce.


46

2 – Dois carros, um dirigindo-se para o leste à taxa de 72 km/h e o outro para o sul à taxa de
54 km/h estão viajando em direção ao cruzamento de duas rodovias. A que taxa os carros se
aproximam um do outro, no instante em que o primeiro estiver a 400 m e o segundo estiver a
300 m do cruzamento?
Solução:
Seja,
x = Ao número de metros que o primeiro carro está distante de P em t seg.
y = Ao número de metros que o segundo carro está distante de P em t seg.
z = Ao número de metros que indica a distancia entre os dois carros em t scg.
Desde que o primeiro carro se aproxima de P à taxa de72km/h = 7 2
100
3600
m/ scg = 20m/seg e
que x decresce quando t cresce, temo0s conseqüentemente Ð
t
x = −20 . Analogamente, como
54 km/h = 54 ∙
100
3600
m/s = 15 m/s, Ð
t
y = −15 .
Queremos encontrar Ð
t
z quando x = 40 0 c y = 3 00.
Do teorema de Pitágoras, temos
z
2
= x
2
+ y
2
(3)

Derivando os dois membros da eq. (3) em relação a t, obtemos
2zÐ
t
z = 2 xÐ
t
x + 2yÐ
t
y.
E assim,
Ð
t
z =

t
x+yÐ
t
y
z
∙ (4)

Quando x = 4 00 c y = 300 , com base na eq. (3) temos que z = 5 00. na eq. (4)
substituindo-se Ð
t
x = −20 , Ð
t
y = −15 , x = 40 0, y = 3 00 c z = 50 0 obtemos
Ð
t
z ]
z=500
=
( 400 ) ( 2 0) + ( 30 0) ( −1 5)
5 00
= −25.

Portanto, no instante em questão os carros aproximam-se um do outro à taxa de -25
m/seg.

47

3 – Um empresário calcula que quando x unidades de um certo produto são fabricadas,a
receita bruta associada ao produto é dada por R( X) = 0 ,5X
2
+ 3X - 2 milhares de reais.qual é
a taxa de variação da receita com o nível de produção x quando 3 unidades estão sendo
fabricadas? Para esse nível de produção, a receita aumenta ou diminui com o aumento da
produção?
Solução:
Como x representa o numero de unidades fabricadas, temos necessariamente x ≥ 0. O
quociente – diferença de R( x) é
R( x + ℎ) − R( x)

=
=
[ 0,5 ( x
2
+ 2xℎ + ℎ
2
) + 3 ( x + ℎ) − 2] −[ 0 ,5x
2
+ 3x −2]

=
=
xℎ + 0.5 ℎ
2
+ 3 ℎ

= x + 0,5 ℎ + 3 .

14 – Intervalos de Crescimento e Decrescimento.
14.1 – Teorema.
Seja ¡ uma função definida no intervalo fechado [a, b] e derivável no intervalo aberto
(a, b).
(i) Se ¡
i
( x) > 0, para todo x ∈ ( o, b) , então ¡ é crescente em [o, b];
(ii) Se ¡
i
( x) > 0, para todox ∈ ( o, b) , então ¡ é decrescente em [o, b] ;
Em ambos os casos ¡ é dita monótona.

14.2 – Interpretação geométrica.
Observe na figura 14.1, que quando a inclinação da reta tangente for positiva, a função
será crescente e quando a inclinação da reta for negativa, a função será decrescente. Como
¡( x) é a inclinação da reta tangente à curva y = ¡( x) , ¡ é crescente quando ¡
i
( x) < 0 .

Figura 14.1 – Representação Gráfica da inclinação da reta Tangente.
48

Exemplos.
1 – A função ¡( x) = x
3
é crescente em ℝ, pois sua derivada é ¡
i
( x) = 3 x
2
≥ 0,
∀ x ∈ ℝ;

Figura 14.2 – gráfico da função ¡( x) = x
3
.
2 – A função ¡( x) =
1
x
é decrescente em qualquer intervalo que não contenha o zero, pois
sua derivada é ¡
i
( x) = −
1
x
2

< 0, ∀ x ∈ ℝ

.

Figura 14.3 – Gráfico da função ¡( x) =
1
x


15. Máximos e Mínimos.
Freqüentemente nos interessamos por uma função definida num dado intervalo e
queremos encontrar o maior ou o menor valor da função no intervalo. Discutiremos esta
questão a seguir.




49

15.1 – Definições:
Sejam ¡: Ð → ℝ uma função e x
0
∈ Ð. Dizemos que x
0
é ponto de:

15.1.1 – Máximo relativo.
Se existir um intervalo aberto I contendo x
0
tal que
¡( x) ≤ ¡( x
0
) , ∀ x ∈ I ∩ Ð.
15.1.2 – Máximo absoluto.
Se ¡( x) ≤ ¡( x
0
) , ∀ x ∈ Ð;
15.1.3 – Mínimo Relativo.
Se existir um intervalo aberto I contendo x
0
tal que
¡( x) ≥ ¡( x
0
), ∀ x ∈ I ∩ Ð.
15.1.4 – Mínimo absoluto.
Se ¡( x) ≥ ¡( x
0
) , ∀ x ∈ Ð.

Figura 15.1 – Gráfico de uma Função¡, contendo Máximo e Mínimo local.


A figura 15.1, mostra o esboço de parte do gráfico de uma função, tendo um valor mínimo
local em x = b e um valor máximo local em x = o.

Em geral, um ponto de máximo ou de mínimo é chamado de ponto extremo.

50

Exemplos.
1 – Dada ¡( x) = 2 x encontre os extremos.
Solução:
A figura 15.1, apresenta um esboço do gráfico de ¡ em [ 1,4 ) .
A função ¡ tem um valor mínimo absoluto de 2 em [ 1 ,4) . Não existe um valor
máximoabsoluto de ¡ em [ 1, 4) , pois
l i m
x→4
-
¡( x) = 8 ,
Mas ¡( x) é sempre menor que 8 no intervalo dado.
Absolutos de ¡ no intervalo [ 1 , 4) se existirem.





Figura 15.2 – gráfico de ¡ em [1,4).
2 - Dada ¡( x) = −x
2
encontre os extremos absolutos de ¡ em ( −3 , 2] se existirem.
Solução:
A figura 15.3, mostra um esboço do gráfico de ¡ em (-3, 2].
A função ¡ tem um valor máximo absoluto de 0 em ( −3 , 2 ] . Não existe valor mínimo
absoluto de ¡ em( −3,2 ] , pois
l i m
x→-3
+
¡( x) = −9 ,
mas ¡( x) é sempre menor que −9 no intervalo dado.






Figura 15.3 – Gráfico de ¡ em (-3, 2]
-4
-9
o
-3 2
y
x
8
1 4
2
x
y
51

3 - Dada ¡( x) = |
x + 1 sc x < 1
x
2
−6x + 7 sc 1 ≤ x
encontre os extremos absolutos de ¡ em [ −5 ,4]
se existirem.
Solução:
A figura 15.4, mostra um esboço do gráfico de ¡ em [ −5, 4] .
O valor máximo absoluto de ¡ em [ −5,4] ocorre em 1 e ¡( 1) = 2 ; o valor mínimo absoluto
de ¡ em [ −5,4] ocorre em −5, e ¡( −5) = −4. Note que ¡ tem um valor máximo relativo em
1 e um valor mínimo relativo em 3. Note também que 1 é um numero crítico de ¡, pois ¡′
não existe em 1, e 3 é um numero crítico de ¡, pois ¡
i
( 3) = 0.







Figura 15.4 – Gráfico da Função ¡ em [-5, 4]

4 - A função ¡( x) = 3x
4
− 1 2x
2
tem um máximo relativo em c
1
= 0 , pois existe o intervalo
( −2 ,2) tal que ¡( 0) ≥ ¡( x) para todo x ∈ ( −2,2) .
Em c
2
= −√2 c c
3
= + √2 , a função dada tem mínimos relativos, pois ¡( −√2 ) ≤
¡( x) para todo x ∈ ( −2,0 ) c ¡( √2 ) ≤ ¡( x) para todo x ∈ ( 0 ,2) , conforme figura 15.5.







Figura 15.5 – Gráfico da Função ¡( x) = 3x
4
−1 2x
2
.
y
x
o
-2 2 - 2 2
-12
Y
X
52

15.2 – Teorema de Weirstrass.
Se f for continua em [a, b], então existirão x
1
e x
2
em [a, b] tais que f(x
1
) ≤ f(x) ≤
f(x
2
) para todo x em [a,b].
Demonstração:
Sendo f continua em [a, b], f será limitada em [a, b], daí o conjunto A = {f(x) / x Є
[a,b]} admitirá supremo e ínfimo.
Sejam,
M = Sup {f(x) / x Є [a, b]}.
m = Inf {f(x) / x Є [a, b]}.

Assim, para todo x em [a, b], m ≤ f(x) ≤ M.
Provaremos, a seguir, que M = f(x
2
) para algum x
2
em [a, b]. Se tivéssemos f(x) < M
para todo x em [a, b], a função g(x) =
1
M-]( x)
, x Є [a,b] ( veja observação na outra página).


Seria continua em [a, b], mas não limitada em [a, b] que é uma contradição (Se g
fosse limitada em [a, b], então existiria um β > 0 tal que para todo x em [a, b]
0 < =
1
M-]( x)
< β
e, portanto, para todo x em [a, b],
f(x) < M -
1
ß

E assim,
M não seria supremo de A).
Segue que f(x) < M para todo x em [a, b] não pode ocorrer, logo devemos ter M =
f(x
2
) para algum x
2
em [a, b]. Com raciocínio análogo, prova -se que f(x
1
) = m para algum
x
1
, em [a, b].
Observação: A idéia que nos levou a construir tal função g foi a seguinte: Sendo M o
supremo dos f(x), por menor que seja r > 0, existirá x tal que M – r < f(x) < M; assim, a
diferença M – f(x) poderá se tornar tão pequena quanto se queira e, portanto, g(x) poderá se
tornar tão grande quanto se queira.
53

15.3 – Teorema de Fermat.
Seja ¡: I → ℝ uma função derivável, I um intervalo e x
0
∈ I tal que:
1. x
0
é um ponto de máximo ou de mínimo local;
2. x
0
é um dos extremos do intervalo I, isto é, se I = [ o, b] , entãox
0
≠ o c x
0
≠ b;
3. ¡ é derivável em x
0
;

Então ¡
i
( x
0
) = 0 .
15.3.1 – Definição.
O ponto x
0
pertencente ao domínio de ¡ tal que ¡
i
( x) = 0 ou ¡
i
( x
0
) não existe, é
chamado de ponto crítico de ¡.
Portanto, uma condição necessária para a existência de um extremo relativo em um ponto
x
o
é que x
0
seja um ponto crítico de ¡.

15.4 – Teorema (Critério da primeira derivada).
Seja ¡ ∶ [ o, b] → ℝ é uma função contínua e derivável em (a, b) exceto possivelmente em
c ∈ ( o, b) .
I. Se ¡
i
( x) > 0, ∀ x < c c ¡
i
( x) < 0, ∀ x > c, então c é um ponto de máximo local
de ¡.
II. Se ¡
i
( x) < 0, ∀ x < c c ¡
i
( x) > 0, ∀ x > c, então c é um ponto de mínimo local
de ¡.
Esse teste estabelece essencialmente que se ¡ for contínua em c e ¡
i
( x) mudar de sinal
positivo para negativo quando x cresce através de c, então ¡ será um valor máximo relativo
em c, e se ¡
i
( x) mudar o sinal de negativo para positivo enquanto x cresce através de c, então
¡ terá um valor mínimo relativo em c.
Observe a Figura 15.6, ela mostra que, numa vizinhança de um ponto c de máximo local,
as retas tangentes a curva passam de coeficiente angular positivo (à esquerda de c) para
negativo (à direita de c). E o coeficiente angular é justamente a derivada de ¡.
Enquanto que, na 15.7, temos uma vizinhança de um ponto c de mínimo local, onde as
retas tangentes à curva passam de coeficiente angular negativo (à esquerda de c) para (à
direita de c). Note que em ambos os casos ¡
i
( c) existe e é igual a zero.
54


Figura 15.6 Figura 15.7

Resumidamente, este teste estabelece essencialmente que se ¡ for contínua em c e
¡
i
( x) mudar de sinal positivo para negativo quando x cresce através de c, e se ¡′( x)
mudar o sinal de negativo para positivo enquanto x cresce através de c, então ¡ terá um
valor mínimo relativo em c.


Exemplos.
1 – A função ¡( x) = ( x − 2)
3
, esboçada na Figura 15.8, mostra, que mesmo ¡ tendo um
ponto crítico, nesse caso em x = 2 c ¡
i
( x) > 0 quan do x > 2 ou sej a, ¡ n ão t em um
extremo relativo em 2.








Figura 15.8


55


2 – A figura15.9, mostra um esboço de gráfico de uma função ¡, que tem um valor máximo
relativo num número c mas ¡
i
( c) não existe, contudo ¡
i
( x) > 0 quando x < c c ¡
i
( x) < 0
quando x > c.

Figura 15.9
Em suma, para determinar os extremos relativos de ¡:
(1) Ache ¡
i
( x) ;
(2) Ache os números críticos de ¡( x) , isto é, os valores de x para os quais ¡
i
( x) = 0, ou
para os quais ¡
i
( x) não existe;
(3) Aplique o teste da derivada primeira
3 – Dada ¡
i( x)
= x
3
−12x + 9 + 1 ache os extremos relativos de ¡, aplicando teste da
derivada primeira. Determine os valores de x nos quais ocorrem extremos relativos, bem
como os intervalos nos quais ¡ é crescente e aqueles onde ¡ é decrescente. Faça um esboço
do gráfico.
Solução:
Temos que ¡
i
( x) = 3 x
3
− 12x + 9 e ¡
i
( x) existe para todos os valores de x por se tratar
de um polinômio. Portanto, resolve-se a equação¡
i
( x) = 0 , ou seja, 3x
3
− 12x + 9 =
3( x −3) ( x −1 ) = 0 . Segue que: x = 3 ou x = 1 são números críticos de ¡. Pra determinar
se ¡ possui extremos relativos nesses números, aplicaremos o teste da primeira derivada,
conforme o tabela 15.1, e Figura 15.10.

Tabela 15.1 Figura 15.10
56

15.5 – outro teste para o cálculo de máximos e mínimos.
Com o teste da primeira derivada, podemos determinar se uma função ¡ tem valor
máximo ou mínimo relativo num número crítico c, verificando o sinal de ¡′ em números
contidos em intervalos à direita e à esquerda de c. Veremos a seguir, outro teste para extremos
relativos envolvendo somente o número crítico c.

15.5.1 – critério da segunda derivada.
Sejam ¡: [ o, b] → ℝ uma função contínua e derivável até segunda ordem em I =
( o, b) , com derivadas ¡
i
c ¡′′ também contínuas em I e c ∈ I tal que ¡
i
( c) = 0.

Então,
(1) Se ¡
ii
( c) < 0, c é ponto de máximo local;
(2) Se ¡
ii
( c) > 0, c é ponto de mínimo lolcal.

Percebe-se, facilmente, nas Figuras, que exibiremos a seguir, que o teste falha quando
f
ii
( c) = 0, nada se pode concluir quanto aos extremos relativos. Deve-se, portanto, utilizar
somente o teste da derivada primeira.


Figura 15.11 Figura 15.12 Figura 15.13

Considerando as funções y = x
4
, y = −x
4
e y = x
3
, notemos que cada uma delas
possui a segunda derivada nula em x = 0 . Em x = 0, a função y = x
4
possui um mínimo
relativo, e y = −x
4
possui um máximo relativo, no entento, para y = x
3
não tem máximo e
nem mínimo relativo.

57

15.6 – Teorema de Lagrange.
Se ¡ ∶ [ o, b] → ℝ é uma função contínua em [a, b] e derivável em (a, b), então existe pelo
menos um ponto x
0
∈ ( o, b) tal que
¡( b) −¡( o)
b −o
= ¡
i
( x
0
) .

15.6.1 – Interpretação geométrica do Teorema de Lagrange.
Num esboço do gráfico da função ¡, conforme Figura 15.14,
]( b) -]( u)
b-u
é a inclinação do
segmento de reta que liga os pontos A(o, ¡( o) ) e B(b, ¡( b) ) . O Teorema de Lagrange afirma
que existe um ponto sobre a curva entre A e B, onde a reta tangente é paralela à reta secante
por A e B, ou seja, existe um c ∈ ( o, b) tal que ¡
i
( c) =
]( b) -]( u)
b-u
= ¡
i
( x
0
) .

Figura 15.14


16. Concavidade e ponto de inflexão.
Seja ¡ derivável no intervalo I e seja p um ponto de I. A reta tangente em (p, ¡( p) ) ao
gráfico de ¡ é
y − ¡( p) = ¡
i
( p) ( x −p) ou y = ¡( p) + ¡
i
( p) ( x − p) .

Deste modo, a reta tangente em (p, ¡( p) ) é o gráfico da função T dada por
I( x) = ¡( p) + ¡
i
( p) ( x −p) .

58

Definições.
1 – Dizemos que ¡ tem a concavidade para cima no intervalo aberto I, conforme as Figuras
16.1 e 16.2, se quaisquer que sejam x e p em I, com x ≠ p.






Figura 16.1 Figura 16.2


2 – Dizemos que ¡ tem a concavidade para baixo no intervalo I se

¡( x) < I( x) .

Quaisquer que sejam x e p em I, com x ≠ p.

3 – Sejam ¡ uma função e p ∈ Ð
]
, com ¡ contínua em p. Dizemos que p é ponto de inflexão
de ¡ se existirem números reais o e b, com p ∈ ] o, b[ ⊂ Ð
]
, tal que ¡ tenha concavidade de
nomes contrários em ]a, p[ e em ]p, b[, como podemos perceber nas Figuras 16.3 e 16.4.

Figura 16.3 Figura 16.4


f
x
y
f
x
y
P X
T
X
Y
p
f
59

Teorema.
Seja ¡ uma função que admita derivada até a 2ª ordem no intervalo aberto I.
(i) Se ¡
ii
( x) > 0 em I, então ¡ terá a concavidade voltada para cima em I.
(ii) Se ¡
ii
( x) < 0 em I, então ¡ terá a concavidade voltada para baixo em I.

Exemplos.
1 – Seja ¡( x) = c
-
x
2
2
. Estude ¡ com relação à concavidade e determine os pontos de
inflexão.
Solução:
¡
i
( x) = −x c
-
x
2
2

¡
ii
( x) = ( x
2
− 1) c
-
x
2
2


Como c
-
x
2
2
> 0 para todo x, o sinal de ¡
ii
( x) é o mesmo que o de x
2
−1 .

Figura 16.5
¡
ii
( x) > 0 em ] − ∞, −1[ e em ] 1, + ∞[ .
¡
ii
( x) < 0 em ] − 1, 1[ .
Então, conforme a Figura 16.5,
¡ tem a concavidade voltada para cima em ] − ∞, −1 [ e em ] 1 , + ∞[ ;
¡ tem a concavidade voltada para baixo em ] −1 ,1[ ;
Pontos de inflexão: −1 c 1.


60

2 – Dada a f un ção ¡ de i ni d a por ¡( x) = x
3
− 6x
2
+ 9x + 1 ache o ponto de inflexão do
gráfico de ¡, caso tenha, e determine onde o gráfico é côncavo e convexo.
Solução:
Temos que ¡
i
( x) = 3x
2
− 12x + 9 e ¡
ii
( x) = 6x − 1 2. ¡
ii
( x) existe, para todos valores
de x.¡
ii
( x) = 0 ⟺6x − 12 = 0 ⇔ x = 2. Para determinar se existe ou não um ponto de
inflexão em x = 2, precisa verificar se ¡
ii
( x) muda de sinal; ao mesmo tempo, determinamos
a concavidade do gráfico para respectivos intervalos, conforme Tabela 16.1 e Figura 16.6.

Tabela 16.1 Figura 16.6

3 – Dada ¡( x) = x
3
−5 x
2
−3x verifique que a hipótese do teorema do valor é satisfeita
para o = 1 c b = 3. Então, encontre todos os números c no intervalo aberto ( 1,3) tais que
¡
i
( c) =
¡( 3 ) −¡( 1)
3 −1

Solução:
Como ¡ é uma função polinomial, ¡ é continua e derivável para todos os valores de x.
Portanto, a hipótese do teorema do valor médio é satisfeita para qualquer o c b.
¡
i
( x) = 3x
2
−10x −3
¡( 1) = −7 c ¡( 3 ) = −2 7
Logo,
¡( 3) − ¡( 1)
3 − 1
=
−27 −( −7)
2
= −10.
Determinando ¡
i
( c) = −10 , obtemos
3c
2
−10c − 3 = −10
Ou
3c
2
− 10c + 7 = 0
61

Ou
( 3c − 7) ( c −1) = 0
Que resulta:
c =
7
3
c c = 1.
Como 1 não pertence ao intervalo aberto ( 1 ,3) , o único valor possível para c é
7
3


4 – Dada ¡( x) = x
2 3 ⁄
trace um esboço do gráfico de ¡. Mostre que não existe número c no
intervalo aberto ( −2,2) tal que
¡
i
( c) =
¡( 2 ) − ¡( −2)
2 − ( −2)

Que condição da hipótese do teorema do valor médio não é verificada para ¡ quando o =
−2 c b = 2 ?
Solução:
Um esboço do gráfico de ¡ é mostrado na figura 16.7.








Figura 16.7 – Gráfico da Função ¡( x) = x
2
3
.

¡
i
( x) =
2
3
x
-1 3 ⁄
.
Portanto,
¡
i
( c) =
2
3 c
1 3 ⁄

1
1
0
-1 -2 2
x
y
62

¡( 2) − ¡( −2 )
2 −( −2 )
=
4
1 3 ⁄
−4
1 3 ⁄
4
= 0 .
Não existe número c para o qual 2 3c
1 3 ⁄
⁄ = 0.
A função ¡ é continua no intervalo fechado [ −2,2] . Contudo, ¡ não é derivável no
intervalo aberto ( −2 ,2) , pois ¡
i
( 0) não existe. Portanto, a condição (ii) da hipótese do
teorema de valor médio não é verificada para¡ quando o = −2 c b = 2 .


17. Assíntotas.
17.1 – Assíntotas Horizontais.
A reta y = b é uma assíntota horizontal de do gráfico de uma função y = ¡( x) se ocorrer:

( |) l i m
x→+«
¡( x) = b.
Ou
l i m
x→-«
¡( x) = b.
Exemplos.
1 – As reta y = 1 e y = −1 são assíntotas horizontais do gráfico de
y =
x
√x
2
+ 2

Porque,
l i m
x→+«
x
√x
2
+ 2
= 1 c l i m
x→-«
x
√x
2
+ 2
= −1.






Figura 17.1 – Gráfico da Função y =
x
√x
2
+2


X
Y
-1
1
63

2 – A reta y = 1 é uma assíntota horizontal da função
y =
x
2
−1
1 + x
2
, poi s l i m
x→+«
x
2
−1
1 + x
2
= 1.

Figura 17.2 – Gráfico da função y =
x
2
-1
1+x
2


17.2 – Assíntotas Verticais.
A reta x = o é uma assíntota vertical do gráfico de uma função y = ¡( x) se ocorrer
pelo menos uma das situações:
( |) l i m
x→u
+
¡( x) = + ∞
( ||) l i m
x→u
+
¡( x) = −∞
( ttt) l i m
x→u
- ¡( x) = + ∞
( |F) l i m
x→u
-
¡( x) = −∞
Exemplos.
1 - A reta x = 0 é uma assíntota vertical da função y = l n ( x) , pois
l i m
x→0
+
¡( x) = −∞.

Figura 17.3 – y = lnx.
64

2 – Reta x = 1 é uma assíntota vertical de função y =
1
( x-1)
2
, pois
l i m
x→+«
1
( x − 1)
2
= + ∞ ∙

Figura 17.4 – Gráfico da y =
1
( x-1)
2

17.3 – Assíntotas Oblíquas.
A reta y = kx + b é uma assíntota oblíqua do gráfico de uma função y = ¡( x) , se ocorrer:

( o) l i m
x→+«
[ ¡( x) − ( kx + b) ] = 0 ou
( b) l i m
x→-«
[ ¡( x) − ( kx + b) ] = 0

É possível se mostrar que
k = l i m
x→+«
|
¡( x)
x
|.

E uma vez determinado o k, que
b = l i m
x→+«
[ ¡( x) − kx] .

(1) Sub st i t ui nd o-se x → −∞, obtem-se, analogamente, as expressões de k e de b para
outra possível assíntota oblíqua.
(2) Em am bos os caso, se não exi st i r um dos l i mi t es aci ma de i n i das par a k e b,
não exi st e a assín t ot a obl íqua.
(3) As assíntotas horizontais são casos particulares das assíntotas oblíquas, ocorrendo
quando k = 0 .
(4) Uma função pode ter no máximo duas assíntotas oblíquas, incluindo as horizontais.
65

18. Esboço Gráfico de Funções.
Para obtermos o esboço gráfico de uma função, devemos seguir os seguintes passos:
1. Determinar o domínio de ¡.
2. Calcular os pontos de intersecção do gráfico com os eixos coordenados;
3. Determinar os pontos;
4. Determinar os pontos de Máximos e Mínimos;
5. Estudar a concavidade;
6. Determinar os pontos de inflexão;
7. Determinar as assíntotas;
8. Esboçar o gráfico.

Exemplos.
1 - Esboçar o gráfico da função¡( x) = ( x
2
−1 )
3
.
Solução:
1) Domínio: Ðom( ¡) = ℝ;
2) Intersecções com os eixos coordenados: se x = 0, então y = −1 e, se y = 0 então
x ± 1; a curva passa pelos pontos( 1 , 0) , ( −1, 0 ) e ( 0 , −1 ) .
3) Pontos críticos de ¡: ¡
i
( x) = 6x( x
2
− 1
2
)
2
. Logo, resolvendo a equação¡
i
( x) = 0,
obtemos x = 0 , x = 1 e x = −1, que são os pontos crítico de ¡.
4) Máximos e mínimos relativos de ¡:¡
ii
( x) = 6 ( x
2
− 1) ( 5 x
2
−1 ) . Logo, ¡
ii
( 0 ) > 0 e 0
é o ponto mínimo relativo de ¡. ¡
ii
( ± 1 ) = 0 e o teste da segunda derivada não nos diz
nada. Usando, então, o teste da primeira derivada para analisar a mudança de sinal
temos: ¡
i
( x) < 0 , para x > 0, então x = 1 não é ponto extremo de ¡.
5) Concavidade ¡
ii
( x) = 6( x
2
− 1 ) ( 5x
2
− 1) = 0 implica que x = ± 1 e x = ±
√5
5

¡
ii
( x) > 0 se x ∈ ( −∞, −1 ) ∪ I−
√5
5
,
√5
5
] ∪ ( 1, + ∞) .
¡
ii
( x) < 0 se x ∈ I−1, −
√5
5
] ∪ I
√5
5
].
Conclusão: ¡: tem C.V.C. nos intervalos ( −∞, −1) , I−
√5
5
,
√5
5
] e (1,+∞).
¡ tem C.V.B. nos intervalos I−1, −
√5
5
] e I
√5
5
, 1].
6) Ponto de inflexão: As abscissas dos pontos de inflexão de ¡ são x = ± 1 e x ±
√5
5
.
7) Assíntotas de ¡: A curva não possui assíntotas;
8) Esboço do gráfico de ¡.


66


Figura 18.1 – Gráfico da Função ¡( x) = ( x
2
− 1 )
3
.


2 – Esb oçar o gr á i co da f un ção ¡( x) = −7 + 1 2x −3x
2
− 2x
3
.
Sol ução:
1) Domíni o: Ðom( ¡) = ℝ;
2) Intersecção com os eixos coordenados: sc x = 0 , en t ão y = −7 c sc y = 0 , x = 1
ou x =
−7
2
] ;
3) Pontos críticos Jc ¡: ¡

( x) = 12 −6x − 6x
2
. Portonto, rcsol:cnJo −
sc o couoção ¡

( x) = 0, obtcmos os pontos críticos x = −2, x = 1 Jc ¡.
4) Háximos c mínimos rcloti:os Jc ¡: ¡
′′
( x) = −6 −12x. Iogo, ¡
′′
( 1) < 0 c 1
é ponto Háximo rcloti:o Jc ¡. ¡


( 2) > 0 c 2 é p ont o de míni mo.
5) Conco:iJoJc: ¡
′′
( x) = −6 −1 2 = 0 implico ouc x = −
1
2
. ¡
′′
( x) > 0 sc x < −
1
2
c
¡
′′
( x) < 0 se x > −
1
2
.
Concl usão: o gr á i co de ¡ t em C. V. C. em I−∞, −
1
2
] e t em C. V. B. Em I−
1
2
, + ∞].
6) Pont o de i n l exão: A absci ssa do pont o de i n l exão d e ¡ é −
1
2
.
7) Assíntotas de ¡: A curva não possui assíntotas.
8) Esboço do gráfico de ¡.

Figura 18.2 – Gráfico da Funçãof ( x) = −7 + 12 x + 3x
2
− 2 x
3
.
67

19. Problemas de Otimização Envolvendo máximos e Mínimos.
Exemplos.
1 - No planejamento de uma lanchonete foi estimado que se existem lugares para 40 a 80
pessoas o lucro semanal será de R$ 70,00 por lugar,contudo a capacidade de assentos esta
acima de 80 lugares,o lucro semanal em cada lugar será reduzido em 50 centavos pelo numero
de lugares excedentes.qual devera ser a capacidade de assentos para se obter o maior lucro
semanal?

Solução:
Sejam x= o numero de lugares que a lanchonete comporta;
P= o numero de cruzeiros no lucro total semanal,
O valor de p depende de x e é obtido ao multiplicarmos x pelo numero de cruzeiros
obtido no lucro por lugar. Quando 40 ≤ x ≤ 80, o lucro por lugar é R$ 70,00 e por tanto
p = 70 x.contudo,quando x > 80 o lucro de cruzeiros por lugar é [ 7 0 – 0,5( x – 80 ) ] ,ou
seja, p = x [ 70 – 0 ,5( x – 80 ) ] = 100 x – 0,5 x
2
. Assim, temos

P( x) = |
7 0x sc 40 ≤ x ≤ 80
110 x − 0,5
2
sc 80 ≤ x ≤ 22 0


O extremo superior de 220 para x é obtido notando que 110x – 0,5x
2
=0 quando x =
220 e 11 0x −0,5
2
é n egat i v o par a x > 220 .
Embora x seja um inteiro, por definição, para termos uma função continua devemos
tomar x para todos os valores reais no intervalo [40, 220]. Notemos que p é continua em 80,
pois
l i m
x→80
-
p( x) = l i m
x→80
-
70 x = 5 .60 0.
e
l i m
x→80
+
p( x) = l i m
x→80
+
( 110 − 0 ,5
2
) = 5.600.

De onde resulta que
l i m
x→80
p( x) = 5.6 00 = p( 80) .

68

Logo, p é continua no intervalo fechado [ 40, 220] e o teorema do valor extremo
garante a existência de um valor Máximo absoluto de p neste intervalo.
Quando 40 < x < 80, p’(x) = 70 e p′(80) = 30. Determinando P’ ( x) = 0 ,
Temos,
1 10 – x = 0
x = 110 .
Logo, os números críticos de p são 80 e 110. Calculamos p( x) nos extremos do
intervalo [4 0, 22 0] e nos números críticos, temos
p( 40 ) = 3 20, p( 8 0) = 5.600, p( 11 0) = 605 0 c p ( 220 ) = 0. Então, o valor Maximo
absoluto de p é 6050 e o corre quando x = 110. A capacidade de assentos deve ser de 110
lugares, que da um lucro semanal total de R$ 6050,00.
2 – Um fabricante deseja construir caixas de papelão sem tampa e de base regular, dispondo
de um pedaço retangular de papelão com 8 cm de lado e 15cm de comprimento.Para tanto,
deve-se tirar de cada canto quadrados iguais,em seguida viram-se os lados para
cima.determine o comprimento dos lados dos quadrados que devem ser cortados para a
produção de uma caixa de volume Maximo.
Solução:

A altura da caixa é x; a largura é (8 – 2x) e o comprimento é (15 – 2x), observando que 0 <
x < 4.
Logo, devemos maximizar:
V(x) = x (8 – 2x)(15 – 2x) = 4x
3
- 46x
2
+ 120x.
Derivando-se e igualando a zero:
V’( x) = 1 2x
2
- 92x + 1 20 = ( x − 6) ( 12x −20 ) = 0,

Obtemos x = 6 ou x =
5
3
. Mas, 6 < ∉ (0,4); então, x
0
=
5
3
é o único ponto critico de v.
logo, estudando o sinal de V’, x
0
é o ponto Maximo. Então x
0=
1,6cm c v= 90,74cm
3
.
69

19.3 – Um tanque sem tampa em forma de cone é feito com material plástico, tem capacidade
de 1.000m
3
. Determine as dimensões do tanque que minimiza a quantidade do plástico usada
na sua fabricação.
Solução:
A área do cone A
1
nrl√r
2
+ ℎ
2
, em que a última igualdade usamos o teorema de Pitágoras.
Por outro lado, o volume do tanque é de 1.000m
3
logo,
1.000= I =
1
3
nr
2
h.
E ℎ =
3.000

2
. Substituindo ℎ na expressão da área. Temos:
A
1
= nr

r
2
+
3.000
n
2
r
2

Como antes minimizaremos A = ( A
1
)
2
. Logo:
A( r) = n
2
r
2
+kr
-2

Em que k = ( 3.0 00)
2
. Derivando-se e igualando a zero, obtemos que r é aproximadamente,
8,733m c ℎ é aproximadamente, 12,407m.
Conseqüentemente, A
1
é aproximadamente, 418,8077m
2
.

2

2. A Reta Tangente e a Derivada. 2.1 – Reta Tangente. Sejam f uma função e p um ponto de seu domínio. Limites do tipo lim

( )– ( ) −

ocorrem de modo natural tanto na geometria como na física. Consideremos, por exemplo, o problema de definir a reta tangente ao gráfico de f no ponto (p, f(p)). Evidentemente, tal reta deve passar pelo ponto (p, f(p)); assim a reta tangente fica determinada se dissermos qual deve ser seu coeficiente angular. Consideremos, então, a reta que passa pelos pontos (p, f(p)) e (x, f(x), conforme figura 2.1.

y

f

sx
f (x)
f(x) - f(p)

f(p) x-p

x
Figura 2.1 – Reta Secante ao gráfico de .

Coeficiente angular de

=

( )

( )

∙ tende a f’(p), onde ( )– ( ) ∙ −

Quando x tende a p, o coeficiente angular de
′(

) = lim

Observe que f’(p) (leia: f linha de p) é apenas uma notação para indicar o valor do limite acima. Assim à medida que x vai se aproximando de p, a reta vai tendendo para a posição da reta T da equação − ( )=
′(

)( − ).

(1)

y

3
f

T

p

x

x

Figura 2.2 – Reta Tangente ao gráfico de .

É natural, então, definir a reta tangente em (p, f(p)) como sendo a reta de equação (1). Suponhamos, agora, que s=f(t) seja a equação horária do movimento de uma partícula vinculada a uma reta orientada na qual se escolheu uma origem. Isto significa dizer que a função f fornece a cada instante a abscissa ocupada pela partícula na reta. A velocidade média ( ) ( ) da partícula entre os instantes e t é definida pelo quociente ∙ A velocidade (instantânea) da partícula no instante v(t ) = lim

é definida como sendo o limite

( )– ( ) ∙ −

Esses exemplos são suficientes para levar-nos a estudar de modo puramente abstrato as propriedades do limite lim

( )– ( ) ∙ −

2.2 - Derivada de uma Função. Sejam f uma função e p um ponto de seu domínio. O limite lim

( )– ( ) −

quando existe e é finito, denomina-se derivada de f em p e indica-se por f’ (p) (leia: f linha de p).

Assim, ( )– ( ) ∙ → − Se f admite derivada em p, então diremos que f é derivável ou diferenciável em p. Dizemos que f é derivável ou diferenciável em A ⊂ se f for derivável em cada p ∈ A. Diremos simplesmente, que f é uma função derivável ou diferenciável se f for derivável em cada ponto de seu domínio.
′(

) = lim

). Assim. f’(1) = 2. a derivada de f em p. é o coeficiente angular da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abscissa p. Observe que f’(x) = 2x é uma fórmula que nos fornece a derivada de f(x) = x real. Assim. 1 . em p=1. f(p)). . Exemplos.4 Observação: Segue das propriedades dos limites que lim → ( )– ( ) ( + ℎ) − = lim → − ℎ ( ) ∙ Assim. f(x) = ⟹ f’(x)=2x. por definição.Seja f(x) = a) f’ (1) b) f’ (x) c) f’ (-3) Solução: ) f ′ (1) = lim → . )Segue de ( )que f’(-3) = 2 (-3) = -6.a reta tangente ao gráfico de f no ponto (p. ℎ ≠ 0 ℎ Segue que ′( ) = lim(2 + ℎ ) = 2 . ∙ ( + ℎ )– ( ) ( + ℎ) − = lim → ℎ ℎ Como ( + ℎ) − ℎ = 2 ℎ+ ℎ = 2 + ℎ. em todo . ( ) = lim → ( )– ( ) − ′ ( ) = lim → ( + ℎ) − ℎ ( ) ∙ Conforme vimos na introdução a reta de equação − ( ) = ′ ( )( − )é. (A derivada de f(x) = ) ′( ) = lim → . é igual a 2. Calcule: ( )– (1) = lim → −1 −1 = lim( → −1 + 1) = 2. → Portanto.

( (−1)).Seja f(x) = a) (1. . b) A equação da reta tangente em (−1. f(1)) -1 1 x y = . y . Determine a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto: b) (-1. (1)) e (−1. f(1)) é y – f(1) = f’ (1) (x –1) ( 1) = 1 = 1 ( ) = 2 (exemplo 1.1 (1.3 – gráfico das retas tangentes de nos pontos (1. Assim y = 2x –1 é a equação da reta tangente ao gráfico de f(x) = f(1)).2x . item b) ⇒ (1) = 2 Substituindo em (1). y = 2x .1 Figura 2.5 2 . f(-1)). a) A equação da reta tangente em (1. vem y– 1 = 2(x – 1) ou y = 2x –1. f(1)). Solução: . f(−1)) é y – f(−1) = f’(−1) (x-(−1)) ou y – f(−1) = f’(−1) (x+ 1) f(−1) = (−1) = 1 f’(p) = 2p ⟹f’ (−1) − 1 = −2( + 1) substituindo esses valores na equação vem = −2 − 1 Que é a equação da reta tangente pedida. no ponto (1 .

f(x)) é dada por acordo com a definição de derivada. Qual é a equação da reta tangente nesse ponto? Solução: A inclinação da reta tangente à curva y = f(x) no ponto (c. a reta tangente passa pelo ponto (-1.6 3 .Seja f(x) = k uma função constante. Solução: ′( ) = lim → ( + ℎ )– ( ) . assim ′( ) = lim → = lim 0 = 0. a inclinação da reta tangente à curva y = 3(−1) = 3. ′( = f’(c). y=(−1) = -1. = ( + ℎ) − ( ) ⇒ ( +ℎ− ) = ( + ℎ) − ℎ ( ) ∙ . resulta f (x + h) = k para todo x e todo h. Assim. De ) = lim → ( + ℎ )– ( ) ( + ℎ) − = lim → ℎ ℎ +3 ℎ + 3 ℎ +ℎ )− ℎ = lim (3 → ′ ( ) = lim → ( ∙ +3 ℎ+ℎ ) ( )=3 Nesse caso. no ponto x = -1 é f’ (-1) = Para determinar a equação da reta tangente. -1) com inclinação três. precisamos também da coordenada y do ponto de tangencia. Mostre que f’(x) = 0 para todo o x. (A derivada de uma constante é zero). Usando a forma ponto-inclinação da equação de uma reta. temos: − (−1) = 3 [ − (−1)] y =3x + 2. ℎ − ℎ Como f(x) = k para todo x. → 4 – Calcule a derivada de f(x) = e use-a para determinar a inclinação da reta tangente à curva y = no ponto x = -1.

Portanto. escrevermos sua equação na forma reduzida. A reta procurada é a reta que passa pelo ponto (4.1). Para encontrarmos a declividade de. obtemos ( ) = lim Δ → 1 +Δ −3+ 1 ∙ −3 ( )= 2 −3 Conforme mostramos acima. 1) e a reta tangente PT em (4.Encontre a equação da reta normal à curva y =√ − 3 que seja paralela à reta 6x + 3y – 4 = 0.4. 1) sobre a curva e tem uma declividade –2. pois suas retas são paralelas. Assim. resolvemos a equação −2 − 3 = -2 resultando = 4. que mostra um esboço da curva junto com a reta normal PN em (4. Usando a forma ponto-declividade da equação da reta obtemos y –1 = −2(x−4) ou 2x + y −9 = 0. Veja a figura 2. a declividade da reta procurada é -2. ( +Δ )− ( ) Δ Com f(x) = √ − 3 obtemos ( ) = lim Δ → +Δ −3− Δ −3 ∙ Para calcularmos esse limite. racionalizamos o numerador. ( ) = lim Δ → +Δ −3− Δ ( Δ Δ ( +Δ −3+ −3 ( +Δ −3+ ∙ +Δ −3+ − 3) − 3) ( ) = lim Δ → −3 Dividindo numerador e denominador por Δ . . a declividade de é −2. Solução: Seja a reta dada. que é y =− + . e a declividade da reta normal procurada também é −2. Para encontrarmos a declividade da reta tangente à curva dada em qualquer ( . Portanto. desde Δ ≠ 0.7 5 . aplicamos a fórmula ( ) = lim Δ → ).

Solução: A derivada de √ = lim → = √ em relação à x é dada por: ( + ℎ) − ( ) √ +ℎ−√ = lim → ℎ ℎ √ + ℎ − √ (√ + ℎ + √ ) ℎ(√ + ℎ + √ ) +ℎ− ℎ(√ + ℎ + √ ) 1 √ +ℎ+√ = = lim → √ = lim → √ = lim → ℎ ℎ(√ + ℎ + √ ) √ = lim → 1 2√ ∙ Para x = 4. 6 . descobrimos que a equação da reta tangente no ponto Pé − 2 = ( − 4) ou = + 1. .Calcule a derivada de ( ) = √ e use o resultado para determinar a equação da reta tangente à curva y = √ no ponto x = 4.4 – Gráfico da Reta Normal a curva = √ − 3. 2) é dado por f’(4) = √ = . Como f’(x) = 1/2√ . o ponto de tangência é P(4. então.8 N y T 90° P(4. Usando a forma ponto-inclinação da equação de uma reta. 2).1) X Figura 2. a inclinação da reta tangente à curva de f(x) no ponto P (4. a coordenada correspondente y no gráfico de y = √ é y = √4 = 2.

Regras de Derivação. Pela regra da Constante.1. ′( 2) = 1 2√2 ∙ 3. então f é diferenciável para todo número e ’ é a função definida por ’( ) = 0.9 7 . ′( 2) = lim → 1 1 √ − √2 = lim = ∙ → √ + √2 2√2 √ − √2 (√ + √2) Isto é. Solução: ′( 2) = lim → ( )– (2) √ − √2 = lim ∙ → −2 −2 Assim.Seja ( ) = ( ) = √ . Se c é um número constante e é a função constante definida por ( ) = . Δ → Δ → Δ Δ Exemplos. 3. ’ é a função definida pela equação ’( ) = 0. Calcule ’. Derivada da Função Constante. 2 .Calcule Solução: 5 + √3 . (5 + √3) = 0. Prova: ′( ) = lim Δ → ( +Δ )− ( ) − = lim = lim 0 = 0.Seja f uma função constante definida pela equação ’( ) = 5 + Solução: Pela regra da Constante. . 1 . . Calcule f’(2).

os Teoremas 4 e 2 implicam que ′( ′( )= )= ( )= ( . assumindo que n é maior que 2 e que o teorema seja válido para expoentes menores que n. Agora. Então )= . 2 . ( )= 8 3 = 8 3 = 8 3√ ∙ encontre ’( ). ′( )= ( ′( )= )= + ( . Prova: A prova se processa por indução matemática. ( )= Exemplos. Para n = 2 temos. 1 .( =2 =2 )+( . = . − 4 + 5) − 4 + 5) (6 −2 −4 +5 ∙ − 4) . ) Assim o teorema é válido quando n = 2. iniciando com n = 2. pelas regras do produto e da identidade.( )+( + ( − 1) ). + [( − 1) . )= ].Seja ℎ( ) = √2 Solução: ℎ( ) = (2 1 ℎ ( ) = (2 2 ℎ( )= 3 √2 − 4 + 5.2. encontre h’(x).10 3. ) = . Derivada da Função Potência. Seja n um número inteiro maior que 1 e seja f a função definida por ( ) = f é diferenciável para todo número e ’ é a função definida por ′( ’’.Seja ( ) = 4 √ Solução: ( )=4 ( )=4.

ℎ( [ ( ( ( + ∆ )– ℎ( ) ∆ +Δ )+ ( + Δ )] − [ ( ) + ( )] ∆ +Δ )− ( ) ℎ( ℎ( ℎ( ) = lim ∆ → ) = lim ∆ → +Δ )− ( )+ ( ∆ ) = lim ∆ → + Δ ) − ( ) g(x + Δx) − g(x ) + ∆ Δx +Δ )− ( ) + lim → Δ ( ). Derivada da Soma. 1 .3. Sejam f e g funções diferenciáveis em um número x. ( +Δ )− ( ) Δ ℎ( ) = lim ∆ → ( ℎ( )= ( )+ Exemplos. 2 – Seja ( ) = 7 Solução: ( )= = 28 (7 −6 −2 +8. + 8 + 5) = (7 )+ (−2 )+ (8 ) + ( 5) = .1 + 0 + 8.Seja ( ) = 3 Solução: ( ) = 3(4 ( ) = 12 ) + 8. ( ). Calcule a derivada. Então h é diferenciável em e ℎ( )= Prova: ℎ ( ) = lim ∆ → ( )+ ( ). +8x+5.11 3. e seja h = f + g. −2 + 8 + 5.

Então h ( )+ ( ). ( ) + ( ∆ + ∆ ). e seja ℎ = ∙ g. ℎ( + ∆ ) − ℎ( ) ∆ + ∆ ). Prova: ℎ ( ) = lim ∆ → . ( + ∆ ) − ( ). mantém o valor do numerador sem alteração). Sejam f e g funções ambas diferenciáveis em um número também é diferenciável em e ℎ ( ) = ( ). ∆ ℎ ( ) = lim ∆ → ( Usaremos agora um curioso. g(x ) + Δx ( +∆ ) ( + Δ ) − ( ) f(x + Δx) − f(x ) + g(x ) ∆ Δx g(x + Δx) − g(x ) f(x + ∆x) − f(x ) + lim ∆ → Δx ∆x + Δ ). O resultado é ℎ( )= ( = lim ∆ → + ∆ ). ( ). g(x ) − f(x ). ( ) − ( ). ( ( +∆ )− ( + ∆ ).5. ( ) é subtraída do numerador e depois adicionada de novo (o que. ( ).12 3. é claro. ( )+ ( ) ∆ → lim ( ) ∙ . Derivada da Função Produto. ( ℎ ( ) = lim → ℎ ( ) = lim ∆ → ( ∆ → + ∆ ) ∙ lim ∆ → ∙ lim g(x ) ℎ( ) = lim ( → +Δ ) . ( ) ∆ f(x + Δx). mas eficiente artifício algébrico – a expressão ( + ∆ ). ( ) ℎ( ) = lim ∆ → + ∆ ) − ( + ∆ ).

lim ( + ∆ ) = lim ( ) = ( ) → Também desde que g( ) é uma constante. g (x ) + f (x ).Suponha que f e g são funções diferenciáveis no número 2 e que f (2) = 1. +6 + ) ) 2 . ( ) Então: ℎ (2) = (2). ( )+ ( ).Calcule Solução: [(3 = (3 = (63 = 105 + 1)(7 + 1)(21 + 24 + 30 + )] = (3 + 1)[ (7 + )] + [ (3 + 1)](7 + ) [(3 + 1)(7 + )] pelo uso da regra da multiplicação. f é diferenciável em Assim. ∆ → lim ( )= ( ) Segue que. Se h= f . ℎ ( ) = ( ). g(2) = 10. f’(2) = e g’(2) = 3. Solução: ℎ( ( ). ∆ → ela é contínua em . g(x ). calcule h’ (2). . Exemplos. 1 . g. Ou (2) + (2). + 1) + (6 )(7 + 1) + (42 + 1.13 Desde que. (2) ℎ (2) = (1)(3) + (10) = 8.

1 ( ) − ( ). [( )] ( ) ∙ Prova: Note que h = f(1/g). 2 . assim pelas regras do produto e da inversa aritmética. Derivada do Quociente. 1 . ( ) − ( ).Sendo ( ) = Solução: ( )= ( )= ( ( − 5 + 3). ( ) − ( ). [ ( )] Exemplos.14 3. (2. ℎ( )= ℎ( ) = − ( ) + [ ( )] ( ). ℎ( )= ( ). ( ).4 − 0) − (2 − 3)(2 − 5) ( − 5 + 3) − 5 + 3)(8 ) − (2 − 3)(2 − 5) ∙ ( − 5 + 3) ∙ Calcule ’( ). ℎ ( ) = ( ). Sejam f e g funções ambas diferenciáveis em um numero Então.4. se ℎ = segue que h é diferenciável em e e suponha que ( ) ≠ 0. ( ) + [ ( )] ( ). ( ) [ ( )] ( ) .Calcule ’( ) da função Solução: ( )= ( )′( + 7) − ( ( + 7) + 7) − (3 ( + 7) = ∙ + 7)′ ( )= 2 ( ) ( )= 14 − ∙ ( + 7) .

faremos ( )= ( ) . O último cálculo produziu a resposta certa. . Uma saída é expandir ( + 5 ) e então diferenciarmos o polinômio resultante.A regra da cadeia. Outro método é fazermos. onde u é uma função de x. As expressões são apenas símbolos para as derivadas nas quais os “numeradores” e “denominadores” ainda não tiveram nenhum significado quando vistos separadamente. Se fizermos y = f(u). então y é uma função diferenciável de x e = ∙ É claro. Derivada da função composta (Regra da Cadeia). mas existe um detalhe nele. De fato. = =3 (2 + 5) = 3( + 5 ) (2 + 5) = 6 + 75 + 300 + 375 . Se y é uma função diferenciável de u e se u é uma função diferençável de x.1 .15 4. Suponhamos que = ( + 5 ) e que desejamos determinar dy/dx. a legitimidade desse cálculo é garantida por uma das mais importantes regras de diferenciação em cálculo – a regra da cadeia. a regra da cadeia pode ser escrita na notação de operador como =( )( ). Assim. = + 5 . du/dx = 2 + 5 . Então. =( +5 ) = + 15 + 75 + 125 . então =6 + 75 + 300 + 375 . logo não estávamos realmente seguros em supor que = . dy/Du = 3 . tal que = . 4.

calcule ( ). +5 ) 2 . Aqui ( ) = (3 − 1) .16 Exemplos.Calcule Solução: ( ) = −7(2 ( ) ( ) = (2 − 5 + 1) . ( +5 ) . assim = 100( +5 ) ( + 5 ) = 100( + 5 ) (2 + 5). − 5 + 1) (4 − 5) = 35 − 28 ∙ (2 − 5 + 1) .Se ( ) = Solução: ( ) . (3 − 1) ( ) = (−4)(3 −1) (3) = −12(3 − 1) 3 . 1 .Calcule Solução: 3 +7 3 +7 3 +7 = 10 .Calcule Solução: Aqui ( = + 5 e n = 100. então ( )= ( )= (3 − 1) = (−4)(3 −1) . 3 +7 3 +7 ( 3 +7 + 7)(3) − (3 )(2 ) ( + 7) ) ∙ = 10 = (3 ) (210 − 30 ( + 7) 4 .

Calcule Solução: [( [( [( + 6 ) (1 − 3 ) ]. tal que = (√ ) = (1 + ) . =√ = . Solução: Seja Assim. + 6 )] No cálculo de derivadas algumas vezes é necessário usar a regra da cadeia repetidamente. Use o fato de que √ = √ e a regra da cadeia para determinar =1+ . = (3 ) 1 2√ (2 ) = 3(√ ) √ =3 √ =3 1+ . 7 .Seja . 6 . se y é uma função de v. e u é função de x. + 6 ) (1 − 3 ) ] = [ ( + 6 ) ](1 − 3 ) + ( +6 ) [ (1 − 3 ) ] + 6 ) (1 − 3 ) ] = [10( +( + 6 ) (2 + 6)](1 − 3 ) + + 6 ) [4(1 − 3 ) (−3)] [( [( + 6 ) (1 − 3 ) ] = ( + 6 ) (1 − 3 ) ] = ( + 6 ) (1 − 3 ) [10(2 + 6)(1 − 3 ) − 12( + 6 ) (1 − 3 ) (−72 − 232 + 60). Por exemplo. v é uma função de u. = =( 1+ ) . temos [1 + (1 + [1 + (1 + [1 + (1 + [1 + (1 + ) ] = 7[1 + (1 + ) ] = 7[1 + (1 + ) ] = 7[1 + (1 + ) ] = 210 ) ] [1 + (1 + ) ) (5 ) . Usando a regra da cadeia repetidamente.Calcule Solução: [1 + (1 + ) ] .17 5 . Então. = e = . ) ] (1 + ) ) ] [6(1 + ) ] 6(1 + ) ] (1 + )] [1 + (1 + . e daí = .

Seja = ( ) uma função que admite inversa seja. Como = . Desta forma. Derivada da Função Inversa. ou . pela regra da cadeia ( ) − + − √2 . é claro. Calcule (f ° g)’ (x). ( ) = . estamos assumindo que g é diferenciável no número x e f é diferenciável no número g(x). podemos escrever a regra da cadeia como a seguir: Se h = f ° g.18 A regra da cadeia é realmente uma regra para a diferenciação da composta f ° g de duas funções. tal que = ( ) = [ ( )] = ( ° )( ). assim. então h’(x) = (f ° g)’(x) = f’[ ( )] ( ). seja y = f(u) e u = g(x). Para ver isso. Aqui. Aplicando a regra da cadeia. temos ( Portanto. 5. = = ( ) ( ) = ′[ ( )] ( ). ( Desde que ( ) ≠ 0. Denotando a composta f ° g por h.Seja ( ) = 4 Solução: ( )=4 ( ° )( )= ( ° )( )=4 ( )=2 −4 + 1 . pela regra da cadeia. [ ( )] ′( ) = 4[ ( )] 1 4 − 2 3 + − √2 . ( )= . )( )= 1 ∙ ( ) )( )= 1 ( ) = ( ). 8 .

19 Exemplos. Então ( )( )= 1 [ ( ) = 1 2 ( ) ∙ para √ = > 0. ) (40) ( ) invertendo a função. é diferenciável e ( Válido para todo ( ) = √ . ( )( )= 1 3 5 1 1 . 1 – Seja = ( ) = 5 . Solução: (a) Logo. usando a regra da função teremos ) (40) = 1 1 = ∙ (2) 60 2 – Seja ( ) = Solução: para > 0. segue do teorema da função inversa que é inversivél. . Determine ( ) ( ). e ( ) utilizando a Portanto. (b) ( = 40 =5 ⟹ = 2. Já que é definida e diferenciavél no intervalo aberto (0. = 5 15 5 . e como ( ) = 2 ≠ 0 para todos os valores de no intervalo. Obtenha ( regra da derivada inversa. Como ( ) = 15 . =5 ⟹ = ( )= = . Desde que ( ) = simplismente significa que . segue que √ no domínio de )( )= ( ) . ∞).

( ) = ln . 6. Exemplos. 6. temos ( )= 1 + ln 2 = 1 + ln . Derivada da Função Exponencial Composta. Exemplos.Determine a derivada da função Solução: Combinando a regra do produto com a expressão da derivada de ln x. ( )=( ( )= + 1)(−3 ) − (2 ) = − (2 ) −3 − 2 − 3 ∙ ( + 1) ∙ −3( + 1) − 2 ( − 1) 2 . ( + 1) = 2 .1. Derivada da Função Exponencial Logarítmica.Determine a derivada da função ( ) = Solução: De acordo com a regra da cadeia.20 6.Determine a derivada da função ( ) = Solução: De acordo com a regra do quociente. . 1 . ( )= . . 1 .2. Derivada da Função Exponencial.Determine a derivada da função ( ) = Solução: De acordo com a regra do produto. 3 . ( )= ( )+ ( ) = (2 )+ (1) = (2 + 1) .

. Solução: A função tem forma derivadas.21 2 . temos. ( )= Solução: Como √ = . de acordo com a regra da potência para logaritmos √ 2 =3 √ ∙ ( )= = ∙ Aplicando a regra do quociente para derivadas.Determine a derivada da função ( ) = ( + ln ) . onde u = t + ln t aplicando a regra da potência para = ( + = 3 2 ) ) ( + 1+ 1 ) aplicando a regra da potência para derivadas. obtemos: ) . obtemos: ( )= 3 2 ( ) −( ( ) 1 −4 )′ 2 ( )= 3 ( )= 2 1−4 3 ∙ 3 .Determine a derivada da função. obtemos: ( )= ( )= ( )= ( )= ( )= 3 ( + 2 3 ( + 2 = 3 2 ( )= .

Antes de calcular as derivadas das funções trigonométricas. Então temos. observemos que lim → cos − 1 = lim → −1 (cos + 1) − (cos + 1) − 0 1+1 ∙ cos + 1 lim → cos − 1 = lim → lim → cos − 1 cos − 1 cos − 1 = lim → lim → = −1 ∙ = 0. cos − ℎ→0 ℎ→0 ℎ→0 ℎ→0 ℎ→0 = lim → ∙ (cos ℎ − 1) + sen ℎ ∙ ℎ cos ℎ − 1 + ℎ ∙0+1∙ ℎ ℎ ∙ cos = lim → = = cos . lim → 7. desenvolvemos sen (x+h) usando a fórmula do seno da soma de dois arcos. Derivada da Função Seno. ( ) = cos . Derivada das Funções trigonométricas. . Logo.1.22 7. O quociente de Newton da função sen x é ( + ℎ) − ℎ ∙ Para calcular seu limite. ( + ℎ) − ℎ ( + ℎ) − ℎ ( + ℎ) − ℎ ( + ℎ) − ℎ ( + ℎ) − ℎ = lim → ∙ cos ℎ + ℎ ℎ .

23 Exemplos. = ( ). cos( ). Derivada da Função Cosseno.2. Prova: Seja y = = lim ∆ → aplicando a definição cos( + ∆ ) − cos ∆ . 2 – Determine a derivada da função Solução: ’( ) = ’( ) = ’( ) = ’( ) = ( (3 3 3 ) + + + − ) ( ( = ( ) ( ) ∙ )′ + + ) ∙ 3 – Calcule a derivada da função h(x) = h’(x )= ( h’(x) = 3 h’(x) = 3 [ ) (3 ) + (3 ) + 3 [ (3 )]′ (3 ) ∙ (3 ). = = . = cos . então y’ = − sen x. 2 = 2 . 1 .Determine a derivada da função Solução: = . (3 ) + cos (3 )]. 7. Se y = cos x.

. u’ y’ = [− y’ = (1/ )]. = cos (1/x). 1 . =− Exemplos.24 aplicaremos a fórmula trigonométrica: Cos p – cos q = − 2 sen Então. −1/ = . 2 y = lim −2 ∆ → = −2.Determinar a derivada da função Solução: y= cos u. sen (1/x). = . . . u’ y’ = [− y’ = (1/ )]. sen ∙ = lim ∆ → +∆ − 2 ∆ /2 ∆ 2. u = (1/x) y’ = (− sen u ) . −2 +∆ + . lim ∆ → . sen (1/x). 2 ∆ 2 +∆ 2 1 . u = (1/x) y’ = (− sen u ) . 2 – Determinar a derivada da função Solução: y= cos u. −1/ = cos (1/x).1 2 .

cos ( − ) 7. . = =2 ( − ). 1 1 1 )′] ( − )+ ( − )+ 2 ∙ . (− ) obtemos Logo. ℓ . + − . ( )’ = . Usando a relação t g = ( ( ( ( ( )’ = )’ = )’ = )’ = )’ = 1 . cos ( − ) . ℓ ( )=2 − ( ) = 2 −ℓ ( ) = 2 −ℓ ( ) =2 0+ 1 ( − ).Determine a derivada da função Solução: ( ) = 2 cos( − ) . = + cos( − ) . ℓ . ( ) = 2[(cos ( − )) . no ponto = .25 3 . (ℓ + cos( − ) . . ℓ ( ) . . Derivada da Função Tangente.3.

( ( ( ( Logo. 4 ) ∙ Pela fórmula (1) com 4 =( 4 )(4). ( )’ = − . obtemos = 12 4 4 .4. = )’ = )’ = )’ = − −1 . ℓ (ℓ (5 − 2) ℓ ( (ℓ = 4 . )’ = − . (− − )− . juntando os vários pedaços. 7. a regra da potência dá 4 .26 Exemplos. . =4 . E. ) −2 )− ) ( −2 ) ∙ − ( −2 )∙ 1 ℓ ( ) ∙ ( )= ( )= 2 – Calcule Solução: Como = 3( = / se 4 =( 4 ) . (5 − 2) . 1 – Calcule a derivada da função ( ) = Solução: ( − 2 ). Usando a relação Obtemos. Derivada da Função Cotangente.

⁄ se = (1 − 3 ). 1 . (− Exemplos. 1 .Determinar a derivada da função Solução: = ’ = ’ = [ ( . A partir de sec ( ( ( ( Logo. ’ + 3 + 7) . 1 . (2 + 3) ( + 3 + 7) = sec ( + 3 + 7).Calcule Solução: Pela fórmula =− com = 1−3 . . 0 − 1 . ’ = (2 + 3) + 3 + 7). = obtemos ) . (1 − 3 ). ( ( + 3 + 7)].27 Exemplos. (−3) = 3 (1 − 3 ).5. = +3 +7 . Derivada da Função Secante. . . )’ = )’ = )’ = )’ = . =− 7. ( )’ = . .

−1 = .6. (−6 ). −1 +1 . ’ +1 −1 .28 7. Derivada da Função Cossecante.0 − 1 . 1 . = . ( )’ = − . (−6)) (−6 ). vem. (−6 ). . De ( ( ( ( Logo. )’ = )’ = − )’ = − )’ = − . Calcule sua derivada. (−6 ).Dada a função Solução: = ’ = − ’ = − ’ = 2 . 2 – Dada Solução: = 4. . (− = 24 =4 (−6 ). . −1 . ( − 1) . −1 = +1 . Exemplos 1 . +1 . Calcule ⁄ . . −2 ( − 1) +1 .

Usemos então. temos cos > 0 . A função arc seno é. obtemos (2 ) = 2 √1 − ∙ 1 1−( ) . ≠ 0 . Usando novamente a letra x para representar a variável da função arco-seno. a letra y para indicar a variável da inversa de f que é a função g(y) = arc seno . Derivada das Funções trigonométricas Inversas. o que exige cos = ± 1− = 1− . 1] para contradomínio. Derivada arc seno. tomamos o intervalo − . para seu domínio e [−1 . . . temos ( )= 1 √ − ∙ Exemplos. desde que ’( ) = ( )= ( )= 1 ( ) 1 cos ∙ = . a inversa da função seno. . ∈ − . Para que a função seno se tornasse inversível.ou seja . Assim. → [−1 . temos Como devemos ter ou ( )’ = . 8.29 8. 1] dada por y = f (x) = Assim a função arc seno x é a inversa da função f : − sen x. 1 – Dada Solução: Aplicando a fórmula ( = )= √ = encontre . Conseqüentemente ’( ) = . Sabendo que ∈ − .1. .

encontre . x ∈ (0 . ’( ) = ( )= 1 ( ) 1 − ∙ = . ). ou seja . ou (arc cos y)’= − ∙ . √1 − 1 2√ − ∙ . ( )= . E usando novamente a letra x para indicar a variável da função arc cos. temos = ± 1− . 1 2√ √ . Temos. 1] dada por y = f(x) = cos x é a inversa da Logo. função g(y) = arc cos y.2. Relembrando: a função f: [0. ] . Como = 1− Assim. Derivada arc cosseno. temos (arc cos x)’ = − Exemplos. temos.30 8. e sabendo que ∈ [0 . 1 – Dada ( ) = Solução: ( )= =− =− 1 √1 − 1 2√ . ]→ [−1 . √ ∙ =− . desde que f’(x) = −sem x ≠ 0 .

Como = .31 8. os dois membros da equação dada em relação a . . =1+ =1+ Logo. → ℝ dada por y = f(x) = tg x é a inversa de g(y) = acr tg y . 1 (1 + + Ou 1+ + Ou + Ou = +( + ) ) 1 1+ ∙ − ∙ = − + ∙ = + −( + ) . ou ( )’ = . ’( ) = Exemplos. implicitamente. Derivada arc tangente. − 2 + + ∙ . obtemos encontre . 1 ( ) 1 . Como a função f: − temos. .3. ’( ) = ’( ) = Temos. 1 – Dada ln( + ) = Solução: Derivando. ou .(arc )’ = ∙ . ainda .

Como Logo. ainda.32 8.5. Derivada arc cotangente. ) → ℝ dada por = ( ) = é a inversa de ( ) = Logo.4. : (0 . ’( ) = − ( ou ( 1 1+ ∙ )’ = − ou. temos = ∙ . =3 1 3 − 3 9+ 8. ’( ) = ’( ) = Portanto. vem = 1+ . Derivada arc secante. )’ = − Exemplos. . 1 ( ) ∙ De = . 1 – Dada Solução: = 3 1 + 3 ∙ −1 1 1+ 9 ∙ ∙ 1 3 = encontre . A função . ( ( )’ = )’ = − 1 1− 1 1 1 = .

temos a = ∙ .33 ( )’ = − 1 1− 1 .√ −1 ∙ 1 1 = . − ( )’ = − ( )’ = − . − 1 ( )’ = 1 −1 1 √ −1 | | 1 | |.6 Derivada arc cossecante. ( ( )’ = )’ = 1 1− ( )’ = − 1 1 −1 1 √ −1 | | 1 | | .√ −1 ∙ ( )’ = ( )’ = 8. Como Assim.

nós podemos formar a derivada de terceira ordem. dizemos que é vezes diferenciável. podemos obter a derivada de quarta ordem. . sucessivamente. Se o for. ( )( ( ) e uma função constante. A notação operacional para derivadas de ordem superior é auto-explicativa. que as funções derivadas permaneçam diferenciáveis em cada estagio. = ( ) = "( ). De um modo geral. como "(leia-se “ duas linhas”). omitidos. = ( ). e assim por diante. na prática. "são diferenciáveis num intervalo aberto. Desta forma. A correspondente notação de Leibniz é induzida como se segue: Se = ( ) tal que = ( )= ( ). por simplicidade. O tratamento algébrico em ( ) O símbolo formal. sem dúvida. Denominamos " de derivada de segunda ordem. D ( ) significa ( ) ( ). Não existe nada que prove. então sua derivada( ) é escrita. se uma partícula se move ao longo de uma reta orientada de acordo com a lei de movimentos = ( ). Derivadas Sucessivas ou de Ordem Superior. e a derivada segunda é escrita como empregada no das derivadas de ordem superior com se constata pela tabela 1. Os parênteses do denominador . derivadas de uma função tantas vezes quantas forem necessárias. se e uma função e se . Se pode ser sucessivamente diferenciavel vezes desta forma.todas as derivadas subseqüentes são nulas. Notação análoga é são. se. Então a segunda derivada é dada por = ( )= ( ). como se fosse fração real. então são representados na notação simplificada. = ( ) . Visto que isto é. ⁄ para a derivada segunda é incômodo. = ( ) . e ambas são referidas como “a -ésima derivada”. ou derivada terceira. ao se tomar. converte-se .34 9. se é uma função diferenciável em algum intervalo aberto. tambem é diferenciável no intervalo. )=0 para ≥ 5. ou derivada qurta. nós freqüentemente ignoramos deliberadamente a distinção entre a função derivada de ordem -ésima ( ) ( )e o valor desta função ( ) no ponto x. ou simplesmente de derivada segunda da função . Assim como para a derivada primeira. Por exemplo. então a derivada de é novamente uma função definida neste intervalo aberto e podemos perguntar se é diferenciável no intervalo.

derivada primeira Notação simplificada = ( ) Operador = ( ) Leibniz = 2.1 – Tabela de derivadas de ordem . Solução: ( ) = 60 ( ) = 180 − 24 + 6 − 2. derivada terceira ( ) = = ( ) ( )= = ( ) = ⋮ .35 = ( ) 1.derivada -ésima ⋮ ( ) ( ) ( ) ( ) ⋮ = ( ) ⋮ ( )= = ( ) = ( ) = ( ) ( ) Tabela 9. ( )= ( )= ( )= ( )= ( ) ( ) = 360. ( ) = 360 − 48. ( ) = 15 − − 48 + 6. Exemplos. ( ) = 0. 1 – encontre todas as derivadas de ordem superior da função polinomial 8 + 3 − 2 + 4. . derivada segunda ( ) = = ( ) ( )= = ( ) = 3.

= 2 + . Solução: ( )= e ( )= 7 (3 + 2) =7 [(3 + 2) ] = −14(3 + 2) ( 3 + 2) = −42 ∙ ( 3 + 2) (3 + 2)(2) − (2 − 1)(3) 7 = ∙ (3 + 2) (3 + 2) Portanto. Solução: (a) (b) (c) = = = 2 + =4 − =4 + = − ∙ 4 − 4+ 3 – Seja ( ) = (a) (0). (c) . .36 2 – Se (a) . ( ) (0) = ( ) ( ) (1) = (0) = 7 7 = [3(0) + 2] 4 −42 −42 = [3(1) + 2] 125 −42 −42 21 = =− ∙ [3(0) + 2] 8 4 . ache: (b) . Ache: (b) (1).

Diferenciando implicitamente em relação a . =− Portanto. (d) verifique se o resultado obtido na parte (a) concorda com os resultados obtidos na parte (c). obtemos = √9 − e = −√9 − . no ponto (1. Solução: (1) Diferenciando implicitamente. 2). encontramos 2 + 2 (2) Resolvendo a equação dada para . (b) duas funções definidas pela equação. (c) a derivada de cada uma das funções obtidas na parte (b) por diferenciação implícita. obtemos 3 Portando. temos 2( + )(2 + 2 ) (2 − 2 ) = 4 +4 ∙ do qual obtemos. Então a equação da reta tangente é: 1 − 2 = − ( − 1) 4 3 – Dada a equação + = 9. encontre: (a) por diferenciação implícita. Exemplos. 2). 2 + 2 + (2 + 2 ) (4 − 4 = − − )=4 ∙ − 2 + 2 + (2 − 2 ) −4 =4 +4 −2 +2 + + encontre . 1 – Dada ( + ) − ( + ) = Solução: Diferenciando implicitamente em relação a . 2 – Encontre a equação da reta tangente à curva Solução: + = 9 no ponto (1.37 10. +3 ∙ =0 = − . = 0 e assim =− ∙ . Diferenciação Implícita.

onde ( ) = −√9 − .38 Seja a função para a qual ( )= 9− . temos −√9 − =− ∙ Que também está de acordo com a resposta (1). a função para a qual ( ) = −√9 − . temos da parte (3) √9 − =− ∙ ( )=− Que é coerente com a resposta n aparte (1). . Para da parte (3) ( )= √9 − =− = ( ). (3) Como ( ) = (9 − ) usando a regra da cadeia obtemos 1 ( ) = (9 − 2 ) (−2 ) = − √9 − ∙ Analogamente. obtemos ( )= √9 − ∙ (4) Para = ( ) onde ( ) = √9 − .

As regras de L`Hospital. lim → ( ) ( ) existir( inito ou in inito). com g`(x) ≠ 0 para 0 < I x . p [ . A regra permanece válida se substituirmos um dos símbolos +∞.1ª Regra de L`Hospital: Sejam e derivaveis em ]p . ou -∞. p[ e em ]p . Nestas condições. que vamos enunciar a seguir.39 11. então lim existirá e ( ) → ( ) ( ) ( ) ′( ) ∙ ′( ) lim → = lim → → Observamos que a primeira regra de L`Hospital continua valida se substituirmos “ x ” ou “ x → “ ou “ x → ±∞” .p I < r. com g’ (x) ≠ 0 em ] m. aplicam-se a cálculos de limite que apresentam indeterminações do tipo 11. p + r[ ( r > 0). se lim → ( ) = +∞ . se e ∙ lim ( ) = 0.r . lim → → ( ) = 0. Teorema de L`Hospital.1 .2ª Rregra de L`Hospital: Sejam e deriváveis em ] m. lim → ( ) = +∞ lim → ′( ) existir ( inito ou in inito) então lim → ′( ) ( ) = lim → ( ) ( ) existirá e ( ) ′( ) ∙ ′( ) lim → Observamos que a 2ª regra de L`Hospital continua válida se substituirmos “ → “ por “ → ” ou por “x→p ” ou por “x→± ∞” . . 11.2. p [ . Nestas condições.

lim → = lim → ( )′ = lim ( )′ → = +∞ . 0 − 3 ∙ Solução: lim → − 6 + 8 − 1 − 3 = Temos. lim → −6 +8 −3 5 = − ∙ −1 4 − calcule lim → = ∞ .40 Exemplos. ∞ Solução: Pela 2ª regra de L`Hospital. . Assim. lim → = +∞ . lim → ( − 6 ( + 8 − 3)′ 5 = lim → – 1) ′ − 18 4 + 8 = −5 ∙ 4 Pela 1ª regra de L`Hospital lim → −6 +8 −3 ( = lim → −1 − 6 ( + 8 − 3)′ 5 = − ∙ – 1)′ 4 Ou seja. − Calcule lim → − 6 + 8 − 1 0 .

. 1 ∞ ln lim 1 → Ou seja. que nos permitirá eliminar o ln x.41 − Calcule lim → ln = [0 . Solução: Note que é uma indeterminação que poderá ser colocada na forma interessante aqui passá-la para a forma lim → ou ∙ É mais . (−∞)]. ln = lim → ln −∞ = . lim → 1 (ln )′ = lim = lim = lim (− ) = 0 1 1 → → → ′ − ln = 0 .

correspondente ao acréscimo em . =∆ .2 – [Diferencial da variável Independente] Seja = ( ) uma função derivável. 12. Segue que podemos considerar ∆ = ( + ) − ( ). Mas. éo Figura 12. a derivada de uma função real = ( ) foi vista como uma simples notação. pois esta é a interpretação geométrica da derivada. Interpretaremos.[Acréscimos e decrescimento] Um acréscimo (decréscimo) é feito a um valor x se somarmos (subtrairmos) um valor ∆ ∈ ℝ∗ . Como ( + ) ≈ ( ) ∙ . Diferencial. O diferencial de . isto é. . = ( ). a partir da definição de diferencial. então ∆ − → 0. denotado por . = ( ). 12. .1 . Logo. ( )= O acréscimo pode ser visto como uma aproximação para ∆ . Até então. denotado por acréscimo na ordenada da régua tangente . Seja De acordo com a figura 12. o ângulo = ( ) no ponto . Segue que ) ≈ ( )+ ( )∙ . 12. é o valor do acréscimo ∆ .1.1 – Interpretação Geométrica da Derivada Considere a reta tangente ao gráfico da função de inclinação de .42 12. a derivada como um quociente de acréscimo.3 – [Diferencial de Variável Independente] O diferencial de . Esta aproximação é tanto melhor quanto for o valor de → 0. podemos observar que ( ). . ( + ≈ ∆ se for suficientemente pequeno.

= Logo.1 centímetros. Obtemos = 4 ( 4) 1 =4 16 Portanto.43 Exemplos. . Colocamos = ∆ e estimamos ∆ por como se segue. Estime o erro possível no calculo de seu volume. = Ao número de centímetros no raio de uma esfera.5 centímetros e sabe-se que o erro cometido na sua medição não excede 0.5) . = Ao número de centímetros cúbicos no volume de uma esfera. Observe que = Conseqüentemente. ∆ = Ao número de centímetros cúbicos de uma concha esférica. 1 – Encontre aproximadamente o volume de uma concha esférica cujo raio interior é 4 cm e cuja espessura é Solução: Consideremos o volume da concha esférica como o incremento do volume de uma esfera. ∆V ≈ 4π. 4 3 . representa o erro no cálculo do volume. Solução: O valor real do raio é 1.5 + ∆ ) . 2 – o raio de uma esfera de aço mede 1. O volume da esfera e calculado a partir da medida de seu raio usando-se a fórmula = 4 3 . onde ∆ é o erro de medida. o valor verdadeiro o volume é4 3 (1. nas expressões anteriores. A diferença∆ = 4 3 (1. Sejam.5) .5 + ∆ .1. Sabemos que |∆ | ≤ 0.5 + ∆ ) − 4 3 (1. e concluímos que o volume da concha esférica é aproximadamente 4π cm . 4 3 =4 . enquanto o valor do volume do raio calculado medido é 4 3 (1. =4 Substituindo =4 = . cm.

|∆ | ≈ |9 ∆ | = 9 |∆ | ≤ 9 (0.9 ≈ 2. e então o erro possível é limitado em valor absoluto por cerca de 0. A velocidade média da partícula entre os instantes e + ∆ é definida pelo quociente entre ( ∆ ) ∆ ( ) . Isto significa dizer que a função fornece a cada instante a posição ocupada pela partícula na reta.9 .A diferença∆ no volume desses dois cilindros é o volume procurado da camada. Solução: O volume de um cilindro circular reto é igual à sua altura vezes a sua área da base. Se V . o volume da camada é aproximadamente 13. Portanto. ( ) = lim ∆ → ( +∆ )− ( ) ∙ ∆ O quociente ( ∆ ) ∆ ( ) é a aceleração média entre os instantes +∆ . denota o volume de um cilindro (sólido) de altura 6 centímetros e raio r.1) = 0.44 ∆ ≈ = = ∆ =4 ∆ = 4 (1. pela definição de derivada. Assim. . A velocidade da partícula no instante (caso exista) de em . então = 6 . onde ∆ = ( + ∆ ) − ( ) é o deslocamento da partícula no é definida como sendo a derivada instante e + ∆ . Fazemos = e usamos a aproximação ∆ ≈ = = (6 ) = 12 12 = 12 (2) 1 10 = .8 . 5 ≈ 7.5 centímetros cúbicos. 3 – Use diferenciais para achar o volume aproximado de uma camada cilíndrica circular de 6 cm de altura cujo raio interno mede 2 centímetros e cuja espessura e de 1 10 í . ( ) = lim ∆ → = ( ). ( +∆ )− ( ) ∙ ∆ = ∙ A aceleração no instante é definida como sendo a derivada em da função ( ) = Pela definição de derivada.5) ∆ = 9 ∆ . Taxa de Variação. Suponhamos que uma partícula se desloca sobre o eixo com função posição = ( ). isto é: ( )= Assim.

quando a base se encontre a 3 m da parede? Solução: Seja. = Ao número de metros desde a base da escada à parede em t seg.45 Exemplos. temos de (2) 3 9 ∙3=− ∙ 4 4 Portanto. = 4. a parte superior da escada está deslizando na parede à taxa de 2 m/seg. temos = 25 − Como e obtemos (1) são funções de . (1) que = −2 . (1) em relação a = 3. . 1 – Uma escada de 5 metros de altura está apoiada numa parede vertical. Se a base da escada é arrastada horizontalmente da parede a 3 m/seg. = Ao número de metros desde o piso até a parte superior da escada em t seg. a que velocidade desliza a parte superior da escada ao longo da parede. = Ao número de segundos transcorridos desde que a escada começou a deslizar na parede. ( O significado do sinal menos é que decresce quando cresce. Como = 3. encontrar quando = 3. Queremos 2 Dando-nos =− Quando ] =− (2) = 3. segue da eq. Do teorema de Pitágoras. Como a base da escada é arrastada horizontalmente da parede a 3 m/seg. derivamos ambos os membros da eq. quando a base está a 3 m da parede.

temo0s conseqüentemente m/s = 15 m/s. (3) temos que = 500. = Ao número de metros que o primeiro carro está distante de P em seg. = 400. 54 km/h = 54 ∙ / . temos = + (3) Derivando os dois membros da eq. como Queremos encontrar Do teorema de Pitágoras. 500 Portanto. quando = −15. = 400 = 300. (3) em relação a t. com base na eq. no instante em que o primeiro estiver a 400 m e o segundo estiver a 300 m do cruzamento? Solução: Seja. .46 2 – Dois carros. um dirigindo-se para o leste à taxa de 72 km/h e o outro para o sul à taxa de 54 km/h estão viajando em direção ao cruzamento de duas rodovias. = ∙ (4) Quando substituindo-se ] = = 400 = 300. no instante em questão os carros aproximam-se um do outro à taxa de -25 m/seg. (4) = −20. = −15. E assim. Analogamente. = 300 = 500 obtemos (400)(20) + (300)(−15) = −25. A que taxa os carros se aproximam um do outro. obtemos 2 =2 +2 . na eq. = Ao número de metros que indica a distancia entre os dois carros em Desde que o primeiro carro se aproxima de P à taxa de72km/h = 72 que decresce quando t cresce. = 20m/seg e = −20. = Ao número de metros que o segundo carro está distante de P em seg.

+ 3 − 2] = ≥ 0.1 – Representação Gráfica da inclinação da reta Tangente. para todo ∈ ( .5 ℎ + 0. ( ) > 0. que quando a inclinação da reta tangente for positiva. a função será decrescente. b). ).5ℎ + 3ℎ = ℎ 14 – Intervalos de Crescimento e Decrescimento. Figura 14.5 + 3 . ]. b] e derivável no intervalo aberto ( ) > 0.a receita bruta associada ao produto é dada por ( ) = 0. .qual é a taxa de variação da receita com o nível de produção quando 3 unidades estão sendo fabricadas? Para esse nível de produção.5ℎ + 3.5( + 2 ℎ + ℎ ) + 3( + ℎ) − 2] − [0. então é decrescente em [ . a função será crescente e quando a inclinação da reta for negativa. é crescente quando ( ) < 0.1. é dita monótona. Seja (a. ]. 14. a receita aumenta ou diminui com o aumento da produção? Solução: Como representa o numero de unidades fabricadas. Se Se Em ambos os casos 14. para todo ∈ ( . (i) (ii) uma função definida no intervalo fechado [a. temos necessariamente quociente – diferença de ( ) é ( + ℎ) − ( ) = ℎ = = [0.2 – Interpretação geométrica. então é crescente em [ .2 milhares de reais. O ℎ + 0.47 3 – Um empresário calcula que quando unidades de um certo produto são fabricadas. Observe na figura 14. Como ( ) é a inclinação da reta tangente à curva = ( ). ).1 – Teorema.

Figura 14. pois sua derivada é ( )=3 ≥ 0. ( )= é crescente em ℝ. ∀ ∈ ℝ∗. pois sua derivada é ( )=− < 0. Freqüentemente nos interessamos por uma função definida num dado intervalo e queremos encontrar o maior ou o menor valor da função no intervalo. 2 – A função ( ) = é decrescente em qualquer intervalo que não contenha o zero. 1 – A função ∀ ∈ ℝ. Máximos e Mínimos. Figura 14. Discutiremos esta questão a seguir.2 – gráfico da função ( ) = . .3 – Gráfico da função ( ) = ∙ 15.48 Exemplos.

. 15. ∀ ∈ . mostra o esboço de parte do gráfico de uma função.1. Dizemos que é ponto de: 15. Se ( ) ≤ ( ). um ponto de máximo ou de mínimo é chamado de ponto extremo. contendo Máximo e Mínimo local. Se ( ) ≥ ( ).3 – Mínimo Relativo.1. Em geral. ( ) ≤ ( ).1 – Gráfico de uma Função . ∀ 15. Se existir um intervalo aberto contendo tal que ∈ ∩ . ∀ 15. Figura 15. Se existir um intervalo aberto contendo tal que ∈ ∩ . A figura 15.2 – Máximo absoluto.1 – Definições: Sejam : → ℝ uma função e ∈ . tendo um valor mínimo local em = e um valor máximo local em = .1 – Máximo relativo.4 – Mínimo absoluto. ∀ ∈ .49 15.1.1.1. ( ) ≥ ( ).

2]. em (−3. Não existe um valor máximoabsoluto de em [1. 2] . → Mas ( ) é sempre menor que 8 no intervalo dado.3. Solução: A figura 15. pois lim ( ) = −9. encontre os extremos absolutos de em (-3.2]. 4) se existirem. y -3 o 2 x -4 -9 Figura 15. 2] se existirem. y 8 2 1 4 x Figura 15.2 – gráfico de 2 . Não existe valor mínimo absoluto de em(−3.4). Absolutos de no intervalo [1. 4). A função tem um valor mínimo absoluto de 2 em [1. pois lim ( ) = 8.50 Exemplos.1. A função tem um valor máximo absoluto de 0 em (−3. → mas ( ) é sempre menor que −9 no intervalo dado.4). 2]. 1 – Dada ( ) = 2 encontre os extremos.Dada ( ) = − Solução: A figura 15.3 – Gráfico de em (-3.4). mostra um esboço do gráfico de em [1. apresenta um esboço do gráfico de em [1.

e (−5) = −4.4. Note que tem um valor máximo relativo em 1 e um valor mínimo relativo em 3. pois (−√2) ≤ ( ) para todo ∈ (−2. o valor mínimo absoluto de em [−5.51 3 . Solução: +1 −6 +7 <1 1≤ encontre os extremos absolutos de em [−5. .4 – Gráfico da Função em [-5.2). Y -2 .2). pois ′ não existe em 1.0) (√2) ≤ ( ) para todo ∈ (0. 4] 4 . y o x Figura 15. Note também que 1 é um numero crítico de .A função ( ) = 3 − 12 tem um máximo relativo em (−2. mostra um esboço do gráfico de em [−5. = 0.2) tal que (0) ≥ ( ) para todo ∈ (−2.4] ocorre em −5.4] A figura 15. conforme figura 15. pois existe o intervalo Em = −√2 = +√2.5. O valor máximo absoluto de em [−5.2 2 2 X -12 Figura 15. e 3 é um numero crítico de .4] ocorre em 1 e (1) = 2. pois (3) = 0. a função dada tem mínimos relativos.5 – Gráfico da Função ( ) = 3 − 12 .Dada ( ) = se existirem. 4].

a função g(x) = ( ) em [a. x Є [a.2 – Teorema de Weirstrass.52 15. b]}. b]. então existirão f( ) para todo x em [a. b]. a diferença M – f(x) poderá se tornar tão pequena quanto se queira e. Demonstração: Sendo f continua em [a. b]}. b] tais que f( ) ≤ f(x) ≤ Assim. Provaremos. Se tivéssemos f(x) < M . por menor que seja r > 0. b] que é uma contradição (Se g fosse limitada em [a.b]} admitirá supremo e ínfimo. que M = f( ) para algum para todo x em [a. Se f for continua em [a. Com raciocínio análogo. Sejam. prova -se que f( ) = m para algum . b].b]. f(x) < M E assim. g(x) poderá se tornar tão grande quanto se queira. e em [a. b]. logo devemos ter M = f( ) para algum em [a. b]. b]. f será limitada em [a. então existiria um β > 0 tal que para todo x em [a. b]. b]. b].b] ( veja observação na outra página). portanto. portanto. b]. b]. Observação: A idéia que nos levou a construir tal função g foi a seguinte: Sendo M o supremo dos f(x). assim. a seguir. mas não limitada em [a. b] não pode ocorrer. em [a. m = Inf {f(x) / x Є [a. . Seria continua em [a. para todo x em [a. daí o conjunto A = {f(x) / x Є [a. M = Sup {f(x) / x Є [a. m ≤ f(x) ≤ M. Segue que f(x) < M para todo x em [a. para todo x em [a. existirá x tal que M – r < f(x) < M. b] 0<= ( ) <β e. M não seria supremo de A).

Se ( ) > 0. Se ( ) < 0. Seja : → ℝ uma função derivável. na 15. é Portanto. 3. temos uma vizinhança de um ponto c de mínimo local. ). tal que ( )=0 ( ) não existe. então é derivável em . 15. onde as retas tangentes à curva passam de coeficiente angular negativo (à esquerda de c) para (à direita de c). ela mostra que. as retas tangentes a curva passam de coeficiente angular positivo (à esquerda de c) para negativo (à direita de c). II. E o coeficiente angular é justamente a derivada de . ∀ de . numa vizinhança de um ponto c de máximo local. Observe a Figura 15. ≠ ≠ . b) exceto possivelmente em ∈ ( . 2. ∀ de . um intervalo e 1. ]. Enquanto que. ( ) = 0. isto é. ∀ ( ) > 0.6. ] → ℝ é uma função contínua e derivável em (a. Então 15. então será um valor máximo relativo em c. uma condição necessária para a existência de um extremo relativo em um ponto é que seja um ponto crítico de . ∀ > . e se ( ) mudar o sinal de negativo para positivo enquanto x cresce através de c. .4 – Teorema (Critério da primeira derivada).3. ∈ tal que: é um ponto de máximo ou de mínimo local. < < ( ) < 0. Seja ∶ [ .7.3 – Teorema de Fermat. é um dos extremos do intervalo .53 15. então c é um ponto de máximo local > . O ponto pertencente ao domínio de chamado de ponto crítico de . então terá um valor mínimo relativo em c. Note que em ambos os casos ( ) existe e é igual a zero. I. então c é um ponto de mínimo local Esse teste estabelece essencialmente que se for contínua em c e ( ) mudar de sinal positivo para negativo quando cresce através de c. se = [ .1 – Definição.

mostra. não tem um ponto crítico.6 Figura 15. nesse caso em =2 extremo relativo em 2. Exemplos. e se ′( ) mudar o sinal de negativo para positivo enquanto cresce através de c.7 Resumidamente. Figura 15.8. então terá um valor mínimo relativo em c.8 .54 Figura 15. este teste estabelece essencialmente que se for contínua em c e ( ) mudar de sinal positivo para negativo quando cresce através de c. esboçada na Figura 15. 1 – A função ( ) = ( − 2) . que mesmo tendo um ( ) > 0 quando > 2 ou seja.

Segue que: = 3 = 1 são números críticos de .9. Solução: Temos que ( ) = 3 − 12 + 9 e ( ) existe para todos os valores de por se tratar de um polinômio. Pra determinar se possui extremos relativos nesses números. Tabela 15. (3) Aplique o teste da derivada primeira ( ) = 0. os valores de para os quais ( ) não existe. e Figura 15. contudo ( ) > 0 quando < ( )<0 quando > . ou para os quais 3 – Dada ( ) = − 12 + 9 + 1 ache os extremos relativos de . isto é.1 Figura 15. Portanto. aplicaremos o teste da primeira derivada.1. 3 − 12 + 9 = 3( − 3)( − 1) = 0. Figura 15. (2) Ache os números críticos de ( ). bem como os intervalos nos quais é crescente e aqueles onde é decrescente.9 Em suma. ou seja. para determinar os extremos relativos de : (1) Ache ( ). mostra um esboço de gráfico de uma função . conforme o tabela 15. Faça um esboço do gráfico.10 . resolve-se a equação ( ) = 0. que tem um valor máximo relativo num número c mas ( ) não existe. Determine os valores de nos quais ocorrem extremos relativos.55 2 – A figura15.10. aplicando teste da derivada primeira.

5. podemos determinar se uma função tem valor máximo ou mínimo relativo num número crítico c. Figura 15. Sejam : [ . Percebe-se. ( ) > 0. a função = possui um mínimo relativo.12 Figura 15. nas Figuras. verificando o sinal de ′ em números contidos em intervalos à direita e à esquerda de c. c é ponto de máximo local.56 15. = − e = . nada se pode concluir quanto aos extremos relativos. utilizar somente o teste da derivada primeira. . 15. Em = 0. que o teste falha quando f (c) = 0.1 – critério da segunda derivada. Deve-se. portanto. no entento.13 Considerando as funções = .11 Figura 15. Com o teste da primeira derivada. e = − possui um máximo relativo. facilmente. notemos que cada uma delas possui a segunda derivada nula em = 0. c é ponto de mínimo lolcal. ] → ℝ uma função contínua e derivável até segunda ordem em ( . Veremos a seguir. para y = x não tem máximo e nem mínimo relativo. que exibiremos a seguir. com derivadas ′′ também contínuas em e c ∈ tal que ( ) = 0. (1) Se (2) Se ( ) < 0. ). = Então. outro teste para extremos relativos envolvendo somente o número crítico c.5 – outro teste para o cálculo de máximos e mínimos.

14. A reta tangente em ( .1 – Interpretação geométrica do Teorema de Lagrange.14 16.57 15. ) tal que ( )− ( ) = − ( ). existe um ∈ ( . Figura 15. então existe pelo menos um ponto ∈ ( .6 – Teorema de Lagrange. ( )). 15. onde a reta tangente é paralela à reta secante por A e B. b] e derivável em (a. Deste modo. Concavidade e ponto de inflexão. O Teorema de Lagrange afirma que existe um ponto sobre a curva entre A e B. ou seja. ] → ℝ é uma função contínua em [a. ( )) e B( . conforme Figura 15. . b). ( )) ao ( )( − ). Seja derivável no intervalo e seja gráfico de é − ( )= ( )( − ) ou = ( )+ um ponto de . Num esboço do gráfico da função .6. a reta tangente em ( . ( ) ( ) é a inclinação do segmento de reta que liga os pontos A( . ) tal que ( )= ( ) ( ) = ( ). Se ∶ [ . ( )) é o gráfico da função T dada por ( ) = ( )+ ( )( − ).

58

Definições. 1 – Dizemos que tem a concavidade para cima no intervalo aberto , conforme as Figuras 16.1 e 16.2, se quaisquer que sejam e em , com ≠ .
y
f

f

y

T

P
Figura 16.1

X

x
Figura 16.2

x

2 – Dizemos que

tem a concavidade para baixo no intervalo se

( ) < ( ).

Quaisquer que sejam

e

em , com

≠ .

3 – Sejam uma função e ∈ , com contínua em . Dizemos que é ponto de inflexão de se existirem números reais e , com ∈ ] , [ ⊂ , tal que tenha concavidade de nomes contrários em ]a, p[ e em ]p, b[, como podemos perceber nas Figuras 16.3 e 16.4.
Y

f p X

Figura 16.3

Figura 16.4

59

Teorema. Seja (i) (ii) uma função que admita derivada até a 2ª ordem no intervalo aberto . Se Se ( ) > 0 em , então ( ) < 0 em , então terá a concavidade voltada para cima em . terá a concavidade voltada para baixo em I.

Exemplos. 1 – Seja inflexão. Solução: ( )=− ( )=( − 1) ∙ ∙ ( )= . Estude com relação à concavidade e determine os pontos de

Como

> 0 para todo , o sinal de

( ) é o mesmo que o de

− 1.

Figura 16.5 ( ) > 0 em ] − ∞, −1[ e em ]1, +∞[. ( ) < 0 em ] − 1, 1[. Então, conforme a Figura 16.5, tem a concavidade voltada para cima em ] − ∞, −1[ e em ]1, +∞[ ; tem a concavidade voltada para baixo em ] − 1,1[ ; Pontos de inflexão: −1 1.

60

2 – Dada a função de inida por ( ) = − 6 + 9 + 1 ache o ponto de inflexão do gráfico de , caso tenha, e determine onde o gráfico é côncavo e convexo. Solução: ( ) = 6 − 12. ( ) existe, para todos valores Temos que ( ) = 3 − 12 + 9 e de . ( ) = 0 ⟺ 6 − 12 = 0 ⇔ = 2. Para determinar se existe ou não um ponto de inflexão em = 2, precisa verificar se ( ) muda de sinal; ao mesmo tempo, determinamos a concavidade do gráfico para respectivos intervalos, conforme Tabela 16.1 e Figura 16.6.

Tabela 16.1

Figura 16.6

3 – Dada ( ) = − 5 − 3 verifique que a hipótese do teorema do valor é satisfeita para = 1 = 3. Então, encontre todos os números no intervalo aberto (1,3) tais que ( )= Solução: Como é uma função polinomial, é continua e derivável para todos os valores de . Portanto, a hipótese do teorema do valor médio é satisfeita para qualquer . ( )=3 (1) = −7 Logo, (3) − (1) −27 − (−7) = = −10. 3−1 2 Determinando ( ) = −10, obtemos 3 Ou 3 − 10 + 7 = 0 − 10 − 3 = −10 − 10 − 3 (3) = −27 (3) − (1) ∙ 3−1

y = 1 -2 -1 0 1 2 x Figura 16. o único valor possível para 7 ∙ 3 4 – Dada ( ) = ⁄ trace um esboço do gráfico de .7 – Gráfico da Função ( ) = .3). Mostre que não existe número intervalo aberto (−2.61 Ou (3 − 7)( − 1) = 0 Que resulta: = 7 3 = 1. ( )= 2 3 ⁄ . 2 3 ⁄ . é Como 1 não pertence ao intervalo aberto (1. ( )= Portanto.7.2) tal que ( )= (2) − (−2) ∙ 2 − (−2) quando no Que condição da hipótese do teorema do valor médio não é verificada para −2 =2? Solução: Um esboço do gráfico de é mostrado na figura 16.

17.1 – Gráfico da Função =√ ∙ . = 0. Y 1 X -1 Figura 17.2]. Portanto. a condição (ii) da hipótese do teorema de valor médio não é verificada para quando = −2 = 2. A reta ( ) lim → = é uma assíntota horizontal de do gráfico de uma função = ( ) se ocorrer: ( )= .1 – Assíntotas Horizontais. Ou lim → ( )= . lim → √ +2 =1 lim → √ +2 = −1. Exemplos. 17. A função é continua no intervalo fechado [−2.2). não é derivável no intervalo aberto (−2. Assíntotas. 1 – As reta = √ +2 =1e ∙ = −1 são assíntotas horizontais do gráfico de Porque.62 (2) − (−2) 4 = 2 − (−2) Não existe número para o qual 2⁄3 ⁄ ⁄ −4 4 ⁄ = 0. pois (0) não existe. Contudo.

1+ Figura 17.2 – Assíntotas Verticais. pois ( ) = −∞.A reta lim → = 0 é uma assíntota vertical da função = ln ( ). Figura 17. A reta = é uma assíntota vertical do gráfico de uma função pelo menos uma das situações: ( ) lim → = ( ) se ocorrer ( ) = +∞ ( ) = −∞ → ( ) lim → ( ) lim ( ) lim → ( ) = +∞ ( ) = −∞ Exemplos.3 – = .2 – Gráfico da função = ∙ 17. pois 1+ −1 = 1. . 1 .63 2 – A reta = = 1 é uma assíntota horizontal da função lim → −1 .

pois 1 = +∞ ∙ ( − 1) Figura 17. (4) Uma função pode ter no máximo duas assíntotas oblíquas.3 – Assíntotas Oblíquas.64 2 – Reta lim → = 1 é uma assíntota vertical de função = ( ) . E uma vez determinado o k. as expressões de k e de b para outra possível assíntota oblíqua. (1) Substituindo-se → −∞.4 – Gráfico da 17. que = lim [ ( ) − → ]. se ocorrer: ( ) lim [ ( ) − ( → ( ) lim [ ( ) − ( → É possível se mostrar que = lim → ( ) . não existe a assíntota oblíqua. ocorrendo quando = 0. (2) Em ambos os caso. obtem-se. A reta = =( ) ∙ + é uma assíntota oblíqua do gráfico de uma função + )] = 0 ou + )] = 0 = ( ). incluindo as horizontais. (3) As assíntotas horizontais são casos particulares das assíntotas oblíquas. se não existir um dos limites acima de inidas para k e b. . analogamente.

8) Esboço do gráfico de . √ e (1. √ √ = ±1 e =± √ ∙ ∈ (−∞.C. 0). 1 . se = 0 então (1. 5) Concavidade ( ) > 0 se ( ) < 0 se ( ) = 6( − 1)(5 √ − 1) . resolvendo a equação ( ) = 0. − 1) = 0 implica que . 4. são = ±1 e ± √ 6) Ponto de inflexão: As abscissas dos pontos de inflexão de 7) Assíntotas de : A curva não possui assíntotas. o teste da primeira derivada para analisar a mudança de sinal temos: ( ) < 0. Exemplos. 2. Determinar os pontos. 8. nos intervalos −1. Determinar os pontos de inflexão. 0) e (0. a curva passa pelos pontos 3) Pontos críticos de : ( ) = 6 ( − 1 ) . então = −1 e. 4) Máximos e mínimos relativos de : ( ) = 6( − 1)(5 − 1). Determinar os pontos de Máximos e Mínimos. −1). .Esboçar o gráfico da função ( ) = ( Solução: ( ) = ℝ. +∞). obtemos = 0. ± 1. Determinar as assíntotas. ∪ √ Conclusão: : tem C. − tem C.V. então = 1 não é ponto extremo de . −1) ∪ − ∈ −1.+∞). Logo. que são os pontos crítico de .B. Logo. . − √ ∪ (1. Determinar o domínio de . (−1.V. − √ . 1) Domínio: 2) Intersecções com os eixos coordenados: se = 0. = 1 e = −1. 7. −1). 5. Usando. 6. Esboçar o gráfico. .65 18. e √ . nos intervalos (−∞. Calcular os pontos de intersecção do gráfico com os eixos coordenados.1 . Esboço Gráfico de Funções. para > 0. 3. (0) > 0 e 0 é o ponto mínimo relativo de . (±1) = 0 e o teste da segunda derivada não nos diz nada. Estudar a concavidade. então. devemos seguir os seguintes passos: 1. Para obtermos o esboço gráfico de uma função.

+∞ . ( ) = ℝ. >− . ′′( 2) > 0 2 é ponto de mínimo. 6) Ponto de in lexão: A abscissa do ponto de in lexão de 7) Assíntotas de : A curva não possui assíntotas. ′′ ( ) ′′ ( ) 4) á í : = −6 − 12 . . V. . = 2 ′( ) 3) í : = 12 − 6 − 6 . ′′ ( ) = −6 − 12 = 0 )>0 <− Conclusão: o grá ico de tem C. B. 2 – Esboçar o grá ico da função ( ) = −7 + 12 − 3 Solução: −2 . 8) Esboço do gráfico de . é − . − ′( ) çã = 0. 1 <0 1 é 5) ′′ ( á : ) < 0 se ′′ ( . em −∞. então = −7 = 0.2 – Gráfico da Funçãof(x) = −7 + 12x + 3x − 2x . Figura 18. C. Em − .66 Figura 18. − e tem C. =− . . = 1 . 1) Domínio: 2) Intersecção com os eixos coordenados: = 0. V. í = −2. = 1 −7 .1 – Gráfico da Função ( ) = ( − 1) .

5 ) = 5. para termos uma função continua devemos tomar x para todos os valores reais no intervalo [40.600 = (80).qual devera ser a capacidade de assentos para se obter o maior lucro semanal? Solução: Sejam x= o numero de lugares que a lanchonete comporta. 220]. o lucro por lugar é $ 70. = [70 – 0.ou seja. por definição. Quando 40 ≤ ≤ 80.00 por lugar. O valor de p depende de x e é obtido ao multiplicarmos x pelo numero de cruzeiros obtido no lucro por lugar.contudo. 1 . Assim. Exemplos.67 19. =0 quando = Embora x seja um inteiro.5 .5 é negativo para > 220. temos ( )= 70 110 − 0.5 220 e 110 − 0.quando > 80 o lucro de cruzeiros por lugar é [ 70 – 0. pois lim → ( ) = lim 70 = 5. Problemas de Otimização Envolvendo máximos e Mínimos.5( – 80 )].No planejamento de uma lanchonete foi estimado que se existem lugares para 40 a 80 pessoas o lucro semanal será de R$ 70.5 40 ≤ 80 ≤ ≤ 80 ≤ 220 O extremo superior de 220 para é obtido notando que 110 – 0.00 e por tanto = 70 .600. → e → lim ( ) = lim (110 − 0. → .600. Notemos que p é continua em 80.contudo a capacidade de assentos esta acima de 80 lugares.5( – 80 )] = 100 – 0. P= o numero de cruzeiros no lucro total semanal.o lucro semanal em cada lugar será reduzido em 50 centavos pelo numero de lugares excedentes. → De onde resulta que lim ( ) = 5.

Então. Mas.46 + 120x. é o ponto Maximo.68 Logo. logo. é continua no intervalo fechado [ 40. (110) = 6050 (220) = 0.6 v= 90.4). 220] e o teorema do valor extremo garante a existência de um valor Máximo absoluto de neste intervalo. Logo. deve-se tirar de cada canto quadrados iguais. observando que 0 < x < 4.determine o comprimento dos lados dos quadrados que devem ser cortados para a produção de uma caixa de volume Maximo.92 + 120 = ( − 6)(12 − 20) = 0. temos (40) = 320. Logo. . então. .em seguida viram-se os lados para cima. 220] e nos números críticos. Solução: A altura da caixa é x. o valor Maximo absoluto de p é 6050 e o corre quando x = 110. dispondo de um pedaço retangular de papelão com 8 cm de lado e 15cm de comprimento. Temos.00. 1.600. estudando o sinal de V’.Para tanto. os números críticos de p são 80 e 110.74 . 2 – Um fabricante deseja construir caixas de papelão sem tampa e de base regular. 110 – = 0 = 110. 6 <∉ (0. p’(x) = 70 e ′(80) = 30. Quando 40 < x < 80. Então = é o único ponto critico de v. Calculamos ( ) nos extremos do intervalo [40. Determinando ’( ) = 0. devemos maximizar: V(x) = x (8 – 2x)(15 – 2x) = 4 Derivando-se e igualando a zero: V’( ) = 12 . (80) = 5. Obtemos = 6 ou = . que da um lucro semanal total de $ 6050. A capacidade de assentos deve ser de 110 lugares. a largura é (8 – 2x) e o comprimento é (15 – 2x).

69 19. Logo: ( )= + ∙ + é aproximadamente. 418. Solução: A área do cone √ + ℎ . Temos: 3.000 . o volume do tanque é de 1.8077 . obtemos que 8. Determine as dimensões do tanque que minimiza a quantidade do plástico usada na sua fabricação. Substituindo ℎ na expressão da área. em que a última igualdade usamos o teorema de Pitágoras. tem capacidade de 1. Por outro lado.000 logo.000) .3 – Um tanque sem tampa em forma de cone é feito com material plástico. Em que = (3.000 = Como antes minimizaremos =( ) .000= Eℎ = . 1.733 ℎ é aproximadamente. é aproximadamente.407 . . 12. = r h. Derivando-se e igualando a zero. Conseqüentemente. .

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