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Uso do Second Life no Suporte à Aprendizagem Contextualizada de Programação

Uso do Second Life no Suporte à Aprendizagem Contextualizada de Programação

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PhD Thesis/Tese de Doutoramento - Micaela Esteves. Teaching computer programming with Second Life.
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Published by: Leonel Morgado on Apr 08, 2011
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No que respeita aos questionários realizados neste semestre, ao primeiro e ao
segundo responderam a totalidade dos alunos (16) que participaram. No último
questionário responderam 6 da ESTG e 6 de Lab. II. Da análise feita aos
questionários e das reuniões tidas com os alunos, salientam-se os seguintes aspectos:

Método de ensino usado – ambos os grupos de alunos consideraram que os
exemplos dados para testarem e alterarem os ajudaram a compreender
melhor alguns conceitos, como a troca de mensagens entre objectos. As
funções e alguns exemplos práticos da linguagem LSL em português foram
uma boa ajuda na compreensão das mesmas. Os alunos da ESTG referiram
que eles próprios depois de pesquisaram na Internet exemplos de programas

Capítulo VII: Aplicação do Método de Investigação

179

em LSL que testaram e adaptaram ao problema proposto, tornou-lhes mais
fácil a compreensão e assimilação dos conceitos abordados. Os alunos
também foram unânimes ao afirmar que durante as aulas tiveram toda a ajuda
que necessitavam da parte da professora. Dois alunos de Lab. II inclusive
salientaram que foi essa mesma ajuda e empenho que os fez chegar ao fim do
projecto, uma vez que tinham vontade de desistir a par dos seus colegas.

Projecto proposto – os alunos de Lab. II foram unânimes ao dizer que o
enunciado era extenso, tinha muitas componentes interligadas e que não
percebiam como é que as iam implementar. Referiram também que o
enunciado era explícito, tendo sido capazes de conceber o algoritmo. No
entanto, a codificação tornou-se mais complexa, pois os alunos não
entenderam o que o programa estava a fazer, nem perceberam como
interligar a informação. Mencionaram, ainda, que não compreendiam a razão
de lhes ter sido atribuído um projecto em que grande parte do trabalho
consistia na manipulação de dados, ao contrário dos seus colegas, que fizeram
um projecto completamente diferente. Os alunos salientaram que este tipo de
projecto não se adequava a este ambiente virtual e que na opinião deles foi
uma perda de tempo, manifestando ter sido preferível realizá-lo no
compilador normal como os seus colegas de turma.

Nas respostas dadas notou-se a frustração destes alunos, pelo facto de se
terem voluntariado na expectativa que também fossem criar objectos
interessantes e terem sucesso como o seu colega. Tal não aconteceu, em parte
por terem ficado bloqueados pelo enunciado do trabalho proposto, que não
lhes despertou interesse. Como refere Schmidt e Moust (2001), o enunciado
do problema deve estimular a discussão, este influencia o tempo e o interesse
que o aluno mostra pelo assunto que está a estudar. Os mesmos autores
salientam, ainda, que um “mau” enunciado prejudica a aprendizagem dos
alunos.

Os alunos de Proj. I consideraram que o enunciado do projecto era claro,
embora as alterações efectuadas o tornassem um pouco mais difícil. Contudo,
manifestaram o agrado pelo seu desenvolvimento e mencionaram ter sido
interessante aprender a programar no SL. O enunciado e o SL motivaram-
nos na procura de soluções para implementarem o projecto na sua totalidade.

Capítulo VII: Aplicação do Método de Investigação

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Aprendizagem no SL – para a maioria dos alunos este foi o primeiro contacto
que tiveram com o SL (apenas um dos alunos de Lab. II já tinha frequentado
as aulas de Lab. I no SL). Os alunos de Lab. II referiram que não apreciaram
a experiência e que não viram vantagem alguma em aprender neste ambiente;
mesmo o aluno que já tinha frequentado aulas no SL referiu que não tinha
gostado desta experiência devido ao enunciado do trabalho. Outros alunos
exprimiram o seu desagrado em terem de aprender outra linguagem de
programação além das que já estudavam noutras disciplinas. Não obstante o
LSL tivesse semelhanças com a linguagem C, não ia ser usado, nem ao longo
do curso nem quando fossem trabalhar. Opinião oposta expressaram os
alunos do Proj. I, ao referir que gostaram muito do SL, apesar de não o
conhecerem e ter sido a primeira vez que tinham ouvido falar e usado.
Prospectaram grandes potencialidades na sua utilização futura,
principalmente no desenvolvimento de aplicações para o ensino da música4
,
entre outras coisas. Em relação à aprendizagem da programação,
consideraram a utilização do SL trazer mais vantagens relativamente aos
ambientes que tinham sido usados anteriormente noutras disciplinas do
curso, não entendendo a razão de não ter sido adoptado desde o início em
detrimento doutro muito mais complexo (DevC++).

Comentário geral sobre a actividade – os alunos não fizeram grandes
comentários, salientando-se apenas um aluno de Lab. II que referiu não ter
gostado e que estava arrependido de ter participado.

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